Você está na página 1de 2

Início e fim do processo

O primeiro sina| do inicio do processo
de compostagem e o aumento de temperatura
(50°C, mais ou menos), quando se deve
proceder o revo|vimento inicia|, seguindo-se a
outros em interva|os de 10 dias a 15 dias. O
processo se comp|eta quando a temperatura
interna da pi|ha Ior igua| a do ambiente.
Convem ressa|tar que, quanto maiores Iorem
as particu|as dos materiais componentes da
pi|ha, mais demorado será o processo de
Iermentacão. Entretanto, a trituracão de
residuos exige um custo adiciona|. Assim, o
mais indicado e que cada caso seja ana|isado
particu|armente.
Relação C/N de alguns materiais
empregados no preparo do composto (%
de matéria seca)
Material C/N
Mandioca(Io|has) 12/1
Mandioca(ramas) 40/1
Serragem de madeira 865/1
Pa|ha de mi|ho 112/1
Pa|ha de Ieijão 32/1
Capim co|onião 27/1
Capim mi|hão roxo 36/1
Mucuna preta 22/1
Crota|ária juncea 26/1
Feijão-de-porco 19/1
Feijão guandu 29/1
Casca de arroz 39/1
Torta de coco 12/1
Bagaco de cana 22/1
Bagaco de |aranja 18/1
MacroIitas aquáticas 19/1
Esterco de ga|inha 10/1
Esterco de gado 18/1
Custo do preparo do composto artesanal
É estimado em 1 homem - dia por
tone|ada (± 2m
3
).
Doses de aplicação
São consideradas baixos, medios e
a|tos os seguintes va|ores. 10t/ha, 30t/ha e
acima de 30t/ha, respectivamente.
FICHA TÉCNICA
Texto e Fotos
Marinice O. Cardoso e Ci|berto de A. Pibeiro (lNPA/CPCA )
Revisão
Comité de Pub|icacões da Embrapa Amazðnia Ocidenta|
Diagramação e arte
C|audeison Lima Si|va
Tiragem: 150 exemp|ares
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Centro de Pesquisa Agroflorestal da Amazônia Ocidental
Ministério da Agricultura e do Abastecimento
Rodovia AM-010, Km 29, Caixa Postal 319, CEP 69.011.970
Fone (092) 622-2012 Fax (092) 622-1100, Manaus, AM
USO NO CULTIVO DE
HORTALIÇAS
Amazônia Ocidental
Manaus, AM
1998
M
I
N
I
S
TÉR
IO
D
A
A
G
R
IC
ULT
U
R
A
PRODUTIVIDA
E
DE
A
E Q
D
U
I AL
D
A materia orgánica ap|icada ao so|o
beneIicia as p|antas, porque Iornece
nutrientes essenciais, atuando tambem na
disponibi|idade dos mesmos; aumenta a
capacidade de retencão de água e aeracão,
permitindo maior penetracão e distribuicão
das raizes, entre outros, e Iavorece o
aumento da popu|acão de organismos
saproIiticos (que se a|imentam da materia
orgánica em decomposicão), em detrimento
dos parasitas das p|antas cu|tivadas.
O composto orgânico e uma
a|ternativa de Ionte de materia orgánica no
cu|tivo de horta|icas, em substituicão ao
esterco de animais. O esterco tem precos
a|tos no estado do Amazonas, e insuIiciente
para abastecer o mercado e em a|gumas
áreas e raramente encontrado. Enquanto que
o composto orgánico e produzido dentro da
propriedade. Pode ser usado em qua|quer
cu|tura, mas os maiores retornos ao
investimento são obtidos com as cu|turas
intensivas, como as horta|icas.
PREPARO E MANEJO DO COMPOSTO
ORGÂNICO
A compostagem e um processo
bio|ogico de transIormacão da materia
orgánica crua em substáncias humicas com
propriedades e caracteristicas comp|etamente
diIerentes do materia| que |he deu origem.
Para o preparo do composto são
necessários dois componentes. os restos
vegetais e os meios de fermentação.
Exemp|os de materiais vegetais que podem
ser usados. sobras de cu|turas, capins de
corte, p|antas |eguminosas, qua|quer
p|antacão rasteira que produza massa vegeta|
abundante e serragem de madeira. Na região
amazðnica as macroIitas aquáticas e a
biomassa produzida pe|as invasoras
(especia|mente na várzea) são boas opcões.
Podem ser uti|izados como meios de
Iermentacão. estercos, camas de animais,
Iezes e urinas captadas em esterqueira, terra
urinosa (de estábu|os), residuos de
matadouros e de IrigoriIicos contendo
sangue, conteudo intestina| e o proprio
composto humiIicado de compostagem
anterior. Os meios de Iermentacão ou
inocu|antes são os responsáveis pe|a
mu|tip|icacão e disseminacão dos
microorganismos por toda a pilha do
composto.
1. Materia| em Iase inicia| de compostagem
2. Materia| em compostagem adiantada
3. Composto pronto para uso
4. Chorume
5. Agua ou chorume
*Nas fases 1 e 2, após revolvimento
Relação carbono/nitrogênio
Na esco|ha dos materiais deve-se
atentar para a re|acão
carbono/nitrogénio(C/N), que na mistura
inicia| deve Iicar entre 25/1 a 35/1. Uma
compostagem Ieita com materia| muito rico
em C e com baixos teores de N vai aquecer
muito devagar e ter uma Iermentacão |enta.
Neste aspecto, compostos Ieitos a partir de
serragem de madeira (a|ta C/N) apresentam
em gera| Iermentacão demorada o que exige
cuidados especiais no tocante ao uso em
horta|icas. Cuando o materia| e rico em N e
pobre em C, ocorrerá despreendimento de
amðnia, exa|ando cheiro caracteristico.
Montagem da pilha de compostagem
Co|ocar uma camada de cerca de 30
cm do materia| vegeta| e outra de 5cm do
inocu|ante, aproximadamente. Pepetir as
camadas ate a a|tura de 1,5 m. A u|tima deve
ser do materia| vegeta|. As camadas não
devem ser compactadas, para permitir
aeracão, Iaci|itada pe|a inc|usão de certo
percentua| de residuos de granu|ometria
grosseira. O comprimento da pi|ha e variáve|
e uma boa |argura e de 2 m. O revo|vimento
periodico e importante para promover aeracão
e suprir de oxigénio os microorganismos em
atividade na pi|ha, tareIa que e Iaci|itada
(manua|mente) nas dimensões sugeridas. Há
necessidade de regas periodicas para manter
a umidade por vo|ta de 50%, que e requerida
pe|os Iungos, actinomicetos e bacterias
responsáveis pe|a compostagem. O excesso
de água e prejudicia|, o que exige cobertura
da pi|ha visando protegé-|a de excesso de
chuva.

( " ! " D ! " E $% $% # ! $% $% " $% " Relação carbono/nitrogênio $% 6B " 1 ! ! 6 6 #6 6 $% . ! $% " D F * ! + * 2 G *Nas fases 1 e 2. após revolvimento 9 # ! # " ' ) meios de @ ' " .? 2 . ! @ .? + . $% ' ? $% H 6 ! D composto ! $ ( " # D 1 % " $ 6 $% orgânico " 6 ! " ' Montagem da pilha de compostagem 2 ' ( $% " ' @ ! + ! ! = (F % # $% A 9 K ' J# % PREPARO E MANEJO DO COMPOSTO ORGÂNICO ( " 9 D ! 1 # vegetais &' . " % . restos fermentação. #" ! F D $% $ ! & $% ! ! % $% # $% pilha ! 9 " B $ ' ? ! I $% # % " $A 9! 6 ? # % " ? . ! ? ! .