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5. CONSISTÊNCIA DOS SOLOS.
Quando tratamos com solos grossos (areias e pedregulhos com pequena quantidade ou
sem a presenca de Iinos), o eIeito da umidade nestes solos é Ireqüentemente negligenciado, na
medida em que a quantidade de agua presente nos mesmos tem um eIeito secundario em seu
comportamento. Pode se dizer, conIorme alias sera visto no capitulo de classiIicacão dos
solos, que podemos classiIicar os solos grossos utilizandose somente a sua curva
granulométrica, o seu grau de compacidade e a Iorma de suas particulas. Por outro lado, o
comportamento dos solos Iinos ou coesivos ira depender de sua composicão mineralogica, da
sua umidade, de sua estrutura e do seu grau de saturacão. Em particular, a umidade dos solos
Iinos tem sido considerada como uma importante indicacão do seu comportamento desde o
inicio da mecânica dos solos.
Um solo argiloso pode se apresentar em um estado liquido, plastico, semisolido ou
solido, a depender de sua umidade. A este estado Iisico do solo dase o nome de consistência.
Os limites inIeriores e superiores de valor de umidade para cada estado do solo são
denominados de limites de consistência.
No estado plastico, o solo apresenta uma propriedade denominada de plasticidade,
caracterizada pela capacidade do solo se deIormar sem apresentar ruptura ou trincas e sem
variacão de volume.
A maniIestacão desta propriedade em um solo dependera Iundamentalmente dos
seguintes Iatores:
Umidade: Existe uma Iaixa de umidade dentro da qual o solo se comporta de maneira
plastica. Valores de umidade inIeriores aos valores contidos nesta Iaixa Iarão o solo se
comportar como semisolido ou solido, enquanto que para maiores valores de umidade o solo
se comportara preIerencialmente como liquido.
Tipo de argilo¬mineral: O tipo de argilomineral (sua Iorma, constituicão
mineralogica, tamanho, superIicie especiIica, etc.) inIlui na capacidade do solo de se
comportar de maneira plastica. Quanto menor o argilomineral (ou quanto maior sua
superIicie especiIica), maior a plasticidade do solo. E importante salientar que o
conhecimento da plasticidade na caracterizacão dos solos Iinos é de Iundamental importância.
A depender da quantidade de agua presente no solo, teremos os seguintes estados de
consistência:
SOLIDO SEMISOLIDO PLASTICO FLUIDODENSO
w
S
w
P
w
L

Cada estado de consistência do solo se caracteriza por algumas propriedades
particulares, as quais são apresentadas a seguir. Os limites entre um estado de consistência e
outro são determinados empiricamente, sendo denominados de limite de contracão, w
S
, limite
de plasticidade, w
P
e limite de liquidez, w
L
.
Estado Sólido Dizemos que um solo esta em um estado de consistência solido
quando o seu volume 'não varia¨ por variacões em sua umidade.
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Estado Semi ¬ Sólido O solo apresenta Iraturas e se rompe ao ser trabalhado. O
limite de contracão, w
S
, separa os estados de consistência solido e semisolido.
Estado Plástico Dizemos que um solo esta em um estado plastico quando podemos
moldalo sem que o mesmo apresente Iissuras ou variacões volumétricas. O limite de
plasticidade, w
P
, separa os estados de consistência semisolido e plastico.
Estado Fluido ¬ Denso (Líquido) Quando o solo possui propriedades e aparência
de uma suspensão, não apresentando resistência ao cisalhamento. O limite de liquidez, w
L
,
separa os estados plastico e Iluido.
Como seria de se esperar, a resistência ao cisalhamento bem como a compressibilidade
dos solos variam nos diversos estados de consistência.
A delimitacão entre os diversos estados de consistência é Ieita de Iorma empirica. Esta
delimitacão Ioi inicialmente realizada por Atterberg, culminando com a padronizacão dos
ensaios para a determinacão dos limites de consistência por Arthur Casagrande.
ConIorme apresentado anteriormente, são os seguintes os limites que separam os
diversos estados de consistência do solo:
. Limite de Liquidez (w
L
)
. Limite de Plasticidade (w
P
)
. Limite de Contracão (w
S
)
E o valor de umidade para o qual o solo passa do estado plastico para o estado Iluido.
Determinacão do limite de liquidez (w
L
). A determinacão do limite de liquidez do
solo é realizada seguindose o seguinte procedimento: 1) colocase na concha do aparelho de
Casa Grande uma pasta de solo (passando #40) com umidade proxima de seu limite de
plasticidade. 2) Iazse um sulco na pasta com um cinzel padronizado. 3) Aplicamse golpes a
massa de solo posta na concha do aparelho de Casagrande, girandose uma manivela, a uma
velocidade padrão de 2 golpes por segundo. Esta manivela é solidaria a um eixo, o qual por
possuir um excêntrico, Iaz com que a concha do aparelho de casagrande caia de uma altura
padrão de aproximadamente 1cm. 4) Contase o numero de golpes necessario para que a
ranhura de solo se Ieche em uma extensão em torno de 1cm. 5) Repetese este processo ao
menos 5 vezes, geralmente empregandose valores de umidade crescentes. 6) lancamse os
pontos experimentais obtidos, em termos de umidade versus log N de golpes. 6) aiustase
uma reta passando por esses pontos. O limite de liquidez corresponde a umidade para a qual
Ioram necessarios 25 golpes para Iechar a ranhura de solo. A Iig. 5.1 ilustra o aparelho
utilizado na determinacão do limite de liquidez. A Iig. 5.2 apresenta a determinacão do limite
de liquidez do solo (vide NBR 6459).
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Figura 5.1 ¬ Aparelho utilizado na determinacão do limite de liquidez. Apud
Jargas (1977)
Figura 5.2 ¬ Determinacão do limite de liquidez do solo. Apud Jargas (1977)
E o valor de umidade para o qual o solo passa do estado semisolido para o estado
plastico.
Determinacão do limite de plasticidade (w
P
). A determinacão do limite de
plasticidade do solo é realizada seguindose o seguinte procedimento: 1) preparase uma
pasta com o solo que passa na #40, Iazendoa rolar com a palma da mão sobre uma placa de
vidro esmerilhado, Iormando um pequeno cilindro. 2) quando o cilindro de solo atingir o
diâmetro de 3mm e apresentar Iissuras, medese a umidade do solo. 3) esta operacão é
repetida pelo menos 5 vezes, deIinido assim como limite de plasticidade o valor médio dos
teores de umidade determinados. A Iig. 5.3 ilustra a realizacão do ensaio para determinacão
do limite de plasticidade (vide NBR 9180).
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Figura 5.3 ¬ Determinacão do limite de plasticidade. Apud Jargas (1977)
E o valor de umidade para o qual o solo passa do estado solido para o estado semi
solido.
Determinacão do limite de contracão (wS). A determinacão do limite de contracão
do solo é realizada seguindose o seguinte procedimento: 1) moldase uma amostra de solo
passando na #40, na Iorma de pastilha, em uma capsula metalica com teor de umidade entre
10 e 25 golpes no aparelho de Casa Grande. 2) secase a amostra a sombra e depois em
estuIa, pesandoa em seguida. 3) utilizase um recipiente adequado (capsula de vidro) para
medir o volume do solo seco, através do deslocamento de mercurio provocado pelo solo
quando de sua imersão no recipiente. O limite de contracão é determinado pela eq. 5.1,
apresentada a seguir (vide NBR 7183).
w
s
J
P
1
s
w
x100
(5.1)
Onde: V ÷ Volume da amostra seca
P ÷ Peso da amostra seca

w
÷ Peso especiIico da agua

s
÷ Peso especiIico das particulas solidas
Uma vez conhecidos os limites de consistência de um solo, varios indices podem ser
deIinidos. A seguir, apresentaremos os mais utilizados.
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O indice de plasticidade (IP) corresponde a Iaixa de valores de umidade do solo na
qual ele se comporta de maneira plastica. E a diIerenca numérica entre o valor do limite de
liquidez e o limite de plasticidade.
P L
w w IP  
(5.2)
O IP é uma maneira de avaliarmos a plasticidade do solo. Seria a quantidade de agua
necessaria a acrescentar a um solo (com uma consistência dada pelo valor de w
P
) para que
este passasse do estado plastico ao liquido.
ClassiIicacão do solo quanto ao seu indice de plasticidade:
IP ÷ 0  NÃO PLASTICO
1 < IP · 7  POUCO PLASTICO
7 · IP · 15  PLASTICIDADE MEDIA
IP ~ 15  MUITO PLASTICO
E uma Iorma de medirmos a consistência do solo no estado em que se encontra em
campo.
IP
w w
I
L
C


(5.3)
E um meio de se situar a umidade do solo entre os limites de liquidez e plasticidade,
com o obietivo de utilizacão pratica. Obtencão do estado de consistência do solo em campo
utilizandose o I
C
:
IC · 0  FLUIDO DENSO
0 < IC · 1  ESTADO PLASTICO
IC ~ 1  ESTADO SEMI SOLIDO OU SOLIDO
AMOLGAMENTO: E a destruicão da estrutura original do solo, provocando
geralmente a perda de sua resistência (no caso de solos apresentando sensibilidade).
SENSIBILIDADE: E a perda de resistência do solo devido a destruicão de sua
estrutura original. A sensibilidade de um solo é avaliada por intermédio do indice de
sensibilidade (S
t
), o qual é deIinido pela razão entre a resistência a compressão simples de
uma amostra indeIormada e a resistência a compressão simples de uma amostra amolgada,
remoldada no mesmo teor de umidade da amostra indeIormada. A sensibilidade de um solo é
calculada por intermédio da eq. 5.4, apresentada adiante.
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C
C
t
R
R
S
`

(5.4)
Onde St é a sensibilidade do solo e RC e R`C são as resistências a compressão simples
da amostra indeIormada e amolgada, respectivamente.
Segundo Skempton:
St · 1  NÃO SENSIVEIS
1 < St · 2  BAIXA SENSIBILIDADE
2 · St · 4  MEDIA SENSIBILIDADE
4 · St · 8  SENSIVEIS
St ~ 8  EXTRA SENSIVEIS
Quanto maior Ior o St, temse uma menor coesão, uma maior compressibilidade e
uma menor permeabilidade do solo.
TIXOTROPIA: E o Ienômeno da recuperacão da resistência coesiva do solo, perdida
pelo eIeito do amolgamento, quando este é colocado em repouso. Quando se interIere na
estrutura original de uma argila, ocorre um desequilibrio das Iorcas interparticulas.
Deixandose este solo em repouso, aos poucos vaise recompondo parte daquelas ligacões
anteriormente presentes entre as suas particulas.
ATIVIDADE: ConIorme relatado anteriormente, a superIicie das particulas dos
argilominerais possui uma carga elétrica negativa, cuia intensidade depende principalmente
das caracteristicas do argilomineral considerado. As atividades Iisicas e quimicas
decorrentes desta carga superIicial constituem a chamada "atividade da superIicie do argilo
mineral". Dos três grupos de argilominerais apresentados aqui, a montmorilonita é a mais
ativa, enquanto que a caulinita é a menos ativa. Segundo Skempton (1953) a atividade dos
argilominerais pode ser avaliada pela eq. 5.5, apresentada adiante.
mm
IP
A
002 . 0 °

(5.5)
Onde o termo °·0.002mm representa a percentagem de particulas com diâmetro
inIerior a 2 presentes no solo. Ainda segundo Skempton, os solos podem ser classiIicados de
acordo com a sua atividade do seguinte modo:
Solos inativos: A · 0,75
Solos medianamente ativos: 0,75 · A · 1,25
Solos ativos: A~ 1,25.
A Iig. 5.4 apresenta o indice de plasticidade de solos conIeccionados em laboratorio
em Iuncão da percentagem de argila (° · 0,002mm) presente nos mesmos. Da eq. 5.5
percebese que a atividade do argilomineral corresponde ao coeIiciente angular das retas
apresentadas na Iigura. Na Iig. 5.4 estão também apresentados valores tipicos de atividade
para os três principais grupos de argilominerais.
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Figura 5.4 ¬ Jariacão do IP em funcão da fracão argila para solos com diferentes
argilo¬minerais.

Esta manivela e solidaria a urn eixo. 0 limite de liquidez. 5. 6) lancam+se os pontos experimentais obtidos.Dizemos que urn solo esta em urn estado plastico quando podemos molda-Io sem que 0 mesmo apresente fissuras ou variacoes volumetricas. 0 limite de liquidez corresponde it umidade para a qual foram necessarios 25 golpes para fechar a ranhura de solo.1 ilustra 0 aparelho utilizado na determinacao do limite de liquidez. Conforme apresentado anteriormente. w-. 5. diversos estados de consistencia do solo: · Limite de Liquidez (WL) · Limite de Plasticidade (w») · Limite de Contracao (ws) 5. separa os estados de consistencia solido e semi-solido. culminando com a padronizacao dos ensaios para a determinacao dos limites de consistencia por Arthur Casagrande. girando-se uma manivela. 0 limite de plasticidade. Determinacao do limite de liquidez (wr).0 solo apresenta fraturas e se rompe ao ser trabalhado. A fig. 0 limite de contracao.30 Estado Semi . a resistencia ao cisalhamento bern como a compressibilidade dos solos variam nos diversos estados de consistencia.Denso (Liquido) .3 . 2) faz-se urn sulco na pasta com urn cinzel padronizado. em termos de umidade versus log N° de golpes.1. A fig. nao apresentando resistencia ao cisalhamento. Esta delimitacao foi inicialmente realizada por Atterberg. faz com que a concha do aparelho de casagrande caia de uma altura padrao de aproximadamente 1cm. WL. A delimitacao entre os diversos estados de consistencia e feita de forma empirica. separa os estados de consistencia semi-solido e plastico. 3) Aplicam -se golpes it massa de solo posta na concha do aparelho de Casagrande. A determinacao do limite de liquidez do solo e realizada seguindo-se 0 seguinte procedimento: 1) coloca-se na concha do aparelho de Casa Grande uma pasta de solo (passando #40) com umidade proxima de seu limite de plasticidade. Estado Plastico . 5) Repete-se este processo ao menos 5 vezes.Quando 0 solo possui propriedades e aparencia de uma suspensao. 6) ajusta-se uma reta passando por esses pontos. 4) Conta-se 0 numero de golpes necessario para que a ranhura de solo se feche em uma extensao em tomo de 1em. a uma velocidade padrao de 2 golpes por segundo. Estado Fluido . .Solido . ws. Como seria de se esperar. separa os estados plastico e fluido. geralmente empregando-se valores de umidade crescentes. -'!ijl/llile de -'!if{Jlimz sao os seguintes os limites que separam os Eo valor de umidade para 0 qual 0 solo passa do estado plastico para 0 estado fluido. 0 qual por possuir urn excentrico.2 apresenta a determinacao do limite de liquidez do solo (vide NBR 6459).

mede-se a umidade do solo. 0 valor de umidade para 0 qual 0 solo passa do estado semi-solido para 0 estado Determinacao do limite de plasticidade (w-).. Apud Vargas (1977) 5. 3) esta operacao e repetida pelo menos 5 vezes. A determinacao do limite de plasticidade do solo e realizada seguindo-se 0 seguinte procedimento: 1) prepara-se uma pasta com 0 solo que passa na #40. J!jjl/llile de (jJ/mHeidade E plastico.3. . -.2.2 .31 Figura 5. formando urn pequeno cilindro. 2) quando 0 cilindro de solo atingir 0 diametro de 3mm e apresentar fissuras.3 ilustra a realizacao do ensaio para determinacao do limite de plasticidade (vide NBR 9180). -+-----:---+--+- . A fig. Apud Vargas (1977) tf ~ '1:1' "~ 100 dl.Determinaciio do limite de liquidez do solo.£l. ~ 90 -+----ilt:--+-+ I '''. fazendo-a rolar com a palma da mao sobre uma placa de vidro esmerilhado. definido assim como limite de plasticidade 0 valor medio dos teores de umidade determinados. ..Aparelho utilizado na determinaciio do limite de liquidez.. -. 5. ~ ! ! 80~--- 10 20 3D 40 50 100 Figura 5.1 . .~~' .

3) utiliza-se urn recipiente adequado (capsula de vidro) para medir 0 volume do solo seco.. . . r"/" 'E' ~ mao __~. atraves do deslocamento de mercurio provocado pelo solo quando de sua imersao no recipiente. apresentaremos os mais utilizados.c::::::= t ---(/ Vidro fosco h '~ . V 1 w =(---)y P Ys S W xlOO (5._-L ~~ (£ /::-. 2) seca+se a amostra it sombra e depois em estufa. apresentada a seguir (vide NBR 7183).3 . 0 limite de contracao e determinado pela eq.Determinaciio do limite de plasticidade. Apud Vargas (1977) E 0 valor solido.4. . em uma capsula metalica com teor de umidade entre 10 e 25 golpes no aparelho de Casa Grande.. A determinacao do limite de contracao do solo e realizada seguindo-se 0 seguinte procedimento: 1) molda+se uma amostra de solo passando na #40. na forma de pastilha. Rolo de solo Figura 5.32 //d-'~ijk.__ . de umidade para 0 qual 0 solo passa do estado solido para 0 estado semi- Determinacao do limite de contraeao (ws). A seguir. pesando-a em seguida...1.1) Onde: V = Volume da amostra seca P = Peso da amostra seca 'Yw = Peso especifico da agua 'Ys = Peso especifico das particulas solidas 5. varios indices podem ser definidos./ku/iPfJJ de efuuhfi1leia Uma vez conhecidos os limites de consistencia de urn solo.. 5.

SENSIBILIDADE: E a perda de resistencia do solo devido a destruicao de sua estrutura original. IP =W L- wp (5. :!hu/ipe de (jJ/mHpldade o indice de plasticidade (IP) corres.33 5. A sensibilidade de urn solo e calculada por intermedio da eq. A sensibilidade de urn solo e avaliada por intermedio do indice de sensibilidade (S}.DENSO o < Ie < 1 ~ ESTADO PLASTICO Ie > 1 ~ ESTADO SEMI . remoldada no mesmo teor de umidade da amostra indeformada. 0 qual e definido pela razao entre a resistencia it compressao simples de uma amostra indeformada e a resistencia it compressao simples de uma amostra amolgada. forma de medirmos a consistencia do solo no estado em que se encontra em I C = wL -w IP (5. Seria a quanti dade de agua necessaria a acrescentar a urn solo (com uma consistencia dada pelo valor de w-) para que este pas sasse do estado plastico ao liquido. Classificacao do solo quanto ao seu indice de plasticidade: lP = 0 ~ NAO PLASTICO 1 < Ir < 7 ~ POUCO PLASTICO 7 < Ir < 15 ~ PLASTICIDADE MEDIA lP> 15 ~ MUITO PLASTICO o IP E uma campo. provocando geralmente a perda de sua resistencia (no caso de solos apresentando sensibilidade).3) meio de se situar a umidade do solo entre os limites de liquidez e plasticidade.SOLIDO OU SOLIDO AMOLGAMENTO: E a destruicao da estrutura original do solo. Obtencao do estado de consistencia do solo em campo utilizando-se 0 Ie: E urn Ie < 0 ~ FLUIDO . com 0 objetivo de utilizacao pratica. .1. apresentada adiante.4.2) e uma maneira de avaliarmos a plasticidade do solo. E a diferenca numerica entre 0 valor do limite de liquidez e 0 limite de plasticidade.Ponde a faixa de valores de umidade do solo na qual ele se comporta de maneira plastica.4. 5.

SENSiVEIS Quanto maior for 0 Sr. perdida Quando se interfere na forcas inter-particulas. Da eq. .25. 5. quando este e colocado em repouso.002mm) presente nos mesmos. enquanto que a caulinita e a menos ativa. Segundo Skempton (1953) a atividade dos argilo-minerais pode ser avaliada pela eq. a superficie das particulas dos argilo-minerais possui uma carga eletrica negativa. estrutura original de uma argila. apresentada adiante. cuja intensidade depende principalmente das caracteristicas do argilo-mineral considerado. 5. ocorre urn desequilibrio das Deixando-se este solo em repouso.5) Onde 0 termo %<0.5. Na fig. os solos podem ser c1assificados de acordo com a sua atividade do seguinte modo: • • • Solos inativos: A < 0. tem-se uma menor coesao. As atividades fisicas e quimicas decorrentes desta carga superficial constituem a chamada "atividade da superficie do argilomineral". A=----- IP %<0.75 Solos medianamente ativos: 0. TIXOTROPIA: E 0 fen6meno da recuperacao da resistencia pelo efeito do amolgamento.5 percebe-se que a atividade do argilo-mineral corresponde ao coeficiente angular das retas apresentadas na figura.75 < A < 1.002mm (5. parte daquelas ligacoes ATIVIDADE: Conforme relatado anteriormente. Segundo Skempton: S: < 1 ~ NAO SENSiVEIS 1 < S: < 2 ~ BAIXA SENSIBILIDADE 2 < S: < 4 ~ MEDIA SENSIBILIDADE 4 < S: < 8 ~ SENSiVEIS S: > 8 ~ EXTRA . 5. Dos tres grupos de argilo-minerais apresentados aqui.4) Onde S: e a sensibilidade do solo e Rc e R' c sao as resistencias it compressao simples da amostra indeformada e amolgada. uma maior compressibilidade uma menor permeabilidade do solo.25 Solos ativos: A> 1. respectivamente.4 estao tambem apresentados valores tipicos de atividade para os tres principais grupos de argilo-minerais. Ainda segundo Skempton. a montmorilonita e a mais ativa. 5.4 apresenta 0 indice de plasticidade de solos confeccionados em laborat6rio em funcao da percentagem de argila (% < 0. 002mm representa a percentagem de particulas com diametro inferior a 211presentes no solo. aos poucos vai-se recompondo anteriormente presentes entre as suas particulas.34 s= t Rc R' c (5. e coesiva do solo. A fig.

Variactio do IP em funcdo da fracdo argila para solos com diferentes argilo=minerais: ..4 . / I ----f----._--/ " .- __ -_.~) ---:..._.-..::. I /A ! JI-.~ 100 --/ / ! -~ ... 1 1 - o l. I ~ nita (O... 400 ~~------~I-----'-~.:::=::::1"_--+----.~< AI < 1.-::: .3 < A < O.. -----t---..~ o / _.-I __ I '/ / Caulinita 0.- 20 40 Fratio 60 arICila(0/0) 80 100 Figura 5.----/ f- Montmorilonihl 4<A<8 / k 300 200 I---' ---+--.35 .~ ._.i---.-I .