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Apoio matricial e equipe de referência

Apoio matricial e equipe de referência

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Published by: Mônica Monteiro Silvério on Aug 09, 2011
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Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde

• “Apoio Matricial: formação de grupos com diferentes especialistas que estudam determinada situação e demandam pelo apóio de outros grupos que já passaram por aquela situação, transmitindo experiência” • Centro de referência tem tudo a ver com apoio matricial • Questão para procurar: O que o CRST tem a ver com a RENAST? • Ocorre apoio matricial de um CRST para outro • Apoio matricial é pontual, tendo tempo estipulado • Equipe de referência é aquela que presta apoio matricial – pode ser fixa ou não. • Apoio matricial é a oferta de retaguarda assistencial e suporte técnico pedagógico • A equipe de referência conduz um caso individual • Ampliação do vínculo entre profissional e usuário • Atenção longitudinal – ao longo do tempo • São arranjos organizacionais e uma metodologia para a gestão do trabalho • Objetiva ampliação e integração • Pressupõe certo grau de reforma ou de transformação • Existência de dificuldades e obstáculos nessa reestruturação • Visa reforçar o poder de gestão da equipe inter-disciplinar, deslocando o poder das “especialidades” • Diferentes especialistas intervindo num mesmo problema para atingir objetivos comuns • Máximo de poder às equipes, e o resto aos gestores e usuários que coordenam, integram e avaliam as equipes • A equipe de referência continua responsável mesmo quando apoio especializado é acionado • Funcionamento dialógico e integrado • Apoio matricial agrega conhecimento e aumenta a capacidade de resolução de problemas • Comunicação ativa e compartilhamento de conhecimento • Personaliza o sistema • Quando não há o contato entre referência e apoio, entra em cena o regulador que só agiria na emergência • Estabelecimento de contato se dá através de encontros ou acionamento • Articulação entre equipe de referência e apoiadores se desenvolve através de: atendimento e intervenções conjuntas; atendimento e intervenções especializados do apoiador com seguimento das equipes de referência; ou troca de conhecimento apenas • Arranjos organizacionais que buscam diminuir a fragmentação imposta ao processo de trabalho decorrente da especialização crescente em quase todas as áreas de conhecimento • Alguém deve se responsabilizar pelo seguimento longitudinal e pela construção de uma lógica que procure integrar a contribuição dos vários serviços, departamentos e profissionais. Em geral, esse papel cabe a integrantes da equipe de referência. • Os sistemas de referência e contra-referência e os centros de regulação servem como conectores • Com o tempo, a equipe de referência vai incorporando alguns conhecimentos dos apoiadores matriciais, o q facilita nos próximos trabalhos realizados • Importante grau de compartilhamento do poder entre distintos profissionais componentes de uma equipe e desses com outros especialistas • Há uma reinterpretação da influência das autoridades externas (chefes, leis e regras) • O método do apoio matricial depende da existência de espaços coletivos, ou seja, do estabelecimento de algum grau de co-gestão ou de democracia institucional

são acordados procedimentos a cargo de diversos membros da equipe • Complica-se o tema da privacidade e do segredo sobre a história do paciente. retomada do processo de discussão técnico-político. articulado a determinadas forças sociais • O trabalho dos CRST. depois de uma avaliação de risco e de vulnerabilidade compartilhada. na rede de serviços de saúde. seja ele um problema individual ou coletivo. em que. ampliação e consolidação da articulação intra-setorial. paradigmas e ações o papel do “trabalho” na determinação do processo saúde/doença dos trabalhadores diretamente envolvidos nas atividades produtivas. a precarização do trabalho. o crescimento do setor informal. ou clínica do sujeito. conformando os “guetos da saúde do trabalhador”. • Dúvida: como ficaria a estruturação na prática dentro do SUS (física)? • Dúvida: como se dá o trabalho dessa equipe? • Dúvida: os profissionais são escolhidos de acordo com os casos. dos CRST e da rede sentinela. pressupõe-se algum grau de adesão a um paradigma que pense o processo saúde. com perda de direitos trabalhistas e previdenciários historicamente conquistados pelos trabalhadores. novamente o apoio matricial é um dispositivo importante para ampliação da clínica. para se trabalhar em uma perspectiva interdisciplinar. cuja gestão passa a ser tanto municipal . • O desemprego estrutural. Pois bem. dos CRST e instâncias do controle social. a baixa cobertura das ações. com a colaboração de técnicos das universidades. ao mesmo tempo.• Trata-se de uma discussão prospectiva de caso. a desarticulação da atuação do conjunto de ações de saúde. contribuiu para a construção de uma atenção diferenciada à saúde dos trabalhadores no SUS • O pequeno número e a distribuição desigual dos CRST nos estados e municípios. mudanças no processo de habilitação dos CRST. sugere maneiras para integrar essas perspectivas em um método de trabalho que reconheça a complexidade e variabilidade dos fatores e dos recursos envolvidos em cada caso específico. da família ou de grupos comunitários • O enfoque de clínica ampliada.Duvida: como que é encarada essa situação? Quais são os métodos utilizados? O desafio de implementar as ações de saúde do trabalhador no SUS: a estratégia da RENAST • O “modelo” tem uma dimensão assistencial e tecnológica e se expressa como projeto político. permanecendo à margem das estruturas e políticas do SUS. ou já há uma estrutura? • Obstáculo ético . além de uma fraca articulação intersetorial • O SUS ainda não incorporou. e o perfil epidemiológico do adoecimento dos trabalhadores também reflete as mudanças no movimento da saúde do trabalhador • Observa-se um descompasso entre as “novas” necessidades e demandas dos trabalhadores e as práticas de saúde construídas anteriormente • Para a implementação foi organizado um suporte técnico regionalizado. doença e intervenção de modo mais complexo e dinâmico. e implementação de um amplo processo de capacitação • Ocorre articulação intra-setorial • Estão sendo preparados protocolos técnicos para cada um dos 11 grupos de agravos. que passa a ser organizada a partir da Coordenação Estadual de Saúde do trabalhador. em suas concepções. que não alcançavam um número expressivo de trabalhadores. Essas informações são consideradas essenciais para subsidiar o controle social e orientar as ações de saúde e as mudanças nos ambientes e condições de trabalho • Entre as inovações propostas estão: a ampliação do número de CRST e de uma nova estrutura para a RENAST. de forma efetiva. da população em geral e nos impactos ambientais que essas atividades produzem.

no SUS. vigilância e de intervenção e mudanças. recolher. a identificação de situações ou de fatores de risco para a saúde nas situações de trabalho. oferecendo serviços de prevenção. garantindo ganhos de eficiência e qualidade mensuráveis através da ampliação de acesso. outra prioridade para a implementação da RENAST.quanto estadual. na perspectiva da Saúde do Trabalhador • A RENAST integra e articula as linhas de cuidado da atenção básica. sistematizar e difundir informações de modo a viabilizar as ações de vigilância. facilitar os processos de capacitação e duração permanente para os profissionais e técnicos da rede do SUS e o controle social • O “serviço sentinela” é responsável pela notificação e informações que irão gerar as ações de prevenção. resultando em um Sistema Nacional de Informação em Saúde articulado. que produza informações para a gestão. Estão incluídas. no SUS. definição mais clara dos mecanismos de controle social. A partir das ações assistenciais são identificados os “casos” ou situações de adoecimento . organizada com o propósito de implementar ações assistenciais. sob o controle social. Além disso. IV) apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas. a produção. priorizando os problemas mais comuns em uma dada comunidade. para melhorar os processos de trabalho em saúde. deve contemplar a diversidade e especificidades regionais. as ações de Saúde do Trabalhador são desencadeadas a partir da identificação de um agravo à saúde ou de uma situação de risco. • As ações de saúde do trabalhador compreendem a vigilância sanitária. no seu território de abrangência • Entre as tarefas a serem cumpridas pelos CRST estão: prover suporte técnico adequado às ações de assistência e vigilância da saúde do trabalhador. epidemiológica e ambiental. a produção de conhecimento e as atividades educativas. a prática profissional.e intersetoriais. II) articulação intra. de vigilância e de promoção da saúde. análise e divulgação das informações de saúde . III) informações em Saúde do Trabalhador. nos três níveis de gestão: nacional. estadual e municipal. cura e reabilitação. tendo como eixo os CRSTs • Os CRST deixam de ser porta de entrada do Sistema e assumem o papel de suporte técnico e científico e de núcleos irradiadores da cultura da centralidade do trabalho e da produção social das doenças. dos critérios de habilitação e acompanhamento dos CRST e do sistema de informação do SIA/SUS • A RENAST é uma rede nacional de informação e práticas de saúde. intra e intersetorialmente. criativo e transformador da tecnologia da informação. a geração de conhecimentos e o controle social. permite o encaminhamento dos expostos e doentes à assistência adequada. sistematização. são o lócus privilegiado de articulação e pactuação das ações de saúde. • Somente a partir do estabelecimento da relação entre o agravo ou doença com o trabalho e do registro no sistema de informação é possível coletivizar o fenômeno e desencadear procedimentos de vigilância que levem à mudança nas condições e ambientes de trabalho geradoras de doença. relacionados ao trabalho. incorporar os princípios do trabalho cooperativo. originada nas ações de vigilância. interdisciplinar e em equipe multi-profissional e a experiência acumulada pelos Estados e municípios • Promover o uso inovador. Por outro lado. todas elas desenvolvidas sob o controle da sociedade organizada. V) capacitação permanente em Saúde do Trabalhador e VI) participação da comunidade na gestão das ações em Saúde do Trabalhador • A capacitação dos profissionais. A indissociabilidade das ações assistenciais e de vigilância da saúde constitui uma pedra angular da Saúde do Trabalhador. • È importante que as tarefas sejam redefinidas e redimensionadas. Assim. equidade. em Saúde do Trabalhador • Os princípios e diretrizes que norteiam a R E NAST são coincidentes com os da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e podem ser resumidos em : I ) a tenção integral à Saúde dos Trabalhadores. visando maximizar a saúde e o bem-estar das pessoas. pré-hospitalar e hospitalar. ainda. • A atenção básica é a principal referência para o re-ordenamento da atenção à saúde na atualidade • É organizada a partir de uma base territorial e critérios epidemiológicos . da média e alta complexidade ambulatorial. as equipes capacitadas e garantidos os procedimentos de referência e contra-referência. integralidade e humanização dos serviços. coleta.

e) o despreparo dos profissionais de saúde que atuam na rede de serviços para lidar com os riscos e agravos à saúde. f ) o controle social está fragilizado. . as ações de vigilância dos ambientes e condições de trabalho.relacionado ao trabalho. nos níveis federal. • a RENAST também é uma política transformadora e de inclusão. as áreas de atuação dos CRSTs não coincidem com as Regionais de Saúde. h) apesar dos avanços regionais. estadual e municipal. A partir dessa informação são desencadeados os procedimentos de vigilância da saúde. não corresponde à organização do SUS centrada na municipalização. pelo setor Trabalho. vigilância e informação em saúde. em decorrência das mudanças na organização sindical e do grande número de trabalhadores no mercado de trabalho formal. facilitado o diálogo com os gestores e o planejamento de ações. que são notificados ao Sistema de Informação. c) confusão dos papéis das coordenações estaduais e municipais de Saúde do Trabalhador e dos Centros de Referência. b) frágil articulação intra-setorial uma vez que a Saúde do Trabalhador ainda não foi efetiva mente incorporada na Agenda de Saúde do SUS. financiadas por recursos extra-teto. Fecha-s e . que incluem ainda. Previdência Social. Na outra ponta. relacionados com o trabalho e definir os encaminhamentos médicos e administrativos adequados. i) as ações intersetoriais ainda são tímidas e localizadas. uma vez que. com freqüência. Meio Ambiente e setores de governo responsáveis pelas políticas de desenvolvimento econômico e social. d ) falta de orientação clara quanto aos processos de pactu ação dos procedimentos de assistência. prejudicando a integralidade das ações. pois tem possibilitado dar visibilidade às questões de Saúde do Trabalhador nos serviços de saúde. que ainda não se organizaram para participar dos fóruns sociais. procedimentos de Promoção da Saúde definidos e implementados no âmbito do sistema de saúde e fora dele. ainda se observa o precedência da assistência em detrimento das ações de vigilância. • a) a lógica do modelo da RENAST. g) desvio dos recursos destinados à implantação da RENAST para cobrir outras necessidades no âmbito do sistema de saúde. de vigilância epidemiológica de agravos e da vigilância ambiental também geram informação e identificam “casos de doentes ou de suspeitos” que são encaminhados à rede de serviços de assistência. o ciclo de atenção integral à saúde dos trabalhadores. dessa forma . centrada na atuação regionalizada dos CRSTs.

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