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Perguntas e Respostas Cdc

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PERGUNTAS E RESPOSTAS CDC

01. O que significa para os brasileiros o Código de Defesa do Consumidor?

- O Código de Defesa do Consumidor, em vigor desde o dia 12 de março de 1991, foi objeto da Lei n.º 8.078, de 11 de setembro de 1990 e dispõe, basicamente, sobre as normas de proteção e defesa do consumidor, sendo consideradas de ordem pública e interesse social. Aliada ao Decreto n. 2.181, de 20.3.97, trata do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e estabelece as normas gerais de aplicação das sanções administrativas previstas na referida lei.

02. Existe alguma relação entre o Código de Defesa do Consumidor e a Constituição Federal de 1988?

- A nossa Constituição Federal, que é dois anos mais velha do que o CDC, estabeleceu no seu art. 1.º, III, que ´a dignidade da pessoa humana é um bem inatingívelµ. Além desse fundamento essencial, a CF/88 trata também de cidadania, de livre iniciativa e dos valore s sociais do trabalho. E, ainda, no art. 5.º , inciso XXXII, a Carta Magna manda o Estado ´promover, na forma da lei, a defesa do consumidorµ.O CDC, como dizem muitos juristas, foi uma lei que veio para ficar, que deu certo, pois teve, antes de tudo, anteparo constitucional, sem se falar no grande apoio e incentivo da sociedade, através dos seus órgãos mais representativos.

03. O que é, afinal, uma Relação de Consumo?

- Definir o que uma Relação de Consumo é ponto crucial entre juristas e aplicadores do direito, porque o Código de Defesa do Consumidor só se aplica aos contratos considerados como ´relações de consumoµ. Destas se pode dizer que são aquelas onde se puder identificar num dos pólos da relação o consumidor, no outro o fornecedor, ambos transacionando produtos e serviços. Para que tal aconteça, somente pode ser considerado consumidor o ´destinatário finalµ do produto ou do serviço. Por exemplo, quem compra para revender não pode ser considerado consumidor. 04. Como fica a aplicação do Código de Defesa do Consumidor com o Novo Código Civil?

- Publicado mais de dez anos depois, o Código Civil Brasileiro de 2002 poderia gerar, a princípio, controvérsias sobre a interpretação e aplicação das normas do CDC, cerca de dez anos mais velho. Poderiam alguns argumentar que haveria um ´conflito de leis no tempoµ ou uma ´colisão entre os campos de aplicação das duas leisµ. Será que aí estaria caracterizada a prevalência de uma lei sobre a outra e a conseqüente exclusão da lei inoportuna por ab rogação, derrogação ou revogação? Segundo parte da moderna doutrina (incluídos aí autores como Hermann Benjamin e Cláudia Lima Marques) hoje se procura mais harmonia e coordenação do que conflito ou exclusão. Para Erik Jayme os tempos modernos não mais permitem este tipo de solução radical, mas uma sistemática mais fluida, mais flexível, que permita maior mobilidade. Enfim, o que deve existir é ´o diálogo das fontesµ, numa convivência pacífica e harmoniosa dos dois Códigos.

que teve quase metade dele revogada. Se alguém está matriculado em um curso e resolve desistir. como lei central do sistema privado. embora o Poder Judiciário aceite retenções abaixo de 20%. a conclusão é uma só: a regra é a distinção sistemática de campos de aplicação e o diálogo de base conceitual da lei geral em relação à lei especial. Existem alguns princípios que são comuns ao Código Civil e ao Código de Defesa do Consumidor? .Como já dito acima. esses conceitos serão definidos pelo Código Civil. 2043 que preserva ´as disposições de natureza processual. se o CDC não contemplou abuso de direito. O Código Civil não trata especificamente do tema ´consumidorµ. pois o serviço já está à disposição do aluno.Princípios como o da boa-fé. Pelo Código de Defesa do Consumidor. nulidade. é a forma mais simples e eficiente dessa convivência pacífica e salutar. pode receber de volta a taxa de matricula? . esse cartão é considerado ´amostra grátisµ e o consumidor não tem sobre ele . se a desistência ocorrer antes do início das aulas.Prática muito comum nos dias de hoje.Se as aulas já tiverem começado. Assim. como quando agiu em relação ao próprio Código Civil de 1916 e ao Código Comercial. contratos de adesão e cláusulas abusivas estão presentes nos dois Códigos. inutilize-o e comunique à administradora ou ao banco. administrativa ou penal. a instituição de ensino não terá qualquer obrigação de devolver a taxa. decadência ou prescrição. Contudo. quando tratam das cláusulas abusivas (424 do CC e 51 do CDC). naquilo que couber. O que fazer se chegar na casa do consumidor um cartão de crédito que não foi solicitado? . em forma de ´diálogoµ. Haveria possibilidade de revogação do CDC pelo CC? . Entretanto. controle. pois esta geralmente preserva as leis especiais e regula expressamente os conflitos e sua hierarquia. constantes de leis cujos preceitos de natureza civil hajam sido incorporados a este Códigoµ. Assim. razão porque não se aplica ao CDC o art. no caso o CDC. entretanto. a revogação do CDC (lei mais velha) pelo Código Civil (leis mais nova) não ocorrerá. pedindo seu imediato cancelamento. Se o legislador de 2002 quisesse. pois ainda não prestou o serviço. O Código Civil. Acima disso. a instituição de ensino tem obrigação de devolver a taxa. é abusivo. 08. prova.05. poderá reter um percentual para cobrir despesas administrativas comprovadas. como a Escola teve despesas por ocasião da matrícula. E qual seria esse percentual? A lei não tem previsão. Mais uma vez são reforçados os argumentos no sentido de que uma aplicação correlata das duas leis. se você receber um cartão de crédito sem ter solicitado e não desejar com ele permanecer. serve de base conceitual nova para o microssistema específico do CDC. função social do contrato e muitas outras. pessoa jurídica. como o CDC é ´lei especialµ continua com todos os seus princípios e postulados em vigor 06. dos contratos de adesão (423 do CC e 54 do CDC). Entretanto. que só não usufruirá do mesmo por motivos alheios à Escola. por exemplo. 07. além de normas sobre boa-fé. o teria feito.

que. Os condôminos. O que fazer se meu nome for colocado num cadastro de inadimplentes (SPC. em decisão recente (13/08/2004). Na ação de indenização.qualquer obrigação. ela e os convidados tiveram sua saúde colocada em risco em razão de possível ingestão de bebida estragada. Muitas empresas e bancos têm sido condenadas a pagar altas somas por danos patrimoniais e morais contra o consumidor. tendo o fornecedor o prazo de cinco dias para assim proceder. a autora sustentou que. no último dia 13 de agosto. O condomínio entrou com recurso especial no STJ em 2 5. Sônia Marlene Rocha Duarte. desrespeitando os direitos dos consumidores.visualizou em uma das garrafas grande quantidade de detritos misturados à bebida. 10. remetem seus nomes aleatoriamente para SPC e S ERASA. E o pior: muitas vezes sem qualquer motivo.Recentemente. da Lei nº 4. constando do seguinte: vinte caixas de latinhas de cerveja. mesmo com atraso substancial no pagamento das mensalidades. o STJ autorizou multa de 20% por atraso em condomínio. um dos convidados . parágrafo terceiro. Esse foi o resultado do acordo homologado entre uma auxiliar de contabilidade e uma companhia de cervejaria pela juíza substituta da 5ª Vara Cível da comarca de Belo Horizonte. Ao dar provimento ao recurso. Se tal providência não for tomada pelos interessados. 11. em janeiro de 2000. você deve apresentar uma reclamação por escrito ao fornecedor que agiu assim (loja. baseou-se no artigo 12. SERASA) sem qualquer aviso? . Durante a festa. baseados no CDC e no Código Civil. a auxiliar de contabilidade contou que comprou. sem prejuízo de possíveis danos materiais ou morais que poderão ser avaliados pelo Juiz. Depois do pagamento.06. principalmente os bancos. Ministro Barros Monteiro. Porém. Se alguma taxa for paga sem utilização do cartão.A lei estabelece a necessidade de uma comunicação prévia por escrito (carta.padrinho da criança . sem oportunidade de defesa. A Justiça tem sido implacável com os fornecedores. Informou que a garrafa não foi aberta e que todos os convidados ficaram curiosos para saber o que havia dentro dela.591/64. prevenindo maiores danos. Consumidor de cerveja pode exigir da cervejaria reparação por detritos encontrados dentro da bebida? . pois o consumidor já liqüidou o débito. ficou acordado que as caixas de cervejas deverão ser entregues no endereço da autora até 23 de agosto. uma caixa de cervejas para a comemoração de um batizado.Até que o Congresso Nacional tentou. o relator. As partes apelaram. telegrama ou fax). 09. e o Segundo Tribunal da Alçada Civil de São Paulo negou provimento aos apelos. Alegou que a situação a expôs a grande constrangimento. cada uma com 12 uni ades. já d incluídos os honorários da advogada. Como fica a situação do condômino que não paga pontualmente suas mensalidades? . Ao requerer indenização por danos morais.2000. justamente para dar ao consumidor a oportunidade de saldar seu débito ou se defender. foi homologado acordo entre uma consumidora e a companhia de cerveja. o condômino que não pagar a sua . segundo o qual. O juiz de Primeira Instância negou a cobrança da multa e dos juros moratórios por não estarem previstos na convenção do condomínio. exija a retirada do seu nome do cadast de ro inadimplentes. a cobrança é indevida e é possível exigir a restituição desse valor em dobro. mas o Presidente Lula vetou. Na audiência de conciliação. só poderão ser onerados em 2%. banco ou assemelhado). além de a festa terminar repentinamente diante da bebida estragada.

e) O profissional liberal fornecedor de serviços será pessoalmente responsável pela reparação dos danos causados aos consumidores. apenas. c) Quando forem fornecidos produtos potencialmente perigosos ao consumo. pessoa física. e) Inadequação do produto ou diminuição de seu valor. b) Contrato de consumo. que abre conta bancária ou contrata com instituição financeira. RESP ( A) EXERCÍCIOS . 2. é de se concluir que esta agiu visando o atendimento de uma necessidade própria. arts. pedra angular da legislação que . também por perdas e danos. a decisão impede essa cobrança por não ter sido pleiteada na ação. No sistema do Código do Consumidor. como destinatário final. a) A oferta ou a veiculação de mensagem publicitária que ressalte as qualidades ou características de determinado produto ou serviço e defina condições e preços para a sua aquisição tem força vinculante em relação ao fornecedor que a promove ou dela se utiliza. que abre conta bancária ou contrata com instituição financeira. ainda que não tenha havido dano. as instituições bancárias estão elencadas no rol das pessoas de direito consideradas como fornecedoras. sem a necessidade de terem sido estipulados em convenção de condomínio. fica sujeito ao juro mo ratório de 1% ao mês e multa de até 20%. incide cumulativamente a responsabilidade pelo fato do produto e pelo vício ou impropriedade do produto. atuando. por defeitos relativos à prestação de seus serviços. (MP-MG/2003) São muitas as funções da boa-fé objetiva. O correntista. d) Impossibilidade de substituição de partes viciadas. além da sanções s administrativas e penais. que são capazes de induzir ao erro e que provocam prejuízo ao consumidor.contribuição no prazo fixado na convenção. o consumidor pode desistir da avença no prazo de sete dias a contar do recebimento do produto. é considerado consumidor?. chamados de correntistas. os valores eventualmente pagos devem ser restituídos. Tratando de contrato firmado -se entre a instituição financeira e pessoa física. a caracterização do vício do produto gerador de obrigação de redibir exige os seguintes pressupostos: a) Causa anterior à tradição. Nessa hipótese. assinale a opção correta. o valor gasto com o transporte da mercadoria.De acordo com o CDC.º e 3. 12. Assim. é considerado consumidor? .CDC SEM GABARITO EXERCÍCIOS . 02. pessoa física. exige-se que o anunciante tenha conhecimento de que as informações publicitárias são falsas. c) Defeito de quantidade ou qualidade. independentemente de apuração da culpa. para fim de aplicação do CDC às relações entre essas e os consumidores. EXERCÍCIOS .º. b) Para caracterização da publicidade enganosa. deduzindo-se. portanto. (MP-MG/2003) Assinale a alternativa INCORRETA. d) Na contratação para fornecimento de produto ocorrida fora do estabelecimento empresarial. contratos envolvendo bancos e empresas de crédito (financiamento) estão submetidos às regras do Código de Defesa do Consumidor. Embora a lei autorize a cobrança do juro de mora.CDC Acerca do direito do consumidor.CDC 01.

Rel. (Apelação Cível n. 13. já que objeto de leis próprias. e) ´Sob os fundamentos do Código de Defesa do Consumidor.11. até o final do contrato. Jorge Magalhães.00). por não haver dado ao consumidor os esclarecimentos necessários ao risco assumido. e o da boa-fé objetiva. segundo o Código de Defesa do Consumidor: . (RESP 330261/SC. 01) c) ´Independentemente de expressa previsão legal. que devem ser suportados por quem dele se beneficiar (ubi emolumentum ibi onera)µ. a estipulação do preço do dinheiro encontra limite nos princípios da eqüidade retributiva e da boa objetiva dos -fé negócios jurídicos. pois são nulas de pleno direito. é abusiva. em face de sua presumida hipossuficiência. de integração contratual compulsória. 04. j. assinale a decisão na qual prepondera a FUNÇÃO INTERPRETATIVA da boa-fé objetiva. posterior ao contrato. já que a declaração de sua ocorrência interessa à coletividade. (DEFENSOR PÚBLICO-MA/2003) No sistema protetivo do consumidor: a) Haverá. 14. Rel. pois não pode a estipulação contratual ofender o princípio da razoabilidade. por transferir ao consumidor os riscos do negócio. Aymoré Roque Pottes de Mello. j. 05. não podem ser referidas num contrato de seguro de saúde.protege o consumidor. Não pode ser objeto de recusa nem de condicionantes. a um só golpe. sem que isso afronte o princípio da boa fé na avençaµ. d) Dependem de provocação do Ministério Público. j. 03.11. esvaziadas de seu conteúdo próprio. 21. a criação de deveres secundários ou anexos (função criadora) e o estabelecimento de limites para o exercício de direitos (função limitadora). são manifestações que têm significado unívoco na compreensão comum e. sempre.04. âmbito em que o abuso de poder econômico e o excesso de onerosidade dos encargos pecuniários unilateralmente pactuados caracterizam conduta de lesa -cidadania. (Agravo de Instrumento n. fora do seu controle. em face do princípio da boa objetivaµ. Rel. 1ª Câmara Cível do TAPR. 0174580-2. a inversão do ônus probatório em seu benefício. pois são anuláveis. 9ª Câmara Cível do TJRJ. Dentre as ementas abaixo. 14ª Câmara Cível do TJRS. 08. c) São tidas por inexistentes. por conseguinte. Rel. a cláusula que nega cobertura ao segurado em caso de prorrogação da internação. 3a Câmara Cível do TAMG. viola três princípios consumeristas: o da transparência. -fé 3a Turma do STJ. o da confiança. Juiz Wander Marotta. Des. por frustrar a legítima expectativa do consumidor de continuar pagando as mesmas prestações ajustadas. Rel. e) A reparação dos danos materiais e morais é limitada de acordo com leis especiais reguladoras de setores das relações de consumo. a) ´A cláusula que estabelece o reajuste das prestações pela variação do dólar.12. b) Dependem de provocação do consumidor para serem reconhecidas. promovendo o enriquecimento ilícito do credor e o simultâneo empobrecimento sem causa do devedorµ. 09.00) d) ´O dever de informação e. (Apelação Cível n. b) Os serviços públicos são excluídos. j. anotando que -se a regra protetiva do CDC veda a contratação de obrigações incompatíveis com a boa e a -fé eqüidadeµ.02). 70001856897. Dentre estas. 0320314-1. d) É garantido o direito de modificação ou de revisão das cláusulas contratuais. destacamos a fixação de critérios para a interpretação do conteúdo do contrato (função interpretativa). (Apelação Cível n. Juiz Lauro Augusto Fabricio de Melo. é obrigação decorrente de lei. 5539/2000. o de exibir a documentação que a contenha. Ministra Nancy Andrighi. (DEFENSOR PÚBLICO-MA/2003) As cláusulas abusivas nas relações de consumo: a) Podem ser declaradas de ofício pelo Juiz.06.00) b) ´As expressões assistência integral e cobertura total. Des. mas por sua natureza especial dependem da provocação do consumidor para seu reconhecimento. e) São ineficazes. c) O acesso ao Judiciário é sempre gratuito aos consumidores. (JUIZ-PI/2001) Nos contratos de adesão.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor. c) V. (JUIZ-SP/2000) Contempla o Código de Defesa do Consumidor (CDC). e) NDA. II. b) F.a) A inserção de cláusula individual desfigura a natureza de adesão do contrato. V. caracterizada está a relação de consumo. em decorrência de fato superveniente. em decorrência de fato superveniente. 06. a responsabilidade sem culpa. V. Esta pode ser determinada: a) A critério do juiz. na condição de vendedora. como destinatário final. 08. 07. extraordinário e imprevisível. que lhe acarrete desvantagem econômica e correspondente vantagem econômica para a outra parte. V. d) O CDC consagra. indique a alternativa INCORRETA: a) O CDC é um microssistema. serão sempre nulas as cláusulas que não permitem o reembolso integral das prestações pagas. a) F.Pela sistemática do Código de Defesa do Consumidor. a inversão do ônus da prova. b) Admite-se a cláusula resolutória como alternativa em favor do aderente. V. III. d) A critério do juiz. mas a responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa. c) A interpretação das cláusulas contratuais é a mais favorável ao predisponente. desde que fundada no princípio da vulnerabilidade e da plausibilidade da alegação do consumidor. 09. b) Pelo juiz. segundo as regras ordinárias de experiência. o contrato é nulo. e) Havendo cláusulas abusivas. c) Se alguém adquire um imóvel diretamente da construtora. e a empresa incorporadora. tendo esta o intuito de revender esse bem. c) A critério do juiz. não está configurada a relação de consumo. (JUIZ-SP/2000) Considerando-se que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) introduziu no ordenamento jurídico normas de direito material e processuais. . como norma de natureza processual. d) As cláusulas impressas preponderam sobre as individuais.A exceção de inadimplemento (exceptio non adimpleti constractus) somente é admissível em contratos bilaterais com prestações simultâneas. IV. dentro do macrossistema que é o CC. Se essa venda é realizada entre a construtora. V. F. extraordinário e imprevisível. d) Deve haver onerosidade excessiva para ele. para aferição da veracidade e correção de informação ou comunicação publicitária. no contrato. como compradora. b) Deve haver onerosidade excessiva para ele. em decorrência de fato superveniente. b) Nada impede que. (JUIZ-TO/2002) Assinale com (V) a alternativa verdadeira e com (F) a alternativa falsa: I. para que o consumidor tenha direito à revisão do contrato: a) Basta que haja onerosidade excessiva para ele. F. V. V. d) V. c) Deve haver onerosidade excessiva para ele. as partes estabeleçam que a inversão do ônus da prova só ocorra na hipótese de a responsabilidade ser transferida a terceiros. são válidas as cláusulas que estipularem a utilização da arbitragem para dirimir as questões entre as partes.As cláusulas abusivas estão contidas em rol taxativo pelo Código de Defesa do Consumidor. (JUIZ-DF/2003) De acordo com o Código de Defesa do Consumidor. V. em mais de uma hipótese nas relações de consumo. V. só na hipótese de estar o consumidor no pólo ativo da demanda. situando-se no campo de sua prudente discricionariedade. visto que a incorporadora não se amolda à definição de consumidor. que regula a relação de consumo. F.

. segundo o CDC. 170. 4º.B 6. (art. bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito. de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica. todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. GABARITO 1-D 2-B 3-A 4-D 5. b) A culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro isenta o fornecedor da responsabilidade pelos danos causados pelo produto ou serviço. 4º. IV) 4 -Tendo mais de um autor a ofensa ao estabelecido no Código do Consumidor. o produtor ou o importador. Nos contratos alcançados pela legislação consumerista. V) 6 .B 9. que possam causar prejuízos aos consumidores. pe la reparação dos danos causados aos consumidores. III. ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante.Os direitos previstos na Constituição não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário.B 10-C EXERCÍCIOS . o construtor. analogia. de maneira ostensiva e adequada.O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar. e) O profissional liberal tem. 4º. 4º. costumes e eqüidade.O Código de Defesa do Consumidor estabelece como um dos princípios o incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. (JUIZ-MG/2002) O fornecedor de produtos ou serviços responde.10. VI) 8 . parágrafo único) 5 . (art.(art. 9º) 7 -Enquadra-se como princípio do Código de Defesa do Consumidor a coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo.CDC 1-É princípio determinado pelo Código de Defesa do Consumidor a harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico. é INCORRETO afirmar que: a) O produto não é considerado defeituoso se outro de melhor qualidade vier a ser lançado no mercado. (art. com vistas à melhoria do mercado de consumo.Caracteriza-se como princípio do Código de Defesa do Consumidor a educação e informação de fornecedores e consumidores. de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes. deixando para a justiça os mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo. 7º. (art. sua responsabilidade apurada mediante a verificação da culpa. c) O fornecedor pode ser eximido de responsabilidade quando demonstrar sua ignorância sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços.No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de r eposição originais adequados e novos. a respeito da sua nocividade ou periculosidade. 7º) 3. da Constituição Federal) 2.B 8. quando não se puder identificar o fabricante.(art. sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto.D 7.(art. do Código de Defesa do Consumidor e art. da legislação interna ordinária. em regra. d) O comerciante é responsável pela reparação dos danos. inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerc iais e signos distintivos. quanto aos seus direitos e deveres. sempre com base na boa e -fé equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores.

(art.Pode ser considerado princípio a criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo. não devendo ser considerado consumidor a coletividade de pessoas. material ou imaterial.São atendidos princípios como reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas.(art.O estudo constante das modificações do mercado de consumo é estabelecido no Código de Defesa do Consumidor como um direito do cidadão. 3º.CDC Segundo o Código de Defesa do Consumidor. (ART. pública ou privada.O Código de Defesa do Consumidor adota como princípio a ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor seja por iniciativa direta.(art. construção. II) 13 . 23) 14 .(ART. (art. 4º.(art. importação. em qualquer hipótese.A criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo. a exceto as de natureza bancária. 8º) e. 4º.Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo. a dar as informações necessárias e adequadas a respeito dos produtos que possam acarretar riscos à saúd (ART. (ART. a exoneração contratual do fornecedor.Dentre os instrumentos para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo.A garantia legal de adequação do produto ou serviço depende de termo expresso vedada . 5º. insere-se como instrumento visando a execução da Política Nacional das Relações de Consumo. VII) 10 . asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações. (ART. segurança. I) 12 .A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços poderá eximi-lo de responsabilidade. IV) 16 .Produto é qualquer bem.5º. III) 15 .Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. móvel ou imóvel. nacional ou estrangeira. 4º) 22 . V) 18 .(ART. montagem. durabili ade e desempenho. financeira. exportação. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. o Ministério Público tem legitimidade para fazer o controle.Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica.ainda que a autorização em contrário do consumidor. a proteção de seus interesses econômicos. 4º. (art. 3º) 20 . que haja intervindo nas relações de consumo. a concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor. 2º) 21 -A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores. 5º. bem como a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços. 2º) 19 . (art. bem como os entes despersonalizados. contará o poder público com os instrumentos. EXERCÍCIOS . II) d 25. sem a intervenção do Poder Público. a melhoria da sua qualidade de vida. integral e gratuita para o consumidor carente. criação. (art. 6º) 26 . das cláusulas abusivas: .São direitos básicos do consumidor a proteção da vida. em concreto ou em abstrato. transformação. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. 24) 17 .(ART. destaca-se. dentre outros. que desenvolvem atividade de produção. saúde e segurança. 5º. de crédito e securitária. 21) 9 -A racionalização e a melhoria dos serviços públicos não configuram princípios do Código de Defesa do Consumidor. (art.O Código de Defesa do Consumidor prevê como instrumento para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo a instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor. ainda que as decorrentes das relações de caráter trabalhista. I) 23 . ainda que indetermináveis.(ART. no âmbito do Ministério Público. medi nte remuneração. ainda que os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição. 4º) 24 -A presença do Estado no mercado de consumo visa a garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade. bem como a transparência e harmonia das relações de consumo. (ART. 8º) 27 Os fornecedores são obrigados. 4º. dentre outros. (art. a manutenção de assistência jurídica.Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores. podendo dizer que -se serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. VIII) 11 . o respeito à sua dignidade. 5º. §§ 1º. (ART.

. (D) somente se provocado por consumidor individualmente e desde que as cláusulas digam respeito ao seu contrato particular.(A) se provocado por entidade que represente o interesse de consumidores e desde que o contrato em que elas estejam inseridas seja um contrato de adesão. desde que as cláusulas atinjam interesses difusos. (C) somente se provocado por entidade que represente o interesse de consumidores e desde que as cláusulas atinjam interesses difusos ou coletivos. coletivos em sentido escrito ou individuais homogêneos. (B) se provocado por entidade que represente o interesse de c onsumidores e apenas na via administrativa. mediante inquérito civil. (E) se provocado por entidade que represente o interesse de consumidores ou por consumidor individualmente.

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