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TRANSPORTE DE PETRÓLEO E DERIVADOS

TRANSPORTE DE PETRÓLEO E DERIVADOS

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Published by: Ruth Vrijdags Dacal on Aug 12, 2011
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3.

TRANSPORTE DE PETRÓLEO E DERIVADOS

Do centro produtor (refinaria ou central petroquímica), os derivados seguirão conforme o melhor modal de transporte para bases de armazenamento (distribuidoras). Prepondera no Brasil o modal rodoviário, em detrimento dos demais, sobretudo o dutoviário, muito mais econômico e seguro.

3.1 Modal Rodoviário

No Brasil o transporte de cargas de um modo geral é feito preponderantemente pelo meio rodoviário. Em algumas regiões o índice de utilização ultrapassa 90%. Isto ocorre porque o país adotou desde o início uma política de investimentos totalmente voltada para a construção de estradas para interligar as unidades federativas, bem como para escoar a produção agroindustrial. Desta forma, o transporte rodoviário foi privilegiado em relação aos outros modais. A produção de diesel nas refinarias é fundamental para suprir a gigantesca frota de caminhões e ônibus, criando o cenário de dependência a este modal. O transporte de derivados de petróleo por este modal é feito em caminhões-tanque. Alguns apresentam apenas um único tanque, enquanto outros já apresentam tanques segmentados, possibilitando o transporte de mais de um tipo de produto. As capacidades dostanques também variam, e são estabelecidas por ocasião da aferição pelo INMETRO. Os derivados oriundos de uma refinaria normalmente são enviados para as distribuidoras através de oleodutos e armazenados em tanques. Posteriormente, a distribuidora atenderá a seus clientes (postos) nas quantidades necessárias através dos caminhões-tanque, conforme representado na Figura 1.

Figura 1. Modal rodoviário usado na distribuição. 3.2 Modal ferroviário

O modal ferroviário representa uma alternativa econômica para o deslocamento de grandes volumes de álcool e derivados de petróleo, visto que, em média, os vagões possuem capacidade para 60 m3 de produto. No entanto, a velocidade do deslocamento das composições tem de ser levada em consideração na análise custo/benefício. Nos locais onde seja possível a integração com este tipo de modal, a análise do custo/benefício tem se revelado vantajosa, quando bem planejada, exatamente pela possibilidade de se transportar grandes quantidades. Infelizmente no Brasil nãose investiu muito na malha ferroviária. Utilizamos preponderantemente o modal rodoviário, congestionando a cada dia mais as estradas; tal fato impossibilita o acesso a muitas regiões, sobretudo as mais distantes, pelo meio ferroviário. Os combustíveis líquidos derivados de petróleo, bem como o álcool, são transportados em vagões-tanque de aço, cuja capacidade é, em média, 60 m³. Tais vagões também sofrem aferição pelo órgão metrológico oficial (INMETRO), que estabelece sua arqueação, do mesmo modo que nos tanques verticais de armazenamento de grandes volumes. Assim, também o vagão apresenta sua tabela volumétrica, que estabelece o volume em função da altura.

FIGURA 2. Vagão-tanque.

3.3 Modal Hidroviário

Compreende os transportes que utilizam o meio aquático, quer seja marítimo ou fluvial.Diversos são os tipos de embarcação. O tipo da carga, o percursor, as condições do porto de origem e destino e outros aspectos irão influenciar a escolha do tipo apropriado da embarcação. O transporte de cabotagem é o realizado pelas embarcações ao longo da faixa costeira. Representa o que há de mais importante no que refere-se à movimentação de cargas pelo modal hidroviário. A navegação de cabotagem ocupa seu lugar de importância, e vem apresentando sinais de avanço, desde o início dos anos 90, época da abertura comercial do país.

FIGURA 3. Transporte de cabotagem.

É comum para o transporte de petróleo e derivados a utilização de navios de grande capacidade, de 35 mil, 45 mil, 60 mil e 90 mil toneladas. Como todos os outros modais, vale aqui ressaltar que a vantagem recebida por este meio dependerá do caso concreto, em análise do custo/benefício. Mesmo permitindo movimentar grandes quantidades de derivados em uma única operação, o que faz com que o custo do metro cúbico transportado seja bem inferior ao dos modais rodoviário e ferroviário, os altos custos portuários impedem que o frete seja competitivo para pequenos lotes. Levando também em consideração que atualmente o número de navios vem se tornando insuficiente, reduzindo a flexibilidade logística e causando congestionamentos portuários que podem causar sobre-estadias elevadas (até US$ 15 mil por dia). 3.4 ModalDutoviário

Oleoduto ou, simplesmente duto, é o nome genérico dado às tubulações utilizadas para transportar grandes quantidades de petróleo e derivados. Consiste no meio mais econômico e seguro de movimentação de cargas líquidas derivadas de petróleo, através de um sistema que interliga as fontes produtoras, refinarias, terminais de armazenagem, bases distribuidoras e centros consumidores. A análise dos custos de transporte por este modal indica expressiva vantagem econômica, permitindo-se a redução de custos com fretes que influenciam os preços finais dos

derivados, diminuição do tráfego de caminhões e vagões-tanque e o aumento da segurança nas estradas e vias urbanas. Importantes centros de Pesquisa, como CENPES ± Centro de Pesquisa da Petrobras ± e Pontifícia Universidade Católica ± PUC - desenvolvem projetos sobre tecnologias de dutos que versam, por exemplo, sobre gerenciamento da corrosão, sistemas inteligentes de detecção de vazamentos,automação e operação, materiais, aumento da capacidade de transferência, novas técnicas de projeto, construção e montagem, etc. Uma das grandes vedetes do setor tecnológico foi a criação deum robô pelo Centro de Pesquisas da Petrobras ² CENPES, capaz dedesobstruir e inspecionar oleodutos, batizado de GIRINO (GabaritoInterno Robotizado de Incidência Normal ao Oleoduto).Trata-se deuma ferramenta bem mais eficaz do que a utilização de PIGS (quepodem se prender),ou injeção de produtos químicos por exemplo,coma vantagem depoderseraplicadoimediatamente.

FIGURA 4. Modal dutoviário.

Fonte:
Petróleo - Do Poço ao Posto - LUIZ CLÁUDIO CARDOSO,

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