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1. Contexto histórico

O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico surgido nas


últimas décadas do século XVIII na Europa que perdurou por grande parte do
século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao
racionalismo que marcou o período neoclássico e buscou um nacionalismo que
viria a consolidar os estados nacionais na Europa. Inicialmente apenas uma
atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um
movimento e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo
centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para
si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e
desejos de escapismo. Se o século XVIII foi marcado pela objetividade, pelo
Iluminismo e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo lirismo, pela
subjetividade, pela emoção e pelo eu, O Romantismo surgiu na Europa numa
época em que o ambiente intelectual era de grande rebeldia. Na política, caíam
os sistemas de governo despótico e surgia o liberalismo político (não confundir
com o liberalismo econômico do Século XX). No campo social imperava o
inconformismo e no campo artístico o repúdio às regras. A Revolução Francesa
é o clímax desse século de oposição. No Brasil, o romantismo coincidiu com a
independência política em 1822 com o 2º Reinado, a guerra do Paraguai e a
campanha abolicionista.

Alguns autores neoclássicos já nutriam um sentimento mais tarde dito


romântico antes de seu surgimento de fato, sendo assim chamados pré-
românticos. Nesta classificação encaixam-se Francisco Goya e Bocage.

Romantismo surge inicialmente naquela que futuramente seria a


Alemanha (tendo o movimento, inclusive, fundamental importância na
unificação germânica) com o movimento Sturm und Drang e na Inglaterra.

O Romantismo viria a se manifestar de formas bastante variadas nas


diferentes artes e marcaria, sobretudo, a literatura e a música (embora ele só
venha a se manifestar realmente aqui mais tarde do que em outras artes). À
medida que a escola foi sendo explorada, foram surgindo críticos à sua
demasiada idealização da realidade. Destes críticos surgiu o movimento que
daria forma ao Realismo.

Neste sentido, as características centrais do romantismo viriam a ser o


lirismo, o subjetivismo e o sonho de um lado e o exagero e a busca pelo
exótico e pelo inóspito de outro. Também destacam-se o nacionalismo, a
idealização do mundo e da mulher, assim como a fuga da realidade e o
escapismo. Eventualmente também serão notados o pessimismo e um certo
gosto pelo lúgubre.

Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções


acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. O termo
romântico refere-se, assim, ao movimento estético ou, num sentido mais lato, à
tendência idealista ou poética de alguém que carece de sentido objetivo,
designa uma tendência geral da vida e da arte; portanto, nomeia um sistema,
um estilo delimitado no tempo, é uma maneira de se comportar, de agir, de
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interpretar a realidade. O comportamento romântico caracteriza-se pelo sonho,


por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer
em qualquer tempo da história.

O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália,


Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em
nenhum outro país e, através dos artistas francês es, os ideais românticos
espalham-se pela Europa e pela América.

2. Características do Romantismo

Característica da linguagem Romântica

Subjetivismo: O romancista trata dos assuntos de forma pessoal, de acordo


com sua opinião sobre o mundo. O subjetivismo pode ser notado através do
uso de verbos na primeira pessoa. Com plena liberdade de criar, o artista
romântico não se acanha em expor suas emoções pessoais, em fazer delas a
temática sempre retomada em sua obra. O eu é o foco principal do
subjetivismo, o eu é egoista, forma de expressar seus sentimentos.

Idealização: Empolgado pela imaginação, o autor idealiza temas, exagerando


em algumas de suas características. Dessa forma, a mulher é uma virgem
frágil, o índio é um herói nacional, e a pátria sempre perfeita. Essa
característica é marcada por descrições minuciosas e muitos adjetivos.

Sentimentalismo: Praticamente todos os poemas românticos apresentam


sentimentalismo já que essa escola literária é movida através da emoção,
sendo as mais comuns a saudade, a tristeza e a desilusão.E que expressa seu
sentimento suas emoções e todo o relato sobre uma vida. O romântico analisa
e expressa a realidade por meio dos sentimentos.E acredita que só
sentimentalmente se consegue traduzir aquilo que ocorre no interior do
indivíduo.

Egocentrismo: Como o nome já diz, é a colocação do seu ego no centro de


tudo. Vários artistas românticos colocam, em seus poemas, os seus
sentimentos acima de tudo, destacando-os no texto. Pode-se dizer, talvez, que
o egocentrismo é um subjetivismo exagerado.

Natureza interagindo com o eu – lírico: A natureza, no Romantismo,


expressa aquilo que o eu - lírico está sentindo no momento narrado. A natureza
pode estar presente desde as estações do ano, como formas de passagens, à
tempestades, ou dias de muito sol. Grotesco e Sublime. Há a fusão do belo e
do feio, diferentemente do arcadismo que visa a idealização do personagem
principal, tornando-o a imagem da perfeição. Como exemplo, temos o conto de
A Bela e a Fera, no qual uma jovem idealizada, se apaixona por uma criatura
horrenda.

Medievalismo: Alguns românticos se interessavam pela origem de seu povo,


de sua língua e de seu próprio país. Na Europa, eles acharam no cavaleiro fiel
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à pátria um ótimo modo de retratar as culturas de seu país. Esses poemas se


passam em eras medievais e retratavam grandes guerras e batalhas.

Indianismo: É o medievalismo "adaptado" ao Brasil. Como os brasileiros não


tinham um cavaleiro para idealizar, os escritores adotaram o índio como o
ícone que retrata a origem nacional e o colocam como um herói. O indianismo
resgatava o ideal do "bom selvagem" (Jean-Jacques Rousseau), no qual
retrata que a sociedade que corrompe o homem e o homem perfeito seria o
índio, que não tinha nenhum contato com a sociedade européia. Transformar o
homem em um herói.

Byronismo: Inspirado na vida e na obra de Lord Byron, poeta inglês. Estilo de


vida boêmio, voltado para vícios, bebida, fumo e sexo, podendo estar
representado no personagem, ou na própria vida do autor romântico. O
byronismo é caracterizado pelo narcisismo, pelo egocentrismo, pelo
pessimismo, pela angustia.

Características da pintura:

Aproximação das formas barrocas; Composição em diagonal sugerindo


instabilidade e dinamismo ao observador; Valorização das cores e do claro-
escuro;e Dramaticidade.

Temas da pintura:

Fatos reais da história nacional e contemporânea da vida dos artistas;


Natureza revelando um dinamismo equivalente as emoções humanas; e
Mitologia Grega

A pintura foi o ramo das artes plásticas mais significativo no


Romantismo, foi ela o veículo que consolidaria definitivamente o ideal de uma
época, utilizando-se de temas dramitico-sentimentais inspirados pela literatura
e pela História.

Procura-se no conteúdo, mais do que os valores de arte, os efeitos


emotivos, destacando principalmente a pintura histórica e em menos grau a
pintura sagrada.

Novamente a Revolução Francesa e seus desdobramentos servem de


inspiração; agora para uma arte dramática como pode ser percebida em
Delacroix e Goya. Podemos dizer que este último, manifestou uma tendência
mais politizada do romantismo, exceção para a época e que tornou-se
valorizada no século XX.

As cores se libertaram e fortaleceram, dando a impressão, às vezes, de


serem mais importantes que o próprio conteúdo da obra. A paisagem passou a
desempenhar o papel principal, não mais como cenário da composição, mas
em estreita relação com os personagens das obras e como seu meio de
expressão.
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O romantismo foi marcado pelo amor à natureza livre e autêntica, pela


aquisição de uma sensibilidade poética pela paisagem, valorizada pela
profusão de cores, refletindo assim o estado de espírito do autor.

Na França e na Espanha, o romantismo produziu uma pintura de grande


força narrativa e de um ousado cromatismo, ao mesmo tempo dramático e
tenebroso. É o caso dos quadros das matanças de Delacroix, ou do Colosso de
Goya, que antecipou, de certa forma, a pincelada truncada do impressionismo.

3. Romantismo nas Belas Artes

Segundo Giulio Carlo Argan na sua obra Arte moderna, o Romantismo


e o Neoclassicismo são simplesmente duas faces de uma mesma moeda.
Enquanto o neoclássico busca um ideal sublime, objetivando o mundo, o
romântico faz o mesmo, embora tenda a subjetivar o mundo exterior. Os dois
movimentos estão interligados, portanto, pela idealização da realidade (mesmo
que com resultados diversos).

As primeiras manifestações românticas na pintura ocorreram quando


Francisco Goya passa a pintar depois de começar a perder a audição. Um
quadro de temática neoclássica como Saturno devorando seus filhos, por
exemplo, apresenta uma série de emoções para o espectador que o fazem se
sentir inseguro e angustiado. Goya cria um jogo de luz-e-sombra, linhas de
composição diagonais e pinceladas "grosseiras" de forma a acentuar a
situação dramática representada.

Apesar de Goya ter sido um acadêmico, o Romantismo somente


chegaria à Academia mais tarde.

O francês Eugène Delacroix é considerado um pintor romântico por


excelência. Sua tela A Liberdade guiando o povo reúne o vigor e o ideal
românticos em uma obra que estrutura-se em um turbilhão de formas. O tema
são os revolucionários de 1830 guiados pelo espírito da Liberdade (retratados
aqui por uma mulher carregando a bandeira da França). O artista coloca-se
metaforicamente como um revolucionário ao se retratar em um personagem da
turba, apesar de olhar com uma certa reserva para os acontecimentos
(refletindo a influência burguesa no romantismo). Esta é provavelmente a obra
romântica mais conhecida.

A busca pelo exótico, pelo inóspito e pelo selvagem formaria outra


característica fundamental do Romantismo. Exaltavam-se as sensações
extremas, os paraísos artificiais, a natureza em seu aspecto mais bruto.
Lançar-se em "aventuras" ao embarcar em navios com destino aos pólos, por
exemplo, tornou-se uma forma de inspiração para alguns artistas. O pintor
inglês William Turner refletiu este espírito em obras como Mar em tempestade
onde o retrato de um fenômeno da Natureza é usado como forma de atingir os
sentimentos supracitados.
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4. Romantismo na Literatura

O Romantismo surge na literatura quando os escritores trocam o


mecenato aristocrático pelo editor, precisando assim cativar um público leitor.
Esse público estará entre os pequenos burgueses, que não estavam ligados
aos valores literários clássicos e, por isso, apreciariam mais a emoção do que a
sutileza das formas do período anterior.A história do Romantismo literário é
bastante controversa.

Em primeiro lugar, as manifestações em poesia e prosa popular na


Inglaterra são os primeiros antecedentes, embora sejam consideradas "pré-
românticas" em sentido lato. Os autores ingleses mais conhecidos desse Pré-
Romantismo "extra-oficial" são William Blake (cujo misticismo latente em The
Marriage of Heaven and Hell - O Casamento do Céu e Inferno, 1793
atravessará o Romantismo até o Simbolismo) e Edward Young (cujos Nights
Thoughts - Pensamentos Noturnos, 1742, re-editados por Blake em 1795,
influenciarão o Ultra-Romantismo), ao lado de James Thomson, William
Cowper e Robert Burns. O Romantismo "oficial" é reconhecido nas figuras de
Coleridge e Wordsworth (Lyrical Ballads - Baladas Líricas, 1798), fundadores;
Byron (Childe Harold's Pilgrimage, Peregrinação de Childe Harold, 1818),
Shelley (Hymn to Intellectual Beauty - Hino à Beleza Intelectual, 1817) e Keats
(Endymion, 1817), após o Romantismo de Jena.

Em segundo lugar, os alemães procuraram renovar sua literatura


através do retorno à natureza e à essência humana, com assídua recorrência
ao "Pré-Romantismo extra-oficial" da Inglaterra. Esses escritores alemães
formaram o movimento Sturm und Drang (tempestade e ímpeto), donde surge
então, mergulhado no Sentimentalismo, o Pré-Romantismo "oficial", i.e.,
conforme as convenções historiográficas. Goethe (Die Leiden des Jungen
Werther - O Sofrimento do Jovem Werther, 1774), Schiller (An die Freude - Ode
à Alegria, 1785) e Herder (Auszug aus einem Briefwechsel über Ossian und die
Lieder alter Völker - Extrato da correspondência sobre Ossian e as canções
dos povos antigos, 1773) formam a Tríade. Alguns jovens alemães, como
Schegel e Novalis, com novos ideais artísticos, afirmam que a literatura,
enquanto arte literária, precisa expressar não só o sentimento como também o
pensamento, fundidos na ironia e na auto-reflexão. Era o Romantismo de Jena,
o único Romantismo autêntico em nível internacional.

Em terceiro lugar, a difusão européia do Romantismo tomou como


românticas as formas pré-românticas da Inglaterra e da Alemanha,
privilegiando, portanto, apenas o sentimentalismo em detrimento da complicada
reflexão do Romantismo de Jena. Por isso, mundialmente, o Romantismo é
uma extensão do Pré-Romantismo. Assim, na França, destacam-se Stendhal,
Hugo e Musset; na Itália Leopardi e Manzoni; em Portugal Garrett e Herculano;
na Espanha Espronceda e Zorilla.

Tendo o liberalismo como referência ideológica, o Romantismo renega


as formas rígidas da literatura, como versos de métrica exata. O romance se
torna o gênero narrativo preferencial, em oposição à epopéia. É a superação
da Retórica, tão valorizada pelos clássicos.
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Os aspectos fundamentais da temática romântica são o historicismo e o


individualismo. O historicismo está representado nas obras de Walter Scott
(Inglaterra), Vitor Hugo (França), Almeida Garrett (Portugal), José de Alencar
(Brasil), entre tantos outros. São resgates históricos apaixonados e saudosos
ou observações sobre o momento histórico que atravessava-se àquela altura,
como no caso de Balzac ou Stendhal (ambos franceses).

A outra vertente, focada no individualismo, traz consigo o culto do


egocentrismo, vazado de melancolia e pessimismo ( Mal-do-Século). Pelo
apego ao intimismo e a valores extremados, foram chamados de Ultra-
Românticos. Esses escritores como Byron, Alfred de Musset e Álvares de
Azevedo beberam do Sturm und Drang alemão, perpetuando as fontes
sentimentais.

O romantismo é um movimento que vai contra o avanço da modernidade


em termos da intensa racionalização e mecanização. É uma crítica à perda das
perspectivas que fogem àquelas correlacionadas à razão.

5. Romantismo na Música

A Era Romântica é um período da história da música que se


convenciona classificar entre o ano de 1815 até o início do século XX. Designa
ainda qualquer música escrita durante esse período e que se enquadra dentro
das normas estéticas do Período Romântico (neo-romantismo). Foi precedido
pelo classicismo e sucedido pelas tendências modernistas.

A época do romantismo musical coincide com o romantismo na


Literatura, Filosofia e Artes Plásticas. A idéia geral do romantismo é que a
verdade não poderia ser deduzida a partir de axiomas. Certas realidades só
poderiam ser captadas através da emoção, do sentimento e da intuição. Por
essa razão, a música romântica é caracterizada pela maior flexibilidade das
formas musicais e procurando focar mais o sentimento transmitido pela música
do que propriamente a estética, ao contrário do Classicismo. No entanto, os
gêneros musicais clássicos, tais como a sinfonia e o concerto, continuaram
sendo escritos.

Estética musical

No romantismo, estabeleceu-se vários conceitos de tonalidades para


descrever os vocabulários harmônicos herdados do Barroco e do classicismo.
Os compositores românticos tentaram juntar as grandes estruturas harmônicas
desenvolvidas por Haydn e aperfeiçoadas por Mozart e Beethoven com suas
próprias inovações, buscando maior fluidez de movimento, maior contraste, e
cobrir as necessidades harmônicas de obras mais extensas. O cromatismo
utilizou uma forma mais freqüente e variada, assim como as dissonâncias. A
mudança de tom acontecia de maneira mais brusca que no Classicismo, e as
modulações ocorriam entre tons cada vez mais distantes. As propriedades dos
acordes de sétima diminuta, que permitem modular a praticamente qualquer
tonalidade, foram exploradas exaustivamente.
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Durante o Período Romântico, foram feitas analogias entre a Música e a


Poesia ou a estruturas narrativas. Ao mesmo tempo, criou-se uma base mais
sistemática para a composição e interpretação da música de concerto. Houve
também um crescente interesse nas melodias e temas, assim como na
composição de canções. Não esquecendo o grande desenvolvimento da
orquestra sinfônica e do virtuosismo, com obras cada vez mais complexas.

As primeiras evidências do romantismo na música aparecem com


Beethoven. Suas sinfonias, a partir da terceira, revelam uma música com
temática profundamente pessoal e interiorizada, assim como algumas de suas
sonatas para piano também, entre as quais é possível citar a Sonata Patética.
Outros compositores como Chopin, Tchaikovsky, Felix Mendelssohn, Liszt,
Grieg e Brahms levaram ainda mais adiante o ideal romântico de Beethoven,
deixando o rigor formal do Classicismo para escreverem músicas mais de
acordo com suas emoções.

Na ópera, os compositores mais notados foram Verdi, que procurou


escrever óperas, em sua maioria, com conteúdo épico ou patriótico - entre as
quais as óperas Nabucco, I Vespri Sicilianni, I Lombardi nella Prima Crociata -
embora tenha escrito também algumas óperas baseadas em histórias de amor
como La Traviata; e também Wagner, que enfocava histórias mitológicas
germânicas, caso da Tetralogia do Anel dos Nibelungos e outras óperas como
Tristão e Isolda e O Holandês Voador, ou sagas medievais como Tannhäuser,
Lohengrin e Parsifal. Ainda mais tarde na Itália o romantismo na ópera se
desenvolveria ainda mais com Puccini.

Principais compositores românticos

• Ludwig van Beethoven


• Franz Schubert
• Robert Schumann
• Felix Mendelssohn
• Niccolò Paganini
• Edvard Hagerup Grieg
• Fryderyk Franciszek Chopin
• Stanislaw Moniuszko
• Henri Wieniawski
• Carl Maria von Weber
• Johannes Brahms
• Hector Berlioz
• Antonín Dvořák
• Jan Sibelius
• César Franck
• Bedřich Smetana
• Franz Liszt
• Gustav Mahler
• Anton Bruckner
• Sergei Rachmaninoff
• Richard Wagner
• Giuseppe Verdi
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• Giacomo Puccini
• Gaetano Donizetti
• Gabriel Fauré
• Richard Strauss
• Camille Saint-Saëns
• Pyotr Ilyich Tchaikovsky
• Modest Mussorgsky
• Pietro Mascagni
• Giovanni Bottesini
• Gioacchino Rossini

6. Romantismo em Portugal

A literatura romântica em Portugal teve como marco inicial a publicação


do poema "Camões", de Almeida Garrett, em 1825, e durou cerca de 40 anos
terminando por volta de 1865 com a Questão Coimbrã. Foi sucedido pelo
movimento reali

Em Portugal o Romantismo durou cerca de 40 anos 1825 a 1865. A


Invasão de Napoleão fez com que a corte portuguesa fugisse para o Brasil.
Absolutistas versus Liberais. D. Pedro IV foi defensor de uma constituição
liberal e seu irmão D. Miguel defendia idéias absolutistas. Por isso D. Pedro
reuniu um exército para enfrentar seu irmão. Independência do Brasil. D. Pedro
IV declara a independência do Brasil e se proclama imperador, como D. Pedro
I.

Primeira geração

• Entre os anos de 1825 e 1840.


• Bastante ligado ao Classicismo, contribui para a consolidação do
liberalismo em Portugal.
• Os ideais românticos dessa geração estão embasados na pureza e
Originalidade, Subjetivismo, Idealização da mulher,do amor e da
natureza, Nacionalismo, Historicismo e Medievalismo.

Principais autores:

Alexandre Herculano: Alexandre Herculano nasceu em 1810 e faleceu em


1877. Ficou conhecido por suas narrativas históricas. Lutou contra democratas
e tornou-se defensor das idéias liberais conservadoras.

Tendências: Medievalismo, Ficção e Nacionalismo.

Obras:
Historiografia
História de Portugal
História da origem e estabelecimento da inquisição em Portugal
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Polémicas:
Eu e o Clero
Opúsculos
Estudo sobre o casamento civil
A voz do profeta
A ciência arábica-acadêmica

Poesia:
A semana Santa
A voz

Poema:
A Harpa do Crente
Prosa
Eurico, o Presbítero
O Monge do Cister
Lendas e Narrativas
O Bobo

Almeida Garrett: Nasceu em 1799 em Porto. Faleceu em 1854 em Lisboa.


Considerado o iniciador do romantismo. Dedicou-se também a literatura e ao
jornalismo. Lutou contra absolutismo ao lado de D. Pedro I. Foi exilado duas
vezes.

Tendências: Nacionalismo e Ideologia Liberal.

Obras:

Poesia:
Camões
Dona Branca
Lírica de João Mínimo
Flores sem fruto
Folhas caídas

Prosa:
Viagens na minha terra
O Arco de Sant'Ana

Teatro:
Catão
Mérope
Um auto de Gil Vicente
O alfageme de Santarém
Frei Luís de Sousa
D. Filipa de Vilhena
Falar verdade a mentir

António Feliciano de Castilho: Nasceu em 1800. Faleceu em 1875. Perdeu a


visão quase completamente aos 6 anos. Contou com o apoio de seu irmão,
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Augusto Frederico de Castilho, que o incentivou a continuar a estudar. Com


muita força de vontade conseguiu se formar em Direito na Universidade de
Coimbra. Além disso era tradutor. A partir de 1842 passou a dirigir a "Revista
Universal Lisbonense", o que lhe permitiu exercer influência sobre o meio
cultural português.

Obras:
Cartas de Eco a Narciso, 1821
A Primavera, 1822
Amor e Melancolia ou a Novíssima Heloísa, 1828
A Noite do Castelo, 1836
Os Ciúmes do Bardo, 1836
Quadros Históricos de Portugal, 1838
Escavações Poéticas, 1844
Mil e Um Mistérios, 1845
Crónica Certa e Muito Verdadeira de Maria da Fonte, 1846
A Felicidade pela Agricultura, 1849
Tratado de Versificação Portuguesa, 1851
Felicidade pela Instrução, 1854
A Chave do Enigma, 1861
O Outono, 1863!

Segunda geração

• Entre os anos 1840 e 1860


• Também conhecido como Ultra-Romantismo.
• Marcado pelo Exagero, Desequilíbrio, Sentimentalismo.
• Maior emoção nas obras, dando valor ao: tédio, melancolia, desespero,
pessimismo, fantasia.
• Liberdade de expressão.

Principais autores:

Camilo Castelo Branco: Nasceu em 1825. Faleceu em 1890. Acontecimentos


de sua vida são retratados no enredo de seus livros.

Tendências:Situações ridículas e originais, novelas passionais, acontecimentos


dramáticos e finais trágicos.

Obras:
Ultra românticas
Amor de Perdição
Amor de Salvação
Carlota Ângela
O romance de um homem rico
A Doida do Candal
Obras satíricas
A Queda de um Anjo
Coração, Cabeça e Estômago
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Eusébio Macário
A Corja

Soares de Passos: Nasceu em Porto em 1826. Faleceu em 1860. Estudou na


Universidade de Coimbra onde fundou o jornal "O Novo Trovador". Nele
muitos poetas da época publicaram algo. E em 1856, Soares Passos reuniu
todas essas poesias publicadas em um livro chamado "Poesias". Mesmo tendo
uma vida curta, é considerado um dos poetas ultra-românticos portugueses
mais importantes.

Tendências: Liberdade, exaltação cívica, confiante na vitoria do homem, poesia


delicada, reflexo da dor pessoal.

Obras:
Poesia
O firmamento
A Camões

Terceira geração

• Entre os anos 1860 a 1870


• É considerado momento de transição, por já anunciar o Realismo.
• Traz um Romantismo mais equilibrado, regenerado (corrigido,
reconstituído).
• Autores pré-realistas.
• Lirismo simples e sincero

Principais autores:

Júlio Dinis: Nasceu em 1839. Faleceu em 1871. Visão detalhada do ambiente.


Romances ambientados no campo.

Tendências: Pré-realista.

Obras:
Romances:
As Pupilas do Senhor Reitor
Uma família inglesa
Sertões da província
A Morgadinha dos canaviais
Os fidalgos da Casa Mourisca
Inédito e esparsos

Poesias: Poesias

Teatro: Teatro inédito


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João de Deus: Nasceu em 1830. Faleceu em 1896. Retomou a tradição lírica


portuguesa. Foi admirado pelos realistas. Teófilo Braga foi quem reuniu seus
poemas e os publicou sob o título "Campos de Flores" (1893).

Tendências: Pré-Realistas, Idealismo amoroso, a visão espiritualizada da


mulher.

7. Romantismo no Brasil

No Brasil, o momento histórico em que ocorre o Romantismo tem que


ser visto a partir das últimas produções árcades, caracterizadas pela satírica
política de Gonzaga e Silva Alvarenga, bem como as idéias de autonomia
comuns naquela época. Em 1808, com a chegada da corte portuguesa ao
Brasil fugindo de Napoleão Bonaparte, a cidade do Rio de Janeiro passa por
um processo de urbanização, tornando-se um campo propício à divulgação das
novas influências européias; a então colônia brasileira caminhava no rumo da
independência.

Após 1822, cresce no Brasil independente o sentimento de


nacionalismo, busca-se o passado histórico, exalta-se a natureza da pátria; na
realidade, características já cultivadas na Europa e que se encaixavam
perfeitamente à necessidade brasileira de ofuscar profundas crises sociais,
financeiras e econômicas. De 1823 a 1831, o Brasil viveu um período
conturbado como reflexo do autoritarismo de D. Pedro I: a dissolução da
Assembléia Constituinte ; a Constituição outorgada; a Confederação do
Equador; a luta pelo trono português contra seu irmão D. Miguel; a acusação
de ter mandado assassinar Líbero Badaró e, finalmente, a abdicação. Segue-
se o período regencial e a maioridade prematura de Pedro II. É neste ambiente
confuso e inseguro que surge o Romantismo brasileiro, carregado de lusofobia
e, principalmente, de nacionalismo.

Características:

Subjetivismo: A pessoalidade do autor está em destaque. A poesia e a prosa


romântica apresentam uma visão particular da sociedade, de seus costumes e
da vida como um todo.

Sentimentalismo: Os sentimentos dos personagens entram em foco. O autor


passa a usar a literatura como forma de explorar sentimentos comuns à
sociedade, como: o amor, a cólera, a paixão etc. O sentimentalismo
geralmente implica na exploração da temática amorosa e nos dramas de amor.

Nacionalismo,ufanismo: Surge a necessidade de criar uma cultura


genuinamente brasileira. Como uma forma de publicidade do Brasil, os autores
brasileiros procuravam expressar uma opinião, um gosto, uma cultura e um
jeito autênticos, livres de traços europeus.

Maior liberdade formal: As produções literárias estavam livres para assumir a


forma que quisessem, ou seja, entrava em evidência a expressão em
deterimento da estrutura formal (versificação, rima etc).
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Vocabulário mais brasileiro: Como um meio de criar uma cultura brasileira


original os artistas buscavam inspiração nas raízes pré-coloniais utilizando-se
de vocábulos indígenas e regionalismos brasileiros para criar uma língua que
tivesse a cara do Brasil.

Religiosidade: A produção literária romântica, utiliza-se não só da fé católica


como um meio de mostrar recato e austeridade, mas utiliza-se também da
espiritualidade, expressando uma presença divina no ambiente natural.

Mal do Século: Essa geração, também conhecida como Byroniana e Ultra-


Romantismo, recebeu a denominação de mal do século pela sua caracteristica
de abordar temas obscuros como a morte, amores impossíveis e a escuridão.

Classificação dos românces românticos do Brasil:

Suas classificações são como indianistas, urbanos ou regionalistas.

Romance indianista: O índio era o foco da literatura, pois era considerado uma
autêntica expressão da nacionalidade, e era altamente idealizado. Como um
símbolo da pureza e da inocência, representava o homem não corrompido pela
sociedade, o não capitalista, além de assemelhar-se aos heróis medievais,
fortes e éticos. Junto com tudo isso, o indianismo expressava os costumes e a
linguagem indígenas, cujo retrato fez de certos romances excelentes
documentos históricos.

Romance urbano: Os temas desenvolvidos tratam da vida na capital e relatam


as particularidades da vida cotidiana da burguesia, cujos membros se
identificavam com os personagens. Os romances faziam sempre uma crítica à
sociedade através de situações corriqueiras, como o casamento por interesse
ou a ascensão social a qualquer preço.

Romance regionalista: Propunha uma construção de texto que valorizasse as


diferenças étnicas, lingüísticas, sociais e culturais que afastavam o povo
brasileiro da Europa, e caracterizava-os como uma nação. Os romances
regionalistas criavam um vasto panorama do Brasil, representando a forma de
vida e individualidade da população de cada parte do país. A preferência dos
autores era por regiões afastadas de centros urbanos, pois estes estavam
sempre em contato com a Europa, além de o espaço físico afetar suas
condições de vida.

1º Geração (Nacionalista–indianista)

Voltada para a natureza, regressa ao passado histórico e ao


medievalismo. Cria um herói nacional na figura do índio, de onde surgiu a
denominação de geração indianista. O sentimentalismo e a religiosidade são
outras características presentes.

Principais autores
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Gonçalves de Magalhães: Foi o introdutor do Romantismo no Brasil.


Obras: Suspiros Poéticos e Saudades.

Gonçalves Dias: Foi o mais significativo poeta romântico brasileiro.


Obras: Canção do exílio, I-Juca-Pirama.

Araújo Porto Alegre: Fundou com os outros dois, a Revista Niterói - Brasiliense.

Principais características:

• Nacionalista Ufanista
• Indianista
• Subjetivismo
• Religioso
• Brasileirismo (linguagem)
• Evasão do tempo e espaço
• Nacionalismo
• Egocentrismo
• Individualismo
• Sofrimento amoroso
• Exaltação da liberdade
• Expressão de estados de alma, emoções
• Sentimentalismo

2º Geração (Mal do Século)

Essa geração, também conhecida como Byroniana e Ultra-Romantismo,


recebeu a denominação de mal do século pela sua característica de abordar
temas obscuros como a morte, amores impossíveis e a escuridão.

Principais autores

Álvares de Azevedo: Fazia parte da sociedade epicuréia destinada a repetir no


Brasil a existência boêmia de Byron. Obras: Pálida à Luz, Soneto, Lembranças
de Morrer, Noite na Taverna.

Casimiro de Abreu: Espontâneo e ingênuo, de linguagem simples, tornou-se


um dos poetas mais populares do Romantismo no Brasil. Deixou uma obra
cujos temas abordavam a casa paterna, a saudade da terra natal e o amor
(mas este tratado sem a complexidade e a profundidade tão caras a outros
poetas românticos).Obras: As Primaveras. Poemas: Poesia e amor, etc.

Fagundes Varela: Embora byroniano, a poesia dele já apresentava algumas


características da 3º geração do romantismo. Obras: Noturnas – 1861, Vozes
da América – 1864, Pendão Auri-verde - poemas patrióticos, acerca da
Questão Christie., Cantos e Fantasias - 1865 , Cantos Meridionais – 1869,
Cantos do Ermo e da Cidade - 1869 , Anchieta ou O Evangelho nas Selvas -
1875 (publicação póstuma) , Diário de Lázaro – 1880.
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Junqueira Freire: Com estilo dividido entre a homossexualidade e a


heterossexualidade, demonstrava as idiossincrasias da religião católica do
século XIX. Sua obra lírica divide-se em religiosa, amorosa, filosófica, popular
(ou sertaneja) e alguma poesia social, de tom declamatório, precursora de
Castro Alves.Participou da segunda geração romancista. Escreveu o livro
Inspirações do Claustro (publicado em 1855), Contradições poéticas, Tratado
de eloqüência nacional e o drama Ambrósio. Franklin Dória, que fundou a
Cadeira nº 25 da Academia Brasileira de Letras, escolheu Junqueira Freire
como seu patrono.

Principais características:

• Profundo subjetivismo
• Egocentrismo
• Individualismo
• Evasão na morte
• Saudosismo (lamentação)- Casimiro de Abreu
• Pessimismo
• Sentimento de angustia
• Sofrimento amoroso
• Desespero
• Amor Erótico sensual

3º Geração (Condoreira)

Conhecida também como Condoreira, simbolizado pelo Condor, uma


ave que costuma construir seu ninho em lugares muito altos, ou Hugoniana,
referente ao escritor francês Victor Hugo, grande pensador do social. Apresenta
linguagem declamatória e vem carregada de figuras de linguagem. Possui
Sentimento Social Liberal e Abolicionista.

Principais autores: Castro Alves, Sousândrade e Tobias Barreto.

Castro Alves: Negro, denominado "Poeta dos Escravos", o mais expressivo


representante dessa geração.
Obras: Espumas Flutuantes, Navio Negreiro.

Sousândrade: Joaquim de Sousa Andrade, nascido na vila de Guimarães, no


Maranhão, formou-se em Letras pela Sorbonne, em Paris, onde fez também o
curso de engenharia de minas. Republicano convicto e militante, transfere-se,
em 1870, para os Estados Unidos. Morando em Nova Iorque, funda o periódico
republicano "O Novo Mundo", publicado em português. Retornando ao
Maranhão, comemora com entusiasmo a Proclamação de República. Dedica-
se ao ensino de Língua Grega no Liceu Maranhense e passa, no final da vida,
por enormes dificuldades financeiras. Morre em São Luís, abandonado, na
miséria e considerado louco. Sua obra foi esquecida durante décadas.
Resgatada no início da década de 1960, pelos poetas Augusto e Haroldo de
Campos, revelou-se uma das mais originais e instigantes de todo o nosso
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Romantismo. Em Nova Iorque, publica sua maior obra, o poema longo O


Guesa Errante (1874/77), em que utiliza recursos expressivos, como a criação
de neologismos e de metáforas vertiginosas, que só foram valorizados muito
depois de sua morte. Em 1877, escreveu: "Ouvi dizer já por duas vezes que o
Guesa Errante será lido 50 anos depois; entristeci - decepção de quem escreve
50 anos antes".

Tobias Barreto: Tobias Barreto de Meneses (Vila de Campos do Rio Real, 7 de


junho de 1839 — Recife, 26 de junho de 1889) foi um filósofo, poeta, crítico e
jurista brasileiro e fervoroso integrante da Escola do Recife (movimento
filosófico de grande força calcado no monismo e evolucionismo europeu). Foi o
fundador do condoreirismo brasileiro e patrono da cadeira nº 38 da Academia
Brasileira de Letras. Em 1882, Barreto foi selecionado, por meio de concurso
público, para uma cátedra na Faculdade de Direito do Recife. Hoje, em sua
homenagem, a Faculdade de Direito do Recife é carinhosamente chamada de
"A Casa de Tobias".

Obras:
Filosofia:
Suas obras completas publicadas pelo Instituto Nacional do Livro: Ensaios e
estudos de filosofia e crítica (1975), Brasilien, wie es ist (1876), Ensaio de pré-
história da literatura alemã, Filosofia e crítica, Estudos alemães (1879), Dias e
Noites (1881), Menores e loucos (1884), Discursos (1887),Polêmicas (1901)

Poesia: Que Mimo (1874), O Gênio da Humanidade (1866), A Escravidão


(1868), Amar (1866), Glosa (1864)

Essas três gerações citadas acima, apenas se aplicam para a poesia


romântica, pois a prosa no Brasil, não foi marcada por gerações, e sim por
estilos de textos - indianista, urbano ou regional - que aconteceram todos
simultaneamente.

Principais romancistas românticos brasileiros:


Joaquim Manuel de Macedo, romancista urbano escreveu A Moreninha e
também O Moço Loiro.

José de Alencar, principal romancista romântico. Romances urbanos: Lucíola;


A Viuvinha; Cinco Minutos; Senhora. Romances regionalistas: O Gaúcho, O
Sertanejo, O Tronco do Ipê. Romances históricos: A Guerra dos Mascates; As
Minas de Prata. Romances indianistas: O Guarani, Iracema e o Ubirajara.

Manuel Antônio de Almeida: romancista urbano, precursor do Realismo.


Obras: Memórias de um Sargento de Milícias.

Bernardo Guimarães: considerado fundador do regionalismo. Obras: A


Escrava Isaura; "O Seminarista"

Franklin Távora: regionalista. Obra mais importante: O Cabeleira.

Visconde de Taunay: regionalista. Obra mais importante: Inocência.


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No país, entretanto, o romantismo perdurará até à década de 1880. Com


a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Machado de Assis,
em 1881, ocorre formalmente a passagem para o período realista.

8. Arte brasileira no período romântico

Apesar da produção literária ser predominantemente romântica, vive-se


no país neste período um grande incentivo ao academicismo e ao
neoclassicismo. O neoclássico é o estilo oficial do Império recém-proclamado e
o grande centro das artes no país é a Escola Imperial de Belas Artes do Rio de
Janeiro, lar do neoclassicismo no Brasil, sob influência direta da Missão
francesa trazida pelo Príncipe-Regente D. João VI.

Principais características:

• Subjetivismo,
• Evasão,
• Erotismo, Senso de mistério e;
• Religiosidade.

9. Resumo das Obras

À Ilha Maré (Manuel Botelho de Oliveira)


O Ateneu (Raul Pompéia)
Canção do Exílio (Gonçalves Dias)
Cânticos Fúnebres (Gonçalves de Magalhães, 1864)
Cantiga de amigo (Juan Lopes)
Cantiga de amor (Afonso Fernandes)
Cantiga de escárnio (Dom Afonso Sanches)
Cantiga de maldizer (João Garcia de Guilhade)
Caramuru - Poema Épico do Descobrimento da Bahia (José de Santa Rita
Durão, 1781)
Cartas Chilenas (Tomás Antônio Gonzaga, 1845)
Casa de Pensão (Aluísio Azevedo)
Cinco minutos (José de Alencar)
Contradições poéticas (Junqueira Freire)
O Cortiço (Aluísio Azevedo)
Diva (José de Alencar)
Epitalâmio às núpcias da Sra. Da. Maria Amália (José Basílio da Gama, 1769)
Os escravos (Castro Alves, 1883)
Espumas flutuantes (Castro Alves, 1870)
O Gaúcho (José de Alencar)
O Guarani (José de Alencar)
A Guerra dos Mascates (José de Alencar)
Iracema (José de Alencar)
Inspirações do claustro (Junqueira Freire, 1855)
Labirinto de Amor (Cláudio Manuel da Costa, 1753)
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Lira (Tomás Antônio Gonzaga)


Lira dos Vinte anos (Álvares de Azevedo, 1853)
Lucíola (José de Alencar)
Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga, 1792)
Memórias de um Sargento de Milícias (José de Alencar)
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Meus oito anos (Casemiro de Abreu)
As Minas de Prata (José de Alencar)
A Moreninha (Joaquim Manuel de Macedo)
Obras Poéticas (Cláudio Manuel da Costa, 1768)
A Pata da Gazela (José de Alencar)
Pecador contrito aos pés de Cristo crucificado (Gregório de Matos)
Primaveras (Casemiro de Abreu, 1859)
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BIBLIOGRAFIA:

Internet (sites):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo

http://www.suapesquisa.com/romantismo/romantismo.htm

http://www.historiadaarte.com.br/arteromantica.html

http://www.graudez.com.br/literatura/obras/index.htm

http://www.secrel.com.br/jpoesia/soua.html#bio

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tobias_Barreto_de_Meneses

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