Ronald Dworkin

Biografia de Ronald Dworkin
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(Worcester, Massachusetts, 11 de dezembro de 1931) é um filósofo do Direito norteamericano, atualmente é professor de Teoria Geral do Direito na University College London e na New York University School of Law. Ele é conhecido por suas contribuições para a Filosofia do Direito e Filosofia Política. Sua teoria do direito como integridade é uma das principais visões contemporâneas sobre a natureza do direito Estudou na Universidade Harvard e no Magdalen College da Universidade Oxford, onde ele era aluno de Rupert Cross e um Rhodes Scholar. Depois estudou na Harvard Law School e posteriormente atuou como assistente do renomado juiz Learned Hand da Corte de Apelo dos Estados Unidos. O juiz Hand mais tarde diria que Dworkin foi o melhor de seus estagiários e Dworkin lembraria de Hand como um mentor que muito o influenciara. Trabalhando depois em Sullivan and Cromwell, um importante escritório de advocacia de New York, Dworkin trabalhou como professor de Direito da Universidade Yale, sendo titular da Cátedra de teoria do direito Wesley N. Hohfeld. Em 1969, Dworkin foi indicado para a Cadeira de Teoria Geral do Direito em Oxford como sucessor de H.L.A. Hart e foi eleito companheiro em Oxford. Depois de se aposentar de Oxford, Dworkin assumiu a cátedra Quain de Filosofia do direito em University College London, assumindo em seguida a cátedra Bentham de Teoria do direito -- uma posição que ele ainda mantém[1]. Ele também é Frank Henry Sommer Professor de Direito em New York University School of Law e professor de Filosofia em Universidade de Nova Iorque (NYU)[2], onde ele tem ensinado desde o final dos anos 1970.

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Prêmio concedido
Holberg Memorial Prize International

O prêmio Holberg é concedido anualmente para trabalhos científicos notáveis nos domínios das artes, ciências sociais, direito e teologia, ou o trabalho interdisciplinar dentro dessas áreas. O Príncipe Herdeiro Haakon entregou o prêmio Holberg 2007 a Ronald Dworkin.

LIVROS
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Taking Rights Seriously . Levando os direitos a sério. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1977. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1977. The Philosophy of Law (Oxford Readings in Philosophy). A Filosofia do Direito (Oxford Leituras em Filosofia). Ed. Ed. New York: Oxford University Press, 1977. New York: Oxford University Press, 1977. A Matter of Principle . Uma questão de princípio. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1985. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1985. Law's Empire . Lei do Império. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1986. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1986. Philosophical Issues in Senile Dementia . Questões filosóficas na demência senil. Washington, DC: US Government Printing Office, 1987. Washington, DC: EUA Government Printing Office, 1987. A Bill of Rights for Britain . A Carta de Direitos para a Grã-Bretanha. Ann Arbor, MI: University of Michigan Press, 1990. Ann Arbor, MI: Imprensa da Universidade de Michigan, 1990. Life's Dominion: An Argument About Abortion, Euthanasia, and Individual Freedom . Dominion da Vida: uma discussão sobre aborto, eutanásia e liberdades individuais. New York: Alfred A. Knopf, 1993. New York: Alfred A. Knopf, 1993. Freedom's Law: The Moral Reading of the American Constitution . A Lei de Liberdade: a leitura moral da Constituição norte-americana. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1996. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1996. Sovereign Virtue: The Theory and Practice of Equality . Sovereign Virtue: A Teoria e Prática da Igualdade. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2000. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2000.

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NJ: Princeton University Press. MA: Harvard University Press. New York: New Press. Budapeste: Imprensa da Universidade Central Europeu. Justice in Robes . O Phalanx Suprema Corte: a Nova Direita Tribunal Bloco A-Wing. and American Democracy . Justiça de ouriços. e da Democracia Americana. A partir de valores liberais na transição democrática: Ensaios em Honra de Kis Janos. Cambridge. 2011. 2004. y y y y y . Princeton. Cambridge. A Flawed Eleição mal: Bush Debatendo v. MA: Harvard University Press. MA: Harvard University Press. the Supreme Court. Is Democracy Possible Here? Aqui é possível democracia? Principles for a New Political Debate . Princeton. Budapest: Central European University Press. 2006. 2002. 2002. 2006. New York: New Press. Gore. New York: New York Review Books. 2006. Ed. 2008. Cambridge. New York: New York Review Books. Ed. 2008. 2011. Justiça de Robes.LIVROS y A Badly Flawed Election: Debating Bush v. a Suprema Corte. Princípios para um debate político novo. de 2004. Ed. From Liberal Values to Democratic Transition: Essays in Honor of Janos Kis . NJ: Princeton University Press. Ed. The Supreme Court Phalanx: The Court's New Right-Wing Bloc . 2006. Cambridge. Gore. MA: Harvard University Press. Justice for Hedgehogs .

1991. Coimbra: Almedina. Ronald Dworkin and Contemporary Jurisprudence.OBRAS SOBRE DWORKIN y Marshall Cohen (ed. London: Duckworth. Justine Burley (ed.). Dworkin and His Critics. Scott Hershovitz (ed. Stephen Guest.). Exploring Law's Empire: The Jurisprudence of Ronald Dworkin. Filosofia do direito e modernidade: Dworkin e a possibilidade de um discurso instituinte de direitos. Ronald Dworkin. 1995. Em português: Vera Karam de Chueiri. Alan Hunt (ed. 2006. Stanford: Stanford University Press. 1984. 1992.). y y y y y y y . Sandra Paula Martinho Rodrigues. A Interpretação Jurídica no Pensamento de Ronald Dworkin. 2004. New York and Oxford: Berg.). Reading Dworkin Critically. 2005. Uma Abordagem. Oxford: Blackwell Publishing. Curitiba: JM. Oxford: Oxford University Press.

notadamente quanto à importância dos princípios jurídicos que interagem com as normas. . e tem aplicação especial nos casos de difícil resolução ("hard cases").TEORIA DOS PRINCIPIOS SEGUNDO DWORKIN O presente trabalho pretende analisar a contribuição de Ronald Dworkin para a compreensão do ordenamento jurídico.

o juiz não tem o direito de criar novos direitos. composto pelas regras escritas e. Também é considerado por outros como um neojusnaturalista . Dworkin propõe uma teoria da interpretação . mas sim descobrir quais são eles em conformidade com o ordenamento jurídico (COUTINHO. Em contraposição ao positivismo jurídico. y Preocupado com a definição positivista do Direito. ainda. y y y . o direito deve ser visto como integridade. uma evolução em decorrência da própria mudança social. 2003). pelos princípios. Para Dworkin.INTRODUÇÃO Ronald Dworkin tem se destacado com um pensamento original e. que o reduz a um modelo de regras e que autoriza o juiz a utilizar o poder discricionário. que auxilia os operadores do Direito a encontrar uma resposta correta mesmo para os casos complexos. é um dos principais jusfilósofos que desenvolve críticas relevantes ao liberalismo utilitarista e ao positivismo jurídico contemporâneo. A interpretação como um processo de construção.

por vezes.] Denomino princípio um padrão que deve ser observado. em geral uma melhoria em algum aspecto econômico.. Dworkin utiliza-se do termo princípio para "indicar todo o conjunto de padrões que não são regras". Assenta: "Denomino política aquele tipo de padrão que estabelece um objetivo a ser alcançado. política ou social considerada desejável. faz uma distinção entre princípios e políticas. político ou social da comunidade [.. não porque vá promover ou assegurar uma situação econômica. POLÍTICAS E REGRAS y A distinção feita por Dworkin entre princípios. y . e. políticas e regras dentro de um enfoque principiológico tem por finalidade identificar a existência de preceitos morais no seio do Direito. mas porque é uma exigência de justiça ou eqüidade ou alguma outra dimensão da moralidade .PRINCÍPIOS.

y . devido processo legal. As leis. também. os contratos e as decisões judiciais devem observância aos preceitos políticos-axiológicos constantes da Carta Magna e. anterioridade. não somente àqueles princípios de estrito cunho jurídico (legalidade. como segurança jurídica).PRINCIPIOS JURÍDICOS COM OBJETIVOS POLITICOS y Dworkin ao combinar princípios jurídicos com objetivos políticos possibilita aos intérpretes inúmeras possibilidades para a construção de respostas coerentes com o direito positivo conferindo uma blindagem contra discricionariedades judiciárias (conhecida.

y Não existe um número fixo de padrões. .DISTINÇÃO ENTE REGRAS E PRINCÍPIOS y A distinção entre os princípios. Não cabe na concepção de Dworkin um conjunto fixo de padrões. é de natureza lógica. dos quais se pode dizer que tantos são regras e outros são princípios. no sentido genérico e as regras.

PRINCIPIOS y Os princípios funcionam de forma que não apresentam consequências jurídicas. Quando os princípios se intercruzam (colidem) aquele que vai resolver o conflito tem de levar em conta a força relativa de cada um (ponderação). y . possuem uma dimensão de peso ou importância. quando as condições são dadas.

à maneira do tudo-ou-nada (all-or-nothing). de forma disjuntiva.REGRAS y As Regras são aplicáveis. e a resposta que ela fornece deve ser aceita. y . presentes os pressupostos de fato previstos. então ou a regra é válida. ou não é válida. Quando as regras colidem devem ser aplicadas as regras de antinomia. e neste caso em nada contribui para a decisão.

QUADRO ESQUEMATICO PRINCÍPOS DEVER IMEDIATO DEVER MEDIATO JUSTIFICAÇÃO Promoção de um estado ideal de coisas Adoção da conduta necessária Correlação entre efeitos da conduta e o estado ideal de coisas REGRAS Adoção da conduta descrita Manutenção de fidelidade à finalidade subjacente e aos princípios superiores Correspondência entre o conceito da norma e o conceito do fato Exclusividade e abarcância PRETENSÃO DE Concorrência de DECIDIBILIDADE parcialidade .

p. deve-se rejeitar a doutrina positivista (DWORKIN. para que seja possível tratar os princípios como direito. 72). 2002.CRITICA AOS POSITIVISTAS Para Dworkin os positivistas sempre lêem os princípios e políticas como regras. . Não há possibilidade de enumerar todos os princípios que fazem parte de um direito vigente. Por isso.

Dworkin busca nos princípios os recursos racionais para evitar o governo da comunidade por regras que possam ser incoerentes em princípio. no sentido formal como uma entidade física ou um documento. materialmente ´para descrever o direito criado ao se promulgar o documentoµ. y Contrapondo-se ao formalismo legalista e ao mundo de regras positivista.NORMAS Dworkin ensina que existem dois sentidos da expressão lei. e. que interagem quando da resolução dos casos em concreto. y . y Para Dworkin o Direito é a conjunção entre leis em sentido estrito e princípios.

Na teoria conceitual alternativa uma decisão judicial favorável. onde a primeira e a segunda seriam o positivismo jurídico e o jusnaturalismo (FALLON. positivismo e utilitarismo jurídico. 2002. Dworkin apresenta uma teoria liberal do Direito. defendendo a tese de que as decisões jurídicas baseadas em argumentos de princípios são compatíveis com os princípios democráticos (DWORKIN. independente de uma decisão anterior favorável ou regra jurídica expressa aplicável a seu caso. 1992).A TESE DOS DIREITOS TERCEIRA TEORIA DO DIREITO y Para alguns. Dworkin é responsável por criar uma terceira teoria do direito. Em seu livro Levando os Direitos a Sério (2002). mas sim descobrir quais são eles em conformidade com o ordenamento jurídico (COUTINHO. Por isto. o juiz não tem o direito de criar novos direitos. segundo Dworkin. 2003). y y . não atada apenas às correntes que costumam ser identificadas como tal. XVI).

Isto significa que os direitos individuais .A tese dos direitos A filosofia jurídica de Dworkin está baseada nos direitos individuais.e muito especialmente o direito à igual consideração e respeito ² são triunfos frente à maioria ‡ A filosofia política de Dworkin é antiutilitarista e individualista ‡ Dworkin sustenta que os objetivos sociais apenas são legítimos se respeitam os direitos dos indivíduos ‡ .

‡ . portanto. ‡ Para Dworkin. ‡ Com essa relação de prioridade. os direitos fundamentais devem restringir a soberania do povo a fim de se resguardar os direitos e as liberdades individuais. protege-se certos núcleos de direitos ante eventuais interferências advindas de processos majoritários de deliberação.A tese dos direitos A garantia dos direitos individuais é a função mais importante do sistema jurídico.

tem preferência em relação aos demais. Os direitos constitucionalmente assegurados devem ser interpretados como comandos impositivos. . Democracia não é.A tese dos direitos ‡ ‡ ‡ Nem sempre uma lei pautada na vontade de uma suposta maioria será uma lei justa. e não como simples valores que. em algumas hipóteses especificas. a simples obediência a regra de maioria. para Dworkin.

A tese dos direitos y Esses direitos fundamentais constitucionalmente garantidos ² direito individuais . bem como traçam os limites e contornos de atuação dos poderes estatais .preenchem o próprio conteúdo da democracia.

y Adota posição progressista ao concebê-lo como um poder estratégico capaz de afirmar e proteger os princípios democráticos. não aceita que o Poder Judiciário exerça um papel passivo nas democracias contemporâneas.Poder Judiciário Critica a função discricionária dos juízes defendida pelos positivistas y Dworkin. y .

os legisladores estão sujeitos a pressões políticas a que não estão sujeitos os juízes ‡ .Poder Judiciário Observação: Apesar de Dworkin rejeitar um papel passivista ao Poder Judiciário. faltam argumentos para comprovar que decisões legislativas sobre direitos tenham mais possibilidades de serem corretas do que decisões judiciais. ‡ Em muitos momentos. nem por isso pode-se designar o seu juiz de ativista ‡ Para Dworkin.

um papel de destaque para a construção de uma democracia que esteja em consonância com a preservação e respeito aos direitos individuais.Poder Judiciário Verifica-se a transferência de atribuições institucionais do Poder Legislativo ao Poder Judiciário. ‡ As cortes passam assim. ‡ Dworkin afirma que um dos principais objetivos do sistema jurídico é controlar e limitar a ação do governo ante a preservação dos direitos individuais ‡ . a desempenhar.

Finalidade: estender a cada um os padrões fundamentais de justiça e equidade.Conceito y Compromisso do governo: agir de modo coerente e fundamentado em princípios com todos os seus cidadãos. y y .Integridade . integridade = virtude política.

Integridade .solicita aos que julgam o façam também de forma coerente com os princípios y . integridade no julgamento .Conceito y integridade na legislação .solicita aos legisladores que produzam leis coerentes com os princípios.

dificuldades y y personificação profunda da comunidade. engajamento na fomentação dos princípios de equidade. atuante. justiça e devido processo legal. honrar essas virtudes. comunidade pode adotar. diferentes daqueles de quaisquer de seus dirigentes ou cidadãos enquanto indivíduos y y y .Aperfeiçoamento . personificação da comunidade como um agente moral. expressar e ser fiel ou infiel a princípios próprios.

que não podem ser definidos como um conjunto coerente com os princípios de justiça. equidade e devido processo legal.y A partir dessas considerações. . é possível entender que o princípio da integridade não admite que uma comunidade personificada aplique direitos diferentes.

Cláusula de igual proteção y Princípio da integridade. "nenhum Estado deve negar a qualquer pessoa dentro da sua jurisdição a igual proteção das leis " y . nos Estados Unidos. está incluído na cláusula de igual proteção da Décima Quarta Emenda.

em uma forma especial de comunidade. desse modo. especial num sentido que promove sua autoridade moral para assumir e mobilizar monopólio de força coercitivaµ .Dworkin y ´uma sociedade política que aceita a integridade como virtude política se transforma.

o Direito pode expandir-se e contrair-se organicamente.Consequencias da Integridade y o fato de que a integridade contribui para a eficiência do direito. y y . na medida em que se entenda o que eles exigem em novas circunstâncias. menor necessidade de regras explícitas. pois as pessoas são governadas por princípios.

Consequencias Morais y possibilidade de que cada cidadão aceite as exigências que lhe são feitas e façam exigências aos outros. que compartilham e ampliam a dimensão moral de quaisquer decisões políticas explícitas. .

2) modelo das regras: os membros aceitam o compromisso geral de obedecer às regras estabelecidas conforme um modo prédeterminado. y y .Modelos gerais de prática associativas: y 1) os membros supõem que sua associação não passa de um acidente de fato da história e da geografia. 3) modelo do princípio: os membros aceitam que são governados por princípios comuns e não apenas por regras criadas por um acordo político.

de modo a expressar um sistema único e coerente de justiça e equidade. na correta proporção. do modo como os juízes decidem os casos difíceis nos tribunais. particularmente. Não se reduz a coerência do ordenamento jurídico.INTEGRIDADE y Qualquer interpretação construtiva bem sucedida das práticas políticas deve reconhecer a integridade como um ideal político distinto. na medida do possível. y y . É a chave para a melhor interpretação construtiva de nossas práticas jurídicas distintas e. vai além. pois exige que as normas públicas da comunidade sejam criadas e vistas.

. y as proposições jurídicas são válidas quando derivam dos princípios de justiça. oferecendo a melhor interpretação do direito.Integridade no Direito y desdobramento do método de Hércules ao falar do seu método de julgar os casos difíceis. equidade e devido processo legal.

. nega ao mesmo um interlocutor qualificado e a possibilidade de aprimorar seus argumentos. e a solidão de Hércules que decide sozinho. são os principais pontos fracos da teoria.Críticas y Habermas: A impossibilidade de se conceber o direito de uma comunidade feito por um só autor. faltando também pressupostos da teoria do discurso. O fato de Hércules estudar o direito na solidão de seu gabinete.

com a mesma teoria. Perguntar-se-á se essa interpretação é coerente o bastante para justificar as estruturas e decisões políticas anteriores de sua comunidade. e que esses princípios devem ser aplicados de forma a garantir a aplicação justa e eqüitativa do direito. 5) Colocar a interpretação à prova. uma teoria coerente sobre os direitos em conflito. 4) Eliminar toda hipótese que seja incompatível com a prática jurídica de um ponto de vista geral. caso elas se contradigam é necessário encontrar uma correta.Caminho de Hércules y y y y y 1) Encontrar. 2) Selecionar diversas hipóteses que possam corresponder à melhor interpretação do histórico das decisões anteriores. tal que um membro do legislativo ou do executivo. A partir de uma teoria coerente sobre política e direito é possível encontrar uma resposta satisfatória quando princípios conflitam . . pudesse chegar a maioria dos resultados que as decisões anteriores dos tribunais relatam. 3) Encontrar a hipótese correta. a partir do pensamento de que o direito é estruturado por um conjunto coerente de princípios sobre justiça e equidade e o devido processo legal adjetivo.

interpretação construtiva contrapõe-se à interpretação conversacional. analisando também o histórico desta lei. a qual procura aceitar o ponto de vista da intenção do locutor. . perceber as declarações de propósitos oficias como decisões políticas. Este autor possui poderes e responsabilidades diferentes dos seus. Melhor interpretação da lei com base em suas próprias convicções. englobando-as na interpretação das leis. Abordar declarações oficiais dos legisladores e atos políticos relacionados ao texto que pretende interpretar.Análise da Lei y y y y y y Congresso: autor anterior a ele na cadeia do Direito.

y justificativa deve ser coerente com o restante da legislação vigente. o processo que se inicia antes que ela se transforme em lei e se estende para além desse momento. y Pode até levar em conta a opinião pública geral. mas também sua vida.Análise da Lei integridade exige que Hércules elabore uma justificativa para a aplicação da lei. y Hércules interpreta não só o texto da lei. y .

Interpretação da Constituição y y y y Os tribunais superiores têm o poder de julgar a compatibilidade de uma norma ou ação governamental com a Constituição. sempre sujeita a revisões posteriores. . O julgamento interpretativo de Hércules exigirá o envolvimento das virtudes políticas e a averiguação de compatibilidade delas com os mandamentos constitucionais. um poder bastante amplo e que deve ser utilizado respeitando as virtudes políticas. Ao tratar de normas constitucionais. Hércules não se considera nem um passivista nem um ativista. Inicia seu processo interpretativo pesquisando a melhor teoria de interpretação disponível e após elabora uma que se aplique aos fins constitucionais.

os princípios de equidade. justiça e devido processo legal. da maneira mais coerente possível. y . Pura: composta de princípios de justiça que justificam o direito contemporâneo.Tipos de Integridade y Inclusiva: que reflete-se na interpretação do juiz quando este constrói uma teoria geral do direito a fim de refletir. sem levar em conta as restrições institucionais exigidas pela integridade inclusiva.

não possui a limitação dos juízes comuns. a comunidade personificada e absorver a importância do pensamento de um juiz que tem a carreira toda para resolver um único caso. e que por isso . y y y y . pontos mais fracos de sua teoria é a ficção de que o direito tenha um só legislador.Conclusão y possibilidade de um caminho ainda mais perfeito para a interpretação .Há também aqueles que consideram sua teoria demasiadamente otimista. há apenas uma resposta correta. críticos e opositores. Desconforto: afirmação de que. A confusão entre moral e direito. e está longe de constituir-se uma unanimidade. mesmo nos casos difíceis.princípio da integridade pura.

2009. DWORKIN. Levando os direitos a sério. 2005. 7 ed. Título original: A matter of principle. 2 ed. DWORKIN. Humberto. São Paulo: Saraiva. DWORKIN. 2 ed. . 9 ed. Uma questão de princípio. 2009. 2 ed. O império do direito. Tradução de Luís Carlos Borges. Interpretação e aplicação da Constituição. Tradução de Nelson Boeira. São Paulo: Martins Fontes.REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA y y y y y BARROSO. Tradução de Jefferson Luiz Camargo. Ronald. 2007. São Paulo: Martins Fontes. Ávila. Teoria dos Principios. 2007. Ronald. São Paulo: Malheiros. Título original: Law´s empire. São Paulo: Martins Fontes. Título original: Taking rights seriously. Ronald. Luís Roberto.

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