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contingencia e impossivel

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1 Latusa digital – ano 5 – N° 35 – dezembro de 2008

Contingência e impossível na prática da psicanálise*

Maria do Rosário do Rêgo Barros**

Jacques-Alain Miller em seu curso de 2007-20081 explora o paradoxo presente no ensino da psicanálise no que diz respeito àquele que ensina permitir-se falar como analisando, seguindo a associação livre. Pois se dessa posição ele poderia “falar sem prestar muita atenção” de uma forma irresponsável, ele não poderá nunca, como analista na transmissão da psicanálise, deixar de se responsabilizar pelo que diz. Falar a partir das questões e reflexões de sua prática como analista, e ao mesmo tempo se manter conectado com seu trabalho de analisando, imerso na associação livre como um líquido, requer daquele que ensina a psicanálise o manejo do corte sobre sua própria fala. Falar como analisando, que como disse Lacan deveria ser a posição do analista quando fala para analistas, não poupa o analista de assinar em baixo e “de estar atento aos efeitos para uns e outros, um por um”.2 J.-A. Miller ao se dar conta de que a psicanálise se tornou líquida, termo que toma do sociólogo Zygmundt Bauman para qualificar a civilização de hoje, sublinha o risco de os efeitos dessa desestruturação na civilização
* Trabalho apresentado no Seminário de Orientação Lacaniana, na EBP-Rio em 6 de outubro de 2008, como produto do cartel composto por Romildo do Rêgo Barros (mais-um), Lenita Bentes, Fernando Coutinho, Manoel Barros da Motta, Maria Angela Mársico Maia e Maria do Rosário Collier do Rêgo Barros, encarregado da apresentação das linhas gerais do curso de Jacques-Alain Miller de 2007-2008. Apresentação das lições X, XI e XII. ** Analista Membro da Escola – AME. Membro da Escola Brasileira de Psicanálise (EBP) e da Associação Mundial de Psicanálise (AMP). 1

MILLER, J.-A. Curso de Orientação lacaniana III, 10 (2007-2008). Inédito, aula de 12 de março de 2008. Idem, aula de 26 de março de 2008.

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J. . diz J.2 acarretar a destruição da psicanálise.-A. Miller diz que a psicanálise líquida poderia levar à psicanálise liquidada.-A. a liquidação da psicanálise por aqueles que se sentem incomodados com ela. podemos acrescentar. como Freud se referiu ao limite interno do Édipo em seu texto sobre a dissolução do complexo de Édipo.Miller trata algumas oposições conceituais que poderiam se instalar como excludentes e levar ao pior. colocado em questão. Miller.-A. Ele então para em sua associação livre e diz apenas psicanálise líquida. extraindo daí algo novo. Miller nos ensina algo e abre caminho para o que chamou “uma intuição sem muita elucubração de saber”. a liquefação. ao fazer esse corte. Ao deixar-se conduzir pela associação livre. uma nova articulação entre o que aparece na psicanálise líquida e o que se transforma da psicanálise sólida apoiada nos conceitos freudianos. O corte pode abrir caminho para uma elucubração de saber. Essas mudanças têm efeitos na prática dos analistas e na forma deles utilizarem o corte para tentarem produzir uma abertura do inconsciente. resistia.-A. Miller opera em sua própria fala vai levá-lo a tentar produzir algo novo. Conectar-se com esse limite dá lugar à invenção que evita o caminho na direção de uma infinitização sem consequências. no entanto. Ao se utilizar do corte para evitar que a associação livre leve da desestruturação à destruição.-A. afirmava sua solidez institucional. A meu ver essa parada na fala de J. aos quais Lacan retornou ao longo de seu ensino. Ele demonstra.Miller funciona como o corte na associação livre. A psicanálise sólida. Esse corte o leva a interrogar a desestruturação para assim evitar a destruição. com os paradoxos de nossa época. O corte que J. é aquela que se praticava na época em que o Outro funcionava como uma referência partilhada e que. assim como. Veremos mais adiante o efeito desse corte na forma como J. Quando essa referência falha os indivíduos sofrem as consequências na forma de lidar com seus corpos. que se trata de um recurso para lidar com os paradoxos do ensino e da prática da psicanálise. com suas palavras e também na forma de denunciar seus malestares e dirigirem seus pedidos de ajuda. será necessário estar atento ao limite interno à elucubração.

pois opera a partir dos conceitos recebidos de Freud e Lacan.-A. 4 MILLER. para produzir “um reviramento da interpretação lacaniana da psicanálise”. o sentido profundo dessa ausência. do que se subtrai de uma combinatória e nela faz função de falta. Curso de Orientação lacaniana III.3 Articular o corte à invenção que opera não só com os significantes. Miller. que termina por uniformizar a prática clínica que se transforma assim em um obstáculo ao trabalho do analisando. . na ausência de relação sexual. a ir além da mera aplicação de conceitos. nesse curso de 2007-2008. proposto por J. Miller a trabalhar. parece dar continuidade àquela já exposta em seu curso O lugar e o laço4: como transportar Freud ao estado atual da psicanálise? A insistência de J. O sujeito lacaniano vai se deslocando da ausência enquanto contorno de uma zona proibida até o ponto em que Lacan reconhecerá. A questão de J. A inacessibilidade à zona de exclusão desencadeia a repetição. pois é definido como uma exclusão. ibidem.-A. uma disparidade trazida pelo significante. aula de 31 de janeiro de 2001. para manter a força cortante da psicanálise e não cair nas armadilhas do pragmatismo contemporâneo que opera por protocolos. O sujeito é o nome do real de uma ausência. Miller. Inédito. na medida em que os coloca à prova da contingência. a partir do que Lacan inaugura em seu ultimíssimo ensino. Mas. A invenção não é uma criação ex-nihilo. desejo. Miller nessa questão visa evitar o uso cognitivista que pode ser feito da descoberta freudiana e que se combata o cognitivismo de maneira ingênua ao se lançar mão de uma equivalência entre sujeito. Le lieu et le lien (2000-2001).-A.-A. O sujeito emerge na medida em que se destaca do real de uma determinação significante. mas com o objeto. J. leva J. autonomia e liberdade. 3 Idem. um vazio que convoca à criação.-A. abre uma brecha.3 Seguir o conselho freudiano de não escutar um novo paciente a partir do que já se tinha construído para outros requer articular o binômio invençãocriação. introduz um hiato. que nada tem a ver com o sujeito lacaniano. 3.

Miller foi além da questão da dissolução dos conceitos freudianos. Para lidar com o falasser não basta a decifração. no uso da fala e da escuta em psicanálise. impõe uma conexão do sujeito com o corpo. . ibidem. ou bem os conceitos freudianos estão dissolvidos”. “[. objetivável na cadeia. J. Trata-se de revigorar não somente o eros que sustenta a psicanálise. a dispensar o que a rotina da prática. sem cair em uma oposição ingênua que impediria articular de forma nova dois aspectos da experiência: o determinismo e a contingência? Caminhar na direção de uma nova articulação requer se apoiar no que Lacan elaborou em suas operações lógicas de alienação e separação. o que faz laço segundo a contingência do amor e serve assim de ponto de apoio para o analista em seu trabalho de corte e decifração. necessitará ser articulado ao corpo e ao gozo. que Lacan introduz em seu ensino. por onde a relação do sujeito e do Outro se estabelece a partir de uma perda que desfalca tanto um como o Outro.] Sua dissolução [da psicanálise e seus conceitos] é justamente feita para nos ensinar em que se apóia sua construção [. o que causou horror na platéia. aquela do ato. ou bem aquilo..-A. do corte e mesmo da estranheza da própria psicanálise. lugar do gozo. amortece do ‘tranchant’. aquela da tarefa.. O inconsciente estruturado como uma linguagem. ou bem os conceitos freudianos se sustentam.. A transferência não se limita à busca pelo saber. antes de tudo apresentase como o que cessa de não se escrever. Em 2001...4 O falasser. na direção de uma articulação que toma certa distância em relação a uma forma de pensamento que impõe um “ou bem isso. faz-se necessário o manejo da transferência e o corte..5 Como pensar o sólido e o líquido.] nós não renegamos nada [. 5 Idem.] Nós aprendemos a sermos menos ingênuos. mas também de ganhar aí em lucidez e assim de purificar o ato”.

mas flexível.5 Portanto. Miller sublinha que o nó permite articular o que é líquido com a estrutura que aí subsiste latente. em nossa época. mas dos nós. Ou seja. Se não desfalcamos o que apreendemos como psicanálise líquida. mas à estrutura matemática. não é a mesma na qual se apóia a lógica. A psicanálise nodal permite lidar com a multiplicidade de aspectos que procedem de um nó. é a partir da pressão exercida pela psicanálise líquida que Lacan foi levado a cingir o real como impossível. . que. pois é o que ela tem em comum com outras disciplinas.6 A psicanálise nodal foi o recurso que Lacan nos deixou para lidar com a liquidez atual da psicanálise e de nossa época. ele foi levado a desfalcar a psicanálise sólida apoiada por ele na linguística e na lógica. Na articulação da contingência ao necessário. Mas.-A. J. ibidem. ao mesmo tempo. não a partir da lógica. e também para o fato de que é a 6 Idem.-A. por Lacan e pelos pós-freudianos. flutuante. Miller vai chamar a atenção para a própria fragilidade da psicanálise. no entanto. Então a articulação entre essas duas linhagens de conceitos só é possível se conseguirmos operar a partir do real próprio à psicanálise: a não relação sexual que articula a contingência ao impossível e dá outra dimensão à articulação da contingência com o necessário. que é um dos aspectos do inconsciente sob transferência. Ao abordar nessas aulas as várias interpretações da psicanálise feitas por Freud. o real é aquele do impossível lógico como limite do simbólico que não é próprio da psicanálise. diz ele. pois seremos arrastados pela correnteza que desconsidera. seremos levados inevitavelmente à liquidação da psicanálise. pois o mesmo está referido não ao aspecto. Se aí podemos afirmar uma estrutura latente. J. aquela da época em que o Outro não existe. proceder a uma nova articulação entre psicanálise sólida e líquida requer desfalcar tanto uma quanto como a outra. É por meio do nó que Lacan vai dar o passo que lhe permite situar o real próprio à psicanálise sem reduzi-lo à relação do real ao necessário. o real como impossível próprio à psicanálise. ela não será nem rígida nem estruturada por significantes.

o “diz que diz”. Para seguir o líquido da fala na associação livre. que se afirma como associação livre. um uso da palavra liberada da exigência de comunicação. que tem uma lógica regida pelas leis do inconsciente. não leva ao deslocamento do gozo que produz mudança. em sua oposição. Os efeitos que se produzem a partir da fala escapam aos enunciados. Localizar o gozo de lalíngua tampouco produz por si mudança no gozo. Vamos então localizar nessas linhagens de conceitos. Surge então a questão: a palavra líquida é capaz de deslocar o gozo? O simples encadeamento de enunciados. . ou seja. a articulação moebiana que cinge um ponto de real por onde se constrói o novo. o “faz que faz”. Será o corte que poderá transformar um fenômeno em acontecimento e com isso introduzir ao inconsciente de forma a poder extrair com isso efeitos de separação a partir dos quais se apreende e se produz o novo na repetição sob transferência. deslocamento de gozo e novas formas de satisfação. Logo.6 partir dos problemas internos à psicanálise que se busca novas interpretações. não basta falar para que se produzam efeitos.-A. será necessário estarmos atentos ao que aparece da lalíngua na fala de cada analisando e evitar assim adormecermos embalados pelos enunciados do paciente. Miller na liquidez da palavra. USO DA FALA NA PSICANÁLISE SÓLIDA NA PSICANÁLISE LÍQUIDA O líquido da psicanálise será situado por J. que leva tempo para se instalar no dispositivo analítico.

a contingência se refere à causa. Operar na clínica levando em conta a hiância entre estrutura e acontecimento exige uma elaboração que permita ao clínico não a ilusão de uma previsão exata dos acontecimentos e de seu manejo. como se eles estivessem em consequência direta da estrutura. algo novo. Mas. mas uma abertura à contingência. podemos perceber que o “sólido” e o “líquido” da psicanálise não estão em equivalência à clínica da estrutura e à clínica do acontecimento. opera com o corte para produzir a decifração. Para sair da oposição entre essas duas clínicas será necessário articular o determinismo e a contingência. Miller indica que nesse hiato tem lugar a interpretação. que tem lugar aí. Clínica da Estrutura Clínica do acontecimento HIATO Lugar da interpretação Lugar da suspensão Podemos pensar que a interpretação.-A.7 Com isso. Se o determinismo está em referência à lei. . sobretudo. é porque é impossível deduzir o acontecimento pela estrutura. J. a interpretação aposta que além da decifração o corte produz um acontecimento capaz de interferir no gozo. como também opera com a decifração de forma que ela possa ter efeito de corte. Aqui também se produz uma relação moebiana que desfalca os dois lados da oposição para produzir. Como pensar então a clínica da estrutura em articulação com a clínica do acontecimento? Se entre as duas há um hiato. a partir do resto.

Em: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.8 DETERMINISMO LEI (mecanismo) CONTINGÊNCIA CAUSA (ruptura) LINGUAGEM (articulação significante) Elucrubação LALÍNGUA (efeitos singulares engendrados no corpo pelo significante) SUJEITO (ausência. a forma particular como cada um encontrou o opaco do desejo e do gozo do Outro. . 1998. que Lacan desenvolveu em seu texto “O seminário sobre ‘A carta roubada’” 7 – para a origem. O opaco é deslocado das complexidades da sintaxe – construída a partir do lançamento inicial dos dados. será localizado não o originário. “O seminário sobre ‘A carta roubada’”. e redefine o real próprio à psicanálise para ressituar a função da interpretação. 7 LACAN. e o que inventou. No opaco da origem. o que elucubrou para se virar e não ser destruído por ele. mas o original. articulado à estrutura da linguagem) FALASSER (conexão do sujeito e do corpo – lugar do gozo) No caminho que Lacan faz do determinismo à contingência ele desloca o lugar onde situa o opaco inevitável. J. com o qual será preciso lidar.

por isso precisa ser decifrada levando-se em conta este elemento original: o “troumatismo” próprio ao falasser em seu encontro com a língua do Outro. o opaco está referido a um gozo opaco. . sem significação semântica que articula sentido e furo Nessa nova perspectiva. O inconsciente além da sintaxe e de suas leis se refere a um gozo sem sentido que faz furo no saber. mas ao gozo. sem sentido.9 OPACO Trou NA COMPLEXIDADE DA SINTAXE Articulação significante submetida a uma lei que comanda a significação NO INÍCIO ESTÁ O GOZO OPACO Sem lei. A partir daí a determinação simbólica não é evidente. nem transparente. sem lei. articulado ao furo próprio à não relação sexual. O falasser acolhe “troumatismo” em sua lalíngua sem sentido que não visa à comunicação. sem explicação.

. que o real que articula o determinismo à contingência inicial do jogo dos dados não é próprio à psicanálise. no caminho inédito aberto por Freud. da sintaxe. Miller ao longo de seu curso. mas também é o ponto de apoio para se pensar as diversas modalidades de amarração dos registros que reconecta o sujeito ao Outro. Com esses instrumentos. como vem fazendo J. o real próprio à psicanálise articula a contingência ao impossível próprio à não relação sexual. a dimensão real do inconsciente. é índice do impossível.-A. Lacan abriu caminho para lidar com as questões colocadas por sua época e fazer valer.10 TROUMATISME REAL Ausência na cadeia situada em relação ao determinismo da cadeia significante. O resíduo irredutível que aparece no limite do simbólico é índice da não relação. a partir do acaso do jogo dos dados (contingente) REAL Próprio à psicanálise NÃO HÁ RELAÇÃO SEXUAL DECIFRAÇÃO REAL LÓGICO Limite do simbólico CORTE RESÍDUO Perspectiva NODAL MATERIALIDADE DO SINTOMA Reiteramos.

diferentemente da sintaxe. alguma coisa que não pode se escrever no interior de uma sintaxe. 192. não se orienta por um significado já determinado. J. como também a presença de um gozo opaco em relação ao surgimento da criança. o que levaria. que a estrutura adequada à psicanálise líquida é o nó. p. O significado foge e nessa fuga conecta-se com o furo. Miller indica. no final da aula XI. na emergência contingente do amor. e a maneira como convém que a frase seja sustentada por uma certa posição recíproca dos pais em relação a ela”.] a frase foi começada antes dele. A apreensão do sintoma como base material da psicanálise e de um real próprio à psicanálise é o que dá hoje aos analistas instrumentos para lidarem de forma não ingênua com o avanço das TCC.8 Quando Lacan faz valer a dimensão de sujeito e a posição sexual dos pais como homem e como mulher vai aparecer o que não faz relação. Miller sublinha que Lacan valoriza o termo necessidade para isolar um impossível. o corte do círculo de barbante. Tenta indicar então o caminho para se tentar demonstrar. J. Lacan se refere à sintaxe no Seminário 5 sobre as formações do inconsciente ao dizer: “[. Ele coloca a questão de como se pode demonstrar o impossível a partir dos ditos de um analisando. o que não faz reciprocidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. ou seja. 1999.-A. e aquilo a que pretendo conduzi-los é precisamente a relação de cada um desses pais com essa frase começada. Na aula X de seu curso de 2007-2008. livro 5: As formações do inconsciente (1957-1958)...11 No caminho que articula decifração e corte será preciso situar a semântica que. segundo ele. O seminário.-A. a tornar relativo ou até afastar o deciframento em benefício do corte. a impossibilidade de equivalência. J. de complementaridade da relação sexual. . foi começada por seus pais. 8 LACAN.

ser referido ao real da não relação sexual próprio à psicanálise. É a partir desses furos que o objeto aparece como invenção e o sujeito como artesão. O real como limite lógico do simbólico que aparece na nova forma de decifração como atividade de puxar poderá. pelo corte. Podemos pensar que a articulação entre cortar e decifrar se faz de forma nova pela relação da contingência com o impossível. respeitando sua dimensão inevitável de semblante.12 Mas tornar relativa a decifração não é dispensá-la. . O corte leva então a uma invenção que pode dar ao objeto uma função de limite no deslizamento sem fim do desejo insatisfeito apegado à busca de um gozo que não existe. com a própria vida. apego mortífero que o sujeito paga. articulação entre elementos dispersos e opostos é necessário operar com o furo em cada um deles. muitas vezes. A manipulação dos nós como forma de lidar com os paradoxos nos ensina que para fazer laço.

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