PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA

Avaliar de 1/1h na admissão por 6h e após, a cada duas horas : -Nível de consciência ± Escala de Glasgow/Ramsay/SAS - Pupilas ± simetria e reação fotomotora -Movimentos, força motora e sensibilidade dos quatro membros - Padrão respiratório ± atenção para as alterações mais comuns: y Broncoaspiração de saliva ± por deglutição ineficaz y Impermeabilidade das vias aéreas altas ± por acúmulo de secreção y decorrente da dificuldade de tossir ou expectorar. - Posturas anormais: y déficits motores y hipertonias y posturas (decorticação/descerebração) y lesões da medula espinhal: paralisia flácida, arreflexia, hipotonia esfincteriana, paralisia diafragmática - Reflexos de tronco: y reflexo fotomotor y reflexo córneo-palpebral y reflexo óculo-vestibular y reflexo faríngeo e da tosse
»» ATENTAR PARA: - Rebaixamento do nível de consciência e alterações pupilares - Novo déficit motor ou sensitivo - Convulsão local ou sistêmica - Poliúria (Diabetes insipidus/ SIADH) - Hipernatremia e hiponatremia - Alteração da acuidade visual NA PRESENÇA DE QUALQUER UMA DESSAS ALTERAÇÕES E/OU ALTERAÇÕES HEMODINÂMICAS, AVALIAR A CADA 15 MINUTOS. Sistema Neurológico: Avaliação Neurológica do Paciente em Unidade de Terapia Intensiva

1. Aspectos importantes para a avaliação neurológica do paciente · Avaliação do nível de consciência ± Respostas aos estímulos verbais e dolorosos; · Estado de alerta ± Ativo, responde apropriadamente aos mínimos estímulos, perceptível ao meio;

Classificação do Coma . . Tipos de Coma · Neurológico . . os reflexos e os sinais vitais estão ausentes. com poucas palavras que não fazem sentidos. A resposta pode ser verbal. . os reflexos e sinais vitais estão presentes. 3. podendo apresentar confusão mental.A resposta à dor e os reflexos estão ausentes. responde aos estímulos tátil e verbal. · Estado de torpor ± Não ocorre resposta verbal ao estímulo doloroso profundo. etc. Grau III ou Profundo .Pode decorrer de patologias como: AVC. TCE. Método de Avaliação Neurológica Escala de coma de Glasgow A escala de coma de Glasgow (ECG) é uma escala neurológica que parece constituir-se num método confiável e objetivo de registrar o nível de consciência de uma pessoa. 2. no entanto. · Estado de obnubilação ± Resposta lenta aos estímulos sensoriais profundos (dolorosos). Grau I ou Vigil ± O paciente mantém resposta à dor. coma hepático e coma urêmico. · Estado de coma ± Definido como estado de abolição de respostas ou respostas reduzidas e alteradas. · Metabólico ± Pode ser denominado de acordo com a patologia causadora ex: coma diabético. para avaliação inicial e contínua após um . O paciente tem perda completa da percepção do meio ambiente e de si próprio e do qual não pode ser despertado.· Letárgico ± Lento ao falar. tumores cerebrais. Grau II ou Leve ± A resposta à dor está ausente. reflexos e sinais vitais presentes. 4. Grau IV ou Depassé ± A resposta à dor. podendo apresentar movimentos inespecíficos. sinais vitais presentes.

são considerados. Elementos da escala A escala compreende três testes: respostas de abertura ocu lar. se assim for. Seu valor também é utilizado no prognóstico do paciente e é de grande utilidade na previsão de eventuais seqüelas. conversa normalmente Localiza estímulos dolorosos - Obedece a comando s Abertura ocular (AO) Existem quatro níveis: 4 Olhos se abrem espontaneamente. (O paciente responde coerentemente e apropriadamente às perguntas sobre seu nome e idade. Ocular 1 Não abre os olhos Emudecido Não se movimenta 2 Abre os olhos em resposta a estímulo de dor Emite sons incompreensíveis Extensão a estímulos dolorosos (descerebração) 3 Abre os olhos em resposta a um chamado Pronuncia palavras desconexas Flexão anormal a estímulos dolorosos (decorticação) 4 Abre os olhos espontaneamen te Confuso. fala e capacidade motora. assim como sua soma.traumatismo craniano. (Não confundir com o despertar de uma pessoa adormecida. Inicialmente usado para avaliar o nível de consciência depois de trauma encefálico. se não. Melhor resposta verbal (MRV) Existem 5 níveis: 5 Orientado. desorientado Flexão inespecífica (normal)/ Reflexo de retirada a estímulos dolorosos 5 6 - Verbal Motor Orientado. a data etc) 4 Confuso. 1 Olhos não se abrem.) 2 Olhos se abrem por estímulo doloroso. Os três valores separadamente. 3. 3 Olhos se abrem ao comando verbal. (O paciente responde às perguntas coerentemente mas há alguma desorientação e confusão) . onde está e porquê. marque 4. a escala é atualmente aplicada a diferentes situações.

Se afasta da dor. 2005) o 3-8 = Grave. Flexão(decorticação).3 Palavras inapropriada s. (necessidade de intubação imediata) o 9-12 = Moderado. o 11 = Coma superficial. (85% de probabilidade de morte. 4 Retirada inespecífica à dor. (O paciente faz coisas simples quando lhe é ordenado. grunido. (descerebração) 1 Sem resposta motora. 3. . Nenhuma resposta. Extensão(descerebração). y Escala pediátrica Melhor resposta motora: 1. (decorticação) 2 Padrão extensor à dor. o 13-15 = Leve. sem articular palavras) 1 Ausente. 4. 3 Padrão flexor à dor.) 5 Localiza estímulo doloroso. o 7 = Coma intermediário. 2. estado vegetativo) o 4 = Coma profundo. Melhor resposta motora (MRM) Existem 6 níveis: 6 Obedece ordens verbais. Interpretação y Pontuação total: de 3 a 15 o 3 = Coma profundo. o 15 = Normalidade. (Gemendo. mas sem troca conversacional) 2 Sons ininteligíveis. Classificação do Trauma cranioencefálico (ATLS. (Fala aleatória.

. 2. Localiza a dor. MEDRÍASE ± (Ambas as pupilas dilatadas)Provável lesão em ambos os lados do cérebro ± Morte cerebral. Para uma melhor análise. orientado pelo som acompanhando objetos. simetria e reatividade pupilar à luz. 5. Após destapar. As pupilas deverão ser fixas e sem reação a luz. 4. Sorri. Nenhuma resposta. estas reagem ( em situação normal) à exposição de luz. Obedece aos comandos. que possam produzir midríase e uso de atropina que influenciam a reação a luz e o diâmetro das pupilas. tape (feche) os olhos da vítima. 4. adequando -se (contraindo ou expandindo a uma nova luminosidade ) quando usada a lanterna clínica.5. Avaliação das Pupilas (Reflexos cefálicos) Observa-se o tamanho. Melhor resposta verbal: 1. etc. Espontâneo. 2. Antes da avaliação pesquisar condições mórbidas prévias. ocorre interação. Nenhuma. Gemente. intoxicação grave. 3. leve beliscão) Com a fala.(CASO DE MORTE CEREBRAL) No exame das pupilas do acidentado. As alterações das pupilas são geralmente encontradas no coma devida lesão cerebral. Inquieto. 6. deixando tapado (fechado) por alguns segundos. Com a dor. (ex. Ocular: 1. interação adequada. 3. ANISOCORIA ± (Uma pupila normal e a outra dilatada e não reage )Provável lesão no cérebro ( no lado inverso da pupila dilatada ). 5. que reagem a exposição à luz)Pupilas normais sem sinais de trauma cerebral. não há necessidade de midriase. MIOSE ± (Ambas as pupilas contraídas)Provável choque Anafilatico ( Overdose. observe: ISOCORIA ± (Pupilas normais. Choro consolável. incosolável.

y Oculovestibular ± Consiste na irrigação de água gelada em cada ouvido com a cabeceira do leito a 30º. (leito ungueal). representa lesão neurológica grave) e arreflexivo (sem responder a qualquer estímulo). isto mostra que não há lesão cerebral. postura de descerebração (o paciente estende tanto os membros superiores como inferiores. Avaliação do Padrão Respiratório Realizada através da observação da freqüência. postura de decorticação (o paciente flete os membros superiores e estende os inferiores. desconjugados ou ausentes (Ausência de movimentação ocular a movimentação da cabeça.olhos seguem cabeça ) são indicativos de lesão cerebral. do ritmo e da amplitude da respiração. Avaliação de Respostas Motoras Utiliza-se estímulo verbal ou doloroso.Quando pupilas estão tamanho normal e reagem luz dizemos: pupilas isofotorreagentes. representa lesão cerebral). paresia. na presença de lesão cerebral ocorre um desvio dos olhos para o lado que está sendo irrigado ou ausência de rea ção. ocasionando desvio conjugado do olhar para o lado oposto. 6. No paciente acordado a resposta é a presença de nistagmo. ocorrendo a dorsoflexão do 5º dedo e abertura como leque dos outros dedos. . Faz-se uma fricção na planta do pé. O paciente pode apresentar reação aos estímulos em todos os membros apresentando força normal. Avaliação dos Reflexos y Oculocefálico ou manobra da boneca ± Realiza um giro horizontal da cabeça para um lado. plegia. 7. y Sinais de Barbinsk ± Está presente em grande parte das lesões neurológicas. se forem observados movimentos oculares assimétricos.No escuro pupila dilata e na presença da luz se contrae. 8.