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Mitigação de Tensão de Restabelecimento

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Mitigação de Tensão de Restabelecimento Transitória em Equipamentos de Média Tensão

Wilker Victor S. Azevêdo, Washington L. A. Neves, Damásio Fernandes Jr., Karcius M. C. Dantas
Departamento de Engenharia Elétrica, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Av. Aprígio Veloso, 882 – Bodocongó, 58.429-140, Campina Grande – PB – Brasil

Rusângela R. G. Cavalcanti, Ricardo M. Soares
ENERGISA - PB, BR 230 km 25 – Cristo Redentor, 58.071-680, João Pessoa – PB – Brasil

Resumo  Concomitante à crescente expansão e interligação dos sistemas elétricos, torna-se fundamental a análise do desempenho de disjuntores e religadores frente às solicitações de Tensão de Restabelecimento Transitória (TRT). Este trabalho sintetiza as principais constatações obtidas no estudo sobre o redimensionamento dos equipamentos das subestações Cruz do Peixe e Tambaú, pertencentes à área de concessão do grupo ENERGISA. Simulações digitais comprovam condições adversas aos dispositivos durante a supressão de faltas trifásicas não aterradas e faltas quilométricas. A instalação de células de surto capacitivas é recomendada para redução da taxa de crescimento da TRT. Adicionalmente, o uso de dispositivos de ZnO como alternativa para mitigação do pico da TRT é avaliado sob condições dielétricas críticas e solicitações de alta frequência, proporcionando resultados satisfatórios. Palavras-chaves  Tensão de Restabelecimento Transitória, Mitigação, Sobretensões, Transitórios Eletromagnéticos.

aspectos inerentes à redução da taxa de crescimento da tensão de restabelecimento, com foco à localização e quantidade das células de surto empregadas. O uso de varistores de ZnO é investigado como alternativa mitigadora do pico da TRT sob a ótica de faltas trifásicas não aterradas e solicitações de alta frequência proporcionadas por faltas monofásicas quilométricas. Simulações digitais são realizadas com o programa ATP® (Alternative Transients Program) [5] no Regional Mussuré II da ENERGISA (PB) com o propósito de diagnosticar e redimensionar equipamentos de classe 15 kV, além de prover subsídios para definir apropriadamente o número de varistores necessários para limitar o valor de crista da TRT a patamares aceitáveis. II. FUNDAMENTOS E ESPECIFICAÇÕES a. Considerações Preliminares Em virtude da ocorrência de uma falta na rede elétrica, os equipamentos do sistema de proteção atuam promovendo celeridade no isolamento do trecho sob defeito, minimizando os efeitos da falta sobre restante do sistema. Disjuntores e religadores, neste foco, têm papel fundamental para o sucesso na desconexão dos circuitos elétricos responsáveis pelo fornecimento e consumo de energia. As solicitações térmicas na câmara de extinção dos equipamentos são bastante severas no período inicial que sucede a separação mecânica dos contatos. Após a extinção do arco, os mecanismos internos tentam recuperar as características dielétricas do meio isolante, ao passo que, simultaneamente, a solicitação de tensão entre os contatos atua em sentido contrário, podendo provocar reignição caso as solicitações da TRT sejam superiores à tensão disruptiva do meio isolante. b. Tipos de Falta Avaliadas A avaliação dos efeitos dos diferentes tipos de falta sobre a TRT presumida [1;6-12] evidencia cenários de máxima solicitação aos equipamentos de proteção e, neste escopo, faltas trifásicas não aterradas e faltas quilométricas tornam-se mais contundentes quanto aos estresses térmicos e dielétricos que podem provocar ao meio de extinção do arco elétrico. Faltas monofásicas quilométricas são curto-circuitos localizados nas linhas de transmissão a alguns quilômetros

I. INTRODUÇÃO NVESTIGAR o desempenho de equipamentos frente às solicitações de Tensão de Restabelecimento Transitória (TRT) é de notável relevância para a melhoria da confiabilidade na operação dos sistemas elétricos. No âmbito das propostas para mitigação de cenários de severidade desse tipo de sobretensão, quando a taxa de crescimento (TCTRT) ultrapassa o limite especificado por norma, recomenda-se a instalação de células capacitivas para redução da frequência de oscilação da TRT [1;2]. Em relação aos estresses dielétricos, resultado de um elevado valor de pico entre os contatos, quando o mesmo se encontra acima da referência normatizada, propõe-se normalmente a substituição do disjuntor/religador por outro de classe de tensão superior. Estudos pioneiros têm sugerido o uso de dispositivos de óxido metálico [3;4] como alternativa para redução do valor de crista da TRT. Este trabalho tem por objetivo verificar a adequabilidade de disjuntores e religadores de classe 15 kV, no que concerne a sua suportabilidade às solicitações de TRT. Destacam-se
Este trabalho é financiado pela CAPES através de bolsa de mestrado e pela ENERGISA através do projeto de Pesquisa e Desenvolvimento 0377011/2007. W. V. S. Azevêdo, K. M. C. Dantas, { wilker.azevedo, karcius}@ee.ufcg.edu.br , W. L. A. Neves, D. Fernandes Jr., {waneves, damasio}@dee.ufcg.edu.br , Tel. +55-83-3310-1140, R. M. Soares, R. R. G. Cavalcanti { ricardosoares, rusangela}@energisa.com.br , Tel. +55-83-21067104.
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I

sendo afetada por contribuições no lado da fonte e da carga.91 1.11.59 e.60 0.52 1. Parâmetros de Referência Os disjuntores das subestações Cruz do Peixe e Tambaú terão seus valores de TRT comparados com os critérios estabelecidos pela norma IEC 62271-100 [6]. c. Cargas: Representadas por modelos RL série uma vez que produz respostas conservativas em comparação com o modelo RL paralelo. Fig.58 2.52 Trifásica não aterrada Quilométrica 100 60 30 10 100 60 30 10 *Relação entre a corrente de falta e a capacidade de interrupção do equipamento.89 0. Regional Mussuré II As subestações Cruz do Peixe (CPX) e Tambaú (TBU).9 18.8].4 TCTRT (kV/us) 0. Os valores de pico observados são superiores ao caso das faltas quilométricas. A forma de onda da TRT.4 12.9 Tempo de Crista t3 (us) 31.0 12. que incide em elevadas solicitações térmicas ao meio de extinção.3 32. Para frequências elevadas no sinal da rede. apresenta geralmente uma característica tipo dente de serra.44 2.06 [7]. Representação dos Componentes Quanto à representação da rede elétrica. Tipo de Falta Trifásica não aterrada Quilométrica Valor de pico E2 (kV) 28. Este gradiente inicial reproduz altas taxas de crescimento da TRT nos primeiros microssegundos (<100 µs) que sucedem a separação física dos contatos do disjuntor. 2 – Setor de 13.1 21. As oscilações no lado da carga são normalmente as responsáveis pela característica dente de serra da TRT. Fig. o modelo série se comporta como um circuito aberto Fig. 2 disjuntores e 7 religadores da SE Tambaú. Os parâmetros de referência são apresentados nas Tabelas I e II. 1 – Diagrama simplificado: Regional Mussuré II.4 12.2 18.13]. havendo um fator multiplicativo de 1. Faltas trifásicas não aterradas nos terminais dos equipamentos normalmente incidem em solicitações dielétricas severas.138 que traduz a correção referente ao cálculo da tangente da envoltória tipo (1-cos).3 30.9 18. As Figuras 2 e 3 exibem em detalhes os principais barramentos do setor de 13. fazem parte do Regional Mussuré II do sistema elétrico da ENERGISA-PB (Fig. Este regional tem suprimento a partir da subestação Goianinha 230 kV (GNN) da CHESF (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco). neste caso. as seguintes considerações foram seguidas: Linhas de transmissão: Representadas através de modelo a parâmetros distribuídos (Bergeron) [15].0 36. No caso das especificações adotadas pela norma ANSI. enquanto que os religadores das referidas subestações apresentam especificações segundo a norma ANSI – série C37 [7.9 18. Estudos preliminares haviam mostrado que alguns equipamentos destas subestações apresentavam superação por TRT [14].90 1. No total.0 33.8 Tempo de Crista T2 (us) 36. TABELA II PARÂMETROS DE REFERÊNCIA DA TRT ESPECIFICADA PARA EQUIPAMENTOS DE CLASSE DE TENSÃO 15 KV – NORMA ANSI C37.1 21. Santa Rita e João Pessoa/Mangabeira. TABELA I PARÂMETROS DE REFERÊNCIA DA TRT ESPECIFICADA PARA EQUIPAMENTOS DE CLASSE DE TENSÃO 15 KV – NORMA IEC 62271-100 [6]. Tipo de Falta (% CNI)* Valor de pico Uc (kV) 28. apresentando três ramais principais: Mussuré.0 12. A predominância de uma característica tipo (1-cos) é constatada em sistemas que apresentam em sua topologia transformadores imediatamente localizados à montante dos dispositivos de proteção [4. sendo 1 disjuntor e 7 religadores da SE Cruz do Peixe. 3 – Setor de 13.2 ( l ) dos equipamentos.67 0. localizadas na região da grande João Pessoa.0 TCTRT (kV/us) 0.8 kV das subestações sob estudo. . 17 equipamentos serão avaliados quanto à TRT. a taxa de crescimento é calculada não apenas pela relação direta entre valor de pico (E2) e tempo (T2). d. 1).8 kV da SE Cruz do Peixe.1 18.4 31.8 kV da SE Tambaú.

63 1. Os religadores da subestação Cruz do Peixe e os disjuntores de ambas as subestações se mostraram apropriados a suprimir falta trifásica não aterrada. a. Fig. Bancos de capacitores: Exibem configuração em estrela dupla. Os resultados para o religador 21L1 da SE Cruz do Peixe são apresentados.96 1.8 18.3 devido ao crescimento da reatância indutiva.10 1.9 20.59 0. Simulação Referência Subestação Equipamento Uc (kV) TCTRT Uc (kV) TCTRT (kV/us) (kV/us) 21L1 18. 5) e o número de células a serem utilizadas para reduzir a TCTRT.8 18.70 0.8 0.7 1.5 20.7 21. obedecendo aos requisitos mínimos necessários. com passagem de zero a infinito instantaneamente após a abertura de seus contatos.59 0. DIAGNÓSTICO DE DISJUNTORES E RELIGADORES As simulações digitais foram realizadas através do programa ATP®.4 21.6 21.59 0.1 19.59 0. 5 – Célula de surto para redução da taxa de crescimento da TRT.59 0. TABELA III DIAGNÓSTICO DOS RELIGADORES DAS SUBESTAÇÕES CRUZ DO PEIXE E TAMBAÚ – FALTA MONOFÁSICA QUILOMÉTRICA. verifica-se o uso de dispositivos mitigadores para redução da taxa de crescimento e do valor de pico da TRT a níveis aceitáveis. 4 – Valor de pico da TRT na eliminação de falta trifásica não aterrada: Religadores da subestação Tambaú.8 18.59 0.51 21L2 21L3 21L4 21L5 21L6 21L7 21L1 21L2 21L3 Tambaú 21L4 21L5 21L6 21L7 21. Inibe-se. Esta distância incidiu nas maiores taxas de crescimento na abertura sob concordância de fases. No caso de curto-circuito trifásico não aterrado.26 1. III. Fig.59 Cruz do Peixe IV.8 18. investigando-se a localização (Fig. Transformadores: Representados por elementos RL sem acoplamento entre fases. parte das atenuações da componente resistiva da carga.42 1.6 20.05 0. tanto para cada lado como entre as buchas de primário e secundário [12. Foi avaliada a capacidade de abertura dos equipamentos mediante supressão de curto-circuito trifásico não aterrado em seus terminais assim como faltas monofásicas quilométricas nas linhas de distribuição a 2 km dos terminais dos religadores.1 21. o local em que o mesmo foi disposto obedece a uma distância mínima das subestações CPX e TBU.26 1.2 kV Como pode ser visto na Tabela III.59 0. deste modo.4 20. 4). Os equipamentos apresentam resistência zero quando conduzindo.13].6 20.59 0.59 21.9 20.59 0. Instalação de Células Capacitivas A instalação de células de surto capacitivas de 150 nF foi analisada como alternativa para minimizar a taxa de crescimento da TRT. Os valores presumidos por simulação foram superiores aos estabelecidos segundo as normas técnicas de referência.8 18. admitindo-se cenário de carga leve.86 1.59 0. a impedância harmônica Z(jω) vista das subestações sob análise até a barra de 69 kV da subestação Mussuré (MRD 69) se superpõe com os demais espectros obtidos quando o equivalente se localiza em pontos mais distantes. Neste caso. São respeitadas as condições de regime permanente. apenas dois religadores (21L6 e 21L7) da subestação Tambaú apresentaram superação por valor de pico (Fig. Valor de referência = 28.8 18. no que concerne ao desempenho dos dispositivos frente à eliminação de faltas quilométricas. sendo modelados por suas capacitâncias equivalentes.09 18. Os cenários mais críticos constatados ocorreram na eliminação de falta quilométrica.59 0.8 0.8 18. Equivalentes de curto-circuito: A fim de evitar erros da imprecisão das respostas dos equivalentes a 60 Hz sobre a TRT [16]. Disjuntores e religadores: Representados por chaves ideais controladas no tempo.32 1.9 1. MITIGAÇÃO DA TRT Devido à elevada demanda de recursos para a substituição dos equipamentos por outros de classe superior.3 18. constata-se a superação simultânea por valor de pico e taxa de crescimento em praticamente todos os religadores. As Figuras 6 e 7 exibem a forma de onda da TRT em virtude da instalação individual e em paralelo de células de surto de 150nF.8 18.8 18.8 18. Os pontos evidenciados para localização dos capacitores foram: .97 1.8 18. Foram avaliados seus efeitos no contexto de eliminação de faltas quilométricas.59 0.8 18. As capacitâncias de buchas e enrolamentos são incluídas.59 0. Capacitâncias parasitas foram incluídas.

59 18. 8).78 11.40 12.8 0. caso fosse observada superação por TCTRT em condições de falta trifásica não aterrada.0008 0.2 8.26 Referência ANSI E2 TCTRT (kV) (kV/µs) 18.5 -10 -14. TABELA V RELAÇÃO ENTRE TENSÃO (V) E CORRENTE (I) PARA A ASSOCIAÇÃO SÉRIE DE ELEMENTOS CILÍNDRICOS DE VARISTORES DE ZNO [17].66 8.7 0.92 19. 0 [kV] -5 -10 Varistores de óxido de zinco apresentam uma propriedade não linear entre tensão e corrente. De modo complementar à redução da TCTRT.26 21.8 0.97 9.6 1.39 21. entretanto com uma faixa de segurança. Em relação à disposição das células nos terminais do religador no lado da carga. as informações da curva V-I das seções com dois.8 0.59 18.6 1.8 18. era previsível que a mesma não apresentasse Dados 1 2 3 4 5 6 7 8 9 I (A) 0.8 10.0 5.32 22.16 11.59 18.8 0.40 21.5 -7.8 0.0000 100.0 -10.223 [ms] 8.00 Três (03) V (kV) 6. Sob condições normais de operação. Nº de discos de ZnO (varistores) em série Dois (02) V (kV) 4.8 1. verifica-se que a introdução de capacitores à montante do religador 21L1 não incide na redução efetiva da taxa de crescimento da TRT na eliminação de falta quilométrica.8 0.59 Disjuntor superado? SIM SIM SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO Fig. estes elementos se comportam como uma alta resistência enquanto que uma característica de baixa resistência é constatada em condições de sobretensão. 6 – Efeitos da inserção de células de surto sobre a TRT no religador 21L1: capacitores localizados no terminal à montante (falta quilométrica).8 8.00 1. 0.2 0.4 À montante do religador.60 28.6 9.240 notabilidade suficiente na mitigação da TCTRT.59 18.4 0.20 11.172 8. À jusante do religador. Uso de Varistores de Óxido de Zinco (ZnO) -15 -20 -25 8.0 . Localização Caso Base À montante do religador À jusante do religador Nº de células (150 nF) --1 2 3 6 1 2 3 6 Simulação E2 TCTRT (kV) (kV/µs) 21.80 17.000.95 14.0 9. b.4 9. no terminal localizado no lado de suprimento da carga.7 1.49 8.51 21. no terminal conectado via cabo ao Barramento Principal (BP) da subestação.24 16. entre 3 e 6% na manobra de eliminação de falta quilométrica. As Tabelas V e VI exibem. Uma síntese dos resultados obtidos para o religador 21L1 da SE Cruz do Peixe é apresentada na Tabela IV.00 22.189 8. com espessura de 23 mm e diâmetro de 62 mm (padrão comercial). respectivamente.19 17.0 10. Uma solução investigada para redução do valor de pico da TRT nos equipamentos da subestação Tambaú é a instalação de uma associação série de varistores (pára-raios) entre seus terminais (Fig.8 0.59 18.8 0.00 200.50 Quatro (04) V (kV) 9.15 8.00 15. Visto que a componente do lado da fonte apresenta uma frequência de oscilação (560 Hz) bem inferior ao correspondente espectro no lado da carga (15.00 Sem células de surto Com 150 nF Com 300 nF Com 450 nF Com 900 nF Fig.000.206 8. Entretanto.58 10.04 15. 7 – Efeitos da inserção de células de surto sobre a TRT no religador 21L1: capacitores localizados no terminal à jusante (falta quilométrica).32 8.00 Mediante análise dos casos.2 10.0 -17.37 15.0 [kV] 0 [kV] -5 -3.5 8.0700 1. para os casos estudados. As simulações digitais realizadas envolvem a utilização de varistores de óxido de zinco (ZnO) cilíndricos.155 8.00 30.7 1.6 [ms ] 11. -15 -20 -25 7.0030 0.8 0.24 18.0 Sem células de surto Com 150 nF Com 300 nF Com 450 nF Com 900 nF Fig.59 18. foi verificada a minimização do pico da TRT a limites admissíveis.31 19. observa-se a possibilidade de abertura segura do equipamento quando da instalação mínima de 300 nF.10 19.59 18.40 22. três e quatro varistores em série e as características térmicas de cada elemento não-linear.5 kHz).80 25.000.80 14.20 21.18 0.16 20.52 7.59 18. esta recomendação é válida. TABELA IV RESULTADOS DA ANÁLISE DO LOCAL E NÚMERO DE CÉLULAS CAPACITIVAS PARA REDUÇÃO DA TCTRT NO RELIGADOR 21L1.83 [ms] 9. 8 – Dispositivo de ZnO para redução do valor de pico da TRT.

25 [kA] kJ 20 8. 35. resultando na mesma conclusão reportada no caso anterior.05 [ms] 12. 12 – Energia absorvida pelo dispositivo de ZnO em paralelo com o religador 21L7 – Eliminação de falta trifásica não aterrada.4 (J/kg 0C)/ 0C 5258 kg/m3 As Figuras 9 e 10 exibem a TRT presumida obtida para o religador 21L7 da SE Tambaú quando da eliminação de falta trifásica não aterrada e falta quilométrica. três e quatro varistores entre os terminais dos equipamentos. 2 [kV] -2 -6 -10 -14 -18 -22 8. a fim de avaliar um cenário de maior severidade.pl4: c:D1L72B-DJ_69B Com 3 discos de ZnO Com 4 discos de ZnO Fig.44 [ms] 10. Uma síntese dos dados referentes ao valor de pico (Uc) da TRT extraído no cenário de falta trifásica para os religadores 21L6 e 21L7 é indicado na Fig. Tal circunstância é confirmada tanto sob condições de eliminação de curto-circuito trifásico não aterrado como em falta quilométrica. ou seja.4 -2. torna-se evidente a importância de dimensionar o número de pastilhas de ZnO a serem utilizadas na redução do valor de crista da TRT.pl4: v:D1L71A-D1L72A Sem o dispositivo de ZnO Com 3 discos de ZnO Com 2 discos de ZnO Com 4 discos de ZnO 10 Fig.0 5. 0 6.000 15 tbu_21l7_1f_r_13kv_cl_2km_4zno.0 [kV] 27.15 10.00 e 1.53 9.1 kV enquanto que para 3 pastilhas a correspondente tensão foi de 6. indicando que este número de pastilhas é insuficiente na composição do dispositivo mitigador. na condição transitória mais severa a tensão máxima sobre cada pastilha foi de 6. .71 7. respectivamente.2 12. respectivamente. No primeiro caso. O uso de 4 pastilhas em série na composição do pára-raios se mostra mais apropriado e seguro que os demais casos.592 8. 11.240 Em relação aos resultados apresentados na Figura 11.296 9. quando o sistema já se encontra sob regime acarretando em um alto consumo de energia. não é incluída a carga do alimentador referente ao religador sob análise. 10 – TRT entre os terminais do pólo sob falta: Religador 21L7 da subestação Tambaú (Falta quilométrica).8 5. os valores verificados para a corrente foram 3. Nos estudos de falta trifásica. podendo danificar o dispositivo. A Figura 12 mostra a energia absorvida pelo pára-raios considerando sua utilização em paralelo com o religador 21L7 na eliminação de falta trifásica não aterrada. Admite-se o uso de dois.80 mA. Em condições de falta quilométrica o maior valor de pico da corrente no elemento com 2 células de óxido de zinco foi 250 A.25 8. resultando em menores patamares de corrente residual e energia.30 7.20 9.6 Fig. Para 3 e 4 varistores em cascata.80 6.4 kV. Na utilização de 3 e 4 pastilhas.62 8. os máximos valores obtidos para a corrente de regime foram 3.00 tbu_21l7_3f_r_13kv_sc_3zno_p&e. respectivamente. Além disso. A taxa de crescimento permanece praticamente inalterada em ambos os casos.93 e 1. Isto se deve a sua operação mesmo após o período transitório da TRT. o valor detectado para o pico da corrente de regime no dispositivo com 2 pastilhas de ZnO foi de 52 A. 20.5 TABELA VI CARACTERÍSTICAS TÉRMICAS DOS ELEMENTOS NÃO-LINEARES À BASE DE ÓXIDO DE ZINCO (VARISTORES) [17].90 mA. Condutividade térmica Calor específico Variação do calor específico com a temperatura Densidade 23 W/m 0C 456 J/kg 0C (a 0 0C) 4. 11 – Valor de pico da TRT em condição de falta trifásica não aterrada: Uso de varistores de ZnO entre os terminais dos religadores 21L6 e 21L7. 5 Com base nas Figuras 9 e 10 pode-se verificar uma redução razoável do valor de pico da TRT nos terminais do religador 21L7 após a utilização dos varistores de ZnO em paralelo com o mesmo. 9 – TRT entre os terminais do primeiro pólo a abrir: Religador 21L7 da subestação Tambaú (Falta trifásica não aterrada). Examina-se o número de discos de ZnO necessários para a redução adequada do pico da TRT.648 [ms] 10.35 Sem o dispositivo de ZnO Com 3 discos de ZnO Com 2 discos de ZnO Com 4 discos de ZnO Fig.10 11.944 9.

G.. Dissertação de Mestrado. De 1985 a 2002 trabalhou no Departamento de Engenharia Elétrica da UFPB. [13] Greenwood. 1990.8 kV – Regional Mussuré II (Volume 2 – Análise de cada subestação). V. n. 4. D. UFPE. e M. 2009. Trabalhou como pesquisador visitante na Universidade de Alberta. Brasil. New York.Sc. S.. Concluiu o Doutorado em 1994 pela Universidade de British Columbia (UBC). A realização de testes em laboratório com os dispositivos de ZnO.. R. K. [8] ANSI/IEEE C37. C. de setembro de 2004 a agosto de 2005 e na UBC de setembro a dezembro de 2005.. IPST – International Conference on Power Systems Transients. Atualmente é aluno em nível de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFCG. C. Titus. [2] Bottauscio. Electrical Transients in Power Systems. VIII. D. Recebeu o título de B. G. “Analysis of Distribution Transformers under Faults Conditions for Determination of Transient Recovery Voltage”. 85 p. Buettner. “A Field Study of BusFault Transient Recovery Voltages”. W. IEEE Transactions on Power Apparatus and Systems.Sc. H. W. Brasil. [15] Dommel. Campina Grande. AIEE Winter General Meeting. Brasil. o uso dos varistores pode permitir operações antes proibitivas. Souza. Wilson. CONCLUSÕES O diagnóstico de disjuntores e religadores de classe 15 kV quanto às solicitações de Tensão de Restabelecimento Transitória (TRT) foi realizado. Atualmente é aluno em nível de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFCG. 138. 1999. B. Neves. em 1999. Em condições de eliminação de faltas quilométricas sua efetividade é certificada quando da presença das células de surto no terminal do equipamento localizado no lado da carga. A. Vecchiotti. UFPB. e M. Blumenau. AIEE Fall General Meeting. [9] Skeats. a sua implementação em campo e a análise da aplicabilidade em equipamentos de alta tensão são aspectos que motivam a continuidade da pesquisa. Recebeu o título de B. em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). em 2008. . Canadá. G. W. W. Inc. A. R. Desde 2002 é professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). o uso de dispositivos de ZnO entre os terminais dos religadores se mostrou uma alternativa eficaz. Belgium. [11] Colclaser Jr. VI.. em 1997 e 1999.. 751p. PAS90.. Soares nasceu em Campina Grande-PB. [16] Azevedo. D. March/April. Farina. Portland: BPA. E.. Crotti. Como consequência. 1979. M. Muthumuni. G. F. [14] SAELPA . [4] Nobre. October 1957. L. W. M. Brasil. D. Wilson. Brasil. Recebeu os títulos de B. BIOGRAFIAS Wilker V.Sc. “Determination of Transient Recovery Voltages on the Detroit Edison System”.. v. IEE Proceedings-C. S.011-1979. em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). 1999. IEEE Standard Test Procedure for AC High Voltage Circuit Breakers Rated on a Symmetrical Current Basis. IEEE Transaction on Power Apparatus and Systems. H.06-1979. Brasil. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem ao Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) da UFCG pela infra-estrutura e à ENERGISA pela concessão dos dados. H.. n. Rio de Janeiro. Brasil. 2. Edition 1. [6] IEC International Standard 62271-100: High-Voltage Switchgear – Part 100: High-Voltage Alternating-current Circuit-breakers. UFPB. J. O.. Neves. E. nasceu em Paulo Afonso-BA. Beehler. L. REFERÊNCIAS [1] Colclaser.. em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).. June 2005. F.. Canada.Sc. IEEE Application Guide for Transient Recovery Voltage for AC High-Voltage Circuit Breakers. Desde 2003 é professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG.. “Efeitos da Representação de Equivalentes de Redes Elétricas em Análises de TRT: Estudo de Casos”. células capacitivas se mostraram essenciais na redução da taxa de crescimento da TRT. Validação do Estudo de TRT Elaborado pela SAELPA: Disjuntores e Religadores de 13. [10] Falk. X. P. G. Kell. D.. Electromagnetic Transients Program (EMTP) – Theory Book. Ricardo M. em 2005 e 2007.. agosto. [3] Nobre. A. Brasil. Paper Nº IPST01-136/2001. Recebeu o título de B. R. A. 1971.Sc... VOL PAS 95. em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). John Wiley & Sons Inc.Sc. Despacho e Subdespacho pela Universidade Federal da Paraíba em 1989.Sc.. W. Conferência Brasileira sobre Qualidade da Energia Elétrica (VIII CBQEE). M. abril. proporcionar um aumento na vida útil de disjuntores e religadores além de minimizar os recursos normalmente aportados na aquisição de equipamentos de classe de tensão superior. November/December 1976. Berkebile. Chicago.. “An Alternative to Reduce Medium-Voltage Transient Recovery Voltage Peaks”. October 2006. [12] Wang. Neves nasceu em Itaporanga-PB. A. e o título de D. “Estudo de Adequabilidade de Disjuntores de Classe 15 kV às Solicitações de TRT”. Em face da gravidade dos transitórios sob estudo e a constatação de equipamentos superados...2.. B. Brasil. G. [17] Costa.Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba – RP TRT 01/2007 – Versão 1. Cavalcanti nasceu em Recife-PE. E. Edmonton. v. Lloyd. Montreal. Rusângela R. Vancouver. Recebeu os títulos de B. E. Soares..6 V.. A instalação dos varistores em paralelo com os pólos do equipamento permite limitar as solicitações dielétricas na câmara de extinção tanto sob condições de eliminação de faltas trifásicas não aterradas quanto em cenário de supressão de faltas quilométricas. W.. ATP Alternative Transients Program Rule Book. J. respectivamente. L.. A. July. Concluiu o curso de Engenharia Elétrica em 1979 e Mestrado em 1982 pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atualmente exerce a gerência do Departamento de Operação da Transmissão na ENERGISA-PB. “Severe Rates of Rise of Recovery Voltage Associated with Transmission Line Short Circuits”. Lowie.. Karcius M. New York. L. [7] ANSI/IEEE C37. 1991. em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Pernambuco. New York. No que concerne à redução do valor de pico da TRT. Washington L. em 1984. em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Zhou.. 177 p. J. nº 6. “The Effect of Capacitors on the Short-Line Fault Component of Transient Recovery Voltage”. 1996. respectivamente. Garrity. Canadá. “Análise do Desempenho de Pára-Raios de Óxido de Zinco”. December 1959.. Damásio Fernandes Jr. em 2004. Fernandes Jr. Atualmente é engenheira do Departamento de Operação da Transmissão na ENERGISA-PB e aluna em nível de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Azevêdo nasceu em Campina Grande-PB.. Especializou-se em Engenharia de Operação. Dantas nasceu em Campina Grande-PB. Tese de Doutorado. T. 1979.Sc. New York.. L. D. IPST 2001. VII. [5] Leuven EMTP Center (1987). “Transient Recovery Voltage Investigation of 15 kV Circuit Breaker Failure”. Campina Grande. Smith. Brasil. Inc.. janeiro 2007. E. De 1982 a 1985 foi professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia de Joinville. R.

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