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PAIXES E PSICANLISE

Pensamento de Condillac relativamente ao hedonismo, ao primado do prazer/desprazer que atribui constituio da natureza humana.

Por. Wslley Mageski* O prazer assume a posio de destaque na hierarquia das paixes de acordo com o pensamento de Condillac, no caso, o desprazer talvez tivesse maior peso segundo ele, j que atravs de uma sensao dolorosa que a natureza humana capaz de distinguir e buscar sensaes prazerosas, e assim conservar a vida. Embora Hobbes e Condillac coloquem as sensaes como fator de origem dos conceitos, o par prazer/desprazer assume importncia no pensamento de Condillac, diferente neste ponto do pensamento de Hobbes em que o prazer tido como ponte entre o desejo e o amor por um determinado objeto, colocando assim o desejo com maior importncia nesta hierarquia das paixes. Na medida em que o prazer determina aquilo que o indivduo deseja e, por conseguinte forma seus conceitos e para Condillac at mesmo as faculdades da mente so construdas atravs das sensaes e do prazer ou desprazer que a elas so conferidas, reconhecemos neste pensamento o hedonismo, no sentido mais amplo desta filosofia em que a finalidade da vida est nos prazeres individuais e imediatos. O pensamento hedonista surgiu na antiguidade clssica entre os filsofos gregos e foi difundida pelos seguidores de Epicuro que considerava que a felicidade consiste em viver em contnuo prazer, porque para muitas pessoas o prazer concebido como algo que excita os sentidos. O pensamento de Condillac est presente nesta filosofia ou viceversa, pois ambas filosofias atrelam entre si questes como prazer, a sensao e o desejo no sentido de dar sentido a vida e manter o indivduo num estado eterno de busca da felicidade. Epicuro considerou que existem vrias formas de prazer, aqueles que so naturais e necessrios, como comer e se abrigar; outros seriam prazeres naturais, porm desnecessrios, como o sexo e as artes e ainda considera prazeres desnecessrios e artificiais como a fama e o poder.
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Portanto a questo do prazer, tanto no pensamento hedonista quanto nas teorias de Condillac, permeiam a realidade e atuam ora como mantenedores da vida, ora como seus destruidores, pois o bom ou o mau do prazer reside em como se procura e at onde chega e todos os extremos so inconvenientes, o excesso de prazer invariavelmente se converte em vcio.