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Relação Professor-aluno

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Relação Professor - Aluno: Uma Revisão Crítica

Se as relações humanas, embora complexas, são peças fundamentais na realização de mudanças em nível profissional e comportamental, como podemos ignorar a importância de tal interação entre professores e alunos? ELIAS destaca: “É por intermédio das modificações comportamentais da área afetiva que a escola pode contribuir para a fixação dos valores e dos ideais que a justificam como instituição social.” (1996, p.99) Com o objetivo de realizar uma pesquisa em campo, adotamos por técnica a observação, pois, parafraseando CUNHA (1994, p. 55), “é uma excelente técnica de coleta de dados”. Portanto, ao utilizarmos tal critério, pudemos perceber comportamentos, desempenhos, métodos e técnicas de vários tipos de docentes (o autoritário1 , que vê o ato de lecionar apenas como um complemento de salário; o críticoreflexivo2, que planeja suas aulas e investe na continuidade de sua formação; o permissivo3 ; o “mãezona”, e tantos outros cujas atitudes pessoais que jamais passarão despercebidas pelos alunos), que embora critiquemos, muitas vezes fazem parte de nosso discurso aos alunos: ameaças, chantagens emocionais, controle da indisciplina4 através do medo, autoritarismo5 .....; enfim tudo que promove o não-desenvolvimento cognitivo6 do discente. “O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor malamado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca." (FREIRE, 1996, p.73) Como o ensino não pode e não deve ser algo estático e unidirecional, devemos nos lembrar de que a sala de aula não é apenas um lugar para transmitir conteúdos teóricos; é, também, local de aprendizado de valores e comportamentos, de aquisição de uma mentalidade científica lógica e participativa, que poderá possibilitar ao indivíduo, bem orientado, interpretar e transformar a sociedade e a natureza em benefício do bem-estar coletivo e pessoal. Tão bem nos lembra GRISI: “Toda aula, em resumo, seja qual for o objetivo a que vise, e por mais claro, preciso, restrito, que este se apresente, tem sempre uma inelutável repercussão mais ou menos ampla, no

Por Denise de Cássia Trevisan Siqueira 23 de dezembro de 2004 Página 1 de 3 Resumo: Como profissionais críticos e atuantes na área de ensino, observamos que, atualmente, impera um total descaso pelo ato de lecionar e aprender. Já não há mais o respeito mútuo entre discentes e docentes; a indisciplina em sala de aula é uma constante; a dificuldade que os estudantes encontram em usar a linguagem escrita como elemento de reforço ou registro da fala, uma triste realidade; e atos de violência escolar já fazem parte do nosso dia-a-dia. Portanto, este artigo têm como objetivo mostrar alguns dos problemas que constatamos no decorrer do processo ensino-aprendizagem e apresentar sugestões, sempre respaldadas por embasamentos teóricos e experiências reais vivenciadas por profissionais renomados, de como tais problemas poderiam ser melhor administrados e, por que não, eliminados. Considerando tal abordagem, tomamos por base de nossas observações a relação professoraluno, como uma revisão crítica de desempenho e atitude social; aliada à metodologia adotada pelo docente; se não o maior, um dos principais fatores que rege a motivação pelo aprender por parte do discente em formação. Palavras-chave: crítica, revisão, professor, aluno, relações pessoais. O ser humano é social por natureza. Desde muito jovens vivemos em sociedade, fazemos parte e formamos grupos com pessoas das mais diversificadas crenças, origens e personalidades. Graças a esse convívio no decorrer de nossas vidas, vivemos situações que nos constrangem ou enaltecem, sofremos desilusões, aprendemos com nossos erros e acertos e, através de comparações, conseguimos construir a nossa personalidade e interagir com o universo. Nesse referencial, nossos melhores amigos, aqueles que com suas críticas e conselhos, muitas vezes, melhoram certos aspectos e comportamentos negativos que apresentamos, conseguem nos sensibilizar, pois conquistaram nossa confiança, nosso respeito, são exemplos de companheirismo e demonstram um sincero interesse pelo nosso bem-estar.

Além disso. que a razão dirija a própria experiência [. inquietas. Professores que não medem esforços para levar os seus alunos à ação. para neles poder desenvolver o senso de responsabilidade. ao respeitar no aluno o desenvolvimento que este adquiriu através de suas experiências de vida (conhecimentos já assimilados). p. ocultas em atitudes inconscientes.. antes.” (GADOTTI.32) Para exercer sua real função. situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como permitir que. Devemos. os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor. retira dela essa faculdade para o resto da vida.. portanto. 2000. Portanto. fornecer as respostas dos exercícios. p. O que não posso obviamente permitir é que minha afetividade interfira no cumprimento ético de meu dever de professor no exercício de minha autoridade. “O ideal consiste em que a criança aprenda por si só. colocar-se na posição humilde de quem sabe que não sabe tudo. tais como: anotar os deveres nas agendas dos alunos.. à curiosidade. deve respeitar a individualidade e a liberdade que esses trazem com eles. durante a infância. por outro. para que ele não fique de recuperação). idade e desenvolvimento mental. que desenvolvem com seus alunos um vínculo muito estreito de amizade e respeito mútuo pelo saber. ou melhorar a nota deste. o educador não pode colocar-se na posição ingênua de quem se pretende detentor de todo o saber. não deveriam fazer parte das atitudes de um “Formador de Opiniões”. isto é. confiança. mas porque temem “perder” a amizade do professor.comportamento e no pensamento dos alunos. É fato que durante esse estágio da vida as crianças estão passando por uma fase de adaptação (transição da quarta para a quinta série) e que tudo que é novo causa certo medo e ansiedade. ao mesmo tempo que estabelece normas. educadores que. pois ambos (professores e alunos) podem ensinar e aprender através de suas experiências. p. mas sob um prisma mais direcionado à superproteção. A nosso ver. 1996. enquanto educadores. comprometidos com a produção do conhecimento em sala de aula.159-60) Outro reflexo desse aspecto (excesso de afetividade). centralizar a resolução de todos os problemas em nós mesmos. o motivo de tal reação é a falta de autoridade e proteção excessivas.] A falta da prática de pensar. à reflexão crítica.91) Professores. pois. ao invés de deixá-los descobrir o erro. ou está doente. a relação estabelecida entre professores e alunos constitui o cerne do processo pedagógico. “Para por em prática o diálogo. ou indisciplinada. a reflexão. e nos utilizarmos da chantagem emocional para obter a disciplina na sala de aula – os alunos geralmente obedecem. deve. mais frio.] A afetividade não se acha excluída da cognoscibilidade. p. ou melhor. a aprendizagem e a pesquisa autônoma. são fundamentais. sobretudo do ponto de vista democrático. fora da realidade. são imprescindíveis. arrogantes e revoltadas. ainda que o . em lugar de deixar que eles o façam. mas alguém que tem toda a experiência de vida e por isso também é portador de um saber. geralmente pode ser observado em salas de ensino fundamental da quinta série: crianças indisciplinadas. sem justificativa coerente. amantes de sua profissão.” (1971. o professor precisa aprender a combinar autoridade9 . mas. “Não é certo. empatia8 e respeito entre docente e discente para que melhor se desenvolva a leitura. É impossível desvincular a realidade escolar da realidade de mundo vivenciada pelos discentes. reconhecendo que o analfabeto não é um homem “perdido”. é normal e até esperado que esse período provoque alguns problemas disciplinares no início. que serei tão melhor professor quanto mais severo. 1999.. a escrita. respeito e afetividade. mais distante e “cinzento” me ponha nas minhas relações com os alunos [. não raras vezes. quando eles não conseguem obtê-las. o que nos chama a atenção é a total falta de organização e senso de responsabilidade que muitas vezes tais crianças apresentam. por vezes. entregue seu dever em data diferente da estipulada. portanto. dando mais atenção à criança que é mais mimada. uma vez que essa relação é uma “rua de mão dupla”. não por conscientização de tal necessidade. Não posso condicionar a avaliação do trabalho escolar de um aluno ao maior ou menor bem querer que tenha por ele. deixando bem claro o que espera dos alunos. tornamo-los excessivamente dependentes.” (FREIRE.” (ELIAS. ao questionamento e à descoberta são essenciais. Agindo assim não estamos permitindo que os alunos adquiram autonomia em seus atos e. apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia.2) Se por um lado é importante a existência de afetividade7 . Professores. atentarmos quanto a nossas atitudes.

e o diálogo11 é o melhor caminho para a solução de problemas. em nome da autodisciplina10 . sempre associando o tema em questão a situações atuais. que aquele conteúdo está “dado”. no mínimo. não são raros dentro de uma sala de aula. Sua atenção está voltada apenas para alguns poucos alunos que. O trabalho docente nunca é unidirecional. Convém salientar que essas “disputas” entre mestre e discípulos pouco ou nenhum resultado prático trazem. fazem ameaças dizendo que a prova será em breve e que eles não a conseguirão realizar. apoio para registrar. podemos dizer que a atitude deste professor. que estão mais preocupados em cumprir o conteúdo curricular planejado para aquela aula. E por falar em indisciplina. resistente a mudanças e um praticante de aulas expositivas monótonas e repetitivas repletas de muita “falação”. Esse profissional. de conhecimento dos alunos. alguma informação mais importante). divertidas. Um aluno jamais deve permanecer passivo e. infelizmente. do que em descobrir o porquê da falta de interesse e da indisciplina da maioria dos seus alunos.docente necessite atender um aluno em particular. segundo opinião unânime dos alunos. assim como a de muitos outros que encontramos no nosso dia-a-dia. Quando algum dos supostamente desinteressados faz alguma pergunta. à indisciplina. a ausência dessa. Será que essa postura docente contribui de alguma forma para que um professor obtenha o respeito e a disciplina que tanto deseja em sala de aula? Em nosso entender. que não investe suficientemente na sua formação e que. p. utilizando mais a explanação verbal do que a lousa (vista como um suporte. no entanto. à incapacidade de refletir. de forma resumida. repetindo o mesmo currículo de seus antecessores. tomam atitudes. Deve dar-lhes atenção e cuidar para que aprendam a expressar-se.250) Segundo MASSETO (1996). fazemos nossas as palavras de LIBÂNEO: “O professor não apenas transmite uma informação ou faz perguntas. ou melhor. chegam a humilhálos. ou é ignorado. não se impõe. ou. mesmo que as respostas . claramente. Casos em que o professor assume uma postura autoritária e acredita que distanciamento hierárquico é sinônimo de respeito. a expor opiniões e dar respostas. e ministra suas aulas sem se importar que haja alunos que não estão acompanhando o seu raciocínio. dessa forma. ameaçam os alunos e. Vale a pena continuar ressaltando a atuação de alguns professores. é a disciplina. Outros. teria entendido”. simplesmente ignoram tal fato. reflete um profissional não comprometido com o seu trabalho. As respostas e as opiniões dos alunos mostram como eles estão reagindo à atuação do professor. portanto. pedagogicamente questionáveis: fazem imposições sem fundamento. e muito. tornam as explicações dadas pelo docente. criar e problematizar situações que poderiam auxiliar na construção de seu conhecimento e caráter. e que. sentados nas primeiras carteiras. como punição. como um “general”. a interação deve estar sempre direcionada para a atividade de todos os alunos em torno dos objetivos e do conteúdo da aula. (1994. essa não deveria ser uma constante entre professores e alunos. os induz à desmotivação. o sucesso (ou não) da aprendizagem está fundamentado essencialmente na forte relação afetiva existente entre alunos e professores. Por inúmeras vezes nos deparamos com docentes que ao ouvirem conversa durante a aula gritam com os estudantes. uma aula motivadora. ou não o faz. respeito se conquista. pois um aluno que é retirado da sala de aula por comportamento inadequado e encaminhado à biblioteca para realizar uma pesquisa sobre o tema da aula. passam exercícios valendo nota. Outro fator que incomoda. Servem também para diagnosticar as causas que dão origem a essas dificuldades. não raras vezes. não como modelo inquestionável de docência. distantes das reais necessidades dos alunos. ou o entrega ao professor antes do término do período. grande parte dos Amantes do Saber. para serem entregues no final da aula. Assim sendo. linguagem clara. ou recebe como resposta: “Se você estivesse prestando atenção. objetiva e de fácil entendimento. à falta de interesse. olham-no atentamente. alunos e alunos e professores e professores. sempre podemos presenciar situações em que muitos professores. Assim sendo. torna-se apenas uma projeção do que foram seus professores. Aulas dinâmicas. geralmente intimida os discentes a prestarem atenção. mas como fonte de inspiração para que continuemos a buscar um melhor caminho para chegarmos ao coração e à mente de nossos alunos. mas também ouve os alunos. então. demonstrando. às dificuldades que encontram na assimilação dos conhecimentos.

. suas dúvidas. responsabilidade. ter um carinho especial pela profissão que abraçou e saber utilizar sua autoridade com moderação e imparcialidade. sua postura em aula. p. podemos afirmar que a disciplina em sala de aula está diretamente ligada ao estilo de prática docente. a fim de estimular a aprendizagem.. ativo. Segundo MASCELLANI: “O educador que não se organiza de modo satisfatório para questionar as condições dentro das quais vive [. por julgaremse cobrados a um desempenho para o qual não foram preparados. Seus alunos cansam não dormem. e. O conhecimento ideal é aquele que o transforma em um “cidadão do mundo”. p. autonomia. na prática.” (FREIRE. Sua aula é assim um desafio e não uma ‘cantiga de ninar’.96) Um professor deve buscar um aperfeiçoamento constante. todos os alunos o cumprimentarão nos corredores e irão lhe pedir conselhos e orientações. participativo e agente crítico modificador de sua realidade.. surpreendem suas pausas. isto é. O prazer pelo aprender não é uma atividade que nasce espontaneamente nos alunos. trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Um professor competente está sempre pronto a refletir sobre sua metodologia. possuem tato em lidar com as diferenças individuais em sala de aula. continuar-se a fazer críticas. por que não tentar eliminar rapidamente os poucos casos de conversa paralela durante a aula. pública e abertamente. não se reservar algum tempo para o aperfeiçoamento contínuo e utilizar-se dos horários das aulas para realizar tarefas estranhas àquele momento (atualização de diários. contra colegas de trabalho.128) De nada adianta falar sobre organização. “.). é necessário que o professor consiga despertar a curiosidade dos alunos e acompanhar suas ações na solução das tarefas que ele propuser (o não acompanhamento poderá fazer os alunos se sentirem inseguros na realização da atividade proposta. não houver um planejamento15 das aulas. 1996. chamando a atenção dos envolvidos de forma humorada? Por que não conversar. não é uma tarefa que cumprem com prazer.. No entanto. senso de justiça. ou. pelo menos. a motivação13 dos seus alunos. suas incertezas. na maioria dos casos. 1992. e demonstram dedicação profissional. destinatários de sua ação educativa. a replanejar sua prática educativa. aquele que provoca no aluno um estímulo que o faça aprender a aprender. autônomo.] não conseguirá sequer ter comportamentos autênticos diante daqueles que deve educar. se. representada no exemplo que os professores dão. para que isso aconteça..” (1980. adaptam seus métodos e procedimentos de ensino em função da necessidade de sua clientela. acomoda-o e prejudica sua autonomia)." (NÉRICI. chamando-o às suas responsabilidades. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento. competência12 e hábitos pedagógico-didáticos necessários à organização do processo de ensino. com qualquer estudante que necessite de uma reprimenda maior? Certamente. o bom professor é o que consegue. manifestando sua curiosidade. falar francamente com o aluno. Além disso. pois. o fornecer as respostas prontas. apesar das verdades. os professores que melhor conseguem este controle são aqueles que dominam o conteúdo que ensinam. ou “Esqueceu. que o professor é seu amigo e tudo está fazendo para ajudá-lo. o verdadeiro educador sempre deve fazer um comentário crítico construtivo: “Você quase conseguiu. moral e técnica do professor.190) Estabelecendo um paralelo entre todas essas atuações. A forma como ele conduz a aula deve despertar a curiosidade pelo ouvir e aprender. não permitindo que o aluno problematize e descubra a resposta correta. à autoridade profissional. Para que este hábito possa ser melhor cultivado. Vale a pena ainda mencionar um outro aspecto relevante no que concerne à relação teoriaprática14 .. Então. quando necessário. se necessárias. enquanto fala. entre todos os observados. estão abertos ao diálogo. muitas vezes. . competência e abertura de espírito. não têm receio de dizer que não conhecem a resposta. nunca vai utilizar. Em que se procura explorar o sentimentalismo e também. ética. o aluno deve obter conhecimento não apenas para ter na cabeça muitas informações que. mas que a irão pesquisar e depois a trarão (e cumprem a promessa). correção de provas etc.dadas sejam incompletas ou incorretas. de modo que cada um deles seja um ser consciente. É imprescindível que ele sinta. o papel do professor deve ser a de um “facilitador de aprendizagem”. p. no caso. caráter. diante dos alunos que estão colocados diante de si. Valeu a tentativa!”. "Boa técnica de motivação é ter uma conversa em particular com o aluno. em particular. não é? Vamos ver se amanhã você já conseguiu se recuperar da amnésia”. Dessa forma.

e apenas dizer o que é impossível fazer. 3. 1991. p. Autoridade do professor: meta. 1996.Tornar-se um professor facilitador não é uma tarefa fácil. 1999. pela tomada de consciência das exigências da vida pessoa e social. liberte-se e demonstre seu potencial. GADOTTI. 2001. 3. Lúcia Maria Teixeira. Aquele que permite que seus alunos pratiquem ou tomem atitudes despropositadas ou desrespeitosas para consigo ou para com seus amigos. as habilidades práticas e as atividades dos professores na busca de maior eficácia na educação dos alunos”. Dinéia. São Paulo: Papirus. 12. e que uma postura crítica-reflexiva deve fazer parte do seu dia-a-dia. “Atividades formativas que ocorrem após a certificação profissional inicial. São Paulo. 9. FURLANI. (HAYDT. Denise de Cássia Trevisan Siqueira é bacharel em Letras e licenciada pelo Curso de Formação de Professores pela Universidade São Judas Tadeu. Competência segundo o Dicionário Aurélio: qualidade de quem é capaz de apreciar e desenvolver certos assuntos. M. ELIAS. e interiorizados pela aprendizagem. 1995. 10.44). Tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa. 1. não admitindo contradições. que tem por encargo fazer respeitar as leis. 2000. simpatia. Didática mínima.197). 1990. M. Celso dos Santos. 2. (RODRIGUES e ESTEVES. L.” (ROUSSEAU. O bom professor e sua prática. 4. Planejamento: Plano de Ensino – Aprendizagem e Projeto Educativo – elementos metodológicos para elaboração e realização. T. de se dar ordens. Curso de Didática Geral. São Paulo: Scipione. “ Conjunto de princípios e regras elaborado livremente pela pessoa.66) 11. 5. que a orientação do professor. amizade. 14..2003. Falta de controle sobre os próprios atos e desrespeito as limitações e anseios das demais pessoas. Pedagogia Freinet – Teoria e Prática. A formação do Professor o Estágio Supervisionado. de agir. São Paulo: Papirus. Modelos. Notas Texto orientado pela professora de Prática de Ensino / Estágio Supervisionado Dinéia Hypolitto do curso de Formação de Professores da Universidade São Judas Tadeu. Aquele que usa com rigor a sua autoridade. Afeição. D. I. 6.. Ver HYPOLITTO. exposição de idéias através de perguntas e respostas entre duas ou mais pessoas.. a percepção de que a formação continuada17 é uma necessidade. 1993. VASCONCELLOS. Marisa Del Cioppo. 1991. sentimentos e paixões. de tomar decisões. a conscientização de que em uma sala de aula não há aprendizado homogêneo e imediato. 17. é fundamental. nada disso? São Paulo: Cortez. 16. que tem influência e age. M. R. São Paulo: Ática. C.. Publicação: Revista Integração: Ensino=Pesquisa=Extensão da Universidade São Judas Tadeu. FREIRE. que visa principal ou exclusivamente melhor os conhecimentos. 1996. São Paulo: Editora Ática. conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções. 1996. tanto quanto possível. 7ª ed. Práticas de Ensino – Subsídios para a Atividade Docente. e pela busca da autonomia através da atividade livre”. avalia. professora de língua inglesa do Colégio da Polícia Militar e de língua portuguesa da Escola Técnica Estadual Camargo Aranha.. Aquele que está aberto a quaisquer sugestões e críticas que o ajudem a se repensar como profissional a fim de reformular e melhorar sua prática. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Editora Catálise. 13. com a intenção de que ele. maio. mito ou nada disso? São Paulo: Editora Cortez. Engenheira Elétrica e Revisora da Editora Universidade São Judas Tadeu. acompanhando cada passo do aluno. P. 7. nº 33. arbitrária e opressora. Ato de estimular o aluno com a finalidade de tornar a aprendizagem mais produtiva. Ver ZÓBOLI. São Paulo: Paz e Terra. imposição de forma dominadora. M. através de ações. São Paulo: . G. acha a solução e decide. a percepção. padrões. Libertad. mito. através do contato com a realidade e da interação com os outros. Pedagogia Freinet – Teoria e prática.1997.. o aprender a não desistir.. Relativo a aquisição de um conhecimento. P. pondera. Regina Célia Cazaux. GRISI. Comunicação. Ver ELIAS. 15. Campinas: Papirus. 1994. 8. pois requer a quebra de paradigmas16 . Ano IX. Uso impróprio da autoridade. Ver FURLANI. ed. competente é aquele que julga. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Autoridade do professor: meta. Direito ou poder de se fazer obedecer. “É preciso falar. gradativamente. p. Referências Bibliográficas CUNHA.

suas dúvidas. NÉRICI. 7. ROUSSEAU. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. sendo esta interação o expoente das conseqüências. que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade”. pois. acompanhando suas ações no desenvolver das atividades. trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros da espécie humana. . o aprender se torna mais interessante quando o aluno se sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de aula. No entanto este paradigma deve ser quebrado. para que isto ocorra.. Didática. M. colocar-se na posição de quem não sabe tudo. A formação do professor e o estágio supervisionado. G. O prazer pelo aprender não é uma atividade que surge espontaneamente nos alunos. C. 1997. Neste sentido. ABREU & MASETTO (1990: 115). numa relação empática. Portugal: Europa / América. A análise de necessidades na formação de professores. 1994. é necessária a conscientização do professor de que seu papel é de facilitador de aprendizagem. Emílio. também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tentar levá-los à auto-realização. seu relacionamento com os alunos é expresso pela relação que ele tem com a sociedade e com cultura. reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida. o educador para pôr em prática o diálogo. São Paulo: Ática. ed. ESTEVES. M. o professor deve despertar a curiosidade dos alunos. HAYDT. Planejamento: Plano de ensino – aprendizagem e projeto educativo – Elementos metodológicos para elaboração e realização. O professor não deve preocupar-se somente com o conhecimento através da absorção de informações. J. sistematização didática para facilitar o aprendizado dos alunos e exposição onde o professor demonstrará seus conteúdos. mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos. J. São Paulo: Libertad. Portugal: Porto. deve antes. 2001. I. O papel do professor consiste em agir com intermediário entre os conteúdos da aprendizagem e a atividade construtiva para assimilação. LIBÂNEO. C. Para que isto possa ser melhor cultivado. São Paulo: FTD. não dormem. São Paulo: Cortez. A. 1990. “o professor autoritário. burocrático. sendo em alguns casos encarada como obrigação. surpreendem suas pausas. 1993. Educação e metodologia. O conhecimento é produto da atividade e do conhecimento humano marcado social e culturalmente. 1971. Didática: A aula como centro. o professor licencioso. Curso de didática 2 Geral. Segundo FREIRE (1996: 96). VASCONCELLOS. Práticas de ensino . “o bom professor é o que consegue. Segundo GADOTTI (1999: 2). R. fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor. (org. MASSETO. São Paulo: Editora Ática.subsídios para a atividade docente. HYPOLITTO. Apesar de tal. são peças fundamentais na realização comportamental e profissional de um indivíduo. São Paulo: Pioneira. D. mas também pelo processo de construção da cidadania do aluno. embora complexas. RODRIGUES. a interação estabelecida caracteriza-se pela seleção de conteúdos. aberto às novas experiências. S. 1996 A relação Professor/Aluno no processo de ensino e aprendizagem Desta maneira. não podemos pensar que a construção do conhecimento é entendida como individual. sério. C. afirma que “é o modo de agir do professor em sala de aula. 1996. sempre com raiva do mundo e das pessoas. o professor incompetente. G.. 1992. Ainda segundo o autor. Seus alunos cansam. frio. organização. procurando compreender. nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”. C.. é preciso não limitar este estudo em relação comportamento do professor com resultados do aluno. O trabalho do professor em sala de aula. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento. As relações humanas. ZÓBOLI. Desta forma.). o professor amoroso da vida e das gentes. não é uma tarefa que cumprem com satisfação. São Paulo: Catálise. De modo concreto. devendo introduzir os processos construtivos como mediadores para superar as limitações do paradigma processo-produto. racionalista. irresponsável. J. 1995. a análise dos relacionamentos entre professor/aluno envolve interesses e intenções. suas incertezas”. não deve colocar-se na posição de detentor do saber. o professor competente.Nacional. enquanto fala. o professor mal-amado.

emocionais e mentais. O método busca dar ao ser humano o poder da investigação pessoal. empatia e respeito entre professores e alunos para que se desenvolva a leitura. Estarão as escolas do ocidente e de hoje preparadas para a formação moral e ética de nossos filhos? Será que as escolas dão a devida atenção para desenvolver nas crianças as potencialidades interiores que possuem latentes em seu interior? Parece-me que estão mais preocupadas com a preparação de profissionais habilitados para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e incerto. e ambiente de contato da criança com a natureza integrando conhecimento. quando esta se iniciando a formação do caráter. Com estas palavras Khalil Gibran define a postura mais adequada do professor para com seus alunos. educador da era industrial com raras exceções. Biblioteca e Fitoteca. precisam saber falar. políticos e econômicos estão fundamentados em experiências de alguém. no sentido de estarem preparando o novo homem do milênio que inicia. confiança. Uma escola infantil para crianças de 2 a 6 anos que tem como principal mote: “. Ter a capacidade de observar. refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. aberta a toda a comunidade de Curitiba.. não deveriam fazer parte das atitudes de um “formador de opiniões”. Todo ser humano. independente de possíveis imperfeições físicas. Todos os sistemas sociais. para que ele não fique de recuperação). livre de dogmas e preconceitos que lhe permita descobrir as leis naturais da vida e com elas se harmonizar. SIQUEIRA (2005: 01). a reflexão. da harmonia. lazer e forma de . anexa aos prédios do parque Rosacruz e disponibiliza às crianças o Museu Egípcio e Rosacruz. É necessária uma consciência maior dos professores e escolas. que o professor. estimulará o aluno a encontrar o limiar da própria mente”. para a liberdade possível numa abordagem global.. ao invés de competir com os outros. a AMORC formou a Escola Rosacruz Integrada – ERCI. fica muito mais fácil mostrar que este poder existe e que ela pode fazer uso dele sempre que for necessário. Estamos acostumados a receber saberes dependentes de par. obtendo uma vida mais plena e em paz.Apesar da importância da existência de afetividade. da justiça. possui dentro de si uma energia. pois nossos pais e professores nos ensinaram as leis que regem o mundo segundo sua ótica esquecendo-se de que cada ser humano pode ter uma visão diferente sobre os mesmos assuntos. na fase dos 3 a 6 anos. ser mais feliz e em harmonia com os demais seres com os quais convive. a escrita. do clima estabelecido pelo professor. Espaço de Artes. apresentar à criança as leis do universo reveladas nas obras da natureza em suas formas mais simples. Que escolas estão conscientes deste papel para o ser humano? O processo de ensino rosacruz está fundamentado numa tradição que valoriza os potenciais do ser humano e busca capacita-lo a desenvolver estas potencialidades. para a autonomia. não convidará o aluno a entrar na mansão de seu saber. e da Lei e da ordem”. através do amor. Descobrir e desenvolver esta força não são tarefas fáceis no adulto. Para a criança. fundamentalmente.AMORC • “Se o Mestre for verdadeiramente sábio. situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como melhorar a nota deste. diversificar as formas de expressão. trabalhando o lado positivo dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas responsabilidades sociais. deve buscar educar para as mudanças. A Relação Professor / Aluno • Por Ordem Rosacruz . Logo. saber ouvir. Ainda que assim estejam preparados. afirma que os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor. a relação entre professor e aluno depende. capaz de mobilizar forças inimagináveis que o auxiliama superar os obstáculos na vida. da caridade. Indica também. e sim. por outro. de sua capacidade de ouvir. Como está a séculos formando o ser humano. É a facilidade de acesso a este poder que determinados seres humanos têm e que outros não tiveram a chance de desenvolver que nos faz diferentes. Spencer Lewis Esta unidade escolar está situada no bairro do Bacacheri em Curitiba no Paraná. a aprendizagem e a pesquisa autônoma. embasar o caminho rumo a uma compreensão da verdade existente em todas as coisas. da relação empática com seus alunos. Assim. buscando fazer cada vez melhor. Este homem deverá estar desatrelado de saberes dependentes de par. H. apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia. argumentar sem competir e desafiar a si mesmos. analisar cada acontecimento sob sua própria ótica e chegar a conclusões que outros ainda não tiveram são poucos os que estão preparados. Cada vez mais capaz de realizar seus sonhos.

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