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Contabilidade

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Princípios Fundamentais da Contabilidade A Contabilidade surgiu das necessidades que as pessoas tinham de controlar aquilo que possuíam, gastavam

ou deviam. Sempre procurando encontrar uma maneira simples de aumentar suas posses. Logo com as primeiras administrações, surge a necessidade de controle, que seria totalmente impossível sem a aplicação dos registros. O Objetivo da Contabilidade é prestar informações relacionadas ao patrimônio de uma pessoa física ou jurídica para tomada de decisões. No mundo A Contabilidade Mundial estabeleceu regras a serem seguidas na prática contábil, as quais são denominadas de: Postulados princípios e convenções. Postulado é uma proposição ou observação de certa realidade que pode ser considerada não sujeita à verificação. Determina o campo onde a contabilidade deve atuar. São 02 princípios Postulados Mundiais: Entidade Contábil e Continuidade. Princípios e Convenções qualificam e delimitam o campo de aplicação dos princípios em certas situações. Em casos de duvidas de como proceder em algumas situações, o profissional devera seguir os princípios e convenções. São princípios mundiais: • Da Objetividade; • Da Materialidade (ou Relevância); • Do Conservadorismo (ou Prudência); • Da Consistência ou Uniformidade. No Brasil A Resolução 750 do Conselho Federal de Contabilidade de 29.12.1993, publicada no D.O.U. de 31.12.1993, estabeleceu a obrigatoriedade no exercício da profissão contábil da observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. Esses PFC’s representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominantemente no universo científico profissional de nosso país. Esses Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC) procuraram reunir e condensar todos os Postulados, Princípios e Convenções já existentes, tentando reunir em 7 todos aqueles que existiam e continuam a existir. De fato, num esforço de raciocínio, consegue-se identificar um Postulado transformado em Princípio ou uma Convenção considerada como Princípio ou incorporada no entendimento de outro. Pesquisadores, Doutores e Mestres em Contabilidade costumam tecer muitas críticas a essa legislação. Entretanto, está em vigor. Assim, de acordo com a Resolução 750 do CFC, os Princípios Fundamentais de Contabilidade são os seguintes: 1. O da Entidade 2. O da Continuidade 3. O da Oportunidade 4. O do Registro pelo Valor Original 5. O da Atualização Monetária 6. O da Competência 7. O da Prudência

b) quando do desaparecimento parcial ou total de um passivo. o valor e o vencimento dos passivos. 4. etc) e. Princípio da Atualização Monetária . Princípio do Registro pelo Valor Original /(ou Custo Como Base de Valor) . Princípio da Entidade: reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. para Contingências. quer pela investidura na propriedade do bem vendido. porém. devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das variações patrimoniais. funcionários e terceiros) não devem ser consideradas como despesas da empresa. Não representava uma nova avaliação e sim o ajustamento dos valores originais para a data presente. pois se relaciona diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado. Esses valores serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. Essa continuidade influencia o valor econômico dos ativos e. quando configurarem agregações ou decomposições no interior da empresa. aplicando os indexadores oficiais. esse fato deverá ser divulgado através de Nota Explicativa A aplicação desse princípio está intimamente ligada à correta aplicação do Princípio da Competência.96 já não trazem o reflexo da correção monetária e para fins de comparação com os Balanços de 31. quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem o compromisso firme de efetivá-lo. Na prática. Princípio da Competência . quer pela fruição (usufruto) do serviço prestado. DRE. Prevalece sempre o período em que ocorreram. em muitos casos. Os Balanços publicados em 31. uma vez que uma informação não fundamentada poderá trazer desastradas conseqüências para a empresa. do conjunto de pessoas jurídicas. o registro deverá ser feito desde que tecnicamente estimável mesmo existindo razoável certeza de sua ocorrência.12. 3. foram divulgadas Notas Explicativas esclarecendo a mudança de critério e os efeitos dessa mudança. Princípio da Continuidade: a continuidade ou não de uma Entidade (empresa). como exemplo: despesas particulares de pessoas físicas (administradores.as variações do patrimônio devem ser registradas pelos valores originais das transações com o mundo exterior.refere-se à correção monetária proveniente da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional. independentemente das causas que as originaram. O principio da atualização monetária não impede que a contabilidade levante balanços e demonstrações corrigidas pra efeito de análise de resultados reais e para as finalidades fiscais (pelas normas legais de correção). deve ser observado pelo profissional na observância desse PFC. O patrimônio de uma pessoa física não se confunde. sem considerar se a finalidade é ou não a obtenção de lucro. previsto ou previsível.95 que a expressavam.independentemente dos patrimônios das pessoas jurídicas individuais. Todas as vezes que forem apresentadas as Demonstrações Contábeis (Balanço Patrimonial. a necessidade de diferenciar um patrimônio particular de uma pessoa física. 5.Em 01. 2.Quando se tratar de um fato futuro. sempre simultaneamente quando se correlacionarem (Princípio da Confrontação das Despesas com as Receitas). qualquer que seja o motivo. foi extinto o procedimento da Correção Monetária. bens particulares de administradores não devem ser confundidos ou registrados na empresa. independentemente de recebimento ou pagamento. nessa data.12. Muito cuidado. nem se mistura com o patrimônio da pessoa jurídica em que fizer parte.1996.01. São os casos de Provisões para Férias. 6. com o sucesso do Plano Real que manteve a inflação brasileira a índices razoáveis e controláveis. etc. Devem ser feitas imediatamente e de forma integral. especialmente quando a extinção da sociedade tem prazo determinado.refere-se ao momento em que devem ser registradas as variações patrimoniais. bem como a sua vida estabelecida ou provável. Princípio da Oportunidade .1. . contemplando os aspectos físicos e monetários.estabelece que as Receitas e as Despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que foram geradas. expressos em valor presente e na moeda do país. e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado. ser conhecido um fato relevante que irá influenciar na continuidade normal da empresa. As Receitas são consideradas realizadas (ocorridas): a) nas vendas a terceiros de bens ou serviços.

no registro das operações. b) pela diminuição ou extinção do valor econômico do ativo. c) pelo surgimento de um passivo. a Convenção da Consistência nos diz que. Esta Convenção consiste em que. A realização usualmente ocorre quando bens ou serviços são fornecidos a terceiros em troca de dinheiro ou de outro elemento ativo. Princípio da Prudência . 3. pois sua finalidade é reduzir a área de inconsistência entre relatórios de uma mesma empresa. “Custo Como Base de Valor”). deverá ser usado sempre o método nos outros períodos. esta adoção e seus efeitos no resultado devem ser declarados como nota de rodapé dos relatórios. por motivos de precaução. por transferência de sua propriedade para terceiro. 4. As Despesas são consideradas incorridas: a) Quando deixar de existir o correspondente valor ativo. por exemplo. o valor de mercado do inventário final de mercadorias for inferior ao valor de custo. sempre que se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais PFC’s. O que são Convenções? Dentro da ampla margem de liberdade que os princípios permitem ao contador. sem o correspondente ativo. a receita é reconhecida no período contábil em que é realizada. conseqüentemente o lucro (ou prejuízo) só ocorrem no ato da venda. Este principio tem sido um dos mais visados.c) pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros. A Convenção da Materialidade. sempre que o contador se defrontar com alternativas igualmente válidas de atribuir valores diferentes a um elemento do ativo (ou do passivo). O lucro só se realiza no ato da venda. isto é. Convenções. A Convenção da Objetividade. uma vez adotado determinado processo. de maneira a cientificar o leitor. 7. for adotado o método PEPS para avaliação de estoques.determina a adoção do menor valor para os componentes do Ativo e do maior valor para os componentes do Passivo. por exemplo. dentre os vários possíveis que podem atender a um mesmo principio geral. Aceitamos como perfeitamente valida esta convenção. Hoje dentro da contabilidade temos: 1. em lugar do UEPS (ambos atendem ao mesmo princípio geral. e a receita e.Como norma geral. deverá optar pelo mais baixo para o ativo e pelo mais alto para o passivo. ele não devera ser mudado com demasiada freqüência. E se houver a necessidade inadiável de se adotar outro critério. Princípio da Realização . contabilmente. pois assim estaria sendo prejudicada a comparabilidade dos relatórios contábeis. as convenções vêm restringir ou limitar ou mesmo modificar parcialmente os conteúdos dos princípios. A aplicação desse PFC ganha ênfase quando devem ser feitas estimativas para definir valores futuros com razoável grau de incerteza. dentro do mesmo setor de atividade. A Convenção do Conservadorismo. Assim. Impõe a escolha da hipótese de que resulte menor PL. 2. principalmente pelos economistas. 2. Se. Se. A Convenção da Consistência. devera ser escolhido o valor de mercado. de certa forma. para um progresso mais rápido rumo à padronização e unificação contábeis. definidos mais precisamente seu significado. se verifica apenas uma “integração de fatores”. A Convenção do Conservadorismo. 1. por ser o mais baixo. Baseia-se na premissa de “nunca antecipar lucros e sempre prever possíveis prejuízos”. o passo que. . por julgarem que o processo de produção adiciona valor aos fatores que estão sendo manipulados. A Convenção da Consistência. contribuindo. sempre que se apresentarem alternativas igualmente válidas para a quantificação das variações patrimoniais que alterem o PL. 8.

A). pois. A finalidade desta convenção é eliminar ou restringir áreas de excessivo liberalismo na escolha de critérios. o contador devera optar pela hipótese mais objetiva. palpável. a seguir. a adoção irrestrita dessa convenção. Normalmente. o fato em si pode ser imaterial. 3. é uma convenção que contém seus méritos. Em suma. 4. • O Principio da Oportunidade esse se refere ao mesmo tempo. Esta convenção pode ser explicada da melhor forma possível através do exemplo que. O fato de a diferença ter sido pequena pode dever-se ao caso. nem só o que é material. Entre um critério subjetivo de valor. Por exemplo. e a despesa só é apurada no fim do período por diferença de estoques. mas. pode torna-se um meio seguro de impedir o progresso da teoria contábil. não seja de todo desprezível. profissionalmente. relevante. perde-se o controle de seus impactos nos resultados. pela irrelevância da operação. que se utiliza. adotaremos o valor de mercado. será relatado. principalmente de valor. no bom sentido do termo. . do julgamento. como o valor de registro. diminuição esta que poderia. e outro objetivo. deve -se registrar na Contabilidade apenas os eventos dignos de atenção e na ocasião oportuna. Entretanto. se o valor de mercado for inferior ao de custo. o que se pode dizer é que a contabilidade é governada por um conjunto de leis de formação. se todo mês descobrimos uma diferença de cerca de $1 no Balancete de Verificação do Razão. em todas as situações. ao se reverterem as causas que deram origem à aplicação do conservadorismo sem abandonar a convenção. a fim de evitar desperdício de tempo e de dinheiro. as situações pelas quais passam o patrimônio. Suponha-se que o Contador. Embora certa dose de conservadorismo. Mesmo porque objetividade atribuída a tais elementos é uma imagem criada pela nossa mente. as chamadas de Princípios da contabilidade. dispusesse de duas fontes. Os 07 princípios fazem com que já de inicio se tenha uma visão bem ampla da contabilidade em si: • O Principio da Entidade reconhece o patrimônio como o objeto da contabilidade. teoricamente ser lançada nos registros contábeis à medida de sua ocorrência. Por exemplo. assim. um julgamento pode ser objetivo também. A Convenção da Materialidade. no seu objetivo que é estudar os bens e direitos de uma empresa. Em tese. Em outras palavras. seria necessário definir de forma mais precisa o que vem ser objetividade. o custo é à base de valor para a contabilidade. • O Principio da Continuidade são as diferenças. Conclusão: Enfim. A Convenção da Objetividade. O julgamento quanto à materialidade também se relaciona com qual informação devemos evidenciar. Entretanto. que servem para deixarmos mais fácil a utilização da contabilidade no dia a dia. A continuidade da contabilidade é um aspecto a ser observado cuidadosamente para que se tenha um controle da situação. isto não é feito. cuja exclusão dos relatórios publicados poderia levar o leitor a conclusões inadequadas sobre resultados e as tendências da empresa. sempre que os empregados do escritório se utilizam papeis e impresso da firma registra-se uma diminuição do ativo da empresa. Esta Convenção reza que. tem a qualidade de ser objetivo. mas. o indicado na fatura. Entretanto. mesmo ponderável. a saber: A fatura relativa à compra do bem e o laudo do maior especialista mundial em avaliação. materialidade e relevância andam juntas. para a avaliação de um certo bem.(Adotada também pela nossa atual lei das S. pela repetição pode ser relevante no sentido de apontar eventuais problemas no sistema contábil. Portanto. a um todo e um e a cada fase do patrimônio. algo pode ser imaterial de per se.Esta é uma convenção que modifica o principio geral do Custo Como Base de Valor. A regra “Custo ou Mercado o Mais Baixo” está intimamente ligada ao conservadorismo. As leis da Contabilidade representam as teorias da ciência da contabilidade facilitando a utilização da mesma. determinando o que deve ser feito de imediato independente do que possa ocorrer. ainda assim. Deverá escolher. criando problemas para as empresas.

impõe escolha da hipótese de que resulte menos PL. qualquer alteração que entra em ação com O Principio da Atualização Monetária.190).164). p. Conforme Olinquevitch e Santi filho (2004).130.109) acrescenta que: O estudo do capital de giro é fundamental para a administração financeira. • A Dinâmica do Capital de Giro ssaf Neto e Silva (2002) expõem que.542 Total do Ativo 9. Uma necessidade de investimento em giro mal dimensionada é certamente uma fonte de comprometimento da solvência da empresa. Nela.] é o montante ou conjunto de recursos que não está imobilizado. “nos livros de administração financeira de origem norte-americana. o conceito de Capital de Giro assume formas mais apropriadas para serem gerencialmente trabalhadas.241 Exigível a L.277. O Principio da Atualização Monetária É o compatível com o valor original.130. O capital de giro é responsável pelo ciclo operacional das empresas. capital de giro “[. que ajusta os valores. Prazo 3. O Principio da Competência Tem o objetivo de decidir quando as alterações patrimoniais vão aumentar ou diminuir o patrimônio liquido. a importância do capital de giro assim se expressa: O comportamento do capital de giro é extremamente dinâmico. sendo que o 1° apenas utiliza e mantém atualizado o valor de entrada. o conceito de capital de giro está relacionado ao ativo circulante”. tem objetivo de fazer o capital retornar sempre maior que o valor do inicio do ciclo operacional.953 Total do Passivo 9. Estes recursos estão em constante movimentação no dia-a-dia da empresa”. Conforme Olinquevitch e Santi Filho (2004. a literatura brasileira é mais precisa. p. Hoji (2001.111). pois nela o conceito de capital de giro pode ser trabalhado gerencialmente de forma mais adequada e com sentido mais amplo. gera precauções por parte do contador. com reflexos sobre sua posição econômica de rentabilidade. Prazo 1. Conforme Houston e Brigham (1999.547 Ativo Permanente 5.422 Patrimônio Líquido 3. p. “a política de capital de giro se refere às políticas da empresa com respeito a níveis desejados de cada categoria de ativos correntes e como os ativos circulantes serão financiados”.864 Realizável a L.• • • • O Principio do Registro È através dele que registramos as transações do patrimônio. Na concepção de Schrickel (1999.794. O Principio da Prudência Reforça as necessidades de apresentar informações que reflitam o patrimônio liquido.800. p. A literatura contábil brasileira é mais precisa.052. O primeiro conceito é o de Capital de Giro em seu sentido mais amplo: Capital de Giro = (Patrimônio Líquido + Exigível a Longo Prazo) – (Ativo Permanente + Realizável a Longo Prazo).. Sob a ótica norteamericana.561). cujo objetivo é verificar o equilíbrio financeiro. é de fundamental importância o estudo do capital de giro ajustado à realidade brasileira. O capital de giro sofre transformação e cada transformação. para se realizar a análise da situação financeira de uma empresa. Para Assaf Neto (2002. por meio da venda do produto ou prestação de serviço.103. porque a empresa precisa recuperar todos os custos e despesas (inclusive financeira) incorridos durante o ciclo operacional e obter o lucro desejado. a visão dos estudiosos brasileiros. e Capital de Giro Líquido = Ativo Circulante – Passivo Circulante. a configuração do capital de giro naqueles textos é expressa da seguinte maneira: Capital de Giro = Ativo Circulante.290 Passivo circulante 2. p.953 Custo Fixo e Variável . para que possa se ter um controle desde o inicio do patrimônio dos valores originais. exigindo modelos eficientes e rápidos de avaliação da situação financeira da empresa. pois sua movimentação reflete no estado patrimonial da empresa.. Ativo Circulante 2.233.

Podemos começar por verificar que uma planta parada.. CUSTO VARIÁVEL Em inúmeras empresas. não ser exatamente proporcional ao grau de produção. trabalharão as mesmas oito horas. certas industrias têm perdas no processamento da matéria-prima que. depreciação das máquinas da produção.. devido à produtividade que tenderia a aumentar até certo ponto. . crescer à medida que se produz mais. depreciação. Se o volume passar para 80 unidades. provavelmente gastará as oito horas todas trabalhando de forma um pouco mais calma (se não estiver o volume por hora condicionado por máquinas). 50% da sua capacidade.. aumentam. já é responsável pela existência de alguns tipos de custo e despesas fixos (vigia. Alguns tipos de custos podem mesmo só se alterar se houver uma modificação na capacidade produtiva como um todo.. sem atividade alguma. por exemplo. normalmente. em função do cansaço. constas do telefone da fábrica.CUSTO FIXO Sabidamente. São exemplos de custos diretos aqueles com matéria-prima consumida e mão-de-obra dos operários — em algumas situações. o próprio produto fabricado ou serviço prestado. sem qualquer rateio — entende-se por rateio a distribuição arbitrária dos custos que não são diretamente identificados e apropriados aos objetos de custeio. quando normalmente levaria seis para tal volume. tendendo a subir em “degraus”. em algum tipo de empresa. os únicos custos realmente variáveis no verdadeiro sentido da palavra são as matérias-primas. quando o volume produzindo é baixo. não existe custo ou despesa eternamente fixos: são isso sim. etc. Pode a mão-de-obra direta. O salário do supervisor da produção corresponde a um custo indireto. a partir daí. a mão-de-obra pode ser um custo indireto. sendo que.. aluguel do prédio utilizado para produção da fábrica. fixos dentro de certos limites de oscilação da atividade a que se referem. que podem ser fácil e economicamente identificados ao objeto de custeio. lubrificação das máquinas.. isto é. embalagens. etc. o custo com a supervisão de uma fábrica pode manter-se constante até que se atinja. por exemplo.). se for de 90 unidades. provavelmente precisará de um acréscimo (5. Custos Diretos e Indiretos Uma questão com relação a custos é saber quando eles têm um relacionamento direto ou indireto com determinado objeto de custeio. Por exemplo. sendo os mesmos de 0 a 100% da capacidade. Se o pessoal tem oito horas para produzir 60 unidades. Exemplos: Mão-de-obra indireta. para depois começar a cair. mas não de forma exatamente proporcional. Custos Diretos Custos diretos a um objeto de custeio são os custos diretamente relacionados a esse objeto. que faz decrescer a produtividade. após tais limites. mas são exceções (como a depreciação. são altas. Assim. noutro exemplo. Mesmo assim pode acontecer de o grau de consumo delas.20 ou 80%) para conseguir desempenhar bem sua função. mão-de-obra direta. Exemplos: Matéria prima. tendendo a diminuir percentualmente quando a produção cresce. por exemplo). talvez levem pouco mais de nove horas. energia elétrica (consumida na fabricação direta do produto)etc. mas não de forma exatamente proporcional.

e esse fato é fácil e objetivamente identificado. nada impede que empresas (principalmente as comerciais. Por quê? Comparemos as lojas dessas empresas às linhas de produção ou até mesmo às fábricas: se considerarmos que as lojas são o local da “produção” do serviço de comercialização. Custos Indiretos Custos indiretos a um objeto de custeio são aqueles que não podem ser identificados com o objeto de custeio de maneira economicamente viável. são aqueles que não oferecem condição de medida objetiva e dos quais qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e. Custos Diretos e Indiretos Essa tipificação de custos é a utilizada para fins contábeis.). lojas de departamentos e supermercados) classifiquem suas despesas em “Diretas e Indiretas” em relação “à linha de produtos”. carnes etc. “rateios”. Os custos indiretos são alocados ao objeto de custo por meio de um método de alocação de custo denominado rateio. São exemplos de custos indiretos a depreciação. não são necessárias distribuições arbitrárias. ver uma possível alteração na classificação entre despesas e custos. Dessa maneira. Por exemplo. Daí a necessidade. como direta ou indiretamente relacionados aos diversos produtos ou famílias de produtos que ali se encontram. tanto os societários. ao passo que a depreciação da balança do açougue é uma despesa direta às carnes ali expostas. eletrodomésticos. seja devido à observação simples ou a sistemas automatizados. Alguns insistem em utilizar essa tipificação para despesas. o seguro e o aluguel do parque fabril. hortifrutigranjeiros. é mais crivei por representar de forma mais objetiva e fidedigna a realidade sobre o consumo de recursos. o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) da loja é uma despesa indireta aos diversos produtos ali vendidos (laticínios. Dependendo. teríamos uma adição aos custos das mercadorias vendidas de outros gastos que representam esforço sem o qual não se teria a respectiva venda. Nesses casos. também. aqui denominada produção do serviço de comercialização. alcatra. eletrodomésticos. filet mignon. daí à informação desse consumo de recurso se dá o nome de “custo direto”. do nível de identificação e acumulação que se adote. até mesmo. pode-se. Entretanto. como controle eletrônico de vazão. chã. poderemos sim entender os gastos da loja. em nível gerencial. especialmente. quanto os fiscais. para gerar essa informação não é necessário nenhum tipo de aproximação ou julgamento sobre qual produto consome qual parcela de recursos. Esse tipo de custo. por isso. Logo. no supermercado. lagarto redondo etc. pois. patinho. algumas vezes. carnes etc. A mensuração desse consumo se dá então de forma direta. pode-se dizer que. Isso pode gerar (e gera!) confusões principalmente nas empresas prestadoras de serviços. normalmente denominados por despesas. hortifrutigranjeiros. o que ao nosso ver seria uma maneira de se tentar expressar o Custo Total (Full Cost) de um produto. ou.) ou os produtos em si (picanha.). mais uma vez. arbitrária.Em outras palavras. que acabam por não segregar seus gastos em custo ou despesa. pode-se assumir que aquele produto é o responsável por aquela parcela de recurso consumido. ou seja. Dessa forma. por exemplo. como se chamam. as parcelas de recursos são consumidas apenas por um tipo de produto. . de se definir o objeto de custeio analisado: divisão de produtos (laticínios. quadros de distribuição de energia etc. pois são comuns a dois ou mais objetos de custeio (áreas ou produtos). mas indireta a cada tipo de carne. a manutenção. em alguns casos.

portanto. é rateada entre eles — normalmente. Já o custo da iluminação da fábrica onde as bolas são produzidas é um custo indireto a cada tipo de bola. exatamente.. seguindo algum critério de rateio — normalmente arbitrário e subjetivo. Diversos fatores afetam a classificação de custo como direto ou indireto: A materialidade do custo em questão . Imagine uma fábrica de bolas de futebol e de vôlei.Assim. Sabemos que está lá. Por outro lado. maior a relevância de se classificá-lo adequadamente. em função da área (m2) ocupada pelos departamentos. fica o custo classificado como indireto em relação ao objeto de custeio. posto que os custos diretos são mais “precisos”. em termos de alocação. seria economicamente viável identificar as despesas com entrega do pedido diretamente a cada cliente. ao passo que o rateio de custo é o processo de transferência dos custos indiretos ao objeto de custeio. Tecnologia disponível para coleta de informação . a despesa é classificada em relação à origem da receita (o objeto de custeio. não é viável tentarmos determinar. Os benefícios de saber o valor exato do papel utilizado na fatura de cada pedido não justificam o custo monetário e o tempo gasto em identificar este custo para cada pedido. Da mesma forma que a despesa de propaganda específica de móveis — do tipo compre móveis nas Casas Bahia — é diretamente alocada ao departamento de móveis. as despesas também podem ser classificadas como diretas ou indiretas. Em resumo. a despesa de salário do vendedor de eletrodomésticos é diretamente apropriada ao departamento de eletrodomésticos. por conseguinte. Ao contrário. Enquanto o custo é classificado em direto ou indireto em relação ao produto. além dos custos. Provavelmente. a despesa de aluguel da loja é indiretamente alocada aos diversos departamentos. Embora a iluminação ajude na fabricação das bolas de futebol e de vôlei. ao passo que o couro utilizado para fabricar a bola de vôlei é um custo direto à bola de vôlei. a apropriação direta de custo é o processo de transferência dos custos diretos a um objeto de custeio determinado. É possível dizer isso porque a quantidade de couro utilizada na fabricação de cada bola é facilmente identificada com a bola.análise da relação custo-benefício Quanto maior o custo em questão. em cada bola. A materialidade. Veja outro exemplo: em uma loja de departamentos.. O custo do pedaço de couro utilizado para fabricar a bola de futebol é um custo direto a este objeto de custeio. Devemos ter atenção para que a tipificação seja coerente com o objeto de custeio e não com um “custo desejado”. porque não é economicamente viável identificar o custo deste papel para cada cliente. Da mesma forma. Os gestores podem preferir tomar decisões com base nos custos diretos em vez de nos custos indiretos. o quanto deste custo foi utilizado na fabricação de cada bola especificamente. mas não exatamente quanto. a despesa de propaganda institucional — do tipo “Casas Bahia: dedicação total a você” — e a despesa com salário do gerente geral da loja são exemplos de despesas indiretas que acabam sendo rateadas entre os diversos departamentos. Quando é necessário utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação ou ocorrer o uso de estimativas e não de medição direta. objeto em análise!). envolve a questão de custo-beneficio. Pensemos em uma companhia que trabalha com pedidos de vendas. é provável que o custo do papel da fatura que segue juntamente com o pacote a ser enviado ao cliente seja classificado como um custo indireto.

neste caso. Design das operações O design das instalações pode impactar na classificação dos custos.isto é.000 menos $ 30. podem ser aplicações de recursos não reconhecidas pela Contabilidade Societária como Ativo. jogar fora). imagine uma fábrica seccionada em diversas estações de trabalho pequenas e isoladas umas das outras. independentemente da depreciação. contabilmente. O custo irrecuperável é aquela aplicação de recurso realizada no passado da qual se esperava a geração de benefícios futuros.Desenvolvimentos nesta área estão proporcionando um aumento percentual dos custos a serem classificados como diretos. para reverter tal situação. o custo de oportunidade desses recursos. é próximo de zero. a melhor decisão é descontinuar a produção desse produto e desfazer-se da máquina (vender por qualquer valor ou. custos irrecuperáveis. pois já foram incorridos (e até pagos) no passado e não há nada que se possa fazer no presente. exclusivamente. máquina etc. no presente não mais se vislumbra sua potencialidade de geração de benefícios futuros. Custo Irrecuperável Em Economia. há três anos. Quando o funcionário retornou do curso. são raros os exemplos de custos indiretos aos diferentes produtos. Por outro lado. O código de barras.. o custo irrecuperável está relacionado à aquisição de ativos nãocirculantes.000 por um curso de aperfeiçoamento de seu melhor funcionário. material secundário de fábrica — como custos diretos dos produtos. Imagine uma determinada empresa que pagou $ 20.000 ($ 100. Normalmente. O código de barras pode interpretar uma série de custos de produção da mesma maneira rápida e eficiente com que os supermercados registram hoje os custos e os preços de muitos itens vendidos a seus clientes. uma vez empregados. Os custos irrecuperáveis.. entretanto. não podem ser revertidos em qualquer grau significante. como tecnologia. Geralmente estão associados a ativos específicos.) só pode ser utilizado num produto especifico faz com que o consumo de tal insumo seja um custo direto ao produto específico. Ou seja. para um produto ou um objeto de custeio. permite que muitas fábricas passem a tratar certos materiais considerados. Acordos contratuais Um contrato que estabelece que um determinado insumo (material. por exemplo. têm-se muitos custos indiretos aos diferentes produtos. tecnologia. neste caso. ou seja. os $ 70. Por exemplo. cujo benefício é esperado para um período superior a um ano. Portanto. pois assim estar-se-ão evitando perdas a cada nova unidade produzida. descobriu-se que ele havia . máquinas e equipamentos. por $ 100. Imagine uma fábrica localizada em um grande galpão. sendo que cada uma fabrica um produto diferente. no qual diferentes produtos são fabricados ao mesmo tempo. Você continuaria produzindo esse produto por mais sete anos (até terminar o tempo de vida útil da máquina)? Certamente que não! Afinal. uma vez realizados.000 de valor líquido da máquina correspondem a custos irrecuperáveis. nem no futuro. Hoje essa máquina está contabilizada pelo valor líquido de $ 70. Ocorre que o preço de venda do produto fabricado nessa máquina está menor que o custo marginal (variável). Imagine que determinada empresa tenha adquirido uma máquina. a empresa perde dinheiro a cada unidade produzida e vendida. Considere que você seja o gestor dessa empresa. classificar um custo como direto se toma mais fácil quando uma instalação da organização — ou parte dela — é utilizada.000 de depreciação). embora ainda não tenha sido totalmente amortizada. anteriormente. em alguns casos. mesmo.000. mas como Despesa. como gastos com capacitação de funcionários e publicidade. também chamados de custos afundados (sunk costs). cujo tempo de vida útil era estimado em 10 anos. custos indiretos . isto é. são recursos empregados na construção de ativos que. com o diploma.

mesmo não desejando ver o filme.000 pagos pelo curso correspondem a custos irrecuperáveis. pois está incompleto (e a venda ou recuperação do valor não é possível). Portanto. portanto. se sentem obrigadas a ir ao cinema depois de comprarem um ticket. mesmo que represente uma perda total do valor já empregado. no presente momento. aponta para a falácia do custo irrecuperável (sunk costfallacy) e para a aversão ao risco. para reverter tal situação. o que é chamado de aversão à perda. ao escutar um comentário de alguém que sai do cinema. se tais gestores possuírem incentivos errados. podem-se esperar comportamentos (economicamente) não racionais. mesmo não tendo expectativas de confirmar o fluxo de caixa das vendas anteriormente projetadas para tal marca. Considere que você seja o gestor dessa empresa. ou ainda o projeto modificado para ser operado com $ 10 milhões adicionais.. não deveríamos esperar algo do tipo: — Já que foi feita grande inversão de recursos na marca X. pois já foram incorridos (e até pagos) no passado e não há nada que se possa fazer no presente. o valor presente de tal empreendimento é zero.praticado uma fraude (antes de se afastar para fazer o curso) e se apropriado indevidamente de alguns ativos da empresa. Esse comportamento. A planta pode ser finalizada com $ 20 milhões adicionais. esperase que indivíduos sejam mais racionais. o consumidor prefere perder o ticket. considerado não-racional (na teoria econômica). As pessoas têm fortes desincentivos para perder recursos. contudo. no caso o custo de oportunidade do tempo de ir ao cinema assistir a um filme não desejado. vendas ou propagandas deveriam ser tomadas em termos de possibilidades futuras. O valor incorrido originalmente não deveria afetar qualquer tomada de decisão racional futura sobre o uso do ticket. Os economistas denominariam tal comportamento como “não-racional”. Um agente racional não permite que os custos irrecuperáveis influenciem a decisão. Aqui fazemos a distinção de um modelo racional e não-racional. Um aspecto importante é como essa informação é contemplada nos modelos de decisão. o conceito de custo irrecuperável está relacionado com o comportamento racional de decisão. Dessa quantia. continuamos empregando recursos nessa marca. No caso de decisões de consumo. Tal ticket serve apenas para aquela seção daquele filme. antes que ele cause mais prejuízos para a empresa. que normalmente não pode ser recuperada. não existe uma forma de rever o valor originalmente pago. pois o bem-estar de não ir é maior que o de ir ao cinema. o abandono do projeto é a melhor decisão. Decisões sobre investimentos futuros. projetos que deveriam ser encerrados. Mais uma forma do efeito falácia. por exemplo. podem vir a ser concluídos. não viesadas pelos recursos já empregados em propaganda pela empresa em períodos anteriores. Racionalmente. O que você acha que ocorre nas decisões empresariais? Na posição de decisores empresariais. nem no futuro. ou seja. Consideramos que o consumidor não terá motivação para vender seu ticket na porta do cinema. Na compra de um ticket de cinema o espectador incorre em um recurso não reembolsável.. ou abandonada. Você continuaria contando com essa pessoa como um funcionário de sua equipe por mais cinco anos? Certamente que não! Afinal. Muitas pessoas. como exemplo de decisão empresarial. . como no exemplo anterior. $ 50 milhões em investimentos feitos na construção de uma nova planta industrial. a economia comportamental (behavioural economics) reconhece que os custos irrecuperáveis sempre afetam as decisões econômicas em função da aversão ao risco. dado que assistir ao filme aumentará a má alocação de recursos. se depois de comprá-lo não mais atribuir valor ao filme. contudo. Outro exemplo de sunk cost nos negócios é a promoção de uma marca. é razoável que o gestor decida demitir o funcionário por justa causa. Podemos citar. Políticos ou gerentes podem ter maior incentivo a evitar a reputação da perda total ao abandonarem um projeto que não deveria ter sido iniciado. Ou seja. Mesmo se o comprador decidir que ele não deve ir ao filme. é muito baixo ou nulo. exceto quando é vendida e transformada em dinheiro na saída do mercado. sendo que o valor esperado para o projeto original. na abordagem clássica da contabilidade. o preço do ticket torna-se um sunk cost. Na teoria microeconômica e. os $ 20. Assim. é específico a ele. pois estariam desperdiçando um valor já pago. por exemplo. $ 30 milhões já foram aplicados. Contudo.

. a atividade financeira de uma empresa requer acompanhamento permanente de seus resultados. decorrente das operações.) o fluxo de caixa é um instrumento que relaciona os ingressos e saídas (desembolsos) de recursos monetários no âmbito de uma empresa em determinado intervalo de tempo”. à medida que os investimentos são feitos em contratação de atores. uma boa gestão dos recursos financeiros reduz substancialmente a necessidade de capital de giro. cenários. Fluxo de Caixa 1. revelando melhor capacidade de pagamento de suas obrigações. determinando-se medidas saneadoras a serem tomadas. que “nunca deveria ter sido iniciado”. as empresas devem liquidar corretamente seus vários compromissos. Ao contrário. devendo como condição básica apresentar o respectivo saldo em seu caixa nos momentos dos vencimentos.. bem como proceder aos ajustes e correções necessários. É indispensável que a empresa avalie criteriosamente o seu ciclo operacional de maneira a sincronizar as características de sua atividade com o desempenho do caixa. O objetivo básico da função financeira é prover a empresa de recursos de caixa suficientes de modo a respeitar os vários compromissos assumidos e promover a maximização de seus lucros 2. podendo ainda relacionar o conjunto das atividades financeiras da empresa dentro de um sentido amplo. Sabidamente. A insuficiência de caixa pode determinar cortes nos créditos. os custos irrecuperáveis são utilizados em relações contratuais para alterar relações de poder entre as partes. A manutenção de saldos de caixa propicia folga financeira imediata à empresa. Por fim. Contudo questões políticas e legais tornaram impossível para ambos os governos saírem do projeto antes de outubro de 2003. e ser causa de uma séria descontinuidade em suas operações. p. O Fluxo de Caixa é indispensável para uma sinalização dos rumos financeiros dos negócios. Contextos econômicos modernos de concorrência de mercado exigem das empresas maior eficiência na gestão financeira de seus recursos. operacionais e residuais. deve buscar um volume mais adequado de caixa sob pena de incorrer em custos de oportunidades crescentes. Introdução O fluxo de caixa é um instrumento que possibilita o planejamento e o controle dos recursos financeiros de uma empresa. que. acumulam significativas somas de custos irrecuperáveis. 35) “(. Gerencialmente. a administração não deve manter suas reservas de caixa em novéis elevados como forma de maximizar a liquidez. Através de sua elaboração é possível prognosticar eventuais excedentes ou escassez de caixa. promovendo maiores lucros pela redução principalmente das despesas financeiras e é essa a finalidade do fluxo de caixa. CONCEITO E IMPORTÂNCIA DO FLUXO DE CAIXA Para Assaf Neto e Silva (1997. Neste posicionamento. suspensão de entregas de materiais e mercadorias. Para se manterem em operação.No conhecido projeto “Concorde”. tendo sido quase cancelado. não cabendo indecisões sobre o que fazer com eles. o modelo ter perdido o potencial econômico como aeronave. . de maneira a avaliar seu desempenho. após algumas semanas de filmagem. e são incentivados assim a continuar o projeto. aparentemente. Os fluxos de caixa costumam apresentar-se sob diferentes formas: restritos. é indispensável em todo o processo de tomada de decisões financeiras. Em verdade. Estúdios cinematográficos sofrem com o sunk cost e acabam sendo capturados por diretores. os governos francês e inglês continuaram a financiar o desenvolvimento do projeto do Concorde mesmo depois de. figurinos e outros gastos iniciais. O projeto foi mantido pelo governo inglês como um desastre comercial.

deve haver preocupação com relação a sincronização dos fluxos de caixa. constituem-se em importante reforço de caixa. acelerando os ingressos ou retardando os desembolsos. de maneira a não pressionar negativamente o fluxo de caixa. o instrumento do fluxo de caixa permite que se estabeleçam prognósticos com relação a eventuais sobras ou faltas de recursos. Dessa forma. Uma adequada administração dos fluxos de caixa pressupõe a obtenção de resultados positivos para a empresa. A melhor capacidade de geração de recursos de caixa promove. apura maior custo de oportunidade. perdas de descontos financeiros vantajosos pela incapacidade de efetuar compras a vista junto aos fornecedores. . ao permitirem colocar recursos financeiros mais rapidamente à disposição da empresa. etc). este é o dilema risco e rentabilidade presente nas finanças das empresas. devendo ser focalizada como um segmento lucrativo para seus negócios. Por outro lado. As principais áreas que podem contribuir para melhor desempenho do fluxo de caixa. . em função do nível de caixa desejado pela empresa. Ao apurar o saldo líquido destes fluxos monetários. avaliando-se os prazos concedidos para pagamento das compras com aqueles estabelecidos para recebimento das vendas.a área de produção.É importante que se avalie também que limitações de caixa não se constituem em característica exclusiva de empresas que convivem com prejuízo.a área de vendas.a área financeira deve avaliar criteriosamente o perfil de seu endividamento. problemas de caixa costumam ocorrer. despesas com publicidade e propaganda. deve manter um controle mais próximo sobre os prazos concedidos e hábitos de pagamentos dos clientes. e sua administração tem por objetivo preservar uma liquidez imediata essencial à manutenção das atividades da empresa. insere-se basicamente nas fases do ciclo operacional. Por não incorporar explicitamente um retorno operacional.1 ABRANGÊNCIA DO FLUXO DE CAIXA Foi comentado que o fluxo de caixa descreve as diversas movimentações financeiras da empresa em determinado período de tempo. Por outro lado. . Em outras palavras. destacando-se: . o objetivo fundamental para o gerenciamento dos fluxos de caixa é atribuir maior rapidez às entradas de caixa em relação aos desembolsos ou. . fases de expansão da atividade. otimizar a compatibilizarão entre aposição financeira da empresa e suas obrigações correntes. É . posições de mais elevada liquidez imediata. em lançamentos de novos produtos. ao promover alterações nos prazos de fabricação dos produtos.políticas de cobrança mais ágeis e eficientes. modernização produtiva. o suficiente para cobrir as várias necessidades associadas aos fluxos de recebimentos e pagamentos. etc. seu saldo deve ser o mais baixo possível. reduzindo seus custos financeiros. O fluxo de caixa não deve ser enfocado como uma preocupação exclusiva da área financeira. Empresas lucrativas podem também apresentar problemas de caixa como conseqüência do comportamento de seu ciclo operacional. entre outros benefícios à empresa. ainda.as decisões de compras devem ser tomadas de maneira ajustada com a existência de saldos disponíveis de caixa. 2. De forma idêntica. é recomendado que toda decisão envolvendo vendas deve ser tomada somente após uma prévia avaliação de suas implicações sobre os resultados de caixa (exemplos: prazo de cobrança. menor necessidade de financiamento dos investimentos em giro. Em essência. de forma que os desembolsos necessários ocorram concomitantemente à geração de caixa da empresa. Mais efetivamente deve haver comprometimento de todos os setores empresariais com os resultados líquidos de caixa. os custos de produção têm importantes reflexos sobre o caixa. Deve-se ter em conta que saldos mais reduzidos de caixa podem provocar. Em outras palavras. ao mesmo tempo em que promovem segurança financeira para a empresa. determina novas alterações nas necessidades de caixa. entre outras conseqüências. da mesma forma. junto com a meta de crescimento da atividade comercial.

medidas mais eficientes de valores a receber. Neste enfoque. com a inflação baixa. Algumas mantêm registros paralelos à contabilidade oficial para obter informações gerenciais pelo regime de competência. ainda. de outro. Reduzi-lo é um grande desafio. correção monetária pela legislação societária. lucro inflacionário realizado. objetivando reduzir o volume de clientes em atraso e inadimplentes. algumas poucas horas para gerar as informações gerenciais. no caso de clientes que pagam somente em determinados(s) dia(s) do mês. Enquanto os profissionais da área contábil faziam grande esforço para gerar números sem distorções inflacionarias e discutiam o significado de lucro inflacionário. sem prejuízo de vendas futuras. sabiamente. como. ele é administrado através de: . mas confiáveis.2 O FLUXO DE CAIXA E OS SISTEMAS DE INFOMAÇÕES DAS EMPRESAS As altas taxas de inflação e a excessiva interferência da legislação fiscal no principal sistema de informações das empresas. impedia a até poucos anos. De maneira ampla. . Além do aumento da concorrência. O chamado “reprocessamento” dos dados para gerar informações ao Fisco. Isto permite o uso da moeda real para a apresentação das contas das empresas. pois de um lado temos o contador e o advogado tributarista trabalhando 365 dias por ano para fazer o planejamento tributário de modo a pagar menos impostos. ou que apresentam um processo lento de pagamento. a contabilidade. na expectativa de redução dos prazos de recebimentos das vendas etc. A própria administração financeira das empresas foi confundida com administração das disponibilidades. As empresas buscam resolver esse problema de várias formas. É um trabalho difícil e nem sempre satisfatório.sabido que a extensão do ciclo operacional é o fator determinante das necessidades de recursos do ativo circulante. por um lado. A interferência da legislação fiscal no principal sistema de informações das empresas. Estocar mercadorias e adquirir imobilizado significava proteger-se da inflação. quantidade de vendas no mês. aos contadores. aos proprietários e administradores. já que o longo prazo da época era de 30 dias. lucro inflacionário diferido. aos financeiros e aos administradores. o fluxo de caixa focaliza a empresa como um todo. o estoque e o dinheiro disponível. trouxe facilidades aos empresários. que os empresários dessem importância aos dados gerados por esses sistemas. A agilidade do sistema revela-se mais indispensável. que é a contabilidade. eliminando parte das distorções causadas pela legislação fiscal. às instituições financeiras.decisões tomadas na área com intuito de diminuir os estoques e incrementar seu giro. representa alto custo para as empresas. e. devem ser avaliados com base em sua facilidade de pagamento e rapidez de emissão e entrega das faturas/duplicatas aos clientes. por outro lado. o Real. é um problema mundial. correção integral e outros temas de difícil entendimento para o empresário. . ela deixou de ser um aspecto relevante. Era muito difícil pensar em investimentos que envolviam o longo prazo. sempre que economicamente justificados. tratando das mais diversas entradas e saídas (movimentações financeiras) de caixa refletida por seus negócios. refugiava-se em alguns indicadores incompletos. exigindo das empresas competência maior. por seu lado. Se. que se apresenta de modo mais acentuado no Brasil. . as altas . este. Com a inflação debelada. a abertura da economia brasileira trouxe novos concorrentes. somente. em que prevalecem critérios distintos dos estabelecidos pela legislação fiscal. Os sistemas de cobrança. ainda. Outras empresas se voltam quase que exclusivamente para informações de caixa.concessão de descontos financeiros .negociações com fornecedores e outros credores visando alongar os prazos de pagamento. o fluxo de caixa é um processo pelo qual uma empresa gera e aplica seus recursos de caixa determinados pelas várias atividades desenvolvidas. criando um sistema independente. por exemplo. 2.

saber calcular a taxa efetiva de um empréstimo ou financiamento. No primeiro mês de atividade. Podemos aplicar aqui a maioria dos princípios financeiros utilizados lá fora.000. consiste em classificar os recebimentos e pagamentos de uma empresa utilizando as partidas dobradas. o 13º salário é pago. após muitos anos. por permitir visualizar com antecedência as necessidades financeiras. que também é conhecido como a abordagem das contas T (T Account Approach). A manutenção das altas taxas de juros levou associações como a FEBRABAN (Federação Nacional dos Bancos) a recomendar à população que não se endividasse com as taxas de juros então vigentes. Haviam caído as limitações de prazo para o crédito. eliminando. o regime de competência reconhece. Gradativamente.000. Há muitas empresas obtendo ganhos significativos de produtividade.3 AS DIFERENÇAS ENTRE REGIME DE CAIXA E DE COMPETÊNCIA Regime de Competência . qualquer interferência da legislação fiscal.500. hoje. a economia brasileira ficou com um comportamento mais próximo das economias desenvolvidas. diferentes dos números de competência.00 mais R$ 8.taxas de juros têm penalizado empresas e pessoas físicas que precisam recorrer a empréstimos e financiamentos. com entrega da mercadoria ou prestação do serviço. 2. a receita de R$ 25. os números de caixa podem ser. É importante conhecer os produtos e serviços do mercado financeiro.000. na qual há espaço para o planejamento e controle dos negócios.000. Embora sensata. assim. a recomendação foi seguida por poucos.Reconhece despesa quando incorrida. mas perdendo todo esse ganho ao tomar dinheiro emprestado.000.00. ocorreram os seguintes pagamentos e recebimentos: Os sócios da empresa integralizam o capital no valor de $ 5000. 3.00.00. Precisamos acompanhar os acontecimentos no mundo e principalmente no Brasil. Já podemos elaborar orçamentos de caixa para. Por exemplo. Regime de Caixa .00 em dinheiro e o restante a ser pago em quatro prestações mensais de R$ 2. e geralmente são. Se uma concessionária de veículos vende um automóvel por R$ 25.0% ao ano. a curto prazo. essas diferenças entre caixa e competência também ocorrem. avaliando sua influência no segmento no qual está inserida a empresa e transformar essa visão em planejamento dos negócios e financeiros.São as datas de recebimentos e pagamentos que determinam os registros.00 .0 a 50. que estejam disponíveis em tempo hábil. embora o cliente tenha dado de entrada um carro usado avaliado em R$ 7. No lado das despesas. A vantagem desse método é que permite gerar informações com base em critérios técnicos. Precisamos ter informações confiáveis. O feeling do empresário precisa ser completado com o que dizem os números gerados pelos controles. Os “ralos financeiros” precisam ser fechados para que o empresário volte a ganhar dinheiro com seu negocio. em novembro e dezembro de cada ano. independente de ter sido paga ou não. Isto custa pouco e traz bons benefícios.00. Afinal.receita de R$ 8. MÉTODO DIRETO DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA O Método Direto. estávamos diante de uma situação nova. Vivemos uma nova realidade.000. Portanto. mas as despesas são reconhecidas (1/12) a cada mês. · Regime de caixa . três meses.000.Reconhece a receita quando ocorre a venda.00: · Regime de competência – receita de R$ 25. . geralmente. a taxas de 40. Um exemplo: A Delta Veículos Ltda. é uma concessionária de veículos recém constituída. O freio ao excesso de consumo passou a ser somente a taxa de juros alta. pelo menos. de fácil entendimento.

3. mas o dinheiro não entrou no caixa. E somamos R$ 50.000 do lucro líquido referente ao acréscimo da conta Clientes de peças – assistência técnica (de zero para R$ 18.00) e Financiamentos 500. A diferença entre os débitos e os créditos representa o saldo de cada conta. O primeiro passo a ser dado é associar as contas do Balanço Patrimonial com as contas da Demonstração dos Fluxos de Caixa.000. é importante irmos além dos aspectos técnicos e consideramos a realidade em que vivemos. no entanto.000. A seguir. No período analisado.00 Recebimento de clientes pela venda de veículos no valor de $ 560. pois trata-se no exemplo de empresa recém-constituída e o balanço patrimonial no final do período. faremos adições e subtrações ao lucro líquido para chegar ao fluxo de caixa operacional líquido. Estaremos trabalhando com o balanço patrimonial do inicio do período.000. Vamos. como na amortização de empréstimos e financiamentos ou nos pagamentos de dividendos.00). Subtraímos R$ 18. mas esse dinheiro precisa ser investido para que a empresa possa operar. esse é o grupo que só consome dinheiro. converter os números de Competência em números de Caixa.00 e máquinas e ferramentas no valor de $ 200. A Demonstração de Resultados mostra que o Lucro líquido em seis meses foi de R$ 154. Por esse relatório. Os débitos são mostrados do lado esquerdo das contas e os créditos no lado direito.000. no Investimentos. Há períodos em que gera caixa.000 temos um acréscimo de R$ 18. mas o dinheiro não saiu do caixa.00 Pagamento do aluguel da loja no valor de $ 40. principalmente a realidade brasileira. Método Indireto – Vantagens . no Financiamentos. Porque essas despesas foram computadas na apuração do resultado. O comportamento deste grupo varia ao longo do tempo.000. Uma das vantagens desse demonstrativo é facilitar a administração financeira das empresas. podemos perceber que no primeiro mês de atividades a empresa pagou mais do que recebeu no Operacional. O grupo Financiamentos gerou entradas de $ 500 mil.00 Os lançamentos a débito e a crédito que acabamos de efetuar são mostrados a seguir nos razonetes (razão simplificados).000.00.00 Pagamento de salários a funcionários no valor de $ 50. O grupo Investimentos consumiu $ 300 mil. Investimentos (300.000. enquanto a Demonstração dos Fluxos de Caixa apresenta um Fluxo de Caixa operacional líquido (superávit) de R$ 517. Vamos compensar essa diferença de R$ 362. Tomaremos por base o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultados em 30-06-20X1. 3. como na integralização de capital por parte dos sócios.00. e há períodos em que consome caixa. ou ainda numa combinação dos três grupos. Isso costuma ocorrer em início de atividade. portanto. entrou mais do que saiu do Caixa $ 70. Caixa líquido do período é o somatório de Operacional (130. Como regra geral.996.000. ou na obtenção de empréstimos e financiamentos. Porque essas vendas a prazo foram computadas na apuração do resultado.000).000.00 Pagamento à montadora pela compra de veículos no valor de $ 600.800.796. Essa é a condição para que a empresa sobreviva e ganhe dinheiro.1 MÉTODO INDIRETO DA DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Utilizando como base o exemplo da Alfa Veículos Ltda vamos elaborar a DFC pelo método indireto. Com ele podemos saber se os problemas financeiros têm origem no Operacional.000.A empresa adquire a vista móveis e utensílios no valor de $ 1000.2 MÉTODO DIRETO x MÉTODO INDIRETO Na comparação entre os dois métodos. Em regra geral. em que todos os saldos são zero.800 ao lucro líquido referente ao aumento de Salários e encargos – operacional. é que os recebimentos operacionais superem os pagamentos operacionais.

Há segmentos. porque os números de competência têm pouco significado para essa atividade. Cria condições favoráveis para que a classificação dos recebimentos e pagamentos siga critérios técnicos e não fiscais. ponto comercial.As informações devem ser geradas por critérios técnicos e não por critérios fiscais. o método indireto irá eliminar somente parte dessas distorções. As informações de caixa podem estar disponíveis diariamente. AVALIAÇÃO DE EMPRESAS PELO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO A avaliação de uma empresa não pode ser feita segundo princípios de uma ciência exata. o método direto traz mais benefícios. e geralmente há. mostrando como se compõe a diferença. Permite que a cultura de administrar pelo caixa seja introduzida mais rapidamente nas empresas. pelo menos duas condições devem estar presentes: .Valor Econômico: o valor da empresa decorre do potencial de resultados futuros. Basta utilizar dois balanços patrimoniais (o do início e o do final do período). Dentre as concepções de valor da empresa. 2. destacam-se as seguintes: . O peso que os técnicos em avaliação atribuem aos diversos fatores envolvidos no processo de avaliação não é uniforme. Se isso for feito uma vez por ano.Valor Patrimonial: o valor da empresa é determinado pelo somatório dos bens que constituem o patrimônio da empresa. Por outro lado. Quando falamos em informações para administrar os negócios. É o caso dos bens intangíveis como marcas. bem como pelos motivos e objetivos da avaliação para o comprador ou vendedor. O tempo necessário para gerar as informações pelo regime de competência e só depois convertê-las para regime de caixa. principalmente para a redução dos custos financeiros. a demonstração de resultados e algumas informações adicionais obtidas na contabilidade. Alguns bens que compõem o patrimônio da empresa são de difícil mensuração. o da construção civil. organização. por exemplo. Método Indireto – Desvantagens 1. podemos ter surpresas desagradáveis e tardiamente. O custo adicional para classificar os recebimentos e pagamentos. que visam pagar menos tributos. 4. e . etc. . 2. principalmente quando considerados isoladamente. Concilia lucro contábil com fluxo de caixa operacional líquido.Essas informações devem representar 100% das atividades da empresa. Rresenta baixo custo. reputação. Método Direto – Vantagens 1. Se há interferência da legislação fiscal na contabilidade oficial. A falta de experiência dos profissionais da área financeira em usar as partidas dobradas para classificar os recebimentos e pagamentos. Método Direto – Desvantagens 1.1. em que as vantagens do método direto são ainda maiores. Isto se deve a um problema de julgamento pessoal de cada avaliador que é influenciado pela experiência que este especialista acumula. por exemplo. 2. patentes. dentro das mais diversas conjunturas econômicas e sociais. A valoração de uma empresa é complexa por envolver em seu corpo um conjunto de bens heterogêneos e destinados a produzir riqueza. a avaliação econômica dos benefícios futuros que a empresa pode gerar depende de um grande número de fatores que ainda apresentam dificuldades . Para a realidade da maioria das empresas brasileiras. A escolha por um dos dois métodos deve ser analisada considerando a realidade de cada empresa. Ambas as abordagens apresentam fatores embutidos dentro de suas formulações teóricas. 2. 3.

000 x R10¬0. $ 25. Com relação à rentabilidade.15) VPL = $ 137.a.15 x S15¬0. risco financeiro.15) + (15. etc.000 3° qüinqüênio = $ 15. $ 20.172) + (15. b) pela comparação do valor presente do fluxo de caixa (usando-se como taxa de desconto a taxa de retorno requerida) com o valor do investimento.000 4° qüinqüênio = $ 10.000 para o terceiro qüinqüênio e $10. teria que investir $ 100..quanto à sua quantificação (risco do negócio. Assim. estimada em 15% a. A seguir apresenta-se um exemplo de avaliação. obtém-se uma taxa de retorno (TIR) de 17. para composição do fluxo líquido de caixa esperado. uma vez que a empresa já vem operando normalmente.000 da nova empresa. b) determinar lucros e despesas. Se o potencial comprador fosse instalar uma nova empresa. e b) a taxa de retorno exigida pelo potencial comprador (custo de capital). taxa de capitalização.. contudo.). . calculam-se os valores presentes dos fluxos líquidos de caixa da empresa que está sendo avaliada. e um fluxo líquido de caixa esperado de $ 15.000 para os últimos cinco anos. superior ao valor de $100. utilizando-se como taxa de desconto: a) a taxa interna de retorno (TIR) de 17.000 para o qüinqüênio seguinte.Cálculo do Valor Presente Líquido (VPL): a) taxa de desconto igual à “TIR” = 17.172) + (10.000 2° qüinqüênio = $ 24. A esta mesma taxa. aplicando-se os conceitos do orçamento de capital.000 x R5¬0.000 para o primeiro qüinqüênio. crescimento da empresa.000 x R10¬0.800.000 Observa-se que este fluxo admitiu valores maiores de receita para os primeiros períodos. Aplicam-se os seguintes passos para a análise do investimento: a) determinar o capital inicial necessário.2% a. São as seguintes premissas básicas do modelo apresentado: a) a avaliação independe do modo como será feita a aquisição da empresa. a.2% a.172) VPL = $ 123. comparando-a com a taxa de retorno exigida (custo de capital).15 x S10¬0. a.000 numa nova empresa (semelhante à empresa que está sendo avaliada). O objetivo principal deste modelo é determinar o valor máximo que um potencial comprador poderá pagar pela empresa.2%[1] ao ano: A seguir. Considerando-se a necessidade de um investimento inicial de $ 100.800 b) taxa de desconto igual à taxa de retorno mínima exigida pelo comprador = 15% VPL = (24. bem como a forma de pagamento (financiamento) a ser realizado pelo comprador.000 x R5¬0. apresentam-se duas formas para medi-la: a) calcula-se a taxa de retorno implícita (TIR) do fluxo líquido de caixa. .030 Agora. a.000 x R5¬0.15) + (10. o valor presente dos fluxos líquidos de caixa da empresa em funcionamento é de $ 123..000 x R5¬0. conclui-se que é mais atrativo optar pela compra de empresa em funcionamento a implantar uma nova empresa.172 x S10¬0. estabelece-se uma análise de rentabilidade.000 e seu retorno seria de 17. pela comparação das taxas de desconto utilizadas e os valores presentes calculados. b) a estrutura de capital da empresa não influencia no cálculo do valor máximo a ser pago. VPL = (24.2% a.172 x S15¬0. O fluxo líquido de caixa foi previsto em: 1° qüinqüênio = $ 24. c) determinar a rentabilidade implícita na relação entre investimento e retorno.

subtraia os fluxos de caixa para o projeto B dos fluxos de caixa para o projeto A para cada ano. em geral. Esses dois métodos podem ser utilizados intercambiavelmente. geralmente. especialmente quando houver muitas origens de fluxos de caixa. recuperados quando o projeto termina. . as duas alternativas em comparação são: aceitar um projeto e rejeitar. a escolha seria a do projeto total. Você. é considerado como entradas de caixa no final da vida útil do projeto. Verifique que os eventos causados ao fluxo de caixa. · Investimentos em contas a receber e estoques. a primeira etapa para a abordagem de projeto total ou abordagem diferencial é arranjar os fluxos de caixa relevantes por projeto. escolha o projeto B. A abordagem diferencial calcula as diferenças nos fluxos de caixa entre alternativas e. · Fluxo de caixa operacional. 4. Em outras palavras. escolha o projeto A. entretanto. talvez a parte mais difícil de realizar decisões de orçamento de capital seja predizer os fluxos de caixa relevantes. desde que haja apenas duas alternativas sob consideração. Contas a receber e estoques. menor custo). converte esses fluxos de caixa totais em seus VPs. se for negativo. calcule o VP dos fluxos de caixa diferenciais.Abordagem diferencial: calcule os fluxos de caixa diferenciais. converte essas diferenças em seus VPs. os desembolsos iniciais são entradas no esboço de fluxos de caixa no tempo zero. Em contraste.2 FLUXOS DE CAIXA RELEVANTES PARA O VPL No arranjo dos fluxos de caixa relevantes esteja seguro de considerar quatro tipos de entradas e saídas de caixa: · Entradas e saídas de caixa iniciais no tempo zero. No modelo VPL. Entradas e saídas de caixa iniciais no tempo zero: Esses fluxos de caixa incluem saídas de caixa para compra e instalação de equipamentos e outros itens necessários para o novo projeto. e seu valor residual final. Essa é a abordagem mais popular e pode ser utilizada para qualquer número de alternativas. poderão ser muito complicados. para dentro ou para fora. os investimentos originais inteiros em contas a receber e estoques são. Investimentos em instalações e equipamentos são. assim. não pode comparar as alternativas se não conhecer seus custos. enquanto as saídas são negativas. A alternativa com o maior VPL dos fluxos de caixa totais é a melhor. todos os investimentos iniciais são tipicamente considerados com saídas de caixa no momento zero.1 ABORDAGEM DO PROJETO TOTAL VERSUS ABORDAGEM DIFERENCIAL Dois métodos comuns para comparar as alternativas de projetos utilizando o VPL são: a abordagem do projeto total e a abordagem diferencial. Se esse VP for positivo. . o maior beneficio) ou o VPL negativo menor (isto é. geralmente diferem de instalações e equipamentos no final da vida útil do projeto. Freqüentemente. utilizados durante a vida do projeto. então. valor residual. Se houver apenas uma alternativa. se algum. Lembre-se de que as entradas de caixa são números positivos. e outras entradas ou saídas de caixa da eliminação de quaisquer itens que sejam repostos. Conseqüentemente. Escolha o projeto com o VPL positivo maior (isto é. deixando pouco. Esse método não pode ser utilizado para comparar mais de duas alternativas. se algum. Em seguida. entretanto. . A abordagem do projeto total calcula o impacto total nos fluxos de caixa para cada alternativa e. Independente da abordagem utilizada.4.Abordagem do projeto total: determine o VPL dos fluxos de caixa para cada projeto individual. então. Investimentos em contas a receber e estoques: São saídas de caixa iniciais tanto quanto investimentos em instalações e equipamentos. · Valores residuais futuros.

Se assim for. não pela depreciação.A diferença entre o desembolso inicial para o capital de giro (na maior parte. Segundo. Na prática. ou possui pouco conhecimento para análise de demonstrações mais complexas como a DOAR. não é fácil identificar exatamente quais custos diferirão entre as alternativas. . a depreciação e os valores contábeis devem ser ignorados. confiável em tempo hábil para uma gama enorme de usuários que na grande maioria das vezes não possui. Valores residuais futuros: Os ativos. Ambas significam aumentos no valor. podem ter valores residuais relevantes. por exemplo. de forma a incorrer o mínimo possível em riscos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A condição para que a empresa viva e ganhe dinheiro é ter recebimentos operacionais que superem os pagamentos operacionais. proporcionam aos usuários das informações contábeis como investidores e credores. O custo dos ativos é reconhecido pelo desembolso inicial. Os erros em prever valores residuais finais são. as necessidades da empresa em utilizar esses fluxos de caixa. usar a análise de custos relevantes. 5. geralmente. e três pontos merecem menção especial. Primeiro. uma base para avaliar a capacidade da empresa gerar caixa e valores equivalentes à caixa e. no fim de um projeto. pequeno. como mencionado antes. Vale ressaltar também que as informações sobre fluxo de caixa são úteis porque além da facilidade de entendimento e ferramenta auxiliar na tomada de decisões econômicas. por outro lado. se por um lado ela precisa manter uma liquidez imediata essencial a manutenção das atividades. Muitos desses efeitos são difíceis de mensurar. os únicos fluxos de caixa relevantes são aqueles que diferirão entre as alternativas. A Demonstração de Fluxo de Caixa é uma importante ferramenta que auxilia na tomada de decisões e pode facilitar o trabalho dos administradores através das análises de fluxos passados e previsão de fluxos futuros. O Administrador se depara com o dilema do Risco e Rentabilidade. O valor residual. então o grande desafio para os administradores é buscar um volume adequado de caixa para empresa. ele pode incorrer em riscos de custos de oportunidade. eles poderão ser seguramente ignorados. não-cruciais. porque o VP é. Neste sentido a Demonstração de Fluxo de Caixa é ideal por ser de fácil entendimento pelos diversos tipos de usuários. geralmente. Desde que seja elaborada adequadamente a DFC é um importante instrumento de análise financeira das empresas que permite à Contabilidade desempenhar mais eficientemente o seu papel de principal guia na tomada de decisões econômicas. como calculado sob o regime de competência contábil. uma redução na saída de caixa é tratada da mesma maneira que uma entrada de caixa. Freqüentemente. é um aumento na entrada de caixa no ano do descarte. Terceiro. os custos indiretos fixos serão os mesmo sob todas as alternativas disponíveis. além de contas a receber e estoques. O objetivo da Contabilidade é produzir informação útil. Fluxos de caixa operacionais: O principal propósito da maioria dos investimentos é afetar as entradas e saídas de caixa operacionais. contas a receber e estoques) e o VP de sua recuperação é o VP de custo de usar capital de giro no projeto.

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