501

Código Penal

Art. 235

■ Concurso de pessoas: Pode haver participação de terceiros, nos termos amplos do art. 29 do CP. Entretanto, em vista das duas figuras que o art. 235 contém (caput e § 11, entendemos que o partícipe fica sujeito à pena mais branda do § (e não à do caput), pois não se pode puni-lo com sanção superior à cominada para o próprio agente, que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa já casada, ciente da circunstância. Assim, ainda que o partícipe, por exemplo, auxilie o agente que comete a figura do caput, a pena do concurso de pessoas deve relacionar-se com a do § 1 r do art. 235. E, a nosso ver, a única solução permitida pela estrutura das duas figuras deste artigo. ■ Prescrição: Quanto ao termo inicial, vide nota ao art. 111, IV, do CP. ■ Concurso de crimes: A celebração de mais de um casamento configura crimes autônomos. Para ANDRES A. BALESTRA, haveria crime continuado ("Bigamia", in Enciclopédia Saraiva do Direito, v. 11, p. 318). Absorção: predomina o entendimento de que a bigamia absorve o crime de falsidade. ■ Pena: Reclusão, de dois a seis anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Casamento de pessoa não casada com outra casada (§ 1°J ■ Noção: Em figura destacada, o CP incrimina a conduta de quem, não sendo casado (isto é, sendo solteiro, viúvo ou divorciado), contrai casamento com pessoa casada, conhecendo essa circunstância. ■ Tipo subjetivo: Em face da expressão usada ("conhecendo"), requer-se o dolo direto, não bastando o eventual. ■ Pena: E alternativa a pena privativa de liberdade: reclusão ou detenção, de um a três anos. ■ Anulação: Não afasta o crime o desquite do primeiro cônjuge nem a nulidade do segundo casamento por motivo de bigamia (TJSP, RT 514/322). A anulação do segundo casamento, por motivo de bigamia, não torna inexistente o crime (TJSP, RJTJSP 100/496, RT 505/309). Haverá o crime, desde que vigente o casamento anterior (TJSP, RT 557/301). ■ Divórcio posterior: O divórcio obtido posteriormente, em relação ao segundo casamento, não isenta o agente do delito de bigamia (TJSP, RJTJSP 110/503). ■ Prova de vigência: Se o acusado contraiu novas núpcias, ainda na vigência do primeiro casamento, não demonstradas a ocorrência de erro de fato, a ausência de dolo na sua conduta ou a ignorância do caráter criminoso do fato, impõe-se a condenação (TJMG, RT 773/644). Não basta a prova de que o acusado casou-se duas vezes, sendo necessária a demonstração, que a acusação deve fazer, de que o primeiro matrimônio estava vigente ao tempo da realização do segundo (TJSP, mv — RJTJSP 80/373, 74/312). Contra: A morte da primeira esposa precisa ser comprovada pelo acusado, não bastando que seja presumida (TJSP, mv— RT 541/364). ■ Agente apenas desquitado: Pratica bigamia, se contrair novo casamento antes de divorciar-se (TJPR, RT549/351). ■ Concurso de pessoas: É co-autor quem, tendo conhecimento de que a pessoa que vai casar-se já é casada, participa como testemunha ou padrinho do casamento, e também instiga o agente a consorciar-se (TJSP, RT566/290). Em tese, pode ser a testemunha do casamento que tem ciência da vigência do matrimônio anterior (TJSP, RJTJSP 68/331). ■ Tentativa: A tentativa começa corn o início do ato de celebração, sendo os proclamas e atos anteriores meramente preparatórios (TJSP, RT 526/336). ■ Concurso: A bigamia absorve o crime precedente de falsidade ideológica (TJSP, RJTJSP 100/453, 78/376, RT 533/319; TJMG, RT 694/358). ■ Prescrição: A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr da data em que o crime se tornou conhecido da autoridade pública (TJSP, RSE 189.329-3, j. 13.11.95, in Bol. AASP n° 1.962). Vide, também, nota sob o título Bigamia e falsificação ou alteração de assentamento de registro civil, no art. 111 do CP.

Jurisprudência

Arts. 235 e 236

Código Penal

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■ Extraterritorialidade: Configura o crime de bigamia o fato de brasileiro, já casado no Brasil, contrair novo matrimônio no Paraguai, pois ambos os países punem a bigamia, o que preenche o requisito da extraterritorialidade do CP (TJSP, RT516/287, 523/374). ■ Figura do parágrafo único: Exige o dolo direto, isto é, que o agente efetivamente saiba que já é casada a pessoa com quem está se casando (TJSP, RJTJSP 100/496). INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO Art. 236. Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena — detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único. A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimenta anule o casamento ■ Composição e transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabem composição e transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a composição e a transação serão cabíveis ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. /nduzimento a erro essencial e ocultação de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge que induziu em erro ou ocultou impedimento. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge enganado. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é contrair casamento: a. Induzindo em erro essencial o outro cônjuge. Induzirtem a significação de levar a, persuadir, aconselhar. Sobre o que seja erro essencial, vide art. 219 do CC. Obviamente, para que o cônjuge-vítima seja induzido, ele deve desconhecer o defeito do cônjuge-agente e ser por este induzido em erro essencial. A modalidade de induzir exige ação positiva, não bastando a simples omissão ou inação. b. Ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior. Como ocultarentende-se esconder, disfarçar, encobrir. O impedimento deve ser um dos arrolados nos incisos I a XII do art. 183 do CC. Na opinião dominante dos autores, a ocultação deve ser comissiva, não se tipificando o comportamento de quem simplesmente se omite de declarar o impedimento. Também nesta modalidade, mister se faz que o outro cônjuge seja enganado. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de contrair matrimônio, induzindo ou ocultando. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: No momento e lugar em que se realiza o casamento. ■ Tentativa: E juridicamente inadmissível, em razão da condição de procedibilidade inserta no parágrafo único. ■ Pena: Detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: E de iniciativa privada. O direito de queixa só pode ser exercido pelo cônjuge enganado e após o trânsito em julgado da sentença que anule o casamento por erro ou impedimento, segundo preceitua o parágrafo único deste art. 236.

503

Código Penal

Arts. 236 a 238

Trata-se de condição especial exigida para o exercício da ação penal, mas sua natureza jurídica é polêmica: para uns, seria condição objetiva de punibilidade e, para outros, condição de procedibilidade. Sucessão: E inaplicável a sucessão de queixosos prevista pelo § 49 do art. 100 do CP, pois o direito é personalíssimo. CONHECIMENTO PRÉVIO DE IMPEDIMENTO Art. 237. Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta: Pena — detenção, de três meses a um ano. ■ Transação: Cabe (art. 76 da Lei n° 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Conhecimento prévio de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (ou ambos os cõnjuges) que contrai matrimônio sabendo da existência de impedimento absoluto. ■ Sujeito passivo: 0 Estado e o cônjuge desconhecedor do impedimento. ■ Tipo objetivo: Para a incriminação, é suficiente que o agente se case conhecendo (sabendo) a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta. Tais impedimentos são os arrolados nos incisos I a VIII do art. 183 do CC. Se ambos os contraentes souberem do impedimento, serão co-autores (CP, art. 29). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que para vários autores pode ser o eventual (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. III, p. 704; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. III, p. 304), embora, a nosso ver, a expressão "conhecendo" exija dolo direto. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Erro: O erro quanto ao impedimento exclui o dolo (CP, art. 20). 0 engano quanto ao alcance legal do impedimento reflete na culpabilidade (CP, art. 21). ■ Consumação: Com a realização do casamento. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Se o impedimento conhecido for o do art. 183, VI, do CC (ser casado), o crime será o do art. 235 do CP (bigamia). ■ Pena: Detenção, de três meses a um ano. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

SIMULAÇÃO DE AUTORIDADE PARA CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO Art. 238. Atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento: Pena — detenção, de um a três anos, se o fato não constitui crime mais grave. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Simulação de autoridade para celebragão de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge de boa-fé. ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito formal, para cuja consumação não é necessário que o matrimônio seja efetivamente celebrado. A conduta é atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento. Como bem registra MAGALHÃES NORONHA, "a atribuição falsa requer conduta inequívoca do agente, a demonstrar que ele se diz com essa competência" ( Direito Penal, 1995, v. III, p. 306).

■ Subsidiariedade: O delito do art. ■ Tentativa: Admite-se. de um a três anos. com engano de outra pessoa. Jurisprudência ■ Concurso de pessoas: Pode ser partícipe a pessoa que consegue o falso juiz de paz (TACrSP. iludidos. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é simular(fingir. Inexiste modalidade culposa. A ação penal somente pode ser intentada pelo cônjuge ofendido. Incorre na mesma pena o co-réu. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Tentativa: Admite-se. ou seja. de modo que ficará excluído se o comportamento configurar crime mais grave ou constituir elemento deste último. ■ Pena: Detenção. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. ■ Consumação: Com a prática. pelo agente. E necessário. representar). do CP. ■ Pena: Detenção. § 1 2. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. de qualquer ato próprio da função que falsamente se atribui. Não há punição a título de culpa. na hipótese de ser necessário o consenti mento destes. testemunhas ou outras pessoas. ■ Consumação: Com a efetiva simulação. 239 é expressamente subsidiário e será excluído se for o meio (elemento) empregado para a prática de delito mais grave. ■ Confronto: Se o agente aufere vantagem. de quinze dias a seis meses. RT 488/382).Arts. ■ Concurso de pessoas: Poderão ser partícipes o escrivão. ■ Ação penal: Pública incondicionada. art. 240. 89 da Lei n° 9. SIMULAÇÃO DE CASAMENTO Art. ■ Sujeito passivo: O Estado e o contraente ou seu representante legal. ADULTÉRIO Art. que o casamento seja simulado mediante (por meio de) engano de outra pessoa. . ■ Subsidiariedade: O delito do art. 328. Se nenhum deles é enganado. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". se o fato não constitui crime mais grave. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.099/95). e dentro de um mês após o conhecimento do fato. Simu/ação de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. inexiste o delito. 238 é expressamente subsidiário. Cometer adultério: Pena — detenção. Na escola tradicional é o "dolo genérico". O agente simula casamento mediante engano de outra pessoa. parágrafo único. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a vontade livre e consciente de simular casamento. 238 a 240 Código Penal 504 ■ Tipo subjetivo: O dolo. de um a três anos. devendo esta ser o nubente enganado ou seus responsáveis. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. que será excluído pelo erro do agente quanto a sua competência. § 2 2 . portanto. Simular casamento mediante engano de outra pessoa: Pena — detenção de um a três anos. 239.

Comentários ao Código Penal. 1995.099/95). Relativamente à pessoa separada judicialmente (desquitada). b. entendimentos diversos sobre seus efeitos: a. para revogar este art. Direito Penal. e a pessoa que tem aquela relação com a casada (§ 1 2 ). O crime não se extingue ( MAGALHÃES NORONHA. VIII. Só o caracteriza o coito vagínico (BENTO DE FARIA. 311). FRAGOSO. A nosso ver. Direito Penal. v. art. v. 382). É pressuposto da infração a existência formal e a vigência de anterior matrimônio. p. 1995. há.515/77). FRAGOSO. 100 do CP. com apoio em HUNGRIA. 10 do CP. v. ROMÃO CORTES DE LACERDA. p. 1965. p. . ■ Objeto jurídico: A organização jurídica da família e do casamento. v. Comentários ao Código Penal. 240 § 32 . ■ Consumação: Com a efetiva relação sexual. II — pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. v. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (homem ou mulher) que tem relação sexual fora do matrimônio (caput). p. O juiz pode deixar de aplicar a pena: I — se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. II — se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no art. ■ Sujeito passivo: Somente o cônjuge enganado. 20). Lições de Direito Penal. Na doutrina tradicional. Não subsiste o crime (ROMÃO CORTES DE LACERDA. também. VIII. v. A ação penal não pode ser intentada: I — pelo cônjuge desquitado. 3. p. v. ■ Ação penal: É de iniciativa privada (queixa-crime). Adu/tério ■ Observação: Há projeto de lei. Extingue o crime. ■ Pena: Para o agente e para o co-autor é igual: detenção. H. para o co-réu. é o "dolo genérico". Código Penal Brasileiro Comentado. há posições diversas na doutrina brasileira. a ser contado pela regra do art. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. § 42 . Inexiste forma culposa. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Direito Penal. 103). Também configura o coito anormal ou qualquer ato sexual inequívoco (DAMásIO DE JESUS. em curso. ou seja. 714). p. 1965. a. Quanto à anulação do casamento. 1959.505 Código Penal Art. Trata-se de prazo especial de decadência (vide notas ao CP. expressa ou tacitamente. o adultério não mais deveria ser tipificado como crime. ■ Transação: Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada. 714). ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito de concurso necessário. 1959. 381). 240. p. a vontade livre e consciente de praticar adultério. 198. c. porquanto só pode ser cometido por duas pessoas (de sexos opostos). continuando apenas na órbita civil. 317 do Código Civil. vide jurisprudência no art. 5 2 da Lei n 2 6. III. v. 310. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de quinze dias a seis meses. 72 a 74 da Lei n" 9. III. 100 do CP. 165. 1996. vide nota ao § 3 2 . se este não tiver sido julgado definitivamente (H. vide jurisprudência no art. 1959. A primeira corrente (a) é a mais acertada e tem a seu favor a jurisprudência recente. como causa de separação judicial (art. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada. VI. III. É inaplicável a sucessão consignada pelo § 4 2 do art. III. p. MAGALHÃES NORONHA. b. o dolo deve ser excluído pela ignorância quanto ao estado de casado do outro (erro de tipo do art. ■ Conciliação: Cabe (arts. ainda que uma delas aja sem conhecimento ou seja penalmente irresponsável. somente podendo ser intentada pelo cônjuge ofendido e dentro de um mós após o conhecimento do fato (§ 2 2 ). Quanto à significação do que seja o adultério que o Código menciona.

■ II. não impede a decadência. p. Código Penal e sua Interpretação Jurisprudencial. /mpedimentos ao exercício da alão pena/ (§ 3°) ■ Noção: Por expressa disposição deste parágrafo. 531/352). o exemplo mais comum é a posterior coabitação. 107. "Consentiu" entende-se como aquiesceu. é suficiente que haja. ou. de tal forma a sugerir a prevaricação conjugal (TACrSP. TARJ. embora já tivesse ingressado com pedido de separação judicial. ■ Decadência: Conta-se o prazo decadencial a partir do conhecimento inequívoco do fato. A ação penal por adultério somente pode ser exercida dentro de um mês após o conhecimento do fato. também os equivalentes do art. e não apenas com atos sexuais inequívocos (TACrSP.515/77 (conduta desonrosa ou qualquer ato que importe em grave violação dos deveres do casamento e tornem insuportável a vida em comum). RT 435/382. RT514/382. Pelo cônjuge desquitado (separado judicialmente). que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. 317 do CC (adultério. ■ Separação de fato e atipicidade: Se o casal já estava separado de fato quando de eventual prática do adultério. 1979. não se considerando como tal meras suspeitas (STF. ■ Conceito penal de adultério: Prevalece o entendimento de que o adultério. Obviamente. ■ Recebimento da queixa: Para o recebimento da queixa. Se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no revogado art. o ingresso tardio em juízo. pois o direito à ação penal é personalíssimo e não pode ser transferido a outros queixosos. se o casal permanecia sob o mesmo teto. RTJ 93/532). a prática do delito (TACrSP. injúria grave ou abandono do lar durante dois anos consecutivos). Julgados 79/286). 5° da Lei n° 6. IX. 240. mv— RT723/614). permitiu. indícios razoáveis de que o delito tenha ocorrido. n° 11). tentativa de morte. não se caracteriza o crime deste art. 2637). I. cujo prazo é fatal e peremptório (TACrSP. Se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. Julgados 80/539. ■ Separação judicial e perdão judicial: Aplica-se o perdão. vide nota ao art. necessariamente. o que se pode traduzir pelas circunstâncias em que o casal é encontrado. mv— RT732/716). porque o dever de fidelidade conjugal foi rompido (TACrSP. ■ II. ■ Casos: O juiz pode concedê-lo: ■ I. Pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. devido ao retardamento do inquérito. ■ Inquérito policial: O inquérito policial não é elemento indispensável para a propositura de ação penal por adultério (STF. se cometido o adultério após o abandono do lar e cessação da vida em comum (TACrSP. não definido em nosso Código. Julgados 79/285). no inquérito policial. sevícia. anuiu. Não se exige o rigorismo do nudus cum nuda in eodem lecto. compreende também o divorciado (ALBERTO SILVA FRANCO e outros. ainda pendente de decisão (TARJ. Quanto ao perdão tácito. Faz jus ao perdão judicial. RT 486/310). do CP. RTJ 120/191). FRAGOSO. a nosso ver. v. ■ Natureza e efeitos: Quanto à natureza e efeitos do perdão judicial. a ação penal não pode ser intentada: ■ I. quando as fotografias tiradas no flagrante mostram a mulher de camiseta e roupa íntima (TACrSP.Art. mv— RT732/716). RT783/653). Perdão judicial (§ 42 ) Jurisprudência . expressa ou tacitamente. Basta o encontro do casal em lugar e situação que autorizem supor. Não faz jus ao perdão. contra: H. só se tipifica com a conjunção carnal. se os cônjuges já estavam separados de fato (TACrSP. Jurisprudência Criminal. RT721/467). mv — Julgados 92/79). Conta-se do conhecimento certo e seguro (TACrSP. 486/318. 240 Código Penal 506 100 do CP. 1995. Simples beijos e abraços com outra mulher não configuram (TACrSP.

■ Tipo subjetivo: O dolo. o termo inicial segue a regra do art. do CP. 389. ■ Tipo objetivo: Promovertem o sentido de dar causa. Dar parto alheio como próprio. de dois a seis anos. ■ Concurso de crimes: Os crimes de falsidade e uso de documento falso ficam absorvidos pelo delito do art. 316). v. podendo o juiz deixar de aplicar a pena. p. quando perpetrado para uso perante o Governo Federal. Comentários ao Código Penal. 2 á figura. RT 403/124). suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão. vide art. ■ Pena: Reclusão. do CP (H. 241 do CP (TRF da 2 R.95. pp. e 393). v. Ap. Registro de nascimento inexistente ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. VIII. ocultar recém-nascido ou substituí-Io. mas não a deste art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 722. 242. in RBCCr 10/223). SUPRESSÃO OU ALTERAÇÃO DE DIREITO INERENTE AO ESTADO CIVIL DE RECÉM-NASCIDO Art. v. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Erro: Fica isento de pena o réu que promoveu o registro enganado pela co-ré. Se o crime é praticado por motivo de reconhecida nobreza: Pena — detenção de um a dois anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.2. que simulou a gravidez e o nascimento durante a sua ausência (TJSP. p. por ser o falso elemento do crime do art. ■ Consumação: Com a inscrição no registro civil. IV. ■ Tentativa: Admite-se. p. nascimento que não existiu ou nascimento de natimorto. ■ Confronto: Se ocorreu. Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente: Pena — reclusão. ■ Prescrição: Há duas orientações na doutrina: a. isto é. de dois a seis anos. b. Direito Penal. que consiste na vontade livre e consciente de promover a inscrição. RT381/152). Parágrafo único.507 Código Penal Arts.. efetivamente. nota.9. ■ Concurso de crimes: O crime de falsidade fica absorvido. a fim de obter permanência no País (TRF da 2 R. 241. requerer. ■ Ação penal: Pública incondicionada. FRAGOSO. provocar. de dois a seis anos.94. ■ Sujeito passivo: O Estado e a pessoa prejudicada pelo registro. DJU 14. a infração penal poderá ser outra. obedece à regra geral (ROMÃO CORTES DE LACERDA. p. 5999.. 241. ■ Competência: Compete à Justiça Federal julgar o crime do art. III. A conduta deve visar à inscrição (registro) de nascimento inexistente. mas seu estado civil foi alterado. 1965. 242. 111. 241 e 242 Capítulo II DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO REGISTRO DE NASCIMENTO INEXISTENTE Art. . 241 (TJSP. 241. 53139). 812. 1959. Não há forma culposa. ■ Confronto: Se o registro é de filho alheio. RSE 150. o nascimento de pessoa viva. III. 1995. MAGALHÃES NORONHA. registrar como seu o filho de outrem. Jurisprudência PARTO SUPOSTO. DJU 22.

01. tão-só. 89 da Lei n 9. DJU 2. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art. ■ Concurso de crimes: Este crime absorverá eventual falsa inscrição no registro civil. 391). 241 do CP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. parentes ou não.898. RCr 1. 242 Código Penal 508 ■ Transação: De acordo com o art. ■ Sujeito ativo: Só a mulher. Não há punição a título de culpa. Em face do princípio da isonomia (art. 2. p. mas não descaracteriza o crime (TER.113. ou há parto real. de dois a seis anos. Jurisprudência figura da .7. ■ Motivo: O fato de ser nobre o motivo do parto suposto ameniza a pena e permite a aplicação do perdão judicial. p. 52 . ■ Divisão: O art. DJU 2. podem ser co-autores ou participes. ■ Tentativa: Admite-se. Não se faz necessário o registro civil falso. 242). Na figura privilegiada (vide parágrafo único). detenção de um a dois anos. de 12.81. Elemento subjetivo do tipo: discute-se se a finalidade inscrita no final do artigo ("suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil") refere-se. Comentários ao Código Penal.4.87. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. às duas últimas figuras (ocultação e substituição) ou alcança. diga que um recém-nascido é seu filho.Art. A finalidade só se refere às figuras de ocultar e substituir (MAGALHÃES NORONHA. 1943.87. Direito Penal. I I I. 2 ■ Alteração: Caput e parágrafo único com redação dada pela Lei n 6. Parto suposto (10 figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação.259/01. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ou perdão judicial. a filiação da criança. as duas primeiras (parto suposto e registro de filho alheio).099/95). caput. simplesmente. Mister se faz a criação de situação em que prenhez e parto são simulados e é apresentado recém-nascido alheio como se fosse próprio. ■ Consumação: Com a situação que altera. de 30. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 242 do CP contém quatro figuras distintas em seu caput e a figura privilegiada no parágrafo único. cabe a transação no parágrafo único. ■ Sujeito passivo: Os herdeiros prejudicados. ■ Ação penal: Pública incondicionada.113. VII 1. entendemos que. a vontade livre e consciente de dar parto alheio como próprio. 242 (BENI CARVALHO. Crimes contra a Religião. ROMÃO CORTES DE LACERDA. p. os Costumes e a Família. Para a tipificação do art. v. ■ Tipo objetivo: A descrição é dar parto alheio como próprio.3. 5639). A finalidade é exigida para todas as figuras do art. 1959.1. ou com a supressão ou alteração dos direitos. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. a transação será cabível. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. p. parágrafo único.259. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de fato. 1995. a partir da vigência da Lei n° 10.4. da Lei n 2 10. 5639). p. ■ Prescrição: Na hipótese de existir falsidade em registro civil (absorvida pelo art. ou seja. no art. ■ Concurso de pessoas: Outras pessoas. 316. há duas opiniões divergentes: 1. 22 . em vigor a partir de 12. existem duas orientações (vide. 100 do CP. A respeito. v. mas o natimorto é substituído por filho de outrem. também. nela não se enquadrando o fato oposto de dar parto próprio como alheio. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria no crime de parto suposto (TER. RCr 1. 242 não basta que a mulher. 355). ■ Pena: Reclusão.02. Assim. nota Prescrição).

mas de terceira pessoa. RJTJSP 93/440). ■ Concurso de crimes: O registro de filho alheio absorve o falso. a doutrina e jurisprudência mais modernas invariavelmente entendiam que não havia o crime quando a falsidade do registro era praticada por motivo nobre. por si só. de modo que não pode ser aplicada aos registros ocorridos antes de sua vigência (STF. 242 (TJSP. em vista da ausência do elemento subjetivo do tipo que o art. muitos casais. O fato do registro de filho alheio como próprio haver sido efetuado em data anterior à Lei n° 6. para conferir Jurisprudência da 2g figura . preferiam registrá-la como sendo seu filho.81. em vez de adotar regularmente uma criança. porém sua filiação é diversa da declarada. que tem a significação de declarar o nascimento. RT 595/336).509 Código Penal Art. RJTJSP93/440). registra filho alheio como próprio (TJSP. TJRJ.898.3. 2003. em vez de conseguir a absolvição. e agindo sem o intuito de alterar a verdade nem de prejudicar direito ou criar obrigação (TACrSP. este passou a ser o crime de quem. RT 551/404. na hipótese de reconhecer-se o elemento subjetivo do tipo). A inovação introduzida teve. 528/322. aquelas pessoas só poderão obter o perdão judicial. Na dependência de ser reconhecida ou não a existência do elemento subjetivo do tipo nesta figura (vide nota Tipo subjetivo). RT542/339. a criança registrada existe. na verdade. p. o registro de filho alheio não mais se enquadra no art. de 30. tal comportamento só era enquadrável no art. Todavia. 242 não é mais benigna.898/81. incrimina fato que antes era atípico (vide final da nota Observação). Não há forma culposa. Corretamente. TJSP.4. ela poderá até prejudicá-los.80. ■ Concurso de pessoas: Pode haver. ■ Irretroatividade: A nova redação do art. consignado no final do artigo (vide. ■ Sujeito ativo: Pode ser homem ou mulher (TJSP. ■ Sujeito passivo: O Estado e as pessoas prejudicadas pelo registro. RT600/355. RT525/428). Ou seja. ou seja. É discutível a exigência ou não do elemento subjetivo do tipo. pois este é elementar do delito (TJSP. teoricamente. 242 Registro de filho alheio (2g figura do caput) ■ Observação: A alteração introduzida neste art. ■ Concurso de crimes. referente à especial finalidade de agir (para supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil). sustentava-se a atipicidade do fato. independentemente do expediente adotado. ■ Aplicação: Com a alteração do art. ■ Intenção de salvar: Absolve-se quem registra filho alheio como seu com a intenção de salvar a criança. 242 do CP. O nascimento é real. e sim neste art. TJSP. ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. não é seu filho. o agente declara-se pai ou mãe de determinada criança que. TFR. Com a Lei n° 6. quando o falso beneficiava o menor em vez de prejudicar seus direitos. pena e ação penal: Iguais aos do caput. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. RJTJSP80/395). ■ Tentativa: Admite-se.898/81 não é bastante. no caput. 299 e parágrafo único do CP (falsidade ideológica em assentamento do registro civil). nota Tipo subjetivo). ■ Tipo objetivo: O núcleo é registrar. RJTJSP 93/440). RT591/ 410. Por meio de tal prática. TJSP. Pune-se a ação de registrar como seu o filho de outrem. RJTJSP 162/303). consistente na vontade consciente e livre de registrar. Antes da Lei n° 6. APn 29. 299. ■ Consumação: Com o efetivo registro (ou com a supressão ou alteração. RT698/337. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. DJU 2. promover sua inscrição no registro civil. prescrição. Na prática. a intenção de beneficiar os autores daqueles registros. ■ Retroatividade ou não: Depende de considerar-se se a nova figura beneficia o agente ou. 242 deu nova definição penal à chamada adoção à brasileira. 299 requer (STF. porém. ao contrário.

em tese. ■ Tipo objetivo: Pune-se a substituição (troca) de recém-nascidos. mv— RTJ 143/129). sonegar.Arts. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. isto é. de acordo com o atual parágrafo único do art. humanidade. Deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. 242 e 243 Código Penal 510 atipicidade à conduta dos agentes. inseriu. 4. de um a cinco anos. ou deixar de fixá-la. Não é necessário à configuração o registro de nascimento das crianças substituídas. referente ao especial fim de agir (para supressão ou alteração).81. ■ Noção: Nas quatro figuras do caput. suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil. do CP. ■ Consumação: Com a supressão ou alteração dos direitos. ao art. vide nota ao art. atribuindo-se a um os direitos de estado civil do outro. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para alterar ou suprimir). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. A troca do recém-nascido pode ser por criança viva ou natimorta. ■ Tentativa: Admite-se. se o crime for praticado por motivo de reconhecida nobreza (generosidade. 242 (TFR. Na escola tradicional é o "dolo específico". entende-se a expressão em seu sentido comum e não restrita ao conceito científico.898. Ap. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo específico". ■ Sujeito passivo: O recém-nascido. é necessário que esta seja acompanhada da privação dos direitos do recém-nascido. ■ Sujeito passivo: Os recém-nascidos substituídos. eis que esse comportamento revelava-se subsumível. ■ Tipo objetivo: Ocultar é esconder. deixa-se de aplicar a pena. o juiz poderá aplicar a pena de detenção. 243. no parágrafo único. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.81.10. Substituição de recém-nascido (4$ figura do caput) Figuraprivilegiada (parágrafo único) Jurisprudência SONEGAÇÃO DE ESTADO DE FILIAÇÃO Art. ■ Perdão judicial: A Lei n° 6. DJU 29. 10810). ■ Consumação: Com a efetiva supressão ou alteração dos direitos. Como recém-nascido. p. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de crimes: A eventual falsidade de registro estará absorvida por este crime. Não há modalidade culposa. ■ Perdão judicial: Ficando reconhecido que agiu com fim nobre. solidariedade etc. aplicando o perdão judicial. mais um caso de perdão judicial.038. IX. de um a dois anos. Ocultação de recém-nascido (3° figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. 299 e parágrafo único (STF. 107. desprendimento. Quanto à natureza extintiva da punibilidade desse instituto.3. com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão. de 30. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo que o tipo contém. . Não basta para a tipificação a mera ocultação. Inexiste modalidade culposa. ■ Objeto jurídico: O estado de filiação.). e multa. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura.

deve ser abandonada em instituição pública ou particular. sem justa causa. frustra ou ilide. ■ Pena: Reclusão. 89 da Lei n° 9.Estatuto do Idoso (vide Anexo X).511 Código Penal Arts. de um a cinco anos. Abandono material ■ CR/88: Sobre pais e filhos. de socorrer descendente ou ascendente. fixada ou majorada. 244. poderão ser autoras do crime. ** Conforme o original. Sonegação de estado de filiação ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. porém. além dos pais. 243 do CP só pode ser reconhecido se houver intenção de prejudicar direitos relativos ao estado civil (TJSP. como fim de prejudicar direito inerente ao estado civil. Nas mesmas penas incide quem. Deixar. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. de um a quatro anos. ' de qualquer modo. ■ Alteração: Artigo e parágrafo único com redação determinada pela Lei n°5.099/95). Parágrafo único. O comportamento é descrito como deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. inclusive por abandono injustificado de emprego ou função. portanto. ■ Tentativa: Admite-se. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. caput. Não basta.099/95). 227. de 25. A vítima. Não é preciso que se trate de criança já registrada. Não há forma culposa. e multa. ■ Consumação: Com o abandono de que resulte ocultação ou alteração do estado de filiação. Na corrente tradicional indica-se o "dolo específico". e 229 da Magna Carta. sem justa causa. vide arts. .68. 243 e 244 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. § 69 . ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo consistente no especial fim de agir (com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil). 133 e 134 do CP. o simples abandono: é necessário que este seja acompanhado de ocultação da filiação ou atribuição de filiação diversa. ■ Confronto: Vide. fixada ou majorada. de prover à subsistência do cônjuge. embora devesse ser "elide". e multa. * Art. gravemente enfermo: Pena — detenção. RT542/341). 244. o pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. de modo que outras pessoas. deixar. ■ Sujeito passivo: A criança lesada em seu estado de filiação. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. com nova redação determinada pela Lei n° 10. ■ Tipo objetivo: A norma refere-se a filho próprio ou alheio. ou de ascendente inválido ou valetudinário. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Ação penal: Pública incondicionada.7. não se enquadrando neste tipo a ação de largar em outro local. sendo solvente. 89 da Lei n° 9.741/03 .478. ou de filho menor de dezoito anos ou inapto para o trabalho. ■ Elemento subjetivo: O crime do art. também. arts. Jurisprudência Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR ABANDONO MATERIAL Art.

com as mesmas penas do caput. LXVII). ■ Pena: Detenção. de socorrer descendente ou ascendente gravemente enfermo. elimina).) ou "descendente" (filho. que é elemento normativo. de prover à subsistência do cônjuge. Ao contrário da lei civil. ■ Confronto: Vide Lei n°5. burla) ou elide (suprime. inclusive por abandono de emprego ou função. frustra (engana. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. quem. o pagamento de pensão.). E inaplicável a declaração de incapacidade para o exercício do pátrio poder. a vontade livre e consciente de não prover à subsistência (TACrSP. ainda. ■ Sujeito ativo: Somente os cõnjuges. art. mas respeitados os prazos processuais civis eventualmente cabíveis. ou seja. como o que se fixa para o pagamento de pensão. caput. Deixar. mas a assistência suficiente prestada por um supre a obrigação dos demais. Não se configurará o delito se a pessoa a ser assistida possuir recursos próprios para subsistir. como efeito extrapenal da condenação. em que a falta de justa causa é elemento normativo: a. ou de ascendente inválido ou valetudinário. Deixar. "Recursos necessários" são os estritamente necessários à habitação. O crime é permanente. 95/78). com enfermidade física ou mental grave. Cuida-se. ■ Consumação: Com a efetivação das condutas incriminadas. não o faz por absoluta hipossuficiência econômico-fi- . não lhes proporcionando os recursos necessários. prover a subsistência dos dependentes (TACrSP. isto é. à época do delito. 92. tornando impossível. ascendentes ou descendentes.Art.209/84 (vide nota Multas especiais. bisneto etc. na prática. Aqui. 244. Faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. que se expressa pela vontade livre e consciente de deixar de prover à subsistência. ■ Confronto e concurso de pessoas: Vide Lei n° 5. 244 não foi alterada pela Lei n r 7. com mais razão há de se ressaltar essa perspectiva no Direito Penal. ■ Ação penal: Pública incondicionada.11). ■ Sujeito passivo: As mesmas pessoas. e multa.478/68. b. Observações: 1.478/68 (Lei de Alimentos). 244 Código Penal 512 ■ Objeto jurídico: A proteção da família. pois é notório que o cidadão com antecedentes criminais tem grande dificuldade de encontrar ocupação lícita. ■ Tipo objetivo: Este art. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". de um ano a quatro anos. fixada ou majorada. A obrigação de prover à subsistência pode caber a mais de um parente. A pena pecuniária deste art. 49). Frustração de pagamento de pensão (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A disposição inserta no parágrafo único pune. vestuário e remédios. neto. c. em razão de acordo. fixação ou majoração. faltar ao pagamento de pensão ou deixar de socorrer.) de "ascendente" (pai. sem justa causa. a condenação de acusado de parcos recursos milita contra o desiderato do legislador penal. não podendo ser confundido com o mero inadimplemento de prestação alimentícia acordada em separação judicial (TACrSP. RJDTACr 12/133-4). E imprescindível que a pensão tenha sido determinada judicialmente. de abandono material (remédios. pois a pena é detentiva e não reclusiva (CP. 2. também. contém três figuras típicas. "gravemente enfermo". RT728/566). pais. ■ Tipo subjetivo: O dolo. alimentação. ou de filho menor de 18 anos ou inapto para o trabalho. de forma provisória ou definitiva. obrigado por decisão judicial a prestar alimentos. de qualquer modo. art. no comentário ao CP. aplica-se. ■ Tentativa: E controvertida sua admissibilidade. Julgados 77/356. "Valetudinário" é o incapaz de exercer atividade em razão de idade avançada ou estado doentio. sem justa causa. sendo solvente. o CP marca em 18 anos a idade do filho. médicos etc. a ressalva sem justa causa. ■ Pensão alimentícia: Não comete o crime o agente que. avô. bisavô etc. Não há forma culposa do delito. ■ Tipo subjetivo: O delito de abandono material exige o dolo. ■ CR/88: Estando a prisão civil condicionada ao "inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia" (art.

899-6. 8. Não há dolo. a prova de sua ausência incumbe à acusação (TACrSP. j. RT608/333. RT 783/650). 577/383). AASP n° 1. RT 423/386).956). 244 nanceira (TJGO. e não a que resulta de falta de recursos para pagar a pensão alimentícia a que foi civilmente condenado (TACrSP. RJDTACr 10/36). RT 543/380). RT 400/302). JTAPR 2/299). TACrSP. e passando a família a .5. 904. 244 (TACrSP. mesmo separado de fato. RT 506/449. RT 760/701). RT 761/711). Julgados 93/56. ■ Auxílio de terceiros: Não se livra o réu pelo fato de terceiros evitarem que os seus filhos passem fome (TACrSP. a suficiente assistência prestada por alguma delas supre a obrigação das demais (TACrSP. seja ali adequadamente fixada (TACrSP. RT 756/611). 93/58). ■ Abandono do lar: O abandono do lar não significa. ■ Separação de fato: O marido. RT 543/380). se houve alteração em sua situação econômica ou dos filhos. § 62): 0 filho adulterino é incluído na proteção do art. Julgados 86/337.956. in Bol. necessariamente. A hipossufi ciência econômica afasta a tipicidade (TACrSP. Julgados 81/446. RJDTACr 16/56). impõe-se a condenação (TJRS. a prover insuficientemente (TACrSP. para configurar a primeira modalidade do art. sem justa causa (TJMG. a filiação espúria (TACrSP. ■ Pagamento posterior: Não descaracteriza o crime já consumado (TACrSP. RT 726/683). 8. RJDTACr 12/133-4). impõe-se a instauração de nova ação penal contra ele (TACrSP. RT786/663) ou se não era solvente à época da obrigação (TACrSP. não. 0 filho adulterino só pode ser sujeito passivo quando provada. ■ Justa causa: É indispensável a demonstração de falta de justa causa para a omissão dos pais a fim de caracterizar o crime deste art. Carência de recursos do acusado é justa causa (TACrSP. deve providenciar a exoneração ou redução da obrigação (TACrSP. ■ Necessidade ou não de prévia fixação de pensão: É inaceitável a tese da prévia fixação dos alimentos no cível e o seu não-pagamento pelo réu. se o agente deixa o lar para constituir nova família (TACrSP. RJDTACr 22/40). após condenação transitada em julgado. 78/368). Julgados 85/303. 227. RT 490/343). RJDTACr 23/61). RJDTACr 21/62).95. in Bol. RT 494/351). em tese. Desde que avençada a pensão alimentícia. 904. Se a obrigação de prover cabe a mais de uma pessoa. pode praticar o delito de abandono material (TACrSP. ainda que provisoriamente. Para que se tipifique o delito. quem não paga pensão alimentícia fixada ou homologada judicialmente em favor dos filhos (STF. ■ Consumação: Na hipótese de falta de pagamento de pensão. Julgados 85/302. durante o processo. Contra: Tipifica-se o delito quando não comprovado pelo acusado. art. j. ■ "Deixar de prover" (1 2 figura): O que a lei pune é deixar de prover à subsistência da família. a cumprir sua obrigação (TACrSP. RT 404/301). e.513 Código Penal Art. RT 638/306. RT 519/398). satisfatoriamente. TACrSP. Igualmente o pai que não pensiona os filhos. 244 do CP (TACrSP. Contra: Não há como responsabilizar o acusado. TAPR. é necessário que o agente esteja capacitado. ■ Filho adulterino (designação proibida pela CR/88. AASP n° 1. RT 587/338. ■ Perseveração: Perseverando o agente. o abandono material (TACrSP. Ap. E irrelevante a alegação de que não lhe era permitido visitar os filhos e.5. Julgados 70/290). consuma-se o delito no momento em que deixa de pagá-la na data marcada (TACrSP.95. Sendo a falta de justa causa elemento normativo do delito. Se o agente não prova que deixou de prover a subsistência da família por motivo justificado e que inexistiu dolo na recusa. pelos meios que a lei civil admite. Ap. ainda que se tenha constatado o encargo supletivo da mãe (TACrSP. caso devida. se no juízo cível vem sendo discutida a situação do casal.899-6. Só é punível a frustração intencional. o estado de necessidade alegado (TACrSP. Julgados 87/386. Julgados 79/225). 244. se o agente deixou de sustentar por motivo independente da sua vontade (TACrSP. 68/290. PT 764/632. Incide no art. ela se torna desde logo exigível (TACrSP. sendo de toda lógica esperar que a pensão alimentícia. RJDTACr 12/44). 421/255). física e mentalmente. ■ Reconciliação: Reconciliado o casal. 244 do CP (TACrSP. Não há justa causa para o abandono material.

Entregar filho menor de dezoito anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo: Pena — detenção.7.259. ■ Multa: A sanção pecuniária do art. § 62. Assim. Julgados 65/251. na pena do parágrafo anterior quem. ■ Concurso: A ação de deixar de prover a vários filhos e a mulher não configura concurso formal. ■ Tipo objetivo: Entende-se entregar como deixar sob a guarda ou cuidado. vide arts. de 12. de efetuar o pagamento de pensão na data estipulada. ■ CR/88: Sobre pais e filhos. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. em vigor a partir de 12. § 22 . mv — RJDTACr 27/25). deu nova redação ao caput e introduziu os dois parágrafos. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. entendendo não ser permanente: TACrSP. auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior.1.209/84. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. RTJ 88/402). pois a ação punida é deixar de prover à família (TACrSP. também. embora excluído o perigo moral ou material. ■ Classificação: E delito omissivo e permanente (TACrSP. ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA Art. § 1 2. ■ Objeto jurídico: A assistência aos filhos menores. com o fito de obter lucro. 245. pois. 2 2 . Basta a situação de perigo abstrato. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e nos §§ 1 2 e 22 (art. RT 518/385.259/01. caput.84. a partir da vigência da Lei n 2 10. 244 do CP não foi alterada pela Lei n° 7. ■ Frustração de pagamento (parágrafo (nico): Em tese. A pena é de um a quatro anos de reclusão. de um a dois anos. que essa pessoa. 100 do CP. de 19. ■ Transação: De acordo com o art. 52 . cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Em face do princípio da isonomia (art. Julgados 96/217). a transação será cabível. ■ Sujeito passivo: O filho menor de 18 anos. mv — RJDTACr 27/25). a nova redação do dispositivo alcança . e 229 da Magna Carta. 227. RT381/284). contra. perde a ação penal a situação antecedente e o delito não é considerado caracterizado (TACrSP. ■ Continuidade: Caracteriza crime continuado a conduta do agente que deixa. Embora não se requeira que a entrega seja por maior tempo. Incrimina-se a entrega do filho menor de 18 anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo. Entrega de filho menor a pessoa in/dõnea ou perigosa (caput) ■ Alteração: A Lei n 2 7. 244 e 245 Código Penal 514 conviver novamente no lar comum. ou se o menor é enviado para o exterior. esse lapso deve ser juridicamente relevante. a cuja companhia o filho é entregue.02. 89 da Lei n2 9. cabe a transação no caput. independentemente da natureza da filiação. se o agente pratica delito para obter lucro. injustificadamente. E necessário.099/95).251. Incorre. devendo ser expressa em salário mínimo (TACrSP.11. da Lei n 2 10. parágrafo único. não se tratando de crime permanente (TACrSP.01. por mais de um mês. ■ Sujeito ativo: Somente os pais (legítimos. entendemos que. naturais ou adotivos). frustrar o pagamento de pensão alimentícia judicialmente fixada (STF. Embora a rubrica se refira a pessoa inidônea. possa colocá-lo em perigo moral ou material. pode configurar o ato de quem abandona emprego para.Arts. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. RT 518/385).

no Brasil. Se o menor é enviado para o exterior. ■ Consumação: Com a entrega do filho. seria insólito cominar-se idêntica sanção tanto a quem age por dolo como culposamente. as pessoas que se dedicam à prostituição. determinou o cumprimento em nosso País da Convenção Interamericana sobre Tráfico Internacional de Menores. ■ Tráfico internacional de menores (após a entrada em vigor. PIDCP. Basta a finalidade (que é elemento subjetivo do tipo). 15. 20 do CP. quando o filho é enviado para o exterior. art.710/90. lembramos os que o podem conduzir a atividades arriscadas. levando tal interpretação à violação do princípio da reserva legal (CR/88. 1. Fim de lucro. E necessário que o perigo seja anterior ou concomitante à entrega. ■ Formas qualificadas: Quando os pais visam a lucro. 5 2 . RT748/570). Figuras qua//ficadas do § 1Q ■ Convenção internacional: O Presidente da República. 1 9 ). 29). temerárias etc. 238 da Lei n°8. Se o agente "promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro". ■ 1 á Forma — Fim de lucro: Incide o § quando a entrega do filho menor é praticada para obter lucro. O erro quanto ao perigo deve ser avaliado de acordo com o art. e o Governo Federal. assinada na Cidade do México em 18.3. Não se pode interpretar a locução verbal "deva saber" como indicadora de culpa. não faz coisa julgada na esfera penal a decisão cível que deferiu a adoção de menor a casal estrageiro (STJ. CP. incorporado ao direito pátrio os preceitos contidos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. por força do Decreto n 2 99. art. Não incide a figura qualificada se o menor não chega a sair do nosso País. Quem recebe não é co-autor desta figura. ■ Noção: O § 1 2 compreende duas formas qualificadas: 1. Além disso. ■ Tentativa: Admite-se. pois o tipo não contém referência expressa a culpa (cf. ■ Confronto: Se o agente "prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro. ■ 2 °. 245 não só o perigo moral como o material.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). após a sua devida ratificação pelo Poder Legislativo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Tal resultado deve ser imputável ao agente por dolo (ou. vide § 1 2 deste artigo. não se podendo punir o agente quando o perigo só se revelou depois da entrega. art. XXXIX. através do Decreto Legislativo n° 28/90. de um a quatro anos. Jurisprudência do § 1°. ■ Ação penal: Pública incondicionada. sendo dispensável o efetivo proveito econômico dos pais.Forma — Enviado para o exterior: Pune-se mais gravemente a entrega.8. 2. ou quando da entrega do filho resulta seu envio ao exterior. ■ Pena: Reclusão. RT 748/570). insalubres. CP. CADH. ■ Questão prejudicial: Não tendo o juízo cível apreciado o tema da falsidade das adoções. ■ Tipo subjetivo: E o dolo direto ("saiba") ou dolo eventual ("deva saber"). não há mais de se discutir sobre a competência da Justiça Federal em casos de tráfico internacional (STJ. ■ Concurso de pessoas: Embora delito próprio. 239 da mesma lei. contravenções de jogo ou de mendicância etc. Como exemplos de pessoas capazes de colocar o menor em risco material. mediante paga ou recompensa". ao menos.98. art. Quanto ao risco moral.740. 9 Q . vide art. crime. vide art. II e parágrafo único). 18. culposamente — preterdolo). pode haver participação de terceiros (CP.94. ■ Pena: Detenção. 21 forma . de um a dois anos. art. art.515 Código Penal Art. da Convenção /nteramericana sobre Tráfico Internacional de Menores): Tendo o Congresso Nacional. de 20. através do Decreto n° 2. sem dependência de efetivo dano moral ou material (crime de perigo).

■ Ação penal: Pública incondicionada. ABANDONO INTELECTUAL Art. ao contrário. 205. p. I.099/95). física e mentalmente. III. 0 delito configura-se independentemente da legitimidade do filho (CR/88. 227. de prover à instrução primária de filho em idade escolar: Pena — detenção. inequivocamente. ■ Tipo objetivo: Deixar de prover tem a significação de não tomar as providências necessárias. ■ Pena: Reclusão. ou multa. ■ Pena: É alternativa: detenção. 245 e 246 Código Penal 516 Participação ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. independentemente da saída do menor ou da obtenção do lucro (crime formal). também a instrução rudimentar dos pais (Lições de Direito Penal — Parte Especial. e 229. É indiferente que haja ou não risco moral ou material para o menor ("excluído o perigo moral ou material"). embarque etc. o agente omite-se nas medidas que podem propiciar instrução primária (de 1° grau) de filho em idade escolar. 208. ■ Tipo subjetivo: O dolo.Arts. de quinze dias a um mês. v. segundo HELENO FRAGOSO. Exemplos: preparação de papéis ou passaporte. sua vontade de não cumprir o seu dever (delito omissivo permanente). compra da passagem. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Tipo subjetivo: É o dolo (vontade de auxiliar a prática do ato. ■ Consumação: Entendemos que se consuma o delito quando. 246 do CP é necessário que o agente esteja capacitado. ■ Sujeito passivo: O filho em idade escolar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. de quinze dias a um mês. a praticar os deveres inerentes ao pátrio poder (TACrSP. Para MAGALHÃES NORONHA. 745). 1965. Assim. Como causas justas podem ser lembradas a falta de escolas ou vagas. art. na ultrapassagem da idade escolar ( Direito Penal. Inexiste forma culposa. ■ Sujeito ativo: Somente os pais. 89 da Lei n° 9. ou não. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. o agente revela. § 6°) e de viver ele. ■ Tipo subjetivo: É mister o dolo. ■ Tentativa: Não se admite. ou multa. Julgados 95/78). Ill. 334). 76 da Lei n° 9. 1995. ■ Consumação: Com o ato de auxílio. Para a tipificação impõe-se que a conduta seja sem justa causa (elemento normativo). Abandono intelectual ■ CR/88: Sobre o dever de educação. distâncias a percorrer. caracterizado pela vontade livre e consciente de não cumprir o dever de dar educação. 246. penúria da família e. em companhia dos genitores. com consciência do destino do menor) e o elemento subjetivo do tipo ("com o fito de obter lucro"). Deixar. ■ Objeto jurídico: A instrução dos menores. sem justa causa. autônoma (§2°) ■ Sujeito passivo: Igual ao do caput. ■ Tentativa: Pode haver. Jurisprudência . ■ Capacidade de prover: Para a tipificação do delito do art. ■ Transação: Cabe (art. p. vide arts. ■ Tipo objetivo: Pune-se quem auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior.099/95). o que não ocorre nos casos em que a pobreza é a causa determinante da situação (TACrSP. Julgados 70/290). v. após os 7 anos de idade do filho. de um a quatro anos.

no ato desta. II — freqüente espetáculo capaz de pervertê-lo ou de ofender-lhe o pudor. pois seria absurdo puni-la por não deixar o filho. ■ Tipo subjetivo: O dolo. o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir ("para excitar a comiseração pública"). Por casa de prostituição (vide art. a vontade livre e consciente de permitir aquelas condutas do menor. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Erro: O eventual engano do agente. salvo o inciso IV. ■ Sujeito passivo: O menor de 18 anos. ou participe de representação de igual natureza. ou multa. É. 229 do CP) entende-se aquela em que o meretrício é exercido e não a casa onde a prostituta mora. punido com reclusão de quatro a seis anos.099/95). tenha qualquer dos comportamentos indicados nos incisos. o agente que dá permissão aos filhos menores de 18 anos para mendigar. 247. RJDTACr 22/41). Permitir alguém que menor de dezoito anos. quanto ao local ou atividade. primeira parte. mediante a entrega de bilhetes em que só solicita auxílio financeiro. resida e mendigue. utilizar o próprio filho ou pessoa a ele confiada. ■ Tentativa: Admissível na permissão anterior. Quanto aos verbos freqüente. ■ Absorção: Na hipótese do produtor ou diretor de representação teatral.069/90. ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida. ■ Sujeito ativo: Os pais ou qualquer pessoa a quem o menor tenha sido confiado. se posteriora permissão. mas inadmissível na posterior.069/90. ■ Mendicância: Incorre no art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". de um a três meses. e multa. 111 — resida ou trabalhe em casa de prostituição. 20 do CP. não basta a conduta ocasional. 240 da Lei n° 8. ■ Confronto: No caso de produção ou direção de representação teatral. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda. ainda. haverá só o crime do art. no momento da conduta proibida.517 Código Penal Art.099/95). televisiva ou película cinematográfica. 247. apesar de sua oposição. proveito próprio (TACrSP. ■ Pena: É alternativa: detenção. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é permitir alguém (expressa ou tacitamente) que menor de 18 anos. Abandono morai ■ Objeto jurídico: A preservação moral do menor. IV — mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública: Pena — detenção. assim. 76 da Lei n° 9. com utilização de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica. menor de 18 anos. auferindo. de um a três meses. IV. sendo necessária a habitualidade. ou seja. 247 Art. 240 da Lei n 2 8. 89 da Lei n°9. que requer "dolo específico". em cena de sexo explícito ou pornográfica. na hipótese do inciso IV. ou multa. ■ Transação: Cabe (art. Não pode ser punido o agente se o menor assim se comporta. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância: I — freqüente casa de jogo ou mal-afamada. conviva. Não há punição a título de culpa. necessário. deve ser avaliado à luz do art. Jurisprudência . televisiva ou película cinematográfica. ■ Consumação: Se a permissão for dada antes. ■ Ação penal: Pública incondicionada. vide art.

359 do CP (Lições de Direito Penal — Parte Especial. persuadir. v. Inexiste punição a título de culpa. sem embargo de desquitado. ou seja. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. de entregá-lo a quem legitimamente o reclame: Pena — detenção. de um mês a um ano. o tutor ou curador. 249 do CP. E a entrega arbitrária. e também o menor de 18 anos ou interdito. ENTREGA ARBITRÁRIA OU SONEGAÇÃO DE INCAPAZES Art. transmitir. na c. vide nota ao CP.099/95). ■ Ação penal: Pública incondicionada. na b.Art. /nduzimento a fuga. A presença de justa causa (ex. b. sem autorização expressa ou tácita dos responsáveis. Para a escola tradicional é o "dolo genérico". Em caso de cônjuge desquitado. ■ Consumação: Na figura a. ■ Confronto: Se o agente. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: Os pais. 248 do CP por reter. com o ato de confiar. e ter duração expressiva. A fuga deve ser clandestina. sem ordem do pai. algum menor de dezoito anos. Se o pai ou responsável deixa de entregar o menor ou interdito a terceiro. não. RT 500/346). desobedecendo mandado judicial. art. tutela ou curatela. com a efetiva fuga. ou multa. sonegar. p.: risco para a saúde do menor) afasta a tipicidade. ou interdito. em virtude de lei ou de ordem judicial. entrega arbitrária ou sonegação de incapazes ■ Objeto jurídico: Os direitos do pátrio poder. 359). 248 Código Penal 518 Capítulo IV DOS CRIMES CONTRA O PÁTRIO PODER. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. fiar. de um mês a um ano. Ou deixar. A expressão legitimamente significa em conformidade com as leis. 249. TUTELA OU CURATELA INDUZIMENTO A FUGA. Induzir menor de dezoito anos. sem justa causa. Não basta o induzimento. sem ordem do pai. Confiar tem a significação de entregar. Confiara outrem. ou deixar. a vontade livre e consciente de induzir. Deixar de entregar á reter. sendo necessária a efetiva fuga (afastamento) do menor ou interdito. além do prazo convencionado. de entregá-lo (o menor ou interdito) a quem legitimamente o reclame. ■ Pena: E alternativa: detenção. sem justa causa. 89 da Lei n°9. subtrai. 756). 248. Induzir é aconselhar. na c. não há falar em infração do art.099/95). em virtude de lei ou de ordem judicial.Jjetivo: O dolo. Jurisprudência . 76 da Lei n 2 9. do tutor ou do curador. ■ Tipo su. do tutor ou do curador. ou interdito. art. algum menor de 18 anos. em vez de induzir. confiar a outrem. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. 1965. ■ Transação: Cabe (art. com a demonstração inequívoca da vontade de não entregar. ou interdito. O consenti mento do menor é penalmente irrelevante. os filhos que lhe foram confiados para visita (TACrSP. ou interdito. c. privado do pátrio poder. segundo HELENO FRAGOSO o crime seria o do art. art. ou multa. sem consentimento tácito ou expresso dos responsáveis. ■ Tipo objetivo: Este art. I II. mas nós entendemos que tal artigo refere-se à decisão penal e não civil ( vide anotação ao CP. ■ Tentativa: Nas figuras a e b é admissível. confiar ou deixar de entregar. 248 do CP compreende três figuras penais distintas: a. Induzir menor de 18 anos. ■ Pai separado judicialmente: Não estando o acusado. incitar.

ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. eventualmente. A subtração é feita de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. de dois meses a dois anos. da Lei n° 10. Assim. Subtração de incapazes ■ Objeto jurídico: A guarda de menores ou interditos. inclusive pais. se destituído ou temporariamente privado do pátrio poder. 89 da Lei n° 9. A pessoa que se subtrai é menor de 18 anos ou interdito (submetido judicialmente à curatela). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. curadores e. SUBTRAÇÃO DE INCAPAZES Art. tutores ou curadores. se este não sofreu maus-tratos ou privações.259/01. § 1 2 .1. a transação será cabível. 148 do CP. de 12. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.099/95). se o fato não constitui elemento de outro crime. os próprios menores. a vontade livre e consciente de subtrair o menor ou interdito. No art. 248 há recusa na entrega. 5°. tutela. art. caput. com o fim de colocação em lar substituto". sem ter sua guarda em razão de lei ou determinação judicial. 249. art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. entendemos que. RT 527/357). ■ Sujeito passivo: Pais. parágrafo único. ■ Consumação: Com a efetiva subtração à guarda do responsável. 249 do CP. No caso de restituição do menor ou do interdito. 2°. enquanto no art. 100 do CP. curatela ou guarda v (§ 1 ). O fato de ser o agente pai ou tutor do menor ou curador do interdito não o exime de pena. caso haja induzimento para fuga e não subtração. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [ vide nota no art. 248 do CP. é também o menor ou o interdito (TACrSP.7. ou seja. Não há forma culposa.519 Código Penal Arts. se destituídos ou temporariamente privados do pátrio poder. Inexistirá o crime se o menor fugir sozinho e depois for ter com o agente. cabe a transação neste art. ao invés do art. sem justa causa. 249. art. 248 e 249 ■ Sujeito passivo: Além dos pais. § 2 2 . Se o fim for a privação da liberdade. 248 do CP. Se houver apenas induzimento à fuga. ■ Distinção: No art. art. a conduta não se enquadrará neste delito do art.259. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Portanto. RT 638/329). . a partir da vigência da Lei n° 10.02. retirar. ■ Tentativa: Admite-se. Se a finalidade for a obtenção de resgate. 248 o menor é levado a sair. da CR/88) e da analogia in bonam partem. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Se o agente "subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. a quem o reclame legitimamente. tutores. curatela ou guarda. ■ Confronto: Se a subtração for com fim libidinoso. se o menor é tirado de quem apenas o cria. ■ Tipo objetivo: O núcleo subtrair significa tirar. ■ Transação: De acordo com o art.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). tutela. Em face do princípio da isonomia (art. 237 da Lei n 2 8. o crime será contra os costumes. 249 em que o menor é subtraído (TAMG. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". o delito será o do art. tutor ou curador. o juiz pode deixar de aplicar pena. 249 ele é tirado (TJSP. RF 262/287). 159 do CP. em vigor a partir de 12. Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou de ordem judicial: Pena — detenção.01.

■ Ação penal: Pública incondicionada. 248 do CP. 249. Igualmente o pai que estava temporariamente privado da guarda do filho (TACrSP. RT 524/407). é inaplicável o § 2° do art. ■ Menor criado: A subtração de menor a quem o cria. e multa. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. mas sim forçada em razão da apreensão do menor. do CP. e não a sonegação ou recusa em entregar o menor (TAMG. 250. Julgados 87/337). não tendo sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. RJDTACr 24/379). RT 520/416). Jurisprudência Título VIII DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES DE PERIGO COMUM INCÊNDIO Art. ■ Perdão judicial (§ 22): Se a restituição não foi espontânea. de três a seis anos. sob igual título. Perdão judicial (§22 ) ■ Noção: É cabível no caso de restituição (voluntária ou espontânea) do menor ou interdito. 249 e 250 Código Penal 520 ■ Pena: Detenção. se o menor empreende fuga sozinho (TACrSP. RJTAMG 29/306). ■ Tipo subjetivo: É necessária a vontade de tirar o menor da guarda do responsável. IX. expondo a perigo a vida. se o menor aquiesceu e houve concordância de seu genitor (TACrSP. 249 (TJSP. RT 520/416). que tem a sua guarda. Julgados 95/289). Inocorre o crime do art. RT 525/353). II — se o incêndio é: . RT 488/332). É possível a aplicação do § ao pai que devolve a criança à mãe. não havendo dolo quando se tratar de menor abandonado (TJSP. de dois meses a dois anos. Causar incêndio. ■ Sujeito ativo: Mãe que subtrai filhos que se encontravam sob a guarda de terceiros pode ser sujeito ativo (TACrSP. AUMENTO DE PENA § 1 2. cuja guarda cabia à mãe em razão do desquite por mútuo consentimento (TACrSP. se este não sofreu maus-tratos ou privações. ■ Distinção: Vide jurisprudência. 249 (TACrSP. se o fato não constitui elemento de outro crime (infração expressamente subsidiária. 249 do CP o pai desquitado que subtrai filho. As penas aumentam-se de um terço: I — se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. Sobre a natureza e conseqüências do perdão judicial. 107. no art. O dolo e "genérico" (TACrSP. não constitui o crime do art. ■ Concordãncia: Não se tipifica.Arts. vide nota ao art. RJDTACr 22/400). que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. RJDTACr 22/400). ■ Cõnjuge separado judicialmente: Comete o delito do art. ■ Tipo objetivo: O que se pune é a subtração. sem maus-tratos ou privações (TACrSP. vide nota Confronto).

Não importa a natureza da coisa incendiada nem que ela seja de propriedade do agente. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 250. aeronave. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. acrescenta a lei: expondo a perigo a vida. /ncêndio doso (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Tentativa: Admite-se. 20 da Lei n° 7. a pena é de detenção. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.605/98.259/01. 258). fábrica ou oficina. vide art. parágrafo único. ■ Confronto: Se o incêndio é provocado por inconformismo político. g) em poço petrolífero ou galeria de mineração. hem depósito de explosivo. ou seja. Por isso. é condição indeclinável que haja perigo no fogo.83. h) em lavoura.12. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. cabe a transação no § 22 do art. Também são irrelevantes os meios de execução utilizados pelo autor. d) em estação ferroviária ou aeródromo. 250 a) em casa habitada ou destinada a habitação. motivar. comboio ou veiculo de transporte coletivo. § 2 2 ). b) em edifício público ou destinado a uso público ou a obra de assistência social ou de cultura. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 772). ■ Tipo subjetivo: O dolo. 2 9 . . Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Se o agente possui. a transação será cabível. se não resultar morte CP. de seis meses a dois anos. e) em estaleiro.099/95). 100 do CP. pois "é indispensável a efetiva situação de perigo para a vida. caput. 258 (art. pastagem. art. Todavia. c) em embarcação. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 . Se culposo o incêndio. art. produzir combustão. ■ Pena: Reclusão.259.02. da Lei n°9. 10. vide art. 13. pois incêndio. 173). p. por sua expressividade ou condições. a vontade livre e consciente de provocar o incêndio.01. FRAGOSO. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. § 3 2 . INCÊNDIO CULPOSO § 22. 52 . v. de 12. pois o incêndio pode ser provocado até por omissão. Ill. mata ou floresta. a incolumidade física ou o patrimônio de outrem" (H.521 Código Penal Art. quando o agente tem o dever jurídico de evitá-lo (CP. em vigor a partir de 12. a integridade física ou o patrimônio de outrem. Ill. da CR/88) e da analogia in bonam partem. é tão-somente o fogo que. da Lei n°10.170. e multa. deve haver perigo concreto. de três a seis anos. entendemos que. a partir da vigência da Lei n 2 10. O exame de corpo de delito deve seguir formalidade especial (CPP. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. ■ Tipo objetivo: Causar incêndio é provocar. detém.7. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de 14. Assim. em sua significação penal. 89 da Lei n°9. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo comum. 41 da Lei n°9. art. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). combustível ou inflamável.1. 1965. para número indeterminado de pessoas ou bens. art. Lições de Direito Penal—Parte Especial. Se o incêndio é provocado em mata ou floresta. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal).437/97. ocasiona risco efetivo a pessoas ou coisas. ■ Transação: De acordo com o art. e não presumido. Em face do princípio da isonomia (art. art. Assim. A modalidade culposa é prevista na figura do § 2 2.

o concurso entre ambos os crimes representaria uma punição indevidamente repetida. a vontade de provocar incêndio.771/65. RT 763/639. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência do incêndio doloso . museu).: igreja. ■ Qualificadora do inciso II: Se o incêndio é: a. IX. § 1 . entendendo-se irrelevante a atualidade do uso. JM 128/359). creche. Figura culposa (§29 ■ Noção: Quando o incêndio resulta da desatenção do agente ao dever de cuidado que era necessário (CP. se o agente lograsse receber o seguro. mas com o intuito de obter indenização ou seguro. 28-9). sem que o fogo defina perigo real às residências próximas (TJMG. V. RT760/592). mas que ela seja a finalidade da ação. consumado ou tentado (TJSP. ■ Qualificadora do inciso I: Se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. § 22 . 250. há semelhante intuito (elemento subjetivo do tipo). mas são infrações de caráter formal. TJSP. O elemento subjetivo do tipo está presente nesta figura qualificada. RJTJSP75/323). pp. RT 757/528). para número indeterminado de pessoas ou bens (TJRJ. I 2 (exaurido). Estado ou Município) ou destinado a uso público (ex. V. tratando-se de coisa alheia. I. art. ■ Perigo concreto: Não basta a potencialidade do perigo. Nas duas figuras. em lavoura. b. RT 538/334. 171. alterada pela Lei n°7. para quem haveria concurso material. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. ■ Concurso de crimes: Entendemos ser inadmissível o concurso material ou formal entre os crimes dos arts. mata ou floresta (vide. aumentadas de um terço. ■ Confronto: Na ausência de perigo comum. o crime do art. mas é preciso que o agente saiba ser local destinado a habitação). 18.: orfanato. A qualificadora não se aplica ao agente que atua mediante paga (incêndio mercenário). em poço petrolífero ou galeria de mineração (qualquer mina. atingindo portão e causando pequeno chamuscamento no gramado. do CP. RJTJSP 82/378. que se consumam independentemente da efetiva obtenção da vantagem esperada. § 2 2 . com conhecimento do perigo comum (TJSP. da figura dolosa. em estaleiro. TJRJ. contravenções florestais. cinema) ou a obra de assistência social (ex. f. devendo-se notar que ele exige o mesmo perigo comum. se o agente ateia fogo à sua própria casa. haverá. em casa habitada ou destinada a habitação (não é necessário que haja pessoa na casa. em embarcação. comboio ou veículo de transporte coletivo. de seis meses a dois anos. TJMG. unicamente. A vantagem referida é tão-só a financeira. e 171. do CP. h. RT 725/642). TJRS. art.: biblioteca. na Lei n°4. entendendo-se ser indiferente a presença de pessoas. v. § 1 2 . o "dolo específico"). c. 171. RT 753/674. 250 Código Penal 522 Figuras do/osas qualificadas (§ 12 ) 2 ■ Alcance: As figuras qualificadas deste § 1 são aplicáveis ao incêndio doloso (caput). em edifício público (da União. pois este é absorvido por aquele. hospital) ou de cultura (ex. d. 258 do CP. e. Assim. com igual ausência de perigo comum. 250. ■ Pena: Detenção. em depósito de explosivo. 1959. na opinião dos autores). art. ■ Remissão: Vide nota ao art. pois o pagamento é motivo e não fim do crime. 0 ato de arremessar uma garrafa de combustível em chamas contra moradia. representado pelo especial fi m de agir (na corrente tradicional. sendo necessário que este seja concreto e efetivo (TJSP.Art. V. concreto ou efetivo. RJTJRS 166/112. 163 do CP. mas não ao culposo (§ 2 2). não dispõe de eficiência a tipificar o crime de incêndio. também. Não se configura. e não o seu concurso com a figura prevista no art. A nosso ver.803/89). fábrica ou oficina. ■ Pena: As do caput. em estação ferroviária ou aeródromo (não inclui estação rodoviária nem porto). ainda que o agente consiga receber a 2 indenização ou valor do seguro. Contra: HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. não sendo necessário que o agente efetivamente a obtenha. g. combustível ou inflamável. pastagem. II). § 2 . aeronave.

apesar da vontade de incendiar do agente. ■ Prova pericial: Necessária a prova pericial (TJPR. causando lesão efetiva ao patrimônio (casa) desta (TJDF.94. há simples tentativa de incêndio (TJSP. JM 128/359). Para configuração do crime de incêndio basta a exposição do patrimônio alheio a perigo. do art.. RT763/639). c. ■ Edifício público: Incide o aumento do § 1 2 .920. 14629). ■ Perigo comum: A forma culposa contém os mesmos requisitos do caput ". no Incêndio culposo. desclassifica-se para o § 22 do art. p. ■ Edifício comercial: Incide o aumento do § 1 2 . DJU 23. localizado em prédio de vários apartamentos (TJMG. se ateado em sala de edifício comercial. ou se viram expostos a perigo (TACrSP. expondo a perigo a vida. ■ Edifício residencial: Incide o aumento do § 1 2 . TJSP. Deve haver potencialidade de expansão do dano a outras coisas e a pessoas indeterminadas (TJSP. além do sujeito passivo principal. no causado a uma. sem o concurso com o art.11. RT 748/608). a. TJPR. RJTJSP 1/189). ■ Sujeito passivo: Nos crimes contra a incolumidade pública. 7026. ■ Omissão em debelar: Não comete crime de incêndio quem omite as providências para debelar fogo que não produziu intencional ou involuntariamente (TAPR. estelionato. 250 ■ Perigo comum: O CP condiciona o crime de incêndio a perigo concreto ou efetivo para número indeterminado de pessoas ou bens (TJSP. RF 270/322). se praticado com o objetivo de satisfazer pretensão legítima ou que crê ser legítima (TJSE. é prontamente extinto. PJ 48/344). também são sujeitos passivos secundários todos os que padeceram danos pessoais ou patrimoniais. comunicando-se. se ateado em unidade residencial. ■ Desclassificação: Se não houve dolo. Jurisprudência da figura qua//ficada dosa ■ Intuito de vantagem: Se o incêndio. 108/480. o crime de incêndio pode ser desclassificado para: a. 171. Só há tentativa se. I. RJTJSP 120/515). Vide. RT 429/479). RJTJSP 69/363). é provocado para receber seguro. se o edifício incendiado é ocupado por empresa estatal (TJSP. a. RT 611/335). PJ 46/187).87. exercício arbitrário das próprias razões. dano. 14. § 22. ou a um número determinado e certo de indivíduos residentes no mesmo local (TJSP. Ap. RJTJSP69/376).523 Código Penal Art. Inexistindo perigo a indeterminado número de pessoas ou coisas. RT 474/324). RJTJSP 1 07/435. ■ Consciência do perigo comum: O agente deve ter conhecimento do perigo comum (TJSP. 250. que é o corpo social. RTJ 119/115). Sem o pressuposto de perigo comum. duas ou até três pessoas. como o de incêndio. p. com perigo comum. a integridade física ou o patrimônio de outrem" (TACrSP. RT 489/343. se a intenção era de danificar (TJSP. não há cogitar do crime de incêndio (TJSP. que não é suprível por outros meios (TFR. b. RT 506/394). não se segue um incêndio juridicamente expressivo (TJSP. DJU 23. Jurisprudência do incêndio cu/poso . Desclassifica-se para dano qualificado.240. também. RT 542/306). RT 759/680). Ap. RT 519/362). no horário de expediente (STF.. sem chegar a concretizar o perigo comum. Não ocorre perigo comum. mv— RT562/319. II. 250 (TJSP. tipifica-se o § 1 2 .4. V (TJSP. RT 600/326. RT 726/718). II. se o agente ateia fogo em depósito. II. RJTJSP 161/283). TJMG. Contra: Há crime de incêndio e não de dano. Para a configuração do incêndio culposo é condição necessária o perigo comum (TAMG. mas culpa. 6. É inadmissível a desclassificação para dano se o fogo gerou perigo comum e concreto (TJSP. Não se configura o crime se o agente coloca em perigo apenas a própria vida (TJSP. RT 563/385). ■ Tentativa: Se o incêndio não se comunica à coisa visada ou. distante da residência da vítima (TJMG. se teve como objetivo reclamar indenização da seguradora (TJSP. sendo irrelavante a reconstrução do bem pelo acusado (TJSP. 430/348) e do efetivo risco (TJMG. jurisprudência sob o mesmo título. b. se expôs a perigo concreto sua ex-companheira e filhos. mv RT 560/320). RJTJSP 75/323). RT774/566). RT 497/316).

76 da Lei n° 9. Assim. ademais se os denunciados não se encontravam no local quando se ateou fogo (TJSP. de seis meses a dois anos. é de detenção. a pena é de detenção. Em face do princípio da isonomia (art.01. em vigor a partir de 12. RT 525/391). 5°. cabe no § 3°. de três meses a um ano. 251. 258). § 1 2. ■ Prova pericial: É indispensável o exame de corpo de delito (TACrSP. e multa. a partir da vigência da Lei n° 10. cabe a transação na primeira parte do § 3° do art.02. ■ Transação: De acordo com o art. 250 e 251 Código Penal 524 ■ Culpa: Não se configura. TACrSP. e multa.099/95). 2°. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ou é visada ou atingida qualquer das coisas enumeradas no n2 II do mesmo parágrafo MODALIDADE CULPOSA § 32. se não resultar morte — CP. As penas aumentam-se de um terço.259/01. se era para ser cumprida no instante em que foi e ainda que em condições de tempo desfavoráveis. se não resultar lesão corporal ou morte (CP.259. Cabe transação. de 12. 258 (art. também. arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos: Pena — reclusão. EXPLOSÃO Art. I. da Lei n° 10. . ■ Ordem de queimada: Rejeita-se a denúncia que não esclarece o momento em que teria sido dada a ordem. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. art. também. 251. Julgados 81/302. art. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). 258 (art. caput. no Incêndio doloso. se ocorre qualquer das hipóteses previstas no § 1 2. AUMENTO DE PENA § 22 . se havia aceiros e não era razoável esperar-se que o fogo fosse levado pelo vento para a outra margem (TJPR. de três a seis anos. Exp/osão (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.1.099/95). de um a quatro anos. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Há incêndio culposo quando o agente ateia fogo sem tomar as cautelas costumeiras. 89 da Lei n° 9. da CR/88) e da analogia in bonam partem. entendemos que. nos demais casos. art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 1°. No caso de culpa.Arts. mediante explosão. art. se não resultar morte CP. RT 514/360). Se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de efeitos análogos: Pena — reclusão. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Expor a perigo a vida.7. a integridade física ou o patrimônio de outrem. se não resultar lesão corporal grave ou morte — CP. como abrir aceiros e avisar os confrontantes (TJSC. Vide. do artigo anterior. RT 526/426. RT537/339). 100 do CP. na segunda parte do § 3°. se a explosão é de dinamite ou substância de efeitos análogos. a transação será cabível. jurisprudência sob o mesmo título. parágrafo único. RT723/574). 258.

Se praticada em pesca. E necessário. II). A semelhança do crime de incêndio. Entre as substâncias de efeitos análogos á dinamite. 20 da Lei n° 7.explosivo de força menor. o crime será outro (ex. Se motivada por inconformismo político. 18. art. RT 427/364). fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. com as propriedades físicas que caracterizam tais substâncias. que se caracteriza pela vontade livre e consciente de causar explosão. neste de explosão o perigo também deve ser comum (a indefinido número de pessoas ou bens) e demonstrado em concreto. ■ Consumação: Com a criação de situação de perigo próximo e imediato. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. mas não crime (TJSP. colocar em perigo) a vida. a ação poderá configurar alguma infração regulamentar ou contravenção. Figura privilegiada (§ 19 ■ Noção: Nesta figura. 250. mediante: a. vide art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. integridade física ou patrimônio de outrem. ■ Pena: Reclusão. vide figura privilegiada do § 1°. e multa. Se o agente possui. são lembrados trotil. ■ Pena: Se a substância é dinamite ou outra de efeitos análogos (vide caput). de três meses a um ano. ■ Noção: As penas da explosão dolosa são aumentadas de um terço se ocorrem as hipóteses do § 19 I e II. também. porém. 250 (vide notas ao art. do CP). vide art. a pena é de detenção. ■ Pena: Reclusão. § 1°. e multa. se não ocorrem tais fatos. Como engenho de dinamite entende-se a bomba. do art. b. o . artefato ou aparato de dinamite (nitroglicerina misturada com substância inerte). No arremesso e na colocação é punido o perigo de detonação de efeitos extensos. 258 do CP.: dano). de um a quatro anos. detém. A conduta incriminada é expor a perigo (arriscar. ■ Crime comissivo por omissão: O dono de pedreira não responde como co-autor de eventuais atos cometidos por técnicos altamente abalizados que ali trabalham . Se o agente utiliza mina terrestre antipessoal. Figuras qualificadas (§ 2°i Figuras culposas (§39) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência ■ Perigo comum: O crime de explosão só se configura se surge perigo para a vida. detenção. 10. ■ Noção: Pune-se apenas a explosão das substâncias referidas no caput ou no § 1°. ■ Confronto: Se não há perigo comum. TNT.679/88. o perigo comum assinalado na figura dolosa. portanto. e não o arremesso ou colocação. ou simples colocação (pôr em algum lugar). 251 ■ Tipo objetivo: Na figura do caput cuida-se do crime praticado mediante o uso de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos. ■ Remissão: Vide nota ao art.437/97. a substância utilizada não é dinamite ou de efeitos análogos a esta. de seis meses a dois anos. § 39 Ill. da Lei n° 9. c.300/01. vide Lei n° 7. Será. a doutrina não considera o vapor de água como explosivo. arremesso (ato de atirar com força para longe). A forma culposa é prevista no § 3". art. a integridade física ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas). 2° da Lei n° 10. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". ■ Ação penal: Igual à do caput. gelatinas explosivas etc. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). ■ Tentativa: Admite-se. As figuras culposas deste parágrafo ocorrem quando a explosão resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado exigível pelas circunstâncias (CP. Se a substância é diversa (vide § 19. capaz de causar dano extenso).525 Código Penal Art. como a pólvora. que acarreta danos menos extensos. E indispensável. I e II.170/83. de três a seis anos. Por isso. que se trate de substância com a efetiva natureza de explosivo. explosão (detonação estrondosa e violenta. Caso se trate de explosivo diverso daqueles. ou seja.

mas também o seu potencial destruidor.01. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). 52 . Assim. 89 da Lei n°9. capaz de expandir-se indefinidamente. de três meses a um ano. se não resultar morte (CP. Expor a perigo a vida. Ap. da Lei n°10. preenchendo o recipiente que a contém. pois. caput. 258. RTJ 127/877). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de um a quatro anos. 251 e 252 Código Penal 526 tão-só pela omissão de não ter verificado previamente as condições operativas (STF. em faixa litorânea.259. e não simples vapor ou fumaça. desde que não resulte morte — CP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. existir um perigo efetivo ou concreto (e não abstrato). p.099/95). art. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Tóxico é o gás que provoca envenenamento. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". e multa. parágrafo único. cabe a transação no parágrafo único do art. ser gás mesmo. Se o crime é culposo: Pena — detenção. trata-se do uso de substância em forma fluida (nem sólida nem líquida).110. em vigor a partir de 12. Como a lei se refere ao uso de gás. a integridade física ou o patrimônio de outrem tem a significação de colocar em perigo a vida.Arts. cabe no parágrafo único. portanto. entendemos que. capaz de atingir qualquer pessoa. ■ Transação: De acordo com o art. pois somente aí se pode constatar a nãoanalogia com a dinamite (TJMG. ■ Tipo objetivo: Expor a perigo a vida. a integridade física ou o património de outrem. da CR/88) e da analogia in bonam partem. RJDTACr 12/221). usando de gás tóxico ou asfixiante: Pena — reclusão. RT761/668). 7558). cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. E crime de perigo concreto.90. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo próximo e imediato para a integridade física ou patrimônio de indiscriminado número de pessoas.259/01. art. a partir da vigência da Lei n°10. a transação será cabível. 252.4. ■ Tentativa: Admite-se. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. Deve. ■ Diminuição de pena: Para o reconhecimento da causa especial de diminuição de pena do §1 2. enquanto asfixiante é o que causa sufocação. 22. expõe a perigo a incolumidade pública. se não resultar lesão corporal ou morte — CP. A exposição a perigo prevista neste artigo é feita usando gás tóxico ou asfixiante. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. A figura culposa é prevista no parágrafo único.. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. não basta levar em conta o material utilizado na fabricação da bomba. a coletividade no seu patrimônio público de natureza ecológica (TRF da 1 2 R. ■ Depósito de fogos de artifício: A não-observância das cautelas necessárias à estocagem de material de alta potencialidade explosiva configura a imprudência do agente (TACrSP. ■ Explosão em pescaria: Mesmo nos mares. de 12.7. 258 (art. a saúde ou o patrimônio de pessoas indeterminadas. USO DE GÁS TÓXICO OU ASFIXIANTE Art.02.1. 2 2 . indiscriminadamente. 100 do CP. DJU 23. Uso de gás tóxico ou asfix/ante (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. consistente na vontade livre e consciente de usar o gás. art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 258). Deve. 252. . Em face do princípio da isonomia (art.

de hidróxido de amônia. III. As condutas são punidas pelo perigo abstrato que representam. RT 624/310). 22. art. quer na culposa (TRF da 1 4 R.1. de modo que a autorização desta excluirá o crime.259. mas sim o art. IX. produzir).099/95) ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. quando resulta lesão corporal ou morte. ■ Remissão: Vide nota ao art. adquirir. p. fornecer. entendemos que. e multa. sendo dispensável a verificação de perigo concreto ou efetivo (H. quer na modalidade dolosa. FORNECIMENTO. v. aquisição. Fabricar. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 89 da Lei n 2 9. 5 2 . 258 (art. em vigor a partir de 12. 252 do CP). não configura o art. RJTJSP 120/491). ou material destinado à sua fabricação. 258 (art. art. de seis meses a dois anos. HUNGRIA. por conta própria ou alheia. 787. parágrafo único. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. fornecer (entregar gratuita ou onerosamente).259/01. p. ■ Pena: Detenção. caput. Assim. AQUISIÇÃO. 100 do CP. e multa. ■ Veículo adaptado para gás de cozinha: Não configura (TJSP. p. ainda que resulte lesão corporal — CP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. adquirir (obter gratuita ou onerosamente). RCr 6. 0 dispositivo exige para a ti pificação que as condutas sejam praticadas sem licença da autoridade. 22364). Lições de Direito Penal — Parte Especial. posse ou transporte de explosivos ou gás tóxico. 252 do CP.527 Código Penal Arts. OU ASFIXIANTE Art. POSSE OU TRANSPORTE DE EXPLOSIVOS OU GÁS TÓXICO. de três meses a um ano. 76 da Lei n2 9. Fabrico.02. possuir ou transportar. 252 e 253 ■ Pena: Reclusão. em aeronave. ■ Mero transporte: Não configura. . ou asfixiante ■ Transação: De acordo com o art. de um lugar para outro). mas em dose insuficiente para expor a perigo os presentes. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: Várias são as condutas alternativamente previstas. FRAGOSO. v. art. 251 do CP) ou gás tóxico ou asfixiante (vide nota ao art. Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Gás lacrimogêneo: Lançamento de ampola de gás lacrimogêneo em discoteca.01. ou material destinado à sua fabricação: Pena — detenção. 44). fornecimento.92. Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Trata-se da mesma exposição a perigo comum concreto.. 253 se não houver lesão corporal ou morte CP. Comentários ao Código Penal. 253. a transação será cabível. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Em face do princípio da isonomia (art.7. mv— DJU3.8. a partir da vigência da Lei n 2 10. 18. substância ou engenho explosivo. 65 da LCP (TJSP.412. sem licença da autoridade. possuir (ter sob guarda ou à disposição) ou transportar (conduzir ou remover. cabe a transação neste art. 1959.099/95). de um a quatro anos. todas concernentes a substância ou engenho explosivo (vide comentário ao art. gás tóxico ou asfixiante. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. mas causada por não ter o agente observado o dever de cuidado necessário pelas circunstâncias (CP. da CR/88) e da analogia in bonam partem. São elas: fabricar (elaborar. da Lei n2 10. II). 258 do CP. de 12. 1965. FABRICO.

motivar.11. de uso duplo. RJDTACr 27/96. p. de seis meses a dois anos. p. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. da Lei n° 10. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. 258 (art. 258 (art. 48). ■ Tentativa: Inadmissível. Ill.1.412. RT 771/611). ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Não há forma culposa. da CR/88) e da analogia in bonam partem. a partir da vigência da Lei n° 10.92.. 76 da Lei n2 9. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Comentários ao Código Penal. em volumes e extensão tais que ocasionem perigo comum" ( H. STJ. sem licença da autoridade e com conhecimento do perigo comum. RCr 6. sem conotação política. RT770/533).01. no caso de culpa. 5. TFR. art. INUNDAÇÃO Art. 22364).259/01. química e biológica) e de serviços diretamente vinculados. A conduta do agente deve ser perigosa. 100 do CP. para venda a estranhos. RTJ95/297. o crime de posse de explosivos. desde que não resulte morte — CP. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. é da competência da Justiça Comum e não da Federal (STF. caput. de seis meses a dois anos.278. ou seja.112/95. cabe a transação neste art. Assim. a vontade livre e consciente de praticar as ações. ■ Fogos de artifício: A sua estocagem em local inadequado e sem licença da autoridade competente configura o crime do art. de uso na área nuclear. sem autorização (STF. RTJ 104/1041. a transação será cabível. ■ Competência: Embora a fiscalização de explosivos seja atribuída a órgão federal.099/95). de três a seis anos. ■ Confronto: Tratando-se de material nuclear. v. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar. 2 2 . Ap. 253 e 254 Código Penal 528 ■ Tipo subjetivo: O dolo.300/01. Lições de Direito Penal — Parte Especial. p. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. produzir) inundação. não destinado a receber águas" (HUNGRIA. p. vide Lei n° 9. 791).82. Causar inundação. 253. v. ou detenção.453/77. no caso de culpa. de 12. expondo a perigo a vida. art.02. FRAGOSO. Cuidando-se de minas terrestres. a integridade física . no caso de dolo. Em face do princípio da isonomia (art. 1959. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe na modalidade culposa. 1965. Jurisprudência ■ Fornecimento: Pratica o crime do art. vide Lei n° 10. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. pois a lei incrimina atos preparatórios. usados na mineração. IX. 254. parágrafo único. entendemos que. 11186). ■ Pena: Detenção. 89 da Lei n° 9.Arts.8. DJU4. pois a lei acrescenta expondo a perigo a vida.259. ■ Ação penal: Pública incondicionada. art. ■ Sujeito passivo: A coletividade. em vigor a partir de 12. ou "o alagamento provocado pela saída das águas de seus limites naturais ou artificiais. e multa. se não houver lesão corporal ou morte CP. RT551/396. de perigo abstrato (TACrSP. Quanto à exportação de bens sensíveis (de aplicação bélica. 254. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. não havendo modalidade culposa (TRF da 1 á R. ■ Transação: De acordo com o art. ■ Consciência do perigo: O agente transportador deve ter consciência do perigo a que expõe os passageiros da aeronave. 253 quem destina parte do seu estoque regular de explosivos.099/95). 22 da Lei n° 6. 52 . e multa. entendendo-se esta como "o alagamento de um local de notável extensão. mv— DJU3.7.

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Código Penal

Arts. 254 a 256

ou o patrimônio de outrem. Requer-se, portanto, que da inundação decorra perigo concreto ou efetivo (e não abstrato ou presumido) a número indeterminado de pessoas ou bens. Ausente tal perigo, não se configura o crime. ■ Tipo subjetivo: O crime de inundação é punido a título de dolo ou culpa (com penas diversas). O dolo, consistente na vontade livre e consciente de causar inundação, com conhecimento do perigo concreto comum. E o "dolo genérico", na corrente tradicional. A culpa, quando a inundação de que decorre perigo concreto comum resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado necessário para evitar a inundação (CP, art. 18, II). ■ Consumação: Com a superveniência do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Havendo só perigo de inundação, art. 255 do CP. ■ Pena: No caso de dolo, reclusão, de três a seis anos, e multa. No caso de culpa, detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Morte ou lesão
corpora/

■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando da inundação resulta lesão corporal ou morte.

PERIGO DE INUNDAÇÃO Art. 255. Remover, destruir ou inutilizar, em prédio próprio ou alheio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação: Pena — reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, se não resultar lesão corporal ou morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Perigo de inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: Três são as condutas alternativamente incriminadas: remover (deslocar, mover de lugar), destruir (fazer desaparecer, eliminar) ou inutilizar (tornar inútil, imprestável). A ação de quem coloca obstáculo capaz de causar inundação não foi abrangida pelo dispositivo. O objeto material sobre o qual a ação recai é obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação, situado em prédio próprio ou alheio. Com tais comportamentos, o agente deverá estar expondo a perigo a vida, a integridade física ou o património de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Para serem penalmente típicas, as condutas devem causar perigo de inundação concreto e não apenas presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações descritas. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Consumação: Com a criação do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Inadmissível. ■ Pena: Reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

DESABAMENTO OU DESMORONAMENTO Art. 256. Causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Art. 256

Código Penal

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MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. Se o crime é culposo: Pena — detenção, de seis meses a um ano. ■ Transação: De acordo com o art. 22 , parágrafo único, da Lei n 2 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 52 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n 2 10.259/01, a transação será cabível, ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, cabe a transação neste art. 256, ainda que haja lesão corporal ou morte CP, art. 258 (art. 76 da Lei n 2 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput, se não resultar lesão corporal ou morte — art. 258 do CP; cabe no parágrafo único, a não ser que resulte morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n 2 9.099/95). Desabamento ou desmoronamento (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, até mesmo o proprietário do prédio que desaba. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar, motivar, produzir) desabamento (de construções em geral, como edifícios, pontes, paredões etc.) ou desmoronamento (de barrancos, pedreiras, morros etc.). Requer-se que o agente assim aja expondo a perigo a vida, a integridade ffsica ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Deve haver, pois, perigo concreto ou efetivo e não abstrato ou presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de causar desabamento ou desmoronamento, com conhecimento do perigo concreto comum. Na escola tradicional é o "dolo genérico". A modalidade culposa é prevista no parágrafo único do artigo. ■ Consumação: Com a criação da situação de perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Ausente o perigo comum, art. 29 da LCP; na mesma ausência, pode haver crime contra a pessoa ou dano. ■ Pena: Reclusão, de um a quatro anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Noção: Se, embora não desejado pelo agente, o desabamento ou desmoronamento resultou da sua não-observância do dever de cuidado (CP, art. 18, II). ■ Pena: Detenção, de seis meses a um ano. ■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando do desabamento ou desmoronamento resulta lesão corporal ou morte. ■ Tipo objetivo: Os verbos desabare desmoronar significam e envolvem a idéia de enorme e pesada estrutura ou massa que venha abaixo, total ou parcialmente, de modo que a simples queda de materiais isolados não basta para tipificar o art. 256 (TACrSP, Julgados 76/142). ■ Perigo comum: Se apenas os moradores de uma única casa vizinha foram expostos ao perigo, não existiu o perigo comum que a lei exige (TACrSP, Julgados 78/299). ■ Perigo concreto: O delito do art. 256 exige perigo concreto a pessoas ou coisas (TJSP, RT 598/318).

Figura culposa (parágrafo único) Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência

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Código Penal

Arts. 256 e 257

■ Diferença: O desabamento acontece em construções, paredões, andaimes, pontes etc.; o desmoronamento, em barrancos, rochedos, pedreiras, formações telúricas (TACrSP, Julgados 81/218). ■ Desmoronamento com morte: Configura, em tese, o art. 256, parágrafo único, c/c o art. 258, última parte, e não o art. 121, § 3 2 , do CP (TAPR, RF261/345). ■ Desclassificação para homicídio ou lesões culposas: Se não houve perigo comum, restringindo-se o desabamento com vítimas à área interna do terreno, desclassifica-se para os arts. 121, § e 129, § 6°, do CP (TACrSP, RT 607/322, 537/317). ■ Desclassificação para contravenção: Em desabamento culposo sem vitimas, por erro de execução, desclassifica-se para o art. 29 da LCP (STF, RT 612/419). Se não houve perigo a pessoas indeterminadas, mas só a vizinhos determinados, desclassifica-se para a LCP, art. 29 (TACrSP, Julgados 74/113). SUBTRAÇÃO, OCULTAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE MATERIAL DE SALVAMENTO Art. 257. Subtrair, ocultar ou inutilizar, por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade, aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento; ou impedir ou dificultar serviço de tal natureza: Pena — reclusão, de dois a cinco anos, e multa. Subtração, ocultação ou inutilização de material de salvamento ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, incluindo-se o dono do material de salvamento. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: E pressuposto do crime deste art. 257 que o comportamento do agente seja por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade. Prevê-se, assim, a conduta do agente em ocasião de calamidade ou desastre, sendo indiferente que tais sinistros sejam resultado de crime ou advenham de caso fortuito ou força maior. Tal pressuposto é indispensável às duas figuras que o art. 257 contém: a. Subtrair (tirar às ocultas), ocultar (esconder ou encobrir) ou inutilizar (tornar imprestável) aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento. Por força da expressão destinado, entendemos que só podem ser incluídos como objeto material do crime as coisas ou meios inequivocamente destinados às finalidades referidas (ex.: sistemas de aviso ou alarme, salva-vidas, extintores de incêndio etc.). A interpretação, porém, não é tranqüila: para HUNGRIA, sãO os meios instrumentais especificamente destinados ( Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 54), enquanto, para HELENO FRAGOSO e DAMÁSIO DE JESUS, incluem-se os circunstancialmente úteis (Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. I l 1, p. 798) ou úteis para tal finalidade (Direito Penal Parte Especial, 1995, v. 3, p. 274). b. Impedir ou dificultar serviço de tal natureza (de combate ao perigo, de socorro ou salvamento). Impedir é frustrar, no todo ou em parte; dificultar é tornar mais difícil. É preciso que o comportamento seja praticado mediante conduta positiva (e não omissão), salvo na hipótese de agente que tem o dever de agir e se omite (CP, art. 13, § 29. ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações, ciente do perigo comum que elas acarretam. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há modalidade culposa. ■ Consumação: Na figura a, com as ações de subtrair, ocultar ou inutilizar; na figura b, com o efetivo impedimento ou dificuldade. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de crimes: Se o agente dá causa ao desastre e ainda pratica o delito deste art. 257, haverá concurso de crimes. Todavia, entendemos que não poderá

Se resulta morte. que é a mais grave (TACrSP. se resulta morte. As lesões corporais leves não qualificam as figuras dolosas. pelo agente. do CP (TAPR. aplicase a pena cominada ao homicídio culposo. Se o resultado não decorreu de culpa. plantação ou animais de utilidade econômica: Pena — reclusão. se houve uma morte e duas lesões. incide nos arts. RF261/345). a pena aumenta-se de metade. 257 com os crimes de furto e dano. e não aplicado em concurso formal. pois os resultados não são desejados pelo agente. e multa. é aplicada em dobro. Nos termos do art. 121 ou 129 com o crime de perigo comum. Em caso de culpa.Arts. de dois a cinco anos. pois as ações de subtrair e inutilizar já compõem o tipo deste art. ainda que duas sejam as vítimas mortas. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Em caso de delito culposo de perigo comum: Se resulta lesão corporal (sem distinção quanto à gravidade). o aumento é único e também não haverá pluralidade de qualificações. RT 599/370). pois. ■ Pena: Reclusão. aumentada de um terço. é aplicada em dobro. o aumento do art. No caso de culpa. do CP). é indispensável que o resultado lesão ou morte tenha sido causado. aplica-se apenas o aumento da qualificação por morte. 121. Assim. Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave. do crime de perigo comum. aumenta-se a pena de metade. . se do fato resulta lesão corporal. 258. caso em que poderia haver concurso formal do art. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. 19 do CP. aumentada de um terço. FORMAS QUALIFICADAS DE CRIME DE PERIGO COMUM Art. ao menos culposamente. e multa. Figuras qua/ificadas de crime de perigo comum ■ Noção: São previstas hipóteses em que. e 258. 257. aumentada de um terço. Julgados 84/211). a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. se resulta morte. ■ Em caso de crime doloso de perigo comum: Se resulta lesão corporal de natureza grave. aplica-se a pena do homicídio culposo (art. Difundir doença ou praga que possa causar dano a floresta. ■ Concurso de crimes: Na hipótese de resultar lesão ou morte em várias pessoas. aplica-se a pena do homicídio culposo. quatro mortes. incidirá uma só qualificação. 259. 258 é único (TJRS. de dois a cinco anos. 256. parágrafo único. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de preterdolo. Penas Jurisprudência DIFUSÃO DE DOENÇA OU PRAGA Art. ■ Aumento único: Independentemente do número de vítimas. 257 a 259 Código Penal 532 haver concurso deste art. última parte. incidirão apenas as figuras simples dos crimes de perigo e não esta forma qualificada. Se resulta morte. por culpa do agente. ■ Desmoronamento com morte: Se culposo. § 3°. resulta lesão corporal ou morte. se do crime doloso de incêndio resultar. o aumento é único. mas de mera relação de causalidade.

de um a seis meses. ■ Ação penal: Pública incondicionada. telefone ou radiotelegrafia. danificando ou desarranjando. plantação ou animais de utilidade econômica (domésticos ou que sirvam à criação. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. incluindo o proprietário. ou multa. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. de um a seis meses. sendo desnecessária finalidade especial. II).771/65. Ill — transmitindo falso aviso acerca do movimento dos veículos ou interrompendo ou embaraçando o funcionamento de telégrafo. 76 da Lei n 9. Difusão de doença ou praga ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Figura cu/posa (parágrafo único) Capítulo II DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTE E OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS PERIGO DE DESASTRE FERROVIÁRIO Art. Se do fato resulta desastre: Pena — reclusão. ■ Consumação: Com a efetiva difusão de doença ou praga idônea a causar perigo comum. ■ Pena: E alternativa: detenção. total ou parcialmente. da Lei n2 4. a e d. e multa. consciente do perigo comum. 26. e multa. de dois a cinco anos. A doença ou praga deve ser apta a causar dano. IV — praticando outro ato de que possa resultar desastre: Pena — reclusão. 89 da Lei n 9. obra-de-arte ou instalação. pois o dispositivo fala que possa causar dano a floresta. de quatro a doze anos. II — colocando obstáculo na linha.533 Código Penal Arts. linha férrea. art 18.099/95). a pena é de detenção. A figura culposa é prevista no parágrafo único. 259 e 260 MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único.099/95). . vide art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". disseminar). caça ou pesca). parques e reservas biológicas. Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: I — destruindo. ou multa. e multa. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo que consiste na vontade de difundir. No caso de culpa. de dois a cinco anos. ■ Pena: Reclusão. DESASTRE FERROVIÁRIO § 1 2. 260. ■ Confronto: No caso de destruição ou danos em florestas. ■ Tipo objetivo: O núcleo é difundir(espalhar. 2 ■ Transação: Cabe no parágrafo único (art. material rodante ou de tração. ■ Noção: Há a forma culposa se a difusão resulta da não-observância do dever de cuidado objetivo (CP. ■ Sujeito passivo: A coletividade.

obstruir) ou perturbar (atrapalhar. ■ Sujeito passivo: A coletividade.259/01. Perigo de desastre ferroviario (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. resulta desastre (preterdolo). ■ "Surf Ferroviário": Não comete o crime do art. apresentando certo vulto o fato e revelando-se por modo grave e extenso" ( MAGALHÃES NORONHA. 260. 258 (art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Tipo objetivo: As condutas alternativamente incriminadas são impedir (não permitir. desde que não resulte morte — CP. a partir da vigência da Lei n° 10. 260 o agente que pratica o chamado "surf ferroviário". se não houver lesão corporal ou morte — CP. realmente. da iminência de sinistro. 76 da Lei n 2 9. considera-se o que expõe "a perigo a incolumidade de pessoas ou coisas.099/95). da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Tipo subjetivo: O dolo. criada pela conduta do agente. a transação será cabível. ■ Tentativa: Admite-se. II e III) também exigem a criação de probabilidade de desastre ferroviário (perigo concreto ou efetivo). de quatro a doze anos. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. causar embaraço) serviço de estrada de ferro. ■ Falso aviso acerca do movimento de trens: Consuma-se com a situação de perigo concreto. abrange.01. No caso de culpa. 15 da Lei n 2 7. como tal. vide art. de 12. viajando sobre o teto da composição férrea.170/83 (Lei de Segurança Nacional). Os meios executórios são os indicados nos incisos I a IV. Assim. consciente de que pode dar causa a desastre ferroviário.1. ■ Confronto: Se resulta desastre. sendo que o último deles abrange qualquer outro ato de que possa resultar desastre.Art. ■ Transação: De acordo com o art. v. 258 (art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. é entendimento dos doutrinadores que todas as outras ações indicadas (incisos I. §§ 1 2 e 22 . ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22 . RT643/327). Em face desta expressão. Como desastre ferroviário. Jurisprudência Desastre ferroviário (§ 19 . ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. interromper. 52 . em vigor a partir de 12. e multa. cabe a transação no § 2 2 do art. em trilhos ou por meio de cabo aéreo. portanto. desarranjar. pois tal fato significa perigo direto e iminente apenas para ele próprio e não para os demais passageiros (TJRJ.02.099/95). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ainda que efêmera (TJRJ. Direito Penal. art. 100 do CP. os bondes e os teleféricos.259. entende-se por estrada de ferro qualquer via de comunicação em que circulem veículos de tração mecânica. III. 260 Código Penal 534 § 2°. Se a sabotagem tem finalidade política. O conceito de estrada de ferro. p. Em face do princípio da isonomia (art. Para os efeitos deste artigo. como também o metr6. entendemos que. 263 c/c o art. 89 da Lei n° 9. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo de desastre (perigo concreto e não presumido). da Lei n 2 10. de dois a cinco anos. aquela cujo tráfego se faz em trilhos ou por cabo aéreo (§ 3 2 ). parágrafo único. ■ Ação penal: Pública incondicionada. para efeitos penais. 1995. a pena é de reclusão. que consiste na vontade de impedir ou perturbar. art.7. e multa. ■ Noção: Se do crime de perigo de desastre ferroviário (caput). entendendo-se. § 32 . de seis meses a dois anos. RT760/690). especialmente a segurança dos meios de transporte. ocorrendo desastre: Pena — detenção. não só os trens. 389). ■ Pena: Reclusão. caput. 263 c/c art. 2 2 .

89 da Lei n°9. se há mero descarrilamento. ■ Remissão: Vide notas aos arts. art. art. SINISTRO EM TRANSPORTE MARÍTIMO. a figura pode ser a do art. Desastre ferroviário culposo (§2°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se o agente dá causa a efetivo desastre. Expor a perigo embarcação ou aeronave. MODALIDADE CULPOSA § 32 . FLUVIAL OU AÉREO Art. de quatro a doze anos. se ocorre o sinistro: Pena — detenção. 263 c/c art.259. a partir da vigência da Lei n° 10. Em face do princípio da isonomia (art. a pena de multa. 2°. se não houver lesão corporal ou morte — CP. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.do art. ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE TRANSPORTE MARÍTIMO. 52. própria ou alheia. art. 261. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide CP. § 6 2 (TACrSP. 18. 263 c/c o art. ■ Tentativa: Inadmissível. No caso de culpa. § 3 2. 76 da Lei n2 9.099/95). 258 (art. ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima. entendemos que. para si ou para outrem.259/01. fluvial ou aérea: Pena — reclusão. da CR/88) e da analogia in bonam partem. a par de lesões corporais. se o agente pratica o crime com intuito de obter vantagem econômica.535 Código Penal Arts. Assim. também. 100 do CP. se resulta morte ou lesão corporal. de 12. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a transação será cabível. ou 129.01. . PRÁTICA DO CRIME COM O FIM DE LUCRO § 22 . sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de dois a cinco anos. RT 461/371). todavia. FLUVIAL OU AÉREO § 1 2. 263 e 258 do CP. cabe a transação no § 3 9. sem conseqüências de vulto. 261. submersão ou encalhe de embarcação ou a queda ou destruição de aeronave: Pena — reclusão. em vigor a partir de 12. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Se do fato resulta naufrágio. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 3 9 . se não resultar morte — CP. 260 e 261 ■ Consumação: Com o efetivo desastre. ■ Pena: Detenção. de seis meses a dois anos.099/95). ■ Transação: De acordo como art.7. Aplica-se. de seis meses a dois anos. da Lei n°10. se ocorre relevante dano à composição e á carga transportada.1. ■ Desastre ferroviário: Há. caput. 121. II). parágrafo único. 258 (art.02.

Expor a perigo (colocar em perigo) embarcação (qualquer veículo de transporte marítimo ou fluvial) ou aeronave (veículo de transporte que se move no ar). 15 da Lei n° 7. ■ Noção: Se o agente pratica o crime com o intuito de obter vantagem econômica. ■ Ecologia: Pode haver concurso do art. ■ Pena: Detenção. 261. A figura é preterdolosa. fluvial ou aérea. o perigo deve ser concreto. prevista no § 3 2 . ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 263 e 258 do CP. 261 Código Penal 536 Atentado contra a segurança de transporte marítimo. 261 do CP com o crime de exposição da ecologia a perigo (art.938/81. 261 do CP se o agente transportador do gás tóxico ou asfixiante ou substância explosiva não agia com o intuito de colocar em perigo aeronave. própria ou de terceiro. fazer cessar) ou dificultar (tornar mais difícil) navegação marítima. DJU 1.10. 22364). ■ Confronto: Se há sabotagem do transporte por motivação política. Elas podem destinar-se tanto ao transporte de pessoas como de coisas. a vantagem não consiste só em dinheiro. ■ Sujeito passivo: A coletividade. fluvial ou aéreo (§ 12 ) Figura qual/f/cada pelo fim de lucro (§22 ) Figura culposa 03°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência . ■ Pena: Reclusão. que não precisa ser efetivamente conseguido. Sendo econômica. de dois a cinco anos. ■ Noção: Se do fato (condutas previstas no caput do artigo) resulta (é causa) naufrágio (perda de embarcação). Da conduta deve resultar probabilidade de acidente. Ou praticar qualquer ato tendente a impedir (não permitir. ■ Noção: Se ocorre o sinistro (§ 1°) por falta do cuidado objetivo necessário pelas circunstâncias (vide art. interromper. sendo necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido). RHC 723. ■ Tipo subjetivo e modalidade culposa: Não configura o crime do art. ■ Consumação: Com o perigo concreto de acidente. mas não são abrangidas as embarcações lacustres. ■ Alcance: A figura qualificada do § alcança tanto o caput como o § 1° do art.412. § 1°. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Pena: Reclusão. da Lei n° 6. RCr 6. II. com conhecimento de acarretar perigo comum. ■ Tipo objetivo: São duas as modalidades previstas: a. Há forma culposa.Art. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade.804/89) (STJ. fluvial ou aéreo (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Também. que consiste na vontade livre e consciente de expor a perigo ou praticar ato tendente a impedir ou dificultar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Il. aqui. 18. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. de seis meses a dois anos. especialmente a segurança dos meios de transporte. 10454). ■ Remissão: Vide notas aos arts. para si ou para outrem.92. vide art. 15. A modalidade culposa desse delito é afastada pela ausência do sinistro (TRF da 1 á R. ■ Tentativa: Admite-se. aplica-se a pena de multa. de quatro a doze anos.. submersão (afundamento de embarcação) ou encalhe de embarcação (i mpedimento à flutuação) ou a queda (precipitação ao solo) ou destruição de aeronave (despedaçamento). p. do CP). com redação dada pela Lei n° 7. Sinistro em transporte marítimo.8.90. Esse é o especial fim de agir (elemento subjetivo do tipo). b. p. mv— DJU 3. incluindo o dono da embarcação ou aeronave.170/83 (Lei de Segurança Nacional).

89 da Lei n° 9. cabe a transação no caput do art. art. 258 (art. Se do fato resulta desastre. 263 c/c art. 15 da Lei n° 7. 258 (art. ■ Tipo subjetivo: O dolo.. 262. Atentado contra a segurança de outro meio de transporte (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.099/95). a partir da vigência da Lei n° 10. v. A modalidade culposa é prevista no § 2 . 1965. art. necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido). sendo. cabe no § 2 9 . se ocorre desastre: Pena — detenção. ■ Consumação: Com o efetivo desastre. se não houver morte — CP.1. de dois a cinco anos.83. parágrafo único. impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento: Pena — detenção. § 2°. especialmente a segurança dos meios de transporte. entendemos que. de 12. a não ser que resulte morte — CP. Na doutrina 9 pede-se o "dolo genérico".259. caput.02. não incluído nos dispositivos anteriores: ônibus. art. de um a dois anos. ■ Tipo objetivo: O art. Duas são as modalidades incriminadas: a.259/01. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Pena: Reclusão. a vontade livre e consciente de praticar aquelas ações.537 Código Penal Art. 262. de 14. ■ Pena: Detenção. ■ Transação: De acordo com o art. 59 . de três meses a um ano. 262 ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE OUTRO MEIO DE TRANSPORTE Art. na modalidade de expor a perigo bastaria o dolo eventual (Lições tradicional de Direito Penal — Parte Especial. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. b. Também nesta modalidade exige-se perigo concreto. Desastre (§ 1°) . sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo concreto de desastre. fazer cessar. ■ Tentativa: Admite-se. Impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento (de outro meio de transporte público). Assim. pois. 100 do CP. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. No caso de culpa. com conhecimento de que a conduta pode dar causa a desastre. interromper. Impedir é não permitir. desde que não haja lesão corporal de natureza grave ou morte. ■ Noção: Se do fato (condutas descritas no caput do art.170. ■ Ação penal: Pública incondicionada. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. se não resultar lesão corporal grave ou morte. 817). 263 c/c o art.099/95). também cabe a transação no § 2 9 do art. 262) resulta desastre (preterdolo). da Lei n° 10. desde que se destinem a transporte público (compreendendo o efetuado por concessionários. Em face do princípio da isonomia (art. a pena é de reclusão. 262 visa à segurança de outros meios de transporte. a transação será cabível. embarcações lacustres. 262. em vigor a partir de 12. de um a dois anos. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Expor a perigo outro meio de transporte público. 76 da Lei n° 9. Para HELENO FRAGOSO. táxis etc.7. de dois a cinco anos. dela devendo resultar probabilidade de desastre. Expor a perigo outro meio de transporte público. lotações. ■ Tentativa: Inadmissível. § 1 2. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. p. A conduta expor a perigo tem a significação de colocar em perigo. III. se a ação visa à perturbação políticosocial. Dificultar significa tornar mais difícil.12.01. autorizados ou particulares). da CR/88) e da analogia in bonam partem. 29. ou seja.

4 ■ Tipo objetivo: É necessária a existência de perigo in concreto (TRF da 1 R. jurisprudência sobre Veículo adaptado para gás de cozinha. para servir de combustível ao veículo (TACrSP. ainda que não tenha vontade dirigida ao mesmo. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência FORMA QUALIFICADA Art. razão pela qual o elemento subjetivo deve ficar incontrastavelmente provado. Morte ou lesão corpora/ ■ Noção: O art. 260 a 262. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Vide. Julgados 87/402). RCr 22. 2 ■ Transação: De acordo com o art.099/95). caput. também. adapta bujão de gás de cozinha.1. RT 430/401).16723). ■ Consciência de criar perigo comum: Na forma de impedir ou dificultar. aplica-se o disposto no art.7. 263 manda aplicar aos crimes dos arts. no caso de desastre ou sinistro. 258. ao menos. 258 do CP (vide comentário ao art. a partir da vigência da Lei n° 10. 260 a 262. 258 do CP). no art. de seis meses a dois anos. quando resulta morte ou lesão corporal. quando ocorrer desastre ou sinistro. ARREMESSO DE PROJÉTIL Art. 262 a 264 Código Penal 538 Desastre cu/poso (§22 ) ■ Noção: Se houve efetivo desastre. ■ Remissão: Vide notas aos arts.259/01. entendemos que. acusados em greve que obstruíram a entrada e saída de ônibus e pessoas de empresa de transporte coletivo (TJSP. 100 do CP. a pena é a do art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 263. não basta a voluntariedade da ação. causado por não haver o agente observado o cuidado objetivo necessário (vide CP. 262 do CP atenta contra o bem jurídico segurança dos meios de transporte. de um a seis meses. Assim. ■ Táxi: Entendeu-se que pode tipificar este delito do art. Parágrafo único. Se de qualquer dos crimes previstos nos arts. Se do fato resulta lesão corporal. as disposições do art. ■ Pena: Detenção. p. da CR/88) e da analogia in bonam partem. resulta lesão corporal ou morte. a pena é de detenção. 264. 262 o comportamento do motorista de carro de aluguel que. 263 e 258 do CP. 121. a transação será cabível. também cabe a transação na primeira parte do parágrafo único (art.313. em vigor a partir de 12. destinado ao transporte público por terra. 76 da Lei n° 9. DJU 18. a consciência de criar perigo comum. RT720/417). 2 . § 32 .12. de três meses a um ano. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. de 12.259. cabe a transação no caput do art. 5 2 . ■ Tipo subjetivo: O delito do art. relativamente a tal finalidade (TACrSP. Em face do princípio da isonomia (art. com pequenos vazamentos. por água ou pelo ar: Pena — detenção. sem autorização.. 18. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Arremessar projétil contra veículo. 264. se resulta morte.02. da Lei n° 10.Arts. art. . 252 do CP. sendo necessário que o agente tenha. parágrafo único. em movimento.01. II). aumentada de um terço.89.

346. sabendo que pode causar perigo comum. consistente na vontade livre e consciente de arremessar. 265.539 Código Penal Arts. de um a cinco anos. e multa. lançar) projétil (coisa ou objeto sólido e pesado que se arremessa no espaço). Parágrafo único. por água ou pelo ar. de seis meses a dois anos. pois o arremesso não é ação divisível. que são impuníveis. ou não arremessou. e só existirão atos preparatórios. ■ Tipo objetivo: Atentar contra a segurança é tornar inseguro. desde que possível. se o dano ocorrer em virtude de subtração de material essencial ao funcionamento dos serviços. O veículo deve ser destinado ao transporte público (e não veículo para transporte particular) por terra. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Morte ou lesão corporal (parágrafo único) Jurisprudência ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA Art. ■ Noção: Se do fato (o arremesso descrito no caput) resulta (preterdolo) lesão corporal. ainda que não atinja o veículo em movimento. 264 é o passageiro transportado. Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água. 264 e 265 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e na primeira parte do parágrafo único (art. ■ Sujeito passivo: A coletividade. O projétil precisa ser apto a causar dano a pessoas ou bens indeterminados. a pena é de detenção. Arremesso de projét// ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.67. luz. Atentar contra o . Julgados 84/220). especialmente a segurança dos serviços de utilidade pública. em movimento. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. a pena é a do art. ■ Consumação: Com o arremesso de projétil idôneo a causar perigo. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 264 é crime de perigo. 121. força ou calor. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito passivo: A coletividade. não se tipificando a figura caso o veículo esteja parado. de 3. Entende-se ser suficiente o perigo presumido. ■ Consumação: O art. Aumentar-se-á a pena de um terço até a metade. ou qualquer outro de utilidade pública: Pena — reclusão. ■ Tentativa: Não se admite. O arremesso deve ser contra veículo. § 32 (homicídio culposo). e não o veículo em si. o delito pressupõe que o veículo esteja em movimento (TACrSP. ■ Pena: Detenção. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é arremessar (atirar. Atentado contra a seguranpa ou funcionamento de servipo de uti/idade pública 9 ■ Alteração: Parágrafo acrescentado pela Lei n 5. 89 da Lei n 9. RT 500/389). 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. especialmente a segurança dos transportes. Ou o agente fez o arremesso. 89 da Lei n°9. que se esgota com o arremesso (TARJ. Inexiste forma culposa. e o delito se consumou (mesmo que o alvo não seja atingido). Se resulta morte.099/95).099/95). aumentada de um terço. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.11. ■ Objeto jurídico e tipo objetivo: O que se protege no art. de um a seis meses.

Aplicam-se as penas em dobro. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa é ilícito administrativo e não o ilícito penal deste art. 265. todos os serviços análogos (gás. de um a cinco anos. RT697/332). INTERRUPÇÃO OU PERTURBAÇÃO DE SERVIÇO TELEGRÁFICO OU TELEFÔNICO Art. ■ Pena: Reclusão. Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico. e multa. não . que requer ato atentatório que resulte ao menos em perigo presumido (TJSC. que se perfaz pela prática de ato idôneo. com a consciência de poder criar perigo comum. ambas referentes a serviço telegráfico.099/95). ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. luz.11. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.829. de um a três anos.). importa em interrupção do serviço. ■ Consumação: Com a prática do ato capaz de perturbar a segurança ou o funcionamento.79. Não há forma culposa. se o dano ocorrer em virtude de subtração (furto) de material essencial ao funcionamento dos serviços. mas a expressão final ou qualquer outro de utilidade pública dá amplitude ao dispositivo. A figura é considerada de perigo abstrato. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tipo objetivo: Duas são as modalidades contidas no art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. apenas. Parágrafo único. de 14. lesivo à segurança ou funcionamento do serviço.12. 266. Figura qua/ificada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A pena é aumentada de um terço até a metade. 3.170. se o agente não teve o objetivo de atentar contra o funcionamento do serviço (TFR. radiotelegráficos ou telefônicos. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. que consiste na vontade de atentar. Interromper ou perturbar serviço telegráfico. Ap. 89 da Lei n° 9. força ou calor (produção e distribuição). abrangendo. radiotelegráfico ou telefônico. ■ Interrupção do sinal de emissora de televisão: O comportamento dos acusados. ■ Furto de fios telefônicos: Ainda que interfira na normalidade das comunicações não configura o crime do art. p. figura não ajustada ao art. limpeza pública etc.Arts. sendo necessária. se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública. RJTJSP 174/302). ■ Sujeito passivo: A coletividade. 15 da Lei n° 7. radiotelegráfico ou telefônico. 265 e 266 Código Penal 540 funcionamento é porem risco a continuidade do funcionamento. mas o do art. praticamente. e irrelevante a sua efetiva paralisação. ■ Tentativa: Admite-se. 265 do CP. e multa. art. embora seja difícil a sua ocorrência na prática. São expressamente indicados serviços de água. 265 (TER. impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento: Pena — detenção. A enumeração é taxativa. 265 do CP. 8331). DJU 7. radiote/egráfico ou te/efôn/co ■ Objeto jurídico: O funcionamento dos serviços telegráficos. que apenas desligaram os aparelhos retransmissores em determinado momento. se a finalidade é perturbação políticosocial. ■ Greve: A obstrução de entrada e saída de funcionários e veículos de empresa de ônibus por grevistas não constitui o crime deste art. 266. posto que tal conduta não criou qualquer perigo ao transporte coletivo (TJSP. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". a perturbação do serviço. O comportamento punido "atentar". 155. no que ele afeta a incolumidade pública. RTFR 69/216).83.

atrapalhar. I I I. Em face do princípio da isonomia (art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de maneira que. aqui. art. 267.11. .259/01. a significação de desarranjar. ■ Furto de fios telefônicos: Vide jurisprudência na nota ao art. da Lei n° 6. Se há interceptação telefônica (escuta direta e secreta de conversa alheia). Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PUBLICA EPIDEMIA Art.541 Código Penal Arts.538/78. do CP. perturbar tem. ou. § 1 2 . pois é vedado o emprego de interpretação analógica para punir alguém. de um a três anos. 5°. § 1 2. a partir da vigência da Lei n° 10. § 2 2 . se resulta morte. 10 da Lei n° 9. 265 do CP. 40.259. 151. DJU 7. Se a conduta impede ou perturba serviço ferroviário. § 1°. Ill. a transação será cabível. Se há sonegação ou destruição de correspondência postal. desorganizar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. com consciência de que pode criar perigo comum. 3. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.7.170/83 (Lei de Segurança Nacional). a pena é de detenção. parágrafo único. de dois a quatro anos. II. entendemos que. Código Brasileiro de Telecomunicações — Lei n°4. com o impedimento ou dificultação. Primeira modalidade. da Lei n° 10. e multa. A norma do art. 266 visa ao serviço.02. do CP. § 1 2. também. vide art. não haverá enquadramento nesta figura. a pena é aplicada em dobro. 266 e 267 abrangendo o serviço postal e a radiotelefonia. Segunda modalidade. 151. ■ Pena: Detenção.01. 15 da Lei n°7.829. em vigor a partir de 12. de dez a quinze anos.296/96. de 12. ■ Pena: As penas do caput são aplicadas em dobro. 266 do CP (TFR. se o comportamento é interromper ou perturbar aparelho telegráfico ou telefônico determinado. sem ordem judicial.117/62 e nota a respeito no art. Inexiste forma culposa. Entende-se que basta o perigo presumido. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa que lhe coube é ilícito administrativo e não o delito do art. Interromper é paralisar. ou. desgraça pública). Se do fato resulta morte. a. No caso de culpa. ainda. ■ Tentativa: Admite-se. embaraçar) o seu restabelecimento. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". caput. 2 2 . ■ Consumação: Com a efetiva interrupção ou perturbação. Vide. O serviço acha-se interrompido e a conduta do agente é impedir(não permitir) ou dificultar (tornar mais difícil. Se há sabotagem por motivação política. que consiste na vontade de praticar as ações incriminadas. ■ Confronto: Se a ação é impedir a comunicação entre duas pessoas. art. p. art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. fazer cessar. Figura qua//ficada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: Se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública (catástrofe. da CR/88) e da analogia in bonam partem. art. ■ Transação: De acordo como art. Causar epidemia. 8331). Ap.1. ou a comunicação entre duas pessoas.79. do CP. 260. de um a dois anos. b. mediante a propagação de germes patogênicos: Pena — reclusão.

Lições de Direito Penal — Parte Especial. Morte (§ 1°) Figuras culposa simples e qualificada (§22 ) ■ Noção: Se a epidemia é causada pela falta do cuidado objetivo necessário ( vide art. crime de epidemia com resultado morte (art. v. 1995. 5 . especialmente a saúde pública. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena — detenção. rickettsias. ■ Sujeito passivo: A coletividade. de dez a quinze anos. INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA PREVENTIVA Art. XLIII. e multa. p. ■ Pena: A do caput é aplicada em dobro. ■ Pena: Reclusão. 0 meio de execução é indicado pela lei: mediante a propagação de germes patogênicos. Para ■ Noção: Se do fato (a conduta descrita 2 que incida esta forma qualificada do § 1 é necessário que o agente tenha. se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. hediondo o da CR/88. a pena é de detenção. Sobre as conseqüências dos crimes hediondos. Infringir determinação do poder público. 1 2 da Lei n 8. com o aparecimento de casos em número que dá o caráter de epidemia. ao definir como crime hediondo a epidemia dolosa com resultado morte. 831) ou o "genérico" ( MAGALHÃES 2 NORONHA. de dois a quatro anos. Parágrafo único. A figura culposa é prevista no § 2 . vide nota Crime hediondo no art. primeira parte (art. Direito Penal. ou seja. de um mês a um ano. cabe a transação na primeira parte do § 2 2 (art. . multiplicar. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 . 1950. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. O perigo é considerado presumido. só alcançando os fatos ocorridos a partir da sua vigência. cogumelos microscópicos e protozoários) capazes de produzir moléstias infecciosas. não retroage. 1965. no caput) resulta morte (preterdolo). por ser mais gravosa para o acusado. A doutrina tradicional divide-se. I II. ao menos. a pena é de detenção. II. febre tifóide etc. até mesmo a própria pessoa infectada. Exemplos: epidemia de varíola. v. Código Penal Brasileiro. p.099/95). caput. transmitir.7. farmacêutico. IX. produzir. dentista ou enfermeiro. 267 e 268 Código Penal 542 ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 268. IV. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. Se da conduta culposa resulta morte. 6). 89 da Lei n° 9. febre amarela. Epidemia 2 ■ Alteração: O art. art. bactérias. v. considera § 1 2 ). 2 2 ■ Crime hediondo: 0 art. Germes patogênicos são os microrganismos (vírus. motivar. ■ Tipo subjetivo: O dolo (vontade livre e consciente de propagar) e o elemento subjetivo que o tipo contém. A pena é aumentada de um terço. 2 ■ Irretroatividade: A Lei n 8. p. 121.Arts.072/90. do CP). 18. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. em conformidade como art. de 25. Epidemia é "o contágio de uma doença infecciosa que atinge grande número de pessoas habitantes da mesma localidade ou região. ■ Tentativa: Admite-se. 76 da Lei n 2 9.099/95). 19). representado pelo especial fim de causar epidemia. indicando o "dolo específico" (H." (FLAMÍNIO FAVERO. culpa pelo resultado letal (vide CP. Assim. Propagação é o ato de difundir. 100 do CP. FRAGOSO. 6 2 da Lei n 8. de um a dois anos.072. do CP. 267. O comportamento pode ser comissivo ou omissivo. ■ Tipo objetivo: O núcleo causar tem a significação de provocar. ■ Consumação: Com o surgimento da epidemia.90. 15). ■ Ação penal: Pública incondicionada.

art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. c. Direito Penal. parágrafo único. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. dida sanitária ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.259. 285 c/c art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Ação penal: Pública incondicionada. p. portaria ou regulamento que tenha caráter de ordem ou proibição. v. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. A respeito. também cabe a transação no parágrafo único. IX. da Lei n 2 10. p. decreto. IV. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. 21 (erro de proibição) ou 20 (erro de tipo) do CP. 100 do CP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. O que se pune é a conduta de infringir determinação do Poder Público. 285 c/c o art. em razão do cargo ou profissão" ( Comentários ao Código Penal. ■ Tentativa: Admite-se. FRAGOSO. a partir da vigência da Lei n e 10. e multa. farmacêutico. 76 da Lei n 2 9. configura o delito do art.099/95). Ill. 104). de um mês a um ano. Tal complemento deve visar a impedir a introdução (entrada) ou propagação (difusão) de doença contagiosa (estado mórbido contagioso ao homem). 268 do CP (cf. resulta lesão corporal ou morte. cabe a transação no caput . cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 268 ■ Transação: De acordo como art.1. 285 c/c art. ainda que haja lesão corporal grave ou morte — CP. art. 1965. onde expomos o nosso entendimento totalmente favorável à primeira (a) posição. Trata-se de norma penal "em branco". ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. v.■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. representado pela vontade livre e consciente de infringir a determinação. precisa-se demonstrar qual foi a determinação do Poder Público descumprida (TACrSP. 258 (art. desde que não haja morte — CP. Figura qua//ficada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. Assim. 2 ■ Sangue: A inobservância das normas da Lei n 7. que dispõe sobre a obrigatoriedade do cadastramento dos doadores e a realização de exames laboratoriais. 258 (art.099/95). IX. v. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Pena: Detenção. 1959. caput. Infração de me. desrespeitar. p. v.259/01. ■ Tipo objetivo: O núcleo é infringir. 833). art. 9 2 daquela lei). 285 e 258 do CP se. dentista ou enfermeiro. da infração de medida sanitária. da CR/88) e da analogia in bonam partem. entendemos que. Não há forma culposa. ■ Remissão: Vide arts. p. preventiva ■ Sujeito passivo: A coletividade. 52 . Comentários ao Código Penal. excluindo a ili citude ( H. "deve apresentar-se o descumprimento de especial dever que incumba ao agente. em princípio não retroage. 258 (art.543 Código Penal Art. retroage em favor do agente. vide nota ao art. ■ Norma em branco: Como o art. no caso concreto. 1959. art. que se completa com a existência de outra lei. 3 do CP. mas não se pode deixar de fazer concessões ( MAGALHÃES 2 NORONHA. em vigor a partir de 12. 104). 11). 268 do CP é norma penal "em branco". Na hipótese de revogação da norma complementar. 76 da Lei n 2 9.01. não retroage ( HUNGRIA. RT Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . a transação será cabível. O crime é considerado de perigo abstrato. transgredir. no particular aspecto da saúde pública. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 1995.7. b. que possui a significação de violar. ■ Consumação: Com a violação.099/95).649/88. ■ Erro: O eventual erro do agente deve ser apreciado à luz do art. Como observa HUNGRIA. de 12. 89 da Lei n2 9.02. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 2 2 . desobedecer. divide-se a doutrina em três posições: a.

■ Portaria n° 1. 1965. 285 c/c o art. art. Evidentemente.259. o abate de pequenos animais para consumo entre uma ou duas famílias constitui prática muito comum no interior do Rio Grande do Sul. 285 c/c art. de 24. 268 sobre doença contagiosa. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. ■ Abate de animais: No crime do art. 837). leishmaniose tegumentar e visceral.1. IX . pois consigna doença cuja notificação é compulsória. RT726/746). vendendo a carne a este. v. do Ministério da Saúde: E compulsória a comunicação das seguintes doenças: 1. 52 . 269. em vigor a partir de 12. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 89 da Lei n°9. 268 quando o agente viola norma sanitária específica destinada a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa determinada e não qualquer dispositivo de regulamento sanitário (porcos alimentados no lixão da prefeitura) (TACrSP.100. de seis meses a dois anos. Não se caracteriza o delito do art. caput. ele somente poderia fazer com seriedade a denúncia se houvesse. 258 (art.283). ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (delito próprio).137/90 (TACrSP. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. febre tifóide. no especial aspecto da saúde pública. 268 (FRANCESCHINI.099/95). regulamentos. ■ Sujeito passivo: A coletividade.02. não estando esta exposta à venda. OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA Art. coqueluche. Jurisprudência. ■ Não basta regra genérica: O dispositivo administrativo que contém mera regra genérica de higiene não preenche a norma penal "em branco" do crime do art. parágrafo único. difteria. O delito é omissivo puro. de 12. p. Omissão de no.da Lei n2 8. oncocercose. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. essa denúncia que se impõe ao médico é justa causa que exclui a caracterização do crime do art. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória: Pena — detenção. peste. III. cabe a transação no art. 268 do CP e não o do art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. doença meningocócica e outras meningites. Ocorre o crime do art. e multa. RT 402/269) consumando-se com a mera transgressão da norma ou determinação oficial (abate clandestino de gado) (TACrSP. pessoalmente. n°1. febre amarela. a transação será cabível. Em face do princípio da isonomia (art.■ Transação: De acordo como art. 269.Arts. 7 2 . da CR/88) e da analogia in bonam partem. 2 2 . O abate irregular de reses e o transporte da carne em condições precárias. poliomielite. não estando regulamentado pelo Decreto Complementar n° 24. 76 da Lei n°9. configura o delito do art. 1975. embora a lei não exija que o médico tenha assistido ou examinado o doente.430/74 (TARS. Assim. 258 (art.099/95). Julgados 96/126). especialmente. entendemos que. rubéola e síndrome de . 268 e 269 Código Penal 544 507/414).259/01. Como registra HELENO FRAGOSO. 268 do CP se o agente abate um leitão para reparti-lo como vizinho. Quanto ao que se deixa de denunciar. 100 do CP. examinado o enfermo (Lições de Direito Penal — Parte Especial. da Lei n° 10. dengue. Sua complementação é encontrada em outras leis. RT 705/337). mv— RT644/ 272). não pode o Ministério Público invocar portaria sobre poluição ambiental (TJSP. 154 do CP. ■ Tipo objetivo: Deixar de denunciar(omitir-se em comunicar) à autoridade pública é a conduta que se incrimina ao médico. raiva humana.5.96.7. RT 725/619). art. hanseníase. convertendo-a em imprópria para o consumo. a norma penal é "em branco". I. cuidando-se de pena máxima cominada não superior tificação de doença a dois anos. Versando o crime do art. decretos e. 268 do CP o perigo comum é presumido (TACrSP. doença de Chagas — casos agudos. Em todo o território nacional (cólera. v.01. a partir da vigência da Lei n°10.

caput.02. Em áreas específicas (esquistossomose — exceto nos Estados do Maranhão. 285). de seis meses a dois anos. a transação será cabível. Rio Grande do Norte. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. em vigor a partir de 12. ■ Consumação: Com o esgotamento de eventuais prazos regulamentares ou. a água ou a substância envenenada. 62 da Lei n° 8. 270. 2. síndrome da imunodeficiência adquiri da — AIDS. 270 c/c art. art.099/95). § 1 2. todavia. Alagoas. malária — exceto na região da Amazônia Legal). ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo: Pena — reclusão. da CR/88. ■ Pena: Detenção. ENVENENAMENTO DE ÁGUA POTÁVEL OU DE SUBSTÂNCIA ALIMENTÍCIA OU MEDICINAL Art. 76 da Lei n 2 9. sarampo.01.7. entendemos que. art. na ausência destes. MODALIDADE CULPOSA § 22. cabe a transação no § 2 2 do art. Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts.259/01. e não também do farmacêutico (TACrSP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 270 desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP.930/94. filariose — exceto Belém.072/90. consistente na vontade livre e consciente de praticar a omissão. . foi excluído da relação dos crimes hediondos pela Lei n 2 8. da CR/88) e da analogia in bonam partem. a partir da vigência da Lei n° 10. 258 (art. que deu nova redação ao art. Paraíba. hepatites virais). Na escola tradicional é o "dolo genérico". 285 c/c o art. 285 c/c art.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. ■ Tentativa: Não se admite. varíola.545 Código Penal Arts. Envenenamento de água potáve/ ou de substância a/imentíc/a ou medicina/ ■ Alteração: O art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de dez a quinze anos. Ceará. 89 da Lei n 2 9. 1 9 da Lei n° 8. Piauí. para o fim de ser distribuída. Não há forma culposa. 269 e 270 rubéola congênita. em conformidade com o art. tuberculose. desde que não resulte morte — CP. 22 . 2 ■Transação: De acordo com o art. o qual. de 12. Envenenar água potável. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. com a prática de ato inconciliável com a obrigação de denunciar. 100 do CP. XLIII. Jurisprudéncia ■ Só o médico pode ser agente: A obrigação de denunciar só é exigida do médico. tétano. RT492/355). Em face do princípio da isonomia (art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2. 5 2 . de uso comum ou particular. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. considerava hediondo o crime de envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. ■ Crime não hediondo: O art. 258 (art. Está sujeito à mesma pena quem entrega a consumo ou tem em depósito. de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 285 e 258 do CP.1. Assim. 1 2 da Lei n°8. 5 2 .259. e multa. parágrafo único. se resulta lesão corporal ou morte. Se o crime é culposo: Pena — detenção.099/95). sífilis congênita. da Lei n 10. pois é delito omissivo puro. Pernambuco e Sergipe.072/90.

■ Noção: Se o envenenamento (caput). A modalidade culposa é prevista no § 2 2 . para o fim de ser distribuída. 15007). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 18. por ser benéfica.8. ainda. retroage. 285 e 258 do CP.710. Na b. Entrega a consumo (§ 12 ) ■ Tipo objetivo: a. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 270 com resultado morte do rol dos crimes hediondos. RJTJSP 72/307). 6. II). que consiste no especial fim de agir ("dolo específico" para os tradicionais): a finalidade de distribuir. desclassifica-se para a corrupção de água. 271 (TJRS. prevista no art. a segunda conduta constituirá fato posterior impunível. com conhecimento do destino de consumo comum e do perigo coletivo. Substância alimentícia (destinada a consumo). absorvida. p. a indeterminado número de pessoas. ■ Pena: Detenção. TJSP. especialmente a saúde pública. de uso comum ou particular. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". O objeto material é indicado: a. Se o agente envenenar a água (caput) e depois distribuí-la. Ter em depósito. A água pode destinar-se a uso comum ou particular. Entregar a consumo é fornecer. de seis meses a dois anos. É a substância destinada à alimentação (líquida ou sólida) de indeterminado número de pessoas. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Tipo objetivo: O núcleo envenenar tem a significação de pôr ou lançar veneno. causa a morte ou dano sério ao organismo. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. há. ■ Consumação: Com a superveniência da situação de perigo comum. O perigo é considerado como presumido. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. b. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. E indispensável. b. 271 e 272 do CP. de dez a quinze anos. e dado em função do uso que as populações fazem daquela água (TFR. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. ■ Desclassificação: Se a substância que o agente lançou na água tornou-a tão leitosa e malcheirosa que ninguém iria bebê-la e envenenar-se.86. Água potável. 270 seja infração que se consuma independentemente de resultado. ■ Pena: Reclusão. DJU 28. ■ Ação penal: Pública incondicionada. que consiste na vontade livre e consciente de envenenar. como as não potáveis. Agua potável é a chamada água de alimentação. excluindo-se outras águas que têm serventia diversa. Entende-se como sendo a substância destinada à cura. entendendo-se este como a substância mineral ou orgânica que. que o agente tenha consciência de que se trata de água ou substância envenenada. o elemento subjetivo do tipo.Art. ■ Consumação: Embora o crime do art. RT 726/728. art. não bastando a simples guarda sem tal finalidade. melhora ou prevenção de doenças de número indeterminado de pessoas. Ap. em ambos os casos. c. a título oneroso ou gratuito. 270 Código Penal 546 ■ Retroatividade da Lei n` 8. ele só se aperfeiçoa quando o perigo atinge a vida ou Figura cu/posa 02 ) 2 Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . ■ Remissão: Vide arts. independentemente de efetivo consumo ou distribuição. ■ Agua potável: O conceito de potabilidade da água é relativo.930/94: A exclusão do delito do art. entrega ou depósito (§ 1 2 ) são resultado da desatenção do agente ao dever de cuidado objetivo (vide comentário ao CP. Exige o fim de distribuir. Ou (substância) medicinal destinada a consumo. ■ Consumação: Com a entrega ou depósito. ■ Confronto: A corrupção e a poluição são previstas nos arts. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a é igual ao do caput.

285 c/c o art. A respeito. 2 2 . em vigor a partir de 12. 265-72. portanto. 285 c/c o art. pois. CORRUPÇÃO OU POLUIÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL Art. verificando-se desde que a água se torne imprópria ou nociva. de dois a cinco anos. aqui. ■ Transação: De acordo com o art. cabe a transação no parágrafo único do art. de uso comum ou particular. É indispensável. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. serão consideradas impróprias para alimentação e abastecimento públicos e privados" (FLAMINIO FAVERO.099/95). tornando-a imprópria para consumo ou nociva à saúde: Pena — reclusão. desde que não resulte morte — CP. da Lei n2 10. pp. 258 (art. 76 da Lei n 2 9. Assim. 6á ed. preparo de alimentos e bebidas etc. 271. 52 . ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 67). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Corromper ou poluir água potável.). Corrupção ou poluição de água potável ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. entendemos que. ■ Tipo subjetivo: O dolo. veja-se minuciosa defesa em caso de poluição de águas fluviais: DANTE DELMANTO. a não ser que resulte morte — CP. se assim acontecer. p. v. da CR/88) e da analogia in bonam partem. a partir da vigência da Lei n 2 10.547 Código Penal Arts. poluiré sujar. "A poluição das águas do rio Piracicaba".01. parágrafo único. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". conspurcar. 271. 1996. E requisito do tipo. 89 da Lei n 2 9. servindo para qualquer espécie de consumo (bebida. art.. de fluoretos.02. ainda. infectar. RT 453/355). A figura culposa é prevista no parágrafo único. Por sua vez. a transação será cabível. caput. de arsênico. que se demonstre a anterior condição de ser a água potável. As águas podem ser de uso comum ou particular. 258 (art. IX. que a corrupção ou poluição torne a água imprópria para o consumo (sem potabilidade) ou nociva à saúde (prejudicial. consistente na vontade livre e consciente de corromper ou poluir. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo única Se o crime é culposo: Pena — detenção. Aguas potáveis são "as águas próprias para a alimentação.259.099/95). de uso comum ou particular. Em face do princípio da isonomia (art. não apenas um número limitado delas (TJSP. especialmente a saúde pública. 1950.7. podendo ser classificadas em águas de fontes e de abastecimento. desnaturar. em Defesas que Fiz no Júri.1. com conhecimento do perigo para indeterminado número de pessoas. de 12. 270 e 271 a saúde de um número indefinido de pessoas. danosa à saúde). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 100 do CP. ■ Consumação: Com a efetiva impropriedade ou nocividade provocada pela corrupção ou poluição. de cobre e de zinco superior ao fixado na lei. pois não se tipifica a conduta de quem corrompe ou polui águas já poluídas. desde que destinadas à alimentação de indeterminado número de pessoas. a significação de estragar. de selênio. independentemente de real dano às pessoas. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. macular.259/01. Considera-se que o perigo é abstrato. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único. art. Tais águas não podem apresentar um teor de chumbo. de dois meses a um ano. . Código Penal Brasileiro. 0 objeto material é água potável. ■ Tipo objetivo: O verbo corromper tem.

de um a dois anos. distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado.259. bastando que se trate de água que se possa razoavelmente utilizar para beber e cozinhar. Não é necessário que a água seja irrepreensivelmente pura. corrompido ou adulterado. mv RT572/302). § 1 2 -A. Corromper. 1996.283. CORRUPÇÃO. importa. Se o crime é culposo: Pena — detenção. 18. de 12. MODALIDADE CULPOSA § 2 2. com ou sem teor alcoólico. de quatro a oito anos. 49. 272). art. § 2°. 15. 6a ed. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE SUBSTÂNCIA OU PRODUTO ALIMENTÍCIO Art. Ill. 285 e 258 do CP. Figura culposa (parágrafo ún/co) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se a corrupção ou poluição é causada pela não-observância do dever objetivo de cuidado (vide CP. falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo. e multa.01. II). expõe à venda.605/98. e se as águas do rio Piracicaba. se da corrupção ou poluição resulta morte ou lesão corporal. FALSIFICAÇÃO.938/81. mv— RJTJSP 121/348).804/89. de qualquer forma. ■ Tipificação: Para a tipificação é imprescindível que se prove a potabilidade da água e que seja ela ingerida habitualmente por indeterminado número de pessoas (TJSP. consistente em servir para beber e cozinhar (TJSP. Defesas que Fiz no Júri. tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo: Pena — reclusão. Está sujeito às mesmas penas quem pratica as ações previstas neste artigo em relação a bebidas. certa é a conclusão de que não houve crime algum" (TJSP. parágrafo único. de dois a cinco anos. Incorre nas penas deste artigo quem fabrica. em DANTE DELMANTO. tem em depósito para vender ou. tornando-a imprópria para o consumo ou nociva à saúde. embora haja opiniões em contrário. pelos motivos constantes dos autos. §1 2. vende. Ap. ou estiver tornando mais grave situação de perigo existente. ■ Pena: Reclusão. §§ 1° e 2°. ■ Confronto: Se há envenenamento das águas.7.. habitualmente usada por indeterminado número de pessoas (TJSP. em vigor a partir de 12. da Lei n 9 6. Se o poluidor expuser a perigo a incolumidade humana. RT301/84). vide art. ■ Remissão: Vide arts. p. adulterar. 270 do CP.Arts. 271 e 272 Código Penal 548 ■ Tentativa: Admitimos a possibilidade de sua ocorrência. com redação dada pela Lei n° 7. 272.1. vide o crime do art. ■ Transação: De acordo com o art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 54. ■ Pena: Detenção. de dois meses a um ano. cuidando-se de pena máxima cominada não superior . 2°. A expressão potável deve abranger não só a potabilidade bioquímica.02. animal ou vegetal. da Lei n° 9. já não eram potáveis. e multa. da Lei n°10. Quanto à poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público. art. mas também a potabilidade menos rigorosa. ■ Qualidade anterior: "A lei pune quem corrompe ou polui água potável.

assim. Em face e da analogia in bonam partem. a partir da vigência da Lei n 10. ■ Consumação: Quando a substância ou produto se torna nocivo à saúde ou tem seu valor nutritivo reduzido. IX. adulterar. que tem a significação de estragar. prejudicial. que só incriminava a conduta que tornasse a substância alimentícia nociva à saúde. c. com conhecimento da destinação a consumo da substância ou do produto e do perigo comum. líquida ou sólida.099/95). 272 a dois anos. Econõmica e contra as Relações de Consumo). sendo necessário que.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). E imprescindível que a corrupção. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. ■ Confronto: Se há venda. consistente na vontade livre e consciente de corromper. falsificar ou alterar. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ao contrário do antigo art. 66 da Lei n°8. ■ Tentativa: Admite-se. art. segunda parte (art. de quatro a oito anos. desnaturar (alterando a própria essência). especialmente no aspecto da saúde pública. Falsificação.677. isto é. infectar. danoso á saúde humana. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2°. de indeterminado número de pessoas. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. o atual art. falsificar. alterar. Absurdamente. 32). E a substância ou o produto destinado à alimentação. ■ Sujeito passivo: A coletividade.521/51 (crime contra a economia popular). cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.7. Igualmente. art. a destinação da substância ou produto a consumo público não pode ser presumida.98. corrupção. 285 c/c art. modificar para pior. ou seja. art. efetivamente. 258. 270 do CP. ■ Tipo objetivo: Alternativamente.099/95). número indeterminado de pessoas. caput. que se entende por contrafazer. que significa mudar. falsificação ou alteração: a. todavia. adulterar. e art. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. art. Os núcleos a. b e d podem ser comissivos ou omissivos. e multa.259/01. . ■ Pena: Reclusão. em condições impróprias ao consumo. A figura culposa está prevista no § 2 2 . 76 da Lei n° 9. b. como no exemplo clássico da adição de água ao leite. mudar. Assim. 285 c/c o art. ou seja. Se a ação é de envenenar água potável ou substância alimentícia ou medicinal. adulteração. enquanto o c deve ser comissivo. 100 do CP. Se não houver perigo para a saúde pública. 272 passou também a punir a redução do valor nutritivo da substância ou produto alimentício. mas deve ficar comprovada. da Lei n2 8. ferindo. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. torne a substância ou o produto alimentício nocivo à saúde ("tornando-o nocivo à saúde"). a transação será cabível. caput. o novo artigo pune com a mesma severa pena duas condutas de gravidade muito diferente. 2 2 . Como objeto material indica-se a substância ou o produto alimentício (destinado a consumo). alterar. d. ■ Ação penal: Pública incondicionada.549 Código Penal Art. modificar.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. dar aparência de genuíno ao que não é. III e V. se transforme em nocivo à saúde ou tenha seu valor nutritivo reduzido. vide art. Se a corrupção é de água potável. neste não basta que a substância ou produto se torne impróprio para o consumo. do princípio da isonomia (art. 272. reduza o valor nutritivo da substância ou produto alimentício ("reduzindo-lhe o valor nutritivo"). da Lei n° 1. 72 . ■ Alteração: Artigo e parágrafos com redação dada pela Lei n° 9. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 52 . adulteração ou alteração de substância ou produto allmentício (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. da CR/88) 2 entendemos que. Ao contrário de outros crimes. 258 (art. art. cabe a transação no § 2 2 do art. 271 do CP. 272. transformar. Observe-se que. ou entrega de matéria-prima ou mercadoria. são previstos quatro núcleos: a. b. de 2. 89 da Lei n° 9. corromper.

599/319). por sua vez. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide comentário no art. também. se do fato resulta lesão corporal. A figura culposa abrange. Em virtude desta falha do legislador. adulteração. Fica dela excluída a falsificação. 1965. consistente no especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). f. 258). 272 Código Penal 550 Condutas equiparadas (§12-A) ■ Objeto jurídico. estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. 1959. nos termos do art. IX. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. a vontade livre e consciente de fabricar. de qualquer forma. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo. § 32 . expor. vender(alienar a título oneroso). foi aumentada para um a dois anos de detenção pelo novo § 2 2 do mesmo artigo. troca. 121.Art. RT 605/296. 1995. Nas hipóteses de exposição e depósito. que dificilmente se imaginará não dolosa. aumentada de um terço". 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. obviamente. O art. ■ Nocividade: É essencial à figura deste art. ■ Incongruência: Dispõe o art. distribuir ou entregar a consumo. há. Direito Penal. aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. v. tenham elas teor alcoólico ou não. salvo quanto ao definido no art. c/c art. Quanto à forma culposa. Já se o resultado for morte. salvo nas condutas de expor e ter em depósito ("dolo específico"). ter em depósito. A pequena quantidade de bromato de potássio Bebidas a/coó//cas ou não (§ 1 2 ) Figura cu/posa (§ 22 ) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência anterior à Lei n2 9. importar. a adulteração e a alteração. vender. falsificação ou alteração da substância ou produto. 272 (TJSP. tem em depósito para vender. que era de seis meses a um ano de detenção. d. importar (fazer vir de outro país). b. sujeitos ativo e passivo: Vide nota ao caput. v. v. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. 852. preparar). Assim. se do fato resultar lesão corporal. FRAGOSO. a pena mínima será de um ano e seis meses. entregar. 267". com o fim especial de vender). II. apenas. de um a dois anos. ou. com oferecimento. 18. ainda que tácito. expõe à venda. RT632/282). ■ Tipo subjetivo: O dolo. pune-se mais severamente o crime deste art. sujeitos ativo e passivo: Vide nota no caput. HUNGRIA. cessão. III. Da modalidade culposa fica excluída a fabricação. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. Quanto ao objeto jurídico. ■ Tipo objetivo: Sujeita-se às mesmas penas do caput o agente que pratica as ações previstas no caput ou no § 1 2-A em relação a bebidas. as bebidas com ou sem teor alcoólico (§1 2 ). e multa. ciente da corrupção.677/98 (antigos arts. 272. importa. quanto à figura culposa. distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado. do CP). e. pois esta. manufaturar. Comentários ao Código Penal. 29). o elemento subjetivo do tipo. 116. entendendo-se não ser necessário que o agente seja comerciante. vide nosso comentário ao § 2 2 . caso não informe se a quantidade adicionada tornava a substância nociva. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são: a. 272 e 273) . de venda). a forma culposa abrange. gratuita ou onerosa). Não basta a conclusão do laudo de que a substância continha produto de adição proibida. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". se resulta morte. vide nota no caput. não pode ser culposa (em igual sentido: H. repartir) ou entregar a consumo (dação. ainda. fabricar (produzir na fábrica. p. de qualquer forma. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda. 272 a prova de ter a substância se tornado nociva à saúde (TJSP. p. 258. MAGALHÃES NORONHA. ■ Objeto jurídico. 32). c. corrompido ou adulterado. a pena aumenta-se de metade. 272 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Lições de Direito Penal — Parte Especial. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. IV. Quanto às condutas equiparadas do §1 incluem-se na previsão culposa do § 22 as de quem vende. distribuir (dar. p. ou. que é de um a três anos. a corrupção. RJTJSP 102/431. a pena mínima será de um ano e quatro meses. ou seja. atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. ■ Pena: Detenção.

■ Conhecimento: Ainda que provados fato e autoria. 171. 273. pois o perigo deve ser comum. RT 453/352. caput e § 2 2 . a adição de "sulfito de sódio" à carne crua e moída (TJSP. corromper. RT 605/296). ■ Crime de perigo: O art. e multa. última parte. mas sim no art. Contra: Não configura. ■ Substituição em alimento: Configura o crime do art. Julgados 78/250). c. os insumos farmacêuticos. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. 275. Julgados 95/196). sob pena de o exame de corpo de delito tornar-se imprestável (TJSP. Vide. 272 dispensa saber se houve. 273 do CP. ou a substituição o torne inferior (TJSP. de dez a quinze anos. não há se falar na caracterização do crime do art. as matérias-primas. certo e determinado (TACrSP.551 Código Penal Arts. a colocação de uísque nacional em garrafa de estrangeiro (TJSP. ■ Exame de corpo de delito: No Estado de São Paulo. RT613/346-7. os cosméticos. adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. ■ Alteração em refrigerante: E necessário que a alteração seja perniciosa ou reduza o valor. pois há a substituição de elemento da sua composição normal (TJRJ. ■ Perigo a pessoas indeterminadas: Não se configura a modalidade culposa do § 22 se a substância medicinal foi preparada para uma determinada pessoa. ou não. RT611/351). IV. contra: TACrSP. §1 2-A. absolve-se o acusado se não houver prova de que sabia do estado adulterado da carne que vendia (TACrSP. corrompido. 272 (TJRN. 453/332). jurisprudência no art. 175 do CP. RJTJSP 104/426). Falsificar. Art. 276 do CP. 272 e 273 adicionada ao pão não chega a torná-lo nocivo à saúde (TJSP. 171. RT772/666). 175. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE PRODUTO DESTINADO A FINS TERAPÊUTICOS OU MEDICINAIS Art. por ser substância alcoólica e não acarretar nocividade a troca de uísque estrangeiro por nacional (TJRJ. Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos. A venda de uísque nacional em garrafas de estrangeiro não se enquadra no art. RJTJSP 114/509). expõe à venda. 274. CORRUPÇÃO. II e § 1 2. A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro tipifica o delito do art. de qualquer forma. também. Art. Nas mesmas penas incorre quem importa. 273. 275 do CP. II.342/78. 486/264. vende. RT 536/277). RT 403/295) ■ Uísque: E muito controvertida a tipificação da conduta de quem falsifica uísque ou coloca uísque nacional em recipiente de similar estrangeiro. a utilização de carne de cavalo na fabricação de lingüiça. efetivo dano a alguém. 273. d. a colheita de amostras deve ser realizada de conformidade com o Decreto estadual n° 12. 277). Art. I. FALSIFICAÇÃO. corrompida ou falsificada voluntariamente pelos agentes. RT 554/417). pois é crime de perigo (TJSP. 276. pois uísque não é substância alimentícia nem medicinal (TJSP. e não individual. A favor. RT 453/352). Alguns exemplos: a. Jurisprudência posterior A Lei n 2 9.677/98 ■ Dolo: Se a carne exposta à venda em estado de putrefação não foi adulterada. Configura o delito do art. 273. Art. IV. 276 (TJSP. RT533/300). Julgados 85/488). 582/295). §1 2 . RT 540/271. b. tem em depósito para vender ou. § 2 2. RT698/328. 656/278. Não tipifica. §1 2-B. os saneantes e os de uso em diagnóstico. sob o título Bromato. São apontados diversos enquadramentos no CP (arts. 275 (TJSP. Configura o crime do art. adulterado ou alterado. E nele que se enquadra a venda de uísque nacional em vasilhame de estrangeiro (TACrSP. Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1 2 em relação a produtos em qualquer das seguintes condições: .

Coimbra. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.677. alterar (vide seus significados no art. . ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. "A inconstitucionalidade da lei dos remédios". IV — com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade. além de não ter feito menção á exigência de destinação a consumo. 374-7. inadmitindo punição sem que haja real ofensa ao bem jurídico tutelado. consistindo a autoridade num sistema de restrições só admissível na medida estritamente indispensável à coexistência das liberdades individuais" ( MARCELO CAETANO. de 2. 89 da Lei n° 9. A figura culposa está prevista no § 2 2 . Direito Constitucional. b. e multa. pp. Almedina. Atualmente. 273 Código Penal 552 I — sem registro. 1977. Falsificação. corromper. a doutrina. c. 272). que requer a "redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade". somente fazendo-o em seu §1 2 -B. 272. sob pena de inconstitucionalidade por falta de ofensividade ao bem jurídico tutelado (saúde pública). 1993. em um Estado Democrático de Direito. MIGUEL REALE JÚNIOR. MODALIDADE CULPOSA § 22. quando exigível. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". adulteração ou alteração do produto. o que só veio a fazer no §1 2 . Se o crime é culposo: Pena — detenção.98. ciente do perigo comum e da destinação do produto para fins terapêuticos ou medicinais. 285 c/c art. o legislador. adulterar ou d. número indeterminado de pessoas. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. segunda parte (art. corrupção. adulteração ou alteração de produto terapëut/co ou medicina/ (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. "o valor supremo da sociedade política é a liberdade. § 1 2-A e § 1 2-B (Lei n°8. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. este delito só se configurará quando houver efetiva comprovação da nocividade à saúde de indeterminado número de pessoas ou da real redução do valor terapêutico ou medicinal do produto (nesse sentido. falsificar. Ill — sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização. ainda que não seja comerciante ou industrial. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Tentativa: Admite-se. corromper. 399). Assim. Dicionário de Conceitos e Princípios Jurídicos. especialmente a saúde pública. apud JoAo MELO FRANCO e HERLANDER ANTUNES MARTINS. de um a três anos. Ao contrário do art. c e d podem ser comissivos ou omissivos. art. de dez a quinze anos.072/90).7. IV. com acerto. ■ Tipo objetivo: Os núcleos previstos são os mesmos do artigo anterior: a. De fato. corrupção. p. ■ Consumação: Com a falsificação. no órgão de vigilância sanitária competente. V — de procedência ignorada.099/95). ■ Confronto: Vide nota ao art. não consignou a exigência de perigo concreto para a configuração deste crime. 273. 258. O objeto material é o produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. no caput deste art. e multa. II — em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior. in RT763/423). ■ Pena: Reclusão. ou seja. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 . VI — adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente. 272 do CP. ■ Sujeito passivo: A coletividade.Art. tem questionado a constitucionalidade dos chamados tipos penais de perigo abstrato. adulterar ou alterar. ■ Crime hediondo: Caput. enquanto o a deve ser comissivo. Os núcleos b. cf. § 1 2 .

distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. por não observãncia do cuidado objetivo necessário (vide comentário ao art. adulterado ou alterado. II. em desacordo com a fórmula constante do registro. 2 condutas equiparadas do § 1 2 . os saneantes 2 e os de uso em diagnóstico. ou. ■ Noção: Sujeita-se às penas deste artigo o agente que pratica as ações mencionadas no §1 2 . estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. ALBERTO SILVA FRANCO. HUNGRIA. 29). Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Tipo subjetivo: O dolo. incluem-se entre os produtos referidos neste art. 273 os medicamentos (substâncias ou preparados que se utilizam como remédios). vender. paradas (§ 1 2) ■ Tipo objetivo: São estes os núcleos previstos: a. a consumo (vide significados no §1 2A do art. ter em depósito para vender. 1995. 18. II. a corrupção. Direito Penal. c. assim. vide nota ao art. 258. que era de dois a seis2 meses de detenção. salvo quanto ao definido no art. ferindo. a pena aumenta-se de metade. 116. em relação a produtos em quaisquer das seguintes condições: I. p. a forma culposa abrange. os insumos farmacêuticos. in Bol. 3 2 ). há o elemento subjetivo do tipo ("à venda" e "para vender"). Comentários ao Código Penal. v. vide nota. I I I. 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. ciente da falsificação. p. ter em depósito. IX. aplica-se a pena cominada ao homicídio cuposo. expor à venda. expor. se resulta morte. Nas formas de expor e ter em depósito. se do fato resulta lesão corporal. 273 Condutas equi. a adulteração e a alteração. Quanto à exigência de perigo concreto. do CP). De forma absurda. distribuir ou entregar. corrupção. adulteração ou alteração do produto. corrompido. os cosméticos (destinados ao embelezamento) e os saneantes (destinados à higienização e à desinfecção ambiental). por sua vez. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. aumentada de um terço". incluem-se na previsão culposa do § 2 as de quem importa. 273. sujeito ativo e sujeito passivo: Vide nota ao caput do artigo. Com exceção dos incisos IV e V. que é o especial fim de agir. d. bem como da sua destinação para fins terapêuticos ou medicinais. de qualquer forma. não pode ser culposa (em igual sentido: H. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. 852. sem registro na vigilância sanitária. ■ Pena: Detenção. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. e multa. nos comentários ao caput deste artigo. punidos com severíssimas penas. de qualquer forma. IV. V. 1965.553 Código Penal Art. sob o mesmo título. de procedência ignorada. "Há produto novo na praça". salvo nas hipóteses de expor e de ter em 2 depósito. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. Na escola tradicional é o "dolo genérico". p. em que se exige o "dolo específico". v. 272). MAGALHÃES NORONHA. vender. a pena mínima será de um ano e Produtos em outras condições (§ 19--B) Figura culposa Morte ou /es 'do corpora/ . VI. 0 art. com redução do valor terapêutico ou de sua atividade. vende. Outros produtos (§ 12--A) ■ Equiparação: Por força deste § 1 2 -A. quando for exigível. IV. Quanto às 1959. se do fato resultar lesão corporal. apenas. as matérias-primas. este § 1 -A inclui entre os produtos objeto deste artigo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. obviamente. expõe à venda. ■ Incongruência: Dispõe o art. b. tem em depósito para vender. Assim. de um a três anos. e. foi aumentada para um a três anos de detenção pelo novo § 2 do mesmo artigo. sem a caracterização da identidade e qualidade admitidas para sua comercialização. pois esta. trata-se de lei penal em branco (a respeito. que consiste na vontade livre e consciente de importar. I II. 267". O objeto jurídico é o indicado no caput. Não é necessário que o agente seja comerciante. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. A figura culposa é prevista no § 2 . No mesmo sentido. distribuir ou entregar a consumo. os cosméticos. Fica dela excluída a falsificação. adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária. IBCCr70/5 — edição especial. FRAGOSO. importar. 32). v.■ Objeto jurídico.

Arts. 273 e 274

Código Penal

554

seis meses. Já se o resultado for morte, aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. 121, § 3 2, c/c art. 258), que é de um a três anos, a pena mínima será de um ano e quatro meses. Em virtude desta falha do legislador, quanto à figura culposa, pune-se mais severamente o crime deste art. 273 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte, atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. 32). Jurisprudência anterior à Lei n 2 9.677/98 (art. 273) ■ Alteração ou supressão em medicamento: Em tese, configura o crime a produção de complexo vitamínico com componentes em menor quantidade do que a indicada na sua fórmula (TACrSP, RT625/315). Não basta para a tipificação do delito do art. 273 do CP que haja redução do valor terapêutico; é preciso que tenha havido alteração de substância ou supressão de elementos da composição normal do medicamento (TJSP, RT 302/90). Configura o crime a substituição de óleo de amêndoa pelo de soja, apenas com o aroma daquele, resultando na inexistência ou redução do valor terapêutico (TJSP, RJTJSP 115/231).

EMPREGO DE PROCESSO PROIBIDO OU DE SUBSTANCIA NÃO PERMITIDA Art. 274. Empregar, no fabrico de produto destinado a consumo, revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não expressamente permitida pela legislação sanitária: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Emprego de processo proibido ou de substância não permitida ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente no tocante à saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O art. 274 do CP é norma penal "em branco", posto que se completa com disposições estabelecidas pela legislação sanitária (vide, notadamente, a Lei n° 6.437/77). 0 núcleo é empregar, que possui a significação de fazer uso, usar, lançar mão. O objeto material é produto destinado ao consumo, ou seja, qualquer produto destinado ao consumo público (de indefinido número de pessoas). O que se veda é o emprego, na fabricação, de processo proibido ou de substância não expressamente permitida pela legislação sanitária (revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não permitida de forma expressa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de empregar. Para os tradicionais é o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Com o efetivo emprego do processo ou substância, independentemente de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se do emprego resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, quando há entrega a consumo de produto nas condições deste art. 274.

Morte ou lesão

corpora/

Entrega a consumo

555

Código Penal

Arts. 274 e 275

Jurisprudência anterior à Lei n2 9.677/98

■ Bromato: A adição de bromato no fabrico de pão tipifica, em tese, o delito do art. 274, e é incontestável a nocividade de seu uso, especialmente quando excede determinada proporção (TJSP, RT 586/283; TACrSP, Julgados 80/509). 0 emprego de bromato de potássio na fabricação de pão configura o crime do art. 274 e não do art. 272 do CP (TJSP, RT 600/308, RJTJSP 87/367; TACrSP, Julgados 80/419). 0 bromato de potássio é substância de adição não permitida, em qualquer quantidade, às farinhas e produtos de panificação (TACrSP, RT605/332). Para a condenação, é necessária a prova de ter sido o bromato adicionado ao pão pelo agente, excluindo-se a possibilidade de já ter vindo ele na matéria-prima empregada (TJSP, RT 600/308). ■ Corante não permitido: Configura o delito a adição de corante orgânico amarelo ao fabrico de pão, para dar a falsa aparência de haver sido preparado com ovos (TACrSP, RT 398/318). ■ Atos preparatórios: Ainda que manifesta a intenção do acusado de empregar, no fabrico de produto destinado ao consumo, substância não permitida, deixa o fato de ser punido se não passou dos atos preparatórios (TACrSP, RT 390/332).

INVÓLUCRO OU RECIPIENTE COM FALSA INDICAÇÃO Art. 275. Inculcar, em invólucro ou recipiente de produtos alimentícios, terapêuticos ou medicinais, a existência de substância que não se encontra em seu conteúdo ou que nele existe em quantidade menor que a mencionada: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n 2 9.677, de 2.7.98. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Invólucro ou recipiente com falsa indicação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, embora, geralmente, seja o fabricante. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é produto (resultado de produção) alimentício, terapêutico ou medicinal (destinado à alimentação, líquida ou sólida, ou à prevenção, melhora ou cura de doenças de indefinido número de pessoas). O núcleo inculcar tem a significação de apregoar, apontar, citar, dar a entender. A inculca é feita em invólucro (tudo o que serve para envolver o produto: envoltório, capa, revestimento, cobertura, embrulho etc.) ou recipiente (vidro, lata, plástico, isopor, ou semelhante, em que se pode colocar o produto). Não se enquadram as indicações feitas em prospectos, folhetos ou anúncios. 0 que se veda é a apregoação de: a. existência de substância que não se encontra em seu conteúdo; b. ou que nele existe em quantidade menor do que a mencionada. ■ Tipo subjetivo: O dolo, isto é, a vontade livre e consciente de fazer falsa indicação. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetivação da falsa indicação, sem dependência de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Vide, também, art. 2 2 , Ill, da Lei n° 1.521/51 (Economia Popular), art. 66 da Lei n2 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) e art. 7 2, II, da Lei n° 8.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e contra as Relações de Consumo), se não houver risco para a saúde pública. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

Arts. 275 e 276

Código Penal

556

Morte ou/esão corpora/ Entrega a consumo Jurisprudência anteriorà Lei n 2 9.677/98

■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, quando da falsa indicação resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, se há entrega a consumo do produto com falsa indicação. ■ Perigo à saúde: Para a tipificação do art. 275 é necessário que da falsa indicação resulte perigo à saúde (TACrSP, RT 584/361). ■ Uísque: A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro configura o delito do art. 275 do CP (TJSP, RT 453/352; TACrSP, Julgados 78/250). Contra: Vide, na nota ao art. 273 do CP, Jurisprudência anterior à Lei n° 9.677/98, enquadrando a conduta em outros delitos.

PRODUTO OU SUBSTÂNCIA NAS CONDIÇÕES DOS DOIS ARTIGOS ANTERIORES Art. 276. Vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a consumo produto nas condições dos arts. 274 e 275: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Entrega a consumo de produto nas condiIões dos arts. 274 e 275 ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não comerciante). ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é: a. produto destinado a consumo, fabricado com emprego de processo proibido ou substância não permitida (vide nota ao art. 274 do CP); b. produto alimentício, terapêutico ou medicinal, com falsa indicação em invólucro ou recipiente (vide nota ao art. 275 do CP). As condutas alternativamente previstas são: a. vender (alienar a título oneroso); b. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas, com oferecimento, ainda que tácito, de venda); c. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda, com o fim especial de vender); d. ou, de qualquer forma, entregar a consumo (dação, permuta, cessão etc., gratuita ou onerosa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações indicadas, ciente de que o produto se encontra nas condições previstas pelos arts. 274 e 275 do CP. Nas hipóteses de expor e de ter em depósito, há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). Na escola tradicional, pede-se o "dolo genérico", salvo para as figuras de expor e de ter em depósito, nas quais se exige o "dolo específico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações, sendo delito permanente nas figuras de exposição e depósito. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se resulta lesão corporal de natureza grave ou morte. ■ Uísque: A venda de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro não configura o crime do art. 171, § 2°, IV, do CP, mas sim o deste art. 276 (TJSP, RT

Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência anterior .1 Lei n°9.677/98

mas de difícil ocorrência na prática. FLAMINIO FAVERO. IV. Vender. b. 1965. também. exclusivamente. Morte ou lesão corporal . Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". com oferecimento. não abrangendo maquinaria. de um a cinco anos. melhora ou cura de doenças de indeterminado número de pessoas. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 1950. p. terapêutico ou medicina/ ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.099/95). 127). Código Penal Brasileiro Comentado. 1995. v. VI. d. v.677/98). Ill. v.677. 258. art. terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. 352. especialmente a saúde pública. p. Direito Penal. sendo delito permanente nas formas de expor e de depósito. 285 c/c art. 276 e 277 453/352). o que. p. 41). abrange. Ill. ou ceder (emprestar.). mas que podem. utensílios etc. isto é. Substância destinada à falsificagão de produto al/mentício. na nota ao art. H. ser substância destinada à falsificação. 1995. ocorre apenas na figura de expor. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de 2. nele incluírem-se substâncias comuns no comércio. 1985. v. porém. servir à finalidade vedada. Contra: Há jurisprudência divergente. há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda"). ■ Sujeito passivo: A coletividade. embora haja quem também indique o "dolo específico" (MAGALHÃES NORONHA. de um a cinco anos. terem depósito (ter à disposição ou sob guarda). p. Direito Penal. 865. Deve. Direito Penal. aquelas eventualmente destinadas à falsificação (DAMAsIO DE JESUS. de substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas). JÚLIO F. pp. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. e multa. há divergência quanto ao sentido da expressão destinada: a. Produto terapêutico ou medicinal é o reservado à prevenção. IX. se resulta lesão corporal grave ou morte. IV. c. segunda parte (art. terapêutico ou medicinal. e multa. só eventualmente. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. classificando o fato em outros delitos (vide. de venda). 277. 285 e 258 do CP. ter em depósito ou ceder substância destinada à falsificação de produtos alimentícios.7. destinada a dar aparência de genuíno a produto que não o é. a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. MAGALHÃES NORONHA. Ill. São os seguintes os núcleos alternativamente indicados: a. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Na hipótese de expor. p. somos de opinião que se deve interpretá-la como se referindo a substâncias com destinação inequívoca. v. líquida ou sólida. MIRABETE. Jurisprudência anterior à Lei n° 9. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Na doutrina. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. de indefinido número de pessoas. 152. v. p. petrechos. 272 do CP. Trata-se. Não há modalidade culposa. ■ Tipo objetivo: O objeto materiai do delito é substância destinada à falsificação de produto alimentício. dar etc. Parece-nos que seria alargar demasiadamente o tipo. vender (alienar a título oneroso). 1996. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 1959. FRAGOSO. ■ Pena: Reclusão. 41-2). SUBSTÂNCIA DESTINADA À FALSIFICAÇÃO Art. ainda que tácito. ainda. 277. ou seja. expor à venda. Manual de Direito Penal.98. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. portanto. b. 89 da Lei n° 9. Código Penal Brasileiro. para nós. Produto alimentício é o que serve à alimentação.557 Código Penal Arts. v. Como a lei registra a expressão destinada (e não "que sirva"). alcança só as substâncias destinadas. ■ Remissão: Vide arts. à falsificação (BENTO DE FARIA.

). 258 (art. OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS À SAÚDE PÚBLICA Art. 258 (art. RT632/283). de 12. com a finalidade de vender). e.7.259. Fabricar. 285 c/c o art. que a coisa ou substância seja imprópria para o consumo público. 89 da Lei n 2 9. Assim. pois disfarça a aparência da carne vendida. em vigor a partir de 12.Arts. vide art. art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. nas embalagens.). presumido pela lei (TACrSP. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". e de ter em depósito. 277 e 278 Código Penal 558 Jurisprudência anteriorà Lei n°9. troca. de qualquer forma. TJSP. preparar). 2 2 . ■ Sujeito passivo: A coletividade. 100 do CP. b. Não basta. ■ Confronto: Se há omissão de dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. 52 . ter em depósito para vender (ter sob guarda ou à disposição. cabe no parágrafo único. cabe a transação no parágrafo único do art. parágrafo único. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. com conhecimento da nocividade à saúde pública. consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações.099/95). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. nas quais se requer o "dolo específico". Julgados 91/287. salvo para as modalidades de expor. é de perigo abstrato. que é o especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). entregar a consumo (dação.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). ■ Consumação: Coma efetiva prática de qualquer das ações. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. c. O objeto material é coisa (de qualquer natureza) ou substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas) nocivas à saúde (prejudicial. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não seja industrial ou comerciante). perfumes. Nas figuras de expor e de ter em depósito está presente o elemento subjetivo do tipo. ■ Tipo objetivo: São cinco os núcleos alternativamente indicados: a. empréstimo etc. a não ser que resulte morte — CP. tintas etc. Se deixar . fabricar (produzir.01. 63 da Lei n 2 8. ter em depósito para vender ou.677/98 ■ Tipo objetivo: Configura o crime ter em depósito no açougue "sulfito de sódio". de qualquer forma. entregar a consumo coisa ou substância nociva à saúde. com oferecimento. e multa. expor à venda. de dois meses a um ano. d. Se o crime é culposo: Pena — detenção.099/95). ■ Tentativa: Teoricamente é admissível. 285 c/c o art. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal: Pena — detenção.259/01. ainda que tácito. ou. danosa à saúde pública).: sabonetes. nos invólucros. expor à venda ( manter em exposição. sendo necessária a positiva nocividade. de um a três anos. desde que não resulte morte — CP. art. a transação será cabível. a partir da vigência da Lei n 2 10.1.02. recipientes ou publicidade. caput. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Em face do princípio da isonomia (art. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal (ex. vender. vender (alienar a título oneroso). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. 278. ■ Transação: De acordo como art. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. independentemente de outros resultados. 76 da Lei n 2 9. E infração permanente nas modalidades de expor e de ter em depósito. manufaturar. 278. especialmente a saúde pública. portanto. da Lei n 2 10. Outras substãncias nocivas à saúde púb/ica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. de venda). entendemos que. A figura culposa é prevista no parágrafo único.

art. 72 . Se se tratar de venda. ■ Produto de limpeza: Configura a fabricação e venda.137/90 (Ordem Tributária. que o substituiu. da Lei n 2 8. art. Ap. 7 2 . para jardinagem. in Bol. SUBSTÂNCIA AVARIADA Art. Julgados 95/147). DJU 4. O crime do art. 64 da mesma lei. 279 do CP: Sendo a pena do revogado art. IX. ■ Ultratividade do antigo art. TRF da 3 R.559 Código Penal Arts. 279 de um a três anos de detenção ou multa. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. II). 23 da Lei n 2 8. ou de entrega de matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo.101-3. até 27. 18. e multa. ou seja. ■ Agrotóxico: Configura.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. tratando-se de crime de perigo abstrato. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. ou multa. da mesma lei. o art.137/90 de dois a cinco anos de detenção ou multa. Se o crime é culposo: Pena — detenção. da Lei n 2 8. a donas-de-casa. 279 do CP foi revogado pelo art. o art.97. AASPn° 1.977). de um a três anos.12. p. RJDTACr 25/262. IX. o envio pelo correio de agrotáxico altamente nocivo. 278 a 280 de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado. IX. Vide. 279. não liberadas. por ser mais benéfico. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. 4703). Econômica e Relações de Consumo). sem Morte ou/esão corpora/ Jurisprudência indicação de conteúdo. ■ Revogado: O art. de dois meses a um ano. a propósito. 285 e 258 do CP.980. ■ Veneno de rato: Caracteriza a venda de veneno contra rato de fabricação clandestina e para o qual não existe antídoto eficaz. deve ser aplicado ultrativamente aos fatos ocorridos durante a sua vigência.90 (nesse sentido: TACrSP. ■ Pena: Detenção. de dois meses a um ano.2. MEDICAMENTO EM DESACORDO COM RECEITA MÉDICA Art. e a do novo art. que independe da ocorrência de dano ou do efetivo uso da substância (TACrSP. 14. Fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica: Pena — detenção. 7 2 . de um a três anos. Ap. 280. de produto para limpeza doméstica. ■ Remissão: Vide arts. Econômica e contra as Relações de Consumo). Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Se a ação é resultante da inobservância do cuidado necessário (vide nota ao CP. . 988. ■ Pena: Detenção.. vide art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 278 do CP é de perigo presumido ou abstrato.96. perigoso e impróprio para sua finalidade (TACrSP. 279 do CP. j. que se aperfeiçoa tão-só com a possibilidade de dano à saúde (TACrSP.6. Julgados 69/420). 18. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

■ Consumação: Com a entrega da substância em desacordo. 51). ■ Ação penal: Pública incondicionada. a partir da vigência da Lei n 2 10. p. entendemos que. 100 do CP. dar. A figura culposa é prevista no parágrafo único.02.099/95). tendo-se omitido a pena alternativa de multa. secundariamente. Direito Penal. suprir. a pessoa que recebe ou a quem é destinado o medicamento. ■ Pena: E alternativa: detenção. ■ Tentativa: Admite-se. salvo se resultar morte — CP.Art. v. v. caput. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 285 c/c o art. a não ser que resulte morte CP. Receita médica é a prescrição que o médico faz. 280 Código Penal 560 ■ Transação: De acordo com o art.1. p. Figura cu/posa (parágrafo único) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . enquanto. ministrar. 871). IX. para outros. p. v. ■ Pena: Detenção. adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. pois o que se pune é a arbitrariedade do fornecimento (H. art. mas há autores que consideram que só pode ser agente o farmacêutico. proporcionar. é indiferente que o fornecimento seja feito gratuita ou onerosamente. 52 . 50). que é prevista no caput ( Comentários ao Código Penal. Em desacordo com receita médica — preceitua a lei — de modo que se pune o fornecimento em divergência quanto à qualidade. art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. é irrelevante. se do fornecimento resulta lesão corporal ou morte. Em face do princípio da isonomia (art. 1959. espécie ou quantidade. art. geralmente em papel timbrado. ■ Tipo objetivo: O verbo fornecer tem o sentido de entregar.259/01. de dois meses a um ano.099/95). que consiste na vontade livre e consciente de fornecer medicamento em desacordo com a receita.7. 258 (art. Substância medicinal é a destinada à cura. pois não tem qualificação técnica. FRAGOSO. 285 e 258 do CP. o que se pune é o fato de o farmacêutico ou prático fornecer arbitrariamente outro remédio. art. 280.259. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. da CR/88) e da analogia in bonam partem.01. prático autorizado ou herbanário (HUNGRIA. 1965. II). a transação será cabível. de 12. houve lapso no CP. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. corrupção. Medicamento em desacordo com receita médica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 18. a substituição para melhor não caracteriza o delito ( MAGALHÃES NORONHA. ■ Fornecimento de remédio diverso: A configuração do delito independe de que os remédios trocados tenham iguais efeitos. ■ Noção: Se o fornecimento decorre da não-observância do cuidado devido (vide comentário ao CP. 89 da Lei n 2 9. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. embora a correção de receita errada não caracterize o crime. de um a três anos. RT592/342). Assim. 76 da Lei n 2 9. 258 (art. na afirmação de HUNGRIA. especialmente a saúde pública. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ou multa. IX. Comentários ao Código Penal. melhora ou prevenção de doenças de indeterminado número de pessoas. ■ Tipo subjetivo: O dolo. nem conhece o doente e suas particularidades (TACrSP. Para alguns autores. p. independentemente de outro resultado (delito de perigo presumido). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. IV. ■ Remissão: Vide arts. A tipificação não alcança receitas de dentistas ou parteiras. 1995. p. 126). Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Confronto: Se há falsificação. MAGALHÃES NORONHA. 1995. 1959. v. 124. cabe no parágrafo único. IV. parágrafo único. por escrito. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 285 c/c o art. cabe a transação no parágrafo único do art. em vigor a partir de 12. 273 do CP. 2 2 . v. da Lei n° 10. III. Direito Penal.

282 contém duas modalidades distintas. Vide Leis n°6. v. Na primeira. ■ Tipo objetivo: O art.259/01. cabe a transação no art. Exercício //ega/damedicina. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Assim. As profissões expressamente visadas são as de médico. na segunda. Há. Em face do princípio da isonomia (art. Na primeira.368/76 e n° 10. caput. na 2 parte. é necessário que o agente aja com habitualidade. observe-se que a simples exploração de farmácia.02.7. dentista ou farmacêutico. 282. embora a prática. Profissão é forma de atividade habitual. não basta a "habilitação profissional". art. aplica-se também multa. EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA. sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites: Pena — detenção. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 282: a. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte CP. ainda. ■ Sujeito passivo: A coletividade e. secundariamente. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 100 do CP. na 1 á parte do delito. 282. Exercer. repetição. 281 e 282 COMÉRCIO CLANDESTINO OU FACILITAÇÃO DE USO DE ENTORPECENTES Art. a partir da vigência da Lei n 2 10. IX. da Lei n 2 10. pp. a profissão de médico.259. 285 c/c o art. Na outra modalidade. a prática de ato ou atos isolados não configura o exercício de profissão. não é privativa dos farmacêuticos. Parágrafo único. com venda de remédios industrializados aos consumidores. diploma ou licença". Modalidades do art. ou seja. CELSO DELMANTO. com fi m de lucro. cf.409/02. de autorização a estudantes e práticos para o desempenho de determinados atos profissionais. dentista ou farmacêutico.1.561 Código Penal Arts. 89 da Lei n°9. salvo se resultar lesão corporal grave ou morte CP. 1959. que disciplina a repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias tóxicas ou que determinem dependência física ou psíquica. A respeito da matéria. 258 (art. exercida por alguém. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 76 da Lei n° 9. o exercício é sem autorização legal (elemento normativo). o exercício da profissão é feito excedendo-lhe os limites.099/95). Se o crime é praticado como fim de lucro.01. "a habilitação ou competência legal" (Comentários ao Código Penal. a pessoa que é tratada ou servida. ■ Revogado: O art. em vigor a partir de 12. só o médico.099/95). art. a conduta de "exercer profissão" somente se tipifica quando há reiteração. ainda que a título gratuito. a profissão é exercida sem autorização legal. 1982. Como assinala HUNGRIA. Tóxicos. desempenhar. Quanto ã profissão de farmacêutico. transposição de limites: o agente sai fora da órbita da sua profissão. ARTE DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA Art. 145-6). a transação será cabível. 285 c/c o art. especialmente a saúde pública. Tais limites . b. 281. parágrafo único. de seis meses a dois anos. E indiferente que o exercício seja a título gracioso. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. aqui. Em vista do verbo empregado. na legislação especial. dentista ou farmacêutico.368/76. excedendo os limites da profissão. notando-se a existência. 258 (art. 281 do CP foi revogado pela Lei n° 6. exercitar.. entendemos que. 2 9 . caracterize a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). arte dentária ou farmacëutica ■ Transação: De acordo com o art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 5 2 . de 12. geralmente como modo e meio de vida. Assim. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Exercer tem a significação de praticar. sendo "necessário o registro do título. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.

RT 706/323). pelo exercício da arte durante trinta anos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. mas sem aviar receitas ou ministrar medicamentos. j. não afasta a incidência do art. não incide no art. ■ Dentista prático: A capacidade profissional do agente. 285 e 258 do CP. ■ Co-autoria: Pratica o crime do art.4.00. se resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. 284 do CP. ■ Ação penal: E pública incondicionada. 282 o técnico em prótese dentária que exerce. ■ Consumação: Com o efetivo exercício. Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . com diploma registrado no Departamento Nacional de Saúde Pública. visando o agente á obtenção de lucros com o exercício ilegal. ■ Tentativa: Não se admite. ■ Habitualidade: Exige-se a prática reiterada de atos (TACrSP. ■ Farmácia: Quem explora farmácia. RT 524/404). ■ Protético: Pratica o crime do art. não bastando à tipificação a prática de atos isolados (TACrSP. não pratica atos privativos de farmacêutico. na qualidade de diretor de clínica. dentista ou farmacêutico. Não há forma culposa. Também não pratica o agente. 282. 47 da LCP. 282 Código Penal 562 encontram-se fixados na legislação especial própria de cada profissão e completam a norma penal "em branco" desta modalidade. Julgados 78/287.Art. conscientemente permite que acadêmico. 282 do CP (TACrSP. RT509/400. vendendo medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica. 282 se exerce a profissão sem estar inscrito no respectivo Conselho (TACrSP. de seis meses a dois anos. TJGO. O exercício de atividade hemoterápica foi equiparado às profissões previstas neste art.997/99. ■ Pena: Detenção. ■ Conselhos Regionais: Médico. Para a habitualidade não importa a pequena quantidade das consultas. tratando-se de acusado que portava receituário falso (TACrSP. Ap. ou seja. ou seja. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (caput). aplica-se também a pena pecuniária. ■ Confronto: Se o exercício é de profissão diversa da de médico. RT784/689). art. RT 536/340). sem autorização legal e com habitualidade. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". sem a devida supervisão e acompanhamento. que utiliza métodos grosseiros. em virtude de exigências feitas pela Universidade de São Paulo quando da inscrição do diploma. mormente se no município em que trabalhava funciona uma faculdade de odontologia que atende gratuitamente. a vontade de exercer a profissão. por serem estas incompatíveis com o acordo cultural entre os dois países (Decreto n° 62. art. RT 430/387). dentista ou farmacêutico. in Bol. não podendo por isso ser considerado local distante e desprovido de profissionais habilitados (TJRJ. 430/384). 25. IBCCr 100/524. RJTAMG 51/275). a profissão de dentista (TACrSP. 282. 3. que exige habitualidade (o delito é de perigo abstrato). como co-autor. ■ Registro do diploma: Não basta a existência de diploma para que o seu possuidor possa exercer a profissão de dentista. constituindo somente ilícito administrativo (TAMG. pratique o exercício ilegal da medicina com o objetivo de lucro (TJRJ. formado em Portugal. com consciência da falta de autorização legal (1 á parte) ou de que excede os limites profissionais (2 á parte). sendo necessário o registro desse diploma (TACrSP. o médico que. RT 774/638). ■ Remissão: Vide arts. Figura qua/ificada (parágrafo único) ■ Noção: Se o crime é praticado com o fim de lucro. que exerce a medicina no Brasil sem o registro do Conselho Regional de Medicina. parágrafo único. mv — RJDTACr 27/88).646/68) (TACrSP. E necessária a habitualidade. não pratica o delito do art. Tratando-se de agente ignorante e rude. Julgados 96/164). 282 (Decreto-Lei n° 211/67).

1975. participar. v. 1975. A ausência de farmacêutico responsável constitui mero ilícito administrativo. TAMG. ou seja. FRANCESCHINI. Julgados 87/394. 533/363. que não se trate de um convicto. RT 547/366. TAPR. art. RT 416/259). parágrafo único.563 Código Penal Arts. 284 porque. que se dedica à cura de moléstias por meios grosseiros. o agente é pessoa ignorante e rude. entendemos que. cabe a transação no art. e multa. 1995. sem ser médico. RT 684/357. indicar) ou anunciar(noticiar. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 65). apregoar. Direito Penal. FRAGOSO. v. apesar do nome do delito (charlatanismo). Em face do princípio da isonomia (art. Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível: Pena — detenção. Não há forma culposa. em zona rural distante e desprovida de dentistas habilitados (TJSC. de três meses a um ano. CHARLATANISMO Art. IV. RT 623/348). 258 (art. ■ Consumação: Com a efetiva inculca ou anúncio. RT 595/410. Para a maioria dos autores.259. 537/373. em vigor a partir de 12.01. II. 285 c/c o art. não seria necessária a habitualidade.259/01.02. 915). O simples anúncio de cura.099/95). que "saiba não ter eficácia o que proclama e anuncia" ( MAGALHÃES NORONHA. penalmente irrelevante (TJSC. de 12. ■ Tipo objetivo: São dois os verbos empregados no dispositivo: inculcar (aconselhar. 258 (art. Reconhece-se em favor de quem exercita ilegalmente a odontologia. RJDTACr 10/56. 283. n° 2. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. art. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. independentemente de outro resultado. a partir da vigência da Lei n° 10. ignorado) ou infalível (de eficiência garantida.306). Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Distinção: Distingue-se o delito do art. caput. p. Julgados 81/299). Assim. mantém clínica médico-psicanalítica para cuidar da saúde mental daqueles que o procuram (FRANCESCHINI. 2 2. 1965. 282 e 283 Julgados 78/369. da CR/88) e da analogia in bonam partem. O que o agente inculca ou anuncia é cura por meio secreto ou infalível. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Competência: A competência para o processo por exercício ilegal da profissão farmacêutica é da Justiça Estadual (STF. 283. embora possa não ser ético. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.099/95). divulgar). p. 282 do crime do art. incluindo o médico. que consiste na vontade de inculcar ou anunciar. enquanto no exercício ilegal da medicina o agente demonstra aptidões e conhecimentos médicos. v. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. E indispensável que a inculca ou divulgação de cura se faça com fundamento em meio secreto (oculto. Jurisprudência. ■ Estado de necessidade: Em localidade sem médicos nem recursos.7. 89 da Lei n° 9. JC 69/449). Ill. "é necessário que haja insinceridade e falsidade por parte do agente" (H. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP.1. 100 do CP. Char/atanismo ■ Transação: De acordo com o art. especialmente a saúde pública. n° 2. 285 c/c o art. ■ Clínica médico-psicanalítica: Responde por exercício ilegal da medicina quem. recomendar. II. da Lei n 2 10. 76 da Lei n° 9. Assim. no curandeirismo. v. sutura de cortes etc. 5 2.305-A). certa). não há crime na prescrição de medicamentos. (TACrSP. a transação será cabível. TAMG. Jurisprudência. RF256/346). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. embora não esteja autorizado a exercer a medicina (TACrSP. com consciência da ineficácia do meio de cura. não basta para o enquadramento penal do comportamento. ■ Sujeito passivo: A coletividade. .

Ill — fazendo diagnósticos: Pena — detenção. palavras ou qualquer outro meio. ministrartem a significação de servir. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ou seja. ■ Pena: Detenção. Em face do princípio da isonomia (art. repetição. 258 (art. p. Jurisprudência. que o agente atue com habitualidade. São três os modos de execução indicados alternativamente: a. em vigor a partir de 12. caso esteja ausente a habitualidade. dar para consumir. 5 9 . sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. Prescrevendo.099/95). Usando gestos. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Se o crime é praticado mediante remuneração. Jurisprudência CURANDEIRISMO Art.1. art. n° 750). 100 do CP. 89 da Lei n°9. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. a transação será cabível. Parágrafo único. exercitar. cabe a transação no art.7.DJU 16. art.02. a pessoa que é tratada ou diagnosticada pelo agente. o delito não se configurará. Assim. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. E indispensável. animais ou minerais).259. indicar como remédio. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). de seis meses a dois anos. desempenhar) . que aja com reiteração. Curandeirismo ■ Transação: De acordo com o art. Exercer o curandeirismo: I — prescrevendo. habitualmente. 285 c/c o art. 285 e 258 do CP. Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts. a partir da vigência da Lei n°10. A liberdade de culto é garantia constitucional.099/95). qualquer substância (l). quando resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. II — usando gestos.498. habitualmente. parágrafo único. secundariamente. o curandeirismo (atividade de quem se dedica a curar. ■ Infalibilidade: Não constitui charlatanice a divulgação da descoberta de tratamento alegando-se ter sido sua eficiência comprovada. caput. pode ser partícipe do delito o próprio médico que preste auxílio ao curandeiro. Todavia. o agente fica também sujeito a multa. v. mv-. ■ Concurso de crimes: Pode haver. recomendar. qualquer substância. 1975. 284. 258 (art.259/01. HC 1. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. 284. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. art. Prescreveré receitar. de 12. ministrando ou aplicando. palavras ou . entendemos que.93. da Lei n° 10. e multa. b. portanto. 171). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. com proteção do local e da liturgia (STJ. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.Arts. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é exercer (dedicar-se. empregar. I. praticar. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa desprovida de conhecimentos médicos. A lei fala em qualquer substância. aplicar tem o sentido de apor. 2 2. a denúncia precisa indicar o resultado. mas sem inculcar infalibilidade de cura (FRANCESCHINI. especialmente com o estelionato (CP. 285 c/c o art. abrangendo todas elas (vegetais. sob pena de inépcia. 15994). ■ Ação penal: Pública incondicionada. de três meses a um ano. sem distinção relativa à nocividade ou efeito medicinal. especialmente a saúde pública. ministrando ou aplicando. sem habilitação ou título). 283 e 284 Código Penal 564 ■ Tentativa: Admite-se.01. 76 da Lei n° 9. ■ Sujeito passivo: A coletividade e.8.

c. ■ Confronto: Se o agente tem conhecimentos médicos e se faz passar por médico. entendendo que as "rezas" e "passes". n° 151). de seis meses a dois anos). sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. através de orações. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. Inexiste modalidade culposa. Gestos são movimentos do corpo. 1979. inclusive para a contagem da prescrição ( H. esconjurações. o início da ação penal deve ser considerado como momento consumativo. Julgados 74/306). quando resulta lesão corporal grave ou morte. Note-se. que se vale de meios grosseiros para curar. a CR/88. se o agente o continuou praticando. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). ■ Consumação: Com o efetivo exercício (que requer habitualidade). Fazendo diagnóstico (Ill). a denúncia precisa indicar o resultado. como vitaminas etc. 282 o agente revela conhecimentos ou aptidões médicas.565 Código Penal Art. sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. ■ Crime de perigo: O fato de não ter havido vítimas do curandeirismo praticado não descaracteriza a infração. RT438/425). não caracterizam o delito. de seis meses a dois anos. 284 qualquer outro meio (ll). porém. ou seja. RT516/345). ■ Orações de fé: Se a cura apregoada era pedida comunitariamente. dispõe ser "inviolável a liberdade de consciência e de crença. I. RT 507/412). 5°. que consiste na vontade livre e consciente de exercer o curandeirismo. v. Remuneração (parágrafo único) Morte ou lesão ■ Noção: Se o curandeirismo é exercido pelo agente mediante remuneração. VI. ■ Ação penal: Publica incondicionada. porque neste o agente é pessoa inculta ou ignorante. que há forte corrente jurisprudencial. independentemente de outro resultado. compreendendo os "passes" ou posturas especiais. embora não esteja habilitado a praticar a arte de curar (TACrSP. encomendações etc. ■ Pena: Além da pena do caput (detenção. pura questão de fé. ■ Consumação: Como o delito do art. ■ Confronto: O delito de exercício ilegal do art. aplica-se. O delito de curandeirismo é de perigo abstrato ou presumido. ■ Diagnósticos: 0 simples comportamento de fazer diagnósticos caracteriza o crime (TACrSP. (TACrSP. em seu art. 285 e 258 do CP. 284. RT 446/414). embora não possua autorização legal para exercer a profissão (TACrSP. Jurisprudência Criminal. enquanto naquele crime do art. ■ Habitualidade: É indispensável para a configuração do delito a habitualidade (TACrSP. 282 do CP. E indiferente que o agente atue gratuitamente ou não. pois possui habilitação técnico-profissional. ■ Pena: Detenção. ■ Remissão: Vide arts. com a qual concordamos. não se configura o delito (TACrSP. RT 416/259). ■ Tentativa: Não se admite. também. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Nesse sentido. a pena de multa. mas se a prática for remunerada terá lugar a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). quando atos de fé. sob pena de corpora/ Jurisprudência . FRAGOSO. ■ Farmacêutico: O farmacêutico que diagnostica e prescreve medicamentos não pode ser equiparado ao curandeiro. Diagnóstico é a determinação de uma doença pelos sintomas dela. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias". que é crime de perigo (TACrSP. art. RT 390/322). ■ Tipo subjetivo: O dolo. 284 é crime habitual. Julgados 87/394. na forma da lei. ■ Prescrição: Não configura crime a indicação de remédios que podem ser vendidos ao público sem receita médica. benzeduras. Como palavras. 282 distingue-se do curandeirismo deste art. podem ser indicadas as rezas. E a lei ainda acrescenta ou qualquer outro meio.

1995. Direito Penal. 258 do CP aplica-se aos arts.93. 268 a 284 do CP. ■ Figura qualificada pelo resultado morte: E preciso que haja relação entre a medicamentação ministrada e a morte da vítima (TAMG.8. 258 do CP (vide nota) aos crimes deste capítulo. com proteção do local e da liturgia (STJ. delitos de curandeirismo e estelionato (TJRJ. Por incitamento público considera-se o que é feito de . ■ Transação: Cabe (art. configura. em que são utilizados fórmulas e procedimentos como forma de solução de problemas. 89 da Lei n 2 9. em tese. v. Incitação ao crime ■ Objeto jurídico: A paz pública. realizadas por agente que se diz incorporado por entidade espírita. 284 a 286 Código Penal 566 inépcia. sob aparência mística. REsp 50. 284 (TACrSP. salvo quanto ao definido no art. Pune-se o comportamento de quem incita a prática de crime. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. RJDTACr 1/77-8).498. 81). por ser vaga. RT777/679). colocando em perigo a saúde e levando os adolescentes à dependência do álcool (STJ. nota Incongruência. p. p.Arts. Incitar. A cobrança da prática de consultas de curas. também. A boa-fé de quem acredita estar atuando como "aparelho mediúnico" pode afastar o dolo (TACrSP. 267. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. p. 267 (epidemia). ■ Perigo à saúde: Há crime se comprovada a habitualidade com que o acusado ministrava "passes" e obrigava adultos e menores a ingerir sangue de animais e bebida alcoólica. assim.94. publicamente. RT 542/410). RT404/282). o art. com exceção do previsto no art. Não pratica curandeirismo o dirigente de seita religiosa registrada que ministrava hóstias. pregando curas milagrosas na dependência da fé dos fiéis (TACrSP. a prática de crime: Pena — detenção. A publicidade é. É imprescindível que se trate de fato criminoso determinado. não se enquadrando na figura o incitamento para praticar contravenção penal ou ato imoral. Título IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA INCITAÇÃO AO CRIME Art. Portanto. nos arts. 272 e 273. 15994). pois "a instigação feita genericamente. não teria eficácia ou idoneidade" (MAGALHÃES NORONHA. 285. são tipificados no CP (STF. requisito do tipo. FORMA QUALIFICADA Art.8. HC 1. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.099/95). Assim. ou multa. Aplica-se o disposto no art. deve tratar-se de fato expressamente previsto em lei como crime. Vide. águas e óleos bentos. que já contém figura qualificada. como as bênçãos dos padres católicos. Julgados 89/449). mv — RT 425/328).426.099/95). Registra a lei que a ação deve ser realizada publicamente. excitar. de três a seis meses. DJU 29. 258 e 19 do CP. e não configuram o delito do art. 286. A liberdade religiosa não alcança atos que. Morte ou lesão corporal ■ Noção: Determina-se a aplicação do art. in RBCCr 8/226). ■ Espiritismo: No espiritismo. mv — DJU 16. ■ Remissão: Vide nossos comentários aos arts. ■ Tipo objetivo: O verbo incitar tem a significação de açular. 22211. 76 da Lei n 2 9. os "passes" fazem parte do ritual. ■ Sujeito passivo: A coletividade. A liberdade de culto é garantia constitucional. IV. provocar.

250/67. ■ Confronto: Se o incitamento é para a satisfação de lascívia ou para a prática da prostituição. Todavia. Apologia de crime ou criminoso ■ Objeto jurídico: A paz pública. A apologia que se pune é: a. louvar. Assim sendo. publicamente. ainda que veemente. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. RT779/621). de três a seis meses. v.. que se consuma com a incitação pública. 1959. 166). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Greve: Em face da CR/88. ou multa. desde que percebida por um número indeterminado de pessoas (TJSP. Não há punição a título de culpa. gestos. caracterizar-se a participação do agente no delito incitado (CP. JSTJ e TRF5/351). art. ou multa. ■ Pena: E alternativa: detenção. APOLOGIA DE CRIME OU CRIMINOSO Art. inclusive pela internet. ou seja. escritos ou outro meio de comunicação. art. não bastando a apologia de fato contra- . É indiferente que o incitamento se dirija "a pessoa determinada. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Incitação a desobediência: Em tese. ■ Transação: Cabe (art. não se confunde a apologia com "a simples manifestação de solidariedade. ■ Ação penal: Pública incondicionada. p. 29) ou em sua tentativa (CP. enaltecer. apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena — detenção. mediante uso de paus e pedras (TJDF. 286 (TACrSP. a desobediência de ordem judicial (TACrSP. comete o delito do art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Sujeito passivo: A coletividade. o incitamento realizado em reunião familiar não apresenta a tipicidade necessária. art. ou seja. ■ Consumação: Com a prática da incitação perceptível por indeterminado número de pessoas. publicamente. ■ Incitamento a crime determinado: A incitação genérica não basta para configurar o crime do art. cometa o crime objeto da incitação. Fazer. 19 da Lei n2 5. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Julgados 79/413). ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é fazer apologia. incentivando-os a agredirem os policiais. Comentários ao Código Penal. a sua incitação não é mais punível como crime (TRF da 2 2 R. ■ Publicidade: Para a configuração deste delito é necessário que a incitação se faça perante certo número de pessoas (TACrSP. IX. eventualmente. p. de fato criminoso. 287. elogiar. 286 quem incita.099/95). 928). Julgados 84/221). a vontade livre e consciente de incitar. art. conforme o meio de execução empregado. efetivamente. 227 e 228 do CP. Se o incitamento é para a prática de crimes punidos pela Lei de Genocídio. não sendo punível a mera opinião" (H.567 Código Penal Arts. O delito pode ser praticado por qualquer meio: palavras. isto é. que consagrou o direito de greve de forma ampla. 76 da Lei n°9. art. RT718/378). 1965. Trata-se de crime formal. defesa ou apreciação favorável. 286 e 287 modo a ser recebido por indeterminado número de pessoas. 89 da Lei n-2 9. fato real e determinado que a lei tipifica como crime. Jurisprudência ■ Crime formal: É crime formal. arts. Lições de Direito Penal — Parte Especial. contanto que percebido ou perceptível por indefinido número de pessoas" ( HUNGRIA. inclusive para os servidores públicos civis. Configura o crime a conduta do agente que.170/83.099/95). exaltar. v. RT 495/319). pode. 31). publicamente. 3 2 da Lei n° 2. de três a seis meses. Se a pessoa instigada pelo agente pratica o crime. 23 da Lei n°7. Na Lei de Segurança Nacional.889/56. III. incita moradores a desobedecerem ordem legal de desocupação de imóvel objeto de invasão. FRAGOSO. sendo desnecessário que alguém. Se a conduta é realizada pela imprensa ou por outro meio de comunicação.

que é a apologia do criminoso em razão de crime que cometeu. que tal interpretação poderá ter conseqüências morais danosas. 82 da Lei n° 8. 1 2 do CP. Parágrafo único. de um a três anos. 2. § 22. da Lei n 2 5. 1. Min. DJU 16. pensamos que.072/90 (art. 34378. XXXIX e § 22.93. além disso. art. em evidente conduta anti-social. ou seja. será atípica. por exemplo. ou multa. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". fizerem a apologia de acusado de um crime hediondo como a extorsão mediante seqüestro. 8 2 .997. 2. que consiste na vontade de praticar a apologia. CADH. A conduta deve ser praticada publicamente. art. Jurisprudência ■ Contravenção penal e publicidade: Sua apologia não satisfaz elemento constitutivo deste delito. 89 da Lei n° 9.11. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. PIDCP. E indiferente o meio de que se vale o agente para a prática deste crime: palavras. 5 2 . in Bol. A pena aplica-se em dobro. porquanto a publicidade é requisito do tipo. 288 do . art. de três a seis meses. § 22 c/c art. RHC 2. p. Quadri/ha ou bando ■ Aumento de pena: O art. desde que não haja o aumento de pena do art. sem dependência de outras conseqüências (delito formal). 123-4. gestos. 287 e 288 Código Penal 568 vencional ou imoral. 82 da Lei n° 8. deixando impunes aqueles que. QUADRILHA OU BANDO Art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Garantias constitucionais: Referindo-se o art. que veda o emprego da interpretação extensiva ou da analogia para punir. ■ Pena: É alternativa: detenção. DJU 10. que se altere o CP. 287. a apologia de acusado de crime. LVII) ou presunção de inocência (CR/88. à semelhança do delito anterior (vide nota ao art. a apologia deve ser realizada de maneira a ser percebida ou perceptível por indeterminado número de pessoas.250/67. 5 2 . de autor de crime. então. ■ Consumação: Com a apologia. que deve se adaptar à CR/88. como lei ordinária. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Portanto. pois é este. esta igualmente prevista no art. 288. 14. art.12. O perigo é presumido. em quadrilha ou bando.922/RJ. se a quadrilha ou bando é armado. Assim.Arts. ADHEMAR MACIEL. Dir-se-á. p. de pessoa que ainda não tenha sido condenada definitivamente. Não há forma culposa. em sua última parte.072/90 (Lei dos Crimes Hediondos) estabelece que "será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art. talvez. escritos ou outro meio de comunicação. IBCCr74/318). para o fim de cometer crimes: Pena — reclusão.5. do PIDCP e art. Associarem-se mais de três pessoas.94. 15.472-4. 286 do CP).19. HC 3. vu. p. 52 . diante das garantias constitucionais do direito à desconsideração prévia de culpabilidade (CR/88. 1 4 parte. RHC 7. da CADH —os dois últimos. rel. 99). ■ Tipo subjetivo: O dolo. mv — DJU 12. ■ Confronto: Se a apologia é feita por meio de imprensa ou informação. em sua segunda parte. a autor de crime. Mas. é somente a de autor de crime que assim tenha sido considerado por decisão condenatória passada em julgado. 8648). e não o contrário (nesse sentido: STJ. consciente da publicidade. art. art.099/95). e não a acusado de crime ou simplesmente acusado. b. inclusive pela Internet. tratados subscritos e ratificados pelo Brasil) e da reserva legal (CR/88. a apologia deve ser dirigida ou presenciada por número indeterminado de pessoas ou em circunstãncia em que a elas possa chegar a mensagem (STJ.98. a apologia que este tipo penal incrimina.

A associação deve ser para o fim de cometer crimes. diz a lei. O núcleo associar-se implica a idéia de estabilidade. essa causa se aplica a todos os crimes cometidos por quadrilha ou bando. aliarem-se. ■ Sujeito passivo: A coletividade. de quatro pessoas. da mesma espécie ou não. ■ Diminuição de pena (crimes hediondos): O parágrafo único do art. A respeito. agregarem-se. 159 do CP. que "o participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. ■ Tipo objetivo: O núcleo indicado é associarem-se. alterada pela Lei n 2 10. quando estes tiverem capacidade para entender e integrar a associação. Lições de Direito Penal — Parte Especial. com a finalidade de praticar mais de um crime. que traz a significação de ajuntarem-se. quando se tratar de crimes hediondos.368/76. 288 CP.072/90 dispõe. ao contrário. não há no Brasil conceito de "organizações criminosas". crime de concurso necessário) do participante (co-autor ou partícipe em crime praticado em concurso eventual). prática da tortura. com a nova redação dada pela Lei n° 10. 6 2 da Lei n°9. da Lei n° 7. terá a pena reduzida de um a dois terços".034/95.072/90. pelo menos. também. Vide. Salvo engano. por ser mais gravoso. mencionados no caputdo art. que se definem como associação estável ou permanente de delinqüentes. 1 2 dessa mesma lei. Para . MIRABETE lembra que "como a lei não contém palavras inúteis.569 Código Penal Art. considerando-se como crimes os fatos assim definidos em lei. ou seja. Exige a lei que sejam mais de três pessoas. não teria sentido que a diminuição de pena alcançasse apenas o crime de quadrilha. obviamente não retroage. p. por ser favorável ao agente. como integrante da quadrilha (nessa hipótese o agente é participante)" ("Crimes hediondos: aplicação e imperfeições da lei". no qual se contam. v. Júuo F. mas sempre mais ou menos determinados" (H. ■ Lei do Crime Organizado (Lei n 2 9. vide também nota Causa especial de diminuição de pena (§ 4 2) no art. FRAGOSO. retroage aos fatos anteriores à sua vigência. 934). fatos ilícitos ou imorais.492/86 (Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) ■ Retroatividade e irretroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no parágrafo único do art. 8 2 da Lei n° 8. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. se a intenção do legislador foi premiar a delação para possibilitar o desmantelamento do bando. como também pelo crime por ele praticado. retroage aos fatos anteriores à sua vigência. essa diminuição se aplica não só ao crime de quadrilha como também aos "crimes hediondos. 62 da Lei n° 9. os inimputáveis. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo". usando vocábulos sinônimos. reunirem-se. com o conseqüente esclarecimento dos delitos porventura já cometidos.217/01): 0 art. a pena será reduzida de um a dois terços. Em quadrilha ou bando. desestimulando a delação. prática da tortura. 25. A nosso ver. Trata-se de crime coletivo ou plurissubjetivo. eventualmente praticados pelo bando. "com o fim de praticar reiteradamente crimes. que requer a participação. ■ Retroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no art. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo". entre os referidos na lei. possibilitando seu desmantelamento. deve ser distinguido o associado ( membro da quadrilha. 8 2 . Ill. Um exemplo de "associação criminosa" encontra-se no art. in RT 663/268-72). 1965. daí resultando o número mínimo de quatro pessoas. 14 da Lei n°6. por ser mais favorável.034/95 (Lei do Crime Organizado) estabelece que "nos crimes praticados em organização criminosa. 8 2 da Lei n° 8. Com efeito. razão pela qual se exige que a associação seja estável ou permanente. quando a colaboração espontânea do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria". art. ■ Objeto jurídico: A paz pública. pode-se entender que a diminuição é cabível ao delator não só quanto ao crime de quadrilha (nesse caso o agente é associado). não sendo suficiente a finalidade de praticar contravenções.034/95. por sua vez. Dispondo o art. que ela "define e regula meios de prova e procedimentos investigatórios que versem sobre ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo". § 22 . Quanto à delação. ainda.217/01. O aumento de pena estabelecido no caputdo mesmo artigo.

Nos crimes previstos na Lei n° 8.979. v. 1959. v. 178. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("para o fim de cometer crimes"). Em nossa opinião. III. 1965. Em tese. p. não leva também à condenação pelos crimes que o bando praticou. DJU 7.94.. o membro da quadrilha será co-autor do crime para o qual concorrer e este delito poderá ser isolado do conjunto dos demais crimes praticados pelo bando (STF. Aps. TJSC. ■ Autonomia: A quadrilha é crime autônomo. RT565/409. E infração permanente. Direito Penal. e não um só crime (TJSP. ■ Consumação: Com a efetiva associação das pessoas. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços (art. contra: DAMASIo DE JESUS. art. v. cometidos em quadrilha ou co-autoria. da qual resultem ou possam resultar na prática de delitos (TJSP. pode haver participação de terceiros (ex. 1995. DJU 18. será sempre única. Entendemos mais correta a interpretação de que a associação para a prática de um crime continuado não basta à tipificação deste art. de um a três anos. IX. p. p. RT710/327. Direito Penal. este delito exige associação para o cometimento de crimes e não para outro fim. IX. p. ■ Confronto: Com a finalidade de infração ao art. Comentários ao Código Penal.82. e ser por esse crime condenado.. 288. embora predomine esse entendimento na doutrina. p. p. RTJ 88/468). não há se falar em quadrilha ou bando. 1982. RT 608/365). figuras que. ■ Concurso de pessoas: Além dos próprios membros do bando.400. 71870). IV. 6013). 1959. ocorrem no curso das invasões. RJTJSP 178/304-5. TRF da 0 R.400. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". corriqueiramente. Tóxicos. que independe dos crimes cometidos pelo bando (STF. Jurisprudência .616 e 28. 14 da Lei n° 6. pois é infração permanente. 1996. ■ Para outro fim: Inexistindo prova de que os integrantes do MST se associaram para cometerem crimes de furto e de dano. ■ Para mais de um crime: Deve ser formada para cometer crimes. se não há prova de que tenha participado destes crimes (TJRJ. 5. 30 a 32).Art. 0 fato de participar da quadrilha. v.12. Lições de Direito Penal — Parte Especial.6. Ap. p. 0 crime de quadrilha é sempre independente dos crimes que pelo bando vierem a ser praticados. considerando-se tanto a arma própria como a imprópria. ■ Pena: Reclusão. 4. RTJ 101/147). v. o crime de quadrilha não é incompatível com o de receptação (STF.137/90. ■ Concurso de crimes: Haverá concurso material com os crimes cometidos.12. RTJ 102/614). H.: auxílio para as reuniões da quadrilha). Não é pacífico que seja suficiente estar armado um só membro do bando. pois redundaria em duplicidade de punição. 12 ou 13 da Lei de Tóxicos. 5. 394. MAGALHÃES NORONHA. 94). RT 725/651). 16. ■ Sujeito ativo: A quadrilha é crime necessariamente coletivo ou plurissubjetivo (STF. 288 Código Penal 570 HUNGRIA. pp. FRAGOSO. parágrafo único. A quadrilha. p. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Qualquer crime: A quadrilha pode ser formada visando à prática de qualquer tipo de crime (TFR. mas apenas para os integrantes do bando que tenham efetivamente participado desses delitos. 180. independentemente da prática de algum crime pela quadrilha. da referida lei).616 e 28. TJSC. RT787/594). ■ Pena: Aplica-se em dobro a pena do caput. 934. III. Aps. nota).94. DJU 7. porém. ■ Tentativa: Não se admite. TRF da 4 4 R. não abrange a quadrilha organizada para a prática de um crime continuado ( Comentários ao Código Penal.368/76 (CELSO DELMANTO. Não há modalidade culposa. só com as formas sem a qualificação decorrente da pluralidade de agentes (contra: HUNGRIA. 71870. Figura qua/if/cada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se a quadrilha ou bando é armado. não pode haver concurso entre quadrilha e roubo (ou furto) também qualificado pelo número de pessoas.

pouco importando se depois houve prescrição para alguns. TJRO. 288. pois falta a pluralidade de crimes e estabilidade (TJSP.12. 25319). em trabalho comum. RHC 9. RT705/353). 288 ■ Absolvição quanto aos demais crimes: Optando o julgador pela absolvição do acusado. p. que não se confunde com um isolado concurso de agentes (TJSP.4. agindo os participantes de modo coeso.. não mais se pode cogitar do art. DJU 18. no momento da adesão de cada qual. cujo momento consumativo se protrai no tempo.86. TRF da 1 R. ■ Crime continuado: Não se tipifica a quadrilha se o crime praticado era continuado. Ap. 1. TACrSP. Ap. DJU 23. quanto àqueles que venham posteriormente a integrar-se ao bando. RT 764/562). esteja realizando uma ação que faça supor associação para fim de cometer crimes. RT 604/461. Basta existir o propósito de associação do agente ao grupo criado para a prática de crimes. DJU 7. não podendo fundamentar-se em meras investigações policiais (STJ. RT 538/390). ■ Permanência e estabilidade: São requisitos do crime do art. DJU 2. Não é suficiente a prática de delito por quatro ou mais comparsas. 25197. não bastando a sucessividade de eventuais ações grupais (TJSP. TJSP. RJTJSP72/360). RT 697/346. RT 787/594. 13. 7. RT 772/546). permanência e existência de no mínimo quatro pessoas (TJSP. 288 (STF. 758/534. preordenação dolosa. DJU 28. ■ Consumação: Consuma-se no momento da associação (STF.94. p.01.. e que sejam sempre os mesmos os autores das infrações (TJSP. p. 25289. 288: estabilidade. combinado (TJMG. RTJ 116/515. RT 600/383. A impossibilidade de identificar um deles não obsta o reconhecimento do . E mister a reunião estável. se os partícipes são diversos (TACrSP. São necessárias.. Ap.6. Aps. ■ Crime permanente: O crime deste art. estabilidade e permanência (TJRO. TJSP. surpreendido. E suficiente a preparação estável. TJPR. restando só três condenados pelo art. Deve haver animus associativo prévio. RTJ 124/999). DJU4. se ela não chegou a se formar e operar (TJRJ. RT 522/429).94.4. pois a habitualidade não é requisito do crime (TJSP.535.5. sob pena de bis in idem (STF. in RBCCr 4/180). 5. RJTJSP 68/380).. 14631. 751/580). que o agente. RT 565/409. RT á 529/317. TJSP. in RBCCr 27/364). mv — RT 533/362. TJSP.605. mesmo se em grau de apelação ocorrer anulação do processo em relação a co-réus e restarem somente dois condenados (STJ. numa conjugação de esforços unindo suas condutas. p. 288.93. ■ Número de agentes: O número de pessoas necessário à tipificação do crime de quadrilha é considerado objetivamente. TJSP. Ap. RJTJSP 178/304-5. in RBCCr 15/410. 18047. TRF da 2 R. embora separando as funções á (TJDF. RT 759/597. RT 721/422-3. 71870.400. HC 852. para cometer crimes em caráter reiterado e permanente (TRF da 44 R.. Basta que seja uma associação permanente.11. o agente que sofreu condenação anterior em processo judicial diverso não pode ser condenado novamente pela prática do mesmo fato delituoso. Em relação aos fundadores. ■ Atos preparatórios: O simples ajuste para formar a quadrilha não constitui crime.9. Sendo o crime de quadrilha permanente. ■ Prisão em flagrante: Para prisão em flagrante no crime de quadrilha é necessário. RT 765/582). Permanece ti pificado o delito do art. é crime formal.163. sendo desnecessário atribuir-lhe ações concretas (STJ. em virtude da não-comprovação do roubo.96. no mínimo. contra: TJRJ. sendo irrelevante a realização ulterior de qualquer delito (STF.867.571 Código Penal Art. p. 288 é infração de natureza permanente (STF. 185. sendo imprescindível a organização.720. p.00.95. RT707/414). RHC 2. Se um dos quatro acusados é absolvido. 98. não pode subsistir a condenação por quadrilha. RJTJSP 173/328-9. consuma-se no momento em que aperfeiçoada a convergência de vontades entre mais de três pessoas. p. mv— DJU 18. DJU 6.12. p. E preciso haver vínculo associativo permanente para fins criminosos. RT 749/573). RT756/523). cuja base real consistira unicamente nos mesmos fatos (TRF da 1 R. RT 759/721). RJTJSP86/422. RT 535/325). 173/324-5).00. TJSP. por falta do número mínimo de agentes (TFR.616 e 28.99. ao menos. RT 722/436). RT 774/690. TJSE. Não há.024439-7/TO. TRF da 5 R. 150). seqüestro e contrabando de armas. RT761/695. RT756/562). quatro pessoas. no momento da consumação. STJ.

288 Código Penal 572 número de agentes exigido (TJSP. ambos qualificados. in RBCCr 27/364).485-9/MG. DJU 10. HC 62. prevalecendo a causa que mais aumente (STJ. bem como a extinção da punibilidade da sonegação fiscal. RTJ 102/614).616 e 28. 0 fato de um dos acusados eventualmente estar armado. 5.99. RT748/627. TJSP. Aps. ■ Distinção da co-autoria: Não basta a co-participação. por serem tipos autônomos e com objetividades jurídicas diversas (TJSP.95. 14346. 114/185. RT 768/732). não tipifica o delito de quadrilha armada (STJ. 0 crime de quadrilha reclama prova segura e convincente do engajamento de todos os agentes a um vínculo associativo e consolidado para empreitadas delitivas (TJSP. 1996. TJRO. RT761/695). JSTJ e TRF 2/246.035. RT 754/564).853. pois redundaria em dupla qualificação pelo mesmo fato (STF. RT 721/422-3). não se podendo cogitar de infração continuada (TACrSP. não havendo bis in idem porque "o porte de arma que qualifica a quadrilha (perigo abstrato) não é equivalente ao emprego efetivo de arma que qualifica o roubo (perigo concreto)" (STF. um só aumento. . 68 do CP. DJU 7.6. 10678). aplica-se a regra do parágrafo único do art. RT 550/353. Saraiva. 1 2 da Lei n 2 9. 288. RT553/448. ■ Sonegação fiscal e quadrilha: A finalidade lícita de exercer atividade comercial.94. isoladamente. se não houver organização estável e permanente entre os co-autores (TACrSP. RT ■ Figura qualificada: O parágrafo único do art. 11881. mv — RTJ 128/325.99. não basta a simples co-autoria em diversos crimes. RCr 94. RT544/349.368/76 sido revogado pelo art. se o delito de contrabando foi praticado por apenas três pessoas. 1. por concurso de pessoas ou emprego de armas. só com furto simples (STF. 82 .034/95 fixou a estrutura típica do delito de quadrilha como requisito mínimo para existência da organização criminosa.5.8. mv — RHC 64. HC 77. Contra. ou seja.89. Pleno. p. RT 761/695).12. sem associação estável (TACrSP. A quadrilha não se confunde com a co-participação em crime continuado (TJPR. RT521/425). RT 748/627). 71870. DJU 17. Pode haver concurso material de quadrilha com tráfico. 77). Também pode haver concurso material entre estelionato e quadrilha (TRF da 52 R.3.. Pode haver concurso entre roubo qualificado pelo concurso de agentes e quadrilha. RTJ 120/1056. mas em co-autoria com outros indiciados.400. DJU 7.46568. TJRO. Embora o acusado não tenha agido sozinho. em parte: Pode haver concurso entre roubo qualificado por uso de armas e quadrilha qualificada pelo uso de armas. 399). STF n 2 86-E. TJSP. 12910. da Lei n2 8. 14 da Lei n 2 6. mv. tendo o art. tornam insubsistente a imputação de delito de quadrilha (STJ. RJTJSP69/334.94. contra: STF. DJU28. não pode ser condenado por quadrilha se somente ele respondeu ao processo (TRF da 22 R. 30026). HC 62. Julgados 67/63). não há que se aplicar os dispositivos da referida lei (TRF da 3 2 R. Inf. p. p.. 288 com furto qualificado pelo concurso de pessoas. sendo necessária a associação permanente com finalidade preestabelecida do cometimento de crimes (TJSP. Lei de Tóxicos Comentada.85. STJ.563. ■ Organização criminosa e quadrilha: O art. DE JESUS. Não configura a co-autoria momentânea. DJU 7. e objetivo de prática de crimes hediondos — art. ■ Concurso de causas de aumento: Havendo duas causas de aumento (emprego de arma — parágrafo único do art. 82 da Lei n 2 8. apud DAMÁSIO E. Inexiste incompatibilidade entre os crimes de quadrilha e de roubo qualificado pelo concurso de pessoas e com emprego de armas (TJSP.Art. RT 755/546. portanto. RJTJSP 117/480). p.564. p. p. RT776/571). RT755/742). ■ Concurso de crimes: Não pode haver concurso entre quadrilha e roubo. RT 570/352). DJU 8. Pet.8.. Não pode haver concurso do art. TJSP.772. p. em decorrência do parcelamento. A inimputabilidade de alguns não descaracteriza (TJRJ. RT 750/742). Incide a qualificadora quando o bando dispunha de armamentos e uma das suas atividades-fim seria a eliminação 781/576). de forma continuada ou em concurso material. ■ Crime único: 0 crime de quadrilha é único. Para a configuração da quadrilha. PT 783/615). 2.12. RT 752/567. RT764/562.85.11. RHC 3.04. 288 não exige que todos os partícipes estejam armados (STF..072/90 (TRF da 4 2 R.072/90). caput. DJU 30. RT 538/383. p. p.

e multa. vende. de seis meses a dois anos.099/95). moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena — reclusão. ■ Sujeito passivo: O Estado.7.259/01. Em face do princípio da isonomia (art. a restitui à circulação. da Lei n° 10. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. gerente. § 42 . Falsificar. tendo recebido de boa-fé. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Moeda falsa (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. em vigor a partir de 12. § 1 2. cabe a transação no § 2° deste art. por conta própria ou alheia. ■ Separação dos processos: A separação facultativa de processo contra os vários membros do bando não impede que um deles seja condenado separadamente dos outros. de três a quinze anos. 2°. § 32 . se no processo desmembrado havia prova da participação de todos (STF. é punido com detenção. ■ Extensão: Se em recurso especial se afastou a qualificadora do parágrafo único para um dos acusados. os efeitos desse recurso devem ser estendidos aos co-réus (STJ. E punido com reclusão.02.01. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. cede. guarda ou introduz na circulação moeda falsa. Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda. que tem a significação de apresentar como . fabricando-a ou alterando-a. e multa. 289. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é falsificar. 289 (art. § 22 . entendemos que.259. Nas mesmas penas incorre quem. 89 da Lei n° 9. o funcionário público ou diretor. empresta. 288 e 289 de intrusos não desejados na exploração da contravenção do "jogo do bicho" (STF. Assim. de 12. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2° (art.1. ou fiscal de banco de emissão que fabrica. reduzindo-se a pena imposta. adquire. troca.099/95). e multa. da CR/88) e da analogia in bonam partem. depois de conhecer a falsidade. II — de papel-moeda em quantidade superior à autorizada. cuja circulação não estava ainda autorizada. emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I — de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei. a transação será cabível. Título X DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA Capítulo I DA MOEDA FALSA MOEDA FALSA Art. RTJ 112/1064). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. importa ou exporta. como verdadeira. moeda falsa ou alterada. a partir da vigência da Lei n° 10. RT750/565). 5°. caput. 100 do CP. de três a doze anos.573 Código Penal Arts. RT 707/414). 76 da Lei n 2 9. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Quem. ■ Transação: De acordo com o art. parágrafo único.

289. MIRABETE ( Manual de Direito Penal. 1956. 8). ■ Tipo subjetivo: O dolo. 1959. 0 objeto material é moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no País ou no estrangeiro. p. f. não sendo punível a falsificação grosseira. ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. por conta própria ou alheia: a. 290 do CP. A alteração punível. em tese. VII. caso em que há modificação ou alteração da moeda. ■ Tentativa: Admite-se. A moeda falsa (fabricada ou alterada) precisa ser apta a enganar o homem comum. dando a impressão de verdadeiro. para que aparente maior valor. e. E necessário que a moeda fabricada se assemelhe à verdadeira. 1959. Ill. importa (faz entrar no território nacional). classifica-se no art. que consiste na vontade de falsificar. e multa. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. g. 1985. como verdadeira. IX. 1995. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. p. depois de conhecer a falsidade. c. antigamente freqüente. b. 955). ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. da competência da Justiça Federal. p. 168). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ignorando a sua falsidade. ■ Pena e ação penal: Idênticas às do caput. i. Na jurisprudência também há divergência. guarda (tem sob guarda ou à disposição). 108). o agente a restitui à circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). ■ Tipo objetivo: A moeda falsa ou alterada deve ter sido recebida de boa-fé. adquire (obtém para si. sem dependência de outras conseqüências. empresta (entrega com a condição de haver restituição). São previstos dois meios de execução: a. Moeda de curso legal é aquela cujo recebimento é obrigatório por lei. v. é aquela operada nos sinais que indicam o valor. b. introduz na circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). cede (entrega a outrem). III. exporta (faz sair do território nacional). 289 Código Penal 574 verdadeiro o que não é. h. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ou seja. ■ Pena: Reclusão. Circulação de moeda falsa (§ >°) ■ Objeto jurídico. v. o STJ entende que "a utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura. Pune-se a conduta de quem. MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal. que haja imitação. v. 290 do CP: BENTO DE FARIA ( C6digo Penal Brasileiro. de três a doze anos. isto é. que o agente fabrica ou altera. de dar aparência enganosa a fim de passar por original. Para os tradicionais é o "dolo genérico".Art. p. que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações alternativamente previstas. o agente faz a moeda. o crime de estelionato. após ter certeza de que ela é falsa. Não há forma culposa. Ou seja. X. v. ■ Recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra: Trata-se de hipótese. 211). IV. v. Não há modalidade culposa. p. 190). independentemente de outros resultados. Fabricando-a. 1965. JÚLIO F. Na hipótese de guarda é crime permanente. ora se enquadrando o fato no art. troca (permuta). TEODOLINDO CASTIGLIONE ( Código Penal Brasileiro. ora no art. vende (cede ou transfere por certo preço). Na doutrina. para que esta aparente valor superior. HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. Ou alterando-a. totalmente. d. p. 289 do CP: HELENO FRAGOSO (Lições de Direito Penal— Parte Especial. A restituição à própria pessoa de quem recebera a moeda falsa é atípica. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". opinam pelo enquadramento da conduta no art. Todavia. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é moeda falsa (vide nota ao caput). o agente recebeu o dinheiro como se fosse legítimo. em que o agente apõe algarismos ou dizeres de uma cédula em outra. Embora recebendo a moeda de boa-fé. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa que tenha recebido a moeda de boa-fé. da competência da Justiça Estadual" (Súmula 73). onerosa ou gratuitamente). para outros. com consciência do curso legal e da possibilidade de vir a moeda a entrar em circulação. hipótese em que há contrafação. v. portanto. No caso de dúvida quanto ao conhecimento da Figura privilegiada (§22 ) .

IX.538/SP. 1959. Ill. v. III. ■ Pena: Detenção. fabrica. não é moeda falsa ou emitida em excesso. Por isso. neste parágrafo. 194). Direito Penal. Para a maioria dos autores não se exige proveito do agente (H. Pune-se a ação de quem desvia e faz circular essa moeda. comina o parágrafo. o crime seria formal ( H. se forem superiores. mas a moeda legal. p. IV. 1965. de seis meses a dois anos. que consiste na vontade de desviar e fazer circular com consciência de que a circulação ainda não estava autorizada. ou seja. caput. Súmula 73. Papel-moeda em quantidade superior à autorizada. Não há figura culposa. v. b. ■ Tipo subjetivo: O dolo. pois. Na escola tradicional é o "dolo genérico". v. da competência da Justiça Estadual e não Federal (STF. b. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: "Nas mesmas penas". ■ Tipo objetivo: O objeto material. ■ Tentativa: Admite-se. 116. Manual de Direito Penal. 92. ■ Tentativa: Admite-se.575 Código Penal Art. Comentários ao Código Penal. RT697/370-1. não se justifica a incriminação no art. 1995. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 289. cuja circulação não estava ainda autorizada. 962. O objeto material é: a. e multa. Com a fabricação. ■ Falsificação grosseira: Se for visível a grosseria da falsificação da moeda. DJU24. emissão ou autorização irregular (§ 39 ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. ■ Ação penal: Igual à do caput. CComp 24. c. 1965. Para outros autores. de três a quinze anos. p. apenas haverá infração administrativa. ■ Consumação: Com a restituição à circulação. 225. e multa. contra: HUNGRIA. HUNGRIA. p. d. referindo-se às do caput reclusão. autoriza a fabricação. v. p. 1985. Fabricação. 116). JúLlo F.99. ■ Tipo subjetivo: O dolo. p. ou seja. MAGALHÃES NORONHA. emissão ou autorização seguida do fabrico ou emissão. p. p. emite. 1995. a solução deve beneficiar o agente. ■ Pena: Reclusão. a retira de onde está guardada e a põe em circulação. 226). v. MIRABETE. título ou peso. a vontade livre e consciente de restituir moeda falsa à circulação. p. ■ Consumação: Com a entrada em circulação. ■ Consumação: E intranqüila a natureza material ou formal do crime. ■ Ação penal: Igual à do caput. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". e multa. autoriza a emissão. v. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Moeda com titulo ou peso inferior ao determinado em lei (inciso I). porém. pois o crime não é punido a título de culpa. não bastando o eventual. Não existe forma culposa. ou fiscal de banco de emissão que: a. STJ. 289 falsidade. mas sim em crime de estelionato. diretor. ■ Tipo objetivo: Pune-se o funcionário público ou diretor. v. A quantidade inferior é penalmente atípica. pois é infração material ( MAGALHÃES NORONHA. Para a tipificação é necessário que o título ou o peso sejam inferiores. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. de três a doze anos. FRAGOSO. gerente. com pleno e efetivo conhecimento de que é falsa. gerente ou fiscal de banco emissor de moeda (crime próprio). 85/430. que consiste na vontade de praticar a ação.5. CComp 2. IV.083. Ill. Comentários ao Código Penal. Não há punição a título de culpa. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Direito Penal. b. 1959. Lições de Direito Penal — Parte Especial. FRAGOSO. RTJ 98/991. 963. exige-se o dolo direto. é questionado o momento de sua consumação: a. com consciência da violação quanto à quantidade. DJU Desvio e circu/ação indevida (§ 4°) Jurisprudência . Título é a relação entre o metal fino e o total da liga empregada na moeda. ■ Ação penal: Idêntica à do caput. IX. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. ■ Objeto jurídico.

DJU 1.. Ap. TRF da 1 2 R.94. p.560.01.8. CComp 3..746. 1979. RT 765/732.6. Ap. sendo competente a Justiça Estadual (TFR. a mera ação de adquirir ou guardar a cédula. E crime permanente.. DJU 11. p. ■ Guarda de moeda falsa (§ 1 4): E mister reste comprovada a ciência. Não sendo grosseira a falsificação.. 289 (TFR. ■ Consumação da figura do § 1 2 : A consumação do crime independe da introdução da moeda falsa em circulação.6. efetua compras de mercadorias de pequeno valor. DJU 23.564. TFR. pagando-as com cédula de alto valor nominal e apropriando-se do troco em moeda verdadeira. Caracteriza-se pela intenção de manter sob sua guarda.91. 24. CComp 4. 30056. Não havendo qualquer indicativo de que o acusado tivesse conhecimento da falsidade da cédula. 10304). 2. p.. 574.99.863). RT 776/712). 3.9.10. RTFR69/208). 104. p. DJU 26. p.96. 12.. que se consuma pela simples posse de dinheiro falso (TRF da 2 2 R.5. de atenção. 39577. 6715. p.65531-0/RS. Ap. era suscetível de enganar (TRF da 3 2 R.6.249. 171 do CP. HC 61. DJU 2.11. 9291.97. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 2 2 R. § 2 2 . 67687). p.. DJU 29.95.12.10.714-5/RS..2.337. 11256). 4231)... TRF da 3 2 R. p.610. ■ Colagem: Na alteração de cédula com fragmentos de outra.320. p. 5. ora se enquadrando a ação no art. Se é apta a enganar ilimitado número de pessoas configura o crime do art. p. n°357).5. RT769/726).92. E necessário que a moeda contrafeita tenha potencialidade lesiva. in RBCCr 14/429). ■ Aptidão para enganar: É pacífico na jurisprudência que a falsificação grosseira elimina o delito. in RBCCr 27/364).5. p.394.707. FRAGOSO. independente da intenção de introduzir na circulação (TRF da 1 2 R. Ap. iludindo o homem médio (TFR..7.04. DJU 6. se o agente. absolve-se por inexistência da prova do dolo (TRF da 42 R. 96. v. é imprescindível a demonstração da ciência inequívoca por parte do agente da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R.93. AASPn 2 1.96. p. HC 4. havia divergência jurisprudencial no antigo TFR.8. Ap. por conta própria ou de terceiro. DJU 13.5.11. DJU26. 23615).. impondo-se a absolvição se existir dúvida razoável de que tivesse o acusado essa ciência (TRF da 1 2. DJU 24. moeda que sabe ser falsa (TFR. 4. DJU 4. DJU 4. in RBCCr 14/429. CComp 4. 289.97).93. 19970).610. 44384.2. p.. DJU 29. Ap. 45. .99. p.04. in RBCCr 12/288.7.051398-2/PR. RT753/724.397. por ausência de ofensa à fé pública.89. 11787. 24. confirma a sua plena ciência da origem espúria das cédulas (TRF da 3 á R.94. in Bo/. 574. 289.90. mv— DJU 18. o crime de moeda falsa pressupõe uma imitação capaz de enganar o homem médio. 9. TRF da 4 á R.8. da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R. DJU 2. 759/743). Ap.. Ap.80. 98. Ap.04. Rejeita-se a denúncia. 43505. DJU 26.136.660.. A2 moeda guardada deve ser apta a enganar número ilimitado de pessoas (TRF da 1 R. o crime enquadra-se no art. 4. p. ■ Concurso com estelionato: Quem adquire bens utilizando dinheiro falso deve responder somente pelo crime do art. RT763/685).82. p. Ap. CComp 7.12. no caso de colocação em circulação de cédula falsa de cem reais por pessoa que possui apenas instrução primária e não tem antecedentes (TRF da 4 2 R. 8. configura o delito (TRF da 4 R.94. RT 784/745.984. p.. p.R.. 18996. vigilância e atilamento comuns (TRF da 3 2 R.. ora no art.01. DJU 17. p. E crime de natureza permanente á (TRF da 2 R. sendo insuficiente o simples fato de ser detentor de maus 2 antecedentes e de ter sido encontrado com veículo de origem suspeita (TRF da 2 R. TRF da 2 2 R.5. 26116). in RBCCr 27/363-4). Se a aferição da falsidade somente pode ser feita através de laudo pericial. p. 8596). Jurisprudência Criminal. por quatro vezes consecutivas... Não é grosseira. pois sua circulação é restrita. Ap. TRF 2 da 3 R. ficando o estelionato absolvido pela aplicação do princípio da consunção (TRF da 42 R. II. in RBCCr 8/228).81. 5653).456. 5.81. Ap. DJU 12. pelo agente. p. Ap. DJU 3. 290 do CP (H..94. 289.89. DJU 13.91. restitui a moeda ao vendedor (TRF da 1 2 R. j.389.. 0 agente que. Ap. 996. DJU 26. ■ Introdução na circulação (§1 9): Para caracterização do § 1 2 .586. Não se configura o § 1 2. RT 789/724). Ap.2. DJU 18. Ap. ■ Traveler's check Não equivale a moeda falsa.12.90.11. DJU 13. tomando conhecimento da falsidade.624. 11952).024. 11. § 1 2 . tendo á ciência de sua inautenticidade. RCr 98. 6715. 15646).Art. p. p.87. se os próprios peritos necessitaram de lupa para certificar-se da falsidade (TFR. 430. e não no art. 289 Código Penal 576 2.

. se o crime é cometido por funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se achava recolhido. ■ Consumação: Com a efetiva formação de cédula idônea a enganar (modalidade a). ■ Tipo objetivo: Em sua descrição. Tratando-se do próprio agente que formou a moeda ou suprimiu sinal. ou seja. Ap.045. Formação com fragmentos (1 2 parte). suprimir. Parágrafo único. 15033-4). de novo.) . Vide nota ao parágrafo único. recebendo a moeda de boa-fé. ainda. com a consciência de que ela poderá circular (na doutrina tradicional é o "dolo genérico"). Nas três figuras do art. em circulação. 289 quem. de dois a oito anos. CRIMES ASSIMILADOS AO DE MOEDA FALSA Art. ou. A conduta punida é restituir à circulação. pp. 7. Formar cédula. 290 não é punido a título de culpa. ■ Tentativa: E admissível nas três modalidades. ■ Sujeito passivo: O Estado. O objeto material é nota.. notas ou bilhetes representativos de moeda. O objeto material é a moeda formada com fragmentos (da 1 á parte do caput) ou a que teve seu sinal de inutilização suprimido (da 2 á parte). b. O art.235. 289. notas ou bilhetes verdadeiros. que consiste na vontade de formar moeda. a restituição não é punível. qualquer outra já recolhida para o fim de inutilização. Na modalidade b (supressão) é o dolo e o elemento subjetivo do tipo que consiste no especial fim de restituí-Ia à circulação ("dolo específico". RCr 1. Na modalidade c (restituição) é o dolo. 290. o crime do art. restituir à circulação cédula. Restituição à circulação (última parte). . ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a (formação) é o dolo. os justapõe. Com a volta à circulação (modalidade c). sinal indicativo de sua inutilização. utilizando-se de fragmentos de cédulas. para os tradicionais). sob o título Pena. ou já recolhidos para o fim de inutilização: Pena — reclusão. p. DJU 19. nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos de cédulas. DJU 28. em nota. com finalidade especial: para o fim de restituí-los à circulação (vide Tipo subjetivo). c. o art.4.86. notas ou bilhetes capazes de circular como verdadeiros. em razão do cargo.89. Supressão de sinal de inutilização (22 parte). ou nela tem fácil ingresso. formando cédulas. após saber de sua falsidade. 290 é necessário que haja potencialidade lesiva (capacidade para enganar e circular como moeda boa). Incorre no § 2° do art. O máximo da reclusão é elevado a doze anos e o da multa a (. e multa.577 Código Penal Arts. Crimes assim/lados ao de moeda falsa ■ Objeto jurídico: A fé pública. 289 e 290 ■ Figura privilegiada do § 22 : Só se configura se o agente restitui a moeda ã circulação com dolo e efetivo conhecimento de ser ela falsa (TFR. 289 do CP. para o fim de restituí-los à circulação. Com o desaparecimento do sinal indicativo de inutilização (modalidade b). 290 prevê a formação e não alteração (modificação) de papel-moeda. colocá-la. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. vide nota específica ao art. cédula ou bilhete recolhido. A conduta punida é a supressão (eliminação ou remoção) de sinal indicativo de sua inutilização.8. 290 do CP contém três figuras: a. a põe em circulação (TFR. nota ou bilhete em tais condições. Pune-se a conduta de quem. 5724). a vontade de restituir à circulação com consciência das especiais condições do papel-moeda ("dolo genérico"). Segundo os autores que opinam pelo enquadramento da referida conduta no art. Quanto ao recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra. cédula ou bilhete recolhidos. ou seja.

■ Tentativa: Admite-se. ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. abastecer). Os núcleos indicados são: a. da competência da Justiça Federal. efetivamente. d. o parágrafo único determinava que o máximo da pena de multa era elevado "a quarenta mil cruzeiros". moldes. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Como o art.209/84 cancelou quaisquer referências a valores de multa. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: Pena — reclusão. a titulo oneroso ou gratuito. aparelho. e multa. 1959. mesmo que o agente não se encontre. Fabricar. ■ Pena: Reclusão. a título oneroso ou gratuito. 291 absorvido (crime subsidiário). v. art. v. adquirir. porém. IX. ao ser preso. prover. o crime será apenas o do art. ■ Sujeito passivo: O Estado. Em sua redação original. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Jurisprudência PETRECHOS PARA FALSIFICAÇÃO DE MOEDA Art. 2 2 da Lei n° 7. usar o material e falsificar moeda. aparelho. ■ Confronto: Se o agente. Não existe modalidade culposa. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é maquinismo. ficando o deste art. matrizes. 291. ou tem fácil ingresso naquela. a jurisprudência não é pacífica. justifica-se o flagrante (STF. 289. entendemos ser indispensável o criterioso e prudente exame do juiz a propósito de ser inequívoco o destino dos objetos. 1979. são os clichês. ■ Pena: O máximo de reclusão é elevado a doze anos. ■ Guarda ou posse dos petrechos: Como é crime de natureza permanente. possuir ou guardar maquinismo. com conhecimento da destinação dos objetos. de dois a seis anos. da competência da Justiça Federal. e multa. 49 do CP. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. p. de dois a seis anos. 290 e 291 Código Penal 578 ■ Pena: Reclusão. em razão do seu cargo. e mais que a tal fim sejam destinados no caso concreto" ( HUNGRIA. RTJ 118/164). e. Jurisprudência Criminal. manufaturar ou produzir). fornecer. Em vista do princípio da taxatividade da lei penal (CP. 289 do CP (H. que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações incriminadas. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda. fabricar (construir. Geralmente. Na escola tradicional é o "dolo genérico". II. mais adequadamente. além da pena de multa. são utilizados para o fim de falsificar moeda. guardar (ter sob guarda. 230). fornecer (proporcionar. a ser fixada na forma do art. possuir (ter a posse ou propriedade). abrigar). a imposição cumulativa da pena de multa. cunhos etc. ou via de regra. Costuma-se entender como especialmente os que "mais propriamente. adquirir (obter para si). e multa. Não se dispensa. classificando-se a ação no art. 1 2 ). ■ Tipo subjetivo: O dolo. c. Jurisprudência . A guarda ou posse de material destinado à falsificação de dinheiro é crime de natureza permanente. Petrechos para fa/sif/capão de moeda ■ Objeto jurídico: A fé pública. que também é aplicável. FRAGOSO. no local onde mantém os petrechos depositados. b. aquele limite tornou-se inócuo. Comentários ao Código Penal.Arts. ■ Colagem: Na alteração da cédula com colagem de fragmentos de outra. p. Figura qua//ficada (parágrafo único) ■ Noção: Se o agente é funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se acha recolhido. de dois a oito anos. Nas modalidades de possuir e guardar é crime permanente. 357). 290 ou no art.

de quinze dias a três meses. ainda que ao portador ou sem o nome do beneficiário. HC 4. ■ Tipo subjetivo: O dolo. nota. como se vê. "passes" ou passagens. ■ Tentativa: Pode haver (STF. EMISSÃO DE TÍTULO AO PORTADOR SEM PERMISSÃO LEGAL Art. 295 do CP. p. de título que contém promessa de pagamento em dinheiro e que é transmissível por simples tradição. é receber ou utilizar como dinheiro. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago: Pena — detenção.11. RTJ 123/1220). ciente da inexistência de permissão legal. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. vide nota ao art. ■ Transação: Cabe no caput e no parágrafo único (art. DJU 5. sendo fato atípico (TACrSP. bilhete. 89 da Lei n°9. a vontade livre e consciente de emitir. vales ou títulos. p. ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. HC 6. ■ Tipo subjetivo: O dolo.2. Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos referidos neste artigo incorre na pena de detenção. Emitir.459. ■ Pena: E alternativa: detenção. ficha. 292. Não há forma culposa. de modo que a autorização legal exclui a tipicidade da conduta. que tem a significação de pôr em circulação. O núcleo é emitir. A conduta punida. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Recebimento ou utilização como dinheiro (parágrafo único) Jurisprudência . enquanto não cessar a permanência (TFR. bilhetes. DJU 13. ou multa.86. ■ Dinheiro e não mercadoria: A emissão de notas. ■ Consumação: Com a entrada em circulação do título ao portador (crime formal). que consiste na vontade livre e consciente de receber ou utilizar. com conhecimento da falta de autorização com que o título foi emitido. Ressalva a lei. bilhete. 76 da Lei n° 9. ou multa. ■ Objeto jurídico. ■ Sujeito passivo: O Estado. fichas. Emissão de tftu/o ao portador sem permissão legal (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. não bastando à ti pificação a simples feitura do título. da competência da Justiça Federal. 291 e 292 autorizando a prisão em flagrante. ■ Pena: E alternativa: detenção. 8331). o agente aceita (toma) ou usa como dinheiro o título ao portador que é objeto material da figura. Trata-se. ■ Ação penal: Pública incondicionada. utilidades ou mercadorias. de um a seis meses. ■ Tentativa: Admite-se. isto é. ou multa. sem permissão legal. da competência da Justiça Federal. Não abrange os warrants. ficha. porém. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago. conhecimentos a ordem. de quinze dias a três meses. ■ Tipo objetivo: O objeto material deste delito é nota. ou seja. RT 432/339).579 Código Penal Arts. de um a seis meses.099/95). vales particulares etc. sem permissão legal. 1174.79.385. especialmente a proteção da moeda contra a concorrência de títulos ao portador.099/95). sem necessidade de endosso ou de autorização do emitente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ou multa. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. prometendo serviços. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é idêntico ao do caput (vide nota). Parágrafo único. nunca foi punida entre nós. Se funcionário público.

IV — cautela de penhor. 29. desde que não estejam combinados com o art. ou multa. destinado à arrecadação de imposto ou taxa. 76 da Lei n° 9. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe nos §§ 2° e 3°. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 293 Código Penal 580 Capítulo ll DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS PÚBLICOS FALSIFICAÇÃO DE PAPÉIS PÚBLICOS Art. III — vale postal. Se funcionário público. Em face do princípio da isonomia (art. Incorre na mesma pena quem usa qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. Incorre na mesma pena quem usa. caput.7. § 42. desde que não combinado com o art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].259/01. quando legítimos. Assim. 295 (art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. estampilha. de 12. vide aumento de pena determinado pelo art. depois de alterado. guia. por Estado ou por Município: Pena — reclusão. VI — bilhete. depois de conhecer a falsidade ou alteração. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a transação será cabível. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena — reclusão. fabricando-os ou alterando-os: I — selo postal. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. de dois a oito anos. 2°. e multa. . passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. de um a quatro anos. Suprimir. ■ Transação: De acordo com o art. V — talão. de seis meses a dois anos. II — papel de crédito público que não seja moeda de curso legal.259. § 32 . parágrafo único. 5°. Falsificação de papéis púb/icos (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública.099/95). também cabe no § 4°. a 2 que se referem este artigo e o seu § 2 . ■ Sujeito passivo: 0 Estado.099/95). da Lei n° 10.1. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. recibo.02. embora recebido de boa-fé. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público. Quem usa ou restitui à circulação. 295 (art. § 22. cabe a transação no § 4 2 . § 1 4. a partir da vigência da Lei n° 10. 295 do CP.01. incorre na pena de detenção. 89 da Lei n° 9. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável. com o fim de torná-los novamente utilizáveis. 293. em vigor a partir de 12. ainda que combinado com o art. papel selado ou qualquer papel de emissão legal. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo ante- rior. em qualquer desses papéis. Falsificar.Art. 100 do CP. entendemos que. e multa.

parágrafo único. mas não alcança a guarda ou depósito. de dois a oito anos. f. ■ Pena: Reclusão. ■ ■ . o agente faz o objeto. Uso de papéis púb/icos falsificados (§ 1°) Objeto jurídico. Talão. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Abrange os estabelecimentos mantidos pela União. por Estado ou por Município (VI). e multa. b. hipótese em que há contrafação propriamente dita. apresentar como verdadeiro o que não é. São os títulos da dívida pública. com a finalidade de aparentar maior valor. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Municípios ou autarquias.581 Código Penal Art. Pune-se o uso de tais papéis. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável (V). ■ Consumação: Com a efetiva supressão do sinal de inutilização. ou seja. caso em que há modificação ou alteração do objeto. Selo postal. Não há modalidade culposa. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ou seja. ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. quando legítimos. Na escola tradicional é o "dolo genérico". sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput ■ Tipo objetivo: Pune-se o uso de qualquer dos papéis públicos indicados nos incisos do caput.538/78. guia. Na parte referente a selo postal. ■ Pena e ação penal: Iguais ás do caput.. a falsificação deve ser apta a enganar. Cautela de penhor. 36 da Lei n° 6. o inciso foi revogado e substituído pelo art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 37 da Lei n°6. Como é comum aos crimes de falso. A finalidade da conduta é especificada: com o fim de torná-los novamente utilizáveis. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. a vontade livre e consciente de usar. d. de um a quatro anos. dar aparência enganosa a fim de passar por original. nominativos ou ao portador. ■ Tipo subjetivo: O dolo é o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("com o fim de torná-los novamente utilizáveis"). passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. e que tiveram suprimidos os carimbos ou sinais de inutilização ( vide nota ao § 2 2). caso o agente seja o autor da falsificação (fato posterior impunível). e. ■ Tentativa: Admite-se.538/78. Tipo objetivo: O objeto material são os papéis do caput. ■ Supressão de sina/de inutilização (§2°) Objeto jurídico. b. Vale postal (Ill). art. recibo. empréstimo etc. alterando-os. estadual ou municipal.538/78. ■ Tentativa: Admite-se. art. destinado à arrecadação de imposto ou taxa (I). Dois são os meios previstos: a. c. ■ ■ Uso de papéis com inutilizagão suprimida (§ 3°) Objeto jurídico. Papel de crédito público que não seja moeda de curso legal (II). fabricando-os. da Lei n° 6. permuta. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. 36. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Não há forma culposa. isto é. quando legítimos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 293 ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é falsificar. A empresa pode não ser pública. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. Bilhete.538/78. estampilha. 36 da Lei n 2 6. sem dependência de outro resultado (crime formal). Tipo objetivo: Incrimina-se a supressão (eliminação ou remoção) de carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização. e multa. Não há punição a título de culpa. ■ Pena: Reclusão. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público (IV). Revogado e substituído pelo art. Estados. ■ Confronto: Em caso de selo postal ou vale postal. 0 objeto material são os papéis públicos apontados nos incisos do caput. O objeto material é indicado: a. com conhecimento de que são papéis falsificados. de emissão federal. mas precisa ser administrada pelo Poder Público. O uso abrange a venda. papel selado ou qualquer papel de emissão legal.

RT 689/400). com conhecimento de que o sinal de inutilização foi suprimido. que consiste na vontade livre e consciente de usar ou restituir à circulação. adquirir. guias falsificadas. A guia florestal não tem essa destinação. . não há se falar em concurso material. Figura privi/egiada (§ 44 ) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Inexiste forma culposa. 6. ■ Tipo subjetivo: Em qualquer das modalidades previstas pelo art. 294. ■ Papéis públicos: Não é papel público o formulário de retirada de dinheiro da Caixa Econômica Federal. tendo recebido os papéis na ignorância da falsificação ou alteração. os usa ou restitui a circulação. § 1° (STJ. adquire. deve ter características semelhantes aos demais indicados (TJSP. ■ Remissão: Se o agente é funcionário público. quanto à previsão para aumento da pena. com a certeza de que o papel é falso ou alterado. 295 do CP. § 2 2 . 37. da Lei n° 6. 293. ■ Pena: É alternativa: detenção. conforme dispõe o art. pois a guia a que o dispositivo alude é a que se destina ao fim de recolhimento ou depósito de dinheiros ou valores ex vi legis. 293. da Lei n° 6. ■ Tipo objetivo: Objeto material são os papéis públicos falsos do caput ou os legítimos. 19525). ■ Co-autoria: Caracteriza a cooperação psicológica de fiscal do IPI que anuiu em introduzir. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. e multa. que consiste na vontade livre e consciente de usar os papéis. pois tal delito resta absorvido pelo art.10. Ap. caso o agente seja o autor da supressão (fato posterior impunível). DJU 31. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. recebendo pagamentos para essa conduta (STF. Fabricar. 293 e 294 Código Penal 582 ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. mas com a inutilização suprimida do § 2°. servindo ao controle do transporte de madeiras (STJ. mv— RJTJSP 169/293). ■ Ação penal: Igual à do caput. 293. ■ Guia florestal: A sua falsificação não caracteriza o delito deste art. possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena — reclusão. a que se refere o inciso V do art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.538/78. ■ Tipo subjetivo: O dolo. mv— RTJ 112/1280). possui ou guarda petrechos de falsificação. depois de conhecer (estar certo de) a falsidade ou alteração. ou multa. p. consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos.538/78. desde que tenha recebido o papel de boa-fé. 294. 37. fornece. RT781/553). Pune-se a conduta de quem. Para os tradicionais é o "dolo genérico". Funcionário público Jurisprudência PETRECHOS DE FALSIFICAÇÃO Art. de seis meses a dois anos. de um a três anos. § 1 9. V. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. ■ Crime-meio e prescrição: A prescrição do crime-fim (sonegação fiscal) abrange o crime-meio (falsificação de papéis públicos) (TJSP.85.269. fornecer. art. nas repartições fazendárias. ■ Confronto: Se é selo postal ou vale postal. pois o "qualquer outro documento". ■ Consumação: Com o efetivo uso ou restituição à circulação. pois inexiste forma culposa para esses crimes (TFR. art. ■ Pena e ação penal: Iguais às do § 22 . exige-se que fique comprovado o dolo do agente. 293. mv — RT 522/331). vide nota ao art. A dúvida quanto ao conhecimento da falsidade ou alteração deve beneficiar o acusado. E atípica a restituição à própria pessoa de quem o agente recebeu o papel.Arts.

abrigar). declarações de bagagem (TFR. 293. ou seja. Quanto ao conceito de especialmente destinados. Configura a posse de carimbos e máquinas destinadas à falsificação de recolhimento (TFR.82.257. o crime deste art. 5575). não há se falar em concurso material. Tratando-se de selo postal ou vale postal. vide nota ao art. . RT 606/303). 294 ficará absorvido pelo do art. ■ Sujeito passivo: O Estado. fornece. vide art. p. ■ Pena: Reclusão. ■ Confronto: Caso o agente use os petrechos e falsifique. prover). 295 (art. b. ■ Tipo objetivo: O objeto material é assim indicado: objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior. 294. sobre a previsão para aumento da pena. de um a três anos. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. p. art. ■ Remissão: Se o sujeito ativo é servidor público. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. que absorve a falsidade e o uso de documento falso. 1038). DJU 27. d. aumenta-se a pena de sexta parte. desde que não esteja combinado com o art. possuir (ter a posse ou propriedade). 295 do CP.538/78. ■ Especialmente destinado: E necessário que o objeto se revele especialmente destinado à falsificação dos papéis taxativamente enumerados pelo art. dos papéis públicos expressamente arrolados nos incisos do art. adquirir(obter para si).79. possui ou guarda petrechos de falsificação. Não há punição a título de culpa. E crime permanente nas modalidades de possuir e guardar. ■ Concurso de crimes: Se o agente usa os petrechos e pratica a falsidade. 4. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". a vontade livre e consciente de praticar as ações com conhecimento da destinação dos objetos. guardar (ter sob guarda. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Consumação: Com a efetiva prática de qualquer das ações. abastecer. Petrechos de falsificação ■ Objeto jurídico: A fé pública. ou seja. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo. 293. 294 (TJSP. 294. mediante alteração. independentemente da sua utilização ou falsificação (TRF da 1 R. 293 do CP). 38 da Lei n° 6. e.7. ■ Consumação: A simples posse ou guarda do objeto já constitui o crime. § (STJ. RT 542/340). fornecer (proporcionar. 293 como no do art. 294 e 295 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. c. fabricar (produzir ou manufaturar). As ações incriminadas são: a. 89 da Lei n° 9. inequivocamente destinado a falsificar. DJU 18. Figuras qualificadas ■ Noção: Tanto na hipótese do crime descrito no art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 3. 293 (vide nota ao art. 293 do CP (TJSP.583 Código Penal Arts. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. e multa. adquire.. RT781/553). RJTJSP 83/407). JSTJ e TRF 48/385. 291 do CP. consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. a pena é aumentada de sexta parte se o agente é funcionário público (vide nota ao art. também deve absorver o do art.099/95). o crime de sonegação fiscal. 295. 294 fica absorvido pela falsidade cometida. Se funcionário público. 295. pois tal delito resta absorvido pelo art. Ap.151. conforme dispõe o art. Se o agente é funcionário público. o crime deste art. ■ Tentativa: Admite-se. conduzido de forma oculta. ■ Objeto inequívoco: Configura este crime a apreensão de carimbo. Funcionário público Jurisprudência Art. Ap. vide nota à expressão no art. TJSP.2.

296 Código Penal 584 Capítulo III DA FALSIDADE DOCUMENTAL FALSIFICAÇÃO DE SELO OU SINAL PÚBLICO Art. para caracterizar o crime. Não há forma culposa. Selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. falsifica ou faz uso indevido de marcas. Trata-se de peça. vide art. ■ Alteração: A Lei n° 9. 306. b. ou seja. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". fabricando (é a contrafação.7. Se o sinal falsificado é o usado por autoridade pública para fiscalização sanitária. de que o selo é destinado à autenticação de atos oficiais. ■ Tipo objetivo: O núcleo é falsificar. o Estado. Falsificação de ■ Objeto jurídico: A fé pública. ou para autenticar ou . do CP. Sinal público de tabelião é a assinatura especial deste. de Estado ou de Município. Ill — quem altera. de 14. II — quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. Se o agente é funcionário público. A falsificação. desde que atribuídos por lei. na hipótese do inciso I. a vontade livre e consciente de falsificar. É indispensável à tipificação o fim de autenticação de atos oficiais. Trata-se de crime formal. ou sinal público de tabelião (ll). § 1 2. aumenta-se a pena de sexta parte. ■ Confronto: Se há falsificação de sinal empregado no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária. enfeitada. de dois a seis anos. de Estado ou de Município (l). em segundo lugar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. em qualquer de suas modalidades. que se usa para imprimir em papéis. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. especialmente os sinais públicos de autenticidade. com a finalidade de autenticá-los. ou sinal público de tabelião: Pena — reclusão. 296. Não inclui o selo ou sinal estrangeiro. II — selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. ■ Consumação: Com a falsificação. que constitui a sua marca de tabelião e que não se confunde com a assinatura simples (esta chamada sinal raso). 296. O objeto material vem assim indicado: a. caput. o particular even(caput) tualmente prejudicado. § 22 . com conhecimento. deve ser apta a enganar a generalidade das pessoas. Falsificar. O selo aqui referido não tem relação alguma com o selo postal. ou a autoridade. mas compreende os de autarquia ou entidade paraestatal.00). selo ou sina/ ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Incorre nas mesmas penas: I — quem faz uso do selo ou sinal falsificado. acrescentou o inciso III ao § deste art. b. fabricando-os ou alterando-os: I — selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. ■ Tentativa: Admite-se. A falsificação pode ser feita: a.7. geralmente metálica. que entrou em vigor noventa dias após publicada. sem dependência de outro resultado. ou a autoridade. alterando ( modificação de selo ou sinal verdadeiro). e multa.00 ( DOU de 17. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. em que o agente faz o selo ou sinal). logotipos.983.Art. que tem a significação de apresentar como verdadeiro o que não é. público ■ Sujeito passivo: Primeiramente.

siglas (sinais convencionais). é fato posterior impunível (ne bis in idem). sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput sina/falsificado ■ Tipo objetivo: Pune-se quem faz uso do selo ou sinal falsificado. aumentada de sexta parte. utilizar de forma imprópria. ■ Tipo objetivo: Aqui. ■ Tipo subjetivo: O dolo. parágrafo único. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. ■ Pena: Reclusão. e multa. logotipos. O resultado referido pela lei é alternativo (embora indispensável): prejuízo alheio ou proveito próprio ou de terceiro. ■ Ação penal: Pública incondicionada. que consiste na vontade livre e consciente de usar. ou comprovar o cumprimento de formalidade legal. ■ Pena e ação penal: iguais às do caput. marcas (sinais que se fazem em coisas para reconhecê-las). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. . art. usar indevidamente. ou identifique estes. formando siglas ou palavras). a vontade livre e consciente de alterar. ■ Consumação: Com o uso do selo ou sinal falsificado. b. sujeito ativo e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. 2. Para a doutrina tradicional. falsificação ou uso indevido. Aplica-se tanto ao caput como ao § 1°. com conhecimento de que se trata de selo ou sinal falsificado (dolo genérico). A alteração e a falsificação devem ser aptas a enganar a generalidade das pessoas. Há necesssidade de que o objeto material seja utilizado por órgãos ou entidades da Administração Pública. ■ Objeto jurídico: A fé pública. Nas modalidades de alteração e falsificação. 306. Trata-se de crime material. de dois a seis anos. acrescido do especial fim de agir (em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio). a vontade livre e consciente de utilizar indevidamente. ///) Figura qualificada (§2°) . ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. as siglas ou outros símbolos da Administração Pública. ■ Sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Para os clássicos. ou seja. outros símbolos (sinais. ■ Noção: Se o agente é funcionário público ( vide nota no art. siglas ou outros símbolos. especialmente as marcas. ou seja. o objeto material é o selo ou sinal verdadeiro e não o falsificado. ■ Pena: A do caput. logotipos (conjunto de letras unidas em um único tipo. agindo em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. falsificar. sabendo que são utilizados pela Administração Pública ou que servem para identificá-la. 296 encerrar determinados objetos. que tem o sentido de modificar. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo (valendo-se do cargo). 3. ■ Tipo subjetivo: O dolo. falsificar ou fazer uso indevido de marcas. sig/as ou outros símbo/os (§12. independentemente de resultado (sentido naturalístico). independentemente de causar efetivo resultado. Uso de selo ou ■ Objeto jurídico. alterar. I) qualquer uso. c. Utilização indevida de se/o ou sina/ verdadeiro(§ //) ■ Objeto jurídico. ■ Consumação: Com o efetivo prejuízo ou proveito. ■ Concurso de crimes: O uso. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são três: a. Não se incrimina (§ 1°. 4. Trata-se de crime formal. ou seja. signos). é o dolo específico. que tem o significado de apresentar como verdadeiro aquilo que não é. é o dolo genérico. /ogotipos. O objeto material compõese de: 1.585 Código Penal Art. pelo próprio agente que falsificou o selo ou sinal. ■ Consumação: Com a alteração. Alteração. a tentativa é teoricamente possível. Trata-se de delito formal. fa/sificação ou uso indevido de marcas. Incrimina-se quem utiliza indevidamente. do CP. mas apenas aquele em que o sinal ou selo público falsificado é usado em sua destinação normal e oficial. os logotipos.

de dois a seis anos. ■ Carimbo: Não tipifica o crime do art. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. §32. ou alterar documento público verdadeiro: Pena — reclusão. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO Art. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I — na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita.95. ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art. quando se acrescentam mais dizeres ao documento verdadeiro. 297 pune é a material. in RBCCr 12/288). .00). a remuneração. especialmente a autenticidade dos documentos. há alteração ( modificação) do teor formal do documento. nome do segurado e seus dados pessoais. E que a falsificação seja capaz de causar prejuízo para outrem. § 22. ou seja. nos documentos mencionados no § 32. Falsificar. primeiramente. as ações de sociedade comercial.00 ( DOU de 17. ■ Objeto jurídico: A fé pública. II. No todo.. é a contrafação integral. 293 (TJSP.569. a formação do documento. vide § 1 2 . 296 e 297 Código Penal 586 Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: O crime do art. 297. pois o falso grosseiro não traz perigo à fé pública. 297. Falsificação material de documento público ■ Alteração: A Lei n° 9. ■ Selo: O selo de que fala o art. é imprescindível que a falsificação seja idõnea para enganar indeterminado número de pessoas. Nas mesmas penas incorre quem omite. a falsificação de carimbo para reconhecimento de firmas em tabelionatos. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. acrescentou os §§ 3 2 e 4 2 a este art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Falsificar.983. de 14. 296 exige a prova inconteste do dolo. e multa. Em qualquer das hipóteses. pois o falso inócuo não configura o delito. Se funcionário público. o título ao portador ou transmissível por endosso.7. São duas as condutas previstas: a. § 1 2 .R. pois não se trata de sinal público (TJRS.Arts. Ill — em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. p. documento público. II — na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. Se o agente é funcionário público. 296 do CP é o destinado à autenticação de atos oficiais e não a estampilha usada para arrecadação de rendas públicas. no todo ou em parte.7. secundariamente.5. Para os efeitos penais. documento público. ou em parte. É a contrafação. que entrou em vigor noventa dias após publicada. os livros mercantis e o testamento particular. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. por inexistência da forma culposa (TRF da 1 2. 30064. 296. no todo ou em parte. b. aquela que diz respeito à forma do documento. DJU 18. 26. aumenta-se a pena de sexta parte. Ap. RT 571/394). RT470/335). Nesta modalidade. Ou alterar documento público verdadeiro. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. cuja falsificação é prevista no art. § 4 2. e a pessoa em prejuízo de quem foi o falso praticado.

■ Noção: Buscando tutelar os interesses da Previdência Social e. por funcionário público no desempenho de suas atribuições. O título ao portador ou transmissível por endosso (cheque. ■ Concurso de crimes: a. somente ao caput e não aos crimes previstos nos pena (§ f°) §§ 32 e 4 °. Cause especial ■ Noção: Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. Se a falsidade é ideológica e não material. Quanto à diferença que existe entre falsidade material e falsidade ideológica. documentos públicos por equiparação legal (§ 2 deste art. 1978. tais documentos. no art. 327 do CP) e comete de aumento de crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. ■ Confronto: Se o documento é particular.7. Quando a falsidade do documento público foi o meio para a prática de estelionato. Esta causa de aumento de pena aplica-se. fotocópias autenticadas e o telegrama emitido com os requisitos de documento público. ■ Inciso I: Pune a conduta daquele que insere ou faz inserir. São também documentos públicos as certidões. vide art. II e III). d. 1959. Vide. b. 297 ■ Objeto material: E o documento público. 304 do CP. aumentada da sexta parte. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração. radas (§ 32 ) punindo com as mesmas do caputaquele que inserir ou fizer inserir. Como observa HUNGRIA. 0 testamento particular (não abrange o codicilo). vide Lei n 2 7. nota Concurso de crimes). Prevalece o entendimento de que não há concurso com o crime de uso previsto no art. Se a falsificação é de carteira de trabalho. subsidiariamente. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar (incs. de dois a seis anos. art. b. Os livros mercantis. 2 também. c. Não há punição a título de culpa. esta a absorve.983. arts. vide nota ao art. Se o documento público falsificado tem fins eleitorais. mas somente "mediante cessão civil. O documento emanado de entidade paraestatal (as autarquias). na folha de pagamento ou em outro documento de informações destinado a fazer prova perante a Previdên- . dando lugar a quatro correntes diferentes (vide. IX. warrant etc. 297. v. I. As fotocópias ou xerox não autenticados não podem ser considerados documentos. ■ Pena: Reclusão. não poderão ser equiparados a documento público (SYLVIO DO AMARAL.587 Código Penal Art. com a consciência de que pode causar prejuízo a outrem. ou seja. São alcançados tanto o documento formal e substancialmente público. 299 do CP. 25). 171 do CP. duplicata.00. c. 297).). nota promissória. Figuras equipa. Na escola tradicional é o "dolo genérico". do próprio beneficiário. Falsidade Documental. art. 298 do CP. 298 do CP. p. são equiparados a documento público: a. divide-se a jurisprudência. vide nota ao art. 348 da Lei n 2 4. a vontade de falsificar documento público ou alterar documento público verdadeiro. As ações de sociedade comercial. 168-A. Se a falsidade é usada como crime-meio para a prática de sonegação fiscal. 158). de acordo com as formalidades legais. Se a falsidade é de títulos ou valores mobiliários. ■ Tipo subjetivo: O dolo.. nos documentos que enumera. se os títulos forem falhos quanto aos seus requisitos essenciais. e multa.492/86. de 14. art. como o formalmente público mas substancialmente privado. e. Igualmente. quando após certo prazo não mais podem ser transferidos por endosso. 266). ■ Pena: A do caput. Também é incluído o documento público estrangeiro. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Quanto á noção de Previdência Social. Documentos públicos por equiparação (§ 22 ) ■ Noção: Para fins penais. acrescentou o § 3 2 a este art. a Lei n 2 9. E necessário exame de corpo de delito (CPP. para fins penais. 299 do CP. ■ Tentativa: Admite-se. traslados.737/65. por sua localização. vide nosso comentário no art. deixam de ser equiparados a documentos públicos" ( Comentários ao Código Penal. p. 22 e 7 2 . desde que originariamente considerado público e atendidas as formalidades legais exigidas no Brasil. considerando-se como tal o elaborado.

no § 32. em documento contábil ou em qualquer outro referente às obrigações da empresa perante a Previdência Social. As condutas previstas nos três incisos são comissivas. fictícia) ou diversa (diferente. c. a qual. Em face da inserção deste § 3 2 no art. não havia imposição de pena. esta figura equiparada incrimina condutas omissivas. o segurado e seus dependentes que vierem a ser prejudicados. ■ Tipo objetivo: Enquanto o § 3 2 trata de condutas comissivas. Por força dos princípios da anterioridade e da irretroatividade da lei penal maléfica (CR/88. 297 Código Penal 588 cia Social.7. ■ Tipo objetivo: Ao contrário do caput. que se refere ao conteúdo do documento. Tratando-se de funcionário público. Vide nota. ■ Objeto material: São os documentos elencados nos incisos I. 5°. nos documentos enumerados pelos incisos I. contudo. Na escola tradicional é o "dolo genérico". os crimes previstos no § 3 2 do art. a sua remuneração. sujeito ativo e sujeito passivo: Vide notas. representado pela Previdência Social. punindo com as mesmas do caput aquele que omitir. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. 297 não se aplicam a fatos anteriores. restaram equiparados a este. CP. Não há punição a título de culpa. fruto de negligência. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar. II e Ill. por sua localização neste artigo. art. atualizada pelas Leis n 2 9. 299. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. ■ Tipo subjetivo: O dolo. De acordo com o art. o empregado doméstico. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de crime doloso. ■ Objeto jurídico: A fé pública. o Estado. h e ido revogado art. para os quais. a vontade de inserir ou fazer inserir. distinta) da que deveria ter sido escrita. entre outras.213/91. sob os mesmos títulos. I). b. A inserção de pessoa que não seja segurado obrigatório (inc. ■ Consumação: Com a efetiva inserção de pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. na CTPS — Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a Previdência Social. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. em sua essência. . A omissão empregada pelo agente deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. Outra figura equiparada (§ 49 ) ■ Noção: Este § 42 foi acrescentado pela Lei n° 9. não incidirá a causa especial de aumento de pena do § 1 2 . que cuida da falsificação de documento público. o contribuinte individual. objeto material. são segurados obrigatórios as seguintes pessoas físicas: o empregado. no art. a falsidade empregada pelo agente neste § 3° é a ideológica. as alíneas g. II e Ill. II e Ill. 95 da Lei n 2 8. ■ Consumação: A partir do momento em que a inserção das informações referidas for juridicamente exigível pela legislação previdenciária e/ou trabalhista. nos mesmos documentos elencados no § 3 2 . as seguintes informações: a.876/99 e n° 10. 1 2 e 2 2 ). II e Ill deste § reproduzem.212/91. aplica-se apenas ao caput.403/02. ■ Inciso II: Incrimina a conduta de quem inserir ou fizer inserir. ou seja. secundariamente. do CP. os documentos mencionados nos incisos I. II e III). ou de declaraçôes falsas ou diversas das que deveriam constar. ou de declaração falsa ou diversa da que deveria constar (incs. declaração falsa (contrária à realidade. ■ Objeto jurídico.Art. caput. nos documentos que enumera. ■ Tentativa: Não nos parece possível. especialmente a veracidade dos documentos relacionados com a Previdência Social. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. ■ Irretroatividade: Os incisos I. Na primeira hipótese (a) só haverá crime se houver a omissão concomitante do nome dos segurados e de seus dados pessoais (nome + dados pessoais).00. arts. sob o mesmo título.983. além dos já previstos no § 2°. XXXIX e XL. 297. não configura o crime. o trabalhador avulso e o segurado especial. Eventual omissão culposa. 11 da Lei n° 8. ■ Inciso III: Tipifica como crime a conduta daquele que insere ou faz inserir. de 14. o nome do segurado e seus dados pessoais.

.446. pois as reproduções fotográficas não autenticadas não constituem documentos (STF. vide jurisprudência intitulada Competência. 13493. 13035). com atribuição ou competência para isso. § 29. TJPR. p. TRF da 3 ? R. pois. ■ Fax não autenticado: Não configura o delito do art. ■ Guarda sem uso: Não se configura o crime do art. a falsidade deve ser capaz de enganar o homem de inteligência e capacidade estritamente comuns (TJSP. STJ. Vide. DJU 15. do CP.576. Carnês de contribuição previdenciária são (TRF da 2 ? R. também. TRF da 2 ? R. ■ Cheque assinado em branco: O agente que preenche cheque assinado em branco.86.. 299. caput. em razão do ofício. mv — 123/494..9. DJU 3. TJSP.. Não configura o crime. mv — RJTJSP 122/507. p. no mundo jurídico (TJSP. Falsidade grosseira. RTJ 86/291). TJPR. Para ser punível. Não configura o crime a falsidade grosseira facilmente perceptível (STF.94. sem potencialidade danosa (TJSP. Pleno. RT 606/328. configura-se o delito (TRF da 1 ? R.196. p. Ap. TJRJ. TJSP. p. ■ Xerox não autenticado: Inexiste o crime. nota sob o mesmo título no art. não ingressaram no mundo factual e.83). RJTJSP75/317. in RBCCr 7/213.. RT 584/315.11. 297 ■ Tentativa: Não se admite. inapta a causar qualquer prejuízo. 694/312. 47851. 297. RT 587/302. Jurisprudência ■ Documento público: É o formado por funcionário público. pois é absoluta a impropriedade de ser o jornal considerado documento para fins penais (STF. DJU 24. RT 525/332). art. ■ Consumação: E crime de perigo e se consuma no momento da falsificação. 297 se o agente falsificou o documento mas o manteve guardado. Requerimento endereçado à administração pública não é (TJSP. RT 589/399). se os cheques preenchidos não chegaram a ser postos em circulação. RJTJSP 78/368).581. mv — 695/302). Contra: se há possibilidade de causar dano (STF. RJTJSP 152/295).788. 64221). Não . independentemente da prova do uso (TRF da 2 ? R. Assinatura feita sem intenção de imitar é falso grosseiro. DJU 18. in RBCCr 8/227-8. idem. Contra: Todos os crimes de falsidade são formais e de perigo concreto. Se forem autenticadas. RTJ 108/156. que se aperfeiçoa independentemente do uso efetivo (TJSP. Ap. que deve ser grave e iminente. após se apossar dele indevidamente. RT605/398). conseqüentemente. mv— RT646/268). Ap. pois não estava credenciado a preenchê-lo (TJSP. incapaz de causar prejuízo a terceiros (TJSP. PJ48/282). também. 0 impresso sob a forma de guia de recolhimento de prestações previdenciárias não possui as características de documento. p. RT 746/568).6.. JSTJ e TRF82/469). RT701/303. RJTJSP 155/304).. RJTJSP 124/471).448. 9799. RTJ 93/1036). não há necessidade da imitatio veri. Contra: tratando-se de títulos de crédito. Não é inócua nem grosseira a falsidade que surtiu efeito durante longo tempo (TJSP. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Se o acusado não falsificou a carteira nem foi responsável por sua viciosa expedição. 15.94. documentos públicos por equiparação (CP. PJ 44/263). 297 (TRF da 2 ? R. RT759/687). configura crime impossível por absoluta ineficácia do meio (TFR. mv — RT 528/311). 12. RT778/707). Vide. quando é falso grosseiro.96. bastando que a falsidade seja hábil para iludir o homo medius (TJSP.4. DJU 30. o que demanda prova do perigo. TJSP. deve ser absolvido (TJPR. RCr 63. p.5. Ap. 6. por ser crime de perigo. 6342). No tocante à competência da Justiça Estadual. para efeito penal (TFR. 297.5. JSTJ e TRF62/500-1. neste estado. não produz efeito jurídico (TJSP. 5.589 Código Penal Art. DJU 17.9. ■ I mpressos: Não há crime na posterior reedição de um jornal. DJU 1. RHC 3. RJTJSP 103/442. lugar e matéria (STF. Não configura o crime a falsificação grosseira que não causa prejuízos a terceiros (TJSP. RT 589/363). infringe o art. 107. RTJ 108/156.90. TRF da 4 ? R. Ap. ■ Falsidade grosseira: Não é grosseira a falsidade que enganou seus destinatários durante longo período e que só pôde ser descoberta com exame acurado ou por pessoa com conhecimentos especializados (STF.90. mv — RJTJSP 80/417. RT514/338). RT754/743).769. ■ Placas ou chapas de veículos: Não são documentos públicos (TJSP.

RT 698/340). RT 513/357. ■ Tentativa: Sendo o crime do art. 1979. TJSP. Todavia. Jurisprudência Criminal. o exame de corpo de delito direto pode ser suprido pelo indireto (TJSP. 297 Código Penal 590 se perfaz o crime. 384. DJU 21. ■ Exame de corpo de delito: É necessário exame pericial. 4855). v. n° 375. p. responde como partícipe. RT 525/349). Sem repercussão na órbita dos direitos ou obrigações de quem quer que seja. RT 758/633).80. RT 604/351.355. RT 550/272. RT 760/616). existe concurso material (TJSP. RJTJSP70/336). RJTJSP 91/480). do CPP (STJ. a confissão do acusado (TRF da 4á R. § 2°. 297. TFR. PJ 48/308. sem ser plastificada novamente. II. TFR.Art. Ap. durante todo o curso do processo. que se compõe de etapas e não é passível de execução por um só ato material. TRF da 1 á R. que não é absorvido pelo uso na prática de outro crime (TJSP. 537/304.. Ap. ■ Concurso com peculato: O peculato absorve a falsidade. pois. a não ser que o documento tenha um mínimo de idoneidade material que o torne aceitável (TJSP. 2. ■ Concurso com sonegação fiscal: Qualquer espécie de falsidade. Ap.558.9. previsto no art. confirmada pelo acórdão recorrido. ■ Concurso com estelionato: A falsificação e uso de cheque caracteriza o crime de falsificação de documento equiparado ao público. 297 plurissubsistente. Se a carteira de identidade teve o plástico arrancado e a foto substituída por outra. TJSP. 779/548. sem a potencialidade de prejuízo para outrem (STF. mediante a substituição da foto.6. RT 521/361). TJSC. sendo dispensável o efetivo dano (TJSP. 304. 297.90. ainda que de forma indireta. e desenvolvida a defesa. 3. RTJ 114/1064. 504/333). DJU 18. não havendo falar em desclassificação para o crime de estelionato (STF. ■ Concurso com apropriação indébita: Há duas correntes: a. Ap.863. jurisprudência na nota ao art. 297. caput. 8275). Contra: há concurso formal (STF. ■ Concurso com o crime de uso de documento falso: É pacífico que o agente que falsifica e usa não pode ser punido pelos dois crimes (TJSP. sendo inapta a contrafação (TJPR. TJSP. . ■ Participação: Aquele que. condená-lo pelo delito do art. sem observância do art. nessa linha. RT 575/472). RT 552/409. JSTJ e TRF3/400). TJSP. RT620/276. o crime do art. mv — RJTJSP 120/507.377. sequer.182. ■ Mutat/o //be//% Imputado ao acusado. ■ Substituição de foto: O agente que altera cédula de identidade de terceiro. há falsidade grosseira. RT 518/347). RT757/510). RTJ98/852. Não configura o crime o falso sem aptidão para causar prejuízo (TJSP. RT 750/582. admite-se a tentativa (TJSP. Só crime de falso (STF. 171 do CP. sob o título Concurso de crimes. DJU 30. sob pena de nulidade ou de não comprovação da materialidade do fato (STF. Como se trata de questão das mais discutidas. RT 759/687). RT 571/308). RT 539/284. vide. fornecendo sua foto. 7526. Ap. RT 530/395). sua colaboração contribuiu para a consumação do delito (TJMG. TRF da 2á R. p. b. com o intuito de iludir outras pessoas.90. RTJ 111/232. Basta a potencialidade apta a enganar e a prejudicar. ■ Capacidade de prejudicar: Não há falso punível. não podia sentença. FRAGOSO.. 21397. 3. RT768/658). se constituiu meio para a prática do desfalque (H. DJU 19. 6953). se constituiu manobra para encobrir apropriação anterior (TJSP. usada como meio para o crime de sonegação fiscal. fica absorvida por este (TJSP. também. pouco importando que a ação física da falsificação tenha sido realizada por terceiro (TJRJ. comete. 91/814). não bastando. b. 539/276. 297. mv. DJU 29. em tese..79. o crime do art. p. A sonegação absorve a falsidade de documento público (TJSP. Se o documento não foi apreendido.4. PJ 47/278). atua como agenciador de Carteira Nacional de Habilitação falsa. 3. não é ilícito penal (TJSP. ■ Co-autoria: Comete o crime de falsidade documental o agente que manda falsificar documento público.9. na denúncia. RT 571/308. RT 499/308). RT 755/550). Só crime de uso (STJ. o falso não é punível. p. mesmo não praticando nenhuma das condutas previstas no art. p. RT 580/316 e 322). há controvérsia quanto a qual dos dois crimes ficará sujeito: a. TJPR. 6.79.9.

há concurso material (TJSC. 4. ■ Certificado de dispensa do Exército: A substituição. prevista no art.9. jurisprudência no art.94. CJur 6. configurando-se o art. RT 707/377). Ap. 102/401). 11. rasurando o documento a fim de excluir o nome do indiciado.5. 2 ti pifica o crime do art. 528/311).80. ED 13.. p. há duas posições: 1 á) E falsidade material de atestado ou certidão. não desloca a competência para a Justiça Federal carteira de trabalho. Súmula 104: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". RT 523/443). Falsificar. p. 297 e 298 ■ Confronto com falsa identidade: Sendo verdadeiro e não forjado o documento de identidade. DJU 2. DJU7. RT 543/386.679.426. mesmo que esta tenha ocorrido antes do início da ação penal (STF. ainda que o documento seja expedido por repartição pública federal (TJSP.3. DJU 5.497. sobre ■ Funcionário público (§ 1 4): A exasperação do § 1 2 requer que o agente se tenha prevalecido da função para a prática do crime (STF. JSTJ e TRF79/327. TJDF. 64221. mv— RTJ 101/559. p. ■ Competência: Se a falsificação é praticada em detrimento de órgão estadual. 307 (falsa identidade) e não o do art. do CP (STF. 297 do CP (TJPR. Contra: compromete a materialidade e individualização do documento verdadeiro.856. incorre no art. p. DJU 12. RHC 59. 297. RT 609/307.508. §1 2 (TJSP. é competente a Justiça Federal (STF. TJSP. 297 do CP (TJSP. CComp 765. mv— DJU 28.5. RJTJSP 157/301. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR Art. 301. DJU 23. A simples anotação falsa na carteira de trabalho. 3621. RJTJSP101/500. adultera registro de inquérito policial. 307 do CP. para matrícula em escola superior ou ingresso em cargo público. RT 755/550). in RBCCr6/234. da fotografia originalmente constante de certificado de dispensa de incorporação do Exército. TFR. Configura crime continuado e não concurso material a conduta do agente que falsifica dois documentos públicos na mesma ocasião. no todo ou em parte.9. DJU3. ■ Registro de inquérito policial: A escriturária de delegacia de polícia que. 3640. mas apenas adulterado quanto à fotografia. TJSP. ■ Reparação de prejuízo: No crime de falsificação de documento equiparado ao público. RT774/560). também. 581/281). 1397). TJSP. E preciso que pratique o crime em face das facilidades proporcionadas pelo desempenho do ofício (TJSP.909. Pleno. Documento de estabelecimento particular de ensino: a competência é da Justiça Estadual (STJ.94. substituindo-o pelo de outro. de um a cinco anos. 592/304.4. Concurso com furto: Se o falso é cometido posteriormente.90. sob o título Substituição de fotografia em documento. RT527/311). mv— RT 573/344.. p. RT 519/311). é da Justiça Estadual e não da Federal (STF. p. TJSP.698. 20126-7). 14630. para vender a coisa ■ furtada. RT 512/455. (STJ. vide nota no art. De Carteira Nacional de Habilitação é da competência da Justiça Estadual. o delito é o do art.96. . mv — RJTJSP 113/561. CComp 6. p. RT530/434. Se de taxa rodoviária única. 297 (TRF da 4 R. RT715/435. Ap. 560/323. por uma do réu. in RBCCr 16/377 — hipótese de passaporte). 2883. 297 (STJ. pois se trata de documento emitido por órgão estadual de trânsito (STJ. 612/316. agindo a mando de escrivão-chefe. RT 490/291). prevista no art. ■ Certidão ou atestado escolar: Quanto à falsidade de atestado ou certidão de aprovação ou conclusão escolar.89. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena — reclusão.3. RT758/547). RT528/346). TJSP. a competência é da Justiça Estadual. p. e multa. 299).82. 2á) E falsidade de documento público. pelas mesmas condições de tempo e lugar (TJSP. RT 649/266. mv — DJU 5. mv — RJTJSP 162/305). TRF da 3 2 R.196. 107. 7791).5.591 Código Penal Arts. DJU21. REsp 1. ■ Crime continuado: E crime único e não continuado a falsificação de várias assinaturas para a realização de um único fim (TJSP. 298.11.90. § 1 2. pp. pela troca da foto. 4741.90. por tratar-se de delito formal. não se admite a extinção da punibilidade pela reparação do prejuízo. Vide. Quanto à competência. que não acarreta lesão à União. Ap.

insere-se neste art. previsto no art. no art. a idéia ou declaração que o documento contém não corresponde à verdade. Na falsidade ideológica. mas se é ideológica. Se a finalidade é sonegação fiscal. a pessoa prejudicada pela falsidade. mas seu conteúdo é falso. enquadra-se no art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Que tenha autor certo. não se considerando documentos os impressos. Seu conteúdo deve expressar manifestação de vontade ou exposição de fatos. não nas ideológicas.099/95). Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Diferença entre falsidade material e ideológica: Por muitas razões. que cria um documento novo. Na falsidade material. 297 do CP). 988). ■ Ação penal: Pública incondicionada. 299 do CP. A identificação deve advir da assinatura ou do próprio teor do documento. . no todo ou em parte. d. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso. caput). com consciência da possibilidade lesiva a interesse de terceiro. Se a adulteração é referente a resultado do jogo de bingo. Não há forma culposa. isto é. O escrito anônimo não é documento. no art. No caso de reprodução mecânica é indispensável a subscrição manuscrita. que consiste na vontade de falsificar ou alterar. o que foi comentado com relação à falsificação de documento público (vide nota ao art. 390). a forma do documento é verdadeira.137/90. as reproduções fotográficas (xerocópias) não autenticadas de documentos. ■ Confronto: Se o documento é público. v. 349 da Lei n 2 4. IV. Se a falsificação tem fins eleitorais. 297. 299 do CP. como também não o é o escrito ininteligível ou desprovido de sentido. Necessita exame de corpo de delito. ■ Pena: Reclusão. se for ideológico. que é alterada. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração. p. 1965. E irrelevante o meio empregado para escrevê-lo. 297.737/65. e. considerando-se como tal o que não está compreendido como documento público (art. pinturas etc.615/98. que possa ter conseqüências no plano jurídico (idem. desde que seja idôneo para a documentação. 297 do CP. art. Não se incluem as fotografias. poderá ser considerado documento particular. transportável e transmissível. O próprio dccumento público. pp. Efeitos da distinção: 1. No cível. Exige-se certa permanência. documento "é todo escrito devido a um autor determinado. Como assinala o mesmo autor. A simples assinatura em papel em branco não é documento. art. ou é forjada pelo agente. art. ■ Tipo objetivo: As condutas previstas são idênticas às do artigo anterior. a seguir indicado. Se o falso em documento particular é material. 3. quando nulo por falta de formalidade legal. Forma escrita. Quanto à capitulação penal. embora não precise ser indelével. Relevância jurídica. c. 304 do CP. Deve o escrito ser feito sobre coisa móvel. Lei n° 4. A modalidade do falso (material ou ideológico) repercute no cabimento de incidente de falsidade (CPC. FRAGOSO. aplicando-se. dotado de significação ou relevância jurídica" ( H. 298 Código Penal 592 Falsificação material de documento particular ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. incide no art. à exceção do objeto material. ao contrário. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Para a lei penal. Quando a falsidade foi o meio para a prática de estelionato. 297. 988/91). 299. Se a falsidade é ideológica e não material. ou que não é a este equiparado para fins penais (art. de um a cinco anos. o que se frauda é a própria forma do documento. é importante observar a distinção que existe entre o falso material e o falso ideológico: a. contendo exposição de fatos ou declaração de vontade. 171 do CP). e multa. 298. b. especialmente a autenticidade dos documentos. b.729/65 ou 8. 89 da Lei n 2 9. 2. ■ Objeto material: É o documento particular. Exame de corpo de delito. § 2 2). secundariamente. 79 da Lei n 2 9. E necessário que seu conteúdo seja juridicamente apreciável. há entendimentos divergentes (vide nota Concurso de crimes. as gravações. ■ Sujeito passivo: O Estado primeiramente. Só é indispensável nas falsidades materiais. ■ Tipo subjetivo: O dolo. art. ■ Objeto jurídico: A fé pública.Art. aqui. segundo a doutrina e jurisprudência dominantes. ■ Tentativa: Admite-se. são requisitos do documento: a. vide art. Se a falsidade de documento público é material.

RF257/295).5. 651/260). Vide jurisprudência na nota ao art. mas não havendo prova da autoria do delito.446. também. RT 507/341). 298 Jurisprudência ■ Documento: As fotocópias e outras reproduções mecânicas. RT729/522. p. visto que a alteração falsificada foi submetida a registro na Junta Comercial (TJSP. Os representante sindicais que procedem à lavratura de ata de assembléia. 171 do CP. ■ Concurso com crime de uso: Não há concurso entre falsidade e uso do documento falsificado (TJSP. RTJ 124/976). comete falsidade material e não ideológica (TJSP. PT770/551). Não podem ser objeto de falso os documentos juridicamente inócuos. para criação de novo sindicato. valendo-se de identidade alheia. RJTJSP 108/471). Se o papel firmado em branco não foi confiado ao agente. ■ Concurso com crime de tóxico: A falsidade de receita médica para a compra de entorpecentes é absorvida por esta (TJRJ. sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia. ■ I mitação do verdadeiro: E necessária a imitação do verdadeiro. RT 580/322). ■ Falsidade grosseira: O crimen fa/si só existe quando realizado com um mínimo de idoneidade material. jurisprudência no art. visível. levando-a a registro e arquivamento em cartório. isto é. II. Quando esta é alterada. Não há. RJTJSP 104/440. 514/321). RT 571/308. não são documentos por sua inaptidão probatória (STJ. RT 528/321). 335 do CP (TJSP. do documento. 297 do CP. necessário para tornar possível a aceitação do falso por verdadeiro e enganar não apenas um indivíduo ou um grupo determinado de pessoas. RT637/265). o crime é de falsidade material e não ideológica (TJSP. RT 510/348). n° 237. . e não a partir de sua utilização. 299. RT519/320). RT 495/292). porém. é ação posterior irrelevante (TJSP. ■ Consumação: Consuma-se com a efetiva falsificação ou alteração. pois as declarações falsas contidas na ata compõem o próprio documento particular falso (TJSP. no caso de escritura. RT513/367).95. e não. necessidade de que resulte prejuízo efetivo (TJSP. ou alheios a fato com efetiva ou eventual relevância na órbita jurídica (TJSP. enquanto o falso ideológico diz respeito ao conteúdo do documento (STF. TJSP. cometem apenas o crime do art. DJU 30. mas a coletividade em geral (TJSP. e não à forma. 297 do CP. Vide. se apurada a autoria ou mesmo para imputação do crime de uso de documento falso. ■ Autoria da falsidade: Estando comprovada a falsidade da assinatura da vítima na alteração do contrato social da empresa. ■ Distinção entre falsidade material e ideológica: Na falsidade material o que se falsifica é a materialidade gráfica. na ideológica. forjada ou criada. 616/295. 298.593 Código Penal Art. assim como papéis totalmente datilografados ou impressos sem assinatura (TJSP. ■ Capacidade para prejudicar: Não há falsidade sem capacidade para causar prejuízo (H. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade objetivou ocultar apropriação anterior. não bastando simples rabisco (TJSP. ■ Papel assinado em branco: É falso material e não ideológico a conduta de quem se vale de papel assinado em branco para forjar documento que não lhe fora confiado para posterior preenchimento (TJSP. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. Basta a possibilidade de causar dano (TJSP. tranca-se a ação penal. FRAGOSO. quando não autenticadas. JC 69/515). RTJ 122/557). RT 774/586). alheios à prova de qualquer direito ou obrigação. o do art. 1979. Quem cria documento. RJTJSP 157/304. TJSC. 13493). RT571/310). v. é seu teor ideativo ou intelectual (STF. sob os títulos Xerox não autenticada e Impressos. RTJ 105/960). O falso material envolve a forma do documento. ■ Concurso com perturbação de concorrência pública: Inadmissível a absorção da falsificação de documento particular pelo delito do art. RHC 3. também. que não ocorreu. RJTJSP 176/320-1). A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. Não se configura a falsidade se o agente não teve a menor preocupação de imitar a letra da vítima (TJSP. Jurisprudência Criminal. RT 522/359). RJTJSP 181/270. na confecção desta e não quando do registro (STF. mas este dele se apossou. ■ Concurso com estelionato: Vide jurisprudência no comentário ao art.

RTJ 121/110). comentário com o título Diferença entre falsidade material e ideológica). necessariamente. não precisando. "é mister que a declaração falsa constitua elemento substancial do ato ou documento". se o documento é particular.Arts.743. A conduta é omissiva. Fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. e multa.8. o objeto material é o documento público (vide nota ao art. coloca) declaração falsa ou diversa da que devia ser consignada. Se o agente for funcionário público. torna-se este indispensável e sua falta induz nulidade absoluta. da CR/88) (STF. a pessoa prejudicada pela falsidade. Contra: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". No crime deste art. e não o falso material (vide. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. e multa. c. Omitir declaração que dele devia constar. mas o agente atua indiretamente. RHC 62. secundariamente. seria suportado exclusivamente pela empregadora. declaração que dele devia constar. fazendo com que outrem insira a declaração falsa ou diversa. configurando o interesse da União (art. no art. ■ Competência: Compete à Justiça Federal processar e julgar o crime do art. 298 e 299 Código Penal 594 ■ Exame de corpo de delito: O crime de falsidade material requer exame de corpo de delito (STF. 299 incrimina é a ideológica. 298 do CP). IV. que se refere ao conteúdo do documento. 89 da Lei n° 9. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. pois está sujeita à fiscalização federal. de um a cinco anos. embora particular.099/95). a fim de justificar faltas ao trabalho. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. e reclusão de um a três anos. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena — reclusão. ou seja. Parágrafo único. especialmente a genuinidade ou veracidade do documento. b. Estando os documentos à disposição para exame. insere (faz constar. p. 299. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput (art. em documento público ou particular. aumenta-se a pena de sexta parte. 298. 298 do CP. Em qualquer das modalidades. posto que o exame é essencial à apuração da verdade e à decisão da causa (STF. vide parágrafo único. O agente omite (silencia. 297 e § 22 do CP) ou o documento particular (vide nota ao art. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. Fa/sidade ideológica ■ Objeto jurídico: A fé pública. se o documento é público. DJU 2. Inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. Omitir. O comportamento é semelhante. ■ Reconhecimento de firma: Mesmo em documento particular. O agente. pois "uma simples . e tenha por objeto fato juridicamente relevante. 109. com o fim de prejudicar direito. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. ser quem redige o documento. com o objetivo de ingressar em instituição de ensino superior. não menciona) fato que era obrigado a fazer constar. RTJ 122/557). São três as modalidades alternativamente previstas: a.85. é indispensável que a falsidade seja capaz de enganar. Se o prejuízo causado pela falsificação de atestado médico do INAMPS. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 12047). diretamente. Se o agente é funcionário público. RT 747/603). RJTJSP 174/307). 299. ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art. FALSIDADE IDEOLÓGICA Art. o Estado. sua falsificação é de documento público (STF.

729/65 ou 8. 171 do CP. v. antes enquadrada neste art. 1995. não é pacífica na doutrina a sua caracterização como falsidade ideológica (contra: BENTO DE FARIA. Ill. São assentamentos os indicados na Lei n° 6. e JÚLIO F. simples preterição de formalidade etc. contra. e multa. in RT 667/250). ■ Ação penal: Pública incondicionada. VII. 130).■ Duas são as hipóteses: a. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Falsidade de registro civil (registro de filho alheio como próprio): A chamada adoção à brasileira.492/86.015/73. não constituirão" ( MAGALHÃES NORONHA. ■ Remição de pena: Declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido. art. de um a três anos. p. Se o crime é o de registro de filho alheio como próprio.595 Código Penal Art. 350 da Lei n°4. 53). 54. é atualmente objeto de definição penal especial. 9 2 . Não há forma culposa. salvo na modalidade de omitir declaração (nesse sentido: DAMÁSIO DE JESUS. vide art. Na hipótese de abuso de folha assinada em branco. 304. indiferente" ( MIGUEL REALE JÚNIOR. de pessoa física ou jurídica inexistente (Il) e de pessoa jurídica liquidada de fato ou sem representação regular (Ill). Se a falsidade ideológica é para fraudar a fiscalização ou o investidor de títulos ou valores mobiliários. v. o falso será material. Todavia. Lei n° 4. Direito Penal. 242 do CP (vide nota a esse artigo). 166. IV. a falsidade de declaração prestada. o falso ideológico deve ter a finalidade de prejudicar direito. Quanto à simulação. exige-se que se trate de papel entregue ou confiado ao agente para preenchimento. será "um dado supérfluo. constitui o crime do art. e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("com o fim de prejudicar direito. v.137/90. caso contrário. p. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso do art.841/99. v. art. reclusão. IV. caracteriza o crime do art. também não admitindo a tentativa na modalidade de inserir. o delito do art. ■ Pena: Se o documento é público. parágrafo único. e multa. 64 da Lei n°8. Figuras qua/ifi.898/81 inseriu no art. ■ Tentativa: Admite-se. reclusão. ou omissão da verdade. 1985. 237). ■ Confronto: Se o fim é sonegação fiscal. que consiste na vontade livre e consciente de omitir. 1959. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". caso contrário.383/91. por parte de funcionário público em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental. p. ■ Consumação: Com a efetiva omissão ou inserção. 1995. b. v. Se há fins eleitorais. 1995. Quanto ao concurso com estelionato. MAGALHÃES NORONHA. sob igual título. de um a cinco anos. que a Lei n° 6. p. 299 mentira. . 299 do CR ■ Contas bancárias "fantasmas": Segundo o art.. IV. 242 do CP. calas (parágra. Se o agente é funcionário público (vide nota ao art.605/98. ■ Microempresa: Nos termos do art. Se a fo ún/co) falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante"). p. Tratando-se de afirmação falsa ou enganosa. Direito Penal. MIRABETE. 299 do CP (LEP. Direito Penal. vide Lei n° 7. 241 do CP. criar obrigação ou alterar a verdade (vide Tipo subjetivo). 242 do CP. Manual de Direito Penal. 33 da Lei n° 9. Código Penal Brasileiro. segundo orientação dominante.327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. mera irregularidade. art. vide nota ao art. objetivando os benefícios da mesma. Se o documento é particular. Como consigna a lei. vide art. A alteração da verdade deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direito. a inscrição de nascimento inexistente configura só o crime do art.737/65. 66 da Lei n° 9. 163). e a falsidade posterior ao parto suposto ou à supressão ou alteração de direito de estado de recém-nascido. 299. inócuo. responderão como co-autores de crime de falsidade o gerente e o administrador de instituição financeira ou assemelhada que concorrerem para que seja aberta a conta ou movimentados recursos sob nome falso (/). inserir ou fazer inserir.

á ■ Consumação: Consuma-se pela inserção da declaração falsa (TRF da 4 R. g.. p. e. HC 278. Assim. sob pena de inépcia (TJSP. RJTJSP 107/432). RT779/634. deve valer por si só. para tais fins. RT 537/272).90. no caso de declaração perante o registro civil. RT 524/344). 111. 157/304.15. 543/331). TJMG.. RT 519/363). A declaração de não estar respondendo nem ter respondido a nenhum inquérito policial. DJU ■ Documento sujeito a verificação ou comprovação: Não existe falso ideológico em documento sujeito a verificação (TJSP. 0 pedido de registro de nascimento sujeito a verificação judicial (TRF da 4 . c. TRF da 3 R. em pedido de concordata (TJSP. Ap.. feita em documento público ou particular.Art. ■ Pena: A do Caput.4. 166. 491/292). 24360-1). RT779/548. RT 719/390. enquanto a ideológica diz respeito ao conteúdo do documento (STF. TJRS. para produzir efeito jurídico com força probante. mv— RJTJRS 165/78.10. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante (TJSP. Se o agente cria documento. se depender. Não pode haver participação culposa (TJSP. 590/334.701-3/0. Serão partícipes do crime só se tiverem agido com conhecimento da falsidade. ■ Falsidade "culposa": Não há falsidade ideológica culposa (TJSP. contendo informação falsa sobre a residência do requerente (TRF da 1 á R. 642/283. RT 792/722). b. TJSP. ■ Requerimento ou petição: Ainda que contenha informação inverídica. Ap. Jurisprudência ■ Distinção entre falsidade ideológica e material: A falsidade material envolve a forma do documento. RJTJSP 81/367). que estas são testemunhas da declaração e não do fato declarado. 299 Código Penal 596 ■ Prescrição: Tratando-se de falso em registro civil. A inserção em carteira de trabalho de falsos vínculos empregatícios. e não à forma. RT 649/247). RT 525/349). ainda. do CP. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. e por esse motivo. forjada ou criada.2d. aumentada de sexta parte. A declaração prestada pelo agente de que o protesto referia-se a homônimo (TJSP. não é idônea para configurar o crime de falsidade ideológica (TJMS. Vide. vide nota ao art. TJMG. por sujeitar-se à pronta averiguação (TJSP.2. A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. mas se valendo de identidade de outrem..481. 2 RJTJSP 124/524-7. RT 537/301). IV. JSTJ e TRF77/486). O requerimento dirigido à OAB para fins de registro. não caracterizam o delito: a. JSTJ e 165/121). 2 com vistas a se habilitar a cargo de mando em instituição financeira (TRF da 3 R.R. com o fim de obter emprego em empresa privada. RTJ 115/171. IBCCr 100/524). A declaração prestada por particular ao funcionário. j.90. ou a declaração de não possuir títulos protestados. de que o título extraviou-se (TJSP. 4. RCr 17. 0 preenchimento de questionário junto ao Banco Central. Não há falsidade ideológica sem consciência da falsidade (TJSP. RJTJRS declaração cadastral não é falsidade ideológica. interpretando que a possibilidade de verificação da verdade só se aplica quando esta é apurável por meio de confronto objetivo e concomitante da autoridade (STF. f. 298 do CP. RT508/327). RJTJSP 84/384). Quando esta é alterada. A declaração. RJTJSP 170/297. 24. mv— DJU25. TJRS..762-3/1 in Boi IBCCr 89/441. Não há crime de falso na petição de advogado que . na presença de testemunhas. RT602/336. ■ Concurso de pessoas: Note-se. RT672/292. in Bol. simples requerimento ou petição não é considerado documento para efeitos penais (TJSP. mv RTJ 143/129-30). JSTJ e TRF39/451. RT733/543). RJTJSP 170/297). JSTJ e TRF89/415). mv— RT691/342. TRF da 3 2 R.988. que é o fim de prejudicar direito. pois aquela declaração não é documento (TJSP. RTJ 105/960). de comprovação. A denúncia deve referir-se ao elemento subjetivo.. A simples declaração de endereços falsos em TRF38/481.. TRF da 1 2 R. 7839).00. Há ressalva. RT 513/367). h. jurisprudência com igual título no art. RT701/317. A falsa declaração em requerimento de atestado de residência (TJSP. o falso é material e não ideológico (TJSP. pp. ■ Tipo subjetivo: O crime de falsidade ideológica só se perfaz como dolo específico (STF. já que tal afirmação dependia de averiguação por parte do funcionário (TJSP.

. ou era ineficaz. TJSP.963. 298 do CP. O falso ideológico exige que seja verossímil (TJRJ. é falsidade material (TJSP. ■ Nota promissória assinada em branco: 0 preenchimento do valor e data de vencimento de nota promissória assinada em branco pela vítima e deixada com a acusada. vide nota ao art. por ser o seu uso inócuo (TRF da 32 R. Ap. ainda que não resulte efetivo prejuízo ou lucro (TJSP. se não havia possibilidade de prejuízo. 299. ao menos. se os documentos não apresentam contradição e um deles não foi subscrito pelo acusado (TJSP.173. o dano é pressuposto da falsidade (STJ.96. não caracteriza o delito do art. não constitui ilícito penal. potencialidade de dano (TJSP. p. b. II. 299 a falsidade de documento particular de cessão ao portador de direitos hereditários. RT 559/368).11. TJSP.. ■ Microfilme: Inexiste a materialidade do delito se o documento é apenas um microfilme.. CEsp. mv— DJU 17. Ainda que mal explicada. 4798. Não há crime.9. RJTJSP 157/304). j. bastando a potencialidade de evento danoso (STF. RT531/328). RJTJSP 175/148). embora contenha em si ostensivamente o requisito da alteração da verdade documental (TJSP. potencialidade lesiva (TRF da 4 2 R. e 18 do CPC (TJSP. p. RT 520/370).85. Ap. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.8. ■ Inidoneidade do falso: E impunível a falsidade ideológica que não tenha. RT543/321. RT 499/307). TJSP. restringem-se as conseqüências da hipótese aos arts. ■ Dano potencial: a.995-3/3. p. TRF da 3 R. p. que estava dirigindo (STF. RJTJSP 81/365). Ap. 81. 299 nega a autenticidade de assinatura verdadeira.597 Código Penal Art. em vista do fim a que se destinava (TJRS. A falsidade ideológica não exige dano efetivo. RT 783/582). isoladamente. objetivando permitir o licenciamento de veículo em local diferente do imposto pela legislação de trânsito. mv — RJTJSP 81/366). sob o título Papel assinado em branco. RT704/410. não configura o crime do art. que não pode dar ensejo à responsabilidade penal (TRF da 22 R. ■ Capacidade para enganar: Inexiste o crime do art. ■ Boletim de ocorrência: E documento público. 17. RT613/311). porquanto as falsificações. 1 0.9.071. RT767/584). pois não beneficiou o agente nem prejudicou terceiros (TJSP.99).2.94. 15. TJSP. 15894. A falsidade inócua. RT585/334). DJU 2 19. se o papel fora confiado ao agente. RT 763/705). já que não é potencialmente lesiva nem prejudica direitos ou cria obrigações (STJ. praticando falsidade ideológica o pai que. 299. 0 fato jurídico relevante não basta ser indicado apenas hipoteticamente. STJ. RT553/401. 25938. mv— RT 523/326). Não tipifica o crime do art. 765/592. mas se este se apossou do papel. RT760/593). sem qualquer repercussão na órbita dos direitos e das obrigações de quem quer que seja. se os documentos não estão revestidos das características que os tornam hábeis a enganar (TJSP. mv— JSTJ e TRF 52/203-11). RT641/388. a existência de dois boletins de ocorrência a propósito do mesmo fato não constitui falsidade ideológica. JM 131/480). A conduta do agente que presta declaração inverídica a respeito do seu domicílio. TRF da 22 R. ■ Assinatura de papel em branco: O preenchimento de folha de papel assinada em branco é falsidade ideológica. neste caso. Ap..92. mas apenas ressarcir-se daquilo que achava justo (TJSP. incapaz de enganar e causar prejuízo (TFR. .. Não há crime de falso ideológico se inexistiu dano. RT 609/319. 6. DJU 3. 256. TJMG. in RBCCr6/234). pois esta não quis prejudicar direito. 299. não apresentam. JSTJ e TRF 35/339. Não é falso ideológico a assinatura verdadeira de fichas em branco (TJSP. Não há crime. JSTJ e TRF38/481). TJMG. com intuito de afastar óbice à percepção do seguro. Configura-se. reprodução fotográfica. pois tal cessão só se opera mediante escritura pública (TJSP. e não o filho menor. RT760/681). se o falso era grosseiro. como garantia de jóias entregues em consignação. RT 641/388. afirma ser ele. DJU 27. 64215. ■ Crime único: Não respc idem por falsidade em concurso material os agentes que se utilizam de oito falsificações para instruir um único pedido de autorização para sorteio de carros. Quanto ao abuso de folha assinada em branco. RJTJSP 174/314-5.

por não possuir a peça processual natureza de documento (TRF da 3 2 R.. ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Não tipifica falsidade ideológica o atestado médico que. visto que estes são autênticos em sua forma e falsos em seu conteúdo (TRF da 1 2 R. p.6. 299 o fornecimento. não se enquadra no art. ■ Vestibular ou concurso público: O preenchimento. ■ Depoimento pessoal: A omissão da verdade ou inverídica declaração. ■ Xerox não autenticado: O agente que. Ap. na verdade. em que consistiu o fim do agente. 299 (TJSP. RT781/648). sob pena de inércia (TJPR.Art. 5314). 3027. RT 783/754). ■ Passaporte: Caracteriza o delito do art. 299 a aposição de data falsa de intimação em mandado judicial.. in RBCCr 10/221). DJU 4. de gabaritos em vestibular não tipifica crime de falsidade ideológica. 4. TRF da 1 2 R. insuficiente para caracterizar o estelionato. pp. identificando o código da doença. por prevalecer a data firmada por oficial de justiça. não sobre juízo de convicção (TJMT. 299 do CP (TJSP. 242 e não mais pelo art. RT 605/269). pois neles não foi omitida. DJU 17. A denúncia deve abranger. p. JM 131/480). através de "cola eletrônica".. 299 do CP (TJSP. RJTJSP 183/294). não configura falso ideológico (STJ. CEsp. 39 do CP) não configura o delito do art. RT 690/320). Contra: depende. mv— RT758/502. TJSP.11. p. ■ Mandado de intimação: Não caracteriza o crime do art. 4. DJU 1. RT546/344). esta fora apreendida (TJSP. conforme a sua modalidade (TFR.140. ■ Relevãncia: A falsificação precisa ser relativa a fato juridicamente relevante (TJSP. também. opina pela necessidade de tratamento ou de repouso. além dos elementos materiais que configuram o crime. 24360-1). de dados pertencentes a pessoas diversas daquelas cujas fotografias foram apostas nos documentos. 3027. inserida ou feita declaração falsa diversa da que deveria ser escrita.. 299 Código Penal 598 ■ Denúncia: Não basta que a denúncia indique o elementar "fato jurídico relevante" apenas hipoteticamente (STJ. ou seja. Não constitui falsidade a mentira em declarações meramente enunciativas. TJMG. RT595/336). que goza de fé pública (TRF da 3 2 R. tendo em vista o preceituado no art.81. RT784/603). HC 84. RT 776/530).988. pois reprodução fotográfica não autenticada não constitui documento (TJSP. para emissão de passaportes.90. in RBCCr 10/221). mv— JSTJ e TRF 52/203). ■ Habilitação de casamento: A declaração feita em processo de habilitação de casamento.102. sem potencialidade para prejudicar direito.2. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. RJTJSP 170/336.140. E ensinamento doutrinário que sobre o fato doença é que o falsum deve versar. após solicitação de autoridade policial. de que o pai da noiva encontrava-se em lugar ignorado há mais de quinze anos. RTJ 125/184. p. ■ Diploma superior: A falsidade ideológica de diploma de estabelecimento de ensino superior apto a receber registro no MEC é de documento público (TRF da 4á R. 299. 301 do CP. ■ Exame pericial: A falsidade ideológica dispensa a prova pericial (STF. ou sobre fatos a respeito dos quais o documento não se destina especificamente a provar: era caso de pessoa que alegara haver perdido a carteira de habilitação quando. RT 613/311). em depoimento pessoal. RT 651/306). a eventual fraude mostra-se. HC 84. ■ Defesa prévia: Não configura falsidade ideológica a apresentação de defesa prévia com rol de testemunhas presumidamente fraudulento.2. mas sim o do art.. não configura o delito deste art.81. não comete o crime de falsidade ideológica nem de uso de documento falso. ■ Declaração de pobreza: Firmada pelo acusado para beneficiar-se da justiça gratuita.95.95. DJU 1. apresenta simples fotocópia de carteira da OAB pertencente a pessoa já falecida e preenchida com os dados pessoais do acusado. DJU 26. 11957. RT 780/707). 130 da LEP (TJSP. Ap. RCr 4. ■ Registro de menor "adotado": O registro de filho alheio como próprio passou a ser tipificado pelo art. 0 fato . a descrição do elemento psicológico do tipo.10.419. que não existe in incertam personam (STJ.

e. enquanto letra é o manuscrito todo da pessoa. 531/320). 171 do CP. certificar). RT 729/507). ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário com fé pública para reconhecer (crime próprio). 89 da Lei n° 9.3. e multa. RJTJSP 154/285). vide art. ou na dúvida quanto à sua autenticidade. ■ Concurso com sonegação fiscal: Se usado para sonegação fiscal. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é reconhecer (atestar. atribuído a empresa privada". 307. em face da alteração que lhe introduziu a Lei n° 6. tanto no caso de documento público como particular (art. este delito.4. Reconhecer. ■ Concurso com corrupção: Em se tratando de delito-meio.87. ■ Tipo subjetivo: Exige-se o dolo. no exercício de função pública. de um a cinco anos. ■ Consumação: Com o efetivo reconhecimento. Na escola tradicional é o "dolo genérico". o falso ideológico é absorvido por aquele crime (TFR. RT697/288. se o documento é particular. que só se costuma reconhecer em casos de testamento de próprio punho. jurisprudência no art. Se o documento ideologicamente falso destinado à obtenção de benefício previdenciário sequer chegou a ser usado perante o INSS.099/95). Súmula 62 do STJ: "Compete à Justiça Estadual processar e julgar o crime de falsa anotação na carteira de trabalho e previdência social. agora. ser absorvida pelo falso ideológico. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade da autenticação da guia "DARF" teve por finalidade tornar viável o cometimento de apropriação indébita. 352 da Lei n° 4. RJTJSP 174/314). visando evitar descoberta de seus antecedentes criminais. RT643/330). se o documento é público.. ■ Concurso com falsa identidade: Se o acusado compareceu em juízo sob falso nome. considera-se indiferente ser o reconhecimento feito por semelhança. desclassifica-se para o art. também. Na doutrina. ■ Confronto: Se há fins eleitorais. especialmente a autenticação de documentos. como delito-fim (TJMG. como verdadeira. 300. p. . Pune-se o reconhecimento como verdadeiro de firma ou letra que não o seja. Firma é a assinatura. 6270. TJSP.898. firma ou letra que não o seja: Pena — reclusão. 242 do CP. no art. Fa/so reconhecimento de firma ou letra ■ Objeto jurídico: A fé pública. 307 do CP (TJSP. sem dependência de outra conseqüência (delito formal). autêntico ou indireto. 242 do CP). e de um a três anos. embora possa haver partícipe sem essa qualidade. ativa ou passiva. HC 6. RT 767/718). para beneficiar o menor (vide jurisprudência na nota ao art. a competência é da Justiça Estadual (STJ. nota Concurso de crimes). Não há punição a título de culpa. ■ Concurso com estelionato: Há quatro correntes diversas ( vide. de 30. a pessoa prejudicada.737/65. Antes era dominante a orientação que decidia ser atípica a conduta de registrar filho alheio como próprio. Inocorrendo lesão aos serviços da União. ■ Competência: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". ainda que eventual.778. e multa. no art. deve a corrupção. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 299 e 300 enquadra-se. absorve aquele (TRF da 5 R. Vide.81. ■ Sujeito passivo: Primeiramente o Estado. FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA Art. secundariamente. como crime-meio.599 Código Penal Arts. sob os títulos Autodefesa e Para ocultar o passado. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. Consiste na vontade livre e consciente de reconhecer firma ou letra que sabe ser falsa. DJU9.

cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. especialmente a das certidões e atestados. 300 do CP não faz distinção entre os modos que os praxistas ou as fórmulas tabelioas enumeram. em razão de função. de dois meses a um ano. no § 1 e na combinação de ambos com o § 2 2 (art. FALSIDADE MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO § 1 2. cumpre à acusação mostrar a dessemelhança. 100 do CP. RT 524/458). RT512/333). 2 transação também cabe no § 1 2 . fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público.099/95). Jurisprudência ■ Dolo: O crime só é punido a título de dolo. 76 da Lei n° 2 . reclusão. além da pena privativa de liberdade. parágrafo único. entendemos que. a partir da vigência da Lei n° 10. da Lei n° 10. 9. Se o crime é praticado com o fim de lucro. ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro. 2 ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o § 2 (art. ■ Sujeito passivo: O Estado. 5 2 .02. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. pois não existe o crime do art. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. 300 e 301 Código Penal 600 ■ Pena: Se o documento é público. E nula a denúncia omissa a respeito do dolo. a art. no todo ou em parte. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos empregados: atestar ou certificar. da CR/88) e da analogia in bonam partem.1. § 2°. CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO Art. só na civil (TJSP. 300 sem procedimento doloso do agente (TJSP. de 12. aplica-se. de um a cinco anos. ■ Formas de reconhecimento: O art. para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. 2 em vigor a partir de 12. Certidão ou atestado ideo%gicamente fa/so (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. pelo confronto com a firma constante dos registros do cartório. atesta ou certifica falsamente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. faz presumir que foram dadas por autênticas (STF. Quanto .259/01. Em face do princípio da isonomia (art.Arts.259. o reconhecimento. De acordo com o art. atestado ou certidão. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Consumação: Consuma-se com o reconhecimento. que compreende a ciência da falsidade da assinatura reconhecida. Pune-se o funcionário público que. 89 da Lei n°9. independentemente do fim dado ao documento em que a firma foi reconhecida (STF. Falsificar. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no Assim. a culpa não é punida na esfera penal. em razão de seu ofício (crime próprio). 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. e multa. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. 301. mesmo que combinado com o § 2 . mv— RJTJSP78/384).01. caso existente (TJSP. de três meses a dois anos. RF 193/327). em razão de função pública. de um a três anos. Se o documento é particular. Atestar ou certificar falsamente. a de multa. reclusão. RJTJSP94/407).7.099/95). e multa. caput. ■ Reconhecimento por semelhança: Se o reconhecimento da assinatura foi feito por semelhança. sem ressalva ou explicação. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.

1978. 301 ao que se atesta ou certifica. 28541). § 1 ° (TRF da 5 R. parágrafo único. mas a vontade é de falsificar ou alterar. 131). vide nota ao art. p. p. Trata-se de especial fim e agir. 297 do CP (vide jurisprudência na nota ao art. enquanto no § 1 2 . Não há punição a título de culpa. que indica o elemento subjetivo do tipo.4. ■ Tipo subjetivo: Se o crime é praticado com fim de lucro. RT 650/282). A respeito dos núcleos falsificar e alterar.11. v. in RBCCr 21/309). 297 do CP). Julgados 78/262). ■ Tipo subjetivo: O dolo. a consumação ocorra com o uso do documento. Se o Figura qua/if/cada pelo fim de lucro (§29 Jurisprudência .00. ■ Ação penal: Pública incondicionada. neste art. aplica-se.0481859/DF. com consciência de que poderá propiciar vantagem a outrem.96. Tratando-se de falsificação de certificado ou diploma de conclusão de curso. de dois meses a um ano. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação (total ou parcial) ou alteração. p. Na escola tradicional é o "dolo genérico". p. 301. § 1 2 . embora. 297 do CP. o falso é material (TACrSP. que consiste na vontade de atestar ou certificar falsamente. de três meses a dois anos.97. Para os tradicionais. DJU 21.01. Comentários ao Código Penal. 301. O objeto material é igual ao do caput. para alguns julgados. 301 do CP é uma modalidade mais brandamente apenada de falsificação de documento público ou falsidade ideológica cometida por funcionário público. Também inexiste forma culposa. IV. § 1 2 .. e 299. isenção de ônus de serviço de caráter público. com vistas à averbação de construção de imóvel. visando à obtenção de vantagem funcional. Fa/sidade materia/de atestado ou certidão (§ 1°) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput.96. em face do princípio da especialidade (TRF da 5 r R. 27211. ■ Confronto: O art. p. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). 1. também a de multa.024. 297 do CP (TRF da 2 á R. v. 1959. Código Penal Brasileiro... Predomina a opinião de que a falsa atestação deve ser originária e não cópia falsa de documentos oficiais ( HUNGRIA. e não no art. 1959. ■ Tipo objetivo: Ao contrário da figura prevista no caput. Ap. a lei diz.2. 301. exemplificativamente: fato ou circunstãncia que habilite alguém a obter cargo público. Embora a cláusula final "ou qualquer outra vantagem" seja. 6715. 301 não são crimes autónomos. para matrícula em estabelecimento superior.601 Código Penal Art. O campo de aplicação dos arts.. ■ Ação penal: Pública incondicionada. é o "dolo específico". 297. DJU 26. é o tipificado no art. poiso parágrafo é fração do artigo (TRF da 1 á R. RSE 97. ■ Pena: Detenção. a tipificação é a do art. 177. Direito Penal. ou qualquer outra vantagem. VII. ■ Certidão ou atestado escolar: Há duas orientações jurisprudenciais diferentes. ■ Diferença: No caput do art. geralmente.5. 293. entendida como da mesma natureza das demais. § 1 2 . ou altera o teor de certidão ou atestado verdadeiro.96. contra: BENTO DE FARIA. 0 caput e o §1 2 do art. nesta a falsidade é material: o agente falsifica. Falsidade Documental. ■ Alcance: Aplica-se tanto ao delito do caput como ao do § 1 2 . DJU3. em que o falso é ideológico. a interpretação não é pacífica (SYLvIo DO AMARAL. ■ Tipo subjetivo: Semelhante ao do caput. Ap. 1995. ■ Consumação: Com a efetiva atestação ou certificação. ■ Tentativa: Admite-se. in RBCCr 14/428-9). ■ Pena: Além da privativa de liberdade. no todo ou em parte. p. ti pificando a falsidade de atestado ou certidão escolar. 6. p. Ap. ou no art. 610. ■ Certidão Negativa de Débito (CND): O crime de alteração de CND. ■ Tentativa: E problemática a sua admissibilidade. a falsidade é ideológica. DJU 13. 103177. limita-se àqueles documentos emitidos pelos órgãos da administração pública que não caibam dentro dos conceitos de "atestado" e "certidão" (TJSP. in RBCCr 15/409).013. ■ Pena: Detenção. p. MAGALHÃES NORONHA. v. 58). 301. IX.

■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o parágrafo único (art. ■ Consumação do caputdo art. e não ao art. não é pacífica.860. TRF da 2 á R. Dar o médico. DJU 14. com remissão ao art. tendo em vista o preceituado no art.95. 301 do CP não é de natureza permanente. porém. ■ Consumação do § 1 2: Nesta figura. in RBCCr 10/221-2). embora permanentes sejam os seus efeitos. RJTJSP 120/539). mv — RT 533/311. O que se pune é dar (fornecer. Quanto ao art. divide-se a jurisprudência: a. no exercício da sua profissão. 301.367-DF. DJU 2. 187. 767/555. 39 do CP) não configura o delito do art. é próprio. RT536/310. IBCCr 96/493. p. DJU 5. 130 da LEP (TJSP. salvo se for falsificada assinatura de autoridade federal (TFR.Arts.3.95. FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO Art.2.00. tem-se que sua ação se amolda no art.379-DF. TJSP. 5940.00.10. 304. RT 538/380. 301. TACrSP. RCr 18. visa obter vantagem no serviço público. A falsidade deve ser praticada por escrito (pois se trata de atestado) e relacionada com o exercício médico do atestante.10.2. só podendo ser praticado por funcionário público (TJSP. REsp 210. RT778/561. p. ca put. ao utilizar a certidão ou atestado ideologicamente falso. especialmente com relação aos atestados médicos. 301 (TJSP. ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art. 189. p.00.712. DJU2.099/95). RT 536/287). Fa/sidade de atestado médico ■ Objeto jurídico: A fé pública. Julgados 78/263). RT 690/320). REsp 205. in RBCCr 10/221). p. A interpretação. entregar) atestado falso. de um mês a um ano. 499/369). a consumação se dá com a efetiva falsificação e não com o seu uso. 301. não se configura o delito do art.80). Parágrafo único. REsp 210. 76 da Lei n° 9. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (crime próprio quanto ao sujeito). é crime comum e o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa (STJ. RT 519/362. § 1 2 .. E necessário.860. Se o crime é cometido com o fim de lucro. ■ Tipo objetivo: O fato ou circunstância deve ser atinente à pessoa a quem se destina a certidão ou atestado e visando a beneficio de caráter público (TJSP. potencialidade de dano no atestado falso. in Sol. aplica-se também multa. ■ Prescrição: O crime é instantâneo de efeitos permanentes e sua prescrição começa a correr do primeiro ato de uso (TACrSP. como a conduta deve ser praticada no exercício da sua profissão. CComp 3. b. ■ Sujeito passivo: O Estado. 301 (TACrSP. RT 519/362). DJU 14. § 1 2 . Entendemos que a ti pificação deve ficar restrita ã atestação de fato e não de mera opinião ou prognóstico médico. discutindo-se se o falso abrange . que a falsidade (total ou parcial) seja referente a fato juridicamente relevante. RT 429/399). Dá-se a sua consumação com o ato inicial do uso ou utilização do documento ideologicamente falso (TJSP. 302. RT 756/686.099/95). ao contrário do que ocorre com o crime do caput do mesmo art. mas sim o do art.. atestado falso: Pena — detenção. pois deve haver. in Bol. RT 538/380. o sujeito ativo do § 1 2 deve ser funcionário público (TJSP. 513/355. 297 (STJ. ■ Sujeito ativo: 0 delito do art. 301: 0 delito do art. 299. TRF da 1 2 R.. IBCCr 96/493). ainda. TJSP. ■ Tipo objetivo: Não só o agente precisa ser médico. ■ Aptidão do documento: Se o atestado falso era inapto ao fim almejado pelo seu beneficiário. p. 89 da Lei n° 9. ■ Competência: E da Justiça Estadual.379-DF. RCr 18. TRF da 2 2 R. ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. RT 690/324. 301 e 302 Código Penal 602 agente. 5940. ao menos. 301 do CP.8. DJU 14. 187.

para fins de comércio. que é elemento subjetivo do tipo (para os tradicionais.603 Código Penal Arts. tipifica-se o delito do art. estava em situação diversa da apontada (FRANSCESCHINI. e multa. sem exame.099/95). Incorre nas mesmas penas quem. até dois anos. de um a três anos. no Registro Público. 39 e parágrafo único da Lei n° 6. 302 e 303 só o fato e não o juízo ou opinião ( MAGALHÃES NORONHA. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Vide jurisprudência sob igual título no art. 303. que prevêem figuras praticamente idênticas. Não há modalidade culposa. e pagamento de três a dez dias-multa. 1995. 303 e seu parágrafo único foram revogados e substituídos pelo art. Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica de valor para coleção. p. ■ Objeto jurídico: A fé pública. salvo quando a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. faz uso do selo ou peça filatélica. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (do caput).538/78. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Reprodução ou adulteração de se%oou peça filatélica ■ Revogação: Entendemos que este art. v. RT 507/488). IV. 1030). ■ Dolo: É indispensável que o acusado tenha elaborado com dolo. de um mês a um ano. 299. ao atestar que o favorecido. 39. aplica-se a pena pecuniária. v. mas com sanção inferior. para fins de comércio. configura o delito do art. v. 179) ou ambos (H. secundariamente. 89 da Lei n° 9. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Confronto: Se o agente é funcionário público e pratica o delito abusando de sua função. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 299 e não o do art. Se a finalidade for alterar a verdade sobre causa mortis de nascituro. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art. ■ Consumação: Com a efetiva entrega do atestado ao beneficiário ou a outrem. primeiramente. 1975. ■ Ação penal: Pública incondicionada. mediante paga (STF. Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção.351). ■ Tentativa: Admite-se. FRAGOSO. quando do exame médico. n° 2. ilegalmente reproduzidos ou alterados". ■ Sujeito passivo: O Estado. Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem. Jurisprudência REPRODUÇÃO OU ADULTERAÇÃO DE SELO OU PEÇA FILATÉLICA Art. Direito Penal. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". p. especialmente a tutela de selos e peças filatélicas. IV. art. Figura qua/illcada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o crime é cometido com o fim de lucro. 302 do CP (TJSP. "dolo específico"). RJTJSP83/380). Parágrafo único. faz uso de selo ou peça filatélica de valor para coleção. salvo quando a reprodução ou a alteração estiver visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. Dispõem os citados dispositivos: "Art. e a pessoa prejudicada. . que consiste na vontade livre e consciente de atestar falsamente. Há a especial finalidade de agir. Jurisprudência. 301 do CP. 302 do CP a atestação de óbito. ■ Atestado de óbito: Em tese. ■ Pena: Detenção. 1965. II. ■ Concurso de crimes: Pode haver concurso com outros crimes.

Arts. 303 e 304

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■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. O selo pode ser novo ou usado, nacional ou estrangeiro, mas deve ser o já recolhido, com valor para coleção. A expressão peça filatélica compreende os cartões ou blocos comemorativos, obliteradores, provas etc. No entanto, seja peça ou selo, é indispensável que se trate de objeto que tenha, realmente, valor filatélico. As condutas previstas são: a. reproduzir (fazer igual); b. alterar (modificar data, valor, cor etc.). Ressalva a lei que a conduta não será criminosa quando a reprodução ou alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça. Para BENTO DE FARIA, também o "aviso prévio" dado pelo agente impede o engano ( Código Penal Brasileiro Anotado, 1959, v. VII, p. 64). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade livre e consciente de reproduzir ou alterar, ciente de que se trata de objeto com valor filatélico. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a reprodução ou alteração (delito formal). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Tratando-se de selo em uso, art. 36 da Lei n°6.538/78. ■ Pena: Do art. 39 da Lei n°6.538/78: detenção, até dois anos, e pagamento de três a dez dias-multa. Do art 303: detenção, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Uso comercia/ (parágrafo único) ■ Noção: Com pena igual à do caput, pune-se o uso, para fins de comércio (isto é, com lucro) de selo ou peça filatélica reproduzida ou alterada. Todavia, a simples guarda é impunível ( SYLvio oo AMARAL, Falsidade Documental, 1978, p.170).

USO DE DOCUMENTO FALSO Art. 304. Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302: Pena — a cominada à falsificação ou à alteração. falsificação ou alteração prevista nos ■ Transação: Cabe quando o uso se referir à 2 arts. 301, capute sua combinação com o § 2 , e 302, capute sua combinação com o parágrafo único (art. 76 da Lei n° 9.099/95). De acordo com o art. 2°, parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de 2 competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação também cabe quando a falsifi2 cação ou alteração se referir ao art. 301, § 1 2 , mesmo que combinado com o § 2 . à falsificação ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando o uso se referir ou alteração prevista nos arts. 298, 299, caput, 300, 301, caput e § 1 2 , bem como a combinação de ambos com o § 2 2 , 302, caput, e sua combinação com o parágrafo único (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Uso de documento fa/so ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Todavia, predomina, largamente, o entendimento de que o autor do falso não pode responder, também, pelo uso, ou vice-versa (vide jurisprudência). ■ Sujeito passivo: O Estado, primeiramente; a pessoa prejudicada com o uso, secundariamente. ■ Tipo objetivo: A conduta punível é fazer uso, que tem a significação de empregar, utilizar. Incrimina-se, assim, o comportamento de quem faz uso de documento materialmente falsificado, como se fora autêntico; ou emprega documento que é ideologicamente falso, como se verdadeiro fora. A conduta é comissiva e o docu-

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mento deve ser utilizado em sua destinação própria, com relevãncia jurídica. Exigese o uso efetivo, não bastando a mera alusão ao documento. Para que se caracterize o uso, entendemos ser mister que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio. Trata-se de crime remetido, e seu objeto material é o documento falso ou alterado, referido pelos arts. 297 (documento público), 298 (documento particular), 299 (documento ideologicamente falso), 300 (documento com falso reconhecimento de firma), 301 (certidão ou atestado ideológico ou materialmente falso) e 302 (atestado médico falso). Requer-se que o agente conheça a falsidade do documento que usa. Não haverá o crime de uso, se faltar ao documento requisito necessário à configuração do próprio falso. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, ou seja, a vontade de usar o documento, com consciência da sua falsidade (para nós, é o dolo direto, mas alguns autores admitem o dolo eventual). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com o efetivo uso. ■ Tentativa: Consideramos inadmissível. ■ Confronto: Quanto ao uso de documento falsificado ou alterado, com fins eleitorais, vide art. 353 da Lei n° 4.737/65. ■ Pena: A prevista para a falsificação ou alteração (vide penas dos arts. 297 a 302 do CP). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: É indispensável o dolo, direto ou eventual, sendo inepta a denúncia que não o refere (STF, RTJ 122/61, 94/101). A boa-fé exclui o dolo (TJSP, RT 512/365; TJPR, PJ 42/181, 40/331), mas a dúvida não (TJSP, RT734/662). É preciso ciência da falsidade do documento (TJSP, RT513/367; TJPR, PJ 48/309). Ainda que se trate de documento público, não se configura o crime de uso se não houve intenção de prejudicar (TJSP, RT 556/302, 544/319). ■ Requisitos do falso: Não se tipifica o crime de uso de documento falso, quando falta ao documento usado requisito necessário à configuração do próprio falso, como na hipótese de documento sem potencialidade de causar danos (STF, RTJ 121/140; TRF da 5 4- R., Ap. 904, DJU3.5.96, p. 28541, in RBCCr 15/411). A existência de falso penalmente reconhecido é pressuposto básico para a configuração do uso, pois o art. 304 é crime remetido, fazendo menção a outro que o integra, de modo que não pode faltar elemento necessário à tipificação deste último (TJSP, RJTJSP 96/472, RT564/331). Não se caracteriza o crime se o documento utilizado, embora contrafeito, é inócuo, sem relevância jurídica, eis que apresentado para satisfazer exigência julgada inconstitucional (TRF da 3 4 R., RT774/706). 0 uso de substabelecimento falso em ação cível, do qual não resultou prejuízo a ninguém, não caracteriza o crime de falso ou de uso de documento falso (TJSP, Ap. 267.200-3/2, j. 11.11.99). Também não configura a apresentação de carteira funcional falsificada, que ateste o exercício de função pública inexistente (TJSP, RT 783/613). Grosseira a falsificação, incapaz de iludir o homem comum, não é passível de constituir material do fa/sum necessário à configuração do delito do art. 304 (STJ, RT721/546; TJSP, RT 690/323, 685/314). ■ Prescrição do falso: Não impede a configuração do crime de uso a prescrição da própria falsidade (TJSP, RF268/312), ■ Posse sem uso: Trazer consigo o documento falso não equivale a fazer uso (STJ, RHC 1.827, DJU17.8.92, p. 12509; TJSP, RJTJSP103/507, RT541/369, 536/310; Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bo/. IBCCr 38/128; TJDF, Ap. 12.018, DJU24.6.92, p. 18739). Para caracterizar o crime de uso de documento falso, é necessário que o documento saia da esfera pessoal do agente, iniciando-se uma relação qualquer com outra pessoa, de modo a determinar efeitos jurídicos (TFR, Ap. 5.536, DJU 23.2.84). Enquanto não empregado para o fim útil, não é praticada conduta típica (STJ, RT 729/505). Não há uso, em sentido penal, se o agente foi forçado pela autoridade a exibir o documento (TJSP, RT541/369; TRF da 2 4 R., Ap. 405, DJU29.8.91, p. 20421).

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Não se tipifica quando o documento é solicitado pela autoridade, e não exibido espontaneamente pelo agente (TJSP, RJTJSP 123/478, 102/453, RT651/259; contra: TJSP, RJTJSP 75/313). Não há crime de uso sem que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio (TJSP, RT 646/282). Se o documento falso foi encontrado em revista policial, sem que o acusado o tivesse usado, o documento não saiu de sua esfera e o crime não se tipificou nem na forma tentada, pois é infração instantânea, que não admite tentativa (TJSP, RJTJSP 179/301, 158/313, RT 707/297). Se exibiu voluntariamente à polícia, há o crime (TJSP, RJTJSP 108/473; STJ, CComp 12.878, DJU4.9.95, p. 27800, in RBCCr 13/362); igualmente, se instado a se identificar, exibe cédula de identidade que sabe falsificada (STF, RTJ 155/516). Se não o exibiu, mas correu e jogou no mato, onde foi encontrado, não há crime (TJSP, RT 686/338). ■ Habilitação para dirigir veículos: Há quatro posições para a sua posse por parte de quem está dirigindo: a. Simples porte de documento sabidamente falso consiste em verdadeiro uso (TJSP, RT772/565), configurando-se o crime do art. 304 do CP, ainda que a sua exibição decorra de exigência da autoridade policial (STJ, JSTJ e TRF 8/197; STF, HC 70.813, DJU 10.6.94, p. 14766, in RBCCr 7/213; RT 647/386; TJSP, mv— RJTJSP 174/351, mv — RT 668/267). b. Pouco importa, para a caracterização do crime, se o documento é apresentado espontaneamente ou por exigência da autoridade (TJSP, RT 789/605, 724/608; 719/386; 776/560). c. 0 ato de portar não se confunde com o de fazer uso e não há crime se a exibição se dá por ordem policial (TJSP, mv— RJTJSP 124/512, mv—117/462, mv—112/514, mv— 116/478, mv — RT 636/276, mv — 630/301), ou se o documento é encontrado em revista pessoal (TJSP, mv— RT711/308). d. O ato da autoridade de exigir os documentos equivale a solicitar, permitindo a resposta de não os possuir. Assim, se há exibição, esta é voluntária e configura o crime do art. 304 (TJSP, RT729/527, 653/280 e 287; STF, HC 70.512, DJU24.9.93, p. 19577, in RBCCr4/177). Xerox: a exibição de xerox do documento falso original da carteira de habilitação afasta a prática do crime do art. 304 (TJSP, RT 706/301; vide, também, jurisprudência sob o título Xerox sem autenticação, neste art. 304). Exame médico: o requerimento à autoridade de trânsito para renovação de exame médico como motorista, servindo-se de "espúria cártula", não configura o delito deste art. 304, pois não é empregada em sua específica destinação probatória (TJSP, RJTJSP 171/318). Ciência da falsidade: não pratica o crime, se desconhecia a falsidade do documento, fornecido por despachante (TJPR, PJ 48/309, 42/181) ou por agente de auto-escola (TJPR, PJ 40/331). Pratica o crime se recebe a CNH sem prestar o devido exame de habilitação, não podendo alegar erro de tipo (TJRJ, RT 764/652). Renovação e transferência: a apresentação da carteira falsa à própria autoridade de trânsito para requerer sua renovação e transferência, evidentemente leva a crer que o agente desconhecia a falsidade; trata-se, aliás, de crime impossível, pois a transferência só se daria após a chegada do prontuário (TJSP, RT 689/332). Igualmente, se o agente pleiteava apenas a sua renovação, uma vez que não se efetivou, tecnicamente, o uso do documento na sua destinação, que é conduzir veículo (TJMG, JM 128/361). Transeunte: não caracteriza a exibição de carteira falsa por transeunte para comprovar identidade em fiscalização policial, pois falso uso de documento é empregá-lo para o fim a que serviria, se não fosse falso (TJSP, RJTJSP 176/329). Liberação de ciclomotor a utilização de carteira falsa para a sua liberação não tipifica, por ser desnecessária habilitação legal para dirigir tal veículo (TJSP, Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bol. IBCCr 38/128). ■ Uso pelo próprio autor da falsidade: Pacífico que o falsário não responde, em concurso, pelo crime de falso e uso do documento falsificado (TJSP, RT 686/338, 571/308). No entanto, há controvérsia em relação a qual dos crimes fica sujeito o agente: 1. Só ao crime de falso (STF, RTJ 102/954; RHC 58.602, DJU 2.10.81, p. 9773; TJSP, RJTJSP 104/440, RT562/318; TJSC, RT 530/395). 2. Só ao crime de uso (STJ, CComp 3.115, DJU 7.12.92, p. 23282; TRF da 3 2 R., Ap. 96.03.069551-3, DJU 25.11.97, p. 101745, in RBCCr 21/309; TJSP, RJTJSP 99/256, RT 768/557, 581/310, 545/317, 539/276).

p. ■ Concurso com estelionato: O estelionato absorve o uso de documento falso (TRF da 32 R.171 do CP. DJU 11. A consumação se dá no local onde foi utilizado (STJ.10. se autenticado. se a denúncia não descreve a sua participação. RHC 3.94. HC 1. 40. se o uso do documento falso se deu em processo judiciário federal (STF. RT604/396).94. 7499).878. constitui uma única ação e representa concurso formal homogêneo (TJRJ. 651/259). inclusive documental e testemunhal (STF. RT729/505). Entretanto. p. TJSP. não configura o uso de documento falso (TRF da 2 2 R. Vide. 567/313). 304 é crime formal.90.97. se o documento é público. Vide. 14981. em benefício próprio ou deoutrem. p. CComp 12. RT 773/508). jurisprudência sob o título Concurso de crimes. documento público ou particular verdadeiro.9. p. e reclusão. RJTJSP91/480.95. também. TJSP. ■ Certidão de nascimento falsa: Sua utilização para obter passaporte preenche o tipo do art. TJSP. DJU 12. p. de que não podia dispor: Pena — reclusão. neste art. RCr 6. não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art. ■ Competência: Compete à Justiça Federal . 13493. 304 e 305 ■ Uso por menor: Há falta de justa causa para o pai figurar como acusado. 29513. p. 305.235.351. DJU 11.94.. comete o crime do art. 304 (TRF da 4 2 R. DJU 14. O foro competente é o da utilização do documento (STJ.93. de dois a seis anos. de um a cinco anos. ■ Concurso formal: Já se entendeu que a exibição de dois documentos falsos. sob o título Certidão ou atestado escolar. p. inexistindo em nosso direito culpa por transferência (TFR da 1 2 R.9. ■ Xerox sem autenticação ou não conferido: Não podem ser objeto material do crime de uso de documento falso (STJ. RT 753/582). RT791/597).. se impossível identificar-se o lugar da falsificação (STJ. não o suprindo a própria confissão (TJSP. DJU 31. suprimir ou ocultar. RT 600/339. p. se o documento é particular. 307 (TJPR. 8.10. 304 é exigido o exame de corpo de delito para provar que o documento usado era falso. DJU 30.4. 304. RT759/687. DJU 4. RJTJSP 124/495.439. apesar de atos distintos. p.11. DJU4.92. que não exige resultado para sua consumação (TFR. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. mv— DJU 17..90. ■ Consumação: O art.. 524/319). 297 do CP. ou em prejuízo alheio. também. ■ Uso de atestado ou certidão escolar falso: Vide jurisprudência na nota ao art. 4703). na nota ao art. 571/307. Destruir.3. 27800. jurisprudência sob o título Habilitação para dirigir veículos. RCr 6. 304.2. sob pena de nulidade (TJSP. in fine. RT767/540).. ■ Concurso com sonegação fiscal: Esta absorve a falsidade e o uso de documento falso (TJSP. 57739).2.5.607 Código Penal Arts. ■ Microfilme: Sendo reprodução fotográfica. DJU 22. em caso de carteira de habilitação (STJ.921. . RT770/568. Se o documento falso foi apresentado à autoridade estadual e em detrimento de serviço do EstadoMembro. mesmo ciente da falsidade do documento público. p. 531/320. mas lhe atribui responsabilidade penal. 13659). RCr 12. e multa. DJU 2.962. Consuma-se com o primeiro ato de uso. Ap.211.498. e multa. SUPRESSÃO DE DOCUMENTO Art.350. 5731. 6. Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". pode (TRF da 1 2 R. RT729/522. REsp 17.476.2. RT782/513). REsp 41. utiliza-o. RT788/578). Contra. independentemente de lograr proveito ou causar dano (TJMG. RT 538/415). in RBCCr 9/208) ou se comprovado por outras provas. 26815. p. RT761/548. 4798).. Ap.584.85. ■ Exame de corpo de delito: Também para a condenação pelo crime deste art. RT791/597). in RBCCr 13/362).94. ■ Confronto com falsa identidade: Se o agente. Ap.

se o documento rasgado pode ser obtido por cópias ou certidões (TJSP. b. reclusão. Supressão de documento ■ Objeto jurídico: A fé pública. A inutilização de assinatura de documento registrado em cartório não configura. ou de causar prejuízo a outrem (TJSP. 536/310. No caso de documento confiado à custódia de funcionário. RT 496/347). 89 da Lei n°9. v. c. destruir(eliminar. RT 522/334). ■ Tentativa: Admite-se. Assim. extinguir). o Estado. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. n°511). art. 522/334. ■ Restauração: As duplicatas. a finalidade de atentar contra a integridade do documento. Na modalidade de ocultar é crime permanente. RT 559/304). p. desaparece a ilicitude quando o agente pode. O objeto material é documento público ou particular verdadeiro. ■ Tipo subjetivo: É essencial a finalidade de beneficiar a si próprio ou a terceiro. também. Não configura. a pessoa prejudicada com a supressão. Consiste não só no propósito de obter benefício ou causar prejuízo alheio. Não se tipifica. 3 2 . cartórios. II. e multa. ou causar prejuízo alheio (TJSP. são facilmente substituíveis pelas triplicatas. pois o assentamento original está em cartório. secundariamente. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos alternativamente indicados: a. sonegação ou inutilização de documento por funcionário público. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir: finalidade de benefício próprio ou de outrem ou de prejuízo alheio. Na hipótese de extravio. ■ Disponibilidade: Não se tipifica o crime se o agente podia dispor do documento (TJSP. para muitos há. livremente. 305 Código Penal 608 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando a supressão for de documento particular (art. RT 596/308. IV. o fim de obter benefício próprio ou alheio. Jurisprudência Criminal. enquanto sem aceite ou aval. em razão de ofício. sem dependência da superveniência do benefício ou proveito. desfazer-se do documento. FRAGOSO. Exige-se que o documento suprimido ou ocultado seja insubstituível em seu valor probante (TJSP. vide art. registros etc. ■ Pena: Se o documento é público. traslados ou certidões de originais arquivados em repartições. especialmente a segurança do documento como prova. ■ Consumação: Com a efetiva destruição. ■ Concurso de crimes: A supressão "consome o furto ou a apropriação indébita anterior e exclui o dano" (H. 1979. de dois a seis anos. incluindo o proprietário do documento que não possa dele dispor. não configurando o crime sua supressão (TJRJ. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". se acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. v. supressão ou ocultação. art.099/95). E preciso o "dolo específico". e multa. como meio de prova. 516/289. RT 646/270. RT 543/351). ocultar (esconder. TJSP. RT 520/392). ■ Confronto: Tratando-se de processo ou documento judicial e sendo o agente advogado ou procurador. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 1965. TJRJ. 337 do CP. de que não podia dispor. Além disso. se o documento era cópia do original (TACrSP. RJTJSP76/345-6). não configura este crime a supressão de certidão de nascimento ou casamento. 545/312). ■ Ação penal: Pública incondicionada. reclusão. como também no de atentar contra a verdade documental ou a integridade do documento como meio de prova (H. na mesma hipótese. se o documento é particular. suprimir (fazer desaparecer sem destruir nem ocultar). Julgados 69/136). A incriminação não alcança documentos que sejam cópias. ou de particular em serviço público. pois não pode acarretar prejuízo (TJSP.Art. RT559/371. 1043) relacionados com o documento. 314 do CP. da Lei n 2 8. 356 do CP. Não há modalidade culposa.137/90. em tese. colocar em lugar onde não possa ser encontrado). FRAGOSO. Não há crime se o docu- Jurisprudência . I. 527/309. de um a cinco anos. vide art. Lições de Direito Penal —Parte Especial. Por exemplo.

assim. bastando serem eles o fim ou o escopo da conduta (TJSP. RT 403/83). OU PARA OUTROS FINS Art. 305 e 306 mento foi objeto de registros e anotações. não mais é transmissível por endosso. mas pode ser documento particular (TJSP. não mais o devolvendo (TJSP. é considerado documento público (TJSP. e multa. Ocultação: reter em lugar desconhecido do interessado. o agente. 305 a ação de quem risca a assinatura constante no cheque. além de ter havido composição voluntária entre as partes na liquidação da dívida representada pelo documento. 305 do CP (TJSP. RT 543/351). ■ Consumação: É irrelevante que o agente não alcance a finalidade visada (TJSP. ou usar marca ou sinal dessa natureza. RT 529/310). marca ou sinal empregado pelo poder público no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária. ■ Cheque: Em tese. RT541/369). RJTJSP 91/480.609 Código Penal Arts. há só tentativa e não crime consumado (TJSP. quanto à retenção de autos por advogado (TJSP. ser restaurado (TJSP. e multa. RT 599/328). 676/296). desde que esta fosse possível na conduta (TJPR. . RJTJSP 119/478). ou para autenticar ou encerrar determinados objetos. que é delito típico de advogado. de dois a seis anos. 305 do CP (TJSP. de um a três anos. A consumação prescinde da realização efetiva do benefício ou do prejuízo. em confiança. RT536/284). passando a ser documento particular (TJSP. Capítulo IV DE OUTRAS FALSIDADES FALSIFICAÇÃO DO SINAL EMPREGADO NO CONTRASTE DE METAL PRECIOSO OU NA FISCALIZAÇÃO ALFANDEGÁRIA. PJ 41/185). fabricando-o ou alterando-o. Se a marca ou sinal falsificado é o que usa a autoridade pública para o fim de fiscalização sanitária. configura o crime do art. ■ Concurso de crimes: Se a supressão tinha por finalidade a sonegação fiscal. 356 do CP. inutilizando-a com o objetivo de impossibilitar o resgate no banco (TJSP. ■ Documento: É preciso que se trate de documento (TJSP. RT 602/341). configura o crime do art. RT 602/341). RJTJSP 164/305). Idem. 306. prejudicando o beneficiário que dele se poderia utilizar como meio de prova do crédito (TJPR. 0 cheque. RT623/281). falsificado por outrem: Pena — reclusão. título seu do cartório. RT 495/291). ■ Sonegação de processo judicial: Advogado que retira autos de processo e desaparece com eles comete o crime do art. Igualmente. RT 483/271). RT 447/375. PJ 41/185). e pode. RT701/364). todavia. RT 53 6/264) . Pode haver. este delito absorve o do art. 305 (TJSP. Falsificar. no caso de documento rasgado e só reconstituído após muito trabalho (TJSP. benefício próprio ou de terceiro. ■ Tipo objetivo: Retirada: configura o crime retirar. documento que subtraiu ou lhe foi confiado. ou comprovar o cumprimento de formalidade legal: Pena — reclusão ou detenção. se inutiliza a assinatura de cheque emitido em garantia de dívida. para efeitos penais. não se caracteriza o delito (TJRO. ■ Descaracterização: Não havendo prejuízo alheio. ■ Tentativa: Se o cheque rasgado pode ser reconstituído. e não o crime do art. Parágrafo único. RT 515/325. depois de apresentado ao banco e recusado por falta de fundos.

■ Noção: A figura é semelhante à do caput. ■ Pena: Reclusão ou detenção. autenticar ou encerrar determinados objetos. 297 do CP. de dois a seis anos. DJU 13. Outros sinais ou marcas (parágrafo único) Jurisprudência FALSA IDENTIDADE Art. no contraste de metal precioso (que serve para atestar o título ou quilate). 76 da Lei n° 9. exceto na modalidade de usar. a falsificação de seu número é penalmente atípica. mas diverso o objeto material. pois esse imposto foi extinto com a entrada em vigor do Código Tributário Nacional (TRF da 4 4 R. in RBCCr 17/358). Ap. Não há modalidade culposa. 296 do CP). JSTJ e TRF79/618).099/95). Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem. na fiscalização alfandegária (usado para assinalar as mercadorias liberadas). constituindo só infração administrativa (TJSP. 94. 89 da Lei n° 9. ou seja.04.96. RT507/364). ■ Outros sinais ou marcas: Não se configura o parágrafo único do art. também. comprovar o cumprimento de formalidade legal. também falsificados. de marca ou sinal que usa a autoridade pública (federal. pelo uso não será punido o agente se for ele o próprio autor da falsificação. ■ I mposto sobre consumo: A falsificação e uso de estampilhas do imposto sobre consumo. 89 da Lei n° 9. b. ■ Tipo objetivo: O objelo material é marca ou sinal empregado pelo poder público: a. se a própria autoridade fiscalizadora reconhece que a menção utilizada no rótulo apreendido não corresponde ao padrão da marca por ela usada (TRF da 5 2 R. utilizar) marca ou sinal falsificado por outrem. jurisprudência no art. ■ Consumação: Com a fabricação ou alteração idônea. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".Arts. a vontade livre e consciente de falsificar ou de usar. sabendo da falsidade. . ou para causar dano a outrem: Pena — detenção. 307. RJTJSP68/395. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). o fim da fiscalização sanitária. 306 e 307 Código Penal 610 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art.. Pune-se a ação de: a. ou multa. especialmente a autenticidade das marcas. ■ Tentativa: Admissível. falsificar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Vide. ou com o uso efetivo.099/95). de três meses a um ano. 306 do CP.11. ■ Pena: Reclusão.. p. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Como se vê. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. Fa/sa identidade ■ Objeto jurídico: A fé pública. é conduta inidônea para fraudar a arrecadação tributária. especialmente em relação à identidade pessoal. colocadas nos litros de uísques. sob igual título. Falsificação do sina/empregado no contraste de meta/ precioso ou na f/sca/izagão a/fandegária (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Trata-se. c. estadual ou municipal) para: a. aqui. 87196. ■ Transação: Cabe (art.099/95). fabricando-o ou alterando-o (vide significação no comentário ao art. b. ■ Sujeito passivo: O Estado. usar (empregar. de um a três anos. em proveito próprio ou alheio. e multa. e multa. ■ Placas ou chapas de veículo: Como a placa ou chapa não é sinal próprio de autoridade.56199-1/SC. b. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.

identidade que não é a verdadeira. in RT682/288). p. GENTIL LEITE (Ap. perante autoridade pública ou particular". nacionalidade. art. inculca ou imputa. Em nossa opinião. 8 2 . como adequação da coisa à escala valorativa . 307 do CP. visa a obter vantagem de natureza processual. DJU 15. de falsa identidade. CADH. TJRJ. A lei consigna que a ação deve visar a obter vantagem. deveria estar previsto no Capítulo II do Título XI do CP. 3. inclua tanto a patrimonial como a moral. ■ Ação penal: Pública incondicionada.90. 172. que prevê infrações contra a administração da justiça". ao ser preso (TJSP. limitando o alcance à identidade física. PIDCP. art. ou fornecimento de dados inverídicos. hoje desembargador. 9802). o Estado. profissão etc. Isto porque "quem assim age. O silêncio ou consentimento tácito a respeito da falsa identidade atribuída por outrem não se enquadra no dispositivo. 2. sem dependência de efetivo benefício ou dano (delito formal). j. aquele entendimento. art. 307 exige "dolo específico" (TFR da 2 R. Como lembra DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO. 46 da LCP. Não haveria. Incrimina-se. 68 e parágrafo único da LCP. assim.). costuma-se dar sentido amplo à expressão identidade (compreenderia idade. "o faltar à verdade equivale a silenciar sobre ela. comportamento que. e a confessar-se (PIDCP. ou no Capítulo Ill. LXIII. subsidiário. Se a falsa 2 identidade é usada para realizar operação de câmbio. omiti-la". quando constitui elemento deste. embora a expressão vantagem. 307 ■ Sujeito passivo: Primeiramente. de três meses a um ano. § 22 ) e o de não ser obrigado a depor contra si mesmo. o dolo específico exigido pelo tipo. 15. art. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir (para obter vantagem ou causar prejuízo).003. irroga. Jurisprudência á ■ Tipo subjetivo: O art. art. j. 309 do CP e seu parágrafo único. ■ Consumação: Com a atribuição. a si próprio ou a terceira pessoa. 1. em tese. declinando nome fictício ou de terceiro (real). 14. Na corrente tradicional é o "dolo específico". Em nosso entendimento. não abrange "o simples propósito de o delinqüente procurar esconder o passado criminal. art. art. 11. XXXIX. mas de difícil ocorrência na prática. g) ou a declarar-se culpado (CADH. por parte de quem é preso ou acusado. mencionada neste art. art. em acórdão unânime da lavra do juiz. mas o entendimento não é pacífico e há boas razões em sentido contrário. ■ Confronto: Se há simulação da qualidade de funcionário público.. cuja ementa foi publicada na RT 511/402). . que alarga a significação da palavra "identidade". ■ Autodefesa: Polêmica é a questão acerca da inculcação. e § 2 .207. g). a pessoa prejudicada. ■ Tentativa: E possível. Na doutrina. 9 2 . referente aos crimes praticados por particulares contra a administração pública. ■ Autodefesa: Não se tipifica o delito se o agente se atribui falsa identidade em autodefesa. Se há recusa em fornecer dados de identidade à autoridade. 1 2 ). Não há punição a título de culpa. 307. São constitucionalmente garantidos o direito ao silêncio (CR/88. 5 . o que é mais valioso tem precedência ontológica sobre o menos valioso" ("O interrogatório do réu e o direito ao silêncio". art. como se observa pela comparação entre o caput do art. secundariamente. Se há uso ilegítimo de uniforme.5. o acusado que razões: mente sobre sua identidade não comete o crime do art. estado de casado ou solteiro. 2 não só viola o princípio da reserva legal (CR/88. ou multa. pois "sob o plano ético-axiológico. e deve ser absorvido Concurso de crimes: O delito é expressamente ■ por outro crime mais grave. 21. 7./99. ou causar dano a outrem (vide Tipo subjetivo e Autodefesa). portanto. Conforme já decidido pelo TACrSP. verbalmente ou por escrito.. a ação de quem. Ap.318. em proveito próprio ou alheio. Ap. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade. nem art.78. a constituir delito. b.611 Código Penal Art.492/86. art. 1. mv — RJTJSP 124/468-70.3. por duas 2 a. CP. 45 da LCP. Lei n 7. como ainda conflita com a acepção que a própria lei penal dá ao vocábulo "qualidade".. 5 2. filiação. ■ Pena: E alternativa: detenção. art. Se há usurpação de função pública. 328 do CP.

mv — 608/352. empresa pública ou fundação pública federais (TRF da 1 R. DJU 17. ■ Substituição de fotografia em documento: A troca. RJTJSP 157/301) nem mesmo a falsidade ideológica do art. ou. Jurisprudência. RT759/687). 307 o agente que.82). utiliza-o. se não foram atingidos bens. e no art. 304 (TJSP. 91/404. 757/577. 304 e não art. TACrSP. 307 (TJPR.304. em proveito próprio. jurisprudência no art. obter CIC e traveller's checks. há só este crime. RT749/680. Quando a falsa identidade foi o meio empregado para a prática de estelionato. Julgados 91/234. ■ Confronto com o art. 308. RJDTACr 25/468.Arts. 5. RT778/663. comete o crime do art. RT 641/349. 75/261. ao ser preso. para que dele se utilize. 307. não bastando a indicação de falsa profissão (TACrSP. Não há o delito se o agente se atribui falsa identidade. RT 788/551. Vide. 1975. mesmo ciente da falsidade do documento público. configura os delitos dos arts. ■ Concurso de crimes: A falsa identidade e o constrangimento ilegal são delitos autônomos. Jurisprudência. DJU9.94.346-A). 307.6. 511/402). Ap. 73/384. RT 754/645. 748/604. Se o agente. DJU3. ser menor de idade (TJSP. sob o título Confronto com falsa identidade.196. II. 297 do CP. 308 sob o nome Substituição de fotografia em passaporte. como inculcar-se padre ou militar (FRANCESCHINI. mv— RT 735/610). 307 (TFR. pois não tem a intenção de usar documento alheio. e não o do art. TACrSP. 0 conflito aparente entre os arts. 307 quem assume identidade de terceiro para frustrar a execução de condenação criminal (TJSP. serviços ou interesses da União. Contra: TACrSP. 512/393. não havendo absorção de um pelo outro (TACrSP.. v. Julgados 90/228. utiliza documento falso. não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art. alega. 64221). autarquia. Contra: TJSP. v. 733/582. e não pela da subsidiariedade. comete o crime do art. ■ Alegação de menoridade: Não comete o crime deste art.9. também. e não o do art. 88/361. passaporte. II. p. 307 é de natureza formal e completa-se com a mera atribuição de identidade que não pertence ao agente. funcionário público (TACrSP. 307 e 308 Código Penal 612 21. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem.330. RJTJSP 157/301). Aquele que. ou perante a autoridade policial ou judicial (TARJ. 762/650. n° 2. como próprio. documento dessa natureza. mv— RT532/419). pratica o crime do art. ■ Competência: E da competência da Justiça Estadual. FRANCESCHINI. ainda. da fotografia desta pela sua. RJTJSP 180/320). RT 644/270). por não ser esta considerada documento de identidade (TAMG. é art. RT620/284). IBCCr 90/449. ou dano a terceiro (TACrSP. RT 667/325). p. ■ Confronto com o art. RT788/582. RJDTACr 27/100). E atípica a conduta de adulteração. in Bo/. RT781 /572). Usar.96. para demonstrar a falsa identidade. comete o crime do art. RT 613/347. RT 517/360). apresenta documento de outrem. ao ser detido. apresenta certidão de nascimento de outra pessoa. 107. 297 e 299 do CP (TRF da 3 á R. RJDTACr 27/98. RT 414/267. configura a falsa identidade do art. 779/602. com o objetivo de fazer-se passar por terceiro. 512/393). Ap. mv— 783/641. 781/572. falsamente. RT 756/553. 304: Se o agente. E preciso que o agente se atribua identidade inexata. próprio ou de terceiro: . título de eleitor. mas somente atribuir-se dados identificativos falsos e em proveito próprio (TACrSP. RT 720/476). Art. 1975. 644/270.99. Contra: A substituição de fotografia em passaporte. 755/613. RCr 9. tentando ingressar em outro país.345-A). 308. 307 e não a falsidade de documento do art.. ■ Só a identidade física: Não configura o delito a atribuição de falsa qualidade social. RT757/541).472. TACrSP. 299 (TJSP. 307 do CP (TJSP. independendo de vantagem própria. 14/77. ficando impunível o do art. TJRJ. 603/335-6. n° 2. 308: 0 agente que. ao ser autuado em flagrante. RT746/610. em documento de identidade subtraído da vítima.6. 299 e 307 do CP deve ser resolvido pela regra da especialidade. apenas para esconder antigo passado criminoso (STJ. de carteria de sócio de clube. TJSP.9. ■ Consumação: O crime do art. 297 (TJSP. 30061).

quando constituir elemento deste. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Contra: Configura o art.7. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade. documento dessa natureza.259. da Lei n 2 10. RT 546/440). RJDTACr 10/73-4). vide Lei n2 7. Ceder a outrem. art.01. para que dele se utilize.02. RF275/287). 89 da Lei n 2 9. ou na vontade de cedê-lo a outrem. na segunda. ■ Cessão de documento: Configura o crime do art. ■ Certidão de casamento: Com reservas. para que este a utilize ao entrar no País (TFR. ■ Concurso de crimes: E delito expressamente subsidiário e será absorvido por outro mais grave. ■ Consumação: Com o uso efetivo para prova de identidade. 52 . para que esta dele se utilize. caput.099/95). 308 do CP (TRF da 3 R. 308 Pena — detenção. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Troca de fotografia: Se o agente troca a foto do dono de documento de identidade pela sua. É o emprego ou utilização. 308 do CP (TJSC. TJSP. 21. ■ Concurso de pessoas: Se o beneficiado pela cessão realmente usar o documento. uma vez que o termo "identidade" compreende não só a identidade civil. o documento. 308. Uso de documento de identidade a/heio ■ Objeto jurídico: A fé pública. de quatro meses a dois anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.1. de 12. 308. ■ Sujeito passivo: O Estado (principal). RT 530/395. Usar. de quatro meses a dois anos. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. Inexiste forma culposa. próprio ou de terceiro. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Seu empréstimo caracteriza o crime do art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Tentativa: Admite-se apenas na forma de ceder. RT 686/324). o emprésti mo de carteira de estrangeiro a compatriota. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Tipo objetivo: Como objeto material a lei fala em passaporte. com consciência de que este pretende utilizá-lo. e multa. com a efetiva entrega (em ambos os casos. na primeira conduta. Assim. 100 do CP. Em face do princípio da isonomia (art. da CR/88) e da analogia in bonam partem.492/86. RT731/663).259/01. e multa. entendeu-se que pode ser considerada documento de identidade (STF. b. como também outros documentos que especificam qualidade. Aqui. que consiste na vontade de usar. entendemos que. fornece) a outra pessoa. sem dependência de outro resultado). é art. o documento pode ser do agente ou de outrem. A cessão pode ser gratuita ou onerosa e não é necessário que a pessoa que recebe o documento o use. como próprio.. em vigor a partir de 12. a partir da vigência da Lei nr 10. segunda parte. qualquer documento de identidade alheia. ■ Pena: Detenção. 308. de documento de terceira pessoa. Jurisprudência . efetivamente. incidirá na primeira modalidade (uso). ■ Confronto: Se o crime é praticado para realização de operação de câmbio. a transação caberá neste art. como se fosse próprio. 2 2 . título de eleitor. 297 e não art. como se fosse seu. pelo agente.613 Código Penal Art. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. atribuição ou qualificação profissional (TACrSP. ■ Transação: De acordo como art. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. São duas as condutas previstas: a. como próprio. parágrafo único. de forma a compreender todo documento admitido como prova de identidade. E ele o cede (entrega. no que concerne à identidade pessoal. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

■ Remissão: Vide. ■ Tentativa: Não se admite. Na corrente tradicional pede-se o "dolo específico". o agente usa o nome para essa finalidade. também. Atribuição de fa/sa qua/idade a estrangeiro (parágrafo único) . independentemente do efetivo ingresso do estrangeiro no País. ■ Objeto jurídico: A fé pública e a imigração. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art.Art. ■ Consumação: Com o efetivo uso para entrar ou permanecer. Não há modalidade culposa do delito. de nome que não é o verdadeiro (nome fictício ou de terceiro). E imprescindível. Não há punição a título de culpa. de competência da Justiça Federal (CR/88. ainda que a entrada ou permanência não se realize. e multa.099/95). referente ao especial fim de agir ("para promover-lhe a entrada"). inculcar imputar. ■ Tipo subjetivo: O dolo (que consiste na vontade livre e consciente de atribuir. e multa. ■ Objeto jurídico: A fé pública. IV. utilização). 310 do CP no atual parágrafo único deste art. Fraude de /ei sobre estrangeiros ■ Alteração: A Lei n° 9. 125.)" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. Parágrafo único. Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a entrada em território nacional: Pena — reclusão. Na escola tradicional pede-se o "dolo específico". v. art. Pode ser praticado por escrito ou oralmente. ■ Consumação: Com a atribuição em ato relativo à imigração. IV. oral ou por escrito.815/80. 1054). para HELENO FRAGOSO. de um a três anos. ■ Sujeito ativo: Só o estrangeiro (crime próprio). sacerdote. de um a três anos. 109. 309. v. ou seja. 89 da Lei n° 9. assim. ■ Sujeito passivo: O Estado. Não há tipificação na atribuição para a permanência do estrangeiro. XII e XIII (Estatuto do Estrangeiro). ■ Sujeito passivo: O Estado. porém. ■ Ação penal: Pública incondicionada. art. toca à "subjetividade jurídica (comerciante. o conceito é mais amplo. p. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para entrar ou para permanecer). Usar o estrangeiro. credor. ciente da falsidade da qualidade) e o elemento subjetivo que o tipo contém. Incrimina-se. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. abrangendo "atributo ou predicado emprestado ao estrangeiro" (Direito Penal. Lei n 2 6.426/96 transformou o antigo art. que a qualidade falsamente atribuída seja requisito para a entrada (e não para a permanência) do estrangeiro em território nacional. p. O comportamento deve ser praticado para entrar ou permanecer no território nacional (vide Tipo subjetivo). 1995. X). ■ Pena: Detenção. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é usar nome que não é o seu. engenheiro. 1965. para entrar ou permanecer no território nacional. e multa. o uso (emprego. que tem a significação de irrogar. 309. A qualidade. 309 Código Penal 614 FRAUDE DE LEI SOBRE ESTRANGEIROS Art. Já para MAGALHÃES NORONHA. nome que não é o seu: Pena — detenção. de um a quatro anos. ■ Tipo objetivo: O núcleo é atribuir. militar etc. Pune-se a atribuição a estrangeiro de falsa qualidade. 192).

e multa. de televisão e radiodifusão. como de radiodifusão. nos casos em que a este é vedada por lei a propriedade ou a posse de tais bens: Pena — detenção. de seis meses a três anos. 310. Ap. 8904). de dez a cem salários mínimos regionais) quem emprestar nome para ocultar o verdadeiro proprietário.426/96 renumerou o antigo art. aparentemente.250/67. não só de empresas jornalísticas. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. Visa ao agente que condescende em servir. modificado pela Lei n 2 7. de um a quatro anos. de seu componente ou equipamento: . Prestar-se a figurar como proprietário ou possuidor de ação. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. § 6 9 ). poiso dispositivo ressalva: nos casos em que a este (ao estrangeiro) é vedada por lei a propriedade ou posse de tais bens. 310 do CP (TFR. ■ Pena: Detenção. de um a três anos.099/95). encobrindo o verdadeiro interessado. e multa. Trata-se de norma penal em branco. 3 9 . § 1 91 .300/85).615 Código Penal Arts. consciente do encobrimento que faz. art. ■ Consumação: Quando o agente passa. televisão. p. 311. Essa lei pune.11. ■ Tentativa: Admite-se. o beneficiado pela simulação (art. recursos minerais e potenciais de energia hidráulica por pessoas físicas estrangeiras. e a propriedade de empresas jornalísticas. DJU 28. Falsidade em prejuízo da nacionalização de sociedade ■ Alteração: A Lei n° 9. e multa. 89 da Lei n° 9. 176. que se sujeita a ser interposta pessoa ("testa-de-ferro". título ou valor pertencente a estrangeiro. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é prestar-se a figurar. São exemplos dessa proibição a exploração de jazidas. Pune-se o "testa-de-ferro" que se presta a figurar como proprietário ou possuidor de ação. de seis meses a três anos. e multa. 3°. Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor. punindo (com pena de detenção.856. agenciamento de notícias e empresas cinematográficas (Lei n° 5. 311 do CP para 310. ■ Sujeito passivo: O Estado. ainda. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR Art. arts. Jurisprudência ■ Intenção de permanecer: O desígnio de permanecer no território nacional não integra o crime do art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Não há forma culposa. ■ Objeto jurídico: A fé pública e a ordem econômica e social (CR/88. "homem-de-palha"). 309 a 311 ■ Pena: Reclusão. ■ Confronto: A Lei de Imprensa contém dispositivo específico. a ser proprietário ou possuidor. 3. FALSIDADE EM PREJUÍZO DA NACIONALIZAÇÃO DE SOCIEDADE Art.79. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". que consiste na vontade de prestar-se a figurar. e 222 e § 1 9). título ou valor pertencente a estrangeiro. ■ Ação penal: Igual à do caput. ■ Sujeito ativo: Somente o brasileiro. que se completa com outras leis.

§ 22 . tendo em vista que a conduta não equivale à de adulterar. de seu componente (portas. ■ Raspagem de chassi: A supressão por raspagem do número do chassi não configura o crime do art.) ou equipamento (tudo aquilo que serve para equipar. de co-autoria ou participação. pratica o delito (TJDF. aumentada de um terço. RT 772/541.. ensejando sua adulteração a incidência da norma (TRF da 4 2 R. a vontade livre e consciente de adulterar ou remarcar. Aumento de pena (§§ 12 e29 ■ Duas são as hipóteses: a. caminhão etc. RT 791/723). a pena é aumentada de um terço. ■ Pena: Reclusão.426/96. é fato atípico. fornecendo indevidamente material ou informação oficial. ■ Consumação: Com a adulteração ou remarcação idônea a enganar. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é adulterar (falsificar.■ Objeto jurídico: A fé pública. 311 do CP". § 1 2. o terceiro prejudicado pela adulteração ou remarcação.Art. por tratar-se este de crime autônomo (TACrSP. podendo constituir somente ato preparatório do crime (TJSP. ■ Pena: A do caput. RT 791/723). para identificação de veículo roubado. automotor ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). 311. Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado. RT792/609). 311 do CP. RT 761/602). Não há modalidade culposa. com o único intuito de burlar o rodízio de circulação instituído pelo poder público. As placas de veículos integram o conceito de sinal identificador para efeito do art. secundariamente. prover). Obviamente. de três a seis anos. vidros etc. Adulteração de ■ Alteração: Artigo introduzido pela Lei n 2 9. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela (§ 1 2 ). o sinal ou número resultante da adulteração ou remarcação há de ser diverso do número original (nesse mesmo sentido. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. especialmente em relação à propriedade e ao licenciamento ou registro de veículos automotores (TJSP. 311 Código Penal 616 Pena — reclusão. 311 (STJ. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela. e multa. Luiz FLávio GOMES. Se o funcionário público contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado.).. TRF da R. A primeira hipótese é de autoria. de três a seis anos. contrafazer) ou remarcar ( marcar de novo) número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor(carro. a segunda. ■ Ação penal: Pública incondicionada. b. 0 agente que confecciona placas clonadas. ônibus. sabendo da falsidade no novo número ou sinal. (caput) ■ Sujeito passivo: Primeiramente. Nesta última. ■ Confronto com o art. por inexistência de afronta à fé pública. in RT759/497). o Estado. "Adulteração das placas do veículo: atipicidade frente ao art. ■ Adulteração de placas de veículos: O ato de adulterar ou remarcar placas dianteira e traseira configura o crime deste art. o fornecimento de material ou informação oficial deve ser indevido. motor. especialmente em relação à propriedade e ao licendor de veiculo ciamento ou registro dos veículos automotores. fornecendo indevidamente material ou informação oficial. RT792/609). ou seja. Jurisprudência . RT789/658). motocicleta. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Tentativa: Admite-se. e multa. ■ Rodízio: A colocação de fita adesiva de cor preta no último algarismo da placa de veículo. 311 do CP: O crime de receptação não absorve o de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. sina/ identifica.

Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena — detenção. pode haver co-autoria ou participação de pessoas que não sejam funcionários públicos. embora não tendo a posse do dinheiro. 312. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. com pena máxima até dois anos.259. de dois a doze anos. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. notas aos arts. No § 1° vem previsto o chamado peculato-furto e. parágrafo único. da CR/88) e da analogia in bonam partem. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. se o funcionário público. o subtrai. ou desviá-lo. 5 2. haja ou não procedimento especial. em proveito próprio ou alheio. 327 e §§ 1 ° e 2 2 do CP). ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público ( vide notas ao art. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. o peculato culposo. 312 contém duas modalidades de peculato: o peculatoapropriação (1 2 parte) e o peculato-desvio (2 2 parte). caput. também chamado peculato impróprio. da Lei n° 10. extingue a punibilidade. desde que elas tenham conhecimento desta qualidade do autor (cf. 89 da Lei n° 9. . § 1 2. valor ou qualquer outro bem móvel. Todavia.7. no § 22 . 312 Título XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL PECULATO Art. reduz de metade a pena imposta.01. art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22.259/01. 313) dispõe sobre o peculato-estelionato. de 12. PECULATO CULPOSO § 22 . entendemos que.02. Pecu/ato (caput) ■ Divisão: O caput do art. 312. 327 (art.617 Código Penal Art. restrita á figura culposa. Assim. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. em proveito próprio ou alheio: Pena — reclusão. a partir da vigência da Lei n° 10. de que tem a posse em razão do cargo. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. de três meses a um ano. § 34. se precede à sentença irrecorrível. a reparação do dano. ■ Objeto jurídico: A administração pública. mesmo que combinado com o § 29 do art. e multa. ainda que combinado com o § 22 do art. No caso do parágrafo anterior. Aplica-se a mesma pena. em seu aspecto patrimonial e moral. 327. 100 do CP. O § 32 cuida da extinção da punibilidade pela reparação do dano. ■ Transação: De acordo com o art.1. público ou particular. em vigor a partir de 12. 22. 29 e 30 do CP). O artigo seguinte (CP. ou concorre para que seja subtraído. se lhe é posterior. a transação cabe no § 2 9 deste art. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. Em face do princípio da isonomia (art. valor ou bem.099/95).

0 dano material é indeclinável no peculato ( HUNGRIA. expressamente mencionado na segunda modalidade e implicitamente contido na primeira modalidade. o agente não tem a posse: embora não tendo a posse do dinheiro. Pune-se o funcionário que dá ao objeto material destinação diferente daquela para a qual o objeto lhe fora confiado. ■ Tentativa: Admite-se. teoricamente. apossar-se. RF 266/115 e RT 526/115. ■ Ação penal: Pública incondicionada. o núcleo é desviar. Embora seja questão intranqüila. . IV. com o efetivo desvio. 552 da CLT. I. modificado pelo Decreto-Lei n° 925. mas não o peculato. é também o dolo. 1959. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade de peculato-apropriação. ■ Tipo objetivo: Na modalidade de peculato-apropriação (1 2 parte do caput). art. como toda coisa móvel. o aproveitamento do trabalho de funcionário subalterno não tipifica a infração penal. O desvio deve ser. é o dolo. do CPP. p. a vontade livre e consciente de desviar. de dois a doze anos. em razão do cargo.Art. Quanto às associações ou entidades sindicais. efetivamente. art. Se o desvio for praticado em benefício da própria administração. Assim. em proveito (patrimonial ou moral) próprio ou alheio. 312 do CP. ações etc. ■ Pena: Reclusão. Na modalidade de peculato-desvio. Os doutrinadores dão sentido largo à posse. A cláusula final deve ser entendida.69). porém. A figura culposa é prevista no § 22 . por exemplo. v. também o particular prejudicado. ■ Peculato de uso: É dominante o entendimento de que não existe peculato de uso de coisa fungível. dispondo ou consumindo o objeto material. mas imprescindível que o agente. ■ Confronto: Se o agente é prefeito municipal. 1073). FRAGOSO. requer-se o "dolo genérico" para a primeira e o "dolo específico" para a segunda ou para ambas. entende-se que o peculato não admite compensação nem é descaracterizado pela intenção de restituir. Todavia. tenha a posse dele. Na modalidade de peculato-desvio (22 parte do caput). infungível ou não. A posse em razão do cargo precisa ser lícita e legítima para que se enquadre no art. sempre que o crime denunciado preencha os requisitos da fiança (CELSO DELMANTO. 1 2 . abrangendo tanto a detenção como a posse indireta. que possa ser transportada. por não ser coisa móvel. secundária e eventualmente. Peculato-furto (§ >°) ■ Objeto jurídica sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do capuz. apólices. jurisprudência: STF. de 10. 168). I e II. predominando o entendimento de que não fica sujeita à desaprovação de contas pelo órgão competente. o núcleo é apropriar-se. predomina o entendimento de que a infração não fica excluída pela caução ou fiança prestada anteriormente. do Decreto-Lei n° 201/67 (vide. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". RTJ 114/1052). in RDP 26/90. ■ Consumação: Na modalidade peculato-apropriação. à semelhança do objeto do crime de furto. p. ■ Objeto material: É semelhante ao do caput. consistente na vontade livre e consciente de apropriar-se. equiparam-se ao peculato os atos que importem em malversação ou dilapidação de seus patrimônios (art. Súmula 164 do STJ). passa a dispor do objeto material como se fosse seu. Na de peculato-desvio. 312 Código Penal 618 ■ Sujeito passivo: 0 Estado e a entidade de direito público. 323. sem dependência de ser alcançado o fim visado. O elemento subjetivo do tipo vem referido pelo especial fim de agir ("em proveito próprio ou alheio"). Todavia. IX. E indiferente que o objeto material seja público ou particular. 345). ■ Objeto material: A indicação é ampla: dinheiro. poderá ocorrer outro delito (CP. Defesa preliminar em vista da redação do art. ao contrário do caput. também. Diversamente da apropriação indébita comum (CP. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Vide jurisprudência no final da nota.) ou qualquer outro bem móvel. O funcionário age como se a coisa fosse sua. retendo. que tem a significação de assenhorear-se. valor ou bem. consuma-se quando o agente. ou seja. e multa. 514 do CPP.10. art. 1965. entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. valor(títulos. até mesmo quanto à indistinção entre bem público e particular. v. não configura o crime "a simples mistura dos dinheiros públicos com o próprio dinheiro" (H. 315). Comentários ao Código Penal. Na doutrina tradicional.

Vide nota no final do art. e o elemento subjetivo que o tipo contém. p. Não comete o crime o agente que guarda em sua residência bens móveis públicos com a anuência de seu superior hierárquico. por não observância do dever de cuidado a que estava obrigado pelas circunstâncias (vide nota ao CP. RJTJRS 166/84). ■ Tipo subjetivo: É irrelevante a sua intenção de restituir ou a ausência do ânimo de ter para si (TJSP. pena e ação penal: Iguais às do caput. ■ Noção: É aplicável tão-só ao peculato culposo (§ 29. restituindo-os quando destituído do cargo (TJAC. 18. DJU 18. JSTJ e TRF47/288-9).80. 1959. p. nelas é aplicável o art. Assim. de três meses a um ano.619 Código Penal Art.6. concorre (facilita) para que outrem pratique aquelas condutas delituosas. O outrem.990. o funcionário. de concorrer para a subtração. voluntária e conscientemente. propiciando. Quanto à facilidade. IX. reduz de metade a pena imposta. Se a reparação do dano é anterior à sentença irrecorrível (antes de decisão transitada em julgado). O funcionário. Arrependimento posterior embora este § 3° não incida nas demais modalidades de peculato.356. 155 do CP). Nas duas modalidades. lembrando-se que a condição funcional daquele se comunicará a esta (CP. ■ Distinção: Se o recebimento do dinheiro não cabia ao agente. ela extingue a punibilidade. ou concorre para que seja subtraído. p. Reparação do dano no pecu/ato culposo (§ 3°) Figura qua//ficada Jurisprudência . como no crime de furto (vide nota ao art. vide § 2° do art. ■ Tentativa: Admite-se. 30). oportunidade para que outro funcionário subtraia o dinheiro que ficou à vista.80. Peculato culposo (§2°) ■ Noção: Aplica-se tanto ao peculato-apropriação e ao peculato-desvio (caput) como ao peculato-furto (§ 1 9 ). 3. Nesta última modalidade. 312. mv— RJTJSP72/343). pode ser particular ou também funcionário público. Se o ressarcimento é posterior. Na escola tradicional é o "dolo específico". ao deixar o cargo. a que o parágrafo se refere. Na outra modalidade. referente ao especial fim de agir (visando a proveito próprio ou alheio). 16 do CP. culposamente. 107 do CP e jurisprudência neste art. comenta HUNGRIA que "é qualquer circunstância de fato propícia à prática do crime. a conduta do agente deve ser em proveito próprio ou alheio.6. art. RT757/593). ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Consumação: Com a efetiva subtração. é o próprio funcionário quem subtrai o bem. RTFR71/143). TFR. é art. O envio de missivas aos advogados por secretário de justiça. Exemplo: o responsável pelo cofre da coletoria que o deixa aberto ao se ausentar. na modalidade de subtrair. consistente na vontade livre e consciente de subtrair ou de concorrer para a subtração. art. sem intenção de deles se apropriar. há concurso necessário entre o funcionário e a outra pessoa. 0 dolo do peculato-apropriação é genérico. ■ Sujeitos ativo e passivo. E imprescindível que exista nexo causal entre o comportamento culposo do funcionário e o crime cometido por outra pessoa. 312 ■ Tipo objetivo: Incrimina-se o funcionário público que subtrai. ■ Pena: Detenção. função de direção ou função de assessoramento. notadamente o fácil ingresso ou acesso à repartição ou local onde se achava a coisa subtraída". v. sendo a condição de funcionário ocasião e não causa para o crime ( Comentários ao Código Penal. 4. 312 do CP (TER. II). concorre para que terceira pessoa subtraia o objeto material. A figura de desviar em proveito alheio exige a vontade de desviar de forma que o terceiro tenha proveito desse desvio do bem (STJ. 350). 313 e não art. 4150). RT 608/319. ■ Remissão: Na hipótese de ocupantes de cargos em comissão. A figura culposa está prevista no § 2°. mas pressupõe o ânimo de ter para si (TJSP. Em ambas as modalidades é indispensável que o funcionário atue valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. 4601. em quaisquer de suas modalidades (até mesmo na de concorrer para a subtração). O peculato-desvio exige o dolo específico (TJRS. 327 do CP. Ap. Ap. DJU 6.

RTJ 153/245-6. ■ Caução: A caução ou fiança prestada antes não afasta o crime de peculato (STF. RTJ 119/1030. ■ Em razão de ofício: Para a configuração do peculato. Escrevente auxiliar de cartório pode ser sujeito ativo de peculato (STF. pela sua condição genérica de servidor público. Hipótese especial: não pratica peculato o funcionário público que deixa de recolher sua própria contribuição ao órgão de previdência do Estado (TJSP. RT 512/427). não se amolda ao peculato-desvio. não sendo exigível que o agente ou terceiro obtenha vantagem com a prática do delito (STJ. mesmo sendo empregado de empresa de segurança.Art. RT528/396). p. mesmo não sendo funcionário público.. Se a atribuição de receber não competia. ■ Benefício próprio ou alheio: É indispensável que o desvio se faça em benefício próprio ou alheio (TJSP.081. pois o CPC não atribui aos escreventes tal encargo (TJRJ. RT 792/578). JSTJ e TRF72/268. RT566/300). pratica apropriação indébita e não peculato. DJU 24. e não os elementos tipificadores do art. art. aproveita-se da condição de vigilante noturno da EBCT. ainda. ■ Consumação do peculato-apropriação: Consuma-se no momento e lugar em que o agente se apropria do dinheiro. ■ Posse (caput): A posse. STJ. DJU 7. Para a consumação basta a posse. Quando o desvio de verba se verifica em favor do próprio ente . RT 523/476). HC 73. ao agente. ■ Concurso de pessoas: A qualidade de funcionário comunica-se ao particular que é participe do peculato (STF.351. não aponta o seu montante. p. RTJ 97/452). deve ser entendida em sentido amplo. TJMG. RT572/393). JM 131/419). 514 do CPP) é inexigível quando o acusado já não é mais funcionário público (TRF da 1 R. ■ Funcionário público: Equipara-se a funcionário público o agente que. RT640/384). RT517/298). ■ Denúncia: E inepta se não especifica os desvios. não basta que a coisa tenha sido confiada em razão do ofício. in RBCCr 15/410). ainda que a sua propriedade seja de particular (STF. tão-só. aceita emprestar sua conta bancária para compensar valor desviado de banco estadual (TJAP. 327. inclusive no peculato-furto (TRF da 1 R. RT 552/436. Vide.5. ■ Ação penal: A resposta prévia (art. se o particular desconhecia a condição de funcionário do agente (TJSC. p.2. demonstra mera desordem administrativa.2. ao dele se apossar. compreendendo a simples detenção. pratica furto simples e não peculato-furto. bem como a posse indireta (STF. RT 771/721). § 1°.558-1/RS. ou. RT792/578). 312 Código Penal 620 veiculando propaganda eleitoral subliminar.4. STJ. do CP. Basta a posse da coisa em razão do cargo. RJTJSP73/345. devido à falta de controle acerca da manipulação de tais materiais. TJRJ. Comete peculato o policial que se apropria de valores de preso. 0 temporário desaparecimento de equipamentos médicos de hospital público. 1340.97.96. 5. de inveterada praxe. HC 74. 3. p.92. Policial que subtrai toca-fitas. Não.83. DJU 12. p. Escrevente de Vara Cível. DJU 11. que exige o dolo e o elemento subjetivo de agir em proveito próprio ou alheio (STF. RJTJSP 103/451). RT 536/360). TFR. RTJ 91/664..128. pelo menos.. 11074. RT788/631). in RBCCr 18/223. Ap. por lei.79. e furta objetos do interior de correspondências (TRF da 3 á R. JSTJ e TRF 90/407). a que se refere o texto legal. valor ou bem móvel (STF. modo de execução nem a participação de cada um dos acusados (STJ. RT490/293). mas.10. ■ Bem particular: E irrelevante serem particulares os bens apropriados ou desviados (STF. se a confiança da vítima não foi em razão de ser ele funcionário competente. Com o ato da apropriação. 312 (TRF da 5 R. RT 727/597). sendo necessário que a entrega resulte de mandamento legal. mesmo quando o funcionário tinha certeza de repor o dinheiro (TER. cuja guarda lhe foi confiada (TJPR. 7959).. HC 928. 6439). 100/144. que recebe diretamente da parte o valor correspondente à execução que ali se processava. RT 786/780). DJU 17. o crime é de apropriação indébita e não de peculato (STF. pois o objeto não se achava sob a guarda e responsabilidade da administração pública (TJSP. Resta caracterizado o delito de peculato na conduta daquele que. ao revistar veículo abandonado. porém. Ap. não proibida por lei (TJSP. RT520/519). 1139).

Ap. pratica o crime de peculato. prevista no art. RT 776/667). 2916-7. RT702/377). Ap. 3. Contra: há concurso formal (STF. pois tal delito fere o aspecto patrimonial e moral da Administração Q Pública (TRF da LP R. Contra: a caracterização do peculato doloso não reclama lucro efetivo pelo agente. e não o de furto (TJAC. o carteiro da EBCT que se apropria de encomenda sedex.8. 5.863. há emprego irregular de verba e não peculato (TER..2. do CP. funcionário de empresa pública.9. em tese. caracteriza bis in idem. obtém para si. mas prevaricação. ■ Circunstância agravante (bis ín idem): A incidência da circunstância agravante de violação de dever funcional.78. TJPR. TRF da 3 R. RHC ■ Aprovação de contas: 55. p. o funcionário que retarda ato de ofício para satisfazer interesse próprio. ■ "Peculato de uso": Constitui peculato. p. RT 771/722).79. PJ 42/196). RTJ 91/814). RT 537/302). RT 535/339). e não o de peculato-furto ou estelionato. . DJU 23. consegue proveito para si. 0 desvio de mão-de-obra pública não caracteriza o delito deste art. DJU 28. não exclui o crime (TJSC. RTFR 70/108.10. em documento público de assistência patronal. 7526. uma vez que o que importa neste delito não é tanto a lesão patrimonial.86.5. nem mesmo o de uso. sendo suficiente a violação do dever de fidelidade para com a Administração (TJRS. absorve o estelionato (TRF da 1 R. g. nem impede o Ministério Público de oferecer denúncia (STJ. valendo-se de sua qualidade de funcionário. o que não é o caso do dinheiro (STF. p.589. DJU 16. ■ Confronto com furto: O servidor público que subtrai armas que estavam sob a guarda da Administração. RT784/589). 2977. O peculato de uso pressupõe que a coisa seja infungível.452. alegado pelo agente. pois a Administração Pública somente perde a disponibilidade de seus bens quando expressamente a consinta. II. TJSP.10. RF260/340). E inadmissível a compensação no crime de peculato.11. por ser mais grave. sobretudo. RT 756/608).. Não configura o aproveitamento de material usado e imprestável. vantagem ilícita (TRF da 4 Q R. p. desclassifica-se para o art. RT756/608). Ap. 312 público. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP. pp. há concurso material. embora com intenção de restituir (STF. PJ 43/234). RT 759/754). ■ Dano material: Não há peculato sem dano patrimonial à administração (TFR.80. 67831. ou a lei administrativamente o autorize. Se inseriu. 3.061. 312 (TJSP.375. DJU 26. através de artifício fraudulento. RT 749/669. do CP (TRF da 4 á R.77. ■ Princípio da insignificância: Não se admite a sua aplicação em face do pequeno valor apropriado.. pois o peculato tem como elemento do próprio tipo o motivo da majoração (STJ. Ap. ■ Concurso de crimes: O peculato absorve a falsidade. DJU 18.. 5762). RT 784/739). ■ Processo administrativo: Não descaracteriza o peculato doloso o fato de o Poder Legislativo ter inocentado o agente (TJPB. RT 790/692). em utilização diversa da prevista. contendo talonário de cheques. Contra: O funcionário da Caixa Econômica Federal que subtrai guias de depósito e talões de cheques e. á comete peculato-furto que. mas.. a aplicação de dinheiro público em proveito próprio ou de outrem. ■ Compensação: O fim de compensação. se esta constituiu meio para a prática do desfalque (TFR. TJAC. TJSP. 61. Não pratica peculato. pois o peculato e a falsidade ideológica resultam de ações distintas e autônomas (TJSE. TJSP. DJU 5. empregando meio fraudulento. A falta de tomada de contas igualmente não impede o início da ação penal (TJPR.94. ■ Confronto com peculato-furto eestelionato: Pratica o crime de peculato próprio. in RBCCr 6/234). APn 218. RT 505/305).801. DJU 29. RT 520/353). in RBCCr 12/288). § 3 Q . RT 758/516. 7794. 5. 19468. RHC 3. RT 727/597). declarações falsas para obtenção de ressarcimento de despesas médicas em nome próprio e de terceira pessoa. a ofensa aos interesses da Administração (TJSP. p.94.. e emite uma das cártulas mediante falsificação da assinatura da correntista (IRE da 4 Q R. com o consentimento do seu responsável por este (TJPR. RT 769/729.621 Código Penal Art. ■ Desclasificação para estelionato: E admissível a desclassificação para estelionato se o agente. RT 499/426). A aprovação de contas não exclui o crime (STF. p. RT513/357). 171.

p.450. RT 759/757). 312 Código Penal 622 RJTJSP 140/261. e. de 10. JSTJ e TRF76/312). TRF da 2 2 R. por negligência. Comete o delito de peculato culposo o funcionário de agência bancária. A reposição do dinheiro não extingue a punibilidade (STF. homenagens e festividades (TJMG.93. equiparou ao peculato os crimes praticados em detrimento de associações sindicais (STF. RT 520/460). Ap. mas pode influir na pena (STF.98. DJU 11.79. RT785/654). mv— JSTJ e TRF83/465. ■ Associações sindicais: 0 Decreto-Lei n°925. nem prevaricação (art. não se vislumbrando má-fé no caso de prefeito sem formação jurídica e sem assessoria técnica. 8641).. agindo com negligência. aplicava-as no open market e devolvia. ■ Reparação no peculato doloso: A extinção da punibilidade pela reparação do dano só é possível no peculato culposo (STJ. 16 do CP (TJSP. ■ Aplicações financeiras: Não tipifica peculato (art. que dá à norma interpretação equivocada (TJRS. ■ Peculato culposo (§ 2°): Pratica o funcionário público incumbido de fiscalizar o serviço. mv— RJTJSP 113/522. Não pratica crime se adquire presentes para ofertar às secretárias do município. RT 605/399). posteriormente. p.497/DF. p. Ap. in RBCCr 2/242). RT 520/521. A devolução não descaracteriza (TJSP.. RT760/757). ■ Reparação no peculato culposo (§ 39: Extingue-se a punibilidade se o agente. RTJ 125/25). que.847. imprudência ou imperícia.. tanto são peculatos os do art.10. eis que o objeto material é a moralidade administrativa (TJSE.4. mv— RJTJSP 141/448). não confere assinaturas apostas em cheque nem segue as formalidades necessárias para desconto. funcionário de agência bancária pertencente a empresa pública.6. o uso de veículos ou máquinas oficiais em serviços particulares. TJRJ. in RBCCr 24/318). ou seja. O peculato-desvio exige o dolo específico. RT 499/426). p.3. ressarce a entidade financeira da quantia que fora irregularmente sacada (TRF da 5 2 R.088. RT 760/757). entrega numerário correspondente ao valor do título subtraído e falsificado (TRF da 5 2 R. Configura. RT632/280. Não se caracteriza se não comprovado que os valores pagos pela Prefeitura eram realmente indevidos. no exercício do dever funcional de repressão ao descaminho. TRF da 1 2 R. Configura o crime a determinação de aquisição de bens ou realização de serviços sem o devido processo licitatório. ■ Prefeito municipal: Em termos de nomenclatura. Ap.. 5. se apropria de mercadorias estrangeiras irregularmente introduzidas no território nacional (TRF da 5 4 R. 315). a conduta do administrador que desvia fundos disponíveis para aplicações a curto prazo a fim de salvaguardá-los da inflação desenfreada (STF.9.79. TFR.. . 2682. 319) ou emprego irregular de verbas ou rendas públicas (art. DJU 22. e não peculato. DJU 19. ainda que haja consumo de combustível (TJSP. do Decreto-Lei n 9 201/67 (TJSP. DJU 8.. o principal. Para a configuração da modalidade culposa.86. 5013). p.9. I. destinada a recepções. PJ 43/234). 1 2 . com verba do seu gabinete. que falta ao seu dever. 604. é necessário que o agente concorra para que outrem pratique o crime. bem como o empréstimo de material (TJSP. se depositava as quantias em sua conta bancária. que o acusado. ficando com os juros (TRF da 22 R. 312 do CP quanto a figura do art. mas influi na pena e permite a aplicação do art. DJU 6. RT 506/319). 16275). RHC 7.Art. RJTJRS 166/84). RHC 56. 5.5. Depois de consumado o peculato doloso. sendo irrelevante a ausência de perdas materiais. entretanto. A restituição não influi na tipificação do peculato doloso. em relação aos preços correntes e usuais (TJPR. A restituição não descaracteriza o peculato doloso (TJSP. ■ Peculato-furto ou impróprio: Comete este crime o policial que. RJTJSP 140/261). RT 541/342. RT769/729. E só ilícito administrativo. 15 (atual) do CP (TER. DJU 27. RT 698/385).86.69. leve uma outra pessoa a cometer o ilícito (TJPB. TRF da 5 4 R. 76.524. TRF da 4 á R. pertencente a empresa pública. p. mv — JSTJ e TRF83/465). por ausência de dolo específico. 8948. Ap.. RT790/692). 312). o recolhimento das importâncias desviadas não configura o arrependimento eficaz do art. ainda assim.. 3. propiciando que seu subordinado aumente o número de horas extras a que tem direito e se aproprie da diferença (TFR. ainda que feita antes do procedimento disciplinar (STF. RJTJSP 114/498. RT 506/326). RT 633/266). RTJ 84/1067.

313 e não no art. Embora não haja necessidade de perícia para evidenciar a prática de peculato. a tipificação é no art. caput. jurisprudência ao art. 312. compreende qualquer coisa que represente vantagem. ou. não tenha sido induzido pelo agente (TER. 312: Se o recebimento do dinheiro apropriado não cabia ao agente. 109. RT638/318). IV. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do art. Ap. caput. de um a quatro anos. § 2 2 (art. ■ Consumação: Quando o agente passa a dispor da coisa recebida. 171. DJU 27. 29 e 30). § 3°. TJPR. ■ Competência: Tratando-se de crime de peculado praticado por ex-Secretário da Saúde estadual. consistente no desvio de recursos orindos de convênios com o SUS. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Ação penal: Igual á do art. de um a quatro anos. p. arts.8. da CR/88 (STF. 312. induzindo a erro caixa de agência bancária. Ap. 5. será indispensável a realização de exame de corpo de delito direto.337. recebeu por erro de outrem: Pena — reclusão. Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. 313. 89 da Lei n° 9. 312 e 313 ■ Exame pericial: Se o peculato deixou vestígios materiais. porém. ■ Pena: Reclusão. a competência é da Justiça Federal. 312 do CP (TFR. do CP). 327. PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM Art. RT 779/548). condicional do processo: Cabe. 4. e não o do art. 312 para o art. em razão do cargo público que o agente exerce. p. RT 753/536). ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação (CP. se a prova existente é precária. RTJ 103/156). de indireto (STF. que o funcionário se aproprie de objeto que recebeu: a. do CP). porém. DJU 6. 312. Pecu/ato mediante erro de outrem (peculato-este/ionato ou peculato impróprio) ■ Objeto jurídico. O erro deve ser da vítima que faz a entrega e não pode ter sido causado pelo agente. se a apropriação fica comprovada por outro meio (STF. função de direção ou função de assessoramento. ■ Objeto material: E dinheiro ou qualquer utilidade.623 Código Penal Arts. e multa. ■ Tipo subjetivo: Igual ao da primeira modalidade do art. ■ Tipo objetivo: O núcleo é o mesmo apropriar-se da figura principal do peculato (vide nota ao art. como se fosse sua. caput. nos termos do art. 313. 312. é necessário que a pena corporal aplicada seja superior a quatro anos (TJRO. ■ Perda da função pública: Para que seja decretada a perda de função de policial civil. 313 é necessário que o erro da vítima. Para que haja desclassificação do art. b. RT 767/676). torna-se imprescindível a elaboração de laudo pericial (TJSP. também. ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargos em comissão. ■ Confronto com o art. isto é. ■ Confronto com o estelionato: Pratica o delito do art. 312 (vide nota ao art. 327 do CP. e multa. Na maioria dos casos de peculato. A pessoa que se engana na entrega tanto pode ser particular como outro funcionário público. E desnecessária a perícia contábil para constatação do peculato. 15169). RF270/277. caput (vide nota ao art.81. 8201). do CP. Vide. vide § 2° do art.8.87. E necessário. no exercício do cargo.099/95). que praticou crime de peculato. apenas. 312. as coisas móveis e de valor econômico. do CP). RTFR 71/143). caput. 92 do CP. No exercício do cargo. para outros. Por erro de outrem. obtém Figura qualificada Jurisprudência . na impossibilidade deste. se não houver combinação com o ■ Suspensão art. entendendo alguns que esta deve alcançar. em entregar o valor.585. a funcionária pública que. não é indispensável o exame de corpo de delito (TER.

00 ( DOU 17. arts. alterar ( mudar. a facilitação de inserção. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. trata-se de crime próprio. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais. ■ Pena: Reclusão. ■ Ação penal: Pública incondicionada. mas apenas funcionário autorizado. ■ Concurso de pessoas: Apesar de crime próprio. cai em mora e não os devolve (TJSP. 29 e 30). Todas essas condutas têm por objeto os sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública. O rito processual deverá ser o previsto nos arts. evidentemente àquele se refere. modificar) indevidamente dados corretos. só se consuma quando este. /nserção de dados fa/sos em sistema de informações ■ Alteração: Art.10. inserir (introduzir. arts. 513 e seguintes do CPP. ainda. Obviamente. auxiliar. e não qualquer funcionário público. acrescido do especial fim de agir (obter vantagem indevida para si ou para outrem ou causar dano). desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. afastar dificuldades) a inserção de dados falsos. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público autorizado. 15.983/00 (art. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe do crime (CP. chamado a dar conta. 313-A. ou seja. RT521/355).7. ■ Tipo subjetivo: O dolo. com a real alteração ou exclusão indevida de dados corretos. ■ Consumação: A consumação se dá com a efetiva inserção ou facilitação de inserção (facilitação + inserção facilitada) de dados falsos ou. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. em seus aspectos patrimonial e moral. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena — reclusão. especialmente seus sistemas informatizados ou bancos de dados.983. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. o funcionário autorizado. c. 323.7. de 14.. Na doutrina tradicional (clássica). aquele administrativamente designado para a função. Inserir ou facilitar. a inserção.00. na prática será de difícil ocorrência. 327 do CP. ou seja.Arts. ■ Vencimentos pagos a mais: No caso de vencimentos pagos a mais ao funcionário. posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. Nas condutas c e dexige-se o elemento normativo do tipo (indevidamente). consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas. é o dolo específico. I). 22 ). 514) ( CELSO . a alteração e a exclusão devem ser juridicamente relevantes e ter potencialidade lesiva. em segundo lugar. de dois a doze anos. especialmente a alteração de seu § 1-q feita pela Lei 11° 9. b. Não há modalidade culposa. art. excluir (eliminar) indevidamente dados corretos. facilitar (tornar fácil. 313 e 313-A Código Penal 624 vantagem econômica ilícita com o desconto de cheque subtraído de entidade a que era vinculada (TRF da 5 R. Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. o particular pode ser co-autor ou partícipe. e multa. incluir) dados falsos. vide nota no art. e multa. d. Por ser crime afiançável (CPP. ■ Tipo objetivo: São quatro as condutas incriminadas: a. art. o particular que eventualmente vier a ser prejudicado. de dois a doze anos. 29 e 30). RT760/757). INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES Art. 313-A acrescentado pela Lei n° 9.. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias.00). a inserção de dados falsos. será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP.

Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. administrativamente designado para a função. 313-B acrescentado pela Lei n° 9. sendo este espécie e aquele gênero ( Crimes contra a Previdência Social. Para ANTONIO LOPES MONTEIRO. entretanto. Embora a lei não deva usar palavras desnecessárias. entendemos que. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. ■ Alteração: Art.10. 313-B. especialmente seus sistemas de informações e programas de informática. a modificação ou alteração deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade lesiva. 2 9 ). As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. Evidentemente. ■ Transação: De acordo como art. Ao contrário do art. Assim. Modificar ou alterar. a partir da vigência da Lei n° 10. do CP (art. ■ Tipo objetivo: São duas as condutas incriminadas: a. Parágrafo único.00).7. p. secundariamente. com pena máxima até dois anos.7.01. posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. 5 9 . parágrafo único. Novo Dicionário da Língua Portuguesa.983/00 (art. e multa.02.099/95). de 12. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.00 ( DOU 17.259. 29 . não se exige que seja funcionário autorizado. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". alterar sistema de informações ou programa de informática. evidentemente a ele se refere. consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas. o conceito de alterar é mais abrangente que o de modificar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Saraiva. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais vide o art. representado pela pessoa jurídica de direito público. ainda que haja combinação com o art. 313-A e B DELMANTO. ■ Sujeito passivo: O Estado. modificar sistema de informações ou programa de informática. 327 do CP. in RT 526/115). 313-B que a modificação ou a alteração seja feita sem autorização ou solicitação de autoridade competente (elemento normativo do tipo). Para a doutrina tradicional (clássica). de três meses a dois anos.7. da Lei n° 10. 89 da Lei n° 9. Modificação oua/teração não autorizada de sistema de informações ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇOES Art. o funcionário. para a configuração deste art. 2000. § 2 9 . 313-A. o particular prejudicado. . cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal.983. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias (15. ainda. 327. de 14.259/01. RTJ 114/1052. 49). a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. especialmente a alteração de seu § 1 9 feita pela Lei n° 9. os verbos acima referidos têm o mesmo significado (AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA. haja ou não procedimento especial. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena — detenção. Em face do princípio da isonomia (art. 0 sistema de informações ou programa de informática deverá ser da Administração Pública. caput. em vigor a partir de 12. 327. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Nova Fronteira).1.00). Não há forma culposa. desde que não haja incidência do § 2 9 do art. 100 do CP. Exige-se. a transação cabe no caput deste art. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art.625 Código Penal Arts. 313-B. Neste sentido: STF. isto é. b. é o dolo genérico.

que pode ser público ou particular (vide conceito de documento na nota ao art. Se o agente não tiver a guarda ou não for funcionário. fazer perder). Na modalidade de sonegar. a pena é aumentada pena (parágra. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. fo único) EXTRAVIO. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. 29 e 30). que a guarda seja dever do seu cargo. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe. Contudo. e multa. 89 da Lei n° 9. livro oficial. 3 2. sonegação ou /nuti/ização de livro oficia/ ou documento ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. autarquia. será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP. O objeto material é: a. art. Seja li vro oficial ou documento. Causa especial ■ Noção: Seda modificação ou alteração resulta dano (no sentido naturalístico) para de aumento de a Administração Pública ou para o administrado (o particular). O rito processual deverá ser o previsto nos arts. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. salvo na hipótese de sonegação. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. art. arts. art. na prática será de difícil ocorrência. total ou parcialmente: Pena — reclusão. desencaminhar. SONEGAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE LIVRO OU DOCUMENTO Art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 337 do CP. ocultar fraudulentamente). inclusive em prejuízo de entidade de direito público. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. Se a sonegação é de papel ou objeto de valor probatório. 356 do CP. da Lei n° . 298 do CP). 514). 305 do CP. c. ou seja. sonegar ou inutilizar. 327. b. 322. sem dependência de outros resultados. empresa pública. lançamentos.de um terço até a metade. sonegar(não apresentar. recebido pelo agente na qualidade de advogado ou procurador. b. 12 e parágrafos da Lei n 2 9. Por se tratar de crime afiançável (CPP. consuma-se quando há a exigência legal para apresentar. ■ Confronto: Se há especial fim de agir. ■ Pena: Detenção.Arts. Se o extravio. art. ■ Confronto: Quanto à violação de direitos de autor de programa de computador. 513 e seguintes do CPP.609/98.. sonegação ou inutilização acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. registros etc. ■ Tentativa: Admite-se. se o fato não constitui crime mais grave. arts. I. ■ Tipo objetivo: Três são os núcleos alternativamente previstos no art. é imprescindível que o agente tenha a guarda em razão do cargo. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). Não há forma culposa. de três meses a dois anos. art. art.099/95). isto é. ■ Consumação: Com o efetivo extravio ou inutilização (ainda que parcial). se não houver combinação com o art. de que tem a guarda em razão de cargo. 29 e 30). vide art. 314. caput). Extraviar livro oficial ou qualquer documento. sonegá-lo ou inutilizá-lo. § 2 2 (art. que deve ser livro criado por lei e usado em escriturações. extraviar (desviar. ou qualquer documento. o particular pode ser co-autor ou partícipe. de um a quatro anos. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público. total ou parcialmente. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. Extravio. a vontade livre e consciente de extraviar. 314: a. inutilizar (tornar imprestável ou inútil). 313-B e 314 Código Penal 626 ■ Consumação: A consumação se dá com com a efetiva modificação ou alteração de sistema de informações ou programa de informática.

Econômica e contra as Relações de Consumo). esta deve ser entendida em seu sentido restrito. para sua caracterização não importa a ocorrência ou não do prejuízo. não é elemento do tipo (TJSP. ■ Subsidiariedade: O crime do art.099/95). arts. Contudo. ■ Transação: Cabe. RT 612/316).099/95). mesmo que haja combinação com o art. Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena — detenção de um a três meses. de um a quatro anos. RJTJSP 105/433). § 2°. 89 da Lei n° 9. EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS Art. 314 (TJSP. ■ Objeto jurídico: A regularidade da Administração Pública. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. Rendas públicas. in RF 266/115 e RT 526/115. ■ Relevância: Não se equiparam a livro oficial ou documento as fichas ou cópias não assinadas que estavam na repartição pública (TJSP. ■ Dolo: É necessário o dolo genérico. 314 (TJSP. 314 do CP só é punível a título de dolo. RT492/315). que são os valores. RT556/297). Pleno. do CP (art. ■ Pena: Reclusão. sendo vedada a interpretação extensiva. 76 da Lei n2 9. do CP (art. A sonegação de documento exige prova segura do dolo (TJSP. RT458/411). 314 e 315 8. em tese. do CPP. vide § 2° do art.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. em dinheiro. jurisprudência: STF. assinala HELENO FRAGOSO. 327 do CP. ■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é: a. função de direção ou de assessoramento. § 2°. A respeito. recebidos pelo erário. Emprego irreguiar de verbas ou rendas públicas ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. pois o dano. não bastando a culpa funcional do serventuário pelo extravio do livro. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. a apresentação da defesa preliminar do art. b. RT 639/277). 315. Em vista da atual redação do art. Verbas. ■ Concurso de crimes: Não há se a sonegação de livro foi praticada apenas para acobertar o peculato cometido pelo mesmo agente (TJSP. RTJ 114/1052). não de culpa (TJRS. efetivo ou potencial. 514 ao CPP (Caso DELMANTO. entendemos ser necessária.627 Código Penal Arts. é "pressuposto do fato que exista lei regulamentando a aplicação dos dinheiros". O art. ou multa. I. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. ainda que combinado com o art. 327. de modo que ficam excluídos decretos . por si só. ■ Ação penal: Pública incondicionada. o particular pode ser co-autor ou participe. de modo que é inadmissível ampliar o significado da expressão para alcançar decretos ou outros provimentos administrativos. A conduta que se incrimina é a de dar aplicação diversa da estabelecida em lei às verbas ou rendas públicas. 327. RT 575/347). não configura o crime do art. ■ Guarda: A guarda irregular de documento na casa do funcionário. que são as somas de dinheiro reservadas ao pagamento de determinadas despesas. 29 e 30). 323. Referindo-se o art. 314 é expressamente subsidiário. ■ Inutilização: Comete o crime quem inutiliza folha contendo cota do Ministério Público em autos judiciais. 315 a lei. para configurar o crime do art. 327 e §§ 1° e 2° do CP) com poder de disposição de verbas ou rendas. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal".

mv— RT699/344). ■ Tentativa: Admite-se. 1087). que a lei não autoriza: Pena — reclusão. para si ou para outrem. Exigir. ■ Consumação: Com a efetiva aplicação das verbas ou rendas.8. é prefeito municipal. ■ Tipo subjetivo: E o dolo. Econômica e contra as Relações de Consumo).5. compete à Justiça Comum e não à Federal.78.079/50. do Decreto-Lei n° 201/67. caracterizando ilícito penal o desvio para fim diverso (TJRJ. Se o funcionário desvia. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. 514). vide CP. ■ Confronto: Se o agente é Presidente da República. que consiste na vontade livre e consciente de dar aplicação diferente. mas em razão dela. o mínimo da pena . ■ Prefeito municipal: O ernprego de subvenções. DJU 5. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". ■ Competência: O processo pelo emprego irregular de verba federal. 59 da Lei n° 4. ■ Pena: E alternativa: detenção. Se o agente .320/64 (STF. em proveito próprio ou de outrem. e não por lei. e multa. 2978). RHC 55. auxílios ou recursos de qualquer natureza deve fazer-se com estreita observância de sua destinação específica. ou multa.397/76. v. ■ Ação penal: Pública incondicionada. DJU 6. p.81. direta ou indiretamente. que deu nova redação ao art. 315 exige (STF. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena — reclusão. § 2 2. Não há punição a título de culpa.Arts. 327. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. o mínimo da pena cominada ao excesso de exação (§ 1 2 ) passou a ser superior ao mínimo da pena da concussão (caput). 315 do CP não foi revogado pelo art. EXCESSO DE EXAÇÃO § 1 2 . art. Concussão (caput) ■ Alteração: § 1 9 com redação dada pela Lei n° 8. é este que foi afetado (TFR. Observe-se que. Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. art. ■ Estabelecida em lei: Se o orçamento fora aprovado por decreto do próprio Poder Executivo. p.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. § 2°. ■ Vigência: O art. p. ou. 11 da Lei n° 1. E desnecessário que a conduta seja patrimonialmente danosa à Administração Pública. CONCUSSÃO Art. e multa. art. e multa. 315 e 316 Código Penal 628 ou atos administrativos (Lições de Direito Penal — Parte Especial. 316. função de direção ou de assessoramento. de dois a doze anos. com essa alteração. já tendo a verba sido entregue pela União ao Estado. de dois a oito anos. 1965. art. IV. vantagem indevida: Pena — reclusão. doada a Estado com finalidade específica. 1° da Lei n° 6. 1°. falta o requisito que o art. 7380).991. Ill. enquanto o máximo da primeira ficou igual ao máximo da segunda. quando devido. Figura qua/ificada Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. RT617/396). HC 4. de três a oito anos. Igualmente. de um a três meses. pois.942.

■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ■ Tipo objetivo: O núcleo previsto é exigir. demandar. 1. que consiste na vontade livre e consciente de exigir vantagem que sabe ser indevida. 35/91. e multa.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. Portanto. vide art. de excesso de exação (§ 1 ° deste art. E indispensável que o funcionário faça a exigência em razão dela (função pública). II. p./91).629 Código Penal Art. Contudo. RT601/409). "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". ordenar. demanda) tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. impor. ■ Sujeito ativo: Igual ao do caput. e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "para si ou para outrem".modalidade: pune-se a conduta do funcionário que exige (reclama. Trata-se de uma incongruência do legislador. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito passivo: O Estado. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. ■ Tentativa: HUNGRIA entende ser inadmissível ( Comentários ao Código Penal. out. IX. Como assinala MAGALHÃES NORONHA. 327 e §§ 1° e do CP). desde que cometa o crime em razão da função. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Confronto: Se a concussão é praticada "para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social. obviamente. ■ Tipo objetivo: O excesso de exação é previsto sob duas modalidades distintas: exigência indevida e cobrança vexatória. o particular pode ser co-autor ou participe. "A pressa em punir e os atropelos do legislador". 17 do CP. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. que tem o sentido de reclamar. A exigência deve ser para si (para o agente) ou para outrem (terceira pessoa). Na doutrina tradicional é o "dolo específico". vide ROBERTO DELMANTO. ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. ■ Consumação: Com a efetiva exigência. independentemente do recebimento da vantagem (crime formal). 3°. Caso a Administração Pública seja a beneficiada. arts. 316). Econômica e contra as Relações de Consumo). Note-se que a ação incriminada na concussão é exigir e não receber. Não há modalidade culposa. 316 imposta ao excesso de exação (§ 1°) passou a ser superior ao mínimo da pena do excesso de exação qualificado (§ 2Q ). como tal. a exigência consuma o crime e o recebimento da vantagem exigida é mero exaurimento. 362). Entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. a vantagem ilícita. considerando-se. sempre que a infração preencher os requisitos da fiança (Caso DELMANTO. Assim. Excesso de exação (§ 1°J ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. de natureza econômica ou patrimonial. de dois a oito anos. in Revista do Advogado. são indevidos . AASP. da Lei n° 8. a entidade de direito público e o particular prejudicado. A exigência pode ser explícita ou implícita. ■ Pena: Reclusão. v. imediata ou futura. ou cobrá-los parcialmente". 1959. embora ela Mossa ser imaginada por nós. pois tanto a concussão( caput) quanto. in RF 266/115 e RT 526/479. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. 514 do CPP. depois. A vantagem deve beneficiar o próprio agente ou terceira pessoa (vide Tipo subjetivo). o crime será outro. O que o agente exige é vantagem indevida. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. a figura qualificada do excesso de exação são delitos mais graves do que o excesso de exação simples (§ 1°) (a respeito. naqueles casos em que a exigência não seja verbal. o agente não pode ser preso em flagrante quando vai. jurisprudência: STF. receber a vantagem anteriormente exigida. E pode ser feita de forma direta (pelo próprio agente) ou indireta (por meio de interposta pessoa). a entidade de direito público e a pessoa que sofre a concussão. ■ Sujeito passivo: O Estado. 29 e 30).

que a lei não autoriza. em proveito próprio ou de terceiro. podem ser lembrados: cobrança realizada de modo a humilhar o contribuinte. consumando-se com a só exigência (TJMG.80. Na doutrina tradicional é o "dolo específico" . e multa. após praticar a primeira modalidade do delito de excesso de exação (exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido). tão-só.319. alargar a figura do § 1°. TJSP. ■ Pena: Reclusão. TFR. DJU 12. RT 560/374. na cobrança. consumando-se com a exigência do agente. 18 do CP. ofensas morais ou físicas. RT725/546. 4150. 3.85. que causa vergonha) ou gravoso (que acarreta maiores despesas para o contribuinte). RT 519/407). TJPR. com a efetiva exigência. 316 (figura qualificada). DJU6.Art. RT735/721). IV. quando o agente vai receber o que exigira antes (TFR. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do § 1 2. ■ Objeto jurídico. 241). Figura qua//l/cada (§2Q ) ■ Alcance: Este § 22 diz respeito. Como exemplos de meios vexatórios. não se podendo. portanto. Não há modalidade culposa. o agente emprega (faz uso. e multa. § 2 2 deste art. embora devido (o tributo ou contribuição social). RT728/623. 312). O desvio precisa ser antes do recolhimento ao tesouro público. TRF da 3 2 R. que consiste na vontade livre e consciente de desviar a importância indevidamente recebida. O desvio (descaminho) deve ser em proveito próprio ou de outrem (vide Tipo subjetivo). 483/287). Ap. ■ Aplicação: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. ou porque excedem ao quantum legal" ( Direito Penal. função de direção ou assessoramento. Na escola tradicional é o "dolo genérico". o recebimento posterior é mero exaurimento da infração (STF. que consiste na vontade livre e consciente de exigir tributo ou contribuição social que sabe (dolo direto) ou deveria saber (dolo eventual) indevido (vide nota ao art. e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "em proveito próprio ou de outrem". Na segunda parte é apenas o dolo direto.6. RTJ71/651. o que recebeu indevidamente. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. ■ Tentativa: Admite-se. RJTJSP111/508. ■ Consumação: Com o efetivo desvio. Observe-se que a lei só se refere a "tributo ou contribuição social". ■ Confronto: Se o funcionário desvia. Não há forma culposa. ■ Pena: Reclusão. TJSP. 15341. não podendo haver prisão em flagrante dias depois. ■ Tipo subjetivo: O dolo.. ■ Consumação: Na primeira modalidade. 22 modalidade: incrimina-se o comportamento do funcionário que. Aqui. db três a oito anos. meio vexatório (humilhante. ao crime de excesso de exação previsto no § 1 2 (1 2 parte). 1995. ■ Ação penal: Pública incondicionada. com o emprego do meio não autorizado. sem dependência do recebimento. p. ■ Consumação: O crime de concussão é de mera conduta. ■ Tipo objetivo: Pune-se a conduta do funcionário que. senão poderá caracterizar peculato (CP. diligência aparatosa. RT487/271. art. que a lei não autoriza.726. ■ Tipo subjetivo: Na primeira parte do § 1° é o dolo. 327 do CP. 316 Código Penal 630 "porque não são determinados por lei. ■ Ação penal: Igual à do caput. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. Na segunda modalidade. sob o título Punição por culpa — parágrafo único). em face do princípio da reserva legal. o desvia. E crime formal. p. não obstante ser devido pelo contribuinte o tributo ou contribuição social. serve-se). HC 6. ou porque não os deve o contribuinte. em Figura qua//ricada especial Jurisprudência da concussão . v.9. ■ Tentativa: Admite-se. em vez de recolher aos cofres públicos o tributo ou contribuição social que recebeu indevidamente do contribuinte. p. TJMG. de dois a doze anos. E crime formal. alarde ou publicidade desnecessária etc. lança mão.

61013).. mv— DJU9. e não o de corrupção passiva. da Lei n 2 8. por fora. RT 755/605). Se não há "exigência". ameaçou-a de criar entraves à percepção do benefício (TRF da 4 á R. RHC 5. mas retardamento na prática do ato quando não atendida a pretensão (TJSP. pp. ■ Policial militar: Pratica concussão se exige para si vantagem indevida para "aliviar a barra" do larápio que conduziu à delegacia (TJDF. corrupção passiva (TJSP. 30264). caput (TJSP. mas só o seu recebimento. Pleno.858. para realizar operação em beneficiária da autarquia (TRF da 4 a R. ■ Concussão e prevaricação: Há concurso formal se o policial exige vantagem indevida para ignorar prática contravencional.779/SP. ■ Concussão e corrupção passiva: Comete o crime de concussão. e não o crime de concussão (TJSP. 316 do CP nada mais é do que uma espécie de extorsão (TJSP. RT 752/726). RT 685/307). RT628/343). que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4a R. DJU25. 698/342. RT783/775). Pratica concussão.12. A "insinuação sutil. 319). se não houve exigência de importância superior à devida. sem imposição.. 3/92. TRF da 3 R.. RT774/646). RT 765/535).647. p. a proposta maliciosa" não configuram concussão. Ap. a sugestão. ■ Desclassificação: Se não houve exigência de vantagem. a uma exigência implícita na conduta do funcionário público (STF.10. in RBCCr 21/306. RT750/595). in RBCCr6/232). cometido por funcionário público. Há concussão. RTJ93/1023). é corrupção passiva (CP. Pratica corrupção ativa. DJU 1. sendo comunicável tal circunstância elementar do delito ao co-autor que não ostente esta condição (TJSP. p. RT 388/200. mas "solicitação". 316 razão da função pública (TJPR. RJTJSP 173/313). Para a concussão não importa examinar se havia ou não contravenção. ■ Concussão e corrupção ativa: Pelas mesmas ações são incompossiveis os crimes de corrupção ativa praticados pelo particular e de concussão cometidos pela autoridade pública (STF. 0 crime de concussão é crime funcional. exige pagamento de importância que não lhe é devida. II.94. para a prevaricação é pressuposto haver a contravenção (STF. TJPR. 736/618). PJ46/176. conveniado com a Previdência Social. mas por entender tratar-se de quantia devida e necessária para a expedição do documento (TJMG. mas. o médico credenciado ao INSS que. 704/329. e não corrupução passiva se. nas circunstâncias do fato. quando muito. art.8. 317) e não concussão (TJSP. devendo sempre existir prova da exigência. e não corrupção passiva.137/90. Ap. embora formalmente partida do particular. 8738-9.3. ■ Prova da exigência: Para a caracterização do crime de concussão é indispensável que o funcionário público exija vantagem indevida. RT 653/395). mas o efetivo recebimento da vantagem "pode ser considerado na medida da pena" (TJSP. Desclassifica-se para o delito de prevaricação (CP. 3 2 .. em razão de sua função de fiscal de rendas. já que a vítima cede mediante constrangimento moral invencível (TJSP.94. a oferta da vantagem indevida corresponde. DJU 5. 62812-3. APn 29. 74. RT 792/611). p. Comete corrupção passiva o funcionário público que apenas solicita valor indevido para a expedição de cédula de identidade.97. ■ Confronto com Crime contra a Ordem Tributária: 0 funcionário público que. ■ Hospital ou laboratório: Incide no crime de concussão o responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. não se configura o crime previsto neste art.93. RT 585/311). RT779/548). RT525/324). posto que o crime do art. art. sem que a vítima tenha cedido à exigência exclusivamente por temor. o servidor do INSS que. e não concussão. o médico credenciado ao INSS que solicita importância em dinheiro. 316. exige dinheiro para não lavrar o auto de infração e imposição de multa.631 Código Penal Art. comete o delito do art. TJSP. ou seja. ante a recusa de pensionista em ceder à exigência de pagamento para dar tramitação a processo administrativo. . ■ Concurso de pessoas: Particular pode ser participe de concussão (STJ. para a realização de cirurgia imprescindível em paciente segurado pela Previdência.

DJU26.. é tão-somente falta funcional (TJMG.. que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4 2.. . residente na zona rural. cumpre pena em estabelecimento penitenciário estadual (STF. IBCCr91 /456. APn 29. a título de reembolso do táxi. ■ Pena-base: Não se justifica o aumento da pena base em razão do crime ter sido cometido em detrimento de instituto público. RT 535/259). ■ Serventuários da justiça: Há acórdãos admitindo que o art.3. no caso de responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. ■ Erro: Não há crime se o agente supõe. RT775/712.Arts.R. 316. p.. valendo-se da função que exerciam. 95. RT 505/348). 316 e 317 Código Penal 632 ■ Médico: E atípica a conduta do médico que faz acordo com paciente no sentido de serem ressarcidas as despesas de uso de aparelho em cirurgia feita em hospital público (TRF da 4 2 R. RT761/565. não há concussão. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 3 2 R. RT 775/697). por força do art. TJSP.4. de 12 de novembro de 2003 (vide Anexo XI).920-5/SC.01. HC 492. ■ Falta funcional: Simples pedido de oficial de justiça ao citando. RTJ 94/31. mv — DJU 9. da Corregedoria de Justiça (TJMG. 316 do CP não se aplica aos serventuários deste (TJSP. in Bo1. 50. DJU 13. 18 do Decreto-Lei n° 115/67 (STF.00. 317 foi alterada pela Lei n° 10. direta ou indiretamente. p. apoiada em decreto estadual.04.96.11. ■ Desembaraço aduaneiro: Não caracteriza excesso de exação a exigência. Jurisprudência do excesso de exação (anterioràatua/redação dada pe/aLein 4 8.6. 4.13. 8738-9. visto que a gravidade do crime com relação ao bem jurídico afetado é inerente ao próprio tipo penal (TRF da 2 2 R.94. RT735/721). HC 492. equipara-se a pura cobrança (TACrSP.94. p. do pagamento do ICMS para efetuar o desembaraço de mercadorias importadas. RJTJSP 111/549).. ainda que fora da função ou antes * A pena prevista para o crime deste art. por falta de dolo. no crime de excesso de exação. 30917). até que o juiz da comarca baixe norma determinando deva ser seguida a tabela oficial. contra pacientes internados na referida instituição. j. pela autoridade administrativa. que agiram em nome do Poder Público. ■ Competência: Tratando-se de agentes federais. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento do crime de concussão ou de corrupção passiva que tem como sujeito passivo secundário indivíduo condenado pela Justiça Federal. Igualmente. que a exigência é legítima (TJSP. RJTJSP 85/367). contra: TRF da 4 2 R. RT758/486).763. in RBCCr 17/358).137/90) CORRUPÇÃO PASSIVA Art.6. DJU 14. o dolo (TRF da 2 2 R. ■ Exigência: A exigência. pp. conveniado com a Previdência Social.94. por erro. por força de delegação legal. RT633/327).4. Solicitar ou receber. 87195.00. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento de crime de concussão praticado por médico de hospital conveniado ao SUS. Ap. p. 317. Pleno. RT 775/674).858. poiso art. para si ou para outrem. TJRS.. in RBCCr 6/232). houve lesão a interesse da União. como tipo subjetivo.019017-0/RS. consistente na cobrança indevida de taxas extras pela prestação de serviços médico-hospitalares (STJ. Jurisprudência do excesso de exação ■ Tipos objetivo e subjetivo: O excesso de exação tem como tipo objetivo a exigência de tributo ou contribuição e. 30917). HC 2000.. ■ Serventuários extrajudiciais: E atípica a cobrança excessiva de custas e emolumentos por escrivão de cartório extrajudicial. não se aplica a eles. não obstante se trate de matéria sumulada pelo STF (TRF da 2 2 R. DJU 14. § 1 2 .04. JM 131/456). que. ■ Serventuários extrajudiciais: Se o oficial ou escrivão faz a cobrança de emolumentos de acordo com a tabela expedida por sindicato dos notários e registradores. ou só é cabível em caso de reincidência.

aceitar promessa (anuir. e multa. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. § 2 2 . 1103. ■ Transação: De acordo como art. . b. em conseqüência da vantagem ou promessa. E imprescindível. de 12. ■ Sujeito passivo: O Estado. p.02. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. entrar na posse). "as gratificações usuais. no art. Indevida é a vantagem que a lei não autoriza. E indiferente. IX.11. mas em razão dela. Em face do princípio da isonomia (art. recebimento ou aceitação de promessa. 29 e 30).5 22 . caput. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. recebimento ou aceitação deve ser para a prática ou omissão de ato inerente à sua função. cabe no . como dinheiro ou qualquer utilidade material ( HuNGRIA. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. p. A pena é aumentada de um terço se. de um a oito anos. IV. o particular pode ser co-autor ou partícipe. Direito Penal. O objeto material é a vantagem indevida. Lições de Direito Penal — Parte Especial. solic/tar(pedir). que seja em razão dela (função pública do agente). vantagem indevida. a partir da vigência da Lei n° 10. § 22 .259. por serviços extraordinários (não se tratando. deve ser para si (para o próprio agente) ou para outrem (vide Tipo subjetivo). 333 do CP. v. Contudo. de ato contrário à lei). Corrupção passiva (caput) ■ Remissão: A corrupção ativa é prevista.099/95). a transação cabe no § deste art. 100 do CP. ainda que haja incidência do art. § 1 2.633 Código Penal Art. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. A solicitação tanto pode ser feita expressamente como disfarçada ou veladamente. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). desde que pratique o crime em razão da função pública. 0 que se pune é o tráfico da função pública. no mesmo sentido: H. ■ Tipo objetivo: São três as ações previstas: a. c.259/01. v. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 1965. 1995. A solicitação. 5 2 .2003. entendendo-se ser apenas a vantagem patrimonial. Todavia. 89 da Lei n° 9. 327. Lições de Direito Para fatos posteriores a 12. Assim. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena — reclusão. não mais caberá a suspensão. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. especialmente a sua moralidade.01. v. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. divide-se a doutrina. 1959. Comentários ao Código Penal. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. não podem ser consideradas material de corrupção" ( HUNGRIA. com infração de dever funcional. como infração separada e independente. se não houver incidência do art. 317 passou para reclusão. 317 de assumi-la. e multa (vide Anexo XI). em vigor a partir de 12. receber (aceitar. entendemos que. 1959. que a contraprestação visada seja ato legal e regular (será a chamada corrupção imprópria) ou não (neste caso. 370. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. Comentários ao Código Penal. § 22 . arts. ainda que fora da função ou antes de assumi-la.1. de três meses a um ano. A respeito. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. MAGALHÃES NORONHA. IV. Assim. do CP (art. porém. como ressalva a doutrina. IX. 250). a solicitação. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena — detenção. é bem de ver. da CR/88) e da analogia in bonam partem. p. parágrafo único. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 327. a entidade de direito público e a pessoa prejudicada. E pode ser solicitada direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente ( mediante interposição de outra pessoa). ainda que combinado com o § 22 do art. sempre. do CP. 2°. p. 327. 370) ou qualquer espécie de benefício ou de satisfação de desejo (H. haja ou não procedimento especial. FRAGOSO. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. de pequena monta. v. concordar com a proposta). denominada corrupção própria). FRAGOSO. com pena máxima até dois anos. Se o funcionário pratica. da Lei n° 10. 317.7. ou multa. já que a pena do caput do art.

■ Em razão da função: Não se tipifica o crime deste art. art. O agente transige em seu dever não por visar a uma vantagem direta. por indulgência. FRAGOSO. Manual de Direito Penal. RT791/589). ■ Pena: E alternativa: detenção. vide nota acima. Nas formas de receber e aceitar. 333 do CP (corrupção ativa). in RF 266/115 e RT 526/479. p. mas em razão dela. de forma que não é possível a condenação dos passivos. de três meses a um ano. v. 317 se a execução dos atos não era inerente à função e ofício do funcionário (TJSP. deve ficar demonstrado que o acusado iria. na hipótese. deixa de praticar qualquer ato de ofício (omite). com infração de dever funcional (vide nota ao § 1 2). art. art. A doutrina tradicional divide-se. IV. 1965. v. p. 320. em conseqüência da vantagem ou promessa (vide nota ao caput). 1995. efetivamente. IV. em responsabilizar subordinado. deixa de praticar ofício. o princípio da insignificância ou da bagatela". ou multa. já que se trata de crime formal de mera conduta (TJSP. de um a oito anos. Na modalidade de solicitar. Figura privi/egiada (§ 2°) Figura qua/ificada especial Jurisprudência . p. Entendemos que se faz necessária. ou retarda ato de ■ Noção: Nesta figura. b. v. Direito Penal. Jurisprudência Criminal. 514). p. IV. 1965. MIRABETE. MAGALHÃES NORONHA. HUNGRIA. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. quando os corruptores ativos foram absolvidos (H. 1995. jurisprudência: STF. Ill. do CPP ( CELSO DELMANTO. sob igual título. há exigëncia do agente. 314). sob o título Sujeito ativo. 1996. 316. c. 1959. função de direção ou assessoramento. v. 317 Código Penal 634 Penal — Parte Especial. e Júuo F. ■ Ação penal: Igual à do caput. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. 135. ■ O recebimento é infração bilateral: Na modalidade de recebero crime é bilateral. pouco importa que o agente não tenha assumido função pública ou que não tenha recebido qualquer forma de pagamento. a quem lhe interessa agradar ou adular. art. . mv — RT 774/570). a apresentação da defesa preliminar (CPP. retarda (atrasa) ato de oficio. 17 do CP. em razão da atual redação do art. 514). mas o faz cedendo a pedido ou influência de outrem. recebimento ou aceitação. 251.Art. ■ Pena: Reclusão. há a prática. p. ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. e o elemento subjetivo do tipo implícito na expressão "para si ou para outrem". assumi-la (TJSP. ■ Confronto: Se. vide CP. v. Não há forma culposa. 333). p. I. do CP (concussão). ■ Concurso de pessoas: Quanto à co-autoria ou participação de particulares. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ca put. ■ Consumação: Com a efetiva solicitação. 323. Direito Penal. FRAGOSO. n 2 114). ou seja. ou pratica infringindo dever funcional (pratica ato que viola dever de sua função). Embora o crime possa ser praticado antes mesmo de o agente assumir função pública. 1995. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Comentários ao Código Penal. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. ■ Confronto: Se transige. IV. Ocorre quando o funcionário. v. IX. 1105. e multa. Figura qualificada (§ 1°) ■ Noção: É a chamada corrupção própria exaurida. IV. o funcionário pratica. indicando o "dolo específico" ( MAGALHÃES NORONHA. DAMÁSIO DE JESUS. RJTJSP99/428). mas em razão de pedido ou influência de terceira pessoa. 0 corruptor incide no art. 251) ou "genérico" (H. v. vide art. 1979. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. 327 do CP. para quem "aplica-se. em tese. 371). em vez de solicitação. ■ Tentativa: E discutível a sua admissibilidade. v. RTJ 114/1052). ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. Direito Penal. p. I. por outra pessoa. efetivamente: a. do crime de corrupção ativa (CP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 1106.

RT 761/592). ■ Corrupção passiva e falsa perícia: A simples solicitação de vantagem indevida formulada por perito caracteriza o delito de corrupção passiva. 317 se a importância não foi recebida para si ou para outrem. e não por indulgência. 785-4/DF. e multa. pois. p. mas em proveito do próprio serviço público (TJSC. sem dele participar diretamente. DJU 7. empresta ares de legalidade à cobrança indevida de valores para expedição de cédula de identidade civil (TJMG. RT783/756.94. 334): Pena — reclusão. em virtude da aceitação de promessa de vantagem. Inq. ainda que o corruptor ativo não seja condenado (TJSP. DJU 14. RCr 901. FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO Art.79. TRF da 4 2 R. RT718/372). JSTJ e TRF6/354). em razão de suas funções (TJSP. ■ Consumação: Na forma de solicitar é crime de mera conduta e seu momento consumativo se dá com a simples solicitação da vantagem indevida (STJ. RT774/646). RT 389/93. No mesmo sentido: STF. ■ Pedido de reembolso: Não configura crime a solicitação de importância pequena. o agente funcionário deve ceder a pedido ou influência de outrem. ■ Corrupção passiva e contrabando: Policiais que. mas mera solicitação de propina. ■ Ato de ofício: Para a configuração da corrupção passiva deve ser apontado ato de ofício do funcionário. não praticam co-autoria de contrabando. sendo irrelevante a concordância da pessoa a quem dirigida a solicitação ou a entrega concreta e material daquilo que foi solicitado (TJSP. o delito seria o do art. j. 13. ■ Corrupção passiva e concussão: Se não houve exigência por parte do agente. nem mera facilitação deste crime. TJSP. mesmo fora do horário de serviço.10. 3. .. j. ciente da conduta delituosa perpetrada por sua concubina e subordinada. p. RT 686/320. ■ Vendas de carteira de motorista: Vendida por funcionário público é corrupção própria (§ 1 2 ) e não estelionato. mv. TJSP. RT 579/306).95. não se tipifica se a vantagem desejada pelo agente não é da atribuição e competência do funcionário (TJSP. ■ Figura qualificada do § 1 2: Há quando o funcionário. mas sim corrupção passiva (TRF da 2 2 R. RT 734/646. RT 736/618). 317 e 318 ■ Concurso de pessoas: Caracteriza-se a participação no comportamento omissivo penalmente relevante do réu que. 320 do CP (TFR. omite-se. 10363). 5574). de três a oito anos. RT 536/306).. RJTJSP 104/426. p. APn 307-3-DF. Facilitar. na prática de atos de seu ofício. ■ Vantagem impossível: Embora o crime seja de natureza formal. in Bol IBCCr 99/516. para reembolso das despesas feitas com combustível na realização de diligência (TJSP.12. ■ Competência: Corrupção passiva de patrulheiro federal é da competência da Justiça Federal (TJSP. mv. configurador de transação ou comércio com o cargo então por ele exercido (STF. Pleno. caso Collor). 761/592).82. ■ Em proveito da administração: Não configura o art. ■ Figura privilegiada do § 22 : Para a sua configuração. com infração de dever funcional. RT 784/741. RJTJSP 160/306).635 Código Penal Arts. é corrupção passiva e não concussão (TJSP. nesta última hipótese. sob pena de trancamento da ação penal por falta de justa causa (TRF da 1 2 R. RT 702/337). ■ Denúncia: Deve descrever a relação entre a "vantagem econômica" recebida ou aceita e a prática ou omissão de fato inerente à função pública do agente. a prática de contrabando ou descaminho (art. 11. 526/356. RT 686/319).11. RT 538/324. DJU 27. 8. RT 527/406).656. como delegado de polícia e responsável pelo serviço de identificação civil.7. infringindo o dever funcional (TFR.12. efetivamente. Ap. sendo a eventual falsidade do laudo mero exaurimento e configurando causa especial de aumento de pena do § 1 2 (TJSP. recebem vantagem ilícita para fazer segurança de contrabando.. ■ Gratificação: Excluem-se da incriminação de corrupção pequenas doações ocasionais recebidas pelo funcionário. 648/265). 318.00.

não pode conduzir à conclusão da ocorrência do delito do art. DJU 18. ■ Pena: Reclusão. ato de ofício. 17895-6).137/90 (Lei dos Crimes contrabando contra a Ordem Tributária.985.84. ainda. se não houver transgressão do dever de sua função. 334 do CP. 16966). p. ■ Consumação: Consuma-se o crime do art. concernente à vistoria na oportunidade da saída do cais. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nota ao art. sendo o processo da competência da Justiça Federal. afastar dificuldades) da prática de contrabando ou descaminho (vide nota ao art. que o agente viole o seu dever funcional (TFR. auxiliar. o dever funcional de reprimir o contrabando ou descaminho (TER. cuidando-se de pena máxima cominada não superior .9. DJU 25. RT 616/386. que consiste na vontade de facilitar. ■ Mero descumprimento: O simples fato de descumprimento do dever funcional. o particular pode ser co-autor ou participe. RE 93. 318 do CP (TFR.5. 318. 2. ■ Tipo objetivo: Incrimina-se a facilitação (tornar fácil. 319. não se estende ao crime de facilitação deste art. Ap. pois se exige. Ap. 6. com dever funcional de repressão ao contrabando ou descaminho. 4157).02. 334). ■ Consumação: Com a efetiva facilitação. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). Econômica e contra as Relações de Consumo). ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. e multa.7. no crime de contrabando ou descaminho (CP. art. A facilitação precisa ser com infração de dever funcional do agente. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. 327 do CP. PREVARICAÇÃO Art. pelo pagamento dos tributos. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". e multa. independentemente da consumação do contrabando objetivado pela conduta (STF. indevidamente. ■ Competência: E da Justiça Federal. vide § 22 do art. pp. 334 do CP).921. p. arts. ainda que não se consume o contrabando ou descaminho. 0 agente deve ter. 318 com a efetiva facilitação.6. RTFR 61/104). da Lei n° 10. ■ Sujeito passivo: O Estado. DJU 6.1. RT 410/123). No entanto. em vigor a partir de 12. Ap. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: No caso de ocupante de cargo em comissão. Prevaricação ■ Transação: De acordo como art. de 12. 318 e 319 Código Penal 636 Facilitação de ■ Alteração: Pena de reclusão aumentada pela Lei n° 8. TFR. 318. com consciência de estar infringindo o dever funcional. função de direção ou assessoramento.01. oudescaminho ■ Noção: O CP destaca.83.428. ■ Extinção da punibilidade: A extinção da punibilidade do descaminho. de três a oito anos. por lei. p. 6028). ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Ação penal: Pública incondicionada.86.10. com infração de dever funcional.259. que lhe seja conexo (STF. 5.Arts. como figura especial. poderá haver participação no crime do art. Não há forma culposa. de três meses a um ano.896. A conduta pode ser comissiva ou omissiva. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena — detenção. mas não a caracterização da presente figura do art. a participação de funcionário público. 29 e 30). pois.80. ainda que o funcionário seja estadual (TJSP. Retardar ou deixar de praticar. 2 2 . ■ Sujeito ativo: Não basta a condição de funcionário público. parágrafo único. DJU 6.

p. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. como na de produção de açúcar e álcool (art. ■ Tipo objetivo: São três as modalidades previstas: a. Inq. RT 537/269. in RBCCr3/258. Pleno. ■ Consumação: Com o efetivo retardamento.259/01. b.96. p.5. ou seja. e não por erro ou dúvida de interpretação do agente (TFR. Assim. caput. TRF da 4 a R. v. ■ Ação penal: Pública incondicionada.991. ou seja. § 22. Na prevaricação. 327. vide § 22 do art. se praticado. função de direção ou assessoramento. ato de ofício. Naturalmente. ódio. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe.637 Código Penal Art. Comentários ao Código Penal. a transação cabe neste art. finalidade que marca o dispositivo e o diferencia de outros delitos contra a Administração Pública (vide Tipo subjetivo). IX. Praticá-lo contra disposição expressa de lei.. não haverá este crime se o agente retarda ou omite ato de ofício que. 5 2 . DJU 14. TJSP. O funcionário pratica o ato. CEsp. mesmo que haja combinação com o art. c. delonga. não pratica. Na última modalidade (c). ou para satisfazer interesse. 327. RCr 895. 44. e o elemento subjetivo do tipo expresso pela especial finalidade de agir ("para satisfazer interesse ou sentimento pessoal"). 376). Deixar de praticar. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 1958. embora haja expresso mandamento legal em contrário. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. 100 do CP. a vontade livre e consciente de praticar as ações ou omissões indicadas.93. e multa.099/95). mas não na omissiva. Em face do princípio da isonomia (art. Retardar. 89 da Lei n°9. omissão ou prática. v. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Nas duas primeiras modalidades (a e b). IV. de três meses a um ano. 327 do CP. 59. Não há punição a título de culpa. RT727/439. 9262. ato que transgride disposição expressa constante de lei (não de regulamento). injustificado ou ilegal. p. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Tentativa: Admite-se na forma comissiva. ■ Confronto: Há delitos semelhantes em outras leis penais especiais. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Ato de oficio "é aquele que se compreende nas atribuições do funcionário. haja ou não procedimento especial. STJ. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nossas notas ao art. definitivamente. 10363). 319 a dois anos. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. ■ Pena: Detenção. ou seja. ato administrativo ou judicial" ( MAGALHÃES NORONHA. indevidamente. e. 258). a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. RJDTACr 11/196).10. 327 e §§ 1 2 e do CP).82. 23 da Lei n° 7. o ato.: retardar a prestação de contas para encobrir seu próprio desfalque). a partir da vigência da Lei n 2 10. poderia acarretar a responsabilidade penal ou administrativa dele próprio (ex. não praticando o ato em tempo útil ou excedendo os prazos legais. ainda que combinado com o § 22 do art. de modo indevido. O funcionário atrasa. Direito Penal. ato de ofício. há prática de ato. art. do CP (art. p. TACrSP. DJU 17. 319. a conduta é para satisfazerinteresse ou sentimento pessoal (de natureza material ou moral). 3 2 do Decreto-Lei n° 16/66) e na do Sistema Financeiro Nacional (art. DJU 17. 25005. sendo necessário que a prova revele que a omissão decorreu de afeição. entendemos que. O agente omite. in RBCCr 15/410. A prevaricação exige "dolo específico". Inq. indevidamente. ■ Tipo subjetivo: O dolo. com pena máxima até dois anos. 1995. ■ Tipo subjetivo: 0 interesse ou sentimento pessoal é essencial à tipificação (STF. ou em sua competência. a omissão ou retardamento é feito indevidamente. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. sim.4. "escoimada de qualquer dúvida ou obscuridade" ( HUNGRIA. RTJ 111/289. 514).492/86). mas não é ato de seu dever. contemplação. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. p. Não se pode dizer que se omitiu .

■ Requisitos da denúncia: A denúncia precisa indicar qual a omissão e sua natureza. pois não está dentro das . delegando-os aos juízes classistas (TRF da 52 R. pois mera negligência não caracteriza o delito (TJMG. comodismo. DJU 19. TJSP. pois ausente o dolo específico consistente em satisfazer interesse ou sentimento pessoal (TACrSP. Inq. RTJ94/1. 0 erro ou a simples negligência não configura o delito (TAPR. redigida no plural.12. ficar demonstrado que agiu movido pelo senso de cumprimento do dever. RTJ 94/25 e 41). RT 543/342.8. mv— RT 714/431. in RBCCr2/242. em face do princípio da insignificância. 69/209).. por parte de prefeito. RT774/713. A recusa em cumprir requisição para prestar informações ao Ministério Público não caracteriza o crime do art. para consecução de tarefas mais importantes. pode significar a administração como um todo (TJSP. devendo a prova dos autos revelar que o ato comissivo decorreu de afeição. ■ Juiz do trabalho: Não comete o crime deste art. inexiste crime de prevaricação (TRF da 1 2 R. o juiz presidente de Junta que. p. Julgados 71/320. que os requisita para prestar serviços em inquérito civil.363. RT622/296). TRF da 4 2 R. TJSP. a boa ou má interpretação que dá à lei não basta para configurar (STF. ■ Ato de ofício: É imprescindível que o agente esteja no exercício da função (TACrSP. 1BCCr 89/439. preguiça. HC 5. p. se havia duas versões e optou por tomar as providências indicadas por uma delas (TACrSP. Além do dolo específico. Servidores estaduais que deixam de atender ordem de Procurador da República. pela inexistência de norma legal que imponha o acatamento da aludida requisição (TRF da 32 R. Não há crime de prevaricação na conduta de quem omite os próprios deveres por indolência. 319 (STF. embora de ofício.Art.93. p. ■ Contra disposição expressa de lei: Na modalidade de praticar ato contra disposição expressa de lei. RT 520/368). 319 Código Penal 638 por sentimento pessoal. 13421. ■ Falta disciplinar: Não basta para a tipificação. TJSP. é necessário que antes se defina a própria legitimidade da norma legal que veda o ato incriminado (TJSP. RT486/357). TJSP.479-SP. se a conduta foi por interesse ou por sentimento pessoal. pois foram retirados depois de representações junto à Câmara Municipal e a frase. por ausência de competência na sua esfera de atribuições. TAPR. DJU 26. in RBCCr 20/398). 319.178. ódio ou contemplação para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. RT 486/356)... se. 93. p. sendo indispensável o elemento subjetivo do art. RT728/616-7).03.066254-2).4. RT780/656). RT 589/436. 319. Julgados 71/290. RT612/310). ■ Prefeito: A utilização da frase "estamos com você" e de símbolo próprio. RF256/361). Prefeito que expede medida provisória não pratica ato de ofício. TACrSP. deixa de praticar atos. em placas de obras públicas. não há falar em prevaricação.00. ■ Dificuldades burocráticas: Não se confundem com retardamento doloso (STJ. é necessária a consciência de que o ato praticado contraria expressa disposição legal. RT749/677). STJ. DJU 28. JSTJ e TRF68/377. Pleno. RT612/310. ao contrário.2. 40764. ■ Desídia: Mera desídia não configura (TRF da 1 2 R. in Bol. RT725/681). sem o propósito deliberado de retardá-los (TACrSP. RT 544/347). Se a ordem judicial não pode ser materialmente cumprida pelo servidor. JSTJ e TRF68/377. DJU 3.. TACrSP. TJMT.. 319 (STF. pois são elementos necessários à configuração do delito do art. erro ou negligência. RT 507/399). Ato de ofício é todo ato que corresponde à competência e atribuição do funcionário (TACrSP. RT732/650). 67424. HC 23. RT 728/540). não praticam prevaricação.92.97. ■ Erro: 0 erro ou desatenção na interpretação da lei pode excluir o crime. E indispensável que o ato retardado ou omitido se revele contra disposição expressa de lei (TACrSP. RJDTACr 30/349). quanto ao juiz. RHC 8. 157 (96. ■ Animosidade: O retardamento por animosidade ao solicitante revela satisfação de sentimento pessoal (TJSP. não configura prevaricação. in RBCCr 1/228. RT 767/643).

não se podendo falar. RT719/426). é imprescindível a notificação prévia do acusado para apresentar resposta (CPP. não há se falar em prevaricação (TACrSP. o serventuário da justiça que retarda atos de ofício para satisfazer interesse próprio. configura-se o art. 5 2. 748/639). Pratica prevaricação delegada que. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena — detenção. HC 11.3. 3891). nesta qualidade. 2 2. haja ou não procedimento especial.259/01. DJU 12. da Lei n°10.1. RT746/560).7.01. a partir da vigência da Lei n° 10. sob o título Juizados Especiais Criminais . com pena máxima até dois anos. o delito (TRF da 1 2 R. ■ Prevaricação e peculato: Não pratica peculato. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Deixar o funcionário. 514).161. 100 do CP. contrariando o disposto no art. se a ordem descumprida diz respeito à sua atividade funcional propriamente dita. em caso de porte ilegal de arma. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. inclusive por não ter causado dano (STJ. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação. tenham ou não procedimento especial [vide nota no art. agindo como particular. j. o delegado pode juntar os documentos que entenda pertinentes aos fatos da investigação..89). 4. tipifica-se o art. 319 (STJ. deixa de lavrar termo cricunstanciado ou instaurar inquérito e devolve a arma apreendida. mv — RT 772/677). mv — RT 505/305). 330 do CP. ■ Absorção: A prevaricação não pode absorver crime mais grave (TJSP. de prática do delito do art. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. RJDTACr 27/218). ou multa. HC 11. considerando seu poder discricionário. entendemos que. reconhece firma posta em certificado de registro de veículo sem a presença de seu signatário. para satisfazer sentimento ou interesse pessoal. Devendo buscar elementos que sirvam de base à instauração da ação penal.02. art.307. e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP. ■ Delegado de polícia: Inexistindo norma que o obrigue a autuar em flagrante todo cidadão apresentado como autor de ilícito penal. ■ Funcionário de tabelionato: Comete o crime se. ■ Oficial de Cartório de Registro de Imóveis: Os mandados judiciais não estão dispensados do controle administrativo feito pelo oficial em todos os títulos que lhe são endereçados. ■ Mandado de segurança: O descumprimento por autoridade administrativa de sentença proferida em mandado de segurança configura. RT 728/540.90.639 Código Penal Arts. de quinze dias a um mês. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. 319 o funcionário público que. de 12. CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Art. o que torna a sua conduta atípica. Condescendência criminosa ■ Transação: De acordo com o art. em vigor a partir de 12. 320.1. nesta hipótese. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Ação penal: Nos crimes funcionais. para satisfazer interesse pessoal e sentimento de amizade amplamente comprovados (TJRO. RT708/374). quando lhe falte competência. 319 e 320 atribuições de seu cargo. em tese. por indulgência. visando evitar queixas infundadas contra servidores públicos (STJ. caput. RT783/588). não se caracterizando prevaricação se argüiu dúvida quanto à capacidade das partes ou a requisito formal (TACrSP. ■ Prevaricação e desobediência: Se o ato de desobedecer não se refere às atividades exercidas pelo funcionário. deixa de cumprir ordem legal. Pratica o delito do art. 369 do CPC (TACrSP RT 781/613). da CR/88) e da analogia in bonam partem. caracteriza-se o crime de desobediência (TAMG. parágrafo único. p. nem mesmo o de uso. 319 (TACrSP. mas prevaricação.259. RJTJSP 106/429).

RT701/321). Embora não tenha competência para responsabilizar o infrator. de 12. a transação será cabível também para crimes de competência da . de quinze dias a um mês. ■ Tentativa: Inadmissível. 513 e ss. 327. 320. § 2 2 . ■ Consumação: Com a omissão. b. caput. direta ou indiretamente.099/95). mesmo havendo procedimento especial (CPP. 320 (TACrSP. Em face do princípio da isonomia (art. § 22 . valendo-se da quali dade de funcionário: Pena — detenção. 319 do CP. ■ Sujeito passivo: O Estado. interesse privado perante a administração pública. não promove a apuração da falta nem aplica ao subordinado as cominações legais. Se o interesse é ilegítimo: Pena — detenção. por tolerância ou condescendência (vide Tipo subjetivo). em vigor a partir de 12. a partir da vigência da Lei n° 10. entendemos que. 0 agente. consistente na vontade livre e consciente de omitir. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Assim. Não há forma culposa. Não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. É pressuposto do delito que o subordinado haja cometi do infração (administrativa ou penal) no exercício do cargo. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA Art.).Arts. ■ Transação: De acordo com o art. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. Tratando-se de omissão em relação ao crime de tortura. Deve. Patrocinar. 89 da Lei n 2 9. portanto.02. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de ocupante de cargo em comissão. 327 e §§ 1 e 2 do CP). art. 2 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. vide CP. ou multa. ainda que combinado com o § 2 2 do art.01. ■ Fuga de menor da Febem: Ainda que se trate de mera infração administrativa por parte do funcionário que devia vigiá-lo. ■ Confronto: Se a omissão é para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. embora tenha competência. função de direção ou assessoramento. além da multa. a transação cabe neste art. em tese. 2 2 . 514). arts. parágrafo único. deixa de responsabilizar. 5 2 .455/97. a omissão do agente deve ser por indulgência. do CP (art. superior hierárquico do funcionário infrator. 320 contém duas modalidades: a. art. 327.259. art. ou multa. 321. de três meses a um ano. de um a três meses. 327. ■ Pena: É alternativa: detenção. 320 e 321 Código Penal 640 (Federais)].7. Todavia. § 22 . a este art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. entendemos que há no tipo.1. Deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. Parágrafo único. haja ou não procedimento especial. o agente não leva o fato ao conhecimento da autoridade competente. art. isto é. ou seja. quando lhe falte competência. a sua falta de apuração afronta. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ainda. Em ambas as modalidades deste delito. da Lei n° 9. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". da Lei n°10. existir relação entre a infração e o exercício do cargo.259/01. da CR/88) e da analogia in bonam partem. mesmo que haja incidência do art. 1 2 . cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. o elemento subjetivo referido pelo motivo de agir ("por indulgência"). ■ Tipo objetivo: O art.

lícito ou ilícito (vide nota ao parágrafo único). razões. ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. § 2 2. apadrinhar interesse alheio. Advocacia administrativa (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. como faz ver o verbo empregado na definição do delito. o agente patrocina "junto a qualquer setor da administração (e não apenas na repartição em que está ele lotado). advogar. 265). Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. Pune-se o comportamento do agente que patrocina interesse privado. porém. É o "dolo genérico" na doutrina tradicional. § 2 2 . ■ Tentativa: Teoricamente admissível. ■ Sujeito ativo: Não obstante a rubrica indicar "advocacia" administrativa. da Lei n° 8. ■ Consumação: Com a prática de ato que demonstre o patrocínio. do CP (art. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. O agente precisa ter conhecimento da ilegitimidade. mesmo que combinados com o art. art. 29 e 30). Se a advocacia administrativa der causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato. p. apadrinhar ou pleitear interesse de outrem. 327. ainda que haja incidência do art. com pena máxima até dois anos. amparar. valendo-se da qualidade de funcionário. Como anota HUNGRIA. v.641 Código Penal Art. 3 2 . vide nosso comentário ao CP. IV.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. ■ Noção: Se é ilegítimo o interesse que o agente patrocina. além de caber no caput deste art. defender. 514). cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário. ■ Pena: É alternativa: detenção. acompanhando processo. ■ Pena: Detenção. que tem a significação de pleitear. o sujeito ativo não precisa ser advogado. a causa de alguém. determinada por prefeito. A ação pode ser exercida direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente (com a interposição de terceira pessoa). que consiste na vontade livre e consciente de patrocinar. a antecipação de pagamento de obra. não configura advocacia administrativa (TJSP. art. ■ Sujeito passivo: O Estado. ser funcionário público (vide notas ao art.099/95). sem dependência do resultado da conduta. 100 do CP. do CP. 91 da Lei n 2 8. ainda que baste o dolo indireto. 1959. O patrocínio deve ser realizado perante a Administração Pública. da facilidade de acesso junto a seus colegas e da camaradagem. 1995. mas de difícil ocorrência na prática. 327 do CP). ■ Atos privativos de advogado: O delito se caracteriza quando o agente pleiteia. ou seja. fazendo petições. consideração ou influência de que goza entre estes" ( Comentários ao Código Penal. a transação. ■ Tipo subjetivo: O dolo. cumulada com a multa do caput. 321 Justiça Estadual.666/93. ■ Confronto: Se a advocacia administrativa é praticada perante a administração fazendária. este delito poderia ser praticado também por omissão ( Direito Penal. art. Não há forma culposa. valendo-se de sua qualidade. também caberá no parágrafo único. ■ Tipo objetivo: O núcleo é patrocinar. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único. fazendo pedidos. Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. Deve. § 2 2 . 321. ou seja. ■ Ação penal: Igual à do caput. art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Ação penal: Pública incondicionada. arts. função de direção ou de assessoramento. Ill. interesse esse que pode ser justo ou não. RT 488/308). de três meses a um ano. Assim. 89 da Lei n° 9. em processo administrativo. ou multa. Econômica e contra as Relações de Consumo). 327. advoga. 383). v. ■ Patrocínio: Patrocinar é advogar. praticando atos privativos de Figura qua/ilicada (parágrafo ún/co) Figura qua//ficada especial Jurisprudência . O interesse deve ser de terceira pessoa e não do agente. 327. de um a três meses. IX. Para MAGALHÃES NORONHA. p. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art.

no exercício . JúLlo F. RTJ 101/1208. mas não há necessidade de que ele seja policial. para extrair cópias e encaminhar a advogado residente em localidade distante (TRF da 1 2 R. abrange qualquer tipo de ofensa física contra pessoa: vias de fato. STF. Praticar violência. perante a Administração Pública. 56/133. Julgados 86/388. 1121). p. E requisito do tipo que a violência seja cometida: a. mesmo se houver combinação com o art. IV. ou. v. TJSP. ■ Valendo-se da condição: Não basta que o agente ostente a condição de funcionário público. A violência física. Direito Penal. p. 29 e 30). ■ Objeto jurídico: O Estado e a pessoa que sofre a violência. após a edição da Lei n° 4. MIRABETE. RT 748/725). desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. o Estado. 269). DJU29. TJSP. tipificado na Lei n° 9. n° 22. ■ Xerox para advogado: O crime do art. RT 400/316).455/97. e não quando proporciona aposentadoria rural a pessoas que não exerciam tal atividade (TRF da 3 2 R.898/65. p. RT511/322). 34855. sido patrocinada pela acusada. b. Liberdade e Abuso de Poder na Repressão à Criminalidade. fazer. 321 e 322 Código Penal 642 advogado. IV. RT 467/356).898/65 (MAGALHÃES NORONHA. 1996. RT 489/354). RCr 19. que tem o sentido de cometer. Manual de Direito Penal. 1995. 330. Igualmente MAGALHÃES NORONHA. lembramos ainda. secundariamente. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. não bastando. 322 do CP. homicídio. formulado ostensivamente por funcionário público. FREITAS.10. valendo-se da sua condição de magistrada (TRF da 5 2 R. TJSC. o crime de tortura. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 321 do CP somente pode ter como agente funcionário público. pois é necessário e indispensável que pratique a ação aproveitandose das facilidades que sua condição de funcionário lhe proporciona (TACrSP. executar. 121.92. p. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. § 2 2 . 1965. FRAGOSO. TACrSP. Pune-se a prática de violência.. salvo a hipótese de co-autoria ou participação (TACrSP. do CP (art. 1979. entendida esta como "a violência física exercida sobre a pessoa visada. além da pena correspondente à violência. 14.. O art. 322. Questões Criminais. GILBERTO e VLADIMIR P. no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena — detenção. ■ Juiz: A denúncia deve apontar a causa ou causas de interesse de qualquer pessoa que tenha. a vis compulsiva e o emprego de entorpecentes ou hipnóticos podem "dar lugar a outro delito. a simples violência moral (ameaça) ou o emprego de estupefacientes ou hipnose" (H. p. Questões Penais Controvertidas. portanto. 89 da Lei n° 9. 322 foi revogado (DAMásIO DE JESUS. RT 592/326. 1980. p. Violência arbitrária ■ Vigência: É controvertida a vigência do art. v. 327. como o do exercício arbitrário ou abuso de poder" ( Direito Penal.099/95). v. JC 68/404. PAULO L. ■ Tipo objetivo: O verbo empregado no artigo é praticar. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Abuso de Autoridade. para quem a ameaça. não se configurando com o simples pedido de manuseio de autos de processo. O art. a pessoa que sofre a violência. a coação moral. RT 520/466. TACrSP. in RBCCr2/251). Julgados 81/128. p.Arts. porém. 327 e §§ e do CP). TJRJ. III. 156. p. NOGUEIRA. 272. Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. Duas correntes existem a respeito: a. 512/343.937. 1981. 1995.. ■ Sujeito ativo: Este crime do art. 1995. arts. 322 do CP não foi revogado pela Lei n°4. IV. lesão corporal leve ou grave. VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA Art. 62/266. v. 321 exige para a sua tipificação transparente e inequívoca defesa de interesse alheio. de seis meses a três anos. RT 725/680-1). TEclo LINS E SILVA. 54/304.

IV. caput. mesmo que tenham procedimen- . na sanção do art. 322 do CP". e multa. 72 da Lei n 2 4.788). ■ Confronto: Vide. Trata-se de crime material. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. fora dos casos permitidos em lei: Pena — detenção. A doutrina põe relevo no nome violência arbitrária do delito. ■ Pena: Detenção. 5 2 . Haverá. só ficando absorvida a contravenção de vias de fato (LCP.643 Código Penal Arts. 350 do CP. n°6. a partir da vigência da Lei n° 10. Não há modalidade culposa. da Lei n°10. RT609/344). 322 e 323 da função. legítima defesa. função de direção ou assessoramento. na realidade. lesão etc.. 284 e 292 do CPP). concurso material (CP. art. previstos nos arts. fuga etc. art. constituída pela inti midação por ameaça. ■ Violência física e não moral: Violência simplesmente moral. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. além da pena correspondente à violência. 22 . Leis n 2 4. da CR/88) e da analogia in bonam partem. e multa. 322 do CP. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. ■ Transação: De acordo com o art. 322 que a pena da violência arbitrária seja acrescida da pena correspondente à violência. de três meses a um ano. ou a pretexto de exercê-la (a função). § 1 2. de 12. art.259/01. entendemos que. 323.. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Jurisprudência. v. quando o agente está efetivamente desempenhando sua atividade funcional específica. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 1976. Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira: Pena — detenção. ou seja. em concurso material (TACrSP.259. haja ou não procedimento especial. Vide. 69) com a lesão corporal. vide § 22 do art. teoricamente. art. Se do fato resulta prejuízo público: Pena — detenção. não basta ao reconhecimento do delito do art.117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicações). de um a três anos.7. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão.01. ou seja. ■ Consumação: Com a prática da violência (vias de fato. ou multa. § 22. Em face do princípio da isonomia (art.02. ■ Vigência: Vide nota anterior. sob igual título. Na escola tradicional é o "dolo genérico". pois. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. com o homicídio etc.455/97 (tortura).898/65 (abuso de autoridade) e n°9. de seis meses a três anos. o qual prevê que "a autoridade que impedir ou embaraçar a li berdade da radiodifusão ou da televisão. 514). 21). fora dos casos autorizados em lei.1. art. ABANDONO DE FUNÇÃO Art. Abandonar cargo público. hipótese em que o agente faz acreditar que se acha exercendo sua função. não está. estrito cumprimento de dever legal (como nos casos de resistência.). quando. a vontade de praticar violência com consciência da arbitrariedade. ■ Concurso material: Se da violência arbitrária resultam lesões corporais. no que couber. ainda. de quinze dias a um mês. 327 do CP. com pena máxima até dois anos. o agente será punido pelos dois crimes. parágrafo único. sem prejuízo de eventual configuração de exercício arbitrário ou abuso de poder (FRANCESCHINI. b. também. ■ Concurso de crimes: Determina o art. incidirá. de forma que estará afastada a ilicitude se a violência for cometida por motivo justo ou com base legal: estado de necessidade. em vigor a partir de 12. ■ Tentativa: Admite-se.

sobre sua atipicidade. FRAGOSO. e multa. 1965. MAGALHÃES NORONHA subordina o abandono "à probabilidade de dano ou prejuízo" ( Direito Penal. ou multa. Inexiste punição a título de culpa. ainda que combinados com o art. "A greve pacífica nos serviços essenciais e o Código Penal". Abandono de fungão ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ■ Ação penal: Pública incondicionada. IBCCr 54/13-14. e multa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. E são coisas diversas. in Bol. p. 514). p. necessariamente. ■ Pena: É alternativa: detenção. 327 e §§ 1 2 e 2 do CP) em exercício de cargo público. a doutrina empresta ao delito um sentido menos severo. No final da descrição legal. é o prejuízo que "afeta os serviços públicos ou interesse da coletividade" (H. assevera HUNGRIA que o delito deste art. ■ Greve: Tratando-se de suspensão ou abandono coletivo de trabalho. especialmente a continuidade e regularidade dos seus serviços. desde que pacífica. 323 Código Penal 644 to especial [vide nota no art. 1959. de greve. v. 1124). efetivamente. persistindo o exercício de outras. Assim. 323. ■ Pena: Detenção.099/95). Semelhantemente. ao escopo da norma" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. vide. pois a incriminação diz respeito à deserção de cargo público. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 . que compreende a totalidade das funções. v. . p. 1995. dando-se ao núcleo abandonaro sentido de deixar ao desamparo. nota Revogação no art. 1995. HELENO FRAGOSO. ■ Sujeito passivo: O Estado. v. Figura qua//ficada pelo prejuízo (§ 1 2 ) Figura qua//f/■ Noção: Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira. De modo unânime. isto é. é expressamente ressalvado que o abandono só constitui crime fora dos casos permitidos em lei. v. 278). do abandono ( MAGALHÃES NORONHA./97. p. § 22 . ainda que haja incidência do art.634/79). se não houver combinação com o art. p. v. 89 da Lei n° 9. de quinze dias a um mês. reconhece que ele "atende. Assim. 327. 323 "pressupõe. E desnecessária a efetividade do dano. art. 201 do CP e ROBERTO DELMANTO e ROBERTO DELMANTO JUNIOR. sem dúvida. 275). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. com probabilidade de dano à Administração. embora considerando tecnicamente duvidoso tal entendimento. de três meses a um ano. mai. com consciência de que poderá acarretar dano à Administração. do CP. é o prejuízo social ou coletivo. enquanto o abandono de função pública poderia significar só o abandono de certa função. IV. necessariamente. Lições de Direito Penal — Parte Especial. cada pe%o/uconsidera-se faixa de fronteira a situada dentro de 150 km ao longo das fronteiras garde fronteira nacionais (Lei n° 6. a conseqüente acefalia do cargo. IV. IV. § 2 2 . a transação caberá no caput e no § deste art. de um a três anos. a inexistência ou ocasional ausência de substituto legal do desertor" ( Comentários ao Código Penal. se pune é abandonar cargo público. ou seja. b. ■ Tipo objetivo: Embora a rubrica do delito seja "abandono de função". Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". 327 do CP). Cabe no § deste art. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. IX. Por lei. 1125). ainda que em serviços essenciais e por funcionário público. 327. A figura penal alcança o cargo em entidade paraestatal (vide nota ao art. do CP. a conduta que. (§22 ) ■ Pena: Detenção. § 2 2 (art. diverso do que resulta. ■ Noção: Se do fato resulta prejuízo público. 327. Direito Penal. ■ Consumação: Com o abandono por tempo relevante. 391). 323. 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art.Art. ■ Tentativa: Inadmissível. Existem duas correntes a respeito: a. IV. que consiste na vontade de abandonar. 100 do CP. 1965.

§ 2 2 . quando o agente permanece no exercício para não prejudicar a Administração. mesmo se houver combinação com o art. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal.1. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. § 2 2 . ■ Transação: De acordo com o art. 100 do CP. a partir da vigência da Lei n2 10. posse etc. ou multa. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. mesmo depois de ter recebido comunicação oficial informando que foi exonerado. 52 . ■ Tipo objetivo: Duas modalidades são previstas: a. antes de satisfazer as exigências legais. não bastando a dúvida. EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO Art. ao desamparo. 327. parágrafo único. vide nosso comentário ao CP. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 76 da Lei n° 9. ■ Sujeito passivo: O Estado. caput. RT526/331). b. da CR/88) e da analogia in bonam partem. A notificação deve ser pessoal. do CP (art. 327. A ilicitude também será excluída em caso de urgente necessidade de serviço. de 12.099/95).).01. sem que haja probabilidade de dano para a administração (TJSP. removido. Trata-se de norma penal em branco. Continuar a exercê-la (a função pública). substituído ou suspenso (não são incluídas as cessações por licença ou férias). 324. mas inicia o exercício da função (pratica atos de ofício) antecipadamente. removido.02. sendo imprescindível que o agente tenha conhecimento direto e certo. 323 pressupõe deixar o cargo acéfalo. que é completada pelas exigências que outras leis (não regulamentos ou portarias) impõem (ex. mas a aposentadori a não foi arrolada entre os casos expressos deste art. haja ou não procedimento especial. 323. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art.7. removido substituído ou suspenso: Pena — detenção. da Lei n 10.099/95). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ressalvando o exercício autorizado. substituído ou suspenso (a lei não alude ao funcionário aposentado). 1975. E a hipótese de exercício antecipado. ■ Acefalia do cargo: O delito do art. ou continuar a exercê-Ia. sem autorização. v. em vigor a partir de 12. entendemos que. Entende-se que a comunicação oficial seria dispensável apenas na hipótese de aposentadoria compulsória. depois de saber oficialmente que foi exonerado. I. ■ Consumação: Consuma-se o delito quando a ausência injustificada perdura por tempo suficiente para criar perigo de dano (TJSP. Naqueles casos. RT 501/276. 324. § 22 . Em face do princípio da isonomia (art.: exame de saúde. art. FRANcESCHINI. depois de saber oficialmente que foi exonerado. sem alguém que possa substituir o desertor (TJSP. 89 da Lei n°9. A lei consigna sem autorização. RT522/358). função de direção ou de assessoramento. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 2 .645 Código Penal Arts.259. 327. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 0 agente continua a exercer a função pública (pratica atos de ofício). O agente foi nomeado funcionário público. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. Exercício funciona/ /legalmente antecipado ou prolongado ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. há a prolongação (prorrogação) do exercício. de quinze dias a um mês. ■ Probabilidade de dano: Não se configura o delito do art. 2 2 . do CP (art. cabe a transação neste art. ainda que haja incidência do art.259/01. Portanto. Jurisprudência. 323 e 324 Figura qualificada especia/ Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. 324. 327 e §§ 1° e do CP) ou o funcionário exonerado (na 2 á modalidade do delito). n 2S 2-4). com pena máxima até dois anos.

Arts. 324 e 325

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■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade de antecipar ou prolongar o exercício, com consciência da ilegalidade. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Inexiste forma culposa. ■ Consumação: Com a prática de algum ato de ofício, antes (1 2 modalidade) ou depois (2á modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: E alternativa: detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 22 do art. 327 do CP. ■ Funcionário suspenso: Configura o delito do art. 324 a prática de atos funcionais, por escrivão suspenso, durante o período em que sabia estar suspenso (TACrSP, Julgados 79/268). ■ Funcionário afastado: Não pratica o crime do art. 324 a defensora pública que, no interior do chamado "ônibus da cidadania", requer abertura de inventário e gratuidade de justiça para pessoas carentes, sem estar afastada de suas funções, mas apenas à disposição de órgão do Poder Executivo (TJRJ, RT791/678).

VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena — detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. 2 §1 . Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I — permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; II — se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2 2. Seda ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena — reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. ■ Alteração: A Lei n° 9.983, de 14.7.00 ( DOU de 17.7.00), que entrou em vigor noventa dias após sua publicação, acrescentou os §§ 1 2 e 2 2 a este art. 325. ■ Transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n°10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, haja ou não procedimento especial, cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual, com pena máxima até dois anos, mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação caberá no capute no §1 2 deste art. 325, desde que não haja incidência do art. 327, § 2 2 , do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 , ainda que haja combinação com o § 2 2 do art. 327 do CP (art. 89 da Lei n° 9.099/95). V/o/acão de sigi/o funciona/ (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública, especialmente a regularidade de seu funcionamento. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 327 e §§ 1 2 e 2° do CP);

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Art. 325

para a maioria dos autores, a norma também alcança o funcionário aposentado ou posto em disponibilidade (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. IV, p. 1131; HUNGRIA, Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 397; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. IV, p. 285; SÉRGIO J. REZENDE e Rui STOCCO, Código Penal — Interpretação Jurisprudencial, 1977, v. V, p. 148; JÚLIO FABBRINI MIRABETE, Manual de Direito Penal, 1996, v. III, p. 336), que não perde seu vínculo com a Administração. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; eventualmente, também o particular prejudicado com a revelação. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos previstos: a. Revelar, que tem a significação de comunicar, transmitir, dar a conhecer a terceira pessoa. A ação pode ser feita oralmente ou por escrito, ou com a exibição de documentos. b. Facilitar (a revelação). E maneira de revelação indireta. O funcionário público, dolosamente, torna fácil a descoberta (ex.: propositadamente, não guarda, como devia, o documento sigiloso). Incrimina-se a revelação (ou sua facilitação) de fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. E pressuposto do delito, portanto, que o agente tenha conhecimento do fato em razão do cargo, isto é, em virtude de sua específica atribuição funcional (é o chamado "segredo de ofício"). Não haverá tipificação se o funcionário houver tido ciência do fato por motivo diverso. Além disso, dizendo a lei ser fato que deva permanecer em segredo, é mister que se trate de fato relevante e de segredo de interesse público, embora também possa existir um particular interessado no sigilo. Considera-se segredo o fato cujo conhecimento é restrito a limitado número de pessoas (como os funcionários que dele precisam ter informação) e em que há interesse de que seja mantido em sigilo. Obviamente, a revelação a quem já conhecia o segredo não configurará o delito. Por fim, cumpre notar, como assinala MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal, 1995, v. IV, p. 287), que sendo o interesse público que obriga à guarda do segredo, "tal obrigatoriedade cessa quando outro interesse público maior se levanta". ■ Tipo subjetivo: E o dolo, ou seja, a vontade livre de revelar ou facilitar a revelação, com consciência de que o fato devia ser mantido em sigilo. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Quando o segredo é revelado a terceiro (1 2 modalidade) ou quando outrem fica conhecendo o segredo (2 2 modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas a pessoa que simplesmente recebeu o segredo, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não é co-autor partícipe do delito. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Subsidiariedade: O delito deste art. 325, caput, é subsidiário, na medida em que só se configura se não houver crime mais grave. ■ Confronto: Vide Lei de Segurança Nacional, quando o segredo for referente a interesses por ela protegidos (arts.13, 14 e 21 da Lei n 9 7.170/83). Se o segredo é de proposta apresentada em procedimento licitatório, art. 94 da Lei n° 8.666/93. Se o sigilo é referente a inquérito ou processo por crime de tóxicos, vide Lei n°6.368/76, art.17 (CELSO DELMANTO, Tóxicos, 1982, pp. 41-2). Tratando-se de sigilo concernente a energia nuclear, art. 23 da Lei n 2 6.453/77. Na hipótese de sigilo relativo ao Sistema Financeiro Nacional, vide Lei n°7.492/86, arts. 18 e 29, parágrafo único. No caso de violação de sigilo por parte de autoridade fiscal do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento que procede a exame de documentos, livros e registros das bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, vide § 3 2 do art. 72 da Lei n° 8.021/90. ■ Pena: É alternativa: detenção, de seis meses a dois anos, ou multa (se o fato não constitui crime mais grave). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Formas equipa- ■ Objeto jurídico: A Adminsitração Pública, notadamente seus sistemas de informaradas (§12 ) ções ou bancos de dados.

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■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. Vide, também, nota ao caput. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; em segundo lugar, o particilar eventualmente prejudicado. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos previstos: a. permitir (dar licença para; consentir em); b. facilitar (tornar ou fazer fácil ou mais fácil); c. utilizar (fazer uso de). Nos dois primeiros (a e b), o agente permite ou facilita, através de atribuição, fornecimento e empréstimo de senha, ou por qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas aos sistemas de informações ou bancos de dados da Administração Pública. A expressão qualquer outra forma viola, a nosso ver, o princípio da reserva legal (ou da legalidade), previsto no art. 1 9 do CP e, em conseqüência, a regra da taxatividade, segundo a qual as leis que definem crimes devem ser precisas, marcando exatamente a conduta que objetivam punir (vide nota Efeitos do princípio ao art. 1 9 do CP). No terceiro núcleo (c), o agente se utiliza, indevidamente, do acesso restrito que, em razão do cargo, lhe foi confiado. A expressão indevidamente constitui o elemento normativo do tipo. Nas modalidades de permitir ou facilitar, a ação pode ser comissiva ou omissiva. Já na modalidade de utilizar, a ação é sempre comissiva. ■ Tipo subjetivo: E o dolo, consistente na vontade livre de permitir ou facilitar o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados (§1 2 , I) ou de utilizar-se, indevidamente, do acesso restrito (§1 2 , II). Para a doutrina clássica, é o "dolo genérico". Inexiste modalidade culposa. ■ Consumação: Ocorre no momento em que o acesso de pessoas não autorizadas é permitido ou facilitado (§1 2 , I), ou quando o acesso restrito é utilizado indevidamente (§1 2 , II). Por se tratar de crime formal, não se exige efetivo resultado (no sentido naturalístico). ■ Tentativa: Não nos parece possível em nenhum dos incisos deste § 1 2 . ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas aquele que apenas teve o acesso permitido ou facilitado, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não pode ser co-autor ou partícipe. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. Figura qua//ficada (§219 Causa especial de aumento de pena Jurisprudência docaput ■ Noção: Se da conduta comissiva ou omissiva resultar dano à Administração Pública ou a terceiro, a pena será de reclusão, de dois a seis anos, e multa. ■ Incidência: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 29 do art. 327 do CP.

■ Animus defendendi: Não há crime quando o indiciado, com animus defendendi, remete os documentos ao procurador-geral, sem quebra do caráter confidencial (STJ, CEsp, Inq. 12, DJU 1.10.90, p. 10424). ■ Crime próprio e formal: O delito deste art. 325 é próprio e formal, porque exige a potencialidade de dano para com a Administração Pública (TACrSP, RT723/613). ■ Violação de sigilo em exames: Pratica o delito do art. 325 do CP o professor, integrante de banca examinadora de universidade federal, que, antecipadamente, fornece a alguns dos alunos cópias das questões que iam ser formuladas nas provas (TFR, RTFR 61/100), ou lhes antecipa "gabaritos" com as respostas de exame vestibular (TFR, Ap. 3.608, DJU 21.6.78, p. 4543). Igualmente o servidor público, nomeado para elaborar as provas de concurso, que quebra o sigilo destas, entregando as questões e respostas para candidato (TACrSP, RT723/613). ■ Violação em processo: Não se tratando de ação judicial que obrigatoriamente corre em sigilo, é necessário que tenha sido deferido o seu processamento em segredo de justiça (TACrSP, Julgados 69/92). ■ Relevância do sigilo: O art. 325 visa a proteger segredo relevante, cuja divulgação seja potencialmente danosa, e não interesses fúteis, carecedores de relevância jurídica (TACrSP, Julgados 73/183).

aplicável a todo o CP e à legislação penal extravagante . 2 Jurisprudência Criminal. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. não exigindo concurso público. "o ocupante do cargo público tem um vínculo estatutário. inscrito no caput do art.7.ed. emprego ou função pública. Para a caracterização. para os efeitos penais. quem exercesse cargo. Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública.. exerce cargo. de algum modo. § 1 . A Lei n 9. vide nota em separado. para os efeitos penais. sob a regência da CLT". Ao mencionar função pública.666/93). é funcionário público quem. Considera-se funcionário público. quem. Segundo MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. a lei "quis deixar claro que basta o simples exercício de uma função pública para caracterizar.00). II. função pública. embora transitoriamente ou sem remuneração. 326 e 327 VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA DE CONCORRÊNCIA Art. de 2 que entrou em e acrescentou o § 22 . 2 Quanto ao conceito de funcionário público dado pelo art. ■ Alcance do caput: O conceito de funcionário público. da Lei de Licitações Públicas (Lei n° 8. São Paulo. e multa. 327. embora transitoriamente ou sem remuneração. pp. o funcionário público" (H. empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. 0 novo §1 2 ampliou esta equiparação. vide nota Confronto. 327. o conceito de funcionário público é diverso do que lhe dá o Direito Administrativo. sociedade de economia mista. regido pelo Estatuto dos Funcionários Públicos". 420-2). § 2 2 . ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena — detenção. 327. portanto.00 ( DOU de 17. 122. e multa.6. já a função pública "é o conjunto de atribuições às quais não corresponde um cargo ou emprego". Conceito pena/ de funcionário público 23. ■ Conceituação: Para efeitos penais. transformou o antigo parágrafo único em § ■ Alteração: A Lei n° 6. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. o ato de "devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório. de três meses a um ano. exerce cargo. ao passo que "o ocupante de emprego público tem um vínculo contratual.7. ao contrário daqueles ( Direito Administrativo. Assim. ainda que a pessoa não seja empregada nem tenha cargo no Estado. 2 ■ Revogação: Este artigo foi tacitamente revogado pelo art. Atlas. desde que exerça. § 1 2 . FUNCIONÁRIO PÚBLICO Art. 2 vigor noventa dias após sua publicação. v. é desnecessária a permanência ou remuneração pelo Estado. n 250).80. 1979.799. de 14. A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. FRAGOSO. Para o CP. é regra de caráter geral. Quanto à extensão dos §§ 1 2 e deste art. ela estará incluída no conceito penal de funcionário público. 326. emprego ou função em entidade paraestatal. que pune com pena de detenção.983. de dois a três anos.649 Código Penal Arts. deu nova redação ao § 1 . Equiparação do § 1 2 . 94 da Lei n 8. emprego ou função pública. 84.666/93. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo". ■ Noção: O antigo §1 2 já equiparava a funcionário público emprego ou função em entidade paraestatal.

b. segundo regime jurídico de direito público". compreende as empresas públicas. discordam os administrativistas quanto ao conceito de entidades paraestatais: a. tratando-se de pessoas privadas que exercem função típica (embora não exclusiva do Estado). 312 a 326 do CP e às pessoas ocupantes dos cargos e funções textualmente indicados no § 2 2 . II. 84 da Lei n° 8. como as de amparo aos hipossuficientes. Para ROBERTO W. 208). Assim. mas ambas dado§2' li mitadas aos ocupantes de certas funções em órgãos. equipara a servidor público. art. v. b. 327 Código Penal 650 para nela incluir "quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública". "quem exerce cargo. apenas.983/00. 327 do CP ( Os crimes contra a Administração Pública — Parte 1. Direito Penal. ■ Pena: A causa de aumento de pena do § 2 2 (aumento da terça parte) é aplicável somente aos crimes dos arts. para o sujeito ativo (HUNGRIA. mediante mútua colaboração" (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO.666/93 ( Direito Penal. b. a ampliação dada a este § 1° pela Lei n° 9. que define crime em licitações e contratos da Administração Pública. 232 e 284). para quem a expressão entidade paraestatal do §1 9 deste art. 1959. Refere-se tanto ao 2 sujeito ativo como ao passivo (H. do poder público". . cit. 5°. 84. v. demonstrando que tanto a equiparação do antigo § como a do § devem ficar limitadas ao sujeito ativo.. BATTOCHIO CASOLATO. pois limita a causa de aumento "aos autores dos crimes previstos neste Capítulo".666/93. mas os funcionários não qualificados das mesmas entidades não ficam equiparados a funcionários públicos. A/cance dos §§ 1°e2° 2 ■ Noção: Mesmo antes da Lei n° 9. que deu nova redação ao § 1 . já havia duas correntes acerca da abrangência do revogado § 1 2 : a. 1998. as demais entidades sob controle. cit.983/00 não retroagirá. 397-8). 1979. FRAGOSO. p. 6á ed. assim consideradas. O § 22 contém uma equiparação e uma figura qualificada. abrange pessoas privadas que colaboram com o Estado desempenhando atividade não lucrativa e à qual o Poder Público dispensa especial proteção. Por força dos princípios da reserva legal e da anterioridade (CR/88. 1995. todos os funcionários daquelas entidades arroladas no § 2 2 estão equiparados também a funcionários públicos. 4. 102). art. Ampliativa. v. ■ Confronto: O § do art. São Paulo. Empresa prestadora de serviço contratada é aquela que celebra contrato com a Administração Pública. Comentários ao Código Penal. para os fins desta lei. as sociedades de economia mista e as fundações instituídas pelo Poder Público (HELY LOPES MEIRELLES).. 84. ob. pp. p. mas a causa de aumento de pena prevista no § é aplicável. direto ou indireto. Conforme anota MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (ob. MAGALHÃES NORONHA. Para outra corrente. citando MIGUEL REALE e THEMÍSTOCLES BRANDÃO CAVALCANTI). empresas e fundações li gadas ao Poder Público. SESC. A nova redação dada agora ao §1° não alterou este nosso entendimento. Saraiva. CP.Art. 1°). emprego ou função em entidade paraestatal. dá o "efetivo significado" da expressão entidade paraestatal empregada pelo § 1 2 do art. Equiparação e ■ Noção: Instituído pela Lei n° 6. XXXIX e XL. c. não incluindo as sociedades de economia mista e as empresas públicas. pp. 327 só alcança a autarquia.Limitada. Já a empresa conveniada é aquela que celebra ajuste com o Poder Público "para a realização de objetivos de interesse comum. o § 22 permite duas interpretações: a. p. além das fundações. DE JESUS. são as autarquias (CRETELLA JÚNIOR. aos servidores qualificados nela expressamente indicados. § 1 2 .799/80. 138). tão-só. IV. SENAI) (CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO). Já DAMÁSIO E. n 250). p. as pessoas expressamente indicadas (ocupantes de cargo em comissão ou de função de direção ou assessoramento das entidades indicadas no § 2 2) podem ser agentes de crimes contra a Administração (e sofrendo penas aumentadas). este art. CPC. figura qualifica. de assistência social e de formação profissional (SESI. IX. A equiparação é feita. "para a consecução de fins públicos. o § 2 2 deixa claro que a primeira corrente é a certa. § só tem aplicação para os crimes relacionados na Lei n° 8.. 404. o referido art. A nosso ver. empresas públicas e sociedades de economia mista. v. Jurisprudência Criminal.

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