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Código Penal Comentado - Delmanto 4 CP 235 a 327

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501

Código Penal

Art. 235

■ Concurso de pessoas: Pode haver participação de terceiros, nos termos amplos do art. 29 do CP. Entretanto, em vista das duas figuras que o art. 235 contém (caput e § 11, entendemos que o partícipe fica sujeito à pena mais branda do § (e não à do caput), pois não se pode puni-lo com sanção superior à cominada para o próprio agente, que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa já casada, ciente da circunstância. Assim, ainda que o partícipe, por exemplo, auxilie o agente que comete a figura do caput, a pena do concurso de pessoas deve relacionar-se com a do § 1 r do art. 235. E, a nosso ver, a única solução permitida pela estrutura das duas figuras deste artigo. ■ Prescrição: Quanto ao termo inicial, vide nota ao art. 111, IV, do CP. ■ Concurso de crimes: A celebração de mais de um casamento configura crimes autônomos. Para ANDRES A. BALESTRA, haveria crime continuado ("Bigamia", in Enciclopédia Saraiva do Direito, v. 11, p. 318). Absorção: predomina o entendimento de que a bigamia absorve o crime de falsidade. ■ Pena: Reclusão, de dois a seis anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Casamento de pessoa não casada com outra casada (§ 1°J ■ Noção: Em figura destacada, o CP incrimina a conduta de quem, não sendo casado (isto é, sendo solteiro, viúvo ou divorciado), contrai casamento com pessoa casada, conhecendo essa circunstância. ■ Tipo subjetivo: Em face da expressão usada ("conhecendo"), requer-se o dolo direto, não bastando o eventual. ■ Pena: E alternativa a pena privativa de liberdade: reclusão ou detenção, de um a três anos. ■ Anulação: Não afasta o crime o desquite do primeiro cônjuge nem a nulidade do segundo casamento por motivo de bigamia (TJSP, RT 514/322). A anulação do segundo casamento, por motivo de bigamia, não torna inexistente o crime (TJSP, RJTJSP 100/496, RT 505/309). Haverá o crime, desde que vigente o casamento anterior (TJSP, RT 557/301). ■ Divórcio posterior: O divórcio obtido posteriormente, em relação ao segundo casamento, não isenta o agente do delito de bigamia (TJSP, RJTJSP 110/503). ■ Prova de vigência: Se o acusado contraiu novas núpcias, ainda na vigência do primeiro casamento, não demonstradas a ocorrência de erro de fato, a ausência de dolo na sua conduta ou a ignorância do caráter criminoso do fato, impõe-se a condenação (TJMG, RT 773/644). Não basta a prova de que o acusado casou-se duas vezes, sendo necessária a demonstração, que a acusação deve fazer, de que o primeiro matrimônio estava vigente ao tempo da realização do segundo (TJSP, mv — RJTJSP 80/373, 74/312). Contra: A morte da primeira esposa precisa ser comprovada pelo acusado, não bastando que seja presumida (TJSP, mv— RT 541/364). ■ Agente apenas desquitado: Pratica bigamia, se contrair novo casamento antes de divorciar-se (TJPR, RT549/351). ■ Concurso de pessoas: É co-autor quem, tendo conhecimento de que a pessoa que vai casar-se já é casada, participa como testemunha ou padrinho do casamento, e também instiga o agente a consorciar-se (TJSP, RT566/290). Em tese, pode ser a testemunha do casamento que tem ciência da vigência do matrimônio anterior (TJSP, RJTJSP 68/331). ■ Tentativa: A tentativa começa corn o início do ato de celebração, sendo os proclamas e atos anteriores meramente preparatórios (TJSP, RT 526/336). ■ Concurso: A bigamia absorve o crime precedente de falsidade ideológica (TJSP, RJTJSP 100/453, 78/376, RT 533/319; TJMG, RT 694/358). ■ Prescrição: A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr da data em que o crime se tornou conhecido da autoridade pública (TJSP, RSE 189.329-3, j. 13.11.95, in Bol. AASP n° 1.962). Vide, também, nota sob o título Bigamia e falsificação ou alteração de assentamento de registro civil, no art. 111 do CP.

Jurisprudência

Arts. 235 e 236

Código Penal

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■ Extraterritorialidade: Configura o crime de bigamia o fato de brasileiro, já casado no Brasil, contrair novo matrimônio no Paraguai, pois ambos os países punem a bigamia, o que preenche o requisito da extraterritorialidade do CP (TJSP, RT516/287, 523/374). ■ Figura do parágrafo único: Exige o dolo direto, isto é, que o agente efetivamente saiba que já é casada a pessoa com quem está se casando (TJSP, RJTJSP 100/496). INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO Art. 236. Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena — detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único. A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimenta anule o casamento ■ Composição e transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabem composição e transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a composição e a transação serão cabíveis ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. /nduzimento a erro essencial e ocultação de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge que induziu em erro ou ocultou impedimento. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge enganado. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é contrair casamento: a. Induzindo em erro essencial o outro cônjuge. Induzirtem a significação de levar a, persuadir, aconselhar. Sobre o que seja erro essencial, vide art. 219 do CC. Obviamente, para que o cônjuge-vítima seja induzido, ele deve desconhecer o defeito do cônjuge-agente e ser por este induzido em erro essencial. A modalidade de induzir exige ação positiva, não bastando a simples omissão ou inação. b. Ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior. Como ocultarentende-se esconder, disfarçar, encobrir. O impedimento deve ser um dos arrolados nos incisos I a XII do art. 183 do CC. Na opinião dominante dos autores, a ocultação deve ser comissiva, não se tipificando o comportamento de quem simplesmente se omite de declarar o impedimento. Também nesta modalidade, mister se faz que o outro cônjuge seja enganado. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de contrair matrimônio, induzindo ou ocultando. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: No momento e lugar em que se realiza o casamento. ■ Tentativa: E juridicamente inadmissível, em razão da condição de procedibilidade inserta no parágrafo único. ■ Pena: Detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: E de iniciativa privada. O direito de queixa só pode ser exercido pelo cônjuge enganado e após o trânsito em julgado da sentença que anule o casamento por erro ou impedimento, segundo preceitua o parágrafo único deste art. 236.

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Código Penal

Arts. 236 a 238

Trata-se de condição especial exigida para o exercício da ação penal, mas sua natureza jurídica é polêmica: para uns, seria condição objetiva de punibilidade e, para outros, condição de procedibilidade. Sucessão: E inaplicável a sucessão de queixosos prevista pelo § 49 do art. 100 do CP, pois o direito é personalíssimo. CONHECIMENTO PRÉVIO DE IMPEDIMENTO Art. 237. Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta: Pena — detenção, de três meses a um ano. ■ Transação: Cabe (art. 76 da Lei n° 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Conhecimento prévio de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (ou ambos os cõnjuges) que contrai matrimônio sabendo da existência de impedimento absoluto. ■ Sujeito passivo: 0 Estado e o cônjuge desconhecedor do impedimento. ■ Tipo objetivo: Para a incriminação, é suficiente que o agente se case conhecendo (sabendo) a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta. Tais impedimentos são os arrolados nos incisos I a VIII do art. 183 do CC. Se ambos os contraentes souberem do impedimento, serão co-autores (CP, art. 29). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que para vários autores pode ser o eventual (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. III, p. 704; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. III, p. 304), embora, a nosso ver, a expressão "conhecendo" exija dolo direto. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Erro: O erro quanto ao impedimento exclui o dolo (CP, art. 20). 0 engano quanto ao alcance legal do impedimento reflete na culpabilidade (CP, art. 21). ■ Consumação: Com a realização do casamento. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Se o impedimento conhecido for o do art. 183, VI, do CC (ser casado), o crime será o do art. 235 do CP (bigamia). ■ Pena: Detenção, de três meses a um ano. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

SIMULAÇÃO DE AUTORIDADE PARA CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO Art. 238. Atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento: Pena — detenção, de um a três anos, se o fato não constitui crime mais grave. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Simulação de autoridade para celebragão de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge de boa-fé. ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito formal, para cuja consumação não é necessário que o matrimônio seja efetivamente celebrado. A conduta é atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento. Como bem registra MAGALHÃES NORONHA, "a atribuição falsa requer conduta inequívoca do agente, a demonstrar que ele se diz com essa competência" ( Direito Penal, 1995, v. III, p. 306).

099/95). 238 é expressamente subsidiário. ■ Subsidiariedade: O delito do art. Simu/ação de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. SIMULAÇÃO DE CASAMENTO Art. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. na hipótese de ser necessário o consenti mento destes. e dentro de um mês após o conhecimento do fato. de um a três anos. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. § 2 2 . Incorre na mesma pena o co-réu. devendo esta ser o nubente enganado ou seus responsáveis. E necessário. portanto. ■ Pena: Detenção. art. do CP. iludidos. pelo agente. Simular casamento mediante engano de outra pessoa: Pena — detenção de um a três anos. Não há punição a título de culpa. se o fato não constitui crime mais grave. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. 238 a 240 Código Penal 504 ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. O agente simula casamento mediante engano de outra pessoa. § 1 2. de quinze dias a seis meses. ■ Sujeito passivo: O Estado e o contraente ou seu representante legal. ou seja. Se nenhum deles é enganado. ■ Consumação: Com a efetiva simulação. 328. ■ Confronto: Se o agente aufere vantagem. Inexiste modalidade culposa. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 239. representar). Jurisprudência ■ Concurso de pessoas: Pode ser partícipe a pessoa que consegue o falso juiz de paz (TACrSP. ■ Concurso de pessoas: Poderão ser partícipes o escrivão. que será excluído pelo erro do agente quanto a sua competência. A ação penal somente pode ser intentada pelo cônjuge ofendido. testemunhas ou outras pessoas. ■ Consumação: Com a prática. Cometer adultério: Pena — detenção. 89 da Lei n° 9. inexiste o delito. . ADULTÉRIO Art. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". ■ Tentativa: Admite-se.Arts. com engano de outra pessoa. ■ Tentativa: Admite-se. Na escola tradicional é o "dolo genérico". que o casamento seja simulado mediante (por meio de) engano de outra pessoa. ■ Subsidiariedade: O delito do art. parágrafo único. de qualquer ato próprio da função que falsamente se atribui. RT 488/382). de modo que ficará excluído se o comportamento configurar crime mais grave ou constituir elemento deste último. de um a três anos. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é simular(fingir. 240. ■ Pena: Detenção. 239 é expressamente subsidiário e será excluído se for o meio (elemento) empregado para a prática de delito mais grave. a vontade livre e consciente de simular casamento.

ainda que uma delas aja sem conhecimento ou seja penalmente irresponsável. há. 100 do CP. para revogar este art. 382). A ação penal não pode ser intentada: I — pelo cônjuge desquitado. § 42 . Código Penal Brasileiro Comentado. a ser contado pela regra do art. como causa de separação judicial (art. ■ Sujeito passivo: Somente o cônjuge enganado. p. se este não tiver sido julgado definitivamente (H. v. 311). 317 do Código Civil. A primeira corrente (a) é a mais acertada e tem a seu favor a jurisprudência recente. 1959. 714). 381). O crime não se extingue ( MAGALHÃES NORONHA. o dolo deve ser excluído pela ignorância quanto ao estado de casado do outro (erro de tipo do art. Direito Penal. III. Não subsiste o crime (ROMÃO CORTES DE LACERDA. p. vide jurisprudência no art. v. ■ Ação penal: É de iniciativa privada (queixa-crime). 1959. v. II — se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no art. ■ Transação: Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada. p. v.505 Código Penal Art.099/95). v. Comentários ao Código Penal. A nosso ver. 103). 5 2 da Lei n 2 6. o adultério não mais deveria ser tipificado como crime. a. Só o caracteriza o coito vagínico (BENTO DE FARIA. expressa ou tacitamente. VI. Quanto à anulação do casamento. entendimentos diversos sobre seus efeitos: a. para o co-réu. também. continuando apenas na órbita civil. ou seja. Também configura o coito anormal ou qualquer ato sexual inequívoco (DAMásIO DE JESUS. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada. 10 do CP. 240 § 32 . 240. H. a vontade livre e consciente de praticar adultério. 714). FRAGOSO. Direito Penal. É pressuposto da infração a existência formal e a vigência de anterior matrimônio. é o "dolo genérico". b. ■ Consumação: Com a efetiva relação sexual. vide jurisprudência no art. Quanto à significação do que seja o adultério que o Código menciona. de quinze dias a seis meses.515/77). ■ Objeto jurídico: A organização jurídica da família e do casamento. Relativamente à pessoa separada judicialmente (desquitada). 165. Lições de Direito Penal — Parte Especial. em curso. . É inaplicável a sucessão consignada pelo § 4 2 do art. 1959. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Conciliação: Cabe (arts. VIII. ROMÃO CORTES DE LACERDA. 1995. v. 20). e a pessoa que tem aquela relação com a casada (§ 1 2 ). 1965. II — pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. O juiz pode deixar de aplicar a pena: I — se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. 198. Extingue o crime. p. v. 1965. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (homem ou mulher) que tem relação sexual fora do matrimônio (caput). p. 310. III. FRAGOSO. VIII. III. art. v. p. 3. com apoio em HUNGRIA. Na doutrina tradicional. Adu/tério ■ Observação: Há projeto de lei. 1995. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. ■ Pena: Para o agente e para o co-autor é igual: detenção. porquanto só pode ser cometido por duas pessoas (de sexos opostos). 100 do CP. III. ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito de concurso necessário. Lições de Direito Penal. 72 a 74 da Lei n" 9. Comentários ao Código Penal. MAGALHÃES NORONHA. há posições diversas na doutrina brasileira. vide nota ao § 3 2 . Inexiste forma culposa. Trata-se de prazo especial de decadência (vide notas ao CP. p. Direito Penal. b. 1996. somente podendo ser intentada pelo cônjuge ofendido e dentro de um mós após o conhecimento do fato (§ 2 2 ). c. p.

■ II. pois o direito à ação penal é personalíssimo e não pode ser transferido a outros queixosos. Pelo cônjuge desquitado (separado judicialmente). indícios razoáveis de que o delito tenha ocorrido. Não se exige o rigorismo do nudus cum nuda in eodem lecto. ■ Natureza e efeitos: Quanto à natureza e efeitos do perdão judicial. RT 435/382. ■ Conceito penal de adultério: Prevalece o entendimento de que o adultério. é suficiente que haja. ou. ■ Recebimento da queixa: Para o recebimento da queixa. Pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. ■ Separação judicial e perdão judicial: Aplica-se o perdão. Perdão judicial (§ 42 ) Jurisprudência . Obviamente. mv — Julgados 92/79). o que se pode traduzir pelas circunstâncias em que o casal é encontrado. RT783/653). Se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no revogado art. cujo prazo é fatal e peremptório (TACrSP. A ação penal por adultério somente pode ser exercida dentro de um mês após o conhecimento do fato. o exemplo mais comum é a posterior coabitação. a prática do delito (TACrSP. 240. ■ Casos: O juiz pode concedê-lo: ■ I. do CP. n° 11). RTJ 93/532). IX. a ação penal não pode ser intentada: ■ I. porque o dever de fidelidade conjugal foi rompido (TACrSP. o ingresso tardio em juízo. se cometido o adultério após o abandono do lar e cessação da vida em comum (TACrSP. /mpedimentos ao exercício da alão pena/ (§ 3°) ■ Noção: Por expressa disposição deste parágrafo. ■ Inquérito policial: O inquérito policial não é elemento indispensável para a propositura de ação penal por adultério (STF. não se considerando como tal meras suspeitas (STF. anuiu. mv— RT732/716). Julgados 79/286). 486/318. 5° da Lei n° 6. ■ II. Quanto ao perdão tácito. mv— RT732/716). 107.515/77 (conduta desonrosa ou qualquer ato que importe em grave violação dos deveres do casamento e tornem insuportável a vida em comum). Código Penal e sua Interpretação Jurisprudencial. Julgados 80/539. 317 do CC (adultério. RT721/467). RTJ 120/191). ainda pendente de decisão (TARJ. v. de tal forma a sugerir a prevaricação conjugal (TACrSP. só se tipifica com a conjunção carnal. 1995. Jurisprudência Criminal. no inquérito policial. 2637). 240 Código Penal 506 100 do CP. FRAGOSO. Se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. não definido em nosso Código. ■ Decadência: Conta-se o prazo decadencial a partir do conhecimento inequívoco do fato. Julgados 79/285). vide nota ao art. Não faz jus ao perdão. 1979. TARJ. RT 486/310). contra: H. e não apenas com atos sexuais inequívocos (TACrSP. permitiu. "Consentiu" entende-se como aquiesceu. a nosso ver. não se caracteriza o crime deste art. sevícia. compreende também o divorciado (ALBERTO SILVA FRANCO e outros. injúria grave ou abandono do lar durante dois anos consecutivos). Basta o encontro do casal em lugar e situação que autorizem supor. Conta-se do conhecimento certo e seguro (TACrSP. 531/352). expressa ou tacitamente. também os equivalentes do art. Faz jus ao perdão judicial. que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. embora já tivesse ingressado com pedido de separação judicial. ■ Separação de fato e atipicidade: Se o casal já estava separado de fato quando de eventual prática do adultério. p. tentativa de morte.Art. I. devido ao retardamento do inquérito. não impede a decadência. quando as fotografias tiradas no flagrante mostram a mulher de camiseta e roupa íntima (TACrSP. necessariamente. mv— RT723/614). se o casal permanecia sob o mesmo teto. se os cônjuges já estavam separados de fato (TACrSP. Simples beijos e abraços com outra mulher não configuram (TACrSP. RT514/382.

DJU 22. o nascimento de pessoa viva. provocar. Não há forma culposa. ■ Tipo objetivo: Promovertem o sentido de dar causa. ■ Competência: Compete à Justiça Federal julgar o crime do art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão. in RBCCr 10/223). 1965. ■ Pena: Reclusão. ■ Consumação: Com a inscrição no registro civil. RSE 150. 241 (TJSP. 812.94. vide art. 242. Comentários ao Código Penal. 53139). III. Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente: Pena — reclusão. Dar parto alheio como próprio. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.95. ■ Prescrição: Há duas orientações na doutrina: a. ■ Concurso de crimes: O crime de falsidade fica absorvido. p. RT 403/124). ocultar recém-nascido ou substituí-Io. 1995. do CP (H. Parágrafo único. 241 do CP (TRF da 2 R. mas seu estado civil foi alterado. que simulou a gravidez e o nascimento durante a sua ausência (TJSP. 1959. p. III. Ap. 389. pp. FRAGOSO. e 393). registrar como seu o filho de outrem. 241. p. VIII. ■ Confronto: Se o registro é de filho alheio. b. de dois a seis anos. ■ Concurso de crimes: Os crimes de falsidade e uso de documento falso ficam absorvidos pelo delito do art. Jurisprudência PARTO SUPOSTO. 5999. A conduta deve visar à inscrição (registro) de nascimento inexistente. quando perpetrado para uso perante o Governo Federal. 2 á figura. . IV. Direito Penal. que consiste na vontade livre e consciente de promover a inscrição.9. DJU 14. p. Se o crime é praticado por motivo de reconhecida nobreza: Pena — detenção de um a dois anos. o termo inicial segue a regra do art. ■ Tentativa: Admite-se. a infração penal poderá ser outra. de dois a seis anos. de dois a seis anos. 722. efetivamente. ■ Sujeito passivo: O Estado e a pessoa prejudicada pelo registro. 241 e 242 Capítulo II DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO REGISTRO DE NASCIMENTO INEXISTENTE Art. 242. RT381/152). v.. Registro de nascimento inexistente ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. mas não a deste art. v. nascimento que não existiu ou nascimento de natimorto. 241. a fim de obter permanência no País (TRF da 2 R.. podendo o juiz deixar de aplicar a pena. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Confronto: Se ocorreu. por ser o falso elemento do crime do art.2. obedece à regra geral (ROMÃO CORTES DE LACERDA. isto é. do CP. 111. v. requerer. nota. SUPRESSÃO OU ALTERAÇÃO DE DIREITO INERENTE AO ESTADO CIVIL DE RECÉM-NASCIDO Art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Erro: Fica isento de pena o réu que promoveu o registro enganado pela co-ré. 241. MAGALHÃES NORONHA. 316). Na escola tradicional é o "dolo genérico".507 Código Penal Arts.

■ Tentativa: Admite-se. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 22 . A finalidade é exigida para todas as figuras do art. 242 (BENI CARVALHO. ■ Ação penal: Pública incondicionada. às duas últimas figuras (ocultação e substituição) ou alcança. 242 não basta que a mulher. também. há duas opiniões divergentes: 1. Em face do princípio da isonomia (art.898. Direito Penal. a partir da vigência da Lei n° 10.7. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. parentes ou não. simplesmente. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ou seja. de 30. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.1.87. 242). Jurisprudência figura da . diga que um recém-nascido é seu filho. Não há punição a título de culpa. p. mas não descaracteriza o crime (TER. no art. A finalidade só se refere às figuras de ocultar e substituir (MAGALHÃES NORONHA. ■ Consumação: Com a situação que altera. Assim. entendemos que.113. p. ou há parto real. ou perdão judicial. caput.3. I I I. ■ Motivo: O fato de ser nobre o motivo do parto suposto ameniza a pena e permite a aplicação do perdão judicial. 52 . ■ Pena: Reclusão. Parto suposto (10 figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. em vigor a partir de 12. v. VII 1. parágrafo único. v. a filiação da criança. 241 do CP. DJU 2. 1959.113.4. Elemento subjetivo do tipo: discute-se se a finalidade inscrita no final do artigo ("suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil") refere-se. as duas primeiras (parto suposto e registro de filho alheio).099/95). 391). ROMÃO CORTES DE LACERDA. Comentários ao Código Penal. 355). 100 do CP. nela não se enquadrando o fato oposto de dar parto próprio como alheio. ■ Concurso de crimes: Este crime absorverá eventual falsa inscrição no registro civil. 5639). p. cabe a transação no parágrafo único. RCr 1. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. de 12. A respeito. de fato. RCr 1. Não se faz necessário o registro civil falso. tão-só. p. 2 ■ Alteração: Caput e parágrafo único com redação dada pela Lei n 6.02. nota Prescrição). Na figura privilegiada (vide parágrafo único). 89 da Lei n 9. 316. Mister se faz a criação de situação em que prenhez e parto são simulados e é apresentado recém-nascido alheio como se fosse próprio. ■ Concurso de pessoas: Outras pessoas. a vontade livre e consciente de dar parto alheio como próprio. ■ Prescrição: Na hipótese de existir falsidade em registro civil (absorvida pelo art.81. ■ Divisão: O art. Crimes contra a Religião.4. existem duas orientações (vide. de dois a seis anos. Para a tipificação do art. DJU 2. podem ser co-autores ou participes. p. 5639). ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. ■ Sujeito ativo: Só a mulher. 242 do CP contém quatro figuras distintas em seu caput e a figura privilegiada no parágrafo único. os Costumes e a Família. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art.259. ou com a supressão ou alteração dos direitos. detenção de um a dois anos. 1943.Art. 242 Código Penal 508 ■ Transação: De acordo com o art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 2. a transação será cabível. ■ Sujeito passivo: Os herdeiros prejudicados.01.259/01. mas o natimorto é substituído por filho de outrem.87. 1995. da Lei n 2 10. ■ Tipo objetivo: A descrição é dar parto alheio como próprio. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria no crime de parto suposto (TER.

por si só.80. ■ Tentativa: Admite-se. RT 551/404. Na prática. TJSP. pena e ação penal: Iguais aos do caput. muitos casais. 299 requer (STF. Por meio de tal prática. registra filho alheio como próprio (TJSP. sustentava-se a atipicidade do fato. RJTJSP 93/440). Pune-se a ação de registrar como seu o filho de outrem.898/81. RJTJSP80/395). ■ Tipo subjetivo: É o dolo. este passou a ser o crime de quem. ela poderá até prejudicá-los. independentemente do expediente adotado. ■ Tipo objetivo: O núcleo é registrar. 528/322. de 30. 242 deu nova definição penal à chamada adoção à brasileira.81. mas de terceira pessoa.3. TJSP. a intenção de beneficiar os autores daqueles registros. promover sua inscrição no registro civil. para conferir Jurisprudência da 2g figura . O nascimento é real. e sim neste art. O fato do registro de filho alheio como próprio haver sido efetuado em data anterior à Lei n° 6. APn 29. em vez de adotar regularmente uma criança. Com a Lei n° 6. RT698/337.4. pois este é elementar do delito (TJSP. A inovação introduzida teve. TFR. ■ Consumação: Com o efetivo registro (ou com a supressão ou alteração. na verdade. e agindo sem o intuito de alterar a verdade nem de prejudicar direito ou criar obrigação (TACrSP. ■ Concurso de crimes. RT525/428). 299 e parágrafo único do CP (falsidade ideológica em assentamento do registro civil). consignado no final do artigo (vide. 2003. ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. a doutrina e jurisprudência mais modernas invariavelmente entendiam que não havia o crime quando a falsidade do registro era praticada por motivo nobre. RJTJSP93/440). de modo que não pode ser aplicada aos registros ocorridos antes de sua vigência (STF. Antes da Lei n° 6. 299. É discutível a exigência ou não do elemento subjetivo do tipo. 242 do CP. ■ Irretroatividade: A nova redação do art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. RJTJSP 162/303). aquelas pessoas só poderão obter o perdão judicial. na hipótese de reconhecer-se o elemento subjetivo do tipo). referente à especial finalidade de agir (para supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil). não é seu filho.509 Código Penal Art. 242 não é mais benigna. porém. RT542/339. 242 Registro de filho alheio (2g figura do caput) ■ Observação: A alteração introduzida neste art. ■ Concurso de pessoas: Pode haver. RT 595/336). preferiam registrá-la como sendo seu filho. consistente na vontade consciente e livre de registrar. Ou seja. em vista da ausência do elemento subjetivo do tipo que o art. TJRJ. Na dependência de ser reconhecida ou não a existência do elemento subjetivo do tipo nesta figura (vide nota Tipo subjetivo). ■ Sujeito passivo: O Estado e as pessoas prejudicadas pelo registro. porém sua filiação é diversa da declarada. ■ Retroatividade ou não: Depende de considerar-se se a nova figura beneficia o agente ou.898. ■ Concurso de crimes: O registro de filho alheio absorve o falso. RT600/355. RT591/ 410. no caput. a criança registrada existe. Corretamente. Todavia. 242 (TJSP. o agente declara-se pai ou mãe de determinada criança que. prescrição. ou seja. ■ Aplicação: Com a alteração do art.898/81 não é bastante. nota Tipo subjetivo). ■ Sujeito ativo: Pode ser homem ou mulher (TJSP. DJU 2. p. teoricamente. quando o falso beneficiava o menor em vez de prejudicar seus direitos. o registro de filho alheio não mais se enquadra no art. tal comportamento só era enquadrável no art. que tem a significação de declarar o nascimento. incrimina fato que antes era atípico (vide final da nota Observação). TJSP. ao contrário. ■ Intenção de salvar: Absolve-se quem registra filho alheio como seu com a intenção de salvar a criança. em vez de conseguir a absolvição. Não há forma culposa. RJTJSP 93/440).

■ Concurso de crimes: A eventual falsidade de registro estará absorvida por este crime. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo que o tipo contém. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para alterar ou suprimir). ■ Tipo objetivo: Pune-se a substituição (troca) de recém-nascidos. de acordo com o atual parágrafo único do art. p. ■ Noção: Nas quatro figuras do caput. entende-se a expressão em seu sentido comum e não restrita ao conceito científico. suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil. Ocultação de recém-nascido (3° figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão. se o crime for praticado por motivo de reconhecida nobreza (generosidade. ■ Perdão judicial: Ficando reconhecido que agiu com fim nobre. deixa-se de aplicar a pena. de um a dois anos.3. 4. ■ Consumação: Com a supressão ou alteração dos direitos. ■ Perdão judicial: A Lei n° 6. 243. eis que esse comportamento revelava-se subsumível. 299 e parágrafo único (STF. e multa. vide nota ao art. inseriu. A troca do recém-nascido pode ser por criança viva ou natimorta.10. Como recém-nascido. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. 242 (TFR.038. de um a cinco anos. Deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. aplicando o perdão judicial. de 30. ■ Tentativa: Admite-se. atribuindo-se a um os direitos de estado civil do outro. mais um caso de perdão judicial.81. ■ Consumação: Com a efetiva supressão ou alteração dos direitos. 242 e 243 Código Penal 510 atipicidade à conduta dos agentes. 10810). . IX. do CP.). solidariedade etc. 107. ■ Sujeito passivo: Os recém-nascidos substituídos. desprendimento.Arts. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Ap. Na escola tradicional é o "dolo específico". em tese. isto é. mv— RTJ 143/129). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.81. referente ao especial fim de agir (para supressão ou alteração). ou deixar de fixá-la. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. Inexiste modalidade culposa. Não é necessário à configuração o registro de nascimento das crianças substituídas. ■ Tentativa: Admite-se. DJU 29. ■ Tipo objetivo: Ocultar é esconder. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. Não basta para a tipificação a mera ocultação. Quanto à natureza extintiva da punibilidade desse instituto. ao art.898. sonegar. ■ Sujeito passivo: O recém-nascido. ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. é necessário que esta seja acompanhada da privação dos direitos do recém-nascido. o juiz poderá aplicar a pena de detenção. humanidade. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo específico". no parágrafo único. Substituição de recém-nascido (4$ figura do caput) Figuraprivilegiada (parágrafo único) Jurisprudência SONEGAÇÃO DE ESTADO DE FILIAÇÃO Art. Não há modalidade culposa.

Parágrafo único.7. deve ser abandonada em instituição pública ou particular. fixada ou majorada. ■ Tentativa: Admite-se.099/95). o simples abandono: é necessário que este seja acompanhado de ocultação da filiação ou atribuição de filiação diversa. Não há forma culposa. ' de qualquer modo. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. poderão ser autoras do crime. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo consistente no especial fim de agir (com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil). de modo que outras pessoas. 89 da Lei n° 9. de prover à subsistência do cônjuge. inclusive por abandono injustificado de emprego ou função. 243 do CP só pode ser reconhecido se houver intenção de prejudicar direitos relativos ao estado civil (TJSP. e multa. Abandono material ■ CR/88: Sobre pais e filhos. também. RT542/341). deixar. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. além dos pais. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. 89 da Lei n° 9.Estatuto do Idoso (vide Anexo X). ou de ascendente inválido ou valetudinário. caput. de um a quatro anos. ** Conforme o original. ou de filho menor de dezoito anos ou inapto para o trabalho. de 25. 227. 133 e 134 do CP. Não é preciso que se trate de criança já registrada. 244. embora devesse ser "elide". Nas mesmas penas incide quem. o pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. vide arts. portanto. com nova redação determinada pela Lei n° 10. sem justa causa.511 Código Penal Arts. Na corrente tradicional indica-se o "dolo específico". fixada ou majorada. gravemente enfermo: Pena — detenção. e multa.478.68. ■ Confronto: Vide. Sonegação de estado de filiação ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. § 69 . ■ Tipo objetivo: A norma refere-se a filho próprio ou alheio. Deixar. * Art. não se enquadrando neste tipo a ação de largar em outro local. e 229 da Magna Carta. O comportamento é descrito como deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. frustra ou ilide. 243 e 244 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Consumação: Com o abandono de que resulte ocultação ou alteração do estado de filiação. sem justa causa. arts. Jurisprudência Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR ABANDONO MATERIAL Art.099/95). ■ Pena: Reclusão. como fim de prejudicar direito inerente ao estado civil. ■ Elemento subjetivo: O crime do art. ■ Sujeito passivo: A criança lesada em seu estado de filiação. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. porém. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Não basta. de socorrer descendente ou ascendente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. . A vítima. sendo solvente. ■ Alteração: Artigo e parágrafo único com redação determinada pela Lei n°5.741/03 . de um a cinco anos. 244.

fixada ou majorada. ■ Tentativa: E controvertida sua admissibilidade. sem justa causa. bisneto etc. 244 não foi alterada pela Lei n r 7.Art. ■ Pena: Detenção. à época do delito. isto é. E imprescindível que a pensão tenha sido determinada judicialmente. com as mesmas penas do caput. A obrigação de prover à subsistência pode caber a mais de um parente. ou de filho menor de 18 anos ou inapto para o trabalho. alimentação. ainda. prover a subsistência dos dependentes (TACrSP. Julgados 77/356. ■ Sujeito ativo: Somente os cõnjuges. "gravemente enfermo". de socorrer descendente ou ascendente gravemente enfermo. de prover à subsistência do cônjuge. ascendentes ou descendentes.478/68 (Lei de Alimentos). o pagamento de pensão. ou seja. bisavô etc.11). "Valetudinário" é o incapaz de exercer atividade em razão de idade avançada ou estado doentio. inclusive por abandono de emprego ou função. frustra (engana. ■ Confronto e concurso de pessoas: Vide Lei n° 5. não o faz por absoluta hipossuficiência econômico-fi- . faltar ao pagamento de pensão ou deixar de socorrer. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. art. ■ CR/88: Estando a prisão civil condicionada ao "inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia" (art. Não se configurará o delito se a pessoa a ser assistida possuir recursos próprios para subsistir. a vontade livre e consciente de não prover à subsistência (TACrSP. Aqui. avô. sendo solvente. vestuário e remédios. Frustração de pagamento de pensão (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A disposição inserta no parágrafo único pune. a ressalva sem justa causa. 95/78). Ao contrário da lei civil. Deixar. "Recursos necessários" são os estritamente necessários à habitação. ■ Confronto: Vide Lei n°5. em que a falta de justa causa é elemento normativo: a. como o que se fixa para o pagamento de pensão. ■ Consumação: Com a efetivação das condutas incriminadas. 92.). pais. 49). de qualquer modo. como efeito extrapenal da condenação. burla) ou elide (suprime. O crime é permanente. elimina). mas a assistência suficiente prestada por um supre a obrigação dos demais. 244. ■ Sujeito passivo: As mesmas pessoas. RJDTACr 12/133-4). a condenação de acusado de parcos recursos milita contra o desiderato do legislador penal. fixação ou majoração. não podendo ser confundido com o mero inadimplemento de prestação alimentícia acordada em separação judicial (TACrSP. não lhes proporcionando os recursos necessários. ou de ascendente inválido ou valetudinário. Observações: 1. neto. b.) ou "descendente" (filho. médicos etc. também. 244 Código Penal 512 ■ Objeto jurídico: A proteção da família. ■ Pensão alimentícia: Não comete o crime o agente que. e multa. com enfermidade física ou mental grave. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". mas respeitados os prazos processuais civis eventualmente cabíveis. de abandono material (remédios. em razão de acordo. A pena pecuniária deste art. no comentário ao CP. Faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. Deixar. E inaplicável a declaração de incapacidade para o exercício do pátrio poder. obrigado por decisão judicial a prestar alimentos.478/68. art. na prática.) de "ascendente" (pai. com mais razão há de se ressaltar essa perspectiva no Direito Penal. Cuida-se. de um ano a quatro anos. caput. c. pois é notório que o cidadão com antecedentes criminais tem grande dificuldade de encontrar ocupação lícita. ■ Tipo subjetivo: O delito de abandono material exige o dolo. tornando impossível. contém três figuras típicas. Não há forma culposa do delito. ■ Ação penal: Pública incondicionada. que se expressa pela vontade livre e consciente de deixar de prover à subsistência. 2. LXVII). de forma provisória ou definitiva. o CP marca em 18 anos a idade do filho. RT728/566). ■ Tipo subjetivo: O dolo. que é elemento normativo. sem justa causa.209/84 (vide nota Multas especiais. aplica-se. quem. pois a pena é detentiva e não reclusiva (CP. ■ Tipo objetivo: Este art.

se o agente deixou de sustentar por motivo independente da sua vontade (TACrSP. RT 519/398). TACrSP. para configurar a primeira modalidade do art. RT 506/449. JTAPR 2/299). RJDTACr 10/36). RT786/663) ou se não era solvente à época da obrigação (TACrSP. após condenação transitada em julgado. se o agente deixa o lar para constituir nova família (TACrSP.5. 8. 78/368). TACrSP. Ap. física e mentalmente. Contra: Não há como responsabilizar o acusado. 244 do CP (TACrSP. in Bol. Carência de recursos do acusado é justa causa (TACrSP. 8. o estado de necessidade alegado (TACrSP. 421/255). 93/58). PT 764/632. em tese.95. ■ Abandono do lar: O abandono do lar não significa. Julgados 93/56. ■ Justa causa: É indispensável a demonstração de falta de justa causa para a omissão dos pais a fim de caracterizar o crime deste art. Não há dolo. ■ Auxílio de terceiros: Não se livra o réu pelo fato de terceiros evitarem que os seus filhos passem fome (TACrSP. Incide no art. 244. ainda que provisoriamente. sem justa causa (TJMG. sendo de toda lógica esperar que a pensão alimentícia.5. ■ Consumação: Na hipótese de falta de pagamento de pensão. ■ Perseveração: Perseverando o agente. Se a obrigação de prover cabe a mais de uma pessoa. RT 543/380). 244 nanceira (TJGO. Desde que avençada a pensão alimentícia. Sendo a falta de justa causa elemento normativo do delito. RT608/333. caso devida. ■ Filho adulterino (designação proibida pela CR/88. e.956). ■ Separação de fato: O marido. Julgados 87/386.956. RT 783/650). Julgados 70/290). impõe-se a condenação (TJRS. Ap. A hipossufi ciência econômica afasta a tipicidade (TACrSP. AASP n° 1. o abandono material (TACrSP. 244 (TACrSP. ■ Necessidade ou não de prévia fixação de pensão: É inaceitável a tese da prévia fixação dos alimentos no cível e o seu não-pagamento pelo réu. RJDTACr 12/133-4). não. RT 423/386). RJDTACr 12/44). 577/383). E irrelevante a alegação de que não lhe era permitido visitar os filhos e. pode praticar o delito de abandono material (TACrSP. RT 404/301). a filiação espúria (TACrSP. in Bol. Julgados 81/446. ■ Reconciliação: Reconciliado o casal. TAPR. RT 761/711). ela se torna desde logo exigível (TACrSP. 244 do CP (TACrSP. se houve alteração em sua situação econômica ou dos filhos. Se o agente não prova que deixou de prover a subsistência da família por motivo justificado e que inexistiu dolo na recusa. Julgados 85/302. se no juízo cível vem sendo discutida a situação do casal. e passando a família a .95. ■ Pagamento posterior: Não descaracteriza o crime já consumado (TACrSP. RJDTACr 23/61). RJDTACr 16/56). é necessário que o agente esteja capacitado. AASP n° 1. mesmo separado de fato. impõe-se a instauração de nova ação penal contra ele (TACrSP. e não a que resulta de falta de recursos para pagar a pensão alimentícia a que foi civilmente condenado (TACrSP. art. RT 543/380). RT 490/343). 68/290. Julgados 79/225). pelos meios que a lei civil admite. RT 638/306. 904. 904. § 62): 0 filho adulterino é incluído na proteção do art. Para que se tipifique o delito. RT 760/701). j.513 Código Penal Art. deve providenciar a exoneração ou redução da obrigação (TACrSP. Julgados 85/303. consuma-se o delito no momento em que deixa de pagá-la na data marcada (TACrSP. seja ali adequadamente fixada (TACrSP. RT 400/302). j. Só é punível a frustração intencional. ■ "Deixar de prover" (1 2 figura): O que a lei pune é deixar de prover à subsistência da família. RT 756/611). RJDTACr 22/40).899-6. necessariamente. durante o processo. RT 587/338. 227. ainda que se tenha constatado o encargo supletivo da mãe (TACrSP. Igualmente o pai que não pensiona os filhos. Contra: Tipifica-se o delito quando não comprovado pelo acusado. RT 726/683). Não há justa causa para o abandono material. a cumprir sua obrigação (TACrSP. RJDTACr 21/62). satisfatoriamente. a suficiente assistência prestada por alguma delas supre a obrigação das demais (TACrSP.899-6. 0 filho adulterino só pode ser sujeito passivo quando provada. RT 494/351). Julgados 86/337. a prova de sua ausência incumbe à acusação (TACrSP. quem não paga pensão alimentícia fixada ou homologada judicialmente em favor dos filhos (STF. a prover insuficientemente (TACrSP.

da CR/88) e da analogia in bonam partem. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. que essa pessoa. 89 da Lei n2 9. se o agente pratica delito para obter lucro. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Entrega de filho menor a pessoa in/dõnea ou perigosa (caput) ■ Alteração: A Lei n 2 7. ■ Transação: De acordo com o art. ■ CR/88: Sobre pais e filhos. pois. de 12. de um a dois anos. ou se o menor é enviado para o exterior. RT 518/385). auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior. esse lapso deve ser juridicamente relevante. pode configurar o ato de quem abandona emprego para.84. a partir da vigência da Lei n 2 10. ■ Tipo objetivo: Entende-se entregar como deixar sob a guarda ou cuidado. embora excluído o perigo moral ou material. Incorre. ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA Art. RTJ 88/402). independentemente da natureza da filiação. ■ Concurso: A ação de deixar de prover a vários filhos e a mulher não configura concurso formal. Basta a situação de perigo abstrato. contra.209/84. devendo ser expressa em salário mínimo (TACrSP. 244 e 245 Código Penal 514 conviver novamente no lar comum. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. entendendo não ser permanente: TACrSP. em vigor a partir de 12. deu nova redação ao caput e introduziu os dois parágrafos.259/01. possa colocá-lo em perigo moral ou material.11. 2 2 .251. Em face do princípio da isonomia (art. de efetuar o pagamento de pensão na data estipulada. não se tratando de crime permanente (TACrSP.02.Arts. por mais de um mês. caput. RT 518/385. Embora a rubrica se refira a pessoa inidônea. 245. Julgados 65/251. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. parágrafo único. Julgados 96/217). A pena é de um a quatro anos de reclusão. a nova redação do dispositivo alcança . na pena do parágrafo anterior quem. 100 do CP. mv — RJDTACr 27/25). ■ Continuidade: Caracteriza crime continuado a conduta do agente que deixa. Embora não se requeira que a entrega seja por maior tempo. § 22 . Incrimina-se a entrega do filho menor de 18 anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo.7. da Lei n 2 10. Assim.099/95). § 1 2. ■ Objeto jurídico: A assistência aos filhos menores. 244 do CP não foi alterada pela Lei n° 7. E necessário. naturais ou adotivos). a cuja companhia o filho é entregue. ■ Classificação: E delito omissivo e permanente (TACrSP. também. 227. frustrar o pagamento de pensão alimentícia judicialmente fixada (STF.01. entendemos que. com o fito de obter lucro. perde a ação penal a situação antecedente e o delito não é considerado caracterizado (TACrSP. vide arts. ■ Sujeito passivo: O filho menor de 18 anos. cabe a transação no caput. 52 . injustificadamente. e 229 da Magna Carta. pois a ação punida é deixar de prover à família (TACrSP. Entregar filho menor de dezoito anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo: Pena — detenção. RT381/284). de 19. ■ Sujeito ativo: Somente os pais (legítimos.259. a transação será cabível. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e nos §§ 1 2 e 22 (art. ■ Frustração de pagamento (parágrafo (nico): Em tese. § 62. mv — RJDTACr 27/25).1. ■ Multa: A sanção pecuniária do art.

RT748/570). temerárias etc. 245 não só o perigo moral como o material. 239 da mesma lei. ■ Noção: O § 1 2 compreende duas formas qualificadas: 1. ■ Pena: Reclusão. art. ■ Consumação: Com a entrega do filho. art. não se podendo punir o agente quando o perigo só se revelou depois da entrega. 15. de um a quatro anos. CADH. Como exemplos de pessoas capazes de colocar o menor em risco material. através do Decreto Legislativo n° 28/90. Fim de lucro. E necessário que o perigo seja anterior ou concomitante à entrega. Quem recebe não é co-autor desta figura. 18. ■ Tipo subjetivo: E o dolo direto ("saiba") ou dolo eventual ("deva saber"). Figuras qua//ficadas do § 1Q ■ Convenção internacional: O Presidente da República. de 20. Tal resultado deve ser imputável ao agente por dolo (ou. ■ Ação penal: Pública incondicionada. através do Decreto n° 2. CP.8. ■ Tentativa: Admite-se. art. ■ Questão prejudicial: Não tendo o juízo cível apreciado o tema da falsidade das adoções. Se o menor é enviado para o exterior. vide art. 1. lembramos os que o podem conduzir a atividades arriscadas. mediante paga ou recompensa". assinada na Cidade do México em 18. pois o tipo não contém referência expressa a culpa (cf. ■ Formas qualificadas: Quando os pais visam a lucro. insalubres.710/90. ■ Concurso de pessoas: Embora delito próprio. CP. 29). art. II e parágrafo único). quando o filho é enviado para o exterior. O erro quanto ao perigo deve ser avaliado de acordo com o art. de um a dois anos. ■ Tráfico internacional de menores (após a entrada em vigor. as pessoas que se dedicam à prostituição. 20 do CP. da Convenção /nteramericana sobre Tráfico Internacional de Menores): Tendo o Congresso Nacional. 5 2 . incorporado ao direito pátrio os preceitos contidos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. crime.515 Código Penal Art.3.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). ■ 2 °. RT 748/570). ■ Pena: Detenção. XXXIX. vide art. Jurisprudência do § 1°. vide § 1 2 deste artigo. Quanto ao risco moral. 238 da Lei n°8. não há mais de se discutir sobre a competência da Justiça Federal em casos de tráfico internacional (STJ. determinou o cumprimento em nosso País da Convenção Interamericana sobre Tráfico Internacional de Menores. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ 1 á Forma — Fim de lucro: Incide o § quando a entrega do filho menor é praticada para obter lucro. não faz coisa julgada na esfera penal a decisão cível que deferiu a adoção de menor a casal estrageiro (STJ. PIDCP. 9 Q . Além disso. art. levando tal interpretação à violação do princípio da reserva legal (CR/88.94. Se o agente "promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro". art. seria insólito cominar-se idêntica sanção tanto a quem age por dolo como culposamente. Basta a finalidade (que é elemento subjetivo do tipo). pode haver participação de terceiros (CP. e o Governo Federal. Não se pode interpretar a locução verbal "deva saber" como indicadora de culpa. Não incide a figura qualificada se o menor não chega a sair do nosso País. culposamente — preterdolo). ao menos. ■ Confronto: Se o agente "prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro.Forma — Enviado para o exterior: Pune-se mais gravemente a entrega. 21 forma . após a sua devida ratificação pelo Poder Legislativo. 1 9 ). contravenções de jogo ou de mendicância etc. sem dependência de efetivo dano moral ou material (crime de perigo).98. ou quando da entrega do filho resulta seu envio ao exterior. 2. por força do Decreto n 2 99. sendo dispensável o efetivo proveito econômico dos pais. no Brasil.740.

■ Capacidade de prover: Para a tipificação do delito do art. o agente omite-se nas medidas que podem propiciar instrução primária (de 1° grau) de filho em idade escolar. p. v. Ill. Deixar. Julgados 70/290). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. I. embarque etc. Abandono intelectual ■ CR/88: Sobre o dever de educação. ao contrário. após os 7 anos de idade do filho. autônoma (§2°) ■ Sujeito passivo: Igual ao do caput. ■ Consumação: Com o ato de auxílio. sem justa causa. penúria da família e. Assim. 205. vide arts. 227. 245 e 246 Código Penal 516 Participação ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Tipo objetivo: Pune-se quem auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior. 246 do CP é necessário que o agente esteja capacitado. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 745).099/95). ABANDONO INTELECTUAL Art. a praticar os deveres inerentes ao pátrio poder (TACrSP.099/95). ■ Tentativa: Não se admite. ■ Pena: Reclusão. ou multa. segundo HELENO FRAGOSO. ■ Tipo subjetivo: É o dolo (vontade de auxiliar a prática do ato. ■ Consumação: Entendemos que se consuma o delito quando. ■ Tipo subjetivo: O dolo. v. § 6°) e de viver ele. o que não ocorre nos casos em que a pobreza é a causa determinante da situação (TACrSP. em companhia dos genitores. compra da passagem. art. 1995. Como causas justas podem ser lembradas a falta de escolas ou vagas.Arts. de prover à instrução primária de filho em idade escolar: Pena — detenção. ■ Tipo subjetivo: É mister o dolo. na ultrapassagem da idade escolar ( Direito Penal. e 229. Exemplos: preparação de papéis ou passaporte. de quinze dias a um mês. ■ Pena: É alternativa: detenção. É indiferente que haja ou não risco moral ou material para o menor ("excluído o perigo moral ou material"). ■ Sujeito passivo: O filho em idade escolar. ■ Tentativa: Pode haver. de um a quatro anos. 0 delito configura-se independentemente da legitimidade do filho (CR/88. Julgados 95/78). sua vontade de não cumprir o seu dever (delito omissivo permanente). p. ■ Transação: Cabe (art. Jurisprudência . ou multa. ■ Sujeito ativo: Somente os pais. 334). inequivocamente. de quinze dias a um mês. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Tipo objetivo: Deixar de prover tem a significação de não tomar as providências necessárias. 89 da Lei n° 9. também a instrução rudimentar dos pais (Lições de Direito Penal — Parte Especial. Para MAGALHÃES NORONHA. 76 da Lei n° 9. ou não. ■ Objeto jurídico: A instrução dos menores. 246. física e mentalmente. caracterizado pela vontade livre e consciente de não cumprir o dever de dar educação. com consciência do destino do menor) e o elemento subjetivo do tipo ("com o fito de obter lucro"). 208. independentemente da saída do menor ou da obtenção do lucro (crime formal). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Para a tipificação impõe-se que a conduta seja sem justa causa (elemento normativo). Inexiste forma culposa. o agente revela. distâncias a percorrer. III. 1965.

Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Confronto: No caso de produção ou direção de representação teatral. Abandono morai ■ Objeto jurídico: A preservação moral do menor. Permitir alguém que menor de dezoito anos. Por casa de prostituição (vide art. utilizar o próprio filho ou pessoa a ele confiada. 240 da Lei n 2 8. 240 da Lei n° 8. mas inadmissível na posterior. no momento da conduta proibida.069/90. pois seria absurdo puni-la por não deixar o filho. II — freqüente espetáculo capaz de pervertê-lo ou de ofender-lhe o pudor. ■ Sujeito passivo: O menor de 18 anos. haverá só o crime do art. a vontade livre e consciente de permitir aquelas condutas do menor. sendo necessária a habitualidade. ou seja. televisiva ou película cinematográfica. 247 Art. Não há punição a título de culpa. 76 da Lei n° 9. ■ Mendicância: Incorre no art. ou participe de representação de igual natureza. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância: I — freqüente casa de jogo ou mal-afamada. salvo o inciso IV. ■ Tentativa: Admissível na permissão anterior. ainda. ■ Sujeito ativo: Os pais ou qualquer pessoa a quem o menor tenha sido confiado. ■ Tipo subjetivo: O dolo. televisiva ou película cinematográfica. que requer "dolo específico". ou multa.517 Código Penal Art. na hipótese do inciso IV. o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir ("para excitar a comiseração pública"). sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda. e multa.069/90. primeira parte. ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida. 247. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é permitir alguém (expressa ou tacitamente) que menor de 18 anos. necessário. 89 da Lei n°9. Jurisprudência . o agente que dá permissão aos filhos menores de 18 anos para mendigar. Não pode ser punido o agente se o menor assim se comporta. não basta a conduta ocasional. ■ Erro: O eventual engano do agente. auferindo.099/95). ■ Transação: Cabe (art. ■ Consumação: Se a permissão for dada antes. ■ Absorção: Na hipótese do produtor ou diretor de representação teatral. tenha qualquer dos comportamentos indicados nos incisos. 111 — resida ou trabalhe em casa de prostituição. IV — mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública: Pena — detenção. apesar de sua oposição. de um a três meses. mediante a entrega de bilhetes em que só solicita auxílio financeiro. ou multa. IV. quanto ao local ou atividade. ■ Ação penal: Pública incondicionada. É. com utilização de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica. menor de 18 anos. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. conviva. se posteriora permissão. no ato desta. vide art. RJDTACr 22/41). ■ Pena: É alternativa: detenção. deve ser avaliado à luz do art. 247. proveito próprio (TACrSP. em cena de sexo explícito ou pornográfica. 20 do CP. assim. Quanto aos verbos freqüente. punido com reclusão de quatro a seis anos. resida e mendigue. 229 do CP) entende-se aquela em que o meretrício é exercido e não a casa onde a prostituta mora. de um a três meses.099/95).

algum menor de dezoito anos. art. fiar. ■ Pai separado judicialmente: Não estando o acusado. art.Art. sendo necessária a efetiva fuga (afastamento) do menor ou interdito. c. I II. mas nós entendemos que tal artigo refere-se à decisão penal e não civil ( vide anotação ao CP. incitar. o tutor ou curador. ou multa. 248. transmitir. Jurisprudência . A fuga deve ser clandestina. ■ Sujeito passivo: Os pais. v. b. em virtude de lei ou de ordem judicial. 249. e também o menor de 18 anos ou interdito. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. com o ato de confiar. Induzir é aconselhar. de um mês a um ano. Induzir menor de 18 anos. 756). ■ Ação penal: Pública incondicionada. A expressão legitimamente significa em conformidade com as leis. do tutor ou do curador. 76 da Lei n 2 9. 1965. na c. além do prazo convencionado. Não basta o induzimento. E a entrega arbitrária. ENTREGA ARBITRÁRIA OU SONEGAÇÃO DE INCAPAZES Art. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. p. ou interdito. ou interdito. sem embargo de desquitado. ■ Tentativa: Nas figuras a e b é admissível. 359 do CP (Lições de Direito Penal — Parte Especial. 248 do CP compreende três figuras penais distintas: a. subtrai. sem ordem do pai. TUTELA OU CURATELA INDUZIMENTO A FUGA. Ou deixar. sem justa causa. ■ Pena: E alternativa: detenção. ■ Tipo objetivo: Este art. O consenti mento do menor é penalmente irrelevante. ■ Transação: Cabe (art. ■ Consumação: Na figura a. na c. sem consentimento tácito ou expresso dos responsáveis. sem autorização expressa ou tácita dos responsáveis. na b.: risco para a saúde do menor) afasta a tipicidade. sem justa causa. sonegar. algum menor de 18 anos. Em caso de cônjuge desquitado. não. de entregá-lo (o menor ou interdito) a quem legitimamente o reclame. 89 da Lei n°9. Inexiste punição a título de culpa. em vez de induzir. Para a escola tradicional é o "dolo genérico". RT 500/346). confiar a outrem. com a efetiva fuga. do tutor ou do curador. ou seja. A presença de justa causa (ex. a vontade livre e consciente de induzir. os filhos que lhe foram confiados para visita (TACrSP.099/95). Confiar tem a significação de entregar. 249 do CP. não há falar em infração do art. ou interdito. em virtude de lei ou de ordem judicial. confiar ou deixar de entregar. persuadir. ■ Tipo su. privado do pátrio poder.099/95).Jjetivo: O dolo. /nduzimento a fuga. 248 Código Penal 518 Capítulo IV DOS CRIMES CONTRA O PÁTRIO PODER. ■ Confronto: Se o agente. ou deixar. vide nota ao CP. Se o pai ou responsável deixa de entregar o menor ou interdito a terceiro. desobedecendo mandado judicial. segundo HELENO FRAGOSO o crime seria o do art. sem ordem do pai. ou interdito. Confiara outrem. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. com a demonstração inequívoca da vontade de não entregar. art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. de entregá-lo a quem legitimamente o reclame: Pena — detenção. Deixar de entregar á reter. de um mês a um ano. entrega arbitrária ou sonegação de incapazes ■ Objeto jurídico: Os direitos do pátrio poder. e ter duração expressiva. ou multa. tutela ou curatela. 359). Induzir menor de dezoito anos. 248 do CP por reter.

caso haja induzimento para fuga e não subtração. ■ Tipo objetivo: O núcleo subtrair significa tirar. é também o menor ou o interdito (TACrSP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. em vigor a partir de 12.02. 249.259/01. art. art.099/95). 148 do CP. 159 do CP. sem ter sua guarda em razão de lei ou determinação judicial. 5°. SUBTRAÇÃO DE INCAPAZES Art. de dois meses a dois anos. entendemos que. tutor ou curador. 248 do CP. tutela. a partir da vigência da Lei n° 10. tutores. ■ Confronto: Se a subtração for com fim libidinoso. se este não sofreu maus-tratos ou privações. Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou de ordem judicial: Pena — detenção. se o menor é tirado de quem apenas o cria. 2°. se destituídos ou temporariamente privados do pátrio poder.259.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). se o fato não constitui elemento de outro crime. No caso de restituição do menor ou do interdito. ■ Transação: De acordo com o art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].7. tutores ou curadores. Subtração de incapazes ■ Objeto jurídico: A guarda de menores ou interditos. Inexistirá o crime se o menor fugir sozinho e depois for ter com o agente. Se a finalidade for a obtenção de resgate. tutela.519 Código Penal Arts. O fato de ser o agente pai ou tutor do menor ou curador do interdito não o exime de pena. ■ Distinção: No art. curatela ou guarda v (§ 1 ). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". . retirar. a transação será cabível. RT 638/329). RF 262/287). § 1 2 . Em face do princípio da isonomia (art. 249 em que o menor é subtraído (TAMG. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. A subtração é feita de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. § 2 2 . os próprios menores. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 249. Portanto. Assim. o juiz pode deixar de aplicar pena. RT 527/357). A pessoa que se subtrai é menor de 18 anos ou interdito (submetido judicialmente à curatela). cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Sujeito passivo: Pais. ■ Tentativa: Admite-se. caput.01. ao invés do art. 248 e 249 ■ Sujeito passivo: Além dos pais. 237 da Lei n 2 8. cabe a transação neste art. inclusive pais. eventualmente. 248 há recusa na entrega. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 248 do CP. a conduta não se enquadrará neste delito do art. Se o fim for a privação da liberdade. No art. com o fim de colocação em lar substituto". 249 ele é tirado (TJSP.1. ■ Consumação: Com a efetiva subtração à guarda do responsável. sem justa causa. parágrafo único. enquanto no art. se destituído ou temporariamente privado do pátrio poder. art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. curadores e. 89 da Lei n° 9. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [ vide nota no art. art. 248 o menor é levado a sair. a quem o reclame legitimamente. o delito será o do art. a vontade livre e consciente de subtrair o menor ou interdito. curatela ou guarda. de 12. ou seja. 100 do CP. o crime será contra os costumes. Se o agente "subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. da Lei n° 10. 249 do CP. Não há forma culposa. Se houver apenas induzimento à fuga. ■ Tipo subjetivo: O dolo.

de três a seis anos. expondo a perigo a vida. RT 520/416). não constitui o crime do art. Igualmente o pai que estava temporariamente privado da guarda do filho (TACrSP. RT 524/407). se o fato não constitui elemento de outro crime (infração expressamente subsidiária. As penas aumentam-se de um terço: I — se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. RJDTACr 22/400). RJDTACr 22/400). não havendo dolo quando se tratar de menor abandonado (TJSP. 248 do CP. e não a sonegação ou recusa em entregar o menor (TAMG. ■ Perdão judicial (§ 22): Se a restituição não foi espontânea. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Julgados 87/337). É possível a aplicação do § ao pai que devolve a criança à mãe. 249 (TACrSP. 107. é inaplicável o § 2° do art.Arts. se o menor empreende fuga sozinho (TACrSP. mas sim forçada em razão da apreensão do menor. ■ Tipo subjetivo: É necessária a vontade de tirar o menor da guarda do responsável. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. se este não sofreu maus-tratos ou privações. IX. sob igual título. RT 488/332). e multa. O dolo e "genérico" (TACrSP. RT 525/353). 249 do CP o pai desquitado que subtrai filho. II — se o incêndio é: . ■ Distinção: Vide jurisprudência. Inocorre o crime do art. vide nota ao art. ■ Cõnjuge separado judicialmente: Comete o delito do art. Causar incêndio. sem maus-tratos ou privações (TACrSP. 250. ■ Tipo objetivo: O que se pune é a subtração. AUMENTO DE PENA § 1 2. no art. RJTAMG 29/306). de dois meses a dois anos. não tendo sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. 249 e 250 Código Penal 520 ■ Pena: Detenção. 249 (TJSP. RT 520/416). RJDTACr 24/379). que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. vide nota Confronto). que tem a sua guarda. Perdão judicial (§22 ) ■ Noção: É cabível no caso de restituição (voluntária ou espontânea) do menor ou interdito. Sobre a natureza e conseqüências do perdão judicial. se o menor aquiesceu e houve concordância de seu genitor (TACrSP. 249. Jurisprudência Título VIII DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES DE PERIGO COMUM INCÊNDIO Art. ■ Concordãncia: Não se tipifica. cuja guarda cabia à mãe em razão do desquite por mútuo consentimento (TACrSP. ■ Sujeito ativo: Mãe que subtrai filhos que se encontravam sob a guarda de terceiros pode ser sujeito ativo (TACrSP. Julgados 95/289). ■ Menor criado: A subtração de menor a quem o cria. do CP.

Lições de Direito Penal—Parte Especial. ■ Tipo subjetivo: O dolo. combustível ou inflamável. A modalidade culposa é prevista na figura do § 2 2. 1965. Ill. comboio ou veiculo de transporte coletivo. art. parágrafo único. acrescenta a lei: expondo a perigo a vida. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. da CR/88) e da analogia in bonam partem. em sua significação penal. produzir combustão. art. ■ Tentativa: Admite-se. 772). 52 . a partir da vigência da Lei n 2 10. deve haver perigo concreto.259. cabe a transação no § 22 do art. a transação será cabível. /ncêndio doso (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. caput. vide art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.12. Também são irrelevantes os meios de execução utilizados pelo autor. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo).7. Por isso. mata ou floresta.437/97.521 Código Penal Art.605/98. ■ Tipo objetivo: Causar incêndio é provocar. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 . sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Confronto: Se o incêndio é provocado por inconformismo político. fábrica ou oficina. e) em estaleiro. 2 9 . cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Se o agente possui. ■ Ação penal: Pública incondicionada. b) em edifício público ou destinado a uso público ou a obra de assistência social ou de cultura. p. aeronave. de seis meses a dois anos. é tão-somente o fogo que. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. em vigor a partir de 12. vide art. ocasiona risco efetivo a pessoas ou coisas.01. Todavia. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo comum. art. art. h) em lavoura. hem depósito de explosivo. a pena é de detenção. Se o incêndio é provocado em mata ou floresta. 173). e multa. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". INCÊNDIO CULPOSO § 22. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 250. de 14. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. Em face do princípio da isonomia (art. a incolumidade física ou o patrimônio de outrem" (H. entendemos que.259/01. da Lei n°9. pois incêndio. Ill. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). ■ Pena: Reclusão. pois o incêndio pode ser provocado até por omissão.099/95). art. detém. d) em estação ferroviária ou aeródromo. 100 do CP. para número indeterminado de pessoas ou bens. . ou seja. O exame de corpo de delito deve seguir formalidade especial (CPP. 41 da Lei n°9. § 3 2 . pastagem. § 2 2 ).1. 89 da Lei n°9. é condição indeclinável que haja perigo no fogo. Assim. 258). 258 (art. Assim. da Lei n°10.170. 10. e não presumido. quando o agente tem o dever jurídico de evitá-lo (CP. 20 da Lei n° 7.83. de 12. de três a seis anos. ■ Transação: De acordo com o art. Não importa a natureza da coisa incendiada nem que ela seja de propriedade do agente. g) em poço petrolífero ou galeria de mineração. 250 a) em casa habitada ou destinada a habitação. c) em embarcação. pois "é indispensável a efetiva situação de perigo para a vida. por sua expressividade ou condições. FRAGOSO.02. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. motivar. v. a vontade livre e consciente de provocar o incêndio. 13. a integridade física ou o patrimônio de outrem. se não resultar morte CP. Se culposo o incêndio.

§ 22 . TJRJ. concreto ou efetivo. ■ Concurso de crimes: Entendemos ser inadmissível o concurso material ou formal entre os crimes dos arts. ■ Confronto: Na ausência de perigo comum. RT 763/639. RT 753/674. ■ Qualificadora do inciso I: Se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. em casa habitada ou destinada a habitação (não é necessário que haja pessoa na casa. 163 do CP. A qualificadora não se aplica ao agente que atua mediante paga (incêndio mercenário). II). devendo-se notar que ele exige o mesmo perigo comum.: orfanato. com igual ausência de perigo comum. consumado ou tentado (TJSP. em edifício público (da União. RJTJRS 166/112. em depósito de explosivo. § 2 . há semelhante intuito (elemento subjetivo do tipo). atingindo portão e causando pequeno chamuscamento no gramado. TJMG. ■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP. e não o seu concurso com a figura prevista no art. do CP. também. Figura culposa (§29 ■ Noção: Quando o incêndio resulta da desatenção do agente ao dever de cuidado que era necessário (CP. da figura dolosa. § 2 2 . TJSP. A nosso ver. sendo necessário que este seja concreto e efetivo (TJSP. em embarcação. mata ou floresta (vide. e. em estação ferroviária ou aeródromo (não inclui estação rodoviária nem porto). TJRS. f. entendendo-se irrelevante a atualidade do uso. entendendo-se ser indiferente a presença de pessoas. mas não ao culposo (§ 2 2). mas que ela seja a finalidade da ação. b. em poço petrolífero ou galeria de mineração (qualquer mina. d. pastagem. JM 128/359). para quem haveria concurso material. alterada pela Lei n°7.: biblioteca. mas com o intuito de obter indenização ou seguro. o crime do art. Não se configura. h. Nas duas figuras. se o agente lograsse receber o seguro. 171. ■ Perigo concreto: Não basta a potencialidade do perigo. 0 ato de arremessar uma garrafa de combustível em chamas contra moradia. sem que o fogo defina perigo real às residências próximas (TJMG. RT 538/334.Art. museu). ■ Pena: Detenção. V. 1959.771/65. v. art.: igreja. e 171. mas são infrações de caráter formal. A vantagem referida é tão-só a financeira. pp. que se consumam independentemente da efetiva obtenção da vantagem esperada. unicamente. o concurso entre ambos os crimes representaria uma punição indevidamente repetida. § 1 . a vontade de provocar incêndio. em lavoura. comboio ou veículo de transporte coletivo. não sendo necessário que o agente efetivamente a obtenha.803/89). g. V. aeronave. 28-9). RJTJSP 82/378. não dispõe de eficiência a tipificar o crime de incêndio. I. § 1 2 . 250. de seis meses a dois anos. pois o pagamento é motivo e não fim do crime. RJTJSP75/323). art. na Lei n°4. RT 725/642). V. art. cinema) ou a obra de assistência social (ex. o "dolo específico"). 18. na opinião dos autores). em estaleiro. c. Estado ou Município) ou destinado a uso público (ex. haverá. Assim. aumentadas de um terço. combustível ou inflamável. se o agente ateia fogo à sua própria casa. ainda que o agente consiga receber a 2 indenização ou valor do seguro. creche. do CP. Contra: HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. 250. com conhecimento do perigo comum (TJSP. RT 757/528). contravenções florestais. I 2 (exaurido). fábrica ou oficina. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. 250 Código Penal 522 Figuras do/osas qualificadas (§ 12 ) 2 ■ Alcance: As figuras qualificadas deste § 1 são aplicáveis ao incêndio doloso (caput). pois este é absorvido por aquele. mas é preciso que o agente saiba ser local destinado a habitação). Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência do incêndio doloso . ■ Qualificadora do inciso II: Se o incêndio é: a. RT760/592). IX. representado pelo especial fi m de agir (na corrente tradicional. ■ Pena: As do caput. para número indeterminado de pessoas ou bens (TJRJ. 171. O elemento subjetivo do tipo está presente nesta figura qualificada. tratando-se de coisa alheia. hospital) ou de cultura (ex.

RT 489/343. RT 759/680). RT 748/608). ■ Tentativa: Se o incêndio não se comunica à coisa visada ou. RT 726/718). RT 519/362). 171. há simples tentativa de incêndio (TJSP. se o edifício incendiado é ocupado por empresa estatal (TJSP. sendo irrelavante a reconstrução do bem pelo acusado (TJSP. II.4. RT 611/335). RT 506/394). TJPR.11. 6. RT 563/385).920. é prontamente extinto. RT763/639). é provocado para receber seguro. Não ocorre perigo comum. se teve como objetivo reclamar indenização da seguradora (TJSP. 430/348) e do efetivo risco (TJMG.94. 250 (TJSP. mv— RT562/319. RTJ 119/115). Só há tentativa se. se ateado em sala de edifício comercial. DJU 23. com perigo comum. apesar da vontade de incendiar do agente. também são sujeitos passivos secundários todos os que padeceram danos pessoais ou patrimoniais. ■ Perigo comum: A forma culposa contém os mesmos requisitos do caput ". jurisprudência sob o mesmo título. RT 542/306). RT 429/479). como o de incêndio.87. 250. se ateado em unidade residencial. que é o corpo social. RT 474/324). comunicando-se. além do sujeito passivo principal. sem o concurso com o art. RJTJSP 1/189). não se segue um incêndio juridicamente expressivo (TJSP. Deve haver potencialidade de expansão do dano a outras coisas e a pessoas indeterminadas (TJSP. Vide. ou se viram expostos a perigo (TACrSP. que não é suprível por outros meios (TFR. II. do art. mas culpa. ■ Desclassificação: Se não houve dolo. ■ Sujeito passivo: Nos crimes contra a incolumidade pública. p.. PJ 46/187). 7026.523 Código Penal Art. desclassifica-se para o § 22 do art. II.240. se praticado com o objetivo de satisfazer pretensão legítima ou que crê ser legítima (TJSE. a. RT 497/316). V (TJSP. RJTJSP 161/283). RJTJSP 69/363). Contra: Há crime de incêndio e não de dano. Jurisprudência do incêndio cu/poso . 14629). ou a um número determinado e certo de indivíduos residentes no mesmo local (TJSP. tipifica-se o § 1 2 . Para a configuração do incêndio culposo é condição necessária o perigo comum (TAMG. não há cogitar do crime de incêndio (TJSP. dano. b. localizado em prédio de vários apartamentos (TJMG. c. ■ Consciência do perigo comum: O agente deve ter conhecimento do perigo comum (TJSP. ■ Prova pericial: Necessária a prova pericial (TJPR. duas ou até três pessoas. ■ Omissão em debelar: Não comete crime de incêndio quem omite as providências para debelar fogo que não produziu intencional ou involuntariamente (TAPR. no causado a uma. 14. Ap. RJTJSP 1 07/435. ■ Edifício público: Incide o aumento do § 1 2 . se expôs a perigo concreto sua ex-companheira e filhos.. TJSP. 250 ■ Perigo comum: O CP condiciona o crime de incêndio a perigo concreto ou efetivo para número indeterminado de pessoas ou bens (TJSP. causando lesão efetiva ao patrimônio (casa) desta (TJDF. exercício arbitrário das próprias razões. Jurisprudência da figura qua//ficada dosa ■ Intuito de vantagem: Se o incêndio. no horário de expediente (STF. se a intenção era de danificar (TJSP. I. a. sem chegar a concretizar o perigo comum. RT774/566). o crime de incêndio pode ser desclassificado para: a. § 22. mv RT 560/320). PJ 48/344). TJMG. expondo a perigo a vida. RT 600/326. se o agente ateia fogo em depósito. a integridade física ou o patrimônio de outrem" (TACrSP. JM 128/359). ■ Edifício residencial: Incide o aumento do § 1 2 . DJU 23. É inadmissível a desclassificação para dano se o fogo gerou perigo comum e concreto (TJSP. p. também. RJTJSP69/376). distante da residência da vítima (TJMG. no Incêndio culposo. Sem o pressuposto de perigo comum. RF 270/322). RJTJSP 75/323). estelionato. Para configuração do crime de incêndio basta a exposição do patrimônio alheio a perigo. RJTJSP 120/515). 108/480. Desclassifica-se para dano qualificado. b. Inexistindo perigo a indeterminado número de pessoas ou coisas. ■ Edifício comercial: Incide o aumento do § 1 2 . Não se configura o crime se o agente coloca em perigo apenas a própria vida (TJSP. Ap.

da Lei n° 10. caput. AUMENTO DE PENA § 22 . Vide. Cabe transação. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. art. 258).099/95). No caso de culpa. como abrir aceiros e avisar os confrontantes (TJSC. a pena é de detenção. a transação será cabível. do artigo anterior. 251. no Incêndio doloso. RT 514/360). também. 89 da Lei n° 9. Se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de efeitos análogos: Pena — reclusão. 100 do CP. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Transação: De acordo com o art. se havia aceiros e não era razoável esperar-se que o fogo fosse levado pelo vento para a outra margem (TJPR. mediante explosão. e multa. RT723/574). cabe a transação na primeira parte do § 3° do art. em vigor a partir de 12. 250 e 251 Código Penal 524 ■ Culpa: Não se configura. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 1°. se não resultar lesão corporal grave ou morte — CP. § 1 2. ■ Prova pericial: É indispensável o exame de corpo de delito (TACrSP. na segunda parte do § 3°. se era para ser cumprida no instante em que foi e ainda que em condições de tempo desfavoráveis. ademais se os denunciados não se encontravam no local quando se ateou fogo (TJSP. 258. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. 258 (art. RT 525/391). Assim. Julgados 81/302. de três meses a um ano. art. RT 526/426. de seis meses a dois anos.259.02. As penas aumentam-se de um terço. jurisprudência sob o mesmo título. a partir da vigência da Lei n° 10. Há incêndio culposo quando o agente ateia fogo sem tomar as cautelas costumeiras. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). 2°.099/95). se não resultar morte — CP. arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos: Pena — reclusão. da CR/88) e da analogia in bonam partem. art. 76 da Lei n° 9. ou é visada ou atingida qualquer das coisas enumeradas no n2 II do mesmo parágrafo MODALIDADE CULPOSA § 32.7. ■ Ordem de queimada: Rejeita-se a denúncia que não esclarece o momento em que teria sido dada a ordem.1. RT537/339). de três a seis anos. e multa. . de 12. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. cabe no § 3°. EXPLOSÃO Art. parágrafo único. Expor a perigo a vida.259/01.Arts. 258 (art. a integridade física ou o patrimônio de outrem. Exp/osão (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. se a explosão é de dinamite ou substância de efeitos análogos. nos demais casos. art. também. I. entendemos que. Em face do princípio da isonomia (art. se ocorre qualquer das hipóteses previstas no § 1 2. é de detenção.01. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. TACrSP. de um a quatro anos. 5°. 251. se não resultar morte CP.

Será. colocar em perigo) a vida. Se a substância é diversa (vide § 19. Se motivada por inconformismo político. ou simples colocação (pôr em algum lugar). o perigo comum assinalado na figura dolosa. § 39 Ill. Entre as substâncias de efeitos análogos á dinamite. 250. e multa. 251 ■ Tipo objetivo: Na figura do caput cuida-se do crime praticado mediante o uso de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos. § 1°. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. com as propriedades físicas que caracterizam tais substâncias.679/88. ■ Noção: As penas da explosão dolosa são aumentadas de um terço se ocorrem as hipóteses do § 19 I e II. Caso se trate de explosivo diverso daqueles. Figuras qualificadas (§ 2°i Figuras culposas (§39) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência ■ Perigo comum: O crime de explosão só se configura se surge perigo para a vida. o . Se o agente utiliza mina terrestre antipessoal. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. ■ Crime comissivo por omissão: O dono de pedreira não responde como co-autor de eventuais atos cometidos por técnicos altamente abalizados que ali trabalham . ■ Noção: Pune-se apenas a explosão das substâncias referidas no caput ou no § 1°. ■ Ação penal: Igual à do caput. integridade física ou patrimônio de outrem. a integridade física ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas). de três a seis anos. art. A conduta incriminada é expor a perigo (arriscar. portanto. E indispensável. que se caracteriza pela vontade livre e consciente de causar explosão. que acarreta danos menos extensos. arremesso (ato de atirar com força para longe). 250 (vide notas ao art. No arremesso e na colocação é punido o perigo de detonação de efeitos extensos. RT 427/364). b. gelatinas explosivas etc. a doutrina não considera o vapor de água como explosivo. neste de explosão o perigo também deve ser comum (a indefinido número de pessoas ou bens) e demonstrado em concreto. mediante: a. A forma culposa é prevista no § 3". vide art. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". ■ Pena: Reclusão. Se o agente possui. vide Lei n° 7. a pena é de detenção. porém.300/01. I e II. E necessário. de um a quatro anos. ■ Remissão: Vide nota ao art. explosão (detonação estrondosa e violenta. As figuras culposas deste parágrafo ocorrem quando a explosão resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado exigível pelas circunstâncias (CP.437/97. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). 18. que se trate de substância com a efetiva natureza de explosivo. da Lei n° 9. Como engenho de dinamite entende-se a bomba. o crime será outro (ex. e não o arremesso ou colocação. também. Se praticada em pesca. art. A semelhança do crime de incêndio. artefato ou aparato de dinamite (nitroglicerina misturada com substância inerte). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Se não há perigo comum. ■ Consumação: Com a criação de situação de perigo próximo e imediato.525 Código Penal Art. capaz de causar dano extenso). do CP).: dano). Por isso. 20 da Lei n° 7. detém. c. ■ Ação penal: Pública incondicionada. vide art. e multa. de três meses a um ano. vide figura privilegiada do § 1°. 258 do CP. se não ocorrem tais fatos. II). são lembrados trotil.170/83. do art. ■ Pena: Reclusão. ■ Pena: Se a substância é dinamite ou outra de efeitos análogos (vide caput). a substância utilizada não é dinamite ou de efeitos análogos a esta. Figura privilegiada (§ 19 ■ Noção: Nesta figura. como a pólvora. de seis meses a dois anos. detenção. TNT. 10.explosivo de força menor. ou seja. 2° da Lei n° 10. mas não crime (TJSP. a ação poderá configurar alguma infração regulamentar ou contravenção.

ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. a saúde ou o patrimônio de pessoas indeterminadas. a integridade física ou o patrimônio de outrem tem a significação de colocar em perigo a vida. ■ Sujeito passivo: A coletividade. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. preenchendo o recipiente que a contém.. 7558).01. se não resultar lesão corporal ou morte — CP. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 2 2 . em vigor a partir de 12. DJU 23. 258 (art. e multa. ■ Depósito de fogos de artifício: A não-observância das cautelas necessárias à estocagem de material de alta potencialidade explosiva configura a imprudência do agente (TACrSP. cabe a transação no parágrafo único do art. consistente na vontade livre e consciente de usar o gás.099/95). de três meses a um ano. USO DE GÁS TÓXICO OU ASFIXIANTE Art. usando de gás tóxico ou asfixiante: Pena — reclusão.259. da Lei n°10. capaz de expandir-se indefinidamente. Uso de gás tóxico ou asfix/ante (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. art. Expor a perigo a vida. pois somente aí se pode constatar a nãoanalogia com a dinamite (TJMG.1. A figura culposa é prevista no parágrafo único. se não resultar morte (CP. capaz de atingir qualquer pessoa. 251 e 252 Código Penal 526 tão-só pela omissão de não ter verificado previamente as condições operativas (STF. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Transação: De acordo com o art. p. a partir da vigência da Lei n°10. indiscriminadamente. de 12. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. portanto. ■ Tipo objetivo: Expor a perigo a vida. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. a integridade física ou o património de outrem. parágrafo único.02. Se o crime é culposo: Pena — detenção. entendemos que. não basta levar em conta o material utilizado na fabricação da bomba.90. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. existir um perigo efetivo ou concreto (e não abstrato). Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". 22. desde que não resulte morte — CP. ■ Diminuição de pena: Para o reconhecimento da causa especial de diminuição de pena do §1 2. art. art. trata-se do uso de substância em forma fluida (nem sólida nem líquida).110.4. 89 da Lei n°9. 252. ■ Explosão em pescaria: Mesmo nos mares. 52 . ■ Tipo subjetivo: O dolo. E crime de perigo concreto. 100 do CP. Tóxico é o gás que provoca envenenamento. ■ Tentativa: Admite-se. mas também o seu potencial destruidor. em faixa litorânea. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). Como a lei se refere ao uso de gás. . expõe a perigo a incolumidade pública. 258). Assim. RTJ 127/877). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. enquanto asfixiante é o que causa sufocação. 252. RJDTACr 12/221).Arts. Ap. de um a quatro anos. 258. e não simples vapor ou fumaça. caput. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. pois. cabe no parágrafo único. a coletividade no seu patrimônio público de natureza ecológica (TRF da 1 2 R. ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo próximo e imediato para a integridade física ou patrimônio de indiscriminado número de pessoas.259/01. A exposição a perigo prevista neste artigo é feita usando gás tóxico ou asfixiante. ser gás mesmo. Deve.7. Deve. RT761/668). a transação será cabível.

p. As condutas são punidas pelo perigo abstrato que representam. v. FABRICO. art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 258 (art. ■ Mero transporte: Não configura.. de três meses a um ano. parágrafo único. II).8. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. a partir da vigência da Lei n 2 10. possuir (ter sob guarda ou à disposição) ou transportar (conduzir ou remover. 251 do CP) ou gás tóxico ou asfixiante (vide nota ao art. ■ Remissão: Vide nota ao art. 252 do CP. da Lei n2 10. por conta própria ou alheia. entendemos que. mas em dose insuficiente para expor a perigo os presentes. da CR/88) e da analogia in bonam partem.02. AQUISIÇÃO. 253 se não houver lesão corporal ou morte CP. de seis meses a dois anos. 252 do CP). e multa. mas causada por não ter o agente observado o dever de cuidado necessário pelas circunstâncias (CP. a transação será cabível. fornecer. v.412. gás tóxico ou asfixiante. sem licença da autoridade. 22364). quer na modalidade dolosa.7. quer na culposa (TRF da 1 4 R. RT 624/310). em vigor a partir de 12. de 12. 252 e 253 ■ Pena: Reclusão. Fabricar. Fabrico. São elas: fabricar (elaborar. Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Trata-se da mesma exposição a perigo comum concreto. Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Gás lacrimogêneo: Lançamento de ampola de gás lacrimogêneo em discoteca. produzir). art. adquirir (obter gratuita ou onerosamente). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ou asfixiante ■ Transação: De acordo com o art. 253. todas concernentes a substância ou engenho explosivo (vide comentário ao art. ainda que resulte lesão corporal — CP. caput. OU ASFIXIANTE Art. 100 do CP. 18. adquirir.099/95). cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 787. sendo dispensável a verificação de perigo concreto ou efetivo (H.259. 1965.259/01. 258 (art. RJTJSP 120/491).527 Código Penal Arts. ou material destinado à sua fabricação: Pena — detenção. HUNGRIA. ■ Veículo adaptado para gás de cozinha: Não configura (TJSP. 44). FORNECIMENTO. 0 dispositivo exige para a ti pificação que as condutas sejam praticadas sem licença da autoridade. de um a quatro anos. 258 do CP. não configura o art. 65 da LCP (TJSP. 1959. FRAGOSO. art. ■ Pena: Detenção. fornecimento. ou material destinado à sua fabricação. 76 da Lei n2 9. 5 2 . 22. Comentários ao Código Penal. posse ou transporte de explosivos ou gás tóxico. aquisição. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. fornecer (entregar gratuita ou onerosamente). III. Lições de Direito Penal — Parte Especial. em aeronave. 89 da Lei n 2 9.92. mas sim o art. ■ Ação penal: Pública incondicionada.1. ■ Sujeito passivo: A coletividade. IX. cabe a transação neste art. de modo que a autorização desta excluirá o crime. substância ou engenho explosivo. possuir ou transportar. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de hidróxido de amônia. p.01. Assim. POSSE OU TRANSPORTE DE EXPLOSIVOS OU GÁS TÓXICO. de um lugar para outro). quando resulta lesão corporal ou morte. p. mv— DJU3. RCr 6.099/95) ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ■ Tipo objetivo: Várias são as condutas alternativamente previstas. . e multa.

92. RTJ95/297. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. caput. 22 da Lei n° 6.412. no caso de culpa. art. ou seja. vide Lei n° 9.8.Arts. de perigo abstrato (TACrSP. mv— DJU3. Comentários ao Código Penal. v. no caso de dolo. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Quanto à exportação de bens sensíveis (de aplicação bélica. entendendo-se esta como "o alagamento de um local de notável extensão.259/01. RJDTACr 27/96. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Ill. entendemos que. STJ. no caso de culpa. parágrafo único. não destinado a receber águas" (HUNGRIA. expondo a perigo a vida. pois a lei incrimina atos preparatórios. Inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Jurisprudência ■ Fornecimento: Pratica o crime do art.099/95).278. IX.11. 5. e multa. ou "o alagamento provocado pela saída das águas de seus limites naturais ou artificiais. sem licença da autoridade e com conhecimento do perigo comum. p. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 22364). INUNDAÇÃO Art. 1959. o crime de posse de explosivos. FRAGOSO. motivar. 11186). a transação será cabível. RTJ 104/1041. de uso na área nuclear. 100 do CP. ■ Tentativa: Inadmissível. Cuidando-se de minas terrestres. a integridade física . para venda a estranhos. ■ Confronto: Tratando-se de material nuclear. 89 da Lei n° 9. RT770/533). desde que não resulte morte — CP. em vigor a partir de 12. ■ Consciência do perigo: O agente transportador deve ter consciência do perigo a que expõe os passageiros da aeronave. 254. 253. Na escola tradicional é o "dolo genérico". não havendo modalidade culposa (TRF da 1 á R. produzir) inundação.112/95. TFR. 254. 258 (art. química e biológica) e de serviços diretamente vinculados. 2 2 . pois a lei acrescenta expondo a perigo a vida. ■ Transação: De acordo com o art. da Lei n° 10. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe na modalidade culposa. se não houver lesão corporal ou morte CP. usados na mineração.453/77. art.02.099/95). A conduta do agente deve ser perigosa. ■ Competência: Embora a fiscalização de explosivos seja atribuída a órgão federal. Ap. p. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 48). DJU4. sem autorização (STF. de seis meses a dois anos. ■ Pena: Detenção. Não há forma culposa. 253 e 254 Código Penal 528 ■ Tipo subjetivo: O dolo. p.. Em face do princípio da isonomia (art. Assim. p. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar. cabe a transação neste art. é da competência da Justiça Comum e não da Federal (STF. v. 76 da Lei n2 9. de três a seis anos.259. a vontade livre e consciente de praticar as ações. de 12.01. 258 (art. 52 . 253 quem destina parte do seu estoque regular de explosivos.300/01. em volumes e extensão tais que ocasionem perigo comum" ( H. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Lições de Direito Penal — Parte Especial. RCr 6.1. de uso duplo. art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. RT551/396. ■ Fogos de artifício: A sua estocagem em local inadequado e sem licença da autoridade competente configura o crime do art. a partir da vigência da Lei n° 10. vide Lei n° 10. sem conotação política. 791).7. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. 1965. e multa. Causar inundação.82. de seis meses a dois anos. ou detenção. RT 771/611).

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Código Penal

Arts. 254 a 256

ou o patrimônio de outrem. Requer-se, portanto, que da inundação decorra perigo concreto ou efetivo (e não abstrato ou presumido) a número indeterminado de pessoas ou bens. Ausente tal perigo, não se configura o crime. ■ Tipo subjetivo: O crime de inundação é punido a título de dolo ou culpa (com penas diversas). O dolo, consistente na vontade livre e consciente de causar inundação, com conhecimento do perigo concreto comum. E o "dolo genérico", na corrente tradicional. A culpa, quando a inundação de que decorre perigo concreto comum resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado necessário para evitar a inundação (CP, art. 18, II). ■ Consumação: Com a superveniência do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Havendo só perigo de inundação, art. 255 do CP. ■ Pena: No caso de dolo, reclusão, de três a seis anos, e multa. No caso de culpa, detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Morte ou lesão
corpora/

■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando da inundação resulta lesão corporal ou morte.

PERIGO DE INUNDAÇÃO Art. 255. Remover, destruir ou inutilizar, em prédio próprio ou alheio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação: Pena — reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, se não resultar lesão corporal ou morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Perigo de inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: Três são as condutas alternativamente incriminadas: remover (deslocar, mover de lugar), destruir (fazer desaparecer, eliminar) ou inutilizar (tornar inútil, imprestável). A ação de quem coloca obstáculo capaz de causar inundação não foi abrangida pelo dispositivo. O objeto material sobre o qual a ação recai é obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação, situado em prédio próprio ou alheio. Com tais comportamentos, o agente deverá estar expondo a perigo a vida, a integridade física ou o património de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Para serem penalmente típicas, as condutas devem causar perigo de inundação concreto e não apenas presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações descritas. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Consumação: Com a criação do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Inadmissível. ■ Pena: Reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

DESABAMENTO OU DESMORONAMENTO Art. 256. Causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Art. 256

Código Penal

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MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. Se o crime é culposo: Pena — detenção, de seis meses a um ano. ■ Transação: De acordo com o art. 22 , parágrafo único, da Lei n 2 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 52 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n 2 10.259/01, a transação será cabível, ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, cabe a transação neste art. 256, ainda que haja lesão corporal ou morte CP, art. 258 (art. 76 da Lei n 2 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput, se não resultar lesão corporal ou morte — art. 258 do CP; cabe no parágrafo único, a não ser que resulte morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n 2 9.099/95). Desabamento ou desmoronamento (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, até mesmo o proprietário do prédio que desaba. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar, motivar, produzir) desabamento (de construções em geral, como edifícios, pontes, paredões etc.) ou desmoronamento (de barrancos, pedreiras, morros etc.). Requer-se que o agente assim aja expondo a perigo a vida, a integridade ffsica ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Deve haver, pois, perigo concreto ou efetivo e não abstrato ou presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de causar desabamento ou desmoronamento, com conhecimento do perigo concreto comum. Na escola tradicional é o "dolo genérico". A modalidade culposa é prevista no parágrafo único do artigo. ■ Consumação: Com a criação da situação de perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Ausente o perigo comum, art. 29 da LCP; na mesma ausência, pode haver crime contra a pessoa ou dano. ■ Pena: Reclusão, de um a quatro anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Noção: Se, embora não desejado pelo agente, o desabamento ou desmoronamento resultou da sua não-observância do dever de cuidado (CP, art. 18, II). ■ Pena: Detenção, de seis meses a um ano. ■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando do desabamento ou desmoronamento resulta lesão corporal ou morte. ■ Tipo objetivo: Os verbos desabare desmoronar significam e envolvem a idéia de enorme e pesada estrutura ou massa que venha abaixo, total ou parcialmente, de modo que a simples queda de materiais isolados não basta para tipificar o art. 256 (TACrSP, Julgados 76/142). ■ Perigo comum: Se apenas os moradores de uma única casa vizinha foram expostos ao perigo, não existiu o perigo comum que a lei exige (TACrSP, Julgados 78/299). ■ Perigo concreto: O delito do art. 256 exige perigo concreto a pessoas ou coisas (TJSP, RT 598/318).

Figura culposa (parágrafo único) Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência

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Código Penal

Arts. 256 e 257

■ Diferença: O desabamento acontece em construções, paredões, andaimes, pontes etc.; o desmoronamento, em barrancos, rochedos, pedreiras, formações telúricas (TACrSP, Julgados 81/218). ■ Desmoronamento com morte: Configura, em tese, o art. 256, parágrafo único, c/c o art. 258, última parte, e não o art. 121, § 3 2 , do CP (TAPR, RF261/345). ■ Desclassificação para homicídio ou lesões culposas: Se não houve perigo comum, restringindo-se o desabamento com vítimas à área interna do terreno, desclassifica-se para os arts. 121, § e 129, § 6°, do CP (TACrSP, RT 607/322, 537/317). ■ Desclassificação para contravenção: Em desabamento culposo sem vitimas, por erro de execução, desclassifica-se para o art. 29 da LCP (STF, RT 612/419). Se não houve perigo a pessoas indeterminadas, mas só a vizinhos determinados, desclassifica-se para a LCP, art. 29 (TACrSP, Julgados 74/113). SUBTRAÇÃO, OCULTAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE MATERIAL DE SALVAMENTO Art. 257. Subtrair, ocultar ou inutilizar, por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade, aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento; ou impedir ou dificultar serviço de tal natureza: Pena — reclusão, de dois a cinco anos, e multa. Subtração, ocultação ou inutilização de material de salvamento ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, incluindo-se o dono do material de salvamento. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: E pressuposto do crime deste art. 257 que o comportamento do agente seja por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade. Prevê-se, assim, a conduta do agente em ocasião de calamidade ou desastre, sendo indiferente que tais sinistros sejam resultado de crime ou advenham de caso fortuito ou força maior. Tal pressuposto é indispensável às duas figuras que o art. 257 contém: a. Subtrair (tirar às ocultas), ocultar (esconder ou encobrir) ou inutilizar (tornar imprestável) aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento. Por força da expressão destinado, entendemos que só podem ser incluídos como objeto material do crime as coisas ou meios inequivocamente destinados às finalidades referidas (ex.: sistemas de aviso ou alarme, salva-vidas, extintores de incêndio etc.). A interpretação, porém, não é tranqüila: para HUNGRIA, sãO os meios instrumentais especificamente destinados ( Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 54), enquanto, para HELENO FRAGOSO e DAMÁSIO DE JESUS, incluem-se os circunstancialmente úteis (Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. I l 1, p. 798) ou úteis para tal finalidade (Direito Penal Parte Especial, 1995, v. 3, p. 274). b. Impedir ou dificultar serviço de tal natureza (de combate ao perigo, de socorro ou salvamento). Impedir é frustrar, no todo ou em parte; dificultar é tornar mais difícil. É preciso que o comportamento seja praticado mediante conduta positiva (e não omissão), salvo na hipótese de agente que tem o dever de agir e se omite (CP, art. 13, § 29. ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações, ciente do perigo comum que elas acarretam. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há modalidade culposa. ■ Consumação: Na figura a, com as ações de subtrair, ocultar ou inutilizar; na figura b, com o efetivo impedimento ou dificuldade. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de crimes: Se o agente dá causa ao desastre e ainda pratica o delito deste art. 257, haverá concurso de crimes. Todavia, entendemos que não poderá

As lesões corporais leves não qualificam as figuras dolosas. quatro mortes. do CP).Arts. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de preterdolo. por culpa do agente. 259. Assim. § 3°. ■ Em caso de crime doloso de perigo comum: Se resulta lesão corporal de natureza grave. Difundir doença ou praga que possa causar dano a floresta. Julgados 84/211). que é a mais grave (TACrSP. é aplicada em dobro. aumenta-se a pena de metade. Se o resultado não decorreu de culpa. 257. Em caso de culpa. 121. No caso de culpa. do crime de perigo comum. ■ Aumento único: Independentemente do número de vítimas. pois. ■ Pena: Reclusão. se do fato resulta lesão corporal. aumentada de um terço. Se resulta morte. e não aplicado em concurso formal. de dois a cinco anos. incide nos arts. ■ Desmoronamento com morte: Se culposo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. incidirá uma só qualificação. aplica-se a pena do homicídio culposo. 258. . RT 599/370). pelo agente. caso em que poderia haver concurso formal do art. Se resulta morte. plantação ou animais de utilidade econômica: Pena — reclusão. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. Penas Jurisprudência DIFUSÃO DE DOENÇA OU PRAGA Art. se resulta morte. e 258. se do crime doloso de incêndio resultar. mas de mera relação de causalidade. e multa. ■ Concurso de crimes: Na hipótese de resultar lesão ou morte em várias pessoas. resulta lesão corporal ou morte. 121 ou 129 com o crime de perigo comum. o aumento é único e também não haverá pluralidade de qualificações. 19 do CP. a pena aumenta-se de metade. aumentada de um terço. 257 a 259 Código Penal 532 haver concurso deste art. do CP (TAPR. 257 com os crimes de furto e dano. aplicase a pena cominada ao homicídio culposo. se resulta morte. o aumento do art. Nos termos do art. ao menos culposamente. aplica-se apenas o aumento da qualificação por morte. 256. ainda que duas sejam as vítimas mortas. Figuras qua/ificadas de crime de perigo comum ■ Noção: São previstas hipóteses em que. aumentada de um terço. incidirão apenas as figuras simples dos crimes de perigo e não esta forma qualificada. aplica-se a pena do homicídio culposo (art. FORMAS QUALIFICADAS DE CRIME DE PERIGO COMUM Art. é aplicada em dobro. o aumento é único. 258 é único (TJRS. pois os resultados não são desejados pelo agente. última parte. é indispensável que o resultado lesão ou morte tenha sido causado. se houve uma morte e duas lesões. parágrafo único. RF261/345). Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave. de dois a cinco anos. ■ Em caso de delito culposo de perigo comum: Se resulta lesão corporal (sem distinção quanto à gravidade). e multa. pois as ações de subtrair e inutilizar já compõem o tipo deste art. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade.

099/95). 76 da Lei n 9. No caso de culpa. Se do fato resulta desastre: Pena — reclusão. II). pois o dispositivo fala que possa causar dano a floresta. telefone ou radiotelegrafia. a pena é de detenção. Figura cu/posa (parágrafo único) Capítulo II DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTE E OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS PERIGO DE DESASTRE FERROVIÁRIO Art. plantação ou animais de utilidade econômica (domésticos ou que sirvam à criação. a e d. II — colocando obstáculo na linha. ■ Pena: Reclusão. e multa. 2 ■ Transação: Cabe no parágrafo único (art. IV — praticando outro ato de que possa resultar desastre: Pena — reclusão. art 18. 260. sendo desnecessária finalidade especial. caça ou pesca). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo que consiste na vontade de difundir. de um a seis meses. de um a seis meses. ■ Pena: E alternativa: detenção. Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: I — destruindo. material rodante ou de tração. parques e reservas biológicas. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Noção: Há a forma culposa se a difusão resulta da não-observância do dever de cuidado objetivo (CP. ■ Consumação: Com a efetiva difusão de doença ou praga idônea a causar perigo comum. linha férrea. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. A figura culposa é prevista no parágrafo único.771/65.533 Código Penal Arts. ■ Confronto: No caso de destruição ou danos em florestas. 259 e 260 MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. de quatro a doze anos. ou multa. 89 da Lei n 9. Difusão de doença ou praga ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. . incluindo o proprietário. obra-de-arte ou instalação. e multa. 26. de dois a cinco anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Ill — transmitindo falso aviso acerca do movimento dos veículos ou interrompendo ou embaraçando o funcionamento de telégrafo. consciente do perigo comum. vide art. ou multa. DESASTRE FERROVIÁRIO § 1 2. danificando ou desarranjando.099/95). de dois a cinco anos. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. ■ Sujeito passivo: A coletividade. da Lei n2 4. e multa. ■ Tentativa: Admite-se. total ou parcialmente. disseminar). A doença ou praga deve ser apta a causar dano. ■ Tipo objetivo: O núcleo é difundir(espalhar.

de 12.099/95). ■ Tentativa: Admite-se. resulta desastre (preterdolo). Em face desta expressão. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Perigo de desastre ferroviario (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 1995. ■ Tipo subjetivo: O dolo.259. II e III) também exigem a criação de probabilidade de desastre ferroviário (perigo concreto ou efetivo). Jurisprudência Desastre ferroviário (§ 19 . parágrafo único. que consiste na vontade de impedir ou perturbar. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. §§ 1 2 e 22 . ■ "Surf Ferroviário": Não comete o crime do art.7. v. 263 c/c o art. da Lei n 2 10. a partir da vigência da Lei n° 10. 76 da Lei n 2 9. criada pela conduta do agente. entende-se por estrada de ferro qualquer via de comunicação em que circulem veículos de tração mecânica. da iminência de sinistro.1. RT760/690). cabe a transação no § 2 2 do art. Em face do princípio da isonomia (art. p. Como desastre ferroviário. ■ Falso aviso acerca do movimento de trens: Consuma-se com a situação de perigo concreto. obstruir) ou perturbar (atrapalhar. desde que não resulte morte — CP. abrange. ■ Sujeito passivo: A coletividade. considera-se o que expõe "a perigo a incolumidade de pessoas ou coisas. como tal.170/83 (Lei de Segurança Nacional). aquela cujo tráfego se faz em trilhos ou por cabo aéreo (§ 3 2 ). ■ Ação penal: Pública incondicionada. art. Direito Penal. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Para os efeitos deste artigo. de quatro a doze anos. e multa. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 52 . 263 c/c art. 260 o agente que pratica o chamado "surf ferroviário". se não houver lesão corporal ou morte — CP. 89 da Lei n° 9. viajando sobre o teto da composição férrea. como também o metr6. pois tal fato significa perigo direto e iminente apenas para ele próprio e não para os demais passageiros (TJRJ.Art. entendemos que. ■ Confronto: Se resulta desastre. causar embaraço) serviço de estrada de ferro. consciente de que pode dar causa a desastre ferroviário. não só os trens. Se a sabotagem tem finalidade política. vide art. ■ Tipo objetivo: As condutas alternativamente incriminadas são impedir (não permitir. em vigor a partir de 12. Os meios executórios são os indicados nos incisos I a IV. sendo que o último deles abrange qualquer outro ato de que possa resultar desastre.259/01. é entendimento dos doutrinadores que todas as outras ações indicadas (incisos I. realmente. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. apresentando certo vulto o fato e revelando-se por modo grave e extenso" ( MAGALHÃES NORONHA. ■ Noção: Se do crime de perigo de desastre ferroviário (caput). O conceito de estrada de ferro. 100 do CP. os bondes e os teleféricos. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22 . e multa.02.099/95). para efeitos penais. ■ Pena: Reclusão. entendendo-se. § 32 . ■ Transação: De acordo com o art. ocorrendo desastre: Pena — detenção. 260. 389). RT643/327). de dois a cinco anos. a pena é de reclusão. a transação será cabível. caput. 258 (art. em trilhos ou por meio de cabo aéreo. 2 2 .01. de seis meses a dois anos. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Assim. No caso de culpa. 15 da Lei n 2 7. interromper. especialmente a segurança dos meios de transporte. 258 (art. art. portanto. 260 Código Penal 534 § 2°. desarranjar. ainda que efêmera (TJRJ. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo de desastre (perigo concreto e não presumido). III.

própria ou alheia. § 3 2. ou 129. FLUVIAL OU AÉREO § 1 2. 18. ■ Desastre ferroviário: Há.099/95). § 6 2 (TACrSP. submersão ou encalhe de embarcação ou a queda ou destruição de aeronave: Pena — reclusão. se ocorre relevante dano à composição e á carga transportada. Assim. Expor a perigo embarcação ou aeronave. cabe a transação no § 3 9. se não resultar morte — CP.099/95). também. de 12. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide CP. parágrafo único. MODALIDADE CULPOSA § 32 . RT 461/371). se resulta morte ou lesão corporal. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. de dois a cinco anos. Em face do princípio da isonomia (art. . art. 258 (art. fluvial ou aérea: Pena — reclusão.535 Código Penal Arts. ■ Pena: Detenção. de quatro a doze anos. da Lei n°10. FLUVIAL OU AÉREO Art. 76 da Lei n2 9. 52. 263 e 258 do CP. 100 do CP. 263 c/c o art. a par de lesões corporais. Desastre ferroviário culposo (§2°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se o agente dá causa a efetivo desastre.7. 261. a partir da vigência da Lei n° 10. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Tentativa: Inadmissível. se o agente pratica o crime com intuito de obter vantagem econômica. de seis meses a dois anos. Aplica-se. ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE TRANSPORTE MARÍTIMO. sem conseqüências de vulto. art. de seis meses a dois anos. para si ou para outrem. 260 e 261 ■ Consumação: Com o efetivo desastre. PRÁTICA DO CRIME COM O FIM DE LUCRO § 22 .01. ■ Transação: De acordo como art. caput.1.259/01. 263 c/c art. a pena de multa. 121. 258 (art. da CR/88) e da analogia in bonam partem.02. todavia. 261. ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima. se ocorre o sinistro: Pena — detenção. II). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 3 9 . a transação será cabível. SINISTRO EM TRANSPORTE MARÍTIMO.do art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 89 da Lei n°9. No caso de culpa.259. a figura pode ser a do art. se não houver lesão corporal ou morte — CP. se há mero descarrilamento. ■ Remissão: Vide notas aos arts. 2°. art. Se do fato resulta naufrágio. em vigor a partir de 12. entendemos que.

aqui. Sinistro em transporte marítimo. Elas podem destinar-se tanto ao transporte de pessoas como de coisas. RHC 723. a vantagem não consiste só em dinheiro. que consiste na vontade livre e consciente de expor a perigo ou praticar ato tendente a impedir ou dificultar. ■ Noção: Se ocorre o sinistro (§ 1°) por falta do cuidado objetivo necessário pelas circunstâncias (vide art. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 261 Código Penal 536 Atentado contra a segurança de transporte marítimo. 10454). Il. ■ Ação penal: Pública incondicionada.90. com conhecimento de acarretar perigo comum.170/83 (Lei de Segurança Nacional). ■ Remissão: Vide notas aos arts. ■ Noção: Se do fato (condutas previstas no caput do artigo) resulta (é causa) naufrágio (perda de embarcação). incluindo o dono da embarcação ou aeronave.Art. fluvial ou aéreo (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Ou praticar qualquer ato tendente a impedir (não permitir. ■ Pena: Detenção. prevista no § 3 2 . ■ Pena: Reclusão. Expor a perigo (colocar em perigo) embarcação (qualquer veículo de transporte marítimo ou fluvial) ou aeronave (veículo de transporte que se move no ar). para si ou para outrem. A modalidade culposa desse delito é afastada pela ausência do sinistro (TRF da 1 á R.804/89) (STJ. que não precisa ser efetivamente conseguido. aplica-se a pena de multa. sendo necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido). se resulta lesão corporal ou morte de alguém. mv— DJU 3.412. de quatro a doze anos. Há forma culposa. ■ Tentativa: Admite-se. fluvial ou aéreo (§ 12 ) Figura qual/f/cada pelo fim de lucro (§22 ) Figura culposa 03°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência . 261 do CP com o crime de exposição da ecologia a perigo (art. o perigo deve ser concreto. 261 do CP se o agente transportador do gás tóxico ou asfixiante ou substância explosiva não agia com o intuito de colocar em perigo aeronave. p. ■ Pena: Reclusão.8. 263 e 258 do CP. Na escola tradicional é o "dolo genérico". da Lei n° 6. ■ Tipo subjetivo e modalidade culposa: Não configura o crime do art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. II. Sendo econômica. vide art. 15 da Lei n° 7. RCr 6. própria ou de terceiro. ■ Tipo objetivo: São duas as modalidades previstas: a. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Também. ■ Confronto: Se há sabotagem do transporte por motivação política. 22364).938/81. p. com redação dada pela Lei n° 7. 261. mas não são abrangidas as embarcações lacustres. ■ Noção: Se o agente pratica o crime com o intuito de obter vantagem econômica. ■ Alcance: A figura qualificada do § alcança tanto o caput como o § 1° do art. § 1°. interromper. ■ Consumação: Com o perigo concreto de acidente.. b. 15. do CP).92. fazer cessar) ou dificultar (tornar mais difícil) navegação marítima. submersão (afundamento de embarcação) ou encalhe de embarcação (i mpedimento à flutuação) ou a queda (precipitação ao solo) ou destruição de aeronave (despedaçamento). 18. fluvial ou aérea. Da conduta deve resultar probabilidade de acidente. DJU 1. Esse é o especial fim de agir (elemento subjetivo do tipo).10. A figura é preterdolosa. de dois a cinco anos. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade. de seis meses a dois anos. ■ Ecologia: Pode haver concurso do art. especialmente a segurança dos meios de transporte.

a partir da vigência da Lei n° 10. ■ Tentativa: Inadmissível. Em face do princípio da isonomia (art.01. Expor a perigo outro meio de transporte público. de dois a cinco anos. se não resultar lesão corporal grave ou morte. ■ Transação: De acordo com o art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. de 12. v.259/01. a vontade livre e consciente de praticar aquelas ações. parágrafo único. desde que se destinem a transporte público (compreendendo o efetuado por concessionários. ou seja.12.1. não incluído nos dispositivos anteriores: ônibus.02. 263 c/c o art. 15 da Lei n° 7. Se do fato resulta desastre. 262 ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE OUTRO MEIO DE TRANSPORTE Art. se a ação visa à perturbação políticosocial. No caso de culpa.. 258 (art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput.537 Código Penal Art. sendo. cabe no § 2 9 . art. § 2°.7. lotações. embarcações lacustres. III. com conhecimento de que a conduta pode dar causa a desastre.099/95). a não ser que resulte morte — CP. 262 visa à segurança de outros meios de transporte. art. Duas são as modalidades incriminadas: a. de três meses a um ano. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 89 da Lei n° 9. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. 817). 76 da Lei n° 9. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Expor a perigo outro meio de transporte público. ■ Tipo objetivo: O art. 59 . autorizados ou particulares).259. da Lei n° 10. § 1 2. 262. se ocorre desastre: Pena — detenção. 263 c/c art. de 14. a transação será cabível. A modalidade culposa é prevista no § 2 . ■ Sujeito passivo: A coletividade. Assim. Impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento (de outro meio de transporte público). necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido). ■ Ação penal: Pública incondicionada. fazer cessar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Na doutrina 9 pede-se o "dolo genérico". em vigor a partir de 12. 29.170. ■ Pena: Reclusão. caput. Para HELENO FRAGOSO. interromper. p. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. de um a dois anos. também cabe a transação no § 2 9 do art. ■ Pena: Detenção. 262) resulta desastre (preterdolo). Impedir é não permitir. ■ Noção: Se do fato (condutas descritas no caput do art. dela devendo resultar probabilidade de desastre. impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento: Pena — detenção. a pena é de reclusão. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. pois. 262. ■ Consumação: Com o efetivo desastre.099/95). ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo concreto de desastre.83. desde que não haja lesão corporal de natureza grave ou morte. 258 (art. 100 do CP. de um a dois anos. Desastre (§ 1°) . táxis etc. na modalidade de expor a perigo bastaria o dolo eventual (Lições tradicional de Direito Penal — Parte Especial. Também nesta modalidade exige-se perigo concreto. b. Dificultar significa tornar mais difícil. 1965. art. A conduta expor a perigo tem a significação de colocar em perigo. entendemos que. 262. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de dois a cinco anos. ■ Tentativa: Admite-se. cabe a transação no caput do art. especialmente a segurança dos meios de transporte. Atentado contra a segurança de outro meio de transporte (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. se não houver morte — CP.

p.. RT 430/401). de seis meses a dois anos. 4 ■ Tipo objetivo: É necessária a existência de perigo in concreto (TRF da 1 R. ■ Tipo subjetivo: O delito do art. ARREMESSO DE PROJÉTIL Art.259/01. aumentada de um terço. a partir da vigência da Lei n° 10. resulta lesão corporal ou morte. no caso de desastre ou sinistro. 262 do CP atenta contra o bem jurídico segurança dos meios de transporte. 258 do CP (vide comentário ao art. Parágrafo único. de 12. ■ Consciência de criar perigo comum: Na forma de impedir ou dificultar. art. RT720/417). aplica-se o disposto no art. em movimento. de um a seis meses.16723). entendemos que. ■ Remissão: Vide notas aos arts. a transação será cabível. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. acusados em greve que obstruíram a entrada e saída de ônibus e pessoas de empresa de transporte coletivo (TJSP. Morte ou lesão corpora/ ■ Noção: O art. a pena é de detenção. 18. II). ■ Pena: Detenção. 2 ■ Transação: De acordo com o art. DJU 18.01. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Assim. a consciência de criar perigo comum. ao menos. 258 do CP). 263. destinado ao transporte público por terra. 76 da Lei n° 9. parágrafo único. a pena é a do art. 100 do CP. razão pela qual o elemento subjetivo deve ficar incontrastavelmente provado. jurisprudência sobre Veículo adaptado para gás de cozinha.7. Se do fato resulta lesão corporal. de três meses a um ano. Arremessar projétil contra veículo. 264. 264. cabe a transação no caput do art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].099/95). com pequenos vazamentos. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência FORMA QUALIFICADA Art. 260 a 262. se resulta morte. 252 do CP. .Arts. 2 . 258. as disposições do art. caput.02. da CR/88) e da analogia in bonam partem. também.12. Vide. 263 manda aplicar aos crimes dos arts. 263 e 258 do CP. 5 2 . sendo necessário que o agente tenha.259. RCr 22.89. ainda que não tenha vontade dirigida ao mesmo. 262 o comportamento do motorista de carro de aluguel que. 262 a 264 Código Penal 538 Desastre cu/poso (§22 ) ■ Noção: Se houve efetivo desastre.313. da Lei n° 10. causado por não haver o agente observado o cuidado objetivo necessário (vide CP. Julgados 87/402). Em face do princípio da isonomia (art. adapta bujão de gás de cozinha. quando ocorrer desastre ou sinistro. ■ Táxi: Entendeu-se que pode tipificar este delito do art. 260 a 262. quando resulta morte ou lesão corporal. § 32 . em vigor a partir de 12. no art. Se de qualquer dos crimes previstos nos arts. 121. não basta a voluntariedade da ação. para servir de combustível ao veículo (TACrSP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. relativamente a tal finalidade (TACrSP. sem autorização. também cabe a transação na primeira parte do parágrafo único (art.1. por água ou pelo ar: Pena — detenção.

e o delito se consumou (mesmo que o alvo não seja atingido). de seis meses a dois anos. pois o arremesso não é ação divisível. 89 da Lei n°9. Parágrafo único. § 32 (homicídio culposo). se o dano ocorrer em virtude de subtração de material essencial ao funcionamento dos serviços. ■ Pena: Detenção. 89 da Lei n 9. ■ Noção: Se do fato (o arremesso descrito no caput) resulta (preterdolo) lesão corporal.099/95). Na escola tradicional é o "dolo genérico". ou qualquer outro de utilidade pública: Pena — reclusão. O projétil precisa ser apto a causar dano a pessoas ou bens indeterminados. Julgados 84/220). Aumentar-se-á a pena de um terço até a metade. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Morte ou lesão corporal (parágrafo único) Jurisprudência ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA Art. ■ Ação penal: Pública incondicionada.539 Código Penal Arts. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Arremesso de projét// ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 121. e só existirão atos preparatórios. 264 e 265 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e na primeira parte do parágrafo único (art. 264 é crime de perigo.67. não se tipificando a figura caso o veículo esteja parado. 265. ainda que não atinja o veículo em movimento. luz. e não o veículo em si. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. Se resulta morte. ■ Sujeito passivo: A coletividade. de 3. Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água. 264 é o passageiro transportado. O veículo deve ser destinado ao transporte público (e não veículo para transporte particular) por terra. Atentado contra a seguranpa ou funcionamento de servipo de uti/idade pública 9 ■ Alteração: Parágrafo acrescentado pela Lei n 5. força ou calor. Inexiste forma culposa. especialmente a segurança dos serviços de utilidade pública. sabendo que pode causar perigo comum. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. consistente na vontade livre e consciente de arremessar. especialmente a segurança dos transportes. que se esgota com o arremesso (TARJ. que são impuníveis. a pena é a do art. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é arremessar (atirar. RT 500/389). desde que possível.099/95). de um a cinco anos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Atentar contra o . O arremesso deve ser contra veículo. por água ou pelo ar. ■ Tipo objetivo: Atentar contra a segurança é tornar inseguro. e multa. ■ Consumação: Com o arremesso de projétil idôneo a causar perigo.11. Ou o agente fez o arremesso.346. ou não arremessou. ■ Consumação: O art. o delito pressupõe que o veículo esteja em movimento (TACrSP. Entende-se ser suficiente o perigo presumido. ■ Objeto jurídico e tipo objetivo: O que se protege no art. em movimento. a pena é de detenção. de um a seis meses. aumentada de um terço. lançar) projétil (coisa ou objeto sólido e pesado que se arremessa no espaço). ■ Tentativa: Não se admite. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.

Não há forma culposa.170. p. sendo necessária. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. que requer ato atentatório que resulte ao menos em perigo presumido (TJSC. força ou calor (produção e distribuição). RJTJSP 174/302).099/95). impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento: Pena — detenção. ambas referentes a serviço telegráfico. 265 (TER. mas o do art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. ■ Greve: A obstrução de entrada e saída de funcionários e veículos de empresa de ônibus por grevistas não constitui o crime deste art. apenas. embora seja difícil a sua ocorrência na prática. com a consciência de poder criar perigo comum. mas a expressão final ou qualquer outro de utilidade pública dá amplitude ao dispositivo. ■ Interrupção do sinal de emissora de televisão: O comportamento dos acusados. a perturbação do serviço. figura não ajustada ao art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 8331). luz. ■ Consumação: Com a prática do ato capaz de perturbar a segurança ou o funcionamento. A enumeração é taxativa.). ■ Tentativa: Admite-se. abrangendo. 155. ■ Pena: Reclusão. A figura é considerada de perigo abstrato. RTFR 69/216). Ap. art. Parágrafo único. 15 da Lei n° 7. radiotelegráfico ou telefônico.79. São expressamente indicados serviços de água. DJU 7. no que ele afeta a incolumidade pública. ■ Furto de fios telefônicos: Ainda que interfira na normalidade das comunicações não configura o crime do art.83. que se perfaz pela prática de ato idôneo.Arts. Figura qua/ificada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A pena é aumentada de um terço até a metade.829. 3. radiotelegráficos ou telefônicos. que consiste na vontade de atentar. 265. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa é ilícito administrativo e não o ilícito penal deste art. radiotelegráfico ou telefônico. todos os serviços análogos (gás. Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". radiote/egráfico ou te/efôn/co ■ Objeto jurídico: O funcionamento dos serviços telegráficos. e multa. praticamente. RT697/332). importa em interrupção do serviço. ■ Sujeito passivo: A coletividade. se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública. limpeza pública etc. não . se a finalidade é perturbação políticosocial. de um a três anos. que apenas desligaram os aparelhos retransmissores em determinado momento.12. O comportamento punido "atentar". 89 da Lei n° 9. 265 do CP. 266. ■ Tipo objetivo: Duas são as modalidades contidas no art. de um a cinco anos. 265 do CP. 266. 265 e 266 Código Penal 540 funcionamento é porem risco a continuidade do funcionamento. e multa.11. Interromper ou perturbar serviço telegráfico. se o agente não teve o objetivo de atentar contra o funcionamento do serviço (TFR. lesivo à segurança ou funcionamento do serviço. Aplicam-se as penas em dobro. e irrelevante a sua efetiva paralisação. se o dano ocorrer em virtude de subtração (furto) de material essencial ao funcionamento dos serviços. posto que tal conduta não criou qualquer perigo ao transporte coletivo (TJSP. INTERRUPÇÃO OU PERTURBAÇÃO DE SERVIÇO TELEGRÁFICO OU TELEFÔNICO Art. de 14. ■ Tipo subjetivo: O dolo.

perturbar tem. II. A norma do art. ■ Transação: De acordo como art. Se a conduta impede ou perturba serviço ferroviário. com consciência de que pode criar perigo comum. § 1 2.117/62 e nota a respeito no art. b. ■ Furto de fios telefônicos: Vide jurisprudência na nota ao art. DJU 7. entendemos que. também. e multa. I I I. ■ Pena: Detenção. se resulta morte.170/83 (Lei de Segurança Nacional). que consiste na vontade de praticar as ações incriminadas. desgraça pública). Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PUBLICA EPIDEMIA Art. 151. do CP. Interromper é paralisar. a pena é aplicada em dobro. ainda. 40. de 12. de dois a quatro anos. ■ Tentativa: Admite-se.259/01. embaraçar) o seu restabelecimento.1. ou. ■ Pena: As penas do caput são aplicadas em dobro. Em face do princípio da isonomia (art. art. 15 da Lei n°7. de dez a quinze anos. 151. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". da Lei n° 6. art. em vigor a partir de 12. do CP. vide art. ■ Confronto: Se a ação é impedir a comunicação entre duas pessoas.538/78. Vide. se o comportamento é interromper ou perturbar aparelho telegráfico ou telefônico determinado. Ap.79. sem ordem judicial. 266 do CP (TFR. Se do fato resulta morte. caput.7. Segunda modalidade. No caso de culpa. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Primeira modalidade. 10 da Lei n° 9. ou. § 2 2 . art. 2 2 . de maneira que.02. Causar epidemia. Ill. fazer cessar. O serviço acha-se interrompido e a conduta do agente é impedir(não permitir) ou dificultar (tornar mais difícil. pois é vedado o emprego de interpretação analógica para punir alguém. a. mediante a propagação de germes patogênicos: Pena — reclusão. de um a dois anos. Se há sonegação ou destruição de correspondência postal. Entende-se que basta o perigo presumido.259. 3. atrapalhar. § 1 2. ou a comunicação entre duas pessoas. 260. 8331). não haverá enquadramento nesta figura. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a significação de desarranjar. parágrafo único. ■ Tipo subjetivo: O dolo. desorganizar. com o impedimento ou dificultação. Se há interceptação telefônica (escuta direta e secreta de conversa alheia). 266 visa ao serviço. Código Brasileiro de Telecomunicações — Lei n°4. p.01. 265 do CP. do CP.541 Código Penal Arts. a transação será cabível. . cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.11. Se há sabotagem por motivação política. aqui. a partir da vigência da Lei n° 10. 267. Inexiste forma culposa. a pena é de detenção. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 5°. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa que lhe coube é ilícito administrativo e não o delito do art. de um a três anos. da Lei n° 10.829. 266 e 267 abrangendo o serviço postal e a radiotelefonia.296/96. Figura qua//ficada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: Se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública (catástrofe. § 1 2 . ■ Consumação: Com a efetiva interrupção ou perturbação. § 1°. art.

de dez a quinze anos. de dois a quatro anos. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Epidemia é "o contágio de uma doença infecciosa que atinge grande número de pessoas habitantes da mesma localidade ou região. ■ Pena: Reclusão. art. bactérias. representado pelo especial fim de causar epidemia. ao definir como crime hediondo a epidemia dolosa com resultado morte. 268. v. em conformidade como art. cogumelos microscópicos e protozoários) capazes de produzir moléstias infecciosas. 18. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. II. motivar. XLIII. Lições de Direito Penal — Parte Especial. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena — detenção. Assim. de um mês a um ano. Se da conduta culposa resulta morte.Arts. 5 .90. de um a dois anos. 831) ou o "genérico" ( MAGALHÃES 2 NORONHA. do CP). produzir. multiplicar. IV. se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. p. Código Penal Brasileiro. 2 2 ■ Crime hediondo: 0 art. culpa pelo resultado letal (vide CP. p. 6 2 da Lei n 8. INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA PREVENTIVA Art. considera § 1 2 ). Epidemia 2 ■ Alteração: O art. v. 6).7. até mesmo a própria pessoa infectada. e multa. . ■ Tipo subjetivo: O dolo (vontade livre e consciente de propagar) e o elemento subjetivo que o tipo contém. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 . O comportamento pode ser comissivo ou omissivo. 89 da Lei n° 9. 76 da Lei n 2 9.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. v. do CP. ■ Tentativa: Admite-se.099/95). primeira parte (art. 121. ■ Pena: A do caput é aplicada em dobro. transmitir. só alcançando os fatos ocorridos a partir da sua vigência. 100 do CP." (FLAMÍNIO FAVERO.072. vide nota Crime hediondo no art. Parágrafo único. crime de epidemia com resultado morte (art. ■ Consumação: Com o surgimento da epidemia. Exemplos: epidemia de varíola. com o aparecimento de casos em número que dá o caráter de epidemia. 1995. a pena é de detenção. FRAGOSO. 2 ■ Irretroatividade: A Lei n 8. 0 meio de execução é indicado pela lei: mediante a propagação de germes patogênicos. A figura culposa é prevista no § 2 . Germes patogênicos são os microrganismos (vírus. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. a pena é de detenção. Infringir determinação do poder público. Propagação é o ato de difundir. ou seja. especialmente a saúde pública. caput. 267 e 268 Código Penal 542 ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 19). Sobre as conseqüências dos crimes hediondos. hediondo o da CR/88. não retroage. p. I II. no caput) resulta morte (preterdolo). Morte (§ 1°) Figuras culposa simples e qualificada (§22 ) ■ Noção: Se a epidemia é causada pela falta do cuidado objetivo necessário ( vide art. IX. rickettsias. febre tifóide etc. A pena é aumentada de um terço. febre amarela. 1965. dentista ou enfermeiro. O perigo é considerado presumido. ■ Tipo objetivo: O núcleo causar tem a significação de provocar. de 25. 1 2 da Lei n 8. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. por ser mais gravosa para o acusado. cabe a transação na primeira parte do § 2 2 (art. ao menos.072/90. 267. farmacêutico. 15). indicando o "dolo específico" (H. Direito Penal. 1950. A doutrina tradicional divide-se.099/95). Para ■ Noção: Se do fato (a conduta descrita 2 que incida esta forma qualificada do § 1 é necessário que o agente tenha.

em razão do cargo ou profissão" ( Comentários ao Código Penal. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. Trata-se de norma penal "em branco".1. ■ Tentativa: Admite-se. RT Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . onde expomos o nosso entendimento totalmente favorável à primeira (a) posição. 104). Tal complemento deve visar a impedir a introdução (entrada) ou propagação (difusão) de doença contagiosa (estado mórbido contagioso ao homem). da infração de medida sanitária. ■ Erro: O eventual erro do agente deve ser apreciado à luz do art. que dispõe sobre a obrigatoriedade do cadastramento dos doadores e a realização de exames laboratoriais. 9 2 daquela lei).■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.02. 2 2 . IX.7. 52 .099/95). caput. 285 e 258 do CP se. que se completa com a existência de outra lei. 3 do CP.259. v. Infração de me.01. p. resulta lesão corporal ou morte. b. também cabe a transação no parágrafo único. parágrafo único. no particular aspecto da saúde pública. ■ Remissão: Vide arts. p. 285 c/c art. Ill. em vigor a partir de 12. 89 da Lei n2 9. 1959. art. dentista ou enfermeiro. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço.649/88. IV. retroage em favor do agente. 1959. mas não se pode deixar de fazer concessões ( MAGALHÃES 2 NORONHA. p. Comentários ao Código Penal. v. 258 (art. 1995. no caso concreto.259/01. art. Como observa HUNGRIA. 76 da Lei n 2 9. não retroage ( HUNGRIA. ■ Norma em branco: Como o art. c. portaria ou regulamento que tenha caráter de ordem ou proibição. entendemos que. Direito Penal. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. 268 ■ Transação: De acordo como art. farmacêutico.099/95). ■ Tipo objetivo: O núcleo é infringir. preventiva ■ Sujeito passivo: A coletividade. 285 c/c o art. O crime é considerado de perigo abstrato. de 12. v. excluindo a ili citude ( H. configura o delito do art. Na hipótese de revogação da norma complementar. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 100 do CP. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 268 do CP (cf. 1965. a transação será cabível. Assim. desobedecer. desrespeitar. 268 do CP é norma penal "em branco". dida sanitária ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Consumação: Com a violação. O que se pune é a conduta de infringir determinação do Poder Público. Não há forma culposa. em princípio não retroage. desde que não haja morte — CP. de um mês a um ano. transgredir. 21 (erro de proibição) ou 20 (erro de tipo) do CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. representado pela vontade livre e consciente de infringir a determinação. art. vide nota ao art. 76 da Lei n 2 9. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. precisa-se demonstrar qual foi a determinação do Poder Público descumprida (TACrSP.543 Código Penal Art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 11). "deve apresentar-se o descumprimento de especial dever que incumba ao agente. que possui a significação de violar. a partir da vigência da Lei n e 10. 104). ■ Tipo subjetivo: O dolo. ainda que haja lesão corporal grave ou morte — CP. IX. da Lei n 2 10. 285 c/c art. v. e multa. art. p. 2 ■ Sangue: A inobservância das normas da Lei n 7. 833). Figura qua//ficada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. 258 (art.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. A respeito. 258 (art. divide-se a doutrina em três posições: a. decreto. ■ Pena: Detenção. FRAGOSO. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Em face do princípio da isonomia (art. cabe a transação no caput .

a norma penal é "em branco". Em face do princípio da isonomia (art. examinado o enfermo (Lições de Direito Penal — Parte Especial. art. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (delito próprio).Arts.5. vendendo a carne a este. de 12. ■ Portaria n° 1.96. pois consigna doença cuja notificação é compulsória. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. v. 258 (art. 285 c/c o art.259/01. parágrafo único. leishmaniose tegumentar e visceral. não estando esta exposta à venda. Assim.099/95). 52 . ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. embora a lei não exija que o médico tenha assistido ou examinado o doente. de seis meses a dois anos. regulamentos. não pode o Ministério Público invocar portaria sobre poluição ambiental (TJSP.02. doença meningocócica e outras meningites. RT 402/269) consumando-se com a mera transgressão da norma ou determinação oficial (abate clandestino de gado) (TACrSP. Evidentemente. 1975. rubéola e síndrome de . Omissão de no.283). RT 705/337). Versando o crime do art. oncocercose. 268 e 269 Código Penal 544 507/414). 269. convertendo-a em imprópria para o consumo. Ocorre o crime do art. I. caput. 837). ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. n°1.137/90 (TACrSP. O delito é omissivo puro. no especial aspecto da saúde pública.7.259. febre tifóide. Julgados 96/126). ■ Sujeito passivo: A coletividade.■ Transação: De acordo como art. a partir da vigência da Lei n°10. mv— RT644/ 272). cuidando-se de pena máxima cominada não superior tificação de doença a dois anos. Quanto ao que se deixa de denunciar. 7 2 . Em todo o território nacional (cólera.099/95). peste. de 24. 268 quando o agente viola norma sanitária específica destinada a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa determinada e não qualquer dispositivo de regulamento sanitário (porcos alimentados no lixão da prefeitura) (TACrSP. e multa. doença de Chagas — casos agudos. IX . especialmente. 268 do CP o perigo comum é presumido (TACrSP. 100 do CP. III. Jurisprudência. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória: Pena — detenção. da Lei n° 10. ele somente poderia fazer com seriedade a denúncia se houvesse. Sua complementação é encontrada em outras leis.da Lei n2 8. ■ Tipo objetivo: Deixar de denunciar(omitir-se em comunicar) à autoridade pública é a conduta que se incrimina ao médico. não estando regulamentado pelo Decreto Complementar n° 24. Não se caracteriza o delito do art. art. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. hanseníase. 89 da Lei n°9.100. essa denúncia que se impõe ao médico é justa causa que exclui a caracterização do crime do art. coqueluche.430/74 (TARS. 269. 285 c/c art. dengue. 258 (art. pessoalmente. difteria. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Como registra HELENO FRAGOSO.01. p. raiva humana. 76 da Lei n°9. 268 do CP se o agente abate um leitão para reparti-lo como vizinho. 2 2 . RT726/746). entendemos que. febre amarela. 154 do CP. o abate de pequenos animais para consumo entre uma ou duas famílias constitui prática muito comum no interior do Rio Grande do Sul. 268 sobre doença contagiosa. 1965. ■ Não basta regra genérica: O dispositivo administrativo que contém mera regra genérica de higiene não preenche a norma penal "em branco" do crime do art. em vigor a partir de 12. OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA Art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. v. a transação será cabível. 268 (FRANCESCHINI. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. poliomielite. 268 do CP e não o do art. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. do Ministério da Saúde: E compulsória a comunicação das seguintes doenças: 1. cabe a transação no art. decretos e. configura o delito do art. O abate irregular de reses e o transporte da carne em condições precárias.1. ■ Abate de animais: No crime do art. RT 725/619).

5 2 . ■ Tipo subjetivo: O dolo. pois é delito omissivo puro. 5 2 . ■ Pena: Detenção. da CR/88. em conformidade com o art. na ausência destes.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. ■ Tentativa: Não se admite. desde que não resulte morte — CP. 76 da Lei n 2 9. Rio Grande do Norte. 22 .02. em vigor a partir de 12. consistente na vontade livre e consciente de praticar a omissão. sarampo. MODALIDADE CULPOSA § 22. art. malária — exceto na região da Amazônia Legal). 270 c/c art.259/01.545 Código Penal Arts. de dez a quinze anos. Envenenamento de água potáve/ ou de substância a/imentíc/a ou medicina/ ■ Alteração: O art. que deu nova redação ao art. ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo: Pena — reclusão. Piauí. parágrafo único. 89 da Lei n 2 9. 100 do CP. 285 c/c o art. 2 ■Transação: De acordo com o art. varíola. RT492/355). 270. de 12. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a água ou a substância envenenada. § 1 2. tuberculose. foi excluído da relação dos crimes hediondos pela Lei n 2 8. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2.930/94. 285). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. art. tétano. Não há forma culposa. e não também do farmacêutico (TACrSP. Na escola tradicional é o "dolo genérico". com a prática de ato inconciliável com a obrigação de denunciar. 2. Paraíba. 258 (art. Em face do princípio da isonomia (art. Está sujeito à mesma pena quem entrega a consumo ou tem em depósito. e multa. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. a transação será cabível. caput. Ceará. 285 c/c art. Assim. da Lei n 10. de seis meses a dois anos. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. de uso comum ou particular. hepatites virais). da CR/88) e da analogia in bonam partem. entendemos que. Se o crime é culposo: Pena — detenção.1. 270 desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. síndrome da imunodeficiência adquiri da — AIDS. todavia. Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts. Em áreas específicas (esquistossomose — exceto nos Estados do Maranhão.01. 1 2 da Lei n°8. Pernambuco e Sergipe. 285 e 258 do CP. ENVENENAMENTO DE ÁGUA POTÁVEL OU DE SUBSTÂNCIA ALIMENTÍCIA OU MEDICINAL Art. XLIII. 269 e 270 rubéola congênita. ■ Crime não hediondo: O art.072/90. .7. 258 (art. 1 9 da Lei n° 8. de seis meses a dois anos. Jurisprudéncia ■ Só o médico pode ser agente: A obrigação de denunciar só é exigida do médico. se resulta lesão corporal ou morte. 62 da Lei n° 8.259. Alagoas. filariose — exceto Belém.099/95). ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Consumação: Com o esgotamento de eventuais prazos regulamentares ou. a partir da vigência da Lei n° 10. cabe a transação no § 2 2 do art.099/95). sífilis congênita. para o fim de ser distribuída. Envenenar água potável.072/90. o qual. considerava hediondo o crime de envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art.

há. 285 e 258 do CP. melhora ou prevenção de doenças de número indeterminado de pessoas. com conhecimento do destino de consumo comum e do perigo coletivo.Art. p. desclassifica-se para a corrupção de água. ■ Noção: Se o envenenamento (caput). DJU 28. ■ Pena: Detenção. A modalidade culposa é prevista no § 2 2 . o elemento subjetivo do tipo. Água potável. de dez a quinze anos.86. RT 726/728. absorvida. O perigo é considerado como presumido. Entregar a consumo é fornecer. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. ■ Consumação: Com a entrega ou depósito. Se o agente envenenar a água (caput) e depois distribuí-la. Na b. a título oneroso ou gratuito. que o agente tenha consciência de que se trata de água ou substância envenenada. Exige o fim de distribuir. 6. 270 Código Penal 546 ■ Retroatividade da Lei n` 8. a segunda conduta constituirá fato posterior impunível. ainda. 15007). em ambos os casos. Ap. a indeterminado número de pessoas. Entrega a consumo (§ 12 ) ■ Tipo objetivo: a. entendendo-se este como a substância mineral ou orgânica que. 18. ele só se aperfeiçoa quando o perigo atinge a vida ou Figura cu/posa 02 ) 2 Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . RJTJSP 72/307). entrega ou depósito (§ 1 2 ) são resultado da desatenção do agente ao dever de cuidado objetivo (vide comentário ao CP. de uso comum ou particular.8. O objeto material é indicado: a. por ser benéfica. b. ■ Confronto: A corrupção e a poluição são previstas nos arts. 271 (TJRS. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. É a substância destinada à alimentação (líquida ou sólida) de indeterminado número de pessoas. b. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Consumação: Com a superveniência da situação de perigo comum. ■ Tipo objetivo: O núcleo envenenar tem a significação de pôr ou lançar veneno. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. TJSP. ■ Consumação: Embora o crime do art.710. ■ Pena: Reclusão. Ou (substância) medicinal destinada a consumo. 270 seja infração que se consuma independentemente de resultado. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 270 com resultado morte do rol dos crimes hediondos. ■ Tentativa: Admite-se. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". Agua potável é a chamada água de alimentação. causa a morte ou dano sério ao organismo. 271 e 272 do CP. não bastando a simples guarda sem tal finalidade. ■ Agua potável: O conceito de potabilidade da água é relativo. para o fim de ser distribuída. ■ Remissão: Vide arts. como as não potáveis. E indispensável. de seis meses a dois anos. art. prevista no art. ■ Desclassificação: Se a substância que o agente lançou na água tornou-a tão leitosa e malcheirosa que ninguém iria bebê-la e envenenar-se. que consiste na vontade livre e consciente de envenenar. retroage. A água pode destinar-se a uso comum ou particular. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a é igual ao do caput. Entende-se como sendo a substância destinada à cura. Substância alimentícia (destinada a consumo). independentemente de efetivo consumo ou distribuição. especialmente a saúde pública. c. e dado em função do uso que as populações fazem daquela água (TFR. excluindo-se outras águas que têm serventia diversa. Ter em depósito. que consiste no especial fim de agir ("dolo específico" para os tradicionais): a finalidade de distribuir. II).930/94: A exclusão do delito do art.

servindo para qualquer espécie de consumo (bebida. 0 objeto material é água potável. 285 c/c o art. serão consideradas impróprias para alimentação e abastecimento públicos e privados" (FLAMINIO FAVERO. pp. entendemos que. A figura culposa é prevista no parágrafo único. . 271. Considera-se que o perigo é abstrato. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 100 do CP. não apenas um número limitado delas (TJSP. cabe a transação no parágrafo único do art.1. verificando-se desde que a água se torne imprópria ou nociva. de 12. poluiré sujar. 1996. 258 (art. de dois meses a um ano. Código Penal Brasileiro. 76 da Lei n 2 9. consistente na vontade livre e consciente de corromper ou poluir. 1950. de cobre e de zinco superior ao fixado na lei. veja-se minuciosa defesa em caso de poluição de águas fluviais: DANTE DELMANTO.7. art. Assim. Aguas potáveis são "as águas próprias para a alimentação. ■ Tipo objetivo: O verbo corromper tem. de uso comum ou particular. independentemente de real dano às pessoas. ■ Transação: De acordo com o art. conspurcar.259. desde que não resulte morte — CP. da Lei n2 10. 271. a partir da vigência da Lei n 2 10.. "A poluição das águas do rio Piracicaba". podendo ser classificadas em águas de fontes e de abastecimento. RT 453/355). Corrupção ou poluição de água potável ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.02. pois não se tipifica a conduta de quem corrompe ou polui águas já poluídas.099/95). tornando-a imprópria para consumo ou nociva à saúde: Pena — reclusão. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. E requisito do tipo. 52 . parágrafo único. a significação de estragar. 285 c/c o art. art. 265-72. A respeito. As águas podem ser de uso comum ou particular. macular. 67). em vigor a partir de 12. caput.099/95). 6á ed. especialmente a saúde pública. de dois a cinco anos. de fluoretos. se assim acontecer. a transação será cabível. infectar. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de selênio. aqui. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. É indispensável. de uso comum ou particular.01. de arsênico. danosa à saúde). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". em Defesas que Fiz no Júri. preparo de alimentos e bebidas etc. Em face do princípio da isonomia (art. ainda.547 Código Penal Arts. Corromper ou poluir água potável. 89 da Lei n 2 9. v.). ■ Sujeito passivo: A coletividade. a não ser que resulte morte — CP. p. Por sua vez. 2 2 . que a corrupção ou poluição torne a água imprópria para o consumo (sem potabilidade) ou nociva à saúde (prejudicial. que se demonstre a anterior condição de ser a água potável. pois. desde que destinadas à alimentação de indeterminado número de pessoas. portanto. com conhecimento do perigo para indeterminado número de pessoas. ■ Consumação: Com a efetiva impropriedade ou nocividade provocada pela corrupção ou poluição. Tais águas não podem apresentar um teor de chumbo. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 270 e 271 a saúde de um número indefinido de pessoas. desnaturar.259/01. 258 (art. IX. CORRUPÇÃO OU POLUIÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL Art. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo única Se o crime é culposo: Pena — detenção.

6a ed. ■ Confronto: Se há envenenamento das águas. com redação dada pela Lei n° 7. Se o poluidor expuser a perigo a incolumidade humana. parágrafo único. adulterar. em DANTE DELMANTO.804/89. 15. corrompido ou adulterado. de 12. MODALIDADE CULPOSA § 2 2. 2°. art. expõe à venda. e se as águas do rio Piracicaba. mv RT572/302). de qualquer forma. tem em depósito para vender ou. FALSIFICAÇÃO. 1996.7. da Lei n 9 6. CORRUPÇÃO. certa é a conclusão de que não houve crime algum" (TJSP. 272).. ■ Pena: Detenção. §§ 1° e 2°. em vigor a partir de 12. Quanto à poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público. animal ou vegetal. ■ Ação penal: Pública incondicionada. §1 2. ■ Transação: De acordo com o art. Ill.01.1. § 1 2 -A. bastando que se trate de água que se possa razoavelmente utilizar para beber e cozinhar. art. pelos motivos constantes dos autos. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE SUBSTÂNCIA OU PRODUTO ALIMENTÍCIO Art. Não é necessário que a água seja irrepreensivelmente pura. consistente em servir para beber e cozinhar (TJSP. 18. e multa. 49. habitualmente usada por indeterminado número de pessoas (TJSP. ■ Remissão: Vide arts. embora haja opiniões em contrário. ■ Tipificação: Para a tipificação é imprescindível que se prove a potabilidade da água e que seja ela ingerida habitualmente por indeterminado número de pessoas (TJSP. 271 e 272 Código Penal 548 ■ Tentativa: Admitimos a possibilidade de sua ocorrência. vende. com ou sem teor alcoólico. da Lei n° 9. mas também a potabilidade menos rigorosa. de um a dois anos. Figura culposa (parágrafo ún/co) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se a corrupção ou poluição é causada pela não-observância do dever objetivo de cuidado (vide CP. tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo: Pena — reclusão. ou estiver tornando mais grave situação de perigo existente. de dois a cinco anos. tornando-a imprópria para o consumo ou nociva à saúde.259. Se o crime é culposo: Pena — detenção. II). ■ Qualidade anterior: "A lei pune quem corrompe ou polui água potável. A expressão potável deve abranger não só a potabilidade bioquímica.Arts. ■ Pena: Reclusão. vide art.283. 285 e 258 do CP. § 2°. falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo. e multa. Está sujeito às mesmas penas quem pratica as ações previstas neste artigo em relação a bebidas. importa. se da corrupção ou poluição resulta morte ou lesão corporal. RT301/84). de quatro a oito anos. já não eram potáveis. Incorre nas penas deste artigo quem fabrica. mv— RJTJSP 121/348).02.605/98. 272. distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado. Defesas que Fiz no Júri. 54. Ap. da Lei n°10. vide o crime do art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior .938/81. de dois meses a um ano. 270 do CP. Corromper. p.

com conhecimento da destinação a consumo da substância ou do produto e do perigo comum. todavia. 72 . e multa. e art. . Se não houver perigo para a saúde pública. 258.98. ou seja. art.521/51 (crime contra a economia popular). d. de quatro a oito anos. desnaturar (alterando a própria essência). efetivamente. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2°. ferindo. que significa mudar. ■ Consumação: Quando a substância ou produto se torna nocivo à saúde ou tem seu valor nutritivo reduzido. b. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].259/01. neste não basta que a substância ou produto se torne impróprio para o consumo. 258 (art. falsificação ou alteração: a. se transforme em nocivo à saúde ou tenha seu valor nutritivo reduzido. E a substância ou o produto destinado à alimentação. 2 2 . ■ Tentativa: Admite-se. em condições impróprias ao consumo. 272. modificar para pior. Ao contrário de outros crimes. ■ Pena: Reclusão. adulterar. reduza o valor nutritivo da substância ou produto alimentício ("reduzindo-lhe o valor nutritivo"). falsificar ou alterar.549 Código Penal Art. da CR/88) 2 entendemos que. prejudicial. a partir da vigência da Lei n 10. Econõmica e contra as Relações de Consumo). cabe a transação no § 2 2 do art. mudar. 66 da Lei n°8. ou entrega de matéria-prima ou mercadoria. 270 do CP. o atual art.7. 89 da Lei n° 9. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.099/95). que só incriminava a conduta que tornasse a substância alimentícia nociva à saúde. ■ Alteração: Artigo e parágrafos com redação dada pela Lei n° 9. 100 do CP. enquanto o c deve ser comissivo. art. c. alterar. b. Na escola tradicional é o "dolo genérico". que tem a significação de estragar. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. III e V. 76 da Lei n° 9. transformar. torne a substância ou o produto alimentício nocivo à saúde ("tornando-o nocivo à saúde"). danoso á saúde humana. que se entende por contrafazer. art. ■ Tipo objetivo: Alternativamente. adulterar. 272 passou também a punir a redução do valor nutritivo da substância ou produto alimentício. 285 c/c o art. a transação será cabível. 32). como no exemplo clássico da adição de água ao leite. Assim. modificar. IX. 271 do CP.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. caput. vide art. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Em face e da analogia in bonam partem. alterar. Observe-se que. a destinação da substância ou produto a consumo público não pode ser presumida. da Lei n2 8. número indeterminado de pessoas. Como objeto material indica-se a substância ou o produto alimentício (destinado a consumo). caput. b e d podem ser comissivos ou omissivos. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. Igualmente. do princípio da isonomia (art. dar aparência de genuíno ao que não é. da Lei n° 1. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. infectar. corromper. Falsificação. ao contrário do antigo art. ou seja. consistente na vontade livre e consciente de corromper. falsificar. art. Se a corrupção é de água potável. assim. 285 c/c art. especialmente no aspecto da saúde pública. ■ Confronto: Se há venda. E imprescindível que a corrupção. isto é. segunda parte (art.099/95).677. Os núcleos a. ■ Ação penal: Pública incondicionada. o novo artigo pune com a mesma severa pena duas condutas de gravidade muito diferente. 272. são previstos quatro núcleos: a. art.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). adulteração ou alteração de substância ou produto allmentício (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. adulteração. Se a ação é de envenenar água potável ou substância alimentícia ou medicinal. 52 . de indeterminado número de pessoas. 272 a dois anos. de 2. ■ Tipo subjetivo: O dolo. A figura culposa está prevista no § 2 2 . corrupção. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. líquida ou sólida. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. mas deve ficar comprovada. sendo necessário que. Absurdamente.

p. ■ Nocividade: É essencial à figura deste art. 267". distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado.Art. § 32 . do CP). ter em depósito. b. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. RT 605/296. as bebidas com ou sem teor alcoólico (§1 2 ). se resulta morte. nos termos do art. vide nosso comentário ao § 2 2 . Quanto às condutas equiparadas do §1 incluem-se na previsão culposa do § 22 as de quem vende. quanto à figura culposa.677/98 (antigos arts. se do fato resulta lesão corporal. RJTJSP 102/431. 1965. Comentários ao Código Penal. sujeitos ativo e passivo: Vide nota no caput. a pena mínima será de um ano e seis meses. 258. salvo quanto ao definido no art. distribuir ou entregar a consumo. que é de um a três anos. se do fato resultar lesão corporal. Nas hipóteses de exposição e depósito. de qualquer forma. obviamente. expor. d. adulteração. vender. foi aumentada para um a dois anos de detenção pelo novo § 2 2 do mesmo artigo. a vontade livre e consciente de fabricar. de um a dois anos. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide comentário no art. A pequena quantidade de bromato de potássio Bebidas a/coó//cas ou não (§ 1 2 ) Figura cu/posa (§ 22 ) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência anterior à Lei n2 9. 18. ou. 272 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte. entendendo-se não ser necessário que o agente seja comerciante. 121. a adulteração e a alteração. preparar). III. 29). Lições de Direito Penal — Parte Especial. sujeitos ativo e passivo: Vide nota ao caput. p. f. entregar. 272 e 273) . estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. v. 1995. com o fim especial de vender). consistente no especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). de venda). importar (fazer vir de outro país). v. troca. c/c art. aumentada de um terço". vender(alienar a título oneroso). vide nota no caput. ainda. aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo. a pena mínima será de um ano e quatro meses. repartir) ou entregar a consumo (dação. que dificilmente se imaginará não dolosa. O art. gratuita ou onerosa). não pode ser culposa (em igual sentido: H. ainda que tácito. 272 Código Penal 550 Condutas equiparadas (§12-A) ■ Objeto jurídico. Da modalidade culposa fica excluída a fabricação. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. caso não informe se a quantidade adicionada tornava a substância nociva. ou. Já se o resultado for morte. FRAGOSO. salvo nas condutas de expor e ter em depósito ("dolo específico"). 599/319). ■ Ação penal: Pública incondicionada. ou seja. também. corrompido ou adulterado. a corrupção. 32). II. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são: a. MAGALHÃES NORONHA. IX. 272 a prova de ter a substância se tornado nociva à saúde (TJSP. e multa. por sua vez. 1959. Assim. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. c. tenham elas teor alcoólico ou não. A figura culposa abrange. v. IV. manufaturar. a forma culposa abrange. importa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. cessão. 116. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". HUNGRIA. Não basta a conclusão do laudo de que a substância continha produto de adição proibida. Quanto à forma culposa. pune-se mais severamente o crime deste art. tem em depósito para vender. de qualquer forma. há. o elemento subjetivo do tipo. ciente da corrupção. 272 (TJSP. com oferecimento. apenas. e. ■ Pena: Detenção. 852. Fica dela excluída a falsificação. 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. pois esta. ■ Tipo objetivo: Sujeita-se às mesmas penas do caput o agente que pratica as ações previstas no caput ou no § 1 2-A em relação a bebidas. importar. Direito Penal. RT632/282). p. a pena aumenta-se de metade. falsificação ou alteração da substância ou produto. aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. Em virtude desta falha do legislador. fabricar (produzir na fábrica. distribuir (dar. 258). ■ Incongruência: Dispõe o art. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. expõe à venda. 272. que era de seis meses a um ano de detenção. atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. ■ Objeto jurídico. Quanto ao objeto jurídico.

656/278. pois é crime de perigo (TJSP. a colheita de amostras deve ser realizada de conformidade com o Decreto estadual n° 12. corrompido. 272 e 273 adicionada ao pão não chega a torná-lo nocivo à saúde (TJSP. ou a substituição o torne inferior (TJSP. a utilização de carne de cavalo na fabricação de lingüiça. RT533/300). 275 (TJSP. 273. 275 do CP. A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro tipifica o delito do art. Falsificar. RT613/346-7. absolve-se o acusado se não houver prova de que sabia do estado adulterado da carne que vendia (TACrSP. pois o perigo deve ser comum. corrompida ou falsificada voluntariamente pelos agentes. 274. § 2 2. RJTJSP 104/426). as matérias-primas. RT698/328. b. 277). 272 (TJRN. e não individual. §1 2 . Nas mesmas penas incorre quem importa. 486/264. contra: TACrSP. Art. FALSIFICAÇÃO. sob o título Bromato. ■ Perigo a pessoas indeterminadas: Não se configura a modalidade culposa do § 22 se a substância medicinal foi preparada para uma determinada pessoa. Jurisprudência posterior A Lei n 2 9. Julgados 78/250). CORRUPÇÃO. Não tipifica. Configura o crime do art. IV. IV. sob pena de o exame de corpo de delito tornar-se imprestável (TJSP. adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. RT 403/295) ■ Uísque: E muito controvertida a tipificação da conduta de quem falsifica uísque ou coloca uísque nacional em recipiente de similar estrangeiro. Configura o delito do art. tem em depósito para vender ou. 273 do CP. Julgados 85/488). Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1 2 em relação a produtos em qualquer das seguintes condições: . 171. 175 do CP. 275. e multa. 273. RT 453/352. vende. Alguns exemplos: a. Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos.677/98 ■ Dolo: Se a carne exposta à venda em estado de putrefação não foi adulterada. efetivo dano a alguém. jurisprudência no art. os insumos farmacêuticos. RT 453/352). A venda de uísque nacional em garrafas de estrangeiro não se enquadra no art. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. II. também. 273. corromper. ■ Substituição em alimento: Configura o crime do art. a colocação de uísque nacional em garrafa de estrangeiro (TJSP. ■ Conhecimento: Ainda que provados fato e autoria. 276 do CP. 175. RJTJSP 114/509). adulterado ou alterado. 272 dispensa saber se houve. §1 2-B. E nele que se enquadra a venda de uísque nacional em vasilhame de estrangeiro (TACrSP. 276 (TJSP. ou não. Art. ■ Crime de perigo: O art. RT772/666). Art. Contra: Não configura. RT 605/296). expõe à venda. 171. São apontados diversos enquadramentos no CP (arts. pois há a substituição de elemento da sua composição normal (TJRJ. de qualquer forma. de dez a quinze anos. 582/295). 273. ■ Exame de corpo de delito: No Estado de São Paulo. por ser substância alcoólica e não acarretar nocividade a troca de uísque estrangeiro por nacional (TJRJ.342/78. I. A favor. 276. §1 2-A. RT 536/277). Vide. mas sim no art. certo e determinado (TACrSP. última parte. d. 453/332). não há se falar na caracterização do crime do art. Art.551 Código Penal Arts. Julgados 95/196). os saneantes e os de uso em diagnóstico. RT 554/417). pois uísque não é substância alimentícia nem medicinal (TJSP. RT611/351). a adição de "sulfito de sódio" à carne crua e moída (TJSP. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE PRODUTO DESTINADO A FINS TERAPÊUTICOS OU MEDICINAIS Art. II e § 1 2. RT 540/271. c. os cosméticos. caput e § 2 2 . ■ Alteração em refrigerante: E necessário que a alteração seja perniciosa ou reduza o valor.

Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". ■ Consumação: Com a falsificação. 272. adulterar ou alterar. apud JoAo MELO FRANCO e HERLANDER ANTUNES MARTINS. Ill — sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização. II — em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior. sob pena de inconstitucionalidade por falta de ofensividade ao bem jurídico tutelado (saúde pública). em um Estado Democrático de Direito. consistindo a autoridade num sistema de restrições só admissível na medida estritamente indispensável à coexistência das liberdades individuais" ( MARCELO CAETANO. § 1 2 . art. 399). além de não ter feito menção á exigência de destinação a consumo. 272 do CP. ciente do perigo comum e da destinação do produto para fins terapêuticos ou medicinais. VI — adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente.099/95). de 2. corrupção.98. o legislador. O objeto material é o produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. não consignou a exigência de perigo concreto para a configuração deste crime. . ainda que não seja comerciante ou industrial. enquanto o a deve ser comissivo. ■ Tipo objetivo: Os núcleos previstos são os mesmos do artigo anterior: a. "A inconstitucionalidade da lei dos remédios". a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. com acerto. segunda parte (art. § 1 2-A e § 1 2-B (Lei n°8. p. especialmente a saúde pública. ou seja. cf. ■ Crime hediondo: Caput. 374-7. este delito só se configurará quando houver efetiva comprovação da nocividade à saúde de indeterminado número de pessoas ou da real redução do valor terapêutico ou medicinal do produto (nesse sentido. in RT763/423). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. adulteração ou alteração de produto terapëut/co ou medicina/ (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.072/90). c. adulteração ou alteração do produto. o que só veio a fazer no §1 2 . IV — com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade. 273 Código Penal 552 I — sem registro. no órgão de vigilância sanitária competente. Ao contrário do art. A figura culposa está prevista no § 2 2 . b. 89 da Lei n° 9. no caput deste art. Assim. adulterar ou d. corromper. número indeterminado de pessoas. Dicionário de Conceitos e Princípios Jurídicos. inadmitindo punição sem que haja real ofensa ao bem jurídico tutelado. V — de procedência ignorada. Se o crime é culposo: Pena — detenção. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. que requer a "redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade". MIGUEL REALE JÚNIOR. "o valor supremo da sociedade política é a liberdade. 1993. 273. ■ Confronto: Vide nota ao art. Atualmente. 272). corrupção. pp. de dez a quinze anos. 258. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. IV. falsificar. de um a três anos. Coimbra. ■ Pena: Reclusão. alterar (vide seus significados no art. tem questionado a constitucionalidade dos chamados tipos penais de perigo abstrato.7. ■ Tentativa: Admite-se. quando exigível.677. e multa. corromper. De fato. 285 c/c art. a doutrina. c e d podem ser comissivos ou omissivos. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 . 1977. Falsificação. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Os núcleos b. Almedina. MODALIDADE CULPOSA § 22.Art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. somente fazendo-o em seu §1 2 -B. e multa. Direito Constitucional. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo.

corrupção. a consumo (vide significados no §1 2A do art. punidos com severíssimas penas. vide nota ao art. 272). sujeito ativo e sujeito passivo: Vide nota ao caput do artigo. nos comentários ao caput deste artigo. trata-se de lei penal em branco (a respeito. vender. 2 condutas equiparadas do § 1 2 . ferindo. expor à venda. em relação a produtos em quaisquer das seguintes condições: I.■ Objeto jurídico. distribuir ou entregar. p. de qualquer forma. a pena mínima será de um ano e Produtos em outras condições (§ 19--B) Figura culposa Morte ou /es 'do corpora/ . p. bem como da sua destinação para fins terapêuticos ou medicinais. v. se do fato resulta lesão corporal. 116.553 Código Penal Art. VI. do CP). ciente da falsificação. em desacordo com a fórmula constante do registro. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. que consiste na vontade livre e consciente de importar. os saneantes 2 e os de uso em diagnóstico. A figura culposa é prevista no § 2 . foi aumentada para um a três anos de detenção pelo novo § 2 do mesmo artigo. Fica dela excluída a falsificação. incluem-se na previsão culposa do § 2 as de quem importa. 32). expõe à venda. salvo quanto ao definido no art. expor. v. IV. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. 1965. em que se exige o "dolo específico". este § 1 -A inclui entre os produtos objeto deste artigo. e multa. tem em depósito para vender. por sua vez. d. IX. aumentada de um terço". FRAGOSO. 273 os medicamentos (substâncias ou preparados que se utilizam como remédios). sob o mesmo título. c. p. V. 258. de qualquer forma. 29). A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. IBCCr70/5 — edição especial. assim. paradas (§ 1 2) ■ Tipo objetivo: São estes os núcleos previstos: a. 273 Condutas equi. estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. a corrupção. adulterado ou alterado. Outros produtos (§ 12--A) ■ Equiparação: Por força deste § 1 2 -A. sem registro na vigilância sanitária. pois esta. IV. II. I II. ter em depósito para vender. se resulta morte. aplica-se a pena cominada ao homicídio cuposo. sem a caracterização da identidade e qualidade admitidas para sua comercialização. os insumos farmacêuticos. os cosméticos. 3 2 ). ■ Incongruência: Dispõe o art. De forma absurda. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 852. por não observãncia do cuidado objetivo necessário (vide comentário ao art. Nas formas de expor e ter em depósito. e. Comentários ao Código Penal. in Bol. I I I. adulteração ou alteração do produto. HUNGRIA. Assim. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ou. No mesmo sentido. quando for exigível. com redução do valor terapêutico ou de sua atividade. vide nota. a forma culposa abrange. O objeto jurídico é o indicado no caput. ter em depósito. salvo nas hipóteses de expor e de ter em 2 depósito. II. Na escola tradicional é o "dolo genérico". a adulteração e a alteração. distribuir ou entregar a consumo. apenas. 1995. não pode ser culposa (em igual sentido: H. Quanto às 1959. b. 18. se do fato resultar lesão corporal. adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária. ALBERTO SILVA FRANCO. 267". que era de dois a seis2 meses de detenção. vende. obviamente. Com exceção dos incisos IV e V. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. Não é necessário que o agente seja comerciante. ■ Noção: Sujeita-se às penas deste artigo o agente que pratica as ações mencionadas no §1 2 . ■ Ação penal: Pública incondicionada. corrompido. de procedência ignorada. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. os cosméticos (destinados ao embelezamento) e os saneantes (destinados à higienização e à desinfecção ambiental). MAGALHÃES NORONHA. há o elemento subjetivo do tipo ("à venda" e "para vender"). 0 art. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. Direito Penal. incluem-se entre os produtos referidos neste art. v. vender. 273. de um a três anos. que é o especial fim de agir. Quanto à exigência de perigo concreto. "Há produto novo na praça". as matérias-primas. importar. ■ Pena: Detenção. a pena aumenta-se de metade.

Arts. 273 e 274

Código Penal

554

seis meses. Já se o resultado for morte, aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. 121, § 3 2, c/c art. 258), que é de um a três anos, a pena mínima será de um ano e quatro meses. Em virtude desta falha do legislador, quanto à figura culposa, pune-se mais severamente o crime deste art. 273 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte, atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. 32). Jurisprudência anterior à Lei n 2 9.677/98 (art. 273) ■ Alteração ou supressão em medicamento: Em tese, configura o crime a produção de complexo vitamínico com componentes em menor quantidade do que a indicada na sua fórmula (TACrSP, RT625/315). Não basta para a tipificação do delito do art. 273 do CP que haja redução do valor terapêutico; é preciso que tenha havido alteração de substância ou supressão de elementos da composição normal do medicamento (TJSP, RT 302/90). Configura o crime a substituição de óleo de amêndoa pelo de soja, apenas com o aroma daquele, resultando na inexistência ou redução do valor terapêutico (TJSP, RJTJSP 115/231).

EMPREGO DE PROCESSO PROIBIDO OU DE SUBSTANCIA NÃO PERMITIDA Art. 274. Empregar, no fabrico de produto destinado a consumo, revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não expressamente permitida pela legislação sanitária: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Emprego de processo proibido ou de substância não permitida ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente no tocante à saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O art. 274 do CP é norma penal "em branco", posto que se completa com disposições estabelecidas pela legislação sanitária (vide, notadamente, a Lei n° 6.437/77). 0 núcleo é empregar, que possui a significação de fazer uso, usar, lançar mão. O objeto material é produto destinado ao consumo, ou seja, qualquer produto destinado ao consumo público (de indefinido número de pessoas). O que se veda é o emprego, na fabricação, de processo proibido ou de substância não expressamente permitida pela legislação sanitária (revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não permitida de forma expressa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de empregar. Para os tradicionais é o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Com o efetivo emprego do processo ou substância, independentemente de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se do emprego resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, quando há entrega a consumo de produto nas condições deste art. 274.

Morte ou lesão

corpora/

Entrega a consumo

555

Código Penal

Arts. 274 e 275

Jurisprudência anterior à Lei n2 9.677/98

■ Bromato: A adição de bromato no fabrico de pão tipifica, em tese, o delito do art. 274, e é incontestável a nocividade de seu uso, especialmente quando excede determinada proporção (TJSP, RT 586/283; TACrSP, Julgados 80/509). 0 emprego de bromato de potássio na fabricação de pão configura o crime do art. 274 e não do art. 272 do CP (TJSP, RT 600/308, RJTJSP 87/367; TACrSP, Julgados 80/419). 0 bromato de potássio é substância de adição não permitida, em qualquer quantidade, às farinhas e produtos de panificação (TACrSP, RT605/332). Para a condenação, é necessária a prova de ter sido o bromato adicionado ao pão pelo agente, excluindo-se a possibilidade de já ter vindo ele na matéria-prima empregada (TJSP, RT 600/308). ■ Corante não permitido: Configura o delito a adição de corante orgânico amarelo ao fabrico de pão, para dar a falsa aparência de haver sido preparado com ovos (TACrSP, RT 398/318). ■ Atos preparatórios: Ainda que manifesta a intenção do acusado de empregar, no fabrico de produto destinado ao consumo, substância não permitida, deixa o fato de ser punido se não passou dos atos preparatórios (TACrSP, RT 390/332).

INVÓLUCRO OU RECIPIENTE COM FALSA INDICAÇÃO Art. 275. Inculcar, em invólucro ou recipiente de produtos alimentícios, terapêuticos ou medicinais, a existência de substância que não se encontra em seu conteúdo ou que nele existe em quantidade menor que a mencionada: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n 2 9.677, de 2.7.98. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Invólucro ou recipiente com falsa indicação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, embora, geralmente, seja o fabricante. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é produto (resultado de produção) alimentício, terapêutico ou medicinal (destinado à alimentação, líquida ou sólida, ou à prevenção, melhora ou cura de doenças de indefinido número de pessoas). O núcleo inculcar tem a significação de apregoar, apontar, citar, dar a entender. A inculca é feita em invólucro (tudo o que serve para envolver o produto: envoltório, capa, revestimento, cobertura, embrulho etc.) ou recipiente (vidro, lata, plástico, isopor, ou semelhante, em que se pode colocar o produto). Não se enquadram as indicações feitas em prospectos, folhetos ou anúncios. 0 que se veda é a apregoação de: a. existência de substância que não se encontra em seu conteúdo; b. ou que nele existe em quantidade menor do que a mencionada. ■ Tipo subjetivo: O dolo, isto é, a vontade livre e consciente de fazer falsa indicação. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetivação da falsa indicação, sem dependência de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Vide, também, art. 2 2 , Ill, da Lei n° 1.521/51 (Economia Popular), art. 66 da Lei n2 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) e art. 7 2, II, da Lei n° 8.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e contra as Relações de Consumo), se não houver risco para a saúde pública. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

Arts. 275 e 276

Código Penal

556

Morte ou/esão corpora/ Entrega a consumo Jurisprudência anteriorà Lei n 2 9.677/98

■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, quando da falsa indicação resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, se há entrega a consumo do produto com falsa indicação. ■ Perigo à saúde: Para a tipificação do art. 275 é necessário que da falsa indicação resulte perigo à saúde (TACrSP, RT 584/361). ■ Uísque: A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro configura o delito do art. 275 do CP (TJSP, RT 453/352; TACrSP, Julgados 78/250). Contra: Vide, na nota ao art. 273 do CP, Jurisprudência anterior à Lei n° 9.677/98, enquadrando a conduta em outros delitos.

PRODUTO OU SUBSTÂNCIA NAS CONDIÇÕES DOS DOIS ARTIGOS ANTERIORES Art. 276. Vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a consumo produto nas condições dos arts. 274 e 275: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Entrega a consumo de produto nas condiIões dos arts. 274 e 275 ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não comerciante). ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é: a. produto destinado a consumo, fabricado com emprego de processo proibido ou substância não permitida (vide nota ao art. 274 do CP); b. produto alimentício, terapêutico ou medicinal, com falsa indicação em invólucro ou recipiente (vide nota ao art. 275 do CP). As condutas alternativamente previstas são: a. vender (alienar a título oneroso); b. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas, com oferecimento, ainda que tácito, de venda); c. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda, com o fim especial de vender); d. ou, de qualquer forma, entregar a consumo (dação, permuta, cessão etc., gratuita ou onerosa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações indicadas, ciente de que o produto se encontra nas condições previstas pelos arts. 274 e 275 do CP. Nas hipóteses de expor e de ter em depósito, há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). Na escola tradicional, pede-se o "dolo genérico", salvo para as figuras de expor e de ter em depósito, nas quais se exige o "dolo específico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações, sendo delito permanente nas figuras de exposição e depósito. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se resulta lesão corporal de natureza grave ou morte. ■ Uísque: A venda de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro não configura o crime do art. 171, § 2°, IV, do CP, mas sim o deste art. 276 (TJSP, RT

Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência anterior .1 Lei n°9.677/98

1995. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. dar etc. 1950. líquida ou sólida. p. a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. exclusivamente. Código Penal Brasileiro Comentado. IV. 277. de indefinido número de pessoas. segunda parte (art. Vender. c. Jurisprudência anterior à Lei n° 9. 41). Não há modalidade culposa. Lições de Direito Penal — Parte Especial. art. ■ Remissão: Vide arts. 1965. 1995. porém. ou ceder (emprestar. 352. Substância destinada à falsificagão de produto al/mentício. Direito Penal. 258. há divergência quanto ao sentido da expressão destinada: a. alcança só as substâncias destinadas. 41-2). Produto alimentício é o que serve à alimentação. São os seguintes os núcleos alternativamente indicados: a. expor à venda. aquelas eventualmente destinadas à falsificação (DAMAsIO DE JESUS. só eventualmente. mas de difícil ocorrência na prática. Direito Penal. v. portanto. v. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Ill. na nota ao art. utensílios etc. Ill. especialmente a saúde pública. FLAMINIO FAVERO. se resulta lesão corporal grave ou morte. Trata-se. pp. p. Produto terapêutico ou medicinal é o reservado à prevenção. b. Direito Penal. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. à falsificação (BENTO DE FARIA. ou seja. de substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 1959. v. 1996. v.7. 285 e 258 do CP. Parece-nos que seria alargar demasiadamente o tipo. sendo delito permanente nas formas de expor e de depósito. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. 272 do CP. petrechos. Ill. abrange. 89 da Lei n° 9. de um a cinco anos. isto é. ■ Tipo subjetivo: O dolo. melhora ou cura de doenças de indeterminado número de pessoas. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Deve. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. p. Manual de Direito Penal. servir à finalidade vedada. embora haja quem também indique o "dolo específico" (MAGALHÃES NORONHA. terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. H. v. MAGALHÃES NORONHA. b. ■ Ação penal: Pública incondicionada. v. somos de opinião que se deve interpretá-la como se referindo a substâncias com destinação inequívoca. 285 c/c art. IX. 127). também. 152. vender (alienar a título oneroso). Código Penal Brasileiro. ter em depósito ou ceder substância destinada à falsificação de produtos alimentícios. há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda"). IV. SUBSTÂNCIA DESTINADA À FALSIFICAÇÃO Art.677/98). terem depósito (ter à disposição ou sob guarda). destinada a dar aparência de genuíno a produto que não o é. terapêutico ou medicina/ ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.099/95). ocorre apenas na figura de expor. e multa. o que. 276 e 277 453/352). p. 1985. JÚLIO F. para nós. Contra: Há jurisprudência divergente. p. Na hipótese de expor.).677. ser substância destinada à falsificação. e multa. v. ainda. de um a cinco anos. p. de venda). de 2. ainda que tácito. d. nele incluírem-se substâncias comuns no comércio. 865. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. mas que podem. ■ Pena: Reclusão. 277. Como a lei registra a expressão destinada (e não "que sirva"). terapêutico ou medicinal. Na doutrina.98. MIRABETE. com oferecimento. VI. FRAGOSO. Morte ou lesão corporal . classificando o fato em outros delitos (vide. ■ Tipo objetivo: O objeto materiai do delito é substância destinada à falsificação de produto alimentício. não abrangendo maquinaria.557 Código Penal Arts.

■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não seja industrial ou comerciante). art. e multa. cabe no parágrafo único. e. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. cabe a transação no parágrafo único do art. salvo para as modalidades de expor. a partir da vigência da Lei n 2 10. com oferecimento. com conhecimento da nocividade à saúde pública. manufaturar. A figura culposa é prevista no parágrafo único. fabricar (produzir. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal: Pena — detenção. com a finalidade de vender). 285 c/c o art. independentemente de outros resultados. Fabricar. ■ Confronto: Se há omissão de dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. desde que não resulte morte — CP. troca. 2 2 . ter em depósito para vender (ter sob guarda ou à disposição. vender. perfumes. ■ Tipo objetivo: São cinco os núcleos alternativamente indicados: a.259/01. de qualquer forma. sendo necessária a positiva nocividade. OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS À SAÚDE PÚBLICA Art. tintas etc.099/95). empréstimo etc. de 12. ■ Sujeito passivo: A coletividade.078/90 (Código de Defesa do Consumidor).). vender (alienar a título oneroso). ter em depósito para vender ou.1. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. da CR/88) e da analogia in bonam partem. a não ser que resulte morte — CP. expor à venda. e de ter em depósito. Se deixar . 89 da Lei n 2 9. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. parágrafo único. 100 do CP. pois disfarça a aparência da carne vendida. que a coisa ou substância seja imprópria para o consumo público. ■ Tentativa: Teoricamente é admissível. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal (ex. nas embalagens. 258 (art. ainda que tácito. Outras substãncias nocivas à saúde púb/ica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. recipientes ou publicidade. danosa à saúde pública). Julgados 91/287. TJSP. de um a três anos. de qualquer forma. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Se o crime é culposo: Pena — detenção. nas quais se requer o "dolo específico".7. b. presumido pela lei (TACrSP. é de perigo abstrato.). ■ Transação: De acordo como art. a transação será cabível.Arts. 52 . expor à venda ( manter em exposição. ou. 76 da Lei n 2 9.099/95).02. entendemos que. da Lei n 2 10. entregar a consumo (dação. 277 e 278 Código Penal 558 Jurisprudência anteriorà Lei n°9. art. 63 da Lei n 2 8. portanto. Em face do princípio da isonomia (art. c. de venda). consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações. E infração permanente nas modalidades de expor e de ter em depósito.: sabonetes. O objeto material é coisa (de qualquer natureza) ou substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas) nocivas à saúde (prejudicial. em vigor a partir de 12. vide art. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico".677/98 ■ Tipo objetivo: Configura o crime ter em depósito no açougue "sulfito de sódio". 258 (art. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. 285 c/c o art.01. d. 278. RT632/283). especialmente a saúde pública. Assim. que é o especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). nos invólucros.259. caput. de dois meses a um ano. preparar). entregar a consumo coisa ou substância nociva à saúde. Nas figuras de expor e de ter em depósito está presente o elemento subjetivo do tipo. 278. ■ Consumação: Coma efetiva prática de qualquer das ações. Não basta.

137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. ■ Ultratividade do antigo art. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. art. 18.101-3. Econômica e Relações de Consumo). até 27. IX. art. de um a três anos. 279 de um a três anos de detenção ou multa. Ap. que independe da ocorrência de dano ou do efetivo uso da substância (TACrSP. e multa. de dois meses a um ano. da Lei n 2 8. o art. Julgados 69/420). se resulta lesão corporal ou morte de alguém. da mesma lei. ■ Pena: Detenção. 4703). deve ser aplicado ultrativamente aos fatos ocorridos durante a sua vigência. IX.97. 278 do CP é de perigo presumido ou abstrato. ■ Produto de limpeza: Configura a fabricação e venda. Se o crime é culposo: Pena — detenção. 18. Se se tratar de venda. tratando-se de crime de perigo abstrato. que se aperfeiçoa tão-só com a possibilidade de dano à saúde (TACrSP. Vide. por ser mais benéfico. SUBSTÂNCIA AVARIADA Art. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. 72 . 23 da Lei n 2 8. da Lei n 2 8. TRF da 3 R. a donas-de-casa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ou seja. DJU 4.137/90 (Ordem Tributária. vide art. para jardinagem. 279 do CP foi revogado pelo art. de dois meses a um ano. ■ Agrotóxico: Configura. sem Morte ou/esão corpora/ Jurisprudência indicação de conteúdo. Fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica: Pena — detenção. j.980. o envio pelo correio de agrotáxico altamente nocivo. 285 e 258 do CP. in Bol. Ap. ou de entrega de matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo. 280. . não liberadas. 988. 7 2 . 14.. Econômica e contra as Relações de Consumo). 278 a 280 de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado. de produto para limpeza doméstica. que o substituiu. ou multa.90 (nesse sentido: TACrSP. Julgados 95/147).137/90 de dois a cinco anos de detenção ou multa. 279. 279 do CP. p. perigoso e impróprio para sua finalidade (TACrSP. Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Se a ação é resultante da inobservância do cuidado necessário (vide nota ao CP. MEDICAMENTO EM DESACORDO COM RECEITA MÉDICA Art.96. e a do novo art.2. 7 2 . ■ Revogado: O art. ■ Ação penal: Pública incondicionada.977). IX. O crime do art. ■ Veneno de rato: Caracteriza a venda de veneno contra rato de fabricação clandestina e para o qual não existe antídoto eficaz. de um a três anos. o art. RJDTACr 25/262.559 Código Penal Arts. 64 da mesma lei.12. a propósito. ■ Pena: Detenção. 279 do CP: Sendo a pena do revogado art.6. II). AASPn° 1. ■ Remissão: Vide arts.

■ Consumação: Com a entrega da substância em desacordo. Para alguns autores.01. IX. MAGALHÃES NORONHA.7. FRAGOSO.259/01. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Medicamento em desacordo com receita médica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. de 12. IV. adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. cabe a transação no parágrafo único do art. IV. 285 e 258 do CP. Figura cu/posa (parágrafo único) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . ■ Remissão: Vide arts. a não ser que resulte morte CP. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. é irrelevante. Direito Penal. caput. 285 c/c o art. para outros. art. 1959. entendemos que. na afirmação de HUNGRIA. v. dar. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 285 c/c o art. 100 do CP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. ■ Pena: Detenção. a substituição para melhor não caracteriza o delito ( MAGALHÃES NORONHA.02. houve lapso no CP. o que se pune é o fato de o farmacêutico ou prático fornecer arbitrariamente outro remédio. a transação será cabível. 50). Em face do princípio da isonomia (art. de dois meses a um ano. mas há autores que consideram que só pode ser agente o farmacêutico. a partir da vigência da Lei n 2 10. proporcionar. 273 do CP. ou multa. ministrar. Direito Penal. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. tendo-se omitido a pena alternativa de multa. 280 Código Penal 560 ■ Transação: De acordo com o art. da Lei n° 10. 126). Substância medicinal é a destinada à cura. 2 2 . 258 (art. Assim. ■ Pena: E alternativa: detenção. em vigor a partir de 12. pois o que se pune é a arbitrariedade do fornecimento (H.099/95). corrupção. 871). 89 da Lei n 2 9.Art. art. pois não tem qualificação técnica. p. ■ Fornecimento de remédio diverso: A configuração do delito independe de que os remédios trocados tenham iguais efeitos. 258 (art. enquanto. especialmente a saúde pública. Em desacordo com receita médica — preceitua a lei — de modo que se pune o fornecimento em divergência quanto à qualidade. p. 18. v.1. cabe no parágrafo único. Receita médica é a prescrição que o médico faz. 1959. por escrito. 280. ■ Sujeito passivo: A coletividade. v. salvo se resultar morte — CP. art. espécie ou quantidade. Comentários ao Código Penal. p. nem conhece o doente e suas particularidades (TACrSP.099/95). RT592/342). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 1965. III. 1995. p. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. A tipificação não alcança receitas de dentistas ou parteiras. A figura culposa é prevista no parágrafo único. IX. 1995. ■ Ação penal: Pública incondicionada. de um a três anos. prático autorizado ou herbanário (HUNGRIA. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 52 . que é prevista no caput ( Comentários ao Código Penal. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Confronto: Se há falsificação. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 124. se do fornecimento resulta lesão corporal ou morte. v. suprir. 51). v. ■ Tentativa: Admite-se. art. embora a correção de receita errada não caracterize o crime. II). 76 da Lei n 2 9. é indiferente que o fornecimento seja feito gratuita ou onerosamente. parágrafo único. secundariamente. ■ Noção: Se o fornecimento decorre da não-observância do cuidado devido (vide comentário ao CP.259. que consiste na vontade livre e consciente de fornecer medicamento em desacordo com a receita. melhora ou prevenção de doenças de indeterminado número de pessoas. p. geralmente em papel timbrado. independentemente de outro resultado (delito de perigo presumido). ■ Tipo objetivo: O verbo fornecer tem o sentido de entregar. a pessoa que recebe ou a quem é destinado o medicamento.

notando-se a existência. que disciplina a repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias tóxicas ou que determinem dependência física ou psíquica. "a habilitação ou competência legal" (Comentários ao Código Penal. 282. Modalidades do art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 1982. dentista ou farmacêutico. pp. ainda. a profissão de médico. salvo se resultar lesão corporal grave ou morte CP. especialmente a saúde pública. Vide Leis n°6. Parágrafo único. Na primeira. a pessoa que é tratada ou servida. ■ Tipo objetivo: O art. não é privativa dos farmacêuticos. na segunda. E indiferente que o exercício seja a título gracioso. CELSO DELMANTO. Tóxicos. só o médico. Na primeira. geralmente como modo e meio de vida. a prática de ato ou atos isolados não configura o exercício de profissão.368/76. 285 c/c o art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. parágrafo único. arte dentária ou farmacëutica ■ Transação: De acordo com o art. de seis meses a dois anos. transposição de limites: o agente sai fora da órbita da sua profissão. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. não basta a "habilitação profissional". art.02. Na outra modalidade. 76 da Lei n° 9. desempenhar.259/01. Como assinala HUNGRIA. 281 do CP foi revogado pela Lei n° 6. sendo "necessário o registro do título. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. dentista ou farmacêutico. exercitar. Profissão é forma de atividade habitual. aplica-se também multa. caput. Se o crime é praticado como fim de lucro. As profissões expressamente visadas são as de médico. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte CP. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 145-6). aqui. ■ Revogado: O art. 89 da Lei n°9.409/02. cabe a transação no art. com venda de remédios industrializados aos consumidores. art. o exercício da profissão é feito excedendo-lhe os limites. de 12. cf.1. 282 contém duas modalidades distintas. Em vista do verbo empregado. é necessário que o agente aja com habitualidade. Há. Exercer tem a significação de praticar. b. 285 c/c o art. com fi m de lucro. Em face do princípio da isonomia (art. 258 (art. na 2 parte. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Quanto ã profissão de farmacêutico. o exercício é sem autorização legal (elemento normativo).259. 100 do CP. Exercício //ega/damedicina. ARTE DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA Art.561 Código Penal Arts.01.7. de autorização a estudantes e práticos para o desempenho de determinados atos profissionais. 282: a. em vigor a partir de 12.099/95). 5 2 . 258 (art. observe-se que a simples exploração de farmácia.368/76 e n° 10. 1959. a transação será cabível. sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites: Pena — detenção. caracterize a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). a conduta de "exercer profissão" somente se tipifica quando há reiteração. da Lei n 2 10. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Assim. Exercer. na legislação especial. 282. excedendo os limites da profissão. A respeito da matéria. embora a prática. Tais limites .099/95). exercida por alguém. 281 e 282 COMÉRCIO CLANDESTINO OU FACILITAÇÃO DE USO DE ENTORPECENTES Art. 281. entendemos que. dentista ou farmacêutico. EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA. ■ Sujeito passivo: A coletividade e. Assim. ou seja. repetição. IX. v. a partir da vigência da Lei n 2 10. secundariamente. diploma ou licença".. ainda que a título gratuito. na 1 á parte do delito. 2 9 . a profissão é exercida sem autorização legal.

visando o agente á obtenção de lucros com o exercício ilegal. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tentativa: Não se admite. j. 282 do CP (TACrSP. Também não pratica o agente. formado em Portugal. art. ou seja. ■ Pena: Detenção. ■ Consumação: Com o efetivo exercício. 3. sendo necessário o registro desse diploma (TACrSP. parágrafo único. RT509/400. TJGO. RT 430/387). na qualidade de diretor de clínica. ■ Habitualidade: Exige-se a prática reiterada de atos (TACrSP. como co-autor. ■ Dentista prático: A capacidade profissional do agente. por serem estas incompatíveis com o acordo cultural entre os dois países (Decreto n° 62. ■ Protético: Pratica o crime do art. com diploma registrado no Departamento Nacional de Saúde Pública. RJTAMG 51/275). O exercício de atividade hemoterápica foi equiparado às profissões previstas neste art. Para a habitualidade não importa a pequena quantidade das consultas. 282. RT 536/340). se resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. ■ Registro do diploma: Não basta a existência de diploma para que o seu possuidor possa exercer a profissão de dentista. RT 524/404). aplica-se também a pena pecuniária. Figura qua/ificada (parágrafo único) ■ Noção: Se o crime é praticado com o fim de lucro.00. Julgados 78/287. 285 e 258 do CP.4. ■ Co-autoria: Pratica o crime do art. RT784/689). Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . mormente se no município em que trabalhava funciona uma faculdade de odontologia que atende gratuitamente. ■ Remissão: Vide arts. vendendo medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica. RT 774/638). não afasta a incidência do art. tratando-se de acusado que portava receituário falso (TACrSP.997/99. E necessária a habitualidade. IBCCr 100/524. ou seja. não bastando à tipificação a prática de atos isolados (TACrSP. Julgados 96/164). 282 Código Penal 562 encontram-se fixados na legislação especial própria de cada profissão e completam a norma penal "em branco" desta modalidade. Tratando-se de agente ignorante e rude. ■ Conselhos Regionais: Médico. conscientemente permite que acadêmico. de seis meses a dois anos. dentista ou farmacêutico. pelo exercício da arte durante trinta anos. dentista ou farmacêutico. sem a devida supervisão e acompanhamento. pratique o exercício ilegal da medicina com o objetivo de lucro (TJRJ. ■ Ação penal: E pública incondicionada. ■ Farmácia: Quem explora farmácia. Ap. a vontade de exercer a profissão. 47 da LCP. RT 706/323). sem autorização legal e com habitualidade. 282. não incide no art. mas sem aviar receitas ou ministrar medicamentos. constituindo somente ilícito administrativo (TAMG. em virtude de exigências feitas pela Universidade de São Paulo quando da inscrição do diploma. art. que exige habitualidade (o delito é de perigo abstrato). com consciência da falta de autorização legal (1 á parte) ou de que excede os limites profissionais (2 á parte).646/68) (TACrSP. ■ Confronto: Se o exercício é de profissão diversa da de médico. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". in Bol.Art. 282 se exerce a profissão sem estar inscrito no respectivo Conselho (TACrSP. a profissão de dentista (TACrSP. não podendo por isso ser considerado local distante e desprovido de profissionais habilitados (TJRJ. 430/384). 282 o técnico em prótese dentária que exerce. não pratica o delito do art. 284 do CP. que exerce a medicina no Brasil sem o registro do Conselho Regional de Medicina. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (caput). mv — RJDTACr 27/88). 282 (Decreto-Lei n° 211/67). 25. que utiliza métodos grosseiros. Não há forma culposa. não pratica atos privativos de farmacêutico. o médico que.

RT 416/259). ■ Sujeito passivo: A coletividade. Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível: Pena — detenção. Jurisprudência. 533/363. em vigor a partir de 12. E indispensável que a inculca ou divulgação de cura se faça com fundamento em meio secreto (oculto. recomendar.7. apregoar. embora possa não ser ético. que consiste na vontade de inculcar ou anunciar. Ill.02.01. 1975. ignorado) ou infalível (de eficiência garantida. 282 e 283 Julgados 78/369. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. 1965. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. a partir da vigência da Lei n° 10. RF256/346). 915). no curandeirismo. v.259/01. v. art. enquanto no exercício ilegal da medicina o agente demonstra aptidões e conhecimentos médicos.099/95). n° 2. Jurisprudência. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". 283. RT 623/348). com consciência da ineficácia do meio de cura. 282 do crime do art. 100 do CP. 2 2. FRAGOSO. TAMG. sem ser médico. ■ Consumação: Com a efetiva inculca ou anúncio. Reconhece-se em favor de quem exercita ilegalmente a odontologia. da CR/88) e da analogia in bonam partem. apesar do nome do delito (charlatanismo). que não se trate de um convicto. ■ Tipo subjetivo: O dolo. O que o agente inculca ou anuncia é cura por meio secreto ou infalível. 76 da Lei n° 9. Julgados 81/299). mantém clínica médico-psicanalítica para cuidar da saúde mental daqueles que o procuram (FRANCESCHINI. II. independentemente de outro resultado. caput. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. indicar) ou anunciar(noticiar. certa). RT 595/410.1. o agente é pessoa ignorante e rude. Em face do princípio da isonomia (art. penalmente irrelevante (TJSC.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. RT 684/357. embora não esteja autorizado a exercer a medicina (TACrSP. não basta para o enquadramento penal do comportamento. Direito Penal.306). RT 547/366. TAPR. 258 (art. Assim.305-A). A ausência de farmacêutico responsável constitui mero ilícito administrativo. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. e multa. JC 69/449). 89 da Lei n° 9. ■ Clínica médico-psicanalítica: Responde por exercício ilegal da medicina quem. Lições de Direito Penal — Parte Especial. IV. TAMG. v. 1975. v. . 1995. participar. ou seja. Assim. ■ Estado de necessidade: Em localidade sem médicos nem recursos. divulgar). em zona rural distante e desprovida de dentistas habilitados (TJSC. Julgados 87/394. n° 2. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. incluindo o médico. parágrafo único. 65). especialmente a saúde pública. a transação será cabível. de 12. 5 2. cabe a transação no art. da Lei n 2 10.563 Código Penal Arts.259. 284 porque. ■ Competência: A competência para o processo por exercício ilegal da profissão farmacêutica é da Justiça Estadual (STF. Não há forma culposa. 537/373. 283. RJDTACr 10/56. 285 c/c o art. ■ Tipo objetivo: São dois os verbos empregados no dispositivo: inculcar (aconselhar. Char/atanismo ■ Transação: De acordo com o art. que se dedica à cura de moléstias por meios grosseiros. ■ Distinção: Distingue-se o delito do art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. entendemos que. O simples anúncio de cura. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. não há crime na prescrição de medicamentos. CHARLATANISMO Art. p. 258 (art. "é necessário que haja insinceridade e falsidade por parte do agente" (H. II. art. p. Para a maioria dos autores. de três meses a um ano. sutura de cortes etc. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. não seria necessária a habitualidade. (TACrSP. que "saiba não ter eficácia o que proclama e anuncia" ( MAGALHÃES NORONHA. 285 c/c o art. FRANCESCHINI.

1. palavras ou qualquer outro meio. ■ Infalibilidade: Não constitui charlatanice a divulgação da descoberta de tratamento alegando-se ter sido sua eficiência comprovada.8. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. 285 e 258 do CP. Todavia. Se o crime é praticado mediante remuneração. qualquer substância. o delito não se configurará. que aja com reiteração. portanto.7. caput. Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts. Prescreveré receitar. b. sob pena de inépcia. ■ Sujeito passivo: A coletividade e. recomendar. pode ser partícipe do delito o próprio médico que preste auxílio ao curandeiro. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. especialmente a saúde pública. a partir da vigência da Lei n°10. Usando gestos. E indispensável. 100 do CP. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é exercer (dedicar-se. sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. em vigor a partir de 12. A lei fala em qualquer substância. de três meses a um ano. praticar. a denúncia precisa indicar o resultado. HC 1. A liberdade de culto é garantia constitucional. a transação será cabível. que o agente atue com habitualidade. mas sem inculcar infalibilidade de cura (FRANCESCHINI. ■ Concurso de crimes: Pode haver. Prescrevendo. 1975. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. abrangendo todas elas (vegetais. de seis meses a dois anos. v. São três os modos de execução indicados alternativamente: a. e multa.93. art. 15994). dar para consumir. cabe a transação no art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.DJU 16. animais ou minerais). ministrando ou aplicando. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. parágrafo único. 283 e 284 Código Penal 564 ■ Tentativa: Admite-se. Em face do princípio da isonomia (art. sem distinção relativa à nocividade ou efeito medicinal. o curandeirismo (atividade de quem se dedica a curar.02. ou seja. 76 da Lei n° 9. sem habilitação ou título). 2 2. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Assim. exercitar. da Lei n° 10. 258 (art. especialmente com o estelionato (CP. secundariamente. 284. art. o agente fica também sujeito a multa. ministrando ou aplicando. quando resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. caso esteja ausente a habitualidade. Jurisprudência. qualquer substância (l). ministrartem a significação de servir. com proteção do local e da liturgia (STJ. habitualmente. indicar como remédio. p.259. repetição. Jurisprudência CURANDEIRISMO Art. 89 da Lei n°9. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. II — usando gestos. 5 9 .099/95).498.Arts. mv-. entendemos que. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP.259/01. 284. de 12. palavras ou . Curandeirismo ■ Transação: De acordo com o art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa desprovida de conhecimentos médicos. 285 c/c o art. a pessoa que é tratada ou diagnosticada pelo agente. desempenhar) .099/95). n° 750). Ill — fazendo diagnósticos: Pena — detenção. habitualmente. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 171). aplicar tem o sentido de apor. empregar. I. Parágrafo único. 285 c/c o art. 258 (art. art.01. Exercer o curandeirismo: I — prescrevendo. ■ Pena: Detenção.

■ Tentativa: Não se admite. RT 446/414). c. embora não esteja habilitado a praticar a arte de curar (TACrSP. Remuneração (parágrafo único) Morte ou lesão ■ Noção: Se o curandeirismo é exercido pelo agente mediante remuneração. Nesse sentido. art. esconjurações. benzeduras. I. ■ Confronto: O delito de exercício ilegal do art. Inexiste modalidade culposa. E indiferente que o agente atue gratuitamente ou não. se o agente o continuou praticando. dispõe ser "inviolável a liberdade de consciência e de crença. pois possui habilitação técnico-profissional. como vitaminas etc. porém. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias". através de orações. (TACrSP. aplica-se. inclusive para a contagem da prescrição ( H. Fazendo diagnóstico (Ill). podem ser indicadas as rezas. ■ Consumação: Com o efetivo exercício (que requer habitualidade). 284. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Crime de perigo: O fato de não ter havido vítimas do curandeirismo praticado não descaracteriza a infração. o início da ação penal deve ser considerado como momento consumativo. VI. RT 390/322). compreendendo os "passes" ou posturas especiais. ou seja. de seis meses a dois anos). RT 416/259). porque neste o agente é pessoa inculta ou ignorante. Diagnóstico é a determinação de uma doença pelos sintomas dela. ■ Diagnósticos: 0 simples comportamento de fazer diagnósticos caracteriza o crime (TACrSP. Jurisprudência Criminal. a CR/88. pura questão de fé. Gestos são movimentos do corpo. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). RT516/345). 284 qualquer outro meio (ll). entendendo que as "rezas" e "passes". com a qual concordamos. v. ■ Remissão: Vide arts. E a lei ainda acrescenta ou qualquer outro meio. também. ■ Habitualidade: É indispensável para a configuração do delito a habitualidade (TACrSP. na forma da lei. ■ Consumação: Como o delito do art. ■ Confronto: Se o agente tem conhecimentos médicos e se faz passar por médico. O delito de curandeirismo é de perigo abstrato ou presumido. independentemente de outro resultado.565 Código Penal Art. FRAGOSO. em seu art. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. 285 e 258 do CP. de seis meses a dois anos. a pena de multa. ■ Ação penal: Publica incondicionada. n° 151). sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. não caracterizam o delito. 282 distingue-se do curandeirismo deste art. ■ Prescrição: Não configura crime a indicação de remédios que podem ser vendidos ao público sem receita médica. a denúncia precisa indicar o resultado. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. que é crime de perigo (TACrSP. Julgados 87/394. 284 é crime habitual. encomendações etc. não se configura o delito (TACrSP. 282 do CP. 282 o agente revela conhecimentos ou aptidões médicas. embora não possua autorização legal para exercer a profissão (TACrSP. ■ Pena: Além da pena do caput (detenção. 5°. 1979. Note-se. enquanto naquele crime do art. ■ Pena: Detenção. que se vale de meios grosseiros para curar. ■ Farmacêutico: O farmacêutico que diagnostica e prescreve medicamentos não pode ser equiparado ao curandeiro. Na escola tradicional é o "dolo genérico". quando atos de fé. RT438/425). que consiste na vontade livre e consciente de exercer o curandeirismo. RT 507/412). quando resulta lesão corporal grave ou morte. Julgados 74/306). ■ Orações de fé: Se a cura apregoada era pedida comunitariamente. sob pena de corpora/ Jurisprudência . que há forte corrente jurisprudencial. Como palavras. mas se a prática for remunerada terá lugar a figura qualificada do parágrafo único (vide nota).

258 do CP (vide nota) aos crimes deste capítulo.94.498. RT 542/410). 267 (epidemia). in RBCCr 8/226). FORMA QUALIFICADA Art. com exceção do previsto no art. e não configuram o delito do art. 284 a 286 Código Penal 566 inépcia. Título IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA INCITAÇÃO AO CRIME Art. realizadas por agente que se diz incorporado por entidade espírita. ■ Perigo à saúde: Há crime se comprovada a habitualidade com que o acusado ministrava "passes" e obrigava adultos e menores a ingerir sangue de animais e bebida alcoólica. p. Por incitamento público considera-se o que é feito de . mv — RT 425/328). v. A boa-fé de quem acredita estar atuando como "aparelho mediúnico" pode afastar o dolo (TACrSP. que já contém figura qualificada. HC 1. como as bênçãos dos padres católicos. A publicidade é. A liberdade de culto é garantia constitucional. Pune-se o comportamento de quem incita a prática de crime. 22211. ■ Transação: Cabe (art. excitar. são tipificados no CP (STF. A liberdade religiosa não alcança atos que. 258 e 19 do CP. IV. Incitação ao crime ■ Objeto jurídico: A paz pública. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. mv — DJU 16. Não pratica curandeirismo o dirigente de seita religiosa registrada que ministrava hóstias. 267. pois "a instigação feita genericamente. Aplica-se o disposto no art. Morte ou lesão corporal ■ Noção: Determina-se a aplicação do art. não teria eficácia ou idoneidade" (MAGALHÃES NORONHA. 89 da Lei n 2 9.8. com proteção do local e da liturgia (STJ. 15994). Portanto. o art. em tese. não se enquadrando na figura o incitamento para praticar contravenção penal ou ato imoral. requisito do tipo. salvo quanto ao definido no art. provocar. delitos de curandeirismo e estelionato (TJRJ. RT404/282). Julgados 89/449). os "passes" fazem parte do ritual. RT777/679). assim. 1995. Direito Penal. colocando em perigo a saúde e levando os adolescentes à dependência do álcool (STJ. RJDTACr 1/77-8). Registra a lei que a ação deve ser realizada publicamente. ■ Espiritismo: No espiritismo. nota Incongruência. Vide. a prática de crime: Pena — detenção. A cobrança da prática de consultas de curas. ■ Tipo objetivo: O verbo incitar tem a significação de açular. 81). p. de três a seis meses. deve tratar-se de fato expressamente previsto em lei como crime.426. Incitar. também. DJU 29. Assim. ou multa. configura. 76 da Lei n 2 9. ■ Sujeito passivo: A coletividade. pregando curas milagrosas na dependência da fé dos fiéis (TACrSP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. nos arts. sob aparência mística. por ser vaga. 272 e 273.Arts. águas e óleos bentos. 284 (TACrSP. ■ Figura qualificada pelo resultado morte: E preciso que haja relação entre a medicamentação ministrada e a morte da vítima (TAMG. 285. É imprescindível que se trate de fato criminoso determinado. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.93.099/95).099/95). 268 a 284 do CP.8. REsp 50. em que são utilizados fórmulas e procedimentos como forma de solução de problemas. ■ Remissão: Vide nossos comentários aos arts. p. publicamente. 258 do CP aplica-se aos arts. 286.

166). ■ Ação penal: Pública incondicionada. de fato criminoso. 286 e 287 modo a ser recebido por indeterminado número de pessoas. Trata-se de crime formal. ■ Sujeito passivo: A coletividade. não se confunde a apologia com "a simples manifestação de solidariedade. que consagrou o direito de greve de forma ampla. 3 2 da Lei n° 2. A apologia que se pune é: a. Julgados 84/221). III. 286 quem incita.250/67. Se a pessoa instigada pelo agente pratica o crime. incentivando-os a agredirem os policiais. comete o delito do art. Comentários ao Código Penal. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. art. ■ Publicidade: Para a configuração deste delito é necessário que a incitação se faça perante certo número de pessoas (TACrSP. ou multa. 31). v. RT 495/319). 1959. mediante uso de paus e pedras (TJDF. cometa o crime objeto da incitação. ■ Pena: E alternativa: detenção. ■ Incitamento a crime determinado: A incitação genérica não basta para configurar o crime do art. APOLOGIA DE CRIME OU CRIMINOSO Art. ■ Incitação a desobediência: Em tese. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.099/95). não bastando a apologia de fato contra- . p.889/56. ■ Tentativa: Admite-se. Assim sendo. O delito pode ser praticado por qualquer meio: palavras. exaltar. louvar.099/95). Se o incitamento é para a prática de crimes punidos pela Lei de Genocídio. que se consuma com a incitação pública. Todavia. 227 e 228 do CP. art. não sendo punível a mera opinião" (H. ■ Transação: Cabe (art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".170/83. ■ Greve: Em face da CR/88. inclusive para os servidores públicos civis. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Configura o crime a conduta do agente que. 76 da Lei n°9. inclusive pela internet. publicamente. 19 da Lei n2 5. escritos ou outro meio de comunicação.567 Código Penal Arts. sendo desnecessário que alguém. pode. Na Lei de Segurança Nacional. RT779/621). JSTJ e TRF5/351). publicamente. efetivamente. contanto que percebido ou perceptível por indefinido número de pessoas" ( HUNGRIA. fato real e determinado que a lei tipifica como crime. art. 29) ou em sua tentativa (CP. isto é. Fazer. a vontade livre e consciente de incitar. enaltecer. IX. defesa ou apreciação favorável. Jurisprudência ■ Crime formal: É crime formal. a sua incitação não é mais punível como crime (TRF da 2 2 R. de três a seis meses. 89 da Lei n-2 9. a desobediência de ordem judicial (TACrSP. v. RT718/378). gestos. incita moradores a desobedecerem ordem legal de desocupação de imóvel objeto de invasão. ■ Confronto: Se o incitamento é para a satisfação de lascívia ou para a prática da prostituição. arts.. 287. Julgados 79/413). elogiar. apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena — detenção. ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é fazer apologia. de três a seis meses. 23 da Lei n°7. ainda que veemente. ou seja. Não há punição a título de culpa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 286 (TACrSP. conforme o meio de execução empregado. Apologia de crime ou criminoso ■ Objeto jurídico: A paz pública. 928). publicamente. FRAGOSO. caracterizar-se a participação do agente no delito incitado (CP. p. art. ■ Consumação: Com a prática da incitação perceptível por indeterminado número de pessoas. art. desde que percebida por um número indeterminado de pessoas (TJSP. Se a conduta é realizada pela imprensa ou por outro meio de comunicação. ou seja. É indiferente que o incitamento se dirija "a pessoa determinada. eventualmente. ou multa. 1965. o incitamento realizado em reunião familiar não apresenta a tipicidade necessária.

que deve se adaptar à CR/88.12. será atípica. 287 e 288 Código Penal 568 vencional ou imoral.472-4. fizerem a apologia de acusado de um crime hediondo como a extorsão mediante seqüestro.5. vu. art. art. art. que é a apologia do criminoso em razão de crime que cometeu. 82 da Lei n° 8. além disso. 1 4 parte. Não há forma culposa. p. p. e não o contrário (nesse sentido: STJ. p.072/90 (Lei dos Crimes Hediondos) estabelece que "será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art. 288. RHC 2. LVII) ou presunção de inocência (CR/88.11. sem dependência de outras conseqüências (delito formal). em sua última parte. que veda o emprego da interpretação extensiva ou da analogia para punir. a apologia de acusado de crime. que consiste na vontade de praticar a apologia. Quadri/ha ou bando ■ Aumento de pena: O art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 5 2 . 99). Portanto.Arts.94.19. 1 2 do CP. a apologia deve ser dirigida ou presenciada por número indeterminado de pessoas ou em circunstãncia em que a elas possa chegar a mensagem (STJ. escritos ou outro meio de comunicação. ■ Pena: É alternativa: detenção. Parágrafo único. é somente a de autor de crime que assim tenha sido considerado por decisão condenatória passada em julgado. § 22. a apologia que este tipo penal incrimina. como lei ordinária. 287. A pena aplica-se em dobro. art. O perigo é presumido. de um a três anos. consciente da publicidade. ADHEMAR MACIEL. Mas. da CADH —os dois últimos. E indiferente o meio de que se vale o agente para a prática deste crime: palavras. à semelhança do delito anterior (vide nota ao art.98. em quadrilha ou bando. e não a acusado de crime ou simplesmente acusado. § 22 c/c art. 123-4. art. ou seja. in Bol. A conduta deve ser praticada publicamente. RHC 7. Min.93. 288 do . mv — DJU 12. CADH. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 8 2 . Jurisprudência ■ Contravenção penal e publicidade: Sua apologia não satisfaz elemento constitutivo deste delito. a apologia deve ser realizada de maneira a ser percebida ou perceptível por indeterminado número de pessoas. 5 2 . ■ Consumação: Com a apologia. Assim. por exemplo. 8648). ou multa. rel. ■ Garantias constitucionais: Referindo-se o art. deixando impunes aqueles que.099/95). 2.250/67. DJU 10. que tal interpretação poderá ter conseqüências morais danosas. em evidente conduta anti-social. 89 da Lei n° 9. se a quadrilha ou bando é armado. 52 . de pessoa que ainda não tenha sido condenada definitivamente. então. a autor de crime. gestos. 2. ■ Confronto: Se a apologia é feita por meio de imprensa ou informação. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". em sua segunda parte. talvez. b.922/RJ. que se altere o CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. Dir-se-á. esta igualmente prevista no art. diante das garantias constitucionais do direito à desconsideração prévia de culpabilidade (CR/88. art. pensamos que. PIDCP. da Lei n 2 5. ■ Tentativa: Admite-se. 34378. XXXIX e § 22. QUADRILHA OU BANDO Art. tratados subscritos e ratificados pelo Brasil) e da reserva legal (CR/88. 82 da Lei n° 8. 14. desde que não haja o aumento de pena do art. inclusive pela Internet. HC 3. porquanto a publicidade é requisito do tipo. 1. pois é este. Associarem-se mais de três pessoas.997. para o fim de cometer crimes: Pena — reclusão. de autor de crime. de três a seis meses.072/90 (art. 15. IBCCr74/318). do PIDCP e art. DJU 16. 286 do CP).

por ser mais favorável. in RT 663/268-72). O aumento de pena estabelecido no caputdo mesmo artigo. quando se tratar de crimes hediondos. 25. retroage aos fatos anteriores à sua vigência. também. art. desestimulando a delação. que traz a significação de ajuntarem-se. que ela "define e regula meios de prova e procedimentos investigatórios que versem sobre ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo". ou seja. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 288 CP. crime de concurso necessário) do participante (co-autor ou partícipe em crime praticado em concurso eventual). "com o fim de praticar reiteradamente crimes. como integrante da quadrilha (nessa hipótese o agente é participante)" ("Crimes hediondos: aplicação e imperfeições da lei". 8 2 . Ill. terá a pena reduzida de um a dois terços". se a intenção do legislador foi premiar a delação para possibilitar o desmantelamento do bando. como também pelo crime por ele praticado. que se definem como associação estável ou permanente de delinqüentes. Lições de Direito Penal — Parte Especial. usando vocábulos sinônimos. 14 da Lei n°6. não há no Brasil conceito de "organizações criminosas". § 22 . pode-se entender que a diminuição é cabível ao delator não só quanto ao crime de quadrilha (nesse caso o agente é associado). FRAGOSO. com o conseqüente esclarecimento dos delitos porventura já cometidos. ■ Retroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no art. por ser mais gravoso. prática da tortura. A nosso ver. A associação deve ser para o fim de cometer crimes. agregarem-se. por sua vez. ao contrário.072/90. diz a lei.034/95. 8 2 da Lei n° 8. razão pela qual se exige que a associação seja estável ou permanente. 6 2 da Lei n°9. no qual se contam.034/95 (Lei do Crime Organizado) estabelece que "nos crimes praticados em organização criminosa. 62 da Lei n° 9. Com efeito. 1965.368/76. 8 2 da Lei n° 8. deve ser distinguido o associado ( membro da quadrilha.034/95. fatos ilícitos ou imorais. MIRABETE lembra que "como a lei não contém palavras inúteis. da Lei n° 7. 934). p. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo". os inimputáveis. Trata-se de crime coletivo ou plurissubjetivo. mas sempre mais ou menos determinados" (H. Exige a lei que sejam mais de três pessoas. entre os referidos na lei. essa causa se aplica a todos os crimes cometidos por quadrilha ou bando. ■ Diminuição de pena (crimes hediondos): O parágrafo único do art. essa diminuição se aplica não só ao crime de quadrilha como também aos "crimes hediondos. mencionados no caputdo art. possibilitando seu desmantelamento. vide também nota Causa especial de diminuição de pena (§ 4 2) no art.217/01): 0 art. ■ Lei do Crime Organizado (Lei n 2 9. que "o participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. quando a colaboração espontânea do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria". v.492/86 (Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) ■ Retroatividade e irretroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no parágrafo único do art. de quatro pessoas. considerando-se como crimes os fatos assim definidos em lei. O núcleo associar-se implica a idéia de estabilidade. retroage aos fatos anteriores à sua vigência. Em quadrilha ou bando. pelo menos.569 Código Penal Art. A respeito. quando estes tiverem capacidade para entender e integrar a associação. 1 2 dessa mesma lei. ■ Objeto jurídico: A paz pública. obviamente não retroage. que requer a participação. a pena será reduzida de um a dois terços. Quanto à delação. não teria sentido que a diminuição de pena alcançasse apenas o crime de quadrilha.217/01. com a nova redação dada pela Lei n° 10. alterada pela Lei n 2 10. daí resultando o número mínimo de quatro pessoas. Dispondo o art. por ser favorável ao agente. Para . reunirem-se. aliarem-se. Salvo engano. ainda. da mesma espécie ou não. não sendo suficiente a finalidade de praticar contravenções. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Um exemplo de "associação criminosa" encontra-se no art. eventualmente praticados pelo bando. ■ Tipo objetivo: O núcleo indicado é associarem-se. com a finalidade de praticar mais de um crime. Vide. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo".072/90 dispõe. Júuo F. prática da tortura. 159 do CP.

porém. 934. independentemente da prática de algum crime pela quadrilha. o crime de quadrilha não é incompatível com o de receptação (STF.. Direito Penal. 94). III. só com as formas sem a qualificação decorrente da pluralidade de agentes (contra: HUNGRIA. 1996. DJU 7. 16.: auxílio para as reuniões da quadrilha). RT787/594). 1965. ■ Tentativa: Não se admite. que independe dos crimes cometidos pelo bando (STF. ocorrem no curso das invasões. e ser por esse crime condenado. RTJ 101/147). Ap. da referida lei). Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Lições de Direito Penal — Parte Especial. pp. e não um só crime (TJSP. TRF da 0 R. 71870). 12 ou 13 da Lei de Tóxicos. nota). RT710/327.94. 1982. ■ Ação penal: Pública incondicionada. não abrange a quadrilha organizada para a prática de um crime continuado ( Comentários ao Código Penal. Em nossa opinião. 30 a 32). ■ Pena: Reclusão. corriqueiramente. ■ Qualquer crime: A quadrilha pode ser formada visando à prática de qualquer tipo de crime (TFR. p. art. p. E infração permanente. pode haver participação de terceiros (ex. TJSC. v. Entendemos mais correta a interpretação de que a associação para a prática de um crime continuado não basta à tipificação deste art. 288. 0 fato de participar da quadrilha. figuras que. este delito exige associação para o cometimento de crimes e não para outro fim. p. RT 725/651). mas apenas para os integrantes do bando que tenham efetivamente participado desses delitos. 288 Código Penal 570 HUNGRIA. de um a três anos. pois é infração permanente.616 e 28. 5. Comentários ao Código Penal. Não é pacífico que seja suficiente estar armado um só membro do bando. RTJ 102/614). ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("para o fim de cometer crimes"). 0 crime de quadrilha é sempre independente dos crimes que pelo bando vierem a ser praticados. 71870.137/90.400. não há se falar em quadrilha ou bando. 6013). o membro da quadrilha será co-autor do crime para o qual concorrer e este delito poderá ser isolado do conjunto dos demais crimes praticados pelo bando (STF. ■ Para outro fim: Inexistindo prova de que os integrantes do MST se associaram para cometerem crimes de furto e de dano.82. v. se não há prova de que tenha participado destes crimes (TJRJ. RJTJSP 178/304-5. 4.979. IX. 5. Figura qua/if/cada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se a quadrilha ou bando é armado. contra: DAMASIo DE JESUS. 14 da Lei n° 6.6. FRAGOSO. p. ■ Pena: Aplica-se em dobro a pena do caput.616 e 28.12. não leva também à condenação pelos crimes que o bando praticou. ■ Concurso de crimes: Haverá concurso material com os crimes cometidos. TRF da 4 4 R. 1959. ■ Confronto: Com a finalidade de infração ao art. da qual resultem ou possam resultar na prática de delitos (TJSP.12. RT565/409. DJU 7. ■ Autonomia: A quadrilha é crime autônomo. v.368/76 (CELSO DELMANTO. Tóxicos. 394. pois redundaria em duplicidade de punição. ■ Consumação: Com a efetiva associação das pessoas. será sempre única.. p. H. não pode haver concurso entre quadrilha e roubo (ou furto) também qualificado pelo número de pessoas. 178. v. IV. RT 608/365). embora predomine esse entendimento na doutrina. III. Aps.Art. parágrafo único. Não há modalidade culposa. RTJ 88/468). considerando-se tanto a arma própria como a imprópria. ■ Concurso de pessoas: Além dos próprios membros do bando. ■ Sujeito ativo: A quadrilha é crime necessariamente coletivo ou plurissubjetivo (STF. 1959. Aps. p. cometidos em quadrilha ou co-autoria. Direito Penal. p. Nos crimes previstos na Lei n° 8. 1995. A quadrilha. MAGALHÃES NORONHA. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços (art. DJU 18. Em tese.400. 180. ■ Para mais de um crime: Deve ser formada para cometer crimes. Jurisprudência .94. IX. TJSC. p. v.

no momento da adesão de cada qual.11.86. preordenação dolosa. TJSE. TJSP.605. p. estabilidade e permanência (TJRO. quanto àqueles que venham posteriormente a integrar-se ao bando... TRF da 1 R. 7. RHC 9. Permanece ti pificado o delito do art.12. TJPR. RT 721/422-3. ■ Número de agentes: O número de pessoas necessário à tipificação do crime de quadrilha é considerado objetivamente.00. p. DJU 23.. TJSP. 288 ■ Absolvição quanto aos demais crimes: Optando o julgador pela absolvição do acusado. não pode subsistir a condenação por quadrilha. restando só três condenados pelo art. 288: estabilidade.535. p. seqüestro e contrabando de armas.12. para cometer crimes em caráter reiterado e permanente (TRF da 44 R. 758/534. ■ Permanência e estabilidade: São requisitos do crime do art.720. RT á 529/317. TRF da 5 R. TACrSP.024439-7/TO. RT 535/325). RT 759/721). por falta do número mínimo de agentes (TFR. ■ Crime permanente: O crime deste art. 288 (STF. RT 764/562). Aps. ao menos. 288. RT 697/346. numa conjugação de esforços unindo suas condutas. DJU 2. surpreendido. TJRO. STJ. contra: TJRJ. p. não bastando a sucessividade de eventuais ações grupais (TJSP. 25289. RT 759/597. RT756/562). Ap. DJU 7. E preciso haver vínculo associativo permanente para fins criminosos.9.99. p. 13. RT707/414). p. 98. pois a habitualidade não é requisito do crime (TJSP. 751/580).95.01. 150)..400. TJSP. TJSP. Basta que seja uma associação permanente.96. 25197. RT 600/383.94. p. sob pena de bis in idem (STF. Basta existir o propósito de associação do agente ao grupo criado para a prática de crimes. ■ Prisão em flagrante: Para prisão em flagrante no crime de quadrilha é necessário.4. HC 852. ■ Consumação: Consuma-se no momento da associação (STF.93. sendo imprescindível a organização. não mais se pode cogitar do art. 288. ■ Atos preparatórios: O simples ajuste para formar a quadrilha não constitui crime.616 e 28. DJU 28. cuja base real consistira unicamente nos mesmos fatos (TRF da 1 R. 288 é infração de natureza permanente (STF. Ap. pouco importando se depois houve prescrição para alguns. Não é suficiente a prática de delito por quatro ou mais comparsas. embora separando as funções á (TJDF. agindo os participantes de modo coeso. 1. São necessárias. em trabalho comum.571 Código Penal Art. Em relação aos fundadores. RT 749/573). DJU4. RJTJSP 68/380). cujo momento consumativo se protrai no tempo. 5. A impossibilidade de identificar um deles não obsta o reconhecimento do . p. RT 604/461.867. que não se confunde com um isolado concurso de agentes (TJSP. se os partícipes são diversos (TACrSP. esteja realizando uma ação que faça supor associação para fim de cometer crimes. RJTJSP 178/304-5.. E mister a reunião estável. RTJ 116/515. Ap. RHC 2. mesmo se em grau de apelação ocorrer anulação do processo em relação a co-réus e restarem somente dois condenados (STJ. não podendo fundamentar-se em meras investigações policiais (STJ. RTJ 124/999). sendo irrelevante a realização ulterior de qualquer delito (STF.5. 71870. em virtude da não-comprovação do roubo.94. o agente que sofreu condenação anterior em processo judicial diverso não pode ser condenado novamente pela prática do mesmo fato delituoso. in RBCCr 15/410. DJU 18. no momento da consumação. que o agente. in RBCCr 4/180). RT 772/546). RT 722/436). se ela não chegou a se formar e operar (TJRJ. TRF da 2 R. TJSP.4. 14631. in RBCCr 27/364). RT 774/690. RT761/695. RT756/523). sendo desnecessário atribuir-lhe ações concretas (STJ. RT 565/409. mv— DJU 18. e que sejam sempre os mesmos os autores das infrações (TJSP. TJSP. RT 787/594. permanência e existência de no mínimo quatro pessoas (TJSP. no mínimo. 18047. ■ Crime continuado: Não se tipifica a quadrilha se o crime praticado era continuado. RT 538/390). Ap. RJTJSP86/422. combinado (TJMG. Se um dos quatro acusados é absolvido. E suficiente a preparação estável.163. Sendo o crime de quadrilha permanente. 185. Deve haver animus associativo prévio. 25319). quatro pessoas. RJTJSP72/360). RT 522/429). 173/324-5). RT705/353). consuma-se no momento em que aperfeiçoada a convergência de vontades entre mais de três pessoas. RT 765/582). pois falta a pluralidade de crimes e estabilidade (TJSP. DJU 6. mv — RT 533/362. Não há. RJTJSP 173/328-9.6. é crime formal.00.

RT544/349. RT 768/732). RT776/571). RT 761/695). Não configura a co-autoria momentânea.85. mv — RTJ 128/325. RTJ 102/614). RT764/562. Para a configuração da quadrilha. 0 fato de um dos acusados eventualmente estar armado. JSTJ e TRF 2/246. Saraiva. DE JESUS. DJU 17. in RBCCr 27/364).94. um só aumento. RT 550/353. e objetivo de prática de crimes hediondos — art. DJU 30. TJRO. p.6. STF n 2 86-E.11. TJRO. RT 750/742). STJ. não havendo bis in idem porque "o porte de arma que qualifica a quadrilha (perigo abstrato) não é equivalente ao emprego efetivo de arma que qualifica o roubo (perigo concreto)" (STF.12. não basta a simples co-autoria em diversos crimes. 82 da Lei n 2 8.853. Inf. RT755/742). tendo o art. 0 crime de quadrilha reclama prova segura e convincente do engajamento de todos os agentes a um vínculo associativo e consolidado para empreitadas delitivas (TJSP. apud DAMÁSIO E. 1 2 da Lei n 2 9.772. se não houver organização estável e permanente entre os co-autores (TACrSP. por serem tipos autônomos e com objetividades jurídicas diversas (TJSP. p. caput. não tipifica o delito de quadrilha armada (STJ.12. RT 755/546. DJU28. 71870. A quadrilha não se confunde com a co-participação em crime continuado (TJPR. HC 77. p.99.8. p. só com furto simples (STF.. ■ Sonegação fiscal e quadrilha: A finalidade lícita de exercer atividade comercial. RT 570/352). não se podendo cogitar de infração continuada (TACrSP. RHC 3. DJU 7. RT748/627. TJSP. prevalecendo a causa que mais aumente (STJ.034/95 fixou a estrutura típica do delito de quadrilha como requisito mínimo para existência da organização criminosa. Não pode haver concurso do art. DJU 10.564. p. 5. sem associação estável (TACrSP. ■ Concurso de causas de aumento: Havendo duas causas de aumento (emprego de arma — parágrafo único do art. Embora o acusado não tenha agido sozinho. 1996. ■ Distinção da co-autoria: Não basta a co-participação. DJU 7. p.400. se o delito de contrabando foi praticado por apenas três pessoas. por concurso de pessoas ou emprego de armas. 14346. . HC 62.035. TJSP. p.Art. 288. RT761/695). Inexiste incompatibilidade entre os crimes de quadrilha e de roubo qualificado pelo concurso de pessoas e com emprego de armas (TJSP. pois redundaria em dupla qualificação pelo mesmo fato (STF. RCr 94.95. PT 783/615). 12910. 68 do CP. Pode haver concurso entre roubo qualificado pelo concurso de agentes e quadrilha. em decorrência do parcelamento. em parte: Pode haver concurso entre roubo qualificado por uso de armas e quadrilha qualificada pelo uso de armas. portanto. TJSP.072/90 (TRF da 4 2 R. mas em co-autoria com outros indiciados. aplica-se a regra do parágrafo único do art. ■ Organização criminosa e quadrilha: O art. RT 721/422-3). mv. mv — RHC 64.8. Pleno. Também pode haver concurso material entre estelionato e quadrilha (TRF da 52 R. RT 748/627).5. 288 Código Penal 572 número de agentes exigido (TJSP. RTJ 120/1056. p. bem como a extinção da punibilidade da sonegação fiscal.. não pode ser condenado por quadrilha se somente ele respondeu ao processo (TRF da 22 R.94. 30026). 77). Lei de Tóxicos Comentada. Pet. ■ Concurso de crimes: Não pode haver concurso entre quadrilha e roubo. DJU 8. 10678). p. Pode haver concurso material de quadrilha com tráfico. 14 da Lei n 2 6. tornam insubsistente a imputação de delito de quadrilha (STJ. Contra.89. ou seja. isoladamente.. 114/185. RT 538/383.85.3. HC 62.563. ■ Crime único: 0 crime de quadrilha é único. 2.616 e 28. ambos qualificados..99.072/90). 1. Aps. RT553/448. RJTJSP69/334. RT 754/564).485-9/MG. RT 752/567.04. 11881. 82 . 399). sendo necessária a associação permanente com finalidade preestabelecida do cometimento de crimes (TJSP. RT521/425). Incide a qualificadora quando o bando dispunha de armamentos e uma das suas atividades-fim seria a eliminação 781/576). da Lei n2 8. 288 com furto qualificado pelo concurso de pessoas. 288 não exige que todos os partícipes estejam armados (STF. DJU 7.46568. Julgados 67/63).368/76 sido revogado pelo art. não há que se aplicar os dispositivos da referida lei (TRF da 3 2 R. contra: STF. de forma continuada ou em concurso material. A inimputabilidade de alguns não descaracteriza (TJRJ. RJTJSP 117/480). RT ■ Figura qualificada: O parágrafo único do art.

5°.1. § 32 . guarda ou introduz na circulação moeda falsa. reduzindo-se a pena imposta. 289 (art. fabricando-a ou alterando-a. por conta própria ou alheia. 100 do CP. cabe a transação no § 2° deste art. entendemos que. Nas mesmas penas incorre quem. vende. os efeitos desse recurso devem ser estendidos aos co-réus (STJ.259. gerente. 89 da Lei n° 9. a restitui à circulação. é punido com detenção. emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I — de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei. Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda. cede.573 Código Penal Arts. adquire. de seis meses a dois anos. e multa. Título X DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA Capítulo I DA MOEDA FALSA MOEDA FALSA Art. como verdadeira. Moeda falsa (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. de 12. § 22 . § 1 2. Quem.7. em vigor a partir de 12.259/01. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. caput. a transação será cabível. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Separação dos processos: A separação facultativa de processo contra os vários membros do bando não impede que um deles seja condenado separadamente dos outros. 2°. empresta. moeda falsa ou alterada. 76 da Lei n 2 9. importa ou exporta. o funcionário público ou diretor. RTJ 112/1064). ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é falsificar. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Extensão: Se em recurso especial se afastou a qualificadora do parágrafo único para um dos acusados. ■ Transação: De acordo com o art. 289.099/95).01. de três a quinze anos. RT 707/414). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2° (art. de três a doze anos. § 42 . ou fiscal de banco de emissão que fabrica. Falsificar. que tem a significação de apresentar como . cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Assim. parágrafo único. 288 e 289 de intrusos não desejados na exploração da contravenção do "jogo do bicho" (STF. e multa. E punido com reclusão.099/95). se no processo desmembrado havia prova da participação de todos (STF. a partir da vigência da Lei n° 10. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. RT750/565). ■ Sujeito passivo: O Estado. da Lei n° 10. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena — reclusão. da CR/88) e da analogia in bonam partem.02. tendo recebido de boa-fé. depois de conhecer a falsidade. cuja circulação não estava ainda autorizada. e multa. troca. II — de papel-moeda em quantidade superior à autorizada.

ora no art. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. 8). da competência da Justiça Federal. Pune-se a conduta de quem. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. JÚLIO F. é aquela operada nos sinais que indicam o valor. 1995. ou seja. 289. exporta (faz sair do território nacional). p. Ou seja. São previstos dois meios de execução: a. introduz na circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). IX. ■ Tipo objetivo: A moeda falsa ou alterada deve ter sido recebida de boa-fé. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é moeda falsa (vide nota ao caput). v. portanto. classifica-se no art. v. p. 290 do CP. b. ignorando a sua falsidade. MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal. p. que consiste na vontade de falsificar. adquire (obtém para si. por conta própria ou alheia: a. que o agente fabrica ou altera. da competência da Justiça Estadual" (Súmula 73). não sendo punível a falsificação grosseira. 0 objeto material é moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no País ou no estrangeiro. 289 do CP: HELENO FRAGOSO (Lições de Direito Penal— Parte Especial. totalmente. 1965. HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. 1985. como verdadeira. ■ Pena: Reclusão. Na doutrina. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. troca (permuta). Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". h. para que aparente maior valor. No caso de dúvida quanto ao conhecimento da Figura privilegiada (§22 ) . Não há forma culposa. que haja imitação. d. A alteração punível. v. E necessário que a moeda fabricada se assemelhe à verdadeira. Ou alterando-a. 1959. v. TEODOLINDO CASTIGLIONE ( Código Penal Brasileiro. Não há modalidade culposa. X. b. 108). Moeda de curso legal é aquela cujo recebimento é obrigatório por lei. 289 Código Penal 574 verdadeiro o que não é. A moeda falsa (fabricada ou alterada) precisa ser apta a enganar o homem comum. de três a doze anos. cede (entrega a outrem). c.Art. e. ora se enquadrando o fato no art. A restituição à própria pessoa de quem recebera a moeda falsa é atípica. empresta (entrega com a condição de haver restituição). v. dando a impressão de verdadeiro. ■ Tentativa: Admite-se. 211). Ill. de dar aparência enganosa a fim de passar por original. depois de conhecer a falsidade. III. p. Circulação de moeda falsa (§ >°) ■ Objeto jurídico. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 955). para que esta aparente valor superior. com consciência do curso legal e da possibilidade de vir a moeda a entrar em circulação. o agente recebeu o dinheiro como se fosse legítimo. independentemente de outros resultados. antigamente freqüente. em que o agente apõe algarismos ou dizeres de uma cédula em outra. 190). e multa. opinam pelo enquadramento da conduta no art. guarda (tem sob guarda ou à disposição). para outros. IV. g. p. v. onerosa ou gratuitamente). ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. caso em que há modificação ou alteração da moeda. o STJ entende que "a utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura. o agente a restitui à circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). ■ Pena e ação penal: Idênticas às do caput. 168). isto é. vende (cede ou transfere por certo preço). Fabricando-a. 1959. Embora recebendo a moeda de boa-fé. Na hipótese de guarda é crime permanente. 1956. em tese. 290 do CP: BENTO DE FARIA ( C6digo Penal Brasileiro. importa (faz entrar no território nacional). após ter certeza de que ela é falsa. MIRABETE ( Manual de Direito Penal. p. Para os tradicionais é o "dolo genérico". ■ Tentativa: Admite-se. Na jurisprudência também há divergência. VII. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa que tenha recebido a moeda de boa-fé. f. Todavia. hipótese em que há contrafação. i. ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações alternativamente previstas. ■ Recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra: Trata-se de hipótese. o crime de estelionato. sem dependência de outras conseqüências. o agente faz a moeda.

■ Ação penal: Igual à do caput. IV. não é moeda falsa ou emitida em excesso. Súmula 73. Lições de Direito Penal — Parte Especial. HUNGRIA. emissão ou autorização irregular (§ 39 ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. IX. ■ Ação penal: Igual à do caput. autoriza a fabricação. Para outros autores. DJU24. FRAGOSO. v. 1959. Papel-moeda em quantidade superior à autorizada. 92. 116). 194). III. DJU Desvio e circu/ação indevida (§ 4°) Jurisprudência . v. v. ■ Pena: "Nas mesmas penas". ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. ■ Consumação: E intranqüila a natureza material ou formal do crime. 226). MIRABETE. ■ Tentativa: Admite-se. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. gerente ou fiscal de banco emissor de moeda (crime próprio). ■ Tentativa: Admite-se. RT697/370-1. se forem superiores. Com a fabricação. ■ Pena: Detenção.083. o crime seria formal ( H. FRAGOSO. ou seja. caput. Lições de Direito Penal — Parte Especial. de três a doze anos. 1965. p. Moeda com titulo ou peso inferior ao determinado em lei (inciso I). p. ■ Tipo objetivo: Pune-se o funcionário público ou diretor. c. pois é infração material ( MAGALHÃES NORONHA. apenas haverá infração administrativa. d. referindo-se às do caput reclusão. v. exige-se o dolo direto. ■ Pena: Reclusão. a retira de onde está guardada e a põe em circulação. 116. contra: HUNGRIA. e multa. 962. O objeto material é: a. Comentários ao Código Penal.575 Código Penal Art. porém. é questionado o momento de sua consumação: a. STJ. ■ Ação penal: Idêntica à do caput. b. 225. de seis meses a dois anos. MAGALHÃES NORONHA. v. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". p.538/SP. 289 falsidade. com pleno e efetivo conhecimento de que é falsa. emite. IV. ■ Tipo objetivo: O objeto material. Manual de Direito Penal. com consciência da violação quanto à quantidade. Não há punição a título de culpa. Fabricação. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. b. não se justifica a incriminação no art. 1995. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". gerente. JúLlo F. p. mas a moeda legal. Para a tipificação é necessário que o título ou o peso sejam inferiores. que consiste na vontade de desviar e fazer circular com consciência de que a circulação ainda não estava autorizada. Título é a relação entre o metal fino e o total da liga empregada na moeda. cuja circulação não estava ainda autorizada. ■ Consumação: Com a restituição à circulação. Não há figura culposa. 1965. e multa. autoriza a emissão. 1995. Pune-se a ação de quem desvia e faz circular essa moeda. ■ Tentativa: Admite-se. Comentários ao Código Penal.5. p. RTJ 98/991. emissão ou autorização seguida do fabrico ou emissão. pois o crime não é punido a título de culpa. Para a maioria dos autores não se exige proveito do agente (H. 289. a vontade livre e consciente de restituir moeda falsa à circulação.99. IX. Ill. b. mas sim em crime de estelionato. Direito Penal. ■ Falsificação grosseira: Se for visível a grosseria da falsificação da moeda. Direito Penal. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 963. 1985. Na escola tradicional é o "dolo genérico". fabrica. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Consumação: Com a entrada em circulação. pois. A quantidade inferior é penalmente atípica. diretor. título ou peso. e multa. que consiste na vontade de praticar a ação. CComp 24. p. de três a quinze anos. não bastando o eventual. p. neste parágrafo. CComp 2. Por isso. v. 1959. da competência da Justiça Estadual e não Federal (STF. Não existe forma culposa. ■ Objeto jurídico. p. 85/430. Ill. comina o parágrafo. a solução deve beneficiar o agente. ou seja. v. ou fiscal de banco de emissão que: a.

.94. Caracteriza-se pela intenção de manter sob sua guarda. DJU 26. 23615)..624.99. 5.04. TRF da 1 2 R. DJU 4.81. 26116). p. p. e não no art. CComp 7.01. RT 784/745. ■ Introdução na circulação (§1 9): Para caracterização do § 1 2 .90.01. RT763/685). 104.89. p.11. DJU 23. DJU 2. in RBCCr 14/429. ■ Consumação da figura do § 1 2 : A consumação do crime independe da introdução da moeda falsa em circulação. 4231).. HC 61. p. DJU 24.Art.. da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R.660. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 2 2 R. Rejeita-se a denúncia. 0 agente que.051398-2/PR. Ap. 3. impondo-se a absolvição se existir dúvida razoável de que tivesse o acusado essa ciência (TRF da 1 2. 2.564. TRF 2 da 3 R. II.97.95. TRF da 2 2 R. 289. Se a aferição da falsidade somente pode ser feita através de laudo pericial. DJU 13. o crime de moeda falsa pressupõe uma imitação capaz de enganar o homem médio.. 8596). 9.6. E crime permanente. 11787..5. DJU 11. CComp 3. TFR..389. in RBCCr 14/429). Ap. Não é grosseira. tendo á ciência de sua inautenticidade.89. 98. ■ Aptidão para enganar: É pacífico na jurisprudência que a falsificação grosseira elimina o delito.6. se o agente. 15646).12. Ap. DJU 29. DJU 2. 6715. 19970). 11952). DJU 13. 289 Código Penal 576 2. por ausência de ofensa à fé pública. 45. sendo insuficiente o simples fato de ser detentor de maus 2 antecedentes e de ter sido encontrado com veículo de origem suspeita (TRF da 2 R. § 1 2 .5.714-5/RS. Ap.6. p. 574. pagando-as com cédula de alto valor nominal e apropriando-se do troco em moeda verdadeira. ■ Colagem: Na alteração de cédula com fragmentos de outra. Ap. iludindo o homem médio (TFR. sendo competente a Justiça Estadual (TFR.7.707.11. Ap. 96.8. DJU 13.8. 289 (TFR.394.. 4. 8.R. n°357).93.91. absolve-se por inexistência da prova do dolo (TRF da 42 R. p.. HC 4. restitui a moeda ao vendedor (TRF da 1 2 R.2. RT769/726)..7. 171 do CP.97). p. confirma a sua plena ciência da origem espúria das cédulas (TRF da 3 á R. FRAGOSO. era suscetível de enganar (TRF da 3 2 R. 12. Ap. Ap. DJU 18. Ap.. se os próprios peritos necessitaram de lupa para certificar-se da falsidade (TFR.610. DJU 6. Se é apta a enganar ilimitado número de pessoas configura o crime do art. moeda que sabe ser falsa (TFR.11.. 44384. 9291.456. in RBCCr 27/363-4). 1979. no caso de colocação em circulação de cédula falsa de cem reais por pessoa que possui apenas instrução primária e não tem antecedentes (TRF da 4 2 R. RT753/724. DJU26. p. p. in RBCCr 8/228).397. TRF da 3 2 R..337. 574.92. CComp 4. p.136.249.65531-0/RS. CComp 4..94. p. 10304). é imprescindível a demonstração da ciência inequívoca por parte do agente da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R. efetua compras de mercadorias de pequeno valor.586. 996. Não se configura o § 1 2. in RBCCr 27/364).94. RTFR69/208). A2 moeda guardada deve ser apta a enganar número ilimitado de pessoas (TRF da 1 R.96. DJU 26. DJU 26.. tomando conhecimento da falsidade.04.024. 24. p. 5653). j. p.2. p.. DJU 3.87.10.. RCr 98.99.. 43505. 430. 759/743). havia divergência jurisprudencial no antigo TFR.9. ficando o estelionato absolvido pela aplicação do princípio da consunção (TRF da 42 R. Ap. . in RBCCr 12/288.560. 11256). o crime enquadra-se no art. 18996. pois sua circulação é restrita. p.320... Ap.5. mv— DJU 18. p. p. ■ Guarda de moeda falsa (§ 1 4): E mister reste comprovada a ciência.984.80.93.91. 6715. 24... pelo agente.04.96.746. AASPn 2 1. Ap. v. por conta própria ou de terceiro.81.8. 67687). E crime de natureza permanente á (TRF da 2 R.5. Ap. Não sendo grosseira a falsificação. TRF da 4 á R. Ap. independente da intenção de introduzir na circulação (TRF da 1 2 R. Jurisprudência Criminal. 289. ora no art.94. p. DJU 17. p. DJU 1. que se consuma pela simples posse de dinheiro falso (TRF da 2 2 R. a mera ação de adquirir ou guardar a cédula. ora se enquadrando a ação no art.12.12. DJU 12. RT 789/724). Ap. vigilância e atilamento comuns (TRF da 3 2 R. Ap. p. ■ Traveler's check Não equivale a moeda falsa. ■ Concurso com estelionato: Quem adquire bens utilizando dinheiro falso deve responder somente pelo crime do art.5.10.610. RT 776/712). Não havendo qualquer indicativo de que o acusado tivesse conhecimento da falsidade da cédula. 30056. 290 do CP (H. 5. p. in Bo/. de atenção.2. 39577.863). p. 11. § 2 2 . E necessário que a moeda contrafeita tenha potencialidade lesiva. DJU 29.82. por quatro vezes consecutivas. 289.90. p. RT 765/732. configura o delito (TRF da 4 R. 4. DJU 4.

em circulação. notas ou bilhetes capazes de circular como verdadeiros. 5724). 7. 289 quem. 290 não é punido a título de culpa. c. Com a volta à circulação (modalidade c). nota ou bilhete em tais condições. a restituição não é punível. 289 do CP. para o fim de restituí-los à circulação. Na modalidade c (restituição) é o dolo.235. O objeto material é nota. 15033-4). 290. se o crime é cometido por funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se achava recolhido. sinal indicativo de sua inutilização. O art. sob o título Pena. com a consciência de que ela poderá circular (na doutrina tradicional é o "dolo genérico"). de novo. Restituição à circulação (última parte). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Tratando-se do próprio agente que formou a moeda ou suprimiu sinal.8. os justapõe. ou nela tem fácil ingresso. ainda. Parágrafo único. Pune-se a conduta de quem. Supressão de sinal de inutilização (22 parte). Com o desaparecimento do sinal indicativo de inutilização (modalidade b). Quanto ao recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra. ■ Sujeito passivo: O Estado. o crime do art. 289.4. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a (formação) é o dolo. CRIMES ASSIMILADOS AO DE MOEDA FALSA Art. b. 290 prevê a formação e não alteração (modificação) de papel-moeda. utilizando-se de fragmentos de cédulas. p. notas ou bilhetes verdadeiros. suprimir. ■ Tipo objetivo: Em sua descrição. ■ Tentativa: E admissível nas três modalidades. .045. O objeto material é a moeda formada com fragmentos (da 1 á parte do caput) ou a que teve seu sinal de inutilização suprimido (da 2 á parte). Nas três figuras do art. cédula ou bilhete recolhido. 289 e 290 ■ Figura privilegiada do § 22 : Só se configura se o agente restitui a moeda ã circulação com dolo e efetivo conhecimento de ser ela falsa (TFR. A conduta punida é a supressão (eliminação ou remoção) de sinal indicativo de sua inutilização. ou já recolhidos para o fim de inutilização: Pena — reclusão. que consiste na vontade de formar moeda. A conduta punida é restituir à circulação. formando cédulas. ou seja.. Segundo os autores que opinam pelo enquadramento da referida conduta no art. Incorre no § 2° do art. para os tradicionais). em nota. colocá-la. Ap. e multa. DJU 28. ■ Consumação: Com a efetiva formação de cédula idônea a enganar (modalidade a). Na modalidade b (supressão) é o dolo e o elemento subjetivo do tipo que consiste no especial fim de restituí-Ia à circulação ("dolo específico". de dois a oito anos. 290 do CP contém três figuras: a. Formação com fragmentos (1 2 parte). vide nota específica ao art.. nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos de cédulas. restituir à circulação cédula. Crimes assim/lados ao de moeda falsa ■ Objeto jurídico: A fé pública. ou. DJU 19. recebendo a moeda de boa-fé. cédula ou bilhete recolhidos. O máximo da reclusão é elevado a doze anos e o da multa a (. a vontade de restituir à circulação com consciência das especiais condições do papel-moeda ("dolo genérico"). em razão do cargo. RCr 1. com finalidade especial: para o fim de restituí-los à circulação (vide Tipo subjetivo). notas ou bilhetes representativos de moeda.89. após saber de sua falsidade. pp. qualquer outra já recolhida para o fim de inutilização. a põe em circulação (TFR. Vide nota ao parágrafo único. 290 é necessário que haja potencialidade lesiva (capacidade para enganar e circular como moeda boa).) .577 Código Penal Arts. o art. ou seja.86. Formar cédula.

ou via de regra. a ser fixada na forma do art. ■ Tentativa: Admite-se. da competência da Justiça Federal. prover. 357). ■ Pena: Reclusão. a imposição cumulativa da pena de multa. classificando-se a ação no art. 1979. o crime será apenas o do art. a título oneroso ou gratuito. ■ Sujeito passivo: O Estado. e. A guarda ou posse de material destinado à falsificação de dinheiro é crime de natureza permanente. aquele limite tornou-se inócuo. 291. matrizes. Fabricar. ■ Colagem: Na alteração da cédula com colagem de fragmentos de outra. 291 absorvido (crime subsidiário). fabricar (construir. possuir ou guardar maquinismo. ao ser preso. guardar (ter sob guarda. adquirir (obter para si). Comentários ao Código Penal. 289. aparelho. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a jurisprudência não é pacífica. ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. IX. entendemos ser indispensável o criterioso e prudente exame do juiz a propósito de ser inequívoco o destino dos objetos. FRAGOSO. Petrechos para fa/sif/capão de moeda ■ Objeto jurídico: A fé pública. possuir (ter a posse ou propriedade). com conhecimento da destinação dos objetos. Não existe modalidade culposa. moldes. de dois a oito anos. da competência da Justiça Federal. Jurisprudência PETRECHOS PARA FALSIFICAÇÃO DE MOEDA Art. 1959. p. além da pena de multa. Geralmente. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Em vista do princípio da taxatividade da lei penal (CP. Jurisprudência Criminal. Jurisprudência . 289 do CP (H. de dois a seis anos. 2 2 da Lei n° 7. são utilizados para o fim de falsificar moeda. fornecer. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. adquirir. ■ Confronto: Se o agente. ■ Pena: O máximo de reclusão é elevado a doze anos. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda. são os clichês. ou tem fácil ingresso naquela. d. a titulo oneroso ou gratuito. o parágrafo único determinava que o máximo da pena de multa era elevado "a quarenta mil cruzeiros". justifica-se o flagrante (STF. que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações incriminadas. porém. mais adequadamente. Os núcleos indicados são: a. Costuma-se entender como especialmente os que "mais propriamente. e mais que a tal fim sejam destinados no caso concreto" ( HUNGRIA. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: Pena — reclusão. ■ Guarda ou posse dos petrechos: Como é crime de natureza permanente. Não se dispensa. manufaturar ou produzir). ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é maquinismo. v. RTJ 118/164). abrigar).209/84 cancelou quaisquer referências a valores de multa. que também é aplicável. p. 290 e 291 Código Penal 578 ■ Pena: Reclusão. fornecer (proporcionar. e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Em sua redação original. II.Arts. 290 ou no art. Como o art. mesmo que o agente não se encontre. efetivamente. v. c. ficando o deste art. 230). em razão do seu cargo. Nas modalidades de possuir e guardar é crime permanente. de dois a seis anos. e multa. abastecer). art. b. cunhos etc. Figura qua//ficada (parágrafo único) ■ Noção: Se o agente é funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se acha recolhido. no local onde mantém os petrechos depositados. 1 2 ). 49 do CP. usar o material e falsificar moeda. e multa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. aparelho.

especialmente a proteção da moeda contra a concorrência de títulos ao portador. ■ Dinheiro e não mercadoria: A emissão de notas. de quinze dias a três meses.099/95). 1174. Não abrange os warrants. RT 432/339). DJU 5. ■ Pena: E alternativa: detenção. ficha. EMISSÃO DE TÍTULO AO PORTADOR SEM PERMISSÃO LEGAL Art. 295 do CP. ou multa. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. de um a seis meses. vide nota ao art. Parágrafo único. ■ Tentativa: Admite-se. a vontade livre e consciente de emitir. ficha. vales ou títulos. ainda que ao portador ou sem o nome do beneficiário. ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. sem necessidade de endosso ou de autorização do emitente. ■ Tentativa: Pode haver (STF. bilhetes. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago: Pena — detenção. ■ Transação: Cabe no caput e no parágrafo único (art. vales particulares etc. utilidades ou mercadorias. Se funcionário público. O núcleo é emitir. nota. não bastando à ti pificação a simples feitura do título. ou multa.11. nunca foi punida entre nós. "passes" ou passagens. sem permissão legal.86. de um a seis meses. sem permissão legal. fichas. o agente aceita (toma) ou usa como dinheiro o título ao portador que é objeto material da figura. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tipo objetivo: O objeto material deste delito é nota. enquanto não cessar a permanência (TFR. RTJ 123/1220). 76 da Lei n° 9. de modo que a autorização legal exclui a tipicidade da conduta.579 Código Penal Arts. 292. de quinze dias a três meses. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é idêntico ao do caput (vide nota). Recebimento ou utilização como dinheiro (parágrafo único) Jurisprudência . ■ Pena: E alternativa: detenção. Ressalva a lei. Trata-se. 291 e 292 autorizando a prisão em flagrante.459. ■ Tipo subjetivo: O dolo.79. com conhecimento da falta de autorização com que o título foi emitido. da competência da Justiça Federal. ou multa. Emitir. Emissão de tftu/o ao portador sem permissão legal (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. ou seja. como se vê.099/95). prometendo serviços. 89 da Lei n°9. p. ciente da inexistência de permissão legal. que consiste na vontade livre e consciente de receber ou utilizar. ■ Consumação: Com a entrada em circulação do título ao portador (crime formal). HC 6. bilhete. que tem a significação de pôr em circulação. sendo fato atípico (TACrSP. ■ Objeto jurídico. bilhete. DJU 13. é receber ou utilizar como dinheiro. conhecimentos a ordem. HC 4.2. porém. A conduta punida. p. 8331). da competência da Justiça Federal. Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos referidos neste artigo incorre na pena de detenção. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago. ou multa. de título que contém promessa de pagamento em dinheiro e que é transmissível por simples tradição.385. ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. Não há forma culposa. isto é. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".

em qualquer desses papéis. destinado à arrecadação de imposto ou taxa. 295 do CP. 89 da Lei n° 9. quando legítimos. VI — bilhete. e multa.099/95). cabe a transação no § 4 2 .259. 293 Código Penal 580 Capítulo ll DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS PÚBLICOS FALSIFICAÇÃO DE PAPÉIS PÚBLICOS Art. depois de conhecer a falsidade ou alteração. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. a partir da vigência da Lei n° 10. § 1 4. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 293. com o fim de torná-los novamente utilizáveis. depois de alterado. 29. Quem usa ou restitui à circulação. Suprimir. III — vale postal. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo ante- rior. 100 do CP. Em face do princípio da isonomia (art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público. Falsificação de papéis púb/icos (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena — reclusão. entendemos que. IV — cautela de penhor.01. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. vide aumento de pena determinado pelo art. embora recebido de boa-fé. 5°. a 2 que se referem este artigo e o seu § 2 . estampilha. papel selado ou qualquer papel de emissão legal. § 42. de seis meses a dois anos. recibo. de um a quatro anos. ■ Transação: De acordo com o art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. por Estado ou por Município: Pena — reclusão. parágrafo único. ou multa. e multa. Se funcionário público. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. 76 da Lei n° 9. desde que não combinado com o art. 295 (art. desde que não estejam combinados com o art. § 22. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. da Lei n° 10.259/01. . ■ Suspensão condicional do processo: Cabe nos §§ 2° e 3°. incorre na pena de detenção. guia.7. a transação será cabível. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável. ■ Sujeito passivo: 0 Estado.02. V — talão. II — papel de crédito público que não seja moeda de curso legal. de 12. ainda que combinado com o art.Art. de dois a oito anos. caput. Falsificar. 2°. em vigor a partir de 12. Incorre na mesma pena quem usa qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. também cabe no § 4°. Incorre na mesma pena quem usa. 295 (art. Assim. § 32 .1. fabricando-os ou alterando-os: I — selo postal.099/95).

fabricando-os. estampilha. mas precisa ser administrada pelo Poder Público. Não há punição a título de culpa. Talão. e. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput ■ Tipo objetivo: Pune-se o uso de qualquer dos papéis públicos indicados nos incisos do caput. O objeto material é indicado: a. ■ Tentativa: Admite-se. Na escola tradicional é o "dolo genérico". alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável (V). isto é. Revogado e substituído pelo art. ou seja. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Dois são os meios previstos: a. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. o agente faz o objeto. ■ Tipo subjetivo: O dolo é o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("com o fim de torná-los novamente utilizáveis"). ■ Consumação: Com a efetiva supressão do sinal de inutilização. Bilhete. de um a quatro anos. de dois a oito anos. quando legítimos. ■ Pena: Reclusão. com a finalidade de aparentar maior valor. Municípios ou autarquias. caso em que há modificação ou alteração do objeto. empréstimo etc. mas não alcança a guarda ou depósito. Selo postal. recibo. caso o agente seja o autor da falsificação (fato posterior impunível). ■ Confronto: Em caso de selo postal ou vale postal. O uso abrange a venda. e que tiveram suprimidos os carimbos ou sinais de inutilização ( vide nota ao § 2 2). 36. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a falsificação deve ser apta a enganar. papel selado ou qualquer papel de emissão legal. A finalidade da conduta é especificada: com o fim de torná-los novamente utilizáveis. estadual ou municipal. ■ Pena: Reclusão. ■ ■ Uso de papéis com inutilizagão suprimida (§ 3°) Objeto jurídico. ou seja. dar aparência enganosa a fim de passar por original. o inciso foi revogado e substituído pelo art. ■ ■ .581 Código Penal Art. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. e multa. hipótese em que há contrafação propriamente dita. por Estado ou por Município (VI). quando legítimos. da Lei n° 6. ■ Supressão de sina/de inutilização (§2°) Objeto jurídico. b. art. ■ Tentativa: Admite-se. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Pena e ação penal: Iguais ás do caput. ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. Abrange os estabelecimentos mantidos pela União. apresentar como verdadeiro o que não é. d. São os títulos da dívida pública. 293 ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é falsificar. Tipo objetivo: O objeto material são os papéis do caput. Na parte referente a selo postal. 37 da Lei n°6. A empresa pode não ser pública. com conhecimento de que são papéis falsificados. ■ Tipo subjetivo: O dolo. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. nominativos ou ao portador. sem dependência de outro resultado (crime formal). f. b. 36 da Lei n 2 6. alterando-os. Papel de crédito público que não seja moeda de curso legal (II).. Estados. a vontade livre e consciente de usar. permuta. destinado à arrecadação de imposto ou taxa (I). Não há modalidade culposa. Tipo objetivo: Incrimina-se a supressão (eliminação ou remoção) de carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização. e multa.538/78. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público (IV). 0 objeto material são os papéis públicos apontados nos incisos do caput. Uso de papéis púb/icos falsificados (§ 1°) Objeto jurídico.538/78. ■ Ação penal: Pública incondicionada. art. Pune-se o uso de tais papéis. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Não há forma culposa. Vale postal (Ill). guia. de emissão federal.538/78. parágrafo único. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. Cautela de penhor. 36 da Lei n° 6. Como é comum aos crimes de falso.538/78. c.

■ Tipo objetivo: Objeto material são os papéis públicos falsos do caput ou os legítimos.85. 295 do CP. nas repartições fazendárias. ■ Pena e ação penal: Iguais às do § 22 . de um a três anos. adquire. possui ou guarda petrechos de falsificação. caso o agente seja o autor da supressão (fato posterior impunível). § 1 9. 37. E atípica a restituição à própria pessoa de quem o agente recebeu o papel. mv — RT 522/331). quanto à previsão para aumento da pena. ■ Papéis públicos: Não é papel público o formulário de retirada de dinheiro da Caixa Econômica Federal.269. ■ Pena: É alternativa: detenção. Inexiste forma culposa. A dúvida quanto ao conhecimento da falsidade ou alteração deve beneficiar o acusado. 293.538/78. mas com a inutilização suprimida do § 2°. desde que tenha recebido o papel de boa-fé. 294. pois tal delito resta absorvido pelo art. pois a guia a que o dispositivo alude é a que se destina ao fim de recolhimento ou depósito de dinheiros ou valores ex vi legis.Arts. Pune-se a conduta de quem. ■ Confronto: Se é selo postal ou vale postal. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 19525). consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. servindo ao controle do transporte de madeiras (STJ. ■ Remissão: Se o agente é funcionário público. Fabricar. recebendo pagamentos para essa conduta (STF. . ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. Figura privi/egiada (§ 44 ) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. ■ Guia florestal: A sua falsificação não caracteriza o delito deste art. a que se refere o inciso V do art. com conhecimento de que o sinal de inutilização foi suprimido. e multa.538/78. 293 e 294 Código Penal 582 ■ Tipo subjetivo: O dolo. possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena — reclusão. não há se falar em concurso material. 293. Ap. depois de conhecer (estar certo de) a falsidade ou alteração. Para os tradicionais é o "dolo genérico". ou multa. ■ Co-autoria: Caracteriza a cooperação psicológica de fiscal do IPI que anuiu em introduzir. que consiste na vontade livre e consciente de usar os papéis. os usa ou restitui a circulação. tendo recebido os papéis na ignorância da falsificação ou alteração. ■ Ação penal: Igual à do caput. art. Não há punição a título de culpa. V. Funcionário público Jurisprudência PETRECHOS DE FALSIFICAÇÃO Art. 293. exige-se que fique comprovado o dolo do agente. mv— RJTJSP 169/293). p. guias falsificadas. da Lei n° 6. de seis meses a dois anos. fornece. deve ter características semelhantes aos demais indicados (TJSP. fornecer. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". da Lei n° 6. art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 37. § 1° (STJ. mv— RTJ 112/1280). com a certeza de que o papel é falso ou alterado. vide nota ao art. § 2 2 . ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. 294. ■ Consumação: Com o efetivo uso ou restituição à circulação. DJU 31. adquirir. conforme dispõe o art. pois inexiste forma culposa para esses crimes (TFR.10. 293. 6. A guia florestal não tem essa destinação. ■ Crime-meio e prescrição: A prescrição do crime-fim (sonegação fiscal) abrange o crime-meio (falsificação de papéis públicos) (TJSP. ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. pois o "qualquer outro documento". RT 689/400). ■ Tentativa: Admite-se. que consiste na vontade livre e consciente de usar ou restituir à circulação. RT781/553). ■ Tipo subjetivo: Em qualquer das modalidades previstas pelo art.

fornecer (proporcionar. p. 4. ■ Objeto inequívoco: Configura este crime a apreensão de carimbo. adquirir(obter para si). Se funcionário público.099/95). ■ Tentativa: Admite-se.2. a vontade livre e consciente de praticar as ações com conhecimento da destinação dos objetos. ■ Concurso de crimes: Se o agente usa os petrechos e pratica a falsidade. 293 como no do art.257.151. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. RT781/553). 295 do CP. abastecer. ou seja. 294 e 295 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. § (STJ. d. Ap. sobre a previsão para aumento da pena. 3. ■ Tipo objetivo: O objeto material é assim indicado: objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior. o crime de sonegação fiscal. RT 606/303). possuir (ter a posse ou propriedade). consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. Se o agente é funcionário público. ■ Consumação: A simples posse ou guarda do objeto já constitui o crime. DJU 18. ■ Tipo subjetivo: O dolo. . art. 293 do CP). ■ Confronto: Caso o agente use os petrechos e falsifique. também deve absorver o do art. guardar (ter sob guarda.538/78. JSTJ e TRF 48/385. Configura a posse de carimbos e máquinas destinadas à falsificação de recolhimento (TFR. declarações de bagagem (TFR. E crime permanente nas modalidades de possuir e guardar. 295. o crime deste art. o crime deste art. 295 (art. não há se falar em concurso material.. adquire. vide nota ao art. Quanto ao conceito de especialmente destinados. 293. Tratando-se de selo postal ou vale postal. desde que não esteja combinado com o art. 294 ficará absorvido pelo do art. As ações incriminadas são: a. TJSP. RJTJSP 83/407). 293 do CP (TJSP. vide art. 294. 293 (vide nota ao art. ■ Remissão: Se o sujeito ativo é servidor público.7. mediante alteração. DJU 27. e. independentemente da sua utilização ou falsificação (TRF da 1 R. RT 542/340). que absorve a falsidade e o uso de documento falso. Ap. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". fabricar (produzir ou manufaturar). 293. 295. aumenta-se a pena de sexta parte. 38 da Lei n° 6. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo. conduzido de forma oculta. b.79. Figuras qualificadas ■ Noção: Tanto na hipótese do crime descrito no art.82. c. fornece. ■ Consumação: Com a efetiva prática de qualquer das ações. inequivocamente destinado a falsificar. possui ou guarda petrechos de falsificação. dos papéis públicos expressamente arrolados nos incisos do art. Funcionário público Jurisprudência Art. Petrechos de falsificação ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Pena: Reclusão. abrigar). 89 da Lei n° 9. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. a pena é aumentada de sexta parte se o agente é funcionário público (vide nota ao art. 294.583 Código Penal Arts. 5575). e multa. Não há punição a título de culpa. 1038). 294 fica absorvido pela falsidade cometida. vide nota à expressão no art. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. p. pois tal delito resta absorvido pelo art. 294 (TJSP. prover). de um a três anos. ■ Especialmente destinado: E necessário que o objeto se revele especialmente destinado à falsificação dos papéis taxativamente enumerados pelo art. conforme dispõe o art. 291 do CP. ou seja. ■ Sujeito passivo: O Estado.

Se o sinal falsificado é o usado por autoridade pública para fiscalização sanitária. e multa. especialmente os sinais públicos de autenticidade. vide art. alterando ( modificação de selo ou sinal verdadeiro). de Estado ou de Município. 296. ou seja.983. desde que atribuídos por lei.Art. Falsificar. § 1 2. deve ser apta a enganar a generalidade das pessoas. Trata-se de peça. Não há forma culposa. de 14. Sinal público de tabelião é a assinatura especial deste. ou a autoridade. enfeitada. II — quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. falsifica ou faz uso indevido de marcas. selo ou sina/ ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. A falsificação. 296 Código Penal 584 Capítulo III DA FALSIDADE DOCUMENTAL FALSIFICAÇÃO DE SELO OU SINAL PÚBLICO Art. o particular even(caput) tualmente prejudicado. fabricando-os ou alterando-os: I — selo público destinado a autenticar atos oficiais da União.00 ( DOU de 17. em que o agente faz o selo ou sinal). logotipos. b. II — selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. do CP. ou sinal público de tabelião (ll). acrescentou o inciso III ao § deste art. para caracterizar o crime. É indispensável à tipificação o fim de autenticação de atos oficiais. Não inclui o selo ou sinal estrangeiro. ■ Tipo subjetivo: O dolo. que entrou em vigor noventa dias após publicada. fabricando (é a contrafação.00). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". de dois a seis anos. de Estado ou de Município (l). A falsificação pode ser feita: a. Trata-se de crime formal. geralmente metálica. Incorre nas mesmas penas: I — quem faz uso do selo ou sinal falsificado. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. ou a autoridade. caput. b. ■ Confronto: Se há falsificação de sinal empregado no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária. 296. O objeto material vem assim indicado: a. em qualquer de suas modalidades. mas compreende os de autarquia ou entidade paraestatal. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. aumenta-se a pena de sexta parte. ou sinal público de tabelião: Pena — reclusão. público ■ Sujeito passivo: Primeiramente. Ill — quem altera. que constitui a sua marca de tabelião e que não se confunde com a assinatura simples (esta chamada sinal raso). ■ Tipo objetivo: O núcleo é falsificar. ■ Tentativa: Admite-se. que se usa para imprimir em papéis. a vontade livre e consciente de falsificar. de que o selo é destinado à autenticação de atos oficiais. O selo aqui referido não tem relação alguma com o selo postal. com conhecimento. com a finalidade de autenticá-los. Selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público.7. que tem a significação de apresentar como verdadeiro o que não é. ■ Consumação: Com a falsificação. Falsificação de ■ Objeto jurídico: A fé pública. 306. ou para autenticar ou . na hipótese do inciso I. ■ Alteração: A Lei n° 9. § 22 .7. Se o agente é funcionário público. em segundo lugar. o Estado. Selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. sem dependência de outro resultado.

falsificação ou uso indevido. sabendo que são utilizados pela Administração Pública ou que servem para identificá-la. sig/as ou outros símbo/os (§12. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. Trata-se de crime material. Utilização indevida de se/o ou sina/ verdadeiro(§ //) ■ Objeto jurídico. Nas modalidades de alteração e falsificação. outros símbolos (sinais. logotipos (conjunto de letras unidas em um único tipo. formando siglas ou palavras). /ogotipos. ou comprovar o cumprimento de formalidade legal. ■ Pena: Reclusão. logotipos. que tem o significado de apresentar como verdadeiro aquilo que não é. sujeito ativo e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput sina/falsificado ■ Tipo objetivo: Pune-se quem faz uso do selo ou sinal falsificado. utilizar de forma imprópria. de dois a seis anos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 296 encerrar determinados objetos. ou seja. ou identifique estes. c. Para os clássicos. do CP. ■ Pena: A do caput. independentemente de resultado (sentido naturalístico). ■ Sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. ///) Figura qualificada (§2°) . ■ Consumação: Com o uso do selo ou sinal falsificado. siglas (sinais convencionais). 3. ■ Pena e ação penal: iguais às do caput. Uso de selo ou ■ Objeto jurídico. é o dolo genérico. independentemente de causar efetivo resultado. O resultado referido pela lei é alternativo (embora indispensável): prejuízo alheio ou proveito próprio ou de terceiro. que consiste na vontade livre e consciente de usar. é fato posterior impunível (ne bis in idem). Para a doutrina tradicional. ■ Tipo subjetivo: O dolo. O objeto material compõese de: 1. ■ Consumação: Com o efetivo prejuízo ou proveito. especialmente as marcas. ■ Consumação: Com a alteração. a tentativa é teoricamente possível. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo (valendo-se do cargo). e multa. ■ Noção: Se o agente é funcionário público ( vide nota no art. Incrimina-se quem utiliza indevidamente. é o dolo específico. 4. que tem o sentido de modificar. a vontade livre e consciente de alterar. marcas (sinais que se fazem em coisas para reconhecê-las). Não se incrimina (§ 1°. alterar. ou seja. ou seja. falsificar ou fazer uso indevido de marcas. signos). A alteração e a falsificação devem ser aptas a enganar a generalidade das pessoas. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Concurso de crimes: O uso. 2. Há necesssidade de que o objeto material seja utilizado por órgãos ou entidades da Administração Pública. o objeto material é o selo ou sinal verdadeiro e não o falsificado. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. falsificar. as siglas ou outros símbolos da Administração Pública. . usar indevidamente. mas apenas aquele em que o sinal ou selo público falsificado é usado em sua destinação normal e oficial. Trata-se de crime formal. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são três: a. Alteração. ■ Tipo objetivo: Aqui. parágrafo único. art. 306. a vontade livre e consciente de utilizar indevidamente. pelo próprio agente que falsificou o selo ou sinal. com conhecimento de que se trata de selo ou sinal falsificado (dolo genérico). acrescido do especial fim de agir (em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio). fa/sificação ou uso indevido de marcas. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. aumentada de sexta parte.585 Código Penal Art. I) qualquer uso. agindo em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. os logotipos. Trata-se de delito formal. ■ Objeto jurídico: A fé pública. siglas ou outros símbolos. Aplica-se tanto ao caput como ao § 1°. b.

569. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. é imprescindível que a falsificação seja idõnea para enganar indeterminado número de pessoas. é a contrafação integral.7. p. 293 (TJSP. São duas as condutas previstas: a.Arts. Se funcionário público. Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I — na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social.00). in RBCCr 12/288). pois não se trata de sinal público (TJRS. a formação do documento. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. Para os efeitos penais. 297.95. Falsificação material de documento público ■ Alteração: A Lei n° 9. . §32. Falsificar. RT 571/394). os livros mercantis e o testamento particular.00 ( DOU de 17.7. DJU 18. RT470/335). ou alterar documento público verdadeiro: Pena — reclusão. aumenta-se a pena de sexta parte. nome do segurado e seus dados pessoais. no todo ou em parte. cuja falsificação é prevista no art. aquela que diz respeito à forma do documento. ou seja. II — na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. ■ Objeto jurídico: A fé pública. pois o falso inócuo não configura o delito. documento público. 296 e 297 Código Penal 586 Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: O crime do art. acrescentou os §§ 3 2 e 4 2 a este art. No todo. b. Nesta modalidade. de 14. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. por inexistência da forma culposa (TRF da 1 2. 296. E que a falsificação seja capaz de causar prejuízo para outrem. Ill — em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. Falsificar. no todo ou em parte. Se o agente é funcionário público. as ações de sociedade comercial. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Carimbo: Não tipifica o crime do art.983. e a pessoa em prejuízo de quem foi o falso praticado. que entrou em vigor noventa dias após publicada. quando se acrescentam mais dizeres ao documento verdadeiro. 296 do CP é o destinado à autenticação de atos oficiais e não a estampilha usada para arrecadação de rendas públicas. pois o falso grosseiro não traz perigo à fé pública. II. primeiramente. ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art. Nas mesmas penas incorre quem omite. a falsificação de carimbo para reconhecimento de firmas em tabelionatos.. É a contrafação. 26. a remuneração.R.5. Em qualquer das hipóteses. o título ao portador ou transmissível por endosso. e multa. § 4 2. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. Ap. especialmente a autenticidade dos documentos. Ou alterar documento público verdadeiro. 296 exige a prova inconteste do dolo. § 22. secundariamente. ■ Selo: O selo de que fala o art. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. 30064. 297 pune é a material. documento público. ou em parte. há alteração ( modificação) do teor formal do documento. 297. nos documentos mencionados no § 32. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO Art. de dois a seis anos. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. vide § 1 2 . § 1 2 .

Quando a falsidade do documento público foi o meio para a prática de estelionato. ■ Confronto: Se o documento é particular. arts. vide Lei n 2 7. como o formalmente público mas substancialmente privado. de 14. Não há punição a título de culpa. 158). Documentos públicos por equiparação (§ 22 ) ■ Noção: Para fins penais. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar (incs. art. Se o documento público falsificado tem fins eleitorais. Como observa HUNGRIA.■ Noção: Buscando tutelar os interesses da Previdência Social e. Os livros mercantis. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração. 22 e 7 2 . no art. ■ Pena: Reclusão. 1959. ■ Inciso I: Pune a conduta daquele que insere ou faz inserir. São alcançados tanto o documento formal e substancialmente público. 171 do CP. Quanto à diferença que existe entre falsidade material e falsidade ideológica. divide-se a jurisprudência. O documento emanado de entidade paraestatal (as autarquias). Se a falsidade é ideológica e não material. I. desde que originariamente considerado público e atendidas as formalidades legais exigidas no Brasil. na folha de pagamento ou em outro documento de informações destinado a fazer prova perante a Previdên- . Esta causa de aumento de pena aplica-se.. Figuras equipa. As ações de sociedade comercial. Na escola tradicional é o "dolo genérico". vide nota ao art. 297 ■ Objeto material: E o documento público. de acordo com as formalidades legais. vide art. documentos públicos por equiparação legal (§ 2 deste art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. II e III). 298 do CP. 297. esta a absorve. 304 do CP. art. e. com a consciência de que pode causar prejuízo a outrem. Quanto á noção de Previdência Social. p.492/86. ■ Pena: A do caput. por sua localização. Igualmente. subsidiariamente. art. p. se os títulos forem falhos quanto aos seus requisitos essenciais. aumentada da sexta parte. tais documentos. 1978. nos documentos que enumera. nota promissória. d. ■ Concurso de crimes: a. Se a falsificação é de carteira de trabalho. Vide.737/65.).7. de dois a seis anos. vide nosso comentário no art. Prevalece o entendimento de que não há concurso com o crime de uso previsto no art. considerando-se como tal o elaborado. ou seja. radas (§ 32 ) punindo com as mesmas do caputaquele que inserir ou fizer inserir. Cause especial ■ Noção: Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. a Lei n 2 9. O título ao portador ou transmissível por endosso (cheque. As fotocópias ou xerox não autenticados não podem ser considerados documentos. vide nota ao art. mas somente "mediante cessão civil. 25). Falsidade Documental. E necessário exame de corpo de delito (CPP. fotocópias autenticadas e o telegrama emitido com os requisitos de documento público. 297). a vontade de falsificar documento público ou alterar documento público verdadeiro. ■ Tentativa: Admite-se. 266). warrant etc. são equiparados a documento público: a. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 299 do CP.587 Código Penal Art. traslados. Se a falsidade é usada como crime-meio para a prática de sonegação fiscal. não poderão ser equiparados a documento público (SYLVIO DO AMARAL. Se a falsidade é de títulos ou valores mobiliários. quando após certo prazo não mais podem ser transferidos por endosso. Também é incluído o documento público estrangeiro. e multa. somente ao caput e não aos crimes previstos nos pena (§ f°) §§ 32 e 4 °. dando lugar a quatro correntes diferentes (vide. acrescentou o § 3 2 a este art. v. 298 do CP. 2 também. b.983. do próprio beneficiário. 299 do CP. 168-A. b. por funcionário público no desempenho de suas atribuições. IX. duplicata.00. c. c. 327 do CP) e comete de aumento de crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. nota Concurso de crimes). deixam de ser equiparados a documentos públicos" ( Comentários ao Código Penal. 0 testamento particular (não abrange o codicilo). para fins penais. São também documentos públicos as certidões. 348 da Lei n 2 4.

os documentos mencionados nos incisos I. entre outras. Eventual omissão culposa. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. objeto material. nos documentos que enumera. o trabalhador avulso e o segurado especial. a qual. Em face da inserção deste § 3 2 no art. Não há punição a título de culpa. as alíneas g. ■ Inciso III: Tipifica como crime a conduta daquele que insere ou faz inserir. a falsidade empregada pelo agente neste § 3° é a ideológica.983. II e Ill. ■ Consumação: Com a efetiva inserção de pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. A omissão empregada pelo agente deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. ■ Inciso II: Incrimina a conduta de quem inserir ou fizer inserir. o Estado. o segurado e seus dependentes que vierem a ser prejudicados. na CTPS — Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a Previdência Social. por sua localização neste artigo. II e Ill. ■ Tipo objetivo: Enquanto o § 3 2 trata de condutas comissivas. ■ Objeto jurídico: A fé pública. que se refere ao conteúdo do documento. fictícia) ou diversa (diferente. b. Na escola tradicional é o "dolo genérico". em sua essência. ou seja. sob os mesmos títulos. 299. o contribuinte individual. distinta) da que deveria ter sido escrita. Vide nota. ■ Tipo subjetivo: O dolo. II e III). sujeito ativo e sujeito passivo: Vide notas. são segurados obrigatórios as seguintes pessoas físicas: o empregado. além dos já previstos no § 2°. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. II e Ill. ou de declaraçôes falsas ou diversas das que deveriam constar.212/91. não havia imposição de pena. A inserção de pessoa que não seja segurado obrigatório (inc. ■ Tipo objetivo: Ao contrário do caput. não incidirá a causa especial de aumento de pena do § 1 2 . I).213/91. 297 não se aplicam a fatos anteriores. CP. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar. 297 Código Penal 588 cia Social. no § 32. ■ Objeto jurídico. Outra figura equiparada (§ 49 ) ■ Noção: Este § 42 foi acrescentado pela Lei n° 9. nos documentos enumerados pelos incisos I. 5°. XXXIX e XL. Por força dos princípios da anterioridade e da irretroatividade da lei penal maléfica (CR/88. não configura o crime. nos mesmos documentos elencados no § 3 2 . 297.876/99 e n° 10. declaração falsa (contrária à realidade. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.Art. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de crime doloso. 1 2 e 2 2 ). Na primeira hipótese (a) só haverá crime se houver a omissão concomitante do nome dos segurados e de seus dados pessoais (nome + dados pessoais). 11 da Lei n° 8. II e Ill deste § reproduzem. 95 da Lei n 2 8. caput. os crimes previstos no § 3 2 do art. Tratando-se de funcionário público. para os quais. de 14.7. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. aplica-se apenas ao caput. punindo com as mesmas do caput aquele que omitir. ■ Tentativa: Não nos parece possível. o empregado doméstico. ■ Consumação: A partir do momento em que a inserção das informações referidas for juridicamente exigível pela legislação previdenciária e/ou trabalhista. ■ Irretroatividade: Os incisos I. o nome do segurado e seus dados pessoais. a sua remuneração. As condutas previstas nos três incisos são comissivas. no art. . representado pela Previdência Social. especialmente a veracidade dos documentos relacionados com a Previdência Social. a vontade de inserir ou fazer inserir. que cuida da falsificação de documento público. fruto de negligência. deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. do CP. h e ido revogado art. contudo. restaram equiparados a este. sob o mesmo título. c. ■ Objeto material: São os documentos elencados nos incisos I.403/02. as seguintes informações: a. ou de declaração falsa ou diversa da que deveria constar (incs. arts. secundariamente.00. esta figura equiparada incrimina condutas omissivas. De acordo com o art. em documento contábil ou em qualquer outro referente às obrigações da empresa perante a Previdência Social. art. atualizada pelas Leis n 2 9.

RT605/398). DJU 1. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Se o acusado não falsificou a carteira nem foi responsável por sua viciosa expedição. RT 589/399). pois é absoluta a impropriedade de ser o jornal considerado documento para fins penais (STF. neste estado. Contra: se há possibilidade de causar dano (STF. RJTJSP 155/304). p. Ap. No tocante à competência da Justiça Estadual. ■ I mpressos: Não há crime na posterior reedição de um jornal. 297 (TRF da 2 ? R. p. RT 525/332). TJSP. RT 587/302. 297. RT754/743). por ser crime de perigo. deve ser absolvido (TJPR.9. Contra: tratando-se de títulos de crédito. caput.769. RT759/687).94. 9799. Não configura o crime. ■ Placas ou chapas de veículos: Não são documentos públicos (TJSP.9. RTJ 108/156. 297 se o agente falsificou o documento mas o manteve guardado. independentemente da prova do uso (TRF da 2 ? R.788. 297 ■ Tentativa: Não se admite. p. TRF da 3 ? R. RJTJSP 78/368). 12.4. pois não estava credenciado a preenchê-lo (TJSP. mv — RJTJSP 122/507. sem potencialidade danosa (TJSP. Ap. o que demanda prova do perigo. PJ 44/263). 694/312. p. idem. 64221). DJU 24.86. RT 746/568). Jurisprudência ■ Documento público: É o formado por funcionário público. não ingressaram no mundo factual e. ■ Cheque assinado em branco: O agente que preenche cheque assinado em branco. conseqüentemente.581. Não configura o crime a falsificação grosseira que não causa prejuízos a terceiros (TJSP. RTJ 86/291).5. TJSP. Vide. RTJ 93/1036). TJSP. TJPR. no mundo jurídico (TJSP. Ap. Assinatura feita sem intenção de imitar é falso grosseiro. DJU 18. 6. que se aperfeiçoa independentemente do uso efetivo (TJSP. DJU 17. Ap. 0 impresso sob a forma de guia de recolhimento de prestações previdenciárias não possui as características de documento. RT701/303.96. ■ Consumação: E crime de perigo e se consuma no momento da falsificação. RTJ 108/156. Falsidade grosseira.11. 297. pois. não há necessidade da imitatio veri. PJ48/282).5. se os cheques preenchidos não chegaram a ser postos em circulação. RT 589/363).196. RJTJSP 103/442.. RT778/707). RT514/338). 15. 47851. inapta a causar qualquer prejuízo. TRF da 2 ? R. documentos públicos por equiparação (CP. DJU 15. in RBCCr 8/227-8. ■ Xerox não autenticado: Inexiste o crime. configura-se o delito (TRF da 1 ? R. DJU 3. RJTJSP 124/471). 13493. RT 606/328. DJU 30. TJPR. não produz efeito jurídico (TJSP.576. TJRJ. Não configura o crime a falsidade grosseira facilmente perceptível (STF. que deve ser grave e iminente.448. 6342).90. 5. RHC 3. mv — 695/302). Não . também. bastando que a falsidade seja hábil para iludir o homo medius (TJSP. após se apossar dele indevidamente. em razão do ofício.83). 299.. Carnês de contribuição previdenciária são (TRF da 2 ? R. vide jurisprudência intitulada Competência. a falsidade deve ser capaz de enganar o homem de inteligência e capacidade estritamente comuns (TJSP. in RBCCr 7/213. 13035). Requerimento endereçado à administração pública não é (TJSP. STJ. p. art. ■ Fax não autenticado: Não configura o delito do art. JSTJ e TRF82/469). 107. do CP.589 Código Penal Art.446. Se forem autenticadas. JSTJ e TRF62/500-1. RJTJSP75/317.. mv — 123/494..6. pois as reproduções fotográficas não autenticadas não constituem documentos (STF.. mv — RT 528/311). com atribuição ou competência para isso. RT 584/315. Para ser punível. Vide. incapaz de causar prejuízo a terceiros (TJSP. RJTJSP 152/295).. mv— RT646/268). para efeito penal (TFR. quando é falso grosseiro. lugar e matéria (STF. Pleno. mv — RJTJSP 80/417. Contra: Todos os crimes de falsidade são formais e de perigo concreto.. nota sob o mesmo título no art. TRF da 4 ? R. infringe o art. configura crime impossível por absoluta ineficácia do meio (TFR.90. p. Não é inócua nem grosseira a falsidade que surtiu efeito durante longo tempo (TJSP. RCr 63. ■ Guarda sem uso: Não se configura o crime do art. ■ Falsidade grosseira: Não é grosseira a falsidade que enganou seus destinatários durante longo período e que só pôde ser descoberta com exame acurado ou por pessoa com conhecimentos especializados (STF. Ap. § 29. também.94.

RT 571/308. condená-lo pelo delito do art. § 2°. . ■ Co-autoria: Comete o crime de falsidade documental o agente que manda falsificar documento público.863. RT 580/316 e 322). RT 750/582. b.80. RT 604/351. ■ Exame de corpo de delito: É necessário exame pericial. RT 521/361). Como se trata de questão das mais discutidas. que não é absorvido pelo uso na prática de outro crime (TJSP. existe concurso material (TJSP. TRF da 1 á R. Ap. se constituiu manobra para encobrir apropriação anterior (TJSP. DJU 19. TFR. 4855). Contra: há concurso formal (STF. Sem repercussão na órbita dos direitos ou obrigações de quem quer que seja. vide. RT 759/687). 779/548. pois. Ap. sob o título Concurso de crimes. não havendo falar em desclassificação para o crime de estelionato (STF. Só crime de uso (STJ. DJU 21. o crime do art. sem observância do art. fica absorvida por este (TJSP. 504/333). RJTJSP70/336). em tese. RT 513/357. 6953). Jurisprudência Criminal. Se o documento não foi apreendido. RTJ 114/1064. RT768/658).. RT 571/308). RT 530/395). TJPR. comete. 537/304. Todavia.90. Basta a potencialidade apta a enganar e a prejudicar. sem ser plastificada novamente. Ap. mv. RTJ 111/232. também. atua como agenciador de Carteira Nacional de Habilitação falsa. 297. JSTJ e TRF3/400). 3. pouco importando que a ação física da falsificação tenha sido realizada por terceiro (TJRJ.4. usada como meio para o crime de sonegação fiscal. TFR. ainda que de forma indireta. RT 552/409. TJSP. p. mv — RJTJSP 120/507. jurisprudência na nota ao art. 297 Código Penal 590 se perfaz o crime. e desenvolvida a defesa. RT 755/550). DJU 30. admite-se a tentativa (TJSP. p.79.558. ■ Mutat/o //be//% Imputado ao acusado. não podia sentença. RT 760/616). responde como partícipe.90. TJSP. há falsidade grosseira. p.355. PJ 48/308. a confissão do acusado (TRF da 4á R. p. Ap. RT757/510). se constituiu meio para a prática do desfalque (H. 297. DJU 18. há controvérsia quanto a qual dos dois crimes ficará sujeito: a. 297 plurissubsistente. sem a potencialidade de prejuízo para outrem (STF. mesmo não praticando nenhuma das condutas previstas no art. não bastando.9. 384. caput. 7526. 91/814). RT 575/472). com o intuito de iludir outras pessoas. RTJ98/852. sequer. nessa linha.377. ■ Concurso com peculato: O peculato absorve a falsidade.9.79. ■ Capacidade de prejudicar: Não há falso punível. TRF da 2á R. 21397. o exame de corpo de delito direto pode ser suprido pelo indireto (TJSP. o crime do art. RT 525/349). Só crime de falso (STF. ■ Concurso com o crime de uso de documento falso: É pacífico que o agente que falsifica e usa não pode ser punido pelos dois crimes (TJSP. 6. o falso não é punível. 297.. 297. II. RT 698/340). b. Ap. p. RT620/276. FRAGOSO. ■ Participação: Aquele que. durante todo o curso do processo. 2. 1979. Não configura o crime o falso sem aptidão para causar prejuízo (TJSP. RT 499/308). RJTJSP 91/480).6. 304. RT 758/633). fornecendo sua foto. DJU 29. n° 375.Art. sendo inapta a contrafação (TJPR. TJSC.182. 171 do CP. TJSP. ■ Concurso com estelionato: A falsificação e uso de cheque caracteriza o crime de falsificação de documento equiparado ao público. RT 518/347). na denúncia. PJ 47/278). confirmada pelo acórdão recorrido. ■ Concurso com apropriação indébita: Há duas correntes: a.. sendo dispensável o efetivo dano (TJSP. RT 539/284. 8275). sob pena de nulidade ou de não comprovação da materialidade do fato (STF. ■ Tentativa: Sendo o crime do art. ■ Concurso com sonegação fiscal: Qualquer espécie de falsidade. 539/276. RT 550/272. do CPP (STJ. não é ilícito penal (TJSP.9. mediante a substituição da foto. a não ser que o documento tenha um mínimo de idoneidade material que o torne aceitável (TJSP. A sonegação absorve a falsidade de documento público (TJSP. v. 3. previsto no art. ■ Substituição de foto: O agente que altera cédula de identidade de terceiro. TJSP. 3. que se compõe de etapas e não é passível de execução por um só ato material. sua colaboração contribuiu para a consumação do delito (TJMG. Se a carteira de identidade teve o plástico arrancado e a foto substituída por outra.

94. para vender a coisa ■ furtada.508. 297 do CP (TJSP. 20126-7). mv — DJU 5. há concurso material (TJSC. por tratar-se de delito formal. 2883. ■ Registro de inquérito policial: A escriturária de delegacia de polícia que. RT 609/307. 297 (STJ. pela troca da foto. p. RT 523/443).196. 1397). Ap.5. 528/311). RT 543/386.5. há duas posições: 1 á) E falsidade material de atestado ou certidão. ■ Competência: Se a falsificação é praticada em detrimento de órgão estadual. (STJ. TJSP. e multa. 581/281). 297 e 298 ■ Confronto com falsa identidade: Sendo verdadeiro e não forjado o documento de identidade. por uma do réu. JSTJ e TRF79/327.82. Documento de estabelecimento particular de ensino: a competência é da Justiça Estadual (STJ. . TJSP. DJU 12. 2á) E falsidade de documento público.698. TJSP. Súmula 104: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". RJTJSP 157/301. de um a cinco anos.9. 592/304. in RBCCr6/234. RT774/560). não se admite a extinção da punibilidade pela reparação do prejuízo. 560/323. é da Justiça Estadual e não da Federal (STF. adultera registro de inquérito policial.90. a competência é da Justiça Estadual. 299). mv— DJU 28. jurisprudência no art. configurando-se o art. CComp 765.96. p. REsp 1. DJU3. mas apenas adulterado quanto à fotografia. RT 649/266. TRF da 3 2 R. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena — reclusão. Configura crime continuado e não concurso material a conduta do agente que falsifica dois documentos públicos na mesma ocasião. no todo ou em parte. p.4.9.. 14630. Vide.909. Contra: compromete a materialidade e individualização do documento verdadeiro.856. da fotografia originalmente constante de certificado de dispensa de incorporação do Exército. do CP (STF. 4. A simples anotação falsa na carteira de trabalho.426. Falsificar. E preciso que pratique o crime em face das facilidades proporcionadas pelo desempenho do ofício (TJSP. ■ Reparação de prejuízo: No crime de falsificação de documento equiparado ao público. para matrícula em escola superior ou ingresso em cargo público. Ap.679. prevista no art. substituindo-o pelo de outro.90. ■ Certidão ou atestado escolar: Quanto à falsidade de atestado ou certidão de aprovação ou conclusão escolar. TJSP. p.11. p. é competente a Justiça Federal (STF. 64221. TJSP. ainda que o documento seja expedido por repartição pública federal (TJSP.89. o delito é o do art. De Carteira Nacional de Habilitação é da competência da Justiça Estadual. RT 519/311). 7791). 3640. RT528/346). RT715/435. pp. 3621. Quanto à competência. sob o título Substituição de fotografia em documento.80. também. 11. RT758/547). 2 ti pifica o crime do art. prevista no art. DJU21. 298.497. mesmo que esta tenha ocorrido antes do início da ação penal (STF. 612/316. RJTJSP101/500. 102/401). ■ Certificado de dispensa do Exército: A substituição. DJU 2. p. RHC 59. 297 (TRF da 4 R. ■ Crime continuado: E crime único e não continuado a falsificação de várias assinaturas para a realização de um único fim (TJSP. que não acarreta lesão à União. CJur 6. mv — RJTJSP 162/305). mv — RJTJSP 113/561.591 Código Penal Arts. 307 (falsa identidade) e não o do art. Ap. 307 do CP. não desloca a competência para a Justiça Federal carteira de trabalho. 297. incorre no art. rasurando o documento a fim de excluir o nome do indiciado. pois se trata de documento emitido por órgão estadual de trânsito (STJ. RT 755/550). TJDF. pelas mesmas condições de tempo e lugar (TJSP. vide nota no art. RT 512/455. § 1 2. ED 13. 4741.3. p. §1 2 (TJSP. agindo a mando de escrivão-chefe. mv— RTJ 101/559. RT 490/291).. RT530/434. Concurso com furto: Se o falso é cometido posteriormente. 107. Se de taxa rodoviária única. in RBCCr 16/377 — hipótese de passaporte). 297 do CP (TJPR. CComp 6.5. DJU 23. 301. Pleno. RT 707/377). RT527/311). DJU 5.90. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR Art. p. DJU7. mv— RT 573/344.3. sobre ■ Funcionário público (§ 1 4): A exasperação do § 1 2 requer que o agente se tenha prevalecido da função para a prática do crime (STF.94. TFR.

■ Sujeito passivo: O Estado primeiramente. previsto no art. Para a lei penal. no art. ao contrário. caput). 79 da Lei n 2 9. c. 297. à exceção do objeto material. p. Lei n° 4. E irrelevante o meio empregado para escrevê-lo. Relevância jurídica. e multa. b. especialmente a autenticidade dos documentos. Se a falsidade é ideológica e não material. b. desde que seja idôneo para a documentação. 297 do CP). ■ Confronto: Se o documento é público. O próprio dccumento público. que cria um documento novo.Art. secundariamente. § 2 2). O escrito anônimo não é documento. poderá ser considerado documento particular. E necessário que seu conteúdo seja juridicamente apreciável. 299 do CP. Na falsidade ideológica. embora não precise ser indelével. aplicando-se. 171 do CP). a forma do documento é verdadeira. como também não o é o escrito ininteligível ou desprovido de sentido. que possa ter conseqüências no plano jurídico (idem. 1965. ■ Pena: Reclusão. dotado de significação ou relevância jurídica" ( H. isto é. documento "é todo escrito devido a um autor determinado.737/65. que é alterada. Que tenha autor certo. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso. Forma escrita. FRAGOSO. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 304 do CP. não nas ideológicas. de um a cinco anos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 349 da Lei n 2 4. as gravações.615/98. a pessoa prejudicada pela falsidade. 299 do CP. No caso de reprodução mecânica é indispensável a subscrição manuscrita. não se considerando documentos os impressos. 89 da Lei n 2 9. pinturas etc. Quando a falsidade foi o meio para a prática de estelionato. 298 Código Penal 592 Falsificação material de documento particular ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. enquadra-se no art. art. insere-se neste art. são requisitos do documento: a. ■ Diferença entre falsidade material e ideológica: Por muitas razões. contendo exposição de fatos ou declaração de vontade. 297. pp.099/95). Exame de corpo de delito. Exige-se certa permanência. considerando-se como tal o que não está compreendido como documento público (art. ou que não é a este equiparado para fins penais (art. Se o falso em documento particular é material. A simples assinatura em papel em branco não é documento. Se a adulteração é referente a resultado do jogo de bingo. ■ Tipo objetivo: As condutas previstas são idênticas às do artigo anterior. Não se incluem as fotografias. ou é forjada pelo agente. A modalidade do falso (material ou ideológico) repercute no cabimento de incidente de falsidade (CPC. d. art. 988/91). 3. é importante observar a distinção que existe entre o falso material e o falso ideológico: a.729/65 ou 8. Não há forma culposa. as reproduções fotográficas (xerocópias) não autenticadas de documentos. Só é indispensável nas falsidades materiais. a idéia ou declaração que o documento contém não corresponde à verdade. Como assinala o mesmo autor. 297. 2. no art. no todo ou em parte. a seguir indicado. Se a finalidade é sonegação fiscal. 299. 297 do CP. transportável e transmissível.137/90. Seu conteúdo deve expressar manifestação de vontade ou exposição de fatos. ■ Objeto material: É o documento particular. v. mas seu conteúdo é falso. que consiste na vontade de falsificar ou alterar. Na falsidade material. Se a falsificação tem fins eleitorais. art. o que se frauda é a própria forma do documento. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração. ■ Tentativa: Admite-se. o que foi comentado com relação à falsificação de documento público (vide nota ao art. IV. segundo a doutrina e jurisprudência dominantes. aqui. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Na escola tradicional é o "dolo genérico". art. No cível. 988). . mas se é ideológica. ■ Objeto jurídico: A fé pública. há entendimentos divergentes (vide nota Concurso de crimes. com consciência da possibilidade lesiva a interesse de terceiro. Deve o escrito ser feito sobre coisa móvel. quando nulo por falta de formalidade legal. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 298. Quanto à capitulação penal. incide no art. e. 390). vide art. se for ideológico. A identificação deve advir da assinatura ou do próprio teor do documento. Se a falsidade de documento público é material. Necessita exame de corpo de delito. Efeitos da distinção: 1.

446. RJTJSP 176/320-1). valendo-se de identidade alheia. o do art. isto é. n° 237. ■ Papel assinado em branco: É falso material e não ideológico a conduta de quem se vale de papel assinado em branco para forjar documento que não lhe fora confiado para posterior preenchimento (TJSP. RT513/367). se apurada a autoria ou mesmo para imputação do crime de uso de documento falso. é seu teor ideativo ou intelectual (STF. quando não autenticadas. e não. 297 do CP. sob os títulos Xerox não autenticada e Impressos. RT729/522. RT 528/321). v. Quando esta é alterada. ■ Concurso com crime de uso: Não há concurso entre falsidade e uso do documento falsificado (TJSP. 297 do CP. RJTJSP 104/440. RJTJSP 181/270. RT571/310). e não a partir de sua utilização. 298 Jurisprudência ■ Documento: As fotocópias e outras reproduções mecânicas. Se o papel firmado em branco não foi confiado ao agente.593 Código Penal Art. Quem cria documento. 299. necessário para tornar possível a aceitação do falso por verdadeiro e enganar não apenas um indivíduo ou um grupo determinado de pessoas. RT 495/292). na confecção desta e não quando do registro (STF. Os representante sindicais que procedem à lavratura de ata de assembléia. visível. ■ Consumação: Consuma-se com a efetiva falsificação ou alteração. forjada ou criada. 651/260). RTJ 122/557). sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia. ■ Falsidade grosseira: O crimen fa/si só existe quando realizado com um mínimo de idoneidade material. FRAGOSO. Não há. DJU 30. ■ Concurso com crime de tóxico: A falsidade de receita médica para a compra de entorpecentes é absorvida por esta (TJRJ. alheios à prova de qualquer direito ou obrigação. do documento. ■ Concurso com perturbação de concorrência pública: Inadmissível a absorção da falsificação de documento particular pelo delito do art. Jurisprudência Criminal. não bastando simples rabisco (TJSP. RJTJSP 157/304. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade objetivou ocultar apropriação anterior. RJTJSP 108/471). 616/295. JC 69/515). assim como papéis totalmente datilografados ou impressos sem assinatura (TJSP. RHC 3. necessidade de que resulte prejuízo efetivo (TJSP. p. ■ Concurso com estelionato: Vide jurisprudência no comentário ao art. mas não havendo prova da autoria do delito. cometem apenas o crime do art. na ideológica. enquanto o falso ideológico diz respeito ao conteúdo do documento (STF. tranca-se a ação penal. RT 510/348).95. também. pois as declarações falsas contidas na ata compõem o próprio documento particular falso (TJSP. também. e não à forma. visto que a alteração falsificada foi submetida a registro na Junta Comercial (TJSP. porém. 13493). que não ocorreu. o crime é de falsidade material e não ideológica (TJSP. O falso material envolve a forma do documento. RT 507/341). ■ I mitação do verdadeiro: E necessária a imitação do verdadeiro. II. . Basta a possibilidade de causar dano (TJSP. levando-a a registro e arquivamento em cartório. mas a coletividade em geral (TJSP. RT637/265). 1979. Vide. comete falsidade material e não ideológica (TJSP. RT 774/586). RT 571/308. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. RT519/320). RTJ 124/976). RF257/295). jurisprudência no art. ■ Distinção entre falsidade material e ideológica: Na falsidade material o que se falsifica é a materialidade gráfica. Não podem ser objeto de falso os documentos juridicamente inócuos. no caso de escritura. Não se configura a falsidade se o agente não teve a menor preocupação de imitar a letra da vítima (TJSP. 335 do CP (TJSP. para criação de novo sindicato. RTJ 105/960). RT 522/359). ■ Autoria da falsidade: Estando comprovada a falsidade da assinatura da vítima na alteração do contrato social da empresa. TJSC. 514/321). TJSP. ■ Capacidade para prejudicar: Não há falsidade sem capacidade para causar prejuízo (H. não são documentos por sua inaptidão probatória (STJ.5. mas este dele se apossou. RT 580/322). A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. 171 do CP. 298. é ação posterior irrelevante (TJSP. Vide jurisprudência na nota ao art. ou alheios a fato com efetiva ou eventual relevância na órbita jurídica (TJSP. PT770/551).

■ Sujeito passivo: Primeiramente. Contra: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". 89 da Lei n° 9. IV.743. O agente.8. sua falsificação é de documento público (STF. e multa. Inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. 12047). aumenta-se a pena de sexta parte. em documento público ou particular. com o objetivo de ingressar em instituição de ensino superior. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. fazendo com que outrem insira a declaração falsa ou diversa. ser quem redige o documento. configurando o interesse da União (art. RHC 62. RTJ 122/557). seria suportado exclusivamente pela empregadora. no art. especialmente a genuinidade ou veracidade do documento. c. Se o prejuízo causado pela falsificação de atestado médico do INAMPS. mas o agente atua indiretamente. não precisando. pois está sujeita à fiscalização federal. No crime deste art. comentário com o título Diferença entre falsidade material e ideológica). Parágrafo único. DJU 2. A conduta é omissiva. necessariamente. e tenha por objeto fato juridicamente relevante. p. ■ Competência: Compete à Justiça Federal processar e julgar o crime do art. 297 e § 22 do CP) ou o documento particular (vide nota ao art. secundariamente. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. embora particular. pois "uma simples . da CR/88) (STF. 298. 298 do CP). Omitir declaração que dele devia constar. de um a cinco anos. RTJ 121/110). Se o agente for funcionário público. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. e não o falso material (vide. 299. ■ Reconhecimento de firma: Mesmo em documento particular. 299. 299 incrimina é a ideológica. se o documento é público. torna-se este indispensável e sua falta induz nulidade absoluta. Se o agente é funcionário público. RT 747/603). ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art. posto que o exame é essencial à apuração da verdade e à decisão da causa (STF. b. e reclusão de um a três anos. 298 e 299 Código Penal 594 ■ Exame de corpo de delito: O crime de falsidade material requer exame de corpo de delito (STF. 298 do CP. o Estado. coloca) declaração falsa ou diversa da que devia ser consignada.Arts. a fim de justificar faltas ao trabalho.85. ou seja. São três as modalidades alternativamente previstas: a. e multa.099/95). insere (faz constar. FALSIDADE IDEOLÓGICA Art. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput (art. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena — reclusão. Omitir. com o fim de prejudicar direito. Fa/sidade ideológica ■ Objeto jurídico: A fé pública. é indispensável que a falsidade seja capaz de enganar. Estando os documentos à disposição para exame. O comportamento é semelhante. RJTJSP 174/307). a pessoa prejudicada pela falsidade. Fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. declaração que dele devia constar. "é mister que a declaração falsa constitua elemento substancial do ato ou documento". O agente omite (silencia. vide parágrafo único. se o documento é particular. Em qualquer das modalidades. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. que se refere ao conteúdo do documento. 109. diretamente. não menciona) fato que era obrigado a fazer constar. o objeto material é o documento público (vide nota ao art.

841/99. ■ Tentativa: Admite-se. 163). Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". ■ Falsidade de registro civil (registro de filho alheio como próprio): A chamada adoção à brasileira. 350 da Lei n°4. 66 da Lei n° 9. criar obrigação ou alterar a verdade (vide Tipo subjetivo). vide art. que consiste na vontade livre e consciente de omitir. 1995. a inscrição de nascimento inexistente configura só o crime do art. salvo na modalidade de omitir declaração (nesse sentido: DAMÁSIO DE JESUS. responderão como co-autores de crime de falsidade o gerente e o administrador de instituição financeira ou assemelhada que concorrerem para que seja aberta a conta ou movimentados recursos sob nome falso (/). vide Lei n° 7.605/98. Figuras qua/ifi.327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. 299 mentira. ■ Remição de pena: Declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido. 1995. Como consigna a lei. . Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. vide art. inócuo. ■ Microempresa: Nos termos do art. 54. 33 da Lei n° 9. reclusão. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Tratando-se de afirmação falsa ou enganosa. objetivando os benefícios da mesma. o falso ideológico deve ter a finalidade de prejudicar direito. p. v. vide nota ao art. será "um dado supérfluo. indiferente" ( MIGUEL REALE JÚNIOR. e multa. 299 do CP (LEP. antes enquadrada neste art. Ill. caracteriza o crime do art. ou omissão da verdade. 1959. também não admitindo a tentativa na modalidade de inserir. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso do art.015/73. MAGALHÃES NORONHA. in RT 667/250). Quanto à simulação. Se há fins eleitorais. caso contrário. e JÚLIO F. Quanto ao concurso com estelionato. calas (parágra. o falso será material. caso contrário. Todavia.595 Código Penal Art. VII. contra. 242 do CP. 299 do CR ■ Contas bancárias "fantasmas": Segundo o art. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante"). reclusão. 242 do CP (vide nota a esse artigo).898/81 inseriu no art. ■ Pena: Se o documento é público. parágrafo único. e multa. Manual de Direito Penal. Se o documento é particular. 241 do CP. Direito Penal. 1995. A alteração da verdade deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direito. 299. 9 2 . Lei n° 4. de um a três anos..■ Duas são as hipóteses: a. 304. Se a falsidade ideológica é para fraudar a fiscalização ou o investidor de títulos ou valores mobiliários. art. 53). p. Na hipótese de abuso de folha assinada em branco. o delito do art. segundo orientação dominante. e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("com o fim de prejudicar direito. 242 do CP. v.137/90. Direito Penal. p. IV.383/91. de um a cinco anos. 64 da Lei n°8. IV. ■ Consumação: Com a efetiva omissão ou inserção. constitui o crime do art. sob igual título. b. 166. Se a fo ún/co) falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. v.729/65 ou 8. v. ■ Confronto: Se o fim é sonegação fiscal. de pessoa física ou jurídica inexistente (Il) e de pessoa jurídica liquidada de fato ou sem representação regular (Ill). e a falsidade posterior ao parto suposto ou à supressão ou alteração de direito de estado de recém-nascido. p. não é pacífica na doutrina a sua caracterização como falsidade ideológica (contra: BENTO DE FARIA. 237). por parte de funcionário público em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental. art. Não há forma culposa. 171 do CP. 1985. não constituirão" ( MAGALHÃES NORONHA. que a Lei n° 6. Código Penal Brasileiro. exige-se que se trate de papel entregue ou confiado ao agente para preenchimento. art. é atualmente objeto de definição penal especial. ■ Ação penal: Pública incondicionada.492/86. a falsidade de declaração prestada. v. São assentamentos os indicados na Lei n° 6. mera irregularidade. Se o crime é o de registro de filho alheio como próprio. inserir ou fazer inserir. MIRABETE. Direito Penal. IV.737/65. p. 130). simples preterição de formalidade etc.

00. 491/292). Se o agente cria documento. se depender. mv— RT691/342. que é o fim de prejudicar direito. não caracterizam o delito: a.. A falsa declaração em requerimento de atestado de residência (TJSP. ainda. ■ Falsidade "culposa": Não há falsidade ideológica culposa (TJSP. com o fim de obter emprego em empresa privada. 4. 642/283.4. o falso é material e não ideológico (TJSP. RT779/634. A declaração prestada por particular ao funcionário. RT 792/722). HC 278. 111. Não há crime de falso na petição de advogado que . A denúncia deve referir-se ao elemento subjetivo. jurisprudência com igual título no art. RJTJSP 81/367). JSTJ e TRF89/415). IBCCr 100/524). 298 do CP. ■ Tipo subjetivo: O crime de falsidade ideológica só se perfaz como dolo específico (STF. 543/331). in Bol. já que tal afirmação dependia de averiguação por parte do funcionário (TJSP. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. de que o título extraviou-se (TJSP. g.10. Vide. RT 525/349). enquanto a ideológica diz respeito ao conteúdo do documento (STF. contendo informação falsa sobre a residência do requerente (TRF da 1 á R. Serão partícipes do crime só se tiverem agido com conhecimento da falsidade. A simples declaração de endereços falsos em TRF38/481.988.Art. RT 513/367). ■ Requerimento ou petição: Ainda que contenha informação inverídica. RJTJSP 170/297). 2 com vistas a se habilitar a cargo de mando em instituição financeira (TRF da 3 R.15.2.. 157/304.701-3/0. Não há falsidade ideológica sem consciência da falsidade (TJSP. RT508/327). RT 537/301). RT 719/390. TJRS. 166. RT 649/247).. h. para produzir efeito jurídico com força probante.90.. á ■ Consumação: Consuma-se pela inserção da declaração falsa (TRF da 4 R.. RTJ 105/960). do CP. mv— DJU25. 24. TJMG. A declaração.762-3/1 in Boi IBCCr 89/441. 299 Código Penal 596 ■ Prescrição: Tratando-se de falso em registro civil. TJSP. A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. DJU ■ Documento sujeito a verificação ou comprovação: Não existe falso ideológico em documento sujeito a verificação (TJSP. Há ressalva. RT672/292. RT 524/344). na presença de testemunhas. sob pena de inépcia (TJSP. forjada ou criada. deve valer por si só. ■ Pena: A do Caput. TRF da 3 2 R. Jurisprudência ■ Distinção entre falsidade ideológica e material: A falsidade material envolve a forma do documento. 590/334. RTJ 115/171. não é idônea para configurar o crime de falsidade ideológica (TJMS. A inserção em carteira de trabalho de falsos vínculos empregatícios. pp. por sujeitar-se à pronta averiguação (TJSP. 24360-1). mv RTJ 143/129-30). de comprovação. RCr 17. 7839). e não à forma. em pedido de concordata (TJSP. 0 pedido de registro de nascimento sujeito a verificação judicial (TRF da 4 . mv— RJTJRS 165/78. A declaração prestada pelo agente de que o protesto referia-se a homônimo (TJSP. Quando esta é alterada. 0 preenchimento de questionário junto ao Banco Central. TJMG. RT733/543). no caso de declaração perante o registro civil. e.R. RJTJSP 84/384). O requerimento dirigido à OAB para fins de registro.. ■ Concurso de pessoas: Note-se. RT 537/272). JSTJ e 165/121).90. j. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante (TJSP. vide nota ao art.481.2d. para tais fins. Assim. f. TJRS. A declaração de não estar respondendo nem ter respondido a nenhum inquérito policial. interpretando que a possibilidade de verificação da verdade só se aplica quando esta é apurável por meio de confronto objetivo e concomitante da autoridade (STF. c. Ap. RT779/548. RT 519/363). TRF da 3 R. pois aquela declaração não é documento (TJSP. feita em documento público ou particular. mas se valendo de identidade de outrem. p. Ap. 2 RJTJSP 124/524-7. IV. RT602/336. simples requerimento ou petição não é considerado documento para efeitos penais (TJSP.. TRF da 1 2 R. que estas são testemunhas da declaração e não do fato declarado. aumentada de sexta parte. RJTJRS declaração cadastral não é falsidade ideológica. JSTJ e TRF39/451. ou a declaração de não possuir títulos protestados. Não pode haver participação culposa (TJSP. JSTJ e TRF77/486). b. RJTJSP 170/297. RT701/317. RJTJSP 107/432). e por esse motivo.

in RBCCr6/234). ou era ineficaz. potencialidade lesiva (TRF da 4 2 R. pois não beneficiou o agente nem prejudicou terceiros (TJSP. mv— JSTJ e TRF 52/203-11). 298 do CP. RT 763/705). não configura o crime do art. RT 609/319. p. 17. RT767/584). Não há crime.963. RT641/388. Ap.9. se o falso era grosseiro.. TRF da 22 R. p. RT760/681). RJTJSP 81/365). Configura-se. se não havia possibilidade de prejuízo. TRF da 3 R. 299 a falsidade de documento particular de cessão ao portador de direitos hereditários. 1 0. 299. 15. RT 641/388. 299. j. . porquanto as falsificações. é falsidade material (TJSP. 4798. pois esta não quis prejudicar direito. 64215.. ■ Dano potencial: a. pois tal cessão só se opera mediante escritura pública (TJSP. O falso ideológico exige que seja verossímil (TJRJ. não apresentam. A conduta do agente que presta declaração inverídica a respeito do seu domicílio. a existência de dois boletins de ocorrência a propósito do mesmo fato não constitui falsidade ideológica. RT585/334). ■ Capacidade para enganar: Inexiste o crime do art. que estava dirigindo (STF. e 18 do CPC (TJSP. 15894. Não é falso ideológico a assinatura verdadeira de fichas em branco (TJSP. neste caso. p. praticando falsidade ideológica o pai que. se os documentos não apresentam contradição e um deles não foi subscrito pelo acusado (TJSP. mas apenas ressarcir-se daquilo que achava justo (TJSP. TJMG. ainda que não resulte efetivo prejuízo ou lucro (TJSP. mv— RT 523/326). RT 499/307). como garantia de jóias entregues em consignação. JSTJ e TRF38/481).99).85. se o papel fora confiado ao agente. Não há crime. incapaz de enganar e causar prejuízo (TFR. TJSP. ■ Crime único: Não respc idem por falsidade em concurso material os agentes que se utilizam de oito falsificações para instruir um único pedido de autorização para sorteio de carros. 0 fato jurídico relevante não basta ser indicado apenas hipoteticamente. A falsidade inócua.597 Código Penal Art. RT704/410.2. TJSP. bastando a potencialidade de evento danoso (STF. RT 559/368). II. b. reprodução fotográfica. JM 131/480). o dano é pressuposto da falsidade (STJ. 299. em vista do fim a que se destinava (TJRS. RJTJSP 157/304). Ainda que mal explicada. mas se este se apossou do papel. ■ Nota promissória assinada em branco: 0 preenchimento do valor e data de vencimento de nota promissória assinada em branco pela vítima e deixada com a acusada. Não tipifica o crime do art. vide nota ao art. afirma ser ele. TJSP. 299 nega a autenticidade de assinatura verdadeira. mv— DJU 17. RT760/593). A falsidade ideológica não exige dano efetivo. RT613/311). já que não é potencialmente lesiva nem prejudica direitos ou cria obrigações (STJ. RT553/401. 81. objetivando permitir o licenciamento de veículo em local diferente do imposto pela legislação de trânsito. Ap. sem qualquer repercussão na órbita dos direitos e das obrigações de quem quer que seja. sob o título Papel assinado em branco..071. 256.173. ■ Microfilme: Inexiste a materialidade do delito se o documento é apenas um microfilme. JSTJ e TRF 35/339.9.92. com intuito de afastar óbice à percepção do seguro. RT543/321. mv — RJTJSP 81/366). DJU 27. RT 783/582). ao menos. que não pode dar ensejo à responsabilidade penal (TRF da 22 R. DJU 2 19. se os documentos não estão revestidos das características que os tornam hábeis a enganar (TJSP.995-3/3. não constitui ilícito penal. CEsp. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Ap. não caracteriza o delito do art. ■ Assinatura de papel em branco: O preenchimento de folha de papel assinada em branco é falsidade ideológica. restringem-se as conseqüências da hipótese aos arts. isoladamente.. ■ Inidoneidade do falso: E impunível a falsidade ideológica que não tenha. RJTJSP 175/148). potencialidade de dano (TJSP. p.11. ■ Boletim de ocorrência: E documento público. 765/592.8. por ser o seu uso inócuo (TRF da 32 R. 6. embora contenha em si ostensivamente o requisito da alteração da verdade documental (TJSP. DJU 3. TJSP.94. Quanto ao abuso de folha assinada em branco.96. STJ. RJTJSP 174/314-5.. 25938. RT531/328). TJMG. Ap. Não há crime de falso ideológico se inexistiu dano. RT 520/370). e não o filho menor.

DJU 17. 301 do CP. RT 651/306). não sobre juízo de convicção (TJMT. por prevalecer a data firmada por oficial de justiça. RTJ 125/184. ■ Declaração de pobreza: Firmada pelo acusado para beneficiar-se da justiça gratuita. RCr 4. 39 do CP) não configura o delito do art.988. ou sobre fatos a respeito dos quais o documento não se destina especificamente a provar: era caso de pessoa que alegara haver perdido a carteira de habilitação quando. 299 a aposição de data falsa de intimação em mandado judicial.140. ■ Habilitação de casamento: A declaração feita em processo de habilitação de casamento. DJU 1. ■ Diploma superior: A falsidade ideológica de diploma de estabelecimento de ensino superior apto a receber registro no MEC é de documento público (TRF da 4á R. tendo em vista o preceituado no art. de que o pai da noiva encontrava-se em lugar ignorado há mais de quinze anos. 299.419. ■ Xerox não autenticado: O agente que.11. 4. 4. Ap. mv— JSTJ e TRF 52/203). que não existe in incertam personam (STJ. in RBCCr 10/221). ■ Defesa prévia: Não configura falsidade ideológica a apresentação de defesa prévia com rol de testemunhas presumidamente fraudulento.. HC 84. RJTJSP 183/294). RT781/648). além dos elementos materiais que configuram o crime. conforme a sua modalidade (TFR. não configura o delito deste art. HC 84.81. ■ Registro de menor "adotado": O registro de filho alheio como próprio passou a ser tipificado pelo art. RT 605/269). insuficiente para caracterizar o estelionato. 3027.95. p. por não possuir a peça processual natureza de documento (TRF da 3 2 R.. RT546/344). 5314). em depoimento pessoal. ■ Relevãncia: A falsificação precisa ser relativa a fato juridicamente relevante (TJSP. ■ Depoimento pessoal: A omissão da verdade ou inverídica declaração. de dados pertencentes a pessoas diversas daquelas cujas fotografias foram apostas nos documentos. pois reprodução fotográfica não autenticada não constitui documento (TJSP. RT 613/311). não configura falso ideológico (STJ. 299 do CP (TJSP. na verdade. 299 o fornecimento. TRF da 1 2 R. que goza de fé pública (TRF da 3 2 R. 299 Código Penal 598 ■ Denúncia: Não basta que a denúncia indique o elementar "fato jurídico relevante" apenas hipoteticamente (STJ. A denúncia deve abranger.2. a descrição do elemento psicológico do tipo. opina pela necessidade de tratamento ou de repouso. mas sim o do art. após solicitação de autoridade policial. RT 690/320). Não constitui falsidade a mentira em declarações meramente enunciativas. p.6. ■ Passaporte: Caracteriza o delito do art.. p. in RBCCr 10/221). JM 131/480). identificando o código da doença. RT 776/530). 24360-1). RT784/603). ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art.2. E ensinamento doutrinário que sobre o fato doença é que o falsum deve versar. RT595/336). RJTJSP 170/336. Ap. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Não tipifica falsidade ideológica o atestado médico que. de gabaritos em vestibular não tipifica crime de falsidade ideológica. não se enquadra no art. também. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. em que consistiu o fim do agente. a eventual fraude mostra-se.102. TJMG. esta fora apreendida (TJSP. RT 780/707).10. ou seja. Contra: depende.Art. DJU 26. RT 783/754). para emissão de passaportes. sem potencialidade para prejudicar direito. não comete o crime de falsidade ideológica nem de uso de documento falso. apresenta simples fotocópia de carteira da OAB pertencente a pessoa já falecida e preenchida com os dados pessoais do acusado. 299 (TJSP. ■ Exame pericial: A falsidade ideológica dispensa a prova pericial (STF.. pp. mv— RT758/502. ■ Vestibular ou concurso público: O preenchimento. p. CEsp. 130 da LEP (TJSP. 299 do CP (TJSP. ■ Mandado de intimação: Não caracteriza o crime do art. TJSP. 242 e não mais pelo art. 3027. sob pena de inércia (TJPR.140.81. 11957. através de "cola eletrônica". pois neles não foi omitida.90. DJU 1.95. visto que estes são autênticos em sua forma e falsos em seu conteúdo (TRF da 1 2 R.. inserida ou feita declaração falsa diversa da que deveria ser escrita. 0 fato . DJU 4.

sob os títulos Autodefesa e Para ocultar o passado. 307 do CP (TJSP. no exercício de função pública. 300. e multa. como crime-meio. de 30. secundariamente. RT643/330). se o documento é particular. absorve aquele (TRF da 5 R. para beneficiar o menor (vide jurisprudência na nota ao art.81. vide art. ■ Concurso com sonegação fiscal: Se usado para sonegação fiscal. DJU9. atribuído a empresa privada".87.099/95). RT697/288. ■ Concurso com estelionato: Há quatro correntes diversas ( vide.599 Código Penal Arts. 307. que só se costuma reconhecer em casos de testamento de próprio punho. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é reconhecer (atestar. ■ Confronto: Se há fins eleitorais. se o documento é público. desclassifica-se para o art. Fa/so reconhecimento de firma ou letra ■ Objeto jurídico: A fé pública. RJTJSP 154/285). também. e. nota Concurso de crimes). ■ Concurso com corrupção: Em se tratando de delito-meio. ■ Competência: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". TJSP. p. a pessoa prejudicada. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário com fé pública para reconhecer (crime próprio). ainda que eventual. ■ Concurso com falsa identidade: Se o acusado compareceu em juízo sob falso nome. 242 do CP). como delito-fim (TJMG. no art.. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. embora possa haver partícipe sem essa qualidade. FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA Art. sem dependência de outra conseqüência (delito formal). especialmente a autenticação de documentos. como verdadeira. Na doutrina.778. ser absorvida pelo falso ideológico. Reconhecer. este delito.898. firma ou letra que não o seja: Pena — reclusão. Não há punição a título de culpa. ■ Tipo subjetivo: Exige-se o dolo. a competência é da Justiça Estadual (STJ. 531/320). 242 do CP. ativa ou passiva. 6270. visando evitar descoberta de seus antecedentes criminais. deve a corrupção. agora. ■ Sujeito passivo: Primeiramente o Estado. autêntico ou indireto. e multa. Firma é a assinatura. considera-se indiferente ser o reconhecimento feito por semelhança. e de um a três anos.3. 171 do CP. RT 767/718). 299 e 300 enquadra-se. ■ Consumação: Com o efetivo reconhecimento. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. enquanto letra é o manuscrito todo da pessoa. o falso ideológico é absorvido por aquele crime (TFR. 352 da Lei n° 4. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Súmula 62 do STJ: "Compete à Justiça Estadual processar e julgar o crime de falsa anotação na carteira de trabalho e previdência social. Pune-se o reconhecimento como verdadeiro de firma ou letra que não o seja. ou na dúvida quanto à sua autenticidade. 89 da Lei n° 9. certificar). Inocorrendo lesão aos serviços da União.737/65. Vide. no art.4. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade da autenticação da guia "DARF" teve por finalidade tornar viável o cometimento de apropriação indébita. jurisprudência no art. de um a cinco anos. HC 6. Antes era dominante a orientação que decidia ser atípica a conduta de registrar filho alheio como próprio. em face da alteração que lhe introduziu a Lei n° 6. RT 729/507). Se o documento ideologicamente falso destinado à obtenção de benefício previdenciário sequer chegou a ser usado perante o INSS. . RJTJSP 174/314). Consiste na vontade livre e consciente de reconhecer firma ou letra que sabe ser falsa. tanto no caso de documento público como particular (art.

reclusão. E nula a denúncia omissa a respeito do dolo. de 12. atestado ou certidão. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro. o reconhecimento. ■ Sujeito passivo: O Estado. atesta ou certifica falsamente. Pune-se o funcionário público que. a de multa.259.099/95). Se o crime é praticado com o fim de lucro. RJTJSP94/407). mv— RJTJSP78/384). isenção de ônus ou de serviço de caráter público. no § 1 e na combinação de ambos com o § 2 2 (art. 2 em vigor a partir de 12. da Lei n° 10. 100 do CP. CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO Art.1. de três meses a dois anos. Atestar ou certificar falsamente. 89 da Lei n°9. Quanto . FALSIDADE MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO § 1 2. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Reconhecimento por semelhança: Se o reconhecimento da assinatura foi feito por semelhança. Falsificar. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. em razão de função pública. caput. a culpa não é punida na esfera penal. em razão de seu ofício (crime próprio). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 300 sem procedimento doloso do agente (TJSP. § 2°.Arts. só na civil (TJSP.01.02. sem ressalva ou explicação. a art. 2 transação também cabe no § 1 2 . 76 da Lei n° 2 .7. 300 do CP não faz distinção entre os modos que os praxistas ou as fórmulas tabelioas enumeram. Certidão ou atestado ideo%gicamente fa/so (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. aplica-se. a partir da vigência da Lei n° 10. fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. De acordo com o art. RT512/333).259/01. em razão de função. RF 193/327). Em face do princípio da isonomia (art. reclusão. RT 524/458). caso existente (TJSP. Se o documento é particular. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos empregados: atestar ou certificar. mesmo que combinado com o § 2 . 2 ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o § 2 (art. 300 e 301 Código Penal 600 ■ Pena: Se o documento é público. ■ Ação penal: Pública incondicionada. entendemos que. especialmente a das certidões e atestados. 9. e multa. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. 5 2 . Jurisprudência ■ Dolo: O crime só é punido a título de dolo. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. 301. pelo confronto com a firma constante dos registros do cartório. e multa. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no Assim. de um a três anos.099/95). faz presumir que foram dadas por autênticas (STF. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. parágrafo único. da CR/88) e da analogia in bonam partem. de um a cinco anos. ■ Consumação: Consuma-se com o reconhecimento. pois não existe o crime do art. ■ Formas de reconhecimento: O art. além da pena privativa de liberdade. independentemente do fim dado ao documento em que a firma foi reconhecida (STF. no todo ou em parte. de dois meses a um ano. que compreende a ciência da falsidade da assinatura reconhecida. cumpre à acusação mostrar a dessemelhança.

00. aplica-se.96. 6. p. 297 do CP). VII. e não no art.013. poiso parágrafo é fração do artigo (TRF da 1 á R. nesta a falsidade é material: o agente falsifica. ■ Certidão ou atestado escolar: Há duas orientações jurisprudenciais diferentes. p. p. ti pificando a falsidade de atestado ou certidão escolar. Código Penal Brasileiro. p. p. ou altera o teor de certidão ou atestado verdadeiro. RT 650/282).. visando à obtenção de vantagem funcional. 301. com consciência de que poderá propiciar vantagem a outrem. 1959. ou no art.0481859/DF.. 1978. para matrícula em estabelecimento superior. p. 28541). vide nota ao art. Também inexiste forma culposa. parágrafo único. geralmente. a consumação ocorra com o uso do documento. neste art. ou qualquer outra vantagem. Embora a cláusula final "ou qualquer outra vantagem" seja. ■ Confronto: O art. IX. ■ Pena: Detenção. entendida como da mesma natureza das demais. 301. ■ Alcance: Aplica-se tanto ao delito do caput como ao do § 1 2 . 301. v. Comentários ao Código Penal.01. 297 do CP (vide jurisprudência na nota ao art.5. v. DJU3.11. Predomina a opinião de que a falsa atestação deve ser originária e não cópia falsa de documentos oficiais ( HUNGRIA. ■ Certidão Negativa de Débito (CND): O crime de alteração de CND. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 293.96. O objeto material é igual ao do caput. contra: BENTO DE FARIA. 301. Julgados 78/262). Ap. Ap. ■ Diferença: No caput do art. in RBCCr 14/428-9). exemplificativamente: fato ou circunstãncia que habilite alguém a obter cargo público. O campo de aplicação dos arts. a lei diz. também a de multa. Tratando-se de falsificação de certificado ou diploma de conclusão de curso. 297 do CP. RSE 97. Direito Penal.. ■ Tentativa: E problemática a sua admissibilidade.024. e 299. IV. § 1 2 .97. é o "dolo específico". 301 não são crimes autónomos.2. no todo ou em parte. 177. a falsidade é ideológica. ■ Pena: Além da privativa de liberdade. 27211.96. DJU 21. 297 do CP (TRF da 2 á R. 0 caput e o §1 2 do art. p. ■ Pena: Detenção. 301 do CP é uma modalidade mais brandamente apenada de falsificação de documento público ou falsidade ideológica cometida por funcionário público.601 Código Penal Art. embora. DJU 13. ■ Tipo objetivo: Ao contrário da figura prevista no caput. 103177. Trata-se de especial fim e agir. § 1 2 . ■ Tentativa: Admite-se. in RBCCr 15/409). v. ■ Tipo subjetivo: Se o crime é praticado com fim de lucro. é o tipificado no art. 131). Ap. para alguns julgados. de três meses a dois anos. 301 ao que se atesta ou certifica. limita-se àqueles documentos emitidos pelos órgãos da administração pública que não caibam dentro dos conceitos de "atestado" e "certidão" (TJSP. Falsidade Documental. § 1 ° (TRF da 5 R. 58). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). ■ Consumação: Com a efetiva falsificação (total ou parcial) ou alteração. 1995. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a tipificação é a do art. ■ Tipo subjetivo: Semelhante ao do caput. com vistas à averbação de construção de imóvel. enquanto no § 1 2 . § 1 2 . ■ Ação penal: Pública incondicionada. 6715. Se o Figura qua/if/cada pelo fim de lucro (§29 Jurisprudência . Fa/sidade materia/de atestado ou certidão (§ 1°) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. mas a vontade é de falsificar ou alterar. A respeito dos núcleos falsificar e alterar. 1. in RBCCr 21/309). que indica o elemento subjetivo do tipo. que consiste na vontade de atestar ou certificar falsamente. DJU 26. Não há punição a título de culpa. a interpretação não é pacífica (SYLvIo DO AMARAL.4.. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Consumação: Com a efetiva atestação ou certificação. MAGALHÃES NORONHA. 297. o falso é material (TACrSP. em que o falso é ideológico. 610. Para os tradicionais. 1959. de dois meses a um ano. p. isenção de ônus de serviço de caráter público. em face do princípio da especialidade (TRF da 5 r R.

TRF da 1 2 R. 499/369). que a falsidade (total ou parcial) seja referente a fato juridicamente relevante. ■ Prescrição: O crime é instantâneo de efeitos permanentes e sua prescrição começa a correr do primeiro ato de uso (TACrSP. in Bol. RT 429/399). ao menos. porém. 301 do CP não é de natureza permanente. TJSP. 130 da LEP (TJSP. 76 da Lei n° 9. ■ Sujeito ativo: 0 delito do art. TACrSP. discutindo-se se o falso abrange . ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art.00..2.95.00. 5940. 301 (TACrSP. 301 (TJSP. RT 756/686. REsp 210.712. RT 519/362). p. aplica-se também multa. e não ao art. 302.10. CComp 3. A falsidade deve ser praticada por escrito (pois se trata de atestado) e relacionada com o exercício médico do atestante. DJU 2. DJU 5. ainda. 301 e 302 Código Penal 602 agente. A interpretação. 187. especialmente com relação aos atestados médicos.10. RT778/561. ao contrário do que ocorre com o crime do caput do mesmo art. embora permanentes sejam os seus efeitos. p. 301. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (crime próprio quanto ao sujeito). tem-se que sua ação se amolda no art.2.. IBCCr 96/493).099/95). RT 690/324. REsp 210. 89 da Lei n° 9. DJU 14. o sujeito ativo do § 1 2 deve ser funcionário público (TJSP. RT 519/362. atestado falso: Pena — detenção. IBCCr 96/493. 187. 301 do CP. DJU 14. ca put. Se o crime é cometido com o fim de lucro. mas sim o do art. TRF da 2 2 R.8. a consumação se dá com a efetiva falsificação e não com o seu uso. ■ Consumação do § 1 2: Nesta figura. 189. visa obter vantagem no serviço público. RCr 18. 767/555. entregar) atestado falso. RT 690/320). não é pacífica. pois deve haver. ao utilizar a certidão ou atestado ideologicamente falso. DJU 14. Julgados 78/263). 299. ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art. só podendo ser praticado por funcionário público (TJSP. § 1 2 . ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o parágrafo único (art. RT536/310.860. salvo se for falsificada assinatura de autoridade federal (TFR.95. 301. 301.. no exercício da sua profissão.860. DJU2. como a conduta deve ser praticada no exercício da sua profissão. mv — RT 533/311. Entendemos que a ti pificação deve ficar restrita ã atestação de fato e não de mera opinião ou prognóstico médico. potencialidade de dano no atestado falso. não se configura o delito do art. FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO Art. TJSP. ■ Tipo objetivo: O fato ou circunstância deve ser atinente à pessoa a quem se destina a certidão ou atestado e visando a beneficio de caráter público (TJSP.00. 304. RT 538/380. Dá-se a sua consumação com o ato inicial do uso ou utilização do documento ideologicamente falso (TJSP. ■ Competência: E da Justiça Estadual. RJTJSP 120/539). divide-se a jurisprudência: a. Quanto ao art. com remissão ao art. 5940. § 1 2 .099/95). Fa/sidade de atestado médico ■ Objeto jurídico: A fé pública. RCr 18. ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Tipo objetivo: Não só o agente precisa ser médico. in RBCCr 10/221-2). 301: 0 delito do art. TRF da 2 á R. O que se pune é dar (fornecer.3.379-DF.367-DF. p.Arts. ■ Consumação do caputdo art. tendo em vista o preceituado no art. E necessário. 297 (STJ. de um mês a um ano. é crime comum e o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa (STJ. 513/355. REsp 205. RT 536/287). in RBCCr 10/221). é próprio. p. RT 538/380. in Sol. Dar o médico. b. ■ Aptidão do documento: Se o atestado falso era inapto ao fim almejado pelo seu beneficiário.379-DF. p. Parágrafo único. 39 do CP) não configura o delito do art.80).

■ Tipo subjetivo: O dolo. Dispõem os citados dispositivos: "Art. 303 e seu parágrafo único foram revogados e substituídos pelo art. ■ Tentativa: Admite-se. ao atestar que o favorecido. Parágrafo único. sem exame. salvo quando a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. II. 302 e 303 só o fato e não o juízo ou opinião ( MAGALHÃES NORONHA. faz uso do selo ou peça filatélica. Não há modalidade culposa. Incorre nas mesmas penas quem. ■ Confronto: Se o agente é funcionário público e pratica o delito abusando de sua função. v. e pagamento de três a dez dias-multa. 179) ou ambos (H. p.538/78. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (do caput). IV. 299 e não o do art. no Registro Público. v. até dois anos. p. tipifica-se o delito do art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Direito Penal. 1030). Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica de valor para coleção. v. quando do exame médico. ■ Consumação: Com a efetiva entrega do atestado ao beneficiário ou a outrem. Se a finalidade for alterar a verdade sobre causa mortis de nascituro. para fins de comércio. faz uso de selo ou peça filatélica de valor para coleção. aplica-se a pena pecuniária. de um a três anos. 303. ■ Dolo: É indispensável que o acusado tenha elaborado com dolo. Figura qua/illcada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o crime é cometido com o fim de lucro. Jurisprudência REPRODUÇÃO OU ADULTERAÇÃO DE SELO OU PEÇA FILATÉLICA Art. especialmente a tutela de selos e peças filatélicas. ■ Objeto jurídico: A fé pública. 89 da Lei n° 9. configura o delito do art. para fins de comércio. "dolo específico"). que é elemento subjetivo do tipo (para os tradicionais. Lições de Direito Penal — Parte Especial. estava em situação diversa da apontada (FRANSCESCHINI. Parágrafo único. FRAGOSO. salvo quando a reprodução ou a alteração estiver visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art. ■ Concurso de crimes: Pode haver concurso com outros crimes. IV. ■ Atestado de óbito: Em tese. Reprodução ou adulteração de se%oou peça filatélica ■ Revogação: Entendemos que este art. 302 do CP a atestação de óbito. art. que consiste na vontade livre e consciente de atestar falsamente. ilegalmente reproduzidos ou alterados".099/95). mas com sanção inferior. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Vide jurisprudência sob igual título no art. e multa. que prevêem figuras praticamente idênticas. de um mês a um ano. 39 e parágrafo único da Lei n° 6. ■ Pena: Detenção. . RT 507/488). 1975. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". RJTJSP83/380). 301 do CP. 299. 1995. 302 do CP (TJSP. primeiramente. mediante paga (STF.603 Código Penal Arts. Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. e a pessoa prejudicada. Na mesma pena incorre quem. secundariamente. 1965. Há a especial finalidade de agir. ■ Sujeito passivo: O Estado.351). n° 2. 39. Jurisprudência.

Arts. 303 e 304

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■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. O selo pode ser novo ou usado, nacional ou estrangeiro, mas deve ser o já recolhido, com valor para coleção. A expressão peça filatélica compreende os cartões ou blocos comemorativos, obliteradores, provas etc. No entanto, seja peça ou selo, é indispensável que se trate de objeto que tenha, realmente, valor filatélico. As condutas previstas são: a. reproduzir (fazer igual); b. alterar (modificar data, valor, cor etc.). Ressalva a lei que a conduta não será criminosa quando a reprodução ou alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça. Para BENTO DE FARIA, também o "aviso prévio" dado pelo agente impede o engano ( Código Penal Brasileiro Anotado, 1959, v. VII, p. 64). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade livre e consciente de reproduzir ou alterar, ciente de que se trata de objeto com valor filatélico. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a reprodução ou alteração (delito formal). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Tratando-se de selo em uso, art. 36 da Lei n°6.538/78. ■ Pena: Do art. 39 da Lei n°6.538/78: detenção, até dois anos, e pagamento de três a dez dias-multa. Do art 303: detenção, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Uso comercia/ (parágrafo único) ■ Noção: Com pena igual à do caput, pune-se o uso, para fins de comércio (isto é, com lucro) de selo ou peça filatélica reproduzida ou alterada. Todavia, a simples guarda é impunível ( SYLvio oo AMARAL, Falsidade Documental, 1978, p.170).

USO DE DOCUMENTO FALSO Art. 304. Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302: Pena — a cominada à falsificação ou à alteração. falsificação ou alteração prevista nos ■ Transação: Cabe quando o uso se referir à 2 arts. 301, capute sua combinação com o § 2 , e 302, capute sua combinação com o parágrafo único (art. 76 da Lei n° 9.099/95). De acordo com o art. 2°, parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de 2 competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação também cabe quando a falsifi2 cação ou alteração se referir ao art. 301, § 1 2 , mesmo que combinado com o § 2 . à falsificação ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando o uso se referir ou alteração prevista nos arts. 298, 299, caput, 300, 301, caput e § 1 2 , bem como a combinação de ambos com o § 2 2 , 302, caput, e sua combinação com o parágrafo único (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Uso de documento fa/so ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Todavia, predomina, largamente, o entendimento de que o autor do falso não pode responder, também, pelo uso, ou vice-versa (vide jurisprudência). ■ Sujeito passivo: O Estado, primeiramente; a pessoa prejudicada com o uso, secundariamente. ■ Tipo objetivo: A conduta punível é fazer uso, que tem a significação de empregar, utilizar. Incrimina-se, assim, o comportamento de quem faz uso de documento materialmente falsificado, como se fora autêntico; ou emprega documento que é ideologicamente falso, como se verdadeiro fora. A conduta é comissiva e o docu-

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mento deve ser utilizado em sua destinação própria, com relevãncia jurídica. Exigese o uso efetivo, não bastando a mera alusão ao documento. Para que se caracterize o uso, entendemos ser mister que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio. Trata-se de crime remetido, e seu objeto material é o documento falso ou alterado, referido pelos arts. 297 (documento público), 298 (documento particular), 299 (documento ideologicamente falso), 300 (documento com falso reconhecimento de firma), 301 (certidão ou atestado ideológico ou materialmente falso) e 302 (atestado médico falso). Requer-se que o agente conheça a falsidade do documento que usa. Não haverá o crime de uso, se faltar ao documento requisito necessário à configuração do próprio falso. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, ou seja, a vontade de usar o documento, com consciência da sua falsidade (para nós, é o dolo direto, mas alguns autores admitem o dolo eventual). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com o efetivo uso. ■ Tentativa: Consideramos inadmissível. ■ Confronto: Quanto ao uso de documento falsificado ou alterado, com fins eleitorais, vide art. 353 da Lei n° 4.737/65. ■ Pena: A prevista para a falsificação ou alteração (vide penas dos arts. 297 a 302 do CP). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: É indispensável o dolo, direto ou eventual, sendo inepta a denúncia que não o refere (STF, RTJ 122/61, 94/101). A boa-fé exclui o dolo (TJSP, RT 512/365; TJPR, PJ 42/181, 40/331), mas a dúvida não (TJSP, RT734/662). É preciso ciência da falsidade do documento (TJSP, RT513/367; TJPR, PJ 48/309). Ainda que se trate de documento público, não se configura o crime de uso se não houve intenção de prejudicar (TJSP, RT 556/302, 544/319). ■ Requisitos do falso: Não se tipifica o crime de uso de documento falso, quando falta ao documento usado requisito necessário à configuração do próprio falso, como na hipótese de documento sem potencialidade de causar danos (STF, RTJ 121/140; TRF da 5 4- R., Ap. 904, DJU3.5.96, p. 28541, in RBCCr 15/411). A existência de falso penalmente reconhecido é pressuposto básico para a configuração do uso, pois o art. 304 é crime remetido, fazendo menção a outro que o integra, de modo que não pode faltar elemento necessário à tipificação deste último (TJSP, RJTJSP 96/472, RT564/331). Não se caracteriza o crime se o documento utilizado, embora contrafeito, é inócuo, sem relevância jurídica, eis que apresentado para satisfazer exigência julgada inconstitucional (TRF da 3 4 R., RT774/706). 0 uso de substabelecimento falso em ação cível, do qual não resultou prejuízo a ninguém, não caracteriza o crime de falso ou de uso de documento falso (TJSP, Ap. 267.200-3/2, j. 11.11.99). Também não configura a apresentação de carteira funcional falsificada, que ateste o exercício de função pública inexistente (TJSP, RT 783/613). Grosseira a falsificação, incapaz de iludir o homem comum, não é passível de constituir material do fa/sum necessário à configuração do delito do art. 304 (STJ, RT721/546; TJSP, RT 690/323, 685/314). ■ Prescrição do falso: Não impede a configuração do crime de uso a prescrição da própria falsidade (TJSP, RF268/312), ■ Posse sem uso: Trazer consigo o documento falso não equivale a fazer uso (STJ, RHC 1.827, DJU17.8.92, p. 12509; TJSP, RJTJSP103/507, RT541/369, 536/310; Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bo/. IBCCr 38/128; TJDF, Ap. 12.018, DJU24.6.92, p. 18739). Para caracterizar o crime de uso de documento falso, é necessário que o documento saia da esfera pessoal do agente, iniciando-se uma relação qualquer com outra pessoa, de modo a determinar efeitos jurídicos (TFR, Ap. 5.536, DJU 23.2.84). Enquanto não empregado para o fim útil, não é praticada conduta típica (STJ, RT 729/505). Não há uso, em sentido penal, se o agente foi forçado pela autoridade a exibir o documento (TJSP, RT541/369; TRF da 2 4 R., Ap. 405, DJU29.8.91, p. 20421).

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Não se tipifica quando o documento é solicitado pela autoridade, e não exibido espontaneamente pelo agente (TJSP, RJTJSP 123/478, 102/453, RT651/259; contra: TJSP, RJTJSP 75/313). Não há crime de uso sem que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio (TJSP, RT 646/282). Se o documento falso foi encontrado em revista policial, sem que o acusado o tivesse usado, o documento não saiu de sua esfera e o crime não se tipificou nem na forma tentada, pois é infração instantânea, que não admite tentativa (TJSP, RJTJSP 179/301, 158/313, RT 707/297). Se exibiu voluntariamente à polícia, há o crime (TJSP, RJTJSP 108/473; STJ, CComp 12.878, DJU4.9.95, p. 27800, in RBCCr 13/362); igualmente, se instado a se identificar, exibe cédula de identidade que sabe falsificada (STF, RTJ 155/516). Se não o exibiu, mas correu e jogou no mato, onde foi encontrado, não há crime (TJSP, RT 686/338). ■ Habilitação para dirigir veículos: Há quatro posições para a sua posse por parte de quem está dirigindo: a. Simples porte de documento sabidamente falso consiste em verdadeiro uso (TJSP, RT772/565), configurando-se o crime do art. 304 do CP, ainda que a sua exibição decorra de exigência da autoridade policial (STJ, JSTJ e TRF 8/197; STF, HC 70.813, DJU 10.6.94, p. 14766, in RBCCr 7/213; RT 647/386; TJSP, mv— RJTJSP 174/351, mv — RT 668/267). b. Pouco importa, para a caracterização do crime, se o documento é apresentado espontaneamente ou por exigência da autoridade (TJSP, RT 789/605, 724/608; 719/386; 776/560). c. 0 ato de portar não se confunde com o de fazer uso e não há crime se a exibição se dá por ordem policial (TJSP, mv— RJTJSP 124/512, mv—117/462, mv—112/514, mv— 116/478, mv — RT 636/276, mv — 630/301), ou se o documento é encontrado em revista pessoal (TJSP, mv— RT711/308). d. O ato da autoridade de exigir os documentos equivale a solicitar, permitindo a resposta de não os possuir. Assim, se há exibição, esta é voluntária e configura o crime do art. 304 (TJSP, RT729/527, 653/280 e 287; STF, HC 70.512, DJU24.9.93, p. 19577, in RBCCr4/177). Xerox: a exibição de xerox do documento falso original da carteira de habilitação afasta a prática do crime do art. 304 (TJSP, RT 706/301; vide, também, jurisprudência sob o título Xerox sem autenticação, neste art. 304). Exame médico: o requerimento à autoridade de trânsito para renovação de exame médico como motorista, servindo-se de "espúria cártula", não configura o delito deste art. 304, pois não é empregada em sua específica destinação probatória (TJSP, RJTJSP 171/318). Ciência da falsidade: não pratica o crime, se desconhecia a falsidade do documento, fornecido por despachante (TJPR, PJ 48/309, 42/181) ou por agente de auto-escola (TJPR, PJ 40/331). Pratica o crime se recebe a CNH sem prestar o devido exame de habilitação, não podendo alegar erro de tipo (TJRJ, RT 764/652). Renovação e transferência: a apresentação da carteira falsa à própria autoridade de trânsito para requerer sua renovação e transferência, evidentemente leva a crer que o agente desconhecia a falsidade; trata-se, aliás, de crime impossível, pois a transferência só se daria após a chegada do prontuário (TJSP, RT 689/332). Igualmente, se o agente pleiteava apenas a sua renovação, uma vez que não se efetivou, tecnicamente, o uso do documento na sua destinação, que é conduzir veículo (TJMG, JM 128/361). Transeunte: não caracteriza a exibição de carteira falsa por transeunte para comprovar identidade em fiscalização policial, pois falso uso de documento é empregá-lo para o fim a que serviria, se não fosse falso (TJSP, RJTJSP 176/329). Liberação de ciclomotor a utilização de carteira falsa para a sua liberação não tipifica, por ser desnecessária habilitação legal para dirigir tal veículo (TJSP, Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bol. IBCCr 38/128). ■ Uso pelo próprio autor da falsidade: Pacífico que o falsário não responde, em concurso, pelo crime de falso e uso do documento falsificado (TJSP, RT 686/338, 571/308). No entanto, há controvérsia em relação a qual dos crimes fica sujeito o agente: 1. Só ao crime de falso (STF, RTJ 102/954; RHC 58.602, DJU 2.10.81, p. 9773; TJSP, RJTJSP 104/440, RT562/318; TJSC, RT 530/395). 2. Só ao crime de uso (STJ, CComp 3.115, DJU 7.12.92, p. 23282; TRF da 3 2 R., Ap. 96.03.069551-3, DJU 25.11.97, p. 101745, in RBCCr 21/309; TJSP, RJTJSP 99/256, RT 768/557, 581/310, 545/317, 539/276).

TJSP.2. 4798). Ap. Vide. se o documento é público. CComp 12. pode (TRF da 1 2 R.921. em caso de carteira de habilitação (STJ. 651/259).94.. p.584.10. 8. Se o documento falso foi apresentado à autoridade estadual e em detrimento de serviço do EstadoMembro. 4703).93. 304 é exigido o exame de corpo de delito para provar que o documento usado era falso. . p.97.476. ■ Uso de atestado ou certidão escolar falso: Vide jurisprudência na nota ao art. SUPRESSÃO DE DOCUMENTO Art. ou em prejuízo alheio. 14981. p. 13493. p. 26815. RT604/396). suprimir ou ocultar. RT 600/339. ■ Confronto com falsa identidade: Se o agente.211. inclusive documental e testemunhal (STF. constitui uma única ação e representa concurso formal homogêneo (TJRJ. documento público ou particular verdadeiro.. 304 (TRF da 4 2 R.. RHC 3.92. 567/313). REsp 41. p.85. Entretanto.. 13659). 304 é crime formal. se o documento é particular.9. RCr 12. ■ Concurso formal: Já se entendeu que a exibição de dois documentos falsos. em benefício próprio ou deoutrem.90.3. DJU 22. DJU 11. ■ Certidão de nascimento falsa: Sua utilização para obter passaporte preenche o tipo do art. de um a cinco anos. utiliza-o. TJSP. comete o crime do art. apesar de atos distintos. 40.10. p. RT770/568.2. Ap. RJTJSP91/480. Destruir. 531/320. RT 753/582). ■ Competência: Compete à Justiça Federal . RT 538/415).2. 297 do CP. ■ Microfilme: Sendo reprodução fotográfica. e reclusão. TJSP.90. que não exige resultado para sua consumação (TFR. RJTJSP 124/495. RT788/578). e multa. RT761/548. in RBCCr 13/362). p. 307 (TJPR. REsp 17. DJU 11. RT729/505). de dois a seis anos. 5731. 304. 524/319). de que não podia dispor: Pena — reclusão. jurisprudência sob o título Habilitação para dirigir veículos. p.607 Código Penal Arts. mas lhe atribui responsabilidade penal.878. a competência é da Justiça Estadual (TJSP.498. p. sob pena de nulidade (TJSP. RCr 6. RCr 6. mesmo ciente da falsidade do documento público. p.962. 7499). se o uso do documento falso se deu em processo judiciário federal (STF. 27800. O foro competente é o da utilização do documento (STJ. ■ Exame de corpo de delito: Também para a condenação pelo crime deste art. HC 1. mv— DJU 17. 304. in fine.439.4. e multa. RT767/540). independentemente de lograr proveito ou causar dano (TJMG. 571/307. DJU 4. se autenticado. 57739). DJU4. também.94. não o suprindo a própria confissão (TJSP. RT782/513). jurisprudência sob o título Concurso de crimes. 29513. RT 773/508). RT791/597). 304 e 305 ■ Uso por menor: Há falta de justa causa para o pai figurar como acusado.350. ■ Consumação: O art. 6.5. na nota ao art. inexistindo em nosso direito culpa por transferência (TFR da 1 2 R. RT759/687. in RBCCr 9/208) ou se comprovado por outras provas. sob o título Certidão ou atestado escolar. DJU 2. Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". ■ Concurso com estelionato: O estelionato absorve o uso de documento falso (TRF da 32 R. não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art.11.94. DJU 31. ■ Concurso com sonegação fiscal: Esta absorve a falsidade e o uso de documento falso (TJSP. ■ Xerox sem autenticação ou não conferido: Não podem ser objeto material do crime de uso de documento falso (STJ.235. RT729/522. se a denúncia não descreve a sua participação. neste art. A consumação se dá no local onde foi utilizado (STJ. DJU 30. não configura o uso de documento falso (TRF da 2 2 R.95. DJU 12. 305. RT791/597). também.. p. Contra.94..351. se impossível identificar-se o lugar da falsificação (STJ.171 do CP. Vide. DJU 14. Ap. Consuma-se com o primeiro ato de uso.9.

o Estado. Além disso. reclusão. Não configura. vide art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. não configurando o crime sua supressão (TJRJ. secundariamente. Julgados 69/136). RT 646/270. também. v. FRAGOSO. 314 do CP. v. registros etc. não configura este crime a supressão de certidão de nascimento ou casamento. 89 da Lei n°9. No caso de documento confiado à custódia de funcionário. de que não podia dispor. especialmente a segurança do documento como prova. ■ Tipo subjetivo: É essencial a finalidade de beneficiar a si próprio ou a terceiro. 516/289. extinguir). E preciso o "dolo específico". ou de causar prejuízo a outrem (TJSP. FRAGOSO. b. ■ Disponibilidade: Não se tipifica o crime se o agente podia dispor do documento (TJSP. na mesma hipótese. ■ Confronto: Tratando-se de processo ou documento judicial e sendo o agente advogado ou procurador. ■ Tentativa: Admite-se. desfazer-se do documento. 1979. como também no de atentar contra a verdade documental ou a integridade do documento como meio de prova (H. 356 do CP. 522/334. Não há crime se o docu- Jurisprudência . I. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. RT559/371. TJRJ. para muitos há. n°511). 3 2 . em tese. Não se tipifica. TJSP. e multa. incluindo o proprietário do documento que não possa dele dispor. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos alternativamente indicados: a. Exige-se que o documento suprimido ou ocultado seja insubstituível em seu valor probante (TJSP. livremente. sem dependência da superveniência do benefício ou proveito. ■ Pena: Se o documento é público. 305 Código Penal 608 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando a supressão for de documento particular (art. art. se o documento era cópia do original (TACrSP. Na modalidade de ocultar é crime permanente. 1965. c. cartórios. 1043) relacionados com o documento. se o documento rasgado pode ser obtido por cópias ou certidões (TJSP. 536/310. colocar em lugar onde não possa ser encontrado). II. são facilmente substituíveis pelas triplicatas.099/95). RT 559/304). RT 596/308. de um a cinco anos.Art. art. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir: finalidade de benefício próprio ou de outrem ou de prejuízo alheio. Na hipótese de extravio. RJTJSP76/345-6). Não há modalidade culposa. A inutilização de assinatura de documento registrado em cartório não configura. Assim. desaparece a ilicitude quando o agente pode. Por exemplo. 337 do CP. o fim de obter benefício próprio ou alheio. em razão de ofício. Jurisprudência Criminal. Supressão de documento ■ Objeto jurídico: A fé pública. pois não pode acarretar prejuízo (TJSP. A incriminação não alcança documentos que sejam cópias. vide art. como meio de prova. RT 543/351). O objeto material é documento público ou particular verdadeiro. p. de dois a seis anos. RT 522/334). destruir(eliminar. reclusão. da Lei n 2 8. traslados ou certidões de originais arquivados em repartições. e multa.137/90. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". Lições de Direito Penal —Parte Especial. Consiste não só no propósito de obter benefício ou causar prejuízo alheio. se o documento é particular. ou causar prejuízo alheio (TJSP. RT 496/347). ■ Consumação: Com a efetiva destruição. pois o assentamento original está em cartório. RT 520/392). enquanto sem aceite ou aval. IV. supressão ou ocultação. ■ Concurso de crimes: A supressão "consome o furto ou a apropriação indébita anterior e exclui o dano" (H. a pessoa prejudicada com a supressão. ou de particular em serviço público. 545/312). suprimir (fazer desaparecer sem destruir nem ocultar). 527/309. sonegação ou inutilização de documento por funcionário público. se acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. a finalidade de atentar contra a integridade do documento. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. ■ Restauração: As duplicatas. ocultar (esconder.

■ Descaracterização: Não havendo prejuízo alheio. 305 do CP (TJSP. no caso de documento rasgado e só reconstituído após muito trabalho (TJSP. Idem. 0 cheque. 305 e 306 mento foi objeto de registros e anotações. bastando serem eles o fim ou o escopo da conduta (TJSP. 305 a ação de quem risca a assinatura constante no cheque. ser restaurado (TJSP. ■ Sonegação de processo judicial: Advogado que retira autos de processo e desaparece com eles comete o crime do art. e multa. RT 599/328). RJTJSP 164/305). 305 do CP (TJSP. PJ 41/185). depois de apresentado ao banco e recusado por falta de fundos. não mais é transmissível por endosso. Capítulo IV DE OUTRAS FALSIDADES FALSIFICAÇÃO DO SINAL EMPREGADO NO CONTRASTE DE METAL PRECIOSO OU NA FISCALIZAÇÃO ALFANDEGÁRIA. ■ Consumação: É irrelevante que o agente não alcance a finalidade visada (TJSP. ■ Concurso de crimes: Se a supressão tinha por finalidade a sonegação fiscal. configura o crime do art. Parágrafo único. documento que subtraiu ou lhe foi confiado. RT 53 6/264) . inutilizando-a com o objetivo de impossibilitar o resgate no banco (TJSP. 356 do CP. este delito absorve o do art. em confiança. para efeitos penais. falsificado por outrem: Pena — reclusão. RJTJSP 119/478). RJTJSP 91/480. 305 (TJSP. e pode. ou para autenticar ou encerrar determinados objetos. há só tentativa e não crime consumado (TJSP. mas pode ser documento particular (TJSP. ou comprovar o cumprimento de formalidade legal: Pena — reclusão ou detenção. e multa. ou usar marca ou sinal dessa natureza. Igualmente. RT 529/310). título seu do cartório. ■ Tentativa: Se o cheque rasgado pode ser reconstituído. . prejudicando o beneficiário que dele se poderia utilizar como meio de prova do crédito (TJPR. RT 602/341). RT 602/341). todavia. o agente. benefício próprio ou de terceiro. marca ou sinal empregado pelo poder público no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária.609 Código Penal Arts. 676/296). Pode haver. não se caracteriza o delito (TJRO. ■ Cheque: Em tese. de um a três anos. e não o crime do art. PJ 41/185). ■ Tipo objetivo: Retirada: configura o crime retirar. RT 403/83). assim. além de ter havido composição voluntária entre as partes na liquidação da dívida representada pelo documento. Ocultação: reter em lugar desconhecido do interessado. de dois a seis anos. configura o crime do art. é considerado documento público (TJSP. RT 495/291). RT536/284). Falsificar. se inutiliza a assinatura de cheque emitido em garantia de dívida. A consumação prescinde da realização efetiva do benefício ou do prejuízo. não mais o devolvendo (TJSP. RT 515/325. RT 543/351). 306. Se a marca ou sinal falsificado é o que usa a autoridade pública para o fim de fiscalização sanitária. RT 483/271). RT 447/375. RT701/364). ■ Documento: É preciso que se trate de documento (TJSP. RT623/281). desde que esta fosse possível na conduta (TJPR. RT541/369). passando a ser documento particular (TJSP. que é delito típico de advogado. fabricando-o ou alterando-o. quanto à retenção de autos por advogado (TJSP. OU PARA OUTROS FINS Art.

e multa. Não há modalidade culposa. é conduta inidônea para fraudar a arrecadação tributária. e multa. RJTJSP68/395..099/95). pois esse imposto foi extinto com a entrada em vigor do Código Tributário Nacional (TRF da 4 4 R. em proveito próprio ou alheio. jurisprudência no art.56199-1/SC. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 307. aqui. Vide. Pune-se a ação de: a. DJU 13. também.11. 89 da Lei n° 9. ou seja. ou para causar dano a outrem: Pena — detenção. utilizar) marca ou sinal falsificado por outrem. constituindo só infração administrativa (TJSP. a vontade livre e consciente de falsificar ou de usar. ■ Tipo objetivo: O objelo material é marca ou sinal empregado pelo poder público: a. ■ Pena: Reclusão. sabendo da falsidade. na fiscalização alfandegária (usado para assinalar as mercadorias liberadas). ou com o uso efetivo. autenticar ou encerrar determinados objetos. de três meses a um ano. c. ■ Noção: A figura é semelhante à do caput. in RBCCr 17/358). ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Placas ou chapas de veículo: Como a placa ou chapa não é sinal próprio de autoridade. pelo uso não será punido o agente se for ele o próprio autor da falsificação. Fa/sa identidade ■ Objeto jurídico: A fé pública. falsificar. . usar (empregar. Falsificação do sina/empregado no contraste de meta/ precioso ou na f/sca/izagão a/fandegária (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública.099/95). ■ Pena: Reclusão ou detenção.. de dois a seis anos. comprovar o cumprimento de formalidade legal. JSTJ e TRF79/618). de marca ou sinal que usa a autoridade pública (federal. colocadas nos litros de uísques. no contraste de metal precioso (que serve para atestar o título ou quilate). b. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".Arts. b. Outros sinais ou marcas (parágrafo único) Jurisprudência FALSA IDENTIDADE Art.04. 76 da Lei n° 9. sob igual título. especialmente em relação à identidade pessoal. 94. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 296 do CP). Trata-se. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem. ■ Outros sinais ou marcas: Não se configura o parágrafo único do art. 306 e 307 Código Penal 610 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art. 87196. ■ Consumação: Com a fabricação ou alteração idônea. o fim da fiscalização sanitária. ou multa. de um a três anos. 89 da Lei n° 9. se a própria autoridade fiscalizadora reconhece que a menção utilizada no rótulo apreendido não corresponde ao padrão da marca por ela usada (TRF da 5 2 R. ■ I mposto sobre consumo: A falsificação e uso de estampilhas do imposto sobre consumo. ■ Transação: Cabe (art. 306 do CP. exceto na modalidade de usar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. estadual ou municipal) para: a. a falsificação de seu número é penalmente atípica. mas diverso o objeto material. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. b. fabricando-o ou alterando-o (vide significação no comentário ao art. Como se vê. também falsificados. RT507/364).099/95). ■ Tentativa: Admissível. 297 do CP. especialmente a autenticidade das marcas. Ap. p.96.

45 da LCP. 46 da LCP. A lei consigna que a ação deve visar a obter vantagem. que prevê infrações contra a administração da justiça". o que é mais valioso tem precedência ontológica sobre o menos valioso" ("O interrogatório do réu e o direito ao silêncio". GENTIL LEITE (Ap.318. como adequação da coisa à escala valorativa . Isto porque "quem assim age. j. Lei n 7. filiação. sem dependência de efetivo benefício ou dano (delito formal). comportamento que.207. ou multa. 309 do CP e seu parágrafo único. Ap. e § 2 . referente aos crimes praticados por particulares contra a administração pública. mas o entendimento não é pacífico e há boas razões em sentido contrário. b. 2. o dolo específico exigido pelo tipo. 1./99. 7... visa a obter vantagem de natureza processual. art.78.003. nem art. art. mencionada neste art.. Se há uso ilegítimo de uniforme. perante autoridade pública ou particular". Conforme já decidido pelo TACrSP. e a confessar-se (PIDCP. 11. Se há recusa em fornecer dados de identidade à autoridade. in RT682/288). pois "sob o plano ético-axiológico. "o faltar à verdade equivale a silenciar sobre ela. verbalmente ou por escrito. Não há punição a título de culpa. por parte de quem é preso ou acusado. ■ Confronto: Se há simulação da qualidade de funcionário público. Se há usurpação de função pública. Não haveria.5. ou no Capítulo Ill. ou causar dano a outrem (vide Tipo subjetivo e Autodefesa). art. Em nossa opinião. 307 do CP. g) ou a declarar-se culpado (CADH. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir (para obter vantagem ou causar prejuízo). art. ■ Autodefesa: Não se tipifica o delito se o agente se atribui falsa identidade em autodefesa. portanto. ■ Pena: E alternativa: detenção. CP. por duas 2 a. 8 2 . art. Jurisprudência á ■ Tipo subjetivo: O art. Na corrente tradicional é o "dolo específico". a ação de quem. Incrimina-se. identidade que não é a verdadeira. o acusado que razões: mente sobre sua identidade não comete o crime do art.3. inculca ou imputa. em tese. 307. a si próprio ou a terceira pessoa. que alarga a significação da palavra "identidade". secundariamente. art. ao ser preso (TJSP. O silêncio ou consentimento tácito a respeito da falsa identidade atribuída por outrem não se enquadra no dispositivo. 5 . declinando nome fictício ou de terceiro (real). omiti-la". profissão etc. Na doutrina. inclua tanto a patrimonial como a moral. art. 307 exige "dolo específico" (TFR da 2 R. costuma-se dar sentido amplo à expressão identidade (compreenderia idade. TJRJ. em proveito próprio ou alheio. art. art. 307 ■ Sujeito passivo: Primeiramente. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade. o Estado. 5 2. e deve ser absorvido Concurso de crimes: O delito é expressamente ■ por outro crime mais grave. quando constitui elemento deste. art. 68 e parágrafo único da LCP. limitando o alcance à identidade física. Se a falsa 2 identidade é usada para realizar operação de câmbio. de falsa identidade. aquele entendimento.90. j. ■ Tentativa: E possível. São constitucionalmente garantidos o direito ao silêncio (CR/88. nacionalidade. 172. 15. g). p. subsidiário. Ap. ■ Ação penal: Pública incondicionada. não abrange "o simples propósito de o delinqüente procurar esconder o passado criminal. deveria estar previsto no Capítulo II do Título XI do CP. LXIII. CADH. XXXIX. a constituir delito. 14.611 Código Penal Art. PIDCP. 21. irroga. estado de casado ou solteiro. 1 2 ). DJU 15.492/86. como ainda conflita com a acepção que a própria lei penal dá ao vocábulo "qualidade". 2 não só viola o princípio da reserva legal (CR/88. 1. hoje desembargador. assim. § 22 ) e o de não ser obrigado a depor contra si mesmo. como se observa pela comparação entre o caput do art. a pessoa prejudicada. de três meses a um ano.). Como lembra DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO. 9 2 . ■ Autodefesa: Polêmica é a questão acerca da inculcação. 328 do CP. 3. . ■ Consumação: Com a atribuição. mas de difícil ocorrência na prática. em acórdão unânime da lavra do juiz. cuja ementa foi publicada na RT 511/402). Em nosso entendimento. ou fornecimento de dados inverídicos. embora a expressão vantagem. 9802). mv — RJTJSP 124/468-70. art.

297 do CP. p. pois não tem a intenção de usar documento alheio. configura os delitos dos arts. RT781 /572).6. ■ Substituição de fotografia em documento: A troca. ■ Concurso de crimes: A falsa identidade e o constrangimento ilegal são delitos autônomos. 779/602. RT 644/270). 30061). 603/335-6. RJDTACr 27/100). Usar. v. II. p. 304: Se o agente. 512/393). TJRJ. Jurisprudência. 755/613. 73/384. configura a falsa identidade do art. 297 (TJSP. 88/361. documento dessa natureza. apresenta documento de outrem. ■ Confronto com o art. e no art. Ap. n° 2. Contra: A substituição de fotografia em passaporte. 511/402). ■ Só a identidade física: Não configura o delito a atribuição de falsa qualidade social. RJTJSP 157/301) nem mesmo a falsidade ideológica do art. 14/77. DJU3. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem..346-A). RT 517/360).304. 304 e não art. também. RT 613/347.345-A). TACrSP. comete o crime do art. 644/270. 5.94. de carteria de sócio de clube. mv— RT 735/610). in Bo/. RT 788/551. 307 do CP (TJSP. RJTJSP 157/301). E preciso que o agente se atribua identidade inexata. mv— 783/641. empresa pública ou fundação pública federais (TRF da 1 R. comete o crime do art. RT 756/553.99. II. sob o título Confronto com falsa identidade. RT 720/476).Arts. DJU 17. RT759/687). DJU9. RT 414/267. RT749/680. por não ser esta considerada documento de identidade (TAMG. RT778/663. 307 (TFR. 512/393. não bastando a indicação de falsa profissão (TACrSP. ficando impunível o do art. RJDTACr 25/468. 762/650. 91/404. TACrSP. RT 667/325). 308. 307 o agente que. para demonstrar a falsa identidade. ■ Alegação de menoridade: Não comete o crime deste art. TACrSP. RT 754/645. obter CIC e traveller's checks. 297 e 299 do CP (TRF da 3 á R. 64221). RT757/541). 1975. Não há o delito se o agente se atribui falsa identidade. 781/572. 1975. tentando ingressar em outro país. como próprio..330. e não o do art. Art. 308. título de eleitor. não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art. 308: 0 agente que. independendo de vantagem própria. 299 e 307 do CP deve ser resolvido pela regra da especialidade.96. em documento de identidade subtraído da vítima. v. 307 (TJPR. para que dele se utilize. 307 e 308 Código Penal 612 21. ao ser detido. RT620/284). apresenta certidão de nascimento de outra pessoa.196. 307 é de natureza formal e completa-se com a mera atribuição de identidade que não pertence ao agente. jurisprudência no art. 757/577. 307. ou. e não pela da subsidiariedade. 307 quem assume identidade de terceiro para frustrar a execução de condenação criminal (TJSP. FRANCESCHINI. ainda. ou dano a terceiro (TACrSP. utiliza-o. ao ser preso. n° 2. alega. como inculcar-se padre ou militar (FRANCESCHINI. RT788/582. funcionário público (TACrSP. Quando a falsa identidade foi o meio empregado para a prática de estelionato. RT746/610. Aquele que. IBCCr 90/449. Julgados 90/228. Contra: TJSP. serviços ou interesses da União. TJSP. mesmo ciente da falsidade do documento público. RJDTACr 27/98. ao ser autuado em flagrante. passaporte. autarquia. apenas para esconder antigo passado criminoso (STJ. ou perante a autoridade policial ou judicial (TARJ. RT 641/349. se não foram atingidos bens. comete o crime do art. e não o do art. não havendo absorção de um pelo outro (TACrSP. Ap. Contra: TACrSP. mv — 608/352.6. 307. 308 sob o nome Substituição de fotografia em passaporte. 748/604. Vide. há só este crime. ■ Confronto com o art. E atípica a conduta de adulteração. utiliza documento falso. em proveito próprio. ■ Competência: E da competência da Justiça Estadual. pratica o crime do art.9. 0 conflito aparente entre os arts.9. 733/582. 299 (TJSP. 307 e não a falsidade de documento do art. 304 (TJSP. RJTJSP 180/320). Jurisprudência. ■ Consumação: O crime do art. da fotografia desta pela sua. mas somente atribuir-se dados identificativos falsos e em proveito próprio (TACrSP.82). RCr 9. Julgados 91/234. é art. com o objetivo de fazer-se passar por terceiro.472. 75/261. falsamente. ser menor de idade (TJSP. Se o agente. mv— RT532/419). 107. próprio ou de terceiro: .

■ Concurso de crimes: E delito expressamente subsidiário e será absorvido por outro mais grave. para que este a utilize ao entrar no País (TFR. a partir da vigência da Lei nr 10. para que esta dele se utilize.613 Código Penal Art. ■ Confronto: Se o crime é praticado para realização de operação de câmbio. documento dessa natureza. de forma a compreender todo documento admitido como prova de identidade. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Seu empréstimo caracteriza o crime do art.492/86. como se fosse próprio. ■ Cessão de documento: Configura o crime do art. ■ Tentativa: Admite-se apenas na forma de ceder. ■ Certidão de casamento: Com reservas. 308 do CP (TJSC. atribuição ou qualificação profissional (TACrSP. entendemos que. ■ Transação: De acordo como art. como também outros documentos que especificam qualidade. A cessão pode ser gratuita ou onerosa e não é necessário que a pessoa que recebe o documento o use. E ele o cede (entrega.02. Jurisprudência . vide Lei n2 7. de documento de terceira pessoa. fornece) a outra pessoa. segunda parte. 21. na primeira conduta. 308. art. entendeu-se que pode ser considerada documento de identidade (STF. É o emprego ou utilização. como próprio. a transação caberá neste art. caput. Ceder a outrem. 52 . ■ Pena: Detenção. na segunda. ■ Tipo objetivo: Como objeto material a lei fala em passaporte. Contra: Configura o art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. e multa. b. 308. ■ Consumação: Com o uso efetivo para prova de identidade. 308.259/01. ou na vontade de cedê-lo a outrem. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Concurso de pessoas: Se o beneficiado pela cessão realmente usar o documento. RT 686/324). RT731/663). cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. que consiste na vontade de usar. incidirá na primeira modalidade (uso). ■ Tipo subjetivo: É o dolo. em vigor a partir de 12. como se fosse seu. Usar. Uso de documento de identidade a/heio ■ Objeto jurídico: A fé pública.099/95). sem dependência de outro resultado). é art. 2 2 . RJDTACr 10/73-4). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 308 do CP (TRF da 3 R. o documento pode ser do agente ou de outrem. de quatro meses a dois anos.7. com consciência de que este pretende utilizá-lo. parágrafo único.259. ■ Troca de fotografia: Se o agente troca a foto do dono de documento de identidade pela sua. Em face do princípio da isonomia (art. e multa. ■ Sujeito passivo: O Estado (principal). uma vez que o termo "identidade" compreende não só a identidade civil. RT 530/395. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. quando constituir elemento deste. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade. Assim. com a efetiva entrega (em ambos os casos. o documento. qualquer documento de identidade alheia. da Lei n 2 10. RF275/287). para que dele se utilize. de quatro meses a dois anos.01. de 12. 308 Pena — detenção. como próprio. TJSP. no que concerne à identidade pessoal.1. São duas as condutas previstas: a. título de eleitor. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 100 do CP. Aqui. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. efetivamente. próprio ou de terceiro. o emprésti mo de carteira de estrangeiro a compatriota. Inexiste forma culposa. pelo agente. 297 e não art. RT 546/440).. 89 da Lei n 2 9.

toca à "subjetividade jurídica (comerciante. ■ Tipo subjetivo: O dolo (que consiste na vontade livre e consciente de atribuir.815/80. 125. para entrar ou permanecer no território nacional. 1054). ainda que a entrada ou permanência não se realize. ■ Consumação: Com o efetivo uso para entrar ou permanecer. que a qualidade falsamente atribuída seja requisito para a entrada (e não para a permanência) do estrangeiro em território nacional. Incrimina-se. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é usar nome que não é o seu. oral ou por escrito. Não há tipificação na atribuição para a permanência do estrangeiro. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para entrar ou para permanecer). ■ Objeto jurídico: A fé pública. E imprescindível. ciente da falsidade da qualidade) e o elemento subjetivo que o tipo contém. 309. porém. ou seja. A qualidade. e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. X). utilização). militar etc. também. p. 1995. o conceito é mais amplo. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art. de competência da Justiça Federal (CR/88. Na escola tradicional pede-se o "dolo específico". e multa. ■ Consumação: Com a atribuição em ato relativo à imigração. O comportamento deve ser praticado para entrar ou permanecer no território nacional (vide Tipo subjetivo). ■ Remissão: Vide. ■ Objeto jurídico: A fé pública e a imigração. IV. engenheiro. ■ Tipo objetivo: O núcleo é atribuir.Art. Fraude de /ei sobre estrangeiros ■ Alteração: A Lei n° 9. o agente usa o nome para essa finalidade.)" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. 1965. p. de um a três anos. o uso (emprego. ■ Tentativa: Não se admite. para HELENO FRAGOSO. referente ao especial fim de agir ("para promover-lhe a entrada"). Usar o estrangeiro. ■ Pena: Detenção. Não há modalidade culposa do delito. 309. 309 Código Penal 614 FRAUDE DE LEI SOBRE ESTRANGEIROS Art. 89 da Lei n° 9. de um a quatro anos. Lei n 2 6. art. Parágrafo único. ■ Sujeito passivo: O Estado. 310 do CP no atual parágrafo único deste art. 109. art. Já para MAGALHÃES NORONHA. Não há punição a título de culpa. Na corrente tradicional pede-se o "dolo específico". Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a entrada em território nacional: Pena — reclusão. ■ Sujeito passivo: O Estado. v. XII e XIII (Estatuto do Estrangeiro). de nome que não é o verdadeiro (nome fictício ou de terceiro). e multa.426/96 transformou o antigo art. v. Pune-se a atribuição a estrangeiro de falsa qualidade. independentemente do efetivo ingresso do estrangeiro no País. IV. assim. inculcar imputar. abrangendo "atributo ou predicado emprestado ao estrangeiro" (Direito Penal. Atribuição de fa/sa qua/idade a estrangeiro (parágrafo único) . 192). Pode ser praticado por escrito ou oralmente.099/95). que tem a significação de irrogar. nome que não é o seu: Pena — detenção. sacerdote. credor. de um a três anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito ativo: Só o estrangeiro (crime próprio).

§ 1 91 . ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR Art. 89 da Lei n° 9. ■ Objeto jurídico: A fé pública e a ordem econômica e social (CR/88. encobrindo o verdadeiro interessado. nos casos em que a este é vedada por lei a propriedade ou a posse de tais bens: Pena — detenção. título ou valor pertencente a estrangeiro. e a propriedade de empresas jornalísticas. que consiste na vontade de prestar-se a figurar.11. São exemplos dessa proibição a exploração de jazidas.615 Código Penal Arts. consciente do encobrimento que faz. FALSIDADE EM PREJUÍZO DA NACIONALIZAÇÃO DE SOCIEDADE Art.099/95). televisão. Visa ao agente que condescende em servir. 310. e 222 e § 1 9). ■ Sujeito passivo: O Estado. § 6 9 ).856. modificado pela Lei n 2 7. e multa. Trata-se de norma penal em branco. Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor.300/85). ainda. e multa. de dez a cem salários mínimos regionais) quem emprestar nome para ocultar o verdadeiro proprietário. de seis meses a três anos. punindo (com pena de detenção.250/67. Prestar-se a figurar como proprietário ou possuidor de ação. DJU 28. aparentemente. Falsidade em prejuízo da nacionalização de sociedade ■ Alteração: A Lei n° 9. de seis meses a três anos. ■ Pena: Detenção. agenciamento de notícias e empresas cinematográficas (Lei n° 5. arts. como de radiodifusão. 3 9 . Essa lei pune. de televisão e radiodifusão. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Consumação: Quando o agente passa. que se completa com outras leis. Não há forma culposa. e multa. ■ Confronto: A Lei de Imprensa contém dispositivo específico. o beneficiado pela simulação (art. título ou valor pertencente a estrangeiro. 311 do CP para 310. 8904). ■ Sujeito ativo: Somente o brasileiro. Jurisprudência ■ Intenção de permanecer: O desígnio de permanecer no território nacional não integra o crime do art. 3°. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. ■ Ação penal: Igual à do caput. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é prestar-se a figurar. recursos minerais e potenciais de energia hidráulica por pessoas físicas estrangeiras. art. de um a três anos. 311. p. 3. a ser proprietário ou possuidor. poiso dispositivo ressalva: nos casos em que a este (ao estrangeiro) é vedada por lei a propriedade ou posse de tais bens. 176. "homem-de-palha"). Pune-se o "testa-de-ferro" que se presta a figurar como proprietário ou possuidor de ação. ■ Tentativa: Admite-se. não só de empresas jornalísticas.426/96 renumerou o antigo art. e multa. 310 do CP (TFR. 309 a 311 ■ Pena: Reclusão. que se sujeita a ser interposta pessoa ("testa-de-ferro".79. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. de seu componente ou equipamento: . Ap. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". de um a quatro anos.

b. aumentada de um terço. a vontade livre e consciente de adulterar ou remarcar. 311 (STJ. pratica o delito (TJDF.). § 1 2. Obviamente. automotor ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). podendo constituir somente ato preparatório do crime (TJSP. secundariamente. de seu componente (portas.) ou equipamento (tudo aquilo que serve para equipar. Não há modalidade culposa. tendo em vista que a conduta não equivale à de adulterar. de três a seis anos. por tratar-se este de crime autônomo (TACrSP. com o único intuito de burlar o rodízio de circulação instituído pelo poder público. ■ Confronto com o art.Art. RT792/609). (caput) ■ Sujeito passivo: Primeiramente. o Estado. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 311 do CP". RT792/609). vidros etc. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é adulterar (falsificar. ■ Rodízio: A colocação de fita adesiva de cor preta no último algarismo da placa de veículo. Luiz FLávio GOMES. 0 agente que confecciona placas clonadas. RT 791/723). in RT759/497). fornecendo indevidamente material ou informação oficial. § 22 . "Adulteração das placas do veículo: atipicidade frente ao art. ensejando sua adulteração a incidência da norma (TRF da 4 2 R. RT 761/602). de três a seis anos.■ Objeto jurídico: A fé pública. a pena é aumentada de um terço.. e multa. caminhão etc. Jurisprudência . 311. 311 Código Penal 616 Pena — reclusão. ■ Adulteração de placas de veículos: O ato de adulterar ou remarcar placas dianteira e traseira configura o crime deste art. 311 do CP: O crime de receptação não absorve o de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. o sinal ou número resultante da adulteração ou remarcação há de ser diverso do número original (nesse mesmo sentido.. ■ Tentativa: Admite-se.426/96. As placas de veículos integram o conceito de sinal identificador para efeito do art. o terceiro prejudicado pela adulteração ou remarcação. sabendo da falsidade no novo número ou sinal. e multa. é fato atípico. motor. prover). A primeira hipótese é de autoria. o fornecimento de material ou informação oficial deve ser indevido. 311 do CP. fornecendo indevidamente material ou informação oficial. especialmente em relação à propriedade e ao licenciamento ou registro de veículos automotores (TJSP. motocicleta. especialmente em relação à propriedade e ao licendor de veiculo ciamento ou registro dos veículos automotores. RT 772/541. Nesta última. ■ Raspagem de chassi: A supressão por raspagem do número do chassi não configura o crime do art. ■ Pena: Reclusão. Aumento de pena (§§ 12 e29 ■ Duas são as hipóteses: a. ou seja. ônibus. TRF da R. Se o funcionário público contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado. Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado. ■ Pena: A do caput. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. sina/ identifica. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela. RT 791/723). RT789/658). para identificação de veículo roubado. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela (§ 1 2 ). a segunda. contrafazer) ou remarcar ( marcar de novo) número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor(carro. por inexistência de afronta à fé pública. Adulteração de ■ Alteração: Artigo introduzido pela Lei n 2 9. ■ Consumação: Com a adulteração ou remarcação idônea a enganar. de co-autoria ou participação.

extingue a punibilidade. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 312. embora não tendo a posse do dinheiro.1. 327. se lhe é posterior. parágrafo único. 312. se o funcionário público. da Lei n° 10. 313) dispõe sobre o peculato-estelionato. com pena máxima até dois anos. a transação cabe no § 2 9 deste art. art. em proveito próprio ou alheio. No § 1° vem previsto o chamado peculato-furto e. O § 32 cuida da extinção da punibilidade pela reparação do dano. 89 da Lei n° 9. haja ou não procedimento especial.617 Código Penal Art. se precede à sentença irrecorrível. desde que elas tenham conhecimento desta qualidade do autor (cf. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. e multa. restrita á figura culposa. ■ Objeto jurídico: A administração pública. entendemos que. público ou particular. 312 contém duas modalidades de peculato: o peculatoapropriação (1 2 parte) e o peculato-desvio (2 2 parte). em seu aspecto patrimonial e moral. ainda que combinado com o § 22 do art. . Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. o subtrai. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. em vigor a partir de 12. ou desviá-lo. 327 e §§ 1 ° e 2 2 do CP). § 34. Aplica-se a mesma pena. de que tem a posse em razão do cargo.259/01. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art.259. também chamado peculato impróprio. mesmo que combinado com o § 29 do art. valor ou qualquer outro bem móvel. No caso do parágrafo anterior. reduz de metade a pena imposta. o peculato culposo.099/95). a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. 100 do CP. de três meses a um ano. 312 Título XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL PECULATO Art.02. a partir da vigência da Lei n° 10. 22. a reparação do dano. Pecu/ato (caput) ■ Divisão: O caput do art. § 1 2. 327 (art. valor ou bem. de dois a doze anos. 5 2. de 12.7. caput. em proveito próprio ou alheio: Pena — reclusão. Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena — detenção. pode haver co-autoria ou participação de pessoas que não sejam funcionários públicos. notas aos arts. no § 22 . ■ Transação: De acordo com o art. 29 e 30 do CP). ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público ( vide notas ao art. PECULATO CULPOSO § 22 . ou concorre para que seja subtraído. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22. Todavia. O artigo seguinte (CP. Em face do princípio da isonomia (art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].01. Assim.

Na doutrina tradicional. Assim. Se o desvio for praticado em benefício da própria administração. efetivamente. por não ser coisa móvel. dispondo ou consumindo o objeto material. 0 dano material é indeclinável no peculato ( HUNGRIA. v. o agente não tem a posse: embora não tendo a posse do dinheiro. apólices. mas não o peculato. Lições de Direito Penal — Parte Especial. porém. entende-se que o peculato não admite compensação nem é descaracterizado pela intenção de restituir. de dois a doze anos. I. 323. entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. Quanto às associações ou entidades sindicais. 315). predomina o entendimento de que a infração não fica excluída pela caução ou fiança prestada anteriormente. que possa ser transportada. art. ■ Objeto material: É semelhante ao do caput. I e II. mas imprescindível que o agente. art. em razão do cargo. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal".Art. predominando o entendimento de que não fica sujeita à desaprovação de contas pelo órgão competente. passa a dispor do objeto material como se fosse seu. Súmula 164 do STJ). teoricamente. Pune-se o funcionário que dá ao objeto material destinação diferente daquela para a qual o objeto lhe fora confiado. 1073).10. com o efetivo desvio. RF 266/115 e RT 526/115. FRAGOSO. o núcleo é desviar. equiparam-se ao peculato os atos que importem em malversação ou dilapidação de seus patrimônios (art. infungível ou não. 345). consuma-se quando o agente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. não configura o crime "a simples mistura dos dinheiros públicos com o próprio dinheiro" (H. o núcleo é apropriar-se. é o dolo. Peculato-furto (§ >°) ■ Objeto jurídica sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do capuz. Embora seja questão intranqüila. IX. a vontade livre e consciente de desviar. até mesmo quanto à indistinção entre bem público e particular. 312 Código Penal 618 ■ Sujeito passivo: 0 Estado e a entidade de direito público. ao contrário do caput. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Se o agente é prefeito municipal. do Decreto-Lei n° 201/67 (vide. o aproveitamento do trabalho de funcionário subalterno não tipifica a infração penal. retendo. Na modalidade de peculato-desvio. ■ Peculato de uso: É dominante o entendimento de que não existe peculato de uso de coisa fungível. Vide jurisprudência no final da nota. Todavia. O desvio deve ser. E indiferente que o objeto material seja público ou particular. p.) ou qualquer outro bem móvel. art. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade de peculato-apropriação. e multa. Defesa preliminar em vista da redação do art. in RDP 26/90. como toda coisa móvel. do CPP. secundária e eventualmente. também o particular prejudicado. Os doutrinadores dão sentido largo à posse. A cláusula final deve ser entendida. ■ Objeto material: A indicação é ampla: dinheiro. RTJ 114/1052). A figura culposa é prevista no § 22 . Na de peculato-desvio. é também o dolo. 552 da CLT. O funcionário age como se a coisa fosse sua. Diversamente da apropriação indébita comum (CP. A posse em razão do cargo precisa ser lícita e legítima para que se enquadre no art. Todavia. 514 do CPP. sempre que o crime denunciado preencha os requisitos da fiança (CELSO DELMANTO. 1965. abrangendo tanto a detenção como a posse indireta. 1 2 . 1959. de 10. Na modalidade de peculato-desvio (22 parte do caput). ou seja. poderá ocorrer outro delito (CP. 312 do CP. tenha a posse dele. ■ Tipo objetivo: Na modalidade de peculato-apropriação (1 2 parte do caput).69). IV. requer-se o "dolo genérico" para a primeira e o "dolo específico" para a segunda ou para ambas. v. p. por exemplo. expressamente mencionado na segunda modalidade e implicitamente contido na primeira modalidade. jurisprudência: STF. valor ou bem. em proveito (patrimonial ou moral) próprio ou alheio. . 168). modificado pelo Decreto-Lei n° 925. valor(títulos. sem dependência de ser alcançado o fim visado. ações etc. O elemento subjetivo do tipo vem referido pelo especial fim de agir ("em proveito próprio ou alheio"). ■ Consumação: Na modalidade peculato-apropriação. consistente na vontade livre e consciente de apropriar-se. que tem a significação de assenhorear-se. ■ Pena: Reclusão. à semelhança do objeto do crime de furto. também. Comentários ao Código Penal. apossar-se.

Assim. Exemplo: o responsável pelo cofre da coletoria que o deixa aberto ao se ausentar. 3. O envio de missivas aos advogados por secretário de justiça. há concurso necessário entre o funcionário e a outra pessoa. ■ Tipo subjetivo: É irrelevante a sua intenção de restituir ou a ausência do ânimo de ter para si (TJSP. p. notadamente o fácil ingresso ou acesso à repartição ou local onde se achava a coisa subtraída". ■ Distinção: Se o recebimento do dinheiro não cabia ao agente. de três meses a um ano. e o elemento subjetivo que o tipo contém.990. 313 e não art. TFR. como no crime de furto (vide nota ao art. mv— RJTJSP72/343). Quanto à facilidade. 107 do CP e jurisprudência neste art. Ap. a conduta do agente deve ser em proveito próprio ou alheio.6. concorre (facilita) para que outrem pratique aquelas condutas delituosas. comenta HUNGRIA que "é qualquer circunstância de fato propícia à prática do crime. DJU 6. 4. A figura de desviar em proveito alheio exige a vontade de desviar de forma que o terceiro tenha proveito desse desvio do bem (STJ. art. voluntária e conscientemente. Reparação do dano no pecu/ato culposo (§ 3°) Figura qua//ficada Jurisprudência . ■ Sujeitos ativo e passivo. propiciando. é o próprio funcionário quem subtrai o bem. ■ Remissão: Na hipótese de ocupantes de cargos em comissão. A figura culposa está prevista no § 2°. a que o parágrafo se refere. 4150). é art. 16 do CP. vide § 2° do art. sem intenção de deles se apropriar. p. restituindo-os quando destituído do cargo (TJAC.6. RTFR71/143). Ap. 18. Nesta última modalidade. 312 do CP (TER. Vide nota no final do art. art. II). 0 dolo do peculato-apropriação é genérico. O outrem. por não observância do dever de cuidado a que estava obrigado pelas circunstâncias (vide nota ao CP. DJU 18. ao deixar o cargo. ■ Pena: Detenção. RJTJRS 166/84). Na escola tradicional é o "dolo específico".80.619 Código Penal Art. Se o ressarcimento é posterior. oportunidade para que outro funcionário subtraia o dinheiro que ficou à vista. pode ser particular ou também funcionário público. 4601. Se a reparação do dano é anterior à sentença irrecorrível (antes de decisão transitada em julgado). RT757/593). ■ Noção: É aplicável tão-só ao peculato culposo (§ 29. v. ela extingue a punibilidade. o funcionário. Na outra modalidade. 350). E imprescindível que exista nexo causal entre o comportamento culposo do funcionário e o crime cometido por outra pessoa.356. 1959. 312. O funcionário. Nas duas modalidades. Peculato culposo (§2°) ■ Noção: Aplica-se tanto ao peculato-apropriação e ao peculato-desvio (caput) como ao peculato-furto (§ 1 9 ). 30). ■ Tipo subjetivo: O dolo. 312 ■ Tipo objetivo: Incrimina-se o funcionário público que subtrai. Em ambas as modalidades é indispensável que o funcionário atue valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. IX. reduz de metade a pena imposta. JSTJ e TRF47/288-9). nelas é aplicável o art. mas pressupõe o ânimo de ter para si (TJSP. culposamente. 327 do CP. ■ Tentativa: Admite-se.80. 155 do CP). ■ Consumação: Com a efetiva subtração. consistente na vontade livre e consciente de subtrair ou de concorrer para a subtração. na modalidade de subtrair. pena e ação penal: Iguais às do caput. ou concorre para que seja subtraído. função de direção ou função de assessoramento. p. O peculato-desvio exige o dolo específico (TJRS. referente ao especial fim de agir (visando a proveito próprio ou alheio). Arrependimento posterior embora este § 3° não incida nas demais modalidades de peculato. Não comete o crime o agente que guarda em sua residência bens móveis públicos com a anuência de seu superior hierárquico. concorre para que terceira pessoa subtraia o objeto material. RT 608/319. sendo a condição de funcionário ocasião e não causa para o crime ( Comentários ao Código Penal. em quaisquer de suas modalidades (até mesmo na de concorrer para a subtração). lembrando-se que a condição funcional daquele se comunicará a esta (CP. de concorrer para a subtração.

■ Caução: A caução ou fiança prestada antes não afasta o crime de peculato (STF.5. RT490/293). RT 771/721). STJ. Hipótese especial: não pratica peculato o funcionário público que deixa de recolher sua própria contribuição ao órgão de previdência do Estado (TJSP. não aponta o seu montante. RT520/519). pratica apropriação indébita e não peculato. TFR. não basta que a coisa tenha sido confiada em razão do ofício. HC 73. tão-só. bem como a posse indireta (STF. JSTJ e TRF72/268. e não os elementos tipificadores do art. se a confiança da vítima não foi em razão de ser ele funcionário competente. HC 928. RT788/631). Resta caracterizado o delito de peculato na conduta daquele que. deve ser entendida em sentido amplo. Policial que subtrai toca-fitas. 100/144.79. Se a atribuição de receber não competia.081. compreendendo a simples detenção. ■ Denúncia: E inepta se não especifica os desvios. 0 temporário desaparecimento de equipamentos médicos de hospital público. 6439). 5. Basta a posse da coisa em razão do cargo. RT 512/427). Com o ato da apropriação. ■ Concurso de pessoas: A qualidade de funcionário comunica-se ao particular que é participe do peculato (STF. Comete peculato o policial que se apropria de valores de preso. ao agente. in RBCCr 15/410). RTJ 91/664. DJU 17. RT566/300). sendo necessário que a entrega resulte de mandamento legal.Art. mesmo quando o funcionário tinha certeza de repor o dinheiro (TER.. RT572/393). mesmo não sendo funcionário público. ■ Funcionário público: Equipara-se a funcionário público o agente que.128. inclusive no peculato-furto (TRF da 1 R. aproveita-se da condição de vigilante noturno da EBCT. ■ Bem particular: E irrelevante serem particulares os bens apropriados ou desviados (STF. 11074. valor ou bem móvel (STF. 1139). Ap. que recebe diretamente da parte o valor correspondente à execução que ali se processava. que exige o dolo e o elemento subjetivo de agir em proveito próprio ou alheio (STF. porém. pelo menos. devido à falta de controle acerca da manipulação de tais materiais. § 1°. p.83. STJ. in RBCCr 18/223. o crime é de apropriação indébita e não de peculato (STF. RT528/396).92. TJMG. demonstra mera desordem administrativa. DJU 11.96. RTJ 119/1030. ■ Consumação do peculato-apropriação: Consuma-se no momento e lugar em que o agente se apropria do dinheiro. 1340. Ap. RT 523/476).. a que se refere o texto legal. Escrevente auxiliar de cartório pode ser sujeito ativo de peculato (STF. 312 Código Penal 620 veiculando propaganda eleitoral subliminar. RJTJSP73/345.97. p. mas. aceita emprestar sua conta bancária para compensar valor desviado de banco estadual (TJAP. pela sua condição genérica de servidor público. RT517/298).. Não. modo de execução nem a participação de cada um dos acusados (STJ. por lei. JSTJ e TRF 90/407). pois o objeto não se achava sob a guarda e responsabilidade da administração pública (TJSP. RT 727/597). pratica furto simples e não peculato-furto. ■ Posse (caput): A posse. RT640/384). ao dele se apossar. RT 786/780). Quando o desvio de verba se verifica em favor do próprio ente . RTJ 153/245-6. JM 131/419). cuja guarda lhe foi confiada (TJPR.10. se o particular desconhecia a condição de funcionário do agente (TJSC. Para a consumação basta a posse. HC 74.4. art. 514 do CPP) é inexigível quando o acusado já não é mais funcionário público (TRF da 1 R. RT 536/360). mesmo sendo empregado de empresa de segurança. p. não se amolda ao peculato-desvio. ■ Ação penal: A resposta prévia (art.558-1/RS. não proibida por lei (TJSP. RJTJSP 103/451). ■ Em razão de ofício: Para a configuração do peculato. RTJ 97/452). pois o CPC não atribui aos escreventes tal encargo (TJRJ. DJU 12. 327. não sendo exigível que o agente ou terceiro obtenha vantagem com a prática do delito (STJ. DJU 7. Vide. p.351. TJRJ. ainda. DJU 24. 7959). de inveterada praxe.. ao revistar veículo abandonado. e furta objetos do interior de correspondências (TRF da 3 á R. Escrevente de Vara Cível. ou.2. ■ Benefício próprio ou alheio: É indispensável que o desvio se faça em benefício próprio ou alheio (TJSP. do CP. 3.2. RT792/578). p. ainda que a sua propriedade seja de particular (STF. 312 (TRF da 5 R. RT 552/436. RT 792/578).

in RBCCr 12/288). uma vez que o que importa neste delito não é tanto a lesão patrimonial.77. A falta de tomada de contas igualmente não impede o início da ação penal (TJPR..452. ■ Desclasificação para estelionato: E admissível a desclassificação para estelionato se o agente. do CP.8. TJAC. valendo-se de sua qualidade de funcionário. pois o peculato e a falsidade ideológica resultam de ações distintas e autônomas (TJSE. ■ Confronto com furto: O servidor público que subtrai armas que estavam sob a guarda da Administração. nem mesmo o de uso.94. em utilização diversa da prevista. APn 218. RT756/608).5. p. funcionário de empresa pública. DJU 16.86. RT513/357). E inadmissível a compensação no crime de peculato. DJU 18. p. absorve o estelionato (TRF da 1 R. sobretudo.. não exclui o crime (TJSC. do CP (TRF da 4 á R. TJSP. nem impede o Ministério Público de oferecer denúncia (STJ. contendo talonário de cheques. com o consentimento do seu responsável por este (TJPR. ■ Concurso de crimes: O peculato absorve a falsidade. Ap. 61. RT 756/608). DJU 28.80. p. RT 520/353). TJSP. pois tal delito fere o aspecto patrimonial e moral da Administração Q Pública (TRF da LP R. 0 desvio de mão-de-obra pública não caracteriza o delito deste art. obtém para si. ■ Confronto com peculato-furto eestelionato: Pratica o crime de peculato próprio. o funcionário que retarda ato de ofício para satisfazer interesse próprio. DJU 23. Contra: O funcionário da Caixa Econômica Federal que subtrai guias de depósito e talões de cheques e. embora com intenção de restituir (STF.11. 7794. a ofensa aos interesses da Administração (TJSP. através de artifício fraudulento. 3. consegue proveito para si.10. prevista no art. alegado pelo agente. pois a Administração Pública somente perde a disponibilidade de seus bens quando expressamente a consinta. e não o de peculato-furto ou estelionato. RHC ■ Aprovação de contas: 55. RT 758/516. RT 784/739). DJU 5. por ser mais grave. sendo suficiente a violação do dever de fidelidade para com a Administração (TJRS.9. RT 776/667). .621 Código Penal Art. em documento público de assistência patronal. Não configura o aproveitamento de material usado e imprestável.. e emite uma das cártulas mediante falsificação da assinatura da correntista (IRE da 4 Q R. TRF da 3 R. Ap. mas. caracteriza bis in idem. DJU 26. TJPR. se esta constituiu meio para a prática do desfalque (TFR.375. ■ "Peculato de uso": Constitui peculato. RT 771/722). ■ Compensação: O fim de compensação. RTJ 91/814). A aprovação de contas não exclui o crime (STF. Ap. Não pratica peculato. p. há emprego irregular de verba e não peculato (TER. mas prevaricação. 19468. ■ Circunstância agravante (bis ín idem): A incidência da circunstância agravante de violação de dever funcional. TJSP.. RT 759/754). Se inseriu. RTFR 70/108. RT 505/305). PJ 43/234). empregando meio fraudulento. ■ Processo administrativo: Não descaracteriza o peculato doloso o fato de o Poder Legislativo ter inocentado o agente (TJPB. pratica o crime de peculato. 171.. RF260/340). Contra: há concurso formal (STF. á comete peculato-furto que.10. ■ Dano material: Não há peculato sem dano patrimonial à administração (TFR. 312 (TJSP. O peculato de uso pressupõe que a coisa seja infungível. RHC 3. RT 790/692). 7526. PJ 42/196). declarações falsas para obtenção de ressarcimento de despesas médicas em nome próprio e de terceira pessoa.2. RT 537/302). a aplicação de dinheiro público em proveito próprio ou de outrem. 2916-7. 5. p. o que não é o caso do dinheiro (STF.94.061. há concurso material. p. pp.. e não o de furto (TJAC. II. 312 público. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP.863. pois o peculato tem como elemento do próprio tipo o motivo da majoração (STJ. in RBCCr 6/234). RT 769/729. Ap. RT 535/339). 5762). ou a lei administrativamente o autorize. ■ Princípio da insignificância: Não se admite a sua aplicação em face do pequeno valor apropriado.589.79. DJU 29. em tese.801. 2977.78. g. RT 727/597). 3. § 3 Q . RT784/589). RT 499/426). 5. vantagem ilícita (TRF da 4 Q R. RT 749/669. desclassifica-se para o art. Contra: a caracterização do peculato doloso não reclama lucro efetivo pelo agente. o carteiro da EBCT que se apropria de encomenda sedex. RT702/377). 67831.

do Decreto-Lei n 9 201/67 (TJSP. ou seja. RT 541/342. 312 Código Penal 622 RJTJSP 140/261.79. 604. ■ Associações sindicais: 0 Decreto-Lei n°925. Configura. Não se caracteriza se não comprovado que os valores pagos pela Prefeitura eram realmente indevidos. mas influi na pena e permite a aplicação do art.6.. o uso de veículos ou máquinas oficiais em serviços particulares. TRF da 4 á R.79.497/DF. p. Comete o delito de peculato culposo o funcionário de agência bancária. se depositava as quantias em sua conta bancária. 312 do CP quanto a figura do art. ainda assim. RT785/654). Não pratica crime se adquire presentes para ofertar às secretárias do município.847.. ainda que haja consumo de combustível (TJSP. 319) ou emprego irregular de verbas ou rendas públicas (art. RT 633/266). ficando com os juros (TRF da 22 R. 5013).10. imprudência ou imperícia. Configura o crime a determinação de aquisição de bens ou realização de serviços sem o devido processo licitatório. entretanto. não confere assinaturas apostas em cheque nem segue as formalidades necessárias para desconto.86. 15 (atual) do CP (TER. a conduta do administrador que desvia fundos disponíveis para aplicações a curto prazo a fim de salvaguardá-los da inflação desenfreada (STF. sendo irrelevante a ausência de perdas materiais. O peculato-desvio exige o dolo específico. DJU 11.98. tanto são peculatos os do art. que o acusado. por negligência. A restituição não descaracteriza o peculato doloso (TJSP. RT 520/521. mv— RJTJSP 141/448). RJTJSP 140/261). se apropria de mercadorias estrangeiras irregularmente introduzidas no território nacional (TRF da 5 4 R.9. ainda que feita antes do procedimento disciplinar (STF.3. A devolução não descaracteriza (TJSP. RT769/729. I. mv— JSTJ e TRF83/465. que dá à norma interpretação equivocada (TJRS. ■ Reparação no peculato culposo (§ 39: Extingue-se a punibilidade se o agente. DJU 27. Ap. funcionário de agência bancária pertencente a empresa pública. RJTJRS 166/84). TRF da 1 2 R. que. com verba do seu gabinete. RT 759/757).86. RT 499/426).450. RT 605/399). mv — JSTJ e TRF83/465). RT 506/326). entrega numerário correspondente ao valor do título subtraído e falsificado (TRF da 5 2 R. p.088. TRF da 5 4 R. DJU 8. em relação aos preços correntes e usuais (TJPR. JSTJ e TRF76/312).69. RHC 7. agindo com negligência. A reposição do dinheiro não extingue a punibilidade (STF. equiparou ao peculato os crimes praticados em detrimento de associações sindicais (STF. TJRJ. RT760/757).9. e. destinada a recepções. 76. p. DJU 6.Art. eis que o objeto material é a moralidade administrativa (TJSE. o principal. in RBCCr 2/242). DJU 19. 5. que falta ao seu dever. Ap.. de 10.5. RT 760/757). bem como o empréstimo de material (TJSP. mv— RJTJSP 113/522. 16 do CP (TJSP. ■ Reparação no peculato doloso: A extinção da punibilidade pela reparação do dano só é possível no peculato culposo (STJ..524. RTJ 84/1067. RJTJSP 114/498. 1 2 . Depois de consumado o peculato doloso. Ap. E só ilícito administrativo. não se vislumbrando má-fé no caso de prefeito sem formação jurídica e sem assessoria técnica. ■ Aplicações financeiras: Não tipifica peculato (art. ■ Peculato-furto ou impróprio: Comete este crime o policial que. 16275). posteriormente.93. pertencente a empresa pública. Ap. RTJ 125/25). RHC 56. é necessário que o agente concorra para que outrem pratique o crime. nem prevaricação (art. 8948. RT 506/319). RT 698/385). 3. 312). RT 520/460). o recolhimento das importâncias desviadas não configura o arrependimento eficaz do art.. 8641). leve uma outra pessoa a cometer o ilícito (TJPB. RT632/280. RT790/692). ■ Peculato culposo (§ 2°): Pratica o funcionário público incumbido de fiscalizar o serviço... p. 315). propiciando que seu subordinado aumente o número de horas extras a que tem direito e se aproprie da diferença (TFR. in RBCCr 24/318). TFR. no exercício do dever funcional de repressão ao descaminho. TRF da 2 2 R. ressarce a entidade financeira da quantia que fora irregularmente sacada (TRF da 5 2 R. A restituição não influi na tipificação do peculato doloso. aplicava-as no open market e devolvia. homenagens e festividades (TJMG. ■ Prefeito municipal: Em termos de nomenclatura. 2682. p. PJ 43/234). p. por ausência de dolo específico. e não peculato.4. .. DJU 22. Para a configuração da modalidade culposa. mas pode influir na pena (STF. 5.

312 do CP (TFR.8. do CP). e multa. E necessário. TJPR. nos termos do art. ■ Objeto material: E dinheiro ou qualquer utilidade. DJU 27.099/95). obtém Figura qualificada Jurisprudência . 312. ■ Pena: Reclusão. Por erro de outrem. a funcionária pública que. 92 do CP. recebeu por erro de outrem: Pena — reclusão. se a apropriação fica comprovada por outro meio (STF. 313 é necessário que o erro da vítima. ■ Tipo subjetivo: Igual ao da primeira modalidade do art. em razão do cargo público que o agente exerce. 29 e 30). 313. que o funcionário se aproprie de objeto que recebeu: a. RF270/277. ■ Ação penal: Igual á do art. ■ Tentativa: Admite-se. Embora não haja necessidade de perícia para evidenciar a prática de peculato. RTJ 103/156). 312 e 313 ■ Exame pericial: Se o peculato deixou vestígios materiais. do CP). se não houver combinação com o ■ Suspensão art. vide § 2° do art. 312 para o art. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação (CP.8. ■ Consumação: Quando o agente passa a dispor da coisa recebida. condicional do processo: Cabe. Na maioria dos casos de peculato. que praticou crime de peculato.623 Código Penal Arts. Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. Ap. em entregar o valor. isto é. consistente no desvio de recursos orindos de convênios com o SUS. RT 779/548).87. p. torna-se imprescindível a elaboração de laudo pericial (TJSP.81. ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargos em comissão. porém. 5. § 2 2 (art. as coisas móveis e de valor econômico. IV. 109. e multa. 89 da Lei n° 9. RT 753/536). 327 do CP. como se fosse sua.585. caput. ■ Tipo objetivo: O núcleo é o mesmo apropriar-se da figura principal do peculato (vide nota ao art. é necessário que a pena corporal aplicada seja superior a quatro anos (TJRO. não é indispensável o exame de corpo de delito (TER. ■ Perda da função pública: Para que seja decretada a perda de função de policial civil. Vide. ■ Confronto com o estelionato: Pratica o delito do art. RT638/318). 171. na impossibilidade deste. 327. a tipificação é no art. RTFR 71/143). induzindo a erro caixa de agência bancária. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do art. 312.337. 312: Se o recebimento do dinheiro apropriado não cabia ao agente. E desnecessária a perícia contábil para constatação do peculato. para outros. 313 e não no art. do CP. se a prova existente é precária. de indireto (STF. do CP). 312. Pecu/ato mediante erro de outrem (peculato-este/ionato ou peculato impróprio) ■ Objeto jurídico. 312. ■ Competência: Tratando-se de crime de peculado praticado por ex-Secretário da Saúde estadual. 8201). No exercício do cargo. A pessoa que se engana na entrega tanto pode ser particular como outro funcionário público. 312 (vide nota ao art. apenas. no exercício do cargo. função de direção ou função de assessoramento. PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM Art. será indispensável a realização de exame de corpo de delito direto. 15169). 312. 4. de um a quatro anos. DJU 6. de um a quatro anos. da CR/88 (STF. porém. p. O erro deve ser da vítima que faz a entrega e não pode ter sido causado pelo agente. b. e não o do art. caput. Para que haja desclassificação do art. caput. entendendo alguns que esta deve alcançar. ou. não tenha sido induzido pelo agente (TER. também. caput. caput (vide nota ao art. jurisprudência ao art. 313. RT 767/676). § 3°. ■ Confronto com o art. compreende qualquer coisa que represente vantagem. arts. Ap. a competência é da Justiça Federal.

22 ). ■ Vencimentos pagos a mais: No caso de vencimentos pagos a mais ao funcionário. arts. posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. e não qualquer funcionário público. d. o particular pode ser co-autor ou partícipe. de 14. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena — reclusão. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. especialmente a alteração de seu § 1-q feita pela Lei 11° 9. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais. modificar) indevidamente dados corretos. mas apenas funcionário autorizado. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. facilitar (tornar fácil. a inserção de dados falsos. o funcionário autorizado. afastar dificuldades) a inserção de dados falsos. ■ Concurso de pessoas: Apesar de crime próprio.00). Todas essas condutas têm por objeto os sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública. ■ Pena: Reclusão. Por ser crime afiançável (CPP. a inserção. em seus aspectos patrimonial e moral. ainda. Na doutrina tradicional (clássica). só se consuma quando este. I). ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe do crime (CP. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias. ■ Tipo subjetivo: O dolo. /nserção de dados fa/sos em sistema de informações ■ Alteração: Art. ■ Consumação: A consumação se dá com a efetiva inserção ou facilitação de inserção (facilitação + inserção facilitada) de dados falsos ou. evidentemente àquele se refere. INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES Art. 327 do CP. de dois a doze anos. Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. art. 15. ou seja. O rito processual deverá ser o previsto nos arts. b.00 ( DOU 17. ■ Tipo objetivo: São quatro as condutas incriminadas: a. Não há modalidade culposa. auxiliar.00. 313-A acrescentado pela Lei n° 9. vide nota no art. c. 29 e 30). aquele administrativamente designado para a função. ■ Ação penal: Pública incondicionada. RT760/757). ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público autorizado.7. 313 e 313-A Código Penal 624 vantagem econômica ilícita com o desconto de cheque subtraído de entidade a que era vinculada (TRF da 5 R. chamado a dar conta. inserir (introduzir. Obviamente.10. será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP. de dois a doze anos.7.. ou seja. Nas condutas c e dexige-se o elemento normativo do tipo (indevidamente). a facilitação de inserção. é o dolo específico. consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas. Inserir ou facilitar. 514) ( CELSO . com a real alteração ou exclusão indevida de dados corretos.. cai em mora e não os devolve (TJSP. excluir (eliminar) indevidamente dados corretos. em segundo lugar. e multa. 313-A. incluir) dados falsos. 513 e seguintes do CPP. trata-se de crime próprio.983/00 (art. acrescido do especial fim de agir (obter vantagem indevida para si ou para outrem ou causar dano). ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. o particular que eventualmente vier a ser prejudicado. na prática será de difícil ocorrência. e multa. RT521/355). 323.983. arts. especialmente seus sistemas informatizados ou bancos de dados. art. 29 e 30).Arts. a alteração e a exclusão devem ser juridicamente relevantes e ter potencialidade lesiva. alterar ( mudar. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública.

327. de 14. Parágrafo único. RTJ 114/1052. da CR/88) e da analogia in bonam partem. parágrafo único. ■ Tipo subjetivo: O dolo. .1.7. para a configuração deste art. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Modificar ou alterar. o particular prejudicado. administrativamente designado para a função. Neste sentido: STF.00 ( DOU 17. ■ Alteração: Art. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. do CP (art. modificar sistema de informações ou programa de informática. em vigor a partir de 12. 89 da Lei n° 9.983/00 (art.259/01. 313-B que a modificação ou a alteração seja feita sem autorização ou solicitação de autoridade competente (elemento normativo do tipo). A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais vide o art. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena — detenção. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. a partir da vigência da Lei n° 10. in RT 526/115).7. § 2 9 . e multa.259. 2 9 ). o funcionário. os verbos acima referidos têm o mesmo significado (AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA. Assim. Em face do princípio da isonomia (art. de três meses a dois anos. da Lei n° 10. caput.00). "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". Exige-se.625 Código Penal Arts. o conceito de alterar é mais abrangente que o de modificar. Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. ■ Transação: De acordo como art. entendemos que. secundariamente.7. 0 sistema de informações ou programa de informática deverá ser da Administração Pública. 313-B. MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇOES Art. alterar sistema de informações ou programa de informática. especialmente a alteração de seu § 1 9 feita pela Lei n° 9. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. sendo este espécie e aquele gênero ( Crimes contra a Previdência Social. não se exige que seja funcionário autorizado. 2000. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. entretanto. com pena máxima até dois anos. Para ANTONIO LOPES MONTEIRO. Para a doutrina tradicional (clássica). desde que não haja incidência do § 2 9 do art. ■ Tipo objetivo: São duas as condutas incriminadas: a. b. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias (15. isto é. Não há forma culposa.099/95). Nova Fronteira). 100 do CP. 49). a transação cabe no caput deste art. Modificação oua/teração não autorizada de sistema de informações ■ Objeto jurídico: A Administração Pública.983. posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. a modificação ou alteração deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade lesiva.01. 5 9 . representado pela pessoa jurídica de direito público. haja ou não procedimento especial. de 12. consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas.02. 313-A e B DELMANTO. 327 do CP. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. p.10. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. Evidentemente. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 327. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Sujeito passivo: O Estado. 313-B acrescentado pela Lei n° 9. Embora a lei não deva usar palavras desnecessárias. ainda. 313-B. evidentemente a ele se refere. ainda que haja combinação com o art. Ao contrário do art.00). Saraiva. é o dolo genérico. 29 . especialmente seus sistemas de informações e programas de informática. 313-A.

inclusive em prejuízo de entidade de direito público. 314: a. recebido pelo agente na qualidade de advogado ou procurador. § 2 2 (art. 298 do CP). 314. 29 e 30). art. sonegá-lo ou inutilizá-lo. vide art. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. isto é.099/95). art. 313-B e 314 Código Penal 626 ■ Consumação: A consumação se dá com com a efetiva modificação ou alteração de sistema de informações ou programa de informática.de um terço até a metade. 3 2. ■ Ação penal: Pública incondicionada. extraviar (desviar. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. salvo na hipótese de sonegação.. art. que pode ser público ou particular (vide conceito de documento na nota ao art. ou seja. O rito processual deverá ser o previsto nos arts. sonegar(não apresentar. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Consumação: Com o efetivo extravio ou inutilização (ainda que parcial). ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. Não há forma culposa. 29 e 30). b. art. autarquia. Extraviar livro oficial ou qualquer documento. 322. ■ Tipo objetivo: Três são os núcleos alternativamente previstos no art. que a guarda seja dever do seu cargo. Extravio. livro oficial. desencaminhar. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. e multa. sem dependência de outros resultados. 12 e parágrafos da Lei n 2 9. Causa especial ■ Noção: Seda modificação ou alteração resulta dano (no sentido naturalístico) para de aumento de a Administração Pública ou para o administrado (o particular). ■ Confronto: Quanto à violação de direitos de autor de programa de computador. c. Por se tratar de crime afiançável (CPP. empresa pública. é imprescindível que o agente tenha a guarda em razão do cargo. se não houver combinação com o art. ocultar fraudulentamente). a pena é aumentada pena (parágra. art. na prática será de difícil ocorrência. sonegar ou inutilizar. Na modalidade de sonegar. 356 do CP. será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP. inutilizar (tornar imprestável ou inútil). de três meses a dois anos. 305 do CP. que deve ser livro criado por lei e usado em escriturações. caput). fo único) EXTRAVIO. 513 e seguintes do CPP. 337 do CP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. SONEGAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE LIVRO OU DOCUMENTO Art. consuma-se quando há a exigência legal para apresentar. arts. Se o extravio. sonegação ou /nuti/ização de livro oficia/ ou documento ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. a vontade livre e consciente de extraviar. 327. ■ Confronto: Se há especial fim de agir. b. total ou parcialmente. arts. Se o agente não tiver a guarda ou não for funcionário. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Contudo. lançamentos. 89 da Lei n° 9. ou qualquer documento. art. se o fato não constitui crime mais grave. da Lei n° . 514). total ou parcialmente: Pena — reclusão. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe. I. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. O objeto material é: a. de um a quatro anos. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público. ■ Pena: Detenção. sonegação ou inutilização acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. o particular pode ser co-autor ou partícipe. de que tem a guarda em razão de cargo. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Se a sonegação é de papel ou objeto de valor probatório.609/98. fazer perder). registros etc.Arts. Seja li vro oficial ou documento.

RT 612/316). ■ Dolo: É necessário o dolo genérico. 76 da Lei n2 9. 89 da Lei n° 9. o particular pode ser co-autor ou participe. que são as somas de dinheiro reservadas ao pagamento de determinadas despesas. ■ Objeto jurídico: A regularidade da Administração Pública. I. por si só. esta deve ser entendida em seu sentido restrito. ■ Pena: Reclusão. ■ Inutilização: Comete o crime quem inutiliza folha contendo cota do Ministério Público em autos judiciais. 314 (TJSP. RT492/315). entendemos ser necessária. Em vista da atual redação do art. assinala HELENO FRAGOSO. 314 é expressamente subsidiário. não é elemento do tipo (TJSP.627 Código Penal Arts. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. RT 639/277). O art. A conduta que se incrimina é a de dar aplicação diversa da estabelecida em lei às verbas ou rendas públicas. jurisprudência: STF. ■ Ação penal: Pública incondicionada. do CP (art. RTJ 114/1052). Rendas públicas. 315.099/95).137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. § 2°. Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena — detenção de um a três meses. Econômica e contra as Relações de Consumo). 315 a lei. 314 e 315 8. sendo vedada a interpretação extensiva. RT 575/347). em tese. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 514 ao CPP (Caso DELMANTO. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. função de direção ou de assessoramento. ou multa. de modo que ficam excluídos decretos . ■ Subsidiariedade: O crime do art. RT556/297). não bastando a culpa funcional do serventuário pelo extravio do livro. efetivo ou potencial. de modo que é inadmissível ampliar o significado da expressão para alcançar decretos ou outros provimentos administrativos. b. 29 e 30). mesmo que haja combinação com o art. vide § 2° do art. Emprego irreguiar de verbas ou rendas públicas ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. de um a quatro anos. em dinheiro. 327. arts. in RF 266/115 e RT 526/115. RJTJSP 105/433). para configurar o crime do art. ■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é: a. pois o dano. Pleno. 314 (TJSP. A respeito. ■ Transação: Cabe. 327 do CP. recebidos pelo erário. RT458/411). ■ Guarda: A guarda irregular de documento na casa do funcionário. não de culpa (TJRS. A sonegação de documento exige prova segura do dolo (TJSP. Verbas. ■ Relevância: Não se equiparam a livro oficial ou documento as fichas ou cópias não assinadas que estavam na repartição pública (TJSP. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". 327 e §§ 1° e 2° do CP) com poder de disposição de verbas ou rendas. a apresentação da defesa preliminar do art. que são os valores. 323. não configura o crime do art.099/95). ■ Concurso de crimes: Não há se a sonegação de livro foi praticada apenas para acobertar o peculato cometido pelo mesmo agente (TJSP. Contudo. EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS Art. Referindo-se o art. do CPP. 314 do CP só é punível a título de dolo. 327. § 2°. do CP (art. para sua caracterização não importa a ocorrência ou não do prejuízo. é "pressuposto do fato que exista lei regulamentando a aplicação dos dinheiros". ainda que combinado com o art. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP.

§ 2 2.942. Observe-se que. ■ Confronto: Se o agente é Presidente da República. 1965. v. falta o requisito que o art. RT617/396). ■ Ação penal: Pública incondicionada. que deu nova redação ao art. RHC 55. CONCUSSÃO Art. 7380). 327. o mínimo da pena . e multa. Econômica e contra as Relações de Consumo). p. pois.991. ou multa. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. 315 exige (STF.Arts. ■ Estabelecida em lei: Se o orçamento fora aprovado por decreto do próprio Poder Executivo. de dois a doze anos. função de direção ou de assessoramento. ■ Pena: E alternativa: detenção. e não por lei. doada a Estado com finalidade específica. enquanto o máximo da primeira ficou igual ao máximo da segunda. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". 316. Figura qua/ificada Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. quando devido. Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. direta ou indiretamente. Ill. Concussão (caput) ■ Alteração: § 1 9 com redação dada pela Lei n° 8.397/76. o mínimo da pena cominada ao excesso de exação (§ 1 2 ) passou a ser superior ao mínimo da pena da concussão (caput). vide CP. art. 2978). ou. art.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. art. de dois a oito anos. IV. auxílios ou recursos de qualquer natureza deve fazer-se com estreita observância de sua destinação específica.320/64 (STF. DJU 6. compete à Justiça Comum e não à Federal. já tendo a verba sido entregue pela União ao Estado. ■ Tipo subjetivo: E o dolo. 59 da Lei n° 4.8. § 2°.5. p. que a lei não autoriza: Pena — reclusão. em proveito próprio ou de outrem. HC 4. ■ Prefeito municipal: O ernprego de subvenções. EXCESSO DE EXAÇÃO § 1 2 . Igualmente. ■ Competência: O processo pelo emprego irregular de verba federal. de três a oito anos. DJU 5. mas em razão dela. 514). Se o funcionário desvia. ■ Vigência: O art. Exigir. e multa. Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Com a efetiva aplicação das verbas ou rendas. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena — reclusão. do Decreto-Lei n° 201/67. com essa alteração. e multa. é este que foi afetado (TFR. mv— RT699/344). caracterizando ilícito penal o desvio para fim diverso (TJRJ. de um a três meses.81.079/50. que consiste na vontade livre e consciente de dar aplicação diferente. é prefeito municipal. 315 e 316 Código Penal 628 ou atos administrativos (Lições de Direito Penal — Parte Especial.78. vantagem indevida: Pena — reclusão. 11 da Lei n° 1. art. 315 do CP não foi revogado pelo art. 1087). para si ou para outrem. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. E desnecessário que a conduta seja patrimonialmente danosa à Administração Pública. ■ Tentativa: Admite-se. 1°. 1° da Lei n° 6. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. p. Se o agente .

in Revista do Advogado. o particular pode ser co-autor ou participe. jurisprudência: STF. ■ Sujeito passivo: O Estado. desde que cometa o crime em razão da função. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. sempre que a infração preencher os requisitos da fiança (Caso DELMANTO. ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. a vantagem ilícita. 316 imposta ao excesso de exação (§ 1°) passou a ser superior ao mínimo da pena do excesso de exação qualificado (§ 2Q ). out. 514 do CPP. II. E pode ser feita de forma direta (pelo próprio agente) ou indireta (por meio de interposta pessoa). impor. ■ Sujeito passivo: O Estado. 316). imediata ou futura. a entidade de direito público e a pessoa que sofre a concussão. AASP. naqueles casos em que a exigência não seja verbal. Não há modalidade culposa. independentemente do recebimento da vantagem (crime formal). Contudo. Excesso de exação (§ 1°J ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. 17 do CP. ■ Tipo objetivo: O núcleo previsto é exigir. demandar. e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "para si ou para outrem". ■ Tipo subjetivo: O dolo. que tem o sentido de reclamar. Caso a Administração Pública seja a beneficiada. a exigência consuma o crime e o recebimento da vantagem exigida é mero exaurimento. ordenar. 3°. são indevidos . E indispensável que o funcionário faça a exigência em razão dela (função pública). o crime será outro. de dois a oito anos. 362). arts. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. pois tanto a concussão( caput) quanto. ■ Ação penal: Pública incondicionada. da Lei n° 8. Assim. vide art. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". que consiste na vontade livre e consciente de exigir vantagem que sabe ser indevida. Econômica e contra as Relações de Consumo). ainda que fora da função ou antes de assumi-la. vide ROBERTO DELMANTO.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. O que o agente exige é vantagem indevida. A exigência pode ser explícita ou implícita. in RF 266/115 e RT 526/479. a figura qualificada do excesso de exação são delitos mais graves do que o excesso de exação simples (§ 1°) (a respeito. Note-se que a ação incriminada na concussão é exigir e não receber. obviamente. "A pressa em punir e os atropelos do legislador". ainda que fora da função ou antes de assumi-la. ■ Confronto: Se a concussão é praticada "para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social. depois. demanda) tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. p. 1959. IX./91). A vantagem deve beneficiar o próprio agente ou terceira pessoa (vide Tipo subjetivo). 1. ■ Pena: Reclusão. 35/91. Como assinala MAGALHÃES NORONHA. A exigência deve ser para si (para o agente) ou para outrem (terceira pessoa).629 Código Penal Art. ■ Consumação: Com a efetiva exigência. o agente não pode ser preso em flagrante quando vai. 327 e §§ 1° e do CP). v.modalidade: pune-se a conduta do funcionário que exige (reclama. de excesso de exação (§ 1 ° deste art. de natureza econômica ou patrimonial. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. Trata-se de uma incongruência do legislador. receber a vantagem anteriormente exigida. embora ela Mossa ser imaginada por nós. ■ Tentativa: HUNGRIA entende ser inadmissível ( Comentários ao Código Penal. ■ Sujeito ativo: Igual ao do caput. e multa. Portanto. ■ Tipo objetivo: O excesso de exação é previsto sob duas modalidades distintas: exigência indevida e cobrança vexatória. a entidade de direito público e o particular prejudicado. RT601/409). 29 e 30). considerando-se. como tal. ou cobrá-los parcialmente".

p. podem ser lembrados: cobrança realizada de modo a humilhar o contribuinte. ■ Tipo objetivo: Pune-se a conduta do funcionário que. Como exemplos de meios vexatórios. 241). ■ Tentativa: Admite-se. que causa vergonha) ou gravoso (que acarreta maiores despesas para o contribuinte). e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "em proveito próprio ou de outrem". RT728/623. embora devido (o tributo ou contribuição social). após praticar a primeira modalidade do delito de excesso de exação (exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido). que a lei não autoriza. § 2 2 deste art. 483/287). E crime formal. o desvia.319. TRF da 3 2 R. o agente emprega (faz uso. Na segunda parte é apenas o dolo direto. Na segunda modalidade. ■ Ação penal: Igual à do caput. RT487/271. em proveito próprio ou de terceiro. RJTJSP111/508. ■ Consumação: Com o efetivo desvio. HC 6. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ou porque não os deve o contribuinte. função de direção ou assessoramento. ■ Confronto: Se o funcionário desvia. 3. ■ Tentativa: Admite-se. 4150. Figura qua//l/cada (§2Q ) ■ Alcance: Este § 22 diz respeito.726. IV. ■ Pena: Reclusão. 316 (figura qualificada). o recebimento posterior é mero exaurimento da infração (STF. não obstante ser devido pelo contribuinte o tributo ou contribuição social. db três a oito anos. TJSP. TJPR. Não há modalidade culposa. TJMG. Na doutrina tradicional é o "dolo específico" . com o emprego do meio não autorizado. não se podendo. ao crime de excesso de exação previsto no § 1 2 (1 2 parte). serve-se). RT735/721). Não há forma culposa. 1995. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do § 1 2. na cobrança. Observe-se que a lei só se refere a "tributo ou contribuição social". 18 do CP. que consiste na vontade livre e consciente de exigir tributo ou contribuição social que sabe (dolo direto) ou deveria saber (dolo eventual) indevido (vide nota ao art. art. E crime formal.85. p. O desvio (descaminho) deve ser em proveito próprio ou de outrem (vide Tipo subjetivo). em vez de recolher aos cofres públicos o tributo ou contribuição social que recebeu indevidamente do contribuinte. ofensas morais ou físicas. Aqui. ou porque excedem ao quantum legal" ( Direito Penal. 327 do CP. que consiste na vontade livre e consciente de desviar a importância indevidamente recebida. lança mão. TFR. que a lei não autoriza. quando o agente vai receber o que exigira antes (TFR. ■ Aplicação: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão.. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. consumando-se com a só exigência (TJMG. TJSP. de dois a doze anos.Art. RT725/546. ■ Consumação: O crime de concussão é de mera conduta. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 15341. 312). Ap. DJU6. meio vexatório (humilhante. e multa. sob o título Punição por culpa — parágrafo único). em face do princípio da reserva legal. ■ Objeto jurídico. tão-só.80. em Figura qua//ricada especial Jurisprudência da concussão . com a efetiva exigência. ■ Tipo subjetivo: Na primeira parte do § 1° é o dolo. DJU 12. O desvio precisa ser antes do recolhimento ao tesouro público. 316 Código Penal 630 "porque não são determinados por lei. ■ Ação penal: Pública incondicionada. não podendo haver prisão em flagrante dias depois. o que recebeu indevidamente. senão poderá caracterizar peculato (CP. consumando-se com a exigência do agente. ■ Consumação: Na primeira modalidade. ■ Pena: Reclusão.9. diligência aparatosa.6. alarde ou publicidade desnecessária etc. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. RTJ71/651. 22 modalidade: incrimina-se o comportamento do funcionário que. p. e multa. v. RT 519/407). sem dependência do recebimento. portanto. alargar a figura do § 1°. RT 560/374.

316 do CP nada mais é do que uma espécie de extorsão (TJSP. 704/329. mas "solicitação".12. RT 752/726). RT628/343). o médico credenciado ao INSS que. ■ Hospital ou laboratório: Incide no crime de concussão o responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. art. RT 585/311). devendo sempre existir prova da exigência. e não o crime de concussão (TJSP. mas por entender tratar-se de quantia devida e necessária para a expedição do documento (TJMG. Ap. já que a vítima cede mediante constrangimento moral invencível (TJSP. é corrupção passiva (CP. a oferta da vantagem indevida corresponde. para a realização de cirurgia imprescindível em paciente segurado pela Previdência. o médico credenciado ao INSS que solicita importância em dinheiro. ou seja. Pleno. RT779/548). PJ46/176. cometido por funcionário público. RT783/775). e não o de corrupção passiva.. DJU25. art. in RBCCr6/232).647.. Para a concussão não importa examinar se havia ou não contravenção. e não concussão.94. 30264). corrupção passiva (TJSP. 319). mas retardamento na prática do ato quando não atendida a pretensão (TJSP. Comete corrupção passiva o funcionário público que apenas solicita valor indevido para a expedição de cédula de identidade. RT525/324). pp. mas o efetivo recebimento da vantagem "pode ser considerado na medida da pena" (TJSP. embora formalmente partida do particular. Desclassifica-se para o delito de prevaricação (CP. ameaçou-a de criar entraves à percepção do benefício (TRF da 4 á R. . ■ Prova da exigência: Para a caracterização do crime de concussão é indispensável que o funcionário público exija vantagem indevida. RJTJSP 173/313). TJPR. 62812-3. 3 2 . Ap. mv— DJU9.137/90. p. p. para realizar operação em beneficiária da autarquia (TRF da 4 a R. TJSP. 3/92. 74. 698/342. RT 792/611). RT 685/307). RHC 5. II. caput (TJSP.8.97. nas circunstâncias do fato.10. exige pagamento de importância que não lhe é devida. in RBCCr 21/306. RTJ93/1023). ■ Confronto com Crime contra a Ordem Tributária: 0 funcionário público que. Pratica concussão. e não corrupução passiva se. DJU 1. sendo comunicável tal circunstância elementar do delito ao co-autor que não ostente esta condição (TJSP. RT 755/605). APn 29. sem imposição. ■ Desclassificação: Se não houve exigência de vantagem.. ■ Concussão e corrupção passiva: Comete o crime de concussão. mas só o seu recebimento. em razão de sua função de fiscal de rendas. ante a recusa de pensionista em ceder à exigência de pagamento para dar tramitação a processo administrativo. comete o delito do art. 736/618). não se configura o crime previsto neste art. exige dinheiro para não lavrar o auto de infração e imposição de multa. posto que o crime do art. ■ Policial militar: Pratica concussão se exige para si vantagem indevida para "aliviar a barra" do larápio que conduziu à delegacia (TJDF. para a prevaricação é pressuposto haver a contravenção (STF. DJU 5. sem que a vítima tenha cedido à exigência exclusivamente por temor. RT774/646). RT 388/200. Pratica corrupção ativa. ■ Concurso de pessoas: Particular pode ser participe de concussão (STJ. a sugestão. 8738-9. Se não há "exigência".94. a uma exigência implícita na conduta do funcionário público (STF. ■ Concussão e corrupção ativa: Pelas mesmas ações são incompossiveis os crimes de corrupção ativa praticados pelo particular e de concussão cometidos pela autoridade pública (STF. que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4a R. A "insinuação sutil. ■ Concussão e prevaricação: Há concurso formal se o policial exige vantagem indevida para ignorar prática contravencional. por fora. mas. 61013).631 Código Penal Art.3. TRF da 3 R. e não corrupção passiva.93. RT 765/535).. a proposta maliciosa" não configuram concussão. o servidor do INSS que. 316. RT750/595).858. RT 653/395). da Lei n 2 8. 316 razão da função pública (TJPR. p. Há concussão.779/SP. 317) e não concussão (TJSP. se não houve exigência de importância superior à devida. 0 crime de concussão é crime funcional. conveniado com a Previdência Social. quando muito.

6. ■ Serventuários extrajudiciais: Se o oficial ou escrivão faz a cobrança de emolumentos de acordo com a tabela expedida por sindicato dos notários e registradores. JM 131/456). 317 foi alterada pela Lei n° 10. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento de crime de concussão praticado por médico de hospital conveniado ao SUS. o dolo (TRF da 2 2 R.4. como tipo subjetivo.4. HC 492. 18 do Decreto-Lei n° 115/67 (STF. 4. apoiada em decreto estadual.R. não se aplica a eles. da Corregedoria de Justiça (TJMG. DJU 14. IBCCr91 /456. § 1 2 . RJTJSP 85/367). por força do art. poiso art. RT775/712. por falta de dolo.11. Jurisprudência do excesso de exação ■ Tipos objetivo e subjetivo: O excesso de exação tem como tipo objetivo a exigência de tributo ou contribuição e. 95.Arts. ■ Serventuários da justiça: Há acórdãos admitindo que o art. no caso de responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. . ■ Exigência: A exigência. Igualmente. do pagamento do ICMS para efetuar o desembaraço de mercadorias importadas. conveniado com a Previdência Social.. in RBCCr 6/232). RT633/327). 30917). 317.137/90) CORRUPÇÃO PASSIVA Art. 316 do CP não se aplica aos serventuários deste (TJSP. até que o juiz da comarca baixe norma determinando deva ser seguida a tabela oficial. Jurisprudência do excesso de exação (anterioràatua/redação dada pe/aLein 4 8. que a exigência é legítima (TJSP. APn 29. p. RT758/486). 30917).. residente na zona rural. RT761/565. por erro. que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4 2. RT 535/259). in Bo1. TJSP. TJRS. visto que a gravidade do crime com relação ao bem jurídico afetado é inerente ao próprio tipo penal (TRF da 2 2 R. ■ Desembaraço aduaneiro: Não caracteriza excesso de exação a exigência. ■ Serventuários extrajudiciais: E atípica a cobrança excessiva de custas e emolumentos por escrivão de cartório extrajudicial.3. ou só é cabível em caso de reincidência. 316 e 317 Código Penal 632 ■ Médico: E atípica a conduta do médico que faz acordo com paciente no sentido de serem ressarcidas as despesas de uso de aparelho em cirurgia feita em hospital público (TRF da 4 2 R.920-5/SC. DJU 14. no crime de excesso de exação. RT 775/674). ■ Competência: Tratando-se de agentes federais. DJU 13. direta ou indiretamente. de 12 de novembro de 2003 (vide Anexo XI).13.763. ■ Erro: Não há crime se o agente supõe. a título de reembolso do táxi. pp. ■ Falta funcional: Simples pedido de oficial de justiça ao citando.94. consistente na cobrança indevida de taxas extras pela prestação de serviços médico-hospitalares (STJ. contra: TRF da 4 2 R. RT 775/697). é tão-somente falta funcional (TJMG. HC 492. p.00. pela autoridade administrativa. DJU26. Pleno. p.858.04. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento do crime de concussão ou de corrupção passiva que tem como sujeito passivo secundário indivíduo condenado pela Justiça Federal. equipara-se a pura cobrança (TACrSP. não obstante se trate de matéria sumulada pelo STF (TRF da 2 2 R. 50. Solicitar ou receber.01.. 87195. ■ Pena-base: Não se justifica o aumento da pena base em razão do crime ter sido cometido em detrimento de instituto público. contra pacientes internados na referida instituição. houve lesão a interesse da União. RTJ 94/31. para si ou para outrem.. mv — DJU 9. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 3 2 R.. in RBCCr 17/358). por força de delegação legal. valendo-se da função que exerciam. não há concussão. p.019017-0/RS. j. Ap.94. ainda que fora da função ou antes * A pena prevista para o crime deste art.. cumpre pena em estabelecimento penitenciário estadual (STF. 8738-9. que agiram em nome do Poder Público. 316.04. HC 2000.. RT735/721).00.94. que. RT 505/348). RJTJSP 111/549).96.6.

FRAGOSO. A pena é aumentada de um terço se. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. e multa. solic/tar(pedir). cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. A respeito. Corrupção passiva (caput) ■ Remissão: A corrupção ativa é prevista. se não houver incidência do art. parágrafo único. . como ressalva a doutrina. 370) ou qualquer espécie de benefício ou de satisfação de desejo (H. Assim. v. 1965.2003. é bem de ver. ainda que haja incidência do art. mas em razão dela.02. 317 passou para reclusão. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Todavia. A solicitação tanto pode ser feita expressamente como disfarçada ou veladamente. v. em vigor a partir de 12. a transação cabe no § deste art. cabe no . 100 do CP.259. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ainda que combinado com o § 22 do art. que seja em razão dela (função pública do agente). de 12. não podem ser consideradas material de corrupção" ( HUNGRIA. 89 da Lei n° 9. entendendo-se ser apenas a vantagem patrimonial. por serviços extraordinários (não se tratando. Comentários ao Código Penal. de um a oito anos. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. entrar na posse). 317. p. recebimento ou aceitação de promessa. do CP (art. com infração de dever funcional. IV. como dinheiro ou qualquer utilidade material ( HuNGRIA. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena — detenção. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. b. concordar com a proposta).633 Código Penal Art. MAGALHÃES NORONHA. 1995. 327. de pequena monta. em conseqüência da vantagem ou promessa. vantagem indevida. do CP. aceitar promessa (anuir.11. Direito Penal. de três meses a um ano.099/95). ou multa. 2°. 29 e 30). deixa de praticar ou retarda ato de ofício. 1103. 0 que se pune é o tráfico da função pública. entendemos que. Indevida é a vantagem que a lei não autoriza. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. v. 327. 370. sempre. e multa (vide Anexo XI). IV. a solicitação. ■ Transação: De acordo como art. IX. que a contraprestação visada seja ato legal e regular (será a chamada corrupção imprópria) ou não (neste caso. receber (aceitar. como infração separada e independente. c. § 22 . com pena máxima até dois anos. § 2 2 . 250). divide-se a doutrina. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. desde que pratique o crime em razão da função pública. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena — reclusão. IX. § 1 2.1. arts. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. § 22 . especialmente a sua moralidade.5 22 . 317 de assumi-la.01. não mais caberá a suspensão. já que a pena do caput do art. p. a partir da vigência da Lei n° 10. 333 do CP. Se o funcionário pratica. recebimento ou aceitação deve ser para a prática ou omissão de ato inerente à sua função. de ato contrário à lei). no mesmo sentido: H. no art. E imprescindível. Em face do princípio da isonomia (art. deve ser para si (para o próprio agente) ou para outrem (vide Tipo subjetivo). 1959.7. 1959. Lições de Direito Para fatos posteriores a 12. o particular pode ser co-autor ou partícipe. Comentários ao Código Penal. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. "as gratificações usuais. ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Tipo objetivo: São três as ações previstas: a. 5 2 .259/01. da Lei n° 10. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. porém. Assim. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. E pode ser solicitada direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente ( mediante interposição de outra pessoa). caput. haja ou não procedimento especial. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). A solicitação. 327. O objeto material é a vantagem indevida. p. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. E indiferente. FRAGOSO. Lições de Direito Penal — Parte Especial. denominada corrupção própria). Contudo. p. a entidade de direito público e a pessoa prejudicada. v.

mas o faz cedendo a pedido ou influência de outrem. em razão da atual redação do art. v. n 2 114). IV. a apresentação da defesa preliminar (CPP. Lições de Direito Penal — Parte Especial. IV. ■ Consumação: Com a efetiva solicitação. p. a quem lhe interessa agradar ou adular. 135. de três meses a um ano. do CPP ( CELSO DELMANTO. p. 1995. art. indicando o "dolo específico" ( MAGALHÃES NORONHA. Ocorre quando o funcionário. Jurisprudência Criminal. 1965. função de direção ou assessoramento. DAMÁSIO DE JESUS. o princípio da insignificância ou da bagatela". a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. e o elemento subjetivo do tipo implícito na expressão "para si ou para outrem". I. efetivamente: a. 1965. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. p. art. mas em razão dela. b. assumi-la (TJSP. 1959. v. 251) ou "genérico" (H. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". em vez de solicitação. O agente transige em seu dever não por visar a uma vantagem direta. 514). Direito Penal. 251. 317 se a execução dos atos não era inerente à função e ofício do funcionário (TJSP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Na modalidade de solicitar. ■ O recebimento é infração bilateral: Na modalidade de recebero crime é bilateral. v. ca put.Art. pouco importa que o agente não tenha assumido função pública ou que não tenha recebido qualquer forma de pagamento. v. Figura qualificada (§ 1°) ■ Noção: É a chamada corrupção própria exaurida. IX. 314). 320. . ■ Ação penal: Igual à do caput. 1996. ■ Pena: E alternativa: detenção. v. e multa. art. Entendemos que se faz necessária. 1995. Embora o crime possa ser praticado antes mesmo de o agente assumir função pública. na hipótese. ■ Confronto: Se transige. A doutrina tradicional divide-se. Comentários ao Código Penal. Não há forma culposa. Ill. in RF 266/115 e RT 526/479. ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. e Júuo F. ■ Tentativa: E discutível a sua admissibilidade. p. ■ Confronto: Se. quando os corruptores ativos foram absolvidos (H. recebimento ou aceitação. MIRABETE. ■ Tipo subjetivo: O dolo. I. ou seja. vide nota acima. em conseqüência da vantagem ou promessa (vide nota ao caput). deixa de praticar qualquer ato de ofício (omite). mas em razão de pedido ou influência de terceira pessoa. Figura privi/egiada (§ 2°) Figura qua/ificada especial Jurisprudência . IV. ■ Concurso de pessoas: Quanto à co-autoria ou participação de particulares. sob igual título. 323. por indulgência. sob o título Sujeito ativo. 333 do CP (corrupção ativa). 316. 514). ■ Pena: Reclusão. FRAGOSO. 317 Código Penal 634 Penal — Parte Especial. já que se trata de crime formal de mera conduta (TJSP. 1979. do CP (concussão). p. c. por outra pessoa. deve ficar demonstrado que o acusado iria. art. Nas formas de receber e aceitar. 371). com infração de dever funcional (vide nota ao § 1 2). vide CP. há a prática. 1105. 0 corruptor incide no art. de um a oito anos. retarda (atrasa) ato de oficio. Direito Penal. Direito Penal. para quem "aplica-se. RJTJSP99/428). v. HUNGRIA. ou retarda ato de ■ Noção: Nesta figura. p. 327 do CP. RTJ 114/1052). MAGALHÃES NORONHA. ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. 1995. 1106. efetivamente. ou multa. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. do crime de corrupção ativa (CP. vide art. o funcionário pratica. em tese. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. deixa de praticar ofício. p. v. 17 do CP. RT791/589). em responsabilizar subordinado. Manual de Direito Penal. IV. IV. FRAGOSO. v. 333). ou pratica infringindo dever funcional (pratica ato que viola dever de sua função). mv — RT 774/570). há exigëncia do agente. jurisprudência: STF. de forma que não é possível a condenação dos passivos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Em razão da função: Não se tipifica o crime deste art.

infringindo o dever funcional (TFR.00. omite-se. ■ Corrupção passiva e concussão: Se não houve exigência por parte do agente. sendo a eventual falsidade do laudo mero exaurimento e configurando causa especial de aumento de pena do § 1 2 (TJSP. 648/265).. para reembolso das despesas feitas com combustível na realização de diligência (TJSP. configurador de transação ou comércio com o cargo então por ele exercido (STF. e não por indulgência. mesmo fora do horário de serviço. RJTJSP 160/306). 320 do CP (TFR. sendo irrelevante a concordância da pessoa a quem dirigida a solicitação ou a entrega concreta e material daquilo que foi solicitado (TJSP.95. não praticam co-autoria de contrabando. RT783/756.11. RT 686/320.94. ainda que o corruptor ativo não seja condenado (TJSP. RT 389/93. 317 e 318 ■ Concurso de pessoas: Caracteriza-se a participação no comportamento omissivo penalmente relevante do réu que. . JSTJ e TRF6/354). RT 536/306). mv. RT 538/324. ■ Figura privilegiada do § 22 : Para a sua configuração. ■ Consumação: Na forma de solicitar é crime de mera conduta e seu momento consumativo se dá com a simples solicitação da vantagem indevida (STJ. a prática de contrabando ou descaminho (art. ■ Gratificação: Excluem-se da incriminação de corrupção pequenas doações ocasionais recebidas pelo funcionário.12. ■ Em proveito da administração: Não configura o art. in Bol IBCCr 99/516. em razão de suas funções (TJSP.79. RT 527/406).. caso Collor). é corrupção passiva e não concussão (TJSP. FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO Art. pois. 11. o agente funcionário deve ceder a pedido ou influência de outrem. e multa. ■ Figura qualificada do § 1 2: Há quando o funcionário. 317 se a importância não foi recebida para si ou para outrem. ■ Corrupção passiva e falsa perícia: A simples solicitação de vantagem indevida formulada por perito caracteriza o delito de corrupção passiva. 785-4/DF. p.. recebem vantagem ilícita para fazer segurança de contrabando. RJTJSP 104/426. sem dele participar diretamente. 10363). mas em proveito do próprio serviço público (TJSC. 761/592). nesta última hipótese. ■ Pedido de reembolso: Não configura crime a solicitação de importância pequena. ■ Denúncia: Deve descrever a relação entre a "vantagem econômica" recebida ou aceita e a prática ou omissão de fato inerente à função pública do agente. RT 686/319). ■ Competência: Corrupção passiva de patrulheiro federal é da competência da Justiça Federal (TJSP. o delito seria o do art. empresta ares de legalidade à cobrança indevida de valores para expedição de cédula de identidade civil (TJMG. 8. DJU 7. RT718/372). 318. Pleno. efetivamente.10. TJSP. ■ Vantagem impossível: Embora o crime seja de natureza formal. p. No mesmo sentido: STF. 5574). não se tipifica se a vantagem desejada pelo agente não é da atribuição e competência do funcionário (TJSP.7. RT 736/618). RT 579/306). RCr 901.635 Código Penal Arts. j. com infração de dever funcional. DJU 14. ■ Ato de ofício: Para a configuração da corrupção passiva deve ser apontado ato de ofício do funcionário. de três a oito anos. p. mv. 526/356. na prática de atos de seu ofício. 13. em virtude da aceitação de promessa de vantagem. DJU 27.12. j. sob pena de trancamento da ação penal por falta de justa causa (TRF da 1 2 R.656. APn 307-3-DF. mas sim corrupção passiva (TRF da 2 2 R. RT 761/592). TJSP. 334): Pena — reclusão. nem mera facilitação deste crime. RT 734/646. RT774/646). Ap. RT 702/337). RT 784/741. Inq. 3. ■ Vendas de carteira de motorista: Vendida por funcionário público é corrupção própria (§ 1 2 ) e não estelionato. ■ Corrupção passiva e contrabando: Policiais que. TRF da 4 2 R. mas mera solicitação de propina. como delegado de polícia e responsável pelo serviço de identificação civil. ciente da conduta delituosa perpetrada por sua concubina e subordinada.82. Facilitar.

da Lei n° 10. 327 do CP. a participação de funcionário público. 318. ■ Tipo objetivo: Incrimina-se a facilitação (tornar fácil. ainda. RT 616/386. com consciência de estar infringindo o dever funcional. pp.985. p. que lhe seja conexo (STF. o particular pode ser co-autor ou participe. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 318 do CP (TFR. ■ Sujeito ativo: Não basta a condição de funcionário público. como figura especial. 4157). por lei.9. p. DJU 6. A facilitação precisa ser com infração de dever funcional do agente. ■ Consumação: Com a efetiva facilitação.02. função de direção ou assessoramento. 16966).921. 319. oudescaminho ■ Noção: O CP destaca. não pode conduzir à conclusão da ocorrência do delito do art. ■ Extinção da punibilidade: A extinção da punibilidade do descaminho.6. PREVARICAÇÃO Art. ■ Consumação: Consuma-se o crime do art. 6. 2 2 . p. art. afastar dificuldades) da prática de contrabando ou descaminho (vide nota ao art. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP.01. 29 e 30). RTFR 61/104). ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nota ao art. de três meses a um ano. cuidando-se de pena máxima cominada não superior . indevidamente.80. 2. poderá haver participação no crime do art.137/90 (Lei dos Crimes contrabando contra a Ordem Tributária. Na corrente tradicional é o "dolo genérico".1. com dever funcional de repressão ao contrabando ou descaminho. e multa. 334).259. Ap. 334 do CP). ■ Sujeito passivo: O Estado.86. DJU 6. que consiste na vontade de facilitar. Ap. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). o dever funcional de reprimir o contrabando ou descaminho (TER. Econômica e contra as Relações de Consumo). no crime de contrabando ou descaminho (CP. pois se exige.84. RT 410/123). mas não a caracterização da presente figura do art. ainda que não se consume o contrabando ou descaminho. 318. com infração de dever funcional. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena — detenção. auxiliar. pois. ato de ofício. RE 93. 17895-6). ■ Mero descumprimento: O simples fato de descumprimento do dever funcional. ■ Pena: Reclusão. 334 do CP. TFR. DJU 25. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. 6028). Prevaricação ■ Transação: De acordo como art. pelo pagamento dos tributos. ■ Competência: E da Justiça Federal. de três a oito anos. de 12. No entanto. vide § 22 do art. ainda que o funcionário seja estadual (TJSP. parágrafo único.896. 0 agente deve ter.83.Arts. Não há forma culposa. não se estende ao crime de facilitação deste art. que o agente viole o seu dever funcional (TFR. A conduta pode ser comissiva ou omissiva.428. Retardar ou deixar de praticar. Ap. 5. concernente à vistoria na oportunidade da saída do cais.10.5. independentemente da consumação do contrabando objetivado pela conduta (STF. e multa. em vigor a partir de 12. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: No caso de ocupante de cargo em comissão. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. 318 com a efetiva facilitação. ■ Ação penal: Pública incondicionada. arts. se não houver transgressão do dever de sua função. sendo o processo da competência da Justiça Federal. 318 e 319 Código Penal 636 Facilitação de ■ Alteração: Pena de reclusão aumentada pela Lei n° 8.7. DJU 18.

5 2 . TRF da 4 a R. § 22. 89 da Lei n°9. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. O funcionário atrasa. não pratica. IV. embora haja expresso mandamento legal em contrário. indevidamente. TJSP. Praticá-lo contra disposição expressa de lei. ■ Pena: Detenção. a conduta é para satisfazerinteresse ou sentimento pessoal (de natureza material ou moral). v. poderia acarretar a responsabilidade penal ou administrativa dele próprio (ex. não praticando o ato em tempo útil ou excedendo os prazos legais. sendo necessário que a prova revele que a omissão decorreu de afeição. Deixar de praticar. 319. não haverá este crime se o agente retarda ou omite ato de ofício que. ■ Tentativa: Admite-se na forma comissiva.637 Código Penal Art. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. ato de ofício. de três meses a um ano. p. 1995. 327.10. a transação cabe neste art. mas não é ato de seu dever. DJU 17. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. ou seja. 258). 9262. e. caput. 1958. Na prevaricação. injustificado ou ilegal. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nossas notas ao art. ■ Tipo objetivo: São três as modalidades previstas: a. ato administrativo ou judicial" ( MAGALHÃES NORONHA. in RBCCr 15/410.. 327 do CP. definitivamente. como na de produção de açúcar e álcool (art.259/01. Pleno. Direito Penal. p. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. haja ou não procedimento especial. c. mas não na omissiva. Não se pode dizer que se omitiu . v. ainda que combinado com o § 22 do art. Nas duas primeiras modalidades (a e b). ou seja. O agente omite. finalidade que marca o dispositivo e o diferencia de outros delitos contra a Administração Pública (vide Tipo subjetivo). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Consumação: Com o efetivo retardamento. delonga. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. 44. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a partir da vigência da Lei n 2 10. RCr 895. IX. ou seja. Assim. se praticado. p. ■ Sujeito passivo: 0 Estado.099/95). ódio. Não há punição a título de culpa. DJU 14. RT727/439.96. 25005. Comentários ao Código Penal. ou para satisfazer interesse.4. ato de ofício.: retardar a prestação de contas para encobrir seu próprio desfalque).93. p. A prevaricação exige "dolo específico". da CR/88) e da analogia in bonam partem. e multa. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. entendemos que. Em face do princípio da isonomia (art. in RBCCr3/258. b. contemplação. 10363). cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. 376). p. a vontade livre e consciente de praticar as ações ou omissões indicadas. Naturalmente. 327. indevidamente. RTJ 111/289.5. sim. vide § 22 do art. Inq. ■ Confronto: Há delitos semelhantes em outras leis penais especiais. STJ. 3 2 do Decreto-Lei n° 16/66) e na do Sistema Financeiro Nacional (art. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". CEsp. função de direção ou assessoramento. e o elemento subjetivo do tipo expresso pela especial finalidade de agir ("para satisfazer interesse ou sentimento pessoal"). de modo indevido. RT 537/269. "escoimada de qualquer dúvida ou obscuridade" ( HUNGRIA. mesmo que haja combinação com o art. omissão ou prática. 59.492/86). a omissão ou retardamento é feito indevidamente. TACrSP. com pena máxima até dois anos. Na última modalidade (c).991. 319 a dois anos. o ato.82. ou em sua competência. ato que transgride disposição expressa constante de lei (não de regulamento). DJU 17. Retardar. ■ Tipo subjetivo: 0 interesse ou sentimento pessoal é essencial à tipificação (STF. 514). 23 da Lei n° 7. há prática de ato. O funcionário pratica o ato. e não por erro ou dúvida de interpretação do agente (TFR. RJDTACr 11/196). 100 do CP. do CP (art. 327 e §§ 1 2 e do CP). art. Ato de oficio "é aquele que se compreende nas atribuições do funcionário. Inq.

se havia duas versões e optou por tomar as providências indicadas por uma delas (TACrSP. 157 (96. JSTJ e TRF68/377. RT486/357). RT732/650). ■ Falta disciplinar: Não basta para a tipificação.97. p. é necessário que antes se defina a própria legitimidade da norma legal que veda o ato incriminado (TJSP. RT 544/347). 69/209).8. p. A recusa em cumprir requisição para prestar informações ao Ministério Público não caracteriza o crime do art. ■ Ato de ofício: É imprescindível que o agente esteja no exercício da função (TACrSP. TJMT. por ausência de competência na sua esfera de atribuições. ■ Contra disposição expressa de lei: Na modalidade de praticar ato contra disposição expressa de lei. TACrSP. Prefeito que expede medida provisória não pratica ato de ofício. RHC 8. redigida no plural. é necessária a consciência de que o ato praticado contraria expressa disposição legal. não praticam prevaricação. DJU 28. embora de ofício. RF256/361).93. Inq. RT612/310. RT780/656). ódio ou contemplação para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. RT 543/342. pois mera negligência não caracteriza o delito (TJMG. pela inexistência de norma legal que imponha o acatamento da aludida requisição (TRF da 32 R.12. RT 589/436. 319 (STF. ■ Prefeito: A utilização da frase "estamos com você" e de símbolo próprio. RT622/296). mv— RT 714/431.363. não configura prevaricação. p. quanto ao juiz. 319. Se a ordem judicial não pode ser materialmente cumprida pelo servidor. TAPR. se. 67424. RT 507/399). a boa ou má interpretação que dá à lei não basta para configurar (STF. ■ Juiz do trabalho: Não comete o crime deste art. DJU 19. DJU 3. in RBCCr 1/228. não há falar em prevaricação. comodismo.479-SP. DJU 26. em placas de obras públicas. TJSP. 40764.2. 1BCCr 89/439. RT774/713. devendo a prova dos autos revelar que o ato comissivo decorreu de afeição. RT 728/540). RT725/681). RTJ94/1.. RT612/310). RT 767/643). HC 5. 319 Código Penal 638 por sentimento pessoal.. STJ. sem o propósito deliberado de retardá-los (TACrSP. pois são elementos necessários à configuração do delito do art. se a conduta foi por interesse ou por sentimento pessoal. para consecução de tarefas mais importantes. TRF da 4 2 R. Pleno. ao contrário.. ■ Dificuldades burocráticas: Não se confundem com retardamento doloso (STJ. pois ausente o dolo específico consistente em satisfazer interesse ou sentimento pessoal (TACrSP. TJSP. pois não está dentro das . Julgados 71/320. JSTJ e TRF68/377. erro ou negligência. HC 23. Ato de ofício é todo ato que corresponde à competência e atribuição do funcionário (TACrSP. ■ Desídia: Mera desídia não configura (TRF da 1 2 R. o juiz presidente de Junta que.00. por parte de prefeito. in RBCCr 20/398). 13421.03. 319 (STF. preguiça. sendo indispensável o elemento subjetivo do art. 93.178. RTJ 94/25 e 41). RT 486/356). em face do princípio da insignificância. deixa de praticar atos. TJSP. ■ Erro: 0 erro ou desatenção na interpretação da lei pode excluir o crime.4. in Bol.066254-2). que os requisita para prestar serviços em inquérito civil. Não há crime de prevaricação na conduta de quem omite os próprios deveres por indolência. E indispensável que o ato retardado ou omitido se revele contra disposição expressa de lei (TACrSP.Art. Além do dolo específico. pois foram retirados depois de representações junto à Câmara Municipal e a frase. pode significar a administração como um todo (TJSP.92. ■ Requisitos da denúncia: A denúncia precisa indicar qual a omissão e sua natureza. Julgados 71/290. RJDTACr 30/349). TJSP. ficar demonstrado que agiu movido pelo senso de cumprimento do dever. TACrSP. in RBCCr2/242. RT 520/368). delegando-os aos juízes classistas (TRF da 52 R. RT728/616-7). 319. p. inexiste crime de prevaricação (TRF da 1 2 R... 0 erro ou a simples negligência não configura o delito (TAPR. ■ Animosidade: O retardamento por animosidade ao solicitante revela satisfação de sentimento pessoal (TJSP. RT749/677). Servidores estaduais que deixam de atender ordem de Procurador da República.

■ Funcionário de tabelionato: Comete o crime se. configura-se o art. por indulgência. de quinze dias a um mês. Pratica prevaricação delegada que. 4.1. HC 11.1.259. RJDTACr 27/218). Devendo buscar elementos que sirvam de base à instauração da ação penal. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 319 (STJ. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação. sob o título Juizados Especiais Criminais . em vigor a partir de 12. 748/639). ■ Mandado de segurança: O descumprimento por autoridade administrativa de sentença proferida em mandado de segurança configura. não se caracterizando prevaricação se argüiu dúvida quanto à capacidade das partes ou a requisito formal (TACrSP.639 Código Penal Arts. RJTJSP 106/429). tipifica-se o art. agindo como particular.259/01. ■ Absorção: A prevaricação não pode absorver crime mais grave (TJSP. quando lhe falte competência. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. mv — RT 505/305). 2 2. deixa de lavrar termo cricunstanciado ou instaurar inquérito e devolve a arma apreendida. da Lei n°10. ■ Oficial de Cartório de Registro de Imóveis: Os mandados judiciais não estão dispensados do controle administrativo feito pelo oficial em todos os títulos que lhe são endereçados. RT708/374). entendemos que. Condescendência criminosa ■ Transação: De acordo com o art. mv — RT 772/677). 369 do CPC (TACrSP RT 781/613). em caso de porte ilegal de arma. deixa de cumprir ordem legal. haja ou não procedimento especial. contrariando o disposto no art.01. 330 do CP. mas prevaricação. DJU 12. ou multa. para satisfazer interesse pessoal e sentimento de amizade amplamente comprovados (TJRO.7.90. tenham ou não procedimento especial [vide nota no art. e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. não se podendo falar. reconhece firma posta em certificado de registro de veículo sem a presença de seu signatário. ■ Ação penal: Nos crimes funcionais. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. Pratica o delito do art. parágrafo único. para satisfazer sentimento ou interesse pessoal. não há se falar em prevaricação (TACrSP. Em face do princípio da isonomia (art. inclusive por não ter causado dano (STJ. a partir da vigência da Lei n° 10. nesta hipótese. 514). RT 728/540. Deixar o funcionário. 5 2. ■ Delegado de polícia: Inexistindo norma que o obrigue a autuar em flagrante todo cidadão apresentado como autor de ilícito penal. HC 11. nesta qualidade. o serventuário da justiça que retarda atos de ofício para satisfazer interesse próprio. ■ Prevaricação e desobediência: Se o ato de desobedecer não se refere às atividades exercidas pelo funcionário. considerando seu poder discricionário. caracteriza-se o crime de desobediência (TAMG. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Art. de prática do delito do art. 100 do CP. o delegado pode juntar os documentos que entenda pertinentes aos fatos da investigação.02. 319 (TACrSP.89).. 3891).307. o que torna a sua conduta atípica. p. de 12.161. art. caput. RT783/588). o delito (TRF da 1 2 R. 319 o funcionário público que. em tese. nem mesmo o de uso. com pena máxima até dois anos. 320.3. RT746/560). RT719/426). não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena — detenção. se a ordem descumprida diz respeito à sua atividade funcional propriamente dita. ■ Prevaricação e peculato: Não pratica peculato. j. é imprescindível a notificação prévia do acusado para apresentar resposta (CPP. visando evitar queixas infundadas contra servidores públicos (STJ. 319 e 320 atribuições de seu cargo.

por tolerância ou condescendência (vide Tipo subjetivo). ainda que combinado com o § 2 2 do art. em vigor a partir de 12. ou multa. ■ Fuga de menor da Febem: Ainda que se trate de mera infração administrativa por parte do funcionário que devia vigiá-lo. Deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. a transação cabe neste art. Todavia. 327. parágrafo único.099/95). Se o interesse é ilegítimo: Pena — detenção. de três meses a um ano. ■ Tentativa: Inadmissível. 2 2 .). 513 e ss. Patrocinar.7. ■ Sujeito passivo: O Estado. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. além da multa. Deve. consistente na vontade livre e consciente de omitir. Em ambas as modalidades deste delito. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA Art. 514). 320 (TACrSP.259. a este art. mesmo havendo procedimento especial (CPP. superior hierárquico do funcionário infrator. 319 do CP. do CP (art. o elemento subjetivo referido pelo motivo de agir ("por indulgência"). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. b. Em face do princípio da isonomia (art. a transação será cabível também para crimes de competência da . ■ Confronto: Se a omissão é para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. 5 2 . função de direção ou assessoramento. a omissão do agente deve ser por indulgência. existir relação entre a infração e o exercício do cargo.Arts. 327. 321. Não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. de um a três meses. Tratando-se de omissão em relação ao crime de tortura. embora tenha competência. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 327 e §§ 1 e 2 do CP). entendemos que. Parágrafo único. da CR/88) e da analogia in bonam partem. valendo-se da quali dade de funcionário: Pena — detenção. ■ Transação: De acordo com o art. de 12. 320 e 321 Código Penal 640 (Federais)]. em tese. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de ocupante de cargo em comissão. 2 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. § 22 . interesse privado perante a administração pública. art. É pressuposto do delito que o subordinado haja cometi do infração (administrativa ou penal) no exercício do cargo. Assim. o agente não leva o fato ao conhecimento da autoridade competente. ainda.455/97. 1 2 . § 2 2 . deixa de responsabilizar. 320 contém duas modalidades: a. art. Embora não tenha competência para responsabilizar o infrator. 320. ou multa.01. vide CP. mesmo que haja incidência do art. ■ Pena: É alternativa: detenção. Não há forma culposa. haja ou não procedimento especial. 89 da Lei n 2 9. ■ Tipo objetivo: O art. isto é. quando lhe falte competência. ■ Tipo subjetivo: O dolo. da Lei n°10. art. 327. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. caput. portanto.02. a partir da vigência da Lei n° 10. arts. não promove a apuração da falta nem aplica ao subordinado as cominações legais. entendemos que há no tipo. ou seja. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. 0 agente.259/01. de quinze dias a um mês.1. RT701/321). ■ Consumação: Com a omissão. da Lei n° 9. art. direta ou indiretamente. § 22 . a sua falta de apuração afronta.

265). a antecipação de pagamento de obra.641 Código Penal Art. 327.666/93. consideração ou influência de que goza entre estes" ( Comentários ao Código Penal. p. ■ Atos privativos de advogado: O delito se caracteriza quando o agente pleiteia. p. 321. do CP (art. amparar. o sujeito ativo não precisa ser advogado. apadrinhar ou pleitear interesse de outrem. vide nosso comentário ao CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a causa de alguém. com pena máxima até dois anos. Não há forma culposa. v. ■ Consumação: Com a prática de ato que demonstre o patrocínio. determinada por prefeito. ■ Confronto: Se a advocacia administrativa é praticada perante a administração fazendária. Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. também caberá no parágrafo único. Pune-se o comportamento do agente que patrocina interesse privado. valendo-se de sua qualidade. ■ Sujeito passivo: O Estado. apadrinhar interesse alheio. É o "dolo genérico" na doutrina tradicional.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. ■ Sujeito ativo: Não obstante a rubrica indicar "advocacia" administrativa. mas de difícil ocorrência na prática. 1959. função de direção ou de assessoramento. acompanhando processo. este delito poderia ser praticado também por omissão ( Direito Penal. art. 327. da Lei n° 8. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. ou multa. arts. de três meses a um ano. em processo administrativo. cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário. que consiste na vontade livre e consciente de patrocinar. Deve. ■ Tentativa: Teoricamente admissível. ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. 1995. ■ Ação penal: Igual à do caput. § 2 2 . fazendo petições. 89 da Lei n° 9. ■ Noção: Se é ilegítimo o interesse que o agente patrocina. da facilidade de acesso junto a seus colegas e da camaradagem. 327 do CP). praticando atos privativos de Figura qua/ilicada (parágrafo ún/co) Figura qua//ficada especial Jurisprudência . ■ Tipo subjetivo: O dolo. O interesse deve ser de terceira pessoa e não do agente. ■ Patrocínio: Patrocinar é advogar. sem dependência do resultado da conduta. ser funcionário público (vide notas ao art. porém. do CP. Como anota HUNGRIA. interesse esse que pode ser justo ou não. 383). ■ Tipo objetivo: O núcleo é patrocinar. v. cumulada com a multa do caput. RT 488/308). de um a três meses. ainda que baste o dolo indireto. ■ Pena: É alternativa: detenção. A ação pode ser exercida direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente (com a interposição de terceira pessoa). art. advogar. lícito ou ilícito (vide nota ao parágrafo único). ou seja.099/95). fazendo pedidos. IX. IV. ■ Pena: Detenção. como faz ver o verbo empregado na definição do delito. Se a advocacia administrativa der causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato. Advocacia administrativa (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. § 2 2 . ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único. ainda que haja incidência do art. ou seja. O agente precisa ter conhecimento da ilegitimidade. além de caber no caput deste art. 514). Ill. que tem a significação de pleitear. valendo-se da qualidade de funcionário. 91 da Lei n 2 8. art. Para MAGALHÃES NORONHA. mesmo que combinados com o art. o agente patrocina "junto a qualquer setor da administração (e não apenas na repartição em que está ele lotado). 29 e 30). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. § 2 2. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. Econômica e contra as Relações de Consumo). não configura advocacia administrativa (TJSP. 321 Justiça Estadual. defender. art. O patrocínio deve ser realizado perante a Administração Pública. a transação. Assim. advoga. razões. 3 2 . 327. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. 100 do CP.

■ Valendo-se da condição: Não basta que o agente ostente a condição de funcionário público. JúLlo F.. O art. E requisito do tipo que a violência seja cometida: a. abrange qualquer tipo de ofensa física contra pessoa: vias de fato. 1979. Direito Penal. 327. TEclo LINS E SILVA. 1995. Questões Penais Controvertidas. RT 467/356). lembramos ainda. o Estado. após a edição da Lei n° 4. a simples violência moral (ameaça) ou o emprego de estupefacientes ou hipnose" (H. TJRJ.937.455/97. RT 400/316). FREITAS. 1121). GILBERTO e VLADIMIR P. IV. ■ Xerox para advogado: O crime do art. JC 68/404. e não quando proporciona aposentadoria rural a pessoas que não exerciam tal atividade (TRF da 3 2 R. porém. 269). homicídio. 321 e 322 Código Penal 642 advogado.898/65. RT 520/466. a vis compulsiva e o emprego de entorpecentes ou hipnóticos podem "dar lugar a outro delito. 14. mas não há necessidade de que ele seja policial. a pessoa que sofre a violência. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. n° 22. VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA Art. 322 do CP não foi revogado pela Lei n°4.Arts. Julgados 86/388. in RBCCr2/251). como o do exercício arbitrário ou abuso de poder" ( Direito Penal.92. 62/266. Pune-se a prática de violência. Praticar violência.. FRAGOSO. p. 121. do CP (art. RT 725/680-1). 1981. RCr 19. III. 1996. PAULO L. TJSP. no exercício . TACrSP. 322 do CP. NOGUEIRA. p. 272. de seis meses a três anos.. 321 do CP somente pode ter como agente funcionário público. fazer. secundariamente. lesão corporal leve ou grave. A violência física. 56/133. no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena — detenção. TACrSP. arts. que tem o sentido de cometer. salvo a hipótese de co-autoria ou participação (TACrSP. p. ■ Sujeito ativo: Este crime do art. 89 da Lei n° 9. Lições de Direito Penal — Parte Especial. valendo-se da sua condição de magistrada (TRF da 5 2 R. ou. 1995. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. v. RT 748/725). sido patrocinada pela acusada. 34855.898/65 (MAGALHÃES NORONHA. Liberdade e Abuso de Poder na Repressão à Criminalidade.099/95). 54/304. Igualmente MAGALHÃES NORONHA. executar. MIRABETE. para quem a ameaça. p. p. TJSC. 156. perante a Administração Pública. Duas correntes existem a respeito: a. 512/343. 29 e 30). v. O art. não bastando. p. para extrair cópias e encaminhar a advogado residente em localidade distante (TRF da 1 2 R. p. Julgados 81/128. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. v. 321 exige para a sua tipificação transparente e inequívoca defesa de interesse alheio. não se configurando com o simples pedido de manuseio de autos de processo. a coação moral. b.10. além da pena correspondente à violência. pois é necessário e indispensável que pratique a ação aproveitandose das facilidades que sua condição de funcionário lhe proporciona (TACrSP. Questões Criminais. p. RT 592/326. portanto. entendida esta como "a violência física exercida sobre a pessoa visada. ■ Juiz: A denúncia deve apontar a causa ou causas de interesse de qualquer pessoa que tenha. RT 489/354). o crime de tortura. STF. IV. Abuso de Autoridade. Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. ■ Tipo objetivo: O verbo empregado no artigo é praticar. ■ Objeto jurídico: O Estado e a pessoa que sofre a violência. 322 foi revogado (DAMásIO DE JESUS. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. Manual de Direito Penal. v. IV. RT511/322). 1995. RTJ 101/1208. § 2 2 . mesmo se houver combinação com o art. formulado ostensivamente por funcionário público. 1965. Violência arbitrária ■ Vigência: É controvertida a vigência do art. tipificado na Lei n° 9. TJSP. 327 e §§ e do CP). 322. DJU29. 1980. 330.

função de direção ou assessoramento. de 12. com pena máxima até dois anos. 5 2 . de três meses a um ano. § 22.455/97 (tortura). na realidade.259/01. art. caput. 1976. quando. em vigor a partir de 12. A doutrina põe relevo no nome violência arbitrária do delito.02. lesão etc.1. fuga etc. 323. estrito cumprimento de dever legal (como nos casos de resistência. pois. de seis meses a três anos. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. ABANDONO DE FUNÇÃO Art.788). constituída pela inti midação por ameaça. no que couber. em concurso material (TACrSP. o agente será punido pelos dois crimes. 22 . Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira: Pena — detenção. 327 do CP. ■ Transação: De acordo com o art. ■ Ação penal: Pública incondicionada.259. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. art. ■ Consumação: Com a prática da violência (vias de fato. também. sem prejuízo de eventual configuração de exercício arbitrário ou abuso de poder (FRANCESCHINI. ■ Concurso material: Se da violência arbitrária resultam lesões corporais. § 1 2. hipótese em que o agente faz acreditar que se acha exercendo sua função. Haverá. não está.643 Código Penal Arts. 322 do CP.. RT609/344). Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. a vontade de praticar violência com consciência da arbitrariedade. Se do fato resulta prejuízo público: Pena — detenção. haja ou não procedimento especial. a partir da vigência da Lei n° 10. Abandonar cargo público. da CR/88) e da analogia in bonam partem. teoricamente. quando o agente está efetivamente desempenhando sua atividade funcional específica. ■ Violência física e não moral: Violência simplesmente moral. 322 que a pena da violência arbitrária seja acrescida da pena correspondente à violência. 21). legítima defesa. Vide. ■ Vigência: Vide nota anterior.). fora dos casos permitidos em lei: Pena — detenção. só ficando absorvida a contravenção de vias de fato (LCP. e multa. fora dos casos autorizados em lei. com o homicídio etc. da Lei n°10. incidirá.117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicações). o qual prevê que "a autoridade que impedir ou embaraçar a li berdade da radiodifusão ou da televisão. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão.01. Em face do princípio da isonomia (art. sob igual título. 72 da Lei n 2 4. ■ Tentativa: Admite-se. n°6. ■ Pena: Detenção. ou multa. não basta ao reconhecimento do delito do art. mesmo que tenham procedimen- . Na escola tradicional é o "dolo genérico". art. ou seja.. ou seja. ou a pretexto de exercê-la (a função). vide § 22 do art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ainda. ■ Confronto: Vide. e multa. Não há modalidade culposa. ■ Concurso de crimes: Determina o art. 350 do CP. de um a três anos. 284 e 292 do CPP). Jurisprudência. parágrafo único.7. concurso material (CP. b. na sanção do art. 514). previstos nos arts. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. além da pena correspondente à violência. art. IV. Trata-se de crime material. v. de forma que estará afastada a ilicitude se a violência for cometida por motivo justo ou com base legal: estado de necessidade. 322 do CP".898/65 (abuso de autoridade) e n°9. entendemos que. art. 322 e 323 da função. 69) com a lesão corporal. Leis n 2 4. de quinze dias a um mês.

E desnecessária a efetividade do dano. que consiste na vontade de abandonar. 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 278). se pune é abandonar cargo público. isto é. pois a incriminação diz respeito à deserção de cargo público. IV. IV. "A greve pacífica nos serviços essenciais e o Código Penal". ■ Tipo objetivo: Embora a rubrica do delito seja "abandono de função". Assim. reconhece que ele "atende. de um a três anos. a conduta que. in Bol./97. assevera HUNGRIA que o delito deste art. nota Revogação no art.099/95). ■ Consumação: Com o abandono por tempo relevante. 1965. p. a inexistência ou ocasional ausência de substituto legal do desertor" ( Comentários ao Código Penal.634/79). é o prejuízo social ou coletivo. persistindo o exercício de outras. 1995. 327 e §§ 1 2 e 2 do CP) em exercício de cargo público. HELENO FRAGOSO. ■ Pena: É alternativa: detenção. a conseqüente acefalia do cargo. é o prejuízo que "afeta os serviços públicos ou interesse da coletividade" (H. v. 100 do CP. ainda que haja incidência do art. efetivamente. necessariamente. 1125). v. diverso do que resulta. 327. art. e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 . p. 323 "pressupõe.Art. Inexiste punição a título de culpa. A figura penal alcança o cargo em entidade paraestatal (vide nota ao art. do CP. ou seja. ■ Noção: Se do fato resulta prejuízo público. IBCCr 54/13-14. de greve. § 22 . enquanto o abandono de função pública poderia significar só o abandono de certa função. Figura qua//ficada pelo prejuízo (§ 1 2 ) Figura qua//f/■ Noção: Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira. No final da descrição legal. 323. Cabe no § deste art. ■ Sujeito passivo: O Estado. Assim. § 2 2 . Por lei. IV. Existem duas correntes a respeito: a. com probabilidade de dano à Administração. vide. de três meses a um ano. sem dúvida. a transação caberá no caput e no § deste art. 1959. 89 da Lei n° 9. com consciência de que poderá acarretar dano à Administração. MAGALHÃES NORONHA subordina o abandono "à probabilidade de dano ou prejuízo" ( Direito Penal. ■ Tentativa: Inadmissível. 1965. p. § 2 2 (art. IX. ■ Pena: Detenção. (§22 ) ■ Pena: Detenção. cada pe%o/uconsidera-se faixa de fronteira a situada dentro de 150 km ao longo das fronteiras garde fronteira nacionais (Lei n° 6. 327. do abandono ( MAGALHÃES NORONHA. Direito Penal. 323. 323 Código Penal 644 to especial [vide nota no art. ao escopo da norma" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. 514). E são coisas diversas. 1124). v. ainda que combinados com o art. 1995. se não houver combinação com o art. sobre sua atipicidade. embora considerando tecnicamente duvidoso tal entendimento. ainda que em serviços essenciais e por funcionário público. IV. b. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Semelhantemente. dando-se ao núcleo abandonaro sentido de deixar ao desamparo. . que compreende a totalidade das funções. FRAGOSO. 201 do CP e ROBERTO DELMANTO e ROBERTO DELMANTO JUNIOR. de quinze dias a um mês. Abandono de fungão ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. mai. e multa. 391). é expressamente ressalvado que o abandono só constitui crime fora dos casos permitidos em lei. v. do CP. ■ Greve: Tratando-se de suspensão ou abandono coletivo de trabalho. necessariamente. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Ação penal: Pública incondicionada. De modo unânime. v. 275). ou multa. 327 do CP). a doutrina empresta ao delito um sentido menos severo. p. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. p. especialmente a continuidade e regularidade dos seus serviços. desde que pacífica. 327.

327. RT526/331). da Lei n 10. depois de saber oficialmente que foi exonerado. Trata-se de norma penal em branco. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. não bastando a dúvida. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. removido substituído ou suspenso: Pena — detenção. A lei consigna sem autorização. a partir da vigência da Lei n2 10. 323 e 324 Figura qualificada especia/ Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. antes de satisfazer as exigências legais. sem alguém que possa substituir o desertor (TJSP.099/95). ainda que haja incidência do art. removido. Entende-se que a comunicação oficial seria dispensável apenas na hipótese de aposentadoria compulsória.259. 0 agente continua a exercer a função pública (pratica atos de ofício). b. ■ Sujeito passivo: O Estado. mas inicia o exercício da função (pratica atos de ofício) antecipadamente. sendo imprescindível que o agente tenha conhecimento direto e certo. n 2S 2-4). A notificação deve ser pessoal. 1975. ■ Transação: De acordo com o art. art. sem que haja probabilidade de dano para a administração (TJSP. § 22 . Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. do CP (art. posse etc. 324. 327. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. v. ou multa. FRANcESCHINI. mas a aposentadori a não foi arrolada entre os casos expressos deste art. substituído ou suspenso (a lei não alude ao funcionário aposentado). 327 e §§ 1° e do CP) ou o funcionário exonerado (na 2 á modalidade do delito). de 12. removido. substituído ou suspenso (não são incluídas as cessações por licença ou férias). mesmo depois de ter recebido comunicação oficial informando que foi exonerado.). ao desamparo. depois de saber oficialmente que foi exonerado. vide nosso comentário ao CP. 100 do CP. parágrafo único. cabe a transação neste art. Jurisprudência. Em face do princípio da isonomia (art. A ilicitude também será excluída em caso de urgente necessidade de serviço. 76 da Lei n° 9. 52 . ■ Consumação: Consuma-se o delito quando a ausência injustificada perdura por tempo suficiente para criar perigo de dano (TJSP. 323. do CP (art. função de direção ou de assessoramento. ■ Probabilidade de dano: Não se configura o delito do art.: exame de saúde. 327. da CR/88) e da analogia in bonam partem. EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO Art. ou continuar a exercê-Ia. Continuar a exercê-la (a função pública). mesmo se houver combinação com o art. Naqueles casos. 2 2 . Portanto. ressalvando o exercício autorizado.259/01.7. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. que é completada pelas exigências que outras leis (não regulamentos ou portarias) impõem (ex. com pena máxima até dois anos. caput.099/95). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. § 2 2 . ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. haja ou não procedimento especial. RT522/358). ■ Tipo objetivo: Duas modalidades são previstas: a. I. em vigor a partir de 12. 2 . RT 501/276.1. há a prolongação (prorrogação) do exercício. sem autorização.01. 323 pressupõe deixar o cargo acéfalo.02. 89 da Lei n°9. O agente foi nomeado funcionário público. E a hipótese de exercício antecipado. ■ Acefalia do cargo: O delito do art. 324. quando o agente permanece no exercício para não prejudicar a Administração. entendemos que. § 2 2 . Exercício funciona/ /legalmente antecipado ou prolongado ■ Objeto jurídico: A Administração Pública.645 Código Penal Arts. de quinze dias a um mês. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. 324.

Arts. 324 e 325

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■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade de antecipar ou prolongar o exercício, com consciência da ilegalidade. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Inexiste forma culposa. ■ Consumação: Com a prática de algum ato de ofício, antes (1 2 modalidade) ou depois (2á modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: E alternativa: detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 22 do art. 327 do CP. ■ Funcionário suspenso: Configura o delito do art. 324 a prática de atos funcionais, por escrivão suspenso, durante o período em que sabia estar suspenso (TACrSP, Julgados 79/268). ■ Funcionário afastado: Não pratica o crime do art. 324 a defensora pública que, no interior do chamado "ônibus da cidadania", requer abertura de inventário e gratuidade de justiça para pessoas carentes, sem estar afastada de suas funções, mas apenas à disposição de órgão do Poder Executivo (TJRJ, RT791/678).

VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena — detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. 2 §1 . Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I — permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; II — se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2 2. Seda ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena — reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. ■ Alteração: A Lei n° 9.983, de 14.7.00 ( DOU de 17.7.00), que entrou em vigor noventa dias após sua publicação, acrescentou os §§ 1 2 e 2 2 a este art. 325. ■ Transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n°10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, haja ou não procedimento especial, cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual, com pena máxima até dois anos, mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação caberá no capute no §1 2 deste art. 325, desde que não haja incidência do art. 327, § 2 2 , do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 , ainda que haja combinação com o § 2 2 do art. 327 do CP (art. 89 da Lei n° 9.099/95). V/o/acão de sigi/o funciona/ (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública, especialmente a regularidade de seu funcionamento. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 327 e §§ 1 2 e 2° do CP);

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Art. 325

para a maioria dos autores, a norma também alcança o funcionário aposentado ou posto em disponibilidade (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. IV, p. 1131; HUNGRIA, Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 397; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. IV, p. 285; SÉRGIO J. REZENDE e Rui STOCCO, Código Penal — Interpretação Jurisprudencial, 1977, v. V, p. 148; JÚLIO FABBRINI MIRABETE, Manual de Direito Penal, 1996, v. III, p. 336), que não perde seu vínculo com a Administração. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; eventualmente, também o particular prejudicado com a revelação. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos previstos: a. Revelar, que tem a significação de comunicar, transmitir, dar a conhecer a terceira pessoa. A ação pode ser feita oralmente ou por escrito, ou com a exibição de documentos. b. Facilitar (a revelação). E maneira de revelação indireta. O funcionário público, dolosamente, torna fácil a descoberta (ex.: propositadamente, não guarda, como devia, o documento sigiloso). Incrimina-se a revelação (ou sua facilitação) de fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. E pressuposto do delito, portanto, que o agente tenha conhecimento do fato em razão do cargo, isto é, em virtude de sua específica atribuição funcional (é o chamado "segredo de ofício"). Não haverá tipificação se o funcionário houver tido ciência do fato por motivo diverso. Além disso, dizendo a lei ser fato que deva permanecer em segredo, é mister que se trate de fato relevante e de segredo de interesse público, embora também possa existir um particular interessado no sigilo. Considera-se segredo o fato cujo conhecimento é restrito a limitado número de pessoas (como os funcionários que dele precisam ter informação) e em que há interesse de que seja mantido em sigilo. Obviamente, a revelação a quem já conhecia o segredo não configurará o delito. Por fim, cumpre notar, como assinala MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal, 1995, v. IV, p. 287), que sendo o interesse público que obriga à guarda do segredo, "tal obrigatoriedade cessa quando outro interesse público maior se levanta". ■ Tipo subjetivo: E o dolo, ou seja, a vontade livre de revelar ou facilitar a revelação, com consciência de que o fato devia ser mantido em sigilo. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Quando o segredo é revelado a terceiro (1 2 modalidade) ou quando outrem fica conhecendo o segredo (2 2 modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas a pessoa que simplesmente recebeu o segredo, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não é co-autor partícipe do delito. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Subsidiariedade: O delito deste art. 325, caput, é subsidiário, na medida em que só se configura se não houver crime mais grave. ■ Confronto: Vide Lei de Segurança Nacional, quando o segredo for referente a interesses por ela protegidos (arts.13, 14 e 21 da Lei n 9 7.170/83). Se o segredo é de proposta apresentada em procedimento licitatório, art. 94 da Lei n° 8.666/93. Se o sigilo é referente a inquérito ou processo por crime de tóxicos, vide Lei n°6.368/76, art.17 (CELSO DELMANTO, Tóxicos, 1982, pp. 41-2). Tratando-se de sigilo concernente a energia nuclear, art. 23 da Lei n 2 6.453/77. Na hipótese de sigilo relativo ao Sistema Financeiro Nacional, vide Lei n°7.492/86, arts. 18 e 29, parágrafo único. No caso de violação de sigilo por parte de autoridade fiscal do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento que procede a exame de documentos, livros e registros das bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, vide § 3 2 do art. 72 da Lei n° 8.021/90. ■ Pena: É alternativa: detenção, de seis meses a dois anos, ou multa (se o fato não constitui crime mais grave). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Formas equipa- ■ Objeto jurídico: A Adminsitração Pública, notadamente seus sistemas de informaradas (§12 ) ções ou bancos de dados.

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■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. Vide, também, nota ao caput. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; em segundo lugar, o particilar eventualmente prejudicado. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos previstos: a. permitir (dar licença para; consentir em); b. facilitar (tornar ou fazer fácil ou mais fácil); c. utilizar (fazer uso de). Nos dois primeiros (a e b), o agente permite ou facilita, através de atribuição, fornecimento e empréstimo de senha, ou por qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas aos sistemas de informações ou bancos de dados da Administração Pública. A expressão qualquer outra forma viola, a nosso ver, o princípio da reserva legal (ou da legalidade), previsto no art. 1 9 do CP e, em conseqüência, a regra da taxatividade, segundo a qual as leis que definem crimes devem ser precisas, marcando exatamente a conduta que objetivam punir (vide nota Efeitos do princípio ao art. 1 9 do CP). No terceiro núcleo (c), o agente se utiliza, indevidamente, do acesso restrito que, em razão do cargo, lhe foi confiado. A expressão indevidamente constitui o elemento normativo do tipo. Nas modalidades de permitir ou facilitar, a ação pode ser comissiva ou omissiva. Já na modalidade de utilizar, a ação é sempre comissiva. ■ Tipo subjetivo: E o dolo, consistente na vontade livre de permitir ou facilitar o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados (§1 2 , I) ou de utilizar-se, indevidamente, do acesso restrito (§1 2 , II). Para a doutrina clássica, é o "dolo genérico". Inexiste modalidade culposa. ■ Consumação: Ocorre no momento em que o acesso de pessoas não autorizadas é permitido ou facilitado (§1 2 , I), ou quando o acesso restrito é utilizado indevidamente (§1 2 , II). Por se tratar de crime formal, não se exige efetivo resultado (no sentido naturalístico). ■ Tentativa: Não nos parece possível em nenhum dos incisos deste § 1 2 . ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas aquele que apenas teve o acesso permitido ou facilitado, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não pode ser co-autor ou partícipe. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. Figura qua//ficada (§219 Causa especial de aumento de pena Jurisprudência docaput ■ Noção: Se da conduta comissiva ou omissiva resultar dano à Administração Pública ou a terceiro, a pena será de reclusão, de dois a seis anos, e multa. ■ Incidência: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 29 do art. 327 do CP.

■ Animus defendendi: Não há crime quando o indiciado, com animus defendendi, remete os documentos ao procurador-geral, sem quebra do caráter confidencial (STJ, CEsp, Inq. 12, DJU 1.10.90, p. 10424). ■ Crime próprio e formal: O delito deste art. 325 é próprio e formal, porque exige a potencialidade de dano para com a Administração Pública (TACrSP, RT723/613). ■ Violação de sigilo em exames: Pratica o delito do art. 325 do CP o professor, integrante de banca examinadora de universidade federal, que, antecipadamente, fornece a alguns dos alunos cópias das questões que iam ser formuladas nas provas (TFR, RTFR 61/100), ou lhes antecipa "gabaritos" com as respostas de exame vestibular (TFR, Ap. 3.608, DJU 21.6.78, p. 4543). Igualmente o servidor público, nomeado para elaborar as provas de concurso, que quebra o sigilo destas, entregando as questões e respostas para candidato (TACrSP, RT723/613). ■ Violação em processo: Não se tratando de ação judicial que obrigatoriamente corre em sigilo, é necessário que tenha sido deferido o seu processamento em segredo de justiça (TACrSP, Julgados 69/92). ■ Relevância do sigilo: O art. 325 visa a proteger segredo relevante, cuja divulgação seja potencialmente danosa, e não interesses fúteis, carecedores de relevância jurídica (TACrSP, Julgados 73/183).

00 ( DOU de 17.. o conceito de funcionário público é diverso do que lhe dá o Direito Administrativo. ao passo que "o ocupante de emprego público tem um vínculo contratual. Ao mencionar função pública. exerce cargo. ■ Noção: O antigo §1 2 já equiparava a funcionário público emprego ou função em entidade paraestatal. quem exercesse cargo. empresa pública ou fundação instituída pelo poder público.80. para os efeitos penais.6. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. ■ Alcance do caput: O conceito de funcionário público. vide nota Confronto.983. 0 novo §1 2 ampliou esta equiparação. A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. transformou o antigo parágrafo único em § ■ Alteração: A Lei n° 6. embora transitoriamente ou sem remuneração. portanto. ao contrário daqueles ( Direito Administrativo. a lei "quis deixar claro que basta o simples exercício de uma função pública para caracterizar. desde que exerça. 2 Jurisprudência Criminal. 122. Segundo MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. 327. Equiparação do § 1 2 . ■ Conceituação: Para efeitos penais. o ato de "devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório. 2 Quanto ao conceito de funcionário público dado pelo art. não exigindo concurso público. FUNCIONÁRIO PÚBLICO Art. inscrito no caput do art. 2 ■ Revogação: Este artigo foi tacitamente revogado pelo art. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. exerce cargo. Para o CP.666/93. o funcionário público" (H.7. Para a caracterização. é desnecessária a permanência ou remuneração pelo Estado.00). sociedade de economia mista. 94 da Lei n 8.666/93). da Lei de Licitações Públicas (Lei n° 8. aplicável a todo o CP e à legislação penal extravagante . 326 e 327 VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA DE CONCORRÊNCIA Art. 1979. pp. 327. 420-2). para os efeitos penais. embora transitoriamente ou sem remuneração. "o ocupante do cargo público tem um vínculo estatutário. já a função pública "é o conjunto de atribuições às quais não corresponde um cargo ou emprego". § 1 . n 250). ainda que a pessoa não seja empregada nem tenha cargo no Estado. A Lei n 9. e multa. e multa. Considera-se funcionário público.799. regido pelo Estatuto dos Funcionários Públicos". São Paulo. Assim. deu nova redação ao § 1 . v. 327. ela estará incluída no conceito penal de funcionário público. emprego ou função em entidade paraestatal. de três meses a um ano. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo". Conceito pena/ de funcionário público 23. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena — detenção.ed. função pública. FRAGOSO. sob a regência da CLT". § 2 2 . é regra de caráter geral. II.649 Código Penal Arts. é funcionário público quem. que pune com pena de detenção. 326. Atlas. de 14. de 2 que entrou em e acrescentou o § 22 . Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública. 84. vide nota em separado. emprego ou função pública. 2 vigor noventa dias após sua publicação. emprego ou função pública. § 1 2 .7. Quanto à extensão dos §§ 1 2 e deste art. de algum modo. quem. de dois a três anos.

327 Código Penal 650 para nela incluir "quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública". cit. c. 6á ed. aos servidores qualificados nela expressamente indicados. BATTOCHIO CASOLATO. ■ Pena: A causa de aumento de pena do § 2 2 (aumento da terça parte) é aplicável somente aos crimes dos arts. p. A/cance dos §§ 1°e2° 2 ■ Noção: Mesmo antes da Lei n° 9. XXXIX e XL... pois limita a causa de aumento "aos autores dos crimes previstos neste Capítulo". 138). cit. mas os funcionários não qualificados das mesmas entidades não ficam equiparados a funcionários públicos. Assim.983/00. SENAI) (CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO). o § 22 permite duas interpretações: a. Já DAMÁSIO E. para quem a expressão entidade paraestatal do §1 9 deste art. assim consideradas. O § 22 contém uma equiparação e uma figura qualificada.983/00 não retroagirá. apenas. tão-só. p. A equiparação é feita. IV. este art. IX. abrange pessoas privadas que colaboram com o Estado desempenhando atividade não lucrativa e à qual o Poder Público dispensa especial proteção. que define crime em licitações e contratos da Administração Pública. pp. compreende as empresas públicas. 327 do CP ( Os crimes contra a Administração Pública — Parte 1. as sociedades de economia mista e as fundações instituídas pelo Poder Público (HELY LOPES MEIRELLES). emprego ou função em entidade paraestatal. v.Limitada. empresas públicas e sociedades de economia mista. p. 1995. art. "para a consecução de fins públicos. as demais entidades sob controle. p. 312 a 326 do CP e às pessoas ocupantes dos cargos e funções textualmente indicados no § 2 2 . o referido art. empresas e fundações li gadas ao Poder Público.666/93. v. além das fundações. as pessoas expressamente indicadas (ocupantes de cargo em comissão ou de função de direção ou assessoramento das entidades indicadas no § 2 2) podem ser agentes de crimes contra a Administração (e sofrendo penas aumentadas). de assistência social e de formação profissional (SESI. MAGALHÃES NORONHA. mediante mútua colaboração" (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. Já a empresa conveniada é aquela que celebra ajuste com o Poder Público "para a realização de objetivos de interesse comum. mas ambas dado§2' li mitadas aos ocupantes de certas funções em órgãos. 1959. 84. 397-8). segundo regime jurídico de direito público". são as autarquias (CRETELLA JÚNIOR. b. "quem exerce cargo. Para ROBERTO W. § só tem aplicação para os crimes relacionados na Lei n° 8. Equiparação e ■ Noção: Instituído pela Lei n° 6. Empresa prestadora de serviço contratada é aquela que celebra contrato com a Administração Pública. A nova redação dada agora ao §1° não alterou este nosso entendimento. 1979. todos os funcionários daquelas entidades arroladas no § 2 2 estão equiparados também a funcionários públicos. 208). ■ Confronto: O § do art. FRAGOSO. pp. Para outra corrente. mas a causa de aumento de pena prevista no § é aplicável. Comentários ao Código Penal. não incluindo as sociedades de economia mista e as empresas públicas. equipara a servidor público. do poder público". SESC.666/93 ( Direito Penal.799/80. para os fins desta lei. b. § 1 2 . discordam os administrativistas quanto ao conceito de entidades paraestatais: a. Refere-se tanto ao 2 sujeito ativo como ao passivo (H. Ampliativa.Art. v. n 250). 102). Por força dos princípios da reserva legal e da anterioridade (CR/88. 232 e 284). 5°. a ampliação dada a este § 1° pela Lei n° 9. A nosso ver. Saraiva. que deu nova redação ao § 1 . Conforme anota MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (ob. Direito Penal. CPC. figura qualifica. b. tratando-se de pessoas privadas que exercem função típica (embora não exclusiva do Estado). como as de amparo aos hipossuficientes. 1998. 84 da Lei n° 8. 84. 327 só alcança a autarquia. citando MIGUEL REALE e THEMÍSTOCLES BRANDÃO CAVALCANTI). . 1°). direto ou indireto. já havia duas correntes acerca da abrangência do revogado § 1 2 : a. para o sujeito ativo (HUNGRIA. o § 2 2 deixa claro que a primeira corrente é a certa. ob. demonstrando que tanto a equiparação do antigo § como a do § devem ficar limitadas ao sujeito ativo. 404. II. v.. Jurisprudência Criminal. São Paulo. 4. dá o "efetivo significado" da expressão entidade paraestatal empregada pelo § 1 2 do art. art. CP. DE JESUS.

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