501

Código Penal

Art. 235

■ Concurso de pessoas: Pode haver participação de terceiros, nos termos amplos do art. 29 do CP. Entretanto, em vista das duas figuras que o art. 235 contém (caput e § 11, entendemos que o partícipe fica sujeito à pena mais branda do § (e não à do caput), pois não se pode puni-lo com sanção superior à cominada para o próprio agente, que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa já casada, ciente da circunstância. Assim, ainda que o partícipe, por exemplo, auxilie o agente que comete a figura do caput, a pena do concurso de pessoas deve relacionar-se com a do § 1 r do art. 235. E, a nosso ver, a única solução permitida pela estrutura das duas figuras deste artigo. ■ Prescrição: Quanto ao termo inicial, vide nota ao art. 111, IV, do CP. ■ Concurso de crimes: A celebração de mais de um casamento configura crimes autônomos. Para ANDRES A. BALESTRA, haveria crime continuado ("Bigamia", in Enciclopédia Saraiva do Direito, v. 11, p. 318). Absorção: predomina o entendimento de que a bigamia absorve o crime de falsidade. ■ Pena: Reclusão, de dois a seis anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Casamento de pessoa não casada com outra casada (§ 1°J ■ Noção: Em figura destacada, o CP incrimina a conduta de quem, não sendo casado (isto é, sendo solteiro, viúvo ou divorciado), contrai casamento com pessoa casada, conhecendo essa circunstância. ■ Tipo subjetivo: Em face da expressão usada ("conhecendo"), requer-se o dolo direto, não bastando o eventual. ■ Pena: E alternativa a pena privativa de liberdade: reclusão ou detenção, de um a três anos. ■ Anulação: Não afasta o crime o desquite do primeiro cônjuge nem a nulidade do segundo casamento por motivo de bigamia (TJSP, RT 514/322). A anulação do segundo casamento, por motivo de bigamia, não torna inexistente o crime (TJSP, RJTJSP 100/496, RT 505/309). Haverá o crime, desde que vigente o casamento anterior (TJSP, RT 557/301). ■ Divórcio posterior: O divórcio obtido posteriormente, em relação ao segundo casamento, não isenta o agente do delito de bigamia (TJSP, RJTJSP 110/503). ■ Prova de vigência: Se o acusado contraiu novas núpcias, ainda na vigência do primeiro casamento, não demonstradas a ocorrência de erro de fato, a ausência de dolo na sua conduta ou a ignorância do caráter criminoso do fato, impõe-se a condenação (TJMG, RT 773/644). Não basta a prova de que o acusado casou-se duas vezes, sendo necessária a demonstração, que a acusação deve fazer, de que o primeiro matrimônio estava vigente ao tempo da realização do segundo (TJSP, mv — RJTJSP 80/373, 74/312). Contra: A morte da primeira esposa precisa ser comprovada pelo acusado, não bastando que seja presumida (TJSP, mv— RT 541/364). ■ Agente apenas desquitado: Pratica bigamia, se contrair novo casamento antes de divorciar-se (TJPR, RT549/351). ■ Concurso de pessoas: É co-autor quem, tendo conhecimento de que a pessoa que vai casar-se já é casada, participa como testemunha ou padrinho do casamento, e também instiga o agente a consorciar-se (TJSP, RT566/290). Em tese, pode ser a testemunha do casamento que tem ciência da vigência do matrimônio anterior (TJSP, RJTJSP 68/331). ■ Tentativa: A tentativa começa corn o início do ato de celebração, sendo os proclamas e atos anteriores meramente preparatórios (TJSP, RT 526/336). ■ Concurso: A bigamia absorve o crime precedente de falsidade ideológica (TJSP, RJTJSP 100/453, 78/376, RT 533/319; TJMG, RT 694/358). ■ Prescrição: A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr da data em que o crime se tornou conhecido da autoridade pública (TJSP, RSE 189.329-3, j. 13.11.95, in Bol. AASP n° 1.962). Vide, também, nota sob o título Bigamia e falsificação ou alteração de assentamento de registro civil, no art. 111 do CP.

Jurisprudência

Arts. 235 e 236

Código Penal

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■ Extraterritorialidade: Configura o crime de bigamia o fato de brasileiro, já casado no Brasil, contrair novo matrimônio no Paraguai, pois ambos os países punem a bigamia, o que preenche o requisito da extraterritorialidade do CP (TJSP, RT516/287, 523/374). ■ Figura do parágrafo único: Exige o dolo direto, isto é, que o agente efetivamente saiba que já é casada a pessoa com quem está se casando (TJSP, RJTJSP 100/496). INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO Art. 236. Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena — detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único. A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimenta anule o casamento ■ Composição e transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabem composição e transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a composição e a transação serão cabíveis ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. /nduzimento a erro essencial e ocultação de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge que induziu em erro ou ocultou impedimento. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge enganado. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é contrair casamento: a. Induzindo em erro essencial o outro cônjuge. Induzirtem a significação de levar a, persuadir, aconselhar. Sobre o que seja erro essencial, vide art. 219 do CC. Obviamente, para que o cônjuge-vítima seja induzido, ele deve desconhecer o defeito do cônjuge-agente e ser por este induzido em erro essencial. A modalidade de induzir exige ação positiva, não bastando a simples omissão ou inação. b. Ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior. Como ocultarentende-se esconder, disfarçar, encobrir. O impedimento deve ser um dos arrolados nos incisos I a XII do art. 183 do CC. Na opinião dominante dos autores, a ocultação deve ser comissiva, não se tipificando o comportamento de quem simplesmente se omite de declarar o impedimento. Também nesta modalidade, mister se faz que o outro cônjuge seja enganado. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de contrair matrimônio, induzindo ou ocultando. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: No momento e lugar em que se realiza o casamento. ■ Tentativa: E juridicamente inadmissível, em razão da condição de procedibilidade inserta no parágrafo único. ■ Pena: Detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: E de iniciativa privada. O direito de queixa só pode ser exercido pelo cônjuge enganado e após o trânsito em julgado da sentença que anule o casamento por erro ou impedimento, segundo preceitua o parágrafo único deste art. 236.

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Código Penal

Arts. 236 a 238

Trata-se de condição especial exigida para o exercício da ação penal, mas sua natureza jurídica é polêmica: para uns, seria condição objetiva de punibilidade e, para outros, condição de procedibilidade. Sucessão: E inaplicável a sucessão de queixosos prevista pelo § 49 do art. 100 do CP, pois o direito é personalíssimo. CONHECIMENTO PRÉVIO DE IMPEDIMENTO Art. 237. Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta: Pena — detenção, de três meses a um ano. ■ Transação: Cabe (art. 76 da Lei n° 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Conhecimento prévio de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (ou ambos os cõnjuges) que contrai matrimônio sabendo da existência de impedimento absoluto. ■ Sujeito passivo: 0 Estado e o cônjuge desconhecedor do impedimento. ■ Tipo objetivo: Para a incriminação, é suficiente que o agente se case conhecendo (sabendo) a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta. Tais impedimentos são os arrolados nos incisos I a VIII do art. 183 do CC. Se ambos os contraentes souberem do impedimento, serão co-autores (CP, art. 29). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que para vários autores pode ser o eventual (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. III, p. 704; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. III, p. 304), embora, a nosso ver, a expressão "conhecendo" exija dolo direto. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Erro: O erro quanto ao impedimento exclui o dolo (CP, art. 20). 0 engano quanto ao alcance legal do impedimento reflete na culpabilidade (CP, art. 21). ■ Consumação: Com a realização do casamento. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Se o impedimento conhecido for o do art. 183, VI, do CC (ser casado), o crime será o do art. 235 do CP (bigamia). ■ Pena: Detenção, de três meses a um ano. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

SIMULAÇÃO DE AUTORIDADE PARA CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO Art. 238. Atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento: Pena — detenção, de um a três anos, se o fato não constitui crime mais grave. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Simulação de autoridade para celebragão de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge de boa-fé. ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito formal, para cuja consumação não é necessário que o matrimônio seja efetivamente celebrado. A conduta é atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento. Como bem registra MAGALHÃES NORONHA, "a atribuição falsa requer conduta inequívoca do agente, a demonstrar que ele se diz com essa competência" ( Direito Penal, 1995, v. III, p. 306).

de um a três anos. testemunhas ou outras pessoas. 238 é expressamente subsidiário. de modo que ficará excluído se o comportamento configurar crime mais grave ou constituir elemento deste último. § 1 2. com engano de outra pessoa. ou seja. a vontade livre e consciente de simular casamento. que será excluído pelo erro do agente quanto a sua competência. SIMULAÇÃO DE CASAMENTO Art. A ação penal somente pode ser intentada pelo cônjuge ofendido. 328.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. devendo esta ser o nubente enganado ou seus responsáveis. ■ Consumação: Com a prática. O agente simula casamento mediante engano de outra pessoa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. . que o casamento seja simulado mediante (por meio de) engano de outra pessoa.Arts. ■ Ação penal: Pública incondicionada. do CP. inexiste o delito. ADULTÉRIO Art. de quinze dias a seis meses. § 2 2 . ■ Confronto: Se o agente aufere vantagem. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". na hipótese de ser necessário o consenti mento destes. ■ Tentativa: Admite-se. representar). ■ Subsidiariedade: O delito do art. ■ Pena: Detenção. parágrafo único. pelo agente. Simu/ação de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. ■ Subsidiariedade: O delito do art. 239. ■ Concurso de pessoas: Poderão ser partícipes o escrivão. Simular casamento mediante engano de outra pessoa: Pena — detenção de um a três anos. 89 da Lei n° 9. ■ Pena: Detenção. Inexiste modalidade culposa. ■ Tentativa: Admite-se. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Consumação: Com a efetiva simulação. Cometer adultério: Pena — detenção. E necessário. ■ Sujeito passivo: O Estado e o contraente ou seu representante legal. e dentro de um mês após o conhecimento do fato. art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Jurisprudência ■ Concurso de pessoas: Pode ser partícipe a pessoa que consegue o falso juiz de paz (TACrSP. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. se o fato não constitui crime mais grave. portanto. 238 a 240 Código Penal 504 ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é simular(fingir. iludidos. RT 488/382). Não há punição a título de culpa. 240. 239 é expressamente subsidiário e será excluído se for o meio (elemento) empregado para a prática de delito mais grave. de um a três anos. Incorre na mesma pena o co-réu. Se nenhum deles é enganado. de qualquer ato próprio da função que falsamente se atribui.

Relativamente à pessoa separada judicialmente (desquitada). Também configura o coito anormal ou qualquer ato sexual inequívoco (DAMásIO DE JESUS. p. Comentários ao Código Penal. v. expressa ou tacitamente. Quanto à significação do que seja o adultério que o Código menciona. ■ Ação penal: É de iniciativa privada (queixa-crime). FRAGOSO. p. ■ Pena: Para o agente e para o co-autor é igual: detenção. 317 do Código Civil. III. é o "dolo genérico". ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito de concurso necessário. para o co-réu. 10 do CP. VIII. ■ Consumação: Com a efetiva relação sexual. ainda que uma delas aja sem conhecimento ou seja penalmente irresponsável.099/95). Na doutrina tradicional.505 Código Penal Art. p. Inexiste forma culposa. vide nota ao § 3 2 . art. H. II — se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no art. 1959. p. porquanto só pode ser cometido por duas pessoas (de sexos opostos). O juiz pode deixar de aplicar a pena: I — se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. p. III. O crime não se extingue ( MAGALHÃES NORONHA. v. há posições diversas na doutrina brasileira. c. entendimentos diversos sobre seus efeitos: a. o dolo deve ser excluído pela ignorância quanto ao estado de casado do outro (erro de tipo do art. 382). Lições de Direito Penal — Parte Especial. Extingue o crime. ■ Sujeito passivo: Somente o cônjuge enganado. v. A ação penal não pode ser intentada: I — pelo cônjuge desquitado. Só o caracteriza o coito vagínico (BENTO DE FARIA. VIII. ■ Objeto jurídico: A organização jurídica da família e do casamento. A nosso ver. de quinze dias a seis meses. 1959. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. a ser contado pela regra do art. 20). p. 5 2 da Lei n 2 6. 1995. 714). Direito Penal. Quanto à anulação do casamento. ou seja. . v. Lições de Direito Penal. a vontade livre e consciente de praticar adultério. 310. 165. Código Penal Brasileiro Comentado. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada. v. FRAGOSO. Adu/tério ■ Observação: Há projeto de lei. MAGALHÃES NORONHA. há. 72 a 74 da Lei n" 9. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (homem ou mulher) que tem relação sexual fora do matrimônio (caput). 100 do CP. ■ Conciliação: Cabe (arts. v. 240 § 32 . É pressuposto da infração a existência formal e a vigência de anterior matrimônio.515/77). ■ Transação: Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada. ■ Tipo subjetivo: O dolo. III. 3. II — pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. vide jurisprudência no art. 1996. 240. § 42 . vide jurisprudência no art. b. 198. VI. v. ROMÃO CORTES DE LACERDA. a. 1995. p. Não subsiste o crime (ROMÃO CORTES DE LACERDA. p. Direito Penal. b. v. Direito Penal. se este não tiver sido julgado definitivamente (H. com apoio em HUNGRIA. III. 1965. como causa de separação judicial (art. 1965. em curso. 311). somente podendo ser intentada pelo cônjuge ofendido e dentro de um mós após o conhecimento do fato (§ 2 2 ). Comentários ao Código Penal. o adultério não mais deveria ser tipificado como crime. 381). A primeira corrente (a) é a mais acertada e tem a seu favor a jurisprudência recente. e a pessoa que tem aquela relação com a casada (§ 1 2 ). também. Trata-se de prazo especial de decadência (vide notas ao CP. para revogar este art. 714). 103). continuando apenas na órbita civil. 100 do CP. 1959. É inaplicável a sucessão consignada pelo § 4 2 do art.

A ação penal por adultério somente pode ser exercida dentro de um mês após o conhecimento do fato. ■ Recebimento da queixa: Para o recebimento da queixa. mv— RT723/614). RT514/382. o ingresso tardio em juízo. permitiu. 240 Código Penal 506 100 do CP. Conta-se do conhecimento certo e seguro (TACrSP. ■ II. não se considerando como tal meras suspeitas (STF. Julgados 80/539. expressa ou tacitamente. ■ Natureza e efeitos: Quanto à natureza e efeitos do perdão judicial. o exemplo mais comum é a posterior coabitação. não impede a decadência. tentativa de morte. do CP. Quanto ao perdão tácito.515/77 (conduta desonrosa ou qualquer ato que importe em grave violação dos deveres do casamento e tornem insuportável a vida em comum). I. indícios razoáveis de que o delito tenha ocorrido. RT 486/310). 1995. Basta o encontro do casal em lugar e situação que autorizem supor. ou. 240. ■ Decadência: Conta-se o prazo decadencial a partir do conhecimento inequívoco do fato. ainda pendente de decisão (TARJ. ■ Separação de fato e atipicidade: Se o casal já estava separado de fato quando de eventual prática do adultério. RTJ 120/191). se os cônjuges já estavam separados de fato (TACrSP. Obviamente. se o casal permanecia sob o mesmo teto. também os equivalentes do art. e não apenas com atos sexuais inequívocos (TACrSP. 317 do CC (adultério. quando as fotografias tiradas no flagrante mostram a mulher de camiseta e roupa íntima (TACrSP. TARJ. Se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. ■ Conceito penal de adultério: Prevalece o entendimento de que o adultério. "Consentiu" entende-se como aquiesceu. 486/318. no inquérito policial. 2637). ■ Inquérito policial: O inquérito policial não é elemento indispensável para a propositura de ação penal por adultério (STF. p. não se caracteriza o crime deste art.Art. injúria grave ou abandono do lar durante dois anos consecutivos). de tal forma a sugerir a prevaricação conjugal (TACrSP. RT 435/382. a nosso ver. a prática do delito (TACrSP. Perdão judicial (§ 42 ) Jurisprudência . FRAGOSO. que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. Faz jus ao perdão judicial. devido ao retardamento do inquérito. pois o direito à ação penal é personalíssimo e não pode ser transferido a outros queixosos. Pelo cônjuge desquitado (separado judicialmente). vide nota ao art. embora já tivesse ingressado com pedido de separação judicial. ■ Separação judicial e perdão judicial: Aplica-se o perdão. necessariamente. mv— RT732/716). RTJ 93/532). RT721/467). 5° da Lei n° 6. /mpedimentos ao exercício da alão pena/ (§ 3°) ■ Noção: Por expressa disposição deste parágrafo. IX. Código Penal e sua Interpretação Jurisprudencial. é suficiente que haja. cujo prazo é fatal e peremptório (TACrSP. 1979. Pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. Se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no revogado art. porque o dever de fidelidade conjugal foi rompido (TACrSP. n° 11). Simples beijos e abraços com outra mulher não configuram (TACrSP. Jurisprudência Criminal. v. se cometido o adultério após o abandono do lar e cessação da vida em comum (TACrSP. Julgados 79/286). a ação penal não pode ser intentada: ■ I. ■ II. contra: H. Não se exige o rigorismo do nudus cum nuda in eodem lecto. mv — Julgados 92/79). mv— RT732/716). não definido em nosso Código. 107. o que se pode traduzir pelas circunstâncias em que o casal é encontrado. Julgados 79/285). RT783/653). Não faz jus ao perdão. só se tipifica com a conjunção carnal. anuiu. ■ Casos: O juiz pode concedê-lo: ■ I. 531/352). compreende também o divorciado (ALBERTO SILVA FRANCO e outros. sevícia.

■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 242. ■ Confronto: Se o registro é de filho alheio. ■ Tipo objetivo: Promovertem o sentido de dar causa. que consiste na vontade livre e consciente de promover a inscrição. mas não a deste art. por ser o falso elemento do crime do art.9.95. 389.. 241. do CP. 53139). 242. p. III. ■ Concurso de crimes: O crime de falsidade fica absorvido. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Parágrafo único. MAGALHÃES NORONHA. 241. RT381/152). RT 403/124). in RBCCr 10/223). 2 á figura. ■ Consumação: Com a inscrição no registro civil. 812. ocultar recém-nascido ou substituí-Io. DJU 22. suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão. Ap. de dois a seis anos. 241. Se o crime é praticado por motivo de reconhecida nobreza: Pena — detenção de um a dois anos. 1959. nota. pp. VIII.507 Código Penal Arts. nascimento que não existiu ou nascimento de natimorto. 1995. v.94. IV. de dois a seis anos. SUPRESSÃO OU ALTERAÇÃO DE DIREITO INERENTE AO ESTADO CIVIL DE RECÉM-NASCIDO Art. Jurisprudência PARTO SUPOSTO. obedece à regra geral (ROMÃO CORTES DE LACERDA. 241 (TJSP. mas seu estado civil foi alterado. que simulou a gravidez e o nascimento durante a sua ausência (TJSP. a fim de obter permanência no País (TRF da 2 R. p. Direito Penal. Comentários ao Código Penal.2. podendo o juiz deixar de aplicar a pena. ■ Pena: Reclusão. provocar. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Prescrição: Há duas orientações na doutrina: a. ■ Tentativa: Admite-se. de dois a seis anos. 1965. DJU 14. requerer. p. isto é. ■ Confronto: Se ocorreu. 111. RSE 150. 241 e 242 Capítulo II DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO REGISTRO DE NASCIMENTO INEXISTENTE Art. ■ Competência: Compete à Justiça Federal julgar o crime do art. o nascimento de pessoa viva.. ■ Concurso de crimes: Os crimes de falsidade e uso de documento falso ficam absorvidos pelo delito do art. do CP (H. ■ Erro: Fica isento de pena o réu que promoveu o registro enganado pela co-ré. registrar como seu o filho de outrem. Não há forma culposa. A conduta deve visar à inscrição (registro) de nascimento inexistente. vide art. b. v. Lições de Direito Penal — Parte Especial. v. Registro de nascimento inexistente ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. ■ Sujeito passivo: O Estado e a pessoa prejudicada pelo registro. III. efetivamente. Dar parto alheio como próprio. quando perpetrado para uso perante o Governo Federal. FRAGOSO. 722. p. 316). 5999. . a infração penal poderá ser outra. o termo inicial segue a regra do art. e 393). 241 do CP (TRF da 2 R. Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente: Pena — reclusão.

da CR/88) e da analogia in bonam partem. Não há punição a título de culpa. também. no art. existem duas orientações (vide.099/95). podem ser co-autores ou participes. 5639). 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art.4. ■ Concurso de crimes: Este crime absorverá eventual falsa inscrição no registro civil. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Tipo objetivo: A descrição é dar parto alheio como próprio. entendemos que. 241 do CP. as duas primeiras (parto suposto e registro de filho alheio). DJU 2. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.02. os Costumes e a Família. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. a filiação da criança. Direito Penal. nela não se enquadrando o fato oposto de dar parto próprio como alheio.113. 355).87. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ou perdão judicial.898. há duas opiniões divergentes: 1. v. parágrafo único.81. 1959. às duas últimas figuras (ocultação e substituição) ou alcança. 5639). 100 do CP. 52 . DJU 2. RCr 1. 2. p.259. p. ■ Pena: Reclusão. VII 1. 1995. caput. RCr 1. Para a tipificação do art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Consumação: Com a situação que altera. parentes ou não. ROMÃO CORTES DE LACERDA. 2 ■ Alteração: Caput e parágrafo único com redação dada pela Lei n 6.01. da Lei n 2 10. nota Prescrição). Jurisprudência figura da .259/01. Comentários ao Código Penal. p. Não se faz necessário o registro civil falso. Elemento subjetivo do tipo: discute-se se a finalidade inscrita no final do artigo ("suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil") refere-se. 316. 391). Em face do princípio da isonomia (art. a vontade livre e consciente de dar parto alheio como próprio. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. I I I.Art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. p. de 12. 242 (BENI CARVALHO. A finalidade é exigida para todas as figuras do art.4. Mister se faz a criação de situação em que prenhez e parto são simulados e é apresentado recém-nascido alheio como se fosse próprio. a partir da vigência da Lei n° 10. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria no crime de parto suposto (TER. simplesmente. 22 . em vigor a partir de 12.3.1. 1943. ■ Concurso de pessoas: Outras pessoas. ou seja. 89 da Lei n 9. Parto suposto (10 figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. ■ Motivo: O fato de ser nobre o motivo do parto suposto ameniza a pena e permite a aplicação do perdão judicial. diga que um recém-nascido é seu filho. ou há parto real. a transação será cabível. ■ Divisão: O art. mas o natimorto é substituído por filho de outrem.7. A finalidade só se refere às figuras de ocultar e substituir (MAGALHÃES NORONHA. detenção de um a dois anos. ■ Sujeito passivo: Os herdeiros prejudicados. ■ Prescrição: Na hipótese de existir falsidade em registro civil (absorvida pelo art. de fato. Na figura privilegiada (vide parágrafo único). Crimes contra a Religião. ou com a supressão ou alteração dos direitos. ■ Sujeito ativo: Só a mulher. Assim. 242 não basta que a mulher. v.113. mas não descaracteriza o crime (TER. 242). 242 Código Penal 508 ■ Transação: De acordo com o art. A respeito. 242 do CP contém quatro figuras distintas em seu caput e a figura privilegiada no parágrafo único.87. tão-só. cabe a transação no parágrafo único. p. de 30. de dois a seis anos.

2003. pois este é elementar do delito (TJSP. RJTJSP 93/440). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de crimes: O registro de filho alheio absorve o falso.898. ■ Concurso de pessoas: Pode haver. ■ Consumação: Com o efetivo registro (ou com a supressão ou alteração. O fato do registro de filho alheio como próprio haver sido efetuado em data anterior à Lei n° 6. Por meio de tal prática. 299 requer (STF. 299 e parágrafo único do CP (falsidade ideológica em assentamento do registro civil). quando o falso beneficiava o menor em vez de prejudicar seus direitos. RT591/ 410. Pune-se a ação de registrar como seu o filho de outrem. aquelas pessoas só poderão obter o perdão judicial. independentemente do expediente adotado. ao contrário. de 30. Ou seja. É discutível a exigência ou não do elemento subjetivo do tipo. APn 29. ■ Aplicação: Com a alteração do art. preferiam registrá-la como sendo seu filho. Não há forma culposa. RJTJSP80/395). registra filho alheio como próprio (TJSP. ela poderá até prejudicá-los.509 Código Penal Art. RJTJSP93/440). Corretamente. o registro de filho alheio não mais se enquadra no art. ■ Sujeito passivo: O Estado e as pessoas prejudicadas pelo registro. ■ Irretroatividade: A nova redação do art. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. e sim neste art.4. ■ Concurso de crimes. ■ Retroatividade ou não: Depende de considerar-se se a nova figura beneficia o agente ou. porém sua filiação é diversa da declarada. porém. promover sua inscrição no registro civil. para conferir Jurisprudência da 2g figura . e agindo sem o intuito de alterar a verdade nem de prejudicar direito ou criar obrigação (TACrSP. de modo que não pode ser aplicada aos registros ocorridos antes de sua vigência (STF. o agente declara-se pai ou mãe de determinada criança que. 528/322. TFR. 242 (TJSP. mas de terceira pessoa. RJTJSP 162/303).81. no caput. este passou a ser o crime de quem. consignado no final do artigo (vide. Antes da Lei n° 6. não é seu filho.898/81 não é bastante. ■ Intenção de salvar: Absolve-se quem registra filho alheio como seu com a intenção de salvar a criança. TJRJ. TJSP.3. consistente na vontade consciente e livre de registrar. 242 do CP. DJU 2. sustentava-se a atipicidade do fato. 299. O nascimento é real. RT525/428). que tem a significação de declarar o nascimento. pena e ação penal: Iguais aos do caput.898/81. prescrição. p. ■ Tipo objetivo: O núcleo é registrar. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. nota Tipo subjetivo). por si só. RT600/355. Todavia. muitos casais. TJSP. ■ Sujeito ativo: Pode ser homem ou mulher (TJSP. RT 551/404. teoricamente. a doutrina e jurisprudência mais modernas invariavelmente entendiam que não havia o crime quando a falsidade do registro era praticada por motivo nobre. em vista da ausência do elemento subjetivo do tipo que o art. em vez de adotar regularmente uma criança. tal comportamento só era enquadrável no art.80. A inovação introduzida teve. Com a Lei n° 6. RJTJSP 93/440). 242 não é mais benigna. ou seja. a criança registrada existe. incrimina fato que antes era atípico (vide final da nota Observação). Na dependência de ser reconhecida ou não a existência do elemento subjetivo do tipo nesta figura (vide nota Tipo subjetivo). na verdade. 242 Registro de filho alheio (2g figura do caput) ■ Observação: A alteração introduzida neste art. na hipótese de reconhecer-se o elemento subjetivo do tipo). RT698/337. 242 deu nova definição penal à chamada adoção à brasileira. referente à especial finalidade de agir (para supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil). TJSP. ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. em vez de conseguir a absolvição. Na prática. a intenção de beneficiar os autores daqueles registros. RT 595/336). RT542/339.

898. Não há modalidade culposa. Quanto à natureza extintiva da punibilidade desse instituto. solidariedade etc. atribuindo-se a um os direitos de estado civil do outro. humanidade. ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. o juiz poderá aplicar a pena de detenção. 242 (TFR. ■ Tipo objetivo: Ocultar é esconder. 10810). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. inseriu. ■ Sujeito passivo: O recém-nascido. e multa. é necessário que esta seja acompanhada da privação dos direitos do recém-nascido. Ocultação de recém-nascido (3° figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. ■ Tentativa: Admite-se. sonegar. eis que esse comportamento revelava-se subsumível. com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão.10. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo específico". Deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio.3. ■ Noção: Nas quatro figuras do caput. 299 e parágrafo único (STF. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. mais um caso de perdão judicial.81. em tese. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Tipo objetivo: Pune-se a substituição (troca) de recém-nascidos. mv— RTJ 143/129). 242 e 243 Código Penal 510 atipicidade à conduta dos agentes. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para alterar ou suprimir). Como recém-nascido.038. Inexiste modalidade culposa. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. ■ Sujeito passivo: Os recém-nascidos substituídos. ■ Consumação: Com a supressão ou alteração dos direitos. . 107. Na escola tradicional é o "dolo específico". de um a dois anos.). isto é.81. suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil. p. se o crime for praticado por motivo de reconhecida nobreza (generosidade. Não é necessário à configuração o registro de nascimento das crianças substituídas. desprendimento. Não basta para a tipificação a mera ocultação. ou deixar de fixá-la. Ap. ■ Perdão judicial: Ficando reconhecido que agiu com fim nobre. A troca do recém-nascido pode ser por criança viva ou natimorta. IX. entende-se a expressão em seu sentido comum e não restrita ao conceito científico. 243. ■ Perdão judicial: A Lei n° 6. de 30. do CP. aplicando o perdão judicial. DJU 29.Arts. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo que o tipo contém. de acordo com o atual parágrafo único do art. ■ Concurso de crimes: A eventual falsidade de registro estará absorvida por este crime. vide nota ao art. deixa-se de aplicar a pena. no parágrafo único. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. de um a cinco anos. ■ Consumação: Com a efetiva supressão ou alteração dos direitos. ao art. referente ao especial fim de agir (para supressão ou alteração). 4. Substituição de recém-nascido (4$ figura do caput) Figuraprivilegiada (parágrafo único) Jurisprudência SONEGAÇÃO DE ESTADO DE FILIAÇÃO Art.

porém. 133 e 134 do CP. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo consistente no especial fim de agir (com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil). Não há forma culposa. Nas mesmas penas incide quem. ** Conforme o original. fixada ou majorada. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. 244.Estatuto do Idoso (vide Anexo X). arts. portanto. deve ser abandonada em instituição pública ou particular. fixada ou majorada. e multa.099/95). o simples abandono: é necessário que este seja acompanhado de ocultação da filiação ou atribuição de filiação diversa. Sonegação de estado de filiação ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. ■ Tentativa: Admite-se.478. § 69 . sendo solvente. ■ Pena: Reclusão. 244. frustra ou ilide. . ■ Alteração: Artigo e parágrafo único com redação determinada pela Lei n°5. gravemente enfermo: Pena — detenção. 243 do CP só pode ser reconhecido se houver intenção de prejudicar direitos relativos ao estado civil (TJSP. ■ Confronto: Vide.68. vide arts.741/03 . deixar. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. * Art. Jurisprudência Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR ABANDONO MATERIAL Art. Não é preciso que se trate de criança já registrada. ' de qualquer modo. de modo que outras pessoas. 89 da Lei n° 9. de prover à subsistência do cônjuge. com nova redação determinada pela Lei n° 10. além dos pais. sem justa causa. 243 e 244 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. de 25. poderão ser autoras do crime. Na corrente tradicional indica-se o "dolo específico". ou de filho menor de dezoito anos ou inapto para o trabalho. O comportamento é descrito como deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. também. ■ Tipo objetivo: A norma refere-se a filho próprio ou alheio. ■ Ação penal: Pública incondicionada.7. de um a quatro anos. ou de ascendente inválido ou valetudinário. 227. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. de um a cinco anos. de socorrer descendente ou ascendente. embora devesse ser "elide".099/95). não se enquadrando neste tipo a ação de largar em outro local. A vítima. e multa. Abandono material ■ CR/88: Sobre pais e filhos. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. sem justa causa. inclusive por abandono injustificado de emprego ou função. ■ Consumação: Com o abandono de que resulte ocultação ou alteração do estado de filiação. RT542/341).511 Código Penal Arts. caput. ■ Sujeito passivo: A criança lesada em seu estado de filiação. Deixar. como fim de prejudicar direito inerente ao estado civil. Não basta. o pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. ■ Elemento subjetivo: O crime do art. e 229 da Magna Carta. 89 da Lei n° 9. Parágrafo único.

RT728/566). 95/78). e multa.). mas respeitados os prazos processuais civis eventualmente cabíveis. ascendentes ou descendentes. avô.Art. Deixar. Não se configurará o delito se a pessoa a ser assistida possuir recursos próprios para subsistir. como o que se fixa para o pagamento de pensão. ■ Sujeito passivo: As mesmas pessoas. pois a pena é detentiva e não reclusiva (CP. 244 não foi alterada pela Lei n r 7. b. A pena pecuniária deste art. "Recursos necessários" são os estritamente necessários à habitação. LXVII). ■ Tentativa: E controvertida sua admissibilidade. que se expressa pela vontade livre e consciente de deixar de prover à subsistência. não podendo ser confundido com o mero inadimplemento de prestação alimentícia acordada em separação judicial (TACrSP. ■ Pena: Detenção. ■ Pensão alimentícia: Não comete o crime o agente que. em razão de acordo. art. de abandono material (remédios. art.11). de forma provisória ou definitiva. ou de filho menor de 18 anos ou inapto para o trabalho. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. não o faz por absoluta hipossuficiência econômico-fi- . com as mesmas penas do caput. pais. prover a subsistência dos dependentes (TACrSP. como efeito extrapenal da condenação. frustra (engana. RJDTACr 12/133-4). caput.) ou "descendente" (filho. de um ano a quatro anos. com mais razão há de se ressaltar essa perspectiva no Direito Penal.478/68 (Lei de Alimentos).478/68. a condenação de acusado de parcos recursos milita contra o desiderato do legislador penal.209/84 (vide nota Multas especiais. no comentário ao CP. ou seja. pois é notório que o cidadão com antecedentes criminais tem grande dificuldade de encontrar ocupação lícita. tornando impossível. médicos etc. mas a assistência suficiente prestada por um supre a obrigação dos demais. 244. também. "Valetudinário" é o incapaz de exercer atividade em razão de idade avançada ou estado doentio. A obrigação de prover à subsistência pode caber a mais de um parente. não lhes proporcionando os recursos necessários. quem. de socorrer descendente ou ascendente gravemente enfermo. sem justa causa. obrigado por decisão judicial a prestar alimentos. ■ Confronto e concurso de pessoas: Vide Lei n° 5. "gravemente enfermo". Deixar. Faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. E inaplicável a declaração de incapacidade para o exercício do pátrio poder. sendo solvente. ■ CR/88: Estando a prisão civil condicionada ao "inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia" (art. Frustração de pagamento de pensão (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A disposição inserta no parágrafo único pune. fixação ou majoração. bisavô etc. ■ Sujeito ativo: Somente os cõnjuges. alimentação. O crime é permanente. vestuário e remédios. neto. Na corrente tradicional é o "dolo genérico".) de "ascendente" (pai. contém três figuras típicas. Aqui. Não há forma culposa do delito. burla) ou elide (suprime. 49). bisneto etc. ■ Confronto: Vide Lei n°5. de qualquer modo. Julgados 77/356. 92. em que a falta de justa causa é elemento normativo: a. aplica-se. fixada ou majorada. que é elemento normativo. a ressalva sem justa causa. c. ■ Tipo objetivo: Este art. sem justa causa. ■ Consumação: Com a efetivação das condutas incriminadas. a vontade livre e consciente de não prover à subsistência (TACrSP. 2. o pagamento de pensão. ■ Tipo subjetivo: O dolo. elimina). isto é. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 244 Código Penal 512 ■ Objeto jurídico: A proteção da família. com enfermidade física ou mental grave. Cuida-se. o CP marca em 18 anos a idade do filho. de prover à subsistência do cônjuge. E imprescindível que a pensão tenha sido determinada judicialmente. à época do delito. Ao contrário da lei civil. ■ Tipo subjetivo: O delito de abandono material exige o dolo. Observações: 1. ainda. ou de ascendente inválido ou valetudinário. na prática. inclusive por abandono de emprego ou função. faltar ao pagamento de pensão ou deixar de socorrer.

Ap. RT 543/380). 904. ■ Consumação: Na hipótese de falta de pagamento de pensão. a prover insuficientemente (TACrSP. 244 do CP (TACrSP. ■ Necessidade ou não de prévia fixação de pensão: É inaceitável a tese da prévia fixação dos alimentos no cível e o seu não-pagamento pelo réu. se o agente deixa o lar para constituir nova família (TACrSP. in Bol. ela se torna desde logo exigível (TACrSP. j. ■ Perseveração: Perseverando o agente. RT 783/650). Julgados 86/337. Desde que avençada a pensão alimentícia. ■ Separação de fato: O marido. a cumprir sua obrigação (TACrSP. 227. impõe-se a instauração de nova ação penal contra ele (TACrSP. in Bol. Julgados 79/225). RT 423/386). A hipossufi ciência econômica afasta a tipicidade (TACrSP. não.956. RT 760/701). RT786/663) ou se não era solvente à época da obrigação (TACrSP. RT 756/611). Julgados 81/446. pelos meios que a lei civil admite. quem não paga pensão alimentícia fixada ou homologada judicialmente em favor dos filhos (STF. RT 726/683).513 Código Penal Art. Julgados 87/386. 8. Se a obrigação de prover cabe a mais de uma pessoa. art. 8. é necessário que o agente esteja capacitado. RT 638/306. ■ Reconciliação: Reconciliado o casal. Não há justa causa para o abandono material. TACrSP. Contra: Não há como responsabilizar o acusado. TACrSP. se no juízo cível vem sendo discutida a situação do casal. ■ Pagamento posterior: Não descaracteriza o crime já consumado (TACrSP. e. ■ Filho adulterino (designação proibida pela CR/88. RT 761/711). a suficiente assistência prestada por alguma delas supre a obrigação das demais (TACrSP. e passando a família a . sem justa causa (TJMG. § 62): 0 filho adulterino é incluído na proteção do art. Sendo a falta de justa causa elemento normativo do delito. RT 543/380).5. ■ Auxílio de terceiros: Não se livra o réu pelo fato de terceiros evitarem que os seus filhos passem fome (TACrSP. 0 filho adulterino só pode ser sujeito passivo quando provada. necessariamente. 577/383).956). AASP n° 1. ■ Justa causa: É indispensável a demonstração de falta de justa causa para a omissão dos pais a fim de caracterizar o crime deste art. caso devida. a filiação espúria (TACrSP. RJDTACr 12/44). em tese. RJDTACr 16/56). PT 764/632. RJDTACr 10/36). sendo de toda lógica esperar que a pensão alimentícia. RJDTACr 12/133-4). RT 400/302). E irrelevante a alegação de que não lhe era permitido visitar os filhos e. deve providenciar a exoneração ou redução da obrigação (TACrSP. após condenação transitada em julgado. o estado de necessidade alegado (TACrSP. j. o abandono material (TACrSP. RT608/333. RT 404/301). ainda que se tenha constatado o encargo supletivo da mãe (TACrSP. Carência de recursos do acusado é justa causa (TACrSP.899-6. Julgados 85/302. Julgados 85/303.899-6. Para que se tipifique o delito. Julgados 93/56. física e mentalmente. 68/290. RJDTACr 23/61). 78/368). ■ "Deixar de prover" (1 2 figura): O que a lei pune é deixar de prover à subsistência da família. impõe-se a condenação (TJRS. Igualmente o pai que não pensiona os filhos. TAPR. mesmo separado de fato. RT 490/343). 93/58). 244. para configurar a primeira modalidade do art. JTAPR 2/299). AASP n° 1. 244 do CP (TACrSP. ■ Abandono do lar: O abandono do lar não significa. satisfatoriamente. Se o agente não prova que deixou de prover a subsistência da família por motivo justificado e que inexistiu dolo na recusa. 244 (TACrSP. Só é punível a frustração intencional.95. consuma-se o delito no momento em que deixa de pagá-la na data marcada (TACrSP. 421/255). se o agente deixou de sustentar por motivo independente da sua vontade (TACrSP. seja ali adequadamente fixada (TACrSP. Incide no art. a prova de sua ausência incumbe à acusação (TACrSP. Não há dolo. RJDTACr 22/40). durante o processo. pode praticar o delito de abandono material (TACrSP. se houve alteração em sua situação econômica ou dos filhos. 904. e não a que resulta de falta de recursos para pagar a pensão alimentícia a que foi civilmente condenado (TACrSP. RT 506/449. ainda que provisoriamente. RT 494/351).5. Julgados 70/290). Contra: Tipifica-se o delito quando não comprovado pelo acusado. Ap. RJDTACr 21/62). RT 587/338. 244 nanceira (TJGO.95. RT 519/398).

possa colocá-lo em perigo moral ou material. da Lei n 2 10.1. em vigor a partir de 12. de 19. ■ Transação: De acordo com o art. entendendo não ser permanente: TACrSP. devendo ser expressa em salário mínimo (TACrSP. ou se o menor é enviado para o exterior. Julgados 65/251. Basta a situação de perigo abstrato. também. E necessário. de efetuar o pagamento de pensão na data estipulada. 244 e 245 Código Penal 514 conviver novamente no lar comum. por mais de um mês. ■ Multa: A sanção pecuniária do art. ■ Tipo objetivo: Entende-se entregar como deixar sob a guarda ou cuidado. pode configurar o ato de quem abandona emprego para. 244 do CP não foi alterada pela Lei n° 7. deu nova redação ao caput e introduziu os dois parágrafos. ■ Concurso: A ação de deixar de prover a vários filhos e a mulher não configura concurso formal. a transação será cabível. Embora não se requeira que a entrega seja por maior tempo. ■ Sujeito ativo: Somente os pais (legítimos. de 12.11. a cuja companhia o filho é entregue. contra.02. § 22 . e 229 da Magna Carta. 245. mv — RJDTACr 27/25).209/84. 100 do CP. Em face do princípio da isonomia (art. Julgados 96/217). pois.84. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 89 da Lei n2 9. na pena do parágrafo anterior quem. naturais ou adotivos). ■ CR/88: Sobre pais e filhos. a partir da vigência da Lei n 2 10.099/95). esse lapso deve ser juridicamente relevante. 227. ■ Objeto jurídico: A assistência aos filhos menores. não se tratando de crime permanente (TACrSP. parágrafo único. injustificadamente. Entrega de filho menor a pessoa in/dõnea ou perigosa (caput) ■ Alteração: A Lei n 2 7. pois a ação punida é deixar de prover à família (TACrSP. RT381/284). embora excluído o perigo moral ou material. § 62. que essa pessoa. Entregar filho menor de dezoito anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo: Pena — detenção. a nova redação do dispositivo alcança . Incrimina-se a entrega do filho menor de 18 anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo. RT 518/385). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e nos §§ 1 2 e 22 (art. frustrar o pagamento de pensão alimentícia judicialmente fixada (STF. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. A pena é de um a quatro anos de reclusão. ■ Continuidade: Caracteriza crime continuado a conduta do agente que deixa. com o fito de obter lucro. RT 518/385. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Embora a rubrica se refira a pessoa inidônea. perde a ação penal a situação antecedente e o delito não é considerado caracterizado (TACrSP. auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior. Assim. ■ Frustração de pagamento (parágrafo (nico): Em tese. ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA Art. entendemos que. cabe a transação no caput. 2 2 . Incorre. RTJ 88/402). independentemente da natureza da filiação. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual.259. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.7. de um a dois anos. se o agente pratica delito para obter lucro.01. § 1 2. 52 .259/01. ■ Sujeito passivo: O filho menor de 18 anos. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. mv — RJDTACr 27/25).251. ■ Classificação: E delito omissivo e permanente (TACrSP. vide arts. caput.Arts.

■ Tentativa: Admite-se. após a sua devida ratificação pelo Poder Legislativo. e o Governo Federal. art. da Convenção /nteramericana sobre Tráfico Internacional de Menores): Tendo o Congresso Nacional. 1. ■ Concurso de pessoas: Embora delito próprio. 5 2 . mediante paga ou recompensa".740. vide art.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Quem recebe não é co-autor desta figura. 1 9 ). ■ Tráfico internacional de menores (após a entrada em vigor. ■ 1 á Forma — Fim de lucro: Incide o § quando a entrega do filho menor é praticada para obter lucro. através do Decreto Legislativo n° 28/90. temerárias etc. de um a quatro anos. art. ■ 2 °.98. assinada na Cidade do México em 18. no Brasil. CP. ■ Consumação: Com a entrega do filho. não se podendo punir o agente quando o perigo só se revelou depois da entrega. art. CADH. 18. Basta a finalidade (que é elemento subjetivo do tipo). 239 da mesma lei. 15. Se o menor é enviado para o exterior. ■ Questão prejudicial: Não tendo o juízo cível apreciado o tema da falsidade das adoções. Tal resultado deve ser imputável ao agente por dolo (ou. Quanto ao risco moral. pois o tipo não contém referência expressa a culpa (cf.94. ■ Ação penal: Pública incondicionada. art. culposamente — preterdolo). as pessoas que se dedicam à prostituição. ■ Formas qualificadas: Quando os pais visam a lucro. 20 do CP. ao menos. seria insólito cominar-se idêntica sanção tanto a quem age por dolo como culposamente. através do Decreto n° 2. contravenções de jogo ou de mendicância etc.8. determinou o cumprimento em nosso País da Convenção Interamericana sobre Tráfico Internacional de Menores. RT 748/570). crime. Não incide a figura qualificada se o menor não chega a sair do nosso País. não há mais de se discutir sobre a competência da Justiça Federal em casos de tráfico internacional (STJ. art. Figuras qua//ficadas do § 1Q ■ Convenção internacional: O Presidente da República. Além disso. ou quando da entrega do filho resulta seu envio ao exterior. Não se pode interpretar a locução verbal "deva saber" como indicadora de culpa. Se o agente "promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro". levando tal interpretação à violação do princípio da reserva legal (CR/88. incorporado ao direito pátrio os preceitos contidos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança.515 Código Penal Art. ■ Pena: Reclusão. sendo dispensável o efetivo proveito econômico dos pais. ■ Ação penal: Pública incondicionada. insalubres. Jurisprudência do § 1°. sem dependência de efetivo dano moral ou material (crime de perigo). vide art. ■ Tipo subjetivo: E o dolo direto ("saiba") ou dolo eventual ("deva saber"). PIDCP. de 20. 2. RT748/570). 238 da Lei n°8. XXXIX. 29).Forma — Enviado para o exterior: Pune-se mais gravemente a entrega. 9 Q . quando o filho é enviado para o exterior.3. II e parágrafo único). O erro quanto ao perigo deve ser avaliado de acordo com o art. Como exemplos de pessoas capazes de colocar o menor em risco material. ■ Pena: Detenção.710/90. CP. por força do Decreto n 2 99. art. Fim de lucro. de um a dois anos. vide § 1 2 deste artigo. 21 forma . não faz coisa julgada na esfera penal a decisão cível que deferiu a adoção de menor a casal estrageiro (STJ. 245 não só o perigo moral como o material. E necessário que o perigo seja anterior ou concomitante à entrega. pode haver participação de terceiros (CP. lembramos os que o podem conduzir a atividades arriscadas. ■ Noção: O § 1 2 compreende duas formas qualificadas: 1. ■ Confronto: Se o agente "prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro.

■ Tipo subjetivo: É o dolo (vontade de auxiliar a prática do ato. p. ■ Pena: Reclusão. na ultrapassagem da idade escolar ( Direito Penal. III. 76 da Lei n° 9. v. compra da passagem. 245 e 246 Código Penal 516 Participação ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. distâncias a percorrer. 745). e 229. física e mentalmente. ■ Consumação: Entendemos que se consuma o delito quando. ■ Sujeito ativo: Somente os pais. 89 da Lei n° 9. de prover à instrução primária de filho em idade escolar: Pena — detenção. Julgados 70/290). independentemente da saída do menor ou da obtenção do lucro (crime formal). a praticar os deveres inerentes ao pátrio poder (TACrSP. Julgados 95/78). de quinze dias a um mês. Exemplos: preparação de papéis ou passaporte. p. inequivocamente. Jurisprudência . ■ Ação penal: Pública incondicionada. com consciência do destino do menor) e o elemento subjetivo do tipo ("com o fito de obter lucro"). É indiferente que haja ou não risco moral ou material para o menor ("excluído o perigo moral ou material"). ■ Tipo subjetivo: É mister o dolo. I. ■ Pena: É alternativa: detenção. 227. Inexiste forma culposa. 1995. o agente omite-se nas medidas que podem propiciar instrução primária (de 1° grau) de filho em idade escolar. art. ■ Objeto jurídico: A instrução dos menores. ■ Tentativa: Não se admite. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de quinze dias a um mês. ■ Transação: Cabe (art. ou multa. de um a quatro anos. o que não ocorre nos casos em que a pobreza é a causa determinante da situação (TACrSP. ABANDONO INTELECTUAL Art. 208. Deixar. o agente revela. 205. ■ Tipo objetivo: Deixar de prover tem a significação de não tomar as providências necessárias. sua vontade de não cumprir o seu dever (delito omissivo permanente). Assim. também a instrução rudimentar dos pais (Lições de Direito Penal — Parte Especial. § 6°) e de viver ele.099/95). em companhia dos genitores. 1965. após os 7 anos de idade do filho. segundo HELENO FRAGOSO. ou não. Abandono intelectual ■ CR/88: Sobre o dever de educação. Como causas justas podem ser lembradas a falta de escolas ou vagas. 246 do CP é necessário que o agente esteja capacitado. 246. ■ Consumação: Com o ato de auxílio. ■ Capacidade de prover: Para a tipificação do delito do art. 0 delito configura-se independentemente da legitimidade do filho (CR/88. caracterizado pela vontade livre e consciente de não cumprir o dever de dar educação.Arts. sem justa causa. ■ Tipo objetivo: Pune-se quem auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior. autônoma (§2°) ■ Sujeito passivo: Igual ao do caput. embarque etc. ■ Tentativa: Pode haver. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ao contrário. ■ Sujeito passivo: O filho em idade escolar. 334). v. Para a tipificação impõe-se que a conduta seja sem justa causa (elemento normativo).099/95). Para MAGALHÃES NORONHA. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. vide arts. ou multa. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Ill. penúria da família e.

auferindo. ■ Tentativa: Admissível na permissão anterior. IV — mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública: Pena — detenção. pois seria absurdo puni-la por não deixar o filho. sendo necessária a habitualidade.099/95).099/95). na hipótese do inciso IV. haverá só o crime do art. ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida.069/90. não basta a conduta ocasional. ■ Absorção: Na hipótese do produtor ou diretor de representação teatral. ainda. IV. a vontade livre e consciente de permitir aquelas condutas do menor. 89 da Lei n°9. televisiva ou película cinematográfica. utilizar o próprio filho ou pessoa a ele confiada. e multa. ■ Consumação: Se a permissão for dada antes. em cena de sexo explícito ou pornográfica. ■ Sujeito passivo: O menor de 18 anos. no momento da conduta proibida. ■ Erro: O eventual engano do agente. quanto ao local ou atividade. assim. apesar de sua oposição. ■ Ação penal: Pública incondicionada. mas inadmissível na posterior. ■ Sujeito ativo: Os pais ou qualquer pessoa a quem o menor tenha sido confiado. que requer "dolo específico". salvo o inciso IV. 240 da Lei n° 8. Abandono morai ■ Objeto jurídico: A preservação moral do menor. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Mendicância: Incorre no art. Não há punição a título de culpa. RJDTACr 22/41). punido com reclusão de quatro a seis anos. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância: I — freqüente casa de jogo ou mal-afamada. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é permitir alguém (expressa ou tacitamente) que menor de 18 anos. 76 da Lei n° 9. de um a três meses. deve ser avaliado à luz do art. Permitir alguém que menor de dezoito anos. 111 — resida ou trabalhe em casa de prostituição. resida e mendigue. 247. se posteriora permissão. Não pode ser punido o agente se o menor assim se comporta. tenha qualquer dos comportamentos indicados nos incisos. no ato desta. 20 do CP. o agente que dá permissão aos filhos menores de 18 anos para mendigar. ■ Pena: É alternativa: detenção. conviva. ou multa. ■ Transação: Cabe (art. menor de 18 anos. 247 Art. Quanto aos verbos freqüente. de um a três meses. 229 do CP) entende-se aquela em que o meretrício é exercido e não a casa onde a prostituta mora. Jurisprudência .069/90. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. televisiva ou película cinematográfica. ou multa. primeira parte. necessário. Por casa de prostituição (vide art. 240 da Lei n 2 8. mediante a entrega de bilhetes em que só solicita auxílio financeiro. É. proveito próprio (TACrSP.517 Código Penal Art. o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir ("para excitar a comiseração pública"). ou seja. 247. ou participe de representação de igual natureza. ■ Confronto: No caso de produção ou direção de representação teatral. com utilização de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda. vide art. II — freqüente espetáculo capaz de pervertê-lo ou de ofender-lhe o pudor.

em vez de induzir.Art. c. Jurisprudência . /nduzimento a fuga. 359). sem embargo de desquitado. 249 do CP. Induzir menor de dezoito anos. art. não há falar em infração do art. de um mês a um ano. Se o pai ou responsável deixa de entregar o menor ou interdito a terceiro. fiar. ou deixar.Jjetivo: O dolo. sendo necessária a efetiva fuga (afastamento) do menor ou interdito. em virtude de lei ou de ordem judicial. ■ Tipo su. 1965. Confiar tem a significação de entregar. de entregá-lo a quem legitimamente o reclame: Pena — detenção. incitar. 359 do CP (Lições de Direito Penal — Parte Especial. art. algum menor de dezoito anos. p. sonegar. Deixar de entregar á reter. sem autorização expressa ou tácita dos responsáveis. Para a escola tradicional é o "dolo genérico". v. art. ■ Tentativa: Nas figuras a e b é admissível. persuadir. RT 500/346). sem ordem do pai. segundo HELENO FRAGOSO o crime seria o do art. Em caso de cônjuge desquitado. com a efetiva fuga. subtrai. A presença de justa causa (ex. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. ENTREGA ARBITRÁRIA OU SONEGAÇÃO DE INCAPAZES Art. desobedecendo mandado judicial. confiar a outrem. O consenti mento do menor é penalmente irrelevante. com a demonstração inequívoca da vontade de não entregar. E a entrega arbitrária. A expressão legitimamente significa em conformidade com as leis. não. 248 do CP por reter. entrega arbitrária ou sonegação de incapazes ■ Objeto jurídico: Os direitos do pátrio poder. transmitir. mas nós entendemos que tal artigo refere-se à decisão penal e não civil ( vide anotação ao CP. I II. ou seja. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. tutela ou curatela. sem justa causa.099/95). de entregá-lo (o menor ou interdito) a quem legitimamente o reclame. em virtude de lei ou de ordem judicial. sem ordem do pai.099/95). 756). ■ Pai separado judicialmente: Não estando o acusado. Inexiste punição a título de culpa. com o ato de confiar. ■ Consumação: Na figura a.: risco para a saúde do menor) afasta a tipicidade. 249. ■ Transação: Cabe (art. de um mês a um ano. além do prazo convencionado. e ter duração expressiva. Ou deixar. do tutor ou do curador. os filhos que lhe foram confiados para visita (TACrSP. na c. ou interdito. Não basta o induzimento. 248 Código Penal 518 Capítulo IV DOS CRIMES CONTRA O PÁTRIO PODER. do tutor ou do curador. ■ Confronto: Se o agente. ou multa. confiar ou deixar de entregar. Induzir menor de 18 anos. algum menor de 18 anos. na c. Induzir é aconselhar. 76 da Lei n 2 9. e também o menor de 18 anos ou interdito. sem justa causa. 248. TUTELA OU CURATELA INDUZIMENTO A FUGA. sem consentimento tácito ou expresso dos responsáveis. 248 do CP compreende três figuras penais distintas: a. vide nota ao CP. ■ Tipo objetivo: Este art. a vontade livre e consciente de induzir. ■ Sujeito passivo: Os pais. Confiara outrem. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Pena: E alternativa: detenção. privado do pátrio poder. b. ou interdito. A fuga deve ser clandestina. ou interdito. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. 89 da Lei n°9. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ou interdito. na b. o tutor ou curador. ou multa.

se o menor é tirado de quem apenas o cria. ou seja.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). 249 ele é tirado (TJSP. tutores ou curadores. ■ Distinção: No art.259. curatela ou guarda v (§ 1 ).7. tutor ou curador. Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou de ordem judicial: Pena — detenção. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". parágrafo único. 249. 5°. . SUBTRAÇÃO DE INCAPAZES Art. No art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Sujeito passivo: Pais. 148 do CP. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. é também o menor ou o interdito (TACrSP. em vigor a partir de 12.1. 248 o menor é levado a sair.519 Código Penal Arts. a transação será cabível. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. art. 237 da Lei n 2 8. de 12. O fato de ser o agente pai ou tutor do menor ou curador do interdito não o exime de pena. art. se o fato não constitui elemento de outro crime. 159 do CP. A subtração é feita de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. 248 do CP. de dois meses a dois anos. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [ vide nota no art. RF 262/287). tutores. Não há forma culposa. Inexistirá o crime se o menor fugir sozinho e depois for ter com o agente. ■ Tipo objetivo: O núcleo subtrair significa tirar. Portanto. RT 527/357). da Lei n° 10. § 2 2 . o crime será contra os costumes. 249 em que o menor é subtraído (TAMG. 249. Em face do princípio da isonomia (art. sem ter sua guarda em razão de lei ou determinação judicial. ■ Confronto: Se a subtração for com fim libidinoso. ■ Transação: De acordo com o art. Subtração de incapazes ■ Objeto jurídico: A guarda de menores ou interditos. 248 do CP. caso haja induzimento para fuga e não subtração. 100 do CP. curatela ou guarda. sem justa causa. eventualmente. tutela. enquanto no art. inclusive pais.099/95). caput. Assim. a vontade livre e consciente de subtrair o menor ou interdito. art. art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Consumação: Com a efetiva subtração à guarda do responsável. Se a finalidade for a obtenção de resgate. 248 e 249 ■ Sujeito passivo: Além dos pais. cabe a transação neste art. No caso de restituição do menor ou do interdito. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Se houver apenas induzimento à fuga. tutela. a partir da vigência da Lei n° 10. a quem o reclame legitimamente. o juiz pode deixar de aplicar pena. com o fim de colocação em lar substituto". 249 do CP. RT 638/329). retirar. 89 da Lei n° 9. Se o fim for a privação da liberdade. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.01. o delito será o do art. A pessoa que se subtrai é menor de 18 anos ou interdito (submetido judicialmente à curatela). 248 há recusa na entrega. se destituído ou temporariamente privado do pátrio poder. se destituídos ou temporariamente privados do pátrio poder.02. § 1 2 . entendemos que. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Se o agente "subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial.259/01. 2°. os próprios menores. ao invés do art. se este não sofreu maus-tratos ou privações. a conduta não se enquadrará neste delito do art. curadores e.

Igualmente o pai que estava temporariamente privado da guarda do filho (TACrSP. RJDTACr 24/379). ■ Tipo subjetivo: É necessária a vontade de tirar o menor da guarda do responsável. AUMENTO DE PENA § 1 2. mas sim forçada em razão da apreensão do menor. 250. IX. ■ Concordãncia: Não se tipifica. RJDTACr 22/400). que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. ■ Perdão judicial (§ 22): Se a restituição não foi espontânea. cuja guarda cabia à mãe em razão do desquite por mútuo consentimento (TACrSP. sem maus-tratos ou privações (TACrSP. de três a seis anos. vide nota ao art. É possível a aplicação do § ao pai que devolve a criança à mãe. no art. RT 520/416). ■ Tipo objetivo: O que se pune é a subtração. se este não sofreu maus-tratos ou privações. e não a sonegação ou recusa em entregar o menor (TAMG. não tendo sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. de dois meses a dois anos. ■ Menor criado: A subtração de menor a quem o cria. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. II — se o incêndio é: . sob igual título. 248 do CP. vide nota Confronto). 249 (TJSP. 249 (TACrSP. As penas aumentam-se de um terço: I — se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. 249 e 250 Código Penal 520 ■ Pena: Detenção. Sobre a natureza e conseqüências do perdão judicial. Jurisprudência Título VIII DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES DE PERIGO COMUM INCÊNDIO Art. se o menor empreende fuga sozinho (TACrSP. RJDTACr 22/400). 249. 107. O dolo e "genérico" (TACrSP. Julgados 95/289). Inocorre o crime do art. RJTAMG 29/306). do CP. se o fato não constitui elemento de outro crime (infração expressamente subsidiária. 249 do CP o pai desquitado que subtrai filho. RT 488/332). RT 525/353). RT 520/416). e multa. ■ Cõnjuge separado judicialmente: Comete o delito do art. não constitui o crime do art. que tem a sua guarda. se o menor aquiesceu e houve concordância de seu genitor (TACrSP. expondo a perigo a vida. é inaplicável o § 2° do art. RT 524/407). Perdão judicial (§22 ) ■ Noção: É cabível no caso de restituição (voluntária ou espontânea) do menor ou interdito.Arts. Causar incêndio. não havendo dolo quando se tratar de menor abandonado (TJSP. Julgados 87/337). ■ Distinção: Vide jurisprudência. ■ Sujeito ativo: Mãe que subtrai filhos que se encontravam sob a guarda de terceiros pode ser sujeito ativo (TACrSP. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

■ Transação: De acordo com o art. ocasiona risco efetivo a pessoas ou coisas. Também são irrelevantes os meios de execução utilizados pelo autor. motivar. Não importa a natureza da coisa incendiada nem que ela seja de propriedade do agente. p. b) em edifício público ou destinado a uso público ou a obra de assistência social ou de cultura. 1965. 250. detém. ■ Confronto: Se o incêndio é provocado por inconformismo político. quando o agente tem o dever jurídico de evitá-lo (CP. 100 do CP. pois incêndio. d) em estação ferroviária ou aeródromo. combustível ou inflamável. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". art. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo comum. e não presumido. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. art. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. de seis meses a dois anos.259. deve haver perigo concreto. ■ Pena: Reclusão. Se o agente possui. a transação será cabível. 173). e multa.605/98. pastagem. para número indeterminado de pessoas ou bens. 10. a incolumidade física ou o patrimônio de outrem" (H. .521 Código Penal Art. se não resultar morte CP. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. A modalidade culposa é prevista na figura do § 2 2. 258 (art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. v. Assim. é condição indeclinável que haja perigo no fogo. a partir da vigência da Lei n 2 10. Lições de Direito Penal—Parte Especial. da Lei n°9.437/97. acrescenta a lei: expondo a perigo a vida. hem depósito de explosivo. vide art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). a pena é de detenção. cabe a transação no § 22 do art. § 3 2 . mata ou floresta. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). g) em poço petrolífero ou galeria de mineração. ou seja. fábrica ou oficina. a integridade física ou o patrimônio de outrem.170. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. pois "é indispensável a efetiva situação de perigo para a vida. 20 da Lei n° 7. 772). Assim. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 89 da Lei n°9. /ncêndio doso (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. art. O exame de corpo de delito deve seguir formalidade especial (CPP.83.7. ■ Tentativa: Admite-se. Ill. Todavia. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. pois o incêndio pode ser provocado até por omissão. a vontade livre e consciente de provocar o incêndio. por sua expressividade ou condições. § 2 2 ). de 12. 258). de 14. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 .02. c) em embarcação. Em face do princípio da isonomia (art. comboio ou veiculo de transporte coletivo. caput. h) em lavoura.099/95). INCÊNDIO CULPOSO § 22. da Lei n°10. ■ Tipo objetivo: Causar incêndio é provocar.259/01. em vigor a partir de 12. produzir combustão. de três a seis anos. art.12. Se culposo o incêndio. parágrafo único. 41 da Lei n°9. Se o incêndio é provocado em mata ou floresta.01. 2 9 . Ill. vide art. art. 13. 52 . 250 a) em casa habitada ou destinada a habitação. FRAGOSO.1. é tão-somente o fogo que. e) em estaleiro. ■ Tipo subjetivo: O dolo. entendemos que. Por isso. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. aeronave. em sua significação penal.

ainda que o agente consiga receber a 2 indenização ou valor do seguro.: orfanato. haverá. RT 725/642). contravenções florestais. JM 128/359). f.: igreja. há semelhante intuito (elemento subjetivo do tipo). o concurso entre ambos os crimes representaria uma punição indevidamente repetida. TJMG. do CP. RJTJSP75/323). não sendo necessário que o agente efetivamente a obtenha. h. 18. mas com o intuito de obter indenização ou seguro. em estação ferroviária ou aeródromo (não inclui estação rodoviária nem porto). atingindo portão e causando pequeno chamuscamento no gramado. Figura culposa (§29 ■ Noção: Quando o incêndio resulta da desatenção do agente ao dever de cuidado que era necessário (CP. I. I 2 (exaurido). V. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. do CP. ■ Pena: Detenção. Não se configura. museu). ■ Qualificadora do inciso I: Se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. Nas duas figuras. e 171. RT 763/639. combustível ou inflamável. 0 ato de arremessar uma garrafa de combustível em chamas contra moradia. art. art. RT760/592). representado pelo especial fi m de agir (na corrente tradicional. ■ Confronto: Na ausência de perigo comum. tratando-se de coisa alheia. na Lei n°4. aumentadas de um terço. Contra: HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. § 1 . se o agente ateia fogo à sua própria casa. da figura dolosa. com conhecimento do perigo comum (TJSP. A vantagem referida é tão-só a financeira. RT 757/528). b. § 22 . se o agente lograsse receber o seguro.Art. sem que o fogo defina perigo real às residências próximas (TJMG. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência do incêndio doloso . ■ Qualificadora do inciso II: Se o incêndio é: a. e não o seu concurso com a figura prevista no art. 250.771/65. pastagem. não dispõe de eficiência a tipificar o crime de incêndio. ■ Perigo concreto: Não basta a potencialidade do perigo. 250. RT 753/674. de seis meses a dois anos. IX. A qualificadora não se aplica ao agente que atua mediante paga (incêndio mercenário). TJRS. 250 Código Penal 522 Figuras do/osas qualificadas (§ 12 ) 2 ■ Alcance: As figuras qualificadas deste § 1 são aplicáveis ao incêndio doloso (caput). a vontade de provocar incêndio. Assim. em estaleiro. § 1 2 . em edifício público (da União. g. art. creche. mas que ela seja a finalidade da ação. § 2 . RJTJSP 82/378. 28-9). TJSP. consumado ou tentado (TJSP. em embarcação. em lavoura. cinema) ou a obra de assistência social (ex. mata ou floresta (vide. II). hospital) ou de cultura (ex. em depósito de explosivo. para quem haveria concurso material.803/89). unicamente. v. com igual ausência de perigo comum. ■ Remissão: Vide nota ao art. o crime do art. entendendo-se ser indiferente a presença de pessoas. mas não ao culposo (§ 2 2). 171. o "dolo específico"). TJRJ. V. fábrica ou oficina. também. pois este é absorvido por aquele. RT 538/334. em casa habitada ou destinada a habitação (não é necessário que haja pessoa na casa. e. mas é preciso que o agente saiba ser local destinado a habitação). Estado ou Município) ou destinado a uso público (ex. 1959. pp. ■ Pena: As do caput. 163 do CP. pois o pagamento é motivo e não fim do crime. na opinião dos autores). devendo-se notar que ele exige o mesmo perigo comum. que se consumam independentemente da efetiva obtenção da vantagem esperada. 258 do CP. para número indeterminado de pessoas ou bens (TJRJ. aeronave. comboio ou veículo de transporte coletivo. RJTJRS 166/112. 171. V. c. § 2 2 . alterada pela Lei n°7. A nosso ver. O elemento subjetivo do tipo está presente nesta figura qualificada. d. concreto ou efetivo. em poço petrolífero ou galeria de mineração (qualquer mina.: biblioteca. entendendo-se irrelevante a atualidade do uso. sendo necessário que este seja concreto e efetivo (TJSP. ■ Concurso de crimes: Entendemos ser inadmissível o concurso material ou formal entre os crimes dos arts. mas são infrações de caráter formal.

PJ 46/187). Jurisprudência da figura qua//ficada dosa ■ Intuito de vantagem: Se o incêndio. V (TJSP. Contra: Há crime de incêndio e não de dano. ■ Perigo comum: A forma culposa contém os mesmos requisitos do caput ". ■ Omissão em debelar: Não comete crime de incêndio quem omite as providências para debelar fogo que não produziu intencional ou involuntariamente (TAPR.94. Não se configura o crime se o agente coloca em perigo apenas a própria vida (TJSP. RTJ 119/115). DJU 23. RT774/566). RT 611/335). 14629). se expôs a perigo concreto sua ex-companheira e filhos. que não é suprível por outros meios (TFR. 250 (TJSP. RT 748/608). 108/480. É inadmissível a desclassificação para dano se o fogo gerou perigo comum e concreto (TJSP. comunicando-se. é prontamente extinto. Para configuração do crime de incêndio basta a exposição do patrimônio alheio a perigo. é provocado para receber seguro. I. 14. ou a um número determinado e certo de indivíduos residentes no mesmo local (TJSP. no causado a uma. 171. RJTJSP 161/283). b. RT 489/343. desclassifica-se para o § 22 do art. RT 474/324). como o de incêndio. se ateado em unidade residencial. a.523 Código Penal Art. ■ Edifício público: Incide o aumento do § 1 2 . a. que é o corpo social. mv— RT562/319. Ap. Inexistindo perigo a indeterminado número de pessoas ou coisas. TJPR.240. 250 ■ Perigo comum: O CP condiciona o crime de incêndio a perigo concreto ou efetivo para número indeterminado de pessoas ou bens (TJSP. II. há simples tentativa de incêndio (TJSP. RT 506/394). RJTJSP 1/189). também. ■ Tentativa: Se o incêndio não se comunica à coisa visada ou. se praticado com o objetivo de satisfazer pretensão legítima ou que crê ser legítima (TJSE. a integridade física ou o patrimônio de outrem" (TACrSP. no horário de expediente (STF. duas ou até três pessoas.87. Só há tentativa se. c..4. sem chegar a concretizar o perigo comum.11.920. Jurisprudência do incêndio cu/poso . 6. expondo a perigo a vida. Não ocorre perigo comum. ■ Edifício comercial: Incide o aumento do § 1 2 . RJTJSP 120/515). RJTJSP69/376). p. ■ Sujeito passivo: Nos crimes contra a incolumidade pública. se o agente ateia fogo em depósito. distante da residência da vítima (TJMG.. estelionato. II. RT 429/479). causando lesão efetiva ao patrimônio (casa) desta (TJDF. Deve haver potencialidade de expansão do dano a outras coisas e a pessoas indeterminadas (TJSP. p. RT763/639). RT 519/362). sem o concurso com o art. se ateado em sala de edifício comercial. além do sujeito passivo principal. no Incêndio culposo. ■ Edifício residencial: Incide o aumento do § 1 2 . § 22. mas culpa. não se segue um incêndio juridicamente expressivo (TJSP. se o edifício incendiado é ocupado por empresa estatal (TJSP. RT 726/718). Sem o pressuposto de perigo comum. RF 270/322). JM 128/359). tipifica-se o § 1 2 . RJTJSP 69/363). 250. TJMG. também são sujeitos passivos secundários todos os que padeceram danos pessoais ou patrimoniais. RT 600/326. ■ Prova pericial: Necessária a prova pericial (TJPR. RT 563/385). dano. Vide. ou se viram expostos a perigo (TACrSP. Para a configuração do incêndio culposo é condição necessária o perigo comum (TAMG. RT 759/680). sendo irrelavante a reconstrução do bem pelo acusado (TJSP. RJTJSP 1 07/435. exercício arbitrário das próprias razões. b. DJU 23. 430/348) e do efetivo risco (TJMG. o crime de incêndio pode ser desclassificado para: a. RJTJSP 75/323). RT 542/306). RT 497/316). jurisprudência sob o mesmo título. ■ Desclassificação: Se não houve dolo. mv RT 560/320). Ap. com perigo comum. apesar da vontade de incendiar do agente. 7026. localizado em prédio de vários apartamentos (TJMG. ■ Consciência do perigo comum: O agente deve ter conhecimento do perigo comum (TJSP. não há cogitar do crime de incêndio (TJSP. II. Desclassifica-se para dano qualificado. se a intenção era de danificar (TJSP. do art. se teve como objetivo reclamar indenização da seguradora (TJSP. PJ 48/344). TJSP.

e multa. Julgados 81/302. é de detenção. se era para ser cumprida no instante em que foi e ainda que em condições de tempo desfavoráveis. art. do artigo anterior. art. RT 525/391). RT 514/360). 251. se a explosão é de dinamite ou substância de efeitos análogos.259/01. se havia aceiros e não era razoável esperar-se que o fogo fosse levado pelo vento para a outra margem (TJPR. cabe a transação na primeira parte do § 3° do art. AUMENTO DE PENA § 22 . EXPLOSÃO Art.099/95). Se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de efeitos análogos: Pena — reclusão. art. As penas aumentam-se de um terço. RT 526/426. Vide. art. 258). como abrir aceiros e avisar os confrontantes (TJSC. a partir da vigência da Lei n° 10. 76 da Lei n° 9. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. e multa. jurisprudência sob o mesmo título. ■ Transação: De acordo com o art.099/95). 258. caput. a pena é de detenção. 258 (art. 258 (art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. parágrafo único. 2°. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 1°.7. 89 da Lei n° 9. 100 do CP. de três a seis anos. se não resultar lesão corporal grave ou morte — CP. da Lei n° 10. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.259. na segunda parte do § 3°. em vigor a partir de 12. . arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos: Pena — reclusão. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. § 1 2. de três meses a um ano. a transação será cabível. de um a quatro anos. ou é visada ou atingida qualquer das coisas enumeradas no n2 II do mesmo parágrafo MODALIDADE CULPOSA § 32. RT537/339). ■ Prova pericial: É indispensável o exame de corpo de delito (TACrSP. também. nos demais casos. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). I. cabe no § 3°.1. Em face do princípio da isonomia (art. mediante explosão. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 5°. Exp/osão (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim. RT723/574). no Incêndio doloso. No caso de culpa. 251. 250 e 251 Código Penal 524 ■ Culpa: Não se configura. entendemos que. se ocorre qualquer das hipóteses previstas no § 1 2. a integridade física ou o patrimônio de outrem. se não resultar morte CP. TACrSP. ■ Ordem de queimada: Rejeita-se a denúncia que não esclarece o momento em que teria sido dada a ordem. se não resultar morte — CP. de seis meses a dois anos. Expor a perigo a vida. Há incêndio culposo quando o agente ateia fogo sem tomar as cautelas costumeiras. de 12. Cabe transação.02. ademais se os denunciados não se encontravam no local quando se ateou fogo (TJSP.01. também. da CR/88) e da analogia in bonam partem.Arts.

A forma culposa é prevista no § 3". 20 da Lei n° 7. ■ Tentativa: Admite-se. o . A semelhança do crime de incêndio. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. e multa.explosivo de força menor. II). art. 250. a doutrina não considera o vapor de água como explosivo. Se praticada em pesca. TNT. RT 427/364). I e II. Se o agente possui. mas não crime (TJSP.300/01. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). neste de explosão o perigo também deve ser comum (a indefinido número de pessoas ou bens) e demonstrado em concreto. com as propriedades físicas que caracterizam tais substâncias. capaz de causar dano extenso). § 1°. detém. Figuras qualificadas (§ 2°i Figuras culposas (§39) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência ■ Perigo comum: O crime de explosão só se configura se surge perigo para a vida. do art. art. ou simples colocação (pôr em algum lugar). artefato ou aparato de dinamite (nitroglicerina misturada com substância inerte). do CP). ■ Pena: Se a substância é dinamite ou outra de efeitos análogos (vide caput). ou seja. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Como engenho de dinamite entende-se a bomba. 10. vide figura privilegiada do § 1°. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". se não ocorrem tais fatos. 2° da Lei n° 10. integridade física ou patrimônio de outrem. E necessário. explosão (detonação estrondosa e violenta. vide art. A conduta incriminada é expor a perigo (arriscar. ■ Consumação: Com a criação de situação de perigo próximo e imediato. Por isso. gelatinas explosivas etc. 18. 251 ■ Tipo objetivo: Na figura do caput cuida-se do crime praticado mediante o uso de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos. de um a quatro anos. Entre as substâncias de efeitos análogos á dinamite. da Lei n° 9.170/83.437/97. portanto. colocar em perigo) a vida. E indispensável. Caso se trate de explosivo diverso daqueles. 258 do CP. o perigo comum assinalado na figura dolosa. Se o agente utiliza mina terrestre antipessoal.679/88. a ação poderá configurar alguma infração regulamentar ou contravenção. detenção. c. No arremesso e na colocação é punido o perigo de detonação de efeitos extensos. também. que se trate de substância com a efetiva natureza de explosivo. vide art. ■ Confronto: Se não há perigo comum. são lembrados trotil. a substância utilizada não é dinamite ou de efeitos análogos a esta. ■ Pena: Reclusão. § 39 Ill. a pena é de detenção. vide Lei n° 7. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. que se caracteriza pela vontade livre e consciente de causar explosão. arremesso (ato de atirar com força para longe). ■ Ação penal: Igual à do caput. de três meses a um ano. e não o arremesso ou colocação. mediante: a. Se a substância é diversa (vide § 19. Será. como a pólvora. e multa. de seis meses a dois anos. Se motivada por inconformismo político. de três a seis anos.: dano). que acarreta danos menos extensos. b. o crime será outro (ex. ■ Crime comissivo por omissão: O dono de pedreira não responde como co-autor de eventuais atos cometidos por técnicos altamente abalizados que ali trabalham . ■ Remissão: Vide nota ao art. ■ Pena: Reclusão. As figuras culposas deste parágrafo ocorrem quando a explosão resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado exigível pelas circunstâncias (CP. ■ Noção: Pune-se apenas a explosão das substâncias referidas no caput ou no § 1°. 250 (vide notas ao art. a integridade física ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas). porém. ■ Noção: As penas da explosão dolosa são aumentadas de um terço se ocorrem as hipóteses do § 19 I e II.525 Código Penal Art. Figura privilegiada (§ 19 ■ Noção: Nesta figura.

não basta levar em conta o material utilizado na fabricação da bomba. Deve. Assim.1. ■ Tipo objetivo: Expor a perigo a vida. cabe a transação no parágrafo único do art.02. 2 2 . da Lei n°10. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Uso de gás tóxico ou asfix/ante (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. trata-se do uso de substância em forma fluida (nem sólida nem líquida). entendemos que. capaz de atingir qualquer pessoa.110. pois. Em face do princípio da isonomia (art.099/95). p. ■ Explosão em pescaria: Mesmo nos mares. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). da CR/88) e da analogia in bonam partem. Expor a perigo a vida. 251 e 252 Código Penal 526 tão-só pela omissão de não ter verificado previamente as condições operativas (STF. Deve. A figura culposa é prevista no parágrafo único. caput. em faixa litorânea. e não simples vapor ou fumaça. ■ Diminuição de pena: Para o reconhecimento da causa especial de diminuição de pena do §1 2. art. se não resultar morte (CP. RT761/668). a coletividade no seu patrimônio público de natureza ecológica (TRF da 1 2 R.. em vigor a partir de 12. ■ Tentativa: Admite-se. cabe no parágrafo único. 7558). parágrafo único. desde que não resulte morte — CP. ■ Transação: De acordo com o art. usando de gás tóxico ou asfixiante: Pena — reclusão. a saúde ou o patrimônio de pessoas indeterminadas.4. a integridade física ou o património de outrem. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". de três meses a um ano. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. preenchendo o recipiente que a contém. art.Arts. E crime de perigo concreto. A exposição a perigo prevista neste artigo é feita usando gás tóxico ou asfixiante.259.7. de 12.90. DJU 23. 52 . 100 do CP. 252. portanto. expõe a perigo a incolumidade pública. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. indiscriminadamente. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 89 da Lei n°9. ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo próximo e imediato para a integridade física ou patrimônio de indiscriminado número de pessoas. 252. art. RTJ 127/877). capaz de expandir-se indefinidamente. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. 258. Tóxico é o gás que provoca envenenamento. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Ap.259/01. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ser gás mesmo. ■ Depósito de fogos de artifício: A não-observância das cautelas necessárias à estocagem de material de alta potencialidade explosiva configura a imprudência do agente (TACrSP. consistente na vontade livre e consciente de usar o gás. 22. pois somente aí se pode constatar a nãoanalogia com a dinamite (TJMG. . mas também o seu potencial destruidor. e multa. a transação será cabível. a integridade física ou o patrimônio de outrem tem a significação de colocar em perigo a vida. RJDTACr 12/221). USO DE GÁS TÓXICO OU ASFIXIANTE Art. a partir da vigência da Lei n°10. enquanto asfixiante é o que causa sufocação. 258 (art. Como a lei se refere ao uso de gás. de um a quatro anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. existir um perigo efetivo ou concreto (e não abstrato).01. se não resultar lesão corporal ou morte — CP. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 258). Se o crime é culposo: Pena — detenção.

mas sim o art. produzir). de seis meses a dois anos. p.7.02. fornecer (entregar gratuita ou onerosamente). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].01. gás tóxico ou asfixiante. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. AQUISIÇÃO. 1965. . Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Trata-se da mesma exposição a perigo comum concreto. As condutas são punidas pelo perigo abstrato que representam. ■ Pena: Detenção. em aeronave.412. OU ASFIXIANTE Art. 258 (art. posse ou transporte de explosivos ou gás tóxico. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. RCr 6. e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. HUNGRIA. 22. art. Assim. 787. possuir (ter sob guarda ou à disposição) ou transportar (conduzir ou remover. 1959. parágrafo único. cabe a transação neste art. caput. 253. quer na modalidade dolosa. 5 2 . não configura o art. por conta própria ou alheia. ■ Remissão: Vide nota ao art. de três meses a um ano. 251 do CP) ou gás tóxico ou asfixiante (vide nota ao art.259. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. de um lugar para outro). ■ Veículo adaptado para gás de cozinha: Não configura (TJSP. p. quer na culposa (TRF da 1 4 R.099/95) ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. FORNECIMENTO. FRAGOSO. IX. quando resulta lesão corporal ou morte.8. 18. todas concernentes a substância ou engenho explosivo (vide comentário ao art.527 Código Penal Arts. Em face do princípio da isonomia (art.099/95). fornecimento. a partir da vigência da Lei n 2 10. de modo que a autorização desta excluirá o crime. 22364). ■ Mero transporte: Não configura. II). ou material destinado à sua fabricação: Pena — detenção. art. 253 se não houver lesão corporal ou morte CP. a transação será cabível. ■ Tipo objetivo: Várias são as condutas alternativamente previstas. ou material destinado à sua fabricação. Comentários ao Código Penal.92. de hidróxido de amônia. FABRICO. da Lei n2 10. 89 da Lei n 2 9. 258 do CP. entendemos que. aquisição. POSSE OU TRANSPORTE DE EXPLOSIVOS OU GÁS TÓXICO. Fabricar. 252 do CP). III. São elas: fabricar (elaborar.259/01. RT 624/310). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. e multa. 252 e 253 ■ Pena: Reclusão. de 12. 0 dispositivo exige para a ti pificação que as condutas sejam praticadas sem licença da autoridade. 76 da Lei n2 9. p. mas em dose insuficiente para expor a perigo os presentes. da CR/88) e da analogia in bonam partem. adquirir (obter gratuita ou onerosamente). sem licença da autoridade. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Fabrico. mas causada por não ter o agente observado o dever de cuidado necessário pelas circunstâncias (CP. 44). ou asfixiante ■ Transação: De acordo com o art. v.. substância ou engenho explosivo. Lições de Direito Penal — Parte Especial. em vigor a partir de 12. de um a quatro anos. 258 (art. 100 do CP. fornecer. v. art. 65 da LCP (TJSP. sendo dispensável a verificação de perigo concreto ou efetivo (H. ainda que resulte lesão corporal — CP.1. Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Gás lacrimogêneo: Lançamento de ampola de gás lacrimogêneo em discoteca. adquirir. RJTJSP 120/491). ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. possuir ou transportar. mv— DJU3. 252 do CP.

em volumes e extensão tais que ocasionem perigo comum" ( H. de três a seis anos. RT770/533). art. caput. Em face do princípio da isonomia (art. de seis meses a dois anos. e multa. 258 (art. RT 771/611). RTJ 104/1041. p.8. de 12. 791). v. é da competência da Justiça Comum e não da Federal (STF. no caso de dolo. motivar. a vontade livre e consciente de praticar as ações. v. no caso de culpa. art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe na modalidade culposa.112/95. entendendo-se esta como "o alagamento de um local de notável extensão. DJU4. 2 2 .92. 1959. ■ Pena: Detenção. ■ Confronto: Tratando-se de material nuclear. mv— DJU3.82. a partir da vigência da Lei n° 10. 48). STJ. não destinado a receber águas" (HUNGRIA. para venda a estranhos. da Lei n° 10. e multa.278. Quanto à exportação de bens sensíveis (de aplicação bélica. 253 quem destina parte do seu estoque regular de explosivos. de uso duplo.1. 22364). 254. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. em vigor a partir de 12. de perigo abstrato (TACrSP. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar. IX. cabe a transação neste art.099/95). se não houver lesão corporal ou morte CP. p. 76 da Lei n2 9.02. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. RT551/396. ■ Sujeito passivo: A coletividade.300/01. Assim. produzir) inundação. RTJ95/297. não havendo modalidade culposa (TRF da 1 á R. usados na mineração. TFR. sem autorização (STF. a transação será cabível.412. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 52 . vide Lei n° 9. 11186). ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. 1965. ■ Tentativa: Inadmissível. pois a lei acrescenta expondo a perigo a vida.259/01. RJDTACr 27/96. parágrafo único. pois a lei incrimina atos preparatórios. ■ Competência: Embora a fiscalização de explosivos seja atribuída a órgão federal. p. da CR/88) e da analogia in bonam partem. FRAGOSO. Comentários ao Código Penal. ou seja. Inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 254. 100 do CP. ou "o alagamento provocado pela saída das águas de seus limites naturais ou artificiais. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de uso na área nuclear. Cuidando-se de minas terrestres.Arts. Ill. art. RCr 6.. ■ Consciência do perigo: O agente transportador deve ter consciência do perigo a que expõe os passageiros da aeronave. 22 da Lei n° 6. ■ Ação penal: Pública incondicionada. de seis meses a dois anos.01. expondo a perigo a vida. química e biológica) e de serviços diretamente vinculados.11.099/95). 258 (art. ■ Transação: De acordo com o art. desde que não resulte morte — CP. ■ Fogos de artifício: A sua estocagem em local inadequado e sem licença da autoridade competente configura o crime do art. 253 e 254 Código Penal 528 ■ Tipo subjetivo: O dolo. Jurisprudência ■ Fornecimento: Pratica o crime do art. Ap.7. o crime de posse de explosivos. a integridade física . 5. Causar inundação. 89 da Lei n° 9. Na escola tradicional é o "dolo genérico". entendemos que. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.453/77. no caso de culpa. INUNDAÇÃO Art. vide Lei n° 10. p. sem conotação política. Não há forma culposa. 253. A conduta do agente deve ser perigosa. ou detenção. sem licença da autoridade e com conhecimento do perigo comum.259.

529

Código Penal

Arts. 254 a 256

ou o patrimônio de outrem. Requer-se, portanto, que da inundação decorra perigo concreto ou efetivo (e não abstrato ou presumido) a número indeterminado de pessoas ou bens. Ausente tal perigo, não se configura o crime. ■ Tipo subjetivo: O crime de inundação é punido a título de dolo ou culpa (com penas diversas). O dolo, consistente na vontade livre e consciente de causar inundação, com conhecimento do perigo concreto comum. E o "dolo genérico", na corrente tradicional. A culpa, quando a inundação de que decorre perigo concreto comum resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado necessário para evitar a inundação (CP, art. 18, II). ■ Consumação: Com a superveniência do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Havendo só perigo de inundação, art. 255 do CP. ■ Pena: No caso de dolo, reclusão, de três a seis anos, e multa. No caso de culpa, detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Morte ou lesão
corpora/

■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando da inundação resulta lesão corporal ou morte.

PERIGO DE INUNDAÇÃO Art. 255. Remover, destruir ou inutilizar, em prédio próprio ou alheio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação: Pena — reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, se não resultar lesão corporal ou morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Perigo de inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: Três são as condutas alternativamente incriminadas: remover (deslocar, mover de lugar), destruir (fazer desaparecer, eliminar) ou inutilizar (tornar inútil, imprestável). A ação de quem coloca obstáculo capaz de causar inundação não foi abrangida pelo dispositivo. O objeto material sobre o qual a ação recai é obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação, situado em prédio próprio ou alheio. Com tais comportamentos, o agente deverá estar expondo a perigo a vida, a integridade física ou o património de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Para serem penalmente típicas, as condutas devem causar perigo de inundação concreto e não apenas presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações descritas. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Consumação: Com a criação do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Inadmissível. ■ Pena: Reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

DESABAMENTO OU DESMORONAMENTO Art. 256. Causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Art. 256

Código Penal

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MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. Se o crime é culposo: Pena — detenção, de seis meses a um ano. ■ Transação: De acordo com o art. 22 , parágrafo único, da Lei n 2 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 52 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n 2 10.259/01, a transação será cabível, ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, cabe a transação neste art. 256, ainda que haja lesão corporal ou morte CP, art. 258 (art. 76 da Lei n 2 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput, se não resultar lesão corporal ou morte — art. 258 do CP; cabe no parágrafo único, a não ser que resulte morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n 2 9.099/95). Desabamento ou desmoronamento (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, até mesmo o proprietário do prédio que desaba. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar, motivar, produzir) desabamento (de construções em geral, como edifícios, pontes, paredões etc.) ou desmoronamento (de barrancos, pedreiras, morros etc.). Requer-se que o agente assim aja expondo a perigo a vida, a integridade ffsica ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Deve haver, pois, perigo concreto ou efetivo e não abstrato ou presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de causar desabamento ou desmoronamento, com conhecimento do perigo concreto comum. Na escola tradicional é o "dolo genérico". A modalidade culposa é prevista no parágrafo único do artigo. ■ Consumação: Com a criação da situação de perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Ausente o perigo comum, art. 29 da LCP; na mesma ausência, pode haver crime contra a pessoa ou dano. ■ Pena: Reclusão, de um a quatro anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Noção: Se, embora não desejado pelo agente, o desabamento ou desmoronamento resultou da sua não-observância do dever de cuidado (CP, art. 18, II). ■ Pena: Detenção, de seis meses a um ano. ■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando do desabamento ou desmoronamento resulta lesão corporal ou morte. ■ Tipo objetivo: Os verbos desabare desmoronar significam e envolvem a idéia de enorme e pesada estrutura ou massa que venha abaixo, total ou parcialmente, de modo que a simples queda de materiais isolados não basta para tipificar o art. 256 (TACrSP, Julgados 76/142). ■ Perigo comum: Se apenas os moradores de uma única casa vizinha foram expostos ao perigo, não existiu o perigo comum que a lei exige (TACrSP, Julgados 78/299). ■ Perigo concreto: O delito do art. 256 exige perigo concreto a pessoas ou coisas (TJSP, RT 598/318).

Figura culposa (parágrafo único) Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência

531

Código Penal

Arts. 256 e 257

■ Diferença: O desabamento acontece em construções, paredões, andaimes, pontes etc.; o desmoronamento, em barrancos, rochedos, pedreiras, formações telúricas (TACrSP, Julgados 81/218). ■ Desmoronamento com morte: Configura, em tese, o art. 256, parágrafo único, c/c o art. 258, última parte, e não o art. 121, § 3 2 , do CP (TAPR, RF261/345). ■ Desclassificação para homicídio ou lesões culposas: Se não houve perigo comum, restringindo-se o desabamento com vítimas à área interna do terreno, desclassifica-se para os arts. 121, § e 129, § 6°, do CP (TACrSP, RT 607/322, 537/317). ■ Desclassificação para contravenção: Em desabamento culposo sem vitimas, por erro de execução, desclassifica-se para o art. 29 da LCP (STF, RT 612/419). Se não houve perigo a pessoas indeterminadas, mas só a vizinhos determinados, desclassifica-se para a LCP, art. 29 (TACrSP, Julgados 74/113). SUBTRAÇÃO, OCULTAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE MATERIAL DE SALVAMENTO Art. 257. Subtrair, ocultar ou inutilizar, por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade, aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento; ou impedir ou dificultar serviço de tal natureza: Pena — reclusão, de dois a cinco anos, e multa. Subtração, ocultação ou inutilização de material de salvamento ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, incluindo-se o dono do material de salvamento. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: E pressuposto do crime deste art. 257 que o comportamento do agente seja por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade. Prevê-se, assim, a conduta do agente em ocasião de calamidade ou desastre, sendo indiferente que tais sinistros sejam resultado de crime ou advenham de caso fortuito ou força maior. Tal pressuposto é indispensável às duas figuras que o art. 257 contém: a. Subtrair (tirar às ocultas), ocultar (esconder ou encobrir) ou inutilizar (tornar imprestável) aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento. Por força da expressão destinado, entendemos que só podem ser incluídos como objeto material do crime as coisas ou meios inequivocamente destinados às finalidades referidas (ex.: sistemas de aviso ou alarme, salva-vidas, extintores de incêndio etc.). A interpretação, porém, não é tranqüila: para HUNGRIA, sãO os meios instrumentais especificamente destinados ( Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 54), enquanto, para HELENO FRAGOSO e DAMÁSIO DE JESUS, incluem-se os circunstancialmente úteis (Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. I l 1, p. 798) ou úteis para tal finalidade (Direito Penal Parte Especial, 1995, v. 3, p. 274). b. Impedir ou dificultar serviço de tal natureza (de combate ao perigo, de socorro ou salvamento). Impedir é frustrar, no todo ou em parte; dificultar é tornar mais difícil. É preciso que o comportamento seja praticado mediante conduta positiva (e não omissão), salvo na hipótese de agente que tem o dever de agir e se omite (CP, art. 13, § 29. ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações, ciente do perigo comum que elas acarretam. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há modalidade culposa. ■ Consumação: Na figura a, com as ações de subtrair, ocultar ou inutilizar; na figura b, com o efetivo impedimento ou dificuldade. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de crimes: Se o agente dá causa ao desastre e ainda pratica o delito deste art. 257, haverá concurso de crimes. Todavia, entendemos que não poderá

pois. aumentada de um terço. ■ Desmoronamento com morte: Se culposo. Se resulta morte. incide nos arts. Se o resultado não decorreu de culpa. No caso de culpa. 121 ou 129 com o crime de perigo comum. a pena aumenta-se de metade.Arts. Penas Jurisprudência DIFUSÃO DE DOENÇA OU PRAGA Art. do CP (TAPR. é aplicada em dobro. o aumento do art. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de preterdolo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. do CP). ainda que duas sejam as vítimas mortas. aumentada de um terço. aplicase a pena cominada ao homicídio culposo. incidirá uma só qualificação. ■ Em caso de crime doloso de perigo comum: Se resulta lesão corporal de natureza grave. Difundir doença ou praga que possa causar dano a floresta. do crime de perigo comum. pois as ações de subtrair e inutilizar já compõem o tipo deste art. resulta lesão corporal ou morte. o aumento é único. Figuras qua/ificadas de crime de perigo comum ■ Noção: São previstas hipóteses em que. caso em que poderia haver concurso formal do art. 258 é único (TJRS. 121. e 258. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. se resulta morte. 257 a 259 Código Penal 532 haver concurso deste art. 257. 257 com os crimes de furto e dano. e multa. 256. FORMAS QUALIFICADAS DE CRIME DE PERIGO COMUM Art. ao menos culposamente. e multa. Nos termos do art. § 3°. aplica-se a pena do homicídio culposo. se do crime doloso de incêndio resultar. de dois a cinco anos. parágrafo único. é indispensável que o resultado lesão ou morte tenha sido causado. As lesões corporais leves não qualificam as figuras dolosas. é aplicada em dobro. . Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave. 259. Se resulta morte. 258. se houve uma morte e duas lesões. plantação ou animais de utilidade econômica: Pena — reclusão. o aumento é único e também não haverá pluralidade de qualificações. RF261/345). RT 599/370). aplica-se a pena do homicídio culposo (art. mas de mera relação de causalidade. aplica-se apenas o aumento da qualificação por morte. se resulta morte. 19 do CP. ■ Aumento único: Independentemente do número de vítimas. Julgados 84/211). se do fato resulta lesão corporal. incidirão apenas as figuras simples dos crimes de perigo e não esta forma qualificada. pelo agente. Assim. ■ Pena: Reclusão. ■ Em caso de delito culposo de perigo comum: Se resulta lesão corporal (sem distinção quanto à gravidade). por culpa do agente. última parte. pois os resultados não são desejados pelo agente. aumenta-se a pena de metade. quatro mortes. aumentada de um terço. ■ Concurso de crimes: Na hipótese de resultar lesão ou morte em várias pessoas. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. de dois a cinco anos. que é a mais grave (TACrSP. e não aplicado em concurso formal. Em caso de culpa.

26. ou multa. 259 e 260 MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. . Figura cu/posa (parágrafo único) Capítulo II DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTE E OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS PERIGO DE DESASTRE FERROVIÁRIO Art. ■ Confronto: No caso de destruição ou danos em florestas. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 2 ■ Transação: Cabe no parágrafo único (art. a pena é de detenção. 89 da Lei n 9. caça ou pesca). a e d. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo que consiste na vontade de difundir. Ill — transmitindo falso aviso acerca do movimento dos veículos ou interrompendo ou embaraçando o funcionamento de telégrafo. telefone ou radiotelegrafia. ■ Consumação: Com a efetiva difusão de doença ou praga idônea a causar perigo comum. 260. linha férrea. de dois a cinco anos. e multa. ■ Noção: Há a forma culposa se a difusão resulta da não-observância do dever de cuidado objetivo (CP. danificando ou desarranjando. A doença ou praga deve ser apta a causar dano. consciente do perigo comum. II — colocando obstáculo na linha.533 Código Penal Arts. e multa. de um a seis meses. de dois a cinco anos. Difusão de doença ou praga ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. vide art. ■ Tentativa: Admite-se. IV — praticando outro ato de que possa resultar desastre: Pena — reclusão. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". incluindo o proprietário. II). obra-de-arte ou instalação. Se do fato resulta desastre: Pena — reclusão. total ou parcialmente. 76 da Lei n 9. material rodante ou de tração. de quatro a doze anos. sendo desnecessária finalidade especial. No caso de culpa.771/65. DESASTRE FERROVIÁRIO § 1 2. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O núcleo é difundir(espalhar. art 18. plantação ou animais de utilidade econômica (domésticos ou que sirvam à criação. de um a seis meses. Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: I — destruindo. ■ Pena: E alternativa: detenção. pois o dispositivo fala que possa causar dano a floresta. ■ Pena: Reclusão. e multa. ou multa. A figura culposa é prevista no parágrafo único. da Lei n2 4. ■ Ação penal: Pública incondicionada.099/95).099/95). 2 ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. disseminar). parques e reservas biológicas.

§§ 1 2 e 22 . da CR/88) e da analogia in bonam partem. os bondes e os teleféricos. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Como desastre ferroviário. em vigor a partir de 12. resulta desastre (preterdolo). 15 da Lei n 2 7. considera-se o que expõe "a perigo a incolumidade de pessoas ou coisas. ■ Tipo subjetivo: O dolo.259. art.099/95). 258 (art. de dois a cinco anos. consciente de que pode dar causa a desastre ferroviário. 260. 76 da Lei n 2 9. ocorrendo desastre: Pena — detenção. e multa. Para os efeitos deste artigo. ■ Falso aviso acerca do movimento de trens: Consuma-se com a situação de perigo concreto. causar embaraço) serviço de estrada de ferro.Art. Direito Penal. em trilhos ou por meio de cabo aéreo. 52 . III. de quatro a doze anos. sendo que o último deles abrange qualquer outro ato de que possa resultar desastre. criada pela conduta do agente. de 12. parágrafo único. ainda que efêmera (TJRJ. ■ Tentativa: Admite-se.01. a transação será cabível. da iminência de sinistro. 2 2 . para efeitos penais. RT643/327). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de seis meses a dois anos. No caso de culpa. art. vide art. Assim.170/83 (Lei de Segurança Nacional). ■ Sujeito passivo: A coletividade. 260 o agente que pratica o chamado "surf ferroviário".02. e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. O conceito de estrada de ferro.1. como tal. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22 . ■ Noção: Se do crime de perigo de desastre ferroviário (caput). entende-se por estrada de ferro qualquer via de comunicação em que circulem veículos de tração mecânica. da Lei n 2 10. v. 260 Código Penal 534 § 2°. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Perigo de desastre ferroviario (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ "Surf Ferroviário": Não comete o crime do art. se não houver lesão corporal ou morte — CP. não só os trens. cabe a transação no § 2 2 do art. portanto. especialmente a segurança dos meios de transporte. 1995. abrange. aquela cujo tráfego se faz em trilhos ou por cabo aéreo (§ 3 2 ). ■ Confronto: Se resulta desastre. ■ Transação: De acordo com o art. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo de desastre (perigo concreto e não presumido). desde que não resulte morte — CP. caput. viajando sobre o teto da composição férrea. apresentando certo vulto o fato e revelando-se por modo grave e extenso" ( MAGALHÃES NORONHA. a partir da vigência da Lei n° 10. § 32 .259/01. Se a sabotagem tem finalidade política. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.7. 100 do CP. interromper. desarranjar. entendendo-se. obstruir) ou perturbar (atrapalhar. II e III) também exigem a criação de probabilidade de desastre ferroviário (perigo concreto ou efetivo). 89 da Lei n° 9. que consiste na vontade de impedir ou perturbar. como também o metr6. 258 (art. a pena é de reclusão. p. entendemos que. 389). Em face do princípio da isonomia (art. Jurisprudência Desastre ferroviário (§ 19 . Em face desta expressão. pois tal fato significa perigo direto e iminente apenas para ele próprio e não para os demais passageiros (TJRJ. 263 c/c o art. ■ Pena: Reclusão. ■ Tipo objetivo: As condutas alternativamente incriminadas são impedir (não permitir. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. RT760/690). é entendimento dos doutrinadores que todas as outras ações indicadas (incisos I. Os meios executórios são os indicados nos incisos I a IV. 263 c/c art.099/95). realmente.

entendemos que. 263 c/c o art. art. 260 e 261 ■ Consumação: Com o efetivo desastre.7. a pena de multa.099/95). Em face do princípio da isonomia (art. de seis meses a dois anos. ■ Transação: De acordo como art. 261. § 3 2. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Se do fato resulta naufrágio. caput. SINISTRO EM TRANSPORTE MARÍTIMO.01. ■ Remissão: Vide notas aos arts. a partir da vigência da Lei n° 10. da CR/88) e da analogia in bonam partem. para si ou para outrem. 76 da Lei n2 9. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. II). Aplica-se. PRÁTICA DO CRIME COM O FIM DE LUCRO § 22 . se não resultar morte — CP. 261. art. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide CP. se resulta morte ou lesão corporal. a figura pode ser a do art. se há mero descarrilamento. em vigor a partir de 12. ■ Pena: Detenção. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 3 9 .535 Código Penal Arts. art. cabe a transação no § 3 9. 263 e 258 do CP. submersão ou encalhe de embarcação ou a queda ou destruição de aeronave: Pena — reclusão. 258 (art. sem conseqüências de vulto. . FLUVIAL OU AÉREO § 1 2. de 12. 258 (art. RT 461/371).099/95). 2°. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.259. se ocorre o sinistro: Pena — detenção. FLUVIAL OU AÉREO Art. se não houver lesão corporal ou morte — CP. própria ou alheia. Assim. ou 129. da Lei n°10. de dois a cinco anos. se ocorre relevante dano à composição e á carga transportada. fluvial ou aérea: Pena — reclusão.02. de seis meses a dois anos. a par de lesões corporais.do art. Expor a perigo embarcação ou aeronave. parágrafo único.1. se o agente pratica o crime com intuito de obter vantagem econômica. Desastre ferroviário culposo (§2°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se o agente dá causa a efetivo desastre. 121. também.259/01. a transação será cabível. § 6 2 (TACrSP. 263 c/c art. ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima. MODALIDADE CULPOSA § 32 . todavia. de quatro a doze anos. 52. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Desastre ferroviário: Há. 18. 89 da Lei n°9. No caso de culpa. 100 do CP. ■ Tentativa: Inadmissível. ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE TRANSPORTE MARÍTIMO.

de dois a cinco anos.. Ou praticar qualquer ato tendente a impedir (não permitir. sendo necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido).92. ■ Noção: Se ocorre o sinistro (§ 1°) por falta do cuidado objetivo necessário pelas circunstâncias (vide art.170/83 (Lei de Segurança Nacional). Sinistro em transporte marítimo. ■ Pena: Reclusão. ■ Ecologia: Pode haver concurso do art. 261 Código Penal 536 Atentado contra a segurança de transporte marítimo. DJU 1. interromper. A modalidade culposa desse delito é afastada pela ausência do sinistro (TRF da 1 á R. mv— DJU 3. 10454). ■ Tentativa: Admite-se. 261. p. Há forma culposa. ■ Tipo subjetivo e modalidade culposa: Não configura o crime do art. ■ Pena: Detenção. Elas podem destinar-se tanto ao transporte de pessoas como de coisas. do CP). ■ Confronto: Se há sabotagem do transporte por motivação política. a vantagem não consiste só em dinheiro.412. com conhecimento de acarretar perigo comum. Também. II. com redação dada pela Lei n° 7. que consiste na vontade livre e consciente de expor a perigo ou praticar ato tendente a impedir ou dificultar. própria ou de terceiro. § 1°. 15 da Lei n° 7. RCr 6. A figura é preterdolosa. aqui. Il. o perigo deve ser concreto. Esse é o especial fim de agir (elemento subjetivo do tipo). RHC 723. ■ Remissão: Vide notas aos arts.938/81. que não precisa ser efetivamente conseguido. especialmente a segurança dos meios de transporte. fluvial ou aéreo (§ 12 ) Figura qual/f/cada pelo fim de lucro (§22 ) Figura culposa 03°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência . Da conduta deve resultar probabilidade de acidente. incluindo o dono da embarcação ou aeronave. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. fluvial ou aérea. ■ Noção: Se o agente pratica o crime com o intuito de obter vantagem econômica.804/89) (STJ. fluvial ou aéreo (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Tipo objetivo: São duas as modalidades previstas: a. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Tipo subjetivo: O dolo. para si ou para outrem. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". se resulta lesão corporal ou morte de alguém. Sendo econômica.8.90. de seis meses a dois anos. Expor a perigo (colocar em perigo) embarcação (qualquer veículo de transporte marítimo ou fluvial) ou aeronave (veículo de transporte que se move no ar). ■ Sujeito passivo: A coletividade.Art. aplica-se a pena de multa. 261 do CP com o crime de exposição da ecologia a perigo (art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Pena: Reclusão. 263 e 258 do CP. 261 do CP se o agente transportador do gás tóxico ou asfixiante ou substância explosiva não agia com o intuito de colocar em perigo aeronave. vide art. mas não são abrangidas as embarcações lacustres. prevista no § 3 2 . 15. fazer cessar) ou dificultar (tornar mais difícil) navegação marítima. ■ Noção: Se do fato (condutas previstas no caput do artigo) resulta (é causa) naufrágio (perda de embarcação). b. 22364). de quatro a doze anos.10. p. submersão (afundamento de embarcação) ou encalhe de embarcação (i mpedimento à flutuação) ou a queda (precipitação ao solo) ou destruição de aeronave (despedaçamento). ■ Consumação: Com o perigo concreto de acidente. da Lei n° 6. 18. ■ Alcance: A figura qualificada do § alcança tanto o caput como o § 1° do art.

a partir da vigência da Lei n° 10. da CR/88) e da analogia in bonam partem. necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido). se a ação visa à perturbação políticosocial. impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento: Pena — detenção. se não houver morte — CP. 263 c/c art.099/95). Desastre (§ 1°) . ■ Sujeito passivo: A coletividade. A modalidade culposa é prevista no § 2 . p.537 Código Penal Art. b. art. dela devendo resultar probabilidade de desastre. art. 89 da Lei n° 9. ■ Tentativa: Admite-se. Também nesta modalidade exige-se perigo concreto. não incluído nos dispositivos anteriores: ônibus. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. cabe a transação no caput do art. 29. pois. No caso de culpa. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.. de 12. ■ Consumação: Com o efetivo desastre. 76 da Lei n° 9. ■ Noção: Se do fato (condutas descritas no caput do art. ■ Tipo objetivo: O art. 262 ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE OUTRO MEIO DE TRANSPORTE Art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. interromper. Em face do princípio da isonomia (art. 262) resulta desastre (preterdolo). Na doutrina 9 pede-se o "dolo genérico". ■ Pena: Detenção. ■ Ação penal: Pública incondicionada. de dois a cinco anos. cabe no § 2 9 . 59 . a transação será cabível. Impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento (de outro meio de transporte público).7. Se do fato resulta desastre.259/01.170.83. se não resultar lesão corporal grave ou morte. 262. da Lei n° 10. 258 (art. táxis etc. 262 visa à segurança de outros meios de transporte. Atentado contra a segurança de outro meio de transporte (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. lotações. autorizados ou particulares). desde que se destinem a transporte público (compreendendo o efetuado por concessionários. 1965. de um a dois anos. de 14. 817). A conduta expor a perigo tem a significação de colocar em perigo. art. embarcações lacustres. a vontade livre e consciente de praticar aquelas ações. na modalidade de expor a perigo bastaria o dolo eventual (Lições tradicional de Direito Penal — Parte Especial. § 2°. a pena é de reclusão. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo concreto de desastre. de dois a cinco anos. se ocorre desastre: Pena — detenção. ■ Tentativa: Inadmissível. fazer cessar. também cabe a transação no § 2 9 do art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 100 do CP. de três meses a um ano. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Assim.099/95). de um a dois anos.01. ■ Transação: De acordo com o art. 262.1. desde que não haja lesão corporal de natureza grave ou morte. 15 da Lei n° 7. sendo. Impedir é não permitir.12. Para HELENO FRAGOSO. Duas são as modalidades incriminadas: a. 258 (art. entendemos que.259. 262.02. ■ Pena: Reclusão. III. a não ser que resulte morte — CP. especialmente a segurança dos meios de transporte. Expor a perigo outro meio de transporte público. em vigor a partir de 12. v. Expor a perigo outro meio de transporte público. § 1 2. 263 c/c o art. com conhecimento de que a conduta pode dar causa a desastre. Dificultar significa tornar mais difícil. ou seja. caput. parágrafo único.

se resulta morte. 263 manda aplicar aos crimes dos arts. relativamente a tal finalidade (TACrSP. Julgados 87/402). razão pela qual o elemento subjetivo deve ficar incontrastavelmente provado.Arts. p. em movimento. a transação será cabível. sendo necessário que o agente tenha.01. Parágrafo único. de três meses a um ano. a consciência de criar perigo comum. acusados em greve que obstruíram a entrada e saída de ônibus e pessoas de empresa de transporte coletivo (TJSP. 258 do CP (vide comentário ao art. Em face do princípio da isonomia (art. 252 do CP. ■ Pena: Detenção. Se de qualquer dos crimes previstos nos arts. 262 a 264 Código Penal 538 Desastre cu/poso (§22 ) ■ Noção: Se houve efetivo desastre.89. art. 264. 260 a 262.12. 260 a 262.259. as disposições do art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. de seis meses a dois anos. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Arremessar projétil contra veículo. sem autorização. em vigor a partir de 12. Morte ou lesão corpora/ ■ Noção: O art. de 12. ■ Consciência de criar perigo comum: Na forma de impedir ou dificultar. ■ Tipo subjetivo: O delito do art. causado por não haver o agente observado o cuidado objetivo necessário (vide CP. 100 do CP. resulta lesão corporal ou morte. Se do fato resulta lesão corporal. de um a seis meses. a pena é a do art. aplica-se o disposto no art. 4 ■ Tipo objetivo: É necessária a existência de perigo in concreto (TRF da 1 R. quando ocorrer desastre ou sinistro. 262 do CP atenta contra o bem jurídico segurança dos meios de transporte. com pequenos vazamentos. 264. quando resulta morte ou lesão corporal. Assim. II). Vide. ■ Táxi: Entendeu-se que pode tipificar este delito do art. parágrafo único. § 32 . ao menos. no art. RT 430/401). DJU 18. RT720/417). no caso de desastre ou sinistro. a partir da vigência da Lei n° 10. caput. jurisprudência sobre Veículo adaptado para gás de cozinha.1. também cabe a transação na primeira parte do parágrafo único (art. 258 do CP). ARREMESSO DE PROJÉTIL Art. adapta bujão de gás de cozinha.7.02. por água ou pelo ar: Pena — detenção. aumentada de um terço. ■ Remissão: Vide notas aos arts. não basta a voluntariedade da ação. 121. 263. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência FORMA QUALIFICADA Art. 18. cabe a transação no caput do art.099/95). para servir de combustível ao veículo (TACrSP. também. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 5 2 . 258. a pena é de detenção. 2 ■ Transação: De acordo com o art. . ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 262 o comportamento do motorista de carro de aluguel que. 263 e 258 do CP. da Lei n° 10.16723). 76 da Lei n° 9. RCr 22. ainda que não tenha vontade dirigida ao mesmo.. entendemos que. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].259/01. 2 .313. destinado ao transporte público por terra.

099/95). 264 é crime de perigo. a pena é de detenção. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. sabendo que pode causar perigo comum. 264 e 265 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e na primeira parte do parágrafo único (art. luz. ■ Consumação: O art. não se tipificando a figura caso o veículo esteja parado.099/95). O arremesso deve ser contra veículo.346. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Morte ou lesão corporal (parágrafo único) Jurisprudência ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA Art.67. ■ Pena: Detenção. 89 da Lei n 9. O veículo deve ser destinado ao transporte público (e não veículo para transporte particular) por terra. aumentada de um terço. Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Atentado contra a seguranpa ou funcionamento de servipo de uti/idade pública 9 ■ Alteração: Parágrafo acrescentado pela Lei n 5. ■ Sujeito passivo: A coletividade. e não o veículo em si. força ou calor.11. lançar) projétil (coisa ou objeto sólido e pesado que se arremessa no espaço). pois o arremesso não é ação divisível. Arremesso de projét// ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Ação penal: Pública incondicionada. que são impuníveis. desde que possível. se o dano ocorrer em virtude de subtração de material essencial ao funcionamento dos serviços. que se esgota com o arremesso (TARJ. especialmente a segurança dos transportes. e o delito se consumou (mesmo que o alvo não seja atingido). ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é arremessar (atirar. 89 da Lei n°9. e só existirão atos preparatórios. consistente na vontade livre e consciente de arremessar. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. ■ Tentativa: Não se admite. Se resulta morte. ou não arremessou. § 32 (homicídio culposo).539 Código Penal Arts. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Parágrafo único. em movimento. ■ Objeto jurídico e tipo objetivo: O que se protege no art. a pena é a do art. RT 500/389). Julgados 84/220). Inexiste forma culposa. de um a seis meses. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ainda que não atinja o veículo em movimento. ou qualquer outro de utilidade pública: Pena — reclusão. 264 é o passageiro transportado. Aumentar-se-á a pena de um terço até a metade. Atentar contra o . de seis meses a dois anos. ■ Consumação: Com o arremesso de projétil idôneo a causar perigo. 121. de 3. Ou o agente fez o arremesso. especialmente a segurança dos serviços de utilidade pública. 265. ■ Tipo objetivo: Atentar contra a segurança é tornar inseguro. o delito pressupõe que o veículo esteja em movimento (TACrSP. Entende-se ser suficiente o perigo presumido. de um a cinco anos. por água ou pelo ar. ■ Noção: Se do fato (o arremesso descrito no caput) resulta (preterdolo) lesão corporal. e multa. O projétil precisa ser apto a causar dano a pessoas ou bens indeterminados.

■ Ação penal: Pública incondicionada. se a finalidade é perturbação políticosocial. A enumeração é taxativa. 155. RTFR 69/216). ■ Sujeito passivo: A coletividade. 8331). que apenas desligaram os aparelhos retransmissores em determinado momento. todos os serviços análogos (gás. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. ■ Furto de fios telefônicos: Ainda que interfira na normalidade das comunicações não configura o crime do art.829. RT697/332). ■ Consumação: Com a prática do ato capaz de perturbar a segurança ou o funcionamento. apenas. ■ Tipo objetivo: Duas são as modalidades contidas no art. Não há forma culposa. São expressamente indicados serviços de água. 265 (TER. O comportamento punido "atentar".11. se o agente não teve o objetivo de atentar contra o funcionamento do serviço (TFR. importa em interrupção do serviço. Ap. se o dano ocorrer em virtude de subtração (furto) de material essencial ao funcionamento dos serviços. posto que tal conduta não criou qualquer perigo ao transporte coletivo (TJSP. no que ele afeta a incolumidade pública. que requer ato atentatório que resulte ao menos em perigo presumido (TJSC. ambas referentes a serviço telegráfico. força ou calor (produção e distribuição). DJU 7. 266. que se perfaz pela prática de ato idôneo. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. e irrelevante a sua efetiva paralisação. 266. ■ Greve: A obstrução de entrada e saída de funcionários e veículos de empresa de ônibus por grevistas não constitui o crime deste art. ■ Tentativa: Admite-se. embora seja difícil a sua ocorrência na prática. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Tipo subjetivo: O dolo. Aplicam-se as penas em dobro. RJTJSP 174/302). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. não . A figura é considerada de perigo abstrato. ■ Interrupção do sinal de emissora de televisão: O comportamento dos acusados. Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico. 89 da Lei n° 9.83. impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento: Pena — detenção. de um a cinco anos. 265 do CP. sendo necessária. p. a perturbação do serviço. praticamente. figura não ajustada ao art. 15 da Lei n° 7. radiotelegráficos ou telefônicos. com a consciência de poder criar perigo comum. radiote/egráfico ou te/efôn/co ■ Objeto jurídico: O funcionamento dos serviços telegráficos.170. de 14. abrangendo. e multa. que consiste na vontade de atentar. art. ■ Pena: Reclusão. limpeza pública etc. Parágrafo único. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa é ilícito administrativo e não o ilícito penal deste art.Arts. 265 e 266 Código Penal 540 funcionamento é porem risco a continuidade do funcionamento. 265. se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública. radiotelegráfico ou telefônico. Interromper ou perturbar serviço telegráfico. luz. mas a expressão final ou qualquer outro de utilidade pública dá amplitude ao dispositivo.099/95). mas o do art. de um a três anos.12. lesivo à segurança ou funcionamento do serviço. 265 do CP.).79. Figura qua/ificada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A pena é aumentada de um terço até a metade. 3. radiotelegráfico ou telefônico. INTERRUPÇÃO OU PERTURBAÇÃO DE SERVIÇO TELEGRÁFICO OU TELEFÔNICO Art. e multa.

Figura qua//ficada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: Se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública (catástrofe.538/78. parágrafo único.7. com consciência de que pode criar perigo comum. ■ Consumação: Com a efetiva interrupção ou perturbação. Se há sabotagem por motivação política. p. do CP. 265 do CP. . Vide. a pena é de detenção.829. embaraçar) o seu restabelecimento. e multa. Primeira modalidade. Entende-se que basta o perigo presumido.259.296/96. 151. se resulta morte. Inexiste forma culposa. § 1 2 . ■ Pena: Detenção. 266 do CP (TFR. ou. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. I I I. b. perturbar tem. 151. que consiste na vontade de praticar as ações incriminadas. não haverá enquadramento nesta figura. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa que lhe coube é ilícito administrativo e não o delito do art.541 Código Penal Arts.259/01. 2 2 . ■ Confronto: Se a ação é impedir a comunicação entre duas pessoas. ou a comunicação entre duas pessoas. de um a três anos. 5°. Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PUBLICA EPIDEMIA Art. 3.01. 260.79. ■ Tentativa: Admite-se. do CP. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". DJU 7. ■ Transação: De acordo como art. § 1 2. de dez a quinze anos. da Lei n° 6. ou. 40. da CR/88) e da analogia in bonam partem.170/83 (Lei de Segurança Nacional). ■ Furto de fios telefônicos: Vide jurisprudência na nota ao art. de 12. 10 da Lei n° 9. § 1°. art. de maneira que. entendemos que. a. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Ill.02. Interromper é paralisar. caput. Código Brasileiro de Telecomunicações — Lei n°4. atrapalhar. se o comportamento é interromper ou perturbar aparelho telegráfico ou telefônico determinado. ainda. a pena é aplicada em dobro. Se há sonegação ou destruição de correspondência postal. art. a significação de desarranjar. 8331).1. Se a conduta impede ou perturba serviço ferroviário. com o impedimento ou dificultação. aqui. ■ Pena: As penas do caput são aplicadas em dobro. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. a transação será cabível. art. mediante a propagação de germes patogênicos: Pena — reclusão. desorganizar. No caso de culpa. § 2 2 . Em face do princípio da isonomia (art. Ap. sem ordem judicial. de um a dois anos. desgraça pública).117/62 e nota a respeito no art. a partir da vigência da Lei n° 10.11. Se há interceptação telefônica (escuta direta e secreta de conversa alheia). em vigor a partir de 12. § 1 2. 267. II. fazer cessar. de dois a quatro anos. O serviço acha-se interrompido e a conduta do agente é impedir(não permitir) ou dificultar (tornar mais difícil. Segunda modalidade. pois é vedado o emprego de interpretação analógica para punir alguém. da Lei n° 10. do CP. art. A norma do art. também. vide art. 266 visa ao serviço. Se do fato resulta morte. 266 e 267 abrangendo o serviço postal e a radiotelefonia. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Causar epidemia. 15 da Lei n°7.

Epidemia é "o contágio de uma doença infecciosa que atinge grande número de pessoas habitantes da mesma localidade ou região. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 15). de um a dois anos. A doutrina tradicional divide-se.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. em conformidade como art. 267. 267 e 268 Código Penal 542 ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. bactérias. ou seja. indicando o "dolo específico" (H. ■ Tipo objetivo: O núcleo causar tem a significação de provocar. 6 2 da Lei n 8.072/90. 831) ou o "genérico" ( MAGALHÃES 2 NORONHA.7. v. II. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 . representado pelo especial fim de causar epidemia. Germes patogênicos são os microrganismos (vírus. Se da conduta culposa resulta morte.90. até mesmo a própria pessoa infectada. p. transmitir. I II. p. 76 da Lei n 2 9. só alcançando os fatos ocorridos a partir da sua vigência. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. não retroage. cabe a transação na primeira parte do § 2 2 (art. ao definir como crime hediondo a epidemia dolosa com resultado morte. febre amarela. v. Código Penal Brasileiro. rickettsias. Parágrafo único. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 268. culpa pelo resultado letal (vide CP. 89 da Lei n° 9. . 2 ■ Irretroatividade: A Lei n 8. IV. de um mês a um ano. XLIII. cogumelos microscópicos e protozoários) capazes de produzir moléstias infecciosas. produzir. art. de 25. 19). hediondo o da CR/88.099/95). febre tifóide etc. a pena é de detenção. FRAGOSO. farmacêutico. de dez a quinze anos. Morte (§ 1°) Figuras culposa simples e qualificada (§22 ) ■ Noção: Se a epidemia é causada pela falta do cuidado objetivo necessário ( vide art. INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA PREVENTIVA Art. Exemplos: epidemia de varíola. 2 2 ■ Crime hediondo: 0 art.072. vide nota Crime hediondo no art. do CP. 1 2 da Lei n 8. no caput) resulta morte (preterdolo). Sobre as conseqüências dos crimes hediondos. ■ Consumação: Com o surgimento da epidemia. a pena é de detenção. caput. A pena é aumentada de um terço. Epidemia 2 ■ Alteração: O art. O comportamento pode ser comissivo ou omissivo. A figura culposa é prevista no § 2 . ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 0 meio de execução é indicado pela lei: mediante a propagação de germes patogênicos. ■ Tipo subjetivo: O dolo (vontade livre e consciente de propagar) e o elemento subjetivo que o tipo contém.Arts. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena — detenção. O perigo é considerado presumido. ■ Pena: Reclusão. ■ Tentativa: Admite-se. motivar. se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. considera § 1 2 ). 6). com o aparecimento de casos em número que dá o caráter de epidemia. 5 . p. Infringir determinação do poder público. ■ Ação penal: Pública incondicionada. e multa. de dois a quatro anos. dentista ou enfermeiro. 1950. do CP). Para ■ Noção: Se do fato (a conduta descrita 2 que incida esta forma qualificada do § 1 é necessário que o agente tenha.099/95). ■ Pena: A do caput é aplicada em dobro. 1965. Direito Penal. multiplicar. IX. Assim. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 1995." (FLAMÍNIO FAVERO. crime de epidemia com resultado morte (art. ao menos. Propagação é o ato de difundir. 18. 121. v. 100 do CP. especialmente a saúde pública. primeira parte (art. por ser mais gravosa para o acusado.

01.543 Código Penal Art. que possui a significação de violar. da Lei n 2 10. art. 2 2 .099/95). c. Na hipótese de revogação da norma complementar. da CR/88) e da analogia in bonam partem. p. que se completa com a existência de outra lei. art. onde expomos o nosso entendimento totalmente favorável à primeira (a) posição. 833). ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. farmacêutico. Não há forma culposa. 285 c/c o art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Ill. ■ Tipo subjetivo: O dolo. portaria ou regulamento que tenha caráter de ordem ou proibição. no particular aspecto da saúde pública. entendemos que. 76 da Lei n 2 9.259/01. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. a partir da vigência da Lei n e 10. cabe a transação no caput . caput. 268 do CP é norma penal "em branco". não retroage ( HUNGRIA. FRAGOSO. também cabe a transação no parágrafo único. Lições de Direito Penal — Parte Especial. que dispõe sobre a obrigatoriedade do cadastramento dos doadores e a realização de exames laboratoriais. v. em razão do cargo ou profissão" ( Comentários ao Código Penal. 258 (art. dentista ou enfermeiro. 104). O crime é considerado de perigo abstrato.099/95). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 104). p. 1959.1. divide-se a doutrina em três posições: a. A respeito. "deve apresentar-se o descumprimento de especial dever que incumba ao agente. IX. em princípio não retroage. ■ Tentativa: Admite-se. 21 (erro de proibição) ou 20 (erro de tipo) do CP. p.02. art. IV. 285 c/c art. 3 do CP. 1995. Direito Penal. v.649/88. 76 da Lei n 2 9. Tal complemento deve visar a impedir a introdução (entrada) ou propagação (difusão) de doença contagiosa (estado mórbido contagioso ao homem). O que se pune é a conduta de infringir determinação do Poder Público. representado pela vontade livre e consciente de infringir a determinação. dida sanitária ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. ■ Consumação: Com a violação. transgredir. Em face do princípio da isonomia (art. 9 2 daquela lei). Como observa HUNGRIA. 1965. ainda que haja lesão corporal grave ou morte — CP. retroage em favor do agente.■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 1959.7. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Comentários ao Código Penal. Assim. precisa-se demonstrar qual foi a determinação do Poder Público descumprida (TACrSP. parágrafo único. ■ Tipo objetivo: O núcleo é infringir. de 12. Figura qua//ficada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. 268 ■ Transação: De acordo como art. desde que não haja morte — CP. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. Trata-se de norma penal "em branco". ■ Pena: Detenção. Infração de me. excluindo a ili citude ( H. 100 do CP. 285 c/c art. v. de um mês a um ano. v. da infração de medida sanitária. 285 e 258 do CP se. preventiva ■ Sujeito passivo: A coletividade. art. RT Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . 268 do CP (cf. decreto. ■ Norma em branco: Como o art. a transação será cabível.099/95). mas não se pode deixar de fazer concessões ( MAGALHÃES 2 NORONHA. ■ Remissão: Vide arts. em vigor a partir de 12. desobedecer. e multa. IX. p. 2 ■ Sangue: A inobservância das normas da Lei n 7. configura o delito do art. ■ Erro: O eventual erro do agente deve ser apreciado à luz do art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. no caso concreto. 89 da Lei n2 9. vide nota ao art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. resulta lesão corporal ou morte. 11). 258 (art. 52 .259. b. desrespeitar. 258 (art.

Assim. não estando regulamentado pelo Decreto Complementar n° 24. 258 (art. Não se caracteriza o delito do art. mv— RT644/ 272). a norma penal é "em branco". Quanto ao que se deixa de denunciar. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. poliomielite. rubéola e síndrome de . Evidentemente. pois consigna doença cuja notificação é compulsória. 100 do CP. O delito é omissivo puro. doença de Chagas — casos agudos. RT 402/269) consumando-se com a mera transgressão da norma ou determinação oficial (abate clandestino de gado) (TACrSP. art.7. caput.Arts. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 2 2 . da Lei n° 10. cuidando-se de pena máxima cominada não superior tificação de doença a dois anos. 1975. I.099/95). raiva humana. embora a lei não exija que o médico tenha assistido ou examinado o doente. o abate de pequenos animais para consumo entre uma ou duas famílias constitui prática muito comum no interior do Rio Grande do Sul.96.5. dengue. examinado o enfermo (Lições de Direito Penal — Parte Especial. regulamentos. III. febre tifóide. ■ Sujeito passivo: A coletividade. v. Julgados 96/126). Sua complementação é encontrada em outras leis. 269. IX .01.430/74 (TARS. 268 quando o agente viola norma sanitária específica destinada a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa determinada e não qualquer dispositivo de regulamento sanitário (porcos alimentados no lixão da prefeitura) (TACrSP. convertendo-a em imprópria para o consumo. v. em vigor a partir de 12.da Lei n2 8. febre amarela. de seis meses a dois anos. não estando esta exposta à venda. e multa. Versando o crime do art. 76 da Lei n°9. art. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (delito próprio). Omissão de no.1. 269.259.02. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. decretos e. a transação será cabível.099/95). ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 268 do CP se o agente abate um leitão para reparti-lo como vizinho. 7 2 . ■ Portaria n° 1. especialmente. 154 do CP. oncocercose. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. parágrafo único. 52 .■ Transação: De acordo como art.100. não pode o Ministério Público invocar portaria sobre poluição ambiental (TJSP. 285 c/c art. configura o delito do art. O abate irregular de reses e o transporte da carne em condições precárias. Em todo o território nacional (cólera. Ocorre o crime do art. Jurisprudência. 268 do CP o perigo comum é presumido (TACrSP. Em face do princípio da isonomia (art. a partir da vigência da Lei n°10. hanseníase. 285 c/c o art. n°1. de 24.283). entendemos que. RT 725/619). 268 e 269 Código Penal 544 507/414). RT726/746). ele somente poderia fazer com seriedade a denúncia se houvesse. 89 da Lei n°9. cabe a transação no art. 837). coqueluche. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória: Pena — detenção. Como registra HELENO FRAGOSO. do Ministério da Saúde: E compulsória a comunicação das seguintes doenças: 1. de 12. OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA Art. ■ Abate de animais: No crime do art.259/01. no especial aspecto da saúde pública. da CR/88) e da analogia in bonam partem. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. leishmaniose tegumentar e visceral. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. peste. ■ Tipo objetivo: Deixar de denunciar(omitir-se em comunicar) à autoridade pública é a conduta que se incrimina ao médico. 268 do CP e não o do art. RT 705/337). doença meningocócica e outras meningites. essa denúncia que se impõe ao médico é justa causa que exclui a caracterização do crime do art. pessoalmente. 268 sobre doença contagiosa. difteria. p. 1965.137/90 (TACrSP. 258 (art. 268 (FRANCESCHINI. ■ Não basta regra genérica: O dispositivo administrativo que contém mera regra genérica de higiene não preenche a norma penal "em branco" do crime do art. vendendo a carne a este.

pois é delito omissivo puro. da Lei n 10. em conformidade com o art. filariose — exceto Belém. considerava hediondo o crime de envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. com a prática de ato inconciliável com a obrigação de denunciar. de seis meses a dois anos. caput.02. em vigor a partir de 12. Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts. a água ou a substância envenenada. ENVENENAMENTO DE ÁGUA POTÁVEL OU DE SUBSTÂNCIA ALIMENTÍCIA OU MEDICINAL Art. Não há forma culposa. de uso comum ou particular. na ausência destes. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de dez a quinze anos. hepatites virais).072/90. 100 do CP.259/01. Em áreas específicas (esquistossomose — exceto nos Estados do Maranhão. cabe a transação no § 2 2 do art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. e multa. desde que não resulte morte — CP. 285). XLIII. ■ Pena: Detenção. 2 ■Transação: De acordo com o art. 76 da Lei n 2 9. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.01. Em face do princípio da isonomia (art. e não também do farmacêutico (TACrSP. de 12. 285 c/c o art. ■ Tentativa: Não se admite. 258 (art. ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo: Pena — reclusão.1. 2. Envenenamento de água potáve/ ou de substância a/imentíc/a ou medicina/ ■ Alteração: O art. entendemos que. 1 2 da Lei n°8. 1 9 da Lei n° 8. 5 2 . varíola. sarampo. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. a transação será cabível. 22 . 270 desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. Alagoas.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. . ■ Tipo subjetivo: O dolo. de seis meses a dois anos. 89 da Lei n 2 9. Jurisprudéncia ■ Só o médico pode ser agente: A obrigação de denunciar só é exigida do médico. Pernambuco e Sergipe. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Rio Grande do Norte. se resulta lesão corporal ou morte. § 1 2.545 Código Penal Arts. Ceará. Envenenar água potável. MODALIDADE CULPOSA § 22. 270 c/c art. Se o crime é culposo: Pena — detenção. malária — exceto na região da Amazônia Legal). 285 c/c art. Está sujeito à mesma pena quem entrega a consumo ou tem em depósito.072/90. RT492/355).259.930/94. sífilis congênita. que deu nova redação ao art. Paraíba. consistente na vontade livre e consciente de praticar a omissão. ■ Crime não hediondo: O art. para o fim de ser distribuída. ■ Consumação: Com o esgotamento de eventuais prazos regulamentares ou.7. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a partir da vigência da Lei n° 10. 269 e 270 rubéola congênita. 270. da CR/88. Piauí. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 285 e 258 do CP. 62 da Lei n° 8. o qual. síndrome da imunodeficiência adquiri da — AIDS. art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2. 258 (art. todavia. foi excluído da relação dos crimes hediondos pela Lei n 2 8.099/95). art. parágrafo único. tétano. tuberculose. 5 2 .099/95). Assim.

que o agente tenha consciência de que se trata de água ou substância envenenada. ■ Pena: Detenção. A modalidade culposa é prevista no § 2 2 . II). Água potável. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". 271 (TJRS. ■ Consumação: Com a entrega ou depósito. art. há. prevista no art. O perigo é considerado como presumido. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. em ambos os casos. Ap. p. ■ Remissão: Vide arts. Substância alimentícia (destinada a consumo). de dez a quinze anos. ■ Agua potável: O conceito de potabilidade da água é relativo. entendendo-se este como a substância mineral ou orgânica que. E indispensável. o elemento subjetivo do tipo. ■ Pena: Reclusão. absorvida. Se o agente envenenar a água (caput) e depois distribuí-la. ■ Sujeito passivo: A coletividade. melhora ou prevenção de doenças de número indeterminado de pessoas. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Ter em depósito. não bastando a simples guarda sem tal finalidade. b. para o fim de ser distribuída. ■ Noção: Se o envenenamento (caput).930/94: A exclusão do delito do art. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 271 e 272 do CP. independentemente de efetivo consumo ou distribuição. de uso comum ou particular. ■ Tipo objetivo: O núcleo envenenar tem a significação de pôr ou lançar veneno. entrega ou depósito (§ 1 2 ) são resultado da desatenção do agente ao dever de cuidado objetivo (vide comentário ao CP. 270 com resultado morte do rol dos crimes hediondos. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a é igual ao do caput. a indeterminado número de pessoas. ■ Tentativa: Admite-se. O objeto material é indicado: a. ■ Confronto: A corrupção e a poluição são previstas nos arts. 270 seja infração que se consuma independentemente de resultado. 18. retroage. que consiste no especial fim de agir ("dolo específico" para os tradicionais): a finalidade de distribuir.Art. 285 e 258 do CP. 270 Código Penal 546 ■ Retroatividade da Lei n` 8.8. 15007). como as não potáveis. desclassifica-se para a corrupção de água. especialmente a saúde pública. Na b. A água pode destinar-se a uso comum ou particular. ainda. É a substância destinada à alimentação (líquida ou sólida) de indeterminado número de pessoas. causa a morte ou dano sério ao organismo. de seis meses a dois anos. Agua potável é a chamada água de alimentação. TJSP. com conhecimento do destino de consumo comum e do perigo coletivo. e dado em função do uso que as populações fazem daquela água (TFR. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. RJTJSP 72/307). DJU 28. b. RT 726/728. Ou (substância) medicinal destinada a consumo. ele só se aperfeiçoa quando o perigo atinge a vida ou Figura cu/posa 02 ) 2 Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . 6. a segunda conduta constituirá fato posterior impunível. c. Entregar a consumo é fornecer. ■ Consumação: Com a superveniência da situação de perigo comum. se resulta lesão corporal ou morte de alguém.710. ■ Consumação: Embora o crime do art. que consiste na vontade livre e consciente de envenenar. Entende-se como sendo a substância destinada à cura. por ser benéfica. a título oneroso ou gratuito. Exige o fim de distribuir. excluindo-se outras águas que têm serventia diversa. ■ Desclassificação: Se a substância que o agente lançou na água tornou-a tão leitosa e malcheirosa que ninguém iria bebê-la e envenenar-se. Entrega a consumo (§ 12 ) ■ Tipo objetivo: a.86.

100 do CP. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 6á ed. 270 e 271 a saúde de um número indefinido de pessoas. a transação será cabível. veja-se minuciosa defesa em caso de poluição de águas fluviais: DANTE DELMANTO. ■ Transação: De acordo com o art. entendemos que.547 Código Penal Arts. se assim acontecer. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. caput. v. ■ Tipo objetivo: O verbo corromper tem. de uso comum ou particular. CORRUPÇÃO OU POLUIÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL Art. conspurcar. que a corrupção ou poluição torne a água imprópria para o consumo (sem potabilidade) ou nociva à saúde (prejudicial. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo única Se o crime é culposo: Pena — detenção. a significação de estragar. 285 c/c o art. pois. não apenas um número limitado delas (TJSP. . de arsênico.259/01. ■ Consumação: Com a efetiva impropriedade ou nocividade provocada pela corrupção ou poluição. Tais águas não podem apresentar um teor de chumbo. independentemente de real dano às pessoas. que se demonstre a anterior condição de ser a água potável. desde que destinadas à alimentação de indeterminado número de pessoas. 258 (art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. danosa à saúde). 2 2 . ■ Tipo subjetivo: O dolo. Corrupção ou poluição de água potável ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. de dois meses a um ano. E requisito do tipo. de fluoretos. poluiré sujar. IX. portanto. Código Penal Brasileiro. A respeito. 271. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de dois a cinco anos. art. 76 da Lei n 2 9. de selênio. A figura culposa é prevista no parágrafo único. 258 (art. de uso comum ou particular. podendo ser classificadas em águas de fontes e de abastecimento. 1950. parágrafo único. "A poluição das águas do rio Piracicaba". 271. 52 . Corromper ou poluir água potável. Em face do princípio da isonomia (art. macular. com conhecimento do perigo para indeterminado número de pessoas. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 0 objeto material é água potável. Considera-se que o perigo é abstrato. tornando-a imprópria para consumo ou nociva à saúde: Pena — reclusão. em vigor a partir de 12. especialmente a saúde pública. servindo para qualquer espécie de consumo (bebida.099/95). desde que não resulte morte — CP.1. RT 453/355). Por sua vez. a partir da vigência da Lei n 2 10. art. aqui. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único. de 12.259.02. ainda. pp. desnaturar. 265-72. É indispensável.). Assim.099/95). verificando-se desde que a água se torne imprópria ou nociva. 67). em Defesas que Fiz no Júri. 89 da Lei n 2 9. da Lei n2 10.01. pois não se tipifica a conduta de quem corrompe ou polui águas já poluídas. consistente na vontade livre e consciente de corromper ou poluir. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". p. preparo de alimentos e bebidas etc. Aguas potáveis são "as águas próprias para a alimentação. serão consideradas impróprias para alimentação e abastecimento públicos e privados" (FLAMINIO FAVERO. 285 c/c o art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. a não ser que resulte morte — CP.. 1996. cabe a transação no parágrafo único do art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. As águas podem ser de uso comum ou particular. infectar.7. de cobre e de zinco superior ao fixado na lei.

de qualquer forma. vende. com redação dada pela Lei n° 7. Está sujeito às mesmas penas quem pratica as ações previstas neste artigo em relação a bebidas. § 1 2 -A. tem em depósito para vender ou. Se o poluidor expuser a perigo a incolumidade humana. Ill. mas também a potabilidade menos rigorosa. § 2°. ■ Transação: De acordo com o art. art. Se o crime é culposo: Pena — detenção. de um a dois anos. adulterar. habitualmente usada por indeterminado número de pessoas (TJSP. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE SUBSTÂNCIA OU PRODUTO ALIMENTÍCIO Art. tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo: Pena — reclusão.7. FALSIFICAÇÃO.1. 1996. RT301/84). parágrafo único. A expressão potável deve abranger não só a potabilidade bioquímica. ■ Tipificação: Para a tipificação é imprescindível que se prove a potabilidade da água e que seja ela ingerida habitualmente por indeterminado número de pessoas (TJSP. corrompido ou adulterado. ■ Remissão: Vide arts. bastando que se trate de água que se possa razoavelmente utilizar para beber e cozinhar. da Lei n° 9. vide art.605/98.259. consistente em servir para beber e cozinhar (TJSP. embora haja opiniões em contrário. ou estiver tornando mais grave situação de perigo existente. de 12. já não eram potáveis. Não é necessário que a água seja irrepreensivelmente pura. Corromper. 272). distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado.01. ■ Qualidade anterior: "A lei pune quem corrompe ou polui água potável. 18. 49. da Lei n 9 6. §1 2. tornando-a imprópria para o consumo ou nociva à saúde. 15. ■ Pena: Reclusão. em DANTE DELMANTO. mv RT572/302). Incorre nas penas deste artigo quem fabrica. de quatro a oito anos. p. vide o crime do art. importa. se da corrupção ou poluição resulta morte ou lesão corporal. animal ou vegetal. MODALIDADE CULPOSA § 2 2. II). com ou sem teor alcoólico. Ap. Figura culposa (parágrafo ún/co) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se a corrupção ou poluição é causada pela não-observância do dever objetivo de cuidado (vide CP. 54. art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. CORRUPÇÃO. ■ Pena: Detenção. expõe à venda. 272.. 6a ed. cuidando-se de pena máxima cominada não superior . e se as águas do rio Piracicaba. ■ Confronto: Se há envenenamento das águas. mv— RJTJSP 121/348). da Lei n°10. e multa. certa é a conclusão de que não houve crime algum" (TJSP. e multa. 285 e 258 do CP. Quanto à poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público. em vigor a partir de 12. pelos motivos constantes dos autos.Arts. 271 e 272 Código Penal 548 ■ Tentativa: Admitimos a possibilidade de sua ocorrência. de dois meses a um ano. 2°.804/89. de dois a cinco anos. 270 do CP.938/81.283. §§ 1° e 2°.02. Defesas que Fiz no Júri. falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo.

mudar. 272. Se a ação é de envenenar água potável ou substância alimentícia ou medicinal. reduza o valor nutritivo da substância ou produto alimentício ("reduzindo-lhe o valor nutritivo"). efetivamente. 32). modificar para pior. falsificar. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Os núcleos a. danoso á saúde humana. de indeterminado número de pessoas. IX. 272 a dois anos. 52 . III e V. da Lei n° 1. da Lei n2 8. da CR/88) 2 entendemos que. Assim. Absurdamente. E imprescindível que a corrupção. 272 passou também a punir a redução do valor nutritivo da substância ou produto alimentício. todavia. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. ■ Consumação: Quando a substância ou produto se torna nocivo à saúde ou tem seu valor nutritivo reduzido.677. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. mas deve ficar comprovada. 258 (art. d. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. de quatro a oito anos. torne a substância ou o produto alimentício nocivo à saúde ("tornando-o nocivo à saúde"). que só incriminava a conduta que tornasse a substância alimentícia nociva à saúde. alterar. a transação será cabível. ou seja. 285 c/c art. que significa mudar. se transforme em nocivo à saúde ou tenha seu valor nutritivo reduzido. líquida ou sólida. transformar. ■ Confronto: Se há venda. adulterar. . Falsificação. consistente na vontade livre e consciente de corromper.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). art. Se não houver perigo para a saúde pública. art. Observe-se que.259/01. falsificar ou alterar. Igualmente. especialmente no aspecto da saúde pública. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2°. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. segunda parte (art. 271 do CP. 76 da Lei n° 9.521/51 (crime contra a economia popular). em condições impróprias ao consumo. E a substância ou o produto destinado à alimentação. o atual art. infectar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito passivo: A coletividade.549 Código Penal Art. assim. desnaturar (alterando a própria essência).099/95). c. sendo necessário que. ■ Pena: Reclusão. enquanto o c deve ser comissivo. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. e art. caput. 72 . ■ Tipo objetivo: Alternativamente. a partir da vigência da Lei n 10. 89 da Lei n° 9. ■ Tentativa: Admite-se. 2 2 . Ao contrário de outros crimes. art. que se entende por contrafazer. modificar. prejudicial. ferindo.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. adulterar. 258. 285 c/c o art. Como objeto material indica-se a substância ou o produto alimentício (destinado a consumo). com conhecimento da destinação a consumo da substância ou do produto e do perigo comum. ■ Alteração: Artigo e parágrafos com redação dada pela Lei n° 9. falsificação ou alteração: a. ou entrega de matéria-prima ou mercadoria. art. b. neste não basta que a substância ou produto se torne impróprio para o consumo. 270 do CP. b. número indeterminado de pessoas. Na escola tradicional é o "dolo genérico". corrupção. como no exemplo clássico da adição de água ao leite. adulteração. Em face e da analogia in bonam partem. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 100 do CP. ao contrário do antigo art. Econõmica e contra as Relações de Consumo). a destinação da substância ou produto a consumo público não pode ser presumida. 272.98.7. ou seja. o novo artigo pune com a mesma severa pena duas condutas de gravidade muito diferente. A figura culposa está prevista no § 2 2 . dar aparência de genuíno ao que não é. alterar. b e d podem ser comissivos ou omissivos. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. do princípio da isonomia (art. Se a corrupção é de água potável. de 2. caput. isto é. adulteração ou alteração de substância ou produto allmentício (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. art. e multa. são previstos quatro núcleos: a. desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. vide art.099/95). cabe a transação no § 2 2 do art. 66 da Lei n°8. corromper. que tem a significação de estragar.

Fica dela excluída a falsificação. falsificação ou alteração da substância ou produto. ■ Objeto jurídico. aumentada de um terço". tem em depósito para vender. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. de qualquer forma. cessão. III. Já se o resultado for morte. vide nota no caput. 267". a pena mínima será de um ano e seis meses. FRAGOSO. entregar. corrompido ou adulterado. 599/319). se do fato resultar lesão corporal.Art. entendendo-se não ser necessário que o agente seja comerciante. que é de um a três anos. O art. a forma culposa abrange. não pode ser culposa (em igual sentido: H. 32). v. distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado. de qualquer forma. 258. troca. expõe à venda. 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. Nas hipóteses de exposição e depósito. 18. tenham elas teor alcoólico ou não. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda. 272 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte. com oferecimento. § 32 . também. vender(alienar a título oneroso). e. o elemento subjetivo do tipo. ter em depósito. Direito Penal. apenas. salvo quanto ao definido no art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. 272 e 273) . consistente no especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). com o fim especial de vender). d. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". manufaturar. 29). Quanto ao objeto jurídico. ou. 116. Em virtude desta falha do legislador. de venda). a pena mínima será de um ano e quatro meses. 258). aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo. repartir) ou entregar a consumo (dação. que dificilmente se imaginará não dolosa. caso não informe se a quantidade adicionada tornava a substância nociva. se do fato resulta lesão corporal. ■ Pena: Detenção. preparar). gratuita ou onerosa). IV. Quanto à forma culposa. sujeitos ativo e passivo: Vide nota no caput. a pena aumenta-se de metade. que era de seis meses a um ano de detenção. p. do CP). ainda. a vontade livre e consciente de fabricar. II. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide comentário no art.677/98 (antigos arts. Comentários ao Código Penal. aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. b. v. ciente da corrupção. vender. 852. ou seja. 1995. ■ Ação penal: Pública incondicionada. por sua vez. de um a dois anos. há. 121. p. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. ■ Incongruência: Dispõe o art. ou. p. IX. importar. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. MAGALHÃES NORONHA. fabricar (produzir na fábrica. RJTJSP 102/431. se resulta morte. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são: a. distribuir (dar. vide nosso comentário ao § 2 2 . pois esta. a corrupção. quanto à figura culposa. distribuir ou entregar a consumo. expor. A figura culposa abrange. sujeitos ativo e passivo: Vide nota ao caput. 272 (TJSP. foi aumentada para um a dois anos de detenção pelo novo § 2 2 do mesmo artigo. A pequena quantidade de bromato de potássio Bebidas a/coó//cas ou não (§ 1 2 ) Figura cu/posa (§ 22 ) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência anterior à Lei n2 9. v. RT 605/296. c/c art. as bebidas com ou sem teor alcoólico (§1 2 ). HUNGRIA. salvo nas condutas de expor e ter em depósito ("dolo específico"). pune-se mais severamente o crime deste art. Da modalidade culposa fica excluída a fabricação. 272 Código Penal 550 Condutas equiparadas (§12-A) ■ Objeto jurídico. RT632/282). atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. Assim. a adulteração e a alteração. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. Não basta a conclusão do laudo de que a substância continha produto de adição proibida. ainda que tácito. importar (fazer vir de outro país). ■ Nocividade: É essencial à figura deste art. nos termos do art. 1959. 272. ■ Tipo objetivo: Sujeita-se às mesmas penas do caput o agente que pratica as ações previstas no caput ou no § 1 2-A em relação a bebidas. Quanto às condutas equiparadas do §1 incluem-se na previsão culposa do § 22 as de quem vende. 1965. adulteração. Lições de Direito Penal — Parte Especial. importa. c. 272 a prova de ter a substância se tornado nociva à saúde (TJSP. e multa. obviamente. f.

RJTJSP 104/426). Art. RT698/328. mas sim no art. Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos. 276 do CP. 275 (TJSP. 273 do CP. RT 453/352). ■ Exame de corpo de delito: No Estado de São Paulo. A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro tipifica o delito do art. também. II e § 1 2. RT611/351). corrompida ou falsificada voluntariamente pelos agentes. Configura o delito do art. 273. Julgados 95/196). Não tipifica. ■ Crime de perigo: O art. pois o perigo deve ser comum. Alguns exemplos: a. 175. RT 453/352. Julgados 78/250). a colheita de amostras deve ser realizada de conformidade com o Decreto estadual n° 12. certo e determinado (TACrSP. 274. I. os cosméticos. A venda de uísque nacional em garrafas de estrangeiro não se enquadra no art. sob pena de o exame de corpo de delito tornar-se imprestável (TJSP. expõe à venda. ■ Perigo a pessoas indeterminadas: Não se configura a modalidade culposa do § 22 se a substância medicinal foi preparada para uma determinada pessoa. § 2 2. a colocação de uísque nacional em garrafa de estrangeiro (TJSP. Configura o crime do art. A favor. b. 275 do CP. 277). IV.551 Código Penal Arts. tem em depósito para vender ou. ou a substituição o torne inferior (TJSP. ■ Alteração em refrigerante: E necessário que a alteração seja perniciosa ou reduza o valor. E nele que se enquadra a venda de uísque nacional em vasilhame de estrangeiro (TACrSP. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE PRODUTO DESTINADO A FINS TERAPÊUTICOS OU MEDICINAIS Art. RT613/346-7. RT533/300). d. Julgados 85/488). CORRUPÇÃO. Nas mesmas penas incorre quem importa. os saneantes e os de uso em diagnóstico. RJTJSP 114/509). RT 605/296). pois há a substituição de elemento da sua composição normal (TJRJ. de dez a quinze anos. Vide. 453/332). contra: TACrSP. 656/278. RT 536/277). 272 (TJRN. não há se falar na caracterização do crime do art. São apontados diversos enquadramentos no CP (arts.677/98 ■ Dolo: Se a carne exposta à venda em estado de putrefação não foi adulterada. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. por ser substância alcoólica e não acarretar nocividade a troca de uísque estrangeiro por nacional (TJRJ. IV. 273. 582/295). ou não. 272 dispensa saber se houve. vende. RT772/666). e multa. 171. 486/264. §1 2 . 171.342/78. 273. adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. corrompido. a utilização de carne de cavalo na fabricação de lingüiça. §1 2-A. absolve-se o acusado se não houver prova de que sabia do estado adulterado da carne que vendia (TACrSP. Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1 2 em relação a produtos em qualquer das seguintes condições: . Art. Contra: Não configura. RT 540/271. ■ Conhecimento: Ainda que provados fato e autoria. Falsificar. jurisprudência no art. Art. 273. II. 276. adulterado ou alterado. 272 e 273 adicionada ao pão não chega a torná-lo nocivo à saúde (TJSP. e não individual. de qualquer forma. Art. última parte. 275. os insumos farmacêuticos. §1 2-B. corromper. sob o título Bromato. 175 do CP. FALSIFICAÇÃO. 276 (TJSP. RT 403/295) ■ Uísque: E muito controvertida a tipificação da conduta de quem falsifica uísque ou coloca uísque nacional em recipiente de similar estrangeiro. ■ Substituição em alimento: Configura o crime do art. pois é crime de perigo (TJSP. as matérias-primas. pois uísque não é substância alimentícia nem medicinal (TJSP. caput e § 2 2 . c. RT 554/417). Jurisprudência posterior A Lei n 2 9. a adição de "sulfito de sódio" à carne crua e moída (TJSP. efetivo dano a alguém.

de dez a quinze anos. quando exigível. IV — com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade. segunda parte (art. 272 do CP. § 1 2-A e § 1 2-B (Lei n°8. 258. "A inconstitucionalidade da lei dos remédios". art. IV. Se o crime é culposo: Pena — detenção. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. apud JoAo MELO FRANCO e HERLANDER ANTUNES MARTINS. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. ■ Crime hediondo: Caput. corrupção. MODALIDADE CULPOSA § 22. 273. De fato. corromper.677. 272). b. que requer a "redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade". Ill — sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização. somente fazendo-o em seu §1 2 -B. cf. 89 da Lei n° 9. tem questionado a constitucionalidade dos chamados tipos penais de perigo abstrato. a doutrina. p. adulterar ou d. V — de procedência ignorada. ■ Confronto: Vide nota ao art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. corrupção.Art.099/95). Almedina. adulterar ou alterar. o legislador. inadmitindo punição sem que haja real ofensa ao bem jurídico tutelado. adulteração ou alteração do produto. Assim. II — em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior. ou seja. ainda que não seja comerciante ou industrial. A figura culposa está prevista no § 2 2 .98. 285 c/c art. Direito Constitucional. consistindo a autoridade num sistema de restrições só admissível na medida estritamente indispensável à coexistência das liberdades individuais" ( MARCELO CAETANO. . enquanto o a deve ser comissivo. ■ Sujeito passivo: A coletividade.072/90). sob pena de inconstitucionalidade por falta de ofensividade ao bem jurídico tutelado (saúde pública). e multa. não consignou a exigência de perigo concreto para a configuração deste crime.7. MIGUEL REALE JÚNIOR. c e d podem ser comissivos ou omissivos. 272. adulteração ou alteração de produto terapëut/co ou medicina/ (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 273 Código Penal 552 I — sem registro. 399). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 . Os núcleos b. no órgão de vigilância sanitária competente. 374-7. falsificar. 1977. 1993. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". § 1 2 . este delito só se configurará quando houver efetiva comprovação da nocividade à saúde de indeterminado número de pessoas ou da real redução do valor terapêutico ou medicinal do produto (nesse sentido. e multa. ■ Consumação: Com a falsificação. pp. in RT763/423). corromper. de 2. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. Dicionário de Conceitos e Princípios Jurídicos. ■ Tipo objetivo: Os núcleos previstos são os mesmos do artigo anterior: a. ciente do perigo comum e da destinação do produto para fins terapêuticos ou medicinais. Falsificação. de um a três anos. no caput deste art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. em um Estado Democrático de Direito. alterar (vide seus significados no art. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. número indeterminado de pessoas. especialmente a saúde pública. com acerto. ■ Pena: Reclusão. c. O objeto material é o produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Atualmente. ■ Tentativa: Admite-se. "o valor supremo da sociedade política é a liberdade. Coimbra. o que só veio a fazer no §1 2 . além de não ter feito menção á exigência de destinação a consumo. VI — adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente. Ao contrário do art.

Fica dela excluída a falsificação. tem em depósito para vender. há o elemento subjetivo do tipo ("à venda" e "para vender"). MAGALHÃES NORONHA. II. FRAGOSO. p. I I I. IV. que era de dois a seis2 meses de detenção. não pode ser culposa (em igual sentido: H. sujeito ativo e sujeito passivo: Vide nota ao caput do artigo. 273 os medicamentos (substâncias ou preparados que se utilizam como remédios). que consiste na vontade livre e consciente de importar. que é o especial fim de agir. adulterado ou alterado. 1965. ALBERTO SILVA FRANCO. c. do CP). 18. a adulteração e a alteração. Outros produtos (§ 12--A) ■ Equiparação: Por força deste § 1 2 -A. corrupção. Comentários ao Código Penal. Na escola tradicional é o "dolo genérico". HUNGRIA. trata-se de lei penal em branco (a respeito. de um a três anos. incluem-se na previsão culposa do § 2 as de quem importa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. V. vender. Quanto às 1959. os cosméticos. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. vender. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Nas formas de expor e ter em depósito. vide nota ao art. a pena mínima será de um ano e Produtos em outras condições (§ 19--B) Figura culposa Morte ou /es 'do corpora/ . a pena aumenta-se de metade. ■ Ação penal: Pública incondicionada. b. ■ Incongruência: Dispõe o art. Não é necessário que o agente seja comerciante. importar. IV. "Há produto novo na praça". II. salvo quanto ao definido no art. No mesmo sentido. de qualquer forma. 272). e multa. a corrupção. adulteração ou alteração do produto. apenas. de qualquer forma. por sua vez. 3 2 ). os cosméticos (destinados ao embelezamento) e os saneantes (destinados à higienização e à desinfecção ambiental). aplica-se a pena cominada ao homicídio cuposo. IX. de procedência ignorada. as matérias-primas. 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. 273 Condutas equi. corrompido. se do fato resulta lesão corporal. vide nota. incluem-se entre os produtos referidos neste art. ■ Pena: Detenção. salvo nas hipóteses de expor e de ter em 2 depósito. os insumos farmacêuticos. estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. in Bol. 0 art. 273. VI. expõe à venda. distribuir ou entregar a consumo.■ Objeto jurídico. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. assim. v. ou. punidos com severíssimas penas. Assim. 852. 258. sem a caracterização da identidade e qualidade admitidas para sua comercialização. expor à venda. p. Com exceção dos incisos IV e V. ciente da falsificação. distribuir ou entregar. por não observãncia do cuidado objetivo necessário (vide comentário ao art. obviamente. pois esta. Direito Penal. este § 1 -A inclui entre os produtos objeto deste artigo.553 Código Penal Art. I II. foi aumentada para um a três anos de detenção pelo novo § 2 do mesmo artigo. IBCCr70/5 — edição especial. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. De forma absurda. ferindo. vende. 29). ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. a forma culposa abrange. os saneantes 2 e os de uso em diagnóstico. em que se exige o "dolo específico". 2 condutas equiparadas do § 1 2 . d. sob o mesmo título. p. com redução do valor terapêutico ou de sua atividade. Quanto à exigência de perigo concreto. v. a consumo (vide significados no §1 2A do art. bem como da sua destinação para fins terapêuticos ou medicinais. se do fato resultar lesão corporal. ter em depósito. A figura culposa é prevista no § 2 . e. quando for exigível. em desacordo com a fórmula constante do registro. sem registro na vigilância sanitária. 267". se resulta morte. O objeto jurídico é o indicado no caput. aumentada de um terço". 1995. nos comentários ao caput deste artigo. 32). v. ■ Noção: Sujeita-se às penas deste artigo o agente que pratica as ações mencionadas no §1 2 . adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária. em relação a produtos em quaisquer das seguintes condições: I. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. expor. paradas (§ 1 2) ■ Tipo objetivo: São estes os núcleos previstos: a. 116. ter em depósito para vender.

Arts. 273 e 274

Código Penal

554

seis meses. Já se o resultado for morte, aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. 121, § 3 2, c/c art. 258), que é de um a três anos, a pena mínima será de um ano e quatro meses. Em virtude desta falha do legislador, quanto à figura culposa, pune-se mais severamente o crime deste art. 273 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte, atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. 32). Jurisprudência anterior à Lei n 2 9.677/98 (art. 273) ■ Alteração ou supressão em medicamento: Em tese, configura o crime a produção de complexo vitamínico com componentes em menor quantidade do que a indicada na sua fórmula (TACrSP, RT625/315). Não basta para a tipificação do delito do art. 273 do CP que haja redução do valor terapêutico; é preciso que tenha havido alteração de substância ou supressão de elementos da composição normal do medicamento (TJSP, RT 302/90). Configura o crime a substituição de óleo de amêndoa pelo de soja, apenas com o aroma daquele, resultando na inexistência ou redução do valor terapêutico (TJSP, RJTJSP 115/231).

EMPREGO DE PROCESSO PROIBIDO OU DE SUBSTANCIA NÃO PERMITIDA Art. 274. Empregar, no fabrico de produto destinado a consumo, revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não expressamente permitida pela legislação sanitária: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Emprego de processo proibido ou de substância não permitida ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente no tocante à saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O art. 274 do CP é norma penal "em branco", posto que se completa com disposições estabelecidas pela legislação sanitária (vide, notadamente, a Lei n° 6.437/77). 0 núcleo é empregar, que possui a significação de fazer uso, usar, lançar mão. O objeto material é produto destinado ao consumo, ou seja, qualquer produto destinado ao consumo público (de indefinido número de pessoas). O que se veda é o emprego, na fabricação, de processo proibido ou de substância não expressamente permitida pela legislação sanitária (revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não permitida de forma expressa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de empregar. Para os tradicionais é o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Com o efetivo emprego do processo ou substância, independentemente de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se do emprego resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, quando há entrega a consumo de produto nas condições deste art. 274.

Morte ou lesão

corpora/

Entrega a consumo

555

Código Penal

Arts. 274 e 275

Jurisprudência anterior à Lei n2 9.677/98

■ Bromato: A adição de bromato no fabrico de pão tipifica, em tese, o delito do art. 274, e é incontestável a nocividade de seu uso, especialmente quando excede determinada proporção (TJSP, RT 586/283; TACrSP, Julgados 80/509). 0 emprego de bromato de potássio na fabricação de pão configura o crime do art. 274 e não do art. 272 do CP (TJSP, RT 600/308, RJTJSP 87/367; TACrSP, Julgados 80/419). 0 bromato de potássio é substância de adição não permitida, em qualquer quantidade, às farinhas e produtos de panificação (TACrSP, RT605/332). Para a condenação, é necessária a prova de ter sido o bromato adicionado ao pão pelo agente, excluindo-se a possibilidade de já ter vindo ele na matéria-prima empregada (TJSP, RT 600/308). ■ Corante não permitido: Configura o delito a adição de corante orgânico amarelo ao fabrico de pão, para dar a falsa aparência de haver sido preparado com ovos (TACrSP, RT 398/318). ■ Atos preparatórios: Ainda que manifesta a intenção do acusado de empregar, no fabrico de produto destinado ao consumo, substância não permitida, deixa o fato de ser punido se não passou dos atos preparatórios (TACrSP, RT 390/332).

INVÓLUCRO OU RECIPIENTE COM FALSA INDICAÇÃO Art. 275. Inculcar, em invólucro ou recipiente de produtos alimentícios, terapêuticos ou medicinais, a existência de substância que não se encontra em seu conteúdo ou que nele existe em quantidade menor que a mencionada: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n 2 9.677, de 2.7.98. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Invólucro ou recipiente com falsa indicação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, embora, geralmente, seja o fabricante. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é produto (resultado de produção) alimentício, terapêutico ou medicinal (destinado à alimentação, líquida ou sólida, ou à prevenção, melhora ou cura de doenças de indefinido número de pessoas). O núcleo inculcar tem a significação de apregoar, apontar, citar, dar a entender. A inculca é feita em invólucro (tudo o que serve para envolver o produto: envoltório, capa, revestimento, cobertura, embrulho etc.) ou recipiente (vidro, lata, plástico, isopor, ou semelhante, em que se pode colocar o produto). Não se enquadram as indicações feitas em prospectos, folhetos ou anúncios. 0 que se veda é a apregoação de: a. existência de substância que não se encontra em seu conteúdo; b. ou que nele existe em quantidade menor do que a mencionada. ■ Tipo subjetivo: O dolo, isto é, a vontade livre e consciente de fazer falsa indicação. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetivação da falsa indicação, sem dependência de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Vide, também, art. 2 2 , Ill, da Lei n° 1.521/51 (Economia Popular), art. 66 da Lei n2 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) e art. 7 2, II, da Lei n° 8.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e contra as Relações de Consumo), se não houver risco para a saúde pública. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

Arts. 275 e 276

Código Penal

556

Morte ou/esão corpora/ Entrega a consumo Jurisprudência anteriorà Lei n 2 9.677/98

■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, quando da falsa indicação resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, se há entrega a consumo do produto com falsa indicação. ■ Perigo à saúde: Para a tipificação do art. 275 é necessário que da falsa indicação resulte perigo à saúde (TACrSP, RT 584/361). ■ Uísque: A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro configura o delito do art. 275 do CP (TJSP, RT 453/352; TACrSP, Julgados 78/250). Contra: Vide, na nota ao art. 273 do CP, Jurisprudência anterior à Lei n° 9.677/98, enquadrando a conduta em outros delitos.

PRODUTO OU SUBSTÂNCIA NAS CONDIÇÕES DOS DOIS ARTIGOS ANTERIORES Art. 276. Vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a consumo produto nas condições dos arts. 274 e 275: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Entrega a consumo de produto nas condiIões dos arts. 274 e 275 ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não comerciante). ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é: a. produto destinado a consumo, fabricado com emprego de processo proibido ou substância não permitida (vide nota ao art. 274 do CP); b. produto alimentício, terapêutico ou medicinal, com falsa indicação em invólucro ou recipiente (vide nota ao art. 275 do CP). As condutas alternativamente previstas são: a. vender (alienar a título oneroso); b. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas, com oferecimento, ainda que tácito, de venda); c. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda, com o fim especial de vender); d. ou, de qualquer forma, entregar a consumo (dação, permuta, cessão etc., gratuita ou onerosa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações indicadas, ciente de que o produto se encontra nas condições previstas pelos arts. 274 e 275 do CP. Nas hipóteses de expor e de ter em depósito, há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). Na escola tradicional, pede-se o "dolo genérico", salvo para as figuras de expor e de ter em depósito, nas quais se exige o "dolo específico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações, sendo delito permanente nas figuras de exposição e depósito. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se resulta lesão corporal de natureza grave ou morte. ■ Uísque: A venda de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro não configura o crime do art. 171, § 2°, IV, do CP, mas sim o deste art. 276 (TJSP, RT

Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência anterior .1 Lei n°9.677/98

■ Tipo objetivo: O objeto materiai do delito é substância destinada à falsificação de produto alimentício. d. 277. 41). Como a lei registra a expressão destinada (e não "que sirva"). utensílios etc.677/98). Contra: Há jurisprudência divergente. 127). ter em depósito ou ceder substância destinada à falsificação de produtos alimentícios. 1996. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. JÚLIO F. 285 c/c art. o que. Direito Penal. mas que podem. 272 do CP. p. terem depósito (ter à disposição ou sob guarda). p. 1985. p. também. 276 e 277 453/352). à falsificação (BENTO DE FARIA. ou ceder (emprestar. abrange. 152. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. porém. segunda parte (art. servir à finalidade vedada. a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. v. art. Parece-nos que seria alargar demasiadamente o tipo. melhora ou cura de doenças de indeterminado número de pessoas. e multa. 1995. 89 da Lei n° 9. Jurisprudência anterior à Lei n° 9. petrechos. especialmente a saúde pública. não abrangendo maquinaria. IV. com oferecimento. São os seguintes os núcleos alternativamente indicados: a. isto é. 258. só eventualmente. portanto. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. MAGALHÃES NORONHA. ainda que tácito. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".98. mas de difícil ocorrência na prática.677. alcança só as substâncias destinadas. Produto alimentício é o que serve à alimentação. de 2. ainda. Direito Penal. terapêutico ou medicinal. destinada a dar aparência de genuíno a produto que não o é. classificando o fato em outros delitos (vide. Substância destinada à falsificagão de produto al/mentício. terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. ■ Remissão: Vide arts. v. Manual de Direito Penal. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. vender (alienar a título oneroso). b.557 Código Penal Arts. 285 e 258 do CP. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. VI. e multa. terapêutico ou medicina/ ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. nele incluírem-se substâncias comuns no comércio. para nós. ser substância destinada à falsificação. v. Ill. ■ Sujeito passivo: A coletividade. IX. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Direito Penal. v. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Deve. 1959. expor à venda. embora haja quem também indique o "dolo específico" (MAGALHÃES NORONHA. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ou seja. se resulta lesão corporal grave ou morte. v. 1995. v. Não há modalidade culposa. Na doutrina. de venda). dar etc. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. 352. Ill. somos de opinião que se deve interpretá-la como se referindo a substâncias com destinação inequívoca. de substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas). SUBSTÂNCIA DESTINADA À FALSIFICAÇÃO Art. Vender. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de indefinido número de pessoas. Ill.7. de um a cinco anos. v. Código Penal Brasileiro. Morte ou lesão corporal . há divergência quanto ao sentido da expressão destinada: a. H.099/95). Código Penal Brasileiro Comentado. exclusivamente. Trata-se. sendo delito permanente nas formas de expor e de depósito. pp. há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda"). FRAGOSO. c. ocorre apenas na figura de expor. b. 1950. 1965. p. na nota ao art.). p. MIRABETE. FLAMINIO FAVERO. 277. 41-2). Produto terapêutico ou medicinal é o reservado à prevenção. ■ Pena: Reclusão. 865. p. líquida ou sólida. de um a cinco anos. aquelas eventualmente destinadas à falsificação (DAMAsIO DE JESUS. Na hipótese de expor. IV.

consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações. ter em depósito para vender (ter sob guarda ou à disposição. A figura culposa é prevista no parágrafo único.099/95). ou. de qualquer forma. da CR/88) e da analogia in bonam partem. c. 278. a transação será cabível. ■ Transação: De acordo como art. parágrafo único. é de perigo abstrato. e de ter em depósito. recipientes ou publicidade. TJSP. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal: Pena — detenção. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. b. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. nas quais se requer o "dolo específico". ■ Tentativa: Teoricamente é admissível. 258 (art. 76 da Lei n 2 9.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). d. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. com conhecimento da nocividade à saúde pública.02. preparar).Arts. entregar a consumo coisa ou substância nociva à saúde. cabe no parágrafo único. que é o especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). Julgados 91/287.259/01. com oferecimento. pois disfarça a aparência da carne vendida. ■ Sujeito passivo: A coletividade. manufaturar. caput. troca. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal (ex. O objeto material é coisa (de qualquer natureza) ou substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas) nocivas à saúde (prejudicial. a partir da vigência da Lei n 2 10.1. Não basta. 285 c/c o art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. presumido pela lei (TACrSP. a não ser que resulte morte — CP. art. e. empréstimo etc. perfumes. independentemente de outros resultados. da Lei n 2 10. Assim. nas embalagens. de qualquer forma. vender (alienar a título oneroso). desde que não resulte morte — CP. 89 da Lei n 2 9. salvo para as modalidades de expor. vide art. 52 . Em face do princípio da isonomia (art. 277 e 278 Código Penal 558 Jurisprudência anteriorà Lei n°9.01. 278. 100 do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. expor à venda. Nas figuras de expor e de ter em depósito está presente o elemento subjetivo do tipo. ainda que tácito. Fabricar. E infração permanente nas modalidades de expor e de ter em depósito. vender. e multa. sendo necessária a positiva nocividade. fabricar (produzir. 258 (art. expor à venda ( manter em exposição. de 12.677/98 ■ Tipo objetivo: Configura o crime ter em depósito no açougue "sulfito de sódio". Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". portanto. Se deixar . de dois meses a um ano. danosa à saúde pública). Se o crime é culposo: Pena — detenção. entregar a consumo (dação.: sabonetes. cabe a transação no parágrafo único do art. ■ Consumação: Coma efetiva prática de qualquer das ações.099/95).259.). 63 da Lei n 2 8. ■ Confronto: Se há omissão de dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. 285 c/c o art. Outras substãncias nocivas à saúde púb/ica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.7. de um a três anos. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. entendemos que. ■ Tipo objetivo: São cinco os núcleos alternativamente indicados: a. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não seja industrial ou comerciante). RT632/283). art. 2 2 . OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS À SAÚDE PÚBLICA Art.). em vigor a partir de 12. com a finalidade de vender). especialmente a saúde pública. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. ter em depósito para vender ou. que a coisa ou substância seja imprópria para o consumo público. tintas etc. de venda). nos invólucros.

ou multa. 279. por ser mais benéfico. ■ Pena: Detenção. 278 a 280 de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado. 279 do CP foi revogado pelo art.137/90 de dois a cinco anos de detenção ou multa.980. 988.12. tratando-se de crime de perigo abstrato. ■ Pena: Detenção. 7 2 .977). 64 da mesma lei. j. 4703). art. para jardinagem. o envio pelo correio de agrotáxico altamente nocivo. Econômica e Relações de Consumo). Julgados 95/147). 279 do CP.101-3. ■ Agrotóxico: Configura. não liberadas. Ap. da mesma lei. ■ Remissão: Vide arts. Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Se a ação é resultante da inobservância do cuidado necessário (vide nota ao CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Ação penal: Pública incondicionada. DJU 4. Julgados 69/420). Fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica: Pena — detenção. que independe da ocorrência de dano ou do efetivo uso da substância (TACrSP. TRF da 3 R. ou seja. Se o crime é culposo: Pena — detenção.2. da Lei n 2 8. Se se tratar de venda. p.. o art. in Bol. ■ Revogado: O art.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária.90 (nesse sentido: TACrSP. Vide. que o substituiu. . ■ Ultratividade do antigo art. MEDICAMENTO EM DESACORDO COM RECEITA MÉDICA Art. 72 . o art. e a do novo art. e multa. IX. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. ■ Produto de limpeza: Configura a fabricação e venda. de um a três anos. SUBSTÂNCIA AVARIADA Art. 14. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. 7 2 . a propósito. 279 de um a três anos de detenção ou multa. ou de entrega de matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo. 285 e 258 do CP. 18. 278 do CP é de perigo presumido ou abstrato. perigoso e impróprio para sua finalidade (TACrSP. vide art.137/90 (Ordem Tributária. 280. de dois meses a um ano. Ap. até 27. Econômica e contra as Relações de Consumo). de dois meses a um ano. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim.559 Código Penal Arts. ■ Veneno de rato: Caracteriza a venda de veneno contra rato de fabricação clandestina e para o qual não existe antídoto eficaz. de um a três anos. 279 do CP: Sendo a pena do revogado art. deve ser aplicado ultrativamente aos fatos ocorridos durante a sua vigência. que se aperfeiçoa tão-só com a possibilidade de dano à saúde (TACrSP. RJDTACr 25/262. IX.97. II). sem Morte ou/esão corpora/ Jurisprudência indicação de conteúdo. de produto para limpeza doméstica. da Lei n 2 8. IX.96. a donas-de-casa. art. O crime do art.6. 23 da Lei n 2 8. AASPn° 1. 18.

259. de um a três anos. IX. Assim. 1959. nem conhece o doente e suas particularidades (TACrSP. a pessoa que recebe ou a quem é destinado o medicamento. melhora ou prevenção de doenças de indeterminado número de pessoas. ■ Pena: Detenção. RT592/342). que consiste na vontade livre e consciente de fornecer medicamento em desacordo com a receita. p. dar. que é prevista no caput ( Comentários ao Código Penal. 2 2 . 1995. p. Em face do princípio da isonomia (art. v. p. 18. proporcionar. 280. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. ■ Sujeito passivo: A coletividade. IX. cabe no parágrafo único. ■ Tipo subjetivo: O dolo.1.01. art. pois o que se pune é a arbitrariedade do fornecimento (H. ou multa. embora a correção de receita errada não caracterize o crime. FRAGOSO. Lições de Direito Penal — Parte Especial. A figura culposa é prevista no parágrafo único. especialmente a saúde pública. 285 e 258 do CP. Substância medicinal é a destinada à cura. Direito Penal. IV. tendo-se omitido a pena alternativa de multa.Art. 871). espécie ou quantidade. a não ser que resulte morte CP. salvo se resultar morte — CP. 258 (art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 273 do CP.099/95). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. art. ■ Tentativa: Admite-se. prático autorizado ou herbanário (HUNGRIA. art. v. a substituição para melhor não caracteriza o delito ( MAGALHÃES NORONHA. ■ Consumação: Com a entrega da substância em desacordo. Em desacordo com receita médica — preceitua a lei — de modo que se pune o fornecimento em divergência quanto à qualidade. 285 c/c o art. a partir da vigência da Lei n 2 10. v. entendemos que. Para alguns autores. 89 da Lei n 2 9. ■ Tipo objetivo: O verbo fornecer tem o sentido de entregar. de dois meses a um ano. v. p. de 12. geralmente em papel timbrado. caput. 280 Código Penal 560 ■ Transação: De acordo com o art. em vigor a partir de 12. enquanto. corrupção. é irrelevante. houve lapso no CP. 1965. II). para outros. adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. v. suprir. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 1959.7. Receita médica é a prescrição que o médico faz. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 100 do CP. 51). Direito Penal. da Lei n° 10. 1995. 285 c/c o art. a transação será cabível. é indiferente que o fornecimento seja feito gratuita ou onerosamente. 76 da Lei n 2 9. ■ Noção: Se o fornecimento decorre da não-observância do cuidado devido (vide comentário ao CP. Figura cu/posa (parágrafo único) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . ■ Remissão: Vide arts. 50). o que se pune é o fato de o farmacêutico ou prático fornecer arbitrariamente outro remédio. cabe a transação no parágrafo único do art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Confronto: Se há falsificação. IV. III. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. A tipificação não alcança receitas de dentistas ou parteiras.099/95). ■ Pena: E alternativa: detenção. Medicamento em desacordo com receita médica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. parágrafo único. mas há autores que consideram que só pode ser agente o farmacêutico. secundariamente. 258 (art. por escrito. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. se do fornecimento resulta lesão corporal ou morte. pois não tem qualificação técnica. na afirmação de HUNGRIA. ■ Fornecimento de remédio diverso: A configuração do delito independe de que os remédios trocados tenham iguais efeitos. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. MAGALHÃES NORONHA. 126). ministrar.02. Comentários ao Código Penal. art. 124. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. independentemente de outro resultado (delito de perigo presumido). 52 .259/01. p.

Assim. ■ Tipo objetivo: O art. não é privativa dos farmacêuticos. Profissão é forma de atividade habitual. Exercer tem a significação de praticar. art. a profissão é exercida sem autorização legal. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites: Pena — detenção. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. parágrafo único. 5 2 . pp. na legislação especial. só o médico. salvo se resultar lesão corporal grave ou morte CP. na 2 parte. 281 e 282 COMÉRCIO CLANDESTINO OU FACILITAÇÃO DE USO DE ENTORPECENTES Art. 258 (art. E indiferente que o exercício seja a título gracioso. aqui. ainda. ARTE DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA Art.259/01. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Revogado: O art. o exercício da profissão é feito excedendo-lhe os limites. 281 do CP foi revogado pela Lei n° 6. Vide Leis n°6. secundariamente. sendo "necessário o registro do título. 258 (art. o exercício é sem autorização legal (elemento normativo). a transação será cabível. Em face do princípio da isonomia (art. com fi m de lucro. 100 do CP. cabe a transação no art. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. de seis meses a dois anos. 1959. dentista ou farmacêutico. Quanto ã profissão de farmacêutico. dentista ou farmacêutico. Assim. ainda que a título gratuito.368/76 e n° 10. 2 9 . repetição. A respeito da matéria.02. 1982. Como assinala HUNGRIA.1. a conduta de "exercer profissão" somente se tipifica quando há reiteração. ou seja. especialmente a saúde pública. 282: a. 145-6). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. desempenhar. a prática de ato ou atos isolados não configura o exercício de profissão. ■ Sujeito passivo: A coletividade e. da Lei n 2 10. 89 da Lei n°9. Se o crime é praticado como fim de lucro. exercida por alguém. "a habilitação ou competência legal" (Comentários ao Código Penal.. em vigor a partir de 12. que disciplina a repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias tóxicas ou que determinem dependência física ou psíquica. na segunda. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. geralmente como modo e meio de vida. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte CP. v. a profissão de médico. aplica-se também multa. 282. com venda de remédios industrializados aos consumidores. de 12. transposição de limites: o agente sai fora da órbita da sua profissão. arte dentária ou farmacëutica ■ Transação: De acordo com o art. Há. a pessoa que é tratada ou servida. As profissões expressamente visadas são as de médico. embora a prática. caput. observe-se que a simples exploração de farmácia.409/02.561 Código Penal Arts. art.01. IX. é necessário que o agente aja com habitualidade. Parágrafo único. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe.7. CELSO DELMANTO. Tóxicos. Tais limites . dentista ou farmacêutico. Na primeira. 282. notando-se a existência. b.259. EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA.368/76. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Exercer. 282 contém duas modalidades distintas. 285 c/c o art. excedendo os limites da profissão. Em vista do verbo empregado. não basta a "habilitação profissional". a partir da vigência da Lei n 2 10.099/95). Exercício //ega/damedicina. 281. caracterize a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). exercitar. cf. 285 c/c o art. diploma ou licença". entendemos que. na 1 á parte do delito. Modalidades do art. de autorização a estudantes e práticos para o desempenho de determinados atos profissionais.099/95). Na primeira. Na outra modalidade. 76 da Lei n° 9.

sendo necessário o registro desse diploma (TACrSP. ■ Habitualidade: Exige-se a prática reiterada de atos (TACrSP. ou seja. a profissão de dentista (TACrSP. Também não pratica o agente. art. 284 do CP. 282 Código Penal 562 encontram-se fixados na legislação especial própria de cada profissão e completam a norma penal "em branco" desta modalidade. Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . 282 do CP (TACrSP. ■ Registro do diploma: Não basta a existência de diploma para que o seu possuidor possa exercer a profissão de dentista.646/68) (TACrSP. 285 e 258 do CP. na qualidade de diretor de clínica. não incide no art. IBCCr 100/524. com consciência da falta de autorização legal (1 á parte) ou de que excede os limites profissionais (2 á parte). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". não pratica o delito do art. Ap. 282 (Decreto-Lei n° 211/67). Figura qua/ificada (parágrafo único) ■ Noção: Se o crime é praticado com o fim de lucro. conscientemente permite que acadêmico. ■ Consumação: Com o efetivo exercício. ■ Tentativa: Não se admite. pratique o exercício ilegal da medicina com o objetivo de lucro (TJRJ. ■ Pena: Detenção. aplica-se também a pena pecuniária. RT 536/340). dentista ou farmacêutico. TJGO. 282 o técnico em prótese dentária que exerce. RT 774/638). não podendo por isso ser considerado local distante e desprovido de profissionais habilitados (TJRJ. RJTAMG 51/275). ■ Conselhos Regionais: Médico. RT509/400. por serem estas incompatíveis com o acordo cultural entre os dois países (Decreto n° 62. 282. mormente se no município em que trabalhava funciona uma faculdade de odontologia que atende gratuitamente. 430/384). como co-autor. formado em Portugal. 282 se exerce a profissão sem estar inscrito no respectivo Conselho (TACrSP.997/99. 25. vendendo medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica. Julgados 78/287. 3. 282. a vontade de exercer a profissão. ou seja. que exerce a medicina no Brasil sem o registro do Conselho Regional de Medicina. em virtude de exigências feitas pela Universidade de São Paulo quando da inscrição do diploma. Não há forma culposa. Julgados 96/164). ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (caput). E necessária a habitualidade. ■ Co-autoria: Pratica o crime do art. não pratica atos privativos de farmacêutico. tratando-se de acusado que portava receituário falso (TACrSP. visando o agente á obtenção de lucros com o exercício ilegal. não bastando à tipificação a prática de atos isolados (TACrSP. mas sem aviar receitas ou ministrar medicamentos. art. não afasta a incidência do art. RT 524/404). O exercício de atividade hemoterápica foi equiparado às profissões previstas neste art. ■ Remissão: Vide arts. RT 430/387). ■ Farmácia: Quem explora farmácia. que exige habitualidade (o delito é de perigo abstrato).Art. RT784/689). de seis meses a dois anos. Para a habitualidade não importa a pequena quantidade das consultas. o médico que. que utiliza métodos grosseiros. parágrafo único. RT 706/323). pelo exercício da arte durante trinta anos. mv — RJDTACr 27/88). dentista ou farmacêutico. in Bol. ■ Ação penal: E pública incondicionada. ■ Protético: Pratica o crime do art. constituindo somente ilícito administrativo (TAMG. ■ Dentista prático: A capacidade profissional do agente. ■ Confronto: Se o exercício é de profissão diversa da de médico. ■ Tipo subjetivo: O dolo. se resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. j. sem a devida supervisão e acompanhamento. Tratando-se de agente ignorante e rude. com diploma registrado no Departamento Nacional de Saúde Pública. sem autorização legal e com habitualidade.4.00. 47 da LCP.

76 da Lei n° 9. FRAGOSO. 100 do CP. parágrafo único. Não há forma culposa. 65). a partir da vigência da Lei n° 10. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Assim.01. FRANCESCHINI. embora não esteja autorizado a exercer a medicina (TACrSP. TAPR. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 258 (art. n° 2. art. 89 da Lei n° 9. 1995. 285 c/c o art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. não basta para o enquadramento penal do comportamento. RT 547/366. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. que consiste na vontade de inculcar ou anunciar. 284 porque. indicar) ou anunciar(noticiar.1. embora possa não ser ético. ignorado) ou infalível (de eficiência garantida. art. II. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. que se dedica à cura de moléstias por meios grosseiros.305-A). e multa. RT 416/259). (TACrSP. CHARLATANISMO Art. Reconhece-se em favor de quem exercita ilegalmente a odontologia. que não se trate de um convicto. sem ser médico.259. RT 684/357. Jurisprudência. em zona rural distante e desprovida de dentistas habilitados (TJSC. incluindo o médico. 283. 915). não há crime na prescrição de medicamentos.099/95). participar. RT 623/348). Assim. TAMG. Julgados 81/299). Julgados 87/394. O que o agente inculca ou anuncia é cura por meio secreto ou infalível. que "saiba não ter eficácia o que proclama e anuncia" ( MAGALHÃES NORONHA.02. ■ Estado de necessidade: Em localidade sem médicos nem recursos. ■ Distinção: Distingue-se o delito do art. 283. E indispensável que a inculca ou divulgação de cura se faça com fundamento em meio secreto (oculto. de três meses a um ano. RT 595/410. 258 (art. Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível: Pena — detenção. entendemos que. da Lei n 2 10. ■ Clínica médico-psicanalítica: Responde por exercício ilegal da medicina quem. em vigor a partir de 12. apregoar.259/01. 5 2. de 12. v. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Jurisprudência.306). Direito Penal. especialmente a saúde pública. ou seja. penalmente irrelevante (TJSC. "é necessário que haja insinceridade e falsidade por parte do agente" (H. v. IV. caput. TAMG. ■ Sujeito passivo: A coletividade. certa). p. RF256/346). recomendar. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. mantém clínica médico-psicanalítica para cuidar da saúde mental daqueles que o procuram (FRANCESCHINI. não seria necessária a habitualidade. JC 69/449). ■ Tipo objetivo: São dois os verbos empregados no dispositivo: inculcar (aconselhar. p. 533/363. independentemente de outro resultado. a transação será cabível. ■ Competência: A competência para o processo por exercício ilegal da profissão farmacêutica é da Justiça Estadual (STF. 2 2. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Consumação: Com a efetiva inculca ou anúncio. RJDTACr 10/56. v. no curandeirismo. o agente é pessoa ignorante e rude. II. 282 do crime do art. sutura de cortes etc. 537/373. 1965. n° 2. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 1975. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Para a maioria dos autores. O simples anúncio de cura. v.7. Lições de Direito Penal — Parte Especial. divulgar). 282 e 283 Julgados 78/369. enquanto no exercício ilegal da medicina o agente demonstra aptidões e conhecimentos médicos. 285 c/c o art. Char/atanismo ■ Transação: De acordo com o art.099/95). Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico".563 Código Penal Arts. Ill. . cabe a transação no art. A ausência de farmacêutico responsável constitui mero ilícito administrativo. apesar do nome do delito (charlatanismo). 1975. com consciência da ineficácia do meio de cura.

mas sem inculcar infalibilidade de cura (FRANCESCHINI.259/01. praticar. 15994). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 100 do CP. ministrartem a significação de servir.7. a partir da vigência da Lei n°10. Jurisprudência. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a transação será cabível. aplicar tem o sentido de apor. Curandeirismo ■ Transação: De acordo com o art.498. n° 750). sob pena de inépcia. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. 284. São três os modos de execução indicados alternativamente: a. exercitar. Prescreveré receitar. habitualmente. A lei fala em qualquer substância. ou seja. A liberdade de culto é garantia constitucional.099/95). Assim. b. caso esteja ausente a habitualidade. Parágrafo único. ■ Pena: Detenção. 283 e 284 Código Penal 564 ■ Tentativa: Admite-se. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Se o crime é praticado mediante remuneração. 76 da Lei n° 9. de três meses a um ano. desempenhar) . 89 da Lei n°9. entendemos que. mv-. Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts.DJU 16. da CR/88) e da analogia in bonam partem. palavras ou qualquer outro meio. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é exercer (dedicar-se. 171). que o agente atue com habitualidade.02.8. art. o delito não se configurará. repetição. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. recomendar.099/95). 2 2. E indispensável. especialmente a saúde pública. v. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. parágrafo único. Usando gestos. ■ Sujeito passivo: A coletividade e. da Lei n° 10. abrangendo todas elas (vegetais. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). Em face do princípio da isonomia (art. 284. o agente fica também sujeito a multa. ■ Infalibilidade: Não constitui charlatanice a divulgação da descoberta de tratamento alegando-se ter sido sua eficiência comprovada. Exercer o curandeirismo: I — prescrevendo. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. qualquer substância.93. sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. dar para consumir. de 12. art. Prescrevendo. indicar como remédio. animais ou minerais). desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa desprovida de conhecimentos médicos. 285 e 258 do CP. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. de seis meses a dois anos. Jurisprudência CURANDEIRISMO Art. p. 5 9 .1. 258 (art. II — usando gestos. que aja com reiteração. sem habilitação ou título). portanto.259. caput. ministrando ou aplicando. 258 (art. a denúncia precisa indicar o resultado. especialmente com o estelionato (CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada.Arts. sem distinção relativa à nocividade ou efeito medicinal.01. pode ser partícipe do delito o próprio médico que preste auxílio ao curandeiro. e multa. Ill — fazendo diagnósticos: Pena — detenção. ministrando ou aplicando. 285 c/c o art. a pessoa que é tratada ou diagnosticada pelo agente. 285 c/c o art. art. palavras ou . habitualmente. com proteção do local e da liturgia (STJ. HC 1. Todavia. quando resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. em vigor a partir de 12. 1975. secundariamente. cabe a transação no art. I. empregar. o curandeirismo (atividade de quem se dedica a curar. ■ Concurso de crimes: Pode haver. qualquer substância (l).

E a lei ainda acrescenta ou qualquer outro meio. Remuneração (parágrafo único) Morte ou lesão ■ Noção: Se o curandeirismo é exercido pelo agente mediante remuneração. como vitaminas etc. através de orações. I. Diagnóstico é a determinação de uma doença pelos sintomas dela. ■ Ação penal: Publica incondicionada. também. de seis meses a dois anos. 284 é crime habitual. porém. que há forte corrente jurisprudencial. RT438/425). quando resulta lesão corporal grave ou morte. ■ Crime de perigo: O fato de não ter havido vítimas do curandeirismo praticado não descaracteriza a infração. Gestos são movimentos do corpo. pura questão de fé.565 Código Penal Art. compreendendo os "passes" ou posturas especiais. c. ■ Habitualidade: É indispensável para a configuração do delito a habitualidade (TACrSP. a CR/88. se o agente o continuou praticando. art. ■ Farmacêutico: O farmacêutico que diagnostica e prescreve medicamentos não pode ser equiparado ao curandeiro. n° 151). não caracterizam o delito. ■ Diagnósticos: 0 simples comportamento de fazer diagnósticos caracteriza o crime (TACrSP. pois possui habilitação técnico-profissional. dispõe ser "inviolável a liberdade de consciência e de crença. podem ser indicadas as rezas. ou seja. 1979. 284. Inexiste modalidade culposa. Como palavras. FRAGOSO. quando atos de fé. Julgados 74/306). E indiferente que o agente atue gratuitamente ou não. a denúncia precisa indicar o resultado. a pena de multa. RT516/345). 282 distingue-se do curandeirismo deste art. benzeduras. em seu art. porque neste o agente é pessoa inculta ou ignorante. embora não esteja habilitado a praticar a arte de curar (TACrSP. que se vale de meios grosseiros para curar. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias". inclusive para a contagem da prescrição ( H. ■ Consumação: Com o efetivo exercício (que requer habitualidade). praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). ■ Tentativa: Não se admite. ■ Pena: Além da pena do caput (detenção. ■ Orações de fé: Se a cura apregoada era pedida comunitariamente. de seis meses a dois anos). Julgados 87/394. ■ Confronto: Se o agente tem conhecimentos médicos e se faz passar por médico. na forma da lei. Fazendo diagnóstico (Ill). entendendo que as "rezas" e "passes". ■ Remissão: Vide arts. independentemente de outro resultado. ■ Prescrição: Não configura crime a indicação de remédios que podem ser vendidos ao público sem receita médica. RT 416/259). 284 qualquer outro meio (ll). Na escola tradicional é o "dolo genérico". 285 e 258 do CP. Nesse sentido. com a qual concordamos. que consiste na vontade livre e consciente de exercer o curandeirismo. esconjurações. v. O delito de curandeirismo é de perigo abstrato ou presumido. 282 do CP. RT 390/322). aplica-se. que é crime de perigo (TACrSP. sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. não se configura o delito (TACrSP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. RT 507/412). o início da ação penal deve ser considerado como momento consumativo. Note-se. Jurisprudência Criminal. ■ Pena: Detenção. embora não possua autorização legal para exercer a profissão (TACrSP. sob pena de corpora/ Jurisprudência . 5°. (TACrSP. ■ Consumação: Como o delito do art. ■ Confronto: O delito de exercício ilegal do art. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. 282 o agente revela conhecimentos ou aptidões médicas. RT 446/414). VI. mas se a prática for remunerada terá lugar a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). encomendações etc. enquanto naquele crime do art.

publicamente. ■ Perigo à saúde: Há crime se comprovada a habitualidade com que o acusado ministrava "passes" e obrigava adultos e menores a ingerir sangue de animais e bebida alcoólica. também. configura. por ser vaga. Registra a lei que a ação deve ser realizada publicamente. deve tratar-se de fato expressamente previsto em lei como crime. Incitação ao crime ■ Objeto jurídico: A paz pública. Julgados 89/449). excitar. Pune-se o comportamento de quem incita a prática de crime. ■ Tipo objetivo: O verbo incitar tem a significação de açular. provocar. sob aparência mística. requisito do tipo. REsp 50. com proteção do local e da liturgia (STJ. ■ Espiritismo: No espiritismo. ■ Figura qualificada pelo resultado morte: E preciso que haja relação entre a medicamentação ministrada e a morte da vítima (TAMG. em tese. Aplica-se o disposto no art. 286. A cobrança da prática de consultas de curas. RT777/679). É imprescindível que se trate de fato criminoso determinado. 15994). que já contém figura qualificada. 76 da Lei n 2 9. RT 542/410). Vide. A liberdade de culto é garantia constitucional. 258 do CP aplica-se aos arts. mv — DJU 16. colocando em perigo a saúde e levando os adolescentes à dependência do álcool (STJ. a prática de crime: Pena — detenção. 258 do CP (vide nota) aos crimes deste capítulo. ■ Transação: Cabe (art.Arts. e não configuram o delito do art. 285. 1995.8. p. Por incitamento público considera-se o que é feito de . não se enquadrando na figura o incitamento para praticar contravenção penal ou ato imoral. os "passes" fazem parte do ritual. 89 da Lei n 2 9.8. ■ Sujeito passivo: A coletividade. assim. realizadas por agente que se diz incorporado por entidade espírita. ou multa. RJDTACr 1/77-8). 284 (TACrSP. 272 e 273. de três a seis meses. são tipificados no CP (STF. nota Incongruência. pregando curas milagrosas na dependência da fé dos fiéis (TACrSP. Incitar. IV. FORMA QUALIFICADA Art. DJU 29. HC 1. 258 e 19 do CP. p. nos arts. v. delitos de curandeirismo e estelionato (TJRJ. ■ Remissão: Vide nossos comentários aos arts. o art. in RBCCr 8/226). em que são utilizados fórmulas e procedimentos como forma de solução de problemas. salvo quanto ao definido no art. mv — RT 425/328). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art.93. Assim. 22211.099/95). Morte ou lesão corporal ■ Noção: Determina-se a aplicação do art. Título IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA INCITAÇÃO AO CRIME Art. não teria eficácia ou idoneidade" (MAGALHÃES NORONHA. A boa-fé de quem acredita estar atuando como "aparelho mediúnico" pode afastar o dolo (TACrSP. 284 a 286 Código Penal 566 inépcia.498. como as bênçãos dos padres católicos. 267 (epidemia). pois "a instigação feita genericamente. RT404/282). Não pratica curandeirismo o dirigente de seita religiosa registrada que ministrava hóstias. A liberdade religiosa não alcança atos que.099/95). Portanto. águas e óleos bentos. p. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 81). 258 aos crimes previstos neste Capítulo. A publicidade é.94. Direito Penal. com exceção do previsto no art. 267.426. 268 a 284 do CP.

art. não bastando a apologia de fato contra- . 166).170/83. ■ Confronto: Se o incitamento é para a satisfação de lascívia ou para a prática da prostituição. JSTJ e TRF5/351). ■ Consumação: Com a prática da incitação perceptível por indeterminado número de pessoas. 1965. Comentários ao Código Penal. 286 (TACrSP. 286 quem incita. v. gestos. ou multa. ou seja.250/67. de fato criminoso. O delito pode ser praticado por qualquer meio: palavras. sendo desnecessário que alguém.099/95). comete o delito do art. defesa ou apreciação favorável. elogiar. a vontade livre e consciente de incitar. Configura o crime a conduta do agente que. publicamente. contanto que percebido ou perceptível por indefinido número de pessoas" ( HUNGRIA. efetivamente. Se a pessoa instigada pelo agente pratica o crime. Se a conduta é realizada pela imprensa ou por outro meio de comunicação. 19 da Lei n2 5.099/95). incentivando-os a agredirem os policiais. que consagrou o direito de greve de forma ampla. mediante uso de paus e pedras (TJDF. ■ Tipo subjetivo: O dolo. escritos ou outro meio de comunicação. ■ Pena: E alternativa: detenção. Trata-se de crime formal. 1959. a desobediência de ordem judicial (TACrSP. Assim sendo. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. enaltecer. caracterizar-se a participação do agente no delito incitado (CP. publicamente. Todavia. 286 e 287 modo a ser recebido por indeterminado número de pessoas. RT779/621). inclusive pela internet. ■ Incitação a desobediência: Em tese. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". que se consuma com a incitação pública. art. 29) ou em sua tentativa (CP. ou seja. Na Lei de Segurança Nacional. não se confunde a apologia com "a simples manifestação de solidariedade. incita moradores a desobedecerem ordem legal de desocupação de imóvel objeto de invasão. ■ Transação: Cabe (art. 76 da Lei n°9. ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é fazer apologia. exaltar. isto é. 227 e 228 do CP.889/56. APOLOGIA DE CRIME OU CRIMINOSO Art. Se o incitamento é para a prática de crimes punidos pela Lei de Genocídio. 287. ■ Publicidade: Para a configuração deste delito é necessário que a incitação se faça perante certo número de pessoas (TACrSP. 89 da Lei n-2 9. 3 2 da Lei n° 2. não sendo punível a mera opinião" (H. ainda que veemente. A apologia que se pune é: a. Jurisprudência ■ Crime formal: É crime formal. arts. ■ Greve: Em face da CR/88. o incitamento realizado em reunião familiar não apresenta a tipicidade necessária. IX. cometa o crime objeto da incitação. publicamente. ou multa. RT718/378). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. III. fato real e determinado que a lei tipifica como crime. RT 495/319). de três a seis meses. desde que percebida por um número indeterminado de pessoas (TJSP. 31). ■ Incitamento a crime determinado: A incitação genérica não basta para configurar o crime do art. Não há punição a título de culpa. p. v. Julgados 79/413). É indiferente que o incitamento se dirija "a pessoa determinada. 23 da Lei n°7. a sua incitação não é mais punível como crime (TRF da 2 2 R. ■ Tentativa: Admite-se. de três a seis meses.567 Código Penal Arts. p. 928). art. Apologia de crime ou criminoso ■ Objeto jurídico: A paz pública. louvar.. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Ação penal: Pública incondicionada. apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena — detenção. art. pode. art. eventualmente. Fazer. inclusive para os servidores públicos civis. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Julgados 84/221). FRAGOSO. conforme o meio de execução empregado.

LVII) ou presunção de inocência (CR/88. 286 do CP). Associarem-se mais de três pessoas. ■ Pena: É alternativa: detenção. a apologia de acusado de crime. ■ Tipo subjetivo: O dolo. DJU 16. A pena aplica-se em dobro. da Lei n 2 5. ■ Tentativa: Admite-se. 1.94. além disso. Quadri/ha ou bando ■ Aumento de pena: O art. p.099/95). em evidente conduta anti-social.472-4. p. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. rel. como lei ordinária. e não a acusado de crime ou simplesmente acusado. 89 da Lei n° 9.19. 287. de três a seis meses. que tal interpretação poderá ter conseqüências morais danosas. XXXIX e § 22. 1 2 do CP. Dir-se-á. Jurisprudência ■ Contravenção penal e publicidade: Sua apologia não satisfaz elemento constitutivo deste delito. de um a três anos. para o fim de cometer crimes: Pena — reclusão. Parágrafo único. esta igualmente prevista no art. escritos ou outro meio de comunicação. 5 2 . QUADRILHA OU BANDO Art. da CADH —os dois últimos. PIDCP. 5 2 . desde que não haja o aumento de pena do art. a apologia deve ser realizada de maneira a ser percebida ou perceptível por indeterminado número de pessoas. art. 8 2 . § 22 c/c art. Não há forma culposa. à semelhança do delito anterior (vide nota ao art. que deve se adaptar à CR/88. 1 4 parte.922/RJ. 82 da Lei n° 8. que se altere o CP. em sua última parte.12. DJU 10. que consiste na vontade de praticar a apologia. Assim. art.98. tratados subscritos e ratificados pelo Brasil) e da reserva legal (CR/88. talvez. por exemplo. é somente a de autor de crime que assim tenha sido considerado por decisão condenatória passada em julgado. Min. 15. Mas. 2.250/67. porquanto a publicidade é requisito do tipo. de autor de crime. 99). inclusive pela Internet. A conduta deve ser praticada publicamente. CADH. vu. ■ Garantias constitucionais: Referindo-se o art. do PIDCP e art. RHC 7. será atípica.Arts.93. pois é este. art. e não o contrário (nesse sentido: STJ. O perigo é presumido. em sua segunda parte. § 22.11. 288. 14. deixando impunes aqueles que. HC 3. fizerem a apologia de acusado de um crime hediondo como a extorsão mediante seqüestro. de pessoa que ainda não tenha sido condenada definitivamente.5.072/90 (Lei dos Crimes Hediondos) estabelece que "será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art. mv — DJU 12. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". art. art.997. que veda o emprego da interpretação extensiva ou da analogia para punir. consciente da publicidade. 52 . gestos. E indiferente o meio de que se vale o agente para a prática deste crime: palavras. p. 287 e 288 Código Penal 568 vencional ou imoral.072/90 (art. in Bol. a autor de crime. RHC 2. a apologia que este tipo penal incrimina. ■ Consumação: Com a apologia. que é a apologia do criminoso em razão de crime que cometeu. b. sem dependência de outras conseqüências (delito formal). ■ Ação penal: Pública incondicionada. IBCCr74/318). art. então. ■ Confronto: Se a apologia é feita por meio de imprensa ou informação. Portanto. se a quadrilha ou bando é armado. ou seja. 288 do . em quadrilha ou bando. 8648). 2. ADHEMAR MACIEL. 34378. pensamos que. 123-4. diante das garantias constitucionais do direito à desconsideração prévia de culpabilidade (CR/88. ou multa. 82 da Lei n° 8. a apologia deve ser dirigida ou presenciada por número indeterminado de pessoas ou em circunstãncia em que a elas possa chegar a mensagem (STJ.

que traz a significação de ajuntarem-se.072/90. 1 2 dessa mesma lei. ■ Objeto jurídico: A paz pública. Em quadrilha ou bando. alterada pela Lei n 2 10. prática da tortura. Quanto à delação. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo". razão pela qual se exige que a associação seja estável ou permanente. que ela "define e regula meios de prova e procedimentos investigatórios que versem sobre ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo". usando vocábulos sinônimos. os inimputáveis. eventualmente praticados pelo bando. como também pelo crime por ele praticado. que requer a participação. 8 2 da Lei n° 8. aliarem-se. ■ Sujeito passivo: A coletividade. no qual se contam. ■ Diminuição de pena (crimes hediondos): O parágrafo único do art. desestimulando a delação. deve ser distinguido o associado ( membro da quadrilha. por ser favorável ao agente. 6 2 da Lei n°9. A associação deve ser para o fim de cometer crimes. terá a pena reduzida de um a dois terços". essa causa se aplica a todos os crimes cometidos por quadrilha ou bando. reunirem-se. 288 CP. daí resultando o número mínimo de quatro pessoas. A nosso ver. § 22 . Ill. 14 da Lei n°6. Trata-se de crime coletivo ou plurissubjetivo. por ser mais favorável. mas sempre mais ou menos determinados" (H. 8 2 da Lei n° 8. A respeito. 934). possibilitando seu desmantelamento. da mesma espécie ou não. Lições de Direito Penal — Parte Especial. considerando-se como crimes os fatos assim definidos em lei. crime de concurso necessário) do participante (co-autor ou partícipe em crime praticado em concurso eventual). entre os referidos na lei. a pena será reduzida de um a dois terços. retroage aos fatos anteriores à sua vigência. com a nova redação dada pela Lei n° 10. O aumento de pena estabelecido no caputdo mesmo artigo. p.217/01. v. se a intenção do legislador foi premiar a delação para possibilitar o desmantelamento do bando. com o conseqüente esclarecimento dos delitos porventura já cometidos.034/95.569 Código Penal Art. 1965. 159 do CP. Exige a lei que sejam mais de três pessoas. FRAGOSO. não sendo suficiente a finalidade de praticar contravenções. quando a colaboração espontânea do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria". quando se tratar de crimes hediondos.492/86 (Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) ■ Retroatividade e irretroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no parágrafo único do art. que "o participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. 25. Para . Salvo engano. de quatro pessoas. retroage aos fatos anteriores à sua vigência.072/90 dispõe. por ser mais gravoso. fatos ilícitos ou imorais. 62 da Lei n° 9.034/95. pelo menos. como integrante da quadrilha (nessa hipótese o agente é participante)" ("Crimes hediondos: aplicação e imperfeições da lei". in RT 663/268-72). 8 2 . da Lei n° 7. não teria sentido que a diminuição de pena alcançasse apenas o crime de quadrilha. mencionados no caputdo art. também. pode-se entender que a diminuição é cabível ao delator não só quanto ao crime de quadrilha (nesse caso o agente é associado). agregarem-se. com a finalidade de praticar mais de um crime. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo". art. obviamente não retroage. que se definem como associação estável ou permanente de delinqüentes. ■ Lei do Crime Organizado (Lei n 2 9.034/95 (Lei do Crime Organizado) estabelece que "nos crimes praticados em organização criminosa. MIRABETE lembra que "como a lei não contém palavras inúteis. Vide. Júuo F. quando estes tiverem capacidade para entender e integrar a associação. "com o fim de praticar reiteradamente crimes. vide também nota Causa especial de diminuição de pena (§ 4 2) no art. ou seja. Dispondo o art. ■ Tipo objetivo: O núcleo indicado é associarem-se.217/01): 0 art. O núcleo associar-se implica a idéia de estabilidade.368/76. prática da tortura. ■ Retroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no art. por sua vez. Com efeito. ao contrário. diz a lei. Um exemplo de "associação criminosa" encontra-se no art. não há no Brasil conceito de "organizações criminosas". ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ainda. essa diminuição se aplica não só ao crime de quadrilha como também aos "crimes hediondos.

RT565/409. p.616 e 28.82. cometidos em quadrilha ou co-autoria. RTJ 102/614). RTJ 88/468). v. MAGALHÃES NORONHA. 1965. mas apenas para os integrantes do bando que tenham efetivamente participado desses delitos. Em tese. Não é pacífico que seja suficiente estar armado um só membro do bando. se não há prova de que tenha participado destes crimes (TJRJ. 12 ou 13 da Lei de Tóxicos. 1995. 5. e ser por esse crime condenado.94. v. 394. 6013). 1959. independentemente da prática de algum crime pela quadrilha.400. 14 da Lei n° 6. IX. RT787/594). ■ Qualquer crime: A quadrilha pode ser formada visando à prática de qualquer tipo de crime (TFR. 0 crime de quadrilha é sempre independente dos crimes que pelo bando vierem a ser praticados. RT 725/651). o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços (art. ■ Consumação: Com a efetiva associação das pessoas. art. p. Aps. RTJ 101/147).12. TRF da 0 R. pois é infração permanente. ■ Sujeito ativo: A quadrilha é crime necessariamente coletivo ou plurissubjetivo (STF. ■ Ação penal: Pública incondicionada.94. não abrange a quadrilha organizada para a prática de um crime continuado ( Comentários ao Código Penal. DJU 7. Figura qua/if/cada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se a quadrilha ou bando é armado. p. IV. v. A quadrilha. não pode haver concurso entre quadrilha e roubo (ou furto) também qualificado pelo número de pessoas. ■ Pena: Aplica-se em dobro a pena do caput. de um a três anos.368/76 (CELSO DELMANTO. ■ Autonomia: A quadrilha é crime autônomo. RJTJSP 178/304-5. nota). pp. ■ Pena: Reclusão. só com as formas sem a qualificação decorrente da pluralidade de agentes (contra: HUNGRIA. 5. e não um só crime (TJSP. não há se falar em quadrilha ou bando.12.. 94). Direito Penal. III. da referida lei). Ap. embora predomine esse entendimento na doutrina. DJU 18. 1996.. Tóxicos. Comentários ao Código Penal. ■ Para mais de um crime: Deve ser formada para cometer crimes. o membro da quadrilha será co-autor do crime para o qual concorrer e este delito poderá ser isolado do conjunto dos demais crimes praticados pelo bando (STF. pode haver participação de terceiros (ex. TRF da 4 4 R. corriqueiramente. será sempre única.: auxílio para as reuniões da quadrilha). TJSC.616 e 28. RT710/327. figuras que. p. Em nossa opinião. da qual resultem ou possam resultar na prática de delitos (TJSP. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 0 fato de participar da quadrilha. 71870). Aps. Direito Penal. pois redundaria em duplicidade de punição. 16. TJSC. Jurisprudência . 30 a 32). v. p. considerando-se tanto a arma própria como a imprópria. ■ Concurso de pessoas: Além dos próprios membros do bando. H. o crime de quadrilha não é incompatível com o de receptação (STF. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". 1959. ■ Para outro fim: Inexistindo prova de que os integrantes do MST se associaram para cometerem crimes de furto e de dano. 288. 180. ■ Confronto: Com a finalidade de infração ao art. que independe dos crimes cometidos pelo bando (STF. 71870. parágrafo único. RT 608/365).137/90.979.Art. 178. p.6. p. Entendemos mais correta a interpretação de que a associação para a prática de um crime continuado não basta à tipificação deste art. v. ■ Concurso de crimes: Haverá concurso material com os crimes cometidos. porém. 934.400. p. ■ Tentativa: Não se admite. 1982. Não há modalidade culposa. 4. não leva também à condenação pelos crimes que o bando praticou. IX. contra: DAMASIo DE JESUS. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("para o fim de cometer crimes"). E infração permanente. DJU 7. este delito exige associação para o cometimento de crimes e não para outro fim. FRAGOSO. Nos crimes previstos na Lei n° 8. 288 Código Penal 570 HUNGRIA. III. ocorrem no curso das invasões.

não bastando a sucessividade de eventuais ações grupais (TJSP. mesmo se em grau de apelação ocorrer anulação do processo em relação a co-réus e restarem somente dois condenados (STJ..96. numa conjugação de esforços unindo suas condutas.99.4. TJSE. RT 522/429). RT 604/461. RT707/414). RJTJSP 173/328-9. RT756/562). RT 765/582). Se um dos quatro acusados é absolvido. mv— DJU 18.720. RT 774/690. RT 749/573). sendo irrelevante a realização ulterior de qualquer delito (STF. sendo imprescindível a organização. Não há. surpreendido.86. E mister a reunião estável. p.571 Código Penal Art. cujo momento consumativo se protrai no tempo.163. RT 565/409.5.11. RT 787/594. em trabalho comum. ■ Número de agentes: O número de pessoas necessário à tipificação do crime de quadrilha é considerado objetivamente. p.94. DJU 7.024439-7/TO. 288 (STF. TJRO. Permanece ti pificado o delito do art. RT 535/325). HC 852. estabilidade e permanência (TJRO. Ap. RT 759/721). TJSP. ■ Atos preparatórios: O simples ajuste para formar a quadrilha não constitui crime.95. TJSP. DJU 28..400. Ap. 25197. 288: estabilidade.6. TRF da 5 R.93. 288. E suficiente a preparação estável. se ela não chegou a se formar e operar (TJRJ. Em relação aos fundadores.. Ap. TRF da 2 R. ao menos. RT 764/562). combinado (TJMG. 25319). Aps. RT 600/383. Basta existir o propósito de associação do agente ao grupo criado para a prática de crimes. RT 721/422-3. 150). RHC 9. RHC 2. quatro pessoas. RT 722/436). mv — RT 533/362. 288 é infração de natureza permanente (STF. 25289. se os partícipes são diversos (TACrSP. Não é suficiente a prática de delito por quatro ou mais comparsas.00. pois a habitualidade não é requisito do crime (TJSP.00.12.867. no mínimo.535.. TJSP. quanto àqueles que venham posteriormente a integrar-se ao bando. ■ Permanência e estabilidade: São requisitos do crime do art. TRF da 1 R. TJSP. agindo os participantes de modo coeso. RTJ 124/999). RT 538/390). 758/534. não mais se pode cogitar do art. 185. TACrSP. 14631. pois falta a pluralidade de crimes e estabilidade (TJSP.01. RT á 529/317. 5.605. p. 288. no momento da adesão de cada qual. RJTJSP72/360). DJU 6. embora separando as funções á (TJDF. 288 ■ Absolvição quanto aos demais crimes: Optando o julgador pela absolvição do acusado. 98. preordenação dolosa. São necessárias. ■ Prisão em flagrante: Para prisão em flagrante no crime de quadrilha é necessário. p.12. Deve haver animus associativo prévio. RT761/695.4. 173/324-5). in RBCCr 27/364). STJ. não pode subsistir a condenação por quadrilha. RT 759/597. RT 772/546). sob pena de bis in idem (STF. restando só três condenados pelo art. in RBCCr 15/410.9. sendo desnecessário atribuir-lhe ações concretas (STJ. p. Sendo o crime de quadrilha permanente. RT756/523).616 e 28. Basta que seja uma associação permanente. não podendo fundamentar-se em meras investigações policiais (STJ. TJPR. 71870. DJU 2. RJTJSP86/422. que o agente. E preciso haver vínculo associativo permanente para fins criminosos. RJTJSP 68/380). consuma-se no momento em que aperfeiçoada a convergência de vontades entre mais de três pessoas. 13. TJSP. seqüestro e contrabando de armas.94. no momento da consumação. p. 751/580). p. cuja base real consistira unicamente nos mesmos fatos (TRF da 1 R. Ap. A impossibilidade de identificar um deles não obsta o reconhecimento do . é crime formal. RT 697/346. 18047. pouco importando se depois houve prescrição para alguns. in RBCCr 4/180). o agente que sofreu condenação anterior em processo judicial diverso não pode ser condenado novamente pela prática do mesmo fato delituoso. DJU 18. 1. p. ■ Crime continuado: Não se tipifica a quadrilha se o crime praticado era continuado. permanência e existência de no mínimo quatro pessoas (TJSP. contra: TJRJ. esteja realizando uma ação que faça supor associação para fim de cometer crimes. ■ Consumação: Consuma-se no momento da associação (STF. e que sejam sempre os mesmos os autores das infrações (TJSP. RT705/353).. por falta do número mínimo de agentes (TFR. que não se confunde com um isolado concurso de agentes (TJSP. RTJ 116/515. para cometer crimes em caráter reiterado e permanente (TRF da 44 R. em virtude da não-comprovação do roubo. RJTJSP 178/304-5. ■ Crime permanente: O crime deste art. DJU 23. DJU4. TJSP. 7.

STF n 2 86-E. RT755/742). Não pode haver concurso do art.12. RT 550/353. TJSP. 0 crime de quadrilha reclama prova segura e convincente do engajamento de todos os agentes a um vínculo associativo e consolidado para empreitadas delitivas (TJSP. p. TJSP.12.8.072/90 (TRF da 4 2 R.. 288 com furto qualificado pelo concurso de pessoas. da Lei n2 8. RT521/425). RT 755/546. pois redundaria em dupla qualificação pelo mesmo fato (STF. caput. DJU 8. Saraiva. não tipifica o delito de quadrilha armada (STJ.616 e 28. Para a configuração da quadrilha. mas em co-autoria com outros indiciados. Não configura a co-autoria momentânea. 2. ■ Concurso de crimes: Não pode haver concurso entre quadrilha e roubo. RT ■ Figura qualificada: O parágrafo único do art. DJU 7. 14 da Lei n 2 6. DJU 30. 288 não exige que todos os partícipes estejam armados (STF. ■ Organização criminosa e quadrilha: O art. DJU 10. TJSP. p. HC 62. RJTJSP 117/480). HC 77. 11881. não há que se aplicar os dispositivos da referida lei (TRF da 3 2 R. 288. RT 768/732). 14346. 71870. Aps. ■ Sonegação fiscal e quadrilha: A finalidade lícita de exercer atividade comercial.94. DJU 7. ■ Distinção da co-autoria: Não basta a co-participação.772. apud DAMÁSIO E. RT748/627. de forma continuada ou em concurso material. TJRO. 10678).564. 288 Código Penal 572 número de agentes exigido (TJSP.11. Lei de Tóxicos Comentada.6. portanto.46568.94. 1. 1996. RT 761/695). não basta a simples co-autoria em diversos crimes. RTJ 120/1056. em parte: Pode haver concurso entre roubo qualificado por uso de armas e quadrilha qualificada pelo uso de armas.563. RJTJSP69/334. Incide a qualificadora quando o bando dispunha de armamentos e uma das suas atividades-fim seria a eliminação 781/576).034/95 fixou a estrutura típica do delito de quadrilha como requisito mínimo para existência da organização criminosa. DJU 17. RT 750/742).Art.368/76 sido revogado pelo art.3.89. mv — RTJ 128/325.99. Embora o acusado não tenha agido sozinho. sem associação estável (TACrSP.. 399). Pode haver concurso entre roubo qualificado pelo concurso de agentes e quadrilha.400. só com furto simples (STF.85. STJ. RCr 94. A inimputabilidade de alguns não descaracteriza (TJRJ. 68 do CP. prevalecendo a causa que mais aumente (STJ. p. TJRO. Pode haver concurso material de quadrilha com tráfico. Contra. um só aumento. tornam insubsistente a imputação de delito de quadrilha (STJ. RT 570/352). mv — RHC 64. p. contra: STF. RT 754/564).5. PT 783/615). JSTJ e TRF 2/246. RT761/695). se o delito de contrabando foi praticado por apenas três pessoas. Também pode haver concurso material entre estelionato e quadrilha (TRF da 52 R. 82 .95. RT776/571). p. ambos qualificados. RT 721/422-3). 1 2 da Lei n 2 9. ■ Concurso de causas de aumento: Havendo duas causas de aumento (emprego de arma — parágrafo único do art. isoladamente. se não houver organização estável e permanente entre os co-autores (TACrSP. RT 538/383. Julgados 67/63). p.485-9/MG.99. A quadrilha não se confunde com a co-participação em crime continuado (TJPR. por concurso de pessoas ou emprego de armas.035. em decorrência do parcelamento. Inf.. RT553/448. RT544/349. DE JESUS. Pleno. mv. DJU 7. não pode ser condenado por quadrilha se somente ele respondeu ao processo (TRF da 22 R. 30026). 82 da Lei n 2 8. por serem tipos autônomos e com objetividades jurídicas diversas (TJSP. e objetivo de prática de crimes hediondos — art. . RT 752/567. ou seja.04.072/90). in RBCCr 27/364).853. p. RTJ 102/614). RT 748/627).8. RHC 3. aplica-se a regra do parágrafo único do art. tendo o art. 0 fato de um dos acusados eventualmente estar armado. Pet. DJU28. 114/185. não se podendo cogitar de infração continuada (TACrSP. 5. Inexiste incompatibilidade entre os crimes de quadrilha e de roubo qualificado pelo concurso de pessoas e com emprego de armas (TJSP. ■ Crime único: 0 crime de quadrilha é único. 12910. p. HC 62.. bem como a extinção da punibilidade da sonegação fiscal. RT764/562. 77). não havendo bis in idem porque "o porte de arma que qualifica a quadrilha (perigo abstrato) não é equivalente ao emprego efetivo de arma que qualifica o roubo (perigo concreto)" (STF. p.85. sendo necessária a associação permanente com finalidade preestabelecida do cometimento de crimes (TJSP.

RT 707/414). cabe a transação no § 2° deste art. vende. reduzindo-se a pena imposta. Em face do princípio da isonomia (art. e multa. adquire. fabricando-a ou alterando-a. guarda ou introduz na circulação moeda falsa.573 Código Penal Arts. caput. importa ou exporta. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é falsificar. ■ Separação dos processos: A separação facultativa de processo contra os vários membros do bando não impede que um deles seja condenado separadamente dos outros. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. § 1 2.02. que tem a significação de apresentar como .7. 76 da Lei n 2 9.099/95). de três a doze anos. II — de papel-moeda em quantidade superior à autorizada. como verdadeira. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 100 do CP. RT750/565). da Lei n° 10. de 12. 289 (art. e multa. cede. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Moeda falsa (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. 289. RTJ 112/1064). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. em vigor a partir de 12. ■ Transação: De acordo com o art. de três a quinze anos. a restitui à circulação. o funcionário público ou diretor. da CR/88) e da analogia in bonam partem. e multa. Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda. cuja circulação não estava ainda autorizada. 2°. ou fiscal de banco de emissão que fabrica. tendo recebido de boa-fé. troca. a transação será cabível. parágrafo único. a partir da vigência da Lei n° 10. Assim. ■ Sujeito passivo: O Estado. Título X DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA Capítulo I DA MOEDA FALSA MOEDA FALSA Art. 89 da Lei n° 9. Nas mesmas penas incorre quem.259/01. moeda falsa ou alterada. de seis meses a dois anos. emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I — de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei.099/95).1.259. por conta própria ou alheia. Quem. depois de conhecer a falsidade. se no processo desmembrado havia prova da participação de todos (STF. gerente. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena — reclusão. § 22 . empresta. E punido com reclusão. os efeitos desse recurso devem ser estendidos aos co-réus (STJ. entendemos que. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2° (art. § 42 . é punido com detenção. § 32 .01. ■ Extensão: Se em recurso especial se afastou a qualificadora do parágrafo único para um dos acusados. Falsificar. 288 e 289 de intrusos não desejados na exploração da contravenção do "jogo do bicho" (STF. 5°.

opinam pelo enquadramento da conduta no art. Para os tradicionais é o "dolo genérico". Ou alterando-a. depois de conhecer a falsidade. 1956. g. 8). introduz na circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). ■ Recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra: Trata-se de hipótese. ■ Pena e ação penal: Idênticas às do caput. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 289 do CP: HELENO FRAGOSO (Lições de Direito Penal— Parte Especial. 1995. ora no art. A alteração punível. de dar aparência enganosa a fim de passar por original. p. caso em que há modificação ou alteração da moeda. Pune-se a conduta de quem. No caso de dúvida quanto ao conhecimento da Figura privilegiada (§22 ) . e multa. independentemente de outros resultados. Embora recebendo a moeda de boa-fé. totalmente. Na jurisprudência também há divergência. guarda (tem sob guarda ou à disposição). h. Ill. 211). isto é. para que esta aparente valor superior. o agente recebeu o dinheiro como se fosse legítimo. A restituição à própria pessoa de quem recebera a moeda falsa é atípica. MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal. HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. com consciência do curso legal e da possibilidade de vir a moeda a entrar em circulação. antigamente freqüente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa que tenha recebido a moeda de boa-fé. Todavia. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". IX. JÚLIO F. São previstos dois meios de execução: a. adquire (obtém para si. p. 289. como verdadeira. em tese. para outros. c. para que aparente maior valor. ou seja. ■ Tentativa: Admite-se. 108). ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é moeda falsa (vide nota ao caput). onerosa ou gratuitamente). da competência da Justiça Estadual" (Súmula 73). 1985. o crime de estelionato. de três a doze anos. que consiste na vontade de falsificar. v. III. que haja imitação. que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações alternativamente previstas. i.Art. b. 1959. p. TEODOLINDO CASTIGLIONE ( Código Penal Brasileiro. é aquela operada nos sinais que indicam o valor. v. ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. VII. E necessário que a moeda fabricada se assemelhe à verdadeira. 0 objeto material é moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no País ou no estrangeiro. 1959. Não há forma culposa. dando a impressão de verdadeiro. exporta (faz sair do território nacional). 168). Ou seja. A moeda falsa (fabricada ou alterada) precisa ser apta a enganar o homem comum. d. v. troca (permuta). sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. o agente a restitui à circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). portanto. p. X. 955). Moeda de curso legal é aquela cujo recebimento é obrigatório por lei. 190). Não há modalidade culposa. 289 Código Penal 574 verdadeiro o que não é. f. Na hipótese de guarda é crime permanente. e. o agente faz a moeda. b. que o agente fabrica ou altera. Na doutrina. empresta (entrega com a condição de haver restituição). 1965. após ter certeza de que ela é falsa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tipo objetivo: A moeda falsa ou alterada deve ter sido recebida de boa-fé. vende (cede ou transfere por certo preço). cede (entrega a outrem). o STJ entende que "a utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura. por conta própria ou alheia: a. sem dependência de outras conseqüências. ■ Pena: Reclusão. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. classifica-se no art. v. em que o agente apõe algarismos ou dizeres de uma cédula em outra. IV. hipótese em que há contrafação. ignorando a sua falsidade. Fabricando-a. MIRABETE ( Manual de Direito Penal. ora se enquadrando o fato no art. p. 290 do CP. 290 do CP: BENTO DE FARIA ( C6digo Penal Brasileiro. ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. p. v. Circulação de moeda falsa (§ >°) ■ Objeto jurídico. importa (faz entrar no território nacional). da competência da Justiça Federal. não sendo punível a falsificação grosseira. v.

b. contra: HUNGRIA.083. c. ou seja. FRAGOSO. ■ Ação penal: Igual à do caput. não é moeda falsa ou emitida em excesso. e multa. 226). b. mas sim em crime de estelionato. Direito Penal. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. ■ Tentativa: Admite-se. MAGALHÃES NORONHA. 963. 962. com pleno e efetivo conhecimento de que é falsa. apenas haverá infração administrativa. p. a vontade livre e consciente de restituir moeda falsa à circulação. a solução deve beneficiar o agente. v. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Tipo subjetivo: O dolo. 225. v. a retira de onde está guardada e a põe em circulação. d. IV. 1959. emissão ou autorização irregular (§ 39 ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Idênticos aos do caput.575 Código Penal Art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: Detenção. ■ Falsificação grosseira: Se for visível a grosseria da falsificação da moeda. o crime seria formal ( H. de seis meses a dois anos. ■ Tentativa: Admite-se. Comentários ao Código Penal. IX. Ill. diretor. que consiste na vontade de desviar e fazer circular com consciência de que a circulação ainda não estava autorizada. Moeda com titulo ou peso inferior ao determinado em lei (inciso I). Não há figura culposa. Não existe forma culposa. 116. p. referindo-se às do caput reclusão. ■ Consumação: Com a restituição à circulação. Comentários ao Código Penal. IX. Manual de Direito Penal. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 1959. Com a fabricação. ou seja. não se justifica a incriminação no art. v. p. cuja circulação não estava ainda autorizada. v. JúLlo F. e multa. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Objeto jurídico. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 1965. de três a quinze anos. CComp 2. emissão ou autorização seguida do fabrico ou emissão. ■ Pena: "Nas mesmas penas". Para a maioria dos autores não se exige proveito do agente (H. Não há punição a título de culpa. fabrica. caput. é questionado o momento de sua consumação: a. STJ. Pune-se a ação de quem desvia e faz circular essa moeda. 116). de três a doze anos. p. Súmula 73. 85/430. Ill. Direito Penal. ■ Tipo objetivo: Pune-se o funcionário público ou diretor. v. emite. FRAGOSO. autoriza a emissão. RTJ 98/991. Papel-moeda em quantidade superior à autorizada. CComp 24. 1995. 1965. 1995. ■ Consumação: E intranqüila a natureza material ou formal do crime. DJU Desvio e circu/ação indevida (§ 4°) Jurisprudência . 289 falsidade.99. gerente. v. neste parágrafo. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. p. b. que consiste na vontade de praticar a ação. p. Fabricação. comina o parágrafo. com consciência da violação quanto à quantidade. da competência da Justiça Estadual e não Federal (STF. pois. Título é a relação entre o metal fino e o total da liga empregada na moeda. ■ Consumação: Com a entrada em circulação. O objeto material é: a. pois o crime não é punido a título de culpa. ou fiscal de banco de emissão que: a.5. exige-se o dolo direto. 92. MIRABETE. ■ Ação penal: Idêntica à do caput. porém. Para outros autores. 289. 1985. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Por isso. gerente ou fiscal de banco emissor de moeda (crime próprio). ■ Ação penal: Igual à do caput. se forem superiores. autoriza a fabricação. pois é infração material ( MAGALHÃES NORONHA. ■ Tipo objetivo: O objeto material. ■ Pena: Reclusão. não bastando o eventual. IV. e multa. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. p. título ou peso. HUNGRIA. mas a moeda legal. 194). DJU24. p. Para a tipificação é necessário que o título ou o peso sejam inferiores. RT697/370-1. A quantidade inferior é penalmente atípica. III. v.538/SP.

397.5.6.97. Rejeita-se a denúncia. 45. Ap.610.9.92. DJU 6. 289. n°357). 0 agente que. HC 61. p. 15646).12. 4231). pois sua circulação é restrita. 67687). 98. 104. sendo insuficiente o simples fato de ser detentor de maus 2 antecedentes e de ter sido encontrado com veículo de origem suspeita (TRF da 2 R. p. Ap. 171 do CP. Não sendo grosseira a falsificação.2. Ap. no caso de colocação em circulação de cédula falsa de cem reais por pessoa que possui apenas instrução primária e não tem antecedentes (TRF da 4 2 R. 6715. TRF da 2 2 R.94. 11256). DJU 2. 430.6.94. 289 (TFR. v. DJU 26. por ausência de ofensa à fé pública. 44384.394. DJU 26.714-5/RS. CComp 3.5.. configura o delito (TRF da 4 R. tomando conhecimento da falsidade.707.11. RT 789/724). p. p.94. RT 776/712). CComp 4. DJU 29.97).. mv— DJU 18. TRF 2 da 3 R. RT769/726). DJU 13.87. HC 4. RTFR69/208). RT763/685). DJU 3.Art. 574. Ap.6. ■ Colagem: Na alteração de cédula com fragmentos de outra. DJU 18. é imprescindível a demonstração da ciência inequívoca por parte do agente da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R. DJU 12. 96. E crime permanente. p. DJU 2. vigilância e atilamento comuns (TRF da 3 2 R. ora no art.12. AASPn 2 1. p. p.99.96.564. DJU 1.. 23615). Ap.624. Ap.90. 8596). 5.93. 4.863). por conta própria ou de terceiro.2. confirma a sua plena ciência da origem espúria das cédulas (TRF da 3 á R.5. RT 765/732. TRF da 4 á R. se os próprios peritos necessitaram de lupa para certificar-se da falsidade (TFR. § 2 2 . 11952). in RBCCr 14/429. TRF da 1 2 R. 11. RT753/724. § 1 2 . RCr 98. DJU 26. Se a aferição da falsidade somente pode ser feita através de laudo pericial.389. 10304). 9.. ■ Consumação da figura do § 1 2 : A consumação do crime independe da introdução da moeda falsa em circulação.. j. Não é grosseira. in RBCCr 8/228). Ap.. A2 moeda guardada deve ser apta a enganar número ilimitado de pessoas (TRF da 1 R. era suscetível de enganar (TRF da 3 2 R.5. Ap. de atenção. 5653). p. o crime enquadra-se no art.90. .11. DJU 13.81.01. da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R.81. E necessário que a moeda contrafeita tenha potencialidade lesiva.5.82. 1979. e não no art. por quatro vezes consecutivas. Ap. 996. 43505. DJU 17.96.. DJU 4. ■ Guarda de moeda falsa (§ 1 4): E mister reste comprovada a ciência. 2. a mera ação de adquirir ou guardar a cédula. p. 24.. 24. Ap. 289.8.91. absolve-se por inexistência da prova do dolo (TRF da 42 R. p.99. 19970). TRF da 3 2 R. II.10. 289 Código Penal 576 2.65531-0/RS. in RBCCr 14/429). 8. sendo competente a Justiça Estadual (TFR.04.80. moeda que sabe ser falsa (TFR. ficando o estelionato absolvido pela aplicação do princípio da consunção (TRF da 42 R. DJU 4..2. pagando-as com cédula de alto valor nominal e apropriando-se do troco em moeda verdadeira. Jurisprudência Criminal. CComp 7. FRAGOSO.. que se consuma pela simples posse de dinheiro falso (TRF da 2 2 R.8. p. p.024.. p. p.94. DJU 23.01.136. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 2 2 R. p. Ap. DJU 13. ■ Traveler's check Não equivale a moeda falsa. p.95.10. DJU 24. DJU26.. 574.586. in Bo/. 6715. p. ■ Concurso com estelionato: Quem adquire bens utilizando dinheiro falso deve responder somente pelo crime do art.051398-2/PR. in RBCCr 12/288. RT 784/745. iludindo o homem médio (TFR.249.320.8.04. ora se enquadrando a ação no art. Caracteriza-se pela intenção de manter sob sua guarda. p.560. tendo á ciência de sua inautenticidade. 289. se o agente.7.456.. 12. 3.89. Não havendo qualquer indicativo de que o acusado tivesse conhecimento da falsidade da cédula.984. Ap. Se é apta a enganar ilimitado número de pessoas configura o crime do art. Ap. 4. pelo agente. p. 290 do CP (H. 11787... p. 30056. independente da intenção de introduzir na circulação (TRF da 1 2 R. E crime de natureza permanente á (TRF da 2 R. p. p.. TFR.660.89. p. Ap. restitui a moeda ao vendedor (TRF da 1 2 R..R... ■ Introdução na circulação (§1 9): Para caracterização do § 1 2 . impondo-se a absolvição se existir dúvida razoável de que tivesse o acusado essa ciência (TRF da 1 2. in RBCCr 27/363-4). 759/743). 39577.11. DJU 11. 18996. 5..12..746.93. ■ Aptidão para enganar: É pacífico na jurisprudência que a falsificação grosseira elimina o delito. havia divergência jurisprudencial no antigo TFR. Ap. Não se configura o § 1 2.337. DJU 29.7.91. o crime de moeda falsa pressupõe uma imitação capaz de enganar o homem médio. Ap. CComp 4. in RBCCr 27/364).04. 9291. efetua compras de mercadorias de pequeno valor..610. 26116).

ou nela tem fácil ingresso. 290 prevê a formação e não alteração (modificação) de papel-moeda. restituir à circulação cédula. ainda. Supressão de sinal de inutilização (22 parte). O objeto material é nota. ■ Sujeito passivo: O Estado. notas ou bilhetes representativos de moeda. b. 290 é necessário que haja potencialidade lesiva (capacidade para enganar e circular como moeda boa). o art.577 Código Penal Arts. pp. a põe em circulação (TFR. a vontade de restituir à circulação com consciência das especiais condições do papel-moeda ("dolo genérico"). Segundo os autores que opinam pelo enquadramento da referida conduta no art. c. notas ou bilhetes capazes de circular como verdadeiros.) . recebendo a moeda de boa-fé. os justapõe. ■ Consumação: Com a efetiva formação de cédula idônea a enganar (modalidade a). cédula ou bilhete recolhido. ou já recolhidos para o fim de inutilização: Pena — reclusão. A conduta punida é restituir à circulação. Na modalidade b (supressão) é o dolo e o elemento subjetivo do tipo que consiste no especial fim de restituí-Ia à circulação ("dolo específico". Incorre no § 2° do art. suprimir.235. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a (formação) é o dolo.045. DJU 28. com a consciência de que ela poderá circular (na doutrina tradicional é o "dolo genérico"). 290 não é punido a título de culpa.8. Restituição à circulação (última parte). ■ Tipo objetivo: Em sua descrição. em razão do cargo. que consiste na vontade de formar moeda. ■ Tentativa: E admissível nas três modalidades. Com o desaparecimento do sinal indicativo de inutilização (modalidade b). em circulação. O objeto material é a moeda formada com fragmentos (da 1 á parte do caput) ou a que teve seu sinal de inutilização suprimido (da 2 á parte).. sinal indicativo de sua inutilização. utilizando-se de fragmentos de cédulas. Parágrafo único.. 290 do CP contém três figuras: a. para o fim de restituí-los à circulação. de novo. 5724). 289. sob o título Pena. em nota. 289 quem. a restituição não é punível. colocá-la.4. vide nota específica ao art. 290. A conduta punida é a supressão (eliminação ou remoção) de sinal indicativo de sua inutilização. o crime do art. nota ou bilhete em tais condições. de dois a oito anos. O art. O máximo da reclusão é elevado a doze anos e o da multa a (. 289 do CP. Nas três figuras do art. 289 e 290 ■ Figura privilegiada do § 22 : Só se configura se o agente restitui a moeda ã circulação com dolo e efetivo conhecimento de ser ela falsa (TFR. 15033-4).89. Tratando-se do próprio agente que formou a moeda ou suprimiu sinal. . ou seja. se o crime é cometido por funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se achava recolhido. Com a volta à circulação (modalidade c). qualquer outra já recolhida para o fim de inutilização. DJU 19. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Pune-se a conduta de quem. cédula ou bilhete recolhidos. e multa. CRIMES ASSIMILADOS AO DE MOEDA FALSA Art. Formação com fragmentos (1 2 parte). após saber de sua falsidade.86. nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos de cédulas. ou. notas ou bilhetes verdadeiros. p. Na modalidade c (restituição) é o dolo. com finalidade especial: para o fim de restituí-los à circulação (vide Tipo subjetivo). Vide nota ao parágrafo único. Formar cédula. Quanto ao recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra. formando cédulas. RCr 1. ou seja. 7. Ap. para os tradicionais). Crimes assim/lados ao de moeda falsa ■ Objeto jurídico: A fé pública.

357). possuir (ter a posse ou propriedade). p. Comentários ao Código Penal. 2 2 da Lei n° 7. fabricar (construir. 290 ou no art. mesmo que o agente não se encontre. ■ Confronto: Se o agente. adquirir (obter para si). adquirir. Não existe modalidade culposa. 289 do CP (H. que também é aplicável. 291 absorvido (crime subsidiário).209/84 cancelou quaisquer referências a valores de multa. 1 2 ). 230). ao ser preso. Os núcleos indicados são: a. Nas modalidades de possuir e guardar é crime permanente. ou tem fácil ingresso naquela. 291. II. de dois a seis anos. justifica-se o flagrante (STF. ou via de regra. b. Jurisprudência PETRECHOS PARA FALSIFICAÇÃO DE MOEDA Art. abrigar). 290 e 291 Código Penal 578 ■ Pena: Reclusão. 289. e. aparelho. no local onde mantém os petrechos depositados. a imposição cumulativa da pena de multa. 49 do CP. usar o material e falsificar moeda. da competência da Justiça Federal. Em sua redação original. mais adequadamente. abastecer). Em vista do princípio da taxatividade da lei penal (CP. aquele limite tornou-se inócuo.Arts. Costuma-se entender como especialmente os que "mais propriamente. art. Como o art. de dois a seis anos. 1979. em razão do seu cargo. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda. ■ Guarda ou posse dos petrechos: Como é crime de natureza permanente. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é maquinismo. Figura qua//ficada (parágrafo único) ■ Noção: Se o agente é funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se acha recolhido. ■ Pena: O máximo de reclusão é elevado a doze anos. cunhos etc. Geralmente. Jurisprudência Criminal. ■ Colagem: Na alteração da cédula com colagem de fragmentos de outra. a título oneroso ou gratuito. aparelho. possuir ou guardar maquinismo. o crime será apenas o do art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Não se dispensa. p. são os clichês. c. Fabricar. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Petrechos para fa/sif/capão de moeda ■ Objeto jurídico: A fé pública. v. a jurisprudência não é pacífica. prover. ficando o deste art. matrizes. IX. RTJ 118/164). d. entendemos ser indispensável o criterioso e prudente exame do juiz a propósito de ser inequívoco o destino dos objetos. e multa. da competência da Justiça Federal. e mais que a tal fim sejam destinados no caso concreto" ( HUNGRIA. Jurisprudência . porém. manufaturar ou produzir). que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações incriminadas. e multa. guardar (ter sob guarda. o parágrafo único determinava que o máximo da pena de multa era elevado "a quarenta mil cruzeiros". ■ Tentativa: Admite-se. Na escola tradicional é o "dolo genérico". A guarda ou posse de material destinado à falsificação de dinheiro é crime de natureza permanente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. com conhecimento da destinação dos objetos. fornecer. classificando-se a ação no art. 1959. ■ Pena: Reclusão. a titulo oneroso ou gratuito. ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. FRAGOSO. e multa. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: Pena — reclusão. efetivamente. v. moldes. a ser fixada na forma do art. fornecer (proporcionar. além da pena de multa. são utilizados para o fim de falsificar moeda. de dois a oito anos.

O núcleo é emitir. bilhete.79. 8331). ■ Tentativa: Admite-se. ficha. ■ Tipo subjetivo: O dolo.86.099/95). bilhete. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. vales particulares etc. Emissão de tftu/o ao portador sem permissão legal (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. vide nota ao art. nunca foi punida entre nós. sem permissão legal. da competência da Justiça Federal. ■ Sujeito passivo: O Estado. Se funcionário público. p. a vontade livre e consciente de emitir. DJU 5. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago: Pena — detenção. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago. ou multa. "passes" ou passagens. ou multa. de um a seis meses. ■ Objeto jurídico. ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. ■ Tentativa: Pode haver (STF. ■ Transação: Cabe no caput e no parágrafo único (art. ou multa. que tem a significação de pôr em circulação. isto é.099/95). Não abrange os warrants. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Não há forma culposa. bilhetes. 1174. 89 da Lei n°9. sem permissão legal. vales ou títulos. nota. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Pena: E alternativa: detenção. enquanto não cessar a permanência (TFR. 76 da Lei n° 9. 292. Ressalva a lei. EMISSÃO DE TÍTULO AO PORTADOR SEM PERMISSÃO LEGAL Art. prometendo serviços. ficha. ■ Pena: E alternativa: detenção. ciente da inexistência de permissão legal. de modo que a autorização legal exclui a tipicidade da conduta. ■ Tipo objetivo: O objeto material deste delito é nota. p. sem necessidade de endosso ou de autorização do emitente. sendo fato atípico (TACrSP. ainda que ao portador ou sem o nome do beneficiário. A conduta punida.579 Código Penal Arts. ■ Dinheiro e não mercadoria: A emissão de notas.11. DJU 13.459. não bastando à ti pificação a simples feitura do título. é receber ou utilizar como dinheiro. 295 do CP. ■ Consumação: Com a entrada em circulação do título ao portador (crime formal). HC 6. Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos referidos neste artigo incorre na pena de detenção. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é idêntico ao do caput (vide nota). como se vê. de um a seis meses. que consiste na vontade livre e consciente de receber ou utilizar. RTJ 123/1220). utilidades ou mercadorias. porém. especialmente a proteção da moeda contra a concorrência de títulos ao portador. Recebimento ou utilização como dinheiro (parágrafo único) Jurisprudência . de quinze dias a três meses. ou multa. fichas. ■ Tipo subjetivo: O dolo. da competência da Justiça Federal. de quinze dias a três meses. HC 4. de título que contém promessa de pagamento em dinheiro e que é transmissível por simples tradição. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Emitir.385. com conhecimento da falta de autorização com que o título foi emitido.2. conhecimentos a ordem. Trata-se. RT 432/339). ou seja. 291 e 292 autorizando a prisão em flagrante. o agente aceita (toma) ou usa como dinheiro o título ao portador que é objeto material da figura. Parágrafo único. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".

295 (art.259/01. de 12. 293. cabe a transação no § 4 2 . Falsificar. a 2 que se referem este artigo e o seu § 2 . V — talão. 2°. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. desde que não combinado com o art. com o fim de torná-los novamente utilizáveis. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. em vigor a partir de 12. II — papel de crédito público que não seja moeda de curso legal. por Estado ou por Município: Pena — reclusão. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. depois de conhecer a falsidade ou alteração. Em face do princípio da isonomia (art. de seis meses a dois anos. guia.Art. em qualquer desses papéis. estampilha. 295 (art. § 42. Falsificação de papéis púb/icos (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. Incorre na mesma pena quem usa qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. e multa. incorre na pena de detenção. 29. ainda que combinado com o art.099/95). Se funcionário público. fabricando-os ou alterando-os: I — selo postal. depois de alterado. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável. § 32 . 76 da Lei n° 9. § 1 4. de um a quatro anos. Suprimir. 100 do CP. ■ Transação: De acordo com o art. a partir da vigência da Lei n° 10.259. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo ante- rior.1. 89 da Lei n° 9. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe nos §§ 2° e 3°. também cabe no § 4°. caput. 5°. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público.02. Quem usa ou restitui à circulação. IV — cautela de penhor. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ou multa. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena — reclusão. destinado à arrecadação de imposto ou taxa. embora recebido de boa-fé. de dois a oito anos.7. VI — bilhete. . III — vale postal. papel selado ou qualquer papel de emissão legal. Incorre na mesma pena quem usa. recibo. 293 Código Penal 580 Capítulo ll DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS PÚBLICOS FALSIFICAÇÃO DE PAPÉIS PÚBLICOS Art. entendemos que. § 22. Assim.01. a transação será cabível. 295 do CP. e multa. quando legítimos.099/95). da Lei n° 10. desde que não estejam combinados com o art. vide aumento de pena determinado pelo art. parágrafo único. da CR/88) e da analogia in bonam partem. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União.

d. e multa. A finalidade da conduta é especificada: com o fim de torná-los novamente utilizáveis. o agente faz o objeto. alterando-os. ■ ■ Uso de papéis com inutilizagão suprimida (§ 3°) Objeto jurídico. Como é comum aos crimes de falso. sem dependência de outro resultado (crime formal). e multa. art. caso o agente seja o autor da falsificação (fato posterior impunível). ■ Pena e ação penal: Iguais ás do caput. Bilhete. destinado à arrecadação de imposto ou taxa (I). ■ Tipo subjetivo: O dolo. nominativos ou ao portador. b. Dois são os meios previstos: a. Revogado e substituído pelo art. permuta. f. dar aparência enganosa a fim de passar por original.538/78. ■ Ação penal: Pública incondicionada.538/78. mas precisa ser administrada pelo Poder Público. Abrange os estabelecimentos mantidos pela União. 36. ■ Pena: Reclusão. art. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável (V). Na doutrina tradicional é o "dolo específico". 36 da Lei n° 6. quando legítimos. o inciso foi revogado e substituído pelo art. ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido.538/78. O uso abrange a venda. de dois a oito anos.581 Código Penal Art. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal.538/78. São os títulos da dívida pública. ■ Pena: Reclusão. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. com conhecimento de que são papéis falsificados. Não há modalidade culposa. de emissão federal. e. de um a quatro anos. quando legítimos. 293 ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é falsificar. Vale postal (Ill). Pune-se o uso de tais papéis. ■ ■ .. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público (IV). sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. fabricando-os. Uso de papéis púb/icos falsificados (§ 1°) Objeto jurídico. recibo. b. ■ Tentativa: Admite-se. com a finalidade de aparentar maior valor. da Lei n° 6. Não há forma culposa. Tipo objetivo: Incrimina-se a supressão (eliminação ou remoção) de carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a falsificação deve ser apta a enganar. Cautela de penhor. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. estampilha. ou seja. ou seja. Municípios ou autarquias. ■ Supressão de sina/de inutilização (§2°) Objeto jurídico. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Tipo subjetivo: O dolo é o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("com o fim de torná-los novamente utilizáveis"). ■ Consumação: Com a efetiva supressão do sinal de inutilização. apresentar como verdadeiro o que não é. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Estados. Papel de crédito público que não seja moeda de curso legal (II). empréstimo etc. 0 objeto material são os papéis públicos apontados nos incisos do caput. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput ■ Tipo objetivo: Pune-se o uso de qualquer dos papéis públicos indicados nos incisos do caput. e que tiveram suprimidos os carimbos ou sinais de inutilização ( vide nota ao § 2 2). a vontade livre e consciente de usar. 37 da Lei n°6. Não há punição a título de culpa. isto é. parágrafo único. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Na parte referente a selo postal. Selo postal. por Estado ou por Município (VI). A empresa pode não ser pública. hipótese em que há contrafação propriamente dita. caso em que há modificação ou alteração do objeto. estadual ou municipal. guia. papel selado ou qualquer papel de emissão legal. c. ■ Confronto: Em caso de selo postal ou vale postal. Tipo objetivo: O objeto material são os papéis do caput. 36 da Lei n 2 6. mas não alcança a guarda ou depósito. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. O objeto material é indicado: a. Talão. Na escola tradicional é o "dolo genérico".

nas repartições fazendárias.538/78. com conhecimento de que o sinal de inutilização foi suprimido. adquirir. ■ Consumação: Com o efetivo uso ou restituição à circulação. 6. ■ Tentativa: Admite-se. mv — RT 522/331). guias falsificadas. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Ação penal: Igual à do caput. Para os tradicionais é o "dolo genérico". art. tendo recebido os papéis na ignorância da falsificação ou alteração. depois de conhecer (estar certo de) a falsidade ou alteração. pois o "qualquer outro documento". Pune-se a conduta de quem. RT781/553). exige-se que fique comprovado o dolo do agente. consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. e multa. ■ Confronto: Se é selo postal ou vale postal. RT 689/400). 294.85. caso o agente seja o autor da supressão (fato posterior impunível). Fabricar. não há se falar em concurso material. recebendo pagamentos para essa conduta (STF. ■ Tipo subjetivo: Em qualquer das modalidades previstas pelo art.538/78. da Lei n° 6. os usa ou restitui a circulação. Não há punição a título de culpa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 37. . ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. ■ Pena: É alternativa: detenção. ■ Papéis públicos: Não é papel público o formulário de retirada de dinheiro da Caixa Econômica Federal. conforme dispõe o art. mv— RTJ 112/1280).10. fornece. 293. 37. pois tal delito resta absorvido pelo art. 19525). ■ Remissão: Se o agente é funcionário público. ■ Guia florestal: A sua falsificação não caracteriza o delito deste art.Arts. ■ Pena e ação penal: Iguais às do § 22 . pois inexiste forma culposa para esses crimes (TFR. Ap. 293. 293. a que se refere o inciso V do art. da Lei n° 6. com a certeza de que o papel é falso ou alterado. A guia florestal não tem essa destinação. vide nota ao art. ■ Co-autoria: Caracteriza a cooperação psicológica de fiscal do IPI que anuiu em introduzir. de um a três anos. fornecer. 295 do CP. 294. E atípica a restituição à própria pessoa de quem o agente recebeu o papel. 293 e 294 Código Penal 582 ■ Tipo subjetivo: O dolo. § 1° (STJ.269. deve ter características semelhantes aos demais indicados (TJSP. que consiste na vontade livre e consciente de usar ou restituir à circulação. Inexiste forma culposa. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. Funcionário público Jurisprudência PETRECHOS DE FALSIFICAÇÃO Art. art. V. pois a guia a que o dispositivo alude é a que se destina ao fim de recolhimento ou depósito de dinheiros ou valores ex vi legis. mas com a inutilização suprimida do § 2°. ou multa. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. mv— RJTJSP 169/293). possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena — reclusão. servindo ao controle do transporte de madeiras (STJ. de seis meses a dois anos. quanto à previsão para aumento da pena. desde que tenha recebido o papel de boa-fé. ■ Crime-meio e prescrição: A prescrição do crime-fim (sonegação fiscal) abrange o crime-meio (falsificação de papéis públicos) (TJSP. p. que consiste na vontade livre e consciente de usar os papéis. ■ Tipo objetivo: Objeto material são os papéis públicos falsos do caput ou os legítimos. Figura privi/egiada (§ 44 ) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. A dúvida quanto ao conhecimento da falsidade ou alteração deve beneficiar o acusado. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. § 2 2 . possui ou guarda petrechos de falsificação. 293. § 1 9. adquire. DJU 31.

293 do CP). prover).151. ■ Consumação: A simples posse ou guarda do objeto já constitui o crime. ■ Especialmente destinado: E necessário que o objeto se revele especialmente destinado à falsificação dos papéis taxativamente enumerados pelo art. vide art. consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. que absorve a falsidade e o uso de documento falso. Ap. Ap. e multa. 38 da Lei n° 6. b. o crime deste art. conforme dispõe o art. 89 da Lei n° 9. RT781/553). JSTJ e TRF 48/385. possui ou guarda petrechos de falsificação. inequivocamente destinado a falsificar. 294. Quanto ao conceito de especialmente destinados. conduzido de forma oculta. § (STJ. 293 como no do art. sobre a previsão para aumento da pena. dos papéis públicos expressamente arrolados nos incisos do art. 294 ficará absorvido pelo do art. Configura a posse de carimbos e máquinas destinadas à falsificação de recolhimento (TFR. 294.7. 293. c. 5575). desde que não esteja combinado com o art. Funcionário público Jurisprudência Art.583 Código Penal Arts.2. guardar (ter sob guarda. ■ Tipo subjetivo: O dolo. fornece. 294 fica absorvido pela falsidade cometida. a pena é aumentada de sexta parte se o agente é funcionário público (vide nota ao art. 295. RJTJSP 83/407). ou seja. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". declarações de bagagem (TFR. 294 (TJSP. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. a vontade livre e consciente de praticar as ações com conhecimento da destinação dos objetos. 295 (art. DJU 27. DJU 18. 293 do CP (TJSP. ou seja. art. 295. não há se falar em concurso material. Se funcionário público. o crime de sonegação fiscal. 293 (vide nota ao art. fornecer (proporcionar. 294 e 295 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo. adquirir(obter para si). RT 606/303). . 293. o crime deste art. ■ Confronto: Caso o agente use os petrechos e falsifique. p. ■ Objeto inequívoco: Configura este crime a apreensão de carimbo. e. abastecer. 3. 295 do CP. vide nota à expressão no art. aumenta-se a pena de sexta parte. vide nota ao art. RT 542/340).. TJSP. d.257.79. fabricar (produzir ou manufaturar). ■ Tipo objetivo: O objeto material é assim indicado: objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior. Se o agente é funcionário público. Figuras qualificadas ■ Noção: Tanto na hipótese do crime descrito no art. ■ Remissão: Se o sujeito ativo é servidor público. mediante alteração. ■ Tentativa: Admite-se. abrigar). ■ Ação penal: Pública incondicionada.82. ■ Pena: Reclusão. também deve absorver o do art. ■ Concurso de crimes: Se o agente usa os petrechos e pratica a falsidade.099/95). de um a três anos. independentemente da sua utilização ou falsificação (TRF da 1 R. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. 1038). ■ Sujeito passivo: O Estado. E crime permanente nas modalidades de possuir e guardar. 4. p. 291 do CP. possuir (ter a posse ou propriedade). Não há punição a título de culpa. Petrechos de falsificação ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Consumação: Com a efetiva prática de qualquer das ações. As ações incriminadas são: a. adquire. Tratando-se de selo postal ou vale postal.538/78. pois tal delito resta absorvido pelo art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.

a vontade livre e consciente de falsificar. na hipótese do inciso I. aumenta-se a pena de sexta parte. II — selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. do CP. caput. ■ Tentativa: Admite-se.983. O selo aqui referido não tem relação alguma com o selo postal. que entrou em vigor noventa dias após publicada.7. geralmente metálica.00). ■ Tipo subjetivo: O dolo. de dois a seis anos. ou para autenticar ou . em segundo lugar. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. deve ser apta a enganar a generalidade das pessoas. Incorre nas mesmas penas: I — quem faz uso do selo ou sinal falsificado. A falsificação. ■ Tipo objetivo: O núcleo é falsificar. b. que se usa para imprimir em papéis. de Estado ou de Município. em que o agente faz o selo ou sinal). Selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. A falsificação pode ser feita: a. vide art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".00 ( DOU de 17. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. Se o sinal falsificado é o usado por autoridade pública para fiscalização sanitária. enfeitada. para caracterizar o crime. com a finalidade de autenticá-los. 296 Código Penal 584 Capítulo III DA FALSIDADE DOCUMENTAL FALSIFICAÇÃO DE SELO OU SINAL PÚBLICO Art. sem dependência de outro resultado. Sinal público de tabelião é a assinatura especial deste. de 14. § 1 2. selo ou sina/ ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Trata-se de crime formal. b. fabricando-os ou alterando-os: I — selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. Selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. de que o selo é destinado à autenticação de atos oficiais. acrescentou o inciso III ao § deste art. falsifica ou faz uso indevido de marcas.Art. que constitui a sua marca de tabelião e que não se confunde com a assinatura simples (esta chamada sinal raso). 296. ou sinal público de tabelião (ll). Não inclui o selo ou sinal estrangeiro. ou a autoridade.7. de Estado ou de Município (l). Trata-se de peça. que tem a significação de apresentar como verdadeiro o que não é. alterando ( modificação de selo ou sinal verdadeiro). em qualquer de suas modalidades. ■ Consumação: Com a falsificação. 306. o Estado. logotipos. público ■ Sujeito passivo: Primeiramente. o particular even(caput) tualmente prejudicado. É indispensável à tipificação o fim de autenticação de atos oficiais. ■ Confronto: Se há falsificação de sinal empregado no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária. fabricando (é a contrafação. com conhecimento. especialmente os sinais públicos de autenticidade. Se o agente é funcionário público. 296. ■ Alteração: A Lei n° 9. II — quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. Não há forma culposa. ou seja. § 22 . Ill — quem altera. e multa. ou a autoridade. Falsificação de ■ Objeto jurídico: A fé pública. Falsificar. mas compreende os de autarquia ou entidade paraestatal. ou sinal público de tabelião: Pena — reclusão. O objeto material vem assim indicado: a. desde que atribuídos por lei.

é o dolo específico. A alteração e a falsificação devem ser aptas a enganar a generalidade das pessoas. ■ Consumação: Com o uso do selo ou sinal falsificado. ■ Consumação: Com a alteração. utilizar de forma imprópria. os logotipos. independentemente de resultado (sentido naturalístico). independentemente de causar efetivo resultado. ■ Sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. ■ Tipo objetivo: Aqui. agindo em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. formando siglas ou palavras). 296 encerrar determinados objetos. de dois a seis anos. e multa. fa/sificação ou uso indevido de marcas. Não se incrimina (§ 1°. 306. usar indevidamente. Trata-se de crime formal. ■ Concurso de crimes: O uso. é o dolo genérico. o objeto material é o selo ou sinal verdadeiro e não o falsificado. 4. art. que tem o sentido de modificar. ■ Pena: A do caput. b. é fato posterior impunível (ne bis in idem). a vontade livre e consciente de utilizar indevidamente. sabendo que são utilizados pela Administração Pública ou que servem para identificá-la. falsificação ou uso indevido. a vontade livre e consciente de alterar. Aplica-se tanto ao caput como ao § 1°. ■ Pena e ação penal: iguais às do caput. . ■ Objeto jurídico: A fé pública. ///) Figura qualificada (§2°) . Utilização indevida de se/o ou sina/ verdadeiro(§ //) ■ Objeto jurídico.585 Código Penal Art. ou seja. ■ Consumação: Com o efetivo prejuízo ou proveito. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. acrescido do especial fim de agir (em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio). especialmente as marcas. Para a doutrina tradicional. marcas (sinais que se fazem em coisas para reconhecê-las). sujeito ativo e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. que consiste na vontade livre e consciente de usar. I) qualquer uso. Alteração. Uso de selo ou ■ Objeto jurídico. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. a tentativa é teoricamente possível. Incrimina-se quem utiliza indevidamente. /ogotipos. falsificar ou fazer uso indevido de marcas. Para os clássicos. ou seja. mas apenas aquele em que o sinal ou selo público falsificado é usado em sua destinação normal e oficial. 3. ■ Noção: Se o agente é funcionário público ( vide nota no art. Trata-se de delito formal. com conhecimento de que se trata de selo ou sinal falsificado (dolo genérico). alterar. ou comprovar o cumprimento de formalidade legal. sig/as ou outros símbo/os (§12. Trata-se de crime material. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 2. c. ou seja. outros símbolos (sinais. pelo próprio agente que falsificou o selo ou sinal. siglas ou outros símbolos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. falsificar. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo (valendo-se do cargo). ou identifique estes. Nas modalidades de alteração e falsificação. aumentada de sexta parte. signos). O resultado referido pela lei é alternativo (embora indispensável): prejuízo alheio ou proveito próprio ou de terceiro. O objeto material compõese de: 1. parágrafo único. que tem o significado de apresentar como verdadeiro aquilo que não é. siglas (sinais convencionais). as siglas ou outros símbolos da Administração Pública. logotipos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Pena: Reclusão. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são três: a. Há necesssidade de que o objeto material seja utilizado por órgãos ou entidades da Administração Pública. logotipos (conjunto de letras unidas em um único tipo. do CP. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput sina/falsificado ■ Tipo objetivo: Pune-se quem faz uso do selo ou sinal falsificado.

e multa. Nas mesmas penas incorre quem omite. II — na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. o título ao portador ou transmissível por endosso. ■ Carimbo: Não tipifica o crime do art. ou alterar documento público verdadeiro: Pena — reclusão. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório.5. 296 e 297 Código Penal 586 Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: O crime do art. pois o falso inócuo não configura o delito. 297. cuja falsificação é prevista no art. 296. as ações de sociedade comercial. §32. Para os efeitos penais. Em qualquer das hipóteses. 297. por inexistência da forma culposa (TRF da 1 2. nome do segurado e seus dados pessoais. especialmente a autenticidade dos documentos.983. aquela que diz respeito à forma do documento. § 4 2. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.. a falsificação de carimbo para reconhecimento de firmas em tabelionatos. RT 571/394). e a pessoa em prejuízo de quem foi o falso praticado. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO Art. Nesta modalidade. documento público. ou em parte. a remuneração.R. § 22. Ap. aumenta-se a pena de sexta parte. in RBCCr 12/288). No todo. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. no todo ou em parte. ■ Selo: O selo de que fala o art. Ill — em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. documento público. b. de dois a seis anos.569. RT470/335). ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.7. 30064. acrescentou os §§ 3 2 e 4 2 a este art.95. DJU 18. de 14. Se funcionário público.00). os livros mercantis e o testamento particular. vide § 1 2 . II. E que a falsificação seja capaz de causar prejuízo para outrem. é a contrafação integral. Ou alterar documento público verdadeiro. 296 exige a prova inconteste do dolo. pois não se trata de sinal público (TJRS. 296 do CP é o destinado à autenticação de atos oficiais e não a estampilha usada para arrecadação de rendas públicas. ■ Objeto jurídico: A fé pública. . p. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado.Arts. Falsificação material de documento público ■ Alteração: A Lei n° 9. Falsificar. secundariamente. 26. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. que entrou em vigor noventa dias após publicada. 293 (TJSP. quando se acrescentam mais dizeres ao documento verdadeiro. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. É a contrafação.7. é imprescindível que a falsificação seja idõnea para enganar indeterminado número de pessoas. § 1 2 . ou seja. São duas as condutas previstas: a. Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I — na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. no todo ou em parte. a formação do documento. primeiramente. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. 297 pune é a material. Se o agente é funcionário público. nos documentos mencionados no § 32. Falsificar. pois o falso grosseiro não traz perigo à fé pública. há alteração ( modificação) do teor formal do documento.00 ( DOU de 17.

■ Noção: Buscando tutelar os interesses da Previdência Social e. 299 do CP. para fins penais. 168-A. 298 do CP.).00. ■ Pena: A do caput. Se a falsidade é ideológica e não material. As fotocópias ou xerox não autenticados não podem ser considerados documentos. O título ao portador ou transmissível por endosso (cheque. Também é incluído o documento público estrangeiro. v. 327 do CP) e comete de aumento de crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. vide nosso comentário no art. 158). Na escola tradicional é o "dolo genérico". art. não poderão ser equiparados a documento público (SYLVIO DO AMARAL. II e III). E necessário exame de corpo de delito (CPP. Figuras equipa. São também documentos públicos as certidões. ■ Pena: Reclusão. subsidiariamente. 1959. Prevalece o entendimento de que não há concurso com o crime de uso previsto no art. O documento emanado de entidade paraestatal (as autarquias). Os livros mercantis. de acordo com as formalidades legais. documentos públicos por equiparação legal (§ 2 deste art. divide-se a jurisprudência. São alcançados tanto o documento formal e substancialmente público. ou seja. 2 também. IX. 297 ■ Objeto material: E o documento público. p. de 14. na folha de pagamento ou em outro documento de informações destinado a fazer prova perante a Previdên- . nos documentos que enumera. ■ Inciso I: Pune a conduta daquele que insere ou faz inserir. Quanto á noção de Previdência Social. 298 do CP. Se a falsidade é usada como crime-meio para a prática de sonegação fiscal. mas somente "mediante cessão civil. considerando-se como tal o elaborado. d. com a consciência de que pode causar prejuízo a outrem. nota Concurso de crimes). esta a absorve. acrescentou o § 3 2 a este art. ■ Confronto: Se o documento é particular. vide art. Documentos públicos por equiparação (§ 22 ) ■ Noção: Para fins penais. Não há punição a título de culpa. são equiparados a documento público: a..737/65. p. ■ Tipo subjetivo: O dolo.983. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração. Cause especial ■ Noção: Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. Se o documento público falsificado tem fins eleitorais. 0 testamento particular (não abrange o codicilo).587 Código Penal Art. 297). b. 22 e 7 2 . Quanto à diferença que existe entre falsidade material e falsidade ideológica. art. I. como o formalmente público mas substancialmente privado. 304 do CP. Se a falsidade é de títulos ou valores mobiliários. somente ao caput e não aos crimes previstos nos pena (§ f°) §§ 32 e 4 °. a vontade de falsificar documento público ou alterar documento público verdadeiro. 348 da Lei n 2 4. por sua localização. c. 25). vide Lei n 2 7.492/86. e. fotocópias autenticadas e o telegrama emitido com os requisitos de documento público. vide nota ao art. Falsidade Documental. aumentada da sexta parte. c. traslados. ■ Concurso de crimes: a. desde que originariamente considerado público e atendidas as formalidades legais exigidas no Brasil. 1978. Quando a falsidade do documento público foi o meio para a prática de estelionato. vide nota ao art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. b. dando lugar a quatro correntes diferentes (vide. deixam de ser equiparados a documentos públicos" ( Comentários ao Código Penal. do próprio beneficiário. 299 do CP. duplicata. art. por funcionário público no desempenho de suas atribuições. de dois a seis anos. e multa. tais documentos. a Lei n 2 9. se os títulos forem falhos quanto aos seus requisitos essenciais. no art. nota promissória. Como observa HUNGRIA. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar (incs. ■ Tentativa: Admite-se. radas (§ 32 ) punindo com as mesmas do caputaquele que inserir ou fizer inserir. arts. 171 do CP. Vide. As ações de sociedade comercial. Igualmente. 266). Se a falsificação é de carteira de trabalho. quando após certo prazo não mais podem ser transferidos por endosso. warrant etc. 297.7. Esta causa de aumento de pena aplica-se.

297. ou de declaração falsa ou diversa da que deveria constar (incs. II e Ill. contudo. ou de declaraçôes falsas ou diversas das que deveriam constar. A omissão empregada pelo agente deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. restaram equiparados a este. a vontade de inserir ou fazer inserir. 95 da Lei n 2 8. a qual. 299. II e Ill deste § reproduzem. no § 32.Art. secundariamente. Não há punição a título de culpa. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. nos documentos enumerados pelos incisos I. o segurado e seus dependentes que vierem a ser prejudicados. ■ Irretroatividade: Os incisos I. não configura o crime. Na escola tradicional é o "dolo genérico". nos documentos que enumera. o trabalhador avulso e o segurado especial. I). que se refere ao conteúdo do documento.213/91. Outra figura equiparada (§ 49 ) ■ Noção: Este § 42 foi acrescentado pela Lei n° 9. nos mesmos documentos elencados no § 3 2 . . deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de crime doloso. representado pela Previdência Social. As condutas previstas nos três incisos são comissivas. por sua localização neste artigo. 297 Código Penal 588 cia Social. do CP. XXXIX e XL. Vide nota. em documento contábil ou em qualquer outro referente às obrigações da empresa perante a Previdência Social. esta figura equiparada incrimina condutas omissivas. os crimes previstos no § 3 2 do art. ou seja. ■ Objeto material: São os documentos elencados nos incisos I. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar. além dos já previstos no § 2°.876/99 e n° 10. na CTPS — Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a Previdência Social.983.7. b. o nome do segurado e seus dados pessoais. ■ Tipo objetivo: Ao contrário do caput.403/02. II e Ill. Por força dos princípios da anterioridade e da irretroatividade da lei penal maléfica (CR/88. ■ Inciso II: Incrimina a conduta de quem inserir ou fizer inserir. A inserção de pessoa que não seja segurado obrigatório (inc. o empregado doméstico. arts. no art. sob o mesmo título. CP. em sua essência. distinta) da que deveria ter sido escrita. o Estado. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 1 2 e 2 2 ). de 14. II e III). entre outras. h e ido revogado art. Em face da inserção deste § 3 2 no art. fruto de negligência. ■ Objeto jurídico. sujeito ativo e sujeito passivo: Vide notas. art. as seguintes informações: a. o contribuinte individual. ■ Consumação: Com a efetiva inserção de pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. declaração falsa (contrária à realidade. objeto material. ■ Tipo objetivo: Enquanto o § 3 2 trata de condutas comissivas. são segurados obrigatórios as seguintes pessoas físicas: o empregado. 297 não se aplicam a fatos anteriores. aplica-se apenas ao caput. ■ Tentativa: Não nos parece possível. especialmente a veracidade dos documentos relacionados com a Previdência Social. 5°. c. Tratando-se de funcionário público. os documentos mencionados nos incisos I. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. 11 da Lei n° 8. II e Ill.00. De acordo com o art. ■ Consumação: A partir do momento em que a inserção das informações referidas for juridicamente exigível pela legislação previdenciária e/ou trabalhista. não incidirá a causa especial de aumento de pena do § 1 2 . para os quais. atualizada pelas Leis n 2 9. Eventual omissão culposa. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. sob os mesmos títulos. Na primeira hipótese (a) só haverá crime se houver a omissão concomitante do nome dos segurados e de seus dados pessoais (nome + dados pessoais). ■ Objeto jurídico: A fé pública. a sua remuneração. que cuida da falsificação de documento público. não havia imposição de pena. a falsidade empregada pelo agente neste § 3° é a ideológica. punindo com as mesmas do caput aquele que omitir. caput. as alíneas g.212/91. ■ Inciso III: Tipifica como crime a conduta daquele que insere ou faz inserir. fictícia) ou diversa (diferente.

94. não ingressaram no mundo factual e.446. RJTJSP 152/295). Não configura o crime. que se aperfeiçoa independentemente do uso efetivo (TJSP. ■ Placas ou chapas de veículos: Não são documentos públicos (TJSP.86. Jurisprudência ■ Documento público: É o formado por funcionário público.448. quando é falso grosseiro. TJRJ. se os cheques preenchidos não chegaram a ser postos em circulação. Não configura o crime a falsidade grosseira facilmente perceptível (STF. RJTJSP75/317. ■ Guarda sem uso: Não se configura o crime do art. Se forem autenticadas. DJU 18. PJ 44/263). não produz efeito jurídico (TJSP. TJSP. ■ Consumação: E crime de perigo e se consuma no momento da falsificação. TJPR. também. TRF da 4 ? R.90. p. Ap. 107. 5. Não configura o crime a falsificação grosseira que não causa prejuízos a terceiros (TJSP.11. não há necessidade da imitatio veri. por ser crime de perigo. para efeito penal (TFR.581. 6342). mv— RT646/268). ■ Fax não autenticado: Não configura o delito do art. pois não estava credenciado a preenchê-lo (TJSP.576. RT 589/363). DJU 24. Carnês de contribuição previdenciária são (TRF da 2 ? R.9.589 Código Penal Art. RTJ 108/156. RJTJSP 155/304). JSTJ e TRF82/469). 12. ■ Cheque assinado em branco: O agente que preenche cheque assinado em branco. pois. mv — RT 528/311). nota sob o mesmo título no art. TRF da 3 ? R. 6.6.. Falsidade grosseira. 13035). 9799. RTJ 86/291). 15. Contra: Todos os crimes de falsidade são formais e de perigo concreto. RJTJSP 124/471). p. Ap. DJU 1. RT701/303.5. p.9. RTJ 93/1036). configura crime impossível por absoluta ineficácia do meio (TFR. DJU 3. Ap.. Para ser punível. caput. TJSP. RT 587/302. Assinatura feita sem intenção de imitar é falso grosseiro.. RJTJSP 103/442. 64221). RT 606/328.90. TJPR. pois as reproduções fotográficas não autenticadas não constituem documentos (STF. RT778/707). Não é inócua nem grosseira a falsidade que surtiu efeito durante longo tempo (TJSP. RT 584/315. lugar e matéria (STF. ■ I mpressos: Não há crime na posterior reedição de um jornal. Ap. TRF da 2 ? R. PJ48/282). após se apossar dele indevidamente. incapaz de causar prejuízo a terceiros (TJSP.. p. Vide. 297 ■ Tentativa: Não se admite. do CP. em razão do ofício.94. art. ■ Xerox não autenticado: Inexiste o crime. 47851. no mundo jurídico (TJSP. a falsidade deve ser capaz de enganar o homem de inteligência e capacidade estritamente comuns (TJSP. DJU 17. conseqüentemente. in RBCCr 8/227-8..96. mv — RJTJSP 122/507. configura-se o delito (TRF da 1 ? R. Pleno. sem potencialidade danosa (TJSP.. p. RT759/687). TJSP. RCr 63. com atribuição ou competência para isso. RT 589/399). Não . documentos públicos por equiparação (CP. RT605/398). idem. mv — 695/302). RT 746/568). 297. p. RT514/338). No tocante à competência da Justiça Estadual. Vide. vide jurisprudência intitulada Competência. STJ. RT 525/332). ■ Falsidade grosseira: Não é grosseira a falsidade que enganou seus destinatários durante longo período e que só pôde ser descoberta com exame acurado ou por pessoa com conhecimentos especializados (STF. 297 (TRF da 2 ? R. DJU 15. neste estado. RT754/743). Contra: tratando-se de títulos de crédito. 297 se o agente falsificou o documento mas o manteve guardado. Contra: se há possibilidade de causar dano (STF. Requerimento endereçado à administração pública não é (TJSP. deve ser absolvido (TJPR. 0 impresso sob a forma de guia de recolhimento de prestações previdenciárias não possui as características de documento. independentemente da prova do uso (TRF da 2 ? R.4. 299. § 29.788. JSTJ e TRF62/500-1. RHC 3.83). 694/312. também. in RBCCr 7/213. RTJ 108/156. 13493. inapta a causar qualquer prejuízo. bastando que a falsidade seja hábil para iludir o homo medius (TJSP. o que demanda prova do perigo. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Se o acusado não falsificou a carteira nem foi responsável por sua viciosa expedição. Ap.769.196. infringe o art. mv — RJTJSP 80/417. que deve ser grave e iminente. pois é absoluta a impropriedade de ser o jornal considerado documento para fins penais (STF. mv — 123/494.. 297. RJTJSP 78/368).5. DJU 30.

■ Tentativa: Sendo o crime do art. condená-lo pelo delito do art. 1979. TFR. existe concurso material (TJSP. RT 552/409. RT 525/349).9.6. 4855). PJ 48/308. Só crime de uso (STJ. durante todo o curso do processo. que se compõe de etapas e não é passível de execução por um só ato material. RT 539/284. RT768/658). nessa linha. mediante a substituição da foto. ainda que de forma indireta. ■ Concurso com estelionato: A falsificação e uso de cheque caracteriza o crime de falsificação de documento equiparado ao público. na denúncia. previsto no art. ■ Concurso com o crime de uso de documento falso: É pacífico que o agente que falsifica e usa não pode ser punido pelos dois crimes (TJSP. RT757/510). RT 499/308). ■ Capacidade de prejudicar: Não há falso punível. RJTJSP70/336). Só crime de falso (STF. RT 758/633). Ap. Contra: há concurso formal (STF. RT 571/308). b. sequer. Basta a potencialidade apta a enganar e a prejudicar. sua colaboração contribuiu para a consumação do delito (TJMG. o crime do art. . Sem repercussão na órbita dos direitos ou obrigações de quem quer que seja. JSTJ e TRF3/400). TJSP. Ap. sendo inapta a contrafação (TJPR. 297.79. p. TJSP. mv — RJTJSP 120/507. 7526. Ap. não havendo falar em desclassificação para o crime de estelionato (STF.. pouco importando que a ação física da falsificação tenha sido realizada por terceiro (TJRJ. não podia sentença.9. DJU 19. também. sob pena de nulidade ou de não comprovação da materialidade do fato (STF. RTJ 111/232. RT 518/347). RT 750/582. 297. se constituiu meio para a prática do desfalque (H.79. v.. FRAGOSO.4. b. sendo dispensável o efetivo dano (TJSP. RT 575/472). TRF da 1 á R. 297. ■ Concurso com peculato: O peculato absorve a falsidade. DJU 18. mesmo não praticando nenhuma das condutas previstas no art. jurisprudência na nota ao art. TJPR. RT 759/687). 21397.558. § 2°. TJSP. p. RJTJSP 91/480). fornecendo sua foto. 504/333). n° 375. 3. TFR. responde como partícipe. fica absorvida por este (TJSP. Ap. RTJ98/852. RT 571/308.. com o intuito de iludir outras pessoas. DJU 29. 3. RT 755/550). p. RT 530/395). ■ Mutat/o //be//% Imputado ao acusado. DJU 30. RT620/276. confirmada pelo acórdão recorrido. RT 698/340). mv. RT 550/272. sem a potencialidade de prejuízo para outrem (STF. 3. A sonegação absorve a falsidade de documento público (TJSP. caput. em tese.Art. a não ser que o documento tenha um mínimo de idoneidade material que o torne aceitável (TJSP. 304. o exame de corpo de delito direto pode ser suprido pelo indireto (TJSP. ■ Participação: Aquele que. TJSC. 297 Código Penal 590 se perfaz o crime. 539/276. 8275). há falsidade grosseira. Ap. Se o documento não foi apreendido. há controvérsia quanto a qual dos dois crimes ficará sujeito: a. 6. atua como agenciador de Carteira Nacional de Habilitação falsa. 2. ■ Exame de corpo de delito: É necessário exame pericial. Jurisprudência Criminal. TRF da 2á R.863. p. usada como meio para o crime de sonegação fiscal. 297 plurissubsistente. 91/814). o falso não é punível. II. pois.9. DJU 21.90. do CPP (STJ. p. 297. sem observância do art. 6953). RTJ 114/1064. RT 580/316 e 322). sob o título Concurso de crimes. vide.377. 537/304. RT 513/357. TJSP. que não é absorvido pelo uso na prática de outro crime (TJSP. ■ Concurso com sonegação fiscal: Qualquer espécie de falsidade.355. admite-se a tentativa (TJSP. ■ Concurso com apropriação indébita: Há duas correntes: a. ■ Co-autoria: Comete o crime de falsidade documental o agente que manda falsificar documento público. não bastando. RT 760/616).182. 779/548. o crime do art. 171 do CP. sem ser plastificada novamente. a confissão do acusado (TRF da 4á R. PJ 47/278). não é ilícito penal (TJSP. Não configura o crime o falso sem aptidão para causar prejuízo (TJSP. RT 521/361). 384. e desenvolvida a defesa.90. comete. RT 604/351. Todavia.80. ■ Substituição de foto: O agente que altera cédula de identidade de terceiro. Como se trata de questão das mais discutidas. Se a carteira de identidade teve o plástico arrancado e a foto substituída por outra. se constituiu manobra para encobrir apropriação anterior (TJSP.

297 e 298 ■ Confronto com falsa identidade: Sendo verdadeiro e não forjado o documento de identidade. REsp 1.5.11. DJU 5. RT 519/311). 2883. 581/281). sobre ■ Funcionário público (§ 1 4): A exasperação do § 1 2 requer que o agente se tenha prevalecido da função para a prática do crime (STF.426. jurisprudência no art. RT715/435.9. Falsificar.90.5. 297 do CP (TJSP. p. pois se trata de documento emitido por órgão estadual de trânsito (STJ. Documento de estabelecimento particular de ensino: a competência é da Justiça Estadual (STJ. 107. p. TJSP. adultera registro de inquérito policial. 7791). 297 do CP (TJPR. JSTJ e TRF79/327. da fotografia originalmente constante de certificado de dispensa de incorporação do Exército. 299). CJur 6. e multa. 298. 297 (TRF da 4 R.3. mv — RJTJSP 113/561. DJU7. pela troca da foto. Ap. ■ Certificado de dispensa do Exército: A substituição. 2á) E falsidade de documento público. ■ Competência: Se a falsificação é praticada em detrimento de órgão estadual. mas apenas adulterado quanto à fotografia. para vender a coisa ■ furtada. in RBCCr 16/377 — hipótese de passaporte).90. o delito é o do art. 297. sob o título Substituição de fotografia em documento. p. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR Art. Pleno. RT774/560). RT528/346). 307 do CP. . DJU 12. (STJ. mv — RJTJSP 162/305). ainda que o documento seja expedido por repartição pública federal (TJSP. RJTJSP101/500.96. ■ Crime continuado: E crime único e não continuado a falsificação de várias assinaturas para a realização de um único fim (TJSP. 3621.90.4. substituindo-o pelo de outro. 560/323. p. para matrícula em escola superior ou ingresso em cargo público. mv— DJU 28. RT 543/386. RT530/434. 14630. Quanto à competência. também. RHC 59. Súmula 104: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". RT 609/307.856.497. 4. TJSP. RT 490/291). TJSP. mesmo que esta tenha ocorrido antes do início da ação penal (STF. é da Justiça Estadual e não da Federal (STF. CComp 765. Contra: compromete a materialidade e individualização do documento verdadeiro. mv— RTJ 101/559. TJSP. mv — DJU 5. ■ Registro de inquérito policial: A escriturária de delegacia de polícia que.82. RT 649/266. no todo ou em parte.3. ■ Reparação de prejuízo: No crime de falsificação de documento equiparado ao público. Se de taxa rodoviária única. 612/316. RJTJSP 157/301.94. 528/311).591 Código Penal Arts.89. não desloca a competência para a Justiça Federal carteira de trabalho. 3640. RT 707/377). há concurso material (TJSC. a competência é da Justiça Estadual. RT 512/455. 2 ti pifica o crime do art. RT527/311). rasurando o documento a fim de excluir o nome do indiciado. A simples anotação falsa na carteira de trabalho. De Carteira Nacional de Habilitação é da competência da Justiça Estadual. DJU21. Ap. há duas posições: 1 á) E falsidade material de atestado ou certidão.679. DJU 23. TFR. que não acarreta lesão à União. ■ Certidão ou atestado escolar: Quanto à falsidade de atestado ou certidão de aprovação ou conclusão escolar.80. agindo a mando de escrivão-chefe. §1 2 (TJSP.94. 64221. RT758/547). ED 13. DJU 2. não se admite a extinção da punibilidade pela reparação do prejuízo. p. 297 (STJ.5. por tratar-se de delito formal. DJU3.909. Configura crime continuado e não concurso material a conduta do agente que falsifica dois documentos públicos na mesma ocasião. TJDF. p.698. CComp 6. p. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena — reclusão. 307 (falsa identidade) e não o do art.. prevista no art. 4741. § 1 2. vide nota no art. RT 755/550). in RBCCr6/234. pelas mesmas condições de tempo e lugar (TJSP. de um a cinco anos. pp. do CP (STF. E preciso que pratique o crime em face das facilidades proporcionadas pelo desempenho do ofício (TJSP. Ap. por uma do réu. 11. 102/401). incorre no art. TRF da 3 2 R.196. é competente a Justiça Federal (STF. Vide. 592/304.508. 301. prevista no art. Concurso com furto: Se o falso é cometido posteriormente. configurando-se o art. TJSP. 20126-7).9. RT 523/443). 1397). mv— RT 573/344. p..

art. E irrelevante o meio empregado para escrevê-lo. quando nulo por falta de formalidade legal. que é alterada. são requisitos do documento: a. há entendimentos divergentes (vide nota Concurso de crimes. como também não o é o escrito ininteligível ou desprovido de sentido. documento "é todo escrito devido a um autor determinado. ■ Tipo objetivo: As condutas previstas são idênticas às do artigo anterior. A modalidade do falso (material ou ideológico) repercute no cabimento de incidente de falsidade (CPC. segundo a doutrina e jurisprudência dominantes. c. E necessário que seu conteúdo seja juridicamente apreciável. 2. ■ Tentativa: Admite-se. Lei n° 4. ■ Diferença entre falsidade material e ideológica: Por muitas razões. desde que seja idôneo para a documentação. o que se frauda é a própria forma do documento. 297 do CP. d. considerando-se como tal o que não está compreendido como documento público (art. 304 do CP. 3. a seguir indicado. Se o falso em documento particular é material. que possa ter conseqüências no plano jurídico (idem. Se a finalidade é sonegação fiscal. secundariamente. Que tenha autor certo.137/90. aqui. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 299 do CP. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso. Na escola tradicional é o "dolo genérico". contendo exposição de fatos ou declaração de vontade. 297. b. no art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. O escrito anônimo não é documento. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Se a falsidade é ideológica e não material. 299. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração. A identificação deve advir da assinatura ou do próprio teor do documento. Como assinala o mesmo autor. mas seu conteúdo é falso. que consiste na vontade de falsificar ou alterar. art.615/98. caput). 79 da Lei n 2 9. a forma do documento é verdadeira. Se a falsificação tem fins eleitorais. FRAGOSO. Efeitos da distinção: 1. p.729/65 ou 8. transportável e transmissível. IV. 988). enquadra-se no art. 298 Código Penal 592 Falsificação material de documento particular ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 390). art. com consciência da possibilidade lesiva a interesse de terceiro. ■ Pena: Reclusão. 299 do CP. Deve o escrito ser feito sobre coisa móvel. Na falsidade material. Só é indispensável nas falsidades materiais. 297. o que foi comentado com relação à falsificação de documento público (vide nota ao art. isto é. a idéia ou declaração que o documento contém não corresponde à verdade. Na falsidade ideológica. as gravações. a pessoa prejudicada pela falsidade. incide no art. No cível. dotado de significação ou relevância jurídica" ( H. especialmente a autenticidade dos documentos. à exceção do objeto material. Se a adulteração é referente a resultado do jogo de bingo. Exige-se certa permanência. 298. ■ Objeto jurídico: A fé pública.099/95). no art. no todo ou em parte. No caso de reprodução mecânica é indispensável a subscrição manuscrita. Relevância jurídica. O próprio dccumento público. embora não precise ser indelével. 988/91). e multa. 171 do CP). Se a falsidade de documento público é material. poderá ser considerado documento particular. Não se incluem as fotografias. ■ Objeto material: É o documento particular. . não nas ideológicas. 297 do CP). ■ Sujeito passivo: O Estado primeiramente. vide art. Necessita exame de corpo de delito. pp. ou que não é a este equiparado para fins penais (art. Exame de corpo de delito.737/65. previsto no art. art. aplicando-se. § 2 2). é importante observar a distinção que existe entre o falso material e o falso ideológico: a. Não há forma culposa. Seu conteúdo deve expressar manifestação de vontade ou exposição de fatos. 1965. pinturas etc. ao contrário. ou é forjada pelo agente. Para a lei penal. que cria um documento novo. 297. as reproduções fotográficas (xerocópias) não autenticadas de documentos. v. não se considerando documentos os impressos. b. ■ Confronto: Se o documento é público. Quanto à capitulação penal. Forma escrita. Quando a falsidade foi o meio para a prática de estelionato. 349 da Lei n 2 4.Art. de um a cinco anos. se for ideológico. insere-se neste art. mas se é ideológica. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. A simples assinatura em papel em branco não é documento. e. 89 da Lei n 2 9.

necessidade de que resulte prejuízo efetivo (TJSP. pois as declarações falsas contidas na ata compõem o próprio documento particular falso (TJSP. Quem cria documento. forjada ou criada. ■ Capacidade para prejudicar: Não há falsidade sem capacidade para causar prejuízo (H. RT 495/292). ■ Distinção entre falsidade material e ideológica: Na falsidade material o que se falsifica é a materialidade gráfica. alheios à prova de qualquer direito ou obrigação. v. RT571/310). necessário para tornar possível a aceitação do falso por verdadeiro e enganar não apenas um indivíduo ou um grupo determinado de pessoas. e não. o crime é de falsidade material e não ideológica (TJSP. ■ Papel assinado em branco: É falso material e não ideológico a conduta de quem se vale de papel assinado em branco para forjar documento que não lhe fora confiado para posterior preenchimento (TJSP. jurisprudência no art. II. 1979. 651/260). 299. DJU 30. porém. comete falsidade material e não ideológica (TJSP. 171 do CP. sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia.95. tranca-se a ação penal. 616/295. RHC 3. assim como papéis totalmente datilografados ou impressos sem assinatura (TJSP. e não à forma. RT519/320). A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. RJTJSP 104/440.5. visto que a alteração falsificada foi submetida a registro na Junta Comercial (TJSP. Jurisprudência Criminal. RTJ 122/557). Não se configura a falsidade se o agente não teve a menor preocupação de imitar a letra da vítima (TJSP. FRAGOSO. 298 Jurisprudência ■ Documento: As fotocópias e outras reproduções mecânicas. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. ■ Falsidade grosseira: O crimen fa/si só existe quando realizado com um mínimo de idoneidade material. para criação de novo sindicato. Os representante sindicais que procedem à lavratura de ata de assembléia. RT513/367). quando não autenticadas. mas a coletividade em geral (TJSP. RT 510/348). mas este dele se apossou. . TJSP. 335 do CP (TJSP. TJSC. isto é. é ação posterior irrelevante (TJSP. se apurada a autoria ou mesmo para imputação do crime de uso de documento falso. não bastando simples rabisco (TJSP. RF257/295). visível. 297 do CP. ■ Autoria da falsidade: Estando comprovada a falsidade da assinatura da vítima na alteração do contrato social da empresa. n° 237. RTJ 105/960). Não há. RJTJSP 181/270. e não a partir de sua utilização. na confecção desta e não quando do registro (STF. RT 774/586). mas não havendo prova da autoria do delito. na ideológica. que não ocorreu. JC 69/515). ■ I mitação do verdadeiro: E necessária a imitação do verdadeiro. 298. Vide jurisprudência na nota ao art. RJTJSP 176/320-1). ■ Concurso com estelionato: Vide jurisprudência no comentário ao art. Quando esta é alterada.593 Código Penal Art. RT637/265). ■ Concurso com crime de uso: Não há concurso entre falsidade e uso do documento falsificado (TJSP. Não podem ser objeto de falso os documentos juridicamente inócuos. p. 514/321). RT 580/322). Vide. 297 do CP. ou alheios a fato com efetiva ou eventual relevância na órbita jurídica (TJSP. Se o papel firmado em branco não foi confiado ao agente. RT 528/321). ■ Concurso com perturbação de concorrência pública: Inadmissível a absorção da falsificação de documento particular pelo delito do art. o do art. valendo-se de identidade alheia. no caso de escritura. enquanto o falso ideológico diz respeito ao conteúdo do documento (STF.446. RT 507/341). Basta a possibilidade de causar dano (TJSP. levando-a a registro e arquivamento em cartório. RTJ 124/976). PT770/551). 13493). ■ Consumação: Consuma-se com a efetiva falsificação ou alteração. é seu teor ideativo ou intelectual (STF. também. RT729/522. ■ Concurso com crime de tóxico: A falsidade de receita médica para a compra de entorpecentes é absorvida por esta (TJRJ. do documento. RT 522/359). cometem apenas o crime do art. RJTJSP 108/471). também. não são documentos por sua inaptidão probatória (STJ. sob os títulos Xerox não autenticada e Impressos. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade objetivou ocultar apropriação anterior. O falso material envolve a forma do documento. RT 571/308. RJTJSP 157/304.

São três as modalidades alternativamente previstas: a. Se o agente for funcionário público. RHC 62. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. especialmente a genuinidade ou veracidade do documento. 298 do CP). O agente.85. o Estado. "é mister que a declaração falsa constitua elemento substancial do ato ou documento". 298 do CP. DJU 2. necessariamente.099/95). ser quem redige o documento. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena — reclusão. com o fim de prejudicar direito. de um a cinco anos. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. não menciona) fato que era obrigado a fazer constar. declaração que dele devia constar. Parágrafo único. e multa.8. RJTJSP 174/307). e não o falso material (vide. diretamente. Fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. No crime deste art. coloca) declaração falsa ou diversa da que devia ser consignada. Contra: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". no art. o objeto material é o documento público (vide nota ao art. Omitir. comentário com o título Diferença entre falsidade material e ideológica). 299. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput (art. O agente omite (silencia. configurando o interesse da União (art. a pessoa prejudicada pela falsidade. pois está sujeita à fiscalização federal. FALSIDADE IDEOLÓGICA Art. mas o agente atua indiretamente. posto que o exame é essencial à apuração da verdade e à decisão da causa (STF. 298 e 299 Código Penal 594 ■ Exame de corpo de delito: O crime de falsidade material requer exame de corpo de delito (STF. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. A conduta é omissiva. Se o prejuízo causado pela falsificação de atestado médico do INAMPS. insere (faz constar. 299. em documento público ou particular. 298. embora particular.743. RTJ 122/557). e reclusão de um a três anos. secundariamente. e multa. fazendo com que outrem insira a declaração falsa ou diversa. Em qualquer das modalidades. Se o agente é funcionário público. ou seja. se o documento é particular. ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art.Arts. seria suportado exclusivamente pela empregadora. Estando os documentos à disposição para exame. Omitir declaração que dele devia constar. aumenta-se a pena de sexta parte. 297 e § 22 do CP) ou o documento particular (vide nota ao art. a fim de justificar faltas ao trabalho. com o objetivo de ingressar em instituição de ensino superior. 109. Fa/sidade ideológica ■ Objeto jurídico: A fé pública. RTJ 121/110). torna-se este indispensável e sua falta induz nulidade absoluta. pois "uma simples . sua falsificação é de documento público (STF. se o documento é público. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. é indispensável que a falsidade seja capaz de enganar. vide parágrafo único. 299 incrimina é a ideológica. O comportamento é semelhante. p. ■ Reconhecimento de firma: Mesmo em documento particular. b. c. ■ Competência: Compete à Justiça Federal processar e julgar o crime do art. 89 da Lei n° 9. da CR/88) (STF. IV. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. não precisando. 12047). Inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. que se refere ao conteúdo do documento. e tenha por objeto fato juridicamente relevante. RT 747/603).

não constituirão" ( MAGALHÃES NORONHA. São assentamentos os indicados na Lei n° 6. ■ Pena: Se o documento é público. 54. 163). ■ Tipo subjetivo: O dolo. inserir ou fazer inserir. a inscrição de nascimento inexistente configura só o crime do art. também não admitindo a tentativa na modalidade de inserir.737/65.■ Duas são as hipóteses: a. 237). mera irregularidade. constitui o crime do art. e a falsidade posterior ao parto suposto ou à supressão ou alteração de direito de estado de recém-nascido. 1985. 299 mentira. exige-se que se trate de papel entregue ou confiado ao agente para preenchimento.. caracteriza o crime do art. ■ Remição de pena: Declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido. o falso ideológico deve ter a finalidade de prejudicar direito. e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("com o fim de prejudicar direito. 299. 1995.729/65 ou 8. Não há forma culposa. caso contrário. MIRABETE. de pessoa física ou jurídica inexistente (Il) e de pessoa jurídica liquidada de fato ou sem representação regular (Ill).595 Código Penal Art. A alteração da verdade deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direito. contra. Manual de Direito Penal.492/86. ■ Falsidade de registro civil (registro de filho alheio como próprio): A chamada adoção à brasileira. Direito Penal. é atualmente objeto de definição penal especial. parágrafo único. ■ Confronto: Se o fim é sonegação fiscal. responderão como co-autores de crime de falsidade o gerente e o administrador de instituição financeira ou assemelhada que concorrerem para que seja aberta a conta ou movimentados recursos sob nome falso (/). será "um dado supérfluo. Código Penal Brasileiro. 350 da Lei n°4. 1995. Se o crime é o de registro de filho alheio como próprio. Direito Penal. indiferente" ( MIGUEL REALE JÚNIOR. IV. Todavia. e multa. ■ Microempresa: Nos termos do art. art. segundo orientação dominante. 299 do CP (LEP. Ill.137/90. Se a fo ún/co) falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil.327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. 304. IV. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso do art. 53). 64 da Lei n°8. sob igual título. p. vide art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. IV. VII. a falsidade de declaração prestada. 242 do CP. Figuras qua/ifi.898/81 inseriu no art. de um a três anos. 1959. Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. e multa. v. v. p. 9 2 . b. p. Direito Penal. 299 do CR ■ Contas bancárias "fantasmas": Segundo o art. 66 da Lei n° 9. MAGALHÃES NORONHA. ■ Consumação: Com a efetiva omissão ou inserção. simples preterição de formalidade etc. reclusão. Se a falsidade ideológica é para fraudar a fiscalização ou o investidor de títulos ou valores mobiliários. Quanto ao concurso com estelionato. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante"). 242 do CP (vide nota a esse artigo). p. 130). 241 do CP. v. 1995. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". Como consigna a lei. Se o documento é particular. 166. por parte de funcionário público em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental.015/73. inócuo. ■ Tentativa: Admite-se.841/99. 171 do CP. que consiste na vontade livre e consciente de omitir. 33 da Lei n° 9. calas (parágra. e JÚLIO F. salvo na modalidade de omitir declaração (nesse sentido: DAMÁSIO DE JESUS. vide Lei n° 7. Quanto à simulação. in RT 667/250). que a Lei n° 6.605/98. . Lei n° 4. vide nota ao art. objetivando os benefícios da mesma. caso contrário. antes enquadrada neste art. Se há fins eleitorais. de um a cinco anos. reclusão. v. p. não é pacífica na doutrina a sua caracterização como falsidade ideológica (contra: BENTO DE FARIA. Tratando-se de afirmação falsa ou enganosa. vide art.383/91. 242 do CP. ou omissão da verdade. o delito do art. art. v. o falso será material. Na hipótese de abuso de folha assinada em branco. art. criar obrigação ou alterar a verdade (vide Tipo subjetivo).

Jurisprudência ■ Distinção entre falsidade ideológica e material: A falsidade material envolve a forma do documento. RJTJSP 84/384). para tais fins. e por esse motivo. JSTJ e 165/121). c. que estas são testemunhas da declaração e não do fato declarado. já que tal afirmação dependia de averiguação por parte do funcionário (TJSP. 299 Código Penal 596 ■ Prescrição: Tratando-se de falso em registro civil. RJTJSP 170/297. para produzir efeito jurídico com força probante. j. simples requerimento ou petição não é considerado documento para efeitos penais (TJSP..15. ■ Requerimento ou petição: Ainda que contenha informação inverídica. RT779/548. RT 537/301). ■ Falsidade "culposa": Não há falsidade ideológica culposa (TJSP. RJTJSP 170/297). h. RJTJRS declaração cadastral não é falsidade ideológica. RT 513/367). ■ Pena: A do Caput. 24360-1). RTJ 115/171. sob pena de inépcia (TJSP. JSTJ e TRF89/415). RJTJSP 107/432). forjada ou criada. 590/334. Assim. 298 do CP. 0 pedido de registro de nascimento sujeito a verificação judicial (TRF da 4 . A falsa declaração em requerimento de atestado de residência (TJSP. não é idônea para configurar o crime de falsidade ideológica (TJMS. RTJ 105/960). não caracterizam o delito: a. Ap. Não há falsidade ideológica sem consciência da falsidade (TJSP. 157/304. com o fim de obter emprego em empresa privada. RT602/336. b. RT779/634.. RT 525/349).4. 2 RJTJSP 124/524-7.90. 24. g. e. na presença de testemunhas.. ■ Concurso de pessoas: Note-se. A declaração prestada por particular ao funcionário. 7839). ■ Tipo subjetivo: O crime de falsidade ideológica só se perfaz como dolo específico (STF. RT733/543). á ■ Consumação: Consuma-se pela inserção da declaração falsa (TRF da 4 R. RT 649/247). TJMG. mv RTJ 143/129-30). e não à forma. A denúncia deve referir-se ao elemento subjetivo. RJTJSP 81/367). TRF da 1 2 R. 642/283. de comprovação. vide nota ao art. feita em documento público ou particular. A declaração. p. mv— RJTJRS 165/78. por sujeitar-se à pronta averiguação (TJSP. do CP. in Bol.701-3/0. TJRS. Não há crime de falso na petição de advogado que . se depender.. RT 519/363). enquanto a ideológica diz respeito ao conteúdo do documento (STF. aumentada de sexta parte. O requerimento dirigido à OAB para fins de registro. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. Quando esta é alterada. contendo informação falsa sobre a residência do requerente (TRF da 1 á R. pois aquela declaração não é documento (TJSP. TJSP. IV. A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. deve valer por si só. Vide. TJMG. A inserção em carteira de trabalho de falsos vínculos empregatícios. ainda. A declaração prestada pelo agente de que o protesto referia-se a homônimo (TJSP. 4. mas se valendo de identidade de outrem. 543/331). Se o agente cria documento.2. que é o fim de prejudicar direito. no caso de declaração perante o registro civil. TJRS.2d. jurisprudência com igual título no art.90. A simples declaração de endereços falsos em TRF38/481. RT 719/390. interpretando que a possibilidade de verificação da verdade só se aplica quando esta é apurável por meio de confronto objetivo e concomitante da autoridade (STF.10.. 166. RT672/292. Serão partícipes do crime só se tiverem agido com conhecimento da falsidade. RT508/327). 491/292). de que o título extraviou-se (TJSP. mv— DJU25. DJU ■ Documento sujeito a verificação ou comprovação: Não existe falso ideológico em documento sujeito a verificação (TJSP. RCr 17. RT701/317.481. HC 278. 0 preenchimento de questionário junto ao Banco Central. 2 com vistas a se habilitar a cargo de mando em instituição financeira (TRF da 3 R. Ap.988.. f. em pedido de concordata (TJSP. JSTJ e TRF77/486). criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante (TJSP. pp. RT 524/344).762-3/1 in Boi IBCCr 89/441. TRF da 3 2 R. IBCCr 100/524). ou a declaração de não possuir títulos protestados.R.00. RT 537/272). Há ressalva.Art. Não pode haver participação culposa (TJSP. A declaração de não estar respondendo nem ter respondido a nenhum inquérito policial. RT 792/722).. TRF da 3 R. o falso é material e não ideológico (TJSP. JSTJ e TRF39/451. mv— RT691/342. 111.

8. 298 do CP. potencialidade lesiva (TRF da 4 2 R.85..94. ■ Inidoneidade do falso: E impunível a falsidade ideológica que não tenha. a existência de dois boletins de ocorrência a propósito do mesmo fato não constitui falsidade ideológica. DJU 3. em vista do fim a que se destinava (TJRS. Não há crime de falso ideológico se inexistiu dano. Ainda que mal explicada. 299. ■ Dano potencial: a. mv — RJTJSP 81/366). A falsidade ideológica não exige dano efetivo. pois não beneficiou o agente nem prejudicou terceiros (TJSP. 17. 15894. ainda que não resulte efetivo prejuízo ou lucro (TJSP. mas apenas ressarcir-se daquilo que achava justo (TJSP. 0 fato jurídico relevante não basta ser indicado apenas hipoteticamente. bastando a potencialidade de evento danoso (STF. p. in RBCCr6/234). RT613/311). ■ Microfilme: Inexiste a materialidade do delito se o documento é apenas um microfilme. RJTJSP 157/304). RT585/334). RT 783/582). TJSP. restringem-se as conseqüências da hipótese aos arts. RT 609/319. se o papel fora confiado ao agente. b. JSTJ e TRF 35/339. por ser o seu uso inócuo (TRF da 32 R.9. não configura o crime do art. mv— DJU 17. Quanto ao abuso de folha assinada em branco. j. sob o título Papel assinado em branco.92. e 18 do CPC (TJSP. DJU 27.597 Código Penal Art. potencialidade de dano (TJSP. se o falso era grosseiro.99). ■ Assinatura de papel em branco: O preenchimento de folha de papel assinada em branco é falsidade ideológica. afirma ser ele. Ap. TJSP. II.995-3/3. reprodução fotográfica. 4798. 25938. Ap.96. STJ. 765/592.2. ■ Crime único: Não respc idem por falsidade em concurso material os agentes que se utilizam de oito falsificações para instruir um único pedido de autorização para sorteio de carros. incapaz de enganar e causar prejuízo (TFR. que não pode dar ensejo à responsabilidade penal (TRF da 22 R. RT760/593). Não é falso ideológico a assinatura verdadeira de fichas em branco (TJSP. RT 520/370). RJTJSP 81/365). TJSP. se os documentos não apresentam contradição e um deles não foi subscrito pelo acusado (TJSP. TRF da 3 R..963. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. pois esta não quis prejudicar direito. Ap. RT 559/368). ao menos. Não há crime. RJTJSP 175/148). mas se este se apossou do papel..071. p.. não apresentam. DJU 2 19.. Não tipifica o crime do art. se não havia possibilidade de prejuízo. RT 763/705). RJTJSP 174/314-5. embora contenha em si ostensivamente o requisito da alteração da verdade documental (TJSP. já que não é potencialmente lesiva nem prejudica direitos ou cria obrigações (STJ. objetivando permitir o licenciamento de veículo em local diferente do imposto pela legislação de trânsito. ou era ineficaz. JM 131/480).11. RT760/681). O falso ideológico exige que seja verossímil (TJRJ. TJMG. como garantia de jóias entregues em consignação. RT704/410. não constitui ilícito penal. neste caso. 64215. p. 6. 299. RT 641/388. pois tal cessão só se opera mediante escritura pública (TJSP. com intuito de afastar óbice à percepção do seguro. o dano é pressuposto da falsidade (STJ. 1 0. mv— JSTJ e TRF 52/203-11). ■ Capacidade para enganar: Inexiste o crime do art. A falsidade inócua.9. isoladamente. se os documentos não estão revestidos das características que os tornam hábeis a enganar (TJSP. 299. ■ Boletim de ocorrência: E documento público. TJSP. porquanto as falsificações. e não o filho menor. RT543/321. que estava dirigindo (STF. vide nota ao art. RT553/401. é falsidade material (TJSP. CEsp. 299 nega a autenticidade de assinatura verdadeira. RT 499/307). p. Configura-se. RT641/388. RT767/584). 15. RT531/328). A conduta do agente que presta declaração inverídica a respeito do seu domicílio. Ap. 81. TRF da 22 R. JSTJ e TRF38/481). TJMG. 299 a falsidade de documento particular de cessão ao portador de direitos hereditários. ■ Nota promissória assinada em branco: 0 preenchimento do valor e data de vencimento de nota promissória assinada em branco pela vítima e deixada com a acusada. sem qualquer repercussão na órbita dos direitos e das obrigações de quem quer que seja. praticando falsidade ideológica o pai que. mv— RT 523/326). 256. . Não há crime.173. não caracteriza o delito do art.

não configura o delito deste art. ■ Depoimento pessoal: A omissão da verdade ou inverídica declaração. em depoimento pessoal. inserida ou feita declaração falsa diversa da que deveria ser escrita. para emissão de passaportes. sob pena de inércia (TJPR. 130 da LEP (TJSP. RT 783/754). ■ Exame pericial: A falsidade ideológica dispensa a prova pericial (STF. mv— JSTJ e TRF 52/203). RTJ 125/184. RT 690/320). DJU 4.6. identificando o código da doença. CEsp. p. in RBCCr 10/221). 11957. visto que estes são autênticos em sua forma e falsos em seu conteúdo (TRF da 1 2 R. mas sim o do art. 299 do CP (TJSP. apresenta simples fotocópia de carteira da OAB pertencente a pessoa já falecida e preenchida com os dados pessoais do acusado. E ensinamento doutrinário que sobre o fato doença é que o falsum deve versar. ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art. de gabaritos em vestibular não tipifica crime de falsidade ideológica.140. de dados pertencentes a pessoas diversas daquelas cujas fotografias foram apostas nos documentos. DJU 1. 24360-1). pp. através de "cola eletrônica". 299 do CP (TJSP. que goza de fé pública (TRF da 3 2 R. 299 (TJSP. 0 fato . por não possuir a peça processual natureza de documento (TRF da 3 2 R. não configura falso ideológico (STJ. Não constitui falsidade a mentira em declarações meramente enunciativas. in RBCCr 10/221). Ap. 299 o fornecimento. pois reprodução fotográfica não autenticada não constitui documento (TJSP. p. RT595/336). ■ Mandado de intimação: Não caracteriza o crime do art. ■ Declaração de pobreza: Firmada pelo acusado para beneficiar-se da justiça gratuita. RT 651/306).140.Art. p. após solicitação de autoridade policial.419. JM 131/480).. ■ Registro de menor "adotado": O registro de filho alheio como próprio passou a ser tipificado pelo art. opina pela necessidade de tratamento ou de repouso. ou seja. por prevalecer a data firmada por oficial de justiça. RJTJSP 183/294). 4. TJMG. A denúncia deve abranger. RCr 4. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Não tipifica falsidade ideológica o atestado médico que.81. HC 84. 242 e não mais pelo art. não comete o crime de falsidade ideológica nem de uso de documento falso.95. ■ Passaporte: Caracteriza o delito do art. 3027. 301 do CP. ■ Habilitação de casamento: A declaração feita em processo de habilitação de casamento. Ap. ■ Relevãncia: A falsificação precisa ser relativa a fato juridicamente relevante (TJSP. na verdade. ■ Diploma superior: A falsidade ideológica de diploma de estabelecimento de ensino superior apto a receber registro no MEC é de documento público (TRF da 4á R. em que consistiu o fim do agente. a descrição do elemento psicológico do tipo. DJU 1. mv— RT758/502. conforme a sua modalidade (TFR. HC 84. p.2. que não existe in incertam personam (STJ.988.95. 5314). ■ Vestibular ou concurso público: O preenchimento. ■ Defesa prévia: Não configura falsidade ideológica a apresentação de defesa prévia com rol de testemunhas presumidamente fraudulento. RT 776/530). além dos elementos materiais que configuram o crime. DJU 26. 299 a aposição de data falsa de intimação em mandado judicial.. RT 613/311). criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. TRF da 1 2 R. RJTJSP 170/336. RT781/648). RT 605/269)..81. Contra: depende.102. 4.2. esta fora apreendida (TJSP.90. não se enquadra no art. também. insuficiente para caracterizar o estelionato. DJU 17. 39 do CP) não configura o delito do art. pois neles não foi omitida.. de que o pai da noiva encontrava-se em lugar ignorado há mais de quinze anos. TJSP. RT546/344). RT784/603). 299. 3027. RT 780/707). a eventual fraude mostra-se.10.. não sobre juízo de convicção (TJMT. sem potencialidade para prejudicar direito. ou sobre fatos a respeito dos quais o documento não se destina especificamente a provar: era caso de pessoa que alegara haver perdido a carteira de habilitação quando. ■ Xerox não autenticado: O agente que. tendo em vista o preceituado no art. 299 Código Penal 598 ■ Denúncia: Não basta que a denúncia indique o elementar "fato jurídico relevante" apenas hipoteticamente (STJ.11.

e de um a três anos. ■ Concurso com falsa identidade: Se o acusado compareceu em juízo sob falso nome. 307. Na doutrina. sob os títulos Autodefesa e Para ocultar o passado. RJTJSP 154/285).3. especialmente a autenticação de documentos. considera-se indiferente ser o reconhecimento feito por semelhança. ■ Concurso com sonegação fiscal: Se usado para sonegação fiscal. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade da autenticação da guia "DARF" teve por finalidade tornar viável o cometimento de apropriação indébita. ■ Sujeito passivo: Primeiramente o Estado. ■ Competência: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". TJSP. 171 do CP. no art. para beneficiar o menor (vide jurisprudência na nota ao art. como verdadeira.599 Código Penal Arts.778. ainda que eventual. Súmula 62 do STJ: "Compete à Justiça Estadual processar e julgar o crime de falsa anotação na carteira de trabalho e previdência social. deve a corrupção. se o documento é público. 89 da Lei n° 9. absorve aquele (TRF da 5 R. em face da alteração que lhe introduziu a Lei n° 6. ■ Concurso com corrupção: Em se tratando de delito-meio. RJTJSP 174/314). Reconhecer. de um a cinco anos. firma ou letra que não o seja: Pena — reclusão. Pune-se o reconhecimento como verdadeiro de firma ou letra que não o seja. sem dependência de outra conseqüência (delito formal). de 30. RT 767/718). a competência é da Justiça Estadual (STJ. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. visando evitar descoberta de seus antecedentes criminais. Fa/so reconhecimento de firma ou letra ■ Objeto jurídico: A fé pública. e. como delito-fim (TJMG. Inocorrendo lesão aos serviços da União. jurisprudência no art. Se o documento ideologicamente falso destinado à obtenção de benefício previdenciário sequer chegou a ser usado perante o INSS. atribuído a empresa privada". ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é reconhecer (atestar. autêntico ou indireto. 242 do CP. secundariamente. RT643/330). RT697/288. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. no art. ou na dúvida quanto à sua autenticidade. ■ Confronto: Se há fins eleitorais. 6270. também. 352 da Lei n° 4.4.898. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Vide. o falso ideológico é absorvido por aquele crime (TFR. 531/320). . HC 6. Não há punição a título de culpa. desclassifica-se para o art. RT 729/507). vide art. Antes era dominante a orientação que decidia ser atípica a conduta de registrar filho alheio como próprio. este delito.. nota Concurso de crimes). certificar). tanto no caso de documento público como particular (art.87. e multa. p. FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA Art. a pessoa prejudicada. no exercício de função pública. 307 do CP (TJSP. agora. 299 e 300 enquadra-se. ■ Concurso com estelionato: Há quatro correntes diversas ( vide.737/65. como crime-meio.099/95). ser absorvida pelo falso ideológico. Firma é a assinatura. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário com fé pública para reconhecer (crime próprio). Consiste na vontade livre e consciente de reconhecer firma ou letra que sabe ser falsa. ■ Tipo subjetivo: Exige-se o dolo. ativa ou passiva. enquanto letra é o manuscrito todo da pessoa. ■ Consumação: Com o efetivo reconhecimento. 242 do CP). embora possa haver partícipe sem essa qualidade. se o documento é particular. DJU9. e multa. 300.81. que só se costuma reconhecer em casos de testamento de próprio punho.

que compreende a ciência da falsidade da assinatura reconhecida. E nula a denúncia omissa a respeito do dolo.7. parágrafo único. atestado ou certidão. 5 2 . independentemente do fim dado ao documento em que a firma foi reconhecida (STF. no todo ou em parte.1. Certidão ou atestado ideo%gicamente fa/so (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública.02. a partir da vigência da Lei n° 10. só na civil (TJSP. RT 524/458). Em face do princípio da isonomia (art. aplica-se. 300 sem procedimento doloso do agente (TJSP. caput. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Se o documento é particular. § 2°. atesta ou certifica falsamente. ■ Sujeito passivo: O Estado.Arts. pelo confronto com a firma constante dos registros do cartório. 76 da Lei n° 2 . no § 1 e na combinação de ambos com o § 2 2 (art. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. e multa. e multa. ■ Consumação: Consuma-se com o reconhecimento.259/01. em razão de função. De acordo com o art. fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no Assim. sem ressalva ou explicação. pois não existe o crime do art. RF 193/327). da Lei n° 10. além da pena privativa de liberdade. 89 da Lei n°9. RT512/333).099/95). Falsificar. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. entendemos que. CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO Art. reclusão. de um a cinco anos. Pune-se o funcionário público que. a art. em razão de seu ofício (crime próprio). ■ Formas de reconhecimento: O art. reclusão. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. ■ Reconhecimento por semelhança: Se o reconhecimento da assinatura foi feito por semelhança. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. caso existente (TJSP. mv— RJTJSP78/384). 100 do CP. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. 301. de 12. mesmo que combinado com o § 2 . ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos empregados: atestar ou certificar. Atestar ou certificar falsamente. faz presumir que foram dadas por autênticas (STF.01. de um a três anos. especialmente a das certidões e atestados. a de multa. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 2 transação também cabe no § 1 2 . 300 e 301 Código Penal 600 ■ Pena: Se o documento é público. de dois meses a um ano. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 2 em vigor a partir de 12. para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. Jurisprudência ■ Dolo: O crime só é punido a título de dolo. FALSIDADE MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO § 1 2. 2 ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o § 2 (art. em razão de função pública. 300 do CP não faz distinção entre os modos que os praxistas ou as fórmulas tabelioas enumeram. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. RJTJSP94/407). Quanto . o reconhecimento.099/95). ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro. de três meses a dois anos. 9. a culpa não é punida na esfera penal. Se o crime é praticado com o fim de lucro.259. cumpre à acusação mostrar a dessemelhança.

297 do CP (vide jurisprudência na nota ao art. Comentários ao Código Penal.11. geralmente. de três meses a dois anos. p. e não no art. 610. exemplificativamente: fato ou circunstãncia que habilite alguém a obter cargo público. DJU 26. RT 650/282). que consiste na vontade de atestar ou certificar falsamente.2.013. Falsidade Documental.96. 103177. MAGALHÃES NORONHA. 301. Código Penal Brasileiro. 301 do CP é uma modalidade mais brandamente apenada de falsificação de documento público ou falsidade ideológica cometida por funcionário público. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). a lei diz. 301. ■ Consumação: Com a efetiva atestação ou certificação. vide nota ao art. de dois meses a um ano. também a de multa. 58). para matrícula em estabelecimento superior.. VII. mas a vontade é de falsificar ou alterar. 297. Ap. Trata-se de especial fim e agir. ■ Tipo objetivo: Ao contrário da figura prevista no caput.. o falso é material (TACrSP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. in RBCCr 14/428-9). DJU 21. enquanto no § 1 2 . IX. ■ Pena: Detenção. in RBCCr 21/309).. p. 301. Para os tradicionais. a consumação ocorra com o uso do documento. entendida como da mesma natureza das demais. ti pificando a falsidade de atestado ou certidão escolar. Ap. ■ Certidão Negativa de Débito (CND): O crime de alteração de CND. 28541). p. com consciência de que poderá propiciar vantagem a outrem. ■ Alcance: Aplica-se tanto ao delito do caput como ao do § 1 2 . 301 não são crimes autónomos. é o tipificado no art. § 1 2 .5. ■ Pena: Além da privativa de liberdade. in RBCCr 15/409).97. 1. Fa/sidade materia/de atestado ou certidão (§ 1°) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. DJU 13. no todo ou em parte. com vistas à averbação de construção de imóvel. ■ Tipo subjetivo: Semelhante ao do caput. parágrafo único. v. Também inexiste forma culposa. visando à obtenção de vantagem funcional.0481859/DF. § 1 2 .00. Não há punição a título de culpa. e 299. Ap. 1978. ■ Certidão ou atestado escolar: Há duas orientações jurisprudenciais diferentes. p. embora. RSE 97.4. v. contra: BENTO DE FARIA. ■ Diferença: No caput do art. a tipificação é a do art. v. O campo de aplicação dos arts. 297 do CP. para alguns julgados. neste art. 131).01. 177. p. ou qualquer outra vantagem. a falsidade é ideológica. O objeto material é igual ao do caput. em que o falso é ideológico. ou altera o teor de certidão ou atestado verdadeiro. Embora a cláusula final "ou qualquer outra vantagem" seja. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação (total ou parcial) ou alteração. a interpretação não é pacífica (SYLvIo DO AMARAL. DJU3. nesta a falsidade é material: o agente falsifica. 6715. em face do princípio da especialidade (TRF da 5 r R. Direito Penal. poiso parágrafo é fração do artigo (TRF da 1 á R. que indica o elemento subjetivo do tipo. p. § 1 ° (TRF da 5 R. 301. 297 do CP). ou no art. ■ Tentativa: Admite-se. § 1 2 . Julgados 78/262). ■ Pena: Detenção. 1995.601 Código Penal Art. 6. 0 caput e o §1 2 do art. 297 do CP (TRF da 2 á R. limita-se àqueles documentos emitidos pelos órgãos da administração pública que não caibam dentro dos conceitos de "atestado" e "certidão" (TJSP. 1959. 27211. Tratando-se de falsificação de certificado ou diploma de conclusão de curso. Predomina a opinião de que a falsa atestação deve ser originária e não cópia falsa de documentos oficiais ( HUNGRIA. p. ■ Confronto: O art.96. 293.96. isenção de ônus de serviço de caráter público. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Se o Figura qua/if/cada pelo fim de lucro (§29 Jurisprudência . ■ Ação penal: Pública incondicionada. aplica-se. é o "dolo específico". 1959. ■ Tipo subjetivo: O dolo..024. 301 ao que se atesta ou certifica. A respeito dos núcleos falsificar e alterar. IV. p. ■ Tipo subjetivo: Se o crime é praticado com fim de lucro. ■ Tentativa: E problemática a sua admissibilidade.

RT 519/362). ainda. DJU2. 499/369). REsp 205.099/95).860. TRF da 1 2 R. 297 (STJ. não se configura o delito do art. não é pacífica. 301 do CP não é de natureza permanente. IBCCr 96/493).Arts. DJU 14.00. como a conduta deve ser praticada no exercício da sua profissão. RT 538/380.379-DF.10. ■ Tipo objetivo: Não só o agente precisa ser médico. FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO Art. Se o crime é cometido com o fim de lucro. IBCCr 96/493. RT 756/686. TRF da 2 á R. DJU 5. Fa/sidade de atestado médico ■ Objeto jurídico: A fé pública. in RBCCr 10/221). aplica-se também multa. no exercício da sua profissão. TRF da 2 2 R. discutindo-se se o falso abrange . p. p.379-DF. especialmente com relação aos atestados médicos. 301: 0 delito do art. só podendo ser praticado por funcionário público (TJSP. Parágrafo único. Quanto ao art. b. de um mês a um ano. com remissão ao art. RT 429/399)..95. 299. pois deve haver. RT 536/287).. 189. ■ Sujeito passivo: O Estado. mv — RT 533/311. Julgados 78/263).3. 301 do CP. 5940.860. REsp 210. TACrSP. in RBCCr 10/221-2).95. 302. é crime comum e o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa (STJ. § 1 2 . p. divide-se a jurisprudência: a.2. mas sim o do art. atestado falso: Pena — detenção. REsp 210. p. 187. DJU 2.00. ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art. 304. RT 690/324. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (crime próprio quanto ao sujeito). salvo se for falsificada assinatura de autoridade federal (TFR. RCr 18. Dá-se a sua consumação com o ato inicial do uso ou utilização do documento ideologicamente falso (TJSP. RT536/310. ■ Sujeito ativo: 0 delito do art. e não ao art. 89 da Lei n° 9. 767/555. E necessário. ao contrário do que ocorre com o crime do caput do mesmo art.2. RT 538/380. RCr 18. 301 (TJSP. porém. p. é próprio. 301 e 302 Código Penal 602 agente. 5940. RT778/561. O que se pune é dar (fornecer.10. in Bol. tem-se que sua ação se amolda no art. 39 do CP) não configura o delito do art. ■ Prescrição: O crime é instantâneo de efeitos permanentes e sua prescrição começa a correr do primeiro ato de uso (TACrSP. CComp 3. 187. RT 519/362.712. § 1 2 . ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o parágrafo único (art.8. RJTJSP 120/539). o sujeito ativo do § 1 2 deve ser funcionário público (TJSP. TJSP. ■ Tipo objetivo: O fato ou circunstância deve ser atinente à pessoa a quem se destina a certidão ou atestado e visando a beneficio de caráter público (TJSP. Dar o médico. tendo em vista o preceituado no art.80). que a falsidade (total ou parcial) seja referente a fato juridicamente relevante.099/95). DJU 14. 301. ■ Consumação do § 1 2: Nesta figura. TJSP. embora permanentes sejam os seus efeitos. DJU 14.. RT 690/320). A falsidade deve ser praticada por escrito (pois se trata de atestado) e relacionada com o exercício médico do atestante. visa obter vantagem no serviço público. entregar) atestado falso. ■ Aptidão do documento: Se o atestado falso era inapto ao fim almejado pelo seu beneficiário. 301. ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. ■ Consumação do caputdo art. 301 (TACrSP. potencialidade de dano no atestado falso. 513/355. ao menos.367-DF. Entendemos que a ti pificação deve ficar restrita ã atestação de fato e não de mera opinião ou prognóstico médico.00. 130 da LEP (TJSP. A interpretação. a consumação se dá com a efetiva falsificação e não com o seu uso. ao utilizar a certidão ou atestado ideologicamente falso. ■ Competência: E da Justiça Estadual. in Sol. ca put. 76 da Lei n° 9. 301.

até dois anos. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art. FRAGOSO. configura o delito do art. ■ Concurso de crimes: Pode haver concurso com outros crimes. Parágrafo único. p. salvo quando a reprodução ou a alteração estiver visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. especialmente a tutela de selos e peças filatélicas. RJTJSP83/380). Se a finalidade for alterar a verdade sobre causa mortis de nascituro. v. II. ■ Dolo: É indispensável que o acusado tenha elaborado com dolo. Dispõem os citados dispositivos: "Art. Jurisprudência REPRODUÇÃO OU ADULTERAÇÃO DE SELO OU PEÇA FILATÉLICA Art. sem exame. 302 do CP a atestação de óbito. Há a especial finalidade de agir. e a pessoa prejudicada. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica de valor para coleção. 1975. Na mesma pena incorre quem. salvo quando a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. ao atestar que o favorecido. v. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Vide jurisprudência sob igual título no art. 39 e parágrafo único da Lei n° 6. quando do exame médico. ■ Tentativa: Admite-se. mediante paga (STF. ■ Pena: Detenção. v. IV. tipifica-se o delito do art. de um a três anos. Jurisprudência. 302 e 303 só o fato e não o juízo ou opinião ( MAGALHÃES NORONHA. art. 89 da Lei n° 9. ■ Sujeito passivo: O Estado. aplica-se a pena pecuniária. no Registro Público.099/95). e pagamento de três a dez dias-multa. 299. que prevêem figuras praticamente idênticas. n° 2. 1030). 299 e não o do art. ■ Consumação: Com a efetiva entrega do atestado ao beneficiário ou a outrem. 179) ou ambos (H. de um mês a um ano. faz uso de selo ou peça filatélica de valor para coleção. Direito Penal. RT 507/488). 301 do CP. 303 e seu parágrafo único foram revogados e substituídos pelo art. Incorre nas mesmas penas quem. que é elemento subjetivo do tipo (para os tradicionais. p. Figura qua/illcada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o crime é cometido com o fim de lucro. 302 do CP (TJSP. estava em situação diversa da apontada (FRANSCESCHINI. ■ Confronto: Se o agente é funcionário público e pratica o delito abusando de sua função. primeiramente. Reprodução ou adulteração de se%oou peça filatélica ■ Revogação: Entendemos que este art.538/78. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Não há modalidade culposa. ilegalmente reproduzidos ou alterados". secundariamente. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 1965. 1995. e multa. Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. que consiste na vontade livre e consciente de atestar falsamente. 39.351). faz uso do selo ou peça filatélica. para fins de comércio. ■ Objeto jurídico: A fé pública. mas com sanção inferior. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (do caput). para fins de comércio. 303. "dolo específico"). . ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Atestado de óbito: Em tese.603 Código Penal Arts. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Parágrafo único. IV.

Arts. 303 e 304

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■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. O selo pode ser novo ou usado, nacional ou estrangeiro, mas deve ser o já recolhido, com valor para coleção. A expressão peça filatélica compreende os cartões ou blocos comemorativos, obliteradores, provas etc. No entanto, seja peça ou selo, é indispensável que se trate de objeto que tenha, realmente, valor filatélico. As condutas previstas são: a. reproduzir (fazer igual); b. alterar (modificar data, valor, cor etc.). Ressalva a lei que a conduta não será criminosa quando a reprodução ou alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça. Para BENTO DE FARIA, também o "aviso prévio" dado pelo agente impede o engano ( Código Penal Brasileiro Anotado, 1959, v. VII, p. 64). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade livre e consciente de reproduzir ou alterar, ciente de que se trata de objeto com valor filatélico. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a reprodução ou alteração (delito formal). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Tratando-se de selo em uso, art. 36 da Lei n°6.538/78. ■ Pena: Do art. 39 da Lei n°6.538/78: detenção, até dois anos, e pagamento de três a dez dias-multa. Do art 303: detenção, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Uso comercia/ (parágrafo único) ■ Noção: Com pena igual à do caput, pune-se o uso, para fins de comércio (isto é, com lucro) de selo ou peça filatélica reproduzida ou alterada. Todavia, a simples guarda é impunível ( SYLvio oo AMARAL, Falsidade Documental, 1978, p.170).

USO DE DOCUMENTO FALSO Art. 304. Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302: Pena — a cominada à falsificação ou à alteração. falsificação ou alteração prevista nos ■ Transação: Cabe quando o uso se referir à 2 arts. 301, capute sua combinação com o § 2 , e 302, capute sua combinação com o parágrafo único (art. 76 da Lei n° 9.099/95). De acordo com o art. 2°, parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de 2 competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação também cabe quando a falsifi2 cação ou alteração se referir ao art. 301, § 1 2 , mesmo que combinado com o § 2 . à falsificação ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando o uso se referir ou alteração prevista nos arts. 298, 299, caput, 300, 301, caput e § 1 2 , bem como a combinação de ambos com o § 2 2 , 302, caput, e sua combinação com o parágrafo único (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Uso de documento fa/so ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Todavia, predomina, largamente, o entendimento de que o autor do falso não pode responder, também, pelo uso, ou vice-versa (vide jurisprudência). ■ Sujeito passivo: O Estado, primeiramente; a pessoa prejudicada com o uso, secundariamente. ■ Tipo objetivo: A conduta punível é fazer uso, que tem a significação de empregar, utilizar. Incrimina-se, assim, o comportamento de quem faz uso de documento materialmente falsificado, como se fora autêntico; ou emprega documento que é ideologicamente falso, como se verdadeiro fora. A conduta é comissiva e o docu-

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mento deve ser utilizado em sua destinação própria, com relevãncia jurídica. Exigese o uso efetivo, não bastando a mera alusão ao documento. Para que se caracterize o uso, entendemos ser mister que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio. Trata-se de crime remetido, e seu objeto material é o documento falso ou alterado, referido pelos arts. 297 (documento público), 298 (documento particular), 299 (documento ideologicamente falso), 300 (documento com falso reconhecimento de firma), 301 (certidão ou atestado ideológico ou materialmente falso) e 302 (atestado médico falso). Requer-se que o agente conheça a falsidade do documento que usa. Não haverá o crime de uso, se faltar ao documento requisito necessário à configuração do próprio falso. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, ou seja, a vontade de usar o documento, com consciência da sua falsidade (para nós, é o dolo direto, mas alguns autores admitem o dolo eventual). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com o efetivo uso. ■ Tentativa: Consideramos inadmissível. ■ Confronto: Quanto ao uso de documento falsificado ou alterado, com fins eleitorais, vide art. 353 da Lei n° 4.737/65. ■ Pena: A prevista para a falsificação ou alteração (vide penas dos arts. 297 a 302 do CP). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: É indispensável o dolo, direto ou eventual, sendo inepta a denúncia que não o refere (STF, RTJ 122/61, 94/101). A boa-fé exclui o dolo (TJSP, RT 512/365; TJPR, PJ 42/181, 40/331), mas a dúvida não (TJSP, RT734/662). É preciso ciência da falsidade do documento (TJSP, RT513/367; TJPR, PJ 48/309). Ainda que se trate de documento público, não se configura o crime de uso se não houve intenção de prejudicar (TJSP, RT 556/302, 544/319). ■ Requisitos do falso: Não se tipifica o crime de uso de documento falso, quando falta ao documento usado requisito necessário à configuração do próprio falso, como na hipótese de documento sem potencialidade de causar danos (STF, RTJ 121/140; TRF da 5 4- R., Ap. 904, DJU3.5.96, p. 28541, in RBCCr 15/411). A existência de falso penalmente reconhecido é pressuposto básico para a configuração do uso, pois o art. 304 é crime remetido, fazendo menção a outro que o integra, de modo que não pode faltar elemento necessário à tipificação deste último (TJSP, RJTJSP 96/472, RT564/331). Não se caracteriza o crime se o documento utilizado, embora contrafeito, é inócuo, sem relevância jurídica, eis que apresentado para satisfazer exigência julgada inconstitucional (TRF da 3 4 R., RT774/706). 0 uso de substabelecimento falso em ação cível, do qual não resultou prejuízo a ninguém, não caracteriza o crime de falso ou de uso de documento falso (TJSP, Ap. 267.200-3/2, j. 11.11.99). Também não configura a apresentação de carteira funcional falsificada, que ateste o exercício de função pública inexistente (TJSP, RT 783/613). Grosseira a falsificação, incapaz de iludir o homem comum, não é passível de constituir material do fa/sum necessário à configuração do delito do art. 304 (STJ, RT721/546; TJSP, RT 690/323, 685/314). ■ Prescrição do falso: Não impede a configuração do crime de uso a prescrição da própria falsidade (TJSP, RF268/312), ■ Posse sem uso: Trazer consigo o documento falso não equivale a fazer uso (STJ, RHC 1.827, DJU17.8.92, p. 12509; TJSP, RJTJSP103/507, RT541/369, 536/310; Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bo/. IBCCr 38/128; TJDF, Ap. 12.018, DJU24.6.92, p. 18739). Para caracterizar o crime de uso de documento falso, é necessário que o documento saia da esfera pessoal do agente, iniciando-se uma relação qualquer com outra pessoa, de modo a determinar efeitos jurídicos (TFR, Ap. 5.536, DJU 23.2.84). Enquanto não empregado para o fim útil, não é praticada conduta típica (STJ, RT 729/505). Não há uso, em sentido penal, se o agente foi forçado pela autoridade a exibir o documento (TJSP, RT541/369; TRF da 2 4 R., Ap. 405, DJU29.8.91, p. 20421).

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Não se tipifica quando o documento é solicitado pela autoridade, e não exibido espontaneamente pelo agente (TJSP, RJTJSP 123/478, 102/453, RT651/259; contra: TJSP, RJTJSP 75/313). Não há crime de uso sem que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio (TJSP, RT 646/282). Se o documento falso foi encontrado em revista policial, sem que o acusado o tivesse usado, o documento não saiu de sua esfera e o crime não se tipificou nem na forma tentada, pois é infração instantânea, que não admite tentativa (TJSP, RJTJSP 179/301, 158/313, RT 707/297). Se exibiu voluntariamente à polícia, há o crime (TJSP, RJTJSP 108/473; STJ, CComp 12.878, DJU4.9.95, p. 27800, in RBCCr 13/362); igualmente, se instado a se identificar, exibe cédula de identidade que sabe falsificada (STF, RTJ 155/516). Se não o exibiu, mas correu e jogou no mato, onde foi encontrado, não há crime (TJSP, RT 686/338). ■ Habilitação para dirigir veículos: Há quatro posições para a sua posse por parte de quem está dirigindo: a. Simples porte de documento sabidamente falso consiste em verdadeiro uso (TJSP, RT772/565), configurando-se o crime do art. 304 do CP, ainda que a sua exibição decorra de exigência da autoridade policial (STJ, JSTJ e TRF 8/197; STF, HC 70.813, DJU 10.6.94, p. 14766, in RBCCr 7/213; RT 647/386; TJSP, mv— RJTJSP 174/351, mv — RT 668/267). b. Pouco importa, para a caracterização do crime, se o documento é apresentado espontaneamente ou por exigência da autoridade (TJSP, RT 789/605, 724/608; 719/386; 776/560). c. 0 ato de portar não se confunde com o de fazer uso e não há crime se a exibição se dá por ordem policial (TJSP, mv— RJTJSP 124/512, mv—117/462, mv—112/514, mv— 116/478, mv — RT 636/276, mv — 630/301), ou se o documento é encontrado em revista pessoal (TJSP, mv— RT711/308). d. O ato da autoridade de exigir os documentos equivale a solicitar, permitindo a resposta de não os possuir. Assim, se há exibição, esta é voluntária e configura o crime do art. 304 (TJSP, RT729/527, 653/280 e 287; STF, HC 70.512, DJU24.9.93, p. 19577, in RBCCr4/177). Xerox: a exibição de xerox do documento falso original da carteira de habilitação afasta a prática do crime do art. 304 (TJSP, RT 706/301; vide, também, jurisprudência sob o título Xerox sem autenticação, neste art. 304). Exame médico: o requerimento à autoridade de trânsito para renovação de exame médico como motorista, servindo-se de "espúria cártula", não configura o delito deste art. 304, pois não é empregada em sua específica destinação probatória (TJSP, RJTJSP 171/318). Ciência da falsidade: não pratica o crime, se desconhecia a falsidade do documento, fornecido por despachante (TJPR, PJ 48/309, 42/181) ou por agente de auto-escola (TJPR, PJ 40/331). Pratica o crime se recebe a CNH sem prestar o devido exame de habilitação, não podendo alegar erro de tipo (TJRJ, RT 764/652). Renovação e transferência: a apresentação da carteira falsa à própria autoridade de trânsito para requerer sua renovação e transferência, evidentemente leva a crer que o agente desconhecia a falsidade; trata-se, aliás, de crime impossível, pois a transferência só se daria após a chegada do prontuário (TJSP, RT 689/332). Igualmente, se o agente pleiteava apenas a sua renovação, uma vez que não se efetivou, tecnicamente, o uso do documento na sua destinação, que é conduzir veículo (TJMG, JM 128/361). Transeunte: não caracteriza a exibição de carteira falsa por transeunte para comprovar identidade em fiscalização policial, pois falso uso de documento é empregá-lo para o fim a que serviria, se não fosse falso (TJSP, RJTJSP 176/329). Liberação de ciclomotor a utilização de carteira falsa para a sua liberação não tipifica, por ser desnecessária habilitação legal para dirigir tal veículo (TJSP, Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bol. IBCCr 38/128). ■ Uso pelo próprio autor da falsidade: Pacífico que o falsário não responde, em concurso, pelo crime de falso e uso do documento falsificado (TJSP, RT 686/338, 571/308). No entanto, há controvérsia em relação a qual dos crimes fica sujeito o agente: 1. Só ao crime de falso (STF, RTJ 102/954; RHC 58.602, DJU 2.10.81, p. 9773; TJSP, RJTJSP 104/440, RT562/318; TJSC, RT 530/395). 2. Só ao crime de uso (STJ, CComp 3.115, DJU 7.12.92, p. 23282; TRF da 3 2 R., Ap. 96.03.069551-3, DJU 25.11.97, p. 101745, in RBCCr 21/309; TJSP, RJTJSP 99/256, RT 768/557, 581/310, 545/317, 539/276).

351. DJU 12. 7499). Consuma-se com o primeiro ato de uso. comete o crime do art. 57739). RT767/540).5.2.962. 304 é crime formal.90. Entretanto.476. p. RT761/548. em caso de carteira de habilitação (STJ.9. 26815.235. p. de um a cinco anos. RT729/522. 531/320.10. 307 (TJPR. suprimir ou ocultar.211. p. se a denúncia não descreve a sua participação. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. p. 4798). 567/313). O foro competente é o da utilização do documento (STJ. 6.584. RT729/505). p. se autenticado. ■ Xerox sem autenticação ou não conferido: Não podem ser objeto material do crime de uso de documento falso (STJ. TJSP.439. 14981. DJU 4. também. mesmo ciente da falsidade do documento público. p. RCr 12. também. mv— DJU 17.94. se o uso do documento falso se deu em processo judiciário federal (STF. independentemente de lograr proveito ou causar dano (TJMG. e multa. DJU 22. ■ Consumação: O art.. p. não o suprindo a própria confissão (TJSP. e reclusão. Se o documento falso foi apresentado à autoridade estadual e em detrimento de serviço do EstadoMembro. Vide. 304 (TRF da 4 2 R. ■ Exame de corpo de delito: Também para a condenação pelo crime deste art. pode (TRF da 1 2 R. TJSP. p. RCr 6. que não exige resultado para sua consumação (TFR..2. RJTJSP91/480.. sob pena de nulidade (TJSP. A consumação se dá no local onde foi utilizado (STJ.93.498. in fine. mas lhe atribui responsabilidade penal. RT788/578). ■ Uso de atestado ou certidão escolar falso: Vide jurisprudência na nota ao art.95. se impossível identificar-se o lugar da falsificação (STJ.350. 8.85. 571/307. ■ Concurso com estelionato: O estelionato absorve o uso de documento falso (TRF da 32 R. ■ Microfilme: Sendo reprodução fotográfica. Contra. 524/319). . 304. p. não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art. REsp 17. RT 773/508). 297 do CP. de que não podia dispor: Pena — reclusão. inexistindo em nosso direito culpa por transferência (TFR da 1 2 R.97.921.94. ■ Competência: Compete à Justiça Federal .94. 13493.3. p. constitui uma única ação e representa concurso formal homogêneo (TJRJ. RT791/597). 4703). 29513. Ap. 304.10. 27800. Ap. p. 40. 5731. SUPRESSÃO DE DOCUMENTO Art. apesar de atos distintos.90. DJU 14. RT759/687. REsp 41. inclusive documental e testemunhal (STF. de dois a seis anos. 651/259). 13659). 304 é exigido o exame de corpo de delito para provar que o documento usado era falso.94.878. em benefício próprio ou deoutrem. neste art.92. não configura o uso de documento falso (TRF da 2 2 R. TJSP. RT604/396).11.. RT770/568. Destruir. RT782/513).2. ■ Confronto com falsa identidade: Se o agente. DJU 30. RCr 6. RJTJSP 124/495.4. RHC 3. jurisprudência sob o título Concurso de crimes. RT791/597). na nota ao art. ou em prejuízo alheio. e multa. RT 600/339. Vide.. Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino".. DJU 11. in RBCCr 9/208) ou se comprovado por outras provas. documento público ou particular verdadeiro. DJU 11. jurisprudência sob o título Habilitação para dirigir veículos. Ap. se o documento é particular. RT 538/415). ■ Concurso com sonegação fiscal: Esta absorve a falsidade e o uso de documento falso (TJSP. ■ Certidão de nascimento falsa: Sua utilização para obter passaporte preenche o tipo do art.171 do CP.9. CComp 12. DJU 2. sob o título Certidão ou atestado escolar. 305. se o documento é público. HC 1. RT 753/582). DJU4. 304 e 305 ■ Uso por menor: Há falta de justa causa para o pai figurar como acusado. utiliza-o. in RBCCr 13/362). DJU 31.607 Código Penal Arts. ■ Concurso formal: Já se entendeu que a exibição de dois documentos falsos.

Jurisprudência Criminal. reclusão. Além disso. se o documento era cópia do original (TACrSP. v. se o documento rasgado pode ser obtido por cópias ou certidões (TJSP. como meio de prova. colocar em lugar onde não possa ser encontrado). ■ Confronto: Tratando-se de processo ou documento judicial e sendo o agente advogado ou procurador. sonegação ou inutilização de documento por funcionário público. art. se o documento é particular. ■ Pena: Se o documento é público. Na modalidade de ocultar é crime permanente. A inutilização de assinatura de documento registrado em cartório não configura. desfazer-se do documento. destruir(eliminar. ■ Restauração: As duplicatas.099/95). RJTJSP76/345-6). 516/289. b. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir: finalidade de benefício próprio ou de outrem ou de prejuízo alheio. p. 545/312). como também no de atentar contra a verdade documental ou a integridade do documento como meio de prova (H. especialmente a segurança do documento como prova. Não se tipifica. e multa. não configura este crime a supressão de certidão de nascimento ou casamento. de um a cinco anos. a finalidade de atentar contra a integridade do documento. ■ Tipo subjetivo: É essencial a finalidade de beneficiar a si próprio ou a terceiro. RT 596/308. supressão ou ocultação. I. Julgados 69/136). e multa. vide art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. pois o assentamento original está em cartório. TJRJ. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. de dois a seis anos. Assim. o Estado. livremente. RT 646/270. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. 314 do CP. na mesma hipótese. suprimir (fazer desaparecer sem destruir nem ocultar). Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". E preciso o "dolo específico". Não configura. RT 520/392). são facilmente substituíveis pelas triplicatas. 1965. RT 522/334). ■ Tentativa: Admite-se. RT 543/351). ■ Disponibilidade: Não se tipifica o crime se o agente podia dispor do documento (TJSP. RT559/371. TJSP. Por exemplo. de que não podia dispor. em razão de ofício. também. 527/309. da Lei n 2 8. 3 2 . Lições de Direito Penal —Parte Especial. A incriminação não alcança documentos que sejam cópias. IV. RT 496/347). Exige-se que o documento suprimido ou ocultado seja insubstituível em seu valor probante (TJSP. sem dependência da superveniência do benefício ou proveito. ou causar prejuízo alheio (TJSP. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos alternativamente indicados: a. ocultar (esconder. FRAGOSO. cartórios. registros etc. 1043) relacionados com o documento. 356 do CP. extinguir). para muitos há. ou de particular em serviço público. o fim de obter benefício próprio ou alheio. reclusão. art. 522/334. ou de causar prejuízo a outrem (TJSP. secundariamente. Não há crime se o docu- Jurisprudência . pois não pode acarretar prejuízo (TJSP. 305 Código Penal 608 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando a supressão for de documento particular (art. em tese. c. 337 do CP. v. ■ Consumação: Com a efetiva destruição. 1979. vide art. O objeto material é documento público ou particular verdadeiro.137/90. desaparece a ilicitude quando o agente pode. Consiste não só no propósito de obter benefício ou causar prejuízo alheio.Art. No caso de documento confiado à custódia de funcionário. ■ Concurso de crimes: A supressão "consome o furto ou a apropriação indébita anterior e exclui o dano" (H. RT 559/304). traslados ou certidões de originais arquivados em repartições. incluindo o proprietário do documento que não possa dele dispor. não configurando o crime sua supressão (TJRJ. enquanto sem aceite ou aval. Na hipótese de extravio. Não há modalidade culposa. II. a pessoa prejudicada com a supressão. n°511). 536/310. se acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. 89 da Lei n°9. Supressão de documento ■ Objeto jurídico: A fé pública. FRAGOSO.

em confiança. de dois a seis anos. configura o crime do art. RT 53 6/264) . 305 do CP (TJSP. no caso de documento rasgado e só reconstituído após muito trabalho (TJSP.609 Código Penal Arts. RT 602/341). RT623/281). inutilizando-a com o objetivo de impossibilitar o resgate no banco (TJSP. ou para autenticar ou encerrar determinados objetos. há só tentativa e não crime consumado (TJSP. benefício próprio ou de terceiro. RT 447/375. todavia. bastando serem eles o fim ou o escopo da conduta (TJSP. ■ Tentativa: Se o cheque rasgado pode ser reconstituído. 306. o agente. PJ 41/185). RT 515/325. RJTJSP 164/305). 356 do CP. PJ 41/185). ■ Descaracterização: Não havendo prejuízo alheio. Pode haver. RT 529/310). RT701/364). além de ter havido composição voluntária entre as partes na liquidação da dívida representada pelo documento. que é delito típico de advogado. falsificado por outrem: Pena — reclusão. documento que subtraiu ou lhe foi confiado. RT536/284). e multa. é considerado documento público (TJSP. marca ou sinal empregado pelo poder público no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária. Parágrafo único. ■ Sonegação de processo judicial: Advogado que retira autos de processo e desaparece com eles comete o crime do art. ser restaurado (TJSP. Idem. quanto à retenção de autos por advogado (TJSP. não mais o devolvendo (TJSP. para efeitos penais. Falsificar. 305 do CP (TJSP. este delito absorve o do art. RT 599/328). RT 543/351). Se a marca ou sinal falsificado é o que usa a autoridade pública para o fim de fiscalização sanitária. título seu do cartório. depois de apresentado ao banco e recusado por falta de fundos. de um a três anos. ■ Documento: É preciso que se trate de documento (TJSP. passando a ser documento particular (TJSP. se inutiliza a assinatura de cheque emitido em garantia de dívida. e pode. RT 403/83). ou comprovar o cumprimento de formalidade legal: Pena — reclusão ou detenção. RT541/369). 0 cheque. 305 (TJSP. RT 495/291). ■ Cheque: Em tese. ou usar marca ou sinal dessa natureza. 305 e 306 mento foi objeto de registros e anotações. 305 a ação de quem risca a assinatura constante no cheque. não mais é transmissível por endosso. RT 602/341). ■ Concurso de crimes: Se a supressão tinha por finalidade a sonegação fiscal. 676/296). ■ Tipo objetivo: Retirada: configura o crime retirar. Igualmente. configura o crime do art. Ocultação: reter em lugar desconhecido do interessado. e não o crime do art. Capítulo IV DE OUTRAS FALSIDADES FALSIFICAÇÃO DO SINAL EMPREGADO NO CONTRASTE DE METAL PRECIOSO OU NA FISCALIZAÇÃO ALFANDEGÁRIA. assim. não se caracteriza o delito (TJRO. fabricando-o ou alterando-o. RJTJSP 119/478). OU PARA OUTROS FINS Art. RT 483/271). . ■ Consumação: É irrelevante que o agente não alcance a finalidade visada (TJSP. RJTJSP 91/480. e multa. prejudicando o beneficiário que dele se poderia utilizar como meio de prova do crédito (TJPR. A consumação prescinde da realização efetiva do benefício ou do prejuízo. mas pode ser documento particular (TJSP. desde que esta fosse possível na conduta (TJPR.

■ Outros sinais ou marcas: Não se configura o parágrafo único do art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".Arts. 89 da Lei n° 9.96. fabricando-o ou alterando-o (vide significação no comentário ao art. também falsificados. pois esse imposto foi extinto com a entrada em vigor do Código Tributário Nacional (TRF da 4 4 R. pelo uso não será punido o agente se for ele o próprio autor da falsificação. Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem. 297 do CP. . Trata-se. 306 do CP. a falsificação de seu número é penalmente atípica. Fa/sa identidade ■ Objeto jurídico: A fé pública. na fiscalização alfandegária (usado para assinalar as mercadorias liberadas). 87196. DJU 13. autenticar ou encerrar determinados objetos.11. se a própria autoridade fiscalizadora reconhece que a menção utilizada no rótulo apreendido não corresponde ao padrão da marca por ela usada (TRF da 5 2 R. mas diverso o objeto material. exceto na modalidade de usar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ou para causar dano a outrem: Pena — detenção. RT507/364). de marca ou sinal que usa a autoridade pública (federal. sabendo da falsidade. sob igual título. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. RJTJSP68/395. usar (empregar.. de dois a seis anos. ou seja. Pune-se a ação de: a. Como se vê. Vide. estadual ou municipal) para: a.. e multa. ■ Noção: A figura é semelhante à do caput. JSTJ e TRF79/618). se o fato não constitui elemento de crime mais grave. é conduta inidônea para fraudar a arrecadação tributária. colocadas nos litros de uísques. aqui. de um a três anos. constituindo só infração administrativa (TJSP. b. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Pena: Reclusão. b. ■ Tentativa: Admissível. comprovar o cumprimento de formalidade legal. b.099/95). ■ I mposto sobre consumo: A falsificação e uso de estampilhas do imposto sobre consumo. Falsificação do sina/empregado no contraste de meta/ precioso ou na f/sca/izagão a/fandegária (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. 307. 306 e 307 Código Penal 610 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art.56199-1/SC. Não há modalidade culposa. ■ Transação: Cabe (art. especialmente em relação à identidade pessoal. 89 da Lei n° 9. 94. e multa. jurisprudência no art.04. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). 76 da Lei n° 9. também. ■ Placas ou chapas de veículo: Como a placa ou chapa não é sinal próprio de autoridade. 296 do CP). ou multa. no contraste de metal precioso (que serve para atestar o título ou quilate). de três meses a um ano. ■ Tipo subjetivo: O dolo. a vontade livre e consciente de falsificar ou de usar.099/95). ■ Consumação: Com a fabricação ou alteração idônea. ■ Tipo objetivo: O objelo material é marca ou sinal empregado pelo poder público: a. c.099/95). ou com o uso efetivo. especialmente a autenticidade das marcas. falsificar. p. ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Pena: Reclusão ou detenção. Ap. em proveito próprio ou alheio. in RBCCr 17/358). o fim da fiscalização sanitária. utilizar) marca ou sinal falsificado por outrem. Outros sinais ou marcas (parágrafo único) Jurisprudência FALSA IDENTIDADE Art.

b. art. 14. DJU 15.90. ou fornecimento de dados inverídicos. 9 2 . XXXIX.). art./99. por duas 2 a. Isto porque "quem assim age. como ainda conflita com a acepção que a própria lei penal dá ao vocábulo "qualidade". omiti-la".207. de três meses a um ano. em acórdão unânime da lavra do juiz. art. como se observa pela comparação entre o caput do art.492/86. TJRJ. São constitucionalmente garantidos o direito ao silêncio (CR/88. visa a obter vantagem de natureza processual. 15. j. g).. ao ser preso (TJSP. 307 ■ Sujeito passivo: Primeiramente. mv — RJTJSP 124/468-70. Ap. 5 . Como lembra DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO. 172. 2 não só viola o princípio da reserva legal (CR/88. Não haveria.611 Código Penal Art. ■ Autodefesa: Não se tipifica o delito se o agente se atribui falsa identidade em autodefesa. nacionalidade. em proveito próprio ou alheio. 7. pois "sob o plano ético-axiológico. ou causar dano a outrem (vide Tipo subjetivo e Autodefesa). art. profissão etc. quando constitui elemento deste. a ação de quem. comportamento que. sem dependência de efetivo benefício ou dano (delito formal). 8 2 . e § 2 . perante autoridade pública ou particular". hoje desembargador. o dolo específico exigido pelo tipo. Conforme já decidido pelo TACrSP. irroga. p. a constituir delito. Jurisprudência á ■ Tipo subjetivo: O art. Não há punição a título de culpa. j. Se há uso ilegítimo de uniforme. 307. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir (para obter vantagem ou causar prejuízo)..5. a pessoa prejudicada. a si próprio ou a terceira pessoa. e deve ser absorvido Concurso de crimes: O delito é expressamente ■ por outro crime mais grave. aquele entendimento. "o faltar à verdade equivale a silenciar sobre ela. 21. por parte de quem é preso ou acusado. art. art. mencionada neste art. 3. mas de difícil ocorrência na prática. 309 do CP e seu parágrafo único. 307 exige "dolo específico" (TFR da 2 R. Se a falsa 2 identidade é usada para realizar operação de câmbio. filiação.. 328 do CP.3. inclua tanto a patrimonial como a moral. o que é mais valioso tem precedência ontológica sobre o menos valioso" ("O interrogatório do réu e o direito ao silêncio". costuma-se dar sentido amplo à expressão identidade (compreenderia idade. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade. CADH. 307 do CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. O silêncio ou consentimento tácito a respeito da falsa identidade atribuída por outrem não se enquadra no dispositivo. cuja ementa foi publicada na RT 511/402). A lei consigna que a ação deve visar a obter vantagem. subsidiário. como adequação da coisa à escala valorativa . secundariamente. ■ Autodefesa: Polêmica é a questão acerca da inculcação. in RT682/288).318. § 22 ) e o de não ser obrigado a depor contra si mesmo. que prevê infrações contra a administração da justiça". 68 e parágrafo único da LCP. ou no Capítulo Ill. Ap. portanto. GENTIL LEITE (Ap. não abrange "o simples propósito de o delinqüente procurar esconder o passado criminal. art. ou multa. 1.78. limitando o alcance à identidade física. Se há recusa em fornecer dados de identidade à autoridade. . 5 2. 1 2 ). art. deveria estar previsto no Capítulo II do Título XI do CP. Na corrente tradicional é o "dolo específico". CP. art. embora a expressão vantagem. de falsa identidade. 2. nem art. 9802). inculca ou imputa. em tese. Lei n 7. Na doutrina. ■ Pena: E alternativa: detenção. o acusado que razões: mente sobre sua identidade não comete o crime do art. Em nossa opinião. Incrimina-se. que alarga a significação da palavra "identidade". declinando nome fictício ou de terceiro (real). referente aos crimes praticados por particulares contra a administração pública.003. 46 da LCP. g) ou a declarar-se culpado (CADH. ■ Tentativa: E possível. e a confessar-se (PIDCP. identidade que não é a verdadeira. assim. estado de casado ou solteiro. mas o entendimento não é pacífico e há boas razões em sentido contrário. ■ Consumação: Com a atribuição. art. LXIII. Em nosso entendimento. 11. o Estado. PIDCP. art. 1. verbalmente ou por escrito. ■ Confronto: Se há simulação da qualidade de funcionário público. 45 da LCP. Se há usurpação de função pública.

configura a falsa identidade do art. 308. RT 667/325). 308 sob o nome Substituição de fotografia em passaporte. e não o do art. Usar. 75/261. próprio ou de terceiro: . RT 788/551. 304 e não art.. n° 2. sob o título Confronto com falsa identidade. Contra: TACrSP. Contra: TJSP. v. II. utiliza documento falso. 14/77. Não há o delito se o agente se atribui falsa identidade. RT759/687). 64221). 644/270. obter CIC e traveller's checks.. Vide. de carteria de sócio de clube. 757/577. DJU 17. RT781 /572). pratica o crime do art. autarquia. ficando impunível o do art. se não foram atingidos bens. funcionário público (TACrSP. ■ Alegação de menoridade: Não comete o crime deste art.82). ■ Confronto com o art. mv— RT 735/610). 1975. 603/335-6. ainda.96. comete o crime do art. 304 (TJSP. TACrSP.6. Art. ■ Concurso de crimes: A falsa identidade e o constrangimento ilegal são delitos autônomos. ou. 307 é de natureza formal e completa-se com a mera atribuição de identidade que não pertence ao agente. serviços ou interesses da União. pois não tem a intenção de usar documento alheio. 748/604. TACrSP. empresa pública ou fundação pública federais (TRF da 1 R. RT 756/553. 1975. RJTJSP 157/301) nem mesmo a falsidade ideológica do art. RT 644/270). mv — 608/352. comete o crime do art. RT620/284).196. não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art. RT 613/347. 512/393).9. mas somente atribuir-se dados identificativos falsos e em proveito próprio (TACrSP. alega. há só este crime. in Bo/. ■ Competência: E da competência da Justiça Estadual. 91/404. RJTJSP 157/301). para que dele se utilize. RJDTACr 25/468. TACrSP. em documento de identidade subtraído da vítima. 779/602. também. 88/361. 307 e não a falsidade de documento do art. RJDTACr 27/100). ao ser preso. da fotografia desta pela sua. não havendo absorção de um pelo outro (TACrSP. 107. Jurisprudência. comete o crime do art. Julgados 90/228. 762/650. jurisprudência no art. mv— RT532/419). ■ Substituição de fotografia em documento: A troca. TJRJ. 307 (TFR. p. 297 (TJSP. DJU3. como próprio. Aquele que.346-A). independendo de vantagem própria. DJU9. RT 414/267. 307. 307 do CP (TJSP. RT757/541). RCr 9. ou perante a autoridade policial ou judicial (TARJ. mv— 783/641. é art. apresenta certidão de nascimento de outra pessoa. 30061). ■ Consumação: O crime do art. Contra: A substituição de fotografia em passaporte.472. título de eleitor. 297 do CP. 299 e 307 do CP deve ser resolvido pela regra da especialidade. RT778/663. apresenta documento de outrem. E atípica a conduta de adulteração. falsamente. 5. IBCCr 90/449.Arts.99. configura os delitos dos arts. 511/402). 304: Se o agente. II. 512/393. ao ser autuado em flagrante. 73/384. n° 2. 299 (TJSP. utiliza-o. ao ser detido. 308. 0 conflito aparente entre os arts.345-A). ■ Confronto com o art. 308: 0 agente que. TJSP. Ap. 755/613. apenas para esconder antigo passado criminoso (STJ. ser menor de idade (TJSP. em proveito próprio.94. 307. não bastando a indicação de falsa profissão (TACrSP. ou dano a terceiro (TACrSP. e não pela da subsidiariedade. v. 781/572. FRANCESCHINI. 307 (TJPR. RJTJSP 180/320). 733/582. com o objetivo de fazer-se passar por terceiro. e não o do art. 307 o agente que. RT 517/360). documento dessa natureza. Julgados 91/234. tentando ingressar em outro país. como inculcar-se padre ou militar (FRANCESCHINI. Quando a falsa identidade foi o meio empregado para a prática de estelionato. RT 754/645.304. ■ Só a identidade física: Não configura o delito a atribuição de falsa qualidade social. mesmo ciente da falsidade do documento público. Jurisprudência. RT746/610. RT749/680.330. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem. 307 e 308 Código Penal 612 21. 307 quem assume identidade de terceiro para frustrar a execução de condenação criminal (TJSP. RT788/582. Se o agente.9.6. p. por não ser esta considerada documento de identidade (TAMG. Ap. RT 641/349. para demonstrar a falsa identidade. e no art. E preciso que o agente se atribua identidade inexata. passaporte. RJDTACr 27/98. RT 720/476). 297 e 299 do CP (TRF da 3 á R.

7. na primeira conduta.1. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade. ■ Tipo objetivo: Como objeto material a lei fala em passaporte. ■ Consumação: Com o uso efetivo para prova de identidade. Ceder a outrem. ■ Certidão de casamento: Com reservas. ■ Troca de fotografia: Se o agente troca a foto do dono de documento de identidade pela sua. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. vide Lei n2 7. da Lei n 2 10. b. qualquer documento de identidade alheia. o documento pode ser do agente ou de outrem. segunda parte. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Assim. 89 da Lei n 2 9. 308. ■ Transação: De acordo como art. incidirá na primeira modalidade (uso). da CR/88) e da analogia in bonam partem. a transação caberá neste art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ou na vontade de cedê-lo a outrem. 297 e não art. Jurisprudência . ■ Tentativa: Admite-se apenas na forma de ceder. como também outros documentos que especificam qualidade. 308 do CP (TRF da 3 R. na segunda. ■ Pena: Detenção.492/86.01. Em face do princípio da isonomia (art. 21.02. 308.. a partir da vigência da Lei nr 10. de documento de terceira pessoa. ■ Concurso de pessoas: Se o beneficiado pela cessão realmente usar o documento. que consiste na vontade de usar. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 100 do CP. Aqui. uma vez que o termo "identidade" compreende não só a identidade civil. 52 . como se fosse seu. com a efetiva entrega (em ambos os casos. sem dependência de outro resultado). ■ Sujeito passivo: O Estado (principal). Usar. caput. 308 Pena — detenção. parágrafo único. o documento. RT731/663). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. pelo agente. TJSP. entendeu-se que pode ser considerada documento de identidade (STF. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". entendemos que.099/95). com consciência de que este pretende utilizá-lo. ■ Confronto: Se o crime é praticado para realização de operação de câmbio.259/01. 308 do CP (TJSC. no que concerne à identidade pessoal. Uso de documento de identidade a/heio ■ Objeto jurídico: A fé pública. em vigor a partir de 12. RT 686/324). quando constituir elemento deste. É o emprego ou utilização. RT 530/395. fornece) a outra pessoa. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. 308. como se fosse próprio. ■ Cessão de documento: Configura o crime do art. o emprésti mo de carteira de estrangeiro a compatriota.613 Código Penal Art. e multa. é art. E ele o cede (entrega. 2 2 . para que dele se utilize. para que esta dele se utilize. RT 546/440). como próprio. como próprio. de quatro meses a dois anos. e multa. RF275/287).259. de 12. documento dessa natureza. de forma a compreender todo documento admitido como prova de identidade. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. de quatro meses a dois anos. próprio ou de terceiro. ■ Ação penal: Pública incondicionada. art. RJDTACr 10/73-4). efetivamente. atribuição ou qualificação profissional (TACrSP. ■ Concurso de crimes: E delito expressamente subsidiário e será absorvido por outro mais grave. para que este a utilize ao entrar no País (TFR. Contra: Configura o art. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Seu empréstimo caracteriza o crime do art. São duas as condutas previstas: a. Inexiste forma culposa. A cessão pode ser gratuita ou onerosa e não é necessário que a pessoa que recebe o documento o use. título de eleitor. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.

Na corrente tradicional pede-se o "dolo específico". ■ Tipo subjetivo: O dolo (que consiste na vontade livre e consciente de atribuir. Parágrafo único. abrangendo "atributo ou predicado emprestado ao estrangeiro" (Direito Penal. ■ Ação penal: Pública incondicionada. XII e XIII (Estatuto do Estrangeiro). Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a entrada em território nacional: Pena — reclusão. referente ao especial fim de agir ("para promover-lhe a entrada"). Atribuição de fa/sa qua/idade a estrangeiro (parágrafo único) . ■ Consumação: Com a atribuição em ato relativo à imigração. ■ Objeto jurídico: A fé pública e a imigração. o conceito é mais amplo. Lei n 2 6. e multa. ■ Pena: Detenção. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. inculcar imputar. 1995. 309 Código Penal 614 FRAUDE DE LEI SOBRE ESTRANGEIROS Art. que a qualidade falsamente atribuída seja requisito para a entrada (e não para a permanência) do estrangeiro em território nacional. 309.815/80. 1965. p. ou seja. Fraude de /ei sobre estrangeiros ■ Alteração: A Lei n° 9. Pune-se a atribuição a estrangeiro de falsa qualidade. 310 do CP no atual parágrafo único deste art. Incrimina-se. militar etc. Já para MAGALHÃES NORONHA. v. assim. toca à "subjetividade jurídica (comerciante. art. ainda que a entrada ou permanência não se realize. 192). X). para entrar ou permanecer no território nacional. oral ou por escrito. ■ Remissão: Vide. engenheiro. ■ Sujeito ativo: Só o estrangeiro (crime próprio). ■ Tipo objetivo: O núcleo é atribuir. 109. nome que não é o seu: Pena — detenção. 309. sacerdote. ■ Consumação: Com o efetivo uso para entrar ou permanecer. de um a três anos. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para entrar ou para permanecer). para HELENO FRAGOSO. de um a quatro anos. o uso (emprego. IV. ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Sujeito passivo: O Estado. 89 da Lei n° 9. 1054).Art. Não há modalidade culposa do delito. O comportamento deve ser praticado para entrar ou permanecer no território nacional (vide Tipo subjetivo). credor. Usar o estrangeiro. Não há tipificação na atribuição para a permanência do estrangeiro. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art.426/96 transformou o antigo art. de um a três anos. 125. ciente da falsidade da qualidade) e o elemento subjetivo que o tipo contém. ■ Tentativa: Não se admite. IV. e multa. Pode ser praticado por escrito ou oralmente. porém. ■ Sujeito passivo: O Estado. e multa.)" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. utilização). Não há punição a título de culpa. que tem a significação de irrogar. o agente usa o nome para essa finalidade. de nome que não é o verdadeiro (nome fictício ou de terceiro).099/95). também. E imprescindível. Na escola tradicional pede-se o "dolo específico". ■ Tipo objetivo: A conduta punida é usar nome que não é o seu. art. p. v. de competência da Justiça Federal (CR/88. independentemente do efetivo ingresso do estrangeiro no País. A qualidade.

■ Ação penal: Igual à do caput. ■ Sujeito ativo: Somente o brasileiro. encobrindo o verdadeiro interessado. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art.615 Código Penal Arts.426/96 renumerou o antigo art. que se completa com outras leis. como de radiodifusão. 3°. de televisão e radiodifusão. Falsidade em prejuízo da nacionalização de sociedade ■ Alteração: A Lei n° 9.856. e multa. Jurisprudência ■ Intenção de permanecer: O desígnio de permanecer no território nacional não integra o crime do art. 309 a 311 ■ Pena: Reclusão. e multa. 8904). 311 do CP para 310. § 6 9 ). ■ Ação penal: Pública incondicionada. aparentemente. Não há forma culposa. arts.79. e 222 e § 1 9). São exemplos dessa proibição a exploração de jazidas. de dez a cem salários mínimos regionais) quem emprestar nome para ocultar o verdadeiro proprietário. de seu componente ou equipamento: .300/85). título ou valor pertencente a estrangeiro. Essa lei pune. 3. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é prestar-se a figurar. o beneficiado pela simulação (art. p. não só de empresas jornalísticas. de seis meses a três anos. nos casos em que a este é vedada por lei a propriedade ou a posse de tais bens: Pena — detenção. punindo (com pena de detenção. Visa ao agente que condescende em servir. 3 9 . Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor. televisão.250/67. Pune-se o "testa-de-ferro" que se presta a figurar como proprietário ou possuidor de ação. e multa. agenciamento de notícias e empresas cinematográficas (Lei n° 5. que se sujeita a ser interposta pessoa ("testa-de-ferro". "homem-de-palha"). 310. 311. ■ Pena: Detenção. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Objeto jurídico: A fé pública e a ordem econômica e social (CR/88. 176. a ser proprietário ou possuidor. recursos minerais e potenciais de energia hidráulica por pessoas físicas estrangeiras. Prestar-se a figurar como proprietário ou possuidor de ação. e multa. título ou valor pertencente a estrangeiro. ■ Sujeito passivo: O Estado. 89 da Lei n° 9. ■ Confronto: A Lei de Imprensa contém dispositivo específico. consciente do encobrimento que faz. ainda. § 1 91 . poiso dispositivo ressalva: nos casos em que a este (ao estrangeiro) é vedada por lei a propriedade ou posse de tais bens. que consiste na vontade de prestar-se a figurar. e a propriedade de empresas jornalísticas. DJU 28. modificado pela Lei n 2 7. Ap. ■ Consumação: Quando o agente passa. de um a três anos. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR Art.11. art. 310 do CP (TFR. de seis meses a três anos. FALSIDADE EM PREJUÍZO DA NACIONALIZAÇÃO DE SOCIEDADE Art. ■ Tentativa: Admite-se. Trata-se de norma penal em branco.099/95). de um a quatro anos.

0 agente que confecciona placas clonadas. o sinal ou número resultante da adulteração ou remarcação há de ser diverso do número original (nesse mesmo sentido. de três a seis anos. RT792/609). 311 do CP". a segunda. Adulteração de ■ Alteração: Artigo introduzido pela Lei n 2 9. pratica o delito (TJDF. A primeira hipótese é de autoria. Nesta última. Obviamente. 311 Código Penal 616 Pena — reclusão. a vontade livre e consciente de adulterar ou remarcar. a pena é aumentada de um terço. o fornecimento de material ou informação oficial deve ser indevido. ou seja. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela (§ 1 2 ). secundariamente.). Aumento de pena (§§ 12 e29 ■ Duas são as hipóteses: a. 311 (STJ. aumentada de um terço. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". especialmente em relação à propriedade e ao licenciamento ou registro de veículos automotores (TJSP. (caput) ■ Sujeito passivo: Primeiramente. de co-autoria ou participação. fornecendo indevidamente material ou informação oficial. fornecendo indevidamente material ou informação oficial. caminhão etc. TRF da R.. § 1 2. com o único intuito de burlar o rodízio de circulação instituído pelo poder público. ■ Tentativa: Admite-se. Luiz FLávio GOMES. ônibus. in RT759/497). Não há modalidade culposa. 311. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela.. "Adulteração das placas do veículo: atipicidade frente ao art. especialmente em relação à propriedade e ao licendor de veiculo ciamento ou registro dos veículos automotores. por tratar-se este de crime autônomo (TACrSP. prover). contrafazer) ou remarcar ( marcar de novo) número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor(carro. por inexistência de afronta à fé pública. Se o funcionário público contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado.Art. 311 do CP. o terceiro prejudicado pela adulteração ou remarcação. vidros etc. motor. b. e multa. ■ Consumação: Com a adulteração ou remarcação idônea a enganar. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. ■ Confronto com o art. e multa. Jurisprudência . § 22 . RT 772/541. para identificação de veículo roubado. As placas de veículos integram o conceito de sinal identificador para efeito do art. tendo em vista que a conduta não equivale à de adulterar. de três a seis anos. sabendo da falsidade no novo número ou sinal. ■ Adulteração de placas de veículos: O ato de adulterar ou remarcar placas dianteira e traseira configura o crime deste art. RT 791/723).426/96. ■ Rodízio: A colocação de fita adesiva de cor preta no último algarismo da placa de veículo. o Estado. motocicleta. ensejando sua adulteração a incidência da norma (TRF da 4 2 R. de seu componente (portas. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é adulterar (falsificar. RT 761/602). Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado. sina/ identifica. RT789/658). ■ Ação penal: Pública incondicionada. RT792/609).■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Raspagem de chassi: A supressão por raspagem do número do chassi não configura o crime do art. ■ Pena: Reclusão. ■ Pena: A do caput. é fato atípico.) ou equipamento (tudo aquilo que serve para equipar. RT 791/723). automotor ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). podendo constituir somente ato preparatório do crime (TJSP. 311 do CP: O crime de receptação não absorve o de adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Pecu/ato (caput) ■ Divisão: O caput do art. se precede à sentença irrecorrível. o subtrai. haja ou não procedimento especial. ou desviá-lo. parágrafo único. a reparação do dano. pode haver co-autoria ou participação de pessoas que não sejam funcionários públicos. O § 32 cuida da extinção da punibilidade pela reparação do dano. a partir da vigência da Lei n° 10. com pena máxima até dois anos. 29 e 30 do CP). 100 do CP. embora não tendo a posse do dinheiro. 312.1. 312 contém duas modalidades de peculato: o peculatoapropriação (1 2 parte) e o peculato-desvio (2 2 parte). em proveito próprio ou alheio. extingue a punibilidade.259. se lhe é posterior. O artigo seguinte (CP. Assim. 312. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. No § 1° vem previsto o chamado peculato-furto e. 5 2.02. caput. da Lei n° 10. desde que elas tenham conhecimento desta qualidade do autor (cf. a transação cabe no § 2 9 deste art. em vigor a partir de 12. 22. valor ou bem. de dois a doze anos. no § 22 . valor ou qualquer outro bem móvel. público ou particular. também chamado peculato impróprio. ■ Transação: De acordo com o art. entendemos que. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. 313) dispõe sobre o peculato-estelionato. ou concorre para que seja subtraído. art. 327 e §§ 1 ° e 2 2 do CP). de que tem a posse em razão do cargo. Todavia. em proveito próprio ou alheio: Pena — reclusão. Aplica-se a mesma pena. o peculato culposo. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. reduz de metade a pena imposta.099/95).617 Código Penal Art. 327. Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena — detenção. da CR/88) e da analogia in bonam partem.259/01. notas aos arts. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22.01. 312 Título XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL PECULATO Art. Em face do princípio da isonomia (art. em seu aspecto patrimonial e moral. de 12. No caso do parágrafo anterior. . ■ Objeto jurídico: A administração pública. § 1 2. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. ainda que combinado com o § 22 do art.7. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. se o funcionário público. de três meses a um ano. 327 (art. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público ( vide notas ao art. restrita á figura culposa. § 34. PECULATO CULPOSO § 22 . a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. mesmo que combinado com o § 29 do art. e multa. 89 da Lei n° 9.

Defesa preliminar em vista da redação do art. modificado pelo Decreto-Lei n° 925. sempre que o crime denunciado preencha os requisitos da fiança (CELSO DELMANTO. O elemento subjetivo do tipo vem referido pelo especial fim de agir ("em proveito próprio ou alheio"). ■ Tipo objetivo: Na modalidade de peculato-apropriação (1 2 parte do caput). equiparam-se ao peculato os atos que importem em malversação ou dilapidação de seus patrimônios (art. Todavia. tenha a posse dele. apossar-se. apólices. que possa ser transportada. e multa. Quanto às associações ou entidades sindicais. 1959. in RDP 26/90. Todavia. infungível ou não. dispondo ou consumindo o objeto material. ■ Pena: Reclusão. Súmula 164 do STJ). 1965. A posse em razão do cargo precisa ser lícita e legítima para que se enquadre no art. 312 do CP. valor ou bem. Se o desvio for praticado em benefício da própria administração. . Na de peculato-desvio. IX. expressamente mencionado na segunda modalidade e implicitamente contido na primeira modalidade. entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. requer-se o "dolo genérico" para a primeira e o "dolo específico" para a segunda ou para ambas. que tem a significação de assenhorear-se. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". até mesmo quanto à indistinção entre bem público e particular. Na modalidade de peculato-desvio. o núcleo é apropriar-se. 168). ■ Confronto: Se o agente é prefeito municipal. retendo. com o efetivo desvio. o aproveitamento do trabalho de funcionário subalterno não tipifica a infração penal. art. poderá ocorrer outro delito (CP. 552 da CLT. O funcionário age como se a coisa fosse sua. 315). E indiferente que o objeto material seja público ou particular. a vontade livre e consciente de desviar. como toda coisa móvel. Os doutrinadores dão sentido largo à posse. v. consuma-se quando o agente. porém. 514 do CPP. de 10.69). abrangendo tanto a detenção como a posse indireta. 0 dano material é indeclinável no peculato ( HUNGRIA. Peculato-furto (§ >°) ■ Objeto jurídica sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do capuz. ao contrário do caput. ■ Ação penal: Pública incondicionada. por não ser coisa móvel. Embora seja questão intranqüila. ■ Objeto material: A indicação é ampla: dinheiro. valor(títulos.10. é também o dolo. do Decreto-Lei n° 201/67 (vide. 1 2 . por exemplo.Art. 345). também o particular prejudicado. em razão do cargo. teoricamente. predominando o entendimento de que não fica sujeita à desaprovação de contas pelo órgão competente. Diversamente da apropriação indébita comum (CP. FRAGOSO. A figura culposa é prevista no § 22 . Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Consumação: Na modalidade peculato-apropriação. 1073). Na doutrina tradicional. Na modalidade de peculato-desvio (22 parte do caput). Pune-se o funcionário que dá ao objeto material destinação diferente daquela para a qual o objeto lhe fora confiado. de dois a doze anos. Vide jurisprudência no final da nota. O desvio deve ser. RF 266/115 e RT 526/115. Comentários ao Código Penal. p. consistente na vontade livre e consciente de apropriar-se.) ou qualquer outro bem móvel. passa a dispor do objeto material como se fosse seu. art. p. ações etc. sem dependência de ser alcançado o fim visado. também. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade de peculato-apropriação. jurisprudência: STF. ou seja. ■ Tentativa: Admite-se. Assim. em proveito (patrimonial ou moral) próprio ou alheio. IV. não configura o crime "a simples mistura dos dinheiros públicos com o próprio dinheiro" (H. à semelhança do objeto do crime de furto. RTJ 114/1052). ■ Peculato de uso: É dominante o entendimento de que não existe peculato de uso de coisa fungível. mas imprescindível que o agente. mas não o peculato. predomina o entendimento de que a infração não fica excluída pela caução ou fiança prestada anteriormente. A cláusula final deve ser entendida. ■ Objeto material: É semelhante ao do caput. 312 Código Penal 618 ■ Sujeito passivo: 0 Estado e a entidade de direito público. o núcleo é desviar. entende-se que o peculato não admite compensação nem é descaracterizado pela intenção de restituir. efetivamente. I e II. I. o agente não tem a posse: embora não tendo a posse do dinheiro. secundária e eventualmente. art. v. 323. do CPP. é o dolo.

Se o ressarcimento é posterior. 1959. há concurso necessário entre o funcionário e a outra pessoa. 312 ■ Tipo objetivo: Incrimina-se o funcionário público que subtrai. referente ao especial fim de agir (visando a proveito próprio ou alheio). Na escola tradicional é o "dolo específico". art.80. DJU 18. propiciando. por não observância do dever de cuidado a que estava obrigado pelas circunstâncias (vide nota ao CP. sendo a condição de funcionário ocasião e não causa para o crime ( Comentários ao Código Penal. 4. ■ Tipo subjetivo: É irrelevante a sua intenção de restituir ou a ausência do ânimo de ter para si (TJSP. mas pressupõe o ânimo de ter para si (TJSP. 350). O peculato-desvio exige o dolo específico (TJRS. p.619 Código Penal Art. DJU 6. RJTJRS 166/84). concorre (facilita) para que outrem pratique aquelas condutas delituosas. Nesta última modalidade. na modalidade de subtrair. é o próprio funcionário quem subtrai o bem. 30). pena e ação penal: Iguais às do caput. 4150). 3. de três meses a um ano. notadamente o fácil ingresso ou acesso à repartição ou local onde se achava a coisa subtraída". Reparação do dano no pecu/ato culposo (§ 3°) Figura qua//ficada Jurisprudência . TFR. restituindo-os quando destituído do cargo (TJAC. ■ Consumação: Com a efetiva subtração.6. o funcionário. E imprescindível que exista nexo causal entre o comportamento culposo do funcionário e o crime cometido por outra pessoa. função de direção ou função de assessoramento. Ap. RT757/593). ■ Distinção: Se o recebimento do dinheiro não cabia ao agente.80. oportunidade para que outro funcionário subtraia o dinheiro que ficou à vista. ■ Noção: É aplicável tão-só ao peculato culposo (§ 29.990. 4601. Quanto à facilidade. concorre para que terceira pessoa subtraia o objeto material. Arrependimento posterior embora este § 3° não incida nas demais modalidades de peculato. e o elemento subjetivo que o tipo contém. de concorrer para a subtração. Nas duas modalidades. 327 do CP. nelas é aplicável o art. O envio de missivas aos advogados por secretário de justiça. p. ela extingue a punibilidade. ■ Tipo subjetivo: O dolo. como no crime de furto (vide nota ao art. 16 do CP. ao deixar o cargo. voluntária e conscientemente. Assim. Em ambas as modalidades é indispensável que o funcionário atue valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. culposamente. Na outra modalidade. RT 608/319. consistente na vontade livre e consciente de subtrair ou de concorrer para a subtração. pode ser particular ou também funcionário público. 313 e não art. v. 0 dolo do peculato-apropriação é genérico. ou concorre para que seja subtraído. 155 do CP). Vide nota no final do art. reduz de metade a pena imposta.6. vide § 2° do art. ■ Pena: Detenção. JSTJ e TRF47/288-9). Ap. II). Não comete o crime o agente que guarda em sua residência bens móveis públicos com a anuência de seu superior hierárquico. 312 do CP (TER. RTFR71/143). mv— RJTJSP72/343). O outrem. ■ Sujeitos ativo e passivo. A figura culposa está prevista no § 2°. ■ Tentativa: Admite-se. 107 do CP e jurisprudência neste art. p. 18. é art. em quaisquer de suas modalidades (até mesmo na de concorrer para a subtração). lembrando-se que a condição funcional daquele se comunicará a esta (CP. Exemplo: o responsável pelo cofre da coletoria que o deixa aberto ao se ausentar. 312. comenta HUNGRIA que "é qualquer circunstância de fato propícia à prática do crime. a conduta do agente deve ser em proveito próprio ou alheio. IX. A figura de desviar em proveito alheio exige a vontade de desviar de forma que o terceiro tenha proveito desse desvio do bem (STJ. O funcionário. a que o parágrafo se refere. Se a reparação do dano é anterior à sentença irrecorrível (antes de decisão transitada em julgado). Peculato culposo (§2°) ■ Noção: Aplica-se tanto ao peculato-apropriação e ao peculato-desvio (caput) como ao peculato-furto (§ 1 9 ). art. ■ Remissão: Na hipótese de ocupantes de cargos em comissão.356. sem intenção de deles se apropriar.

Art. que recebe diretamente da parte o valor correspondente à execução que ali se processava. RT572/393). p. Para a consumação basta a posse. Ap. porém. Ap. RTJ 119/1030. Escrevente de Vara Cível. 6439). ao agente. p. Com o ato da apropriação. JSTJ e TRF 90/407). cuja guarda lhe foi confiada (TJPR. demonstra mera desordem administrativa. de inveterada praxe. RT 512/427). a que se refere o texto legal. não aponta o seu montante. RT528/396). e furta objetos do interior de correspondências (TRF da 3 á R.79. 312 Código Penal 620 veiculando propaganda eleitoral subliminar. Policial que subtrai toca-fitas. RT 523/476). pois o objeto não se achava sob a guarda e responsabilidade da administração pública (TJSP. RT788/631). Vide. compreendendo a simples detenção. RT 792/578). RT 771/721). Não.. ao revistar veículo abandonado. STJ.92. RT517/298). DJU 12.4. RT 536/360). do CP. sendo necessário que a entrega resulte de mandamento legal. RT640/384). ■ Consumação do peculato-apropriação: Consuma-se no momento e lugar em que o agente se apropria do dinheiro. ■ Benefício próprio ou alheio: É indispensável que o desvio se faça em benefício próprio ou alheio (TJSP. 3. 327. TJRJ. DJU 7. Hipótese especial: não pratica peculato o funcionário público que deixa de recolher sua própria contribuição ao órgão de previdência do Estado (TJSP. 1139). Escrevente auxiliar de cartório pode ser sujeito ativo de peculato (STF. 312 (TRF da 5 R. Comete peculato o policial que se apropria de valores de preso. 5. deve ser entendida em sentido amplo.351. RTJ 91/664. aproveita-se da condição de vigilante noturno da EBCT. pratica furto simples e não peculato-furto. JSTJ e TRF72/268. HC 928. RT490/293). DJU 17. pela sua condição genérica de servidor público.128. ■ Concurso de pessoas: A qualidade de funcionário comunica-se ao particular que é participe do peculato (STF. pois o CPC não atribui aos escreventes tal encargo (TJRJ. se a confiança da vítima não foi em razão de ser ele funcionário competente. mas. ■ Funcionário público: Equipara-se a funcionário público o agente que. não sendo exigível que o agente ou terceiro obtenha vantagem com a prática do delito (STJ.558-1/RS.. Resta caracterizado o delito de peculato na conduta daquele que. RJTJSP73/345. p. ■ Ação penal: A resposta prévia (art. não basta que a coisa tenha sido confiada em razão do ofício. RTJ 153/245-6. ■ Caução: A caução ou fiança prestada antes não afasta o crime de peculato (STF. ou. RT792/578). mesmo não sendo funcionário público.. 0 temporário desaparecimento de equipamentos médicos de hospital público.97. ■ Bem particular: E irrelevante serem particulares os bens apropriados ou desviados (STF. 7959). RJTJSP 103/451). in RBCCr 15/410). RT 786/780). devido à falta de controle acerca da manipulação de tais materiais. mesmo sendo empregado de empresa de segurança. ■ Denúncia: E inepta se não especifica os desvios. se o particular desconhecia a condição de funcionário do agente (TJSC. RTJ 97/452). bem como a posse indireta (STF. art.081. mesmo quando o funcionário tinha certeza de repor o dinheiro (TER.2. 514 do CPP) é inexigível quando o acusado já não é mais funcionário público (TRF da 1 R. inclusive no peculato-furto (TRF da 1 R.10.96. p. 100/144. não proibida por lei (TJSP. TJMG. ainda que a sua propriedade seja de particular (STF.5. que exige o dolo e o elemento subjetivo de agir em proveito próprio ou alheio (STF. Basta a posse da coisa em razão do cargo. RT520/519). JM 131/419). valor ou bem móvel (STF. § 1°. ■ Em razão de ofício: Para a configuração do peculato. ■ Posse (caput): A posse. tão-só. Quando o desvio de verba se verifica em favor do próprio ente .2. RT 727/597). in RBCCr 18/223. p. modo de execução nem a participação de cada um dos acusados (STJ. ao dele se apossar. HC 73. HC 74. pratica apropriação indébita e não peculato. RT566/300). ainda. o crime é de apropriação indébita e não de peculato (STF. não se amolda ao peculato-desvio.. RT 552/436. DJU 11. Se a atribuição de receber não competia.83. 1340. TFR. DJU 24. pelo menos. 11074. por lei. e não os elementos tipificadores do art. STJ. aceita emprestar sua conta bancária para compensar valor desviado de banco estadual (TJAP.

TJAC. RF260/340). valendo-se de sua qualidade de funcionário. a aplicação de dinheiro público em proveito próprio ou de outrem. TRF da 3 R. consegue proveito para si..10.94. RT 749/669.452. E inadmissível a compensação no crime de peculato. in RBCCr 6/234). DJU 28. RT 520/353). Ap. sendo suficiente a violação do dever de fidelidade para com a Administração (TJRS. prevista no art. Não pratica peculato. do CP (TRF da 4 á R. 0 desvio de mão-de-obra pública não caracteriza o delito deste art. RT513/357). 67831. § 3 Q . ■ Compensação: O fim de compensação. RT784/589). RTJ 91/814). o que não é o caso do dinheiro (STF. 3. uma vez que o que importa neste delito não é tanto a lesão patrimonial. se esta constituiu meio para a prática do desfalque (TFR. Ap. RT702/377).. nem mesmo o de uso. o funcionário que retarda ato de ofício para satisfazer interesse próprio. 2977. RT 535/339). embora com intenção de restituir (STF.8. contendo talonário de cheques. Contra: a caracterização do peculato doloso não reclama lucro efetivo pelo agente. absorve o estelionato (TRF da 1 R. pratica o crime de peculato. e não o de furto (TJAC. não exclui o crime (TJSC. RT 771/722). 312 público. caracteriza bis in idem.5. á comete peculato-furto que. p. Não configura o aproveitamento de material usado e imprestável. PJ 42/196). funcionário de empresa pública. por ser mais grave. DJU 16. RT756/608). sobretudo. ■ Dano material: Não há peculato sem dano patrimonial à administração (TFR. em tese. A falta de tomada de contas igualmente não impede o início da ação penal (TJPR. RT 537/302). TJPR. em documento público de assistência patronal. RT 769/729. 7526. obtém para si. ou a lei administrativamente o autorize.2. p. PJ 43/234). a ofensa aos interesses da Administração (TJSP. RT 784/739). 171. mas prevaricação. DJU 26. ■ Circunstância agravante (bis ín idem): A incidência da circunstância agravante de violação de dever funcional. DJU 18. .9. APn 218. in RBCCr 12/288). DJU 29.. p. ■ Concurso de crimes: O peculato absorve a falsidade. vantagem ilícita (TRF da 4 Q R. II.94. ■ Processo administrativo: Não descaracteriza o peculato doloso o fato de o Poder Legislativo ter inocentado o agente (TJPB. RT 499/426). o carteiro da EBCT que se apropria de encomenda sedex. DJU 23. TJSP.801. RT 756/608). p. TJSP.061. pois tal delito fere o aspecto patrimonial e moral da Administração Q Pública (TRF da LP R. com o consentimento do seu responsável por este (TJPR. RT 505/305).375. RT 776/667). e não o de peculato-furto ou estelionato. p. 5. 5762). RT 758/516.589. TJSP.863. mas.86. pois o peculato e a falsidade ideológica resultam de ações distintas e autônomas (TJSE. ■ Confronto com furto: O servidor público que subtrai armas que estavam sob a guarda da Administração. O peculato de uso pressupõe que a coisa seja infungível. ■ Princípio da insignificância: Não se admite a sua aplicação em face do pequeno valor apropriado. há concurso material.11. e emite uma das cártulas mediante falsificação da assinatura da correntista (IRE da 4 Q R. empregando meio fraudulento. RT 727/597).80. alegado pelo agente. 5. pois a Administração Pública somente perde a disponibilidade de seus bens quando expressamente a consinta. Ap. A aprovação de contas não exclui o crime (STF. pois o peculato tem como elemento do próprio tipo o motivo da majoração (STJ.78. declarações falsas para obtenção de ressarcimento de despesas médicas em nome próprio e de terceira pessoa. ■ "Peculato de uso": Constitui peculato. DJU 5. RT 790/692). RT 759/754). 61. em utilização diversa da prevista. Contra: há concurso formal (STF. 312 (TJSP. p. 3.77. Ap. desclassifica-se para o art.. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP.79. RHC 3. 19468.10. RTFR 70/108. pp. 2916-7. ■ Desclasificação para estelionato: E admissível a desclassificação para estelionato se o agente. do CP. através de artifício fraudulento. g. Contra: O funcionário da Caixa Econômica Federal que subtrai guias de depósito e talões de cheques e. 7794. nem impede o Ministério Público de oferecer denúncia (STJ. RHC ■ Aprovação de contas: 55..621 Código Penal Art. ■ Confronto com peculato-furto eestelionato: Pratica o crime de peculato próprio. há emprego irregular de verba e não peculato (TER. Se inseriu..

■ Prefeito municipal: Em termos de nomenclatura. 76. aplicava-as no open market e devolvia. ainda assim. PJ 43/234).93. RT 506/319). com verba do seu gabinete. RT 520/460). p. RJTJSP 114/498. mv— RJTJSP 141/448). 315). p. a conduta do administrador que desvia fundos disponíveis para aplicações a curto prazo a fim de salvaguardá-los da inflação desenfreada (STF.79. ■ Peculato culposo (§ 2°): Pratica o funcionário público incumbido de fiscalizar o serviço. tanto são peculatos os do art. por negligência. propiciando que seu subordinado aumente o número de horas extras a que tem direito e se aproprie da diferença (TFR. por ausência de dolo específico. Não se caracteriza se não comprovado que os valores pagos pela Prefeitura eram realmente indevidos. se depositava as quantias em sua conta bancária. DJU 22. 5. do Decreto-Lei n 9 201/67 (TJSP.Art. mv— RJTJSP 113/522. Depois de consumado o peculato doloso. RTJ 125/25). RT 605/399). RJTJRS 166/84). 8948. p. RHC 7. não confere assinaturas apostas em cheque nem segue as formalidades necessárias para desconto. TRF da 1 2 R. de 10.4. bem como o empréstimo de material (TJSP. TJRJ. não se vislumbrando má-fé no caso de prefeito sem formação jurídica e sem assessoria técnica. RT632/280.524. in RBCCr 24/318). .10. TFR. imprudência ou imperícia. em relação aos preços correntes e usuais (TJPR. RT 633/266). A restituição não descaracteriza o peculato doloso (TJSP. RT760/757). RJTJSP 140/261). 312). homenagens e festividades (TJMG.9. Ap. 2682. Ap. pertencente a empresa pública. é necessário que o agente concorra para que outrem pratique o crime. 16 do CP (TJSP. Não pratica crime se adquire presentes para ofertar às secretárias do município. que. E só ilícito administrativo. DJU 19. p.. posteriormente. DJU 27. Ap. entretanto. ressarce a entidade financeira da quantia que fora irregularmente sacada (TRF da 5 2 R. I.. DJU 11. p. RT 759/757). que dá à norma interpretação equivocada (TJRS. in RBCCr 2/242). que falta ao seu dever. ■ Reparação no peculato doloso: A extinção da punibilidade pela reparação do dano só é possível no peculato culposo (STJ.3. 16275). A devolução não descaracteriza (TJSP..847. Para a configuração da modalidade culposa. leve uma outra pessoa a cometer o ilícito (TJPB. Ap.79. ■ Aplicações financeiras: Não tipifica peculato (art. o recolhimento das importâncias desviadas não configura o arrependimento eficaz do art. o principal. 5.450. ■ Reparação no peculato culposo (§ 39: Extingue-se a punibilidade se o agente. RT 698/385). RTJ 84/1067. Configura. A restituição não influi na tipificação do peculato doloso. DJU 8. eis que o objeto material é a moralidade administrativa (TJSE. entrega numerário correspondente ao valor do título subtraído e falsificado (TRF da 5 2 R. mv— JSTJ e TRF83/465. RT790/692). ou seja.. 1 2 . 312 Código Penal 622 RJTJSP 140/261. RT785/654).497/DF. A reposição do dinheiro não extingue a punibilidade (STF. 15 (atual) do CP (TER.98. nem prevaricação (art. RT 541/342. no exercício do dever funcional de repressão ao descaminho. RT 506/326). RT 760/757). mas pode influir na pena (STF. o uso de veículos ou máquinas oficiais em serviços particulares. TRF da 2 2 R.. RT769/729. ■ Associações sindicais: 0 Decreto-Lei n°925.. O peculato-desvio exige o dolo específico.9.5. 319) ou emprego irregular de verbas ou rendas públicas (art.. DJU 6. 604. ■ Peculato-furto ou impróprio: Comete este crime o policial que. 5013).69. se apropria de mercadorias estrangeiras irregularmente introduzidas no território nacional (TRF da 5 4 R. JSTJ e TRF76/312). Comete o delito de peculato culposo o funcionário de agência bancária. que o acusado. 3. e. 8641). mas influi na pena e permite a aplicação do art. RT 520/521.088. ainda que feita antes do procedimento disciplinar (STF. ainda que haja consumo de combustível (TJSP.. TRF da 5 4 R. RHC 56. RT 499/426). p. ficando com os juros (TRF da 22 R.86. e não peculato. sendo irrelevante a ausência de perdas materiais. equiparou ao peculato os crimes praticados em detrimento de associações sindicais (STF.86. Configura o crime a determinação de aquisição de bens ou realização de serviços sem o devido processo licitatório. destinada a recepções. funcionário de agência bancária pertencente a empresa pública. 312 do CP quanto a figura do art. TRF da 4 á R.6. agindo com negligência. mv — JSTJ e TRF83/465).

A pessoa que se engana na entrega tanto pode ser particular como outro funcionário público. consistente no desvio de recursos orindos de convênios com o SUS. isto é. 5. Ap. ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargos em comissão.87. a tipificação é no art. Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. Por erro de outrem. b. ■ Tipo objetivo: O núcleo é o mesmo apropriar-se da figura principal do peculato (vide nota ao art. e não o do art. 92 do CP. caput. como se fosse sua. Pecu/ato mediante erro de outrem (peculato-este/ionato ou peculato impróprio) ■ Objeto jurídico. em entregar o valor. 313 é necessário que o erro da vítima.337. ■ Confronto com o art. arts. 327 do CP. RT 767/676). 312. Embora não haja necessidade de perícia para evidenciar a prática de peculato. RT 779/548). 312. se a prova existente é precária. as coisas móveis e de valor econômico.81. 312. TJPR. 171. obtém Figura qualificada Jurisprudência . DJU 6. torna-se imprescindível a elaboração de laudo pericial (TJSP. do CP). Na maioria dos casos de peculato. Para que haja desclassificação do art.099/95). 313. de um a quatro anos. p. 89 da Lei n° 9. se a apropriação fica comprovada por outro meio (STF. Ap.623 Código Penal Arts. PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM Art. § 2 2 (art. RF270/277. Vide. em razão do cargo público que o agente exerce. ■ Ação penal: Igual á do art. apenas. 312 (vide nota ao art. 29 e 30). ■ Objeto material: E dinheiro ou qualquer utilidade. jurisprudência ao art. p. RTFR 71/143). não é indispensável o exame de corpo de delito (TER.8. de um a quatro anos. do CP). de indireto (STF. para outros. IV. do CP). a competência é da Justiça Federal. não tenha sido induzido pelo agente (TER. DJU 27. se não houver combinação com o ■ Suspensão art. 312 para o art. é necessário que a pena corporal aplicada seja superior a quatro anos (TJRO. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação (CP. § 3°. induzindo a erro caixa de agência bancária. condicional do processo: Cabe. na impossibilidade deste. 312. e multa.585. que praticou crime de peculato. porém. No exercício do cargo. caput. ■ Competência: Tratando-se de crime de peculado praticado por ex-Secretário da Saúde estadual. 313. 109. 4. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do art. ou. O erro deve ser da vítima que faz a entrega e não pode ter sido causado pelo agente. E desnecessária a perícia contábil para constatação do peculato. E necessário. 313 e não no art. 312 do CP (TFR. no exercício do cargo. ■ Confronto com o estelionato: Pratica o delito do art. ■ Perda da função pública: Para que seja decretada a perda de função de policial civil. RTJ 103/156). a funcionária pública que. ■ Tipo subjetivo: Igual ao da primeira modalidade do art. 15169). caput. recebeu por erro de outrem: Pena — reclusão. será indispensável a realização de exame de corpo de delito direto. 327. ■ Pena: Reclusão. RT 753/536). também. caput. 312: Se o recebimento do dinheiro apropriado não cabia ao agente. 312. porém. nos termos do art. entendendo alguns que esta deve alcançar. ■ Tentativa: Admite-se.8. do CP. ■ Consumação: Quando o agente passa a dispor da coisa recebida. RT638/318). vide § 2° do art. função de direção ou função de assessoramento. que o funcionário se aproprie de objeto que recebeu: a. da CR/88 (STF. caput (vide nota ao art. 8201). e multa. 312 e 313 ■ Exame pericial: Se o peculato deixou vestígios materiais. compreende qualquer coisa que represente vantagem.

313-A acrescentado pela Lei n° 9. a inserção. a alteração e a exclusão devem ser juridicamente relevantes e ter potencialidade lesiva. trata-se de crime próprio. chamado a dar conta. posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. 29 e 30). arts. ■ Vencimentos pagos a mais: No caso de vencimentos pagos a mais ao funcionário. cai em mora e não os devolve (TJSP. art. Nas condutas c e dexige-se o elemento normativo do tipo (indevidamente). e não qualquer funcionário público.00. facilitar (tornar fácil. de dois a doze anos. 29 e 30). mas apenas funcionário autorizado.00 ( DOU 17. O rito processual deverá ser o previsto nos arts. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 323. o particular que eventualmente vier a ser prejudicado. de 14. ■ Tipo objetivo: São quatro as condutas incriminadas: a. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP.00). excluir (eliminar) indevidamente dados corretos. INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES Art. evidentemente àquele se refere. especialmente seus sistemas informatizados ou bancos de dados. 22 ). ■ Tipo subjetivo: O dolo.983. Inserir ou facilitar. 327 do CP. d. a facilitação de inserção.7. ou seja. 513 e seguintes do CPP. RT521/355). ■ Consumação: A consumação se dá com a efetiva inserção ou facilitação de inserção (facilitação + inserção facilitada) de dados falsos ou. só se consuma quando este. consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas. arts. o funcionário autorizado. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. a inserção de dados falsos.7.10. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe do crime (CP. 313 e 313-A Código Penal 624 vantagem econômica ilícita com o desconto de cheque subtraído de entidade a que era vinculada (TRF da 5 R. RT760/757). será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP..Arts. aquele administrativamente designado para a função. em seus aspectos patrimonial e moral. Não há modalidade culposa. incluir) dados falsos. ■ Pena: Reclusão. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias. o particular pode ser co-autor ou partícipe.983/00 (art. ou seja. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais. 514) ( CELSO . ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Por ser crime afiançável (CPP. inserir (introduzir. e multa. I). acrescido do especial fim de agir (obter vantagem indevida para si ou para outrem ou causar dano). é o dolo específico. 15. Obviamente. ainda. modificar) indevidamente dados corretos. art. especialmente a alteração de seu § 1-q feita pela Lei 11° 9. Todas essas condutas têm por objeto os sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública.. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena — reclusão. auxiliar. de dois a doze anos. Na doutrina tradicional (clássica). afastar dificuldades) a inserção de dados falsos. Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. 313-A. e multa. /nserção de dados fa/sos em sistema de informações ■ Alteração: Art. c. em segundo lugar. com a real alteração ou exclusão indevida de dados corretos. vide nota no art. na prática será de difícil ocorrência. ■ Concurso de pessoas: Apesar de crime próprio. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público autorizado. b. alterar ( mudar.

o funcionário. e multa. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". de três meses a dois anos. 313-B acrescentado pela Lei n° 9.1. evidentemente a ele se refere. representado pela pessoa jurídica de direito público. Neste sentido: STF. 327. modificar sistema de informações ou programa de informática. 89 da Lei n° 9. o particular prejudicado. parágrafo único. 313-A e B DELMANTO. Embora a lei não deva usar palavras desnecessárias. da CR/88) e da analogia in bonam partem.625 Código Penal Arts. a transação cabe no caput deste art. é o dolo genérico. Em face do princípio da isonomia (art. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena — detenção. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. Saraiva. entretanto.00). Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. 0 sistema de informações ou programa de informática deverá ser da Administração Pública.7. ■ Transação: De acordo como art. 2 9 ).00 ( DOU 17. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias (15. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. Evidentemente. Modificar ou alterar. ainda.259. 313-B.099/95). em vigor a partir de 12. Exige-se. 100 do CP. de 12.01.983/00 (art. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. especialmente a alteração de seu § 1 9 feita pela Lei n° 9. ■ Alteração: Art. isto é. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais vide o art. haja ou não procedimento especial. § 2 9 . 5 9 . Para a doutrina tradicional (clássica). ainda que haja combinação com o art. 327 do CP. do CP (art. 49). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. os verbos acima referidos têm o mesmo significado (AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. 313-A. o conceito de alterar é mais abrangente que o de modificar. especialmente seus sistemas de informações e programas de informática. para a configuração deste art. 313-B que a modificação ou a alteração seja feita sem autorização ou solicitação de autoridade competente (elemento normativo do tipo). desde que não haja incidência do § 2 9 do art. secundariamente. consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas. ■ Tipo objetivo: São duas as condutas incriminadas: a. p. não se exige que seja funcionário autorizado. 327.7. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. sendo este espécie e aquele gênero ( Crimes contra a Previdência Social. entendemos que.7. da Lei n° 10. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Sujeito passivo: O Estado. Assim. Não há forma culposa. posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP.10. 2000. MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇOES Art. RTJ 114/1052. 29 . Para ANTONIO LOPES MONTEIRO. 313-B. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual.983. de 14. Parágrafo único.02. in RT 526/115). Ao contrário do art. b. alterar sistema de informações ou programa de informática. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. a partir da vigência da Lei n° 10. Nova Fronteira). com pena máxima até dois anos. administrativamente designado para a função.259/01. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Modificação oua/teração não autorizada de sistema de informações ■ Objeto jurídico: A Administração Pública.00). caput. a modificação ou alteração deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade lesiva. .

327. ■ Pena: Detenção. § 2 2 (art. arts. 314. a vontade livre e consciente de extraviar. salvo na hipótese de sonegação.de um terço até a metade.099/95). art.609/98. extraviar (desviar. Se o agente não tiver a guarda ou não for funcionário. Contudo. isto é. Seja li vro oficial ou documento. ■ Confronto: Quanto à violação de direitos de autor de programa de computador. Por se tratar de crime afiançável (CPP. c.Arts. livro oficial. que deve ser livro criado por lei e usado em escriturações. 29 e 30). art. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. na prática será de difícil ocorrência. inclusive em prejuízo de entidade de direito público. sonegar ou inutilizar. b. art. empresa pública. art. ou seja. caput). Se o extravio. de um a quatro anos. 356 do CP. 12 e parágrafos da Lei n 2 9. lançamentos. sonegação ou /nuti/ização de livro oficia/ ou documento ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. da Lei n° . 513 e seguintes do CPP. o particular pode ser co-autor ou partícipe. se o fato não constitui crime mais grave. total ou parcialmente. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). 514). 29 e 30). sonegá-lo ou inutilizá-lo. consuma-se quando há a exigência legal para apresentar. O objeto material é: a. sonegar(não apresentar. fazer perder). ■ Consumação: Com o efetivo extravio ou inutilização (ainda que parcial). a pena é aumentada pena (parágra. Na modalidade de sonegar. Na escola tradicional é o "dolo genérico". é imprescindível que o agente tenha a guarda em razão do cargo. Não há forma culposa. 322. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. vide art. Se a sonegação é de papel ou objeto de valor probatório. que pode ser público ou particular (vide conceito de documento na nota ao art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. arts. b. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. sonegação ou inutilização acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. ■ Confronto: Se há especial fim de agir. ■ Tipo objetivo: Três são os núcleos alternativamente previstos no art. ou qualquer documento. total ou parcialmente: Pena — reclusão. 298 do CP). desencaminhar. 89 da Lei n° 9. ocultar fraudulentamente). 313-B e 314 Código Penal 626 ■ Consumação: A consumação se dá com com a efetiva modificação ou alteração de sistema de informações ou programa de informática. inutilizar (tornar imprestável ou inútil). registros etc. Extravio. Causa especial ■ Noção: Seda modificação ou alteração resulta dano (no sentido naturalístico) para de aumento de a Administração Pública ou para o administrado (o particular). 337 do CP. 314: a. fo único) EXTRAVIO. se não houver combinação com o art. art. Extraviar livro oficial ou qualquer documento. sem dependência de outros resultados. recebido pelo agente na qualidade de advogado ou procurador. 3 2. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público.. ■ Ação penal: Pública incondicionada. autarquia. de três meses a dois anos. I. que a guarda seja dever do seu cargo. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe. ■ Tipo subjetivo: O dolo. será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP. 305 do CP. SONEGAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE LIVRO OU DOCUMENTO Art. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. O rito processual deverá ser o previsto nos arts. e multa. de que tem a guarda em razão de cargo. art.

■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é: a. § 2°. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. sendo vedada a interpretação extensiva. RT 612/316). em tese. efetivo ou potencial. para configurar o crime do art. A respeito. RTJ 114/1052). RT492/315). 327. Econômica e contra as Relações de Consumo). a apresentação da defesa preliminar do art. 327. de um a quatro anos. não de culpa (TJRS. 315. arts.627 Código Penal Arts. 89 da Lei n° 9. Contudo. 314 e 315 8. ■ Inutilização: Comete o crime quem inutiliza folha contendo cota do Ministério Público em autos judiciais. ■ Concurso de crimes: Não há se a sonegação de livro foi praticada apenas para acobertar o peculato cometido pelo mesmo agente (TJSP. ■ Pena: Reclusão. RJTJSP 105/433). § 2°.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. 76 da Lei n2 9. não configura o crime do art. RT458/411). é "pressuposto do fato que exista lei regulamentando a aplicação dos dinheiros". ■ Dolo: É necessário o dolo genérico. pois o dano. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. O art. mesmo que haja combinação com o art. 323. o particular pode ser co-autor ou participe. 327 do CP. Verbas. A sonegação de documento exige prova segura do dolo (TJSP. Rendas públicas. 314 (TJSP. do CP (art. Emprego irreguiar de verbas ou rendas públicas ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Relevância: Não se equiparam a livro oficial ou documento as fichas ou cópias não assinadas que estavam na repartição pública (TJSP. vide § 2° do art. do CP (art. I. ■ Guarda: A guarda irregular de documento na casa do funcionário. ■ Transação: Cabe. função de direção ou de assessoramento. Referindo-se o art. esta deve ser entendida em seu sentido restrito. não bastando a culpa funcional do serventuário pelo extravio do livro. ou multa. do CPP. 314 é expressamente subsidiário. para sua caracterização não importa a ocorrência ou não do prejuízo. 29 e 30). recebidos pelo erário. 314 (TJSP. de modo que é inadmissível ampliar o significado da expressão para alcançar decretos ou outros provimentos administrativos. EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS Art.099/95). jurisprudência: STF. 314 do CP só é punível a título de dolo. em dinheiro. ■ Objeto jurídico: A regularidade da Administração Pública. RT556/297). Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. Em vista da atual redação do art. assinala HELENO FRAGOSO. RT 575/347). não é elemento do tipo (TJSP. Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena — detenção de um a três meses. b. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". ■ Subsidiariedade: O crime do art. ainda que combinado com o art. 514 ao CPP (Caso DELMANTO. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. por si só. que são os valores.099/95). entendemos ser necessária. de modo que ficam excluídos decretos . in RF 266/115 e RT 526/115. que são as somas de dinheiro reservadas ao pagamento de determinadas despesas. 315 a lei. RT 639/277). A conduta que se incrimina é a de dar aplicação diversa da estabelecida em lei às verbas ou rendas públicas. Pleno. 327 e §§ 1° e 2° do CP) com poder de disposição de verbas ou rendas.

EXCESSO DE EXAÇÃO § 1 2 . já tendo a verba sido entregue pela União ao Estado.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. art. pois. p. ■ Tipo subjetivo: E o dolo. ■ Consumação: Com a efetiva aplicação das verbas ou rendas. Se o agente . Não há punição a título de culpa.079/50. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". do Decreto-Lei n° 201/67. e multa. 315 do CP não foi revogado pelo art. com essa alteração. de dois a doze anos. art. Igualmente. enquanto o máximo da primeira ficou igual ao máximo da segunda. Ill.Arts. ■ Competência: O processo pelo emprego irregular de verba federal. HC 4. Concussão (caput) ■ Alteração: § 1 9 com redação dada pela Lei n° 8. e multa.397/76.8. em proveito próprio ou de outrem. 1° da Lei n° 6. de um a três meses.942. ou multa. ■ Pena: E alternativa: detenção. Se o funcionário desvia.991. ■ Tentativa: Admite-se. Figura qua/ificada Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. § 2 2. mas em razão dela. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. 327. vide CP. e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. RT617/396). é prefeito municipal. auxílios ou recursos de qualquer natureza deve fazer-se com estreita observância de sua destinação específica. Econômica e contra as Relações de Consumo). Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. DJU 6. 59 da Lei n° 4. ou. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena — reclusão. IV. e não por lei. quando devido. compete à Justiça Comum e não à Federal. § 2°.81. ■ Prefeito municipal: O ernprego de subvenções. de dois a oito anos. direta ou indiretamente. RHC 55.78. p. caracterizando ilícito penal o desvio para fim diverso (TJRJ. 1965. que deu nova redação ao art. vantagem indevida: Pena — reclusão. 1°. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. 514). art.320/64 (STF.5. que a lei não autoriza: Pena — reclusão. falta o requisito que o art. que consiste na vontade livre e consciente de dar aplicação diferente. o mínimo da pena . 315 e 316 Código Penal 628 ou atos administrativos (Lições de Direito Penal — Parte Especial. CONCUSSÃO Art. 2978). v. 315 exige (STF. ■ Estabelecida em lei: Se o orçamento fora aprovado por decreto do próprio Poder Executivo. art. ■ Vigência: O art. Observe-se que. para si ou para outrem. ■ Confronto: Se o agente é Presidente da República. DJU 5. 7380). é este que foi afetado (TFR. o mínimo da pena cominada ao excesso de exação (§ 1 2 ) passou a ser superior ao mínimo da pena da concussão (caput). Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. p. E desnecessário que a conduta seja patrimonialmente danosa à Administração Pública. de três a oito anos. doada a Estado com finalidade específica. mv— RT699/344). 316. Exigir. 1087). função de direção ou de assessoramento. 11 da Lei n° 1.

AASP. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". "A pressa em punir e os atropelos do legislador". e multa. a entidade de direito público e a pessoa que sofre a concussão. da Lei n° 8. embora ela Mossa ser imaginada por nós. ■ Tentativa: HUNGRIA entende ser inadmissível ( Comentários ao Código Penal. ■ Confronto: Se a concussão é praticada "para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social. o particular pode ser co-autor ou participe. 29 e 30). obviamente. a vantagem ilícita. 362). impor. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Econômica e contra as Relações de Consumo). ■ Sujeito passivo: O Estado. 17 do CP. 3°. p. o crime será outro. como tal. RT601/409). ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Consumação: Com a efetiva exigência. II. 514 do CPP. ordenar. Não há modalidade culposa. a exigência consuma o crime e o recebimento da vantagem exigida é mero exaurimento.modalidade: pune-se a conduta do funcionário que exige (reclama. jurisprudência: STF. receber a vantagem anteriormente exigida. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de dois a oito anos. independentemente do recebimento da vantagem (crime formal). 316). naqueles casos em que a exigência não seja verbal. E pode ser feita de forma direta (pelo próprio agente) ou indireta (por meio de interposta pessoa). de natureza econômica ou patrimonial. out. in RF 266/115 e RT 526/479. a entidade de direito público e o particular prejudicado. 1959. Contudo. vide ROBERTO DELMANTO. e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "para si ou para outrem". in Revista do Advogado. Como assinala MAGALHÃES NORONHA. ■ Sujeito passivo: O Estado. desde que cometa o crime em razão da função. A exigência deve ser para si (para o agente) ou para outrem (terceira pessoa). A vantagem deve beneficiar o próprio agente ou terceira pessoa (vide Tipo subjetivo). são indevidos . imediata ou futura.629 Código Penal Art. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. ou cobrá-los parcialmente". v. vide art. IX. E indispensável que o funcionário faça a exigência em razão dela (função pública). 1. Excesso de exação (§ 1°J ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Assim. ■ Sujeito ativo: Igual ao do caput. Caso a Administração Pública seja a beneficiada. arts. de excesso de exação (§ 1 ° deste art. que tem o sentido de reclamar. demanda) tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. O que o agente exige é vantagem indevida. ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. ■ Tipo objetivo: O excesso de exação é previsto sob duas modalidades distintas: exigência indevida e cobrança vexatória. que consiste na vontade livre e consciente de exigir vantagem que sabe ser indevida. ■ Tipo objetivo: O núcleo previsto é exigir. A exigência pode ser explícita ou implícita. Entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. sempre que a infração preencher os requisitos da fiança (Caso DELMANTO. 327 e §§ 1° e do CP). Note-se que a ação incriminada na concussão é exigir e não receber. pois tanto a concussão( caput) quanto. ■ Pena: Reclusão. demandar./91). 316 imposta ao excesso de exação (§ 1°) passou a ser superior ao mínimo da pena do excesso de exação qualificado (§ 2Q ). 35/91. o agente não pode ser preso em flagrante quando vai. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". considerando-se. Trata-se de uma incongruência do legislador.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. a figura qualificada do excesso de exação são delitos mais graves do que o excesso de exação simples (§ 1°) (a respeito. Portanto. depois.

22 modalidade: incrimina-se o comportamento do funcionário que. ou porque não os deve o contribuinte. 15341. ■ Tentativa: Admite-se. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do § 1 2. E crime formal. e multa. RJTJSP111/508. ■ Consumação: O crime de concussão é de mera conduta. ofensas morais ou físicas. Como exemplos de meios vexatórios. quando o agente vai receber o que exigira antes (TFR.Art. ■ Confronto: Se o funcionário desvia. ■ Aplicação: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. diligência aparatosa. embora devido (o tributo ou contribuição social).6. que consiste na vontade livre e consciente de exigir tributo ou contribuição social que sabe (dolo direto) ou deveria saber (dolo eventual) indevido (vide nota ao art. Não há modalidade culposa. que a lei não autoriza. 483/287). ao crime de excesso de exação previsto no § 1 2 (1 2 parte). v. o que recebeu indevidamente. que consiste na vontade livre e consciente de desviar a importância indevidamente recebida. ■ Ação penal: Igual à do caput. art. p. Figura qua//l/cada (§2Q ) ■ Alcance: Este § 22 diz respeito. que a lei não autoriza. alarde ou publicidade desnecessária etc. em proveito próprio ou de terceiro. na cobrança. TJSP. 316 Código Penal 630 "porque não são determinados por lei. 312). RT487/271. podem ser lembrados: cobrança realizada de modo a humilhar o contribuinte. ou porque excedem ao quantum legal" ( Direito Penal. ■ Tipo objetivo: Pune-se a conduta do funcionário que. RTJ71/651. ■ Consumação: Com o efetivo desvio.85. com a efetiva exigência. ■ Tipo subjetivo: Na primeira parte do § 1° é o dolo. Na segunda parte é apenas o dolo direto. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 18 do CP. após praticar a primeira modalidade do delito de excesso de exação (exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido). ■ Ação penal: Pública incondicionada. portanto. consumando-se com a exigência do agente. E crime formal. ■ Tentativa: Admite-se. sob o título Punição por culpa — parágrafo único). ■ Objeto jurídico. p. Não há forma culposa. ■ Pena: Reclusão. em face do princípio da reserva legal. RT728/623. 241). TJSP. Observe-se que a lei só se refere a "tributo ou contribuição social". tão-só. TJPR. Na escola tradicional é o "dolo genérico". não obstante ser devido pelo contribuinte o tributo ou contribuição social. Aqui. Na doutrina tradicional é o "dolo específico" . o agente emprega (faz uso. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. alargar a figura do § 1°. meio vexatório (humilhante. ■ Pena: Reclusão. consumando-se com a só exigência (TJMG. § 2 2 deste art. IV.80. O desvio precisa ser antes do recolhimento ao tesouro público. e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "em proveito próprio ou de outrem". senão poderá caracterizar peculato (CP. Na segunda modalidade. que causa vergonha) ou gravoso (que acarreta maiores despesas para o contribuinte). em vez de recolher aos cofres públicos o tributo ou contribuição social que recebeu indevidamente do contribuinte. HC 6. db três a oito anos. 316 (figura qualificada). O desvio (descaminho) deve ser em proveito próprio ou de outrem (vide Tipo subjetivo). 3. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. RT 519/407). sem dependência do recebimento. o recebimento posterior é mero exaurimento da infração (STF.319. 1995. p. não podendo haver prisão em flagrante dias depois. DJU 12. 4150. TFR. DJU6. RT 560/374.. RT725/546. lança mão. em Figura qua//ricada especial Jurisprudência da concussão . ■ Consumação: Na primeira modalidade. não se podendo. RT735/721). TRF da 3 2 R. TJMG. e multa. Ap.726.9. 327 do CP. serve-se). o desvia. função de direção ou assessoramento. com o emprego do meio não autorizado. de dois a doze anos.

art. p. posto que o crime do art. RT 653/395). mas só o seu recebimento. RJTJSP 173/313). ■ Policial militar: Pratica concussão se exige para si vantagem indevida para "aliviar a barra" do larápio que conduziu à delegacia (TJDF. pp. A "insinuação sutil. Ap. e não corrupção passiva. RT 755/605). o servidor do INSS que.93. sem imposição. 3 2 . embora formalmente partida do particular. RT 685/307). e não o de corrupção passiva. Pratica concussão.10. TJSP.3.12. p. DJU 1. Comete corrupção passiva o funcionário público que apenas solicita valor indevido para a expedição de cédula de identidade. Desclassifica-se para o delito de prevaricação (CP. ■ Confronto com Crime contra a Ordem Tributária: 0 funcionário público que. que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4a R. ■ Hospital ou laboratório: Incide no crime de concussão o responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. mas "solicitação". ■ Desclassificação: Se não houve exigência de vantagem.94. RT779/548). se não houve exigência de importância superior à devida. nas circunstâncias do fato.97. in RBCCr 21/306. Pleno. e não corrupução passiva se. RHC 5. 316 razão da função pública (TJPR. RT628/343). RT 752/726). ■ Concussão e corrupção ativa: Pelas mesmas ações são incompossiveis os crimes de corrupção ativa praticados pelo particular e de concussão cometidos pela autoridade pública (STF. cometido por funcionário público.. TRF da 3 R. quando muito.137/90. o médico credenciado ao INSS que. mas por entender tratar-se de quantia devida e necessária para a expedição do documento (TJMG. mas. DJU 5.631 Código Penal Art. ■ Prova da exigência: Para a caracterização do crime de concussão é indispensável que o funcionário público exija vantagem indevida. ■ Concurso de pessoas: Particular pode ser participe de concussão (STJ. Para a concussão não importa examinar se havia ou não contravenção. corrupção passiva (TJSP. sendo comunicável tal circunstância elementar do delito ao co-autor que não ostente esta condição (TJSP. e não concussão. 8738-9. mas retardamento na prática do ato quando não atendida a pretensão (TJSP. Ap. ■ Concussão e prevaricação: Há concurso formal se o policial exige vantagem indevida para ignorar prática contravencional.8. p. RTJ93/1023). mv— DJU9. RT774/646). ou seja. em razão de sua função de fiscal de rendas. RT783/775). a uma exigência implícita na conduta do funcionário público (STF. o médico credenciado ao INSS que solicita importância em dinheiro. RT525/324). para a prevaricação é pressuposto haver a contravenção (STF. APn 29. PJ46/176. 316. TJPR. da Lei n 2 8. comete o delito do art. mas o efetivo recebimento da vantagem "pode ser considerado na medida da pena" (TJSP. 317) e não concussão (TJSP. 0 crime de concussão é crime funcional. 61013).858. DJU25. a oferta da vantagem indevida corresponde. a sugestão. conveniado com a Previdência Social. ante a recusa de pensionista em ceder à exigência de pagamento para dar tramitação a processo administrativo. é corrupção passiva (CP. RT 585/311). RT750/595).. Pratica corrupção ativa. devendo sempre existir prova da exigência. ■ Concussão e corrupção passiva: Comete o crime de concussão. II. já que a vítima cede mediante constrangimento moral invencível (TJSP. exige dinheiro para não lavrar o auto de infração e imposição de multa.94.647. exige pagamento de importância que não lhe é devida. art. 698/342. a proposta maliciosa" não configuram concussão. 62812-3.. não se configura o crime previsto neste art. 74. caput (TJSP. 3/92. 30264). 319). 704/329. 736/618). para a realização de cirurgia imprescindível em paciente segurado pela Previdência. . por fora. sem que a vítima tenha cedido à exigência exclusivamente por temor. para realizar operação em beneficiária da autarquia (TRF da 4 a R. Se não há "exigência". e não o crime de concussão (TJSP. 316 do CP nada mais é do que uma espécie de extorsão (TJSP. in RBCCr6/232).779/SP. ameaçou-a de criar entraves à percepção do benefício (TRF da 4 á R. Há concussão.. RT 792/611). RT 388/200. RT 765/535).

. Igualmente. RT735/721).3. residente na zona rural. da Corregedoria de Justiça (TJMG. ■ Competência: Tratando-se de agentes federais. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 3 2 R.. in RBCCr 6/232). HC 492. DJU26. equipara-se a pura cobrança (TACrSP. cumpre pena em estabelecimento penitenciário estadual (STF. contra: TRF da 4 2 R.858. 317. por força de delegação legal. RJTJSP 111/549).019017-0/RS. ■ Falta funcional: Simples pedido de oficial de justiça ao citando.. por erro. TJSP. no caso de responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. ■ Desembaraço aduaneiro: Não caracteriza excesso de exação a exigência. ou só é cabível em caso de reincidência. Jurisprudência do excesso de exação (anterioràatua/redação dada pe/aLein 4 8.6. ■ Serventuários da justiça: Há acórdãos admitindo que o art. Pleno. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento de crime de concussão praticado por médico de hospital conveniado ao SUS. que. p. p. pela autoridade administrativa. não se aplica a eles.00. visto que a gravidade do crime com relação ao bem jurídico afetado é inerente ao próprio tipo penal (TRF da 2 2 R. 317 foi alterada pela Lei n° 10. APn 29. . apoiada em decreto estadual. 95.01.6. poiso art. Solicitar ou receber. pp.94. 87195. direta ou indiretamente. § 1 2 .96. conveniado com a Previdência Social.94. HC 2000. RT 535/259). RT758/486). RT775/712.4. de 12 de novembro de 2003 (vide Anexo XI). contra pacientes internados na referida instituição. Ap. 30917). p. para si ou para outrem. que a exigência é legítima (TJSP. j. 8738-9. Jurisprudência do excesso de exação ■ Tipos objetivo e subjetivo: O excesso de exação tem como tipo objetivo a exigência de tributo ou contribuição e. ■ Exigência: A exigência. 50. que agiram em nome do Poder Público.. RT 775/674).Arts. mv — DJU 9. do pagamento do ICMS para efetuar o desembaraço de mercadorias importadas. DJU 13.00. ainda que fora da função ou antes * A pena prevista para o crime deste art. 30917).. ■ Pena-base: Não se justifica o aumento da pena base em razão do crime ter sido cometido em detrimento de instituto público. RTJ 94/31.. RT 775/697).94.920-5/SC.. 18 do Decreto-Lei n° 115/67 (STF.4. 316 do CP não se aplica aos serventuários deste (TJSP. DJU 14.13.R. RT 505/348).11. até que o juiz da comarca baixe norma determinando deva ser seguida a tabela oficial. in Bo1. HC 492. JM 131/456). no crime de excesso de exação. ■ Erro: Não há crime se o agente supõe. ■ Serventuários extrajudiciais: Se o oficial ou escrivão faz a cobrança de emolumentos de acordo com a tabela expedida por sindicato dos notários e registradores. p. houve lesão a interesse da União.763. 316. in RBCCr 17/358). a título de reembolso do táxi. o dolo (TRF da 2 2 R. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento do crime de concussão ou de corrupção passiva que tem como sujeito passivo secundário indivíduo condenado pela Justiça Federal. valendo-se da função que exerciam. RT633/327). IBCCr91 /456. ■ Serventuários extrajudiciais: E atípica a cobrança excessiva de custas e emolumentos por escrivão de cartório extrajudicial.04. DJU 14. não há concussão. não obstante se trate de matéria sumulada pelo STF (TRF da 2 2 R. RJTJSP 85/367). por falta de dolo. TJRS. 316 e 317 Código Penal 632 ■ Médico: E atípica a conduta do médico que faz acordo com paciente no sentido de serem ressarcidas as despesas de uso de aparelho em cirurgia feita em hospital público (TRF da 4 2 R. por força do art. como tipo subjetivo. RT761/565. 4. que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4 2. consistente na cobrança indevida de taxas extras pela prestação de serviços médico-hospitalares (STJ.04. é tão-somente falta funcional (TJMG.137/90) CORRUPÇÃO PASSIVA Art.

cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. como dinheiro ou qualquer utilidade material ( HuNGRIA.5 22 .11. divide-se a doutrina. especialmente a sua moralidade. IV. de três meses a um ano. 0 que se pune é o tráfico da função pública. ou multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. denominada corrupção própria). 2°. entendemos que.7. 5 2 . E imprescindível. IV. ■ Tipo objetivo: São três as ações previstas: a. 89 da Lei n° 9. se não houver incidência do art. MAGALHÃES NORONHA. já que a pena do caput do art. IX. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. em vigor a partir de 12. § 22 . 1995. 333 do CP. 1965. solic/tar(pedir). não podem ser consideradas material de corrupção" ( HUNGRIA. 1959. Todavia. parágrafo único. FRAGOSO. p. a solicitação. que a contraprestação visada seja ato legal e regular (será a chamada corrupção imprópria) ou não (neste caso. recebimento ou aceitação deve ser para a prática ou omissão de ato inerente à sua função.1. Assim. IX. Comentários ao Código Penal. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. v. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena — detenção. o particular pode ser co-autor ou partícipe. 1103. arts.01. de pequena monta.259/01. p. ainda que haja incidência do art. Direito Penal. no art. Indevida é a vantagem que a lei não autoriza. no mesmo sentido: H. . 1959. caput. Se o funcionário pratica. v. Contudo. 317. § 22 . Assim.2003. recebimento ou aceitação de promessa. haja ou não procedimento especial. ainda que combinado com o § 22 do art. Em face do princípio da isonomia (art. deve ser para si (para o próprio agente) ou para outrem (vide Tipo subjetivo). mas em razão dela. 100 do CP. 327. com infração de dever funcional. ■ Sujeito passivo: O Estado. receber (aceitar. e multa. Lições de Direito Para fatos posteriores a 12. como infração separada e independente. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. 327. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. "as gratificações usuais. porém. FRAGOSO.099/95). c. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. com pena máxima até dois anos. v. sempre.633 Código Penal Art. 29 e 30). § 1 2. a entidade de direito público e a pessoa prejudicada. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. b. § 2 2 . 250). A solicitação. E indiferente. v. A pena é aumentada de um terço se. concordar com a proposta). A solicitação tanto pode ser feita expressamente como disfarçada ou veladamente. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. em conseqüência da vantagem ou promessa.259. é bem de ver. O objeto material é a vantagem indevida. 327. 317 passou para reclusão. do CP. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP.02. de ato contrário à lei). não mais caberá a suspensão. entrar na posse). p. Comentários ao Código Penal. 370) ou qualquer espécie de benefício ou de satisfação de desejo (H. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). Lições de Direito Penal — Parte Especial. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena — reclusão. cabe no . da CR/88) e da analogia in bonam partem. vantagem indevida. a partir da vigência da Lei n° 10. ■ Transação: De acordo como art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. A respeito. Corrupção passiva (caput) ■ Remissão: A corrupção ativa é prevista. a transação cabe no § deste art. da Lei n° 10. aceitar promessa (anuir. e multa (vide Anexo XI). o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. do CP (art. que seja em razão dela (função pública do agente). de 2 (dois) a 12 (doze) anos. de 12. de um a oito anos. como ressalva a doutrina. desde que pratique o crime em razão da função pública. p. 370. entendendo-se ser apenas a vantagem patrimonial. E pode ser solicitada direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente ( mediante interposição de outra pessoa). por serviços extraordinários (não se tratando. 317 de assumi-la. ainda que fora da função ou antes de assumi-la.

e Júuo F. I. Não há forma culposa. 1105. IV. ■ Pena: E alternativa: detenção. art. ou seja. pouco importa que o agente não tenha assumido função pública ou que não tenha recebido qualquer forma de pagamento. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. 371). mas em razão dela. de forma que não é possível a condenação dos passivos. v. ou retarda ato de ■ Noção: Nesta figura. 1959. Direito Penal. indicando o "dolo específico" ( MAGALHÃES NORONHA. . mv — RT 774/570). p. IV. vide art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. mas o faz cedendo a pedido ou influência de outrem. vide nota acima. a apresentação da defesa preliminar (CPP. Entendemos que se faz necessária. 327 do CP. 251) ou "genérico" (H. ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. do crime de corrupção ativa (CP. assumi-la (TJSP. ■ Pena: Reclusão. p. Figura privi/egiada (§ 2°) Figura qua/ificada especial Jurisprudência . ca put. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 514). efetivamente. Embora o crime possa ser praticado antes mesmo de o agente assumir função pública. in RF 266/115 e RT 526/479. ■ Concurso de pessoas: Quanto à co-autoria ou participação de particulares. v. em razão da atual redação do art. por indulgência. v. HUNGRIA. 1979. e multa. RTJ 114/1052). "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". 1995. v. para quem "aplica-se. Jurisprudência Criminal. o funcionário pratica. 333). O agente transige em seu dever não por visar a uma vantagem direta. sob igual título. a quem lhe interessa agradar ou adular. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. por outra pessoa. IV. art. o princípio da insignificância ou da bagatela". art. deixa de praticar qualquer ato de ofício (omite). em tese. do CP (concussão). Comentários ao Código Penal. 333 do CP (corrupção ativa). ■ O recebimento é infração bilateral: Na modalidade de recebero crime é bilateral. 1965. A doutrina tradicional divide-se. Manual de Direito Penal. deixa de praticar ofício. 1995. I. função de direção ou assessoramento. MAGALHÃES NORONHA. p. 316. p. Ill. IV. 135. recebimento ou aceitação. retarda (atrasa) ato de oficio. ou multa. p. 317 se a execução dos atos não era inerente à função e ofício do funcionário (TJSP. FRAGOSO. v. efetivamente: a. ■ Tipo subjetivo: O dolo. na hipótese. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. n 2 114). de um a oito anos. ■ Em razão da função: Não se tipifica o crime deste art. sob o título Sujeito ativo. 0 corruptor incide no art. p. 1996. com infração de dever funcional (vide nota ao § 1 2). ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. há exigëncia do agente. ou pratica infringindo dever funcional (pratica ato que viola dever de sua função). art. e o elemento subjetivo do tipo implícito na expressão "para si ou para outrem". em responsabilizar subordinado. deve ficar demonstrado que o acusado iria. v. MIRABETE. ■ Ação penal: Igual à do caput. p. jurisprudência: STF. Nas formas de receber e aceitar. DAMÁSIO DE JESUS. IV. 514). 1106. Na modalidade de solicitar. RT791/589). 17 do CP. já que se trata de crime formal de mera conduta (TJSP. Direito Penal. mas em razão de pedido ou influência de terceira pessoa.Art. Direito Penal. 251. Figura qualificada (§ 1°) ■ Noção: É a chamada corrupção própria exaurida. do CPP ( CELSO DELMANTO. ■ Ação penal: Pública incondicionada. quando os corruptores ativos foram absolvidos (H. a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. b. de três meses a um ano. RJTJSP99/428). 1995. 314). v. c. FRAGOSO. há a prática. em vez de solicitação. 317 Código Penal 634 Penal — Parte Especial. 1965. Ocorre quando o funcionário. v. ■ Tentativa: E discutível a sua admissibilidade. vide CP. 323. ■ Confronto: Se transige. IX. ■ Consumação: Com a efetiva solicitação. 320. em conseqüência da vantagem ou promessa (vide nota ao caput). ■ Confronto: Se.

RT 579/306). mv. em razão de suas funções (TJSP. mesmo fora do horário de serviço.12. sob pena de trancamento da ação penal por falta de justa causa (TRF da 1 2 R.656. infringindo o dever funcional (TFR. TRF da 4 2 R. ■ Competência: Corrupção passiva de patrulheiro federal é da competência da Justiça Federal (TJSP. empresta ares de legalidade à cobrança indevida de valores para expedição de cédula de identidade civil (TJMG. ■ Denúncia: Deve descrever a relação entre a "vantagem econômica" recebida ou aceita e a prática ou omissão de fato inerente à função pública do agente. p.. o delito seria o do art. pois.95. omite-se. TJSP.00. j. RT 736/618).12. p. a prática de contrabando ou descaminho (art. com infração de dever funcional. nem mera facilitação deste crime. ■ Ato de ofício: Para a configuração da corrupção passiva deve ser apontado ato de ofício do funcionário. RT 389/93. sendo irrelevante a concordância da pessoa a quem dirigida a solicitação ou a entrega concreta e material daquilo que foi solicitado (TJSP.82.635 Código Penal Arts. j. e não por indulgência. ■ Vantagem impossível: Embora o crime seja de natureza formal. Inq. ■ Corrupção passiva e concussão: Se não houve exigência por parte do agente. mas mera solicitação de propina. RT 538/324. RT 761/592). 526/356. mas sim corrupção passiva (TRF da 2 2 R. RT 527/406). 317 e 318 ■ Concurso de pessoas: Caracteriza-se a participação no comportamento omissivo penalmente relevante do réu que. 10363). 761/592). Ap. 5574). o agente funcionário deve ceder a pedido ou influência de outrem. Facilitar. TJSP. caso Collor). RCr 901. ■ Corrupção passiva e contrabando: Policiais que. ■ Consumação: Na forma de solicitar é crime de mera conduta e seu momento consumativo se dá com a simples solicitação da vantagem indevida (STJ. ■ Gratificação: Excluem-se da incriminação de corrupção pequenas doações ocasionais recebidas pelo funcionário.11. 320 do CP (TFR. JSTJ e TRF6/354). 318. 3. 648/265). 11.. na prática de atos de seu ofício. ■ Pedido de reembolso: Não configura crime a solicitação de importância pequena. RT 702/337). DJU 14. ■ Vendas de carteira de motorista: Vendida por funcionário público é corrupção própria (§ 1 2 ) e não estelionato. ciente da conduta delituosa perpetrada por sua concubina e subordinada. 785-4/DF.10. ainda que o corruptor ativo não seja condenado (TJSP. 317 se a importância não foi recebida para si ou para outrem. em virtude da aceitação de promessa de vantagem. ■ Figura privilegiada do § 22 : Para a sua configuração. in Bol IBCCr 99/516. RT 734/646. RJTJSP 104/426. ■ Em proveito da administração: Não configura o art..94. RT783/756. e multa. FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO Art. como delegado de polícia e responsável pelo serviço de identificação civil. ■ Corrupção passiva e falsa perícia: A simples solicitação de vantagem indevida formulada por perito caracteriza o delito de corrupção passiva. 13. APn 307-3-DF.7. DJU 7. efetivamente. RT774/646). 8. é corrupção passiva e não concussão (TJSP. mv. RT 686/320. não se tipifica se a vantagem desejada pelo agente não é da atribuição e competência do funcionário (TJSP. recebem vantagem ilícita para fazer segurança de contrabando. RT718/372). p. nesta última hipótese. para reembolso das despesas feitas com combustível na realização de diligência (TJSP. mas em proveito do próprio serviço público (TJSC. ■ Figura qualificada do § 1 2: Há quando o funcionário. configurador de transação ou comércio com o cargo então por ele exercido (STF. RJTJSP 160/306). DJU 27.79. de três a oito anos. sendo a eventual falsidade do laudo mero exaurimento e configurando causa especial de aumento de pena do § 1 2 (TJSP. RT 784/741. não praticam co-autoria de contrabando. RT 686/319). 334): Pena — reclusão. Pleno. RT 536/306). No mesmo sentido: STF. sem dele participar diretamente. .

em vigor a partir de 12. pp. 334). ainda que o funcionário seja estadual (TJSP. 17895-6). e multa. o particular pode ser co-autor ou participe. indevidamente. DJU 18. de três meses a um ano. ■ Consumação: Consuma-se o crime do art. 334 do CP).137/90 (Lei dos Crimes contrabando contra a Ordem Tributária. a participação de funcionário público. de 12. 318 e 319 Código Penal 636 Facilitação de ■ Alteração: Pena de reclusão aumentada pela Lei n° 8. DJU 25.896. como figura especial. que lhe seja conexo (STF. 2. cuidando-se de pena máxima cominada não superior .01. afastar dificuldades) da prática de contrabando ou descaminho (vide nota ao art. se não houver transgressão do dever de sua função. 319. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". e multa. Ap. de três a oito anos. ainda. 327 do CP. RE 93. não se estende ao crime de facilitação deste art. o dever funcional de reprimir o contrabando ou descaminho (TER. no crime de contrabando ou descaminho (CP.02. DJU 6. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nota ao art. ■ Extinção da punibilidade: A extinção da punibilidade do descaminho. mas não a caracterização da presente figura do art. 16966). ato de ofício.10. Não há forma culposa.5. 6. ■ Tipo objetivo: Incrimina-se a facilitação (tornar fácil. Econômica e contra as Relações de Consumo). ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. 318.1. No entanto. ■ Competência: E da Justiça Federal. auxiliar. não pode conduzir à conclusão da ocorrência do delito do art. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. 318. 29 e 30). oudescaminho ■ Noção: O CP destaca. poderá haver participação no crime do art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. parágrafo único. RT 616/386. ■ Ação penal: Pública incondicionada. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena — detenção.259.86. 5. Retardar ou deixar de praticar.6. vide § 22 do art. ■ Pena: Reclusão. Ap. ■ Sujeito passivo: O Estado.428. da Lei n° 10. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: No caso de ocupante de cargo em comissão. TFR. DJU 6. ■ Sujeito ativo: Não basta a condição de funcionário público.84. função de direção ou assessoramento. Prevaricação ■ Transação: De acordo como art. arts. pelo pagamento dos tributos.985.Arts. 318 do CP (TFR. que o agente viole o seu dever funcional (TFR. p. ■ Mero descumprimento: O simples fato de descumprimento do dever funcional. 318 com a efetiva facilitação. 6028). 4157). pois se exige. com consciência de estar infringindo o dever funcional. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). A facilitação precisa ser com infração de dever funcional do agente. 334 do CP. que consiste na vontade de facilitar. A conduta pode ser comissiva ou omissiva. sendo o processo da competência da Justiça Federal. p. 0 agente deve ter. ainda que não se consume o contrabando ou descaminho.83. Ap.9. independentemente da consumação do contrabando objetivado pela conduta (STF. pois. PREVARICAÇÃO Art. com infração de dever funcional. concernente à vistoria na oportunidade da saída do cais. com dever funcional de repressão ao contrabando ou descaminho. RT 410/123). ■ Consumação: Com a efetiva facilitação.7.80. 2 2 . por lei. art. p. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. RTFR 61/104).921.

sim. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. p. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. 5 2 . ato de ofício. ato administrativo ou judicial" ( MAGALHÃES NORONHA. e não por erro ou dúvida de interpretação do agente (TFR. 10363). Comentários ao Código Penal. 514). com pena máxima até dois anos. ato que transgride disposição expressa constante de lei (não de regulamento). Na doutrina tradicional é o "dolo específico". in RBCCr 15/410. 1995.96. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. 25005. § 22. 23 da Lei n° 7.: retardar a prestação de contas para encobrir seu próprio desfalque). 89 da Lei n°9. sendo necessário que a prova revele que a omissão decorreu de afeição. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Não se pode dizer que se omitiu . O funcionário pratica o ato. mas não é ato de seu dever. in RBCCr3/258. caput. O agente omite. p. Pleno. Em face do princípio da isonomia (art. injustificado ou ilegal. 258). e multa. 319. ou seja. finalidade que marca o dispositivo e o diferencia de outros delitos contra a Administração Pública (vide Tipo subjetivo). IX. a transação cabe neste art. haja ou não procedimento especial. RT 537/269. indevidamente. TACrSP. não praticando o ato em tempo útil ou excedendo os prazos legais. ■ Tipo objetivo: São três as modalidades previstas: a.5. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. "escoimada de qualquer dúvida ou obscuridade" ( HUNGRIA.259/01.93. DJU 17. não haverá este crime se o agente retarda ou omite ato de ofício que. ou seja. art. 59. 100 do CP.637 Código Penal Art. ■ Consumação: Com o efetivo retardamento. 327 e §§ 1 2 e do CP). STJ. contemplação. a vontade livre e consciente de praticar as ações ou omissões indicadas. Direito Penal. IV. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ou para satisfazer interesse. poderia acarretar a responsabilidade penal ou administrativa dele próprio (ex. RJDTACr 11/196). ■ Confronto: Há delitos semelhantes em outras leis penais especiais. ato de ofício. ■ Tipo subjetivo: O dolo. e o elemento subjetivo do tipo expresso pela especial finalidade de agir ("para satisfazer interesse ou sentimento pessoal"). 9262. ■ Tipo subjetivo: 0 interesse ou sentimento pessoal é essencial à tipificação (STF. Ato de oficio "é aquele que se compreende nas atribuições do funcionário. 44. função de direção ou assessoramento. p. 1958. Na prevaricação. DJU 17. mesmo que haja combinação com o art. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. Nas duas primeiras modalidades (a e b).492/86). vide § 22 do art. entendemos que. v. definitivamente. Não há punição a título de culpa. omissão ou prática. Retardar. delonga. se praticado. embora haja expresso mandamento legal em contrário. 3 2 do Decreto-Lei n° 16/66) e na do Sistema Financeiro Nacional (art. Inq. ■ Tentativa: Admite-se na forma comissiva. de modo indevido.099/95). 376).10. não pratica. O funcionário atrasa.991. como na de produção de açúcar e álcool (art. p. TRF da 4 a R. RTJ 111/289. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nossas notas ao art. 319 a dois anos. a partir da vigência da Lei n 2 10. 327. p. há prática de ato. v. ou seja. Praticá-lo contra disposição expressa de lei. a conduta é para satisfazerinteresse ou sentimento pessoal (de natureza material ou moral). Naturalmente. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. mas não na omissiva. ■ Ação penal: Pública incondicionada. CEsp. RT727/439. A prevaricação exige "dolo específico". Assim. a omissão ou retardamento é feito indevidamente. ou em sua competência. do CP (art. ■ Pena: Detenção.82. de três meses a um ano. e. Na última modalidade (c). o ato. ódio. Inq. indevidamente. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. 327.. TJSP. ainda que combinado com o § 22 do art. DJU 14. b.4. 327 do CP. Deixar de praticar. c. RCr 895. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].

TRF da 4 2 R. Inq. comodismo. embora de ofício. sendo indispensável o elemento subjetivo do art. p. pode significar a administração como um todo (TJSP. 319 Código Penal 638 por sentimento pessoal. para consecução de tarefas mais importantes. DJU 28. pois foram retirados depois de representações junto à Câmara Municipal e a frase. DJU 26. RT774/713. é necessária a consciência de que o ato praticado contraria expressa disposição legal.92. 40764. delegando-os aos juízes classistas (TRF da 52 R. ■ Desídia: Mera desídia não configura (TRF da 1 2 R. RT728/616-7). JSTJ e TRF68/377. 93. RT 544/347). in RBCCr 1/228. RTJ94/1. p. RT 767/643). Além do dolo específico. pois são elementos necessários à configuração do delito do art. ao contrário.4. o juiz presidente de Junta que. RF256/361). redigida no plural. RT732/650). TJSP. por parte de prefeito. RT749/677). E indispensável que o ato retardado ou omitido se revele contra disposição expressa de lei (TACrSP. in RBCCr2/242. em placas de obras públicas. pois ausente o dolo específico consistente em satisfazer interesse ou sentimento pessoal (TACrSP. ■ Dificuldades burocráticas: Não se confundem com retardamento doloso (STJ. devendo a prova dos autos revelar que o ato comissivo decorreu de afeição. pois mera negligência não caracteriza o delito (TJMG. por ausência de competência na sua esfera de atribuições. 319. ■ Juiz do trabalho: Não comete o crime deste art. ficar demonstrado que agiu movido pelo senso de cumprimento do dever. erro ou negligência. pela inexistência de norma legal que imponha o acatamento da aludida requisição (TRF da 32 R.97. RTJ 94/25 e 41). HC 23.066254-2).12. STJ.. a boa ou má interpretação que dá à lei não basta para configurar (STF.93. HC 5. RT622/296).03. ■ Contra disposição expressa de lei: Na modalidade de praticar ato contra disposição expressa de lei.Art. 319 (STF. pois não está dentro das . ■ Animosidade: O retardamento por animosidade ao solicitante revela satisfação de sentimento pessoal (TJSP. se havia duas versões e optou por tomar as providências indicadas por uma delas (TACrSP. A recusa em cumprir requisição para prestar informações ao Ministério Público não caracteriza o crime do art. JSTJ e TRF68/377. RT612/310. TJSP. Pleno. não configura prevaricação. p.2. RT 507/399). RJDTACr 30/349). não há falar em prevaricação. Ato de ofício é todo ato que corresponde à competência e atribuição do funcionário (TACrSP. se. Não há crime de prevaricação na conduta de quem omite os próprios deveres por indolência. TJMT. ■ Requisitos da denúncia: A denúncia precisa indicar qual a omissão e sua natureza. Se a ordem judicial não pode ser materialmente cumprida pelo servidor. 0 erro ou a simples negligência não configura o delito (TAPR. RHC 8. DJU 3. 69/209). que os requisita para prestar serviços em inquérito civil. não praticam prevaricação. ■ Prefeito: A utilização da frase "estamos com você" e de símbolo próprio. p. RT 728/540).8. 67424. inexiste crime de prevaricação (TRF da 1 2 R. quanto ao juiz. RT 589/436. RT780/656). ■ Ato de ofício: É imprescindível que o agente esteja no exercício da função (TACrSP. se a conduta foi por interesse ou por sentimento pessoal. deixa de praticar atos. preguiça. in Bol. ódio ou contemplação para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. ■ Falta disciplinar: Não basta para a tipificação. 319. 319 (STF. Julgados 71/290. RT 520/368). DJU 19. 1BCCr 89/439. RT725/681). RT 486/356). Julgados 71/320. Servidores estaduais que deixam de atender ordem de Procurador da República. ■ Erro: 0 erro ou desatenção na interpretação da lei pode excluir o crime. 13421. 157 (96. RT612/310).. Prefeito que expede medida provisória não pratica ato de ofício.. é necessário que antes se defina a própria legitimidade da norma legal que veda o ato incriminado (TJSP. RT486/357).363. TACrSP.178..479-SP. mv— RT 714/431. sem o propósito deliberado de retardá-los (TACrSP. TAPR. em face do princípio da insignificância. TJSP. TACrSP.. in RBCCr 20/398). TJSP. RT 543/342.00.

■ Prevaricação e peculato: Não pratica peculato. DJU 12. mv — RT 772/677). nesta hipótese.1. HC 11. mas prevaricação. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Oficial de Cartório de Registro de Imóveis: Os mandados judiciais não estão dispensados do controle administrativo feito pelo oficial em todos os títulos que lhe são endereçados. contrariando o disposto no art. nesta qualidade. j. 330 do CP. de prática do delito do art. p. RT783/588). em tese. de 12. agindo como particular. RJDTACr 27/218).307. quando lhe falte competência.259/01. 2 2. 100 do CP. 514). se a ordem descumprida diz respeito à sua atividade funcional propriamente dita. e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP. deixa de lavrar termo cricunstanciado ou instaurar inquérito e devolve a arma apreendida. a partir da vigência da Lei n° 10. RT 728/540.. art.90. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena — detenção. ou multa. 748/639). HC 11. 3891).7. parágrafo único. ■ Funcionário de tabelionato: Comete o crime se. por indulgência. 319 e 320 atribuições de seu cargo. o delito (TRF da 1 2 R. da Lei n°10. não há se falar em prevaricação (TACrSP. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. para satisfazer sentimento ou interesse pessoal. tipifica-se o art. Em face do princípio da isonomia (art. em vigor a partir de 12. ■ Mandado de segurança: O descumprimento por autoridade administrativa de sentença proferida em mandado de segurança configura. o delegado pode juntar os documentos que entenda pertinentes aos fatos da investigação. o que torna a sua conduta atípica.01. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Devendo buscar elementos que sirvam de base à instauração da ação penal. 5 2. visando evitar queixas infundadas contra servidores públicos (STJ. para satisfazer interesse pessoal e sentimento de amizade amplamente comprovados (TJRO. deixa de cumprir ordem legal. haja ou não procedimento especial. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. não se caracterizando prevaricação se argüiu dúvida quanto à capacidade das partes ou a requisito formal (TACrSP. ■ Prevaricação e desobediência: Se o ato de desobedecer não se refere às atividades exercidas pelo funcionário.639 Código Penal Arts.3. RT746/560). reconhece firma posta em certificado de registro de veículo sem a presença de seu signatário.259. ■ Delegado de polícia: Inexistindo norma que o obrigue a autuar em flagrante todo cidadão apresentado como autor de ilícito penal. com pena máxima até dois anos. RJTJSP 106/429). 369 do CPC (TACrSP RT 781/613). RT719/426). RT708/374). 319 (STJ. 4.89).161. 319 (TACrSP. ■ Ação penal: Nos crimes funcionais. Deixar o funcionário. 320. mv — RT 505/305). Pratica o delito do art. caracteriza-se o crime de desobediência (TAMG. configura-se o art. ■ Absorção: A prevaricação não pode absorver crime mais grave (TJSP. considerando seu poder discricionário. em caso de porte ilegal de arma. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação. CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Art. não se podendo falar.02. nem mesmo o de uso. sob o título Juizados Especiais Criminais . é imprescindível a notificação prévia do acusado para apresentar resposta (CPP. inclusive por não ter causado dano (STJ. Pratica prevaricação delegada que. entendemos que. Condescendência criminosa ■ Transação: De acordo com o art. tenham ou não procedimento especial [vide nota no art. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou.1. de quinze dias a um mês. o serventuário da justiça que retarda atos de ofício para satisfazer interesse próprio. 319 o funcionário público que. caput.

02. Parágrafo único. valendo-se da quali dade de funcionário: Pena — detenção. 320. a sua falta de apuração afronta. Deve. Não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. de um a três meses.7. 514). ■ Tipo subjetivo: O dolo. mesmo havendo procedimento especial (CPP. Todavia. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ainda que combinado com o § 2 2 do art. ■ Confronto: Se a omissão é para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. existir relação entre a infração e o exercício do cargo. do CP (art. a partir da vigência da Lei n° 10. da Lei n° 9. art. 320 contém duas modalidades: a. arts. 2 2 . haja ou não procedimento especial. parágrafo único.). 320 e 321 Código Penal 640 (Federais)]. Não há forma culposa.099/95). ou multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.Arts. 1 2 . o elemento subjetivo referido pelo motivo de agir ("por indulgência"). caput. quando lhe falte competência. ■ Consumação: Com a omissão. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de três meses a um ano.01. em vigor a partir de 12. a transação cabe neste art. b. entendemos que. interesse privado perante a administração pública. por tolerância ou condescendência (vide Tipo subjetivo). deixa de responsabilizar. art. ■ Tipo objetivo: O art. a omissão do agente deve ser por indulgência. consistente na vontade livre e consciente de omitir. mesmo que haja incidência do art. direta ou indiretamente. ■ Transação: De acordo com o art. função de direção ou assessoramento. a este art. 327. Tratando-se de omissão em relação ao crime de tortura. art. 327. 320 (TACrSP. Se o interesse é ilegítimo: Pena — detenção. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA Art. 327.1. 2 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. superior hierárquico do funcionário infrator. 5 2 . RT701/321). isto é. 319 do CP. 327 e §§ 1 e 2 do CP). entendemos que há no tipo. portanto. Embora não tenha competência para responsabilizar o infrator. ■ Fuga de menor da Febem: Ainda que se trate de mera infração administrativa por parte do funcionário que devia vigiá-lo. vide CP. 321. ou seja. a transação será cabível também para crimes de competência da . ■ Tentativa: Inadmissível. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de ocupante de cargo em comissão. art. o agente não leva o fato ao conhecimento da autoridade competente. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal.455/97. Em ambas as modalidades deste delito. Patrocinar. embora tenha competência. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. § 2 2 . além da multa. ou multa. § 22 .259. Assim. não promove a apuração da falta nem aplica ao subordinado as cominações legais. ■ Sujeito passivo: O Estado. de quinze dias a um mês. Deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. ainda. 89 da Lei n 2 9. de 12. da Lei n°10. em tese. 513 e ss. 0 agente. É pressuposto do delito que o subordinado haja cometi do infração (administrativa ou penal) no exercício do cargo.259/01. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Pena: É alternativa: detenção. Em face do princípio da isonomia (art. § 22 . Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico".

321. a causa de alguém. § 2 2. advoga. v. Para MAGALHÃES NORONHA. da facilidade de acesso junto a seus colegas e da camaradagem. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. consideração ou influência de que goza entre estes" ( Comentários ao Código Penal. em processo administrativo. 514). razões. fazendo petições. ainda que haja incidência do art. ■ Tentativa: Teoricamente admissível. além de caber no caput deste art. valendo-se de sua qualidade. apadrinhar ou pleitear interesse de outrem. 327. A ação pode ser exercida direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente (com a interposição de terceira pessoa). ■ Consumação: Com a prática de ato que demonstre o patrocínio. mesmo que combinados com o art. de um a três meses. sem dependência do resultado da conduta. como faz ver o verbo empregado na definição do delito. art.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. § 2 2 . do CP. art. da Lei n° 8. v. advogar. do CP (art. ou multa. Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. 327. ■ Pena: É alternativa: detenção. ou seja.666/93. determinada por prefeito. 91 da Lei n 2 8. 327 do CP). ■ Tipo objetivo: O núcleo é patrocinar. acompanhando processo. 383). IX. p. art. a transação.099/95). ■ Sujeito ativo: Não obstante a rubrica indicar "advocacia" administrativa. ser funcionário público (vide notas ao art. fazendo pedidos. ■ Confronto: Se a advocacia administrativa é praticada perante a administração fazendária. amparar. arts. que tem a significação de pleitear. 3 2 . a antecipação de pagamento de obra. 89 da Lei n° 9. O patrocínio deve ser realizado perante a Administração Pública. p. art. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. ■ Ação penal: Igual à do caput. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único. o sujeito ativo não precisa ser advogado. porém. É o "dolo genérico" na doutrina tradicional. cumulada com a multa do caput. ou seja. este delito poderia ser praticado também por omissão ( Direito Penal. ■ Patrocínio: Patrocinar é advogar. Pune-se o comportamento do agente que patrocina interesse privado. Se a advocacia administrativa der causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato. 327. praticando atos privativos de Figura qua/ilicada (parágrafo ún/co) Figura qua//ficada especial Jurisprudência . Não há forma culposa. com pena máxima até dois anos. ■ Sujeito passivo: O Estado. O interesse deve ser de terceira pessoa e não do agente. 321 Justiça Estadual. O agente precisa ter conhecimento da ilegitimidade. 1995. IV. defender. cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário. Como anota HUNGRIA. que consiste na vontade livre e consciente de patrocinar. ■ Pena: Detenção. não configura advocacia administrativa (TJSP. lícito ou ilícito (vide nota ao parágrafo único). ■ Noção: Se é ilegítimo o interesse que o agente patrocina. § 2 2 . sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. vide nosso comentário ao CP. 1959. valendo-se da qualidade de funcionário. mas de difícil ocorrência na prática. Ill. também caberá no parágrafo único. Deve. função de direção ou de assessoramento. apadrinhar interesse alheio. Assim. de três meses a um ano. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ainda que baste o dolo indireto. 100 do CP. Advocacia administrativa (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Econômica e contra as Relações de Consumo). 29 e 30). o agente patrocina "junto a qualquer setor da administração (e não apenas na repartição em que está ele lotado). RT 488/308).641 Código Penal Art. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. interesse esse que pode ser justo ou não. ■ Atos privativos de advogado: O delito se caracteriza quando o agente pleiteia. 265). ■ Tipo subjetivo: O dolo.

■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. 1995. TJRJ. Praticar violência. Questões Penais Controvertidas. Liberdade e Abuso de Poder na Repressão à Criminalidade. 89 da Lei n° 9. 156. NOGUEIRA. n° 22. a simples violência moral (ameaça) ou o emprego de estupefacientes ou hipnose" (H. IV. homicídio. Questões Criminais. 330. RT 592/326. Direito Penal. 1995. v. arts. 269). Admite-se a participação ou co-autoria de particulares.099/95). para quem a ameaça. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. IV. RT 489/354). RT 400/316). ■ Objeto jurídico: O Estado e a pessoa que sofre a violência. 1979. o Estado. no exercício . TACrSP. 327 e §§ e do CP). não bastando. p. Pune-se a prática de violência. p. ■ Valendo-se da condição: Não basta que o agente ostente a condição de funcionário público.10. 321 do CP somente pode ter como agente funcionário público. 512/343. TEclo LINS E SILVA. 1996. RT 467/356). IV. ■ Juiz: A denúncia deve apontar a causa ou causas de interesse de qualquer pessoa que tenha. 1980. como o do exercício arbitrário ou abuso de poder" ( Direito Penal. secundariamente. Igualmente MAGALHÃES NORONHA. após a edição da Lei n° 4. JúLlo F. além da pena correspondente à violência. 56/133. sido patrocinada pela acusada. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe.455/97.937. 322 foi revogado (DAMásIO DE JESUS. 14. JC 68/404. MIRABETE. TJSC. v.Arts. p. porém. Julgados 86/388. 1981. 272. pois é necessário e indispensável que pratique a ação aproveitandose das facilidades que sua condição de funcionário lhe proporciona (TACrSP. 322. III. 62/266. O art. p. entendida esta como "a violência física exercida sobre a pessoa visada. lembramos ainda. v. § 2 2 . fazer. GILBERTO e VLADIMIR P. 322 do CP. não se configurando com o simples pedido de manuseio de autos de processo. mas não há necessidade de que ele seja policial. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. abrange qualquer tipo de ofensa física contra pessoa: vias de fato. RT 748/725). p. PAULO L. in RBCCr2/251). 29 e 30). FRAGOSO. b. mesmo se houver combinação com o art. no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena — detenção. 322 do CP não foi revogado pela Lei n°4. STF.92. TJSP. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Manual de Direito Penal. do CP (art. 321 e 322 Código Penal 642 advogado.. ■ Xerox para advogado: O crime do art. o crime de tortura. 34855. salvo a hipótese de co-autoria ou participação (TACrSP. RCr 19. RT 520/466. VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA Art. v. ou. 1965. valendo-se da sua condição de magistrada (TRF da 5 2 R. TJSP.. FREITAS. A violência física. Abuso de Autoridade. tipificado na Lei n° 9. E requisito do tipo que a violência seja cometida: a.. que tem o sentido de cometer. Violência arbitrária ■ Vigência: É controvertida a vigência do art. formulado ostensivamente por funcionário público. p. O art.898/65 (MAGALHÃES NORONHA. lesão corporal leve ou grave. 1995. DJU29. executar. 327. p. ■ Sujeito ativo: Este crime do art. perante a Administração Pública. e não quando proporciona aposentadoria rural a pessoas que não exerciam tal atividade (TRF da 3 2 R. RTJ 101/1208. Duas correntes existem a respeito: a. portanto. a coação moral. ■ Tipo objetivo: O verbo empregado no artigo é praticar. 321 exige para a sua tipificação transparente e inequívoca defesa de interesse alheio. 1121). a pessoa que sofre a violência. a vis compulsiva e o emprego de entorpecentes ou hipnóticos podem "dar lugar a outro delito. para extrair cópias e encaminhar a advogado residente em localidade distante (TRF da 1 2 R.898/65. RT 725/680-1). Julgados 81/128. 121. RT511/322). TACrSP. 54/304. de seis meses a três anos. p.

o agente será punido pelos dois crimes. 322 que a pena da violência arbitrária seja acrescida da pena correspondente à violência.259. haja ou não procedimento especial. com pena máxima até dois anos. de 12. Não há modalidade culposa. ■ Tipo subjetivo: O dolo.1. em concurso material (TACrSP. não está.01. art. b. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Concurso de crimes: Determina o art. de seis meses a três anos. 72 da Lei n 2 4. fora dos casos autorizados em lei. na sanção do art. fora dos casos permitidos em lei: Pena — detenção. pois. § 22. 69) com a lesão corporal.643 Código Penal Arts. Leis n 2 4. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. ainda. art. ■ Concurso material: Se da violência arbitrária resultam lesões corporais. 322 do CP. Abandonar cargo público. Se do fato resulta prejuízo público: Pena — detenção. quando.788). de forma que estará afastada a ilicitude se a violência for cometida por motivo justo ou com base legal: estado de necessidade. § 1 2. 322 do CP". hipótese em que o agente faz acreditar que se acha exercendo sua função. ■ Transação: De acordo com o art. art. na realidade. 323. 327 do CP. ■ Consumação: Com a prática da violência (vias de fato. lesão etc. concurso material (CP. mesmo que tenham procedimen- . da Lei n°10. a vontade de praticar violência com consciência da arbitrariedade. e multa.). com o homicídio etc.117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicações). caput.02. teoricamente. Na escola tradicional é o "dolo genérico". legítima defesa. Em face do princípio da isonomia (art. sem prejuízo de eventual configuração de exercício arbitrário ou abuso de poder (FRANCESCHINI. o qual prevê que "a autoridade que impedir ou embaraçar a li berdade da radiodifusão ou da televisão.259/01. de três meses a um ano.7. Vide. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. função de direção ou assessoramento. art. de um a três anos. Trata-se de crime material. A doutrina põe relevo no nome violência arbitrária do delito.455/97 (tortura). quando o agente está efetivamente desempenhando sua atividade funcional específica. no que couber. 350 do CP.898/65 (abuso de autoridade) e n°9. a partir da vigência da Lei n° 10. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Pena: Detenção. ■ Violência física e não moral: Violência simplesmente moral. além da pena correspondente à violência. fuga etc. 21). não basta ao reconhecimento do delito do art. ABANDONO DE FUNÇÃO Art. v.. previstos nos arts. IV. estrito cumprimento de dever legal (como nos casos de resistência. ou a pretexto de exercê-la (a função). ■ Tentativa: Admite-se. entendemos que. RT609/344). só ficando absorvida a contravenção de vias de fato (LCP. constituída pela inti midação por ameaça. e multa. também. ou seja. incidirá. vide § 22 do art. 1976. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. art. ou multa. Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira: Pena — detenção. 514). ■ Confronto: Vide. Haverá. sob igual título. de quinze dias a um mês. 22 . 322 e 323 da função. ■ Vigência: Vide nota anterior. Jurisprudência. 284 e 292 do CPP). Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. n°6.. ou seja. 5 2 . parágrafo único. em vigor a partir de 12.

é o prejuízo que "afeta os serviços públicos ou interesse da coletividade" (H. se não houver combinação com o art. IBCCr 54/13-14. Existem duas correntes a respeito: a. v. Por lei. Cabe no § deste art. isto é. ■ Sujeito passivo: O Estado. art.634/79). efetivamente. mai. ainda que combinados com o art. a conduta que. v. especialmente a continuidade e regularidade dos seus serviços. v. De modo unânime.099/95). ./97. Figura qua//ficada pelo prejuízo (§ 1 2 ) Figura qua//f/■ Noção: Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira. e multa. in Bol. sem dúvida. vide. cada pe%o/uconsidera-se faixa de fronteira a situada dentro de 150 km ao longo das fronteiras garde fronteira nacionais (Lei n° 6. a inexistência ou ocasional ausência de substituto legal do desertor" ( Comentários ao Código Penal. 327 e §§ 1 2 e 2 do CP) em exercício de cargo público. ■ Tentativa: Inadmissível. 327 do CP). ■ Noção: Se do fato resulta prejuízo público. A figura penal alcança o cargo em entidade paraestatal (vide nota ao art. 1965. (§22 ) ■ Pena: Detenção. pois a incriminação diz respeito à deserção de cargo público. 100 do CP. p. v. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 . FRAGOSO. IV. 1965. com consciência de que poderá acarretar dano à Administração. 327. sobre sua atipicidade. de um a três anos. e multa. IV. com probabilidade de dano à Administração. ainda que em serviços essenciais e por funcionário público. 391). Inexiste punição a título de culpa. b. 89 da Lei n° 9. a conseqüente acefalia do cargo. que compreende a totalidade das funções. No final da descrição legal. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Ação penal: Pública incondicionada.Art. Semelhantemente. é o prejuízo social ou coletivo. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". do CP. 1124). E são coisas diversas. HELENO FRAGOSO. ■ Pena: Detenção. § 2 2 . 1995. 1125). IX. 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. ou multa. Abandono de fungão ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. é expressamente ressalvado que o abandono só constitui crime fora dos casos permitidos em lei. IV. 1995. ■ Pena: É alternativa: detenção. 323. do CP. embora considerando tecnicamente duvidoso tal entendimento. 278). diverso do que resulta. p. nota Revogação no art. § 22 . § 2 2 (art. a doutrina empresta ao delito um sentido menos severo. Assim. do abandono ( MAGALHÃES NORONHA. v. 201 do CP e ROBERTO DELMANTO e ROBERTO DELMANTO JUNIOR. de quinze dias a um mês. necessariamente. ■ Consumação: Com o abandono por tempo relevante. 327. p. necessariamente. 323 Código Penal 644 to especial [vide nota no art. 327. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. Assim. se pune é abandonar cargo público. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 323 "pressupõe. MAGALHÃES NORONHA subordina o abandono "à probabilidade de dano ou prejuízo" ( Direito Penal. ■ Greve: Tratando-se de suspensão ou abandono coletivo de trabalho. p. ainda que haja incidência do art. 1959. enquanto o abandono de função pública poderia significar só o abandono de certa função. dando-se ao núcleo abandonaro sentido de deixar ao desamparo. reconhece que ele "atende. 323. ■ Tipo objetivo: Embora a rubrica do delito seja "abandono de função". 275). de greve. que consiste na vontade de abandonar. "A greve pacífica nos serviços essenciais e o Código Penal". assevera HUNGRIA que o delito deste art. Direito Penal. ao escopo da norma" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Tipo subjetivo: O dolo. p. desde que pacífica. de três meses a um ano. IV. persistindo o exercício de outras. 514). E desnecessária a efetividade do dano. ou seja. a transação caberá no caput e no § deste art.

01. sem autorização. função de direção ou de assessoramento. EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO Art. ■ Tipo objetivo: Duas modalidades são previstas: a.: exame de saúde. ao desamparo. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. com pena máxima até dois anos.7.02. Naqueles casos. a partir da vigência da Lei n2 10. parágrafo único. mas inicia o exercício da função (pratica atos de ofício) antecipadamente. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Transação: De acordo com o art. 324. 327. sem alguém que possa substituir o desertor (TJSP.099/95). ■ Acefalia do cargo: O delito do art. A ilicitude também será excluída em caso de urgente necessidade de serviço. antes de satisfazer as exigências legais. ressalvando o exercício autorizado. 327 e §§ 1° e do CP) ou o funcionário exonerado (na 2 á modalidade do delito). ainda que haja incidência do art. 323 pressupõe deixar o cargo acéfalo. E a hipótese de exercício antecipado.259. quando o agente permanece no exercício para não prejudicar a Administração. A notificação deve ser pessoal. mesmo se houver combinação com o art. ou multa. em vigor a partir de 12. de quinze dias a um mês. cabe a transação neste art. v. entendemos que. 1975. de 12. vide nosso comentário ao CP. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Portanto. RT 501/276. § 2 2 . Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. n 2S 2-4). ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. Jurisprudência. ou continuar a exercê-Ia. 327. removido substituído ou suspenso: Pena — detenção.099/95).645 Código Penal Arts. § 22 . Entende-se que a comunicação oficial seria dispensável apenas na hipótese de aposentadoria compulsória. sendo imprescindível que o agente tenha conhecimento direto e certo. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. 0 agente continua a exercer a função pública (pratica atos de ofício).1. 52 .259/01. art. mesmo depois de ter recebido comunicação oficial informando que foi exonerado. 2 . da CR/88) e da analogia in bonam partem. 324. 327. que é completada pelas exigências que outras leis (não regulamentos ou portarias) impõem (ex. 323. caput. removido. Em face do princípio da isonomia (art. posse etc. FRANcESCHINI. RT522/358). A lei consigna sem autorização. 324. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ■ Probabilidade de dano: Não se configura o delito do art. 89 da Lei n°9. 76 da Lei n° 9. O agente foi nomeado funcionário público.). depois de saber oficialmente que foi exonerado. removido. b. 100 do CP. sem que haja probabilidade de dano para a administração (TJSP. mas a aposentadori a não foi arrolada entre os casos expressos deste art. da Lei n 10. Continuar a exercê-la (a função pública). haja ou não procedimento especial. ■ Consumação: Consuma-se o delito quando a ausência injustificada perdura por tempo suficiente para criar perigo de dano (TJSP. Exercício funciona/ /legalmente antecipado ou prolongado ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. substituído ou suspenso (não são incluídas as cessações por licença ou férias). substituído ou suspenso (a lei não alude ao funcionário aposentado). do CP (art. ■ Sujeito passivo: O Estado. 323 e 324 Figura qualificada especia/ Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. RT526/331). § 2 2 . I. Trata-se de norma penal em branco. 2 2 . depois de saber oficialmente que foi exonerado. do CP (art. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. não bastando a dúvida. há a prolongação (prorrogação) do exercício.

Arts. 324 e 325

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■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade de antecipar ou prolongar o exercício, com consciência da ilegalidade. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Inexiste forma culposa. ■ Consumação: Com a prática de algum ato de ofício, antes (1 2 modalidade) ou depois (2á modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: E alternativa: detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 22 do art. 327 do CP. ■ Funcionário suspenso: Configura o delito do art. 324 a prática de atos funcionais, por escrivão suspenso, durante o período em que sabia estar suspenso (TACrSP, Julgados 79/268). ■ Funcionário afastado: Não pratica o crime do art. 324 a defensora pública que, no interior do chamado "ônibus da cidadania", requer abertura de inventário e gratuidade de justiça para pessoas carentes, sem estar afastada de suas funções, mas apenas à disposição de órgão do Poder Executivo (TJRJ, RT791/678).

VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena — detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. 2 §1 . Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I — permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; II — se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2 2. Seda ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena — reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. ■ Alteração: A Lei n° 9.983, de 14.7.00 ( DOU de 17.7.00), que entrou em vigor noventa dias após sua publicação, acrescentou os §§ 1 2 e 2 2 a este art. 325. ■ Transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n°10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, haja ou não procedimento especial, cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual, com pena máxima até dois anos, mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação caberá no capute no §1 2 deste art. 325, desde que não haja incidência do art. 327, § 2 2 , do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 , ainda que haja combinação com o § 2 2 do art. 327 do CP (art. 89 da Lei n° 9.099/95). V/o/acão de sigi/o funciona/ (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública, especialmente a regularidade de seu funcionamento. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 327 e §§ 1 2 e 2° do CP);

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Art. 325

para a maioria dos autores, a norma também alcança o funcionário aposentado ou posto em disponibilidade (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. IV, p. 1131; HUNGRIA, Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 397; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. IV, p. 285; SÉRGIO J. REZENDE e Rui STOCCO, Código Penal — Interpretação Jurisprudencial, 1977, v. V, p. 148; JÚLIO FABBRINI MIRABETE, Manual de Direito Penal, 1996, v. III, p. 336), que não perde seu vínculo com a Administração. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; eventualmente, também o particular prejudicado com a revelação. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos previstos: a. Revelar, que tem a significação de comunicar, transmitir, dar a conhecer a terceira pessoa. A ação pode ser feita oralmente ou por escrito, ou com a exibição de documentos. b. Facilitar (a revelação). E maneira de revelação indireta. O funcionário público, dolosamente, torna fácil a descoberta (ex.: propositadamente, não guarda, como devia, o documento sigiloso). Incrimina-se a revelação (ou sua facilitação) de fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. E pressuposto do delito, portanto, que o agente tenha conhecimento do fato em razão do cargo, isto é, em virtude de sua específica atribuição funcional (é o chamado "segredo de ofício"). Não haverá tipificação se o funcionário houver tido ciência do fato por motivo diverso. Além disso, dizendo a lei ser fato que deva permanecer em segredo, é mister que se trate de fato relevante e de segredo de interesse público, embora também possa existir um particular interessado no sigilo. Considera-se segredo o fato cujo conhecimento é restrito a limitado número de pessoas (como os funcionários que dele precisam ter informação) e em que há interesse de que seja mantido em sigilo. Obviamente, a revelação a quem já conhecia o segredo não configurará o delito. Por fim, cumpre notar, como assinala MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal, 1995, v. IV, p. 287), que sendo o interesse público que obriga à guarda do segredo, "tal obrigatoriedade cessa quando outro interesse público maior se levanta". ■ Tipo subjetivo: E o dolo, ou seja, a vontade livre de revelar ou facilitar a revelação, com consciência de que o fato devia ser mantido em sigilo. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Quando o segredo é revelado a terceiro (1 2 modalidade) ou quando outrem fica conhecendo o segredo (2 2 modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas a pessoa que simplesmente recebeu o segredo, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não é co-autor partícipe do delito. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Subsidiariedade: O delito deste art. 325, caput, é subsidiário, na medida em que só se configura se não houver crime mais grave. ■ Confronto: Vide Lei de Segurança Nacional, quando o segredo for referente a interesses por ela protegidos (arts.13, 14 e 21 da Lei n 9 7.170/83). Se o segredo é de proposta apresentada em procedimento licitatório, art. 94 da Lei n° 8.666/93. Se o sigilo é referente a inquérito ou processo por crime de tóxicos, vide Lei n°6.368/76, art.17 (CELSO DELMANTO, Tóxicos, 1982, pp. 41-2). Tratando-se de sigilo concernente a energia nuclear, art. 23 da Lei n 2 6.453/77. Na hipótese de sigilo relativo ao Sistema Financeiro Nacional, vide Lei n°7.492/86, arts. 18 e 29, parágrafo único. No caso de violação de sigilo por parte de autoridade fiscal do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento que procede a exame de documentos, livros e registros das bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, vide § 3 2 do art. 72 da Lei n° 8.021/90. ■ Pena: É alternativa: detenção, de seis meses a dois anos, ou multa (se o fato não constitui crime mais grave). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Formas equipa- ■ Objeto jurídico: A Adminsitração Pública, notadamente seus sistemas de informaradas (§12 ) ções ou bancos de dados.

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■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. Vide, também, nota ao caput. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; em segundo lugar, o particilar eventualmente prejudicado. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos previstos: a. permitir (dar licença para; consentir em); b. facilitar (tornar ou fazer fácil ou mais fácil); c. utilizar (fazer uso de). Nos dois primeiros (a e b), o agente permite ou facilita, através de atribuição, fornecimento e empréstimo de senha, ou por qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas aos sistemas de informações ou bancos de dados da Administração Pública. A expressão qualquer outra forma viola, a nosso ver, o princípio da reserva legal (ou da legalidade), previsto no art. 1 9 do CP e, em conseqüência, a regra da taxatividade, segundo a qual as leis que definem crimes devem ser precisas, marcando exatamente a conduta que objetivam punir (vide nota Efeitos do princípio ao art. 1 9 do CP). No terceiro núcleo (c), o agente se utiliza, indevidamente, do acesso restrito que, em razão do cargo, lhe foi confiado. A expressão indevidamente constitui o elemento normativo do tipo. Nas modalidades de permitir ou facilitar, a ação pode ser comissiva ou omissiva. Já na modalidade de utilizar, a ação é sempre comissiva. ■ Tipo subjetivo: E o dolo, consistente na vontade livre de permitir ou facilitar o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados (§1 2 , I) ou de utilizar-se, indevidamente, do acesso restrito (§1 2 , II). Para a doutrina clássica, é o "dolo genérico". Inexiste modalidade culposa. ■ Consumação: Ocorre no momento em que o acesso de pessoas não autorizadas é permitido ou facilitado (§1 2 , I), ou quando o acesso restrito é utilizado indevidamente (§1 2 , II). Por se tratar de crime formal, não se exige efetivo resultado (no sentido naturalístico). ■ Tentativa: Não nos parece possível em nenhum dos incisos deste § 1 2 . ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas aquele que apenas teve o acesso permitido ou facilitado, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não pode ser co-autor ou partícipe. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. Figura qua//ficada (§219 Causa especial de aumento de pena Jurisprudência docaput ■ Noção: Se da conduta comissiva ou omissiva resultar dano à Administração Pública ou a terceiro, a pena será de reclusão, de dois a seis anos, e multa. ■ Incidência: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 29 do art. 327 do CP.

■ Animus defendendi: Não há crime quando o indiciado, com animus defendendi, remete os documentos ao procurador-geral, sem quebra do caráter confidencial (STJ, CEsp, Inq. 12, DJU 1.10.90, p. 10424). ■ Crime próprio e formal: O delito deste art. 325 é próprio e formal, porque exige a potencialidade de dano para com a Administração Pública (TACrSP, RT723/613). ■ Violação de sigilo em exames: Pratica o delito do art. 325 do CP o professor, integrante de banca examinadora de universidade federal, que, antecipadamente, fornece a alguns dos alunos cópias das questões que iam ser formuladas nas provas (TFR, RTFR 61/100), ou lhes antecipa "gabaritos" com as respostas de exame vestibular (TFR, Ap. 3.608, DJU 21.6.78, p. 4543). Igualmente o servidor público, nomeado para elaborar as provas de concurso, que quebra o sigilo destas, entregando as questões e respostas para candidato (TACrSP, RT723/613). ■ Violação em processo: Não se tratando de ação judicial que obrigatoriamente corre em sigilo, é necessário que tenha sido deferido o seu processamento em segredo de justiça (TACrSP, Julgados 69/92). ■ Relevância do sigilo: O art. 325 visa a proteger segredo relevante, cuja divulgação seja potencialmente danosa, e não interesses fúteis, carecedores de relevância jurídica (TACrSP, Julgados 73/183).

Para o CP. exerce cargo. Quanto à extensão dos §§ 1 2 e deste art. A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. 1979. 326 e 327 VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA DE CONCORRÊNCIA Art. Considera-se funcionário público. de 14. de 2 que entrou em e acrescentou o § 22 . Conceito pena/ de funcionário público 23. o conceito de funcionário público é diverso do que lhe dá o Direito Administrativo. emprego ou função pública. para os efeitos penais. sociedade de economia mista. A Lei n 9. 327. empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. São Paulo. para os efeitos penais. exerce cargo. sob a regência da CLT". Equiparação do § 1 2 . ■ Noção: O antigo §1 2 já equiparava a funcionário público emprego ou função em entidade paraestatal. Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública. vide nota em separado.799.6. o funcionário público" (H.666/93). ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo". ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena — detenção.666/93. transformou o antigo parágrafo único em § ■ Alteração: A Lei n° 6. § 1 2 .7. ela estará incluída no conceito penal de funcionário público. função pública. ainda que a pessoa não seja empregada nem tenha cargo no Estado.983. embora transitoriamente ou sem remuneração. que pune com pena de detenção. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. Para a caracterização. inscrito no caput do art. não exigindo concurso público.00). de dois a três anos. a lei "quis deixar claro que basta o simples exercício de uma função pública para caracterizar. 420-2). Segundo MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. o ato de "devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório. emprego ou função pública. é desnecessária a permanência ou remuneração pelo Estado.649 Código Penal Arts. 2 ■ Revogação: Este artigo foi tacitamente revogado pelo art. "o ocupante do cargo público tem um vínculo estatutário. quem. da Lei de Licitações Públicas (Lei n° 8. 2 Jurisprudência Criminal. 2 vigor noventa dias após sua publicação. aplicável a todo o CP e à legislação penal extravagante . v. FUNCIONÁRIO PÚBLICO Art. 2 Quanto ao conceito de funcionário público dado pelo art. 122. regido pelo Estatuto dos Funcionários Públicos".80. § 2 2 . e multa. é regra de caráter geral. Ao mencionar função pública.00 ( DOU de 17. é funcionário público quem. n 250). de três meses a um ano. vide nota Confronto. 326. ao passo que "o ocupante de emprego público tem um vínculo contratual.ed. 327. Assim.. 94 da Lei n 8. 84. quem exercesse cargo. ■ Alcance do caput: O conceito de funcionário público. § 1 . desde que exerça.7. emprego ou função em entidade paraestatal. FRAGOSO. pp. 0 novo §1 2 ampliou esta equiparação. embora transitoriamente ou sem remuneração. de algum modo. já a função pública "é o conjunto de atribuições às quais não corresponde um cargo ou emprego". portanto. e multa. 327. ■ Conceituação: Para efeitos penais. Atlas. ao contrário daqueles ( Direito Administrativo. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. II. deu nova redação ao § 1 .

segundo regime jurídico de direito público". SESC. pp. O § 22 contém uma equiparação e uma figura qualificada.Art. A equiparação é feita. Para ROBERTO W. "quem exerce cargo. de assistência social e de formação profissional (SESI. a ampliação dada a este § 1° pela Lei n° 9. 327 do CP ( Os crimes contra a Administração Pública — Parte 1. abrange pessoas privadas que colaboram com o Estado desempenhando atividade não lucrativa e à qual o Poder Público dispensa especial proteção. que deu nova redação ao § 1 . DE JESUS. CP. empresas públicas e sociedades de economia mista. p. Direito Penal. b. como as de amparo aos hipossuficientes. 327 Código Penal 650 para nela incluir "quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública". mas a causa de aumento de pena prevista no § é aplicável. ob. que define crime em licitações e contratos da Administração Pública. v.. IX. b. n 250). 84. Saraiva. v. IV. § só tem aplicação para os crimes relacionados na Lei n° 8.983/00 não retroagirá. Empresa prestadora de serviço contratada é aquela que celebra contrato com a Administração Pública. tão-só. CPC. aos servidores qualificados nela expressamente indicados. este art. v.666/93 ( Direito Penal. Comentários ao Código Penal. 6á ed. Ampliativa. c. citando MIGUEL REALE e THEMÍSTOCLES BRANDÃO CAVALCANTI). tratando-se de pessoas privadas que exercem função típica (embora não exclusiva do Estado). 404. apenas. Jurisprudência Criminal. 1998. cit.799/80.Limitada. 397-8). "para a consecução de fins públicos. 5°. todos os funcionários daquelas entidades arroladas no § 2 2 estão equiparados também a funcionários públicos. 84. além das fundações. compreende as empresas públicas. 84 da Lei n° 8. SENAI) (CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO). Por força dos princípios da reserva legal e da anterioridade (CR/88. v. discordam os administrativistas quanto ao conceito de entidades paraestatais: a. mediante mútua colaboração" (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. b. ■ Confronto: O § do art. A/cance dos §§ 1°e2° 2 ■ Noção: Mesmo antes da Lei n° 9. as sociedades de economia mista e as fundações instituídas pelo Poder Público (HELY LOPES MEIRELLES).. Conforme anota MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (ob. mas ambas dado§2' li mitadas aos ocupantes de certas funções em órgãos. figura qualifica.983/00. o referido art. ■ Pena: A causa de aumento de pena do § 2 2 (aumento da terça parte) é aplicável somente aos crimes dos arts. demonstrando que tanto a equiparação do antigo § como a do § devem ficar limitadas ao sujeito ativo. do poder público". São Paulo. A nova redação dada agora ao §1° não alterou este nosso entendimento. 1995. 312 a 326 do CP e às pessoas ocupantes dos cargos e funções textualmente indicados no § 2 2 . art. 1979. dá o "efetivo significado" da expressão entidade paraestatal empregada pelo § 1 2 do art. 208). p. . § 1 2 . direto ou indireto. A nosso ver. assim consideradas. 232 e 284). FRAGOSO. 1°). BATTOCHIO CASOLATO. p. Já DAMÁSIO E. pois limita a causa de aumento "aos autores dos crimes previstos neste Capítulo". art. para o sujeito ativo (HUNGRIA. Para outra corrente. Equiparação e ■ Noção: Instituído pela Lei n° 6. já havia duas correntes acerca da abrangência do revogado § 1 2 : a. Já a empresa conveniada é aquela que celebra ajuste com o Poder Público "para a realização de objetivos de interesse comum. Refere-se tanto ao 2 sujeito ativo como ao passivo (H. para os fins desta lei. 102). Assim. empresas e fundações li gadas ao Poder Público. 327 só alcança a autarquia. mas os funcionários não qualificados das mesmas entidades não ficam equiparados a funcionários públicos. XXXIX e XL. 138). p. 4. equipara a servidor público. as pessoas expressamente indicadas (ocupantes de cargo em comissão ou de função de direção ou assessoramento das entidades indicadas no § 2 2) podem ser agentes de crimes contra a Administração (e sofrendo penas aumentadas). 1959. o § 22 permite duas interpretações: a. são as autarquias (CRETELLA JÚNIOR. o § 2 2 deixa claro que a primeira corrente é a certa. não incluindo as sociedades de economia mista e as empresas públicas. emprego ou função em entidade paraestatal. MAGALHÃES NORONHA. as demais entidades sob controle. II. cit.666/93.. pp. para quem a expressão entidade paraestatal do §1 9 deste art.