501

Código Penal

Art. 235

■ Concurso de pessoas: Pode haver participação de terceiros, nos termos amplos do art. 29 do CP. Entretanto, em vista das duas figuras que o art. 235 contém (caput e § 11, entendemos que o partícipe fica sujeito à pena mais branda do § (e não à do caput), pois não se pode puni-lo com sanção superior à cominada para o próprio agente, que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa já casada, ciente da circunstância. Assim, ainda que o partícipe, por exemplo, auxilie o agente que comete a figura do caput, a pena do concurso de pessoas deve relacionar-se com a do § 1 r do art. 235. E, a nosso ver, a única solução permitida pela estrutura das duas figuras deste artigo. ■ Prescrição: Quanto ao termo inicial, vide nota ao art. 111, IV, do CP. ■ Concurso de crimes: A celebração de mais de um casamento configura crimes autônomos. Para ANDRES A. BALESTRA, haveria crime continuado ("Bigamia", in Enciclopédia Saraiva do Direito, v. 11, p. 318). Absorção: predomina o entendimento de que a bigamia absorve o crime de falsidade. ■ Pena: Reclusão, de dois a seis anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Casamento de pessoa não casada com outra casada (§ 1°J ■ Noção: Em figura destacada, o CP incrimina a conduta de quem, não sendo casado (isto é, sendo solteiro, viúvo ou divorciado), contrai casamento com pessoa casada, conhecendo essa circunstância. ■ Tipo subjetivo: Em face da expressão usada ("conhecendo"), requer-se o dolo direto, não bastando o eventual. ■ Pena: E alternativa a pena privativa de liberdade: reclusão ou detenção, de um a três anos. ■ Anulação: Não afasta o crime o desquite do primeiro cônjuge nem a nulidade do segundo casamento por motivo de bigamia (TJSP, RT 514/322). A anulação do segundo casamento, por motivo de bigamia, não torna inexistente o crime (TJSP, RJTJSP 100/496, RT 505/309). Haverá o crime, desde que vigente o casamento anterior (TJSP, RT 557/301). ■ Divórcio posterior: O divórcio obtido posteriormente, em relação ao segundo casamento, não isenta o agente do delito de bigamia (TJSP, RJTJSP 110/503). ■ Prova de vigência: Se o acusado contraiu novas núpcias, ainda na vigência do primeiro casamento, não demonstradas a ocorrência de erro de fato, a ausência de dolo na sua conduta ou a ignorância do caráter criminoso do fato, impõe-se a condenação (TJMG, RT 773/644). Não basta a prova de que o acusado casou-se duas vezes, sendo necessária a demonstração, que a acusação deve fazer, de que o primeiro matrimônio estava vigente ao tempo da realização do segundo (TJSP, mv — RJTJSP 80/373, 74/312). Contra: A morte da primeira esposa precisa ser comprovada pelo acusado, não bastando que seja presumida (TJSP, mv— RT 541/364). ■ Agente apenas desquitado: Pratica bigamia, se contrair novo casamento antes de divorciar-se (TJPR, RT549/351). ■ Concurso de pessoas: É co-autor quem, tendo conhecimento de que a pessoa que vai casar-se já é casada, participa como testemunha ou padrinho do casamento, e também instiga o agente a consorciar-se (TJSP, RT566/290). Em tese, pode ser a testemunha do casamento que tem ciência da vigência do matrimônio anterior (TJSP, RJTJSP 68/331). ■ Tentativa: A tentativa começa corn o início do ato de celebração, sendo os proclamas e atos anteriores meramente preparatórios (TJSP, RT 526/336). ■ Concurso: A bigamia absorve o crime precedente de falsidade ideológica (TJSP, RJTJSP 100/453, 78/376, RT 533/319; TJMG, RT 694/358). ■ Prescrição: A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr da data em que o crime se tornou conhecido da autoridade pública (TJSP, RSE 189.329-3, j. 13.11.95, in Bol. AASP n° 1.962). Vide, também, nota sob o título Bigamia e falsificação ou alteração de assentamento de registro civil, no art. 111 do CP.

Jurisprudência

Arts. 235 e 236

Código Penal

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■ Extraterritorialidade: Configura o crime de bigamia o fato de brasileiro, já casado no Brasil, contrair novo matrimônio no Paraguai, pois ambos os países punem a bigamia, o que preenche o requisito da extraterritorialidade do CP (TJSP, RT516/287, 523/374). ■ Figura do parágrafo único: Exige o dolo direto, isto é, que o agente efetivamente saiba que já é casada a pessoa com quem está se casando (TJSP, RJTJSP 100/496). INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO Art. 236. Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena — detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único. A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimenta anule o casamento ■ Composição e transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabem composição e transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a composição e a transação serão cabíveis ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. /nduzimento a erro essencial e ocultação de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge que induziu em erro ou ocultou impedimento. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge enganado. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é contrair casamento: a. Induzindo em erro essencial o outro cônjuge. Induzirtem a significação de levar a, persuadir, aconselhar. Sobre o que seja erro essencial, vide art. 219 do CC. Obviamente, para que o cônjuge-vítima seja induzido, ele deve desconhecer o defeito do cônjuge-agente e ser por este induzido em erro essencial. A modalidade de induzir exige ação positiva, não bastando a simples omissão ou inação. b. Ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior. Como ocultarentende-se esconder, disfarçar, encobrir. O impedimento deve ser um dos arrolados nos incisos I a XII do art. 183 do CC. Na opinião dominante dos autores, a ocultação deve ser comissiva, não se tipificando o comportamento de quem simplesmente se omite de declarar o impedimento. Também nesta modalidade, mister se faz que o outro cônjuge seja enganado. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de contrair matrimônio, induzindo ou ocultando. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: No momento e lugar em que se realiza o casamento. ■ Tentativa: E juridicamente inadmissível, em razão da condição de procedibilidade inserta no parágrafo único. ■ Pena: Detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: E de iniciativa privada. O direito de queixa só pode ser exercido pelo cônjuge enganado e após o trânsito em julgado da sentença que anule o casamento por erro ou impedimento, segundo preceitua o parágrafo único deste art. 236.

503

Código Penal

Arts. 236 a 238

Trata-se de condição especial exigida para o exercício da ação penal, mas sua natureza jurídica é polêmica: para uns, seria condição objetiva de punibilidade e, para outros, condição de procedibilidade. Sucessão: E inaplicável a sucessão de queixosos prevista pelo § 49 do art. 100 do CP, pois o direito é personalíssimo. CONHECIMENTO PRÉVIO DE IMPEDIMENTO Art. 237. Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta: Pena — detenção, de três meses a um ano. ■ Transação: Cabe (art. 76 da Lei n° 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Conhecimento prévio de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (ou ambos os cõnjuges) que contrai matrimônio sabendo da existência de impedimento absoluto. ■ Sujeito passivo: 0 Estado e o cônjuge desconhecedor do impedimento. ■ Tipo objetivo: Para a incriminação, é suficiente que o agente se case conhecendo (sabendo) a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta. Tais impedimentos são os arrolados nos incisos I a VIII do art. 183 do CC. Se ambos os contraentes souberem do impedimento, serão co-autores (CP, art. 29). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que para vários autores pode ser o eventual (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. III, p. 704; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. III, p. 304), embora, a nosso ver, a expressão "conhecendo" exija dolo direto. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Erro: O erro quanto ao impedimento exclui o dolo (CP, art. 20). 0 engano quanto ao alcance legal do impedimento reflete na culpabilidade (CP, art. 21). ■ Consumação: Com a realização do casamento. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Se o impedimento conhecido for o do art. 183, VI, do CC (ser casado), o crime será o do art. 235 do CP (bigamia). ■ Pena: Detenção, de três meses a um ano. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

SIMULAÇÃO DE AUTORIDADE PARA CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO Art. 238. Atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento: Pena — detenção, de um a três anos, se o fato não constitui crime mais grave. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Simulação de autoridade para celebragão de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge de boa-fé. ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito formal, para cuja consumação não é necessário que o matrimônio seja efetivamente celebrado. A conduta é atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento. Como bem registra MAGALHÃES NORONHA, "a atribuição falsa requer conduta inequívoca do agente, a demonstrar que ele se diz com essa competência" ( Direito Penal, 1995, v. III, p. 306).

§ 2 2 . 239 é expressamente subsidiário e será excluído se for o meio (elemento) empregado para a prática de delito mais grave. 238 é expressamente subsidiário. 328. se o fato não constitui crime mais grave. de quinze dias a seis meses. Inexiste modalidade culposa. ■ Pena: Detenção. de qualquer ato próprio da função que falsamente se atribui. representar). ADULTÉRIO Art. art. E necessário. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Jurisprudência ■ Concurso de pessoas: Pode ser partícipe a pessoa que consegue o falso juiz de paz (TACrSP. a vontade livre e consciente de simular casamento. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. de um a três anos. ■ Pena: Detenção. portanto. e dentro de um mês após o conhecimento do fato. do CP. Simular casamento mediante engano de outra pessoa: Pena — detenção de um a três anos. ■ Tentativa: Admite-se.Arts. que o casamento seja simulado mediante (por meio de) engano de outra pessoa. ■ Consumação: Com a efetiva simulação. 240. ■ Consumação: Com a prática. 238 a 240 Código Penal 504 ■ Tipo subjetivo: O dolo. Não há punição a título de culpa. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. devendo esta ser o nubente enganado ou seus responsáveis. de um a três anos. A ação penal somente pode ser intentada pelo cônjuge ofendido. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". SIMULAÇÃO DE CASAMENTO Art. ■ Concurso de pessoas: Poderão ser partícipes o escrivão. 89 da Lei n° 9. que será excluído pelo erro do agente quanto a sua competência. parágrafo único. ou seja. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é simular(fingir. Se nenhum deles é enganado. testemunhas ou outras pessoas. na hipótese de ser necessário o consenti mento destes. de modo que ficará excluído se o comportamento configurar crime mais grave ou constituir elemento deste último. iludidos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito passivo: O Estado e o contraente ou seu representante legal. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. com engano de outra pessoa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Subsidiariedade: O delito do art. O agente simula casamento mediante engano de outra pessoa. RT 488/382). pelo agente. inexiste o delito. 239. ■ Confronto: Se o agente aufere vantagem. ■ Tentativa: Admite-se. . Cometer adultério: Pena — detenção. ■ Subsidiariedade: O delito do art. § 1 2. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Simu/ação de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. Incorre na mesma pena o co-réu. se o fato não constitui elemento de crime mais grave.099/95).

em curso.099/95). III. art. 317 do Código Civil. FRAGOSO. 1965. também. FRAGOSO. Na doutrina tradicional. há posições diversas na doutrina brasileira. 20). 1965. a ser contado pela regra do art. é o "dolo genérico". 1959. III. continuando apenas na órbita civil. v. 381). Código Penal Brasileiro Comentado. 1995. a vontade livre e consciente de praticar adultério. II — se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no art. o dolo deve ser excluído pela ignorância quanto ao estado de casado do outro (erro de tipo do art. ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito de concurso necessário. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (homem ou mulher) que tem relação sexual fora do matrimônio (caput).505 Código Penal Art. A ação penal não pode ser intentada: I — pelo cônjuge desquitado. ■ Conciliação: Cabe (arts. v. VIII. v. p. ■ Consumação: Com a efetiva relação sexual. o adultério não mais deveria ser tipificado como crime. v. se este não tiver sido julgado definitivamente (H. ■ Ação penal: É de iniciativa privada (queixa-crime). 103). III. Direito Penal. 72 a 74 da Lei n" 9. b. v. porquanto só pode ser cometido por duas pessoas (de sexos opostos). há. 382). p. p. 714). como causa de separação judicial (art. vide nota ao § 3 2 . 100 do CP. 1995. 1959. vide jurisprudência no art. c. 100 do CP. A primeira corrente (a) é a mais acertada e tem a seu favor a jurisprudência recente. v. ■ Pena: Para o agente e para o co-autor é igual: detenção. 310. expressa ou tacitamente. p. Quanto à significação do que seja o adultério que o Código menciona. Adu/tério ■ Observação: Há projeto de lei. Trata-se de prazo especial de decadência (vide notas ao CP. É pressuposto da infração a existência formal e a vigência de anterior matrimônio. § 42 . Direito Penal. 1996. ainda que uma delas aja sem conhecimento ou seja penalmente irresponsável. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. ■ Transação: Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada. ■ Objeto jurídico: A organização jurídica da família e do casamento. com apoio em HUNGRIA. entendimentos diversos sobre seus efeitos: a. VI. MAGALHÃES NORONHA. A nosso ver. 198. 3. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 240 § 32 . Comentários ao Código Penal. para revogar este art. somente podendo ser intentada pelo cônjuge ofendido e dentro de um mós após o conhecimento do fato (§ 2 2 ). v. para o co-réu. É inaplicável a sucessão consignada pelo § 4 2 do art. Extingue o crime. . a. Inexiste forma culposa. 5 2 da Lei n 2 6. 240. p. 165. b.515/77). Relativamente à pessoa separada judicialmente (desquitada). Não subsiste o crime (ROMÃO CORTES DE LACERDA. Também configura o coito anormal ou qualquer ato sexual inequívoco (DAMásIO DE JESUS. 311). VIII. de quinze dias a seis meses. vide jurisprudência no art. Comentários ao Código Penal. 10 do CP. Direito Penal. v. ROMÃO CORTES DE LACERDA. p. Só o caracteriza o coito vagínico (BENTO DE FARIA. p. 1959. e a pessoa que tem aquela relação com a casada (§ 1 2 ). ou seja. II — pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. ■ Sujeito passivo: Somente o cônjuge enganado. Lições de Direito Penal — Parte Especial. III. O crime não se extingue ( MAGALHÃES NORONHA. Lições de Direito Penal. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada. H. p. Quanto à anulação do casamento. O juiz pode deixar de aplicar a pena: I — se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. 714).

permitiu. injúria grave ou abandono do lar durante dois anos consecutivos). Jurisprudência Criminal. ou. de tal forma a sugerir a prevaricação conjugal (TACrSP. o que se pode traduzir pelas circunstâncias em que o casal é encontrado. 240 Código Penal 506 100 do CP. se cometido o adultério após o abandono do lar e cessação da vida em comum (TACrSP. RT783/653). embora já tivesse ingressado com pedido de separação judicial. Código Penal e sua Interpretação Jurisprudencial. contra: H. também os equivalentes do art.Art. Pelo cônjuge desquitado (separado judicialmente). só se tipifica com a conjunção carnal. compreende também o divorciado (ALBERTO SILVA FRANCO e outros. RT 435/382. ■ Conceito penal de adultério: Prevalece o entendimento de que o adultério. é suficiente que haja. não definido em nosso Código. e não apenas com atos sexuais inequívocos (TACrSP. Basta o encontro do casal em lugar e situação que autorizem supor. Faz jus ao perdão judicial. mv — Julgados 92/79). sevícia. /mpedimentos ao exercício da alão pena/ (§ 3°) ■ Noção: Por expressa disposição deste parágrafo. ■ Casos: O juiz pode concedê-lo: ■ I. do CP. v. cujo prazo é fatal e peremptório (TACrSP. RTJ 120/191). que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. ■ Separação judicial e perdão judicial: Aplica-se o perdão. Conta-se do conhecimento certo e seguro (TACrSP. Simples beijos e abraços com outra mulher não configuram (TACrSP.515/77 (conduta desonrosa ou qualquer ato que importe em grave violação dos deveres do casamento e tornem insuportável a vida em comum). a ação penal não pode ser intentada: ■ I. não impede a decadência. "Consentiu" entende-se como aquiesceu. expressa ou tacitamente. Quanto ao perdão tácito. FRAGOSO. a nosso ver. devido ao retardamento do inquérito. n° 11). a prática do delito (TACrSP. ■ Separação de fato e atipicidade: Se o casal já estava separado de fato quando de eventual prática do adultério. RT721/467). 531/352). porque o dever de fidelidade conjugal foi rompido (TACrSP. Obviamente. 240. 1995. pois o direito à ação penal é personalíssimo e não pode ser transferido a outros queixosos. 107. ■ II. ■ Natureza e efeitos: Quanto à natureza e efeitos do perdão judicial. se o casal permanecia sob o mesmo teto. Não faz jus ao perdão. p. Perdão judicial (§ 42 ) Jurisprudência . Pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. RTJ 93/532). Se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. RT 486/310). I. vide nota ao art. Julgados 79/285). ■ Inquérito policial: O inquérito policial não é elemento indispensável para a propositura de ação penal por adultério (STF. mv— RT732/716). 2637). não se considerando como tal meras suspeitas (STF. 317 do CC (adultério. ■ Recebimento da queixa: Para o recebimento da queixa. quando as fotografias tiradas no flagrante mostram a mulher de camiseta e roupa íntima (TACrSP. mv— RT732/716). Se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no revogado art. ■ II. anuiu. no inquérito policial. IX. não se caracteriza o crime deste art. 1979. Julgados 79/286). o exemplo mais comum é a posterior coabitação. o ingresso tardio em juízo. ■ Decadência: Conta-se o prazo decadencial a partir do conhecimento inequívoco do fato. indícios razoáveis de que o delito tenha ocorrido. RT514/382. se os cônjuges já estavam separados de fato (TACrSP. A ação penal por adultério somente pode ser exercida dentro de um mês após o conhecimento do fato. 486/318. mv— RT723/614). ainda pendente de decisão (TARJ. necessariamente. Não se exige o rigorismo do nudus cum nuda in eodem lecto. tentativa de morte. 5° da Lei n° 6. Julgados 80/539. TARJ.

. 241 do CP (TRF da 2 R. III.507 Código Penal Arts. 111. III. Ap. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.95. ■ Competência: Compete à Justiça Federal julgar o crime do art. 1959. ■ Sujeito passivo: O Estado e a pessoa prejudicada pelo registro. a fim de obter permanência no País (TRF da 2 R. RT 403/124). ■ Tipo subjetivo: O dolo. 241. Se o crime é praticado por motivo de reconhecida nobreza: Pena — detenção de um a dois anos. suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão. quando perpetrado para uso perante o Governo Federal. DJU 14. ■ Pena: Reclusão. ocultar recém-nascido ou substituí-Io.. registrar como seu o filho de outrem. ■ Concurso de crimes: O crime de falsidade fica absorvido. Comentários ao Código Penal. nascimento que não existiu ou nascimento de natimorto. v. provocar. ■ Tentativa: Admite-se. v. Direito Penal. SUPRESSÃO OU ALTERAÇÃO DE DIREITO INERENTE AO ESTADO CIVIL DE RECÉM-NASCIDO Art. RSE 150. 5999. Dar parto alheio como próprio. ■ Ação penal: Pública incondicionada. mas não a deste art. IV. a infração penal poderá ser outra. ■ Concurso de crimes: Os crimes de falsidade e uso de documento falso ficam absorvidos pelo delito do art. do CP. ■ Confronto: Se ocorreu. v. ■ Tipo objetivo: Promovertem o sentido de dar causa. de dois a seis anos. 241 e 242 Capítulo II DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO REGISTRO DE NASCIMENTO INEXISTENTE Art. 242. 722. mas seu estado civil foi alterado. por ser o falso elemento do crime do art. p. efetivamente. ■ Consumação: Com a inscrição no registro civil. 389. 812.94. o nascimento de pessoa viva. Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente: Pena — reclusão. FRAGOSO. 241 (TJSP. A conduta deve visar à inscrição (registro) de nascimento inexistente.9. ■ Prescrição: Há duas orientações na doutrina: a. que simulou a gravidez e o nascimento durante a sua ausência (TJSP. 241. Jurisprudência PARTO SUPOSTO. 1995. p. de dois a seis anos. RT381/152). pp. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 1965.2. Não há forma culposa. o termo inicial segue a regra do art. que consiste na vontade livre e consciente de promover a inscrição. 2 á figura. ■ Erro: Fica isento de pena o réu que promoveu o registro enganado pela co-ré. e 393). Registro de nascimento inexistente ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. p. 53139). de dois a seis anos. requerer. podendo o juiz deixar de aplicar a pena. Parágrafo único. 316). 241. DJU 22. nota. do CP (H.. obedece à regra geral (ROMÃO CORTES DE LACERDA. b. MAGALHÃES NORONHA. VIII. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Confronto: Se o registro é de filho alheio. vide art. p. in RBCCr 10/223). isto é. 242.

02. podem ser co-autores ou participes. de fato.3. os Costumes e a Família.81. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art.4. a transação será cabível. ■ Divisão: O art. em vigor a partir de 12. de 12. ou há parto real. 100 do CP. de 30. 242). ROMÃO CORTES DE LACERDA.01. ■ Sujeito passivo: Os herdeiros prejudicados. tão-só. a filiação da criança. diga que um recém-nascido é seu filho. a partir da vigência da Lei n° 10. v. Não se faz necessário o registro civil falso. 316.4. DJU 2. 242 Código Penal 508 ■ Transação: De acordo com o art. ■ Concurso de pessoas: Outras pessoas. A finalidade é exigida para todas as figuras do art. também. ■ Consumação: Com a situação que altera. p. 2.113. DJU 2. ou com a supressão ou alteração dos direitos. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. nota Prescrição). 242 não basta que a mulher. RCr 1. Para a tipificação do art.259/01.1. as duas primeiras (parto suposto e registro de filho alheio). 1943. existem duas orientações (vide. Jurisprudência figura da .898. ■ Sujeito ativo: Só a mulher. 5639). ■ Pena: Reclusão. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Elemento subjetivo do tipo: discute-se se a finalidade inscrita no final do artigo ("suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil") refere-se. Crimes contra a Religião.7. p. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. cabe a transação no parágrafo único. ■ Tentativa: Admite-se. 391). ■ Tipo objetivo: A descrição é dar parto alheio como próprio. mas o natimorto é substituído por filho de outrem. de dois a seis anos.87. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria no crime de parto suposto (TER. ■ Concurso de crimes: Este crime absorverá eventual falsa inscrição no registro civil. ou perdão judicial. 242 do CP contém quatro figuras distintas em seu caput e a figura privilegiada no parágrafo único. 89 da Lei n 9. VII 1. RCr 1. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Prescrição: Na hipótese de existir falsidade em registro civil (absorvida pelo art. simplesmente. ■ Motivo: O fato de ser nobre o motivo do parto suposto ameniza a pena e permite a aplicação do perdão judicial. v. 5639).Art. Mister se faz a criação de situação em que prenhez e parto são simulados e é apresentado recém-nascido alheio como se fosse próprio. Não há punição a título de culpa. no art.87. 52 . 22 . 241 do CP. parentes ou não. há duas opiniões divergentes: 1. 355). ■ Tipo subjetivo: O dolo. Comentários ao Código Penal. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. detenção de um a dois anos. a vontade livre e consciente de dar parto alheio como próprio. p. às duas últimas figuras (ocultação e substituição) ou alcança. p. 1995. Na figura privilegiada (vide parágrafo único).259. entendemos que. 1959. 2 ■ Alteração: Caput e parágrafo único com redação dada pela Lei n 6. A respeito. p.113. Direito Penal. nela não se enquadrando o fato oposto de dar parto próprio como alheio. mas não descaracteriza o crime (TER. Parto suposto (10 figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. 242 (BENI CARVALHO. Assim. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. da Lei n 2 10. ou seja. parágrafo único. caput. A finalidade só se refere às figuras de ocultar e substituir (MAGALHÃES NORONHA. I I I.099/95).

quando o falso beneficiava o menor em vez de prejudicar seus direitos. ■ Concurso de crimes: O registro de filho alheio absorve o falso. em vista da ausência do elemento subjetivo do tipo que o art. ela poderá até prejudicá-los. e agindo sem o intuito de alterar a verdade nem de prejudicar direito ou criar obrigação (TACrSP. RT 595/336).898. muitos casais. 528/322. Com a Lei n° 6. ■ Objeto jurídico: O estado de filiação.3. nota Tipo subjetivo). RJTJSP93/440). promover sua inscrição no registro civil. a intenção de beneficiar os autores daqueles registros.80. o registro de filho alheio não mais se enquadra no art. 242 não é mais benigna. ■ Sujeito passivo: O Estado e as pessoas prejudicadas pelo registro. que tem a significação de declarar o nascimento.4. RT542/339. consignado no final do artigo (vide. não é seu filho. preferiam registrá-la como sendo seu filho. em vez de conseguir a absolvição. pena e ação penal: Iguais aos do caput. Antes da Lei n° 6. Pune-se a ação de registrar como seu o filho de outrem. registra filho alheio como próprio (TJSP. ■ Concurso de crimes. porém. a doutrina e jurisprudência mais modernas invariavelmente entendiam que não havia o crime quando a falsidade do registro era praticada por motivo nobre. ■ Tipo objetivo: O núcleo é registrar. O fato do registro de filho alheio como próprio haver sido efetuado em data anterior à Lei n° 6. RJTJSP80/395). TJSP. incrimina fato que antes era atípico (vide final da nota Observação). teoricamente. TJSP. Não há forma culposa. TJSP. ■ Intenção de salvar: Absolve-se quem registra filho alheio como seu com a intenção de salvar a criança. a criança registrada existe.81. este passou a ser o crime de quem. Na dependência de ser reconhecida ou não a existência do elemento subjetivo do tipo nesta figura (vide nota Tipo subjetivo). referente à especial finalidade de agir (para supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil). O nascimento é real. mas de terceira pessoa. 242 (TJSP. ■ Consumação: Com o efetivo registro (ou com a supressão ou alteração. 242 do CP. TJRJ. em vez de adotar regularmente uma criança. Todavia. ■ Tentativa: Admite-se. Corretamente. APn 29. pois este é elementar do delito (TJSP. consistente na vontade consciente e livre de registrar. tal comportamento só era enquadrável no art. 242 deu nova definição penal à chamada adoção à brasileira. 2003. Na prática.898/81 não é bastante. RT698/337. na verdade. Por meio de tal prática. É discutível a exigência ou não do elemento subjetivo do tipo. p. TFR. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 299. RJTJSP 93/440). 299 requer (STF. e sim neste art. ao contrário. por si só. ■ Aplicação: Com a alteração do art. o agente declara-se pai ou mãe de determinada criança que. RT525/428). 242 Registro de filho alheio (2g figura do caput) ■ Observação: A alteração introduzida neste art. RT591/ 410. porém sua filiação é diversa da declarada. de 30. ■ Sujeito ativo: Pode ser homem ou mulher (TJSP. na hipótese de reconhecer-se o elemento subjetivo do tipo). ■ Tipo subjetivo: É o dolo.509 Código Penal Art. aquelas pessoas só poderão obter o perdão judicial. 299 e parágrafo único do CP (falsidade ideológica em assentamento do registro civil). Ou seja. de modo que não pode ser aplicada aos registros ocorridos antes de sua vigência (STF.898/81. independentemente do expediente adotado. ou seja. A inovação introduzida teve. RJTJSP 162/303). ■ Retroatividade ou não: Depende de considerar-se se a nova figura beneficia o agente ou. DJU 2. ■ Concurso de pessoas: Pode haver. RT600/355. para conferir Jurisprudência da 2g figura . RT 551/404. RJTJSP 93/440). sustentava-se a atipicidade do fato. no caput. ■ Irretroatividade: A nova redação do art. prescrição.

Ocultação de recém-nascido (3° figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. vide nota ao art. suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil. 242 (TFR. ■ Tipo objetivo: Ocultar é esconder. deixa-se de aplicar a pena. atribuindo-se a um os direitos de estado civil do outro. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para alterar ou suprimir). Não basta para a tipificação a mera ocultação. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. entende-se a expressão em seu sentido comum e não restrita ao conceito científico.038. Não há modalidade culposa. ■ Concurso de crimes: A eventual falsidade de registro estará absorvida por este crime. ■ Perdão judicial: Ficando reconhecido que agiu com fim nobre. ■ Sujeito passivo: O recém-nascido.81.). ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. ■ Perdão judicial: A Lei n° 6. aplicando o perdão judicial.Arts. ■ Noção: Nas quatro figuras do caput. em tese. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. no parágrafo único. ■ Sujeito passivo: Os recém-nascidos substituídos. de um a dois anos. Não é necessário à configuração o registro de nascimento das crianças substituídas.10. ■ Tentativa: Admite-se. Ap. ■ Tipo objetivo: Pune-se a substituição (troca) de recém-nascidos. de 30. desprendimento. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. mv— RTJ 143/129). Como recém-nascido. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. mais um caso de perdão judicial. e multa. ou deixar de fixá-la. é necessário que esta seja acompanhada da privação dos direitos do recém-nascido. o juiz poderá aplicar a pena de detenção. de acordo com o atual parágrafo único do art. do CP. IX. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. ■ Consumação: Com a efetiva supressão ou alteração dos direitos. ao art. Na escola tradicional é o "dolo específico". . Deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. ■ Tentativa: Admite-se. 4. A troca do recém-nascido pode ser por criança viva ou natimorta. p. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo que o tipo contém. humanidade. Inexiste modalidade culposa. 10810). 107. se o crime for praticado por motivo de reconhecida nobreza (generosidade. ■ Consumação: Com a supressão ou alteração dos direitos.81. eis que esse comportamento revelava-se subsumível. de um a cinco anos. 242 e 243 Código Penal 510 atipicidade à conduta dos agentes. DJU 29. inseriu. 299 e parágrafo único (STF. com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão.3. Substituição de recém-nascido (4$ figura do caput) Figuraprivilegiada (parágrafo único) Jurisprudência SONEGAÇÃO DE ESTADO DE FILIAÇÃO Art. isto é. Quanto à natureza extintiva da punibilidade desse instituto. 243. referente ao especial fim de agir (para supressão ou alteração). sonegar. solidariedade etc. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo específico".898.

caput. vide arts. Não há forma culposa. 227. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. de um a cinco anos. gravemente enfermo: Pena — detenção. o simples abandono: é necessário que este seja acompanhado de ocultação da filiação ou atribuição de filiação diversa. ou de ascendente inválido ou valetudinário. ■ Elemento subjetivo: O crime do art. Nas mesmas penas incide quem. ■ Consumação: Com o abandono de que resulte ocultação ou alteração do estado de filiação.741/03 . ' de qualquer modo. § 69 .099/95). Jurisprudência Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR ABANDONO MATERIAL Art. ■ Tentativa: Admite-se. O comportamento é descrito como deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. frustra ou ilide. sem justa causa. 243 do CP só pode ser reconhecido se houver intenção de prejudicar direitos relativos ao estado civil (TJSP. 89 da Lei n° 9. de 25. ■ Alteração: Artigo e parágrafo único com redação determinada pela Lei n°5. RT542/341). ■ Ação penal: Pública incondicionada.099/95). Parágrafo único. o pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. A vítima. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. de socorrer descendente ou ascendente. portanto.68. Não basta. . além dos pais. como fim de prejudicar direito inerente ao estado civil. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. sendo solvente. Abandono material ■ CR/88: Sobre pais e filhos. embora devesse ser "elide". fixada ou majorada. ou de filho menor de dezoito anos ou inapto para o trabalho. ■ Pena: Reclusão. 244. porém. 133 e 134 do CP. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. Sonegação de estado de filiação ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. 244. Na corrente tradicional indica-se o "dolo específico". poderão ser autoras do crime. também. 243 e 244 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. arts. ■ Confronto: Vide. e multa. ■ Tipo objetivo: A norma refere-se a filho próprio ou alheio. Deixar. ■ Sujeito passivo: A criança lesada em seu estado de filiação. de modo que outras pessoas. sem justa causa. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo consistente no especial fim de agir (com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil). 89 da Lei n° 9. Não é preciso que se trate de criança já registrada.511 Código Penal Arts.7. e multa. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País.Estatuto do Idoso (vide Anexo X). inclusive por abandono injustificado de emprego ou função. de prover à subsistência do cônjuge. * Art. e 229 da Magna Carta.478. fixada ou majorada. com nova redação determinada pela Lei n° 10. de um a quatro anos. não se enquadrando neste tipo a ação de largar em outro local. deixar. ** Conforme o original. deve ser abandonada em instituição pública ou particular.

como efeito extrapenal da condenação. em que a falta de justa causa é elemento normativo: a. 244 Código Penal 512 ■ Objeto jurídico: A proteção da família. em razão de acordo. O crime é permanente. mas a assistência suficiente prestada por um supre a obrigação dos demais. não o faz por absoluta hipossuficiência econômico-fi- . ■ CR/88: Estando a prisão civil condicionada ao "inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia" (art. art. contém três figuras típicas. de qualquer modo. sem justa causa. RJDTACr 12/133-4). não lhes proporcionando os recursos necessários. ■ Tipo objetivo: Este art. ■ Pena: Detenção. A pena pecuniária deste art. ■ Sujeito passivo: As mesmas pessoas. Cuida-se. 92. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". pois a pena é detentiva e não reclusiva (CP. 49). LXVII). vestuário e remédios. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. com mais razão há de se ressaltar essa perspectiva no Direito Penal. com enfermidade física ou mental grave. 95/78). b. que é elemento normativo. Observações: 1. sendo solvente. e multa. "gravemente enfermo". 2. isto é. a condenação de acusado de parcos recursos milita contra o desiderato do legislador penal. faltar ao pagamento de pensão ou deixar de socorrer. bisavô etc.209/84 (vide nota Multas especiais. de prover à subsistência do cônjuge. ■ Tentativa: E controvertida sua admissibilidade. ■ Confronto e concurso de pessoas: Vide Lei n° 5. art. ascendentes ou descendentes. "Recursos necessários" são os estritamente necessários à habitação. 244. Não há forma culposa do delito. o pagamento de pensão. ■ Sujeito ativo: Somente os cõnjuges. o CP marca em 18 anos a idade do filho. Julgados 77/356.11). na prática. ou de ascendente inválido ou valetudinário. Não se configurará o delito se a pessoa a ser assistida possuir recursos próprios para subsistir. ou de filho menor de 18 anos ou inapto para o trabalho. Deixar. a vontade livre e consciente de não prover à subsistência (TACrSP. aplica-se. 244 não foi alterada pela Lei n r 7. prover a subsistência dos dependentes (TACrSP.) de "ascendente" (pai. não podendo ser confundido com o mero inadimplemento de prestação alimentícia acordada em separação judicial (TACrSP. Faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. de forma provisória ou definitiva. c. elimina). quem. no comentário ao CP. Deixar. tornando impossível. alimentação. neto. mas respeitados os prazos processuais civis eventualmente cabíveis. "Valetudinário" é o incapaz de exercer atividade em razão de idade avançada ou estado doentio. sem justa causa. A obrigação de prover à subsistência pode caber a mais de um parente. ou seja. Ao contrário da lei civil. Aqui. de abandono material (remédios. frustra (engana. a ressalva sem justa causa. de um ano a quatro anos.) ou "descendente" (filho. burla) ou elide (suprime. médicos etc. obrigado por decisão judicial a prestar alimentos. que se expressa pela vontade livre e consciente de deixar de prover à subsistência.Art. com as mesmas penas do caput. ■ Tipo subjetivo: O dolo. também.478/68 (Lei de Alimentos). pois é notório que o cidadão com antecedentes criminais tem grande dificuldade de encontrar ocupação lícita. como o que se fixa para o pagamento de pensão. RT728/566).478/68. inclusive por abandono de emprego ou função. Frustração de pagamento de pensão (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A disposição inserta no parágrafo único pune. de socorrer descendente ou ascendente gravemente enfermo. avô. E inaplicável a declaração de incapacidade para o exercício do pátrio poder. à época do delito. E imprescindível que a pensão tenha sido determinada judicialmente.). ainda. ■ Confronto: Vide Lei n°5. ■ Ação penal: Pública incondicionada. pais. fixada ou majorada. ■ Pensão alimentícia: Não comete o crime o agente que. bisneto etc. caput. fixação ou majoração. ■ Consumação: Com a efetivação das condutas incriminadas. ■ Tipo subjetivo: O delito de abandono material exige o dolo.

RT 761/711). a filiação espúria (TACrSP. impõe-se a instauração de nova ação penal contra ele (TACrSP. ■ Filho adulterino (designação proibida pela CR/88. 0 filho adulterino só pode ser sujeito passivo quando provada. RT 726/683). o estado de necessidade alegado (TACrSP. Julgados 85/303. em tese. RT 756/611). RT 506/449. RJDTACr 10/36). a cumprir sua obrigação (TACrSP. Desde que avençada a pensão alimentícia. ■ Consumação: Na hipótese de falta de pagamento de pensão. RT 519/398). RJDTACr 12/44).899-6. não. Julgados 85/302.513 Código Penal Art. JTAPR 2/299). se o agente deixou de sustentar por motivo independente da sua vontade (TACrSP. RJDTACr 22/40).5. sendo de toda lógica esperar que a pensão alimentícia. a suficiente assistência prestada por alguma delas supre a obrigação das demais (TACrSP. j. e passando a família a . a prova de sua ausência incumbe à acusação (TACrSP. ■ Separação de fato: O marido. se houve alteração em sua situação econômica ou dos filhos. Incide no art. sem justa causa (TJMG. ■ Reconciliação: Reconciliado o casal. Julgados 81/446. RT786/663) ou se não era solvente à época da obrigação (TACrSP.95. 244. 8. ■ Auxílio de terceiros: Não se livra o réu pelo fato de terceiros evitarem que os seus filhos passem fome (TACrSP.95. RT 494/351). se o agente deixa o lar para constituir nova família (TACrSP. § 62): 0 filho adulterino é incluído na proteção do art. mesmo separado de fato. 421/255). RJDTACr 16/56). Se o agente não prova que deixou de prover a subsistência da família por motivo justificado e que inexistiu dolo na recusa. caso devida. o abandono material (TACrSP. Não há justa causa para o abandono material.899-6. RT 543/380). para configurar a primeira modalidade do art. ■ Pagamento posterior: Não descaracteriza o crime já consumado (TACrSP. RT 404/301). ■ Necessidade ou não de prévia fixação de pensão: É inaceitável a tese da prévia fixação dos alimentos no cível e o seu não-pagamento pelo réu. 904. satisfatoriamente. art. 904. Igualmente o pai que não pensiona os filhos. Julgados 70/290). RJDTACr 21/62). a prover insuficientemente (TACrSP. física e mentalmente. ■ Abandono do lar: O abandono do lar não significa. Ap.5. in Bol. A hipossufi ciência econômica afasta a tipicidade (TACrSP. ainda que se tenha constatado o encargo supletivo da mãe (TACrSP. Julgados 86/337. e não a que resulta de falta de recursos para pagar a pensão alimentícia a que foi civilmente condenado (TACrSP. 227. RT 587/338. E irrelevante a alegação de que não lhe era permitido visitar os filhos e. RT 543/380).956). RT 490/343). Julgados 93/56. necessariamente. Contra: Tipifica-se o delito quando não comprovado pelo acusado. RT 400/302). RT 423/386). ainda que provisoriamente. 244 do CP (TACrSP. 78/368). Sendo a falta de justa causa elemento normativo do delito. ela se torna desde logo exigível (TACrSP. TAPR. se no juízo cível vem sendo discutida a situação do casal. Para que se tipifique o delito. RT608/333. deve providenciar a exoneração ou redução da obrigação (TACrSP. é necessário que o agente esteja capacitado. 8. TACrSP.956. ■ Justa causa: É indispensável a demonstração de falta de justa causa para a omissão dos pais a fim de caracterizar o crime deste art. 244 (TACrSP. Julgados 87/386. Contra: Não há como responsabilizar o acusado. e. 93/58). TACrSP. RT 760/701). Julgados 79/225). 244 nanceira (TJGO. Só é punível a frustração intencional. ■ "Deixar de prover" (1 2 figura): O que a lei pune é deixar de prover à subsistência da família. 244 do CP (TACrSP. RJDTACr 23/61). Não há dolo. RT 638/306. 577/383). Carência de recursos do acusado é justa causa (TACrSP. RT 783/650). in Bol. consuma-se o delito no momento em que deixa de pagá-la na data marcada (TACrSP. pode praticar o delito de abandono material (TACrSP. Se a obrigação de prover cabe a mais de uma pessoa. PT 764/632. AASP n° 1. pelos meios que a lei civil admite. quem não paga pensão alimentícia fixada ou homologada judicialmente em favor dos filhos (STF. 68/290. AASP n° 1. Ap. RJDTACr 12/133-4). seja ali adequadamente fixada (TACrSP. após condenação transitada em julgado. j. impõe-se a condenação (TJRS. durante o processo. ■ Perseveração: Perseverando o agente.

Embora não se requeira que a entrega seja por maior tempo. auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior. 245. ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA Art. embora excluído o perigo moral ou material. devendo ser expressa em salário mínimo (TACrSP. ■ Objeto jurídico: A assistência aos filhos menores. Julgados 96/217). a cuja companhia o filho é entregue. 244 do CP não foi alterada pela Lei n° 7. da Lei n 2 10. Entregar filho menor de dezoito anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo: Pena — detenção. que essa pessoa. pode configurar o ato de quem abandona emprego para. Entrega de filho menor a pessoa in/dõnea ou perigosa (caput) ■ Alteração: A Lei n 2 7. ■ Tipo objetivo: Entende-se entregar como deixar sob a guarda ou cuidado. independentemente da natureza da filiação. ■ Sujeito passivo: O filho menor de 18 anos. Em face do princípio da isonomia (art. possa colocá-lo em perigo moral ou material. ■ Classificação: E delito omissivo e permanente (TACrSP. 227. injustificadamente. vide arts. Basta a situação de perigo abstrato. RTJ 88/402). Julgados 65/251.1. RT 518/385. na pena do parágrafo anterior quem. de 12. da CR/88) e da analogia in bonam partem. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.84. perde a ação penal a situação antecedente e o delito não é considerado caracterizado (TACrSP.259.Arts. E necessário. em vigor a partir de 12. mv — RJDTACr 27/25). ■ Transação: De acordo com o art. 89 da Lei n2 9. 52 . contra. Assim. ■ Sujeito ativo: Somente os pais (legítimos. naturais ou adotivos). ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. pois. entendemos que. também. § 62. de 19.099/95). RT 518/385).01. Incorre. a transação será cabível. ■ Multa: A sanção pecuniária do art.209/84. 244 e 245 Código Penal 514 conviver novamente no lar comum. a partir da vigência da Lei n 2 10. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. frustrar o pagamento de pensão alimentícia judicialmente fixada (STF. 2 2 . e 229 da Magna Carta. RT381/284). esse lapso deve ser juridicamente relevante.259/01. se o agente pratica delito para obter lucro. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e nos §§ 1 2 e 22 (art. ■ Frustração de pagamento (parágrafo (nico): Em tese.02. a nova redação do dispositivo alcança .11. com o fito de obter lucro. A pena é de um a quatro anos de reclusão. não se tratando de crime permanente (TACrSP.251. mv — RJDTACr 27/25). 100 do CP. ■ Continuidade: Caracteriza crime continuado a conduta do agente que deixa. ■ Concurso: A ação de deixar de prover a vários filhos e a mulher não configura concurso formal. § 22 . de um a dois anos. pois a ação punida é deixar de prover à família (TACrSP. por mais de um mês. deu nova redação ao caput e introduziu os dois parágrafos. Incrimina-se a entrega do filho menor de 18 anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo. ou se o menor é enviado para o exterior. § 1 2.7. caput. ■ CR/88: Sobre pais e filhos. de efetuar o pagamento de pensão na data estipulada. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. parágrafo único. cabe a transação no caput. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Embora a rubrica se refira a pessoa inidônea. entendendo não ser permanente: TACrSP.

sem dependência de efetivo dano moral ou material (crime de perigo). de um a quatro anos. crime. ■ Concurso de pessoas: Embora delito próprio. Se o menor é enviado para o exterior. culposamente — preterdolo). no Brasil.94.98. Não incide a figura qualificada se o menor não chega a sair do nosso País. 1 9 ). O erro quanto ao perigo deve ser avaliado de acordo com o art.8. art. 20 do CP. assinada na Cidade do México em 18. ■ Confronto: Se o agente "prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro. seria insólito cominar-se idêntica sanção tanto a quem age por dolo como culposamente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. sendo dispensável o efetivo proveito econômico dos pais. contravenções de jogo ou de mendicância etc. e o Governo Federal. não faz coisa julgada na esfera penal a decisão cível que deferiu a adoção de menor a casal estrageiro (STJ. PIDCP. 238 da Lei n°8. 1.740. 2. incorporado ao direito pátrio os preceitos contidos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. 18. RT748/570). ■ Questão prejudicial: Não tendo o juízo cível apreciado o tema da falsidade das adoções. 239 da mesma lei. temerárias etc. art. Quanto ao risco moral. Fim de lucro. de 20. RT 748/570). Se o agente "promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro". não há mais de se discutir sobre a competência da Justiça Federal em casos de tráfico internacional (STJ. art. ■ 1 á Forma — Fim de lucro: Incide o § quando a entrega do filho menor é praticada para obter lucro.Forma — Enviado para o exterior: Pune-se mais gravemente a entrega. 5 2 . pode haver participação de terceiros (CP. XXXIX. Tal resultado deve ser imputável ao agente por dolo (ou. 245 não só o perigo moral como o material. Quem recebe não é co-autor desta figura. após a sua devida ratificação pelo Poder Legislativo. vide art. 21 forma . art. ■ Tipo subjetivo: E o dolo direto ("saiba") ou dolo eventual ("deva saber").710/90. ■ Tentativa: Admite-se. ■ 2 °. ■ Pena: Reclusão. da Convenção /nteramericana sobre Tráfico Internacional de Menores): Tendo o Congresso Nacional. CADH.3. ■ Formas qualificadas: Quando os pais visam a lucro. ao menos. de um a dois anos. ■ Noção: O § 1 2 compreende duas formas qualificadas: 1. Jurisprudência do § 1°. determinou o cumprimento em nosso País da Convenção Interamericana sobre Tráfico Internacional de Menores. mediante paga ou recompensa". art. ■ Consumação: Com a entrega do filho. Figuras qua//ficadas do § 1Q ■ Convenção internacional: O Presidente da República. Além disso. por força do Decreto n 2 99.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). vide § 1 2 deste artigo. pois o tipo não contém referência expressa a culpa (cf. quando o filho é enviado para o exterior. Basta a finalidade (que é elemento subjetivo do tipo). ■ Ação penal: Pública incondicionada. levando tal interpretação à violação do princípio da reserva legal (CR/88. CP. 15.515 Código Penal Art. vide art. art. Não se pode interpretar a locução verbal "deva saber" como indicadora de culpa. II e parágrafo único). através do Decreto Legislativo n° 28/90. ■ Pena: Detenção. Como exemplos de pessoas capazes de colocar o menor em risco material. E necessário que o perigo seja anterior ou concomitante à entrega. insalubres. lembramos os que o podem conduzir a atividades arriscadas. 9 Q . ■ Tráfico internacional de menores (após a entrada em vigor. não se podendo punir o agente quando o perigo só se revelou depois da entrega. as pessoas que se dedicam à prostituição. através do Decreto n° 2. 29). ou quando da entrega do filho resulta seu envio ao exterior. CP.

e 229. 245 e 246 Código Penal 516 Participação ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. compra da passagem. autônoma (§2°) ■ Sujeito passivo: Igual ao do caput.Arts. distâncias a percorrer. na ultrapassagem da idade escolar ( Direito Penal. p. embarque etc. em companhia dos genitores. inequivocamente. sua vontade de não cumprir o seu dever (delito omissivo permanente). 205. Inexiste forma culposa. 0 delito configura-se independentemente da legitimidade do filho (CR/88. caracterizado pela vontade livre e consciente de não cumprir o dever de dar educação. ■ Transação: Cabe (art. Jurisprudência . ■ Consumação: Entendemos que se consuma o delito quando. o agente revela. de quinze dias a um mês. 1965. segundo HELENO FRAGOSO. ■ Objeto jurídico: A instrução dos menores. de prover à instrução primária de filho em idade escolar: Pena — detenção. ■ Capacidade de prover: Para a tipificação do delito do art. 76 da Lei n° 9. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Tentativa: Não se admite. de um a quatro anos. Julgados 95/78).099/95). III. 334). Abandono intelectual ■ CR/88: Sobre o dever de educação. ■ Tipo subjetivo: É o dolo (vontade de auxiliar a prática do ato. 246 do CP é necessário que o agente esteja capacitado. ■ Sujeito ativo: Somente os pais. Para MAGALHÃES NORONHA. ■ Ação penal: Pública incondicionada. v. Julgados 70/290). também a instrução rudimentar dos pais (Lições de Direito Penal — Parte Especial. o que não ocorre nos casos em que a pobreza é a causa determinante da situação (TACrSP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ou não. Assim. ■ Pena: É alternativa: detenção. Exemplos: preparação de papéis ou passaporte. de quinze dias a um mês. p. ■ Tipo objetivo: Deixar de prover tem a significação de não tomar as providências necessárias. art. Deixar. v. o agente omite-se nas medidas que podem propiciar instrução primária (de 1° grau) de filho em idade escolar. com consciência do destino do menor) e o elemento subjetivo do tipo ("com o fito de obter lucro"). É indiferente que haja ou não risco moral ou material para o menor ("excluído o perigo moral ou material"). ou multa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. física e mentalmente. Ill. § 6°) e de viver ele. 89 da Lei n° 9. 208. ABANDONO INTELECTUAL Art. Como causas justas podem ser lembradas a falta de escolas ou vagas. ao contrário. ■ Tentativa: Pode haver. 227. vide arts. ■ Consumação: Com o ato de auxílio. I. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Para a tipificação impõe-se que a conduta seja sem justa causa (elemento normativo). 745). após os 7 anos de idade do filho. ■ Tipo subjetivo: É mister o dolo. ou multa. ■ Sujeito passivo: O filho em idade escolar.099/95). sem justa causa. 246. ■ Pena: Reclusão. penúria da família e. a praticar os deveres inerentes ao pátrio poder (TACrSP. ■ Tipo objetivo: Pune-se quem auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior. independentemente da saída do menor ou da obtenção do lucro (crime formal). 1995.

não basta a conduta ocasional. na hipótese do inciso IV.517 Código Penal Art. televisiva ou película cinematográfica. Não há punição a título de culpa. ou seja. Não pode ser punido o agente se o menor assim se comporta. Abandono morai ■ Objeto jurídico: A preservação moral do menor. resida e mendigue. de um a três meses. apesar de sua oposição. em cena de sexo explícito ou pornográfica. pois seria absurdo puni-la por não deixar o filho. que requer "dolo específico". II — freqüente espetáculo capaz de pervertê-lo ou de ofender-lhe o pudor. ou participe de representação de igual natureza. auferindo. sendo necessária a habitualidade. É. e multa. ■ Absorção: Na hipótese do produtor ou diretor de representação teatral. 111 — resida ou trabalhe em casa de prostituição. Jurisprudência . 240 da Lei n 2 8. primeira parte. ■ Sujeito passivo: O menor de 18 anos. televisiva ou película cinematográfica. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância: I — freqüente casa de jogo ou mal-afamada. assim. IV — mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública: Pena — detenção. o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir ("para excitar a comiseração pública"). Quanto aos verbos freqüente. deve ser avaliado à luz do art. ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida. Por casa de prostituição (vide art. punido com reclusão de quatro a seis anos. quanto ao local ou atividade. ■ Ação penal: Pública incondicionada. conviva. RJDTACr 22/41). ■ Sujeito ativo: Os pais ou qualquer pessoa a quem o menor tenha sido confiado. ■ Tentativa: Admissível na permissão anterior. 20 do CP. ■ Erro: O eventual engano do agente. ■ Confronto: No caso de produção ou direção de representação teatral. vide art. IV. haverá só o crime do art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. menor de 18 anos. ■ Pena: É alternativa: detenção. 89 da Lei n°9. 76 da Lei n° 9.099/95). mas inadmissível na posterior. 229 do CP) entende-se aquela em que o meretrício é exercido e não a casa onde a prostituta mora. ainda. mediante a entrega de bilhetes em que só solicita auxílio financeiro. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é permitir alguém (expressa ou tacitamente) que menor de 18 anos. 247. ■ Mendicância: Incorre no art. a vontade livre e consciente de permitir aquelas condutas do menor.099/95). ■ Consumação: Se a permissão for dada antes. proveito próprio (TACrSP.069/90. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda. 240 da Lei n° 8. de um a três meses.069/90. 247. tenha qualquer dos comportamentos indicados nos incisos. ou multa. com utilização de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica. ou multa. no momento da conduta proibida. ■ Transação: Cabe (art. utilizar o próprio filho ou pessoa a ele confiada. o agente que dá permissão aos filhos menores de 18 anos para mendigar. no ato desta. necessário. se posteriora permissão. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Permitir alguém que menor de dezoito anos. 247 Art. salvo o inciso IV.

e também o menor de 18 anos ou interdito. Inexiste punição a título de culpa. sem ordem do pai. com a efetiva fuga. ■ Transação: Cabe (art. Confiara outrem. Não basta o induzimento. fiar. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 76 da Lei n 2 9. ou interdito. segundo HELENO FRAGOSO o crime seria o do art. sem ordem do pai. sonegar. 359 do CP (Lições de Direito Penal — Parte Especial. sendo necessária a efetiva fuga (afastamento) do menor ou interdito. ou interdito. ■ Tipo su. 249 do CP. em virtude de lei ou de ordem judicial. ■ Confronto: Se o agente. 248 Código Penal 518 Capítulo IV DOS CRIMES CONTRA O PÁTRIO PODER. Para a escola tradicional é o "dolo genérico". A presença de justa causa (ex. sem justa causa. Em caso de cônjuge desquitado. de entregá-lo a quem legitimamente o reclame: Pena — detenção. do tutor ou do curador. A fuga deve ser clandestina. TUTELA OU CURATELA INDUZIMENTO A FUGA. c. 756). Induzir menor de 18 anos. privado do pátrio poder.099/95). v. ■ Tentativa: Nas figuras a e b é admissível. ■ Pena: E alternativa: detenção. e ter duração expressiva. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Ou deixar. art. E a entrega arbitrária. de um mês a um ano.: risco para a saúde do menor) afasta a tipicidade. do tutor ou do curador. Induzir é aconselhar. 359). sem autorização expressa ou tácita dos responsáveis. Deixar de entregar á reter. desobedecendo mandado judicial. o tutor ou curador. incitar. sem consentimento tácito ou expresso dos responsáveis. Induzir menor de dezoito anos. na b. A expressão legitimamente significa em conformidade com as leis. ■ Sujeito passivo: Os pais. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. confiar a outrem. transmitir. tutela ou curatela. mas nós entendemos que tal artigo refere-se à decisão penal e não civil ( vide anotação ao CP. em vez de induzir. ou interdito. em virtude de lei ou de ordem judicial. ou interdito. persuadir. a vontade livre e consciente de induzir.Jjetivo: O dolo. além do prazo convencionado. 248 do CP por reter. 248 do CP compreende três figuras penais distintas: a. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. 248. p. ■ Tipo objetivo: Este art. art. de entregá-lo (o menor ou interdito) a quem legitimamente o reclame. Confiar tem a significação de entregar. algum menor de dezoito anos. na c. ENTREGA ARBITRÁRIA OU SONEGAÇÃO DE INCAPAZES Art. /nduzimento a fuga. não. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. de um mês a um ano. vide nota ao CP. com o ato de confiar. ou seja. b. ou multa. entrega arbitrária ou sonegação de incapazes ■ Objeto jurídico: Os direitos do pátrio poder.099/95). Se o pai ou responsável deixa de entregar o menor ou interdito a terceiro. RT 500/346). ou multa. os filhos que lhe foram confiados para visita (TACrSP.Art. ■ Consumação: Na figura a. na c. subtrai. Jurisprudência . O consenti mento do menor é penalmente irrelevante. ■ Pai separado judicialmente: Não estando o acusado. sem embargo de desquitado. confiar ou deixar de entregar. ou deixar. sem justa causa. não há falar em infração do art. art. com a demonstração inequívoca da vontade de não entregar. 89 da Lei n°9. I II. 249. algum menor de 18 anos. 1965.

RF 262/287). tutores ou curadores. ■ Consumação: Com a efetiva subtração à guarda do responsável. 100 do CP. se o menor é tirado de quem apenas o cria. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. a quem o reclame legitimamente. a partir da vigência da Lei n° 10. RT 527/357). ■ Confronto: Se a subtração for com fim libidinoso. 249. curatela ou guarda. 248 e 249 ■ Sujeito passivo: Além dos pais. 248 do CP. 249.519 Código Penal Arts. com o fim de colocação em lar substituto". ■ Tipo objetivo: O núcleo subtrair significa tirar. entendemos que. No art.259/01. Subtração de incapazes ■ Objeto jurídico: A guarda de menores ou interditos. se este não sofreu maus-tratos ou privações. sem ter sua guarda em razão de lei ou determinação judicial. Portanto. ou seja. 249 ele é tirado (TJSP.099/95). Se houver apenas induzimento à fuga. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 249 em que o menor é subtraído (TAMG. RT 638/329). curatela ou guarda v (§ 1 ). o delito será o do art. o juiz pode deixar de aplicar pena. 148 do CP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. se destituído ou temporariamente privado do pátrio poder. . a conduta não se enquadrará neste delito do art. Inexistirá o crime se o menor fugir sozinho e depois for ter com o agente.1. ao invés do art. caput. Assim. sem justa causa. enquanto no art. os próprios menores. tutela.259. eventualmente. ■ Transação: De acordo com o art. Não há forma culposa. tutela. Em face do princípio da isonomia (art. retirar. 249 do CP. o crime será contra os costumes. ■ Distinção: No art. 237 da Lei n 2 8. 5°. ■ Tentativa: Admite-se. de 12. 159 do CP. art. § 2 2 . curadores e. Se o agente "subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. A pessoa que se subtrai é menor de 18 anos ou interdito (submetido judicialmente à curatela). O fato de ser o agente pai ou tutor do menor ou curador do interdito não o exime de pena. art. ■ Sujeito passivo: Pais. parágrafo único. se o fato não constitui elemento de outro crime. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [ vide nota no art. a vontade livre e consciente de subtrair o menor ou interdito.01. se destituídos ou temporariamente privados do pátrio poder. tutor ou curador. em vigor a partir de 12. art.02. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". art. 2°. A subtração é feita de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. tutores. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. SUBTRAÇÃO DE INCAPAZES Art. Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou de ordem judicial: Pena — detenção. 248 do CP. caso haja induzimento para fuga e não subtração.7. inclusive pais. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. No caso de restituição do menor ou do interdito. 248 há recusa na entrega. é também o menor ou o interdito (TACrSP.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). cabe a transação neste art. a transação será cabível. 248 o menor é levado a sair. ■ Tipo subjetivo: O dolo. § 1 2 . 89 da Lei n° 9. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. de dois meses a dois anos. Se a finalidade for a obtenção de resgate. da Lei n° 10. Se o fim for a privação da liberdade.

249 (TACrSP. ■ Tipo subjetivo: É necessária a vontade de tirar o menor da guarda do responsável. e não a sonegação ou recusa em entregar o menor (TAMG. Julgados 87/337). ■ Sujeito ativo: Mãe que subtrai filhos que se encontravam sob a guarda de terceiros pode ser sujeito ativo (TACrSP. no art. do CP. É possível a aplicação do § ao pai que devolve a criança à mãe. vide nota ao art. 249 e 250 Código Penal 520 ■ Pena: Detenção. Sobre a natureza e conseqüências do perdão judicial. RT 524/407). 248 do CP. 249 (TJSP. de dois meses a dois anos. não havendo dolo quando se tratar de menor abandonado (TJSP. ■ Perdão judicial (§ 22): Se a restituição não foi espontânea. II — se o incêndio é: . Causar incêndio. não constitui o crime do art. Inocorre o crime do art. RT 525/353). não tendo sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. RT 520/416). As penas aumentam-se de um terço: I — se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. Julgados 95/289). expondo a perigo a vida. se o fato não constitui elemento de outro crime (infração expressamente subsidiária. sob igual título. 249 do CP o pai desquitado que subtrai filho. RJTAMG 29/306). de três a seis anos. AUMENTO DE PENA § 1 2. RJDTACr 22/400). 249. sem maus-tratos ou privações (TACrSP. ■ Menor criado: A subtração de menor a quem o cria. RT 520/416). RJDTACr 22/400). 250. se o menor aquiesceu e houve concordância de seu genitor (TACrSP. RT 488/332). vide nota Confronto). se o menor empreende fuga sozinho (TACrSP. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. 107. Igualmente o pai que estava temporariamente privado da guarda do filho (TACrSP. ■ Distinção: Vide jurisprudência. se este não sofreu maus-tratos ou privações. é inaplicável o § 2° do art. IX. e multa. O dolo e "genérico" (TACrSP. cuja guarda cabia à mãe em razão do desquite por mútuo consentimento (TACrSP. ■ Concordãncia: Não se tipifica. RJDTACr 24/379). Perdão judicial (§22 ) ■ Noção: É cabível no caso de restituição (voluntária ou espontânea) do menor ou interdito. que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. ■ Cõnjuge separado judicialmente: Comete o delito do art. Jurisprudência Título VIII DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES DE PERIGO COMUM INCÊNDIO Art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. mas sim forçada em razão da apreensão do menor.Arts. que tem a sua guarda. ■ Tipo objetivo: O que se pune é a subtração.

é tão-somente o fogo que. cabe a transação no § 22 do art. a vontade livre e consciente de provocar o incêndio. 250. pastagem. pois o incêndio pode ser provocado até por omissão. mata ou floresta. Por isso. por sua expressividade ou condições. combustível ou inflamável. motivar. produzir combustão. FRAGOSO. art. parágrafo único. v. ■ Ação penal: Pública incondicionada. p. fábrica ou oficina. de 14. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 258). da Lei n°9.437/97.259/01. detém.099/95). a pena é de detenção. Também são irrelevantes os meios de execução utilizados pelo autor. /ncêndio doso (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. a incolumidade física ou o patrimônio de outrem" (H. em sua significação penal. é condição indeclinável que haja perigo no fogo. § 2 2 ). a partir da vigência da Lei n 2 10. e) em estaleiro. d) em estação ferroviária ou aeródromo. ou seja. caput. em vigor a partir de 12. vide art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. art.521 Código Penal Art.02. 772). hem depósito de explosivo.83. ■ Tipo objetivo: Causar incêndio é provocar. ■ Tentativa: Admite-se. 100 do CP. art. 20 da Lei n° 7. 258 (art. Não importa a natureza da coisa incendiada nem que ela seja de propriedade do agente. acrescenta a lei: expondo a perigo a vida. Se o incêndio é provocado em mata ou floresta. 2 9 .7.01. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Lições de Direito Penal—Parte Especial. O exame de corpo de delito deve seguir formalidade especial (CPP. Se culposo o incêndio. Assim. da CR/88) e da analogia in bonam partem. quando o agente tem o dever jurídico de evitá-lo (CP. c) em embarcação. ■ Pena: Reclusão. 1965.12. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Todavia. comboio ou veiculo de transporte coletivo. de 12. a transação será cabível. Ill. 89 da Lei n°9. entendemos que. Ill. da Lei n°10. a integridade física ou o patrimônio de outrem. Em face do princípio da isonomia (art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. se não resultar morte CP. pois "é indispensável a efetiva situação de perigo para a vida. ■ Confronto: Se o incêndio é provocado por inconformismo político. deve haver perigo concreto. § 3 2 . 41 da Lei n°9. Assim. para número indeterminado de pessoas ou bens. ■ Transação: De acordo com o art. e multa. ocasiona risco efetivo a pessoas ou coisas. Se o agente possui.259. h) em lavoura. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo comum. de seis meses a dois anos. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.170. INCÊNDIO CULPOSO § 22. 173). A modalidade culposa é prevista na figura do § 2 2. 52 . 250 a) em casa habitada ou destinada a habitação. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). aeronave. 10. 13. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. art.605/98. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 . de três a seis anos. vide art. . b) em edifício público ou destinado a uso público ou a obra de assistência social ou de cultura.1. e não presumido. art. g) em poço petrolífero ou galeria de mineração. pois incêndio.

■ Pena: Detenção. ■ Qualificadora do inciso I: Se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. 250.: biblioteca. devendo-se notar que ele exige o mesmo perigo comum. TJSP. em embarcação. d. fábrica ou oficina. Não se configura. A vantagem referida é tão-só a financeira. RT 757/528).: orfanato. em poço petrolífero ou galeria de mineração (qualquer mina. h. que se consumam independentemente da efetiva obtenção da vantagem esperada. art.771/65. IX. com igual ausência de perigo comum. ainda que o agente consiga receber a 2 indenização ou valor do seguro. RJTJSP 82/378. em edifício público (da União.803/89). g. não sendo necessário que o agente efetivamente a obtenha. alterada pela Lei n°7. 0 ato de arremessar uma garrafa de combustível em chamas contra moradia. 163 do CP. comboio ou veículo de transporte coletivo. RT 763/639. § 2 . mas não ao culposo (§ 2 2). Nas duas figuras. tratando-se de coisa alheia. 171. concreto ou efetivo. em casa habitada ou destinada a habitação (não é necessário que haja pessoa na casa. combustível ou inflamável. ■ Confronto: Na ausência de perigo comum. JM 128/359). ■ Concurso de crimes: Entendemos ser inadmissível o concurso material ou formal entre os crimes dos arts. 18. sem que o fogo defina perigo real às residências próximas (TJMG. entendendo-se irrelevante a atualidade do uso. com conhecimento do perigo comum (TJSP. RJTJSP75/323). 1959.Art. 250 Código Penal 522 Figuras do/osas qualificadas (§ 12 ) 2 ■ Alcance: As figuras qualificadas deste § 1 são aplicáveis ao incêndio doloso (caput). A nosso ver. em estaleiro. e. 171. cinema) ou a obra de assistência social (ex. do CP. TJRS. ■ Remissão: Vide nota ao art. há semelhante intuito (elemento subjetivo do tipo). b. mas que ela seja a finalidade da ação. I. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. de seis meses a dois anos. c. hospital) ou de cultura (ex. consumado ou tentado (TJSP. RT 725/642). V. O elemento subjetivo do tipo está presente nesta figura qualificada. em lavoura. § 22 . também. o crime do art. e 171. do CP. Contra: HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. pois este é absorvido por aquele. se o agente lograsse receber o seguro. RT 538/334. em estação ferroviária ou aeródromo (não inclui estação rodoviária nem porto). art. art. sendo necessário que este seja concreto e efetivo (TJSP. pastagem. pois o pagamento é motivo e não fim do crime. para número indeterminado de pessoas ou bens (TJRJ. para quem haveria concurso material. na opinião dos autores). § 1 . mas é preciso que o agente saiba ser local destinado a habitação). em depósito de explosivo.: igreja. da figura dolosa. atingindo portão e causando pequeno chamuscamento no gramado. Assim. § 1 2 . 28-9). aumentadas de um terço. creche. ■ Pena: As do caput. não dispõe de eficiência a tipificar o crime de incêndio. ■ Qualificadora do inciso II: Se o incêndio é: a. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência do incêndio doloso . e não o seu concurso com a figura prevista no art. contravenções florestais. II). aeronave. TJRJ. mas são infrações de caráter formal. v. A qualificadora não se aplica ao agente que atua mediante paga (incêndio mercenário). RT760/592). RJTJRS 166/112. mata ou floresta (vide. V. unicamente. mas com o intuito de obter indenização ou seguro. museu). representado pelo especial fi m de agir (na corrente tradicional. se o agente ateia fogo à sua própria casa. pp. ■ Perigo concreto: Não basta a potencialidade do perigo. RT 753/674. o concurso entre ambos os crimes representaria uma punição indevidamente repetida. 258 do CP. a vontade de provocar incêndio. § 2 2 . I 2 (exaurido). f. Figura culposa (§29 ■ Noção: Quando o incêndio resulta da desatenção do agente ao dever de cuidado que era necessário (CP. TJMG. haverá. o "dolo específico"). Estado ou Município) ou destinado a uso público (ex. 250. na Lei n°4. V. entendendo-se ser indiferente a presença de pessoas.

p.87. Deve haver potencialidade de expansão do dano a outras coisas e a pessoas indeterminadas (TJSP. RJTJSP 75/323). ■ Desclassificação: Se não houve dolo. se expôs a perigo concreto sua ex-companheira e filhos. II. RF 270/322). ■ Sujeito passivo: Nos crimes contra a incolumidade pública. PJ 46/187). além do sujeito passivo principal. RT 748/608). ■ Tentativa: Se o incêndio não se comunica à coisa visada ou. mas culpa. Para configuração do crime de incêndio basta a exposição do patrimônio alheio a perigo. 430/348) e do efetivo risco (TJMG. jurisprudência sob o mesmo título. RT 563/385). Não ocorre perigo comum. Só há tentativa se. V (TJSP. JM 128/359). com perigo comum. RT 474/324). ou a um número determinado e certo de indivíduos residentes no mesmo local (TJSP. Vide. 108/480. mv— RT562/319. RTJ 119/115). RT 497/316). RJTJSP 1 07/435. 171. RT 600/326. 14629). RJTJSP69/376). ou se viram expostos a perigo (TACrSP. expondo a perigo a vida. b. é provocado para receber seguro. Ap. causando lesão efetiva ao patrimônio (casa) desta (TJDF. DJU 23. que é o corpo social. sendo irrelavante a reconstrução do bem pelo acusado (TJSP. RT763/639). Para a configuração do incêndio culposo é condição necessária o perigo comum (TAMG.523 Código Penal Art. não se segue um incêndio juridicamente expressivo (TJSP. RT 429/479). c.4. ■ Consciência do perigo comum: O agente deve ter conhecimento do perigo comum (TJSP. ■ Prova pericial: Necessária a prova pericial (TJPR. se teve como objetivo reclamar indenização da seguradora (TJSP. TJPR. ■ Perigo comum: A forma culposa contém os mesmos requisitos do caput ". É inadmissível a desclassificação para dano se o fogo gerou perigo comum e concreto (TJSP. p. RT 726/718). 6. no causado a uma. Não se configura o crime se o agente coloca em perigo apenas a própria vida (TJSP. ■ Edifício residencial: Incide o aumento do § 1 2 . se o edifício incendiado é ocupado por empresa estatal (TJSP. 250 (TJSP. Jurisprudência da figura qua//ficada dosa ■ Intuito de vantagem: Se o incêndio. como o de incêndio. do art. se praticado com o objetivo de satisfazer pretensão legítima ou que crê ser legítima (TJSE. RT 542/306). exercício arbitrário das próprias razões.920. a. § 22. também. 14. estelionato. II. dano. Inexistindo perigo a indeterminado número de pessoas ou coisas. apesar da vontade de incendiar do agente.. localizado em prédio de vários apartamentos (TJMG. se a intenção era de danificar (TJSP. PJ 48/344). é prontamente extinto. Ap. RJTJSP 1/189). ■ Edifício comercial: Incide o aumento do § 1 2 . não há cogitar do crime de incêndio (TJSP. se ateado em unidade residencial. no horário de expediente (STF. RJTJSP 120/515). Contra: Há crime de incêndio e não de dano. o crime de incêndio pode ser desclassificado para: a. 250 ■ Perigo comum: O CP condiciona o crime de incêndio a perigo concreto ou efetivo para número indeterminado de pessoas ou bens (TJSP. I. RT774/566). RJTJSP 161/283). DJU 23. no Incêndio culposo. RT 759/680).240.. Desclassifica-se para dano qualificado. RT 489/343. duas ou até três pessoas.11. distante da residência da vítima (TJMG. RT 519/362). 250. sem chegar a concretizar o perigo comum. ■ Edifício público: Incide o aumento do § 1 2 .94. TJSP. se o agente ateia fogo em depósito. II. Sem o pressuposto de perigo comum. se ateado em sala de edifício comercial. mv RT 560/320). também são sujeitos passivos secundários todos os que padeceram danos pessoais ou patrimoniais. há simples tentativa de incêndio (TJSP. RT 506/394). 7026. a integridade física ou o patrimônio de outrem" (TACrSP. comunicando-se. sem o concurso com o art. Jurisprudência do incêndio cu/poso . que não é suprível por outros meios (TFR. a. ■ Omissão em debelar: Não comete crime de incêndio quem omite as providências para debelar fogo que não produziu intencional ou involuntariamente (TAPR. b. RT 611/335). TJMG. RJTJSP 69/363). desclassifica-se para o § 22 do art. tipifica-se o § 1 2 .

RT 525/391). art. se não resultar lesão corporal grave ou morte — CP. mediante explosão. . AUMENTO DE PENA § 22 . 258 (art. de um a quatro anos. Vide. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 1°. em vigor a partir de 12. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de efeitos análogos: Pena — reclusão. Exp/osão (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. e multa. art. 251. ■ Prova pericial: É indispensável o exame de corpo de delito (TACrSP. 89 da Lei n° 9. da Lei n° 10. ■ Ordem de queimada: Rejeita-se a denúncia que não esclarece o momento em que teria sido dada a ordem. As penas aumentam-se de um terço.7. no Incêndio doloso. se era para ser cumprida no instante em que foi e ainda que em condições de tempo desfavoráveis. se ocorre qualquer das hipóteses previstas no § 1 2. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). ademais se os denunciados não se encontravam no local quando se ateou fogo (TJSP. também. e multa. é de detenção. do artigo anterior. de três meses a um ano. se não resultar morte CP. Assim. 258 (art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Expor a perigo a vida. nos demais casos.01. 76 da Lei n° 9. art. cabe no § 3°. 258). ■ Transação: De acordo com o art. RT723/574). se havia aceiros e não era razoável esperar-se que o fogo fosse levado pelo vento para a outra margem (TJPR. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. 100 do CP. TACrSP.099/95).099/95).259.Arts. I. 250 e 251 Código Penal 524 ■ Culpa: Não se configura. também. RT537/339). Em face do princípio da isonomia (art. entendemos que. a integridade física ou o patrimônio de outrem. EXPLOSÃO Art. Há incêndio culposo quando o agente ateia fogo sem tomar as cautelas costumeiras. 258. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. RT 526/426. se a explosão é de dinamite ou substância de efeitos análogos. 2°. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. § 1 2. de seis meses a dois anos. RT 514/360). Cabe transação. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. a pena é de detenção. como abrir aceiros e avisar os confrontantes (TJSC. ou é visada ou atingida qualquer das coisas enumeradas no n2 II do mesmo parágrafo MODALIDADE CULPOSA § 32. jurisprudência sob o mesmo título.02. Julgados 81/302. parágrafo único. de três a seis anos. de 12. arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos: Pena — reclusão. cabe a transação na primeira parte do § 3° do art.1. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. a partir da vigência da Lei n° 10. caput. No caso de culpa. art. na segunda parte do § 3°. se não resultar morte — CP. a transação será cabível. 5°. 251.259/01.

Se a substância é diversa (vide § 19. também. Será. o crime será outro (ex. art. gelatinas explosivas etc. ■ Consumação: Com a criação de situação de perigo próximo e imediato. Por isso. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. e multa. da Lei n° 9. A semelhança do crime de incêndio.437/97. se não ocorrem tais fatos. são lembrados trotil. E necessário. com as propriedades físicas que caracterizam tais substâncias. c. ■ Ação penal: Igual à do caput. Figura privilegiada (§ 19 ■ Noção: Nesta figura. A conduta incriminada é expor a perigo (arriscar. I e II. a doutrina não considera o vapor de água como explosivo. a ação poderá configurar alguma infração regulamentar ou contravenção. 250. que se trate de substância com a efetiva natureza de explosivo. ou simples colocação (pôr em algum lugar). ■ Pena: Se a substância é dinamite ou outra de efeitos análogos (vide caput). que acarreta danos menos extensos. § 39 Ill. vide figura privilegiada do § 1°. explosão (detonação estrondosa e violenta.679/88. 10. do CP). Se motivada por inconformismo político. ■ Remissão: Vide nota ao art. Entre as substâncias de efeitos análogos á dinamite. colocar em perigo) a vida. do art. RT 427/364). 2° da Lei n° 10. vide Lei n° 7. artefato ou aparato de dinamite (nitroglicerina misturada com substância inerte). No arremesso e na colocação é punido o perigo de detonação de efeitos extensos. § 1°. TNT. de três meses a um ano. ■ Pena: Reclusão. Se o agente possui. 20 da Lei n° 7. 258 do CP. detenção. vide art. Se o agente utiliza mina terrestre antipessoal. mas não crime (TJSP. capaz de causar dano extenso). ou seja. a integridade física ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas). A forma culposa é prevista no § 3". art.170/83. ■ Tentativa: Admite-se. portanto. de um a quatro anos. ■ Crime comissivo por omissão: O dono de pedreira não responde como co-autor de eventuais atos cometidos por técnicos altamente abalizados que ali trabalham . ■ Noção: As penas da explosão dolosa são aumentadas de um terço se ocorrem as hipóteses do § 19 I e II. 18. b. Como engenho de dinamite entende-se a bomba.300/01. a substância utilizada não é dinamite ou de efeitos análogos a esta. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). e multa. ■ Pena: Reclusão. integridade física ou patrimônio de outrem. arremesso (ato de atirar com força para longe). As figuras culposas deste parágrafo ocorrem quando a explosão resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado exigível pelas circunstâncias (CP. ■ Noção: Pune-se apenas a explosão das substâncias referidas no caput ou no § 1°. Figuras qualificadas (§ 2°i Figuras culposas (§39) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência ■ Perigo comum: O crime de explosão só se configura se surge perigo para a vida.: dano). de três a seis anos.explosivo de força menor. que se caracteriza pela vontade livre e consciente de causar explosão. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização.525 Código Penal Art. detém. 250 (vide notas ao art. 251 ■ Tipo objetivo: Na figura do caput cuida-se do crime praticado mediante o uso de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos. neste de explosão o perigo também deve ser comum (a indefinido número de pessoas ou bens) e demonstrado em concreto. vide art. a pena é de detenção. o perigo comum assinalado na figura dolosa. de seis meses a dois anos. e não o arremesso ou colocação. ■ Ação penal: Pública incondicionada. E indispensável. o . porém. ■ Confronto: Se não há perigo comum. mediante: a. como a pólvora. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". Caso se trate de explosivo diverso daqueles. II). Se praticada em pesca.

258 (art. a coletividade no seu patrimônio público de natureza ecológica (TRF da 1 2 R. a saúde ou o patrimônio de pessoas indeterminadas. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo próximo e imediato para a integridade física ou patrimônio de indiscriminado número de pessoas. pois.01. parágrafo único. existir um perigo efetivo ou concreto (e não abstrato). ■ Tipo objetivo: Expor a perigo a vida. Como a lei se refere ao uso de gás. 252. de três meses a um ano.02. 251 e 252 Código Penal 526 tão-só pela omissão de não ter verificado previamente as condições operativas (STF. ser gás mesmo. expõe a perigo a incolumidade pública. 252. 22. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). indiscriminadamente. de um a quatro anos. entendemos que. Deve. desde que não resulte morte — CP.Arts.1. ■ Transação: De acordo com o art. 258). da CR/88) e da analogia in bonam partem. A figura culposa é prevista no parágrafo único. Expor a perigo a vida.259/01. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.7. RJDTACr 12/221). 258. pois somente aí se pode constatar a nãoanalogia com a dinamite (TJMG. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. DJU 23. Tóxico é o gás que provoca envenenamento. a partir da vigência da Lei n°10. a integridade física ou o patrimônio de outrem tem a significação de colocar em perigo a vida. RT761/668). em faixa litorânea.099/95). se não resultar morte (CP. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. E crime de perigo concreto.259.110. em vigor a partir de 12. consistente na vontade livre e consciente de usar o gás. cabe a transação no parágrafo único do art. 2 2 . caput. e não simples vapor ou fumaça. da Lei n°10. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. ■ Depósito de fogos de artifício: A não-observância das cautelas necessárias à estocagem de material de alta potencialidade explosiva configura a imprudência do agente (TACrSP. art. p. ■ Explosão em pescaria: Mesmo nos mares. RTJ 127/877). cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. e multa. Se o crime é culposo: Pena — detenção. Uso de gás tóxico ou asfix/ante (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. capaz de atingir qualquer pessoa. a integridade física ou o património de outrem. enquanto asfixiante é o que causa sufocação. . 52 . MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. Ap. de 12. ■ Tipo subjetivo: O dolo. portanto. se não resultar lesão corporal ou morte — CP. usando de gás tóxico ou asfixiante: Pena — reclusão. 7558). 89 da Lei n°9. preenchendo o recipiente que a contém. art. 100 do CP. A exposição a perigo prevista neste artigo é feita usando gás tóxico ou asfixiante. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. art.. ■ Diminuição de pena: Para o reconhecimento da causa especial de diminuição de pena do §1 2. mas também o seu potencial destruidor. ■ Tentativa: Admite-se. Deve.90. não basta levar em conta o material utilizado na fabricação da bomba.4. trata-se do uso de substância em forma fluida (nem sólida nem líquida). cabe no parágrafo único. Assim. USO DE GÁS TÓXICO OU ASFIXIANTE Art. capaz de expandir-se indefinidamente. a transação será cabível.

sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. IX. e multa. ■ Veículo adaptado para gás de cozinha: Não configura (TJSP. 100 do CP.02. 251 do CP) ou gás tóxico ou asfixiante (vide nota ao art. RT 624/310). AQUISIÇÃO. 258 (art. substância ou engenho explosivo. sem licença da autoridade. de um lugar para outro). ainda que resulte lesão corporal — CP. posse ou transporte de explosivos ou gás tóxico. fornecimento. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 252 do CP). 252 e 253 ■ Pena: Reclusão. produzir). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. cabe a transação neste art.01. 258 do CP. p. ■ Remissão: Vide nota ao art. OU ASFIXIANTE Art.8. caput. ou asfixiante ■ Transação: De acordo com o art. São elas: fabricar (elaborar.. Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Trata-se da mesma exposição a perigo comum concreto. 89 da Lei n 2 9. entendemos que. da Lei n2 10. ■ Sujeito passivo: A coletividade. possuir (ter sob guarda ou à disposição) ou transportar (conduzir ou remover. e multa.099/95) ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 5 2 . Lições de Direito Penal — Parte Especial. Em face do princípio da isonomia (art. RJTJSP 120/491).92. da CR/88) e da analogia in bonam partem. de 12. mas causada por não ter o agente observado o dever de cuidado necessário pelas circunstâncias (CP. 252 do CP. v. de modo que a autorização desta excluirá o crime. RCr 6. ■ Pena: Detenção. Comentários ao Código Penal. ■ Mero transporte: Não configura. .527 Código Penal Arts. FABRICO. mas sim o art.259/01. 253.1. 253 se não houver lesão corporal ou morte CP. por conta própria ou alheia. de hidróxido de amônia. II). FORNECIMENTO. em vigor a partir de 12. adquirir (obter gratuita ou onerosamente). 22. mas em dose insuficiente para expor a perigo os presentes. em aeronave. FRAGOSO. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. quer na culposa (TRF da 1 4 R.099/95). ou material destinado à sua fabricação.7. POSSE OU TRANSPORTE DE EXPLOSIVOS OU GÁS TÓXICO. Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Gás lacrimogêneo: Lançamento de ampola de gás lacrimogêneo em discoteca. parágrafo único. não configura o art. a transação será cabível. p. de três meses a um ano. 22364). 0 dispositivo exige para a ti pificação que as condutas sejam praticadas sem licença da autoridade. ou material destinado à sua fabricação: Pena — detenção. adquirir. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 76 da Lei n2 9.259. 18. 258 (art. As condutas são punidas pelo perigo abstrato que representam. de seis meses a dois anos. Assim. ■ Ação penal: Pública incondicionada. aquisição. art. sendo dispensável a verificação de perigo concreto ou efetivo (H. mv— DJU3. 65 da LCP (TJSP. a partir da vigência da Lei n 2 10. Fabricar. de um a quatro anos. fornecer (entregar gratuita ou onerosamente). todas concernentes a substância ou engenho explosivo (vide comentário ao art. gás tóxico ou asfixiante. HUNGRIA. art. quando resulta lesão corporal ou morte. 787. art. 1959. v. fornecer.412. quer na modalidade dolosa. 44). ■ Tipo objetivo: Várias são as condutas alternativamente previstas. III. 1965. Fabrico. possuir ou transportar. p.

■ Competência: Embora a fiscalização de explosivos seja atribuída a órgão federal. é da competência da Justiça Comum e não da Federal (STF. FRAGOSO. mv— DJU3.92. 89 da Lei n° 9. não havendo modalidade culposa (TRF da 1 á R.. p.099/95). ■ Sujeito passivo: A coletividade. v. caput. 253. pois a lei incrimina atos preparatórios. p. cabe a transação neste art. vide Lei n° 9. Inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Ação penal: Pública incondicionada.112/95. 253 quem destina parte do seu estoque regular de explosivos.11. 253 e 254 Código Penal 528 ■ Tipo subjetivo: O dolo.259. da Lei n° 10. RTJ 104/1041. art. 48). 76 da Lei n2 9. 791). art. INUNDAÇÃO Art. a vontade livre e consciente de praticar as ações. v. em volumes e extensão tais que ocasionem perigo comum" ( H. 22364). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].412. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 1965. 1959.Arts. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar. Ill. a transação será cabível. Assim. vide Lei n° 10. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. RT 771/611).82. ou seja. de perigo abstrato (TACrSP. A conduta do agente deve ser perigosa. ou "o alagamento provocado pela saída das águas de seus limites naturais ou artificiais. IX. 100 do CP. Cuidando-se de minas terrestres. ■ Pena: Detenção. Em face do princípio da isonomia (art. Ap. RCr 6. 254. 52 . STJ. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações.453/77. p. Jurisprudência ■ Fornecimento: Pratica o crime do art. 22 da Lei n° 6. desde que não resulte morte — CP. no caso de dolo. Comentários ao Código Penal. parágrafo único. entendendo-se esta como "o alagamento de um local de notável extensão. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe na modalidade culposa. se não houver lesão corporal ou morte CP. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. pois a lei acrescenta expondo a perigo a vida. para venda a estranhos. RTJ95/297. p. entendemos que.278. ■ Fogos de artifício: A sua estocagem em local inadequado e sem licença da autoridade competente configura o crime do art. de uso na área nuclear. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de 12. sem autorização (STF. 254. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Na escola tradicional é o "dolo genérico". de três a seis anos.099/95).1. produzir) inundação. e multa. RT770/533). de seis meses a dois anos.7. em vigor a partir de 12. RJDTACr 27/96. Não há forma culposa. sem licença da autoridade e com conhecimento do perigo comum. Causar inundação. ■ Tentativa: Inadmissível. Quanto à exportação de bens sensíveis (de aplicação bélica. química e biológica) e de serviços diretamente vinculados. sem conotação política. o crime de posse de explosivos. 258 (art. 258 (art. e multa.259/01.8. ■ Confronto: Tratando-se de material nuclear. ■ Transação: De acordo com o art. de seis meses a dois anos. a partir da vigência da Lei n° 10. usados na mineração. 5.300/01. no caso de culpa. motivar. expondo a perigo a vida. não destinado a receber águas" (HUNGRIA. de uso duplo. art. a integridade física . 2 2 . ou detenção. TFR. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 11186). no caso de culpa.02. DJU4. Lições de Direito Penal — Parte Especial. RT551/396.01. ■ Consciência do perigo: O agente transportador deve ter consciência do perigo a que expõe os passageiros da aeronave.

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Código Penal

Arts. 254 a 256

ou o patrimônio de outrem. Requer-se, portanto, que da inundação decorra perigo concreto ou efetivo (e não abstrato ou presumido) a número indeterminado de pessoas ou bens. Ausente tal perigo, não se configura o crime. ■ Tipo subjetivo: O crime de inundação é punido a título de dolo ou culpa (com penas diversas). O dolo, consistente na vontade livre e consciente de causar inundação, com conhecimento do perigo concreto comum. E o "dolo genérico", na corrente tradicional. A culpa, quando a inundação de que decorre perigo concreto comum resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado necessário para evitar a inundação (CP, art. 18, II). ■ Consumação: Com a superveniência do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Havendo só perigo de inundação, art. 255 do CP. ■ Pena: No caso de dolo, reclusão, de três a seis anos, e multa. No caso de culpa, detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Morte ou lesão
corpora/

■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando da inundação resulta lesão corporal ou morte.

PERIGO DE INUNDAÇÃO Art. 255. Remover, destruir ou inutilizar, em prédio próprio ou alheio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação: Pena — reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, se não resultar lesão corporal ou morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Perigo de inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: Três são as condutas alternativamente incriminadas: remover (deslocar, mover de lugar), destruir (fazer desaparecer, eliminar) ou inutilizar (tornar inútil, imprestável). A ação de quem coloca obstáculo capaz de causar inundação não foi abrangida pelo dispositivo. O objeto material sobre o qual a ação recai é obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação, situado em prédio próprio ou alheio. Com tais comportamentos, o agente deverá estar expondo a perigo a vida, a integridade física ou o património de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Para serem penalmente típicas, as condutas devem causar perigo de inundação concreto e não apenas presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações descritas. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Consumação: Com a criação do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Inadmissível. ■ Pena: Reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

DESABAMENTO OU DESMORONAMENTO Art. 256. Causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Art. 256

Código Penal

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MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. Se o crime é culposo: Pena — detenção, de seis meses a um ano. ■ Transação: De acordo com o art. 22 , parágrafo único, da Lei n 2 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 52 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n 2 10.259/01, a transação será cabível, ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, cabe a transação neste art. 256, ainda que haja lesão corporal ou morte CP, art. 258 (art. 76 da Lei n 2 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput, se não resultar lesão corporal ou morte — art. 258 do CP; cabe no parágrafo único, a não ser que resulte morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n 2 9.099/95). Desabamento ou desmoronamento (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, até mesmo o proprietário do prédio que desaba. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar, motivar, produzir) desabamento (de construções em geral, como edifícios, pontes, paredões etc.) ou desmoronamento (de barrancos, pedreiras, morros etc.). Requer-se que o agente assim aja expondo a perigo a vida, a integridade ffsica ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Deve haver, pois, perigo concreto ou efetivo e não abstrato ou presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de causar desabamento ou desmoronamento, com conhecimento do perigo concreto comum. Na escola tradicional é o "dolo genérico". A modalidade culposa é prevista no parágrafo único do artigo. ■ Consumação: Com a criação da situação de perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Ausente o perigo comum, art. 29 da LCP; na mesma ausência, pode haver crime contra a pessoa ou dano. ■ Pena: Reclusão, de um a quatro anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Noção: Se, embora não desejado pelo agente, o desabamento ou desmoronamento resultou da sua não-observância do dever de cuidado (CP, art. 18, II). ■ Pena: Detenção, de seis meses a um ano. ■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando do desabamento ou desmoronamento resulta lesão corporal ou morte. ■ Tipo objetivo: Os verbos desabare desmoronar significam e envolvem a idéia de enorme e pesada estrutura ou massa que venha abaixo, total ou parcialmente, de modo que a simples queda de materiais isolados não basta para tipificar o art. 256 (TACrSP, Julgados 76/142). ■ Perigo comum: Se apenas os moradores de uma única casa vizinha foram expostos ao perigo, não existiu o perigo comum que a lei exige (TACrSP, Julgados 78/299). ■ Perigo concreto: O delito do art. 256 exige perigo concreto a pessoas ou coisas (TJSP, RT 598/318).

Figura culposa (parágrafo único) Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência

531

Código Penal

Arts. 256 e 257

■ Diferença: O desabamento acontece em construções, paredões, andaimes, pontes etc.; o desmoronamento, em barrancos, rochedos, pedreiras, formações telúricas (TACrSP, Julgados 81/218). ■ Desmoronamento com morte: Configura, em tese, o art. 256, parágrafo único, c/c o art. 258, última parte, e não o art. 121, § 3 2 , do CP (TAPR, RF261/345). ■ Desclassificação para homicídio ou lesões culposas: Se não houve perigo comum, restringindo-se o desabamento com vítimas à área interna do terreno, desclassifica-se para os arts. 121, § e 129, § 6°, do CP (TACrSP, RT 607/322, 537/317). ■ Desclassificação para contravenção: Em desabamento culposo sem vitimas, por erro de execução, desclassifica-se para o art. 29 da LCP (STF, RT 612/419). Se não houve perigo a pessoas indeterminadas, mas só a vizinhos determinados, desclassifica-se para a LCP, art. 29 (TACrSP, Julgados 74/113). SUBTRAÇÃO, OCULTAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE MATERIAL DE SALVAMENTO Art. 257. Subtrair, ocultar ou inutilizar, por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade, aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento; ou impedir ou dificultar serviço de tal natureza: Pena — reclusão, de dois a cinco anos, e multa. Subtração, ocultação ou inutilização de material de salvamento ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, incluindo-se o dono do material de salvamento. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: E pressuposto do crime deste art. 257 que o comportamento do agente seja por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade. Prevê-se, assim, a conduta do agente em ocasião de calamidade ou desastre, sendo indiferente que tais sinistros sejam resultado de crime ou advenham de caso fortuito ou força maior. Tal pressuposto é indispensável às duas figuras que o art. 257 contém: a. Subtrair (tirar às ocultas), ocultar (esconder ou encobrir) ou inutilizar (tornar imprestável) aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento. Por força da expressão destinado, entendemos que só podem ser incluídos como objeto material do crime as coisas ou meios inequivocamente destinados às finalidades referidas (ex.: sistemas de aviso ou alarme, salva-vidas, extintores de incêndio etc.). A interpretação, porém, não é tranqüila: para HUNGRIA, sãO os meios instrumentais especificamente destinados ( Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 54), enquanto, para HELENO FRAGOSO e DAMÁSIO DE JESUS, incluem-se os circunstancialmente úteis (Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. I l 1, p. 798) ou úteis para tal finalidade (Direito Penal Parte Especial, 1995, v. 3, p. 274). b. Impedir ou dificultar serviço de tal natureza (de combate ao perigo, de socorro ou salvamento). Impedir é frustrar, no todo ou em parte; dificultar é tornar mais difícil. É preciso que o comportamento seja praticado mediante conduta positiva (e não omissão), salvo na hipótese de agente que tem o dever de agir e se omite (CP, art. 13, § 29. ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações, ciente do perigo comum que elas acarretam. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há modalidade culposa. ■ Consumação: Na figura a, com as ações de subtrair, ocultar ou inutilizar; na figura b, com o efetivo impedimento ou dificuldade. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de crimes: Se o agente dá causa ao desastre e ainda pratica o delito deste art. 257, haverá concurso de crimes. Todavia, entendemos que não poderá

aplica-se a pena do homicídio culposo (art. Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. Assim. 121 ou 129 com o crime de perigo comum. e multa. por culpa do agente. e multa. incidirão apenas as figuras simples dos crimes de perigo e não esta forma qualificada. aplica-se apenas o aumento da qualificação por morte. Se resulta morte. se do crime doloso de incêndio resultar. plantação ou animais de utilidade econômica: Pena — reclusão. 258. incide nos arts. aplicase a pena cominada ao homicídio culposo. o aumento é único. ■ Em caso de delito culposo de perigo comum: Se resulta lesão corporal (sem distinção quanto à gravidade). é aplicada em dobro. a pena aumenta-se de metade. aumentada de um terço. Penas Jurisprudência DIFUSÃO DE DOENÇA OU PRAGA Art. ao menos culposamente. 19 do CP. aumenta-se a pena de metade. o aumento do art. se resulta morte. é indispensável que o resultado lesão ou morte tenha sido causado. aumentada de um terço. quatro mortes. do crime de perigo comum. § 3°. 259. 257. 256. 257 a 259 Código Penal 532 haver concurso deste art. aplica-se a pena do homicídio culposo. resulta lesão corporal ou morte. ■ Em caso de crime doloso de perigo comum: Se resulta lesão corporal de natureza grave. de dois a cinco anos. o aumento é único e também não haverá pluralidade de qualificações. mas de mera relação de causalidade. No caso de culpa. RF261/345). se houve uma morte e duas lesões. Difundir doença ou praga que possa causar dano a floresta. que é a mais grave (TACrSP. ■ Pena: Reclusão.Arts. ■ Desmoronamento com morte: Se culposo. Julgados 84/211). pelo agente. Se o resultado não decorreu de culpa. ■ Concurso de crimes: Na hipótese de resultar lesão ou morte em várias pessoas. pois. parágrafo único. As lesões corporais leves não qualificam as figuras dolosas. do CP (TAPR. 121. incidirá uma só qualificação. pois os resultados não são desejados pelo agente. Em caso de culpa. do CP). de dois a cinco anos. se do fato resulta lesão corporal. caso em que poderia haver concurso formal do art. e 258. ainda que duas sejam as vítimas mortas. Nos termos do art. Se resulta morte. é aplicada em dobro. 258 é único (TJRS. ■ Ação penal: Pública incondicionada. última parte. pois as ações de subtrair e inutilizar já compõem o tipo deste art. . aumentada de um terço. ■ Aumento único: Independentemente do número de vítimas. se resulta morte. 257 com os crimes de furto e dano. Figuras qua/ificadas de crime de perigo comum ■ Noção: São previstas hipóteses em que. e não aplicado em concurso formal. FORMAS QUALIFICADAS DE CRIME DE PERIGO COMUM Art. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. RT 599/370). ■ Tipo subjetivo: Trata-se de preterdolo.

260. material rodante ou de tração. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". total ou parcialmente. Figura cu/posa (parágrafo único) Capítulo II DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTE E OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS PERIGO DE DESASTRE FERROVIÁRIO Art. 76 da Lei n 9. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo que consiste na vontade de difundir. 89 da Lei n 9. ■ Ação penal: Pública incondicionada.099/95). DESASTRE FERROVIÁRIO § 1 2. parques e reservas biológicas.533 Código Penal Arts. da Lei n2 4. ■ Noção: Há a forma culposa se a difusão resulta da não-observância do dever de cuidado objetivo (CP. ■ Sujeito passivo: A coletividade.099/95).771/65. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Tipo objetivo: O núcleo é difundir(espalhar. incluindo o proprietário. A doença ou praga deve ser apta a causar dano. . ou multa. disseminar). de dois a cinco anos. de dois a cinco anos. ■ Pena: E alternativa: detenção. obra-de-arte ou instalação. danificando ou desarranjando. e multa. consciente do perigo comum. ou multa. de um a seis meses. ■ Tentativa: Admite-se. telefone ou radiotelegrafia. caça ou pesca). Se do fato resulta desastre: Pena — reclusão. pois o dispositivo fala que possa causar dano a floresta. vide art. linha férrea. 2 ■ Transação: Cabe no parágrafo único (art. a e d. II). e multa. e multa. IV — praticando outro ato de que possa resultar desastre: Pena — reclusão. de um a seis meses. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. plantação ou animais de utilidade econômica (domésticos ou que sirvam à criação. 26. A figura culposa é prevista no parágrafo único. sendo desnecessária finalidade especial. Difusão de doença ou praga ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. No caso de culpa. ■ Consumação: Com a efetiva difusão de doença ou praga idônea a causar perigo comum. ■ Pena: Reclusão. 259 e 260 MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. ■ Confronto: No caso de destruição ou danos em florestas. Ill — transmitindo falso aviso acerca do movimento dos veículos ou interrompendo ou embaraçando o funcionamento de telégrafo. a pena é de detenção. Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: I — destruindo. art 18. de quatro a doze anos. II — colocando obstáculo na linha.

abrange. viajando sobre o teto da composição férrea.7. §§ 1 2 e 22 . ■ Tipo objetivo: As condutas alternativamente incriminadas são impedir (não permitir. ■ Pena: Reclusão. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Tentativa: Admite-se. realmente. v. ■ "Surf Ferroviário": Não comete o crime do art. 258 (art. considera-se o que expõe "a perigo a incolumidade de pessoas ou coisas. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. especialmente a segurança dos meios de transporte. 263 c/c art. desarranjar. a transação será cabível. RT760/690). consciente de que pode dar causa a desastre ferroviário. de seis meses a dois anos. de dois a cinco anos. parágrafo único. é entendimento dos doutrinadores que todas as outras ações indicadas (incisos I. No caso de culpa. p.170/83 (Lei de Segurança Nacional). II e III) também exigem a criação de probabilidade de desastre ferroviário (perigo concreto ou efetivo). ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo de desastre (perigo concreto e não presumido). desde que não resulte morte — CP. e multa. os bondes e os teleféricos. Assim. para efeitos penais. § 32 .1. ainda que efêmera (TJRJ.02. 89 da Lei n° 9. ■ Transação: De acordo com o art. Os meios executórios são os indicados nos incisos I a IV. ■ Tipo subjetivo: O dolo. a pena é de reclusão.259/01. ■ Confronto: Se resulta desastre. interromper. entende-se por estrada de ferro qualquer via de comunicação em que circulem veículos de tração mecânica. se não houver lesão corporal ou morte — CP. O conceito de estrada de ferro. art. III. ■ Sujeito passivo: A coletividade. obstruir) ou perturbar (atrapalhar. 2 2 . causar embaraço) serviço de estrada de ferro. 260 o agente que pratica o chamado "surf ferroviário". Jurisprudência Desastre ferroviário (§ 19 . apresentando certo vulto o fato e revelando-se por modo grave e extenso" ( MAGALHÃES NORONHA. 258 (art. ocorrendo desastre: Pena — detenção. criada pela conduta do agente. resulta desastre (preterdolo).099/95). ■ Falso aviso acerca do movimento de trens: Consuma-se com a situação de perigo concreto. a partir da vigência da Lei n° 10. que consiste na vontade de impedir ou perturbar. RT643/327). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. art. 389). 260 Código Penal 534 § 2°. como tal. 15 da Lei n 2 7. 260. 76 da Lei n 2 9. Perigo de desastre ferroviario (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. em vigor a partir de 12. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Se a sabotagem tem finalidade política.099/95). Direito Penal. entendemos que. cabe a transação no § 2 2 do art. Em face desta expressão. caput. vide art. 52 . ■ Ação penal: Pública incondicionada. sendo que o último deles abrange qualquer outro ato de que possa resultar desastre. como também o metr6. e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22 . pois tal fato significa perigo direto e iminente apenas para ele próprio e não para os demais passageiros (TJRJ. Para os efeitos deste artigo. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 263 c/c o art. Como desastre ferroviário. de 12.Art. portanto. de quatro a doze anos. entendendo-se. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. da Lei n 2 10.259. ■ Noção: Se do crime de perigo de desastre ferroviário (caput). da iminência de sinistro. em trilhos ou por meio de cabo aéreo.01. não só os trens. aquela cujo tráfego se faz em trilhos ou por cabo aéreo (§ 3 2 ). 100 do CP. 1995. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.

para si ou para outrem. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 3 9 .1.259. 76 da Lei n2 9. art. Desastre ferroviário culposo (§2°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se o agente dá causa a efetivo desastre. 258 (art. parágrafo único. Assim. 121.535 Código Penal Arts. se não resultar morte — CP. PRÁTICA DO CRIME COM O FIM DE LUCRO § 22 . a partir da vigência da Lei n° 10. de seis meses a dois anos.099/95). submersão ou encalhe de embarcação ou a queda ou destruição de aeronave: Pena — reclusão. 100 do CP. todavia. de seis meses a dois anos.099/95). ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.02. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. art. se resulta morte ou lesão corporal. sem conseqüências de vulto. ■ Transação: De acordo como art. a transação será cabível. entendemos que. própria ou alheia. cabe a transação no § 3 9. se ocorre relevante dano à composição e á carga transportada. .do art. a pena de multa. 263 c/c art. § 6 2 (TACrSP. 261. FLUVIAL OU AÉREO § 1 2. 263 c/c o art. caput. No caso de culpa. se há mero descarrilamento. Se do fato resulta naufrágio. ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima. 263 e 258 do CP. a par de lesões corporais. também. ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE TRANSPORTE MARÍTIMO. a figura pode ser a do art.7. ■ Pena: Detenção. ou 129. Em face do princípio da isonomia (art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. RT 461/371). Expor a perigo embarcação ou aeronave. FLUVIAL OU AÉREO Art. de dois a cinco anos.01. 260 e 261 ■ Consumação: Com o efetivo desastre. MODALIDADE CULPOSA § 32 . 258 (art. 2°. 52. se não houver lesão corporal ou morte — CP. da Lei n°10. II). 89 da Lei n°9. de 12. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. fluvial ou aérea: Pena — reclusão. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Desastre ferroviário: Há. Aplica-se.259/01. SINISTRO EM TRANSPORTE MARÍTIMO. 261. ■ Remissão: Vide notas aos arts. em vigor a partir de 12. ■ Tentativa: Inadmissível. § 3 2. se o agente pratica o crime com intuito de obter vantagem econômica. art. se ocorre o sinistro: Pena — detenção. de quatro a doze anos. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide CP. 18.

de seis meses a dois anos. submersão (afundamento de embarcação) ou encalhe de embarcação (i mpedimento à flutuação) ou a queda (precipitação ao solo) ou destruição de aeronave (despedaçamento). mv— DJU 3.92.90. aqui. ■ Consumação: Com o perigo concreto de acidente. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 263 e 258 do CP. com conhecimento de acarretar perigo comum. que consiste na vontade livre e consciente de expor a perigo ou praticar ato tendente a impedir ou dificultar. ■ Tipo subjetivo: O dolo.412.10. 15. Sendo econômica. aplica-se a pena de multa. 261 do CP com o crime de exposição da ecologia a perigo (art. 10454). Elas podem destinar-se tanto ao transporte de pessoas como de coisas.8. ■ Alcance: A figura qualificada do § alcança tanto o caput como o § 1° do art. que não precisa ser efetivamente conseguido. incluindo o dono da embarcação ou aeronave. ■ Noção: Se o agente pratica o crime com o intuito de obter vantagem econômica. vide art. ■ Noção: Se do fato (condutas previstas no caput do artigo) resulta (é causa) naufrágio (perda de embarcação). A figura é preterdolosa. fluvial ou aérea. para si ou para outrem. RCr 6. Também. p. ■ Confronto: Se há sabotagem do transporte por motivação política. 261 do CP se o agente transportador do gás tóxico ou asfixiante ou substância explosiva não agia com o intuito de colocar em perigo aeronave. fluvial ou aéreo (§ 12 ) Figura qual/f/cada pelo fim de lucro (§22 ) Figura culposa 03°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência . própria ou de terceiro. ■ Ecologia: Pode haver concurso do art. Há forma culposa.. da Lei n° 6. p. com redação dada pela Lei n° 7. fluvial ou aéreo (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 261. Il.Art. ■ Pena: Reclusão. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Pena: Detenção. A modalidade culposa desse delito é afastada pela ausência do sinistro (TRF da 1 á R. do CP). 15 da Lei n° 7. § 1°. 18. 22364). DJU 1. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Tipo objetivo: São duas as modalidades previstas: a. o perigo deve ser concreto.804/89) (STJ. 261 Código Penal 536 Atentado contra a segurança de transporte marítimo. interromper. ■ Tentativa: Admite-se. prevista no § 3 2 . se resulta lesão corporal ou morte de alguém. mas não são abrangidas as embarcações lacustres. II.170/83 (Lei de Segurança Nacional). b.938/81. RHC 723. de quatro a doze anos. Ou praticar qualquer ato tendente a impedir (não permitir. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Esse é o especial fim de agir (elemento subjetivo do tipo). Da conduta deve resultar probabilidade de acidente. ■ Pena: Reclusão. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade. fazer cessar) ou dificultar (tornar mais difícil) navegação marítima. ■ Remissão: Vide notas aos arts. Expor a perigo (colocar em perigo) embarcação (qualquer veículo de transporte marítimo ou fluvial) ou aeronave (veículo de transporte que se move no ar). a vantagem não consiste só em dinheiro. Sinistro em transporte marítimo. ■ Tipo subjetivo e modalidade culposa: Não configura o crime do art. de dois a cinco anos. especialmente a segurança dos meios de transporte. ■ Noção: Se ocorre o sinistro (§ 1°) por falta do cuidado objetivo necessário pelas circunstâncias (vide art. sendo necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido).

No caso de culpa. se não resultar lesão corporal grave ou morte. Na doutrina 9 pede-se o "dolo genérico". cabe no § 2 9 . 76 da Lei n° 9.099/95). b. ■ Tipo objetivo: O art. da Lei n° 10.259. ■ Tentativa: Admite-se. 263 c/c o art. 262 visa à segurança de outros meios de transporte. ■ Sujeito passivo: A coletividade. em vigor a partir de 12. A conduta expor a perigo tem a significação de colocar em perigo. embarcações lacustres. Dificultar significa tornar mais difícil. se ocorre desastre: Pena — detenção. 100 do CP. Duas são as modalidades incriminadas: a. § 2°. ■ Ação penal: Pública incondicionada. com conhecimento de que a conduta pode dar causa a desastre. de dois a cinco anos.83. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. v. na modalidade de expor a perigo bastaria o dolo eventual (Lições tradicional de Direito Penal — Parte Especial. desde que não haja lesão corporal de natureza grave ou morte. ■ Tipo subjetivo: O dolo. fazer cessar. 15 da Lei n° 7.259/01. Impedir é não permitir. III. se a ação visa à perturbação políticosocial. a pena é de reclusão. ■ Tentativa: Inadmissível. Também nesta modalidade exige-se perigo concreto. Em face do princípio da isonomia (art. p. art. entendemos que. § 1 2. dela devendo resultar probabilidade de desastre. 262. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 263 c/c art. autorizados ou particulares). 1965. Atentado contra a segurança de outro meio de transporte (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Expor a perigo outro meio de transporte público.01. Assim. também cabe a transação no § 2 9 do art. sendo. não incluído nos dispositivos anteriores: ônibus. a transação será cabível. necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido). Desastre (§ 1°) . 258 (art. parágrafo único. ■ Consumação: Com o efetivo desastre.1.12.. art. táxis etc. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. caput. A modalidade culposa é prevista no § 2 . a partir da vigência da Lei n° 10. 262 ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE OUTRO MEIO DE TRANSPORTE Art. a não ser que resulte morte — CP. se não houver morte — CP. pois.02. art.537 Código Penal Art. impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento: Pena — detenção. cabe a transação no caput do art. 817). 258 (art. ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo concreto de desastre. ■ Noção: Se do fato (condutas descritas no caput do art. 262. Expor a perigo outro meio de transporte público. 59 . de três meses a um ano. interromper. ■ Transação: De acordo com o art. Se do fato resulta desastre. Impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento (de outro meio de transporte público). de dois a cinco anos.099/95). ■ Pena: Reclusão. da CR/88) e da analogia in bonam partem. desde que se destinem a transporte público (compreendendo o efetuado por concessionários. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. de um a dois anos. de 14. 262) resulta desastre (preterdolo). a vontade livre e consciente de praticar aquelas ações. 89 da Lei n° 9.170. 262. 29. ■ Pena: Detenção. de um a dois anos. Para HELENO FRAGOSO. de 12. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional.7. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. especialmente a segurança dos meios de transporte. ou seja. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. lotações.

Morte ou lesão corpora/ ■ Noção: O art. 263. ■ Remissão: Vide notas aos arts. Assim. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Consciência de criar perigo comum: Na forma de impedir ou dificultar. aplica-se o disposto no art. a pena é de detenção. destinado ao transporte público por terra. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Pena: Detenção. 263 manda aplicar aos crimes dos arts. p. de um a seis meses. ARREMESSO DE PROJÉTIL Art.16723). DJU 18. Vide. de seis meses a dois anos. também cabe a transação na primeira parte do parágrafo único (art. ainda que não tenha vontade dirigida ao mesmo.. no art. ao menos. 258. RT720/417). 258 do CP).01. 262 o comportamento do motorista de carro de aluguel que. Se de qualquer dos crimes previstos nos arts. acusados em greve que obstruíram a entrada e saída de ônibus e pessoas de empresa de transporte coletivo (TJSP. com pequenos vazamentos. RCr 22. aumentada de um terço.1. por água ou pelo ar: Pena — detenção.89. adapta bujão de gás de cozinha.259/01. Em face do princípio da isonomia (art. 252 do CP. em movimento. Parágrafo único.Arts. Arremessar projétil contra veículo. quando ocorrer desastre ou sinistro.12. Julgados 87/402). se resulta morte. parágrafo único. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 76 da Lei n° 9. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 2 . da Lei n° 10. 18. no caso de desastre ou sinistro. entendemos que. 260 a 262. 262 do CP atenta contra o bem jurídico segurança dos meios de transporte. as disposições do art. de três meses a um ano. ■ Táxi: Entendeu-se que pode tipificar este delito do art. não basta a voluntariedade da ação. art. causado por não haver o agente observado o cuidado objetivo necessário (vide CP. 264. cabe a transação no caput do art. jurisprudência sobre Veículo adaptado para gás de cozinha. a pena é a do art.02. caput.099/95).313. . relativamente a tal finalidade (TACrSP. 4 ■ Tipo objetivo: É necessária a existência de perigo in concreto (TRF da 1 R. para servir de combustível ao veículo (TACrSP. 100 do CP. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência FORMA QUALIFICADA Art. 264. razão pela qual o elemento subjetivo deve ficar incontrastavelmente provado. RT 430/401). a consciência de criar perigo comum. resulta lesão corporal ou morte. 5 2 . sendo necessário que o agente tenha. ■ Tipo subjetivo: O delito do art. 260 a 262. sem autorização. quando resulta morte ou lesão corporal.7. 121. II). Se do fato resulta lesão corporal. de 12. 258 do CP (vide comentário ao art. § 32 . 263 e 258 do CP. em vigor a partir de 12. também. a transação será cabível. 262 a 264 Código Penal 538 Desastre cu/poso (§22 ) ■ Noção: Se houve efetivo desastre. 2 ■ Transação: De acordo com o art. a partir da vigência da Lei n° 10.259.

264 e 265 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e na primeira parte do parágrafo único (art. e o delito se consumou (mesmo que o alvo não seja atingido). 264 é o passageiro transportado. lançar) projétil (coisa ou objeto sólido e pesado que se arremessa no espaço). ■ Tipo subjetivo: O dolo. O arremesso deve ser contra veículo. Na escola tradicional é o "dolo genérico". consistente na vontade livre e consciente de arremessar. especialmente a segurança dos serviços de utilidade pública. § 32 (homicídio culposo). ■ Tipo objetivo: Atentar contra a segurança é tornar inseguro. Entende-se ser suficiente o perigo presumido. de um a seis meses. luz. ■ Consumação: Com o arremesso de projétil idôneo a causar perigo. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Parágrafo único. O veículo deve ser destinado ao transporte público (e não veículo para transporte particular) por terra.346. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. de 3. 265. e só existirão atos preparatórios. que se esgota com o arremesso (TARJ. Aumentar-se-á a pena de um terço até a metade. por água ou pelo ar. ■ Sujeito passivo: A coletividade. sabendo que pode causar perigo comum. 121. 89 da Lei n°9. ■ Noção: Se do fato (o arremesso descrito no caput) resulta (preterdolo) lesão corporal. Atentado contra a seguranpa ou funcionamento de servipo de uti/idade pública 9 ■ Alteração: Parágrafo acrescentado pela Lei n 5. de seis meses a dois anos. e multa. Morte ou lesão corporal (parágrafo único) Jurisprudência ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA Art. a pena é a do art. Se resulta morte. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. em movimento. Atentar contra o . Julgados 84/220). ■ Consumação: O art. força ou calor.67. RT 500/389). desde que possível. ainda que não atinja o veículo em movimento. pois o arremesso não é ação divisível. 264 é crime de perigo.099/95). não se tipificando a figura caso o veículo esteja parado. ■ Pena: Detenção. e não o veículo em si.539 Código Penal Arts.11. 89 da Lei n 9. Arremesso de projét// ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. que são impuníveis. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é arremessar (atirar. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. de um a cinco anos. ■ Tentativa: Não se admite. se o dano ocorrer em virtude de subtração de material essencial ao funcionamento dos serviços. Ou o agente fez o arremesso. Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água.099/95). ou qualquer outro de utilidade pública: Pena — reclusão. aumentada de um terço. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. O projétil precisa ser apto a causar dano a pessoas ou bens indeterminados. especialmente a segurança dos transportes. ou não arremessou. o delito pressupõe que o veículo esteja em movimento (TACrSP. a pena é de detenção. Inexiste forma culposa. ■ Objeto jurídico e tipo objetivo: O que se protege no art.

■ Furto de fios telefônicos: Ainda que interfira na normalidade das comunicações não configura o crime do art. 155. RJTJSP 174/302). ■ Pena: Reclusão. limpeza pública etc. ■ Sujeito passivo: A coletividade. se o agente não teve o objetivo de atentar contra o funcionamento do serviço (TFR. DJU 7. Parágrafo único. 265. embora seja difícil a sua ocorrência na prática. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública. ■ Consumação: Com a prática do ato capaz de perturbar a segurança ou o funcionamento. ambas referentes a serviço telegráfico. importa em interrupção do serviço. p. lesivo à segurança ou funcionamento do serviço. A enumeração é taxativa. posto que tal conduta não criou qualquer perigo ao transporte coletivo (TJSP. Não há forma culposa. que apenas desligaram os aparelhos retransmissores em determinado momento. RT697/332). mas o do art. de um a cinco anos. se a finalidade é perturbação políticosocial. sendo necessária. e multa. radiotelegráfico ou telefônico. RTFR 69/216). 3. 265 (TER. mas a expressão final ou qualquer outro de utilidade pública dá amplitude ao dispositivo. Ap. Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico. se o dano ocorrer em virtude de subtração (furto) de material essencial ao funcionamento dos serviços. 15 da Lei n° 7.170. ■ Interrupção do sinal de emissora de televisão: O comportamento dos acusados. O comportamento punido "atentar".83. e irrelevante a sua efetiva paralisação. 265 e 266 Código Penal 540 funcionamento é porem risco a continuidade do funcionamento. impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento: Pena — detenção. que se perfaz pela prática de ato idôneo. figura não ajustada ao art. INTERRUPÇÃO OU PERTURBAÇÃO DE SERVIÇO TELEGRÁFICO OU TELEFÔNICO Art. radiotelegráfico ou telefônico. 266. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". todos os serviços análogos (gás. A figura é considerada de perigo abstrato. radiote/egráfico ou te/efôn/co ■ Objeto jurídico: O funcionamento dos serviços telegráficos. no que ele afeta a incolumidade pública. e multa.Arts. ■ Tipo objetivo: Duas são as modalidades contidas no art. não .12. Aplicam-se as penas em dobro. ■ Ação penal: Pública incondicionada. praticamente. de um a três anos. radiotelegráficos ou telefônicos. com a consciência de poder criar perigo comum.11. abrangendo. Figura qua/ificada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A pena é aumentada de um terço até a metade. São expressamente indicados serviços de água. apenas. força ou calor (produção e distribuição). ■ Greve: A obstrução de entrada e saída de funcionários e veículos de empresa de ônibus por grevistas não constitui o crime deste art.099/95). Interromper ou perturbar serviço telegráfico. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 265 do CP. a perturbação do serviço. 89 da Lei n° 9. 8331). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.829. 266. ■ Tentativa: Admite-se. art. que consiste na vontade de atentar. de 14. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa é ilícito administrativo e não o ilícito penal deste art. luz.79.). que requer ato atentatório que resulte ao menos em perigo presumido (TJSC. 265 do CP.

265 do CP. mediante a propagação de germes patogênicos: Pena — reclusão. art. Ap. de um a três anos. também.01. entendemos que. com o impedimento ou dificultação. embaraçar) o seu restabelecimento. 266 do CP (TFR. se resulta morte.538/78. do CP. II. Ill. ■ Tentativa: Admite-se. 2 2 . a. 260. Código Brasileiro de Telecomunicações — Lei n°4. Figura qua//ficada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: Se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública (catástrofe. vide art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Se há interceptação telefônica (escuta direta e secreta de conversa alheia). § 1 2 . Inexiste forma culposa.11. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Em face do princípio da isonomia (art. § 1 2. 15 da Lei n°7.02. da Lei n° 6. e multa. p. perturbar tem. atrapalhar. I I I. 8331). desorganizar. 151. 266 visa ao serviço. da Lei n° 10.829.1. b. caput. 10 da Lei n° 9. O serviço acha-se interrompido e a conduta do agente é impedir(não permitir) ou dificultar (tornar mais difícil. ■ Furto de fios telefônicos: Vide jurisprudência na nota ao art.541 Código Penal Arts. a partir da vigência da Lei n° 10. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa que lhe coube é ilícito administrativo e não o delito do art. § 1 2. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". Interromper é paralisar. art. 151. Causar epidemia.7. Segunda modalidade. § 1°. de dez a quinze anos. Primeira modalidade. Se há sabotagem por motivação política. sem ordem judicial.259/01. se o comportamento é interromper ou perturbar aparelho telegráfico ou telefônico determinado. ■ Consumação: Com a efetiva interrupção ou perturbação. ■ Tipo subjetivo: O dolo. com consciência de que pode criar perigo comum. 5°. de maneira que. Vide. a pena é de detenção. ■ Ação penal: Pública incondicionada.259. DJU 7. ■ Pena: As penas do caput são aplicadas em dobro. art. Se do fato resulta morte. da CR/88) e da analogia in bonam partem. desgraça pública). fazer cessar. ■ Pena: Detenção. que consiste na vontade de praticar as ações incriminadas. No caso de culpa. 3. aqui. do CP. de 12. em vigor a partir de 12. ou a comunicação entre duas pessoas. de dois a quatro anos. Entende-se que basta o perigo presumido.296/96. ■ Transação: De acordo como art.117/62 e nota a respeito no art. Se há sonegação ou destruição de correspondência postal. Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PUBLICA EPIDEMIA Art. pois é vedado o emprego de interpretação analógica para punir alguém.170/83 (Lei de Segurança Nacional). A norma do art. de um a dois anos. não haverá enquadramento nesta figura. ou. 40. § 2 2 . parágrafo único. 267. a pena é aplicada em dobro. do CP. a significação de desarranjar. art. ainda. 266 e 267 abrangendo o serviço postal e a radiotelefonia.79. Se a conduta impede ou perturba serviço ferroviário. ou. ■ Confronto: Se a ação é impedir a comunicação entre duas pessoas. . a transação será cabível.

cogumelos microscópicos e protozoários) capazes de produzir moléstias infecciosas. transmitir. 76 da Lei n 2 9. p. ■ Tentativa: Admite-se. II. motivar. Direito Penal.7. dentista ou enfermeiro. considera § 1 2 ). 121. multiplicar. Sobre as conseqüências dos crimes hediondos. bactérias. especialmente a saúde pública. p. Parágrafo único. O perigo é considerado presumido. ■ Consumação: Com o surgimento da epidemia. 6 2 da Lei n 8. 89 da Lei n° 9. v. A pena é aumentada de um terço. A doutrina tradicional divide-se.072/90. de dois a quatro anos. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. cabe a transação na primeira parte do § 2 2 (art.90. farmacêutico. ao definir como crime hediondo a epidemia dolosa com resultado morte. ■ Pena: Reclusão. representado pelo especial fim de causar epidemia. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena — detenção. 19). não retroage. IX. primeira parte (art.072. rickettsias. 100 do CP.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. do CP. 267 e 268 Código Penal 542 ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Exemplos: epidemia de varíola. 1965. em conformidade como art. 267. Se da conduta culposa resulta morte. INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA PREVENTIVA Art. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 18. culpa pelo resultado letal (vide CP. 831) ou o "genérico" ( MAGALHÃES 2 NORONHA." (FLAMÍNIO FAVERO. 1950. FRAGOSO. 0 meio de execução é indicado pela lei: mediante a propagação de germes patogênicos. ■ Tipo objetivo: O núcleo causar tem a significação de provocar. v. caput. no caput) resulta morte (preterdolo). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. por ser mais gravosa para o acusado. art. Germes patogênicos são os microrganismos (vírus. Código Penal Brasileiro. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Assim. a pena é de detenção. Epidemia 2 ■ Alteração: O art. 268. Morte (§ 1°) Figuras culposa simples e qualificada (§22 ) ■ Noção: Se a epidemia é causada pela falta do cuidado objetivo necessário ( vide art.Arts. indicando o "dolo específico" (H. febre tifóide etc. IV. Infringir determinação do poder público. e multa. 2 ■ Irretroatividade: A Lei n 8. 2 2 ■ Crime hediondo: 0 art. ■ Sujeito passivo: A coletividade. XLIII. de dez a quinze anos. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 . ■ Ação penal: Pública incondicionada. Para ■ Noção: Se do fato (a conduta descrita 2 que incida esta forma qualificada do § 1 é necessário que o agente tenha. A figura culposa é prevista no § 2 . 15).099/95). do CP). ■ Pena: A do caput é aplicada em dobro. a pena é de detenção.099/95). 5 . . com o aparecimento de casos em número que dá o caráter de epidemia. febre amarela. p. 6). produzir. I II. de um a dois anos. ao menos. hediondo o da CR/88. de 25. Epidemia é "o contágio de uma doença infecciosa que atinge grande número de pessoas habitantes da mesma localidade ou região. só alcançando os fatos ocorridos a partir da sua vigência. 1 2 da Lei n 8. O comportamento pode ser comissivo ou omissivo. 1995. ou seja. v. ■ Tipo subjetivo: O dolo (vontade livre e consciente de propagar) e o elemento subjetivo que o tipo contém. vide nota Crime hediondo no art. crime de epidemia com resultado morte (art. até mesmo a própria pessoa infectada. Propagação é o ato de difundir. de um mês a um ano. se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico.

b. que possui a significação de violar. ■ Pena: Detenção. 1965. parágrafo único. v. v. não retroage ( HUNGRIA. p. mas não se pode deixar de fazer concessões ( MAGALHÃES 2 NORONHA. divide-se a doutrina em três posições: a. da Lei n 2 10. Infração de me. transgredir. 104). 2 ■ Sangue: A inobservância das normas da Lei n 7. Em face do princípio da isonomia (art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". p. ■ Consumação: Com a violação. resulta lesão corporal ou morte. 104). Comentários ao Código Penal. de um mês a um ano. 52 . v. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. retroage em favor do agente. portaria ou regulamento que tenha caráter de ordem ou proibição. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. precisa-se demonstrar qual foi a determinação do Poder Público descumprida (TACrSP. e multa. 268 do CP é norma penal "em branco". ■ Erro: O eventual erro do agente deve ser apreciado à luz do art. 268 ■ Transação: De acordo como art.■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 1959. O crime é considerado de perigo abstrato.099/95). 3 do CP.259. Figura qua//ficada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. 268 do CP (cf. no particular aspecto da saúde pública.099/95). RT Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . configura o delito do art. também cabe a transação no parágrafo único. 258 (art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Trata-se de norma penal "em branco". preventiva ■ Sujeito passivo: A coletividade. 76 da Lei n 2 9. que dispõe sobre a obrigatoriedade do cadastramento dos doadores e a realização de exames laboratoriais. a partir da vigência da Lei n e 10. 258 (art. em princípio não retroage. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Remissão: Vide arts. em vigor a partir de 12. art. 833). desrespeitar. da infração de medida sanitária. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 1959. dentista ou enfermeiro.543 Código Penal Art. a transação será cabível. c. Assim. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. 9 2 daquela lei). cabe a transação no caput . IX.259/01. ■ Norma em branco: Como o art.01. representado pela vontade livre e consciente de infringir a determinação. 285 c/c art. Tal complemento deve visar a impedir a introdução (entrada) ou propagação (difusão) de doença contagiosa (estado mórbido contagioso ao homem). entendemos que. FRAGOSO. 285 c/c o art. de 12. Não há forma culposa. caput.02. onde expomos o nosso entendimento totalmente favorável à primeira (a) posição. excluindo a ili citude ( H. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 76 da Lei n 2 9. 11). Ill. Como observa HUNGRIA. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. IV. A respeito. ■ Tipo objetivo: O núcleo é infringir. "deve apresentar-se o descumprimento de especial dever que incumba ao agente. desde que não haja morte — CP.099/95). 1995. farmacêutico. 89 da Lei n2 9. Na hipótese de revogação da norma complementar. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. p. Direito Penal. 285 c/c art.649/88. 2 2 . art. que se completa com a existência de outra lei. IX. art. v. decreto. em razão do cargo ou profissão" ( Comentários ao Código Penal. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ainda que haja lesão corporal grave ou morte — CP. 285 e 258 do CP se. 100 do CP. desobedecer. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. dida sanitária ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. O que se pune é a conduta de infringir determinação do Poder Público.1. 21 (erro de proibição) ou 20 (erro de tipo) do CP. vide nota ao art. p. art. no caso concreto.7. ■ Tentativa: Admite-se. 258 (art.

285 c/c art. 269. 7 2 . cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. v. RT 725/619). 268 quando o agente viola norma sanitária específica destinada a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa determinada e não qualquer dispositivo de regulamento sanitário (porcos alimentados no lixão da prefeitura) (TACrSP. pois consigna doença cuja notificação é compulsória.283). caput. IX .Arts. Julgados 96/126). ■ Sujeito ativo: Somente o médico (delito próprio). ■ Tipo objetivo: Deixar de denunciar(omitir-se em comunicar) à autoridade pública é a conduta que se incrimina ao médico. Em face do princípio da isonomia (art.5. 285 c/c o art. 154 do CP. de 12. ■ Portaria n° 1. Não se caracteriza o delito do art. decretos e. v. no especial aspecto da saúde pública. 52 . Quanto ao que se deixa de denunciar. peste. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.430/74 (TARS. 268 do CP e não o do art. Assim. febre amarela.1.da Lei n2 8.02. 258 (art. doença meningocócica e outras meningites. 837). coqueluche. I. Versando o crime do art. vendendo a carne a este. a partir da vigência da Lei n°10. não pode o Ministério Público invocar portaria sobre poluição ambiental (TJSP. art.259. 89 da Lei n°9. convertendo-a em imprópria para o consumo. RT 402/269) consumando-se com a mera transgressão da norma ou determinação oficial (abate clandestino de gado) (TACrSP. leishmaniose tegumentar e visceral. n°1. 269. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. p. RT 705/337).137/90 (TACrSP. não estando esta exposta à venda. O abate irregular de reses e o transporte da carne em condições precárias. Jurisprudência. 1975.259/01. RT726/746). Em todo o território nacional (cólera. Sua complementação é encontrada em outras leis. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP.■ Transação: De acordo como art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior tificação de doença a dois anos. especialmente. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Omissão de no. não estando regulamentado pelo Decreto Complementar n° 24. 100 do CP. hanseníase. parágrafo único. 268 (FRANCESCHINI. ■ Não basta regra genérica: O dispositivo administrativo que contém mera regra genérica de higiene não preenche a norma penal "em branco" do crime do art. 268 e 269 Código Penal 544 507/414).099/95). raiva humana. Evidentemente. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória: Pena — detenção. dengue. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 268 sobre doença contagiosa.01. do Ministério da Saúde: E compulsória a comunicação das seguintes doenças: 1. de seis meses a dois anos. poliomielite.099/95). Como registra HELENO FRAGOSO. essa denúncia que se impõe ao médico é justa causa que exclui a caracterização do crime do art.96. rubéola e síndrome de . a norma penal é "em branco". a transação será cabível. 76 da Lei n°9. ■ Abate de animais: No crime do art. em vigor a partir de 12. 268 do CP o perigo comum é presumido (TACrSP.7. de 24. 1965. III. oncocercose. doença de Chagas — casos agudos. 2 2 . regulamentos. pessoalmente. configura o delito do art. O delito é omissivo puro. e multa. mv— RT644/ 272). art. entendemos que. 268 do CP se o agente abate um leitão para reparti-lo como vizinho. Ocorre o crime do art. OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA Art. febre tifóide.100. examinado o enfermo (Lições de Direito Penal — Parte Especial. o abate de pequenos animais para consumo entre uma ou duas famílias constitui prática muito comum no interior do Rio Grande do Sul. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 258 (art. embora a lei não exija que o médico tenha assistido ou examinado o doente. ele somente poderia fazer com seriedade a denúncia se houvesse. difteria. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. da Lei n° 10. cabe a transação no art.

da CR/88) e da analogia in bonam partem. tuberculose. em conformidade com o art. hepatites virais). 76 da Lei n 2 9. Paraíba. a transação será cabível. desde que não resulte morte — CP. o qual. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Não há forma culposa.072/90. Ceará. todavia.930/94. sarampo. 285 c/c art. a água ou a substância envenenada. a partir da vigência da Lei n° 10. 89 da Lei n 2 9. 2 ■Transação: De acordo com o art. síndrome da imunodeficiência adquiri da — AIDS. e multa. ■ Pena: Detenção. Rio Grande do Norte. 285). Assim. 270. parágrafo único. de seis meses a dois anos. Pernambuco e Sergipe. XLIII.545 Código Penal Arts. § 1 2. 100 do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2. ENVENENAMENTO DE ÁGUA POTÁVEL OU DE SUBSTÂNCIA ALIMENTÍCIA OU MEDICINAL Art. e não também do farmacêutico (TACrSP. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. que deu nova redação ao art.1. 2. caput. ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo: Pena — reclusão. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Tentativa: Não se admite. 1 9 da Lei n° 8. 258 (art. de seis meses a dois anos. tétano. Está sujeito à mesma pena quem entrega a consumo ou tem em depósito. Em áreas específicas (esquistossomose — exceto nos Estados do Maranhão. art. 270 desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. na ausência destes. Em face do princípio da isonomia (art. 22 . se resulta lesão corporal ou morte. Envenenar água potável. foi excluído da relação dos crimes hediondos pela Lei n 2 8. da CR/88. 5 2 . Se o crime é culposo: Pena — detenção. em vigor a partir de 12. para o fim de ser distribuída.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. 270 c/c art. pois é delito omissivo puro. de 12.099/95).7. ■ Tipo subjetivo: O dolo.099/95).259. ■ Crime não hediondo: O art. 62 da Lei n° 8. entendemos que. Na escola tradicional é o "dolo genérico". de uso comum ou particular. varíola. malária — exceto na região da Amazônia Legal).259/01. 1 2 da Lei n°8. 285 c/c o art. filariose — exceto Belém. considerava hediondo o crime de envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. Jurisprudéncia ■ Só o médico pode ser agente: A obrigação de denunciar só é exigida do médico. Envenenamento de água potáve/ ou de substância a/imentíc/a ou medicina/ ■ Alteração: O art. RT492/355). ■ Consumação: Com o esgotamento de eventuais prazos regulamentares ou. da Lei n 10. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 269 e 270 rubéola congênita. com a prática de ato inconciliável com a obrigação de denunciar. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 285 e 258 do CP. Alagoas. 5 2 . Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts. sífilis congênita. 258 (art.02. cabe a transação no § 2 2 do art. art. consistente na vontade livre e consciente de praticar a omissão.072/90.01. MODALIDADE CULPOSA § 22. de dez a quinze anos. . Piauí.

O objeto material é indicado: a. ■ Noção: Se o envenenamento (caput). o elemento subjetivo do tipo. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Agua potável: O conceito de potabilidade da água é relativo. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. desclassifica-se para a corrupção de água. a título oneroso ou gratuito. a segunda conduta constituirá fato posterior impunível. de seis meses a dois anos. art. especialmente a saúde pública. 270 Código Penal 546 ■ Retroatividade da Lei n` 8. 270 com resultado morte do rol dos crimes hediondos. para o fim de ser distribuída. ■ Tentativa: Admite-se. com conhecimento do destino de consumo comum e do perigo coletivo. Entende-se como sendo a substância destinada à cura. Ou (substância) medicinal destinada a consumo. Na b. Ter em depósito. ■ Sujeito passivo: A coletividade. b. Agua potável é a chamada água de alimentação. absorvida. A água pode destinar-se a uso comum ou particular. 271 e 272 do CP. que o agente tenha consciência de que se trata de água ou substância envenenada. em ambos os casos. ■ Consumação: Embora o crime do art.Art. ainda. ■ Consumação: Com a superveniência da situação de perigo comum. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Entregar a consumo é fornecer. excluindo-se outras águas que têm serventia diversa. ■ Confronto: A corrupção e a poluição são previstas nos arts. RJTJSP 72/307). melhora ou prevenção de doenças de número indeterminado de pessoas. 271 (TJRS. e dado em função do uso que as populações fazem daquela água (TFR. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". 270 seja infração que se consuma independentemente de resultado. de dez a quinze anos. Ap. ■ Pena: Reclusão.86. 15007). prevista no art.8. entendendo-se este como a substância mineral ou orgânica que.930/94: A exclusão do delito do art. causa a morte ou dano sério ao organismo. Se o agente envenenar a água (caput) e depois distribuí-la. não bastando a simples guarda sem tal finalidade. p. Água potável. entrega ou depósito (§ 1 2 ) são resultado da desatenção do agente ao dever de cuidado objetivo (vide comentário ao CP. como as não potáveis. há. A modalidade culposa é prevista no § 2 2 . c. ■ Tipo objetivo: O núcleo envenenar tem a significação de pôr ou lançar veneno. retroage. Substância alimentícia (destinada a consumo). Exige o fim de distribuir. ■ Pena: Detenção. Entrega a consumo (§ 12 ) ■ Tipo objetivo: a. de uso comum ou particular.710. ■ Consumação: Com a entrega ou depósito. independentemente de efetivo consumo ou distribuição. II). ■ Tipo subjetivo: É o dolo. 285 e 258 do CP. É a substância destinada à alimentação (líquida ou sólida) de indeterminado número de pessoas. E indispensável. a indeterminado número de pessoas. que consiste no especial fim de agir ("dolo específico" para os tradicionais): a finalidade de distribuir. que consiste na vontade livre e consciente de envenenar. ele só se aperfeiçoa quando o perigo atinge a vida ou Figura cu/posa 02 ) 2 Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. por ser benéfica. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a é igual ao do caput. O perigo é considerado como presumido. RT 726/728. ■ Remissão: Vide arts. ■ Desclassificação: Se a substância que o agente lançou na água tornou-a tão leitosa e malcheirosa que ninguém iria bebê-la e envenenar-se. 18. DJU 28. TJSP. 6. b.

"A poluição das águas do rio Piracicaba". Aguas potáveis são "as águas próprias para a alimentação. preparo de alimentos e bebidas etc.01. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único. com conhecimento do perigo para indeterminado número de pessoas. independentemente de real dano às pessoas. 52 . servindo para qualquer espécie de consumo (bebida. 285 c/c o art. parágrafo único. não apenas um número limitado delas (TJSP.259/01. de dois a cinco anos. 271. 1996. 100 do CP. especialmente a saúde pública. a partir da vigência da Lei n 2 10. Corrupção ou poluição de água potável ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. aqui. Por sua vez. veja-se minuciosa defesa em caso de poluição de águas fluviais: DANTE DELMANTO. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo única Se o crime é culposo: Pena — detenção. de 12. a não ser que resulte morte — CP. 0 objeto material é água potável. RT 453/355). 2 2 . ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 285 c/c o art. ■ Consumação: Com a efetiva impropriedade ou nocividade provocada pela corrupção ou poluição. Tais águas não podem apresentar um teor de chumbo. E requisito do tipo. que a corrupção ou poluição torne a água imprópria para o consumo (sem potabilidade) ou nociva à saúde (prejudicial. tornando-a imprópria para consumo ou nociva à saúde: Pena — reclusão. serão consideradas impróprias para alimentação e abastecimento públicos e privados" (FLAMINIO FAVERO. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de uso comum ou particular. da Lei n2 10. pois não se tipifica a conduta de quem corrompe ou polui águas já poluídas.1. de selênio. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 271. art. de arsênico. Corromper ou poluir água potável. macular. 76 da Lei n 2 9. 270 e 271 a saúde de um número indefinido de pessoas. verificando-se desde que a água se torne imprópria ou nociva. ■ Transação: De acordo com o art. poluiré sujar. 258 (art. 1950. pp. . 89 da Lei n 2 9. 258 (art. podendo ser classificadas em águas de fontes e de abastecimento. de cobre e de zinco superior ao fixado na lei. desde que destinadas à alimentação de indeterminado número de pessoas.02. entendemos que.099/95). ■ Sujeito passivo: A coletividade. da CR/88) e da analogia in bonam partem.. ainda. caput. 67). Considera-se que o perigo é abstrato. 265-72. a transação será cabível. Código Penal Brasileiro. de dois meses a um ano. A figura culposa é prevista no parágrafo único.). CORRUPÇÃO OU POLUIÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL Art. consistente na vontade livre e consciente de corromper ou poluir.099/95).547 Código Penal Arts. pois.7. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Tipo objetivo: O verbo corromper tem. desnaturar.259. 6á ed. cabe a transação no parágrafo único do art. A respeito. infectar. portanto. se assim acontecer. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de fluoretos. art. de uso comum ou particular. É indispensável. a significação de estragar. IX. em vigor a partir de 12. p. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". em Defesas que Fiz no Júri. As águas podem ser de uso comum ou particular. que se demonstre a anterior condição de ser a água potável. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Assim. danosa à saúde). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. desde que não resulte morte — CP. v. conspurcar.

49. ■ Remissão: Vide arts. tem em depósito para vender ou. ■ Qualidade anterior: "A lei pune quem corrompe ou polui água potável. pelos motivos constantes dos autos. ou estiver tornando mais grave situação de perigo existente.7. e multa. em vigor a partir de 12. tornando-a imprópria para o consumo ou nociva à saúde. ■ Confronto: Se há envenenamento das águas. RT301/84). CORRUPÇÃO. Está sujeito às mesmas penas quem pratica as ações previstas neste artigo em relação a bebidas. 54. e se as águas do rio Piracicaba. de dois meses a um ano. 270 do CP. 272.. de 12. ■ Pena: Reclusão. §§ 1° e 2°. p. mv— RJTJSP 121/348). art. Quanto à poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público. vide art. já não eram potáveis. vende. se da corrupção ou poluição resulta morte ou lesão corporal.804/89.1. em DANTE DELMANTO. 2°.938/81. 271 e 272 Código Penal 548 ■ Tentativa: Admitimos a possibilidade de sua ocorrência. mv RT572/302). de um a dois anos. corrompido ou adulterado. habitualmente usada por indeterminado número de pessoas (TJSP. 6a ed. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE SUBSTÂNCIA OU PRODUTO ALIMENTÍCIO Art. com redação dada pela Lei n° 7. II). art. §1 2. Ill. falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. e multa. distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado. Defesas que Fiz no Júri. Corromper. bastando que se trate de água que se possa razoavelmente utilizar para beber e cozinhar. Ap. Se o poluidor expuser a perigo a incolumidade humana. § 1 2 -A.283. Incorre nas penas deste artigo quem fabrica. expõe à venda.01. 285 e 258 do CP. consistente em servir para beber e cozinhar (TJSP. § 2°. da Lei n°10. 18. animal ou vegetal. MODALIDADE CULPOSA § 2 2. cuidando-se de pena máxima cominada não superior . 272). de quatro a oito anos. ■ Transação: De acordo com o art. 1996. tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo: Pena — reclusão.605/98. da Lei n° 9. 15. mas também a potabilidade menos rigorosa. A expressão potável deve abranger não só a potabilidade bioquímica.Arts. Figura culposa (parágrafo ún/co) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se a corrupção ou poluição é causada pela não-observância do dever objetivo de cuidado (vide CP. com ou sem teor alcoólico. ■ Pena: Detenção. adulterar. certa é a conclusão de que não houve crime algum" (TJSP. da Lei n 9 6. vide o crime do art. embora haja opiniões em contrário. importa. parágrafo único. de qualquer forma.02. ■ Tipificação: Para a tipificação é imprescindível que se prove a potabilidade da água e que seja ela ingerida habitualmente por indeterminado número de pessoas (TJSP.259. Se o crime é culposo: Pena — detenção. FALSIFICAÇÃO. de dois a cinco anos. Não é necessário que a água seja irrepreensivelmente pura.

271 do CP. ■ Pena: Reclusão. ■ Consumação: Quando a substância ou produto se torna nocivo à saúde ou tem seu valor nutritivo reduzido. 89 da Lei n° 9. Falsificação. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. de quatro a oito anos. consistente na vontade livre e consciente de corromper. danoso á saúde humana. caput. caput. corromper. são previstos quatro núcleos: a. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. adulterar.521/51 (crime contra a economia popular). alterar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. E imprescindível que a corrupção. 258 (art.677.7. da Lei n° 1. da CR/88) 2 entendemos que. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2°. art. IX.549 Código Penal Art. desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. que significa mudar. art. alterar. em condições impróprias ao consumo. Se a ação é de envenenar água potável ou substância alimentícia ou medicinal. da Lei n2 8.099/95). mudar. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. b. ou entrega de matéria-prima ou mercadoria. torne a substância ou o produto alimentício nocivo à saúde ("tornando-o nocivo à saúde"). a transação será cabível. 2 2 . 285 c/c art. e art. especialmente no aspecto da saúde pública. Ao contrário de outros crimes. III e V. b e d podem ser comissivos ou omissivos.259/01. falsificar. art. o atual art. 52 . vide art. falsificar ou alterar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 32). 285 c/c o art. neste não basta que a substância ou produto se torne impróprio para o consumo. Na escola tradicional é o "dolo genérico".98. art. que se entende por contrafazer. c. Se não houver perigo para a saúde pública. líquida ou sólida. se transforme em nocivo à saúde ou tenha seu valor nutritivo reduzido. cabe a transação no § 2 2 do art. ■ Alteração: Artigo e parágrafos com redação dada pela Lei n° 9. ■ Tentativa: Admite-se. que só incriminava a conduta que tornasse a substância alimentícia nociva à saúde. Igualmente. a destinação da substância ou produto a consumo público não pode ser presumida. A figura culposa está prevista no § 2 2 . Os núcleos a. Econõmica e contra as Relações de Consumo). Assim. Absurdamente. número indeterminado de pessoas. Observe-se que. mas deve ficar comprovada. modificar. 76 da Lei n° 9. com conhecimento da destinação a consumo da substância ou do produto e do perigo comum. dar aparência de genuíno ao que não é. enquanto o c deve ser comissivo. que tem a significação de estragar. 272.099/95). ou seja. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. ou seja. 100 do CP. reduza o valor nutritivo da substância ou produto alimentício ("reduzindo-lhe o valor nutritivo"). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. modificar para pior. ao contrário do antigo art. como no exemplo clássico da adição de água ao leite.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). isto é. adulteração ou alteração de substância ou produto allmentício (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. segunda parte (art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. prejudicial. b. assim. ferindo. adulterar. Em face e da analogia in bonam partem. Como objeto material indica-se a substância ou o produto alimentício (destinado a consumo). transformar. o novo artigo pune com a mesma severa pena duas condutas de gravidade muito diferente. corrupção. de indeterminado número de pessoas. 72 . ■ Confronto: Se há venda. desnaturar (alterando a própria essência). 272 a dois anos. 272. a partir da vigência da Lei n 10. . art. E a substância ou o produto destinado à alimentação. ■ Tipo objetivo: Alternativamente. d. 258. ■ Sujeito passivo: A coletividade. adulteração. 272 passou também a punir a redução do valor nutritivo da substância ou produto alimentício. do princípio da isonomia (art.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. 270 do CP. 66 da Lei n°8. falsificação ou alteração: a. sendo necessário que. e multa. Se a corrupção é de água potável. todavia. efetivamente. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. de 2. infectar.

a pena mínima será de um ano e seis meses. 258). vender. Fica dela excluída a falsificação. 272 (TJSP. 272 a prova de ter a substância se tornado nociva à saúde (TJSP. a pena aumenta-se de metade. fabricar (produzir na fábrica. de qualquer forma. se resulta morte. IX. corrompido ou adulterado. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. apenas. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são: a. Direito Penal. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a corrupção. preparar). aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda. III. Quanto às condutas equiparadas do §1 incluem-se na previsão culposa do § 22 as de quem vende. manufaturar. pois esta. vide nota no caput. que dificilmente se imaginará não dolosa. ciente da corrupção. também. expor. vender(alienar a título oneroso). 852. com oferecimento. pune-se mais severamente o crime deste art. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. Da modalidade culposa fica excluída a fabricação. Em virtude desta falha do legislador. ainda. IV. § 32 . tem em depósito para vender. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. a adulteração e a alteração. as bebidas com ou sem teor alcoólico (§1 2 ). que é de um a três anos. salvo nas condutas de expor e ter em depósito ("dolo específico"). ou. v. 267". RT632/282). ■ Incongruência: Dispõe o art. 258. se do fato resultar lesão corporal. distribuir ou entregar a consumo.Art. 116. que era de seis meses a um ano de detenção. salvo quanto ao definido no art. ou seja. 18. II. foi aumentada para um a dois anos de detenção pelo novo § 2 2 do mesmo artigo. RJTJSP 102/431. tenham elas teor alcoólico ou não. falsificação ou alteração da substância ou produto. ter em depósito. ou. 29). 272. a pena mínima será de um ano e quatro meses. Assim. não pode ser culposa (em igual sentido: H. c/c art. A figura culposa abrange. de qualquer forma. o elemento subjetivo do tipo. FRAGOSO. 1965. do CP). a vontade livre e consciente de fabricar. 599/319). v. RT 605/296.677/98 (antigos arts. ■ Tipo subjetivo: O dolo. a forma culposa abrange. 272 Código Penal 550 Condutas equiparadas (§12-A) ■ Objeto jurídico. ■ Tipo objetivo: Sujeita-se às mesmas penas do caput o agente que pratica as ações previstas no caput ou no § 1 2-A em relação a bebidas. importar (fazer vir de outro país). 272 e 273) . 121. HUNGRIA. obviamente. O art. c. entendendo-se não ser necessário que o agente seja comerciante. 272 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte. ■ Nocividade: É essencial à figura deste art. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. p. gratuita ou onerosa). e multa. aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. aumentada de um terço". b. se do fato resulta lesão corporal. Já se o resultado for morte. distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado. f. Quanto ao objeto jurídico. há. de venda). consistente no especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). com o fim especial de vender). 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. Quanto à forma culposa. importa. v. d. adulteração. Nas hipóteses de exposição e depósito. 1959. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". cessão. de um a dois anos. por sua vez. A pequena quantidade de bromato de potássio Bebidas a/coó//cas ou não (§ 1 2 ) Figura cu/posa (§ 22 ) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência anterior à Lei n2 9. 32). atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. distribuir (dar. ainda que tácito. importar. ■ Objeto jurídico. e. p. sujeitos ativo e passivo: Vide nota ao caput. troca. repartir) ou entregar a consumo (dação. estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. vide nosso comentário ao § 2 2 . nos termos do art. expõe à venda. MAGALHÃES NORONHA. Não basta a conclusão do laudo de que a substância continha produto de adição proibida. ■ Pena: Detenção. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide comentário no art. entregar. quanto à figura culposa. Comentários ao Código Penal. sujeitos ativo e passivo: Vide nota no caput. p. 1995. caso não informe se a quantidade adicionada tornava a substância nociva. Lições de Direito Penal — Parte Especial.

efetivo dano a alguém. Nas mesmas penas incorre quem importa. 277). Configura o delito do art. a adição de "sulfito de sódio" à carne crua e moída (TJSP. a colocação de uísque nacional em garrafa de estrangeiro (TJSP. II e § 1 2. 171. E nele que se enquadra a venda de uísque nacional em vasilhame de estrangeiro (TACrSP. certo e determinado (TACrSP. ■ Crime de perigo: O art. Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos. 273 do CP. b. e não individual. IV. I.677/98 ■ Dolo: Se a carne exposta à venda em estado de putrefação não foi adulterada. por ser substância alcoólica e não acarretar nocividade a troca de uísque estrangeiro por nacional (TJRJ. Falsificar. 272 (TJRN. d. 275. 273. 275 (TJSP. 582/295). Julgados 95/196). RT 554/417). c. RT 453/352. expõe à venda. corrompido. RT533/300). ■ Perigo a pessoas indeterminadas: Não se configura a modalidade culposa do § 22 se a substância medicinal foi preparada para uma determinada pessoa. RT611/351). 272 dispensa saber se houve. ■ Exame de corpo de delito: No Estado de São Paulo. mas sim no art. RT772/666). Não tipifica. tem em depósito para vender ou. última parte. pois há a substituição de elemento da sua composição normal (TJRJ. corrompida ou falsificada voluntariamente pelos agentes. Jurisprudência posterior A Lei n 2 9. §1 2-A. ■ Conhecimento: Ainda que provados fato e autoria. Art. sob pena de o exame de corpo de delito tornar-se imprestável (TJSP. 273. 276. Configura o crime do art. Contra: Não configura. RT 453/352). 273. ou a substituição o torne inferior (TJSP. São apontados diversos enquadramentos no CP (arts. e multa. CORRUPÇÃO. jurisprudência no art.551 Código Penal Arts. §1 2-B. pois é crime de perigo (TJSP. 276 do CP. Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1 2 em relação a produtos em qualquer das seguintes condições: . corromper. Julgados 78/250). 656/278. de qualquer forma. RT698/328. 486/264. ■ Substituição em alimento: Configura o crime do art. também. a utilização de carne de cavalo na fabricação de lingüiça. sob o título Bromato. Julgados 85/488). FALSIFICAÇÃO. Art. 171. 272 e 273 adicionada ao pão não chega a torná-lo nocivo à saúde (TJSP. adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. RT 605/296). os saneantes e os de uso em diagnóstico. Vide. II. §1 2 . de dez a quinze anos. 273. A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro tipifica o delito do art. pois o perigo deve ser comum. RT 403/295) ■ Uísque: E muito controvertida a tipificação da conduta de quem falsifica uísque ou coloca uísque nacional em recipiente de similar estrangeiro. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. A venda de uísque nacional em garrafas de estrangeiro não se enquadra no art. a colheita de amostras deve ser realizada de conformidade com o Decreto estadual n° 12. § 2 2. RJTJSP 114/509). 275 do CP. contra: TACrSP. 175. RT 536/277). RJTJSP 104/426). adulterado ou alterado.342/78. não há se falar na caracterização do crime do art. os insumos farmacêuticos. 276 (TJSP. as matérias-primas. 175 do CP. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE PRODUTO DESTINADO A FINS TERAPÊUTICOS OU MEDICINAIS Art. 453/332). RT 540/271. ou não. Art. caput e § 2 2 . IV. pois uísque não é substância alimentícia nem medicinal (TJSP. Art. RT613/346-7. vende. absolve-se o acusado se não houver prova de que sabia do estado adulterado da carne que vendia (TACrSP. 274. Alguns exemplos: a. os cosméticos. ■ Alteração em refrigerante: E necessário que a alteração seja perniciosa ou reduza o valor. A favor.

e multa. o que só veio a fazer no §1 2 . em um Estado Democrático de Direito. adulteração ou alteração de produto terapëut/co ou medicina/ (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Consumação: Com a falsificação.072/90).677. que requer a "redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade". Ao contrário do art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 273 Código Penal 552 I — sem registro. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. enquanto o a deve ser comissivo. número indeterminado de pessoas. O objeto material é o produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. quando exigível. apud JoAo MELO FRANCO e HERLANDER ANTUNES MARTINS. 374-7. Almedina. Assim. Dicionário de Conceitos e Princípios Jurídicos. inadmitindo punição sem que haja real ofensa ao bem jurídico tutelado. cf. e multa. no órgão de vigilância sanitária competente. II — em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior. ou seja. Falsificação. c e d podem ser comissivos ou omissivos. . 273. 272 do CP. art. ■ Pena: Reclusão. § 1 2-A e § 1 2-B (Lei n°8. segunda parte (art. MIGUEL REALE JÚNIOR. § 1 2 .98. pp. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 .7. 1993. ainda que não seja comerciante ou industrial. ■ Crime hediondo: Caput. 258. ■ Confronto: Vide nota ao art. alterar (vide seus significados no art. adulterar ou d. Atualmente. além de não ter feito menção á exigência de destinação a consumo. 399). a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. Os núcleos b. in RT763/423). especialmente a saúde pública.Art. ■ Tentativa: Admite-se. c. tem questionado a constitucionalidade dos chamados tipos penais de perigo abstrato. Direito Constitucional. de dez a quinze anos. Ill — sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização. IV — com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade. 89 da Lei n° 9. adulteração ou alteração do produto. ciente do perigo comum e da destinação do produto para fins terapêuticos ou medicinais. p. A figura culposa está prevista no § 2 2 . ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. corrupção. "A inconstitucionalidade da lei dos remédios". VI — adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente. V — de procedência ignorada. somente fazendo-o em seu §1 2 -B. MODALIDADE CULPOSA § 22. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. "o valor supremo da sociedade política é a liberdade. corrupção. 272. de um a três anos. o legislador. ■ Sujeito passivo: A coletividade. a doutrina. falsificar. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". ■ Tipo objetivo: Os núcleos previstos são os mesmos do artigo anterior: a. 272). não consignou a exigência de perigo concreto para a configuração deste crime. Se o crime é culposo: Pena — detenção. no caput deste art. adulterar ou alterar. IV. b. consistindo a autoridade num sistema de restrições só admissível na medida estritamente indispensável à coexistência das liberdades individuais" ( MARCELO CAETANO. 285 c/c art. 1977. corromper. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. com acerto. corromper. sob pena de inconstitucionalidade por falta de ofensividade ao bem jurídico tutelado (saúde pública). este delito só se configurará quando houver efetiva comprovação da nocividade à saúde de indeterminado número de pessoas ou da real redução do valor terapêutico ou medicinal do produto (nesse sentido. De fato. de 2.099/95). Coimbra.

v. VI. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. corrompido. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. vender. aplica-se a pena cominada ao homicídio cuposo. II. incluem-se na previsão culposa do § 2 as de quem importa. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 273. 273 os medicamentos (substâncias ou preparados que se utilizam como remédios). assim. incluem-se entre os produtos referidos neste art. punidos com severíssimas penas. Quanto às 1959. vender. A figura culposa é prevista no § 2 . p. p. IBCCr70/5 — edição especial. trata-se de lei penal em branco (a respeito. ter em depósito para vender. 258. que é o especial fim de agir. e multa. II. há o elemento subjetivo do tipo ("à venda" e "para vender"). V. de um a três anos. "Há produto novo na praça". O objeto jurídico é o indicado no caput. a forma culposa abrange. vide nota ao art. Quanto à exigência de perigo concreto. bem como da sua destinação para fins terapêuticos ou medicinais. 273 Condutas equi. adulterado ou alterado. por sua vez. estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. os insumos farmacêuticos. Com exceção dos incisos IV e V. que consiste na vontade livre e consciente de importar. ferindo. por não observãncia do cuidado objetivo necessário (vide comentário ao art. os saneantes 2 e os de uso em diagnóstico. De forma absurda. a consumo (vide significados no §1 2A do art. expor à venda. em desacordo com a fórmula constante do registro. 267". 32). b. Nas formas de expor e ter em depósito.■ Objeto jurídico. 2 condutas equiparadas do § 1 2 . adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária. Não é necessário que o agente seja comerciante. quando for exigível. em relação a produtos em quaisquer das seguintes condições: I. 116. ■ Pena: Detenção. vide nota. nos comentários ao caput deste artigo. expõe à venda. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. foi aumentada para um a três anos de detenção pelo novo § 2 do mesmo artigo. não pode ser culposa (em igual sentido: H. sem registro na vigilância sanitária. ■ Incongruência: Dispõe o art. 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. ter em depósito. IV. de procedência ignorada. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. se resulta morte. obviamente. 1995. sujeito ativo e sujeito passivo: Vide nota ao caput do artigo. que era de dois a seis2 meses de detenção. v.553 Código Penal Art. c. d. FRAGOSO. ciente da falsificação. salvo nas hipóteses de expor e de ter em 2 depósito. os cosméticos (destinados ao embelezamento) e os saneantes (destinados à higienização e à desinfecção ambiental). MAGALHÃES NORONHA. este § 1 -A inclui entre os produtos objeto deste artigo. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. salvo quanto ao definido no art. ■ Noção: Sujeita-se às penas deste artigo o agente que pratica as ações mencionadas no §1 2 . ■ Ação penal: Pública incondicionada. a adulteração e a alteração. 272). p. Assim. tem em depósito para vender. No mesmo sentido. sem a caracterização da identidade e qualidade admitidas para sua comercialização. de qualquer forma. 852. I II. sob o mesmo título. do CP). se do fato resultar lesão corporal. Direito Penal. pois esta. Lições de Direito Penal — Parte Especial. expor. Fica dela excluída a falsificação. a pena mínima será de um ano e Produtos em outras condições (§ 19--B) Figura culposa Morte ou /es 'do corpora/ . a pena aumenta-se de metade. in Bol. vende. aumentada de um terço". 18. distribuir ou entregar. IV. os cosméticos. HUNGRIA. ALBERTO SILVA FRANCO. Comentários ao Código Penal. com redução do valor terapêutico ou de sua atividade. se do fato resulta lesão corporal. apenas. importar. I I I. ou. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. e. corrupção. a corrupção. 0 art. Outros produtos (§ 12--A) ■ Equiparação: Por força deste § 1 2 -A. paradas (§ 1 2) ■ Tipo objetivo: São estes os núcleos previstos: a. 1965. 29). IX. as matérias-primas. adulteração ou alteração do produto. de qualquer forma. ■ Tipo subjetivo: O dolo. v. distribuir ou entregar a consumo. 3 2 ). em que se exige o "dolo específico".

Arts. 273 e 274

Código Penal

554

seis meses. Já se o resultado for morte, aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. 121, § 3 2, c/c art. 258), que é de um a três anos, a pena mínima será de um ano e quatro meses. Em virtude desta falha do legislador, quanto à figura culposa, pune-se mais severamente o crime deste art. 273 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte, atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. 32). Jurisprudência anterior à Lei n 2 9.677/98 (art. 273) ■ Alteração ou supressão em medicamento: Em tese, configura o crime a produção de complexo vitamínico com componentes em menor quantidade do que a indicada na sua fórmula (TACrSP, RT625/315). Não basta para a tipificação do delito do art. 273 do CP que haja redução do valor terapêutico; é preciso que tenha havido alteração de substância ou supressão de elementos da composição normal do medicamento (TJSP, RT 302/90). Configura o crime a substituição de óleo de amêndoa pelo de soja, apenas com o aroma daquele, resultando na inexistência ou redução do valor terapêutico (TJSP, RJTJSP 115/231).

EMPREGO DE PROCESSO PROIBIDO OU DE SUBSTANCIA NÃO PERMITIDA Art. 274. Empregar, no fabrico de produto destinado a consumo, revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não expressamente permitida pela legislação sanitária: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Emprego de processo proibido ou de substância não permitida ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente no tocante à saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O art. 274 do CP é norma penal "em branco", posto que se completa com disposições estabelecidas pela legislação sanitária (vide, notadamente, a Lei n° 6.437/77). 0 núcleo é empregar, que possui a significação de fazer uso, usar, lançar mão. O objeto material é produto destinado ao consumo, ou seja, qualquer produto destinado ao consumo público (de indefinido número de pessoas). O que se veda é o emprego, na fabricação, de processo proibido ou de substância não expressamente permitida pela legislação sanitária (revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não permitida de forma expressa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de empregar. Para os tradicionais é o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Com o efetivo emprego do processo ou substância, independentemente de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se do emprego resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, quando há entrega a consumo de produto nas condições deste art. 274.

Morte ou lesão

corpora/

Entrega a consumo

555

Código Penal

Arts. 274 e 275

Jurisprudência anterior à Lei n2 9.677/98

■ Bromato: A adição de bromato no fabrico de pão tipifica, em tese, o delito do art. 274, e é incontestável a nocividade de seu uso, especialmente quando excede determinada proporção (TJSP, RT 586/283; TACrSP, Julgados 80/509). 0 emprego de bromato de potássio na fabricação de pão configura o crime do art. 274 e não do art. 272 do CP (TJSP, RT 600/308, RJTJSP 87/367; TACrSP, Julgados 80/419). 0 bromato de potássio é substância de adição não permitida, em qualquer quantidade, às farinhas e produtos de panificação (TACrSP, RT605/332). Para a condenação, é necessária a prova de ter sido o bromato adicionado ao pão pelo agente, excluindo-se a possibilidade de já ter vindo ele na matéria-prima empregada (TJSP, RT 600/308). ■ Corante não permitido: Configura o delito a adição de corante orgânico amarelo ao fabrico de pão, para dar a falsa aparência de haver sido preparado com ovos (TACrSP, RT 398/318). ■ Atos preparatórios: Ainda que manifesta a intenção do acusado de empregar, no fabrico de produto destinado ao consumo, substância não permitida, deixa o fato de ser punido se não passou dos atos preparatórios (TACrSP, RT 390/332).

INVÓLUCRO OU RECIPIENTE COM FALSA INDICAÇÃO Art. 275. Inculcar, em invólucro ou recipiente de produtos alimentícios, terapêuticos ou medicinais, a existência de substância que não se encontra em seu conteúdo ou que nele existe em quantidade menor que a mencionada: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n 2 9.677, de 2.7.98. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Invólucro ou recipiente com falsa indicação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, embora, geralmente, seja o fabricante. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é produto (resultado de produção) alimentício, terapêutico ou medicinal (destinado à alimentação, líquida ou sólida, ou à prevenção, melhora ou cura de doenças de indefinido número de pessoas). O núcleo inculcar tem a significação de apregoar, apontar, citar, dar a entender. A inculca é feita em invólucro (tudo o que serve para envolver o produto: envoltório, capa, revestimento, cobertura, embrulho etc.) ou recipiente (vidro, lata, plástico, isopor, ou semelhante, em que se pode colocar o produto). Não se enquadram as indicações feitas em prospectos, folhetos ou anúncios. 0 que se veda é a apregoação de: a. existência de substância que não se encontra em seu conteúdo; b. ou que nele existe em quantidade menor do que a mencionada. ■ Tipo subjetivo: O dolo, isto é, a vontade livre e consciente de fazer falsa indicação. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetivação da falsa indicação, sem dependência de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Vide, também, art. 2 2 , Ill, da Lei n° 1.521/51 (Economia Popular), art. 66 da Lei n2 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) e art. 7 2, II, da Lei n° 8.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e contra as Relações de Consumo), se não houver risco para a saúde pública. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

Arts. 275 e 276

Código Penal

556

Morte ou/esão corpora/ Entrega a consumo Jurisprudência anteriorà Lei n 2 9.677/98

■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, quando da falsa indicação resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, se há entrega a consumo do produto com falsa indicação. ■ Perigo à saúde: Para a tipificação do art. 275 é necessário que da falsa indicação resulte perigo à saúde (TACrSP, RT 584/361). ■ Uísque: A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro configura o delito do art. 275 do CP (TJSP, RT 453/352; TACrSP, Julgados 78/250). Contra: Vide, na nota ao art. 273 do CP, Jurisprudência anterior à Lei n° 9.677/98, enquadrando a conduta em outros delitos.

PRODUTO OU SUBSTÂNCIA NAS CONDIÇÕES DOS DOIS ARTIGOS ANTERIORES Art. 276. Vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a consumo produto nas condições dos arts. 274 e 275: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Entrega a consumo de produto nas condiIões dos arts. 274 e 275 ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não comerciante). ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é: a. produto destinado a consumo, fabricado com emprego de processo proibido ou substância não permitida (vide nota ao art. 274 do CP); b. produto alimentício, terapêutico ou medicinal, com falsa indicação em invólucro ou recipiente (vide nota ao art. 275 do CP). As condutas alternativamente previstas são: a. vender (alienar a título oneroso); b. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas, com oferecimento, ainda que tácito, de venda); c. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda, com o fim especial de vender); d. ou, de qualquer forma, entregar a consumo (dação, permuta, cessão etc., gratuita ou onerosa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações indicadas, ciente de que o produto se encontra nas condições previstas pelos arts. 274 e 275 do CP. Nas hipóteses de expor e de ter em depósito, há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). Na escola tradicional, pede-se o "dolo genérico", salvo para as figuras de expor e de ter em depósito, nas quais se exige o "dolo específico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações, sendo delito permanente nas figuras de exposição e depósito. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se resulta lesão corporal de natureza grave ou morte. ■ Uísque: A venda de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro não configura o crime do art. 171, § 2°, IV, do CP, mas sim o deste art. 276 (TJSP, RT

Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência anterior .1 Lei n°9.677/98

v. VI. 865. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. alcança só as substâncias destinadas. utensílios etc. também. 1995. 277. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". mas de difícil ocorrência na prática. terem depósito (ter à disposição ou sob guarda). ainda. e multa. v. pp. destinada a dar aparência de genuíno a produto que não o é. 277. petrechos. sendo delito permanente nas formas de expor e de depósito. p. Ill. especialmente a saúde pública. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 285 e 258 do CP. dar etc. Trata-se. se resulta lesão corporal grave ou morte. nele incluírem-se substâncias comuns no comércio. art. p. de um a cinco anos. FLAMINIO FAVERO. ■ Sujeito passivo: A coletividade.98. a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. 1985. 41-2). 152.677. v. Jurisprudência anterior à Lei n° 9. e multa. Ill. v.677/98). Deve. p. v. ■ Tipo objetivo: O objeto materiai do delito é substância destinada à falsificação de produto alimentício.557 Código Penal Arts. Vender. aquelas eventualmente destinadas à falsificação (DAMAsIO DE JESUS. Código Penal Brasileiro Comentado. b. com oferecimento. Na hipótese de expor. IV. de indefinido número de pessoas. Direito Penal. MAGALHÃES NORONHA. 127).7. na nota ao art.099/95). ocorre apenas na figura de expor. de substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas). de venda). líquida ou sólida. terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. Lições de Direito Penal — Parte Especial. de 2. 1965. ou seja. Código Penal Brasileiro. expor à venda. H. Substância destinada à falsificagão de produto al/mentício. isto é. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Não há modalidade culposa. 258. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 41). à falsificação (BENTO DE FARIA. 276 e 277 453/352). Ill. 285 c/c art. há divergência quanto ao sentido da expressão destinada: a. São os seguintes os núcleos alternativamente indicados: a. v. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. Morte ou lesão corporal . IX. ser substância destinada à falsificação. Contra: Há jurisprudência divergente. 352. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. JÚLIO F. abrange. ainda que tácito. há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda"). Manual de Direito Penal. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. 89 da Lei n° 9. IV. terapêutico ou medicina/ ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. MIRABETE. ■ Pena: Reclusão. Produto terapêutico ou medicinal é o reservado à prevenção. p. d. c. de um a cinco anos. ter em depósito ou ceder substância destinada à falsificação de produtos alimentícios. servir à finalidade vedada. 1950. embora haja quem também indique o "dolo específico" (MAGALHÃES NORONHA. 1959. porém. ou ceder (emprestar. Na doutrina. Parece-nos que seria alargar demasiadamente o tipo. FRAGOSO. portanto. não abrangendo maquinaria. Direito Penal. só eventualmente. p.). o que. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. 1996. ■ Remissão: Vide arts. classificando o fato em outros delitos (vide. ■ Tipo subjetivo: O dolo. somos de opinião que se deve interpretá-la como se referindo a substâncias com destinação inequívoca. terapêutico ou medicinal. mas que podem. Como a lei registra a expressão destinada (e não "que sirva"). b. vender (alienar a título oneroso). exclusivamente. segunda parte (art. SUBSTÂNCIA DESTINADA À FALSIFICAÇÃO Art. para nós. 1995. Direito Penal. 272 do CP. v. Produto alimentício é o que serve à alimentação. melhora ou cura de doenças de indeterminado número de pessoas. p.

de qualquer forma. 278.02. 89 da Lei n 2 9. da Lei n 2 10. e multa. cabe a transação no parágrafo único do art. de qualquer forma. entendemos que. preparar).099/95).Arts. manufaturar. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. b. especialmente a saúde pública. ainda que tácito. pois disfarça a aparência da carne vendida. presumido pela lei (TACrSP. a partir da vigência da Lei n 2 10. recipientes ou publicidade. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. A figura culposa é prevista no parágrafo único. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações. nas quais se requer o "dolo específico".01. e. 76 da Lei n 2 9. ■ Consumação: Coma efetiva prática de qualquer das ações. desde que não resulte morte — CP. perfumes. Não basta. RT632/283). ■ Transação: De acordo como art. troca. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. vender (alienar a título oneroso).259/01. de venda). ■ Tipo objetivo: São cinco os núcleos alternativamente indicados: a. é de perigo abstrato. Nas figuras de expor e de ter em depósito está presente o elemento subjetivo do tipo. 2 2 . portanto. Em face do princípio da isonomia (art. nos invólucros. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal (ex. 258 (art. Assim. Outras substãncias nocivas à saúde púb/ica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. d. ■ Tentativa: Teoricamente é admissível. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. com conhecimento da nocividade à saúde pública. 277 e 278 Código Penal 558 Jurisprudência anteriorà Lei n°9. 258 (art. OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS À SAÚDE PÚBLICA Art. Se o crime é culposo: Pena — detenção.677/98 ■ Tipo objetivo: Configura o crime ter em depósito no açougue "sulfito de sódio".078/90 (Código de Defesa do Consumidor). com oferecimento.1. expor à venda. em vigor a partir de 12. a transação será cabível. expor à venda ( manter em exposição. danosa à saúde pública). que a coisa ou substância seja imprópria para o consumo público. vender. que é o especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). caput. nas embalagens. tintas etc. 285 c/c o art. fabricar (produzir. parágrafo único. Julgados 91/287. e de ter em depósito.). 100 do CP. 63 da Lei n 2 8. independentemente de outros resultados. c. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de um a três anos. 52 . O objeto material é coisa (de qualquer natureza) ou substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas) nocivas à saúde (prejudicial. cabe no parágrafo único. art. entregar a consumo (dação. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte.: sabonetes. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal: Pena — detenção. 285 c/c o art. de dois meses a um ano. a não ser que resulte morte — CP. ter em depósito para vender (ter sob guarda ou à disposição. ter em depósito para vender ou. de 12. art.7.099/95). empréstimo etc. ■ Confronto: Se há omissão de dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. salvo para as modalidades de expor. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não seja industrial ou comerciante). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo.). Fabricar. com a finalidade de vender). sendo necessária a positiva nocividade. 278. ou. vide art. TJSP. entregar a consumo coisa ou substância nociva à saúde.259. E infração permanente nas modalidades de expor e de ter em depósito. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Se deixar .

de um a três anos. O crime do art. 64 da mesma lei.. IX. 278 a 280 de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado. Vide. art. art. a propósito. que se aperfeiçoa tão-só com a possibilidade de dano à saúde (TACrSP. Econômica e Relações de Consumo).12. 18. tratando-se de crime de perigo abstrato. ■ Ação penal: Pública incondicionada.6. IX.96. deve ser aplicado ultrativamente aos fatos ocorridos durante a sua vigência. da Lei n 2 8. DJU 4. 279 do CP: Sendo a pena do revogado art.90 (nesse sentido: TACrSP. 7 2 . ou multa. 72 . de dois meses a um ano. Julgados 69/420).97. 14. ■ Pena: Detenção. 23 da Lei n 2 8. da mesma lei. 18. Julgados 95/147). 279 de um a três anos de detenção ou multa.101-3. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. 285 e 258 do CP. de um a três anos. por ser mais benéfico. o envio pelo correio de agrotáxico altamente nocivo. in Bol. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único.137/90 de dois a cinco anos de detenção ou multa. 7 2 . 279 do CP foi revogado pelo art.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. j.977). ou de entrega de matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo. AASPn° 1. a donas-de-casa. Se se tratar de venda. p.980. de dois meses a um ano. 278 do CP é de perigo presumido ou abstrato. ■ Veneno de rato: Caracteriza a venda de veneno contra rato de fabricação clandestina e para o qual não existe antídoto eficaz.2. SUBSTÂNCIA AVARIADA Art. IX. perigoso e impróprio para sua finalidade (TACrSP. o art. ■ Ultratividade do antigo art. 279. o art. e a do novo art. Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Se a ação é resultante da inobservância do cuidado necessário (vide nota ao CP. para jardinagem. Se o crime é culposo: Pena — detenção. de produto para limpeza doméstica. Fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica: Pena — detenção. vide art. RJDTACr 25/262. 4703). II).559 Código Penal Arts. sem Morte ou/esão corpora/ Jurisprudência indicação de conteúdo. que o substituiu. até 27. TRF da 3 R. ■ Agrotóxico: Configura. 280. não liberadas. Ap. da Lei n 2 8. Econômica e contra as Relações de Consumo). ■ Ação penal: Pública incondicionada. . 279 do CP. ■ Pena: Detenção.137/90 (Ordem Tributária. ou seja. ■ Remissão: Vide arts. 988. que independe da ocorrência de dano ou do efetivo uso da substância (TACrSP. ■ Revogado: O art. e multa. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. MEDICAMENTO EM DESACORDO COM RECEITA MÉDICA Art. ■ Produto de limpeza: Configura a fabricação e venda. Ap.

■ Consumação: Com a entrega da substância em desacordo. Receita médica é a prescrição que o médico faz. enquanto. Assim. A figura culposa é prevista no parágrafo único. art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Tipo subjetivo: O dolo. prático autorizado ou herbanário (HUNGRIA. A tipificação não alcança receitas de dentistas ou parteiras. art. ■ Pena: Detenção.7. especialmente a saúde pública. que é prevista no caput ( Comentários ao Código Penal. p.099/95). de um a três anos.099/95). v. por escrito. ■ Confronto: Se há falsificação. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. 52 . Em face do princípio da isonomia (art. a pessoa que recebe ou a quem é destinado o medicamento. de 12. ■ Pena: E alternativa: detenção. IV. 258 (art. se do fornecimento resulta lesão corporal ou morte. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Sujeito passivo: A coletividade. secundariamente. II). Comentários ao Código Penal. entendemos que. nem conhece o doente e suas particularidades (TACrSP. Figura cu/posa (parágrafo único) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . v. art. III. da Lei n° 10. embora a correção de receita errada não caracterize o crime. de dois meses a um ano.01. adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. 1995. parágrafo único. a partir da vigência da Lei n 2 10. tendo-se omitido a pena alternativa de multa. em vigor a partir de 12. Medicamento em desacordo com receita médica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Noção: Se o fornecimento decorre da não-observância do cuidado devido (vide comentário ao CP. Para alguns autores. 273 do CP. mas há autores que consideram que só pode ser agente o farmacêutico. houve lapso no CP. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. suprir. p. cabe no parágrafo único.02. 50). IX. ■ Remissão: Vide arts. v. 1959. para outros. 18. na afirmação de HUNGRIA.1. ■ Fornecimento de remédio diverso: A configuração do delito independe de que os remédios trocados tenham iguais efeitos. melhora ou prevenção de doenças de indeterminado número de pessoas. 51). Substância medicinal é a destinada à cura. Direito Penal. dar. 2 2 . cabe a transação no parágrafo único do art. FRAGOSO. espécie ou quantidade. a transação será cabível. 1959. Em desacordo com receita médica — preceitua a lei — de modo que se pune o fornecimento em divergência quanto à qualidade. 76 da Lei n 2 9. v. 124. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". salvo se resultar morte — CP. da CR/88) e da analogia in bonam partem. que consiste na vontade livre e consciente de fornecer medicamento em desacordo com a receita. proporcionar. geralmente em papel timbrado. ministrar. 1995. a não ser que resulte morte CP. 1965. IV. art. 285 c/c o art. IX. ou multa. corrupção. p.259. v. caput. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Ação penal: Pública incondicionada. RT592/342). ■ Tipo objetivo: O verbo fornecer tem o sentido de entregar. Direito Penal. 89 da Lei n 2 9.259/01. 258 (art. MAGALHÃES NORONHA. 285 c/c o art. 871). pois o que se pune é a arbitrariedade do fornecimento (H. 280 Código Penal 560 ■ Transação: De acordo com o art. 280. p. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.Art. 285 e 258 do CP. p. 126). pois não tem qualificação técnica. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. é indiferente que o fornecimento seja feito gratuita ou onerosamente. independentemente de outro resultado (delito de perigo presumido). o que se pune é o fato de o farmacêutico ou prático fornecer arbitrariamente outro remédio. 100 do CP. é irrelevante. a substituição para melhor não caracteriza o delito ( MAGALHÃES NORONHA. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

285 c/c o art. exercida por alguém. a pessoa que é tratada ou servida. 258 (art. na segunda. desempenhar. art. Parágrafo único. Tóxicos. sendo "necessário o registro do título. que disciplina a repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias tóxicas ou que determinem dependência física ou psíquica. a conduta de "exercer profissão" somente se tipifica quando há reiteração. secundariamente. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 281 e 282 COMÉRCIO CLANDESTINO OU FACILITAÇÃO DE USO DE ENTORPECENTES Art. Se o crime é praticado como fim de lucro. na 1 á parte do delito. 282. caput. Há. caracterize a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). notando-se a existência. a transação será cabível. na legislação especial. observe-se que a simples exploração de farmácia. da CR/88) e da analogia in bonam partem. na 2 parte. Tais limites . parágrafo único. Na primeira. Na outra modalidade. 282: a. salvo se resultar lesão corporal grave ou morte CP. especialmente a saúde pública. Como assinala HUNGRIA. a partir da vigência da Lei n 2 10. dentista ou farmacêutico. entendemos que. 282 contém duas modalidades distintas. arte dentária ou farmacëutica ■ Transação: De acordo com o art. Vide Leis n°6. ARTE DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA Art. 281. b. em vigor a partir de 12. cabe a transação no art.368/76 e n° 10. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 282. CELSO DELMANTO. 100 do CP. da Lei n 2 10.561 Código Penal Arts. o exercício é sem autorização legal (elemento normativo). ou seja. com venda de remédios industrializados aos consumidores. Na primeira. de 12. 258 (art. 145-6). aplica-se também multa. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. exercitar. ■ Tipo objetivo: O art.02. Quanto ã profissão de farmacêutico. sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites: Pena — detenção. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe.099/95). 5 2 ..368/76. repetição.409/02. 281 do CP foi revogado pela Lei n° 6. 1982. 2 9 . excedendo os limites da profissão. Assim. dentista ou farmacêutico. Exercer. "a habilitação ou competência legal" (Comentários ao Código Penal. 1959. ainda.01. v. Profissão é forma de atividade habitual. aqui. o exercício da profissão é feito excedendo-lhe os limites. Em vista do verbo empregado. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte CP. diploma ou licença". a profissão de médico. não basta a "habilitação profissional". dentista ou farmacêutico. A respeito da matéria. embora a prática. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA. Modalidades do art. ■ Revogado: O art. art. 89 da Lei n°9. 285 c/c o art. a prática de ato ou atos isolados não configura o exercício de profissão. 76 da Lei n° 9. com fi m de lucro.1.259. Exercer tem a significação de praticar. de autorização a estudantes e práticos para o desempenho de determinados atos profissionais. cf.7.259/01. de seis meses a dois anos. Exercício //ega/damedicina. transposição de limites: o agente sai fora da órbita da sua profissão. a profissão é exercida sem autorização legal. E indiferente que o exercício seja a título gracioso. só o médico. Assim.099/95). pp. ■ Sujeito passivo: A coletividade e. geralmente como modo e meio de vida. Em face do princípio da isonomia (art. IX. não é privativa dos farmacêuticos. As profissões expressamente visadas são as de médico. ainda que a título gratuito. é necessário que o agente aja com habitualidade.

282. na qualidade de diretor de clínica. RT784/689). RJTAMG 51/275). Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . que exerce a medicina no Brasil sem o registro do Conselho Regional de Medicina. 285 e 258 do CP. constituindo somente ilícito administrativo (TAMG. visando o agente á obtenção de lucros com o exercício ilegal. que utiliza métodos grosseiros. se resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. ■ Tentativa: Não se admite. parágrafo único. aplica-se também a pena pecuniária. RT 774/638). RT 430/387). RT 706/323). IBCCr 100/524. mv — RJDTACr 27/88). ■ Co-autoria: Pratica o crime do art. 282. vendendo medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica. a profissão de dentista (TACrSP. art. pratique o exercício ilegal da medicina com o objetivo de lucro (TJRJ. não pratica atos privativos de farmacêutico. TJGO. in Bol. Tratando-se de agente ignorante e rude. sendo necessário o registro desse diploma (TACrSP. ■ Confronto: Se o exercício é de profissão diversa da de médico. pelo exercício da arte durante trinta anos.00. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (caput). ■ Tipo subjetivo: O dolo. não bastando à tipificação a prática de atos isolados (TACrSP. ■ Protético: Pratica o crime do art. mormente se no município em que trabalhava funciona uma faculdade de odontologia que atende gratuitamente. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Farmácia: Quem explora farmácia. o médico que. ■ Consumação: Com o efetivo exercício. que exige habitualidade (o delito é de perigo abstrato). de seis meses a dois anos. dentista ou farmacêutico.997/99. ■ Habitualidade: Exige-se a prática reiterada de atos (TACrSP. a vontade de exercer a profissão. sem a devida supervisão e acompanhamento. 284 do CP. não afasta a incidência do art. ■ Registro do diploma: Não basta a existência de diploma para que o seu possuidor possa exercer a profissão de dentista.4. ou seja. 47 da LCP. O exercício de atividade hemoterápica foi equiparado às profissões previstas neste art. j. Figura qua/ificada (parágrafo único) ■ Noção: Se o crime é praticado com o fim de lucro. com diploma registrado no Departamento Nacional de Saúde Pública.Art. ■ Conselhos Regionais: Médico.646/68) (TACrSP. dentista ou farmacêutico. E necessária a habitualidade. Para a habitualidade não importa a pequena quantidade das consultas. em virtude de exigências feitas pela Universidade de São Paulo quando da inscrição do diploma. RT509/400. 282 do CP (TACrSP. Também não pratica o agente. sem autorização legal e com habitualidade. não podendo por isso ser considerado local distante e desprovido de profissionais habilitados (TJRJ. como co-autor. 25. ■ Pena: Detenção. 282 Código Penal 562 encontram-se fixados na legislação especial própria de cada profissão e completam a norma penal "em branco" desta modalidade. com consciência da falta de autorização legal (1 á parte) ou de que excede os limites profissionais (2 á parte). Não há forma culposa. Julgados 78/287. ou seja. não incide no art. 430/384). RT 536/340). ■ Dentista prático: A capacidade profissional do agente. Ap. não pratica o delito do art. mas sem aviar receitas ou ministrar medicamentos. Julgados 96/164). art. 282 o técnico em prótese dentária que exerce. 282 se exerce a profissão sem estar inscrito no respectivo Conselho (TACrSP. 282 (Decreto-Lei n° 211/67). ■ Ação penal: E pública incondicionada. 3. conscientemente permite que acadêmico. RT 524/404). formado em Portugal. ■ Remissão: Vide arts. tratando-se de acusado que portava receituário falso (TACrSP. por serem estas incompatíveis com o acordo cultural entre os dois países (Decreto n° 62.

divulgar). 283. o agente é pessoa ignorante e rude. 1995. "é necessário que haja insinceridade e falsidade por parte do agente" (H. que "saiba não ter eficácia o que proclama e anuncia" ( MAGALHÃES NORONHA. JC 69/449). 285 c/c o art. 1965. de 12. incluindo o médico. de três meses a um ano. da CR/88) e da analogia in bonam partem. caput. Assim. entendemos que. A ausência de farmacêutico responsável constitui mero ilícito administrativo. TAMG. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. art.305-A). 284 porque. penalmente irrelevante (TJSC. mantém clínica médico-psicanalítica para cuidar da saúde mental daqueles que o procuram (FRANCESCHINI. v. TAMG.306). Direito Penal. Para a maioria dos autores. embora possa não ser ético. sem ser médico. II. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 537/373. O que o agente inculca ou anuncia é cura por meio secreto ou infalível. e multa. CHARLATANISMO Art. embora não esteja autorizado a exercer a medicina (TACrSP. 2 2. 1975. p. 282 e 283 Julgados 78/369. que não se trate de um convicto. 65).099/95). O simples anúncio de cura. ignorado) ou infalível (de eficiência garantida. que consiste na vontade de inculcar ou anunciar. 533/363.259/01. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 283. 5 2. 285 c/c o art. RT 416/259). Não há forma culposa.7. ■ Estado de necessidade: Em localidade sem médicos nem recursos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. E indispensável que a inculca ou divulgação de cura se faça com fundamento em meio secreto (oculto. em vigor a partir de 12. n° 2. participar. sutura de cortes etc. ou seja. enquanto no exercício ilegal da medicina o agente demonstra aptidões e conhecimentos médicos. Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível: Pena — detenção. não há crime na prescrição de medicamentos. apregoar. não basta para o enquadramento penal do comportamento. ■ Distinção: Distingue-se o delito do art. independentemente de outro resultado. Julgados 81/299).259. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. especialmente a saúde pública. RJDTACr 10/56. . no curandeirismo. RT 623/348). apesar do nome do delito (charlatanismo). ■ Clínica médico-psicanalítica: Responde por exercício ilegal da medicina quem. RT 547/366. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. que se dedica à cura de moléstias por meios grosseiros.01. 258 (art. 915). Assim. Ill. RT 595/410. 1975. (TACrSP. 76 da Lei n° 9. 100 do CP. p. a partir da vigência da Lei n° 10. cabe a transação no art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Em face do princípio da isonomia (art. art. Reconhece-se em favor de quem exercita ilegalmente a odontologia.1. Char/atanismo ■ Transação: De acordo com o art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. FRAGOSO. II. Jurisprudência. ■ Consumação: Com a efetiva inculca ou anúncio. ■ Tipo objetivo: São dois os verbos empregados no dispositivo: inculcar (aconselhar.02. recomendar. em zona rural distante e desprovida de dentistas habilitados (TJSC. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. 282 do crime do art. RF256/346). RT 684/357. Jurisprudência. 89 da Lei n° 9. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. não seria necessária a habitualidade. parágrafo único. n° 2. Julgados 87/394. v. a transação será cabível. TAPR. com consciência da ineficácia do meio de cura.099/95). v. FRANCESCHINI.563 Código Penal Arts. da Lei n 2 10. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. certa). indicar) ou anunciar(noticiar. 258 (art. ■ Competência: A competência para o processo por exercício ilegal da profissão farmacêutica é da Justiça Estadual (STF. v. IV.

■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa desprovida de conhecimentos médicos. sem habilitação ou título). 285 e 258 do CP. repetição. E indispensável. o agente fica também sujeito a multa. pode ser partícipe do delito o próprio médico que preste auxílio ao curandeiro. aplicar tem o sentido de apor.099/95). qualquer substância. Prescreveré receitar. a denúncia precisa indicar o resultado. 1975. Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts. qualquer substância (l).7. 258 (art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ministrando ou aplicando. desempenhar) . Em face do princípio da isonomia (art. entendemos que. II — usando gestos. sem distinção relativa à nocividade ou efeito medicinal.8. mas sem inculcar infalibilidade de cura (FRANCESCHINI. ministrando ou aplicando. 5 9 . e multa. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é exercer (dedicar-se. 284. secundariamente. mv-. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.01.099/95). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 285 c/c o art. a pessoa que é tratada ou diagnosticada pelo agente. animais ou minerais). ■ Sujeito passivo: A coletividade e. ministrartem a significação de servir. quando resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. cabe a transação no art. caso esteja ausente a habitualidade. a transação será cabível. Assim. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. art. 258 (art. exercitar.93. Usando gestos. A liberdade de culto é garantia constitucional. 100 do CP. em vigor a partir de 12. recomendar. 284. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. portanto.DJU 16. A lei fala em qualquer substância. ■ Pena: Detenção. 2 2. HC 1. v. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Parágrafo único. Prescrevendo. indicar como remédio.498. o curandeirismo (atividade de quem se dedica a curar. de 12.02. b. ■ Infalibilidade: Não constitui charlatanice a divulgação da descoberta de tratamento alegando-se ter sido sua eficiência comprovada. São três os modos de execução indicados alternativamente: a. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. palavras ou qualquer outro meio. da Lei n° 10. com proteção do local e da liturgia (STJ. especialmente com o estelionato (CP. que aja com reiteração. parágrafo único. da CR/88) e da analogia in bonam partem. abrangendo todas elas (vegetais. Ill — fazendo diagnósticos: Pena — detenção.Arts. especialmente a saúde pública. ■ Concurso de crimes: Pode haver. art. habitualmente. caput. n° 750). o delito não se configurará. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. 283 e 284 Código Penal 564 ■ Tentativa: Admite-se. 171). 76 da Lei n° 9. art. p.259/01. praticar. Exercer o curandeirismo: I — prescrevendo. Curandeirismo ■ Transação: De acordo com o art. I. habitualmente. de seis meses a dois anos. Jurisprudência CURANDEIRISMO Art. de três meses a um ano. Todavia. 89 da Lei n°9. 15994). Se o crime é praticado mediante remuneração. Jurisprudência. 285 c/c o art. sob pena de inépcia. palavras ou . cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a partir da vigência da Lei n°10. sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. que o agente atue com habitualidade.259.1. dar para consumir. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). empregar. ou seja.

n° 151). compreendendo os "passes" ou posturas especiais. a CR/88. também. Inexiste modalidade culposa. a denúncia precisa indicar o resultado. embora não esteja habilitado a praticar a arte de curar (TACrSP. 285 e 258 do CP. Gestos são movimentos do corpo. Julgados 87/394. em seu art. ■ Pena: Além da pena do caput (detenção. dispõe ser "inviolável a liberdade de consciência e de crença. embora não possua autorização legal para exercer a profissão (TACrSP. inclusive para a contagem da prescrição ( H. através de orações. RT438/425). 5°. (TACrSP. pois possui habilitação técnico-profissional. ■ Pena: Detenção. como vitaminas etc. de seis meses a dois anos). não se configura o delito (TACrSP. podem ser indicadas as rezas. Diagnóstico é a determinação de uma doença pelos sintomas dela. ■ Confronto: O delito de exercício ilegal do art. ■ Tentativa: Não se admite. enquanto naquele crime do art. pura questão de fé. se o agente o continuou praticando. Nesse sentido. com a qual concordamos. c. RT 390/322). a pena de multa. esconjurações. sob pena de corpora/ Jurisprudência . não caracterizam o delito. ■ Remissão: Vide arts. Note-se. quando resulta lesão corporal grave ou morte. RT 507/412). 282 distingue-se do curandeirismo deste art. RT 416/259). ■ Prescrição: Não configura crime a indicação de remédios que podem ser vendidos ao público sem receita médica. que é crime de perigo (TACrSP. que consiste na vontade livre e consciente de exercer o curandeirismo. 282 o agente revela conhecimentos ou aptidões médicas. o início da ação penal deve ser considerado como momento consumativo. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. 284. ■ Consumação: Como o delito do art. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). mas se a prática for remunerada terá lugar a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). RT 446/414). 282 do CP. ■ Ação penal: Publica incondicionada. RT516/345). 284 qualquer outro meio (ll). Remuneração (parágrafo único) Morte ou lesão ■ Noção: Se o curandeirismo é exercido pelo agente mediante remuneração. art. Como palavras. de seis meses a dois anos. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. ■ Consumação: Com o efetivo exercício (que requer habitualidade). porque neste o agente é pessoa inculta ou ignorante. entendendo que as "rezas" e "passes". ■ Orações de fé: Se a cura apregoada era pedida comunitariamente. porém. Fazendo diagnóstico (Ill). I. ■ Habitualidade: É indispensável para a configuração do delito a habitualidade (TACrSP. na forma da lei. E a lei ainda acrescenta ou qualquer outro meio. ou seja. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias". independentemente de outro resultado. ■ Confronto: Se o agente tem conhecimentos médicos e se faz passar por médico. Na escola tradicional é o "dolo genérico". benzeduras. FRAGOSO.565 Código Penal Art. ■ Diagnósticos: 0 simples comportamento de fazer diagnósticos caracteriza o crime (TACrSP. 284 é crime habitual. aplica-se. O delito de curandeirismo é de perigo abstrato ou presumido. Jurisprudência Criminal. ■ Farmacêutico: O farmacêutico que diagnostica e prescreve medicamentos não pode ser equiparado ao curandeiro. quando atos de fé. que se vale de meios grosseiros para curar. Julgados 74/306). E indiferente que o agente atue gratuitamente ou não. 1979. encomendações etc. que há forte corrente jurisprudencial. VI. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Crime de perigo: O fato de não ter havido vítimas do curandeirismo praticado não descaracteriza a infração. v.

A liberdade religiosa não alcança atos que. mv — DJU 16. 284 (TACrSP. realizadas por agente que se diz incorporado por entidade espírita. com exceção do previsto no art. 267 (epidemia). p. Vide. não se enquadrando na figura o incitamento para praticar contravenção penal ou ato imoral. 76 da Lei n 2 9. 89 da Lei n 2 9. o art. 267. ■ Remissão: Vide nossos comentários aos arts. Aplica-se o disposto no art. águas e óleos bentos. ■ Figura qualificada pelo resultado morte: E preciso que haja relação entre a medicamentação ministrada e a morte da vítima (TAMG. delitos de curandeirismo e estelionato (TJRJ. publicamente. e não configuram o delito do art. Título IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA INCITAÇÃO AO CRIME Art. 258 do CP (vide nota) aos crimes deste capítulo. também. mv — RT 425/328). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ou multa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Direito Penal. pois "a instigação feita genericamente. Pune-se o comportamento de quem incita a prática de crime. 81). Portanto.099/95). REsp 50. ■ Espiritismo: No espiritismo. 284 a 286 Código Penal 566 inépcia. 285. RT 542/410).93. FORMA QUALIFICADA Art. Por incitamento público considera-se o que é feito de . ■ Transação: Cabe (art. A cobrança da prática de consultas de curas. assim. nota Incongruência. 258 e 19 do CP. DJU 29. RJDTACr 1/77-8). in RBCCr 8/226).498. 1995.94. requisito do tipo. que já contém figura qualificada. Assim. p. provocar. excitar. ■ Tipo objetivo: O verbo incitar tem a significação de açular.8.426. salvo quanto ao definido no art. É imprescindível que se trate de fato criminoso determinado. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 15994). configura. como as bênçãos dos padres católicos.8. sob aparência mística. de três a seis meses. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. A publicidade é. IV. a prática de crime: Pena — detenção. A liberdade de culto é garantia constitucional. p. 272 e 273.Arts. deve tratar-se de fato expressamente previsto em lei como crime. Julgados 89/449). Morte ou lesão corporal ■ Noção: Determina-se a aplicação do art. RT404/282). 22211. Incitar. por ser vaga. Não pratica curandeirismo o dirigente de seita religiosa registrada que ministrava hóstias. em que são utilizados fórmulas e procedimentos como forma de solução de problemas. os "passes" fazem parte do ritual. Incitação ao crime ■ Objeto jurídico: A paz pública.099/95). RT777/679). pregando curas milagrosas na dependência da fé dos fiéis (TACrSP. ■ Perigo à saúde: Há crime se comprovada a habitualidade com que o acusado ministrava "passes" e obrigava adultos e menores a ingerir sangue de animais e bebida alcoólica. não teria eficácia ou idoneidade" (MAGALHÃES NORONHA. colocando em perigo a saúde e levando os adolescentes à dependência do álcool (STJ. são tipificados no CP (STF. em tese. v. A boa-fé de quem acredita estar atuando como "aparelho mediúnico" pode afastar o dolo (TACrSP. 258 do CP aplica-se aos arts. com proteção do local e da liturgia (STJ. 286. 268 a 284 do CP. HC 1. nos arts. Registra a lei que a ação deve ser realizada publicamente.

Todavia. publicamente. ou seja. exaltar. elogiar. Se o incitamento é para a prática de crimes punidos pela Lei de Genocídio. ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é fazer apologia. 286 quem incita. não se confunde a apologia com "a simples manifestação de solidariedade. Apologia de crime ou criminoso ■ Objeto jurídico: A paz pública. 287. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ou multa. Se a pessoa instigada pelo agente pratica o crime. v. o incitamento realizado em reunião familiar não apresenta a tipicidade necessária. FRAGOSO. louvar. não sendo punível a mera opinião" (H. inclusive pela internet. v. caracterizar-se a participação do agente no delito incitado (CP.. a desobediência de ordem judicial (TACrSP. Na Lei de Segurança Nacional. A apologia que se pune é: a. Se a conduta é realizada pela imprensa ou por outro meio de comunicação. apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena — detenção. Trata-se de crime formal. p. art.099/95). art. Comentários ao Código Penal. desde que percebida por um número indeterminado de pessoas (TJSP. 31). RT 495/319). cometa o crime objeto da incitação. 166). 286 (TACrSP. RT779/621). 227 e 228 do CP. enaltecer. Não há punição a título de culpa. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". contanto que percebido ou perceptível por indefinido número de pessoas" ( HUNGRIA. ainda que veemente. 76 da Lei n°9. ■ Sujeito passivo: A coletividade. a vontade livre e consciente de incitar. Configura o crime a conduta do agente que. RT718/378). ■ Greve: Em face da CR/88. Fazer. ■ Tentativa: Admite-se. O delito pode ser praticado por qualquer meio: palavras. escritos ou outro meio de comunicação. APOLOGIA DE CRIME OU CRIMINOSO Art. de fato criminoso. 1959.889/56. Julgados 79/413). eventualmente. incentivando-os a agredirem os policiais.170/83. efetivamente. Lições de Direito Penal — Parte Especial. isto é. Assim sendo.250/67. fato real e determinado que a lei tipifica como crime. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. JSTJ e TRF5/351). que consagrou o direito de greve de forma ampla.099/95). III. mediante uso de paus e pedras (TJDF. 89 da Lei n-2 9. defesa ou apreciação favorável. publicamente. comete o delito do art. Julgados 84/221). ou seja. art. art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. pode. 286 e 287 modo a ser recebido por indeterminado número de pessoas. ■ Publicidade: Para a configuração deste delito é necessário que a incitação se faça perante certo número de pessoas (TACrSP. art. incita moradores a desobedecerem ordem legal de desocupação de imóvel objeto de invasão. ■ Consumação: Com a prática da incitação perceptível por indeterminado número de pessoas. ■ Confronto: Se o incitamento é para a satisfação de lascívia ou para a prática da prostituição. que se consuma com a incitação pública.567 Código Penal Arts. ou multa. conforme o meio de execução empregado. 3 2 da Lei n° 2. ■ Tipo subjetivo: O dolo. IX. 23 da Lei n°7. gestos. ■ Pena: E alternativa: detenção. não bastando a apologia de fato contra- . ■ Transação: Cabe (art. Jurisprudência ■ Crime formal: É crime formal. ■ Incitação a desobediência: Em tese. p. 19 da Lei n2 5. arts. ■ Incitamento a crime determinado: A incitação genérica não basta para configurar o crime do art. 928). 1965. de três a seis meses. de três a seis meses. publicamente. 29) ou em sua tentativa (CP. inclusive para os servidores públicos civis. É indiferente que o incitamento se dirija "a pessoa determinada. sendo desnecessário que alguém. a sua incitação não é mais punível como crime (TRF da 2 2 R.

■ Pena: É alternativa: detenção. Mas. p. art. da Lei n 2 5. é somente a de autor de crime que assim tenha sido considerado por decisão condenatória passada em julgado. Dir-se-á. E indiferente o meio de que se vale o agente para a prática deste crime: palavras. ■ Tentativa: Admite-se. art. fizerem a apologia de acusado de um crime hediondo como a extorsão mediante seqüestro. b. DJU 16. como lei ordinária. 5 2 . que se altere o CP. 14. 1 4 parte. QUADRILHA OU BANDO Art. vu. à semelhança do delito anterior (vide nota ao art. p. Assim. ou multa. RHC 7. então. DJU 10. pois é este. PIDCP. inclusive pela Internet. em sua última parte. 286 do CP).072/90 (Lei dos Crimes Hediondos) estabelece que "será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art. em evidente conduta anti-social. além disso. porquanto a publicidade é requisito do tipo. Não há forma culposa. para o fim de cometer crimes: Pena — reclusão. rel. pensamos que.250/67. escritos ou outro meio de comunicação. Jurisprudência ■ Contravenção penal e publicidade: Sua apologia não satisfaz elemento constitutivo deste delito. § 22. 2. 1 2 do CP.072/90 (art. IBCCr74/318).98. será atípica. art. que veda o emprego da interpretação extensiva ou da analogia para punir. que deve se adaptar à CR/88. se a quadrilha ou bando é armado. mv — DJU 12.11. de pessoa que ainda não tenha sido condenada definitivamente. Portanto. esta igualmente prevista no art. deixando impunes aqueles que. 123-4.099/95). 89 da Lei n° 9. consciente da publicidade. CADH. art. do PIDCP e art.94. em sua segunda parte. 8648). por exemplo. a apologia que este tipo penal incrimina. A conduta deve ser praticada publicamente.12. O perigo é presumido. 34378. 1. ADHEMAR MACIEL. que consiste na vontade de praticar a apologia. 287 e 288 Código Penal 568 vencional ou imoral. 82 da Lei n° 8. a apologia deve ser realizada de maneira a ser percebida ou perceptível por indeterminado número de pessoas. 99). de autor de crime. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". Min. 288.93. 82 da Lei n° 8. ■ Consumação: Com a apologia. Parágrafo único. 8 2 . em quadrilha ou bando. e não a acusado de crime ou simplesmente acusado. a apologia de acusado de crime. tratados subscritos e ratificados pelo Brasil) e da reserva legal (CR/88. 52 . diante das garantias constitucionais do direito à desconsideração prévia de culpabilidade (CR/88.5.997.472-4. da CADH —os dois últimos. 287. 2. ou seja. 5 2 . ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. talvez.922/RJ. Associarem-se mais de três pessoas. ■ Tipo subjetivo: O dolo. art. XXXIX e § 22. que tal interpretação poderá ter conseqüências morais danosas. a apologia deve ser dirigida ou presenciada por número indeterminado de pessoas ou em circunstãncia em que a elas possa chegar a mensagem (STJ. § 22 c/c art. in Bol.Arts. 15. LVII) ou presunção de inocência (CR/88.19. que é a apologia do criminoso em razão de crime que cometeu. ■ Ação penal: Pública incondicionada. p. e não o contrário (nesse sentido: STJ. HC 3. art. gestos. desde que não haja o aumento de pena do art. sem dependência de outras conseqüências (delito formal). A pena aplica-se em dobro. 288 do . ■ Garantias constitucionais: Referindo-se o art. ■ Confronto: Se a apologia é feita por meio de imprensa ou informação. a autor de crime. de três a seis meses. RHC 2. Quadri/ha ou bando ■ Aumento de pena: O art. de um a três anos.

como integrante da quadrilha (nessa hipótese o agente é participante)" ("Crimes hediondos: aplicação e imperfeições da lei". fatos ilícitos ou imorais. por sua vez. "com o fim de praticar reiteradamente crimes. deve ser distinguido o associado ( membro da quadrilha. ■ Retroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no art. retroage aos fatos anteriores à sua vigência. que ela "define e regula meios de prova e procedimentos investigatórios que versem sobre ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo". por ser mais favorável. obviamente não retroage. terá a pena reduzida de um a dois terços". art. Vide. mencionados no caputdo art. essa causa se aplica a todos os crimes cometidos por quadrilha ou bando. não sendo suficiente a finalidade de praticar contravenções. aliarem-se. que se definem como associação estável ou permanente de delinqüentes. mas sempre mais ou menos determinados" (H. 934). Ill. por ser favorável ao agente. também. prática da tortura. no qual se contam.034/95. não há no Brasil conceito de "organizações criminosas". da mesma espécie ou não. da Lei n° 7. Júuo F. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo". com a finalidade de praticar mais de um crime. essa diminuição se aplica não só ao crime de quadrilha como também aos "crimes hediondos. pelo menos.217/01. como também pelo crime por ele praticado.492/86 (Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) ■ Retroatividade e irretroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no parágrafo único do art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. in RT 663/268-72). 1 2 dessa mesma lei. 288 CP. Dispondo o art. Exige a lei que sejam mais de três pessoas. pode-se entender que a diminuição é cabível ao delator não só quanto ao crime de quadrilha (nesse caso o agente é associado). que "o participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. 1965. v. desestimulando a delação. com o conseqüente esclarecimento dos delitos porventura já cometidos. Quanto à delação. por ser mais gravoso. reunirem-se. Para . quando a colaboração espontânea do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria".072/90. quando se tratar de crimes hediondos. com a nova redação dada pela Lei n° 10. Trata-se de crime coletivo ou plurissubjetivo. vide também nota Causa especial de diminuição de pena (§ 4 2) no art. usando vocábulos sinônimos. a pena será reduzida de um a dois terços. 159 do CP.034/95. 8 2 da Lei n° 8. 62 da Lei n° 9. eventualmente praticados pelo bando. alterada pela Lei n 2 10. 8 2 . ■ Tipo objetivo: O núcleo indicado é associarem-se. 8 2 da Lei n° 8. considerando-se como crimes os fatos assim definidos em lei. O núcleo associar-se implica a idéia de estabilidade.569 Código Penal Art.034/95 (Lei do Crime Organizado) estabelece que "nos crimes praticados em organização criminosa. 14 da Lei n°6. possibilitando seu desmantelamento. 25. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Salvo engano. A respeito. agregarem-se. prática da tortura. A associação deve ser para o fim de cometer crimes. diz a lei.368/76.217/01): 0 art. de quatro pessoas. razão pela qual se exige que a associação seja estável ou permanente. p. MIRABETE lembra que "como a lei não contém palavras inúteis. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo". se a intenção do legislador foi premiar a delação para possibilitar o desmantelamento do bando. ■ Lei do Crime Organizado (Lei n 2 9. quando estes tiverem capacidade para entender e integrar a associação. ou seja. Com efeito. Um exemplo de "associação criminosa" encontra-se no art. ao contrário. não teria sentido que a diminuição de pena alcançasse apenas o crime de quadrilha. ■ Diminuição de pena (crimes hediondos): O parágrafo único do art. os inimputáveis. ainda.072/90 dispõe. que requer a participação. daí resultando o número mínimo de quatro pessoas. O aumento de pena estabelecido no caputdo mesmo artigo. A nosso ver. entre os referidos na lei. crime de concurso necessário) do participante (co-autor ou partícipe em crime praticado em concurso eventual). retroage aos fatos anteriores à sua vigência. que traz a significação de ajuntarem-se. Em quadrilha ou bando. ■ Objeto jurídico: A paz pública. FRAGOSO. § 22 . 6 2 da Lei n°9.

v.82. 12 ou 13 da Lei de Tóxicos. considerando-se tanto a arma própria como a imprópria. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 394. p. v. este delito exige associação para o cometimento de crimes e não para outro fim.12. Figura qua/if/cada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se a quadrilha ou bando é armado. ocorrem no curso das invasões. figuras que. III. 71870). ■ Concurso de crimes: Haverá concurso material com os crimes cometidos. porém. Nos crimes previstos na Lei n° 8. Direito Penal. pp. p. 30 a 32). 71870. se não há prova de que tenha participado destes crimes (TJRJ. não abrange a quadrilha organizada para a prática de um crime continuado ( Comentários ao Código Penal. RT565/409. Aps. 288. que independe dos crimes cometidos pelo bando (STF. contra: DAMASIo DE JESUS.400. parágrafo único. ■ Pena: Aplica-se em dobro a pena do caput. ■ Sujeito ativo: A quadrilha é crime necessariamente coletivo ou plurissubjetivo (STF. RT 725/651). DJU 7. Tóxicos. 16. Direito Penal. o membro da quadrilha será co-autor do crime para o qual concorrer e este delito poderá ser isolado do conjunto dos demais crimes praticados pelo bando (STF. embora predomine esse entendimento na doutrina. IX. RTJ 101/147). DJU 7. 1965. DJU 18. Ap. cometidos em quadrilha ou co-autoria. de um a três anos. III. pois é infração permanente. RJTJSP 178/304-5. p. Jurisprudência . RTJ 102/614). TJSC. corriqueiramente. nota). ■ Para outro fim: Inexistindo prova de que os integrantes do MST se associaram para cometerem crimes de furto e de dano. e não um só crime (TJSP. Aps. Comentários ao Código Penal.616 e 28. ■ Autonomia: A quadrilha é crime autônomo.Art. ■ Concurso de pessoas: Além dos próprios membros do bando. Lições de Direito Penal — Parte Especial.6.979. não há se falar em quadrilha ou bando. FRAGOSO. H. A quadrilha.. ■ Consumação: Com a efetiva associação das pessoas. 5. pode haver participação de terceiros (ex. não pode haver concurso entre quadrilha e roubo (ou furto) também qualificado pelo número de pessoas. da referida lei). ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("para o fim de cometer crimes"). independentemente da prática de algum crime pela quadrilha..94. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". v. Entendemos mais correta a interpretação de que a associação para a prática de um crime continuado não basta à tipificação deste art. 934. ■ Tentativa: Não se admite. 288 Código Penal 570 HUNGRIA. o crime de quadrilha não é incompatível com o de receptação (STF. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços (art.400. 6013). 1995. ■ Pena: Reclusão. 14 da Lei n° 6. MAGALHÃES NORONHA. RTJ 88/468). IV. mas apenas para os integrantes do bando que tenham efetivamente participado desses delitos. v. p. ■ Confronto: Com a finalidade de infração ao art. Em nossa opinião. TRF da 4 4 R.12.: auxílio para as reuniões da quadrilha). 180. RT787/594). ■ Qualquer crime: A quadrilha pode ser formada visando à prática de qualquer tipo de crime (TFR. TJSC. Não há modalidade culposa.616 e 28. Em tese. não leva também à condenação pelos crimes que o bando praticou. pois redundaria em duplicidade de punição.94. E infração permanente. v. art. só com as formas sem a qualificação decorrente da pluralidade de agentes (contra: HUNGRIA.137/90. da qual resultem ou possam resultar na prática de delitos (TJSP. ■ Para mais de um crime: Deve ser formada para cometer crimes. 1996.368/76 (CELSO DELMANTO. RT 608/365). e ser por esse crime condenado. 0 crime de quadrilha é sempre independente dos crimes que pelo bando vierem a ser praticados. RT710/327. Não é pacífico que seja suficiente estar armado um só membro do bando. 1959. 178. p. p. 1959. 94). será sempre única. 4. 5. 0 fato de participar da quadrilha. IX. TRF da 0 R. 1982. p. p.

RT707/414).99.94. esteja realizando uma ação que faça supor associação para fim de cometer crimes. RT 600/383. RJTJSP 178/304-5. 150). RT á 529/317. RT 787/594. cujo momento consumativo se protrai no tempo. RT 759/597. pois a habitualidade não é requisito do crime (TJSP. mv — RT 533/362. RT756/562).12. RT756/523). TJSE. RJTJSP 68/380).. DJU 7. DJU4. 1. se ela não chegou a se formar e operar (TJRJ. p. Aps. 288.. RT 765/582). 758/534. RJTJSP86/422. TJRO. 185. TRF da 2 R. Ap. agindo os participantes de modo coeso. RT 604/461. São necessárias. não podendo fundamentar-se em meras investigações policiais (STJ. 14631. RT 697/346.867. sendo irrelevante a realização ulterior de qualquer delito (STF. 13. p.93. TJPR.4. DJU 23. DJU 18.720. RHC 9. pois falta a pluralidade de crimes e estabilidade (TJSP.11.01. quatro pessoas. RT 535/325). STJ. 288 é infração de natureza permanente (STF. sob pena de bis in idem (STF. ■ Prisão em flagrante: Para prisão em flagrante no crime de quadrilha é necessário. preordenação dolosa. que o agente. E suficiente a preparação estável. Deve haver animus associativo prévio. ■ Número de agentes: O número de pessoas necessário à tipificação do crime de quadrilha é considerado objetivamente. Se um dos quatro acusados é absolvido. 288. p. RJTJSP72/360). restando só três condenados pelo art.400. DJU 28. HC 852.. RT 759/721). quanto àqueles que venham posteriormente a integrar-se ao bando. em trabalho comum. 288 (STF. RHC 2. 18047. Basta que seja uma associação permanente. 288 ■ Absolvição quanto aos demais crimes: Optando o julgador pela absolvição do acusado. sendo desnecessário atribuir-lhe ações concretas (STJ. 25289. ■ Consumação: Consuma-se no momento da associação (STF. ■ Crime continuado: Não se tipifica a quadrilha se o crime praticado era continuado. pouco importando se depois houve prescrição para alguns. 288: estabilidade. 751/580).95. RT 538/390).6.. in RBCCr 27/364). RT 749/573). RT761/695. ao menos. 98. é crime formal. p. que não se confunde com um isolado concurso de agentes (TJSP. ■ Atos preparatórios: O simples ajuste para formar a quadrilha não constitui crime. TJSP. 71870. DJU 2.9.94.535. RT 722/436). embora separando as funções á (TJDF. o agente que sofreu condenação anterior em processo judicial diverso não pode ser condenado novamente pela prática do mesmo fato delituoso. Basta existir o propósito de associação do agente ao grupo criado para a prática de crimes. se os partícipes são diversos (TACrSP.5. combinado (TJMG. DJU 6. TJSP. TRF da 1 R. e que sejam sempre os mesmos os autores das infrações (TJSP.4.. TJSP. 7. p. RT 772/546). 25197. em virtude da não-comprovação do roubo. Permanece ti pificado o delito do art.00. contra: TJRJ. consuma-se no momento em que aperfeiçoada a convergência de vontades entre mais de três pessoas. in RBCCr 15/410. 173/324-5).86. Não é suficiente a prática de delito por quatro ou mais comparsas. TRF da 5 R. RTJ 124/999). ■ Permanência e estabilidade: São requisitos do crime do art. p. RT 522/429).605. RJTJSP 173/328-9. Ap. mv— DJU 18. A impossibilidade de identificar um deles não obsta o reconhecimento do . por falta do número mínimo de agentes (TFR.00. permanência e existência de no mínimo quatro pessoas (TJSP. ■ Crime permanente: O crime deste art. RT 565/409. TJSP. seqüestro e contrabando de armas.571 Código Penal Art. para cometer crimes em caráter reiterado e permanente (TRF da 44 R. não pode subsistir a condenação por quadrilha. sendo imprescindível a organização. TJSP.12. 5. RT705/353). 25319).616 e 28. p. Ap. RTJ 116/515. no mínimo. RT 721/422-3. estabilidade e permanência (TJRO. p. cuja base real consistira unicamente nos mesmos fatos (TRF da 1 R. não mais se pode cogitar do art. Ap. não bastando a sucessividade de eventuais ações grupais (TJSP. mesmo se em grau de apelação ocorrer anulação do processo em relação a co-réus e restarem somente dois condenados (STJ. Sendo o crime de quadrilha permanente. Não há.024439-7/TO. TACrSP. E mister a reunião estável. in RBCCr 4/180).96. E preciso haver vínculo associativo permanente para fins criminosos. RT 764/562). TJSP. no momento da consumação. surpreendido. RT 774/690. numa conjugação de esforços unindo suas condutas. no momento da adesão de cada qual.163. Em relação aos fundadores.

RT 768/732).6. ■ Concurso de causas de aumento: Havendo duas causas de aumento (emprego de arma — parágrafo único do art. RT ■ Figura qualificada: O parágrafo único do art. tendo o art. em parte: Pode haver concurso entre roubo qualificado por uso de armas e quadrilha qualificada pelo uso de armas. isoladamente. RJTJSP69/334. RT 550/353. JSTJ e TRF 2/246. RT 570/352).94. caput.853. .8. ■ Crime único: 0 crime de quadrilha é único. RT553/448. p. Pet. TJSP. de forma continuada ou em concurso material. sem associação estável (TACrSP. não pode ser condenado por quadrilha se somente ele respondeu ao processo (TRF da 22 R. p.46568. A inimputabilidade de alguns não descaracteriza (TJRJ. 0 fato de um dos acusados eventualmente estar armado. RT 721/422-3). RTJ 120/1056. se não houver organização estável e permanente entre os co-autores (TACrSP. 10678). DJU 7. 82 da Lei n 2 8.95. TJSP. 14346. DJU 7.. ■ Organização criminosa e quadrilha: O art.94. p.12. se o delito de contrabando foi praticado por apenas três pessoas. mv. RT 748/627). aplica-se a regra do parágrafo único do art. Saraiva. RT 755/546.563. ■ Distinção da co-autoria: Não basta a co-participação. in RBCCr 27/364). 5. p. Pode haver concurso material de quadrilha com tráfico. 1. 399). 288 Código Penal 572 número de agentes exigido (TJSP. Não configura a co-autoria momentânea.12. bem como a extinção da punibilidade da sonegação fiscal. 68 do CP. DJU 8. RT764/562. Inf.99. DJU 7. 82 . 1996. p. Não pode haver concurso do art. 11881. 2. p. DJU 10. RTJ 102/614). RT748/627. Pleno. Incide a qualificadora quando o bando dispunha de armamentos e uma das suas atividades-fim seria a eliminação 781/576).99. contra: STF. tornam insubsistente a imputação de delito de quadrilha (STJ. RJTJSP 117/480). 77).485-9/MG. Para a configuração da quadrilha.072/90 (TRF da 4 2 R.034/95 fixou a estrutura típica do delito de quadrilha como requisito mínimo para existência da organização criminosa. prevalecendo a causa que mais aumente (STJ..035. 30026). DE JESUS.8. um só aumento.. 288 com furto qualificado pelo concurso de pessoas.89. 12910. portanto.772. RT 752/567.400. p. Inexiste incompatibilidade entre os crimes de quadrilha e de roubo qualificado pelo concurso de pessoas e com emprego de armas (TJSP.85. Pode haver concurso entre roubo qualificado pelo concurso de agentes e quadrilha. não se podendo cogitar de infração continuada (TACrSP.Art. 1 2 da Lei n 2 9. não há que se aplicar os dispositivos da referida lei (TRF da 3 2 R. TJRO.616 e 28. RT544/349. 14 da Lei n 2 6. só com furto simples (STF.5. TJSP. RHC 3.564.3. RT 754/564). STF n 2 86-E.85. não tipifica o delito de quadrilha armada (STJ. Julgados 67/63). DJU 17. ambos qualificados. RT 750/742). A quadrilha não se confunde com a co-participação em crime continuado (TJPR. TJRO. pois redundaria em dupla qualificação pelo mesmo fato (STF. não basta a simples co-autoria em diversos crimes. mas em co-autoria com outros indiciados. STJ. 0 crime de quadrilha reclama prova segura e convincente do engajamento de todos os agentes a um vínculo associativo e consolidado para empreitadas delitivas (TJSP. em decorrência do parcelamento. HC 77.. p. HC 62. DJU28. sendo necessária a associação permanente com finalidade preestabelecida do cometimento de crimes (TJSP. HC 62. 288. RT761/695). RT 538/383. por concurso de pessoas ou emprego de armas. Também pode haver concurso material entre estelionato e quadrilha (TRF da 52 R.11. 71870. apud DAMÁSIO E.04. ■ Sonegação fiscal e quadrilha: A finalidade lícita de exercer atividade comercial. por serem tipos autônomos e com objetividades jurídicas diversas (TJSP. 114/185. DJU 30. não havendo bis in idem porque "o porte de arma que qualifica a quadrilha (perigo abstrato) não é equivalente ao emprego efetivo de arma que qualifica o roubo (perigo concreto)" (STF. da Lei n2 8. Embora o acusado não tenha agido sozinho. RT755/742). Contra. RT 761/695).368/76 sido revogado pelo art. 288 não exige que todos os partícipes estejam armados (STF. p. RT776/571). PT 783/615). RT521/425). ■ Concurso de crimes: Não pode haver concurso entre quadrilha e roubo.072/90). e objetivo de prática de crimes hediondos — art. mv — RTJ 128/325. ou seja. Lei de Tóxicos Comentada. RCr 94. Aps. mv — RHC 64.

■ Extensão: Se em recurso especial se afastou a qualificadora do parágrafo único para um dos acusados. 288 e 289 de intrusos não desejados na exploração da contravenção do "jogo do bicho" (STF.259. e multa. os efeitos desse recurso devem ser estendidos aos co-réus (STJ. cede. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é falsificar. entendemos que. moeda falsa ou alterada. o funcionário público ou diretor. depois de conhecer a falsidade. a partir da vigência da Lei n° 10. de três a doze anos. cabe a transação no § 2° deste art.01. § 32 .099/95). ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Quem.7. 289 (art. 100 do CP. adquire. fabricando-a ou alterando-a.573 Código Penal Arts. por conta própria ou alheia. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena — reclusão. de seis meses a dois anos. Em face do princípio da isonomia (art. § 22 . da Lei n° 10. 76 da Lei n 2 9. ■ Transação: De acordo com o art. 2°. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I — de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei. Moeda falsa (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. RTJ 112/1064).259/01. e multa. ■ Sujeito passivo: O Estado. ou fiscal de banco de emissão que fabrica. 89 da Lei n° 9. Nas mesmas penas incorre quem. caput. a restitui à circulação.099/95). como verdadeira. 289. Falsificar. RT750/565). se no processo desmembrado havia prova da participação de todos (STF. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. que tem a significação de apresentar como . E punido com reclusão. Título X DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA Capítulo I DA MOEDA FALSA MOEDA FALSA Art. em vigor a partir de 12. RT 707/414). cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. cuja circulação não estava ainda autorizada. gerente. importa ou exporta. Assim. e multa. de três a quinze anos. é punido com detenção. § 1 2. reduzindo-se a pena imposta.1. 5°. a transação será cabível. vende. § 42 . empresta. guarda ou introduz na circulação moeda falsa. troca. tendo recebido de boa-fé. II — de papel-moeda em quantidade superior à autorizada. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2° (art. Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda. ■ Separação dos processos: A separação facultativa de processo contra os vários membros do bando não impede que um deles seja condenado separadamente dos outros.02. de 12. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. da CR/88) e da analogia in bonam partem. parágrafo único.

■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. JÚLIO F. ou seja. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é moeda falsa (vide nota ao caput). 211). Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". h. 108). o agente a restitui à circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). v. 290 do CP. adquire (obtém para si. Todavia. IX. para que aparente maior valor. ignorando a sua falsidade. portanto. depois de conhecer a falsidade. MIRABETE ( Manual de Direito Penal. v. ■ Recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra: Trata-se de hipótese. 1965. é aquela operada nos sinais que indicam o valor. p. 168). o agente faz a moeda. caso em que há modificação ou alteração da moeda. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Ou seja. ■ Pena e ação penal: Idênticas às do caput. ■ Pena: Reclusão. Ill. Ou alterando-a. de dar aparência enganosa a fim de passar por original. após ter certeza de que ela é falsa. Não há forma culposa. 955). HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. A restituição à própria pessoa de quem recebera a moeda falsa é atípica. troca (permuta). e. hipótese em que há contrafação. com consciência do curso legal e da possibilidade de vir a moeda a entrar em circulação. introduz na circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). classifica-se no art. opinam pelo enquadramento da conduta no art. que o agente fabrica ou altera. 190). v.Art. empresta (entrega com a condição de haver restituição). totalmente. E necessário que a moeda fabricada se assemelhe à verdadeira. antigamente freqüente. por conta própria ou alheia: a. 1959. vende (cede ou transfere por certo preço). como verdadeira. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. 8). VII. para que esta aparente valor superior. v. MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Na hipótese de guarda é crime permanente. isto é. o crime de estelionato. Circulação de moeda falsa (§ >°) ■ Objeto jurídico. para outros. d. de três a doze anos. em que o agente apõe algarismos ou dizeres de uma cédula em outra. f. ■ Tipo objetivo: A moeda falsa ou alterada deve ter sido recebida de boa-fé. exporta (faz sair do território nacional). v. que haja imitação. Pune-se a conduta de quem. 0 objeto material é moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no País ou no estrangeiro. sem dependência de outras conseqüências. Não há modalidade culposa. IV. em tese. III. i. b. 1995. b. importa (faz entrar no território nacional). c. 1959. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa que tenha recebido a moeda de boa-fé. 1985. não sendo punível a falsificação grosseira. que consiste na vontade de falsificar. 289. A moeda falsa (fabricada ou alterada) precisa ser apta a enganar o homem comum. da competência da Justiça Estadual" (Súmula 73). 289 Código Penal 574 verdadeiro o que não é. Na jurisprudência também há divergência. independentemente de outros resultados. v. Fabricando-a. 290 do CP: BENTO DE FARIA ( C6digo Penal Brasileiro. São previstos dois meios de execução: a. ■ Tentativa: Admite-se. cede (entrega a outrem). p. p. o STJ entende que "a utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura. da competência da Justiça Federal. que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações alternativamente previstas. ■ Tipo subjetivo: O dolo. A alteração punível. TEODOLINDO CASTIGLIONE ( Código Penal Brasileiro. guarda (tem sob guarda ou à disposição). ora se enquadrando o fato no art. dando a impressão de verdadeiro. e multa. Moeda de curso legal é aquela cujo recebimento é obrigatório por lei. p. 289 do CP: HELENO FRAGOSO (Lições de Direito Penal— Parte Especial. ora no art. 1956. p. X. onerosa ou gratuitamente). ■ Tentativa: Admite-se. No caso de dúvida quanto ao conhecimento da Figura privilegiada (§22 ) . p. Para os tradicionais é o "dolo genérico". g. o agente recebeu o dinheiro como se fosse legítimo. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Na doutrina. Embora recebendo a moeda de boa-fé.

1959. e multa. Com a fabricação. Direito Penal. porém. p. ou fiscal de banco de emissão que: a. v. STJ. 225. p. não bastando o eventual. ■ Tentativa: Admite-se.083. mas sim em crime de estelionato. que consiste na vontade de desviar e fazer circular com consciência de que a circulação ainda não estava autorizada. ■ Tipo objetivo: O objeto material. se forem superiores. CComp 24.575 Código Penal Art. III. com consciência da violação quanto à quantidade. a retira de onde está guardada e a põe em circulação. o crime seria formal ( H.538/SP. b. 226). Comentários ao Código Penal. Não existe forma culposa. 116. O objeto material é: a. c. 289 falsidade. Ill. Por isso. 1995. Ill. 1959. ■ Pena: Detenção. RTJ 98/991.5. p. 289. 92. Pune-se a ação de quem desvia e faz circular essa moeda. contra: HUNGRIA. gerente ou fiscal de banco emissor de moeda (crime próprio). FRAGOSO. Direito Penal. referindo-se às do caput reclusão. fabrica. FRAGOSO. DJU Desvio e circu/ação indevida (§ 4°) Jurisprudência . ■ Ação penal: Igual à do caput. da competência da Justiça Estadual e não Federal (STF. 962. d. 1965. ■ Consumação: Com a restituição à circulação. a vontade livre e consciente de restituir moeda falsa à circulação. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Comentários ao Código Penal. Não há punição a título de culpa. título ou peso. v. CComp 2. Para a tipificação é necessário que o título ou o peso sejam inferiores. JúLlo F. com pleno e efetivo conhecimento de que é falsa. b. exige-se o dolo direto. de três a quinze anos. ■ Pena: "Nas mesmas penas". Não há figura culposa. v. 85/430. ■ Tipo subjetivo: O dolo.99. mas a moeda legal. A quantidade inferior é penalmente atípica. ■ Consumação: E intranqüila a natureza material ou formal do crime. ■ Pena: Reclusão. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tentativa: Admite-se. HUNGRIA. autoriza a fabricação. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". MIRABETE. p. pois o crime não é punido a título de culpa. b. emite. Para outros autores. é questionado o momento de sua consumação: a. 116). IV. Manual de Direito Penal. ■ Consumação: Com a entrada em circulação. Na escola tradicional é o "dolo genérico". pois é infração material ( MAGALHÃES NORONHA. Lições de Direito Penal — Parte Especial. caput. e multa. RT697/370-1. 1995. não é moeda falsa ou emitida em excesso. 194). emissão ou autorização seguida do fabrico ou emissão. IX. ■ Ação penal: Idêntica à do caput. Título é a relação entre o metal fino e o total da liga empregada na moeda. Para a maioria dos autores não se exige proveito do agente (H. Súmula 73. IV. Moeda com titulo ou peso inferior ao determinado em lei (inciso I). ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. neste parágrafo. ■ Objeto jurídico. v. ■ Tentativa: Admite-se. v. p. ■ Tipo objetivo: Pune-se o funcionário público ou diretor. que consiste na vontade de praticar a ação. 963. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ou seja. 1985. ou seja. Fabricação. v. comina o parágrafo. ■ Falsificação grosseira: Se for visível a grosseria da falsificação da moeda. de três a doze anos. pois. de seis meses a dois anos. emissão ou autorização irregular (§ 39 ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. IX. 1965. MAGALHÃES NORONHA. DJU24. apenas haverá infração administrativa. e multa. diretor. v. p. não se justifica a incriminação no art. cuja circulação não estava ainda autorizada. autoriza a emissão. p. ■ Ação penal: Igual à do caput. gerente. a solução deve beneficiar o agente. Papel-moeda em quantidade superior à autorizada. p. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo.

DJU26.. 1979.11.. DJU 4.6. RT769/726).660.5. p..6.389.6.10. ora se enquadrando a ação no art. é imprescindível a demonstração da ciência inequívoca por parte do agente da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R. TRF da 1 2 R.564. DJU 13.560.984.97).99.. TRF da 3 2 R.. in Bo/. Não se configura o § 1 2. DJU 12. p. 67687). 39577.96. 19970). 171 do CP. ■ Guarda de moeda falsa (§ 1 4): E mister reste comprovada a ciência. AASPn 2 1. Ap. Se a aferição da falsidade somente pode ser feita através de laudo pericial. DJU 29.R. o crime enquadra-se no art..746. 9.5. Não é grosseira.024. Ap. DJU 26.707.7.. sendo competente a Justiça Estadual (TFR.051398-2/PR. RTFR69/208). RT 776/712). 289 (TFR. A2 moeda guardada deve ser apta a enganar número ilimitado de pessoas (TRF da 1 R..91. E crime permanente. Ap. 289. 11952). Ap. p. II. ■ Introdução na circulação (§1 9): Para caracterização do § 1 2 .8.93. p.8. p. p. p. 24. in RBCCr 8/228). se o agente.11. 8.337.8. RT 784/745.04. da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R. 289 Código Penal 576 2. ficando o estelionato absolvido pela aplicação do princípio da consunção (TRF da 42 R.714-5/RS. DJU 18. e não no art. que se consuma pela simples posse de dinheiro falso (TRF da 2 2 R.04.5. pagando-as com cédula de alto valor nominal e apropriando-se do troco em moeda verdadeira.90.. Ap. 15646). FRAGOSO. RCr 98.2. impondo-se a absolvição se existir dúvida razoável de que tivesse o acusado essa ciência (TRF da 1 2.7. configura o delito (TRF da 4 R.87. DJU 13.9. 574. Ap. p. absolve-se por inexistência da prova do dolo (TRF da 42 R. 11787. TFR. no caso de colocação em circulação de cédula falsa de cem reais por pessoa que possui apenas instrução primária e não tem antecedentes (TRF da 4 2 R.94. ■ Consumação da figura do § 1 2 : A consumação do crime independe da introdução da moeda falsa em circulação. RT 789/724). DJU 29... 8596). tendo á ciência de sua inautenticidade.. DJU 24. TRF da 2 2 R.92. in RBCCr 14/429). 9291..81.. § 1 2 . CComp 3. por ausência de ofensa à fé pública. v. 289. Ap. moeda que sabe ser falsa (TFR.65531-0/RS. Jurisprudência Criminal. havia divergência jurisprudencial no antigo TFR. Não havendo qualquer indicativo de que o acusado tivesse conhecimento da falsidade da cédula..80. § 2 2 ..2. in RBCCr 14/429. p. Ap.. p. Ap.. DJU 2. 6715.94. n°357).586. in RBCCr 12/288. 996. 3.2. Ap. 30056. 10304). Ap. pois sua circulação é restrita. o crime de moeda falsa pressupõe uma imitação capaz de enganar o homem médio.12. 4231). j. E necessário que a moeda contrafeita tenha potencialidade lesiva. DJU 13. p. 5. 98. p. vigilância e atilamento comuns (TRF da 3 2 R. se os próprios peritos necessitaram de lupa para certificar-se da falsidade (TFR. 18996. p..01. HC 4. 289. Ap. DJU 17. Ap.5. a mera ação de adquirir ou guardar a cédula. RT 765/732. CComp 4.04. p.01.320. ■ Colagem: Na alteração de cédula com fragmentos de outra.12. 430..136. 24.91.81. 2. 44384.397. p.249.456. Rejeita-se a denúncia. ■ Traveler's check Não equivale a moeda falsa. TRF da 4 á R. 11256).11. por quatro vezes consecutivas.. era suscetível de enganar (TRF da 3 2 R. Ap. pelo agente. DJU 26. Caracteriza-se pela intenção de manter sob sua guarda.97. DJU 26.89.5. ora no art. p. CComp 7. ■ Aptidão para enganar: É pacífico na jurisprudência que a falsificação grosseira elimina o delito.96. 290 do CP (H. in RBCCr 27/364). in RBCCr 27/363-4). p. confirma a sua plena ciência da origem espúria das cédulas (TRF da 3 á R.Art. TRF 2 da 3 R. 104. ■ Concurso com estelionato: Quem adquire bens utilizando dinheiro falso deve responder somente pelo crime do art. p.93. DJU 23.610. mv— DJU 18.94. 23615).82. RT763/685).10. 4..95. iludindo o homem médio (TFR. CComp 4. E crime de natureza permanente á (TRF da 2 R. Não sendo grosseira a falsificação.94.99. HC 61. por conta própria ou de terceiro. 4. p. Ap.90. RT753/724. 5653).610. 26116). independente da intenção de introduzir na circulação (TRF da 1 2 R. . tomando conhecimento da falsidade. Se é apta a enganar ilimitado número de pessoas configura o crime do art. sendo insuficiente o simples fato de ser detentor de maus 2 antecedentes e de ter sido encontrado com veículo de origem suspeita (TRF da 2 R. 12. 759/743).394. 43505. DJU 2.89. 0 agente que. p. 11.12.624. p. DJU 3. Ap. 5. restitui a moeda ao vendedor (TRF da 1 2 R. DJU 11. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 2 2 R. DJU 6. efetua compras de mercadorias de pequeno valor. 574. 6715.863). DJU 4. 45. p. 96. de atenção. p. DJU 1.

para o fim de restituí-los à circulação. após saber de sua falsidade. em razão do cargo. os justapõe. Formação com fragmentos (1 2 parte). b.045. suprimir. com finalidade especial: para o fim de restituí-los à circulação (vide Tipo subjetivo). Parágrafo único. notas ou bilhetes capazes de circular como verdadeiros. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Tratando-se do próprio agente que formou a moeda ou suprimiu sinal. ■ Sujeito passivo: O Estado. a vontade de restituir à circulação com consciência das especiais condições do papel-moeda ("dolo genérico"). A conduta punida é a supressão (eliminação ou remoção) de sinal indicativo de sua inutilização. Restituição à circulação (última parte). 289. ou seja. Na modalidade b (supressão) é o dolo e o elemento subjetivo do tipo que consiste no especial fim de restituí-Ia à circulação ("dolo específico"... 289 do CP. p. O objeto material é nota. 7. Com a volta à circulação (modalidade c). ou. Segundo os autores que opinam pelo enquadramento da referida conduta no art. RCr 1. Nas três figuras do art. se o crime é cometido por funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se achava recolhido. ■ Consumação: Com a efetiva formação de cédula idônea a enganar (modalidade a). cédula ou bilhete recolhido. formando cédulas. a restituição não é punível. restituir à circulação cédula. sob o título Pena. Ap. ou seja. ou já recolhidos para o fim de inutilização: Pena — reclusão.) . o crime do art. Vide nota ao parágrafo único. a põe em circulação (TFR. DJU 28. sinal indicativo de sua inutilização.235. Com o desaparecimento do sinal indicativo de inutilização (modalidade b). e multa. utilizando-se de fragmentos de cédulas.86. O máximo da reclusão é elevado a doze anos e o da multa a (. qualquer outra já recolhida para o fim de inutilização. ■ Tentativa: E admissível nas três modalidades. 290 prevê a formação e não alteração (modificação) de papel-moeda. 290 do CP contém três figuras: a. 289 e 290 ■ Figura privilegiada do § 22 : Só se configura se o agente restitui a moeda ã circulação com dolo e efetivo conhecimento de ser ela falsa (TFR. com a consciência de que ela poderá circular (na doutrina tradicional é o "dolo genérico"). 290. 290 é necessário que haja potencialidade lesiva (capacidade para enganar e circular como moeda boa). Quanto ao recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra. c. nota ou bilhete em tais condições. Crimes assim/lados ao de moeda falsa ■ Objeto jurídico: A fé pública.89. 289 quem. Formar cédula. A conduta punida é restituir à circulação. Supressão de sinal de inutilização (22 parte). .4. pp. Na modalidade c (restituição) é o dolo. para os tradicionais). o art.577 Código Penal Arts. cédula ou bilhete recolhidos. Incorre no § 2° do art. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a (formação) é o dolo. ainda. colocá-la.8. O art. de novo. vide nota específica ao art. 15033-4). recebendo a moeda de boa-fé. notas ou bilhetes representativos de moeda. Pune-se a conduta de quem. O objeto material é a moeda formada com fragmentos (da 1 á parte do caput) ou a que teve seu sinal de inutilização suprimido (da 2 á parte). em circulação. notas ou bilhetes verdadeiros. que consiste na vontade de formar moeda. de dois a oito anos. ou nela tem fácil ingresso. em nota. nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos de cédulas. CRIMES ASSIMILADOS AO DE MOEDA FALSA Art. 5724). ■ Tipo objetivo: Em sua descrição. 290 não é punido a título de culpa. DJU 19.

aparelho. fornecer (proporcionar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 1959. e mais que a tal fim sejam destinados no caso concreto" ( HUNGRIA. ■ Confronto: Se o agente. e. 290 e 291 Código Penal 578 ■ Pena: Reclusão.209/84 cancelou quaisquer referências a valores de multa. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. da competência da Justiça Federal. 1 2 ). matrizes. com conhecimento da destinação dos objetos. abastecer). que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações incriminadas. são utilizados para o fim de falsificar moeda. 2 2 da Lei n° 7. a imposição cumulativa da pena de multa. 289 do CP (H. Figura qua//ficada (parágrafo único) ■ Noção: Se o agente é funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se acha recolhido. são os clichês. RTJ 118/164). 289. a titulo oneroso ou gratuito. o parágrafo único determinava que o máximo da pena de multa era elevado "a quarenta mil cruzeiros". ao ser preso. ■ Pena: Reclusão. 290 ou no art. e multa. A guarda ou posse de material destinado à falsificação de dinheiro é crime de natureza permanente. Fabricar. art. ■ Guarda ou posse dos petrechos: Como é crime de natureza permanente. Costuma-se entender como especialmente os que "mais propriamente. adquirir (obter para si). em razão do seu cargo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Jurisprudência . aparelho. a ser fixada na forma do art. p. IX. de dois a seis anos. 357). guardar (ter sob guarda. que também é aplicável. 230). Comentários ao Código Penal. de dois a seis anos. ■ Colagem: Na alteração da cédula com colagem de fragmentos de outra. Nas modalidades de possuir e guardar é crime permanente. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda. prover. Em sua redação original. porém. o crime será apenas o do art. Não se dispensa. Jurisprudência PETRECHOS PARA FALSIFICAÇÃO DE MOEDA Art. 291 absorvido (crime subsidiário). Petrechos para fa/sif/capão de moeda ■ Objeto jurídico: A fé pública. p. II. ■ Ação penal: Pública incondicionada. classificando-se a ação no art. ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. ou tem fácil ingresso naquela. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é maquinismo. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Geralmente. Como o art. 291. cunhos etc. efetivamente. 1979. mesmo que o agente não se encontre. ■ Sujeito passivo: O Estado. possuir (ter a posse ou propriedade). ■ Pena: O máximo de reclusão é elevado a doze anos. moldes. fornecer. de dois a oito anos. 49 do CP. instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: Pena — reclusão.Arts. ■ Tentativa: Admite-se. da competência da Justiça Federal. no local onde mantém os petrechos depositados. Em vista do princípio da taxatividade da lei penal (CP. possuir ou guardar maquinismo. v. justifica-se o flagrante (STF. adquirir. aquele limite tornou-se inócuo. Os núcleos indicados são: a. Não existe modalidade culposa. mais adequadamente. entendemos ser indispensável o criterioso e prudente exame do juiz a propósito de ser inequívoco o destino dos objetos. v. FRAGOSO. e multa. além da pena de multa. Jurisprudência Criminal. abrigar). a jurisprudência não é pacífica. ficando o deste art. usar o material e falsificar moeda. fabricar (construir. a título oneroso ou gratuito. ou via de regra. e multa. manufaturar ou produzir). d. c. b.

p.385. Não abrange os warrants. prometendo serviços. Trata-se. ■ Tipo subjetivo: O dolo. bilhete. não bastando à ti pificação a simples feitura do título. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago: Pena — detenção. enquanto não cessar a permanência (TFR. isto é. Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos referidos neste artigo incorre na pena de detenção. de título que contém promessa de pagamento em dinheiro e que é transmissível por simples tradição. ■ Tentativa: Admite-se. DJU 5. EMISSÃO DE TÍTULO AO PORTADOR SEM PERMISSÃO LEGAL Art. O núcleo é emitir. com conhecimento da falta de autorização com que o título foi emitido. fichas.579 Código Penal Arts. ciente da inexistência de permissão legal. ou multa. o agente aceita (toma) ou usa como dinheiro o título ao portador que é objeto material da figura. ■ Pena: E alternativa: detenção. DJU 13. bilhetes. ou multa. bilhete. 292. ■ Consumação: Com a entrada em circulação do título ao portador (crime formal). da competência da Justiça Federal. de quinze dias a três meses. 89 da Lei n°9. vide nota ao art. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Dinheiro e não mercadoria: A emissão de notas. ■ Ação penal: Pública incondicionada. porém. como se vê.099/95). Recebimento ou utilização como dinheiro (parágrafo único) Jurisprudência . 1174. vales ou títulos. Emitir. da competência da Justiça Federal. ou seja. especialmente a proteção da moeda contra a concorrência de títulos ao portador. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ou multa.11. sem permissão legal. ■ Transação: Cabe no caput e no parágrafo único (art. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é idêntico ao do caput (vide nota).79. de quinze dias a três meses. sem necessidade de endosso ou de autorização do emitente. ■ Tipo subjetivo: O dolo. nunca foi punida entre nós. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Tentativa: Pode haver (STF.459. A conduta punida. vales particulares etc.099/95). utilidades ou mercadorias. 8331). 295 do CP. 76 da Lei n° 9. que consiste na vontade livre e consciente de receber ou utilizar. RT 432/339). p. de um a seis meses. HC 6. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. ■ Tipo objetivo: O objeto material deste delito é nota.2. que tem a significação de pôr em circulação. é receber ou utilizar como dinheiro. sendo fato atípico (TACrSP. ■ Sujeito passivo: O Estado. nota. Parágrafo único. ■ Pena: E alternativa: detenção. HC 4. ainda que ao portador ou sem o nome do beneficiário. RTJ 123/1220). sem permissão legal. Ressalva a lei. 291 e 292 autorizando a prisão em flagrante. a vontade livre e consciente de emitir. de modo que a autorização legal exclui a tipicidade da conduta. de um a seis meses. ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. Não há forma culposa. ou multa. Emissão de tftu/o ao portador sem permissão legal (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública.86. "passes" ou passagens. conhecimentos a ordem. Se funcionário público. ficha. ■ Objeto jurídico. ficha.

quando legítimos. 295 do CP. 295 (art. de seis meses a dois anos. a 2 que se referem este artigo e o seu § 2 .099/95). Falsificar. 293 Código Penal 580 Capítulo ll DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS PÚBLICOS FALSIFICAÇÃO DE PAPÉIS PÚBLICOS Art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União.099/95). também cabe no § 4°. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena — reclusão. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe nos §§ 2° e 3°. IV — cautela de penhor. em vigor a partir de 12. 293. a transação será cabível. com o fim de torná-los novamente utilizáveis. papel selado ou qualquer papel de emissão legal. entendemos que.259. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Incorre na mesma pena quem usa qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. guia. 76 da Lei n° 9. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. a partir da vigência da Lei n° 10. e multa. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. § 1 4. da CR/88) e da analogia in bonam partem. desde que não combinado com o art. desde que não estejam combinados com o art. Assim. III — vale postal. cabe a transação no § 4 2 .259/01. Em face do princípio da isonomia (art. da Lei n° 10.1. ou multa. Quem usa ou restitui à circulação. por Estado ou por Município: Pena — reclusão.01. 89 da Lei n° 9. 100 do CP. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo ante- rior. vide aumento de pena determinado pelo art. § 32 . ■ Sujeito passivo: 0 Estado. . § 42. de 12. Se funcionário público. V — talão. § 22. de dois a oito anos. depois de conhecer a falsidade ou alteração. caput. parágrafo único. II — papel de crédito público que não seja moeda de curso legal. incorre na pena de detenção. Falsificação de papéis púb/icos (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. embora recebido de boa-fé. Suprimir. 2°. 5°. Incorre na mesma pena quem usa. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público. destinado à arrecadação de imposto ou taxa. em qualquer desses papéis. 29. ■ Transação: De acordo com o art.7. fabricando-os ou alterando-os: I — selo postal. 295 (art. de um a quatro anos. VI — bilhete. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável. estampilha. e multa.Art. depois de alterado. ainda que combinado com o art.02. recibo.

Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Dois são os meios previstos: a. ■ Tipo subjetivo: O dolo. a falsificação deve ser apta a enganar. e multa. O objeto material é indicado: a. Pune-se o uso de tais papéis. ou seja. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. Na escola tradicional é o "dolo genérico". b. 293 ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é falsificar. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Não há punição a título de culpa. ■ Pena e ação penal: Iguais ás do caput. fabricando-os. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput.538/78. ■ Confronto: Em caso de selo postal ou vale postal. Tipo objetivo: O objeto material são os papéis do caput. estampilha. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável (V). ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. destinado à arrecadação de imposto ou taxa (I). ■ Tentativa: Admite-se. empréstimo etc. com a finalidade de aparentar maior valor. da Lei n° 6. papel selado ou qualquer papel de emissão legal. nominativos ou ao portador. Bilhete.538/78. 36 da Lei n 2 6. A finalidade da conduta é especificada: com o fim de torná-los novamente utilizáveis. permuta. caso em que há modificação ou alteração do objeto. A empresa pode não ser pública. ■ Pena: Reclusão. Revogado e substituído pelo art. 37 da Lei n°6. Vale postal (Ill). Como é comum aos crimes de falso. ■ ■ . Municípios ou autarquias.. Não há modalidade culposa. O uso abrange a venda. Selo postal. estadual ou municipal. dar aparência enganosa a fim de passar por original. Uso de papéis púb/icos falsificados (§ 1°) Objeto jurídico. alterando-os. ■ Pena: Reclusão. guia. Papel de crédito público que não seja moeda de curso legal (II). 36 da Lei n° 6. isto é. ■ ■ Uso de papéis com inutilizagão suprimida (§ 3°) Objeto jurídico. e que tiveram suprimidos os carimbos ou sinais de inutilização ( vide nota ao § 2 2). ■ Tipo subjetivo: O dolo é o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("com o fim de torná-los novamente utilizáveis"). recibo. d. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Talão. ou seja. Cautela de penhor. sem dependência de outro resultado (crime formal). e multa. Tipo objetivo: Incrimina-se a supressão (eliminação ou remoção) de carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização. Não há forma culposa. de emissão federal. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Ação penal: Pública incondicionada.538/78. 0 objeto material são os papéis públicos apontados nos incisos do caput. hipótese em que há contrafação propriamente dita. e. com conhecimento de que são papéis falsificados. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. art. Estados. 36. por Estado ou por Município (VI).581 Código Penal Art. parágrafo único. quando legítimos. mas precisa ser administrada pelo Poder Público. de um a quatro anos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Supressão de sina/de inutilização (§2°) Objeto jurídico. caso o agente seja o autor da falsificação (fato posterior impunível). Abrange os estabelecimentos mantidos pela União. São os títulos da dívida pública. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. art. mas não alcança a guarda ou depósito. a vontade livre e consciente de usar. c. b. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput ■ Tipo objetivo: Pune-se o uso de qualquer dos papéis públicos indicados nos incisos do caput. de dois a oito anos. Na parte referente a selo postal. f. quando legítimos. apresentar como verdadeiro o que não é.538/78. ■ Consumação: Com a efetiva supressão do sinal de inutilização. o inciso foi revogado e substituído pelo art. o agente faz o objeto. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público (IV).

E atípica a restituição à própria pessoa de quem o agente recebeu o papel. Fabricar. 19525). desde que tenha recebido o papel de boa-fé. pois inexiste forma culposa para esses crimes (TFR. da Lei n° 6. ■ Ação penal: Igual à do caput. pois o "qualquer outro documento". quanto à previsão para aumento da pena. § 1° (STJ. Não há punição a título de culpa. adquirir. pois tal delito resta absorvido pelo art. nas repartições fazendárias. fornecer. Figura privi/egiada (§ 44 ) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. § 1 9. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. ■ Consumação: Com o efetivo uso ou restituição à circulação. possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena — reclusão. ■ Crime-meio e prescrição: A prescrição do crime-fim (sonegação fiscal) abrange o crime-meio (falsificação de papéis públicos) (TJSP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. mv — RT 522/331). fornece. vide nota ao art. 294. RT781/553). p. de seis meses a dois anos. mv— RTJ 112/1280).Arts. da Lei n° 6. adquire.269. 293. 293. consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. 37. os usa ou restitui a circulação. 293 e 294 Código Penal 582 ■ Tipo subjetivo: O dolo. que consiste na vontade livre e consciente de usar ou restituir à circulação. ■ Tipo subjetivo: Em qualquer das modalidades previstas pelo art. deve ter características semelhantes aos demais indicados (TJSP. e multa. servindo ao controle do transporte de madeiras (STJ. exige-se que fique comprovado o dolo do agente. mas com a inutilização suprimida do § 2°. ■ Pena e ação penal: Iguais às do § 22 . conforme dispõe o art. 295 do CP. 37. com a certeza de que o papel é falso ou alterado. ■ Guia florestal: A sua falsificação não caracteriza o delito deste art. Funcionário público Jurisprudência PETRECHOS DE FALSIFICAÇÃO Art. ■ Remissão: Se o agente é funcionário público. 293. A guia florestal não tem essa destinação.538/78. mv— RJTJSP 169/293). art. ■ Confronto: Se é selo postal ou vale postal. possui ou guarda petrechos de falsificação. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Co-autoria: Caracteriza a cooperação psicológica de fiscal do IPI que anuiu em introduzir. depois de conhecer (estar certo de) a falsidade ou alteração. Pune-se a conduta de quem. caso o agente seja o autor da supressão (fato posterior impunível). recebendo pagamentos para essa conduta (STF. com conhecimento de que o sinal de inutilização foi suprimido. art. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. tendo recebido os papéis na ignorância da falsificação ou alteração. A dúvida quanto ao conhecimento da falsidade ou alteração deve beneficiar o acusado. ■ Tipo objetivo: Objeto material são os papéis públicos falsos do caput ou os legítimos. . RT 689/400). Para os tradicionais é o "dolo genérico". pois a guia a que o dispositivo alude é a que se destina ao fim de recolhimento ou depósito de dinheiros ou valores ex vi legis. ■ Pena: É alternativa: detenção. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. V. Ap. que consiste na vontade livre e consciente de usar os papéis. ■ Papéis públicos: Não é papel público o formulário de retirada de dinheiro da Caixa Econômica Federal.85. 294.538/78.10. Inexiste forma culposa. DJU 31. guias falsificadas. não há se falar em concurso material. ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. de um a três anos. 6. ou multa. 293. ■ Tentativa: Admite-se. a que se refere o inciso V do art. § 2 2 .

583 Código Penal Arts. 294 ficará absorvido pelo do art. 295 do CP. Não há punição a título de culpa. Quanto ao conceito de especialmente destinados. art.. independentemente da sua utilização ou falsificação (TRF da 1 R. E crime permanente nas modalidades de possuir e guardar. p. consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. abrigar). ■ Ação penal: Pública incondicionada. 295 (art. RT 542/340).79. o crime de sonegação fiscal. b. pois tal delito resta absorvido pelo art. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". ■ Objeto inequívoco: Configura este crime a apreensão de carimbo.2. e. ■ Especialmente destinado: E necessário que o objeto se revele especialmente destinado à falsificação dos papéis taxativamente enumerados pelo art. ■ Remissão: Se o sujeito ativo é servidor público. fornecer (proporcionar. ■ Confronto: Caso o agente use os petrechos e falsifique. DJU 18. ■ Consumação: Com a efetiva prática de qualquer das ações. 295.151. ■ Tipo subjetivo: O dolo. d. prover). vide art. ■ Sujeito passivo: O Estado.538/78. abastecer. 294. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. desde que não esteja combinado com o art. fabricar (produzir ou manufaturar). vide nota à expressão no art. 294.257. não há se falar em concurso material. Se o agente é funcionário público. a vontade livre e consciente de praticar as ações com conhecimento da destinação dos objetos. ■ Consumação: A simples posse ou guarda do objeto já constitui o crime. DJU 27. RT781/553). o crime deste art. 295.099/95).7. que absorve a falsidade e o uso de documento falso. ■ Pena: Reclusão. mediante alteração. aumenta-se a pena de sexta parte. TJSP. também deve absorver o do art. o crime deste art. conduzido de forma oculta. 4. 293 como no do art. 5575). 38 da Lei n° 6. Ap. 293 (vide nota ao art. possui ou guarda petrechos de falsificação. ■ Concurso de crimes: Se o agente usa os petrechos e pratica a falsidade. 294 (TJSP. conforme dispõe o art. ■ Tipo objetivo: O objeto material é assim indicado: objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior. ou seja. 3. e multa. dos papéis públicos expressamente arrolados nos incisos do art. de um a três anos. . § (STJ. fornece. RT 606/303).82. 1038). Figuras qualificadas ■ Noção: Tanto na hipótese do crime descrito no art. 89 da Lei n° 9. ■ Tentativa: Admite-se. JSTJ e TRF 48/385. vide nota ao art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. inequivocamente destinado a falsificar. Tratando-se de selo postal ou vale postal. Configura a posse de carimbos e máquinas destinadas à falsificação de recolhimento (TFR. Se funcionário público. adquire. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo. a pena é aumentada de sexta parte se o agente é funcionário público (vide nota ao art. adquirir(obter para si). possuir (ter a posse ou propriedade). ou seja. 293 do CP (TJSP. declarações de bagagem (TFR. 291 do CP. p. Funcionário público Jurisprudência Art. Ap. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. 294 fica absorvido pela falsidade cometida. sobre a previsão para aumento da pena. Petrechos de falsificação ■ Objeto jurídico: A fé pública. RJTJSP 83/407). 293. c. 294 e 295 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 293 do CP). guardar (ter sob guarda. 293. As ações incriminadas são: a.

ou seja. que entrou em vigor noventa dias após publicada. que constitui a sua marca de tabelião e que não se confunde com a assinatura simples (esta chamada sinal raso). acrescentou o inciso III ao § deste art.00 ( DOU de 17. Não inclui o selo ou sinal estrangeiro. caput. sem dependência de outro resultado. § 1 2. Trata-se de crime formal. logotipos. aumenta-se a pena de sexta parte. ou a autoridade. O selo aqui referido não tem relação alguma com o selo postal. II — selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. ou sinal público de tabelião: Pena — reclusão. Selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. Ill — quem altera. falsifica ou faz uso indevido de marcas. em segundo lugar. ■ Consumação: Com a falsificação. mas compreende os de autarquia ou entidade paraestatal. Falsificação de ■ Objeto jurídico: A fé pública. 296 Código Penal 584 Capítulo III DA FALSIDADE DOCUMENTAL FALSIFICAÇÃO DE SELO OU SINAL PÚBLICO Art. 296. de 14. vide art. especialmente os sinais públicos de autenticidade. ■ Tipo objetivo: O núcleo é falsificar. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". A falsificação pode ser feita: a. Selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. ■ Tentativa: Admite-se.7. b. enfeitada. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. em que o agente faz o selo ou sinal). do CP.7. b. 306. desde que atribuídos por lei. a vontade livre e consciente de falsificar. fabricando-os ou alterando-os: I — selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. geralmente metálica.Art. fabricando (é a contrafação. com conhecimento. O objeto material vem assim indicado: a. de Estado ou de Município (l). É indispensável à tipificação o fim de autenticação de atos oficiais. Se o sinal falsificado é o usado por autoridade pública para fiscalização sanitária. público ■ Sujeito passivo: Primeiramente. Não há forma culposa. alterando ( modificação de selo ou sinal verdadeiro). e comete o crime prevalecendo-se do cargo. II — quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. o Estado. Se o agente é funcionário público. que se usa para imprimir em papéis. ou para autenticar ou . o particular even(caput) tualmente prejudicado. com a finalidade de autenticá-los. selo ou sina/ ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Falsificar. e multa. § 22 .00). na hipótese do inciso I. que tem a significação de apresentar como verdadeiro o que não é. de Estado ou de Município. ou a autoridade. Incorre nas mesmas penas: I — quem faz uso do selo ou sinal falsificado. ■ Tipo subjetivo: O dolo.983. A falsificação. 296. para caracterizar o crime. de que o selo é destinado à autenticação de atos oficiais. Sinal público de tabelião é a assinatura especial deste. em qualquer de suas modalidades. de dois a seis anos. Trata-se de peça. deve ser apta a enganar a generalidade das pessoas. ■ Alteração: A Lei n° 9. ou sinal público de tabelião (ll). ■ Confronto: Se há falsificação de sinal empregado no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária.

falsificação ou uso indevido. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são três: a. ou identifique estes. Trata-se de crime material. ■ Pena e ação penal: iguais às do caput. ■ Noção: Se o agente é funcionário público ( vide nota no art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. A alteração e a falsificação devem ser aptas a enganar a generalidade das pessoas. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a vontade livre e consciente de utilizar indevidamente. Para a doutrina tradicional. é o dolo genérico. Alteração. logotipos. e multa. ■ Sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Aplica-se tanto ao caput como ao § 1°. mas apenas aquele em que o sinal ou selo público falsificado é usado em sua destinação normal e oficial. ■ Consumação: Com o uso do selo ou sinal falsificado. marcas (sinais que se fazem em coisas para reconhecê-las). o objeto material é o selo ou sinal verdadeiro e não o falsificado. que tem o sentido de modificar.585 Código Penal Art. independentemente de resultado (sentido naturalístico). 306. falsificar. Há necesssidade de que o objeto material seja utilizado por órgãos ou entidades da Administração Pública. ou seja. sujeito ativo e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. ■ Tipo subjetivo: O dolo. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput sina/falsificado ■ Tipo objetivo: Pune-se quem faz uso do selo ou sinal falsificado. Para os clássicos. 2. é fato posterior impunível (ne bis in idem). agindo em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. O resultado referido pela lei é alternativo (embora indispensável): prejuízo alheio ou proveito próprio ou de terceiro. outros símbolos (sinais. siglas ou outros símbolos. 4. as siglas ou outros símbolos da Administração Pública. pelo próprio agente que falsificou o selo ou sinal. os logotipos. Nas modalidades de alteração e falsificação. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo (valendo-se do cargo). fa/sificação ou uso indevido de marcas. signos). usar indevidamente. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. O objeto material compõese de: 1. ■ Tipo objetivo: Aqui. sig/as ou outros símbo/os (§12. logotipos (conjunto de letras unidas em um único tipo. ■ Objeto jurídico: A fé pública. Trata-se de crime formal. aumentada de sexta parte. utilizar de forma imprópria. /ogotipos. independentemente de causar efetivo resultado. ///) Figura qualificada (§2°) . a vontade livre e consciente de alterar. que consiste na vontade livre e consciente de usar. a tentativa é teoricamente possível. ■ Consumação: Com a alteração. falsificar ou fazer uso indevido de marcas. c. 3. Utilização indevida de se/o ou sina/ verdadeiro(§ //) ■ Objeto jurídico. ou seja. ■ Consumação: Com o efetivo prejuízo ou proveito. I) qualquer uso. ■ Pena: Reclusão. parágrafo único. Trata-se de delito formal. art. ■ Concurso de crimes: O uso. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. sabendo que são utilizados pela Administração Pública ou que servem para identificá-la. Incrimina-se quem utiliza indevidamente. que tem o significado de apresentar como verdadeiro aquilo que não é. com conhecimento de que se trata de selo ou sinal falsificado (dolo genérico). de dois a seis anos. siglas (sinais convencionais). do CP. ■ Pena: A do caput. ou seja. é o dolo específico. . acrescido do especial fim de agir (em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio). ou comprovar o cumprimento de formalidade legal. b. Uso de selo ou ■ Objeto jurídico. formando siglas ou palavras). Não se incrimina (§ 1°. 296 encerrar determinados objetos. especialmente as marcas. alterar. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput.

aumenta-se a pena de sexta parte. as ações de sociedade comercial. cuja falsificação é prevista no art. primeiramente. 297. 296 e 297 Código Penal 586 Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: O crime do art. ou alterar documento público verdadeiro: Pena — reclusão. é imprescindível que a falsificação seja idõnea para enganar indeterminado número de pessoas. b. secundariamente. no todo ou em parte. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art. de dois a seis anos. quando se acrescentam mais dizeres ao documento verdadeiro. por inexistência da forma culposa (TRF da 1 2. II — na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. É a contrafação. no todo ou em parte. pois não se trata de sinal público (TJRS.983.R. § 4 2. acrescentou os §§ 3 2 e 4 2 a este art. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. 30064. DJU 18. Falsificar. a remuneração. Para os efeitos penais. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO Art. a formação do documento. documento público. ■ Carimbo: Não tipifica o crime do art. in RBCCr 12/288). Nesta modalidade. documento público. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. que entrou em vigor noventa dias após publicada. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. Nas mesmas penas incorre quem omite. há alteração ( modificação) do teor formal do documento. 296. Falsificação material de documento público ■ Alteração: A Lei n° 9. ou em parte. E que a falsificação seja capaz de causar prejuízo para outrem. Falsificar. especialmente a autenticidade dos documentos.7. §32. vide § 1 2 . 297 pune é a material.. § 22. e multa. No todo.Arts. pois o falso inócuo não configura o delito. II.00 ( DOU de 17. Em qualquer das hipóteses. São duas as condutas previstas: a. Ill — em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. e a pessoa em prejuízo de quem foi o falso praticado.95. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I — na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. ■ Objeto jurídico: A fé pública. 26. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.5. Ou alterar documento público verdadeiro. Ap. os livros mercantis e o testamento particular. 297. 293 (TJSP. a falsificação de carimbo para reconhecimento de firmas em tabelionatos. pois o falso grosseiro não traz perigo à fé pública. RT 571/394). aquela que diz respeito à forma do documento. é a contrafação integral. Se o agente é funcionário público. Se funcionário público. o título ao portador ou transmissível por endosso. p.7.569. ■ Selo: O selo de que fala o art.00). 296 do CP é o destinado à autenticação de atos oficiais e não a estampilha usada para arrecadação de rendas públicas. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. de 14. . 296 exige a prova inconteste do dolo. nos documentos mencionados no § 32. ou seja. RT470/335). § 1 2 . nome do segurado e seus dados pessoais.

492/86.737/65. 2 também. Se a falsificação é de carteira de trabalho. 298 do CP. Os livros mercantis. esta a absorve. 158). tais documentos. 299 do CP. deixam de ser equiparados a documentos públicos" ( Comentários ao Código Penal.. ou seja. e multa. ■ Confronto: Se o documento é particular. ■ Tipo subjetivo: O dolo. arts. Como observa HUNGRIA. no art. c. se os títulos forem falhos quanto aos seus requisitos essenciais. p. Documentos públicos por equiparação (§ 22 ) ■ Noção: Para fins penais. Quanto à diferença que existe entre falsidade material e falsidade ideológica. II e III). aumentada da sexta parte. b. Esta causa de aumento de pena aplica-se. São alcançados tanto o documento formal e substancialmente público. c. IX. Falsidade Documental. 171 do CP. As fotocópias ou xerox não autenticados não podem ser considerados documentos. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar (incs. nota Concurso de crimes). acrescentou o § 3 2 a este art. com a consciência de que pode causar prejuízo a outrem. do próprio beneficiário. 297 ■ Objeto material: E o documento público. mas somente "mediante cessão civil. Também é incluído o documento público estrangeiro. vide nosso comentário no art. de 14. desde que originariamente considerado público e atendidas as formalidades legais exigidas no Brasil. 298 do CP. warrant etc. a Lei n 2 9. 304 do CP. vide nota ao art. 0 testamento particular (não abrange o codicilo). Quanto á noção de Previdência Social. quando após certo prazo não mais podem ser transferidos por endosso. como o formalmente público mas substancialmente privado. divide-se a jurisprudência. considerando-se como tal o elaborado. são equiparados a documento público: a. traslados. 297. 168-A. ■ Tentativa: Admite-se. Se a falsidade é ideológica e não material. As ações de sociedade comercial. 297). subsidiariamente. Figuras equipa. Quando a falsidade do documento público foi o meio para a prática de estelionato. art. Não há punição a título de culpa. somente ao caput e não aos crimes previstos nos pena (§ f°) §§ 32 e 4 °. Vide. art. 1978. ■ Pena: A do caput. de acordo com as formalidades legais. para fins penais. dando lugar a quatro correntes diferentes (vide. 327 do CP) e comete de aumento de crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. ■ Ação penal: Pública incondicionada.■ Noção: Buscando tutelar os interesses da Previdência Social e. Igualmente. vide Lei n 2 7. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração.983. Na escola tradicional é o "dolo genérico". v. na folha de pagamento ou em outro documento de informações destinado a fazer prova perante a Previdên- . Prevalece o entendimento de que não há concurso com o crime de uso previsto no art. 22 e 7 2 . b.). por sua localização. p. I. 299 do CP. nota promissória. O documento emanado de entidade paraestatal (as autarquias). vide nota ao art. ■ Inciso I: Pune a conduta daquele que insere ou faz inserir. 25). O título ao portador ou transmissível por endosso (cheque. Cause especial ■ Noção: Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. ■ Pena: Reclusão. e. 348 da Lei n 2 4. vide art. Se a falsidade é de títulos ou valores mobiliários. de dois a seis anos. ■ Concurso de crimes: a. art. duplicata. São também documentos públicos as certidões. Se o documento público falsificado tem fins eleitorais. E necessário exame de corpo de delito (CPP.587 Código Penal Art.7. radas (§ 32 ) punindo com as mesmas do caputaquele que inserir ou fizer inserir. a vontade de falsificar documento público ou alterar documento público verdadeiro. 266). nos documentos que enumera. por funcionário público no desempenho de suas atribuições. d. 1959. Se a falsidade é usada como crime-meio para a prática de sonegação fiscal. documentos públicos por equiparação legal (§ 2 deste art. fotocópias autenticadas e o telegrama emitido com os requisitos de documento público.00. não poderão ser equiparados a documento público (SYLVIO DO AMARAL.

5°. Na escola tradicional é o "dolo genérico". II e Ill deste § reproduzem. que se refere ao conteúdo do documento. Na primeira hipótese (a) só haverá crime se houver a omissão concomitante do nome dos segurados e de seus dados pessoais (nome + dados pessoais). deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. sujeito ativo e sujeito passivo: Vide notas. não configura o crime. punindo com as mesmas do caput aquele que omitir. representado pela Previdência Social. sob o mesmo título. sob os mesmos títulos.403/02. ■ Consumação: Com a efetiva inserção de pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. II e Ill.876/99 e n° 10. o nome do segurado e seus dados pessoais. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. aplica-se apenas ao caput. 297 Código Penal 588 cia Social. a sua remuneração. as alíneas g. As condutas previstas nos três incisos são comissivas.Art. art. ■ Inciso III: Tipifica como crime a conduta daquele que insere ou faz inserir. caput. na CTPS — Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a Previdência Social. entre outras. o contribuinte individual. nos documentos que enumera. esta figura equiparada incrimina condutas omissivas. fictícia) ou diversa (diferente. nos documentos enumerados pelos incisos I.00. 11 da Lei n° 8. b. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar. em documento contábil ou em qualquer outro referente às obrigações da empresa perante a Previdência Social. ■ Sujeito passivo: Primeiramente.7. De acordo com o art. ou seja. ■ Objeto jurídico. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. além dos já previstos no § 2°. ou de declaraçôes falsas ou diversas das que deveriam constar. distinta) da que deveria ter sido escrita. o segurado e seus dependentes que vierem a ser prejudicados. 297 não se aplicam a fatos anteriores. em sua essência. no art.212/91. ■ Consumação: A partir do momento em que a inserção das informações referidas for juridicamente exigível pela legislação previdenciária e/ou trabalhista. Eventual omissão culposa. os crimes previstos no § 3 2 do art. ■ Tentativa: Não nos parece possível. XXXIX e XL. secundariamente. objeto material. nos mesmos documentos elencados no § 3 2 . pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de crime doloso. c. ■ Inciso II: Incrimina a conduta de quem inserir ou fizer inserir. 299. que cuida da falsificação de documento público. ■ Irretroatividade: Os incisos I. ■ Tipo objetivo: Ao contrário do caput. o trabalhador avulso e o segurado especial. os documentos mencionados nos incisos I. 297.213/91. por sua localização neste artigo. II e Ill. II e Ill. Outra figura equiparada (§ 49 ) ■ Noção: Este § 42 foi acrescentado pela Lei n° 9. contudo. arts. 95 da Lei n 2 8. atualizada pelas Leis n 2 9. especialmente a veracidade dos documentos relacionados com a Previdência Social. não havia imposição de pena. ■ Objeto jurídico: A fé pública. 1 2 e 2 2 ). A omissão empregada pelo agente deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. a vontade de inserir ou fazer inserir. CP. de 14. declaração falsa (contrária à realidade. são segurados obrigatórios as seguintes pessoas físicas: o empregado. Tratando-se de funcionário público. ■ Objeto material: São os documentos elencados nos incisos I.983. Por força dos princípios da anterioridade e da irretroatividade da lei penal maléfica (CR/88. Em face da inserção deste § 3 2 no art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. as seguintes informações: a. restaram equiparados a este. ■ Tipo objetivo: Enquanto o § 3 2 trata de condutas comissivas. ou de declaração falsa ou diversa da que deveria constar (incs. o Estado. no § 32. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. do CP. Não há punição a título de culpa. a falsidade empregada pelo agente neste § 3° é a ideológica. a qual. I). Vide nota. o empregado doméstico. . fruto de negligência. para os quais. não incidirá a causa especial de aumento de pena do § 1 2 . A inserção de pessoa que não seja segurado obrigatório (inc. h e ido revogado art. II e III).

caput. mv — RJTJSP 122/507. pois é absoluta a impropriedade de ser o jornal considerado documento para fins penais (STF.. Contra: se há possibilidade de causar dano (STF.. para efeito penal (TFR. RTJ 93/1036). RT605/398). DJU 18. Jurisprudência ■ Documento público: É o formado por funcionário público. Ap. Ap. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Se o acusado não falsificou a carteira nem foi responsável por sua viciosa expedição. Se forem autenticadas. Ap. JSTJ e TRF62/500-1. Assinatura feita sem intenção de imitar é falso grosseiro.90. DJU 24. PJ 44/263).6. in RBCCr 7/213.576. do CP. TJSP. com atribuição ou competência para isso. RT 746/568).. ■ Xerox não autenticado: Inexiste o crime. não produz efeito jurídico (TJSP. que se aperfeiçoa independentemente do uso efetivo (TJSP.589 Código Penal Art.94. Ap. RT 584/315. neste estado. TRF da 3 ? R. 12. RT759/687). RT778/707). Ap. pois não estava credenciado a preenchê-lo (TJSP. sem potencialidade danosa (TJSP. TJPR. vide jurisprudência intitulada Competência.788. RT754/743). RT 587/302..94.448. DJU 17. conseqüentemente. TRF da 4 ? R. 6342).9. incapaz de causar prejuízo a terceiros (TJSP. Não configura o crime a falsificação grosseira que não causa prejuízos a terceiros (TJSP.446. RT 589/399). DJU 30. TJPR. PJ48/282).. Vide. RJTJSP 103/442. 5. Falsidade grosseira. se os cheques preenchidos não chegaram a ser postos em circulação. No tocante à competência da Justiça Estadual. ■ Fax não autenticado: Não configura o delito do art. 297. TJSP. 694/312. RJTJSP 155/304). Não . lugar e matéria (STF. ■ Cheque assinado em branco: O agente que preenche cheque assinado em branco. não ingressaram no mundo factual e. p. p. Não é inócua nem grosseira a falsidade que surtiu efeito durante longo tempo (TJSP. JSTJ e TRF82/469).769. 13493.196. deve ser absolvido (TJPR. p. mv— RT646/268). também. 13035).5. TJRJ. 299. p. o que demanda prova do perigo. Requerimento endereçado à administração pública não é (TJSP. RCr 63. p. 297 (TRF da 2 ? R. DJU 15. RT701/303. infringe o art. configura-se o delito (TRF da 1 ? R. Não configura o crime a falsidade grosseira facilmente perceptível (STF.581. RT514/338). Pleno. 9799.83). mv — RT 528/311). bastando que a falsidade seja hábil para iludir o homo medius (TJSP. RTJ 86/291). pois. a falsidade deve ser capaz de enganar o homem de inteligência e capacidade estritamente comuns (TJSP. RJTJSP 78/368). 107. Carnês de contribuição previdenciária são (TRF da 2 ? R. DJU 3.86. não há necessidade da imitatio veri. também. RTJ 108/156.96. em razão do ofício. documentos públicos por equiparação (CP. DJU 1. quando é falso grosseiro. RT 525/332). 297 ■ Tentativa: Não se admite. ■ I mpressos: Não há crime na posterior reedição de um jornal. Para ser punível.9.. in RBCCr 8/227-8.4. inapta a causar qualquer prejuízo. nota sob o mesmo título no art. § 29. 15. mv — RJTJSP 80/417. ■ Guarda sem uso: Não se configura o crime do art. independentemente da prova do uso (TRF da 2 ? R. pois as reproduções fotográficas não autenticadas não constituem documentos (STF. RJTJSP75/317. após se apossar dele indevidamente. 6.5. RJTJSP 152/295). configura crime impossível por absoluta ineficácia do meio (TFR. Contra: Todos os crimes de falsidade são formais e de perigo concreto. idem. no mundo jurídico (TJSP. que deve ser grave e iminente. por ser crime de perigo.90. STJ. p. ■ Placas ou chapas de veículos: Não são documentos públicos (TJSP. ■ Consumação: E crime de perigo e se consuma no momento da falsificação. RT 589/363). 297. RHC 3. 64221). RTJ 108/156. 0 impresso sob a forma de guia de recolhimento de prestações previdenciárias não possui as características de documento. TJSP. 47851. Vide.11. mv — 123/494. TRF da 2 ? R. RJTJSP 124/471). art. mv — 695/302). Não configura o crime. 297 se o agente falsificou o documento mas o manteve guardado. ■ Falsidade grosseira: Não é grosseira a falsidade que enganou seus destinatários durante longo período e que só pôde ser descoberta com exame acurado ou por pessoa com conhecimentos especializados (STF. Contra: tratando-se de títulos de crédito.. RT 606/328.

. existe concurso material (TJSP. na denúncia. DJU 21.9. p.79. sendo dispensável o efetivo dano (TJSP. RT 521/361). FRAGOSO. pouco importando que a ação física da falsificação tenha sido realizada por terceiro (TJRJ. há falsidade grosseira. p. que não é absorvido pelo uso na prática de outro crime (TJSP. TJSP. não podia sentença. RT 698/340). admite-se a tentativa (TJSP. atua como agenciador de Carteira Nacional de Habilitação falsa. se constituiu meio para a prática do desfalque (H. TJPR. Só crime de falso (STF. mv — RJTJSP 120/507.90. Todavia. a confissão do acusado (TRF da 4á R. e desenvolvida a defesa.863. RTJ 114/1064. o crime do art. caput. vide. RT 552/409. Ap. RTJ 111/232. não bastando. TRF da 2á R. 297. o falso não é punível. Como se trata de questão das mais discutidas. sendo inapta a contrafação (TJPR. 3. RT 539/284. 297. TJSP. Se a carteira de identidade teve o plástico arrancado e a foto substituída por outra. 91/814). RJTJSP 91/480).9. 171 do CP. ■ Tentativa: Sendo o crime do art. A sonegação absorve a falsidade de documento público (TJSP. 297.4. TJSP.. RT 513/357. jurisprudência na nota ao art. 537/304. RT 760/616). previsto no art. Ap. ■ Concurso com peculato: O peculato absorve a falsidade. 297 plurissubsistente. sob o título Concurso de crimes. durante todo o curso do processo. RT 530/395). ■ Concurso com apropriação indébita: Há duas correntes: a. RT 525/349). DJU 19. ■ Concurso com o crime de uso de documento falso: É pacífico que o agente que falsifica e usa não pode ser punido pelos dois crimes (TJSP. b. não havendo falar em desclassificação para o crime de estelionato (STF. ■ Capacidade de prejudicar: Não há falso punível. RT757/510).Art. TFR. Basta a potencialidade apta a enganar e a prejudicar. 7526. o crime do art. 539/276. 384. p. mediante a substituição da foto. TRF da 1 á R.6. Só crime de uso (STJ. RT 758/633). ■ Concurso com estelionato: A falsificação e uso de cheque caracteriza o crime de falsificação de documento equiparado ao público. também. fornecendo sua foto. RT 518/347). o exame de corpo de delito direto pode ser suprido pelo indireto (TJSP. RJTJSP70/336). RT 604/351. DJU 30. RT768/658). que se compõe de etapas e não é passível de execução por um só ato material. RT620/276. 779/548. PJ 48/308. Ap. sua colaboração contribuiu para a consumação do delito (TJMG. RT 571/308. Não configura o crime o falso sem aptidão para causar prejuízo (TJSP. v. RT 580/316 e 322). RT 750/582. a não ser que o documento tenha um mínimo de idoneidade material que o torne aceitável (TJSP. p. Ap. RT 759/687)..90. 6. nessa linha.79. 1979. Ap. 304. 3. TJSC. n° 375. usada como meio para o crime de sonegação fiscal.9. ■ Mutat/o //be//% Imputado ao acusado.355. RTJ98/852. há controvérsia quanto a qual dos dois crimes ficará sujeito: a. RT 571/308).182. DJU 29. 504/333). ■ Concurso com sonegação fiscal: Qualquer espécie de falsidade. 3.377. sob pena de nulidade ou de não comprovação da materialidade do fato (STF. RT 550/272. p. TJSP.. do CPP (STJ. RT 575/472). ■ Substituição de foto: O agente que altera cédula de identidade de terceiro. PJ 47/278). 8275).80. com o intuito de iludir outras pessoas. responde como partícipe. 2. condená-lo pelo delito do art. mv. sem ser plastificada novamente. 297. II. sem a potencialidade de prejuízo para outrem (STF. 6953). pois. Jurisprudência Criminal. Sem repercussão na órbita dos direitos ou obrigações de quem quer que seja. JSTJ e TRF3/400). ainda que de forma indireta. RT 755/550). fica absorvida por este (TJSP. confirmada pelo acórdão recorrido. Se o documento não foi apreendido. ■ Exame de corpo de delito: É necessário exame pericial. mesmo não praticando nenhuma das condutas previstas no art. ■ Co-autoria: Comete o crime de falsidade documental o agente que manda falsificar documento público. se constituiu manobra para encobrir apropriação anterior (TJSP. comete. não é ilícito penal (TJSP. ■ Participação: Aquele que. TFR. 21397. sem observância do art. em tese. b. RT 499/308). Contra: há concurso formal (STF. § 2°. sequer. 4855). 297 Código Penal 590 se perfaz o crime.558. DJU 18.

RT 649/266. 107. § 1 2. que não acarreta lesão à União. o delito é o do art. adultera registro de inquérito policial. 612/316. jurisprudência no art. sobre ■ Funcionário público (§ 1 4): A exasperação do § 1 2 requer que o agente se tenha prevalecido da função para a prática do crime (STF. por tratar-se de delito formal.94. RT530/434. 307 (falsa identidade) e não o do art. DJU 5. Ap. sob o título Substituição de fotografia em documento. não se admite a extinção da punibilidade pela reparação do prejuízo. 297 (STJ. TJSP. ■ Competência: Se a falsificação é praticada em detrimento de órgão estadual. RT528/346).497. ■ Certidão ou atestado escolar: Quanto à falsidade de atestado ou certidão de aprovação ou conclusão escolar. pelas mesmas condições de tempo e lugar (TJSP.82. RT 755/550). ■ Certificado de dispensa do Exército: A substituição. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena — reclusão. Contra: compromete a materialidade e individualização do documento verdadeiro. p. Se de taxa rodoviária única. 560/323. e multa. 297 do CP (TJSP. p. RT 490/291). in RBCCr 16/377 — hipótese de passaporte). mv— RTJ 101/559. DJU3. (STJ. Ap. ■ Registro de inquérito policial: A escriturária de delegacia de polícia que.9.89. RJTJSP 157/301. RT774/560).3. DJU 2. mv — DJU 5. p. Ap. TRF da 3 2 R. Concurso com furto: Se o falso é cometido posteriormente.856. TJDF. 592/304. TJSP. A simples anotação falsa na carteira de trabalho.5. incorre no art. 3640.5. TJSP. 64221. DJU 12. p. Súmula 104: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". 581/281). 4741. agindo a mando de escrivão-chefe. 2á) E falsidade de documento público. RT 523/443). RT 543/386. 20126-7). CComp 6. 4. configurando-se o art. 301.508. RT 519/311). ■ Reparação de prejuízo: No crime de falsificação de documento equiparado ao público. substituindo-o pelo de outro. no todo ou em parte. vide nota no art.679. pela troca da foto. para vender a coisa ■ furtada.90.94. Pleno. 3621. RT 609/307. 297. rasurando o documento a fim de excluir o nome do indiciado. ■ Crime continuado: E crime único e não continuado a falsificação de várias assinaturas para a realização de um único fim (TJSP..909. p. mas apenas adulterado quanto à fotografia. há duas posições: 1 á) E falsidade material de atestado ou certidão. RT527/311). por uma do réu. Vide. E preciso que pratique o crime em face das facilidades proporcionadas pelo desempenho do ofício (TJSP. 14630. mesmo que esta tenha ocorrido antes do início da ação penal (STF. prevista no art. 297 do CP (TJPR.196. JSTJ e TRF79/327.. RJTJSP101/500. a competência é da Justiça Estadual. . RT 707/377).80.90. mv— RT 573/344. 299). DJU7. 2 ti pifica o crime do art. 2883.9. 1397). DJU21. prevista no art.90. mv — RJTJSP 162/305). não desloca a competência para a Justiça Federal carteira de trabalho. Documento de estabelecimento particular de ensino: a competência é da Justiça Estadual (STJ.3. TJSP.5. de um a cinco anos. 298. p. pois se trata de documento emitido por órgão estadual de trânsito (STJ. mv— DJU 28. 528/311).11. ED 13. REsp 1.698. 307 do CP. do CP (STF. §1 2 (TJSP. p. pp. CJur 6. Configura crime continuado e não concurso material a conduta do agente que falsifica dois documentos públicos na mesma ocasião. p. Falsificar. TJSP. 11. para matrícula em escola superior ou ingresso em cargo público. De Carteira Nacional de Habilitação é da competência da Justiça Estadual. RHC 59. RT758/547). há concurso material (TJSC.426. é da Justiça Estadual e não da Federal (STF.4.591 Código Penal Arts. 297 e 298 ■ Confronto com falsa identidade: Sendo verdadeiro e não forjado o documento de identidade. também. é competente a Justiça Federal (STF. 102/401). da fotografia originalmente constante de certificado de dispensa de incorporação do Exército. 7791). FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR Art. CComp 765. ainda que o documento seja expedido por repartição pública federal (TJSP. TFR. RT715/435. mv — RJTJSP 113/561. RT 512/455. DJU 23. in RBCCr6/234.96. Quanto à competência. 297 (TRF da 4 R.

390). p. 298. art. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso. considerando-se como tal o que não está compreendido como documento público (art. ■ Pena: Reclusão. Relevância jurídica. no todo ou em parte. caput). d. Se a falsidade de documento público é material. ou é forjada pelo agente. 349 da Lei n 2 4. contendo exposição de fatos ou declaração de vontade. FRAGOSO. 988/91). previsto no art. Necessita exame de corpo de delito. desde que seja idôneo para a documentação. no art. art. ■ Objeto jurídico: A fé pública. quando nulo por falta de formalidade legal. 297. Exige-se certa permanência. b. isto é. há entendimentos divergentes (vide nota Concurso de crimes. 171 do CP). a pessoa prejudicada pela falsidade. se for ideológico. E irrelevante o meio empregado para escrevê-lo. que possa ter conseqüências no plano jurídico (idem. aplicando-se. Que tenha autor certo. ■ Sujeito passivo: O Estado primeiramente. Como assinala o mesmo autor. Deve o escrito ser feito sobre coisa móvel. E necessário que seu conteúdo seja juridicamente apreciável. o que se frauda é a própria forma do documento. com consciência da possibilidade lesiva a interesse de terceiro.137/90. Quanto à capitulação penal. de um a cinco anos. 299 do CP. documento "é todo escrito devido a um autor determinado. mas seu conteúdo é falso. Exame de corpo de delito. Seu conteúdo deve expressar manifestação de vontade ou exposição de fatos. aqui. dotado de significação ou relevância jurídica" ( H. segundo a doutrina e jurisprudência dominantes. Lições de Direito Penal — Parte Especial. vide art. No cível. Quando a falsidade foi o meio para a prática de estelionato. 2. pp. 297 do CP. IV. e. 299 do CP. A simples assinatura em papel em branco não é documento. a idéia ou declaração que o documento contém não corresponde à verdade. A modalidade do falso (material ou ideológico) repercute no cabimento de incidente de falsidade (CPC. que cria um documento novo. Se a finalidade é sonegação fiscal. Na escola tradicional é o "dolo genérico".099/95). Para a lei penal. 89 da Lei n 2 9. Se a falsificação tem fins eleitorais. embora não precise ser indelével. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração. ■ Tipo subjetivo: O dolo. o que foi comentado com relação à falsificação de documento público (vide nota ao art. não se considerando documentos os impressos. que é alterada. ■ Tipo objetivo: As condutas previstas são idênticas às do artigo anterior. 298 Código Penal 592 Falsificação material de documento particular ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. § 2 2). e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. mas se é ideológica.Art. enquadra-se no art. são requisitos do documento: a. incide no art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Diferença entre falsidade material e ideológica: Por muitas razões. art. Não há forma culposa. a seguir indicado. Se a falsidade é ideológica e não material. especialmente a autenticidade dos documentos. 297. não nas ideológicas.615/98. a forma do documento é verdadeira. 79 da Lei n 2 9. 297. que consiste na vontade de falsificar ou alterar. b. no art. secundariamente. Na falsidade material. O escrito anônimo não é documento. as gravações. . ou que não é a este equiparado para fins penais (art.737/65. insere-se neste art. como também não o é o escrito ininteligível ou desprovido de sentido. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ao contrário. Lei n° 4. Forma escrita. Só é indispensável nas falsidades materiais. 297 do CP). v. 1965. é importante observar a distinção que existe entre o falso material e o falso ideológico: a. pinturas etc. 304 do CP. poderá ser considerado documento particular. ■ Confronto: Se o documento é público. ■ Objeto material: É o documento particular. transportável e transmissível. art. 988).729/65 ou 8. c. Se a adulteração é referente a resultado do jogo de bingo. Na falsidade ideológica. O próprio dccumento público. as reproduções fotográficas (xerocópias) não autenticadas de documentos. A identificação deve advir da assinatura ou do próprio teor do documento. à exceção do objeto material. 299. Efeitos da distinção: 1. 3. Não se incluem as fotografias. No caso de reprodução mecânica é indispensável a subscrição manuscrita. Se o falso em documento particular é material.

■ Papel assinado em branco: É falso material e não ideológico a conduta de quem se vale de papel assinado em branco para forjar documento que não lhe fora confiado para posterior preenchimento (TJSP. RT 580/322).5. 297 do CP. alheios à prova de qualquer direito ou obrigação. Vide. DJU 30. RT 528/321). 299. ■ Concurso com estelionato: Vide jurisprudência no comentário ao art. Se o papel firmado em branco não foi confiado ao agente. ■ Falsidade grosseira: O crimen fa/si só existe quando realizado com um mínimo de idoneidade material. RT519/320). ou alheios a fato com efetiva ou eventual relevância na órbita jurídica (TJSP. mas este dele se apossou. pois as declarações falsas contidas na ata compõem o próprio documento particular falso (TJSP. 298 Jurisprudência ■ Documento: As fotocópias e outras reproduções mecânicas. porém. que não ocorreu. não bastando simples rabisco (TJSP. assim como papéis totalmente datilografados ou impressos sem assinatura (TJSP. forjada ou criada. ■ Consumação: Consuma-se com a efetiva falsificação ou alteração. ■ Distinção entre falsidade material e ideológica: Na falsidade material o que se falsifica é a materialidade gráfica. tranca-se a ação penal. ■ Capacidade para prejudicar: Não há falsidade sem capacidade para causar prejuízo (H. ■ Concurso com crime de tóxico: A falsidade de receita médica para a compra de entorpecentes é absorvida por esta (TJRJ. Quando esta é alterada. RT 774/586). Basta a possibilidade de causar dano (TJSP. Jurisprudência Criminal. quando não autenticadas. 13493). RTJ 124/976). RTJ 105/960). RT 507/341). cometem apenas o crime do art. RT637/265). . 171 do CP. é seu teor ideativo ou intelectual (STF. ■ I mitação do verdadeiro: E necessária a imitação do verdadeiro. JC 69/515).95. RHC 3. isto é. comete falsidade material e não ideológica (TJSP. necessário para tornar possível a aceitação do falso por verdadeiro e enganar não apenas um indivíduo ou um grupo determinado de pessoas. também. RT571/310). 1979. RT 571/308. TJSP. FRAGOSO. ■ Concurso com perturbação de concorrência pública: Inadmissível a absorção da falsificação de documento particular pelo delito do art. RT513/367). 298. levando-a a registro e arquivamento em cartório. é ação posterior irrelevante (TJSP. RT729/522. RTJ 122/557). Não podem ser objeto de falso os documentos juridicamente inócuos. no caso de escritura. 651/260). na ideológica. na confecção desta e não quando do registro (STF. ■ Autoria da falsidade: Estando comprovada a falsidade da assinatura da vítima na alteração do contrato social da empresa. v. RJTJSP 157/304. e não a partir de sua utilização. ■ Concurso com crime de uso: Não há concurso entre falsidade e uso do documento falsificado (TJSP. RJTJSP 108/471). RF257/295). também. RJTJSP 104/440. 616/295. e não. RT 522/359). necessidade de que resulte prejuízo efetivo (TJSP. Quem cria documento. e não à forma. do documento. valendo-se de identidade alheia. o crime é de falsidade material e não ideológica (TJSP. enquanto o falso ideológico diz respeito ao conteúdo do documento (STF. II. PT770/551). 297 do CP. 514/321). p. Vide jurisprudência na nota ao art. não são documentos por sua inaptidão probatória (STJ. o do art. mas não havendo prova da autoria do delito. O falso material envolve a forma do documento. n° 237. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade objetivou ocultar apropriação anterior.446. visível. Não há. visto que a alteração falsificada foi submetida a registro na Junta Comercial (TJSP. se apurada a autoria ou mesmo para imputação do crime de uso de documento falso. RT 510/348). RJTJSP 181/270. RJTJSP 176/320-1). 335 do CP (TJSP. A falsidade ideológica concerne ao conteúdo.593 Código Penal Art. TJSC. para criação de novo sindicato. mas a coletividade em geral (TJSP. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. Os representante sindicais que procedem à lavratura de ata de assembléia. jurisprudência no art. RT 495/292). sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia. sob os títulos Xerox não autenticada e Impressos. Não se configura a falsidade se o agente não teve a menor preocupação de imitar a letra da vítima (TJSP.

RTJ 121/110). embora particular. com o objetivo de ingressar em instituição de ensino superior. 298 e 299 Código Penal 594 ■ Exame de corpo de delito: O crime de falsidade material requer exame de corpo de delito (STF. c. ou seja. RTJ 122/557). ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. seria suportado exclusivamente pela empregadora. ■ Reconhecimento de firma: Mesmo em documento particular. em documento público ou particular. comentário com o título Diferença entre falsidade material e ideológica). declaração que dele devia constar. com o fim de prejudicar direito. Se o agente for funcionário público. RT 747/603). no art. necessariamente. b. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput (art. ser quem redige o documento. 298. insere (faz constar. DJU 2. mas o agente atua indiretamente. e reclusão de um a três anos.85. São três as modalidades alternativamente previstas: a. da CR/88) (STF. Se o agente é funcionário público. RHC 62. torna-se este indispensável e sua falta induz nulidade absoluta. Omitir. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Estando os documentos à disposição para exame. de um a cinco anos. se o documento é particular. coloca) declaração falsa ou diversa da que devia ser consignada. e tenha por objeto fato juridicamente relevante. não menciona) fato que era obrigado a fazer constar. é indispensável que a falsidade seja capaz de enganar.743. ■ Competência: Compete à Justiça Federal processar e julgar o crime do art. 298 do CP). que se refere ao conteúdo do documento. e não o falso material (vide. O agente. Omitir declaração que dele devia constar. 89 da Lei n° 9. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. e multa. O comportamento é semelhante. 297 e § 22 do CP) ou o documento particular (vide nota ao art. 12047). Contra: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". 298 do CP. posto que o exame é essencial à apuração da verdade e à decisão da causa (STF. IV. 299 incrimina é a ideológica. sua falsificação é de documento público (STF. No crime deste art. diretamente. 109. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena — reclusão. Em qualquer das modalidades. FALSIDADE IDEOLÓGICA Art. vide parágrafo único. fazendo com que outrem insira a declaração falsa ou diversa. não precisando. e multa. Inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. especialmente a genuinidade ou veracidade do documento. Parágrafo único. a pessoa prejudicada pela falsidade. A conduta é omissiva. Se o prejuízo causado pela falsificação de atestado médico do INAMPS.Arts. o objeto material é o documento público (vide nota ao art. p.8. pois está sujeita à fiscalização federal. ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art. Fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. pois "uma simples . secundariamente. 299. RJTJSP 174/307). Fa/sidade ideológica ■ Objeto jurídico: A fé pública. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. e comete o crime prevalecendo-se do cargo.099/95). ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. 299. aumenta-se a pena de sexta parte. O agente omite (silencia. o Estado. "é mister que a declaração falsa constitua elemento substancial do ato ou documento". configurando o interesse da União (art. se o documento é público. a fim de justificar faltas ao trabalho.

de pessoa física ou jurídica inexistente (Il) e de pessoa jurídica liquidada de fato ou sem representação regular (Ill). ou omissão da verdade. art. v. Não há forma culposa. o delito do art. 242 do CP. Direito Penal.. 53). caso contrário. ■ Microempresa: Nos termos do art. 299 do CR ■ Contas bancárias "fantasmas": Segundo o art. não é pacífica na doutrina a sua caracterização como falsidade ideológica (contra: BENTO DE FARIA. Quanto à simulação. Direito Penal.492/86. 9 2 .737/65. art. Como consigna a lei. IV. vide nota ao art.■ Duas são as hipóteses: a. Direito Penal. IV. 242 do CP (vide nota a esse artigo). a falsidade de declaração prestada. 33 da Lei n° 9. e multa. v. 1995. reclusão. ■ Falsidade de registro civil (registro de filho alheio como próprio): A chamada adoção à brasileira. é atualmente objeto de definição penal especial. Quanto ao concurso com estelionato. 1995. art. 1995. Lei n° 4. reclusão. p. objetivando os benefícios da mesma. antes enquadrada neste art.841/99. segundo orientação dominante. calas (parágra. 241 do CP. Se o crime é o de registro de filho alheio como próprio.605/98. exige-se que se trate de papel entregue ou confiado ao agente para preenchimento. mera irregularidade. 64 da Lei n°8. vide art. v. de um a cinco anos. 299. . 171 do CP. inserir ou fazer inserir. IV. que a Lei n° 6. Ill. o falso ideológico deve ter a finalidade de prejudicar direito. 242 do CP. 66 da Lei n° 9. vide Lei n° 7. v. 163). 304. parágrafo único. inócuo. São assentamentos os indicados na Lei n° 6. Se a fo ún/co) falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante"). e a falsidade posterior ao parto suposto ou à supressão ou alteração de direito de estado de recém-nascido. não constituirão" ( MAGALHÃES NORONHA. Tratando-se de afirmação falsa ou enganosa. caso contrário. MAGALHÃES NORONHA. e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("com o fim de prejudicar direito. de um a três anos. e JÚLIO F.898/81 inseriu no art. VII. contra. 299 do CP (LEP. também não admitindo a tentativa na modalidade de inserir. p. vide art. que consiste na vontade livre e consciente de omitir. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso do art. caracteriza o crime do art. ■ Consumação: Com a efetiva omissão ou inserção. 1959. b. p. por parte de funcionário público em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental. p. indiferente" ( MIGUEL REALE JÚNIOR. 1985. Manual de Direito Penal. Código Penal Brasileiro.015/73. ■ Pena: Se o documento é público. sob igual título. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". o falso será material. Se há fins eleitorais. p. salvo na modalidade de omitir declaração (nesse sentido: DAMÁSIO DE JESUS. Se o documento é particular. responderão como co-autores de crime de falsidade o gerente e o administrador de instituição financeira ou assemelhada que concorrerem para que seja aberta a conta ou movimentados recursos sob nome falso (/).729/65 ou 8.327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. Todavia. será "um dado supérfluo. Figuras qua/ifi. MIRABETE.137/90. in RT 667/250).595 Código Penal Art.383/91. Na hipótese de abuso de folha assinada em branco. ■ Confronto: Se o fim é sonegação fiscal. ■ Remição de pena: Declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido. constitui o crime do art. criar obrigação ou alterar a verdade (vide Tipo subjetivo). 299 mentira. ■ Tentativa: Admite-se. Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. A alteração da verdade deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direito. 54. e multa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 350 da Lei n°4. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 237). 130). 166. simples preterição de formalidade etc. a inscrição de nascimento inexistente configura só o crime do art. Se a falsidade ideológica é para fraudar a fiscalização ou o investidor de títulos ou valores mobiliários. v.

RT 649/247). na presença de testemunhas. RCr 17. RT508/327). A denúncia deve referir-se ao elemento subjetivo. TRF da 3 2 R. RT 524/344). p. Serão partícipes do crime só se tiverem agido com conhecimento da falsidade. A falsa declaração em requerimento de atestado de residência (TJSP. f. j. mas se valendo de identidade de outrem. Não há falsidade ideológica sem consciência da falsidade (TJSP. 642/283. RJTJSP 81/367). RT 513/367). IV. e. interpretando que a possibilidade de verificação da verdade só se aplica quando esta é apurável por meio de confronto objetivo e concomitante da autoridade (STF. A inserção em carteira de trabalho de falsos vínculos empregatícios. A declaração.4. RT 537/301). Há ressalva. 2 RJTJSP 124/524-7. RJTJSP 170/297. e por esse motivo. h. Não pode haver participação culposa (TJSP. sob pena de inépcia (TJSP. 7839). HC 278.762-3/1 in Boi IBCCr 89/441. jurisprudência com igual título no art. mv— RJTJRS 165/78. ■ Tipo subjetivo: O crime de falsidade ideológica só se perfaz como dolo específico (STF. TJMG. TJRS. 543/331). aumentada de sexta parte.. vide nota ao art. Vide. Se o agente cria documento. Jurisprudência ■ Distinção entre falsidade ideológica e material: A falsidade material envolve a forma do documento. o falso é material e não ideológico (TJSP. 166. RJTJSP 84/384)..15. ■ Requerimento ou petição: Ainda que contenha informação inverídica. 157/304. Ap. TJMG. RTJ 115/171. simples requerimento ou petição não é considerado documento para efeitos penais (TJSP. RT701/317.90. TJRS.988. b. A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. ■ Concurso de pessoas: Note-se. 111. por sujeitar-se à pronta averiguação (TJSP. JSTJ e TRF39/451. RT 537/272). ■ Falsidade "culposa": Não há falsidade ideológica culposa (TJSP. RJTJRS declaração cadastral não é falsidade ideológica. 491/292). de que o título extraviou-se (TJSP.90.Art. IBCCr 100/524). RT672/292. ■ Pena: A do Caput. forjada ou criada. se depender. Assim. 590/334. mv RTJ 143/129-30). RT 792/722). 0 preenchimento de questionário junto ao Banco Central. com o fim de obter emprego em empresa privada. feita em documento público ou particular. RT733/543). e não à forma. RT 525/349). mv— DJU25. RT 719/390.R. JSTJ e 165/121).2d.. 299 Código Penal 596 ■ Prescrição: Tratando-se de falso em registro civil. ainda. de comprovação.10. 2 com vistas a se habilitar a cargo de mando em instituição financeira (TRF da 3 R. RTJ 105/960). O requerimento dirigido à OAB para fins de registro. A declaração prestada pelo agente de que o protesto referia-se a homônimo (TJSP. A declaração prestada por particular ao funcionário. TJSP. 24360-1). pois aquela declaração não é documento (TJSP.701-3/0. TRF da 3 R. ou a declaração de não possuir títulos protestados. RT 519/363). A declaração de não estar respondendo nem ter respondido a nenhum inquérito policial. c. que estas são testemunhas da declaração e não do fato declarado. RT779/634. no caso de declaração perante o registro civil. não é idônea para configurar o crime de falsidade ideológica (TJMS. para produzir efeito jurídico com força probante. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante (TJSP.00. enquanto a ideológica diz respeito ao conteúdo do documento (STF. não caracterizam o delito: a. á ■ Consumação: Consuma-se pela inserção da declaração falsa (TRF da 4 R. JSTJ e TRF77/486). g.. TRF da 1 2 R. pp. Quando esta é alterada. A simples declaração de endereços falsos em TRF38/481. RT779/548. 298 do CP. do CP. 4. JSTJ e TRF89/415). mv— RT691/342. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. in Bol. para tais fins. em pedido de concordata (TJSP. deve valer por si só. Ap. DJU ■ Documento sujeito a verificação ou comprovação: Não existe falso ideológico em documento sujeito a verificação (TJSP. já que tal afirmação dependia de averiguação por parte do funcionário (TJSP. que é o fim de prejudicar direito. RJTJSP 170/297). Não há crime de falso na petição de advogado que . contendo informação falsa sobre a residência do requerente (TRF da 1 á R. 0 pedido de registro de nascimento sujeito a verificação judicial (TRF da 4 . 24.2.. RJTJSP 107/432)... RT602/336.481.

b.2. Ap.. embora contenha em si ostensivamente o requisito da alteração da verdade documental (TJSP. 765/592. a existência de dois boletins de ocorrência a propósito do mesmo fato não constitui falsidade ideológica. JSTJ e TRF38/481).. mv— DJU 17. porquanto as falsificações. RT 783/582).963. ■ Boletim de ocorrência: E documento público. Ap. mas apenas ressarcir-se daquilo que achava justo (TJSP. RT585/334). Ap. 17. RT760/593). RJTJSP 157/304). 25938. 299 nega a autenticidade de assinatura verdadeira. já que não é potencialmente lesiva nem prejudica direitos ou cria obrigações (STJ. não caracteriza o delito do art.8. 299. neste caso. praticando falsidade ideológica o pai que. JM 131/480). RT613/311). j.94. TRF da 3 R. ainda que não resulte efetivo prejuízo ou lucro (TJSP. TJSP. Configura-se.85. CEsp. pois não beneficiou o agente nem prejudicou terceiros (TJSP. se o falso era grosseiro. pois esta não quis prejudicar direito.96. ■ Dano potencial: a. RT 559/368). Ap. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. in RBCCr6/234). RJTJSP 81/365). como garantia de jóias entregues em consignação. Não há crime. Ainda que mal explicada. não apresentam. é falsidade material (TJSP. o dano é pressuposto da falsidade (STJ. JSTJ e TRF 35/339. p. se não havia possibilidade de prejuízo. RJTJSP 175/148).995-3/3. ■ Assinatura de papel em branco: O preenchimento de folha de papel assinada em branco é falsidade ideológica. e não o filho menor. e 18 do CPC (TJSP. por ser o seu uso inócuo (TRF da 32 R. RT641/388. TRF da 22 R. incapaz de enganar e causar prejuízo (TFR. ■ Microfilme: Inexiste a materialidade do delito se o documento é apenas um microfilme. TJSP. 299 a falsidade de documento particular de cessão ao portador de direitos hereditários. pois tal cessão só se opera mediante escritura pública (TJSP. RT 499/307). ou era ineficaz. p. se os documentos não estão revestidos das características que os tornam hábeis a enganar (TJSP. Não há crime. ■ Nota promissória assinada em branco: 0 preenchimento do valor e data de vencimento de nota promissória assinada em branco pela vítima e deixada com a acusada. 299. p. se o papel fora confiado ao agente.173. 15894. que não pode dar ensejo à responsabilidade penal (TRF da 22 R. A falsidade inócua. RJTJSP 174/314-5. p. DJU 2 19. II. 4798. mv — RJTJSP 81/366). afirma ser ele.92. em vista do fim a que se destinava (TJRS. restringem-se as conseqüências da hipótese aos arts. Não é falso ideológico a assinatura verdadeira de fichas em branco (TJSP. 64215. potencialidade lesiva (TRF da 4 2 R. TJSP.99). Não há crime de falso ideológico se inexistiu dano. Quanto ao abuso de folha assinada em branco. sob o título Papel assinado em branco. O falso ideológico exige que seja verossímil (TJRJ. mv— JSTJ e TRF 52/203-11). RT531/328). TJMG.9. 298 do CP. objetivando permitir o licenciamento de veículo em local diferente do imposto pela legislação de trânsito. isoladamente. 6. Não tipifica o crime do art. 81. STJ. RT 641/388. RT760/681). ■ Capacidade para enganar: Inexiste o crime do art. com intuito de afastar óbice à percepção do seguro. ■ Inidoneidade do falso: E impunível a falsidade ideológica que não tenha. RT 520/370). mv— RT 523/326).597 Código Penal Art. mas se este se apossou do papel. 256. TJSP. RT767/584). sem qualquer repercussão na órbita dos direitos e das obrigações de quem quer que seja. que estava dirigindo (STF. 1 0. 0 fato jurídico relevante não basta ser indicado apenas hipoteticamente.. 299.071. TJMG. ao menos. DJU 27. . RT 763/705).. A falsidade ideológica não exige dano efetivo. RT 609/319.. não constitui ilícito penal. reprodução fotográfica. RT543/321.9. ■ Crime único: Não respc idem por falsidade em concurso material os agentes que se utilizam de oito falsificações para instruir um único pedido de autorização para sorteio de carros. DJU 3. não configura o crime do art. 15. A conduta do agente que presta declaração inverídica a respeito do seu domicílio. bastando a potencialidade de evento danoso (STF. se os documentos não apresentam contradição e um deles não foi subscrito pelo acusado (TJSP. RT553/401. RT704/410. potencialidade de dano (TJSP. vide nota ao art.11.

RT595/336). insuficiente para caracterizar o estelionato. ■ Registro de menor "adotado": O registro de filho alheio como próprio passou a ser tipificado pelo art. RT 605/269). mv— RT758/502. na verdade. não se enquadra no art. 130 da LEP (TJSP. 5314). ■ Declaração de pobreza: Firmada pelo acusado para beneficiar-se da justiça gratuita. não comete o crime de falsidade ideológica nem de uso de documento falso. inserida ou feita declaração falsa diversa da que deveria ser escrita. ■ Vestibular ou concurso público: O preenchimento. ou sobre fatos a respeito dos quais o documento não se destina especificamente a provar: era caso de pessoa que alegara haver perdido a carteira de habilitação quando. RJTJSP 183/294). de dados pertencentes a pessoas diversas daquelas cujas fotografias foram apostas nos documentos. 11957. HC 84. RT 783/754). Ap. mas sim o do art.. TRF da 1 2 R. 39 do CP) não configura o delito do art. visto que estes são autênticos em sua forma e falsos em seu conteúdo (TRF da 1 2 R. 299 Código Penal 598 ■ Denúncia: Não basta que a denúncia indique o elementar "fato jurídico relevante" apenas hipoteticamente (STJ. 299 o fornecimento. ■ Exame pericial: A falsidade ideológica dispensa a prova pericial (STF. não configura falso ideológico (STJ. DJU 4. a descrição do elemento psicológico do tipo. DJU 26. 0 fato . após solicitação de autoridade policial. JM 131/480). RCr 4. ■ Xerox não autenticado: O agente que. 301 do CP. não sobre juízo de convicção (TJMT.2. 299 (TJSP. 3027. 242 e não mais pelo art. para emissão de passaportes. in RBCCr 10/221). além dos elementos materiais que configuram o crime.95. RTJ 125/184. 299 do CP (TJSP. pois neles não foi omitida. em depoimento pessoal. sob pena de inércia (TJPR. ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art. de que o pai da noiva encontrava-se em lugar ignorado há mais de quinze anos. DJU 1. ■ Relevãncia: A falsificação precisa ser relativa a fato juridicamente relevante (TJSP.10. RT 651/306).140. 3027. RT 776/530). ■ Depoimento pessoal: A omissão da verdade ou inverídica declaração. conforme a sua modalidade (TFR.. RT 780/707). ■ Passaporte: Caracteriza o delito do art.95. RT 690/320). que não existe in incertam personam (STJ. mv— JSTJ e TRF 52/203). por prevalecer a data firmada por oficial de justiça.102. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. 299 a aposição de data falsa de intimação em mandado judicial. não configura o delito deste art. A denúncia deve abranger. opina pela necessidade de tratamento ou de repouso. 299 do CP (TJSP. ■ Mandado de intimação: Não caracteriza o crime do art. 24360-1). Ap. a eventual fraude mostra-se.. pp. 4. ■ Diploma superior: A falsidade ideológica de diploma de estabelecimento de ensino superior apto a receber registro no MEC é de documento público (TRF da 4á R. através de "cola eletrônica"..2. que goza de fé pública (TRF da 3 2 R. ■ Habilitação de casamento: A declaração feita em processo de habilitação de casamento.90. RT781/648). DJU 17.11. in RBCCr 10/221). também. 299. TJMG.6. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Não tipifica falsidade ideológica o atestado médico que. Não constitui falsidade a mentira em declarações meramente enunciativas. sem potencialidade para prejudicar direito. de gabaritos em vestibular não tipifica crime de falsidade ideológica.140. pois reprodução fotográfica não autenticada não constitui documento (TJSP. ■ Defesa prévia: Não configura falsidade ideológica a apresentação de defesa prévia com rol de testemunhas presumidamente fraudulento. p. ou seja. DJU 1. Contra: depende. RT546/344).81. esta fora apreendida (TJSP. RT 613/311). apresenta simples fotocópia de carteira da OAB pertencente a pessoa já falecida e preenchida com os dados pessoais do acusado. 4.81.419. tendo em vista o preceituado no art. p. HC 84. por não possuir a peça processual natureza de documento (TRF da 3 2 R. CEsp. identificando o código da doença. em que consistiu o fim do agente.Art. p. RJTJSP 170/336.988.. RT784/603). p. TJSP. E ensinamento doutrinário que sobre o fato doença é que o falsum deve versar.

099/95). 242 do CP. vide art. ou na dúvida quanto à sua autenticidade. ■ Concurso com corrupção: Em se tratando de delito-meio. jurisprudência no art. . RJTJSP 174/314). 300. 531/320). especialmente a autenticação de documentos. este delito. ■ Concurso com sonegação fiscal: Se usado para sonegação fiscal. ■ Competência: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". 89 da Lei n° 9. ■ Sujeito passivo: Primeiramente o Estado. Reconhecer. Fa/so reconhecimento de firma ou letra ■ Objeto jurídico: A fé pública. Na doutrina. a pessoa prejudicada. RT 767/718). como verdadeira. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é reconhecer (atestar. ainda que eventual. HC 6. ■ Consumação: Com o efetivo reconhecimento. nota Concurso de crimes). em face da alteração que lhe introduziu a Lei n° 6. considera-se indiferente ser o reconhecimento feito por semelhança. RT643/330). Vide. ser absorvida pelo falso ideológico. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. RJTJSP 154/285). como delito-fim (TJMG. ativa ou passiva. deve a corrupção. e de um a três anos. no exercício de função pública. 299 e 300 enquadra-se. sob os títulos Autodefesa e Para ocultar o passado. tanto no caso de documento público como particular (art. autêntico ou indireto. secundariamente. FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA Art. ■ Confronto: Se há fins eleitorais. Súmula 62 do STJ: "Compete à Justiça Estadual processar e julgar o crime de falsa anotação na carteira de trabalho e previdência social. se o documento é público. certificar). Consiste na vontade livre e consciente de reconhecer firma ou letra que sabe ser falsa.599 Código Penal Arts. e. 352 da Lei n° 4.87.3. Não há punição a título de culpa. Pune-se o reconhecimento como verdadeiro de firma ou letra que não o seja. a competência é da Justiça Estadual (STJ. Firma é a assinatura. e multa. no art. TJSP. ■ Tipo subjetivo: Exige-se o dolo. Na escola tradicional é o "dolo genérico". firma ou letra que não o seja: Pena — reclusão. 307.898. para beneficiar o menor (vide jurisprudência na nota ao art.81.4. ■ Concurso com estelionato: Há quatro correntes diversas ( vide. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário com fé pública para reconhecer (crime próprio). 242 do CP). se o documento é particular. RT697/288. RT 729/507).. embora possa haver partícipe sem essa qualidade. enquanto letra é o manuscrito todo da pessoa. que só se costuma reconhecer em casos de testamento de próprio punho. sem dependência de outra conseqüência (delito formal). desclassifica-se para o art. Antes era dominante a orientação que decidia ser atípica a conduta de registrar filho alheio como próprio. também. 171 do CP. p. de um a cinco anos. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade da autenticação da guia "DARF" teve por finalidade tornar viável o cometimento de apropriação indébita. 6270. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ■ Concurso com falsa identidade: Se o acusado compareceu em juízo sob falso nome. como crime-meio. Inocorrendo lesão aos serviços da União. Se o documento ideologicamente falso destinado à obtenção de benefício previdenciário sequer chegou a ser usado perante o INSS. no art. visando evitar descoberta de seus antecedentes criminais.737/65. o falso ideológico é absorvido por aquele crime (TFR. agora.778. DJU9. atribuído a empresa privada". 307 do CP (TJSP. e multa. absorve aquele (TRF da 5 R. de 30.

cumpre à acusação mostrar a dessemelhança. 2 transação também cabe no § 1 2 . aplica-se. Se o crime é praticado com o fim de lucro. Em face do princípio da isonomia (art. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no Assim. que compreende a ciência da falsidade da assinatura reconhecida.01. no § 1 e na combinação de ambos com o § 2 2 (art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.7. atestado ou certidão. sem ressalva ou explicação. Quanto . isenção de ônus ou de serviço de caráter público. de três meses a dois anos.259. da Lei n° 10. só na civil (TJSP. a de multa. ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro. 300 sem procedimento doloso do agente (TJSP. Se o documento é particular. 100 do CP. mesmo que combinado com o § 2 . atesta ou certifica falsamente. da CR/88) e da analogia in bonam partem. RJTJSP94/407). independentemente do fim dado ao documento em que a firma foi reconhecida (STF. em razão de seu ofício (crime próprio). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Sujeito passivo: O Estado.1. Atestar ou certificar falsamente. 2 ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o § 2 (art. 5 2 . 76 da Lei n° 2 . Falsificar. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos empregados: atestar ou certificar. de 12. ■ Formas de reconhecimento: O art. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. caso existente (TJSP. CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO Art. 2 em vigor a partir de 12. para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. ■ Reconhecimento por semelhança: Se o reconhecimento da assinatura foi feito por semelhança. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. 300 e 301 Código Penal 600 ■ Pena: Se o documento é público. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. RF 193/327).099/95). fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. pois não existe o crime do art.Arts. E nula a denúncia omissa a respeito do dolo.02. e multa. de um a cinco anos. Jurisprudência ■ Dolo: O crime só é punido a título de dolo. especialmente a das certidões e atestados. a art. e multa. 300 do CP não faz distinção entre os modos que os praxistas ou as fórmulas tabelioas enumeram. caput. reclusão. reclusão. ■ Ação penal: Pública incondicionada. De acordo com o art. de um a três anos.099/95). 9. Certidão ou atestado ideo%gicamente fa/so (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Consumação: Consuma-se com o reconhecimento. Pune-se o funcionário público que. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. mv— RJTJSP78/384). a culpa não é punida na esfera penal. FALSIDADE MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO § 1 2. em razão de função. 89 da Lei n°9. 301.259/01. RT512/333). de dois meses a um ano. em razão de função pública. a partir da vigência da Lei n° 10. RT 524/458). o reconhecimento. além da pena privativa de liberdade. no todo ou em parte. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. parágrafo único. pelo confronto com a firma constante dos registros do cartório. entendemos que. faz presumir que foram dadas por autênticas (STF. § 2°.

■ Pena: Detenção.00. 131). e 299. parágrafo único. p. ■ Consumação: Com a efetiva atestação ou certificação. vide nota ao art. que indica o elemento subjetivo do tipo. ■ Certidão Negativa de Débito (CND): O crime de alteração de CND.96. o falso é material (TACrSP. Comentários ao Código Penal. ou altera o teor de certidão ou atestado verdadeiro. DJU 13. ■ Alcance: Aplica-se tanto ao delito do caput como ao do § 1 2 . 28541). § 1 2 . ■ Ação penal: Pública incondicionada. a lei diz. p. Tratando-se de falsificação de certificado ou diploma de conclusão de curso. 301. in RBCCr 21/309).0481859/DF. que consiste na vontade de atestar ou certificar falsamente. p. 293.. ■ Tentativa: Admite-se. RT 650/282). geralmente. DJU 26. Falsidade Documental. Direito Penal.. Na escola tradicional é o "dolo genérico". v. 301 ao que se atesta ou certifica.01.. Julgados 78/262). e não no art. p. neste art. 301 do CP é uma modalidade mais brandamente apenada de falsificação de documento público ou falsidade ideológica cometida por funcionário público. ■ Pena: Além da privativa de liberdade. exemplificativamente: fato ou circunstãncia que habilite alguém a obter cargo público. Embora a cláusula final "ou qualquer outra vantagem" seja. 301 não são crimes autónomos. 301. ■ Diferença: No caput do art. mas a vontade é de falsificar ou alterar. p. v. 1978. limita-se àqueles documentos emitidos pelos órgãos da administração pública que não caibam dentro dos conceitos de "atestado" e "certidão" (TJSP. Se o Figura qua/if/cada pelo fim de lucro (§29 Jurisprudência . 177. IV. com consciência de que poderá propiciar vantagem a outrem. Trata-se de especial fim e agir. a tipificação é a do art.4.. Também inexiste forma culposa. p. Ap. Código Penal Brasileiro. é o "dolo específico". no todo ou em parte. é o tipificado no art. in RBCCr 14/428-9).11. IX. nesta a falsidade é material: o agente falsifica. 297 do CP (vide jurisprudência na nota ao art. ■ Tentativa: E problemática a sua admissibilidade. in RBCCr 15/409). ou qualquer outra vantagem. 297 do CP (TRF da 2 á R. 6. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). 0 caput e o §1 2 do art. 1995.013. Predomina a opinião de que a falsa atestação deve ser originária e não cópia falsa de documentos oficiais ( HUNGRIA. visando à obtenção de vantagem funcional. 301. Ap. 103177. § 1 ° (TRF da 5 R. de três meses a dois anos. 610. 297. 301. para matrícula em estabelecimento superior. a consumação ocorra com o uso do documento. 297 do CP. Ap. Fa/sidade materia/de atestado ou certidão (§ 1°) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. VII. de dois meses a um ano. 1. ti pificando a falsidade de atestado ou certidão escolar. 1959.97. isenção de ônus de serviço de caráter público. ■ Tipo objetivo: Ao contrário da figura prevista no caput. 58).2. 27211. a interpretação não é pacífica (SYLvIo DO AMARAL. em que o falso é ideológico.96. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 297 do CP).601 Código Penal Art. p. ou no art. Para os tradicionais. DJU 21.024. Não há punição a título de culpa. ■ Tipo subjetivo: Se o crime é praticado com fim de lucro. ■ Pena: Detenção. § 1 2 . enquanto no § 1 2 . com vistas à averbação de construção de imóvel. entendida como da mesma natureza das demais. embora. RSE 97. também a de multa. p.5. ■ Certidão ou atestado escolar: Há duas orientações jurisprudenciais diferentes. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação (total ou parcial) ou alteração. MAGALHÃES NORONHA.96. ■ Tipo subjetivo: Semelhante ao do caput. v. ■ Confronto: O art. para alguns julgados. O objeto material é igual ao do caput. a falsidade é ideológica. contra: BENTO DE FARIA. em face do princípio da especialidade (TRF da 5 r R. aplica-se. A respeito dos núcleos falsificar e alterar. DJU3. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 6715. O campo de aplicação dos arts. 1959. § 1 2 . poiso parágrafo é fração do artigo (TRF da 1 á R.

Julgados 78/263). atestado falso: Pena — detenção. TJSP. ■ Aptidão do documento: Se o atestado falso era inapto ao fim almejado pelo seu beneficiário. salvo se for falsificada assinatura de autoridade federal (TFR.Arts. tem-se que sua ação se amolda no art.712. O que se pune é dar (fornecer. DJU2. RT 519/362). e não ao art. Entendemos que a ti pificação deve ficar restrita ã atestação de fato e não de mera opinião ou prognóstico médico. 76 da Lei n° 9. ainda. TJSP. ao menos. o sujeito ativo do § 1 2 deve ser funcionário público (TJSP. é próprio. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (crime próprio quanto ao sujeito). só podendo ser praticado por funcionário público (TJSP. com remissão ao art.860. RT 536/287).80). TRF da 1 2 R. IBCCr 96/493. mas sim o do art. potencialidade de dano no atestado falso. 39 do CP) não configura o delito do art.. DJU 2. ■ Sujeito ativo: 0 delito do art.. p.2. 299. p. é crime comum e o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa (STJ. RT 756/686. não é pacífica. 189. RCr 18.099/95). ■ Prescrição: O crime é instantâneo de efeitos permanentes e sua prescrição começa a correr do primeiro ato de uso (TACrSP. que a falsidade (total ou parcial) seja referente a fato juridicamente relevante. 302. entregar) atestado falso. RT 519/362. Parágrafo único. visa obter vantagem no serviço público. Dar o médico. RT 538/380. TRF da 2 á R. DJU 14. b. REsp 210. de um mês a um ano. p.860.00. ■ Competência: E da Justiça Estadual. ■ Tipo objetivo: Não só o agente precisa ser médico. não se configura o delito do art.8. RT 538/380. divide-se a jurisprudência: a. ■ Sujeito passivo: O Estado. IBCCr 96/493). RT778/561. Se o crime é cometido com o fim de lucro. embora permanentes sejam os seus efeitos. RJTJSP 120/539). ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art.10.099/95). 301 e 302 Código Penal 602 agente.3.379-DF. 187. especialmente com relação aos atestados médicos. § 1 2 . no exercício da sua profissão.367-DF. RT 690/324. 301. a consumação se dá com a efetiva falsificação e não com o seu uso. 130 da LEP (TJSP. 304. Quanto ao art. in Sol. porém.95.00. RCr 18. ao utilizar a certidão ou atestado ideologicamente falso. 301 do CP. 301 do CP não é de natureza permanente. como a conduta deve ser praticada no exercício da sua profissão. REsp 205. RT 429/399). TRF da 2 2 R.2. ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o parágrafo único (art. DJU 14. RT536/310. § 1 2 . 301. Dá-se a sua consumação com o ato inicial do uso ou utilização do documento ideologicamente falso (TJSP. ao contrário do que ocorre com o crime do caput do mesmo art. 297 (STJ. FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO Art. 767/555. DJU 5.379-DF. DJU 14. ■ Tipo objetivo: O fato ou circunstância deve ser atinente à pessoa a quem se destina a certidão ou atestado e visando a beneficio de caráter público (TJSP. in RBCCr 10/221). A interpretação. E necessário. p. 513/355. in RBCCr 10/221-2). ■ Consumação do § 1 2: Nesta figura. A falsidade deve ser praticada por escrito (pois se trata de atestado) e relacionada com o exercício médico do atestante.. in Bol. aplica-se também multa. 499/369). pois deve haver. 187. 5940.95. 301. mv — RT 533/311. Fa/sidade de atestado médico ■ Objeto jurídico: A fé pública. tendo em vista o preceituado no art. ca put. 5940. ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art. 89 da Lei n° 9. 301 (TJSP. TACrSP.00. RT 690/320). REsp 210.10. 301: 0 delito do art. discutindo-se se o falso abrange . CComp 3. p. 301 (TACrSP. ■ Consumação do caputdo art.

e multa. Figura qua/illcada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o crime é cometido com o fim de lucro. que consiste na vontade livre e consciente de atestar falsamente. ■ Objeto jurídico: A fé pública. 89 da Lei n° 9. ■ Concurso de crimes: Pode haver concurso com outros crimes.603 Código Penal Arts. 303. Há a especial finalidade de agir. ■ Atestado de óbito: Em tese.351). v. de um a três anos. ao atestar que o favorecido. no Registro Público. 299 e não o do art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art. primeiramente. quando do exame médico.099/95). salvo quando a reprodução ou a alteração estiver visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. 1030). 303 e seu parágrafo único foram revogados e substituídos pelo art. tipifica-se o delito do art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. até dois anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. . que é elemento subjetivo do tipo (para os tradicionais. 299. ■ Pena: Detenção. ■ Confronto: Se o agente é funcionário público e pratica o delito abusando de sua função. 39 e parágrafo único da Lei n° 6. Reprodução ou adulteração de se%oou peça filatélica ■ Revogação: Entendemos que este art. n° 2. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". faz uso do selo ou peça filatélica. Jurisprudência. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (do caput). Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. 179) ou ambos (H. ■ Dolo: É indispensável que o acusado tenha elaborado com dolo. RJTJSP83/380). Se a finalidade for alterar a verdade sobre causa mortis de nascituro. RT 507/488). mediante paga (STF. Parágrafo único. para fins de comércio. v. Não há modalidade culposa. 302 do CP a atestação de óbito. secundariamente. salvo quando a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. ilegalmente reproduzidos ou alterados". ■ Consumação: Com a efetiva entrega do atestado ao beneficiário ou a outrem. 302 e 303 só o fato e não o juízo ou opinião ( MAGALHÃES NORONHA. IV. aplica-se a pena pecuniária. FRAGOSO. Parágrafo único. especialmente a tutela de selos e peças filatélicas. p. Jurisprudência REPRODUÇÃO OU ADULTERAÇÃO DE SELO OU PEÇA FILATÉLICA Art. 1965.538/78. Na mesma pena incorre quem. 1995. para fins de comércio. art. p. e pagamento de três a dez dias-multa. Lições de Direito Penal — Parte Especial. e a pessoa prejudicada. v. sem exame. "dolo específico"). Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica de valor para coleção. faz uso de selo ou peça filatélica de valor para coleção. configura o delito do art. 39. ■ Tentativa: Admite-se. 1975. estava em situação diversa da apontada (FRANSCESCHINI. II. Dispõem os citados dispositivos: "Art. de um mês a um ano. 302 do CP (TJSP. 301 do CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito passivo: O Estado. Direito Penal. Incorre nas mesmas penas quem. que prevêem figuras praticamente idênticas. mas com sanção inferior. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Vide jurisprudência sob igual título no art. IV.

Arts. 303 e 304

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■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. O selo pode ser novo ou usado, nacional ou estrangeiro, mas deve ser o já recolhido, com valor para coleção. A expressão peça filatélica compreende os cartões ou blocos comemorativos, obliteradores, provas etc. No entanto, seja peça ou selo, é indispensável que se trate de objeto que tenha, realmente, valor filatélico. As condutas previstas são: a. reproduzir (fazer igual); b. alterar (modificar data, valor, cor etc.). Ressalva a lei que a conduta não será criminosa quando a reprodução ou alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça. Para BENTO DE FARIA, também o "aviso prévio" dado pelo agente impede o engano ( Código Penal Brasileiro Anotado, 1959, v. VII, p. 64). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade livre e consciente de reproduzir ou alterar, ciente de que se trata de objeto com valor filatélico. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a reprodução ou alteração (delito formal). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Tratando-se de selo em uso, art. 36 da Lei n°6.538/78. ■ Pena: Do art. 39 da Lei n°6.538/78: detenção, até dois anos, e pagamento de três a dez dias-multa. Do art 303: detenção, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Uso comercia/ (parágrafo único) ■ Noção: Com pena igual à do caput, pune-se o uso, para fins de comércio (isto é, com lucro) de selo ou peça filatélica reproduzida ou alterada. Todavia, a simples guarda é impunível ( SYLvio oo AMARAL, Falsidade Documental, 1978, p.170).

USO DE DOCUMENTO FALSO Art. 304. Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302: Pena — a cominada à falsificação ou à alteração. falsificação ou alteração prevista nos ■ Transação: Cabe quando o uso se referir à 2 arts. 301, capute sua combinação com o § 2 , e 302, capute sua combinação com o parágrafo único (art. 76 da Lei n° 9.099/95). De acordo com o art. 2°, parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de 2 competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação também cabe quando a falsifi2 cação ou alteração se referir ao art. 301, § 1 2 , mesmo que combinado com o § 2 . à falsificação ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando o uso se referir ou alteração prevista nos arts. 298, 299, caput, 300, 301, caput e § 1 2 , bem como a combinação de ambos com o § 2 2 , 302, caput, e sua combinação com o parágrafo único (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Uso de documento fa/so ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Todavia, predomina, largamente, o entendimento de que o autor do falso não pode responder, também, pelo uso, ou vice-versa (vide jurisprudência). ■ Sujeito passivo: O Estado, primeiramente; a pessoa prejudicada com o uso, secundariamente. ■ Tipo objetivo: A conduta punível é fazer uso, que tem a significação de empregar, utilizar. Incrimina-se, assim, o comportamento de quem faz uso de documento materialmente falsificado, como se fora autêntico; ou emprega documento que é ideologicamente falso, como se verdadeiro fora. A conduta é comissiva e o docu-

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mento deve ser utilizado em sua destinação própria, com relevãncia jurídica. Exigese o uso efetivo, não bastando a mera alusão ao documento. Para que se caracterize o uso, entendemos ser mister que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio. Trata-se de crime remetido, e seu objeto material é o documento falso ou alterado, referido pelos arts. 297 (documento público), 298 (documento particular), 299 (documento ideologicamente falso), 300 (documento com falso reconhecimento de firma), 301 (certidão ou atestado ideológico ou materialmente falso) e 302 (atestado médico falso). Requer-se que o agente conheça a falsidade do documento que usa. Não haverá o crime de uso, se faltar ao documento requisito necessário à configuração do próprio falso. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, ou seja, a vontade de usar o documento, com consciência da sua falsidade (para nós, é o dolo direto, mas alguns autores admitem o dolo eventual). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com o efetivo uso. ■ Tentativa: Consideramos inadmissível. ■ Confronto: Quanto ao uso de documento falsificado ou alterado, com fins eleitorais, vide art. 353 da Lei n° 4.737/65. ■ Pena: A prevista para a falsificação ou alteração (vide penas dos arts. 297 a 302 do CP). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: É indispensável o dolo, direto ou eventual, sendo inepta a denúncia que não o refere (STF, RTJ 122/61, 94/101). A boa-fé exclui o dolo (TJSP, RT 512/365; TJPR, PJ 42/181, 40/331), mas a dúvida não (TJSP, RT734/662). É preciso ciência da falsidade do documento (TJSP, RT513/367; TJPR, PJ 48/309). Ainda que se trate de documento público, não se configura o crime de uso se não houve intenção de prejudicar (TJSP, RT 556/302, 544/319). ■ Requisitos do falso: Não se tipifica o crime de uso de documento falso, quando falta ao documento usado requisito necessário à configuração do próprio falso, como na hipótese de documento sem potencialidade de causar danos (STF, RTJ 121/140; TRF da 5 4- R., Ap. 904, DJU3.5.96, p. 28541, in RBCCr 15/411). A existência de falso penalmente reconhecido é pressuposto básico para a configuração do uso, pois o art. 304 é crime remetido, fazendo menção a outro que o integra, de modo que não pode faltar elemento necessário à tipificação deste último (TJSP, RJTJSP 96/472, RT564/331). Não se caracteriza o crime se o documento utilizado, embora contrafeito, é inócuo, sem relevância jurídica, eis que apresentado para satisfazer exigência julgada inconstitucional (TRF da 3 4 R., RT774/706). 0 uso de substabelecimento falso em ação cível, do qual não resultou prejuízo a ninguém, não caracteriza o crime de falso ou de uso de documento falso (TJSP, Ap. 267.200-3/2, j. 11.11.99). Também não configura a apresentação de carteira funcional falsificada, que ateste o exercício de função pública inexistente (TJSP, RT 783/613). Grosseira a falsificação, incapaz de iludir o homem comum, não é passível de constituir material do fa/sum necessário à configuração do delito do art. 304 (STJ, RT721/546; TJSP, RT 690/323, 685/314). ■ Prescrição do falso: Não impede a configuração do crime de uso a prescrição da própria falsidade (TJSP, RF268/312), ■ Posse sem uso: Trazer consigo o documento falso não equivale a fazer uso (STJ, RHC 1.827, DJU17.8.92, p. 12509; TJSP, RJTJSP103/507, RT541/369, 536/310; Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bo/. IBCCr 38/128; TJDF, Ap. 12.018, DJU24.6.92, p. 18739). Para caracterizar o crime de uso de documento falso, é necessário que o documento saia da esfera pessoal do agente, iniciando-se uma relação qualquer com outra pessoa, de modo a determinar efeitos jurídicos (TFR, Ap. 5.536, DJU 23.2.84). Enquanto não empregado para o fim útil, não é praticada conduta típica (STJ, RT 729/505). Não há uso, em sentido penal, se o agente foi forçado pela autoridade a exibir o documento (TJSP, RT541/369; TRF da 2 4 R., Ap. 405, DJU29.8.91, p. 20421).

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Não se tipifica quando o documento é solicitado pela autoridade, e não exibido espontaneamente pelo agente (TJSP, RJTJSP 123/478, 102/453, RT651/259; contra: TJSP, RJTJSP 75/313). Não há crime de uso sem que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio (TJSP, RT 646/282). Se o documento falso foi encontrado em revista policial, sem que o acusado o tivesse usado, o documento não saiu de sua esfera e o crime não se tipificou nem na forma tentada, pois é infração instantânea, que não admite tentativa (TJSP, RJTJSP 179/301, 158/313, RT 707/297). Se exibiu voluntariamente à polícia, há o crime (TJSP, RJTJSP 108/473; STJ, CComp 12.878, DJU4.9.95, p. 27800, in RBCCr 13/362); igualmente, se instado a se identificar, exibe cédula de identidade que sabe falsificada (STF, RTJ 155/516). Se não o exibiu, mas correu e jogou no mato, onde foi encontrado, não há crime (TJSP, RT 686/338). ■ Habilitação para dirigir veículos: Há quatro posições para a sua posse por parte de quem está dirigindo: a. Simples porte de documento sabidamente falso consiste em verdadeiro uso (TJSP, RT772/565), configurando-se o crime do art. 304 do CP, ainda que a sua exibição decorra de exigência da autoridade policial (STJ, JSTJ e TRF 8/197; STF, HC 70.813, DJU 10.6.94, p. 14766, in RBCCr 7/213; RT 647/386; TJSP, mv— RJTJSP 174/351, mv — RT 668/267). b. Pouco importa, para a caracterização do crime, se o documento é apresentado espontaneamente ou por exigência da autoridade (TJSP, RT 789/605, 724/608; 719/386; 776/560). c. 0 ato de portar não se confunde com o de fazer uso e não há crime se a exibição se dá por ordem policial (TJSP, mv— RJTJSP 124/512, mv—117/462, mv—112/514, mv— 116/478, mv — RT 636/276, mv — 630/301), ou se o documento é encontrado em revista pessoal (TJSP, mv— RT711/308). d. O ato da autoridade de exigir os documentos equivale a solicitar, permitindo a resposta de não os possuir. Assim, se há exibição, esta é voluntária e configura o crime do art. 304 (TJSP, RT729/527, 653/280 e 287; STF, HC 70.512, DJU24.9.93, p. 19577, in RBCCr4/177). Xerox: a exibição de xerox do documento falso original da carteira de habilitação afasta a prática do crime do art. 304 (TJSP, RT 706/301; vide, também, jurisprudência sob o título Xerox sem autenticação, neste art. 304). Exame médico: o requerimento à autoridade de trânsito para renovação de exame médico como motorista, servindo-se de "espúria cártula", não configura o delito deste art. 304, pois não é empregada em sua específica destinação probatória (TJSP, RJTJSP 171/318). Ciência da falsidade: não pratica o crime, se desconhecia a falsidade do documento, fornecido por despachante (TJPR, PJ 48/309, 42/181) ou por agente de auto-escola (TJPR, PJ 40/331). Pratica o crime se recebe a CNH sem prestar o devido exame de habilitação, não podendo alegar erro de tipo (TJRJ, RT 764/652). Renovação e transferência: a apresentação da carteira falsa à própria autoridade de trânsito para requerer sua renovação e transferência, evidentemente leva a crer que o agente desconhecia a falsidade; trata-se, aliás, de crime impossível, pois a transferência só se daria após a chegada do prontuário (TJSP, RT 689/332). Igualmente, se o agente pleiteava apenas a sua renovação, uma vez que não se efetivou, tecnicamente, o uso do documento na sua destinação, que é conduzir veículo (TJMG, JM 128/361). Transeunte: não caracteriza a exibição de carteira falsa por transeunte para comprovar identidade em fiscalização policial, pois falso uso de documento é empregá-lo para o fim a que serviria, se não fosse falso (TJSP, RJTJSP 176/329). Liberação de ciclomotor a utilização de carteira falsa para a sua liberação não tipifica, por ser desnecessária habilitação legal para dirigir tal veículo (TJSP, Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bol. IBCCr 38/128). ■ Uso pelo próprio autor da falsidade: Pacífico que o falsário não responde, em concurso, pelo crime de falso e uso do documento falsificado (TJSP, RT 686/338, 571/308). No entanto, há controvérsia em relação a qual dos crimes fica sujeito o agente: 1. Só ao crime de falso (STF, RTJ 102/954; RHC 58.602, DJU 2.10.81, p. 9773; TJSP, RJTJSP 104/440, RT562/318; TJSC, RT 530/395). 2. Só ao crime de uso (STJ, CComp 3.115, DJU 7.12.92, p. 23282; TRF da 3 2 R., Ap. 96.03.069551-3, DJU 25.11.97, p. 101745, in RBCCr 21/309; TJSP, RJTJSP 99/256, RT 768/557, 581/310, 545/317, 539/276).

498. ■ Concurso com sonegação fiscal: Esta absorve a falsidade e o uso de documento falso (TJSP. RT791/597).9. neste art. se a denúncia não descreve a sua participação.2. RT604/396).351. DJU 11.. 304. p.584.10.97. mas lhe atribui responsabilidade penal. p. p. apesar de atos distintos. RT 538/415). RT729/522. também. se impossível identificar-se o lugar da falsificação (STJ...90. DJU 14.476. inexistindo em nosso direito culpa por transferência (TFR da 1 2 R. DJU 30. ■ Certidão de nascimento falsa: Sua utilização para obter passaporte preenche o tipo do art.3.85. TJSP. pode (TRF da 1 2 R.90.94. 7499). 4703). jurisprudência sob o título Concurso de crimes. A consumação se dá no local onde foi utilizado (STJ. 40. comete o crime do art. 304. p.94. Consuma-se com o primeiro ato de uso.4. DJU 11. não configura o uso de documento falso (TRF da 2 2 R. p. 651/259). não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art. constitui uma única ação e representa concurso formal homogêneo (TJRJ.607 Código Penal Arts. HC 1.171 do CP.92. . ■ Microfilme: Sendo reprodução fotográfica.94. e reclusão. 524/319). ■ Concurso com estelionato: O estelionato absorve o uso de documento falso (TRF da 32 R. 6. independentemente de lograr proveito ou causar dano (TJMG.10. RT761/548. documento público ou particular verdadeiro. DJU 4. Entretanto. que não exige resultado para sua consumação (TFR. DJU 2. RJTJSP91/480. in RBCCr 13/362).350. RT759/687. na nota ao art. ■ Xerox sem autenticação ou não conferido: Não podem ser objeto material do crime de uso de documento falso (STJ. 14981. Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". 57739). se autenticado. 304 é crime formal. O foro competente é o da utilização do documento (STJ. RT729/505). utiliza-o..93.5. 305. REsp 41. Contra. RT788/578). p. Ap. ■ Competência: Compete à Justiça Federal . 4798). ■ Consumação: O art. 297 do CP. p. in RBCCr 9/208) ou se comprovado por outras provas. SUPRESSÃO DE DOCUMENTO Art. RCr 6. e multa.11. ■ Uso de atestado ou certidão escolar falso: Vide jurisprudência na nota ao art. RT767/540). a competência é da Justiça Estadual (TJSP. ■ Exame de corpo de delito: Também para a condenação pelo crime deste art. 26815. RCr 6. suprimir ou ocultar. e multa. p. se o documento é particular. RT782/513).962. não o suprindo a própria confissão (TJSP. Destruir. RT 600/339. RJTJSP 124/495.2.878.235. DJU 31. sob o título Certidão ou atestado escolar. RT791/597). mesmo ciente da falsidade do documento público. sob pena de nulidade (TJSP. DJU 12. jurisprudência sob o título Habilitação para dirigir veículos. TJSP. de um a cinco anos. de dois a seis anos. ■ Concurso formal: Já se entendeu que a exibição de dois documentos falsos. DJU 22. 8. Vide. REsp 17. se o uso do documento falso se deu em processo judiciário federal (STF. de que não podia dispor: Pena — reclusão. 29513. RT 773/508).439. RT770/568. 571/307. em caso de carteira de habilitação (STJ.. 304 é exigido o exame de corpo de delito para provar que o documento usado era falso. 13493. Se o documento falso foi apresentado à autoridade estadual e em detrimento de serviço do EstadoMembro. em benefício próprio ou deoutrem. 531/320. Ap. mv— DJU 17. Vide. 307 (TJPR.211. RT 753/582). RHC 3. ■ Confronto com falsa identidade: Se o agente. CComp 12. in fine. 5731.. também. p. 13659). 304 (TRF da 4 2 R.2. 27800. inclusive documental e testemunhal (STF. TJSP. p. 304 e 305 ■ Uso por menor: Há falta de justa causa para o pai figurar como acusado. 567/313).921.9.94. ou em prejuízo alheio. RCr 12. se o documento é público. p. DJU4.95. Ap.

de que não podia dispor. 305 Código Penal 608 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando a supressão for de documento particular (art. I. na mesma hipótese. em tese. TJRJ. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos alternativamente indicados: a. se acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. v. livremente. O objeto material é documento público ou particular verdadeiro. Não há crime se o docu- Jurisprudência . o Estado. vide art. reclusão. FRAGOSO. para muitos há. v. como também no de atentar contra a verdade documental ou a integridade do documento como meio de prova (H. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. secundariamente. RT 596/308. RT559/371. ■ Disponibilidade: Não se tipifica o crime se o agente podia dispor do documento (TJSP. extinguir). RJTJSP76/345-6). suprimir (fazer desaparecer sem destruir nem ocultar). se o documento era cópia do original (TACrSP. Julgados 69/136). sem dependência da superveniência do benefício ou proveito. 3 2 . incluindo o proprietário do documento que não possa dele dispor. 1965. 516/289. colocar em lugar onde não possa ser encontrado). Além disso. Assim. ■ Restauração: As duplicatas. pois não pode acarretar prejuízo (TJSP.Art. e multa. cartórios. registros etc. IV. Jurisprudência Criminal. de dois a seis anos. ou de particular em serviço público. art. ■ Concurso de crimes: A supressão "consome o furto ou a apropriação indébita anterior e exclui o dano" (H. 527/309. Consiste não só no propósito de obter benefício ou causar prejuízo alheio. pois o assentamento original está em cartório. 314 do CP. enquanto sem aceite ou aval. em razão de ofício. Na hipótese de extravio. n°511). 337 do CP. ■ Confronto: Tratando-se de processo ou documento judicial e sendo o agente advogado ou procurador. Por exemplo. Não configura. não configura este crime a supressão de certidão de nascimento ou casamento. desaparece a ilicitude quando o agente pode. RT 522/334). ■ Tipo subjetivo: É essencial a finalidade de beneficiar a si próprio ou a terceiro. como meio de prova. ou de causar prejuízo a outrem (TJSP. a finalidade de atentar contra a integridade do documento. Não há modalidade culposa. 1043) relacionados com o documento. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. RT 496/347). ■ Consumação: Com a efetiva destruição. Não se tipifica. e multa. E preciso o "dolo específico". Na modalidade de ocultar é crime permanente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Pena: Se o documento é público. A inutilização de assinatura de documento registrado em cartório não configura. 545/312). ■ Tentativa: Admite-se. de um a cinco anos. RT 543/351). ou causar prejuízo alheio (TJSP. o fim de obter benefício próprio ou alheio. Exige-se que o documento suprimido ou ocultado seja insubstituível em seu valor probante (TJSP. Supressão de documento ■ Objeto jurídico: A fé pública. reclusão. 356 do CP. 89 da Lei n°9. RT 646/270. supressão ou ocultação. c.099/95). se o documento rasgado pode ser obtido por cópias ou certidões (TJSP. desfazer-se do documento. a pessoa prejudicada com a supressão. FRAGOSO. 536/310. também. b. se o documento é particular. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir: finalidade de benefício próprio ou de outrem ou de prejuízo alheio. art. TJSP. RT 520/392). não configurando o crime sua supressão (TJRJ. ocultar (esconder. vide art. são facilmente substituíveis pelas triplicatas.137/90. traslados ou certidões de originais arquivados em repartições. especialmente a segurança do documento como prova. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". da Lei n 2 8. p. II. destruir(eliminar. 1979. 522/334. No caso de documento confiado à custódia de funcionário. A incriminação não alcança documentos que sejam cópias. sonegação ou inutilização de documento por funcionário público. RT 559/304). Lições de Direito Penal —Parte Especial.

ou usar marca ou sinal dessa natureza. A consumação prescinde da realização efetiva do benefício ou do prejuízo. ■ Descaracterização: Não havendo prejuízo alheio. . título seu do cartório. Falsificar. RT 53 6/264) . ou para autenticar ou encerrar determinados objetos. além de ter havido composição voluntária entre as partes na liquidação da dívida representada pelo documento. RT 602/341). RT623/281). ■ Tentativa: Se o cheque rasgado pode ser reconstituído. configura o crime do art. no caso de documento rasgado e só reconstituído após muito trabalho (TJSP. 305 a ação de quem risca a assinatura constante no cheque. 305 (TJSP. de um a três anos. OU PARA OUTROS FINS Art. PJ 41/185). RT 543/351). este delito absorve o do art. RJTJSP 164/305). RJTJSP 91/480. documento que subtraiu ou lhe foi confiado. não se caracteriza o delito (TJRO. 305 e 306 mento foi objeto de registros e anotações. em confiança. PJ 41/185). 676/296). Ocultação: reter em lugar desconhecido do interessado. 0 cheque. ■ Consumação: É irrelevante que o agente não alcance a finalidade visada (TJSP. quanto à retenção de autos por advogado (TJSP. RT 602/341). RT 483/271). e não o crime do art. inutilizando-a com o objetivo de impossibilitar o resgate no banco (TJSP. RJTJSP 119/478). ■ Sonegação de processo judicial: Advogado que retira autos de processo e desaparece com eles comete o crime do art. Se a marca ou sinal falsificado é o que usa a autoridade pública para o fim de fiscalização sanitária. RT 447/375. se inutiliza a assinatura de cheque emitido em garantia de dívida. 305 do CP (TJSP. há só tentativa e não crime consumado (TJSP. e multa. RT 529/310). ■ Documento: É preciso que se trate de documento (TJSP. 305 do CP (TJSP. 306. é considerado documento público (TJSP. Igualmente. ou comprovar o cumprimento de formalidade legal: Pena — reclusão ou detenção. ■ Concurso de crimes: Se a supressão tinha por finalidade a sonegação fiscal. fabricando-o ou alterando-o.609 Código Penal Arts. bastando serem eles o fim ou o escopo da conduta (TJSP. RT 599/328). Pode haver. benefício próprio ou de terceiro. não mais é transmissível por endosso. mas pode ser documento particular (TJSP. que é delito típico de advogado. falsificado por outrem: Pena — reclusão. configura o crime do art. não mais o devolvendo (TJSP. e multa. e pode. RT 495/291). para efeitos penais. Capítulo IV DE OUTRAS FALSIDADES FALSIFICAÇÃO DO SINAL EMPREGADO NO CONTRASTE DE METAL PRECIOSO OU NA FISCALIZAÇÃO ALFANDEGÁRIA. ■ Cheque: Em tese. 356 do CP. RT541/369). RT536/284). RT 403/83). desde que esta fosse possível na conduta (TJPR. prejudicando o beneficiário que dele se poderia utilizar como meio de prova do crédito (TJPR. RT 515/325. todavia. ■ Tipo objetivo: Retirada: configura o crime retirar. ser restaurado (TJSP. de dois a seis anos. Parágrafo único. o agente. Idem. passando a ser documento particular (TJSP. assim. RT701/364). depois de apresentado ao banco e recusado por falta de fundos. marca ou sinal empregado pelo poder público no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária.

89 da Lei n° 9. 296 do CP). aqui. exceto na modalidade de usar.. pelo uso não será punido o agente se for ele o próprio autor da falsificação.099/95). comprovar o cumprimento de formalidade legal.04. Não há modalidade culposa. ou com o uso efetivo. in RBCCr 17/358). b. de um a três anos. ■ Noção: A figura é semelhante à do caput. Outros sinais ou marcas (parágrafo único) Jurisprudência FALSA IDENTIDADE Art. autenticar ou encerrar determinados objetos. falsificar. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art.099/95). b.099/95). ■ Transação: Cabe (art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. mas diverso o objeto material. Como se vê. constituindo só infração administrativa (TJSP. de marca ou sinal que usa a autoridade pública (federal. se a própria autoridade fiscalizadora reconhece que a menção utilizada no rótulo apreendido não corresponde ao padrão da marca por ela usada (TRF da 5 2 R. ■ Pena: Reclusão. também falsificados. Vide.96. Falsificação do sina/empregado no contraste de meta/ precioso ou na f/sca/izagão a/fandegária (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. é conduta inidônea para fraudar a arrecadação tributária. especialmente em relação à identidade pessoal. jurisprudência no art. utilizar) marca ou sinal falsificado por outrem. p. Pune-se a ação de: a. ■ Outros sinais ou marcas: Não se configura o parágrafo único do art. pois esse imposto foi extinto com a entrada em vigor do Código Tributário Nacional (TRF da 4 4 R. 306 e 307 Código Penal 610 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art. sabendo da falsidade. Trata-se. 76 da Lei n° 9. a falsificação de seu número é penalmente atípica. RT507/364). em proveito próprio ou alheio. b. e multa. . 87196. 306 do CP. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. c. ■ Sujeito passivo: O Estado. 297 do CP. 94. sob igual título.. 89 da Lei n° 9. JSTJ e TRF79/618). o fim da fiscalização sanitária. ■ Pena: Reclusão ou detenção. colocadas nos litros de uísques. ■ Placas ou chapas de veículo: Como a placa ou chapa não é sinal próprio de autoridade. Ap. RJTJSP68/395. ■ Consumação: Com a fabricação ou alteração idônea. de dois a seis anos. Fa/sa identidade ■ Objeto jurídico: A fé pública. na fiscalização alfandegária (usado para assinalar as mercadorias liberadas).11. fabricando-o ou alterando-o (vide significação no comentário ao art. ■ I mposto sobre consumo: A falsificação e uso de estampilhas do imposto sobre consumo. estadual ou municipal) para: a. ■ Tipo objetivo: O objelo material é marca ou sinal empregado pelo poder público: a. também. ■ Tentativa: Admissível. 307. a vontade livre e consciente de falsificar ou de usar. ou seja. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). especialmente a autenticidade das marcas.Arts. de três meses a um ano. usar (empregar. ou para causar dano a outrem: Pena — detenção. DJU 13. Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem. ou multa. no contraste de metal precioso (que serve para atestar o título ou quilate).56199-1/SC. e multa. ■ Tipo subjetivo: O dolo.

492/86.3. o que é mais valioso tem precedência ontológica sobre o menos valioso" ("O interrogatório do réu e o direito ao silêncio". Isto porque "quem assim age. art./99. 307 do CP. subsidiário. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir (para obter vantagem ou causar prejuízo). visa a obter vantagem de natureza processual. 45 da LCP.207. estado de casado ou solteiro. 3. art. e § 2 . hoje desembargador. 21. § 22 ) e o de não ser obrigado a depor contra si mesmo. art. não abrange "o simples propósito de o delinqüente procurar esconder o passado criminal. 1. ou multa. e a confessar-se (PIDCP. mv — RJTJSP 124/468-70.318. Incrimina-se. Jurisprudência á ■ Tipo subjetivo: O art. em proveito próprio ou alheio. 309 do CP e seu parágrafo único. 172. referente aos crimes praticados por particulares contra a administração pública. 11. 307. Se há uso ilegítimo de uniforme. Como lembra DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO. São constitucionalmente garantidos o direito ao silêncio (CR/88. profissão etc.. de três meses a um ano. j. aquele entendimento. PIDCP. deveria estar previsto no Capítulo II do Título XI do CP. a si próprio ou a terceira pessoa. 5 2. ou causar dano a outrem (vide Tipo subjetivo e Autodefesa). Se há recusa em fornecer dados de identidade à autoridade. embora a expressão vantagem. 307 ■ Sujeito passivo: Primeiramente. ■ Tentativa: E possível. art. art. j. O silêncio ou consentimento tácito a respeito da falsa identidade atribuída por outrem não se enquadra no dispositivo. o dolo específico exigido pelo tipo. mas de difícil ocorrência na prática. art. ■ Autodefesa: Polêmica é a questão acerca da inculcação. 328 do CP. nacionalidade. . irroga. Não haveria. TJRJ. 5 . 8 2 . em acórdão unânime da lavra do juiz. Conforme já decidido pelo TACrSP. como se observa pela comparação entre o caput do art. in RT682/288).003. declinando nome fictício ou de terceiro (real). DJU 15. b. Na doutrina. perante autoridade pública ou particular". comportamento que. Não há punição a título de culpa. que prevê infrações contra a administração da justiça". GENTIL LEITE (Ap. verbalmente ou por escrito. CP. como ainda conflita com a acepção que a própria lei penal dá ao vocábulo "qualidade". inculca ou imputa. CADH. g) ou a declarar-se culpado (CADH. portanto. ou fornecimento de dados inverídicos. Lei n 7. 7. LXIII. Ap. e deve ser absorvido Concurso de crimes: O delito é expressamente ■ por outro crime mais grave. 15. mas o entendimento não é pacífico e há boas razões em sentido contrário. 9 2 . 2. ■ Autodefesa: Não se tipifica o delito se o agente se atribui falsa identidade em autodefesa. 68 e parágrafo único da LCP. 14. Na corrente tradicional é o "dolo específico". quando constitui elemento deste. art. ■ Confronto: Se há simulação da qualidade de funcionário público. ■ Consumação: Com a atribuição. inclua tanto a patrimonial como a moral. mencionada neste art.78. 2 não só viola o princípio da reserva legal (CR/88. a constituir delito.). art. assim. filiação. art. por parte de quem é preso ou acusado.90. limitando o alcance à identidade física. secundariamente. "o faltar à verdade equivale a silenciar sobre ela. p. 307 exige "dolo específico" (TFR da 2 R.5. o Estado. ao ser preso (TJSP. como adequação da coisa à escala valorativa . art.. Ap. ■ Pena: E alternativa: detenção. 46 da LCP. o acusado que razões: mente sobre sua identidade não comete o crime do art. A lei consigna que a ação deve visar a obter vantagem. art. 9802). ■ Tipo objetivo: A conduta punida é atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade. a pessoa prejudicada. ou no Capítulo Ill. Se há usurpação de função pública. XXXIX. cuja ementa foi publicada na RT 511/402). 1 2 ). a ação de quem. identidade que não é a verdadeira. Em nossa opinião. nem art.. de falsa identidade. costuma-se dar sentido amplo à expressão identidade (compreenderia idade. Se a falsa 2 identidade é usada para realizar operação de câmbio. sem dependência de efetivo benefício ou dano (delito formal). omiti-la". ■ Ação penal: Pública incondicionada. em tese. pois "sob o plano ético-axiológico. que alarga a significação da palavra "identidade". por duas 2 a.611 Código Penal Art. Em nosso entendimento. g). 1.

Contra: TACrSP. RCr 9. jurisprudência no art. utiliza documento falso. TJRJ. v. n° 2. 88/361. 307. 307. RT 667/325). ■ Confronto com o art. RT 756/553. 307 o agente que. 307 e 308 Código Penal 612 21. ser menor de idade (TJSP. Ap. falsamente. passaporte. Quando a falsa identidade foi o meio empregado para a prática de estelionato. por não ser esta considerada documento de identidade (TAMG.6. é art.472. ou perante a autoridade policial ou judicial (TARJ. Art. Não há o delito se o agente se atribui falsa identidade. há só este crime. RJTJSP 157/301). 0 conflito aparente entre os arts.345-A). ou. título de eleitor. Usar. 307 quem assume identidade de terceiro para frustrar a execução de condenação criminal (TJSP. RT 613/347.9. p. RT788/582. RT757/541). 30061). 73/384. ■ Alegação de menoridade: Não comete o crime deste art. 781/572. TJSP. empresa pública ou fundação pública federais (TRF da 1 R. ■ Só a identidade física: Não configura o delito a atribuição de falsa qualidade social. autarquia. como inculcar-se padre ou militar (FRANCESCHINI. RT781 /572). apresenta certidão de nascimento de outra pessoa. RT620/284). 307 do CP (TJSP. TACrSP. 779/602. 733/582.9. e não pela da subsidiariedade. tentando ingressar em outro país. 307 (TJPR. não bastando a indicação de falsa profissão (TACrSP. 107.346-A). configura a falsa identidade do art. v. 644/270. RT778/663. ■ Substituição de fotografia em documento: A troca. 755/613. RJDTACr 25/468. 14/77. 75/261. comete o crime do art. RT746/610.. mv — 608/352. Julgados 91/234. in Bo/. p. ainda. próprio ou de terceiro: . mv— 783/641. 307 e não a falsidade de documento do art.330. ao ser autuado em flagrante. ■ Confronto com o art. 511/402). Julgados 90/228. 307 (TFR. em documento de identidade subtraído da vítima. ao ser detido. RT759/687). RJTJSP 157/301) nem mesmo a falsidade ideológica do art. 297 (TJSP. Se o agente. apenas para esconder antigo passado criminoso (STJ. ■ Competência: E da competência da Justiça Estadual. 308 sob o nome Substituição de fotografia em passaporte. 757/577. 299 e 307 do CP deve ser resolvido pela regra da especialidade. da fotografia desta pela sua. alega. configura os delitos dos arts. 307 é de natureza formal e completa-se com a mera atribuição de identidade que não pertence ao agente. mas somente atribuir-se dados identificativos falsos e em proveito próprio (TACrSP. funcionário público (TACrSP.Arts. sob o título Confronto com falsa identidade. 603/335-6. RT 720/476).. E preciso que o agente se atribua identidade inexata.96. ou dano a terceiro (TACrSP.304. se não foram atingidos bens. 762/650. ao ser preso. Jurisprudência.196. 299 (TJSP. mv— RT 735/610). RJTJSP 180/320). Contra: TJSP. não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art. 748/604. não havendo absorção de um pelo outro (TACrSP. Contra: A substituição de fotografia em passaporte. 304 e não art. 1975. 91/404. mesmo ciente da falsidade do documento público. pratica o crime do art. ficando impunível o do art. E atípica a conduta de adulteração. RT749/680. RJDTACr 27/98. RT 517/360). apresenta documento de outrem. 304: Se o agente. 308. utiliza-o. RT 788/551. n° 2. 1975. DJU3.6. 297 do CP. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem. ■ Consumação: O crime do art. DJU 17.94. em proveito próprio. e não o do art. para demonstrar a falsa identidade. Aquele que. como próprio. de carteria de sócio de clube. Vide. independendo de vantagem própria. II. II. RT 414/267. 64221). também. FRANCESCHINI. DJU9.99. RJDTACr 27/100). 308. mv— RT532/419). 308: 0 agente que. 297 e 299 do CP (TRF da 3 á R. para que dele se utilize. e não o do art. TACrSP. comete o crime do art. obter CIC e traveller's checks. Jurisprudência. comete o crime do art. IBCCr 90/449. 512/393. Ap. documento dessa natureza. serviços ou interesses da União. RT 644/270). com o objetivo de fazer-se passar por terceiro. pois não tem a intenção de usar documento alheio. e no art. TACrSP. ■ Concurso de crimes: A falsa identidade e o constrangimento ilegal são delitos autônomos. RT 641/349. 512/393). 5. 304 (TJSP. RT 754/645.82).

89 da Lei n 2 9.259/01. de forma a compreender todo documento admitido como prova de identidade. de quatro meses a dois anos. uma vez que o termo "identidade" compreende não só a identidade civil. de quatro meses a dois anos. TJSP. ■ Sujeito passivo: O Estado (principal). ■ Confronto: Se o crime é praticado para realização de operação de câmbio. na segunda. entendeu-se que pode ser considerada documento de identidade (STF.099/95). é art. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade. 2 2 . como se fosse próprio. próprio ou de terceiro. ■ Troca de fotografia: Se o agente troca a foto do dono de documento de identidade pela sua.492/86. ■ Concurso de crimes: E delito expressamente subsidiário e será absorvido por outro mais grave. de documento de terceira pessoa. ■ Pena: Detenção. Ceder a outrem. 308 do CP (TRF da 3 R. a transação caberá neste art.613 Código Penal Art. e multa. ■ Concurso de pessoas: Se o beneficiado pela cessão realmente usar o documento. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 52 . RT 546/440). segunda parte.01. 308. 308 do CP (TJSC. Usar. caput. como próprio.02. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.. É o emprego ou utilização. efetivamente. 21. a partir da vigência da Lei nr 10. ■ Consumação: Com o uso efetivo para prova de identidade. título de eleitor. A cessão pode ser gratuita ou onerosa e não é necessário que a pessoa que recebe o documento o use. Jurisprudência . 100 do CP. parágrafo único. como também outros documentos que especificam qualidade. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Cessão de documento: Configura o crime do art. para que dele se utilize. da Lei n 2 10. que consiste na vontade de usar. como se fosse seu. ou na vontade de cedê-lo a outrem. ■ Certidão de casamento: Com reservas. na primeira conduta. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. incidirá na primeira modalidade (uso). art. E ele o cede (entrega. em vigor a partir de 12.259. qualquer documento de identidade alheia. São duas as condutas previstas: a. com a efetiva entrega (em ambos os casos. RF275/287). Assim. quando constituir elemento deste. pelo agente. vide Lei n2 7. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 297 e não art. documento dessa natureza. 308. ■ Tentativa: Admite-se apenas na forma de ceder. 308 Pena — detenção. com consciência de que este pretende utilizá-lo. Uso de documento de identidade a/heio ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Tipo objetivo: Como objeto material a lei fala em passaporte. RT 530/395. para que este a utilize ao entrar no País (TFR. como próprio. da CR/88) e da analogia in bonam partem. de 12. para que esta dele se utilize. entendemos que. RJDTACr 10/73-4). fornece) a outra pessoa. Aqui. o documento pode ser do agente ou de outrem. RT731/663). sem dependência de outro resultado). atribuição ou qualificação profissional (TACrSP.1. Inexiste forma culposa. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Contra: Configura o art. o documento. e multa. 308. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Seu empréstimo caracteriza o crime do art. no que concerne à identidade pessoal. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. o emprésti mo de carteira de estrangeiro a compatriota. RT 686/324).7. b. ■ Transação: De acordo como art.

ou seja. o uso (emprego. credor. oral ou por escrito. art. Atribuição de fa/sa qua/idade a estrangeiro (parágrafo único) . ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Tentativa: Não se admite. ■ Pena: Detenção.815/80. XII e XIII (Estatuto do Estrangeiro). ■ Consumação: Com a atribuição em ato relativo à imigração. assim. Pune-se a atribuição a estrangeiro de falsa qualidade. Na corrente tradicional pede-se o "dolo específico". sacerdote. X). ■ Sujeito ativo: Só o estrangeiro (crime próprio). Parágrafo único. E imprescindível. inculcar imputar. também. Pode ser praticado por escrito ou oralmente.Art. de competência da Justiça Federal (CR/88. abrangendo "atributo ou predicado emprestado ao estrangeiro" (Direito Penal. 309. 109.426/96 transformou o antigo art. Já para MAGALHÃES NORONHA. ciente da falsidade da qualidade) e o elemento subjetivo que o tipo contém. p. 310 do CP no atual parágrafo único deste art.)" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Tipo subjetivo: O dolo (que consiste na vontade livre e consciente de atribuir. nome que não é o seu: Pena — detenção. v. toca à "subjetividade jurídica (comerciante. ■ Ação penal: Pública incondicionada.099/95). para entrar ou permanecer no território nacional. utilização). de um a três anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. de nome que não é o verdadeiro (nome fictício ou de terceiro). Lei n 2 6. v. referente ao especial fim de agir ("para promover-lhe a entrada"). de um a quatro anos. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é usar nome que não é o seu. 89 da Lei n° 9. Não há tipificação na atribuição para a permanência do estrangeiro. ■ Objeto jurídico: A fé pública e a imigração. ■ Consumação: Com o efetivo uso para entrar ou permanecer. ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Remissão: Vide. IV. independentemente do efetivo ingresso do estrangeiro no País. Não há punição a título de culpa. 1965. que a qualidade falsamente atribuída seja requisito para a entrada (e não para a permanência) do estrangeiro em território nacional. 309 Código Penal 614 FRAUDE DE LEI SOBRE ESTRANGEIROS Art. para HELENO FRAGOSO. ainda que a entrada ou permanência não se realize. e multa. art. e multa. de um a três anos. Fraude de /ei sobre estrangeiros ■ Alteração: A Lei n° 9. Na escola tradicional pede-se o "dolo específico". ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para entrar ou para permanecer). porém. 1995. IV. 125. o agente usa o nome para essa finalidade. que tem a significação de irrogar. 309. Não há modalidade culposa do delito. Incrimina-se. Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a entrada em território nacional: Pena — reclusão. ■ Tipo objetivo: O núcleo é atribuir. e multa. O comportamento deve ser praticado para entrar ou permanecer no território nacional (vide Tipo subjetivo). ■ Sujeito passivo: O Estado. o conceito é mais amplo. militar etc. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art. 192). engenheiro. 1054). Usar o estrangeiro. p. A qualidade.

426/96 renumerou o antigo art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. de dez a cem salários mínimos regionais) quem emprestar nome para ocultar o verdadeiro proprietário. ainda. poiso dispositivo ressalva: nos casos em que a este (ao estrangeiro) é vedada por lei a propriedade ou posse de tais bens. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Jurisprudência ■ Intenção de permanecer: O desígnio de permanecer no território nacional não integra o crime do art. de um a três anos. art. Pune-se o "testa-de-ferro" que se presta a figurar como proprietário ou possuidor de ação. Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor. título ou valor pertencente a estrangeiro. nos casos em que a este é vedada por lei a propriedade ou a posse de tais bens: Pena — detenção. DJU 28.856. título ou valor pertencente a estrangeiro. encobrindo o verdadeiro interessado. § 1 91 . § 6 9 ). ■ Objeto jurídico: A fé pública e a ordem econômica e social (CR/88. o beneficiado pela simulação (art. Falsidade em prejuízo da nacionalização de sociedade ■ Alteração: A Lei n° 9. de um a quatro anos. consciente do encobrimento que faz. 89 da Lei n° 9. punindo (com pena de detenção. Trata-se de norma penal em branco. 3 9 . ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Essa lei pune. e multa.099/95). ■ Consumação: Quando o agente passa. 311 do CP para 310. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é prestar-se a figurar. televisão. Ap. de seis meses a três anos. 176. 8904). 311. de seis meses a três anos. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo.615 Código Penal Arts. não só de empresas jornalísticas. que se sujeita a ser interposta pessoa ("testa-de-ferro". ■ Pena: Detenção. que se completa com outras leis. e a propriedade de empresas jornalísticas. FALSIDADE EM PREJUÍZO DA NACIONALIZAÇÃO DE SOCIEDADE Art. 310. de seu componente ou equipamento: . de televisão e radiodifusão. modificado pela Lei n 2 7. e multa.250/67.79. agenciamento de notícias e empresas cinematográficas (Lei n° 5. p. São exemplos dessa proibição a exploração de jazidas. a ser proprietário ou possuidor. como de radiodifusão. 310 do CP (TFR. 3. 309 a 311 ■ Pena: Reclusão. ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Tentativa: Admite-se. Prestar-se a figurar como proprietário ou possuidor de ação. e multa. ■ Confronto: A Lei de Imprensa contém dispositivo específico. aparentemente. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR Art. e 222 e § 1 9). ■ Sujeito ativo: Somente o brasileiro. que consiste na vontade de prestar-se a figurar. recursos minerais e potenciais de energia hidráulica por pessoas físicas estrangeiras. e multa. arts. Visa ao agente que condescende em servir. Não há forma culposa. ■ Ação penal: Igual à do caput. 3°.300/85).11. "homem-de-palha").

Art. prover). aumentada de um terço. e multa. o sinal ou número resultante da adulteração ou remarcação há de ser diverso do número original (nesse mesmo sentido. RT 772/541. é fato atípico. com o único intuito de burlar o rodízio de circulação instituído pelo poder público. in RT759/497). pratica o delito (TJDF. 311 do CP". Luiz FLávio GOMES. fornecendo indevidamente material ou informação oficial. automotor ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). ■ Raspagem de chassi: A supressão por raspagem do número do chassi não configura o crime do art. Adulteração de ■ Alteração: Artigo introduzido pela Lei n 2 9. por inexistência de afronta à fé pública. o fornecimento de material ou informação oficial deve ser indevido. RT792/609). Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado. para identificação de veículo roubado. sabendo da falsidade no novo número ou sinal. secundariamente.■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. o Estado.. A primeira hipótese é de autoria. ônibus. contrafazer) ou remarcar ( marcar de novo) número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor(carro. TRF da R. RT789/658). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Ação penal: Pública incondicionada. ou seja. (caput) ■ Sujeito passivo: Primeiramente. As placas de veículos integram o conceito de sinal identificador para efeito do art. § 1 2. 311. Nesta última. a vontade livre e consciente de adulterar ou remarcar. "Adulteração das placas do veículo: atipicidade frente ao art. ensejando sua adulteração a incidência da norma (TRF da 4 2 R. o terceiro prejudicado pela adulteração ou remarcação. tendo em vista que a conduta não equivale à de adulterar. ■ Confronto com o art. 311 Código Penal 616 Pena — reclusão. ■ Consumação: Com a adulteração ou remarcação idônea a enganar. ■ Adulteração de placas de veículos: O ato de adulterar ou remarcar placas dianteira e traseira configura o crime deste art. ■ Pena: Reclusão. de três a seis anos. podendo constituir somente ato preparatório do crime (TJSP. ■ Pena: A do caput. motocicleta. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela. especialmente em relação à propriedade e ao licendor de veiculo ciamento ou registro dos veículos automotores. RT 761/602). Jurisprudência . caminhão etc. RT 791/723). de co-autoria ou participação. b. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é adulterar (falsificar. ■ Rodízio: A colocação de fita adesiva de cor preta no último algarismo da placa de veículo. RT 791/723). 311 do CP: O crime de receptação não absorve o de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. ■ Tentativa: Admite-se. a pena é aumentada de um terço.). 0 agente que confecciona placas clonadas.) ou equipamento (tudo aquilo que serve para equipar. § 22 . vidros etc. fornecendo indevidamente material ou informação oficial. de três a seis anos. e multa.426/96. a segunda. Obviamente. sina/ identifica. por tratar-se este de crime autônomo (TACrSP. 311 do CP.. RT792/609). Se o funcionário público contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado. especialmente em relação à propriedade e ao licenciamento ou registro de veículos automotores (TJSP. Aumento de pena (§§ 12 e29 ■ Duas são as hipóteses: a. de seu componente (portas. 311 (STJ. Não há modalidade culposa. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela (§ 1 2 ). motor.

. a partir da vigência da Lei n° 10. art. parágrafo único. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. de que tem a posse em razão do cargo. no § 22 . e multa. embora não tendo a posse do dinheiro. o subtrai. ou concorre para que seja subtraído.02.1. de dois a doze anos.7. 22. Em face do princípio da isonomia (art. 100 do CP. valor ou qualquer outro bem móvel. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22. No caso do parágrafo anterior. mesmo que combinado com o § 29 do art. se o funcionário público. 327.259. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro.259/01. de três meses a um ano. da CR/88) e da analogia in bonam partem. caput. ■ Transação: De acordo com o art. desde que elas tenham conhecimento desta qualidade do autor (cf. No § 1° vem previsto o chamado peculato-furto e. Todavia. entendemos que. se precede à sentença irrecorrível. extingue a punibilidade. O § 32 cuida da extinção da punibilidade pela reparação do dano. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público ( vide notas ao art. Pecu/ato (caput) ■ Divisão: O caput do art. a reparação do dano. § 1 2.01. 312. ainda que combinado com o § 22 do art. 29 e 30 do CP). PECULATO CULPOSO § 22 . haja ou não procedimento especial. da Lei n° 10. 312 Título XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL PECULATO Art. em proveito próprio ou alheio. 313) dispõe sobre o peculato-estelionato. 312. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. valor ou bem. em proveito próprio ou alheio: Pena — reclusão. 89 da Lei n° 9. em vigor a partir de 12. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. notas aos arts. 327 e §§ 1 ° e 2 2 do CP). § 34. reduz de metade a pena imposta. ou desviá-lo. Assim.099/95). 327 (art. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. de 12. público ou particular. 5 2. com pena máxima até dois anos. se lhe é posterior. em seu aspecto patrimonial e moral. O artigo seguinte (CP. Aplica-se a mesma pena. restrita á figura culposa. 312 contém duas modalidades de peculato: o peculatoapropriação (1 2 parte) e o peculato-desvio (2 2 parte). a transação cabe no § 2 9 deste art. o peculato culposo. pode haver co-autoria ou participação de pessoas que não sejam funcionários públicos. Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena — detenção. também chamado peculato impróprio. ■ Objeto jurídico: A administração pública.617 Código Penal Art.

■ Objeto material: A indicação é ampla: dinheiro. A posse em razão do cargo precisa ser lícita e legítima para que se enquadre no art. sempre que o crime denunciado preencha os requisitos da fiança (CELSO DELMANTO. infungível ou não. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Consumação: Na modalidade peculato-apropriação. O elemento subjetivo do tipo vem referido pelo especial fim de agir ("em proveito próprio ou alheio"). do CPP. secundária e eventualmente. 1 2 . efetivamente. por exemplo. Embora seja questão intranqüila. ■ Tipo objetivo: Na modalidade de peculato-apropriação (1 2 parte do caput). Os doutrinadores dão sentido largo à posse. ou seja. em razão do cargo. valor(títulos.10. passa a dispor do objeto material como se fosse seu. predomina o entendimento de que a infração não fica excluída pela caução ou fiança prestada anteriormente. Se o desvio for praticado em benefício da própria administração. Defesa preliminar em vista da redação do art. de dois a doze anos. o agente não tem a posse: embora não tendo a posse do dinheiro. requer-se o "dolo genérico" para a primeira e o "dolo específico" para a segunda ou para ambas. Quanto às associações ou entidades sindicais. 312 Código Penal 618 ■ Sujeito passivo: 0 Estado e a entidade de direito público. a vontade livre e consciente de desviar. mas não o peculato. Vide jurisprudência no final da nota. A cláusula final deve ser entendida. do Decreto-Lei n° 201/67 (vide. por não ser coisa móvel. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade de peculato-apropriação. O funcionário age como se a coisa fosse sua. I. art. ■ Confronto: Se o agente é prefeito municipal. v. é o dolo. porém. in RDP 26/90. entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. e multa. E indiferente que o objeto material seja público ou particular. também. FRAGOSO. que possa ser transportada. predominando o entendimento de que não fica sujeita à desaprovação de contas pelo órgão competente. 552 da CLT. expressamente mencionado na segunda modalidade e implicitamente contido na primeira modalidade. que tem a significação de assenhorear-se. à semelhança do objeto do crime de furto. ações etc. Súmula 164 do STJ). 1959. art. p. 1073). IV. equiparam-se ao peculato os atos que importem em malversação ou dilapidação de seus patrimônios (art. como toda coisa móvel. dispondo ou consumindo o objeto material. ■ Pena: Reclusão. Na modalidade de peculato-desvio (22 parte do caput). em proveito (patrimonial ou moral) próprio ou alheio. O desvio deve ser. . também o particular prejudicado. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". Assim. Todavia. com o efetivo desvio. 345). teoricamente. 168). 1965. consistente na vontade livre e consciente de apropriar-se. não configura o crime "a simples mistura dos dinheiros públicos com o próprio dinheiro" (H. RTJ 114/1052). ■ Peculato de uso: É dominante o entendimento de que não existe peculato de uso de coisa fungível. Diversamente da apropriação indébita comum (CP. tenha a posse dele. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Na doutrina tradicional. p. mas imprescindível que o agente. art. poderá ocorrer outro delito (CP. modificado pelo Decreto-Lei n° 925.Art. 323. até mesmo quanto à indistinção entre bem público e particular.69). consuma-se quando o agente. 0 dano material é indeclinável no peculato ( HUNGRIA. Todavia. IX. v. Peculato-furto (§ >°) ■ Objeto jurídica sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do capuz. abrangendo tanto a detenção como a posse indireta. Pune-se o funcionário que dá ao objeto material destinação diferente daquela para a qual o objeto lhe fora confiado. retendo. Na de peculato-desvio. Lições de Direito Penal — Parte Especial. o núcleo é apropriar-se. de 10. A figura culposa é prevista no § 22 . Na modalidade de peculato-desvio. o aproveitamento do trabalho de funcionário subalterno não tipifica a infração penal. ■ Objeto material: É semelhante ao do caput. entende-se que o peculato não admite compensação nem é descaracterizado pela intenção de restituir. 514 do CPP. é também o dolo. apólices. sem dependência de ser alcançado o fim visado. I e II. Comentários ao Código Penal. jurisprudência: STF. o núcleo é desviar. ao contrário do caput. 315). valor ou bem. apossar-se. RF 266/115 e RT 526/115. 312 do CP.) ou qualquer outro bem móvel.

comenta HUNGRIA que "é qualquer circunstância de fato propícia à prática do crime. Não comete o crime o agente que guarda em sua residência bens móveis públicos com a anuência de seu superior hierárquico. 350). é o próprio funcionário quem subtrai o bem. 155 do CP). 3. culposamente. ■ Pena: Detenção. RT 608/319. Se o ressarcimento é posterior. 107 do CP e jurisprudência neste art. p. por não observância do dever de cuidado a que estava obrigado pelas circunstâncias (vide nota ao CP. ■ Tentativa: Admite-se. propiciando. oportunidade para que outro funcionário subtraia o dinheiro que ficou à vista.80. Peculato culposo (§2°) ■ Noção: Aplica-se tanto ao peculato-apropriação e ao peculato-desvio (caput) como ao peculato-furto (§ 1 9 ). concorre (facilita) para que outrem pratique aquelas condutas delituosas. art. Na escola tradicional é o "dolo específico". 0 dolo do peculato-apropriação é genérico. na modalidade de subtrair. RJTJRS 166/84). referente ao especial fim de agir (visando a proveito próprio ou alheio). Em ambas as modalidades é indispensável que o funcionário atue valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. ■ Consumação: Com a efetiva subtração. DJU 18. 30). A figura culposa está prevista no § 2°. 18. ■ Remissão: Na hipótese de ocupantes de cargos em comissão. p. 1959. pode ser particular ou também funcionário público. ao deixar o cargo. RT757/593). pena e ação penal: Iguais às do caput. O outrem. mv— RJTJSP72/343). 327 do CP. ■ Tipo subjetivo: É irrelevante a sua intenção de restituir ou a ausência do ânimo de ter para si (TJSP. mas pressupõe o ânimo de ter para si (TJSP. de três meses a um ano. 4. Nas duas modalidades. notadamente o fácil ingresso ou acesso à repartição ou local onde se achava a coisa subtraída". A figura de desviar em proveito alheio exige a vontade de desviar de forma que o terceiro tenha proveito desse desvio do bem (STJ. função de direção ou função de assessoramento. reduz de metade a pena imposta. 312 do CP (TER. nelas é aplicável o art. Ap.6. ou concorre para que seja subtraído. Assim. sem intenção de deles se apropriar. 312. o funcionário.356. em quaisquer de suas modalidades (até mesmo na de concorrer para a subtração). e o elemento subjetivo que o tipo contém. IX. RTFR71/143).6. vide § 2° do art. a conduta do agente deve ser em proveito próprio ou alheio. JSTJ e TRF47/288-9). é art. Exemplo: o responsável pelo cofre da coletoria que o deixa aberto ao se ausentar. Se a reparação do dano é anterior à sentença irrecorrível (antes de decisão transitada em julgado). concorre para que terceira pessoa subtraia o objeto material. Reparação do dano no pecu/ato culposo (§ 3°) Figura qua//ficada Jurisprudência . Nesta última modalidade. Arrependimento posterior embora este § 3° não incida nas demais modalidades de peculato. DJU 6.619 Código Penal Art. Quanto à facilidade. O peculato-desvio exige o dolo específico (TJRS. 4601. consistente na vontade livre e consciente de subtrair ou de concorrer para a subtração. art. restituindo-os quando destituído do cargo (TJAC. Ap.990. v. como no crime de furto (vide nota ao art. 312 ■ Tipo objetivo: Incrimina-se o funcionário público que subtrai. de concorrer para a subtração. 313 e não art. há concurso necessário entre o funcionário e a outra pessoa. a que o parágrafo se refere. ela extingue a punibilidade. 4150). ■ Tipo subjetivo: O dolo. TFR. E imprescindível que exista nexo causal entre o comportamento culposo do funcionário e o crime cometido por outra pessoa. Vide nota no final do art. ■ Sujeitos ativo e passivo. lembrando-se que a condição funcional daquele se comunicará a esta (CP. O funcionário. p.80. O envio de missivas aos advogados por secretário de justiça. ■ Noção: É aplicável tão-só ao peculato culposo (§ 29. 16 do CP. Na outra modalidade. ■ Distinção: Se o recebimento do dinheiro não cabia ao agente. II). voluntária e conscientemente. sendo a condição de funcionário ocasião e não causa para o crime ( Comentários ao Código Penal.

. ■ Consumação do peculato-apropriação: Consuma-se no momento e lugar em que o agente se apropria do dinheiro. inclusive no peculato-furto (TRF da 1 R. p. RJTJSP73/345. RT792/578). ainda que a sua propriedade seja de particular (STF. compreendendo a simples detenção. tão-só. TFR. ao revistar veículo abandonado. aproveita-se da condição de vigilante noturno da EBCT. DJU 12. pois o CPC não atribui aos escreventes tal encargo (TJRJ.Art. se o particular desconhecia a condição de funcionário do agente (TJSC. 312 (TRF da 5 R. ■ Denúncia: E inepta se não especifica os desvios. RTJ 97/452). que recebe diretamente da parte o valor correspondente à execução que ali se processava. que exige o dolo e o elemento subjetivo de agir em proveito próprio ou alheio (STF. RJTJSP 103/451). 1139). ■ Funcionário público: Equipara-se a funcionário público o agente que. RT 786/780). § 1°. 514 do CPP) é inexigível quando o acusado já não é mais funcionário público (TRF da 1 R. RTJ 91/664. Ap. HC 73. RT 536/360). demonstra mera desordem administrativa. cuja guarda lhe foi confiada (TJPR.128. RT566/300). RT520/519). RT 512/427). pelo menos. pois o objeto não se achava sob a guarda e responsabilidade da administração pública (TJSP. mas. ■ Benefício próprio ou alheio: É indispensável que o desvio se faça em benefício próprio ou alheio (TJSP. 6439). RT 792/578). não se amolda ao peculato-desvio. ao dele se apossar. ■ Ação penal: A resposta prévia (art. 3. ao agente. se a confiança da vítima não foi em razão de ser ele funcionário competente. RT 727/597). e não os elementos tipificadores do art. TJMG. RTJ 119/1030. RT 552/436. Escrevente de Vara Cível. ■ Caução: A caução ou fiança prestada antes não afasta o crime de peculato (STF. HC 928. deve ser entendida em sentido amplo.92. o crime é de apropriação indébita e não de peculato (STF.79. 100/144. ■ Bem particular: E irrelevante serem particulares os bens apropriados ou desviados (STF. sendo necessário que a entrega resulte de mandamento legal. RT640/384). valor ou bem móvel (STF. 312 Código Penal 620 veiculando propaganda eleitoral subliminar. não aponta o seu montante.. Se a atribuição de receber não competia. Hipótese especial: não pratica peculato o funcionário público que deixa de recolher sua própria contribuição ao órgão de previdência do Estado (TJSP. Resta caracterizado o delito de peculato na conduta daquele que. JSTJ e TRF 90/407). RT788/631). RT490/293). não proibida por lei (TJSP. RT572/393). pela sua condição genérica de servidor público. TJRJ. de inveterada praxe. e furta objetos do interior de correspondências (TRF da 3 á R. art. p. ■ Em razão de ofício: Para a configuração do peculato.081. 11074.4. pratica apropriação indébita e não peculato.83. porém. JM 131/419).. RT517/298).97. p. Para a consumação basta a posse. DJU 24. 0 temporário desaparecimento de equipamentos médicos de hospital público. do CP. Com o ato da apropriação. não sendo exigível que o agente ou terceiro obtenha vantagem com a prática do delito (STJ. RTJ 153/245-6.2. JSTJ e TRF72/268. Comete peculato o policial que se apropria de valores de preso. mesmo sendo empregado de empresa de segurança. ■ Posse (caput): A posse. DJU 7. Policial que subtrai toca-fitas. a que se refere o texto legal. ou. DJU 17. Escrevente auxiliar de cartório pode ser sujeito ativo de peculato (STF.10. por lei. HC 74.96. p. DJU 11. 7959). ■ Concurso de pessoas: A qualidade de funcionário comunica-se ao particular que é participe do peculato (STF. 327. aceita emprestar sua conta bancária para compensar valor desviado de banco estadual (TJAP. in RBCCr 18/223. RT 523/476). bem como a posse indireta (STF. 1340. devido à falta de controle acerca da manipulação de tais materiais. p. não basta que a coisa tenha sido confiada em razão do ofício. RT528/396). RT 771/721).5. 5. ainda. mesmo não sendo funcionário público..2. Quando o desvio de verba se verifica em favor do próprio ente .351.558-1/RS. Basta a posse da coisa em razão do cargo. STJ. Vide. STJ. pratica furto simples e não peculato-furto. modo de execução nem a participação de cada um dos acusados (STJ. in RBCCr 15/410). Não. mesmo quando o funcionário tinha certeza de repor o dinheiro (TER. Ap.

■ Confronto com furto: O servidor público que subtrai armas que estavam sob a guarda da Administração. caracteriza bis in idem. do CP.79. nem mesmo o de uso. PJ 43/234). 67831. .86. O peculato de uso pressupõe que a coisa seja infungível.452. RT 535/339). sendo suficiente a violação do dever de fidelidade para com a Administração (TJRS. p.375. a aplicação de dinheiro público em proveito próprio ou de outrem.11. sobretudo. o funcionário que retarda ato de ofício para satisfazer interesse próprio. RT 776/667). ■ Dano material: Não há peculato sem dano patrimonial à administração (TFR. á comete peculato-furto que. p. mas prevaricação. e emite uma das cártulas mediante falsificação da assinatura da correntista (IRE da 4 Q R. 7526.94. RT 727/597).8.2. RT 520/353).77. II. a ofensa aos interesses da Administração (TJSP. declarações falsas para obtenção de ressarcimento de despesas médicas em nome próprio e de terceira pessoa. 2977. g. Se inseriu. DJU 18.10. RT513/357). TJSP. 5.10. Ap. por ser mais grave. pratica o crime de peculato. 5. RT 790/692). DJU 23. p. valendo-se de sua qualidade de funcionário.863. ■ Processo administrativo: Não descaracteriza o peculato doloso o fato de o Poder Legislativo ter inocentado o agente (TJPB. p. ■ "Peculato de uso": Constitui peculato.. Não configura o aproveitamento de material usado e imprestável. 19468. A falta de tomada de contas igualmente não impede o início da ação penal (TJPR. vantagem ilícita (TRF da 4 Q R. ■ Circunstância agravante (bis ín idem): A incidência da circunstância agravante de violação de dever funcional. funcionário de empresa pública. RT 784/739). DJU 5. A aprovação de contas não exclui o crime (STF. através de artifício fraudulento. Não pratica peculato. § 3 Q . absorve o estelionato (TRF da 1 R.801. ■ Compensação: O fim de compensação. p. DJU 29. DJU 16. não exclui o crime (TJSC.80.. pois a Administração Pública somente perde a disponibilidade de seus bens quando expressamente a consinta. em utilização diversa da prevista. Ap. do CP (TRF da 4 á R. ■ Princípio da insignificância: Não se admite a sua aplicação em face do pequeno valor apropriado. RT 759/754). RT 769/729. Ap.. RTFR 70/108. pois o peculato e a falsidade ideológica resultam de ações distintas e autônomas (TJSE. DJU 26. em tese. RT 537/302). 0 desvio de mão-de-obra pública não caracteriza o delito deste art. desclassifica-se para o art. DJU 28. RF260/340). RTJ 91/814). Ap. se esta constituiu meio para a prática do desfalque (TFR. Contra: O funcionário da Caixa Econômica Federal que subtrai guias de depósito e talões de cheques e. 312 público.. obtém para si.94. o que não é o caso do dinheiro (STF. embora com intenção de restituir (STF. e não o de furto (TJAC. RHC 3. Contra: há concurso formal (STF. TJAC. ■ Concurso de crimes: O peculato absorve a falsidade. TJSP. nem impede o Ministério Público de oferecer denúncia (STJ. em documento público de assistência patronal. há emprego irregular de verba e não peculato (TER.. mas.621 Código Penal Art.589. in RBCCr 6/234). RHC ■ Aprovação de contas: 55. pois tal delito fere o aspecto patrimonial e moral da Administração Q Pública (TRF da LP R. contendo talonário de cheques.5. 2916-7. 3. 3. RT756/608). p.78.9. TRF da 3 R. há concurso material. RT 499/426). Contra: a caracterização do peculato doloso não reclama lucro efetivo pelo agente. empregando meio fraudulento. in RBCCr 12/288). E inadmissível a compensação no crime de peculato. pp. RT 756/608). alegado pelo agente. PJ 42/196). 7794. uma vez que o que importa neste delito não é tanto a lesão patrimonial. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP. consegue proveito para si. ■ Confronto com peculato-furto eestelionato: Pratica o crime de peculato próprio. prevista no art. pois o peculato tem como elemento do próprio tipo o motivo da majoração (STJ. TJPR. RT 749/669. 171.061. ou a lei administrativamente o autorize. 5762). ■ Desclasificação para estelionato: E admissível a desclassificação para estelionato se o agente. 61. RT702/377). RT 505/305). com o consentimento do seu responsável por este (TJPR. 312 (TJSP. APn 218. RT 758/516. TJSP. RT784/589).. RT 771/722). o carteiro da EBCT que se apropria de encomenda sedex. e não o de peculato-furto ou estelionato.

TRF da 2 2 R.. RT 541/342. O peculato-desvio exige o dolo específico. com verba do seu gabinete. DJU 19.93. RT 499/426). 319) ou emprego irregular de verbas ou rendas públicas (art. mv — JSTJ e TRF83/465). 312 Código Penal 622 RJTJSP 140/261. de 10. Comete o delito de peculato culposo o funcionário de agência bancária.. TJRJ. nem prevaricação (art.4. 8641). equiparou ao peculato os crimes praticados em detrimento de associações sindicais (STF.. RT 520/521. p. ■ Prefeito municipal: Em termos de nomenclatura. A devolução não descaracteriza (TJSP. p.. ficando com os juros (TRF da 22 R. TRF da 5 4 R. e. Ap. Ap. Não se caracteriza se não comprovado que os valores pagos pela Prefeitura eram realmente indevidos. 604. p.86. 5013). imprudência ou imperícia. funcionário de agência bancária pertencente a empresa pública. que o acusado. 312). pertencente a empresa pública. ■ Peculato culposo (§ 2°): Pratica o funcionário público incumbido de fiscalizar o serviço. E só ilícito administrativo. RT 698/385). entretanto. mv— JSTJ e TRF83/465. Configura. JSTJ e TRF76/312). por ausência de dolo específico.497/DF. A restituição não influi na tipificação do peculato doloso. se depositava as quantias em sua conta bancária.088. 16 do CP (TJSP.450. RT 605/399). A restituição não descaracteriza o peculato doloso (TJSP. e não peculato. RT790/692). A reposição do dinheiro não extingue a punibilidade (STF. TRF da 1 2 R. agindo com negligência. no exercício do dever funcional de repressão ao descaminho. ■ Peculato-furto ou impróprio: Comete este crime o policial que. ressarce a entidade financeira da quantia que fora irregularmente sacada (TRF da 5 2 R.79. ou seja. RT785/654). homenagens e festividades (TJMG..98. o principal. tanto são peculatos os do art. RT 520/460). aplicava-as no open market e devolvia. mas influi na pena e permite a aplicação do art. 16275).9. o recolhimento das importâncias desviadas não configura o arrependimento eficaz do art. é necessário que o agente concorra para que outrem pratique o crime. RJTJSP 114/498.9. mv— RJTJSP 113/522. RTJ 84/1067. bem como o empréstimo de material (TJSP. mas pode influir na pena (STF. RT 759/757). leve uma outra pessoa a cometer o ilícito (TJPB. ainda que haja consumo de combustível (TJSP. p. entrega numerário correspondente ao valor do título subtraído e falsificado (TRF da 5 2 R. p. do Decreto-Lei n 9 201/67 (TJSP. Configura o crime a determinação de aquisição de bens ou realização de serviços sem o devido processo licitatório. ainda assim. Depois de consumado o peculato doloso.79. DJU 27.. in RBCCr 24/318). RT769/729. TFR. que falta ao seu dever. RT 760/757). se apropria de mercadorias estrangeiras irregularmente introduzidas no território nacional (TRF da 5 4 R. DJU 11. 15 (atual) do CP (TER. RJTJSP 140/261). 1 2 . RT632/280.524.69. sendo irrelevante a ausência de perdas materiais. o uso de veículos ou máquinas oficiais em serviços particulares. destinada a recepções. Para a configuração da modalidade culposa. DJU 22. p. 3. 76. TRF da 4 á R. Ap. em relação aos preços correntes e usuais (TJPR. RTJ 125/25).3.847. RT760/757).5. a conduta do administrador que desvia fundos disponíveis para aplicações a curto prazo a fim de salvaguardá-los da inflação desenfreada (STF. RT 506/326). PJ 43/234). 8948.Art. 5.. DJU 8. ■ Reparação no peculato culposo (§ 39: Extingue-se a punibilidade se o agente. ■ Aplicações financeiras: Não tipifica peculato (art. Ap. 5. in RBCCr 2/242). não se vislumbrando má-fé no caso de prefeito sem formação jurídica e sem assessoria técnica. propiciando que seu subordinado aumente o número de horas extras a que tem direito e se aproprie da diferença (TFR. . RT 633/266).10. I.. por negligência. mv— RJTJSP 141/448). ■ Associações sindicais: 0 Decreto-Lei n°925. que. DJU 6. posteriormente. RJTJRS 166/84). que dá à norma interpretação equivocada (TJRS. 312 do CP quanto a figura do art. RHC 56. RT 506/319).6.86. 2682. 315). ■ Reparação no peculato doloso: A extinção da punibilidade pela reparação do dano só é possível no peculato culposo (STJ. ainda que feita antes do procedimento disciplinar (STF. não confere assinaturas apostas em cheque nem segue as formalidades necessárias para desconto. Não pratica crime se adquire presentes para ofertar às secretárias do município. RHC 7. eis que o objeto material é a moralidade administrativa (TJSE.

recebeu por erro de outrem: Pena — reclusão. 109. Ap. função de direção ou função de assessoramento. 312. 312. ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargos em comissão. vide § 2° do art.81. 312. E desnecessária a perícia contábil para constatação do peculato. caput. RT 753/536). 313. será indispensável a realização de exame de corpo de delito direto. do CP). entendendo alguns que esta deve alcançar. p. ■ Confronto com o estelionato: Pratica o delito do art. RTJ 103/156). 171. 312: Se o recebimento do dinheiro apropriado não cabia ao agente. que praticou crime de peculato. O erro deve ser da vítima que faz a entrega e não pode ter sido causado pelo agente. p. RT 767/676). também. é necessário que a pena corporal aplicada seja superior a quatro anos (TJRO. se a prova existente é precária. DJU 6.8. 29 e 30).099/95). caput. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do art. não tenha sido induzido pelo agente (TER. Na maioria dos casos de peculato. para outros. ■ Competência: Tratando-se de crime de peculado praticado por ex-Secretário da Saúde estadual. A pessoa que se engana na entrega tanto pode ser particular como outro funcionário público. 312 (vide nota ao art. na impossibilidade deste.337. TJPR. RTFR 71/143). torna-se imprescindível a elaboração de laudo pericial (TJSP. caput (vide nota ao art. consistente no desvio de recursos orindos de convênios com o SUS. 312 para o art. em razão do cargo público que o agente exerce. 313. 312 do CP (TFR. as coisas móveis e de valor econômico. 4. 92 do CP. e multa. 5. § 3°. da CR/88 (STF. RF270/277. § 2 2 (art. 312. ■ Consumação: Quando o agente passa a dispor da coisa recebida. ■ Confronto com o art. DJU 27. Por erro de outrem. compreende qualquer coisa que represente vantagem. caput. 327 do CP. porém. condicional do processo: Cabe. PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM Art. IV. do CP). b. a tipificação é no art. de um a quatro anos. do CP). no exercício do cargo. nos termos do art.8. 89 da Lei n° 9. 8201). ■ Pena: Reclusão. No exercício do cargo. não é indispensável o exame de corpo de delito (TER. como se fosse sua. caput.585. de indireto (STF. RT 779/548). Pecu/ato mediante erro de outrem (peculato-este/ionato ou peculato impróprio) ■ Objeto jurídico. se não houver combinação com o ■ Suspensão art. isto é.623 Código Penal Arts. ■ Tipo objetivo: O núcleo é o mesmo apropriar-se da figura principal do peculato (vide nota ao art. obtém Figura qualificada Jurisprudência . 15169). que o funcionário se aproprie de objeto que recebeu: a. Ap. 313 e não no art. Vide. Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. ■ Tipo subjetivo: Igual ao da primeira modalidade do art. e multa. porém. e não o do art. Embora não haja necessidade de perícia para evidenciar a prática de peculato. 327. 312 e 313 ■ Exame pericial: Se o peculato deixou vestígios materiais. ou. 313 é necessário que o erro da vítima. ■ Perda da função pública: Para que seja decretada a perda de função de policial civil. ■ Objeto material: E dinheiro ou qualquer utilidade. E necessário. induzindo a erro caixa de agência bancária. RT638/318).87. apenas. 312. jurisprudência ao art. a competência é da Justiça Federal. de um a quatro anos. em entregar o valor. do CP. a funcionária pública que. se a apropriação fica comprovada por outro meio (STF. arts. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação (CP. ■ Ação penal: Igual á do art. Para que haja desclassificação do art. ■ Tentativa: Admite-se.

327 do CP. /nserção de dados fa/sos em sistema de informações ■ Alteração: Art. 29 e 30). ■ Vencimentos pagos a mais: No caso de vencimentos pagos a mais ao funcionário. chamado a dar conta. Nas condutas c e dexige-se o elemento normativo do tipo (indevidamente). de 14.00. incluir) dados falsos. a alteração e a exclusão devem ser juridicamente relevantes e ter potencialidade lesiva. ■ Pena: Reclusão. trata-se de crime próprio. Inserir ou facilitar. a inserção. ■ Tipo objetivo: São quatro as condutas incriminadas: a. a inserção de dados falsos. aquele administrativamente designado para a função. posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. 323.7.00 ( DOU 17. o particular que eventualmente vier a ser prejudicado. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 313-A. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público autorizado. modificar) indevidamente dados corretos.. Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. evidentemente àquele se refere. na prática será de difícil ocorrência. Todas essas condutas têm por objeto os sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública. de dois a doze anos.10. só se consuma quando este. I).7. ■ Consumação: A consumação se dá com a efetiva inserção ou facilitação de inserção (facilitação + inserção facilitada) de dados falsos ou. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe do crime (CP. arts. é o dolo específico. RT760/757). INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES Art. c. e multa. acrescido do especial fim de agir (obter vantagem indevida para si ou para outrem ou causar dano). Na doutrina tradicional (clássica). Por ser crime afiançável (CPP. e multa. excluir (eliminar) indevidamente dados corretos. mas apenas funcionário autorizado. será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP. Obviamente. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias. ou seja. 15.00). d. cai em mora e não os devolve (TJSP. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. 22 ). a facilitação de inserção. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais. inserir (introduzir. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 313-A acrescentado pela Lei n° 9. afastar dificuldades) a inserção de dados falsos. 514) ( CELSO . 513 e seguintes do CPP. com a real alteração ou exclusão indevida de dados corretos. ou seja. ainda. e não qualquer funcionário público. em segundo lugar. 313 e 313-A Código Penal 624 vantagem econômica ilícita com o desconto de cheque subtraído de entidade a que era vinculada (TRF da 5 R. de dois a doze anos. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena — reclusão..983. RT521/355).983/00 (art. alterar ( mudar. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. Não há modalidade culposa. especialmente a alteração de seu § 1-q feita pela Lei 11° 9. auxiliar. art. o particular pode ser co-autor ou partícipe. especialmente seus sistemas informatizados ou bancos de dados. facilitar (tornar fácil. vide nota no art. ■ Concurso de pessoas: Apesar de crime próprio. o funcionário autorizado. 29 e 30). ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público.Arts. em seus aspectos patrimonial e moral. art. b. O rito processual deverá ser o previsto nos arts. arts. consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas.

ainda que haja combinação com o art. 29 .10. haja ou não procedimento especial. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". ■ Sujeito passivo: O Estado. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal.00). os verbos acima referidos têm o mesmo significado (AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA. 327. 313-B. Em face do princípio da isonomia (art. Nova Fronteira). 327 do CP. p. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. sendo este espécie e aquele gênero ( Crimes contra a Previdência Social. secundariamente.02. MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇOES Art. Não há forma culposa. . consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas. Saraiva. 2 9 ). in RT 526/115). a partir da vigência da Lei n° 10. Evidentemente. o conceito de alterar é mais abrangente que o de modificar. 49). 313-B acrescentado pela Lei n° 9. Para a doutrina tradicional (clássica). As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. de 14. 313-B. o particular prejudicado. e multa.099/95). posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais vide o art. caput. evidentemente a ele se refere. especialmente seus sistemas de informações e programas de informática. especialmente a alteração de seu § 1 9 feita pela Lei n° 9. desde que não haja incidência do § 2 9 do art. Assim. o funcionário.00). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 2000. Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. RTJ 114/1052.259/01.7. modificar sistema de informações ou programa de informática. Embora a lei não deva usar palavras desnecessárias. 327. Exige-se.259. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena — detenção. a transação cabe no caput deste art. para a configuração deste art. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 0 sistema de informações ou programa de informática deverá ser da Administração Pública. representado pela pessoa jurídica de direito público. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de 12. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. 100 do CP.00 ( DOU 17. não se exige que seja funcionário autorizado. 313-B que a modificação ou a alteração seja feita sem autorização ou solicitação de autoridade competente (elemento normativo do tipo).625 Código Penal Arts. isto é. da CR/88) e da analogia in bonam partem.983/00 (art. Para ANTONIO LOPES MONTEIRO. Parágrafo único. Neste sentido: STF. com pena máxima até dois anos. Modificação oua/teração não autorizada de sistema de informações ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ■ Transação: De acordo como art. é o dolo genérico. entretanto. ainda. a modificação ou alteração deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade lesiva. ■ Alteração: Art. 5 9 . b. alterar sistema de informações ou programa de informática. Modificar ou alterar.983. Ao contrário do art. 313-A e B DELMANTO. em vigor a partir de 12. ■ Tipo objetivo: São duas as condutas incriminadas: a. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. de três meses a dois anos. 89 da Lei n° 9. administrativamente designado para a função.7.7. § 2 9 . da Lei n° 10. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias (15. parágrafo único.1. entendemos que. 313-A.01. do CP (art.

da Lei n° . art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. fo único) EXTRAVIO. ■ Consumação: Com o efetivo extravio ou inutilização (ainda que parcial). ■ Confronto: Quanto à violação de direitos de autor de programa de computador. ■ Tentativa: Admite-se. Na escola tradicional é o "dolo genérico". art.Arts. sonegá-lo ou inutilizá-lo. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. desencaminhar. Contudo. e multa. isto é. recebido pelo agente na qualidade de advogado ou procurador. ■ Tipo objetivo: Três são os núcleos alternativamente previstos no art. sonegação ou inutilização acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. 313-B e 314 Código Penal 626 ■ Consumação: A consumação se dá com com a efetiva modificação ou alteração de sistema de informações ou programa de informática.609/98. 322. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe. Não há forma culposa. art. lançamentos. 356 do CP. I. 298 do CP). Se o extravio. salvo na hipótese de sonegação. na prática será de difícil ocorrência. sem dependência de outros resultados. de um a quatro anos. 314: a. total ou parcialmente. Causa especial ■ Noção: Seda modificação ou alteração resulta dano (no sentido naturalístico) para de aumento de a Administração Pública ou para o administrado (o particular). Por se tratar de crime afiançável (CPP. 327. o particular pode ser co-autor ou partícipe. sonegar ou inutilizar. 12 e parágrafos da Lei n 2 9. arts. Seja li vro oficial ou documento. Extravio.. se não houver combinação com o art. autarquia. consuma-se quando há a exigência legal para apresentar. ou seja. empresa pública. vide art. 89 da Lei n° 9. sonegar(não apresentar. Na modalidade de sonegar. inclusive em prejuízo de entidade de direito público. art. art. que pode ser público ou particular (vide conceito de documento na nota ao art. arts. inutilizar (tornar imprestável ou inútil). art. 3 2. de três meses a dois anos. que a guarda seja dever do seu cargo. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. O objeto material é: a. c. 337 do CP. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. O rito processual deverá ser o previsto nos arts. ■ Confronto: Se há especial fim de agir. 305 do CP. é imprescindível que o agente tenha a guarda em razão do cargo. sonegação ou /nuti/ização de livro oficia/ ou documento ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Extraviar livro oficial ou qualquer documento. fazer perder). registros etc. 314. 29 e 30). extraviar (desviar. ocultar fraudulentamente). 514). 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). SONEGAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE LIVRO OU DOCUMENTO Art. Se o agente não tiver a guarda ou não for funcionário. que deve ser livro criado por lei e usado em escriturações. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. de que tem a guarda em razão de cargo. 29 e 30). a vontade livre e consciente de extraviar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. caput). será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP. b. livro oficial. § 2 2 (art. Se a sonegação é de papel ou objeto de valor probatório.de um terço até a metade.099/95). 513 e seguintes do CPP. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. ou qualquer documento. b. total ou parcialmente: Pena — reclusão. se o fato não constitui crime mais grave. ■ Pena: Detenção. a pena é aumentada pena (parágra.

para sua caracterização não importa a ocorrência ou não do prejuízo. efetivo ou potencial. arts. que são os valores. EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS Art. que são as somas de dinheiro reservadas ao pagamento de determinadas despesas. ■ Subsidiariedade: O crime do art. 314 do CP só é punível a título de dolo. A sonegação de documento exige prova segura do dolo (TJSP.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária.099/95). 315. de modo que é inadmissível ampliar o significado da expressão para alcançar decretos ou outros provimentos administrativos. ■ Transação: Cabe. 327 e §§ 1° e 2° do CP) com poder de disposição de verbas ou rendas. Rendas públicas. ■ Dolo: É necessário o dolo genérico. o particular pode ser co-autor ou participe. entendemos ser necessária. b. 327. vide § 2° do art. sendo vedada a interpretação extensiva. do CP (art. ■ Guarda: A guarda irregular de documento na casa do funcionário. função de direção ou de assessoramento. RTJ 114/1052). do CP (art. ■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é: a. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. em dinheiro. ■ Concurso de crimes: Não há se a sonegação de livro foi praticada apenas para acobertar o peculato cometido pelo mesmo agente (TJSP. não bastando a culpa funcional do serventuário pelo extravio do livro. para configurar o crime do art. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". pois o dano. do CPP. esta deve ser entendida em seu sentido restrito. Pleno. 76 da Lei n2 9. 514 ao CPP (Caso DELMANTO. 89 da Lei n° 9. Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena — detenção de um a três meses. não de culpa (TJRS.627 Código Penal Arts. ■ Objeto jurídico: A regularidade da Administração Pública. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. 314 (TJSP. mesmo que haja combinação com o art. ■ Pena: Reclusão. 315 a lei. não configura o crime do art. O art. 29 e 30). 314 e 315 8. 314 (TJSP. 314 é expressamente subsidiário. Econômica e contra as Relações de Consumo). RT 612/316). Contudo.099/95). Em vista da atual redação do art. em tese. in RF 266/115 e RT 526/115. 327 do CP. de modo que ficam excluídos decretos . jurisprudência: STF. Referindo-se o art. RT 575/347). de um a quatro anos. não é elemento do tipo (TJSP. assinala HELENO FRAGOSO. RJTJSP 105/433). RT492/315). 327. § 2°. RT458/411). RT556/297). desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. RT 639/277). Verbas. ■ Inutilização: Comete o crime quem inutiliza folha contendo cota do Ministério Público em autos judiciais. é "pressuposto do fato que exista lei regulamentando a aplicação dos dinheiros". ■ Ação penal: Pública incondicionada. § 2°. I. A conduta que se incrimina é a de dar aplicação diversa da estabelecida em lei às verbas ou rendas públicas. Emprego irreguiar de verbas ou rendas públicas ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ainda que combinado com o art. A respeito. ■ Relevância: Não se equiparam a livro oficial ou documento as fichas ou cópias não assinadas que estavam na repartição pública (TJSP. 323. a apresentação da defesa preliminar do art. por si só. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. recebidos pelo erário. ou multa.

1° da Lei n° 6. ■ Estabelecida em lei: Se o orçamento fora aprovado por decreto do próprio Poder Executivo. ■ Tentativa: Admite-se. ou multa. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. de dois a doze anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. RT617/396). caracterizando ilícito penal o desvio para fim diverso (TJRJ. que a lei não autoriza: Pena — reclusão. que deu nova redação ao art.81. com essa alteração. é prefeito municipal. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". § 2 2. ■ Competência: O processo pelo emprego irregular de verba federal. DJU 5. art.78. Ill. 514).8. Econômica e contra as Relações de Consumo). EXCESSO DE EXAÇÃO § 1 2 . ■ Tipo subjetivo: E o dolo. direta ou indiretamente. 1°. § 2°. v. DJU 6. 327. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. art. art. ■ Pena: E alternativa: detenção. 1087). 315 do CP não foi revogado pelo art. ■ Confronto: Se o agente é Presidente da República. 1965. Igualmente. CONCUSSÃO Art. de três a oito anos.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. e não por lei. HC 4. p. Exigir. Se o agente .320/64 (STF. quando devido. que consiste na vontade livre e consciente de dar aplicação diferente. em proveito próprio ou de outrem. auxílios ou recursos de qualquer natureza deve fazer-se com estreita observância de sua destinação específica. 7380). 11 da Lei n° 1. falta o requisito que o art. Se o funcionário desvia. função de direção ou de assessoramento. é este que foi afetado (TFR. Observe-se que. 316. o mínimo da pena .991. ■ Prefeito municipal: O ernprego de subvenções. doada a Estado com finalidade específica. do Decreto-Lei n° 201/67. 2978). para si ou para outrem. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. 315 exige (STF. ou. 59 da Lei n° 4. Figura qua/ificada Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. e multa. Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. ■ Consumação: Com a efetiva aplicação das verbas ou rendas. e multa. mas em razão dela.079/50. pois. o mínimo da pena cominada ao excesso de exação (§ 1 2 ) passou a ser superior ao mínimo da pena da concussão (caput). IV.942. RHC 55. Concussão (caput) ■ Alteração: § 1 9 com redação dada pela Lei n° 8. já tendo a verba sido entregue pela União ao Estado. E desnecessário que a conduta seja patrimonialmente danosa à Administração Pública. de dois a oito anos.5. mv— RT699/344).Arts. e multa. art. compete à Justiça Comum e não à Federal. vantagem indevida: Pena — reclusão. vide CP. p. Não há punição a título de culpa. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena — reclusão. 315 e 316 Código Penal 628 ou atos administrativos (Lições de Direito Penal — Parte Especial. de um a três meses.397/76. p. enquanto o máximo da primeira ficou igual ao máximo da segunda. ■ Vigência: O art.

327 e §§ 1° e do CP). a vantagem ilícita. 514 do CPP. a entidade de direito público e a pessoa que sofre a concussão. receber a vantagem anteriormente exigida. 17 do CP. embora ela Mossa ser imaginada por nós. naqueles casos em que a exigência não seja verbal. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. a figura qualificada do excesso de exação são delitos mais graves do que o excesso de exação simples (§ 1°) (a respeito. depois. ■ Pena: Reclusão. ou cobrá-los parcialmente". Assim. AASP. RT601/409). obviamente. 1. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. o crime será outro. v. Caso a Administração Pública seja a beneficiada. impor. Entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. A exigência pode ser explícita ou implícita. vide ROBERTO DELMANTO. demanda) tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. 362). ■ Tipo subjetivo: O dolo.modalidade: pune-se a conduta do funcionário que exige (reclama. ■ Consumação: Com a efetiva exigência. 29 e 30). "A pressa em punir e os atropelos do legislador". Note-se que a ação incriminada na concussão é exigir e não receber. ■ Tipo objetivo: O núcleo previsto é exigir. E pode ser feita de forma direta (pelo próprio agente) ou indireta (por meio de interposta pessoa). Trata-se de uma incongruência do legislador. 316 imposta ao excesso de exação (§ 1°) passou a ser superior ao mínimo da pena do excesso de exação qualificado (§ 2Q ). e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "para si ou para outrem". A vantagem deve beneficiar o próprio agente ou terceira pessoa (vide Tipo subjetivo). in RF 266/115 e RT 526/479. A exigência deve ser para si (para o agente) ou para outrem (terceira pessoa). ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. Econômica e contra as Relações de Consumo). considerando-se. II. p. como tal. de dois a oito anos. desde que cometa o crime em razão da função. ■ Sujeito ativo: Igual ao do caput. pois tanto a concussão( caput) quanto. o agente não pode ser preso em flagrante quando vai. Excesso de exação (§ 1°J ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. e multa. out. são indevidos . Contudo.629 Código Penal Art. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. independentemente do recebimento da vantagem (crime formal). in Revista do Advogado. ordenar. ■ Sujeito passivo: O Estado. jurisprudência: STF. E indispensável que o funcionário faça a exigência em razão dela (função pública). Não há modalidade culposa. a exigência consuma o crime e o recebimento da vantagem exigida é mero exaurimento. a entidade de direito público e o particular prejudicado. ■ Tentativa: HUNGRIA entende ser inadmissível ( Comentários ao Código Penal. Portanto. imediata ou futura. que consiste na vontade livre e consciente de exigir vantagem que sabe ser indevida. O que o agente exige é vantagem indevida. 316). que tem o sentido de reclamar. Como assinala MAGALHÃES NORONHA. demandar. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. 1959. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. ■ Sujeito passivo: O Estado. vide art.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". IX. de natureza econômica ou patrimonial. 35/91. Na doutrina tradicional é o "dolo específico"./91). de excesso de exação (§ 1 ° deste art. o particular pode ser co-autor ou participe. ■ Tipo objetivo: O excesso de exação é previsto sob duas modalidades distintas: exigência indevida e cobrança vexatória. ■ Ação penal: Pública incondicionada. da Lei n° 8. arts. 3°. ■ Confronto: Se a concussão é praticada "para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social. sempre que a infração preencher os requisitos da fiança (Caso DELMANTO.

em face do princípio da reserva legal. meio vexatório (humilhante. Na segunda modalidade. ou porque não os deve o contribuinte. função de direção ou assessoramento. não obstante ser devido pelo contribuinte o tributo ou contribuição social. sem dependência do recebimento. 15341. o recebimento posterior é mero exaurimento da infração (STF. ■ Consumação: O crime de concussão é de mera conduta. em Figura qua//ricada especial Jurisprudência da concussão . e multa. senão poderá caracterizar peculato (CP. 3. ■ Tentativa: Admite-se. RT 560/374. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do § 1 2. com a efetiva exigência. p. não se podendo. 327 do CP. 312). E crime formal. DJU 12. DJU6. embora devido (o tributo ou contribuição social). O desvio precisa ser antes do recolhimento ao tesouro público. portanto. Na segunda parte é apenas o dolo direto. em vez de recolher aos cofres públicos o tributo ou contribuição social que recebeu indevidamente do contribuinte. RJTJSP111/508. Na doutrina tradicional é o "dolo específico" . 18 do CP. RTJ71/651. TJPR. art. que a lei não autoriza. ■ Pena: Reclusão. o desvia. RT728/623. HC 6. e multa. 483/287). não podendo haver prisão em flagrante dias depois. sob o título Punição por culpa — parágrafo único). serve-se). ■ Confronto: Se o funcionário desvia. RT 519/407). o que recebeu indevidamente. 4150. alargar a figura do § 1°. ■ Tipo objetivo: Pune-se a conduta do funcionário que. em proveito próprio ou de terceiro.80. TJSP. IV. § 2 2 deste art. p. v.9. TJMG. diligência aparatosa. tão-só. Não há forma culposa. RT487/271. após praticar a primeira modalidade do delito de excesso de exação (exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido). que causa vergonha) ou gravoso (que acarreta maiores despesas para o contribuinte). 241).6. lança mão. ao crime de excesso de exação previsto no § 1 2 (1 2 parte). Como exemplos de meios vexatórios. ■ Consumação: Na primeira modalidade.Art. RT725/546. 1995. 22 modalidade: incrimina-se o comportamento do funcionário que. E crime formal.726. Figura qua//l/cada (§2Q ) ■ Alcance: Este § 22 diz respeito. Não há modalidade culposa. ■ Pena: Reclusão. podem ser lembrados: cobrança realizada de modo a humilhar o contribuinte. que consiste na vontade livre e consciente de exigir tributo ou contribuição social que sabe (dolo direto) ou deveria saber (dolo eventual) indevido (vide nota ao art. Observe-se que a lei só se refere a "tributo ou contribuição social". ■ Tipo subjetivo: Na primeira parte do § 1° é o dolo. vide nosso comentário ao § 2 2 do art.. consumando-se com a exigência do agente. que a lei não autoriza. ■ Consumação: Com o efetivo desvio. TRF da 3 2 R. ■ Ação penal: Pública incondicionada. alarde ou publicidade desnecessária etc. ■ Objeto jurídico. ■ Aplicação: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. 316 Código Penal 630 "porque não são determinados por lei. Ap. db três a oito anos. Na escola tradicional é o "dolo genérico". e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "em proveito próprio ou de outrem". ■ Tipo subjetivo: O dolo. consumando-se com a só exigência (TJMG. com o emprego do meio não autorizado. o agente emprega (faz uso. p. ou porque excedem ao quantum legal" ( Direito Penal. ■ Ação penal: Igual à do caput. RT735/721). quando o agente vai receber o que exigira antes (TFR. que consiste na vontade livre e consciente de desviar a importância indevidamente recebida. TJSP. na cobrança. de dois a doze anos.319. O desvio (descaminho) deve ser em proveito próprio ou de outrem (vide Tipo subjetivo). 316 (figura qualificada). emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. ofensas morais ou físicas. ■ Tentativa: Admite-se. Aqui. TFR.85.

8738-9. a uma exigência implícita na conduta do funcionário público (STF. Ap. ■ Desclassificação: Se não houve exigência de vantagem.93. ■ Concussão e prevaricação: Há concurso formal se o policial exige vantagem indevida para ignorar prática contravencional. não se configura o crime previsto neste art. ■ Policial militar: Pratica concussão se exige para si vantagem indevida para "aliviar a barra" do larápio que conduziu à delegacia (TJDF. Para a concussão não importa examinar se havia ou não contravenção.12. 736/618). e não corrupção passiva. corrupção passiva (TJSP. RT783/775). mas por entender tratar-se de quantia devida e necessária para a expedição do documento (TJMG. DJU 5. RTJ93/1023). 61013). TJSP. sem imposição..94. já que a vítima cede mediante constrangimento moral invencível (TJSP. 0 crime de concussão é crime funcional. p. e não concussão. e não o de corrupção passiva. ■ Concussão e corrupção ativa: Pelas mesmas ações são incompossiveis os crimes de corrupção ativa praticados pelo particular e de concussão cometidos pela autoridade pública (STF. para a realização de cirurgia imprescindível em paciente segurado pela Previdência.858. devendo sempre existir prova da exigência. RT750/595).647. em razão de sua função de fiscal de rendas. o médico credenciado ao INSS que solicita importância em dinheiro.10. ■ Hospital ou laboratório: Incide no crime de concussão o responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. para a prevaricação é pressuposto haver a contravenção (STF.3. posto que o crime do art. se não houve exigência de importância superior à devida. Ap. p. 317) e não concussão (TJSP. por fora. o médico credenciado ao INSS que. DJU25. sendo comunicável tal circunstância elementar do delito ao co-autor que não ostente esta condição (TJSP. exige dinheiro para não lavrar o auto de infração e imposição de multa. art. 3/92. TJPR. art. II. mv— DJU9.8. sem que a vítima tenha cedido à exigência exclusivamente por temor. p. Há concussão. 3 2 . RT 653/395). RT628/343). RJTJSP 173/313).94. TRF da 3 R. Desclassifica-se para o delito de prevaricação (CP. ■ Concussão e corrupção passiva: Comete o crime de concussão. a oferta da vantagem indevida corresponde. ■ Confronto com Crime contra a Ordem Tributária: 0 funcionário público que.97. da Lei n 2 8. A "insinuação sutil. DJU 1. e não o crime de concussão (TJSP.. pp. 319). ou seja. mas o efetivo recebimento da vantagem "pode ser considerado na medida da pena" (TJSP. cometido por funcionário público.. mas. 74. comete o delito do art. Comete corrupção passiva o funcionário público que apenas solicita valor indevido para a expedição de cédula de identidade. 316 do CP nada mais é do que uma espécie de extorsão (TJSP. mas retardamento na prática do ato quando não atendida a pretensão (TJSP. para realizar operação em beneficiária da autarquia (TRF da 4 a R. RT 765/535). Pratica concussão.137/90. nas circunstâncias do fato. embora formalmente partida do particular. RT 585/311). ameaçou-a de criar entraves à percepção do benefício (TRF da 4 á R. APn 29. Se não há "exigência". 704/329. exige pagamento de importância que não lhe é devida. ante a recusa de pensionista em ceder à exigência de pagamento para dar tramitação a processo administrativo. Pleno. 316. RT 388/200. ■ Concurso de pessoas: Particular pode ser participe de concussão (STJ. RT774/646).631 Código Penal Art. RT 755/605). o servidor do INSS que. 698/342. in RBCCr6/232).. mas "solicitação". caput (TJSP. RT 752/726). 30264). mas só o seu recebimento. conveniado com a Previdência Social. RT779/548). RT525/324). é corrupção passiva (CP. RT 685/307). 316 razão da função pública (TJPR. ■ Prova da exigência: Para a caracterização do crime de concussão é indispensável que o funcionário público exija vantagem indevida. a sugestão. quando muito. PJ46/176. que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4a R. RHC 5. a proposta maliciosa" não configuram concussão. e não corrupução passiva se. in RBCCr 21/306. RT 792/611).779/SP. Pratica corrupção ativa. . 62812-3.

do pagamento do ICMS para efetuar o desembaraço de mercadorias importadas.00.. IBCCr91 /456. 316. RT633/327). ■ Competência: Tratando-se de agentes federais. Pleno. . ■ Serventuários da justiça: Há acórdãos admitindo que o art.. mv — DJU 9.920-5/SC. 316 do CP não se aplica aos serventuários deste (TJSP. conveniado com a Previdência Social. ou só é cabível em caso de reincidência. 87195. 316 e 317 Código Penal 632 ■ Médico: E atípica a conduta do médico que faz acordo com paciente no sentido de serem ressarcidas as despesas de uso de aparelho em cirurgia feita em hospital público (TRF da 4 2 R. § 1 2 . Solicitar ou receber. residente na zona rural.. RT 535/259). como tipo subjetivo. da Corregedoria de Justiça (TJMG. p. ■ Erro: Não há crime se o agente supõe. ■ Serventuários extrajudiciais: Se o oficial ou escrivão faz a cobrança de emolumentos de acordo com a tabela expedida por sindicato dos notários e registradores. ■ Desembaraço aduaneiro: Não caracteriza excesso de exação a exigência. DJU 14.Arts. equipara-se a pura cobrança (TACrSP.3. poiso art. RT758/486). RT 775/697).763. por força de delegação legal.. contra pacientes internados na referida instituição.. é tão-somente falta funcional (TJMG. 30917). DJU 13.04.96. não se aplica a eles. in RBCCr 6/232). direta ou indiretamente. o dolo (TRF da 2 2 R. RT 505/348). APn 29.6. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento do crime de concussão ou de corrupção passiva que tem como sujeito passivo secundário indivíduo condenado pela Justiça Federal.13. que.6. por força do art. ■ Serventuários extrajudiciais: E atípica a cobrança excessiva de custas e emolumentos por escrivão de cartório extrajudicial.. que a exigência é legítima (TJSP. RT761/565. DJU26. 18 do Decreto-Lei n° 115/67 (STF. 8738-9. por falta de dolo. 317. consistente na cobrança indevida de taxas extras pela prestação de serviços médico-hospitalares (STJ. HC 492. RTJ 94/31. RJTJSP 85/367). 30917). in Bo1. até que o juiz da comarca baixe norma determinando deva ser seguida a tabela oficial.00. 95. RT 775/674). de 12 de novembro de 2003 (vide Anexo XI). por erro. que agiram em nome do Poder Público. não obstante se trate de matéria sumulada pelo STF (TRF da 2 2 R.. a título de reembolso do táxi. TJSP. HC 492. que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4 2.94. ■ Pena-base: Não se justifica o aumento da pena base em razão do crime ter sido cometido em detrimento de instituto público. j. p.11.137/90) CORRUPÇÃO PASSIVA Art. 4. no caso de responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. Jurisprudência do excesso de exação (anterioràatua/redação dada pe/aLein 4 8. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 3 2 R. RJTJSP 111/549). no crime de excesso de exação. DJU 14. pela autoridade administrativa.019017-0/RS. TJRS.94. pp. ■ Falta funcional: Simples pedido de oficial de justiça ao citando. p. apoiada em decreto estadual.04.4. HC 2000. 317 foi alterada pela Lei n° 10. RT775/712. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento de crime de concussão praticado por médico de hospital conveniado ao SUS. houve lesão a interesse da União. 50. visto que a gravidade do crime com relação ao bem jurídico afetado é inerente ao próprio tipo penal (TRF da 2 2 R. ainda que fora da função ou antes * A pena prevista para o crime deste art. contra: TRF da 4 2 R. JM 131/456). RT735/721). Jurisprudência do excesso de exação ■ Tipos objetivo e subjetivo: O excesso de exação tem como tipo objetivo a exigência de tributo ou contribuição e.R.94. ■ Exigência: A exigência. Igualmente. cumpre pena em estabelecimento penitenciário estadual (STF. Ap.01. p. para si ou para outrem. não há concussão. valendo-se da função que exerciam.858.4. in RBCCr 17/358).

como infração separada e independente. A respeito. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena — detenção. ainda que combinado com o § 22 do art. Direito Penal. 317 de assumi-la. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. como dinheiro ou qualquer utilidade material ( HuNGRIA.7. Lições de Direito Para fatos posteriores a 12. .633 Código Penal Art. entendendo-se ser apenas a vantagem patrimonial. em vigor a partir de 12. a solicitação. divide-se a doutrina.5 22 . vantagem indevida. IV. v. p. ■ Sujeito passivo: O Estado.01. se não houver incidência do art. 100 do CP. 5 2 . mas em razão dela. 250). 89 da Lei n° 9. Assim. ■ Transação: De acordo como art. com infração de dever funcional. 29 e 30). ainda que fora da função ou antes de assumi-la. como ressalva a doutrina. receber (aceitar. porém. ainda que haja incidência do art.1. 1965. § 1 2. é bem de ver. 1959. de ato contrário à lei). solic/tar(pedir). recebimento ou aceitação de promessa. deve ser para si (para o próprio agente) ou para outrem (vide Tipo subjetivo). Lições de Direito Penal — Parte Especial. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Contudo. do CP. com pena máxima até dois anos. concordar com a proposta). Comentários ao Código Penal.11. IV. haja ou não procedimento especial. 1103. recebimento ou aceitação deve ser para a prática ou omissão de ato inerente à sua função. arts. a partir da vigência da Lei n° 10. v. em conseqüência da vantagem ou promessa. 1959. Comentários ao Código Penal. Se o funcionário pratica. b. E imprescindível. 370. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de três meses a um ano. § 22 . § 22 . cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. ou multa. não podem ser consideradas material de corrupção" ( HUNGRIA. p. denominada corrupção própria). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. 327. de um a oito anos. 317 passou para reclusão. 2°. A solicitação tanto pode ser feita expressamente como disfarçada ou veladamente. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). 327. Em face do princípio da isonomia (art. aceitar promessa (anuir. e multa (vide Anexo XI). Corrupção passiva (caput) ■ Remissão: A corrupção ativa é prevista. 370) ou qualquer espécie de benefício ou de satisfação de desejo (H. 327. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. parágrafo único.2003. e multa. sempre. v. desde que pratique o crime em razão da função pública. no art.099/95). IX. "as gratificações usuais. MAGALHÃES NORONHA. A pena é aumentada de um terço se. não mais caberá a suspensão. caput. o particular pode ser co-autor ou partícipe. que seja em razão dela (função pública do agente). entrar na posse). ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena — reclusão. ■ Tipo objetivo: São três as ações previstas: a. Assim. 0 que se pune é o tráfico da função pública. IX. a entidade de direito público e a pessoa prejudicada. Indevida é a vantagem que a lei não autoriza. E pode ser solicitada direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente ( mediante interposição de outra pessoa). c. p. por serviços extraordinários (não se tratando. § 2 2 . já que a pena do caput do art. entendemos que. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. de pequena monta. 1995. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. da CR/88) e da analogia in bonam partem. de 12.259/01. a transação cabe no § deste art. do CP (art. 333 do CP. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. FRAGOSO. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Todavia. O objeto material é a vantagem indevida. p. especialmente a sua moralidade. que a contraprestação visada seja ato legal e regular (será a chamada corrupção imprópria) ou não (neste caso. FRAGOSO. no mesmo sentido: H. da Lei n° 10. v. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. cabe no . A solicitação.02.259. 317. E indiferente.

de três meses a um ano. 1979. 1995. c. por indulgência. recebimento ou aceitação. retarda (atrasa) ato de oficio. RJTJSP99/428). há a prática. pouco importa que o agente não tenha assumido função pública ou que não tenha recebido qualquer forma de pagamento. ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. 333 do CP (corrupção ativa). ■ Tentativa: E discutível a sua admissibilidade. O agente transige em seu dever não por visar a uma vantagem direta. vide art. RTJ 114/1052). vide nota acima. art. ou multa. por outra pessoa. ■ Confronto: Se. ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. Na modalidade de solicitar. v. p. 1965. sob igual título. 514). em conseqüência da vantagem ou promessa (vide nota ao caput). v. FRAGOSO. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. ou pratica infringindo dever funcional (pratica ato que viola dever de sua função). ■ Pena: Reclusão. jurisprudência: STF. Manual de Direito Penal. art. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. Entendemos que se faz necessária. a apresentação da defesa preliminar (CPP. do CPP ( CELSO DELMANTO. a quem lhe interessa agradar ou adular. 1995. ■ Ação penal: Pública incondicionada. função de direção ou assessoramento. DAMÁSIO DE JESUS. Jurisprudência Criminal. há exigëncia do agente. efetivamente. IV. I. Direito Penal. v. p. IV. FRAGOSO. o funcionário pratica. 317 Código Penal 634 Penal — Parte Especial. p. ■ Confronto: Se transige. ■ Tipo subjetivo: O dolo. I. 135. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Direito Penal. já que se trata de crime formal de mera conduta (TJSP. mas o faz cedendo a pedido ou influência de outrem. A doutrina tradicional divide-se. efetivamente: a. Ocorre quando o funcionário. b. Direito Penal. 317 se a execução dos atos não era inerente à função e ofício do funcionário (TJSP. o princípio da insignificância ou da bagatela". ■ Ação penal: Pública incondicionada. e o elemento subjetivo do tipo implícito na expressão "para si ou para outrem". 333). p. em tese. p. p. ■ O recebimento é infração bilateral: Na modalidade de recebero crime é bilateral. n 2 114). assumi-la (TJSP. com infração de dever funcional (vide nota ao § 1 2). na hipótese. IV. quando os corruptores ativos foram absolvidos (H. Ill. 316. 514). Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. 1105. indicando o "dolo específico" ( MAGALHÃES NORONHA. RT791/589). art. . a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. deixa de praticar ofício. do CP (concussão). 327 do CP. Comentários ao Código Penal. 251) ou "genérico" (H. deixa de praticar qualquer ato de ofício (omite). 1106. em razão da atual redação do art. ■ Consumação: Com a efetiva solicitação. ou retarda ato de ■ Noção: Nesta figura. e Júuo F. do crime de corrupção ativa (CP. 1965. em vez de solicitação. 1996. art. mas em razão de pedido ou influência de terceira pessoa. MIRABETE. IX. v. ■ Em razão da função: Não se tipifica o crime deste art. HUNGRIA. deve ficar demonstrado que o acusado iria. in RF 266/115 e RT 526/479. 323. vide CP. 320. 251. 1959. ■ Ação penal: Igual à do caput. p. para quem "aplica-se. 314). 1995.Art. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". de um a oito anos. v. e multa. MAGALHÃES NORONHA. v. 371). sob o título Sujeito ativo. Figura privi/egiada (§ 2°) Figura qua/ificada especial Jurisprudência . 17 do CP. em responsabilizar subordinado. v. Embora o crime possa ser praticado antes mesmo de o agente assumir função pública. IV. ■ Pena: E alternativa: detenção. mas em razão dela. de forma que não é possível a condenação dos passivos. v. mv — RT 774/570). Figura qualificada (§ 1°) ■ Noção: É a chamada corrupção própria exaurida. Nas formas de receber e aceitar. ou seja. ca put. 0 corruptor incide no art. Não há forma culposa. ■ Concurso de pessoas: Quanto à co-autoria ou participação de particulares. IV.

TJSP.12. RJTJSP 160/306). . a prática de contrabando ou descaminho (art. omite-se. p. DJU 14. mas mera solicitação de propina. RT 702/337). com infração de dever funcional.79. ■ Corrupção passiva e contrabando: Policiais que. ciente da conduta delituosa perpetrada por sua concubina e subordinada. RT 736/618). em razão de suas funções (TJSP. p. j. RT774/646). não se tipifica se a vantagem desejada pelo agente não é da atribuição e competência do funcionário (TJSP.10. ■ Em proveito da administração: Não configura o art. 320 do CP (TFR. 10363). 334): Pena — reclusão. p. ■ Pedido de reembolso: Não configura crime a solicitação de importância pequena.. RT 538/324. Pleno. RCr 901. j. ■ Consumação: Na forma de solicitar é crime de mera conduta e seu momento consumativo se dá com a simples solicitação da vantagem indevida (STJ. Facilitar. de três a oito anos. RT 686/319). ■ Vantagem impossível: Embora o crime seja de natureza formal. pois. DJU 27. TRF da 4 2 R. efetivamente. in Bol IBCCr 99/516. 318. 526/356.82. 11. 761/592).95. mv. RT 536/306). mas sim corrupção passiva (TRF da 2 2 R. ■ Figura privilegiada do § 22 : Para a sua configuração. como delegado de polícia e responsável pelo serviço de identificação civil. configurador de transação ou comércio com o cargo então por ele exercido (STF.. sendo a eventual falsidade do laudo mero exaurimento e configurando causa especial de aumento de pena do § 1 2 (TJSP. 317 se a importância não foi recebida para si ou para outrem. RT 761/592). nesta última hipótese.7. ainda que o corruptor ativo não seja condenado (TJSP. mv. sem dele participar diretamente. o agente funcionário deve ceder a pedido ou influência de outrem. RT 389/93. RT 527/406). RT718/372). ■ Gratificação: Excluem-se da incriminação de corrupção pequenas doações ocasionais recebidas pelo funcionário. e multa. JSTJ e TRF6/354). ■ Corrupção passiva e falsa perícia: A simples solicitação de vantagem indevida formulada por perito caracteriza o delito de corrupção passiva. sendo irrelevante a concordância da pessoa a quem dirigida a solicitação ou a entrega concreta e material daquilo que foi solicitado (TJSP. recebem vantagem ilícita para fazer segurança de contrabando. 5574). caso Collor). 317 e 318 ■ Concurso de pessoas: Caracteriza-se a participação no comportamento omissivo penalmente relevante do réu que. RJTJSP 104/426. empresta ares de legalidade à cobrança indevida de valores para expedição de cédula de identidade civil (TJMG. DJU 7.. sob pena de trancamento da ação penal por falta de justa causa (TRF da 1 2 R.635 Código Penal Arts. mesmo fora do horário de serviço. para reembolso das despesas feitas com combustível na realização de diligência (TJSP. infringindo o dever funcional (TFR. ■ Vendas de carteira de motorista: Vendida por funcionário público é corrupção própria (§ 1 2 ) e não estelionato. e não por indulgência. RT 579/306). No mesmo sentido: STF. RT 734/646. na prática de atos de seu ofício. nem mera facilitação deste crime.656. 648/265). não praticam co-autoria de contrabando. ■ Denúncia: Deve descrever a relação entre a "vantagem econômica" recebida ou aceita e a prática ou omissão de fato inerente à função pública do agente. 785-4/DF.94. RT 686/320. ■ Corrupção passiva e concussão: Se não houve exigência por parte do agente.12. RT783/756. é corrupção passiva e não concussão (TJSP. o delito seria o do art. RT 784/741. TJSP. mas em proveito do próprio serviço público (TJSC. Ap. Inq. ■ Ato de ofício: Para a configuração da corrupção passiva deve ser apontado ato de ofício do funcionário. ■ Figura qualificada do § 1 2: Há quando o funcionário. FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO Art. APn 307-3-DF.11.00. ■ Competência: Corrupção passiva de patrulheiro federal é da competência da Justiça Federal (TJSP. 8. 3. 13. em virtude da aceitação de promessa de vantagem.

em vigor a partir de 12. 318 com a efetiva facilitação. vide § 22 do art. pelo pagamento dos tributos. RTFR 61/104). Na corrente tradicional é o "dolo genérico". 327 do CP. a participação de funcionário público. de três meses a um ano. 334). TFR. que consiste na vontade de facilitar. sendo o processo da competência da Justiça Federal. RE 93. indevidamente. 318. 6028). ■ Pena: Reclusão.428. e multa. A conduta pode ser comissiva ou omissiva.1. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ■ Sujeito passivo: O Estado.985. ■ Tipo objetivo: Incrimina-se a facilitação (tornar fácil.83. RT 616/386. DJU 18. DJU 6. RT 410/123). pois. ainda que não se consume o contrabando ou descaminho. o dever funcional de reprimir o contrabando ou descaminho (TER. Ap.137/90 (Lei dos Crimes contrabando contra a Ordem Tributária. DJU 25. oudescaminho ■ Noção: O CP destaca. Ap. No entanto. ainda que o funcionário seja estadual (TJSP.02. ato de ofício. e multa.86. 2 2 . ■ Consumação: Consuma-se o crime do art.01. independentemente da consumação do contrabando objetivado pela conduta (STF. de três a oito anos. o particular pode ser co-autor ou participe. arts. ■ Consumação: Com a efetiva facilitação. concernente à vistoria na oportunidade da saída do cais. 0 agente deve ter. Prevaricação ■ Transação: De acordo como art. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena — detenção.896.5. ■ Mero descumprimento: O simples fato de descumprimento do dever funcional. parágrafo único. não se estende ao crime de facilitação deste art. função de direção ou assessoramento. no crime de contrabando ou descaminho (CP. que o agente viole o seu dever funcional (TFR. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. Não há forma culposa. 318.921. com dever funcional de repressão ao contrabando ou descaminho. como figura especial. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: No caso de ocupante de cargo em comissão. 318 e 319 Código Penal 636 Facilitação de ■ Alteração: Pena de reclusão aumentada pela Lei n° 8.9. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei.80. p. Econômica e contra as Relações de Consumo). PREVARICAÇÃO Art. 16966). 4157). poderá haver participação no crime do art. 334 do CP). da Lei n° 10.259. por lei. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). 334 do CP. de 12. com infração de dever funcional. 17895-6). pois se exige. art. que lhe seja conexo (STF. 318 do CP (TFR. 2. cuidando-se de pena máxima cominada não superior . 5. ■ Competência: E da Justiça Federal. 29 e 30).7. 319. não pode conduzir à conclusão da ocorrência do delito do art. A facilitação precisa ser com infração de dever funcional do agente.84. afastar dificuldades) da prática de contrabando ou descaminho (vide nota ao art. p. mas não a caracterização da presente figura do art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Ap. p. pp. ainda.10.6. se não houver transgressão do dever de sua função.Arts. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nota ao art. Retardar ou deixar de praticar. 6. DJU 6. ■ Tipo subjetivo: O dolo. com consciência de estar infringindo o dever funcional. ■ Extinção da punibilidade: A extinção da punibilidade do descaminho. auxiliar. ■ Sujeito ativo: Não basta a condição de funcionário público.

não praticando o ato em tempo útil ou excedendo os prazos legais. ato de ofício. e o elemento subjetivo do tipo expresso pela especial finalidade de agir ("para satisfazer interesse ou sentimento pessoal").259/01.4. ato de ofício. 327 e §§ 1 2 e do CP). 5 2 . 1995. 319. ato administrativo ou judicial" ( MAGALHÃES NORONHA. de modo indevido. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. mas não é ato de seu dever. com pena máxima até dois anos. haja ou não procedimento especial. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. não haverá este crime se o agente retarda ou omite ato de ofício que. a conduta é para satisfazerinteresse ou sentimento pessoal (de natureza material ou moral). ■ Pena: Detenção. Inq. a partir da vigência da Lei n 2 10. ou seja. e não por erro ou dúvida de interpretação do agente (TFR. a transação cabe neste art.93. Não há punição a título de culpa. há prática de ato. p.82. in RBCCr3/258. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim. sim. 319 a dois anos. Comentários ao Código Penal. RJDTACr 11/196). § 22. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ■ Confronto: Há delitos semelhantes em outras leis penais especiais. Naturalmente. CEsp. 23 da Lei n° 7. RT 537/269. ■ Consumação: Com o efetivo retardamento. Deixar de praticar. definitivamente. caput. Pleno. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nossas notas ao art. 9262. "escoimada de qualquer dúvida ou obscuridade" ( HUNGRIA. 1958. ■ Tentativa: Admite-se na forma comissiva. TACrSP. sendo necessário que a prova revele que a omissão decorreu de afeição.96. Retardar. poderia acarretar a responsabilidade penal ou administrativa dele próprio (ex.. art. omissão ou prática. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". se praticado. 100 do CP. p. Direito Penal. 327. o ato. e. 10363). 89 da Lei n°9. função de direção ou assessoramento. 3 2 do Decreto-Lei n° 16/66) e na do Sistema Financeiro Nacional (art. mas não na omissiva. ou para satisfazer interesse. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. 44. RCr 895. ou seja. RT727/439. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Inq.5. p. 327. 59.10. delonga. embora haja expresso mandamento legal em contrário. RTJ 111/289. da CR/88) e da analogia in bonam partem. IV. 327 do CP. DJU 17. Em face do princípio da isonomia (art. a vontade livre e consciente de praticar as ações ou omissões indicadas. a omissão ou retardamento é feito indevidamente. b. STJ. c.991. O agente omite. p. Não se pode dizer que se omitiu . DJU 17.099/95). mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. IX. injustificado ou ilegal. finalidade que marca o dispositivo e o diferencia de outros delitos contra a Administração Pública (vide Tipo subjetivo). do CP (art. O funcionário atrasa. ato que transgride disposição expressa constante de lei (não de regulamento). Praticá-lo contra disposição expressa de lei. ou em sua competência. entendemos que. Na última modalidade (c). de três meses a um ano. ■ Tipo objetivo: São três as modalidades previstas: a. Nas duas primeiras modalidades (a e b). 25005. 258).637 Código Penal Art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. DJU 14. v. e multa. mesmo que haja combinação com o art. v. TRF da 4 a R. ■ Tipo subjetivo: 0 interesse ou sentimento pessoal é essencial à tipificação (STF. 514). ódio. contemplação. A prevaricação exige "dolo específico". O funcionário pratica o ato.492/86). in RBCCr 15/410. ainda que combinado com o § 22 do art. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. 376). Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. Na prevaricação. não pratica. vide § 22 do art.: retardar a prestação de contas para encobrir seu próprio desfalque). como na de produção de açúcar e álcool (art. TJSP. indevidamente. p. indevidamente. ou seja. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. Ato de oficio "é aquele que se compreende nas atribuições do funcionário.

delegando-os aos juízes classistas (TRF da 52 R. pois mera negligência não caracteriza o delito (TJMG..00. ficar demonstrado que agiu movido pelo senso de cumprimento do dever. 319. por parte de prefeito. RT774/713. pois ausente o dolo específico consistente em satisfazer interesse ou sentimento pessoal (TACrSP. 69/209). Ato de ofício é todo ato que corresponde à competência e atribuição do funcionário (TACrSP. 157 (96. RT 589/436. TRF da 4 2 R. sendo indispensável o elemento subjetivo do art. comodismo.12. DJU 3. deixa de praticar atos. ■ Falta disciplinar: Não basta para a tipificação. para consecução de tarefas mais importantes. 13421. RT 544/347). RT 767/643).03. erro ou negligência. Se a ordem judicial não pode ser materialmente cumprida pelo servidor. não há falar em prevaricação.. embora de ofício. in RBCCr 20/398).97. sem o propósito deliberado de retardá-los (TACrSP. in RBCCr 1/228. RT728/616-7). TJMT. DJU 19. em face do princípio da insignificância. TJSP. p. inexiste crime de prevaricação (TRF da 1 2 R. RT749/677). pode significar a administração como um todo (TJSP. 0 erro ou a simples negligência não configura o delito (TAPR. não configura prevaricação. RT732/650). ódio ou contemplação para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. RT 486/356). se a conduta foi por interesse ou por sentimento pessoal. p. pela inexistência de norma legal que imponha o acatamento da aludida requisição (TRF da 32 R. ■ Contra disposição expressa de lei: Na modalidade de praticar ato contra disposição expressa de lei. RT 728/540). ■ Juiz do trabalho: Não comete o crime deste art. STJ. 319 (STF.93.363. JSTJ e TRF68/377. RTJ94/1. p.479-SP. 40764.. E indispensável que o ato retardado ou omitido se revele contra disposição expressa de lei (TACrSP. TACrSP. Prefeito que expede medida provisória não pratica ato de ofício.8. não praticam prevaricação. RF256/361).. 67424. Além do dolo específico. HC 23. A recusa em cumprir requisição para prestar informações ao Ministério Público não caracteriza o crime do art. ao contrário. mv— RT 714/431. ■ Animosidade: O retardamento por animosidade ao solicitante revela satisfação de sentimento pessoal (TJSP.2. se. ■ Ato de ofício: É imprescindível que o agente esteja no exercício da função (TACrSP. Inq. ■ Prefeito: A utilização da frase "estamos com você" e de símbolo próprio. pois não está dentro das . 93. DJU 26. 319. por ausência de competência na sua esfera de atribuições. 319 Código Penal 638 por sentimento pessoal.178. pois foram retirados depois de representações junto à Câmara Municipal e a frase. é necessária a consciência de que o ato praticado contraria expressa disposição legal. 1BCCr 89/439. que os requisita para prestar serviços em inquérito civil. ■ Desídia: Mera desídia não configura (TRF da 1 2 R. RT780/656). redigida no plural. in RBCCr2/242. RT486/357). TJSP. RHC 8. RT612/310.4. RT 543/342. TAPR. p. devendo a prova dos autos revelar que o ato comissivo decorreu de afeição. Pleno. RJDTACr 30/349). TACrSP. RT 507/399). o juiz presidente de Junta que.Art. RTJ 94/25 e 41).92. é necessário que antes se defina a própria legitimidade da norma legal que veda o ato incriminado (TJSP.066254-2). ■ Dificuldades burocráticas: Não se confundem com retardamento doloso (STJ. quanto ao juiz. RT 520/368). RT725/681). em placas de obras públicas. preguiça. pois são elementos necessários à configuração do delito do art. DJU 28. Julgados 71/320. in Bol.. Não há crime de prevaricação na conduta de quem omite os próprios deveres por indolência. ■ Requisitos da denúncia: A denúncia precisa indicar qual a omissão e sua natureza. ■ Erro: 0 erro ou desatenção na interpretação da lei pode excluir o crime. RT612/310). 319 (STF. TJSP. JSTJ e TRF68/377. HC 5. se havia duas versões e optou por tomar as providências indicadas por uma delas (TACrSP. a boa ou má interpretação que dá à lei não basta para configurar (STF. Servidores estaduais que deixam de atender ordem de Procurador da República. Julgados 71/290. TJSP. RT622/296).

da Lei n°10. não se podendo falar. RT708/374). 319 (STJ. contrariando o disposto no art. art. nem mesmo o de uso. caracteriza-se o crime de desobediência (TAMG. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. considerando seu poder discricionário.3. de quinze dias a um mês. p. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. para satisfazer interesse pessoal e sentimento de amizade amplamente comprovados (TJRO. 330 do CP. de prática do delito do art. 319 o funcionário público que. por indulgência. HC 11. o delegado pode juntar os documentos que entenda pertinentes aos fatos da investigação. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena — detenção. Devendo buscar elementos que sirvam de base à instauração da ação penal. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação. em vigor a partir de 12. a partir da vigência da Lei n° 10. 369 do CPC (TACrSP RT 781/613). em tese.639 Código Penal Arts. ou multa. mv — RT 772/677). o serventuário da justiça que retarda atos de ofício para satisfazer interesse próprio. mv — RT 505/305).161. quando lhe falte competência.01. RT746/560). com pena máxima até dois anos. não há se falar em prevaricação (TACrSP. para satisfazer sentimento ou interesse pessoal. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou. Em face do princípio da isonomia (art. tenham ou não procedimento especial [vide nota no art. é imprescindível a notificação prévia do acusado para apresentar resposta (CPP.90. 748/639). se a ordem descumprida diz respeito à sua atividade funcional propriamente dita. Deixar o funcionário. em caso de porte ilegal de arma. não se caracterizando prevaricação se argüiu dúvida quanto à capacidade das partes ou a requisito formal (TACrSP. e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP. nesta qualidade. deixa de lavrar termo cricunstanciado ou instaurar inquérito e devolve a arma apreendida.259. Pratica prevaricação delegada que. j. o delito (TRF da 1 2 R. RJDTACr 27/218). Condescendência criminosa ■ Transação: De acordo com o art. tipifica-se o art. haja ou não procedimento especial. ■ Mandado de segurança: O descumprimento por autoridade administrativa de sentença proferida em mandado de segurança configura.89). ■ Absorção: A prevaricação não pode absorver crime mais grave (TJSP. 2 2. parágrafo único. ■ Oficial de Cartório de Registro de Imóveis: Os mandados judiciais não estão dispensados do controle administrativo feito pelo oficial em todos os títulos que lhe são endereçados. 100 do CP. configura-se o art. o que torna a sua conduta atípica. deixa de cumprir ordem legal. ■ Delegado de polícia: Inexistindo norma que o obrigue a autuar em flagrante todo cidadão apresentado como autor de ilícito penal. Pratica o delito do art. 514). 3891). agindo como particular. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. 319 e 320 atribuições de seu cargo. nesta hipótese. DJU 12.307. ■ Ação penal: Nos crimes funcionais. entendemos que. RT783/588). da CR/88) e da analogia in bonam partem. CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Art. RT 728/540. mas prevaricação. de 12. ■ Prevaricação e desobediência: Se o ato de desobedecer não se refere às atividades exercidas pelo funcionário. ■ Prevaricação e peculato: Não pratica peculato.02. 319 (TACrSP.259/01..1. sob o título Juizados Especiais Criminais .1. 4. caput. RT719/426). visando evitar queixas infundadas contra servidores públicos (STJ. 320. ■ Funcionário de tabelionato: Comete o crime se.7. reconhece firma posta em certificado de registro de veículo sem a presença de seu signatário. HC 11. RJTJSP 106/429). inclusive por não ter causado dano (STJ. 5 2.

a partir da vigência da Lei n° 10. da Lei n° 9. por tolerância ou condescendência (vide Tipo subjetivo). Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP.259. vide CP. 514). Se o interesse é ilegítimo: Pena — detenção. 327. isto é. entendemos que há no tipo. Embora não tenha competência para responsabilizar o infrator. consistente na vontade livre e consciente de omitir. ■ Confronto: Se a omissão é para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. em vigor a partir de 12.02. da Lei n°10. 2 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. a sua falta de apuração afronta. do CP (art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. superior hierárquico do funcionário infrator. art. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de ocupante de cargo em comissão. parágrafo único. Em face do princípio da isonomia (art. art. de 12. ainda que combinado com o § 2 2 do art. b. art. o agente não leva o fato ao conhecimento da autoridade competente. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de quinze dias a um mês. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". haja ou não procedimento especial. em tese. ou multa. 320.259/01. 319 do CP. Não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA Art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. É pressuposto do delito que o subordinado haja cometi do infração (administrativa ou penal) no exercício do cargo. entendemos que. RT701/321). função de direção ou assessoramento. § 2 2 . Em ambas as modalidades deste delito.455/97. existir relação entre a infração e o exercício do cargo. caput. 320 contém duas modalidades: a. quando lhe falte competência. Deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. ou multa. 0 agente.Arts. mesmo havendo procedimento especial (CPP. de um a três meses. 2 2 . cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. ou seja. 327. 513 e ss. Todavia. Tratando-se de omissão em relação ao crime de tortura. a transação será cabível também para crimes de competência da . interesse privado perante a administração pública. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Deve. além da multa. Assim. 321. a este art. 1 2 . deixa de responsabilizar. a transação cabe neste art. ■ Pena: É alternativa: detenção. Parágrafo único.7. ■ Tentativa: Inadmissível. ainda. 89 da Lei n 2 9. ■ Fuga de menor da Febem: Ainda que se trate de mera infração administrativa por parte do funcionário que devia vigiá-lo. ■ Consumação: Com a omissão. arts. 5 2 . portanto.). mesmo que haja incidência do art. ■ Sujeito passivo: O Estado. de três meses a um ano. § 22 . 327. art. Não há forma culposa.1. embora tenha competência. ■ Tipo objetivo: O art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Patrocinar. a omissão do agente deve ser por indulgência. § 22 .01.099/95). direta ou indiretamente. ■ Transação: De acordo com o art. valendo-se da quali dade de funcionário: Pena — detenção. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 320 e 321 Código Penal 640 (Federais)]. 327 e §§ 1 e 2 do CP). não promove a apuração da falta nem aplica ao subordinado as cominações legais. o elemento subjetivo referido pelo motivo de agir ("por indulgência"). 320 (TACrSP.

265). ■ Sujeito passivo: O Estado. a causa de alguém. consideração ou influência de que goza entre estes" ( Comentários ao Código Penal. Ill. não configura advocacia administrativa (TJSP. ■ Atos privativos de advogado: O delito se caracteriza quando o agente pleiteia. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. razões. ■ Consumação: Com a prática de ato que demonstre o patrocínio. ser funcionário público (vide notas ao art. ■ Pena: Detenção. ■ Ação penal: Pública incondicionada. p. do CP (art. p. apadrinhar interesse alheio. sem dependência do resultado da conduta. acompanhando processo. § 2 2. apadrinhar ou pleitear interesse de outrem. IV. 3 2 . Como anota HUNGRIA. advoga. ainda que haja incidência do art. art. ■ Ação penal: Igual à do caput. ou multa. ■ Patrocínio: Patrocinar é advogar. determinada por prefeito. art. IX. RT 488/308).137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. 327. § 2 2 . como faz ver o verbo empregado na definição do delito. 1959. cumulada com a multa do caput. ■ Confronto: Se a advocacia administrativa é praticada perante a administração fazendária. 327 do CP). que tem a significação de pleitear. vide nosso comentário ao CP. este delito poderia ser praticado também por omissão ( Direito Penal. mas de difícil ocorrência na prática. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. É o "dolo genérico" na doutrina tradicional. A ação pode ser exercida direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente (com a interposição de terceira pessoa). 383). ou seja. Se a advocacia administrativa der causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato. o sujeito ativo não precisa ser advogado. porém. em processo administrativo. 321. arts. Deve. interesse esse que pode ser justo ou não. ■ Tipo subjetivo: O dolo. que consiste na vontade livre e consciente de patrocinar. mesmo que combinados com o art. Econômica e contra as Relações de Consumo). Advocacia administrativa (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. de três meses a um ano. ou seja.099/95). O agente precisa ter conhecimento da ilegitimidade. ■ Tentativa: Teoricamente admissível. Pune-se o comportamento do agente que patrocina interesse privado. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único.666/93. função de direção ou de assessoramento. lícito ou ilícito (vide nota ao parágrafo único).641 Código Penal Art. ■ Pena: É alternativa: detenção. 327. valendo-se de sua qualidade. fazendo petições. cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário. 29 e 30). 514). 327. valendo-se da qualidade de funcionário. com pena máxima até dois anos. a antecipação de pagamento de obra. de um a três meses. Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. ■ Noção: Se é ilegítimo o interesse que o agente patrocina. v. Não há forma culposa. Para MAGALHÃES NORONHA. Assim. O interesse deve ser de terceira pessoa e não do agente. § 2 2 . v. praticando atos privativos de Figura qua/ilicada (parágrafo ún/co) Figura qua//ficada especial Jurisprudência . 321 Justiça Estadual. também caberá no parágrafo único. art. amparar. a transação. o agente patrocina "junto a qualquer setor da administração (e não apenas na repartição em que está ele lotado). da facilidade de acesso junto a seus colegas e da camaradagem. ■ Sujeito ativo: Não obstante a rubrica indicar "advocacia" administrativa. da Lei n° 8. 1995. 100 do CP. art. além de caber no caput deste art. ■ Tipo objetivo: O núcleo é patrocinar. do CP. fazendo pedidos. 91 da Lei n 2 8. ainda que baste o dolo indireto. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. O patrocínio deve ser realizado perante a Administração Pública. advogar. 89 da Lei n° 9. defender.

898/65. para quem a ameaça. p. Direito Penal. homicídio. VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA Art. 272. não se configurando com o simples pedido de manuseio de autos de processo. 1980. v. do CP (art. v. 89 da Lei n° 9. 54/304. STF. e não quando proporciona aposentadoria rural a pessoas que não exerciam tal atividade (TRF da 3 2 R. 1121). executar. 322.937. JúLlo F. 330. Igualmente MAGALHÃES NORONHA. além da pena correspondente à violência. p. RT 400/316). Questões Penais Controvertidas. b. porém.455/97. O art. IV. p. 1995. 156. 322 do CP. Pune-se a prática de violência. ■ Tipo objetivo: O verbo empregado no artigo é praticar. a vis compulsiva e o emprego de entorpecentes ou hipnóticos podem "dar lugar a outro delito. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Manual de Direito Penal. 512/343. Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. p. RT 489/354). TJSP. p. Julgados 81/128. 56/133. sido patrocinada pela acusada. III. 1979. in RBCCr2/251). de seis meses a três anos. ■ Juiz: A denúncia deve apontar a causa ou causas de interesse de qualquer pessoa que tenha. 29 e 30). § 2 2 . 269). a pessoa que sofre a violência. GILBERTO e VLADIMIR P. Violência arbitrária ■ Vigência: É controvertida a vigência do art. abrange qualquer tipo de ofensa física contra pessoa: vias de fato. a coação moral. 1981. p. FRAGOSO.. TACrSP. RT 725/680-1). RT 467/356). lesão corporal leve ou grave. o Estado. 1965. NOGUEIRA. Praticar violência. Duas correntes existem a respeito: a. fazer. salvo a hipótese de co-autoria ou participação (TACrSP. entendida esta como "a violência física exercida sobre a pessoa visada. RT 592/326. ■ Objeto jurídico: O Estado e a pessoa que sofre a violência. para extrair cópias e encaminhar a advogado residente em localidade distante (TRF da 1 2 R. Abuso de Autoridade. 121. mas não há necessidade de que ele seja policial.10. não bastando. RCr 19.. 34855. arts. MIRABETE. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. portanto. perante a Administração Pública. 327 e §§ e do CP). pois é necessário e indispensável que pratique a ação aproveitandose das facilidades que sua condição de funcionário lhe proporciona (TACrSP.898/65 (MAGALHÃES NORONHA. Questões Criminais. 1996.099/95). após a edição da Lei n° 4. JC 68/404.Arts. 14. 321 e 322 Código Penal 642 advogado. lembramos ainda. tipificado na Lei n° 9. TJSP. ou. IV. PAULO L. no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena — detenção. p. mesmo se houver combinação com o art. TJRJ. Julgados 86/388. p.92. formulado ostensivamente por funcionário público. DJU29. O art. 322 foi revogado (DAMásIO DE JESUS. 327. v. valendo-se da sua condição de magistrada (TRF da 5 2 R. 321 exige para a sua tipificação transparente e inequívoca defesa de interesse alheio. ■ Xerox para advogado: O crime do art. ■ Valendo-se da condição: Não basta que o agente ostente a condição de funcionário público. RT 748/725). IV. A violência física. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. TACrSP. RT511/322). RT 520/466. RTJ 101/1208. 322 do CP não foi revogado pela Lei n°4. n° 22. Liberdade e Abuso de Poder na Repressão à Criminalidade. que tem o sentido de cometer. TJSC. no exercício . FREITAS. 1995.. secundariamente. 62/266. a simples violência moral (ameaça) ou o emprego de estupefacientes ou hipnose" (H. 1995. como o do exercício arbitrário ou abuso de poder" ( Direito Penal. E requisito do tipo que a violência seja cometida: a. o crime de tortura. 321 do CP somente pode ter como agente funcionário público. TEclo LINS E SILVA. ■ Sujeito ativo: Este crime do art. v.

21). 284 e 292 do CPP). além da pena correspondente à violência. com o homicídio etc. 69) com a lesão corporal. previstos nos arts. ou seja. Em face do princípio da isonomia (art. concurso material (CP. art. fuga etc. ■ Concurso material: Se da violência arbitrária resultam lesões corporais. não basta ao reconhecimento do delito do art. Na escola tradicional é o "dolo genérico". o qual prevê que "a autoridade que impedir ou embaraçar a li berdade da radiodifusão ou da televisão. ■ Ação penal: Pública incondicionada. sob igual título. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual.). ■ Vigência: Vide nota anterior.898/65 (abuso de autoridade) e n°9. estrito cumprimento de dever legal (como nos casos de resistência. b.117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicações). Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira: Pena — detenção. 327 do CP. com pena máxima até dois anos. v. incidirá. ainda. caput. fora dos casos permitidos em lei: Pena — detenção. Leis n 2 4. Se do fato resulta prejuízo público: Pena — detenção. art. a partir da vigência da Lei n° 10. RT609/344). art. ■ Tentativa: Admite-se. 323. vide § 22 do art. 322 do CP. Haverá. em concurso material (TACrSP. ou multa. na sanção do art.7. função de direção ou assessoramento. de seis meses a três anos. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. 514). 350 do CP. teoricamente. 5 2 . cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. mesmo que tenham procedimen- . IV.02. da Lei n°10. Abandonar cargo público.259/01. 1976. 322 do CP". 22 . A doutrina põe relevo no nome violência arbitrária do delito. legítima defesa. parágrafo único.. art. sem prejuízo de eventual configuração de exercício arbitrário ou abuso de poder (FRANCESCHINI. art. também. 72 da Lei n 2 4.. constituída pela inti midação por ameaça. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. entendemos que. ou a pretexto de exercê-la (a função). de forma que estará afastada a ilicitude se a violência for cometida por motivo justo ou com base legal: estado de necessidade. ■ Consumação: Com a prática da violência (vias de fato. não está. Não há modalidade culposa. § 22.01.455/97 (tortura). na realidade. 322 e 323 da função. ■ Confronto: Vide. de quinze dias a um mês. ■ Concurso de crimes: Determina o art. ABANDONO DE FUNÇÃO Art. Jurisprudência. ou seja. a vontade de praticar violência com consciência da arbitrariedade.1. pois. n°6. de um a três anos. fora dos casos autorizados em lei. ■ Transação: De acordo com o art.788). o agente será punido pelos dois crimes. de três meses a um ano. 322 que a pena da violência arbitrária seja acrescida da pena correspondente à violência. e multa. quando o agente está efetivamente desempenhando sua atividade funcional específica. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. hipótese em que o agente faz acreditar que se acha exercendo sua função. Vide. § 1 2. e multa. quando. ■ Tipo subjetivo: O dolo. lesão etc. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Pena: Detenção. de 12.643 Código Penal Arts.259. haja ou não procedimento especial. no que couber. em vigor a partir de 12. ■ Violência física e não moral: Violência simplesmente moral. Trata-se de crime material. só ficando absorvida a contravenção de vias de fato (LCP.

ou multa. MAGALHÃES NORONHA subordina o abandono "à probabilidade de dano ou prejuízo" ( Direito Penal. p. ■ Tentativa: Inadmissível. ■ Noção: Se do fato resulta prejuízo público. p. Por lei.634/79). "A greve pacífica nos serviços essenciais e o Código Penal". pois a incriminação diz respeito à deserção de cargo público. 1125). . a conseqüente acefalia do cargo. 327. 1959. do CP. a transação caberá no caput e no § deste art. in Bol. do abandono ( MAGALHÃES NORONHA. ainda que em serviços essenciais e por funcionário público. se não houver combinação com o art. § 22 . necessariamente. IV. nota Revogação no art. IX. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 . ■ Greve: Tratando-se de suspensão ou abandono coletivo de trabalho. v. ainda que combinados com o art. A figura penal alcança o cargo em entidade paraestatal (vide nota ao art. Inexiste punição a título de culpa. que consiste na vontade de abandonar. é expressamente ressalvado que o abandono só constitui crime fora dos casos permitidos em lei. ■ Consumação: Com o abandono por tempo relevante. 89 da Lei n° 9. com probabilidade de dano à Administração. 323 "pressupõe. 323 Código Penal 644 to especial [vide nota no art. p. de um a três anos. 1995. Assim. e multa. 327. E desnecessária a efetividade do dano. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 278). diverso do que resulta. Semelhantemente. 327. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". vide. (§22 ) ■ Pena: Detenção. IV. 323. FRAGOSO. especialmente a continuidade e regularidade dos seus serviços. desde que pacífica. de três meses a um ano. Existem duas correntes a respeito: a. mai. IV. isto é. ■ Ação penal: Pública incondicionada. de quinze dias a um mês. a inexistência ou ocasional ausência de substituto legal do desertor" ( Comentários ao Código Penal. sem dúvida. necessariamente. 1965. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. Cabe no § deste art. a doutrina empresta ao delito um sentido menos severo. HELENO FRAGOSO. 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. que compreende a totalidade das funções. v. E são coisas diversas. art. e multa. 1124). v. 323./97. Figura qua//ficada pelo prejuízo (§ 1 2 ) Figura qua//f/■ Noção: Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira. 1965. Abandono de fungão ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Direito Penal. 391). ■ Pena: É alternativa: detenção. 1995. ou seja. IBCCr 54/13-14. enquanto o abandono de função pública poderia significar só o abandono de certa função. do CP. 327 e §§ 1 2 e 2 do CP) em exercício de cargo público. Assim. assevera HUNGRIA que o delito deste art. 327 do CP). reconhece que ele "atende. v. cada pe%o/uconsidera-se faixa de fronteira a situada dentro de 150 km ao longo das fronteiras garde fronteira nacionais (Lei n° 6. efetivamente. 275). a conduta que. b. embora considerando tecnicamente duvidoso tal entendimento. ■ Sujeito passivo: O Estado. ainda que haja incidência do art. v. De modo unânime. § 2 2 (art. 201 do CP e ROBERTO DELMANTO e ROBERTO DELMANTO JUNIOR.Art. com consciência de que poderá acarretar dano à Administração.099/95). sobre sua atipicidade. ■ Pena: Detenção. 514). dando-se ao núcleo abandonaro sentido de deixar ao desamparo. persistindo o exercício de outras. é o prejuízo social ou coletivo. ■ Tipo subjetivo: O dolo. p. No final da descrição legal. ■ Tipo objetivo: Embora a rubrica do delito seja "abandono de função". p. se pune é abandonar cargo público. é o prejuízo que "afeta os serviços públicos ou interesse da coletividade" (H. de greve. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ao escopo da norma" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. IV. 100 do CP. § 2 2 .

02. 323 e 324 Figura qualificada especia/ Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. da Lei n 10.259/01. mas a aposentadori a não foi arrolada entre os casos expressos deste art. 100 do CP. b. A lei consigna sem autorização.645 Código Penal Arts. Jurisprudência. entendemos que. Em face do princípio da isonomia (art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. cabe a transação neste art.01. 327. em vigor a partir de 12. RT 501/276. Naqueles casos. removido. 2 . § 2 2 . 323 pressupõe deixar o cargo acéfalo. sem autorização. ou continuar a exercê-Ia. 327. mesmo se houver combinação com o art. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. 324. de quinze dias a um mês. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. sem alguém que possa substituir o desertor (TJSP. Trata-se de norma penal em branco. sem que haja probabilidade de dano para a administração (TJSP. Continuar a exercê-la (a função pública). do CP (art. sendo imprescindível que o agente tenha conhecimento direto e certo. § 2 2 . 2 2 . § 22 . A notificação deve ser pessoal.: exame de saúde. 324. quando o agente permanece no exercício para não prejudicar a Administração. 323. substituído ou suspenso (a lei não alude ao funcionário aposentado). não bastando a dúvida. ou multa. 327 e §§ 1° e do CP) ou o funcionário exonerado (na 2 á modalidade do delito). cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 89 da Lei n°9. v. depois de saber oficialmente que foi exonerado.7. 327. 0 agente continua a exercer a função pública (pratica atos de ofício). 52 . que é completada pelas exigências que outras leis (não regulamentos ou portarias) impõem (ex. ao desamparo. de 12. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. 1975. Entende-se que a comunicação oficial seria dispensável apenas na hipótese de aposentadoria compulsória. ■ Consumação: Consuma-se o delito quando a ausência injustificada perdura por tempo suficiente para criar perigo de dano (TJSP. removido substituído ou suspenso: Pena — detenção. ■ Acefalia do cargo: O delito do art. EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO Art. RT526/331). O agente foi nomeado funcionário público. FRANcESCHINI.1. ressalvando o exercício autorizado. mas inicia o exercício da função (pratica atos de ofício) antecipadamente. substituído ou suspenso (não são incluídas as cessações por licença ou férias). I. ■ Transação: De acordo com o art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. do CP (art. ■ Probabilidade de dano: Não se configura o delito do art. vide nosso comentário ao CP. E a hipótese de exercício antecipado. a partir da vigência da Lei n2 10.). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. caput. removido. há a prolongação (prorrogação) do exercício.099/95).259. mesmo depois de ter recebido comunicação oficial informando que foi exonerado.099/95). Exercício funciona/ /legalmente antecipado ou prolongado ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. Portanto. n 2S 2-4). ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Tipo objetivo: Duas modalidades são previstas: a. haja ou não procedimento especial. função de direção ou de assessoramento. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. 76 da Lei n° 9. A ilicitude também será excluída em caso de urgente necessidade de serviço. antes de satisfazer as exigências legais. 324. RT522/358). parágrafo único. ainda que haja incidência do art. posse etc. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. art. com pena máxima até dois anos. depois de saber oficialmente que foi exonerado.

Arts. 324 e 325

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■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade de antecipar ou prolongar o exercício, com consciência da ilegalidade. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Inexiste forma culposa. ■ Consumação: Com a prática de algum ato de ofício, antes (1 2 modalidade) ou depois (2á modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: E alternativa: detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 22 do art. 327 do CP. ■ Funcionário suspenso: Configura o delito do art. 324 a prática de atos funcionais, por escrivão suspenso, durante o período em que sabia estar suspenso (TACrSP, Julgados 79/268). ■ Funcionário afastado: Não pratica o crime do art. 324 a defensora pública que, no interior do chamado "ônibus da cidadania", requer abertura de inventário e gratuidade de justiça para pessoas carentes, sem estar afastada de suas funções, mas apenas à disposição de órgão do Poder Executivo (TJRJ, RT791/678).

VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena — detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. 2 §1 . Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I — permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; II — se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2 2. Seda ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena — reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. ■ Alteração: A Lei n° 9.983, de 14.7.00 ( DOU de 17.7.00), que entrou em vigor noventa dias após sua publicação, acrescentou os §§ 1 2 e 2 2 a este art. 325. ■ Transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n°10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, haja ou não procedimento especial, cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual, com pena máxima até dois anos, mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação caberá no capute no §1 2 deste art. 325, desde que não haja incidência do art. 327, § 2 2 , do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 , ainda que haja combinação com o § 2 2 do art. 327 do CP (art. 89 da Lei n° 9.099/95). V/o/acão de sigi/o funciona/ (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública, especialmente a regularidade de seu funcionamento. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 327 e §§ 1 2 e 2° do CP);

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Art. 325

para a maioria dos autores, a norma também alcança o funcionário aposentado ou posto em disponibilidade (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. IV, p. 1131; HUNGRIA, Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 397; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. IV, p. 285; SÉRGIO J. REZENDE e Rui STOCCO, Código Penal — Interpretação Jurisprudencial, 1977, v. V, p. 148; JÚLIO FABBRINI MIRABETE, Manual de Direito Penal, 1996, v. III, p. 336), que não perde seu vínculo com a Administração. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; eventualmente, também o particular prejudicado com a revelação. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos previstos: a. Revelar, que tem a significação de comunicar, transmitir, dar a conhecer a terceira pessoa. A ação pode ser feita oralmente ou por escrito, ou com a exibição de documentos. b. Facilitar (a revelação). E maneira de revelação indireta. O funcionário público, dolosamente, torna fácil a descoberta (ex.: propositadamente, não guarda, como devia, o documento sigiloso). Incrimina-se a revelação (ou sua facilitação) de fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. E pressuposto do delito, portanto, que o agente tenha conhecimento do fato em razão do cargo, isto é, em virtude de sua específica atribuição funcional (é o chamado "segredo de ofício"). Não haverá tipificação se o funcionário houver tido ciência do fato por motivo diverso. Além disso, dizendo a lei ser fato que deva permanecer em segredo, é mister que se trate de fato relevante e de segredo de interesse público, embora também possa existir um particular interessado no sigilo. Considera-se segredo o fato cujo conhecimento é restrito a limitado número de pessoas (como os funcionários que dele precisam ter informação) e em que há interesse de que seja mantido em sigilo. Obviamente, a revelação a quem já conhecia o segredo não configurará o delito. Por fim, cumpre notar, como assinala MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal, 1995, v. IV, p. 287), que sendo o interesse público que obriga à guarda do segredo, "tal obrigatoriedade cessa quando outro interesse público maior se levanta". ■ Tipo subjetivo: E o dolo, ou seja, a vontade livre de revelar ou facilitar a revelação, com consciência de que o fato devia ser mantido em sigilo. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Quando o segredo é revelado a terceiro (1 2 modalidade) ou quando outrem fica conhecendo o segredo (2 2 modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas a pessoa que simplesmente recebeu o segredo, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não é co-autor partícipe do delito. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Subsidiariedade: O delito deste art. 325, caput, é subsidiário, na medida em que só se configura se não houver crime mais grave. ■ Confronto: Vide Lei de Segurança Nacional, quando o segredo for referente a interesses por ela protegidos (arts.13, 14 e 21 da Lei n 9 7.170/83). Se o segredo é de proposta apresentada em procedimento licitatório, art. 94 da Lei n° 8.666/93. Se o sigilo é referente a inquérito ou processo por crime de tóxicos, vide Lei n°6.368/76, art.17 (CELSO DELMANTO, Tóxicos, 1982, pp. 41-2). Tratando-se de sigilo concernente a energia nuclear, art. 23 da Lei n 2 6.453/77. Na hipótese de sigilo relativo ao Sistema Financeiro Nacional, vide Lei n°7.492/86, arts. 18 e 29, parágrafo único. No caso de violação de sigilo por parte de autoridade fiscal do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento que procede a exame de documentos, livros e registros das bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, vide § 3 2 do art. 72 da Lei n° 8.021/90. ■ Pena: É alternativa: detenção, de seis meses a dois anos, ou multa (se o fato não constitui crime mais grave). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Formas equipa- ■ Objeto jurídico: A Adminsitração Pública, notadamente seus sistemas de informaradas (§12 ) ções ou bancos de dados.

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■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. Vide, também, nota ao caput. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; em segundo lugar, o particilar eventualmente prejudicado. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos previstos: a. permitir (dar licença para; consentir em); b. facilitar (tornar ou fazer fácil ou mais fácil); c. utilizar (fazer uso de). Nos dois primeiros (a e b), o agente permite ou facilita, através de atribuição, fornecimento e empréstimo de senha, ou por qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas aos sistemas de informações ou bancos de dados da Administração Pública. A expressão qualquer outra forma viola, a nosso ver, o princípio da reserva legal (ou da legalidade), previsto no art. 1 9 do CP e, em conseqüência, a regra da taxatividade, segundo a qual as leis que definem crimes devem ser precisas, marcando exatamente a conduta que objetivam punir (vide nota Efeitos do princípio ao art. 1 9 do CP). No terceiro núcleo (c), o agente se utiliza, indevidamente, do acesso restrito que, em razão do cargo, lhe foi confiado. A expressão indevidamente constitui o elemento normativo do tipo. Nas modalidades de permitir ou facilitar, a ação pode ser comissiva ou omissiva. Já na modalidade de utilizar, a ação é sempre comissiva. ■ Tipo subjetivo: E o dolo, consistente na vontade livre de permitir ou facilitar o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados (§1 2 , I) ou de utilizar-se, indevidamente, do acesso restrito (§1 2 , II). Para a doutrina clássica, é o "dolo genérico". Inexiste modalidade culposa. ■ Consumação: Ocorre no momento em que o acesso de pessoas não autorizadas é permitido ou facilitado (§1 2 , I), ou quando o acesso restrito é utilizado indevidamente (§1 2 , II). Por se tratar de crime formal, não se exige efetivo resultado (no sentido naturalístico). ■ Tentativa: Não nos parece possível em nenhum dos incisos deste § 1 2 . ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas aquele que apenas teve o acesso permitido ou facilitado, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não pode ser co-autor ou partícipe. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. Figura qua//ficada (§219 Causa especial de aumento de pena Jurisprudência docaput ■ Noção: Se da conduta comissiva ou omissiva resultar dano à Administração Pública ou a terceiro, a pena será de reclusão, de dois a seis anos, e multa. ■ Incidência: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 29 do art. 327 do CP.

■ Animus defendendi: Não há crime quando o indiciado, com animus defendendi, remete os documentos ao procurador-geral, sem quebra do caráter confidencial (STJ, CEsp, Inq. 12, DJU 1.10.90, p. 10424). ■ Crime próprio e formal: O delito deste art. 325 é próprio e formal, porque exige a potencialidade de dano para com a Administração Pública (TACrSP, RT723/613). ■ Violação de sigilo em exames: Pratica o delito do art. 325 do CP o professor, integrante de banca examinadora de universidade federal, que, antecipadamente, fornece a alguns dos alunos cópias das questões que iam ser formuladas nas provas (TFR, RTFR 61/100), ou lhes antecipa "gabaritos" com as respostas de exame vestibular (TFR, Ap. 3.608, DJU 21.6.78, p. 4543). Igualmente o servidor público, nomeado para elaborar as provas de concurso, que quebra o sigilo destas, entregando as questões e respostas para candidato (TACrSP, RT723/613). ■ Violação em processo: Não se tratando de ação judicial que obrigatoriamente corre em sigilo, é necessário que tenha sido deferido o seu processamento em segredo de justiça (TACrSP, Julgados 69/92). ■ Relevância do sigilo: O art. 325 visa a proteger segredo relevante, cuja divulgação seja potencialmente danosa, e não interesses fúteis, carecedores de relevância jurídica (TACrSP, Julgados 73/183).

quem. 2 Jurisprudência Criminal. inscrito no caput do art. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena — detenção. Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública. 84. Segundo MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. ela estará incluída no conceito penal de funcionário público. da Lei de Licitações Públicas (Lei n° 8. Assim. n 250). § 2 2 . ■ Alcance do caput: O conceito de funcionário público. embora transitoriamente ou sem remuneração. 94 da Lei n 8. e multa. o funcionário público" (H. exerce cargo. emprego ou função pública. 1979. Equiparação do § 1 2 . 0 novo §1 2 ampliou esta equiparação. função pública. II. v. 420-2). é funcionário público quem. emprego ou função em entidade paraestatal.7.00). Quanto à extensão dos §§ 1 2 e deste art. empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. de dois a três anos. ■ Noção: O antigo §1 2 já equiparava a funcionário público emprego ou função em entidade paraestatal. 2 vigor noventa dias após sua publicação. não exigindo concurso público. é regra de caráter geral. transformou o antigo parágrafo único em § ■ Alteração: A Lei n° 6. que pune com pena de detenção. Para o CP. a lei "quis deixar claro que basta o simples exercício de uma função pública para caracterizar. é desnecessária a permanência ou remuneração pelo Estado.80. 327. o ato de "devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório. Atlas. de três meses a um ano. 326. deu nova redação ao § 1 .6. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. ao contrário daqueles ( Direito Administrativo.649 Código Penal Arts. ao passo que "o ocupante de emprego público tem um vínculo contratual. 327. vide nota Confronto.666/93. 327. Para a caracterização. já a função pública "é o conjunto de atribuições às quais não corresponde um cargo ou emprego". quem exercesse cargo. ■ Conceituação: Para efeitos penais. 326 e 327 VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA DE CONCORRÊNCIA Art. FUNCIONÁRIO PÚBLICO Art. de 14.7. de algum modo.799.00 ( DOU de 17. § 1 . regido pelo Estatuto dos Funcionários Públicos". para os efeitos penais. vide nota em separado. portanto. desde que exerça. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo". sob a regência da CLT". FRAGOSO. Ao mencionar função pública. aplicável a todo o CP e à legislação penal extravagante . A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. Considera-se funcionário público. ainda que a pessoa não seja empregada nem tenha cargo no Estado. São Paulo. A Lei n 9. o conceito de funcionário público é diverso do que lhe dá o Direito Administrativo. embora transitoriamente ou sem remuneração. pp. "o ocupante do cargo público tem um vínculo estatutário. 2 ■ Revogação: Este artigo foi tacitamente revogado pelo art. 122.. sociedade de economia mista. § 1 2 .ed. para os efeitos penais.983. emprego ou função pública. de 2 que entrou em e acrescentou o § 22 .666/93). e multa. 2 Quanto ao conceito de funcionário público dado pelo art. Conceito pena/ de funcionário público 23. exerce cargo.

equipara a servidor público. v. pois limita a causa de aumento "aos autores dos crimes previstos neste Capítulo". XXXIX e XL. este art. mas ambas dado§2' li mitadas aos ocupantes de certas funções em órgãos. aos servidores qualificados nela expressamente indicados. apenas. ■ Pena: A causa de aumento de pena do § 2 2 (aumento da terça parte) é aplicável somente aos crimes dos arts. todos os funcionários daquelas entidades arroladas no § 2 2 estão equiparados também a funcionários públicos. 327 do CP ( Os crimes contra a Administração Pública — Parte 1. empresas públicas e sociedades de economia mista. 1995. II. ■ Confronto: O § do art. Por força dos princípios da reserva legal e da anterioridade (CR/88. Empresa prestadora de serviço contratada é aquela que celebra contrato com a Administração Pública. Saraiva. p. do poder público". discordam os administrativistas quanto ao conceito de entidades paraestatais: a. FRAGOSO. o § 22 permite duas interpretações: a. Comentários ao Código Penal. IV. b. São Paulo.Art. A nosso ver. A nova redação dada agora ao §1° não alterou este nosso entendimento. 6á ed. Direito Penal. Refere-se tanto ao 2 sujeito ativo como ao passivo (H. 404. 1°). SENAI) (CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO). CP. a ampliação dada a este § 1° pela Lei n° 9. Assim. BATTOCHIO CASOLATO. b. p. o referido art. para os fins desta lei. citando MIGUEL REALE e THEMÍSTOCLES BRANDÃO CAVALCANTI). 327 Código Penal 650 para nela incluir "quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública". tão-só. 327 só alcança a autarquia. A/cance dos §§ 1°e2° 2 ■ Noção: Mesmo antes da Lei n° 9. são as autarquias (CRETELLA JÚNIOR. Conforme anota MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (ob.Limitada. pp. v. 84 da Lei n° 8. c. p. 232 e 284). 1959. § só tem aplicação para os crimes relacionados na Lei n° 8. SESC. o § 2 2 deixa claro que a primeira corrente é a certa. A equiparação é feita. 1998. compreende as empresas públicas. como as de amparo aos hipossuficientes. não incluindo as sociedades de economia mista e as empresas públicas. demonstrando que tanto a equiparação do antigo § como a do § devem ficar limitadas ao sujeito ativo. figura qualifica.. 102).983/00. Já DAMÁSIO E. CPC. as pessoas expressamente indicadas (ocupantes de cargo em comissão ou de função de direção ou assessoramento das entidades indicadas no § 2 2) podem ser agentes de crimes contra a Administração (e sofrendo penas aumentadas). segundo regime jurídico de direito público". dá o "efetivo significado" da expressão entidade paraestatal empregada pelo § 1 2 do art. § 1 2 . Ampliativa. ob. v. .. mas os funcionários não qualificados das mesmas entidades não ficam equiparados a funcionários públicos. para o sujeito ativo (HUNGRIA. 84. para quem a expressão entidade paraestatal do §1 9 deste art. tratando-se de pessoas privadas que exercem função típica (embora não exclusiva do Estado). além das fundações. que deu nova redação ao § 1 .666/93 ( Direito Penal. p. as demais entidades sob controle. cit. mediante mútua colaboração" (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. 4. Para ROBERTO W.666/93. as sociedades de economia mista e as fundações instituídas pelo Poder Público (HELY LOPES MEIRELLES). que define crime em licitações e contratos da Administração Pública. 1979. Para outra corrente. 5°. "para a consecução de fins públicos. O § 22 contém uma equiparação e uma figura qualificada.799/80. direto ou indireto. MAGALHÃES NORONHA. 397-8). Jurisprudência Criminal. mas a causa de aumento de pena prevista no § é aplicável. empresas e fundações li gadas ao Poder Público. abrange pessoas privadas que colaboram com o Estado desempenhando atividade não lucrativa e à qual o Poder Público dispensa especial proteção. IX. de assistência social e de formação profissional (SESI. DE JESUS. art. 138). art. pp. Já a empresa conveniada é aquela que celebra ajuste com o Poder Público "para a realização de objetivos de interesse comum. cit. 84.983/00 não retroagirá. "quem exerce cargo. v. n 250). Equiparação e ■ Noção: Instituído pela Lei n° 6.. 208). b. assim consideradas. já havia duas correntes acerca da abrangência do revogado § 1 2 : a. 312 a 326 do CP e às pessoas ocupantes dos cargos e funções textualmente indicados no § 2 2 . emprego ou função em entidade paraestatal.

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