501

Código Penal

Art. 235

■ Concurso de pessoas: Pode haver participação de terceiros, nos termos amplos do art. 29 do CP. Entretanto, em vista das duas figuras que o art. 235 contém (caput e § 11, entendemos que o partícipe fica sujeito à pena mais branda do § (e não à do caput), pois não se pode puni-lo com sanção superior à cominada para o próprio agente, que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa já casada, ciente da circunstância. Assim, ainda que o partícipe, por exemplo, auxilie o agente que comete a figura do caput, a pena do concurso de pessoas deve relacionar-se com a do § 1 r do art. 235. E, a nosso ver, a única solução permitida pela estrutura das duas figuras deste artigo. ■ Prescrição: Quanto ao termo inicial, vide nota ao art. 111, IV, do CP. ■ Concurso de crimes: A celebração de mais de um casamento configura crimes autônomos. Para ANDRES A. BALESTRA, haveria crime continuado ("Bigamia", in Enciclopédia Saraiva do Direito, v. 11, p. 318). Absorção: predomina o entendimento de que a bigamia absorve o crime de falsidade. ■ Pena: Reclusão, de dois a seis anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Casamento de pessoa não casada com outra casada (§ 1°J ■ Noção: Em figura destacada, o CP incrimina a conduta de quem, não sendo casado (isto é, sendo solteiro, viúvo ou divorciado), contrai casamento com pessoa casada, conhecendo essa circunstância. ■ Tipo subjetivo: Em face da expressão usada ("conhecendo"), requer-se o dolo direto, não bastando o eventual. ■ Pena: E alternativa a pena privativa de liberdade: reclusão ou detenção, de um a três anos. ■ Anulação: Não afasta o crime o desquite do primeiro cônjuge nem a nulidade do segundo casamento por motivo de bigamia (TJSP, RT 514/322). A anulação do segundo casamento, por motivo de bigamia, não torna inexistente o crime (TJSP, RJTJSP 100/496, RT 505/309). Haverá o crime, desde que vigente o casamento anterior (TJSP, RT 557/301). ■ Divórcio posterior: O divórcio obtido posteriormente, em relação ao segundo casamento, não isenta o agente do delito de bigamia (TJSP, RJTJSP 110/503). ■ Prova de vigência: Se o acusado contraiu novas núpcias, ainda na vigência do primeiro casamento, não demonstradas a ocorrência de erro de fato, a ausência de dolo na sua conduta ou a ignorância do caráter criminoso do fato, impõe-se a condenação (TJMG, RT 773/644). Não basta a prova de que o acusado casou-se duas vezes, sendo necessária a demonstração, que a acusação deve fazer, de que o primeiro matrimônio estava vigente ao tempo da realização do segundo (TJSP, mv — RJTJSP 80/373, 74/312). Contra: A morte da primeira esposa precisa ser comprovada pelo acusado, não bastando que seja presumida (TJSP, mv— RT 541/364). ■ Agente apenas desquitado: Pratica bigamia, se contrair novo casamento antes de divorciar-se (TJPR, RT549/351). ■ Concurso de pessoas: É co-autor quem, tendo conhecimento de que a pessoa que vai casar-se já é casada, participa como testemunha ou padrinho do casamento, e também instiga o agente a consorciar-se (TJSP, RT566/290). Em tese, pode ser a testemunha do casamento que tem ciência da vigência do matrimônio anterior (TJSP, RJTJSP 68/331). ■ Tentativa: A tentativa começa corn o início do ato de celebração, sendo os proclamas e atos anteriores meramente preparatórios (TJSP, RT 526/336). ■ Concurso: A bigamia absorve o crime precedente de falsidade ideológica (TJSP, RJTJSP 100/453, 78/376, RT 533/319; TJMG, RT 694/358). ■ Prescrição: A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa a correr da data em que o crime se tornou conhecido da autoridade pública (TJSP, RSE 189.329-3, j. 13.11.95, in Bol. AASP n° 1.962). Vide, também, nota sob o título Bigamia e falsificação ou alteração de assentamento de registro civil, no art. 111 do CP.

Jurisprudência

Arts. 235 e 236

Código Penal

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■ Extraterritorialidade: Configura o crime de bigamia o fato de brasileiro, já casado no Brasil, contrair novo matrimônio no Paraguai, pois ambos os países punem a bigamia, o que preenche o requisito da extraterritorialidade do CP (TJSP, RT516/287, 523/374). ■ Figura do parágrafo único: Exige o dolo direto, isto é, que o agente efetivamente saiba que já é casada a pessoa com quem está se casando (TJSP, RJTJSP 100/496). INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO Art. 236. Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena — detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único. A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimenta anule o casamento ■ Composição e transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabem composição e transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a composição e a transação serão cabíveis ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada, vide jurisprudência no art. 100 do CP. /nduzimento a erro essencial e ocultação de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge que induziu em erro ou ocultou impedimento. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge enganado. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é contrair casamento: a. Induzindo em erro essencial o outro cônjuge. Induzirtem a significação de levar a, persuadir, aconselhar. Sobre o que seja erro essencial, vide art. 219 do CC. Obviamente, para que o cônjuge-vítima seja induzido, ele deve desconhecer o defeito do cônjuge-agente e ser por este induzido em erro essencial. A modalidade de induzir exige ação positiva, não bastando a simples omissão ou inação. b. Ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior. Como ocultarentende-se esconder, disfarçar, encobrir. O impedimento deve ser um dos arrolados nos incisos I a XII do art. 183 do CC. Na opinião dominante dos autores, a ocultação deve ser comissiva, não se tipificando o comportamento de quem simplesmente se omite de declarar o impedimento. Também nesta modalidade, mister se faz que o outro cônjuge seja enganado. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de contrair matrimônio, induzindo ou ocultando. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: No momento e lugar em que se realiza o casamento. ■ Tentativa: E juridicamente inadmissível, em razão da condição de procedibilidade inserta no parágrafo único. ■ Pena: Detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: E de iniciativa privada. O direito de queixa só pode ser exercido pelo cônjuge enganado e após o trânsito em julgado da sentença que anule o casamento por erro ou impedimento, segundo preceitua o parágrafo único deste art. 236.

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Código Penal

Arts. 236 a 238

Trata-se de condição especial exigida para o exercício da ação penal, mas sua natureza jurídica é polêmica: para uns, seria condição objetiva de punibilidade e, para outros, condição de procedibilidade. Sucessão: E inaplicável a sucessão de queixosos prevista pelo § 49 do art. 100 do CP, pois o direito é personalíssimo. CONHECIMENTO PRÉVIO DE IMPEDIMENTO Art. 237. Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta: Pena — detenção, de três meses a um ano. ■ Transação: Cabe (art. 76 da Lei n° 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Conhecimento prévio de impedimento ■ Objeto jurídico: A regular formação da família. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (ou ambos os cõnjuges) que contrai matrimônio sabendo da existência de impedimento absoluto. ■ Sujeito passivo: 0 Estado e o cônjuge desconhecedor do impedimento. ■ Tipo objetivo: Para a incriminação, é suficiente que o agente se case conhecendo (sabendo) a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta. Tais impedimentos são os arrolados nos incisos I a VIII do art. 183 do CC. Se ambos os contraentes souberem do impedimento, serão co-autores (CP, art. 29). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que para vários autores pode ser o eventual (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. III, p. 704; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. III, p. 304), embora, a nosso ver, a expressão "conhecendo" exija dolo direto. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Erro: O erro quanto ao impedimento exclui o dolo (CP, art. 20). 0 engano quanto ao alcance legal do impedimento reflete na culpabilidade (CP, art. 21). ■ Consumação: Com a realização do casamento. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Se o impedimento conhecido for o do art. 183, VI, do CC (ser casado), o crime será o do art. 235 do CP (bigamia). ■ Pena: Detenção, de três meses a um ano. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

SIMULAÇÃO DE AUTORIDADE PARA CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO Art. 238. Atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento: Pena — detenção, de um a três anos, se o fato não constitui crime mais grave. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Simulação de autoridade para celebragão de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: O Estado e o cônjuge de boa-fé. ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito formal, para cuja consumação não é necessário que o matrimônio seja efetivamente celebrado. A conduta é atribuir-se falsamente autoridade para celebração de casamento. Como bem registra MAGALHÃES NORONHA, "a atribuição falsa requer conduta inequívoca do agente, a demonstrar que ele se diz com essa competência" ( Direito Penal, 1995, v. III, p. 306).

■ Tentativa: Admite-se. de quinze dias a seis meses. 239. Simular casamento mediante engano de outra pessoa: Pena — detenção de um a três anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. SIMULAÇÃO DE CASAMENTO Art. ■ Concurso de pessoas: Poderão ser partícipes o escrivão. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é simular(fingir. do CP. 238 é expressamente subsidiário. inexiste o delito. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. e dentro de um mês após o conhecimento do fato. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Simu/ação de casamento ■ Objeto jurídico: A ordem jurídica do casamento. Na escola tradicional é o "dolo genérico". de modo que ficará excluído se o comportamento configurar crime mais grave ou constituir elemento deste último. se o fato não constitui crime mais grave. Incorre na mesma pena o co-réu. de um a três anos. testemunhas ou outras pessoas. 239 é expressamente subsidiário e será excluído se for o meio (elemento) empregado para a prática de delito mais grave. de um a três anos. Jurisprudência ■ Concurso de pessoas: Pode ser partícipe a pessoa que consegue o falso juiz de paz (TACrSP. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico".Arts. que o casamento seja simulado mediante (por meio de) engano de outra pessoa. representar). ■ Pena: Detenção. ■ Subsidiariedade: O delito do art. 89 da Lei n° 9. com engano de outra pessoa. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. a vontade livre e consciente de simular casamento. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. § 1 2. ADULTÉRIO Art. portanto. .099/95). O agente simula casamento mediante engano de outra pessoa. devendo esta ser o nubente enganado ou seus responsáveis. Cometer adultério: Pena — detenção. pelo agente. ■ Consumação: Com a efetiva simulação. Não há punição a título de culpa. parágrafo único. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. Se nenhum deles é enganado. ■ Sujeito passivo: O Estado e o contraente ou seu representante legal. RT 488/382). na hipótese de ser necessário o consenti mento destes. ■ Consumação: Com a prática. 328. art. que será excluído pelo erro do agente quanto a sua competência. de qualquer ato próprio da função que falsamente se atribui. A ação penal somente pode ser intentada pelo cônjuge ofendido. ou seja. 240. ■ Subsidiariedade: O delito do art. E necessário. iludidos. ■ Confronto: Se o agente aufere vantagem. 238 a 240 Código Penal 504 ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Inexiste modalidade culposa. ■ Pena: Detenção. ■ Tentativa: Admite-se. § 2 2 .

382). A primeira corrente (a) é a mais acertada e tem a seu favor a jurisprudência recente. VIII. 1959. expressa ou tacitamente. a ser contado pela regra do art. 240. b. em curso. § 42 . 1995. ROMÃO CORTES DE LACERDA. Lições de Direito Penal — Parte Especial. p. a. III. 1965. A nosso ver. 714). 1959. É inaplicável a sucessão consignada pelo § 4 2 do art. também. art. 5 2 da Lei n 2 6. 72 a 74 da Lei n" 9. III. ■ Objeto jurídico: A organização jurídica da família e do casamento. somente podendo ser intentada pelo cônjuge ofendido e dentro de um mós após o conhecimento do fato (§ 2 2 ).515/77). ■ Tipo subjetivo: O dolo. II — se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no art. ■ Suspensão condicional do processo: Quanto à possibilidade de suspensão condicional do processo na ação penal privada. 1996. v. v. Direito Penal. 240 § 32 . Lições de Direito Penal. e a pessoa que tem aquela relação com a casada (§ 1 2 ). Trata-se de prazo especial de decadência (vide notas ao CP. p. c. se este não tiver sido julgado definitivamente (H. o adultério não mais deveria ser tipificado como crime. para revogar este art. 1995. ■ Conciliação: Cabe (arts. ou seja. v. 165. vide nota ao § 3 2 . MAGALHÃES NORONHA.099/95). há posições diversas na doutrina brasileira.505 Código Penal Art. p. b. porquanto só pode ser cometido por duas pessoas (de sexos opostos). Direito Penal. Comentários ao Código Penal. p. 1965. Relativamente à pessoa separada judicialmente (desquitada). Só o caracteriza o coito vagínico (BENTO DE FARIA. 103). H. entendimentos diversos sobre seus efeitos: a. Comentários ao Código Penal. Código Penal Brasileiro Comentado. A ação penal não pode ser intentada: I — pelo cônjuge desquitado. Inexiste forma culposa. III. 10 do CP. III. ainda que uma delas aja sem conhecimento ou seja penalmente irresponsável. v. O crime não se extingue ( MAGALHÃES NORONHA. a vontade livre e consciente de praticar adultério. VI. 100 do CP. Também configura o coito anormal ou qualquer ato sexual inequívoco (DAMásIO DE JESUS. ■ Ação penal: É de iniciativa privada (queixa-crime). ■ Sujeito passivo: Somente o cônjuge enganado. 20). continuando apenas na órbita civil. ■ Transação: Acerca da possibilidade da transação na ação penal privada. . é o "dolo genérico". ■ Consumação: Com a efetiva relação sexual. p. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. 317 do Código Civil. v. É pressuposto da infração a existência formal e a vigência de anterior matrimônio. Na doutrina tradicional. 310. Não subsiste o crime (ROMÃO CORTES DE LACERDA. p. VIII. vide jurisprudência no art. Extingue o crime. para o co-réu. o dolo deve ser excluído pela ignorância quanto ao estado de casado do outro (erro de tipo do art. vide jurisprudência no art. Adu/tério ■ Observação: Há projeto de lei. ■ Tipo objetivo: Trata-se de delito de concurso necessário. v. p. ■ Pena: Para o agente e para o co-autor é igual: detenção. há. Quanto à significação do que seja o adultério que o Código menciona. 714). p. O juiz pode deixar de aplicar a pena: I — se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. 3. Direito Penal. v. de quinze dias a seis meses. como causa de separação judicial (art. FRAGOSO. II — pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. com apoio em HUNGRIA. ■ Sujeito ativo: O cônjuge (homem ou mulher) que tem relação sexual fora do matrimônio (caput). 198. 311). FRAGOSO. 1959. Quanto à anulação do casamento. v. 381). 100 do CP.

Jurisprudência Criminal. TARJ. ■ Decadência: Conta-se o prazo decadencial a partir do conhecimento inequívoco do fato. Quanto ao perdão tácito. RTJ 93/532). ■ Casos: O juiz pode concedê-lo: ■ I. RT 435/382. Julgados 80/539. IX. sevícia. o exemplo mais comum é a posterior coabitação. 2637). ■ Recebimento da queixa: Para o recebimento da queixa. RTJ 120/191). indícios razoáveis de que o delito tenha ocorrido. Julgados 79/286). a ação penal não pode ser intentada: ■ I.Art. Se havia cessado a vida em comum dos cônjuges. de tal forma a sugerir a prevaricação conjugal (TACrSP. quando as fotografias tiradas no flagrante mostram a mulher de camiseta e roupa íntima (TACrSP. do CP. não se considerando como tal meras suspeitas (STF. o ingresso tardio em juízo.515/77 (conduta desonrosa ou qualquer ato que importe em grave violação dos deveres do casamento e tornem insuportável a vida em comum). Pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou. RT 486/310). Código Penal e sua Interpretação Jurisprudencial. a prática do delito (TACrSP. só se tipifica com a conjunção carnal. Perdão judicial (§ 42 ) Jurisprudência . permitiu. mv— RT723/614). ■ II. mv— RT732/716). anuiu. compreende também o divorciado (ALBERTO SILVA FRANCO e outros. Se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no revogado art. pois o direito à ação penal é personalíssimo e não pode ser transferido a outros queixosos. embora já tivesse ingressado com pedido de separação judicial. Não faz jus ao perdão. se cometido o adultério após o abandono do lar e cessação da vida em comum (TACrSP. no inquérito policial. ainda pendente de decisão (TARJ. a nosso ver. ■ Inquérito policial: O inquérito policial não é elemento indispensável para a propositura de ação penal por adultério (STF. não impede a decadência. Julgados 79/285). Não se exige o rigorismo do nudus cum nuda in eodem lecto. também os equivalentes do art. se os cônjuges já estavam separados de fato (TACrSP. 240 Código Penal 506 100 do CP. Conta-se do conhecimento certo e seguro (TACrSP. 1979. "Consentiu" entende-se como aquiesceu. não definido em nosso Código. é suficiente que haja. ■ Separação judicial e perdão judicial: Aplica-se o perdão. FRAGOSO. n° 11). injúria grave ou abandono do lar durante dois anos consecutivos). /mpedimentos ao exercício da alão pena/ (§ 3°) ■ Noção: Por expressa disposição deste parágrafo. ■ Natureza e efeitos: Quanto à natureza e efeitos do perdão judicial. 5° da Lei n° 6. mv— RT732/716). tentativa de morte. se o casal permanecia sob o mesmo teto. 317 do CC (adultério. ■ II. I. v. ■ Conceito penal de adultério: Prevalece o entendimento de que o adultério. 107. cujo prazo é fatal e peremptório (TACrSP. mv — Julgados 92/79). 531/352). 240. Faz jus ao perdão judicial. o que se pode traduzir pelas circunstâncias em que o casal é encontrado. vide nota ao art. Basta o encontro do casal em lugar e situação que autorizem supor. porque o dever de fidelidade conjugal foi rompido (TACrSP. não se caracteriza o crime deste art. devido ao retardamento do inquérito. ou. A ação penal por adultério somente pode ser exercida dentro de um mês após o conhecimento do fato. 486/318. RT514/382. contra: H. e não apenas com atos sexuais inequívocos (TACrSP. ■ Separação de fato e atipicidade: Se o casal já estava separado de fato quando de eventual prática do adultério. 1995. RT783/653). RT721/467). Obviamente. que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. p. Simples beijos e abraços com outra mulher não configuram (TACrSP. necessariamente. Pelo cônjuge desquitado (separado judicialmente). expressa ou tacitamente.

podendo o juiz deixar de aplicar a pena. Registro de nascimento inexistente ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. 242. de dois a seis anos. provocar.94. 722. de dois a seis anos. ocultar recém-nascido ou substituí-Io. ■ Pena: Reclusão. ■ Tipo subjetivo: O dolo. obedece à regra geral (ROMÃO CORTES DE LACERDA. ■ Concurso de crimes: O crime de falsidade fica absorvido. ■ Confronto: Se ocorreu. p. mas seu estado civil foi alterado. de dois a seis anos. MAGALHÃES NORONHA. nota. ■ Sujeito passivo: O Estado e a pessoa prejudicada pelo registro. Jurisprudência PARTO SUPOSTO. p. v. 241 (TJSP. ■ Tipo objetivo: Promovertem o sentido de dar causa. in RBCCr 10/223). suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão. v. do CP (H. Não há forma culposa. 1959. RT 403/124). mas não a deste art.507 Código Penal Arts. 53139).2. ■ Concurso de crimes: Os crimes de falsidade e uso de documento falso ficam absorvidos pelo delito do art. nascimento que não existiu ou nascimento de natimorto. ■ Confronto: Se o registro é de filho alheio. Direito Penal. III. ■ Competência: Compete à Justiça Federal julgar o crime do art. o nascimento de pessoa viva. Dar parto alheio como próprio. b. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 389. 812. que simulou a gravidez e o nascimento durante a sua ausência (TJSP. por ser o falso elemento do crime do art. Parágrafo único.9. que consiste na vontade livre e consciente de promover a inscrição. DJU 14. DJU 22. Ap. IV. ■ Erro: Fica isento de pena o réu que promoveu o registro enganado pela co-ré. e 393).. ■ Prescrição: Há duas orientações na doutrina: a. RT381/152). a fim de obter permanência no País (TRF da 2 R. pp. v. Comentários ao Código Penal. o termo inicial segue a regra do art. p. 241. 5999. 242. ■ Ação penal: Pública incondicionada. efetivamente. 1965. 316). FRAGOSO. registrar como seu o filho de outrem. 2 á figura. VIII. 1995. vide art. Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente: Pena — reclusão. a infração penal poderá ser outra. RSE 150. isto é. SUPRESSÃO OU ALTERAÇÃO DE DIREITO INERENTE AO ESTADO CIVIL DE RECÉM-NASCIDO Art. 241. A conduta deve visar à inscrição (registro) de nascimento inexistente. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. quando perpetrado para uso perante o Governo Federal. 111. . Se o crime é praticado por motivo de reconhecida nobreza: Pena — detenção de um a dois anos. III. p.. ■ Tentativa: Admite-se. 241 e 242 Capítulo II DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO REGISTRO DE NASCIMENTO INEXISTENTE Art. ■ Consumação: Com a inscrição no registro civil. do CP. 241 do CP (TRF da 2 R. requerer.95. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 241.

A respeito.4. 316. nela não se enquadrando o fato oposto de dar parto próprio como alheio. ■ Tipo subjetivo: O dolo. os Costumes e a Família.81. ■ Concurso de pessoas: Outras pessoas. Crimes contra a Religião.4. de fato. 5639). ■ Divisão: O art. Na figura privilegiada (vide parágrafo único). ■ Consumação: Com a situação que altera. a transação será cabível. mas o natimorto é substituído por filho de outrem. diga que um recém-nascido é seu filho. ■ Prescrição: Na hipótese de existir falsidade em registro civil (absorvida pelo art. a vontade livre e consciente de dar parto alheio como próprio. RCr 1. ■ Motivo: O fato de ser nobre o motivo do parto suposto ameniza a pena e permite a aplicação do perdão judicial. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. 242 não basta que a mulher. ■ Pena: Reclusão. 242). v. de 30.3. ■ Sujeito passivo: Os herdeiros prejudicados. 242 Código Penal 508 ■ Transação: De acordo com o art. 1995. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art. ou com a supressão ou alteração dos direitos. 22 . podem ser co-autores ou participes. Jurisprudência figura da . ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. v. ■ Tentativa: Admite-se. detenção de um a dois anos. às duas últimas figuras (ocultação e substituição) ou alcança. Não há punição a título de culpa. p. as duas primeiras (parto suposto e registro de filho alheio). 242 (BENI CARVALHO. Mister se faz a criação de situação em que prenhez e parto são simulados e é apresentado recém-nascido alheio como se fosse próprio. DJU 2. ■ Tipo objetivo: A descrição é dar parto alheio como próprio. 2 ■ Alteração: Caput e parágrafo único com redação dada pela Lei n 6. 5639). 391). a partir da vigência da Lei n° 10. em vigor a partir de 12. 52 . VII 1. 355). Não se faz necessário o registro civil falso.099/95). p. Direito Penal. no art.898. ou há parto real. também. simplesmente. A finalidade é exigida para todas as figuras do art.113. cabe a transação no parágrafo único.259. ROMÃO CORTES DE LACERDA. 2. Parto suposto (10 figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. Elemento subjetivo do tipo: discute-se se a finalidade inscrita no final do artigo ("suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil") refere-se. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria no crime de parto suposto (TER. há duas opiniões divergentes: 1. DJU 2.113.1. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Sujeito ativo: Só a mulher. I I I. A finalidade só se refere às figuras de ocultar e substituir (MAGALHÃES NORONHA. RCr 1. p. 100 do CP. Assim. nota Prescrição). 241 do CP. 1943.Art. de dois a seis anos. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 1959. caput. ■ Concurso de crimes: Este crime absorverá eventual falsa inscrição no registro civil.259/01. mas não descaracteriza o crime (TER. p. a filiação da criança. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. p. entendemos que. 242 do CP contém quatro figuras distintas em seu caput e a figura privilegiada no parágrafo único. parentes ou não. Para a tipificação do art. da Lei n 2 10.87. de 12.7. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. tão-só. parágrafo único.01. Em face do princípio da isonomia (art. ou perdão judicial. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 89 da Lei n 9. ou seja.87. existem duas orientações (vide. Comentários ao Código Penal.02.

Com a Lei n° 6. RT525/428).4. Na dependência de ser reconhecida ou não a existência do elemento subjetivo do tipo nesta figura (vide nota Tipo subjetivo). 242 não é mais benigna. mas de terceira pessoa. 2003. e agindo sem o intuito de alterar a verdade nem de prejudicar direito ou criar obrigação (TACrSP. ■ Sujeito ativo: Pode ser homem ou mulher (TJSP. ■ Irretroatividade: A nova redação do art. RJTJSP 162/303). ■ Objeto jurídico: O estado de filiação.80. ■ Concurso de pessoas: Pode haver. Ou seja. RT600/355. TJSP. registra filho alheio como próprio (TJSP. ■ Consumação: Com o efetivo registro (ou com a supressão ou alteração. consistente na vontade consciente e livre de registrar. RT 551/404. RJTJSP 93/440). RJTJSP93/440). o registro de filho alheio não mais se enquadra no art. promover sua inscrição no registro civil. de 30. e sim neste art. na verdade. referente à especial finalidade de agir (para supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil). ou seja. 299 e parágrafo único do CP (falsidade ideológica em assentamento do registro civil). DJU 2. 299 requer (STF. a doutrina e jurisprudência mais modernas invariavelmente entendiam que não havia o crime quando a falsidade do registro era praticada por motivo nobre. 242 do CP. de modo que não pode ser aplicada aos registros ocorridos antes de sua vigência (STF. 242 Registro de filho alheio (2g figura do caput) ■ Observação: A alteração introduzida neste art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. pois este é elementar do delito (TJSP. Antes da Lei n° 6. ■ Tentativa: Admite-se. TJSP. preferiam registrá-la como sendo seu filho. RT542/339. 528/322. incrimina fato que antes era atípico (vide final da nota Observação). RT591/ 410. TFR. Pune-se a ação de registrar como seu o filho de outrem. ■ Concurso de crimes. TJSP. 242 (TJSP. não é seu filho. em vez de conseguir a absolvição. aquelas pessoas só poderão obter o perdão judicial. ■ Concurso de crimes: O registro de filho alheio absorve o falso. porém. Por meio de tal prática.3. a criança registrada existe. p.898. RT 595/336). a intenção de beneficiar os autores daqueles registros. O nascimento é real. ela poderá até prejudicá-los. ■ Aplicação: Com a alteração do art. em vista da ausência do elemento subjetivo do tipo que o art. consignado no final do artigo (vide. o agente declara-se pai ou mãe de determinada criança que. muitos casais. sustentava-se a atipicidade do fato. por si só. ■ Intenção de salvar: Absolve-se quem registra filho alheio como seu com a intenção de salvar a criança. independentemente do expediente adotado. este passou a ser o crime de quem. Não há forma culposa. na hipótese de reconhecer-se o elemento subjetivo do tipo). RJTJSP 93/440). tal comportamento só era enquadrável no art. ■ Retroatividade ou não: Depende de considerar-se se a nova figura beneficia o agente ou. É discutível a exigência ou não do elemento subjetivo do tipo.81. Todavia. porém sua filiação é diversa da declarada. 242 deu nova definição penal à chamada adoção à brasileira. O fato do registro de filho alheio como próprio haver sido efetuado em data anterior à Lei n° 6. RT698/337. nota Tipo subjetivo). para conferir Jurisprudência da 2g figura . ■ Tipo objetivo: O núcleo é registrar.898/81 não é bastante. em vez de adotar regularmente uma criança. que tem a significação de declarar o nascimento. ■ Sujeito passivo: O Estado e as pessoas prejudicadas pelo registro. RJTJSP80/395). APn 29. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. A inovação introduzida teve. Corretamente. TJRJ. pena e ação penal: Iguais aos do caput. 299.898/81. prescrição.509 Código Penal Art. quando o falso beneficiava o menor em vez de prejudicar seus direitos. ao contrário. Na prática. no caput. teoricamente.

242 (TFR. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo específico". e multa.898. de um a dois anos. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. ■ Consumação: Com a efetiva supressão ou alteração dos direitos. Na escola tradicional é o "dolo específico". deixa-se de aplicar a pena. ao art. ■ Perdão judicial: Ficando reconhecido que agiu com fim nobre. ■ Noção: Nas quatro figuras do caput. inseriu. de acordo com o atual parágrafo único do art. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para alterar ou suprimir).Arts. Quanto à natureza extintiva da punibilidade desse instituto. ■ Tentativa: Admite-se. se o crime for praticado por motivo de reconhecida nobreza (generosidade. sonegar. entende-se a expressão em seu sentido comum e não restrita ao conceito científico. solidariedade etc. ■ Tipo objetivo: Pune-se a substituição (troca) de recém-nascidos. Deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. desprendimento. 107. ou deixar de fixá-la. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. atribuindo-se a um os direitos de estado civil do outro. IX. Substituição de recém-nascido (4$ figura do caput) Figuraprivilegiada (parágrafo único) Jurisprudência SONEGAÇÃO DE ESTADO DE FILIAÇÃO Art. mv— RTJ 143/129). suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil. mais um caso de perdão judicial. referente ao especial fim de agir (para supressão ou alteração). Como recém-nascido. eis que esse comportamento revelava-se subsumível.). ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. ■ Perdão judicial: A Lei n° 6. isto é. ■ Tipo objetivo: Ocultar é esconder.10. aplicando o perdão judicial. ■ Tentativa: Admite-se. de um a cinco anos.81. de 30.038. do CP. p. DJU 29. Ocultação de recém-nascido (3° figura do caput) ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. o juiz poderá aplicar a pena de detenção. 242 e 243 Código Penal 510 atipicidade à conduta dos agentes. ■ Sujeito passivo: Os recém-nascidos substituídos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Inexiste modalidade culposa. 4. vide nota ao art. . Ap. Não basta para a tipificação a mera ocultação. ■ Pena e ação penal: Vide notas à 1 figura. 243. ■ Sujeito passivo: O recém-nascido. humanidade. em tese. ■ Consumação: Com a supressão ou alteração dos direitos.3. A troca do recém-nascido pode ser por criança viva ou natimorta. 299 e parágrafo único (STF. ■ Concurso de crimes: A eventual falsidade de registro estará absorvida por este crime. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo que o tipo contém. Não é necessário à configuração o registro de nascimento das crianças substituídas. Não há modalidade culposa. é necessário que esta seja acompanhada da privação dos direitos do recém-nascido.81. com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil: Pena — reclusão. no parágrafo único. 10810).

além dos pais. Sonegação de estado de filiação ■ Objeto jurídico: O estado de filiação. o simples abandono: é necessário que este seja acompanhado de ocultação da filiação ou atribuição de filiação diversa.741/03 . ** Conforme o original. de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. fixada ou majorada. ou de ascendente inválido ou valetudinário. ■ Pena: Reclusão.7. Parágrafo único. fixada ou majorada.Estatuto do Idoso (vide Anexo X). Na corrente tradicional indica-se o "dolo específico". vide arts. 89 da Lei n° 9.68. sendo solvente. Jurisprudência Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR ABANDONO MATERIAL Art. ■ Tipo objetivo: A norma refere-se a filho próprio ou alheio.099/95). Nas mesmas penas incide quem. 244. ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra. 227. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. ou de filho menor de dezoito anos ou inapto para o trabalho. e multa. deve ser abandonada em instituição pública ou particular. arts. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Não basta. § 69 . ■ Ação penal: Pública incondicionada. * Art. de socorrer descendente ou ascendente. A vítima. o pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. de modo que outras pessoas. gravemente enfermo: Pena — detenção. .099/95). portanto. de um a cinco anos. de 25. O comportamento é descrito como deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio. com nova redação determinada pela Lei n° 10. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Consumação: Com o abandono de que resulte ocultação ou alteração do estado de filiação. de um a quatro anos. ■ Alteração: Artigo e parágrafo único com redação determinada pela Lei n°5.511 Código Penal Arts. porém. sem justa causa. e 229 da Magna Carta. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo consistente no especial fim de agir (com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil). também. Abandono material ■ CR/88: Sobre pais e filhos. de prover à subsistência do cônjuge. poderão ser autoras do crime. 89 da Lei n° 9.478. frustra ou ilide. 243 e 244 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. RT542/341). ■ Elemento subjetivo: O crime do art. e multa. Não há forma culposa. 243 do CP só pode ser reconhecido se houver intenção de prejudicar direitos relativos ao estado civil (TJSP. embora devesse ser "elide". Deixar. não se enquadrando neste tipo a ação de largar em outro local. 133 e 134 do CP. ■ Confronto: Vide. Não é preciso que se trate de criança já registrada. ' de qualquer modo. deixar. como fim de prejudicar direito inerente ao estado civil. ■ Sujeito passivo: A criança lesada em seu estado de filiação. inclusive por abandono injustificado de emprego ou função. ■ Tentativa: Admite-se. 244. sem justa causa. caput.

478/68.Art. 244. tornando impossível. 92. pais. ■ Tipo subjetivo: O dolo. a vontade livre e consciente de não prover à subsistência (TACrSP. de socorrer descendente ou ascendente gravemente enfermo. Julgados 77/356. frustra (engana. de qualquer modo. contém três figuras típicas. ■ Tipo objetivo: Este art. ■ Consumação: Com a efetivação das condutas incriminadas. aplica-se.). mas respeitados os prazos processuais civis eventualmente cabíveis. ou de ascendente inválido ou valetudinário. com as mesmas penas do caput. 244 Código Penal 512 ■ Objeto jurídico: A proteção da família. caput. médicos etc. pois a pena é detentiva e não reclusiva (CP. obrigado por decisão judicial a prestar alimentos. sem justa causa. não lhes proporcionando os recursos necessários. b. 49). ascendentes ou descendentes.) de "ascendente" (pai. A obrigação de prover à subsistência pode caber a mais de um parente. "gravemente enfermo". de forma provisória ou definitiva. de um ano a quatro anos.478/68 (Lei de Alimentos). neto. a condenação de acusado de parcos recursos milita contra o desiderato do legislador penal. em razão de acordo. Faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. 95/78). ■ Sujeito passivo: As mesmas pessoas. a ressalva sem justa causa. ou seja. E inaplicável a declaração de incapacidade para o exercício do pátrio poder. ■ Confronto e concurso de pessoas: Vide Lei n° 5. no comentário ao CP. ■ Sujeito ativo: Somente os cõnjuges. como o que se fixa para o pagamento de pensão. burla) ou elide (suprime. sendo solvente. "Recursos necessários" são os estritamente necessários à habitação. art. elimina). alimentação. de prover à subsistência do cônjuge. LXVII). Deixar. Cuida-se. à época do delito. O crime é permanente. pois é notório que o cidadão com antecedentes criminais tem grande dificuldade de encontrar ocupação lícita. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". não podendo ser confundido com o mero inadimplemento de prestação alimentícia acordada em separação judicial (TACrSP. com enfermidade física ou mental grave. sem justa causa. não o faz por absoluta hipossuficiência econômico-fi- . de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. que se expressa pela vontade livre e consciente de deixar de prover à subsistência. ainda. ■ Pena: Detenção. ■ CR/88: Estando a prisão civil condicionada ao "inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia" (art. fixada ou majorada. ■ Pensão alimentícia: Não comete o crime o agente que. Aqui. 244 não foi alterada pela Lei n r 7. quem. isto é. ■ Confronto: Vide Lei n°5. mas a assistência suficiente prestada por um supre a obrigação dos demais. Ao contrário da lei civil. art. ou de filho menor de 18 anos ou inapto para o trabalho. o CP marca em 18 anos a idade do filho. avô.209/84 (vide nota Multas especiais. inclusive por abandono de emprego ou função. ■ Tipo subjetivo: O delito de abandono material exige o dolo. Deixar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. vestuário e remédios. 2. de abandono material (remédios. com mais razão há de se ressaltar essa perspectiva no Direito Penal. na prática. em que a falta de justa causa é elemento normativo: a. como efeito extrapenal da condenação. e multa. também. ■ Tentativa: E controvertida sua admissibilidade. prover a subsistência dos dependentes (TACrSP. Não há forma culposa do delito. c. que é elemento normativo.11). o pagamento de pensão. Frustração de pagamento de pensão (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A disposição inserta no parágrafo único pune.) ou "descendente" (filho. RJDTACr 12/133-4). Observações: 1. bisavô etc. bisneto etc. A pena pecuniária deste art. "Valetudinário" é o incapaz de exercer atividade em razão de idade avançada ou estado doentio. fixação ou majoração. Não se configurará o delito se a pessoa a ser assistida possuir recursos próprios para subsistir. E imprescindível que a pensão tenha sido determinada judicialmente. faltar ao pagamento de pensão ou deixar de socorrer. RT728/566).

Para que se tipifique o delito. não.5. 78/368). física e mentalmente. Ap. RJDTACr 12/44). RT 404/301). Sendo a falta de justa causa elemento normativo do delito. se o agente deixou de sustentar por motivo independente da sua vontade (TACrSP. caso devida. RJDTACr 10/36). 244. RT 519/398). RJDTACr 22/40). 8. 904. RT 638/306. o estado de necessidade alegado (TACrSP. ■ Reconciliação: Reconciliado o casal. ela se torna desde logo exigível (TACrSP.956. e não a que resulta de falta de recursos para pagar a pensão alimentícia a que foi civilmente condenado (TACrSP. Contra: Não há como responsabilizar o acusado. RT 726/683). necessariamente. RJDTACr 23/61). 0 filho adulterino só pode ser sujeito passivo quando provada. 244 nanceira (TJGO. a prova de sua ausência incumbe à acusação (TACrSP. § 62): 0 filho adulterino é incluído na proteção do art. Carência de recursos do acusado é justa causa (TACrSP. 421/255). RT 587/338. e passando a família a . pode praticar o delito de abandono material (TACrSP.899-6. PT 764/632. Não há justa causa para o abandono material. RT 423/386). Julgados 85/303.513 Código Penal Art. ■ "Deixar de prover" (1 2 figura): O que a lei pune é deixar de prover à subsistência da família. ainda que se tenha constatado o encargo supletivo da mãe (TACrSP. RT608/333. RT786/663) ou se não era solvente à época da obrigação (TACrSP. ainda que provisoriamente. Ap. ■ Pagamento posterior: Não descaracteriza o crime já consumado (TACrSP. mesmo separado de fato. RJDTACr 12/133-4). ■ Justa causa: É indispensável a demonstração de falta de justa causa para a omissão dos pais a fim de caracterizar o crime deste art. Só é punível a frustração intencional. em tese. pelos meios que a lei civil admite. j. seja ali adequadamente fixada (TACrSP. RJDTACr 16/56). ■ Abandono do lar: O abandono do lar não significa. TACrSP. 904. ■ Separação de fato: O marido. A hipossufi ciência econômica afasta a tipicidade (TACrSP. Julgados 93/56. 244 do CP (TACrSP. RT 506/449. se houve alteração em sua situação econômica ou dos filhos.956). RT 494/351). Igualmente o pai que não pensiona os filhos. deve providenciar a exoneração ou redução da obrigação (TACrSP. se no juízo cível vem sendo discutida a situação do casal. impõe-se a condenação (TJRS. Se a obrigação de prover cabe a mais de uma pessoa. art. ■ Auxílio de terceiros: Não se livra o réu pelo fato de terceiros evitarem que os seus filhos passem fome (TACrSP. Julgados 81/446. 244 do CP (TACrSP. durante o processo. sem justa causa (TJMG. 244 (TACrSP. impõe-se a instauração de nova ação penal contra ele (TACrSP. RT 400/302). JTAPR 2/299). Não há dolo. 93/58). RT 543/380). Julgados 79/225). Julgados 87/386. RJDTACr 21/62). sendo de toda lógica esperar que a pensão alimentícia. in Bol. TAPR. 68/290. é necessário que o agente esteja capacitado. Incide no art. Julgados 70/290). ■ Necessidade ou não de prévia fixação de pensão: É inaceitável a tese da prévia fixação dos alimentos no cível e o seu não-pagamento pelo réu. consuma-se o delito no momento em que deixa de pagá-la na data marcada (TACrSP. a cumprir sua obrigação (TACrSP. se o agente deixa o lar para constituir nova família (TACrSP. in Bol. RT 756/611). para configurar a primeira modalidade do art. a filiação espúria (TACrSP. ■ Consumação: Na hipótese de falta de pagamento de pensão. ■ Perseveração: Perseverando o agente. TACrSP.95. RT 761/711). AASP n° 1. Desde que avençada a pensão alimentícia. quem não paga pensão alimentícia fixada ou homologada judicialmente em favor dos filhos (STF. j. 8. a prover insuficientemente (TACrSP. AASP n° 1.5. satisfatoriamente.95.899-6. Julgados 85/302. ■ Filho adulterino (designação proibida pela CR/88. e. E irrelevante a alegação de que não lhe era permitido visitar os filhos e. o abandono material (TACrSP. 577/383). RT 760/701). RT 490/343). Se o agente não prova que deixou de prover a subsistência da família por motivo justificado e que inexistiu dolo na recusa. após condenação transitada em julgado. RT 783/650). 227. Contra: Tipifica-se o delito quando não comprovado pelo acusado. a suficiente assistência prestada por alguma delas supre a obrigação das demais (TACrSP. RT 543/380). Julgados 86/337.

frustrar o pagamento de pensão alimentícia judicialmente fixada (STF. cabe a transação no caput. ou se o menor é enviado para o exterior. 52 . Assim. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a nova redação do dispositivo alcança . ■ Multa: A sanção pecuniária do art. parágrafo único. de um a dois anos. Incorre. E necessário. pode configurar o ato de quem abandona emprego para. por mais de um mês.02. mv — RJDTACr 27/25).7. mv — RJDTACr 27/25). com o fito de obter lucro. § 1 2. Entregar filho menor de dezoito anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo: Pena — detenção. ■ Objeto jurídico: A assistência aos filhos menores. contra. a transação será cabível. se o agente pratica delito para obter lucro. da Lei n 2 10. 100 do CP. 244 e 245 Código Penal 514 conviver novamente no lar comum.251. pois a ação punida é deixar de prover à família (TACrSP. ■ Classificação: E delito omissivo e permanente (TACrSP. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Continuidade: Caracteriza crime continuado a conduta do agente que deixa. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Sujeito ativo: Somente os pais (legítimos. não se tratando de crime permanente (TACrSP. injustificadamente. vide arts. A pena é de um a quatro anos de reclusão. a partir da vigência da Lei n 2 10.01. da CR/88) e da analogia in bonam partem. ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA Art.259. na pena do parágrafo anterior quem. 89 da Lei n2 9.209/84. RT381/284). § 62. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Sujeito passivo: O filho menor de 18 anos. independentemente da natureza da filiação.259/01. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e nos §§ 1 2 e 22 (art. entendemos que. embora excluído o perigo moral ou material. 227.11. também. RT 518/385). de 12. Embora a rubrica se refira a pessoa inidônea. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. RT 518/385.84. ■ Transação: De acordo com o art. de efetuar o pagamento de pensão na data estipulada. deu nova redação ao caput e introduziu os dois parágrafos. 2 2 . esse lapso deve ser juridicamente relevante. 245.1. 244 do CP não foi alterada pela Lei n° 7.099/95). § 22 . e 229 da Magna Carta. RTJ 88/402). de 19. ■ Frustração de pagamento (parágrafo (nico): Em tese. Julgados 65/251. Embora não se requeira que a entrega seja por maior tempo. em vigor a partir de 12.Arts. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Basta a situação de perigo abstrato. perde a ação penal a situação antecedente e o delito não é considerado caracterizado (TACrSP. ■ Concurso: A ação de deixar de prover a vários filhos e a mulher não configura concurso formal. caput. pois. Incrimina-se a entrega do filho menor de 18 anos a pessoa em cuja companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou materialmente em perigo. Julgados 96/217). ■ Tipo objetivo: Entende-se entregar como deixar sob a guarda ou cuidado. ■ CR/88: Sobre pais e filhos. auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior. naturais ou adotivos). a cuja companhia o filho é entregue. devendo ser expressa em salário mínimo (TACrSP. que essa pessoa. Entrega de filho menor a pessoa in/dõnea ou perigosa (caput) ■ Alteração: A Lei n 2 7. entendendo não ser permanente: TACrSP. possa colocá-lo em perigo moral ou material.

art. levando tal interpretação à violação do princípio da reserva legal (CR/88. não há mais de se discutir sobre a competência da Justiça Federal em casos de tráfico internacional (STJ. art. Se o agente "promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro". ■ Concurso de pessoas: Embora delito próprio. 15. CP. vide art. não faz coisa julgada na esfera penal a decisão cível que deferiu a adoção de menor a casal estrageiro (STJ. ■ Tentativa: Admite-se. art. de 20. 29). crime. contravenções de jogo ou de mendicância etc. Tal resultado deve ser imputável ao agente por dolo (ou. culposamente — preterdolo). ■ Pena: Detenção.Forma — Enviado para o exterior: Pune-se mais gravemente a entrega. ao menos.710/90. II e parágrafo único). RT748/570). não se podendo punir o agente quando o perigo só se revelou depois da entrega. sem dependência de efetivo dano moral ou material (crime de perigo). 20 do CP. pois o tipo não contém referência expressa a culpa (cf. Fim de lucro. Jurisprudência do § 1°. 238 da Lei n°8. lembramos os que o podem conduzir a atividades arriscadas. 5 2 . Não incide a figura qualificada se o menor não chega a sair do nosso País. PIDCP. RT 748/570). e o Governo Federal. ■ Noção: O § 1 2 compreende duas formas qualificadas: 1. através do Decreto n° 2. sendo dispensável o efetivo proveito econômico dos pais. E necessário que o perigo seja anterior ou concomitante à entrega. CP. ■ Pena: Reclusão. ■ Confronto: Se o agente "prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro. através do Decreto Legislativo n° 28/90. mediante paga ou recompensa".515 Código Penal Art. as pessoas que se dedicam à prostituição. de um a quatro anos. da Convenção /nteramericana sobre Tráfico Internacional de Menores): Tendo o Congresso Nacional. O erro quanto ao perigo deve ser avaliado de acordo com o art. Quanto ao risco moral. Além disso. vide art. vide § 1 2 deste artigo. Figuras qua//ficadas do § 1Q ■ Convenção internacional: O Presidente da República. ■ Formas qualificadas: Quando os pais visam a lucro. ■ Ação penal: Pública incondicionada. assinada na Cidade do México em 18. 1 9 ). ■ Tráfico internacional de menores (após a entrada em vigor. após a sua devida ratificação pelo Poder Legislativo. 245 não só o perigo moral como o material.3. ou quando da entrega do filho resulta seu envio ao exterior. art. ■ Ação penal: Pública incondicionada.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). quando o filho é enviado para o exterior. no Brasil. ■ Consumação: Com a entrega do filho. ■ Questão prejudicial: Não tendo o juízo cível apreciado o tema da falsidade das adoções. determinou o cumprimento em nosso País da Convenção Interamericana sobre Tráfico Internacional de Menores. 21 forma . 18. insalubres. ■ 1 á Forma — Fim de lucro: Incide o § quando a entrega do filho menor é praticada para obter lucro. por força do Decreto n 2 99. Se o menor é enviado para o exterior.94. 9 Q . Quem recebe não é co-autor desta figura. art. ■ 2 °. 2.740. seria insólito cominar-se idêntica sanção tanto a quem age por dolo como culposamente. pode haver participação de terceiros (CP. 1. Basta a finalidade (que é elemento subjetivo do tipo).98. art. 239 da mesma lei. de um a dois anos. CADH. temerárias etc.8. ■ Tipo subjetivo: E o dolo direto ("saiba") ou dolo eventual ("deva saber"). Não se pode interpretar a locução verbal "deva saber" como indicadora de culpa. incorporado ao direito pátrio os preceitos contidos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. XXXIX. Como exemplos de pessoas capazes de colocar o menor em risco material.

245 e 246 Código Penal 516 Participação ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 334). ao contrário. segundo HELENO FRAGOSO. ■ Tipo subjetivo: O dolo. física e mentalmente. ■ Tentativa: Pode haver. p. de um a quatro anos. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Para MAGALHÃES NORONHA. sem justa causa. embarque etc. o agente revela. ■ Ação penal: Pública incondicionada. v. ■ Consumação: Com o ato de auxílio. na ultrapassagem da idade escolar ( Direito Penal. ■ Ação penal: Pública incondicionada. sua vontade de não cumprir o seu dever (delito omissivo permanente). ou não. 76 da Lei n° 9. Deixar. Como causas justas podem ser lembradas a falta de escolas ou vagas. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 227. ■ Objeto jurídico: A instrução dos menores. Julgados 95/78). 89 da Lei n° 9. ■ Tipo subjetivo: É mister o dolo. ■ Pena: É alternativa: detenção. ■ Sujeito passivo: O filho em idade escolar. após os 7 anos de idade do filho. § 6°) e de viver ele. em companhia dos genitores. caracterizado pela vontade livre e consciente de não cumprir o dever de dar educação. Para a tipificação impõe-se que a conduta seja sem justa causa (elemento normativo). 0 delito configura-se independentemente da legitimidade do filho (CR/88. Exemplos: preparação de papéis ou passaporte. v. Julgados 70/290). ■ Tentativa: Não se admite. independentemente da saída do menor ou da obtenção do lucro (crime formal). 208. ABANDONO INTELECTUAL Art. de prover à instrução primária de filho em idade escolar: Pena — detenção. Ill.Arts. vide arts. art. Jurisprudência . o agente omite-se nas medidas que podem propiciar instrução primária (de 1° grau) de filho em idade escolar. 205. de quinze dias a um mês.099/95). inequivocamente. ■ Tipo subjetivo: É o dolo (vontade de auxiliar a prática do ato. É indiferente que haja ou não risco moral ou material para o menor ("excluído o perigo moral ou material"). Abandono intelectual ■ CR/88: Sobre o dever de educação. ou multa. o que não ocorre nos casos em que a pobreza é a causa determinante da situação (TACrSP. Inexiste forma culposa. ■ Capacidade de prover: Para a tipificação do delito do art. de quinze dias a um mês. Assim. distâncias a percorrer. autônoma (§2°) ■ Sujeito passivo: Igual ao do caput. 246 do CP é necessário que o agente esteja capacitado. ■ Pena: Reclusão. ou multa. com consciência do destino do menor) e o elemento subjetivo do tipo ("com o fito de obter lucro"). 1995. compra da passagem. também a instrução rudimentar dos pais (Lições de Direito Penal — Parte Especial. e 229. I. ■ Tipo objetivo: Deixar de prover tem a significação de não tomar as providências necessárias.099/95). 1965. ■ Consumação: Entendemos que se consuma o delito quando. ■ Transação: Cabe (art. 246. 745). penúria da família e. a praticar os deveres inerentes ao pátrio poder (TACrSP. ■ Sujeito ativo: Somente os pais. III. ■ Tipo objetivo: Pune-se quem auxilia a efetivação de ato destinado ao envio de menor para o exterior. p.

ou conviva com pessoa viciosa ou de má vida. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Não pode ser punido o agente se o menor assim se comporta. ■ Sujeito ativo: Os pais ou qualquer pessoa a quem o menor tenha sido confiado. Quanto aos verbos freqüente. ainda. ■ Erro: O eventual engano do agente. ■ Ação penal: Pública incondicionada. quanto ao local ou atividade. ■ Consumação: Se a permissão for dada antes. menor de 18 anos. ou multa. 76 da Lei n° 9. não basta a conduta ocasional. de um a três meses. sendo necessária a habitualidade. ou participe de representação de igual natureza. o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir ("para excitar a comiseração pública"). Por casa de prostituição (vide art. Jurisprudência . televisiva ou película cinematográfica. Não há punição a título de culpa. haverá só o crime do art.099/95). pois seria absurdo puni-la por não deixar o filho. ou seja. necessário. ■ Tipo subjetivo: O dolo. em cena de sexo explícito ou pornográfica. É. que requer "dolo específico". proveito próprio (TACrSP. 240 da Lei n 2 8.099/95).069/90. mas inadmissível na posterior.069/90. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda. conviva. Abandono morai ■ Objeto jurídico: A preservação moral do menor. no ato desta. IV. se posteriora permissão. utilizar o próprio filho ou pessoa a ele confiada. punido com reclusão de quatro a seis anos. 111 — resida ou trabalhe em casa de prostituição. ■ Sujeito passivo: O menor de 18 anos. primeira parte. o agente que dá permissão aos filhos menores de 18 anos para mendigar. apesar de sua oposição. de um a três meses. televisiva ou película cinematográfica. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é permitir alguém (expressa ou tacitamente) que menor de 18 anos. no momento da conduta proibida. vide art. IV — mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração pública: Pena — detenção. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". e multa. auferindo. sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância: I — freqüente casa de jogo ou mal-afamada. deve ser avaliado à luz do art. 247. ■ Absorção: Na hipótese do produtor ou diretor de representação teatral. 247. ■ Pena: É alternativa: detenção. mediante a entrega de bilhetes em que só solicita auxílio financeiro. na hipótese do inciso IV. RJDTACr 22/41).517 Código Penal Art. assim. 20 do CP. ou multa. salvo o inciso IV. tenha qualquer dos comportamentos indicados nos incisos. 247 Art. 89 da Lei n°9. com utilização de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica. Permitir alguém que menor de dezoito anos. a vontade livre e consciente de permitir aquelas condutas do menor. ■ Confronto: No caso de produção ou direção de representação teatral. ■ Transação: Cabe (art. resida e mendigue. ■ Mendicância: Incorre no art. ■ Tentativa: Admissível na permissão anterior. II — freqüente espetáculo capaz de pervertê-lo ou de ofender-lhe o pudor. 229 do CP) entende-se aquela em que o meretrício é exercido e não a casa onde a prostituta mora. 240 da Lei n° 8.

■ Ação penal: Pública incondicionada. A expressão legitimamente significa em conformidade com as leis. Deixar de entregar á reter. ■ Tipo objetivo: Este art. com a efetiva fuga. Induzir é aconselhar. entrega arbitrária ou sonegação de incapazes ■ Objeto jurídico: Os direitos do pátrio poder. Inexiste punição a título de culpa.099/95). c. Jurisprudência . ou multa. do tutor ou do curador. RT 500/346). na b. 248. sem embargo de desquitado. sem autorização expressa ou tácita dos responsáveis. desobedecendo mandado judicial. não há falar em infração do art. sonegar. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. 359 do CP (Lições de Direito Penal — Parte Especial. b. v. Confiara outrem. na c. A presença de justa causa (ex. 248 do CP por reter. Induzir menor de dezoito anos. do tutor ou do curador. a fugir do lugar em que se acha por determinação de quem sobre ele exerce autoridade. Em caso de cônjuge desquitado. ■ Tipo su. 248 Código Penal 518 Capítulo IV DOS CRIMES CONTRA O PÁTRIO PODER. A fuga deve ser clandestina. não. de entregá-lo a quem legitimamente o reclame: Pena — detenção. art.: risco para a saúde do menor) afasta a tipicidade. sem justa causa. Se o pai ou responsável deixa de entregar o menor ou interdito a terceiro. transmitir. ou multa. Ou deixar. sem ordem do pai. com o ato de confiar. confiar a outrem. de entregá-lo (o menor ou interdito) a quem legitimamente o reclame. sem justa causa. ENTREGA ARBITRÁRIA OU SONEGAÇÃO DE INCAPAZES Art. art. confiar ou deixar de entregar. 756). 1965.Jjetivo: O dolo. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. /nduzimento a fuga. 359). ou interdito. ■ Tentativa: Nas figuras a e b é admissível. Para a escola tradicional é o "dolo genérico". em virtude de lei ou de ordem judicial. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. a vontade livre e consciente de induzir. ■ Pena: E alternativa: detenção. ■ Consumação: Na figura a. I II. mas nós entendemos que tal artigo refere-se à decisão penal e não civil ( vide anotação ao CP. vide nota ao CP. O consenti mento do menor é penalmente irrelevante. ou interdito. privado do pátrio poder. e ter duração expressiva. em vez de induzir. em virtude de lei ou de ordem judicial. algum menor de dezoito anos. 89 da Lei n°9. ou seja. 248 do CP compreende três figuras penais distintas: a. ■ Transação: Cabe (art. Não basta o induzimento. Confiar tem a significação de entregar. 76 da Lei n 2 9. subtrai. E a entrega arbitrária. e também o menor de 18 anos ou interdito.099/95). Induzir menor de 18 anos. ou interdito. ■ Sujeito passivo: Os pais. TUTELA OU CURATELA INDUZIMENTO A FUGA. com a demonstração inequívoca da vontade de não entregar. sendo necessária a efetiva fuga (afastamento) do menor ou interdito. ou deixar. ■ Confronto: Se o agente. de um mês a um ano. de um mês a um ano. incitar.Art. os filhos que lhe foram confiados para visita (TACrSP. sem ordem do pai. na c. fiar. ■ Pai separado judicialmente: Não estando o acusado. 249. tutela ou curatela. algum menor de 18 anos. art. p. segundo HELENO FRAGOSO o crime seria o do art. persuadir. sem consentimento tácito ou expresso dos responsáveis. além do prazo convencionado. 249 do CP. o tutor ou curador. ou interdito.

RT 527/357). ■ Tentativa: Admite-se. retirar.519 Código Penal Arts. ■ Consumação: Com a efetiva subtração à guarda do responsável. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 248 e 249 ■ Sujeito passivo: Além dos pais. curadores e. ou seja. Inexistirá o crime se o menor fugir sozinho e depois for ter com o agente. eventualmente. se destituídos ou temporariamente privados do pátrio poder. inclusive pais. Se houver apenas induzimento à fuga. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". A subtração é feita de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial.01. art. ■ Sujeito passivo: Pais. ■ Distinção: No art. No art. 100 do CP. parágrafo único. 249. 2°. enquanto no art. RT 638/329). tutela. Assim. 248 do CP. 248 há recusa na entrega.099/95).02. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. art. a quem o reclame legitimamente.7. SUBTRAÇÃO DE INCAPAZES Art. se destituído ou temporariamente privado do pátrio poder. 249 em que o menor é subtraído (TAMG. 237 da Lei n 2 8. em vigor a partir de 12. os próprios menores. RF 262/287). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. sem justa causa. Subtração de incapazes ■ Objeto jurídico: A guarda de menores ou interditos. art. se este não sofreu maus-tratos ou privações. 249 do CP. 248 do CP. se o fato não constitui elemento de outro crime. ■ Transação: De acordo com o art. Se o fim for a privação da liberdade. 89 da Lei n° 9.259. 249. é também o menor ou o interdito (TACrSP. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 148 do CP. ao invés do art. No caso de restituição do menor ou do interdito. de dois meses a dois anos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. de 12. o delito será o do art. o crime será contra os costumes. § 1 2 . Se o agente "subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. a partir da vigência da Lei n° 10. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [ vide nota no art. se o menor é tirado de quem apenas o cria. § 2 2 . art. tutores ou curadores. a transação será cabível. 249 ele é tirado (TJSP. Não há forma culposa. curatela ou guarda. ■ Confronto: Se a subtração for com fim libidinoso. Se a finalidade for a obtenção de resgate. tutela. a vontade livre e consciente de subtrair o menor ou interdito. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. cabe a transação neste art. Subtrair menor de dezoito anos ou interdito ao poder de quem o tem sob sua guarda em virtude de lei ou de ordem judicial: Pena — detenção. curatela ou guarda v (§ 1 ). 5°.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. . ■ Tipo objetivo: O núcleo subtrair significa tirar. caput. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual. tutores. o juiz pode deixar de aplicar pena. da Lei n° 10. entendemos que.259/01. 159 do CP.1. sem ter sua guarda em razão de lei ou determinação judicial. caso haja induzimento para fuga e não subtração. a conduta não se enquadrará neste delito do art. A pessoa que se subtrai é menor de 18 anos ou interdito (submetido judicialmente à curatela). tutor ou curador. Portanto. Em face do princípio da isonomia (art. com o fim de colocação em lar substituto". O fato de ser o agente pai ou tutor do menor ou curador do interdito não o exime de pena. 248 o menor é levado a sair.

IX. Jurisprudência Título VIII DOS CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES DE PERIGO COMUM INCÊNDIO Art. As penas aumentam-se de um terço: I — se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão. Julgados 95/289). se o menor aquiesceu e houve concordância de seu genitor (TACrSP. É possível a aplicação do § ao pai que devolve a criança à mãe. vide nota ao art. 107. não havendo dolo quando se tratar de menor abandonado (TJSP. sob igual título. RT 488/332). de dois meses a dois anos. 249 (TACrSP. é inaplicável o § 2° do art. RJTAMG 29/306). 248 do CP. Inocorre o crime do art. Perdão judicial (§22 ) ■ Noção: É cabível no caso de restituição (voluntária ou espontânea) do menor ou interdito. ■ Sujeito ativo: Mãe que subtrai filhos que se encontravam sob a guarda de terceiros pode ser sujeito ativo (TACrSP. 249 e 250 Código Penal 520 ■ Pena: Detenção. ■ Menor criado: A subtração de menor a quem o cria. ■ Perdão judicial (§ 22): Se a restituição não foi espontânea. RT 524/407). de três a seis anos. do CP. e não a sonegação ou recusa em entregar o menor (TAMG.Arts. se o menor empreende fuga sozinho (TACrSP. Igualmente o pai que estava temporariamente privado da guarda do filho (TACrSP. se este não sofreu maus-tratos ou privações. ■ Concordãncia: Não se tipifica. RT 520/416). ■ Cõnjuge separado judicialmente: Comete o delito do art. 249 (TJSP. cuja guarda cabia à mãe em razão do desquite por mútuo consentimento (TACrSP. RJDTACr 22/400). não tendo sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial. 250. não constitui o crime do art. expondo a perigo a vida. que tem a sua guarda. 249 do CP o pai desquitado que subtrai filho. AUMENTO DE PENA § 1 2. no art. II — se o incêndio é: . vide nota Confronto). Causar incêndio. Julgados 87/337). O dolo e "genérico" (TACrSP. se o fato não constitui elemento de outro crime (infração expressamente subsidiária. e multa. mas sim forçada em razão da apreensão do menor. RJDTACr 22/400). ■ Tipo objetivo: O que se pune é a subtração. RJDTACr 24/379). RT 525/353). RT 520/416). sem maus-tratos ou privações (TACrSP. que entendemos ser causa de extinção da punibilidade. ■ Distinção: Vide jurisprudência. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Sobre a natureza e conseqüências do perdão judicial. ■ Tipo subjetivo: É necessária a vontade de tirar o menor da guarda do responsável. 249.

pois incêndio. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. pastagem. 258). cabe a transação no § 22 do art. em sua significação penal. art. ou seja. 250 a) em casa habitada ou destinada a habitação. a integridade física ou o patrimônio de outrem. /ncêndio doso (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Por isso. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. acrescenta a lei: expondo a perigo a vida. 173). e) em estaleiro. 1965. a transação será cabível. 20 da Lei n° 7. Também são irrelevantes os meios de execução utilizados pelo autor.170. é condição indeclinável que haja perigo no fogo. a vontade livre e consciente de provocar o incêndio. 772). da CR/88) e da analogia in bonam partem. ainda que o crime seja da competência da Justiça Estadual.1. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. para número indeterminado de pessoas ou bens. a pena é de detenção. . deve haver perigo concreto. Assim.02. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. art. 52 . ocasiona risco efetivo a pessoas ou coisas. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). art. e não presumido. a incolumidade física ou o patrimônio de outrem" (H. Assim. INCÊNDIO CULPOSO § 22. art.83. A modalidade culposa é prevista na figura do § 2 2. vide art. FRAGOSO. v. c) em embarcação. 13. 41 da Lei n°9. 258 (art.259. da Lei n°9.605/98. em vigor a partir de 12. e multa. caput.7. vide art. ■ Tentativa: Admite-se. g) em poço petrolífero ou galeria de mineração. Não importa a natureza da coisa incendiada nem que ela seja de propriedade do agente. parágrafo único. aeronave. Ill. b) em edifício público ou destinado a uso público ou a obra de assistência social ou de cultura. quando o agente tem o dever jurídico de evitá-lo (CP. a partir da vigência da Lei n 2 10. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.259/01. § 2 2 ).437/97.521 Código Penal Art. motivar. O exame de corpo de delito deve seguir formalidade especial (CPP. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. combustível ou inflamável. hem depósito de explosivo. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Confronto: Se o incêndio é provocado por inconformismo político. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Ação penal: Pública incondicionada.12. Se o agente possui. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo comum. pois o incêndio pode ser provocado até por omissão. Se o incêndio é provocado em mata ou floresta. Se culposo o incêndio. ■ Transação: De acordo com o art. se não resultar morte CP. de 14. 2 9 . entendemos que. Todavia. 89 da Lei n°9. art. é tão-somente o fogo que. ■ Pena: Reclusão. por sua expressividade ou condições. mata ou floresta. da Lei n°10. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 . pois "é indispensável a efetiva situação de perigo para a vida. de 12.099/95). comboio ou veiculo de transporte coletivo. h) em lavoura. detém. de seis meses a dois anos. 250. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. fábrica ou oficina. p. 100 do CP. de três a seis anos. ■ Tipo objetivo: Causar incêndio é provocar. produzir combustão. 10. Ill. Lições de Direito Penal—Parte Especial. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). d) em estação ferroviária ou aeródromo. § 3 2 .01.

aeronave. Estado ou Município) ou destinado a uso público (ex. em estação ferroviária ou aeródromo (não inclui estação rodoviária nem porto). RJTJSP75/323). e 171. V. cinema) ou a obra de assistência social (ex. ainda que o agente consiga receber a 2 indenização ou valor do seguro. combustível ou inflamável. não dispõe de eficiência a tipificar o crime de incêndio. Contra: HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. RT 725/642).: orfanato. hospital) ou de cultura (ex. em casa habitada ou destinada a habitação (não é necessário que haja pessoa na casa. que se consumam independentemente da efetiva obtenção da vantagem esperada. pp. art. devendo-se notar que ele exige o mesmo perigo comum. sem que o fogo defina perigo real às residências próximas (TJMG. de seis meses a dois anos. 0 ato de arremessar uma garrafa de combustível em chamas contra moradia. RJTJSP 82/378. o "dolo específico"). ■ Qualificadora do inciso I: Se o crime é cometido com intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. concreto ou efetivo. A nosso ver. Figura culposa (§29 ■ Noção: Quando o incêndio resulta da desatenção do agente ao dever de cuidado que era necessário (CP. Nas duas figuras. da figura dolosa. museu).803/89). TJMG. RJTJRS 166/112. ■ Perigo concreto: Não basta a potencialidade do perigo. em embarcação. o crime do art. em estaleiro. com conhecimento do perigo comum (TJSP. mas são infrações de caráter formal. mas com o intuito de obter indenização ou seguro. mas é preciso que o agente saiba ser local destinado a habitação). representado pelo especial fi m de agir (na corrente tradicional. I. se o agente ateia fogo à sua própria casa. ■ Concurso de crimes: Entendemos ser inadmissível o concurso material ou formal entre os crimes dos arts. b. o concurso entre ambos os crimes representaria uma punição indevidamente repetida. em poço petrolífero ou galeria de mineração (qualquer mina. § 1 . entendendo-se irrelevante a atualidade do uso. § 1 2 . RT760/592). f. 171. RT 753/674. não sendo necessário que o agente efetivamente a obtenha. para número indeterminado de pessoas ou bens (TJRJ. mas não ao culposo (§ 2 2).771/65. sendo necessário que este seja concreto e efetivo (TJSP. d. Assim. TJRS. 28-9). § 22 . c. ■ Remissão: Vide nota ao art. em edifício público (da União. consumado ou tentado (TJSP. v. TJRJ.Art. entendendo-se ser indiferente a presença de pessoas. em depósito de explosivo. para quem haveria concurso material. ■ Confronto: Na ausência de perigo comum. na opinião dos autores). pois este é absorvido por aquele. 258 do CP. mas que ela seja a finalidade da ação. se o agente lograsse receber o seguro. RT 757/528). tratando-se de coisa alheia. Não se configura. IX. haverá. ■ Pena: Detenção. g. 1959. do CP. O elemento subjetivo do tipo está presente nesta figura qualificada. do CP. ■ Qualificadora do inciso II: Se o incêndio é: a. art. pastagem. h. aumentadas de um terço. JM 128/359). art. 250. § 2 2 . unicamente. creche. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência do incêndio doloso . alterada pela Lei n°7. comboio ou veículo de transporte coletivo. a vontade de provocar incêndio. § 2 . fábrica ou oficina. na Lei n°4. 250 Código Penal 522 Figuras do/osas qualificadas (§ 12 ) 2 ■ Alcance: As figuras qualificadas deste § 1 são aplicáveis ao incêndio doloso (caput). 18. e. pois o pagamento é motivo e não fim do crime. mata ou floresta (vide. com igual ausência de perigo comum. 163 do CP. em lavoura. RT 538/334. V.: biblioteca. A vantagem referida é tão-só a financeira. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. TJSP. 250. ■ Pena: As do caput. também. e não o seu concurso com a figura prevista no art. RT 763/639. A qualificadora não se aplica ao agente que atua mediante paga (incêndio mercenário). V. há semelhante intuito (elemento subjetivo do tipo). I 2 (exaurido). atingindo portão e causando pequeno chamuscamento no gramado. 171. contravenções florestais. II).: igreja.

RT 489/343. ■ Tentativa: Se o incêndio não se comunica à coisa visada ou. como o de incêndio. sem chegar a concretizar o perigo comum.87.4. Ap. RT763/639). ■ Desclassificação: Se não houve dolo. Inexistindo perigo a indeterminado número de pessoas ou coisas. RT 611/335). tipifica-se o § 1 2 . RJTJSP 1 07/435. estelionato. RF 270/322). RT 726/718). JM 128/359). Sem o pressuposto de perigo comum. a. dano. Desclassifica-se para dano qualificado. RT 563/385). RT 542/306). RT 429/479). V (TJSP. 14629). 171. exercício arbitrário das próprias razões. sem o concurso com o art. é prontamente extinto. c. RJTJSP 75/323). RT 759/680). Para a configuração do incêndio culposo é condição necessária o perigo comum (TAMG. ■ Prova pericial: Necessária a prova pericial (TJPR. ou se viram expostos a perigo (TACrSP. no causado a uma. DJU 23. Ap. se expôs a perigo concreto sua ex-companheira e filhos. RT 600/326. RT 506/394).240. RJTJSP 1/189).920. Jurisprudência da figura qua//ficada dosa ■ Intuito de vantagem: Se o incêndio. não há cogitar do crime de incêndio (TJSP. TJMG. RJTJSP 69/363). ou a um número determinado e certo de indivíduos residentes no mesmo local (TJSP. Vide. se teve como objetivo reclamar indenização da seguradora (TJSP. expondo a perigo a vida.. Jurisprudência do incêndio cu/poso . ■ Edifício público: Incide o aumento do § 1 2 . RT774/566). PJ 46/187). Não se configura o crime se o agente coloca em perigo apenas a própria vida (TJSP. com perigo comum.. 7026. se o edifício incendiado é ocupado por empresa estatal (TJSP. se o agente ateia fogo em depósito. mv RT 560/320). ■ Edifício comercial: Incide o aumento do § 1 2 . se ateado em sala de edifício comercial. II. não se segue um incêndio juridicamente expressivo (TJSP. 250. mas culpa. no horário de expediente (STF. 250 ■ Perigo comum: O CP condiciona o crime de incêndio a perigo concreto ou efetivo para número indeterminado de pessoas ou bens (TJSP.94. DJU 23. 6. distante da residência da vítima (TJMG. também. desclassifica-se para o § 22 do art. RT 497/316). se praticado com o objetivo de satisfazer pretensão legítima ou que crê ser legítima (TJSE. mv— RT562/319. I. Deve haver potencialidade de expansão do dano a outras coisas e a pessoas indeterminadas (TJSP. b. duas ou até três pessoas. II. Para configuração do crime de incêndio basta a exposição do patrimônio alheio a perigo. também são sujeitos passivos secundários todos os que padeceram danos pessoais ou patrimoniais. se ateado em unidade residencial. II. no Incêndio culposo. PJ 48/344). além do sujeito passivo principal. que não é suprível por outros meios (TFR. Contra: Há crime de incêndio e não de dano. localizado em prédio de vários apartamentos (TJMG. RJTJSP 161/283). TJSP. comunicando-se. Não ocorre perigo comum. é provocado para receber seguro. 14. ■ Sujeito passivo: Nos crimes contra a incolumidade pública. 108/480. ■ Perigo comum: A forma culposa contém os mesmos requisitos do caput ". a.11. RTJ 119/115). causando lesão efetiva ao patrimônio (casa) desta (TJDF.523 Código Penal Art. RT 519/362). b. RJTJSP 120/515). a integridade física ou o patrimônio de outrem" (TACrSP. jurisprudência sob o mesmo título. sendo irrelavante a reconstrução do bem pelo acusado (TJSP. Só há tentativa se. do art. ■ Edifício residencial: Incide o aumento do § 1 2 . o crime de incêndio pode ser desclassificado para: a. TJPR. ■ Omissão em debelar: Não comete crime de incêndio quem omite as providências para debelar fogo que não produziu intencional ou involuntariamente (TAPR. RT 474/324). que é o corpo social. se a intenção era de danificar (TJSP. 250 (TJSP. apesar da vontade de incendiar do agente. ■ Consciência do perigo comum: O agente deve ter conhecimento do perigo comum (TJSP. RT 748/608). § 22. RJTJSP69/376). há simples tentativa de incêndio (TJSP. 430/348) e do efetivo risco (TJMG. p. É inadmissível a desclassificação para dano se o fogo gerou perigo comum e concreto (TJSP. p.

da Lei n° 10. ■ Prova pericial: É indispensável o exame de corpo de delito (TACrSP. nos demais casos. de seis meses a dois anos. se ocorre qualquer das hipóteses previstas no § 1 2. § 1 2. mediante explosão.7. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 1°. se era para ser cumprida no instante em que foi e ainda que em condições de tempo desfavoráveis. AUMENTO DE PENA § 22 . TACrSP.099/95). EXPLOSÃO Art. 258. cabe no § 3°. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. e multa. ou é visada ou atingida qualquer das coisas enumeradas no n2 II do mesmo parágrafo MODALIDADE CULPOSA § 32. da CR/88) e da analogia in bonam partem. se não resultar lesão corporal ou morte (CP. do artigo anterior. 258).259. ademais se os denunciados não se encontravam no local quando se ateou fogo (TJSP. também. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). se não resultar morte CP. como abrir aceiros e avisar os confrontantes (TJSC. Vide.Arts. a partir da vigência da Lei n° 10. art. arremesso ou simples colocação de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos: Pena — reclusão. art. ■ Transação: De acordo com o art. As penas aumentam-se de um terço. entendemos que. RT 514/360). ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. ■ Ordem de queimada: Rejeita-se a denúncia que não esclarece o momento em que teria sido dada a ordem. art.02. 251. RT537/339). de três a seis anos. a pena é de detenção. I. e multa. No caso de culpa. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de um a quatro anos. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. RT 526/426. RT 525/391). . 251. Há incêndio culposo quando o agente ateia fogo sem tomar as cautelas costumeiras. a transação será cabível.259/01. 100 do CP. 258 (art. se não resultar morte — CP. de 12. Exp/osão (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Assim. 76 da Lei n° 9. art.01. 258 (art. Se a substância utilizada não é dinamite ou explosivo de efeitos análogos: Pena — reclusão. Cabe transação. é de detenção. 89 da Lei n° 9. a integridade física ou o patrimônio de outrem. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. se havia aceiros e não era razoável esperar-se que o fogo fosse levado pelo vento para a outra margem (TJPR. 5°. se a explosão é de dinamite ou substância de efeitos análogos. RT723/574). no Incêndio doloso. parágrafo único. de três meses a um ano. se não resultar lesão corporal grave ou morte — CP. em vigor a partir de 12. cabe a transação na primeira parte do § 3° do art. jurisprudência sob o mesmo título. caput.099/95). na segunda parte do § 3°. Expor a perigo a vida.1. Julgados 81/302. 2°. 250 e 251 Código Penal 524 ■ Culpa: Não se configura. também.

de três a seis anos. integridade física ou patrimônio de outrem. Se o agente possui. A conduta incriminada é expor a perigo (arriscar. ■ Confronto: Se não há perigo comum. do art. Caso se trate de explosivo diverso daqueles. A semelhança do crime de incêndio. que se trate de substância com a efetiva natureza de explosivo. E indispensável. Se motivada por inconformismo político. portanto. 20 da Lei n° 7. a substância utilizada não é dinamite ou de efeitos análogos a esta. ■ Crime comissivo por omissão: O dono de pedreira não responde como co-autor de eventuais atos cometidos por técnicos altamente abalizados que ali trabalham . ■ Noção: Pune-se apenas a explosão das substâncias referidas no caput ou no § 1°. arremesso (ato de atirar com força para longe). I e II. art. e não o arremesso ou colocação. de seis meses a dois anos.437/97. de três meses a um ano. a doutrina não considera o vapor de água como explosivo. e multa. Como engenho de dinamite entende-se a bomba. Figura privilegiada (§ 19 ■ Noção: Nesta figura. ■ Pena: Se a substância é dinamite ou outra de efeitos análogos (vide caput). também. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Ação penal: Igual à do caput. detém. o perigo comum assinalado na figura dolosa.: dano). detenção. 251 ■ Tipo objetivo: Na figura do caput cuida-se do crime praticado mediante o uso de engenho de dinamite ou de substância de efeitos análogos. As figuras culposas deste parágrafo ocorrem quando a explosão resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado exigível pelas circunstâncias (CP. ■ Consumação: Com a criação de situação de perigo próximo e imediato.explosivo de força menor. o . RT 427/364). gelatinas explosivas etc. c.525 Código Penal Art. 250. fabrica ou emprega artefato explosivo e/ou incendiário sem autorização. vide art. II). do CP). 250 (vide notas ao art. a ação poderá configurar alguma infração regulamentar ou contravenção. capaz de causar dano extenso). colocar em perigo) a vida. ■ Remissão: Vide nota ao art. A forma culposa é prevista no § 3". da Lei n° 9. b.679/88. que se caracteriza pela vontade livre e consciente de causar explosão. neste de explosão o perigo também deve ser comum (a indefinido número de pessoas ou bens) e demonstrado em concreto. No arremesso e na colocação é punido o perigo de detonação de efeitos extensos. Será. ou seja. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". a integridade física ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas). E necessário. Figuras qualificadas (§ 2°i Figuras culposas (§39) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência ■ Perigo comum: O crime de explosão só se configura se surge perigo para a vida. a pena é de detenção. ■ Noção: As penas da explosão dolosa são aumentadas de um terço se ocorrem as hipóteses do § 19 I e II. artefato ou aparato de dinamite (nitroglicerina misturada com substância inerte). vide Lei n° 7. de um a quatro anos. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). 18. são lembrados trotil. e multa. ■ Pena: Reclusão. Entre as substâncias de efeitos análogos á dinamite. vide figura privilegiada do § 1°. vide art. ou simples colocação (pôr em algum lugar). porém. o crime será outro (ex. ■ Ação penal: Pública incondicionada. explosão (detonação estrondosa e violenta. com as propriedades físicas que caracterizam tais substâncias. que acarreta danos menos extensos. art. § 39 Ill. ■ Pena: Reclusão. mas não crime (TJSP. Se praticada em pesca. Se a substância é diversa (vide § 19. 258 do CP. TNT. Se o agente utiliza mina terrestre antipessoal. Por isso.300/01. § 1°. como a pólvora. mediante: a. se não ocorrem tais fatos. 10.170/83. 2° da Lei n° 10.

■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. enquanto asfixiante é o que causa sufocação.01. a integridade física ou o patrimônio de outrem tem a significação de colocar em perigo a vida. DJU 23. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Tipo objetivo: Expor a perigo a vida. existir um perigo efetivo ou concreto (e não abstrato). com conhecimento do perigo comum (dolo de perigo). capaz de expandir-se indefinidamente. de 12. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo próximo e imediato para a integridade física ou patrimônio de indiscriminado número de pessoas. Deve. a integridade física ou o património de outrem. ■ Sujeito passivo: A coletividade.1. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Diminuição de pena: Para o reconhecimento da causa especial de diminuição de pena do §1 2. preenchendo o recipiente que a contém. ■ Depósito de fogos de artifício: A não-observância das cautelas necessárias à estocagem de material de alta potencialidade explosiva configura a imprudência do agente (TACrSP. em vigor a partir de 12. 89 da Lei n°9. capaz de atingir qualquer pessoa. a saúde ou o patrimônio de pessoas indeterminadas. art. desde que não resulte morte — CP. 252.Arts. expõe a perigo a incolumidade pública. usando de gás tóxico ou asfixiante: Pena — reclusão. se não resultar morte (CP. cabe a transação no parágrafo único do art. Uso de gás tóxico ou asfix/ante (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 251 e 252 Código Penal 526 tão-só pela omissão de não ter verificado previamente as condições operativas (STF. Assim. e não simples vapor ou fumaça. de três meses a um ano. e multa. Como a lei se refere ao uso de gás. 258 (art. a transação será cabível. 252.259. 258. art. 258).110. não basta levar em conta o material utilizado na fabricação da bomba. a partir da vigência da Lei n°10. consistente na vontade livre e consciente de usar o gás. da CR/88) e da analogia in bonam partem.4. da Lei n°10.. ■ Explosão em pescaria: Mesmo nos mares. portanto. p. RTJ 127/877). MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. E crime de perigo concreto. A exposição a perigo prevista neste artigo é feita usando gás tóxico ou asfixiante.90. Tóxico é o gás que provoca envenenamento.7. RT761/668). ser gás mesmo. 100 do CP. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". em faixa litorânea. 2 2 . Se o crime é culposo: Pena — detenção. de um a quatro anos. indiscriminadamente. A figura culposa é prevista no parágrafo único. USO DE GÁS TÓXICO OU ASFIXIANTE Art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. pois. pois somente aí se pode constatar a nãoanalogia com a dinamite (TJMG. Ap. caput.099/95). Em face do princípio da isonomia (art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. cabe no parágrafo único. 52 . a coletividade no seu patrimônio público de natureza ecológica (TRF da 1 2 R. se não resultar lesão corporal ou morte — CP.02. parágrafo único. mas também o seu potencial destruidor. ■ Transação: De acordo com o art. 22. Expor a perigo a vida. trata-se do uso de substância em forma fluida (nem sólida nem líquida). RJDTACr 12/221). entendemos que. art. 7558). .259/01. Deve.

a partir da vigência da Lei n 2 10. ou material destinado à sua fabricação. caput. parágrafo único.1. posse ou transporte de explosivos ou gás tóxico. ■ Remissão: Vide nota ao art.412. adquirir (obter gratuita ou onerosamente). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. art. 251 do CP) ou gás tóxico ou asfixiante (vide nota ao art. 252 e 253 ■ Pena: Reclusão.8. Fabrico. adquirir. produzir). fornecer (entregar gratuita ou onerosamente). em vigor a partir de 12. ■ Ação penal: Pública incondicionada. quer na culposa (TRF da 1 4 R.02.. 65 da LCP (TJSP. v. de modo que a autorização desta excluirá o crime. Assim. substância ou engenho explosivo. entendemos que. ■ Sujeito passivo: A coletividade. p. 787. ■ Pena: Detenção. de seis meses a dois anos. todas concernentes a substância ou engenho explosivo (vide comentário ao art. Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Trata-se da mesma exposição a perigo comum concreto. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 258 (art. possuir ou transportar. da CR/88) e da analogia in bonam partem. não configura o art.01.099/95) ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 1959. As condutas são punidas pelo perigo abstrato que representam. mv— DJU3. de 12. 252 do CP). 253. e multa. art. FORNECIMENTO. 5 2 . 100 do CP. de três meses a um ano. RCr 6. aquisição. OU ASFIXIANTE Art. por conta própria ou alheia. 252 do CP. 22. em aeronave. 258 (art. p.7. FRAGOSO. da Lei n2 10. RT 624/310). mas sim o art. HUNGRIA. RJTJSP 120/491). ■ Veículo adaptado para gás de cozinha: Não configura (TJSP. 22364). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ainda que resulte lesão corporal — CP.259/01. quando resulta lesão corporal ou morte. 44). de um lugar para outro). 76 da Lei n2 9. ou asfixiante ■ Transação: De acordo com o art. 89 da Lei n 2 9. 18. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. de hidróxido de amônia.527 Código Penal Arts. art. Em face do princípio da isonomia (art. mas causada por não ter o agente observado o dever de cuidado necessário pelas circunstâncias (CP. de um a quatro anos. ■ Tipo objetivo: Várias são as condutas alternativamente previstas. São elas: fabricar (elaborar. 1965. gás tóxico ou asfixiante. fornecimento. mas em dose insuficiente para expor a perigo os presentes. Comentários ao Código Penal. III. Fabricar. sendo dispensável a verificação de perigo concreto ou efetivo (H. ou material destinado à sua fabricação: Pena — detenção. a transação será cabível.259. quer na modalidade dolosa. ■ Mero transporte: Não configura. 258 do CP. 253 se não houver lesão corporal ou morte CP. Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Gás lacrimogêneo: Lançamento de ampola de gás lacrimogêneo em discoteca. e multa. II). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.92. v. fornecer. . sem licença da autoridade. IX. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.099/95). p. AQUISIÇÃO. 0 dispositivo exige para a ti pificação que as condutas sejam praticadas sem licença da autoridade. FABRICO. POSSE OU TRANSPORTE DE EXPLOSIVOS OU GÁS TÓXICO. cabe a transação neste art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. possuir (ter sob guarda ou à disposição) ou transportar (conduzir ou remover.

RT551/396. p. em volumes e extensão tais que ocasionem perigo comum" ( H. DJU4. ■ Consciência do perigo: O agente transportador deve ter consciência do perigo a que expõe os passageiros da aeronave. Ap.112/95. RJDTACr 27/96. 11186). expondo a perigo a vida. caput. pois a lei acrescenta expondo a perigo a vida. 48). 253 quem destina parte do seu estoque regular de explosivos. parágrafo único. STJ. 791). não destinado a receber águas" (HUNGRIA.278. Não há forma culposa. ■ Confronto: Tratando-se de material nuclear.412. TFR. no caso de dolo.8. RT770/533). de perigo abstrato (TACrSP.259/01. Jurisprudência ■ Fornecimento: Pratica o crime do art. 89 da Lei n° 9. de uso na área nuclear. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Quanto à exportação de bens sensíveis (de aplicação bélica. 76 da Lei n2 9. 5. RCr 6. p. INUNDAÇÃO Art. RT 771/611). v. 254.. de três a seis anos.300/01. sem licença da autoridade e com conhecimento do perigo comum. vide Lei n° 10. produzir) inundação.82. art. 22364). e multa. 22 da Lei n° 6.1. cabe a transação neste art. se não houver lesão corporal ou morte CP.11.099/95). a partir da vigência da Lei n° 10. o crime de posse de explosivos. Assim. 100 do CP. FRAGOSO. e multa. Causar inundação. art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de 12. de seis meses a dois anos. 253 e 254 Código Penal 528 ■ Tipo subjetivo: O dolo. RTJ95/297. p. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Na escola tradicional é o "dolo genérico". no caso de culpa. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 1965. ■ Sujeito passivo: A coletividade. não havendo modalidade culposa (TRF da 1 á R.92. Ill. mv— DJU3. química e biológica) e de serviços diretamente vinculados. Cuidando-se de minas terrestres. ■ Transação: De acordo com o art. é da competência da Justiça Comum e não da Federal (STF.259. da CR/88) e da analogia in bonam partem. art. entendendo-se esta como "o alagamento de um local de notável extensão. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar. RTJ 104/1041. 253. ■ Ação penal: Pública incondicionada. em vigor a partir de 12. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe na modalidade culposa. para venda a estranhos. 254. p.099/95). a transação será cabível. a integridade física . entendemos que. pois a lei incrimina atos preparatórios. motivar. ou seja. ■ Pena: Detenção. Em face do princípio da isonomia (art. de uso duplo. Comentários ao Código Penal. IX. A conduta do agente deve ser perigosa. 52 . sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. desde que não resulte morte — CP. sem autorização (STF. 258 (art.7. ■ Fogos de artifício: A sua estocagem em local inadequado e sem licença da autoridade competente configura o crime do art. 258 (art. ■ Tentativa: Inadmissível. v. ■ Competência: Embora a fiscalização de explosivos seja atribuída a órgão federal. sem conotação política. vide Lei n° 9. 2 2 . ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. da Lei n° 10. no caso de culpa. a vontade livre e consciente de praticar as ações. ou detenção. usados na mineração. a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão.453/77. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. de seis meses a dois anos. ou "o alagamento provocado pela saída das águas de seus limites naturais ou artificiais. Inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 1959.Arts.02.01.

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Código Penal

Arts. 254 a 256

ou o patrimônio de outrem. Requer-se, portanto, que da inundação decorra perigo concreto ou efetivo (e não abstrato ou presumido) a número indeterminado de pessoas ou bens. Ausente tal perigo, não se configura o crime. ■ Tipo subjetivo: O crime de inundação é punido a título de dolo ou culpa (com penas diversas). O dolo, consistente na vontade livre e consciente de causar inundação, com conhecimento do perigo concreto comum. E o "dolo genérico", na corrente tradicional. A culpa, quando a inundação de que decorre perigo concreto comum resulta de não ter o agente observado o dever de cuidado necessário para evitar a inundação (CP, art. 18, II). ■ Consumação: Com a superveniência do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Havendo só perigo de inundação, art. 255 do CP. ■ Pena: No caso de dolo, reclusão, de três a seis anos, e multa. No caso de culpa, detenção, de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Morte ou lesão
corpora/

■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando da inundação resulta lesão corporal ou morte.

PERIGO DE INUNDAÇÃO Art. 255. Remover, destruir ou inutilizar, em prédio próprio ou alheio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação: Pena — reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, se não resultar lesão corporal ou morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Perigo de inundação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: Três são as condutas alternativamente incriminadas: remover (deslocar, mover de lugar), destruir (fazer desaparecer, eliminar) ou inutilizar (tornar inútil, imprestável). A ação de quem coloca obstáculo capaz de causar inundação não foi abrangida pelo dispositivo. O objeto material sobre o qual a ação recai é obstáculo natural ou obra destinada a impedir inundação, situado em prédio próprio ou alheio. Com tais comportamentos, o agente deverá estar expondo a perigo a vida, a integridade física ou o património de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Para serem penalmente típicas, as condutas devem causar perigo de inundação concreto e não apenas presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações descritas. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". Inexiste punição a título de culpa. ■ Consumação: Com a criação do perigo concreto comum. ■ Tentativa: Inadmissível. ■ Pena: Reclusão, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

DESABAMENTO OU DESMORONAMENTO Art. 256. Causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem: Pena — reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Art. 256

Código Penal

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MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. Se o crime é culposo: Pena — detenção, de seis meses a um ano. ■ Transação: De acordo com o art. 22 , parágrafo único, da Lei n 2 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 52 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n 2 10.259/01, a transação será cabível, ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, cabe a transação neste art. 256, ainda que haja lesão corporal ou morte CP, art. 258 (art. 76 da Lei n 2 9.099/95). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput, se não resultar lesão corporal ou morte — art. 258 do CP; cabe no parágrafo único, a não ser que resulte morte — CP, art. 258 (art. 89 da Lei n 2 9.099/95). Desabamento ou desmoronamento (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, até mesmo o proprietário do prédio que desaba. ■ Sujeito passivo: A coletividade (principal). ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é causar (provocar, motivar, produzir) desabamento (de construções em geral, como edifícios, pontes, paredões etc.) ou desmoronamento (de barrancos, pedreiras, morros etc.). Requer-se que o agente assim aja expondo a perigo a vida, a integridade ffsica ou o patrimônio de outrem (número indeterminado de pessoas ou bens). Deve haver, pois, perigo concreto ou efetivo e não abstrato ou presumido. ■ Tipo subjetivo: O dolo, ou seja, a vontade livre e consciente de causar desabamento ou desmoronamento, com conhecimento do perigo concreto comum. Na escola tradicional é o "dolo genérico". A modalidade culposa é prevista no parágrafo único do artigo. ■ Consumação: Com a criação da situação de perigo concreto comum. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Ausente o perigo comum, art. 29 da LCP; na mesma ausência, pode haver crime contra a pessoa ou dano. ■ Pena: Reclusão, de um a quatro anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Noção: Se, embora não desejado pelo agente, o desabamento ou desmoronamento resultou da sua não-observância do dever de cuidado (CP, art. 18, II). ■ Pena: Detenção, de seis meses a um ano. ■ Remissão: Vide nota ao art. 258 do CP, quando do desabamento ou desmoronamento resulta lesão corporal ou morte. ■ Tipo objetivo: Os verbos desabare desmoronar significam e envolvem a idéia de enorme e pesada estrutura ou massa que venha abaixo, total ou parcialmente, de modo que a simples queda de materiais isolados não basta para tipificar o art. 256 (TACrSP, Julgados 76/142). ■ Perigo comum: Se apenas os moradores de uma única casa vizinha foram expostos ao perigo, não existiu o perigo comum que a lei exige (TACrSP, Julgados 78/299). ■ Perigo concreto: O delito do art. 256 exige perigo concreto a pessoas ou coisas (TJSP, RT 598/318).

Figura culposa (parágrafo único) Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência

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Código Penal

Arts. 256 e 257

■ Diferença: O desabamento acontece em construções, paredões, andaimes, pontes etc.; o desmoronamento, em barrancos, rochedos, pedreiras, formações telúricas (TACrSP, Julgados 81/218). ■ Desmoronamento com morte: Configura, em tese, o art. 256, parágrafo único, c/c o art. 258, última parte, e não o art. 121, § 3 2 , do CP (TAPR, RF261/345). ■ Desclassificação para homicídio ou lesões culposas: Se não houve perigo comum, restringindo-se o desabamento com vítimas à área interna do terreno, desclassifica-se para os arts. 121, § e 129, § 6°, do CP (TACrSP, RT 607/322, 537/317). ■ Desclassificação para contravenção: Em desabamento culposo sem vitimas, por erro de execução, desclassifica-se para o art. 29 da LCP (STF, RT 612/419). Se não houve perigo a pessoas indeterminadas, mas só a vizinhos determinados, desclassifica-se para a LCP, art. 29 (TACrSP, Julgados 74/113). SUBTRAÇÃO, OCULTAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE MATERIAL DE SALVAMENTO Art. 257. Subtrair, ocultar ou inutilizar, por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade, aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento; ou impedir ou dificultar serviço de tal natureza: Pena — reclusão, de dois a cinco anos, e multa. Subtração, ocultação ou inutilização de material de salvamento ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, incluindo-se o dono do material de salvamento. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: E pressuposto do crime deste art. 257 que o comportamento do agente seja por ocasião de incêndio, inundação, naufrágio, ou outro desastre ou calamidade. Prevê-se, assim, a conduta do agente em ocasião de calamidade ou desastre, sendo indiferente que tais sinistros sejam resultado de crime ou advenham de caso fortuito ou força maior. Tal pressuposto é indispensável às duas figuras que o art. 257 contém: a. Subtrair (tirar às ocultas), ocultar (esconder ou encobrir) ou inutilizar (tornar imprestável) aparelho, material ou qualquer meio destinado a serviço de combate ao perigo, de socorro ou salvamento. Por força da expressão destinado, entendemos que só podem ser incluídos como objeto material do crime as coisas ou meios inequivocamente destinados às finalidades referidas (ex.: sistemas de aviso ou alarme, salva-vidas, extintores de incêndio etc.). A interpretação, porém, não é tranqüila: para HUNGRIA, sãO os meios instrumentais especificamente destinados ( Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 54), enquanto, para HELENO FRAGOSO e DAMÁSIO DE JESUS, incluem-se os circunstancialmente úteis (Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. I l 1, p. 798) ou úteis para tal finalidade (Direito Penal Parte Especial, 1995, v. 3, p. 274). b. Impedir ou dificultar serviço de tal natureza (de combate ao perigo, de socorro ou salvamento). Impedir é frustrar, no todo ou em parte; dificultar é tornar mais difícil. É preciso que o comportamento seja praticado mediante conduta positiva (e não omissão), salvo na hipótese de agente que tem o dever de agir e se omite (CP, art. 13, § 29. ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações, ciente do perigo comum que elas acarretam. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há modalidade culposa. ■ Consumação: Na figura a, com as ações de subtrair, ocultar ou inutilizar; na figura b, com o efetivo impedimento ou dificuldade. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de crimes: Se o agente dá causa ao desastre e ainda pratica o delito deste art. 257, haverá concurso de crimes. Todavia, entendemos que não poderá

Assim. última parte. ao menos culposamente. e não aplicado em concurso formal. As lesões corporais leves não qualificam as figuras dolosas. incidirão apenas as figuras simples dos crimes de perigo e não esta forma qualificada. é indispensável que o resultado lesão ou morte tenha sido causado. caso em que poderia haver concurso formal do art. do crime de perigo comum. Se resulta morte. 259. 258. pois. 19 do CP.Arts. aplicase a pena cominada ao homicídio culposo. ainda que duas sejam as vítimas mortas. o aumento é único e também não haverá pluralidade de qualificações. No caso de culpa. se houve uma morte e duas lesões. Se resulta morte. Figuras qua/ificadas de crime de perigo comum ■ Noção: São previstas hipóteses em que. quatro mortes. ■ Ação penal: Pública incondicionada. . Se o resultado não decorreu de culpa. aplica-se a pena do homicídio culposo. é aplicada em dobro. 256. ■ Em caso de delito culposo de perigo comum: Se resulta lesão corporal (sem distinção quanto à gravidade). aumenta-se a pena de metade. ■ Em caso de crime doloso de perigo comum: Se resulta lesão corporal de natureza grave. 121 ou 129 com o crime de perigo comum. se resulta morte. Difundir doença ou praga que possa causar dano a floresta. incidirá uma só qualificação. do CP). Em caso de culpa. ■ Desmoronamento com morte: Se culposo. mas de mera relação de causalidade. pois as ações de subtrair e inutilizar já compõem o tipo deste art. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. pelo agente. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de preterdolo. Julgados 84/211). de dois a cinco anos. ■ Pena: Reclusão. pois os resultados não são desejados pelo agente. o aumento é único. aplica-se a pena do homicídio culposo (art. ■ Concurso de crimes: Na hipótese de resultar lesão ou morte em várias pessoas. plantação ou animais de utilidade econômica: Pena — reclusão. se do fato resulta lesão corporal. e 258. aplica-se apenas o aumento da qualificação por morte. aumentada de um terço. Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave. o aumento do art. aumentada de um terço. FORMAS QUALIFICADAS DE CRIME DE PERIGO COMUM Art. aumentada de um terço. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. RF261/345). 257 com os crimes de furto e dano. se do crime doloso de incêndio resultar. e multa. que é a mais grave (TACrSP. do CP (TAPR. parágrafo único. a pena aumenta-se de metade. 257. incide nos arts. ■ Aumento único: Independentemente do número de vítimas. 258 é único (TJRS. e multa. Penas Jurisprudência DIFUSÃO DE DOENÇA OU PRAGA Art. RT 599/370). Nos termos do art. § 3°. se resulta morte. resulta lesão corporal ou morte. 121. de dois a cinco anos. por culpa do agente. é aplicada em dobro. 257 a 259 Código Penal 532 haver concurso deste art.

771/65. 259 e 260 MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. telefone ou radiotelegrafia. Impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro: I — destruindo. ou multa. 89 da Lei n 9. ■ Pena: E alternativa: detenção. incluindo o proprietário. da Lei n2 4. disseminar). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". . Figura cu/posa (parágrafo único) Capítulo II DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E TRANSPORTE E OUTROS SERVIÇOS PÚBLICOS PERIGO DE DESASTRE FERROVIÁRIO Art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: No caso de destruição ou danos em florestas. a e d. total ou parcialmente. de dois a cinco anos. material rodante ou de tração. e multa. ■ Consumação: Com a efetiva difusão de doença ou praga idônea a causar perigo comum. sendo desnecessária finalidade especial. de um a seis meses. 2 ■ Transação: Cabe no parágrafo único (art. 260.099/95). vide art. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. II — colocando obstáculo na linha. No caso de culpa. Difusão de doença ou praga ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. ■ Pena: Reclusão. de um a seis meses. e multa. 76 da Lei n 9. A doença ou praga deve ser apta a causar dano. ■ Tipo objetivo: O núcleo é difundir(espalhar. Se do fato resulta desastre: Pena — reclusão. de dois a cinco anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. art 18. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito passivo: A coletividade. a pena é de detenção. consciente do perigo comum. plantação ou animais de utilidade econômica (domésticos ou que sirvam à criação. linha férrea. II). pois o dispositivo fala que possa causar dano a floresta. DESASTRE FERROVIÁRIO § 1 2.099/95).533 Código Penal Arts. IV — praticando outro ato de que possa resultar desastre: Pena — reclusão. e multa. de quatro a doze anos. parques e reservas biológicas. A figura culposa é prevista no parágrafo único. 26. ou multa. obra-de-arte ou instalação. ■ Noção: Há a forma culposa se a difusão resulta da não-observância do dever de cuidado objetivo (CP. Ill — transmitindo falso aviso acerca do movimento dos veículos ou interrompendo ou embaraçando o funcionamento de telégrafo. danificando ou desarranjando. caça ou pesca). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo que consiste na vontade de difundir.

Para os efeitos deste artigo. desarranjar. da iminência de sinistro. entendemos que. RT643/327). ■ Sujeito passivo: A coletividade. Jurisprudência Desastre ferroviário (§ 19 . da Lei n 2 10. obstruir) ou perturbar (atrapalhar.259. 260 o agente que pratica o chamado "surf ferroviário". ■ Falso aviso acerca do movimento de trens: Consuma-se com a situação de perigo concreto. ■ Confronto: Se resulta desastre. parágrafo único. resulta desastre (preterdolo). RT760/690). a partir da vigência da Lei n° 10. viajando sobre o teto da composição férrea. considera-se o que expõe "a perigo a incolumidade de pessoas ou coisas. Assim. ■ Consumação: Com a efetiva situação de perigo de desastre (perigo concreto e não presumido). ■ Transação: De acordo com o art. abrange. e multa. cabe a transação no § 2 2 do art. 263 c/c o art. ■ Pena: Reclusão. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. como também o metr6. No caso de culpa.099/95). 100 do CP. pois tal fato significa perigo direto e iminente apenas para ele próprio e não para os demais passageiros (TJRJ. § 32 .099/95). 1995. II e III) também exigem a criação de probabilidade de desastre ferroviário (perigo concreto ou efetivo). que consiste na vontade de impedir ou perturbar. Se a sabotagem tem finalidade política. O conceito de estrada de ferro. causar embaraço) serviço de estrada de ferro. ocorrendo desastre: Pena — detenção. 2 2 .02. ■ Tentativa: Admite-se.1. ■ Noção: Se do crime de perigo de desastre ferroviário (caput). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de 12. aquela cujo tráfego se faz em trilhos ou por cabo aéreo (§ 3 2 ). 52 . ■ Ação penal: Pública incondicionada. portanto. especialmente a segurança dos meios de transporte. em vigor a partir de 12. sendo que o último deles abrange qualquer outro ato de que possa resultar desastre. entendendo-se. Como desastre ferroviário. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 258 (art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.259/01. ■ "Surf Ferroviário": Não comete o crime do art. 260 Código Penal 534 § 2°. da CR/88) e da analogia in bonam partem. de seis meses a dois anos. art. v. 263 c/c art. Em face do princípio da isonomia (art. os bondes e os teleféricos. 76 da Lei n 2 9. apresentando certo vulto o fato e revelando-se por modo grave e extenso" ( MAGALHÃES NORONHA. caput. vide art. 260.Art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. é entendimento dos doutrinadores que todas as outras ações indicadas (incisos I. para efeitos penais. 258 (art. Perigo de desastre ferroviario (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. consciente de que pode dar causa a desastre ferroviário. desde que não resulte morte — CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22 . como tal.01. 15 da Lei n 2 7. interromper. e multa. art. não só os trens. de dois a cinco anos. 89 da Lei n° 9. em trilhos ou por meio de cabo aéreo. entende-se por estrada de ferro qualquer via de comunicação em que circulem veículos de tração mecânica. III. de quatro a doze anos. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. §§ 1 2 e 22 .7. Direito Penal. a transação será cabível. 389). se não houver lesão corporal ou morte — CP. Em face desta expressão. ■ Tipo objetivo: As condutas alternativamente incriminadas são impedir (não permitir. Os meios executórios são os indicados nos incisos I a IV. realmente.170/83 (Lei de Segurança Nacional). ainda que efêmera (TJRJ. a pena é de reclusão. p. criada pela conduta do agente.

para si ou para outrem. . ■ Tentativa: Inadmissível. se não houver lesão corporal ou morte — CP. ■ Remissão: Vide notas aos arts. submersão ou encalhe de embarcação ou a queda ou destruição de aeronave: Pena — reclusão.259. 76 da Lei n2 9. da CR/88) e da analogia in bonam partem. de seis meses a dois anos. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. caput. em vigor a partir de 12. § 6 2 (TACrSP. todavia. FLUVIAL OU AÉREO Art. de dois a cinco anos. 261. 258 (art. art.535 Código Penal Arts. II). FLUVIAL OU AÉREO § 1 2. ou 129. 2°. 100 do CP. 258 (art. se ocorre relevante dano à composição e á carga transportada. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 3 9 . ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Desastre ferroviário culposo (§2°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se o agente dá causa a efetivo desastre. Se do fato resulta naufrágio. parágrafo único. se ocorre o sinistro: Pena — detenção. No caso de culpa. 263 e 258 do CP. da Lei n°10.099/95). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim.1. RT 461/371). 52. se não resultar morte — CP. ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE TRANSPORTE MARÍTIMO.7. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. se o agente pratica o crime com intuito de obter vantagem econômica. 263 c/c art.099/95). 89 da Lei n°9. a figura pode ser a do art. própria ou alheia. 121.do art. a partir da vigência da Lei n° 10. se há mero descarrilamento. ■ Pena: Detenção.02. a transação será cabível. § 3 2. Expor a perigo embarcação ou aeronave. sem conseqüências de vulto. de seis meses a dois anos. de quatro a doze anos. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Desastre ferroviário: Há. PRÁTICA DO CRIME COM O FIM DE LUCRO § 22 . SINISTRO EM TRANSPORTE MARÍTIMO. também. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide CP. art. Aplica-se. 18. a pena de multa. fluvial ou aérea: Pena — reclusão. 260 e 261 ■ Consumação: Com o efetivo desastre. ■ Transação: De acordo como art. 263 c/c o art. MODALIDADE CULPOSA § 32 . se resulta morte ou lesão corporal.259/01. art. cabe a transação no § 3 9. 261. entendemos que. a par de lesões corporais.01. de 12. ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima.

Expor a perigo (colocar em perigo) embarcação (qualquer veículo de transporte marítimo ou fluvial) ou aeronave (veículo de transporte que se move no ar). incluindo o dono da embarcação ou aeronave.804/89) (STJ. Sendo econômica. ■ Confronto: Se há sabotagem do transporte por motivação política. do CP).90. Também. de seis meses a dois anos. Ou praticar qualquer ato tendente a impedir (não permitir. a vantagem não consiste só em dinheiro. ■ Tipo objetivo: São duas as modalidades previstas: a. que não precisa ser efetivamente conseguido. RCr 6.. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 261. interromper. p. aqui. ■ Pena: Reclusão. ■ Pena: Reclusão. Il. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. prevista no § 3 2 . fluvial ou aéreo (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. o perigo deve ser concreto. 261 Código Penal 536 Atentado contra a segurança de transporte marítimo. aplica-se a pena de multa. para si ou para outrem. submersão (afundamento de embarcação) ou encalhe de embarcação (i mpedimento à flutuação) ou a queda (precipitação ao solo) ou destruição de aeronave (despedaçamento). Há forma culposa. Da conduta deve resultar probabilidade de acidente. 261 do CP com o crime de exposição da ecologia a perigo (art. ■ Ecologia: Pode haver concurso do art.Art. ■ Noção: Se o agente pratica o crime com o intuito de obter vantagem econômica. fazer cessar) ou dificultar (tornar mais difícil) navegação marítima. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". de dois a cinco anos. fluvial ou aérea. com redação dada pela Lei n° 7. ■ Tipo subjetivo e modalidade culposa: Não configura o crime do art. ■ Remissão: Vide notas aos arts. II.8. própria ou de terceiro. 263 e 258 do CP. 10454). especialmente a segurança dos meios de transporte.412. mas não são abrangidas as embarcações lacustres. ■ Sujeito passivo: A coletividade.170/83 (Lei de Segurança Nacional). com conhecimento de acarretar perigo comum. 22364). p. ■ Noção: Se do fato (condutas previstas no caput do artigo) resulta (é causa) naufrágio (perda de embarcação). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 18. RHC 723. DJU 1. b. ■ Tipo subjetivo: O dolo. A figura é preterdolosa. da Lei n° 6. Na escola tradicional é o "dolo genérico". § 1°. Sinistro em transporte marítimo. sendo necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido). fluvial ou aéreo (§ 12 ) Figura qual/f/cada pelo fim de lucro (§22 ) Figura culposa 03°) Morte ou lesão corporal Jurisprudência . que consiste na vontade livre e consciente de expor a perigo ou praticar ato tendente a impedir ou dificultar. A modalidade culposa desse delito é afastada pela ausência do sinistro (TRF da 1 á R. ■ Noção: Se ocorre o sinistro (§ 1°) por falta do cuidado objetivo necessário pelas circunstâncias (vide art.938/81. mv— DJU 3. 15. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade. 261 do CP se o agente transportador do gás tóxico ou asfixiante ou substância explosiva não agia com o intuito de colocar em perigo aeronave. Esse é o especial fim de agir (elemento subjetivo do tipo). ■ Consumação: Com o perigo concreto de acidente. ■ Alcance: A figura qualificada do § alcança tanto o caput como o § 1° do art.10. Elas podem destinar-se tanto ao transporte de pessoas como de coisas. vide art. ■ Pena: Detenção.92. de quatro a doze anos. 15 da Lei n° 7. ■ Tentativa: Admite-se.

autorizados ou particulares). a não ser que resulte morte — CP. desde que se destinem a transporte público (compreendendo o efetuado por concessionários. cabe a transação no caput do art. 29. 89 da Lei n° 9. também cabe a transação no § 2 9 do art. 15 da Lei n° 7. 258 (art. ■ Consumação: Com o surgimento da situação de perigo concreto de desastre. 262.1. Expor a perigo outro meio de transporte público. embarcações lacustres. Impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento (de outro meio de transporte público). pois. especialmente a segurança dos meios de transporte. ■ Tentativa: Admite-se.537 Código Penal Art. fazer cessar.. Para HELENO FRAGOSO. 262 ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE OUTRO MEIO DE TRANSPORTE Art. ■ Tentativa: Inadmissível. A modalidade culposa é prevista no § 2 . Em face do princípio da isonomia (art. de 14. art. na modalidade de expor a perigo bastaria o dolo eventual (Lições tradicional de Direito Penal — Parte Especial. p.83.12. lotações.170. 817). da CR/88) e da analogia in bonam partem. com conhecimento de que a conduta pode dar causa a desastre. táxis etc. b. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. a vontade livre e consciente de praticar aquelas ações. interromper. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Consumação: Com o efetivo desastre. Se do fato resulta desastre. sendo. ou seja. No caso de culpa. 262) resulta desastre (preterdolo).259/01. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a partir da vigência da Lei n° 10. ■ Noção: Se do fato (condutas descritas no caput do art. em vigor a partir de 12. cabe no § 2 9 . se a ação visa à perturbação políticosocial. 262. 263 c/c art. se não houver morte — CP. 76 da Lei n° 9. § 2°. Impedir é não permitir. impedir-lhe ou dificultar-lhe o funcionamento: Pena — detenção. de três meses a um ano.01. ■ Transação: De acordo com o art. § 1 2. Assim. a transação será cabível. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. 1965. da Lei n° 10. 258 (art. de dois a cinco anos. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. III. de um a dois anos. Duas são as modalidades incriminadas: a. 262.099/95). Também nesta modalidade exige-se perigo concreto.7. 263 c/c o art. de um a dois anos. 59 . não incluído nos dispositivos anteriores: ônibus. ■ Tipo objetivo: O art. ■ Pena: Detenção. a pena é de reclusão. desde que não haja lesão corporal de natureza grave ou morte. ■ Sujeito passivo: A coletividade. Dificultar significa tornar mais difícil. A conduta expor a perigo tem a significação de colocar em perigo. necessária a ocorrência de perigo concreto (e não presumido). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. art. Na doutrina 9 pede-se o "dolo genérico". de 12. caput.099/95). de dois a cinco anos. parágrafo único. Desastre (§ 1°) . se não resultar lesão corporal grave ou morte. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. dela devendo resultar probabilidade de desastre. 262 visa à segurança de outros meios de transporte. entendemos que. ■ Pena: Reclusão. v. se ocorre desastre: Pena — detenção. 100 do CP. Atentado contra a segurança de outro meio de transporte (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.259. Expor a perigo outro meio de transporte público. ■ Tipo subjetivo: O dolo. art.02.

02. 258 do CP). 263. se resulta morte.. p. de seis meses a dois anos. a pena é a do art. parágrafo único. 260 a 262. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Em face do princípio da isonomia (art. resulta lesão corporal ou morte.Arts.259. a partir da vigência da Lei n° 10. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. também. 263 manda aplicar aos crimes dos arts. RT 430/401). caput.099/95). no caso de desastre ou sinistro. 262 do CP atenta contra o bem jurídico segurança dos meios de transporte. 2 ■ Transação: De acordo com o art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Assim. a pena é de detenção. Se de qualquer dos crimes previstos nos arts. art. RCr 22. 100 do CP. de 12. a consciência de criar perigo comum. 252 do CP. também cabe a transação na primeira parte do parágrafo único (art. causado por não haver o agente observado o cuidado objetivo necessário (vide CP. ■ Remissão: Vide notas aos arts. de um a seis meses. de três meses a um ano. entendemos que. 260 a 262.1. Parágrafo único. 121. 4 ■ Tipo objetivo: É necessária a existência de perigo in concreto (TRF da 1 R. por água ou pelo ar: Pena — detenção. 258 do CP (vide comentário ao art. Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência FORMA QUALIFICADA Art. . 2 . 264.89. 264.01. razão pela qual o elemento subjetivo deve ficar incontrastavelmente provado. ainda que não tenha vontade dirigida ao mesmo. sendo necessário que o agente tenha. Se do fato resulta lesão corporal. em movimento. acusados em greve que obstruíram a entrada e saída de ônibus e pessoas de empresa de transporte coletivo (TJSP.313. quando resulta morte ou lesão corporal. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. com pequenos vazamentos. ■ Pena: Detenção. a transação será cabível. 262 o comportamento do motorista de carro de aluguel que. 5 2 . relativamente a tal finalidade (TACrSP. Arremessar projétil contra veículo.259/01. ■ Consciência de criar perigo comum: Na forma de impedir ou dificultar. ■ Tipo subjetivo: O delito do art. sem autorização. § 32 . não basta a voluntariedade da ação. 258. ao menos. ARREMESSO DE PROJÉTIL Art. Morte ou lesão corpora/ ■ Noção: O art. adapta bujão de gás de cozinha. DJU 18. em vigor a partir de 12. da Lei n° 10.12. ■ Táxi: Entendeu-se que pode tipificar este delito do art.16723). jurisprudência sobre Veículo adaptado para gás de cozinha. cabe a transação no caput do art. 263 e 258 do CP. aumentada de um terço. Julgados 87/402). para servir de combustível ao veículo (TACrSP. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. 18. aplica-se o disposto no art. II). 262 a 264 Código Penal 538 Desastre cu/poso (§22 ) ■ Noção: Se houve efetivo desastre. 76 da Lei n° 9. RT720/417).7. no art. destinado ao transporte público por terra. Vide. as disposições do art. quando ocorrer desastre ou sinistro.

consistente na vontade livre e consciente de arremessar. ■ Tentativa: Não se admite. força ou calor. e não o veículo em si. ■ Consumação: Com o arremesso de projétil idôneo a causar perigo. especialmente a segurança dos transportes. ■ Tipo objetivo: Atentar contra a segurança é tornar inseguro. O veículo deve ser destinado ao transporte público (e não veículo para transporte particular) por terra. que se esgota com o arremesso (TARJ. Aumentar-se-á a pena de um terço até a metade. 265. não se tipificando a figura caso o veículo esteja parado. Ou o agente fez o arremesso. Atentado contra a seguranpa ou funcionamento de servipo de uti/idade pública 9 ■ Alteração: Parágrafo acrescentado pela Lei n 5. O projétil precisa ser apto a causar dano a pessoas ou bens indeterminados.539 Código Penal Arts.11. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. e multa. Na escola tradicional é o "dolo genérico".099/95). ■ Noção: Se do fato (o arremesso descrito no caput) resulta (preterdolo) lesão corporal. lançar) projétil (coisa ou objeto sólido e pesado que se arremessa no espaço). 121. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. sabendo que pode causar perigo comum. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Pena: Detenção. 264 é crime de perigo. Entende-se ser suficiente o perigo presumido. Julgados 84/220). O arremesso deve ser contra veículo. ainda que não atinja o veículo em movimento. RT 500/389). de seis meses a dois anos. 264 é o passageiro transportado. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Morte ou lesão corporal (parágrafo único) Jurisprudência ATENTADO CONTRA A SEGURANÇA DE SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA Art. de 3. de um a cinco anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Consumação: O art. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água. e só existirão atos preparatórios. em movimento. Arremesso de projét// ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. que são impuníveis. ou qualquer outro de utilidade pública: Pena — reclusão. por água ou pelo ar.346. Parágrafo único. 264 e 265 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e na primeira parte do parágrafo único (art. a pena é a do art. e o delito se consumou (mesmo que o alvo não seja atingido). 89 da Lei n 9. Se resulta morte. o delito pressupõe que o veículo esteja em movimento (TACrSP. especialmente a segurança dos serviços de utilidade pública.099/95). aumentada de um terço. a pena é de detenção. Atentar contra o . se o dano ocorrer em virtude de subtração de material essencial ao funcionamento dos serviços. ■ Objeto jurídico e tipo objetivo: O que se protege no art. pois o arremesso não é ação divisível. § 32 (homicídio culposo). de um a seis meses.67. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo subjetivo: O dolo. desde que possível. ■ Tipo objetivo: A conduta prevista é arremessar (atirar. 89 da Lei n°9. ou não arremessou. Inexiste forma culposa. luz.

figura não ajustada ao art. força ou calor (produção e distribuição). ■ Tentativa: Admite-se. Parágrafo único. que requer ato atentatório que resulte ao menos em perigo presumido (TJSC. Figura qua/ificada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: A pena é aumentada de um terço até a metade. mas o do art. 89 da Lei n° 9.79. 8331). no que ele afeta a incolumidade pública. abrangendo. 265 do CP.170. radiotelegráfico ou telefônico. ambas referentes a serviço telegráfico. 265 (TER. 266. e irrelevante a sua efetiva paralisação. ■ Greve: A obstrução de entrada e saída de funcionários e veículos de empresa de ônibus por grevistas não constitui o crime deste art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.829. ■ Pena: Reclusão. se a finalidade é perturbação políticosocial. se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública.099/95). 265 do CP. ■ Tipo objetivo: Duas são as modalidades contidas no art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. INTERRUPÇÃO OU PERTURBAÇÃO DE SERVIÇO TELEGRÁFICO OU TELEFÔNICO Art. radiote/egráfico ou te/efôn/co ■ Objeto jurídico: O funcionamento dos serviços telegráficos. A figura é considerada de perigo abstrato. 265. posto que tal conduta não criou qualquer perigo ao transporte coletivo (TJSP. a perturbação do serviço. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput(art. não . de um a três anos. mas a expressão final ou qualquer outro de utilidade pública dá amplitude ao dispositivo. 266. com a consciência de poder criar perigo comum. radiotelegráfico ou telefônico. sendo necessária. se o dano ocorrer em virtude de subtração (furto) de material essencial ao funcionamento dos serviços. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". e multa. A enumeração é taxativa.). 265 e 266 Código Penal 540 funcionamento é porem risco a continuidade do funcionamento. que apenas desligaram os aparelhos retransmissores em determinado momento. todos os serviços análogos (gás. Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico. 15 da Lei n° 7. que se perfaz pela prática de ato idôneo. se o agente não teve o objetivo de atentar contra o funcionamento do serviço (TFR. praticamente. luz. Não há forma culposa. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa é ilícito administrativo e não o ilícito penal deste art.11. apenas. Interromper ou perturbar serviço telegráfico. radiotelegráficos ou telefônicos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. RTFR 69/216). 155. limpeza pública etc. 3.12. e multa. embora seja difícil a sua ocorrência na prática. impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento: Pena — detenção. ■ Consumação: Com a prática do ato capaz de perturbar a segurança ou o funcionamento. de 14. importa em interrupção do serviço. RT697/332).83. DJU 7. O comportamento punido "atentar". de um a cinco anos. ■ Confronto: Na Lei de Segurança Nacional. ■ Sujeito passivo: A coletividade. que consiste na vontade de atentar.Arts. RJTJSP 174/302). ■ Interrupção do sinal de emissora de televisão: O comportamento dos acusados. Aplicam-se as penas em dobro. Ap. lesivo à segurança ou funcionamento do serviço. art. São expressamente indicados serviços de água. p. ■ Furto de fios telefônicos: Ainda que interfira na normalidade das comunicações não configura o crime do art.

cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Vide.538/78. a partir da vigência da Lei n° 10. embaraçar) o seu restabelecimento. art. fazer cessar. e multa. de um a três anos.79. que consiste na vontade de praticar as ações incriminadas. de dois a quatro anos. 5°. § 2 2 . perturbar tem. a pena é de detenção. ■ Confronto: Se a ação é impedir a comunicação entre duas pessoas. § 1 2. ou. § 1 2. da Lei n° 10. Se há interceptação telefônica (escuta direta e secreta de conversa alheia). art. 40. § 1°. em vigor a partir de 12. sem ordem judicial.1. entendemos que. ■ Pena: As penas do caput são aplicadas em dobro.259. da Lei n° 6. parágrafo único. 266 do CP (TFR. aqui. atrapalhar.259/01. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". 260. Interromper é paralisar. caput.11. ■ Consumação: Com a efetiva interrupção ou perturbação. p. 267. 151. . DJU 7. pois é vedado o emprego de interpretação analógica para punir alguém. de 12. 266 e 267 abrangendo o serviço postal e a radiotelefonia. No caso de culpa. Capítulo III DOS CRIMES CONTRA A SAÚDE PUBLICA EPIDEMIA Art. de dez a quinze anos.829. 8331). ou a comunicação entre duas pessoas. do CP. a pena é aplicada em dobro. Primeira modalidade. desorganizar. Entende-se que basta o perigo presumido. também. Inexiste forma culposa. 151.541 Código Penal Arts.01. a significação de desarranjar. com consciência de que pode criar perigo comum. I I I. da CR/88) e da analogia in bonam partem. de um a dois anos. 266 visa ao serviço. O serviço acha-se interrompido e a conduta do agente é impedir(não permitir) ou dificultar (tornar mais difícil. Código Brasileiro de Telecomunicações — Lei n°4. art.7. ■ Transação: De acordo como art. Ill. desgraça pública). ainda. ■ Tipo subjetivo: O dolo. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a transação será cabível. Se a conduta impede ou perturba serviço ferroviário. 10 da Lei n° 9. ou. Figura qua//ficada (parágrafo único) Jurisprudência ■ Noção: Se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública (catástrofe. 15 da Lei n°7. § 1 2 . se o comportamento é interromper ou perturbar aparelho telegráfico ou telefônico determinado. do CP.170/83 (Lei de Segurança Nacional). se resulta morte. de maneira que. com o impedimento ou dificultação. ■ Tipo subjetivo: Incapacidade do funcionário de executar a tarefa que lhe coube é ilícito administrativo e não o delito do art.296/96. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Segunda modalidade. A norma do art. ■ Pena: Detenção. vide art.117/62 e nota a respeito no art. do CP. Causar epidemia.02. Se há sabotagem por motivação política. Se há sonegação ou destruição de correspondência postal. Se do fato resulta morte. a. II. b. 265 do CP. ■ Furto de fios telefônicos: Vide jurisprudência na nota ao art. ■ Tentativa: Admite-se. Ap. 3. não haverá enquadramento nesta figura. 2 2 . mediante a propagação de germes patogênicos: Pena — reclusão. Em face do princípio da isonomia (art. art.

em conformidade como art. p. Para ■ Noção: Se do fato (a conduta descrita 2 que incida esta forma qualificada do § 1 é necessário que o agente tenha. se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. ■ Consumação: Com o surgimento da epidemia.Arts. 19). 6).099/95). 5 . 2 2 ■ Crime hediondo: 0 art. especialmente a saúde pública. febre tifóide etc. 1965. multiplicar. 6 2 da Lei n 8. v. considera § 1 2 ). O comportamento pode ser comissivo ou omissivo. Epidemia é "o contágio de uma doença infecciosa que atinge grande número de pessoas habitantes da mesma localidade ou região.90. v. XLIII. cogumelos microscópicos e protozoários) capazes de produzir moléstias infecciosas. Morte (§ 1°) Figuras culposa simples e qualificada (§22 ) ■ Noção: Se a epidemia é causada pela falta do cuidado objetivo necessário ( vide art.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos. dentista ou enfermeiro. IV. v. 76 da Lei n 2 9. cabe a transação na primeira parte do § 2 2 (art. p. 267. a pena é de detenção. e multa. de dez a quinze anos. 15). ■ Pena: Reclusão. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Tipo objetivo: O núcleo causar tem a significação de provocar. rickettsias. A pena é aumentada de um terço. transmitir. II. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. de 25. até mesmo a própria pessoa infectada. só alcançando os fatos ocorridos a partir da sua vigência. Propagação é o ato de difundir. . Exemplos: epidemia de varíola. p. INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA PREVENTIVA Art. 2 ■ Irretroatividade: A Lei n 8. caput. Germes patogênicos são os microrganismos (vírus. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 . ao definir como crime hediondo a epidemia dolosa com resultado morte. crime de epidemia com resultado morte (art. motivar. produzir. art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Epidemia 2 ■ Alteração: O art. ou seja. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 831) ou o "genérico" ( MAGALHÃES 2 NORONHA. ■ Pena: A do caput é aplicada em dobro.099/95). 100 do CP. 1 2 da Lei n 8.7." (FLAMÍNIO FAVERO. FRAGOSO. vide nota Crime hediondo no art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. por ser mais gravosa para o acusado. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena — detenção. no caput) resulta morte (preterdolo). 89 da Lei n° 9. A doutrina tradicional divide-se. 1995. culpa pelo resultado letal (vide CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Infringir determinação do poder público. indicando o "dolo específico" (H. representado pelo especial fim de causar epidemia. farmacêutico. primeira parte (art. 268. hediondo o da CR/88. Direito Penal. ao menos. 267 e 268 Código Penal 542 ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. O perigo é considerado presumido.072/90. 121. Código Penal Brasileiro. bactérias. Sobre as conseqüências dos crimes hediondos. de um a dois anos. ■ Tipo subjetivo: O dolo (vontade livre e consciente de propagar) e o elemento subjetivo que o tipo contém. A figura culposa é prevista no § 2 . I II. 1950. não retroage. Assim. 0 meio de execução é indicado pela lei: mediante a propagação de germes patogênicos. de dois a quatro anos. IX. do CP. ■ Tentativa: Admite-se. do CP). a pena é de detenção. febre amarela. com o aparecimento de casos em número que dá o caráter de epidemia. Se da conduta culposa resulta morte.072. de um mês a um ano. 18. Parágrafo único.

259/01. 285 c/c art. 2 2 . a partir da vigência da Lei n e 10. Infração de me. transgredir. Trata-se de norma penal "em branco". e multa.01. Em face do princípio da isonomia (art. art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal.1.543 Código Penal Art. 258 (art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. Como observa HUNGRIA. que possui a significação de violar. 258 (art.02. precisa-se demonstrar qual foi a determinação do Poder Público descumprida (TACrSP. também cabe a transação no parágrafo único. O crime é considerado de perigo abstrato. representado pela vontade livre e consciente de infringir a determinação. que se completa com a existência de outra lei. 268 do CP é norma penal "em branco". que dispõe sobre a obrigatoriedade do cadastramento dos doadores e a realização de exames laboratoriais. art. 285 c/c o art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)].649/88. 268 do CP (cf. configura o delito do art. portaria ou regulamento que tenha caráter de ordem ou proibição. art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Assim. resulta lesão corporal ou morte. de 12. IV. caput. desrespeitar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. não retroage ( HUNGRIA. ■ Pena: Detenção. divide-se a doutrina em três posições: a. vide nota ao art. 833). farmacêutico. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP.099/95). ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. entendemos que. a transação será cabível. 89 da Lei n2 9. p. em razão do cargo ou profissão" ( Comentários ao Código Penal. A respeito. em princípio não retroage. destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. da CR/88) e da analogia in bonam partem. dentista ou enfermeiro.259. v. p. ■ Consumação: Com a violação. ■ Erro: O eventual erro do agente deve ser apreciado à luz do art. 100 do CP. 268 ■ Transação: De acordo como art. Direito Penal. Figura qua//ficada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico. 9 2 daquela lei). 52 . 76 da Lei n 2 9. no particular aspecto da saúde pública. 285 e 258 do CP se. v. Lições de Direito Penal — Parte Especial. FRAGOSO. IX.099/95). IX. Comentários ao Código Penal. de um mês a um ano. desobedecer. art. 76 da Lei n 2 9. ainda que haja lesão corporal grave ou morte — CP.■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.099/95). "deve apresentar-se o descumprimento de especial dever que incumba ao agente. onde expomos o nosso entendimento totalmente favorável à primeira (a) posição. 3 do CP. 1995. 1965. RT Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . no caso concreto. decreto. 1959. preventiva ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tentativa: Admite-se. v. 258 (art. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". 11). v. 1959. c. parágrafo único. da Lei n 2 10. p. Tal complemento deve visar a impedir a introdução (entrada) ou propagação (difusão) de doença contagiosa (estado mórbido contagioso ao homem).7. ■ Tipo objetivo: O núcleo é infringir. 21 (erro de proibição) ou 20 (erro de tipo) do CP. b. p. da infração de medida sanitária. Na hipótese de revogação da norma complementar. Ill. 285 c/c art. O que se pune é a conduta de infringir determinação do Poder Público. ■ Remissão: Vide arts. mas não se pode deixar de fazer concessões ( MAGALHÃES 2 NORONHA. cabe a transação no caput . 104). em vigor a partir de 12. 104). desde que não haja morte — CP. excluindo a ili citude ( H. ■ Norma em branco: Como o art. Não há forma culposa. ■ Tipo subjetivo: O dolo. dida sanitária ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. retroage em favor do agente. 2 ■ Sangue: A inobservância das normas da Lei n 7.

entendemos que.430/74 (TARS. examinado o enfermo (Lições de Direito Penal — Parte Especial. raiva humana. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Não se caracteriza o delito do art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Sua complementação é encontrada em outras leis. Em face do princípio da isonomia (art. cabe a transação no art. 100 do CP. especialmente. O abate irregular de reses e o transporte da carne em condições precárias.01. leishmaniose tegumentar e visceral. RT 725/619). ■ Não basta regra genérica: O dispositivo administrativo que contém mera regra genérica de higiene não preenche a norma penal "em branco" do crime do art.96. embora a lei não exija que o médico tenha assistido ou examinado o doente. ■ Portaria n° 1.Arts. coqueluche. Evidentemente. essa denúncia que se impõe ao médico é justa causa que exclui a caracterização do crime do art. Como registra HELENO FRAGOSO. art. a partir da vigência da Lei n°10.283). caput. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (delito próprio). 1975. difteria. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. de 12. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. em vigor a partir de 12. v.259/01. Quanto ao que se deixa de denunciar. IX . Ocorre o crime do art. não pode o Ministério Público invocar portaria sobre poluição ambiental (TJSP. 258 (art. no especial aspecto da saúde pública.1. oncocercose. cuidando-se de pena máxima cominada não superior tificação de doença a dois anos. III. ■ Abate de animais: No crime do art.02. 837).137/90 (TACrSP. não estando regulamentado pelo Decreto Complementar n° 24. parágrafo único. 154 do CP. 268 do CP e não o do art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória: Pena — detenção. convertendo-a em imprópria para o consumo. 269. Omissão de no. rubéola e síndrome de . a norma penal é "em branco". I. peste. 89 da Lei n°9. de 24. pois consigna doença cuja notificação é compulsória. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. e multa. Assim. o abate de pequenos animais para consumo entre uma ou duas famílias constitui prática muito comum no interior do Rio Grande do Sul. da CR/88) e da analogia in bonam partem. dengue. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 285 c/c art.da Lei n2 8. RT726/746). 268 quando o agente viola norma sanitária específica destinada a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa determinada e não qualquer dispositivo de regulamento sanitário (porcos alimentados no lixão da prefeitura) (TACrSP. 268 sobre doença contagiosa. decretos e. hanseníase. 285 c/c o art. Versando o crime do art. Julgados 96/126). 268 do CP se o agente abate um leitão para reparti-lo como vizinho.099/95).099/95). febre tifóide.7.100. Em todo o território nacional (cólera. vendendo a carne a este. n°1. Jurisprudência. regulamentos.259. 7 2 . doença meningocócica e outras meningites. art. 268 e 269 Código Penal 544 507/414).■ Transação: De acordo como art. ■ Tipo objetivo: Deixar de denunciar(omitir-se em comunicar) à autoridade pública é a conduta que se incrimina ao médico. O delito é omissivo puro. 268 (FRANCESCHINI. do Ministério da Saúde: E compulsória a comunicação das seguintes doenças: 1. de seis meses a dois anos. RT 402/269) consumando-se com a mera transgressão da norma ou determinação oficial (abate clandestino de gado) (TACrSP. ele somente poderia fazer com seriedade a denúncia se houvesse.5. da Lei n° 10. mv— RT644/ 272). poliomielite. p. 76 da Lei n°9. doença de Chagas — casos agudos. pessoalmente. a transação será cabível. OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA Art. 258 (art. febre amarela. 2 2 . não estando esta exposta à venda. configura o delito do art. 52 . ■ Sujeito passivo: A coletividade. 1965. RT 705/337). 268 do CP o perigo comum é presumido (TACrSP. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. v.

Envenenar água potável. Pernambuco e Sergipe. Assim. 258 (art. RT492/355). XLIII. 89 da Lei n 2 9.072/90. 22 .02. Na escola tradicional é o "dolo genérico". de seis meses a dois anos. 2. 285 c/c o art. Alagoas. Paraíba. pois é delito omissivo puro. 62 da Lei n° 8. de uso comum ou particular. Está sujeito à mesma pena quem entrega a consumo ou tem em depósito. 270 c/c art. 1 2 da Lei n°8.072/90. de 12. da CR/88) e da analogia in bonam partem. cabe a transação no § 2 2 do art. em conformidade com o art. Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts. todavia. que deu nova redação ao art. varíola. Jurisprudéncia ■ Só o médico pode ser agente: A obrigação de denunciar só é exigida do médico. hepatites virais). Não há forma culposa. tétano. e multa.259. 5 2 . sarampo. foi excluído da relação dos crimes hediondos pela Lei n 2 8. Se o crime é culposo: Pena — detenção. com a prática de ato inconciliável com a obrigação de denunciar. malária — exceto na região da Amazônia Legal). sífilis congênita. 270. tuberculose. ■ Pena: Detenção. 1 9 da Lei n° 8. 100 do CP. para o fim de ser distribuída. a transação será cabível. ENVENENAMENTO DE ÁGUA POTÁVEL OU DE SUBSTÂNCIA ALIMENTÍCIA OU MEDICINAL Art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2.7. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. entendemos que.099/95). MODALIDADE CULPOSA § 22. art. 285 e 258 do CP. filariose — exceto Belém. 258 (art. § 1 2. ou substância alimentícia ou medicinal destinada a consumo: Pena — reclusão. Rio Grande do Norte. Ceará.930/94. Em face do princípio da isonomia (art. na ausência destes.099/95).1. ■ Consumação: Com o esgotamento de eventuais prazos regulamentares ou. de dez a quinze anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. da Lei n 10. síndrome da imunodeficiência adquiri da — AIDS. 285 c/c art. da CR/88. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tentativa: Não se admite. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. de seis meses a dois anos. . 2 ■Transação: De acordo com o art. consistente na vontade livre e consciente de praticar a omissão. 285).545 Código Penal Arts. ■ Crime não hediondo: O art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. parágrafo único. 270 desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. 269 e 270 rubéola congênita. 76 da Lei n 2 9.072/90 aumentou o mínimo da pena do caput para dez anos.259/01. em vigor a partir de 12. se resulta lesão corporal ou morte. 5 2 . o qual. a água ou a substância envenenada. e não também do farmacêutico (TACrSP. desde que não resulte morte — CP. caput. a partir da vigência da Lei n° 10. Envenenamento de água potáve/ ou de substância a/imentíc/a ou medicina/ ■ Alteração: O art. art. Piauí. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Em áreas específicas (esquistossomose — exceto nos Estados do Maranhão.01. considerava hediondo o crime de envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art.

b. 271 (TJRS. 271 e 272 do CP. II). Ter em depósito. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". p. em ambos os casos. a indeterminado número de pessoas. com conhecimento do destino de consumo comum e do perigo coletivo. 285 e 258 do CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. c. de seis meses a dois anos. ■ Desclassificação: Se a substância que o agente lançou na água tornou-a tão leitosa e malcheirosa que ninguém iria bebê-la e envenenar-se. retroage. ele só se aperfeiçoa quando o perigo atinge a vida ou Figura cu/posa 02 ) 2 Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . desclassifica-se para a corrupção de água. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a é igual ao do caput. por ser benéfica. ■ Pena: Reclusão. ■ Sujeito passivo: A coletividade.Art. independentemente de efetivo consumo ou distribuição. causa a morte ou dano sério ao organismo. o elemento subjetivo do tipo. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. ■ Confronto: A corrupção e a poluição são previstas nos arts. ■ Tipo objetivo: O núcleo envenenar tem a significação de pôr ou lançar veneno. absorvida. que consiste na vontade livre e consciente de envenenar. Ou (substância) medicinal destinada a consumo. O perigo é considerado como presumido. 270 Código Penal 546 ■ Retroatividade da Lei n` 8. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. há. Entende-se como sendo a substância destinada à cura. que o agente tenha consciência de que se trata de água ou substância envenenada. O objeto material é indicado: a. de uso comum ou particular. melhora ou prevenção de doenças de número indeterminado de pessoas. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.86. Ap. para o fim de ser distribuída. ■ Remissão: Vide arts. ■ Tipo subjetivo: É o dolo. e dado em função do uso que as populações fazem daquela água (TFR. ■ Noção: Se o envenenamento (caput). prevista no art. Entrega a consumo (§ 12 ) ■ Tipo objetivo: a. 6. Se o agente envenenar a água (caput) e depois distribuí-la. 18.710. 15007). especialmente a saúde pública. RJTJSP 72/307). art. excluindo-se outras águas que têm serventia diversa. a segunda conduta constituirá fato posterior impunível. ■ Agua potável: O conceito de potabilidade da água é relativo. E indispensável. b. Água potável. Entregar a consumo é fornecer.8. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. 270 seja infração que se consuma independentemente de resultado.930/94: A exclusão do delito do art. 270 com resultado morte do rol dos crimes hediondos. A modalidade culposa é prevista no § 2 2 . Na b. entrega ou depósito (§ 1 2 ) são resultado da desatenção do agente ao dever de cuidado objetivo (vide comentário ao CP. ■ Pena: Detenção. como as não potáveis. É a substância destinada à alimentação (líquida ou sólida) de indeterminado número de pessoas. A água pode destinar-se a uso comum ou particular. de dez a quinze anos. ■ Consumação: Com a entrega ou depósito. ■ Consumação: Com a superveniência da situação de perigo comum. não bastando a simples guarda sem tal finalidade. Exige o fim de distribuir. a título oneroso ou gratuito. Substância alimentícia (destinada a consumo). DJU 28. entendendo-se este como a substância mineral ou orgânica que. ■ Consumação: Embora o crime do art. que consiste no especial fim de agir ("dolo específico" para os tradicionais): a finalidade de distribuir. RT 726/728. Agua potável é a chamada água de alimentação. TJSP. ainda.

271. tornando-a imprópria para consumo ou nociva à saúde: Pena — reclusão. a não ser que resulte morte — CP. 100 do CP. A figura culposa é prevista no parágrafo único. 265-72. cabe a transação no parágrafo único do art.259/01. consistente na vontade livre e consciente de corromper ou poluir. 67). de uso comum ou particular. de fluoretos. 271. de cobre e de zinco superior ao fixado na lei. ainda. de uso comum ou particular. Considera-se que o perigo é abstrato.7. v. ■ Sujeito passivo: A coletividade. a transação será cabível. 1996. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 2 2 . se assim acontecer. portanto. preparo de alimentos e bebidas etc. 285 c/c o art. que se demonstre a anterior condição de ser a água potável. 89 da Lei n 2 9. "A poluição das águas do rio Piracicaba". Tais águas não podem apresentar um teor de chumbo. pois não se tipifica a conduta de quem corrompe ou polui águas já poluídas. de selênio. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. poluiré sujar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. art. 285 c/c o art.. Corrupção ou poluição de água potável ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo única Se o crime é culposo: Pena — detenção. Por sua vez. . 0 objeto material é água potável. veja-se minuciosa defesa em caso de poluição de águas fluviais: DANTE DELMANTO. conspurcar. podendo ser classificadas em águas de fontes e de abastecimento. ■ Transação: De acordo com o art. 258 (art. da CR/88) e da analogia in bonam partem. parágrafo único.099/95). 76 da Lei n 2 9. ■ Tipo objetivo: O verbo corromper tem. 258 (art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único. p. art.02. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. macular. Corromper ou poluir água potável. É indispensável. 1950. desde que destinadas à alimentação de indeterminado número de pessoas. em Defesas que Fiz no Júri. independentemente de real dano às pessoas. especialmente a saúde pública. entendemos que. danosa à saúde). da Lei n2 10.1. a significação de estragar. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. de dois meses a um ano. de 12. com conhecimento do perigo para indeterminado número de pessoas.547 Código Penal Arts.259. desnaturar. pois. que a corrupção ou poluição torne a água imprópria para o consumo (sem potabilidade) ou nociva à saúde (prejudicial. desde que não resulte morte — CP. verificando-se desde que a água se torne imprópria ou nociva. 52 . serão consideradas impróprias para alimentação e abastecimento públicos e privados" (FLAMINIO FAVERO. RT 453/355). CORRUPÇÃO OU POLUIÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL Art. caput.01.). ■ Consumação: Com a efetiva impropriedade ou nocividade provocada pela corrupção ou poluição. 270 e 271 a saúde de um número indefinido de pessoas. em vigor a partir de 12. E requisito do tipo. pp. de arsênico. As águas podem ser de uso comum ou particular.099/95). IX. 6á ed. servindo para qualquer espécie de consumo (bebida. Código Penal Brasileiro. A respeito. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Assim. não apenas um número limitado delas (TJSP. a partir da vigência da Lei n 2 10. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. aqui. de dois a cinco anos. Em face do princípio da isonomia (art. infectar. Aguas potáveis são "as águas próprias para a alimentação.

p. MODALIDADE CULPOSA § 2 2. mv RT572/302). em DANTE DELMANTO. Se o crime é culposo: Pena — detenção. já não eram potáveis. 271 e 272 Código Penal 548 ■ Tentativa: Admitimos a possibilidade de sua ocorrência. expõe à venda.Arts. RT301/84). vende.283.1. falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo. Defesas que Fiz no Júri. ■ Pena: Reclusão. § 1 2 -A. animal ou vegetal. mas também a potabilidade menos rigorosa. tem em depósito para vender ou. CORRUPÇÃO.938/81.605/98. de dois meses a um ano. §§ 1° e 2°. ■ Qualidade anterior: "A lei pune quem corrompe ou polui água potável. Corromper. se da corrupção ou poluição resulta morte ou lesão corporal. tornando-a imprópria para o consumo ou nociva à saúde. tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo: Pena — reclusão. adulterar. 272. habitualmente usada por indeterminado número de pessoas (TJSP. ■ Remissão: Vide arts. distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado. Incorre nas penas deste artigo quem fabrica. art. 272). 2°. certa é a conclusão de que não houve crime algum" (TJSP. parágrafo único. de qualquer forma. corrompido ou adulterado. 54. Ap. Não é necessário que a água seja irrepreensivelmente pura. ■ Pena: Detenção. A expressão potável deve abranger não só a potabilidade bioquímica. ■ Transação: De acordo com o art. ■ Tipificação: Para a tipificação é imprescindível que se prove a potabilidade da água e que seja ela ingerida habitualmente por indeterminado número de pessoas (TJSP.259. embora haja opiniões em contrário. 285 e 258 do CP. de um a dois anos. Se o poluidor expuser a perigo a incolumidade humana. vide o crime do art. de quatro a oito anos.01. e multa. da Lei n° 9. ■ Confronto: Se há envenenamento das águas. em vigor a partir de 12. ou estiver tornando mais grave situação de perigo existente. de dois a cinco anos. §1 2. mv— RJTJSP 121/348). 49. consistente em servir para beber e cozinhar (TJSP. da Lei n 9 6. importa. pelos motivos constantes dos autos. e se as águas do rio Piracicaba. Está sujeito às mesmas penas quem pratica as ações previstas neste artigo em relação a bebidas. da Lei n°10. FALSIFICAÇÃO. art. 6a ed. de 12. bastando que se trate de água que se possa razoavelmente utilizar para beber e cozinhar. Figura culposa (parágrafo ún/co) Morte ou lesão corporal Jurisprudência ■ Noção: Se a corrupção ou poluição é causada pela não-observância do dever objetivo de cuidado (vide CP.804/89. 18. e multa. com redação dada pela Lei n° 7. cuidando-se de pena máxima cominada não superior . 270 do CP. 15. Quanto à poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público.. § 2°. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE SUBSTÂNCIA OU PRODUTO ALIMENTÍCIO Art. com ou sem teor alcoólico. II). ■ Ação penal: Pública incondicionada. vide art. Ill. 1996.7.02.

ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Como objeto material indica-se a substância ou o produto alimentício (destinado a consumo). mudar.259/01. a partir da vigência da Lei n 10. art. de indeterminado número de pessoas.521/51 (crime contra a economia popular).137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. b e d podem ser comissivos ou omissivos. III e V. d.099/95). e art. de quatro a oito anos.099/95). 272 passou também a punir a redução do valor nutritivo da substância ou produto alimentício. corrupção. 52 . 272 a dois anos. sendo necessário que. 270 do CP. b. o atual art. 100 do CP. neste não basta que a substância ou produto se torne impróprio para o consumo. 32). da Lei n2 8.7. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. art. Econõmica e contra as Relações de Consumo). ■ Consumação: Quando a substância ou produto se torna nocivo à saúde ou tem seu valor nutritivo reduzido. Absurdamente. b. ferindo. mas deve ficar comprovada. Se não houver perigo para a saúde pública. falsificar ou alterar. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. caput. IX. 89 da Lei n° 9. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2°. 271 do CP. e multa. são previstos quatro núcleos: a. Em face e da analogia in bonam partem. modificar. ■ Tentativa: Admite-se. que significa mudar. Observe-se que. modificar para pior. a transação será cabível. E a substância ou o produto destinado à alimentação. art. corromper. do princípio da isonomia (art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. transformar. 2 2 . 272. Se a ação é de envenenar água potável ou substância alimentícia ou medicinal. segunda parte (art. E imprescindível que a corrupção. vide art. ou entrega de matéria-prima ou mercadoria. Na escola tradicional é o "dolo genérico".98. 72 . 285 c/c o art. como no exemplo clássico da adição de água ao leite. caput. especialmente no aspecto da saúde pública. adulterar. de 2. ■ Pena: Reclusão. prejudicial. falsificação ou alteração: a. da Lei n° 1. ■ Tipo objetivo: Alternativamente.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). ■ Sujeito passivo: A coletividade. Assim. enquanto o c deve ser comissivo. art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Alteração: Artigo e parágrafos com redação dada pela Lei n° 9. efetivamente. 258 (art. número indeterminado de pessoas. que só incriminava a conduta que tornasse a substância alimentícia nociva à saúde. . a destinação da substância ou produto a consumo público não pode ser presumida. se transforme em nocivo à saúde ou tenha seu valor nutritivo reduzido. danoso á saúde humana. todavia. dar aparência de genuíno ao que não é. Igualmente. adulteração ou alteração de substância ou produto allmentício (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. consistente na vontade livre e consciente de corromper. desnaturar (alterando a própria essência). 66 da Lei n°8. adulterar. líquida ou sólida. reduza o valor nutritivo da substância ou produto alimentício ("reduzindo-lhe o valor nutritivo"). o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. ou seja. que se entende por contrafazer. ou seja. A figura culposa está prevista no § 2 2 . 285 c/c art. com conhecimento da destinação a consumo da substância ou do produto e do perigo comum. adulteração. que tem a significação de estragar. ■ Confronto: Se há venda. 76 da Lei n° 9. Ao contrário de outros crimes. Os núcleos a. 258. cabe a transação no § 2 2 do art. Falsificação. em condições impróprias ao consumo. 272. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. ■ Tipo subjetivo: O dolo. falsificar. alterar. Se a corrupção é de água potável. torne a substância ou o produto alimentício nocivo à saúde ("tornando-o nocivo à saúde").677. art. c. infectar. da CR/88) 2 entendemos que.549 Código Penal Art. o novo artigo pune com a mesma severa pena duas condutas de gravidade muito diferente. isto é. ao contrário do antigo art. desde que não resulte lesão corporal ou morte — CP. assim. alterar.

v. ainda que tácito. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. FRAGOSO. 599/319). há. que é de um a três anos. O art. 272. 258). a pena mínima será de um ano e seis meses. Quanto ao objeto jurídico. nos termos do art. Em virtude desta falha do legislador.Art. e. 1965. adulteração. consistente no especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). salvo quanto ao definido no art. manufaturar. Nas hipóteses de exposição e depósito. 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. ou. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. troca. gratuita ou onerosa). Assim. estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. IV. RT 605/296. 1995. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são: a. 272 e 273) . corrompido ou adulterado. aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo. entregar. e multa. 258. falsificação ou alteração da substância ou produto. f. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. RT632/282). 32). atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. por não-observância do cuidado objetivo necessário (vide comentário no art. 272 (TJSP. Quanto às condutas equiparadas do §1 incluem-se na previsão culposa do § 22 as de quem vende. tenham elas teor alcoólico ou não. c. Direito Penal. p. vender. p. vide nota no caput. aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. cessão. importar (fazer vir de outro país). caso não informe se a quantidade adicionada tornava a substância nociva. Comentários ao Código Penal. quanto à figura culposa. Da modalidade culposa fica excluída a fabricação. ■ Nocividade: É essencial à figura deste art. o elemento subjetivo do tipo. 272 a prova de ter a substância se tornado nociva à saúde (TJSP. expor. entendendo-se não ser necessário que o agente seja comerciante. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. v. a adulteração e a alteração. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ainda. distribuir ou entregar a consumo. ■ Tipo objetivo: Sujeita-se às mesmas penas do caput o agente que pratica as ações previstas no caput ou no § 1 2-A em relação a bebidas. sujeitos ativo e passivo: Vide nota ao caput. pune-se mais severamente o crime deste art. de qualquer forma. obviamente. distribuir (dar. ■ Incongruência: Dispõe o art. Fica dela excluída a falsificação. de venda). se do fato resultar lesão corporal. MAGALHÃES NORONHA. salvo nas condutas de expor e ter em depósito ("dolo específico"). Lições de Direito Penal — Parte Especial. Quanto à forma culposa. se do fato resulta lesão corporal. expõe à venda. A figura culposa abrange. ■ Ação penal: Pública incondicionada. tem em depósito para vender. foi aumentada para um a dois anos de detenção pelo novo § 2 2 do mesmo artigo. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda. ter em depósito. com oferecimento. 116. § 32 . Não basta a conclusão do laudo de que a substância continha produto de adição proibida. RJTJSP 102/431. não pode ser culposa (em igual sentido: H. IX. v. importar. a pena mínima será de um ano e quatro meses. c/c art. ou. p. 267". as bebidas com ou sem teor alcoólico (§1 2 ). do CP). ciente da corrupção. 258 aos crimes previstos neste Capítulo.677/98 (antigos arts. vide nosso comentário ao § 2 2 . 29). de um a dois anos. ■ Objeto jurídico. distribui ou entrega a consumo a substância alimentícia ou o produto falsificado. 121. se resulta morte. A pequena quantidade de bromato de potássio Bebidas a/coó//cas ou não (§ 1 2 ) Figura cu/posa (§ 22 ) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência anterior à Lei n2 9. também. ■ Pena: Detenção. a vontade livre e consciente de fabricar. d. a pena aumenta-se de metade. pois esta. por sua vez. HUNGRIA. 272 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte. b. importa. vender(alienar a título oneroso). repartir) ou entregar a consumo (dação. 852. ■ Tipo subjetivo: O dolo. que dificilmente se imaginará não dolosa. aumentada de um terço". preparar). 1959. de qualquer forma. 18. que era de seis meses a um ano de detenção. ou seja. 272 Código Penal 550 Condutas equiparadas (§12-A) ■ Objeto jurídico. a corrupção. a forma culposa abrange. sujeitos ativo e passivo: Vide nota no caput. Já se o resultado for morte. apenas. com o fim especial de vender). III. II. fabricar (produzir na fábrica.

Incluem-se entre os produtos a que se refere este artigo os medicamentos. RT 453/352. CORRUPÇÃO. RT698/328. a colocação de uísque nacional em garrafa de estrangeiro (TJSP. caput e § 2 2 . e multa. adulterado ou alterado. a utilização de carne de cavalo na fabricação de lingüiça. A favor. 276 do CP. 277). 273.551 Código Penal Arts. Julgados 95/196). jurisprudência no art. §1 2-B. Jurisprudência posterior A Lei n 2 9. RT533/300). RJTJSP 104/426). adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. §1 2 . I. 486/264. ■ Alteração em refrigerante: E necessário que a alteração seja perniciosa ou reduza o valor. os saneantes e os de uso em diagnóstico. § 2 2. 582/295). tem em depósito para vender ou. vende. 273. pois uísque não é substância alimentícia nem medicinal (TJSP. pois há a substituição de elemento da sua composição normal (TJRJ. certo e determinado (TACrSP. Nas mesmas penas incorre quem importa. 273. c. ■ Conhecimento: Ainda que provados fato e autoria. ADULTERAÇÃO OU ALTERAÇÃO DE PRODUTO DESTINADO A FINS TERAPÊUTICOS OU MEDICINAIS Art. d. 275. pois o perigo deve ser comum. corromper. 171. sob pena de o exame de corpo de delito tornar-se imprestável (TJSP. de dez a quinze anos. 272 dispensa saber se houve. corrompido. mas sim no art. sob o título Bromato. RT 453/352). II. RT613/346-7. 656/278. por ser substância alcoólica e não acarretar nocividade a troca de uísque estrangeiro por nacional (TJRJ. Não tipifica. §1 2-A. ■ Perigo a pessoas indeterminadas: Não se configura a modalidade culposa do § 22 se a substância medicinal foi preparada para uma determinada pessoa. pois é crime de perigo (TJSP. Configura o crime do art. 175 do CP. 275 do CP. RT 554/417).342/78. Art. IV. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. II e § 1 2. FALSIFICAÇÃO. Configura o delito do art. RT772/666). corrompida ou falsificada voluntariamente pelos agentes. de qualquer forma. Falsificar. São apontados diversos enquadramentos no CP (arts. os insumos farmacêuticos. 276 (TJSP. ou a substituição o torne inferior (TJSP.677/98 ■ Dolo: Se a carne exposta à venda em estado de putrefação não foi adulterada. 273 do CP. absolve-se o acusado se não houver prova de que sabia do estado adulterado da carne que vendia (TACrSP. A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro tipifica o delito do art. expõe à venda. RT 403/295) ■ Uísque: E muito controvertida a tipificação da conduta de quem falsifica uísque ou coloca uísque nacional em recipiente de similar estrangeiro. RT 536/277). Art. E nele que se enquadra a venda de uísque nacional em vasilhame de estrangeiro (TACrSP. 272 (TJRN. b. ■ Substituição em alimento: Configura o crime do art. Julgados 85/488). RT 540/271. A venda de uísque nacional em garrafas de estrangeiro não se enquadra no art. as matérias-primas. ■ Exame de corpo de delito: No Estado de São Paulo. última parte. Art. 175. 272 e 273 adicionada ao pão não chega a torná-lo nocivo à saúde (TJSP. contra: TACrSP. não há se falar na caracterização do crime do art. Vide. RT611/351). RT 605/296). e não individual. Art. Está sujeito às penas deste artigo quem pratica as ações previstas no § 1 2 em relação a produtos em qualquer das seguintes condições: . 453/332). a adição de "sulfito de sódio" à carne crua e moída (TJSP. ■ Crime de perigo: O art. efetivo dano a alguém. também. 275 (TJSP. IV. a colheita de amostras deve ser realizada de conformidade com o Decreto estadual n° 12. 273. 274. Contra: Não configura. ou não. RJTJSP 114/509). 171. Alguns exemplos: a. 276. os cosméticos. Julgados 78/250).

de um a três anos. VI — adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente. 1977. ■ Confronto: Vide nota ao art. II — em desacordo com a fórmula constante do registro previsto no inciso anterior. 1993. que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. ■ Tipo objetivo: Os núcleos previstos são os mesmos do artigo anterior: a. Se o crime é culposo: Pena — detenção. b. com acerto. 285 c/c art. adulteração ou alteração de produto terapëut/co ou medicina/ (caput) ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.7. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. c. cf. Atualmente. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. que requer a "redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade". ■ Pena: Reclusão. o que só veio a fazer no §1 2 . 399). Ill — sem as características de identidade e qualidade admitidas para a sua comercialização. Direito Constitucional. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP.099/95). no órgão de vigilância sanitária competente. Almedina. apud JoAo MELO FRANCO e HERLANDER ANTUNES MARTINS. não consignou a exigência de perigo concreto para a configuração deste crime. 258. ■ Ação penal: Pública incondicionada. consistindo a autoridade num sistema de restrições só admissível na medida estritamente indispensável à coexistência das liberdades individuais" ( MARCELO CAETANO. A figura culposa está prevista no § 2 2 . ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. segunda parte (art. Dicionário de Conceitos e Princípios Jurídicos. 273 Código Penal 552 I — sem registro. ciente do perigo comum e da destinação do produto para fins terapêuticos ou medicinais. este delito só se configurará quando houver efetiva comprovação da nocividade à saúde de indeterminado número de pessoas ou da real redução do valor terapêutico ou medicinal do produto (nesse sentido. ■ Tentativa: Admite-se. corromper. em um Estado Democrático de Direito. especialmente a saúde pública. além de não ter feito menção á exigência de destinação a consumo. ainda que não seja comerciante ou industrial. adulterar ou d. IV. a doutrina. Falsificação. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ou seja. o legislador. e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2 2 . ■ Crime hediondo: Caput. "A inconstitucionalidade da lei dos remédios". 272. sob pena de inconstitucionalidade por falta de ofensividade ao bem jurídico tutelado (saúde pública). Os núcleos b. De fato. no caput deste art. número indeterminado de pessoas. O objeto material é o produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. MIGUEL REALE JÚNIOR. de dez a quinze anos. art. c e d podem ser comissivos ou omissivos. e multa. 272). . MODALIDADE CULPOSA § 22. adulteração ou alteração do produto. alterar (vide seus significados no art. enquanto o a deve ser comissivo. somente fazendo-o em seu §1 2 -B. pp. quando exigível.677.Art. 273. Coimbra. V — de procedência ignorada. p. tem questionado a constitucionalidade dos chamados tipos penais de perigo abstrato. 374-7. inadmitindo punição sem que haja real ofensa ao bem jurídico tutelado. 89 da Lei n° 9. 272 do CP. IV — com redução de seu valor terapêutico ou de sua atividade. in RT763/423). Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". corrupção. Ao contrário do art. Assim. falsificar. de 2. ■ Consumação: Com a falsificação. adulterar ou alterar. corromper.98.072/90). § 1 2 . § 1 2-A e § 1 2-B (Lei n°8. corrupção. "o valor supremo da sociedade política é a liberdade.

pois esta. aumentada de um terço". 18. em relação a produtos em quaisquer das seguintes condições: I. os insumos farmacêuticos. obviamente. ter em depósito para vender. IV. No mesmo sentido. O objeto jurídico é o indicado no caput. A figura culposa é prevista no § 2 . sujeito ativo e sujeito passivo: Vide nota ao caput do artigo. os cosméticos. II. 273 Condutas equi. vender. II. salvo nas hipóteses de expor e de ter em 2 depósito. por não observãncia do cuidado objetivo necessário (vide comentário ao art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. sob o mesmo título. expor à venda. que é o especial fim de agir. Direito Penal. Com exceção dos incisos IV e V. Lições de Direito Penal — Parte Especial. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. a corrupção. 258 aos crimes previstos neste Capítulo. vender. ter em depósito. vende. "Há produto novo na praça". Não é necessário que o agente seja comerciante. ALBERTO SILVA FRANCO. paradas (§ 1 2) ■ Tipo objetivo: São estes os núcleos previstos: a. aplica-se a pena cominada ao homicídio cuposo. e multa. v. a consumo (vide significados no §1 2A do art. vide nota ao art. de um a três anos. que era de dois a seis2 meses de detenção. 29). quando for exigível. I I I. do CP). trata-se de lei penal em branco (a respeito. as matérias-primas. assim. Outros produtos (§ 12--A) ■ Equiparação: Por força deste § 1 2 -A. MAGALHÃES NORONHA. adulterado ou alterado. b. com redução do valor terapêutico ou de sua atividade. 2 condutas equiparadas do § 1 2 . v. ■ Noção: Sujeita-se às penas deste artigo o agente que pratica as ações mencionadas no §1 2 .■ Objeto jurídico. I II. in Bol. sem registro na vigilância sanitária. d. este § 1 -A inclui entre os produtos objeto deste artigo. Assim. 273. ■ Noção: Das condutas previstas no caput. Quanto à exigência de perigo concreto. corrompido. corrupção. 273 os medicamentos (substâncias ou preparados que se utilizam como remédios). ou. os saneantes 2 e os de uso em diagnóstico. Nas formas de expor e ter em depósito. em desacordo com a fórmula constante do registro. a pena mínima será de um ano e Produtos em outras condições (§ 19--B) Figura culposa Morte ou /es 'do corpora/ . De forma absurda. 32). a adulteração e a alteração. bem como da sua destinação para fins terapêuticos ou medicinais. por sua vez. há o elemento subjetivo do tipo ("à venda" e "para vender"). estabelece em sua segunda parte que "no caso de culpa. importar. expor. IX. HUNGRIA. ■ Incongruência: Dispõe o art. Fica dela excluída a falsificação. sem a caracterização da identidade e qualidade admitidas para sua comercialização. se do fato resulta lesão corporal. p. expõe à venda. distribuir ou entregar a consumo. adquiridos de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária. tem em depósito para vender. e. Comentários ao Código Penal. apenas. p. 267". Quanto às 1959. Na escola tradicional é o "dolo genérico".553 Código Penal Art. A pena para a figura culposa prevista no antigo § 2 2 do art. que consiste na vontade livre e consciente de importar. foi aumentada para um a três anos de detenção pelo novo § 2 do mesmo artigo. se resulta morte. de qualquer forma. nos comentários ao caput deste artigo. 272). 852. v. ■ Tipo subjetivo: O dolo. a pena aumenta-se de metade. p. 3 2 ). não pode ser culposa (em igual sentido: H. de qualquer forma. 258. IV. V. c. distribui ou entrega a consumo o produto falsificado. adulteração ou alteração do produto. VI. os cosméticos (destinados ao embelezamento) e os saneantes (destinados à higienização e à desinfecção ambiental). IBCCr70/5 — edição especial. se do fato resultar lesão corporal. ferindo. distribuir ou entregar. salvo quanto ao definido no art. FRAGOSO. ■ Pena: Detenção. punidos com severíssimas penas. 0 art. em que se exige o "dolo específico". de procedência ignorada. 116. incluem-se entre os produtos referidos neste art. o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. incluem-se na previsão culposa do § 2 as de quem importa. ciente da falsificação. vide nota. 285 do CP que "aplica-se o disposto no art. 1995. a forma culposa abrange. 1965.

Arts. 273 e 274

Código Penal

554

seis meses. Já se o resultado for morte, aplicando-se a pena cominada ao homicídio culposo (art. 121, § 3 2, c/c art. 258), que é de um a três anos, a pena mínima será de um ano e quatro meses. Em virtude desta falha do legislador, quanto à figura culposa, pune-se mais severamente o crime deste art. 273 quando resultar lesão corporal (inclusive leve) do que quando resultar morte, atentando-se contra o princípio da proporcionalidade (vide nota Princípios da sanção penal no art. 32). Jurisprudência anterior à Lei n 2 9.677/98 (art. 273) ■ Alteração ou supressão em medicamento: Em tese, configura o crime a produção de complexo vitamínico com componentes em menor quantidade do que a indicada na sua fórmula (TACrSP, RT625/315). Não basta para a tipificação do delito do art. 273 do CP que haja redução do valor terapêutico; é preciso que tenha havido alteração de substância ou supressão de elementos da composição normal do medicamento (TJSP, RT 302/90). Configura o crime a substituição de óleo de amêndoa pelo de soja, apenas com o aroma daquele, resultando na inexistência ou redução do valor terapêutico (TJSP, RJTJSP 115/231).

EMPREGO DE PROCESSO PROIBIDO OU DE SUBSTANCIA NÃO PERMITIDA Art. 274. Empregar, no fabrico de produto destinado a consumo, revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não expressamente permitida pela legislação sanitária: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Emprego de processo proibido ou de substância não permitida ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente no tocante à saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O art. 274 do CP é norma penal "em branco", posto que se completa com disposições estabelecidas pela legislação sanitária (vide, notadamente, a Lei n° 6.437/77). 0 núcleo é empregar, que possui a significação de fazer uso, usar, lançar mão. O objeto material é produto destinado ao consumo, ou seja, qualquer produto destinado ao consumo público (de indefinido número de pessoas). O que se veda é o emprego, na fabricação, de processo proibido ou de substância não expressamente permitida pela legislação sanitária (revestimento, gaseificação artificial, matéria corante, substância aromática, anti-séptica, conservadora ou qualquer outra não permitida de forma expressa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de empregar. Para os tradicionais é o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Com o efetivo emprego do processo ou substância, independentemente de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se do emprego resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, quando há entrega a consumo de produto nas condições deste art. 274.

Morte ou lesão

corpora/

Entrega a consumo

555

Código Penal

Arts. 274 e 275

Jurisprudência anterior à Lei n2 9.677/98

■ Bromato: A adição de bromato no fabrico de pão tipifica, em tese, o delito do art. 274, e é incontestável a nocividade de seu uso, especialmente quando excede determinada proporção (TJSP, RT 586/283; TACrSP, Julgados 80/509). 0 emprego de bromato de potássio na fabricação de pão configura o crime do art. 274 e não do art. 272 do CP (TJSP, RT 600/308, RJTJSP 87/367; TACrSP, Julgados 80/419). 0 bromato de potássio é substância de adição não permitida, em qualquer quantidade, às farinhas e produtos de panificação (TACrSP, RT605/332). Para a condenação, é necessária a prova de ter sido o bromato adicionado ao pão pelo agente, excluindo-se a possibilidade de já ter vindo ele na matéria-prima empregada (TJSP, RT 600/308). ■ Corante não permitido: Configura o delito a adição de corante orgânico amarelo ao fabrico de pão, para dar a falsa aparência de haver sido preparado com ovos (TACrSP, RT 398/318). ■ Atos preparatórios: Ainda que manifesta a intenção do acusado de empregar, no fabrico de produto destinado ao consumo, substância não permitida, deixa o fato de ser punido se não passou dos atos preparatórios (TACrSP, RT 390/332).

INVÓLUCRO OU RECIPIENTE COM FALSA INDICAÇÃO Art. 275. Inculcar, em invólucro ou recipiente de produtos alimentícios, terapêuticos ou medicinais, a existência de substância que não se encontra em seu conteúdo ou que nele existe em quantidade menor que a mencionada: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n 2 9.677, de 2.7.98. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Invólucro ou recipiente com falsa indicação ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa, embora, geralmente, seja o fabricante. ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é produto (resultado de produção) alimentício, terapêutico ou medicinal (destinado à alimentação, líquida ou sólida, ou à prevenção, melhora ou cura de doenças de indefinido número de pessoas). O núcleo inculcar tem a significação de apregoar, apontar, citar, dar a entender. A inculca é feita em invólucro (tudo o que serve para envolver o produto: envoltório, capa, revestimento, cobertura, embrulho etc.) ou recipiente (vidro, lata, plástico, isopor, ou semelhante, em que se pode colocar o produto). Não se enquadram as indicações feitas em prospectos, folhetos ou anúncios. 0 que se veda é a apregoação de: a. existência de substância que não se encontra em seu conteúdo; b. ou que nele existe em quantidade menor do que a mencionada. ■ Tipo subjetivo: O dolo, isto é, a vontade livre e consciente de fazer falsa indicação. Na doutrina tradicional pede-se o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetivação da falsa indicação, sem dependência de outro resultado (delito de perigo abstrato). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Vide, também, art. 2 2 , Ill, da Lei n° 1.521/51 (Economia Popular), art. 66 da Lei n2 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) e art. 7 2, II, da Lei n° 8.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e contra as Relações de Consumo), se não houver risco para a saúde pública. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada.

Arts. 275 e 276

Código Penal

556

Morte ou/esão corpora/ Entrega a consumo Jurisprudência anteriorà Lei n 2 9.677/98

■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, quando da falsa indicação resulta morte ou lesão corporal de natureza grave. ■ Remissão: Vide art. 276 do CP, se há entrega a consumo do produto com falsa indicação. ■ Perigo à saúde: Para a tipificação do art. 275 é necessário que da falsa indicação resulte perigo à saúde (TACrSP, RT 584/361). ■ Uísque: A colocação de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro configura o delito do art. 275 do CP (TJSP, RT 453/352; TACrSP, Julgados 78/250). Contra: Vide, na nota ao art. 273 do CP, Jurisprudência anterior à Lei n° 9.677/98, enquadrando a conduta em outros delitos.

PRODUTO OU SUBSTÂNCIA NAS CONDIÇÕES DOS DOIS ARTIGOS ANTERIORES Art. 276. Vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a consumo produto nas condições dos arts. 274 e 275: Pena — reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe, a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP, art. 285 c/c art. 258, segunda parte (art. 89 da Lei n° 9.099/95). ■ Alteração: Pena alterada pela Lei n° 9.677, de 2.7.98. Entrega a consumo de produto nas condiIões dos arts. 274 e 275 ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública, especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não comerciante). ■ Sujeito passivo: A coletividade. ■ Tipo objetivo: O objeto material é: a. produto destinado a consumo, fabricado com emprego de processo proibido ou substância não permitida (vide nota ao art. 274 do CP); b. produto alimentício, terapêutico ou medicinal, com falsa indicação em invólucro ou recipiente (vide nota ao art. 275 do CP). As condutas alternativamente previstas são: a. vender (alienar a título oneroso); b. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas, com oferecimento, ainda que tácito, de venda); c. ter em depósito para vender (ter à disposição ou sob guarda, com o fim especial de vender); d. ou, de qualquer forma, entregar a consumo (dação, permuta, cessão etc., gratuita ou onerosa). ■ Tipo subjetivo: O dolo, que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações indicadas, ciente de que o produto se encontra nas condições previstas pelos arts. 274 e 275 do CP. Nas hipóteses de expor e de ter em depósito, há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). Na escola tradicional, pede-se o "dolo genérico", salvo para as figuras de expor e de ter em depósito, nas quais se exige o "dolo específico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações, sendo delito permanente nas figuras de exposição e depósito. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. ■ Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Remissão: Vide arts. 285 e 258 do CP, se resulta lesão corporal de natureza grave ou morte. ■ Uísque: A venda de uísque nacional em recipientes de uísque estrangeiro não configura o crime do art. 171, § 2°, IV, do CP, mas sim o deste art. 276 (TJSP, RT

Morte ou /esão corpora/ Jurisprudência anterior .1 Lei n°9.677/98

277. aquelas eventualmente destinadas à falsificação (DAMAsIO DE JESUS. Ill. expor à venda. p. v.). Parece-nos que seria alargar demasiadamente o tipo. 285 c/c art. utensílios etc. c. dar etc. v. MAGALHÃES NORONHA. Na hipótese de expor.099/95). Manual de Direito Penal. 41). Direito Penal. 276 e 277 453/352). nele incluírem-se substâncias comuns no comércio. servir à finalidade vedada. 1985. IV. Deve. o que. de um a cinco anos. a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. São os seguintes os núcleos alternativamente indicados: a. com oferecimento. só eventualmente. especialmente a saúde pública. ■ Tipo subjetivo: O dolo. e multa. portanto. 1996. de substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas). 89 da Lei n° 9. embora haja quem também indique o "dolo específico" (MAGALHÃES NORONHA. Código Penal Brasileiro Comentado. não abrangendo maquinaria. Ill.557 Código Penal Arts. v. Contra: Há jurisprudência divergente. ter em depósito ou ceder substância destinada à falsificação de produtos alimentícios. 1995. Na doutrina. v. de indefinido número de pessoas. IX. segunda parte (art. p. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Código Penal Brasileiro. 277.98. SUBSTÂNCIA DESTINADA À FALSIFICAÇÃO Art. alcança só as substâncias destinadas. p. ainda que tácito. somos de opinião que se deve interpretá-la como se referindo a substâncias com destinação inequívoca. abrange. se resulta lesão corporal grave ou morte. exclusivamente. terapêuticos ou medicinais: Pena — reclusão. 1995. v. 352. ■ Remissão: Vide arts. porém. na nota ao art. 865. Ill. para nós. a não ser que resulte lesão corporal ou morte — CP. FLAMINIO FAVERO. Morte ou lesão corporal . destinada a dar aparência de genuíno a produto que não o é. 285 e 258 do CP. 258. sendo delito permanente nas formas de expor e de depósito. 1950. MIRABETE. 1959. também. p. mas de difícil ocorrência na prática. terapêutico ou medicina/ ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. expor à venda ( manter em exposição para indeterminado número de pessoas. há divergência quanto ao sentido da expressão destinada: a. isto é. Produto alimentício é o que serve à alimentação. v. b. 41-2). terapêutico ou medicinal. Jurisprudência anterior à Lei n° 9. IV. ■ Pena: Reclusão.7. Direito Penal. líquida ou sólida. d. Direito Penal. 1965. ocorre apenas na figura de expor. ■ Alteração: Artigo com redação dada pela Lei n° 9. Trata-se. ou ceder (emprestar. Produto terapêutico ou medicinal é o reservado à prevenção. v. ou seja. classificando o fato em outros delitos (vide. Como a lei registra a expressão destinada (e não "que sirva"). ■ Sujeito passivo: A coletividade. Não há modalidade culposa. há o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("à venda"). terem depósito (ter à disposição ou sob guarda). JÚLIO F. ■ Consumação: Com a efetiva prática das ações. e multa. b. ser substância destinada à falsificação. Lições de Direito Penal — Parte Especial. petrechos. de venda). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". FRAGOSO. pp. p. 152. Vender. mas que podem. Substância destinada à falsificagão de produto al/mentício. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.677. ■ Tentativa: Teoricamente é possível. vender (alienar a título oneroso). à falsificação (BENTO DE FARIA. H. VI. ainda. p. art. ■ Tipo objetivo: O objeto materiai do delito é substância destinada à falsificação de produto alimentício. melhora ou cura de doenças de indeterminado número de pessoas. de 2.677/98). de um a cinco anos. 272 do CP. 127).

■ Tipo objetivo: São cinco os núcleos alternativamente indicados: a. vide art. art. de qualquer forma. 258 (art. de venda). desde que não resulte morte — CP.Arts. Nas figuras de expor e de ter em depósito está presente o elemento subjetivo do tipo.: sabonetes. cabe no parágrafo único.099/95). de qualquer forma. expor à venda. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". 100 do CP. recipientes ou publicidade. preparar). 258 (art. entendemos que. Não basta. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (ainda que não seja industrial ou comerciante). expor à venda ( manter em exposição. a transação será cabível. Se o crime é culposo: Pena — detenção. fabricar (produzir. sendo necessária a positiva nocividade. de 12. 2 2 . ■ Consumação: Coma efetiva prática de qualquer das ações. 76 da Lei n 2 9.01. Se deixar . ter em depósito para vender (ter sob guarda ou à disposição. parágrafo único. da Lei n 2 10. e.). E infração permanente nas modalidades de expor e de ter em depósito.). TJSP. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. a partir da vigência da Lei n 2 10. b. salvo para as modalidades de expor. 63 da Lei n 2 8.02. nas quais se requer o "dolo específico". troca. Assim. ou. ■ Sujeito passivo: A coletividade. e de ter em depósito. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. RT632/283). portanto. 89 da Lei n 2 9. com conhecimento da nocividade à saúde pública.7.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). pois disfarça a aparência da carne vendida. d.099/95). nas embalagens. é de perigo abstrato. nos invólucros. danosa à saúde pública). empréstimo etc. vender (alienar a título oneroso). c. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS À SAÚDE PÚBLICA Art. O objeto material é coisa (de qualquer natureza) ou substância ( matéria caracterizada por propriedades específicas) nocivas à saúde (prejudicial. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. 278. A figura culposa é prevista no parágrafo único. Julgados 91/287.677/98 ■ Tipo objetivo: Configura o crime ter em depósito no açougue "sulfito de sódio". caput. de dois meses a um ano. Fabricar. e multa. cabe a transação no parágrafo único do art.1. tintas etc. ainda que tácito. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal (ex. manufaturar. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. especialmente a saúde pública. de um a três anos. da CR/88) e da analogia in bonam partem. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. 285 c/c o art. 277 e 278 Código Penal 558 Jurisprudência anteriorà Lei n°9.259/01. com a finalidade de vender).259. ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal: Pena — detenção. Em face do princípio da isonomia (art. 278. em vigor a partir de 12. independentemente de outros resultados. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Outras substãncias nocivas à saúde púb/ica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. presumido pela lei (TACrSP. que a coisa ou substância seja imprópria para o consumo público. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. perfumes. 285 c/c o art. a não ser que resulte morte — CP. entregar a consumo (dação. entregar a consumo coisa ou substância nociva à saúde. com oferecimento. consistente na vontade livre e consciente de praticar as ações. ■ Tentativa: Teoricamente é admissível. ter em depósito para vender ou. vender. 52 . que é o especial fim de agir ("à venda" e "para vender"). ■ Confronto: Se há omissão de dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. ■ Transação: De acordo como art. art.

Ap. DJU 4. depósito para venda ou exposição para o mesmo fim. 279 de um a três anos de detenção ou multa. MEDICAMENTO EM DESACORDO COM RECEITA MÉDICA Art. 64 da mesma lei. 18. art. se resulta lesão corporal ou morte de alguém. de produto para limpeza doméstica.97. 4703). IX. art. ou seja. a propósito. ■ Pena: Detenção. que o substituiu. de dois meses a um ano. in Bol. o art. ■ Agrotóxico: Configura. 280. 279 do CP foi revogado pelo art. 72 .977). o envio pelo correio de agrotáxico altamente nocivo.. 14. 278 do CP é de perigo presumido ou abstrato. que independe da ocorrência de dano ou do efetivo uso da substância (TACrSP.137/90 (Ordem Tributária. Se o crime é culposo: Pena — detenção. IX. perigoso e impróprio para sua finalidade (TACrSP. ou de entrega de matéria-prima ou mercadoria em condições impróprias ao consumo. Econômica e contra as Relações de Consumo). que se aperfeiçoa tão-só com a possibilidade de dano à saúde (TACrSP. da Lei n 2 8. da Lei n 2 8. ou multa. Julgados 69/420). TRF da 3 R. AASPn° 1. IX.2. de um a três anos. deve ser aplicado ultrativamente aos fatos ocorridos durante a sua vigência. ■ Pena: Detenção. e a do novo art.12.101-3. até 27. sem Morte ou/esão corpora/ Jurisprudência indicação de conteúdo. Figura cu/posa (parágrafo único) ■ Noção: Se a ação é resultante da inobservância do cuidado necessário (vide nota ao CP. ■ Produto de limpeza: Configura a fabricação e venda.980. 18. 279. MODALIDADE CULPOSA Parágrafo único. ■ Veneno de rato: Caracteriza a venda de veneno contra rato de fabricação clandestina e para o qual não existe antídoto eficaz. ■ Remissão: Vide arts.137/90 de dois a cinco anos de detenção ou multa. vide art.96. de dois meses a um ano. . 285 e 258 do CP. j. da mesma lei. Fornecer substância medicinal em desacordo com receita médica: Pena — detenção. 279 do CP. e multa. 7 2 . por ser mais benéfico. RJDTACr 25/262.90 (nesse sentido: TACrSP. Vide. 279 do CP: Sendo a pena do revogado art.559 Código Penal Arts. o art. O crime do art.6. tratando-se de crime de perigo abstrato. Se se tratar de venda. a donas-de-casa. 23 da Lei n 2 8. Julgados 95/147). ■ Revogado: O art. Econômica e Relações de Consumo). ■ Ultratividade do antigo art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. II). 7 2 . 988. ■ Ação penal: Pública incondicionada. não liberadas. de um a três anos. p.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. SUBSTÂNCIA AVARIADA Art. 278 a 280 de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado. para jardinagem. Ap.

IV. a substituição para melhor não caracteriza o delito ( MAGALHÃES NORONHA. salvo se resultar morte — CP.099/95). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". p. FRAGOSO. p. 285 c/c o art. 89 da Lei n 2 9. art. 280 Código Penal 560 ■ Transação: De acordo com o art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. art. 124. Medicamento em desacordo com receita médica ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública.259. é irrelevante. 126). a partir da vigência da Lei n 2 10.7. art. na afirmação de HUNGRIA. 1965. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 76 da Lei n 2 9. corrupção. de 12. A figura culposa é prevista no parágrafo único. 1959. v. A tipificação não alcança receitas de dentistas ou parteiras. 18. MAGALHÃES NORONHA. ■ Tentativa: Admite-se. 273 do CP. 285 e 258 do CP.259/01. prático autorizado ou herbanário (HUNGRIA. em vigor a partir de 12. enquanto. dar. a pessoa que recebe ou a quem é destinado o medicamento. 1995. Figura cu/posa (parágrafo único) Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . da Lei n° 10.Art. caput. III. 52 . IV. embora a correção de receita errada não caracterize o crime. entendemos que. ■ Remissão: Vide arts. é indiferente que o fornecimento seja feito gratuita ou onerosamente. v. ■ Confronto: Se há falsificação.02. geralmente em papel timbrado. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte. Comentários ao Código Penal. p. Em face do princípio da isonomia (art. 100 do CP.01. 1995. cabe a transação no parágrafo único do art. v. especialmente a saúde pública. por escrito. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. Para alguns autores. 258 (art. Direito Penal. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Substância medicinal é a destinada à cura.099/95). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. pois não tem qualificação técnica. proporcionar. de dois meses a um ano. 1959. que é prevista no caput ( Comentários ao Código Penal. 258 (art. ■ Consumação: Com a entrega da substância em desacordo. ■ Noção: Se o fornecimento decorre da não-observância do cuidado devido (vide comentário ao CP. Em desacordo com receita médica — preceitua a lei — de modo que se pune o fornecimento em divergência quanto à qualidade. 285 c/c o art. independentemente de outro resultado (delito de perigo presumido). ■ Sujeito passivo: A coletividade. a não ser que resulte morte CP. Assim. o que se pune é o fato de o farmacêutico ou prático fornecer arbitrariamente outro remédio. ■ Ação penal: Pública incondicionada. espécie ou quantidade. IX. adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. 280. de um a três anos. pois o que se pune é a arbitrariedade do fornecimento (H. para outros. se do fornecimento resulta lesão corporal ou morte. mas há autores que consideram que só pode ser agente o farmacêutico. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 871). Lições de Direito Penal — Parte Especial. ministrar. da CR/88) e da analogia in bonam partem. cabe no parágrafo único. RT592/342). ■ Fornecimento de remédio diverso: A configuração do delito independe de que os remédios trocados tenham iguais efeitos. ■ Pena: Detenção. v. p. suprir. parágrafo único. ■ Pena: E alternativa: detenção. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.1. 2 2 . secundariamente. p. IX. v. nem conhece o doente e suas particularidades (TACrSP. 51). que consiste na vontade livre e consciente de fornecer medicamento em desacordo com a receita. II). Receita médica é a prescrição que o médico faz. houve lapso no CP. ■ Tipo objetivo: O verbo fornecer tem o sentido de entregar. a transação será cabível. art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. ou multa. melhora ou prevenção de doenças de indeterminado número de pessoas. Direito Penal. tendo-se omitido a pena alternativa de multa. 50).

na segunda.01. Exercício //ega/damedicina. Na primeira. Em vista do verbo empregado.368/76 e n° 10. da CR/88) e da analogia in bonam partem. a prática de ato ou atos isolados não configura o exercício de profissão. 145-6). aqui. 258 (art. Profissão é forma de atividade habitual. arte dentária ou farmacëutica ■ Transação: De acordo com o art. de 12. especialmente a saúde pública. em vigor a partir de 12. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. observe-se que a simples exploração de farmácia. Quanto ã profissão de farmacêutico. 282. Modalidades do art. secundariamente. Na outra modalidade. com venda de remédios industrializados aos consumidores. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. a pessoa que é tratada ou servida. 282 contém duas modalidades distintas. art. sendo "necessário o registro do título. da Lei n 2 10.409/02. parágrafo único. pp. não é privativa dos farmacêuticos. caracterize a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). a transação será cabível. Há. a conduta de "exercer profissão" somente se tipifica quando há reiteração. dentista ou farmacêutico. desempenhar. exercida por alguém. b. ainda. ainda que a título gratuito. que disciplina a repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias tóxicas ou que determinem dependência física ou psíquica.561 Código Penal Arts. 100 do CP. 281 e 282 COMÉRCIO CLANDESTINO OU FACILITAÇÃO DE USO DE ENTORPECENTES Art. Assim. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte CP. 2 9 . 1959. 258 (art. Exercer.259/01. é necessário que o agente aja com habitualidade. repetição. cabe a transação no art.099/95). Se o crime é praticado como fim de lucro. cf. Exercer tem a significação de praticar. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Sujeito passivo: A coletividade e. 282: a.02. de autorização a estudantes e práticos para o desempenho de determinados atos profissionais. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. excedendo os limites da profissão. v. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art.. dentista ou farmacêutico. IX. E indiferente que o exercício seja a título gracioso. ■ Tipo objetivo: O art. 76 da Lei n° 9. A respeito da matéria. não basta a "habilitação profissional". transposição de limites: o agente sai fora da órbita da sua profissão. 285 c/c o art. 282. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. dentista ou farmacêutico. na 1 á parte do delito.099/95). 285 c/c o art. ARTE DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA Art.1. Tóxicos. ■ Revogado: O art. embora a prática. com fi m de lucro. "a habilitação ou competência legal" (Comentários ao Código Penal. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. As profissões expressamente visadas são as de médico. aplica-se também multa. notando-se a existência. sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites: Pena — detenção. 1982. geralmente como modo e meio de vida. o exercício da profissão é feito excedendo-lhe os limites. a profissão é exercida sem autorização legal. salvo se resultar lesão corporal grave ou morte CP. entendemos que. de seis meses a dois anos. o exercício é sem autorização legal (elemento normativo). diploma ou licença".7. Assim. Vide Leis n°6. 5 2 . Parágrafo único. Tais limites . a partir da vigência da Lei n 2 10. ou seja. 281. na legislação especial. Como assinala HUNGRIA. EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA. na 2 parte. a profissão de médico. CELSO DELMANTO. caput. 281 do CP foi revogado pela Lei n° 6. só o médico. Na primeira. art. 89 da Lei n°9.368/76.259. exercitar.

RT 524/404). 282. 430/384). E necessária a habitualidade. Julgados 78/287. aplica-se também a pena pecuniária. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Para a habitualidade não importa a pequena quantidade das consultas. ■ Conselhos Regionais: Médico. ■ Remissão: Vide arts. art. com consciência da falta de autorização legal (1 á parte) ou de que excede os limites profissionais (2 á parte). parágrafo único. sendo necessário o registro desse diploma (TACrSP.Art. j. 284 do CP. tratando-se de acusado que portava receituário falso (TACrSP. como co-autor. ■ Pena: Detenção. conscientemente permite que acadêmico. sem a devida supervisão e acompanhamento. Ap. ■ Dentista prático: A capacidade profissional do agente. não podendo por isso ser considerado local distante e desprovido de profissionais habilitados (TJRJ. em virtude de exigências feitas pela Universidade de São Paulo quando da inscrição do diploma. constituindo somente ilícito administrativo (TAMG. ■ Habitualidade: Exige-se a prática reiterada de atos (TACrSP. Não há forma culposa. vendendo medicamentos fabricados pela indústria farmacêutica. formado em Portugal.997/99. ■ Confronto: Se o exercício é de profissão diversa da de médico. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (caput). pelo exercício da arte durante trinta anos. Também não pratica o agente. dentista ou farmacêutico. ■ Co-autoria: Pratica o crime do art. não afasta a incidência do art. RT509/400. mas sem aviar receitas ou ministrar medicamentos. ■ Registro do diploma: Não basta a existência de diploma para que o seu possuidor possa exercer a profissão de dentista. com diploma registrado no Departamento Nacional de Saúde Pública. ■ Ação penal: E pública incondicionada.4.646/68) (TACrSP. TJGO. a vontade de exercer a profissão. in Bol. ■ Tentativa: Não se admite. dentista ou farmacêutico. não incide no art. que exerce a medicina no Brasil sem o registro do Conselho Regional de Medicina. RJTAMG 51/275). mv — RJDTACr 27/88). 282 Código Penal 562 encontram-se fixados na legislação especial própria de cada profissão e completam a norma penal "em branco" desta modalidade. 25. não pratica o delito do art. a profissão de dentista (TACrSP. por serem estas incompatíveis com o acordo cultural entre os dois países (Decreto n° 62. art. ■ Protético: Pratica o crime do art. Morte ou lesão corpora/ Jurisprudência . 285 e 258 do CP. O exercício de atividade hemoterápica foi equiparado às profissões previstas neste art. na qualidade de diretor de clínica. o médico que. pratique o exercício ilegal da medicina com o objetivo de lucro (TJRJ. Figura qua/ificada (parágrafo único) ■ Noção: Se o crime é praticado com o fim de lucro. RT 536/340). mormente se no município em que trabalhava funciona uma faculdade de odontologia que atende gratuitamente. não pratica atos privativos de farmacêutico. ou seja. ■ Consumação: Com o efetivo exercício. que utiliza métodos grosseiros. ■ Farmácia: Quem explora farmácia. 47 da LCP. que exige habitualidade (o delito é de perigo abstrato). sem autorização legal e com habitualidade. 282. ou seja. RT 430/387). 282 o técnico em prótese dentária que exerce. 282 (Decreto-Lei n° 211/67). RT784/689). 3.00. RT 706/323). de seis meses a dois anos. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". não bastando à tipificação a prática de atos isolados (TACrSP. Julgados 96/164). 282 do CP (TACrSP. 282 se exerce a profissão sem estar inscrito no respectivo Conselho (TACrSP. RT 774/638). visando o agente á obtenção de lucros com o exercício ilegal. se resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. IBCCr 100/524. Tratando-se de agente ignorante e rude.

TAMG. 100 do CP. . RT 623/348).259. incluindo o médico. o agente é pessoa ignorante e rude. com consciência da ineficácia do meio de cura. 285 c/c o art. ■ Tipo subjetivo: O dolo. RT 547/366. entendemos que. não há crime na prescrição de medicamentos. que se dedica à cura de moléstias por meios grosseiros. v. v. FRANCESCHINI. a transação será cabível. Ill. II. ignorado) ou infalível (de eficiência garantida. art. em zona rural distante e desprovida de dentistas habilitados (TJSC. ■ Consumação: Com a efetiva inculca ou anúncio. RT 684/357. RJDTACr 10/56. Julgados 81/299). que consiste na vontade de inculcar ou anunciar. da Lei n 2 10.01. CHARLATANISMO Art. E indispensável que a inculca ou divulgação de cura se faça com fundamento em meio secreto (oculto. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. a partir da vigência da Lei n° 10. Lições de Direito Penal — Parte Especial. sutura de cortes etc. ■ Competência: A competência para o processo por exercício ilegal da profissão farmacêutica é da Justiça Estadual (STF. Char/atanismo ■ Transação: De acordo com o art.099/95). Assim. FRAGOSO. de três meses a um ano. TAPR. O que o agente inculca ou anuncia é cura por meio secreto ou infalível. RT 416/259). no curandeirismo. caput. A ausência de farmacêutico responsável constitui mero ilícito administrativo.7. sem ser médico. 1975. ou seja. Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível: Pena — detenção. "é necessário que haja insinceridade e falsidade por parte do agente" (H.306). 1965. certa). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ainda que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. RT 595/410.259/01.099/95). 89 da Lei n° 9. JC 69/449). mantém clínica médico-psicanalítica para cuidar da saúde mental daqueles que o procuram (FRANCESCHINI. especialmente a saúde pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. O simples anúncio de cura. 5 2. v. Julgados 87/394. 285 c/c o art. 533/363. Para a maioria dos autores. participar.563 Código Penal Arts. recomendar.305-A). apesar do nome do delito (charlatanismo). cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Na escola tradicional pede-se o "dolo genérico". apregoar. v. 1995. independentemente de outro resultado. penalmente irrelevante (TJSC. p. da CR/88) e da analogia in bonam partem. não basta para o enquadramento penal do comportamento. 282 e 283 Julgados 78/369. 283. n° 2. 258 (art. 76 da Lei n° 9. 258 (art. indicar) ou anunciar(noticiar. Direito Penal. embora possa não ser ético. Não há forma culposa. 2 2. IV. em vigor a partir de 12. parágrafo único. Reconhece-se em favor de quem exercita ilegalmente a odontologia. enquanto no exercício ilegal da medicina o agente demonstra aptidões e conhecimentos médicos. RF256/346). que não se trate de um convicto. ■ Tipo objetivo: São dois os verbos empregados no dispositivo: inculcar (aconselhar. 1975. 282 do crime do art. 283. divulgar). (TACrSP. 284 porque. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Distinção: Distingue-se o delito do art. de 12. cabe a transação no art. que "saiba não ter eficácia o que proclama e anuncia" ( MAGALHÃES NORONHA. e multa. ■ Sujeito passivo: A coletividade. II.02. não seria necessária a habitualidade. 65). ■ Clínica médico-psicanalítica: Responde por exercício ilegal da medicina quem. p. embora não esteja autorizado a exercer a medicina (TACrSP. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. TAMG. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 537/373. art. Assim. n° 2. 915). ■ Estado de necessidade: Em localidade sem médicos nem recursos.1. Em face do princípio da isonomia (art. Jurisprudência. Jurisprudência.

v. desde que não resulte lesão corporal grave ou morte — CP. Jurisprudência. de 12. 1975. ministrando ou aplicando. o delito não se configurará. sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. II — usando gestos. sem habilitação ou título). Curandeirismo ■ Transação: De acordo com o art. 285 e 258 do CP. e multa. ■ Objeto jurídico: A incolumidade pública. Prescrevendo. 100 do CP. art. caso esteja ausente a habitualidade. caput. E indispensável.1. mesmo que resulte lesão corporal grave ou morte — CP. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. art. 15994). sem distinção relativa à nocividade ou efeito medicinal. recomendar. entendemos que. 258 (art.Arts. ■ Pena: Detenção. ministrartem a significação de servir. Usando gestos.01. parágrafo único. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. mv-. dar para consumir. em vigor a partir de 12. Prescreveré receitar. ministrando ou aplicando. o curandeirismo (atividade de quem se dedica a curar. Ill — fazendo diagnósticos: Pena — detenção. 258 (art. abrangendo todas elas (vegetais. Se o crime é praticado mediante remuneração. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). da Lei n° 10. exercitar. ■ Sujeito passivo: A coletividade e. Jurisprudência CURANDEIRISMO Art. de seis meses a dois anos. portanto.DJU 16. o agente fica também sujeito a multa. p. com proteção do local e da liturgia (STJ. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. desempenhar) . ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa desprovida de conhecimentos médicos. a pessoa que é tratada ou diagnosticada pelo agente. 283 e 284 Código Penal 564 ■ Tentativa: Admite-se. ou seja. secundariamente. palavras ou qualquer outro meio. n° 750). qualquer substância. 89 da Lei n°9. da CR/88) e da analogia in bonam partem.099/95). I. quando resulta lesão corporal grave ou morte de alguém. 76 da Lei n° 9. A lei fala em qualquer substância. pode ser partícipe do delito o próprio médico que preste auxílio ao curandeiro.8. 5 9 . especialmente a saúde pública.259/01. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. ■ Concurso de crimes: Pode haver. indicar como remédio. sob pena de inépcia. a transação será cabível. que o agente atue com habitualidade. São três os modos de execução indicados alternativamente: a. palavras ou . 284. repetição. 171). art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. ■ Infalibilidade: Não constitui charlatanice a divulgação da descoberta de tratamento alegando-se ter sido sua eficiência comprovada. a partir da vigência da Lei n°10. a denúncia precisa indicar o resultado. Parágrafo único. 2 2. habitualmente.099/95). Morte ou lesão corpora/ ■ Remissão: Vide arts. Em face do princípio da isonomia (art. empregar. Todavia. A liberdade de culto é garantia constitucional. de três meses a um ano. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é exercer (dedicar-se. cabe a transação no art. que aja com reiteração. Assim. mas sem inculcar infalibilidade de cura (FRANCESCHINI. aplicar tem o sentido de apor.498. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. qualquer substância (l).259. especialmente com o estelionato (CP. 284. Exercer o curandeirismo: I — prescrevendo.7.02. habitualmente. HC 1. 285 c/c o art. praticar. animais ou minerais). 285 c/c o art. b.93.

■ Habitualidade: É indispensável para a configuração do delito a habitualidade (TACrSP. a denúncia precisa indicar o resultado. embora não possua autorização legal para exercer a profissão (TACrSP. ■ Prescrição: Não configura crime a indicação de remédios que podem ser vendidos ao público sem receita médica. v. de seis meses a dois anos). quando resulta lesão corporal grave ou morte. E a lei ainda acrescenta ou qualquer outro meio. RT 446/414). 5°. Remuneração (parágrafo único) Morte ou lesão ■ Noção: Se o curandeirismo é exercido pelo agente mediante remuneração. ■ Pena: Detenção. 282 do CP. o início da ação penal deve ser considerado como momento consumativo. RT 507/412). embora não esteja habilitado a praticar a arte de curar (TACrSP. I. ■ Tentativa: Não se admite. (TACrSP. 1979. n° 151). sendo o direito penal da culpa incompatível com o perigo abstrato. Inexiste modalidade culposa. de seis meses a dois anos. que é crime de perigo (TACrSP. FRAGOSO. em seu art. 284 é crime habitual. Fazendo diagnóstico (Ill). Nesse sentido. 284. VI. porém. dispõe ser "inviolável a liberdade de consciência e de crença. independentemente de outro resultado. ■ Pena: Além da pena do caput (detenção. art. ■ Diagnósticos: 0 simples comportamento de fazer diagnósticos caracteriza o crime (TACrSP. 285 e 258 do CP. Como palavras. RT 390/322). sob pena de corpora/ Jurisprudência . entendendo que as "rezas" e "passes". pura questão de fé. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. ou seja. praticados contra número indeterminado de pessoas e de perigo concreto (probabilidade de dano). RT516/345). não se configura o delito (TACrSP. Julgados 74/306). RT 416/259). aplica-se. O delito de curandeirismo é de perigo abstrato ou presumido. Note-se. RT438/425). que há forte corrente jurisprudencial. benzeduras. ■ Confronto: Se o agente tem conhecimentos médicos e se faz passar por médico. ■ Orações de fé: Se a cura apregoada era pedida comunitariamente. que se vale de meios grosseiros para curar.565 Código Penal Art. ■ Farmacêutico: O farmacêutico que diagnostica e prescreve medicamentos não pode ser equiparado ao curandeiro. Gestos são movimentos do corpo. esconjurações. mas se a prática for remunerada terá lugar a figura qualificada do parágrafo único (vide nota). ■ Consumação: Com o efetivo exercício (que requer habitualidade). Diagnóstico é a determinação de uma doença pelos sintomas dela. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Crime de perigo: O fato de não ter havido vítimas do curandeirismo praticado não descaracteriza a infração. como vitaminas etc. E indiferente que o agente atue gratuitamente ou não. 282 distingue-se do curandeirismo deste art. na forma da lei. com a qual concordamos. se o agente o continuou praticando. não caracterizam o delito. pois possui habilitação técnico-profissional. porque neste o agente é pessoa inculta ou ignorante. enquanto naquele crime do art. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias". inclusive para a contagem da prescrição ( H. compreendendo os "passes" ou posturas especiais. a pena de multa. ■ Consumação: Como o delito do art. 282 o agente revela conhecimentos ou aptidões médicas. encomendações etc. 284 qualquer outro meio (ll). através de orações. a CR/88. ■ Ação penal: Publica incondicionada. Julgados 87/394. também. quando atos de fé. ■ Confronto: O delito de exercício ilegal do art. ■ Liberdade religiosa: O charlatanismo e o curandeirismo são crimes contra a saúde pública. que consiste na vontade livre e consciente de exercer o curandeirismo. Jurisprudência Criminal. podem ser indicadas as rezas. ■ Remissão: Vide arts. c.

498. 284 a 286 Código Penal 566 inépcia. delitos de curandeirismo e estelionato (TJRJ. 272 e 273. o art. RT404/282). RT 542/410).94. 89 da Lei n 2 9. em que são utilizados fórmulas e procedimentos como forma de solução de problemas.Arts. publicamente. Direito Penal. Incitar. com exceção do previsto no art. sob aparência mística. em tese. excitar. 268 a 284 do CP. que já contém figura qualificada. É imprescindível que se trate de fato criminoso determinado. pregando curas milagrosas na dependência da fé dos fiéis (TACrSP. 76 da Lei n 2 9. com proteção do local e da liturgia (STJ. Julgados 89/449). 258 aos crimes previstos neste Capítulo. mv — DJU 16.426. realizadas por agente que se diz incorporado por entidade espírita. ■ Tipo objetivo: O verbo incitar tem a significação de açular. Incitação ao crime ■ Objeto jurídico: A paz pública. RT777/679). ■ Espiritismo: No espiritismo.8. Assim. A cobrança da prática de consultas de curas. como as bênçãos dos padres católicos. DJU 29. Não pratica curandeirismo o dirigente de seita religiosa registrada que ministrava hóstias. p. A boa-fé de quem acredita estar atuando como "aparelho mediúnico" pode afastar o dolo (TACrSP. Vide. assim. ou multa. por ser vaga. A liberdade de culto é garantia constitucional. 1995. nos arts. in RBCCr 8/226). p. também. A publicidade é. e não configuram o delito do art. deve tratar-se de fato expressamente previsto em lei como crime. p. 286.099/95).93. mv — RT 425/328). IV. colocando em perigo a saúde e levando os adolescentes à dependência do álcool (STJ. 267 (epidemia). Aplica-se o disposto no art. configura. não se enquadrando na figura o incitamento para praticar contravenção penal ou ato imoral. 22211. 284 (TACrSP. REsp 50. ■ Figura qualificada pelo resultado morte: E preciso que haja relação entre a medicamentação ministrada e a morte da vítima (TAMG. 258 e 19 do CP. os "passes" fazem parte do ritual. Registra a lei que a ação deve ser realizada publicamente. Morte ou lesão corporal ■ Noção: Determina-se a aplicação do art. Título IX DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA INCITAÇÃO AO CRIME Art. são tipificados no CP (STF. HC 1. Pune-se o comportamento de quem incita a prática de crime. 15994). pois "a instigação feita genericamente. nota Incongruência. de três a seis meses. ■ Perigo à saúde: Há crime se comprovada a habitualidade com que o acusado ministrava "passes" e obrigava adultos e menores a ingerir sangue de animais e bebida alcoólica. Portanto. águas e óleos bentos. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 267. ■ Remissão: Vide nossos comentários aos arts. A liberdade religiosa não alcança atos que. a prática de crime: Pena — detenção. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art.8. Por incitamento público considera-se o que é feito de .099/95). 285. 258 do CP (vide nota) aos crimes deste capítulo. salvo quanto ao definido no art. provocar. requisito do tipo. não teria eficácia ou idoneidade" (MAGALHÃES NORONHA. 258 do CP aplica-se aos arts. RJDTACr 1/77-8). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Transação: Cabe (art. FORMA QUALIFICADA Art. 81). v.

III. ■ Confronto: Se o incitamento é para a satisfação de lascívia ou para a prática da prostituição. 286 e 287 modo a ser recebido por indeterminado número de pessoas. ou seja. Se o incitamento é para a prática de crimes punidos pela Lei de Genocídio. JSTJ e TRF5/351). ou multa. Se a conduta é realizada pela imprensa ou por outro meio de comunicação. Assim sendo. ainda que veemente. publicamente. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. exaltar. inclusive pela internet. eventualmente. ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é fazer apologia. RT779/621).250/67. escritos ou outro meio de comunicação. Jurisprudência ■ Crime formal: É crime formal. ■ Sujeito passivo: A coletividade. 3 2 da Lei n° 2. 1959. ou seja. Lições de Direito Penal — Parte Especial. que se consuma com a incitação pública. a desobediência de ordem judicial (TACrSP. sendo desnecessário que alguém. ■ Tentativa: Admite-se. de fato criminoso. art. A apologia que se pune é: a. ■ Pena: E alternativa: detenção. fato real e determinado que a lei tipifica como crime. publicamente. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. inclusive para os servidores públicos civis. 928).889/56. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Configura o crime a conduta do agente que. defesa ou apreciação favorável. Todavia. art. p. 31). 166). de três a seis meses. apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena — detenção. art. de três a seis meses. Se a pessoa instigada pelo agente pratica o crime. não bastando a apologia de fato contra- . louvar. Na Lei de Segurança Nacional. comete o delito do art. 227 e 228 do CP. Comentários ao Código Penal. conforme o meio de execução empregado. APOLOGIA DE CRIME OU CRIMINOSO Art. ■ Consumação: Com a prática da incitação perceptível por indeterminado número de pessoas. É indiferente que o incitamento se dirija "a pessoa determinada. Não há punição a título de culpa. Apologia de crime ou criminoso ■ Objeto jurídico: A paz pública. isto é. elogiar. não se confunde a apologia com "a simples manifestação de solidariedade. art. FRAGOSO. cometa o crime objeto da incitação. v. publicamente.567 Código Penal Arts.099/95). 23 da Lei n°7. 286 (TACrSP.099/95). desde que percebida por um número indeterminado de pessoas (TJSP. Julgados 79/413). enaltecer. O delito pode ser praticado por qualquer meio: palavras. 19 da Lei n2 5. ■ Transação: Cabe (art. o incitamento realizado em reunião familiar não apresenta a tipicidade necessária. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".170/83. não sendo punível a mera opinião" (H. contanto que percebido ou perceptível por indefinido número de pessoas" ( HUNGRIA. pode. arts. efetivamente. 1965. mediante uso de paus e pedras (TJDF. gestos. 287. RT 495/319). incita moradores a desobedecerem ordem legal de desocupação de imóvel objeto de invasão. caracterizar-se a participação do agente no delito incitado (CP. 286 quem incita. que consagrou o direito de greve de forma ampla. art. ou multa. Julgados 84/221). p. ■ Tipo subjetivo: O dolo.. ■ Incitamento a crime determinado: A incitação genérica não basta para configurar o crime do art. ■ Publicidade: Para a configuração deste delito é necessário que a incitação se faça perante certo número de pessoas (TACrSP. RT718/378). incentivando-os a agredirem os policiais. Fazer. a vontade livre e consciente de incitar. 89 da Lei n-2 9. ■ Greve: Em face da CR/88. 76 da Lei n°9. a sua incitação não é mais punível como crime (TRF da 2 2 R. ■ Incitação a desobediência: Em tese. v. IX. 29) ou em sua tentativa (CP. Trata-se de crime formal.

■ Confronto: Se a apologia é feita por meio de imprensa ou informação. RHC 2. E indiferente o meio de que se vale o agente para a prática deste crime: palavras. Parágrafo único. § 22. p. gestos. art. de três a seis meses. sem dependência de outras conseqüências (delito formal). e não o contrário (nesse sentido: STJ. DJU 16. vu. além disso. desde que não haja o aumento de pena do art. A conduta deve ser praticada publicamente. ADHEMAR MACIEL. escritos ou outro meio de comunicação. 5 2 . HC 3. do PIDCP e art. rel. 8648).12. da CADH —os dois últimos. LVII) ou presunção de inocência (CR/88. tratados subscritos e ratificados pelo Brasil) e da reserva legal (CR/88. Assim. inclusive pela Internet. Quadri/ha ou bando ■ Aumento de pena: O art.11. Jurisprudência ■ Contravenção penal e publicidade: Sua apologia não satisfaz elemento constitutivo deste delito. da Lei n 2 5. ■ Tipo subjetivo: O dolo. se a quadrilha ou bando é armado. b. Dir-se-á. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". DJU 10. 288.98. Associarem-se mais de três pessoas. 15. à semelhança do delito anterior (vide nota ao art. 89 da Lei n° 9. QUADRILHA OU BANDO Art. CADH. pensamos que. 287 e 288 Código Penal 568 vencional ou imoral. 8 2 . p. a apologia deve ser realizada de maneira a ser percebida ou perceptível por indeterminado número de pessoas. porquanto a publicidade é requisito do tipo. diante das garantias constitucionais do direito à desconsideração prévia de culpabilidade (CR/88. 2. art. Mas. como lei ordinária. ■ Pena: É alternativa: detenção. consciente da publicidade.472-4. § 22 c/c art.250/67. 287. p. ■ Garantias constitucionais: Referindo-se o art. 123-4. esta igualmente prevista no art. fizerem a apologia de acusado de um crime hediondo como a extorsão mediante seqüestro. ou seja. de um a três anos. é somente a de autor de crime que assim tenha sido considerado por decisão condenatória passada em julgado. 1 4 parte. a autor de crime. Não há forma culposa.072/90 (Lei dos Crimes Hediondos) estabelece que "será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art.997. em sua segunda parte.93. 99). pois é este. A pena aplica-se em dobro.19.099/95). que tal interpretação poderá ter conseqüências morais danosas. então. XXXIX e § 22. art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. IBCCr74/318). de autor de crime. ou multa. em evidente conduta anti-social. in Bol.5. 14. 5 2 .072/90 (art. 1 2 do CP. 1. a apologia de acusado de crime.Arts. que é a apologia do criminoso em razão de crime que cometeu. que veda o emprego da interpretação extensiva ou da analogia para punir. O perigo é presumido. ■ Ação penal: Pública incondicionada. PIDCP. de pessoa que ainda não tenha sido condenada definitivamente. RHC 7. talvez. art. 52 . Portanto. ■ Consumação: Com a apologia. 286 do CP). art.94. que consiste na vontade de praticar a apologia. por exemplo. 82 da Lei n° 8. deixando impunes aqueles que. para o fim de cometer crimes: Pena — reclusão. será atípica. em sua última parte. 34378. que se altere o CP. 2. mv — DJU 12.922/RJ. 82 da Lei n° 8. em quadrilha ou bando. a apologia deve ser dirigida ou presenciada por número indeterminado de pessoas ou em circunstãncia em que a elas possa chegar a mensagem (STJ. e não a acusado de crime ou simplesmente acusado. Min. a apologia que este tipo penal incrimina. que deve se adaptar à CR/88. 288 do . ■ Tentativa: Admite-se. art.

in RT 663/268-72). aliarem-se. quando estes tiverem capacidade para entender e integrar a associação. art.217/01): 0 art. terá a pena reduzida de um a dois terços". ao contrário. Ill. MIRABETE lembra que "como a lei não contém palavras inúteis. fatos ilícitos ou imorais. mas sempre mais ou menos determinados" (H. por ser favorável ao agente. usando vocábulos sinônimos. que se definem como associação estável ou permanente de delinqüentes. mencionados no caputdo art. Para . 288 CP. desestimulando a delação. Com efeito. quando a colaboração espontânea do agente levar ao esclarecimento de infrações penais e sua autoria". Quanto à delação. essa causa se aplica a todos os crimes cometidos por quadrilha ou bando. ■ Tipo objetivo: O núcleo indicado é associarem-se. não há no Brasil conceito de "organizações criminosas". possibilitando seu desmantelamento. que ela "define e regula meios de prova e procedimentos investigatórios que versem sobre ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo". retroage aos fatos anteriores à sua vigência. 159 do CP. de quatro pessoas. Salvo engano. a pena será reduzida de um a dois terços. A respeito. ■ Sujeito passivo: A coletividade. "com o fim de praticar reiteradamente crimes. agregarem-se. prática da tortura. essa diminuição se aplica não só ao crime de quadrilha como também aos "crimes hediondos. 25.034/95. com o conseqüente esclarecimento dos delitos porventura já cometidos. 8 2 . quando se tratar de crimes hediondos. § 22 . Dispondo o art. Lições de Direito Penal — Parte Especial. da Lei n° 7. obviamente não retroage.368/76. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo". como integrante da quadrilha (nessa hipótese o agente é participante)" ("Crimes hediondos: aplicação e imperfeições da lei".217/01. Vide. ■ Diminuição de pena (crimes hediondos): O parágrafo único do art. considerando-se como crimes os fatos assim definidos em lei. entre os referidos na lei. deve ser distinguido o associado ( membro da quadrilha. por sua vez. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. O aumento de pena estabelecido no caputdo mesmo artigo.072/90. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo".569 Código Penal Art. que "o participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha. 8 2 da Lei n° 8. FRAGOSO. Em quadrilha ou bando. 8 2 da Lei n° 8. 6 2 da Lei n°9. O núcleo associar-se implica a idéia de estabilidade. Júuo F. Trata-se de crime coletivo ou plurissubjetivo. com a nova redação dada pela Lei n° 10. 934). pode-se entender que a diminuição é cabível ao delator não só quanto ao crime de quadrilha (nesse caso o agente é associado). A associação deve ser para o fim de cometer crimes. pelo menos. ou seja. diz a lei. 62 da Lei n° 9. alterada pela Lei n 2 10. ■ Lei do Crime Organizado (Lei n 2 9. retroage aos fatos anteriores à sua vigência. por ser mais gravoso. como também pelo crime por ele praticado. crime de concurso necessário) do participante (co-autor ou partícipe em crime praticado em concurso eventual). ■ Retroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no art. eventualmente praticados pelo bando. Um exemplo de "associação criminosa" encontra-se no art. também.034/95 (Lei do Crime Organizado) estabelece que "nos crimes praticados em organização criminosa. p. da mesma espécie ou não. ainda. no qual se contam. 1 2 dessa mesma lei. reunirem-se. não sendo suficiente a finalidade de praticar contravenções. com a finalidade de praticar mais de um crime.072/90 dispõe.492/86 (Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional) ■ Retroatividade e irretroatividade: A causa especial de diminuição de pena prevista no parágrafo único do art. por ser mais favorável. daí resultando o número mínimo de quatro pessoas. vide também nota Causa especial de diminuição de pena (§ 4 2) no art. não teria sentido que a diminuição de pena alcançasse apenas o crime de quadrilha. ■ Objeto jurídico: A paz pública. que requer a participação. razão pela qual se exige que a associação seja estável ou permanente. Exige a lei que sejam mais de três pessoas. v.034/95. prática da tortura. A nosso ver. os inimputáveis. que traz a significação de ajuntarem-se. 1965. se a intenção do legislador foi premiar a delação para possibilitar o desmantelamento do bando. 14 da Lei n°6.

400. p. 14 da Lei n° 6. RT787/594). 12 ou 13 da Lei de Tóxicos. porém. 180. ■ Tentativa: Não se admite. pp. pois redundaria em duplicidade de punição. não leva também à condenação pelos crimes que o bando praticou. DJU 7. TJSC. v. ■ Sujeito ativo: A quadrilha é crime necessariamente coletivo ou plurissubjetivo (STF. RTJ 101/147). Não é pacífico que seja suficiente estar armado um só membro do bando. p. 5. o crime de quadrilha não é incompatível com o de receptação (STF. Comentários ao Código Penal. art. 6013). v. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Direito Penal.616 e 28. 288 Código Penal 570 HUNGRIA. Ap. e ser por esse crime condenado. se não há prova de que tenha participado destes crimes (TJRJ. pois é infração permanente. parágrafo único. Direito Penal. p. 71870). só com as formas sem a qualificação decorrente da pluralidade de agentes (contra: HUNGRIA. 288.. MAGALHÃES NORONHA. 934.368/76 (CELSO DELMANTO. 5. 1959. v. Entendemos mais correta a interpretação de que a associação para a prática de um crime continuado não basta à tipificação deste art. ■ Autonomia: A quadrilha é crime autônomo.82. 71870. pode haver participação de terceiros (ex.137/90. III. 30 a 32). figuras que. o membro da quadrilha será co-autor do crime para o qual concorrer e este delito poderá ser isolado do conjunto dos demais crimes praticados pelo bando (STF. IX. e não um só crime (TJSP. v. ■ Para outro fim: Inexistindo prova de que os integrantes do MST se associaram para cometerem crimes de furto e de dano. A quadrilha.400. será sempre única. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços (art. ■ Pena: Aplica-se em dobro a pena do caput. 1959. TJSC.94. 16.12. ■ Concurso de pessoas: Além dos próprios membros do bando. p. ■ Consumação: Com a efetiva associação das pessoas.979. ■ Concurso de crimes: Haverá concurso material com os crimes cometidos. este delito exige associação para o cometimento de crimes e não para outro fim.. 0 fato de participar da quadrilha. 178. RTJ 102/614). 94). considerando-se tanto a arma própria como a imprópria. p. ■ Para mais de um crime: Deve ser formada para cometer crimes. da referida lei). 0 crime de quadrilha é sempre independente dos crimes que pelo bando vierem a ser praticados. Em tese. 1996. não pode haver concurso entre quadrilha e roubo (ou furto) também qualificado pelo número de pessoas. RT565/409.94.6. Nos crimes previstos na Lei n° 8. embora predomine esse entendimento na doutrina. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("para o fim de cometer crimes"). DJU 7. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 1982. TRF da 0 R. Figura qua/if/cada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se a quadrilha ou bando é armado. contra: DAMASIo DE JESUS. não abrange a quadrilha organizada para a prática de um crime continuado ( Comentários ao Código Penal. ocorrem no curso das invasões. que independe dos crimes cometidos pelo bando (STF. Jurisprudência . de um a três anos.: auxílio para as reuniões da quadrilha). da qual resultem ou possam resultar na prática de delitos (TJSP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. nota). RJTJSP 178/304-5. p. ■ Qualquer crime: A quadrilha pode ser formada visando à prática de qualquer tipo de crime (TFR. Aps.616 e 28. III.Art. Aps. não há se falar em quadrilha ou bando. ■ Confronto: Com a finalidade de infração ao art. corriqueiramente. IX. Tóxicos. mas apenas para os integrantes do bando que tenham efetivamente participado desses delitos. RT 725/651).12. p. 1995. IV. ■ Pena: Reclusão. TRF da 4 4 R. 4. FRAGOSO. RT 608/365). Não há modalidade culposa. p. 394. E infração permanente. H. cometidos em quadrilha ou co-autoria. RTJ 88/468). DJU 18. Em nossa opinião. 1965. independentemente da prática de algum crime pela quadrilha. v. RT710/327.

RT 772/546). p.4. se ela não chegou a se formar e operar (TJRJ. Ap. RT 759/597. TJSP. 150).00. é crime formal. não bastando a sucessividade de eventuais ações grupais (TJSP. 1. p. combinado (TJMG. RT 604/461. 288.571 Código Penal Art. RT756/562). 18047. RT 722/436).616 e 28. A impossibilidade de identificar um deles não obsta o reconhecimento do . ■ Prisão em flagrante: Para prisão em flagrante no crime de quadrilha é necessário. cujo momento consumativo se protrai no tempo. TJSP. 288 é infração de natureza permanente (STF. RT707/414). 288 ■ Absolvição quanto aos demais crimes: Optando o julgador pela absolvição do acusado. 751/580). numa conjugação de esforços unindo suas condutas. ■ Crime continuado: Não se tipifica a quadrilha se o crime praticado era continuado. DJU4. quanto àqueles que venham posteriormente a integrar-se ao bando. RJTJSP 68/380). contra: TJRJ.12.86. TJPR. RT756/523). RT 721/422-3. RT 600/383. Basta que seja uma associação permanente. Se um dos quatro acusados é absolvido. o agente que sofreu condenação anterior em processo judicial diverso não pode ser condenado novamente pela prática do mesmo fato delituoso.9. DJU 23. DJU 28. TJSP. DJU 2.. 288. RHC 9. que não se confunde com um isolado concurso de agentes (TJSP. RHC 2.00. estabilidade e permanência (TJRO. RT 538/390). agindo os participantes de modo coeso. p. DJU 7. RTJ 124/999). ao menos.12. p. RTJ 116/515. DJU 6.163. e que sejam sempre os mesmos os autores das infrações (TJSP.96. RT 697/346. p. 185. ■ Atos preparatórios: O simples ajuste para formar a quadrilha não constitui crime.720. RT 787/594. RT 749/573). 758/534. RT 759/721). sob pena de bis in idem (STF. no momento da adesão de cada qual..605. 5. p. São necessárias. Deve haver animus associativo prévio. TJSE. in RBCCr 15/410. permanência e existência de no mínimo quatro pessoas (TJSP. consuma-se no momento em que aperfeiçoada a convergência de vontades entre mais de três pessoas.867. 98. RJTJSP 173/328-9. ■ Consumação: Consuma-se no momento da associação (STF.400. quatro pessoas. pois a habitualidade não é requisito do crime (TJSP. ■ Número de agentes: O número de pessoas necessário à tipificação do crime de quadrilha é considerado objetivamente. RJTJSP 178/304-5. RT 522/429). DJU 18. embora separando as funções á (TJDF.94. p. Não é suficiente a prática de delito por quatro ou mais comparsas.. TACrSP. 71870. para cometer crimes em caráter reiterado e permanente (TRF da 44 R. RT 765/582). cuja base real consistira unicamente nos mesmos fatos (TRF da 1 R. RT á 529/317. se os partícipes são diversos (TACrSP.535. no momento da consumação. 288 (STF. 7. 25319). não pode subsistir a condenação por quadrilha. mv — RT 533/362.95. HC 852. Basta existir o propósito de associação do agente ao grupo criado para a prática de crimes. em virtude da não-comprovação do roubo. 288: estabilidade. 25197. ■ Crime permanente: O crime deste art. TJRO.. no mínimo.024439-7/TO.4. surpreendido. Aps. RT705/353). E mister a reunião estável. RT 774/690. sendo imprescindível a organização. in RBCCr 4/180). RT 764/562). Em relação aos fundadores. TRF da 2 R. TJSP. restando só três condenados pelo art.99. p. seqüestro e contrabando de armas.01. RT 565/409. 25289. Não há. não mais se pode cogitar do art.94. Ap. que o agente. E preciso haver vínculo associativo permanente para fins criminosos. 13.11. mesmo se em grau de apelação ocorrer anulação do processo em relação a co-réus e restarem somente dois condenados (STJ.5. RT 535/325). ■ Permanência e estabilidade: São requisitos do crime do art. 14631. Sendo o crime de quadrilha permanente. esteja realizando uma ação que faça supor associação para fim de cometer crimes. 173/324-5). in RBCCr 27/364). preordenação dolosa. Ap. TRF da 1 R. RT761/695. pois falta a pluralidade de crimes e estabilidade (TJSP. TJSP.. Permanece ti pificado o delito do art. TJSP. não podendo fundamentar-se em meras investigações policiais (STJ.6. TRF da 5 R. E suficiente a preparação estável. STJ. mv— DJU 18. sendo desnecessário atribuir-lhe ações concretas (STJ. por falta do número mínimo de agentes (TFR. RJTJSP86/422.93. RJTJSP72/360). sendo irrelevante a realização ulterior de qualquer delito (STF. pouco importando se depois houve prescrição para alguns. Ap. em trabalho comum.

616 e 28. RTJ 120/1056. STF n 2 86-E. Pode haver concurso entre roubo qualificado pelo concurso de agentes e quadrilha. não pode ser condenado por quadrilha se somente ele respondeu ao processo (TRF da 22 R. contra: STF. Não configura a co-autoria momentânea.072/90 (TRF da 4 2 R. não há que se aplicar os dispositivos da referida lei (TRF da 3 2 R. . Incide a qualificadora quando o bando dispunha de armamentos e uma das suas atividades-fim seria a eliminação 781/576).46568. TJSP. ■ Sonegação fiscal e quadrilha: A finalidade lícita de exercer atividade comercial. mv. se não houver organização estável e permanente entre os co-autores (TACrSP. RJTJSP69/334. de forma continuada ou em concurso material. ■ Concurso de causas de aumento: Havendo duas causas de aumento (emprego de arma — parágrafo único do art. STJ.85. RT761/695). p. Para a configuração da quadrilha. 288 com furto qualificado pelo concurso de pessoas. 1996. RT 750/742). Pode haver concurso material de quadrilha com tráfico. Contra. tornam insubsistente a imputação de delito de quadrilha (STJ. HC 62. p. 71870.. portanto. RT 748/627). RT 550/353. DJU28. ■ Organização criminosa e quadrilha: O art. RT 570/352). 0 fato de um dos acusados eventualmente estar armado. 5. RT 754/564).772. Inexiste incompatibilidade entre os crimes de quadrilha e de roubo qualificado pelo concurso de pessoas e com emprego de armas (TJSP. RT764/562. 14 da Lei n 2 6. 288 Código Penal 572 número de agentes exigido (TJSP. RT521/425). mas em co-autoria com outros indiciados.8. 399).400.12. 114/185. e objetivo de prática de crimes hediondos — art.3.485-9/MG. A quadrilha não se confunde com a co-participação em crime continuado (TJPR.564. DJU 10. 82 . isoladamente.035.368/76 sido revogado pelo art. TJRO.11. ou seja.. 2. 30026). in RBCCr 27/364). só com furto simples (STF. sem associação estável (TACrSP. p. 288.. Pet. ■ Distinção da co-autoria: Não basta a co-participação. não basta a simples co-autoria em diversos crimes.99. RT755/742).99. sendo necessária a associação permanente com finalidade preestabelecida do cometimento de crimes (TJSP. ■ Crime único: 0 crime de quadrilha é único. RCr 94. A inimputabilidade de alguns não descaracteriza (TJRJ. RT 752/567.94. TJSP. bem como a extinção da punibilidade da sonegação fiscal.8. por concurso de pessoas ou emprego de armas. 68 do CP. DJU 17. se o delito de contrabando foi praticado por apenas três pessoas. por serem tipos autônomos e com objetividades jurídicas diversas (TJSP.04. RT553/448. caput. RT544/349. Não pode haver concurso do art. tendo o art. um só aumento.. Julgados 67/63). ambos qualificados. apud DAMÁSIO E. mv — RTJ 128/325. DJU 30. Aps. 77). RT 761/695). p. RT 768/732). 1. DJU 8. p. Lei de Tóxicos Comentada.95.6. JSTJ e TRF 2/246. Pleno. 82 da Lei n 2 8.5.89. 10678). HC 77. p. não havendo bis in idem porque "o porte de arma que qualifica a quadrilha (perigo abstrato) não é equivalente ao emprego efetivo de arma que qualifica o roubo (perigo concreto)" (STF. 1 2 da Lei n 2 9.072/90).563. DJU 7. DJU 7. PT 783/615). p. 0 crime de quadrilha reclama prova segura e convincente do engajamento de todos os agentes a um vínculo associativo e consolidado para empreitadas delitivas (TJSP. ■ Concurso de crimes: Não pode haver concurso entre quadrilha e roubo. RJTJSP 117/480). RT 538/383. 288 não exige que todos os partícipes estejam armados (STF. não se podendo cogitar de infração continuada (TACrSP. DE JESUS. RT 755/546. RTJ 102/614). prevalecendo a causa que mais aumente (STJ. em decorrência do parcelamento.94. Também pode haver concurso material entre estelionato e quadrilha (TRF da 52 R. RT748/627. da Lei n2 8. p. Saraiva. RT ■ Figura qualificada: O parágrafo único do art. 11881. p. RT776/571). mv — RHC 64. TJSP. RT 721/422-3). 12910.Art.85. em parte: Pode haver concurso entre roubo qualificado por uso de armas e quadrilha qualificada pelo uso de armas.12.034/95 fixou a estrutura típica do delito de quadrilha como requisito mínimo para existência da organização criminosa. RHC 3. DJU 7. pois redundaria em dupla qualificação pelo mesmo fato (STF.853. não tipifica o delito de quadrilha armada (STJ. aplica-se a regra do parágrafo único do art. HC 62. 14346. Embora o acusado não tenha agido sozinho. TJRO. Inf.

2°. que tem a significação de apresentar como . gerente. ou fiscal de banco de emissão que fabrica. ■ Sujeito passivo: O Estado. § 1 2. importa ou exporta. o funcionário público ou diretor.01. troca.259. como verdadeira.1. moeda falsa ou alterada. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 289. caput. de 12. empresta. de seis meses a dois anos. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Nas mesmas penas incorre quem. Falsificar. a partir da vigência da Lei n° 10. RT 707/414). os efeitos desse recurso devem ser estendidos aos co-réus (STJ. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ■ Separação dos processos: A separação facultativa de processo contra os vários membros do bando não impede que um deles seja condenado separadamente dos outros. 289 (art. em vigor a partir de 12. E punido com reclusão. Assim. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é falsificar. cede. RTJ 112/1064). 76 da Lei n 2 9. § 42 . cabe a transação no § 2° deste art. 5°. entendemos que. de três a quinze anos. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. tendo recebido de boa-fé.099/95).099/95). II — de papel-moeda em quantidade superior à autorizada.02. se no processo desmembrado havia prova da participação de todos (STF. vende. RT750/565). e multa. § 22 . parágrafo único. 100 do CP. Em face do princípio da isonomia (art. é punido com detenção.259/01. a restitui à circulação. da CR/88) e da analogia in bonam partem. depois de conhecer a falsidade. de três a doze anos. cuja circulação não estava ainda autorizada. fabricando-a ou alterando-a. ■ Transação: De acordo com o art. guarda ou introduz na circulação moeda falsa. Moeda falsa (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Extensão: Se em recurso especial se afastou a qualificadora do parágrafo único para um dos acusados. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena — reclusão. emite ou autoriza a fabricação ou emissão: I — de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei.7. adquire. por conta própria ou alheia.573 Código Penal Arts. e multa. a transação será cabível. reduzindo-se a pena imposta. e multa. Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda. Título X DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA Capítulo I DA MOEDA FALSA MOEDA FALSA Art. § 32 . cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Quem. 288 e 289 de intrusos não desejados na exploração da contravenção do "jogo do bicho" (STF. 89 da Lei n° 9. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 2° (art. da Lei n° 10.

■ Consumação: Com a efetiva falsificação. Embora recebendo a moeda de boa-fé. IX. 290 do CP: BENTO DE FARIA ( C6digo Penal Brasileiro. que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações alternativamente previstas. em que o agente apõe algarismos ou dizeres de uma cédula em outra. onerosa ou gratuitamente). como verdadeira. v. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é moeda falsa (vide nota ao caput). ignorando a sua falsidade. IV. de três a doze anos. ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. é aquela operada nos sinais que indicam o valor. adquire (obtém para si. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. X. o agente recebeu o dinheiro como se fosse legítimo. Na escola tradicional aponta-se o "dolo genérico". p. portanto. 290 do CP. c. Ill. que consiste na vontade de falsificar. ■ Ação penal: Pública incondicionada. v. v. p. Pune-se a conduta de quem. Ou alterando-a. p. por conta própria ou alheia: a. isto é. 955). introduz na circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). em tese. f. A restituição à própria pessoa de quem recebera a moeda falsa é atípica. Não há forma culposa. b. ■ Tentativa: Admite-se. Fabricando-a. A moeda falsa (fabricada ou alterada) precisa ser apta a enganar o homem comum. empresta (entrega com a condição de haver restituição). d. o agente a restitui à circulação (passa a moeda a terceiro de boa-fé). Para os tradicionais é o "dolo genérico". No caso de dúvida quanto ao conhecimento da Figura privilegiada (§22 ) .Art. vende (cede ou transfere por certo preço). São previstos dois meios de execução: a. Todavia. ■ Tentativa: Admite-se. MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal. depois de conhecer a falsidade. 8). cede (entrega a outrem). opinam pelo enquadramento da conduta no art. e. i. ou seja. ■ Tipo objetivo: A moeda falsa ou alterada deve ter sido recebida de boa-fé. v. para que aparente maior valor. 1995. 211). ora se enquadrando o fato no art. após ter certeza de que ela é falsa. ■ Recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra: Trata-se de hipótese. dando a impressão de verdadeiro. 289. Circulação de moeda falsa (§ >°) ■ Objeto jurídico. antigamente freqüente. importa (faz entrar no território nacional). sem dependência de outras conseqüências. 1985. troca (permuta). 289 Código Penal 574 verdadeiro o que não é. Na jurisprudência também há divergência. que o agente fabrica ou altera. classifica-se no art. ■ Pena: Reclusão. o agente faz a moeda. para que esta aparente valor superior. VII. ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. ■ Pena e ação penal: Idênticas às do caput. g. JÚLIO F. h. da competência da Justiça Estadual" (Súmula 73). independentemente de outros resultados. para outros. que haja imitação. e multa. exporta (faz sair do território nacional). guarda (tem sob guarda ou à disposição). p. 1959. o crime de estelionato. totalmente. ora no art. 168). A alteração punível. não sendo punível a falsificação grosseira. 289 do CP: HELENO FRAGOSO (Lições de Direito Penal— Parte Especial. Não há modalidade culposa. 1959. 1965. Ou seja. MIRABETE ( Manual de Direito Penal. 1956. p. III. 0 objeto material é moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no País ou no estrangeiro. p. com consciência do curso legal e da possibilidade de vir a moeda a entrar em circulação. b. E necessário que a moeda fabricada se assemelhe à verdadeira. TEODOLINDO CASTIGLIONE ( Código Penal Brasileiro. o STJ entende que "a utilização de papel-moeda grosseiramente falsificado configura. Na hipótese de guarda é crime permanente. Moeda de curso legal é aquela cujo recebimento é obrigatório por lei. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 108). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa que tenha recebido a moeda de boa-fé. v. caso em que há modificação ou alteração da moeda. HUNGRIA ( Comentários ao Código Penal. hipótese em que há contrafação. 190). Na doutrina. da competência da Justiça Federal. de dar aparência enganosa a fim de passar por original. v.

STJ. v. 1959. a vontade livre e consciente de restituir moeda falsa à circulação. emissão ou autorização irregular (§ 39 ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 289. Comentários ao Código Penal. gerente. não é moeda falsa ou emitida em excesso. Pune-se a ação de quem desvia e faz circular essa moeda. 1959. referindo-se às do caput reclusão. ■ Ação penal: Idêntica à do caput. o crime seria formal ( H. pois. Súmula 73. d. CComp 24. CComp 2. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Para outros autores. Direito Penal. p. 963. título ou peso. ■ Tentativa: Admite-se. FRAGOSO. ■ Tipo objetivo: O objeto material. ■ Ação penal: Igual à do caput. e multa. Não há figura culposa. Ill. ■ Pena: Reclusão. não bastando o eventual. de três a quinze anos. Comentários ao Código Penal. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput.083. diretor. RTJ 98/991. ■ Tentativa: Admite-se. b. 289 falsidade. p. fabrica. p.538/SP. e multa. ou seja. ■ Consumação: Com a restituição à circulação. que consiste na vontade de desviar e fazer circular com consciência de que a circulação ainda não estava autorizada.5. ou fiscal de banco de emissão que: a. ■ Ação penal: Igual à do caput. com consciência da violação quanto à quantidade. Papel-moeda em quantidade superior à autorizada. b. p. se forem superiores. 225.575 Código Penal Art. que consiste na vontade de praticar a ação. IX. ■ Pena: Detenção. MAGALHÃES NORONHA. DJU24. 1985. Por isso. 116. pois é infração material ( MAGALHÃES NORONHA. III. 116). Lições de Direito Penal — Parte Especial. v. v. a retira de onde está guardada e a põe em circulação. Para a maioria dos autores não se exige proveito do agente (H. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". autoriza a emissão. e multa. ■ Tipo objetivo: Pune-se o funcionário público ou diretor. ■ Objeto jurídico. contra: HUNGRIA. 1965. de seis meses a dois anos. b. gerente ou fiscal de banco emissor de moeda (crime próprio). Título é a relação entre o metal fino e o total da liga empregada na moeda. ■ Falsificação grosseira: Se for visível a grosseria da falsificação da moeda. Não existe forma culposa. neste parágrafo. Para a tipificação é necessário que o título ou o peso sejam inferiores. ■ Consumação: Com a entrada em circulação. ou seja. Com a fabricação. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. mas sim em crime de estelionato. DJU Desvio e circu/ação indevida (§ 4°) Jurisprudência . FRAGOSO. Ill. v. ■ Pena: "Nas mesmas penas". ■ Tipo subjetivo: O dolo. c. comina o parágrafo. HUNGRIA. mas a moeda legal. p. é questionado o momento de sua consumação: a. 1995. MIRABETE. autoriza a fabricação. 1995. apenas haverá infração administrativa. p. da competência da Justiça Estadual e não Federal (STF. com pleno e efetivo conhecimento de que é falsa. 962. 1965. porém.99. Fabricação. v. caput. emite. IV. não se justifica a incriminação no art. exige-se o dolo direto. emissão ou autorização seguida do fabrico ou emissão. JúLlo F. Manual de Direito Penal. O objeto material é: a. cuja circulação não estava ainda autorizada. v. pois o crime não é punido a título de culpa. a solução deve beneficiar o agente. de três a doze anos. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". v. Moeda com titulo ou peso inferior ao determinado em lei (inciso I). 85/430. 92. A quantidade inferior é penalmente atípica. 226). ■ Tentativa: Admite-se. Direito Penal. IV. p. Não há punição a título de culpa. p. 194). RT697/370-1. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. ■ Consumação: E intranqüila a natureza material ou formal do crime. IX.

11. 19970). 98.6. DJU 24.249.. Ap.01. RTFR69/208). sendo insuficiente o simples fato de ser detentor de maus 2 antecedentes e de ter sido encontrado com veículo de origem suspeita (TRF da 2 R. in RBCCr 14/429. Não havendo qualquer indicativo de que o acusado tivesse conhecimento da falsidade da cédula. 44384. ■ Colagem: Na alteração de cédula com fragmentos de outra. p. p. por ausência de ofensa à fé pública. RCr 98. DJU 4.389. Ap. iludindo o homem médio (TFR. A2 moeda guardada deve ser apta a enganar número ilimitado de pessoas (TRF da 1 R.7. DJU 2. p.90. absolve-se por inexistência da prova do dolo (TRF da 42 R.8. Ap. 39577..97.10.. 430. 96. § 1 2 .... e não no art. moeda que sabe ser falsa (TFR. ■ Traveler's check Não equivale a moeda falsa..610. 574. 5.93. 67687). pelo agente.11. DJU 3. se os próprios peritos necessitaram de lupa para certificar-se da falsidade (TFR.2. Ap. 2. RT 776/712).11.04.. in RBCCr 12/288. CComp 4.81.65531-0/RS. configura o delito (TRF da 4 R.397. DJU 4.5. 0 agente que.. independente da intenção de introduzir na circulação (TRF da 1 2 R. E crime permanente. 23615). TRF 2 da 3 R.12. Ap. DJU 6.2. se o agente.04. Ap. Não sendo grosseira a falsificação.560. ficando o estelionato absolvido pela aplicação do princípio da consunção (TRF da 42 R.95... RT753/724. E necessário que a moeda contrafeita tenha potencialidade lesiva. 289. p. TRF da 4 á R. p.94. p. 11256). RT 765/732.. 5..707. p. 171 do CP. p. DJU 17. p. p. Ap.99.. p. 3. 5653).. p. Ap. DJU 13. restitui a moeda ao vendedor (TRF da 1 2 R.024.394.8. Não é grosseira. 6715.. mv— DJU 18. 18996.2. TRF da 3 2 R. v.. no caso de colocação em circulação de cédula falsa de cem reais por pessoa que possui apenas instrução primária e não tem antecedentes (TRF da 4 2 R.5.89.99. p.714-5/RS.87.94.. pagando-as com cédula de alto valor nominal e apropriando-se do troco em moeda verdadeira. 11787. DJU 23. Ap. j.863). in RBCCr 8/228). 6715. 289. 11. 4. p.456. tendo á ciência de sua inautenticidade.04. RT 784/745.96. Ap. II.337. DJU 13.01. por quatro vezes consecutivas.. DJU 26. Ap. 759/743). da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R. de atenção.96. Ap.R.. confirma a sua plena ciência da origem espúria das cédulas (TRF da 3 á R.91.586.9.5. 26116). in RBCCr 27/363-4).8.10. DJU 18. 289 Código Penal 576 2.5. Se é apta a enganar ilimitado número de pessoas configura o crime do art. p.97). DJU 29. 12. Não se configura o § 1 2. RT 789/724). sendo competente a Justiça Estadual (TFR. TFR.051398-2/PR.7.610. ■ Guarda de moeda falsa (§ 1 4): E mister reste comprovada a ciência. DJU26. a mera ação de adquirir ou guardar a cédula. Rejeita-se a denúncia. in RBCCr 14/429). pois sua circulação é restrita.. FRAGOSO. HC 4.624. Caracteriza-se pela intenção de manter sob sua guarda.6. ■ Aptidão para enganar: É pacífico na jurisprudência que a falsificação grosseira elimina o delito. in Bo/. E crime de natureza permanente á (TRF da 2 R. havia divergência jurisprudencial no antigo TFR. p. impondo-se a absolvição se existir dúvida razoável de que tivesse o acusado essa ciência (TRF da 1 2. DJU 26.136. por conta própria ou de terceiro. TRF da 1 2 R. in RBCCr 27/364).12. ■ Concurso com estelionato: Quem adquire bens utilizando dinheiro falso deve responder somente pelo crime do art.94. 43505. p. p. Ap. CComp 7. 8596). ora no art. ■ Introdução na circulação (§1 9): Para caracterização do § 1 2 . p. 574.94. .81. 104. p. que se consuma pela simples posse de dinheiro falso (TRF da 2 2 R. 289 (TFR.. o crime de moeda falsa pressupõe uma imitação capaz de enganar o homem médio. era suscetível de enganar (TRF da 3 2 R. 15646). 8.5. 30056. RT763/685). DJU 26. 11952). Ap. ■ Consumação da figura do § 1 2 : A consumação do crime independe da introdução da moeda falsa em circulação. p.6.82. ora se enquadrando a ação no art. 9291. tomando conhecimento da falsidade. CComp 4.89.320.12.92. 24. AASPn 2 1. é imprescindível a demonstração da ciência inequívoca por parte do agente da falsidade da moeda (TRF da 5 2 R.984. 290 do CP (H. 4. 996. Ap. RT769/726). TRF da 2 2 R.90.80. DJU 29.660. DJU 12. p.564. 10304).91. DJU 2. DJU 11. HC 61.Art. 4231). efetua compras de mercadorias de pequeno valor.746. Jurisprudência Criminal. DJU 13. Se a aferição da falsidade somente pode ser feita através de laudo pericial. p. DJU 1. 1979. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 2 2 R. § 2 2 . 289. CComp 3. 45. o crime enquadra-se no art. vigilância e atilamento comuns (TRF da 3 2 R. 9.93. 24. Ap. n°357).

290 não é punido a título de culpa. se o crime é cometido por funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se achava recolhido. a vontade de restituir à circulação com consciência das especiais condições do papel-moeda ("dolo genérico"). Segundo os autores que opinam pelo enquadramento da referida conduta no art. DJU 28. 7. RCr 1.4. Parágrafo único. de novo. 290 prevê a formação e não alteração (modificação) de papel-moeda. o art. ou já recolhidos para o fim de inutilização: Pena — reclusão. notas ou bilhetes representativos de moeda. 5724). Crimes assim/lados ao de moeda falsa ■ Objeto jurídico: A fé pública. ou seja. DJU 19. e multa.) . O máximo da reclusão é elevado a doze anos e o da multa a (. vide nota específica ao art.89. Supressão de sinal de inutilização (22 parte). ■ Consumação: Com a efetiva formação de cédula idônea a enganar (modalidade a). Vide nota ao parágrafo único. em nota.577 Código Penal Arts. O objeto material é nota. O art. cédula ou bilhete recolhido. ■ Tipo objetivo: Em sua descrição. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. formando cédulas. Restituição à circulação (última parte). colocá-la. cédula ou bilhete recolhidos. que consiste na vontade de formar moeda. Tratando-se do próprio agente que formou a moeda ou suprimiu sinal. 289 e 290 ■ Figura privilegiada do § 22 : Só se configura se o agente restitui a moeda ã circulação com dolo e efetivo conhecimento de ser ela falsa (TFR. Formar cédula. ■ Sujeito passivo: O Estado.045. os justapõe. 290. a põe em circulação (TFR. 289 do CP. CRIMES ASSIMILADOS AO DE MOEDA FALSA Art. restituir à circulação cédula. Ap. O objeto material é a moeda formada com fragmentos (da 1 á parte do caput) ou a que teve seu sinal de inutilização suprimido (da 2 á parte). ainda.235. Com o desaparecimento do sinal indicativo de inutilização (modalidade b).. em razão do cargo. qualquer outra já recolhida para o fim de inutilização. 290 é necessário que haja potencialidade lesiva (capacidade para enganar e circular como moeda boa). ou. notas ou bilhetes capazes de circular como verdadeiros. com a consciência de que ela poderá circular (na doutrina tradicional é o "dolo genérico"). a restituição não é punível. 289. Formação com fragmentos (1 2 parte).. Na modalidade b (supressão) é o dolo e o elemento subjetivo do tipo que consiste no especial fim de restituí-Ia à circulação ("dolo específico". A conduta punida é a supressão (eliminação ou remoção) de sinal indicativo de sua inutilização. A conduta punida é restituir à circulação. Incorre no § 2° do art. ou seja. sob o título Pena. b. de dois a oito anos. ■ Tentativa: E admissível nas três modalidades. Com a volta à circulação (modalidade c). Pune-se a conduta de quem. Na modalidade c (restituição) é o dolo. 290 do CP contém três figuras: a. pp. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade a (formação) é o dolo. . com finalidade especial: para o fim de restituí-los à circulação (vide Tipo subjetivo). c. 289 quem. recebendo a moeda de boa-fé. suprimir. p. Nas três figuras do art. ou nela tem fácil ingresso.8. utilizando-se de fragmentos de cédulas. após saber de sua falsidade. Quanto ao recorte e colagem de pedaços de cédula verdadeira em outra.86. para os tradicionais). para o fim de restituí-los à circulação. nota ou bilhete em tais condições. em circulação. o crime do art. notas ou bilhetes verdadeiros. sinal indicativo de sua inutilização. nota ou bilhete representativo de moeda com fragmentos de cédulas. 15033-4).

ou via de regra. de dois a seis anos. fornecer. usar o material e falsificar moeda. Em vista do princípio da taxatividade da lei penal (CP. matrizes. abrigar). da competência da Justiça Federal. ■ Guarda ou posse dos petrechos: Como é crime de natureza permanente. p. fornecer (proporcionar. d. e multa. ■ Consumação: Com a efetiva prática de uma das ações. guardar (ter sob guarda. p.209/84 cancelou quaisquer referências a valores de multa. ao ser preso. Jurisprudência Criminal. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. justifica-se o flagrante (STF. possuir (ter a posse ou propriedade). 357). instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda: Pena — reclusão. ■ Colagem: Na alteração da cédula com colagem de fragmentos de outra. são os clichês. com conhecimento da destinação dos objetos. Em sua redação original. efetivamente. adquirir. ■ Tentativa: Admite-se. 1979. ■ Pena: Reclusão. cunhos etc. a jurisprudência não é pacífica. Nas modalidades de possuir e guardar é crime permanente. 290 e 291 Código Penal 578 ■ Pena: Reclusão. além da pena de multa. ■ Pena: O máximo de reclusão é elevado a doze anos. Como o art. c. ficando o deste art. A guarda ou posse de material destinado à falsificação de dinheiro é crime de natureza permanente. adquirir (obter para si). Não se dispensa. e multa. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é maquinismo. e. Costuma-se entender como especialmente os que "mais propriamente. Fabricar. fabricar (construir. aparelho. que consiste na vontade livre e consciente de praticar as ações incriminadas. são utilizados para o fim de falsificar moeda. no local onde mantém os petrechos depositados. que também é aplicável. manufaturar ou produzir). b. a título oneroso ou gratuito. e mais que a tal fim sejam destinados no caso concreto" ( HUNGRIA. abastecer). entendemos ser indispensável o criterioso e prudente exame do juiz a propósito de ser inequívoco o destino dos objetos. de dois a oito anos. o crime será apenas o do art. Jurisprudência . Na escola tradicional é o "dolo genérico". Jurisprudência PETRECHOS PARA FALSIFICAÇÃO DE MOEDA Art. v. possuir ou guardar maquinismo. Figura qua//ficada (parágrafo único) ■ Noção: Se o agente é funcionário que trabalha na repartição onde o dinheiro se acha recolhido. porém. Não existe modalidade culposa. mais adequadamente. 290 ou no art. a titulo oneroso ou gratuito. 1 2 ). Os núcleos indicados são: a. moldes. FRAGOSO. em razão do seu cargo. RTJ 118/164). 1959. IX. da competência da Justiça Federal. mesmo que o agente não se encontre. 289.Arts. a imposição cumulativa da pena de multa. aquele limite tornou-se inócuo. a ser fixada na forma do art. 291. 230). Petrechos para fa/sif/capão de moeda ■ Objeto jurídico: A fé pública. o parágrafo único determinava que o máximo da pena de multa era elevado "a quarenta mil cruzeiros". ■ Confronto: Se o agente. de dois a seis anos. 49 do CP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 289 do CP (H. ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 2 2 da Lei n° 7. aparelho. classificando-se a ação no art. 291 absorvido (crime subsidiário). instrumento ou qualquer objeto especialmente destinado à falsificação de moeda. II. Comentários ao Código Penal. v. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ou tem fácil ingresso naquela. prover. art. Geralmente. e multa.

Não há forma culposa. como se vê. ciente da inexistência de permissão legal. 295 do CP. sem permissão legal.459. bilhetes. com conhecimento da falta de autorização com que o título foi emitido. é receber ou utilizar como dinheiro. ou multa. que tem a significação de pôr em circulação. ou multa. Parágrafo único. enquanto não cessar a permanência (TFR.099/95). especialmente a proteção da moeda contra a concorrência de títulos ao portador. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Pena: E alternativa: detenção. ■ Tipo subjetivo: O dolo.79.86. ou multa. Quem recebe ou utiliza como dinheiro qualquer dos documentos referidos neste artigo incorre na pena de detenção. ficha. ou seja. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. não bastando à ti pificação a simples feitura do título. 89 da Lei n°9. "passes" ou passagens. bilhete. Emitir. vales ou títulos. da competência da Justiça Federal. HC 4. nunca foi punida entre nós. HC 6. Se funcionário público. Trata-se. ■ Pena: E alternativa: detenção. 291 e 292 autorizando a prisão em flagrante. de quinze dias a três meses. ■ Consumação: Com a entrada em circulação do título ao portador (crime formal). ■ Sujeito passivo: O Estado. bilhete. prometendo serviços.11. 8331). que consiste na vontade livre e consciente de receber ou utilizar. RTJ 123/1220). ■ Tentativa: Admite-se. Emissão de tftu/o ao portador sem permissão legal (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. isto é. p. Recebimento ou utilização como dinheiro (parágrafo único) Jurisprudência . 76 da Lei n° 9. ■ Ação penal: Pública incondicionada. EMISSÃO DE TÍTULO AO PORTADOR SEM PERMISSÃO LEGAL Art.099/95). vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago. de quinze dias a três meses. a vontade livre e consciente de emitir. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tentativa: Pode haver (STF. ficha. sem permissão legal. ■ Tipo objetivo: 0 objeto material é idêntico ao do caput (vide nota). ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. ■ Transação: Cabe no caput e no parágrafo único (art. de modo que a autorização legal exclui a tipicidade da conduta. Ressalva a lei. sendo fato atípico (TACrSP. nota. conhecimentos a ordem. utilidades ou mercadorias. de um a seis meses. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. 292.385. ■ Tipo objetivo: O objeto material deste delito é nota.579 Código Penal Arts. DJU 5. da competência da Justiça Federal. RT 432/339). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".2. 1174. p. DJU 13. vale ou título que contenha promessa de pagamento em dinheiro ao portador ou a que falte indicação do nome da pessoa a quem deva ser pago: Pena — detenção. ou multa. ainda que ao portador ou sem o nome do beneficiário. fichas. ■ Objeto jurídico. O núcleo é emitir. o agente aceita (toma) ou usa como dinheiro o título ao portador que é objeto material da figura. de um a seis meses. porém. ■ Dinheiro e não mercadoria: A emissão de notas. Não abrange os warrants. sem necessidade de endosso ou de autorização do emitente. vales particulares etc. A conduta punida. de título que contém promessa de pagamento em dinheiro e que é transmissível por simples tradição. vide nota ao art.

295 (art. 29. ainda que combinado com o art. VI — bilhete. a partir da vigência da Lei n° 10. a transação será cabível. destinado à arrecadação de imposto ou taxa. Falsificar. fabricando-os ou alterando-os: I — selo postal. 76 da Lei n° 9. papel selado ou qualquer papel de emissão legal.7.1. quando legítimos. ou multa. parágrafo único. recibo. e multa. Incorre na mesma pena quem usa qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. em vigor a partir de 12.Art. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo ante- rior. 295 (art. § 1 4.259/01. 100 do CP.099/95). com o fim de torná-los novamente utilizáveis. da CR/88) e da analogia in bonam partem. depois de alterado. II — papel de crédito público que não seja moeda de curso legal.02. em qualquer desses papéis. 5°. guia. Quem usa ou restitui à circulação. desde que não combinado com o art. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena — reclusão. § 22. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe nos §§ 2° e 3°. Se funcionário público. de dois a oito anos. III — vale postal. incorre na pena de detenção. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. também cabe no § 4°. Suprimir. ■ Transação: De acordo com o art. V — talão. desde que não estejam combinados com o art. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Incorre na mesma pena quem usa. caput. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável. estampilha. . 293 Código Penal 580 Capítulo ll DA FALSIDADE DE TÍTULOS E OUTROS PAPÉIS PÚBLICOS FALSIFICAÇÃO DE PAPÉIS PÚBLICOS Art. 2°.01. de 12. 293. cabe a transação no § 4 2 . IV — cautela de penhor. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. embora recebido de boa-fé. ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 89 da Lei n° 9. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público. vide aumento de pena determinado pelo art. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. e multa. de um a quatro anos. Assim.099/95). § 42. entendemos que. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União.259. 295 do CP. depois de conhecer a falsidade ou alteração. da Lei n° 10. por Estado ou por Município: Pena — reclusão. a 2 que se referem este artigo e o seu § 2 . de seis meses a dois anos. § 32 . Falsificação de papéis púb/icos (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública.

Não há forma culposa. 0 objeto material são os papéis públicos apontados nos incisos do caput. ■ Supressão de sina/de inutilização (§2°) Objeto jurídico. b. e multa. com a finalidade de aparentar maior valor. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público (IV). d. e multa. papel selado ou qualquer papel de emissão legal. parágrafo único. dar aparência enganosa a fim de passar por original. quando legítimos. 293 ■ Tipo objetivo: A ação incriminada é falsificar. permuta. ■ Tentativa: Admite-se. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. ■ Pena: Reclusão. guia. Cautela de penhor. ■ ■ . Na doutrina tradicional é o "dolo específico". Municípios ou autarquias. alvará ou qualquer outro documento relativo à arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável (V). isto é. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação. caso o agente seja o autor da falsificação (fato posterior impunível). sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput ■ Tipo objetivo: Pune-se o uso de qualquer dos papéis públicos indicados nos incisos do caput. ■ Ação penal: Pública incondicionada. b. Tipo objetivo: O objeto material são os papéis do caput. o inciso foi revogado e substituído pelo art. 37 da Lei n°6. ■ Pena e ação penal: Iguais ás do caput. c. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. A empresa pode não ser pública. a vontade livre e consciente de usar. Não há punição a título de culpa. empréstimo etc. ■ Confronto: Em caso de selo postal ou vale postal. O uso abrange a venda. São os títulos da dívida pública. Vale postal (Ill). que consiste na vontade livre e consciente de falsificar. ■ Tipo subjetivo: O dolo. mas precisa ser administrada pelo Poder Público. f. e que tiveram suprimidos os carimbos ou sinais de inutilização ( vide nota ao § 2 2). destinado à arrecadação de imposto ou taxa (I). ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 36 da Lei n° 6. Tipo objetivo: Incrimina-se a supressão (eliminação ou remoção) de carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização. Uso de papéis púb/icos falsificados (§ 1°) Objeto jurídico. Papel de crédito público que não seja moeda de curso legal (II). art. art. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. Não há modalidade culposa. de dois a oito anos. ou seja. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Como é comum aos crimes de falso. caso em que há modificação ou alteração do objeto. quando legítimos. ■ Pena: Reclusão. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. de um a quatro anos. Na parte referente a selo postal. 36. estampilha. Estados. com conhecimento de que são papéis falsificados. Revogado e substituído pelo art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ ■ Uso de papéis com inutilizagão suprimida (§ 3°) Objeto jurídico. A finalidade da conduta é especificada: com o fim de torná-los novamente utilizáveis. fabricando-os. 36 da Lei n 2 6.581 Código Penal Art. alterando-os. Pune-se o uso de tais papéis. ■ Tipo subjetivo: O dolo é o elemento subjetivo do tipo indicado pelo especial fim de agir ("com o fim de torná-los novamente utilizáveis").. recibo. Abrange os estabelecimentos mantidos pela União. a falsificação deve ser apta a enganar.538/78.538/78. por Estado ou por Município (VI). Talão. ou seja. mas não alcança a guarda ou depósito. o agente faz o objeto. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Consumação: Com a efetiva supressão do sinal de inutilização. O objeto material é indicado: a. estadual ou municipal. hipótese em que há contrafação propriamente dita. e. nominativos ou ao portador.538/78. de emissão federal. apresentar como verdadeiro o que não é. Bilhete. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico".538/78. Dois são os meios previstos: a. sem dependência de outro resultado (crime formal). Selo postal. da Lei n° 6.

A dúvida quanto ao conhecimento da falsidade ou alteração deve beneficiar o acusado. 294.85. 293. RT 689/400).538/78. possui ou guarda petrechos de falsificação. pois tal delito resta absorvido pelo art. ■ Pena e ação penal: Iguais às do § 22 . não há se falar em concurso material. pois o "qualquer outro documento". 19525). 37. adquirir. os usa ou restitui a circulação. quanto à previsão para aumento da pena. com conhecimento de que o sinal de inutilização foi suprimido. mas com a inutilização suprimida do § 2°. desde que tenha recebido o papel de boa-fé. Inexiste forma culposa. ■ Concurso de crimes: O uso é absorvido. ■ Consumação: Com o efetivo uso ou restituição à circulação. ou multa. fornece. Para os tradicionais é o "dolo genérico". com a certeza de que o papel é falso ou alterado. 293. A guia florestal não tem essa destinação. exige-se que fique comprovado o dolo do agente. 293. Ap. que consiste na vontade livre e consciente de usar os papéis. caso o agente seja o autor da supressão (fato posterior impunível). da Lei n° 6. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. adquire. Não há punição a título de culpa. 293 e 294 Código Penal 582 ■ Tipo subjetivo: O dolo. art. possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena — reclusão. RT781/553). ■ Papéis públicos: Não é papel público o formulário de retirada de dinheiro da Caixa Econômica Federal. Funcionário público Jurisprudência PETRECHOS DE FALSIFICAÇÃO Art. ■ Co-autoria: Caracteriza a cooperação psicológica de fiscal do IPI que anuiu em introduzir. e multa. ■ Tipo subjetivo: Em qualquer das modalidades previstas pelo art. 294. depois de conhecer (estar certo de) a falsidade ou alteração. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. que consiste na vontade livre e consciente de usar ou restituir à circulação. 293. nas repartições fazendárias. mv — RT 522/331). deve ter características semelhantes aos demais indicados (TJSP. de seis meses a dois anos. ■ Ação penal: Igual à do caput. Figura privi/egiada (§ 44 ) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. pois a guia a que o dispositivo alude é a que se destina ao fim de recolhimento ou depósito de dinheiros ou valores ex vi legis. servindo ao controle do transporte de madeiras (STJ. § 2 2 . guias falsificadas. .Arts. Fabricar. E atípica a restituição à própria pessoa de quem o agente recebeu o papel. DJU 31. ■ Tentativa: Admite-se. de um a três anos. ■ Confronto: Se é selo postal ou vale postal. tendo recebido os papéis na ignorância da falsificação ou alteração. V. recebendo pagamentos para essa conduta (STF. § 1 9. conforme dispõe o art. art. § 1° (STJ. mv— RTJ 112/1280). consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. ■ Tipo objetivo: Objeto material são os papéis públicos falsos do caput ou os legítimos.269. 295 do CP. vide nota ao art.10. pois inexiste forma culposa para esses crimes (TFR. ■ Guia florestal: A sua falsificação não caracteriza o delito deste art. p. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". da Lei n° 6. ■ Crime-meio e prescrição: A prescrição do crime-fim (sonegação fiscal) abrange o crime-meio (falsificação de papéis públicos) (TJSP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Confronto: Tratando-se de selo postal ou vale postal. ■ Pena: É alternativa: detenção. fornecer. a que se refere o inciso V do art.538/78. mv— RJTJSP 169/293). 37. Pune-se a conduta de quem. 6. ■ Remissão: Se o agente é funcionário público.

■ Consumação: A simples posse ou guarda do objeto já constitui o crime. possuir (ter a posse ou propriedade). a vontade livre e consciente de praticar as ações com conhecimento da destinação dos objetos. 294. 38 da Lei n° 6. a pena é aumentada de sexta parte se o agente é funcionário público (vide nota ao art. Ap. abrigar). também deve absorver o do art. Na doutrina tradicional aponta-se o "dolo genérico". p. 293 do CP). fornece. art. vide art. guardar (ter sob guarda. prover). ■ Tentativa: Admite-se. Figuras qualificadas ■ Noção: Tanto na hipótese do crime descrito no art. 291 do CP. conforme dispõe o art. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. c. declarações de bagagem (TFR. DJU 27. o crime de sonegação fiscal. ou seja. abastecer. DJU 18. 295. 294 fica absorvido pela falsidade cometida. Se o agente é funcionário público. conduzido de forma oculta. inequivocamente destinado a falsificar. 295 do CP. ■ Sujeito passivo: O Estado. ■ Ato preparatório e absorção: Se o agente fabrica. ■ Especialmente destinado: E necessário que o objeto se revele especialmente destinado à falsificação dos papéis taxativamente enumerados pelo art. adquire. 293 do CP (TJSP. aumenta-se a pena de sexta parte. dos papéis públicos expressamente arrolados nos incisos do art. possui ou guarda petrechos de falsificação. RJTJSP 83/407).151. d. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo. 89 da Lei n° 9. 295 (art. 293. ■ Tipo objetivo: O objeto material é assim indicado: objeto especialmente destinado à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior. ■ Confronto: Caso o agente use os petrechos e falsifique. vide nota à expressão no art. Se funcionário público.257. .099/95).. fornecer (proporcionar. p. 294 (TJSP. de um a três anos. o crime deste art.82. Configura a posse de carimbos e máquinas destinadas à falsificação de recolhimento (TFR. fabricar (produzir ou manufaturar).583 Código Penal Arts. Quanto ao conceito de especialmente destinados. ■ Remissão: Se o sujeito ativo é servidor público. consubstanciando mero ato preparatório para se chegar ao fim de usar os papéis públicos falsos. 293 (vide nota ao art. o crime deste art. 5575). ■ Consumação: Com a efetiva prática de qualquer das ações. b.7. ■ Ação penal: Pública incondicionada. TJSP. 1038). Tratando-se de selo postal ou vale postal.79. mediante alteração. Ap. ou seja. As ações incriminadas são: a. 293 como no do art. ■ Pena: Reclusão. 293. 295. RT 542/340). E crime permanente nas modalidades de possuir e guardar. 294 e 295 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. pois tal delito resta absorvido pelo art. independentemente da sua utilização ou falsificação (TRF da 1 R. 4. e. Não há punição a título de culpa. adquirir(obter para si). ■ Objeto inequívoco: Configura este crime a apreensão de carimbo. vide nota ao art. 294.2. RT781/553). JSTJ e TRF 48/385. desde que não esteja combinado com o art. que absorve a falsidade e o uso de documento falso. não há se falar em concurso material. sobre a previsão para aumento da pena. Petrechos de falsificação ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Tipo subjetivo: O dolo. RT 606/303). 3. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa.538/78. 294 ficará absorvido pelo do art. Funcionário público Jurisprudência Art. § (STJ. ■ Concurso de crimes: Se o agente usa os petrechos e pratica a falsidade. e multa.

de 14. b. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Falsificar. de dois a seis anos. Selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. ou a autoridade.00 ( DOU de 17. § 22 . 296 Código Penal 584 Capítulo III DA FALSIDADE DOCUMENTAL FALSIFICAÇÃO DE SELO OU SINAL PÚBLICO Art. A falsificação. especialmente os sinais públicos de autenticidade. que tem a significação de apresentar como verdadeiro o que não é. enfeitada. Falsificação de ■ Objeto jurídico: A fé pública. aumenta-se a pena de sexta parte. Incorre nas mesmas penas: I — quem faz uso do selo ou sinal falsificado. de Estado ou de Município. Não inclui o selo ou sinal estrangeiro. ■ Alteração: A Lei n° 9. selo ou sina/ ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. ■ Confronto: Se há falsificação de sinal empregado no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária. na hipótese do inciso I. geralmente metálica. desde que atribuídos por lei. em que o agente faz o selo ou sinal). Ill — quem altera. vide art. para caracterizar o crime. Se o agente é funcionário público. com conhecimento. que constitui a sua marca de tabelião e que não se confunde com a assinatura simples (esta chamada sinal raso).7. o Estado. do CP. Trata-se de peça. 296. mas compreende os de autarquia ou entidade paraestatal. 296.Art. de Estado ou de Município (l). de que o selo é destinado à autenticação de atos oficiais. em segundo lugar. ou a autoridade. logotipos. e multa. O objeto material vem assim indicado: a. ou seja. ■ Consumação: Com a falsificação. fabricando-os ou alterando-os: I — selo público destinado a autenticar atos oficiais da União.983. Não há forma culposa. II — quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. que entrou em vigor noventa dias após publicada. fabricando (é a contrafação. acrescentou o inciso III ao § deste art. falsifica ou faz uso indevido de marcas. deve ser apta a enganar a generalidade das pessoas. § 1 2. com a finalidade de autenticá-los. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. que se usa para imprimir em papéis. ■ Tipo objetivo: O núcleo é falsificar. ou sinal público de tabelião (ll). alterando ( modificação de selo ou sinal verdadeiro). público ■ Sujeito passivo: Primeiramente. Sinal público de tabelião é a assinatura especial deste. A falsificação pode ser feita: a. Se o sinal falsificado é o usado por autoridade pública para fiscalização sanitária. ■ Tentativa: Admite-se. II — selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. 306. Trata-se de crime formal. a vontade livre e consciente de falsificar. ■ Tipo subjetivo: O dolo.7. e comete o crime prevalecendo-se do cargo.00). em qualquer de suas modalidades. O selo aqui referido não tem relação alguma com o selo postal. sem dependência de outro resultado. ou sinal público de tabelião: Pena — reclusão. Selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. É indispensável à tipificação o fim de autenticação de atos oficiais. ou para autenticar ou . o particular even(caput) tualmente prejudicado. caput. b.

de dois a seis anos. Para a doutrina tradicional. ■ Tipo subjetivo: O dolo. /ogotipos. siglas ou outros símbolos. O resultado referido pela lei é alternativo (embora indispensável): prejuízo alheio ou proveito próprio ou de terceiro. ■ Sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput. ■ Tipo subjetivo: O dolo. utilizar de forma imprópria. Aplica-se tanto ao caput como ao § 1°. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. Incrimina-se quem utiliza indevidamente. a tentativa é teoricamente possível. falsificar. ou comprovar o cumprimento de formalidade legal. com conhecimento de que se trata de selo ou sinal falsificado (dolo genérico). Trata-se de delito formal. Nas modalidades de alteração e falsificação. falsificar ou fazer uso indevido de marcas. sujeito ativo e sujeito passivo: Idênticos aos do caput. 296 encerrar determinados objetos. agindo em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. Utilização indevida de se/o ou sina/ verdadeiro(§ //) ■ Objeto jurídico. ■ Tipo objetivo: Aqui. a vontade livre e consciente de alterar. independentemente de causar efetivo resultado. O objeto material compõese de: 1. c. aumentada de sexta parte. I) qualquer uso. Há necesssidade de que o objeto material seja utilizado por órgãos ou entidades da Administração Pública. Trata-se de crime formal. que tem o significado de apresentar como verdadeiro aquilo que não é. do CP. acrescido do especial fim de agir (em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio). 2. o objeto material é o selo ou sinal verdadeiro e não o falsificado. outros símbolos (sinais. mas apenas aquele em que o sinal ou selo público falsificado é usado em sua destinação normal e oficial. ou seja.585 Código Penal Art. Uso de selo ou ■ Objeto jurídico. ■ Consumação: Com o uso do selo ou sinal falsificado. ■ Tipo objetivo: Os núcleos são três: a. ■ Consumação: Com o efetivo prejuízo ou proveito. sabendo que são utilizados pela Administração Pública ou que servem para identificá-la. 4. signos). ■ Objeto jurídico: A fé pública. é o dolo específico. Para os clássicos. Trata-se de crime material. marcas (sinais que se fazem em coisas para reconhecê-las). formando siglas ou palavras). logotipos (conjunto de letras unidas em um único tipo. ou seja. é o dolo genérico. usar indevidamente. especialmente as marcas. pelo próprio agente que falsificou o selo ou sinal. ■ Noção: Se o agente é funcionário público ( vide nota no art. 327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se do cargo (valendo-se do cargo). que consiste na vontade livre e consciente de usar. sig/as ou outros símbo/os (§12. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do caput sina/falsificado ■ Tipo objetivo: Pune-se quem faz uso do selo ou sinal falsificado. parágrafo único. as siglas ou outros símbolos da Administração Pública. a vontade livre e consciente de utilizar indevidamente. art. falsificação ou uso indevido. logotipos. ou seja. . ou identifique estes. ■ Pena e ação penal: iguais às do caput. ■ Pena: A do caput. ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. que tem o sentido de modificar. é fato posterior impunível (ne bis in idem). Alteração. os logotipos. 3. ■ Ação penal: Pública incondicionada. independentemente de resultado (sentido naturalístico). ///) Figura qualificada (§2°) . fa/sificação ou uso indevido de marcas. b. siglas (sinais convencionais). 306. ■ Concurso de crimes: O uso. Não se incrimina (§ 1°. A alteração e a falsificação devem ser aptas a enganar a generalidade das pessoas. e multa. alterar. ■ Consumação: Com a alteração. ■ Pena: Reclusão.

declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. é imprescindível que a falsificação seja idõnea para enganar indeterminado número de pessoas. ou em parte. 296 exige a prova inconteste do dolo. é a contrafação integral. secundariamente.95. Falsificação material de documento público ■ Alteração: A Lei n° 9. ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art. 296 e 297 Código Penal 586 Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: O crime do art. aumenta-se a pena de sexta parte. in RBCCr 12/288).569. São duas as condutas previstas: a.R.Arts. pois não se trata de sinal público (TJRS. § 4 2. pois o falso grosseiro não traz perigo à fé pública. a formação do documento. Se funcionário público. RT470/335). ■ Objeto jurídico: A fé pública.5.983. No todo. 297 pune é a material. há alteração ( modificação) do teor formal do documento.00 ( DOU de 17. as ações de sociedade comercial. 296 do CP é o destinado à autenticação de atos oficiais e não a estampilha usada para arrecadação de rendas públicas. nos documentos mencionados no § 32. de dois a seis anos. Ou alterar documento público verdadeiro.. acrescentou os §§ 3 2 e 4 2 a este art. É a contrafação. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. §32. Para os efeitos penais. e multa. RT 571/394). aquela que diz respeito à forma do documento. o título ao portador ou transmissível por endosso. II. nome do segurado e seus dados pessoais. de 14. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. vide § 1 2 . a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO Art.7.7. Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I — na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. pois o falso inócuo não configura o delito. Falsificar. ou alterar documento público verdadeiro: Pena — reclusão. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. ou seja. a remuneração. Ap. 293 (TJSP. a falsificação de carimbo para reconhecimento de firmas em tabelionatos. no todo ou em parte. Ill — em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. especialmente a autenticidade dos documentos. primeiramente. 26. por inexistência da forma culposa (TRF da 1 2. 297. documento público. II — na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. E que a falsificação seja capaz de causar prejuízo para outrem. no todo ou em parte. os livros mercantis e o testamento particular. documento público. ■ Selo: O selo de que fala o art. 297.00). b. p. ■ Carimbo: Não tipifica o crime do art. Nas mesmas penas incorre quem omite. que entrou em vigor noventa dias após publicada. quando se acrescentam mais dizeres ao documento verdadeiro. Se o agente é funcionário público. § 22. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Falsificar. Em qualquer das hipóteses. e a pessoa em prejuízo de quem foi o falso praticado. cuja falsificação é prevista no art. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. DJU 18. § 1 2 . . 30064. 296. Nesta modalidade.

983. de dois a seis anos. Se a falsificação é de carteira de trabalho. 22 e 7 2 . com a consciência de que pode causar prejuízo a outrem. por sua localização. arts.00. a vontade de falsificar documento público ou alterar documento público verdadeiro. 1959. no art. 168-A. As fotocópias ou xerox não autenticados não podem ser considerados documentos. não poderão ser equiparados a documento público (SYLVIO DO AMARAL. 171 do CP. tais documentos.587 Código Penal Art. traslados. somente ao caput e não aos crimes previstos nos pena (§ f°) §§ 32 e 4 °. se os títulos forem falhos quanto aos seus requisitos essenciais. Os livros mercantis. mas somente "mediante cessão civil. art. ■ Confronto: Se o documento é particular. por funcionário público no desempenho de suas atribuições. subsidiariamente. considerando-se como tal o elaborado. vide art. ■ Pena: Reclusão. 0 testamento particular (não abrange o codicilo). 298 do CP. dando lugar a quatro correntes diferentes (vide. a Lei n 2 9. são equiparados a documento público: a. de acordo com as formalidades legais. como o formalmente público mas substancialmente privado. Se a falsidade é de títulos ou valores mobiliários. na folha de pagamento ou em outro documento de informações destinado a fazer prova perante a Previdên- . determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar (incs. ■ Ação penal: Pública incondicionada. acrescentou o § 3 2 a este art. Se a falsidade é usada como crime-meio para a prática de sonegação fiscal. e. nota Concurso de crimes). b. 25). 266). Figuras equipa. 299 do CP. Quando a falsidade do documento público foi o meio para a prática de estelionato. vide nota ao art. fotocópias autenticadas e o telegrama emitido com os requisitos de documento público. 348 da Lei n 2 4. nota promissória. radas (§ 32 ) punindo com as mesmas do caputaquele que inserir ou fizer inserir. e multa. Não há punição a título de culpa. São alcançados tanto o documento formal e substancialmente público. c. 297. 327 do CP) e comete de aumento de crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. desde que originariamente considerado público e atendidas as formalidades legais exigidas no Brasil. art. Também é incluído o documento público estrangeiro. v. ou seja.492/86. duplicata. deixam de ser equiparados a documentos públicos" ( Comentários ao Código Penal. ■ Concurso de crimes: a. E necessário exame de corpo de delito (CPP. documentos públicos por equiparação legal (§ 2 deste art. 298 do CP. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração.7. p. II e III). quando após certo prazo não mais podem ser transferidos por endosso.737/65. Quanto à diferença que existe entre falsidade material e falsidade ideológica. Na escola tradicional é o "dolo genérico". divide-se a jurisprudência. 299 do CP. esta a absorve. Cause especial ■ Noção: Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. São também documentos públicos as certidões.■ Noção: Buscando tutelar os interesses da Previdência Social e. de 14.). Se a falsidade é ideológica e não material. warrant etc. aumentada da sexta parte. 297 ■ Objeto material: E o documento público. Falsidade Documental. 1978. art. c. b. para fins penais. 158). p. 304 do CP. Documentos públicos por equiparação (§ 22 ) ■ Noção: Para fins penais. I.. Vide. ■ Pena: A do caput. Igualmente. vide nosso comentário no art. d. IX. Como observa HUNGRIA. 2 também. do próprio beneficiário. As ações de sociedade comercial. vide Lei n 2 7. 297). ■ Tentativa: Admite-se. O documento emanado de entidade paraestatal (as autarquias). nos documentos que enumera. Se o documento público falsificado tem fins eleitorais. Esta causa de aumento de pena aplica-se. vide nota ao art. Quanto á noção de Previdência Social. O título ao portador ou transmissível por endosso (cheque. ■ Inciso I: Pune a conduta daquele que insere ou faz inserir. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Prevalece o entendimento de que não há concurso com o crime de uso previsto no art.

■ Inciso II: Incrimina a conduta de quem inserir ou fizer inserir. no art. o nome do segurado e seus dados pessoais. as seguintes informações: a.7. o contribuinte individual. secundariamente. não incidirá a causa especial de aumento de pena do § 1 2 . c. do CP. não havia imposição de pena. que cuida da falsificação de documento público. nos documentos que enumera. 297 não se aplicam a fatos anteriores. b.00. em sua essência. ■ Tipo objetivo: Enquanto o § 3 2 trata de condutas comissivas. ■ Tipo subjetivo: Trata-se de crime doloso.876/99 e n° 10. especialmente a veracidade dos documentos relacionados com a Previdência Social. esta figura equiparada incrimina condutas omissivas. ■ Tipo subjetivo: O dolo. CP. são segurados obrigatórios as seguintes pessoas físicas: o empregado. A omissão empregada pelo agente deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. art. I). por sua localização neste artigo. entre outras. ■ Inciso III: Tipifica como crime a conduta daquele que insere ou faz inserir. Outra figura equiparada (§ 49 ) ■ Noção: Este § 42 foi acrescentado pela Lei n° 9. restaram equiparados a este. II e Ill deste § reproduzem. o empregado doméstico. em documento contábil ou em qualquer outro referente às obrigações da empresa perante a Previdência Social. II e Ill. 11 da Lei n° 8.212/91. 297. no § 32. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. nos documentos enumerados pelos incisos I. atualizada pelas Leis n 2 9. 1 2 e 2 2 ). a vontade de inserir ou fazer inserir. XXXIX e XL. a qual.213/91. os documentos mencionados nos incisos I. que se refere ao conteúdo do documento. ■ Tipo objetivo: Ao contrário do caput. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. distinta) da que deveria ter sido escrita. contudo. Por força dos princípios da anterioridade e da irretroatividade da lei penal maléfica (CR/88. 5°. o segurado e seus dependentes que vierem a ser prejudicados. fictícia) ou diversa (diferente.983. de 14. arts. na CTPS — Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a Previdência Social. o trabalhador avulso e o segurado especial. h e ido revogado art. II e III). A inserção de pessoa que não seja segurado obrigatório (inc. 299. determinados fatos falsos ou diversos dos que deveriam constar. representado pela Previdência Social. a sua remuneração. sob os mesmos títulos. Tratando-se de funcionário público. De acordo com o art. aplica-se apenas ao caput. declaração falsa (contrária à realidade. punindo com as mesmas do caput aquele que omitir. Na primeira hipótese (a) só haverá crime se houver a omissão concomitante do nome dos segurados e de seus dados pessoais (nome + dados pessoais). ou de declaraçôes falsas ou diversas das que deveriam constar.403/02. ou seja. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. Em face da inserção deste § 3 2 no art. II e Ill. para os quais. Não há punição a título de culpa. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direitos. ■ Objeto jurídico: A fé pública. não configura o crime. ■ Irretroatividade: Os incisos I. além dos já previstos no § 2°. nos mesmos documentos elencados no § 3 2 . ■ Sujeito passivo: Primeiramente. Eventual omissão culposa. ■ Objeto jurídico. caput. Vide nota. II e Ill. fruto de negligência. 95 da Lei n 2 8. As condutas previstas nos três incisos são comissivas. ■ Objeto material: São os documentos elencados nos incisos I. objeto material. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Tentativa: Não nos parece possível. . a falsidade empregada pelo agente neste § 3° é a ideológica. o Estado. sujeito ativo e sujeito passivo: Vide notas. sob o mesmo título.Art. ■ Consumação: Com a efetiva inserção de pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. as alíneas g. 297 Código Penal 588 cia Social. ■ Consumação: A partir do momento em que a inserção das informações referidas for juridicamente exigível pela legislação previdenciária e/ou trabalhista. ou de declaração falsa ou diversa da que deveria constar (incs. os crimes previstos no § 3 2 do art.

Pleno. após se apossar dele indevidamente. ■ Fax não autenticado: Não configura o delito do art. RT 746/568). do CP. TRF da 2 ? R.4. RJTJSP 124/471). Não configura o crime a falsificação grosseira que não causa prejuízos a terceiros (TJSP.589 Código Penal Art. também. Contra: Todos os crimes de falsidade são formais e de perigo concreto. quando é falso grosseiro. 299. Não configura o crime a falsidade grosseira facilmente perceptível (STF. ■ Guarda sem uso: Não se configura o crime do art. 13493. incapaz de causar prejuízo a terceiros (TJSP. DJU 24. mv — 123/494. RCr 63.5. pois.576.581. a falsidade deve ser capaz de enganar o homem de inteligência e capacidade estritamente comuns (TJSP.769. Ap. por ser crime de perigo. Ap. DJU 3.9.90. RT778/707).83). não ingressaram no mundo factual e. PJ 44/263).. 6. mv — RT 528/311).446. art. DJU 17.. Não . Vide. não produz efeito jurídico (TJSP. ■ Cheque assinado em branco: O agente que preenche cheque assinado em branco. Contra: tratando-se de títulos de crédito. RT754/743). configura crime impossível por absoluta ineficácia do meio (TFR. nota sob o mesmo título no art. § 29. Não é inócua nem grosseira a falsidade que surtiu efeito durante longo tempo (TJSP. TJPR. independentemente da prova do uso (TRF da 2 ? R. RT759/687). que deve ser grave e iminente. neste estado. 0 impresso sob a forma de guia de recolhimento de prestações previdenciárias não possui as características de documento. RJTJSP 155/304). pois as reproduções fotográficas não autenticadas não constituem documentos (STF.94. RT 606/328.. p. RT514/338). DJU 30. p. in RBCCr 8/227-8. bastando que a falsidade seja hábil para iludir o homo medius (TJSP. 297 (TRF da 2 ? R. 5. 15. o que demanda prova do perigo. ■ Consumação: E crime de perigo e se consuma no momento da falsificação. infringe o art.11. RT 525/332). RJTJSP 78/368). também.788. pois é absoluta a impropriedade de ser o jornal considerado documento para fins penais (STF.6. ■ Placas ou chapas de veículos: Não são documentos públicos (TJSP. 47851.9.. p. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Se o acusado não falsificou a carteira nem foi responsável por sua viciosa expedição. STJ. TJRJ.86.. no mundo jurídico (TJSP. mv — 695/302). Ap.94. Jurisprudência ■ Documento público: É o formado por funcionário público. DJU 15. RT 587/302. JSTJ e TRF62/500-1. 12. TJSP. sem potencialidade danosa (TJSP. deve ser absolvido (TJPR. 297. 13035). ■ I mpressos: Não há crime na posterior reedição de um jornal. 64221). RT605/398). RJTJSP 152/295). DJU 18. TRF da 3 ? R. Ap.. RT 584/315. vide jurisprudência intitulada Competência. inapta a causar qualquer prejuízo. mv — RJTJSP 122/507. idem. PJ48/282). com atribuição ou competência para isso. in RBCCr 7/213. RTJ 108/156. em razão do ofício. RTJ 86/291). Falsidade grosseira.90.5. JSTJ e TRF82/469). RHC 3. 6342). No tocante à competência da Justiça Estadual. mv— RT646/268). TJPR. 297 se o agente falsificou o documento mas o manteve guardado. Assinatura feita sem intenção de imitar é falso grosseiro. RT 589/363). RT 589/399).96.448. Não configura o crime. 9799. ■ Falsidade grosseira: Não é grosseira a falsidade que enganou seus destinatários durante longo período e que só pôde ser descoberta com exame acurado ou por pessoa com conhecimentos especializados (STF.196. Para ser punível.. não há necessidade da imitatio veri. 297 ■ Tentativa: Não se admite. TJSP. configura-se o delito (TRF da 1 ? R. pois não estava credenciado a preenchê-lo (TJSP. DJU 1. p. se os cheques preenchidos não chegaram a ser postos em circulação. para efeito penal (TFR. TRF da 4 ? R. RJTJSP75/317. Vide. p. Ap. RTJ 108/156. RT701/303. 694/312. ■ Xerox não autenticado: Inexiste o crime. 297. Contra: se há possibilidade de causar dano (STF. conseqüentemente. Carnês de contribuição previdenciária são (TRF da 2 ? R. Se forem autenticadas. caput. TJSP. Requerimento endereçado à administração pública não é (TJSP. documentos públicos por equiparação (CP. RJTJSP 103/442. mv — RJTJSP 80/417. que se aperfeiçoa independentemente do uso efetivo (TJSP. RTJ 93/1036). lugar e matéria (STF. 107. p.

■ Concurso com estelionato: A falsificação e uso de cheque caracteriza o crime de falsificação de documento equiparado ao público. Todavia. RT 760/616). ■ Capacidade de prejudicar: Não há falso punível. com o intuito de iludir outras pessoas. 3. Ap.. RT 750/582.90.9. 504/333). 8275).558. TFR. mediante a substituição da foto. em tese. TJSP. 1979. Ap. TJSP. existe concurso material (TJSP. RJTJSP 91/480). pouco importando que a ação física da falsificação tenha sido realizada por terceiro (TJRJ. p. se constituiu manobra para encobrir apropriação anterior (TJSP. DJU 30. RTJ 114/1064.9. RT 525/349). não havendo falar em desclassificação para o crime de estelionato (STF. 3. Ap. TJSP.79. Não configura o crime o falso sem aptidão para causar prejuízo (TJSP. Ap. também. ■ Participação: Aquele que. RT 604/351.79.9. 384. RT 571/308). ■ Co-autoria: Comete o crime de falsidade documental o agente que manda falsificar documento público. ■ Mutat/o //be//% Imputado ao acusado. DJU 18.. 7526. 297. DJU 29. condená-lo pelo delito do art. sem observância do art. 21397. Basta a potencialidade apta a enganar e a prejudicar. sob o título Concurso de crimes. 6953). Como se trata de questão das mais discutidas. Só crime de falso (STF. 539/276. há controvérsia quanto a qual dos dois crimes ficará sujeito: a. TJPR. 4855). fornecendo sua foto. RT 759/687). JSTJ e TRF3/400). fica absorvida por este (TJSP. atua como agenciador de Carteira Nacional de Habilitação falsa. Sem repercussão na órbita dos direitos ou obrigações de quem quer que seja.355. nessa linha. 3.90. que não é absorvido pelo uso na prática de outro crime (TJSP. 297. TJSC. RJTJSP70/336). RT 698/340).Art. DJU 19. comete. II.80. RT 580/316 e 322).377. mesmo não praticando nenhuma das condutas previstas no art. Contra: há concurso formal (STF. que se compõe de etapas e não é passível de execução por um só ato material.863. mv. o falso não é punível. ■ Exame de corpo de delito: É necessário exame pericial. RT620/276. 537/304. p. 304. 2. 6. não é ilícito penal (TJSP. o exame de corpo de delito direto pode ser suprido pelo indireto (TJSP. ainda que de forma indireta. ■ Tentativa: Sendo o crime do art. RT 518/347). 297.6. do CPP (STJ. 297 Código Penal 590 se perfaz o crime. vide. v. RT 571/308. sequer. 91/814). n° 375. § 2°. e desenvolvida a defesa. durante todo o curso do processo. usada como meio para o crime de sonegação fiscal. TFR. TRF da 1 á R. b. Se o documento não foi apreendido. RTJ 111/232. RT 530/395). RT 552/409. o crime do art. não bastando. o crime do art. se constituiu meio para a prática do desfalque (H. PJ 48/308. p. RT 513/357. a confissão do acusado (TRF da 4á R. 297 plurissubsistente. há falsidade grosseira. confirmada pelo acórdão recorrido. p. RT 499/308). b.. pois. sendo dispensável o efetivo dano (TJSP. RT768/658). A sonegação absorve a falsidade de documento público (TJSP. RT 755/550). RT 550/272. RT757/510). . RT 539/284. sendo inapta a contrafação (TJPR.4. RTJ98/852. ■ Concurso com peculato: O peculato absorve a falsidade. Se a carteira de identidade teve o plástico arrancado e a foto substituída por outra. 171 do CP. PJ 47/278). sem a potencialidade de prejuízo para outrem (STF. Ap. FRAGOSO. RT 575/472). admite-se a tentativa (TJSP. previsto no art. jurisprudência na nota ao art. não podia sentença. a não ser que o documento tenha um mínimo de idoneidade material que o torne aceitável (TJSP. ■ Concurso com apropriação indébita: Há duas correntes: a. Só crime de uso (STJ. responde como partícipe. ■ Substituição de foto: O agente que altera cédula de identidade de terceiro. na denúncia. sua colaboração contribuiu para a consumação do delito (TJMG. RT 521/361). 779/548. mv — RJTJSP 120/507. TRF da 2á R. p. Jurisprudência Criminal. caput. sob pena de nulidade ou de não comprovação da materialidade do fato (STF.182. TJSP. RT 758/633). sem ser plastificada novamente. ■ Concurso com sonegação fiscal: Qualquer espécie de falsidade. ■ Concurso com o crime de uso de documento falso: É pacífico que o agente que falsifica e usa não pode ser punido pelos dois crimes (TJSP. 297. DJU 21.

Vide. ainda que o documento seja expedido por repartição pública federal (TJSP. no todo ou em parte. RT 523/443). que não acarreta lesão à União.11. RT 490/291). 2 ti pifica o crime do art. o delito é o do art. Concurso com furto: Se o falso é cometido posteriormente. 11.90.90. mv — RJTJSP 162/305). 581/281). 4. RJTJSP101/500.4. 528/311). DJU3. ■ Reparação de prejuízo: No crime de falsificação de documento equiparado ao público. mv — RJTJSP 113/561. não desloca a competência para a Justiça Federal carteira de trabalho. RT 519/311). 64221. não se admite a extinção da punibilidade pela reparação do prejuízo. configurando-se o art. prevista no art. substituindo-o pelo de outro.679. sob o título Substituição de fotografia em documento.94. 2883. pois se trata de documento emitido por órgão estadual de trânsito (STJ. para vender a coisa ■ furtada. TRF da 3 2 R.3. 2á) E falsidade de documento público. 297 do CP (TJSP. TJSP. CJur 6. Contra: compromete a materialidade e individualização do documento verdadeiro. 297 (TRF da 4 R.196. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR Art. 307 (falsa identidade) e não o do art. p. p. p. ■ Certidão ou atestado escolar: Quanto à falsidade de atestado ou certidão de aprovação ou conclusão escolar. 7791). RT758/547). DJU 23. Ap.96. RT 543/386. p. 1397). p.. a competência é da Justiça Estadual. há duas posições: 1 á) E falsidade material de atestado ou certidão. RJTJSP 157/301. TJSP. mv— RT 573/344. DJU21. pela troca da foto. RT 512/455.. vide nota no art. ■ Competência: Se a falsificação é praticada em detrimento de órgão estadual.80.856. p. adultera registro de inquérito policial. rasurando o documento a fim de excluir o nome do indiciado.90. Súmula 104: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". TFR. sobre ■ Funcionário público (§ 1 4): A exasperação do § 1 2 requer que o agente se tenha prevalecido da função para a prática do crime (STF. 102/401). DJU7. A simples anotação falsa na carteira de trabalho. mv— RTJ 101/559. para matrícula em escola superior ou ingresso em cargo público. 107. TJSP. in RBCCr 16/377 — hipótese de passaporte). mv— DJU 28. RT 707/377). . mas apenas adulterado quanto à fotografia. Ap. in RBCCr6/234. pp. REsp 1. RHC 59.426. TJSP. DJU 12.5. 4741. mesmo que esta tenha ocorrido antes do início da ação penal (STF. Se de taxa rodoviária única. RT774/560). prevista no art. RT 755/550). jurisprudência no art. 301. incorre no art. Configura crime continuado e não concurso material a conduta do agente que falsifica dois documentos públicos na mesma ocasião. DJU 5. RT530/434. da fotografia originalmente constante de certificado de dispensa de incorporação do Exército. 307 do CP.909. p. § 1 2. pelas mesmas condições de tempo e lugar (TJSP.508. por tratar-se de delito formal. De Carteira Nacional de Habilitação é da competência da Justiça Estadual. RT715/435. CComp 6. RT 609/307. é da Justiça Estadual e não da Federal (STF. TJSP. RT 649/266.497. 297 (STJ.89. 560/323. JSTJ e TRF79/327. RT528/346). DJU 2.5. é competente a Justiça Federal (STF. E preciso que pratique o crime em face das facilidades proporcionadas pelo desempenho do ofício (TJSP. há concurso material (TJSC.82.5. p. 592/304. Pleno. RT527/311). ■ Certificado de dispensa do Exército: A substituição. 14630. 297 do CP (TJPR. 298.591 Código Penal Arts.698. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena — reclusão. Documento de estabelecimento particular de ensino: a competência é da Justiça Estadual (STJ. 3640. 297 e 298 ■ Confronto com falsa identidade: Sendo verdadeiro e não forjado o documento de identidade.9. ■ Crime continuado: E crime único e não continuado a falsificação de várias assinaturas para a realização de um único fim (TJSP. por uma do réu. mv — DJU 5. Quanto à competência.94. 299). Falsificar. §1 2 (TJSP. agindo a mando de escrivão-chefe. TJDF. ■ Registro de inquérito policial: A escriturária de delegacia de polícia que. 20126-7). e multa. 297.9. (STJ.3. Ap. 612/316. de um a cinco anos. do CP (STF. também. ED 13. CComp 765. 3621.

a pessoa prejudicada pela falsidade. é importante observar a distinção que existe entre o falso material e o falso ideológico: a. IV. 171 do CP).137/90. o que se frauda é a própria forma do documento. ou que não é a este equiparado para fins penais (art. segundo a doutrina e jurisprudência dominantes. Que tenha autor certo. com consciência da possibilidade lesiva a interesse de terceiro. ■ Ação penal: Pública incondicionada. poderá ser considerado documento particular. O escrito anônimo não é documento. caput). há entendimentos divergentes (vide nota Concurso de crimes. Se a finalidade é sonegação fiscal. Necessita exame de corpo de delito. E necessário que seu conteúdo seja juridicamente apreciável. A simples assinatura em papel em branco não é documento. b. 304 do CP. embora não precise ser indelével. Forma escrita. como também não o é o escrito ininteligível ou desprovido de sentido. ■ Confronto: Se o documento é público. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. contendo exposição de fatos ou declaração de vontade.615/98. aqui. 299. Não se incluem as fotografias. ■ Objeto material: É o documento particular. Exige-se certa permanência. mas seu conteúdo é falso.099/95). 390). Como assinala o mesmo autor. 2. previsto no art. no art. desde que seja idôneo para a documentação. Seu conteúdo deve expressar manifestação de vontade ou exposição de fatos. as gravações. isto é. Se a adulteração é referente a resultado do jogo de bingo. 988). que é alterada. Só é indispensável nas falsidades materiais. insere-se neste art. 297. o que foi comentado com relação à falsificação de documento público (vide nota ao art. Na falsidade material. Se a falsidade de documento público é material. 988/91). de um a cinco anos. Na falsidade ideológica. art. 3. não se considerando documentos os impressos. p. 79 da Lei n 2 9. 299 do CP. Não há forma culposa. a seguir indicado. 298.737/65. ■ Consumação: Com a efetiva falsificação ou alteração. pp. 298 Código Penal 592 Falsificação material de documento particular ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Se a falsificação tem fins eleitorais. ■ Diferença entre falsidade material e ideológica: Por muitas razões. que cria um documento novo. no art. quando nulo por falta de formalidade legal. No caso de reprodução mecânica é indispensável a subscrição manuscrita. se for ideológico. secundariamente. E irrelevante o meio empregado para escrevê-lo. aplicando-se. Lições de Direito Penal — Parte Especial. art. transportável e transmissível. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 297 do CP. ao contrário. Se a falsidade é ideológica e não material. no todo ou em parte. à exceção do objeto material. O próprio dccumento público. que possa ter conseqüências no plano jurídico (idem. Quando a falsidade foi o meio para a prática de estelionato. 349 da Lei n 2 4. ■ Tentativa: Admite-se. . c. a idéia ou declaração que o documento contém não corresponde à verdade. Lei n° 4. Para a lei penal. v. pinturas etc. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 299 do CP. mas se é ideológica. 297.729/65 ou 8. dotado de significação ou relevância jurídica" ( H. § 2 2). Se o falso em documento particular é material. A modalidade do falso (material ou ideológico) repercute no cabimento de incidente de falsidade (CPC. ■ Tipo objetivo: As condutas previstas são idênticas às do artigo anterior. ou é forjada pelo agente. No cível. 1965. Exame de corpo de delito. Relevância jurídica. b. a forma do documento é verdadeira. as reproduções fotográficas (xerocópias) não autenticadas de documentos. vide art. ■ Objeto jurídico: A fé pública.Art. ■ Pena: Reclusão. d. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso. Efeitos da distinção: 1. e. especialmente a autenticidade dos documentos. que consiste na vontade de falsificar ou alterar. 297. considerando-se como tal o que não está compreendido como documento público (art. art. enquadra-se no art. documento "é todo escrito devido a um autor determinado. Deve o escrito ser feito sobre coisa móvel. FRAGOSO. art. 297 do CP). não nas ideológicas. A identificação deve advir da assinatura ou do próprio teor do documento. e multa. Quanto à capitulação penal. são requisitos do documento: a. 89 da Lei n 2 9. ■ Sujeito passivo: O Estado primeiramente. incide no art.

■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade objetivou ocultar apropriação anterior. tranca-se a ação penal. RT519/320).5. RJTJSP 176/320-1). ■ Concurso com perturbação de concorrência pública: Inadmissível a absorção da falsificação de documento particular pelo delito do art. assim como papéis totalmente datilografados ou impressos sem assinatura (TJSP. RT 495/292). jurisprudência no art. ■ Concurso com estelionato: Vide jurisprudência no comentário ao art. 299. n° 237. FRAGOSO. sob os títulos Xerox não autenticada e Impressos. 298 Jurisprudência ■ Documento: As fotocópias e outras reproduções mecânicas. levando-a a registro e arquivamento em cartório. O falso material envolve a forma do documento. não bastando simples rabisco (TJSP. ou alheios a fato com efetiva ou eventual relevância na órbita jurídica (TJSP. enquanto o falso ideológico diz respeito ao conteúdo do documento (STF. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. ■ Falsidade grosseira: O crimen fa/si só existe quando realizado com um mínimo de idoneidade material. alheios à prova de qualquer direito ou obrigação. também. Basta a possibilidade de causar dano (TJSP. visível. Não podem ser objeto de falso os documentos juridicamente inócuos. na ideológica. ■ Concurso com crime de tóxico: A falsidade de receita médica para a compra de entorpecentes é absorvida por esta (TJRJ. isto é.95. necessário para tornar possível a aceitação do falso por verdadeiro e enganar não apenas um indivíduo ou um grupo determinado de pessoas. RTJ 124/976). mas a coletividade em geral (TJSP. na confecção desta e não quando do registro (STF. ■ Consumação: Consuma-se com a efetiva falsificação ou alteração. Vide. cometem apenas o crime do art. RT 580/322). v. RT 774/586). 335 do CP (TJSP. RT513/367). 297 do CP. 1979. e não à forma. do documento. o do art. RF257/295). 298. RT 571/308. no caso de escritura. RJTJSP 181/270. ■ Papel assinado em branco: É falso material e não ideológico a conduta de quem se vale de papel assinado em branco para forjar documento que não lhe fora confiado para posterior preenchimento (TJSP. RHC 3. TJSC. para criação de novo sindicato. TJSP. RJTJSP 104/440. RTJ 105/960). porém. RT571/310). mas não havendo prova da autoria do delito. forjada ou criada. e não a partir de sua utilização. Os representante sindicais que procedem à lavratura de ata de assembléia. ■ Distinção entre falsidade material e ideológica: Na falsidade material o que se falsifica é a materialidade gráfica. RT637/265). RT 528/321). ■ Concurso com crime de uso: Não há concurso entre falsidade e uso do documento falsificado (TJSP. Se o papel firmado em branco não foi confiado ao agente. ■ Autoria da falsidade: Estando comprovada a falsidade da assinatura da vítima na alteração do contrato social da empresa.593 Código Penal Art. RT 510/348). 171 do CP. Não se configura a falsidade se o agente não teve a menor preocupação de imitar a letra da vítima (TJSP. sem prejuízo do oferecimento de nova denúncia. ■ I mitação do verdadeiro: E necessária a imitação do verdadeiro. visto que a alteração falsificada foi submetida a registro na Junta Comercial (TJSP. quando não autenticadas. RTJ 122/557). valendo-se de identidade alheia. Vide jurisprudência na nota ao art. Jurisprudência Criminal. RT 522/359). também. é ação posterior irrelevante (TJSP. não são documentos por sua inaptidão probatória (STJ. 13493). p. . A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. Quando esta é alterada. 297 do CP. e não. DJU 30. Não há. Quem cria documento. PT770/551). é seu teor ideativo ou intelectual (STF. 616/295. mas este dele se apossou. necessidade de que resulte prejuízo efetivo (TJSP. JC 69/515). que não ocorreu. 651/260). comete falsidade material e não ideológica (TJSP. RT 507/341). ■ Capacidade para prejudicar: Não há falsidade sem capacidade para causar prejuízo (H. RT729/522. II. RJTJSP 108/471). 514/321). se apurada a autoria ou mesmo para imputação do crime de uso de documento falso.446. RJTJSP 157/304. o crime é de falsidade material e não ideológica (TJSP. pois as declarações falsas contidas na ata compõem o próprio documento particular falso (TJSP.

e multa.743. São três as modalidades alternativamente previstas: a. e multa. não menciona) fato que era obrigado a fazer constar. 12047). torna-se este indispensável e sua falta induz nulidade absoluta. não precisando. vide parágrafo único. e tenha por objeto fato juridicamente relevante. secundariamente. A conduta é omissiva. O comportamento é semelhante. fazendo com que outrem insira a declaração falsa ou diversa. o objeto material é o documento público (vide nota ao art. ser quem redige o documento. que se refere ao conteúdo do documento. e não o falso material (vide. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. insere (faz constar. Se o agente for funcionário público. é indispensável que a falsidade seja capaz de enganar. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 299 incrimina é a ideológica. e reclusão de um a três anos. com o objetivo de ingressar em instituição de ensino superior. diretamente. Se o agente é funcionário público. O agente.099/95). DJU 2. Fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. se o documento é público. Inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. IV.85. o Estado. ■ Competência: Compete à Justiça Federal processar e julgar o crime do art. a fim de justificar faltas ao trabalho. Em qualquer das modalidades. ou seja. RTJ 122/557). p. posto que o exame é essencial à apuração da verdade e à decisão da causa (STF. 89 da Lei n° 9. 297 e § 22 do CP) ou o documento particular (vide nota ao art. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena — reclusão. necessariamente. Fa/sidade ideológica ■ Objeto jurídico: A fé pública. seria suportado exclusivamente pela empregadora. especialmente a genuinidade ou veracidade do documento. RTJ 121/110). 298 e 299 Código Penal 594 ■ Exame de corpo de delito: O crime de falsidade material requer exame de corpo de delito (STF. em documento público ou particular. coloca) declaração falsa ou diversa da que devia ser consignada. b.8. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput (art. Omitir declaração que dele devia constar.Arts. comentário com o título Diferença entre falsidade material e ideológica). de um a cinco anos. O agente omite (silencia. FALSIDADE IDEOLÓGICA Art. configurando o interesse da União (art. "é mister que a declaração falsa constitua elemento substancial do ato ou documento". 109. embora particular. Contra: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". da CR/88) (STF. Parágrafo único. c. No crime deste art. Se o prejuízo causado pela falsificação de atestado médico do INAMPS. pois está sujeita à fiscalização federal. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. sua falsificação é de documento público (STF. Estando os documentos à disposição para exame. a pessoa prejudicada pela falsidade. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. Omitir. se o documento é particular. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. mas o agente atua indiretamente. RJTJSP 174/307). pois "uma simples . declaração que dele devia constar. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. RT 747/603). aumenta-se a pena de sexta parte. 298. 298 do CP). ■ Reconhecimento de firma: Mesmo em documento particular. no art. 298 do CP. 299. com o fim de prejudicar direito. RHC 62. 299. ■ Tipo objetivo: A falsidade que este art.

e multa. 33 da Lei n° 9. caso contrário. 241 do CP. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante").137/90. criar obrigação ou alterar a verdade (vide Tipo subjetivo). o falso será material.898/81 inseriu no art. parágrafo único. 66 da Lei n° 9. 130). não é pacífica na doutrina a sua caracterização como falsidade ideológica (contra: BENTO DE FARIA. simples preterição de formalidade etc. Direito Penal. 237). ■ Tentativa: Admite-se. 1959.605/98. e JÚLIO F. de um a cinco anos. p. Código Penal Brasileiro. Direito Penal. Na hipótese de abuso de folha assinada em branco.■ Duas são as hipóteses: a. de pessoa física ou jurídica inexistente (Il) e de pessoa jurídica liquidada de fato ou sem representação regular (Ill). art. reclusão. caracteriza o crime do art. ■ Falsidade de registro civil (registro de filho alheio como próprio): A chamada adoção à brasileira. Se o documento é particular.729/65 ou 8. São assentamentos os indicados na Lei n° 6. Tratando-se de afirmação falsa ou enganosa. ■ Remição de pena: Declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido. inserir ou fazer inserir. A alteração da verdade deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade para prejudicar direito. ■ Confronto: Se o fim é sonegação fiscal. que a Lei n° 6. p. também não admitindo a tentativa na modalidade de inserir. segundo orientação dominante. por parte de funcionário público em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental. Todavia. IV. ou omissão da verdade. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". 304. vide nota ao art. 64 da Lei n°8. art.015/73. ■ Microempresa: Nos termos do art. in RT 667/250). Lei n° 4. ■ Consumação: Com a efetiva omissão ou inserção. MAGALHÃES NORONHA. 1995. 299 do CR ■ Contas bancárias "fantasmas": Segundo o art. calas (parágra.595 Código Penal Art. reclusão. inócuo. o falso ideológico deve ter a finalidade de prejudicar direito. sob igual título. v. será "um dado supérfluo. de um a três anos. Quanto ao concurso com estelionato. Se a falsidade ideológica é para fraudar a fiscalização ou o investidor de títulos ou valores mobiliários. objetivando os benefícios da mesma. mera irregularidade. 299 mentira. 1995. Se a fo ún/co) falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. e multa..841/99. v.492/86.383/91. contra. vide art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 242 do CP (vide nota a esse artigo). Como consigna a lei. a falsidade de declaração prestada. que consiste na vontade livre e consciente de omitir. e a falsidade posterior ao parto suposto ou à supressão ou alteração de direito de estado de recém-nascido. VII. constitui o crime do art. Manual de Direito Penal. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 54. 299 do CP (LEP. b. 242 do CP. Se há fins eleitorais. p. 9 2 . p. salvo na modalidade de omitir declaração (nesse sentido: DAMÁSIO DE JESUS. Não há forma culposa. indiferente" ( MIGUEL REALE JÚNIOR. vide art. 242 do CP. MIRABETE. ■ Pena: Se o documento é público. p.327 do CP) e comete o crime prevalecendo-se (valendo-se) do cargo. exige-se que se trate de papel entregue ou confiado ao agente para preenchimento. 299. caso contrário. antes enquadrada neste art. Quanto à simulação. 166. não constituirão" ( MAGALHÃES NORONHA. IV. . vide Lei n° 7. responderão como co-autores de crime de falsidade o gerente e o administrador de instituição financeira ou assemelhada que concorrerem para que seja aberta a conta ou movimentados recursos sob nome falso (/). 1995. o delito do art.737/65. v. é atualmente objeto de definição penal especial. a inscrição de nascimento inexistente configura só o crime do art. 171 do CP. 53). v. 350 da Lei n°4. Se o agente é funcionário público (vide nota ao art. 1985. Ill. e o elemento subjetivo do tipo referido pelo especial fim de agir ("com o fim de prejudicar direito. 163). Direito Penal. Se o crime é o de registro de filho alheio como próprio. v. ■ Concurso de crimes: Não há concurso com o crime de uso do art. Figuras qua/ifi. art. IV.

Art. JSTJ e TRF89/415). RT672/292. IV. Quando esta é alterada. aumentada de sexta parte.10. que estas são testemunhas da declaração e não do fato declarado.4. já que tal afirmação dependia de averiguação por parte do funcionário (TJSP. TRF da 3 R. feita em documento público ou particular. JSTJ e 165/121). 2 RJTJSP 124/524-7. de comprovação. forjada ou criada. HC 278. RJTJSP 84/384). em pedido de concordata (TJSP. e por esse motivo. enquanto a ideológica diz respeito ao conteúdo do documento (STF. RT 649/247).R. á ■ Consumação: Consuma-se pela inserção da declaração falsa (TRF da 4 R. RT 719/390. A falsidade ideológica concerne ao conteúdo. por sujeitar-se à pronta averiguação (TJSP.481. 24.. RCr 17. Não há crime de falso na petição de advogado que . pois aquela declaração não é documento (TJSP. contendo informação falsa sobre a residência do requerente (TRF da 1 á R. c. Jurisprudência ■ Distinção entre falsidade ideológica e material: A falsidade material envolve a forma do documento. RJTJSP 81/367). que é o fim de prejudicar direito.2d. TRF da 1 2 R.988. A declaração de não estar respondendo nem ter respondido a nenhum inquérito policial. RTJ 105/960). ainda. o falso é material e não ideológico (TJSP. Vide. in Bol.90. ■ Concurso de pessoas: Note-se. ■ Tipo subjetivo: O crime de falsidade ideológica só se perfaz como dolo específico (STF. interpretando que a possibilidade de verificação da verdade só se aplica quando esta é apurável por meio de confronto objetivo e concomitante da autoridade (STF. e não à forma. RTJ 115/171. ■ Pena: A do Caput.. 0 pedido de registro de nascimento sujeito a verificação judicial (TRF da 4 . 157/304. Assim. JSTJ e TRF77/486). 299 Código Penal 596 ■ Prescrição: Tratando-se de falso em registro civil. A declaração prestada por particular ao funcionário. 7839). ■ Requerimento ou petição: Ainda que contenha informação inverídica. h.. mv— RT691/342. RT701/317. vide nota ao art. ■ Falsidade "culposa": Não há falsidade ideológica culposa (TJSP. RJTJRS declaração cadastral não é falsidade ideológica. de que o título extraviou-se (TJSP. a falsidade a identificar-se é a material (TJSP. 0 preenchimento de questionário junto ao Banco Central. RT 537/272). g. RT 792/722). IBCCr 100/524). f. 24360-1).. RT733/543). TJMG. Se o agente cria documento. no caso de declaração perante o registro civil.. não caracterizam o delito: a. O requerimento dirigido à OAB para fins de registro. RT 537/301). 590/334. 166. pp. mas se valendo de identidade de outrem. 4. RT 525/349). 111. A falsa declaração em requerimento de atestado de residência (TJSP. mv RTJ 143/129-30). b. RT779/548.701-3/0.00. Ap. RT602/336. Ap. j. RT 519/363). p. A declaração.15. para produzir efeito jurídico com força probante. sob pena de inépcia (TJSP. TJMG. A declaração prestada pelo agente de que o protesto referia-se a homônimo (TJSP. RT779/634. TJRS. DJU ■ Documento sujeito a verificação ou comprovação: Não existe falso ideológico em documento sujeito a verificação (TJSP. se depender. RT508/327). deve valer por si só. A simples declaração de endereços falsos em TRF38/481. RJTJSP 170/297.762-3/1 in Boi IBCCr 89/441. 2 com vistas a se habilitar a cargo de mando em instituição financeira (TRF da 3 R. não é idônea para configurar o crime de falsidade ideológica (TJMS. para tais fins. 491/292). TJSP. Não pode haver participação culposa (TJSP. RJTJSP 107/432). RJTJSP 170/297)..2. Não há falsidade ideológica sem consciência da falsidade (TJSP. TRF da 3 2 R. Serão partícipes do crime só se tiverem agido com conhecimento da falsidade. mv— DJU25. A inserção em carteira de trabalho de falsos vínculos empregatícios. ou a declaração de não possuir títulos protestados. 298 do CP. na presença de testemunhas. A denúncia deve referir-se ao elemento subjetivo. mv— RJTJRS 165/78. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante (TJSP. 543/331).. JSTJ e TRF39/451. TJRS. RT 513/367). 642/283. do CP. simples requerimento ou petição não é considerado documento para efeitos penais (TJSP. RT 524/344). e. com o fim de obter emprego em empresa privada. jurisprudência com igual título no art.90. Há ressalva.

11. 15. p. se o falso era grosseiro. RT 609/319. RT760/593). 15894. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. RT767/584). ou era ineficaz. RT 559/368). objetivando permitir o licenciamento de veículo em local diferente do imposto pela legislação de trânsito. p. ■ Dano potencial: a. in RBCCr6/234). não constitui ilícito penal. TJSP.. 765/592. ao menos.96. p.. Ainda que mal explicada. 256. 299. se não havia possibilidade de prejuízo. se o papel fora confiado ao agente. isoladamente.94. b. não apresentam. Ap. j. restringem-se as conseqüências da hipótese aos arts. porquanto as falsificações. ■ Nota promissória assinada em branco: 0 preenchimento do valor e data de vencimento de nota promissória assinada em branco pela vítima e deixada com a acusada. Ap. RT760/681).071. TJSP. mv— RT 523/326). com intuito de afastar óbice à percepção do seguro. se os documentos não estão revestidos das características que os tornam hábeis a enganar (TJSP. não configura o crime do art. RT 641/388.173. 17. e não o filho menor.99). 0 fato jurídico relevante não basta ser indicado apenas hipoteticamente. 81. TJSP. RT613/311). reprodução fotográfica. RJTJSP 81/365).85. praticando falsidade ideológica o pai que. 64215. 299 a falsidade de documento particular de cessão ao portador de direitos hereditários. DJU 27. pois tal cessão só se opera mediante escritura pública (TJSP.9.597 Código Penal Art. O falso ideológico exige que seja verossímil (TJRJ. potencialidade lesiva (TRF da 4 2 R.8. TJMG. vide nota ao art. p. Configura-se. 25938. STJ. por ser o seu uso inócuo (TRF da 32 R. JSTJ e TRF38/481). Não há crime de falso ideológico se inexistiu dano. mv— DJU 17. pois esta não quis prejudicar direito. Não há crime. mas se este se apossou do papel. Não é falso ideológico a assinatura verdadeira de fichas em branco (TJSP. RT543/321. RJTJSP 175/148). 1 0. sob o título Papel assinado em branco. ainda que não resulte efetivo prejuízo ou lucro (TJSP. 298 do CP. potencialidade de dano (TJSP. 299 nega a autenticidade de assinatura verdadeira. mv — RJTJSP 81/366). TRF da 22 R. TJSP. RT585/334). já que não é potencialmente lesiva nem prejudica direitos ou cria obrigações (STJ. ■ Crime único: Não respc idem por falsidade em concurso material os agentes que se utilizam de oito falsificações para instruir um único pedido de autorização para sorteio de carros. e 18 do CPC (TJSP.995-3/3. que estava dirigindo (STF. em vista do fim a que se destinava (TJRS. II.2. ■ Microfilme: Inexiste a materialidade do delito se o documento é apenas um microfilme.92. RJTJSP 157/304). DJU 2 19. ■ Assinatura de papel em branco: O preenchimento de folha de papel assinada em branco é falsidade ideológica. pois não beneficiou o agente nem prejudicou terceiros (TJSP. bastando a potencialidade de evento danoso (STF. a existência de dois boletins de ocorrência a propósito do mesmo fato não constitui falsidade ideológica. . Ap. A falsidade inócua. embora contenha em si ostensivamente o requisito da alteração da verdade documental (TJSP. JSTJ e TRF 35/339.963. neste caso. o dano é pressuposto da falsidade (STJ. 6. RT531/328). A conduta do agente que presta declaração inverídica a respeito do seu domicílio. Quanto ao abuso de folha assinada em branco. Não tipifica o crime do art. não caracteriza o delito do art. sem qualquer repercussão na órbita dos direitos e das obrigações de quem quer que seja. RT641/388. TJMG. 4798. afirma ser ele. como garantia de jóias entregues em consignação. ■ Inidoneidade do falso: E impunível a falsidade ideológica que não tenha. TRF da 3 R. é falsidade material (TJSP. RT 520/370). A falsidade ideológica não exige dano efetivo.. Não há crime. mas apenas ressarcir-se daquilo que achava justo (TJSP. RT553/401. ■ Boletim de ocorrência: E documento público. DJU 3. RT 783/582). JM 131/480). Ap. RT 763/705). 299. RJTJSP 174/314-5. 299. CEsp. RT704/410. RT 499/307)... que não pode dar ensejo à responsabilidade penal (TRF da 22 R. incapaz de enganar e causar prejuízo (TFR.9. mv— JSTJ e TRF 52/203-11). ■ Capacidade para enganar: Inexiste o crime do art. se os documentos não apresentam contradição e um deles não foi subscrito pelo acusado (TJSP.

E ensinamento doutrinário que sobre o fato doença é que o falsum deve versar. através de "cola eletrônica". ■ Mandado de intimação: Não caracteriza o crime do art.11. p. após solicitação de autoridade policial. ■ Defesa prévia: Não configura falsidade ideológica a apresentação de defesa prévia com rol de testemunhas presumidamente fraudulento. de gabaritos em vestibular não tipifica crime de falsidade ideológica. opina pela necessidade de tratamento ou de repouso. inserida ou feita declaração falsa diversa da que deveria ser escrita.. 301 do CP. RT 605/269). identificando o código da doença. mv— JSTJ e TRF 52/203). 4. pois reprodução fotográfica não autenticada não constitui documento (TJSP.6. ■ Passaporte: Caracteriza o delito do art. a eventual fraude mostra-se. também. CEsp. não configura falso ideológico (STJ. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. ou seja. sob pena de inércia (TJPR. ■ Xerox não autenticado: O agente que. 299 do CP (TJSP. não configura o delito deste art. RT784/603). ■ Exame pericial: A falsidade ideológica dispensa a prova pericial (STF.. 299 o fornecimento. RT 690/320). ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art.419. por prevalecer a data firmada por oficial de justiça. mas sim o do art. 299 do CP (TJSP. DJU 1. 4. p. que não existe in incertam personam (STJ.. para emissão de passaportes. A denúncia deve abranger. RT 776/530). na verdade.. TRF da 1 2 R. mv— RT758/502.140. 242 e não mais pelo art. não sobre juízo de convicção (TJMT. Contra: depende. ■ Depoimento pessoal: A omissão da verdade ou inverídica declaração. TJSP.10. ■ Relevãncia: A falsificação precisa ser relativa a fato juridicamente relevante (TJSP. RJTJSP 183/294). RJTJSP 170/336. DJU 26. além dos elementos materiais que configuram o crime. pp. HC 84. RCr 4. ■ Vestibular ou concurso público: O preenchimento. ■ Registro de menor "adotado": O registro de filho alheio como próprio passou a ser tipificado pelo art. DJU 4. não se enquadra no art. 5314). in RBCCr 10/221). tendo em vista o preceituado no art. em depoimento pessoal. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Não tipifica falsidade ideológica o atestado médico que.81. HC 84. ■ Habilitação de casamento: A declaração feita em processo de habilitação de casamento.95. Ap. RT595/336).140. RT 613/311). TJMG. 130 da LEP (TJSP. RT 780/707). DJU 17. sem potencialidade para prejudicar direito. RT781/648). 299. de que o pai da noiva encontrava-se em lugar ignorado há mais de quinze anos. 299 Código Penal 598 ■ Denúncia: Não basta que a denúncia indique o elementar "fato jurídico relevante" apenas hipoteticamente (STJ. não comete o crime de falsidade ideológica nem de uso de documento falso.90. 3027.81.2. p. 24360-1).2. DJU 1. 299 a aposição de data falsa de intimação em mandado judicial. pois neles não foi omitida. RT 783/754). 3027.. esta fora apreendida (TJSP. JM 131/480). RTJ 125/184. Ap.988. p. apresenta simples fotocópia de carteira da OAB pertencente a pessoa já falecida e preenchida com os dados pessoais do acusado.95.102. que goza de fé pública (TRF da 3 2 R.Art. 11957. ■ Diploma superior: A falsidade ideológica de diploma de estabelecimento de ensino superior apto a receber registro no MEC é de documento público (TRF da 4á R. 299 (TJSP. RT 651/306). de dados pertencentes a pessoas diversas daquelas cujas fotografias foram apostas nos documentos. RT546/344). a descrição do elemento psicológico do tipo. 0 fato . 39 do CP) não configura o delito do art. ■ Declaração de pobreza: Firmada pelo acusado para beneficiar-se da justiça gratuita. por não possuir a peça processual natureza de documento (TRF da 3 2 R. conforme a sua modalidade (TFR. in RBCCr 10/221). visto que estes são autênticos em sua forma e falsos em seu conteúdo (TRF da 1 2 R. ou sobre fatos a respeito dos quais o documento não se destina especificamente a provar: era caso de pessoa que alegara haver perdido a carteira de habilitação quando. em que consistiu o fim do agente. Não constitui falsidade a mentira em declarações meramente enunciativas. insuficiente para caracterizar o estelionato.

6270. RT697/288. 171 do CP. que só se costuma reconhecer em casos de testamento de próprio punho. RT643/330). enquanto letra é o manuscrito todo da pessoa. Não há punição a título de culpa. ■ Concurso com falsa identidade: Se o acusado compareceu em juízo sob falso nome. certificar). como delito-fim (TJMG. ■ Competência: Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino". 299 e 300 enquadra-se. Fa/so reconhecimento de firma ou letra ■ Objeto jurídico: A fé pública. de um a cinco anos. visando evitar descoberta de seus antecedentes criminais. a competência é da Justiça Estadual (TJSP. absorve aquele (TRF da 5 R. em face da alteração que lhe introduziu a Lei n° 6. no art. Se o documento ideologicamente falso destinado à obtenção de benefício previdenciário sequer chegou a ser usado perante o INSS.898. especialmente a autenticação de documentos. RJTJSP 154/285). Consiste na vontade livre e consciente de reconhecer firma ou letra que sabe ser falsa. no art.4. TJSP. como verdadeira. de 30. agora. para beneficiar o menor (vide jurisprudência na nota ao art.778. ■ Sujeito passivo: Primeiramente o Estado. ■ Concurso com apropriação indébita: Se a falsidade da autenticação da guia "DARF" teve por finalidade tornar viável o cometimento de apropriação indébita. Pune-se o reconhecimento como verdadeiro de firma ou letra que não o seja. vide art. e multa. o falso ideológico é absorvido por aquele crime (TFR. ativa ou passiva. se o documento é particular. Na doutrina. este delito. firma ou letra que não o seja: Pena — reclusão. DJU9. .599 Código Penal Arts. RT 767/718). ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário com fé pública para reconhecer (crime próprio). atribuído a empresa privada".3. ainda que eventual. ■ Concurso com estelionato: Há quatro correntes diversas ( vide. 307 do CP (TJSP. ou na dúvida quanto à sua autenticidade. ■ Tipo objetivo: 0 núcleo é reconhecer (atestar. ■ Confronto: Se há fins eleitorais. também. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. nota Concurso de crimes). ser absorvida pelo falso ideológico. deve a corrupção.87.. Firma é a assinatura.099/95). a pessoa prejudicada. se o documento é público. ■ Concurso com corrupção: Em se tratando de delito-meio.81. secundariamente. sob os títulos Autodefesa e Para ocultar o passado. 307. Súmula 62 do STJ: "Compete à Justiça Estadual processar e julgar o crime de falsa anotação na carteira de trabalho e previdência social. jurisprudência no art. a competência é da Justiça Estadual (STJ. ■ Concurso com sonegação fiscal: Se usado para sonegação fiscal. e de um a três anos. e. desclassifica-se para o art. ■ Consumação: Com o efetivo reconhecimento. Antes era dominante a orientação que decidia ser atípica a conduta de registrar filho alheio como próprio. 531/320). embora possa haver partícipe sem essa qualidade. tanto no caso de documento público como particular (art. RT 729/507). RJTJSP 174/314). 242 do CP. FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA Art. Vide. ■ Tipo subjetivo: Exige-se o dolo. 352 da Lei n° 4. 89 da Lei n° 9. considera-se indiferente ser o reconhecimento feito por semelhança. HC 6.737/65. autêntico ou indireto. Reconhecer. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 242 do CP). Inocorrendo lesão aos serviços da União. 300. p. no exercício de função pública. sem dependência de outra conseqüência (delito formal). e multa. como crime-meio.

RT512/333). sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. além da pena privativa de liberdade. para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 9. ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro. mv— RJTJSP78/384). de um a cinco anos. e multa. 301. 2 em vigor a partir de 12. no § 1 e na combinação de ambos com o § 2 2 (art. de 12. em razão de função. aplica-se. Se o documento é particular. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. pelo confronto com a firma constante dos registros do cartório. RT 524/458). ■ Formas de reconhecimento: O art. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção.Arts. no todo ou em parte. parágrafo único. 2 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. independentemente do fim dado ao documento em que a firma foi reconhecida (STF. mesmo que combinado com o § 2 . de três meses a dois anos. cumpre à acusação mostrar a dessemelhança. caput. § 2°.099/95). Atestar ou certificar falsamente. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos empregados: atestar ou certificar. Jurisprudência ■ Dolo: O crime só é punido a título de dolo. o reconhecimento. ■ Ação penal: Pública incondicionada. da Lei n° 10. atesta ou certifica falsamente. ou qualquer outra vantagem: Pena — detenção. de dois meses a um ano. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. ■ Sujeito passivo: O Estado. em razão de seu ofício (crime próprio). especialmente a das certidões e atestados. RJTJSP94/407). de um a três anos. 300 e 301 Código Penal 600 ■ Pena: Se o documento é público. sem ressalva ou explicação. Quanto . 100 do CP. E nula a denúncia omissa a respeito do dolo. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no Assim.02. fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. 2 transação também cabe no § 1 2 . faz presumir que foram dadas por autênticas (STF. CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO Art. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. reclusão. entendemos que. atestado ou certidão. a art. Falsificar.1.259. FALSIDADE MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO § 1 2.259/01. 5 2 . Certidão ou atestado ideo%gicamente fa/so (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. pois não existe o crime do art. e multa.099/95). Em face do princípio da isonomia (art.7. reclusão. a culpa não é punida na esfera penal. 300 do CP não faz distinção entre os modos que os praxistas ou as fórmulas tabelioas enumeram. a partir da vigência da Lei n° 10. ■ Reconhecimento por semelhança: Se o reconhecimento da assinatura foi feito por semelhança. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. Se o crime é praticado com o fim de lucro. 300 sem procedimento doloso do agente (TJSP.01. a de multa. Pune-se o funcionário público que. da CR/88) e da analogia in bonam partem. que compreende a ciência da falsidade da assinatura reconhecida. 2 ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o § 2 (art. em razão de função pública. 89 da Lei n°9. caso existente (TJSP. só na civil (TJSP. RF 193/327). 76 da Lei n° 2 . ■ Consumação: Consuma-se com o reconhecimento. De acordo com o art.

■ Consumação: Com a efetiva falsificação (total ou parcial) ou alteração. in RBCCr 15/409). 301 do CP é uma modalidade mais brandamente apenada de falsificação de documento público ou falsidade ideológica cometida por funcionário público. entendida como da mesma natureza das demais. p. p. mas a vontade é de falsificar ou alterar. poiso parágrafo é fração do artigo (TRF da 1 á R. 297 do CP (vide jurisprudência na nota ao art.. e 299. 1978. 1995. com consciência de que poderá propiciar vantagem a outrem. a falsidade é ideológica. ■ Pena: Detenção. a lei diz. é o "dolo específico". 301. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Diferença: No caput do art. ■ Tipo objetivo: Ao contrário da figura prevista no caput. O campo de aplicação dos arts. em que o falso é ideológico. 1959.96. visando à obtenção de vantagem funcional. Comentários ao Código Penal. Fa/sidade materia/de atestado ou certidão (§ 1°) ■ Objeto jurídico e sujeito passivo: Iguais aos do caput. 301.11.024. 297. 103177. DJU 13. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). 177. DJU3. 293. IX.96. p. p. Falsidade Documental.4. Julgados 78/262). que indica o elemento subjetivo do tipo. Não há punição a título de culpa. o falso é material (TACrSP. ■ Tipo subjetivo: Semelhante ao do caput. de três meses a dois anos. § 1 2 .601 Código Penal Art. limita-se àqueles documentos emitidos pelos órgãos da administração pública que não caibam dentro dos conceitos de "atestado" e "certidão" (TJSP. MAGALHÃES NORONHA.. isenção de ônus de serviço de caráter público.013. ■ Pena: Além da privativa de liberdade. v. p. 131).96. a consumação ocorra com o uso do documento. Se o Figura qua/if/cada pelo fim de lucro (§29 Jurisprudência . p. para alguns julgados. 28541). O objeto material é igual ao do caput. no todo ou em parte. 6. Também inexiste forma culposa. 610. ou qualquer outra vantagem. Embora a cláusula final "ou qualquer outra vantagem" seja. ■ Certidão ou atestado escolar: Há duas orientações jurisprudenciais diferentes. Tratando-se de falsificação de certificado ou diploma de conclusão de curso. embora. parágrafo único.01. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Consumação: Com a efetiva atestação ou certificação. geralmente. é o tipificado no art. contra: BENTO DE FARIA. 297 do CP (TRF da 2 á R. p. in RBCCr 14/428-9). ou altera o teor de certidão ou atestado verdadeiro. 301 não são crimes autónomos. e não no art. para matrícula em estabelecimento superior.5. a interpretação não é pacífica (SYLvIo DO AMARAL. exemplificativamente: fato ou circunstãncia que habilite alguém a obter cargo público. 27211.0481859/DF. Ap. ■ Confronto: O art. 0 caput e o §1 2 do art. Direito Penal. 297 do CP). Ap. aplica-se. VII. 1. A respeito dos núcleos falsificar e alterar.97. § 1 2 . ■ Alcance: Aplica-se tanto ao delito do caput como ao do § 1 2 . DJU 26. vide nota ao art. Código Penal Brasileiro. Ap. também a de multa. § 1 ° (TRF da 5 R. enquanto no § 1 2 . em face do princípio da especialidade (TRF da 5 r R. 301. ■ Certidão Negativa de Débito (CND): O crime de alteração de CND. ■ Pena: Detenção. 1959. IV. v. RSE 97. Para os tradicionais. que consiste na vontade de atestar ou certificar falsamente. p. com vistas à averbação de construção de imóvel. Trata-se de especial fim e agir. ■ Ação penal: Pública incondicionada. in RBCCr 21/309). 301 ao que se atesta ou certifica.. 6715. RT 650/282).. ■ Tentativa: E problemática a sua admissibilidade. neste art. Predomina a opinião de que a falsa atestação deve ser originária e não cópia falsa de documentos oficiais ( HUNGRIA. nesta a falsidade é material: o agente falsifica. 58). 297 do CP. ou no art. a tipificação é a do art. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Tipo subjetivo: Se o crime é praticado com fim de lucro. DJU 21. v. ti pificando a falsidade de atestado ou certidão escolar. 301. de dois meses a um ano.00. § 1 2 .2.

A falsidade deve ser praticada por escrito (pois se trata de atestado) e relacionada com o exercício médico do atestante. é crime comum e o sujeito ativo pode ser qualquer pessoa (STJ.8. RT 519/362). embora permanentes sejam os seus efeitos.10. mv — RT 533/311.00. entregar) atestado falso. § 1 2 . in RBCCr 10/221-2). tendo em vista o preceituado no art. ■ Competência: E da Justiça Estadual. TRF da 2 2 R. 301 (TJSP. mas sim o do art. especialmente com relação aos atestados médicos. 301 (TACrSP. Dá-se a sua consumação com o ato inicial do uso ou utilização do documento ideologicamente falso (TJSP. DJU 14.379-DF. TACrSP.80). ■ Sujeito ativo: 0 delito do art. RT536/310. 187. salvo se for falsificada assinatura de autoridade federal (TFR. ■ Sujeito ativo: Somente o médico (crime próprio quanto ao sujeito). 297 (STJ. DJU 5. potencialidade de dano no atestado falso. RT778/561. que a falsidade (total ou parcial) seja referente a fato juridicamente relevante. Dar o médico. TJSP.. ■ Prescrição: O crime é instantâneo de efeitos permanentes e sua prescrição começa a correr do primeiro ato de uso (TACrSP. não é pacífica.. só podendo ser praticado por funcionário público (TJSP.95. 302. p. aplica-se também multa. DJU 14. REsp 210. TJSP.3. RCr 18. 304. p. RT 756/686. o sujeito ativo do § 1 2 deve ser funcionário público (TJSP.379-DF. não se configura o delito do art. 301. REsp 210.367-DF. FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO Art. O que se pune é dar (fornecer. e não ao art. ainda. de um mês a um ano. p. REsp 205.00.860. como a conduta deve ser praticada no exercício da sua profissão. 299. 301: 0 delito do art.2.712. ■ Sujeito passivo: O Estado. com remissão ao art. 301. ■ Consumação do § 1 2: Nesta figura. tem-se que sua ação se amolda no art. é próprio.10. RT 519/362.099/95). RJTJSP 120/539). TRF da 2 á R. ca put. 301. A interpretação. ■ Transação: Cabe no caput e na sua combinação com o parágrafo único (art. 767/555.Arts. ao menos. ■ Aptidão do documento: Se o atestado falso era inapto ao fim almejado pelo seu beneficiário. 76 da Lei n° 9. 187. p. ao utilizar a certidão ou atestado ideologicamente falso. 39 do CP) não configura o delito do art. 89 da Lei n° 9. 130 da LEP (TJSP.860. IBCCr 96/493). pois deve haver.00. Quanto ao art. 301 do CP. TRF da 1 2 R. Parágrafo único. 301 do CP não é de natureza permanente. ■ Tipo objetivo: O fato ou circunstância deve ser atinente à pessoa a quem se destina a certidão ou atestado e visando a beneficio de caráter público (TJSP. RT 429/399).95. 5940. visa obter vantagem no serviço público. Entendemos que a ti pificação deve ficar restrita ã atestação de fato e não de mera opinião ou prognóstico médico. ■ Consumação do caputdo art. RT 690/320). DJU2. RT 538/380. 499/369)..2. porém. b. 513/355. DJU 14. divide-se a jurisprudência: a. in Bol. p. E necessário. in Sol. 301 e 302 Código Penal 602 agente.099/95). ao contrário do que ocorre com o crime do caput do mesmo art. ■ Tipo objetivo: Não só o agente precisa ser médico. Se o crime é cometido com o fim de lucro. ■ Remição de pena: A falsificação de atestado de prestação de serviço para instruir pedido de remição (art. atestado falso: Pena — detenção. § 1 2 . RCr 18. RT 538/380. CComp 3. 5940. RT 690/324. ■ Suspensão condicional do processo: Idem (art. no exercício da sua profissão. 189. Julgados 78/263). a consumação se dá com a efetiva falsificação e não com o seu uso. RT 536/287). discutindo-se se o falso abrange . in RBCCr 10/221). IBCCr 96/493. DJU 2. Fa/sidade de atestado médico ■ Objeto jurídico: A fé pública.

299. quando do exame médico. de um mês a um ano. para fins de comércio. sem exame. v. Jurisprudência. ■ Tentativa: Admite-se. que é elemento subjetivo do tipo (para os tradicionais. ■ Dolo: É indispensável que o acusado tenha elaborado com dolo. para fins de comércio. RJTJSP83/380). ■ Concurso de crimes: Pode haver concurso com outros crimes. 303. 1995. Reprodução ou adulteração de se%oou peça filatélica ■ Revogação: Entendemos que este art. de um a três anos. mediante paga (STF. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 1965. ■ Sujeito passivo: O Estado. mas com sanção inferior. estava em situação diversa da apontada (FRANSCESCHINI. 1030). Incorre nas mesmas penas quem. p. ilegalmente reproduzidos ou alterados". ■ Tipo subjetivo: O dolo. 299 e não o do art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art. Se a finalidade for alterar a verdade sobre causa mortis de nascituro. e a pessoa prejudicada. Direito Penal. 303 e seu parágrafo único foram revogados e substituídos pelo art. ■ Pena: Além da pena privativa de liberdade (do caput). "dolo específico"). 302 e 303 só o fato e não o juízo ou opinião ( MAGALHÃES NORONHA. II. Jurisprudência REPRODUÇÃO OU ADULTERAÇÃO DE SELO OU PEÇA FILATÉLICA Art. ■ Objeto jurídico: A fé pública. ao atestar que o favorecido. até dois anos. Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. n° 2. ■ Pena: Detenção. faz uso de selo ou peça filatélica de valor para coleção. Parágrafo único. que consiste na vontade livre e consciente de atestar falsamente. 302 do CP a atestação de óbito. Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica de valor para coleção. 302 do CP (TJSP. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Na mesma pena incorre quem. salvo quando a reprodução ou a alteração estiver visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. no Registro Público.538/78. . 179) ou ambos (H. IV. art. 89 da Lei n° 9. ■ Confronto: Se o agente é funcionário público e pratica o delito abusando de sua função. aplica-se a pena pecuniária. p. e multa. 301 do CP. ■ Consumação: Com a efetiva entrega do atestado ao beneficiário ou a outrem. secundariamente. Lições de Direito Penal — Parte Especial. Figura qua/illcada (parágrafo ún/co) ■ Noção: Se o crime é cometido com o fim de lucro. Não há modalidade culposa. Parágrafo único. 39 e parágrafo único da Lei n° 6. primeiramente. Dispõem os citados dispositivos: "Art. IV. v. RT 507/488). 39.099/95). v. FRAGOSO. faz uso do selo ou peça filatélica. e pagamento de três a dez dias-multa. configura o delito do art. especialmente a tutela de selos e peças filatélicas. ■ Atestado médico para adiamento de interrogatório: Vide jurisprudência sob igual título no art.603 Código Penal Arts. Há a especial finalidade de agir. ■ Atestado de óbito: Em tese.351). que prevêem figuras praticamente idênticas. salvo quando a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena — detenção. tipifica-se o delito do art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. 1975.

Arts. 303 e 304

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■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção. O selo pode ser novo ou usado, nacional ou estrangeiro, mas deve ser o já recolhido, com valor para coleção. A expressão peça filatélica compreende os cartões ou blocos comemorativos, obliteradores, provas etc. No entanto, seja peça ou selo, é indispensável que se trate de objeto que tenha, realmente, valor filatélico. As condutas previstas são: a. reproduzir (fazer igual); b. alterar (modificar data, valor, cor etc.). Ressalva a lei que a conduta não será criminosa quando a reprodução ou alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça. Para BENTO DE FARIA, também o "aviso prévio" dado pelo agente impede o engano ( Código Penal Brasileiro Anotado, 1959, v. VII, p. 64). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade livre e consciente de reproduzir ou alterar, ciente de que se trata de objeto com valor filatélico. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com a reprodução ou alteração (delito formal). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Confronto: Tratando-se de selo em uso, art. 36 da Lei n°6.538/78. ■ Pena: Do art. 39 da Lei n°6.538/78: detenção, até dois anos, e pagamento de três a dez dias-multa. Do art 303: detenção, de um a três anos, e multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Uso comercia/ (parágrafo único) ■ Noção: Com pena igual à do caput, pune-se o uso, para fins de comércio (isto é, com lucro) de selo ou peça filatélica reproduzida ou alterada. Todavia, a simples guarda é impunível ( SYLvio oo AMARAL, Falsidade Documental, 1978, p.170).

USO DE DOCUMENTO FALSO Art. 304. Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302: Pena — a cominada à falsificação ou à alteração. falsificação ou alteração prevista nos ■ Transação: Cabe quando o uso se referir à 2 arts. 301, capute sua combinação com o § 2 , e 302, capute sua combinação com o parágrafo único (art. 76 da Lei n° 9.099/95). De acordo com o art. 2°, parágrafo único, da Lei n° 10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, cabe transação nos crimes de 2 competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação também cabe quando a falsifi2 cação ou alteração se referir ao art. 301, § 1 2 , mesmo que combinado com o § 2 . à falsificação ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando o uso se referir ou alteração prevista nos arts. 298, 299, caput, 300, 301, caput e § 1 2 , bem como a combinação de ambos com o § 2 2 , 302, caput, e sua combinação com o parágrafo único (art. 89 da Lei n° 9.099/95). Uso de documento fa/so ■ Objeto jurídico: A fé pública. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Todavia, predomina, largamente, o entendimento de que o autor do falso não pode responder, também, pelo uso, ou vice-versa (vide jurisprudência). ■ Sujeito passivo: O Estado, primeiramente; a pessoa prejudicada com o uso, secundariamente. ■ Tipo objetivo: A conduta punível é fazer uso, que tem a significação de empregar, utilizar. Incrimina-se, assim, o comportamento de quem faz uso de documento materialmente falsificado, como se fora autêntico; ou emprega documento que é ideologicamente falso, como se verdadeiro fora. A conduta é comissiva e o docu-

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mento deve ser utilizado em sua destinação própria, com relevãncia jurídica. Exigese o uso efetivo, não bastando a mera alusão ao documento. Para que se caracterize o uso, entendemos ser mister que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio. Trata-se de crime remetido, e seu objeto material é o documento falso ou alterado, referido pelos arts. 297 (documento público), 298 (documento particular), 299 (documento ideologicamente falso), 300 (documento com falso reconhecimento de firma), 301 (certidão ou atestado ideológico ou materialmente falso) e 302 (atestado médico falso). Requer-se que o agente conheça a falsidade do documento que usa. Não haverá o crime de uso, se faltar ao documento requisito necessário à configuração do próprio falso. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo, ou seja, a vontade de usar o documento, com consciência da sua falsidade (para nós, é o dolo direto, mas alguns autores admitem o dolo eventual). Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Não há forma culposa. ■ Consumação: Com o efetivo uso. ■ Tentativa: Consideramos inadmissível. ■ Confronto: Quanto ao uso de documento falsificado ou alterado, com fins eleitorais, vide art. 353 da Lei n° 4.737/65. ■ Pena: A prevista para a falsificação ou alteração (vide penas dos arts. 297 a 302 do CP). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Jurisprudência ■ Tipo subjetivo: É indispensável o dolo, direto ou eventual, sendo inepta a denúncia que não o refere (STF, RTJ 122/61, 94/101). A boa-fé exclui o dolo (TJSP, RT 512/365; TJPR, PJ 42/181, 40/331), mas a dúvida não (TJSP, RT734/662). É preciso ciência da falsidade do documento (TJSP, RT513/367; TJPR, PJ 48/309). Ainda que se trate de documento público, não se configura o crime de uso se não houve intenção de prejudicar (TJSP, RT 556/302, 544/319). ■ Requisitos do falso: Não se tipifica o crime de uso de documento falso, quando falta ao documento usado requisito necessário à configuração do próprio falso, como na hipótese de documento sem potencialidade de causar danos (STF, RTJ 121/140; TRF da 5 4- R., Ap. 904, DJU3.5.96, p. 28541, in RBCCr 15/411). A existência de falso penalmente reconhecido é pressuposto básico para a configuração do uso, pois o art. 304 é crime remetido, fazendo menção a outro que o integra, de modo que não pode faltar elemento necessário à tipificação deste último (TJSP, RJTJSP 96/472, RT564/331). Não se caracteriza o crime se o documento utilizado, embora contrafeito, é inócuo, sem relevância jurídica, eis que apresentado para satisfazer exigência julgada inconstitucional (TRF da 3 4 R., RT774/706). 0 uso de substabelecimento falso em ação cível, do qual não resultou prejuízo a ninguém, não caracteriza o crime de falso ou de uso de documento falso (TJSP, Ap. 267.200-3/2, j. 11.11.99). Também não configura a apresentação de carteira funcional falsificada, que ateste o exercício de função pública inexistente (TJSP, RT 783/613). Grosseira a falsificação, incapaz de iludir o homem comum, não é passível de constituir material do fa/sum necessário à configuração do delito do art. 304 (STJ, RT721/546; TJSP, RT 690/323, 685/314). ■ Prescrição do falso: Não impede a configuração do crime de uso a prescrição da própria falsidade (TJSP, RF268/312), ■ Posse sem uso: Trazer consigo o documento falso não equivale a fazer uso (STJ, RHC 1.827, DJU17.8.92, p. 12509; TJSP, RJTJSP103/507, RT541/369, 536/310; Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bo/. IBCCr 38/128; TJDF, Ap. 12.018, DJU24.6.92, p. 18739). Para caracterizar o crime de uso de documento falso, é necessário que o documento saia da esfera pessoal do agente, iniciando-se uma relação qualquer com outra pessoa, de modo a determinar efeitos jurídicos (TFR, Ap. 5.536, DJU 23.2.84). Enquanto não empregado para o fim útil, não é praticada conduta típica (STJ, RT 729/505). Não há uso, em sentido penal, se o agente foi forçado pela autoridade a exibir o documento (TJSP, RT541/369; TRF da 2 4 R., Ap. 405, DJU29.8.91, p. 20421).

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Não se tipifica quando o documento é solicitado pela autoridade, e não exibido espontaneamente pelo agente (TJSP, RJTJSP 123/478, 102/453, RT651/259; contra: TJSP, RJTJSP 75/313). Não há crime de uso sem que o documento saia da esfera do agente por iniciativa dele próprio (TJSP, RT 646/282). Se o documento falso foi encontrado em revista policial, sem que o acusado o tivesse usado, o documento não saiu de sua esfera e o crime não se tipificou nem na forma tentada, pois é infração instantânea, que não admite tentativa (TJSP, RJTJSP 179/301, 158/313, RT 707/297). Se exibiu voluntariamente à polícia, há o crime (TJSP, RJTJSP 108/473; STJ, CComp 12.878, DJU4.9.95, p. 27800, in RBCCr 13/362); igualmente, se instado a se identificar, exibe cédula de identidade que sabe falsificada (STF, RTJ 155/516). Se não o exibiu, mas correu e jogou no mato, onde foi encontrado, não há crime (TJSP, RT 686/338). ■ Habilitação para dirigir veículos: Há quatro posições para a sua posse por parte de quem está dirigindo: a. Simples porte de documento sabidamente falso consiste em verdadeiro uso (TJSP, RT772/565), configurando-se o crime do art. 304 do CP, ainda que a sua exibição decorra de exigência da autoridade policial (STJ, JSTJ e TRF 8/197; STF, HC 70.813, DJU 10.6.94, p. 14766, in RBCCr 7/213; RT 647/386; TJSP, mv— RJTJSP 174/351, mv — RT 668/267). b. Pouco importa, para a caracterização do crime, se o documento é apresentado espontaneamente ou por exigência da autoridade (TJSP, RT 789/605, 724/608; 719/386; 776/560). c. 0 ato de portar não se confunde com o de fazer uso e não há crime se a exibição se dá por ordem policial (TJSP, mv— RJTJSP 124/512, mv—117/462, mv—112/514, mv— 116/478, mv — RT 636/276, mv — 630/301), ou se o documento é encontrado em revista pessoal (TJSP, mv— RT711/308). d. O ato da autoridade de exigir os documentos equivale a solicitar, permitindo a resposta de não os possuir. Assim, se há exibição, esta é voluntária e configura o crime do art. 304 (TJSP, RT729/527, 653/280 e 287; STF, HC 70.512, DJU24.9.93, p. 19577, in RBCCr4/177). Xerox: a exibição de xerox do documento falso original da carteira de habilitação afasta a prática do crime do art. 304 (TJSP, RT 706/301; vide, também, jurisprudência sob o título Xerox sem autenticação, neste art. 304). Exame médico: o requerimento à autoridade de trânsito para renovação de exame médico como motorista, servindo-se de "espúria cártula", não configura o delito deste art. 304, pois não é empregada em sua específica destinação probatória (TJSP, RJTJSP 171/318). Ciência da falsidade: não pratica o crime, se desconhecia a falsidade do documento, fornecido por despachante (TJPR, PJ 48/309, 42/181) ou por agente de auto-escola (TJPR, PJ 40/331). Pratica o crime se recebe a CNH sem prestar o devido exame de habilitação, não podendo alegar erro de tipo (TJRJ, RT 764/652). Renovação e transferência: a apresentação da carteira falsa à própria autoridade de trânsito para requerer sua renovação e transferência, evidentemente leva a crer que o agente desconhecia a falsidade; trata-se, aliás, de crime impossível, pois a transferência só se daria após a chegada do prontuário (TJSP, RT 689/332). Igualmente, se o agente pleiteava apenas a sua renovação, uma vez que não se efetivou, tecnicamente, o uso do documento na sua destinação, que é conduzir veículo (TJMG, JM 128/361). Transeunte: não caracteriza a exibição de carteira falsa por transeunte para comprovar identidade em fiscalização policial, pois falso uso de documento é empregá-lo para o fim a que serviria, se não fosse falso (TJSP, RJTJSP 176/329). Liberação de ciclomotor a utilização de carteira falsa para a sua liberação não tipifica, por ser desnecessária habilitação legal para dirigir tal veículo (TJSP, Ap. 160.150, j. 7.12.95, in Bol. IBCCr 38/128). ■ Uso pelo próprio autor da falsidade: Pacífico que o falsário não responde, em concurso, pelo crime de falso e uso do documento falsificado (TJSP, RT 686/338, 571/308). No entanto, há controvérsia em relação a qual dos crimes fica sujeito o agente: 1. Só ao crime de falso (STF, RTJ 102/954; RHC 58.602, DJU 2.10.81, p. 9773; TJSP, RJTJSP 104/440, RT562/318; TJSC, RT 530/395). 2. Só ao crime de uso (STJ, CComp 3.115, DJU 7.12.92, p. 23282; TRF da 3 2 R., Ap. 96.03.069551-3, DJU 25.11.97, p. 101745, in RBCCr 21/309; TJSP, RJTJSP 99/256, RT 768/557, 581/310, 545/317, 539/276).

57739). 304 é exigido o exame de corpo de delito para provar que o documento usado era falso. se o documento é público.. Destruir. RT767/540). não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art.211. A consumação se dá no local onde foi utilizado (STJ. se impossível identificar-se o lugar da falsificação (STJ. 27800.93. de um a cinco anos.350.584. que não exige resultado para sua consumação (TFR. independentemente de lograr proveito ou causar dano (TJMG. DJU 12. e reclusão. pode (TRF da 1 2 R. suprimir ou ocultar. Vide.235. ■ Exame de corpo de delito: Também para a condenação pelo crime deste art. também. DJU 31. DJU 30. ■ Uso de atestado ou certidão escolar falso: Vide jurisprudência na nota ao art. ■ Concurso formal: Já se entendeu que a exibição de dois documentos falsos.171 do CP. in RBCCr 9/208) ou se comprovado por outras provas. . Entretanto.4. RJTJSP91/480. RT759/687. SUPRESSÃO DE DOCUMENTO Art.94. 4703). e multa. DJU 4. 307 (TJPR. RT782/513). mv— DJU 17. 305. DJU 11. apesar de atos distintos.607 Código Penal Arts. Ap.. ■ Microfilme: Sendo reprodução fotográfica. RCr 12. não o suprindo a própria confissão (TJSP. 571/307. CComp 12.878. em caso de carteira de habilitação (STJ. TJSP. p. ■ Concurso com estelionato: O estelionato absorve o uso de documento falso (TRF da 32 R.498. RT729/522. TJSP.85.476. jurisprudência sob o título Habilitação para dirigir veículos. 304. de dois a seis anos.10. 6. p.90. comete o crime do art. na nota ao art. Vide.2. O foro competente é o da utilização do documento (STJ. 29513.921. RT 773/508). DJU 22. p. inclusive documental e testemunhal (STF. REsp 17. 304 e 305 ■ Uso por menor: Há falta de justa causa para o pai figurar como acusado. RT604/396). Súmula 104 do STJ: "Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino".92. DJU 14.. p.5.10. neste art. sob o título Certidão ou atestado escolar. HC 1. 13659). RT729/505).. inexistindo em nosso direito culpa por transferência (TFR da 1 2 R. 531/320. p. Ap. ■ Consumação: O art. 4798). p. 5731. ■ Certidão de nascimento falsa: Sua utilização para obter passaporte preenche o tipo do art.962. DJU 2.97. se o documento é particular. 7499). sob pena de nulidade (TJSP. RT 538/415). 524/319). RCr 6. p.439. a competência é da Justiça Estadual (TJSP.. se o uso do documento falso se deu em processo judiciário federal (STF. jurisprudência sob o título Concurso de crimes.351. RT770/568.94. RT791/597).9. RT788/578). 13493. RT761/548. Consuma-se com o primeiro ato de uso. 297 do CP. ■ Xerox sem autenticação ou não conferido: Não podem ser objeto material do crime de uso de documento falso (STJ.94. de que não podia dispor: Pena — reclusão.2. Ap.. também. ou em prejuízo alheio. em benefício próprio ou deoutrem. documento público ou particular verdadeiro.2. não configura o uso de documento falso (TRF da 2 2 R. Se o documento falso foi apresentado à autoridade estadual e em detrimento de serviço do EstadoMembro. 304 é crime formal. 40. ■ Competência: Compete à Justiça Federal . p.3. p. 26815. 14981. RCr 6. DJU 11. e multa. in RBCCr 13/362). 304 (TRF da 4 2 R. se autenticado. RHC 3.95. utiliza-o. constitui uma única ação e representa concurso formal homogêneo (TJRJ. TJSP. 567/313). RT 753/582). 304. p. mesmo ciente da falsidade do documento público. ■ Concurso com sonegação fiscal: Esta absorve a falsidade e o uso de documento falso (TJSP. RJTJSP 124/495. RT791/597). se a denúncia não descreve a sua participação. in fine.90. DJU4.94. 8.9. mas lhe atribui responsabilidade penal. ■ Confronto com falsa identidade: Se o agente. 651/259). Contra. REsp 41.11. RT 600/339. p.

na mesma hipótese. se o documento era cópia do original (TACrSP. FRAGOSO. I. colocar em lugar onde não possa ser encontrado). se o documento é particular. Não há modalidade culposa. ■ Disponibilidade: Não se tipifica o crime se o agente podia dispor do documento (TJSP. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir: finalidade de benefício próprio ou de outrem ou de prejuízo alheio. ■ Tentativa: Admite-se. A inutilização de assinatura de documento registrado em cartório não configura. 522/334. registros etc. se o documento rasgado pode ser obtido por cópias ou certidões (TJSP. 337 do CP. 516/289. RT 496/347). ■ Confronto: Tratando-se de processo ou documento judicial e sendo o agente advogado ou procurador. pois o assentamento original está em cartório. RT 543/351). Na hipótese de extravio. FRAGOSO. de dois a seis anos. incluindo o proprietário do documento que não possa dele dispor. E preciso o "dolo específico". Na modalidade de ocultar é crime permanente. RT559/371. da Lei n 2 8. de que não podia dispor. de um a cinco anos. 314 do CP. ou de causar prejuízo a outrem (TJSP. não configurando o crime sua supressão (TJRJ. suprimir (fazer desaparecer sem destruir nem ocultar). reclusão. 305 Código Penal 608 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe quando a supressão for de documento particular (art. ou de particular em serviço público. 1043) relacionados com o documento. sem dependência da superveniência do benefício ou proveito. ■ Consumação: Com a efetiva destruição. em razão de ofício. No caso de documento confiado à custódia de funcionário. Julgados 69/136). TJRJ. desaparece a ilicitude quando o agente pode. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo específico". se acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. Consiste não só no propósito de obter benefício ou causar prejuízo alheio. secundariamente. art. p.099/95). art. Lições de Direito Penal —Parte Especial. Além disso. vide art. RT 559/304). RT 646/270. ■ Tipo subjetivo: É essencial a finalidade de beneficiar a si próprio ou a terceiro. vide art. IV. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos alternativamente indicados: a. supressão ou ocultação. ou causar prejuízo alheio (TJSP. Não configura. sonegação ou inutilização de documento por funcionário público. Jurisprudência Criminal. Assim. o fim de obter benefício próprio ou alheio. e multa. II. não configura este crime a supressão de certidão de nascimento ou casamento. 1979. O objeto material é documento público ou particular verdadeiro. como também no de atentar contra a verdade documental ou a integridade do documento como meio de prova (H. destruir(eliminar. Não se tipifica. 89 da Lei n°9. n°511). 536/310. são facilmente substituíveis pelas triplicatas. c. Supressão de documento ■ Objeto jurídico: A fé pública. Por exemplo. ■ Concurso de crimes: A supressão "consome o furto ou a apropriação indébita anterior e exclui o dano" (H. e multa. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. livremente. b. RT 596/308. em tese. ocultar (esconder. como meio de prova. o Estado. 1965. para muitos há. traslados ou certidões de originais arquivados em repartições. 545/312). v. ■ Restauração: As duplicatas. Exige-se que o documento suprimido ou ocultado seja insubstituível em seu valor probante (TJSP. RT 522/334). a finalidade de atentar contra a integridade do documento. enquanto sem aceite ou aval. cartórios. ■ Ação penal: Pública incondicionada. RJTJSP76/345-6). RT 520/392). ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. reclusão. 3 2 . 527/309. Não há crime se o docu- Jurisprudência . a pessoa prejudicada com a supressão.137/90. também. TJSP. ■ Pena: Se o documento é público. desfazer-se do documento. especialmente a segurança do documento como prova. extinguir). A incriminação não alcança documentos que sejam cópias. pois não pode acarretar prejuízo (TJSP. v. 356 do CP.Art.

Igualmente. 305 e 306 mento foi objeto de registros e anotações. mas pode ser documento particular (TJSP. quanto à retenção de autos por advogado (TJSP. e multa. além de ter havido composição voluntária entre as partes na liquidação da dívida representada pelo documento. PJ 41/185). ser restaurado (TJSP. OU PARA OUTROS FINS Art. depois de apresentado ao banco e recusado por falta de fundos. RT 599/328). 306. documento que subtraiu ou lhe foi confiado. passando a ser documento particular (TJSP. prejudicando o beneficiário que dele se poderia utilizar como meio de prova do crédito (TJPR. não mais o devolvendo (TJSP. falsificado por outrem: Pena — reclusão. Se a marca ou sinal falsificado é o que usa a autoridade pública para o fim de fiscalização sanitária. 0 cheque. ■ Tentativa: Se o cheque rasgado pode ser reconstituído. benefício próprio ou de terceiro. o agente. fabricando-o ou alterando-o. Capítulo IV DE OUTRAS FALSIDADES FALSIFICAÇÃO DO SINAL EMPREGADO NO CONTRASTE DE METAL PRECIOSO OU NA FISCALIZAÇÃO ALFANDEGÁRIA. de dois a seis anos. em confiança. ■ Cheque: Em tese. ou para autenticar ou encerrar determinados objetos. ■ Documento: É preciso que se trate de documento (TJSP. RT 403/83). RT623/281). RT 529/310).609 Código Penal Arts. ■ Concurso de crimes: Se a supressão tinha por finalidade a sonegação fiscal. 305 (TJSP. RT 483/271). 676/296). desde que esta fosse possível na conduta (TJPR. ■ Descaracterização: Não havendo prejuízo alheio. é considerado documento público (TJSP. há só tentativa e não crime consumado (TJSP. Falsificar. ■ Sonegação de processo judicial: Advogado que retira autos de processo e desaparece com eles comete o crime do art. configura o crime do art. RT 447/375. RT 515/325. bastando serem eles o fim ou o escopo da conduta (TJSP. de um a três anos. para efeitos penais. 305 do CP (TJSP. . Parágrafo único. marca ou sinal empregado pelo poder público no contraste de metal precioso ou na fiscalização alfandegária. RT 543/351). Ocultação: reter em lugar desconhecido do interessado. RJTJSP 91/480. Idem. assim. todavia. e pode. 356 do CP. RT 495/291). não mais é transmissível por endosso. no caso de documento rasgado e só reconstituído após muito trabalho (TJSP. e não o crime do art. ou usar marca ou sinal dessa natureza. PJ 41/185). ■ Tipo objetivo: Retirada: configura o crime retirar. RT 602/341). configura o crime do art. RT541/369). RT 53 6/264) . RT 602/341). ■ Consumação: É irrelevante que o agente não alcance a finalidade visada (TJSP. inutilizando-a com o objetivo de impossibilitar o resgate no banco (TJSP. RT536/284). título seu do cartório. 305 a ação de quem risca a assinatura constante no cheque. RJTJSP 119/478). não se caracteriza o delito (TJRO. A consumação prescinde da realização efetiva do benefício ou do prejuízo. ou comprovar o cumprimento de formalidade legal: Pena — reclusão ou detenção. e multa. RJTJSP 164/305). 305 do CP (TJSP. Pode haver. RT701/364). que é delito típico de advogado. este delito absorve o do art. se inutiliza a assinatura de cheque emitido em garantia de dívida.

■ Pena: Reclusão. 306 do CP. 296 do CP). especialmente a autenticidade das marcas. ■ Pena: Reclusão ou detenção. de três meses a um ano. Outros sinais ou marcas (parágrafo único) Jurisprudência FALSA IDENTIDADE Art. e multa. ou para causar dano a outrem: Pena — detenção. Vide. autenticar ou encerrar determinados objetos. ■ Transação: Cabe (art. sabendo da falsidade. JSTJ e TRF79/618). a falsificação de seu número é penalmente atípica. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. especialmente em relação à identidade pessoal.11. ■ I mposto sobre consumo: A falsificação e uso de estampilhas do imposto sobre consumo. ou seja. estadual ou municipal) para: a. em proveito próprio ou alheio. Trata-se. se o fato não constitui elemento de crime mais grave. e multa. 94. utilizar) marca ou sinal falsificado por outrem. RT507/364). p. de marca ou sinal que usa a autoridade pública (federal.099/95). no contraste de metal precioso (que serve para atestar o título ou quilate). mas diverso o objeto material.099/95). na fiscalização alfandegária (usado para assinalar as mercadorias liberadas). comprovar o cumprimento de formalidade legal. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. Não há modalidade culposa. Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem. também. RJTJSP68/395. aqui. ■ Consumação: Com a fabricação ou alteração idônea. 297 do CP. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 306 e 307 Código Penal 610 ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no parágrafo único (art. c. sob igual título. Falsificação do sina/empregado no contraste de meta/ precioso ou na f/sca/izagão a/fandegária (caput) ■ Objeto jurídico: A fé pública. fabricando-o ou alterando-o (vide significação no comentário ao art. 89 da Lei n° 9. DJU 13. ■ Noção: A figura é semelhante à do caput.56199-1/SC.. b. o fim da fiscalização sanitária. é conduta inidônea para fraudar a arrecadação tributária. ou multa. pois esse imposto foi extinto com a entrada em vigor do Código Tributário Nacional (TRF da 4 4 R.96. b. jurisprudência no art. exceto na modalidade de usar. Ap. Pune-se a ação de: a. Como se vê. falsificar.Arts. se a própria autoridade fiscalizadora reconhece que a menção utilizada no rótulo apreendido não corresponde ao padrão da marca por ela usada (TRF da 5 2 R. de dois a seis anos. de um a três anos. pelo uso não será punido o agente se for ele o próprio autor da falsificação. também falsificados. a vontade livre e consciente de falsificar ou de usar. 76 da Lei n° 9. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Tipo objetivo: O objelo material é marca ou sinal empregado pelo poder público: a.04. constituindo só infração administrativa (TJSP. . b. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). 87196. 89 da Lei n° 9.. ■ Placas ou chapas de veículo: Como a placa ou chapa não é sinal próprio de autoridade.099/95). usar (empregar. in RBCCr 17/358). ■ Outros sinais ou marcas: Não se configura o parágrafo único do art. ou com o uso efetivo. 307. ■ Tentativa: Admissível. ■ Sujeito passivo: O Estado. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". Fa/sa identidade ■ Objeto jurídico: A fé pública. colocadas nos litros de uísques.

p. PIDCP. art. O silêncio ou consentimento tácito a respeito da falsa identidade atribuída por outrem não se enquadra no dispositivo. Na doutrina. § 22 ) e o de não ser obrigado a depor contra si mesmo. comportamento que. declinando nome fictício ou de terceiro (real).. 14. o Estado. 68 e parágrafo único da LCP.3. 15. a ação de quem./99. Lei n 7. 9802). ■ Ação penal: Pública incondicionada. ou multa. profissão etc. ■ Consumação: Com a atribuição. por parte de quem é preso ou acusado. irroga. b. in RT682/288). como ainda conflita com a acepção que a própria lei penal dá ao vocábulo "qualidade". Se a falsa 2 identidade é usada para realizar operação de câmbio. art. mv — RJTJSP 124/468-70. nacionalidade. perante autoridade pública ou particular". Como lembra DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO. CP.. ■ Pena: E alternativa: detenção. g). assim.78. Não haveria. Na corrente tradicional é o "dolo específico". inculca ou imputa. GENTIL LEITE (Ap. 8 2 . verbalmente ou por escrito. art. ao ser preso (TJSP. Conforme já decidido pelo TACrSP. 307 ■ Sujeito passivo: Primeiramente. portanto.90.003. 1. ■ Autodefesa: Polêmica é a questão acerca da inculcação. XXXIX. não abrange "o simples propósito de o delinqüente procurar esconder o passado criminal. secundariamente. a constituir delito. art. 5 . Ap. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade. mas de difícil ocorrência na prática. deveria estar previsto no Capítulo II do Título XI do CP. 9 2 . em tese. 1. j. A lei consigna que a ação deve visar a obter vantagem. j. 5 2. art. ou no Capítulo Ill. de falsa identidade. filiação. g) ou a declarar-se culpado (CADH. 307. de três meses a um ano. 172.). CADH. Se há recusa em fornecer dados de identidade à autoridade. art. o que é mais valioso tem precedência ontológica sobre o menos valioso" ("O interrogatório do réu e o direito ao silêncio". 7. em proveito próprio ou alheio. o acusado que razões: mente sobre sua identidade não comete o crime do art. Em nossa opinião. o dolo específico exigido pelo tipo. omiti-la". subsidiário. como adequação da coisa à escala valorativa . Ap. TJRJ. ou fornecimento de dados inverídicos. e deve ser absorvido Concurso de crimes: O delito é expressamente ■ por outro crime mais grave. Isto porque "quem assim age. visa a obter vantagem de natureza processual. 21. pois "sob o plano ético-axiológico. 328 do CP. que prevê infrações contra a administração da justiça". art. 3. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo relativo ao especial fim de agir (para obter vantagem ou causar prejuízo).318. e a confessar-se (PIDCP. Se há uso ilegítimo de uniforme. aquele entendimento. inclua tanto a patrimonial como a moral. 307 do CP. 11. Não há punição a título de culpa. Se há usurpação de função pública. que alarga a significação da palavra "identidade". São constitucionalmente garantidos o direito ao silêncio (CR/88. cuja ementa foi publicada na RT 511/402). ■ Tentativa: E possível. nem art. hoje desembargador.207. 46 da LCP. referente aos crimes praticados por particulares contra a administração pública. limitando o alcance à identidade física. a pessoa prejudicada.611 Código Penal Art. "o faltar à verdade equivale a silenciar sobre ela. em acórdão unânime da lavra do juiz. art. Incrimina-se. art. art.492/86. art. mas o entendimento não é pacífico e há boas razões em sentido contrário. 2. estado de casado ou solteiro. sem dependência de efetivo benefício ou dano (delito formal). ■ Autodefesa: Não se tipifica o delito se o agente se atribui falsa identidade em autodefesa. por duas 2 a. como se observa pela comparação entre o caput do art. 2 não só viola o princípio da reserva legal (CR/88. costuma-se dar sentido amplo à expressão identidade (compreenderia idade. a si próprio ou a terceira pessoa. DJU 15. 1 2 ). LXIII. embora a expressão vantagem. identidade que não é a verdadeira. Jurisprudência á ■ Tipo subjetivo: O art. 307 exige "dolo específico" (TFR da 2 R. ■ Confronto: Se há simulação da qualidade de funcionário público. . Em nosso entendimento. 309 do CP e seu parágrafo único. 45 da LCP.. e § 2 . ou causar dano a outrem (vide Tipo subjetivo e Autodefesa).5. quando constitui elemento deste. mencionada neste art.

RT 517/360). TACrSP. ■ Alegação de menoridade: Não comete o crime deste art. título de eleitor. ■ Confronto com o art. RT 613/347. passaporte. 14/77. RJDTACr 27/98. 307 e não a falsidade de documento do art. serviços ou interesses da União. RT 414/267. e no art. obter CIC e traveller's checks. apenas para esconder antigo passado criminoso (STJ.346-A). 307 (TFR. 512/393). 1975. ■ Confronto com o art. RCr 9. Vide. 779/602. próprio ou de terceiro: . ■ Só a identidade física: Não configura o delito a atribuição de falsa qualidade social. 297 do CP.9. RT 754/645. 299 e 307 do CP deve ser resolvido pela regra da especialidade. 603/335-6. 304 e não art. mas somente atribuir-se dados identificativos falsos e em proveito próprio (TACrSP. RJTJSP 180/320). RT757/541). RT746/610. E atípica a conduta de adulteração. Contra: TJSP.345-A). ao ser autuado em flagrante. ao ser preso. 307 (TJPR. RT 641/349. ou. ao ser detido. Contra: A substituição de fotografia em passaporte. 307. Art.96. Jurisprudência. 1975. Jurisprudência.330. pois não tem a intenção de usar documento alheio. ■ Competência: E da competência da Justiça Estadual. p. II. 297 (TJSP.472. 307 o agente que. v. RT 720/476). RT620/284). RT 756/553.. tentando ingressar em outro país. II. comete o crime do art. 107. 5.6. RT788/582.82). não havendo absorção de um pelo outro (TACrSP. com o objetivo de fazer-se passar por terceiro. para que dele se utilize. para demonstrar a falsa identidade. RJDTACr 27/100). ou dano a terceiro (TACrSP. RT 667/325). sob o título Confronto com falsa identidade. ou perante a autoridade policial ou judicial (TARJ. v. p. TJSP. ■ Consumação: O crime do art. há só este crime.6.94.9. 308. jurisprudência no art. 781/572. n° 2. mv— RT 735/610). RJDTACr 25/468. 73/384. Não há o delito se o agente se atribui falsa identidade. 307 e 308 Código Penal 612 21.196. 91/404. 304: Se o agente. Contra: TACrSP.Arts. TJRJ. pratica o crime do art. mv— 783/641. falsamente. 644/270. RT 644/270). também. utiliza-o. ainda. 308. 733/582. mv— RT532/419). RJTJSP 157/301). por não ser esta considerada documento de identidade (TAMG. empresa pública ou fundação pública federais (TRF da 1 R. mv — 608/352. e não pela da subsidiariedade. e não o do art. Quando a falsa identidade foi o meio empregado para a prática de estelionato. Usar. ■ Concurso de crimes: A falsa identidade e o constrangimento ilegal são delitos autônomos. n° 2. 762/650. 0 conflito aparente entre os arts. E preciso que o agente se atribua identidade inexata. configura os delitos dos arts. apresenta certidão de nascimento de outra pessoa. 308: 0 agente que. in Bo/. comete o crime do art. 755/613. DJU3. 307 do CP (TJSP. Ap. se não foram atingidos bens. ficando impunível o do art. ser menor de idade (TJSP. 299 (TJSP. FRANCESCHINI. 307 é de natureza formal e completa-se com a mera atribuição de identidade que não pertence ao agente. autarquia. 304 (TJSP. configura a falsa identidade do art. DJU9. alega. Ap. em proveito próprio. 307 quem assume identidade de terceiro para frustrar a execução de condenação criminal (TJSP. 88/361. RJTJSP 157/301) nem mesmo a falsidade ideológica do art. documento dessa natureza. apresenta documento de outrem. RT759/687). caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheia ou ceder a outrem. independendo de vantagem própria. como próprio. 511/402). Aquele que. Se o agente. RT 788/551. e não o do art. da fotografia desta pela sua. 64221). Julgados 90/228. não havendo que se falar em desclassificação para o delito do art. IBCCr 90/449.304. 308 sob o nome Substituição de fotografia em passaporte. 30061). funcionário público (TACrSP. Julgados 91/234. como inculcar-se padre ou militar (FRANCESCHINI. 307. DJU 17. em documento de identidade subtraído da vítima. RT778/663.. utiliza documento falso. ■ Substituição de fotografia em documento: A troca. de carteria de sócio de clube. mesmo ciente da falsidade do documento público. RT781 /572). é art. 297 e 299 do CP (TRF da 3 á R. 75/261. 757/577. TACrSP. 512/393.99. comete o crime do art. RT749/680. 748/604. não bastando a indicação de falsa profissão (TACrSP. TACrSP.

incidirá na primeira modalidade (uso). ■ Consumação: Com o uso efetivo para prova de identidade. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. como próprio. ■ Concurso de pessoas: Se o beneficiado pela cessão realmente usar o documento.259. Usar. o documento pode ser do agente ou de outrem.7. na primeira conduta. com a efetiva entrega (em ambos os casos. se o fato não constitui elemento de crime mais grave.01. 308 do CP (TRF da 3 R. é art. ■ Tipo objetivo: Como objeto material a lei fala em passaporte. de quatro meses a dois anos. A cessão pode ser gratuita ou onerosa e não é necessário que a pessoa que recebe o documento o use. Contra: Configura o art. ■ Troca de fotografia: Se o agente troca a foto do dono de documento de identidade pela sua. o documento. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Ceder a outrem. como se fosse seu. sem dependência de outro resultado). quando constituir elemento deste. caput. como se fosse próprio.492/86. qualquer documento de identidade alheia. vide Lei n2 7. 52 . atribuição ou qualificação profissional (TACrSP. entendeu-se que pode ser considerada documento de identidade (STF. título de eleitor. 21. ■ Cessão de documento: Configura o crime do art. de forma a compreender todo documento admitido como prova de identidade. RJDTACr 10/73-4). 308 do CP (TJSC. para que dele se utilize. RT 530/395. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art.259/01.02. pelo agente.1. RT 686/324). como também outros documentos que especificam qualidade. TJSP. a partir da vigência da Lei nr 10. ■ Certidão de casamento: Com reservas. b. Aqui. São duas as condutas previstas: a. uma vez que o termo "identidade" compreende não só a identidade civil. segunda parte. cabe transação nos crimes de competência da Justiça Federal. que consiste na vontade de usar. e multa. fornece) a outra pessoa. Em face do princípio da isonomia (art. para que este a utilize ao entrar no País (TFR. 308. 100 do CP. da Lei n 2 10. como próprio. RF275/287). E ele o cede (entrega. documento dessa natureza. 2 2 . RT 546/440). parágrafo único. o emprésti mo de carteira de estrangeiro a compatriota. de documento de terceira pessoa. entendemos que. ou na vontade de cedê-lo a outrem. de 12. ■ Pena: Detenção. 89 da Lei n 2 9. ■ Concurso de crimes: E delito expressamente subsidiário e será absorvido por outro mais grave. caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade. 308. ■ Sujeito passivo: O Estado (principal). efetivamente. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Tipo subjetivo: É o dolo. É o emprego ou utilização. próprio ou de terceiro. 297 e não art. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. no que concerne à identidade pessoal. ■ Tentativa: Admite-se apenas na forma de ceder. Assim. a transação caberá neste art. de quatro meses a dois anos. ■ Carteira Nacional de Habilitação: Seu empréstimo caracteriza o crime do art. na segunda. RT731/663). ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Confronto: Se o crime é praticado para realização de operação de câmbio. Uso de documento de identidade a/heio ■ Objeto jurídico: A fé pública.613 Código Penal Art. em vigor a partir de 12. art. ■ Transação: De acordo como art. Jurisprudência .. 308. com consciência de que este pretende utilizá-lo. 308 Pena — detenção. e multa. da CR/88) e da analogia in bonam partem. para que esta dele se utilize. a transação será cabível ainda que o crime seja da competência da Justiça Comum Estadual [vide nota no art. Inexiste forma culposa.099/95).

para HELENO FRAGOSO. IV.099/95). toca à "subjetividade jurídica (comerciante.)" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. art. X). p. e multa. p. ■ Objeto jurídico: A fé pública. de nome que não é o verdadeiro (nome fictício ou de terceiro). e multa.815/80. Incrimina-se. ■ Tipo objetivo: A conduta punida é usar nome que não é o seu. ■ Sujeito ativo: Só o estrangeiro (crime próprio). abrangendo "atributo ou predicado emprestado ao estrangeiro" (Direito Penal. credor. IV. 109. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único (art. A qualidade. e multa. ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa. o agente usa o nome para essa finalidade. ■ Sujeito passivo: O Estado. oral ou por escrito. engenheiro. XII e XIII (Estatuto do Estrangeiro). assim. ■ Tipo objetivo: O núcleo é atribuir. Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Com a atribuição em ato relativo à imigração. Lei n 2 6. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Não há tipificação na atribuição para a permanência do estrangeiro. art. inculcar imputar. que tem a significação de irrogar. ■ Tentativa: Não se admite. ou seja. 309. Pode ser praticado por escrito ou oralmente. 192). Na corrente tradicional pede-se o "dolo específico". ■ Objeto jurídico: A fé pública e a imigração. ■ Consumação: Com o efetivo uso para entrar ou permanecer. ■ Pena: Detenção. E imprescindível. 309. Parágrafo único.Art. de um a três anos. porém. 309 Código Penal 614 FRAUDE DE LEI SOBRE ESTRANGEIROS Art. Não há modalidade culposa do delito. referente ao especial fim de agir ("para promover-lhe a entrada"). O comportamento deve ser praticado para entrar ou permanecer no território nacional (vide Tipo subjetivo). sacerdote. ■ Tipo subjetivo: O dolo e o elemento subjetivo do tipo referente ao especial fim de agir (para entrar ou para permanecer). ■ Remissão: Vide. 310 do CP no atual parágrafo único deste art. Usar o estrangeiro. v. que a qualidade falsamente atribuída seja requisito para a entrada (e não para a permanência) do estrangeiro em território nacional. Na escola tradicional pede-se o "dolo específico". de competência da Justiça Federal (CR/88. para entrar ou permanecer no território nacional. 89 da Lei n° 9. ciente da falsidade da qualidade) e o elemento subjetivo que o tipo contém. Fraude de /ei sobre estrangeiros ■ Alteração: A Lei n° 9. independentemente do efetivo ingresso do estrangeiro no País. 125. nome que não é o seu: Pena — detenção.426/96 transformou o antigo art. 1965. Já para MAGALHÃES NORONHA. 1995. Pune-se a atribuição a estrangeiro de falsa qualidade. o conceito é mais amplo. de um a três anos. o uso (emprego. v. de um a quatro anos. também. ■ Tipo subjetivo: O dolo (que consiste na vontade livre e consciente de atribuir. ainda que a entrada ou permanência não se realize. ■ Sujeito passivo: O Estado. utilização). Atribuição de fa/sa qua/idade a estrangeiro (parágrafo único) . 1054). militar etc. Atribuir a estrangeiro falsa qualidade para promover-lhe a entrada em território nacional: Pena — reclusão.

3 9 . 3. São exemplos dessa proibição a exploração de jazidas. de um a quatro anos. e multa.856. título ou valor pertencente a estrangeiro. modificado pela Lei n 2 7.615 Código Penal Arts. de seu componente ou equipamento: . art. p. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". encobrindo o verdadeiro interessado. recursos minerais e potenciais de energia hidráulica por pessoas físicas estrangeiras.11.79. 3°. não só de empresas jornalísticas. e 222 e § 1 9). de seis meses a três anos. 310. agenciamento de notícias e empresas cinematográficas (Lei n° 5. nos casos em que a este é vedada por lei a propriedade ou a posse de tais bens: Pena — detenção. 89 da Lei n° 9. 311. "homem-de-palha"). de um a três anos. que consiste na vontade de prestar-se a figurar. arts. Prestar-se a figurar como proprietário ou possuidor de ação. Adulterar ou remarcar número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor.099/95). a ser proprietário ou possuidor. 310 do CP (TFR. televisão. 311 do CP para 310. ■ Objeto jurídico: A fé pública e a ordem econômica e social (CR/88. Trata-se de norma penal em branco. ■ Consumação: Quando o agente passa. ■ Tipo objetivo: A conduta incriminada é prestar-se a figurar. ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. como de radiodifusão. ainda. Pune-se o "testa-de-ferro" que se presta a figurar como proprietário ou possuidor de ação. ■ Ação penal: Igual à do caput. ■ Pena: Detenção. consciente do encobrimento que faz. que se sujeita a ser interposta pessoa ("testa-de-ferro". ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR Art. DJU 28. punindo (com pena de detenção. ■ Sujeito ativo: Somente o brasileiro. título ou valor pertencente a estrangeiro. e multa. Jurisprudência ■ Intenção de permanecer: O desígnio de permanecer no território nacional não integra o crime do art. ■ Sujeito passivo: O Estado.250/67. e a propriedade de empresas jornalísticas. 8904). de seis meses a três anos. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Confronto: A Lei de Imprensa contém dispositivo específico. de televisão e radiodifusão. Falsidade em prejuízo da nacionalização de sociedade ■ Alteração: A Lei n° 9. aparentemente.426/96 renumerou o antigo art. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe (art. FALSIDADE EM PREJUÍZO DA NACIONALIZAÇÃO DE SOCIEDADE Art. § 6 9 ). 309 a 311 ■ Pena: Reclusão. que se completa com outras leis. Essa lei pune. Não há forma culposa. ■ Tentativa: Admite-se. poiso dispositivo ressalva: nos casos em que a este (ao estrangeiro) é vedada por lei a propriedade ou posse de tais bens. § 1 91 . Ap. Visa ao agente que condescende em servir. e multa. de dez a cem salários mínimos regionais) quem emprestar nome para ocultar o verdadeiro proprietário. e multa. 176. o beneficiado pela simulação (art.300/85).

de co-autoria ou participação. de três a seis anos. ■ Pena: A do caput. ■ Consumação: Com a adulteração ou remarcação idônea a enganar. pratica o delito (TJDF. § 22 . sabendo da falsidade no novo número ou sinal. in RT759/497). Aumento de pena (§§ 12 e29 ■ Duas são as hipóteses: a. 311 do CP: O crime de receptação não absorve o de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela. b. 311 Código Penal 616 Pena — reclusão.. e multa. Se o funcionário público contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado. fornecendo indevidamente material ou informação oficial. Jurisprudência . o sinal ou número resultante da adulteração ou remarcação há de ser diverso do número original (nesse mesmo sentido. RT 791/723). por tratar-se este de crime autônomo (TACrSP. o fornecimento de material ou informação oficial deve ser indevido. RT 791/723). ■ Tipo subjetivo: 0 dolo. prover). de três a seis anos. Incorre nas mesmas penas o funcionário público que contribui para o licenciamento ou registro do veículo remarcado ou adulterado. com o único intuito de burlar o rodízio de circulação instituído pelo poder público. ■ Ação penal: Pública incondicionada. motocicleta. especialmente em relação à propriedade e ao licendor de veiculo ciamento ou registro dos veículos automotores. motor. § 1 2. RT 772/541.). RT 761/602). 311 (STJ. ■ Adulteração de placas de veículos: O ato de adulterar ou remarcar placas dianteira e traseira configura o crime deste art. o terceiro prejudicado pela adulteração ou remarcação. Se o agente comete o crime no exercício da função pública ou em razão dela (§ 1 2 ). ■ Tipo objetivo: A conduta punida é adulterar (falsificar.426/96. e multa. a segunda. ■ Confronto com o art. RT792/609). secundariamente. tendo em vista que a conduta não equivale à de adulterar.) ou equipamento (tudo aquilo que serve para equipar. vidros etc. aumentada de um terço. RT792/609). fornecendo indevidamente material ou informação oficial. é fato atípico. ônibus. para identificação de veículo roubado. Obviamente. caminhão etc. 311 do CP". ■ Raspagem de chassi: A supressão por raspagem do número do chassi não configura o crime do art. Não há modalidade culposa. RT789/658). por inexistência de afronta à fé pública.Art. ■ Pena: Reclusão. podendo constituir somente ato preparatório do crime (TJSP.■ Objeto jurídico: A fé pública. 311 do CP. especialmente em relação à propriedade e ao licenciamento ou registro de veículos automotores (TJSP. As placas de veículos integram o conceito de sinal identificador para efeito do art. TRF da R. a vontade livre e consciente de adulterar ou remarcar. A primeira hipótese é de autoria. ensejando sua adulteração a incidência da norma (TRF da 4 2 R. Na doutrina tradicional é o "dolo genérico". ■ Rodízio: A colocação de fita adesiva de cor preta no último algarismo da placa de veículo. 0 agente que confecciona placas clonadas. o Estado. contrafazer) ou remarcar ( marcar de novo) número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor(carro. (caput) ■ Sujeito passivo: Primeiramente.. automotor ■ Sujeito ativo: Qualquer pessoa (crime comum quanto ao sujeito). "Adulteração das placas do veículo: atipicidade frente ao art. ■ Tentativa: Admite-se. ou seja. Luiz FLávio GOMES. a pena é aumentada de um terço. de seu componente (portas. sina/ identifica. 311. Adulteração de ■ Alteração: Artigo introduzido pela Lei n 2 9. Nesta última.

da Lei n° 10.7. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. de que tem a posse em razão do cargo. a reparação do dano. Todavia. restrita á figura culposa. em proveito próprio ou alheio.1.099/95). 312. No caso do parágrafo anterior. e multa. O artigo seguinte (CP. art. 22. Pecu/ato (caput) ■ Divisão: O caput do art. ainda que combinado com o § 22 do art. a transação cabe no § 2 9 deste art. se precede à sentença irrecorrível. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no § 22. 100 do CP. também chamado peculato impróprio. valor ou bem. 327. em proveito próprio ou alheio: Pena — reclusão. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. PECULATO CULPOSO § 22 . 327 e §§ 1 ° e 2 2 do CP). em seu aspecto patrimonial e moral. entendemos que. parágrafo único. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. de dois a doze anos. de três meses a um ano. da CR/88) e da analogia in bonam partem. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. 313) dispõe sobre o peculato-estelionato. se o funcionário público. 29 e 30 do CP). 89 da Lei n° 9. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público ( vide notas ao art. 5 2.02. no § 22 . 312. mesmo que combinado com o § 29 do art. § 34. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. se lhe é posterior. Aplica-se a mesma pena. § 1 2. 312 Título XI DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Capítulo I DOS CRIMES PRATICADOS POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL PECULATO Art. desde que elas tenham conhecimento desta qualidade do autor (cf.259/01.259. de 12. ■ Objeto jurídico: A administração pública. caput. em vigor a partir de 12. O § 32 cuida da extinção da punibilidade pela reparação do dano. o peculato culposo. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. a partir da vigência da Lei n° 10. ou concorre para que seja subtraído. No § 1° vem previsto o chamado peculato-furto e. notas aos arts. . ■ Transação: De acordo com o art.01. pode haver co-autoria ou participação de pessoas que não sejam funcionários públicos. Em face do princípio da isonomia (art. público ou particular. o subtrai. 312 contém duas modalidades de peculato: o peculatoapropriação (1 2 parte) e o peculato-desvio (2 2 parte). reduz de metade a pena imposta. valor ou qualquer outro bem móvel. extingue a punibilidade. Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena — detenção.617 Código Penal Art. haja ou não procedimento especial. embora não tendo a posse do dinheiro. ou desviá-lo. 327 (art. Assim. Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. com pena máxima até dois anos.

infungível ou não.Art. em razão do cargo. A posse em razão do cargo precisa ser lícita e legítima para que se enquadre no art. . também. FRAGOSO. secundária e eventualmente. O desvio deve ser. 1959. ■ Objeto material: A indicação é ampla: dinheiro. predominando o entendimento de que não fica sujeita à desaprovação de contas pelo órgão competente.10. ■ Peculato de uso: É dominante o entendimento de que não existe peculato de uso de coisa fungível. ■ Tipo subjetivo: Na modalidade de peculato-apropriação. ■ Tentativa: Admite-se. expressamente mencionado na segunda modalidade e implicitamente contido na primeira modalidade. do Decreto-Lei n° 201/67 (vide. v. O funcionário age como se a coisa fosse sua. apólices. p. sempre que o crime denunciado preencha os requisitos da fiança (CELSO DELMANTO. efetivamente. a vontade livre e consciente de desviar. ■ Pena: Reclusão. que possa ser transportada. ou seja. Lições de Direito Penal — Parte Especial. que tem a significação de assenhorear-se. o aproveitamento do trabalho de funcionário subalterno não tipifica a infração penal. Assim. não configura o crime "a simples mistura dos dinheiros públicos com o próprio dinheiro" (H. mas imprescindível que o agente. Na doutrina tradicional. Embora seja questão intranqüila. teoricamente. mas não o peculato. IV. Os doutrinadores dão sentido largo à posse. RF 266/115 e RT 526/115. retendo. é também o dolo. E indiferente que o objeto material seja público ou particular. dispondo ou consumindo o objeto material. com o efetivo desvio. em proveito (patrimonial ou moral) próprio ou alheio. 323. o núcleo é apropriar-se. Todavia. v. 1 2 . ■ Objeto material: É semelhante ao do caput. I e II. valor(títulos. A figura culposa é prevista no § 22 . 312 do CP. jurisprudência: STF. ao contrário do caput. ■ Confronto: Se o agente é prefeito municipal. equiparam-se ao peculato os atos que importem em malversação ou dilapidação de seus patrimônios (art. entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. predomina o entendimento de que a infração não fica excluída pela caução ou fiança prestada anteriormente. requer-se o "dolo genérico" para a primeira e o "dolo específico" para a segunda ou para ambas. 0 dano material é indeclinável no peculato ( HUNGRIA. até mesmo quanto à indistinção entre bem público e particular. IX. apossar-se. de dois a doze anos. ■ Tipo objetivo: Na modalidade de peculato-apropriação (1 2 parte do caput). 345). I. 1965. o agente não tem a posse: embora não tendo a posse do dinheiro. Comentários ao Código Penal. entende-se que o peculato não admite compensação nem é descaracterizado pela intenção de restituir. Peculato-furto (§ >°) ■ Objeto jurídica sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do capuz. in RDP 26/90. 315). ■ Consumação: Na modalidade peculato-apropriação. ■ Ação penal: Pública incondicionada. por exemplo. Diversamente da apropriação indébita comum (CP. Na de peculato-desvio. art. RTJ 114/1052). consuma-se quando o agente. Pune-se o funcionário que dá ao objeto material destinação diferente daquela para a qual o objeto lhe fora confiado. tenha a posse dele. também o particular prejudicado. 514 do CPP. por não ser coisa móvel. consistente na vontade livre e consciente de apropriar-se. 168). Todavia. o núcleo é desviar. O elemento subjetivo do tipo vem referido pelo especial fim de agir ("em proveito próprio ou alheio"). 312 Código Penal 618 ■ Sujeito passivo: 0 Estado e a entidade de direito público. modificado pelo Decreto-Lei n° 925. ações etc. de 10. A cláusula final deve ser entendida.) ou qualquer outro bem móvel. Na modalidade de peculato-desvio. e multa. poderá ocorrer outro delito (CP. do CPP. é o dolo. Vide jurisprudência no final da nota. como toda coisa móvel. valor ou bem. 552 da CLT. p.69). Se o desvio for praticado em benefício da própria administração. art. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". Defesa preliminar em vista da redação do art. Quanto às associações ou entidades sindicais. passa a dispor do objeto material como se fosse seu. art. porém. Na modalidade de peculato-desvio (22 parte do caput). sem dependência de ser alcançado o fim visado. Súmula 164 do STJ). à semelhança do objeto do crime de furto. abrangendo tanto a detenção como a posse indireta. 1073).

a conduta do agente deve ser em proveito próprio ou alheio. culposamente. O outrem. 18. em quaisquer de suas modalidades (até mesmo na de concorrer para a subtração). Arrependimento posterior embora este § 3° não incida nas demais modalidades de peculato. art. p. referente ao especial fim de agir (visando a proveito próprio ou alheio). é art. Não comete o crime o agente que guarda em sua residência bens móveis públicos com a anuência de seu superior hierárquico. Exemplo: o responsável pelo cofre da coletoria que o deixa aberto ao se ausentar. por não observância do dever de cuidado a que estava obrigado pelas circunstâncias (vide nota ao CP. O envio de missivas aos advogados por secretário de justiça. Na outra modalidade. Nas duas modalidades. ou concorre para que seja subtraído. JSTJ e TRF47/288-9). notadamente o fácil ingresso ou acesso à repartição ou local onde se achava a coisa subtraída". Vide nota no final do art. como no crime de furto (vide nota ao art. 350). ■ Noção: É aplicável tão-só ao peculato culposo (§ 29. ■ Tipo subjetivo: O dolo. é o próprio funcionário quem subtrai o bem. Reparação do dano no pecu/ato culposo (§ 3°) Figura qua//ficada Jurisprudência . 312 do CP (TER. pode ser particular ou também funcionário público. oportunidade para que outro funcionário subtraia o dinheiro que ficou à vista. IX. RJTJRS 166/84). de três meses a um ano. concorre (facilita) para que outrem pratique aquelas condutas delituosas. função de direção ou função de assessoramento. nelas é aplicável o art. 1959. há concurso necessário entre o funcionário e a outra pessoa. DJU 6. O funcionário.80. Em ambas as modalidades é indispensável que o funcionário atue valendo-se da facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. 30). ■ Distinção: Se o recebimento do dinheiro não cabia ao agente. RT 608/319. E imprescindível que exista nexo causal entre o comportamento culposo do funcionário e o crime cometido por outra pessoa. ■ Pena: Detenção.619 Código Penal Art. e o elemento subjetivo que o tipo contém. 4150). na modalidade de subtrair. 16 do CP. Ap. comenta HUNGRIA que "é qualquer circunstância de fato propícia à prática do crime. v. o funcionário. reduz de metade a pena imposta. sem intenção de deles se apropriar. 312. p. ela extingue a punibilidade. 107 do CP e jurisprudência neste art. II). Nesta última modalidade. 4. pena e ação penal: Iguais às do caput. a que o parágrafo se refere. 3. consistente na vontade livre e consciente de subtrair ou de concorrer para a subtração. 327 do CP. sendo a condição de funcionário ocasião e não causa para o crime ( Comentários ao Código Penal. Quanto à facilidade. 313 e não art. 4601.6. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Consumação: Com a efetiva subtração. ■ Tipo subjetivo: É irrelevante a sua intenção de restituir ou a ausência do ânimo de ter para si (TJSP. ■ Sujeitos ativo e passivo. O peculato-desvio exige o dolo específico (TJRS. 0 dolo do peculato-apropriação é genérico.80. RT757/593).356. Se o ressarcimento é posterior. Peculato culposo (§2°) ■ Noção: Aplica-se tanto ao peculato-apropriação e ao peculato-desvio (caput) como ao peculato-furto (§ 1 9 ). mas pressupõe o ânimo de ter para si (TJSP. DJU 18. vide § 2° do art. de concorrer para a subtração. ■ Remissão: Na hipótese de ocupantes de cargos em comissão. A figura de desviar em proveito alheio exige a vontade de desviar de forma que o terceiro tenha proveito desse desvio do bem (STJ. ao deixar o cargo.990. voluntária e conscientemente. mv— RJTJSP72/343). Na escola tradicional é o "dolo específico". art. TFR. Ap. 155 do CP). concorre para que terceira pessoa subtraia o objeto material. lembrando-se que a condição funcional daquele se comunicará a esta (CP. 312 ■ Tipo objetivo: Incrimina-se o funcionário público que subtrai. p. Assim. Se a reparação do dano é anterior à sentença irrecorrível (antes de decisão transitada em julgado). propiciando.6. RTFR71/143). restituindo-os quando destituído do cargo (TJAC. A figura culposa está prevista no § 2°.

5. 312 (TRF da 5 R. TJMG. p. Escrevente auxiliar de cartório pode ser sujeito ativo de peculato (STF. mas. e não os elementos tipificadores do art. se a confiança da vítima não foi em razão de ser ele funcionário competente. ■ Caução: A caução ou fiança prestada antes não afasta o crime de peculato (STF. RT 536/360). inclusive no peculato-furto (TRF da 1 R. § 1°. 0 temporário desaparecimento de equipamentos médicos de hospital público. DJU 24. STJ. 1340. 1139).4. pois o CPC não atribui aos escreventes tal encargo (TJRJ. compreendendo a simples detenção. RT 792/578). RT517/298). ■ Posse (caput): A posse.92. de inveterada praxe. sendo necessário que a entrega resulte de mandamento legal.081. pela sua condição genérica de servidor público. se o particular desconhecia a condição de funcionário do agente (TJSC. ao revistar veículo abandonado. não se amolda ao peculato-desvio. Comete peculato o policial que se apropria de valores de preso.558-1/RS. 327. RT 523/476). RT788/631).Art. mesmo sendo empregado de empresa de segurança..97. ou. pratica furto simples e não peculato-furto. Ap. DJU 11.351. aproveita-se da condição de vigilante noturno da EBCT. Se a atribuição de receber não competia. ainda que a sua propriedade seja de particular (STF. RT566/300). Vide. a que se refere o texto legal. porém. Quando o desvio de verba se verifica em favor do próprio ente . HC 928. Escrevente de Vara Cível. HC 73. Com o ato da apropriação. ■ Bem particular: E irrelevante serem particulares os bens apropriados ou desviados (STF. não proibida por lei (TJSP. ■ Ação penal: A resposta prévia (art. RT572/393). que exige o dolo e o elemento subjetivo de agir em proveito próprio ou alheio (STF. RT490/293). não sendo exigível que o agente ou terceiro obtenha vantagem com a prática do delito (STJ. demonstra mera desordem administrativa.96. in RBCCr 18/223. STJ. que recebe diretamente da parte o valor correspondente à execução que ali se processava. pratica apropriação indébita e não peculato. pois o objeto não se achava sob a guarda e responsabilidade da administração pública (TJSP.83. modo de execução nem a participação de cada um dos acusados (STJ. ■ Denúncia: E inepta se não especifica os desvios.2.. RT520/519). não basta que a coisa tenha sido confiada em razão do ofício. valor ou bem móvel (STF. Policial que subtrai toca-fitas. art. 6439). RT 512/427). TFR. p. p. não aponta o seu montante. ■ Benefício próprio ou alheio: É indispensável que o desvio se faça em benefício próprio ou alheio (TJSP. pelo menos. ao dele se apossar. mesmo não sendo funcionário público. DJU 12. ainda. o crime é de apropriação indébita e não de peculato (STF. bem como a posse indireta (STF. 100/144. do CP. RT 786/780). ■ Consumação do peculato-apropriação: Consuma-se no momento e lugar em que o agente se apropria do dinheiro. TJRJ.2. tão-só. DJU 17. 7959). 3. JSTJ e TRF 90/407). RT 552/436. Hipótese especial: não pratica peculato o funcionário público que deixa de recolher sua própria contribuição ao órgão de previdência do Estado (TJSP. cuja guarda lhe foi confiada (TJPR.79. RJTJSP73/345. Não. RTJ 97/452). Ap. 514 do CPP) é inexigível quando o acusado já não é mais funcionário público (TRF da 1 R. JSTJ e TRF72/268. aceita emprestar sua conta bancária para compensar valor desviado de banco estadual (TJAP. ■ Concurso de pessoas: A qualidade de funcionário comunica-se ao particular que é participe do peculato (STF. RT640/384). devido à falta de controle acerca da manipulação de tais materiais. JM 131/419). p. in RBCCr 15/410). RTJ 153/245-6. RT 727/597). RT528/396). ao agente. ■ Funcionário público: Equipara-se a funcionário público o agente que. RT792/578).. Resta caracterizado o delito de peculato na conduta daquele que. 312 Código Penal 620 veiculando propaganda eleitoral subliminar. 5. p. deve ser entendida em sentido amplo. Para a consumação basta a posse.10. RJTJSP 103/451). RTJ 119/1030. DJU 7.. por lei. e furta objetos do interior de correspondências (TRF da 3 á R. 11074. RTJ 91/664. ■ Em razão de ofício: Para a configuração do peculato.128. RT 771/721). mesmo quando o funcionário tinha certeza de repor o dinheiro (TER. HC 74. Basta a posse da coisa em razão do cargo.

RT 756/608). TJAC. ■ Desclasificação para estelionato: E admissível a desclassificação para estelionato se o agente.. p. p. uma vez que o que importa neste delito não é tanto a lesão patrimonial. caracteriza bis in idem. através de artifício fraudulento. p. ■ Compensação: O fim de compensação. obtém para si. RT 535/339). sobretudo. RT 769/729. ■ Confronto com furto: O servidor público que subtrai armas que estavam sob a guarda da Administração. 312 (TJSP. há emprego irregular de verba e não peculato (TER. p. embora com intenção de restituir (STF. ■ Concurso de crimes: O peculato absorve a falsidade. 5. RHC 3. RT 759/754). 67831. por ser mais grave. . E inadmissível a compensação no crime de peculato. DJU 16. RT784/589). 0 desvio de mão-de-obra pública não caracteriza o delito deste art. prevista no art. pratica o crime de peculato. DJU 5. II. RT 784/739).801.8.78. valendo-se de sua qualidade de funcionário.10. do CP. e emite uma das cártulas mediante falsificação da assinatura da correntista (IRE da 4 Q R. absorve o estelionato (TRF da 1 R.. p.. ■ Processo administrativo: Não descaracteriza o peculato doloso o fato de o Poder Legislativo ter inocentado o agente (TJPB. mas prevaricação. desclassifica-se para o art. e não o de furto (TJAC. RT 790/692).94.. em utilização diversa da prevista. O peculato de uso pressupõe que a coisa seja infungível.. pois a Administração Pública somente perde a disponibilidade de seus bens quando expressamente a consinta. Ap. 3. o que não é o caso do dinheiro (STF. RT 537/302).061. PJ 42/196). RT702/377). em documento público de assistência patronal.375. pois o peculato e a falsidade ideológica resultam de ações distintas e autônomas (TJSE. RTJ 91/814).80. do CP (TRF da 4 á R.9. RT 776/667). 2916-7. ■ Confronto com peculato-furto eestelionato: Pratica o crime de peculato próprio. APn 218.94. Não configura o aproveitamento de material usado e imprestável.79. A aprovação de contas não exclui o crime (STF. o funcionário que retarda ato de ofício para satisfazer interesse próprio.11. Ap. g. in RBCCr 12/288). 5. 2977. p. RF260/340). 5762). 19468. RT 758/516. 3. Ap. a aplicação de dinheiro público em proveito próprio ou de outrem. RT513/357). 7526. 61. 312 público. Contra: O funcionário da Caixa Econômica Federal que subtrai guias de depósito e talões de cheques e. ■ "Peculato de uso": Constitui peculato. Ap. ■ Princípio da insignificância: Não se admite a sua aplicação em face do pequeno valor apropriado. consegue proveito para si. DJU 28. DJU 26. RT 499/426). nem impede o Ministério Público de oferecer denúncia (STJ. RT 520/353). Se inseriu. nem mesmo o de uso. Contra: a caracterização do peculato doloso não reclama lucro efetivo pelo agente. ou a lei administrativamente o autorize. DJU 18. TJSP. alegado pelo agente. sendo suficiente a violação do dever de fidelidade para com a Administração (TJRS. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP. declarações falsas para obtenção de ressarcimento de despesas médicas em nome próprio e de terceira pessoa. RT 771/722). a ofensa aos interesses da Administração (TJSP. á comete peculato-furto que.452. Contra: há concurso formal (STF. com o consentimento do seu responsável por este (TJPR. ■ Circunstância agravante (bis ín idem): A incidência da circunstância agravante de violação de dever funcional. o carteiro da EBCT que se apropria de encomenda sedex. TRF da 3 R. se esta constituiu meio para a prática do desfalque (TFR. A falta de tomada de contas igualmente não impede o início da ação penal (TJPR. RTFR 70/108.86.77. há concurso material. pp. Não pratica peculato. em tese. e não o de peculato-furto ou estelionato. in RBCCr 6/234). pois tal delito fere o aspecto patrimonial e moral da Administração Q Pública (TRF da LP R. TJSP. TJSP. RT 727/597). não exclui o crime (TJSC. contendo talonário de cheques. DJU 23.863. empregando meio fraudulento. TJPR. mas. pois o peculato tem como elemento do próprio tipo o motivo da majoração (STJ. ■ Dano material: Não há peculato sem dano patrimonial à administração (TFR. PJ 43/234). RT 505/305).589. vantagem ilícita (TRF da 4 Q R. funcionário de empresa pública. 171. § 3 Q . 7794..10.621 Código Penal Art. RHC ■ Aprovação de contas: 55.5. DJU 29.2. RT756/608). RT 749/669.

6. TFR. mv— RJTJSP 113/522. que dá à norma interpretação equivocada (TJRS. ficando com os juros (TRF da 22 R.. do Decreto-Lei n 9 201/67 (TJSP. nem prevaricação (art. A reposição do dinheiro não extingue a punibilidade (STF.450. de 10.. Ap. leve uma outra pessoa a cometer o ilícito (TJPB. 2682. 1 2 . mv— JSTJ e TRF83/465.79. A devolução não descaracteriza (TJSP. o recolhimento das importâncias desviadas não configura o arrependimento eficaz do art. 3. entrega numerário correspondente ao valor do título subtraído e falsificado (TRF da 5 2 R. imprudência ou imperícia. Configura. 312). mas influi na pena e permite a aplicação do art. RT 520/460). ■ Peculato culposo (§ 2°): Pratica o funcionário público incumbido de fiscalizar o serviço. 8641). mas pode influir na pena (STF. ■ Peculato-furto ou impróprio: Comete este crime o policial que. RT 759/757). 312 do CP quanto a figura do art. funcionário de agência bancária pertencente a empresa pública. TRF da 2 2 R. sendo irrelevante a ausência de perdas materiais. RTJ 125/25).. equiparou ao peculato os crimes praticados em detrimento de associações sindicais (STF. 76.. tanto são peculatos os do art. RHC 56.. eis que o objeto material é a moralidade administrativa (TJSE. 5. destinada a recepções. ainda que feita antes do procedimento disciplinar (STF. Não pratica crime se adquire presentes para ofertar às secretárias do município. e. RT 698/385). entretanto. in RBCCr 24/318). agindo com negligência. 5. RT 506/319). 5013). 16275). Comete o delito de peculato culposo o funcionário de agência bancária. bem como o empréstimo de material (TJSP. DJU 8. TRF da 4 á R. homenagens e festividades (TJMG.10. o principal. Ap. p.3. 319) ou emprego irregular de verbas ou rendas públicas (art. Depois de consumado o peculato doloso. p. 604. que o acusado. RTJ 84/1067. ■ Reparação no peculato culposo (§ 39: Extingue-se a punibilidade se o agente.4. posteriormente.. ainda que haja consumo de combustível (TJSP. RT 605/399). RT 633/266). 15 (atual) do CP (TER. em relação aos preços correntes e usuais (TJPR. RT769/729. ■ Aplicações financeiras: Não tipifica peculato (art. ■ Reparação no peculato doloso: A extinção da punibilidade pela reparação do dano só é possível no peculato culposo (STJ. p. DJU 27. 8948. E só ilícito administrativo. RT790/692). p. RT 499/426). DJU 22. 312 Código Penal 622 RJTJSP 140/261. que falta ao seu dever. que. DJU 11. ■ Prefeito municipal: Em termos de nomenclatura.5. in RBCCr 2/242). A restituição não descaracteriza o peculato doloso (TJSP.. não confere assinaturas apostas em cheque nem segue as formalidades necessárias para desconto.93. I. RT 520/521. ressarce a entidade financeira da quantia que fora irregularmente sacada (TRF da 5 2 R. O peculato-desvio exige o dolo específico. A restituição não influi na tipificação do peculato doloso.497/DF. 16 do CP (TJSP. por negligência. propiciando que seu subordinado aumente o número de horas extras a que tem direito e se aproprie da diferença (TFR.524. RT785/654). o uso de veículos ou máquinas oficiais em serviços particulares.Art.847. Ap. RJTJRS 166/84). TJRJ. ainda assim. a conduta do administrador que desvia fundos disponíveis para aplicações a curto prazo a fim de salvaguardá-los da inflação desenfreada (STF. mv— RJTJSP 141/448). RJTJSP 140/261). ■ Associações sindicais: 0 Decreto-Lei n°925. ou seja. RT 506/326).86. se depositava as quantias em sua conta bancária.79. . mv — JSTJ e TRF83/465). se apropria de mercadorias estrangeiras irregularmente introduzidas no território nacional (TRF da 5 4 R. não se vislumbrando má-fé no caso de prefeito sem formação jurídica e sem assessoria técnica. RT632/280. Configura o crime a determinação de aquisição de bens ou realização de serviços sem o devido processo licitatório. p.86. no exercício do dever funcional de repressão ao descaminho. 315). pertencente a empresa pública. Para a configuração da modalidade culposa. aplicava-as no open market e devolvia. PJ 43/234). TRF da 1 2 R.. DJU 19. Não se caracteriza se não comprovado que os valores pagos pela Prefeitura eram realmente indevidos. Ap. RT 541/342.69.9. é necessário que o agente concorra para que outrem pratique o crime. com verba do seu gabinete. RT 760/757).98. RHC 7. DJU 6.9. por ausência de dolo específico. p. e não peculato. RT760/757). RJTJSP 114/498. TRF da 5 4 R. JSTJ e TRF76/312).088.

Vide. apenas.87. § 3°. O erro deve ser da vítima que faz a entrega e não pode ter sido causado pelo agente. 312.337. condicional do processo: Cabe. e multa. porém. obtém Figura qualificada Jurisprudência . RTJ 103/156). do CP. em razão do cargo público que o agente exerce. caput. No exercício do cargo. 171. Embora não haja necessidade de perícia para evidenciar a prática de peculato. arts.099/95). porém. Por erro de outrem. 313 é necessário que o erro da vítima. em entregar o valor. 15169). vide § 2° do art. compreende qualquer coisa que represente vantagem. ■ Perda da função pública: Para que seja decretada a perda de função de policial civil. 312 (vide nota ao art. TJPR. será indispensável a realização de exame de corpo de delito direto. 109. DJU 6. não é indispensável o exame de corpo de delito (TER. jurisprudência ao art. p. e não o do art. não tenha sido induzido pelo agente (TER. na impossibilidade deste. b. recebeu por erro de outrem: Pena — reclusão. Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. ■ Tentativa: Admite-se. ■ Tipo objetivo: O núcleo é o mesmo apropriar-se da figura principal do peculato (vide nota ao art. Para que haja desclassificação do art. 312. 313. 313.8. 313 e não no art. p. ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargos em comissão. se a apropriação fica comprovada por outro meio (STF. PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM Art. caput. as coisas móveis e de valor econômico. se não houver combinação com o ■ Suspensão art.623 Código Penal Arts. ■ Confronto com o estelionato: Pratica o delito do art. Ap. do CP). que praticou crime de peculato. de um a quatro anos. caput (vide nota ao art. RF270/277. caput. a tipificação é no art. RT 753/536). ■ Consumação: Quando o agente passa a dispor da coisa recebida. § 2 2 (art. do CP). 312 para o art. RT 767/676). como se fosse sua. RT 779/548). para outros.585. no exercício do cargo. A pessoa que se engana na entrega tanto pode ser particular como outro funcionário público. é necessário que a pena corporal aplicada seja superior a quatro anos (TJRO. 312. ■ Confronto com o art. ■ Tipo subjetivo: Igual ao da primeira modalidade do art. também. Ap. entendendo alguns que esta deve alcançar. 327 do CP. RT638/318). E necessário. 312: Se o recebimento do dinheiro apropriado não cabia ao agente. caput. IV. 4. 29 e 30). 8201). que o funcionário se aproprie de objeto que recebeu: a. função de direção ou função de assessoramento. ■ Ação penal: Igual á do art. Na maioria dos casos de peculato. 5. se a prova existente é precária. RTFR 71/143). e multa. ou.8. E desnecessária a perícia contábil para constatação do peculato. 312 do CP (TFR. de indireto (STF. do CP). 312. nos termos do art. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do art. 312. DJU 27. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação (CP. torna-se imprescindível a elaboração de laudo pericial (TJSP. consistente no desvio de recursos orindos de convênios com o SUS. 89 da Lei n° 9. a competência é da Justiça Federal. da CR/88 (STF. 327. 92 do CP. ■ Pena: Reclusão. ■ Competência: Tratando-se de crime de peculado praticado por ex-Secretário da Saúde estadual. ■ Objeto material: E dinheiro ou qualquer utilidade. 312 e 313 ■ Exame pericial: Se o peculato deixou vestígios materiais. isto é. de um a quatro anos. Pecu/ato mediante erro de outrem (peculato-este/ionato ou peculato impróprio) ■ Objeto jurídico. induzindo a erro caixa de agência bancária. a funcionária pública que.81.

e multa. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias. Não há modalidade culposa. ■ Vencimentos pagos a mais: No caso de vencimentos pagos a mais ao funcionário. ainda. Nas condutas c e dexige-se o elemento normativo do tipo (indevidamente). excluir (eliminar) indevidamente dados corretos. modificar) indevidamente dados corretos. em seus aspectos patrimonial e moral. Na doutrina tradicional (clássica). a facilitação de inserção. Obviamente. mas apenas funcionário autorizado. a alteração e a exclusão devem ser juridicamente relevantes e ter potencialidade lesiva. a inserção de dados falsos. 15. na prática será de difícil ocorrência. 29 e 30). especialmente a alteração de seu § 1-q feita pela Lei 11° 9. art. ou seja. só se consuma quando este. 313 e 313-A Código Penal 624 vantagem econômica ilícita com o desconto de cheque subtraído de entidade a que era vinculada (TRF da 5 R. e multa. 22 ). auxiliar. art. a inserção.7. Todas essas condutas têm por objeto os sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública. cai em mora e não os devolve (TJSP. acrescido do especial fim de agir (obter vantagem indevida para si ou para outrem ou causar dano). vide nota no art. alterar ( mudar. consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas. I). b.7. Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. e não qualquer funcionário público. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 313-A. 513 e seguintes do CPP.Arts. trata-se de crime próprio. com a real alteração ou exclusão indevida de dados corretos. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe do crime (CP. O rito processual deverá ser o previsto nos arts.00 ( DOU 17.983/00 (art. ■ Tipo objetivo: São quatro as condutas incriminadas: a. o particular pode ser co-autor ou partícipe. 327 do CP. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais. de 14.. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. evidentemente àquele se refere. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena — reclusão.00). posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. d.10. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível.983. facilitar (tornar fácil. incluir) dados falsos. ■ Tipo subjetivo: O dolo. inserir (introduzir. 313-A acrescentado pela Lei n° 9. ou seja. chamado a dar conta. INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES Art. aquele administrativamente designado para a função. 29 e 30). o funcionário autorizado. 323. RT760/757). será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ■ Consumação: A consumação se dá com a efetiva inserção ou facilitação de inserção (facilitação + inserção facilitada) de dados falsos ou. afastar dificuldades) a inserção de dados falsos. de dois a doze anos. c. Por ser crime afiançável (CPP. ■ Concurso de pessoas: Apesar de crime próprio. arts. RT521/355). ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. o particular que eventualmente vier a ser prejudicado. Inserir ou facilitar. especialmente seus sistemas informatizados ou bancos de dados. em segundo lugar. ■ Pena: Reclusão.. é o dolo específico. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público autorizado. arts. de dois a doze anos.00. /nserção de dados fa/sos em sistema de informações ■ Alteração: Art. 514) ( CELSO .

313-B. 313-A e B DELMANTO.259/01. haja ou não procedimento especial. em vigor a partir de 12. ■ Alteração: Art. Para a doutrina tradicional (clássica). Modificar ou alterar. Parágrafo único.983. Em face do princípio da isonomia (art.10. Exige-se. 313-B acrescentado pela Lei n° 9. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 313-A. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". os verbos acima referidos têm o mesmo significado (AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA. Embora a lei não deva usar palavras desnecessárias.983/00 (art. de 14. A respeito do conceito de funcionário público para efeitos penais vide o art. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. Nova Fronteira). ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no capute no parágrafo único. 2000. especialmente a alteração de seu § 1 9 feita pela Lei n° 9. secundariamente. modificar sistema de informações ou programa de informática. especialmente seus sistemas de informações e programas de informática.7. 89 da Lei n° 9. Para ANTONIO LOPES MONTEIRO. a modificação ou alteração deve ser juridicamente relevante e ter potencialidade lesiva. de três meses a dois anos. cuja entrada em vigor deu-se em noventa dias (15. b. p. sendo este espécie e aquele gênero ( Crimes contra a Previdência Social. Evidentemente. o funcionário. 29 . isto é. MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇOES Art. 0 sistema de informações ou programa de informática deverá ser da Administração Pública. 5 9 . 327. o conceito de alterar é mais abrangente que o de modificar. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. a partir da vigência da Lei n° 10. entendemos que.01. ■ Sujeito passivo: O Estado.1. 327. 327 do CP. 313-B que a modificação ou a alteração seja feita sem autorização ou solicitação de autoridade competente (elemento normativo do tipo). 100 do CP. ainda. representado pela pessoa jurídica de direito público.02. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. o particular prejudicado. é o dolo genérico.7. para a configuração deste art. da Lei n° 10.625 Código Penal Arts. Não há forma culposa. posto que encontra-se incluído no Capítulo I ( Dos Crimes Praticados por Funcionário Público contra a Administração em Geral) do Título XI ( Dos Crimes contra a Administração Pública) do CP. RTJ 114/1052. ■ Transação: De acordo como art.00).00). e multa. Neste sentido: STF. desde que não haja incidência do § 2 9 do art. não se exige que seja funcionário autorizado. entretanto. Saraiva. com pena máxima até dois anos. in RT 526/115). . As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. a transação cabe no caput deste art. Ao contrário do art. caput. alterar sistema de informações ou programa de informática.259. consistente na vontade livre e consciente de praticar as condutas incriminadas. Assim. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público. Modificação oua/teração não autorizada de sistema de informações ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena — detenção. do CP (art. parágrafo único.7. de 12. 2 9 ).00 ( DOU 17. evidentemente a ele se refere. 49). ■ Tipo objetivo: São duas as condutas incriminadas: a. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Embora este artigo não mencione a expressão funcionário público. da CR/88) e da analogia in bonam partem. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. ainda que haja combinação com o art.099/95). administrativamente designado para a função. 313-B. § 2 9 . a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual.

de um terço até a metade. Causa especial ■ Noção: Seda modificação ou alteração resulta dano (no sentido naturalístico) para de aumento de a Administração Pública ou para o administrado (o particular). 3 2. Extravio. livro oficial. a pena é aumentada pena (parágra. fazer perder). 298 do CP). fo único) EXTRAVIO. ocultar fraudulentamente). lançamentos. ■ Consumação: Com o efetivo extravio ou inutilização (ainda que parcial). ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público.099/95). caput). registros etc. consuma-se quando há a exigência legal para apresentar. Na modalidade de sonegar. art. de três meses a dois anos. de um a quatro anos. extraviar (desviar. 337 do CP. autarquia. c. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Se a sonegação é de papel ou objeto de valor probatório. art. da Lei n° . ■ Confronto: Se há especial fim de agir. O objeto material é: a.609/98. ou qualquer documento. 305 do CP. inutilizar (tornar imprestável ou inútil). desencaminhar. Contudo. ■ Pena: Detenção. empresa pública. o particular pode ser co-autor ou partícipe. vide art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. e multa. 314. Por se tratar de crime afiançável (CPP. total ou parcialmente. ■ Tentativa: Embora teoricamente possível. 89 da Lei n° 9. é imprescindível que o agente tenha a guarda em razão do cargo. ■ Tipo objetivo: Três são os núcleos alternativamente previstos no art. 356 do CP. sonegar(não apresentar. 29 e 30). sonegar ou inutilizar. ■ Confronto: Quanto à violação de direitos de autor de programa de computador. sem dependência de outros resultados. art. recebido pelo agente na qualidade de advogado ou procurador. 314: a. inclusive em prejuízo de entidade de direito público.. § 2 2 (art. Não há forma culposa. 513 e seguintes do CPP. 29 e 30). que deve ser livro criado por lei e usado em escriturações. sonegação ou inutilização acarretar pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social. I. a vontade livre e consciente de extraviar. se não houver combinação com o art. b. arts. 322. 327. que pode ser público ou particular (vide conceito de documento na nota ao art. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público. ■ Concurso de pessoas: O particular pode ser co-autor ou partícipe. se o fato não constitui crime mais grave. art. na prática será de difícil ocorrência. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. Se o agente não tiver a guarda ou não for funcionário. ou seja. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. de que tem a guarda em razão de cargo. total ou parcialmente: Pena — reclusão. O rito processual deverá ser o previsto nos arts. que a guarda seja dever do seu cargo. Extraviar livro oficial ou qualquer documento. sonegação ou /nuti/ização de livro oficia/ ou documento ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. SONEGAÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DE LIVRO OU DOCUMENTO Art. salvo na hipótese de sonegação. art. 514). ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. Seja li vro oficial ou documento. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP).Arts. ■ Tipo subjetivo: O dolo. será garantida ao acusado a apresentação de defesa preliminar (CPP. ■ Tentativa: Admite-se. b. sonegá-lo ou inutilizá-lo. art. Se o extravio. arts. 12 e parágrafos da Lei n 2 9. 313-B e 314 Código Penal 626 ■ Consumação: A consumação se dá com com a efetiva modificação ou alteração de sistema de informações ou programa de informática. isto é. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe.

■ Dolo: É necessário o dolo genérico. recebidos pelo erário. assinala HELENO FRAGOSO. é "pressuposto do fato que exista lei regulamentando a aplicação dos dinheiros". sendo vedada a interpretação extensiva. A conduta que se incrimina é a de dar aplicação diversa da estabelecida em lei às verbas ou rendas públicas. do CP (art. de modo que ficam excluídos decretos . o particular pode ser co-autor ou participe. ■ Concurso de crimes: Não há se a sonegação de livro foi praticada apenas para acobertar o peculato cometido pelo mesmo agente (TJSP.627 Código Penal Arts. RT 639/277). em dinheiro. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. RT 575/347). entendemos ser necessária. RTJ 114/1052). 314 (TJSP. 327. de um a quatro anos. não configura o crime do art. RT492/315). que são as somas de dinheiro reservadas ao pagamento de determinadas despesas. do CP (art. efetivo ou potencial. Referindo-se o art. arts. ainda que combinado com o art. ■ Inutilização: Comete o crime quem inutiliza folha contendo cota do Ministério Público em autos judiciais. a apresentação da defesa preliminar do art.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. 315 a lei. Rendas públicas. ■ Pena: Reclusão. § 2°.099/95). 314 do CP só é punível a título de dolo. 76 da Lei n2 9. mesmo que haja combinação com o art. 327 e §§ 1° e 2° do CP) com poder de disposição de verbas ou rendas. EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS Art. 314 e 315 8. ■ Tipo objetivo: O objeto material do delito é: a. RJTJSP 105/433). em tese. função de direção ou de assessoramento. 314 é expressamente subsidiário. ou multa. Pleno. para configurar o crime do art. esta deve ser entendida em seu sentido restrito. Em vista da atual redação do art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 314 (TJSP.099/95). "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". 29 e 30). O art. jurisprudência: STF. não de culpa (TJRS. Emprego irreguiar de verbas ou rendas públicas ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. Verbas. A sonegação de documento exige prova segura do dolo (TJSP. RT556/297). não é elemento do tipo (TJSP. b. por si só. ■ Relevância: Não se equiparam a livro oficial ou documento as fichas ou cópias não assinadas que estavam na repartição pública (TJSP. I. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. 514 ao CPP (Caso DELMANTO. que são os valores. RT 612/316). 89 da Lei n° 9. 323. § 2°. do CPP. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei: Pena — detenção de um a três meses. pois o dano. Contudo. 327 do CP. in RF 266/115 e RT 526/115. RT458/411). não bastando a culpa funcional do serventuário pelo extravio do livro. 327. de modo que é inadmissível ampliar o significado da expressão para alcançar decretos ou outros provimentos administrativos. vide § 2° do art. ■ Sujeito passivo: O Estado e a entidade de direito público. para sua caracterização não importa a ocorrência ou não do prejuízo. Econômica e contra as Relações de Consumo). ■ Guarda: A guarda irregular de documento na casa do funcionário. ■ Transação: Cabe. A respeito. ■ Objeto jurídico: A regularidade da Administração Pública. ■ Subsidiariedade: O crime do art. 315.

é prefeito municipal. ■ Tipo subjetivo: E o dolo. RT617/396). 2978). doada a Estado com finalidade específica. de dois a doze anos.Arts. p. ■ Prefeito municipal: O ernprego de subvenções. vantagem indevida: Pena — reclusão. Ill. e multa. 1087). art. art. p. ou.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. o mínimo da pena . ■ Vigência: O art.81. art. Concussão (caput) ■ Alteração: § 1 9 com redação dada pela Lei n° 8. mv— RT699/344). 7380). mas em razão dela. em proveito próprio ou de outrem. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. 315 e 316 Código Penal 628 ou atos administrativos (Lições de Direito Penal — Parte Especial. Igualmente. ■ Consumação: Com a efetiva aplicação das verbas ou rendas. EXCESSO DE EXAÇÃO § 1 2 . 315 exige (STF. caracterizando ilícito penal o desvio para fim diverso (TJRJ. CONCUSSÃO Art. RHC 55. compete à Justiça Comum e não à Federal. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena — reclusão. é este que foi afetado (TFR. que consiste na vontade livre e consciente de dar aplicação diferente. § 2 2.079/50. de um a três meses. p. 11 da Lei n° 1. DJU 6. que deu nova redação ao art. ■ Tentativa: Admite-se. função de direção ou de assessoramento.942. 1° da Lei n° 6.991. Figura qua/ificada Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. pois. 1°. ou multa. auxílios ou recursos de qualquer natureza deve fazer-se com estreita observância de sua destinação específica. DJU 5. v. e não por lei. 1965. 315 do CP não foi revogado pelo art. Exigir. vide CP. Se o agente . E desnecessário que a conduta seja patrimonialmente danosa à Administração Pública. art. Observe-se que. e multa.8. ■ Confronto: Se o agente é Presidente da República. o mínimo da pena cominada ao excesso de exação (§ 1 2 ) passou a ser superior ao mínimo da pena da concussão (caput).5.78. de dois a oito anos. 514). emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. Na corrente tradicional é o "dolo genérico". Se o funcionário desvia. com essa alteração. para si ou para outrem. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 327. HC 4. quando devido. Econômica e contra as Relações de Consumo). do Decreto-Lei n° 201/67. IV. 316. ■ Competência: O processo pelo emprego irregular de verba federal.397/76. que a lei não autoriza: Pena — reclusão. falta o requisito que o art. direta ou indiretamente. de três a oito anos. 59 da Lei n° 4. ■ Pena: E alternativa: detenção. Não há punição a título de culpa. ■ Estabelecida em lei: Se o orçamento fora aprovado por decreto do próprio Poder Executivo. já tendo a verba sido entregue pela União ao Estado. e multa. enquanto o máximo da primeira ficou igual ao máximo da segunda.320/64 (STF. § 2°.

obviamente. o crime será outro. a figura qualificada do excesso de exação são delitos mais graves do que o excesso de exação simples (§ 1°) (a respeito. 29 e 30). desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. que tem o sentido de reclamar. a entidade de direito público e a pessoa que sofre a concussão. ■ Tipo subjetivo: O dolo. Contudo. Assim. 316). sempre que a infração preencher os requisitos da fiança (Caso DELMANTO. 316 imposta ao excesso de exação (§ 1°) passou a ser superior ao mínimo da pena do excesso de exação qualificado (§ 2Q ). ■ Sujeito passivo: O Estado. pois tanto a concussão( caput) quanto. A exigência pode ser explícita ou implícita. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. p. O que o agente exige é vantagem indevida. a exigência consuma o crime e o recebimento da vantagem exigida é mero exaurimento. depois. RT601/409). Econômica e contra as Relações de Consumo). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Entendemos ser necessária a apresentação da defesa preliminar prevista no art. o agente não pode ser preso em flagrante quando vai. 3°. de excesso de exação (§ 1 ° deste art. embora ela Mossa ser imaginada por nós. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. 327 e §§ 1° e do CP). ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. Excesso de exação (§ 1°J ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. desde que cometa o crime em razão da função. ■ Confronto: Se a concussão é praticada "para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social. imediata ou futura. e multa.629 Código Penal Art. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". receber a vantagem anteriormente exigida. demandar. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. ■ Tipo objetivo: O excesso de exação é previsto sob duas modalidades distintas: exigência indevida e cobrança vexatória. independentemente do recebimento da vantagem (crime formal). Note-se que a ação incriminada na concussão é exigir e não receber. vide ROBERTO DELMANTO. in Revista do Advogado. Portanto./91). Caso a Administração Pública seja a beneficiada. vide art. Trata-se de uma incongruência do legislador. out. são indevidos . ■ Sujeito ativo: Igual ao do caput. ■ Tentativa: HUNGRIA entende ser inadmissível ( Comentários ao Código Penal. como tal. A exigência deve ser para si (para o agente) ou para outrem (terceira pessoa). 514 do CPP. II. arts. v. ■ Consumação: Com a efetiva exigência. considerando-se. 1959. da Lei n° 8. jurisprudência: STF. ■ Sujeito passivo: O Estado. 17 do CP. E pode ser feita de forma direta (pelo próprio agente) ou indireta (por meio de interposta pessoa). e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "para si ou para outrem". Como assinala MAGALHÃES NORONHA. ou cobrá-los parcialmente". de dois a oito anos. que consiste na vontade livre e consciente de exigir vantagem que sabe ser indevida. ■ Pena: Reclusão. "A pressa em punir e os atropelos do legislador". a vantagem ilícita. o particular pode ser co-autor ou participe. Não há modalidade culposa. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". naqueles casos em que a exigência não seja verbal. impor. E indispensável que o funcionário faça a exigência em razão dela (função pública). a entidade de direito público e o particular prejudicado. ordenar. demanda) tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. 1. A vantagem deve beneficiar o próprio agente ou terceira pessoa (vide Tipo subjetivo). IX. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. AASP.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. de natureza econômica ou patrimonial. 362).modalidade: pune-se a conduta do funcionário que exige (reclama. in RF 266/115 e RT 526/479. ■ Tipo objetivo: O núcleo previsto é exigir. 35/91.

tão-só. DJU 12. o recebimento posterior é mero exaurimento da infração (STF.9. p. quando o agente vai receber o que exigira antes (TFR. sujeito ativo e sujeito passivo: Iguais aos do § 1 2. não podendo haver prisão em flagrante dias depois. em face do princípio da reserva legal. meio vexatório (humilhante. o desvia. TJPR.. com o emprego do meio não autorizado.Art. DJU6. diligência aparatosa. função de direção ou assessoramento.85. ■ Pena: Reclusão. 1995. o que recebeu indevidamente. lança mão. ■ Ação penal: Pública incondicionada. sob o título Punição por culpa — parágrafo único). após praticar a primeira modalidade do delito de excesso de exação (exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido). Ap. ou porque excedem ao quantum legal" ( Direito Penal. Na escola tradicional é o "dolo genérico". ■ Tentativa: Admite-se. 15341. § 2 2 deste art. RT735/721). ■ Aplicação: Na hipótese de agente ocupante de cargo em comissão. Não há modalidade culposa. em vez de recolher aos cofres públicos o tributo ou contribuição social que recebeu indevidamente do contribuinte.80. ■ Tipo subjetivo: Na primeira parte do § 1° é o dolo. RT 519/407). TJMG. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. ■ Objeto jurídico. RT725/546. p. que a lei não autoriza. que a lei não autoriza. RT728/623. podem ser lembrados: cobrança realizada de modo a humilhar o contribuinte. O desvio precisa ser antes do recolhimento ao tesouro público. o agente emprega (faz uso. em Figura qua//ricada especial Jurisprudência da concussão . ofensas morais ou físicas. Na doutrina tradicional é o "dolo específico" . db três a oito anos. ao crime de excesso de exação previsto no § 1 2 (1 2 parte). ■ Confronto: Se o funcionário desvia. de dois a doze anos. Observe-se que a lei só se refere a "tributo ou contribuição social". e o elemento subjetivo do tipo contido na expressão "em proveito próprio ou de outrem". não obstante ser devido pelo contribuinte o tributo ou contribuição social. 316 Código Penal 630 "porque não são determinados por lei. ■ Tentativa: Admite-se. RT487/271. Na segunda modalidade. IV. Não há forma culposa. 4150. ou porque não os deve o contribuinte. consumando-se com a exigência do agente. TJSP. art. portanto. 312). TJSP. 327 do CP. ■ Pena: Reclusão. ■ Consumação: Com o efetivo desvio. v. 3. 483/287). que consiste na vontade livre e consciente de desviar a importância indevidamente recebida. RTJ71/651. que consiste na vontade livre e consciente de exigir tributo ou contribuição social que sabe (dolo direto) ou deveria saber (dolo eventual) indevido (vide nota ao art. senão poderá caracterizar peculato (CP. ■ Tipo objetivo: Pune-se a conduta do funcionário que. 241). RT 560/374. ■ Ação penal: Igual à do caput. embora devido (o tributo ou contribuição social). que causa vergonha) ou gravoso (que acarreta maiores despesas para o contribuinte). E crime formal. RJTJSP111/508. 18 do CP. não se podendo.319. com a efetiva exigência. em proveito próprio ou de terceiro. p. Na segunda parte é apenas o dolo direto. Como exemplos de meios vexatórios. 316 (figura qualificada). TRF da 3 2 R. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso. alarde ou publicidade desnecessária etc. O desvio (descaminho) deve ser em proveito próprio ou de outrem (vide Tipo subjetivo).726. e multa. ■ Consumação: Na primeira modalidade. serve-se). Aqui. ■ Tipo subjetivo: O dolo. ■ Consumação: O crime de concussão é de mera conduta. consumando-se com a só exigência (TJMG. E crime formal. 22 modalidade: incrimina-se o comportamento do funcionário que. sem dependência do recebimento. HC 6. Figura qua//l/cada (§2Q ) ■ Alcance: Este § 22 diz respeito. na cobrança. TFR. e multa.6. alargar a figura do § 1°.

97. 3/92. comete o delito do art. por fora. posto que o crime do art. RT779/548). Se não há "exigência". 704/329. ■ Concurso de pessoas: Particular pode ser participe de concussão (STJ. é corrupção passiva (CP. p. mas. DJU 5. TJPR. devendo sempre existir prova da exigência. mas o efetivo recebimento da vantagem "pode ser considerado na medida da pena" (TJSP. ante a recusa de pensionista em ceder à exigência de pagamento para dar tramitação a processo administrativo. p. Comete corrupção passiva o funcionário público que apenas solicita valor indevido para a expedição de cédula de identidade.3. não se configura o crime previsto neste art. 62812-3. 30264). Para a concussão não importa examinar se havia ou não contravenção. ■ Hospital ou laboratório: Incide no crime de concussão o responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. RT 388/200. 317) e não concussão (TJSP. cometido por funcionário público.647. RT525/324). ■ Concussão e corrupção passiva: Comete o crime de concussão. 74. ameaçou-a de criar entraves à percepção do benefício (TRF da 4 á R.779/SP. e não corrupução passiva se. sendo comunicável tal circunstância elementar do delito ao co-autor que não ostente esta condição (TJSP. o médico credenciado ao INSS que solicita importância em dinheiro. e não o de corrupção passiva.137/90. ou seja. pp.. RHC 5. II. sem imposição. p. RT 585/311).10. RT774/646). para a prevaricação é pressuposto haver a contravenção (STF.12.631 Código Penal Art. para realizar operação em beneficiária da autarquia (TRF da 4 a R. 316 razão da função pública (TJPR. 8738-9..94. 3 2 .93. DJU25. exige dinheiro para não lavrar o auto de infração e imposição de multa.8. mv— DJU9. 316.94. já que a vítima cede mediante constrangimento moral invencível (TJSP. Ap. 0 crime de concussão é crime funcional. se não houve exigência de importância superior à devida. RT 765/535). a oferta da vantagem indevida corresponde. corrupção passiva (TJSP. RT783/775). mas retardamento na prática do ato quando não atendida a pretensão (TJSP. RT 685/307). PJ46/176. A "insinuação sutil. a uma exigência implícita na conduta do funcionário público (STF. Pleno. DJU 1. TRF da 3 R. em razão de sua função de fiscal de rendas. o médico credenciado ao INSS que. art. e não concussão. e não corrupção passiva. 736/618). 61013). ■ Prova da exigência: Para a caracterização do crime de concussão é indispensável que o funcionário público exija vantagem indevida. exige pagamento de importância que não lhe é devida. e não o crime de concussão (TJSP. ■ Desclassificação: Se não houve exigência de vantagem. o servidor do INSS que. Pratica concussão. 319). nas circunstâncias do fato. . in RBCCr6/232). ■ Confronto com Crime contra a Ordem Tributária: 0 funcionário público que. 316 do CP nada mais é do que uma espécie de extorsão (TJSP.. quando muito. Pratica corrupção ativa. RTJ93/1023). a proposta maliciosa" não configuram concussão. RT628/343). RJTJSP 173/313). sem que a vítima tenha cedido à exigência exclusivamente por temor. caput (TJSP. para a realização de cirurgia imprescindível em paciente segurado pela Previdência. ■ Concussão e corrupção ativa: Pelas mesmas ações são incompossiveis os crimes de corrupção ativa praticados pelo particular e de concussão cometidos pela autoridade pública (STF. APn 29. RT 752/726). mas só o seu recebimento. a sugestão. mas por entender tratar-se de quantia devida e necessária para a expedição do documento (TJMG. Ap. in RBCCr 21/306. RT 653/395). ■ Concussão e prevaricação: Há concurso formal se o policial exige vantagem indevida para ignorar prática contravencional. art. ■ Policial militar: Pratica concussão se exige para si vantagem indevida para "aliviar a barra" do larápio que conduziu à delegacia (TJDF. da Lei n 2 8. que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4a R. mas "solicitação". TJSP. RT 792/611). conveniado com a Previdência Social. RT 755/605).858. embora formalmente partida do particular.. Há concussão. Desclassifica-se para o delito de prevaricação (CP. 698/342. RT750/595).

Pleno. de 12 de novembro de 2003 (vide Anexo XI). Jurisprudência do excesso de exação (anterioràatua/redação dada pe/aLein 4 8. como tipo subjetivo.6... 4.01. in RBCCr 17/358). apoiada em decreto estadual. 50. 30917).763. 30917). ainda que fora da função ou antes * A pena prevista para o crime deste art. da Corregedoria de Justiça (TJMG.00. poiso art. RT761/565. contra: TRF da 4 2 R. JM 131/456). APn 29. p. conveniado com a Previdência Social. RT735/721).Arts.. contra pacientes internados na referida instituição. Ap. 316 do CP não se aplica aos serventuários deste (TJSP. ■ Serventuários da justiça: Há acórdãos admitindo que o art. RT 775/674). p. não se aplica a eles. HC 2000.3. DJU 14. 18 do Decreto-Lei n° 115/67 (STF.858.R. por falta de dolo.137/90) CORRUPÇÃO PASSIVA Art. o dolo (TRF da 2 2 R.94.13. RT 775/697). não obstante se trate de matéria sumulada pelo STF (TRF da 2 2 R. HC 492. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento do crime de concussão ou de corrupção passiva que tem como sujeito passivo secundário indivíduo condenado pela Justiça Federal. TJSP. até que o juiz da comarca baixe norma determinando deva ser seguida a tabela oficial. IBCCr91 /456.. no crime de excesso de exação. 317 foi alterada pela Lei n° 10. RT 505/348). ■ Desembaraço aduaneiro: Não caracteriza excesso de exação a exigência. in RBCCr 6/232). que exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços a que se obrigou (TRF da 4 2. residente na zona rural. RT 535/259). que agiram em nome do Poder Público. Jurisprudência do excesso de exação ■ Tipos objetivo e subjetivo: O excesso de exação tem como tipo objetivo a exigência de tributo ou contribuição e. HC 492. 316 e 317 Código Penal 632 ■ Médico: E atípica a conduta do médico que faz acordo com paciente no sentido de serem ressarcidas as despesas de uso de aparelho em cirurgia feita em hospital público (TRF da 4 2 R.. consistente na cobrança indevida de taxas extras pela prestação de serviços médico-hospitalares (STJ. pp. RT775/712. por força de delegação legal. DJU26. p.94. Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento de crime de concussão praticado por médico de hospital conveniado ao SUS.. visto que a gravidade do crime com relação ao bem jurídico afetado é inerente ao próprio tipo penal (TRF da 2 2 R. por força do art. que a exigência é legítima (TJSP. que. Solicitar ou receber. sendo competente a Justiça Federal (TRF da 3 2 R. ■ Exigência: A exigência. ■ Serventuários extrajudiciais: Se o oficial ou escrivão faz a cobrança de emolumentos de acordo com a tabela expedida por sindicato dos notários e registradores. para si ou para outrem. direta ou indiretamente. mv — DJU 9. 8738-9. ou só é cabível em caso de reincidência. DJU 14. 316. cumpre pena em estabelecimento penitenciário estadual (STF. RT633/327). ■ Serventuários extrajudiciais: E atípica a cobrança excessiva de custas e emolumentos por escrivão de cartório extrajudicial. RT758/486). do pagamento do ICMS para efetuar o desembaraço de mercadorias importadas.4. ■ Falta funcional: Simples pedido de oficial de justiça ao citando. no caso de responsável por estabelecimento hospitalar ou laboratorial. equipara-se a pura cobrança (TACrSP. § 1 2 .4. pela autoridade administrativa. j. p.04.00. in Bo1.94. DJU 13.019017-0/RS. 87195. TJRS. Igualmente. 95.6.04. 317. RJTJSP 111/549).11.. a título de reembolso do táxi. ■ Erro: Não há crime se o agente supõe. ■ Competência: Tratando-se de agentes federais. RTJ 94/31. é tão-somente falta funcional (TJMG. ■ Pena-base: Não se justifica o aumento da pena base em razão do crime ter sido cometido em detrimento de instituto público.920-5/SC. valendo-se da função que exerciam. . não há concussão.96. por erro. houve lesão a interesse da União. RJTJSP 85/367).

não mais caberá a suspensão. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. E imprescindível. 370) ou qualquer espécie de benefício ou de satisfação de desejo (H. p. com pena máxima até dois anos. de ato contrário à lei).5 22 . da Lei n° 10. mas em razão dela. entrar na posse). já que a pena do caput do art. ■ Tipo objetivo: São três as ações previstas: a. b. aceitar promessa (anuir. a transação cabe no § deste art. ■ Sujeito passivo: O Estado. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Comentários ao Código Penal. é bem de ver. em vigor a partir de 12.7. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. 317 passou para reclusão. § 1 2. MAGALHÃES NORONHA. Comentários ao Código Penal. 370. 2°. A respeito. § 2 2 . IV. 250). 5 2 . 1995. 1965. 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). vantagem indevida. 317. no art. Lições de Direito Para fatos posteriores a 12. recebimento ou aceitação de promessa. a partir da vigência da Lei n° 10. que seja em razão dela (função pública do agente). 333 do CP. 29 e 30). Assim. .259. especialmente a sua moralidade. p. v. Contudo. de três meses a um ano. solic/tar(pedir). receber (aceitar.633 Código Penal Art. de um a oito anos. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena — reclusão. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. como ressalva a doutrina. A pena é aumentada de um terço se. IX. do CP (art. denominada corrupção própria). recebimento ou aceitação deve ser para a prática ou omissão de ato inerente à sua função. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. A solicitação tanto pode ser feita expressamente como disfarçada ou veladamente.2003. ainda que haja incidência do art. entendemos que.259/01. A solicitação. no mesmo sentido: H. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual.1. deixa de praticar ou retarda ato de ofício. 327.099/95). ainda que combinado com o § 22 do art. parágrafo único.11. a entidade de direito público e a pessoa prejudicada. e multa. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.02. § 22 . v. a solicitação. arts. v. entendendo-se ser apenas a vantagem patrimonial. 327. IV. não podem ser consideradas material de corrupção" ( HUNGRIA. sempre. deve ser para si (para o próprio agente) ou para outrem (vide Tipo subjetivo). da CR/88) e da analogia in bonam partem. por serviços extraordinários (não se tratando. Todavia. E indiferente. o particular pode ser co-autor ou partícipe.01. como infração separada e independente. Assim. 1103. de pequena monta. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena — detenção. FRAGOSO. "as gratificações usuais. 100 do CP. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. v. 1959. Corrupção passiva (caput) ■ Remissão: A corrupção ativa é prevista. 89 da Lei n° 9. porém. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. em conseqüência da vantagem ou promessa. 0 que se pune é o tráfico da função pública. se não houver incidência do art. p. haja ou não procedimento especial. de 12. c. desde que pratique o crime em razão da função pública. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. § 22 . do CP. O objeto material é a vantagem indevida. Lições de Direito Penal — Parte Especial. 317 de assumi-la. como dinheiro ou qualquer utilidade material ( HuNGRIA. p. ou multa. IX. 1959. e multa (vide Anexo XI). Indevida é a vantagem que a lei não autoriza. caput. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. ■ Transação: De acordo como art. divide-se a doutrina. que a contraprestação visada seja ato legal e regular (será a chamada corrupção imprópria) ou não (neste caso. Direito Penal. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput. E pode ser solicitada direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente ( mediante interposição de outra pessoa). Em face do princípio da isonomia (art. Se o funcionário pratica. 327. FRAGOSO. concordar com a proposta). ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. com infração de dever funcional. cabe no .

deixa de praticar ofício. e o elemento subjetivo do tipo implícito na expressão "para si ou para outrem". 1959. em conseqüência da vantagem ou promessa (vide nota ao caput). ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Tentativa: E discutível a sua admissibilidade. Embora o crime possa ser praticado antes mesmo de o agente assumir função pública. deve ficar demonstrado que o acusado iria. a vontade livre e consciente de praticar as ações previstas. pouco importa que o agente não tenha assumido função pública ou que não tenha recebido qualquer forma de pagamento. jurisprudência: STF. ■ O recebimento é infração bilateral: Na modalidade de recebero crime é bilateral. v. ou seja. I. 0 corruptor incide no art. 317 Código Penal 634 Penal — Parte Especial. há exigëncia do agente. 1105. 251. . b. ou pratica infringindo dever funcional (pratica ato que viola dever de sua função). in RF 266/115 e RT 526/479. o princípio da insignificância ou da bagatela". mv — RT 774/570). Direito Penal. ■ Consumação: Com a efetiva solicitação. de um a oito anos. Comentários ao Código Penal. do CPP ( CELSO DELMANTO. vide nota acima. ou multa. ■ Ação penal: Igual à do caput. art. 327 do CP. v. Ill. mas em razão dela. retarda (atrasa) ato de oficio. c. "A defesa preliminar do funcionário público e o novo sistema processual penal". Lições de Direito Penal — Parte Especial. 323. Nas formas de receber e aceitar. IX. em razão da atual redação do art. vide nosso comentário ao § 2 2 do art. 333). ■ Pena: Reclusão. já que se trata de crime formal de mera conduta (TJSP. o funcionário pratica. RJTJSP99/428). ■ Pena: E alternativa: detenção. vide art. A doutrina tradicional divide-se. de três meses a um ano. I. p. ■ Confronto: Se. v. p. Não há forma culposa. ■ Confronto: Se transige. art. Direito Penal. v. e multa. HUNGRIA. 1995. de forma que não é possível a condenação dos passivos. recebimento ou aceitação. IV. Entendemos que se faz necessária. v. 317 se a execução dos atos não era inerente à função e ofício do funcionário (TJSP. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. do crime de corrupção ativa (CP. 1995. ou retarda ato de ■ Noção: Nesta figura. art. Direito Penal. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 1965. art. 314). RT791/589). Figura privi/egiada (§ 2°) Figura qua/ificada especial Jurisprudência . indicando o "dolo específico" ( MAGALHÃES NORONHA. ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. para quem "aplica-se. 1965. DAMÁSIO DE JESUS. RTJ 114/1052). n 2 114). IV. em responsabilizar subordinado. deixa de praticar qualquer ato de ofício (omite). FRAGOSO. quando os corruptores ativos foram absolvidos (H. IV. Ocorre quando o funcionário. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 135. em vez de solicitação.Art. v. sob igual título. ca put. sob o título Sujeito ativo. do CP (concussão). 1979. 514). efetivamente. p. Figura qualificada (§ 1°) ■ Noção: É a chamada corrupção própria exaurida. função de direção ou assessoramento. a apresentação da defesa preliminar (CPP. ■ Concurso de pessoas: Quanto à co-autoria ou participação de particulares. p. 1995. 333 do CP (corrupção ativa). há a prática. p. a quem lhe interessa agradar ou adular. em tese. mas em razão de pedido ou influência de terceira pessoa. IV. assumi-la (TJSP. Manual de Direito Penal. 514). 17 do CP. 316. mas o faz cedendo a pedido ou influência de outrem. por outra pessoa. Jurisprudência Criminal. 320. v. e Júuo F. 251) ou "genérico" (H. 1996. na hipótese. 1106. 371). efetivamente: a. ■ Em razão da função: Não se tipifica o crime deste art. O agente transige em seu dever não por visar a uma vantagem direta. vide CP. p. v. p. com infração de dever funcional (vide nota ao § 1 2). MIRABETE. Na modalidade de solicitar. MAGALHÃES NORONHA. IV. por indulgência. ■ Crime putativo provocado: Vide nota ao art. ■ Pena: A do caput é aumentada de um terço. FRAGOSO.

11. 317 e 318 ■ Concurso de pessoas: Caracteriza-se a participação no comportamento omissivo penalmente relevante do réu que.7. RT 389/93. 334): Pena — reclusão. ■ Corrupção passiva e concussão: Se não houve exigência por parte do agente. ainda que o corruptor ativo não seja condenado (TJSP. na prática de atos de seu ofício.12. p. ■ Figura privilegiada do § 22 : Para a sua configuração. mv. mas em proveito do próprio serviço público (TJSC. a prática de contrabando ou descaminho (art. omite-se. e não por indulgência.656. ■ Competência: Corrupção passiva de patrulheiro federal é da competência da Justiça Federal (TJSP. DJU 27. Facilitar. RT 734/646. RCr 901. mas sim corrupção passiva (TRF da 2 2 R. j. RT 686/320. ciente da conduta delituosa perpetrada por sua concubina e subordinada. RT 686/319). empresta ares de legalidade à cobrança indevida de valores para expedição de cédula de identidade civil (TJMG. 320 do CP (TFR. sob pena de trancamento da ação penal por falta de justa causa (TRF da 1 2 R. caso Collor). recebem vantagem ilícita para fazer segurança de contrabando. RT774/646). FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO Art. mv. ■ Figura qualificada do § 1 2: Há quando o funcionário.635 Código Penal Arts.12. RT 536/306). 10363). é corrupção passiva e não concussão (TJSP.94. RT 702/337). RT 579/306). RJTJSP 160/306). nem mera facilitação deste crime. 785-4/DF. p. 648/265).82. nesta última hipótese. RT783/756. 761/592). JSTJ e TRF6/354). RJTJSP 104/426. DJU 14. Ap. ■ Gratificação: Excluem-se da incriminação de corrupção pequenas doações ocasionais recebidas pelo funcionário. como delegado de polícia e responsável pelo serviço de identificação civil. j. TJSP. Inq. Pleno. TJSP. p.00. RT718/372). e multa. em virtude da aceitação de promessa de vantagem. 3. RT 527/406).. ■ Vendas de carteira de motorista: Vendida por funcionário público é corrupção própria (§ 1 2 ) e não estelionato. .11. TRF da 4 2 R. ■ Ato de ofício: Para a configuração da corrupção passiva deve ser apontado ato de ofício do funcionário. ■ Consumação: Na forma de solicitar é crime de mera conduta e seu momento consumativo se dá com a simples solicitação da vantagem indevida (STJ. pois.. APn 307-3-DF. ■ Corrupção passiva e contrabando: Policiais que. não praticam co-autoria de contrabando. o agente funcionário deve ceder a pedido ou influência de outrem. ■ Vantagem impossível: Embora o crime seja de natureza formal.95. ■ Em proveito da administração: Não configura o art.79. com infração de dever funcional. ■ Denúncia: Deve descrever a relação entre a "vantagem econômica" recebida ou aceita e a prática ou omissão de fato inerente à função pública do agente. 8. ■ Pedido de reembolso: Não configura crime a solicitação de importância pequena. 5574).. in Bol IBCCr 99/516. sendo a eventual falsidade do laudo mero exaurimento e configurando causa especial de aumento de pena do § 1 2 (TJSP. efetivamente. RT 538/324. RT 784/741. 318. 526/356. RT 761/592). não se tipifica se a vantagem desejada pelo agente não é da atribuição e competência do funcionário (TJSP. sem dele participar diretamente. mas mera solicitação de propina. ■ Corrupção passiva e falsa perícia: A simples solicitação de vantagem indevida formulada por perito caracteriza o delito de corrupção passiva. DJU 7. 317 se a importância não foi recebida para si ou para outrem. sendo irrelevante a concordância da pessoa a quem dirigida a solicitação ou a entrega concreta e material daquilo que foi solicitado (TJSP. 13. o delito seria o do art. mesmo fora do horário de serviço. RT 736/618). No mesmo sentido: STF. configurador de transação ou comércio com o cargo então por ele exercido (STF. infringindo o dever funcional (TFR. para reembolso das despesas feitas com combustível na realização de diligência (TJSP. de três a oito anos. em razão de suas funções (TJSP.10.

2. concernente à vistoria na oportunidade da saída do cais. ■ Extinção da punibilidade: A extinção da punibilidade do descaminho. 16966). Na corrente tradicional é o "dolo genérico". oudescaminho ■ Noção: O CP destaca. ■ Pena: Reclusão. A conduta pode ser comissiva ou omissiva. sendo o processo da competência da Justiça Federal. Ap.7. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 319. 334). que o agente viole o seu dever funcional (TFR. com consciência de estar infringindo o dever funcional. se não houver transgressão do dever de sua função. de 12. de três meses a um ano. vide § 22 do art.896. cuidando-se de pena máxima cominada não superior . Ap. RE 93. ainda que não se consume o contrabando ou descaminho.01. p. em vigor a partir de 12.5. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública.02. ainda. Retardar ou deixar de praticar.921. independentemente da consumação do contrabando objetivado pela conduta (STF. ■ Competência: E da Justiça Federal. a participação de funcionário público. 318 do CP (TFR. Não há forma culposa. poderá haver participação no crime do art. e multa.6. ■ Consumação: Com a efetiva facilitação. 2 2 . art. e multa. da Lei n° 10. 334 do CP). Econômica e contra as Relações de Consumo).83. Prevaricação ■ Transação: De acordo como art.1. DJU 6. DJU 18. de três a oito anos. arts. auxiliar. por lei. TFR. p. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. ■ Ação penal: Pública incondicionada. ■ Sujeito ativo: Não basta a condição de funcionário público. no crime de contrabando ou descaminho (CP. indevidamente. 327 do CP.259.428. 0 agente deve ter. 6.10. p. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: No caso de ocupante de cargo em comissão. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena — detenção. ainda que o funcionário seja estadual (TJSP. 318. não se estende ao crime de facilitação deste art. não pode conduzir à conclusão da ocorrência do delito do art. 29 e 30).137/90 (Lei dos Crimes contrabando contra a Ordem Tributária.86. 318. que consiste na vontade de facilitar. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nota ao art. RT 616/386. pelo pagamento dos tributos. 5. DJU 25. 334 do CP. PREVARICAÇÃO Art. 318 com a efetiva facilitação. ■ Sujeito passivo: O Estado. o dever funcional de reprimir o contrabando ou descaminho (TER. ■ Mero descumprimento: O simples fato de descumprimento do dever funcional. ■ Tipo objetivo: Incrimina-se a facilitação (tornar fácil. pois se exige.9. RT 410/123). pp. ato de ofício. afastar dificuldades) da prática de contrabando ou descaminho (vide nota ao art. DJU 6. com dever funcional de repressão ao contrabando ou descaminho. RTFR 61/104). como figura especial. com infração de dever funcional. o particular pode ser co-autor ou participe. desde que tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor (CP. ■ Consumação: Consuma-se o crime do art. A facilitação precisa ser com infração de dever funcional do agente. mas não a caracterização da presente figura do art. No entanto.84. pois. parágrafo único. Ap. 6028). 4157).80. função de direção ou assessoramento. 318 e 319 Código Penal 636 Facilitação de ■ Alteração: Pena de reclusão aumentada pela Lei n° 8. 17895-6). 327 e §§ 1 2 e 22 do CP). que lhe seja conexo (STF.Arts.985.

■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ato de ofício. c. e não por erro ou dúvida de interpretação do agente (TFR.492/86). sim. ■ Consumação: Com o efetivo retardamento. DJU 14. 9262. injustificado ou ilegal. TRF da 4 a R. delonga. Ato de oficio "é aquele que se compreende nas atribuições do funcionário. § 22. com pena máxima até dois anos. ■ Tipo objetivo: São três as modalidades previstas: a. 1958. a transação cabe neste art.637 Código Penal Art. Deixar de praticar. não praticando o ato em tempo útil ou excedendo os prazos legais. poderia acarretar a responsabilidade penal ou administrativa dele próprio (ex. da CR/88) e da analogia in bonam partem. p. sendo necessário que a prova revele que a omissão decorreu de afeição. o ato. 327 e §§ 1 2 e do CP). não haverá este crime se o agente retarda ou omite ato de ofício que. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe.259/01. O funcionário atrasa. ou seja. 319. como na de produção de açúcar e álcool (art. DJU 17. 5 2 . ■ Tentativa: Admite-se na forma comissiva. a vontade livre e consciente de praticar as ações ou omissões indicadas. RCr 895. 514). RJDTACr 11/196). O agente omite. entendemos que. mas não na omissiva. Não se pode dizer que se omitiu . v. TACrSP. DJU 17.96. 319 a dois anos. CEsp. ato que transgride disposição expressa constante de lei (não de regulamento).: retardar a prestação de contas para encobrir seu próprio desfalque). Na prevaricação. ■ Sujeito passivo: 0 Estado. de modo indevido. ou seja. Na última modalidade (c). ■ Pena: Detenção. ■ Ação penal: Pública incondicionada. a omissão ou retardamento é feito indevidamente. 376). Nas duas primeiras modalidades (a e b). 25005. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Na doutrina tradicional é o "dolo específico". ou seja. "escoimada de qualquer dúvida ou obscuridade" ( HUNGRIA. Direito Penal. ódio.099/95). A prevaricação exige "dolo específico". Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. contemplação.5. vide § 22 do art. mesmo que haja combinação com o art. haja ou não procedimento especial. TJSP. Em face do princípio da isonomia (art. RTJ 111/289. 327. Assim.82. 59. caput. ■ Confronto: Há delitos semelhantes em outras leis penais especiais. omissão ou prática. ■ Tipo subjetivo: O dolo. STJ. in RBCCr 15/410. Praticá-lo contra disposição expressa de lei. RT 537/269. do CP (art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. v. 327. ou para satisfazer interesse. p. e. 327 do CP. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide nossas notas ao art. não pratica. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. Retardar. 89 da Lei n°9. Inq. ato de ofício. de três meses a um ano. 23 da Lei n° 7. O funcionário pratica o ato. ainda que combinado com o § 22 do art.991. há prática de ato. 100 do CP. b. p. se praticado. ou em sua competência. 3 2 do Decreto-Lei n° 16/66) e na do Sistema Financeiro Nacional (art. p. Comentários ao Código Penal. Não há punição a título de culpa. 258)..10. a conduta é para satisfazerinteresse ou sentimento pessoal (de natureza material ou moral). função de direção ou assessoramento. ato administrativo ou judicial" ( MAGALHÃES NORONHA. 10363). e o elemento subjetivo do tipo expresso pela especial finalidade de agir ("para satisfazer interesse ou sentimento pessoal"). mas não é ato de seu dever. indevidamente. e multa. Inq. Pleno. art. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. p. 44. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual.93. indevidamente. RT727/439. Naturalmente. IX. a partir da vigência da Lei n 2 10. embora haja expresso mandamento legal em contrário. finalidade que marca o dispositivo e o diferencia de outros delitos contra a Administração Pública (vide Tipo subjetivo). ■ Tipo subjetivo: 0 interesse ou sentimento pessoal é essencial à tipificação (STF. 1995. definitivamente. in RBCCr3/258.4. IV.

■ Dificuldades burocráticas: Não se confundem com retardamento doloso (STJ. deixa de praticar atos. TJSP. HC 5. RT486/357). é necessário que antes se defina a própria legitimidade da norma legal que veda o ato incriminado (TJSP. RTJ 94/25 e 41).Art..479-SP. pois ausente o dolo específico consistente em satisfazer interesse ou sentimento pessoal (TACrSP. 0 erro ou a simples negligência não configura o delito (TAPR. comodismo. pode significar a administração como um todo (TJSP. RTJ94/1. TACrSP. embora de ofício. delegando-os aos juízes classistas (TRF da 52 R. se havia duas versões e optou por tomar as providências indicadas por uma delas (TACrSP. p.03. pois mera negligência não caracteriza o delito (TJMG. Se a ordem judicial não pode ser materialmente cumprida pelo servidor. devendo a prova dos autos revelar que o ato comissivo decorreu de afeição.93.97. ■ Contra disposição expressa de lei: Na modalidade de praticar ato contra disposição expressa de lei. RT 767/643). pois não está dentro das . Inq. RT725/681). Julgados 71/320. erro ou negligência. RT780/656).363. a boa ou má interpretação que dá à lei não basta para configurar (STF. Além do dolo específico. RT 520/368). ódio ou contemplação para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. não praticam prevaricação.178. redigida no plural. 319. RF256/361). 13421. RT 728/540).066254-2). STJ. p.00. Servidores estaduais que deixam de atender ordem de Procurador da República. ■ Falta disciplinar: Não basta para a tipificação. ■ Ato de ofício: É imprescindível que o agente esteja no exercício da função (TACrSP. inexiste crime de prevaricação (TRF da 1 2 R.8. in RBCCr2/242. JSTJ e TRF68/377. RT732/650).. 319 (STF. ■ Animosidade: O retardamento por animosidade ao solicitante revela satisfação de sentimento pessoal (TJSP. DJU 26. ■ Erro: 0 erro ou desatenção na interpretação da lei pode excluir o crime. Não há crime de prevaricação na conduta de quem omite os próprios deveres por indolência. pois são elementos necessários à configuração do delito do art. sendo indispensável o elemento subjetivo do art. 40764. TJSP. TAPR. JSTJ e TRF68/377. 319. RHC 8. in Bol. A recusa em cumprir requisição para prestar informações ao Ministério Público não caracteriza o crime do art. ■ Desídia: Mera desídia não configura (TRF da 1 2 R. em placas de obras públicas. 69/209). in RBCCr 20/398). para consecução de tarefas mais importantes. TJSP. RT612/310). RT 543/342. RT 507/399). o juiz presidente de Junta que. ficar demonstrado que agiu movido pelo senso de cumprimento do dever.4. não há falar em prevaricação. 93. p. DJU 3. preguiça.. RT774/713. é necessária a consciência de que o ato praticado contraria expressa disposição legal. Prefeito que expede medida provisória não pratica ato de ofício. RT622/296). quanto ao juiz. ■ Prefeito: A utilização da frase "estamos com você" e de símbolo próprio. por ausência de competência na sua esfera de atribuições. E indispensável que o ato retardado ou omitido se revele contra disposição expressa de lei (TACrSP. TRF da 4 2 R. TACrSP. sem o propósito deliberado de retardá-los (TACrSP. 1BCCr 89/439. não configura prevaricação. p. in RBCCr 1/228. se. pela inexistência de norma legal que imponha o acatamento da aludida requisição (TRF da 32 R. TJMT. DJU 28. RT 544/347). RT 589/436. ■ Requisitos da denúncia: A denúncia precisa indicar qual a omissão e sua natureza. RJDTACr 30/349)...2. se a conduta foi por interesse ou por sentimento pessoal. RT 486/356). 67424. Pleno. por parte de prefeito.12.92. Julgados 71/290. ■ Juiz do trabalho: Não comete o crime deste art. em face do princípio da insignificância. 319 (STF. que os requisita para prestar serviços em inquérito civil. Ato de ofício é todo ato que corresponde à competência e atribuição do funcionário (TACrSP. HC 23. RT728/616-7). RT612/310. 157 (96. ao contrário. TJSP. RT749/677). DJU 19. mv— RT 714/431. 319 Código Penal 638 por sentimento pessoal. pois foram retirados depois de representações junto à Câmara Municipal e a frase.

a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. 319 e 320 atribuições de seu cargo.639 Código Penal Arts.1. de quinze dias a um mês. e só o devolvendo quando por elas pressionado (TJSP. visando evitar queixas infundadas contra servidores públicos (STJ.259/01. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos.161. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou.89). deixa de cumprir ordem legal. ou multa. ■ Mandado de segurança: O descumprimento por autoridade administrativa de sentença proferida em mandado de segurança configura. quando lhe falte competência. Deixar o funcionário. caput. ■ Prevaricação e desobediência: Se o ato de desobedecer não se refere às atividades exercidas pelo funcionário. não dando ao dinheiro recebido das partes a sua destinação. 4. RJTJSP 106/429). DJU 12. haja ou não procedimento especial. não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena — detenção. sob o título Juizados Especiais Criminais . 5 2. 319 (TACrSP.7. não se podendo falar. inclusive por não ter causado dano (STJ. deixa de lavrar termo cricunstanciado ou instaurar inquérito e devolve a arma apreendida. ■ Absorção: A prevaricação não pode absorver crime mais grave (TJSP. 2 2. se a ordem descumprida diz respeito à sua atividade funcional propriamente dita. Em face do princípio da isonomia (art. reconhece firma posta em certificado de registro de veículo sem a presença de seu signatário. para satisfazer interesse pessoal e sentimento de amizade amplamente comprovados (TJRO. não há se falar em prevaricação (TACrSP. nesta hipótese. 330 do CP. 369 do CPC (TACrSP RT 781/613). agindo como particular.90. RT708/374). RT783/588). nesta qualidade. tenham ou não procedimento especial [vide nota no art. de prática do delito do art.02.259. p. parágrafo único. Devendo buscar elementos que sirvam de base à instauração da ação penal. j. RT719/426). 514). Condescendência criminosa ■ Transação: De acordo com o art. o delito (TRF da 1 2 R. a partir da vigência da Lei n° 10. com pena máxima até dois anos. ■ Delegado de polícia: Inexistindo norma que o obrigue a autuar em flagrante todo cidadão apresentado como autor de ilícito penal. da Lei n°10. ■ Ação penal: Nos crimes funcionais. RT 728/540. da CR/88) e da analogia in bonam partem. 100 do CP. 319 (STJ.307. RJDTACr 27/218). ■ Funcionário de tabelionato: Comete o crime se. HC 11. configura-se o art.01. de 12. contrariando o disposto no art. considerando seu poder discricionário. 3891). em vigor a partir de 12. ■ Prevaricação e peculato: Não pratica peculato. mv — RT 505/305). HC 11.1.3. 319 o funcionário público que. Pratica o delito do art. Pratica prevaricação delegada que.. tipifica-se o art. CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Art. em tese. o delegado pode juntar os documentos que entenda pertinentes aos fatos da investigação. para satisfazer sentimento ou interesse pessoal. o que torna a sua conduta atípica. ■ Oficial de Cartório de Registro de Imóveis: Os mandados judiciais não estão dispensados do controle administrativo feito pelo oficial em todos os títulos que lhe são endereçados. por indulgência. nem mesmo o de uso. RT746/560). entendemos que. mas prevaricação. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. 320. mv — RT 772/677). caracteriza-se o crime de desobediência (TAMG. o serventuário da justiça que retarda atos de ofício para satisfazer interesse próprio. não se caracterizando prevaricação se argüiu dúvida quanto à capacidade das partes ou a requisito formal (TACrSP. 748/639). em caso de porte ilegal de arma. é imprescindível a notificação prévia do acusado para apresentar resposta (CPP. art.

Deve. Assim. ou multa. ■ Tipo objetivo: O art. interesse privado perante a administração pública. além da multa. Embora não tenha competência para responsabilizar o infrator. ainda que combinado com o § 2 2 do art. ■ Fuga de menor da Febem: Ainda que se trate de mera infração administrativa por parte do funcionário que devia vigiá-lo. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". 320 (TACrSP. 327. ou seja. a sua falta de apuração afronta.455/97. ■ Tentativa: Inadmissível. ■ Transação: De acordo com o art. 327 e §§ 1 e 2 do CP). a omissão do agente deve ser por indulgência. ■ Consumação: Com a omissão.259. do CP (art. 319 do CP. função de direção ou assessoramento. valendo-se da quali dade de funcionário: Pena — detenção. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 89 da Lei n 2 9. ou multa. art. ■ Tipo subjetivo: O dolo.7. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. § 22 . ■ Confronto: Se a omissão é para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. isto é. art. 320 contém duas modalidades: a. entendemos que. 321. § 22 . superior hierárquico do funcionário infrator. ■ Ação penal: Pública incondicionada. 0 agente. mesmo que haja incidência do art. ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA Art. entendemos que há no tipo. a transação cabe neste art. em vigor a partir de 12.1.). 320 e 321 Código Penal 640 (Federais)]. 1 2 . a este art. de 12. caput. da CR/88) e da analogia in bonam partem. Em face do princípio da isonomia (art. ■ Sujeito passivo: O Estado. de um a três meses.Arts. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. 2 2 . art. 514). Se o interesse é ilegítimo: Pena — detenção. vide CP.01. a transação será cabível também para crimes de competência da . Tratando-se de omissão em relação ao crime de tortura. por tolerância ou condescendência (vide Tipo subjetivo).099/95). da Lei n° 9. mesmo havendo procedimento especial (CPP. em tese. ■ Pena: É alternativa: detenção. 5 2 . o elemento subjetivo referido pelo motivo de agir ("por indulgência"). Patrocinar. § 2 2 . RT701/321). quando lhe falte competência. arts.259/01.02. art. a partir da vigência da Lei n° 10. da Lei n°10. 327. Não há forma culposa. Todavia. 327. de três meses a um ano. 513 e ss. Parágrafo único. ainda. Deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo. não promove a apuração da falta nem aplica ao subordinado as cominações legais. deixa de responsabilizar. Figura qualificada Jurisprudência ■ Incidência: Na hipótese de ocupante de cargo em comissão. Não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. parágrafo único. existir relação entre a infração e o exercício do cargo. embora tenha competência. b. de quinze dias a um mês. o agente não leva o fato ao conhecimento da autoridade competente. Em ambas as modalidades deste delito. 2 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. portanto. haja ou não procedimento especial. 320. direta ou indiretamente. É pressuposto do delito que o subordinado haja cometi do infração (administrativa ou penal) no exercício do cargo. consistente na vontade livre e consciente de omitir.

327. Econômica e contra as Relações de Consumo). não configura advocacia administrativa (TJSP.137/90 (Lei dos Crimes contra a Ordem Tributária. ■ Confronto: Se a advocacia administrativa é praticada perante a administração fazendária. consideração ou influência de que goza entre estes" ( Comentários ao Código Penal. O interesse deve ser de terceira pessoa e não do agente. A ação pode ser exercida direta (pelo próprio funcionário) ou indiretamente (com a interposição de terceira pessoa). cumulada com a multa do caput. ■ Pena: É alternativa: detenção. ■ Tipo objetivo: O núcleo é patrocinar. Deve. ■ Consumação: Com a prática de ato que demonstre o patrocínio. vide nosso comentário ao CP. ■ Noção: Se é ilegítimo o interesse que o agente patrocina. ■ Tentativa: Teoricamente admissível. apadrinhar interesse alheio. também caberá no parágrafo único. É o "dolo genérico" na doutrina tradicional. porém. amparar. o sujeito ativo não precisa ser advogado. a causa de alguém. em processo administrativo. 327. 514). ■ Ação penal: Igual à do caput. Se a advocacia administrativa der causa à instauração de licitação ou à celebração de contrato. Advocacia administrativa (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. IX. determinada por prefeito. 321. 1959. 383). 1995. art.666/93. ainda que haja incidência do art. 327 do CP). ou multa. este delito poderia ser praticado também por omissão ( Direito Penal. com pena máxima até dois anos. § 2 2 . ■ Atos privativos de advogado: O delito se caracteriza quando o agente pleiteia. ■ Ação penal: Pública incondicionada. § 2 2 . ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no parágrafo único. da facilidade de acesso junto a seus colegas e da camaradagem. Assim. 89 da Lei n° 9. mesmo que combinados com o art. sem dependência do resultado da conduta. art. art. IV. 3 2 . v. p.099/95). como faz ver o verbo empregado na definição do delito. ■ Sujeito ativo: Não obstante a rubrica indicar "advocacia" administrativa. fazendo pedidos. da Lei n° 8. v. advogar. acompanhando processo. ser funcionário público (vide notas ao art. lícito ou ilícito (vide nota ao parágrafo único). arts. de um a três meses. a antecipação de pagamento de obra. a transação. valendo-se da qualidade de funcionário. § 2 2. advoga. Ill. art. 29 e 30). Como anota HUNGRIA. Para MAGALHÃES NORONHA. ■ Tipo subjetivo: O dolo. 100 do CP. que tem a significação de pleitear. de três meses a um ano. ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. ainda que baste o dolo indireto. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. do CP (art. o agente patrocina "junto a qualquer setor da administração (e não apenas na repartição em que está ele lotado). 91 da Lei n 2 8. praticando atos privativos de Figura qua/ilicada (parágrafo ún/co) Figura qua//ficada especial Jurisprudência . ■ Sujeito passivo: O Estado. Pune-se o comportamento do agente que patrocina interesse privado. do CP. interesse esse que pode ser justo ou não. apadrinhar ou pleitear interesse de outrem. O patrocínio deve ser realizado perante a Administração Pública. 265). Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. ■ Pena: Detenção. função de direção ou de assessoramento. ou seja. razões. RT 488/308). ou seja. p. valendo-se de sua qualidade. O agente precisa ter conhecimento da ilegitimidade. ■ Patrocínio: Patrocinar é advogar. Não há forma culposa. mas de difícil ocorrência na prática. que consiste na vontade livre e consciente de patrocinar. 327. defender.641 Código Penal Art. fazendo petições. cuja invalidação vier a ser decretada pelo Poder Judiciário. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. além de caber no caput deste art. 321 Justiça Estadual. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP.

que tem o sentido de cometer. 121. Igualmente MAGALHÃES NORONHA. 512/343. DJU29. executar. 1981. p. 89 da Lei n° 9. 322 do CP. 322 do CP não foi revogado pela Lei n°4. RTJ 101/1208. Praticar violência. p. ■ Valendo-se da condição: Não basta que o agente ostente a condição de funcionário público. FREITAS. Julgados 81/128. secundariamente. JúLlo F. JC 68/404. Julgados 86/388. 272. o Estado. Manual de Direito Penal. TJSP. v. 29 e 30). TJSC. ■ Juiz: A denúncia deve apontar a causa ou causas de interesse de qualquer pessoa que tenha. O art. a simples violência moral (ameaça) ou o emprego de estupefacientes ou hipnose" (H. E requisito do tipo que a violência seja cometida: a. 321 e 322 Código Penal 642 advogado. 330. ou. de seis meses a três anos. Liberdade e Abuso de Poder na Repressão à Criminalidade. v. 321 exige para a sua tipificação transparente e inequívoca defesa de interesse alheio. in RBCCr2/251). § 2 2 . p. 1121). IV. ■ Tipo objetivo: O verbo empregado no artigo é praticar. no exercício . lesão corporal leve ou grave. TJSP. FRAGOSO. 1995. porém. 327. lembramos ainda. Lições de Direito Penal — Parte Especial. RT 467/356). GILBERTO e VLADIMIR P. Duas correntes existem a respeito: a. RT 725/680-1). 322. ■ Xerox para advogado: O crime do art. 1995. III. tipificado na Lei n° 9. TACrSP. salvo a hipótese de co-autoria ou participação (TACrSP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe.455/97. e não quando proporciona aposentadoria rural a pessoas que não exerciam tal atividade (TRF da 3 2 R. TEclo LINS E SILVA.898/65. p. não bastando. 321 do CP somente pode ter como agente funcionário público. do CP (art. não se configurando com o simples pedido de manuseio de autos de processo. IV. ■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público (vide notas ao art. 56/133. IV. abrange qualquer tipo de ofensa física contra pessoa: vias de fato. 1980.099/95). como o do exercício arbitrário ou abuso de poder" ( Direito Penal. TACrSP.. ■ Sujeito ativo: Este crime do art. A violência física. entendida esta como "a violência física exercida sobre a pessoa visada. 1979. Questões Penais Controvertidas. RT 592/326. 14. para extrair cópias e encaminhar a advogado residente em localidade distante (TRF da 1 2 R.937. RCr 19. desde que eles tenham conhecimento da qualidade de funcionário público do autor (CP. TJRJ. 54/304. 62/266. p. a vis compulsiva e o emprego de entorpecentes ou hipnóticos podem "dar lugar a outro delito. no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena — detenção. a coação moral. 1995. RT511/322). pois é necessário e indispensável que pratique a ação aproveitandose das facilidades que sua condição de funcionário lhe proporciona (TACrSP. n° 22. RT 520/466. 34855. homicídio. O art.10. RT 400/316). MIRABETE. p. RT 489/354). após a edição da Lei n° 4. o crime de tortura. Abuso de Autoridade.92. NOGUEIRA. STF.. a pessoa que sofre a violência. mesmo se houver combinação com o art. Admite-se a participação ou co-autoria de particulares. ■ Sujeito passivo: Primeiramente. além da pena correspondente à violência.. Direito Penal. formulado ostensivamente por funcionário público. mas não há necessidade de que ele seja policial. Violência arbitrária ■ Vigência: É controvertida a vigência do art. portanto. p.Arts. p. v. RT 748/725). v. arts.898/65 (MAGALHÃES NORONHA. para quem a ameaça. ■ Objeto jurídico: O Estado e a pessoa que sofre a violência. 1996. 269). perante a Administração Pública. Pune-se a prática de violência. PAULO L. 327 e §§ e do CP). Questões Criminais. fazer. b. 1965. 322 foi revogado (DAMásIO DE JESUS. valendo-se da sua condição de magistrada (TRF da 5 2 R. 156. sido patrocinada pela acusada. VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA Art.

cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 322 que a pena da violência arbitrária seja acrescida da pena correspondente à violência. n°6.02. art.898/65 (abuso de autoridade) e n°9. ■ Ação penal: Pública incondicionada. não basta ao reconhecimento do delito do art. 322 e 323 da função. Vide. e multa. de um a três anos. 284 e 292 do CPP). da CR/88) e da analogia in bonam partem. ■ Confronto: Vide. § 1 2. vide § 22 do art. 1976.117/62 (Código Brasileiro de Telecomunicações). o qual prevê que "a autoridade que impedir ou embaraçar a li berdade da radiodifusão ou da televisão.259/01. 22 . ■ Vigência: Vide nota anterior. pois. sem prejuízo de eventual configuração de exercício arbitrário ou abuso de poder (FRANCESCHINI. Trata-se de crime material. 72 da Lei n 2 4. fuga etc. sob igual título. não está.7. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão. RT609/344). de seis meses a três anos. ■ Transação: De acordo com o art. estrito cumprimento de dever legal (como nos casos de resistência. 350 do CP. de quinze dias a um mês. concurso material (CP. ■ Tipo subjetivo: O dolo. só ficando absorvida a contravenção de vias de fato (LCP. 322 do CP. previstos nos arts. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Não há modalidade culposa. v. ■ Consumação: Com a prática da violência (vias de fato. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. ■ Tentativa: Admite-se.). o agente será punido pelos dois crimes. 21).. 5 2 . parágrafo único. de 12. teoricamente. Jurisprudência. 322 do CP". Leis n 2 4. art. ou seja. além da pena correspondente à violência. com pena máxima até dois anos.. Na escola tradicional é o "dolo genérico". 323. art. a vontade de praticar violência com consciência da arbitrariedade. A doutrina põe relevo no nome violência arbitrária do delito. b. § 22. Abandonar cargo público. quando. art. legítima defesa. também. Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira: Pena — detenção.1. fora dos casos autorizados em lei. fora dos casos permitidos em lei: Pena — detenção. de três meses a um ano. ■ Pena: Detenção. de forma que estará afastada a ilicitude se a violência for cometida por motivo justo ou com base legal: estado de necessidade. e multa. a partir da vigência da Lei n° 10. ou multa. quando o agente está efetivamente desempenhando sua atividade funcional específica. 327 do CP. com o homicídio etc. ou a pretexto de exercê-la (a função). mesmo que tenham procedimen- . ou seja. lesão etc. em concurso material (TACrSP.643 Código Penal Arts. no que couber. Em face do princípio da isonomia (art.01.455/97 (tortura). haja ou não procedimento especial. 514). ainda. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. constituída pela inti midação por ameaça. Se do fato resulta prejuízo público: Pena — detenção. art. função de direção ou assessoramento. entendemos que. hipótese em que o agente faz acreditar que se acha exercendo sua função. ABANDONO DE FUNÇÃO Art. na sanção do art. ■ Concurso material: Se da violência arbitrária resultam lesões corporais. caput. ■ Violência física e não moral: Violência simplesmente moral. incidirá. ■ Concurso de crimes: Determina o art. da Lei n°10.788).259. Haverá. 69) com a lesão corporal. na realidade. em vigor a partir de 12. IV.

que consiste na vontade de abandonar. reconhece que ele "atende. IV. Figura qua//ficada pelo prejuízo (§ 1 2 ) Figura qua//f/■ Noção: Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira. E são coisas diversas.099/95). 1995. Inexiste punição a título de culpa. p. 201 do CP e ROBERTO DELMANTO e ROBERTO DELMANTO JUNIOR. Lições de Direito Penal — Parte Especial. com consciência de que poderá acarretar dano à Administração. v. especialmente a continuidade e regularidade dos seus serviços. se não houver combinação com o art. ainda que combinados com o art. 514). mai. IX. in Bol. enquanto o abandono de função pública poderia significar só o abandono de certa função. de um a três anos. 1125). "A greve pacífica nos serviços essenciais e o Código Penal". Por lei./97. § 22 . ou multa. 327. a conseqüente acefalia do cargo. efetivamente. § 2 2 (art.Art. Cabe no § deste art. de quinze dias a um mês. com probabilidade de dano à Administração. ■ Tipo subjetivo: O dolo. necessariamente. do abandono ( MAGALHÃES NORONHA. isto é. v. Abandono de fungão ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. que compreende a totalidade das funções. 327 do CP). IV. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ainda que haja incidência do art. p. 2 ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. ■ Ação penal: Pública incondicionada. (§22 ) ■ Pena: Detenção. sobre sua atipicidade. ■ Noção: Se do fato resulta prejuízo público. ■ Pena: Detenção. ou seja. ■ Sujeito passivo: O Estado. IV. No final da descrição legal. a conduta que. ■ Consumação: Com o abandono por tempo relevante. E desnecessária a efetividade do dano. 89 da Lei n° 9. v. é o prejuízo social ou coletivo. de três meses a um ano. Na escola tradicional indica-se o "dolo genérico". ■ Tipo objetivo: Embora a rubrica do delito seja "abandono de função". 327 e §§ 1 2 e 2 do CP) em exercício de cargo público. diverso do que resulta. Faz-se necessária a notificação do acusado para apresentar defesa preliminar (CPP. 327. de greve. 391). De modo unânime. pois a incriminação diz respeito à deserção de cargo público. v. assevera HUNGRIA que o delito deste art. necessariamente. 1965. 1965. 327. a transação caberá no caput e no § deste art. 1995. 1124). Direito Penal. FRAGOSO. se pune é abandonar cargo público. Existem duas correntes a respeito: a. v. do CP. MAGALHÃES NORONHA subordina o abandono "à probabilidade de dano ou prejuízo" ( Direito Penal. HELENO FRAGOSO. desde que pacífica. Assim. embora considerando tecnicamente duvidoso tal entendimento. e multa. dando-se ao núcleo abandonaro sentido de deixar ao desamparo. é o prejuízo que "afeta os serviços públicos ou interesse da coletividade" (H. 278). p. ■ Tentativa: Inadmissível. 323 Código Penal 644 to especial [vide nota no art. a inexistência ou ocasional ausência de substituto legal do desertor" ( Comentários ao Código Penal. b. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 .634/79). Assim. cada pe%o/uconsidera-se faixa de fronteira a situada dentro de 150 km ao longo das fronteiras garde fronteira nacionais (Lei n° 6. Semelhantemente. IV. e multa. é expressamente ressalvado que o abandono só constitui crime fora dos casos permitidos em lei. do CP. vide. A figura penal alcança o cargo em entidade paraestatal (vide nota ao art. 100 do CP. persistindo o exercício de outras. p. § 2 2 . nota Revogação no art. art. a doutrina empresta ao delito um sentido menos severo. ainda que em serviços essenciais e por funcionário público. . 323. 323. ■ Pena: É alternativa: detenção. 275). sem dúvida. 1959. IBCCr 54/13-14. ■ Greve: Tratando-se de suspensão ou abandono coletivo de trabalho. 323 "pressupõe. ao escopo da norma" (Lições de Direito Penal — Parte Especial. p.

com pena máxima até dois anos.259. ■ Sujeito passivo: O Estado. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. mesmo se houver combinação com o art. ao desamparo. 323. 2 2 . de quinze dias a um mês. RT526/331). A ilicitude também será excluída em caso de urgente necessidade de serviço. mas inicia o exercício da função (pratica atos de ofício) antecipadamente. n 2S 2-4). 324.: exame de saúde.). 89 da Lei n°9. mesmo depois de ter recebido comunicação oficial informando que foi exonerado. EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO Art. sendo imprescindível que o agente tenha conhecimento direto e certo. O agente foi nomeado funcionário público. b. ■ Tipo objetivo: Duas modalidades são previstas: a. removido substituído ou suspenso: Pena — detenção. removido. 2 . 324.645 Código Penal Arts. ou multa. ou continuar a exercê-Ia. que é completada pelas exigências que outras leis (não regulamentos ou portarias) impõem (ex. entendemos que. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. depois de saber oficialmente que foi exonerado. substituído ou suspenso (não são incluídas as cessações por licença ou férias). ■ Consumação: Consuma-se o delito quando a ausência injustificada perdura por tempo suficiente para criar perigo de dano (TJSP. FRANcESCHINI. E a hipótese de exercício antecipado. Exercício funciona/ /legalmente antecipado ou prolongado ■ Objeto jurídico: A Administração Pública. ainda que haja incidência do art. 76 da Lei n° 9. posse etc. Continuar a exercê-la (a função pública). antes de satisfazer as exigências legais. § 2 2 . do CP (art. art.7. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe. sem que haja probabilidade de dano para a administração (TJSP. mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. Jurisprudência. A lei consigna sem autorização. Portanto. cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos. 323 e 324 Figura qualificada especia/ Jurisprudência ■ Incidência: Tratando-se de agente ocupante de cargo em comissão. depois de saber oficialmente que foi exonerado. sem alguém que possa substituir o desertor (TJSP. § 22 . 327. haja ou não procedimento especial. sem autorização. v. 0 agente continua a exercer a função pública (pratica atos de ofício). 327. RT522/358). 100 do CP. caput. Trata-se de norma penal em branco. da Lei n 10. A notificação deve ser pessoal. função de direção ou de assessoramento. Naqueles casos. Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais. não bastando a dúvida.099/95).1. § 2 2 . parágrafo único. cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. substituído ou suspenso (a lei não alude ao funcionário aposentado).259/01. a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual. 324. mas a aposentadori a não foi arrolada entre os casos expressos deste art. há a prolongação (prorrogação) do exercício. Em face do princípio da isonomia (art. 52 . I. ■ Transação: De acordo com o art. do CP (art. sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. ressalvando o exercício autorizado.099/95).02. ■ Probabilidade de dano: Não se configura o delito do art. quando o agente permanece no exercício para não prejudicar a Administração. 1975. em vigor a partir de 12. vide nosso comentário ao CP. ■ Acefalia do cargo: O delito do art. Entende-se que a comunicação oficial seria dispensável apenas na hipótese de aposentadoria compulsória. 327 e §§ 1° e do CP) ou o funcionário exonerado (na 2 á modalidade do delito).01. da CR/88) e da analogia in bonam partem. cabe a transação neste art. 323 pressupõe deixar o cargo acéfalo. RT 501/276. 327. removido. a partir da vigência da Lei n2 10. de 12.

Arts. 324 e 325

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■ Tipo subjetivo: 0 dolo, que consiste na vontade de antecipar ou prolongar o exercício, com consciência da ilegalidade. Na escola tradicional é o "dolo genérico". Inexiste forma culposa. ■ Consumação: Com a prática de algum ato de ofício, antes (1 2 modalidade) ou depois (2á modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Pena: E alternativa: detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. ■ Ação penal: Pública incondicionada. Figura qualificada Jurisprudência ■ Aplicação: Em caso de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 22 do art. 327 do CP. ■ Funcionário suspenso: Configura o delito do art. 324 a prática de atos funcionais, por escrivão suspenso, durante o período em que sabia estar suspenso (TACrSP, Julgados 79/268). ■ Funcionário afastado: Não pratica o crime do art. 324 a defensora pública que, no interior do chamado "ônibus da cidadania", requer abertura de inventário e gratuidade de justiça para pessoas carentes, sem estar afastada de suas funções, mas apenas à disposição de órgão do Poder Executivo (TJRJ, RT791/678).

VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena — detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. 2 §1 . Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I — permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; II — se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2 2. Seda ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena — reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. ■ Alteração: A Lei n° 9.983, de 14.7.00 ( DOU de 17.7.00), que entrou em vigor noventa dias após sua publicação, acrescentou os §§ 1 2 e 2 2 a este art. 325. ■ Transação: De acordo com o art. 2 2 , parágrafo único, da Lei n°10.259, de 12.7.01, em vigor a partir de 12.1.02, cuidando-se de pena máxima cominada não superior a dois anos, haja ou não procedimento especial, cabe transação penal nos crimes de competência da Justiça Federal. Em face do princípio da isonomia (art. 5 2 , caput, da CR/88) e da analogia in bonam partem, entendemos que, a partir da vigência da Lei n° 10.259/01, a transação será cabível também para crimes de competência da Justiça Estadual, com pena máxima até dois anos, mesmo que tenham procedimento especial [vide nota no art. 100 do CP, sob o título Juizados Especiais Criminais (Federais)]. Assim, a transação caberá no capute no §1 2 deste art. 325, desde que não haja incidência do art. 327, § 2 2 , do CP. ■ Suspensão condicional do processo: Cabe no caput e no § 1 2 , ainda que haja combinação com o § 2 2 do art. 327 do CP (art. 89 da Lei n° 9.099/95). V/o/acão de sigi/o funciona/ (caput) ■ Objeto jurídico: A Administração Pública, especialmente a regularidade de seu funcionamento. ■ Sujeito ativo: Só o funcionário público (vide notas ao art. 327 e §§ 1 2 e 2° do CP);

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Art. 325

para a maioria dos autores, a norma também alcança o funcionário aposentado ou posto em disponibilidade (H. FRAGOSO, Lições de Direito Penal — Parte Especial, 1965, v. IV, p. 1131; HUNGRIA, Comentários ao Código Penal, 1959, v. IX, p. 397; MAGALHÃES NORONHA, Direito Penal, 1995, v. IV, p. 285; SÉRGIO J. REZENDE e Rui STOCCO, Código Penal — Interpretação Jurisprudencial, 1977, v. V, p. 148; JÚLIO FABBRINI MIRABETE, Manual de Direito Penal, 1996, v. III, p. 336), que não perde seu vínculo com a Administração. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; eventualmente, também o particular prejudicado com a revelação. ■ Tipo objetivo: São dois os núcleos previstos: a. Revelar, que tem a significação de comunicar, transmitir, dar a conhecer a terceira pessoa. A ação pode ser feita oralmente ou por escrito, ou com a exibição de documentos. b. Facilitar (a revelação). E maneira de revelação indireta. O funcionário público, dolosamente, torna fácil a descoberta (ex.: propositadamente, não guarda, como devia, o documento sigiloso). Incrimina-se a revelação (ou sua facilitação) de fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo. E pressuposto do delito, portanto, que o agente tenha conhecimento do fato em razão do cargo, isto é, em virtude de sua específica atribuição funcional (é o chamado "segredo de ofício"). Não haverá tipificação se o funcionário houver tido ciência do fato por motivo diverso. Além disso, dizendo a lei ser fato que deva permanecer em segredo, é mister que se trate de fato relevante e de segredo de interesse público, embora também possa existir um particular interessado no sigilo. Considera-se segredo o fato cujo conhecimento é restrito a limitado número de pessoas (como os funcionários que dele precisam ter informação) e em que há interesse de que seja mantido em sigilo. Obviamente, a revelação a quem já conhecia o segredo não configurará o delito. Por fim, cumpre notar, como assinala MAGALHÃES NORONHA ( Direito Penal, 1995, v. IV, p. 287), que sendo o interesse público que obriga à guarda do segredo, "tal obrigatoriedade cessa quando outro interesse público maior se levanta". ■ Tipo subjetivo: E o dolo, ou seja, a vontade livre de revelar ou facilitar a revelação, com consciência de que o fato devia ser mantido em sigilo. Na doutrina tradicional indica-se o "dolo genérico". Não há punição a título de culpa. ■ Consumação: Quando o segredo é revelado a terceiro (1 2 modalidade) ou quando outrem fica conhecendo o segredo (2 2 modalidade). ■ Tentativa: Admite-se. ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas a pessoa que simplesmente recebeu o segredo, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não é co-autor partícipe do delito. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Subsidiariedade: O delito deste art. 325, caput, é subsidiário, na medida em que só se configura se não houver crime mais grave. ■ Confronto: Vide Lei de Segurança Nacional, quando o segredo for referente a interesses por ela protegidos (arts.13, 14 e 21 da Lei n 9 7.170/83). Se o segredo é de proposta apresentada em procedimento licitatório, art. 94 da Lei n° 8.666/93. Se o sigilo é referente a inquérito ou processo por crime de tóxicos, vide Lei n°6.368/76, art.17 (CELSO DELMANTO, Tóxicos, 1982, pp. 41-2). Tratando-se de sigilo concernente a energia nuclear, art. 23 da Lei n 2 6.453/77. Na hipótese de sigilo relativo ao Sistema Financeiro Nacional, vide Lei n°7.492/86, arts. 18 e 29, parágrafo único. No caso de violação de sigilo por parte de autoridade fiscal do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento que procede a exame de documentos, livros e registros das bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, vide § 3 2 do art. 72 da Lei n° 8.021/90. ■ Pena: É alternativa: detenção, de seis meses a dois anos, ou multa (se o fato não constitui crime mais grave). ■ Ação penal: Pública incondicionada. Formas equipa- ■ Objeto jurídico: A Adminsitração Pública, notadamente seus sistemas de informaradas (§12 ) ções ou bancos de dados.

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■ Sujeito ativo: Somente o funcionário público. Vide, também, nota ao caput. ■ Sujeito passivo: 0 Estado; em segundo lugar, o particilar eventualmente prejudicado. ■ Tipo objetivo: São três os núcleos previstos: a. permitir (dar licença para; consentir em); b. facilitar (tornar ou fazer fácil ou mais fácil); c. utilizar (fazer uso de). Nos dois primeiros (a e b), o agente permite ou facilita, através de atribuição, fornecimento e empréstimo de senha, ou por qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas aos sistemas de informações ou bancos de dados da Administração Pública. A expressão qualquer outra forma viola, a nosso ver, o princípio da reserva legal (ou da legalidade), previsto no art. 1 9 do CP e, em conseqüência, a regra da taxatividade, segundo a qual as leis que definem crimes devem ser precisas, marcando exatamente a conduta que objetivam punir (vide nota Efeitos do princípio ao art. 1 9 do CP). No terceiro núcleo (c), o agente se utiliza, indevidamente, do acesso restrito que, em razão do cargo, lhe foi confiado. A expressão indevidamente constitui o elemento normativo do tipo. Nas modalidades de permitir ou facilitar, a ação pode ser comissiva ou omissiva. Já na modalidade de utilizar, a ação é sempre comissiva. ■ Tipo subjetivo: E o dolo, consistente na vontade livre de permitir ou facilitar o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados (§1 2 , I) ou de utilizar-se, indevidamente, do acesso restrito (§1 2 , II). Para a doutrina clássica, é o "dolo genérico". Inexiste modalidade culposa. ■ Consumação: Ocorre no momento em que o acesso de pessoas não autorizadas é permitido ou facilitado (§1 2 , I), ou quando o acesso restrito é utilizado indevidamente (§1 2 , II). Por se tratar de crime formal, não se exige efetivo resultado (no sentido naturalístico). ■ Tentativa: Não nos parece possível em nenhum dos incisos deste § 1 2 . ■ Concurso de pessoas: Pode haver co-autoria e participação, mas aquele que apenas teve o acesso permitido ou facilitado, sem ter concorrido para o crime (CP, art. 29), não pode ser co-autor ou partícipe. O particular pode ser co-autor ou partícipe, desde que saiba da condição de funcionário público do agente (CP, art. 30). ■ Pena e ação penal: Iguais às do caput. Figura qua//ficada (§219 Causa especial de aumento de pena Jurisprudência docaput ■ Noção: Se da conduta comissiva ou omissiva resultar dano à Administração Pública ou a terceiro, a pena será de reclusão, de dois a seis anos, e multa. ■ Incidência: Tratando-se de ocupante de cargo em comissão, função de direção ou assessoramento, vide § 29 do art. 327 do CP.

■ Animus defendendi: Não há crime quando o indiciado, com animus defendendi, remete os documentos ao procurador-geral, sem quebra do caráter confidencial (STJ, CEsp, Inq. 12, DJU 1.10.90, p. 10424). ■ Crime próprio e formal: O delito deste art. 325 é próprio e formal, porque exige a potencialidade de dano para com a Administração Pública (TACrSP, RT723/613). ■ Violação de sigilo em exames: Pratica o delito do art. 325 do CP o professor, integrante de banca examinadora de universidade federal, que, antecipadamente, fornece a alguns dos alunos cópias das questões que iam ser formuladas nas provas (TFR, RTFR 61/100), ou lhes antecipa "gabaritos" com as respostas de exame vestibular (TFR, Ap. 3.608, DJU 21.6.78, p. 4543). Igualmente o servidor público, nomeado para elaborar as provas de concurso, que quebra o sigilo destas, entregando as questões e respostas para candidato (TACrSP, RT723/613). ■ Violação em processo: Não se tratando de ação judicial que obrigatoriamente corre em sigilo, é necessário que tenha sido deferido o seu processamento em segredo de justiça (TACrSP, Julgados 69/92). ■ Relevância do sigilo: O art. 325 visa a proteger segredo relevante, cuja divulgação seja potencialmente danosa, e não interesses fúteis, carecedores de relevância jurídica (TACrSP, Julgados 73/183).

Quanto à extensão dos §§ 1 2 e deste art. 326. para os efeitos penais. é regra de caráter geral. ■ Alcance do caput: O conceito de funcionário público. de 14. 2 vigor noventa dias após sua publicação. Ao mencionar função pública. ainda que a pessoa não seja empregada nem tenha cargo no Estado. o conceito de funcionário público é diverso do que lhe dá o Direito Administrativo. sob a regência da CLT". 84. 326 e 327 VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA DE CONCORRÊNCIA Art. 94 da Lei n 8. exerce cargo. portanto. Equiparação do § 1 2 . de 2 que entrou em e acrescentou o § 22 .ed. regido pelo Estatuto dos Funcionários Públicos". embora transitoriamente ou sem remuneração. Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública. II. o ato de "devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório. 122. 2 Jurisprudência Criminal. exerce cargo. o funcionário público" (H. Para a caracterização. 420-2). ■ Conceituação: Para efeitos penais.7. de dois a três anos. ao passo que "o ocupante de emprego público tem um vínculo contratual. vide nota em separado. quem. ■ Noção: O antigo §1 2 já equiparava a funcionário público emprego ou função em entidade paraestatal. n 250). inscrito no caput do art. Conceito pena/ de funcionário público 23. v. é desnecessária a permanência ou remuneração pelo Estado. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. Segundo MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. a lei "quis deixar claro que basta o simples exercício de uma função pública para caracterizar. ela estará incluída no conceito penal de funcionário público. emprego ou função pública.666/93. transformou o antigo parágrafo único em § ■ Alteração: A Lei n° 6. já a função pública "é o conjunto de atribuições às quais não corresponde um cargo ou emprego".7. deu nova redação ao § 1 . A Lei n 9. da Lei de Licitações Públicas (Lei n° 8. para os efeitos penais.666/93). § 1 2 . desde que exerça. quem exercesse cargo. emprego ou função em entidade paraestatal. 0 novo §1 2 ampliou esta equiparação. emprego ou função pública.6. Considera-se funcionário público.649 Código Penal Arts.00). pp. FRAGOSO. 327. Assim. "o ocupante do cargo público tem um vínculo estatutário. é funcionário público quem. São Paulo. e multa.00 ( DOU de 17. não exigindo concurso público. vide nota Confronto. § 2 2 .983. Para o CP. de algum modo. A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. 327. sociedade de economia mista. de três meses a um ano. embora transitoriamente ou sem remuneração. 327. ao contrário daqueles ( Direito Administrativo. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena — detenção.799. que pune com pena de detenção. 1979. § 1 . função pública. aplicável a todo o CP e à legislação penal extravagante .80. FUNCIONÁRIO PÚBLICO Art. Atlas. empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. 2 ■ Revogação: Este artigo foi tacitamente revogado pelo art. 2 Quanto ao conceito de funcionário público dado pelo art. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo". e multa.. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.

São Paulo. já havia duas correntes acerca da abrangência do revogado § 1 2 : a. v. CP. 138). SESC. A nova redação dada agora ao §1° não alterou este nosso entendimento. cit. c. cit. pp. o § 22 permite duas interpretações: a. para os fins desta lei. b.Limitada. A/cance dos §§ 1°e2° 2 ■ Noção: Mesmo antes da Lei n° 9. empresas públicas e sociedades de economia mista. ■ Pena: A causa de aumento de pena do § 2 2 (aumento da terça parte) é aplicável somente aos crimes dos arts. II. Já a empresa conveniada é aquela que celebra ajuste com o Poder Público "para a realização de objetivos de interesse comum.799/80. Refere-se tanto ao 2 sujeito ativo como ao passivo (H. p. de assistência social e de formação profissional (SESI. para o sujeito ativo (HUNGRIA. "quem exerce cargo. mas os funcionários não qualificados das mesmas entidades não ficam equiparados a funcionários públicos. apenas. Jurisprudência Criminal. A equiparação é feita. MAGALHÃES NORONHA. a ampliação dada a este § 1° pela Lei n° 9. 84. figura qualifica. compreende as empresas públicas. assim consideradas. SENAI) (CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO). v. empresas e fundações li gadas ao Poder Público. 232 e 284). Equiparação e ■ Noção: Instituído pela Lei n° 6. . segundo regime jurídico de direito público".Art. § 1 2 . n 250). que define crime em licitações e contratos da Administração Pública. como as de amparo aos hipossuficientes. b. equipara a servidor público. demonstrando que tanto a equiparação do antigo § como a do § devem ficar limitadas ao sujeito ativo. emprego ou função em entidade paraestatal. Já DAMÁSIO E. Empresa prestadora de serviço contratada é aquela que celebra contrato com a Administração Pública. 1959. pp. 5°. p. direto ou indireto. 6á ed. abrange pessoas privadas que colaboram com o Estado desempenhando atividade não lucrativa e à qual o Poder Público dispensa especial proteção. 208). aos servidores qualificados nela expressamente indicados. FRAGOSO.983/00.. mediante mútua colaboração" (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO. A nosso ver. Direito Penal. b. 1995. ob.666/93. IV.666/93 ( Direito Penal. DE JESUS. 312 a 326 do CP e às pessoas ocupantes dos cargos e funções textualmente indicados no § 2 2 . do poder público". 327 Código Penal 650 para nela incluir "quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública". este art. o referido art. 1998. p. 397-8). ■ Confronto: O § do art. Para outra corrente. Ampliativa. tão-só. são as autarquias (CRETELLA JÚNIOR.. todos os funcionários daquelas entidades arroladas no § 2 2 estão equiparados também a funcionários públicos. CPC. mas ambas dado§2' li mitadas aos ocupantes de certas funções em órgãos. discordam os administrativistas quanto ao conceito de entidades paraestatais: a. citando MIGUEL REALE e THEMÍSTOCLES BRANDÃO CAVALCANTI). "para a consecução de fins públicos. 1979. as sociedades de economia mista e as fundações instituídas pelo Poder Público (HELY LOPES MEIRELLES). art. 4. Saraiva. O § 22 contém uma equiparação e uma figura qualificada. 1°). v. pois limita a causa de aumento "aos autores dos crimes previstos neste Capítulo". 327 do CP ( Os crimes contra a Administração Pública — Parte 1. mas a causa de aumento de pena prevista no § é aplicável. 404. 102). não incluindo as sociedades de economia mista e as empresas públicas. que deu nova redação ao § 1 . Por força dos princípios da reserva legal e da anterioridade (CR/88. art. além das fundações. p. Comentários ao Código Penal. 84 da Lei n° 8. BATTOCHIO CASOLATO. Para ROBERTO W. v. as demais entidades sob controle. o § 2 2 deixa claro que a primeira corrente é a certa. § só tem aplicação para os crimes relacionados na Lei n° 8. as pessoas expressamente indicadas (ocupantes de cargo em comissão ou de função de direção ou assessoramento das entidades indicadas no § 2 2) podem ser agentes de crimes contra a Administração (e sofrendo penas aumentadas). para quem a expressão entidade paraestatal do §1 9 deste art.983/00 não retroagirá. dá o "efetivo significado" da expressão entidade paraestatal empregada pelo § 1 2 do art. 327 só alcança a autarquia. XXXIX e XL. Conforme anota MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (ob. tratando-se de pessoas privadas que exercem função típica (embora não exclusiva do Estado). Assim.. 84. IX.

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