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Ação de Indenização por Danos Morais

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CARLOS LOPES

Advocacia _____________________________________________________________________________

EXMO(A). SR(A). DR(A). JUIZ(A) DE DIREITO DA VARA __ª CIVEL DA COMARCA DE MOSSORÓ/RN.

AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS CUMULADA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA Promovente: RAIMUNDO VICENTE DE QUEIROZ Promovida: SUPERMERCADO QUEIROZ LTDA

RAIMUNDO VICENTE DE QUEIROZ, brasileiro, casado, aposentado, portador do RG nº ???.391 SSP/CE. e CPF ???.351.???-72, residente e domiciliado na Rua Humberto Mendes nº ??, Abolição 2, CEP: 59.???-720, Mossoró-RN, vem respeitosamente à presença de V. Exa., por conduto de seu advogado signatário, devidamente qualificado no incluso instrumento procuratório, com escritório na Rua dos Pereiros nº 395, Conjunto Urick Graff, Bairro Costa e Silva, Mossoró/RN, CEP 59.625-360, local onde deve ser remetida todas as comunicações processuais, propor a presente: AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS CUMULADA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA Em face de SUPERMERCADO QUEIROZ LTDA., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 04.???.442/0002-89, com endereço comercial na Avenida Dix-Neuf Rosado, 468 – Centro, Mossoró/RN, CEP 59610-280, com fundamento no artigo 5°, V e X da Constituição Federal e artigos 186, 927 e 940 do Código Civil, c/c os artigos. 6°, VI, 14, 42 do Código de Defesa do Consumidor, pelos motivos jure et facto, a seguir expendidos:
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060/50. haja vista. incidiu em comportamento que ultrapassou os limites da atividade regular do direito e veio a causar danos ao autor. a saber.configura prática abusiva. onde ficou sabendo que o seu nome permanecia nos registros da SERASA. agindo a demandada por incúria. SERASA. por conta de uma dívida junto ao SUPERMERCADO QUEIROZ LTDA. não se justificaria o seu nome permanecer por tanto tempo no banco de dados da SERASA. seu nome permanecia no rol depreciativo dos maus pagadores. Portanto.Clube de Diretores Lojistas. o mesmo ter quitado a referida dívida há 109 dias. que o deixou bastante indignado e constrangido. celebrou um acordo extrajudicial com a promovida visando à quitação de uma dívida no valor de R$ 973. e ainda assim. Como se pode observar pelo documento em anexo. DOS FATOS O autor no dia 31 de janeiro de 2009. o autor se dirigiu ao CDL . e afins Todavia. declarando ser pobre na forma da Lei 1. que tal dívida na data de 31 de janeiro de 2009 foi devidamente quitada. razão pela qual deve responder civilmente pelos danos morais injustamente causados. SPC. aqui. 2 .CARLOS LOPES Advocacia _____________________________________________________________________________ DA JUSTIÇA GRATUITA INICIALMENTE. não existindo nenhuma dívida do autor junto a requerida. Daí.24 (novecentos e setenta e três reais e vinte e quatro centavos). o autor requer os benefícios da justiça gratuita. na oportunidade em que realizava uma compra parcelada no comércio local. adquirida através de cartão de crédito de sua titularidade (doc. Tal fato causou surpresa ao autor. a anotação restritiva ao crédito da parte autora levada a efeito sem justa causa . fato esse. não podendo demandar sem prejuízo próprio e de sua família. Indignado.ausência de débito . esse no dia 20 de maio de 2009. mediante se comprova pelo recibo em anexo (doc. para surpresa do autor. a promovida foi negligente em não diligenciar juntos ao órgão de proteção ao crédito no sentido de retirar a ocorrência negativa ali existente em nome do autor. ficando a promovida com a obrigação de retirar o nome do requerente dos órgãos de restrição ao crédito. 01). haja vista o nome do autor permanecer no rol depreciativo dos maus pagadores (doc. Desta feita. restou a permanência indevida do nome do requerente nos cadastros privados de proteção ao crédito. o autor cumpriu em sua totalidade o referido acordo. Em razão da negligência da promovida. foi informado que tal venda não seria efetivada. 02). assim. 01). acrescenta-se.

vez que os danos daí decorrentes são notoriamente reconhecidos. Assim. Os Serviços de Proteção ao Crédito e congêneres constituem-se de eficientes cadastros interligados a todos os comerciantes e postos à sua disposição. Essa inclusão. Percebe-se. DO DIREITO DA RESPONSABILIDADE CIVIL Em resumo. até mesmo diante do comerciário que lhe atende e noticia a restrição imposta. é de impor-se à devida e necessária condenação. até mesmo por presunção. tal comportamento há de ensejar a responsabilidade por violação da honra alheia. inquestionavelmente. afeta o crédito do consumidor com grave repercussão no âmbito moral. que preceitua como invioláveis a intimidade. a inclusão indevida do nome do parte autor no SPC. conclusão que pode ser extraída exclusivamente da comprovação da inclusão e manutenção do nome do requerente naqueles arquivos. inciso X. para consulta diante da menor proposta de compra ou aquisição de serviços para pagamento a crédito ou cheque. A inscrição do nome da parte autora na lista dos maus pagadores e a conseqüente e inevitável restrição de seu crédito atingem-lhe a dignidade e afetam a sua reputação social. irregular. na medida em que restringe e impede. mesmo tendo quitado a sua dívida. o autor vem sofrendo sérios danos à sua honra e paz íntima. ofende a dignidade e reputação da pessoa envolvida. É garantia constitucional insculpida em seu artigo 5°. portanto. ridícula e constrangedora. como confirma a situação revelada nos autos. sem causa. 3 . SERASA e órgãos congêneres mostrou-se idônea para afetar sua honradez e seu prestígio moral. uma vez que seu nome encontra-se no rol depreciativo dos maus pagadores por uma dívida já quitada há 109 dias. fato que atingiu e molestou a sua integridade moral. O ter crédito. continuadamente. pelo evidente dano moral que provocou a promovida. deve ser visto como um atributo de valor da personalidade humana e. Por certo. em uma sociedade capitalista.CARLOS LOPES Advocacia _____________________________________________________________________________ É fato notório que sobram malefícios ao consumidor que se vê incluído no rol dos que não honram o pagamento pactuado. que experimentou o amargo sabor de passar por uma situação vexatória. pois está se submetendo a uma situação totalmente vexatória e constrangedora. de forma injusta e ilegal. a vida privada. Portanto. a formalização de negócios comerciais e de atividade de consumo. na medida em que sua credibilidade e honorabilidade vêem-se injustamente reduzidas perante seus concidadãos. se o foi alvo de aviltamento sem justa casa. Enfim. a honra e a imagem das pessoas. sem motivo. que a requerida deliberadamente deixou que o nome do autor permanecesse no rol depreciativo dos maus pagadores. com arbitramento de indenização ao autor. resulta em prejuízos patrimoniais.

dizendo que “dentro do preceito do “in dubio pro creditori” consubstanciada no Código Civil Brasileiro. tratando-se de presunção absoluta. prevalece o entendimento de que o dano moral dispensa prova em concreto. Na verdade. 186. ed. negligência ou imprudência. precisamente em seu art. não sendo. V) e também pelo seu inc. maior será a sua responsabilidade no cometimento de atos ilícitos e. CLAYTON REIS (Avaliação do Dano Moral. X. 204). mas que causa fissuras no âmago do ser. Forense). onde a todo cidadão é “assegurado o direito de resposta. como bem define CLAYTON REIS (Avaliação do Dano Moral. risco para os direitos de outrem. além de indenização por dano material. que a própria lei já prevê a possibilidade de reparação de danos morais decorrentes do sofrimento. E a obrigatoriedade de reparar o dano moral está consagrada na Constituição Federal. a honra e a imagem das pessoas. ed. a paz íntima. 186 e 927 todos do Código Civil.” Vê-se. violar direito e causar dano a outrem. assevera que deve ser levado em conta o grau de compreensão das pessoas sobre os seus direitos e obrigações. a vida privada. 1993. nossa ideologia. moral ou à imagem” (inc. pág. da situação vexatória. por ato ilícito (arts. enfim. “Art. desde logo. Continua. a honra. por sua natureza.”. proporcionalmente ao agravo. agora com base nos arts.” Tendo em vista o constrangimento sofrido pelo autor. do desconforto em que se encontra o autor. maior será o grau de apenamento quando ele romper com o equilíbrio necessário na condução de sua vida social”. o importante é que o lesado. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. a personalidade da pessoa. a vida nos seus múltiplos aspectos. pois “quanto maior. RT. outrossim. fica obrigado a repará-lo. ainda que exclusivamente moral. perturbando-lhe a paz de que todos nós necessitamos para nos conduzir de forma equilibrada nos tortuosos caminhos da existência. onde “são invioláveis a intimidade. a principal parte do processo 4 . E essa reparação consistiria na fixação de um valor que fosse capaz de desencorajar o ofensor ao cometimento de novos atentados contra o patrimônio moral das pessoas. Reparação Civil por Danos Morais. 1998.” “Art. 5º. necessária a prova do dano patrimonial" (CARLOS ALBERTO BITTAR. por ação ou omissão voluntária. por dedução lógica. causar dano a outrem. Haverá obrigação de reparar o dano. Forense). independentemente de culpa. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. E na aferição do quantum indenizatório. também cabe o dever de reparar o dano. Aquele que. 927. comete ato ilícito. em suas conclusões. 186 e 187). aquela que afeta de forma profunda não os bens patrimoniais. Aquele que. nos casos especificados em lei.CARLOS LOPES Advocacia _____________________________________________________________________________ Trata-se de uma “lesão que atinge valores físicos e espirituais. 1998. Parágrafo único. do constrangimento.

(TJDF. APELAÇÃO CÍVEL APC-0046387/97 DF. Registro do acórdão Numero: 100682 Data de Julgamento: 10/11/97. e assim coibir que outros casos semelhantes aconteçam. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM.: 30. nesses casos. I. os efeitos sancionadores da sentença só produzirão seus efeitos e alcançarão sua finalidade se esse quantum for suficientemente alto a ponto de apenar o promovido. de forma que a compensação corresponda ao seu direito maculado pela ação lesiva. PROVA. destacando-se dentre muitos.CARLOS LOPES Advocacia _____________________________________________________________________________ indenizatório seja integralmente satisfeito. na medida em que traz conseqüências ao direito e toda sociedade. Por isso. "BANCO DE DADOS. deve haver a correspondente e necessária exacerbação do quantum da indenização tendo em vista a gravidade da ofensa à honra do autor. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. Relator(a) Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR. posto que a sentença tem alcance muito elevado. Relator: DESEMBARGADOR EDUARDO ALBERTO DE MORAES.609 apud Prolink Informa CD-ROM 16). RAZOABILIDADE. Data do Julgamento 13/11/2001. deve-se adequá-lo ao comumente adotado pelo próprio STJ em casos assemelhados.2002 p. VALOR. II.NEGATIVAÇÃO DO NOME DO PRESTAMISTA NO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO . Recurso especial conhecido e provido. Fixado o valor da indenização em montante desarrazoado. Data da Publicação/Fonte DJ 11. A jurisprudência dos Tribunais é dominante no sentido do dever de reparação por dano moral.INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DEVIDA QUANDO NÃO HAVIA COMPROVADAMENTE MORA NOS PAGAMENTOS . quando já não havia mais débito. Data de Publicação: Publicado no diário da Justiça do DF em 9/12/97 Pág. Os "bancos de dados" são empresas 5 . INCLUSÃO. Processo REsp 345755 / RJ RECURSO ESPECIAL 2001/0118398-3.QUARTA TURMA. IMPUTAÇÃO INDEVIDA DE DÍVIDA DE CARTÃO DE CRÉDITO. Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA CÍVEL. Decisão: CONHECER E PROVER PARCIALMENTE O RECURSO.” Ressalve-se. À UNANIMIDADE. 262 "RESPONSABILIDADE CIVIL . responde e responderá pela respectiva indenização do dano moral que na verdade.A empresa credora das prestações que sem os cuidados necessários opta pela negativação do prestamista junto ao Serviço de Proteção ao Crédito. a importância da indenização vai além do caso concreto. NO SEU CADASTRO NEGATIVO.03. Órgão Julgador T4 . os seguintes: CIVIL. representa um sofrimento indiscutível ao homem de bem. E DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO INCORRETA SOBRE CONSUMIDOR. DANO MORAL.

Decisão: NEGAR PROVIMENTO. divulgam dado incorreto. regresso contra a pessoa fornecedora do dado incorreto. PROVA. por ele respondem. evidentemente. no caso. O dano.CARLOS LOPES Advocacia _____________________________________________________________________________ prestadoras de serviços.00. inscrito no seu cadastro negativo. a divulgação da indevida inclusão do nome da consumidora no cadastro negativo.158/94-ES 4ª Turma .Rel.000. eis que o fornecedor de serviços 6 . DAR-LHE PROVIMENTO. Bastante. Dilermando Meireles). APC-47058/97 DF Registro do acórdão Numero: 102916 Data de Julgamento: 18/02/98 Órgão Julgador: QUARTA TURMA CÍVEL Relator: MÁRIO MACHADO Data de Publicação: Publicado no diário da Justiça do DF em 18/03/98 Pág. causando dano a consumidor.JÁ A INDENIZAÇÃO PELO DANO MATERIAL DEPENDE DE PROVA DE SUA EXISTÊNCIA. segundo determinação do Código de Defesa do Consumidor. Precedente do STJ (REsp n.276/95 .05. pag 15520 apud Prolink Informa CD-ROM 16). DANO MORAL E DANO MATERIAL. SPC. que perseguem lucro com os mesmos. RESPONSABILIDADE CIVIL. Órgão Julgador: QUARTA TURMA. Data de Decisão: 27/03/1995. RECURSO ESPECIAL Nº ES. por se tratar de fornecimento de serviço. apud Prolink Informa CD-ROM 16). Fixação. Relator: Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR. na data da condenação. Decisão: POR UNANIMIDADE.1ª Câmara Cível . que não pode ser afastada por contrato entre o "banco de dados" e a empresa a ele ligada. RESP.: 49. . CONHECER EM PARTE DO RECURSO. a responsabilidade da promovida é objetiva. Se. é causado pela divulgação do dado incorreto. Ademais. quantia correspondente. Min. independente de demonstração de culpa. não pelo seu fornecimento ao "banco de dados". A SER PRODUZIDA AINDA NO PROCESSO DE CONHECIMENTO. Classe do Processo: APELAÇÃO CÍVEL. ressalvado. Apelo a que se nega provimento. A EXIGÊNCIA DE PROVA DE DANO MORAL (EXTRAPATRIMONIAL) SE SATISFAZ COM A DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DA INSCRIÇÃO IRREGULAR. (TJDF. Fonte: Diário da Justiça de 29. . Ruy Rosado de Aguiar). (STJ.1995.Rel. na espécie. E NESSA PARTE. 51. a cem salários mínimos. BANCO. para se ter configurado o dano moral. daí a pertinência subjetiva passiva deste para a ação indenizatória movida pelo consumidor prejudicado. do dano moral em R$12.O BANCO QUE PROMOVE A INDEVIDA INSCRIÇÃO DE DEVEDOR NO SPC E EM OUTROS BANCOS DE DADOS RESPONDE PELA REPARAÇÃO DO DANO MORAL QUE DECORRE DESSA INSCRIÇÃO. 35. no desempenho de sua atividade. ACÓRDÃO 9400210477. Des. Precedente do TJ/DF (EIC n. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO EM PARTE. UNÂNIME. todavia.

14. determinando que a demandada tome todas as medidas necessárias e urgentes no sentido de retirar o seu nome dos cadastros de inadimplentes (SERASA. § 3º O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I . § 1º O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. II . bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. suas virtudes. independentemente da existência de culpa.a época em que foi fornecido. arbitrada pelo consenso do juiz. Sendo assim. o instituto da tutela antecipada. reside no pagamento de uma soma pecuniária. CADIN. conforme se pode verificar: “Art. etc. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. seu bem-estar íntimo. O fornecedor de serviços responde. em virtude da ação ilícita do lesionador. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação de serviços.que. independentemente da existência de culpa. em virtude do sério constrangimento causado ao autor. entre as quais: I . trazendo em seu bojo a possibilidade de ser o provimento de mérito concedido de modo liminar. 7 . o defeito inexiste. injustamente atingida em sua honra subjetiva e objetiva.o modo de seu fornecimento.” Desta feita.). Com efeito. a reparação. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.CARLOS LOPES Advocacia _____________________________________________________________________________ responde. nesses casos. e compense os dissabores sofridos pela vítima.o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam. bem como por informações insuficientes ou inadequadas. sua integridade psíquica. que possibilite ao lesado uma satisfação compensatória da sua dor íntima. SPC. causando-lhe mal-estar ou uma indisposição de natureza espiritual. sua honra. § 4º A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa. III . como forma de se fazer justiça. § 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. tendo prestado o serviço. em situações que tais. estando caracterizado o dano moral experimentado pelo autor. Sendo assim. busca garantir a plena efetividade da prestação jurisdicional. o ato lesivo afeta a personalidade do indivíduo. DA TUTELA ANTECIPADA O autor requer antecipadamente a tutela pretendida.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. enfim. II . é patente a responsabilidade indenizatória da demandada. até que seja julgada a presente ação.

Ed. Editora Saraiva. o que no caso em comento resta inquestionável. de per si. repousa a verossimilhança do que se alega.) a lesão por auto de corpo de delito. posto que existem questões de mérito cujo retardamento de solução se revela insuportável. diante da relevância dos fundamentos e da concretude dos danos a serem reparados de imediato. total ou parcialmente. 273. ao arbítrio deste prudente Juízo. devendo. diante dos fatos narrados e de toda a documentação acostada. impende trazer à baila as lições do insigne processualista Ernane Fidélis dos Santos. a robustez do direito lesionado por parte do autor. para que a promovida seja por sentença condenada a indenizar o autor pelos danos sofridos. desde que. mas a que permite. a prova contratual do negócio. ser considerado procedente o pedido. isto é. DOS PEDIDOS a) EX POSITIS.000. bem como a idoneidade das mesmas. No que tange às provas.” (In Manual de Direito Processual Civil. Para tanto. que devem ser inequívocas. ad litteram: “Prova inequívoca não é prova pré-constituída.00 (trinta mil reais).. sob pena de confissão e revelia. definir o fato. requer seja determinada à citação por carta com aviso de recebimento (AR) da promovida no endereço constante do intróito da presente. a requerimento da parte. é mister a existência de provas inequívocas e da verossimilhança do direito alegado. 4ª. deve o Magistrado concedê-la. querendo. Bem assim. 1996. (. para.CARLOS LOPES Advocacia _____________________________________________________________________________ Preceitua o artigo 273 do Código de Processo Civil brasileiro. Ensina a boa doutrina que. in verbis: Art. pelo menos em juízo provisório.. que revela. em valor que deverá girar. por si só ou em conexão necessária com outras também já existentes. não há como questionar a inequivocidade de tais provas. O juiz poderá. pg. tê-lo por verdadeiro. etc. contestar a presente ação. Logo. Exemplos: a qualidade de funcionário público do autor. ao final. se convença da verossimilhança da alegação e: I – haja fundado o receio de dano irreparável ou de difícil reparação. em torno de R$ 30. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. 8 . antecipar. existindo prova inequívoca. preenchidos os requisitos autorizadores da antecipação de tutela. 316) grifos nossos.

de logo. VIII do CDC. a inversão do ônus da prova. inaldita altera pars. e) Requer. ainda. a juntada dos documentos anexos. por dívida junto a promovida.000. 26 de maio de 2009. Mossoró. o Benefício da Justiça Gratuita de conformidade com a Lei 1.510/86. 6º. determinando a retirada de qualquer informação negativa sobre o promovente nos cadastros de inadimplentes (SERASA.CARLOS LOPES Advocacia _____________________________________________________________________________ b) Ordenar. por fim. SPC. etc. ________________________________ CARLOS César de Carvalho LOPES Advogado – OAB/RN 700-A 9 .00 (trinta mil reais) Pede deferimento.060/50 e as alterações da Lei 7. a favor do autor. d) Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito. vez que o mesmo é hipossuficiente em relação ao promovido e em razão de ser verossímeis as suas alegação. antecipadamente a tutela pretendida.). c) Requer. notadamente a documental. CADIN. Dá-se a causa o valor de R$ 30. tudo como dispõe o art. requerendo. por ser pobre na forma da Lei.

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