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Nexo Causal

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- nexo causal (relação de causalidade): é a relação de causa e efeito existente entre a conduta do agente e o resultado dela decorrente.

- CONCAUSAS: - dependentes: aquelas que se encontram dentro da linha de desdobramento normal da conduta; elas jamais rompem o nexo causal - ex.: uma facada provoca uma perfuração em um órgão vital da vítima, que provoca uma hemorragia aguda, resultando a sua morte. - independentes: são aqueles que não se incluem no desdobramento normal da conduta. - Absolutamente Independentes ± são as que têm origem totalmente diversa da conduta; a causa provocativa do resultado não se originou na conduta do agente; em todas as hipóteses rompe-se o nexo causal, já que o resultado decorre dessa causa independente e não da conduta do agente. - preexistentes ± quando anteriores à conduta - ex.: ³A´ quer matar ³B´ e o esfaqueia; acontece que, anteriormente, ³C´ já tinha envenenado ³B´, que morre em razão do envenenamento; ³A´ responde apenas por ³ tentativa de homicídio ´ e ³C´ por ³ homicídio consumado ´. - concomitantes ± quando se verifica ao mesmo tempo em que a conduta do agente ex.: uma pessoa está envenenando a vítima, quando entram bandidos no local e matam esta com disparos de arma de fogo; o agente responde por ³ tentativa de homic ídio´. - supervenientes ± quando posteriores à conduta - ex.: após o envenenamento, cai um lustre na cabeça da vítima, que morre por traumatismo craniano; o agente responde por ³tentativa de homicídio ´.

- Relativamente Independentes ± são aquelas que, por si só, produzem o resultado, mas que se originam na conduta do agente. - preexistentes ± quando anteriores à conduta; o agente responde pelo crime, pois não se rompe o nexo causal - ex.: ³A´ querendo matar ³B´, lhe desfere um golpe de faca, golpe este que, por si só seria insuficiente para provocar a morte de uma pessoa comum, mas em razão de ³B´ ser hemofílico (causa preexistente), acaba falecendo pela grande perda de sangu e. - concomitantes ± quando se verifica ao mesmo tempo em que a conduta do agente; o agente responde pelo crime, pois não se rompe o nexo causal - ex.: no exato instante em que o agente

imputa -se a quem os praticou. 13.ex. de que depen de a existência do crime. a ambulância se envolve em uma colisão e a pessoa morre em razão dos novos ferimentos. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. mas apenas por tentativa.dispara contra a vítima. ligada à conduta do sujeito).: a vítima toma um tiro na barriga (conduta do agente) e é colocada em uma ambulância. os fatos anteriores. como a causa da morte foi o acidente. produziu o resultado.ex. § 1°) . . O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado. 13 .parágrafo 1º. Relevância causal da omissão (crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão) § 2º . assim. responde por ³ homicídio doloso ´.do CP. .dever de proteção e assistência para com os filhos (obrigação resultante da lei civil . Superveniência de causa independente § 1º . rompe -se o nexo causal e o agente não responde pelo resultado.: pai que intencionalmente deixa de alimentar seu filho recém -nascido. somente é imputável a quem lhe deu causa. causando sua morte. Quadro : -Absolutamente independente (não responde o agente) Causa: -Relativamente independente : Preexistente ( poderá responder) Concomitante ( poderá responder) Superveniente ( não responde pelo resultado Art. mas somente pelos atos até então praticados (art.A omissão é penalmente relevante quando o omitent e devia e podia agir para evitar o resultado. por isso.supervenientes ± quando posteriores à conduta. vem esta a sofrer um infarto (decorrência do susto e. Relação de causalidade Art.13. proteção ou vigilância .A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando. a pessoa que efetuou o disparo não responde por ³homicídio consumado ´.O resultado.CC e ECA) . entretanto. durante o trajeto. por si só.

Código Penal Comentado. Segundo tal teoria. Nexo Causal: O nexo de causalidade. mas de uma situação fática . Todavia. só existirá como tal quando estivermos falando de crimes materiais. O nexo causal é um dos elementos do fato típico. será causa a conduta que levou ao resultado. posteriormente. se não o fizer. criou o risco da ocorrência do resultado . . não há que se falar em nexo causal. é o liame estabelecido entre a conduta (causa) e o resultado (efeito) . basta que haja relevância no processo causal para que o evento seja tido como causa. a teoria da equivalência causal ou da ³conditio sine qua non´ como regra. de crimes cujo resultado naturalístico é necessário para seu aperfeiçoamento.: salva-vidas que zela pela segurança dos banhistas de um clube. o dever jurídico não decorre da lei. Nada mais é que uma relação de causa e efeito (Ex: o envenenamento (causa) levou à da morte (resultado) de Antônio).ex. Portanto. Assim. para sua co nsumação. O nosso legislador adotou.: aquele que. por brincadeira. percebe que esta não sabe nadar tem o dever de salvá -la. Já nos crimes de mera conduta n ão há resultado nem mesmo como elemento descritivo do tipo penal. c) com seu comportamento anteri or. Não há nexo causal nos crimes formais e de mera conduta . nas não é ele exigido para a consumação do ilícito. assumiu a pessoa a posição de garantidora de que o resultado não ocorreria. por qualquer outra forma. responde pelo crime. ou seja. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado .pode resultar de relação contratual. Nos crimes formais há resultado na descrição do tipo penal. Fernando Capez.ex.b) de outra forma. no que tange ao nexo causal. profissão ou quando. joga uma pessoa na piscina e. ou nexo causal.

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