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Metrologia Dimensional

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  • 1. CONCEITOS BÁSICOS
  • 2. TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES
  • 3. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
  • 3.1 Paquímetro
  • 3.3 Relógio Comparador
  • 3.4 Relógio apalpador
  • 3.5 Passômetro e anel padrão
  • 3.7 Torquímetros
  • 3.7.1 Tipos de uniões parafusadas e condições de juntas em função do torque
  • 3.7.2 Conseqüências que devem ser consideradas
  • 3.7.3 Por que utilizar um torquímetro?
  • 3.7.4 Unidades de torque:
  • 3.7.5 O que são torquímetros:
  • 3.7.5.1 Classificação dos torquímetros:
  • 3.7.5.1.1 - Torquímetro de indicação de torque:
  • 3.7.5.1.2 - Torquímetro de limitação de torque:
  • 3.7.5.1.3 Torquímetros de sinalização de torque:
  • 3.7.5.2 Manuseio de um torquímetro:
  • 3.7.5.3 Cuidados para com o torquímetro
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

METROLOGIA DIMENSIONAL

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METROLOGIA DIMENSIONAL

Salvador 2006

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APRESENTAÇÃO

Este material didático tem por objetivo apresentar os principais instrumentos da metrologia dimensional, suas características técnicas, modo de operação, leitura e cuidados especiais de utilização. Os conteúdos abordados neste módulo foram selecionados de forma que todos tenham os conhecimentos básicos imprescindíveis a profissionais da área industrial ou para pessoas que desejam profissionalizar-se visando inserir-se no mercado de trabalho. Portanto, requer de você uma dedicação para que sejam aproveitados da melhor forma possível. Ao colocar este material à sua disposição, esperamos que você possa explorá-lo de forma ampla e tenha o melhor aproveitamento possível. Cuide bem deste módulo. O mesmo lhe será útil, em toda sua vida profissional e também servirá de material de consulta para tirar dúvidas que por acaso venham aparecer após este curso.

Bons Estudos!

3

SUMÁRIO

1. CONCEITOS BÁSICOS ....................................................................................................... 5 2. TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES ................................................................................... 7 3. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO ....................................................................................... 10 3.1 PAQUÍMETRO.................................................................................................................. 10 3.2 MICRÔMETRO ................................................................................................................. 19 3.3 RELÓGIO COMPARADOR ................................................................................................. 26 3.4 RELÓGIO APALPADOR ..................................................................................................... 31 3.5 PASSÔMETRO E ANEL PADRÃO ........................................................................................ 33 3.6 GONIÔMETRO ................................................................................................................. 35 3.7 TORQUÍMETROS .............................................................................................................. 38 3.7.1 TIPOS DE UNIÕES PARAFUSADAS E CONDIÇÕES DE JUNTAS EM FUNÇÃO DO TORQUE ....... 38 3.7.2 CONSEQÜÊNCIAS QUE DEVEM SER CONSIDERADAS........................................................ 39 3.7.3 POR QUE UTILIZAR UM TORQUÍMETRO? ......................................................................... 39 3.7.4 UNIDADES DE TORQUE: ................................................................................................ 40 3.7.5 O QUE SÃO TORQUÍMETROS: ........................................................................................ 40 3.7.5.1 CLASSIFICAÇÃO DOS TORQUÍMETROS: ....................................................................... 40
3.7.5.1.1 - Torquímetro de indicação de torque: ...................................................................................... 40 3.7.5.1.2 - Torquímetro de limitação de torque: ....................................................................................... 40 3.7.5.1.3 Torquímetros de sinalização de torque: ................................................................................... 41

3.7.5.2 MANUSEIO DE UM TORQUÍMETRO: .............................................................................. 41 3.7.5.3 CUIDADOS PARA COM O TORQUÍMETRO ...................................................................... 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................... 44

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METROLOGIA: É a ciência da medição. etc. Grandeza específica submetida à medição. Exemplos: Comprimento de um tubo. é um valor observado. RESULTADO DA MEDIÇÃO: Valor atribuído a um mensurando obtido por medição MENSURANDO: Objeto da medição. com a qual outras grandezas de mesma natureza são comparadas para expressar seu tamanho em relação àquela grandeza. MEDIÇÃO: É a atividade que visa determinar o valor do mensurando. Notas: Metro é uma unidade de medida (unidade de comprimento). Sua utilização na mecânica está sendo gradativamente substituída pelo metro e seus submúltiplos. ou seja. das unidades e dos padrões envolvidos na representação de grandezas físicas. O milímetro é um submúltiplo do metro. uma fração deste. É aplicável a ensaios. medido. Não pertence ao Sistema Internacional de Unidades que é legalmente adotado no Brasil. CONCEITOS BÁSICOS Atenção – Os conceitos básicos são importantes para você. análises ou processos equivalentes. Bom trabalho! Termos técnicos extraídos do VIM – Vocabulário de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia (INMETRO). A distância entre os centros de dois furos. é uma seqüência de ações que permitem efetuar a medida propriamente dita. lido.1. testes. dos erros e sua propagação. 1 mm = 0.001 m A polegada é uma unidade de medida antiga. dos métodos de medição. O milímetro é igual à milésima parte do metro. etc. Pratique a leitura dos instrumentos nos exercícios da apostila e depois pratique na sala de aula. isto é. Leia com cuidado e atenção. cujo símbolo é o m. Diâmetro de um furo. UNIDADE DE MEDIDA: Grandeza especifica definida e adotada por convenção. em geral numérico. 5 . bem como da caracterização do comportamento estático e dinâmico dos sistemas de medição. O resultado da medição. Trata dos conceitos básicos.

Em certos tipos de medição. DICA!!! Não confundir incerteza de medição com tolerância. Incerteza de medição é uma dúvida. alguma dúvida ainda existe quando efetuamos uma medição. È aquilo que queremos. Notas: Quando se diz “O instrumento possui boa exatidão” significa que o mesmo possui pequenos erros de medição para a sua função. A tarefa de regular o instrumento de medição com o objetivo de diminuir os erros de medição é agora chamada de ajustagem. mas que está sempre presente. que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser atribuídos a um mensurando. devidos a imperfeição do instrumento. Nota: A incerteza de medição é a dúvida quanto ao resultado ao efetuar uma medição. Em seu lugar prefira exatidão. O termo precisão está em desuso. vibração e outros.ERRO DE MEDIÇÃO: Em geral são gerados devido a imperfeições nos instrumentos de medição ou imperfeições no método de medição e ainda devido a influências externas. EXATIDÃO DE MEDIÇÃO: Grau de concordância entre o resultado de uma medição e o seu valor verdadeiro. Para facilitar o entendimento com outros países. INCERTEZA DE MEDIÇÃO: Parâmetro. 6 . CALIBRAÇÃO: Conjunto de operações que estabelece. Tolerância é uma característica construtiva determinada no projeto de uma peça. umidade. utiliza-se o termo calibração em lugar de aferição. Nenhuma medição pode ser realizada sem que existam erros associados. um valor duvidoso que não desejamos. como temperatura. ao operador e ao procedimento utilizado. a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição e os valores correspondentes das grandezas estabelecidos por padrões. que significa “de acordo com o padrão”. Portanto. associado ao resultado de uma medição. Este guia foi traduzido e é distribuído no Brasil pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia. onde há grande preocupação para com o resultado (medições críticas) é necessário avaliar a incerteza de medição. é utilizado um documento internacional denominado “Guia para Expressão da Incerteza de Medição”. sob condições especificadas. Normalização e Qualidade Industrial). Para tanto. Nota: O termo aferição não é mais utilizado pelo INMETRO e sua rede de laboratórios de calibração (RBC).

multiplica-se 25. Ex.45 4 4 mm 7 . inicialmente se transforma o número em uma fração imprópria e. Ex.4 mm pelo valor em polegadas a transformar.4 * 7 = = 44. 3 4 3 7 1 = + = 4 4 4 4 7 25. Quando o número for misto. a seguir. Quando o número for fracionário. opera-se como no 2º caso. Ex. (25.: Transformar 5/8” em milímetros.3/4” em milímetros.2 mm 2º caso: Transformar fração da polegada em milímetro. multiplica-se 25.4 x 4) ÷ 8 = 15.: Transformar 3” em milímetros 25.4 mm pelo numerador da fração e divide-se pelo denominador.875 mm 3º caso: Transformar polegada inteira e fracionária em milímetros.2.: Transformar 1. TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES 1º caso: Transformar polegadas inteiras em milímetros: Para se transformar polegadas inteiras em milímetros.4 x 3 = 76.

8 .125” Agora. 0. para terminar. Ex.: Transformar 3. 1º transformação: Transformar sistema inglês ordinário em decimal.4º caso: Transformar milímetros em polegada fracionária. 9.525 mm em polegadas. divide-se o valor em milímetros por 25. 3.4 e multiplica-se o resultado por uma das frações ordinárias da polegada (menor divisão do instrumento).875 x 25. Ex.375 *128 48 = = 128 128 128 Simplificando a fração: 5º caso: 48 24 12 6 3 = = = = ” 128 64 32 16 8 Transformar polegada milésimal em milímetro.225 mm 6º caso: Transformar milímetro em polegada milésimal.175 mm em polegada decimal. Para se transformar milímetro em polegada fracionária. 7 : 8 = 0.4. multiplica-se o valor em decimal da polegada por 25.4 = 0.4 Ex. Ex. faremos transformações para expressar o valor em polegada ordinária ou decimal. Para se transformar polegada decimal em milímetro. Divide-se o valor em milímetro por 25. Para se transformar sistema inglês ordinário em decimal.: Transformar 9. divide-se o numerador da fração pelo denominador.: Transformar 0.4 = 22.4 0.875” em milímetro.175 : 25.875 2º transformação: Transformar sistema inglês decimal em ordinário.: Transformar 7/8” em decimal.525 : 25.

multiplica-se o valor em decimal por uma das divisões da polegada.Para se transformar do sistema inglês decimal para ordinário. Ex.375” = Transforme em polegada decimal: 6.001” = 2.3125 *128 40 = 128 128 40 20 10 5 = = = Simplificando a fração teremos: 128 64 32 16 ” Exercite transformação de unidades.5875 mm = 19.125” = 1.05 mm = Transforme em polegada decimal: 5/64” = 1 7/8” = Transforme em polegada ordinária: . Transforme em milímetros: 5/32” = 1 5/8” = Transforme em polegada ordinária: 1.625” = 9 .325 mm = Transforme em milímetros: 0 . 0. dando-se para denominador a mesma divisão tomada e simplificando-se a fração quando necessário.: Transformar 0.35 mm = 60.3125” em sistema inglês ordinário.

Desta forma. a seguir. o micrômetro e o relógio comparador. como interpolador para leitura entre traços da escala principal. Não perca tempo! Procure um paquímetro no seu lugar de trabalho e leia a apostila com ele ao seu lado.3. Não deixe de fazer os exercícios! 3. O paquímetro é um instrumento simples. compacto. robusto e fácil de utilizar. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO Vamos agora estudar três importantes instrumentos de medição. Figura 1 – elementos construtivos do paquímetro Figura 2 – recursos de acesso ao mensurando 10 . A figura 1. sendo um ligado à escala e o outro ao cursor e a um nônio (escala menor).1 Paquímetro O paquímetro associa uma escala. Estudaremos o paquímetro. como padrão de comprimento a dois bicos de medição. mostra um paquímetro com seus elementos constituintes. você pode acompanhar a explicação mais facilmente. como meio de transporte de medidas.

Utilizando-se o nônio. Lembre-se que cada traço menor da escala principal equivale a 1 mm no paquímetro em mm e a . A trava. O nônio foi inventado por um matemático Francês Pierre Vernier (1580-1673).1 mm. vamos aprender a medir corretamente. Fique atento aos passos abaixo e acompanhe os exemplos das próximas figuras.01 mm no sistema métrico e 0... LEMBRE-SE SEMPRE! Os paquímetro podem fornecer resultado de medição com leituras de 0.ATENÇÃO! Para se fazer medidas com menores divisões utiliza-se o nônio.02 mm ou 0. pode-se dividir a menor divisão da escala principal do paquímetro a até 0. Antes de efetuar a medida procure identificar qual é a leitura do paquímetro que está em uso. Verifique qual dos traços do Nônio coincide com outro qualquer da escala principal. paquímetros de profundidade. garante que a leitura não vai se modificar até que o operador faça a leitura. nos instrumentos mais comuns. etc. 0. Leitura do nônio de 0.02 mm. tais como traçadores de altura.05 mm. Cada traço menor do nônio equivale a menor divisão que o paquímetro indica. Uma vez o paquímetro corretamente posicionado na peça a ser medida e travado. Sempre haverá um que fica melhor alinhado do que os restantes. Este é o resultado da medida.001” ou 1/128”no sistema inglês (polegada). paquímetro para engrenagens. que fica acima da escala principal. Agora. O princípio do nônio é aplicado a muitos outros instrumentos.025” no paquímetro em polegada. Vamos aprender a usar o paquímetro! Acompanhe cuidadosamente os exemplos abaixo. 0. Some os valores obtidos na escala principal e no Nônio. toma-se uma parte da leitura na escala principal e o seu complemento no Nônio.05 mm (1/20 mm) 11 . A operação de leitura é muito simples e se realiza da seguinte maneira: Tomando como referência o primeiro traço do Nônio (traço zero) conte todos os traços da escala principal que ficam à direita e anote.

b) Leitura do nônio 0. que é o valor da menor divisão no nônio.62 mm é igual trinta e um espaços no nônio multiplicado por 0.02 mm. Leitura do nônio 1/128” (nônio com oito divisões em polegada ordinária) 12 .45 mm é igual nove espaços no nônio multiplicado por 0.ATENÇÃO! Lembre-se que 0.05 mm. que é o valor da menor divisão no nônio.02 mm (1/50 mm) ATENÇÃO! Lembre-se que 0.

13 .02 mm. Lenbre-se: cada divisão da escala principal é igual a 1 mm e cada divisão do nônio é igual a 0.001” (nônio com 25 divisões em polegada fracionária) Agora tente fazer os exercícios da página a seguir (Paquímetros com medidas em milímetros)! Verifique os resultados no final da apostila. como no caso acima onde somamos primeiramente 1” com 1/16” e depois ainda adicionamos 4/128” do nônio.No paquímetro com leitura em polegada ordinária. é importante saber ler. somar e simplificar frações. Somando tudo e simplificando temos: 1+ 1 16 1 17 = + = 16 16 16 16 (1a parte – escala principal) 17 4 (17 * 8) + 4 140 = + = 16 128 128 128 (agora devemos simplificar) 140 35 32 3 3 = = + =1 128 32 32 32 32 Leitura do nônio 0.

Exercício: Leia a medida indicada no paquímetro e anote: 14 .

15 .025” e cada traço do nônio é igual a .001”.Agora tente fazer os exercícios a seguir (paquímetros com medidas em polegadas decimais)! Verifique os resultados no final da apostila. Lembre-se: cada traço da escala principal é igual a .

Agora tente fazer os exercícios a seguir (paquímetros com medidas em polegadas fracionários)! Lembre-se: cada traço da escala principal é igual a 1/16” e cada traço do nônio é igual a 1/128”. 16 .

Tome cuidado com a haste de profundidade! Posicione corretamente a vareta de profundidade. Verifique se o paquímetro está apoiando perpendicularmente ao furo em todo sentido. Verifique também o perfeito apoio das faces de medição como mostra a parte inferior da figura abaixo. 17 .. Posicione os bicos na medição externa aproximando o máximo possível à peça da escala graduada.. Isso evitará erros por folgas do cursor e o desgaste prematuro das pontas onde a área de contato é menor..Tenha muito cuidado.. Acompanhe a bolinha correta. Antes de fazer a leitura.

Preste muita atenção! Posicione corretamente as orelhas para medição internas Cuidado com o erro de leitura! Evite o erro de paralaxe ao fazer a leitura. pois isto evitará erros consideráveis de leitura 18 . em direção perpendicular à escala e ao nônio. Posicione sua vista.

Para atender as mais diversas necessidades da indústria de mecânica de precisão. Os micrômetros foram os primeiros instrumentos que atenderam ao princípio de Enerst Abbé. este avança proporcionalmente ao passo que normalmente é de 0. como. pois este é fixado firmemente ao parafuso por encaixe cônico). possibilitando leituras de 0. sempre procurando tornar mais fácil tanto o acesso ao lugar de medição como seu manuseio e leitura.Agora observe os principais tipos de Paquímetros e suas características principais. por exemplo. uma volta completa do tambor corresponde ao passo da rosca. Girando-se o parafuso micrométrico.025”). 3. Assim.2 Micrômetro Agora vamos estudar o micrômetro! Abaixo temos uma leitura interessante sobre o micrômetro e suas características.001”. a medição de profundidade. foram desenvolvidos diversos tipos de paquímetros.5 mm (0. é dividida em 50 partes iguais (ou 25 partes nos instrumentos de polegada). meia volta cor19 . O princípio de funcionamento do micrômetro baseia-se no deslocamento axial de um parafuso micrométrico com passo de elevada exatidão dentro de uma porca ajustável. pois a medição é executada no mesmo eixo da peça a ser medida. A circunferência da rosca (que corresponde ao tambor. Lembre-se que há tipos especiais de paquímetros para medições específicas.01 mm ou .

20 . Os parafusos micrométricos são retificados. as duas faces deslizam e o parafuso não mais se move. O deslocamento de uma divisão de tambor corresponde a um avanço de 0. mas por outro lado. Os materiais empregados na fabricação do parafuso micrométrico são o aço liga ou aço inoxidável. Se a força de medição for superior à resistência da catraca. O aço inoxidável confere maior resistência á oxidação. Uma outra forma comum de controlar a força de medição é a utilização de um elemento de fricção ligado ao parafuso micrométrico.5 mm) em cinqüenta partes. sua dureza é menor quando comparada a um fuso de aço liga. Quando o micrômetro possui nônio. Quando a força ultrapassar certo limite. temperados e estabilizados com dureza de aproximadamente 63HRC para garantia de alta qualidade do mesmo. Estando o micrômetro ajustado. O tubo graduado possui duas outras escalas lineares que indicam os milímetros e os meios milímetros. Nos micrômetros com indicação digital a indicação em geral é 0. a mesma gira em falso sobre o parafuso.0001”. com os sensores de medição se tocando ou com haste padrão entre eles. O tambor graduado está fixado ao fuso micrométrico.responde à metade do passo da rosca e assim por diante. adota-se a resolução de 0. isto é. A catraca é ligada ao parafuso micrométrico.01 mm. Freqüentemente.002 mm em micrômetros de mm sem nônio. o micrômetro está apto a fazer medições. A catraca em suma. Atenção! O elemento que garante uniformidade na aplicação da força de medição nos micrômetros é geralmente a catraca. Na parte dianteira do tambor acha-se gravada uma escala que subdivide a rotação (deslocamento de 0. limita o torque transmitido ao fuso.001 mm ou . é possível efetuar a leitura diretamente com resolução de 0. quando o traço do limite inferior da faixa de medição coincidir com o traço zero do cilindro.0001”.001 mm ou .

adicionando esta fração às leituras anteriores. procede-se de forma semelhante ao paquímetro. Para efetuar a leitura em polegada executa-se o mesmo procedimento.37 mm 7. b) Caso o micrômetro tenha nônio. LEMBRE-SE! Se no caso acima a bainha mostrasse mais um traço inferior. a leitura seria: Bainha Tambor Leitura do micrômetro 7. tendo cuidado especial com a divisão da escala. Acompanhe com seu micrômetro. Agora que você já conhece um pouco do micrômetro. a) Adicionar a leitura acima à fração lida no tambor (50 divisões). vamos executar algumas medições em milímetro e polegada.50 mm 0.87 mm 21 ...Vamos agora fazer leituras no micrômetro! Para ler as medidas no micrômetro procede-se da seguinte forma: Verificam-se quantos traços da bainha estão descobertos pelo tambor (traços de cima representam o milímetro inteiro e traços de baixo representam à metade do milímetro).

22 .NÃO ESQUEÇA! No caso do micrômetro em polegada.001”.025” e cada traço do tambor equivale a . cada traço inferior da bainha equivale a .

Não deixe que ele caia ou sirva de ferramenta. Lembre-se do paquímetro. CUIDADOS ADICIONAIS: Mantenha seu micrômetro sempre limpo.. CUIDADO ONDE OLHA! Leia o instrumento na posição correta. Evite adicionar óleo ao instrumento. pois o mesmo arrasta para dentro da rosca micrométrica muita sujeira..ATENÇÂO! Nunca esqueça de utilizar a catraca para efetuar a medição. O micrômetro é um instrumento de elevada exatidão e necessita de uma força de medição constante para não causar grandes erros. 23 . Somente aplique óleo extra fino quando o instrumento for sofrer manutenção.

VAMOS TRABALHAR? Faça a leitura e verifique o resultado no final da apostila. São todos micrômetros em mm. TOME CUIDADO! 24 . Alguns possuem escalas um pouco diferentes.

25 ...Agora vamos trabalhar com polegadas.

a diferença entre duas posições (inicial e final). ovalização.06 A seguir deve-se fixar o relógio cuidadosamente numa mesa de medição ou base magnética. Isto significa que o instrumento mede a diferença entre duas referências quaisquer. Os medidores de deslocamentos transformam um pequeno deslocamento captado por um sensor de medição em um deslocamento amplificado num ponteiro. para que este possa ser aplicado ao mensurando.3.5 – 1 0. Também podem ser utilizados de forma ampla para medição de peças associado a um padrão de comprimento. levando em consideração seu curso máximo e a menor divisão de escala que ele apresenta. O relógio comparador é um medidor de deslocamentos lineares por medição diferencial.01 0. Em seguida siga posicione a escala corretamente para sua referência inicial (zeragem).5 – 5 0..25 – 3. A fração da volta deve ser lida através do ponteiro grande.1 – 0. Cada volta abrange 100 ou 200 divisões da escala do relógio.0005 Curso máximo (mm) 1 – 5 – 10 – 20 – 30 . Os relógios mais comuns possuem as seguintes características: Leitura (mm) 0. isto é. Primeiramente escolha o relógio adequado.002 0. ambientes ácidos e temperaturas elevadas podem causar danos invisíveis a olho nu. mas causadores de elevados erros de medição. conicidade e para alinhamentos diversos.16 – 1 – 2 – 5 0. Os relógios comparadores são muito utilizados para medir características geométricas específicas das peças. ou mesmo ser indicado diretamente em um indicador digital. umidade. CUIDADO! O relógio comparador é um instrumento muito delicado. VAMOS MEDIR? Para medir com um relógio comparador é muito fácil.005 0. Acompanhe. que possa ser lido numa escala.50 1.3 Relógio Comparador Agora trabalharemos um pouco com o relógio comparador. Qualquer travamento ou dificuldade de avanço ou retorno do fuso indicam a necessidade de manutenção e calibração urgentes. Lembre-se o relógio comparador mede de forma relativa.001 0.. tais como cilindricidade. 26 . Sempre aplique alguma deformação ao relógio (deixe o fuso levantar um pouco) no momento de fixar o instrumento.2 – 0. Choques mecânicos. Finalmente leia diretamente sobre a escala ou indicador digital a diferença entre suas duas referências da seguinte forma: Número de voltas – O ponteiro pequeno marca o número de voltas.

..01 mm ATENÇÃO! Vamos ler alguns exemplos.Relógio típico com curso de 10 mm e resolução de 0. 27 .

Neste exemplo. que indica 76 divisões. O operador fixou o relógio na quinta volta.001 mm temos a seguinte situação: 1 volta completa = 200 divisões = 200 x 0. temos um deslocamento positivo em relação a referência inicial. o deslocamento se deu no sentido anti horário. 28 . Portanto. observamos o ponteiro maior. O deslocamento foi no sentido horário.O operador fixou o relógio na marcação de 0 mm. e na marcação de zero voltas. Desta forma temos o seguinte: 37 divisões a menos que a medida inicial = 37 * 0. Também podemos constatar que o ponteiro grande indica 37 divisões neste sentido.01 mm = 0.076 = 0. na marcação de zero da escala. Primeiramente devemos observar o número de voltas. temos menos de uma volta de deslocamento em relação ao ponto inicial.2 + 0. A seguir.001 mm = 0.37 mm.001 mm = 0. Verifique que o relógio se deslocou a partir da referência zero menos de duas voltas.076 mm Somando: 0. Como o sentido de deslocamento foi horário.276 mm. Como neste relógio cada divisão é igual a 0.2 mm 76 divisões = 76 x 0.

54 mm Somando. 29 .O operador fixou o relógio na marcação de voltas zero e na marcação zero da escala. Portanto.01 = 7 mm 54 divisões = 54 * 0. Neste caso.01 mm = 0. temos 7 + 0. temos mais de 7 voltas completas e observamos a indicação de 54 divisões da escala. temos: 7 voltas completas = 7 * 100 = 700 divisões = 700 * 0.54= 7. Deflexão à direita a partir da sua referência zero.54 mm Vamos exercítar? Referência inicial: Posicionamos o relógio no início de sua primeira volta sobre o zero da escala. Aconteceu um deslocamento no sentido horário.

30 . que evita contato desnecessário do operador com a ponta de contato.Referência inicial: Posicionamos o relógio no mensurando na sua segunda volta no ponto zero. Deflexão à esquerda a partir da sua referência zero. ESTEJA ATENTO! Cuidado com a forma como o relógio é posicionado. Existe um acessório específico para levantar o fuso.

podendo ser facilmente substituído por outros com comprimentos e diâmetros da ponta os mais diversos sem modificação na relação entre o comprimento da alavanca e o valor lido. Um sistema de dupla alavanca garante inversão no sentido de medição de forma imediata em alguns modelos. chamados erros de cosseno. Acompanhe! O relógio apalpador é um tipo específico de medidor de deslocamentos diferencial. O movimento da alavanca é tido ao ponteiro. muito parecido com o relógio comparador. inclusive na medição em movimento limitado. quando a sua maior flexibilidade se mostrar vantajosa. Porque utilizamos o relógio apalpador e não o comparador? O relógio apalpador pode ser utilizado fixo. O relógio apalpador pode ser fixado em várias posições diferentes e alcança locais de difícil acesso. 3. o instrumento mede pequenos deslocamentos. Se isso não for observado. 31 . O eixo da alavanca (transmissor do movimento) é montado sobre dois rolamentos de esferas. Este deve permanecer com o fuso perpendicular com o plano da peça a ser medida. mas mostra-se bastante versátil. O relógio apalpador possui um mecanismo de elevada exatidão apoiado em mancais de rubis. Na verdade. O sensor de dição é geralmente de cromo duro. que está associado a uma escala giratória.OLHA A POSTURA!!! Muito cuidado com a fixação do relógio comparador.4 Relógio apalpador Agora vamos estudar um pouco o relógio apalpador. ocorrem erros substanciais. O relógio apalpador é utilizado para medição em movimento. como mostra a figura ao lado. como um relógio comparador.

01 mm ou 0.002 mm. retilineidade. Por ser um equipamento pequeno. A leitura é realizada como no relógio comparador (medição diferencial). deve-se ter um cuidado especial com o acondicionamento do mesmo. São oferecidos com curso de medição de até 0. batimento. Vamos medir? Os relógios apalpadores mais comuns possuem leitura de 0.0315 in. 32 . conicidade. como ilustrado na segunda figura da página. Isto evita a introdução de erros de cosseno. Quando utilizado em movimento. A limpeza é indispensável. inclusive com dedicação especial à alavanca e ao protetor da escala (vidro). sendo diretamente identificada na escala. e diretamente sobre máquinas operatrizes. bases magnéticas. suporte entre pontas. pois a alavanca deve ser posicionada proximamente paralela à superfície a ser medida.Os relógios apalpadores executam um grande número de tarefas distintas. onde se destacam: verificação de planicidade. deve-se observar o sentido correto do movimento. São muito utilizados em associação com traçadores de altura e mesas de medição. excentricidade. ATENÇÃO!!! O relógio apalpador é um instrumento extremamente sensível. além de ser utilizado como transferidor de medidas em controles dimensionais. Choques e operação indevida podem danificar seriamente as características do instrumento. Cuidado especial deve ser observado durante o posicionamento do relógio (ver figura imediatamente acima e à direita).

ver figura ao lado. O valor efetivo do seu diâmetro interno possui baixa incerteza de medição.3. 33 . A ponta móvel. na verdade. com superfície interna retificada e tratada termicamente. o acompanhamento de um padrão. A centragem no furo é realizada por duas sapatas munidas de discos retificados.5 Passômetro e anel padrão Agora o passômetro! Nada mais é que um relógio comparador associado a uma haste de medição com função específica O passômetro ou súbito é um medidor de diâmetros internos de furos que podem variar entre φ 4. Para medições corriqueiras.5 mm.5 a 550 mm. uma fixa e a outra móvel. O elemento padrão ideal para medição com o passômetro é o anel padrão. pode-se utilizar um micrômetro para transferir a medida padrão ao passômetro (efetuar a zeragem). Na realidade. para medições absolutas. O sensor do passômetro pode ser facilmente substituído. sensor de medição. Os passômetros são. tratando-se de um medidor de deslocamentos diferencial. No caso específico do passômetro. torna-se necessário. O anel padrão é um padrão de diâmetro interno fabricado em aço. A haste transmite o movimento do sensor até o fuso do relógio através de um came. a união entre um relógio comparador comum e uma haste de medição com características próprias. o curso máximo do sensor não ultrapassa 1. O instrumento mede apoiado por duas pontas. transmite o movimento até o elemento de transdução. de forma a possibilitar a medição em faixas amplas.

principalmente após a sua calibração. Lembre-se: o curso total do passômetro não passa de 1.. A leitura com o passômetro segue as regras do relógio comparador.5 mm. Sugere-se ainda evitar a desmontagem do equipamento. 34 . Vamos medir com o passômetro? Preste atenção à referência. Para facilitar a vida do operador.. Além de medir diâmetros internos em associação com um padrão. o passômetro pode medir conicidade e ovalização em cilindros.CUIDADO NA MEDIÇÃO!!! A medição com passômetro deve ser realizada com máximo cuidado no momento da apalpação. a figura acima e à direita mostra a relação entre indicação da escala e variação da medida do furo. Anéis padrão ATENÇÃO – Cuidados especiais! Os cuidados com o passômetro são basicamente os mesmos do relógio comparador. evitando-se a contribuição de erros de cosseno.

3. teremos: 90º = 89º 59’ 60” 89º 59’ 60” – 10º 15’ 20” = 79º 44’ 40” Vamos agora trabalhar com o goniômetro.25º 12’ = 64º 48’ Deve-se operar da mesma forma quando se tem as unidades graus.6 Goniômetro Vamos contar igual aos antigos.5º nos transferidores simples por interpolação na escala. ATENÇÃO!!! Aprenda a operar com o sistema sexagesimal. a divisão de escala é 1º. como também exemplos de diferentes medições de ângulos. Este sistema divide uma circunferência em 360 graus. precisa-se conhecer o sistema de contagem sexagesimal. Lê-se os graus inteiros na graduação do disco fixo. encontram-se exemplos de transferidores de graus. Exemplo: 90º . devemos colocar as unidades iguais umas sobre as outras. Portanto. 35 .. segundo (”). O goniômetro simples. a unidade de ângulo é o grau.. mostrando várias posições distintas da lâmina do transferidor. 90º = 89º 60’ 89º 60’ .5º.10º 15’ 20” Convertendo 90º em graus. O grau é dividido em minutos e segundos. minuto (’).. Nas figuras da página seguinte. O medidor de ângulos chama-se goniômetro. minutos e segundos. Nos transferidores simples. Portanto. indicados pelo traço 0 da referência e aproxima-se a leitura para a posição mais próxima dentro da variação de 0.. também chamado de transferidor de graus é utilizado para medidas onde não há preocupação com a exatidão do resultado. Exemplo: 90° . pode-se ler até 0. Para somarmos ou subtrairmos no sistema sexagesimal. Para medir ângulos. O grau divide-se em 60 minutos e o minuto divide-se em 60 segundos. Os símbolos utilizados são: grau (º).25º 12’ A primeira operação a fazer é converter 90° em graus e minutos. minutos e segundos.

E QUANDO TIVER NÔNIO? Nos goniômetros que possuem nônio (ou vernier) a leitura no disco graduado nos dará variações de 1º. Nas páginas seguintes.ATENÇÃO!!! Fazer a leitura do ângulo sempre com o goniômetro aplicado à peça. Manter sempre os goniômetros limpos e acondicionados em estojos próprios. Isto significa que a menor divisão possível é 5º. enquanto que o nônio dividirá o grau em 12 partes iguais. encontra-se a ilustração descritiva de um goniômetro com nônio. 36 . Alguns goniômetros de melhor exatidão possuem uma pequena lupa associada ao nônio.

37 .

Esta variável não tem sido classificada exatamente como rigidez da junta. mas considere as duas juntas mostradas abaixo. a maioria das juntas fica entre esses dois extremos (juntas semi-flexíveis). Junta de torção rígida Junta de torção fraca 38 . De acordo com a norma ISO 5393.3. Na prática. uma junta é rígida quando o torque final é alcançado com um giro no parafuso de aproximadamente 30º a partir do encosto.1 Tipos de uniões parafusadas e condições de juntas em função do torque A característica mais comum pela qual se classifica uma junta é a sua rigidez. A outra característica a ser considerada é a resistência à torção das juntas. Uma junta é flexível quando o torque final é alcançado após um giro no parafuso de aproximadamente de 720º a partir do encosto.7 Torquímetros Antes de falarmos nos torquímetros vamos entender um pouco do que vem a ser torque? O que é torque? É uma força aplicada em um determinado ponto através de uma alavanca descrevendo um movimento de giro. T = f x d ⇒ T = Torque F = Força D = Distancia 3. Compare as duas juntas mostradas abaixo.7.

O alongamento se fará mais e mais pronunciado até que se produza a ruptura do parafuso. Este processo é de fácil demonstração sobre um gráfico. não conseguiremos aumentar a força de união e provocaremos o alongamento do parafuso no sentido axial. Estes dois fatores em especial levaram à construção de uma ferramenta que possibilitasse o controle desta força: O TORQUÍMETRO (que veremos a seguir). Ex. 3. formada por um parafuso longo e fino é flexível.3 Por que utilizar um torquímetro? A resposta é SEGURANÇA. Um exemplo de junta elástica seria. que une a bomba d'água ao bloco do motor. até que se alcança o limite elástico do parafuso (PONTO CRÍTICO). Muito aperto O aperto exagerado do parafuso pode comprometer as peças a serem unidas. Ao apertar o parafuso proporcionalmente ao ângulo de giro. já que isto é uma necessidade para um funcionamento confiável do motor. O limite elástico do parafuso se alcança no ponto onde começa a diminuir a relação entre a FORÇA DE UNIÃO e o ÂNGULO DE GIRO. Um parafuso ou porca mal apertado se soltará e não garantirá valores como: vedação e fixação. comprometendo a qualidade final do produto.7. 3. etc) eles podem se soltar ao longo do tempo. que ocasionam a fadiga prematura e uma possível ruptura nos momentos de maior solicitação das uniões. a mangueira do radiador.: A montagem de um volante ao virabrequim requer uma junta rígida. elástica ou intermediária.2 Conseqüências que devem ser consideradas Pouco aperto Este item é de grande importância. o mesmo se torna tenso e a força de união aumenta. Uma junta poderá ser rígida. que é formada por um parafuso curto e grosso pode ser considerada rígida. 39 . possibilitando ainda desprendimento da junta e possíveis acidentes. pois dependendo das condições que os elementos fixados são solicitados (vibração.A junta mostrada à esquerda. Se continuarmos apertando. impacto. Um parafuso ou porca com aperto excessivo sofrem ação de duas forças destrutivas: o excesso de torque e as vibrações. rotação.7. A junta à direita.

1.metro (Nm). Torquímetro com Sinal Luminoso.2 .5. o torquímetro passa a girar em falso e o soquete acoplado ao torquímetro e ao parafuso passa a não girar mais.4 Unidades de torque: Como estamos lidando com uma força. 3.Torquímetro de indicação de torque: Estes torquímetros são geralmente usados em manutenções e inspeções por possibilitarem a visualização do valor do torque que se está aplicando. Torquímetro Tipo Giro Livre.1 . pois desarmam após alcançar o torque limite. Os principais torquímetros encontrados no mercado são: Coleta de dados. Torquímetro Tipo Relógio. Torquímetro Digitais.3.I. Cada torquímetro é desenvolvido para uma diferente aplicação.5. Radial Quando o torque é alcançado. 40 . Torquímetro Tipo Vareta. facilidade e qualidade para o seu trabalho. Torquímetro tipo vareta.1 Classificação dos torquímetros: Como existem diversas situações em que se utilizam parafusos ou porcas torqueadas desenvolveram-se diversos tipos de torquímetros. A escolha correta da ferramenta para o aperto significa segurança.7. 3. necessitamos de uma unidade para expressar este valor.5 O que são torquímetros: São ferramentas que se destinam a aplicar Momentos de Torque em porcas e parafusos a partir de uma pré-carga estabelecida no projeto. Teremos assim para a expressão do valor do torque a unidade Newton .Torquímetro de limitação de torque: Este dispositivo possibilita limitação do torque a ser aplicado. 3. Por convenção internacional (S. O Torquímetro digital é um instrumento de fácil leitura do torque aplicado. Devido a sua sensibilidade são também chamados de calibres de torque. ou valor do torque que já foi aplicado. tipo relógio axial. digital: O Torquímetro tipo vareta é uma ferramenta universal.7.7.7. rapidez.Sistema Internacional de Unidade) utiliza-se o sistema métrico para a expressão de valores lineares e a unidade Newton para a expressão dos valores de forças.5. Axial 2.1. Torquímetro tipo giro livre: 1. Torquímetro Tipo Estalo. O Torquímetro tipo relógio axial é um torquímetro próprio para a aplicação de torques de baixo valor.7. Muito útil nas linhas de montagem. . 3.

41 . soquete com chave de catraca ou outras chaves). Você deverá instruir o operador sobre o tipo de torquímetro. O movimento de aperto com o torquímetro deve ser lento e constante. No caso de parafusadeira pneumática. indicador de torque ângulo alcançado. 3º FASE: Postura (Movimento do torquímetro para o aperto final).1. pois isto provocará um erro na quantidade de aperto que realmente estamos aplicando.5. Radial Os Torquímetros de estalo são dotados de mola helicoidal com desligamento por came ou alavanca. o torque alvo. emitem um sinal (luminoso ou sonoro) que avisa ao operador tal fato. Quando o torque alvo é alcançado o mecanismo interno é acionado produzindo o sinal acústico (estalo).A.3 Torquímetros de sinalização de torque: Este tipo de torquímetro possibilita uma dinamização da aplicação do torque uma vez que alcançado.). CUIDADO! Verificar que o operador tenha condições de dar o aperto inicial um pouco menor que o aperto final.2 Manuseio de um torquímetro: Ao instruir um operador sobre o manuseio de um torquímetro.7. para maior precisão na aplicação do valor do aperto final desejado. 2º FASE: Manuseio (Posicionar corretamente o torquímetro). Observar se o torquímetro não está encostado em nenhuma parte da peça a ser fixada. 3. O operador deverá encaixar corretamente a boca da chave ou soquete do torquímetro na cabeça do parafuso ou porca. CUIDADO! Observar se os parafusos ou porcas não estão danificados ou deformados. Torquímetro tipo estalo (sinalização sonora).5. Torquímetro com sinal luminoso: 1. você deverá verificar se está regulada para o trabalho (70% do M. que aperto inicial deve ser dado com urna ferramenta adequada (chave pneumática.3. Axial 2. O parafuso deve ser rosqueado perpendicularmente a porca. são úteis em locais onde o índice de ruído inviabilize o uso de torquímetros de estalos. o torque utilizado. devemos alertá-lo sobre as seguintes fases: 1º FASE: Escolha (Qual o torquímetro ideal para a fixação?).7. Os Torquímetros de sinal luminoso.

5. álcool. entregar imediatamente ao responsável do processo (encarregado). Porque o líquido penetrará eliminando a lubrificação interna. Não jogue o torquímetro.7. localizado na sua extremidade. Caso ocorram danos no torquímetro. podendo danificar seus componentes internos. Quando um torquímetro varia para mais ou menos. ele “escamotear” completamente. O torquímetro só deve ser usado para o aperto final. 3. sua repetibilidade se altera. porém sua repetibilidade tem de ser exata. ou em caso do mesmo ser de quebra.). pois isto acarretará danos às peças envolvidas na fixação. 4º FASE: Apertar até "Estalar ou Quebrar" • • • • • Ao aplicar o momento de aperto final temos que observar o seguinte: Girar 1/4 de volta e ou 30% para completar o aperto. uma mola e um sistema de alavanca.CUIDADO! Nunca devem ser dados trancos no movimento de aperto. 42 • • • • • • • . pois assim estará realizando o seu trabalho corretamente e com menor esforço.3 Cuidados para com o torquímetro • • • O torquímetro é uma ferramenta complexa. O aperto inicial deve ser feito normalmente com chave de boca. clorotene. portanto muito cuidado ao manuseá-lo. O torquímetro não deve ser usado como chave para aperto inicial. é porque uma ou mais peças internas se encontram com desgaste. Quando o torquímetro não estiver em uso por tempo prolongado (acima de 3 dias). ou seja. este deverá ser descarregado até o ponto inicial da escala. etc. após dar a torque normal devemos verificar se o rasgo da porca está coincidindo com o furo do parafuso. deve-se apertar com ferramenta manual até coincidir com o rasgo mais próximo. O torquímetro não deve ser colocado em banho ou lavado com água solvente (thinner. Caso não esteja. Nos torquímetros de quebra / estalo podemos ter um desvio de até 5% do valor especificado na escala. pois esta não é a ferramenta adequada para esta operação. Você deve orientar o operador para segurar o torquímetro no manípulo. Ao apertar uma porca do tipo “castelo”. Só parar o aperto quando ouvir o estalo do torquímetro. chave estrela ou apertadeira. Um defeito do torquímetro pode significar um item de segurança apertado de forma errada (pouco ou muito). O torquímetro não deve ser usado para desapertar peças já fixadas. Não forçar após o estalo ou quebra do equipamento. o que pode significar um acidente com o veículo por você montado. não o use como martelo e nem como apoio. para eliminar a tensão da mola. que tem dentro do corpo.

antes de começar a aplicar o torque deve observar a posição de equilíbrio do corpo para que no momento da finalização (estalo ou quebra) o mesmo não se apóie no torquímetro.• O montador. 43 . Caso contrário o desequilíbrio provocará a perda da sensibilidade prejudicando o processo.

256 p. 5. Helmus. Aulas 4. Tókio. 1995. 153 p. Florianópolis. p. 49 – 192. 11. Instrumentação Industrial. MITUTOYO. Fundação CERTI. Portaria nº. SCHOELER. 1992. GONÇALVES JR. Fundação Roberto Marinho. SCHOELER. Medir 100 Erros. Nelson . 44 . SOISSON. Mitutoyo do Brasil. 1980. Mitutoyo Corporation. Mitutoyo Catalog. manutenção e cuidados.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS TELECURSO. São Paulo. Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia. Rio de Janeiro. TESA S/A. 10. 16.: Catálogo nº. MITUTOYO. 1995. Fundação CERTI/LABMETRO. Florianópolis. Nelson. 15. Curso Profissionalizante. Qualificação e Certificação de Instrumentos de Medição. Instrumentos para Metrologia Dimensional: Catálogo de utilização. Harold. INMETRO. 29 de 10 de março de 1995. TESA. 102. 1986. Armando A. 1996.Suíça. Instrumentos para o Controle Dimensional. São Paulo.017.

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