ÍNDICE

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CINEMÁTICA.................................................................................. MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME................................................................................................. GRÁFICO HORÁRIO DO MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME.................................................... MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO................................................................ VETORES VELOCIDADE E ACELERAÇÃO......................................................................................... ADIÇÃO DE VETORES............................................................................................................................ MÉTODO DA POLIGONAL..................................................................................................................... REGRA DO PARALELOGRAMO............................................................................................................ MÉTODO DAS PROJEÇÕES.................................................................................................................... SUBTRAÇÃO DE VETORES.................................................................................................................... MULTIPLICAÇÃO DE UM NÚMERO REAL POR UM VETOR........................................................... VETOR DESLOCAMENTO...................................................................................................................... LEI DA INÉRCIA....................................................................................................................................... LEI FUNDAMENTAL............................................................... ............................................................... LEI DA AÇÃO E REAÇÃO............................................................... ...................................................... FORÇA PESO............................................................... ............................................................................. ACELERAÇÃO E CAMPO GRAVITACIONAL............................................................... ..................... APLICAÇÕES DAS LEIS DE NEWTON.................................................................................................. TRABALHO DE UMA FORÇA............................................................... ................................................. O TRABALHO DA FORÇA – PESO............................................................... ........................................... EXERCÍCIOS............................................................... .............................................................................. TERMOMETRIA............................................................... ........................................................................ ESCALA FAHRENHEIT............................................................... ............................................................ ESCALA KELVIN............................................................... ...................................................................... ESCALA CELSIUS............................................................... ................................................................... DILATAÇÃO DOS SÓLIDOS E DOS LÍQUIDOS................................................................................... CONCEITO DE CALOR............................................................... ........................................................... CAPACIDADE TÉRMICA DE UM CORPO............................................................................................ ÓPTICA GEOMÉTRICA............................................................... ............................................................ EXERCÍCIOS............................................................... .......................................................................... ONDAS............................................................... ............................................................... ........................ CARACTERÍSTICAS DA ONDA............................................................................................................. REFLEXÃO DAS ONDAS SONORAS............................................................... ..................................... EXERCÍCIOS............................................................... ............................................................................. AUTOAVALIAÇÃO............................................................... .................................................................. ELETRICIDADE............................................................... ........................................................................ ISOLANTES E CONDUTORES............................................................... ................................................ CAMPO ELÉTRICO............................................................... ................................................................... CORRENTE ELÉTRICA............................................................... ........................................................... RESISTÊNCIA ELÉTRICA............................................................... ....................................................... CIRCUITOS ELÉTRICOS............................................................... .......................................................... ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE...................................................................................... ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO................................................................................ EXERCÍCIOS............................................................... .............................................................................. BIBLIOGRAFIA A CONSULTAR............................................................................................................

02 05 06 15 22 24 24 25 26 27 27 28 31 32 34 35 36 36 41 43 46 49 50 50 52 52 56 58 61 67 68 70 73 74 76 79 81 82 82 85 89 91 92 94 100

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Texto : INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CINEMÁTICA
A Cinemática é a parte da mecânica que estuda e descreve os movimentos, sem se preocupar com as suas causas. Ela se baseia em quatro conceitos fundamentais: posição, tempo, velocidade e aceleração. É comum, ao estudarmos o movimento de um corpo qualquer , tratá-lo como uma partícula. Dizemos que um corpo é uma partícula quando suas dimensões são muito pequenas, desprezíveis , em comparação com as demais dimensões que participam do fenômeno . Por exemplo: se um automóvel, de 3,5 m de comprimento , se desloca 15 metros, ele não pode ser considerado uma partícula mas, se ele se desloca por cerca de 200 quilômetros , seu comprimento é desprezível, em relação a essa distância . A todo instante você pode ver aviões cortarem o céu, automóveis percorrerem ruas e estradas, pessoas andarem de um lado para outro na cidade. O movimento está presente em cada momento do seu dia – a – dia . Como podemos verificar com exatidão se um corpo está em movimento ou em repouso? Vejamos exemplo: uma pessoa está sentada dentro de um ônibus e você, parado na calçada, a vê passar . Essa pergunta tem duas respostas. Veja:  Primeira resposta : poderíamos dizer que a pessoa está em movimento, em relação a você ( que estava parado na calçada ) ; ou  Segunda resposta : poderíamos dizer que a pessoa está em repouso ( ausência de movimento ), em relação ao motorista do ônibus. Veja que, dependendo do ponto tomado como referência, há ou não movimento de um corpo, ...... REFERENCIAL É TODO CORPO OU PONTO EM RELAÇÃO AO QUAL SE VERIFICA A MUDANÇA DE POSIÇÃO DE UM OUTRO CORPO. Ou: REFERENCIAL É UM CORPO RÍGIDO AO QUAL ASSOCIAMOS UM SISTEMA DE EIXOS PARA FACILITAR A CARACTERIZAÇÃO DA POSIÇÃO DE UM CORPO OU PARTÍCULA . Movimento , repouso e trajetória Quando a posição de um corpo ou partícula varia, em relação a um dado referencial, no decurso de um intervalo de tempo qualquer, diz-se que há movimento. Por outro lado, se a posição de um corpo não varia , em relação a um referencial, durante um intervalo de tempo, diz-se que esse corpo está em repouso. O caminho percorrido por uma partícula ou corpo em movimento é chamado de trajetória. A trajetória de uma partícula em relação a um referencial é dada pela linha contínua que une as sucessivas posições ocupadas pela partícula durante o seu movimento . Intervalo de tempo Para podermos situar um acontecimento em relação a outro, precisamos ordenar os fatos em passado , presente e futuro, ou seja, precisamos estabelecer um referencial. Assim, em um deslocamento de uma partícula qualquer, dizemos que ela passou por um 2

determinado ponto P0 em instante t0 , e está no ponto p1 no instante t1 . O tempo que a partícula levou de sua posição inicial P0 a posição P1, denomina-se intervalo de tempo . O intervalo de tempo ∆t é então definido como a diferença entre o instante final e o instante inicial . ∆t = tf – t1 O deslocamento dessa partícula pode também ser definido como a diferença entre a sua posição final , no ponto P1, e a sua posição inicial no ponto P0 . Dessa forma, teremos, chamado o deslocamento de ∆s, a posição final de Sf e a inicial de Si : ∆s = Sf - Si A relação existente entre o deslocamento realizado por um móvel e o tempo gasto por esse móvel para realizar esse deslocamento é chamado de velocidade média. A velocidade média vai, então, indicar a rapidez com que um móvel mudou de posição . Representamos a velocidade média ( Vm ), assim :

Vm = ∆s = Sf - Si ∆t tf - t i As grandezas físicas podem ser medidas usando-se diversas unidades. Por exemplo, o comprimento pode ser medido em metros , centímetros, quilômetros, pés, milhas, etc. A medição das grandezas físicas deve ser feita de forma coerente . Para isso, foram estabelecidos alguns sistemas de unidades físicas, dos quais os mais usados são três : O Sistema Internacional (SI ) , também chamado de sistema MKS – metro, quilograma, segundo; o sistema CGS centímetro , grama, segundo; e o sistema MK*S ou MKgfS – Metro , quilograma – força, segundo. Na resolução de qualquer problema é necessário que todas as unidades sejam de um mesmo sistema de unidades. Assim sendo, elaboramos a tabela que se segue, a fim de que você possa se familiarizar com as grandezas dos vários sistemas. Pedimos que você tenha especial atenção com os sistema MKS, CGS, pois serão os que você mais empregará no seu estudo. ( Decreto nº 52 423, de 30/08/63. )

GRANDEZAS Comprimento Massa Tempo Velocidade M Kg

SI Cm g

CGS M

MK*S

utm (2 ) s ( ou seg ) m/s

s ( ou seg ) m/s

s ( ou seg ) cm/s

Seja , por exemplo, dada a velocidade de um móvel igual a 90 Km/h. Vamos transformar o valor da sua velocidade para os sistema MKS e CGS.

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................... entre o .... entre a sua posição ...... para facilitar a caracterização da ..... DESLOCAMENTO E VELOCIDADE MÉDIA ................ O deslocamento de uma partícula é definido como a ......... 2....... ao qual associamos um ......................... A relação entre o deslocamento realizado por um móvel e o tempo gasto por esse móvel para realizar esse deslocamento é chamado de ....................... I – 1 ........1 ) Transformando para o sistema MKS.......... que traduz a velocidade em cada ponto da trajetória .... 1 EXERCÍCIO AGORA VOCÊ VAI FAZER A VERIFICAÇÃO DO QUE APRENDEU NESTE TEXTO... Intervalo de tempo é definido como a .......... então..... 1............. iremos tratar apenas da velocidade média... A velocidade de um móvel em determinado instante é chamada de velocidade instantânea............... 5....... INTERVALO DE TEMPO. 108 quilômetros por hora 2....... REFERENCIAL....... ... TRAJETÓRIA....de um corpo................................... 60 metros por minuto 1 – Chave de Correção .. 4. 1......................... Trajetória é o . temos : 90 km/h = 90 km = 9 000 000 cm = 2 500 cm / s 1 hora 3 600 s Pense e responda........ Referencial é um corpo .......... sem se preocupar com as suas causas...................... Nós sabemos que durante um deslocamento qualquer........ TEMPO E VELOCIDADE.............. A velocidade média reflete a velocidade de um móvel em cada ponto de sua trajetória ? não......... 6............................. muito diferente da velocidade em determinado ponto da trajetória. um móvel pode variar a sua velocidade e que a velocidade média pode ser.................. que estuda e descreve os .................... percorrido por uma partícula em ......................... PARA RESOLVER OS EXERCÍCIOS QUE SE SEGUEM VOCÊ DEVE SABER:  O QUE É CINEMÁTICA ................................................................................... II – Transforme os valores das velocidades para o sistema MKS............................. temos : 90 km/h = 90 km = 90 000 = 25 m/s 1 hora 3 600s (3) 2) Transformando para o sistema CGS. 1 – COMPLETE AS LACUNAS .. 3.. Nesse nosso curso.................... e a posição ....... (V) .......................... A Cinemática á a parte da .........  TRANSFORMAR PARA OS SISTEMA MKS E CGS AS UNIDADES DE COMPRIMENTO....... e o ...................................... Mecânica / movimentos 4 ......

O móvel parte do ponto 1 no instante t1 = 0 e chega ao ponto 2 no instante tf = t. então ∆S 5 . ( tf – ti ) ∆t como. mas t1 = 0 . Vm = ∆s ⇒ ∆s = Vm . ( t – t1 ) . diferença / final / inicial 6. Tomamos um ponto X com referencial.2. Sabemos que todo corpo em movimento sofre uma variação de posição . Para indicar a posição de um corpo em um determinado instante. Assim. velocidade média II – 1 . isto significa que em qualquer instante o valor da velocidade deste móvel será de 10 m/s. pelo enunciado tf . 108 km /h = 180 km = 180 000 m = 30 m/s 1 hora 3 6000 2. quando afirmamos que um móvel executa movimente retilíneo uniforme com velocidade de 10 m/s. temos ainda que: Vs = Vm . ∆t ou ∆s = Vm . diferença / instante final / instante inicial 5. usamos a equação denominada equação horária. 4. Chamamos de MRU àquele em que o deslocamento do corpo ( em relação a um referencial ) se dá em uma trajetória retilínea ( em linha reta ) com o valor de velocidade constante. Vejamos m desses tipos: o movimento retilíneo uniforme (MRU ). caminho / movimento . Veja o exemplo. podemos aplicar a fórmula de Vm.t . sua posição em relação ao ponto x é dada pela expressão S = si + ∆s Como a velocidade do móvel é constante. Cada maneira caracteriza um determinado tipo de movimento. 60 m/m = 60 m = 60 m = 1 m/s 1 minuto 60 s MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME Vimos que a velocidade de um corpo é a rapidez com que ele muda de posição . como mostra o esquema a seguir 2 Ti = 0 Tf = t Si S Quando o móvel atinge o ponto 2. Rígido / sistema de eixos / posição 3. Essa mudança de posição pode ser efetuada de diferentes maneira . Um móvel está se movendo em MRU.

A posição inicial do móvel é 2 metros. 0 s= 2 +0 :(s=2 ) Resp. c) O deslocamento do móvel no instante t = 10 s=2 + 5t s = 2 + ( 5 . 6 . t .∆s = Vm . teremos : S – Sj = V . A velocidade do móvel é de 5 m/s Os gráficos são de grande valia para análise dos movimentos e a resolução de problemas. b) A posição do móvel no instante t = 3 s=2 + 5t s=2 +(5 . A posição de um móvel em Movimento Retilíneo Uniforme é representada pela equação S = 2 + 5 t. Usando as unidades do sistema MKS.3 ) s = 2 + 15 . 10 ) s = 2 + 50 s = 52 ( posição do móvel em t= 10 ) ∆s = s – sj ∆s = 52 – 2 ∆s = 50 resp: o deslocamento do móvel é de 50 metros. ou S = Sj + V t Que é a equação horária do Movimento Retilíneo Uniforme. Sabendo-se interpretar um gráfico. S = 17 Resp. t Se substituirmos ∆s por ( s – sj ) . Vejamos um problema resolvido. 1. dele extraímos um grande número de informações . ou simplesmente ∆s = V . t= 10 e ∆s = 50 m d) a velocidade do móvel Vm = ∆s tomando –se ∆t Vm = 50 m : Vm = 5m/s 10s Resp. A posição do móvel no instante t = 3 é 17 metros. Calcule : a) a posição inicial do móvel : s = 2 + 5t : ( para t = 0 ) s = 2 + 5 . t .

atribuindo valores para o tempo. em caso contrário. Dizemos que um movimento é progressivo quando seu sentido coincide com o sentido convencionado como positivo e que o movimento é regressivo quando. pois o valor de s diminui com o aumento dos valores de t. 1 ) = 15  Para t = 2 ⇒ s = 10 + (5 . Assim teremos . A equação horária do MRU é uma equação do 1º grau em t. a ordenada é a mesma para todos os pontos. onde a velocidade é constante. num sistema de coordenadas cartesianas.GRÁFICO HORÁRIO DO MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME O gráfico horário de um movimento retilíneo uniforme é a representação gráfica de sua equação horária . 7 ) = 45 Vamos transportar os valores da tabela para o gráfico s x t . 0 ) = 10  Para t = 1 ⇒ s = 10 + ( 5 . e que após percorrer o espaço de 15cm . Vejamos um exemplo. Sabendo-se que no instante t = 0 ela se achava na origem da escala. Vamos fazer uma tabela tempo x posição para a equação s = 10 + 5t .  Para t = 0 ⇒ s = 10 + ( 5 . 5 ) = 35  Para t = 6 ⇒ s = 10 + ( 5 . 4 ) = 30  Para t = 5 ⇒ s = 10 + ( 5 . 6 ) = 40  Para t = 7 ⇒ s = 10 + ( 5 . seu sentido é oposto ao convencionado com positivo. No gráfico que acabamos de construir . Nele. Um formiga percorre uma escala graduada. os valores da posição. Assim sendo. para pegar um grão de açúcar. pede-se : a) calcular a velocidade da formiga 7 . o movimento é progressivo. seu gráfico sempre será uma reta. havia se passado 10 segundos . onde o eixo das abscissas terá os valores do tempo e o eixo das ordenadas. Gráfico da velocidade do Movimento Retilíneo Uniforme O gráfico da velocidade é o gráfico que obtemos marcando o tempo no eixo das abscissas e a velocidade no eixo das ordenadas. No caso do MRU. 2 ) = 20  Para t = 3 ⇒ s = 10 + (5 . 1. em movimento retilíneo uniforme. 3 ) = 25  Para t = 4 ⇒ s = 10 + (5 . marcamos os tempos no eixo das abscissas e os espaços no eixo das ordenadas.

Isso nos mostra que : AO TRAÇARMOS O GRÁFICO DE UM MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME. Para resolver os exercícios que se seguem.b) fazer o gráfico da velocidade do movimento Resolução Dados : t = 0 ⇒ s = 0 t = 10 ⇒ s = 15 Vm = ∆s . A velocidade da formiga é de 1. então ∆s = v. representa o deslocamento da formiga. O que representa a equação horário . Fazer tabelas e gráficos do movimento retilíneo uniforme. ( use folha avulsa. PELA RETA DA VELOCIDADE E PELAS DUAS PERPENDICULARES A ESTE EIXO. O VALOR NUMÉRICO DO ESPAÇO PERCORRIDO ENTRE DOIS INSTANTES É IGUAL A ÁREA DELIMITADA PELO EIXO DAS ABSCISSAS .5 cm/s Resp. Resolver problemas de movimento retilíneo uniforme. ∆t Vm = 15 cm 10 s Vm = 1. II – Preencha o quadro: Equação da posição S = 2 + 3t S = 5 + 2t S = 4t Posição Inicial (t=0) Deslocamento em 3s Posição em 3s Velocidade do Móvel ( em m/s ) III – Resolva os Problemas . Observe que: 1º) a velocidade constante é um paralela 2º) a área hachurada. Exercícios Faça a verificação do que você aprendeu nesse texto. pois ∆s = S1 = vt e nesse caso Si = 0 ( ela estava na origem da escala no instante t = 0 ) .) 8 . no gráfico. você deve saber: O que é movimento retilíneo uniforme. I – Escreva nos parênteses. t.5 cm/s. Interpretar gráficos do MRU. TRAÇADAS PELOS PONTOS DOS DOIS INSTANTES CONSIDERADOS. (V) se afirmativa for verdadeira ou (f) se for falsa.

2 Chave de correção I– 1. t .027 m/s 1h 3600s s = sj + vt 9 . calcule o valor do espaço percorrido ao fim de 5 minutos. assim tf = 5 minutos que correspondem a 300 segundos.1. uma trajetória retilínea com a velocidade de 1. 2. v = 1.(v) IIEquação da Posição S = 2 + 3t S = 5 + 2t S = 4t Posição Inicial (t=0) 2m 5m 0 Deslocamento em 3s 9m 6m 12m Posição em 5s 17m 15m 20m Velocidade do Móvel ( em m/s) 3m/s 2m/s 4m/s III – 1. partindo simultaneamente de dois pontos A e B da reta. Quanto tempo a tartaruga vai gastar para atingir a folha ? 3. V = 0. Calcule a velocidade dos dois móveis . o espaço percorrido ao final de 5 minutos é de 490 metros. Um móvel percorre. 2. Dois Móveis deslocam-se sobre uma reta. Quando eles se movem em sentidos opostos ( um ao encontro do outro ) . Quando eles se movem no mesmo sentido. um deles alcança o outro ao cabo de 35 segundos .1 km/h = 100 m = 100m = 0. teremos : S = 40 + ( 1.(v).(f) – um movimento retilíneo uniforme pode ser progressivo ou regressivo. em movimento uniforme. afastados 70 cm . 300 ) S = 40 + 450 S = 490 metros Resp. Sabendo-se que o espaço inicial é de 40 m . 3. Uma tartaruga encontra-se a quatro metros de uma folha de alface e começa a se mover em direção a folha com velocidade constante igual a um décimo de quilômetro por hora.5 . 2. A primeira coisa a se fazer em um problema é converter todos os dados para um mesmo sistema de unidade.5 m/s. encontram-se 7 segundos após a partida.5 m/s Tj = 0 Sj = 40 m Sf = ? Tf = 5 min = 300s Usando a equação horário S = Sj + v . num movimento uniforme.

027 . 35 ⇒ Sa = 35 Vz Sb = Vb + 35 ⇒ Sb = 35 Vb 10 . Sa AB = s = 70 cm T1 = 7s T2 = 35s 70 cm s = sj + v . temos : A C Sa B Sb D as = Va . t t = 4 t = 148 segundos 0. T1 ⇒ Sb = Vb . Va + Vb = 10 equação I Por outro lado. A C 3.027 resp. encontram-se um ponto qualquer do segmento AB ao qual chamaremos de C ( veja o desenho ) . quando os móveis se deslocam no mesmo sentido . 7 ⇒ Sa = 7 Va Sb = Vb . a tartaruga vai gastar 148 segundos para atingir a folha. Neste caso. t B Sb Quando os dois móveis se deslocam em sentido opostos. 7 ⇒ Sb = 7 Vb Somando membro a membro as duas equações. temos: Sa = 7 Va Sb = 7 Vb . As + Sb = 7 Va + 7 Vb Mas sa + sb = s = 70 cm.4 = 0 0. T1 ⇒ Sa = Va . então : 7 Va + 7 Vb = 70 dividindo ambos os membros por 7 . a soma dos espaços percorridos pelos dois móveis é de 70 cm e podemos escrever que : Sa = Va .

Va – Vb = 2 equação II Consideremos agora o sistema formado pelas duas equações Va + Vb = 10 Va . então 35 Va – 35 Vb = 70 Dividindo ambos os membros por 35.Sb é igual ao segmento AB = 70 cm . 1 – Texto : Aceleração Nas atividades de ensino B.Vb = 2 . temos : 2 Va = 12 ⇒ Va = 6 Substituindo o valor de Va na primeira equação : Va + Vb = 10 ⇒ 6 + Vb = 10 ⇒ Vb = 10 – 6 = 4 Como as unidades desse problema são do sistema CGS. As – Sb = 35 Va – 35 Vb Mas Sa . temos Sa = 35 Va Sb = 35 Vb . Atividades de ensino Movimento Retilíneo Uniformemente Variado Nestas atividades de ensino.Subtraindo membro a membro as duas equações . 11 . 2 Resolver problemas e analisar gráficos sobre movimento retilíneo uniformemente variado. você vai ler o texto e resolver exercícios que lhe permitirão : 1 Caracterizar Aceleração . resolvendo . as velocidade são : Va = 6 cm / s Vb = 4 cm/s Resp ⇒ as velocidades dos móveis são 6 cm/s e 4 cm/s. cuja característica fundamental é a velocidade constante. 3 Identificar e resolver Problemas sobre queda livre. você estudou o movimento retilíneo uniforme .

Na nossa vida diária , entretanto, o MRU é pouco comum . Se entrarmos em um ônibus ou em um carro e ficarmos observando o ponteiro do velocímetro, veremos que a velocidade raramente será constante, aumentando e diminuindo várias vezes . Assim, um ônibus ou automóvel no trânsito de uma cidade , um jogador de futebol durante uma partida, uma criança brincado são exemplos típicos de movimento variado. O Movimento Retilíneo Uniforme Variado é aquele que se realiza em uma trajetória retilínea e que o valor numérico da sua velocidade varia com o decorrer do tempo. UM MOVIMENTO É RETILÍNEO E UNIFORMEMENTE VARIADO QUANDO UM CORPO PERCORRE UMA TRAJETÓRIA RETILÍNEA , COM ACELERAÇÃO ESCALAR CONSTANTE E DIFERENTE DE ZERO. Suponhamos que um automóvel esteja percorrendo uma estrada com uma velocidade V1 qualquer e que seu motorista resolva ultrapassar outro veículo. Ele pisará mais fundo no acelerador e o automóvel aumentará a velocidade, que passará para um valor V2. Haverá , então , uma variação da velocidade ∆v = V2 – V1. Suponhamos ainda que esta variação da velocidade tenha ocorrido durante um intervalo de tempo ∆t = t2 – t1 . A aceleração escalar média entre os instante t1 e t2 é definida, então , como sendo a relação entre a variação da velocidade e a variação de tempo, assim : a = ∆v = V2 - V1 ∆t t2 – t1 vejamos um exemplo. Um automóvel, com velocidade de 18 m/s em um instante t = 0 , passa por um ponto t = 5 s a uma velocidade de 26 m/s.  a variação da velocidade foi : ∆ v = 26 m/s – 18 m/s = 8 m/s  a variação do tempo foi : ∆t = 5s – 0s = 5s  a aceleração foi : a = ∆ v = 8 m/s = 8 m ÷ 5s ∆t 5s 1s 2 a = 8 m x 1 = 8m ⇒a = 1,6 m/s 1s 5s 5s2 Voltamos a lembra-lhe que , antes de resolver qualquer problema, as unidades das grandezas devem ser todas convertidas para um mesmo sistema. Você já sabe que a aceleração é a relação existente entre a variação da velocidade e a variação do tempo: a = ∆v . ∆t O denominador dessa fração, ∆t, representa um intervalo de tempo e é sempre positivo. O numerador , ∆v, pode ser positivo ou negativo, portanto a aceleração pode ser positiva ou negativa. Relacionando as grandezas e aceleração, chegamos a quatro combinações diferentes: 1. velocidade crescente, em módulo, no sentido positivo.

 VELOCIDADE MÉDIA MAIOR QUE ZERO  ACELERAÇÃO MÉDIA MAIOR QUE ZERO  VELOCIDADE, EM MÓDULO, CRESCENTE. Neste caso, temos o movimento chamado de progressivo e acelerado. 2 . velocidade crescente, em módulo, no sentido negativo. 12

 VELOCIDADE MÉDIA MENOR QUE ZERO  ACELERAÇÃO MÉDIA MENOR QUE ZERO  VELOCIDADE, EM MÓDULO, CRESCENTE. Neste caso, temos o movimento chamado de regressivo e acelerado. 2. velocidade decrescente , em módulo , no sentido negativo.

 VELOCIDADE MÉDIA MENOR QUE ZERO  ACELERAÇÃO MÉDIA MAIOR QUE ZERO  VELOCIDADE, EM MÓDULO , DECRESCENTE Neste caso , temos o movimento chamado de regressivo e retardado. Podemos, então , concluir que : O MOVIMENTO É ACELERADO QUANDO A VELOCIDADE E A ACELERAÇÃO TÊM O MESMO SINAL , OU SEJA, QUANDO AMBAS SÃO POSITIVAS OU NEGATIVAS. E que : O MOVIMENTO É RETARDADO QUANDO A VELOCIDADE E A ACELERAÇÃO TÊM SINAIS DIFERENTES , OU SEJA , QUANDO UMA É POSITIVA E A OUTRA , NEGATIVA. O movimento é acelerado quando o módulo da velocidade aumenta com o decorrer do tempo – o móvel tende a andar mais rápido, mesmo que seu deslocamento seja em sentido oposto ao convencionado com positivo. O movimento é retardado quando o módulo da velocidade diminui com o decorrer do tempo – o móvel tende a parar, mesmo que seu deslocamento seja em sentido positivo. 1 – Exercícios VOCÊ AGORA VAI VERIFICAR O QUE APRENDEU DO ESTUDO DO TEXTO E, SE FOR O CASO O QUE PRECISA ESTUDAR MAIS . SUGERIMOS QUE VOCÊ NÃO TENTE RESOLVER OS EXERCÍCIOS SEM QUE TENHA CERTEZA DA RESPOSTA QUE VAI DAR. PARA RESOLVÊ-LO , VOCÊ DEVE SABER :  O QUE É ACELERAÇÃO  QUAIS OS TIPOS DE MOVIMENTO EM FUNÇÃO DOS VALORES DA VELOCIDADE E DA ACELERAÇÃO.  COMO CALCULAR OS VALORES DA VELOCIDADE E DA ACELERAÇÃO I –RESPONDA 1 . O que é o movimento retilíneo uniformemente variado ? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 2. O que é aceleração escalar média ? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________

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3. Quando um movimento é acelerado ? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ II – COMPLETE AS SEGUINTES FRASES. 1. No movimento progressivo e acelerado, temos a ) velocidade média ________________________________________________________ b) aceleração média _________________________________________________________ c) módulo da velocidade _____________________________________________________ 2. No movimento progressivo e retardado, temos a) velocidade média _________________________________________________________ b) aceleração média _________________________________________________________ c) módulo da velocidade _____________________________________________________ III - Resolva ( use folha avulsa. ) 1. Um automóvel, percorrendo uma estrada retilínea, passa por um ponto t= a uma velocidade de 18 m/s . Um minuto depois, sua velocidade e de 48 m/s . Qual a sua aceleração ? 2. Um carro de corrida, saindo do repouso, alcança uma velocidade de 234 km/h em 13 segundos. Qual a sua aceleração ? 1 – Chave de correção I – 1 . o movimento retilíneo uniformemente variado é aquele que se realiza em uma trajetória retilínea e que o valor numérico da sua velocidade varia com o decorrer do tempo . 2. Aceleração escalar média é a relação entre a variação da velocidade e a variação de tempo entre dois instantes . 3. Um movimento é acelerado quando o módulo da velocidade aumenta com o decorre do tempo. II – 1. a) b) c) No movimento progressivo e acelerado, temos velocidade média maior que zero aceleração média maior que zero módulo da velocidade crescente.

2. No movimento progressivo e retardado, temos a) velocidade média maior que zero b) aceleração média menor que zero c) módulo da velocidade decrescente. III – 1 - dados : to = 0 Vo = 18 m/s a= ∆v . ∆t a = v1 - vo = 48 m/s - 18 m/s = 30 m/s ⇒ a = 0,5 m/s 2 t1 - to 60 s - 0 s 60 s resp ⇒ a aceleração do automóvel é de 0,5 m/s2 e t = 1 minuto = 60s v1 = 48 m/s

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e v = vo + a . t + a . b) dados : a = 5 m/s2 v= 40 m/s v = vo + a t vo = 0 t=? 40 = 0 + 5 t ⇒ t = 40 ⇒ t = 8 s 15 . então . que nos define a aceleração . 1. a variação da velocidade escalar é proporcional ao tempo . Responda . precisamos conhecer. em que vamos começar o estudo do movimento. depois de decorrido um tempo t qualquer . ⇒ Vo + at ⇒ s – so = vo . 2 os . 2 2 2 mas você sabe que Vm = s – so . vamos nos aprofundar um pouco mais no estudo do Movimento retilíneo uniformemente variado . t. usando a equação a = ∆v . o que nos permite dizer que a velocidade escalar média entre dois pontos é igual a media aritmética das velocidade escalares instantâneas nos pontos considerados . t. a posição do corpo com o decorrer do tempo . substituindo v pela sua equação ( v = vo = at ). Vm = v + vo . Consideremos um móvel em MRUV com uma velocidade inicial a vo no instante to = 0 . além da aceleração e da velocidade. com aceleração constante de 5m/s2. podemos escrever : ∆t ∆v = a . então v – vo = a t. um avião percorre a pista de decolagem de um aeroporto. Em determinado instante o avião está com a velocidade de 40 m/s. temos que v – vo = a ( t – to ). 2 vejamos um problema resolvido. que é a equação que nos permite calcular a velocidade de um móvel. Para completar a descrição do MRUV . t . ∆t como ∆v = v – vo e ∆t = t – to. a) qual será a velocidade do avião 10 segundo após esse instante ? b) quantos segundos foram necessários para que o avião atingisse a velocidade de 40 m/s ? c) qual será o espaço percorrido pelo avião nos primeiros 20 segundos de movimento e qual sua velocidade nesse instante ? resolução : a ) Dados : a = 5 m/s2 t = 10s vo = 40 m /s v=? v = vo + at v = 40 + 5 . 2 2 2 daí s= s0 + vo t + at2 que é a equação horária do MRUV. mas to = 0 . Se o móvel está em MRUV. Vm = ( vo at ) + vo ⇒ vm = 2 vo + at ⇒ vm = vo + at . No movimento retilíneo uniformemente variado.Texto : MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO Terminado nosso estudo sobre aceleração. ele possui uma aceleração a constante. 10 ⇒ v = 40 + 50 ⇒ v = 90 m/s resp : a velocidade do avião será de 90 m/s.

t + 5 . então: 0 = 400 + 2 . mas so = 0 . temos os dados : a = . 2 s = 0 + 20 . não foi ? 16 . será de 1000 m e sua velocidade será 100 m /s. 400 = 2000 ⇒ s = 1000 m 2 2 v = v o + at v = 0 + 5 .2 ) . ( 20 )2 2 s = 5 . Equação de Torricelli. Qual a distância que o carro vai percorre desse instante até parar ? Com os conhecimentos já adquiridos . nos primeiros 20 segundo de movimento .5 resp: o tempo necessário para que o avião atingisse a velocidade de 40 m/s foi de 8 segundos.2 m/s2 v=0 vo = 20 m/s t=? v= vo + at 0 = 20 + (-2 )t ⇒ 2t = 20 ⇒ t = 10 s 2ª etapa : cálculo da distância que o móvel vai percorrer dado : vo = 20 m/s t = 10s a = . A equação de Torricelli permite resolver problemas de movimento retilíneo uniformemente variado. 20 ⇒ v = 100 m/s resp ⇒ o espaço percorrido pelo avião . 10 = ( . ( s – so ) . t + at2 . temos : 2 = 202 + 2 . sem a utilização da grandeza tempo. –2 .2 m/s2 so = 0 s = s0 + v .2 m/s2 v=0 vo = 20 m/s aplicando a equação de Torricelli. Vejamos um exemplo: Um carro está desenvolvendo uma velocidade de 20 m/s quando o motorista aciona o freio. produzindo uma desaceleração ( aceleração negativa ) de 2 m /s . –2s ⇒ 0 = 400 – 4s ⇒ 4s = 400 ⇒ s = 100 m resolvemos o mesmo problema com maior rapidez e simplicidade. você certamente resolveria esse problema em duas etapas : 1ª etapa : cálculo do tempo que o veículo leva para parar dados : a = . c) dados : a = 5 m/s so = 0 t = 20 s vo = 0 s = so + vo t + at2 2 s = 0 + 0 . 102 ⇒ s = 200 + ( .200 ) ⇒ s = 200 – 100 ⇒ s = 100 m 2 2 vejamos .

1 5 . 1. o lado 0C é a base menor e o lado 0A a altura. os do movimento retilíneo uniformemente variado nos fornecem todos os dados necessários à análise do movimento. ∆t 2 .Antes de continuarmos . o lado AB é a base maior. obteremos 47. Gráfico v x t 7O gráfico da equação da velocidade é uma função do 1º grau : v = vo + at 9 sempre com a ≠ 0 . 2 v = vo + at v2 = vo2 + 2a ( s – so ) Gráficos do MRUV Assim como os gráficos do Movimento Retilíneo Uniforme. gostaríamos que você percebesse não ser necessário memorizar todas as variantes das equações apresentadas. Qualquer problema sobre movimento retilíneo uniformemente variado será resolvido por você com o auxílio de apenas três fórmulas :  a equação horária  a equação da velocidade  a equação de Torricelli s = so + vot + at2 .3 2 Representado pela área hachurada No trapézio do gráfico anterior. Gárfico s x t a equação horária do MRUV é uma equação do 2º grau em t: s = so + vot + at2 2 17 .através da fórmula 2 .5 que é o mesmo valor que encontraremos se calcularmos o deslocamento. O gráfico v x t nos dá. Vamos construir a tabela e o gráfico para v= 2 + 3 t . além da variação da velocidade em função do tempo. Calculando o valor numérico da área hachurada.5 ⇒ a = 3 ou a = 17 .11 = 6 = 3 ) e o valor do deslocamento . o valor da aceleração ( a = ∆v ⇒ a = 8 .

vamos construir o gráfico para um movimento que tenha a equação s = t + 2t2 . Sua velocidade varia em função do tempo. Da tabela obtemos vo = 16 m/s c) pelo anunciado do problema . 2 T 0 1 2 3 4 S 0 2 6 12 20 12 20 6 1 1 2 3 4 Observe o problema resolvido a seguir. sabemos que o móvel está em MRUV e que sua aceleração e´constante em qualquer intervalo de tempo considerado. então .A representação gráfica de uma equação do segundo grau é sempre uma parábola. Entre os instantes t = 0s e t = 1s. de acordo com a tabela: T(s) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 V(m/s 16 12 8 4 0 -4 -8 -12 -16 -20 Determine : a) a velocidade inicial vo do movimento b) a aceleração a do movimento c) a equação horária da velocidade no intervalo de tempo da tabela d) em que intervalo de tempo o movimento é retardado e) em que intervalo de tempo o movimento é acelerado f) em que intervalo de tempo o movimento é progressivo g) em que intervalo de tempo o movimento é regressivo h) o espaço percorrido pelo móvel entre os instantes to e t9 i) o gráfico da função v x t j) o gráfico da função s x t . temos : a = ∆s ⇒ a = 12 – 16 ⇒ a = -4 m/s 18 . 1. resolução : a ) a velocidade inicial do movimento é a velocidade do móvel no instante t= 0s . Um móvel descreve um movimento uniformemente variado.

5 + | ( . ocorre mudança no sentido do movimento . 52 ) | ⇒ s = 100 = 50 m 2 2 2 o espaço percorrido pelo móvel entre os instantes to e t 9 foi de 32m + 50 m = 82 m . pois | 0 | < | -4 | < | . temos : v = 16 – 4t e) como o movimento é retardado quando o módulo da sua velocidade cresce com o decorrer do tempo. assim : 19 . Entre os instantes t = 0s e t = 4s . que é o intervalo de tempo no qual o movimento é progressivo.Na tebela . como se pode ver pela tabela. temos que a velocidade do móvel é positiva entre os instantes t= 0s e t = 4s . a equação da velocidade é expressa por v = vo + at. ou seja. f) O movimento é progressivo quando sua velocidade é maior que zero. g) O movimento é regressivo quando sua velocidade e negativa. fez o seguinte percurso como e ilustrado a seguir: Note que o instante t = 4s. Poderíamos. uma vez que o móvel. Portanto. Com os valores já obtidos. o móvel percorreu : s = so + vo t + at2 ⇒ s = 0 + 0 .4 .8 | < | -12 | < | -16 | < | -20 | ⇒ 0 < 4 < 8 < 12 < 16 < 20 . o que é completamente diferente. 42 ) ⇒ s = 64 – 32 = 32 m 2 2 entre os instantes t = 4s e t = 9s . 4 ) + ( . também . o móvel percorreu : S = so + vot + at2 ⇒ s = 0 + ( 16 . caso contrário .4 . vemos que isso ocorre entre os instantes t = 4s e t = 9s h) Vamos calcular o espaço percorrido pelo móvel em duas etapas . o movimento é acelerado entre os instantes t = 4s e t = 9s. a aplicação direta da equação s= so + vot + at 2 /2 nos daria a distância entre os pontos t = 9s e t = 0s . quando a velocidade do móvel se anula. A primeira entre os instantes t = 0s e t = 4s e a segunda entre os instantes t = 4s e t = 9s . Pela tabela. Calculamos separadamente os espaços percorridos porque . é positiva. resolver essa questão da seguinte forme: Considerar o espaço inicial So como sendo o percorrido entre os instantes t = 0s e t = 4s Calcular o módulo do espaço percorrido entre os instantes t = 4s e t = 9s e somá-lo ao espaço inicial .∆t 1 d) como o movimento é uniformemente variado.

J ) Vamos construir a tabela da função s x t . 4 + ( .S = So ( t = 0 ⇒ t = 4 f) + Vot + at2 2 ⇒ s = 16 . então. substituindo o valor de t na equação S = Vot + at2 2 e transportar os dados para o gráfico 20 . é 32m + 50m = 82m m que é o valor do deslocamento do móvel. 5 + ( -4 .50 | ⇒ s = 32 + 50 = 82 m 2 j ) o gráfico v x t obedeceria a tabela dada no enunciado : Vamos aproveitar o gráfico V x T para calcular as áreas dos triângulos A e B que somadas terão o valor do deslocamento do móvel. 42 ) + | 0 .4 . Sabe-se que a área de um triângulo retângulo ( A e B são triângulos retângulos ) é calculada pela fórmula : A = base x altura 2 então a área do triângulo A é : 4 x 16 = 64 = 32 m 2 2 e a área do triângulo B é : 9 – 4 x 20 = 5 x 20 = 50 m 2 2 A soma do valor das áreas dos triângulos A e B .32 ) + | . 52) ⇒ s = 64 + ( .

( use folha avulsa. (v) se a afirmação for verdadeira ou (f) se for falsa. o gráfico sx t fornece uma reta inclinada em relação ao eixo dos tempos. I . a variação da velocidade é proporcional ao tempo. a letra adequada. Exercícios Faça a verificação do que aprendeu do estudo deste texto. 4 ( ) No movimento retilíneo uniformemente variado. 1 ( ) No movimento retilíneo uniformemente retardado. ( ) Equação da velocidade do MRUV B .2. Como resolver problemas sobre MRUV. II – Relacione a coluna da esquerda com seus correspondentes à direita escrevendo. 3 ( ) A velocidade média de um móvel em MRUV . ( ) Equação horária do MRUV A – v = vo + at 2. entre dois instantes. 3. ( ) Equação da aceleração média ∆t C . Como construir os gráficos do MRUV. 1. vale a média aritmética das velocidades instantâneas que o móvel apresenta em cada um desses instantes.s = so + vot + at2 2 D – v2 = vo2 + 2a ( s – so ) III – Resolva os problemas apresentados. Para resolvê-los você deverá saber : Quais as principais equações do MRUV. nos parênteses.a = ∆v . nos parênteses. sugerimos a você não tentar responder aos exercícios sem ter certeza do domínio do conteúdo apresentado.) 21 . 2 ( ) No MRUV . a reta obtida ao se construir o gráfico V x T indica o espaço percorrido pelo móvel.Escreva .

( c ) . o gráfico s x t fornece uma parábola. Um móvel tem movimento retilíneo uniformemente acelerado.Um móvel gasta 15 segundos para passar da velocidade de 11 m/s para 29 m/s . III – 1. 3 (a ) . Dados : vo = 11 m/s V = 29 m/s V – vo + at ⇒ 29 = 11 + a . Um automóvel acha-se a uma velocidade de 54 km/h e seu motorista é obrigado a frear repentinamente.1. 22 . pergunta-se quanto tempo gasta o carro até parar e que distância percorre nesse tempo? 4. ( d ) . O espaço percorrido é indicado pela área delimitada pelo eixo dos tempos ( abscissa ). Que aceleração média age sobre a bala durante seu percurso dentro do cano e qual é o tempo gasto pela bala para percorrer o cano ? 2 . ( b ) . 15 ⇒ 29 – 11 = 15a ⇒ 15a = 18 ⇒ a = 1. qual a equação horária desse movimento e qual será o espaço percorrido no instante t= 4s ? 3. 4. direção e sentido Quando automóveis se encontram em quatro pontos distintos de um cruzamento de ruas . com aceleração de 6 cm/s2.1. pela reta e pelas perpendiculares ao eixo dos tempos traçadas pelos pontos dos intervalos de tempo inicial e final . 4. Chave de correção I– 1.2 m/s2 Resp. Um cano de fuzil tem 90 cm de comprimento e uma bala deixa o fuzil com uma velocidade de 600 m/s . como indica a figura abaixo. ( F ) no movimento retilíneo uniformemente retardado e no movimento retilíneo uniformemente acelerado. temos : VETORES VELOCIDADE E ACELERAÇÃO 1. Sabendo-se que os freios imprimem ao carro uma aceleração negativa de 2m/s2. ( F ) No MRUV. Dados : a = 6 cm/s2 vo = 4 cm/s So = 20 cm t =4s s=? a equação horária do MRUV é : s = so + vot + at2 2 inserindo nessa equação os dados do problema. a aceleração do móvel e de 1. ( V ) II . Sabendo-se que a velocidade inicial vale 4 cm/s e o espaço inicial vale 20 cm. Qual é a sua aceleração ? 2. 2. a reta que se obtém ao se construir o gráfico v x t indica a velocidade e a aceleração do móvel. ( V ) 2.2 m/s2 2. 3.

a rua ). vamos aplicar uma parte de Matemática denominada Cálculo vetorial . porém. Neste estudo. módulo vetor ( do latim vector = condutor ) é o ente matemático que reúne em si módulo. que fornecerá base suficiente para a resolução de problemas envolvendo Cinemática vetorial . torna-se clara quando analisamos os movimentos dos corpos no plano. A necessidade de associar os conceitos de direção e sentido aos valores numéricos da velocidade e da aceleração.  Os móveis A e B movimentam – se em direções e sentidos diferentes. verá que elas apresentam uma característica comum : têm a mesma direção .Se todos estão se movimentando a 36 km/h. observe que:  Os móveis A e C movimentam–se na mesma direção. 2. mas em sentidos opostos( o sentido é indicado pela seta ). Entretanto. Todo segmento que apresenta essas três características pode representar um vetor: direção Vetor sentido Módulo ( número real não – negativo ) 23 . vamos ver o que é vetor. o mesmo ocorrendo com os móveis C e D. uma medida (número real não – negativo ) chamada módulo. além de direção e sentido. podemos dizer que possuem a mesma velocidade escalar. o mesmo ocorrendo com os móveis B e D. direção e sentido . Antes. indicada pela reta em que se encontram ( no caso. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ A cada direção podemos associar uma orientação ou sentido: A Sentido de B para A A Sentido de A para B B B Um segmento de reta orientado possui. Vetor Se você observar um conjunto de retas paralelas.

escolhido arbitrariamente. a . M . Y. . Veremos três delas : o método da poligonal . Do módulo |X|. b .Representação vetorial : Gráfica A Algébrica X. Método da poligonal Para efetuar a adição de vetores...  Opostos quando apresentam mesmo módulo e mesma direção. mas sentidos contrários. o piloto deve alterar sua rota. devemos colocá-los em um plano. precedendo a notação algébrica : C D C = D ADIÇÃO DE VETORES Uma importante aplicação prática da adição de vetores é a determinação da rota de embarcações e aviões. |Y|. | b | . |Z|. a regra do paralelogramo e o método das projeções. O Dois vetores são  Iguais quando apresentam mesmo módulo. O vetor soma ( S ) é obtido ligando a origem do primeiro vetor ( A ) com a extremidade do último ( C ) . quando um avião está está voando de um lugar ( A) para outro ( B ) e enfrenta uma vento que sopra em ângulo reto em sua direção . . fazendo um desvio como o representado na figura. a partir de um ponto de origem ( P ). A nova direção é dada pela adição dos vetores . Por exemplo. A C B A P S Q C 24 B . |M|. | a |. Z . de modo que a extremidade de um coincida com a origem do outro. mesma direção e mesmo sentido... Rumo do avião A Rota a seguir B C Direção Do vento Existem várias maneiras de efetuar a adição de vetores. O vetor oposto pode ser indicado pelo sinal negativo.

Nesses casos. construímos um paralelogramo com origem comum par cada par de vetores : A B ∝ S S=A+ B | S | = √ |A|2 + |B|2 + 2|A| |B| . Regra do paralelogramo Para obter o vetor soma por esta regra. Veja que A + B = . cos ∝ ( obtido a partir da lei dos cossenos ) O arco – e flecha é um dos poucos esporte em que deficies físicos podem competir em pé de igualdade com outras pessoas. como veremos posteriormente no estudo da Dinâmica.P : Ponto do plano no qual começa o processo Q : Ponto do plano no qual termina o processo Logo : Observação : A B C P=Q C S=O A B S=A+B+C Nas adições vetoriais. oposto do vetos C . o vetor soma ( S ) é chamado vetor nulo ( O ) . pode acontecer que a extremidade do último vetor coincida com a extremidade do primeiro. F1 R F2 25 . que será denominada resultante ( R ) . O que faz com que a flecha atinja altas velocidades é a ação da soma vetorial de duas forças.C .

B. Bx. B. By. retas perpendiculares ao sistema de eixos predeterminado .Cy e D projeções dos vetores A. Cx e Dx : projeções dos vetores A. encontramos . obteremos traçando-se . obtemos o vetor soma procurando ( S ) : 26 . em cada eixo. C e D no eixo x Ay. B C e D no eixo y Somando todas as projeções. pela origem e pela extremidade de cada vetor . C e D e seus respectivos componentes nos eixos x e y .Método das projeções A figura a seguir representa os vetores A. A medida algébrica do segmento obtido pela ligação dos pontos de intersecção das perpendiculares com os eixos recebe o nome de projeção do vetor no eixo: Ax. a projeção do vetor soma : Sx = Ax + Bx + Cx + D Sy = Ay + By + Cy + Dy Compondo Sx e Sy.

devemos adicionar um deles ao oposto do outro. vamos considerar o vetor A representado abaixo e os números k = 2 e k = -0. 5. Multiplicação de um número real por um vetor O resultado da multiplicação de um número real K por um vetor X é o vetor produto P. Então D = A – B = A + (-B) Sendo D o vetor diferença.Observação : Para operar com vetores é importante conhecer as seguiste relações trigonométricas no triângulo retângulo: 4. vemos que para subtrair dois vetores. Subtração de Vetores Na figura a seguir. que apresenta as seguintes características: P= ks Direção : a mesma de P Sentido : para k > 0 : o mesmo de P Para k < 0 : contrário ao de P Módulo : |P| = |k| .5 A 27 . |x| Por exemplo.

Para determinar os vetores B = ka e C = K’A procedemos da seguinte maneira : Direção : a mesma de A sentido : o mesmo de A |B| = 2|A| B Direção : a mesma de A sentido : contrário ao de A |C| = | - 0,5 | |A|

B

C

c 1 . Dados os vetores abaixo, determine : 2 B

A a) b) c) d)

C o vetor soma pelo método poligonal ; o vetor soma pelo método das projeções ; o vetor diferença D = A – B; os vetores produtos x = 2A, y = - 0,5 B e z = -4C.

6. Vetor deslocamento
Um móvel parte da praça da Sé, em São Paulo , às 8h e chega à praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, às 13h. Com base nessa informação , podemos representar o vetor deslocamento ( ∆r) do corpo e conhecer previamente sua trajetória, apenas ligando as posições iniciais e final, através de um segmento orientado de reta.

O vetor deslocamento possui direção, sentido e intensidade . Esta corresponde ao módulo do vetor acompanhado da unidade de medida. Veja um exemplo: 10 km ∆r 30º B

reta A

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Direção : a mesma da reta que forma ângulo de 30º com a horizontal Sentido : de A para B Intensidade : 10 km(|Rr| = 10 ; unidade : km )

7 . Vetor velocidade média
Imagine que um automóvel se desloca numa estrada como indica a figura :

Entre os pontos A e B, o automóvel efetuou um deslocamento ∆r, num intervalo de tempo ∆t. O quociente de ∆r ∆t é denominado vetor velocidade média ( Vm ) , o qual possui as seguintes características: direção a mesma de ∆r Vm sentido: o mesmo ∆r intensidade : Vm = ∆r . ∆t No SI, a unidade de intensidade da velocidade média é m/s

8 . vetor velocidade
O vetor velocidade ( V) de um móvel, num determinado ponto de sua trajetória , é obtido calculando o vetor deslocamento em intervalo de tempo infinitamente pequenos: V = ∆r ( ∆t muito pequeno ) ∆t A figura ao lado mostra a trajetória de um móvel .Para representar o vetor velocidade no ponto A, devemos tomar pontos cada vez mais próximos de A e estudar de que maneira a direção do vetor deslocamento varia :

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A parti daí, concluímos que a direção do vetor velocidade nesse ponto é tangente à trajetória e possui o sentido do movimento ; concluímos também que a intensidade da velocidade vetorial em cada ponto coincide com a intensidade da velocidade escalar . Assim, para qualquer ponto de uma trajetória, o vetor velocidade é sempre tangente a ela. Podemos observar evidências dessa conclusão em experiências simples como girar uma pedra amarrada num barbante : soltando o barbante em qualquer posição , a pedra prossegue na direção tangente à trajetória e no mesmo sentido do movimento. A pedra é forçada a descrever uma trajetória curvilínea. Se o barbante arrebentar, ela continuará o movimento na direção tangente à trajetória e no sentido do movimento . Portanto, podemos estabelecer, para o vetor velocidade : Direção : tangente à trajetória v sentido : do movimento intensidade : igual à da velocidade escalar

0 10 . Vetor aceleração média
Sempre que observamos uma variação no vetor velocidade de um móvel, podemos determinar de que maneira essa variação ocorre no tempo . O resultado obtido recebe o nome de aceleração vetorial média ou vetor aceleração média : Direção : igual à de ∆v Sentido : igual ao de ∆v Intensidade : ym = |∆v| . ∆t

11. Vetor aceleração
Se durante um movimento observamos variação no vetor velocidade, podemos dizer que em cada ponto o móvel possui um vetor aceleração y. Esse vetor pode ser representado como a soma de dois outros vetores perpendiculares entre si, que são seus componentes : aceleração tangencial e aceleração centrípeta .

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a situação por ele imaginada é difícil de realizar-se . o corpo adquire um movimento retilíneo e uniforme.. Galileu formulou pela primeira vez a Lei da Inércia : Numa situação ideal ( como o caso de uma esfera lançada sobre um plano horizontal perfeitamente polido ).. Galileu elaborou hipótese de que não há necessidade de forças para manter um corpo com velocidade constante. ou seja. Sua intensidade pode ser calculada por : V – velocidade escalar no instante t. o movimento seria perpétuo. observação : A aceleração centrípeta também pode ser chamada de aceleração normal ou aceleração radial. e o sentido depende do movimento ser acelerado ou retardado : Movimento acelerado at e v têm o mesmo sentido Movimento retardado ar e v têm sentidos contrários. na prática. Nesse caso . LEI DA INÉRCIA Aristóteles afirmava que o estado natural do corpo era o repouso. 2 ac = V . Galileu não chegou a comprovar experimentalmente sua hipótese. quando um corpo adquire velocidade. em que r r = raio da trajetória . pois uma aceleração nula está necessariamente associada a uma força resultante nula : R = O ⇒ v = constante V = o ( repouso ou equilíbrio estático ) V ≠ O ( MRU ou equilíbrio dinâmico ) Nos Diálogos sobre os dois principais sistemas do mundo. Sua intensidade coincide com a da aceleração escalar e ocorre sempre que há variação na intensidade da velocidade vetorial (v): at = |a | Aceleração centrípeta ( ac) : é perpendicular à velocidade e aponta para o centro de curvatura da trajetória.) Em oposição ao que afirmava Aristóletes. sua tendência natural é voltar ao repouso ( daí a explicação dos antigos filósofos de que os corpos celestes deviam ser empurrados por anjo . Uma comprovação experimental pode 31 .Aceleração tangencial ( at): tem sempre a direção da velocidade do móvel. pois. Ocorre sempre que há variação na direção de v.

então . 3. como . Qual a resultante das forças que agem sobre o conjunto ? Lei Fundamental Considerando a queda livre dos corpos próximos à superfície da Terra. As figuras a seguir ilustram algumas aplicações dessa lei. seu movimento tende a persistir durante razoável movimento em relação ao solo intervalo de tempo . de Fazendo uma série experiências 32 . a moeda Mas podemos pensar num caso quase ideal . o disco é o mesmo. Qual a importância do uso do cinto de segurança nos automóveis ? 7. e verificamos que o disco desliza com movimento . o princípio da inércia é de difícil comprovação ? 5. Por que . o corpo deveria estar em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme Vamos analisar. com velocidade constante . próximo à superfície da Terra.as experiências representadas nas figuras a seguir . feitas com discos que deslizam sobre camadas de ar ou gás. por exemplo. Na figura 1. sendo a Lei da Inércia a primeira : todo corpo tende a manter seu estado de repouso ou de movimento retilíneo e uniforme. Indique a diferença entre o raciocínio de Aristóteles e o de Galileu . 4. Newton ao enunciar suas leis. com discos de bases polidas. Quando o ônibus horizontal . que deslizam em movimento retilíneo o Puxando bruscamente Quando o ônibus parte. A lei da inércia é válida para qualquer referencial ? 2. na prática. agora . deu razão a Aristóteles ou a Galileu ? Justifique . verificamos que sobre eles atua uma força resultante diferente de zero. de acordo com a Lei da Inércia. uniformemente variado de aceleração y. sobre camadas de ar ou gás carbônico . Newton formulou as três leis básicas do movimento . Na figura 2. cartão na direção continuar em repouso em relação ao solo. a menos que forças externas provoquem variação nesse movimento. O êxito desse lançamento solidifica a crença nessas leis ? 6. o motorista e os passageiros tendem a e uniforme. se a resultante fosse nula. que levou à descoberta da Lei da Inércia . verificamos. a força resultante ( r ) é medida através de um dinamômetro. Um pára-quedista desce verticalmente . a patinação no cai freia. o motorista e os passageiros tendem a continuar em dentro do copo gelo : quando o patinador é empurrado. Os lançamentos espaciais se baseiam rigorosamente nas leis de Newton. pois. mas a força resultante foi dobrada ( 2 r ) . que a aceleração adquirida pelo corpo também dobrou ( 2y ). Resolva: 1. Em os princípios.ser feita em laboratório.

portanto. Experiências desse tipo permitiram o surgimento da mais importante relação Fundamental da Dinâmica. M Devemos lembrar também que : Y = at + a c Nos movimentos retilíneos : Y = at ⇒ |y| = |at| = |a | No movimento circula uniforme : |y| = |ac| = v2 . chegamos à conclusão de que a resultante (R) e aceleração ( y) são grandezas diretamente proporcionais. produz uma aceleração de 1 m/s2 1 N = 1 kg . Podemos dizer . Seu enunciado é: a resultante R produz num corpo de massa m uma aceleração y na mesma direção e sentido da resultante e de intensidade proporcional a R (Lei Fundamental da dinâmica). Direção : a mesma de R Sentido : o mesmo de R Intensidade : y = R . como a da figura: A força resultante.qual o significado físico da constante de proporcionalidade k ? É mais difícil acelerar uma locomotiva que um automóvel . e esse fato pode ser verificado idealizando outra experiência. mas aplicada a dois discos idênticos e superpostos. é a mesma da figura 1 . podemos escrever . no SI.semelhantes. que é a formalização matemática da Segunda lei de Newton: R = my As características de y são . que o coeficiente k recebe o nome de massa inercial (m) do corpo. 1 m/s2 Exercícios resolvidos 33 . aplicada num corpo com 1 kb de massa . quando o matemático suíço Euler ( 1707 1783 ) elaborou o primeiro tratado científico do ponto material. neste caso. De acordo com essa equação. A formalização dessa lei data de 1736. a aceleração fica reduzida à metade. R=ky Mas . Em conseqüência. Levando em conta que a aceleração adquirida apresenta sempre a mesma direção e o mesmo sentido da força aplicada. r sendo r o raio da trajetória . 1N corresponde à intensidade da força resultante que .

de mesma direção .0 ou 44. um corpo de 6. c) 25. F1 e F2. b) sua velocidade escalar após 5s. 2 – Sob a ação exclusiva de duas forças. igual a : a) 1 250.1 – Sobre um corpo de 10 kg de massa agem duas forças constantes. quando as forças deixam de agir. de 6s a 10s. os dois adquirirão movimento na mesma direção e em sentido opostos. b) 50. c) o movimento do corpo a partir do instante t = 5s. em Newton . Lei da Ação e Reação Imagine dois patinadores.0 kg de massa adquire aceleração de módulo igual a 4. conforme a figura ao lado. em m/s2 . 4 – Um automóvel de 1 200 kg desloca-se em uma trajetória retilínea e sua velocidade varia de 0s a 10s. chamada Lei ou Princípio da Ação e Reação. De acordo com a Segunda Lei de Newton. e)4. se o módulo de F1 vale 20 N. a aceleração resultante no carrinho será. o módulo de F2. d)44. De acordo com o gráfico ao lado. b) 4. d) 2.0 c)40. de 4s a 6s. que formam entre si um ângulo de 60º e cujas intensidades são respectivamente iguais a 12N e 16N. este reage em A com força oposta. só pode valer : a) 0. Se um empurrar o outro.5. b ) O deslocamento do automóvel de 0s a 10s.0 m/s2. e) 0. sugerindo que as forças aplicadas são opostas. Se um corpo A exercer força em um corpo B. Sabendo que o corpo se encontrava inicialmente em repouso. a) Determine a intensidade da resultante sobre o automóvel de 0s a 4s. 3 – Um carrinho de massa m = 25 kg é puxado por uma força resultante horizontal F = 50 N . determine: a) a aceleração do corpo. Essa situação ilustra a Terceira Lei de Newton. 34 . de massas inercias iguais parado um em frente ao outro numa superfície horizontal de gelo. e os deslocamentos serão efetuados no mesmo intervalo de tempo.

a única força que atua sobre cada bola é a força gravitacional P. pois ocorre pela ação a distância entre os corpos. construída para explicar a Terceira lei de Newton. a força P é resultante e tem a mesma direção e o mesmo sentido da aceleração g. Diretamente em tais sistemas. em relação à massa de repouso . indicam que o efeito existe realmente. foram abandonadas em repouso no mesmo nível e estão em queda livre vertical próximo à superfície da Terra. A intensidade de P pode ser calculada multiplicando a massa m pela intensidade da aceleração da gravidade g.Tipo de máquina a vapor. temos : P1 = m1 y1 = m1g ⇒ y1 = g m1 P2 = m2 y2 ⇒ m2g ⇒ y2 = g m2 Logo Y1 = Y2 = g h P1 P2 Embora as massas dos dois corpos sejam diferentes. sendo expresso exatamente pela equação acima. 35 . a seguinte situação: duas bolas. Os resultados de todas as experiências como essas. o aumento da massa. Ser mais pesado quer dizer exatamente ser mais puxado ou mais atraído pela Terra. para essas partículas. Se um dos corpos tem o dobro da massa do outro. temos : P = mg De acordo com a Lei Fundamental da Dinâmica . A qualquer ação corresponde uma reação oposta. Observe a figura. O remo troca forças com a água . Imagine. porque . verificamos experimentalmente que suas acelerações são iguais a g. não havendo ação sem uma correspondente reação . a força peso também é o dobro. P = mg Vetorialmente. de massas m1 e m2. Desprezando-se a resistência do ar. então. Nesta situação . Essa lei sugere que na natureza as forças ocorrem sempre aos pares . Força peso Vimos anteriormente que a força peso (P) é uma força de campo. é suficientemente grande para que possa ser medido com precisão . Sendo P1 e P2 as resultantes em cada corpo .

A experiência de Newton mostrou que. conforme veremos neste capítulo.8 n Aplicações das leis de Newton As leis de Newton serão aplicadas na resolução de problemas que envolvem forças de atrito. Newton imaginou um tubo cujo interior o ar fosse retirado. Definido como a intensidade da força peso de um corpo de 1 kg de massa. Nos lugares em que os corpos caem mais depressa. acendemos um palito de fósforo. para que surgisse o fogo. Apesar daTerra continuar aplicando peso no corpo. escrevemos etc. dizemos que o campo gravitacional é mais intenso. onde não existe atmosfera . chegam juntos Uma forma prática de determinar a intensidade do peso é através do dinamômetro No caso da figura a seguir. È importante saber que a escala do dinamômetro apresenta a intensidade da força de tração. podemos ver uma pena e uma pedrinha caírem juntas. com maior aceleração. em queda livre a partir do repouso. No SI. a influência do ar é tão importante a ponto de atrasá-los na queda. Foi uma descoberta fundamental na história da humanidade. 36 . Por isso. que tem a mesma intensidade da força peso ( se a força de tração fosse menos intensa que a força peso. O homem primitivo conseguiu obter o fogo das faíscas que saíam esfregar dois pedaços de pedra ou madeira. as faiscas deveriam atingir matérias de fácil combustão. A aceleração com que os corpos caem caracteriza o campo gravitacional . e não a da força peso. ele é impedido de cair pela força de tração T aplicado pelo fio.Aceleração e campo gravitacional Na queda de corpos muitos leves ou de baixo densidade. Força de atrito A força e atrito pode ser observada freqüentemente em nosso cotidiano : quando caminhamos. o peso é uma força e sua intensidade varia dependendo do local onde o corpo se encontra. próximo à superfície terrena 1 kgf = 9. o fio se ronperia e o corpo cairia). dois corpos de massas diferentes . Em ambos os casos. isto é . Isso acontece também na Lua. alguns anos depois de Galileu. o corpo pende estacionário de um fio conectado ao dinamômetro. a unidade de massa é o quilograma (kg) e a unidade de peso é o Newton (n) Observação Uma unidade de força muito utilizada na engenharia é o quilograma – força ( kgf). sem a resistência do ar. como folhas e gravetos. O peso de um corpo também não deve ser confundido com sua massa: enquanto a massa é uma propriedade da matéria e seu valor é constante em qualquer lugar. Não havendo ar. escovamos os dentes.

Força de Atrito Estático A força de atrito estático (FAe)ocorre quando existe tendência a um deslizamento relativo entre duas superfícies que se comprimem. o que são forças de atrito? São forças tangenciais que aparecem quando há escorregamento ( ou tendência de escorregamento ) entre superfícies sólidas que se comprimem. Vamos analisar a força de atrito conforme ela se apresenta na realidade : estático ( sem movimento relativo ) estético ( com movimento relativo ). A figura a seguir representa um bloco apoiado numa superfície horizontal. o bloco continua em repouso até que F atinja um valor – limite entre o repouso e o movimento iminente. que representa a atração que a terra exerce sobre ele. A intensidade da força de atrito estático é independente da área de contato entre as superfícies sólidas que se comprimem . O coeficiente de atrito estático depende do estado de polimento e da natureza das duas superfícies em contato. A compressão dessas faces é devida ao peso do bloco .Mas . Nesse momento. podemos estabelecer as seguiste leis para o atrito:  A intensidade da força de atrito estático varia de zero até o valor máximo de Famx  A intensidade da força de atrito máxima é diretamente proporcional à intensidade da força Normal (N) que a superfície aplica sobre o bloco. entre outras coisas. do estado de polimento e da natureza das superfícies. As faces de contato do bloco e da superfície são comprimidas. temos: FAc = F Aumentando gradativamente a intensidade de F. Enquanto o bloco permanece em repouso. FAmas = µeN Sendo µe o coeficiente de atrito estático. trocando forças normais . A ocorrência desse fenômeno depende. o bloco se encontra na iminência de movimento e temos. FAe = Fams = F Experimentalmente . nele é aplicada uma força solicitadora de movimento (F) também horizontal . 37 .

temos Fac = µeN Em que µe é o coeficiente de atrito cinético. elas são componentes de uma mesma força de contato ( F ) que a superfície aplica no corpo . O gráfico seguinte mostra de que maneira variam os atritos estático e cinético entre as superfícies . quando o bloco está em movimento . A força de atrito (FA) e a força normal ( N ) são perpendiculares entre si. Para a força de atrito cinético. Comparando µe com µc. o bloco fica na iminência de deslizamento . Dela. Experimentalmente. um pequeno acréscimo na intensidade da força solicitadora produz o movimento do bloco . vem : µe > µc As forças de atrito possuem sentidos opostos ao sentido do deslizamento relativo das superfícies. verificamos que. desde que essa velocidade não atinja valores muito elevados . ocorrendo. A partir daí. então . temos : 38 . A força de atrito é oposta ao movimento relativo . quando uma pessoa se movimenta sobre uma superfície.Força de Atrito Cinético Quando a força solicitadora do movimento (f) atinge o valor da força de atrito máxima ( FAmax ) . Por exemplo. a força de atrito cinético ( FAe ). Mas isso não deve ser confundido com oposição ao movimento dos corpos. Na verdade. a força de atrito é constante e não depende da velocidade de escorregamento das superfícies. Observe a figura a seguir. a força de atrito é oposta ao escorregamento da sola do sapato.

1 . a) Determine a intensidade da força horizontal com que o bloco deve ser puxado para que fique na iminência de deslizamento. Dois corpos.0 N. b) a intensidade da força F. massa mA e mB. c) a intensidade da tração no fio. 39 . constante . Um corpo de 2 Kg de massa se desloca sobre uma superfície horizontal lisa. é aplicada no bloco A.5. A força F tem intensidade 600 N. c) a intensidade do peso d) a normal 3. Superfície lisa 4. Desprezando os atritos .3 e g = 10 m/s2. de massas respectivamente iguais a 2.0 kg estão apoiados sobre uma superfície horizontal perfeitamente lisa. Nele . ele começará a se move? Justifique. e o bloco b. A e B. determine : a) a aceleração dos blocos. Determine: a) em que sentido o bloco A se movimenta. b) Se o bloco for puxado por uma força 30 N que forma com a horizontal um ângulo de 60º . Considerando sem 60º = 0. Na figura o bloco A tem massa mA = 80 kg. F’ = N + FA 2. determine : a) a resultante sobre o corpo.6 N. A intensidade da tração no fio ideal é T = 9. mb = 20 kg. A figura representa um “trem de blocos” A e B . justifique b) a aceleração dos blocos. c) Determine a intensidade da aceleração e da força normal sobre o bloco quando ele é puxado por uma força de 50N que forma um ângulo de 60º com a horizontal. estão aplicadas apenas a força normal e o peso. 5. b) a aceleração. Os coeficientes de atrito estático e cinético são respectivamente iguais a 0. um bloco de 5 kg de massa está em repouso numa superfície.4 e 0. justifique: b) a aceleração dos blocos c) a intensidade da tração no fio. alem da força cuja intensidade é F = 8N. Uma força horizontal F = 20. determine : a) em que sentido o bloco A se movimenta.0 kg e 3.

003s 200 000 Resp.5s O espaço percorrido será dado por : S = 0 + 15 . 4. Dados : Vo = 54 km/h = 15 m/s t=? a = -2 m/s2 s=? Se queremos calcular o tempo que o carro gasta até parar V = 0 m/s. 7. em um espaço de 0.8a = 360 000 ⇒ a = 360 000 ⇒ a = 200 00 m/s2 1.8 o tempo de percurso da bala dentro do cano do fuzil é dado por : v = vo + at 600 = 0 + 200 000 + t ⇒ t = 600 ⇒ t = 0. 3 . 4 + 3 . ( S – So ) ⇒ 6002 = 0 + 2a .003 s para percorrer o cano. O corpo B tem massa mB = 10 m/s . A aceleração média da bala durante seu percurso dentro do cano do fuzil é de 200.25 metros nesse tempo.000 m/s2 e a bala gasta 0. Aplicando a equação de Torricelli.5 + ( . temos : V2 = Vo2 + 2a . Determine : a) a tração no fio. então temos : V = Vo + at ⇒ 0 = 15 ( -2t ) ⇒ 2t = 15 ⇒ t = 7.9 ⇒ 1. 40 .25 ⇒ s = 56 . Dados : Vo = 0 V = 600 m/s s = 90 cm = 0.2 + 7. s = 20 + 4 .6. basta substituir nessa equação o valor de t .25 m ⇒ resp.52 ) ⇒ s = 112. Na figura ao lado a roldana e os fios são ideais e os atritos são desprezíveis.5 – 56. 0.5 segundos para parar e percorre 56. b) a massa do bloco A S = 20 + 4t + 6 t2 ⇒ s = 20 + 40 + 3 t2 que é a equação desse movimento 2 para obter o espaço percorrido no instante t = 4 segundos .9 m a=? A bala acelera desde Vo = 0 até a velocidade v = 600 m/s. O carro gasta 7.9 m (cano de fuzil). 42 ⇒ s = 20 + 16 + 48 ⇒ s = 84 resp: a equação horária do movimento é s = 20 + 4t + 3t2 e o espaço percorrido no instante t = 4s será de 84 cm.

602 .hora ( kwh) = 3. d . 106j. para a física. um problema resolvido . temos cós θ > 0 e . é necessário que ela se desloque e que admita um componente na direção desse deslocamento. Em física. e o trabalho da força F será negativo. F um força constante entre as que atuam sobre o ponto . ele não estará realizando nenhum trabalho. m . Pense e responda. de A para B. cos θ A F θ d B onde F é a intensidade da força F e d. significando que a força está agindo contra o movimento do ponto. Para uma força realizar um trabalho.a seguir. DEFINIMOS TRABALHO COMO O DESLOCAMENTO DO PONTO DE APLICAÇÃO DE UMA FORÇA. a palavra trabalho é usada para designar genericamente uma atividade física ou intelectual : fabricar um móvel. Como F e d não têm sinal ( são módulos ) . m . o que fará com que o trabalho da força F seja nulo. o que significa que a força esta ajudando o movimento do ponto material. se o trabalho da força F é nulo. o trabalho da força F não ajudará nem atrapalhará o movimento . por maior que seja essa carga. dirigir um caminhão ou um ônibus. também . nesse caso . escrever um livro são algumas formas de trabalho. o módulo do vetor deslocamento d.TEXTO : TRABALHO DE UMA FORÇA No nosso dia –a – dia . Seja d o vetor deslocamento. sob a ação de um sistema de força. Unidades de trabalho A unidade de trabalho no sistema SI é o joule (J) 2. Se uma força F forma com o deslocamento de um corpo em movimento um ângulo de 90º . o trabalho da força F será positivo. no sistema MK*S. assim. 10 –19 J e a caloría ( cal ) = 4. e θ o ângulo formado por F e d. quem é o responsável por esse movimento ? Você deve ter respondido que. Vejamos .1868 j(3). outras unidades como o erg = dyn . cuidar da lavoura. 41 . cm . temos cós θ < 0 . o quilowatt. c) se o ângulo θ for reto. equivalente ao trabalho de uma força constante de intensidade de 1N que desloca seu ponto de aplicação na direção e no sentido de uma força em um comprimento de um metro : J = N . Vamos considerar um ponto material que se desloca sobre uma reta. outras forças estão agindo sobre a partícula ou já agiram sobre ela para fazê-la entrar em movimento . b) se o ângulo θ for abtuso. São usadas. o kgm = kgf . Vejamos a) se o ângulo θ for agudo. EM FÍSICA . O trabalho da força F no deslocamento d é definido pela grandeza escalar: τ = F . temos cós θ = 0. se um operário estiver parado segurando uma carga qualquer. o termo trabalho está associado a forças e não a corpos. o elétron-volt ( eV) = 1.6 . o sinal do trabalho τ ( lê-se tau) é dado pelo sinal do cosseno do ângulo θ. no sistema CGS .

42 . nesse caso. de intensidade F = 20N. que atua sobre uma partícula . você observou que a força F favorece o deslocamento da partícula e. conforme os esquemas: Resp. Determine o trabalho realizado pela força constante F. Nos itens a e d. sendo θ um ângulo reto. Por outro lado. chamamos o trabalho da força F de trabalho nulo. No item c.1. a força F age contra o deslocamento e dizemos que ela realiza um trabalho resistente. O trabalho realizado pela força F é de –50 joules. nos itens b e e. dizemos que a força F realiza um trabalho motor. você viu que o trabalho da força f não influi no deslocamento da partícula ( não age contra nem a favor ) e. deslocando –a ao longo de uma reta com extensão de 5 metros. nesse caso.

Suponhamos que uma partícula se desloque de A para B sob a ação de um força F. Podemos .1. ESCALAR. O ângulo θ formado pela força P e pelo deslocamento é 0º. mas P = m . Consideremos dois casos distintos. então cos θ = . em 30 segundos . Vejamos. ∆t Vamos calcular a relação existente entre a potência e a velocidade quando uma partícula se movimenta retilineamente sob a ação de uma força constante F. concluir que : ENTRE A MESMA POSIÇÃO INICIAL E A MESMA POSIÇÃO FINAL. O trabalho realizado pela força P é dado por τ = p . 1º caso : a partícula desloca-se na vertical em sentido descendente. O trabalho realizado pela força P é u trabalho resistente e é dado por τ = p . agora . paralela ao deslocamento. num intervalo de tempo ∆t qualquer. então τ = m g h 2º caso: a partícula se desloca na vertical em sentido ascendente . passa de uma posição inicial A para uma posição final B. h . Embora o empregado tenha realizado o mesmo trabalho que a empilhadeira . g . Trata-se do trabalho realizado quando uma partícula. ESSE TRABALHO DEPENDE EXCLUSIVAMENTE DA POSIÇÃO INICIAL E DA POSIÇÃO FINAL . em um grande depósito de materiais . Neste caso. agora . Nesse caso. O TRABALHO REALIZADO PELA FORÇA – PESO NÃO DEPENDE DA TRAJETÓRIA PERCORRIDA ENTRE A POSIÇÃO INICIAL E Á POSIÇÃO FINAL.m . a máquina realizou o trabalho em menos tempo. Chamamos de potência média (pm) da força F. o trabalho da força F será dado por : τ=F. no intervalo de tempo. P = . dependendo apenas do sentido do movimento. QUE DEFINE A RAPIDEZ COM QUE O TRABALHO DE UMA FORÇA É REALIZADO . O ângulo θ formado pela força P e pelo deslocamento é 180º . mas sentidos opostos. a força e o deslocamento têm a mesma direção. e que uma empilhadeira gaste apenas 10 segundos para elevar a mesma caixa à mesma altura . A POTÊNCIA É UMA GRANDEZA FÍSICA. então cos θ = 1 .um empregado eleve uma caixa de 60 quilos a uma altura de um metro. a força e o deslocamento têm o mesmo sentido . Seja uma força F que . então τ=-m g h Quando uma partícula descreve uma trajetória não vertical.O TRABALHO DA FORÇA – PESO Vamos . estudar um caso muito particular. então . ao quociente: Pm = τ . Neste caso. sob a ação do seu peso. realiza um trabalho τ. h mas. o que vem a ser potência .d 43 . Suponhamos que . neste caso . devido ao Princípio da Independência do Movimentos que você já estudou. o trabalho da força – peso é calculado como nos dois caso vistos. g .

algumas unidades de potência e a sua relação com o watt. uma unidade de trabalho. 44 . então as unidades de potência serão quocientes das unidades trabalho pelas unidades de tempo. b) no sistema CGS unidade de trabalho : erg unidade de tempo : s unidade de potência : erg/s (erg por segundo ). ∆t mas τ = F . como você já aprendeu. Além dessas unidades temos . d . Vm Unidade de Potência Você já sabe que a potência é o quociente entre o trabalho e o intervalo de tempo. Um erg por segundo é a potência de um sistema capaz de realizar o trabalho de 1 erg em 1 segundo . SISTEMA MKS ( S. c) no sistema MK*S: unidade de trabalho : kgm ( quilogrâmetro ) unidade de tempo : s unidade de potência : kgm / s ( quilogrametro por segundo ). s um watt (lw) é a potência de um sistema capaz de realizar uma trabalho de 1 joule em 1 segundo.F A A potência média de F será dada por: d Pm = τ .5 w 1 HP = 746 w É importante relembrar que o quilowatt – hora ( kwh ) . também .temos que Pm = F . ) CGS MK*S MTS UNIDADE DE POTÊNCIA Watt ( W ) Erg /s Kgm/s Kw Cv HP RELAÇÃO COM 1W 1 erg/s = 10 –7w 1 kgm/s = 908w 1 kw = 103 w 1 cv = 735. d ∆t B sendo a relação existente entre o deslocamento e o espaço de tempo gasto igual á velocidade média . usado para medir o consumo de energia elétrica. assim temos: a) no sistema MKS (SI ) unidade trabalho: J (joule ) unidade de tempo: s (segundo ) unidade de potência : J que recebe o nome de watt e tem o símbolo W. então : Pm = F . não é uma unidade de potência mas sim.

2 ⇒ τ = -60 j 45 . Calcule: a ) o trabalho realizado pela força – peso do corpo b ) o trabalho realizado pela força aplicada pelo homem. embora ambar as formas estejam corretas. h τ = -50 . também o rendimento R em função da potência : R=Pu Pm Onde. então: τ = -p . ou seja.8 τm 100 é mais comum dizer que “ o rendimento é de 80%” do que “ o rendimento é de 0. a que chamamos de resistências passivas ou trabalho passivo. agora .peso é contrário ao sentido desta força. podemos escrever: R =τu . ele nos fornece um trabalho (o deslocamento do automóvel ). um homem segura um corpo de peso P = 50 N suspendendo –o verticalmente com velocidade constante. 1. podemos calcular.8” . chama-se trabalho útil. TRABALHO ÚTIL = TRABALHO MOTRIZ – TRABALHO PASSIVO Para qualificar o motor quanto à sua eficiência. algumas aplicações do conteúdo estudado. Para que o motor possa funcionar. e o trabalho que o sistema nos devolve. porque uma certa parte é gasta para vencer o atrito e outras resistências.2m O sentido do deslocamento do ponto de aplicação da força. se na resolução de um problema chegarmos a obter : R = τ u ⇒ R = 80 ⇒ R = 0. Chamando o rendimento de R e lembrando que o trabalho útil é sempre menor que o trabalho motriz. o rendimento é expresso em percentual. são frases que você já deve ter dito e ouvido várias vezes . Vejamos . chama-se trabalho motriz . Assim . τm Onde R será sempre menor que a unidade. Resolução: a) dados P = 50 N velocidade constante AB = h = 1. O trabalho útil é sempre menor que o trabalho motriz. O trabalho que fornecemos ao sistema. Para estudarmos o que é rendimento . vejamos alguns conceitos novos. Sabendo que a potência é dada pela relação existente entre o trabalho e a unidade de tempo. O RENDIMENTO É A RELAÇÃO ENTRE O TRABALHO ÚTIL E O TRABALHO MOTRIZ. R será menor que 1. como você já sabe. desde o assoalho até uma altura de 1. Geralmente. quanto ao grau de aproveitamento do trabalho motriz.2 m do assoalho . é que foi definida a grandeza de rendimento . devemos fornecer uma certa quantidade de combustível e. em troca. Consideremos um motor de um automóvel que tem a finalidade de fazer o veículo se deslocar.O conceito de rendimento é comum em nossa vida diária “ meu carro não tem apresentado bom rendimento” “ estou tendo um ótimo rendimento no estudo desta disciplina”. 1.

Resolução: Dados : τ = 25j ∆t = 5s Pm = τ ⇒ Pm = 25 ⇒ Pm = 5 j /s ∆t 5 ⇒ Pm = 5w para transformar 5 watts em Hp. PARA RESOLVÊ-LOS. Dados : Potência motriz = 5 HP potência útil = 2 HP R = Pu ⇒ r = 2 ⇒ r = 0. aplicando ao corpo uma força F de mesma intensidade . o trabalho é dado por τ=p. Sendo o sentido da força aplicada pelo homem. REALIZANDO OS EXERCÍCIOS QUE SE SEGUEM. h τ = 50 . EXERCÍCIOS: FAÇA A VERIFICAÇÃO DO QUE VOCÊ APRENDEU NO ESTUDO DO TEXTO. Calcule o rendimento dessa máquina.b) como o corpo está sendo suspenso com velocidade constante.5W X = 5 J /S Para acionar uma máquina são fornecidos 5 HP. Porém de sentido oposto ao da força P : F = .2 ⇒ τ = 60 j ⇒ τ = .4 Pm 5 O rendimento da máquina é de 40% ( ou 0.P resp : A força aplicada pelo homem é de 60 j 2. Resolução .P. concluímos que o homem equilibra a força – peso durante o trajeto. VOCÊ DEVE SABER : 46 . 1. faz-se uma regra de três simples: 1 HP ------------.746W X HP------------. Calcule a potência média da força em watts e em HP. mesma direção ( vertical ) . Uma força realiza um trabalho de 25 j num intervalo de tempo ∆t = 5s .4 ). o que já era de se esperar visto que F = . o mesmo do sentido do deslocamento. dos quais 3 HP são gastos para vencer as resistências passivas.

5.89. trabalho motor. Determine o trabalho de cada uma das forças indicadas ao lado. escrevendo . 3. ( ) watt 3. Calcule o trabalho desta força num deslocamento de 10m no mesmo sentido da força. ( ) KWh III . Determine o trabalho do peso no deslocamento de A para B.) 1. em um deslocamento horizontal de 10m. 1.( F ) – o trabalho é uma grandeza escalar. II – Relacione a coluna da esquerda de acordo com a da direita . O que é pontência O que é rendimento . ( ) quilogrametro A – unidade de trabalho 4. ( ) A força de atrito realiza um trabalho motor 3.Resolva os problemas . sendo dados g = 10 m/s2 e h = 1. Um corpo de massa s = 1 kg está preso à extremidade de um fio e parte da posição A . sendo cós θ = 0. ( ) Dizemos que o trabalho de uma força F é nulo quando esse trabalho não ajuda nem atrapalha o movimento .5 m. 2. 2. sem atrito. nos parênteses. Chave de correção I– 1. (V) se a afirmativa for verdadeira ou ( F ) se for falsa. submetido à ação de uma força constante F = 250 N . ( use folha avulsa. ( ) O trabalho é uma grandeza vetorial 2. 3. 4.( F ) . Confira suas respostas na chave de correção I . um trabalho que depende da altura da queda. a letra adequada.A força de atrito realiza um trabalho resistente pois age contra o deslocamento .O que é trabalho de uma força . a força da gravidade realiza. ( ) joule 2. 1. ( ) Na queda livre de um corpo . ( ) Erg/s B – unidade de potência 5. ( ) O trabalho de uma força será positivo se cos θ > 0 . um pequeno bloco desliza num trilho reto. trabalho resistente e trabalho nulo.Escreva. nos parênteses.(V) 47 .

1 ⇒ τ = 2 500 j resp. con θ τF = 100 . d . d .4. 10 . 3.(A) III – 1.8 o trabalho das função P = 100 N e N = 40 N é nulo porque o ângulo que essas forças fazem com a horizontal é reto ( cós θ 90º = 0 ⇒ τ = F . 10 . Dados : m = 1 kg g = 10 m/s2 h = 1.(B) 5. 48 .(v) – 5. d . 10 . cós θ = 1. 10 . basta aplicar diretamente a fórmula. ( v) II – 1. também fazemos a aplicação direta da fórmula. cós θ ⇒ τ = 250 . d . O trabalho das forças N e P è nulo . –1 τf = -40 j resp. τ = F . Dados : P = 100 N N = 40 N f=4N F = 100N cosθ = 0. o da força F e de 800 joules e o da força f e de -40 joules. 1.5 m nesse caso . h τ = 1 .8 τ = 800 j Calculo do trabalho da força f : τf = f . o trabalho do peso no deslocamento de A para B é de 15 joules .(A) 4. g . O trabalho da força F e de 2 500 joules. 2. Resta-nos calcular o trabalho das forças F e f Calculo do trabalho da força F : τF = F .Dados : F = 250 n d = 10m Para calcular o trabalho da força F.5 Resp. se o deslocamento é no mesmo sentido da força . τ= m . 0 = 0 ). lembrando que. cos θ τf = 4 .(A) 2.(B) 3. 0.

amplamente distribuído sob a pele. Imagine a seguinte experiência : coloca-se uma mistura de água e serragem num recipiente metálico . a termometria passou a caracteriza-se com ciência quantitativa. princípio usado até hoje. promovendo a defesa dos organismos contra perdas excessivas de calor. levando a diferentes opiniões sobre a temperatura de um mesmo objeto.C . A agitação das moléculas e dos átomos de um corpo é denominada agitação térmica. Mas somente no século XVI é que surgiu a necessidade prática de medir as noções de quente e frio. o movimento das partículas da serragem vai aumentando.Esse movimento está associado a um tipo de energia cinética. À medida que a água esquenta . já se sabia que alguns corpos aumentavam de volume quando aquecidos e que um corpo quente esfria quando em contato com um corpo frio. Ainda na Antiguidade. por exemplo. Então. é o isolamento térmico. Assim . pois a sensação despertada pode variar de pessoa para pessoa. As esferas cinza escuras representam o movimento 0das serragens na água Com base nessa experiência . No século VI a. levando-o em seguida ao fogo. os filósofos da Jônia acreditavam que o calor e o frio eram as causas da evolução do universo . uma das funções do tecido adiposo . podemos definir que temperatura é uma grandeza que permite avaliar o grau de agitação térmica das moléculas de um corpo . Recipiente com água e serragem aquecido por uma chama. o homem procurava uma explicação para elas. a própria natureza fornece aos seres vivos sistemas que regulam o fio e o calor . por exemplo. todos baseados na dilatação dos líquidos e dos gases . Ao mesmo tempo que experimentava esta sensações. O tato é um dos sentidos que melhor permite dizer se a superfície de um objeto é quente ou fria.TERMOMETRIA Uma ciência quantitativa A percepção de quente e frio existe desde que o homem apareceu na superfície da Terra. Nas aves e nos mamíferos. denominada energia térmica. Foi quando cientistas como Galileu ( por volta de 1592 ) . Mas essa avaliação não é exata. A molécula da água. 49 . Temperatura Em muitas situações é preciso medir e controlar a temperatura . Bacon (1620 ) e Torricelli ( 1672 ) se dedicaram à construção de termômetros . Esta observação permite concluir que: as noções de quente e frio estão relacionadas à agitação das partículas do corpo. por exemplo . átomo diferentes se agrupam formando moléculas . como podemos definir temperatura? Sabemos que os corpos são constituídos de diminutas partículas denominadas átomos e que numa determinada substância . o movimento das moléculas de um corpo é tanto maior quanto mais quente o corpo fica. é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio . Santório (1612 ) ..

os pontos de ebulição da água e de fusão do gelo permaneceram como pontos fixos da escala Celsius. Nela . Foi o físico britânico lorde Kelvim ( William Thomson Delvin. para um mesmo deslocamento da substância termométrica. que na escala Celsius a fusão do gelo corresponde a 0ºC e a ebulição da água a 100 ºC) A escala de Kelvin é absoluta porque tem origem no zero absoluto de temperatura . essa escala faz corresponder a 32 º F ( trinta e dois graus Fahrenheit ) o ponto de fusão do gelo e a 212 º F o ponto de ebulição da água.1736 ) .Assim . Inexistente na Terra ou em suas proximidades .0 ⇒ θc = 5 ( θf . cada uma valendo 1 ºC ( um grau Celsius). Isso significa que a temperatura de um corpo não pode decrescer indefinidamente : seu ponto máximo de esfriamento é o zero absoluto.32 = θ c . Assim . Essa escala é utilizada em quase todo o mundo. o corpo com zero absoluto de temperatura não possuiria agitação molecular. O intervalo entre eles foi dividido em cem partes iguais. apenas alguns países de língua inglesa utilizam a Fahrenheit. que também era fabricante de instrumentos meteorológicos. Desse modo . podemos estabelecer a relação entre as escalas Celsius e Fahrenheit. 50 .32 ) 180 100 9 Em que θf é a temperatura em graus fahrenheit e θc é a temperatura em graus Celsius. a temperatura de fusão do gelo corresponde a 273 K. Como a temperatura está relacionada à agitação das moléculas. pois o zero nelas não significa ausência de agitação molecular. com 180 ºF compreendidos entre esses dois pontos fixos. Escala Kelvin As escalas Celsius e Fahrenheit são conhecidas como escalas relativas. temperaturas próximas ao zero absoluto podem ser alcançadas apenas em laboratório . que corresponde a –273 ºC. Escala Fahrenheit Proposta pelo físico alemão Gabriel Daniel Fahrenheit ( 1686 . temos : θf . (duzentos e setenta e três kelvins. 1824 – 1907 ) quem inventou a escala absoluta.

em condições normais sua temperatura é de. representamos as escalas termométricas.A passagem da escala Celsius para a kelvin é simples : basta adicionar ou subtrair 273 . anotando em cada um as temperaturas dos pontos fixos. Com a água em condições normais. o controle de temperatura ambiente é fundamental para evitar que os componentes eletrônicos das máquinas se danifiquem. mantendo-se constante. Durante a fervura. em 1779 havia dezenove escalas termométricas em 51 . No caso de frituras. Escalas de temperatura A universalização de uma escala de temperatura exigiu muitos anos de pesquisas. utilizamos óleo ou gordura. A temperatura normal do corpo humano é 36. aproximadamente. o controle da temperatura é feito pela própria água. que atingem temperaturas elevadas sem entrar em ebulição. que os objetos atingiram o equilíbrio térmico. precisamos deixar o termômetro alguns minutos em sua exila ou na boca. a temperatura não passaria dos 100°C. para que ele entre em equilíbrio térmico com o corpo . Em outras palavras quando dois objetos com temperatura diferentes são postos em contato um com o outro. depois de certo tempo eles apresentam uma temperatura comum. utilizamos uma panela de pressão. 3. para medir a temperatura de uma pessoa. Se quisermos uma temperatura de ebulição mais elevada.a temperatura normal do corpo humano e a nossa incógnita : Você sabia? Em centros de computação. Dizemos . a água passa a ferver a uma temperatura superior a 100 ºC. Controle da temperatura na preparação de alimentos Quando se cozinham alimentos. por mais que se aumentasse a chama. 4. então . Equilíbrio térmico Quando colocamos um objeto em contato com um objeto frio.7ºC . Observe : 1. depois de algum tempo ambos ficam mornos. É por isso que . Para ter uma idéia das dificuldades. Com o aumento da pressão no interior da panela. 100 ºC. Qual a leitura que a escala fahrenheit fornece para essa mesma temperatura ? Resolução: Em dois segmentos paralelos.

com enormes diferenças entre uma e outra. a uma pressão constante. 52 . fazendo com que a distância média entre elas também aumente. Curiosamente. Escala Celsius Apresentada em 1742 pelo astrônomo sueco Anders Celsius ( 1701 – 1744 ) . Nos dois casos . pois ele entrava em equilíbrio térmico com a água e permanecia nesse ponto enquanto houvesse água em ebulição. Usando um termômetro de mercúrio. termômetro em contato com água em ebulição . ao elevar-se a temperatura. A tampa metálica dos vidros de conserva e a tampa de plástico dos vidros de esmalte são facilmente retiradas quando aquecidas. a Fahrenheit e a Kelvin. a expansão do mercúrio cessava após algum tempo. Você sabe por quê? No capítulo anterior dissemos que um dos efeitos provocados pelo calor é a dilatação dos corpos. Celsius observou que ao colocá-lo em contato com a água em ebulição. Dilatação dos sólidos e dos líquidos 1. Apenas três são usadas hoje : a escala Celsius. Veja o esquema . essa escala tem uma divisão centesimal que facilita a leitura . Posteriormente . a água de um recipiente totalmente cheio transborda mesmo antes de ferver. Isso acontece porque. Colocando o termômetro em uma mistura de gelo fundente e água . esses pontos foram invertidos .vigor. Recipientes de vidro grosso se quebram quando neles colocamos água fervendo. de expansão em B) ao atingir o equilíbrio térmico com as respectivas misturas . a contração do mercúrio também era interrompida no ponto em que o mercúrio entrava em equilíbrio térmico com a mistura. a energia cinética de cada molécula aumenta . o primeiro termômetro feito nessa escala fixava em 100 ºC ( cem graus Celsius ) o ponto de ebulição da água. Efeitos da dilatação Portões de ferro abrem mais facilmente no inverno do que no verão. o mercúrio cessa o movimento ( de contração em A. A termômetro em contato com gelo fundente e água .

Neste capitulo vamos estudar apenas a dilatação de sólidos e líquidos Pelo comportamento particular que apresentam . Mas dependendo do caso. 53 . As tampas metálicas ou de plástico também se dilatam com o aquecimento. comprimento e largura. recipiente de vidro poço espesso não quebram tão facilmente em contato com a água fedendo porque o vidro se aquece uniformemente. os gases serão estudados em capítulo à parte. Todos os corpos . do comprimento . Dilatação pode causar grandes transtornos se não for levada em conta na construção de estradas. Superficial – quando levamos em consideração a variação da área de uma secção.quando consideramos a variação de volume. dilatando-se praticamente por igual. para que no verão . quando se constrói uma ferrovia é preciso deixar determinados vãos entre as emendas dos trilhos . Quando aos recipientes de vidro grosso. Por exemplo. o que dificulta a abertura desses portões. cada molécula apresenta também uma energia cinética de vibração (representadas pelos tracinhos em volta das molecular ) . Esquema do movimento das moléculas de um sólido No estado sólido a matéria tem forma própria e volume definido. por exemplo. Apresentam um movimento tão pequeno que permanecem praticamente estacionárias . a ruptura acontece porque.Esquema mostrando a energia potencial (representada pelas molinhas) entre as moléculas de um sólido ( representadas pelas bolinhas ) . Volumétrica . Isso porque as moléculas que compõem o corpo sólido: Estão fortemente ligadas entre si. O aquecimento leva o sólido a dilatar se em todas a direções . isto é .estão sujeitos à dilatação térmica. preparados especialmente para que isso não ocorra ) . O simples aquecimento já aumenta o volume da água e ela trasborda se o recipiente estiver totalmente cheio.sólidos. cada parte possa dilatar-se sem empurra a outra. com o aumento da temperatura. a dilatação de um sólido pode ser considerada : Linear – quando levamos em conta apenas a variação de uma de suas dimensões. soltando-se mais facilmente. ao contato com a água fervendo. aumenta a distância média entre as moléculas Assim . quando a temperatura se eleva. líquidos e gasosos . embora ela apresente variações de um material para outro. da altura e da largura. pontes e edifícios. como o pirex. no verão o ferro tem seu volume aumentado. as paredes internas se expandem antes das externas ( existem vidros.

Veja o exemplo de uma barra de ferro aquecida : Dilatação linear Dilatação volumétrica 54 .

possuem mais liberdade de movimento que no estado sólido. 105 ºC1 Coeficiente ( 10 –5 / º C ) 2.2 1. 105 ⇒ β = 4.8 0.0 0. Veja alguns: Substância Alumínio Bronze Concreto Cobre Ferro Chumbo Quartzo Prata Aço Analogamente à equação de dilatação linear.Experiências com barra metálica aquecida mostram uma variação ∆l no comprimento que é diretamente proporcional tanto ao comprimento original lo da barra como à variação ∆θ da temperatura.8 . 10 5 γ = 3 . temos : Para a dilatação superficial ∆S: ∆S = βSo∆θ β : coeficiente de dilatação superficial do material em que So área original da superfície para a dilatação volumétrica ∆V: ∆V = γ Vo∆θ em que γ : coeficiente de dilatação columétrica Vo : volume original do corpo É possível estabelecer. os coeficientes de dilatação superficial e volumétrica são. aproximadamente.0 1. no caso do alumínio.2 Dilatação dos líquidos No estado líquido a matéria não tem forma própria e apresenta volume constante .4 1. escorregando facilmente umas sobre as outras.2 3. as seguintes relações : β = 2α e γ = 3α Assim. 2.2 . 2. denominada coeficiente de dilatação linear .7 – 1. 55 . respectivamente : β = 2 .05 2. 10 5ºC1 ⇒ γ = 7. Assim. depende da naturaza do material . podemos escrever a seguinte equação da dilatação linear : ∆l = αlo∆θ A constante α = .7 1.4 . Isso porque as moléculas que compõem o líquido : não se encontram tão fortemente ligadas como nos sólidos. Por exemplo.4 .

as energia química armazenada no material é transformada em energia térmica. Ao analisar a dilatação dos líquidos. que também varia de volume ao ser aquecido . Esse movimento foi denominado browniano. que corresponde apenas à dilatação aparente ocorrida na unidade de volume desse líquido. obtemos medidas diferentes de dilatação. Devido a este segundo fator. da mesma 56 . Dilatação real ou absoluta ( ∆V1) . verifica-se que a região dobrada fica mais quente . constatando que isso era desde de uma agitação das moléculas do líquido. Robgert Brown. Calorimetria CONCEITO DE CALOR Dobrando repetidamente de um lado para outro um pedaço de arame ou qualquer outro metal . para um mesmo líquido. a energia química armazenada no material é transformada em energia térmica : ao queimar a madeira. Como não têm forma definida.Isso acontece porque a energia mecânica relacionada com o movimento das mãos foi transformada em energia térmica. O mesmo acontece quando esfregamos as mãos ou riscamos um palito de fósforo. os líquidos só apresentam dilatação volumétrica. quando sua temperatura aumenta 1ºC . sendo característico de cada material .corresponde à soma da dilatação aparente do líquido com a dilatação do recipiente ( ∆Vr). o primeiro a tratar do movimento desordenado de grãos de pólen flutuando na água. Então: ∆VL = γlVo∆θ ∆Vap = γapVo∆θ ∆Vr = γrVo∆θ logo : γLVo∆θ = γapVo∆θ + γrVo∆θ ⇒ γL = Yap + ∆r nas equações acima: γL é o coeficiente de dilatação real. devemos levar em conta dois fatores. causado pela agitação molecular do líquido . Outros exemplos de obtenção de energia térmica : ao queimar a madeira. substituído da dilatação do recipiente. γp é o coeficiente de dilatação do recipiente. as partículas em suspensão apresentam movimento aleatório. . γap é o coeficiente de dilatação aparente. o líquidos só apresentam dilatação volumétrica. dizemos que para um mesmo líquido ocorrem dois tipos de dilatação : Dilatação aparente ( ∆Vap ) – corresponde á medida da variação real do volume do liquido . expressa ela equação : ∆VL = ∆Vap + ∆Vr A dilatação real e a aparente do líquido e a dilatação do recipiente são proporcionais ao volume inicial Vo e à variação de temperatura ∆θ. porque. dependendo do material que constitui o recipiente.Em um líquido. Em homenagem ao botânico inglês. quando sua temperatura varia em 1ºC. correspondendo à dilatação que ocorre de fato n unidade de volume desse líquido. característico de cada líquido. o líquido geralmente está contido num recipiente sólido. Este coeficiente não é característico do líquido.

graças às pesquisas do físico Inglês James Prescott Joule ( 1818 – 1889 ). que se evaporava pelo aquecimento à medida que o canhão ia sendo usado. A tabela a seguir mostra a energia absorvida pelo organismo para cada 100g de certos alimentos Alimentos Leite de vaca cru Pão Ovo Fígado Arroz polido cozido Chocolate em barra 63 269 163 136 167 528 Energia ( kcal ) Supondo que . que corresponde à quantidade de calor necessária para aumentar em 1º C a temperatura de 4 kg de água . é a quilocaloria ( kcal ). o orifício do canhão precisava ser mantido cheio de água. tornado conde Rumford da Baviera. Outra unidade. Ele realizou essa descoberta quando supervisionava para o governo bávaro o uso de canhões. expostos à mesma fonte de calor. Nesta condição . Black verificou que.que provoca apenas variação de temperatura. o calor . em uma refeição . Constatou. apresentam diferentes maneiras de variar a temperatura . em quantidade correspondente às calorias indicadas. Para evitar o aquecimento excessivo. A unidade usual de calor é caloria (clã). Assim: 1cal = 10-3 kcal Entre outros assuntos importantes.forma . As primeiras evidências de que o calor é uma forma de energia foram apresentadas pelo conde Rumford. O corpo humano necessita de energia para sua manutenção e para desempenhar tarefas. A energia elétrica é transformada em energia térmica. ou pequena caloria. O calor específico diz respeito à quantidade de calor necessário par avairar também em 1ºC . trataremos neste capítulo de dois conceitos relacionados que se diferenciam por um detalhe : capacidade térmica e calor específico. vários cientistas procuraram descobrir a natureza do calor. um bloco de ferro e um de madeira de igual volume e à mesma temperatura inicial variam de maneira diferente sua temperatura . Outro aspecto importante é que estes conceitos se aplicam só aos caso em que não ocorre mudança de estado físico da substância. fala-se em calor latente. ou grande caloria. apenas 1 g do material . que corresponde à energia necessária para variar em 1º C a temperatura de 1 g de água . Nos séculos XVII e XVIII. no filamento de uma lâmpada. utilizada principalmente por nutricionistas. No século XIX . uma teoria modena sobre o calor foi formulada : calor é a energia transferida de um corpo para outro em conseqüência da diferença de temperatura entre eles. expostos à mesma fonte de calor . é denominado sensível . então. 1 . pelo médico químico e físico escocês Joseph Black ( 1728 – 1799) e pelo físico americano Benjamin Thompson (1753 – 1814) . que corpos de materiais diferentes. Os trabalhos mais significativos foram apresentados no século XVIII. Em sua observações de que o orifício do canhão era aquecido por causa da força de atrito está a origem da idéia de que o trabalho mecânico pode gerar calor. durante a digestão a pessoa consegue utilizar toda a energia liberada pelos alimentos ? por quê? 57 . Quando há mudança de estado. uma pessoa com os alimentos relacionados na tabela. do físico alemão Rudolf Clausius ( 1822 – 1888 ) e de Lod Kelvin . A capacidade térmica se refere à quantidade de calor necessária para variar em 1ºC a temperatura de todo um corpo.

Essa quantidade de calor é denominada capacidade térmica de um corpo . aquece primeiro e também esfria primeiro . sabemos que 1 L . qual aumenta primeiro a temperatura em 1º C : 1 L de leite ou 2 L de leite ? Qual esfria primeiro ? suporte Da simples observação. Estes exemplos permitem concluir que corpos diferentes necessitam de diferentes quantidades de calor para elevar sua temperatura em 1ºC. cite três situaçõ9es nas quais ocorrem transformações de energia mecânica em energia térmica 4. qual a diferença entre calor sensível e calor latente ? CAPACIDADE TÉRMICA DE UM CORPO Colocamos sobre a chama de um fogão . o que diferencia capacidade térmica de calor específico ? 5. 58 .2. cal /ºC Observação : O conceito de capacidade térmica não deve ser interpretado como a de calor que um corpo pode reter . Qual o significado de caloria? 3. ∆Q1 : quantidade de calor recebida por 1 L de leite ∆Q2 : quantidade de calor recebida por 2 L de leite ∆Q2 > ∆Q1 Da mesma maneira .sabemos que para elevar em 1ºC a temperatura de 1kg de chumbo é necessário uma quantidade de calor maior que par elevar em 1ºC a temperatura de 10 g do mesmo material . Calor específico dos materiais . É comum utilizar também. Sua expressão matemática é : C = ∆Q ∆θ ∆Q : quantidade de calor ∆θ : correspondente variação de temperatura No SI a unidade da capacidade térmica é J/K ( joule por Kelvin ) .

088 0. são explicadas pela natureza de cada material .481 O conhecimento sobre o calor específico das sustâncias tem grande aplicação nos processos de aquecimento industrial . ºC ( caloria por grama por grau Celsius ) .581 0. sua unidade é J/kg .125 0.107 0. a quantidade necessária de combustível que deverá ser usada nesse processo .041 0. No SI . Através dele podemos calcular a quantidade de calor que uma substância deve absorver para atingir determinada temperatura e. conseqüentemente.As diferentes sensações térmicas que temos de corpos em um mesmo ambiente.0306 0. Cº 1 ( por definição ) 0.03325 0. para elevar em 1ºC a temperatura de 1 g . num mesmo intervalo de tempo. Isto significa que . O gráfico ao lado mostra as quantidades de calor recebidas por dois corpos A e B em função da temperatura : Q ( cal ) 160 140 120 100 80 60 40 20 0 10 20 30 40 50 60 A B 70 80 90 100 a ) determine a capacidade térmica de cada substância .204 0. definida como calor específico de material . Podemos dizer que o calor especifico corresponde à capacidade térmica por unidade de massa : Como C= ∆Q .214 1.0921 0. 1. cada material necessita de uma quantidade deferente de calor e. K ( joule por quilograma por kelvin ) A tabela de alguma substância : Substância Água Alumínio Amônia (liquida) Bromo ( sólido líquido ) Cobre Cloreto de sódio Chumbo Etanol Gelo Lítio Mercúrio Vapor de água ( 1 atm ) T(K) 288 293 293 260 286-318 293 273 293 298 271 373 293 383 Calor especifico ( cal/g . vem c = ∆Q ⇒ ∆Q = mc∆Q ∆θ m∆θ A unidade usual de calor específico é cal / g . θ (ºC ) 59 .502 1. recebendo a mesma quantidade de calor.

inicialmente a 20ºC.b) Sabendo que as massas dos corpos são iguais a 100 g . Q(cal ) 320 60 200 0 20 60 60 θ ( ºC) 3. θ(ºC ) 60 40 20 0 100 Q(cal ) min) 5. No gráfico ao lado temos a variação da temperatura em função do tempo de um corpo sólido ao ser aquecido por uma fonte que libera energia a uma potência constante de 100 cal / min. em função da quantidade de calor absorvida. ao serem fornecidas 110 cal a uma placa de 50g. ela sofre variação de temperatura de 10ºC ÓPTICA GEOMÉTRICA Nestas atividades . A massa do corpo é 100 g. 2. b) o calor especifico θ(ºC ) 60 20 0 20 t ( min) 4. determine o calor especifico de cada corpo. Determine o calor específico dessa substância. O gráfico representa a temperatura de 5 g de substância. b) Esses corpos podem ser constituídos pelo mesmo material ? Justifique as respostas . Determine o calor específico do alumínio sabendo que. a) determine a capacidade térmica de cada um dos corpos. Determine : a) a capacidade térmica do corpo. você vai ler textos e resolver exercícios que lhe permitirão : 60 . O gráfico ao lado representa as quantidade de calor sensível recebido por dois corpos. em função das temperaturas de cada um dos corpos. A e B .

São linhas orientadas que representam. Composta ou policromática – é a luz que resulta da superposição de luzes de cores diferentes. das estrelas . a emitida pela chama de uma vela. Um conjunto de raios de luz constitui um feixe de luz. em meio material. Se o corpo apenas da Lua. No esquema do lado estão as luzes monocromáticas em ordem decrescente de velocidade quando num meio material. a direção e o sentido de propagação da luz. a velocidade da luz varia conforme o tipo de luz monocromática. graças a luz que recebemos dos objetos de nosso ambiente. a sensação da cor resultante não coincide . é o caso do sol. fonte extensa. por exemplo. É o caso da luz branca do Sol. é a mais rápida. Em caso contrário. Tipos de fonte de luz Quando a fonte de luz tem dimensões em relação as distâncias que a separam dos outros corpos. menor do que a velocidade no vácuo. etc. é chamada de fonte pontual ou puntiforme. E o caso da luz amarela emitida por vapor de sódio incandescente . enquanto que a luza violeta é mais lenta. que pode ser convergente. ets. verde. das lâmpadas incandescentes. fontes. Quando a luz policromática incide sobre a vista de um observador. das roupas . alaranjada. utilizando –se da geometria. como. Os copos que emitem luz são chamados de corpos luminosos. azul. A luz vermelha.. geralmente. E através dos nossos sentidos que temos a percepção do mundo que está a nossa volta. os primeiros são fontes primárias de luz e os outros fontes secundárias de luz. reflexão e refração . (anil ou violeta) . das lâmpadas elétricas. a sua velocidade de propagação no vácuo e a mesma (aproximadamente 300 00 km/s) . das paredes. Vejamos alguns conceitos importantes para o nosso estudo. Os corpos luminosos e iluminados constituem as fontes de luz. divergente ou paralelo. Simples ou monocromática – é a luz de uma cor só. entretanto. porém. A óptica Geométrica é a parte da física que estuda o comprtamento da luz. 61 . da chama de uma vela.1 – Caracterizar os fenômenos luminosos: luz . sendo . utilizamos a noção de raios graficamente. propagação. Grande parte dessa percepção é proporcional pela visão . etc. por exemplo. a direção e o sentido de propagação da luz. Qualquer que seja o tipo de luz vermelha. amarela. com nenhuma das cores componentes. graficamente. Para representar graficamente a luz em propagação . cuja natureza composta pode ser evidenciada quando ocorre a sua decomposição ao atravessar um prisma ou no arco – íris.

A formação de sombra e penumbra envolvendo o Sol. vamos estudar a formação de sombra e de penumbra quando uma fonte de luz de encontra em presença de um corpo opaco. corresponderá um feixe refletido de raios também paralelos. 62 . Dizemos que ocorre uma reflexão regular. a Lua e a Terra . Se a superfície for plana e regular. Vejamos dois casos. A fonte de luz Quando a fonte luminosa é extensa. a u feixe incidente de raios paralelos irá do espaço. isto é perfeitamente plida. a um feixe incidente de raios paralelos. A fonte de luz é pontual Quando a fonte luminosa é pontual. há formação de sombra – uma região do espaço não recebe luz. dizemos que a luz sofreu reflexão. para um observador na superfície do planeta. Quando a luz.Vermelha Alaranjada Amarela Verde azul Anil Violeta Princípio de propagação retilínea da luz EM UM MEIO HOMOGÊNEO E TRANSPARENTE. denominada penumbra. além da sombra. 2. atinge uma superfície e retorna ao meio em que estava se propagando. A LUZ SE PROPAGA SEGUNDO TRAJETÓRIAS RETILÍNEAS. Das várias conseqüência e aplicações desse princípio. em virtude da presença do corpo opaco e de a luz se propagar em linha reta. forma-se em torno desta uma região parcialmente iluminada. 1. propagando –se em um determinado meio. dá origem aos eclipses. A esse tipo de reflexão chamamos de reflexão difusa. Caso a superfície apresente irregularidade.

absorvendo as outra que nele incidem. Se . A parte da luz que mudou de meio. absorvendo as demais . Essas leis também são válidas para os espelhos esféricos (côncavos e convexos) . PERTENCEM AO MESMO PLANO Segunda lei: O ÂNGULO DE REFLEXÃO É IGUAL AO ÂNGULO DE INCIDÊNCIA. incidir um raio de luz monocromática que não seja amarela. V 63 . foi definida um grandeza adimensional denominada índice de refração (n) . outra é absorvida pelo meio material. assim: n= c . Estas são as duas leis de reflexão luminosa : Primeira lei: O RAIO INCIDENTE . Consideremos um feixe de luz monocromática atingindo a superfície de separação S entre dois meios homogêneo e transparentes. o ângulo que raio incidente forma com a normal (N) é denominado ângulo de incidência ( I ) e o ângulo formado pelo raio refletido com a normal é chamado de ângulo de reflexão (r) . ISTO É. Uma parcela dessa luz sofre reflexão . o deixam curioso. ele nos parecerá preto porque o corpo amarelo só reflete a cor amarela. com a água e o ar.A percepção que temos dos objetos e de suas cores ´determinada pela luz que refletem difusamente. dizemos eu sofreu refração. que corresponde a relação entre a velocidade da luz no vácuo ( c) e a velocidade da luz no meio considerado (v) . provavelmente. por que se forma o arco – íris e ainda outras coisas mais que. Para caracterizar cada um dos meios envolvidos no fenômeno da refração. Vemos um corpo amarelo porque ele reflete difusamente a luz amarela. No estudo da refração da luz. sobre o corpo amarelo. você vai descobrir por que o canudinho de refresco ( ou até mesmo um lápis ) parece quebrado quando dentro de um copo de água. Quando um raio de luz de reflete numa superfície. O RAIO REFLETIDO E A NORMAL SÃO COPLANARES. transformando -se em calor e uma terceira mude seu meio de propagação .

Quando os meios externos a lâmina forem os mesmo. A dispersão da luz solar em gotículas de água suspensas no ar e a posterior reflexão no interior das mesmas determinam a formação do arco-íris . no. passam de regiões mais refringentes para regiões sucessivamente menos refringentes. chamamos de mais refringente ao que apresenta maior índice de refração e de menos refringente ao outro. os raios luminosos que partem de um objeto a distância. ao observarmos um objeto através de uma lâmina de faces paralelas. o índice de refração de um meio e sempre maior que a unidadel O fenômeno da refração sempre envolve dois meios. em relação a outro A em função das velocidades da luz nos dois meios . como por exemplo. VA nB Entre os dois meios considerados na refração. por isso menos refringente que as camadas superiores . ao se refratar. daí os raios refletidos sobem e podem atingir um observador que terá a impressão de que existe.o ar em contato com o solo fica muito quente. também . então : NA. é a que menos se desvia. Veja as ilustrações . Se um feixe de luz branca incidir na superfície de separação entre dois meios. Esse deslocamento é . então . sendo máximo para a luz violeta e mínimo para a vermelha. na superfície livre da água. A ilusão da existência de poças de água em estradas asfaltadas nos dias quentes e secos e a visualização de miragens no deserto são fatos que podem ser explicados pela variação do índice de refração do ar atmosférico com a temperatura . tais como 64 . termos a impressão de que ele está mais próximo da lâmina do que na verdade está.3 = Vb ou nA.SE -IA DA NORMAL. Nas condições em que ocorrem tais fenômenos . a luz não muda de direção ao atravessa-la . o feixe abre-se num leque multicor. solo uma imagem especular do objeto . Um vidro comum de janela é um exemplo de lâmina de faces paralelas . o responsável pelo fato de. ou seja.B = nA . A luz violeta é a componente que mais se desvia em relação a normal. ao contrário. o raio emergente é paralelo ao raio incidente. ELE AFASTA. QUANDO UM RAIO LUMINOSO PASSA DE UM MEIO MENOS PARA OUTRO MAIS REFRINGENTE. SE PASSASSE DE UM MAIS PARA OUTRO MENOS REFRINGENTE. ao descerem. até sofrerem reflexão total numa camada próxima ao solo.Como a velocidade da luz no vácuo é sempre maior do que em qualquer outro meio material. sofre apenas um deslocamento lateral d. desse modo . E a luz vermelha. é comum definisse o índice de refração relativo de um meio B. As lentes são dispositivos empregados em um grande número de instrumentos muito conhecidos. Esse fenômeno é chamado de dispersão luminosa. ELE APROXIMA-SE DA NORMAL. Isso ocorre porque o índice de refração da água depende da cor da luz.

dividimos as lentes em dois grupos: Lentes convergentes – são as que fazem convergir um feixe luminoso incidente paralelo ao eixo principal. Elas são representadas por um segmento de reta perpendicular ao eixo principal e o comportamento do feixe luminoso ao atravessalas é o indicado na ilustração . não se indica o percurso do raio luminoso no interior das lentes. você já deve ter observado que uma lente é constituída por um meio transparente. O caso mais comum é o de lentes feitas de vidro. Só consideraremos . lunetas. podendo uma delas ser plana. O ponto em que o eixo principal E corta a lente é chamado de centro óptico O da lente. as lentes em que os meios extremos são idênticos e os meios intermediários são os mais refringentes (n2 > n1) . e Lentes divergentes – são as que fazem divergir um feixe principal . por ser a distância entre as faces muito pequena. microscópios. geralmente vidro ou plástico. Nas lentes delgadas. Nessa condição . imersas no ar. etc. no nosso estudo.óculos. máquinas fotográficas . limitado por faces curvas que normalmente são esféricas . As lentes esféricas possuem faces côncavas ou convexas. 65 .

8 Resp. S = 60 m Altura da haste vertical. um edifício projeta uma sombra de 30 metros de comprimento no mesmo instante em que uma haste vertical de 20 cm de altura projeta uma sombra de 80 cm de comprimento. PROCURE RESOLVE –LA ANTES DE TENTAR FAZER OS EXERCÍCIOS . PARA RESPONDÊ-LOS.  O QUE SÃO LENTES.  QUAIS SÃO OS PRINCÍPIOS DA REFLEXÃO E REFRAÇÃO DA LUZ. A altura do edifício é 15 metros. Os instrumentos ópticos. agora. SEUS TIPOS E CARACTERÍSTICAS. DA CASO TENHA. Em uma certa hora do dia. estabelecendo a relação entre dois triângulos semelhantes: AB = AC = BC ⇒ então : H = S ⇒ H = 60 ⇒ H = 12 ⇒ H = 15m DE DF EF h s 0.QUALQUER RAIO LUMINOSO QUE PASSE PELO CENTRO ÓPTICO DE UMA LENTE. VOCÊ DEVE SABER  O QUE É RAIO DE LUZ E FONTE DE LUZ. h = 20 cm = 0. A lente ou o conjunto de lentes que fica do lado do objeto é denominado objetiva e a que fica do lado do olho do observador é chamada de ocular. AGORA. s = 80 cm = 0. EXERCÍCIOS FAÇA. um problema resolvido sobre o conteúdo estudado. A VERIFICAÇÃO DO QUE VOCÊ APRENDEU NO ESTUDO DO ESTUDO TEXTO. que funcionam como se fossem uma só. Vejamos. isto é . sem separação entre elas. 66 . mas sim. Qual a altura do edifício ? Dados : sombra projetada do edifício. cada objetiva e cada ocular de um aparelho óptico é formada por duas lentes delgadas . Na maioria das vezes. dependendo do tipo e da qualidade da imagem que se quer obter. não são constituídos por uma única lente. em sua maioria.8 m Para resolver esse problema você deve ter usar os seus conhecimentos de álgebra. 1. são lentes justapostas.  QUAL É O PRINCIPAL DE PROPAGAÇÃO DA LUZ E O INDEPENDÊNCIA DOS RAIOS DE LUZ. ALGUMA DÚVIDA .2m Sombra projetada da haste.20 0. RESOLVENDO OS EXERCÍCIOS. NÃO SOFRE NENHUM DESVIO. por uma associação de duas ou mais lentes. SEJA ELA CONVERGENTE OU DIVERGENTE.80 0.

8. 7. a componente que mais se aproxima da normal e´a a.( ) Raios de luz são linhas orientadas que representam . a velocidade da luz violeta é menor do que a da luz vermelha. 1.( ) bicôncava 1 – Chave de Correção 1. c. 2. 1. a velocidae de qualquer que seja tipo de luz é a mesma (aproximadamente 3. com um X nos parênteses.(V). cada um deles segue sua trajetória como se o outro não existisse.( ) Plano .( V) 6. 105 km/s). 2. A luz que resulta da superposição de luzes de cores diferente é a luz policromática (ou composta) 4. III – RELACIONE AS LENTES Á DIREITA COM SEUS NOMES Á ESQUERDA ESCREVENDO AS LETRAS NOS PARÊNTESES. ( ) luz violeta.(V).(V) 7.( ) Convexo – côncava 2.sobre uma superfície perfeitamente polia. 5.( ) luz vermelha d. b ( ) luz amarela. ( ) A luz monocromática é o resultado da superposição de luzes de cores diferentes. 5. ele a. 2. 3. o sentido e a direção de propagação da luz. 67 . a luz propaga-se em trajetórias retilíneas. ( ) bioconvexa 6.( ) Quando dois raios de luz se cruzam.( ) O raio refletido é sempre pertencente ao plano oposto ao raio incidente II – Assinale. ( ) Os corpos luminosos são fonte primárias de luz. ( ) afasta-se da normal. 4. Quando um raio luminoso passa de um meio menos para outro mais refringente. ( ) No vácuo. o raio incidente e a normal são coplanares.côncava 4. a velocidade da luz violeta é menor que a da luz vermelha .( ) A reflexão regular ocorre quando.(F) – A luz monocromática ( ou simples ) é a luz de uma cor só. ao incidir na superfície de separação entre dois meios . Em um meio natural. c. ESCREVA NOS PARÊNTESES (V) SE VERDADEIRO OU (F) SE FALSO O CONTEÚDO DAS AFIRMAÇÕES . 3.( ) Côncavo – convexa 3. ( ) decompõe –se d. ( ) aproxima-se da normal.(V) 8. 6.( ) Em um meio homogêneo e transparente. ( ) todas elas apresentam o mesmo ângulo de refração. graficamente .CONFIRA SUAS RESPOSTA NA CHAVE DE CORREÇÃO 1. Quando um feixe de luz branco se decompõe .(F) – O raio refletido. ( ) mantém sua trajetória .( ) plano – convexa 5.(F) – No vácuo. de acordo com a primeira lei da reflaxão. a única alternativa correta em cada questão 1. incide um feixe de raios paralelos . b.

ela não seria transportada. NO MOVIMENTO ONDULATÓRIO. na figura ao lado. que quando tiramos um ponto da mola de sua posição de equilíbrio ( a ) . A onda é dita longitudinal quando a direção da propagação coincide com a da perturbação.b(x).elas podem ser mecânicas e eletromagnéticas e quanto ao número de direções elas se classificam em uni. Observe que a perturbação se propaga na direção 68 . COBRE A TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA DE UM PONTO PARA OUTRO SEM QUE HAJA TRANSFERÊNCIA REAL DE MATÉRIA. Quanto à modalidade de propagação . 5.II . ou seja. 3. Texto : Ondas Você já deve ter observado que. notaremos que ao longo da mola o mesmo número de espiras se comprime ( B e C ). a partir do ponto atingido. a energia vai sendo transportada ao longo da mola ( C. 2.pois . É possível observar que o ponto perturbado ( ponto de impacto ) volta rapidamente ao repouso inicial ( cessa a causa ) . Uma onda é transversal quando a direção da perturbação é perpendicular a direção da propagação . as ondas podem ser transversais e longitudinais. III – 1. 6.D e E ).(F). UMA ONDA É A PERTURBAÇÃO EM PROPAGAÇÃO. se houvesse uma pequena rolha de cortiça flutuando na água. 4. ao jogar um objeto qualquer nas águas tranqüilas de um lago ou até mesmo de um tanque. com centro no local onde o objeto atingiu a água e cujo raio vai aumentando à medida que o tempo passa . Note que a propagação da perturbação se dá na direção horizontal. A essa perturbação em propagação provocada pelo impacto do objeto com a água. sendo .(D). bi e tridimensionais . ela sofreria os efeitos da perturbação.(B). mas não mudaria de posição .a a realizar um movimento vertical ( B) . quanto à natureza da perturbação . se comprimirmos um certo número de espiras horizontalmente (A) . chamamos de onda.(x).perpendicular a direção da perturbação.1. forma-se uma linha circular. verificaríamos que quando a perturbação a atingisse.(a). No exemplo anterior. obrigando. 2. mas a perturbação continua a se propagar (não cessa o efeito ) .(E).c. Vejamos cada uma delas. Veja. Na mola da figura ao lado. ao abandonarmos o sistema a si próprio.(C).

como num fio elástico. ela propaga-se tanto em presença de um meio material como no vácuo. dizemos que ela é unidimensional. 10 /s ou seja 300 000 000 m/s Onda uni. Características da onda Suponha que uma perturbação se propague em um meio. Todos as ondas eletromagnética propagam-se no vácuo. As ondas sonoras são longitudinais. não se propaga no vácuo. não mais conseguiremos ouvir o tique – taque de relógio. como na superfície de um lago ou em um plano qualquer. isto é. e tridimensional quando se propaga no espaço ( em três dimensões ) . 69 . como no gráfico a seguir. bi ou tridimensional. Retirandose o ar que serve de suporte para a onda sonora. bi e tridimensionais Dependendo no número de direções em que a onda se propaga em um meio. ao longo de uma direção x. que a onda mecânica . Quando a perturbação decorre da variação da velocidade de uma partícula eletricamente carregada. Quando provocamos a deformação de certa região de um meio elástico . então. a direção da propagação coincide com a da perturbação . provocamos uma perturbação que só se propaga de um meio material e que denominamos onda mecânica. Note que uma onda unidimensional pode se propagar em um meio uni. A onda mecânica necessita de um meio material que sirva de suporte para a sua propagação Concluímos .horizontal. Este fato é demonstrado experimentalmente quando colocamos um relógio dentro de uma redoma de vidro completamente vedada. como por exemplo a onda sonora . Ouve-se perfeitamente o som do relógio desde que exista ar no interior da redoma. ou seja. como no ar atmosférico. dando origem ao que chamamos de onda eletromagnética – a luz é um exemplo de onde eletromagnética. uma onda bidimensional pode se propagar em um meio bi ou tridimensional e que uma onda tridimensional só se propaga em um meio tridimensional. com a velocidade de a 8 3. bidimensional quando se propaga em duas direções. quando se propaga em uma única direção. criando-se o vácuo no interior da redoma.

agora . entretanto.sendo realizar uma oscilação completa . temos: realizarmos λ= v. Reveja algumas : Velocidade : m/s ( ou SI) ou cm/s ( no CGS) Períodos : s Freqüência : 1 ou 1 hertz S Comprimento de onda : m ( no SI ) ou cm ( no CGS). teremos a freqüência da onda. você sabe que a velocidade de um corpo está relacionada com o espaço percorrido e com o tempo gasto no deslocamento.então : λ = V . algumas equações que nos ajudarão a calcular o comprimento. Se contarmos o número de vezes que uma onda atinge a altura máxima em um intervalo de tempo. A essa distância OG chamamos de comprimento de onda e representamos pela letra grega lambda λ. f f As unidades dessas grandezas mais usadas são as mesmas já estudadas no Movimento Circular.Através desse gráfico podemos identificar e definir as características de uma onda: O segmento OA corresponde a distância máxima percorrida pela onda em sentido vertical e é chamado de amplitude da onda. Resumindo : AMPLITUDE DE UMA ONDA É O DESLOCAMENTO MÁXIMO PRODUZIDO EM QUALQUER PONTO DO MEIO ONDE A ONDA SE PROPAGA. COMPRIMENTO DE ONDA (λ ) É A DISTÂNCIA MÁXIMA ENTRE DOIS PONTOS DE UMA ONDA. Já estudamos o caso de uma única perturbação produzida em um meio material. se jogamos duas pedras simultaneamente em um lago. SEM QUE OCORRA REPETIÇÃO DA FORMA DE ONDA. O tempo gasto pela onda para percorrer o segmento OG ( ou GI ) é chamado de período . Vejamos . veremos duas perturbação 70 . Observando os segmentos OG e GI concluímos que a onda repete a sua forma em intervalos regulares. existem casos em que mais de uma perturbação atinge determinado meio.A freqüência corresponde ao inverso do período . O segmento OG corresponde a maior distância entre dois pontos consecutivos da onda sem que haja repetição da forma. PERÍODO DE UMA ONDA (T) É O TEMPO NECESSÁRIO PARA QUE UMA ONDA EXECUTE UMA OSCILAÇÃO COMPLETA.a freqüência e a velocidade de uma onda. Por exemplo. e LM são iguais . pois se o período corresponde ao tempo necessário para que a onda execute uma oscilação completa. EF. No gráfico anterior você deve ter reparado que os segmentos BC. que representamos pela letra f. KJ. T ⇒ sendo T = 1 ⇒ temos λ = v . Pelas equações do movimento.t mas o tempo t foi exatamente igual a um período . a freqüência corresponde ao numero de vezes que esta oscilará em um determinado intervalo de tempo. Note que a partir de G repete-se o movimento de origem em O e que OG = GI . então . o período .

agora . Quando ocorre com ondas luminosas 71 . O EFEITO RESULTANTE É A SOMA DOS EFEITOS QUE CADA ONDA PRODUZIRIA SOZINHA NESSE PONTO. Os dois casos de superposição . inclusive. pulsos simultâneos . Seja d1 o deslocamento que a primeira onda determina nos pontos da corda. elas poderão produzir . podendo. o deslocamento resultante d é a soma algébrica dos pulsos d1 e d2 (B) Note que. após a superposição. haver uma completa aniquilação dos efeitos se os módulos de d1 e d2 forem iguais ( B ). Assim . quando ocorrem com ondas sonora. Vamos estudar dois casos de superposição de ondas 1º caso: Suponhamos que em cada extremidade de uma corda tensa seja produzida uma onda ( A ) . 2º caso Suponhamos .que as ondas produzem deslocamentos em sentidos opostos ( A ) . cada onda continua sua propagação como se nada tivesse acontecido ( C ). se duas pessoas seguram as extremidades de uma mola. No ponto P. A superposição das duas ondas no ponto P obedece ao seguinte princípio : NO PONTO EM QUE OCORRE A SUPERPOSIÇÃO DE DUAS OU MAIS ONDAS. ocorre um enfraquecimento do efeito produzido pelas ondas. também .simultâneas propagando-se na superfície da água. na figura anterior . d2 o deslocamento produzido pela segunda e p o ponto da corda atingido simultaneamente pelas duas ondas ( B). A esse tipo de superposição chamamos de interferência ou interferência destrutiva. ficam evidenciados por um aumento ou diminuição da intensidade do som que se ouve.

os pontos aparecem mais brilhantes ou mais escuros. assim o som de um explosão é forte para uma pessoa que está nas proximidades e fraco para outra que está em local mais distante . essa sensação permanece por aproximadamente 0. na tabela. no mínimo. Os níveis superiores a 120 dB provocam. Qualidades fisiológicas do som As ondas sonoras possuem três qualidade que estão relacionadas com a sensação produzida em nosso ouvido: a altura. A intensidade fisiológica ou nível sonoro é uma grandeza medida geralmente em decibel (dB). Relógio de parede ( tique – taque ) Interior de templo Conversa a meia voz Rua de tráfico intenso Britadeira Buzina de caminhão Salão de discoteca Avião a jato aterrissando 10 dB 20 dB 40 dB 70 a 90 dB 100 dB 100 dB 120 dB 140 dB Uma pessoa exposta por longo tempo a níveis sonoros superiores a 80 dB está sujeita a sofrer danos irreparáveis no aparelho auditivo. ao invés de sensação sonora. durante esse intervalo . E por isso que o eco só se manifesta quando os dois sons – o direto e o refletido – são recebidos em um intervalo de tempo superior a 0. de mesma altura e mesma intensidade emitidos por instrumentos diferentes . uma sensação dolorosa. 72 . O timbre é a qualidade do som que permite ao ouvido distinguir dois sons . a reflexão das ondas sonoras e um tipo de onda eletromagnética = a luz visível. vamos estudar três tópicos que o ajudarão a compreender melhor alguns fenômenos que você observa no dia-a-dia.1 s. Para finalizar o estudo deste módulo. um décimo de segundo após o primeiro. os níveis sonoros com os quais convivemos quase diariamente e perceba por que a poluição sonora é muito combatida em nossos dias . ele não poderá ser individualizado. A intensidade é a qualidade que nos permite classificar o som em forte ou fraco e está relacionado com a energia transportada pela onda sonora. A altura é a qualidade que nos permite classificar os sons em graves ou agudo e está relacionada com a freqüência do som: quanto menor for a freqüência do som mais grave ele será e quanto maior a freqüência . mais agudo. Isso que dizer que após percebermos um impulso sonoro.1 s e se . Veja a figura . Veja . a intensidade e o timbre. Qualidades fisiológicas do som. só percebemos distintamente um outro se ele atingir nosso ouvido. outro impulso nos atingir. também dependendo do tipo de superposição . Reflexão das ondas sonoras Quando nosso ouvido é atingido por um impulso sonoro .

3 . através de um aparelho denominado sonar. (aproximadamente 1. para medir profundidades oceânicas ou detectar obstáculos . 300 000 km/s .8. geralmente ultra.1 segundos. pode-se medir a distância entre o aparelho e o obstáculo. observe. 450 m/s) e medindose o intervalo de tempo entre a emissão do sinal sonoro e a recepção do seu reflexo . A luz visível é um pequeno trecho do espectro eletromagnético . mas a retina de nossos olhos não é sensível a todas as ondas eletromagnéticas . Confira 17 m (distância percorrida pelas ondas sonoras até o obstáculo) +17 m (distância percorrida pelas ondas refletidas) 34 m (distância total percorrida pelas ondas sonoras) 340 m/s = 340 m em 1 segundo = 34 m em 0. e que a velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas vale.Admitindo a velocidade do som no ar igual a 340 m/s. Os navios e submarinos utilizam a reflexão de ondas sonoras .sons . no vácuo .10 14 3600 A 8. Você já aprendeu que a luz é um tipo de onda eletromagnética (por isso se propaga no vácuo ) . λ vácuo ) D f E C C R R E E S S C C E E N N T T E E Ondas longas de rádio Ondas médias de rádio Ondas curtas de rádio Freqüência modulada Televisão Radar Microondas Raios infravermelhos Luz visível Raios ultravioleta Raios x Raios Gama Raios Cósmicos (Aº) λ ( vácuo ) 7800 A 3. constituído pelas ondas eletromagnéticas com freqüências compreendidas aproximadamente e a violeta a de maior. 10 14 Raios infravermelhos Luz vermelha Luz alaranjada Luz amarela Luz azul Luz anil Luz violeta Raios ultravioleta F(Hz) EXERCÍCIOS 73 . o obstáculo refletor deve estar a uma distância superior a 17 metros para que uma pessoa ouça o seu próprio grito .

QUE SÃO ONDAS TRANSVERSAIS. a ( ) FG b. A amplitude da onda é representada pelo segmento a .A direção da perturbação é perpendicular a da propagação 2. AS PROPRIEDADES E AS CARACTERÍSTICAS DAS ONDAS . MECÂNICAS. O QUE PRECISA ESTUDAR MAIS . 4. UNI. OS ELEMENTOS. VOCÊ DEVE SABER : • • • CONCEITO . I – RELACIONE A COLUNA DA ESQUERDA COM A DA DIREITA ESCREVENDO . NOS PARÊNTESES .VOCÊ AGORA VAI VERIFICAR O QUE APRENDEU DO ESTUDO DO TEXTO E. O comprimento da onda é representado pelo segmento . BI E TRIDIMENSIONAIS. SE FOR O CASO. ( ) a intensidade é a qualidade do som que nos permite classificá-lo em forte ou fraco. A LETRA ADEQUADA. ( ) CE c. ( ) AH d ( ) BC 2. 3. 2. III – COM OS DADOS DO GRÁFICO AO LADO. PARA RESOLVÊ-LOS. ( ) AE IV – ASSINALE.( ) onda A . 1. AS QUALIDADES FISIOLÓGICAS DO SOM E O QUE É REFLEXÃO DE ONDAS SONORAS. ( ) a luz é uma onda eletromagnética.( ). NOS PARÊNTESES. ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA NAS QUESTÕES 1 E 2 .ESCREVA. ( ) FG b. ( )a onda sonora é uma onda longitudinal .( ) onda transversal B – Necessita de um meio material para sua propagação. LONGITUDINAIS. ( ) o timbre é a qualidade que permite classificar o som em grave ou agudo. 74 .( ) AH d. ( V) SE JULGAR VERDADEIRO OU ( F) SE JULGAR FALSO O CONTEÚDO DAS AFIRMAÇÕES . Confira sua resposta na chave de correção. 1.( ) onda eletromagnética E – Propaga-se tanto em meio material com no vácuo. II. ELETROMAGNÉTICAS. A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA . NOS PARÊNTESES . 3. COM UM X.CE c. OS CASOS DE SUPERPOSIÇÃO DE ONDAS. 1.( ) onda longitudinal C – É uma perturbação em propagação 4. SUGERIMOS QUE NÃO TENTE RESOLVER OS EXERCÍCIOS SEM QUE TENHA CERTEZA DA RESPOSTA QUE VAI DAR.

3. 3. 3. ( V) (V) (V) (F) – o timbre e´ a qualidade que permite ao ouvido distinguir dois sons de mesma altura e intensidade. 4. b. ( ) A = 4 cm. d (x) – no ponto em que ocorre a superposição de ondas. ( ) A luz . ( ) A = 0 cm. SE VERDADEIRO . a (x) 2. ( ) A = 2 cm c. 1. 4. (A). propaga-se no vácuo com velocidade de 300 000 km /s. ( ) A velocidade de propagação das ondas mecânicas no vácuo é de 340 m/s . emitidos por instrumentos diferentes A qualidade que permite classificar o som em grave ou agudo é altura . por ser uma onda eletromagnética. dadas as duas ondas da figura ao lado e sabendo –se que a amplitude de cada uma vale A = 2 cm. 5. o efeito resultante é a soma dos efeitos que cada uma produziria separadamente . Auto – avaliação I – ESCREVA . d ( x ) IV – 1. Chave de correção . 2. ( C).1. ( ) Uma onda tridimensional pode propagar-se em um meio bidimensional . a amplitude total quando da superposição das duas ondas. V . (D). ( ) Altura é a qualidade do som que nos permite classificá-lo em grave ou agudo. I 1. mas uma onda bidimensional não pode propagar-se em um meio tridimensional . O F. ( ) Chamamos de período o tempo necessário para que uma onda execute uma oscilação completa. 5. ( E). 4. 2. no ponto P. CONFORME O CONTEÚDO DAS AFIRMAÇÕES. II 1. ( ) A = 3 cm d. (B). III – 1. 75 . será : a . NOS PARÊNTESES . 2. ( ) Para percebermos dois impulsos sonoros. é necessário que haja um intervalo de 1 segundo entre eles. 6. SE FALSO.

converge ou diverge. ( ) centro óptico. a luz propaga-se segundo trajetórias retilíneas . ( ) Um raio luminoso que passa pelo centro óptico de uma lente. ( ) No movimento ondulatório . ( ) E e G 76 . há uma superposição de ondas que provoca interferência nos raios. temos uma onda. 15 . b. a. ( ) transversal e longitudinal . II – ASSINALE.( b.( ) eixo principal ) ocular. c. ocorre transferência de energia de um ponto para outro sem que haja transferência real de matéria.( d.( ) longitudinal. ) centro óptico. ( ) objetiva. d. 16. ele se aproxima da normal. A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA EM CADA QUESTÃO. de acordo com o tipo da lente.( )CeG b. COM UM X NOS PARÊNTESES. Em um microscópio . As questões 18 e 19 referem-se ao gráfico abaixo: 18. ) objetiva. ( ) Quando um raio luminoso passa de um meio menos para outro mais refringente. o conjunto de lentes que fica do lado do objeto é chamado de . 17 . ( ) normal d. 9. 8. pode ser explicada pela variação do índice de refração do ar atmosférico com a temperatura .7. ( ) Quando dois raios de luz se cruzam. a lente ou conjunto de lentes que fica do lado do olho do observador é chamada de: a. nos dias quentes e secos. 12. ( ) A e B c. Quando a direção da perturbação é perpendicular à direção da propagação. Em um instrumento óptico. ( ) Os corpos iluminados são fontes secundárias de luz. 11. ( ) Em um meio homogêneo e transparente. a . ( ) ocular.( ) paralela. 14. O comprimento da onda é dado pelos pontos a. b.( ) transversal c. 10. ( ) Se sobre um corpo amarelo incidir um raio de luz monocromática vermelha esse corpo nos parecerá preto.( c. ( ) A ilusão de existência de poças de água em estradas asfaltadas. 13.

Sabendo –se que o seu período e: T = 2 s . Qual a menor distância entre uma pessoa e um obstáculo refletor para que ela possa perceber o eco de um som que emita? 23. 3 (V) 4 (V) 5 (F) – Acontece exatamente o inverso: uma onda bidimensional pode propagar –se em um meio tridimensional. b. Qual a profundidade dessa região. em uma dada região do oceano Atlântico. qual a altura da haste ? 21. A LETRA ADEQUADA. III – Resolva (use folha avulsa) 20. o intervalo de tempo entre a emissão e a recepção de um pulso sonoro é de 4 segundos. 24 ( ) Lente convexo – côncava 25 ( ) Lente biconvexa atenção : confira sua resposta na chave de correção . mas uma onda tridimensional não pode propaga-se em um meio bidimensional 6 ( F ) – As ondas mecânicas não se propagam no vácuo e. 77 . c( )HeF d. é necessário que haja um intervalo de 0. Um navio equipado com sonar verificou que.( ) C e G. CHAVE DE AVALIAÇÃO CORREÇÃO DA AUTO – Questões Respostas I–1 (V) 2 (F) – Para que percebamos dois impulsos sonoros . ( ) H e I . qual o comprimento dessa onda ? 22.12 segundo entre eles. O som propaga-se na água com velocidade de 450 m/s. Sabendo –se que a altura do mastro é de 4 metros. Uma onda propaga –se em uma corda com velocidade de 4 m/s . um mastro projeta uma sombra de 10 metros no mesmo instante em que uma haste vertical projeta uma sombra de 50 centímetros. além disso. ( ) H e I 19. NOS PARÊNTESES . é de 300 000 km/s. a velocidade das ondas eletromagnéticas. se a velocidade do som na água é de 1 450 m/s ? IV – RELACIONE A COLUNA DA ESQUERDA DE ACORDO COM OS DESENHOS A DIREITA ESCREVENDO. ( ) C e E.d. A amplitude da onda é dada pelos pontos a. no vácuo.

temos: h s 4 = 10 ⇒ 10h = 2 ⇒ h = 0. ( x ) H e I Dados : Sombra do mastro S = 10 m Sombra da haste s = 50 cm = 05. quando raios de luz de cruzam . ( x ) C e G d. T .2 m h 0. ( x ) ocular b. cada um deles segue seu trajeto como se os outros não existissem. seja ela convergente ou divergente. Dados v = 4ms Resolução : Sendo λ = v . Dados : v = 1 450 m/s Resolução Sabemos que o menor intervalo de tempo para que se possa percorrer o eco e de 0. m Altura do mastro H = 4m h = ? Resolução Usando a relação H = S .1 78 T = 2s λ= ? . não sofre nenhum desvio . T ⇒ λ = 4 .: a altura da haste é de 20 centímetros. ( x ) objetiva b. basta substituirmos os valores na equação λ = v .: a onda mede 8 metros. ( x ) transversal a. (V) (V) (V) (F) – De acordo com o princípio da independência dos raios de luz.5 resp. (V) (V) d.7 8 9 10 11 12 13 14 II – 15 16 17 18 19 III – 20 (V) (F) – Qualquer raio luminoso que passa pelo centro óptico de uma lente.2 ⇒ λ = 8m resp.

IV – 24 25 (F) (A) ELETRICIDADE Nestas atividades de ensino.IDENTIFICAR CARGA ELÉTRICA. Como a velocidade do som na água é 1450 m/s . Como a palavra grega que significa âmbar é elétron. Thale de Mileto observou que um pedaço de âmbar. o tempo gasto para encontrar o fundo foi de 2 s ( : 2 ) . Observa-se que os corpos pertencentes a cada um dos grupos repelem –se uns ao outros. em dois segundos o pulso percorreu 2 900 m ( 1 450 . a pessoa deve estar a uma distância de 145 m ⇒ 2 = 72 . somente a partir do século XV é que começaram a ser feitas observações sistemáticas e cuidadosas a respeito dos fenômenos elétricos. foram feitas pelos gregos. como pedaços de palha e sementes de grama . .1 ) . eletricidade. Carga elétrica positiva e negativa Realizando –se experiências com vários corpos eletrizados.5 m Resp: a menor distância deve ser de 72.: a profundidade dessa região é 2 900 metros . MATERIAIS ISOLANTES E CONDUTORES . relacionadas com os fenômenos elétricos. 79 . No entanto. RESISTÊNCIA ELÉTRICA. TIPOS DE ELETRIZAÇÃO. constituído pelos corpos que se comportam com uma barra de borracha atritada com um pedaço de lã e que dizemos que estão eletrizados negativamente ou que possuem carga negativa.). o que nos faz concluir que : EXISTEM DOIS TIPOS DE CARGAS ELÉTRICAS : CARGAS POSITIVAS ( + ) E CARGAS NEGATIVAS ( . CORRENTE ELÉTRICA. eletrização. 2 ) . foram surgindo para fazerem referências aos comportamentos semelhantes ao do âmbar. 0. AS CARGAS ELÉTRICAS DE MESMO SINAL SE REPELEM E AS DE SINAL CONTRÁRIO SE ATRAEM . constituído pelos corpos que têm comportamento igual ao de uma barra de vidro atritada com seda e que chamamos de corpos eletrizados positivamente 9 adquiriram carga elétrica positiva) e outro. você vai ler textos e resolver exercícios que lhe permitirão: 1 .segundo e com nesse intervalo de tempo a onda sonora percorre 145 metros ( 1 450 . Resolução : A resolução é idêntica ao exercício anterior : se o pulso sonoro gastou 4 segundos para ir ao fundo e voltar . etc. adquiria a propriedade de atrair corpos leves. verificou-se que eles podem ser separados em dois grandes grupos : um .5 metros. Resp. mas atraem os corpos do outro grupo. AS LEIS DE COULOMB E DE OHM. vemos estudar as cargas elétricas em repouso ( eletrostática ) e em +movimento ( correntes e circuitos elétricos ). Dados : t = 4s v = 1 450 m/s . 2 – INTERPRETAR CIRCUITOS ELÉTRICOS E ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES . Neste módulo. FENÔMENOS ELÉTRICOS A eletricidade é a parte da física que estuda os fenômenos de natureza elétrica. As primeiras descobertas das quais se tem notícia. os termos eletrizado. após ser atritado com uma pele de animal.

o que acontece uma separação de cargas elétricas.A experiência que se faz quando se passa um pente seguidamente nos cabelos e logo após . não se deslocam por simples atrito. se constituem de prótons (partículas com carga positiva). Nos metais.  pelo atrito. cada uma das partes se apresentará carregada eletricamente: uma positiva (a da direita) e outra negativa (a da esquerda). porque certos materiais têm a capacidade de bloquear os efeitos elétricos. ferramentas com proteção de borracha e . porque os prótons. a aproximação dos corpos. até mesmo. de forma que fiquem juntas (veja a ilustração) e aproximarmos um bastão carregado positivamente do lado esquerdo da esfera (B). afastamos rapidamente a meia esfera da direita. ou seja. apenas . suspensas por dois fios de seda. _que. normalmente. Com essas precauções evita-se a possibilidade de um choque. demonstra um dos tipos de eletrização : a eletrização por atrito . podemos dizer que : Há dois tipos de eletrização : eletrização por atrito. separando-a da metade da esquerda (C). perderá elétrons o átomo que exercer menor força sobre eles. Se.  o atrito é uma maneira de se fazer com que os átomos de dois corpos interajam. neste instante. ISOLANTES E CONDUTORES As pessoas que trabalham com eletricidade usam. por estarem no núcleo do átomo. Então . sapatos com sola de borracha. e eletrização por indução. apenas os elétrons podem ser trocados entre dois corpos. conhecida como eletrização por indução. como se pode ver por essa experiência: se colocarmos duas metades de uma esfera metálica (A). 80 . as cargas negativas dos átomos têm a capacidade de se movimentar no interior do material. carregada positivamente. deixando a metade da direita com falta de elétrons. o número total de prótons e de elétrons não se altera. Lembre-se de que :  no processo de eletrização. os elétrons do metal serão atraídos para este lado. neutros (partículas sem carga) e elétrons (partículas com carga negativa). luvas de borracha ou plástico. onde é necessário. Você sabe que os corpos são constituídos por átomos. existe uma outra forma de eletrização que é observada em certos materiais . Mas não é o atrito a única forma de eletrizarmos um corpo. onde há necessidade de contato entre os corpos. o colocamos próximo a pedacinhos de papel ( você já viu que o papel é atraído pelo pente) . por sua vez.

São exemplos de isolantes a porcelana. Ou seja : F = k . q1 e q2 são as duas cargas elétricas é r e a distância entre as cargas. q1 q2 R2 Onde: F é a força de atração ou repulsão k é uma constante de proporcionalidade denominada constante dielétrica do meio. descobriu a relação matemática que descreve. 109 Nm2 C2 Onde: N = newton m = metro C = coulonb ( unidade de carga elétrica no S. Ao contrário dos isolantes. ou seja : CONDUTORES NÃO MATERIAIS QUE PERMITEM A TRANSMISSÃO DE ELETRICIDADE . por terem elétrons livres. o plástico. mas como normalmente as experiências são realizadas no vácuo. vamos utilizar no nosso curso. quantitativamente. os condutores são materiais que. Charles Coulomb. Muitos valores de k são conhecidos. o papel.I ) 81 . o vidro . apenas esse valor . Os metais são os melhores exemplos de condutores . a borracha. que no SI ( sistema internacional de medidas ) é : K = 9 . após estudar as interações entre os tipos de cargas. possibilitam o movimento de cargas no seu interior .Assim : Isolantes ou Dielétricos são materiais que dificultam a transmissão de eletricidade. etc. a madeira. as forças de atração e repulsão entre elas: A FORÇA DE ATRAÇÃO OU REPULSÃO ENTRE DUAS CARGAS ELÉTRICAS É DIRETAMENTE PROPORCIONAL AO PRODUTO DAS CARGAS E INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE ELAS. Um físico francês .

Assim. os valores de F e q são dados em newton (N) e coulomb ( C ) . conforme enunciado na lei de Coulomb. chamado de vetor campo elétrico e que tem as seguistes características O módulo. conhecendo-se os outros dois . Quando se consegue fazer com que esse elétrons se desloquem em um mesmo sentido. para obtermos uma corrente elétrica. apoiada em u suporte isolante. CORRENTE ELÉTRICA Já sabemos que nos metais os elétrons livres existem em grande número e que percorrem o material em trajetórias desordenadas. Consideremos o espaço ao redor da esfera. a unidade para a medida de E será N/c ( newton por coulomb ). CORRENTE ELÉTRICA É O MOVIMENTO ORDENADO DOS ELÉTRONS DE UM MATERIAL EM UMA TRAJETÓRIA DEFINIDA . 82 . Para explicar o mecanismo de ação dessas força. Como. q . em física. q onde: F é módulo da força F. observe que da expressão E = F . A essa região do espaço que envolve a esfera. chamamos campo elétrico. foi introduzido. O campo elétrico pode ser representado em cada ponto do espaço.CAMPO ELÉTRICO Acabamos de estudar que a força elétrica se manifesta a uma certa distância . no sistema SI. por um vetor. é dado pela expressão E= F . é fácil deduzir que . cujas intensidade variam de acordo com a distância da esfera ( comprovando a lei de coulomb ) . Suponhamos que as duas esferas ao lado estejam carregadas eletricamente uma com carga positiva e a outra negativa – e que a distância que as separa não permita que apareça uma força de atração entre elas. Ao explorarmos a região com o auxílio de uma carga puntiforme positiva q. nesse sistema. usualmente simbolizado por E. ou uma carga puntiforme qualquer. que atua em uma carga situada em um ponto do campo e q é módulo da intensidade da carga sobre a qual está agindo a força F. que atua sobre uma carga positiva colocada no campo. o que nos permite calcular qualquer um dos elementos q da igualdade. o conceito de campo elétrico. eletrizada positivamente. devido aos choques de uns com outros. obtemos F = E . A direção e o sentido de E são dados pela direção e sentido da força F. como ilustrado a seguir . onde outras cargas ficam sujeitas a forças de origem elétrica. fazendo com que eles se movimentem em uma certa direção. temos o que se denomina corrente elétrica. denominado intensidade do campo elétrico. respectivamente. verificamos que ela sempre sofre a ação de forças. é necessário que tenhamos uma forma de orientar esses elétrons.

1V= 1 J . estaremos fornecendo caminho aos elétrons livres da esfera B. uma corrente elétrica atravessando o fio condutor. a unidade de medida é o joule/coulomb. significa que uma energia de 12 J é transferida para cada 1 C. DA REGIÃO ONDE HÁ ACÚMULO DE CARGAS NEGATIVAS PARA A QUE TEM ACÚMULO DE CARGAS POSITIVAS . Assim podemos concluir que : SOMENTE CIRCULARÁ CORRENTE ELÉTRICA ENTRE DOIS PONTOS SE HOUVER UMA DIFERENÇA DE POTENCIAL ENTRE ELES.- Se tomarmos um fio condutor e colocarmos suas extremidades nas duas esferas.+ + + + + + + - + + . por que são os elétrons e não os prótons . Termos . Chamamos de região de alto potencial àquela da qual a carga é repelida e de região de baixo potencial àquela para a qual a carga é atraída . O MOVIMENTO DOS ELÉTRONS SE DÁ DE UMA REGIÃO DE MAIOR POTENCIAL PARA UMA DE MENOR POTENCIAL. porque são cargas que pertencem ao núcleo do átomo e o núcleo do átomo é fixo. OU SEJA . toma-se o sentido da corrente elétrica com sendo contrário ao do movimento dos elétrons. denominada volt. formando uma corrente elétrica. enquanto que os elétrons se movimentam porque são livres. vimos que foi necessário haver um acúmulo de cargas positivas e negativas em duas esferas. através de um fio condutor.- . Quando dizemos que a bateria de um automóvel apresenta uma voltagem de 12 V. Assim. que se movimentam SENTIDO DO MOVIMENTO DOS ELÉTRONS SENTIDO CONVENCIONAL DA CORRENTE ELÉTRICA através de um fio condutor ? Você deve ter respondido que os prótons não se movimentam. que se desloca de um polo para outro. assim .. Pense e responda . que poderão atingir . Para quantificar o potencial e a diferença de potencial .. no sistema SI. 83 . as cargas positivas pelas quais são atraídos. C E isto significa que o campo elétrico transmite a cada carga de 10 uma energia de 1 J.. Isso visa a facilitar certos cálculos em eletricidade. Por convenção. dessa forma. Diferença de pontêncial Para que os elétrons passem através de um condutor.

agora. eletrostaticamente . que passarem pelo fio em uma unidade de tempo . pois. a diferença de potencial aplicada às extremidades do condutor. maior será a intensidade da corrente no fio. Assim enunciou a lei que leva o seu nome : A INTENSIDADE DE CORRENTE QUE PERCORRE UM CONDUTOR É DIRETAMENTE PROPORCIONAL Á DIFERENÇA DE POTENCIAL APLICADA ÀS SUAS EXTREMIDADES. um fio condutor que é percorrido por uma corrente elétrica. que recebe o nome de ampéres e é representada pela letra A. por esses condutores. a unidade de intensidade de corrente será dado por : 1C . tomando um condutor e submetendo-o a várias diferenças de potencial. Designando a intensidade pela letra i . por exemplo. podemos expressar esse conceito assim : i = q . 1 A = 1C . do campo. 1s 1s Blindagem eletrostática Consideremos uma seção de um condutor eletrizado. uma. Lei de Ohm. Com isso . Para que isso aconteça é necessário. percorrido por uma corrente de intensidade i. Dessa maneira.estão blindadas. podemos escrever. Consideremos. Representando por V.voltagem ou de alta – tensão . Diferença de potencial. apresentam-se envolvidas por capas metálica. Sabemos que as cargas elétricas tendem a se localizar em sua superfície externa e isso faz com que todos os pontos do interior do condutor – quer na parte material. isso que dizer que o campo elétrico realiza um grande trabalho sobre um dada carga que se desloca entre dois pontos desse fio ( a carga recebe.É muito comum alguém dizer que um fio é de alta . Quanto maior o número de elétrons. t Sabendo-se que no SI a unidade de carga é o coulomb e a de tempo é o segundo. que em sua cavidade ( no caso de ele ser oco ) – formem um campo elétrico nulo. simplesmente intensidade. definimos uma outra grandeza: a intensidade de corrente elétrica ou . já sabemos. É por isso que algumas válvulas e outra peças de um aparelho de IV. que entre os pontos A e B haja. uma cavidade no interior de um condutor é uma região que não será atingida por efeitos elétricos produzidos externamente. verificou que a intensidade da corrente elétrica variava proporcionalmente com a diferença de potencial nos terminais do condutor. Consideremos um fio condutor . desta forma . V = constante i 84 . uma grande quantidade de energia em seu deslocamento ) . Um cientista chamado Ohm.

em maior ou menor grau. atravessem estes condutores. ou seja : R ~  Onde R é a resistência do condutor e  o seu comprimento. ela percorrerá a mesma distância. Seja um fio metálico condutor. 1A que recebeu o nome de 1 Ohm e que é representada pela letra grega ômega : 1 Ohm = 1 Ω = 1 V . por unidade de tempo. A essa constante de cada material foi dado o nome de resistência elétrica. o espaço disponível para esta carga se mover é menor do que no de área a2. para o caso dos condutores 1 e 2. R. O outro fator que influi no valor da resistência de um condutor é a sua área de seção transversal. nota-se que para um dado condutor. sua resistência dependerá de dois fatores importantes : o comprimento e a área do condutor .Ohm notou. então . Se uma mesma quantidade de carga atravessar os dois condutores. mas no condutor de área a1. será mais fácil para as cargas elétricas percorrerem o condutor 2 pois a distância a ser percorrida é menor . i Experimental. então . sua unidade de medida no SI será dada por : 1V. Examinemos o caso de dois condutores. maior será a dificuldade que as cargas encontrarão para atravessá-lo . também . Podemos. Assim. Vamos estudá – los. uma seção transversal do condutor. terão que percorrer respectivamente as distância 1 e 2 . escrever: 85 . a resistência de um condutor é dada pela relação entre a diferença de potencial nos terminais deste condutor e a corrente que o percorre : R=V . uma certa resistência elétrica . Como todos os materiais existentes apresentam. mas com áreas de seção transversal diferentes : a1 < a2. a constante tinha um valor distinto. com o mesmo comprimento (1 = 2 ) . Para que as cargas elétricas que se movem em dois condutores. 1A RESISTÊNCIA ELÉTRICA Como você já aprendeu. quando maior for o condutor. feitos do mesmo material. no condutor mais fino. A intensidade de correntes i que percorre o condutor é a medida da quantidade de carga que atravessa. podemos escrever a equação da lei de Ohm das seguintes formas : V = R ou V = i R i sendo R o quociente entre a diferença de potencial ( V ) e a intensidade da corrente ( i ) em um condutor. de comprimento  e seção transversa de área a . com a mesma área de seção transversal a e de comprimento 1 e 2 ( sendo 1 >2 ). que para cada material . feitos do mesmo material. Assim. a carga encontrará maior oposição à sua passagem do que no condutor de maior diâmetro. sendo essa uma propriedade do material do qual é feito o condutor.

Existem materiais condutores nos quais as cargas encontram maior oposição à sua passagem do que em outros. Sabemos que cada material condutor apresenta características diferentes.5 x 10 –5 1. de acordo com a sua constituição . a unidade de resistividade do material será dada por : P = ( unidade de resistência ) . Se introduzimos na relação : R =  a a constante de proporcionalidade P. dois condutores de mesmo comprimento e mesma área de seção transversal apresentarão resistências diferentes. Assim. damos alguns desses valores . m ) 2.8 x 10 –8 1.8 x 10-8 1. ( unidade de área ) ( Unidade de comprimento ) P = Ω .6 x 10 –8 1. A RESISTÊNCIA DE UM CONDUTOR É DIRETAMENTE PROPORCIONAL AO SEU COMPRIMENTO E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À ÁREA DE SEÇÃO TRANSVERSAL . Isso é expresso pelo valor da resistividade P que cada material apresenta . teremos uma igualdade: R = P  a No sistema internacional de medidas. m m A resistividade de vários materiais já foi determinada . Na tabela a seguir.8 x 10 – 7 5.0 x 10 –7 4. m2 ⇒ p = Ω .6 x 10 –8 86 .4 x 10 –7 7. SI . denominada resistividade do material.7 x 10 – 8 3.R = 1 Resumindo as duas conclusões anteriores. se forem feitos de material diferentes. temos : a R =  a que representa a relação de proporcionalidade entre a resistência de um condutor e o seu comprimento e a área de seção transversal . Material Alumínio Cobre Carbono Ferro Manganina Níquel Prata Aço Tensgstênio Resistividade ( em Ohm .

6 .( ) 18A 87 . nesse caso. II – Assinale com um X nos parênteses . ELETROSTÁTICA E RESISTÊNCIA SE VOCÊ TEM ALGUMA DÚVIDA.3 . 10-2C e q2 = -5 . 11. V OU F. durante um tempo de 30 segundos. DIFERENÇA DE POTENCIAL. 1. 7.( ) A resistência de um condutor depende do seu comprimento e da sua área 3. 2.( ) No processo de eletrização. 10 –4 N c ( ) 5.Exercícios: FAÇA A VERIFICAÇÃO DO QUE VOCÊ APRENDEU DO ESTUDO DO TEXTO.  QUAIS SÃO OS TIPOS DE ELETRIZAÇÃO  QUE SÃO ISOLANTES E CONDUTORES  QUAIS SÃO AS LEIS DE COULOMB E OHM  OS CONCEITOS DE CORRENTE ELÉTRICA.( ) A direção e o sentido do vetor campo elétrico são dados pela direção e sentido da força que atua sobre uma carga positiva colocada no campo. a única alternativa correta em cada questão .3 .( ) 0. é : a ( ) 0. vale: a. 8.( ) Dielétricos são materiais que dificultam a transmissão de eletricidade . VOLTE AO TEXTO ANTES DE TENTAR RESPONDÊ-LO CONFIRA SUAS REPOSTAS NA CHAVE DE CORREÇÃO .( ) Uma cavidade no interior de um condutor não é atingida por efeitos elétricos produzidos externamente . RESPONDENDO ÀS QUESTÕES QUE SE SEGUEM. 9. 1 ( ) A intensidade de corrente que ocorre num condutor é diretamente proporcional à diferença de potencial aplicada às suas extremidades. 10 –4N b ( ) 0.( ) Há dois tipos de carga elétricas : cargas positivas e cargas negativas. BLINDAGEM. 104 N 2 . 10 5N d ( ) 0. 10-2C estão no vácuo. A intensidade da corrente. há um aumento no número total de prótons. 4. CAMPO ELÉTRICO. passou uma carga de 60 C. 5. VOCÊ DEVE SABER :  QUAIS SÃO OS TIPOS DE CARGAS ELÉTRICAS. Duas cargas q1 = -3 . ESCREVA NOS PARÊNTESES.( ) Uma região do espaço onde cargas elétricas ficam sujeitas a força de origem elétrica é chamada de campo elétrico. A força de repulsão entre elas. sendo K = 9 .( ) Cargas elétricas de mesmo sinal se atraem e de sinais contrários se repelem.( ) Há dois tipos de eletrização : por atrito e por indução.( ) Na eletrização por indução há necessidade de contato entre os corpos. 10 9 Nm2/c2. PARA ISSO.5 A b. CONFORME AS AFIRMATIVAS SEJAM VERDADEIRA OU FALSA. Por uma seção de um condutor. INTENSIDADE DE CORRENTE.( ) A força de atração entre duas cargas elétricas é diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas.4 . 6. 10. separadas por uma distância de 5 metros. 12.

15 . 10 9 Nm2 / c2 q2 = . ( -5 . 10 9Nm2 . 9. II – 1. 8.( F ) .4 . então : F = K q1 . 4.(V).No processo de eletrização . 105N 25 2. 10 9 Nm2 . 10 –4N 25 F = 5.c.d. Sua resistência é de . 10-2C ) . 11.(V). 10-4C2 C2 25m2 F = 9 . temos: 88 . 6. 10 –2C distância = 5 m resolução : pela lei de Coulomb. 3. é percorrido por uma corrente de 0. 105N dados : q1 = -3 .( ) 2. Um condutor.( V).( ) 2A 3.5 . 2. o número de prótons e de elétrons não se altera.( ) 1Ω d.(V).( F ) – Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais contrários se atraem. q2 R2 F = 9 . 10-2C K = 9 .1Ω 1 – Chave de correção I– 1.(V).( F) – O tipo de eletrização que necessita de contato entre os corpos é a eletrização por atrito.( V). 5. 109 .( ) 0. ( -3 . o que acontece é uma separação das cargas elétricas.( ) 3A d.4 . quando submetido a uma diferença de potencial de 5V.5 A. 12. 10-2C ) C2 (5m)2 F = 9 .5Ω c.(x) 2 A Dados : t = 30s q = 60 c Resolução : do conceito de intensidade de corrente. a.(V).(x) 5. 7. 10. 105N ⇒ F = 135 .( ) 10Ω b. 15 .c.(V).(V). a força de repulsão entre as duas cargas será diretamente proporcional ao produto de suas cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas.

são chamadas de resistores e têm a finalidade de reduzir a passagem de corrente elétrica em determinados caminhos de um circuito elétrico. diferença de potencial (V) = 4V. 2.5 A diferença de potencial V = 5V Resolução : pela lei de Ohm . 3 4 e 1 .5 A . Essa peça . Estudemos. (x) 10Ω Dados . notamos que entre os pontos 1 e 2 há uma diferença de potencial V. a representação de um circuito elétrico no qual temos um resistor R ligado aos terminais de um gerador V. agora . Veja. Ao conectarmos um gerado a condutores . por exemplo .R 5 V = 0. t substituindo. 3 e 4 .i = q . que representam condutores de resistência desprezível. onde assinalamos os pontos 1 . Observando esse circuito. a . As setas indicam que a corrente circulará percorrendo os pontos 2 . temos : V = i R. nas quais encontramos resistência concentradas.5 A R = 10 V/A R = 10Ω CIRCUITOS ELÉTRICOS Existem peças especialmente construídas para oferecer resistência á passagem de corrente. composto de dois pólos que se encontram a uma determinada diferença de potencial. nessa equação . 0. de forma a possibilitar circulação de corrente. os valores dados : i = 60 C 30s i = 2 C/s i = 2A 3. entre 3 e 4 . no qual temos : resistência (R) = 2Ω. Substituindo os valores conhecidos : V=i. uma resistência R e entre 2 e 3 e 4 e 1 temos trechos de linha reta. 89 . algumas representações que serão muito usadas neste texto:  Resistores:  Geradores ou fontes: ou Veja. R R = 5V . Já aprendemos que é necessário uma diferença de potencial entre dois pontos para que entre eles circule uma corrente elétrica. i = 0. temos o que se chama de circuito elétrico. agora. Essa diferença de potencial pode ser conseguida utilizando-se de um elemento chamado gerador elétrico. o circuito ao lado.

lembra-se ?) A diferença de potencial entre os pontos 1 e 2 será: V1.2 = 0 V A diferença de potência entre os pontos 2 e 3 será : V2.3 = i .3 = 2Ω . 2 V2. então 1 V = 1Ω) 1Ω Associação de Resistores A grande maioria dos circuitos utilizados na prática é constituída por um gerador e um grande número de resistores ligados uns aos outros . 2Ω i = 4V 2Ω i = 2 A ( a unidade de intensidade é o ampére . Vejamos os tipos de associação que podemos fazer com os resistores : 90 .2 = 2 A .O valor da intensidade de corrente será dado pela lei de Ohm : V=i R 4 V = i .2 = 2 A . 0 V1.3 = 4 V (1 A = 1 V .2 = i R V1.3 = 4 Ω . R V2. então V1. V2. R mas entre 1 e 2 a resistências é desprezível .

5. V6. V 2. R4 = 6A . V4.5 Ω.ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE A associação dos resistores em série .9 = 18 V Repare que.5 Ω + 3Ω ⇒ R = 8. R1 = 6A . Então . circuito ficaria assim: 91 . nos extremos de cada resistor. se . vemos calcular as diferenças de potencial V2. a resistência elétrica equivalente é igual a soma das resistências elétricas da associação ( em série ).7 e V 8. como na figura . deveríamos fazer R = R1 + R2 + R3 + R 4 ⇒ R = 3Ω + 1. se os resistores têm valores do diferentes.9 = I . Se fosse necessário substituir todo o conjunto de resistores por um único capaz de produzir o mesmo efeito elétrico que a associação dos outros produz.3 = 18 V V4. o nosso. ou seja. R 3 = 6A .3 = i .  A soma da direrença de potencial em cada resistor égual á diferença de potencial fornecida pelo gerador ou fonte. 1Ω V 8. 1. a diferenças de potencial nos extremos de cada um deles é diferente. R2 = 6A .5 = 9V V6. exceto para resistores iguais. R1 = R4 = 3Ω R2 = 1 .5 Ω V 6.5 = i . 3 Ω V 4. e distinta. Assim.7 = i .9. 5 Ω R3 = 1Ω. no circuito ao lodo. temos i = 6 A. apresenta as seguintes características :  a corrente i que atravessa cada trecho do circuito e a mesma  a diferença de potencial. Ω V2.7 = 6V V 8.3.

exceto em resistores de mesmo valor. em cada resistor será distinta. supondo que R1 = 1Ω.R2 e R3 estão ligados entre os pontos 1 e 2. ao atingir o ponto 1 . R3 = 4Ω e que o gerador tenha uma voltagem de 10 v em seus terminais. Podemos concluir que no resistor de maior valor teremos a menor corrente e viceversa. mesmo para resistores de valores diferentes A intensidade de corrente.5 ⇒ 17. teremos : i1= 10 V ⇒ I1 = 10 A 1Ω i2 = 10 V ⇒ i2 = 5A 2Ω i3 = 10 V ⇒ i3 = 2. 92 . assim a diferença de potencial em cada resistor é igual a diferença de potencial nos terminais do gerador. dividir –se – á em três parcelas que atravessarão as resistências. Vemos que os resistores R1 . R2 = 2Ω. Na associação em paralelo. 5 . a resistência equivalente e dada por .5 A 4Ω i = 10 . 2.ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO Uma associação de três resistores em paralelo entre dos pontos a e b tem as seguintes características : A diferença de potencial em cada resistor e a mesma . pois cada um dos pontos 1 e 2 está ligado a um terminal do gerador.5 A Isso acontece porque a intensidade da corrente. Dessa forma.

1 = 1 + 1 + 1 . Entretanto. Isso é possível com o uso da equação: P=i. Veja : S Sendo: i = 1A = 1 C s e V=1V = 1 J . em nossas residências. Os aparelhos elétricos não consomem corrente elétrica . maior será a corrente total que passará pelo medidor de energia elétrica situado na entrada da residência. As Lâmpadas de uma árvore de Natal.V Onde: P é a potência desenvolvida pelo trabalho i = e´a corrente elétrica V é diferença de potencial a que esse aparelho é submetido . C 93 . conseqüentemente. normalmente . menor será a resistência equivalente do conjunto e. sem que os demais aparelhos elétricos sejam desligados . ligados entre os dois fios. a interrupção da corrente em qualquer ponto fará com que esta corrente seja interrompida em todos os elementos do circuito. Ao passar por eles. sabemos que é possível apagar uma lâmpada qualquer . são ligadas em série e quando qualquer uma delas se queima. Isso acontece porque a instalação elétrica de uma residência e feita em paralelo. podemos concluir que o valor de R R R 1 R2 R3 É menor do que o valor de qualquer uma das resistências da associação . por exemplo. Muitas vezes temos necessidade de conhecer a potência desenvolvida por um aparelho elétrico . cada uma de 60 Ω . Analisando essa expressão. também . A POTÊNCIA DESENVOLVIDA POR UM APARELHO ELÉTRICO É IGUAL AO PRODUTO DA DIFERENÇA DE POTENCIAL A QUE É SUBMETIDA PELA INTENSIDADE DE CORRENTE QUE O PERCORRE. a resistência equivalente será : 1 = 1 + 1 ⇒ 1 = 2 ⇒ 1 = 1 ⇒ R = 30Ω R 60 60 R 60 R 30 Quando os elementos de um circuito elétrico estão todos ligados em série. Entre os fios A eB e mantida uma diferença de potencial que. Assim se associarmos em paralelo duas resistências iguais. Na figura. estão submetidos a mesma voltagem. pois a corrente deixará de circular em todas elas. que quanto maior for o número de aparelhos elétricos ligados. a corrente perde energia (que aparecerá sob outras formas) acontecendo. então uma variação na energia dessa corrente mas não na sua intensidade . A unidade de potência no SI é o W ( watt = J ) . todas as demais se apagam. é de 110V ou de 220V. Notamos.

......... (V) verdadeiro ou (F) falso conforme o conteúdo das afirmações . RESOLVENDO OS EXERCÍCIOS.. a diferença de potencial....... se o gerador tem uma voltagem de 12V e R1 = 2Ω e R2 = 4Ω Chave de Correção .......... ( use folha avulsa ...( ) conectando um gerador a condutores de forma a possibilitar a circulação de corrente...P = i .. R1 = R2 = 3 Ω .... 1. AGORA .. 1 J C 1P =1 J .. II – Escreva ns parênteses . então .... haverá um campo magnético no espaço em torno desse fio.. Qual a intensidade da corrente em cada um dos resistores do circuito ao lado... temos um circuito elétrico.. CONFIRA SUAS RESPOSTA NA CHAVE DE CORREÇÃO .... 3.. exercendo sobre ela uma força magnética.. os sinais e representam um . temos : i = 6 A........ um campo magnético que atuará sobre outra carga também em movimento. nessa região.. e distinta. No circuito ao lado.... como sabemos . III – Resolva. 1......... O sinal representa um ....... mesmo para resistores iguais.. A VERIFICAÇÃO DE SUA APRENDIZAGEM. ou .. 1V . V3......... pois.. chamamos ........ 2. As peças especialmente construídas para oferecer resistência á passagem de corrente..... De modo semelhante.( ) Em uma associação de resistores em série.. VOCÊ DEVE SABER :  COMO INTERPRETAR CIRCUITOS ELÉTRICOS  QUAIS OS TIPOS DE ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES  O QUE É CAMPO MAGNÉTICO CASO TENHA ALGUMA DÚVIDA. ficam sujeitas a forças de origem elétrica... 1P = 1 C S . cria ... Conclui-se..2 .. que se existir uma corrente elétrica passando por um fio.. ..... VOLTE AO TEXTO ANTES DE TENTAR RESPONDER AOS EXERCÍCIOS. I –Complete as lacunas corretamente. V4....... 1P = 1i ......... V.......3.4 .. s Você aprendeu no texto 1 que uma carga cria ao seu redor um campo elétrico e que outras cargas........... no espaço em torno dela. nos extremos de cada resistor .. PARA ISSO.. 94 . em movimento .........) 1.( ) Em uma associação de resistores em paralelo..5 2.. R3 = 1 Ω Calcule as diferenças de potencial V1...... EXERCÍCIOS FAÇA .. V2. a corrente que atravessa cada trecho do circuito e a mesma. 3............... uma corrente elétrica e constituído por cargas elétricas em movimento.... uma carga q.. 2.

I – Escreva.Dados : i = 6 A.( ) somente circulará corrente elétrica entre dois pontos se ambos forem regiões de alto potencial .( ) Uma região de alto potencial é aquela onde há acumulo de cargas negativas. se julgar verdadeiro ou F.5 = 6A . R2 = 4Ω e V = 12 V Resolução : sendo i = V .( ) A intensidade de corrente elétrica é uma grandeza que define a quantidade de elétrons que passa por um condutor em um determinado intervalo de tempo. se julgar falso o conteúdo das afirmações . II – 1.4 = 6A . Dados : R1 = 2Ω. III – 1. 0 ⇒ V4.3 = 6A . não há necessidade de contato físico entre os corpos e ocorre uma diminuição no número total de prótons dos dois corpos . 3.(V).3 = 18V V3. nos parênteses.4 = 6V V4.(F) – Em uma associação de resistores em paralelo.( ) Existem dois tipos de cargas elétrica: cargas positivas e cargas negativas .( ) Na eletrização por atrito há necessidade de contato físico entre os corpos e ocorre. 6. ( ) Corrente elétrica é o movimento ordenado de elétrons de um material em uma trajetória definida 7. mesmo para resistores diferentes.( ) Cargas elétricas de mesmo sinal se atraem e de sinais contrários se repelem. você finaliza o estudo da série de física. 3 Ω ⇒ V 1. 5. 3Ω ⇒ V2. 4.I – 1. As peças especialmente construídas para oferecer resistência á passagem de corrente. a diferença de potencial . (V). nos extremos de cada resistor e a mesma.5 = 0V 2.R3 = 1Ω Resolução : A diferença de potencial é dada por V = i . 1Ω ⇒ V3. R1 = R2 = 3Ω . 3. apenas. 8.( ) A cavidade interior de um condutor oco é uma região que não é atingida por efeitos elétricos produzidos no seu exterior 95 .R Então : V1. 1.2 = 6A . 2. 2. ( ) Na eletrização por indução.( ) Dielétricos são materiais que dificultam a transmissão de eletricidade. 3.temos : R i 1 = 12 V ⇒ i1 = 12V ⇒ i1 = 6A R1 2Ω I2 = 12 V ⇒ i2 = 12V ⇒ i2 = 3A R2 4Ω Com este modulo . 2. 10. O sinal representa um gerador ou fonte. V. a troca de elétrons entre os dois corpos. Os sinais e representam um resistor. chamamos resistores . 9.2 = 18V V2.

( ) 4Ω e 200V c. 10 –4N c.R III . A intensidade do vetor campo elétrico em um determinado ponto P de um campo elétrico é igual a 4 .10-8C estão separadas por uma distância 3 centímetro. q2 r2 D–V=i . 109 Nm2/C2 14. A intensidade da força de repulsão entre elas. a. 10 –3N b. a.104N/C. Na associação esquematizada ao lado.023 . A intensidade da força elétrica que agirá sobre uma carga q = 2 .5Ω e 100V d. Um resistor e um gerador são representados. respectivamente .( ) 15 A e 45 V b. Duas cargas elétricas puntiformes q1 = 1.( ) 0. II – Relacione as colunas escrevendo .( ) 6 .( ) 18 A e 30V c. sendo R1 = 2Ω R2 = 3Ω suas resistências. a única alternativa correta em cada questão 18. a letra adequada .( ) 4 . respectivamente. 13. A resistência equivalente à associação e a diferença de potencial entre os pontos X e Y são.( ) Uma corrente elétrica. 12.Relacione a coluna da esquerda de acordo com a figura da direita escrevendo nos parênteses a letra adequada. por 19.( ) 2 .( ) Sentido convencional da corrente elétrica IV – Assinale.( ) 18 A e 15 V 20. todos os resistores têm resistência elétrica R=20 Ω . A intensidade da corrente e a diferença nos terminais do segundo resistor são .( ) 2Ω e 200V b. nos parênteses.( ) 2 .( ) 8 .( ) 8 . com um x nos parênteses .( ) Sentido do movimento dos elétrons 17. 16. é a.( ) 2Ω e 200V 21.10-7C colocada nesse ponto P será a. se k = 9 .( ) Equação da lei de Ohm C – F = k q1 . 10-8 C e q2 = 2 .( ) Constante dielétrica do vácuo B – N = 6. 109Nm2/C2. passado por um condutor . associam-se em série dois resistores. 1023 15. A diferença de potencial medida entre os terminais do primeiro e de 30 V. A intensidade da corrente indicada e i = 10 A. 10-4N 96 . ( ) Equação da lei de Coulomb A – k = 9 . 10-3N 22. 103N d. maior a resistência á passagem de uma carga. respectivamente.( ) quanto maior o diâmetro de um condutor. cria em torno dele um campo magnético .11. 104N b.( ) 15 A e 30 V d.

Um fio metálico tem comprimento L = 200 cm e área de seção transversal a = 4 .Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais contrários se atraem.( ) 20Ω c.( ) 8 . 5 (V) 6 (V) 7 (F) – Somente circulará corrente elétrica entre dois pontos se entre eles houver uma diferença de potencial. 3 (V) 4 (F) – Na eletrização por indução.( ) 12 Ω Atenção : Confira suas respostas na Chave de Correção . 24. 10 -5Ω cm. 10-3N As questões 23 e 24 referem-se a tabela ao lado.( ) 4 . a 12 (V) II – 13 14 15 III(C) (A) (D) 97 . menor a resistência a passagem de uma carga : R = 1 . não há necessidade de contato físico entre os corpos e. a resistência desse a. no processo de eletrização .( ) apenas o condutor 2. o corrente só circula de uma região de alto potencial para uma de baixo potencial. 103N d.( ) 5Ω b. 8 (V) 9 (V) 10 (V) 11 (F) – Quanto maior o diâmetro do condutor.( ) 4Ω c. c.( ) os condutores 1 e 2.( ) os condutores 2 e 3 . O(s) condutor(es) que esta(ão) de acordo com a lei de Ohm é (são ) a. 10-4cm2 . ou seja. QUESTÕES RESPOSTAS I1 (V) 2 ( F ) . b.( ) apenas o condutor 3.c.Sendo a resistividade do material igual a 2 .( ) 4Ω 25. A resistência do condutor 2 é a. d.( ) 8Ω.( ) 10Ω d. 23. b. o número total de prótons não se altera.( ) 8Ω d.

03 = 3 x 10-2 m d. (1 . 109Nm2 . 10 –16 C2 9 . 10-16 .2 = i R Então : 30V = i .4 = 45V 20 b. 2 . 10 –7 C Resolução : Sabemos que : E = F . 10 N 10-4 F = 109 . 20 . (x) 8 . 20Ω ⇒ Vx. d .16 17 IV – 18 19 (A) (B) – por convenção. 104 N/C q = 2 . 104N ⇒ F = 2 .y = 200 V 21 a . 10-8C ) ⇒ F = 109N . 2Ω ⇒ i = 15 A . então : Vx. 10 –3N dados : E = 4 .y = i .y = 10 A . 109Nm2 /C2 resolução : pela lei de Coulomb. temos: F = k q1 . (x) e ⇒ um resistor pode ser representado por a.2 = 30V ou Resolução ( observe o circuito ): Sabemos que V1. ( 2 . 10-8C. 2 . o sentido da corrente elétrica é considerado como sendo contrário ao do movimento dos elétrons. Q 98 22 . q2 r2 então : F = 9 . q = 2 . ( x ) 2.(x) 15A e 45 V Dados : R1 = 2Ω 2 R2 = 3Ω ddp 1. 10-4M2 10-4 9 -16 4 F = 10 . R ⇒ Vx. (x) 4Ω e 200V ⇒ resolução : A resistência equivalente a vários resitores associados em paralelo é dada por : 1 = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 ⇒ 1 = 5 1 ⇒ 1 = 5 ⇒ P = 20 ⇒ R = 4Ω R R1 R2 R3 R4 R5 R 20 R 20 5 A diferença de potencial entre os pontos x e y será dada pela diferença de potencial em cada resistor. 10 . 3Ω ⇒ V 3. 10-3N Obs : 3 cm = 0. 10-3 N ⇒ dados : q1 = 1 . 10 –8C ) . 10 –8C r = 3 cm e k = 9 .

10-3N –7 2 . 10-5 Ω ⇒ R = 10Ω BIBLIOGRAFIA A CONSULTAR 99 .Então : 4 .5 1 1. 10-5 Ω cm R = p . 10 –4 cm2 Resolução : sabemos que P= 2 . l ⇒ então a 100 R = 2 . 10-2 C ) ⇒ F = 8 . 10 C C 23 d . V = i R ou R = V . 104N = C F ⇒ F = ( 4 . (x) os condutores 1 e 2 sabemos que. temos : 5 ≠ 10 ≠ 20 ≠ 30 . 104N ) .5 2 para o condutor 2 . 104 ⇒ 4 . 104Ω ⇒ R = 106 . 104 R = 10 –5 . a = 4. 200 cm ⇒ R = 10-5Ω . i para o condutor 1. 10-4cm2 2 R = 10 –5 Ω . então . 102 . 100 . ( 2 . 1 4 9 16 observa-se . 10 -5Ω cm . 100 . temos : 15 = 25 = 30 = 40 = 5 3 5 6 8 Para o condutor 3. de acordo com a lei de Ohm. 24 a. ( x ) 10Ω Dados : L = 200Cm. que os condutores 1 e 2 estão de acordo com a lei de Ohm e que o condutor 3 não está. temos : 10 = 20 = 30 = 40 = 20 0.

2. 1986.1988. SP. 1983. 3 .P. Vasco Pedro et alli.RAMALHO. ÁLVARES. Ronald Ulysses et alli. 1989. MORTTO. Ática.1.U. Harbra. SP.PAULI. Moderna. SP. Beatriz Alvarenga. volime I. SP. Ferramentas matemáticas para estudo da Física. E. Júnio et alli. Os fundamentos da Física. Física em módulo de ensino.. Curso de Física. 4 . Obs: Outros livros de física poderão ser consultados 100 .

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