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Apostila Provao Fisica Ens- Medio

Apostila Provao Fisica Ens- Medio

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  • Texto : INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CINEMÁTICA
  • MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME
  • VETORES VELOCIDADE E ACELERAÇÃO
  • ADIÇÃO DE VETORES
  • Método da poligonal
  • Regra do paralelogramo
  • 6. Vetor deslocamento
  • LEI DA INÉRCIA
  • Lei Fundamental
  • Aceleração e campo gravitacional
  • Aplicações das leis de Newton
  • O TRABALHO DA FORÇA – PESO
  • EXERCÍCIOS:
  • TERMOMETRIA
  • Escala Fahrenheit
  • Escala Kelvin
  • Escala Celsius
  • CONCEITO DE CALOR
  • CAPACIDADE TÉRMICA DE UM CORPO
  • ELETRICIDADE
  • CAMPO ELÉTRICO
  • CORRENTE ELÉTRICA
  • RESISTÊNCIA ELÉTRICA
  • CIRCUITOS ELÉTRICOS
  • ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE
  • ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO
  • EXERCÍCIOS

ÍNDICE

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CINEMÁTICA.................................................................................. MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME................................................................................................. GRÁFICO HORÁRIO DO MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME.................................................... MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO................................................................ VETORES VELOCIDADE E ACELERAÇÃO......................................................................................... ADIÇÃO DE VETORES............................................................................................................................ MÉTODO DA POLIGONAL..................................................................................................................... REGRA DO PARALELOGRAMO............................................................................................................ MÉTODO DAS PROJEÇÕES.................................................................................................................... SUBTRAÇÃO DE VETORES.................................................................................................................... MULTIPLICAÇÃO DE UM NÚMERO REAL POR UM VETOR........................................................... VETOR DESLOCAMENTO...................................................................................................................... LEI DA INÉRCIA....................................................................................................................................... LEI FUNDAMENTAL............................................................... ............................................................... LEI DA AÇÃO E REAÇÃO............................................................... ...................................................... FORÇA PESO............................................................... ............................................................................. ACELERAÇÃO E CAMPO GRAVITACIONAL............................................................... ..................... APLICAÇÕES DAS LEIS DE NEWTON.................................................................................................. TRABALHO DE UMA FORÇA............................................................... ................................................. O TRABALHO DA FORÇA – PESO............................................................... ........................................... EXERCÍCIOS............................................................... .............................................................................. TERMOMETRIA............................................................... ........................................................................ ESCALA FAHRENHEIT............................................................... ............................................................ ESCALA KELVIN............................................................... ...................................................................... ESCALA CELSIUS............................................................... ................................................................... DILATAÇÃO DOS SÓLIDOS E DOS LÍQUIDOS................................................................................... CONCEITO DE CALOR............................................................... ........................................................... CAPACIDADE TÉRMICA DE UM CORPO............................................................................................ ÓPTICA GEOMÉTRICA............................................................... ............................................................ EXERCÍCIOS............................................................... .......................................................................... ONDAS............................................................... ............................................................... ........................ CARACTERÍSTICAS DA ONDA............................................................................................................. REFLEXÃO DAS ONDAS SONORAS............................................................... ..................................... EXERCÍCIOS............................................................... ............................................................................. AUTOAVALIAÇÃO............................................................... .................................................................. ELETRICIDADE............................................................... ........................................................................ ISOLANTES E CONDUTORES............................................................... ................................................ CAMPO ELÉTRICO............................................................... ................................................................... CORRENTE ELÉTRICA............................................................... ........................................................... RESISTÊNCIA ELÉTRICA............................................................... ....................................................... CIRCUITOS ELÉTRICOS............................................................... .......................................................... ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE...................................................................................... ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO................................................................................ EXERCÍCIOS............................................................... .............................................................................. BIBLIOGRAFIA A CONSULTAR............................................................................................................

02 05 06 15 22 24 24 25 26 27 27 28 31 32 34 35 36 36 41 43 46 49 50 50 52 52 56 58 61 67 68 70 73 74 76 79 81 82 82 85 89 91 92 94 100

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Texto : INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CINEMÁTICA
A Cinemática é a parte da mecânica que estuda e descreve os movimentos, sem se preocupar com as suas causas. Ela se baseia em quatro conceitos fundamentais: posição, tempo, velocidade e aceleração. É comum, ao estudarmos o movimento de um corpo qualquer , tratá-lo como uma partícula. Dizemos que um corpo é uma partícula quando suas dimensões são muito pequenas, desprezíveis , em comparação com as demais dimensões que participam do fenômeno . Por exemplo: se um automóvel, de 3,5 m de comprimento , se desloca 15 metros, ele não pode ser considerado uma partícula mas, se ele se desloca por cerca de 200 quilômetros , seu comprimento é desprezível, em relação a essa distância . A todo instante você pode ver aviões cortarem o céu, automóveis percorrerem ruas e estradas, pessoas andarem de um lado para outro na cidade. O movimento está presente em cada momento do seu dia – a – dia . Como podemos verificar com exatidão se um corpo está em movimento ou em repouso? Vejamos exemplo: uma pessoa está sentada dentro de um ônibus e você, parado na calçada, a vê passar . Essa pergunta tem duas respostas. Veja:  Primeira resposta : poderíamos dizer que a pessoa está em movimento, em relação a você ( que estava parado na calçada ) ; ou  Segunda resposta : poderíamos dizer que a pessoa está em repouso ( ausência de movimento ), em relação ao motorista do ônibus. Veja que, dependendo do ponto tomado como referência, há ou não movimento de um corpo, ...... REFERENCIAL É TODO CORPO OU PONTO EM RELAÇÃO AO QUAL SE VERIFICA A MUDANÇA DE POSIÇÃO DE UM OUTRO CORPO. Ou: REFERENCIAL É UM CORPO RÍGIDO AO QUAL ASSOCIAMOS UM SISTEMA DE EIXOS PARA FACILITAR A CARACTERIZAÇÃO DA POSIÇÃO DE UM CORPO OU PARTÍCULA . Movimento , repouso e trajetória Quando a posição de um corpo ou partícula varia, em relação a um dado referencial, no decurso de um intervalo de tempo qualquer, diz-se que há movimento. Por outro lado, se a posição de um corpo não varia , em relação a um referencial, durante um intervalo de tempo, diz-se que esse corpo está em repouso. O caminho percorrido por uma partícula ou corpo em movimento é chamado de trajetória. A trajetória de uma partícula em relação a um referencial é dada pela linha contínua que une as sucessivas posições ocupadas pela partícula durante o seu movimento . Intervalo de tempo Para podermos situar um acontecimento em relação a outro, precisamos ordenar os fatos em passado , presente e futuro, ou seja, precisamos estabelecer um referencial. Assim, em um deslocamento de uma partícula qualquer, dizemos que ela passou por um 2

determinado ponto P0 em instante t0 , e está no ponto p1 no instante t1 . O tempo que a partícula levou de sua posição inicial P0 a posição P1, denomina-se intervalo de tempo . O intervalo de tempo ∆t é então definido como a diferença entre o instante final e o instante inicial . ∆t = tf – t1 O deslocamento dessa partícula pode também ser definido como a diferença entre a sua posição final , no ponto P1, e a sua posição inicial no ponto P0 . Dessa forma, teremos, chamado o deslocamento de ∆s, a posição final de Sf e a inicial de Si : ∆s = Sf - Si A relação existente entre o deslocamento realizado por um móvel e o tempo gasto por esse móvel para realizar esse deslocamento é chamado de velocidade média. A velocidade média vai, então, indicar a rapidez com que um móvel mudou de posição . Representamos a velocidade média ( Vm ), assim :

Vm = ∆s = Sf - Si ∆t tf - t i As grandezas físicas podem ser medidas usando-se diversas unidades. Por exemplo, o comprimento pode ser medido em metros , centímetros, quilômetros, pés, milhas, etc. A medição das grandezas físicas deve ser feita de forma coerente . Para isso, foram estabelecidos alguns sistemas de unidades físicas, dos quais os mais usados são três : O Sistema Internacional (SI ) , também chamado de sistema MKS – metro, quilograma, segundo; o sistema CGS centímetro , grama, segundo; e o sistema MK*S ou MKgfS – Metro , quilograma – força, segundo. Na resolução de qualquer problema é necessário que todas as unidades sejam de um mesmo sistema de unidades. Assim sendo, elaboramos a tabela que se segue, a fim de que você possa se familiarizar com as grandezas dos vários sistemas. Pedimos que você tenha especial atenção com os sistema MKS, CGS, pois serão os que você mais empregará no seu estudo. ( Decreto nº 52 423, de 30/08/63. )

GRANDEZAS Comprimento Massa Tempo Velocidade M Kg

SI Cm g

CGS M

MK*S

utm (2 ) s ( ou seg ) m/s

s ( ou seg ) m/s

s ( ou seg ) cm/s

Seja , por exemplo, dada a velocidade de um móvel igual a 90 Km/h. Vamos transformar o valor da sua velocidade para os sistema MKS e CGS.

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...................... 3.......... TEMPO E VELOCIDADE.......... TRAJETÓRIA........ (V) ........ ao qual associamos um ............... para facilitar a caracterização da ................... temos : 90 km/h = 90 km = 90 000 = 25 m/s 1 hora 3 600s (3) 2) Transformando para o sistema CGS... 1...... muito diferente da velocidade em determinado ponto da trajetória..... 1 EXERCÍCIO AGORA VOCÊ VAI FAZER A VERIFICAÇÃO DO QUE APRENDEU NESTE TEXTO...........de um corpo................... II – Transforme os valores das velocidades para o sistema MKS................................... O deslocamento de uma partícula é definido como a .................................. 108 quilômetros por hora 2........ ....................... Trajetória é o .. então................ A velocidade de um móvel em determinado instante é chamada de velocidade instantânea.... 1 – COMPLETE AS LACUNAS . e a posição .......  TRANSFORMAR PARA OS SISTEMA MKS E CGS AS UNIDADES DE COMPRIMENTO................................. 2.......1 ) Transformando para o sistema MKS......................................... Mecânica / movimentos 4 ........... Referencial é um corpo ................ 5............... A relação entre o deslocamento realizado por um móvel e o tempo gasto por esse móvel para realizar esse deslocamento é chamado de . e o ... DESLOCAMENTO E VELOCIDADE MÉDIA ....... 1....................... 4. sem se preocupar com as suas causas.......................... temos : 90 km/h = 90 km = 9 000 000 cm = 2 500 cm / s 1 hora 3 600 s Pense e responda.............. entre a sua posição .................... REFERENCIAL........... 6............... um móvel pode variar a sua velocidade e que a velocidade média pode ser..... que estuda e descreve os .............................. iremos tratar apenas da velocidade média..... PARA RESOLVER OS EXERCÍCIOS QUE SE SEGUEM VOCÊ DEVE SABER:  O QUE É CINEMÁTICA ....... entre o ........... que traduz a velocidade em cada ponto da trajetória .... Intervalo de tempo é definido como a .......... Nós sabemos que durante um deslocamento qualquer........... 60 metros por minuto 1 – Chave de Correção ....... Nesse nosso curso......... I – 1 ......................... A velocidade média reflete a velocidade de um móvel em cada ponto de sua trajetória ? não............................... percorrido por uma partícula em .. A Cinemática á a parte da .... INTERVALO DE TEMPO.

Para indicar a posição de um corpo em um determinado instante. quando afirmamos que um móvel executa movimente retilíneo uniforme com velocidade de 10 m/s. pelo enunciado tf . Cada maneira caracteriza um determinado tipo de movimento. como mostra o esquema a seguir 2 Ti = 0 Tf = t Si S Quando o móvel atinge o ponto 2. Vm = ∆s ⇒ ∆s = Vm . ∆t ou ∆s = Vm . Sabemos que todo corpo em movimento sofre uma variação de posição . diferença / instante final / instante inicial 5. Assim. Um móvel está se movendo em MRU.t . isto significa que em qualquer instante o valor da velocidade deste móvel será de 10 m/s. sua posição em relação ao ponto x é dada pela expressão S = si + ∆s Como a velocidade do móvel é constante. 4. Chamamos de MRU àquele em que o deslocamento do corpo ( em relação a um referencial ) se dá em uma trajetória retilínea ( em linha reta ) com o valor de velocidade constante. Veja o exemplo. ( tf – ti ) ∆t como. podemos aplicar a fórmula de Vm. caminho / movimento . Vejamos m desses tipos: o movimento retilíneo uniforme (MRU ). ( t – t1 ) . usamos a equação denominada equação horária. 60 m/m = 60 m = 60 m = 1 m/s 1 minuto 60 s MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME Vimos que a velocidade de um corpo é a rapidez com que ele muda de posição . diferença / final / inicial 6. velocidade média II – 1 . Rígido / sistema de eixos / posição 3. então ∆S 5 . O móvel parte do ponto 1 no instante t1 = 0 e chega ao ponto 2 no instante tf = t. temos ainda que: Vs = Vm .2. 108 km /h = 180 km = 180 000 m = 30 m/s 1 hora 3 6000 2. mas t1 = 0 . Tomamos um ponto X com referencial. Essa mudança de posição pode ser efetuada de diferentes maneira .

c) O deslocamento do móvel no instante t = 10 s=2 + 5t s = 2 + ( 5 . t . ou S = Sj + V t Que é a equação horária do Movimento Retilíneo Uniforme. 1. Vejamos um problema resolvido. dele extraímos um grande número de informações . teremos : S – Sj = V .3 ) s = 2 + 15 . A posição inicial do móvel é 2 metros. t . Sabendo-se interpretar um gráfico. ou simplesmente ∆s = V .∆s = Vm . t Se substituirmos ∆s por ( s – sj ) . 0 s= 2 +0 :(s=2 ) Resp. b) A posição do móvel no instante t = 3 s=2 + 5t s=2 +(5 . 10 ) s = 2 + 50 s = 52 ( posição do móvel em t= 10 ) ∆s = s – sj ∆s = 52 – 2 ∆s = 50 resp: o deslocamento do móvel é de 50 metros. t= 10 e ∆s = 50 m d) a velocidade do móvel Vm = ∆s tomando –se ∆t Vm = 50 m : Vm = 5m/s 10s Resp. 6 . Usando as unidades do sistema MKS. A velocidade do móvel é de 5 m/s Os gráficos são de grande valia para análise dos movimentos e a resolução de problemas. S = 17 Resp. A posição do móvel no instante t = 3 é 17 metros. A posição de um móvel em Movimento Retilíneo Uniforme é representada pela equação S = 2 + 5 t. Calcule : a) a posição inicial do móvel : s = 2 + 5t : ( para t = 0 ) s = 2 + 5 .

marcamos os tempos no eixo das abscissas e os espaços no eixo das ordenadas. atribuindo valores para o tempo. Assim teremos . 4 ) = 30  Para t = 5 ⇒ s = 10 + ( 5 . 0 ) = 10  Para t = 1 ⇒ s = 10 + ( 5 . pois o valor de s diminui com o aumento dos valores de t. Vamos fazer uma tabela tempo x posição para a equação s = 10 + 5t . A equação horária do MRU é uma equação do 1º grau em t. Vejamos um exemplo. em caso contrário. seu sentido é oposto ao convencionado com positivo. No gráfico que acabamos de construir . em movimento retilíneo uniforme. 3 ) = 25  Para t = 4 ⇒ s = 10 + (5 . num sistema de coordenadas cartesianas. Dizemos que um movimento é progressivo quando seu sentido coincide com o sentido convencionado como positivo e que o movimento é regressivo quando. 5 ) = 35  Para t = 6 ⇒ s = 10 + ( 5 . os valores da posição. No caso do MRU. Nele.  Para t = 0 ⇒ s = 10 + ( 5 . seu gráfico sempre será uma reta. o movimento é progressivo. havia se passado 10 segundos . para pegar um grão de açúcar. 2 ) = 20  Para t = 3 ⇒ s = 10 + (5 . 6 ) = 40  Para t = 7 ⇒ s = 10 + ( 5 . pede-se : a) calcular a velocidade da formiga 7 . onde o eixo das abscissas terá os valores do tempo e o eixo das ordenadas. Sabendo-se que no instante t = 0 ela se achava na origem da escala. a ordenada é a mesma para todos os pontos. 1. e que após percorrer o espaço de 15cm . 7 ) = 45 Vamos transportar os valores da tabela para o gráfico s x t . 1 ) = 15  Para t = 2 ⇒ s = 10 + (5 .GRÁFICO HORÁRIO DO MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME O gráfico horário de um movimento retilíneo uniforme é a representação gráfica de sua equação horária . Assim sendo. Um formiga percorre uma escala graduada. Gráfico da velocidade do Movimento Retilíneo Uniforme O gráfico da velocidade é o gráfico que obtemos marcando o tempo no eixo das abscissas e a velocidade no eixo das ordenadas. onde a velocidade é constante.

no gráfico. TRAÇADAS PELOS PONTOS DOS DOIS INSTANTES CONSIDERADOS. Interpretar gráficos do MRU. pois ∆s = S1 = vt e nesse caso Si = 0 ( ela estava na origem da escala no instante t = 0 ) . ( use folha avulsa. O VALOR NUMÉRICO DO ESPAÇO PERCORRIDO ENTRE DOIS INSTANTES É IGUAL A ÁREA DELIMITADA PELO EIXO DAS ABSCISSAS . II – Preencha o quadro: Equação da posição S = 2 + 3t S = 5 + 2t S = 4t Posição Inicial (t=0) Deslocamento em 3s Posição em 3s Velocidade do Móvel ( em m/s ) III – Resolva os Problemas . I – Escreva nos parênteses. você deve saber: O que é movimento retilíneo uniforme. O que representa a equação horário . ∆t Vm = 15 cm 10 s Vm = 1.) 8 . Exercícios Faça a verificação do que você aprendeu nesse texto. Observe que: 1º) a velocidade constante é um paralela 2º) a área hachurada.b) fazer o gráfico da velocidade do movimento Resolução Dados : t = 0 ⇒ s = 0 t = 10 ⇒ s = 15 Vm = ∆s .5 cm/s. representa o deslocamento da formiga. Fazer tabelas e gráficos do movimento retilíneo uniforme. então ∆s = v. A velocidade da formiga é de 1. Resolver problemas de movimento retilíneo uniforme. PELA RETA DA VELOCIDADE E PELAS DUAS PERPENDICULARES A ESTE EIXO. Para resolver os exercícios que se seguem. Isso nos mostra que : AO TRAÇARMOS O GRÁFICO DE UM MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME.5 cm/s Resp. (V) se afirmativa for verdadeira ou (f) se for falsa. t.

(f) – um movimento retilíneo uniforme pode ser progressivo ou regressivo. Quanto tempo a tartaruga vai gastar para atingir a folha ? 3. partindo simultaneamente de dois pontos A e B da reta. v = 1.1. encontram-se 7 segundos após a partida. Um móvel percorre. em movimento uniforme. o espaço percorrido ao final de 5 minutos é de 490 metros. teremos : S = 40 + ( 1.(v). A primeira coisa a se fazer em um problema é converter todos os dados para um mesmo sistema de unidade. 3.5 . num movimento uniforme. 300 ) S = 40 + 450 S = 490 metros Resp.5 m/s Tj = 0 Sj = 40 m Sf = ? Tf = 5 min = 300s Usando a equação horário S = Sj + v . Dois Móveis deslocam-se sobre uma reta. Quando eles se movem no mesmo sentido. 2 Chave de correção I– 1.1 km/h = 100 m = 100m = 0.5 m/s. Calcule a velocidade dos dois móveis . 2. Quando eles se movem em sentidos opostos ( um ao encontro do outro ) . assim tf = 5 minutos que correspondem a 300 segundos. V = 0. calcule o valor do espaço percorrido ao fim de 5 minutos. uma trajetória retilínea com a velocidade de 1. Sabendo-se que o espaço inicial é de 40 m .027 m/s 1h 3600s s = sj + vt 9 . afastados 70 cm . um deles alcança o outro ao cabo de 35 segundos .(v) IIEquação da Posição S = 2 + 3t S = 5 + 2t S = 4t Posição Inicial (t=0) 2m 5m 0 Deslocamento em 3s 9m 6m 12m Posição em 5s 17m 15m 20m Velocidade do Móvel ( em m/s) 3m/s 2m/s 4m/s III – 1. 2. t . 2. Uma tartaruga encontra-se a quatro metros de uma folha de alface e começa a se mover em direção a folha com velocidade constante igual a um décimo de quilômetro por hora.

A C 3. temos: Sa = 7 Va Sb = 7 Vb . As + Sb = 7 Va + 7 Vb Mas sa + sb = s = 70 cm. 35 ⇒ Sa = 35 Vz Sb = Vb + 35 ⇒ Sb = 35 Vb 10 . 7 ⇒ Sa = 7 Va Sb = Vb . T1 ⇒ Sa = Va .4 = 0 0. Va + Vb = 10 equação I Por outro lado. a soma dos espaços percorridos pelos dois móveis é de 70 cm e podemos escrever que : Sa = Va .027 . t t = 4 t = 148 segundos 0. quando os móveis se deslocam no mesmo sentido . a tartaruga vai gastar 148 segundos para atingir a folha. t B Sb Quando os dois móveis se deslocam em sentido opostos. T1 ⇒ Sb = Vb . Sa AB = s = 70 cm T1 = 7s T2 = 35s 70 cm s = sj + v . Neste caso. encontram-se um ponto qualquer do segmento AB ao qual chamaremos de C ( veja o desenho ) . temos : A C Sa B Sb D as = Va . então : 7 Va + 7 Vb = 70 dividindo ambos os membros por 7 .027 resp. 7 ⇒ Sb = 7 Vb Somando membro a membro as duas equações.

temos Sa = 35 Va Sb = 35 Vb . resolvendo . 3 Identificar e resolver Problemas sobre queda livre.Vb = 2 . as velocidade são : Va = 6 cm / s Vb = 4 cm/s Resp ⇒ as velocidades dos móveis são 6 cm/s e 4 cm/s. Va – Vb = 2 equação II Consideremos agora o sistema formado pelas duas equações Va + Vb = 10 Va . então 35 Va – 35 Vb = 70 Dividindo ambos os membros por 35. você estudou o movimento retilíneo uniforme .Sb é igual ao segmento AB = 70 cm . 11 . 2 Resolver problemas e analisar gráficos sobre movimento retilíneo uniformemente variado. você vai ler o texto e resolver exercícios que lhe permitirão : 1 Caracterizar Aceleração . Atividades de ensino Movimento Retilíneo Uniformemente Variado Nestas atividades de ensino. temos : 2 Va = 12 ⇒ Va = 6 Substituindo o valor de Va na primeira equação : Va + Vb = 10 ⇒ 6 + Vb = 10 ⇒ Vb = 10 – 6 = 4 Como as unidades desse problema são do sistema CGS. As – Sb = 35 Va – 35 Vb Mas Sa . cuja característica fundamental é a velocidade constante. 1 – Texto : Aceleração Nas atividades de ensino B.Subtraindo membro a membro as duas equações .

Na nossa vida diária , entretanto, o MRU é pouco comum . Se entrarmos em um ônibus ou em um carro e ficarmos observando o ponteiro do velocímetro, veremos que a velocidade raramente será constante, aumentando e diminuindo várias vezes . Assim, um ônibus ou automóvel no trânsito de uma cidade , um jogador de futebol durante uma partida, uma criança brincado são exemplos típicos de movimento variado. O Movimento Retilíneo Uniforme Variado é aquele que se realiza em uma trajetória retilínea e que o valor numérico da sua velocidade varia com o decorrer do tempo. UM MOVIMENTO É RETILÍNEO E UNIFORMEMENTE VARIADO QUANDO UM CORPO PERCORRE UMA TRAJETÓRIA RETILÍNEA , COM ACELERAÇÃO ESCALAR CONSTANTE E DIFERENTE DE ZERO. Suponhamos que um automóvel esteja percorrendo uma estrada com uma velocidade V1 qualquer e que seu motorista resolva ultrapassar outro veículo. Ele pisará mais fundo no acelerador e o automóvel aumentará a velocidade, que passará para um valor V2. Haverá , então , uma variação da velocidade ∆v = V2 – V1. Suponhamos ainda que esta variação da velocidade tenha ocorrido durante um intervalo de tempo ∆t = t2 – t1 . A aceleração escalar média entre os instante t1 e t2 é definida, então , como sendo a relação entre a variação da velocidade e a variação de tempo, assim : a = ∆v = V2 - V1 ∆t t2 – t1 vejamos um exemplo. Um automóvel, com velocidade de 18 m/s em um instante t = 0 , passa por um ponto t = 5 s a uma velocidade de 26 m/s.  a variação da velocidade foi : ∆ v = 26 m/s – 18 m/s = 8 m/s  a variação do tempo foi : ∆t = 5s – 0s = 5s  a aceleração foi : a = ∆ v = 8 m/s = 8 m ÷ 5s ∆t 5s 1s 2 a = 8 m x 1 = 8m ⇒a = 1,6 m/s 1s 5s 5s2 Voltamos a lembra-lhe que , antes de resolver qualquer problema, as unidades das grandezas devem ser todas convertidas para um mesmo sistema. Você já sabe que a aceleração é a relação existente entre a variação da velocidade e a variação do tempo: a = ∆v . ∆t O denominador dessa fração, ∆t, representa um intervalo de tempo e é sempre positivo. O numerador , ∆v, pode ser positivo ou negativo, portanto a aceleração pode ser positiva ou negativa. Relacionando as grandezas e aceleração, chegamos a quatro combinações diferentes: 1. velocidade crescente, em módulo, no sentido positivo.

 VELOCIDADE MÉDIA MAIOR QUE ZERO  ACELERAÇÃO MÉDIA MAIOR QUE ZERO  VELOCIDADE, EM MÓDULO, CRESCENTE. Neste caso, temos o movimento chamado de progressivo e acelerado. 2 . velocidade crescente, em módulo, no sentido negativo. 12

 VELOCIDADE MÉDIA MENOR QUE ZERO  ACELERAÇÃO MÉDIA MENOR QUE ZERO  VELOCIDADE, EM MÓDULO, CRESCENTE. Neste caso, temos o movimento chamado de regressivo e acelerado. 2. velocidade decrescente , em módulo , no sentido negativo.

 VELOCIDADE MÉDIA MENOR QUE ZERO  ACELERAÇÃO MÉDIA MAIOR QUE ZERO  VELOCIDADE, EM MÓDULO , DECRESCENTE Neste caso , temos o movimento chamado de regressivo e retardado. Podemos, então , concluir que : O MOVIMENTO É ACELERADO QUANDO A VELOCIDADE E A ACELERAÇÃO TÊM O MESMO SINAL , OU SEJA, QUANDO AMBAS SÃO POSITIVAS OU NEGATIVAS. E que : O MOVIMENTO É RETARDADO QUANDO A VELOCIDADE E A ACELERAÇÃO TÊM SINAIS DIFERENTES , OU SEJA , QUANDO UMA É POSITIVA E A OUTRA , NEGATIVA. O movimento é acelerado quando o módulo da velocidade aumenta com o decorrer do tempo – o móvel tende a andar mais rápido, mesmo que seu deslocamento seja em sentido oposto ao convencionado com positivo. O movimento é retardado quando o módulo da velocidade diminui com o decorrer do tempo – o móvel tende a parar, mesmo que seu deslocamento seja em sentido positivo. 1 – Exercícios VOCÊ AGORA VAI VERIFICAR O QUE APRENDEU DO ESTUDO DO TEXTO E, SE FOR O CASO O QUE PRECISA ESTUDAR MAIS . SUGERIMOS QUE VOCÊ NÃO TENTE RESOLVER OS EXERCÍCIOS SEM QUE TENHA CERTEZA DA RESPOSTA QUE VAI DAR. PARA RESOLVÊ-LO , VOCÊ DEVE SABER :  O QUE É ACELERAÇÃO  QUAIS OS TIPOS DE MOVIMENTO EM FUNÇÃO DOS VALORES DA VELOCIDADE E DA ACELERAÇÃO.  COMO CALCULAR OS VALORES DA VELOCIDADE E DA ACELERAÇÃO I –RESPONDA 1 . O que é o movimento retilíneo uniformemente variado ? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ 2. O que é aceleração escalar média ? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________

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3. Quando um movimento é acelerado ? _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ II – COMPLETE AS SEGUINTES FRASES. 1. No movimento progressivo e acelerado, temos a ) velocidade média ________________________________________________________ b) aceleração média _________________________________________________________ c) módulo da velocidade _____________________________________________________ 2. No movimento progressivo e retardado, temos a) velocidade média _________________________________________________________ b) aceleração média _________________________________________________________ c) módulo da velocidade _____________________________________________________ III - Resolva ( use folha avulsa. ) 1. Um automóvel, percorrendo uma estrada retilínea, passa por um ponto t= a uma velocidade de 18 m/s . Um minuto depois, sua velocidade e de 48 m/s . Qual a sua aceleração ? 2. Um carro de corrida, saindo do repouso, alcança uma velocidade de 234 km/h em 13 segundos. Qual a sua aceleração ? 1 – Chave de correção I – 1 . o movimento retilíneo uniformemente variado é aquele que se realiza em uma trajetória retilínea e que o valor numérico da sua velocidade varia com o decorrer do tempo . 2. Aceleração escalar média é a relação entre a variação da velocidade e a variação de tempo entre dois instantes . 3. Um movimento é acelerado quando o módulo da velocidade aumenta com o decorre do tempo. II – 1. a) b) c) No movimento progressivo e acelerado, temos velocidade média maior que zero aceleração média maior que zero módulo da velocidade crescente.

2. No movimento progressivo e retardado, temos a) velocidade média maior que zero b) aceleração média menor que zero c) módulo da velocidade decrescente. III – 1 - dados : to = 0 Vo = 18 m/s a= ∆v . ∆t a = v1 - vo = 48 m/s - 18 m/s = 30 m/s ⇒ a = 0,5 m/s 2 t1 - to 60 s - 0 s 60 s resp ⇒ a aceleração do automóvel é de 0,5 m/s2 e t = 1 minuto = 60s v1 = 48 m/s

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b) dados : a = 5 m/s2 v= 40 m/s v = vo + a t vo = 0 t=? 40 = 0 + 5 t ⇒ t = 40 ⇒ t = 8 s 15 . usando a equação a = ∆v . e v = vo + a . 2 2 2 mas você sabe que Vm = s – so . 2 2 2 daí s= s0 + vo t + at2 que é a equação horária do MRUV. mas to = 0 . precisamos conhecer. substituindo v pela sua equação ( v = vo = at ). depois de decorrido um tempo t qualquer . t + a . ⇒ Vo + at ⇒ s – so = vo . 2 os . a) qual será a velocidade do avião 10 segundo após esse instante ? b) quantos segundos foram necessários para que o avião atingisse a velocidade de 40 m/s ? c) qual será o espaço percorrido pelo avião nos primeiros 20 segundos de movimento e qual sua velocidade nesse instante ? resolução : a ) Dados : a = 5 m/s2 t = 10s vo = 40 m /s v=? v = vo + at v = 40 + 5 . Vm = v + vo . a variação da velocidade escalar é proporcional ao tempo . a posição do corpo com o decorrer do tempo . t. temos que v – vo = a ( t – to ). então . t . No movimento retilíneo uniformemente variado. Consideremos um móvel em MRUV com uma velocidade inicial a vo no instante to = 0 . 2 vejamos um problema resolvido. 1. em que vamos começar o estudo do movimento.Texto : MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO Terminado nosso estudo sobre aceleração. Vm = ( vo at ) + vo ⇒ vm = 2 vo + at ⇒ vm = vo + at . Em determinado instante o avião está com a velocidade de 40 m/s. um avião percorre a pista de decolagem de um aeroporto. ele possui uma aceleração a constante. que é a equação que nos permite calcular a velocidade de um móvel. podemos escrever : ∆t ∆v = a . 10 ⇒ v = 40 + 50 ⇒ v = 90 m/s resp : a velocidade do avião será de 90 m/s. então v – vo = a t. Se o móvel está em MRUV. que nos define a aceleração . vamos nos aprofundar um pouco mais no estudo do Movimento retilíneo uniformemente variado . o que nos permite dizer que a velocidade escalar média entre dois pontos é igual a media aritmética das velocidade escalares instantâneas nos pontos considerados . Responda . t. ∆t como ∆v = v – vo e ∆t = t – to. Para completar a descrição do MRUV . além da aceleração e da velocidade. com aceleração constante de 5m/s2.

mas so = 0 . temos : 2 = 202 + 2 . –2 . 400 = 2000 ⇒ s = 1000 m 2 2 v = v o + at v = 0 + 5 . 102 ⇒ s = 200 + ( . 20 ⇒ v = 100 m/s resp ⇒ o espaço percorrido pelo avião .5 resp: o tempo necessário para que o avião atingisse a velocidade de 40 m/s foi de 8 segundos. temos os dados : a = . não foi ? 16 . Vejamos um exemplo: Um carro está desenvolvendo uma velocidade de 20 m/s quando o motorista aciona o freio.2 m/s2 so = 0 s = s0 + v . 2 s = 0 + 20 .2 m/s2 v=0 vo = 20 m/s t=? v= vo + at 0 = 20 + (-2 )t ⇒ 2t = 20 ⇒ t = 10 s 2ª etapa : cálculo da distância que o móvel vai percorrer dado : vo = 20 m/s t = 10s a = . Equação de Torricelli. nos primeiros 20 segundo de movimento . t + at2 . c) dados : a = 5 m/s so = 0 t = 20 s vo = 0 s = so + vo t + at2 2 s = 0 + 0 . será de 1000 m e sua velocidade será 100 m /s. ( 20 )2 2 s = 5 .2 ) . Qual a distância que o carro vai percorre desse instante até parar ? Com os conhecimentos já adquiridos . então: 0 = 400 + 2 . produzindo uma desaceleração ( aceleração negativa ) de 2 m /s .200 ) ⇒ s = 200 – 100 ⇒ s = 100 m 2 2 vejamos . você certamente resolveria esse problema em duas etapas : 1ª etapa : cálculo do tempo que o veículo leva para parar dados : a = . t + 5 . ( s – so ) . A equação de Torricelli permite resolver problemas de movimento retilíneo uniformemente variado. 10 = ( .2 m/s2 v=0 vo = 20 m/s aplicando a equação de Torricelli. sem a utilização da grandeza tempo. –2s ⇒ 0 = 400 – 4s ⇒ 4s = 400 ⇒ s = 100 m resolvemos o mesmo problema com maior rapidez e simplicidade.

5 ⇒ a = 3 ou a = 17 . ∆t 2 . além da variação da velocidade em função do tempo. Calculando o valor numérico da área hachurada. o valor da aceleração ( a = ∆v ⇒ a = 8 . gostaríamos que você percebesse não ser necessário memorizar todas as variantes das equações apresentadas. Gárfico s x t a equação horária do MRUV é uma equação do 2º grau em t: s = so + vot + at2 2 17 . 2 v = vo + at v2 = vo2 + 2a ( s – so ) Gráficos do MRUV Assim como os gráficos do Movimento Retilíneo Uniforme.11 = 6 = 3 ) e o valor do deslocamento . Qualquer problema sobre movimento retilíneo uniformemente variado será resolvido por você com o auxílio de apenas três fórmulas :  a equação horária  a equação da velocidade  a equação de Torricelli s = so + vot + at2 .5 que é o mesmo valor que encontraremos se calcularmos o deslocamento.1 5 . O gráfico v x t nos dá. os do movimento retilíneo uniformemente variado nos fornecem todos os dados necessários à análise do movimento. 1. Vamos construir a tabela e o gráfico para v= 2 + 3 t . o lado AB é a base maior. obteremos 47. o lado 0C é a base menor e o lado 0A a altura. Gráfico v x t 7O gráfico da equação da velocidade é uma função do 1º grau : v = vo + at 9 sempre com a ≠ 0 .através da fórmula 2 .3 2 Representado pela área hachurada No trapézio do gráfico anterior.Antes de continuarmos .

Um móvel descreve um movimento uniformemente variado. vamos construir o gráfico para um movimento que tenha a equação s = t + 2t2 . temos : a = ∆s ⇒ a = 12 – 16 ⇒ a = -4 m/s 18 . sabemos que o móvel está em MRUV e que sua aceleração e´constante em qualquer intervalo de tempo considerado. de acordo com a tabela: T(s) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 V(m/s 16 12 8 4 0 -4 -8 -12 -16 -20 Determine : a) a velocidade inicial vo do movimento b) a aceleração a do movimento c) a equação horária da velocidade no intervalo de tempo da tabela d) em que intervalo de tempo o movimento é retardado e) em que intervalo de tempo o movimento é acelerado f) em que intervalo de tempo o movimento é progressivo g) em que intervalo de tempo o movimento é regressivo h) o espaço percorrido pelo móvel entre os instantes to e t9 i) o gráfico da função v x t j) o gráfico da função s x t . 1. 2 T 0 1 2 3 4 S 0 2 6 12 20 12 20 6 1 1 2 3 4 Observe o problema resolvido a seguir. então . resolução : a ) a velocidade inicial do movimento é a velocidade do móvel no instante t= 0s . Sua velocidade varia em função do tempo.A representação gráfica de uma equação do segundo grau é sempre uma parábola. Da tabela obtemos vo = 16 m/s c) pelo anunciado do problema . Entre os instantes t = 0s e t = 1s.

∆t 1 d) como o movimento é uniformemente variado. como se pode ver pela tabela. o móvel percorreu : S = so + vot + at2 ⇒ s = 0 + ( 16 . temos que a velocidade do móvel é positiva entre os instantes t= 0s e t = 4s . Calculamos separadamente os espaços percorridos porque . ou seja.8 | < | -12 | < | -16 | < | -20 | ⇒ 0 < 4 < 8 < 12 < 16 < 20 . f) O movimento é progressivo quando sua velocidade é maior que zero. o movimento é acelerado entre os instantes t = 4s e t = 9s. ocorre mudança no sentido do movimento . temos : v = 16 – 4t e) como o movimento é retardado quando o módulo da sua velocidade cresce com o decorrer do tempo. que é o intervalo de tempo no qual o movimento é progressivo. Pela tabela. A primeira entre os instantes t = 0s e t = 4s e a segunda entre os instantes t = 4s e t = 9s . g) O movimento é regressivo quando sua velocidade e negativa.4 . 52 ) | ⇒ s = 100 = 50 m 2 2 2 o espaço percorrido pelo móvel entre os instantes to e t 9 foi de 32m + 50 m = 82 m . caso contrário . 5 + | ( . é positiva. Entre os instantes t = 0s e t = 4s . o móvel percorreu : s = so + vo t + at2 ⇒ s = 0 + 0 . Poderíamos. o que é completamente diferente. a equação da velocidade é expressa por v = vo + at. resolver essa questão da seguinte forme: Considerar o espaço inicial So como sendo o percorrido entre os instantes t = 0s e t = 4s Calcular o módulo do espaço percorrido entre os instantes t = 4s e t = 9s e somá-lo ao espaço inicial . quando a velocidade do móvel se anula. também .4 . vemos que isso ocorre entre os instantes t = 4s e t = 9s h) Vamos calcular o espaço percorrido pelo móvel em duas etapas . 4 ) + ( .Na tebela . fez o seguinte percurso como e ilustrado a seguir: Note que o instante t = 4s. pois | 0 | < | -4 | < | . Portanto. assim : 19 . uma vez que o móvel. 42 ) ⇒ s = 64 – 32 = 32 m 2 2 entre os instantes t = 4s e t = 9s . Com os valores já obtidos. a aplicação direta da equação s= so + vot + at 2 /2 nos daria a distância entre os pontos t = 9s e t = 0s .

S = So ( t = 0 ⇒ t = 4 f) + Vot + at2 2 ⇒ s = 16 . é 32m + 50m = 82m m que é o valor do deslocamento do móvel.50 | ⇒ s = 32 + 50 = 82 m 2 j ) o gráfico v x t obedeceria a tabela dada no enunciado : Vamos aproveitar o gráfico V x T para calcular as áreas dos triângulos A e B que somadas terão o valor do deslocamento do móvel.4 . substituindo o valor de t na equação S = Vot + at2 2 e transportar os dados para o gráfico 20 . 4 + ( . 52) ⇒ s = 64 + ( . 5 + ( -4 . então.32 ) + | . Sabe-se que a área de um triângulo retângulo ( A e B são triângulos retângulos ) é calculada pela fórmula : A = base x altura 2 então a área do triângulo A é : 4 x 16 = 64 = 32 m 2 2 e a área do triângulo B é : 9 – 4 x 20 = 5 x 20 = 50 m 2 2 A soma do valor das áreas dos triângulos A e B . J ) Vamos construir a tabela da função s x t . 42 ) + | 0 .

4 ( ) No movimento retilíneo uniformemente variado. Para resolvê-los você deverá saber : Quais as principais equações do MRUV. sugerimos a você não tentar responder aos exercícios sem ter certeza do domínio do conteúdo apresentado. o gráfico sx t fornece uma reta inclinada em relação ao eixo dos tempos.) 21 . ( ) Equação horária do MRUV A – v = vo + at 2. ( ) Equação da velocidade do MRUV B .2. nos parênteses. entre dois instantes. 1. 3 ( ) A velocidade média de um móvel em MRUV . 2 ( ) No MRUV . I . ( ) Equação da aceleração média ∆t C .s = so + vot + at2 2 D – v2 = vo2 + 2a ( s – so ) III – Resolva os problemas apresentados.a = ∆v . II – Relacione a coluna da esquerda com seus correspondentes à direita escrevendo. (v) se a afirmação for verdadeira ou (f) se for falsa. Como construir os gráficos do MRUV. a letra adequada. vale a média aritmética das velocidades instantâneas que o móvel apresenta em cada um desses instantes. a reta obtida ao se construir o gráfico V x T indica o espaço percorrido pelo móvel. a variação da velocidade é proporcional ao tempo. Como resolver problemas sobre MRUV. 3. 1 ( ) No movimento retilíneo uniformemente retardado. ( use folha avulsa. Exercícios Faça a verificação do que aprendeu do estudo deste texto.Escreva . nos parênteses.

Chave de correção I– 1. ( b ) . a aceleração do móvel e de 1. a reta que se obtém ao se construir o gráfico v x t indica a velocidade e a aceleração do móvel. O espaço percorrido é indicado pela área delimitada pelo eixo dos tempos ( abscissa ). ( d ) . o gráfico s x t fornece uma parábola. Um móvel tem movimento retilíneo uniformemente acelerado. 4.1. 3. Qual é a sua aceleração ? 2. 2. direção e sentido Quando automóveis se encontram em quatro pontos distintos de um cruzamento de ruas . 3 (a ) . Dados : vo = 11 m/s V = 29 m/s V – vo + at ⇒ 29 = 11 + a . Um cano de fuzil tem 90 cm de comprimento e uma bala deixa o fuzil com uma velocidade de 600 m/s . ( V ) 2. qual a equação horária desse movimento e qual será o espaço percorrido no instante t= 4s ? 3. Dados : a = 6 cm/s2 vo = 4 cm/s So = 20 cm t =4s s=? a equação horária do MRUV é : s = so + vot + at2 2 inserindo nessa equação os dados do problema. ( F ) no movimento retilíneo uniformemente retardado e no movimento retilíneo uniformemente acelerado. Sabendo-se que os freios imprimem ao carro uma aceleração negativa de 2m/s2.Um móvel gasta 15 segundos para passar da velocidade de 11 m/s para 29 m/s .2 m/s2 Resp. 15 ⇒ 29 – 11 = 15a ⇒ 15a = 18 ⇒ a = 1. temos : VETORES VELOCIDADE E ACELERAÇÃO 1. ( c ) . com aceleração de 6 cm/s2. 22 . ( F ) No MRUV. pela reta e pelas perpendiculares ao eixo dos tempos traçadas pelos pontos dos intervalos de tempo inicial e final . 4.1. como indica a figura abaixo. pergunta-se quanto tempo gasta o carro até parar e que distância percorre nesse tempo? 4. Um automóvel acha-se a uma velocidade de 54 km/h e seu motorista é obrigado a frear repentinamente. Que aceleração média age sobre a bala durante seu percurso dentro do cano e qual é o tempo gasto pela bala para percorrer o cano ? 2 . Sabendo-se que a velocidade inicial vale 4 cm/s e o espaço inicial vale 20 cm.2 m/s2 2. ( V ) II . III – 1.

observe que:  Os móveis A e C movimentam–se na mesma direção. direção e sentido .  Os móveis A e B movimentam – se em direções e sentidos diferentes. uma medida (número real não – negativo ) chamada módulo. Entretanto. Antes. o mesmo ocorrendo com os móveis B e D. 2. Todo segmento que apresenta essas três características pode representar um vetor: direção Vetor sentido Módulo ( número real não – negativo ) 23 . podemos dizer que possuem a mesma velocidade escalar. vamos aplicar uma parte de Matemática denominada Cálculo vetorial . porém. módulo vetor ( do latim vector = condutor ) é o ente matemático que reúne em si módulo. Vetor Se você observar um conjunto de retas paralelas. torna-se clara quando analisamos os movimentos dos corpos no plano. vamos ver o que é vetor. além de direção e sentido. Neste estudo. A necessidade de associar os conceitos de direção e sentido aos valores numéricos da velocidade e da aceleração. verá que elas apresentam uma característica comum : têm a mesma direção . a rua ). que fornecerá base suficiente para a resolução de problemas envolvendo Cinemática vetorial . o mesmo ocorrendo com os móveis C e D. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ A cada direção podemos associar uma orientação ou sentido: A Sentido de B para A A Sentido de A para B B B Um segmento de reta orientado possui. indicada pela reta em que se encontram ( no caso. mas em sentidos opostos( o sentido é indicado pela seta ).Se todos estão se movimentando a 36 km/h.

devemos colocá-los em um plano. precedendo a notação algébrica : C D C = D ADIÇÃO DE VETORES Uma importante aplicação prática da adição de vetores é a determinação da rota de embarcações e aviões. Rumo do avião A Rota a seguir B C Direção Do vento Existem várias maneiras de efetuar a adição de vetores. O vetor oposto pode ser indicado pelo sinal negativo.Representação vetorial : Gráfica A Algébrica X.  Opostos quando apresentam mesmo módulo e mesma direção. . o piloto deve alterar sua rota. a partir de um ponto de origem ( P ). | a |.. |Y|. fazendo um desvio como o representado na figura. O vetor soma ( S ) é obtido ligando a origem do primeiro vetor ( A ) com a extremidade do último ( C ) . mesma direção e mesmo sentido. .. M . escolhido arbitrariamente. b . Do módulo |X|. a .. a regra do paralelogramo e o método das projeções. |Z|. A nova direção é dada pela adição dos vetores . |M|.. de modo que a extremidade de um coincida com a origem do outro. Y. Z . mas sentidos contrários. Método da poligonal Para efetuar a adição de vetores. O Dois vetores são  Iguais quando apresentam mesmo módulo. Por exemplo. A C B A P S Q C 24 B . quando um avião está está voando de um lugar ( A) para outro ( B ) e enfrenta uma vento que sopra em ângulo reto em sua direção . | b | . Veremos três delas : o método da poligonal .

O que faz com que a flecha atinja altas velocidades é a ação da soma vetorial de duas forças. que será denominada resultante ( R ) .P : Ponto do plano no qual começa o processo Q : Ponto do plano no qual termina o processo Logo : Observação : A B C P=Q C S=O A B S=A+B+C Nas adições vetoriais.C . Nesses casos. cos ∝ ( obtido a partir da lei dos cossenos ) O arco – e flecha é um dos poucos esporte em que deficies físicos podem competir em pé de igualdade com outras pessoas. construímos um paralelogramo com origem comum par cada par de vetores : A B ∝ S S=A+ B | S | = √ |A|2 + |B|2 + 2|A| |B| . F1 R F2 25 . Regra do paralelogramo Para obter o vetor soma por esta regra. como veremos posteriormente no estudo da Dinâmica. pode acontecer que a extremidade do último vetor coincida com a extremidade do primeiro. Veja que A + B = . oposto do vetos C . o vetor soma ( S ) é chamado vetor nulo ( O ) .

C e D e seus respectivos componentes nos eixos x e y . Cx e Dx : projeções dos vetores A. A medida algébrica do segmento obtido pela ligação dos pontos de intersecção das perpendiculares com os eixos recebe o nome de projeção do vetor no eixo: Ax. By. a projeção do vetor soma : Sx = Ax + Bx + Cx + D Sy = Ay + By + Cy + Dy Compondo Sx e Sy.Cy e D projeções dos vetores A. B C e D no eixo y Somando todas as projeções. B. em cada eixo. retas perpendiculares ao sistema de eixos predeterminado . encontramos . pela origem e pela extremidade de cada vetor . C e D no eixo x Ay. B. obteremos traçando-se . obtemos o vetor soma procurando ( S ) : 26 . Bx.Método das projeções A figura a seguir representa os vetores A.

Observação : Para operar com vetores é importante conhecer as seguiste relações trigonométricas no triângulo retângulo: 4.5 A 27 . devemos adicionar um deles ao oposto do outro. Então D = A – B = A + (-B) Sendo D o vetor diferença. que apresenta as seguintes características: P= ks Direção : a mesma de P Sentido : para k > 0 : o mesmo de P Para k < 0 : contrário ao de P Módulo : |P| = |k| . vemos que para subtrair dois vetores. Subtração de Vetores Na figura a seguir. 5. Multiplicação de um número real por um vetor O resultado da multiplicação de um número real K por um vetor X é o vetor produto P. vamos considerar o vetor A representado abaixo e os números k = 2 e k = -0. |x| Por exemplo.

Para determinar os vetores B = ka e C = K’A procedemos da seguinte maneira : Direção : a mesma de A sentido : o mesmo de A |B| = 2|A| B Direção : a mesma de A sentido : contrário ao de A |C| = | - 0,5 | |A|

B

C

c 1 . Dados os vetores abaixo, determine : 2 B

A a) b) c) d)

C o vetor soma pelo método poligonal ; o vetor soma pelo método das projeções ; o vetor diferença D = A – B; os vetores produtos x = 2A, y = - 0,5 B e z = -4C.

6. Vetor deslocamento
Um móvel parte da praça da Sé, em São Paulo , às 8h e chega à praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, às 13h. Com base nessa informação , podemos representar o vetor deslocamento ( ∆r) do corpo e conhecer previamente sua trajetória, apenas ligando as posições iniciais e final, através de um segmento orientado de reta.

O vetor deslocamento possui direção, sentido e intensidade . Esta corresponde ao módulo do vetor acompanhado da unidade de medida. Veja um exemplo: 10 km ∆r 30º B

reta A

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Direção : a mesma da reta que forma ângulo de 30º com a horizontal Sentido : de A para B Intensidade : 10 km(|Rr| = 10 ; unidade : km )

7 . Vetor velocidade média
Imagine que um automóvel se desloca numa estrada como indica a figura :

Entre os pontos A e B, o automóvel efetuou um deslocamento ∆r, num intervalo de tempo ∆t. O quociente de ∆r ∆t é denominado vetor velocidade média ( Vm ) , o qual possui as seguintes características: direção a mesma de ∆r Vm sentido: o mesmo ∆r intensidade : Vm = ∆r . ∆t No SI, a unidade de intensidade da velocidade média é m/s

8 . vetor velocidade
O vetor velocidade ( V) de um móvel, num determinado ponto de sua trajetória , é obtido calculando o vetor deslocamento em intervalo de tempo infinitamente pequenos: V = ∆r ( ∆t muito pequeno ) ∆t A figura ao lado mostra a trajetória de um móvel .Para representar o vetor velocidade no ponto A, devemos tomar pontos cada vez mais próximos de A e estudar de que maneira a direção do vetor deslocamento varia :

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A parti daí, concluímos que a direção do vetor velocidade nesse ponto é tangente à trajetória e possui o sentido do movimento ; concluímos também que a intensidade da velocidade vetorial em cada ponto coincide com a intensidade da velocidade escalar . Assim, para qualquer ponto de uma trajetória, o vetor velocidade é sempre tangente a ela. Podemos observar evidências dessa conclusão em experiências simples como girar uma pedra amarrada num barbante : soltando o barbante em qualquer posição , a pedra prossegue na direção tangente à trajetória e no mesmo sentido do movimento. A pedra é forçada a descrever uma trajetória curvilínea. Se o barbante arrebentar, ela continuará o movimento na direção tangente à trajetória e no sentido do movimento . Portanto, podemos estabelecer, para o vetor velocidade : Direção : tangente à trajetória v sentido : do movimento intensidade : igual à da velocidade escalar

0 10 . Vetor aceleração média
Sempre que observamos uma variação no vetor velocidade de um móvel, podemos determinar de que maneira essa variação ocorre no tempo . O resultado obtido recebe o nome de aceleração vetorial média ou vetor aceleração média : Direção : igual à de ∆v Sentido : igual ao de ∆v Intensidade : ym = |∆v| . ∆t

11. Vetor aceleração
Se durante um movimento observamos variação no vetor velocidade, podemos dizer que em cada ponto o móvel possui um vetor aceleração y. Esse vetor pode ser representado como a soma de dois outros vetores perpendiculares entre si, que são seus componentes : aceleração tangencial e aceleração centrípeta .

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Ocorre sempre que há variação na direção de v. ou seja. e o sentido depende do movimento ser acelerado ou retardado : Movimento acelerado at e v têm o mesmo sentido Movimento retardado ar e v têm sentidos contrários. Galileu não chegou a comprovar experimentalmente sua hipótese. o movimento seria perpétuo. observação : A aceleração centrípeta também pode ser chamada de aceleração normal ou aceleração radial. 2 ac = V . LEI DA INÉRCIA Aristóteles afirmava que o estado natural do corpo era o repouso. pois uma aceleração nula está necessariamente associada a uma força resultante nula : R = O ⇒ v = constante V = o ( repouso ou equilíbrio estático ) V ≠ O ( MRU ou equilíbrio dinâmico ) Nos Diálogos sobre os dois principais sistemas do mundo. o corpo adquire um movimento retilíneo e uniforme. pois. quando um corpo adquire velocidade. Galileu formulou pela primeira vez a Lei da Inércia : Numa situação ideal ( como o caso de uma esfera lançada sobre um plano horizontal perfeitamente polido ).. na prática. Nesse caso . Sua intensidade coincide com a da aceleração escalar e ocorre sempre que há variação na intensidade da velocidade vetorial (v): at = |a | Aceleração centrípeta ( ac) : é perpendicular à velocidade e aponta para o centro de curvatura da trajetória. Galileu elaborou hipótese de que não há necessidade de forças para manter um corpo com velocidade constante. a situação por ele imaginada é difícil de realizar-se . sua tendência natural é voltar ao repouso ( daí a explicação dos antigos filósofos de que os corpos celestes deviam ser empurrados por anjo . em que r r = raio da trajetória . Uma comprovação experimental pode 31 .Aceleração tangencial ( at): tem sempre a direção da velocidade do móvel.. Sua intensidade pode ser calculada por : V – velocidade escalar no instante t.) Em oposição ao que afirmava Aristóletes.

na prática. Um pára-quedista desce verticalmente . Resolva: 1. Na figura 2. Newton formulou as três leis básicas do movimento . com velocidade constante . agora . O êxito desse lançamento solidifica a crença nessas leis ? 6. 3. por exemplo. a menos que forças externas provoquem variação nesse movimento. mas a força resultante foi dobrada ( 2 r ) . se a resultante fosse nula. verificamos que sobre eles atua uma força resultante diferente de zero. o corpo deveria estar em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme Vamos analisar. o princípio da inércia é de difícil comprovação ? 5. que a aceleração adquirida pelo corpo também dobrou ( 2y ). Os lançamentos espaciais se baseiam rigorosamente nas leis de Newton. Newton ao enunciar suas leis. de acordo com a Lei da Inércia. A lei da inércia é válida para qualquer referencial ? 2. Qual a importância do uso do cinto de segurança nos automóveis ? 7.ser feita em laboratório. e verificamos que o disco desliza com movimento . o disco é o mesmo.as experiências representadas nas figuras a seguir . sendo a Lei da Inércia a primeira : todo corpo tende a manter seu estado de repouso ou de movimento retilíneo e uniforme. Qual a resultante das forças que agem sobre o conjunto ? Lei Fundamental Considerando a queda livre dos corpos próximos à superfície da Terra. então . o motorista e os passageiros tendem a e uniforme. verificamos. como . Indique a diferença entre o raciocínio de Aristóteles e o de Galileu . o motorista e os passageiros tendem a continuar em dentro do copo gelo : quando o patinador é empurrado. que deslizam em movimento retilíneo o Puxando bruscamente Quando o ônibus parte. Em os princípios. com discos de bases polidas. 4. As figuras a seguir ilustram algumas aplicações dessa lei. a força resultante ( r ) é medida através de um dinamômetro. seu movimento tende a persistir durante razoável movimento em relação ao solo intervalo de tempo . a patinação no cai freia. sobre camadas de ar ou gás carbônico . cartão na direção continuar em repouso em relação ao solo. Na figura 1. de Fazendo uma série experiências 32 . a moeda Mas podemos pensar num caso quase ideal . pois. feitas com discos que deslizam sobre camadas de ar ou gás. que levou à descoberta da Lei da Inércia . deu razão a Aristóteles ou a Galileu ? Justifique . Quando o ônibus horizontal . uniformemente variado de aceleração y. próximo à superfície da Terra. Por que .

produz uma aceleração de 1 m/s2 1 N = 1 kg . como a da figura: A força resultante. 1 m/s2 Exercícios resolvidos 33 . M Devemos lembrar também que : Y = at + a c Nos movimentos retilíneos : Y = at ⇒ |y| = |at| = |a | No movimento circula uniforme : |y| = |ac| = v2 . chegamos à conclusão de que a resultante (R) e aceleração ( y) são grandezas diretamente proporcionais. no SI. podemos escrever .semelhantes. e esse fato pode ser verificado idealizando outra experiência. Experiências desse tipo permitiram o surgimento da mais importante relação Fundamental da Dinâmica. portanto. A formalização dessa lei data de 1736. Seu enunciado é: a resultante R produz num corpo de massa m uma aceleração y na mesma direção e sentido da resultante e de intensidade proporcional a R (Lei Fundamental da dinâmica).qual o significado físico da constante de proporcionalidade k ? É mais difícil acelerar uma locomotiva que um automóvel . mas aplicada a dois discos idênticos e superpostos. R=ky Mas . De acordo com essa equação. quando o matemático suíço Euler ( 1707 1783 ) elaborou o primeiro tratado científico do ponto material. que o coeficiente k recebe o nome de massa inercial (m) do corpo. Levando em conta que a aceleração adquirida apresenta sempre a mesma direção e o mesmo sentido da força aplicada. Em conseqüência. neste caso. é a mesma da figura 1 . 1N corresponde à intensidade da força resultante que . aplicada num corpo com 1 kb de massa . Direção : a mesma de R Sentido : o mesmo de R Intensidade : y = R . que é a formalização matemática da Segunda lei de Newton: R = my As características de y são . a aceleração fica reduzida à metade. Podemos dizer . r sendo r o raio da trajetória .

sugerindo que as forças aplicadas são opostas. 34 . que formam entre si um ângulo de 60º e cujas intensidades são respectivamente iguais a 12N e 16N.0 ou 44. determine: a) a aceleração do corpo.0 kg de massa adquire aceleração de módulo igual a 4. se o módulo de F1 vale 20 N. 4 – Um automóvel de 1 200 kg desloca-se em uma trajetória retilínea e sua velocidade varia de 0s a 10s. a aceleração resultante no carrinho será. conforme a figura ao lado. em Newton . quando as forças deixam de agir. em m/s2 . os dois adquirirão movimento na mesma direção e em sentido opostos. Sabendo que o corpo se encontrava inicialmente em repouso. Lei da Ação e Reação Imagine dois patinadores. De acordo com a Segunda Lei de Newton. de 6s a 10s. Essa situação ilustra a Terceira Lei de Newton. b) 4.5. o módulo de F2. chamada Lei ou Princípio da Ação e Reação. De acordo com o gráfico ao lado. de 4s a 6s. b ) O deslocamento do automóvel de 0s a 10s. d) 2. e)4. c) 25. d)44. de massas inercias iguais parado um em frente ao outro numa superfície horizontal de gelo. Se um empurrar o outro. 2 – Sob a ação exclusiva de duas forças.1 – Sobre um corpo de 10 kg de massa agem duas forças constantes. um corpo de 6. a) Determine a intensidade da resultante sobre o automóvel de 0s a 4s. b) sua velocidade escalar após 5s.0 m/s2. F1 e F2. igual a : a) 1 250. e os deslocamentos serão efetuados no mesmo intervalo de tempo. b) 50. este reage em A com força oposta. c) o movimento do corpo a partir do instante t = 5s. e) 0. só pode valer : a) 0. 3 – Um carrinho de massa m = 25 kg é puxado por uma força resultante horizontal F = 50 N . de mesma direção . Se um corpo A exercer força em um corpo B.0 c)40.

o aumento da massa. Os resultados de todas as experiências como essas. Essa lei sugere que na natureza as forças ocorrem sempre aos pares . pois ocorre pela ação a distância entre os corpos. A qualquer ação corresponde uma reação oposta. a seguinte situação: duas bolas. a força peso também é o dobro. Nesta situação . indicam que o efeito existe realmente. Ser mais pesado quer dizer exatamente ser mais puxado ou mais atraído pela Terra. O remo troca forças com a água . verificamos experimentalmente que suas acelerações são iguais a g. Diretamente em tais sistemas. em relação à massa de repouso . P = mg Vetorialmente. foram abandonadas em repouso no mesmo nível e estão em queda livre vertical próximo à superfície da Terra. construída para explicar a Terceira lei de Newton. porque . é suficientemente grande para que possa ser medido com precisão . Sendo P1 e P2 as resultantes em cada corpo . Se um dos corpos tem o dobro da massa do outro. sendo expresso exatamente pela equação acima. 35 . de massas m1 e m2. a única força que atua sobre cada bola é a força gravitacional P. A intensidade de P pode ser calculada multiplicando a massa m pela intensidade da aceleração da gravidade g. não havendo ação sem uma correspondente reação . Força peso Vimos anteriormente que a força peso (P) é uma força de campo. a força P é resultante e tem a mesma direção e o mesmo sentido da aceleração g. Imagine. para essas partículas. temos : P = mg De acordo com a Lei Fundamental da Dinâmica . Observe a figura. Desprezando-se a resistência do ar. temos : P1 = m1 y1 = m1g ⇒ y1 = g m1 P2 = m2 y2 ⇒ m2g ⇒ y2 = g m2 Logo Y1 = Y2 = g h P1 P2 Embora as massas dos dois corpos sejam diferentes. então.Tipo de máquina a vapor.

próximo à superfície terrena 1 kgf = 9. isto é . Isso acontece também na Lua. È importante saber que a escala do dinamômetro apresenta a intensidade da força de tração. Em ambos os casos. conforme veremos neste capítulo. Por isso. Foi uma descoberta fundamental na história da humanidade. acendemos um palito de fósforo. o fio se ronperia e o corpo cairia). dizemos que o campo gravitacional é mais intenso. a unidade de massa é o quilograma (kg) e a unidade de peso é o Newton (n) Observação Uma unidade de força muito utilizada na engenharia é o quilograma – força ( kgf). para que surgisse o fogo. o corpo pende estacionário de um fio conectado ao dinamômetro. Definido como a intensidade da força peso de um corpo de 1 kg de massa. como folhas e gravetos. escrevemos etc.8 n Aplicações das leis de Newton As leis de Newton serão aplicadas na resolução de problemas que envolvem forças de atrito. No SI. onde não existe atmosfera . Nos lugares em que os corpos caem mais depressa. a influência do ar é tão importante a ponto de atrasá-los na queda. escovamos os dentes. sem a resistência do ar. A experiência de Newton mostrou que. Não havendo ar. o peso é uma força e sua intensidade varia dependendo do local onde o corpo se encontra. podemos ver uma pena e uma pedrinha caírem juntas. e não a da força peso. 36 .Aceleração e campo gravitacional Na queda de corpos muitos leves ou de baixo densidade. Apesar daTerra continuar aplicando peso no corpo. em queda livre a partir do repouso. chegam juntos Uma forma prática de determinar a intensidade do peso é através do dinamômetro No caso da figura a seguir. Força de atrito A força e atrito pode ser observada freqüentemente em nosso cotidiano : quando caminhamos. Newton imaginou um tubo cujo interior o ar fosse retirado. O peso de um corpo também não deve ser confundido com sua massa: enquanto a massa é uma propriedade da matéria e seu valor é constante em qualquer lugar. A aceleração com que os corpos caem caracteriza o campo gravitacional . com maior aceleração. alguns anos depois de Galileu. ele é impedido de cair pela força de tração T aplicado pelo fio. as faiscas deveriam atingir matérias de fácil combustão. que tem a mesma intensidade da força peso ( se a força de tração fosse menos intensa que a força peso. dois corpos de massas diferentes . O homem primitivo conseguiu obter o fogo das faíscas que saíam esfregar dois pedaços de pedra ou madeira.

Nesse momento. nele é aplicada uma força solicitadora de movimento (F) também horizontal . A ocorrência desse fenômeno depende. entre outras coisas.Mas . FAmas = µeN Sendo µe o coeficiente de atrito estático. A intensidade da força de atrito estático é independente da área de contato entre as superfícies sólidas que se comprimem . O coeficiente de atrito estático depende do estado de polimento e da natureza das duas superfícies em contato. podemos estabelecer as seguiste leis para o atrito:  A intensidade da força de atrito estático varia de zero até o valor máximo de Famx  A intensidade da força de atrito máxima é diretamente proporcional à intensidade da força Normal (N) que a superfície aplica sobre o bloco. Vamos analisar a força de atrito conforme ela se apresenta na realidade : estático ( sem movimento relativo ) estético ( com movimento relativo ). Enquanto o bloco permanece em repouso. que representa a atração que a terra exerce sobre ele. temos: FAc = F Aumentando gradativamente a intensidade de F. o bloco se encontra na iminência de movimento e temos. trocando forças normais . 37 . do estado de polimento e da natureza das superfícies. A compressão dessas faces é devida ao peso do bloco . Força de Atrito Estático A força de atrito estático (FAe)ocorre quando existe tendência a um deslizamento relativo entre duas superfícies que se comprimem. FAe = Fams = F Experimentalmente . o bloco continua em repouso até que F atinja um valor – limite entre o repouso e o movimento iminente. As faces de contato do bloco e da superfície são comprimidas. o que são forças de atrito? São forças tangenciais que aparecem quando há escorregamento ( ou tendência de escorregamento ) entre superfícies sólidas que se comprimem. A figura a seguir representa um bloco apoiado numa superfície horizontal.

Na verdade. a força de atrito cinético ( FAe ). quando o bloco está em movimento . elas são componentes de uma mesma força de contato ( F ) que a superfície aplica no corpo . A partir daí. Para a força de atrito cinético. um pequeno acréscimo na intensidade da força solicitadora produz o movimento do bloco . Experimentalmente. temos Fac = µeN Em que µe é o coeficiente de atrito cinético. Dela. temos : 38 . Observe a figura a seguir. Comparando µe com µc. verificamos que. A força de atrito é oposta ao movimento relativo .Força de Atrito Cinético Quando a força solicitadora do movimento (f) atinge o valor da força de atrito máxima ( FAmax ) . vem : µe > µc As forças de atrito possuem sentidos opostos ao sentido do deslizamento relativo das superfícies. desde que essa velocidade não atinja valores muito elevados . A força de atrito (FA) e a força normal ( N ) são perpendiculares entre si. Mas isso não deve ser confundido com oposição ao movimento dos corpos. O gráfico seguinte mostra de que maneira variam os atritos estático e cinético entre as superfícies . então . o bloco fica na iminência de deslizamento . quando uma pessoa se movimenta sobre uma superfície. ocorrendo. a força de atrito é constante e não depende da velocidade de escorregamento das superfícies. a força de atrito é oposta ao escorregamento da sola do sapato. Por exemplo.

3 e g = 10 m/s2. Superfície lisa 4. 39 . Os coeficientes de atrito estático e cinético são respectivamente iguais a 0. e o bloco b. A e B. b) a aceleração. determine : a) a aceleração dos blocos. F’ = N + FA 2. Desprezando os atritos . b) Se o bloco for puxado por uma força 30 N que forma com a horizontal um ângulo de 60º . c) Determine a intensidade da aceleração e da força normal sobre o bloco quando ele é puxado por uma força de 50N que forma um ângulo de 60º com a horizontal. Um corpo de 2 Kg de massa se desloca sobre uma superfície horizontal lisa. Determine: a) em que sentido o bloco A se movimenta. 5. A figura representa um “trem de blocos” A e B . a) Determine a intensidade da força horizontal com que o bloco deve ser puxado para que fique na iminência de deslizamento. Uma força horizontal F = 20. constante . Considerando sem 60º = 0.5.1 . massa mA e mB.0 kg estão apoiados sobre uma superfície horizontal perfeitamente lisa. A força F tem intensidade 600 N.6 N. determine : a) a resultante sobre o corpo. c) a intensidade do peso d) a normal 3.0 N. mb = 20 kg. de massas respectivamente iguais a 2. determine : a) em que sentido o bloco A se movimenta. um bloco de 5 kg de massa está em repouso numa superfície.0 kg e 3. Na figura o bloco A tem massa mA = 80 kg. é aplicada no bloco A. Dois corpos. b) a intensidade da força F. c) a intensidade da tração no fio. justifique b) a aceleração dos blocos. Nele . estão aplicadas apenas a força normal e o peso. ele começará a se move? Justifique. A intensidade da tração no fio ideal é T = 9. justifique: b) a aceleração dos blocos c) a intensidade da tração no fio.4 e 0. alem da força cuja intensidade é F = 8N.

52 ) ⇒ s = 112.9 m (cano de fuzil).2 + 7. basta substituir nessa equação o valor de t .25 m ⇒ resp.5 + ( . Na figura ao lado a roldana e os fios são ideais e os atritos são desprezíveis. Determine : a) a tração no fio. Dados : Vo = 54 km/h = 15 m/s t=? a = -2 m/s2 s=? Se queremos calcular o tempo que o carro gasta até parar V = 0 m/s. b) a massa do bloco A S = 20 + 4t + 6 t2 ⇒ s = 20 + 40 + 3 t2 que é a equação desse movimento 2 para obter o espaço percorrido no instante t = 4 segundos . 40 .25 metros nesse tempo. em um espaço de 0.003s 200 000 Resp. s = 20 + 4 .003 s para percorrer o cano. O corpo B tem massa mB = 10 m/s .9 ⇒ 1.000 m/s2 e a bala gasta 0. 7. temos : V2 = Vo2 + 2a .5 – 56.8 o tempo de percurso da bala dentro do cano do fuzil é dado por : v = vo + at 600 = 0 + 200 000 + t ⇒ t = 600 ⇒ t = 0. 4.6.25 ⇒ s = 56 . Aplicando a equação de Torricelli. A aceleração média da bala durante seu percurso dentro do cano do fuzil é de 200. 0. O carro gasta 7. 42 ⇒ s = 20 + 16 + 48 ⇒ s = 84 resp: a equação horária do movimento é s = 20 + 4t + 3t2 e o espaço percorrido no instante t = 4s será de 84 cm. então temos : V = Vo + at ⇒ 0 = 15 ( -2t ) ⇒ 2t = 15 ⇒ t = 7. 3 . 4 + 3 . Dados : Vo = 0 V = 600 m/s s = 90 cm = 0.9 m a=? A bala acelera desde Vo = 0 até a velocidade v = 600 m/s.5 segundos para parar e percorre 56. ( S – So ) ⇒ 6002 = 0 + 2a .5s O espaço percorrido será dado por : S = 0 + 15 .8a = 360 000 ⇒ a = 360 000 ⇒ a = 200 00 m/s2 1.

o quilowatt. Em física. o termo trabalho está associado a forças e não a corpos. Para uma força realizar um trabalho. o sinal do trabalho τ ( lê-se tau) é dado pelo sinal do cosseno do ângulo θ. 10 –19 J e a caloría ( cal ) = 4. dirigir um caminhão ou um ônibus. o elétron-volt ( eV) = 1. por maior que seja essa carga. no sistema MK*S. outras forças estão agindo sobre a partícula ou já agiram sobre ela para fazê-la entrar em movimento . o kgm = kgf . 106j. o que fará com que o trabalho da força F seja nulo. cos θ A F θ d B onde F é a intensidade da força F e d. cuidar da lavoura. 41 . nesse caso . o que significa que a força esta ajudando o movimento do ponto material. um problema resolvido . e o trabalho da força F será negativo. Pense e responda. se o trabalho da força F é nulo. O trabalho da força F no deslocamento d é definido pela grandeza escalar: τ = F . também .hora ( kwh) = 3. o trabalho da força F não ajudará nem atrapalhará o movimento .6 . o trabalho da força F será positivo. Vamos considerar um ponto material que se desloca sobre uma reta. Unidades de trabalho A unidade de trabalho no sistema SI é o joule (J) 2. sob a ação de um sistema de força. no sistema CGS . equivalente ao trabalho de uma força constante de intensidade de 1N que desloca seu ponto de aplicação na direção e no sentido de uma força em um comprimento de um metro : J = N . outras unidades como o erg = dyn . para a física. Vejamos . escrever um livro são algumas formas de trabalho. de A para B. se um operário estiver parado segurando uma carga qualquer. temos cós θ > 0 e . Se uma força F forma com o deslocamento de um corpo em movimento um ângulo de 90º . Vejamos a) se o ângulo θ for agudo. o módulo do vetor deslocamento d. Como F e d não têm sinal ( são módulos ) . temos cós θ < 0 . temos cós θ = 0. é necessário que ela se desloque e que admita um componente na direção desse deslocamento. m . c) se o ângulo θ for reto. São usadas. Seja d o vetor deslocamento. d . a palavra trabalho é usada para designar genericamente uma atividade física ou intelectual : fabricar um móvel. cm . quem é o responsável por esse movimento ? Você deve ter respondido que.1868 j(3). e θ o ângulo formado por F e d.602 . b) se o ângulo θ for abtuso. assim. m . DEFINIMOS TRABALHO COMO O DESLOCAMENTO DO PONTO DE APLICAÇÃO DE UMA FORÇA. significando que a força está agindo contra o movimento do ponto.a seguir. EM FÍSICA . ele não estará realizando nenhum trabalho. F um força constante entre as que atuam sobre o ponto .TEXTO : TRABALHO DE UMA FORÇA No nosso dia –a – dia .

42 . Por outro lado. nesse caso. você viu que o trabalho da força f não influi no deslocamento da partícula ( não age contra nem a favor ) e. chamamos o trabalho da força F de trabalho nulo. a força F age contra o deslocamento e dizemos que ela realiza um trabalho resistente.1. Determine o trabalho realizado pela força constante F. conforme os esquemas: Resp. deslocando –a ao longo de uma reta com extensão de 5 metros. Nos itens a e d. dizemos que a força F realiza um trabalho motor. No item c. nos itens b e e. nesse caso. de intensidade F = 20N. você observou que a força F favorece o deslocamento da partícula e. que atua sobre uma partícula . sendo θ um ângulo reto. O trabalho realizado pela força F é de –50 joules.

h . neste caso . paralela ao deslocamento. Consideremos dois casos distintos. O trabalho realizado pela força P é dado por τ = p . O trabalho realizado pela força P é u trabalho resistente e é dado por τ = p . ESSE TRABALHO DEPENDE EXCLUSIVAMENTE DA POSIÇÃO INICIAL E DA POSIÇÃO FINAL . QUE DEFINE A RAPIDEZ COM QUE O TRABALHO DE UMA FORÇA É REALIZADO . o trabalho da força – peso é calculado como nos dois caso vistos. então τ = m g h 2º caso: a partícula se desloca na vertical em sentido ascendente . g . Trata-se do trabalho realizado quando uma partícula. realiza um trabalho τ. Podemos . Seja uma força F que . O ângulo θ formado pela força P e pelo deslocamento é 0º. O ângulo θ formado pela força P e pelo deslocamento é 180º . passa de uma posição inicial A para uma posição final B. ESCALAR.1. h mas. Neste caso. devido ao Princípio da Independência do Movimentos que você já estudou. estudar um caso muito particular. então . mas P = m . concluir que : ENTRE A MESMA POSIÇÃO INICIAL E A MESMA POSIÇÃO FINAL. a máquina realizou o trabalho em menos tempo. e que uma empilhadeira gaste apenas 10 segundos para elevar a mesma caixa à mesma altura . O TRABALHO REALIZADO PELA FORÇA – PESO NÃO DEPENDE DA TRAJETÓRIA PERCORRIDA ENTRE A POSIÇÃO INICIAL E Á POSIÇÃO FINAL.m .d 43 . Suponhamos que uma partícula se desloque de A para B sob a ação de um força F. g . 1º caso : a partícula desloca-se na vertical em sentido descendente. P = . sob a ação do seu peso. Vejamos. a força e o deslocamento têm a mesma direção. agora . ∆t Vamos calcular a relação existente entre a potência e a velocidade quando uma partícula se movimenta retilineamente sob a ação de uma força constante F. Chamamos de potência média (pm) da força F.um empregado eleve uma caixa de 60 quilos a uma altura de um metro. em 30 segundos . ao quociente: Pm = τ . o trabalho da força F será dado por : τ=F. o que vem a ser potência . então cos θ = 1 . A POTÊNCIA É UMA GRANDEZA FÍSICA. agora .O TRABALHO DA FORÇA – PESO Vamos . no intervalo de tempo. Embora o empregado tenha realizado o mesmo trabalho que a empilhadeira . Neste caso. Suponhamos que . então τ=-m g h Quando uma partícula descreve uma trajetória não vertical. Nesse caso. mas sentidos opostos. em um grande depósito de materiais . dependendo apenas do sentido do movimento. num intervalo de tempo ∆t qualquer. então cos θ = . a força e o deslocamento têm o mesmo sentido .

44 . Vm Unidade de Potência Você já sabe que a potência é o quociente entre o trabalho e o intervalo de tempo. uma unidade de trabalho. d ∆t B sendo a relação existente entre o deslocamento e o espaço de tempo gasto igual á velocidade média . ∆t mas τ = F .5 w 1 HP = 746 w É importante relembrar que o quilowatt – hora ( kwh ) . então : Pm = F . usado para medir o consumo de energia elétrica. c) no sistema MK*S: unidade de trabalho : kgm ( quilogrâmetro ) unidade de tempo : s unidade de potência : kgm / s ( quilogrametro por segundo ).temos que Pm = F . b) no sistema CGS unidade de trabalho : erg unidade de tempo : s unidade de potência : erg/s (erg por segundo ). também . Além dessas unidades temos . algumas unidades de potência e a sua relação com o watt. como você já aprendeu. s um watt (lw) é a potência de um sistema capaz de realizar uma trabalho de 1 joule em 1 segundo. não é uma unidade de potência mas sim. ) CGS MK*S MTS UNIDADE DE POTÊNCIA Watt ( W ) Erg /s Kgm/s Kw Cv HP RELAÇÃO COM 1W 1 erg/s = 10 –7w 1 kgm/s = 908w 1 kw = 103 w 1 cv = 735. Um erg por segundo é a potência de um sistema capaz de realizar o trabalho de 1 erg em 1 segundo . assim temos: a) no sistema MKS (SI ) unidade trabalho: J (joule ) unidade de tempo: s (segundo ) unidade de potência : J que recebe o nome de watt e tem o símbolo W. SISTEMA MKS ( S. d .F A A potência média de F será dada por: d Pm = τ . então as unidades de potência serão quocientes das unidades trabalho pelas unidades de tempo.

τm Onde R será sempre menor que a unidade. Sabendo que a potência é dada pela relação existente entre o trabalho e a unidade de tempo. vejamos alguns conceitos novos. e o trabalho que o sistema nos devolve.2m O sentido do deslocamento do ponto de aplicação da força. embora ambar as formas estejam corretas. Assim . agora .2 ⇒ τ = -60 j 45 . um homem segura um corpo de peso P = 50 N suspendendo –o verticalmente com velocidade constante. Geralmente. TRABALHO ÚTIL = TRABALHO MOTRIZ – TRABALHO PASSIVO Para qualificar o motor quanto à sua eficiência. podemos calcular. 1. então: τ = -p . chama-se trabalho motriz . Calcule: a ) o trabalho realizado pela força – peso do corpo b ) o trabalho realizado pela força aplicada pelo homem.8” . ou seja.8 τm 100 é mais comum dizer que “ o rendimento é de 80%” do que “ o rendimento é de 0. O RENDIMENTO É A RELAÇÃO ENTRE O TRABALHO ÚTIL E O TRABALHO MOTRIZ. o rendimento é expresso em percentual. também o rendimento R em função da potência : R=Pu Pm Onde. Chamando o rendimento de R e lembrando que o trabalho útil é sempre menor que o trabalho motriz. Resolução: a) dados P = 50 N velocidade constante AB = h = 1. O trabalho útil é sempre menor que o trabalho motriz. Para que o motor possa funcionar. Para estudarmos o que é rendimento . em troca. Consideremos um motor de um automóvel que tem a finalidade de fazer o veículo se deslocar. ele nos fornece um trabalho (o deslocamento do automóvel ). é que foi definida a grandeza de rendimento . 1. Vejamos . são frases que você já deve ter dito e ouvido várias vezes . desde o assoalho até uma altura de 1.2 m do assoalho . podemos escrever: R =τu . como você já sabe. devemos fornecer uma certa quantidade de combustível e. algumas aplicações do conteúdo estudado. se na resolução de um problema chegarmos a obter : R = τ u ⇒ R = 80 ⇒ R = 0.O conceito de rendimento é comum em nossa vida diária “ meu carro não tem apresentado bom rendimento” “ estou tendo um ótimo rendimento no estudo desta disciplina”. h τ = -50 . O trabalho que fornecemos ao sistema. chama-se trabalho útil. quanto ao grau de aproveitamento do trabalho motriz. a que chamamos de resistências passivas ou trabalho passivo.peso é contrário ao sentido desta força. porque uma certa parte é gasta para vencer o atrito e outras resistências. R será menor que 1.

P. Calcule o rendimento dessa máquina. Resolução . VOCÊ DEVE SABER : 46 . mesma direção ( vertical ) .4 ). Porém de sentido oposto ao da força P : F = .5W X = 5 J /S Para acionar uma máquina são fornecidos 5 HP. dos quais 3 HP são gastos para vencer as resistências passivas. PARA RESOLVÊ-LOS.4 Pm 5 O rendimento da máquina é de 40% ( ou 0. REALIZANDO OS EXERCÍCIOS QUE SE SEGUEM. aplicando ao corpo uma força F de mesma intensidade . faz-se uma regra de três simples: 1 HP ------------.2 ⇒ τ = 60 j ⇒ τ = .b) como o corpo está sendo suspenso com velocidade constante. o mesmo do sentido do deslocamento.746W X HP------------. Resolução: Dados : τ = 25j ∆t = 5s Pm = τ ⇒ Pm = 25 ⇒ Pm = 5 j /s ∆t 5 ⇒ Pm = 5w para transformar 5 watts em Hp. EXERCÍCIOS: FAÇA A VERIFICAÇÃO DO QUE VOCÊ APRENDEU NO ESTUDO DO TEXTO. h τ = 50 . Dados : Potência motriz = 5 HP potência útil = 2 HP R = Pu ⇒ r = 2 ⇒ r = 0. Uma força realiza um trabalho de 25 j num intervalo de tempo ∆t = 5s . 1. o trabalho é dado por τ=p. concluímos que o homem equilibra a força – peso durante o trajeto. o que já era de se esperar visto que F = . Calcule a potência média da força em watts e em HP.P resp : A força aplicada pelo homem é de 60 j 2. Sendo o sentido da força aplicada pelo homem.

Um corpo de massa s = 1 kg está preso à extremidade de um fio e parte da posição A . Determine o trabalho de cada uma das forças indicadas ao lado. 5. trabalho resistente e trabalho nulo.Escreva. a letra adequada. ( ) A força de atrito realiza um trabalho motor 3. ( ) KWh III . Chave de correção I– 1. Confira suas respostas na chave de correção I . um trabalho que depende da altura da queda. II – Relacione a coluna da esquerda de acordo com a da direita .89.A força de atrito realiza um trabalho resistente pois age contra o deslocamento . 3. em um deslocamento horizontal de 10m. ( ) O trabalho de uma força será positivo se cos θ > 0 . ( ) joule 2.Resolva os problemas .( F ) – o trabalho é uma grandeza escalar.O que é trabalho de uma força . Determine o trabalho do peso no deslocamento de A para B. nos parênteses. ( ) quilogrametro A – unidade de trabalho 4. trabalho motor.(V) 47 .( F ) . Calcule o trabalho desta força num deslocamento de 10m no mesmo sentido da força. ( ) O trabalho é uma grandeza vetorial 2. 3. nos parênteses. sem atrito. 4. ( use folha avulsa. 2. um pequeno bloco desliza num trilho reto. 2. sendo cós θ = 0. ( ) watt 3. ( ) Erg/s B – unidade de potência 5. sendo dados g = 10 m/s2 e h = 1. 1. submetido à ação de uma força constante F = 250 N . (V) se a afirmativa for verdadeira ou ( F ) se for falsa. ( ) Na queda livre de um corpo . ( ) Dizemos que o trabalho de uma força F é nulo quando esse trabalho não ajuda nem atrapalha o movimento . O que é pontência O que é rendimento . a força da gravidade realiza. escrevendo . 1.5 m.) 1.

se o deslocamento é no mesmo sentido da força .Dados : F = 250 n d = 10m Para calcular o trabalho da força F. con θ τF = 100 . 3. d .4. Dados : m = 1 kg g = 10 m/s2 h = 1. 1. g . lembrando que.(A) 4. τ= m . d .(v) – 5. 0.(B) 5.(A) III – 1. 2. 0 = 0 ). 10 .8 o trabalho das função P = 100 N e N = 40 N é nulo porque o ângulo que essas forças fazem com a horizontal é reto ( cós θ 90º = 0 ⇒ τ = F . Resta-nos calcular o trabalho das forças F e f Calculo do trabalho da força F : τF = F . basta aplicar diretamente a fórmula. 1 ⇒ τ = 2 500 j resp. ( v) II – 1.8 τ = 800 j Calculo do trabalho da força f : τf = f . o trabalho do peso no deslocamento de A para B é de 15 joules . d . o da força F e de 800 joules e o da força f e de -40 joules. h τ = 1 . d . 10 . cós θ = 1. O trabalho das forças N e P è nulo . 48 . cós θ ⇒ τ = 250 .(A) 2.(B) 3. τ = F . 10 . –1 τf = -40 j resp. O trabalho da força F e de 2 500 joules.5 m nesse caso . também fazemos a aplicação direta da fórmula. cos θ τf = 4 .5 Resp. 10 . Dados : P = 100 N N = 40 N f=4N F = 100N cosθ = 0.

TERMOMETRIA Uma ciência quantitativa A percepção de quente e frio existe desde que o homem apareceu na superfície da Terra. princípio usado até hoje. é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio . Temperatura Em muitas situações é preciso medir e controlar a temperatura . a termometria passou a caracteriza-se com ciência quantitativa. uma das funções do tecido adiposo . o movimento das moléculas de um corpo é tanto maior quanto mais quente o corpo fica.C . levando-o em seguida ao fogo. Ainda na Antiguidade. A agitação das moléculas e dos átomos de um corpo é denominada agitação térmica. levando a diferentes opiniões sobre a temperatura de um mesmo objeto. Esta observação permite concluir que: as noções de quente e frio estão relacionadas à agitação das partículas do corpo. 49 . pois a sensação despertada pode variar de pessoa para pessoa. Foi quando cientistas como Galileu ( por volta de 1592 ) . o movimento das partículas da serragem vai aumentando. O tato é um dos sentidos que melhor permite dizer se a superfície de um objeto é quente ou fria. podemos definir que temperatura é uma grandeza que permite avaliar o grau de agitação térmica das moléculas de um corpo . À medida que a água esquenta . por exemplo. Recipiente com água e serragem aquecido por uma chama. Ao mesmo tempo que experimentava esta sensações. A molécula da água.. amplamente distribuído sob a pele. átomo diferentes se agrupam formando moléculas . os filósofos da Jônia acreditavam que o calor e o frio eram as causas da evolução do universo . Nas aves e nos mamíferos.Esse movimento está associado a um tipo de energia cinética. é o isolamento térmico. a própria natureza fornece aos seres vivos sistemas que regulam o fio e o calor . promovendo a defesa dos organismos contra perdas excessivas de calor. As esferas cinza escuras representam o movimento 0das serragens na água Com base nessa experiência . Mas essa avaliação não é exata. Imagine a seguinte experiência : coloca-se uma mistura de água e serragem num recipiente metálico . todos baseados na dilatação dos líquidos e dos gases . No século VI a. denominada energia térmica. o homem procurava uma explicação para elas. Bacon (1620 ) e Torricelli ( 1672 ) se dedicaram à construção de termômetros . já se sabia que alguns corpos aumentavam de volume quando aquecidos e que um corpo quente esfria quando em contato com um corpo frio. por exemplo. Assim . Então. Mas somente no século XVI é que surgiu a necessidade prática de medir as noções de quente e frio. Santório (1612 ) . por exemplo . como podemos definir temperatura? Sabemos que os corpos são constituídos de diminutas partículas denominadas átomos e que numa determinada substância .

cada uma valendo 1 ºC ( um grau Celsius). Foi o físico britânico lorde Kelvim ( William Thomson Delvin. 50 . Escala Kelvin As escalas Celsius e Fahrenheit são conhecidas como escalas relativas. 1824 – 1907 ) quem inventou a escala absoluta. com 180 ºF compreendidos entre esses dois pontos fixos.0 ⇒ θc = 5 ( θf . os pontos de ebulição da água e de fusão do gelo permaneceram como pontos fixos da escala Celsius. que na escala Celsius a fusão do gelo corresponde a 0ºC e a ebulição da água a 100 ºC) A escala de Kelvin é absoluta porque tem origem no zero absoluto de temperatura .Assim . Desse modo . Como a temperatura está relacionada à agitação das moléculas. temos : θf .32 ) 180 100 9 Em que θf é a temperatura em graus fahrenheit e θc é a temperatura em graus Celsius. Essa escala é utilizada em quase todo o mundo. podemos estabelecer a relação entre as escalas Celsius e Fahrenheit. temperaturas próximas ao zero absoluto podem ser alcançadas apenas em laboratório . Inexistente na Terra ou em suas proximidades . que corresponde a –273 ºC. Nela . O intervalo entre eles foi dividido em cem partes iguais. Assim . para um mesmo deslocamento da substância termométrica. Escala Fahrenheit Proposta pelo físico alemão Gabriel Daniel Fahrenheit ( 1686 . que também era fabricante de instrumentos meteorológicos. apenas alguns países de língua inglesa utilizam a Fahrenheit. essa escala faz corresponder a 32 º F ( trinta e dois graus Fahrenheit ) o ponto de fusão do gelo e a 212 º F o ponto de ebulição da água. Isso significa que a temperatura de um corpo não pode decrescer indefinidamente : seu ponto máximo de esfriamento é o zero absoluto. a temperatura de fusão do gelo corresponde a 273 K. (duzentos e setenta e três kelvins.32 = θ c .1736 ) . o corpo com zero absoluto de temperatura não possuiria agitação molecular. pois o zero nelas não significa ausência de agitação molecular.

3. Controle da temperatura na preparação de alimentos Quando se cozinham alimentos. representamos as escalas termométricas. Durante a fervura. o controle de temperatura ambiente é fundamental para evitar que os componentes eletrônicos das máquinas se danifiquem. por mais que se aumentasse a chama. Escalas de temperatura A universalização de uma escala de temperatura exigiu muitos anos de pesquisas. utilizamos óleo ou gordura. Para ter uma idéia das dificuldades. o controle da temperatura é feito pela própria água. a água passa a ferver a uma temperatura superior a 100 ºC. No caso de frituras. para que ele entre em equilíbrio térmico com o corpo . depois de certo tempo eles apresentam uma temperatura comum. aproximadamente.a temperatura normal do corpo humano e a nossa incógnita : Você sabia? Em centros de computação. 100 ºC. Observe : 1. mantendo-se constante. É por isso que . então . 4. A temperatura normal do corpo humano é 36. Se quisermos uma temperatura de ebulição mais elevada. Dizemos . que atingem temperaturas elevadas sem entrar em ebulição. que os objetos atingiram o equilíbrio térmico. Com o aumento da pressão no interior da panela. Em outras palavras quando dois objetos com temperatura diferentes são postos em contato um com o outro. anotando em cada um as temperaturas dos pontos fixos. utilizamos uma panela de pressão. precisamos deixar o termômetro alguns minutos em sua exila ou na boca. em 1779 havia dezenove escalas termométricas em 51 . a temperatura não passaria dos 100°C. Qual a leitura que a escala fahrenheit fornece para essa mesma temperatura ? Resolução: Em dois segmentos paralelos.7ºC .A passagem da escala Celsius para a kelvin é simples : basta adicionar ou subtrair 273 . em condições normais sua temperatura é de. para medir a temperatura de uma pessoa. depois de algum tempo ambos ficam mornos. Equilíbrio térmico Quando colocamos um objeto em contato com um objeto frio. Com a água em condições normais.

Escala Celsius Apresentada em 1742 pelo astrônomo sueco Anders Celsius ( 1701 – 1744 ) . Efeitos da dilatação Portões de ferro abrem mais facilmente no inverno do que no verão. essa escala tem uma divisão centesimal que facilita a leitura . a água de um recipiente totalmente cheio transborda mesmo antes de ferver. fazendo com que a distância média entre elas também aumente. 52 .vigor. Recipientes de vidro grosso se quebram quando neles colocamos água fervendo. A termômetro em contato com gelo fundente e água . Usando um termômetro de mercúrio. Você sabe por quê? No capítulo anterior dissemos que um dos efeitos provocados pelo calor é a dilatação dos corpos. com enormes diferenças entre uma e outra. ao elevar-se a temperatura. o primeiro termômetro feito nessa escala fixava em 100 ºC ( cem graus Celsius ) o ponto de ebulição da água. Posteriormente . esses pontos foram invertidos . o mercúrio cessa o movimento ( de contração em A. a Fahrenheit e a Kelvin. de expansão em B) ao atingir o equilíbrio térmico com as respectivas misturas . Apenas três são usadas hoje : a escala Celsius. a expansão do mercúrio cessava após algum tempo. a contração do mercúrio também era interrompida no ponto em que o mercúrio entrava em equilíbrio térmico com a mistura. Dilatação dos sólidos e dos líquidos 1. pois ele entrava em equilíbrio térmico com a água e permanecia nesse ponto enquanto houvesse água em ebulição. A tampa metálica dos vidros de conserva e a tampa de plástico dos vidros de esmalte são facilmente retiradas quando aquecidas. a energia cinética de cada molécula aumenta . Colocando o termômetro em uma mistura de gelo fundente e água . Veja o esquema . Celsius observou que ao colocá-lo em contato com a água em ebulição. termômetro em contato com água em ebulição . a uma pressão constante. Isso acontece porque. Nos dois casos . Curiosamente.

Todos os corpos . aumenta a distância média entre as moléculas Assim . cada parte possa dilatar-se sem empurra a outra. cada molécula apresenta também uma energia cinética de vibração (representadas pelos tracinhos em volta das molecular ) . como o pirex. soltando-se mais facilmente. os gases serão estudados em capítulo à parte. por exemplo. preparados especialmente para que isso não ocorra ) . quando a temperatura se eleva.estão sujeitos à dilatação térmica. pontes e edifícios. O simples aquecimento já aumenta o volume da água e ela trasborda se o recipiente estiver totalmente cheio. ao contato com a água fervendo. líquidos e gasosos . Neste capitulo vamos estudar apenas a dilatação de sólidos e líquidos Pelo comportamento particular que apresentam . Isso porque as moléculas que compõem o corpo sólido: Estão fortemente ligadas entre si. do comprimento . Esquema do movimento das moléculas de um sólido No estado sólido a matéria tem forma própria e volume definido. para que no verão . embora ela apresente variações de um material para outro. Superficial – quando levamos em consideração a variação da área de uma secção. isto é . o que dificulta a abertura desses portões. recipiente de vidro poço espesso não quebram tão facilmente em contato com a água fedendo porque o vidro se aquece uniformemente. O aquecimento leva o sólido a dilatar se em todas a direções . Apresentam um movimento tão pequeno que permanecem praticamente estacionárias . a dilatação de um sólido pode ser considerada : Linear – quando levamos em conta apenas a variação de uma de suas dimensões. Mas dependendo do caso. com o aumento da temperatura. Dilatação pode causar grandes transtornos se não for levada em conta na construção de estradas.Esquema mostrando a energia potencial (representada pelas molinhas) entre as moléculas de um sólido ( representadas pelas bolinhas ) . Por exemplo.quando consideramos a variação de volume.sólidos. da altura e da largura. 53 . quando se constrói uma ferrovia é preciso deixar determinados vãos entre as emendas dos trilhos . As tampas metálicas ou de plástico também se dilatam com o aquecimento. a ruptura acontece porque. dilatando-se praticamente por igual. as paredes internas se expandem antes das externas ( existem vidros. Quando aos recipientes de vidro grosso. Volumétrica . comprimento e largura. no verão o ferro tem seu volume aumentado.

Veja o exemplo de uma barra de ferro aquecida : Dilatação linear Dilatação volumétrica 54 .

2 1. 2.2 Dilatação dos líquidos No estado líquido a matéria não tem forma própria e apresenta volume constante . podemos escrever a seguinte equação da dilatação linear : ∆l = αlo∆θ A constante α = . 55 . respectivamente : β = 2 . depende da naturaza do material . as seguintes relações : β = 2α e γ = 3α Assim. escorregando facilmente umas sobre as outras. 10 5 γ = 3 . Isso porque as moléculas que compõem o líquido : não se encontram tão fortemente ligadas como nos sólidos. 10 5ºC1 ⇒ γ = 7.4 .05 2.2 3. 2.8 0. Veja alguns: Substância Alumínio Bronze Concreto Cobre Ferro Chumbo Quartzo Prata Aço Analogamente à equação de dilatação linear.7 1.4 . possuem mais liberdade de movimento que no estado sólido.8 . Por exemplo.0 0. denominada coeficiente de dilatação linear .Experiências com barra metálica aquecida mostram uma variação ∆l no comprimento que é diretamente proporcional tanto ao comprimento original lo da barra como à variação ∆θ da temperatura. temos : Para a dilatação superficial ∆S: ∆S = βSo∆θ β : coeficiente de dilatação superficial do material em que So área original da superfície para a dilatação volumétrica ∆V: ∆V = γ Vo∆θ em que γ : coeficiente de dilatação columétrica Vo : volume original do corpo É possível estabelecer. 105 ºC1 Coeficiente ( 10 –5 / º C ) 2.2 . os coeficientes de dilatação superficial e volumétrica são.4 1.0 1. 105 ⇒ β = 4.7 – 1. Assim. no caso do alumínio. aproximadamente.

Outros exemplos de obtenção de energia térmica : ao queimar a madeira. O mesmo acontece quando esfregamos as mãos ou riscamos um palito de fósforo. devemos levar em conta dois fatores. constatando que isso era desde de uma agitação das moléculas do líquido. quando sua temperatura aumenta 1ºC . Robgert Brown. Ao analisar a dilatação dos líquidos. o líquidos só apresentam dilatação volumétrica. Em homenagem ao botânico inglês. para um mesmo líquido. característico de cada líquido. o líquido geralmente está contido num recipiente sólido. que corresponde apenas à dilatação aparente ocorrida na unidade de volume desse líquido. o primeiro a tratar do movimento desordenado de grãos de pólen flutuando na água. Dilatação real ou absoluta ( ∆V1) . causado pela agitação molecular do líquido . porque. .Em um líquido. verifica-se que a região dobrada fica mais quente . a energia química armazenada no material é transformada em energia térmica : ao queimar a madeira. γap é o coeficiente de dilatação aparente. correspondendo à dilatação que ocorre de fato n unidade de volume desse líquido. as energia química armazenada no material é transformada em energia térmica. γp é o coeficiente de dilatação do recipiente. dizemos que para um mesmo líquido ocorrem dois tipos de dilatação : Dilatação aparente ( ∆Vap ) – corresponde á medida da variação real do volume do liquido . Devido a este segundo fator. Calorimetria CONCEITO DE CALOR Dobrando repetidamente de um lado para outro um pedaço de arame ou qualquer outro metal . dependendo do material que constitui o recipiente. quando sua temperatura varia em 1ºC. as partículas em suspensão apresentam movimento aleatório. Então: ∆VL = γlVo∆θ ∆Vap = γapVo∆θ ∆Vr = γrVo∆θ logo : γLVo∆θ = γapVo∆θ + γrVo∆θ ⇒ γL = Yap + ∆r nas equações acima: γL é o coeficiente de dilatação real. Este coeficiente não é característico do líquido. substituído da dilatação do recipiente.corresponde à soma da dilatação aparente do líquido com a dilatação do recipiente ( ∆Vr). obtemos medidas diferentes de dilatação. da mesma 56 . Esse movimento foi denominado browniano. os líquidos só apresentam dilatação volumétrica.Isso acontece porque a energia mecânica relacionada com o movimento das mãos foi transformada em energia térmica. que também varia de volume ao ser aquecido . Como não têm forma definida. expressa ela equação : ∆VL = ∆Vap + ∆Vr A dilatação real e a aparente do líquido e a dilatação do recipiente são proporcionais ao volume inicial Vo e à variação de temperatura ∆θ. sendo característico de cada material .

ou pequena caloria. Black verificou que. expostos à mesma fonte de calor .forma . então. em quantidade correspondente às calorias indicadas. ou grande caloria. que corresponde à quantidade de calor necessária para aumentar em 1º C a temperatura de 4 kg de água . pelo médico químico e físico escocês Joseph Black ( 1728 – 1799) e pelo físico americano Benjamin Thompson (1753 – 1814) . Outro aspecto importante é que estes conceitos se aplicam só aos caso em que não ocorre mudança de estado físico da substância. vários cientistas procuraram descobrir a natureza do calor. uma pessoa com os alimentos relacionados na tabela. é a quilocaloria ( kcal ). O corpo humano necessita de energia para sua manutenção e para desempenhar tarefas. Ele realizou essa descoberta quando supervisionava para o governo bávaro o uso de canhões. no filamento de uma lâmpada. Os trabalhos mais significativos foram apresentados no século XVIII. Quando há mudança de estado. Assim: 1cal = 10-3 kcal Entre outros assuntos importantes. utilizada principalmente por nutricionistas. tornado conde Rumford da Baviera. Em sua observações de que o orifício do canhão era aquecido por causa da força de atrito está a origem da idéia de que o trabalho mecânico pode gerar calor. apresentam diferentes maneiras de variar a temperatura . 1 . Para evitar o aquecimento excessivo. As primeiras evidências de que o calor é uma forma de energia foram apresentadas pelo conde Rumford. é denominado sensível . A capacidade térmica se refere à quantidade de calor necessária para variar em 1ºC a temperatura de todo um corpo. Constatou. em uma refeição . expostos à mesma fonte de calor. graças às pesquisas do físico Inglês James Prescott Joule ( 1818 – 1889 ). o calor . A tabela a seguir mostra a energia absorvida pelo organismo para cada 100g de certos alimentos Alimentos Leite de vaca cru Pão Ovo Fígado Arroz polido cozido Chocolate em barra 63 269 163 136 167 528 Energia ( kcal ) Supondo que . um bloco de ferro e um de madeira de igual volume e à mesma temperatura inicial variam de maneira diferente sua temperatura . trataremos neste capítulo de dois conceitos relacionados que se diferenciam por um detalhe : capacidade térmica e calor específico. que corpos de materiais diferentes. que se evaporava pelo aquecimento à medida que o canhão ia sendo usado.que provoca apenas variação de temperatura. O calor específico diz respeito à quantidade de calor necessário par avairar também em 1ºC . A unidade usual de calor é caloria (clã). uma teoria modena sobre o calor foi formulada : calor é a energia transferida de um corpo para outro em conseqüência da diferença de temperatura entre eles. que corresponde à energia necessária para variar em 1º C a temperatura de 1 g de água . durante a digestão a pessoa consegue utilizar toda a energia liberada pelos alimentos ? por quê? 57 . o orifício do canhão precisava ser mantido cheio de água. fala-se em calor latente. A energia elétrica é transformada em energia térmica. No século XIX . Nos séculos XVII e XVIII. apenas 1 g do material . Outra unidade. Nesta condição . do físico alemão Rudolf Clausius ( 1822 – 1888 ) e de Lod Kelvin .

sabemos que para elevar em 1ºC a temperatura de 1kg de chumbo é necessário uma quantidade de calor maior que par elevar em 1ºC a temperatura de 10 g do mesmo material . Sua expressão matemática é : C = ∆Q ∆θ ∆Q : quantidade de calor ∆θ : correspondente variação de temperatura No SI a unidade da capacidade térmica é J/K ( joule por Kelvin ) . cal /ºC Observação : O conceito de capacidade térmica não deve ser interpretado como a de calor que um corpo pode reter . sabemos que 1 L . Essa quantidade de calor é denominada capacidade térmica de um corpo . qual a diferença entre calor sensível e calor latente ? CAPACIDADE TÉRMICA DE UM CORPO Colocamos sobre a chama de um fogão . É comum utilizar também. Calor específico dos materiais . aquece primeiro e também esfria primeiro . cite três situaçõ9es nas quais ocorrem transformações de energia mecânica em energia térmica 4.2. Qual o significado de caloria? 3. Estes exemplos permitem concluir que corpos diferentes necessitam de diferentes quantidades de calor para elevar sua temperatura em 1ºC. 58 . o que diferencia capacidade térmica de calor específico ? 5. qual aumenta primeiro a temperatura em 1º C : 1 L de leite ou 2 L de leite ? Qual esfria primeiro ? suporte Da simples observação. ∆Q1 : quantidade de calor recebida por 1 L de leite ∆Q2 : quantidade de calor recebida por 2 L de leite ∆Q2 > ∆Q1 Da mesma maneira .

107 0. cada material necessita de uma quantidade deferente de calor e.125 0.0921 0. a quantidade necessária de combustível que deverá ser usada nesse processo . Cº 1 ( por definição ) 0. para elevar em 1ºC a temperatura de 1 g . O gráfico ao lado mostra as quantidades de calor recebidas por dois corpos A e B em função da temperatura : Q ( cal ) 160 140 120 100 80 60 40 20 0 10 20 30 40 50 60 A B 70 80 90 100 a ) determine a capacidade térmica de cada substância .214 1.481 O conhecimento sobre o calor específico das sustâncias tem grande aplicação nos processos de aquecimento industrial . Podemos dizer que o calor especifico corresponde à capacidade térmica por unidade de massa : Como C= ∆Q . conseqüentemente.0306 0.581 0. recebendo a mesma quantidade de calor. 1. ºC ( caloria por grama por grau Celsius ) .As diferentes sensações térmicas que temos de corpos em um mesmo ambiente. vem c = ∆Q ⇒ ∆Q = mc∆Q ∆θ m∆θ A unidade usual de calor específico é cal / g . θ (ºC ) 59 . Através dele podemos calcular a quantidade de calor que uma substância deve absorver para atingir determinada temperatura e. Isto significa que . sua unidade é J/kg . são explicadas pela natureza de cada material . definida como calor específico de material .088 0. num mesmo intervalo de tempo. No SI .204 0. K ( joule por quilograma por kelvin ) A tabela de alguma substância : Substância Água Alumínio Amônia (liquida) Bromo ( sólido líquido ) Cobre Cloreto de sódio Chumbo Etanol Gelo Lítio Mercúrio Vapor de água ( 1 atm ) T(K) 288 293 293 260 286-318 293 273 293 298 271 373 293 383 Calor especifico ( cal/g .041 0.03325 0.502 1.

a) determine a capacidade térmica de cada um dos corpos. O gráfico ao lado representa as quantidade de calor sensível recebido por dois corpos. em função da quantidade de calor absorvida. determine o calor especifico de cada corpo. inicialmente a 20ºC. A e B . em função das temperaturas de cada um dos corpos. 2. você vai ler textos e resolver exercícios que lhe permitirão : 60 . ao serem fornecidas 110 cal a uma placa de 50g. A massa do corpo é 100 g. ela sofre variação de temperatura de 10ºC ÓPTICA GEOMÉTRICA Nestas atividades . θ(ºC ) 60 40 20 0 100 Q(cal ) min) 5. Q(cal ) 320 60 200 0 20 60 60 θ ( ºC) 3.b) Sabendo que as massas dos corpos são iguais a 100 g . b) Esses corpos podem ser constituídos pelo mesmo material ? Justifique as respostas . b) o calor especifico θ(ºC ) 60 20 0 20 t ( min) 4. O gráfico representa a temperatura de 5 g de substância. No gráfico ao lado temos a variação da temperatura em função do tempo de um corpo sólido ao ser aquecido por uma fonte que libera energia a uma potência constante de 100 cal / min. Determine o calor específico do alumínio sabendo que. Determine : a) a capacidade térmica do corpo. Determine o calor específico dessa substância.

graficamente. enquanto que a luza violeta é mais lenta. Tipos de fonte de luz Quando a fonte de luz tem dimensões em relação as distâncias que a separam dos outros corpos. da chama de uma vela. das lâmpadas incandescentes. Vejamos alguns conceitos importantes para o nosso estudo. a velocidade da luz varia conforme o tipo de luz monocromática. cuja natureza composta pode ser evidenciada quando ocorre a sua decomposição ao atravessar um prisma ou no arco – íris. São linhas orientadas que representam. etc. os primeiros são fontes primárias de luz e os outros fontes secundárias de luz. é a mais rápida. Os corpos luminosos e iluminados constituem as fontes de luz. é chamada de fonte pontual ou puntiforme. A luz vermelha. E o caso da luz amarela emitida por vapor de sódio incandescente . entretanto. utilizamos a noção de raios graficamente. das lâmpadas elétricas. Qualquer que seja o tipo de luz vermelha. Um conjunto de raios de luz constitui um feixe de luz. A óptica Geométrica é a parte da física que estuda o comprtamento da luz. No esquema do lado estão as luzes monocromáticas em ordem decrescente de velocidade quando num meio material. divergente ou paralelo. amarela. porém. Se o corpo apenas da Lua. 61 . fontes. a sensação da cor resultante não coincide . Para representar graficamente a luz em propagação . utilizando –se da geometria. Grande parte dessa percepção é proporcional pela visão . etc. a emitida pela chama de uma vela. verde. das estrelas . Quando a luz policromática incide sobre a vista de um observador. em meio material. como. a direção e o sentido de propagação da luz. ets. Composta ou policromática – é a luz que resulta da superposição de luzes de cores diferentes. a direção e o sentido de propagação da luz. das roupas . sendo . menor do que a velocidade no vácuo. geralmente. das paredes. Em caso contrário. É o caso da luz branca do Sol. E através dos nossos sentidos que temos a percepção do mundo que está a nossa volta. alaranjada. fonte extensa. é o caso do sol.. com nenhuma das cores componentes. por exemplo. por exemplo. a sua velocidade de propagação no vácuo e a mesma (aproximadamente 300 00 km/s) . que pode ser convergente. Simples ou monocromática – é a luz de uma cor só. azul. Os copos que emitem luz são chamados de corpos luminosos. reflexão e refração . (anil ou violeta) . graças a luz que recebemos dos objetos de nosso ambiente. propagação.1 – Caracterizar os fenômenos luminosos: luz .

forma-se em torno desta uma região parcialmente iluminada. além da sombra. denominada penumbra. propagando –se em um determinado meio. Caso a superfície apresente irregularidade. dá origem aos eclipses. Se a superfície for plana e regular. Quando a luz. 2. em virtude da presença do corpo opaco e de a luz se propagar em linha reta. atinge uma superfície e retorna ao meio em que estava se propagando. A fonte de luz Quando a fonte luminosa é extensa. a um feixe incidente de raios paralelos. Dizemos que ocorre uma reflexão regular. isto é perfeitamente plida. Das várias conseqüência e aplicações desse princípio. A esse tipo de reflexão chamamos de reflexão difusa. para um observador na superfície do planeta. A formação de sombra e penumbra envolvendo o Sol. 1. A fonte de luz é pontual Quando a fonte luminosa é pontual. vamos estudar a formação de sombra e de penumbra quando uma fonte de luz de encontra em presença de um corpo opaco. 62 . Vejamos dois casos. a u feixe incidente de raios paralelos irá do espaço.Vermelha Alaranjada Amarela Verde azul Anil Violeta Princípio de propagação retilínea da luz EM UM MEIO HOMOGÊNEO E TRANSPARENTE. A LUZ SE PROPAGA SEGUNDO TRAJETÓRIAS RETILÍNEAS. dizemos que a luz sofreu reflexão. há formação de sombra – uma região do espaço não recebe luz. a Lua e a Terra . corresponderá um feixe refletido de raios também paralelos.

Quando um raio de luz de reflete numa superfície. incidir um raio de luz monocromática que não seja amarela. foi definida um grandeza adimensional denominada índice de refração (n) . V 63 . ele nos parecerá preto porque o corpo amarelo só reflete a cor amarela. Se . No estudo da refração da luz. outra é absorvida pelo meio material. Estas são as duas leis de reflexão luminosa : Primeira lei: O RAIO INCIDENTE . o ângulo que raio incidente forma com a normal (N) é denominado ângulo de incidência ( I ) e o ângulo formado pelo raio refletido com a normal é chamado de ângulo de reflexão (r) . dizemos eu sofreu refração. O RAIO REFLETIDO E A NORMAL SÃO COPLANARES. Vemos um corpo amarelo porque ele reflete difusamente a luz amarela. assim: n= c . com a água e o ar. sobre o corpo amarelo. ISTO É. que corresponde a relação entre a velocidade da luz no vácuo ( c) e a velocidade da luz no meio considerado (v) . Para caracterizar cada um dos meios envolvidos no fenômeno da refração. você vai descobrir por que o canudinho de refresco ( ou até mesmo um lápis ) parece quebrado quando dentro de um copo de água. absorvendo as outra que nele incidem. A parte da luz que mudou de meio.A percepção que temos dos objetos e de suas cores ´determinada pela luz que refletem difusamente. provavelmente. por que se forma o arco – íris e ainda outras coisas mais que. absorvendo as demais . Uma parcela dessa luz sofre reflexão . Consideremos um feixe de luz monocromática atingindo a superfície de separação S entre dois meios homogêneo e transparentes. Essas leis também são válidas para os espelhos esféricos (côncavos e convexos) . o deixam curioso. PERTENCEM AO MESMO PLANO Segunda lei: O ÂNGULO DE REFLEXÃO É IGUAL AO ÂNGULO DE INCIDÊNCIA. transformando -se em calor e uma terceira mude seu meio de propagação .

no. o índice de refração de um meio e sempre maior que a unidadel O fenômeno da refração sempre envolve dois meios. SE PASSASSE DE UM MAIS PARA OUTRO MENOS REFRINGENTE. solo uma imagem especular do objeto . Se um feixe de luz branca incidir na superfície de separação entre dois meios.SE -IA DA NORMAL. chamamos de mais refringente ao que apresenta maior índice de refração e de menos refringente ao outro. Um vidro comum de janela é um exemplo de lâmina de faces paralelas . sendo máximo para a luz violeta e mínimo para a vermelha. A ilusão da existência de poças de água em estradas asfaltadas nos dias quentes e secos e a visualização de miragens no deserto são fatos que podem ser explicados pela variação do índice de refração do ar atmosférico com a temperatura . VA nB Entre os dois meios considerados na refração. A luz violeta é a componente que mais se desvia em relação a normal. por isso menos refringente que as camadas superiores . então : NA. Quando os meios externos a lâmina forem os mesmo. é a que menos se desvia. ELE APROXIMA-SE DA NORMAL. ou seja. Esse fenômeno é chamado de dispersão luminosa. Nas condições em que ocorrem tais fenômenos . na superfície livre da água. ao contrário. ELE AFASTA.3 = Vb ou nA. o responsável pelo fato de. ao se refratar. o feixe abre-se num leque multicor. a luz não muda de direção ao atravessa-la . QUANDO UM RAIO LUMINOSO PASSA DE UM MEIO MENOS PARA OUTRO MAIS REFRINGENTE.B = nA . ao descerem. daí os raios refletidos sobem e podem atingir um observador que terá a impressão de que existe. em relação a outro A em função das velocidades da luz nos dois meios . também . Isso ocorre porque o índice de refração da água depende da cor da luz. Esse deslocamento é . até sofrerem reflexão total numa camada próxima ao solo. como por exemplo. ao observarmos um objeto através de uma lâmina de faces paralelas. Veja as ilustrações . então . sofre apenas um deslocamento lateral d. A dispersão da luz solar em gotículas de água suspensas no ar e a posterior reflexão no interior das mesmas determinam a formação do arco-íris . termos a impressão de que ele está mais próximo da lâmina do que na verdade está. As lentes são dispositivos empregados em um grande número de instrumentos muito conhecidos. tais como 64 . o raio emergente é paralelo ao raio incidente.Como a velocidade da luz no vácuo é sempre maior do que em qualquer outro meio material. desse modo . E a luz vermelha. os raios luminosos que partem de um objeto a distância. é comum definisse o índice de refração relativo de um meio B.o ar em contato com o solo fica muito quente. passam de regiões mais refringentes para regiões sucessivamente menos refringentes.

etc. microscópios. lunetas. geralmente vidro ou plástico. dividimos as lentes em dois grupos: Lentes convergentes – são as que fazem convergir um feixe luminoso incidente paralelo ao eixo principal. por ser a distância entre as faces muito pequena. limitado por faces curvas que normalmente são esféricas .óculos. podendo uma delas ser plana. 65 . O caso mais comum é o de lentes feitas de vidro. Nessa condição . máquinas fotográficas . as lentes em que os meios extremos são idênticos e os meios intermediários são os mais refringentes (n2 > n1) . imersas no ar. não se indica o percurso do raio luminoso no interior das lentes. você já deve ter observado que uma lente é constituída por um meio transparente. no nosso estudo. Só consideraremos . e Lentes divergentes – são as que fazem divergir um feixe principal . Elas são representadas por um segmento de reta perpendicular ao eixo principal e o comportamento do feixe luminoso ao atravessalas é o indicado na ilustração . O ponto em que o eixo principal E corta a lente é chamado de centro óptico O da lente. As lentes esféricas possuem faces côncavas ou convexas. Nas lentes delgadas.

por uma associação de duas ou mais lentes. cada objetiva e cada ocular de um aparelho óptico é formada por duas lentes delgadas . PROCURE RESOLVE –LA ANTES DE TENTAR FAZER OS EXERCÍCIOS . AGORA.QUALQUER RAIO LUMINOSO QUE PASSE PELO CENTRO ÓPTICO DE UMA LENTE. SEJA ELA CONVERGENTE OU DIVERGENTE. isto é . um problema resolvido sobre o conteúdo estudado.  QUAIS SÃO OS PRINCÍPIOS DA REFLEXÃO E REFRAÇÃO DA LUZ. estabelecendo a relação entre dois triângulos semelhantes: AB = AC = BC ⇒ então : H = S ⇒ H = 60 ⇒ H = 12 ⇒ H = 15m DE DF EF h s 0. VOCÊ DEVE SABER  O QUE É RAIO DE LUZ E FONTE DE LUZ. s = 80 cm = 0. sem separação entre elas.8 m Para resolver esse problema você deve ter usar os seus conhecimentos de álgebra. Em uma certa hora do dia. A altura do edifício é 15 metros. h = 20 cm = 0. 66 . SEUS TIPOS E CARACTERÍSTICAS. dependendo do tipo e da qualidade da imagem que se quer obter. NÃO SOFRE NENHUM DESVIO. RESOLVENDO OS EXERCÍCIOS. em sua maioria. A lente ou o conjunto de lentes que fica do lado do objeto é denominado objetiva e a que fica do lado do olho do observador é chamada de ocular. mas sim. A VERIFICAÇÃO DO QUE VOCÊ APRENDEU NO ESTUDO DO ESTUDO TEXTO. um edifício projeta uma sombra de 30 metros de comprimento no mesmo instante em que uma haste vertical de 20 cm de altura projeta uma sombra de 80 cm de comprimento.  QUAL É O PRINCIPAL DE PROPAGAÇÃO DA LUZ E O INDEPENDÊNCIA DOS RAIOS DE LUZ.  O QUE SÃO LENTES.20 0. PARA RESPONDÊ-LOS. não são constituídos por uma única lente.80 0.2m Sombra projetada da haste. são lentes justapostas. agora. Qual a altura do edifício ? Dados : sombra projetada do edifício. Os instrumentos ópticos. que funcionam como se fossem uma só. S = 60 m Altura da haste vertical. ALGUMA DÚVIDA . Na maioria das vezes.8 Resp. Vejamos. EXERCÍCIOS FAÇA. 1. DA CASO TENHA.

(V) 7. 2. Em um meio natural. b. ( ) bioconvexa 6.( ) Em um meio homogêneo e transparente. 105 km/s).CONFIRA SUAS RESPOSTA NA CHAVE DE CORREÇÃO 1. ( ) aproxima-se da normal. a velocidade da luz violeta é menor que a da luz vermelha . 3. ( ) mantém sua trajetória . ( ) A luz monocromática é o resultado da superposição de luzes de cores diferentes.( ) Quando dois raios de luz se cruzam. Quando um raio luminoso passa de um meio menos para outro mais refringente. incide um feixe de raios paralelos .(V). a luz propaga-se em trajetórias retilíneas. c. 67 .(F) – O raio refletido. 5.( ) Côncavo – convexa 3. 6.( ) Convexo – côncava 2. o raio incidente e a normal são coplanares. de acordo com a primeira lei da reflaxão. 5. ele a.(F) – No vácuo. a velocidade da luz violeta é menor do que a da luz vermelha.(V). 4.( V) 6. b ( ) luz amarela. 1.( ) plano – convexa 5. Quando um feixe de luz branco se decompõe .( ) bicôncava 1 – Chave de Correção 1. a única alternativa correta em cada questão 1. ( ) afasta-se da normal. A luz que resulta da superposição de luzes de cores diferente é a luz policromática (ou composta) 4.( ) luz vermelha d. graficamente .( ) A reflexão regular ocorre quando. c. a velocidae de qualquer que seja tipo de luz é a mesma (aproximadamente 3.( ) Plano . 7. ( ) luz violeta. 2. com um X nos parênteses. a componente que mais se aproxima da normal e´a a. ( ) decompõe –se d.sobre uma superfície perfeitamente polia. ( ) todas elas apresentam o mesmo ângulo de refração. 3. ( ) Os corpos luminosos são fonte primárias de luz. III – RELACIONE AS LENTES Á DIREITA COM SEUS NOMES Á ESQUERDA ESCREVENDO AS LETRAS NOS PARÊNTESES. ao incidir na superfície de separação entre dois meios .côncava 4. 8.( ) Raios de luz são linhas orientadas que representam .( ) O raio refletido é sempre pertencente ao plano oposto ao raio incidente II – Assinale.(F) – A luz monocromática ( ou simples ) é a luz de uma cor só.(V) 8. 1. 2. o sentido e a direção de propagação da luz. ESCREVA NOS PARÊNTESES (V) SE VERDADEIRO OU (F) SE FALSO O CONTEÚDO DAS AFIRMAÇÕES . ( ) No vácuo. cada um deles segue sua trajetória como se o outro não existisse.

Texto : Ondas Você já deve ter observado que. bi e tridimensionais . ou seja. se comprimirmos um certo número de espiras horizontalmente (A) . É possível observar que o ponto perturbado ( ponto de impacto ) volta rapidamente ao repouso inicial ( cessa a causa ) . Vejamos cada uma delas. A onda é dita longitudinal quando a direção da propagação coincide com a da perturbação. ao jogar um objeto qualquer nas águas tranqüilas de um lago ou até mesmo de um tanque. verificaríamos que quando a perturbação a atingisse.(E). Veja. ao abandonarmos o sistema a si próprio. Quanto à modalidade de propagação . ela não seria transportada. notaremos que ao longo da mola o mesmo número de espiras se comprime ( B e C ). a energia vai sendo transportada ao longo da mola ( C.(x). 2. 6. que quando tiramos um ponto da mola de sua posição de equilíbrio ( a ) . sendo .1. Note que a propagação da perturbação se dá na direção horizontal. No exemplo anterior. chamamos de onda.perpendicular a direção da perturbação.II . COBRE A TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA DE UM PONTO PARA OUTRO SEM QUE HAJA TRANSFERÊNCIA REAL DE MATÉRIA. ela sofreria os efeitos da perturbação. se houvesse uma pequena rolha de cortiça flutuando na água.D e E ).elas podem ser mecânicas e eletromagnéticas e quanto ao número de direções elas se classificam em uni.(a). obrigando.c. forma-se uma linha circular. 3.(C). Uma onda é transversal quando a direção da perturbação é perpendicular a direção da propagação . a partir do ponto atingido. Na mola da figura ao lado. A essa perturbação em propagação provocada pelo impacto do objeto com a água. quanto à natureza da perturbação . mas a perturbação continua a se propagar (não cessa o efeito ) .(D).b(x). com centro no local onde o objeto atingiu a água e cujo raio vai aumentando à medida que o tempo passa . 2. Observe que a perturbação se propaga na direção 68 . na figura ao lado. 5.(B).(F). III – 1.pois .a a realizar um movimento vertical ( B) . UMA ONDA É A PERTURBAÇÃO EM PROPAGAÇÃO. as ondas podem ser transversais e longitudinais. mas não mudaria de posição . NO MOVIMENTO ONDULATÓRIO. 4.

A onda mecânica necessita de um meio material que sirva de suporte para a sua propagação Concluímos . 10 /s ou seja 300 000 000 m/s Onda uni. dizemos que ela é unidimensional. que a onda mecânica . Quando a perturbação decorre da variação da velocidade de uma partícula eletricamente carregada. ao longo de uma direção x. não mais conseguiremos ouvir o tique – taque de relógio. e tridimensional quando se propaga no espaço ( em três dimensões ) . Retirandose o ar que serve de suporte para a onda sonora. como no ar atmosférico. Todos as ondas eletromagnética propagam-se no vácuo. isto é. como na superfície de um lago ou em um plano qualquer. 69 . uma onda bidimensional pode se propagar em um meio bi ou tridimensional e que uma onda tridimensional só se propaga em um meio tridimensional. a direção da propagação coincide com a da perturbação . criando-se o vácuo no interior da redoma. como no gráfico a seguir. Ouve-se perfeitamente o som do relógio desde que exista ar no interior da redoma. provocamos uma perturbação que só se propaga de um meio material e que denominamos onda mecânica. quando se propaga em uma única direção. Características da onda Suponha que uma perturbação se propague em um meio. então.horizontal. com a velocidade de a 8 3. Este fato é demonstrado experimentalmente quando colocamos um relógio dentro de uma redoma de vidro completamente vedada. Quando provocamos a deformação de certa região de um meio elástico . bidimensional quando se propaga em duas direções. como por exemplo a onda sonora . ela propaga-se tanto em presença de um meio material como no vácuo. bi e tridimensionais Dependendo no número de direções em que a onda se propaga em um meio. como num fio elástico. Note que uma onda unidimensional pode se propagar em um meio uni. dando origem ao que chamamos de onda eletromagnética – a luz é um exemplo de onde eletromagnética. As ondas sonoras são longitudinais. ou seja. não se propaga no vácuo. bi ou tridimensional.

Através desse gráfico podemos identificar e definir as características de uma onda: O segmento OA corresponde a distância máxima percorrida pela onda em sentido vertical e é chamado de amplitude da onda. algumas equações que nos ajudarão a calcular o comprimento. Observando os segmentos OG e GI concluímos que a onda repete a sua forma em intervalos regulares.a freqüência e a velocidade de uma onda. O segmento OG corresponde a maior distância entre dois pontos consecutivos da onda sem que haja repetição da forma.A freqüência corresponde ao inverso do período . teremos a freqüência da onda. temos: realizarmos λ= v. T ⇒ sendo T = 1 ⇒ temos λ = v .agora . o período . PERÍODO DE UMA ONDA (T) É O TEMPO NECESSÁRIO PARA QUE UMA ONDA EXECUTE UMA OSCILAÇÃO COMPLETA. A essa distância OG chamamos de comprimento de onda e representamos pela letra grega lambda λ. KJ. Por exemplo. O tempo gasto pela onda para percorrer o segmento OG ( ou GI ) é chamado de período . existem casos em que mais de uma perturbação atinge determinado meio. você sabe que a velocidade de um corpo está relacionada com o espaço percorrido e com o tempo gasto no deslocamento. COMPRIMENTO DE ONDA (λ ) É A DISTÂNCIA MÁXIMA ENTRE DOIS PONTOS DE UMA ONDA. veremos duas perturbação 70 . f f As unidades dessas grandezas mais usadas são as mesmas já estudadas no Movimento Circular.t mas o tempo t foi exatamente igual a um período . SEM QUE OCORRA REPETIÇÃO DA FORMA DE ONDA. a freqüência corresponde ao numero de vezes que esta oscilará em um determinado intervalo de tempo. No gráfico anterior você deve ter reparado que os segmentos BC. que representamos pela letra f. Resumindo : AMPLITUDE DE UMA ONDA É O DESLOCAMENTO MÁXIMO PRODUZIDO EM QUALQUER PONTO DO MEIO ONDE A ONDA SE PROPAGA. pois se o período corresponde ao tempo necessário para que a onda execute uma oscilação completa. Pelas equações do movimento. Vejamos .então : λ = V . e LM são iguais . se jogamos duas pedras simultaneamente em um lago. Já estudamos o caso de uma única perturbação produzida em um meio material. Note que a partir de G repete-se o movimento de origem em O e que OG = GI . Reveja algumas : Velocidade : m/s ( ou SI) ou cm/s ( no CGS) Períodos : s Freqüência : 1 ou 1 hertz S Comprimento de onda : m ( no SI ) ou cm ( no CGS). entretanto.sendo realizar uma oscilação completa . Se contarmos o número de vezes que uma onda atinge a altura máxima em um intervalo de tempo. EF. então .

na figura anterior . O EFEITO RESULTANTE É A SOMA DOS EFEITOS QUE CADA ONDA PRODUZIRIA SOZINHA NESSE PONTO. haver uma completa aniquilação dos efeitos se os módulos de d1 e d2 forem iguais ( B ). o deslocamento resultante d é a soma algébrica dos pulsos d1 e d2 (B) Note que. Assim . Quando ocorre com ondas luminosas 71 . A esse tipo de superposição chamamos de interferência ou interferência destrutiva. cada onda continua sua propagação como se nada tivesse acontecido ( C ). elas poderão produzir . A superposição das duas ondas no ponto P obedece ao seguinte princípio : NO PONTO EM QUE OCORRE A SUPERPOSIÇÃO DE DUAS OU MAIS ONDAS. se duas pessoas seguram as extremidades de uma mola.simultâneas propagando-se na superfície da água. podendo. ficam evidenciados por um aumento ou diminuição da intensidade do som que se ouve. agora . Os dois casos de superposição . Seja d1 o deslocamento que a primeira onda determina nos pontos da corda. 2º caso Suponhamos . inclusive. também . quando ocorrem com ondas sonora. No ponto P. ocorre um enfraquecimento do efeito produzido pelas ondas. após a superposição.que as ondas produzem deslocamentos em sentidos opostos ( A ) . d2 o deslocamento produzido pela segunda e p o ponto da corda atingido simultaneamente pelas duas ondas ( B). pulsos simultâneos . Vamos estudar dois casos de superposição de ondas 1º caso: Suponhamos que em cada extremidade de uma corda tensa seja produzida uma onda ( A ) .

a intensidade e o timbre. outro impulso nos atingir.1 s e se . ele não poderá ser individualizado. na tabela. 72 . um décimo de segundo após o primeiro. também dependendo do tipo de superposição . vamos estudar três tópicos que o ajudarão a compreender melhor alguns fenômenos que você observa no dia-a-dia. os níveis sonoros com os quais convivemos quase diariamente e perceba por que a poluição sonora é muito combatida em nossos dias . assim o som de um explosão é forte para uma pessoa que está nas proximidades e fraco para outra que está em local mais distante . Qualidades fisiológicas do som.1 s. Os níveis superiores a 120 dB provocam. mais agudo. A intensidade é a qualidade que nos permite classificar o som em forte ou fraco e está relacionado com a energia transportada pela onda sonora. essa sensação permanece por aproximadamente 0. Relógio de parede ( tique – taque ) Interior de templo Conversa a meia voz Rua de tráfico intenso Britadeira Buzina de caminhão Salão de discoteca Avião a jato aterrissando 10 dB 20 dB 40 dB 70 a 90 dB 100 dB 100 dB 120 dB 140 dB Uma pessoa exposta por longo tempo a níveis sonoros superiores a 80 dB está sujeita a sofrer danos irreparáveis no aparelho auditivo. A intensidade fisiológica ou nível sonoro é uma grandeza medida geralmente em decibel (dB). A altura é a qualidade que nos permite classificar os sons em graves ou agudo e está relacionada com a freqüência do som: quanto menor for a freqüência do som mais grave ele será e quanto maior a freqüência . O timbre é a qualidade do som que permite ao ouvido distinguir dois sons . ao invés de sensação sonora. Veja a figura . a reflexão das ondas sonoras e um tipo de onda eletromagnética = a luz visível. só percebemos distintamente um outro se ele atingir nosso ouvido.os pontos aparecem mais brilhantes ou mais escuros. no mínimo. Para finalizar o estudo deste módulo. Reflexão das ondas sonoras Quando nosso ouvido é atingido por um impulso sonoro . uma sensação dolorosa. E por isso que o eco só se manifesta quando os dois sons – o direto e o refletido – são recebidos em um intervalo de tempo superior a 0. Isso que dizer que após percebermos um impulso sonoro. durante esse intervalo . Veja . de mesma altura e mesma intensidade emitidos por instrumentos diferentes . Qualidades fisiológicas do som As ondas sonoras possuem três qualidade que estão relacionadas com a sensação produzida em nosso ouvido: a altura.

no vácuo .3 . (aproximadamente 1. constituído pelas ondas eletromagnéticas com freqüências compreendidas aproximadamente e a violeta a de maior. Você já aprendeu que a luz é um tipo de onda eletromagnética (por isso se propaga no vácuo ) . observe. Os navios e submarinos utilizam a reflexão de ondas sonoras . através de um aparelho denominado sonar.1 segundos. geralmente ultra. o obstáculo refletor deve estar a uma distância superior a 17 metros para que uma pessoa ouça o seu próprio grito .10 14 3600 A 8.sons . 300 000 km/s .8. 450 m/s) e medindose o intervalo de tempo entre a emissão do sinal sonoro e a recepção do seu reflexo . λ vácuo ) D f E C C R R E E S S C C E E N N T T E E Ondas longas de rádio Ondas médias de rádio Ondas curtas de rádio Freqüência modulada Televisão Radar Microondas Raios infravermelhos Luz visível Raios ultravioleta Raios x Raios Gama Raios Cósmicos (Aº) λ ( vácuo ) 7800 A 3. mas a retina de nossos olhos não é sensível a todas as ondas eletromagnéticas .Admitindo a velocidade do som no ar igual a 340 m/s. Confira 17 m (distância percorrida pelas ondas sonoras até o obstáculo) +17 m (distância percorrida pelas ondas refletidas) 34 m (distância total percorrida pelas ondas sonoras) 340 m/s = 340 m em 1 segundo = 34 m em 0. para medir profundidades oceânicas ou detectar obstáculos . A luz visível é um pequeno trecho do espectro eletromagnético . pode-se medir a distância entre o aparelho e o obstáculo. 10 14 Raios infravermelhos Luz vermelha Luz alaranjada Luz amarela Luz azul Luz anil Luz violeta Raios ultravioleta F(Hz) EXERCÍCIOS 73 . e que a velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas vale.

SUGERIMOS QUE NÃO TENTE RESOLVER OS EXERCÍCIOS SEM QUE TENHA CERTEZA DA RESPOSTA QUE VAI DAR. ELETROMAGNÉTICAS. ( )a onda sonora é uma onda longitudinal . III – COM OS DADOS DO GRÁFICO AO LADO. VOCÊ DEVE SABER : • • • CONCEITO . LONGITUDINAIS.VOCÊ AGORA VAI VERIFICAR O QUE APRENDEU DO ESTUDO DO TEXTO E. BI E TRIDIMENSIONAIS.( ) AH d. II. UNI. SE FOR O CASO. PARA RESOLVÊ-LOS.( ). NOS PARÊNTESES . QUE SÃO ONDAS TRANSVERSAIS. O QUE PRECISA ESTUDAR MAIS . ASSINALE A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA NAS QUESTÕES 1 E 2 . A LETRA ADEQUADA. ( ) a luz é uma onda eletromagnética. NOS PARÊNTESES. COM UM X. ( ) o timbre é a qualidade que permite classificar o som em grave ou agudo. 1. MECÂNICAS.CE c. ( ) CE c. ( ) a intensidade é a qualidade do som que nos permite classificá-lo em forte ou fraco. 4. 3. 2. OS ELEMENTOS. ( V) SE JULGAR VERDADEIRO OU ( F) SE JULGAR FALSO O CONTEÚDO DAS AFIRMAÇÕES . OS CASOS DE SUPERPOSIÇÃO DE ONDAS.( ) onda longitudinal C – É uma perturbação em propagação 4. O comprimento da onda é representado pelo segmento . ( ) FG b. 1. 3.( ) onda A .ESCREVA. I – RELACIONE A COLUNA DA ESQUERDA COM A DA DIREITA ESCREVENDO . 74 . A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA . A amplitude da onda é representada pelo segmento a .( ) onda eletromagnética E – Propaga-se tanto em meio material com no vácuo. ( ) AH d ( ) BC 2. AS PROPRIEDADES E AS CARACTERÍSTICAS DAS ONDAS . a ( ) FG b.A direção da perturbação é perpendicular a da propagação 2. 1. Confira sua resposta na chave de correção. AS QUALIDADES FISIOLÓGICAS DO SOM E O QUE É REFLEXÃO DE ONDAS SONORAS. ( ) AE IV – ASSINALE. NOS PARÊNTESES .( ) onda transversal B – Necessita de um meio material para sua propagação.

( ) A = 4 cm. III – 1. ( ) A = 3 cm d. emitidos por instrumentos diferentes A qualidade que permite classificar o som em grave ou agudo é altura . mas uma onda bidimensional não pode propagar-se em um meio tridimensional . será : a . 4. propaga-se no vácuo com velocidade de 300 000 km /s. 5. ( ) Chamamos de período o tempo necessário para que uma onda execute uma oscilação completa. 4. V . dadas as duas ondas da figura ao lado e sabendo –se que a amplitude de cada uma vale A = 2 cm. ( C). (B). ( ) A = 2 cm c. ( ) Para percebermos dois impulsos sonoros. 75 . 3. Auto – avaliação I – ESCREVA . ( V) (V) (V) (F) – o timbre e´ a qualidade que permite ao ouvido distinguir dois sons de mesma altura e intensidade. é necessário que haja um intervalo de 1 segundo entre eles. a (x) 2. SE FALSO. ( ) Uma onda tridimensional pode propagar-se em um meio bidimensional . ( ) Altura é a qualidade do som que nos permite classificá-lo em grave ou agudo. (D). d (x) – no ponto em que ocorre a superposição de ondas. ( E). SE VERDADEIRO . d ( x ) IV – 1. o efeito resultante é a soma dos efeitos que cada uma produziria separadamente . 6. II 1. ( ) A velocidade de propagação das ondas mecânicas no vácuo é de 340 m/s . (A). por ser uma onda eletromagnética. CONFORME O CONTEÚDO DAS AFIRMAÇÕES. b. 2. 3. no ponto P. O F. 3. ( ) A = 0 cm. NOS PARÊNTESES . 5. 4.1. 2. 2. I 1. 1. Chave de correção . ( ) A luz . a amplitude total quando da superposição das duas ondas.

( ) objetiva. ocorre transferência de energia de um ponto para outro sem que haja transferência real de matéria.( ) longitudinal. O comprimento da onda é dado pelos pontos a. ele se aproxima da normal. 17 . ( ) Quando um raio luminoso passa de um meio menos para outro mais refringente. As questões 18 e 19 referem-se ao gráfico abaixo: 18.( b. ( ) centro óptico. 8. Em um microscópio . 15 . a lente ou conjunto de lentes que fica do lado do olho do observador é chamada de: a.( ) transversal c. ( ) Se sobre um corpo amarelo incidir um raio de luz monocromática vermelha esse corpo nos parecerá preto. 9.( )CeG b. ) centro óptico. a luz propaga-se segundo trajetórias retilíneas . b. nos dias quentes e secos. Em um instrumento óptico. II – ASSINALE. ( ) E e G 76 .( ) paralela. ( ) Quando dois raios de luz se cruzam. a. ( ) Os corpos iluminados são fontes secundárias de luz. há uma superposição de ondas que provoca interferência nos raios. Quando a direção da perturbação é perpendicular à direção da propagação. b. 14. 16. converge ou diverge. A ÚNICA ALTERNATIVA CORRETA EM CADA QUESTÃO. ( ) A e B c. temos uma onda. pode ser explicada pela variação do índice de refração do ar atmosférico com a temperatura . ( ) Em um meio homogêneo e transparente. c. 10. de acordo com o tipo da lente. ( ) transversal e longitudinal . 13. o conjunto de lentes que fica do lado do objeto é chamado de . ( ) ocular.7.( ) eixo principal ) ocular. d. ( ) A ilusão de existência de poças de água em estradas asfaltadas. a . ) objetiva. ( ) normal d. 11.( d. 12. COM UM X NOS PARÊNTESES. ( ) Um raio luminoso que passa pelo centro óptico de uma lente. ( ) No movimento ondulatório .( c.

a velocidade das ondas eletromagnéticas. NOS PARÊNTESES .d. mas uma onda tridimensional não pode propaga-se em um meio bidimensional 6 ( F ) – As ondas mecânicas não se propagam no vácuo e. é necessário que haja um intervalo de 0. CHAVE DE AVALIAÇÃO CORREÇÃO DA AUTO – Questões Respostas I–1 (V) 2 (F) – Para que percebamos dois impulsos sonoros . ( ) H e I . se a velocidade do som na água é de 1 450 m/s ? IV – RELACIONE A COLUNA DA ESQUERDA DE ACORDO COM OS DESENHOS A DIREITA ESCREVENDO. Sabendo –se que o seu período e: T = 2 s . no vácuo. 3 (V) 4 (V) 5 (F) – Acontece exatamente o inverso: uma onda bidimensional pode propagar –se em um meio tridimensional. Sabendo –se que a altura do mastro é de 4 metros. 77 . b. ( ) H e I 19. III – Resolva (use folha avulsa) 20. qual a altura da haste ? 21. ( ) C e E. A amplitude da onda é dada pelos pontos a. além disso. Qual a menor distância entre uma pessoa e um obstáculo refletor para que ela possa perceber o eco de um som que emita? 23. o intervalo de tempo entre a emissão e a recepção de um pulso sonoro é de 4 segundos.( ) C e G. Uma onda propaga –se em uma corda com velocidade de 4 m/s . um mastro projeta uma sombra de 10 metros no mesmo instante em que uma haste vertical projeta uma sombra de 50 centímetros. qual o comprimento dessa onda ? 22. A LETRA ADEQUADA. 24 ( ) Lente convexo – côncava 25 ( ) Lente biconvexa atenção : confira sua resposta na chave de correção . O som propaga-se na água com velocidade de 450 m/s. Um navio equipado com sonar verificou que. em uma dada região do oceano Atlântico. é de 300 000 km/s. c( )HeF d. Qual a profundidade dessa região.12 segundo entre eles.

( x ) objetiva b. temos: h s 4 = 10 ⇒ 10h = 2 ⇒ h = 0. ( x ) H e I Dados : Sombra do mastro S = 10 m Sombra da haste s = 50 cm = 05. Dados v = 4ms Resolução : Sendo λ = v .: a altura da haste é de 20 centímetros. ( x ) ocular b.: a onda mede 8 metros. T .5 resp.2 ⇒ λ = 8m resp. não sofre nenhum desvio . (V) (V) d. ( x ) transversal a. Dados : v = 1 450 m/s Resolução Sabemos que o menor intervalo de tempo para que se possa percorrer o eco e de 0. quando raios de luz de cruzam .7 8 9 10 11 12 13 14 II – 15 16 17 18 19 III – 20 (V) (F) – Qualquer raio luminoso que passa pelo centro óptico de uma lente. seja ela convergente ou divergente. m Altura do mastro H = 4m h = ? Resolução Usando a relação H = S .2 m h 0.1 78 T = 2s λ= ? . cada um deles segue seu trajeto como se os outros não existissem. T ⇒ λ = 4 . ( x ) C e G d. basta substituirmos os valores na equação λ = v . (V) (V) (V) (F) – De acordo com o princípio da independência dos raios de luz.

FENÔMENOS ELÉTRICOS A eletricidade é a parte da física que estuda os fenômenos de natureza elétrica. etc. AS LEIS DE COULOMB E DE OHM.). No entanto. Carga elétrica positiva e negativa Realizando –se experiências com vários corpos eletrizados. adquiria a propriedade de atrair corpos leves. Thale de Mileto observou que um pedaço de âmbar. foram surgindo para fazerem referências aos comportamentos semelhantes ao do âmbar. o tempo gasto para encontrar o fundo foi de 2 s ( : 2 ) . As primeiras descobertas das quais se tem notícia. eletrização. Como a palavra grega que significa âmbar é elétron. Neste módulo. você vai ler textos e resolver exercícios que lhe permitirão: 1 . constituído pelos corpos que se comportam com uma barra de borracha atritada com um pedaço de lã e que dizemos que estão eletrizados negativamente ou que possuem carga negativa. RESISTÊNCIA ELÉTRICA. vemos estudar as cargas elétricas em repouso ( eletrostática ) e em +movimento ( correntes e circuitos elétricos ). 2 ) . CORRENTE ELÉTRICA. MATERIAIS ISOLANTES E CONDUTORES . em dois segundos o pulso percorreu 2 900 m ( 1 450 . Observa-se que os corpos pertencentes a cada um dos grupos repelem –se uns ao outros. TIPOS DE ELETRIZAÇÃO. IV – 24 25 (F) (A) ELETRICIDADE Nestas atividades de ensino.: a profundidade dessa região é 2 900 metros . os termos eletrizado. Resolução : A resolução é idêntica ao exercício anterior : se o pulso sonoro gastou 4 segundos para ir ao fundo e voltar . após ser atritado com uma pele de animal. constituído pelos corpos que têm comportamento igual ao de uma barra de vidro atritada com seda e que chamamos de corpos eletrizados positivamente 9 adquiriram carga elétrica positiva) e outro. somente a partir do século XV é que começaram a ser feitas observações sistemáticas e cuidadosas a respeito dos fenômenos elétricos.5 metros. . o que nos faz concluir que : EXISTEM DOIS TIPOS DE CARGAS ELÉTRICAS : CARGAS POSITIVAS ( + ) E CARGAS NEGATIVAS ( . 0.5 m Resp: a menor distância deve ser de 72. como pedaços de palha e sementes de grama . Resp.IDENTIFICAR CARGA ELÉTRICA. 79 . AS CARGAS ELÉTRICAS DE MESMO SINAL SE REPELEM E AS DE SINAL CONTRÁRIO SE ATRAEM . Como a velocidade do som na água é 1450 m/s . relacionadas com os fenômenos elétricos. verificou-se que eles podem ser separados em dois grandes grupos : um . eletricidade.segundo e com nesse intervalo de tempo a onda sonora percorre 145 metros ( 1 450 . Dados : t = 4s v = 1 450 m/s . a pessoa deve estar a uma distância de 145 m ⇒ 2 = 72 . mas atraem os corpos do outro grupo. foram feitas pelos gregos.1 ) . 2 – INTERPRETAR CIRCUITOS ELÉTRICOS E ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES .

porque certos materiais têm a capacidade de bloquear os efeitos elétricos. demonstra um dos tipos de eletrização : a eletrização por atrito . neste instante. neutros (partículas sem carga) e elétrons (partículas com carga negativa). perderá elétrons o átomo que exercer menor força sobre eles. os elétrons do metal serão atraídos para este lado. o colocamos próximo a pedacinhos de papel ( você já viu que o papel é atraído pelo pente) . se constituem de prótons (partículas com carga positiva). apenas os elétrons podem ser trocados entre dois corpos. Mas não é o atrito a única forma de eletrizarmos um corpo. onde é necessário. a aproximação dos corpos. Você sabe que os corpos são constituídos por átomos. não se deslocam por simples atrito. ISOLANTES E CONDUTORES As pessoas que trabalham com eletricidade usam. cada uma das partes se apresentará carregada eletricamente: uma positiva (a da direita) e outra negativa (a da esquerda). porque os prótons. 80 . apenas . por estarem no núcleo do átomo. por sua vez. o que acontece uma separação de cargas elétricas. as cargas negativas dos átomos têm a capacidade de se movimentar no interior do material. deixando a metade da direita com falta de elétrons. ferramentas com proteção de borracha e . como se pode ver por essa experiência: se colocarmos duas metades de uma esfera metálica (A). existe uma outra forma de eletrização que é observada em certos materiais .  o atrito é uma maneira de se fazer com que os átomos de dois corpos interajam. separando-a da metade da esquerda (C). _que. luvas de borracha ou plástico. normalmente. Com essas precauções evita-se a possibilidade de um choque. de forma que fiquem juntas (veja a ilustração) e aproximarmos um bastão carregado positivamente do lado esquerdo da esfera (B). o número total de prótons e de elétrons não se altera.A experiência que se faz quando se passa um pente seguidamente nos cabelos e logo após . até mesmo. ou seja. Se. podemos dizer que : Há dois tipos de eletrização : eletrização por atrito. suspensas por dois fios de seda. afastamos rapidamente a meia esfera da direita. sapatos com sola de borracha. onde há necessidade de contato entre os corpos. e eletrização por indução. Então . carregada positivamente. conhecida como eletrização por indução.  pelo atrito. Nos metais. Lembre-se de que :  no processo de eletrização.

q1 q2 R2 Onde: F é a força de atração ou repulsão k é uma constante de proporcionalidade denominada constante dielétrica do meio. etc. ou seja : CONDUTORES NÃO MATERIAIS QUE PERMITEM A TRANSMISSÃO DE ELETRICIDADE . por terem elétrons livres. que no SI ( sistema internacional de medidas ) é : K = 9 .Assim : Isolantes ou Dielétricos são materiais que dificultam a transmissão de eletricidade. descobriu a relação matemática que descreve. a madeira. apenas esse valor . vamos utilizar no nosso curso. 109 Nm2 C2 Onde: N = newton m = metro C = coulonb ( unidade de carga elétrica no S. Charles Coulomb. o vidro . São exemplos de isolantes a porcelana. Os metais são os melhores exemplos de condutores . Um físico francês . as forças de atração e repulsão entre elas: A FORÇA DE ATRAÇÃO OU REPULSÃO ENTRE DUAS CARGAS ELÉTRICAS É DIRETAMENTE PROPORCIONAL AO PRODUTO DAS CARGAS E INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE ELAS. após estudar as interações entre os tipos de cargas. Muitos valores de k são conhecidos. q1 e q2 são as duas cargas elétricas é r e a distância entre as cargas. o plástico. a borracha. Ao contrário dos isolantes. Ou seja : F = k . quantitativamente. o papel. mas como normalmente as experiências são realizadas no vácuo. os condutores são materiais que.I ) 81 . possibilitam o movimento de cargas no seu interior .

foi introduzido. obtemos F = E . para obtermos uma corrente elétrica. usualmente simbolizado por E. é necessário que tenhamos uma forma de orientar esses elétrons. que atua em uma carga situada em um ponto do campo e q é módulo da intensidade da carga sobre a qual está agindo a força F. eletrizada positivamente. que atua sobre uma carga positiva colocada no campo. chamado de vetor campo elétrico e que tem as seguistes características O módulo. Como. no sistema SI. nesse sistema. denominado intensidade do campo elétrico. q onde: F é módulo da força F. em física. conforme enunciado na lei de Coulomb. conhecendo-se os outros dois . q . o que nos permite calcular qualquer um dos elementos q da igualdade. A direção e o sentido de E são dados pela direção e sentido da força F. onde outras cargas ficam sujeitas a forças de origem elétrica. a unidade para a medida de E será N/c ( newton por coulomb ). os valores de F e q são dados em newton (N) e coulomb ( C ) . ou uma carga puntiforme qualquer. apoiada em u suporte isolante. chamamos campo elétrico. A essa região do espaço que envolve a esfera. é dado pela expressão E= F . CORRENTE ELÉTRICA Já sabemos que nos metais os elétrons livres existem em grande número e que percorrem o material em trajetórias desordenadas. observe que da expressão E = F . respectivamente. verificamos que ela sempre sofre a ação de forças. como ilustrado a seguir . é fácil deduzir que . Para explicar o mecanismo de ação dessas força. Suponhamos que as duas esferas ao lado estejam carregadas eletricamente uma com carga positiva e a outra negativa – e que a distância que as separa não permita que apareça uma força de atração entre elas. fazendo com que eles se movimentem em uma certa direção. 82 . CORRENTE ELÉTRICA É O MOVIMENTO ORDENADO DOS ELÉTRONS DE UM MATERIAL EM UMA TRAJETÓRIA DEFINIDA .CAMPO ELÉTRICO Acabamos de estudar que a força elétrica se manifesta a uma certa distância . O campo elétrico pode ser representado em cada ponto do espaço. cujas intensidade variam de acordo com a distância da esfera ( comprovando a lei de coulomb ) . o conceito de campo elétrico. Ao explorarmos a região com o auxílio de uma carga puntiforme positiva q. temos o que se denomina corrente elétrica. Assim. devido aos choques de uns com outros. Consideremos o espaço ao redor da esfera. Quando se consegue fazer com que esse elétrons se desloquem em um mesmo sentido. por um vetor.

Isso visa a facilitar certos cálculos em eletricidade. uma corrente elétrica atravessando o fio condutor.. Para quantificar o potencial e a diferença de potencial . denominada volt. assim .- . toma-se o sentido da corrente elétrica com sendo contrário ao do movimento dos elétrons. 1V= 1 J . dessa forma. a unidade de medida é o joule/coulomb.- Se tomarmos um fio condutor e colocarmos suas extremidades nas duas esferas. enquanto que os elétrons se movimentam porque são livres. que se desloca de um polo para outro. por que são os elétrons e não os prótons . Chamamos de região de alto potencial àquela da qual a carga é repelida e de região de baixo potencial àquela para a qual a carga é atraída . Diferença de pontêncial Para que os elétrons passem através de um condutor. que se movimentam SENTIDO DO MOVIMENTO DOS ELÉTRONS SENTIDO CONVENCIONAL DA CORRENTE ELÉTRICA através de um fio condutor ? Você deve ter respondido que os prótons não se movimentam. Assim podemos concluir que : SOMENTE CIRCULARÁ CORRENTE ELÉTRICA ENTRE DOIS PONTOS SE HOUVER UMA DIFERENÇA DE POTENCIAL ENTRE ELES. Por convenção. Termos . formando uma corrente elétrica. que poderão atingir . OU SEJA .. Quando dizemos que a bateria de um automóvel apresenta uma voltagem de 12 V. no sistema SI. significa que uma energia de 12 J é transferida para cada 1 C. as cargas positivas pelas quais são atraídos. C E isto significa que o campo elétrico transmite a cada carga de 10 uma energia de 1 J. 83 . Pense e responda .. através de um fio condutor. porque são cargas que pertencem ao núcleo do átomo e o núcleo do átomo é fixo. estaremos fornecendo caminho aos elétrons livres da esfera B. DA REGIÃO ONDE HÁ ACÚMULO DE CARGAS NEGATIVAS PARA A QUE TEM ACÚMULO DE CARGAS POSITIVAS . Assim. vimos que foi necessário haver um acúmulo de cargas positivas e negativas em duas esferas. O MOVIMENTO DOS ELÉTRONS SE DÁ DE UMA REGIÃO DE MAIOR POTENCIAL PARA UMA DE MENOR POTENCIAL.+ + + + + + + - + + .

por esses condutores. Diferença de potencial. desta forma . Um cientista chamado Ohm. maior será a intensidade da corrente no fio. isso que dizer que o campo elétrico realiza um grande trabalho sobre um dada carga que se desloca entre dois pontos desse fio ( a carga recebe. que entre os pontos A e B haja.estão blindadas. 1 A = 1C . Representando por V. podemos escrever. percorrido por uma corrente de intensidade i. a diferença de potencial aplicada às extremidades do condutor. agora. V = constante i 84 . uma. Lei de Ohm. Consideremos um fio condutor . Com isso . apresentam-se envolvidas por capas metálica. já sabemos. Sabemos que as cargas elétricas tendem a se localizar em sua superfície externa e isso faz com que todos os pontos do interior do condutor – quer na parte material. 1s 1s Blindagem eletrostática Consideremos uma seção de um condutor eletrizado. tomando um condutor e submetendo-o a várias diferenças de potencial. a unidade de intensidade de corrente será dado por : 1C . Consideremos. t Sabendo-se que no SI a unidade de carga é o coulomb e a de tempo é o segundo. que recebe o nome de ampéres e é representada pela letra A. É por isso que algumas válvulas e outra peças de um aparelho de IV. simplesmente intensidade.voltagem ou de alta – tensão . por exemplo. Quanto maior o número de elétrons. definimos uma outra grandeza: a intensidade de corrente elétrica ou . pois.É muito comum alguém dizer que um fio é de alta . Assim enunciou a lei que leva o seu nome : A INTENSIDADE DE CORRENTE QUE PERCORRE UM CONDUTOR É DIRETAMENTE PROPORCIONAL Á DIFERENÇA DE POTENCIAL APLICADA ÀS SUAS EXTREMIDADES. podemos expressar esse conceito assim : i = q . uma cavidade no interior de um condutor é uma região que não será atingida por efeitos elétricos produzidos externamente. um fio condutor que é percorrido por uma corrente elétrica. verificou que a intensidade da corrente elétrica variava proporcionalmente com a diferença de potencial nos terminais do condutor. Dessa maneira. eletrostaticamente . do campo. que em sua cavidade ( no caso de ele ser oco ) – formem um campo elétrico nulo. Para que isso aconteça é necessário. uma grande quantidade de energia em seu deslocamento ) . Designando a intensidade pela letra i . que passarem pelo fio em uma unidade de tempo .

ela percorrerá a mesma distância. a constante tinha um valor distinto. com a mesma área de seção transversal a e de comprimento 1 e 2 ( sendo 1 >2 ). Como todos os materiais existentes apresentam. Seja um fio metálico condutor. nota-se que para um dado condutor. podemos escrever a equação da lei de Ohm das seguintes formas : V = R ou V = i R i sendo R o quociente entre a diferença de potencial ( V ) e a intensidade da corrente ( i ) em um condutor. Para que as cargas elétricas que se movem em dois condutores. Se uma mesma quantidade de carga atravessar os dois condutores. O outro fator que influi no valor da resistência de um condutor é a sua área de seção transversal. uma certa resistência elétrica . sua unidade de medida no SI será dada por : 1V. no condutor mais fino. A intensidade de correntes i que percorre o condutor é a medida da quantidade de carga que atravessa. ou seja : R ~  Onde R é a resistência do condutor e  o seu comprimento. i Experimental. também . 1A RESISTÊNCIA ELÉTRICA Como você já aprendeu. será mais fácil para as cargas elétricas percorrerem o condutor 2 pois a distância a ser percorrida é menor . para o caso dos condutores 1 e 2. a carga encontrará maior oposição à sua passagem do que no condutor de maior diâmetro. sua resistência dependerá de dois fatores importantes : o comprimento e a área do condutor . o espaço disponível para esta carga se mover é menor do que no de área a2. a resistência de um condutor é dada pela relação entre a diferença de potencial nos terminais deste condutor e a corrente que o percorre : R=V .Ohm notou. feitos do mesmo material. escrever: 85 . que para cada material . uma seção transversal do condutor. atravessem estes condutores. terão que percorrer respectivamente as distância 1 e 2 . em maior ou menor grau. com o mesmo comprimento (1 = 2 ) . Assim. 1A que recebeu o nome de 1 Ohm e que é representada pela letra grega ômega : 1 Ohm = 1 Ω = 1 V . quando maior for o condutor. mas com áreas de seção transversal diferentes : a1 < a2. por unidade de tempo. sendo essa uma propriedade do material do qual é feito o condutor. Assim. feitos do mesmo material. mas no condutor de área a1. de comprimento  e seção transversa de área a . maior será a dificuldade que as cargas encontrarão para atravessá-lo . Examinemos o caso de dois condutores. então . A essa constante de cada material foi dado o nome de resistência elétrica. então . R. Vamos estudá – los. Podemos.

( unidade de área ) ( Unidade de comprimento ) P = Ω .6 x 10 –8 86 . temos : a R =  a que representa a relação de proporcionalidade entre a resistência de um condutor e o seu comprimento e a área de seção transversal .8 x 10 –8 1.4 x 10 –7 7. Na tabela a seguir. m2 ⇒ p = Ω . denominada resistividade do material. a unidade de resistividade do material será dada por : P = ( unidade de resistência ) .0 x 10 –7 4. damos alguns desses valores . Sabemos que cada material condutor apresenta características diferentes. m ) 2. SI . A RESISTÊNCIA DE UM CONDUTOR É DIRETAMENTE PROPORCIONAL AO SEU COMPRIMENTO E INVERSAMENTE PROPORCIONAL À ÁREA DE SEÇÃO TRANSVERSAL .R = 1 Resumindo as duas conclusões anteriores.7 x 10 – 8 3. m m A resistividade de vários materiais já foi determinada .8 x 10 – 7 5. Isso é expresso pelo valor da resistividade P que cada material apresenta . Material Alumínio Cobre Carbono Ferro Manganina Níquel Prata Aço Tensgstênio Resistividade ( em Ohm .8 x 10-8 1. de acordo com a sua constituição .6 x 10 –8 1. se forem feitos de material diferentes. Existem materiais condutores nos quais as cargas encontram maior oposição à sua passagem do que em outros. Assim.5 x 10 –5 1. dois condutores de mesmo comprimento e mesma área de seção transversal apresentarão resistências diferentes. teremos uma igualdade: R = P  a No sistema internacional de medidas. Se introduzimos na relação : R =  a a constante de proporcionalidade P.

( ) A resistência de um condutor depende do seu comprimento e da sua área 3. ELETROSTÁTICA E RESISTÊNCIA SE VOCÊ TEM ALGUMA DÚVIDA. 7.( ) No processo de eletrização.5 A b.( ) Há dois tipos de carga elétricas : cargas positivas e cargas negativas. INTENSIDADE DE CORRENTE. ESCREVA NOS PARÊNTESES.( ) Há dois tipos de eletrização : por atrito e por indução. é : a ( ) 0. 8. 4.( ) Uma região do espaço onde cargas elétricas ficam sujeitas a força de origem elétrica é chamada de campo elétrico. 1. RESPONDENDO ÀS QUESTÕES QUE SE SEGUEM. A intensidade da corrente.( ) Uma cavidade no interior de um condutor não é atingida por efeitos elétricos produzidos externamente .4 . V OU F. 10.Exercícios: FAÇA A VERIFICAÇÃO DO QUE VOCÊ APRENDEU DO ESTUDO DO TEXTO.6 .  QUAIS SÃO OS TIPOS DE ELETRIZAÇÃO  QUE SÃO ISOLANTES E CONDUTORES  QUAIS SÃO AS LEIS DE COULOMB E OHM  OS CONCEITOS DE CORRENTE ELÉTRICA. 10-2C estão no vácuo. A força de repulsão entre elas.( ) Na eletrização por indução há necessidade de contato entre os corpos. passou uma carga de 60 C.3 . DIFERENÇA DE POTENCIAL. 10-2C e q2 = -5 . VOCÊ DEVE SABER :  QUAIS SÃO OS TIPOS DE CARGAS ELÉTRICAS.( ) 18A 87 . vale: a. 12. nesse caso. 10 –4N b ( ) 0.( ) A força de atração entre duas cargas elétricas é diretamente proporcional ao produto das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas.( ) 0. durante um tempo de 30 segundos. PARA ISSO. 104 N 2 . CONFORME AS AFIRMATIVAS SEJAM VERDADEIRA OU FALSA. 10 5N d ( ) 0. II – Assinale com um X nos parênteses . CAMPO ELÉTRICO. há um aumento no número total de prótons. a única alternativa correta em cada questão . Duas cargas q1 = -3 . 10 9 Nm2/c2. 1 ( ) A intensidade de corrente que ocorre num condutor é diretamente proporcional à diferença de potencial aplicada às suas extremidades. 11. 9. 6. sendo K = 9 . 2. 5. BLINDAGEM. VOLTE AO TEXTO ANTES DE TENTAR RESPONDÊ-LO CONFIRA SUAS REPOSTAS NA CHAVE DE CORREÇÃO .3 .( ) Dielétricos são materiais que dificultam a transmissão de eletricidade .( ) A direção e o sentido do vetor campo elétrico são dados pela direção e sentido da força que atua sobre uma carga positiva colocada no campo.( ) Cargas elétricas de mesmo sinal se atraem e de sinais contrários se repelem. separadas por uma distância de 5 metros. 10 –4 N c ( ) 5. Por uma seção de um condutor.

10.( F ) – Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais contrários se atraem.(V). 6. 105N dados : q1 = -3 . Sua resistência é de .4 .( ) 0.(V). então : F = K q1 . 10 9Nm2 . 105N ⇒ F = 135 .( ) 1Ω d. a força de repulsão entre as duas cargas será diretamente proporcional ao produto de suas cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas.( V).5Ω c.1Ω 1 – Chave de correção I– 1. Um condutor. 15 . 7. 10 9 Nm2 .5 .(V). 10 –4N 25 F = 5. 12. 10-4C2 C2 25m2 F = 9 .5 A.( ) 10Ω b. é percorrido por uma corrente de 0. ( -3 .d. 10 –2C distância = 5 m resolução : pela lei de Coulomb.( ) 2A 3.( ) 2. 109 .c. II – 1. a. q2 R2 F = 9 . 10-2C ) .( ) 3A d.(V). 8.c.( V). 15 . 11.(x) 5. 5. 4.( F ) . quando submetido a uma diferença de potencial de 5V. 9.4 .(V). o que acontece é uma separação das cargas elétricas. 105N 25 2.No processo de eletrização .( F) – O tipo de eletrização que necessita de contato entre os corpos é a eletrização por atrito. ( -5 .(V). 3. o número de prótons e de elétrons não se altera.(V). 10-2C K = 9 . 10-2C ) C2 (5m)2 F = 9 . 10 9 Nm2 / c2 q2 = . temos: 88 .(x) 2 A Dados : t = 30s q = 60 c Resolução : do conceito de intensidade de corrente. 2.

algumas representações que serão muito usadas neste texto:  Resistores:  Geradores ou fontes: ou Veja. onde assinalamos os pontos 1 . diferença de potencial (V) = 4V. a . 3 e 4 .R 5 V = 0. 2. 89 . no qual temos : resistência (R) = 2Ω. o circuito ao lado. os valores dados : i = 60 C 30s i = 2 C/s i = 2A 3. Já aprendemos que é necessário uma diferença de potencial entre dois pontos para que entre eles circule uma corrente elétrica. entre 3 e 4 .5 A R = 10 V/A R = 10Ω CIRCUITOS ELÉTRICOS Existem peças especialmente construídas para oferecer resistência á passagem de corrente. composto de dois pólos que se encontram a uma determinada diferença de potencial. uma resistência R e entre 2 e 3 e 4 e 1 temos trechos de linha reta. Estudemos. nessa equação .5 A diferença de potencial V = 5V Resolução : pela lei de Ohm . Observando esse circuito. 0. agora. (x) 10Ω Dados . de forma a possibilitar circulação de corrente. R R = 5V . temos o que se chama de circuito elétrico. temos : V = i R.i = q . Ao conectarmos um gerado a condutores . a representação de um circuito elétrico no qual temos um resistor R ligado aos terminais de um gerador V. notamos que entre os pontos 1 e 2 há uma diferença de potencial V. por exemplo . nas quais encontramos resistência concentradas. t substituindo. 3 4 e 1 . Substituindo os valores conhecidos : V=i. As setas indicam que a corrente circulará percorrendo os pontos 2 . Veja. i = 0. agora . Essa peça . que representam condutores de resistência desprezível.5 A . são chamadas de resistores e têm a finalidade de reduzir a passagem de corrente elétrica em determinados caminhos de um circuito elétrico. Essa diferença de potencial pode ser conseguida utilizando-se de um elemento chamado gerador elétrico.

3 = 4 Ω . 0 V1.3 = 4 V (1 A = 1 V . R V2.O valor da intensidade de corrente será dado pela lei de Ohm : V=i R 4 V = i . 2Ω i = 4V 2Ω i = 2 A ( a unidade de intensidade é o ampére .3 = i .2 = 2 A . V2.2 = 2 A .3 = 2Ω .2 = 0 V A diferença de potência entre os pontos 2 e 3 será : V2. Vejamos os tipos de associação que podemos fazer com os resistores : 90 . então V1. lembra-se ?) A diferença de potencial entre os pontos 1 e 2 será: V1.2 = i R V1. 2 V2. R mas entre 1 e 2 a resistências é desprezível . então 1 V = 1Ω) 1Ω Associação de Resistores A grande maioria dos circuitos utilizados na prática é constituída por um gerador e um grande número de resistores ligados uns aos outros .

R2 = 6A .5 Ω. nos extremos de cada resistor. se os resistores têm valores do diferentes. no circuito ao lodo.3 = i . vemos calcular as diferenças de potencial V2. 5 Ω R3 = 1Ω.ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE A associação dos resistores em série . exceto para resistores iguais. a resistência elétrica equivalente é igual a soma das resistências elétricas da associação ( em série ). V6.3.5 Ω + 3Ω ⇒ R = 8. 3 Ω V 4. R1 = 6A . R 3 = 6A . V 2.7 = i .9. V4. circuito ficaria assim: 91 . Se fosse necessário substituir todo o conjunto de resistores por um único capaz de produzir o mesmo efeito elétrico que a associação dos outros produz.9 = 18 V Repare que. Assim. 1Ω V 8. temos i = 6 A.3 = 18 V V4.  A soma da direrença de potencial em cada resistor égual á diferença de potencial fornecida pelo gerador ou fonte. apresenta as seguintes características :  a corrente i que atravessa cada trecho do circuito e a mesma  a diferença de potencial.5 = 9V V6.5.9 = I .5 = i . Ω V2. ou seja. R4 = 6A . se . 1. o nosso.5 Ω V 6. como na figura . deveríamos fazer R = R1 + R2 + R3 + R 4 ⇒ R = 3Ω + 1. a diferenças de potencial nos extremos de cada um deles é diferente. R1 = R4 = 3Ω R2 = 1 .7 e V 8. Então . e distinta.7 = 6V V 8.

mesmo para resistores de valores diferentes A intensidade de corrente. Na associação em paralelo. exceto em resistores de mesmo valor.R2 e R3 estão ligados entre os pontos 1 e 2. dividir –se – á em três parcelas que atravessarão as resistências. supondo que R1 = 1Ω. ao atingir o ponto 1 . 92 .ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO Uma associação de três resistores em paralelo entre dos pontos a e b tem as seguintes características : A diferença de potencial em cada resistor e a mesma . Vemos que os resistores R1 . R2 = 2Ω. a resistência equivalente e dada por . assim a diferença de potencial em cada resistor é igual a diferença de potencial nos terminais do gerador. teremos : i1= 10 V ⇒ I1 = 10 A 1Ω i2 = 10 V ⇒ i2 = 5A 2Ω i3 = 10 V ⇒ i3 = 2. em cada resistor será distinta. Dessa forma. pois cada um dos pontos 1 e 2 está ligado a um terminal do gerador.5 A Isso acontece porque a intensidade da corrente. 5 . R3 = 4Ω e que o gerador tenha uma voltagem de 10 v em seus terminais.5 A 4Ω i = 10 . 2. Podemos concluir que no resistor de maior valor teremos a menor corrente e viceversa.5 ⇒ 17.

então uma variação na energia dessa corrente mas não na sua intensidade . sem que os demais aparelhos elétricos sejam desligados . também . menor será a resistência equivalente do conjunto e. Entre os fios A eB e mantida uma diferença de potencial que. Notamos. são ligadas em série e quando qualquer uma delas se queima. Analisando essa expressão. A unidade de potência no SI é o W ( watt = J ) . Muitas vezes temos necessidade de conhecer a potência desenvolvida por um aparelho elétrico . A POTÊNCIA DESENVOLVIDA POR UM APARELHO ELÉTRICO É IGUAL AO PRODUTO DA DIFERENÇA DE POTENCIAL A QUE É SUBMETIDA PELA INTENSIDADE DE CORRENTE QUE O PERCORRE. maior será a corrente total que passará pelo medidor de energia elétrica situado na entrada da residência. Na figura. Ao passar por eles.1 = 1 + 1 + 1 . Veja : S Sendo: i = 1A = 1 C s e V=1V = 1 J . Os aparelhos elétricos não consomem corrente elétrica . a corrente perde energia (que aparecerá sob outras formas) acontecendo. normalmente . ligados entre os dois fios. Assim se associarmos em paralelo duas resistências iguais.V Onde: P é a potência desenvolvida pelo trabalho i = e´a corrente elétrica V é diferença de potencial a que esse aparelho é submetido . a resistência equivalente será : 1 = 1 + 1 ⇒ 1 = 2 ⇒ 1 = 1 ⇒ R = 30Ω R 60 60 R 60 R 30 Quando os elementos de um circuito elétrico estão todos ligados em série. conseqüentemente. sabemos que é possível apagar uma lâmpada qualquer . por exemplo. As Lâmpadas de uma árvore de Natal. cada uma de 60 Ω . estão submetidos a mesma voltagem. Isso é possível com o uso da equação: P=i. Isso acontece porque a instalação elétrica de uma residência e feita em paralelo. pois a corrente deixará de circular em todas elas. em nossas residências. todas as demais se apagam. podemos concluir que o valor de R R R 1 R2 R3 É menor do que o valor de qualquer uma das resistências da associação . Entretanto. a interrupção da corrente em qualquer ponto fará com que esta corrente seja interrompida em todos os elementos do circuito. C 93 . é de 110V ou de 220V. que quanto maior for o número de aparelhos elétricos ligados.

Conclui-se. RESOLVENDO OS EXERCÍCIOS.. R1 = R2 = 3 Ω . uma carga q. chamamos ... I –Complete as lacunas corretamente. AGORA ...... 3...... III – Resolva...........3....... De modo semelhante.... 1P = 1i .... um campo magnético que atuará sobre outra carga também em movimento.5 2... ou .. PARA ISSO.. II – Escreva ns parênteses .( ) conectando um gerador a condutores de forma a possibilitar a circulação de corrente. temos um circuito elétrico. 1.. EXERCÍCIOS FAÇA .... 1 J C 1P =1 J .4 ........ temos : i = 6 A.. a corrente que atravessa cada trecho do circuito e a mesma........... As peças especialmente construídas para oferecer resistência á passagem de corrente...P = i . os sinais e representam um .. então .... (V) verdadeiro ou (F) falso conforme o conteúdo das afirmações .... VOLTE AO TEXTO ANTES DE TENTAR RESPONDER AOS EXERCÍCIOS. no espaço em torno dela.) 1...( ) Em uma associação de resistores em série... 1V .... nos extremos de cada resistor .. ( use folha avulsa . VOCÊ DEVE SABER :  COMO INTERPRETAR CIRCUITOS ELÉTRICOS  QUAIS OS TIPOS DE ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES  O QUE É CAMPO MAGNÉTICO CASO TENHA ALGUMA DÚVIDA. 1. V..... nessa região... uma corrente elétrica e constituído por cargas elétricas em movimento........... 2.. 94 .. Qual a intensidade da corrente em cada um dos resistores do circuito ao lado.... CONFIRA SUAS RESPOSTA NA CHAVE DE CORREÇÃO ..... mesmo para resistores iguais.. 1P = 1 C S ... 2. haverá um campo magnético no espaço em torno desse fio. No circuito ao lado.......... cria ................ 3.. em movimento ...( ) Em uma associação de resistores em paralelo...... A VERIFICAÇÃO DE SUA APRENDIZAGEM... s Você aprendeu no texto 1 que uma carga cria ao seu redor um campo elétrico e que outras cargas. a diferença de potencial.... V3.... exercendo sobre ela uma força magnética.... ficam sujeitas a forças de origem elétrica... como sabemos ... .. V4...2 . se o gerador tem uma voltagem de 12V e R1 = 2Ω e R2 = 4Ω Chave de Correção .... pois. e distinta. R3 = 1 Ω Calcule as diferenças de potencial V1.. que se existir uma corrente elétrica passando por um fio........ O sinal representa um ....... V2.

I – Escreva. 2. não há necessidade de contato físico entre os corpos e ocorre uma diminuição no número total de prótons dos dois corpos .temos : R i 1 = 12 V ⇒ i1 = 12V ⇒ i1 = 6A R1 2Ω I2 = 12 V ⇒ i2 = 12V ⇒ i2 = 3A R2 4Ω Com este modulo . 4.2 = 18V V2. 3Ω ⇒ V2. a diferença de potencial .Dados : i = 6 A.4 = 6A .R3 = 1Ω Resolução : A diferença de potencial é dada por V = i . chamamos resistores . V.( ) Cargas elétricas de mesmo sinal se atraem e de sinais contrários se repelem.R Então : V1. 3.I – 1. se julgar verdadeiro ou F.( ) Existem dois tipos de cargas elétrica: cargas positivas e cargas negativas . 1. II – 1. 0 ⇒ V4. ( ) Corrente elétrica é o movimento ordenado de elétrons de um material em uma trajetória definida 7. III – 1. 2. 2.(V). nos parênteses.2 = 6A .( ) A intensidade de corrente elétrica é uma grandeza que define a quantidade de elétrons que passa por um condutor em um determinado intervalo de tempo. 8. nos extremos de cada resistor e a mesma. 10.4 = 6V V4. 9.5 = 6A .3 = 6A . 3. As peças especialmente construídas para oferecer resistência á passagem de corrente.5 = 0V 2. (V). R1 = R2 = 3Ω .(F) – Em uma associação de resistores em paralelo.( ) A cavidade interior de um condutor oco é uma região que não é atingida por efeitos elétricos produzidos no seu exterior 95 . O sinal representa um gerador ou fonte. 6. Os sinais e representam um resistor.3 = 18V V3. mesmo para resistores diferentes.( ) Uma região de alto potencial é aquela onde há acumulo de cargas negativas. Dados : R1 = 2Ω. 1Ω ⇒ V3. você finaliza o estudo da série de física. ( ) Na eletrização por indução.( ) somente circulará corrente elétrica entre dois pontos se ambos forem regiões de alto potencial . R2 = 4Ω e V = 12 V Resolução : sendo i = V . 3 Ω ⇒ V 1. se julgar falso o conteúdo das afirmações . a troca de elétrons entre os dois corpos. 5.( ) Na eletrização por atrito há necessidade de contato físico entre os corpos e ocorre. apenas. 3.( ) Dielétricos são materiais que dificultam a transmissão de eletricidade.

a letra adequada . 104N b. maior a resistência á passagem de uma carga. ( ) Equação da lei de Coulomb A – k = 9 .( ) 15 A e 45 V b.( ) Uma corrente elétrica. A intensidade da corrente e a diferença nos terminais do segundo resistor são . cria em torno dele um campo magnético .5Ω e 100V d. q2 r2 D–V=i .( ) 8 .( ) 18 A e 15 V 20.( ) 2Ω e 200V b. A intensidade do vetor campo elétrico em um determinado ponto P de um campo elétrico é igual a 4 .( ) 2Ω e 200V 21. 13.10-8C estão separadas por uma distância 3 centímetro.R III . 10-8 C e q2 = 2 .( ) 6 . 10 –4N c. com um x nos parênteses . 1023 15. se k = 9 . por 19.( ) 2 . 103N d.10-7C colocada nesse ponto P será a.Relacione a coluna da esquerda de acordo com a figura da direita escrevendo nos parênteses a letra adequada.104N/C.( ) 4 . a única alternativa correta em cada questão 18. Um resistor e um gerador são representados. A resistência equivalente à associação e a diferença de potencial entre os pontos X e Y são. é a. respectivamente. Na associação esquematizada ao lado. II – Relacione as colunas escrevendo . 12. 10-4N 96 .023 . 109 Nm2/C2 14. a.( ) 2 . A intensidade da força elétrica que agirá sobre uma carga q = 2 . associam-se em série dois resistores. sendo R1 = 2Ω R2 = 3Ω suas resistências.( ) 18 A e 30V c.( ) Constante dielétrica do vácuo B – N = 6. a. passado por um condutor .( ) Sentido convencional da corrente elétrica IV – Assinale. 10-3N 22. 16. A diferença de potencial medida entre os terminais do primeiro e de 30 V. 109Nm2/C2. todos os resistores têm resistência elétrica R=20 Ω .( ) 15 A e 30 V d. nos parênteses. A intensidade da corrente indicada e i = 10 A. respectivamente . respectivamente.( ) 4Ω e 200V c.11.( ) quanto maior o diâmetro de um condutor.( ) 8 . A intensidade da força de repulsão entre elas. Duas cargas elétricas puntiformes q1 = 1. 10 –3N b.( ) 0.( ) Equação da lei de Ohm C – F = k q1 .( ) Sentido do movimento dos elétrons 17.

d.( ) 8Ω d. o corrente só circula de uma região de alto potencial para uma de baixo potencial. b. 23. 8 (V) 9 (V) 10 (V) 11 (F) – Quanto maior o diâmetro do condutor. Um fio metálico tem comprimento L = 200 cm e área de seção transversal a = 4 . 5 (V) 6 (V) 7 (F) – Somente circulará corrente elétrica entre dois pontos se entre eles houver uma diferença de potencial. 103N d. 10-4cm2 . ou seja.c. 10-3N As questões 23 e 24 referem-se a tabela ao lado.( ) 4Ω c. b. c.( ) apenas o condutor 2.( ) 4Ω 25.( ) apenas o condutor 3.( ) 4 .( ) 8 . A resistência do condutor 2 é a. 24. 3 (V) 4 (F) – Na eletrização por indução. O(s) condutor(es) que esta(ão) de acordo com a lei de Ohm é (são ) a. a resistência desse a.( ) os condutores 1 e 2. o número total de prótons não se altera.Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e de sinais contrários se atraem.( ) 10Ω d.( ) os condutores 2 e 3 .( ) 12 Ω Atenção : Confira suas respostas na Chave de Correção . menor a resistência a passagem de uma carga : R = 1 .Sendo a resistividade do material igual a 2 . QUESTÕES RESPOSTAS I1 (V) 2 ( F ) .( ) 8Ω. a 12 (V) II – 13 14 15 III(C) (A) (D) 97 . no processo de eletrização .( ) 5Ω b. não há necessidade de contato físico entre os corpos e. 10 -5Ω cm.( ) 20Ω c.

10 –3N dados : E = 4 . o sentido da corrente elétrica é considerado como sendo contrário ao do movimento dos elétrons. R ⇒ Vx.y = 200 V 21 a . 104 N/C q = 2 .4 = 45V 20 b. 104N ⇒ F = 2 . (1 .16 17 IV – 18 19 (A) (B) – por convenção. 2 . 10 –8C ) . 10-4M2 10-4 9 -16 4 F = 10 . 10-8C. Q 98 22 . q2 r2 então : F = 9 . 109Nm2 /C2 resolução : pela lei de Coulomb. 2Ω ⇒ i = 15 A .y = i .03 = 3 x 10-2 m d. 20 . 10 –8C r = 3 cm e k = 9 . então : Vx. ( x ) 2.2 = i R Então : 30V = i . ( 2 . 10-3 N ⇒ dados : q1 = 1 . 3Ω ⇒ V 3. 10 –7 C Resolução : Sabemos que : E = F . d . 10 N 10-4 F = 109 . 10-16 . 20Ω ⇒ Vx.y = 10 A . q = 2 . 10-8C ) ⇒ F = 109N . 109Nm2 . 10 –16 C2 9 . 10-3N Obs : 3 cm = 0.2 = 30V ou Resolução ( observe o circuito ): Sabemos que V1. (x) 4Ω e 200V ⇒ resolução : A resistência equivalente a vários resitores associados em paralelo é dada por : 1 = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 ⇒ 1 = 5 1 ⇒ 1 = 5 ⇒ P = 20 ⇒ R = 4Ω R R1 R2 R3 R4 R5 R 20 R 20 5 A diferença de potencial entre os pontos x e y será dada pela diferença de potencial em cada resistor.(x) 15A e 45 V Dados : R1 = 2Ω 2 R2 = 3Ω ddp 1. 2 . temos: F = k q1 . (x) e ⇒ um resistor pode ser representado por a. 10 . (x) 8 .

102 . 24 a. então . 104Ω ⇒ R = 106 . que os condutores 1 e 2 estão de acordo com a lei de Ohm e que o condutor 3 não está. (x) os condutores 1 e 2 sabemos que. ( x ) 10Ω Dados : L = 200Cm. 10-5 Ω ⇒ R = 10Ω BIBLIOGRAFIA A CONSULTAR 99 . 10 –4 cm2 Resolução : sabemos que P= 2 . temos : 15 = 25 = 30 = 40 = 5 3 5 6 8 Para o condutor 3. 200 cm ⇒ R = 10-5Ω . 10-5 Ω cm R = p . i para o condutor 1. 100 . V = i R ou R = V . 104 ⇒ 4 . 10-2 C ) ⇒ F = 8 . 104N ) . de acordo com a lei de Ohm.5 1 1. 104N = C F ⇒ F = ( 4 . temos : 5 ≠ 10 ≠ 20 ≠ 30 . 104 R = 10 –5 . a = 4. 10 -5Ω cm . l ⇒ então a 100 R = 2 .Então : 4 . 1 4 9 16 observa-se . 10 C C 23 d . temos : 10 = 20 = 30 = 40 = 20 0.5 2 para o condutor 2 . 10-3N –7 2 . ( 2 . 10-4cm2 2 R = 10 –5 Ω . 100 .

SP.. Beatriz Alvarenga. 1986. ÁLVARES. 1983.1988.U. Ática. Ferramentas matemáticas para estudo da Física. Harbra. Física em módulo de ensino. 2. Curso de Física. 1989.PAULI. Vasco Pedro et alli. Ronald Ulysses et alli. SP. 4 . SP.RAMALHO.P. volime I. Moderna. Júnio et alli. MORTTO. Os fundamentos da Física. SP.1. E. Obs: Outros livros de física poderão ser consultados 100 . 3 .

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