P. 1
Monografia PDF

Monografia PDF

|Views: 579|Likes:
Publicado poralynnemelo

More info:

Published by: alynnemelo on Aug 22, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/09/2013

pdf

text

original

CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO PIAUÍ – CIESPI FACULDADE ALIANÇA COORDENAÇÃO DO CURSO DE BIOMEDICINA

NATHÁLIA DE MELO BEZERRA MARIA ANADETE ALVES DO NASCIMENTO

ENTEROPARASITOSES EM GESTANTES ATENDIDAS EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DE TERESINA - PI

TERESINA 2011

NATHÁLIA DE MELO BEZERRA MARIA ANADETE ALVES DO NASCIMENTO

ENTEROPARASITOSES EM GESTANTES ATENDIDAS EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DE TERESINA - PI

Monografia submetida à Faculdade Aliança como parte dos requisitos necessários para obtenção do Grau de Bacharel em

Biomedicina.

Orientadora: Profª MSc. Gina Coelho Saraiva de Sousa

TERESINA 2011

NATHÁLIA DE MELO BEZERRA MARIA ANADETE ALVES DO NASCIMENTO

ENTEROPARASITOSES EM GESTANTES ATENDIDAS EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DE TERESINA – PI

Monografia submetida a Faculdade Aliança como parte dos requisitos necessários para obtenção do Grau de Bacharel em

Biomedicina.

Teresina, Agosto de 2011.

Profª. MSc Gina Coelho Saraiva de Sousa Faculdade Aliança

Profª. MSc Maria do Socorro Leite Galvão Faculdade Aliança

Profº. MSc Osmar Ferreira da Silva Filho Faculdade Aliança

Dedicamos esse trabalho a Deus e a nossa família. . razão de todas as nossas conquistas.

Agradeço ao Allan pelo incentivo e presença constante. A técnica do laboratório da Faculdade Aliança Antônia Jesus pela ajuda e confiança. confiança. ao meu noivo Giovanni. A nossa orientadora MSc Gina Coelho Saraiva de Sousa. agradecemos pela confiança. A todos que colaboraram direta ou indiretamente para o desenvolvimento deste trabalho. A Faculdade Aliança. competência e sabedoria. onde foi realizado o processamento das amostras. Amanda Caroline e Joina Lettiere. pela sua paciência. pela alegria permanente e ajuda no processamento das amostras. pelo apoio. por sempre nos ter recebido. por gentilmente conceder a utilização da estrutura física e materiais do laboratório de parasitologia. Tânia e Maria da Cruz pelo companheirismo e por nunca medirem esforços para ajudar-me. cumplicidade e paciência. à toda minha família. As funcionárias da Maternidade Dona Evangelina Rosa. aos meus pais Ducila Maria e Antonio Bezerra por muitas vezes abdicarem de seus sonhos em favor dos meus. muito contribuíram para esta conquista. Maria Aparecida. carinho e dedicação. as minhas irmãs em especial Elizélia e Kalinne pelo apoio e compreensão. pelo amor e dedicação. . aos meus tios Nenem e Delfino. (Nathália de Melo) Agradeço ainda. as minhas amigas Angélica. nossos infinitos agradecimentos. Léia Moreira. que mesmo de longe. pela confiança. pela confiança e apoio. as minhas irmãs Laiane e Alynne. Luciana e Ana Cláudia. A nossa professora de metodologia Adriana Reis. As nossas amigas. As gestantes que participaram do estudo. Agradeço enfim a todos os demais familiares que sempre me apoiaram e acreditaram em mim.AGRADECIMENTOS A Deus. pelos valores morais que moldaram a minha vida. pelo carinho e por estarem presentes em todos os meus momentos. aos meus sobrinhos Kristiano Júnior e também afilhado Luís Fellipe pela imensa alegria mesmo nos momentos mais tensos. por sempre iluminar nossos caminhos e abençoar nossos passos. (Maria Anadete) Agradeço aos meus pais Raimundo Alves e Maria de Fátima (in memorian) pelo amor.

Dentre 28 pacientes analisadas. Epidemiologia. pouco se conhece sobre as possíveis consequências das parasitoses em gestantes e para o desenvolvimento fetal. das pessoas e do ambiente podem contribuir de forma significativa para uma maior incidência de enteroparasitoses nas gestantes. que possuíam escolaridade fundamental incompleta. A maior prevalência de enteroparasitoses encontrada foi em gestantes de terceiro mês gestacional. Das 50 amostras analisadas 28 (56%) foram positivas para pelo menos um tipo de helminto ou protozoário. Pons e Janer ou Lutz (HPJ). Concluiu-se que precárias condições higiênico-sanitárias da residência.RESUMO As enteroparasitoses representam um grave problema de saúde pública. Prevalência. No presente estudo procurou-se avaliar os fatores de risco e a prevalência das enteroparasitoses em 50 gestantes que realizaram o pré-natal na Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) em Teresina-PI. Gestantes. Palavras . através de um questionário. Houve associação estatisticamente significativa entre enteroparasitoses e gestantes provenientes da zona rural. Estudos realizados nos últimos anos no Brasil apontam elevados níveis de prevalência destas infecções decorrentes principalmente da carência de saneamento básico associado à falta de medidas pessoais e sociais de higiene.chave: Enteroparasitoses. Ascaris lumbricoides foi a espécie mais prevalente (35.7%) seguida do protozoário Entamoeba coli (21. As amostras de fezes foram obtidas no segundo trimestre de 2011 e analisadas através dos métodos de diagnósticos parasitológicos de Hoffman. Os dados acerca dos fatores de risco foram fornecidos pelas gestantes. também foram fatores de risco estatisticamente significativo para prevalência de enteroparasitoses nas gestantes estudadas. . 8 (28%) apresentaram poliparasitismo. A presença de animal doméstico e frequência de parasitas intestinais na família. Contudo.4%).

Key-words: Intestinal parasites. Stool samples were obtained in the second quarter of 2011 and analyzed by methods of parasitological diagnosis of Hoffman. through a questionnaire. Prevalence. Among 28 patients analyzed. However. Pons and Janer or Lutz (HPJ).7%) followed by the protozoan Entamoeba coli (21. The higher prevalence of intestinal parasites was found in pregnant women of the third month of pregnancy. The present study has tried to evaluate the risk factors and prevalence of intestinal parasites in 50 pregnant women who had prenatal care in Maternidade Dona Evagelina Rosa (MDER) in Teresina-PI. Of the 50 samples analyzed 28 (56%) were positive for at least one type of helminth or protozoan. . Pregnant. associated with alack of personal and social hygiene. who had incomplete elementary education. 8 (28%) patients had multiple parasitic infections. Epidemiology. Studies in recent years in Brazil indicate high levels of prevalence of these infections resulting mainly from lack of sanitation measures.4%). Ascaris lumbricoides was the most prevalent species (35. The presence of a pet and frequency of intestinal parasites in the family were also statistically significant risk factors for the prevalence of parasitic infections in pregnant women studied.ABSTRACT Intestinal parasites infections represent a severe public health problem. There was a statistically significant association between intestinal parasites and pregnant women from rural areas. The data on risk factors were provided by pregnant women. little is known about the possible consequences of parasitic infections in pregnant women and fetal development. It was concluded that poor sanitary conditions of the residence of people and the environment can contribute significantly to a higher incidence of parasitic infections in pregnant women.

2011 38 Gráfico 3 – Prevalência de enteroparasitoses por faixa etária na população estudada.LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Figura 2 – Figura 3 – Figura 4 – Figura 5 – Ciclo biológico do Ascaris lumbricoides Ciclo biológico dos Ancilostomídeos Ciclo biológico do Trichuris trichiura Ciclo biológico da Entamoeba histolytica Ciclo biológico da Giardia lamblia 20 22 23 25 26 Gráfico 1 – Prevalência de enteroparasitas em gestantes atendidas na 36 Maternidade Dona Evangelina Rosa. 2011 38 . Teresina – PI. 2011 Gráfico 2 – Frequência dos tipos de enteroparasitas em gestantes que realizaram pré-natal no período do estudo. Teresina-PI. Teresina – PI.

41 Tabela 3 – Distribuição das gestantes estudadas por nível de escolaridade. 39 Tabela 2 – Distribuição da população estudada por procedência. Teresina – PI. 2011. Teresina – PI. 43 Tabela 5 – Dados relacionados ao saneamento básico da população estudada. 2011. Teresina – PI. 2011. 45 Tabela 6 – Frequência de enteroparasitas na família da população estudada. 2011. Teresina – PI. 47 . 2011. 42 Tabela 4 – Características socioeconômicas das gestantes estudadas.LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Frequência de protozoários e helmintos entéricos encontrados em amostras fecais de gestantes atendidas na MDER no período de abril a junho. 2011. Teresina – PI. Teresina – PI.

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CIUR – Crescimento Intra-Uterino Restrito CEP – Comitê de Ética em Pesquisa et al. – e colaboradores g – grama IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mL – mililitro mg – miligrama MDER – Maternidade Dona Evangelina Rosa SESAPI – Secretaria Estadual de Saúde do Piauí TECLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido .

LISTA DE SÍMBOLOS ºC – graus Celsius X2 – Qui quadrado % .porcentagem .

3 Ciclo biológico e patogenia dos parasitas de maior prevalência no Estado do Piauí 2.5 Diagnóstico e tratamento das enteroparasitoses em gestantes 3 METODOLOGIA 3.2 Local do estudo 3.1 Método de Hoffman.2.1 Ascaris lumbricoides 2.1.2 Ancilostomídeos 2.2 Protozoários 2.3.1 Entamoeba histolytica 2. Pons e Janer ou Lutz 3.SUMÁRIO 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.3.3.3 Trichuris trichiura 2.2.3.5 Coleta de dados 3.2 Giardia lamblia 2.3 Período do estudo 3.1 Helmintos 2.6 Análise de dados 19 19 19 21 22 24 24 25 26 29 31 31 31 32 32 32 33 34 .1.1 Enteroparasitoses 2.1 Tipo de estudo 3.1.5.4 População e amostra 3.3.3.4 Enteroparasitoses durante a gestação 2.2 Epidemiologia 14 17 17 18 2.3.

3.7 Aspectos éticos 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXOS 34 36 48 .

sendo estes sintomas muitas vezes confundidos com as manifestações próprias do início da gestação. 1996). pela ingestão de ovos de helmintos e cistos de protozoários presentes em alimentos. constipação intestinal e dificuldade na digestão.14 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS As parasitoses intestinais. pouco se sabe sobre suas possíveis repercussões em gestantes (COSTA-MACEDO & REY. clinicamente. como dor abdominal. podem tornarse fonte potencial de contaminação de vários patógenos.2006. Segundo Souza et al. 2002). 2008.. podem causar leves sintomas digestivos. A intensidade da infecção é um fator relevante para a compreensão da morbidade por enteroparasitos. MARQUES et al. A transmissão das parasitoses geralmente é oro .. incluindo as carências alimentares. principalmente os enteroparasitas (ABRAHAM et al. (2002) as enteroparasitoses são classificadas em helmintoses e protozooses. 2007) . provocadas por helmintos ou protozoários constituem um grave problema de saúde pública. ZIMMERMANN & HURRELL. em alguns casos este tipo de infecção pode ser a causa de uma anemia nas gestantes (SOUZA et al. BROOKER et al. sobretudo nos países em desenvolvimento nos quais se apresentam em alta prevalência decorrente do baixo nível socioeconômico e cultural além dos hábitos de higiene precários (FREI et al. Indivíduos assintomáticos que estão em contato direto com alimentos. As enteroparasitoses.2007). ou enteroparasitoses. 2002). náuseas. outros atribuem a este tipo de ... Embora alguns estudos demonstrem não observar nenhuma repercussão clínica ou obstétrica em gestantes parasitadas. Além disso. 2005). isto é. embora essas infecções muitas vezes sejam assintomáticas..fecal.. Apesar do alto índice de prevalência desta infecção parasitológica intestinal. as infecções por ancilostomídeos e Trichuris trichiura contribuem para anemia devido à espoliação de ferro pelos parasitos (BETHONY et al. Infecções maciças podem causar uma série de morbidades. água ou até mesmo por algum objeto contaminado com fezes (MARINHO et al.2006. diarreia. de acordo com o ciclo biológico os helmintos podem ser subdivididos em: biohelmintos (necessitam do hospedeiro intermediário) e geohelmintos (utilizam o solo para seu desenvolvimento)...

. 2003). tendo fortes implicações na implementação de medidas preventivas e na .2004). Têm sido realizados vários programas para o controle das parasitoses intestinais. assim como dos aspectos sócio-econômico-sanitários deste segmento populacional é de grande relevância. 2005. as infecções parasitárias podem induzir deficiência de ferro. A prevalência das enteroparasitoses durante a gestação varia dependendo do local analisado sendo. além disso. abastecimento de água.. em diferentes países. SPALDING et al. As enteroparasitoses decorrentes de helmintos correlacionam-se com a ocorrência de anemia em gestantes. 2000).. a falta de projeto educativos com a participação da comunidade dificulta a implementação das ações de controle (ABRAHAM et al. 2007). O Ministério da Saúde apesar de não incluir o coproparasitológico como rotina de pré-natal. ocasionando prematuridade e baixo peso ao nascer. o estudo da prevalência de enteroparasitoses em gestantes. importante para diagnosticar a presença de enteroparasitoses na gestante. Trichuris trichiura e ancilostomídeos as espécies mais encontradas (COSTA-MACEDO & REY. além disso. infraestrutura. porém intervenções públicas como a melhoria do saneamento. preconiza que se a gestante apresentar anemia (hemoglobina < 11g/dL) o exame deverá ser solicitado (BRASIL.. proteína. uma vez que permite reconhecer as intervenções que afetam a prevalência das parasitoses e fornece subsídios para o desenvolvimento de ações concretas a serem realizadas junto à população estudada. parecem ser formas eficazes para melhorar a saúde da comunidade (CHECKLEY et al. abastecimento alimentar.1996). A erradicação da pobreza nos países em desenvolvimento não é muito provável durante as próximas décadas. em decorrência dos seus efeitos deletérios à saúde da população. Já as infecções parasitárias ocasionadas por protozoários podem resultar em morte fetal ou em graves complicações clínicas após o nascimento (RODRÍGUEZ-MORALES et al. 2002).. Diante deste contexto. porém constata-se um descompasso entre o êxito alcançado nos países mais desenvolvidos e aquele verificado nas economias mais pobres. ácido fólico e possivelmente de zinco.15 infecção o Crescimento Intra-Uterino Restrito (CIUR) em gestantes desnutridas (SOUZA et al. as infecções causadas por geohelmintos como Ascaris lumbricóides.

além disso. . bem como identificar as espécies de parasitos intestinais mais frequentes nesse segmento populacional. as possíveis repercussões negativas que estas infecções podem induzir para o conjunto maternofetal. minimizando assim. esse estudo foi realizado com o objetivo de analisar os fatores de risco e a prevalência de enteroparasitoses em gestantes atendidas na Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina-PI.16 adoção de condutas diagnósticas adequadas. no município de Teresina pouco se conhece sobre a prevalência das parasitoses intestinais em gestantes devido à carência de estudos. Tendo em vista a magnitude do problema.

1 Enteroparasitoses As parasitoses intestinais constituem um tipo de endoparasitismo. Representam grave problema de saúde pública. reduzem a ingestão alimentar e ainda podem causar complicações significativas.. onde seus agentes infecciosos que vivem no trato gastrintestinal do homem pertencem aos filos Protozoa..17 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. é maior nas áreas de baixas condições socioeconômicas e carentes de saneamento básico. sobretudo nos países subdesenvolvidos. os mecanismos de escape vinculados às transformações bioquímicas e imunológicas verificadas ao longo do ciclo de cada parasito e a sua localização. higiene precária das pessoas e a contaminação do solo. em casos de uma infecção maciça. sendo um dos principais fatores debilitantes da população. como obstrução intestinal. 2010). infecções por parasitos intestinais podem afetar o equilíbrio nutricional. A prevalência das enteroparasitoses. deve-se levar em consideração. uma vez que interferem na absorção de nutrientes. A forma de apresentação das enteroparasitoses depende de fatores relacionados ao hospedeiro.. Platyhelminthes. Alguns estudos apontam que. resposta imunológica e presença de doença básica concomitante. disponibilidade e tratamento da água. induzem sangramento intestinal. ovos. prolapso retal e formação de abscessos. 2010. saneamento básico deficiente. LUDWIG et al. recolhimento do lixo e o controle de vetores (KUNZ et al. . cuja transmissão se dá pela via fecaloral ou penetração pela pele. ao parasito e ao meio ambiente. podendo levar o portador à morte (SANTOS & MERLINI. 2003). idade. Nematoda e Acontocephala. já em relação ao ambiente. 1999). larvas ou cistos (CHIEFFI & AMATO NETO. esgoto. onde no hospedeiro é importante considerar o estado nutricional. 2008). em relação ao parasito deve-se considerar a carga parasitária. o mecanismo de lesão determinado pelo parasito. incluindo a deficiência ou ausência do tratamento de água. água e alimentos com formas parasitárias como. hábitos de vida. associando-se frequentemente a quadros de diarreia crônica e desnutrição (ANDRADE et al.

manutenção e a propagação dos agentes infecciosos.. os hábitos alimentares.. Na década de 70. 2003. 2003).2 Epidemiologia As maiores prevalências de infecção intestinal parasitária são encontradas em regiões em desenvolvimento da África. com cerca de 200 milhões de pessoas infectadas (PILLAI & KAIN. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a cada ano cerca de 65. Estima-se que 4. lumbricoides (88. de higiene pessoal. e mais de 700 milhões com ancilostomídeos (BETHONY et al. No Brasil.8%) e o terceiro maior por A.000 mortes são diretamente atribuídas a infecções por Trichuris trichiura e outras 60.. o Piauí apresentava o maior índice de infecções por ancilostomídeos (68. estão infectados com geohelmintos. Trichuris trichiura e ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus) são as que mais ocorrem (WHO.0%) (ALVES et al. HOTEZ et al. de contato com o solo e a presença de reservatórios no local (ZAIDEN et al. 2006..6%. um inquérito realizado pela Superintendência de Campanhas de Saúde Pública/Ministério da Saúde (SUCAM) em 21 estados. lumbricoides. O equacionamento deste problema de saúde pública esbarra na necessidade de conhecimento da realidade e dos fatores de risco que favorecem o surgimento. Ásia e América Latina.. LAMMIE et al.. as parasitoses intestinais mais frequentes são a ascaridíase. ALBONICO et al. 2006). mostrou que A. Hymenolepis nana é o mais prevalente em nível mundial (PILLAI & KAIN. As infecções causadas por geohelmintos como. onde cerca de 1. 2008).. trichiura apresentaram as maiores frequências relativas. 2006. com 52. 2003). MINENOA & AVERY. Ascaris lumbricoides. 2008). 800 milhões com T.18 2. 2008). Um estudo realizado em 1950 mostrou que dentre todos os Estados analisados. Entre os cestóides.000 mortes ocorrem por infecções por Ascaris lumbricoides (ACURERO et al.2 bilhões com A. dentre os quais se destacam as condições de moradia e saneamento básico da população exposta.5 bilhões de indivíduos no mundo.. BETHONY et al.. Giardia duodenalis causando a giardíase. respectivamente (ALVES et al. a ancilostomíase e a tricuríase (REY. 2002. trichiura. 2008). 2003). é o protozoário mais prevalente. .6% e 36. 2008. 2003). lumbricoides e T.

assim. desenvolve-se em seu interior uma primeira larva (L1) – rabditóide – que. (2010) embora o parasitismo intestinal seja relevante na epidemiologia e na saúde pública.subsaariana. KAWAI.1. podem infectar-se com o solo contaminado com ovos contendo a forma larvária infectante (CIMERMAN. é a larva infectante que permanece no solo por vários meses. prática comum na África . em condições favoráveis. que retém a cutícula como uma bainha.. 2008)..3 Ciclo biológico e patogenia dos parasitas de maior prevalência no Estado do Piauí 2. O ovo de A. são insuficiente as referências sobre o tema. . 2008. assim gestantes com o hábito da geofagia.. eliminado nas fezes. lumbricoides fecundado. 2009).1 Helmintos Os helmintos constituem um grupo numeroso. Para Eijk et al. 2008). especialmente no Brasil. no período de uma semana. sofre muda. Aschelminthes e Acanthocephala.3. 2. com alta prevalência nos países tropicais com saneamento básico inadequado. exige certas condições do meio externo para seu completo desenvolvimento (como temperatura em torno de 30 a 35ºC e certo grau de umidade e oxigênio). pouco contribui para o conhecimento das consequências na população geral. é conhecida popularmente por “lombriga” e “bicha”. tendo como reservatório o ser humano (VIEIRA. 2. (2009) os efeitos imunológicos dos geohelmintos podem diferir em espécie e pode afetar tanto à gestante quanto ao feto. transforma-se na terceira larva rabditóide (L3). aliada à dificuldade de realização de exames coproparasitológicos em maior escala.. com três filos: Platyhemintes. assim esta situação. esta última.1 Ascaris lumbricoides A ascaridíase é a helmintíase mais difundida no mundo. para a segunda larva (L2) e posteriormente. et al. incluindo espécies de vida livre e de parasitas (ZAIDEN et al.19 Para ANDRADE et al.3.

bronquite. onde amadurecem até adultas (LEVENTHAL & CHEADLE. 2000) (Figura 1). Infecções maciças por larvas durante a migração pulmonar podem causar uma pneumonite caracterizada por febre. conhecida como Síndrome de Löeffler. Legenda: 1) macho (extremidade posterior recurvada) e fêmea (extremidade posterior reta.cdc. vão ao coração. penetram na veia cava. são observadas a ação espoliadora. lumbricoides lumbricoides. coração direito.cdc. tosse. Fonte: http://www. apenas no exterior torna torna-se embrionado(L1). A intensidade das alterações provocadas por este parasito intestinal está diretamente relacionada com a quantidade de formas (larvas ou vermes adultos) presentes no organismo (NEVES. onde os vermes consomem grande quantidade de . onde emergem as larvas que vão ao ceco. pulmão. entram nos vasos sangüíneos e migram para o fígado. onde sofrem muda para a quinta larva (L5). 2) ovo não – embrionado.20 Os ovos ingeridos atravessam o estômago e as larvas eclodem dos ovos no intestino delgado. 2005). manifestações alérgicas e eosinofilia. Em infecções por vermes adultos de média intensidade (30 a 40 vermes). Fig. 3) o embrião passa para a L3 infectante dentro do ovo. se são deglutidas e retornam ao intestino delgado. 1 – Ciclo biológico do A.gov. chegam ao sistema porta e ao fígado. 4) o homem infecta se através da contaminação de alimentos ou mãos até infecta-se a boca. 7) nela são deglutidas. onde sofrem muda para a quarta sofrem larva (L4).dpd. comum em crianças (ZAIDEN. movimentam-se através dos bronquíolos até a faringe. desta forma os ovos chegam ao intestino delgado. 2008). chegam ao intestino delgado e transformam delgado transformam-se em vermes adultos. rompem os capilares alveolares e caem na luz alveolar. penetram na parede intestinal.gov dpd. pulmão e chegam na faringe.

21 proteínas. movimentam-se através dos bronquíolos até a faringe. onde rapidamente sofrem muda para a segunda larva rabditóide (L2) e posteriormente. Os ovos liberados pelas fêmeas que vivem no tubo digestivo de seus hospedeiros são eliminados juntamente com as fezes dos mesmos. 2008. ceylanicum. quando as larvas pertencem a A. duodenale. apenas três são agentes etiológicos das ancilostomoses humanas: Ancylostoma duodenale. causando edema. 2005). Após penetrarem na pele. carboidratos. 2008). onde sofrem muda para a quarta larva (L4). tem os canídeos e felídeos domésticos e silvestres como hospedeiros definitivos. para os pulmões. 2008). CIMERMAN. 2000. levando à sua obstrução (NEVES. figura antológica criada por Monteiro Lobato (NEVES. juntamente com água ou alimentos contaminados. as larvas filarióides (L3) entram na corrente sanguínea e/ou linfática e chegam ao coração. e a ação mecânica. 2005) (Figura 2) .2 Ancilostomídeos Dentre mais de 100 espécies de ancilostomídeos descritas. opilação e doença de Jeca Tatu. convulsões epileptiformes entre outras. sendo as duas primeiras as espécies principais de ancilostomoses de humanos. que rompem os capilares alveolares e caem na luz alveolar. urticária. enquanto a A. 2. A infecção ocorre através da penetração ativa da L3 na pele ou por sua ingestão. ao chegar ao intestino delgado. onde os vermes provocam irritação na parede do intestino e podem enovelar-se na luz intestinal. fixando a cápsula bucal na mucosa do duodeno (CIMERMAN. 2005. lipídios e vitaminas A e C. a larva começa a exercer o hematofagismo. levando o seu portador à subnutrição e depauperamento físico e mental. sofrem nova muda para se tornar na larva filarióide infectante (L3). indo pelas artérias pulmonares. desenvolvem-se rapidamente na primeira larva rabditóide (L1) e eclodem em solo úmido e quente (24 a 48 horas). A ancilostomíase é conhecida popularmente como amarelão. Durante a migração pelo tubo digestivo ocorre a última muda (L5).3. VIEIRA. Necator americanus e Ancylostoma ceylanicum. somente são infectantes através de penetração cutânea (LEVENTHAL & CHEADLE. embora ocorra em hospedeiros humanos. na qual ocorre a reação entre antígenos parasitários e anticorpos alergizantes do hospedeiro. americanus. a ação tóxica. são deglutidas e retornam ao intestino delgado. NEVES. já que as larvas de N.1.

22

Fig. 2 – Ciclo biológico dos ancilostomídeos.

Legenda: 1) ovo recém –eliminado nas fezes; 2) larva rabditóide; 3) larva filarióide infectante. 4) O eliminado homem infecta-se por penetração da larva filarióide na pele ou através de alimentos ou mãos contaminadas; 5) larvas adultas de ancilostomídeos. Fonte: http://www.dpd.cdc.gov http://www.dpd.cdc.gov.

Quando a ocorre a ingestão das larvas infectantes (L3), a evolução para larvas L4 e L5 se faz por mudas que têm lugar no próprio tubo digestivo, sem ocorrer o ciclo pulmonar descrito (CIMERMAN, 2008). Quando as larvas penetram na pele do hospedeiro, podem provocar no local da penetração, lesões traumáticas, seguidas por fenômenos vasculares, podendo aparecer hiperemia, prurido e edema resultante do processo inflamatório ou dermatite urticariforme, porém, é o parasitismo intestinal que bem caracteriza a ancilostomose (NEVES, 2005). A patogenia da enfermidade é diretamente proporcional ao número de parasitos presentes no intestino delgado, sendo o principal sinal de ancilostomose a anemia causada pelo intenso hematofagismo exercido pelos vermes adultos, além de leucocitose, eosinofilia, hipoproteinemia e várias mudanças fisiológicas e bioquímicas que agravam o estado orgânico do hospedeiro (NEVES, 2005).

2.3.1.3 Trichuris trichiura

A tricuríase ocorre principalmente nas regiões tropicais e subtropicais, onde as más condições sanitárias e o clima quente e úmido fornecem as condições

23

necessárias para que os ovos de T. trichiura sejam incubados no solo (VIEIRA, 2008). Após a fertilização, as fêmeas fazem postura dos ovos no intestino, sendo fertilização, expulsos com as fezes do hospedeiro, após a eliminação, os ovos necessitam de quinze dias a um mês de permanência no solo para se tornarem larv larvados e aptos a infectar o homem; ao serem ingeridos pelo homem, sofrem ação dos sucos , digestivos e as larvas eclodem no intestino delgado, penetram e se desenvolvem posteriormente nas vilosidades intestinais, retornam à luz e vão para o ceco, onde amadurecem (CIMERMAN, 2008; LEVENTHAL & CHEADLE, 2000) (Fig (Figura 3).
Fig. 3 – Ciclo biológico do T. trichiura.

Legenda: 1) eliminação de ovos nas fezes; 2) ovo tornando se embrionado, 3) ovo embrionado; 4) tornando-se ovo infectante que contamina os alimentos e através dos mesmos o homem ingere o ovo infectante, a larva eclode no duodeno e migra para o ceco; 5) larva adulta encontrada no intestino; lode 6) larva adulta encontrada no ceco. Fonte: http://www.dpd.cdc.gov http://www.dpd.cdc.gov.

A gravidade da tricuríase depende tanto da carga parasitária como da influência de alguns fatores como idade do hospedeiro, estado nutricional e a distribuição dos vermes adultos no intestino (NEVES, 2005). Como não existe migração sistêmica das larvas de T. trichiura as lesões trichiura, provocadas pelo verme estão confinadas ao intestino, em infecções intensas e crônicas, o parasitismo se distribui por todo o intestino grosso, atingindo também a ônicas, porção distal do íleo e reto, os sintomas nestas infecções são dor abdominal,

24

disenteria, sangramento intestinal e prolapso retal, este último ocorre principalmente em crianças e em mulheres em trabalho de parto (NEVES, 2005; VIEIRA, 2008).

2.3.2 Protozoários

Os protozoários englobam todos os organismos protistas eucariontes, constituídos por uma única célula que realiza todas as funções mantenedoras da vida: alimentação, respiração, reprodução, excreção e locomoção (ZAIDEN et al., 2008). Segundo os autores, os protozoários atualmente são divididos em sete filos, dos quais apenas quatro têm interesse em parasitologia humana

(Sarcomastigophora, Apicomplexa, Ciliophora e Microspora).

2.3.2.1 Entamoeba histolytica

A Entamoeba histolytica é uma ameba encontrada praticamente em todos os países do mundo, sendo mais comum nas regiões tropicais e subtropicais, não só devido às condições climáticas, mas principalmente devido às condições sanitárias e ao baixo nível socioeconômico das populações que vivem nessas regiões (CIMERMAN, 2008). O ciclo da E. histolytica se inicia pela ingestão de cistos maduros através de alimentos ou da água contaminada, estes resistem à ação do suco gástrico do estômago e atingem a porção terminal do intestino delgado, onde ocorre o desencistamento, com a saída do metacisto. Em seguida, o metacisto sofre sucessivas divisões citoplasmáticas, dando origem aos trofozoítos metacísticos, estes, migram para o intestino grosso, onde se colonizam e multiplicam-se aderidos à mucosa intestinal. Estas estruturas sob certas condições ainda não bem conhecidas transformam-se em cistos, que podem ser eliminados juntamente com as fezes do portador (NEVES, 2005; CIMERMAN, 2008; LEVENTHAL & CHEADLE, 2000) (Fig. 4). A Entamoeba histolytica é a causa de disenteria sanguinolenta e ulcerações na parede intestinal, além disso, se as amebas penetrarem na parede intestinal e se disseminarem por via sanguínea, pode ocorrer ulceração no fígado, nos pulmões, ou no cérebro podendo ser fatal (LEVENTHAL & CHEADLE, 2000) (Figura 4).

como cérebro. pulmão e fígado (C).25 Fig. sob a influência do pH intestinal. estes se multiplicam por divisão binária longitudinal e colonizam preferencialmente a mucosa do duodeno. histolytica histolytica. Fonte: http://www. 4 – Ciclo biológico da E.dpd.gov.gov ww.3. desta forma ao atingirem o estômago sofrem ação do meio ácido e ocorre o desencistamento.dpd. Equador. Os cistos de E.2.. encontrou entre gestantes 88% de infecção por E. histolytica e uma associação positiva com anemia e crescimento intra-uterino restrito (SOUZA et al. com liberação dos trofozoítos. 2002). asilos e escolas (ZAIDEN et al. mas podem ser encontrados em regiões secundárias. podendo também ser encontrado no jejuno. uterino 2. ocorrem principalmente em regiões tropicais e lamblia. 2) cistos encontrados em alimentos ou água contaminada que infectam o homem. tais como orfanatos. subtropicais. 2008). 3) no intestino os cistos evoluem para trofozoítos que sofrem sucessivas divisões (4 e 5). histolytica apresentam como localização primária o intestino grosso (A. Em certo momento. dos sais biliares e do desprendimento da forma trofozoítica da mucosa desprendimento . Legenda: 1) cistos e trofozoítos eliminados nas fezes. B).2 Giardia lamblia Infecções por Giardia lamblia.cdc.. com maus hábitos de higiene e em locais de aglomeração.cdc. creches. A via de infecção do homem inicia se através da ingestão de cistos maduros inicia-se através de água e alimentos contaminados. condutos biliares e vesícula biliar. Um estudo realizado em Quito. em pessoas de classes sociais menos favorecidas.

5 – Ciclo biológico da G. os cistos e/ou trofozoítos.26 intestinal ocorre o encistamento do parasito e sua liberação para o exterior através das fezes (NEVES. VES. além de ácidos graxos e ácido fólico e em conseqüência dis disso. Ao serem deglutidos. A maioria das infecções é assintomática e ocorre tanto em adultos como em crianças. ma B12. a infecção sintomática pode apresentar diarréia acompanhada de dor abdominal (VIEIRA. 2008). (COSTA-MACEDO & REY. os trofozoítos da G.dpd.dpd. Fonte: http://www. Fig.gov. lamblia são eliminados nas fezes. 2008) (Figura 5). Legenda: Cistos e trofozoítos de G. por se tratar de grupo com características próprias e transitórias dos padrões metabólicos. impedindo a absorção de vitaminas A. Em infecções maciças. através do consumo de ozoítos alimentos ou água contaminados os humanos adquirem a infecção. 2005. ia 2. endocrinológicos e imunológicos. CIMERMAN.cdc. lamblia. se formando novos trofozoítos. . o paciente pode apresentar quadros de diarreia com esteatorreia (CIMERMAN.cdc. colonizam o intestino delgado. estes se multiplicam por divisão binária longitudinal. 199 MACEDO 1996). 2008). lamblia podem atapetar todo o duodeno e produzir uma barreira mecânica.gov http://www.4 Enteroparasitoses durante a gestação A associação entre gestação e parasitoses intestinais tem despertado o interesse de alguns investigadores. D. ocorre o encistamento e eliminação do parasito para o meio exterior. E e K. Os cistos sofrem desencistamento no meio ác ácido do estômago e transformam-se em trofozoítos.

esquistossomose. mas também como a causa de retardo do crescimento e desenvolvimento das populações que vivem em áreas endêmicas (ACURERO et al. o mesmo. Infecções por ancilostomídeos podem causar ou agravar a deficiência de ferro e anemia durante a gravidez. causada pela presença da forma adulta de Taenia solium e Taenia saginata. afirma que eritrócitos infectados com P. O mesmo autor relata ainda. 2003). embora os processos biológicos não estejam claramente delineados. 2005). infecções intestinais por helmintos e filariose tem um impacto dramático sobre a capacidade reprodutiva da mulher. A teníase.. 2004). falciparum se reúnem no espaço da placenta materna e a infecção parasitária prolongada no sangue placentário exige nutrientes importantes. a anemia materna e estado nutricional deficiente. estando ainda associados a casos de aborto inexplicável (RODRÍGUEZMORALES et al.solium. a anemia moderada e grave. que propicia o rompimento das proglotes antes de atingirem o meio externo.. 2003). permitindo assim que ocorra a transformação ovo-cisticerco da T.27 Infecções parasitárias são capazes de afetar o processo normal de acolhimento nutricional. 2008). até mesmo as infecções relativamente leves. que a malária contribui claramente para o desenvolvimento da anemia e. A Tripanossomíase Americana (Doença de Chagas causada pelo Trypanosoma cruzi) pode infectar mulheres durante a gravidez e levar a uma infecção congênita do recém-nascido (STEKETEE.. Infecções por geohelmintos na gravidez têm sido associadas com a deficiência de ferro. Doenças tropicais como a malária. como. bem como . as pesquisas mais recentes demonstram que as enteroparasitoses estão associadas não apenas com a grave desnutrição. impor exigências que criam um custo mais elevado nutricional ou produzir uma remoção de nutrientes. 2009. De acordo com STEKETEE (2003). o impacto destas infecções é cada vez mais objeto de estudo. resultam em diminuição do crescimento fetal (EIJK et al.. assim a passagem de nutrientes (glicose e oxigênio) para o feto. levando à cisticercose (FIGUEIRÓ-FILHO et al. assim. provoca hipoperistaltismo intestinal em gestantes. STEKETEE. traz de fato efeitos negativos sobre o crescimento fetal. o Plasmodium falciparum é o parasita da malária mais comum em mulheres grávidas. ocorre em menores quantidades.

trabalho de parto pré-termo e prematuridade (SOUZA et al.6% das gestantes estavam com algum tipo de parasitoses intestinal. A esquistossomose. México (38. 2002. está associada à anemia. Como uma doença sistêmica que provoca anemia... retardo de crescimento intrauterino e resultados adversos do nascimento (EIJK et al. verificou que 53. a esquistossomose pode trazer para a gestante. um estudo realizado em Pernambuco.7%). 2009). no Brasil (Estado de São Paulo. onde as fezes humanas eram utilizadas como fertilizante nas culturas (RODRÍGUEZMORALES et al.. . e ressaltou a importância de estudos que visem analisar os efeitos das infecções parasitárias para o desenvolvimento fetal (KAWAI et al. Em um estudo realizado na Venezuela observou-se alta prevalência de parasitose intestinal (mais de 70%). é muito comum no Brasil e particularmente na Região Nordeste. 2005). Os casos mais graves resultam em abortamento. superiores aos anteriormente relatados para as mulheres grávidas no Congo (9%). STEKETEE.1%. Região Nordeste do Brasil.28 diminuição do peso ao nascimento infantil. pela ingestão de ovos contaminados presentes no solo e infecções por ancilostomídeos e Strongyloides stercoralis pela penetração de larvas através da pele. apresentaram risco aumentado para anemia severa. 2005). No Brasil.2%) e da Indonésia (69. 2003. principalmente por Ascaris lumbricoides e Trichuris trichiura. 2009). 2004). demonstrou forte associação ente enteroparasitoses e anemia em mulheres durante o período gestacional (BRASIL.. 45. FIGUEIRÓ-FILHO et al. associados ao processo de cultivo de alimentos realizados pelas gestantes. outro estudo realizado em centros de saúde da Secretaria Estadual de São Paulo. 69.. na Nigéria (12. encontrou prevalência de 45. De acordo com o Ministério da Saúde. Estado do Rio de Janeiro. além da sintomatologia da hipertensão portal e da fibrose de Symmers. causada principalmente pelo Shistosoma mansoni..1% de enteroparasitoses em gestantes (SOUZA et al. um estudo realizado em serviço público na cidade do Rio de Janeiro. Outro estudo realizado na Tanzânia constatou que gestantes com o hábito de praticar geofagia (ingestão do solo). consequências semelhantes às descritas para ancilostomíase. 2002). células vermelhas com características sugestivas de deficiência de ferro e infecção por helmintos.2%).5%).

sendo a maioria deles realizados em amostras de bases populacionais mal definidas (ANDRADE et al. 2010). dados específicos que demosntrem os efeitos de cada infecção parasitária são limitados. um específico para larvas de helmintos e outro. Shistosoma mansoni e cestóides) método quantitativo de Kato. 1996). pouco se sabe sobre as repercussões das drogas antihelmínticas para o desenvolvimento do feto (COSTA-MACEDO & REY. como os de Ascaris lumbricoides. Enterobius vermiculares e Trichocefhalus trichiurus) método de centrífugo-flutuação em sulfato de zinco (de Faust) ou da centrífugo-sedimentação em formol-éter (eficientes na detecção de cistos de protozoários em fezes formadas e de ovos leves de helmintos) método de Baerman-Morais ou de Rugai (para pesquisa de Strongyloides stercoralis e larvas de ancilostomídeos)(CHEHTER. Diante das incertezas sobre as consequências do parasitismo intestinal na gravidez e dos poucos estudos encontrados sobre essa associação.1995).29 Os estudos brasileiros mais recentes sobre a prevalência de enteroparasitoses em gestantes são escassos e dispersos.5 Diagnóstico e Tratamento das Enteroparasitoses em Gestantes Existem várias técnicas para a verificação de parasitas nas fezes. tendo em vista a variabilidade morfológica e biológica apresentada pelos parasitos (MENDES et al. Pons e Janer (eficiente na pesquisa de cistos de protozoários e de ovos pesados de helmintos. podendo ser por método direto. específico para pesquisa de cistos de protozoários. . 2005). É importante que seja feito mais de um método de concentração por cada amostra fecal. além disso.. Segundo STEKETEE (2003). 2. o tratamento antiparasitário tem sido feito segundo critérios adotados individualmente por cada profissional. que compreendem o de Lutz ou de Hoffman. modificado por Katz (fornece o número de ovos/grama de fezes preconizado para a pesquisa de ovos pesados de helmintos e de Trichuris trichiura) método de Willis (para a pesquisa de ovos leves de ancilostomídeos. embora seja fácil imaginar que a infecção por qualquer parasita intestinal pode trazer repercussões negativas para o conjunto materno fetal.. que se presta à identificação de formas vegetativas de protozoários (especialmente em fezes diarreicas) ou por métodos de enriquecimento.

30 Para a maioria dos autores a menos que a infecção ameace a gestação. a droga de escolha no tratamento de todas as formas de esquistossomose e contra infecções de nematóides e cestóides. desta forma. anti-helmíntico utilizado no tratamento de infecção por oxiúros. 2004)..1995). o tratamento deverá ser postergado para o período posterior ao parto. Dados disponíveis sobre a teratogenicidade do metronidazol. CHEHTER. recomendase não utilizá-lo durante o primeiro trimestre da gestação. inclusive a cisticercose (FIGUEIRÓ-FILHO et al. portanto. tricuríase. 2004). os riscos do não tratamento superam os riscos fetais. . Estudos experimentais demonstraram que o albendazol. em doses mais elevadas levam ao acréscimo de alterações morfológicas embrionárias. oxamniquina e ivermectina. age produzindo ciclo celular diminuído e ruptura do citoesqueleto. portanto é imprescindível que medidas preventivas sejam adotadas antes da gestação (STEKETTE. amebíase e giardíase. por ambas as espécies de ancilostomídeos e na cisticercose. não deve ser administrado a gestantes (FIGUEIRÓ-FILHO et al. estrongilodíase. já os fármacos como mebendazol. sendo o tratamento materno indicado com praziquantel. estando contraindicado o uso dos mesmos durante a gravidez (FIGUEIRÓ-FILHO et al.. apresenta efeitos embriotóxico e teratogênico. ascaridíase. são potente embriotóxicos e teratogênicos. 2004).. são inconsistentes e. observados em estudos experimentais. em função dos efeitos mutagênicos. teratogênicos e embriotóxicos de algumas drogas antiparasitárias. Apenas nos casos de gestantes com esquistossomose ou teníase. 2003. além de dispersar os cromossomos e induzir as malformações congênitas. fármaco eficaz na tricomoníase.

localizada na Avenida Higino Cunha. além de vários cursos da área da saúde. . região sul de Teresina. de imagem e vacinas. Segundo Moreira. os estudos transversais consistem em uma ferramenta de grande utilidade para a descrição de características da população. vantagens e limitações. Nordeste do Brasil. Segundo Oliveira. visando buscar possíveis relações de causalidades entre os eventos. são atendidas na MDER cerca de 25 mil mulheres por ano em serviços de pré-natal. (2007).1 Tipo de Estudo Este estudo é de corte transversal e de natureza quantitativa com vistas a analisar a interface entre a ocorrência de enteroparasitoses em mulheres durante o período gestacional. bairro Ilhotas. é um recurso importante para se descobrir e classificar a relação entre variáveis. para a identificação de grupos de risco e para a ação e o planejamento em saúde. (1999). a abordagem quantitativa objetiva quantificar dados pesquisados. Segundo Bastos & Duquia. além de outros serviços como exames laboratoriais. utilizando recursos e técnicas estatísticas. Pará e Ceará). Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER). De acordo com os dados da Secretaria Estadual da Saúde do Piauí (SESAPI) nas instalações da MDER são realizados 63% dos partos ocorridos em Teresina. 3. Tocantins. (2010).31 3 METODOLOGIA 3. no Estado do Piauí. a MDER abriga dois programas de residência médica. A escolha do local de estudo deveu-se ao intenso fluxo de gestantes assistidas na maternidade. podem ainda oferecer valiosas informações para o avanço do conhecimento científico quando utilizados de acordo com suas indicações.2 Local do Estudo O estudo foi desenvolvido no Instituto de Perinatologia Social do Piauí. Referência em alta complexidade gestacional e Hospital de Ensino credenciado pelo Ministério da Educação. dos quais 88% das clientes são provenientes do próprio Estado e 12% de outros Estados (Maranhão.

3. de abril a junho de 2011. com vistas à identificação de enteroparasitas nas mesmas. 3.32 3. para gestantes menores de idade os pais e/ou responsáveis devem concordar através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (ANEXO A). onde se selecionou uma amostragem de cinquenta pacientes. foram adotados alguns critérios de inclusão. ter disponibilidade e concordar em participar da mesma. Os critérios de exclusão adotados foram: presença de complicações obstétricas ou médicas. para a autorização ao acesso a amostra fecal. o projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) para a obtenção das devidas autorizações. As informações para análise dos fatores de risco foram fornecidas pelas gestantes atendidas na Maternidade Dona Evangelina Rosa.4 População e amostra A população em estudo foi constituída de gestantes recorrentes à Maternidade Dona Evangelina Rosa. O objetivo do estudo foi explicado para as gestantes que concordaram em participar do estudo e que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TECLE). Para a participação da gestante na pesquisa. tais como: realizar a avaliação pré-natal no Instituto de Perinatologia Social do Piauí da MDER. através de questionário . uso de qualquer antiparasitário no período de seis meses imediatamente anterior à concepção e diagnóstico prévio de enteroparasitoses. ocorrência de aborto em um intervalo anterior à pesquisa de no mínimo seis meses.5 Coleta de dados Antes do início da coleta de dados. foi mantido contato com a direção da maternidade para a obtenção da autorização para o acesso às gestantes e para a realização dos procedimentos clínicos e laboratoriais das amostras coletadas.3 Período do Estudo O estudo teve duração de três meses. Além disso.

onde se adicionou uma gota de lugol. de 08 de junho de 1978). Deixou-se essa suspensão em repouso durante duas horas. 2008). acrescentou-se mais 20 mL de água. colocou-se aproximadamente 2 gramas de fezes em um frasco de Borrel com cerca de 5 mL de água e triturou-se bem com a espátula de madeira. 2005.214. como composição familiar. renda. as amostras foram transportadas em caixa térmicas para o Laboratório de Parasitologia da Faculdade Aliança.5. tanto pelos profissionais da maternidade quanto pelas pesquisadoras. As amostras coletadas foram entregues na MDER. onde foram processadas o mais rápido possível através de um método parasitológico. feito isso. A MDER forneceu os coletores plásticos descartáveis sem conservantes às pacientes. desta forma os detritos foram lavados com mais 20 mL de água. com o fim deste período desprezou-se o líquido sobrenadante. A solicitação das amostras fecais das gestantes para o exame coproparasitológico foi realizada pelo médico da maternidade. desta forma a amostra foi submetida à dupla análise. protetor facial e luvas obedecendo a Norma Regulamentadora 6 (NR 6 da portaria 3.33 semi estruturado (ANEXO B). homogeneizou-se o sedimento e colheu-se uma gota do mesmo para fazer o esfregaço na lâmina. agitou-se constantemente com a espátula de madeira e completouse o volume do cálice com água. onde foram identificadas e fracionadas para um segundo coletor plástico descartável fornecido pelos autores da pesquisa. acompanhados das instruções para a coleta e conservação do material biológico. filtrou-se a suspensão para um cálice cônico de 200 mL de capacidade por intermédio de uma gaze cirúrgica dobrada em quatro. Após o fracionamento. . Todos os procedimentos foram realizados com os equipamentos de proteção individual necessários.1 Método de Hoffman. levou-se ao microscópio óptico e examinou-se nas objetivas de 10 vezes e 40 vezes (NEVES. Pons e Janer ou Lutz Para a realização desta metodologia. escolaridade. condições habitacionais e de saneamento. de acordo com as recomendações da literatura: 3. onde se avaliou o perfil sócio-econômico-sanitário deste segmento populacional. como jaleco. REY.

Os resultados dos exames coproparasitológicos das gestantes participantes da pesquisa foram lançados na ficha de “Resultado do Exame Parasitológico” (ANEXO C). todos os sujeitos da pesquisa foram tratados com dignidade e respeito à sua autonomia. onde houve um comprometimento com o máximo de benefícios e o mínimo de danos e riscos aos sujeitos da pesquisa (princípios da beneficência e da . que forneceu os resultados em tabelas e gráficos.34 O exame foi considerado positivo quando foi observada ao menos uma espécie de parasito (helminto ou protozoário) na amostra. protocolo nº 370/10 (ANEXO D) e autorizado pela Comissão de Ética da Maternidade Dona Evangelina Rosa (ANEXO E). para que as mesmas pudessem procurar as orientações médicas pertinentes.6 Análise de dados Após a aplicação dos questionários e análise laboratorial das amostras parasitológicas. assinados pela orientadora da pesquisa Gina Coelho Saraiva de Sousa e entregue às pacientes. 3. Realizou-se a ponderação entre riscos e benefícios. processados e analisados mediante a utilização do programa Bioestat versão 5. de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. médias e desvios-padrão. Foram realizadas medidas de frequências. O TCLE foi assinado em duas vias. que contempla a exigência ética de autonomia dos sujeitos da pesquisa. os dados foram tabulados.7 Aspectos éticos Atendendo à Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. o projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Instituto Camillo Filho. com nível de significância p≤0. ficando uma em posse da pesquisadora e a outra com a gestante.05. Todas as gestantes envolvidas na pesquisa assinaram o “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido” (TCLE). e as associações existentes entre as variáveis foram analisadas através da aplicação de teste estatístico Qui quadrado (X2).0. Dentro das recomendações éticas para pesquisa com seres humanos relatadas na Resolução 196/96. 3.

A confidencialidade e sigilo das informações prestadas pelos pacientes envolvidos na pesquisa foram resguardados.35 não-maleficência). .

M. estando em menores quantidades. em razão da intermitência da passagem de certos ovos de parasitos no hospedeiro. da eliminação não uniforme dos ovos de helmintos. dos diferentes estágios dos protozoários e das limitações dos métodos de diagnóstico. . Apresentaram predomínio as mulheres que se encontravam no terceiro mês gestacional (34%) seguida pelo (34%). Pons e Janer ou Lutz. Desse total.36 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO A população estuda estudada foi constituída por 50 gestantes. respectivamente. Gráfico 1 – Prevalência de enteroparasitoses em gestantes atendidas na Maternidade Dona Evangelina Rosa. grupo que se encontrava no segundo mês gestacional (32%) estando em menores prevalências às gestantes de primeiro e quarto mês com 20% e 14% mês. se as amostras tivessem sido analisadas por mais de um método parasitológico. Fonte: BEZERRA. pois de acordo com Zaiden et al. também conhecida como método de Hoffman. poderia ser ainda maior. sendo a média de 27 anos. 28 amostras (56%) apresentaram resultado positivo ao exame parasitológico de fezes para um ou mais parasitos intestinais e 22 amostras (44%) apresentaram resultado negativo (G taram (Gráfico 1). Teresina PI. apesar de alta. aumenta de amostras múltiplas. A faixa etária das gestantes variou de 14 a 39 anos. às provenientes da zona rural e do interior do Estado. (2008). As 50 amostras foram analisadas através da metodologia de Sedimentação a Espontânea. Vale ressaltar que a incidência de ltar casos positivos. 2011. N. das quais a maioria (70%) era procedente de Teresina. a possibilidade de encontrar parasitos nas fezes aumen pelo exame 2008).

(1999).3%). em contraste. A faixa etária das gestantes que apresentou maior prevalência para enteroparasitoses foi entre 21 a 27 anos (39. esta tendência também foi encontrada . Ainda pode ser referenciado pelas características de um país em desenvolvimento. coincidindo com os achados de Souza et al. indicando desta forma que a prevalência de enteroparasitoses pode ser considerada como bom marcador do nível de desenvolvimento socioeconômico de uma população (SOUZA et al. as regiões brasileiras exibem condições ambientais favoráveis para disseminação de enteroparasitoses em função da posição intertropical do país. através da afirmação de que. um estudo realizado na Guatemala. que encontraram 31. em relação ao aumento da idade. (2002) em Pernambuco. no Rio de Janeiro. onde foi encontrada prevalência de 53. em São Paulo. como é o caso do Brasil. seguido da população que se encontrava entre 28 a 34 anos (25%) (Gráfico 3). 2002). vai ao encontro com os achados de um trabalho. correlacionando este fato ao desenvolvimento de imunidade passiva e duradoura e ao desenvolvimento dos hábitos de higiene. onde foi encontrada prevalência de 37% de parasitoses intestinais em 316 gestantes. Estatísticas de países mais desenvolvidos evidenciam.6%.000 gestantes (SOUZA et al. que detectaram prevalência de 45. como nos Estados Unidos (3%). na Finlândia (4%) e na Inglaterra (9%). desenvolvido por Souza et al. 28% das gestantes apresentaram dois ou mais parasitos (Gráfico 2). 2002). A maioria dos casos positivos deste estudo era de monoparasitoses. em 168 gestantes. (2002). Elevadas prevalências de enteroparasitos em gestantes também foram encontradas na região Sudeste do País. Ludwig et al. (1991).6% de monoparasitismo e 5.. com 36% para helmontoses e 36% para protozooses.. níveis de prevalência de parasitoses em gestantes significamente inferiores. em Pernambuco. encontraram em seus estudos uma tendência de diminuição da prevalência de parasitoses. em geral. e por Guerra et al.4% de poliparasitismo. Este fato é explicado por Dias (2005). onde foi detectada uma prevalência de 44% de enteroparasitoses com quase 15.37 A alta incidência de enteroparasitoses em gestantes detectada neste estudo.1% de enteroparasitoses em 395 gestantes. também realizado na região Nordeste do País. nos estudos realizados por Costa – Macedo & Rey (1996).

a maioria das gestantes que participaram do estudo se encontraram na faixa etária entre 21 a 27 anos. . revalência por Fonte: BEZERRA. Gráfico 3: Prevalência de enteroparasitoses p faixa etária na população estudada. Vale ressaltar que o estudo citado anteiormente não foi realizado em citado gestantes. Gráfico 2 – Frequências dos tipos de enteroparasitas em gestantes que realizaram pré ências pré-natal no período do estudo na MDER. 2011 Fonte: BEZERRA. N. N. Teresina PI. Teresina PI.M.M. Vale ressaltar ainda que. este fato justifica a elevada ocorrência de enteroparasitoses para esta faixa etária. 2011. uma vez que nas gestantes que apresentavam 35 a 41 anos de idade foram encontradas baixas prevalências (14. o que inviabiliza uma comparação quanto ao perfil imunitário pela inexistência de estudos com esta análise.38 neste estudo.3%).

4 _ 10.7%). a espécie de parasito mais prevalente foi a A. atuando também como bons indicadores das condições sóciosanitárias da população. 2011. nana / E. Teresina – PI. histolytica E. conforme apresentado na tabela 1 acima. os poliparasitismos verificados podem ser justificados pelo fato de os parasitos envolvidos apresentarem o mesmo mecanismo de transmissão.6 21. histolytica E. Tabela 1 – Frequência de protozoários e helmintos entéricos encontrados em amostras fecais de gestantes atendidas na MDER no período de abril a junho. Observou-se que não houve predominância entre helmintos e protozoários.1 3. nana / A. Entamoeba histolytica e Endolimax nana. porém. lumbricoides / E.39 A Tabela 1 mostra a distribuição de frequência das diferentes espécies de parasitos intestinais encontrados nas gestantes. Entamoeba coli. individualmente.1 7. seguida de E. lumbricoides / G. lamblia A. lumbricoides / E.4%). Parasitos Endolimax nana Entamoeba coli Entamoeba histolytica Giardia lamblia Ascaris lumbricoides Ancilostomídeo A. histolytica e o ancilostomídeo as espécies encontradas apenas nos casos de poliparasitismo. histolityca A. histolytica Total Nº 1 6 _ 3 10 _ 1 1 1 2 2 1 28 % 3. coli (21. coli / E.7 _ 3.6 3. coli / E.7 35. Ancilostomídeo. (2008). lumbricoides (35. sendo a E. . coli / E. Segundo Zaiden et al. e entre Entamoeba coli e Entamoeba histolytica. Os enteroparasitos detectados foram: Ascaris lumbricoides.6 3. Entamoeba coli e Entamoeba histolytica. lumbricoides / Ancilostomídeo E.6 100 É importante considerar que o poliparasitismo ocorreu com mais frequência entre Endolimax nana.6 7.

através da afirmação de que. Estas variações percentuais podem ser explicadas pelo fato de que.5%. que fornece condições ideais para o embrionamento dos ovos de Ascaris. coli são explicados por Rey (2008). Segundo Neves (2005). uma vez que de acodo com Rey (2008). diarréia. As variações na prevalência de E. por Guerra e colaboradores(1991) em São Paulo com 19. lumbricoides também podem ter contribuido para a sua alta incidência neste estudo. sua presença é indicativa de que é existência de contaminação do meio ambiente (água. principalmente no peridomicílio. alimentos) por material fecal.0%. por insetos coprófilos e outros. coli é um parasito comensal (não acarreta prejuízos ao hospedeiro). O ancilostomídeo foi encontrado apenas em um caso de poliparasitismo (3. mesmo a espécie sendo comensal. O mesmo autor relata ainda que. também mais elevada em relação aos achados de Costa – Macedo & Rey (1996). segundo Neves (2005). a E. a incidência desta espécie depende das condições sanitária e sócioeconômica da população estudada e principalmente das condições de habitação da mesma. com 12. além disso. tendo como principais sintomas dores abdominais. consititui um valor mais elevado em relação aos achados encontrados por Costa – Macedo & Rey (1996). como o de Teresina. no estudo de Souza e colaboradores não foi encontrada esta espécie. que a encontraram em 14. coincidindo com os valores encontrados nos estudos de Costa – Macedo & . coli (21. inclusive por animais insetívoros como as aves. altas prevalências em regiões de clima quente e úmido. A segunda espécie mais prevalente foi a E.7%) neste estudo. (2002) em Pernambuco. a dispersão dos ovos pode ser feita pela chuva. coincidindo apenas com os achados encontrados no estudo de Guerra e colaboradores (1991) em São Paulo com 20. ocorrendo em geral. as condições climáticas têm papel importante nas taxas de infecção.4%). que os transportam mecanicamente no intestino e os disseminam com suas dejeções. pelos ventos.6% dos casos.40 A prevalência de A. A disseminação fácil e viabilidade dos ovos de A.3% dos casos. no Rio de Janeiro com 25. existe a possibilidade de sintomatologia dependendo da faixa etária. que são bastante resistentes à insolação e dessecação por apresentarem três membranas espessas e impemeráveis.0% e por Souza et al.6%). lumbricoides (35. presença de esgotos e água tratada. além disso os ovos infectantes podem permanecer viáveis por até um ano. vômitos e fadiga.

pois pode afetar o desenvolvimento do feto. retardando (por vezes de modo irreverssível) seu desenvolvimento mental e físico. com 17. a ancilostomíase é particulamente perigosa para as grávidas.1264 X2= 1.1644 Procedência Teresina Zona rural Interior do Estado Outro Estado * (p ≤ 0. da melhoria geral das condições de nutrição e da disponibilidade atual de medicamentos anti-helmínticos atóxicos e de grande eficácia. os mesmos têm distribuição geográfica preferencial para locais temperados e tropicais.4%. segundo Neves (2005). pode ser justificada pelos fatores climáticos da região em que se encontrava a população estudada.8% e 7. houve uma redução de ancilostomíase no Brasil. em relação a anos anteriores.2% respectivamente.0572 p= 0. por isso. observou-se diferença estatística apenas para a população proveniente da zona rural.05) .0045 X2= 2. 2011. p= 0. O mesmo autor relata ainda que.9333 p= 0.41 Rey (1996). a temperatura é outro fator limitante para o desenvolvimento de ovos e larvas de ancilostomídeos. Quando se analisou os casos de enteroparasitoses encontrados em relação a procedência das gestantes. a maioria (75%) dos casos positivos para enteroparasitoses eram procedentes de Teresina. População total N (%) 35 (70) 7 (14) 6 (4) 2 (4) Gestantes positivas N(%) 21 (75) 5 (17. Tabela 2 – Distribuição da população estudada por procedência. além disso. De acordo com os dados da população estudada. sendo em menores frequências os casos encontrados em gestantes procedentes da zona rural e de outros Estados. e para crianças. Para Rey (2008). obtidos através do questionário.8) _ 2 (7. A baixa incidência de ancilostomíase neste estudo. Teresina – PI.3361 p= 0. os ovos dos parasitos não se desenvolvem bem em umidade inferior a 90% e os raios ultravioletas do sol. pois. em função do desenvolvimento econômico. demosntrando que esta população apresenta um risco maior para adquirir enteroparasitoses (X2= 8.5807 X2= 8.0572.2) Valor estatístico Valor de X2 e p* X2= 0. com 5.4% e de Souza e colaboradores (1991) com 4. são letais para a embrionia.0045) (Tabela 2).3051 p= 0.

p=0. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes (X2= 0.7130) (Tabela 3). seguido das mulheres que tinham ensino médio completo com 35. Tabela 3 – Distribuição das gestantes estudadas por nível de escolaridade. a maioria (39. Teresina – PI. 2011. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).7) _ 3 (10.7) X2= 0. Quanto ao nível de escolaridade. salientam que doenças parasitárias perfazem maior número de casos e apresentações exuberantes em indivíduos de condição marginal. Estes aspectos provavelmente também contribuíram para elevada frequência de parasitoses em gestantes procedentes da zona rural. possivelmente devido ao maior contato direto com o solo contaminado. menor escolaridade e com saneamento inadequado.2) 10 (35.1353 p= 0. de menor acesso a uma alimentação com nutrientes apropriados. há uma menor cobertura de esgotamento sanitário na zona rural em relação a zona urbana em todas as regiões do Brasil (BRASIL.42 Neste sentido. as diferenças ambientais e comportamentais entre o meio ambiental rural e urbano.1353.7%.2%) das gestantes que apresentaram positividade para enteroparasitoses tinham ensino fundamental incompleto. Neves (2005) e Rey (2008). variável importante para avaliar a condição sócioeconômica da população.5) 11 (39. Nível de escolaridade Fundamental completo Fundamental incompleto Médio completo Médio incompleto Superior completo Superior incompleto * ( p ≤ 0. 2004). consumo de água sem tratamento adequado e contaminação alimentar.7130 Valor estatístico Valor de X2 e p* .7) 3 (10. Esse fato demosntra que a população proveniente de zona rural se encontra em condições facilitadoras para a aquisição de enteroparasitoses.05) População total N (%) 3 (6) 15 (30) 18 (36) 10 (20) _ 4 (8) Gestantes positivas N(%) 1 (3. mostraram maior prevalência de parasitismo no meio rural. tendência observada neste estudo.

Souza et al.1%) que tinham algum tipo de enteroparasitose residia em casas de alvenaira e apenas 3. Teresina – PI.7) 15 (53. a baixa escolaridade aliada ao desconhecimento da forma de transmissão das parasitoses contribuem intimamente para um aumento da incidência das mesmas. (1989). p=0. Não foram encontradas significância estatística em relação às incidências de parasitoses encontradas (X2= 0.2) 14 (50) 5 (17. Tabela 4 – Características socioeconômicas das gestantes estudadas. a prevalência de enteroparasitoses aumentava.8) X2= 0. sabe-se que.8931 15 (30) 23 (46) 12 (24) 9 (32.5722 p= 0. 2011. de Villar et al. foi encontrada em um estudo prospectivo com 14.6% em casa de taipa. onde detectaram maior prevalência de enteroparasitoses nas mulheres com baixa escolaridade.3668 População total N (%) 38 (76) 11 (22) 1 (2) Gestantes positivas N(%) 23 (82.8145 p= 0.0181 p= 0. O mesmo ressalta a importância da melhoria do nível educacional como coadjuvante na resolução dos problemas de saúde. Tendência semelhante à observada nesse estudo.5722. Com relação às características do domicílio da população estudada. É importante considerar que o tipo de residência da população estudada é um bom indicativo sócioeconômico e de saúde.4494 . Tipo de casa Alvenaria Alvenaria sem reboco Taipa Número de pessoas por domicílio 2–4 5–6 Acima de 7 Número de cômodos Até 4 5–7 Acima de 8 Renda 1 – 2 salários 37 (74) 21 (75) 17 (34) 29 (58) 4 (8) 10 (35.1) 3 (14. (2002). a maioria das gestantes (82.6) 3 (10.3) 1 (3.7) X2= 0.914 gestantes.6) Valor estatístico Valor de X2 e p* X2= 0. também observaram que a medida que diminiuam os anos de escolaridade das gestantes.4494) (Tabela 4).43 Embora não tenha sido encontrada significância estatística para essa variável nesse estudo.

que demosntraram aumento da incidência de parasitoses em famílias que habitavam casa de taipa. Com relação ao número de pessoas por domicílio. sendo este.8324 De acordo com os resultados acima relacionados com o tipo de moradia.6) X2= 0.05) 11 (22) 2 (4) 6 (21. observou-se que 50% das gestantes parasitadas conviviam com cinco a seis pessoas. por conta da baixa escolaridade encontrada. (2004). a maioria (75%) das gestantes parasitadas têm renda familiar média de um a dois salários mínimos e 3. 32. além do fato de que casas com pequeno número de cômodos provavelmente acarretam uma convivência de maior número de pessoas no mesmo ambiente.44 1 – 3 salários 1 – 4 salários *(p ≤ 0. o número de cômodos das residências está diretamente relacionado aos aspectos sociais. Estas variáveis possivelmente contribuiram para a elavada frequência de enteroparasitoses encontrada em gestantes.6% possuem renda média de um a quatro salários minímos. Zaiden et al.8% conviviam com mais de 8 pessoas.0181. Esta variável. associada à uma possivel ausência do conhecimento significativo sobre prevenção e detecção de parasitoses intestinais. uma vez que de acordo com Fortes et al. provavalmente influenciou para a elevada frequência de enteroparasitoses encontradas nesse estudo.0448 p= 0. (2008).2% com duas a quatro pessoas e 17. Outros dados analisados ainda quanto as condições de moradia das gestantes. De acordo com Fortes et al. O número de cômodos das casas da população estudada variou de um a oito e não foi identificada diferença estatística em relação a essa variável e os enteroparasitos encontrados (X2= 0. (2004). (2001). Porém não foi encontrada diferenças estatisticamente significativas para esta variável (X2= 0. p=0. também não encontraram na sua população de estudo diferença significativa estatística entre esta variável e a incidência de parasitoses. um fator predisponente para a transmissão das parasitoses.8145. p=0.4) 1 (3.3668) (Tabela 4). foi encontrada uma tendência contrária por Fontbonne et al. maior é a possibilidade de aquisição das enteroparasitoses. quanto maior o contato interpessoal. foi quanto a presença de fossa sanitária e ao fornecimento de energia .8931) (Tabela 4). acompanhado de hábitos de higiene precários. Constatou-se ainda que.

2% das gestantes parasitadas residiam em casas com fornecimento de água realizado por rede pública e 17. que inclui retirada de sólidos.45 elétrica que culminou num resultado satisfatório.8) 6 (21.1826 X2= 0.6) Através desses dados é possível presumir que a água que chega na grande maioria das residências da população estudada passa por um tratamento prévio. constatou-se que 82. uma vez que todas as gestantes declararam ter fossa sanitária e energia elétrica. Tabela 5 – Dados relacionados ao saneamento básico da população estudada. coloração entre outros pocedimentos adequados à produção de água de qualidade razoável para o consumo. Teresina – PI.9266 X2= 0. no qual foi observado que mais da metade das gestantes estudas apresentaram resultados positivos para parasitoses. não foi encontrada diferenças estatisticamente significativas (X2= 0.3357 p= 0.0060 Abastecimento de água Rede pública Poço Esgoto Rede pública Céu aberto Coleta de lixo Sim Enterrados e/ou queimados Presença de animais domésticos Sim Não *(p ≤ 0.8% tinham abastecimento por poços. (2005). porém esta variável não influenciou no estudo.2307 p= 0.8) Valor estatístico Valor de X2 e p* X2= 0. População total N (%) 40 (80) 10 (20) Gestantes positivas N(%) 23 (82.1826) (Tabela 5).4) 8 (28.2) 26 (52) 12 (24) 19 (67. É importante considerar nessa discussão que nos estudos de Costamagna et al. Apesar da alta porcentagem encontrada nessa variável. no qual estudaram a análise da contaminação de águas provenientes de uma represa de abastecimento. demonstraram que à medida que a represa .6691 p= 0. filtragem. Com relação as informações fornecidas pela população estudada sobre saneamento básico.05) 31 (62) 19 (38) 19 (67.5) 28 (56) 22 (44) 20 (71.2) 5 (17. 2011. p= 0.6310 X2= 7.669.8) 9 (32.5465 p= 0.

observaram que a frequência de parasitoses diminuiu com o aumento do número de ligações de água e esgoto. que ao realizarem uma correlação entre as condições de saneamento básico e parasitoses intestinais na população estudada. (2008).46 atravessava a cidade.2307.9% de parasitoses numa população de 276 pessoas. (1999). 67.8% das gestantes parasitadas declararam que o esgoto era desprezado em rede pública e em 32. p=0. enquanto que 0. Possivelmente. o lixo acumulado tornava-se um meio propício para o desenvolvimento de vetores (moscas ou baratas) que podem veicular mecanicamente ovos de parasitas. onde 98. possui rede de esgoto. uma vez que seu acúmulo torna a população susceptível a contrair parasitoses intestinais.6310) (Tabela 5). Não foi encontrada diferenças estatísticamente significativas para esta variável (X2= 0.2% em céu aberto. Essa pode ser uma das possibilidades que explica o elevado número de casos positivos na população estudada. p=0. . Resultado contrário foi encontrado no estudo de Zaiden et al. sendo detectada 39. Esta possibilidade justifica a elevada prevalência de parasitoses encontrada na população estudada.5% dos casos enterravam e/ou queimavam o lixo. principalmente em países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. mesmo demonstrando boas condições sanitárias. no intervalo das coletas relizadas pelo sistema público de limpeza. é importante considerar que uma grande parcela ainda continua desprovida de recursos de saneamento básico. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa (X2= 0. Embora esses resultados demonstrem que a maioria das residências das gestantes estudadas.7% os queimam. Resultado contrários foram escontrados no estudo de Ludwig et al.9266) (Tabela 5). contaminava-se com águas e dejetos provenientes de assentamentos populacionais ribeirinhos.3357. a mesma não foi questionada com relação aos hábitos de tratamento da água antes do consumo.4% enterra e 0. consideram que os resíduos sólidos constituem uma preocupação ambiental em nível mundial. Constatou-se ainda que a coleta do lixo doméstico pelo sistema público de limpeza favorecia 78. porém esta variável também não influenciou na elevada prevalência de enteroparasitoses em gestantes. Com relação ao destino dos esgotos. Ferreira e Andrade (2005). além disso.5% das gestantes parasitadas e os outros 21.2% da população estudada tinha seu lixo coletado pelo sistema público de limpeza.

8) 9 (32.5465.0113) (Tabela 6). Enteroparasitoses na família Sim Não *(p ≤ 0.4108.4108 p= 0. ou seja. 2011. segundo Neves (2005). cão. ambos funcionam como hospedeiros ressaltando a importância de se atentar para os animais domésticos tais como.0060) (Tabela 5). foram transmitidas através do contato interpessoal. o mesmo considerou ainda que uma maioria significativa das famílias infectadas não destinava um local reservado para seus cães evacuarem.05) População total N (%) 26 (52) 24 (48) Gestantes positivas N(%) 19 (67. . 67. Com relação a casos de enteroparasitoses na família. Tabela 6 – Frequência de enteroparasitas na família da população estudada. diante dos resultados.2) Valor estatístico Valor de X2 e p* X2= 6.4%. os enteroparasitos podem circular indiferentemente entre humanos e animais. Observou-se significância estatística entre esse dado e a presença de enteroparasitoses em gestantes (X2= 6. Dessa forma. Florêncio (1990). gato e outros. Essa variável traz ainda a possibilidade de que as parasitoses intestinais. observou prevalência de 40% de giardíase em 60 famílias e as relacionou com a presença de cão domiciliado.8% das gestantes declararam que alguém da família já teve algum tipo de parasitose. a presença do animal doméstico possivelmente contribuiu para a frequência de giardíase encontrada nesse estudo.47 A presença de reservatórios animais (cão ou gato) na residência das gestantes parasitadas foi de 71. (1998) também foi encontrada presença de protozooses e helmintoses em uma população que apresentou três ou mais integrantes do grupo familiar parasitados. constituem fatores preponderantes na disseminação das parasitoses. p= 0. Foi encontrada significância estatística com relação a essa variável e frequência de enteroparasitoses em gestantes (X2= 7. encontradas nesse estudo. Teresina – PI.0113 No estudo de Otto et al. p= 0. Semelhante aos resultados do presente estudo. uma vez que. Animais domésticos presentes nas residências. e que as crianças mantinham contato com o cão.

estando possivelmente relacionada a ausência de hábitos higiênico-sanitários e da educação em saúde da mesma. de habitação e falta de hábitos de higiene pessoal e coletiva. representando. apresentaram-se como fatores de risco significamente estatísticos para a prevalência de parasitoses intestinais em gestantes. as gestantes procedentes da zona rural. casos de enteropasitoses na família e residentes na zona rural. sejam realizadas análises das possíveis interferências do parasitismo durante a gestação. de abastecimento de água. além disso. Sugere-se ainda.48 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A prevalência de enteroparasitoses em gestantes apresentou-se em taxas expressivas de positividade para helmintos e protozoários. Conclui-se que. uma vez que pouco se conhece sobre as prováveis repercussões das enteroparasitoses no curso da gestação para o feto e o recém-nascido. . Diante dos resultados desse trabalho. os fatores de risco como precárias condições higiênicosanitárias da residência. apesar das boas condições de saneamento básico apresentada pela maioria da gestantes procedentes da zona urbana. Analisou-se que a presença de animais domésticos. Cabe destacar que. Verificou-se que. portanto um grave problema de saúde pública. encontram-se em maior risco de adquirir a nosologia em relação à população da zona urbana. por viverem em condições precárias de saneamento básico. também foi encontrada elevada incidência de enteroparasitoses nessa população. das pessoas e do ambiente provavelmente contribuiram de forma significativa para uma maior incidência de enteroparasitoses na população estudada. Os resultados obtidos através deste estudo demonstram que há uma prevalência importante de parasitoses intestinais em gestantes. que sejam realizados estudos que analisem os possíveis efeitos das drogas antiparasitárias quanto à toxicidade e teratogenicidade para o conjunto materno fetal. possivelmente. sugere-se que novos estudos sejam realizados em gestantes utilizando métodos diagnósticos mais específicos e de maior amostragem e que.

DÍAZ. v. GABRIELLI. CHITSULO. Marcelle Goldner. Ângela. ed.13. 2005. n. Fernando Luis. v. 3ª Ed.667-670. set. Equipamento de Proteção Individual . Albis-Francesco. SAVIOLI. n. Elisabeth Campos de. Lorenzo. Armando Castillo Plaza” em Maracaibo. Matheus. BRASIL.IBGE. DÍAZ. Nair Toshiko. n. Plano nacional de vigilância e controle das enteroparasitoses. Lester. abr. 39. 2000. n. ALLEN. Orçamento e Gestão. Juiz de Fora. Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS/Ministério da Saúde. Prevalência de enteroparasitoses em reeducandos da penitenciária “Maurício Henrique Guimarães Pereira” de Presidente Venceslau-SP. mar. María. Marcelo Luis Carvalho. ALVES. 1. CESCA. ACURERO.EPI. Alberto Novaes Jr. 2010. RODRIGUES. Heloísa Werneck. FERRER. 148 . Venezuela. FERREIRA. p. Henrietta. RAMOS.2. Vivian de Oliveira. n. 2. jun. Isabel Cristina Gonçalves. Brasil. THASHIMA. Revista de Atenção Primária a Saúde.19. 2004. p. Kasmera.158. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . Assistência pré-natal: manual técnico. Parasitoses intestinais em região semi-árida do Nordeste do Brasil: resultados preliminares distintos das prevalências esperadas. BRACHO. 2008. Ministério do Planejamento. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde – SPS/ Ministério da Saúde. GONÇALVES. ENGELS.REFERÊNCIAS ABRAHAM. Maria Aparecida. Ellen. Neglected Tropical Diseases. p. 2008. 39-42. 1995. Ministério da Saúde. 2003. 29. Rio de Janeiro. p. Prevalencia de enteroparásitos em embarazadas de La maternidad “Dr. Parasitoses intestinais: uma revisão sobre seus aspectos sociais. LEITE. ALBERTO. São Paulo: Atlas. São Paulo. Portaria nº 3. Venezuela. relativas à segurança e medicina do trabalho. Controlling soil-transmitted helminthiasis in pre-school-age children through preventive chemotherapy. ARAÚJO.6. epidemiológicos. MACEDO. Resultados da Amostra do Censo Demográfico 2000: situação em 2001. NR . Marco. Nelly. Ministério da Saúde. Revista Brasileira de Análises Clínicas. 36. Jair Rodrigues. Adauto. 2007. . In: SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. Ricardo de Sousa. SILVA. Dirk. ALBONICO. out. Caderno de Saúde Pública. clínicos e terapêuticos. 2. Iris. v. v.231-240. Brasil. Brasil. p.1-11.214 de 08 de junho de 1978 Aprova as normas regulamentadoras que consolidam as leis do trabalho. Geneva. 2. ANDRADE. v. 3.

BLACK. John. GILMAN. CHEHTER. jun. set. Alex. David. 12 n. Simon. 1521-1532. v. LINDBLADE. Elena. CLEMENTS. 1996. n. BETHONY. 221-261. p. Robert. Daniel. n. 2005. 2006. v. Elizabeth. LUCCHI. Prevalência estacional de enteroparasitoses em uma população de zero a quatorze anos do bairro cohab tablada. 17.1. Luis. Kubaje. v.1. and hookworm. Vicente. p. Lêda Maria. São Paulo. Leonardo. Effect of water and sanitation on childhood health in a poor Peruvian peri-urban community. v. KARANJA. Pelotas – RS. Parásitos em aguas del Arroyo Naposta. v. p. COSTA-MACEDO. Vermes. AYISI. Porto Alegre. p. Sérgio. 2008. 2000. STERLING. 367. BROOKER. Pedro Paulo & AMATO NETO. VISCIARELLI. Lancet. v. Denise Gamio.ed. Luis. Kim. Ya Ping. Robert. Marco. João Luiz Dornelles & DUQUIA. COSTAMAGNA. Lawrence. p. DIAS. REY. 122-126. Archie. Lilia. Rio de Janeiro. 4. CINERMAN. trichuriasis. 229-232. Dissertação (Mestrado em Parasitologia) – Universidade Federal de Pelotas. abr. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Peter. mai. Anna.1995. REY. Revista Brasileira de Medicina. Pelotas. n. 33. 3-4. 51. Enteroparasitoses em Gestantes e Puérperas no Rio de Janeiro. LOUKAS. Stefan.BASTOS. 2005. Rio de Janeiro. 363. 60. 3. COSTA-MACEDO. GEIGER.383-388. Simon. Ciência e Cultura. EIJK. Lancet. ecology and control of soil-transmitted helminth infections. Parasitologia Latinoamericana. Soiltransmitted helminth infections: ascariasis. n. Rodrigo Pereira. Frank. p. Leandro e BASUALDO. 2007. CHECKLEY. – 54f. p. EPSTEIN. n. São Paulo. 2004. 9521. Parasitoses intestinais.4. ADAZU. PETERSON. Sixto Raúl. 342. dez. SHI. 2003. Advances in Parasitology. 112-118. Aleitamento e parasitismo intestinal materno-infantil. 9403. v. 2. 41-43. Benjamin. 371-375. Donald. Luis. Charles e MOULTON. 126-32. Argentina). BUNDY. 2006. p. n. verminoses e a saúde pública. BROOKER. São Paulo: Atheneu. n. HOTEZ. William. 55. SLUTSKER. n. v 62. ago. águas de recreación y de consumo em La ciudad de Bahia Blanca (Provincia de Buenos Aires. CHIEFFI. ODHIAMBO. Lêda Maria. Um dos delineamentos mais empregados em epidemiologia: Estudo transversal. Parasitologia humana. CIMERMAN. Juan. DIEMERT. CABEÇA. Caderno de Saúde Pública. Diana. . v. ALBONICO. Marcos. Jeffrey. Scientia Médica. p. ROSEN. Global epidemiology. CABRERA.

p. Geohelminth Infections among pregnant women in rural western Kenya. Annick. Eduarda Angela Pessoa. Roberto de Andrade. Brasil. 2004. a cross-sctional study. Revista Feminina. FERREIRA. 2008. n. IANONI. Orlando Cesar de Oliveira. p. jun. PAES. Jornal da Pediatria. 1991. Allan. n. VAZ. p.set. jan. Carlos Fernando Salgueirosa. Revista Brasileira de Medicina Tropical. Neglected Tropical Diseases. 9. . 2009. v. 2919-2925. QUADROS. GUERRA. Estudos de alguns aspectos epidemiológicos da Giardíase em famílias da cidade de Pradópolis.1-9. Geraldo. Enteroparasitoses e utilização de drogas antiparasitárias no período gestacional. Flávio Renato de Almeida. 3. Moab Duarte. Neglected Tropical Diseases. Glauco Rogério. n. ago. São Paulo. Rio de Janeiro. Eduardo Freese. Caderno do Saúde Pública. v. 2005. v. 1. 3. v. FIGUEIRÓ-FILHO. Camila. Alessandro Henrique Antunes. v. BEITUNE. Control of neglected tropical diseases.17. 524 – 525. Mato Grosso do Sul. Rio de Janeiro. 793-802. SENEFONTE. Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. out. Caderno de Saúde Pública. n. Luis Iván. CARVALHO. São Paulo. 2. Alguns aspectos socioeconômicos relacionados a parasitoses intestinais e avaliação de uma intervenção educativa em escolares de Estiva Grebi. n.Geisa Amorim e CESSE. SAVIOLI. v. 12. 303-308. ACIOLI. VALENCIA. 1018–1027. 20. SP. Modelagem geoestatística da infecção por Ascaris lumbricoides. ANDRADE.2. FORTES Bruno de Paula Meneses. Elvira Maria. DIAS. Lorenzo. n. 38. MOLYNEUX. Celma Maira Silva. SÁ. n. João Tadeu. v. 4-5. n. Patrícia El. p. LOPES.Q. TOLEDO. Selma Avancini. FONTEBONNE. Peter. p. dez. Caderno de Saúde Pública. 49-51. FREI.33. São Paulo. p. Rio de Janeiro. FENWICK. 2004. FLORÊNCIO M. p. Adelaide José. Infecções por helmintos e protozoários intestinais em gestantes de primeira consulta atendidas em centros de saúde da rede estadual no subdistrito do Butantã. n. p. Ernesto Antonio. HOTEZ. 357. JUNCANSEN. Fatores de risco para poliparasitismo intestinal em uma comunidade indígena de Pernambuco. Fernando. 24. 22. 727-734. Washington.4. RIBEIRO. Levantamento epidemiológico das parasitoses intestinais: Viés analítico decorrente do tratamento profilático. p. município de São Paulo. São Paulo. Rosa Maria Donini Souza e BARRETTO. David. 32. 2008. v. abr. Simone do Vale e MEDRONHO. Kenya. out. v. 6. Leiliana Aparecida Stoppa. 1990.L. fev.Laurence. DUARTE. 2001. 367-373.

Maria Márcia Imenes. Instituto de Perinatologia Social do Piauí. SAATHOFF. Estado de São Paulo.piaui. 2003. 78-81. Firmino Alvares. 1. A blueprint for success: integration of neglected tropical disease control programmes. 4. 4. ALMEIDA. 2010. CARVALHO. 2005. 1. Parasitas intestinais em crianças de escola municipal de Florianópolis. v. UTZINGER. . 22. Sandra Márcia Tietz. 178-180. Jaques Muriel Oliveira. Ana Letícia. n.out. n. Russel. 4. PEREIRA. Carla Andresa. Cláudia. MARQUES. FENWICK. Theopi. Graziele Brito da. Guilherme Araújo. VARVAKIS. 2009. p. ISHIDA. n. Ruth & CHEADLE. FAWZI. Rio de Janeiro.. Current Pharmaceutical Design. Correlação entre condições de saneamento básico e parasitoses intestinais na população de Assis. MARINHO.pi. T. 7. 2002. São Paulo: Atheneu. Estudo comparativo de técnicas parasitológicas: Kato. João Bezerra de. 195-196. BANDEIRA. MINENOA. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 80. DIELE.php> . KAWAI. 2010. MSAMANGA. n. 2008. município do Estado do Rio de Janeiro. David Pereira. v 9. p. p. SILVA. 36-43. TEIXEIRA. Porto Alegre.ed. p. Maria Karin.gov. v. 313-321. 2. Parasitologia Latinoamericana. Gretchen.KUNZ. 60. MENDES. 32. Alan. The American Society of Tropical Medicine and Hygiene. abr. RIBEIRO-PAES. 2005. NEVES. jun. v. Revista Brasileira de Análises Clínicas. Santa Catarina. Prevalência de enteroparasitoses em escolares da rede pública de Serapédica. Fernando. Tanzania. São Paulo. Rosiléia Marinho. Parasitologia humana. 21. Jurg. M. João Tadeu. Trends in Parasitology. FILHO. Disponível em <http://www. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Brasil. [Coordenadoria de Comunicação Social]. Luis Candido de Souza. LUDWIG. Abel Silva. out. p. Giardiasis: recent progress in chemotherapy and drug development. dez. 38. Disponibiliza informações sobre a Maternidade Dona Evangelina Rosa. Kousuke. n. MOREIRA. 1999. 2005. Acesso em: 27 nov. 157-162. LAMMIE.Katz e coprotest. Angela Terezinha Lauand Sampaio. BERNADINI. SC – educação ambiental e saúde. Marilia Sirianni dos Santos. n. Geophagy (soil-eating) in relation to anemia and helminth infection among HIV – Infected pregnant women in Tanzania.br/novo/materia. n. ROSSETTO. Rosana Aparecida Trevisan. p.A. 5. LEVENTHAL. ed. p. Prevalência de enteroparasitoses em Concórdia. Marcelo Silva. 2006. VIEIRA. v. v. Patrick. QUADROS. FREI. 11. dez. AVERY. mai. Gernard. v. p. Revista Biotemas. v. GOMES. 34. Wafaie. ANTELMAN. Parasitologia médica. Aline. Célia Regina. 841–855. Orlando José. DIAS. São Paulo: Premier. Campinas. 2000. 547-555. Santa Catarina. Elmar.

p. HERNANDEZ. Cynthia.OLIVEIRA. Nestor. ed. Silvio Luiz de. maio. 24. 207–217. Paraná. Simone Aparecida. 2010. ARRIA. Enteroparasitosis em 40 grupos familiares de la localidad de Chauquear. São Paulo: Pioneira. Paraná. 133. 1998. Aparecida. 2003. Magdary. v. v. Enteroparasitoses e anemia ferropriva em gestantes assistidas na unidade saúde da família de Nova Viçosa e Posses. n. v. FILHO. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. X Region de Chile. Gloria. Maria Regina. COLINA. Pernambuco. PEREZ.ed. Luis Oscar Cardoso. BLANCO. v. ago. CAMILLO-COURA. Luiz Sérgio. Marcos Antonio Garcia. 1999. WHO. Léa. RUBIO. KAIN. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nos trópicos ocidentais. CABANIEL. 1. SPALDING. dez. Maria Rosário de Fátima da Silva. 5. 253-259. The Journal of Nutrition. REY. 2003. n. RIBEIRO. Jesús. ARAUJO. Maher. n. SOUZA. VIEIRA. no . OTTO. AMENDOEIRA. SILVEIRA.1.Parasitologia al Día. 1661–1667. Juan. AGUILERA. Dylan. Common Intestinal Parasites. 15. p. World Health Organisation. Infectious Diseases in Obstetrics and Gynecology. n. Luís. 1. p. Marcelo e MERCADO. 36. Current Treatment Options in Infectious Diseases. Kevin. Ariani Impieri de. DIAS. FERREIRA. Prevalência de enteroparasitoses na população do município de Maria Helena. RODRÍGUEZ-MORALES. Malaquias Batista. Pregnancy. 2003. MUSLEH. Ruben. jan. CASE. Sílvia Maria. Ymora. Henry. 2002. MALDONADO. nutrition and parasitic diseases. VILORIA. jun.1-5. 1. abr. Rosa. BARBELLA. Geneva. STEKETEE. 2005. Pedro. GARCIA. Ciência & Saúde Coletiva. Rio Grande do Sul. 483-491.22. v. PILLAI. BENITEZ. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Juan Pablo. GERVASIO. out. 4. Cláudio. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Estudo porspectivo de gestantes e seus bebês com risco de transmissão de toxoplasmose congênita em município do Rio Grande do Sul. v. Venezuela. Isal Puluqui. p. 3. p. Intestinal parasitic infections among pregnantwomen in Venezuela. n. Enteroparasitoses. p. In The World Health Report 2002 – Reducing Risks. p. Ricardo. PEREZ. anemia e estado nutricional em grávidas atendidas em serviço público de saúde. Luis Carlos. Andrea. 2002. Melissa. MERLINI. 4. Elianet. Gilberto. RIFAKIS. 2008. Oscar. RAVELO Marisela. Quantifying selected major risks to health. n. 899-905. v. Promoting Healthy Life. 4. Anna. SANTOS. 1-2. Alfonso. n. Elizabeth. URDANETA. 49-51. Tratado de Metodologia Científica.1.

Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária) – Universidade Federal de Viçosa. 511-520. Lancet. 2.. Richard F.1. 1989. Klebanoff M. CANO.74. 182-187.. v. v.município de Viçosa – MG. n.. Maria Aparecida T. p. 6. ZAIDEN. p. 2007. ZIMMERMANN. Epidemiologia das parasitoses intestinais em crianças de creches de Rio Verde – GO. HURRELL. VILLAR J. Revista da Faculdade de Medicina. n. Viçosa. 9586. de O. v. The effect on fetal growth of protozoan and helminthic infection during pregnancy. Obstet Gynecol. . Marilúcia.dec. n. 2008. p. Kestler E. Nutritional iron deficiency. Branca M. 915-920. Michael B. NASCIFT. jun. 370. SANTOS. Ribeirão Preto. 77f. Júnior Iucif A.. 2008.

Anexos .

Precisamos ainda que você responda a um questionário sobre dados sócio-econômicosanitários. resolver desistir. O estudo será feito através do exame coproparasitológico das gestantes. para que todos os procedimentos desta pesquisa sejam esclarecidos. . durante o andamento da pesquisa. com objetivo de verificar se as gestantes aqui atendidas têm parasitoses intestinais. Você receberá um recipiente plástico. Precisamos de sua autorização para o acesso a amostra fecal que será solicitada pelo seu médico no momento do seu atendimento na rotina do pré-natal. Garantimos o anonimato e segredo quanto ao seu nome e quanto às informações prestadas.TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TECLE) Consentimento baseado na resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde Caro Sr(a): Somos Nathália de Melo Bezerra e Maria Anadete Alves do Nascimento. na Maternidade Dona Evangelina Rosa. Sua participação é voluntária e não receberá nenhum pagamento por participar da pesquisa. Se você decidir não participar. Mesmo tendo aceitado participar. alunas do curso de Biomedicina da Faculdade Aliança. Informamos ainda que você não terá nenhum tipo de dano ou prejuízo. sob orientação da professora MSc. sua identidade será preservada e não aparecerá em momento algum nos resultados do estudo. se por qualquer motivo. mas também não terá nenhum gasto. sem que isso lhe traga qualquer prejuízo ou penalidade. Gina Coelho Saraiva de Sousa. tem toda liberdade para retirar o seu consentimento. Não há obrigatoriedade em participar deste estudo.ANEXO A . As amostras fecais serão utilizadas apenas para esta pesquisa. e que será disponibilizado um laudo com o resultado do exame realizado. o seu seguimento e tratamento nesta unidade não sofrerão prejuízo algum. juntamente com as instruções de como coletar as fezes e o dia agendado para a entrega da amostra na maternidade. Você pode fazer qualquer pergunta que desejar. estamos desenvolvendo um Projeto de Pesquisa sobre: ENTEROPARASITOSES EM GESTANTES ATENDIDAS EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DE TERESINA – PI.

assim como o Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Camillo Filho pelo telefone 3122 8800/3122 8817. Gina Coelho Saraiva de Sousa (orientadora) CPF: 713312713-04 Tel: 8866 8333 e-mail:gina-cordão@hotmail.com . ou no endereço: Rua São Pedro. A orientadora da pesquisa Gina Coelho Saraiva de Sousa e a Faculdade Aliança se encontram disponíveis para qualquer questionamento relacionado a esta pesquisa pelo telefone (86) 3194 1800/3194 1818. número 965. Declaro que recebi uma cópia deste termo de consentimento e me foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as minhas dúvidas.com. número 1175. bairro centro. Reconheço que a minha participação é voluntária. bairro Jóquei Clube.br _____________________________ Maria Anadete Alves do Nascimento CPF: 027780283-07 (aluna pesquisadora) Faculdade Aliança Tel: (86) 9993 1975 e-mail: annalves@hotmail. Teresina. CEP 64049-220. ou no endereço: Rua Napoleão Lima. CEP 64001-260. ____de________________de ______ ________________________________________________ Assinatura do voluntário ou responsável _________________________________________________ ProfªMSc.com ______________________________ Nathália de Melo Bezerra CPF: 024734903-84 (aluna pesquisadora) Faculdade Aliança Tel: (86) 9948 8967 e-mail: nathaliademelobezerra@yahoo.Sua colaboração e participação poderão trazer benefícios para a melhoria da assistência a saúde da comunidade e para o desenvolvimento científico.

TIPO DE CONSTRUÇÃO ( ) Alvenaria ( ) Taipa ( )Com reboco 2.Destino dos dejetos humanos: ( ) Fossa ( )Rede de esgoto ( ) Céu aberto ( ) Outros:______________ .No interior da casa: ( ) Rede pública ( ) Poço ( ) Outros______________________ 2. ABASTECIMENTO/SERVIÇOS • DE ÁGUA: ( )Outros______________( ) Sem reboco 1.ANEXO B – ROTEIRO DA ENTREVISTA DADOS PESSOAIS NÚMERO DO PACIENTE___________ IDADE _______________________ NATURALIDADE:_____________________________ SITUAÇÃO CONJUGAL: _______________________ IDADE GESTACIONAL:________________________ • ESCOLARIDADE Não ( ) ESTUDA: Sim ( ) • Número de anos de estudo formal: ___________________________________ PARTICIPAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO FORMAL Não ( ) EMPREGADO: Sim( ) Ocupação:_______________________________________________________ DADOS SOCIO-ECONOMICOS-SANITÁRIOS • QUANTO A RENDA FAMILIAR ( ) < 1 salário ( ) 1 salário ( ) 1 a 2 salários ( ) 2 a 3 salários ( ) 3 a 4 salários ( ) > 4 salários • A RESIDÊNCIA Número de pessoas que moram na casa: _________ Número de cômodos: ___________ CARACTERÍSTICAS: 1.

gato.ANIMAIS DOMESTICOS ( cão .• DE ESGOTOS: ( ) fossa ( ) Outros:__________________ ( ) Tem esgoto/ ( ) Rede pública ( ) Sem esgoto • DE COLETA DE LIXO: ( ) Tem coleta/periodicidade:______________ ( ) Não tem coleta/ destino do lixo: ( ) enterrado ( )queimado ( )céu aberto Outros: ________________________________________________ • TEM ELETRICIDADE? Sim ( ) Não ( ) PRESENÇA DE ANIMAIS 1. pássaros. etc) ( ) Sim • ( ( ) Não Casos de enteroparasitoses na família: ( ) Não )Sim .

_________________________________ . ) Trichuris trichiura ) Outros ___________________________ ____________________________ ______________________________ ______________________________ Observações: ____________________________________________________________ Analisado por:____________________ Data:______/______/______. Identificação Número do Paciente____________________ Exame parasitológico de fezes – espécimes encontrados PROTOZOÁRIOS ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) Cyclosporacayetanensis ) Cryptosporidiumparvum ) Endolimax nana ) Entamoeba coli ) Entamoeba histolytica ) Giardia lamblia ) Iodamoebabutschilli ) Isospora belli )Outros HELMINTOS ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) Ancilostomídeos ) Ascaris lumbricóides ) Enterobiusvermicularis ) Hymenolepis nana ) Schistosoma mansoni ) Strongyloidesstercolaris ) Taeniasp.ANEXO C – RESULTADO DO EXAME PARASITOLÓGICO 1.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->