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RESSONÂNCIA+MAGNÉTICA+APOSTILA

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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA APOSTILA
PROFª FERNANDA SCHARF SANTOS

HISTÓRICO  1946: Block e co-trabalhadores e Purcell  primeiro experimento bem sucedido. Concluíram que alguns núcleos, ao serem colocados em campos magnéticos absorviam energia dentro de uma faixa de radiofrequência do espectro eletromagnético, e capazes de reemitir esta energia quando os núcleos restauravam seu estado original;  Foi chamado de RNM  N, pois apenas alguns núcleos de alguns átomos reagiam desta maneira; M, pois um campo magnético era necessário para completar esta ação; R devido à frequência dos campos magnéticos e a radiofrequência;  1967: 1°s sinais animal vivo por Jackson;  1972: 2d por Lautebur;  1983: 1° aparelho de RM em Manchester;  1986: 1° aparelho chega ao Brasil; NÚCLEOS EM RESSONÂNCIA Diversos átomos são capazes de promover imagem por ressonância magnética (IRM), porém o Hidrogênio (H+) é o mais relevante e abundante em nosso organismo. Núcleos de átomos que contém número ímpar de prótons ou nêutrons possuem um mini campo magnético ao seu redor, conferindo uma rotação em torno de si mesmo, chamado SPIN.

Figura 1 – movimento spin do núcleo de um átomo. PRECESSÃO Os H+ em estado básico estão dispostos aleatoriamente no organismo, seu movimento SPIN é contínuo, mas não estão organizados.

2

Após a indução de radiofreqüência (rf) por um campo magnético B0, os H+ se organizarão em paralelo e antiparalelo ao campo magnético.

A

B

Figura 2 – em A os H+ estão dispostos aleatoriamente no organismo. Em B, após indução do campo magnético os H+ se dispõem em paralelo e antiparalelo. Esse pulso induzido pelo campo magnético possui uma angulação variável conforme a sequência que está sendo adquirida, chamada FLIP ANGLE. Para simplificar nosso estudo, vamos utilizar apenas pulsos de 90º. Após o pulso de 90º, além do movimento spin dos H+, a disposição paralela e antiparalela ao campo magnético (magnetização longitudinal), eles irão rotacionar ao redor do campo magnético, até adquirirem a magnetização transversal, chamado de PRECESSÃO.

Figura 3 – direção do campo magnético aplicado B0, o H+ estão fazendo movimento spin, e movimento de precessão, ou seja, girando em torno do campo magnético. A freqüência de precessão do campo magnético é chamada de freqüência de Larmor, é dado pela fórmula matemática:

ω = Bo x 
ω = freqüência de precessão (f. de Larmor) Bo = potência do campo magnético estático = razão giromagnética

e segundo a lei de indução de Faraday.3 A freqüência de precessão do hidrogênio é de 42. pois os átomos vão liberar a energia absorvida e voltar ao estado de magnetização longitudinal. de pulso de 90°. TEMPOS DE RELAXAMENTO Hidrogênios em diferentes tecidos apresentam tempos de relaxamento diferentes. Para um campo magnético de 1.58 MHz ω = 63. .5 T. apresentam tempo de relaxamento rápido (150 a 250 ms). Figura 4 – inclinação da magnetização longitudinal em direção à magnetização transversa por um campo magnético B1 associado a um campo de RF. pois esta magnetização é dependente do tempo. DECAIMENTO POR LIVRE INDUÇÃO (DLI) Após o pulso de RF. Moléculas pequenas reorientam-se mais rapidamente do que moléculas maiores. a freqüência de Larmor será de 63. ω = Bo x  ω = 1. DLI indica que o sinal vai diminuir de intensidade em função do tempo. pode induzir uma voltagem na bobina receptora. os hidrogênios desviam da magnetização longitudinal para a magnetização transversal. Os H+ irão precessar em torno do campo magnético aplicado Bo e serão empurrados a magnetização transversa para girar em sincronia com o campo aplicado B1. conforme sua estrutura molecular.87 MHz.87 MHz CAMPO DE RF A magnetização longitudinal é estática.5 x 42. Os lipídeos que são moléculas médias.58 MHz. por exemplo. Apenas a magnetização transversa (magnetização perpendicular ao Bo) pode induzir sinal nas bobinas receptoras de RF.

Figura 5 – tempo de relaxamento T1. Figura 6 – tempo de relaxamento T2. . T2 é o tempo necessário para que o vetor da magnetização transversa decaia a 37% do seu valor original. demorando mais para voltarem ao estado básico. os H+ irão perder a coerência muito rapidamente. por isso é dado outro pulso a seguir.4 T1 é o tempo necessário para a recuperação de aproximadamente 63% da magnetização longitudinal dos prótons. agora de 180° que vai inverter o vetor de magnetização transversal. T1 T2 ÁGUA HIPOSSINAL HIPERSSINAL GORDURA HIPERSSINAL HIPOSSINAL LCR HIPOSSINAL HIPERSSINAL SANGUE HIPERSSINAL HETEROGEN MÚSCULO HIPOSSINAL HIPOSSINAL TENDÃO HIPOSSINAL HIPOSSINAL EDEMA HIPOSSINAL HIPERSSINAL Tabela 1 – diferenças de sinais entre tecidos e sequências T1 e T2. TEMPO DE REPETIÇÃO (TR) E TEMPO DE ECO (TE) Após o pulso de RF de 90°.

4 linhas do espaço K serão preenchidas a cada TR. quanto maior o TR. A quantidade de pulsos de 180° é previamente definida pelo operador. mais linha diferentes no espaço K serão armazenados por TR. TR TE Figura 7 – TR e TE. quanto mais cortes. por exemplo. mais brilho na água. numa sequência T2 FSE com ETL 4. FAST SPIN ECO (FSE) OU TURBO SPIN ECO (TSE): é definido por um pulso de 90° seguido por vários pulsos de 180°. menor o TR e mais rápida a sequência. Por exemplo. ou quanto menor o TR mais escuro o LCR. por apenas um pulso de refasamento de 180°. como são produzidos vários ecos por TR. Sua desvantagem é demorar mais tempo mais completar a sequência. como na figura 7. A vantagem é ser proporcionalmente mais rápida que a SE convencional em relação ao fator turbo. e o DLI. pois cada eco corresponde a um pulso codificado com amplitude de sinal diferente na curva gradiente. SEQUÊNCIAS DE PULSOS SPIN ECO (SE): é definido por um pulso de 90° seguido por um pulso de refasamento de 180°. maior TR e mais demorada a sequência. Em geral são comumente utilizadas por possuírem uma RSR e RCR ideais. definindo os contrastes de imagens. produzindo vários spin ecos para um TR definido. quanto menos cortes. pois ecos muito tardios tendem a diminuir a amplitude de sinal. O TR está diretamente ligado a quantidade de cortes escolhidos. A desvantagem é que fator turbo muito elevado gera mais ruído no sistema. dentro do TR os H+ sofrem o TE. Na sequência SE apenas uma linha do espaço K é armazenado por TR. e é chamado de fator turbo ou trem de ecos (ETL). por este motivo está relacionado ao SCAN TIME (tempo de sequência). Está relacionado também às sequências T1 e T2. no FSE.5 O TR indica o tempo entre o primeiro pulso de 90° até ser dado o próximo pulso de 90°. A quantidade de ETL é a quantidade de linhas do espaço K que serão preenchidas por TR. TE é o tempo medido do pulso de 90° até a amplitude máxima de sinal (eco) de RM. enquanto no SE apenas uma linha é preenchida .

e T2 em B. .000 ms + ETL longo 16+ Nas ponderações DP: TE curto min -20 ms TR longo 4.000 ms+ ETL medio 8-12 A B Figura 9 – RM cerebral. o tempo da sequência diminui para 2 minutos. ao ativar o ETL para 4 (FSE). Figura 8 – sequência FSE ou TSE.6 por TR. Nas ponderações T1 FSE: TE curto min -20 ms TR curto 400-600 ms ETL curto 2-6 Nas ponderações T2 FSE: TE longo 90 ms + TR longo 4. Considerando uma sequência SE de 8 minutos. com fator turbo 4. sequências T1 em A. proporcional ao ETL.

é aplicado um pulso de 90° que transfere a proporção de magnetização recuperada em B0 para o plano transverso. Após o TI específico. Em equipamento de 1. imagem dinâmica e aquisições cine e volumétricas. Figura 13 – RM de abdome superior. TR é curto. sequência T2*. e não mais pulsos de 90°. A magnetização é deteriorada com pulsos de RF deslocados no eixo da fase. Ponderação em T1/DP são eficazes quando associadas a realce por contraste e para demonstrar a anatomia. GRADIENTE ECO INCOERENTE OU GRE T1: A magnetização residual se acumula no plano transverso.7 GRADIENTE ECO COERENTE OU GRE T2 OU T2*: utiliza pulso de RF (flip angle) variável de 5 e 180°. sequência GRE T1 volumétrica com contraste EV. A sequência IR possui 3 aplicações: STIR (short TI inversion recovery) – IR com tempo de inversão curto para supressão de gordura. A sequência GRE é muito sensível às imperfeições do campo magnético e a presença de artefatos. possibilitando o uso de apnéia. conhecendo seu tempo de inversão (TI). Essa magnetização transversa é em seguida refasada por um pulso de 180°. que não permitem a recepção da magnetização transversa residual. suprimindo o tecido. para reproduzir um eco. acumulando assim magnetização no componente transverso. Ocorre reversão do gradiente de codificação de fase antes da repetição que refaseia a magnetização transversa. INVERSION RECOVERY (INVERSÃO RECUPERAÇÃO) IR: Os pulsos de IR começam com pulso de 180° que inverte o vetor final de magnetização para a saturação plena.5 T o TI do STIR é de aproximandamente 150 ms. Isso faz com que os tecidos tenham ponderação em T2. Figura 12 – RM cerebral. seguido de pulsos de refasamento. FLAIR (fluid attenuated inversion recovery) – IR com tempo de inversão para supressão do sinal do .

000 a 10.200 ms. (b)perfusão que avalia a “perfusão” sanguínea a um tecido com meio de contraste EV. Susceptíveis a artefatos.000 ms  ETL + 16  TI curto 100 a 175 ms No FLAIR  TE 60 ms  TR 6. usa trem de eco gradiente ao invés de spin-eco. Em equipamento de 1.700 a 2. Preenchem todo o espaço K em uma repetição pelo emprego de trens de ecos muito longos. (c) ativação por RM (funcional) estuda atividade cerebral em funções motoras. Figura 14 – sequência com tempo de inversão Nas ponderações em T1 em uso de IR:  TE curto .5 T o TI é de aproximadamente 2.200 ms  TI médio 200 a 600 ms No STIR:  TE 60 ms  TR + 6.8 liquor. Os ecos podem ser gerados por múltiplos pulsos de 180° ou gradiente eco EPI.000 ms  ETL 16 +  TI longo 1. sensitivas e cognitivas.5 T o TI está entre 400 e 800 ms. T1W – IR com forte ponderação em T1. .20 ms  TR longo 2. Em equipamento de 1. ou seja. Usado para: (a)difusão onde o hidrogênio com mobilização restrita (isquemia).200 ms EPI (IMAGEM ECO PLANAR): Técnica ultra-rápida de obtenção de imagens.

A supressão pode ser feita em diferentes tecidos: gordura. TÉCNICAS DE SUPRESSÃO DE GORDURA: Figura 18 – Em A RM de tornozelo. . previamente ajustados pelo operador do sistema. em B RM de ombro. coronal T2 com supressão de gordura. Técnica de pré-saturação química/espectral ou pré-saturação espacial utiliza pulso de saturação de 90° ao tecido selecionado. sequência difusão. axial T2 com supressão de gordura. água e silicone.9 Figura 15 – RM cerebral. que inverte a magnetização dos tecidos para 180° pelo pulso excitatório e não retomam o sinal.

RSR FOV (FIELD OF VIEW) (CAMPO DE VISÃO): é a área de estudo. aumenta a RSR. c) uma matriz grosseira. aumentando o sinal. f) banda de recepção mais estreita. O ruído será responsável pela granulação da imagem. Quando estudamos grandes áreas. em A supressão de água. B0 = b) tipo de bobina. g) maior n° de NEX. e) cortes espessos. Quanto maior seu valor. mais H+ participam da formação de imagem. também chamado de RFOV ou FOV fase. em B supressão de silicone. com ganho proporcional gerado pelo paciente. d) uma FOV amplo. relacionados aos seguintes fatores: a) intensidade do campo magnético principal (B0)  Qto > o campo B0 > será a qde de H+ disponíveis.10 Figura 19 – Rm de mamas. PIXEL + CORTES = VOXEL . O FOV pode ser quadrado (simétrico) ou retangular (assimétrico). QUALIDADE DE IMAGEM RSR: mede em termos qualitativos o sinal puro de RM. menor será a degradação da imagem. sequência T2 com supressão de gordura. porém diminui a resolução da imagem se a matriz não for alterada. O codificador de fase (gradiente Y) é responsável pelo FOV retangular.

mas a espessura depende da estrutura a ser avaliada. normal (4 e 5 mm) e espesso (acima de 6 mm). é necessário selecionar a quantidade de cortes que serão adquiridos dentro de um bloco. ESPESSURA DE CORTE: para formar a imagem. o ouvido tem que ser mais fino. com 6 mm. e em B o RFOV está mais estreito na direção R>L. Em A RFOV mais largo na direção R>L (direito-esquerdo). com 2 ou 3 mm. aumentando a RSR. FOV PHASE R>L A B Figura 21 – RM cerebral. obtendo múltiplas respostas desta região. já a coxa ou perna pode ser mais espesso. imagens ponderadas em T2. Quanto mais espesso o corte mais H+ contribuem para a formação de imagem. É o número de vezes que os dados da imagem são colhidos e armazenados . por exemplo.11 Figura 20 – FOV simétrico com 200 x 200 mm e FOV assimétrico com 200 x 130 mm. que pode ser fina (entre 2 e 3 mm). os cortes possuem espessura definida. NEX OU NSA (NÚMERO DE EXCITAÇÕES OU NÚMERO DE AQUISIÇÕES): Na formação de IRM é possível excitar mais de uma vez o tecido. o crânio pode ter espessura de corte de 5 mm.

Quando selecionamos uma matriz grosseira. por exemplo.12 no espaço K. maior a RSR. Figura 22 – Demonstração da matriz e do número de codificações de fase e freqüência. mais amostras de fase e freqüência são selecionados dentro do FOV.78 mm2. . MATRIZ: dentro do FOV o pixel e a espessura do corte resultam no voxel. resultando no tamanho de cada pixel. 256 x 256. pois menos H + vão participar em cada pixel. melhor a resolução da imagem. significa de o pixel é grosseiro. Ao alterarmos a matriz para um maior número de pixels. por exemplo. diminuindo a RSR. porém maior o tempo de aquisição. temos um pixel de 0. como na figura acima. 512 x 512. Quanto mais NEX. O tamanho de cada pixel é dado pelo FOV dividido pela matriz: Figura 23 – Para um FOV de 200 x 200 mm e uma matriz de 256 x 256. mas aumenta a resolução da imagem e o tempo de aquisição. e que menos amostras de fase e freqüência foram selecionadas. O número de pixel dentro do FOV depende do número de amostras de frequência e de codificação de fase que serão realizadas. diminuindo o tamanho de cada pixel.

78 x 5. precisamos multiplicar a área do pixel de fase x área de pixel de freqüência x a espessura de corte. Figura 24 – Demonstração do volume do voxel. e como o sinal está sendo recebido nesta etapa. Para calcularmos o tamanho do voxel. BANDA DE RECEPÇÃO – BANDWIDTH: O gradiente de codificação de leitura ou frequência (Gx) colhe e codifica uma gama de frequências.0 mm de espessura = 3. pois recebe mais ruído de imagem. menor a RSR.042 mm3.78 x 0. 0.13 Para sabermos o volume do voxel temos que multiplicar o tamanho do pixel de fase vezes o tamanho do pixel de freqüência vezes a espessura de corte. a gama de frequências é chamada de “largura de banda de recepção”. Figura 25 – Demonstração do volume do voxel. Quanto maior a banda de recepção. .

em processos patológicos. e transversal (óxido de ferro) dos núcleos de H+ excitados. onde recebe mais ruído na imagem. MEIOS DE CONTRASTE O contraste em RM é útil quando a diferenciação de tecidos é necessária. como tumores. maior que a figura anterior. menor que a próxima figura. São substâncias paramagnéticas que alteram o campo local. demonstrando que a coleta de dados não recebe apenas a amplitude de sinal.14 Figura 26 – Largura de banda. Encurta o tempo T1 dos tecidos. demonstrando que a coleta de dados é feita na amplitude de sinal. O gadolineo se liga a determinados elementos do corpo. que passam a emitir sinal com maior intensidade (hiperintenso). Figura 27 – Largura de banda. como matriz óssea e as membranas. reduzindo os tempos de relaxação longitudinal (gadolíneo). mas também as extremidades do sinal. processos infecciosos e processos inflamatórios. Não é excretado a menos que se ligue a um quelato que .

Processos inflamatórios/infecciosos. O principal quelato é o ácido dietilênico triaminopentacético (DTPA). Nos estudos funcionais e de perfusão de diversos órgãos. Fibrose nefrogênica sistêmica (FNS). via oral. em B com contraste. Principais sintomas / sinais: Náuseas. Calor. Figura 28 – RM cerebral axial T1. As vias de administração do contraste são endovenoso. em A sem contraste. Reações cutâneas. vômitos. Os efeitos adversos são: Meios de contraste a base de Gd são bastante seguros e seus efeitos são raros. Análise de imagens vasculares Placas de esclerose ativas. Áreas de fibrose no pós-operatório. via retal e artroRM.15 circunda o íon de Gd e permite sua excreção pelos rins. dor local. Metástases. As indicações são: Tumores. ARTEFATOS EM RM As imagens em RM podem ser afetadas de várias maneiras: .

Ausência de homogeneidade do campo. Suscetibilidade Magnética. aumentando o campo de visão. aumentando a espessura do corte. Alising – Foldover – Phase Wrap – Dobra de Imagem. redução da quantidade de hidrogênios. Excitação cruzada (cross-talk). RUÍDO ELETRÔNICO   Presença de aspecto granuloso na imagem.  Evita-se: aumentando o número de excitações (NEX). Movimentação.16           Ruído eletrônico. usando campos magnéticos mais potentes. intensidade do campo principal. Fluxo. Mapeamento incorreto de fase. Desvio químico.  Acontece quando usamos FOV pequeno (menor que a anatomia) . Causado por componentes eletrônicos na imagem.  ALISING – FOLDOVER – PHASE WRAP – DOBRA DE IMAGEM  Presença de parte da anatomia que não coube no FOV redobrada sobre a própria imagem.

super amostragem na direção da fase. colocação de pulsos pré saturação especial sobre a anatomia não coberta pelo FOV. . sem alterar o FOV real da imagem.17  Eliminados por aumento do FOV até os limites da bobina.  ARTEFATOS DE MOVIMENTO  Durante a aquisição de imagens o paciente deverá permanecer imóvel durante toda a sequência. mas com aumento do tempo da sequência.  Alguns equipamentos possuem função de redobrar o FOV.

 Evita-se: orientar o paciente quanto a movimentação. batimento cardíaco.  Atenua-se com pulsos de pré saturação na direção perpendicular ao fluxo sanguíneo. . respiratório.  Causas: movimento voluntário do paciente. involuntários. peristálticos. reduzindo a nitidez da imagem. pois o líquor circula no canal raquimedular e no cérebro.   O fluxo arterial é mais visível que o venoso. sincronização respiratória e cardíaca central e periférica. ou com função de compensação de fluxo. pediátricos e em estado doloroso pode ser feito sob anestesia.  ARTEFATOS DE FLUXO  O fluxo produzido pelo deslocamento sanguíneo no interior dos vasos costuma produzir imagens fantasmas desses vasos na direção da codificação de fase. LCR também causa artefatos de fluxo. pacientes confusos.18  Se o paciente movimentar-se durante a sequência a imagem será prejudicada pela presença de “fantasmas”.

 Recomenda-se o uso de sequências SE ou FSE e evita-se GRE . distorcendo a anatomia nesta região e provocando ausência de sinal ao redor. A presença de metais no tecido biológico altera fortemente o campo magnético local.19  ARTEFATOS DE SUSCETIBILIDADE MAGNÉTICA   Propriedade de diferentes objetos responderem ao campo magnético.

Esta equação não é válida para todo e qualquer tecido biológico. gerando linhas artefatuais.5T a a água tem precessão ligeiramente maior que a gordura.58 MHz x campo magnético (Eq de Larmor). Nos equipamentos de 1.  Dependendo do sítio químico que o hidrogênio está ligado. fazendo com que esses hidrogênios sofram dupla excitação. a frequência de precessão sofre pequenas variações.  ARTEFATO DE EXCITAÇÃO CRUZADA (CROSS-TALK) Durante o planejamento da sequência há sobreposição de cortes.   No tecido biológico está ligado a gordura e água.20  ARTEFATO DE DESVIO QUÍMICO   Hidrogênio precessa a 42. 220 Hz. mas apenas hidrogênios livres. deixando de contribuir com sinal. isso faz com que seja mapeado o sinal proveniente desses hidrogênios em locais diferentes na imagem. . causando artefato.

Solicitar ao fornecedor do equipamento verificação dos dispositivos de homogeneização (shimming). braço.  Movimento pulsátil dos vasos. .  ARTEFATOS DE MAPEAMENTO INCORRETO DE FASE (PULSAÇÃO)  É causado pela movimentação da anatomia entre cada aplicacão de fase que codifica o gradiente e pela movimentação ao longo da fase durante a aquisição dos dados.     Algumas técnicas deixam de funcionar corretamente (supressão de gordura). ombro. Pode ocorrer em estudos: quadril.. Tentar posicionar o paciente sempre no isocentro ou próximo dele. b) colocação de pulsos espaciais entre a origem e o FOV. de forma que o artefato não interfira na área de interesse. movimentação da parede torácica durante respiração e movimento cardíaco são principais causadores desses artefatos.. c) utilização de compensação respiratória ou cardíaco.  Pode-se corrigir: a) troca do eixo da fase.21  AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE DE CAMPO  Parte central do magneto é mais homogêneo que as periferias e as extremidades.

e não permaneça durante a aquisição de imagens. relógio.  O paciente (ou seu responsável) ao chegar na clínica onde realizará a RM.22 SEGURANÇA EM RM:  Rastreamento começa na marcação de exames.  Equipamentos de anestesia ou bombas de infusão devem ser especiais para RM.  Paciente deve retirar seus pertences metálicos (brincos. e assiná-lo para documentação. corrente.  Cadeiras de rodas não devem entrar na sala de exames.  Todos os profissionais envolvidos devem estar orientados em relação a segurança. porém deve retirar cartão magnético. isqueiros. deverá obrigatoriamente responder a um questionário de metais.  Em momento nenhum o MAGNETO É DESLIGADO. clips. passes de metrô ou ônibus. celular. moedas.  SEMPRE QUE CHEGAR ALGUÉM QUE NÃO FAZ PARTE DA EQUIPE (MÉDICOS.  O acompanhante também está sendo exposto ao campo magnético. celular.  Acompanhante pode permanecer com seus adornos metálicos. chaves. relógio. ANESTESISTAS.  Pacientes em estado crítico (UTI) ou inconscientes devemos aguardar alguém responsável. portanto todo cuidado é pouco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!  As macas devem ser especialmente projetadas para uso em RM. CONFERÊNCIA DE MATERIAS) NÃO PERMITIR O ACESSO SEM OS DEVIDOS CUIDADOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! NUNCA DEIXAR A PORTA DA SALA ABERTA!!!!!!  O questionário de rastreamento deve conter as seguintes perguntas:  Possui marca-passo? .  Acompanhantes em sala de exame devem responder ao questionário de rastreamento. mesmo que entre na sala apenas para ajudar a posicionar o paciente. TÉCNICOS DE EQUIPAMENTES.  Pesos para tração fisioterápica devem ser cuidadosamente estudadas antes de entrarem em contato com campo magnético. prótese dentária metálica. anel). cartão magnético.

23          Possui clip de aneurisma? Possui válvula cardíaca? Possui implante metálico (pino. PROJÉTIL DE ARMA DE FOGO EM ESTRUTURA PROPENSA A DESLOCAMENTO (MEDULA).  RISCO POTENCIAL: o paciente deverá ser bem orientado antes do exame     PRÓTESES METÁLICAS EM GERAL.com  CONTRA-INDICAÇÃO ABSOLUTA:   MARCA-PASSO CARDÍACO. GRAVIDEZ ATÉ 3° MÊS (EMBRIOGÊNESE). parafuso. IMPLANTE COCLEAR METÁLICO. CORPOS ESTRANHOS INTRA-OCULARES. TATUAGENS. haste)? Possui tatuagem? Possui maquiagem permanente? Possui DIU? Há suspeita ou gravidez confirmada? Já foi atingido por projétil de arma de fogo? Já teve fagulha nos olhos? www. . MAQUIAGEM PERMANENTE. DIU.  CONTRA INDICAÇÃO RELATIVA     CLIP DE ANEURISMA.mrisafety.

para que o equipamento possa controlar a absorção de RF. é necessário informar o peso correto do paciente durante o registro. NÍVEL DE SAR ADMITIDO: 1 grau para cabeça 0.  A absorção de RF é medida em Watts.4 W/Kg 2 grau para o tronco 3.24   PIERCINGS. NEUROESTIMULADORES OU BOMBAS IMPLANTADAS DEVEM SER DESLIGADAS ANTES DO INÍCIO DO EXAME E REAJUSTADAS APÓS O TEMINO DO MESMO.2 W/Kg 3 grau para extremidades 8. SAR (SPECIFIC ABSORPTION RATE):  Tecido biológico sofre aquecimento pelo depósito de radiofrequência.0 W/Kg .

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