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cacau - adubação e calagem

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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira Centro de Pesquisas do Cacau

RECOMENDAÇÕES DE CORRETIVOS E FERTILIZANTES NA CULTURA DO CACAUEIRO NO SUL DA BAHIA - 2ª APROXIMAÇÃO
Rafael Edgardo Chepote George Andrade Sodré Edson Lopes Reis Robério Gama Pacheco Paulo César Lima Marrocos Maria Helena de C. F. Serôdio Raúl René Valle

Ilhéus - Bahia 2005

CENTRO DE PESQUISAS DO CACAU - (CEPEC) Chefe: Jonas de Souza Assistente Técnico: Antônio Zózimo de Matos Costa

Comissão Organizadora Rafael Edgardo Chepote – Coordenador George Andrade Sodré Edson Lopes Reis Robério Gama Pacheco Paulo César Lima Marrocos Maria Helena de C. F. Serôdio Raúl René Valle Comissão Técnica de Elaboração das Recomendações Rafael Edgardo Chepote – Engo Agro Especialista Fertilidade do Solo George Andrade Sodré - Engo Agro MSc. Solos e Nutrição de Plantas Edson Lopes Reis - Engo Agro MSc Solos e Nutrição de Plantas Robério Gama Pacheco - Engo Agro DSc. Nutrição de Plantas Paulo César Lima Marrocos - Eng o Agro DSc. Nutrição de Plantas Maria Helena de C. F. Serôdio - Química Raúl René Valle - Engo Agro Ph.D Fisiologia da Produção Editor: Miguel Antonio Moreno-Ruiz Normalização de referências bibliográficas: Maria Christina de C. Faria Editoração eletrônica: Jacqueline C. C. do Amaral

633.7496 C 519 CHEPOTE, R. E. Coord. et al. 2005. Recomendações de corretivos e fertilizantes na cultura do cacaueiro no Sul da Bahia - 2ª aproximação. Ilhéus, CEPLAC/CEPEC. 36p. 1. Theobroma cacao - Solo - Fertilizantes e corretivos - Recomendações. I. Título.

ÍNDICE

INTRODUÇÃO AMOSTRAGEM DE SOLO INSTRUÇÕES PARA COLETA UTILIZAÇÃO DE CORRETIVOS NO CACAUEIRO QUANTIDADE DE CORRETIVO QUALIDADE DO CORRETIVO APLICAÇÃO DO CORRETIVO UTILIZAÇÃO DE GESSO AGRÍCOLA UTILIZAÇÃO DE FERTILIZANTES NO CACAUEIRO ADUBAÇÃO MINERAL ADUBAÇÃO MINERAL NA FASE DE VIVEIRO ADUBAÇÃO MINERAL NA FASE DE FORMAÇÃO ADUBAÇÃO MINERAL NA FASE DE PRODUÇÃO ADUBAÇÃO ORGÂNICA DO CACAUEIRO ADUBAÇÃO COM MICRONUTRIENTES ADUBAÇÃO FOLIAR

5 6 7 7 8 8 9 10 11 11 12 13 17 18 18 19

DIAGNOSE FOLIAR DO CACAUEIRO CONSIDERAÇÕES FINAIS AGRADECIMENTOS LITERATURA CITADA APÊNDICES APÊNDICE 1a APÊNDICE 1b APÊNDICE 1c 20 31 31 31 33 33 34 35 .

Resultados experimentais constataram em nível de fazenda uma associação estreita entre área adubada e produtividade. No Sul da Bahia são evidentes as respostas à adubação na cultura do cacaueiro. No Brasil. quando este cultivo. consagrando-se na década de oitenta.CEPLAC 5 . dentre os países produtores de cacau. juntamente com a cana-de-açúcar. Centro de Pesquisas do Cacau . 1 2 Pesquisadores da Seção de Solos e Nutrição de Plantas.2ª APROXIMAÇÃO Rafael Edgardo Chepote1 George Andrade Sodré1 Edson Lopes Reis1 Robério Gama Pacheco1 Paulo César Lima Marrocos2 Maria Helena de C. F.CEPLAC Pesquisadores da Seção de Fisiologia Vegetal. Serôdio1 Raúl René Valle2 INTRODUÇÃO O Brasil e a Malásia. foi responsável por mais de 90% do consumo de fertilizantes da Região Nordeste. Centro de Pesquisas do Cacau . esta prática foi introduzida no Sul da Bahia na década de sessenta. são os que vêm usando com maior intensidade sistemas de produção com tecnologia moderna incluindo o emprego de corretivos e fertilizantes.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia RECOMENDAÇÕES DE CORRETIVOS E FERTILIZANTES NA CULTURA DO CACAUEIRO NO SUL DA BAHIA.

Adicionalmente. Os trabalhos realizados pela Seção de Solos e Nutrição de Plantas (SENUP). H++ Al3+ . pesquisas iniciadas nos últimos anos visam responder a questões da nova fase da cacauicultura baiana e conhecer as necessidades de corretivos e fertilizantes para cacaueiros clonados provenientes de enxertos e/ou estacas enraizadas. o estado fitossanitário da plantação e as características físico-químicas do solo. por melhor que seja a qualidade do serviço prestado pelos laboratórios. Desta maneira.Chepote et al. devem ainda ser consideradas as inundações que ocorrem periodicamente em algumas zonas. profundidade efetiva. pH. pois. objetivam responder a essas questões e otimizar as recomendações de corretivos e fertilizantes na cultura do cacaueiro. 6 . Ca2+ e Mg2+. com a colaboração da Seção de Fisiologia Vegetal (SEFIS). é importante que a área amostrada seja o mais homogênea possível e que a amostra composta seja representativa da área. AMOSTRAGEM DO SOLO A amostragem do solo é a principal etapa na avaliação da fertilidade do solo. pode levar a recomendações errôneas. drenagem. No decorrer dos quarenta anos da criação do Centro de Pesquisas do Cacau (CEPEC) novos conhecimentos foram servindo de embasamento às orientações relativas ao uso de fertilizantes na cultura do cacaueiro no Sul da Bahia. se a amostra não for representativa da área. É uma etapa crítica em um programa de correção e adubação do solo. Além desses aspectos. tais como textura. o regime hídrico e a existência de impedimentos físicos prejudiciais ao bom desenvolvimento do sistema radicular do cultivo com reflexos sobre a produção. P disponível e bases trocáveis de K+. As recomendações de corretivos e fertilizantes consideram o grau e distribuição do sombreamento. É com base na análise química da amostra do solo que se definirão as doses de corretivos e adubos.

Enviar para o laboratório cerca de 300g da amostra composta. Em plantações safreiras essa reamostragem deve ser feita após o segundo ano de adubação (coletar seis meses após a última adubação). No caso específico do cacaueiro pretende-se. Uma amostra composta deve ser constituída por 12 amostras simples por gleba homogênea. sendo que em geral. Em plantações novas. uma amostra não deve representar mais de 2 ha. 7 . com o auxílio de um trado. recoletar a partir do quarto ano. Em áreas previamente adubadas escolher os pontos onde foram aplicados os fertilizantes. De acordo com os teores de óxidos de cálcio e magnésio os calcários são classificados conforme a Tabela 1. alcançar no solo uma relação equimolar Ca: Mg de 3:1. enxada ou pá reta. é recomendável uma reamostragem periódica do solo. estradas e de locais erodidos ou com acúmulo de cinzas. Cabe aos técnicos avaliar qual o corretivo que se adapta melhor às condições do solo. Os pontos de coleta devem estar afastados de casqueiros. detritos orgânicos.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia INSTRUÇÕES PARA COLETA Percorrer a área em zigue-zague retirando amostras simples. de solos aluviais argilosos distróficos e Argissolos distróficos que apresentem saturação de alumínio superior a 30%. com a calagem. Recomenda-se que o envio seja o mais rápido possível a fim de evitar alterações do solo. Em regiões de transição. à profundidade de 0-20 cm. de volumes iguais. sempre que se pretenda aplicar gesso agrícola. UTILIZAÇÃO DE CORRETIVOS NO CACAUEIRO O uso de corretivos é importante não só para a correção da acidez do solo e toxidez de alumínio e manganês como também para a nutrição das plantas. Devido ao efeito residual dos fertilizantes. é necessário coletar amostras às profundidades de 0 a 20 cm e 20 a 40 cm. juntamente com a ficha de coleta. formigueiros. Afastar o folhedo antes de retirar a amostra.

deve ser considerado o maior valor. teores de óxidos de cálcio e magnésio e tamanho das partículas. Classificação dos calcários de acordo com os teores de MgO e CaO. sempre que o PRNT é inferior a 100%. as quantidades de corretivo a serem aplicadas no solo. para 30%. Outro critério. Nos solos aluviais argilosos distróficos e Argissolos distróficos. QUALIDADE DO CORRETIVO A qualidade do corretivo é função do seu poder de neutralização. Este fator corrige. em solos Latossolos distróficos . ainda em estudo é o da elevação da saturação de bases. Calcário MgO Calcíticos Magnesianos Dolomíticos <5 5 a 12 > 12 Teores % CaO 40 a 45 30 a 40 25 a 30 QUANTIDADE DE CORRETIVO A necessidade de corretivos para o cacaueiro. 8 . A partir destes valores se obtém o Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT) com o qual se determina o fator de correção (f = 100/PRNT). Tabela 1.ácidos e de baixa fertilidade. porém se o cálculo para a elevação de Ca2+ + Mg2+ apresentar valor superior ao da redução da saturação de alumínio.5 cmolc/dm3. que apresentam baixos teores de Ca2+ e Mg2+ e Al3+ trocável superior a 2 cmolc/dm3 a quantidade de corretivo objetiva normalmente a redução da saturação de alumínio. visa a elevação dos teores trocáveis de Ca2+ + Mg2+ para 3 cmolc/dm3 quando os teores de Al3+ trocável estão em torno de 1.Chepote et al.

Esta aplicação deve ser feita de uma só vez se a dose não ultrapassar 2. Em áreas a serem implantadas. Por exemplo. a aplicação deve ser dividida em duas ou três aplicações. Por exemplo. a existência de afloramentos rochosos e de relevo acidentado limitam a incorporação do calcário por máquinas agrícolas. deve-se multiplicar por 0. ou 1000 kg/ha/ano em solos arenosos.032 = 64 g/cova).000 kg/ha/ano em solos argilosos. com base no espaçamento de 3 x 3 m. Quando a dose ultrapassar estes valores. em cada cova se incorporarão 64 gramas (2000kg calcário x 0. Para se determinar. APLICAÇÃO DO CORRETIVO Para que a correção da acidez seja eficiente é necessário um contato entre as partículas do calcário e o solo. calcário deverá ser incorporado na cova como fonte de cálcio e magnésio. deve-se multiplicar por 0. a quantidade aplicada em 9 m2 será de 1800g. a lanço e em cobertura após o balizamento.9 a quantidade de calcário recomendada. no espaço entre quatro cacaueiros. a aplicação do corretivo deve ser a lanço e em cobertura.032 a quantidade de corretivo em kg/ha. o calcário deve ser aplicado em toda a área.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia Para fins agrícolas. o Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento não permite que sejam comercializados calcários com PRNT inferior a 75% (calcário tipo C). Na região cacaueira. a quantidade de calcário a ser aplicada nos 9 m2. antes da abertura das covas. Para calcular a quantidade de gramas de calcário a ser aplicado em covas de 40 x 40 x 40 cm. em gramas. 9 . Este calcário deve ser misturado com o solo e adicionado na camada inferior (20-40 cm) da cova. para uma recomendação de 2000 kg/ha. em kg por hectare. nos anos subseqüentes respeitando-se a dose máxima permitida. se a recomendação é aplicar 2000 kg de calcário por hectare. Em lavouras já formadas. Independente do corretivo a ser aplicado na área.

A acidez nas camadas subsuperficiais de 20 a 40 cm dificulta a penetração de raízes. obtido como subproduto industrial da produção de ácido fosfórico.8 1. É um sal pouco solúvel em água (2. tem sido relatada por diversos autores em várias culturas. devido aos baixos teores de cálcio (Ca2+ ≤ 0.4 0. Este é o caso dos solos aluviais argilosos distróficos de Linhares . Argila % 0 15 35 60 a 15 a 35 a 60 a 100 NG t/ha 0.6 Fonte: Alvarez et al (1999) 10 . UTILIZAÇÃO DE GESSO AGRÍCOLA O gesso agrícola é basicamente o sulfato de cálcio di-hidratado (CaSO4.. Necessidade de gesso (NG) de acordo com o teor de argila do solo da camada de 20 a 40cm de espessura.ES e Argissolos distróficos do Sul da Bahia. Lopes. já que quanto menor for o aprofundamento do sistema radicular.4 0.2H2O). menor será o volume de solo explorado provocando uma menor disponibilidade de água e nutrientes para o cacaueiro. no entanto uma razoável fonte de cálcio (17 a 20 % de Ca) e de enxofre (14 a 17 % de S).2 1. conforme apresentando no Tabela 2. principalmente em regiões susceptíveis a ocorrências de veranicos. A quantidade de gesso agrícola a ser aplicada. Tabela 2.Chepote et al.5 g/L). Isto se deve à movimentação de cálcio para as camadas subsuperficiais do solo e/ou diminuição dos efeitos tóxicos do alumínio trocável (Ritchey et al. na melhoria do ambiente radicular das plantas.4 cmolc/ dm3) e elevados teores de alumínio (> 0. Recentemente. Esta acidez pode provocar frustrações de safras. individualmente ou em conjunto com o corretivo. 1983).2 a a a a 0.5 cmolc/dm3 de Al3+ e/ou saturação por Al3+ ≥ 30% ). 1980. a utilização do gesso agrícola.0 0.8 1. pode ser estimada de acordo com o teor de argila das camadas de 20 a 40 cm de espessura.

27 . Com base nestes critérios. Tabela 3.60 16 .00 19 .11 270 Mistura kg/ha Nutriente kg/ha > 0.30 32 . 11 .27 .00 .30 .00 Composição % 27 .00 180 N P2O5 K2O 60 .13 230 N P2O5 K2O 60 . Quantidade de nutrientes.00 .30 26 .18 . 1985.60 25 .17 .16 190 N P2O5 K2O 60 .60 20 .10 a 0.00 . determinadas em ensaios de campo e nos níveis críticos de fósforo e potássio disponíveis que proporcionam maior desenvolvimento e produção do cacaueiro.60 .00 .30 Composição % 33 22 .25 240 N P2O5 K2O 60 . modificado pela Equipe Técnica da Seção de Solos e Nutrição de Plantas.30 18 .25 cmolc/dm Cmolc/dm MÉDIA N P2O5 K2O 60 .30 .22 .00 22 .20 300 N P2O5 K2O 60 . Santana e Santana. 2004.10 .16 380 N P2O5 K2O 60 .90 .Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia UTILIZAÇÃO DE FERTILIZANTES NO CACAUEIRO ADUBAÇÃO MINERAL A adubação de cacaueiros baseia-se nas doses de nitrogênio.00 45 .30 .00 34 .24 .60 .09 340 N P2O5 K2O 60 . FÓSFORO DISPONÍVEL FAIXA mg/dm 3 BAIXA <9 MÉDIA 9 a 16 Nutriente kg/ha ALTA 17 a 30 MUITO ALTA >30 BAIXA < 0.00 320 270 N P2O5 K2O 60 .00 .90 .25 ALTA N P2O5 K2O 60 .00 220 Mistura kg/ha Fonte: Cabala.18 340 Mistura kg/ha POTÁSSIO DISPONÍVEL Nutriente kg/ha 0.60 Composição % N P2O5 K2O 60 . composição e doses de fertilizantes a serem utilizadas em plantações de cacaueiro.10 N P2O5 K2O 60 .38 .00 . foram disponibilizadas doze formulações (Tabela 3) com as respectivas quantidades de nutrientes por hectare e doses de fertilizantes a serem utilizados. a partir do terceiro ano de idade.90 .33 .60 .13 .00 140 18 .

Fontes e quantidade de micronutrientes na adubação foliar. Caso ocorram sintomas de deficiência de algum micronutriente nas mudas de cacau.Chepote et al. Também se recomenda adicionar para cada m3 de terriço. As aplicações serão com intervalos de 15 dias até a correção das carências minerais. As mudas deverão ser pulverizadas. Recomenda-se misturar resíduos orgânicos bem decompostos (esterco de gado e/ou composto de casca do fruto ou testa da amêndoa do cacau) na proporção de 4:1 (terriço: resíduo orgânico).0 kg de superfosfato simples. 12 . 5. ADUBAÇÃO MINERAL NA FASE DE VIVEIRO O enchimento dos sacos plásticos deverá ser à base de terriço de solo coletado entre 0 e 40 cm de profundidade. 200 g de FTE NEW Centro Oeste. com uréia a 0. 500 g de cloreto de potássio e 1 kg de calcário dolomítico (o calcário deve ser adicionado 30 dias antes dos fertilizantes). quinzenalmente. esta poderá ser corrigida com formulações existentes no mercado ou com as concentrações da Tabela 4.5%. Tabela 4. Elemento Quantidade(1) g/100 L água 300 g de sulfato de zinco + 150 de cal extinta 50 g de ácido bórico 300 g de oxicloreto de cobre 300 g de sulfato ferroso 300 g de sulfato de manganês Zinco Boro Cobre Ferro Manganês (1) As fontes devem ser dissolvidas isoladas ou conjuntamente à exceção do sulfato ferroso que deve ser preparado separadamente.

FÓSFORO Fontes Faixas de Disponibilidade Baixa Média mg/dm3 de P <9 9 a 16 g /cova (1) de P2O5 40 30 g /cova(1) Superfosfato Triplo Superfosfato Simples Termofosfato Yoorin Mg (1) Alta 17 a 30 20 100 220 220 70 170 170 50 110 110 Tamanho da cova: 40 x 40 x 40 cm 13 . Tabela 5. Na cova.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia ADUBAÇÃO MINERAL NA FASE DE FORMAÇÃO A adubação das plantas na fase de formação inicia-se na cova estendendo-se até três anos pós-plantio. de acordo com as faixas de disponibilidade de fósforo no solo. Fontes e doses de adubos fosfatados aplicados na cova. a adubação baseiase na quantidade de fósforo disponível no solo Tabela 5 e Figura 1.

ADUBAÇÃO NA COVA (20 . 30 e 50 cm respectivamente para o 2º. As doses de fertilizantes aplicadas durante o primeiro. segundo e terceiro ano correspondem. Localização de fertilizantes e corretivos na cova de plantio. A partir do 36º mês a aplicação será em faixas laterais às plantas medindo 150 cm de largura (Figura 3). para os dois primeiros anos a partir de 60 dias após o plantio e em duas aplicações por ano nos anos subseqüentes. 6º e 10º mês. 90 e 100 cm para o 14º. 18º e 22º mês de idade. 1/2 e 2/3 da dose total indicada a partir do terceiro ano de idade (Tabela 3). As doses dos fertilizantes devem ser aplicadas em cobertura.20 cm) Adubo fosfatado Adubo orgânico Micronutrientes Calcário Dolomítico Figura 1. 70.40 cm) (0 . num raio de 20. 140 e 150 cm para o 26º. As doses recomendadas por planta deverão ser fracionadas em três aplicações/ano. 120. 30º e 34º mês (Figura 2).Chepote et al. A composição química de diversas fontes de fertilizantes de uso mais freqüentes na formulações preconizadas está apresentada no apêndice 1a. respectivamente a 1/3. 14 . Na fase de formação do cacaueiro a adubação deve ser uma das misturas indicadas na Tabela 6. em circulo para áreas planas e em meio círculo para áreas acidentadas.

em kg/ha e g/planta. para as diferentes idades das plantações. NPK Quantidade N P2O5 K2O kg/ha 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 (1) Doses de fertilizantes Composição N P % K Idade (anos) 0a1 1a2 2a3 >3 Idade (anos) 0a1 1a2 2a3 (1) >3 kg/ha 130 110 90 110 90 80 100 80 60 80 60 50 190 170 140 170 140 110 150 120 100 120 100 70 250 230 180 230 180 150 200 150 130 160 130 90 380 340 270 340 270 220 300 230 180 240 190 140 120 100 80 100 80 70 90 70 50 70 50 50 g/planta 170 150 130 150 130 110 140 110 90 110 90 60 90 90 90 60 60 60 30 30 30 00 00 00 60 30 00 60 30 00 60 30 00 60 30 00 16 – 24 – 16 18 – 27 – 09 22 – 33 – 00 18 – 18 – 18 22 – 22 – 11 27 – 27 – 00 20 – 10 – 20 26 – 13 – 13 34 – 17 – 00 25 – 00 – 25 32 – 00 – 16 45 – 00 – 00 230 210 160 210 160 140 180 140 120 150 120 80 350 310 250 310 250 210 270 210 180 220 170 130 As quantidades recomendadas por planta devem ser fracionadas em três aplicações para os dois primeiros anos e em duas aplicações para os anos subseqüentes. 15 . Quantidades de N.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia Tabela 6. P2O5 e K2O. composição dos fertilizantes e respectivas doses.

Localização de fertilizantes de acordo a idade do cacaueiro na fase de desenvolvimento.Chepote et al. Figura 2. 16 .

Após a adubação recolocar o folhedo. A área a ser adubada deverá ser limpa.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia ADUBAÇÃO MINERAL NA FASE DE PRODUÇÃO As doses recomendadas por planta (Tabela 6) devem ser fracionadas em duas aplicações. uma entre fevereiro e abril e a outra entre setembro e novembro. Localização de fertilizantes em plantações safreiras de cacau. sem o uso de enxada. Localização de fertilizantes em áreas de relevo acidentado Localização de fertilizantes em áreas de relevo plano ou suave ondulado. A aplicação deve ser feita a lanço e em cobertura em faixas laterais às plantas medindo 150 cm de largura. Quando as áreas forem acidentadas. 17 . aplicar na faixa acima da planta (Figura 3) e/ou no semicírculo superior que tem por centro o cacaueiro e raio de 150 cm. Figura 3.

é 18 . sempre que a matéria orgânica no solo for inferior a 30 g/kg. e 30 ano. 6 e 8 t/ha no 10 20. ou industrial devidamente processados para uso agrícola. A análise de solo. vegetal e agroindustrial está apresentada no apêndice 1b. Chepote (2003) verificou também que a aplicação de 4 kg/planta/ano de composto de casca do fruto de cacau ou de esterco de gado + 50% da adubação mineral (13% N-35% P2O5-10% K2O) promoveu um incremento de 188% (de 527 para 1518 kg/ha). vegetal. respectivamente. 2.Chepote et al. Atualmente. Os adubos orgânicos devem ser aplicados nas seguintes doses: 2 kg/cova no plantio. especialmente quando usada com a análise foliar. A composição química de vários materiais orgânicos de origem animal. de composto de casca de cacau e/ou esterco de gado. as deficiências de micronutrientes surgiram à medida que a cacauicultura se expandiu para áreas com solos de baixa fertilidade. ADUBAÇÃO ORGÂNICA DO CACAUEIRO A adubação orgânica compreende a utilização e aproveitamento de resíduos orgânicos de origem animal. respectivamente. Estudo realizado por Chepote (2003). com a introdução de clones com maior demanda nutricional é importante o uso de adubação contendo micronutrientes. favorecendo a disponibilidade de nutrientes. num Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico. os fertilizantes devem ser aplicados nas seguintes doses: 1 kg/cova no plantio de composto de casca de cacau e/ou esterco de gado. Representa um papel importante na fertilização e atua nas propriedades físicas. e 30 ano. mostrou que a utilização de 8 t/ha/ano de composto de casca do fruto de cacau promoveu um incremento de 133% na produção de amêndoas secas de cacau (de 527 para 1229 kg/ha). 3 e 4 t/ha no 10 20. mais 50% da dose de adubo mineral recomendado pela análise de solo (Tabelas 3. químicas e biológicas do solo. 4. 5 e 6). Neste caso. ADUBAÇÃO COM MICRONUTRIENTES Na Região Sul da Bahia.

após 30 dias do plantio. No plantio. A adubação foliar pode constituir-se uma alternativa quando se visa complementar a adubação aplicada no solo ou em cultivos intensivos (floricultura. na camada 0-20cm. É interessante consultar o Escritório Local da CEPLAC em caso de dúvidas. Aos 60 19 . quinzenalmente. entre as 7. desde que sejam compatíveis. quando houver sintomas de deficiências minerais de micronutrientes nas folhas do cacaueiro. até os sintomas desaparecerem. Diversas formulações a base de adubos foliares com macro e micronutrientes existem no mercado local.00 h da manhã. recomenda-se aplicar 15g de FTE NEW Centro Oeste.5 mg/dm3. por cova. A composição química de fontes de micronutrientes de uso mais freqüentes no Brasil está apresentada no apêndice 1c.00 e as 10. devem-se aplicar 4 kg de Zn/ha. dirigindo o jato da solução para a parte inferior das folhas. Pesquisas mostraram que o zinco é o elemento que mais freqüentemente manifesta deficiência em Latossolos distróficos e Argissolos distróficos da Região Cacaueira do Sul da Bahia. a qual é uma forma de aplicar esses elementos nas diversas culturas. na forma de óxido ou sulfato de zinco em pó. ADUBAÇÃO FOLIAR A capacidade das plantas em absorver nutrientes através das folhas constitui um fundamento para a adubação foliar. Estes fertilizantes foliares podem ser aplicados conjuntamente com defensivos agrícolas (inseticidas e fungicidas). na razão de 1 ml de espalhante adesivo + adubo foliar á razão de 3 g ou ml do produto comercial/litro de água. as quais podem ser utilizadas. horticultura) e em viveiros. Todavia. Quando os teores desse elemento no solo se encontram abaixo de 1.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia um ótimo instrumento para recomendar doses de micronutrientes capazes de proporcionar maior retorno econômico ao produtor. deve se fazer a correção via foliar usando as recomendações da Tabela 4. Deve ser efetuada em dias sem chuva.

mostram os principais sintomas de deficiências nutricionais em folhas de cacaueiro. a adubação foliar deverá ser aplicada duas vezes ao ano. normalmente as folhas por serem os principais órgãos de transformações metabólicas e as que melhor refletem o estado nutricional da planta (Tabela 7). de uma parte da planta. 20 . Após 12 meses de plantio. 1961). fracionando-se 50% da dose no período de fevereiro/março e os restantes 50% em setembro/novembro. dias do plantio. podendo-se adicioná-la conjuntamente com espalhante adesivo na razão de 1 ml de espalhante adesivo + defensivos agrícolas por litro de água de acordo as recomendações técnicas da CEPLAC. Pode-se avaliar o estado nutricional das culturas pela análise química.Chepote et al. aplicar 1 ml de espalhante adesivo + 6 g ou ml do produto comercial / litro de água + defensivos agrícolas ) caso seja necessário e houver ocorrência de ataque de insetos e/ou doenças). A Tabela 7 (Alvim 1961) e as figuras 4 a 15 (Loué. Deve-se ter em conta que antes de aparecerem os sintomas de deficiência. em período definido. DIAGNOSE FOLIAR DO CACAUEIRO A diagnose foliar consiste na avaliação do estado nutricional das plantas por comparação de uma folha com sintomas com uma folha normal. mantendo-se esse intervalo até completar de 2 a 4 aplicações anuais. o crescimento da planta e a produção já estão limitados – é o que se conhece por “fome oculta”. A falta ou excesso de um elemento será evidenciado por anomalias típicas de cada elemento.

Folhas novas de tamanho reduzido exibindo acentuada curvatura convexa pelo aparente repuxamento da nervura central. .Necroses estritamente marginal principalmente em folhas velhas.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia Tabela 7. ELEMENTOS NITROGÊNIO PLANTAS TIPICAMENTE ENXOFRE CLORÓTICAS FERRO CLOROSE INTERNEVAL . necrose a partir da extremidade do limbo (ocorre principalmente em cacauais sombreados ou invadidos por ervas daninhas).Necrose nas folhas mais novas formando grande ilhas entre as nervuras. Chave de identificação de sintomas de deficiências minerais no cacaueiro. sendo mais visível nas partes marginais. FOLHAS CÁLCIO BORO 21 . limitada por uma faixa entre as nervuras. .Clorose em todas as folhas novas. cor amarelo vivo com nervuras verdes completo branqueamento das folhas nos casos avançados. SINTOMA PRINCIPAL SINTOMAS ESPECÍFICOS . apresentando as nervuras e adjacências coloração normal (deficiência comum em solos alcalinos) . MAGNÉSIO MANGANÊS POTÁSSIO . Limbo endurecido e quebradiço. em casos extremos.Clorose nas folhas (novas e velhas). Clorose marginal de duração efêmera pela subseqüente necrose. folhas espessas e duras apresentando. podendo formar verdadeira espiral. TIPICAMENTE havendo queda prematura das folhas (raramente observada em condições de campo).Clorose somente nas folhas novas. havendo divisão nítida entre o tecido necrótico e o vivo. dispostas simetricamente ao longo da nervura central. . redução no tamanho das folhas e da planta. em períodos secos ou em condições de alcalinidade). havendo às vezes necroses marginal (deficiência mais comum em solos ácidos e às vezes observada em viveiro). nervuras às vezes mais pálidas que o limbo (deficiência muito rara em condições de campo).Clorose na s folhas novas.Clorose nas folhas velhas. característica que serve para distinguir da “queima marginal” por falta de água (deficiência comum em solos ácidos). geralmente acompanhada de necrose formando ilhas de tecidos mortos entre as nervuras. NECRÓTICAS . porem sem redução do tamanho nem apreciável aumento na espessura. porem não há redução do tamanho nem na espessura e as folhas velhas apresentam aspecto normal (deficiência comum nos solos mal drenados ou muito pobre em matéria orgânica ou sob condições de alcalinidade. necrose terminal nas folhas mais velhas (deficiência possível de encontrar-se em solos arenoso e lixiviado. verde pálido.

às vezes. . permanecendo as estípulas no caule. desfolhamento acentuado a começar pelas folhas mais velhas. uma necrose na zona apical do limbo (deficiência muito generalizada mas talvez a mais freqüente.Chepote et al. podendo apresentar. com folhas relativamente estreitas.Folhas novas de tamanho reduzido. necrose marginal (deficiência muito rara) Fonte: Alvim (1961) ZINCO COBRE FÓSFORO MOLIBDÊNIO 22 . . FOLHAS NOVAS DEFORMADAS . Nervuras secundárias em menor número e com distancias irregulares convergindo para a parte apical. dando a impressão de comprimidas longitudinalmente. às vezes induzida pelo excesso de calagem ou de adubação fosfatadas). margem freqüentemente ondulada e limbo às vezes em forma de foice. posteriormente.Folhas novas apresentando distorções muito estreitas em relação ao comprimento.Folhas novas relativamente finas e translúcidas. Necrose freqüente no ápice da folha (deficiência rara de campo). . Folhas mais velhas podendo mostrar pequenas pontuações cloróticas enfileiradas ao longo das nervuras principais (deficiência freqüente em solos arenosos e alcalinos. apresentando ligeira clorose marcheteada. Clorose em pequenas manchas entre as nervuras secundárias podendo em casos avançados dominar todo o limbo. mas pronunciada nas regiões internervurais. Continuação da Tabela 7. Antes do desfolhamento observa-se. mas em geral desapercebida).Planta de tamanho reduzido. porem preservando a cor verde normal.

Figura 4.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia As figuras de 4 a 15 mostram sintomas de deficiências minerais em folhas de cacaueiro (Loué. Carência de nitrogênio (N). Estágios iniciais de carências de fósforo (P). Figura 5. 23 . 1961).

Figura 6. 24 . Estágios finais de carência de fósforo ( P).Chepote et al. Figura 7 – Carência de potássio (K).

Figura 9 – Carência de magnésio (Mg).Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia Figura 8 – Carência de cálcio (Ca ). 25 .

Chepote et al. Carência de Manganês (Mn). Figura 10. Figura 11. Carência de enxofre (S). 26 .

Figura 13. Estágios finais de carência de zinco (Zn) 27 .Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia Figura 12. Estágios iniciais de carência de zinco (Zn).

Figura 14 .Carência de ferro (Fe).Carência de boro (B). Figura 15 .Chepote et al. 28 .

doenças ou com injúria mecânica. Amostragem de folhas para análise: localização da 3a folha a partir do ápice de um lançamento recém amadurecido. evitando-se período de lançamento. na meia altura da copa da planta. na meia altura da copa da planta (Figura 16).. num total de 10 cacaueiros por amostra composta (Sodré et al. Coletar 4 folhas por planta (uma em cada quadrante). 29 . Não coletar folhas atacadas por pragas. 3ª Folha Figura 16.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia Na diagnose foliar do cacaueiro deve-se coletar a 3a folha a partir do ápice de um lançamento recém amadurecido. A época de coleta é no verão (dezembro a janeiro). 2002). percorrendo-se toda a área de uma gleba homogênea.

22.75 40 .1 Malavolta2 Sodré et al.0 2.2.9.64 242 .83.250 80 -110 0.0 62.2.4.55 20 .435 32 .9 .44. A diagnose foliar é uma técnica complementar da análise de solo para otimizar o uso de fertilizantes e melhorar o estado nutricional do cacaueiro e.0 .4 – 24.8.4 194. Se o tempo entre a coleta e a entrada no laboratório for superior a 2 horas.2 23.2.0 1.25 150 .1 Malavolta2 mg/kg 6.Chepote et al.2 3.9 0.2 .9 .3 38.0 .8.2.0 2.1 8. aumentar a produtividade das lavouras.4 .7 Fontes: 1Abreu et al.6.2 6.5 B Cu Fe Mn Mo Zn Micronutrientes Abreu et al. 2Malavolta s.12. (Tabela 8).. conseqüentemente. Macronutrientes Abreu et al. (mimeografado).226.7 .9 .0 20 .5 16.21.d. Plantações de cacau híbridos com mais de 100@/ha. 30 .3 g/kg N P K Ca Mg S 17.17.0 4.23 2.7 33 . deve-se manter as amostras a baixa temperatura em um isopor com gelo.4 .2 16. As folhas deverão ser coletadas e acondicionadas em sacos de papel e remetidas de modo a darem entrada no laboratório no mesmo dia. Estudos de vários autores mostram que existe relação entre os teores dos elementos observados em folhas e a produção das culturas os quais determinaram faixas de teores de elementos minerais adequados em plantações de cacau.7 . Tabela 8.0 ..129.3 21 .5 .8 .3 .0 .7 . cacaueiros clonados (2001). (1996).24 5. Teores foliares de macro e micronutrientes em folhas de cacaueiros produtivos.0 4.5 .9.4 115.3 .1 .1.1.0 55 .70 Sodré et al.0 . 3 Sodré et al.

LITERATURA CITADA ABREU JR. K) no crescimento e produção de clones de cacau.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia CONSIDERAÇÕES FINAIS Estas recomendações têm por objetivo subsidiar técnicos e produtores na aplicação de corretivos e fertilizantes nas lavouras cacaueiras do Sul da Bahia. P. a colega Regina Alves Ferreira pelo apoio e aos extensionistas da CEPLAC/CENEX pelas sugestões. Bahia. pp.1996. avaliação de diferentes critérios de utilização de corretivos e influência de corretivos versus gesso agrícola no crescimento e produção de clones de cacau. Adicionalmente.H. Cocoa Producer’s Alliance. et al.. Atas Lagos. pelos desenhos. Foliar nutrient concentrations and rations in height yield cocoa genotypes and relations yield and intensity of witches’ broom disease. 773-780. C. Freire. em diferentes solos. utilizando como parâmetro o estado nutricional da folha. realiza pesquisas visando determinar doses e fontes de micronutrientes. Atualmente a Seção de Solos e Nutrição de Plantas (SENUP) vem realizando experimentos sobre efeitos de níveis de nutrientes (N. Estudos de nutrição mineral com uso do Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (DRIS) estão sendo realizadas pelas equipes da SENUP e da SEFIS objetivando otimizar o emprego de doses de fertilizantes para o cacaueiro. Evandro Araújo de Miranda e Ana Maria ferreira M. Salvador. Nigéria. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem aos desenhistas da Seção de Solos e Nutrição de Plantas (CEPLAC/CEPEC/SENUP). 31 . 12. In Conferência Internacional de Pesquisas em Cacau.

2003. et al. A. 162p. Campinas. INSTITUTO DA POTASSA & FOSFATO. V. 177p. SANTANA. Costa Rica. Institute Français du Café et du Cacao.. Lomé.D.Nigéria. Instituto Agronômico.A. Piracicaba. Novos critérios para recomendação de fertilizantes e corretivos no Estado da Bahia. 1998. A. calcium leaching to increase rooting depth in a Brazilian savannah oxisol. R.) em estudos de nutrição.C. 1961. LOUÉ.M. et al. 1983. Instituto Interamericano de Ciencias Agrícolas.) Manual de Cacao. Uso de gesso agrícola. P. Piracicaba. ALVIM. [1961]. Solos sob “cerrados. E. RITCHEY. FURLANI. de T.M. 2002. K. (ed.. Agronomy Journal Madison 72(1): 40 . Turrialba. (mimeografado) RAIJ. Proceedings . In Conferencia Internacional de Pesquisas em cacau. s. Manual internacional de fertilidade do solo. 1996. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. ed. Agrotrópica (Brasil) 13 (3):145-150.d. Uso do desvio padrão para estimativa do tamanho de amostra de plantas de cacau (Theobroma cacao L. 1985.B. G. Cocoa Producers’ Alliance. Clave para los sintomas de deficiências em cacao. 285p. características. Brasil. Togo. In Hardy.. A. Nutrição e adubação do cacaueiro. 359p CABALA. 2.H et al. POTAFOS. Estudo das carências e deficiências minerais do cacau. Bulletin n0 14. 5a Aproximação. pp 76-78 ALVAREZ. CHEPOTE. van. Instituto da Potassa. Efeito do composto da casca do fruto do cacau no crescimento e produção do cacaueiro. Agrotrópica (Brasil) 15(1): 1-8. 82p. Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais..44 SODRÉ. LOPES. 59p. Paris. 117 – 123. J. 1999. MALAVOLTA. M. propriedades e manejo”. 9.Chepote et al. 2a ed. CANTARELA. H. pp. A. B. SANTANA. 1980. 32 . S. E. Lago. F. 1984. QUAGGIO.

Nitrato de cálcio Nitrtato de cálcio N Total N NO3 N NH4 N Amídico K2O CaO MgO P2O5 Solúvel CNA + H2O S _______________________________________________ % ______________________________________________ 44 20 32 13 27 14 13 44 16 13 102 14 130 Solúvel Água 20 16 1.2% e na relação 1:100 2 .5-1.0 5-6 12-14 15-16 4. 33 .1) FOSFATOS INSOL.0 Solúvel H2O 2-3 6-7 12. 177p.16% de Zn e 0. POTAFOS. 2a ed.5 - N NH4 + 9 16 - 22-24 - Total b) FOSFATADAS Fosfato monoamônico (MAP) Fosfato diamônio (DAP) Fosfato bicálcico Superfosfato simples Superfosfato duplo Superfosfato triplo Solúvel Citrato Amônio + H2O 48 45 18 28 41 CaO MgO S ________________________ P2O5 % ______________________ _____________________ %______________________ 10-12 - 48 45 38 18 28 41 44 38 16 25 37 18-20 12-14 - b. Fosfato Araxá Hiperfosfato em pó Termofosfato Yoorin Mg ou BZ2 Fosfato Natural 28-30 30 18 24.0 N NO3 42=45 40-42 30-34 23-27 MgO solúvel H2O - Total c) POTÁSSICAS Cloreto de potássio Sulfato de potássio Sulfato potássio e magnésio Nitrato de potássio _______ Cl S 58 48 18 44 K2O % ______ 58 48 18 44 _________________________ 45-48 1-2.0 Solúvel Ácido Cítrico - 9-10 18-19 26 7-8 0. EM ÁGUA.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia APÊNDICES Apêndice 1a: Composição de fontes de fertilizantes comercializados e de uso mais freqüente no Brasil. FONTES a) NITROGENADAS Uréia Sulfato de amônio Nitrato de amônio Nitrato de potássio Nitrocálcio conc. Manual internacional de fertilidade do solo.O termofosfato Yoorin BZ (02) contém 0.5 - 44 - 14.06% de B.2 13 - 18-19 - - Fonte: INSTITUTO DA POTASSA & FOSFATO. 1 .5 - 17-18 22-24 - %____________________ 0-1. 1998. Piracicaba.

6 3 45 3 2.d 500 950 770 90 870 860 880 940 C N P K Ca _________________g/kg_________________ 100 320 140 60 160 90. Efeito do composto da casca do fruto do cacau no crescimento e produção do cacaueiro. van.3 2. Agrotrópica (Brasil) 15(1): 1-8. 2.0 16 0.4 0.4 0.6 12 8 2 2 5 8 0. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. Campinas.2 6 21 7 5 3 4 2 3 0.M.8 1.2 2 0. H.6 11 3 3 3 2 20 23 12 11 4 16 1 5 18 2 2 0.. FURLANI.1 2 7 0. E. Apêndice 1b: Composição de vários materiais orgânicos de origem animal. Materiais orgânicos Esterco bovino fresco Esterco bovino curtido Esterco de galinha Esterco de porco Composto de lixo Composto de casca do fruto de cacau + esterco de gado* Lodo de esgoto Vinhaça in natura Torta de filtro Torta de mamona Mucuna Crotalária juncea Milho Aguapé Materiais orgânicos (cont.5 3 0. R. Instituto Agronômico.4 170 10 80 450 60 70 60 20 5 15 14 7 6 10.04 11 17 27 10 20 25 46 20 Umidade 620 340 550 780 410 n. 2003.5 1 0.) Esterco bovino fresco Esterco bovino curtido Esterco de galinha Esterco de porco Composto de lixo Composto de casca do fruto de cacau + esterco de gado* Lodo de esgoto Vinhaça in natura Torta de filtro Torta de mamona Mucuna Crotalária juncea Milho Aguapé C/N 20 21 10 9 27 9.Chepote et al.C.8 5 0. CANTARELA.A. 34 .4 0.. B. 1996.2 0. 285p.d: não determinado Fonte: RAIJ. ed.2 0. QUAGGIO.4 0.1 1 1 Mg S Zn Cu Cd Ni Pb _____________________g/kg___________________________ 1 1 33 6 0 2 2 6 2 217 25 0 2 1 5 2 138 14 2 2 17 3 242 264 0 2 3 1 2 255 107 2 25 111 3 6 0.. A. vegetal e agroindustrial (sem secar). J. *CHEPOTE.2 62 900 3 20 128 6 2 3 3 215 435 5 13 73 3 1 1 2 11 0 362 1 360 2 n.6 0.

35 . FURLANI. B. ed. A.Recomendações para o cultivo de cacaueiro no Sul da Bahia Apêndice 1c: Principais fontes de micronutrientes utilizados no Brasil e garantias mínimas exigidas pelo Ministério da agricultura. Micronutriente Fonte Garantia mínima % 11 17 1 13 16 5 1 19 23 5 26 41 5 2 39 54 20 50 7 3 g/kg 110 170 10 130 150 50 10 190 230 50 260 410 30\ 20 390 540 200 500 70 30 Solubilidade em água Boro Bórax Ácido bórico FTE (Silicato) Sulfato Cloreto cúprico (CuCl2) Quelato de cobre FTE (Silicato) Solúvel Solúvel Não solúvel Solúvel 16-18% enxofre Solúvel 50-52% de (Cl) Solúvel Não solúvel Solúvel Solúvel Solúvel Solúvel Insolúvel Solúvel Não solúvel Cobre Ferro Sulfato ferroso Sulfato férrico Quelato Manganês Sulfato manganoso Òxido manganoso Quelato de ferro FTE Molibdênio Molibdato de sódio Molibdato de amônio Solúvel Solúvel. 1996. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo. 2.M. 285p. H... J.. CANTARELA.C. QUAGGIO. Instituto Agronômico.A. 5 a 7% N total Solúvel Não solúvel Solúvel Não solúvel Zinco Sulfato de zinco Óxido Quelato FTE Fonte: RAIJ. van. Campinas.

ANOTAÇÕES 36 .Chepote et al.

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