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A Importância Da Leitura Para Aquele Que Escreve

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A Importância Da Leitura Para Aquele Que Escreve

Não é de hoje que encontramos pessoas com dificuldade de passar para o papel as suas idéias a respeito de algo, porque não têm informação suficiente sobre aquele assunto específico. Por outro lado, também é raro encontrar essas mesmas pessoas lendo uma obra poética, de ficção, um jornal, uma revista, etc. O que todos têm que entender é que a leitura é a base para a boa escrita e não só se deve ler para escrever algo, mas se deve ler para enriquecer-se culturalmente. Deve-se ler pelo prazer de dialogar com outros que já leram outros que leram outros, pois não há nenhum mal no plágio criativo. Um escritor precisa ler para observar e absorver o que foi lido. Um escritor precisa ler para se enriquecer culturalmente. Não há um bom escritor que não seja um leitor voraz com fome de informação, com fome de formação. Um escritor precisa ler bons textos para escrever bons textos. Um bom escritor é sempre um bom leitor. Nesse sentido, sem a prática da leitura, a dissertação, por exemplo, pode não apresentar argumentos palpáveis, não alimentando de maneira persuasiva o receptor do texto elaborado. A leitura, por sua vez, tem a função também de organizar as informações adquiridas ao longo dos anos. À medida que se lê, um mundo de magia e conhecimento, de informações e ritmos, de certezas e possibilidades se revela àquele que tem, nas mãos e nos olhos, a chave do tesouro a ser descoberto. A leitura é necessária e, assim como a arte, tem inúmeras atribuições. Por outro lado, antes de se buscar a leitura, faz-se mister escolher bem o texto a ser lido, pois para que "o leitor se informe é necessário que haja entendimento daquilo que ele lê" (FAULSTICH, 2002, p. 13) . Assim, a inteligibilidade textual é imprescindível ao leitor; caso contrário, ele não conseguirá absorver as informações necessárias à elaboração do seu próprio texto. Dito isso, o próximo passo a ser tomado é fazer uma leitura crítica, isto é, "reconhecer a pertinência dos conteúdos apresentados, tendo como base o ponto de vista do autor e a relação entre este e as sentençastópico" (FAULSTICH, 2002, p.19) Ler criticamente é, sobretudo, ler cuidadosamente separando o joio do trigo ou retirando as ervas daninhas do florido mundo das letras. Escrever não é essencial apenas a intelectuais, escritores, jornalistas, advogados ou professores de português. A escrita como meio de comunicação é para todos e é questão bem definida e planejada em vários concursos públicos e vestibulares de maneira geral. Na UNICAMP, a prova de redação vem ganhando novos objetivos. Nesse momento, o candidato terá que ser capaz de resolver uma situaçãoproblema. A partir da leitura de textos - coletânea - , o estudante deve escolher entre uma dissertação, de natureza argumentativa; uma narração; e um texto persuasivo. Nesse sentido, leitura e escrita andam juntas, como podemos perceber em: Escrever é uma prática social que consiste, em boa medida, em escrever contra, sobre, a favor, ou, mais simplesmente, a partir de outros textos. Não há escrita sem polêmica, retomada, citação, alusão etc. Ninguém escreve a partir do nada, ou a partir de si mesmo. (UNICAMP, 2001) É notória a relevância da leitura nesses processos de seleção, por exemplo, uma vez que se proporciona , a partir da coletânea, ao estudante, a possibilidade de pensar com clareza sobre o tema apresentado. Não se pode esquecer de que, se é cobrado ao universitário tamanha reflexão para entrar em uma universidade, não é correto que, ao longo do curso universitário, não seja ele capaz de refletir e escrever de forma crítica sobre vários pontos fornecidos, em diferentes matérias. Na verdade, escreve mal aquele que não tem o que dizer porque não aprendeu a organizar seu pensamento. Àquele que não tem o que dizer, de nada adianta o domínio das regras gramaticais, muito menos saber selecionar as palavras para cada ocasião. Faltará a esse sempre o conteúdo, o recheio. Dessa forma, antes de escrever é preciso refletir, e o melhor estímulo para a reflexão é a leitura, é ler o que outros já escreveram a respeito do que leram de outros e assim sucessivamente, pois a escrita está sempre impregnada de outras escritas, ou seja, a leitura é diálogo direto ou indireto com outras leituras. A leitura é um diálogo velado com o outro. Para Harold Bloom, o sujeito que pretende desenvolver a capacidade de formar opiniões críticas e chegar a avaliações pessoais necessita ler por iniciativa própria. Não ler apenas por conveniência. Não ler apenas livros técnicos, pertinentes ao seu campo de atuação, ou ler por indicação de outrem, mas, acima de tudo, ler por prazer, por desejo próprio de se divertir ou de conhecer algo. A informação, nos dias de hoje, é facilmente encontrada, pois aumentaram sensivelmente os canais de comunicação. Além do jornal, da revista, do livro, da televisão, do telefone, do rádio, do fax, do telegrama, temos agora o e-mail, a Web (com seus pontos positivos e negativos, proporciona um fluxo ininterrupto de informações disponíveis em qualquer ponto do mundo) a videoconferência e a telefonia celular entre

pois como diz Harold Bloom: Uma das funções da leitura é nos preparar para uma transformação. que pareça ser fruto de uma natureza semelhante à nossa. uma vez que essas nomenclaturas costumam ser tomadas. 1992. procurando argumentos que serão apresentados como elementos de sustentação temático-textual. decorre da ausência. em face da evidência das provas e à luz de um raciocínio coerente e consistente". o leitor do seu texto. que possa ser utilizado como base para avaliar. Na universidade. Raramente é uma pessoa solicitada a produzir uma descrição ou uma narração. ao se tratar de produção de texto devemos automaticamente pensar em leitura. Para Mattoso Câmara. de nós mesmos. é importante ressaltar a diferença entre dissertação e argumentação. Cabe ao leitor transformar informação em conhecimento. A maneira como lemos hoje. nesse trabalho. Em contrapartida. e a transformação final tem caráter universal. Comércio. nem para acreditar ou concordar. Não há um jeito especial para a redação. mas para refletir e avaliar". é preciso conhecer o assunto tratado. uma fórmula de leitura: encontrar algo que nos diga respeito. Para escrever. tomar -se-á como modelo de escrita. "argumentar é. numa atividade preliminar já radicada. A prosa dissertativa é. faz -se isso de forma persuasiva. tampouco para ter o que conversar. Considero aqui a leitura como hábito pessoal. "qualquer um de nós senhor de um assunto é. quando o fazemos sozinhos. Há apenas uma falta de preparação inicial. como se pode perceber no prefácio do livro Técnica de Redação: A DISSERTAÇÃO é a forma de REDAÇÃO mais usual. antes de qualquer coisa. prefácio) Nesse sentido. deve aproximar aquele que lê daquele que escreve e deve propiciar. nos textos de produção e divulgação científicas (monografias. assim. Com mais freqüência é a forma de REDAÇÃO solicitada às pessoas envolvidas com a produção de trabalhos escolares. é necessário. Deve-se lembrar que a dissertação é a composição mais utilizada no meio acadêmico. algo que "nos diz respeito. argumentando sobre um assunto. depende muito. (2001. ao contrário do que muita gente pensa. antes de qualquer movimento. p. muitas vezes. chamado a escrever um texto dissertativo. é importante refletir rapidamente sobre essas nomenclaturas: dissertação e argumentação. 2001. muitas vezes. No ensino de língua portuguesa. com a administração e execução técnico-burocráticas de serviços ligados à Indústria. discernir o que deve ser absorvido e o que deve ser deletado ficou mais complicado depois da internet. a leitura. (Mattoso. Meu leitor ideal (e herói preferido) é Samu el Johnson.61) Essa falta de preparação inicial que Mattoso cita. predominante nos textos de trabalhos escolares . É preciso. em princípio. a reflexão. 17-8) A leitura deve ser útil. ler e refletir. conhecer profundamente o objeto de reflexão. mostra-se o que se sabe ou o que se julga saber sobre aquele determinado assunto. convencer ou tentar convencer mediante apresentação de razões. geralmente. Johnson e Emerson. e não como prática educativa. Por isso. que afirmou: "Os melhores livros levam-nos à convicção de que a natureza que escreveu é a mesma que lê". ou seja. para Johnson. gestor de algumas da idéias postas em prática por Johnson. em última análise.61) . que bem conhecia e tão bem expressou as vantagens e desvantagens da leitura constante. a respeito de qualquer assunto. Na verdade. Proponho uma fusão de Bacon. tentando convencer o receptor. ensaios. (Soares. etc. a dissertação que pode apresentar argumentos para comprovação da tese defendida. Já na argumentação. lendo de forma crítica e cuidadosa. artigos e relatórios técnico-científicos) e nos textos técnico administrativos. é solicitada a produzir uma dissertação. capaz de escrever sobre ele. e que nos é útil". de conhecimento da estrutura do texto a ser elaborado. o educando será. ao contrário. e que seja livre da tirania do tempo. que o esforço e a prática vencem". como sinônimas. de elementos substanciais à inteligibilidade textual e da carência de leitura. Na dissertação. ofereceu o célebre conselho: "Não leia com o intuito de contradizer ou refutar. Emerson. p. portanto. Assim. a despeito da leitura atualmente praticada nas academias. 1979. p. ninguém consegue escrever bem. p. a prática da leitura é parte fundamental no processo de elaboração de um texto.outros. assim. devia atender a uma preocupação central. se não conhece o que vai escrever. de uma disciplina mental adquirida pela autocrítica e pela observação cuidadosa do que outros com bom resultado escreveram. uma vez que. (GARCIA. freqüentemente. Francis Bacon. (2001. além de se expor o que se pensa sobre um determinado assunto. Mattoso Câmara também se referiu a esse aspecto textual: A arte de escrever precisa assentar. Conforme qualquer outra atividade mental. as idéias do emissor são expostas. que parte do ensino escolar e de um hábito de leitura inteligentemente conduzido. analogamente. Para Magda Soares e Edson Nascimento. antes. Sr. a dissertação também foi escolhida como composição mais utilizada tanto no meio acadêmico quanto no campo profissional. inimigo ferrenho da História e de todos os Historicismos. isto é. mas também em tipos de texto. manifesta uma relação contínua com o passado.370) Para expor as idéias ou para convencer alguém. refletir. A Bacon e Johnson eu acrescentaria um terceiro sábio da leitura. Por isso.

a comunicação escrita é mais usada. etc. Há professores que se preocupam em demasia com a ortografia das palavras. etc. isto é . (2001. os ortográficos que ganham notoriedade em reportagens da televisão. para muitos. por exemplo. A pontuação não é no papel uma contraparte cabal da distribuição dos grupos de força da comunicação falada. deixando em segundo plano a estrutura do texto. a concordância. Nesse sentido. É importante que o universitário esteja sempre refletindo sobre os tópicos apresentados durante o curso na universidade. Por outro lado. Como as pessoas aprenderam. E. (Mattoso. devem ser vistos como um todo constituídos por partes e não como partes isoladas de um todo. regências verbal e nominal. de Mattoso. p. as nomenclaturas gramaticais e pouco se interessaram na funcionalidade de orações subordinadas adverbiais. com exceção da monografia . em sala de aula. pelo simples fato de um engenheiro escrever um relatório cheio de . a ortografia.Portanto. nada melhor que ler o que outros já disseram sobre o assunto. de repente.57) Os erros mais freqüentes Os erros mais freqüentes são os gramaticais. isto é. pois através de relatórios. no palco-papel. Caso o universitário não crie o hábito de escrever em sala de aula. acentuação. a língua escrita requer conhecimento de uma série de elementos que possibilitem ao homem expressar-se bem. 2001. a acentuação. cabe a todos ter domínio dessa modalidade tão usada no dia-a-dia. só participantes da exposição oral". para Mattoso. "técnica de uma formulação verbal que dispense os elementos extralingüísticos e elocucionais. vale lembrar que o que está em jogo não é mais um ano letivo. concordâncias verbal e nominal. requerimentos. erros de pontuação. para se ter conhecimento. Pode-se encontrar uma tabela com os erros mais freqüentes em várias redações dissertativas no Manual de Redação e Estilo do Estadão. É evidente que não são apenas esses os erros de vários profissionais e universitários. declarações. mas devem ser feitos pelo próprio estudante). Uma boa saída para as aulas de língua portuguesa é fazer com que o educando escreva em todas as aulas a fim de que ele se familiarize com o ato de escrever e veja a dissertação como forma de manifestação de suas idéias. Pode-se completar essa afirmativa com a idéia de que para se pensar. Vale ressaltar que a vida social é marcada pela comunicação escrita e oral. O universitário ou o pós-universitário deve enxergar na escrita o meio por que suas idéias serão organizadas e divulgadas a outras pessoas. Os Principais Problemas De Redação Mattoso Camara dividiu os problemas de redação dois grupos: os essenciais e os secundários. por exemplo. se viram às voltas com uma série de textos e de trabalhos escritos. ao plano da redação e à escolha vocabular. É certo que o educando encontra na universidade um espaço altamente interdisciplinar no qual filosofia e sociologia assim como física e cálculo. Eles não aprenderam a escrever. ou melhor. são os elementos secundários. percebe-se por que há tantos erros nos textos de muitos universitários e pós-universitários. atribuindo aos problemas gramaticais a essência da redação. mas sim sua carreira que pode desmoronar . A saída. são os ghost-writers ("escritores fantasmas") . é preciso conhecer a temática a ser abordada e. De qualquer forma.e de trabalhos mais longos (que não podem ser feitos em sala de aula. No caso de um profissional. ou seja. são os problemas secundários que brilham. ortografia. a pontuação. Como podemos notar. há de se reforçar o que Othon Moacyr Garcia disse: "aprender a escrever é aprender a pensar". são mais fáceis de resolver. refletir a respeito de algo. valendo ou não nota. será praticamente impossível minimizar as dificuldades existentes na hora de escrever em casa. de preferência. Para escrever bem a pessoa precisa conhecer um grande número de regras e também de um conhecimento técnico da estrutura que será elaborada. p. infelizmente.de final de curso . muitas vezes. e constitui a rigor um caráter próprio da exposição escrita. contudo é importante mostrar quais são os principais erros gramaticais para que se tenha uma idéia geral dos problemas secundários de um texto escrito. pessoas pagas para elaborarem trabalhos que deveriam ser feitos pelos próprios universitários.62) Assim. as pessoas se comunicam dentro e fora de uma empresa. durante muitos anos. na frase. os elementos gramaticais constituem os problemas secundários que. circulares. principalmente. Os problemas essenciais estão ligados à composição. No campo profissional. que ganham destaque nas páginas de jornais e revistas e são esses mesmos problemas. Eles escreveram pouco.

pois o que se vê é uma desvalorização de nossa língua e. um literato. com certeza. o domínio da língua padrão se faz necessário no mercado de trabalho. espaço de crítica e reflexão. A Língua Portuguesa No Exercício Profissional Com a globalização. contudo. A contrariedade do diretor é imediata ele passa a questionar a qualidade de todo o material que tem em mãos. ter capacidade de pesquisa. Hoje há uma preferência por gráficos e fotos. etc. se esses trabalham para um cliente que. vale a pena refletir a respeito das afirmações de Adriana Armony no jornal O GLOBO de 15 de outubro deste ano: Em sua vivência escolar. é imprescindível repensar o papel do ato de escrever na universidade. cometem erros ortográficos grosseiros. etc. E prejudiciais: abalam a imagem do profissional e põem em dúvida o trabalho. tem que apresentar mais rigor com a produção de textos. Vejamos trechos da reportagem da matéria de capa da seção Boa Chance do dia 11 de agosto deste ano: Erros de português comprometem imagem profissional Um bilhetinho preso ao relatório diz: "faça as alterações que quizer". Nesse momento. pode ser solicitado à elaboração de relatórios mensais. sejam chamados a fazer um seminário. ter um bom vocabulário. francês e um economista. fica patente que os erros mais comuns são os erros 2ligados aos ensinos médio e fundamental (erros ligados ao aprendizado. como ter iniciativa. da gramática nesses períodos apresentados da vida escolar) e podem e devem ser sanados na universidade a partir de um exercício constante da escrita e da correção gramatical pelo professor e a posteriori pelo aluno. de cursos. Freqüentemente eles não dominam o código escrito básico: escrevem frases incompletas. os alunos foram acostumados a decorar. epicentro de saber. ou mesmo dar um curso. valorizam-se os números por não saberem organizar as letras. uma palestra. Dessa forma. propor negócios. sobreviver no novo mercado. executar e divulgar o seu trabalho. um biólogo.sendo uma. ter leitura. Sabemos que as grandes transações são feitas de forma escrita. regência . No entanto. uma ou duas línguas estrangeiras . espaço também de debate. o profissional de hoje deve saber. ou um programador. um engenheiro ou um físico. de leitura e de muita escrita a respeito de tudo que passa por ela. a despejar conhecimentos mal digeridos no papel para simplesmente obter uma nota e passar. a banalização da modalidade escrita. não se pode deixar de lado a língua portuguesa. também expõem a empresa. Ao contrário do que se pensa. participando. Para isso. são comuns. envolvendo tropeços na língua portuguesa. de congressos e de seminários nos quais os temas referem-se à sua área de atuação. divulgar pesquisas. o mercado torna-se. Dessa forma. no caso de o relatório ser enviado a clientes. pois tão importante quanto descobrir e experimentar coisas é comunicá-las. Agora o que se pretende é um profissional que saiba planejar. uma vez que é uma das habilidades mais importantes para o profissional contemporâneo. eventualmente. Sustos como esses. como no caso de um site de uma empresa de grande porte. Aliás. o conhecimento de informática é essencial. (O GLOBO) O profissional de hoje. um médico. cabe ao pesquisador o trabalho de relatar suas descobertas. o profissional contemporâneo precisa ter domínio do inglês e/ou do espanhol. ter vontade de se manter sempre atualizado. É possível que um professor. cada vez mais exigente e apenas absorve aqueles que forem qualificados em vários sentidos. sobretudo. precisa ser multifuncional e apresentar diferentes habilidades. concordância. para expor idéias. determinados profissionais utilizam-se da modalidade escrita para discriminar tarefas. principalmente. espanhol. não podemos mais ver um sujeito sair da universidade sem saber passar suas idéias para o papel de forma coesa e coerente. como por exemplo: um filósofo deve aprender alemão. como espaço "gerador" de profissionais. a não ser que o profissional não trabalhe no Brasil. um webdesigner. ter texto próprio. seja qual for a sua profissão. Para FEITOSA (2000). realmente. incoerentes ou sem qualquer tipo de coesão. além de exercer bem seu ofício. o inglês e a outra que diga respeito à sua especialidade. Para finalizar esse capítulo. procura saber o andamento de seu investimento. Vejamos: . falho. não utilizam pontuação. A primeira impressão de quem lê um texto de um graduado cheio de erros é: "tem certeza de que ele cursou uma universidade???!!" Dado o exposto. constantemente. sem ter o hábito de verificar a concordância ou a regência verbal em uma gramática ou em um livro especializado. Por isso a universidade. se quer. em vez de "as alterações que quiser". na área tecnológica. A partir dessas afirmativas.erros de ortografia. como também. Além desses aspectos. ter conhecimento especializado em mais de uma área. entre outros. de palestras.

A leitura precisa acrescentar alguma coisa às necessidades do trabalho. Marca ponto se consegue abrir uma oportunidade de negócio para a companhia. nossas dúvidas e certezas.ou se deve . a comunicação escrita. mesmo quando é muito pouco formal. no que diz respeito às exigências educacionais. Cada vez menos elas promovem cursos de reciclagem ou pagam aula de inglês. de forma interdisciplinar. Hoje se recomenda que a pessoa não fique mais de cinco anos no mesmo emprego. nossas idéias. Como se pode perceber em: Quem vai sobreviver nesse novo mundo? Terão mais chances os que conseguirem acompanhar o ritmo das mudanças e também quem for "educado" e não meramente preparado para "apertar parafusos".transmitir uma forma. 133) É óbvio que não cabe. sobretudo os gramaticais. Assim. mas também com conhecimento diversificado. desenvolveu. banalizando-a e diminuindo-a à condição de objeto cortante. O técnico também precisa mudar. 1991. nesse momento. na busca da comunicação melhor e maior. mas procura aprimoramento contínuo. mas nada em profundidade. não com total silêncio. mercado. o homem esquece-se de dizer obrigado à língua-mãe. antes de mais nada. uma vez que é tão importante ter um bom vocabulário para a fala quanto para a produção de um texto. principalmente. Um bom conselho é fugir dos setores que não dão lucro. p. . uma vez que a universidade representa um espaço no qual cidadãos estão sendo orientados.11) Dado o exposto. a educação não pode ficar de fora dessas transformações no trabalho. criou. Informação geral é preciosa. Sobreviverão aqueles que estiverem preparados para a era da polivalência. o que escreve. É a partir da língua escrita que um cientista pode divulgar suas descobertas para os seus e para todo o mundo. e essa crise se faz notar até mesmo nos meios mais especializados e intelectualizados. Seja qual for a nossa profissão. aprender várias atividades. além de conhecimento básico das outras áreas da empresa. É necessário antecipar-se às mudanças e preparar-se para elas. É também através da língua escrita que os homens de negócio iniciam ou terminam importantes transações. nos engenhos que cria: é de sua responsabilidade a comunicação do que descobriu. devemos levar em consideração a realidade circundante. A iniciativa é bem vista pelas empresas. No entanto. pode-se somar essa recomendação à modalidade escrita. para enfrentar o mundo real. nossas alegrias e tristezas. confere à mensagem que se quer . ainda que seja um vocabulário melhor". ou a caminho da terceirização. ou estão em decadência. ainda que seja um vocabulário melhor . comentar as mudanças relativas ao trabalho. Quem conhece um pouquinho de cada coisa. A universidade não pode ser vista como um espaço fora da sociedade. E vale rever: "Informação geral é preciosa. Não podemos ignorar o que ocorre na sociedade pós-moderna. administração. 1998 in ASSIS. da multifuncionalidade. O mercado exige um sujeito qualificado. percebe-se a importância do domínio de vários aspectos. Conclusão A língua portuguesa é o nosso instrumento de comunicação e é através da língua escrita ou falada que nós expressamos nossos sentimentos. É preciso ter conhecimento especializado em pelo menos uma área. é fato tão notório quanto lastimável que a comunicação escrita está em crise. 1999. mesmo para um técnico. Também o dos que souberem se comunicar. A leitura precisa acrescentar alguma coisa às necessidades do trabalho. 13) Devemos nos preparar. trabalhar em grupo. 1999. de poder censurador. da língua portuguesa para o mercado de trabalho. p. Assim. Tais exigências podem ser observadas no Kit de sobrevivência criado por SIMONETTI & GRINBAUM: Para você que quer se preparar para o futuro. aqui vai um kit de sobrevivência Conceitos como carreira. mesmo para um técnico. já que esse encontra -se mais exigente quanto ao profissional contemporâneo. em sua profundidade. E. Na vida há normas a serem seguidas. O trabalho do cientista ou do tecnólogo não se esgota nas descobertas que faz. p. um corpo. estabilidade. As empresas valorizam mais quem não se acomoda num único emprego. promoção por tempo de serviço estão desaparecendo. uma vez que as mudanças são notórias e já afetam vários setores da sociedade.Escrever é parte inerente ao ofício do pesquisador. (ASSIS. É bom que ele tenha noções de vendas. O profissional deve melhorar seus conhecimentos por conta própria. (SIMONETTI & GRINBAUM. das famílias de ocupações. competências e habilidades do profissional contemporâneo. ou no nosso caso. está perdendo importância. que vai minimizar os efeitos negativos da transmissão oral do conhecimento. O cacife dos que tiverem capacidade para criar e transferir conhecimentos de um campo para outro também será maior. (Feitosa. É preciso vincular o "trabalho" realizado em sala de aula com a realidade da soc iedade atual. mas é importante perceber que um dos itens desse manual se refere à língua portuguesa. mas com murmúrios sensatos de quem sabe o que diz. especialista na sua área. No mundo há regras.

A coerência textual.cintiabarreto. Comunicação em prosa moderna. ed. BLOOM. São Paulo: Contexto. 2001. O Aula. Técnica de redação. SENAI/DN. 1999. GARCIA. Celso Ferreira & CINTRA. ed. durante e depois da universidade. João Wanderley (org. Marisa. BAKHTIN. Joaquim Mattoso.shtml#ixzz1VpRtNJjy . Portanto. 2. Manual de expressão oral e escrita. 1992. Ed. PRADO. J. São ed. seja utilizada em textos dissertativos e/ou argumentativos. Redação de textos científicos. aprende-se que o poder da língua é soma. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. ed. FEITOSA. Leia mais em: http://www. Revista e ampliada. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. BARTHES. p. ed. A formação do leitor: pontos de vista. Vera Cristina. O texto na sala de aula: leitura e produção.existe para que esses possam ousar. Petrópolis: Vozes. & CONDINI. ou melhor. 1985. BECHARA. não teria nenhum sabor a liberdade. São Paulo: Papirus. ed. Harold. Rio de Janeiro: Argus.). 1988. prazer do 8.1979. Cascavel: Assoeste. São Paulo: Paulo: Cultrix. Roland. Edson Nascimento. Othon Moacyr. Rio de Janeiro: Editora Lucerna. para que a língua padrão.Indústria e Comércio.). 3. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S/A . Se tudo fosse livre. 71-3 SOARES. 3. Moderna gramática portuguesa. o ato de escrever se faz necessário para sempre na vida de qualquer pessoa. _______________. O uso padrão da língua tem hora e lugar para acontecer e é papel da universidade fornecer textos motivadores para que a língua formal. escrever é importante antes. Lindley. ed. 37. Evanildo. São Paulo: Martins Fontes.br/artigos/aimportanciadoatodeescrever_03. O poder da língua. 2002. 2. 15. Luiz Carlos. GERALDI. Estética da criação verbal.com. Brasília. transformando-as em períodos coesos e coerentes que formarão um texto claro para ele e para seus receptores. 4. Técnicas básicas de redação. ed. 2000. 1984. GRANATIC. BIBLIOGRAFIA ASSIS. Magda Becker & CAMPOS. a censura da língua . 2000. (Orgs. 12. cabe à universidade não deixar que um indivíduo saia desse espaço sem saber organizar suas idéias e articular as palavras. texto. 1991. Nova gramática do português contemporâneo. Branca. CUNHA. KOCH. 3. 2. Rio de Janeiro: Objetiva. O mundo do trabalho. P. 21 ed. Mikhail.Com este trabalho. Como e por que ler. se os ensinos fundamental e médio não foram suficientes para inspirar ou seduzir as pessoas para o ato de escrever. Ingedore Villaça & TRAVAGLIA. São Paulo: Scipione.vista pelos poetas e literatos . 2001. CAMARA JR. ed. 2001. 1999. Perspectiva. 121 p. Assim. 2001. ed.

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