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Contrato emergencial

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A DURAÇÃO DO CONTRATO CELEBRADO EM CARÁTER EMERGENCIAL THE DURATION OF CONTRACT SINGNED IN EMERGENCY SITUATION Georgeanne Lima Gomes Botelho

RESUMO Inicialmente, busca-se demonstrar a fundamentação, tanto constitucional como infra-constitucional, para a contratação direta em casos de emergência e calamidade. A seguir, passa-se a verificar as distintas definições conferidas às situações de emergência e calamidade pelos doutrinadores e pelos julgados das cortes de contas, bem como os requisitos para que sejam firmadas contratações diretas, fundamentadas nestas situações. Depois de verificada a doutrina e a jurisprudência, são apresentadas ponderações acerca da possibilidade de serem prorrogados os contratos emergenciais. Por fim, considerando-se que o dispositivo legal da Lei das Licitações, que regula as contratações em situação emergencial, expressamente, proíbe a prorrogação de contrato desta natureza, e em face do princípio da legalidade, previsto no art. 37, da Constituição Federal de 1988, não é possível prorrogar os instrumentos contratuais desta natureza, mesmo que ainda não tenha sido resolvida a situação emergencial que ensejou a contratação. Assim, caso os serviços, objeto do contrato emergencial, continuem sendo necessários, um novo instrumento contratual deve ser celebrado, com esteio na situação emergencial atual, mesmo que seja com a mesma empresa. PALAVRAS-CHAVES: contrato emergencial, duração, prorrogação

ABSTRACT Initially, we seek to demonstrate the both constitutional and infra-constitutional reasons, to direct contracting in emergency and disaster. After that, we start to verify the various definitions accorded to emergency and disaster by scholars and judged by the courts of accounts, as well as requirements to be fastened direct hires, based in these situations. After verifying the doctrine and jurisprudence, considerations are presented about the possibility of being extended those emergency contracts. Finally, considering the legal provisions of the Law on Bidding, which regulates the hiring in an emergency situation, expressly prohibits the extension of such contract, and in keeping with the principle of legality, under art. 37 of the Constitution of 1988, it is not possible to extend the contractual instruments of this nature, even if it has not yet been resolved in an emergency situation that called for the hiring. Thus, if the services underlying the futures emergency, remain necessary, a new contractual instrument should be signed, with mainstay in the current emergency situation, even with the same company. KEYWORDS: Emergency contract, duration, extension

INTRODUÇÃO

Expirado o prazo de vigência do contrato celebrado em caráter emergencial, sem, entretanto, ter sido resolvida a situação de emergência que ensejou a contratação direta, suscita-se sempre a dúvida se seria possível prorrogar o prazo deste Contrato. Sendo este um tema cercado de grande controvérsia, considerando que o dispositivo legal, que esteia a contratação direta em face da ocorrência de uma situação emergencial, expressamente veda a sua prorrogação. No entanto, frequentemente, quando se encerra o prazo de vigência do contrato emergencial, principalmente nos casos de contratação dos serviços der locação de mão de obra especializada, a situação emergencial, que ensejou a referida contratação, ainda não foi resolvida, sendo necessária a continuidade dos serviços contratados emergencialmente, sob pena de gerar prejuízos aos serviços prestados pelo órgão ou entidade da Administração Pública.

Em face desta dúvida, objetiva o presente trabalho, através de pesquisa bibliográfica, exploratória, pura e qualitativa, analisar a possibilidade de prorrogar o prazo do contrato celebrado em caráter emergencial, mostrando o posicionamento que tem adotado a doutrina e a jurisprudência acerca do tema, em face das situações práticas, vivenciadas pelos órgãos e entidades da Administração Pública e as disposições taxativas, contidas no art. 24, inciso IV, da Lei Federal n° 8.666/93, a chamada “Lei das Licitações”.

Acredita-se que, considerando que o dispositivo legal, que trata da contratação direta fundamentada em uma situação emergencial, veda, expressamente, a prorrogação deste tipo de contrato, não é possível prorrogar os instrumentos contratuais desta natureza, embora a situação emergencial ainda não tenha sido resolvida. Persistindo a necessidade premente dos serviços, objeto do contrato emergencial, deve ser celebrada uma nova avenca, mesmo que com a mesma empresa, mas fundamentada na descrição da situação emergencial atual.

* Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de 2010

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Já nos casos de inexigibilidade. compras.nos casos de emergência ou de calamidade pública. Por isso. para um determinado seguimento de prestação de serviços ou fornecimento. respectivamente. equipamentos e outros bens. como providência preliminar à celebração de contratos pela Administração Pública. o procedimento licitatório seria ineficaz. de prever um elenco exaustivo com todas as situações em que ocorrerá a inviabilidade da competição. regra geral. assim. diante das necessidades populares. a Constituição Federal determina. [1] II OS CONCEITOS DE EMERGÊNCIA E CALAMIDADE * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . Verifica-se. são as hipóteses contidas nos artigos 24 e 25.I A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DA CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL Considerando que os recursos financeiros gerenciados pelo administrador público compõem o patrimônio do povo. no mercado. 24. O artigo segundo. quando contratadas com terceiros. Com relação à dispensa. como previsto no mesmo dispositivo que a obrigatoriedade de realizar procedimento licitatório deixará de existir nos "casos específicos ressalvados na legislação". a dispensa de licitação depende de previsão explícita em lei.CE nos dias 09. o qual deverá garantir igualdade de condições a todos os concorrentes. que ocorrem quando. que cuida. inclusive de publicidade. comportando exceções. além de determinar e descrever as modalidades licitatórias. reconhecida pelo legislador. inciso XXI. públicos ou particulares. como hipóteses em que a licitação é dispensável. das situações de dispensa e de inexigibilidade de licitação. avaliando os benefícios (possíveis) e os prejuízos (inevitáveis) que poderiam concretizar-se em virtude do desenvolvimento do procedimento licitatório. devendo ser aplicados de forma a melhor atender suas necessidades e expectativas. ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei. Há. serviços. A exigência de realização de procedimento licitatório. é certo que tal regra não é absoluta. que as obras. da Lei nº 8. que estes mesmos recursos são insuficientes. serviços. o rol normativo tem natureza exemplificativa. sendo. o legislador permitiu a contratação direta. os quais estão disciplinados pela legislação ordinária. e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. não existe possibilidade de competição. os casos excepcionais em que a contratação ou aquisição poderá ser realizada sem que seja precedida de licitação. determina que as obras. em que a Lei considera dispensável a licitação. serviços. embora tenha sólidos constitucionais. o legislador discrimina os casos de contratação direta. os casos de emergência ou calamidade. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública. ocorrem quando. contados da ocorrência da emergência ou calamidade. também. cujo rol é exaustivo e não pode ser ampliado. 11 e 12 de Junho de 2010 2025 . concessões. que tratam. obras. Em tais hipóteses. previstos no inciso IV: Art. quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas. alienações.666/93. ela não é o meio mais adequado para atender o interesse público naquele momento. permissões e locações da Administração Pública. As exceções. portanto. 10. serão necessariamente precedidas de licitação. foi editada a Lei Federal n° 8. mesmo sendo possível a competição. segundo a doutrina dominante. os casos em que a licitação é inexigível. ainda. a autorização legal para contratação direta deriva da previsão do legislador de prejuízos superiores aos potenciais benefícios. haja vista a impossibilidade. em seu artigo 37. pois. e considerando.666/93. É dispensável a licitação: IV . Para regulamentar o mencionado inciso constitucional.

Emergência. o que pode ser considerado emergência por uns pode não o ser para outros. Mais especificamente: um caso é de emergência quando reclama solução imediata. Observe-se que o conceito de emergência não é meramente “fático”. in Revista Trimestral de Direito Público. demasiado lerdo para a precisão que emergiu. pouco aproveitando a noção coloquial do termo. assim.[6] * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . à pessoas ou coisas. obras. provocar a paralisação ou prejudicar a regularidade de suas atividades específicas. dissociada da sede de licitação e contratos. serviços ou bens.CE nos dias 09. na finalidade desse dispositivo. caracterizada pela inadequação do procedimento formal licitatório ao caso concreto. Carmen Lúcia Antunes Rocha. Sobre emergência. emergência diz respeito à possibilidade de se promover a dispensa de licitação. fundamentalmente. Quando a realização de licitação não é incompatível com a solução necessária.) A emergência consiste em ocorrência fática que produz modificação na situação visualizada pelo legislador como padrão. de um lado. em que seria permitida a aplicação desta previsão legal.. Aqui. se adotado o procedimento licitatório. 10. certa dose de imprevisibilidade da situação e a existência de risco. Ou seja. na aplicação do inciso acima transcrito. Como a licitação pressupõe certa demora para seu trâmite. pois. com que se depara o administrador público. nº 1/1993. emergência não é simplesmente uma situação fática anormal. Corolário dessa premissa é. a absoluta impossibilidade de atender ao interesse público – fim único de toda atividade administrativa -. (.A primeira dificuldade. p. aos quais o legislador se refere. com os prazos e formalidades que exige.[5] Conceito de urgência no Direito Público Brasileiro. diz Antônio Carlos Cintra do Amaral. não se caracteriza a emergência. é identificar o conceito de casos de emergência ou calamidade. submeter a contratação ao processo licitatório propiciaria a concretização do sacrifício a esses valores. requer a caracterização de uma situação cujo tempo de atendimento implique a necessidade de dispensar o procedimento licitatório. uma conduta especial em relação àquela que se nutre da normalidade aprazada institucionalmente". A situação emergencial põe em risco a satisfação dos valores buscados pela própria norma ou pelo ordenamento em seu todo. Urgência jurídica é. pois. A emergência é um conceito relacional entre a situação fática anormal e a realização de certos valores. A ocorrência anômala (emergência) conduzirá ao sacrifício de certos valores se for mantida a disciplina jurídica estabelecida como regra geral. A noção de uma situação de emergência deve coadunar-se com o tema em questão. em potencial. para autorizar a dispensa. Também o conteúdo jurídico da palavra urgência contém quer o sentido de tempo exíguo e momento imediato. No caso específico das contratações diretas. Demora em realizar a prestação produziria risco de sacrifício de valores tutelados pelo ordenamento jurídico. a nosso ver. pode causar prejuízo à empresa (obviamente prejuízo relevante) ou comprometer a segurança de pessoas. de outro. emergência significa necessidade de atendimento imediato a certos interesses. ainda. sobre o conceito de emergência: "Urgente é o que não pode esperar sem que prejuízo se tenha pelo vagar ou que benefício se perca pela lentidão do comportamento regular. Para Marçal Justen Filho[3]. 11 e 12 de Junho de 2010 2026 . de tal modo que a realização de licitação. no momento preconizado. a demandar.” Sobre emergência.. a situação que ultrapassa a definição normativa regular de desempenho ordinário das funções do Poder Público pela premência de que se reveste e pela imperiosidade de atendimento da hipótese abordada. que requerem urgência de atendimento. Malheiros Editores. No Direito. Compõe a situação de emergência. a necessidade (aí abrangida a emergência) retrata-se na existência de situação fática onde há potencial de dano caso sejam aplicadas as regras-padrão. 234. Para Jorge Ulisses Jacoby Fernandes[2]. o conceito de urgência não refoge a estas idéias que se alocam na definição leiga da palavra.[4] A emergência é. ou. quer a idéia de necessidade especial e premente. manifesta-se Hely Lopes Meirelles.

que na época da efetivação das contratações ainda esteja em elaboração. secas assoladoras e outros eventos físicos flagelantes que afetem profundamente a segurança ou a saúde públicas. e não publicado formalmente. Hely Lopes Meirelles[8]. os bens particulares.(. 11 e 12 de Junho de 2010 2027 .. sendo. a autoridade pública responsável. seria inaceitável que um fato previsível e evitável pudesse ser posteriormente utilizado como justificativa para a declaração de calamidade pública de modo repetitivo ou comum. a ocorrência de um surto epidêmico. circunscritas à debelação do perigo ou à atenuação de danos a pessoas e bens públicos ou particulares. o administrador público deverá confrontar a obrigação de licitar com os possíveis prejuízos ou riscos que poderão resultar da demora na celebração do contrato diante da realização do procedimento licitatório. Já o conceito de calamidade está descrito no artigo 2°. comprovados ou previstos. os conceitos doutrinários para emergência e calamidade e. a queda de uma ponte essencial para o transporte coletivo. não pode pretender o administrador utilizar-se do dispositivo sem a existência desse ato administrativo formal. provocada por desastres. pgs 314 e 315. epidemias letais. porque o entendimento das Cortes de Contas é muito variado. doenças infecto-contagiosas em largas proporções e seca prolongada. ao contrário do caso de emergência. se previsível e inevitável. causando sérios danos à comunidade afetada. verifica-se que. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . sem que o ato formal da declaração de calamidade pública se exteriorize. não pode ser imputada à falta de planejamento. pelo Poder Público. inclusive à incolumidade ou à vida de seus integrantes. é fato que toda contratação sem licitação deverá ser minuciosamente motivada. sempre. Desta forma. Se. situação emergencial ou calamitosa que autoriza a contratação direta. que justifiquem a dispensa de licitação. justifique a contratação direta. Entretanto. como resultado desse confronto. Realmente. portanto. verificando a urgência das medidas administrativas. o interesse público que a justificará. O primeiro requisito. devem ser observados três requisitos básicos: situação emergencial ou calamitosa que não enseje a imputação de desídia ao administrador. enchentes. são casos de emergência o rompimento do conduto de água que abastece a cidade. como calamidade pública. Pelo exposto. vendavais destruidores. de 16 de agosto de 1993. o transporte coletivo. Para efetivar-se a contratação direta. 2000. Admissível. em Contratação Direta sem Licitação. a quebra de máquinas ou equipamentos que paralise ou retarde o serviço público. Diante do conceito legal de calamidade pública. à desídia ou à má gestão dos recursos disponíveis. podendo ensejar a declaração de calamidade pública vendavais. e tantos outros eventos ou acidentes que transtornam a vida da comunidade e exigem prontas providências da Administração.” Define. de situação anormal. contudo.. ainda. diante dos casos concretos. 10. principalmente. concluir o administrador que licitar irá causar ou poderá vir a causar sérios prejuízos à Administração ou à sociedade em geral. incorre possibilidade de critério subjetivo ou discricionário. deve ser reconhecida por portaria da Secretaria Especial de Políticas Regionais da Câmara de Políticas Regionais. mas admite-se que. acima transcrito. posiciona-se: Sem a declaração do estado de calamidade pública. Observando–se. deparando-se com situações concretas. Calamidade pública é a situação de perigo e de anormalidade social decorrente de fatos da natureza.CE nos dias 09. será autorizada a contratação direta. do Decreto Federal n° 895. mas há de estar baseado em fatos consumados ou iminentes. por isso. Em tais casos. tais como inundações devastadoras. fica imprecisa a definição do que realmente seria situação de emergência que justificaria a contratação sem licitação.Exemplificando. Jorge Ulisses Jacoby Fernandes[7]. seria aquela que a Administração não tem possibilidade normal de prevenir e que. que entende por estado de calamidade pública o reconhecimento. O reconhecimento da emergência é de valoração subjetiva. pode declará-las de emergência e dispensar a licitação para as necessárias contratações. inundações. urgência de atendimento e risco de ocorrência de sérios danos a pessoas ou bens. a habitação ou o trabalho em geral.)? Também a calamidade é circunstanciada pelo aspecto da imprevisibilidade.

vedada a prorrogação dos respectivos contratos. segundo as especificações e quantitativos tecnicamente apurados. constatada a situação emergencial ou calamitosa. Finalmente. serviços ou compras. Isto significa que.4) que a imediata efetivação. 26 e seu parágrafo único da Lei n° 8.3) que o risco. dada como de emergência ou de calamidade pública. no entanto. o administrador não poderá deixar de atentar para a aplicação dos princípios gerais da licitação e atender às formalidades adequadas. contados da ocorrência da emergência ou calamidade. serviço ou fornecimento. impostas pela lei. diante das razões expostas pelo relator. a. tem-se o prazo de duração do contrato.tcu. conhecer do expediente formulado pelo ilustre Ministro de Estado dos Transportes para informar a Sua Excelência que.Com relação ao segundo requisito. a. Portanto.CE nos dias 09. da “Lei das Licitações”.666/93. inciso IV. ou seja. 24.1) que a situação adversa. Da leitura do dispositivo legal. Embora seja certo que tais contratações exijam formalidades menores. esta ocorrerá quando. em tese: a) que. de determinadas obras. além de concreto e efetivamente provável. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . requisitos necessários à contratação direta. mostre-se iminente e especialmente gravoso. até pelas próprias circunstâncias inerentes à contratação direta. o administrador público tem ampliado o grau de discricionariedade para esses atos. quanto à caracterização dos casos de emergência ou de calamidade pública. a. não se tenha originado. 11 e 12 de Junho de 2010 2028 . além da adoção das formalidades previstas no art. em virtude se ser legalmente dispensável a licitação. de pronto. ser atribuída à culpa ou dolo do agente público que tinha o dever de agir para prevenir a ocorrência de tal situação. não podendo. caso não seja. verifica-se que é dispensável a licitação. total ou parcialmente. da desídia administrativa ou da má gestão dos recursos disponíveis. da mesma Lei: a. que ela não possa. disponível no site www. que é identificar o conceito de emergência e calamidade. tido como terceiro pressuposto para contratação direta.br. de acordo com as normas que disciplinam a matéria. pelo prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. da falta de planejamento. fundamentada no art. caso as medidas requeridas não sejam adotadas prontamente. seja o meio mais adequado. por meio de contratação com terceiro. nos casos de contratação direta. efetivada a contratação de terceiro para execução de obra. celebrado com esteio neste inciso. a urgência de atendimento. inciso IV.2) que exista urgência concreta e efetiva do atendimento a situação decorrente do estado emergencial ou calamitoso.gov. nos casos de emergência ou de calamidade pública. como outro ponto de muita polêmica. firmou. visando afastar riscos de danos a bens ou à saúde ou à vida de pessoas. normalmente enfrentada na aplicação no inciso IV. em alguma medida. DECIDE: 1. por meio da Decisão n° 347/94 – Plenário. do art. o risco. isto se constituir numa ação desprovida de regras. III – A DURAÇÃO DO CONTRATO EMERGENCIAL Analisada a primeira dificuldade. são pressupostos da aplicação do caso de dispensa preconizado no art. em resposta à consulta. possa a Administração demonstrar objetivamente a probabilidade de ocorrer sérios danos a pessoas ou bens. 24. DOU de 21-6-1994.666/93: O Tribunal Pleno. houver risco da ocorrência de prejuízo ou comprometimento da segurança de pessoas ou bens públicos e particulares. O Tribunal de Contas da União. 24. responder ao ilustre Consulente. 2. o Tribunal não responde a consultas consubstanciadas em caso concreto. 10. da Lei n° 8. deve ser passível de comprovação concreta. efetivo e eficiente de afastar o risco iminente detectado.

a situação que ensejou a emergência ou a calamidade ainda persistir. mas não pode ser proibida. As premissas que fundamentam a consulta são as seguintes. tendo sido fixado no contrato que este vigoraria por 12 meses. na doutrina. Obviamente. a lei deve ser interpretada em ternos. o que se veda é a prorrogação de um mesmo contrato para além de cento e oitenta dias. estaria a vedar a renovação do prazo do contrato. posicionamentos divergentes sobre a possibilidade de prorrogação de contrato emergencial. sem amparo legal a prorrogação por emergência pelo mesmo fato ensejado da primeira contratação direta. que admite esse tipo de renovação para contratos de serviço de natureza contínua). não é possível o início da execução do contrato pelo fato de a Administração não ter disponibilizado o local. as hipóteses dos incisos ou dos parágrafos do art. Entendemos que temos renovação de vigência de contrato quando. devidamente justificada. Foi decretado estado de calamidade * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . outra aquisição. 74 e 75. sempre poderá ser realizada – e ainda que seja com a mesma pessoa física ou jurídica. entendeu que a ocorrência de nova situação calamitosa requer a celebração de novo contrato. 11 e 12 de Junho de 2010 2029 . encontra-se o administrador em um impasse.26. não sendo possível a renovação – e não prorrogação. Essa é a inteligência que se extrai do fato de a lei referir-se a vedação da prorrogação dos respectivos contratos. Para Jorge Ulisses Jacoby Fernandes[9]: Mesmo na ocorrência de qualquer fato alheio à vontade das partes. ao proceder ao exame do Processo TC n° 625. Não servem ao caso concreto. o dispositivo acabou por vedar a prorrogação do contrato. Contrário a estes posicionamentos está Marçal Justen Filho[11]: A contratação direta deverá objetivar apenas a eliminação do risco de prejuízo. seja por fatores supervenientes ao ajuste. No exame do processo TC – 500. não podendo a execução do contrato superar cento e oitenta dias (vedada a prorrogação). A interpretação procedida pelo Tribunal levou à conclusão de que o art. em que restou evidente a distinção entre os termos renovação e prorrogação. a cada nova contratação. numa homenagem à interpretação literal. através de outra contratação direta. manifestou-se o TCU nos seguintes termos: ‘5. poderiam suceder-se duas calamidades em uma mesma região. mas a prestação do serviço ainda é necessária ou ainda não foi concluída. no dia a dia da administração pública. na prática. salvo se caracterizado outro dos motivos de dispensa ou inexigibilidade. ficará automaticamente prorrogado o prazo de vigência do contrato. em dias consecutivos e ininterruptos. o fez sem o interesse de distinguir entre o que é precedido de licitação ou não.CE nos dias 09. necessária à recuperação dos danos causados pela calamidade não foi terminada. por exemplo. e não a prorrogação do início ou da conclusão da execução de contratos celebrados sem licitação sob o fundamento de urgência ou emergência. expressão que o legislador utilizou no plural. findo o prazo de 180 (cento e oitenta) dias da contratação emergencial. poderá ser firmado mais de um contrato. chegando quase a ser corriqueiro. temos a prorrogação de vigência de contrato quando. é muito comum.Entretanto. continua Lucas Rocha Furtado: O Tribunal de Contas da União. Lucas Rocha Furtado[12].189/97-3. distinguir entre prorrogação e renovação. sendo admissível que no prazo de 180 dias se refira a um conjunto de contratos. Embora improvável. Além de estabelecer a forma de contagem. desde que atendidas. contudo. como equivocadamente indica o dispositivo legal – do anteriormente celebrado. p. se persistirem os requisitos previstos a seguir. dependendo das circunstâncias supervenientes. em princípio. de modo que a segunda impedisse a regular execução do contrato firmado para atender situação emergencial criada pelo evento anterior. 10. acertase que o mesmo irá vigorar por mais 12 meses – além dos inicialmente pactuados (ver art.” Analisando o assunto.296/96. Na mesma obra. o tempo do ajuste conta-se de forma contínua. por exemplo. as formalidades do art. quer porque o procedimento licitatório instaurado para contratação do serviço ou fornecimento não foi concluído. No mesmo prazo. tendo sido acertado que determinada obra seria iniciada em determinada data e concluída em 30 dias. e não renovação. II. contados os 180 dias do fato. Sobre o assunto. julgou por bem distinguir prorrogação e renovação: Importa. A prorrogação poderá ocorrer. de contrato emergencial. IV. Ivan Barbosa Rigolin e Marco Túlio Bottino[10]: Caso outro estado emergencial ou calamitoso ocorra dentro dos cento e oitenta dias do primeiro. 57. acontecer de. Nesse ponto. aqui. foi igualmente objeto de manifestação do mesmo Tribunal de Contas da União. Situação diversa.57: em qualquer caso. Ao contrário. Nestes casos. descabe a prorrogação. a rigor. 24. seja no interesse da Administração. em que se examinou a possibilidade de prorrogação. A prorrogação é indesejável. Nessa hipótese. pois a Lei veda expressamente a prorrogação do contrato. encontrando-se. quer porque a obra.

foi iniciado o devido processo licitatório.pública em um ente municipal. tem variado ao longo do tempo e dependendo do caso. 23. da Lei n° 8. Processo nº TC 625.. diante das razões expostas pelo Relator.gov. que ensejaram retardamento na contratação. No entanto. no transcurso dos certames promovidos pela administração da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.. a princípio. 22.)1.) 2. Consoante registrado anteriormente.03. todos com fulcro nas disposições do art. o município só vai poder iniciar as obras..) o art..) 31. posto que só poderá empenhar à vista de tais créditos.666/93. tais contratações poderiam ser questionadas. serviços e aquisições foram realizadas de forma a atender o prazo contido no inciso IV do art. não se admite.1996 com a Elevadores Otis Ltda e em 22. vejo que. publicada no DOU de 13. inciso IV. realizava a manutenção das mesmas com o próprio fornecedor.Página 29830.1. O entendimento das Cortes de Contas. a superveniência de fato excepcional ou imprevisível. decorrendo daí as contratações emergenciais. encaminhou projetos a órgãos do governo federal solicitando os recursos. inicialmente. inciso IV. assim como da doutrina. de modo que a segunda impedisse a regular execução do contrato firmado para atender situação emergencial criada pelo evento anterior’ (op. desde que ocorra.. 10. Por outro lado. "dentro do critério de exclusividade e única disponibilidade técnica existente no mercado local". item II..137).A . 24.. dependendo das circunstâncias supervenientes. Ministro Relator: Ministro Humberto Guimarães Souto.05. com base no inciso IV. Sessão 1. Processo TC – n° 300.443/92. a renovação de referidos contratos. tais obras. 57. posteriormente. desde da instalação das mencionadas escadas rolantes. compartilho com o entendimento proferido pelo Prof.666/93. inclusive liminar concedida em mandado de segurança. da Lei nº 8. no entanto.666/93. a manutenção das escadas rolantes se fazia imprescindível. fato excepcional ou imprevisível. estranho à vontade das partes. (. Dou de 12/12/1997 . fielmente. em caso de dispensa de licitação de que trata esse inciso. Nesse sentido. que a representação formulada pela empresa Elevadores Otis Ltda preenche os requisitos de admissibilidade para o seu conhecimento por este Tribunal. da Lei n° 8.666/93.246/96-0. a teor do disposto no art. Após aprovação.1998.. serviços e aquisições só findarão 240 (duzentos e quarenta) dias consecutivos e ininterruptos após a ocorrência do evento. P. neste caso. 24. como restou assentado no relatório acima. seção I. a doutrina é pacífica no sentido de sua aplicação em contratos administrativos. abstendo-se de celebrar contrato por prazo superior a 180 (cento e oitenta) dias contados da ocorrência da situação emergencial ou calamitosa. a lei deve ser interpretada em ternos. Ministro Relator: José Antônio B. Diante disso. 24. disponível no site www. no decorrer desses procedimentos. Embora improvável.10. poderão sofrer prorrogação em seus prazos de início e de conclusão. entendo. especialmente ante a possibilidade da falta de planejamento da administração. Ocorre que. qual seja. portanto. Assim acolho a proposta da Unidade Técnica e VOTO no sentido de que o Tribunal adote a Decisão que ora submeto à apreciação deste Plenário’ É de se concluir. disponível no site www. TCU – Plenário. a TRENSURB. art. 11 e 12 de Junho de 2010 2030 . circunstâncias sucederam alheias a vontade da empresa.gov. as normas de licitações e contratos previstas na Lei n. O município não tem recursos financeiros suficientes para arcar com as despesas decorrentes desse estado calamintoso.CE nos dias 09.tcu.br : Voto do Ministro Relator Consigno.1 . Cit. estranho à vontade das partes que altere as condições do respectivo contrato. Marçal Justen. Decisão 822/97 – TCU – Plenário.4 .. podem ser prorrogados.. (. Contudo.1996 e 20. entendo não procedentes as alegações da representante nesse particular. DECIDE: 8. diante de situações excepcionais e estranhas à vontade das partes (conforme Decisão n° 820/96 supra).) sem prejuízo de determinar: 8. mas não pode ser proibida. os recursos foram repassados 60 (sessenta) dias após a ocorrência da calamidade e inclusive do respectivo Decreto.10. Portanto. 24. firmados com dispensa de licitação. Conforme observo. de Macedo. em especial: (. embora tenham prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias para a conclusão das obras e serviços. A prorrogação poderá ocorrer. §1°. Comércio e Assessoria Técnica em Elevadores Ltda.. Surgindo a possibilidade de competição. Diante do exposto. Nesse ponto. 180 (cento e oitenta) dias após o evento calamitoso.tcu. vedada a prorrogação dos respectivos contratos. No meu entendimento.br : O Tribunal Pleno. Decisão n° 678/98. senão vejamos: 1..189/97-3. após a efetivação dos créditos. a Lei determina que ocorrendo situação calamitosa ou emergencial. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato.observe. 8. Verifica-se que. serviços e aquisição de bens. que os contratos emergenciais.1997 com a Atos.acolher as razões de justificativa apresentadas (.TRENSURB para a contratação dos serviços mencionados foram celebrados 03 (três) contratos: em 14. 24 da Lei n° 8. pois seu funcionamento normal poderia ficar comprometido. é razão suficiente para alteração do contrato. (. Com respeito a Teoria da Imprevisão. conclusivamente. que os contratos. poderiam suceder-se duas calamidades em uma mesma região. Na suposição de que as obras.1 .à Delegacia de Administração do Ministério na Fazenda no Espírito Santo que: (. com respeito à possibilidade * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza .) 21. as obras e serviços deverão ser concluídos no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. oriundos dos projetos aprovados. que assim prescreve: ‘ A prorrogação é indesejável. Por sua vez.

. Entretanto.de ter havido prorrogação irregular de contrato emergencial na circunstância em exame. inciso IV. (.. Publicado no Dou 14/08/2002.br : 14.tc. Voto no sentido de que este Tribunal adote a decisão que submeto à deliberação deste Plenário.º 07/94.gov. entretanto. que é. objetivando o fornecimento de gêneros alimentícios e material de higiene e limpeza. Processo n° 3. 24.94. no valor de R$ 173. disponível no site www. já emergencial. para além de cento e oitenta dias. a fim de evitar a contratação direta. o que se veda é a prorrogação de um mesmo contrato. Isso. (. ressalto que inocorreu a transgressão denunciada. CONCLUSÃO Sopesando os dispositivos legais. no qual se sustenta a cominação de multa ao diretor-presidente da Codesp.(..CE nos dias 09. afora de a prorrogação em contrato emergencial ser vedada por lei. para. 57 e seguintes.666/93.Primeira Câmara.2. considerá-la improcedente.. julga extemporânea e desnecessária a adoção de outras medidas. celebrado entre a Fundação de Serviço Social do DF e a Sociedade de Abastecimento de Brasília S/A. 24. pág.tcu. outra aquisição. 16. Em exame ainda o termo aditivo ao referido contrato. trago a colação o entendimento de Ivan Barbosa Rigolin e Marco Túllio Bottino. 24. (. devidamente justificada. 1995. refiro-me ao item 8.º 8.. Corte: I. mais de cinco meses se passaram até a novo contrato emergencial DP-01A2001. que fundamentou a dispensa de licitação. 15.12 a 31. nesse passo. previsto nos art. caracterizando prorrogação.729/2001-1.12. proibida pelo art. VOTO.015." Diante dessas considerações. os mais diversos posicionamentos doutrinários e as decisões dos * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . Decisão O Tribunal Pleno. IV.df. foi celebrado um novo contrato.666/93. através de outra contratação direta. 10. Acórdão 518/2002 . até porque estaria. Portanto. "in casu". Processo n° TC . só ocorreu na vigência desse último contrato. por ter firmado um contrato emergencial sucessivo a outro emergencial. da Lei n.400/96 – Conselheiro Relator: Ronaldo Costa Couto. com dispensa de licitação. isto parece mais razoável do que entender ter a lei proibido toda e qualquer prorrogação dentro desse prazo.. 113 da Lei nº 8.conhecer da representação formulada pela empresa Elevadores Otis Ltda nos termos do § 1º.. especialmente quanto à vedação à prorrogação contratual.br : Relatório Cuidam os autos do Contrato n.) Voto Diante das considerações do órgão instrutivo. Ministro Relator: MARCOS VINICIOS VILAÇA.. IV. Da análise formal de tais ajustes esclarece a instrução que a prorrogação por meio de termo aditivo é incompatível com o art. Finalmente. prorrogando-se o seu prazo de vigência por 60 (sessenta) dias e alternando-se o seu valor para R$ 519. 261): ". sempre poderá ser realizada . no mérito. como aduz o responsável. nessa hipótese. acompanhando suas sugestões. na obra Manual Prático das Licitações (São Paulo: Saraiva.666/93.Caso outro estado emergencial ou calamitoso ocorra dentro dos cento e oitenta dias do primeiro.) II.. determine à Entidade estrita observância ao disposto no art.666/93. quando em 06/09/2000 foram iniciados os estudos para a licitação. da Lei n.gov. Assim.000.) 3. como o contrato encontra-se expirado há dois anos e inexistem indícios de danos ao erário ou mérito. DECIDE: 1 . uma licitação já deveria ter sido promovida. da Lei nº 8.. disponível no site www. tumultuando terrivelmente o disciplinamento das prorrogações. porque. ao demorar na instauração e finalização do procedimento licitatório adequado.00 com vigência de 13.)” 4.º 8. do art. por que a C. diante das razões expostas pelo Relator. Depois disso. além de recomendação à entidade.6 da instrução.00. pois.000. ainda na vigência do contrato anterior ao primeiro contrato emergencial DP/28-A2000. Sobre esse assunto. aqui foi a própria Codesp que deu origem à necessidade urgente. 11 e 12 de Junho de 2010 2031 . Convenho com a Secex/SP sobre a imperatividade da multa. a delonga não pode ser atribuída somente às contestações e recursos das empresas contra o edital de licitação lançado.e ainda que seja com a mesma pessoa física ou jurídica.

2001. por fim. 1996. RIGOLIN.São Paulo: Atlas.. 2001. A norma jurídica contém hipóteses. CRETELLA JÚNIOR. José. 1999.CE nos dias 09. Comentários à lei das licitações e contratos administrativos. 24. Conceito de urgência no direito público brasileiro. 11 e 12 de Junho de 2010 2032 . juridicamente existe. Não pode. Lucas Rocha. 8 ed. nos termos do art. e não por desídia. Curso de licitações e contratos administrativos. quer uma nova situação. então. Comentários e urisprudência sobre a lei de licitações públicas. e BOTTINO. para todos os efeitos. da Lei n° 8. São Paulo: Saraiva. por determinação expressa da Lei. não poderão ter duração superior a 180 (cento e oitenta) dias. uma nova emergência. 10. Rio de Janeiro: Forense. 3. celebrados com esteio no inciso IV. Das licitações públicas. Ao estabelecer como prazo máximo de duração da contratação emergencial 180 dias e vedar expressamente sua prorrogação (art. Ivan Barbosa.Tribunais de Contas sobre a duração do contrato emergencial. falta de planejamento ou má gestão dos recursos disponíveis. No entanto. concluímos que os instrumentos contratuais. 1998. São Paulo: Malheiros. in Revista Trimestral de * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . ROCHA. Contratação direta sem licitação. 10 ed. 1995. buscando prever e regular situações fáticas. já que. vencido o prazo máximo previsto em lei. diante da redação atual do inciso legal que lhe dá fundamento. 5 ed. podendo até ser celebrado com a mesma empresa. Marçal. concluir que. DI PIETRO. 3 ed. desde que realizada através de um novo contrato. a rigor. e desde que fique comprovado que a contratação não foi precedida de licitação por circunstâncias alheias à vontade do administrador público. permanente. IV). -. a vigência do contrato emergencial não poderá ser prorrogada. o prévio processo licitatório é indispensável. a intenção da Lei foi. Mas a lei não proíbe . Elegeu-se. Hely Lopes. Editora Brasília Jurídica. A hipótese de dispensa de licitação refere-se a casos de “urgência” que têm a clara conotação de passageiros. para atender às necessidades permanentes. baseado em um novo parecer. criá-las. permiti-las ou proibi-las. Marco Túllio. Maria Sylvia Zanella. que descreva o estágio atualizado da emergência. REFERÊNCIAS: JUSTEN FILHO. São Paulo: Malheiros. Carmen Lúcia Antunes. transitórios. temporários. persistindo a situação emergencial ou calamitosa que ensejou a celebração da avenca. MEIRELLES. entretanto. ed. caracteriza-se uma situação de emergência. o prazo de 180 dias como adequado. 12 ed. Antônio Roque. do art. São Paulo: Max Limonad. 24. certamente. 1999. FURTADO.a continuidade da situação emergencial após os 180 dias.e seria insensato admitir que pudesse fazê-lo . Restando. senão. quer seja a continuidade da anterior. não é vedada a continuidade da contratação. A essa nova emergência aplica-se a norma que prevê a dispensa de licitação. Licitação e contrato administrativo. São Paulo: Forense. Manual prático de licitações. a ponto de desviar-se do dever geral de licitar. não permitir que uma situação marcada pela excepcionalidade se tornasse ordinária. FERNANDES. 2000. Se.66/93. para a possível normalização da situação. Temas Polêmicos sobre licitação e contratos. inc. 2º da Lei. acarretando a possibilidade de se efetuar uma nova contratação direta. Jorge Ulisses Jacoby. suficiente. CITADINI.

2001. São Paulo. nº 1/1993. Hely Lopes. [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] 241. São Paulo. em Contratação Direta sem Licitação. 54. Comentários à Lei das Licitações e Contratos Administrativos. pg. Manual prático de licitações.Marçal. 75. 2001. 1979. Hely Lopes. Jorge Ulisses Jacoby. pgs 314 e 315. Marco Túllio. RIGOLIN. 234. pgs 312 e 313. Contratação Direta sem Licitação. MEIRELLES. JUSTEN FILHO. 2000. Jorge Ulisses Jacoby. em Licitações nas Empresas Estatais. e BOTTINO. Ivan Barbosa. ROCHA. 11 e 12 de Junho de 2010 2033 . 2001. Curso de licitações e contratos administrativos. p. 98: FERNANDES. in Revista Trimestral de Direito Público. [1] Lei 8666/93. pgs 325 e 326. 2000. Antônio Carlos Cintra do. pg. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza . 1999.CE nos dias 09.Marçal. Licitação e Contrato Administrativo. Jorge Ulisses Jacoby. JUSTEN FILHO. 1999. São Paulo. FERNANDES. p. 1995.Direito Público. [12] FURTADO. em Contratação Direta sem Licitação. pg. 10. p. 2000. p. São Paulo. [2] [3] 238 e 239. Malheiros Editores. Lucas Rocha. AMARAL. Licitação e Contrato Administrativo. 98: FERNANDES. pg 261. Dialética. MEIRELLES.Carmen Lúcia Antunes Conceito de urgência no Direito Público Brasileiro. Dialética. nº 1/1993. Comentários à Lei das Licitações e Contratos Administrativos.

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