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PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE UM VIVEIRO FLORESTAL

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL

MURILO BORTOLINE WANDERLEY

PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE UM VIVEIRO FLORESTAL

JERÔNIMO MONTEIRO ESPÍRITO SANTO 2010

Sumário
1. Introdução ......................................................................................... 2 2. Objetivo ............................................................................................. 2 3. Desenvolvimento .............................................................................. 2 3.1 Área do viveiro .................................................................................. 2 3.2 Processo de Produção ...................................................................... 4 3.3 Espécies Produzidas ........................................................................ 4 3.3.1 Descrição das espécies produzidas .................................... 5 3.4 Descrição do Processo de Produção ................................................ 8 3.5 Área de instalação do viveiro .......................................................... 10 3.5.1 Condições climáticas do local ........................................... 12 3.7 Estruturação do Viveiro .................................................................... 14 3.8 Áreas de benfeitorias ....................................................................... 15 3.9 Irrigação e drenagem ....................................................................... 16 3.10 Substrato ....................................................................................... 16 3.11 Controle de pragas e patógenos ................................................... 18 3.12 Quebra-ventos ............................................................................... 19 3.13 Manutenção do viveiro ................................................................... 20 4. Aspectos econômicos e Legais ........................................................... 21 4.1 Mercado alvo ................................................................................... 21 4.3 Investimentos previstos ................................................................... 21 4.4 Análise de custos ............................................................................. 22 4.5 legalização do viveiro ....................................................................... 22 5. Controle de atividades do viveiro ........................................................ 22 6. Considerações Finais ........................................................................... 23 7. Referências Bibliográficas ................................................................... 23 Anexos ....................................................................................................... 24

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1. Introdução
Viveiros florestais são superfícies de terreno, com características próprias, e destinam-se à produção, ao manejo e à proteção das mudas até que tenham idade e tamanho suficiente para que possam ser levadas a campo, resitir às condições adversas do meio e ter um bom crescimento. No sistema de produção por raízes nuas, as mudas são produzidas no próprio solo do viveiro e, posteriormente, retiradas sem substrato nas raízes e levadas para o campo. Praticamente todas as operações podem ser mecanizadas, o que diminui em muito a mão-de-obra e consequentemente, o custo de produção. A utilização desse sistema de produção é limitada a poucas regiões, as quais apresentam condições climáticas subtropicais, de inverno chuvoso, e para espécies mais rústicas, como o Pinus, mais capaz de sobreviver sob condições adversas do campo, e por isso, não é uma técnica bem difundida. De acordo com SIMÕES (l987) O método mais natural é o plantio de sementes na cova, o que permite melhor implantação do sistema radicular, de acordo com as características do sistema radicular da própria espécie. Desde que não haja impedimento físico no solo, a raiz pivotante pode crescer naturalmente, assim como, as raízes laterais. Com isso, sem inibição resulta em maior crescimento da parte aérea e, por consequência, maior produção.

2. Objetivo

O presente trabalho tem por objetivo a realização do planejamento para a implantação de um viveiro permanente para produção de mudas de raízes nuas de duas espécies florestais: Tectona Grandis (200.000) e Pinus elliotii (300.000), para fins comerciais.

3. Desenvolvimento

3.1 Área do viveiro

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A área na qual se planeja implantar o viveiro está localizada na região Serrana do estado do Espírito Santo, no município de Venda Nova do Imigrante, as margens da Rodovia ES-166 a 9,4 km do centro da cidade, com coordenadas de latitude 20º23’44,21” S e 41º09’20,76” W, e com altitude de 753 m. Para determinar a área de implantação do viveiro, levou-se em consideração fatores como a proximidade com o mercado consumidor, as necessidades fisiológicas das espécies escolhidas, a viabilidade econômica e as características ideias para o melhor desenvolvimento da produção de mudas, como o relevo, disponibilidade de água, rotas de acesso, qualidade do solo, drenagem, características edafoclimáticas, entre outras. Alguns dos fatores de maior relevância serão descritos no decorrer do presente projeto. O viveiro detém uma área total de aproximadamente 2500 m² (33 m x 76 m), sendo destes, 1660,8 m² de área útil dos canteiros e o restante compreendendo áreas de benfeitorias. Possui relevo relativamente plano, não apresentando qualquer elevação ou depressão que deva ser corrigida para se fazer as instalações necessárias do viveiro. A área de implantação do empreendimento pode ser visualizada na figura 1 a seguir:

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Figura 1 – Imagem ilustrativa da área do viveiro. (Fonte: software Google Earth).

3.2 Processo de Produção O processo de produção de plantas por raízes nuas segue diversas etapas que estão interligadas, no sentido de viabilizar e otimizar tecnicamente e economicamente o agronegócio (Figura 2).

Figura 2 - Fluxograma do processo produtivo.

3.3 Espécies produzidas O viveiro comercial, produzirá 2 (duas) espécies florestais diferentes: Tectona grandis e Pinus eliotti, as quais caracterizam-se pela melhor

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adaptação ao clima da região e ao sistema de produção de mudas por raízes nuas; as mesmas serão descritas no tópico a seguir.

3.3.1 Descrição das espécies

 Tectona grandis
É uma espécie arbórea da família Verbenaceae, caducifólia, perdendo suas folhas durante o período de repouso vegetativo (época de inverno), sua altura varia entre 20-30 m, possui tronco retilíneo, espesso, cilíndrico, de casca parda, com fissuras longitudinais (LORENZI et al., 2003). As inflorescências surgem entre os meses de junho a setembro, na Amazônia Ocidental, e os frutos amadurecem entre 3 e 22 meses após sua formação. Este ciclo determina que os frutos maduros caiam gradualmente na próxima estação seca. Segundo Matricardi, (1989) o diâmetro pode atingir de 0,9 a 2,4 metros. Folhas simples, grande, decídua, larga e ovalada, espessa, verde-opacas, opostas, tomentosa, ou seja, revestida de pêlos, na face abaxial, inseridas em ramos quadrangulares, de 20-30 cm de comprimento e 25 cm de largura (FIGUEIREDO, E. O., 2005). A teca se desenvolve bem em solos profundos, com boa drenagem e com razoável fertilidade, tolerando aqueles com textura variando de barroarenoso (arenoso e uma quantidade suficiente de silte e argila. O pH ótimo do solo é de 6,5 a 7,5. Não é o ideal utilizar solos mal drenados, com lençol freático superficial, e solos com elevada acidez. (KIEHL, 1979). Figueiredo E. O. (2005) cita que a Tectona grandis L.f é uma espécie bem resistente a doenças graves, tanto em seu ambiente natural, (em países asiáticos), quanto em plantações comerciais, onde é nativa ou exótica, porém a maioria das doenças são registradas na Índia, com poucos registros em países da América Latina, como o Brasil, onde não existe registro de doenças que atingiram o limite de dano econômico. A espécie apresenta seu melhor desenvolvimento em regiões onde a precipitação anual fica entre 1.250 e 3.750 mm, temperatura mínima de 13ºC e
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máxima de 43ºC, e uma estação biologicamente seca (disponibilidade hídrica menor que 50 mm/mês) de 3 meses (FIGUEIREDO et al., 2005). Algumas sementes da espécie estão sujeitas à dormência, e na realidade, quando ocorre à semeadura está plantando-se o fruto e não a semente. Os frutos possuem de uma a três sementes e raramente quatro, sendo que as plântulas advindas do fruto apresentam tamanhos distintos e, às vezes, nem todas conseguem germinar. Uma técnica para se produzir mudas de raiz nua é a chamada “muda tipo toco”. A muda consiste de uma porção da parte aérea devidamente cortada com aproximadamente 3 cm de comprimento e de uma parte da raiz pivotante com cerca de 20 cm de comprimento.
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Figura 3 - Detalhe do corte para muda tipo toco

Com esta técnica não há necessidade de grande investimento no processo de produção de mudas. Porém, todos os cuidados deverão estar focados nos canteiros.  Pinus elliottii Os Pinus são plantas lenhosas pertencentes à família Pinaceae, em geral arborescentes, podendo atingir de 15 a 30 metros de altura. Caracteristicamente, têm um tronco retilíneo que sustenta a copa. O lenho é secundário, apresentando traqueideos e canais resiníferos. As folhas são aciculadas (em forma de agulhas), espiraladas. Ocorre naturalmente no Sul dos Estados Unidos estendendo-se desde a planície costeira do sul da Carolina do Sul (33o30´ N) até a região central da Flórida e, para leste, até a Louisiana. O clima predominante na sua região de
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ocorrência natural caracteriza-se pelos verões chuvosos, com precipitação média anual em torno de 1.270 mm e temperatura média anual de 17 o C, ocorrendo, esporadicamente, temperaturas extremas de –18o C até 41o C. No Brasil, esta variedade requer clima fresco com inverno frio e disponibilidade de umidade constante durante o ano; a variedade densa ocorre em área com temperaturas mais elevadas, restrita ao extremo sul da Flórida, onde ocorrem chuvas estacionais, predominantemente no verão, com pequeno déficit hídrico no inverno e primavera (EMBRAPA, 2006). De acordo com a figura a baixo podemos observar o mapa temático do zoneamento agroclimático para a implantação da espécie Pinus elliottii, em

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todo o estado do Espírito Santo, conforme as exigências climáticas da espécie.

Figura 4 Zoneamento agroclimático para a espécie de Pinus elliottii no estado do Espírito Santo (CASTRO, 2008).

Conforme pode ser observado na Figura anterior, o Pinus elliottii é a espécie mais indicada para implantação nas regiões com altitudes acima de 500 metros, onde as temperaturas são mais amenas. As áreas com aptidão para o plantio dessa espécie abrangem grande parte do Sul do estado, principalmente aquelas áreas mais elevadas onde à temperatura do ar é mais baixa e a deficiência hídrica pequena.
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Essa espécie inicia sua produção de madeira adulta entre 5 a 6 anos de idade, sendo que sua madeira não é usada pelas indústrias de celulose e papel no Brasil. Isso se deve ao custo do processo industrial, devido ao alto teor de resina encontrado em sua madeira, portanto, a produção de madeira se limita apenas para processamento mecânico e extração de resina. Nos Estados Unidos é amplamente utilizada para fabricação de papel e celulose (EMBRAPA, 2006). Um atributo muito importante dessa espécie é a alta produção de resina, possibilitando a sua exploração comercial, paralelamente à produção de madeira (REMADE, 2002).

3.4 Descrição do processo de produção Preparo da área No momento que antecede a instalação dos canteiros, deve -se preparar a área a fim de melhorar as propriedades físicas do solo. Por isto, deve-se arar e gradear até uma profundidade de pelo menos 25 cm. O emprego de enxada rotativa é, na maioria das vezes, indispensável para se destorroar os torrões maiores.

Fertilização Neste período também se efetua a correção da acidez do solo e a aplicação de adubos. É antecedida de uma análise do solo. Em geral são adicionados anualmente 7 toneladas/há de matéria orgânica (mais comumente esterco), além de fertilizante NPK. Em geral utiliza-se 200 kg/ha de NPK 10-3020, anualmente. O fertilizante, bem como a matéria orgânica são aplicados à lanço sobre toda a área do viveiro e incorporados, por ocasião da aração e gradarem.

Confecção dos canteiros Os canteiros serão construídos seguindo as dimensões padrão descritas em literatura, a fim de se obter melhor aproveitamento da área e oferecer condições favoráveis para a execução de tarefas nos
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mesmos. Terão 0,9 metros de largura e 58 metros de comprimento; canteiros com o comprimento muito extenso podem dificultar a transição entre eles. Entre os canteiros serão deixados espaços para o deslocamento de 0,60 metros

Semeadura manual
A produção manual neste tipo de viveiro é pouco utilizada, sendo recomendada apenas para viveiros de pequenas dimensões. A distribuição das sementes deve ser em linha, usando-se em geral duas alternativas de semeadura.

Irrigação
Após a semeadura, é realizada irrigação por aspersão, duas vezes ao dia, em média.

Aplicação de inseticida
Tendo em vista a possibilidade de ocorrência de ataque de pulgão em mudas de Pinus, é realizada a aplicação preventiva mensal de inseticida sistêmico sobre os canteiros.

Aplicação de fungicidas
É realizada aplicação preventiva de fungicidas, a cada quinze dias. Podem ser usados alternadamente, Benlate e Captan, visando a prevenção contra uma diversidade maior de classes de fungos.

Poda de raízes
É efetuada a primeira poda no período de 3 meses após a semeadura. Tem o objetivo de evitar o desenvolvimento excessivo da raiz principal, dificultando posteriormente a retirada das mudas. Sua execução deve ser realizada quando o substrato estiver úmido, sendo que substratos secos tendem a friccionar as raízes, causando injúrias às mudas. Após a poda dos canteiros, as mudas devem ser imediatamente irrigadas.

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No Brasil, utiliza-se um equipamento que contém uma lâmina fixa afiada, formando um ângulo de 20 a 30º, em relação ao eixo longitudinal do canteiro. De cada lado há uma chapa que tem a função de não permitir que as bordaduras dos canteiros sejam desmanchadas. A eficiência da poda depende muito da velocidade do trator, sendo melhor com velocidades menores. A segunda poda é executada pouco antes da retirada das mudas do canteiro. A profundidade da lâmina no canteiro é controlada pelo sistema hidráulico, sendo geralmente em torno de 15 cm abaixo da superfície dos canteiros. A espessura da lâmina não deve ultrapassar 3 mem.

Retirada das mudas A segunda poda é realizada por ocasião da retirada das mudas dos canteiros. É realizada a mesma operação anterior e em seguida, retira-se manualmente as mudas e poda-se até 50% do comprimento das raízes secundárias. Nesta mesma operação é efetuada a seleção das mudas em 3 classes de qualidade, observando-se a altura, o diâmetro do colo, presença de micorrizas, presença de ramificações laterais do caule, coloração das acículas entre outros.

3.5 Área de instalação do viveiro

O local selecionado se enquadra muito bem nos requisitos econômico, climático, topológico e logístico necessários para a instalação do viveiro para produção de plantas de raízes nuas.  Possui uma área na forma retangular de 2500 m² (33 m x 76 m), relevo relativamente plano, apresentando uma declividade suficiente para uma boa drenagem;  Por estar às margens de uma rodovia, ES-166, há uma grande facilidade no acesso, o que é um ponto positivo na comercialização e escoamento da produção. Além do mais, encontra-se próximo ao importante complexo agroindustrial PINDÓBAS, grande produtor e consumidor de

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madeira para serraria. Por outro lado, facilita a disseminação de pragas

o que necessitará de um plano de controle de pragas eficiente;  Próximo ao município de Venda Nova do Imigrante, o que propicia a obtenção de mão-de-obra;  Há suprimento de água nas proximidades, o que é fundamental para a produção de mudas, pois necessitam de água abundante e de boa qualidade;  É uma área com grande iluminação solar;  Clima ameno e chuvoso, sendo o inverno bastante frio; Devem-se ter alguns cuidados antes de instalar as estruturas necessárias, como fazer a limpeza da área, com a retirada de entulhos, eliminação de formigas e outras pragas, entre outras atividades, a fim de evitar problemas futuros.
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Do total da área, 50% serão de área produtiva enquanto que os outros 50% serão destinados às diversas estruturas necessárias a um viveiro, como serão citados mais adiante.

3.5.1 Condições climáticas do local O cultivo de plantas de raízes nuas no Estado do Espírito Santo pode ser estratificado em Zonas naturais do Estado do Espírito Santo, em função da categoria de aptidão agroecológica (Figura 5).  Zona 1: é classificada como terras frias , acidentadas e chuvosas considerada inapta para produção de plantas ornamentais e o cultivo de flores.  Zona 2: é considerada terra de temperatura amena, mas acidentada e chuvosa, sendo considerada apta, com restrição.  Zona 3: apresenta-se apta, preferencialmente, para o cultivo de flores e plantas ornamentais.  Zona 4: é considerada Zona de transição podendo cultivar flores, com restrição, em razão da temperatura média do microclima.  Zona 5: apresenta condições satisfatórias para produção de plantas ornamentais tais como temperatura, luminosidade e disponibilidade de água, fatores que favorecem o crescimento e desenvolvimento das mudas. A partir da Zona 5 surgem limitações para o cultivo de flores, em razão das elevadas temperaturas registradas nessas zonas, no entanto, são regiões aptas ao cultivo de plantas ornamentais principalmente as palmeiras e outras espécies de clima quente.

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Fonte: IPES

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De acordo com o mapa mostrado acima, observa-se que a área escolhida para a implantação do viveiro de plantas de raízes nuas localiza-se na zona 1 do município de VNI, apresentando condições satisfatórias para a produção das mudas das espécies escolhidas (Tectona grandis e Pinus ellottii). 3.6 Estruturação do viveiro Um viveiro para a produção de mudas de raiz nua, necessita de menor quantidade de estruturas em relação a outros tipos de viveiros. Além das áreas de bem feitorias como escritório, galpão, armazém, casa de viveirista, este tipo de produção necessita de uma irrigação eficiente e bem estruturada, e canteiros planejados de modo a atender a demanda do viveiro. Para o planejamento das dimensões dos canteiros deve-se levar em consideração uma possível perda de produção, a qual para este

empreendimento consideramos um valor de 15%, pois segundo referências bibliográficas, deve-se sempre majorar as possíveis perdas. Segundo Silva, Wichert e Gonçalves (2008), o ciclo de produção de mudas de Pinus sp. fica em torno de 180 dias possibilitando a produção em dois ciclos anuais. Para Figueiredo (2005) o mesmo é esperado para as mudas de Teca. De acordo com Carneiro et al. (2007), ao adotar-se espaçamentos para a produção de mudas de Pinus sp., deve-se evitar os 2 x 2 cm, pois não

propicia condições de adequado crescimento 10 meses após o plantio. Sete meses após a semeadura, o espaçamento de 6 x 6 cm proporciona melhores características de qualidade das mudas, notadamente o diâmetro de colo, relação altura/diâmetro de colo e massa seca total. Embora o espaçamento de 8 x 8 cm tenha seja equivalente ao de 6 x 6 cm, este é mais econômico, uma vez que ocupa menos espaço no viveiro. Logo, para o presente projeto, foi escolhido o espaçamento 6 x 6 cm, o qual condiciona 278 mudas m². No processo de planejamento de dimensões, seguindo indicação da literatura, poderia ser adotado como largura de canteiro, valores entre 0,9 m e 1.2 m, entre tanto 0.9 m era o mais indicado para a produção de mudas por raiz nua. Em relação ao comprimento do canteiro, foi indicado utilizar no máximo 96 m, entretanto, este valor dificulta a mobilidade e a execução de tarefas entre
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canteiros por ser muito extenso. Para a definição de um valor ideal, deve-se considerar a estrutura de irrigação, por tanto, é recomendado utilizar valores múltiplos de 6. Desde modo, adotamos o valor do comprimento do canteiro de 58 m. No espaçamento entre canteiros, passeios, adotamos o valor de 0.6 m, como recomendado por Schorn (2003), que seria o valor ideal para a movimentação fertilizantes. Segundo literatura consultada, para um melhor desenvolvimento da produção de mudas, é indicado que os canteiros sejam dispostos na direção Leste-Oeste para receberem maior insolação e estarem dispostos no sentido paralelo á inclinação para facilitar a drenagem. Através dos dados supracitados, podemos calcular a área útil do viveiro, que é de 1670,4 m² (58x28,8 m), considerando canteiros e passeios. Entretanto, para a produção de mudas é necessário estruturar áreas de benfeitorias que possuem entorno de 50% do valor total do empreendimento, logo, esta área será de 835 m². dos operários, transporte de mudas, equipamentos e

3.7 Áreas de benfeitorias

Para o melhor desempenho do processo de produção de mudas e maior produtividade dos funcionários, devem ser instaladas áreas onde serão estocados equipamentos, espaços de organização administrativa e para atender as necessidades dos funcionários. instalações com suas respectivas serventias.  Escritório: neste local será feito toda a parte administrativa do viveiro, como atendimento ao cliente, vendas, controle de produção, controle de equipamentos e insumos, etc. (7x5 m);  Vestiário e sanitários: para o conforto dos funcionários e clientes, instalam-se vestiários femininos e masculinos (8x6 m);  Galpão para guardar ferramentas e adubos: local de depósito das ferramentas, equipamentos, substratos e adubos utilizados nas Abaixo foram citadas as

atividades do viveiro (6x3 m);
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 Galpão para guardar agrotóxicos: local destinado ao armazenamento dos agrotóxicos utilizados no viveiro (3x3 m);  Estradas e caminhos: deve haver uma estrada em volta da área total do viveiro e em volta de cada uma das partes. Também, é necessária a sua manutenção para que haja facilidade de tráfego de veículos e pessoas. Devem ser encascalhados (5m de largura);  Área de canteiros: dimensões (58x28,8 m);  Tanques de água e adubo: dimensões (2x2 m);  Casa do viveirista: dimensões (8x8 m).

Todos as informações descritas podem ser encontradas no Anexo II, onde se encontra o croqui, devidamente dimensionado proporcionalmente a escola real, elaborado para o projeto 3.8 Irrigação e Drenagem O sistema de irrigação a ser utilizado será o de aspersão, uma vez que atende melhor a uma grande produção de mudas. Deve-se atentar para a qualidade e quantidade de água, sendo que em condições normais devem-se fazer duas irrigações diárias, sendo uma pela manhã e outra no final da tarde. Um bom sistema de drenagem é fundamental para evitar que a água oriunda da irrigação e chuvas fique estagnada, o que propiciaria o aparecimento de patógenos e dificultaria o deslocamento de trabalhadores entre os canteiros. Neste viveiro será adotado o sistema de drenagem em que o caminho de locomoção dos funcionários servirá como canaleta para o escoamento da água. Para isso, o caminho será feito um pouco mais baixo em relação aos canteiros de produção e o piso do viveiro (caminhos) será composto por uma camada de brita, uma camada de solo cascalhado e compactado e o solo natural.

3.9 Substrato

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Sua principal função é sustentar a planta e fornecer-lhe nutrientes, água e oxigênio. O substrato deve apresentar boas características físicas e químicas, sendo as físicas as mais importantes, uma vez que a parte química pode ser mais facilmente manuseada pelo técnico. O viveiro de raiz nua trabalha com as mudas dispostas diretamente no solo, entretanto, é necessário viabilizar a germinação das sementes e melhor desenvolvimento possível das mudas através de tratamentos aplicados ao solo como forma direta de substrato. No preparo do solo, deve-se atentar para não deixa-lo ser muito compacto, para não prejudicar a aeração e o desenvolvimento das raízes; apresentar substâncias orgânicas, para melhorar a agregação e aumentar a capacidade de troca catiônica e a retenção de água; e deve estar isento de sementes de plantas indesejáveis, de pragas e de microrganismos patogênicos. Na escolha do subsolo que será utilizado como substrato, deve-se dar preferência aos solos arenso-argilosos, pois estes apresentam boa agregação, permitem uma boa drenagem da água, não apresentam problemas para o desenvolvimento das raízes, possui boa capacidade de reter umidade e apresentam coesão necessária para a agregação ao sistema radicular. É utilizada principalmente com mudas que são produzidas em sacos plásticos. É importante se fazer uma análise química, para verificar a necessidade ou não, de uma correção do pH, uma vez que espécies folhosas desenvolvem-se melhor em solos com pH na faixa de 6,0 a 6,5. Para a retirada da terra deve -se remover uma camada superficial de aproximadamente 20 cm, para que a terra a ser usada no viveiro não seja acompanhada por sementes de plantas indesejáveis. Para melhorar as propriedades do solo, serão adicionados em média 7 toneladas/há de esterco bovino anualmente, pois quando bem curtido, muito contribui para melhorar as condições físicas, químicas e biológicas do substrato, além de fornecer vários nutrientes essenciais às plantas. Ele aumenta a capacidade de troca catiônica, a capacidade de retenção de água, a porosidade do solo e a agregação o do substrato, as quais são mais importantes que os elementos químicos e nutrientes adicionados pelo esterco. O valor do esterco como fertilizante depende de vários fatores, dentre os quais o grau de decomposição em que se encontra e os teores que ele apresenta de
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diversos elementos essenciais às plantas. O esterco bem curtido é útil misturado com outros substratos, proporcionando resultados semelhantes ao do composto orgânico, porém inferiores. Seguindo recomendações da literatura, para a estruturação dos canteiros, será considerada uma atura de 0.1 m acima do solo. Através dos dados de área útil de canteiro, 1044 m² [58x0,9(dimensões de canteiros)x20(nº de canteiros)], podemos calcular a quantidade de substrato utilizado, que é de 104,4 m³ [0,1 (altura)x1044].

3.10 Controle de pragas e patógenos

Antes da construção do viveiro é preciso adotar algumas estratégias e táticas de controle para combater formigas e cupins, principalmente a limpeza ao redor da área. É necessário fazer a manutenção do viveiro periodicamente, tomando diversas medidas preventivas e observando que se deve fazer o controle químico de pragas quando a área afetada corresponder de 2 à 5 % do canteiro, de modo que isto se calcula através de uma amostragem por parcelas. É importante salientar que a adoção de táticas de controle mecânico durante o cotidiano do viveiro também se faz necessária para ajudar ao controle das pragas. Algumas das principais pragas de viveiro são Atta spp., Acromyrtex spp., Grilos assimilis, Armitermes spp e Heterotermes spp. O principal tipo de controle para essas pragas será o controle químico, o qual apresenta alta eficiência. O ataque de patógenos pode ser facilitado pelo sistema de irrigação, que mantêm a umidade elevada, e pelas altas temperaturas do ar que favorecem seu desenvolvimento. A seguir têm-se alguns exemplos de problemas ocasionados por patógenos:  Nanismo ou enfesamento: A planta não atinge o desenvolvimento esperado, ficando muito pequena e pouco vigorosa.

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 Envassouramento ou superbrotamento dos ramos: os ramos brotam de uma região angular em grande número, apresentando aspecto de roseta.  Cancros em ramos e caules: feridas do tecido lenhoso da planta.  Podridões: consistem em escurecimento e desidratação dos tecidos, ocorrendo com frequência em raízes e bulbos, havendo ainda as podridões de frutos ou coroas da planta. A podridão pode ser seca ou úmida e mal cheirosa.  Ferrugens: são sintomas de doença causada por fungos, distinguindose por lesões em folhas e caules recobertas por massas de esporos de cor amarelada e marrom-alaranjada.  Oídios: manchas foliares ou de outros órgãos, acompanhadas do recobrimento de toda a área atingida pelo crescimento esbranquiçado do micélio e esporos do fungo causador.

Devem-se eliminar plantas ou partes de plantas doentes que possam servir de infecção e, ainda, fazer-se um adequado controle de insetos, pois são os principais meios de transmissão de patógenos. Além de medidas de prevenção e combate às doenças, são preconizados tratamentos específicos com fungicidas. O controle de pragas e doenças deverá ser realizado sempre que se fizer necessário.

3.11 Quebra-ventos

Os quebra-ventos agem diretamente sobre o ambiente de três maneiras: sombreando parcial e temporariamente a cultura, absorvendo água e nutrientes do solo e diminuindo a velocidade do vento. Em decorrência destas interferências, há uma modificação no microclima que, por sua vez, induz alterações nos processos fisiológicos e nas características da cultura protegida. Para este trabalho foi escolhido Eucalytus sp., devido ao fato da árvore possuir algumas características ideais para quebra-ventos, que deve ser ereta, perenifólia, de rápido crescimento, pouco agressiva na competição radicular e de copa não densa.
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3.12 Manutenção do viveiro

Algumas atividades de manutenção do viveiro devem ser feitas, entre elas:  Raleio ou desbaste: devido ao fato de colocar 5 sementes por recipiente, grande parte dos recipientes apresentarão mais de uma muda, sendo necessária a realização de raleio, deixando apenas uma muda por recipiente, sendo a de melhor forma, mais vigorosa e centralizada;  Capinas manuais: eliminação das plantas espontâneas que

eventualmente crescem nos recipientes, devendo ser precedida de farta irrigação.  Limpeza da área: deve-se ficar atento para manter a área limpa para que evite problemas com pragas;  Sistema de drenagem: quando necessário deve-se fazer uma reforma deste;  MIP: a adoção do monitoramento integrado de pragas é importante no controle de pragas;  Estruturas do viveiro: reformas das diversas estruturas do viveiro que com o passar do tempo podem começar a danificar, como a casa de vegetação, cercas, escritórios, etc.

4. Aspectos econômicos e financeiros

4.1 Mercado alvo

A produção de mudas do viveiro, visa atingir o mercado Sul e Serrano Capixaba, suprindo principalmente a demanda dos pequenos produtores agroflorestais. Além de atender ao acordo firmado com o Complexo Agroindustrial PINDÓBAS, um importante produtor e consumidor de madeira para serraria.

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4.2 Estudo de custos

Especificação

Preço Unitário (R$) 0,10 0,35

Valor total (R$) 90,00 17,50

Esterco curtido Superfosfato Simples Micronutrientes Funcionários¹ Equipamentos Irrigação de

0,80 560,00 2.400,00

40,00 5.600,00 2.400,00

Bomba d’água centrífuga (5 CV)

1.865,00

1865,00

Ferramentas Mobiliário escritorio² Maquinas equipamentos³ Estruturas(4) Diversos Total s e

500,00 -

500,00 3200,00

37.615,00 (1) Fu 200.000 50.000 200.000 50.000 301.327,5 nc io ná rio

-Dez fundiários para serviços variados; -Salário rural de 560.00 reais. (2)Mobiliário para a área administrativa: - microcomputador completo (1) – R$ 1.800,00; - impressora (1) – R$ 400,00; - telefone (1) – R$ 50,00; - mesas (1) – R$ 250,00; - cadeiras (2) – R$ 250,00; - armário (1) – R$ 450,00.
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(3)Máquinas e Equipamentos: - caixa d’água de 1000 litros (2) – R$ 1.200,00; - bomba de irrigação (1) – R$ 1.200,00; - conjunto tubulação com aspersores (1) – R$ 1.250,00; - refrigerador para armazenar sementes (1) – R$ 1.300,00; - pulverizador costal de 20 litros (1) – R$ 200,00; - carrinho de mão (2) – R$ 600,00; - ferramentas básicas (pás de corte, pás de concha, enxadas, enxadões, alicates, martelos, sachos, facões, ancinhos, serrotes, regadores, baldes, tesouras de poda, etc.) – R$ 1.200,00; - veículo utilitário de pequeno porte (1) – 30.000,00.

4.3 Estudo de receitas

Abaixo segue a tabela com os preços de venda estabelecidos para cada espécie. Planta Mudas produzidas 200.000 Teca Pinus Total 300.000 500.000 0,52 156.000 456.000 Preço (R$) Unitário Valor (R$)

1.50

300.000

4.4 Legalização do viveiro O negócio agrícola está cada vez mais profissionalizado. Para se adequar aos novos tempos, o produtor deverá zelar pela qualidade de seu material, obtendo propágulos de boa procedência e utilizando as técnicas adequadas de semeio, plantio e condução das mudas. Porém, a atividade é disciplinada por lei, e os produtores deverão procurar a Superintendência do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, para efetuarem a competente regularização.

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Com o advento da Lei nº 10.711, de 05 de agosto de 2003, muita coisa mudou em relação ao regulamento da inspeção e fiscalização da produção e do comércio de sementes e mudas. Dessa forma, apresentamos a seguir, os passos necessários para se efetuar os registros exigidos pela legislação federal. Registro de Produtor de mudas Para produção, beneficiamento, ré embalagem, armazenamento,

análise, comércio, importação ou exportação de muda, fica a pessoa física ou jurídica obrigada a se inscrever no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem):  Requerimento, por meio de formulário próprio, assinado pelo interessado ou representante legal, constando as atividades para as quais requer a inscrição;  Comprovante do pagamento da taxa correspondente;  Relação das espécies com que trabalha;  Cópia do contrato social registrado na junta comercial ou equivalente, quando pessoa jurídica, constando dentre as atividades da empresa aquelas as quais requer a inscrição;  Cópia do CNPJ ou CPF, quando pessoa física;  Cópia da inscrição estadual ou equivalente, quando for o caso;  Declaração do interessado de que está adimplente junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;  Relação de instalações e equipamentos para produção, da qual conste a capacidade operacional, própria ou de terceiros; e  Termo de compromisso firmado pelo responsável técnico. A inscrição no Renasem terá a validade de três anos, podendo ser renovada por iguais períodos, desde que solicitada e atendida às exigências legais. Viveiro de Mudas – Construção, Custos e Legalização.

Dispensa de Inscrição no Registro A pessoa física ou jurídica que importar semente ou muda para uso próprio em sua propriedade ou em propriedade de terceiro cuja posse detenha;
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Agricultores familiares, assentados reforma agrária e os indígenas que multipliquem sementes ou mudas para distribuição, troca ou comercialização entre si; e Organizações constituídas exclusivamente por agricultores familiares, assentados ou indígenas que multipliquem sementes ou mudas de cultivar local, tradicional ou crioula para distribuição aos seus associados.

Inscrição do viveiro É obrigatório o registro, no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, de todo viveiro de mudas destinado à exploração comercial ou industrial, inclusive aquele utilizado para florestamento ou reflorestamento. A formação do viveiro e das mudas, assim como o controle de pragas e doenças, deverá obedecer às normas e padrões técnicos vigentes. Serão necessários os seguintes documentos para inscrição do viveiro:  Comprovante da origem do material de propagação;  Autorização do respectivo detentor dos direitos de propriedade intelectual da cultivar, no caso de cultivar protegida;  Contrato com o certificador, quando for o caso;  Mapas de produção e de comercialização de mudas;  Manter a disposição do órgão fiscalizador o projeto técnico de produção; os laudos de vistoria do viveiro; o termo de conformidade e certificado de mudas, conforme o caso; contrato de prestação de serviços, quando estes forem executados por terceiros; e demais documentos referentes à produção de mudas. A seguir, são apresentadas algumas considerações sobre o Sistema nacional de Sementes e Mudas (SNSM) e da produção de mudas certificadas: O Sistema Nacional de Sementes e Mudas objetiva garantir a identidade e a qualidade do material de multiplicação e de reprodução vegetal produzido, comercializado e utilizado em todo o território nacional, compreendendo as seguintes atividades: Registro Nacional de Sementes e Mudas – Renasem; Registro Nacional de Cultivares – RNC; produção de sementes e mudas; certificação de sementes e mudas; análise de sementes e mudas; comercialização de sementes e mudas; fiscalização da produção, do
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beneficiamento, da amostragem, da análise, da certificação, da reembalagem, do armazenamento, do transporte e da comercialização de sementes e mudas; utilização de sementes e mudas. Cabe aos Estados elaborar normas e procedimentos complementares relativos à produção de sementes e mudas, bem como exercer a fiscalização do comércio estadual. Ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento compete privativamente a fiscalização do comércio interestadual e internacional de sementes e mudas. A produção de sementes e mudas será de responsabilidade da pessoa inscrita no Renasem, competindo-lhe zelar pelo controle de identidade e qualidade, cujos padrões serão estabelecidos pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, válidos em todo o país. As mudas produzidas sob o processo de certificação serão identificadas de acordo com a denominação das seguintes categorias, acrescidas do nome comum da espécie: planta básica, planta matriz e muda certificada. A produção de muda certificada fica condicionada à prévia inscrição do jardim clonal de planta matriz e planta básica, e da borbulheira, no órgão de fiscalização, observadas as normas e os padrões pertinentes. A produção de muda não certificada, com origem genética comprovada, deverá ser oriunda de planta básica, planta matriz, jardim clonal, borbulheira ou muda certificada. Se não houver a comprovada origem genética, a muda deverá ser produzida a partir de materiais previamente avaliados e atender a regras específicas estabelecidas em normas complementares.

5. Considerações Finais

A produção de mudas em viveiros tem recebido grandes investimentos com o objetivo de suprir a demanda mundial crescentes por madeira e

reflorestamento. Todavia, a implantação de um viveiro de raiz nua, propicia uma boa fonte de renda, a partir de um investimento de médio custo.

6. Referências Bibliográficas

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CASTRO, Fábio da Silveira, M.Sc. Zoneamento agroclimático para a cultura do Pinus no estado do Espírito Santo. Dissertação 123p. (mestrado), programa de pós-graduação da Universidade Federal do Espírito Santo, 2008.

EMBRAPA - Embrapa Florestas. Sistema de produção. Disponível em: <http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Pinus/CultivodoPin us/apresentacao.htm>. Acesso em 19 nov. 2010.

Notas de Aula da disciplina de Viveiros Florestais do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Espírito Santo.

SCHORN, Lauri Amândio. SILVICULTURA II, Roteiro de projeto de viveiro florestal. Universidade Regional de Blumenau. 2003.

Fundação Joaquim Nabuco. A CULTURA DO PINUS: UMA PERSPECTIVA E UMA PREOCUPAÇÃO. Disponível

em:<http://www.fundaj.gov.br/docs/tropico/desat/pinus.html>. Acesso em 20 nov. 2010.

LORENZI, H. [ET AL.]. Árvores Exóticas no Brasil: madeiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2003. 384 pág.

FIGUEIREDO, E. O; OLIVEIRA, L. C de. BARBOSA, L. K. F. Teca (Tectona grandis L.f.): principais perguntas do futuro empreendedor florestal. Rio Branco: Embrapa Acre, 2005. 87 p.

KIEHL, E. J. Manual de edafologia: relações solo-planta. São Paulo: Agronômica Ceres, 1979. 264 p.

REMADE - Revista da Madeira. n. 12, ano. 12 - dezembro de 2002. Disponível em: <http://www.remade.com.br/pt/revista_capa.php?edicao=68 >. Acesso em: 26 jan. 2007.

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Anexo I:

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Anexo II:

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