P. 1
ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO - EXEGESE DE

ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO - EXEGESE DE

|Views: 471|Likes:
Publicado porRenan Paulino

More info:

Published by: Renan Paulino on Aug 24, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/12/2014

pdf

text

original

ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO - EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8.

666/93

ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO - EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8.666/93
Revista dos Tribunais | vol. 814 | p. 83 | Ago / 2003 | DTR\2003\696 Fernando Vernalha Guimarães Mestre em Direito Administrativo pela Universidade Federal do Paraná. Advogado em Curitiba-PR. Área do Direito: Geral Sumário: 1.Introdução - 2.Alterações qualitativas - A hipótese da alteração do projeto - Alínea a do inc. I do art. 65 da Lei 8.666/93 - 3.Aumento ou redução do escopo do contrato como alteração qualitativa - 4.As limitações à alteração qualitativa - 5.A inaplicabilidade do § 1.º do art. 65 às alterações qualitativas - 6.Alterações quantitativas - 7.A questão da eleição bilateral dos preços unitários - § 3.º do art. 65 - 8.Conclusão - 9.Bibliografia 1. Introdução No Direito nacional, a Lei 8.666/93, reproduzindo o item I do art. 55 do revogado Dec.-lei 2.300/86, disciplinou, em seu art. 65, os parâmetros do poder de modificação unilateral do contrato administrativo, estabelecendo limites à competência. A norma consagrou duas ordens distintas de alterações contratuais: as alterações qualitativas, previstas pela alínea a do inc. I, e as alterações quantitativas, constantes da alínea b do mesmo inciso, prescrevendo regimes jurídicos distintos para cada uma. As hipóteses normativas são definidas como modificações no projeto ou de suas especificações para melhor adequação técnica de seus objetivos e modificações no valor do contrato em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto e põem-se numerus clausus. 1 Passa-se a examinar, sinteticamente, o regime jurídico específico de cada uma dessas tipologias. 2. Alterações qualitativas - A hipótese da alteração do projeto - Alínea a do inc. I do art. 65 da Lei 8.666/93 As alterações qualitativas estão disciplinadas pelo art. 65, I, a , da Lei 8.666/1993. A norma alude a modificações no projeto ou de suas especificações para melhor adequação técnica de seus objetivos. Admitiu-se a possibilidade de a Administração promover mudanças na contratação engendrada de molde a ajustar aspectos do projeto (em sentido amplo) às condições de execução. Esses ajustes podem ter como causa a otimização técnica da execução do objeto, quando se concebem alterações de tecnologia e de metodologia, ou a necessidade de promover-se adequações havidas por situações que podem obstaculizar os trabalhos-objeto, prejudicando o satisfatório despenho contratual. Em um caso tem-se a melhora do atendimento ao interesse público, pelo aprimoramento técnico da execução; em outro tem-se a salvaguarda do resultado originariamente perseguido ante a possibilidade de prejuízos ao interesse público (causada por situações imprevistas prejudiciais à execução do contrato). Ambas as possibilidades de modificação pressupõem a existência de fato novo que as autorize, seja pela melhor solução técnica ou fática surgida, seja pelos entraves que se apresentem e que inviabilizem ou prejudiquem a execução. Esses entraves podem significar, ainda, os erros de projeto (objetivamente aferíveis) praticados pela Administração. Entende-se, assim, que a noção de alteração de projeto não é restrita. Em princípio, toda e qualquer alteração na concepção do serviço que se faça necessária a contemplar as necessidades públicas buscadas poderá (deverá) ser promovida pela Administração Pública. Admite-se, pela via do ius variandi, modificações qualitativas de toda a ordem do objeto contratado, podendo alcançar as mudanças de metodologia de execução (prática) ou de condições gerais de exeqüibilidade técnica e fática da obra, serviço ou gestão do serviço; a alteração no traçado de uma estrada, modificações na planta de uma escola ou a inovação tecnológica acerca de uma determinada prestação de serviço são exemplos de causas pertinentes à modificação unilateral. As alterações de projeto hábeis a produzir modificações qualitativas abrangem fundamentalmente aspectos do objeto mediato do contrato, excetuando de seu âmbito questões essencialmente jurídicas. A Lei 8.666/93 cuidou de retirar da esfera da competência unilateral questões como
Página 1

estendendo-as às modificações no regime de execução ou modo de fornecimento. assim como no modo de fornecimento. restando intocadas pelos limites traçados pelos §§ 1. é válido dizer que a Administração poderá eventualmente deparar-se com a necessidade de acrescer ou decrescer certos quantitativos em decorrência de fatos supervenientes que assim indiquem. Não poderá a Administração constranger o co-contratante à mudança no regime de execução da obra ou serviço. devem ter essas estipulações protegidas da intervenção unilateral da Administração. Página 2 . No exemplo cogitado. por meio de ampliação. Caso a adoção de nova técnica viabilize a execução dos mesmos 100 km de asfaltamento com o movimento de apenas 800 m 3de terra. mas que não importem alterações na dimensão do objeto. Aumento ou redução do escopo do contrato como alteração qualitativa Incluem-se na classe das alterações qualitativas acréscimos e supressões acerca de quantitativos que se fizerem necessários no curso da execução do contrato. no caso. teria a lei ampliado as hipóteses de incidência do poder variandi. estará alterando o objeto. II. tem de acrescer obras e serviços. nesse passo. Com base nisso. Como se vê do disposto na alínea b do inc. 3O aumento de quantidade de obras e serviços pode se fazer necessário na execução do contrato de molde a preservar o seu objeto (dimensão).000 m 3para permitir a execução dos 100 km de pavimentação. Eros Grau propõe com bastante clareza a distinção entre escopo e objeto do contrato: "O primeiro compreende as atividades necessárias à realização do segundo". sem qualquer alteração na dimensão do objeto (que persistirá sendo de 100 km)". mesmo que constatada a não-conveniência técnica de sua manutenção. É dizer: esses quantitativos são acessórios à delimitação da dimensão. alteração qualitativa (e não quantitativa). do art. da Lei 8.º. não configuram mesmo a dimensão do objeto. alargando o escopo do contrato. desde que não afetem a dimensão do objeto.) um contrato para pavimentação de 100 km de rodovia. porquanto definem questões que não dizem com a natureza regulamentar exigida para a tutela do ato. a quantidade de serviços poderá ser diminuída (de 1. 65. para fins de atingir o objeto originariamente perseguido. 4 Extrai-se da explicação do jurista que as alterações de quantitativos específicos não necessariamente produzirão a alteração da dimensão do objeto. mantendo-se a dimensão do objeto. 5 É de se destacar. desde que não afetem a dimensão do objeto (caso em que se teria uma alteração quantitativa).666/93 alteração de garantia do contrato. quando pactuam prazos e metodologia procedimental. eis que se manteve intocada a dimensão do objeto do contrato. O objeto do vínculo é identificável pela natureza da prestação (serviços de pavimentação) e por sua dimensão (em 100 km de rodovia). para fins de aplicação do regime jurídico. Como não o fez. Se a encolher para 90 km. Se a Administração estender a pavimentação por mais 10 km. Do contrário. via redução A execução do objeto contratual. inclusive.. mas que não o definem por si sós. essas hipóteses estão restritas às alterações consensuais. também modificará o objeto. Trata-se de reconhecer que as alterações qualitativas podem versar sobre aumento ou redução do escopo do contrato. haverá. não atrairão o regime jurídico das alterações quantitativas. É ilustrativa. 2 Também parece certo que os aspectos do objeto do contrato de feição meramente procedimental não poderão ser alcançados pelo ius variandi. na dimensão estabelecida. A Administração. que as alterações (qualitativas) poderão acarretar (e quase sempre acarretarão) alteração de valor no contrato (seja para mais ou para menos). Na hipótese. desde que não se mire a alteração na dimensão do objeto do contrato. demanda certa quantidade de serviços. Configura-se. eis que tais não se relacionam com os pressupostos habilitantes do ius variandi. 3.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . distinguindo sobre a "dimensão do objeto" e a "quantidade de serviços ou obras": "Tome-se (. por vezes.. imagine-se haver sido prevista a realização de terraplanagem de 1. 6Mas. É nesses termos que Eros Grau aceita a possibilidade de alterações contratuais que afetem as quantidades de obras e serviços. a explicação de Carlos Ari Sundfeld. tem-se um aumento do escopo contratual. Nessas hipóteses. do regime de execução e do modo de fornecimento.º e 2.666/1993.000 m 3para 800 m 3). alteração qualitativa. reputou o legislador incabível a alteração unilateral para essas hipóteses.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. As partes. eis que o motivo do ato de alteração reside na adequação de certos quantitativos componentes do objeto contratual.

acarretando-lhe um extravasamento de sua capacidade operacional. a Administração. Marques Neto. põe-se o impedimento à oneração excessiva do co-contratante. sob pena de expor a atividade contratual ao risco de insucesso. é mera conseqüência de alteração qualitativa. "se a Administração pudesse impor ao particular a ampliação ou redução desmensurada de suas obrigações.º e 2. 65 da lei a esta ordem de modificações no contrato. 9Floriano P. 7O princípio defere um direito subjetivo ao co-contratante em realizar a contratação sob as condições técnicas e operacionais assumidas na avença originária. pondo em desabrigo.º do mesmo artigo. por isso. atração do regime das alterações quantitativas. Isto é: às alterações manejadas não se imporão os limites prescritos pelo art. 8Nos casos. em diversos aspectos e quantidades.º do art. no caso. 10Adilson Dallari. 65 deve ser aplicada sob a projeção do princípio da preservação das condições de exeqüibilidade do objeto originalmente contraídas pelo co-contratante. assim. impor-se ao co-contratante modificação de tal natureza que acabe por converter o objeto em "novo objeto". A regra do art. no entanto. alterando-o. A inaplicabilidade do § 1. Como segunda limitação. O acréscimo e decréscimo do valor resultarão da proporcionalidade da variação do custo mediante o respeito ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato. 65 às alterações qualitativas É certo que as modificações qualitativas poderão refletir alterações na quantidade do objeto. pois. sujeitando-se a regime jurídico específico. mas deriva de uma diretriz de eficiência técnica exigida pelo serviço público e. no uso da competência variandi. ainda. Conclui-se que. sob o título da competência variandi. §§ 1. A primeira limitação que se infere diz com a vedação à transfiguração essencial do objeto. 15Marcos Juruena Villela Souto. 5. poderá este optar pela rescisão.º. não se traduz apenas em direitos ao co-contratante. I do art. de haver a necessidade de alteração excessiva relativamente às condições operacionais assumidas pelo co-contratante.666/93 Conclui-se que sempre que as alterações ensejadas visarem imediatamente aspectos qualitativos do objeto. 65. À questão se voltará em tópico seguinte. admitir modificações que impliquem um extravasamento (em grau abusivo) das condições de habilitação do co-contratante.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. Entre os autores que afirmam a inaplicabilidade das limitações quantitativas às alterações estribadas em alteração de projeto para melhor adequação técnica estão Marçal Justen Filho. todavia. As alterações que excedam em patamar abusivo condições de habilitação técnica e econômico-financeira aferidas em prévio procedimento licitatório investirão contra o bom funcionamento do serviço (em sentido amplo) objeto do contrato.666/1993. orientando-se pela imposição das limitações quantitativas a toda e qualquer alteração. Não se pode. acham-se Carlos Ari Sundfeld.º do art. poderiam extravasar os limites quantitativos impostos pelos §§ 1.º e 2. Isso ofenderia o princípio da obrigatoriedade da licitação. poderia. 65 da lei. serão classificáveis como qualitativas. do princípio da moralidade. Poder-se-ia cogitar de uma terceira limitação às alterações qualitativas. em muitos casos. da Lei 8. a par da modificação do projeto. assim. não pode ir a ponto de modificar a essência do objeto contratado. elas não são ilimitadas. traduzida no alcance dos limites de quantidade expressos pelo § 1. o interesse público. Ou seja. O princípio. 16Sérgio Ferraz 17 Página 3 . Cabe aprofundar o exame. O ponto nevrálgico da questão reside na identificação da tênue linha que separa as modificações não-essenciais daquelas que se transfigurem na introdução de um "novo objeto". Há de se preservar um núcleo mínimo na qualidade do objeto. quando estribadas na alínea a do inc. mesmo com a garantia de incremento da remuneração. Não se poderá. As limitações à alteração qualitativa Se é certo que as modificações poderão implicar a revisão qualitativa do objeto. 4.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . 12Caio Tácito 13e Vera Lúcia Machado D'Avila. A resposta não tem sido uníssona na doutrina. A solução será fornecida nos casos concretos. que tal não se verifica. colocando em risco a execução contratual. além de arranhar direitos do co-contratante. desnaturando-o. O desdobramento das modificações em variações no valor do contrato não significará. 14Noutro grupo. inviabilizar o cumprimento do contrato". Parece. 11Celso Antônio Bandeira de Mello. Pois a variação de custo. Indaga-se se as modificações no contrato. impede-se a desnaturação de aspectos do objeto do contrato (mediato e imediato) que lhe retirem a origem.

º. A estrutura gramatical do texto da norma indica a pertinência da aplicabilidade dos limites a uma (às alterações retratadas pela alínea b) e. 25 Noutro grupo acham-se aqueles que propugnam pela aplicabilidade dos limites referidos às alterações qualitativas.) situação imprevista. a lei determinou-circunscreveu o alcance da normação às situações de "acréscimos" e "supressões".º.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . com modificação nas especificações contratuais.dizem os autores "estabelecer-se como obrigatório o procedimento licitatório e. 23 Mas a orientação esposada não se esgota no exame literal da norma. nos limites permitidos por esta lei". legal. I do artigo. verifica-se que a Lei 8. permitir-se qualquer aumento quantitativo do objeto contratado. na esteira de parte da doutrina. Novamente aqui se indica. que se imbrique com o objeto do contrato. I . defendem que o "estabelecimento de um limite rígido. O exame da questão se produz sob vários ângulos. não se poderia presumir indiferença quando a norma diferençou. 65. Reconhece-se que o critério de admissibilidade das alterações não é o mesmo para ambas as hipóteses. que interpretação absolutista 22implicaria a transformação da própria vontade legislativa. para fins de sujeição a regimes jurídicos distintos. Tal como exposto acima. 20 Partindo da autonomia dos regimes jurídicos. 24 Bem por isso é que Caio Tácito justifica a mesma orientação (ainda que sob outro argumento). 18 Entende-se. podendo ser ultrapassado. É clara a remissão do § 2. por exemplo. "quando se introduz modificação relacionada com o projeto ou com as circunstâncias técnicas. que as limitações aludidas não alcançam as alterações de natureza qualitativa. as alterações quantitativas e qualitativas. incluindo as alterações contratuais (em sentido amplo) em critério amplo de sistematização de inexigibilidade de licitação. impuser alteração na qualidade do serviço.e suprimida na alínea a . A primeira evidência que se tem aponta para a distinção entre os regimes jurídicos consagrada pela norma. a distinção entre alterações qualitativas e quantitativas havida em face das disposições das alíneas a e b necessariamente indica a independência de tratamento jurídico às hipóteses. Com efeito. a inaplicabilidade destes a outra (às alterações contidas na alínea a). emprestando-se a ponderação de Marçal Justen Filho. já aduziu que. 19Assim. em identidade com as expressões "acréscimo" ou "diminuição" veiculadas pela alínea b do inc. I do art. reportando-se a "acréscimos" ou "supressões" que se fizerem nos contratos administrativos..º do art. o critério de admissibilidade não é o econômico. Note-se a utilização das expressões "acréscimo" ou "supressão" pelo § 2. 27Admitem que falhas no Página 4 . O raciocínio depreende-se de princípio hermenêutico que indica não se poder presumir a inutilidade das palavras da lei. não ampliando a projeção legal aos casos de alterações qualitativas.666/93 e Lúcia Valle Figueiredo. 21 Também a utilização pelo texto da norma de significantes como "acréscimos" e "supressões" indica a restrição às hipóteses de alteração quantitativa. Sérgio Ferraz e Lúcia Valle Figueiredo. o preço global originariamente pactuado".666/93 estabeleceu no § 2. Logo. em termos meramente quantitativos. se deu em virtude da necessidade de respeito aos princípios vetoriais do instituto". Do contrário era de supor que o texto legal se valesse de expressões cuja amplitude abrangesse as hipóteses de alteração qualitativa. Celso Antônio Bandeira de Mello observa que esta "inclusão dos limites em uma e exclusão em outra não pode ser desconsiderada". 65 vedação ao transbordamento dos limites previstos no § 1. na medida exigida. na esteira de Marçal Justen Filho. Como não o fez. "se (. Atento a isso. o aludido parágrafo buscou regular tão-somente modificações que afetem a dimensão do objeto." 26Observa-se que os juristas não distinguem. não se cogita de modificação do quantitativo a ser fornecido. "Não seria admissível" . Expõe Justen Filho que.: "nos limites permitidos por esta lei". depois. Outra evidência que se tira de uma análise literal é a inclusão da locução contida na alínea b . conseqüentemente.º à alínea b do inc. remeteu-as a regimes jurídicos distintos. não se terá de cogitar de limitação da despesa superveniente e necessária à plena consecução da finalidade do contrato. reputando que a imprevisibilidade inerente às alterações qualitativas é o que as retira da esfera de aplicabilidade dos limites quantitativos. sob pena de ter formulado prescrição tautológica e supérflua."quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. mas o qualitativo. Referiu a dicção da norma claramente a situações retratadas na alínea b do inc. mas de melhor adequar o projeto à necessidade de satisfazer o interesse público".EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. Em parecer sobre a matéria.. Na medida em que a letra da lei expressamente diferençou as hipóteses.

razoáveis (em verdade. há a imposição de limites. No entanto. argüindo configurarem parâmetros à segurança da capacidade operacional e econômico-financeira do co-contratante. poderá a Administração deparar-se com a necessidade de ampliar ou restringir o objeto do contrato.º do art. pode ser constrangido a realizar mais ou menos. ou traz a contexto. o particular já sabe que. 31Entende-se que a orientação já adotada e justificada atrás em relação à questão considera o conteúdo objetivamente extraível das regras examinadas. que conduzam a extensões contratuais. substitutivamente à obediência aos limites expressa e abstratamente consagrados. a orientação dos juristas reconhece que. aduz-se que a assunção da tese oposta não significa o reconhecimento da não-preservação dos tais princípios. ao contratar com a Administração. no curso da execução contratual. defende-se a orientação de que. causas outras. Admite-se que. Trata-se de metodologia interpretativa que poderá auxiliar o intérprete na aplicação do direito. c) em relação à alegada literalidade da norma. que a dispensem ou a tornem inexigível. Não visam a acréscimos e supressões que. não obstante reclame parâmetros outros que não aqueles expressos pela norma. assim como superveniências de fato. aquelas que versarem sobre variações na dimensão do objeto. ainda que havidos no seio do Página 5 .º do art. 65. literal e teleológico-sistemático que se tira da norma. não poderão ainda desbordar o aumento quantitativo taxativamente posto em lei. de forma que os critérios de aferição de valores devem ser distintos (pela própria natureza de cada qual) para ambas as tipologias de alterações. "ainda que as invocações em prol de maiores aditamentos pareçam. A interpretação histórica não teria o condão de subverter a direção normativa apontada pela norma. A aplicação dos princípios aos casos concretos (sob ponderação ante a incidência do princípio da proporcionalidade). 6. até certo tanto.º e 2. b) no que toca à interpretação histórica. 65 podem ser assim rebatidos: a) em relação à possibilidade de transfigurarem-se os princípios atinentes à licitação. parece não proceder a tese. os quais serão desenhados nos casos concretos ante a projeção de um plexo de princípios que visam a assegurar a isonomia à licitação e os direitos do co-contratante. para efeitos da Lei 8. como já explicitado acima. Alterações quantitativas Serão consideradas alterações quantitativas.afirma Sundfeld . Fora daí. ao contrário. 29 Também Carlos Ari Sundfeld admite a imposição das limitações (quantitativas) às modificações por alteração de projeto. o que ocorreu foi simples incúria administrativa).º e 2.º da regra do art. d) por fim e relativamente à preservação da capacitação operacional e econômico-financeira do co-contratante. adepto da mesma tese. eis que. entende-se que tal deve se estabelecer.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . de modo que. justificadamente." 30 Os argumentos levantados por aqueles que propugnam a interpretação absolutista dos limites dos §§ 1. mas nunca deve esta ser adotada em conflito com o sentido objetivo. sobretudo. embora aqueles específicos parâmetros plasmados pelo texto da norma não se apliquem às alterações qualitativas. em casos concretos. funda numa interpretação histórica e na "literalidade" da norma a aplicabilidade dos limites quantitativos a todas as alterações levadas a efeito pela Administração. consistirá em melhor atendimento aos valores inerentes à licitação. Os parâmetros serão definidos caso a caso conforme a projeção do princípio da preservação das condições subjetivas do co-contratante. os limites quantitativos legais não devem ser ultrapassados". poderia apenas auxiliá-la na compreensão do seu alcance. não se vê como se possa adotá-la para a questão em foco. "Por isso" . atingindo sua dimensão. conforme assim determine o interesse público primário. A norma poderá conduzir. Envolvem simples variação de quantidade do objeto. o exame literal conduz ao entendimento pela existência de regimes jurídicos apartados e pela exclusividade da limitação dos §§ 1. 28 Marcos Juruena Villela Souto. 65 às hipóteses de alterações quantitativas."a lei estipula limites para a variação.666/93.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. na maior parte das vezes. ou junge-se a Administração à regra da licitação. a limites mais estreitos do que aqueles previstos pela regra do § 1. Apenas se defende que a distinção de regimes jurídicos foi consagrada pela lei.666/93 projeto inicial ou de elaboração do orçamento inicial. Não se pode alçar a interpretação histórica como método de intelecção com vistas a extrair o sentido originário da norma.

quando as alterações produzidas transcenderem os parâmetros normativos quantitativos. isolada ou conjuntamente. tem tradição a idéia de que os critérios de delimitação qualitativa e quantitativa indicados pelos distintos Cahiers de Charges e pela jurisprudência do Conselho de Estado não se prestam a avaliar a ilegitimidade da medida.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . em 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato. em princípio.531-15. não se está a estabelecer de forma imperativa a resolução do contrato desde que se modifique o contrato para além dos limites postos na lei. Esta ponderação foi argutamente apontada por Justen Filho. A regra tem aplicabilidade. da Lei 8. Na Lei de Contratos das Administrações Públicas. menor o custo. produzindo. Excetuam-se as tipologias contratuais em que o critério de aferição das variações quantitativas não se concilie com a natureza do objeto.as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes". e. noutra ponta. "Reduzir 25% das quantidades não significa necessariamente reduzir 25% do preço. 35A noção de que o preço unitário possa ser variável em função da quantidade foi desconsiderada pela lei. Desde que alterada a proporção exata objetiva entre custo e remuneração. o qual consignou que "nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. será obrigatória ao co-contratante. da Lei 8. no art. a invalidade da alteração. em quantia superior. ou se. desde que esta se contenha nos limites referidos. 37 A solução proposta vem ao encontro do princípio da manutenção da equação econômico-financeira do contrato administrativo. Observa-se que o texto da lei (inc. 32 A Lei 9. na Espanha. alterações do projeto do contrato.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8.º) incorreu em descuido ao olvidar a aplicação de princípios básicos de uma economia de escala.daí por que. em 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos.º. 33Isso porque tomou-se como referência aos parâmetros de quantidade fixados o valor do contrato. ainda que forem sucessivas.666/1993 fixa um limite para acréscimos e supressões. e como têm advertido autores como García de Enterría e Tomás-Ramón Fernandéz. como no caso das concessões de serviços públicos. 65. aos contratos administrativos em geral. 36Isso é particularmente mais visível no caso de compras. mas sim que. mas a possibilidade que tem o co-contratante de rescindir a avença. 34Como valor do contrato deve-se entender o valor devidamente corrigido segundo índices consagrados no pacto. quanto maior a quantidade prevista no contrato. em caso de descumprimento. em princípio. deve-se recompô-la de molde a restabelecer a situação originária. elas não serão obrigatórias para o Página 6 . §§ 1. se apresentam tais limitações inexoráveis. defere-se àquele a possibilidade de rescindir a avença. em mais ou menos. perseguem imediatamente a variação da dimensão do objeto contratual.e. ultrapassados os parâmetros objetivos (quantitativos). 65.". de 20 a 100% do preço primitivo do contrato. "as modificações dos contratos. a invalidade do ato -. dispôs-se como causa resolutiva do contrato. § 1. Se efetivamente o co-contratante demonstrar aumento de custo em face de supressão de quantidade proposta pela Administração.º. § 2.648/98. mas. os limites erigidos se prestam a caracterizar a obrigatoriedade da imposição da modificação pela Administração. que teve origem na MedProv 1. Por igual. para o caso particular de reforma de edifício. porém. o Direito comparado apresenta soluções distintas.. No entanto. impor-se-á a variação de preço (unitário) a contemplar as diferenças experimentadas. Já foi visto que o art. b. 149. Na França. por exemplo.666/93 contrato. salvo: II .666/1993. Não provoca.. sobretudo. os "limites" traçados pela normativa não são senão "o limite da obrigatoriedade da modificação acordada". Em algumas situações. acrescentar 25% nas quantidades não importa obrigatoriamente acrescentar 25% do preço". Embora no Direito nacional a imposição de limites quantitativos (e até qualitativos) seja fruto não só de preservação dos direitos do co-contratante. a Administração pode impor a redução do preço unitário quando o acréscimo reduzir o custo". de respeito a valores inerentes ao procedimento de licitação . destinado a obras. O seu transbordamento dá direito ao co-contratante à via rescisória. sejam produzidos em decorrência de alterações qualitativas. que impliquem. restar demonstrada a redução nos custos em face de acréscimos na quantidade. de maio de 1998. 38 Da mesma forma.º e 2. Em face disso. Isto é. serviços e compras. Justen Filho adota entendimento de que "o particular tem direito de exigir elevação no preço unitário quando forem reduzidas as quantidades desde que demonstre alterações no seu preço de custo. introduziu o art. I.

neste passo. "acordem" os valores unitários de molde a permitir-se a aplicabilidade da modificação contratual. 65 A lei reputou. 40 A eleição de preços. no art. uma espécie de ato de consentimento ao exercício do poder de modificação unilateral. desde que no contrato não tenham sido contemplados preços unitários para obras ou serviços. Esta metodologia destina-se tanto às alterações qualitativas quanto às quantitativas.e como pode extrair-se de uma leitura mais apressada do dispositivo -. não havendo acordo. seriam fixados consensualmente entre Administração e co-contratante. a determinação de preços unitários. sua natureza acessória não permitirá o seu uso como fator de frustração da competência (principal) de atualização-modificação dos contratos. de forma que. mesmo que transcendente dos limites quantitativos fixados. a qual se afigura irrenunciável e indisponível pela Administração.º do art. 41Poderão os contraentes. deverá realizar-se a partir de parâmetros objetivos. De fato. para casos de alterações qualitativas que agridam a essência do objeto.666/93. em termos próximos ao que se passa com a Lei 8. que a norma tenha delegado à bilateralidade a eleição dos preços unitários. quando não previstos no contrato. em homenagem ao princípio da intangibilidade da equação econômico-financeira do contrato. Se assim fosse. interpretação que acolha a possibilidade mesmo do co-contratante exercer um ato de consentimento à modificação unilateral proposta pela Administração em face da eleição de preços unitários poderá conduzir a sérios entraves no desenvolvimento prático das obras e serviços contratados. 65. da Lei 8. ademais. impondo a inutilidade do poder modificatório. A dicção da norma determina que os contraentes (a Administração e o particular). veda-se. § 3. entretanto .º do artigo). em face do alegado. 39 É verdade que. nessas hipóteses. na hipótese de verificar-se ausência de preços unitários. o co-contratante exerceria.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . ao exame comparativo com o Direito espanhol. Assume-se. estes serão fixados mediante acordo entre as partes (respeitados os limites estabelecidos no § 1. Após deferida a competência à Administração-contratante. 7. Logo. procedimento e condições próprios ao estabelecimento de sistema arbitral destinado à resolução de eventuais conflitos que nasçam no mister de fixação de preços unitários. art. Caso haja a anuência deste à alteração produzida. a imposição. uma condição potestativa resolutória do contrato para o co-contratante. Alternativa viável à solução dos entraves que poderiam surgir em decorrência de controvérsias existentes seria a instalação de juízo arbitral. concebendo-se a recomposição da situação remuneração-custo originariamente pactuada.§ 3. compõe-se um quadro objetivo capaz de permitir.666/93 co-contratante. esta será válida. Solução dessa ordem infringiria a natureza do poder de modificação. Página 7 . A questão da eleição bilateral dos preços unitários . no plano do contrato. firma-se via de aperfeiçoamento da recomposição do equilíbrio contratual.º. Perceba-se. a antiga legislação atinente à matéria (Regramento de Contratos do Estado. quando não prevista no contrato. Com base no contrato e em valores extraíveis de relatórios publicizados por essas entidades. naquele país. ainda. indisponível às partes contraentes. Poder-se-ia conceber. que. o que significaria desconsiderar a funcionalidade da competência. Com efeito. que a fixação dos preços unitários pelas partes é uma condição acessória e instrumental do poder de modificação unilateral. cuja experiência produziu interessantes conclusões. Corre-se o risco de o co-contratante exercer verdadeiro poder de barganha nas "negociações" acerca do aperfeiçoamento das modificações. 150. mesmo que com a anuência do co-contratante.2). Não parece. conquanto competência informada pela supremacia do interesse público. em caso de divergências. com certa segurança. 42 É válido recorrer.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. não estaria esse obrigado a executar os trabalhos relativos. dispunha que os preços unitários. haverão de transpô-las pela adoção de parâmetros notórios consagrados por institutos especializados. suplantar as controvérsias pela via da arbitragem. os quais seriam adjudicados a outro contratante. Daí que a remissão ao âmbito negocial não significa permitir ao co-contratante a injustificada recusa à adoção de parâmetros objetivos e notórios acerca de preços vigentes no mercado. As partes. admitindo que a negativa do co-contratante signifique a inviabilidade do exercício do poder de modificação unilateral.666/1993.

2. Conclusão 1. que aceitar os preços fixados pelo co-contratante ou delegar a execução das obras a dois empresários diferentes". As primeiras versam sobre aspectos qualitativos do objeto do contrato. desde que não se mire a alteração na dimensão do objeto do contrato. como afirmado. A despeito da supressão (da possibilidade de submissão das controvérsias a juízo arbitral) pela nova normativa. contratá-las com outro empresário nos mesmos preços que tivera fixado ou executá-las diretamente. perseguem imediatamente a variação da Página 8 . ainda que havidos no seio do contrato. necessariamente. sob pena de paralisação da obra e promoção de novo certame. ainda. "quando a modificação suponha a introdução de unidades de obra não compreendidas no projeto ou cujas características difiram substancialmente delas. A finalidade da reforma introduzida foi de "poder evitar a paralisação das obras no caso da modificação do contrato sem ter. prescindir da efetividade do ius variandi em troca de deferir ao co-contratante um poder de consentimento da medida. a solução anterior era merecedora de aplausos. 43 A fim de corrigir esses desvios. sobre aumento ou redução do escopo do contrato.comenta Horgué Baena . gerando-se maior eficiência.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . não se pode. fazia com que a Administração aceitasse praticamente os preços propostos pelo co-contratante". Não visam a acréscimos e supressões que. o desejo de finalizar o mais rapidamente possível (a obra). sem prejuízo de que a Administração possa. Leg. por prazo mínimo de três dias. prejudicando o satisfatório desempenho contratual. 3. Isso porque. quando se concebem alterações de tecnologia e de metodologia.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. na prática. pensa-se que a interpretação que se deve assumir em face do Direito nacional. tornar inócua a disposição normativa que remete à via consensual a fixação dos valores. a solução da arbitragem produz maior celeridade à gestão administrativa. nesse primeiro momento. "As disfunções práticas e técnicas que gerava a delegação da execução do contrato a contratantes distintos e.redundou. estabelecendo que. Nesse espírito. Contudo.666/93. no que diz com o tratamento conferido pela Lei 8. As alterações qualitativas podem versar.. Buscou-se alternativa que pudesse contemplar a bilateralidade inerente à fixação dos valores a unidades não previstas no contrato. sobretudo. o qual produziu alterações na Lei de Contratos das Administrações Públicas. em qualquer caso. As alterações quantitativas envolvem simples variação de quantidade do objeto. 44 Viu-se que. Se esse não aceitar os preços fixados.666/93 estabelece a independência de tratamento para as alterações qualitativas e quantitativas. ou a necessidade de promover-se adequações havidas por situações que podem obstaculizar os trabalhos-objeto. Ademais. suprimiu-se a possibilidade de resolução das controvérsias pela comissão arbitral. 8.666/93 O sistema consensual de fixação dos valores unitários (de "preços contraditórios") . de outro. a Lei de Contratos das Administrações Públicas. a partir da edição do Real Dec. nem. 2/2000. com base em proposta do diretor facultativo das obras e das observações do co-contratante a esta proposta em trâmite de audiência. deverá continuar a execução das unidades de obra e os preços das mesmas serão decididos por uma comissão de arbitragem em procedimento sumário. abreviando eventuais e diuturnas discussões junto ao Poder Judiciário. deverá levar em conta a alternativa de julgamento arbitral em face das controvérsias havidas. os preços de aplicação das mesmas serão fixados pela Administração. na possibilidade de o co-contratante impor seus preços à Administração. havia reformado a disposição do texto normativo. tem-se a arbitragem como solução que melhor contempla a questão suscitada..". O regime jurídico das alterações unilaterais em face da Lei 8. Por isso. editada em 1995. porquanto corrigira as disfunções que a antiga prescrição provocava no campo prático sem desnaturar a bilateralidade essencial à missão de encontrar-se preços correspondentes aos novos trabalhos implantados por alteração unilateral do contrato. Podem ter como causa a otimização técnica da execução do objeto. os problemas decorrentes de delegar à consensualidade a fixação de preços unitários não se corrigiram pela substituição à via autoritária e unilateral. sejam produzidos em decorrência de alterações qualitativas. de um lado. atingindo sua dimensão.

1956. ed. Rio de Janeiro: Renovar. Floriano P. Direito administrativo na década de 90. 4. ainda. em caso de divergências. C. 2. 2000. "Contrato. Boletim de Direito Administrativo. 1998. A eleição de preços (a teor do art.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . Curso de direito administrativo. Carlos. LAUBADÈRE. ed. DALLARI. Marçal.666/1993). Diogo de Figueiredo. 65. São Paulo: Malheiros. MOREIRA NETO. Extinção dos contratos administrativos. ed. OLIVEIRA. Horgué. MEIRELLES. 3. São Paulo: Ed. São Paulo: Dialética. São Paulo: Malheiros.º e 2. São Paulo. Hermenêutica e aplicação do direito. ed. Madrid: Marcial Pons. Eros. FIGUEIREDO. do art. André de. 2000.666/1993 não se aplicam às modificações estribadas na alínea a do inc. a". FIGUEIREDO. Adilson. _____. Alteração unilateral.Inaplicabilidade dos limites de 25% de acréscimos". Isto é. REBOLLO. I do mesmo artigo. suplantar as controvérsias pela via da arbitragem (caso haja previsão contratual nesse sentido). Mutações do direito administrativo.Informativo de Licitação e Contratos. BAZILLI. da Lei 8. "Modificación de los contratos y consecuencias patrimoniales de las Página 9 . 2000. 1990. CD-ROM. MARQUES NETO. Hely Lopes.666/93 dimensão do objeto contratual. deverá realizar-se a partir de parâmetros objetivos. "Contrato administrativo: superveniência de fatores técnicos dificultadores da execução de obra . I. haverão de transpô-las pela adoção de parâmetros notórios consagrados por institutos especializados. as alterações qualitativas não se submetem aos limites quantitativos impostos pelo preceito. Estudos e pareceres de direito público. La modificación del contrato administrativo de obra (el ius variandi). § 3. ed.Quitação Expectativa inflacionária". MAXIMILIANO. Concessões de serviços públicos. Lúcia Valle. Fernando Andrade. Poderão. 1998. Karl. 7. São Paulo.Execução de trabalhos não previstos Indenização compensatória de custos decorrentes da suspensão da execução do contrato". Lúcia Valle. Vera Lúcia Machado.Alteração de projeto com aumento de custo". 2. São Paulo: Ed. vol. Roberto. 65. "Contrato administrativo . Rio de Janeiro: Forense. 1996. Revista Trimestral de Direito Público 22. Traité théorique et pratique des contrats administratifs. quando não prevista no contrato. 6. 9. 4. "Retomada de obras paralisadas .º. Paris: Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence. Sérgio. Os limites quantitativos impostos pelos §§ 1. Celso Antônio. 19. Introdução ao pensamento jurídico. ILC . JUSTEN FILHO. "Contratos administrativos e suas alterações". ENGISCH. Bibliografia BAENA. Curitiba. 5. As partes.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. D'AVILA. 1982. RT. São Paulo: Malheiros. da Lei 8. ed. 1998. 1997. GRAU. 13. 1994. São Paulo: Malheiros. 2001.º. BANDEIRA DE MELLO. 1997. vol. ed. Inexistência de limite quantitativo na hipótese do art. Luis Martins. 65. "Preços: modificação unilateral de contrato celebrado com a administração . Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 1996. São Paulo: Malheiros. Dispensa e inexigibilidade de licitação. 7. Contratos administrativos. Licitações e contratos. FERRAZ. São Paulo: Malheiros. 1998. RT. Comentários à lei de licitações e contratos administrativos.

Indenização Página 10 .. 1998. 29-31. Carlos Ari. Carlos Ari. _____. 229. SOUTO. nem a doutrina vedam alterações quantitativas ou qualitativas. 1996.666/93 modificaciones irregulares (con especial referencia al contrato de obras)". São Paulo: Malheiros. mas quando se modifica o método de trabalho ou o modo de sua realização pode-se melhorar a qualidade do empreendimento sem agravar o seu custo. São Paulo: Ed.Expectativa inflacionária". São Paulo. "sobrevindo essas exigências da Administração. 180). p. RT.Quitação .Alteração". Rio de Janeiro. Mesmo porque tal capacidade já foi considerada satisfatória. p. p. p.Execução de trabalhos não previstos . é que as alterações quantitativas não ultrapassem o valor corrigido do contrato inicial e que as qualitativas não mudem o objeto da contratação originária. 30. (7) SUNDFELD. (1) Nesse sentido já defendeu Eros Grau. 112-113. pela habilitação no procedimento da licitação" ("Contratos administrativos e suas alterações". (3) Licitaçãoecontratoadministrativo. 73). 3. BoletimdeDireitoAdministrativo. porquanto configura cláusula de natureza econômica. (9) Parecer inédito de agosto de 2001. Hely Lopes Meirelles já havia pronunciado: "As alterações quantitativas implicam sempre modificações no valor do contrato (para mais ou para menos).Limites de valor". O que se impõe. "Contratos administrativos . Licitaçãoecontratoadministrativo.Alteração quantitativa e qualitativa . (11) "Retomada de obras paralisadas .Acréscimo de obras e serviços . São Paulo: Malheiros. Marcos Juruena Villela.Alteração". desde que exigidas pelo interesse público. 1990. (8) Observa Fernando Andrade Oliveira. "visto que substancialmente relacionada com o preço e as condições de pagamento do contratado" ( Contratos administrativos. em relação às modificações impostas nos contratos. 1998. 1994. Direito administrativonadécadade90. p. Licitações e contratos administrativos. vol. SUNDFELD.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. 1995. São Paulo. Dentro desses lindes é lícita qualquer alteração do projeto inicial" ("Contrato administrativo . RevistaTrimestralde DireitoPúblico 2/156. São Paulo: Ed. (4) "Contratos administrativos . (5) Licitaçãoecontratoadministrativo. que. 1995. Estudosepareceresdedireito público. Revista de Direito Administrativo. cit. RT. 1996. (10) "Contrato administrativo: superveniência de fatores técnicos dificultadores da execução de obra Inaplicabilidade dos limites de 25% de acréscimos". São Paulo: Malheiros. Madrid: Civitas. dentro de um critério de razoabilidade.Acréscimo de obras e serviços . Isto porque toda vez que se alteram as quantidades de obras ou serviços afeta-se o custo global do ajuste. 2. o seu atendimento depende da capacidade técnica e econômico-financeira da outra parte. ed. Caio.Alteração de projeto com aumento de custo". Rio de Janeiro: Esplanada. ao passo que as qualitativas nem sempre. 62). 1993. 6. Licitação e contrato administrativo. 1982. TÁCITO.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . (6) Ainda antes da legislação atual. RevistaTrimestraldeDireitoPúblico 22/99.1998. Nem a lei. "Contrato administrativo . ed. 1993. p. Comentario a la ley de contratos de las administraciones públicas. Revista Trimestral de Direito Público 2. São Paulo. (2) Roberto Bazilli entende que o regime de execução ou a forma de fornecimento é cláusula não sujeita à alteração unilateral. "Preços: modificação unilateral de contrato celebrado com a administração . p. 1995. São Paulo. São Paulo: Malheiros.

desconcertantes de sua previsão inicial. ("Contratos administrativos Acréscimo de obras e serviços . p. a". ed. Dispensaeinexigibilidadedelicitação. Dispensae inexigibilidadedelicitação. 228. a lei não os teria distinguido. Alteração unilateral. realizada nas duas alíneas do inc. p. a tornar inúteis as palavras da lei. 1994. Lúcia Valle. Licitaçõesecontratos. 65 fossem idênticas. p. (14) "Contrato. Negar a distinção conduziria. a pura e simples previsão legislativa acerca de dois supostos distintos. p. entretanto. Sérgio. pena de burla ao instituto da licitação. 3. (26) Dispensaeinexigibilidadedelicitação. fatores invulgares.d. (15) Licitaçãoecontratoadministrativo. (21) Cursodedireitoadministrativo. 55. (13) "Contrato administrativo . Estas modificações só se justificam perante circunstâncias específicas verificáveis em casos concretos. (23) Parecer inédito de agosto de 2001. cit. 366. ed. Rio de Janeiro: Forense. aplica-se ao caso um princípio hermenêutico fundamental. para uma melhor adequação de seus objetivos" (FERRAZ. 1998. (16) Licitaçõesecontratosadministrativos. Portanto. 567. vale consultar as palavras de Marçal Justen Filho: "A diferenciação entre as duas hipóteses é relevante para fins jurídicos.Alteração". São Paulo: Malheiros. 65. CD-ROM. 13.Limites de valor". p. há de se ter em mente a necessidade absoluta de a Administração modificar o projeto original ou as especificações. para satisfatório atendimento do interesse público. (20) Sobre esse aspecto específico. (12) Cursodedireitoadministrativo. consistente em ser vedado ao intérprete deixar de distinguir onde a lei o fez".ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . Curitiba. 1998. "presume-se que a lei não contenha palavras supérfluas. 3.Alteração quantitativa e qualitativa . p. inclusive. 2000. por extensão quantitativa. total e ilimitada liberdade para a Administração modificar o projeto ou suas especificações. 56). a menos que. 1994. p. 55. cit. quando eventos supervenientes. São Paulo: Malheiros. 13. ed. 366. RevistadeDireito Administrativo. cit.. (24) Idem. em trabalho outro e ainda à luz da legislação anterior. 4. 2001.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. p. 3. p. cit. p. sua razão de ser. anômalos. se ambas as situações contidas nas alíneas do inc. I. ed.. ed. São Paulo: Malheiros. Inexistência de limite quantitativo na hipótese do art. 2. p. 567. 1994. qual teria sido a finalidade de sua distinção? Se o regime jurídico aplicável aos dois casos fosse o mesmo. Página 11 . 91). Lúcia Valle. cit. já evidencia o reconhecimento legislativo de que as modificações contratuais envolvem casos diversos e variados. seu 'sentido'. indiscriminadamente. p. 65. s.666/93 compensatória de custos decorrentes da suspensão da execução do contrato". Sérgio. Rio de Janeiro. (28) FERRAZ.Limites de valor". (19) Na lição de Carlos Maximiliano. São Paulo: Malheiros. 338. Em suma.d.Alteração quantitativa e qualitativa . ibidem). FIGUEIREDO. Mas o autor reconhece que "isso não significa. 57.. São Paulo: Malheiros. ed. I do art. ed. p. (18) Extinçãodoscontratosadministrativos. s.. ILCInformativodeLicitaçãoeContratos. FIGUEIREDO. 156). I do art. São Paulo: Malheiros. vêm a tornar inalcançável o bom cumprimento do escopo que o animara. Embora o autor. (22) Entendida como aquela que impõe. p. (17) Dispensaeinexigibilidadedelicitação. ed. 1998. os limites (quantitativos) expressos para ambas as tipologias contratuais.. 82. se lhe promovam alterações" (idem. Afinal. (25) "Contrato administrativo . Rio de Janeiro: Esplanada. (27) "A justificar um aditamento contratual. devem ser todas entendidas como escritas adrede para influir no sentido da frase respectiva" ( Hermenêuticaeaplicaçãododireito. 281-283. pareça ter assumido posição diferenciada. 19.

Interrupção brusca e unilateral do seu objeto.. ApCív 89. aislada o conjuntamente. A Lei de Contratos das Administrações Públicas dispõe. p. afirma que "o problema de modificações quantitativas é examinado à luz da essência do objeto contratual. Improvimento da apelação" (TRF da 1.666/93 (29) "O art. a propósito dos contratos de obra.01. Tudo o que é elemento histórico apenas pode estar subordinado a estes conteúdos objectivos e colocar-se ao seu serviço" ( Introduçãoaopensamentojurídico. 1996. nesse particular. Traitéthéoriqueetpratiquedescontratsadministratifs.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . que a referência ao valor como critério de aferição de limites. não justifica uma redução brusca e unilateral do seu objeto.." ( Licitaçõesecontratosadministrativos. 7. con exclusión del impuesto sobre el Valor Añadido.Se uma empresa.) e) Las modificaciones en el contrato.. ed.A existência de cláusula exorbitantes nos contratos administrativos. en cuantía superior. à dogmática "há-de interessar na verdade o conteúdo objectivo da lei perse. (30) Licitaçãoecontratoadministrativo. cit. (35) Comentáriosàleidelicitaçõesecontratosadministrativos. que. São Paulo: Dialética. ibidem. 338). na ordem de 50% (cinqüenta por cento). todavia.. Parece. Contrato de locação de serviços de limpeza e conservação. además de las señaladas en el artículo 111. ibidem. (31) Como referiu Karl Engisch. Paris: Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence. e em primeira linha o seu alcance prático. contrata com a administração pública a prestação de serviços (limpeza. Observa o autor. sofra uma redução brusca do seu objeto. torna-se inviável estimar-se a dimensão econômica do acréscimo ou da supressão" ( Comentáriosà leidelicitaçõesecontratosadministrativos. al 20 por 100 del precio primitivo del contrato. Rio de Janeiro: Esplanada. em seu art.1996). porque se destinam estes (os limites) exclusivamente às alterações quantitativas. a recente legislação que versa sobre a matéria estabeleceu causas de rescisão dos contratos administrativos. Juiz Olindo Menezes. do Dec. 551. ed. não é lícito que. vencedora em licitação. "quando se tratar de contrato com preço global. afigura-se hábil ao escopo que lhe é fornecido pela norma. que já se aproxima do seu final. 229. vol. § 4..ª T... em face das inúmeras imoralidades surgidas.-lei 2. 551). ético e cultural da mesma lei. 1956. por exemplo. rel. por exemplo.ª Reg. (38) LAUBADÈRE. 389-390.09. e com todo um contingente de pessoal em ação. em atenção ao interesse público. Trata-se de verificar se a ampliação de deveres quantitativos importará modificação essencial dos deveres das partes" ( Concessõesdeserviços públicos. p. p. 169-170). 3. deveria fazê-lo a partir da prestação contratual. as causas de rescisão. André de. a lei incluiu todas as alterações nos limites da alteração quantitativa. São Paulo: Dialética. Marçal Justen Filho levanta a questão de "como apurar o valor da alteração?". que impliquen. p.24527-2-MT. DJ 09. alteraciones del precio del contrato.EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8. 2000. que a solução tradicional adotada pelo direito francês era a de que os limites Página 12 . (33) Justen Filho. Na Espanha. 149. aunque fueran sucesivas. Acrescente-se que a redação utilizada pela Lei 8. (36) Idem. 2. 55. em plena execução do ajuste. 257). Impossibilidade. asseio e conservação). las siguientes: (. 3. en más o en menos. ed. 1 . (32) A jurisprudência brasileira tem pronunciado a inviabilidade de reduções excessivas no âmbito das modificações unilaterais pela Administração: "Administrativo.º. o representen una alteración sustancial del proyecto inicial". 7. em ordem a pôr em risco a equação financeira do ajuste. cit. 1997. (34) A doutrina mais qualificada tem advertido que a técnica legislativa mostrou-se inadequada e imprecisa quando utilizou como critério de aferição quantitativa o valor do contrato. estipulando limites quanto ao valor do contrato. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. (37) Idem.300 de 1986 não previa limites para essa alteração (qualitativa). Observa Baena. assim como lhe hão de igualmente interessar o conteúdo e o alcance (extensão) dos conceitos e normas jurídicas. mas em segunda linha interessam-lhe também os significados político.666/93 não é destoante de outras normativas de contratações públicas erigidas no direito comparado. "Son causas de resolución del contrato de obras. p. II . p.. p. 1998. porém.

1996. dada a consensualidade da eleição da recomposição da relação custo-benefício. a mudança poderá acarretar a extinção do contrato. por exemplo. 113-114). (43) Lamodificacióndelcontratoadministrativodeobra(eliusvariandi).EXEGESE DE DISPOSITIVOS DA LEI 8.Execução de trabalhos não previstos . Comentarioalaleydecontratosdelasadministracionespúblicas. Mutaçõesdodireitoadministrativo. Agregue-se que o anteprojeto da nova Lei Geral de Contratações da Administração Pública (publicado no DOU de 13. 2000. Acerca da arbitragem nos contratos administrativos. Não obstante. de 1998. (41) Adilson Dallari já afirmou que. ibidem.º de seu art. põe-se inconciliável com o âmbito administrativo-público. inclusive por juízo arbitral". como a indicação de preços unitários. com o exposto. ILC-InformativodeLicitaçõeseContratos. 467. XV. 93-94. p. não significa.03. (39) Cursodederechoadministrativo. p. ainda. (42) Não se quer. cujo terreno é o da indisponibilidade de interesses. podendo renunciá-los em prol de acordos e transações. (44) Idem. A via da arbitragem. 727-728. Certamente nestas hipóteses a instituição de um juízo arbitral poderá poupar as partes de intermináveis discussões no âmbito jurisdicional. no § 2. Licitaçõesecontratosadministrativos. exercer disponibilidade de direitos e interesses. Atualmente. à diferença do que ocorria anteriormente. que comportam a indicação decisória por peritos e técnicos autorizados.quando se versa sobre questões de fato (sobretudo de índole técnica). Madrid: Marcial Pons. 136. reza que a avença deverá prever sobre o modo amigável de solução das divergências contratuais. 23. Não é disso que se trata.ALTERAÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO ADMINISTRATIVO . Marcos Juruena Villela. Lembre-se. a proposta da arbitragem que se cogita para a hipótese em exame é aquela que versa acerca de questões tecnicamente aferíveis. p. o direito do co-contratante a demandar a résiliation do contrato" ( Lamodificacióndelcontratoadministrativodeobra(eliusvariandi). na ausência de preços unitários preestabelecidos. cit.Indenização compensatória de custos decorrentes da suspensão da execução do contrato". No mesmo sentido posiciona-se Luis Martins Rebollo. ao tratar da arbitragem no campo contratual. 1997. que.307/96. que os contratos da Administração (incluída aí a espécie dos contratos administrativos) podem "prever meios para solução extrajudicial de conflitos. Madrid. SOUTO. vol.CCAG. 2000. cifrados a partir da repercussão das alterações nos pressupostos. 10.666/93 quantitativos determinavam-se com limite ao iusvariandi. ed. CD-ROM. p. 221-236.2002) previu. p. Madrid: Civitas. "Modificación de los contratos y consecuencias patrimoniales de las modificaciones irregulares (con especial referencia al contrato de obras)". é perfeitamente possível . Não se está. que a Lei 8. "tomando-se como referencial osvaloresdemercado e os preços previstos no contrato" ("Retomada de obras paralisadas . 1997. pensamos. ao tratar das cláusulas necessárias do contrato de concessão. ago. (40) Há doutrina que tem entendido que. se a modificação ultrapassa certos limites quantitativos.e aconselhável . em princípio. a partir da reforma de 1976 . os parâmetros quantitativos se põem acerca do tipo de contrato (determinado pelo tipo de remuneração) e visam a estabelecer quando o co-contratante terá direito à obtenção de indenização pela modificação introduzida. deverão eles ser fixados por acordo entre as partes. aludir à aceitação incondicional da arbitragem no âmbito dos contratos administrativos. Civitas. 339. É verdade que a Lei 9. com o exposto. Página 13 . p. Madrid: Marcial Pons. "neste sentido. confira-se estudo de Diogo de Figueiredo Moreira Neto. Rio de Janeiro. propugnando a possibilidade de a Administração.. Renovar.987/95 permite este modo de solução de controvérsias pela disposição de seu art. 2. autorizou-a como solução a conflitos versando acerca de interesses disponíveis. o que.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->