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TAVARES, WECLESLEY ANDERSON - SOFTWARE LIVRE COMO CHAVE NA REDUÇÃO DE CUSTOS

TAVARES, WECLESLEY ANDERSON - SOFTWARE LIVRE COMO CHAVE NA REDUÇÃO DE CUSTOS

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  • Tabela 1 - Motivos para desenvolvimento e uso de Software Livre
  • Tabela 2- Software proprietário versus software livre
  • Tabela 3- Solução Microsoft
  • Tabela 5- Custos, adquirindo-se novos Hardwares
  • Tabela 6- Custos, hardware pré-existente
  • Custos Soluções Microsoft
  • Tabela 7- Custos soluções Microsoft
  • Tabela 8- Custos soluções Linux

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LISTA DE TABELAS.
Página Tabela 1 - Motivos para desenvolvimento e uso de Software Livre............................. Tabela 2- Software proprietário versus software livre................................................... Tabela 3- Solução Microsoft......................................................................................... Tabela 4- Solução Linux................................................................................................ Tabela 5- Custos, adquirindo-se novos Hardwares....................................................... Tabela 6- Custos, hardware pré-existente...................................................................... Tabela 7- Custos soluções Microsoft............................................................................. Tabela 7- Custos soluções Linux................................................................................... 19 26 27 28 29 30 31 31

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RESUMO.
Hoje não importa o ramo de atividade ou o tipo da organização, pois qualquer que seja necessita fazer uso de sistemas informatizados para auxiliar e maximizar a produtividade nos seus processos, gerando assim uma enorme demanda por softwares. Em contrapartida, o elevado custo torna inviável a compra e atualização desses sistemas, lembrando que o software é um componente de peso no custo de computadores. O trabalho abordará a implantação de software livre como sendo uma resposta a esse problema, assim como são estudados as definições de softwares livres e proprietário, vantagens e barreias a adoção de software livre, os custos e as vantagens econômicas na migração de uma plataforma de software proprietário para de software livre. Ainda são citados casos reais de migração e adoção de software livre por empresas e instituições governamentais.

rivalizando com a Índia e a China. 2002). com vendas de US$ 7.SOFTEX. Durante muitos anos.5 1. foi aceito como a única forma possível de produção de software de qualidade. (MTI. as correções e os melhoramentos. o software livre utiliza um modelo aberto. do que os investimentos na fase produtiva. o Brasil é o sétimo mercado de software no mundo.2 bilhões. as etapas de planejamento e desenvolvimento são bem mais importantes. Entre 1991 e 2001. No setor de software. a participação do segmento no PIB triplicou. em termo de investimento de recursos que a etapa produtiva (entendendo esta etapa. O setor de produção de software tem características diferentes. uma vez que o esforço do programador seria .INTRODUÇÃO.7 bilhões em 2001. no que se refere ao comportamento do ciclo do produto. que trata o programa de computador como uma obra fechada e secreta.9 e US$ 8. Segundo pesquisa realizada pela Sociedade para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX) em conjunto com o Massachussets Institute of Technology (MTI). alcançando 0. redistribuir ou alterar o programa. como a geração da cópia do produto a ser vendido). Enquanto os softwares proprietários têm um modelo de desenvolvimento fechado. no qual qualquer pessoa pode ter acesso ao código-fonte e exercer o direito de livremente utilizar.71%. cujo peso dos investimentos iniciais no processo de planejamento e desenvolvimento do produto são bem mais importantes. em que apenas uma empresa ou indivíduo tem o controle sobre as funcionalidades. com respectivamente US$ 7. o modelo proprietário.

origem e historia de software livre e software proprietário. o uso de software livre vem aumentando ao longo do tempo e surgindo como forma viável nos diversos segmentos. de modo que os custos de seu desenvolvimento sejam divididos entre todos os interessados que os utilizam e desenvolvem. em função do aprendizado. com os usuários sendo induzidos a acompanhar suas modificações de produto. sem terem condições de trocar por outros produtos. órgãos governamentais e numa menor escala. por exemplo. A busca de fatores econômicos justificáveis é a resposta para a disseminação do uso do modelo de software livre no meio empresarial. governamental e doméstico como fonte de independência tecnológica para o país e de redução de custos. que passam a usufruir uma situação de quase monopólio. . Para entender essas situação. Inicialmente é descrita a definição. ou por problemas de compatibilidade que devem ser mantidos entre distintos softwares que trabalham trocando informações. como empresas. o software livre converte essa realidade para um modelo. formulou-se a seguinte questão: Que fatores econômicos levam as empresas a adotarem um modelo de software proprietário em detrimento ao modelo de software livre? Como resposta a essa pergunta temos de considerar o histórico de monopólio e aprisionamento tecnológico.6 compensado pela venda de licenças de uso. As licenças são substituídas por modelos de negócios que focam a prestação de serviços. dado que devem superar um conjunto de custos relativos ao aprendizado do uso do novo software e a superação dos problemas de compatibilidade. Os compradores do software incorporam o produto a seus processos e rotinas e passam. no qual os produtos são compartilhados. Esta situação se dá por diversos aspectos. pelos usuários domésticos. levando em consideração que os indivíduos têm dificuldade de abandonar o modelo proprietário e pago para migrar para o software livre. Entretanto. a ter uma situação de forte dependência em relação ao software escolhido. em muitos casos. tendem a ficarem “presos” ao fornecedor inicial e tem um custo significativo (comparativamente a outros produtos) para mudar de fornecedor. Esta situação de aprisionamento tende a gerar vantagens para as empresas mais bem sucedidas. oferecidos por outras empresas. Outra característica diferenciadora é observada pelo lado da demanda. No entanto. Neste caso.

Serão avaliadas as vantagens da adoção deste tipo de programa para as empresas e governo.7 Em seguida são apresentadas restrições existentes à adoção do software livre a partir da teoria do aprisionamento tecnológico. Para isso serão estudados casos reais da adoção de softwares livres por empresas e órgãos governamentais e de defesa. .

.8 2. bem como os custos relativos a essa adoção e ou migração de modelo de software. Apresentar os fatores que colaboram e os quais impedem a migração do modelo de software proprietário para o de software livre. Identificar fatores para a adoção dos softwares livres. Demonstrar as potencialidades econômicas referentes à adoção do modelo de software livre.OBJETIVOS. Fazer estudo de casos reais de empresas e instituições governamentais que optarão ou estão optando por esse modelo de software.

não importa o tipo da organização. No entanto.JUSTIFICATIVA.609. de programa de computador. tornando-se assim muitas vezes inviável. O segundo caminho consiste em buscar no software livre uma alternativa de qualidade e de baixo custo. de 19 de fevereiro de 1998. tem por necessidade a utilização de programas computacionais para auxiliar na execução de seus processos. Nos dias de hoje temos uma enorme demanda na utilização de softwares. por exemplo. a aquisição e atualização desses softwares não são baratas. O primeiro consiste em pagar as devidas licenças de uso. sendo essa uma pratica que pode sair caro. Para não incorrer nesta prática ilegal. Assim o artigo Art. . conforme a Lei nº 9. por qualquer meio. para fins de comércio. Devido a esse elevado custo às organizações podem acabar decidindo utilizar-se do software sem a obtenção da devida licença. sem autorização expressa do autor ou de quem o represente a pena será de reclusão de um a quatro anos e multa. no todo ou em parte. as organizações tem dois caminhos. pois. a ampla implantação de computadores por parte do governo nos laboratórios das escolas públicas demandaria um grande custo na aquisição de softwares. optando assim pela pratica da pirataria. 12º da lei enuncia que quem violar direitos de autor de programa de computador terá pena de detenção de seis meses a dois anos ou multa e se a violação consistir na reprodução. E.9 3. seja ela de caráter privado ou instituição pública.

10 A utilização do software livre pelas instituições poderia permitir uma melhora no Balanço de Pagamentos. anuais. via aquisição de licenças de uso. segundo o Banco Central (2003). já que os gastos com os softwares proprietários. em uma saída na ordem de US$ 1. . resultam.12 bilhão.

11 4. Bacic (2003). não exceção. mas sem suporte técnico. pois existiam poucos computadores no mundo. sem fornecer o código-fonte. Caso houvesse necessidade de suporte. 4. que foi o ponto inicial para o aparecimento da Internet.1.REVISÃO DE LITERATURA. e este se tornou relativamente mais importante e viável economicamente que o hardware.HISTÓRICO DE SOFTWARE LIVRE. . No entanto o sistema foi requisitado por outras pessoas e a Bell optou por fornecer o software de maneira gratuita. relata que durante a criação da Arpanet (Advanced Research Projects Agency Network). e o valor real estava na própria máquina em si. Segundo Dipold (2005). e não nos programas. a situação começou a se alterar em favor do software. de forma que os fornecedores passaram a vender os softwares. nas décadas de 1960 e 1970 o software livre era regra. Com a popularização do microcomputador na segunda metade da década de 1970. A Bell então desenvolveu o sistema operacional BESYS (Bell Operating System – Sistema Operacional da Bell) para ser utilizado com o seu computador. além de impor restrições à distribuição dos programas. os desenvolvedores dos Laboratórios Bell e da AT&T (American Telephone and Telegraf) sentiram a necessidade de um sistema para controlar os diversos processos e recursos controlados por eles. este deveria ser contratado (BACIC 2003).

que se tornaria padrão em todas as distribuições Unix e o protocolo livre TCP/IP (Transmission Control Protocol/ Internet Protocol – Protocolo de Controle de Transmissão/ Internet). Dennis Ritchie alterou a linguagem B. A partir dai o sistema ganhou nome de Unics (Uniplexed Information and Computeing Service). Segundo Bacic (2003). que foi utilizada para reescrever o Unix. Que foi implementado com um sistema de arquivos e um interpretador de comandos digitados pelos usuários que ganhou o nome de Shell. Ken Thompson. Dennis Ritchie e outros colegas que haviam participado do desenvolvimento do Multics. tiveram que decidir se utilizariam um sistema operacional criado por terceiros ou se desenvolveriam um novo sistema operacional. A partir de então se criaram encontros científicos em torno do Unix. por entender que o desenvolvimento do Multics se daria em um prazo longo demais e a um custo excessivo. quando da adoção da terceira geração de computadores. uma sátira ao sistema operacional Multics e posteriormente teve seu nome mudado para Unix. em 1970. a AT&T forneceu o software as universidades. No entanto em 1969 a AT&T optou por retirar-se do projeto. não podia atuar na área de computação. o X-Windows. desenvolvida por Thompson. Na década de 80 foi criado um ambiente gráfico. foi utilizado pelo . os Laboratórios Bell. Thompson e Ritchie publicaram um artigo sobre o Unix em 1974. que puderam contar com o código fonte completo para estudar e melhorar o programa. o que incentivou que muitas universidades solicitassem uma cópia do software a AT&T.12 Em 1964. Após deliberar internamente a empresa optou criar um novo sistema. unindo forças com a General Electric e com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) (BACIC 2003). Como na época a empresa era um monopólio controlado na área de telecomunicações. a equipe de desenvolvimento de Thompson adquiriu um computador PDP-11 da Digital para criar um sistema de editoração de textos. criado pela DARPA (Defense Advanced Research Projects Angency). onde surgiram novas idéias e melhoramentos que foram rapidamente absorvidos pelo sistema. Sendo assim. dando origem à linguagem C. o Multics (Multiplexed Information and Computeing Service). resolveram escrever uma versão simplificada do Multics.

Além disso.13 departamento de sistemas da universidade de Berkeley para comunicação à distância entre sistemas operacionais Unix. O copyleft permitiria o sistema operacional GNU obter vantagem social sobre o Unix. decidiu criar um sistema operacional que qualquer pessoa poderia copiar. mesmo se o mesmo não apresentasse vantagens técnicas (BACIC 2003). Nos anos 80 o sistema Unix já era amplamente utilizado. Neste mesmo período ocorreu a popularização dos computadores pessoais (PC). fazendo com que as pessoas se acostumassem com os softwares proprietários. onde já não existiam mais sistemas com código aberto. novas funcionalidades. a partir de um programa já existente. permitindo a ela criar uma subsidiária que operasse no ramo de informática. muitas empresas e instituições contribuíam para melhorar o sistema operacional. Richard Stallmann que trabalhava na MIT. na qual qualquer pessoa poderia copiar. modificar e distribuir o programa. adicionar melhorias. No entanto em 1984 o governo norte-americano dividiu a AT&T em várias companhias independentes. novos recursos e até mesmo criar novos programas sem a necessidade de se começar do zero. modificar e distribuir. Optou-se por produzir um sistema operacional compatível com o Unix. usar. Stallmann queira ter uma comunidade de desenvolvedores trabalhando juntos novamente. alterar. A partir desse momento Stallmann inicia o projeto e conceito do software livre. desde que o mesmo permaneça livre. O desenvolvimento de um software deveria ocorrer de forma evolucionária. modelo que se tornaria padrão na Internet (BACIC 2003). Foi criado um novo tipo de licença. pois desta forma a migração de usuários Unix para o novo sistema seria facilitada. pois sua portabilidade de uma máquina para outra era simples. . no qual um programador pudesse. levando o Unix a ter código fonte fechado e que se passasse a cobrar pelo mesmo (BACIC 2003). executar. Ainda no ano de 1984. uma paródia com o termo copyright que mantém os direitos autorais. O nome dado para o projeto foi GNU (Gnu Is Not Unix – Gnu não é Unix) (BACIC 2003). Esta nova licença foi chamada de copyleft.

Em 1991.02 do núcleo. do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Helsinki na Finlândia. programa que interage diretamente com o hardware do computador. os desenvolvedores do GNU optaram por integrar programas que fossem livres. uma parte essencial para qualquer sistema operacional (Alves 2003). pois para se criar um programa é necessário um editor onde se possa escrever o código e um compilador para transformar o código em um arquivo executável. mesmo que não fossem regidos pela licença GNU. Linus disponibilizou o código fonte na Internet. Após a criar a versão 0. Segundo Gomes (2003). . o uso ambíguo do nome Linux atrapalha o entendimento e faz parecer que todo o Sistema Operacional chama-se Linux. Quando Linus Torvalds terminou de desenvolver o Linux todos os outros Softwares necessários para compor um Sistema Operacional Livre já estava disponível. pedindo que programadores o ajudassem a melhorar o programa (Alves 2003). relata que em 1984 Stallmann conseguiu acesso à estrutura do laboratório de Inteligência Artificial do MIT para o desenvolvimento do sistema GNU. No ano de 1985 ele criou o FSF (Free Software Foundation – Fundação Software Livre) para o desenvolvimento e manutenção do sistema operacional GNU. que recebeu o nome de Linux. no entanto faltava desenvolver o kernel (núcleo). mesmo sem existir o sistema GNU completo.14 A fim de economizar recursos. Inicialmente a fundação desenvolveu o interpretador de comandos bash (Bourne Again Shell). Mas na verdade. baseado no Minix. cujo nome surgiu de mais uma brincadeira dos programadores com o interpretador de comandos do Unix (Bourne Shell). Linus Torvalds. criou um núcleo compatível com o Unix (utilizando o gcc). cuja receita provem de doações e das vendas de cd-rom com software livres (Alves 2003). desenvolveu diversos programas que poderiam ser rodados em Unix proprietários. um sistema operacional desenvolvido pelo professor Andy Tannenbaum para fins educacionais. Finalmente em 1990 o sistema GNU estava praticamente completo. o Sistema é basicamente GNU funcionando com o Linux como Kernel. Inicialmente desenvolveu o editor de textos Emacs e em seguida o compilador gcc (Gnu C Compiler). Alves (2003).

A Liberdade de executar o Software para qualquer uso. com exceção do núcleo.). tendo por principio que o mesmo pode ser copiado e repassado sem perda alguma. formou-se o que hoje chamamos de GNU/Linux. A filosofia do software livre está baseada em quatro liberdades básicas: 1º Liberdade . o acesso ao código fonte é fundamental). não é necessário esperar o término do GNU Hurd.A Liberdade de modificar um Programa. Com o GNU funcionando juntamente com o Linux. para formar o Sistema Operacional Completo. etc. mas popularmente conhecido por Linux. o interpretador PostScript Ghostscript e a biblioteca GNU C. muitas pessoas contribuíram para este projeto. Editores de Textos.A Liberdade de estudar o funcionamento de um programa e adaptá-lo as suas necessidades (Para isso. Por volta do início dos anos 90 todos os elementos dessa lista foram agrupados. 3º Liberdade . mas a razão de haver um Sistema Completo e não apenas uma coleção de programas específicos é o Projeto GNU. 2º Liberdade . o editor de ligação (Linker) .2- DEFINIÇÃO DE SOFTWARE LIVRE E SOFTWARE PROPRIETÁRIO. Foi feita uma lista de programas que seriam úteis para a produção de um Sistema Completo como o montador (Assembler). (Para isso o acesso ao código fonte é fundamental). . o Kernel (GOMES 2003). 4.15 O Projeto GNU não foi um projeto para desenvolver pacotes específicos de Softwares (embora existam Compiladores C. 4º Liberdade . Por isso diz-se que Linus Torvalds completou a última lacuna que faltava para a produção do sistema Operacional. aperfeiçoando-o e de tornar essas melhorias publicas para que toda a comunidade possa ser beneficiada por elas. ou seja. Segundo Bacic (2003). pois ainda estão desenvolvendo o GNU Hurd. o Bourne Again Shell. Como o Linux já está funcionando.A Liberdade de redistribuir Cópias. o software livre se baseia no principio de livre troca de conhecimento.

Na maioria dos casos o software é enquadrado como se fosse um bem industrial como um carro ou um alimento. por isso é melhor evitar termos como “de graça” ou “doado”. modificar o software. ademais.3. verificar a qualidade do código. 4. Os softwares livres mais conhecidos são: o sistema operacional LINUX. o pacote de ferramentas para escritório OpenOffice. realizar melhorias no programa e corrigir erros (BACIC 2003). Um usuário pode redistribuir as cópias do software de maneira gratuita ou cobrando uma taxa pela distribuição. o comprador passa a ter direitos de realizar o que quiser com o software. Como a grande maioria dos softwares proprietários não possui o código aberto não é possível personalizar o programa. o navegador Internet Explorer. Bacic (2003). no entanto o software se encaixa em outra categoria . etc.NATUREZA E PRODUÇÃO DE SOFTWARE. Um dos maiores equívocos a respeito do software é quanto a sua natureza. é ilícita a livre distribuição do programa e normalmente não se tem acesso ao código fonte destes programas. sem ter que pedir permissão a ninguém. etc. Cabe observar que esta possibilidade de cobrança é marginal.16 Esses conceitos buscam garantir que o usuário possa executar. O fabricante de softwares proprietários mais conhecido é a Microsoft com programas como o Windows 95/98/NT/2000/XP. São estabelecidas licenças pelas quais é necessário pagar por cópia instalada. mas sim de liberdade de acesso ao código-fonte e de uso. podendo alterá-lo e instalá-lo em outras máquinas sem que se tenha que pagar nada para ninguém.. não sendo permitida a alteração do código. pois não se trata de uma questão de preço. etc. o navegador de Internet Mozilla. o editor de imagem GIMP. estudar. o pacote Microsoft Office. visando sempre à liberdade de produção (ou aperfeiçoamento) e utilização. copiar. assim sendo ao comprar um programa de um usuário que cobre pelo serviço de distribuição. relata que o software proprietário é regido por uma série de normas que visam limitar o seu uso ao número de licenças adquiridas. as pessoas possuem livre escolha para decidir como distribuir um programa alterá-lo. não havendo obrigação de pagar as licenças de uso. Software livre pressupõe a liberdade de utilização.

vídeos.”. e só foi possível de realizar-se com o advento da Internet. A distribuição. etc. durante a fase de desenvolvimento. Porém. o código-fonte é fechado ao mundo externo e os desenvolvedores dessa empresa são impedidos através de contratos. Após essa fase dispendiosa de produção. Esse alto custo para o desenvolvimento de softwares devido a essas características. pois esse conhecimento é considerado para essas empresas um ativo muito importante e de sigilo industrial.17 chamado de “bem de informação” equiparável juntamente a produtos como a “música. por motivações e sinalizações sociais diversas em vez de preços de mercado e de comando hierárquico-gerencial. No caso do software livre. pois seu modelo de produção é através da colaboração de uma rede de desenvolvedores. são chamados de custos amortizados. pois sua característica central é a de grupos de indivíduos que colaboram em grandes projetos. principalmente com o advento da Internet. contratação de mão-de-obra qualificada e na elaboração de um projeto de desenvolvimento desse software. esses custos de Pesquisa e Desenvolvimento são reduzidos. De forma tradicional. o software passa agora a ter um custo marginal de reprodução e distribuição próximas de zero. Diplod (2005). de divulgarem informações relacionadas ao produto em desenvolvimento. onde é investida basicamente uma parcela na compra de equipamentos de hardware. Esse modelo de desenvolvimento é novo. A maior parte dos custos para a produção de softwares provém inicialmente. ou seja. ele possui características próprias bastante diferentes dos bens comuns. típicas das duas outras formas de produção. A reprodução desse bem não degrada a sua qualidade bem como a sua cópia. Este novo modo de produção diferencia-se dos tradicionais. O desenvolvimento do software livre passa a ter a Internet como ambiente de desenvolvimento de projetos e todos os que podem e desejam colaborar podem . os softwares são desenvolvidos por empresas de forma proprietária. livros. Neste caso a empresa arca com todos os custos inerentes à produção do software citados anteriormente (DIPLOD 2005). afirma que o software implica em custos para a sua produção. tornou-se fácil e praticamente sem custos (DIPLOD 2005). O produto final pode levar meses para poder ser comercializado e por isso mesmo despendem nessa fase a maior parte do investimento.

as principais motivações são de ordem econômica (custos e fornecedores) e técnicas (flexibilidade e qualidade). disponibilidade)”.34 1. Também permite uma rápida correção de falhas e o aumento da segurança.71 3. indicação de falhas. Motivos Redução de custos (hardware e software) Maior flexibilidade/ liberdade para adaptação Maior qualidade (estabilidade. pela complexidade ou pelo custo.18 fazê-lo em um processo coletivo com diversas formas de colaboração (programação.MOTIVAÇÃO PARA O USO DE SOFTWARE LIVRE. gerando diversas versões personalizadas e que atendem perfeitamente cada característica demandada. Este modelo de desenvolvimento também permite que muitos indivíduos e empresas possam colaborar para a criação de um software que nenhum deles seria capaz de desenvolver individualmente. Desta forma. “maior qualidade (estabilidade. divulgação ou mesmo financeiramente). De acordo com Softex (2005). 4. disponibilidade) Maior autonomia de fornecedor Média 4. Outra característica interessante é a possibilidade de se realizar alterações específicas. seguida de “maior flexibilidade para adaptação”.64 Desvio padrão 0. os resultados das entrevistas nas empresas mostram como principal motivação para uso de software livre a “redução de custos”. “maior autonomia do fornecedor” e “maior segurança”. confiabilidade.36 3.4.44 1.84 1. porque o código-fonte pode ser inspecionado publicamente e isto faz com que ele seja exposto a severas avaliações e por haver uma grande quantidade de pessoas que podem colaborar com a correção das falhas detectadas. documentação. tradução.69 . confiabilidade.64 3. sugestão de melhorias. de acordo com as necessidades individuais de cada usuário. Já as motivações de natureza ideológica ficaram em segundo plano.

atualizações mais baratas) e a possível redução de custos de mudança (economias de rede no desenvolvimento. à exceção do motivo “redução de custos”. com desvios padrão elevados. As vantagens técnicas relacionadas ao software livre funcionam como um atrativo comum para as diferentes (e muito diferentes) perspectivas que povoam o mundo do software livre. As razões de natureza econômica-financeira dizem respeito à redução de custos operacionais e de capital (não pagamento de licenças. 2005). o setor de atuação. Os motivos são diversos e oscilam entre razões de natureza técnica. potencial de adaptação e interoperabilidade de programas. quase uma unanimidade entre os respondentes.28 1.50 3. menor taxa de renovação de hardware.95 2. o tamanho da empresa. capacitação e ideológica.43 3.29 1.45 Tabela 1 .34 1. Na verdade. o que mostra que as motivações são variadas segundo um vasto conjunto de critérios (se é principalmente desenvolvedor ou usuário.65 1. entre outros) (SOFTEX.Motivos para desenvolvimento e uso de Software Livre. Pode-se concluir pelos dados da Tabela que: Não há um padrão de motivações que possa ser representativo de todos os autores envolvidos em software livre.14 2.03 1.73 1. Fonte: GOMES.57 3. econômico-financeira. maior autonomia em relação aos fornecedores).19 Maior segurança/ privacidade/ transparência Maior escalabilidade Maior aderência a padrões/ interoperabilidade Filosofia/ princípios Inclusão digital/ social Maior legalidade (licenças) Disponibilidade de recursos humanos qualificados Menor tempo para o desenvolvimento 3.57 2. houve grande dispersão de respostas.29 1.64 2.29 2. 2003. Grandes corporações nacionais e multinacionais de diversos . As razões de natureza técnica estão mais ligadas à segurança flexibilidade.

progressivo (SOFTEX. entre outros. grandes consultoras. de capacitação e ideológicas que movem o software livre para frente. quantificar a contribuição de cada um para esse movimento que é. 2005). técnicas. organizações de pesquisa. afirma que como o Software Livre tem o seu Código Aberto.20 setores. trabalham com diferentes preferências (e motivações) para o desenvolvimento do software livre (SOFTEX. As motivações para o uso de software livre são inúmeras. pequenas e médias empresas de software. uma determinada falha ou vulnerabilidade do sistema não fica sem solução por muito tempo. micro. Em geral. Muitos softwares livres são famosos pela sua robustez e segurança. um “BUG” não fica por muito tempo sem ser descoberto. Gomes (2003). Ainda que os conflitos sejam visíveis. 2005). universidades. atualmente a maior preocupação das empresas e das pessoas é com a segurança. hackers. A hipótese forte que se pode tirar dessa análise é a de que o desenvolvimento do “mundo do software livre” depende de todos esses atores. o sistema ganha estabilidade e segurança também. 4. antes do lançamento deste artigo.POR QUE SE UTILIZAR SOFTWARE LIVRE. pois são desenvolvidos da mesma forma que um sistema acadêmico de revisão de artigo funciona. Assim. ele passa por uma análise de várias . Juntamente podemos levar em consideração outros motivos como: • Segurança. É difícil. tanto da segurança de seu software quanto a privacidade de seus dados. com isso. agentes governamentais. sociológicos e econômicos.5. em essência. senão impossível. Segundo Alves (2003). ou seja. O principal motivo encontrado na maioria da literatura a respeito é a redução de custos pelo não pagamento de licenças. ideológicos. pois são muitas pessoas tentando resolver o problema. as opções de motivações apresentadas envolvem aspectos técnicos. há razões econômicas.

ou seja. que não existe. surgem problemas de várias espécies. é corrigido e/ ou modificado retorna para os autores e finalmente é publicado. antes de ser lançado ao mercado. mas para os que apóiam o software livre pode ser uma vantagem. Segundo Gomes (2003). qualquer profissional apto conseguirá resolver já que seu código está aberto. a facilidade de manuseá-los e permitirem que possam ser utilizados em vários ambientes e arquiteturas de máquinas diferentes (sem restrições de uso). isso é ruim para a empresa. ele é distribuído apenas para testes. tornando-o melhor e mais seguro (GOMES 2003). testam e tem um diagnóstico. Em muitos softwares onde o código é fechado. O software livre pode ter vários fornecedores desvinculando uma comunicação necessária de um usuário ao fornecedor do sistema. . • Flexibilidade. o que nem sempre acontece com um software proprietário (GOMES 2003). pois um falha no sistema de código fechado pode ser comparado e solucionado em um sistema de código aberto. Se por acaso o Software tiver um problema. mas só existe uma equipe (que comparada à suposta equipe de programadores espalhados no mundo inteiro é pequena) para resolver os problemas. O mesmo acontece com o software livre.21 pessoas anônimas. O software livre é tão flexível que o usuário tem a possibilidade de adaptar o Software aos seus aplicativos. Por ter a liberdade de serem criados para trazerem vantagens em relação a outros softwares acabando com a falta de qualidade e valores inacessíveis a algumas empresas e pessoas físicas. fazendo com que haja uma harmonia entre tudo que existe dentro do seu ambiente de trabalho. assim. os softwares livres mostram sua qualidade tendo flexibilidade. o software livre ganha muito em segurança já que muitos já testaram sua fragilidade e talvez eles mesmos deram a solução para o problema (GOMES 2003). os programadores instalam. a maior característica de um software livre é a sua flexibilidade em relação a um fornecedor.

o usuário é obrigado a adquirir esta atualização. com uma contribuição explicita de muitos usuários interessados em determinado software. nos softwares proprietários. algumas distribuições cobram um pouco mais por oferecerem mais material. o mais interessante é que o Software Livre é projetado sempre na mesma máquina e como pode ser distribuído por vários fornecedores. Por que Obsoleto? Simplesmente porque o Software Proprietário quando atualizado pelo fornecedor sofre alterações e tem itens adicionais. o custo é bem menor comparado a softwares de empresas que comercializam softwares proprietários. Alves (2003). Considerando que o software livre tem seu código sempre atualizado. Mas o valor sempre fica em torno de zero . ele apenas possui seu código para livre visualização e edição. tanto no setor comercial como doméstico. . Só pelo fato de ser chamado de software livre não significa que ele é grátis. como manuais e CDs com tutoriais. relata que alguns softwares livres são vendidos a preço de custo. a distribuição Debian do Linux que cobra o preço pago pelo material físico (O CD e a embalagem). por exemplo. obrigando uma melhor performance da máquina a ser utilizada. • Maior Vida Útil. fazendo disso uma dependência total da empresa com o cliente (ALVES 2003). e para se melhorar a performance tem-se um custo. fazendo com que seu software sempre mantenha seu hardware atual e não obsoleto. Segundo Gomes (2003). dispensa atualizações necessárias. Sendo assim. mas obrigatório.22 • Menor Custo. É claro que para que isso ocorra necessita-se de colaborações entre programadores para que exista um padrão seguido de uma atualização com responsabilidade para não comprometer a qualidade do software em si. a vida útil do software aumenta. Agora. o fornecedor é que decide quando o usuário dependente deve gastar ou não. pois quando é lançada uma atualização do produto. em que às vezes não é necessário.

4. Posteriormente o usuário acostuma-se a essa marca. já que vai depender de que tipo de profissional trabalhou com foco nisso.23 • Maior qualidade. A Qualidade é o item mais importante em tudo na informática. torna-se necessário que ela consiga antecipar vários ciclos no futuro ao traçar determinada estratégia.6- SOFTWARE LIVRE VERSUS APRISIONAMENTO TECNOLÓGICO. . Claro que não podemos condenar outros softwares citando que talvez não teriam qualidade. levando a fase do aprisionamento. uma organização se submete a determinadas restrições que as levam a ficar dependente da tecnologia escolhida. Quanto mais tempo durar esta fase. maiores serão os custos de troca. onde os custos de mudança tornam-se altos demais. ao optar por uma determinada tecnologia. Este processo é denominado de aprisionamento tecnológico. por isso é que muitos profissionais trabalham tanto e muitos até sem fins lucrativos (Alves 2003). isso vale tanto para softwares como para qualquer outro item sendo ele da informática ou não. procurando ficar o mínimo possível dependente de determinada tecnologia. assim como softwares livres podem ter qualidade ou não. outros não. Segundo Bacic (2003). devido à dificuldade de troca da dessa tecnologia por uma outra. relata que o software livre tem uma maior probabilidade de possuir uma qualidade elevada se contada com a colaboração e o trabalho de profissionais da área. O ciclo do aprisionamento inicia-se no momento da seleção de uma marca. Alves (2003). alguns tem. Mas a discussão tem como objetivo mostrar as pessoas interessadas que o software livre tem maior qualidade levando-se em conta que podem ser vários profissionais se ajudando e construindo algo de qualidade devido à escassez de um software que tenha qualidade e um custo acessível. em contrapartida não se pode garantir com 100% de certeza isso. e se é para uso pessoal ou não. Portanto para uma empresa diminuir seu aprisionamento frente a determinado sistema de informação.

é imprescindível que um novo software seja capaz de ler e gravar dados das versões lideres de mercado. Portanto. para garantir uma melhor chance de sucesso. Além disso. pois o usuário precisa garantir que os diversos sistemas que possui possam trocar dados. A variação de preço é determinada em razão do monopólio da empresa de software. que somente agora está diante do Software Livre como concorrente em potencial.24 O mais sério tipo de aprisionamento que dificulta a migração entre softwares esta relacionado à preservação e conservação dos dados já existentes. o usuário ao estudar a possibilidade de migração deve considerar todos os aprisionamentos com os quais está envolvido. Portanto. no início. não apresentar o mesmo desempenho com o novo programa. onde programas feitos para o sistema vigente podem não rodar no novo sistema operacional. . A incompatibilidade de sistema constitui de mais um problema. é necessário garantir que existam drivers para todos os hardwares utilizados pelo sistema (BACIC 2003). o usuário deve realizar a migração em um momento no qual o aprisionamento esteja reduzido. relata que a economia gerada pela utilização do Software Livre em conjunto com a quebra do monopólio traz diversos benefícios para as organizações. Alves (2003).ABORDAGEM ECONÔMICA. Os usuários que estiverem habituados a utilizar um software poderão. existe o fator psicológico para os usuários de terem que aprender a lidar com uma nova ferramenta. e assim estipulava livremente o preço para o cliente. Torná-se praticamente impossível para uma empresa adotar um novo software caso seus dados não possam ser transferidos.7. se o processo de transferência é caro ou arriscado demais. diminuindo o aprisionamento e tornando-se uma opção para os usuários. Além disso. Bacic (2003) afirma que outra forte barreira à migração do software é o treinamento em um software específico. 4. Outro exemplo se refere à mudança de sistema operacional. Além disso. fazendo com que muitos deles imponham resistência à mudança do software.

Em segundo lugar. por possibilitarem o conhecimento interno e sua customização. em longo prazo. Para os sistemas GNU/Linux as atualizações podem ser adquiridas gratuitamente ou simplesmente comprar de segunda mão geralmente por menos de US$ 100. Isto não inclui os custos de assistência técnica (GOMES 2003). Em primeiro lugar. para uma correta mensuração dos recursos tecnológicos disponíveis. Segundo Gomes (2003). são muito menores para sistemas abertos. Devese considerar o processo da informação como um todo. o que pode existir é um custo de manutenção/suporte para essas novas licenças. incluindo a Microsoft. Por exemplo. para atualizar um sistema Microsoft. são capazes de oferecer vida útil longa aos equipamentos. infra-estrutura de comunicação. pode-se instalar o número de cópias necessárias ou desejadas sem custos adicionais de licenças. conforme vai se implantando uma quantidade de servidores. Hoje. com maior eficácia que os sistemas proprietários. o custo da licença para os outros servidores deverá ser pago. para isso deve-se pagar mais. levando em consideração os gastos com treinamento.00 e uma única atualização pode ser utilizada em todos os sistemas. . Os custos indiretos (não orçados) são a perda de produtividade devido a paradas (downtime) e o custo do usuário final (suporte casual e auto-aprendizagem) (GOMES 2003). que podem ser previamente orçados. não se pode olhar apenas os custos de aquisição de hardware e software. é necessário considerar todos esses elementos. muitos sistemas proprietários. e em alguns casos eliminando a necessidade de aquisição de novos hardwares. para utilização de mais de um servidor. as soluções proprietárias mostram-se cada vez mais custosas. suporte técnico. reduzindo os custos com hardwares. desenvolvimento de aplicações e conteúdo e o gerenciamento de redes. Para uma análise completa do TCO.25 Existem dificuldades de investimentos para se manter um parque instalado de hardware que atendem requisitos de novas versões de software liberadas por corporações de códigos privados. Os custos de atualização. permite freqüentemente o aproveitamento de hardware já existente. já softwares de código aberto. comercializam licenças por clientes. normalmente o custo é o equivalente à metade do custo gasto na aquisição do sistema. Ao contrário. para a maioria das distribuições GNU/Linux. isto faz com que o hardware pode servir para mais de um cliente.

também provê simulação de despesas de IT no período de três anos.26 4. R$ 482. Ltd. O modelo foi elaborado com duas opções: primeiramente.1PROPRIETÁRIO.393 24.110 Solução Open Source (TCO depois de três anos).. conexão Internet. Neste estudo.69% Percentual de economia gerada (depois de três anos).393 R$ 251. Nas próximas páginas segue um esboço dos componentes das plataformas de softwares dos dois competidores de tecnologias: A Microsoft Windows e software de servidores e aplicações.23% Tabela 2.042. Proprietário X Open. SOFTWARE LIVRE X SOFTWARE Gomes (2003). 34.717 Economia gerada pela adoção de software livre (depois de três anos). Fonte: GOMES. um número apropriado de estações de trabalho. R$ 251. servidores. o estudo de TCO abaixo apresentado sobre diferenças de custos de licenças entre Linux e softwares de código aberto e softwares Microsoft baseia-se em uma simulação de um modelo organizacional com 250 usuários de computadores. • Soluções de Software detalhadas. e Linux/Código Aberto servidores e aplicações.580 R$ 790.Software proprietário versus software livre.973 R$ 1. Parque de máquinas e software préexistentes Novos hardwares/ software são adquiridos Solução proprietária (TCO depois de três anos). utilizando hardware pré-existentes e. produzido pela Cybersource Pty. R$ 733. 2003. adquirindo novos hardwares e infra-estrutura de rede. . secundariamente. cabeamento de rede e hardware e salários de profissionais de tecnologia da Informação (IT) para estabelecer e apoiar esta infra-estrutura e tecnologia.7.

Pacote escritório Microsoft com uma licença. Norton Antivírus 2006 Microsoft Internet Information Server 6 Microsoft Windows Server 2003 Enterprise Edition Microsoft Commerce Serve 2002 Enterprise Edition Microsoft ISA Standard Server 2004 Microsoft SQL Server 2005 Standard Edition Preço R$ 75. Vem com uma licença para servidor e 5 licenças de acesso cliente. Vem com uma licença para servidor e 25 licenças de acesso cliente.800.Solução Microsoft. Uma licença por usuário.00 R$ 599.750. Uma licença por usuário. Fonte: Business computing network inc.00 Fabricante Symantec Microsoft Microsoft Comentários Empacotado com Microsoft Windows Server 2003.299.000. 2006.00 Microsoft Microsoft Microsoft Microsoft Exchange Serve 2003 Microsoft XP Professional full version Microsoft Office XP profissional Microsoft Visual Studio 2005 Professional Edition Protheus 8 R$ 3.700.00 Microsoft Microsoft Microsoft Microsoft Microsiga Tabela 3.00 R$ 2.00 R$ 0. Vem com uma licença para servidor e 5 licenças de acesso cliente. Uma Licença por processador.000. R$ 40.27 Plataforma de Soluções Windows.00 R$ 1.00 R$ 435.00 R$ 3.050.00 R$ 7. . Uma Licença por processador. Nova plataforma ERP Microsiga.00 R$ 5..

C++.95 Incluso em distribuições Linux ou disponível para baixar gratuitamente na internet. Pynthon e Free Pascal. Incluso em distribuições Linux ou disponível para baixar gratuitamente na internet. Incluso em distribuições Linux ou disponível para baixar gratuitamente na internet. Um poderoso filtro de pacotes que pode atuar como Firewall. Postfix é um servidor de e-mail rico e seguro. Soluções de ERP e CRM para Sendmail ou Postfix (Servidor de e-mail) Kdevelop (IDE) Incluso em distribuições Linux ou disponível para baixar gratuitamente na internet. Disponível em GIMP (Graficos) Open Office The Exchange Project (Sistema de comercio eletrônico).1 ou SuSE 7. Um eficiente e extensível servidor web. Incluso em distribuições Linux ou disponível para baixar gratuitamente na internet. satisfatório para workstations ou servidores. Sendmail é um poderoso servidor de correio eletrônico. org. Incluso em distribuições Linux ou disponível para baixar gratuitamente na internet.2 ou Mandrake 8.95 R$ 79. Um poderoso ambiente de desenvolvimento RAD que fornece suporte a várias linguagens de programação. Equivalente livre ao Adobe Photoshop. utilizado em 59% de servidores de web na Internet.95 R$ 59. dentre elas C. Disponível no site http://theexchangeproject. Red Hat 7.line faça compras com fácil manutenção e com uma ferramenta de administração amigável GUI.3 Official Boxed Sets Apache (Web server) Squid (Proxy sever) Postgre SQL (Banco de Dados) Ipiables (Firewall) Preço R$ 59. PostgreSQL é um robusto RDBMS Relacional. Um desempenho superior de servidor proxy. . flexível com 80% do mercado de servidores de correio eletrônico. Usa biblioteca QT. Compiere . Um pacote de ferramentas on. Comentários Distribuições Linux.28 Plataforma de Soluções Linux. Um pacote de escritório livre equivalente em funcionalidade ao pacote Office da Microsoft. Programa de manipulação de imagens. Incluso em distribuições Linux ou disponível para baixar gratuitamente na Internet. Incluso em distribuições Linux ou disponível para baixar gratuitamente na internet.

55 24. 2003.50 Aplicações técnicas específicas R$ 4. pequenas e médias empresas Cenário I .000 R$ 45.900 Custo total com hardware R$ 284.837 R$ 25.29 http://www.900 R$ 284. Fonte: GOMES.000 Acesso à Internet R$ 36.000 R$ 25. como soluções de e-mail.397.95 R$ 0 R$ 0 R$ 79.000 R$ 482. 2003.Custos.compiere.393.000 Custos adicionais diversos R$ 25.973.455 Custo total com software R$ 282.837 Infraestrutura de rede R$ 25.000 Custo total R$ 1. Esse é um exemplo clássico de empresa que utiliza uma aplicação Office standard. Para tanto.50 Custos operacionais Salários R$ 345. foram necessários os seguintes recursos: • 245 estações de trabalho standard • 3 estações de trabalho para desenvolvimento de aplicações • 2 estações de trabalho gráficas • 1 servidor de email • 5 servidores de arquivos e de impressão • 1 servidor proxy/firewall • 1 servidor de Intranet/banco de dados • 1 servidor de E-Business (incluindo SQL e servidor Web) Solução proprietária Hardware Estação de trabalho R$ 232.037 R$ 79.50 Economia com a adoção do Linux % do custo total Tabela 5.95 R$ 251. serviços de Internet e banco de dados.000 Custo total operacional R$ 451.500 R$ 36.Adquirindo-se novos Hardwares.Solução Linux.000 Consultoria R$ 45. Linux R$ 232.95 R$ 376.121 Aplicações Office R$ 222. Fonte: GOMES.010.500 R$ 766.300 Servidores R$ 25.037 Software Plataforma de Software R$ 56.300 R$ 25.69% .018. adquirindo-se novos Hardwares.org/product /index.html Tabela 4.616.

000 R$ 45.393. 2003.000 R$ 376.000 R$ 36.000 R$ 25.95 Custos operacionais Salários R$ 345.Custos de Licenças de Softwares.579. Fonte: GOMES.55 % do custo total 34.25% Tabela 6. Os requerimentos incluem: • • • • • • • • 245 x Standard Workstations 3 x Developer Workstations 2 x Graphics/Design Workstations 1 x Mail Server(incluindo SQL e Servidor Web) 5 x File/Print Server 1 x Proxy/Firewall Server 1 x Intranet & SQL Server 1 x E_ Business Server .30 Cenário II .95 Economia com a adoção do Linux R$ 251.121 R$ 79.973. e-mail.Custos.455 R$ 0.95 Aplicações Office R$ 222.5.500 Acesso à Internet R$ 36. Um número pequeno de especialista também necessita de estações de trabalho para desenvolvimento. Solução proprietária Linux Software Plataforma de Software R$ 56.00 Custo total com software R$ 282. A única diferença é que não haveria gasto com hardware. Preços são para todas as soluções de produtividade de escritório.50 R$ 0.50 R$ 79.50 R$ 482.000 R$ 482. hardware pré-existente.000 Custo total operacional R$ 451.000 Consultoria R$ 45.973. A informação seguinte é de comparação de preços de Linux vs Windows. intranet e serviços de Internet.397.00 Aplicações técnicas específicas R$ 4.2.000 Custos adicionais diversos R$ 25.500 Custo total R$ 733. As configurações de software são as mesmas do Cenário I. comércio eletrônico e acesso a dados SQL.Hardware pré-existente. 4.

00 R$ 79.00 R$ 0.000.00 R$ 3. Windows XP Professional MS Visual Studio 2005 MS Office Standard Adobe Photoshop CS 2 Additional Client Access Licenses Total Tabela 7. É necessário somente uma cópia Fornecido pela distribuição Fornecido pela distribuição Fornecido pela distribuição Fornecido pela distribuição Fornecido pela distribuição Fornecido pela distribuição Fornecido pela distribuição Fornecido pela distribuição É necessário somente uma cópia (Download gratuito) R$ 79.95 .299. Distribuição Linux (SuSE 7. 2006. 250 cópias 2 cópias 9 cópias 1 cópia 1 cópia 1 cópia 1 cópia 250 cópias 3 cópias 250 cópias 2 cópias 230 licenças R$ 18.00 R$ 15.150. MS Windows Server 2003.00 R$ 0. 2003.Custos soluções Microsoft Fonte: Business computing network inc.3) Apache (Servidor Web) Squid (Servidor Proxy) Postgre SQL (Banco de dados) Iptables (Firewall) Sendmail / Postfix (Servidor de e-mail) Kdevelop (IDE) GIMP (Gráficos) OpenOffice (Suíte de produtividade) The Exchange Project (sistema de e-commerce) Total Tabela 8.00 R$ 35.00 R$ 149.00 R$ 70. MS Commerce Server 2002.Custos soluções Linux.00 Custos Soluções Linux.00 R$ 0.95 R$ 0. MS ISA Standard Server 2004.00 R$ 0. MS Exchange Server 2003.00 R$ 0.00 R$ 149. MS Internet Information Server 2006.750.00 R$ 0.785.00 US$ 0..750.00 R$ 492.200.410.31 Custos Soluções Microsoft.750. Norton Antivírus 2006.00 R$ 4.026.00 R$ 3.00 R$ 2.00 R$ 0. Fonte: GOMES.700.750.00 R$ 40. MS SQL Server 2003.00 R$ 0.

Fazem-se ainda citações de estudos de casos documentados e publicados sobre empresas privadas e instituições publicas que optaram pela migração de um modelo de software para outro e os ganhos apresentados por essas organizações. . através de análises bibliográficas e documentárias. esta pesquisa de caráter exploratório buscou atingir seus objetivos por meio de abordagens decorrentes de revisões bibliográficas e documentais sobre o tema. teses. Pretendeu-se então. pesquisas e materiais disponíveis em meio eletrônico. demonstrar as possíveis vantagens econômicas decorrentes da migração da utilização do modelo de software proprietário para o de software livre.METODOLOGIA.32 5. além de dados e materiais reunidos de órgãos universitários públicos e governamentais. Foram utilizados livros. Com o intuito de apresentar as potencialidades de redução de custos com a utilização dos softwares livres.

33 6- ANÁLISE DE CASOS DE ADOÇÃO E MIGRAÇÃO DO SOFTWARE LIVRE. mais gratuito até 2002. no Metrô .000 funcionários regidos pela CLT e obtém sua receita de maneira própria. 6. devido ao alto preço pedido por este fornecedor. O Metrô de São Paulo vem adotado softwares livres desde 1999.(Mazzarical. A seguir serão mostrados alguns casos extraídos de revistas especializadas sobre a experiência que algumas empresas tiveram no processo de migração para o software livre. O Metrô de São Paulo é uma empresa vinculada Secretária do Estado de Transportes Metropolitanos (STM).1. com mais de 8. com a substituição do pacote MSOffice pelo StarOffice da Sun. Dosso (2003). Gustavo Mazzarical em entrevista para Portal Popular (2002). um produto comercial. frisa que ao contrário de muitas empresas o Metrô iniciou seu processo de migração através dos Desktops. 2003). Este processo iniciou-se quando o Metrô não conseguiu chegar em um acordo com a Microsoft para atualizações de seus softwares. coloca que chegou um momento em que as vantagens de adoção do StarOffice.COMPANHIA DO METROPOLITANO DE SÃO PAULO – METRÔ.

Além disso. 2003). que é um projeto de software livre baseado no código e tecnologia do StarOffice liberado pela Sun Microsystem. o Metromail.34 eram tão sensíveis que a transição se tornou inevitável.org. 1200 treinamentos para a migração do MS-Office para o StarOffice e OpenOffice. foi possível investir em compra de novos equipamentos. Além disso. foram realizadas diversas palestras sobre o programa. Mazzarical ressalta que a redução de custos conseguida pela adoção do software livre. Com essas medias foi possível vencer a resistência inicial dos funcionários. foram necessários a realizações de diversos testes para garantir a compatibilidade e viabilidade do programa alternativo. existem os projetos Micro Livre e PostgreSQL. existem mais 700 pessoas em treinamento para o OpenOffice. Com fim da estratégia da SUN de oferecer o StarOffice de maneira gratuita. Ainda em entrevista para o Portal Popular (2002). treinamento e outros produtos. o Metrô optou utilizar uma interface gráfica muito parecida com o Windows. Já o projeto PostgreSQL está sendo utilizado para aplicações de banco de dados entre os departamentos e estuda a viabilidade de utilização do Postgres . adotando desta vez o OpenOffice. Para minimizar o impacto para os seus usuários. sendo que o primeiro busca dar treinamento e suporte para adoção do Linux em desktops. foi necessário convencer os funcionários a aceitarem o StartOffice. Isto só foi possível devido aos R$ 700 mil anuais economizados pela opção de não continuar pagando pelo MS-Office. (Mazzarical. O sucesso obtido com a migração dos aplicativos para escritório facilitou que novas iniciativas de substituições de software proprietário por livre fossem adotadas. Mazzarical (2003b) coloca que hoje o Metrô conta com um serviço de email baseado em software livre. para isso. a empresa contratou três estudantes da PUC de São Paulo com a função de ajudar e familiarizar os empregados com esse novo programa. o Metrô migrou mais uma vez de aplicativo de escritório. Além disso. e conta com alguns servidores rodando Linux. No entanto. foi oferecido treinamento específico e por último. que participa ativamente da comunidade OpenOffice. Para tanto o Metrô já realizou até 2003. foram criadas apostilas para cada programa que compõe o StarOffice. 400 treinamentos completos para o OpenOffice.

”. que contava com rede Novell e banco de dado em ambiente DOS. segundo Mazzarical (2003a) para a empresa uma economia de aproximadamente três milhões de reais. Todas as iniciativas de utilização de software alternativos no Metrô de São Paulo rendem. mas teria demandado um alto investimento devido à compra de licenças.2. está alinhado com a sobrevivência das empresas. conseguindo grande destaque na mídia e eventos. Na Revista do Linux número 31 é estudado o caso da Viação Graciosa. atualizações de hardware das estações de trabalho e compra de servidores caros. o software mostrou-se inflexível e a empresa precisaria um servidor de preço médio de R$ 18 mil. . Caso a empresa não obtivesse esta economia seria necessário um orçamento 30% maior que o atual para o setor de informática. (. O GNU/Linux não foi a iniciativa inicial da empresa para atualização de sua infra-estrutura. onde a adoção Linux permitiu um maior desempenho da transmissão de dados entre filiais e as estações de trabalho antigas puderam ser aproveitadas.. otimizar soluções e garantir a qualidade. sejam elas públicas ou privadas. a utilização de um software pronto especializado para empresas de transporte. Por último Mazzarical (2003) coloca que: “Software livre. a empresa colabora com documentação gratuitas em português dos softwares livre que utiliza. Devido ao seu pioneirismo o Metrô tornou-se modelo na comunidade software livre no Brasil. Inicialmente uma solução tendo como Windows NT foi analisada. empresa paranaense de ônibus interestaduais.. No entanto. A empresa necessitava resolver problemas de comunicação entre as filiais e as garagens. Isso somente seria possível mudando a estrutura de informática da empresa. 6. além de ser um novo estado de espírito.) É a forma de minimizar custos. além de um servidor de R$ 27 mil que já havia comprado.35 como alternativa ao Oracle. Ainda antes da adoção do Linux a empresa chegou a testar por dois meses outra alternativa. Além disso.VIAÇÃO GRACIOSA. Segundo Dosso (2003) já existem no Metrô diversas aplicações utilizando banco de dados livres como o Postgres e o Mysql.

permitindo a criação de horários extra e adequação do tamanho do ônibus a ser utilizado. servidor de e-mail. A Graciosa também criou um sistema de correio eletrônico interno baseado em software livre que permitiu a empresa uma melhor integração entre os setores e uma redução significativa no custo com ligações telefônicas. O sistema livre atendeu as necessidades da empresa. no estado de São Paulo. Matheus Schaedler Uhlmann. a adoção do Linux permitiu a criação de um sistema de vendas on-line. diretor adjunto de sistemas da Graciosa. .36 Devido ao alto custo das outras opções. e ainda permitiu a empresa saber o número de passageiros em tempo real. possibilitando que as decisões possam ser tomadas de maneira mais dinâmica. 6. servidor DNS e Firewall. O Linux é utilizado na empresa para servidor de Internet. o Linux foi estudado e adotado. A implementação do Linux recebeu apoio da diretoria. Este sistema agilizou a empresa uma vez que houve uma redução nos erros de emissão de passagens. na capital paulista. a Toyota no Brasil utiliza Linux desde 1998. não encontrando resistência alguma por parte desta. Hoje o Linux já esta presente nas três unidades existentes no Brasil: a comercial. em São Bernardo do Campo e a montadora em Indaiatuba. Além de resolver os problemas de comunicação entre as filiais e as garagens. Isso porque a diretoria entende o Linux como confiável e ideal para operações críticas que não podem para sob pena de causar grandes prejuízos. tendo conseguido alta performance com um servidor de apenas R$ 3 mil. Em artigo publicado na Revista do Linux número 29. para a Revista do Linux.3. que com o sistema antigo levava quatro horas e meia com Linux passou para menos de cinco minutos. a matriz.TOYOTA. as estações de trabalho puderam ser reaproveitadas e a migração do banco de dados Dataflex em ambiente DOS para o Dataflex em Linux foi feita de maneira simples e segura. o menor tempo para se processar o relatório estatístico. mudou a interação dos gerentes.

pois a nova política de licenças da Microsoft implica na compra ou aluguel anual de produtos. e-mail. pois os funcionários técnicos buscaram aprender o Linux junto a comunidade Livre e através de tutoriais disponíveis na Internet.5 milhões ao ano. testando e analisando desde 1998 o sistema operacional livre GNU/Linux. rodando em sistema Windows.37 Outro fator que pesou na escolha do Linux foi a economia obtida com a redução de gastos com aquisições de licenças e o sistema livre diminuiu a necessidade de atualizações de hardware. o que significa a que o sistema pode ser mantido por um número menor de pessoal. etc). banco de dados. para substituir a suite MS-Office. Durante a migração. serão analisadas as dificuldades quanto ao uso deste sistema nas estações de trabalho. será usado o WINE(Wine Is Not Emulator) para executar aplicativos não compatíveis com o GNU/Linux. 6.4. por ser um sistema mais estável a necessidade de manutenção foi bastante reduzida. Durante os anos de análise.Nesta implementação. Na primeira fase será usada a suite OpenOffice. Na política anterior eram cobradas a licença original e sua evolução (atualizações). O processo de migração não exigiu gastos com treinamento. . O Serpro (Serviço Federal de Processamento) vem estudando. todas as máquinas estarão usando o sistema GNU/Linux. Além disso. Na segunda fase. ainda será usado o sistema Windows para evitar impactos para os clientes e seus sistemas.SERPRO. onde está localizado o CEUL (Centro de Especialização Unix/Linux). foi comprovada a eficiência deste sistema em ambientes de servidores (internet. Com o uso deste sistema operacional e seus aplicativos será possível uma redução de custos na ordem de R$ 3. A filial destacada para tal tarefa foi a de Recife. esta também será a primeira filial a implementar o sistema baseado no GNU/Linux. O CEUL vai trabalhar para vencer os desafios quanto ao uso deste sistema no ambiente desktop. Na etapa final terá todas as estações de trabalho utilizando GNU/Linux como substituto ao Windows. Ao final da migração.

que foi uma das unidades pioneiras a adotar o software livre no exército a partir de maio 2000. Outra vantagem que o Serpro tem é poder definir quando as atualizações devem ser feitas. Em artigo apara Revista do Linux nº 23 é discutido o caso do 19° Grupo de Artilharia de Campanha (19° GAC). onde as empresas detentoras da tecnologia determinavam a vida útil e o preço de seus produtos. instalação de um Firewall. O Serpro acredita no software livre sendo ele gratuito ou não. pois se mostrou mais estável para os servidores e estações de trabalho. ainda serão utilizados sistemas proprietários da Microsoft.0. até então. A distribuição adotada pelo Serpro foi a RedHat. monitoramento dos usuários. 6.5. Pois. 6. FTP. Inicialmente foi elaborado um Plano Diretor de Informática pelo Escritório de Qualidade Total do 19° GAC para criação de uma Intranet. Marinha e Aeronáutica. IBM. etc. Pretendesse com isso a economia de material de expediente no âmbito da Unidade. . Após diversos testes o programa que mais se adequou com a estrutura da Unidade foi o Conectiva 6.EXÉRCITO. pois ela é a única que tem a homologação para o antivírus usado pela empresa. correio eletrônico e acesso a Internet em todos os computadores da rede e instalação do pacote StarOffice. Oracle. A tecnologia percorre novos caminhos e oferece novas soluções aos usuários.1. pois ele permitirá a otimização de recursos [56].5. A utilização de software livre pesou devido ao seu baixo custo de aquisição e por ser capaz de reaproveitar máquinas antigas do 19° GAC.38 Mas nem tudo será gratuito. as atualizações eram forçadas por um processo conhecido por “processo de obsolência forçada”.FORÇAS ARMADAS. A seguir serão descritas algumas experiências de cada corporação. Existem iniciativas para adoção do software livres no Exército.

0 e ferramentas para serviços de e-mail (sendmail). não protegia a rede de acessos indevidos. os serviços de redes e os acessos às bases de dados extremamente vulneráveis.2. A migração iniciou-se pelos servidores que receberam o Conectiva Linux 6. digitação e também diversas palestras de conscientização dos motivos pelos quais a Unidade estava utilizando os novos sistemas e aplicativos. 6. de reinstalação de todos os serviços da máquina. correio eletrônico. Esta estratégia economizou duzentos mil reais até o final de 2001 para o IPV.0/7. . A experiência da 19º GAV serviu para capacitar os militares temporários para um novo futuro emprego civil. serviços para controle de acesso (ipchains e iptables). A solução foi dar treinamento e suporte gratuitos dentro da Unidade. deixou de adquirir novas licenças de software proprietário e passou a utilizar software livre em seu sistema. que estavam familiarizados com os softwares proprietários e em muitos casos já tinham realizado cursos para os programas fora da corporação. o que tornava o site do IPV. banco de dados (Mysql) e para compartilhamento de arquivos com estações Windows (SAMBA). serviços de web (Apache). O Major-Aviador Ricardo Rangel coloca para a Revista do Linux que a fragilidade dos sistemas operacionais Windows NT instalados nos servidores. que necessitavam de manutenção e. organização do comando da Aeronáutica. o Instituto de Proteção ao Vôo (IPV). com módulos do StarOffice.5. além de servir como modelo de outras Unidades do Exército.AERONÁUTICA. devido a recursos limitados. mostrando as principais dificuldades e vantagens na adoção do software livre. Além da falta de recursos para aquisições de novos softwares. O principal problema enfrentado pelos idealizadores do plano foi à resistência dos usuários. o Instituto enfrentava problemas de falta robustez dos servidores de rede.39 O retorno do investimento foi obtido no curto prazo devido à economia em aquisições de softwares proprietários e pela redução de 60% com gastos de materiais para expediente que foram informatizadas. Segundo a Revista do Linux número 31. freqüentemente.

StarOffice. Com o sucesso da migração dos servidores e após serem realizados testes durante um ano. desenvolvido pela Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs). O treinamento durou 120 horas. responsável por toda estrutura de redes (segurança. os danos causados por ataques de vírus reduziram a zero e a taxa de tempo de manutenção caiu significativamente. No início de agosto de 2003 o Centro de Computação da Aeronáutica substituiu o servidor Microsoft Exchange pelo software nacional e livre Direito. Para apoiar a migração foram realizados treinamentos com empresas especializadas. etc. Amado (2003) ressalta que os fatores que motivaram a implementação de software livre no Comando de Operações Navais foram: • • Expansão do número dos distritos navais Controle tecnológico . foram realizadas palestras e mini-cursos para familiarizar os usuários e minimizar as rejeições com o novo sistema. Estas não foram às únicas iniciativas da Aeronáutica na adoção do Linux. houve aumento do nível de segurança da rede e do acesso ao banco de dados. informou que a Marinha possui o Departamento de Administração da Marinha (DADM).3. tendo treinado técnicos e usuários e teve custo de quinze mil reais. responsável pela implantação do software livre nesta instituição e o Departamento de Telecomunicação da Marinha (DTM).40 Segundo Rangel. sendo que os serviços oferecidos tornaram-se mais estáveis. Além disso. instalando ferramentas como GIMP. Estes departamentos estão desenvolvendo o Comando de Operações Navais para Linux (ComOpNav-Linux). a migração dos servidores para Linux foi um sucesso. O Comandante José Carlos Amado (2003).MARINHA. comunicação e criptografia) para comunicação desta instituição.5. SAMBA. 6. o IPV começou a mudar suas estações de trabalho para Linux.

Isso faz com que o domínio. explicações sobre o Linux e suas características. foi preciso conseguir credibilidade. . Para diminuir o impacto inicial da substituição do software proprietário por livre estão sendo realizados treinamentos do pessoal de suporte e usuários. O Capitão frisa que as Forças Armadas não podem depender de firmas. realizações de treinamento para suporte e usuários. Assim sendo. cd para instalação e estação de trabalho “piloto” (Pentium 166 com 64MB de memória RAM). levantamento das necessidades dos usuários. foi criada toda uma metodologia própria para a migração constituída por: montagem um projeto de migração. a adoção do software livre permitiria a expansão sem custos de aquisição de software. o controle da tecnologia e a editabilidade do código tenham fundamental importância. Para isso. realizações de testes. O primeiro problema foi solucionado através da utilização do WINE. Já o segundo problema foi resolvido com a criação de um programa específico para Linux que escolhe e criptografa um arquivo. treinamento para toda a equipe de suporte e usuários e instalação do Linux Conectiva 9 em todas estações de trabalho. Espera-se alcançar a elaboração da documentação completa para instalação. Os resultados alçados até o outubro de 2003 haviam sido: credibilidade do processo de migração. não podem existir sistemas militares aprisionados a empresas. ampla documentação do projeto. Para conseguir apoio para a migração. onde foi possível alcançar uma funcionabilidade de todos os recursos críticos.41 • • Auditabilidade do código fonte Apoio da comunidade acadêmica A expansão de programas para troca de dados entre os diversos distritos navais e o comando no Rio de Janeiro implica em gastos com o aumento do número de aquisições de softwares. levantamento de requisitos. motivação dos usuários. Foram identificados dois problemas que poderiam inviabilizar a migração: atualização do Lótus Notes e a criptografia de arquivos. verificação de todos os softwares utilizados e elaboração de um cronograma de trabalho.

pois tem a contribuição de várias pessoas no seu processo de teste e solução de falhas. se opondo a metodologia de monopolização do conhecimento gerado no modelo de software proprietário.42 7. Ao contrário.CONCLUSÃO. permitindo assim melhorias e a correção de falhas. Quanto a padrão de qualidade o software livre não tem nada a perder em relação ao software proprietário. O software livre proporciona o estudo do código do software possibilitando o aprendizado sobre o funcionamento do sistema. pois possibilita que programadores espalhados ao redor de todo globo façam a troca de informações e . ele é uma alternativa de quebrar o aprisionamento tecnológico gerado pelo software proprietário. Com o software livre a produção de softwares está mudando e se transformando em publica. verificou-se que o software livre é mais do que um apelo econômico. Constato-se ainda que a Internet vem sendo uma grande aliada no desenvolvimento experiências. Pelas pesquisas e estudos realizados para o desenvolvimento desta monografia. e aperfeiçoamento dos softwares livres. melhorias que no caso dos softwares proprietários seriam pagas pelos usuários na compra de novas versões ou de atualizações do sistema. muitas vezes tem sido considerado mais seguro e robusto que o software proprietário.

o software livre é uma realidade que tende a se tornar cada vez mais forte tendo como aliada a incessante necessidade de redução de custos por parte das organizações. .43 Os estudos mostram que as vantagens econômicas do software livre por parte das organizações que optaram pela migração estão muito além do não pagamento de licenças. Embora ainda exista uma grande resistência a mudanças por parte dos usuários. uma vez que sua sobrevivência depende do controle de gastos e considerando que os investimentos com software consomem grande parte do capital. mas também pela possibilidade de se fazer uso do hardware já existente que seriam sucateados por não acompanharem as demandas dos softwares proprietários e por redução de custos quanto à manutenção.

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05 de Junho de 2006 ________________________________ Weclesley Anderson Tavares De acordo _________________________________ Miguel Suarez Xavier Penteado __________/_________/______ ________________________________ Coordenação do Curso .48 Botucatu.

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