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modelo de contestação trabalhista

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA

__________________ , pessoa jurídica de direito privado, já devidamente qualificada, nos autos da reclamação trabalhista que lhe move________________________ , por seus procuradores infra-assinados (conforme instrumento procuratório em anexo ± Doc. 01), vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar CONTESTAÇÃO à ação trabalhista em epígrafe, o que o faz pelos substratos fáticos e jurídicos doravante expostos. 2 ± SINTESE DOS FATOS.

Eis a síntese da exordial, cujos fatos passaremos a impugnar, nos termos em que verdadeiramente ocorridos, senão vejamos. 3 ± DO MÉRITO. 3.1± Do contrato de trabalho e da remuneração.

Portanto, não merece prosperar a irresignação da demandante em relação aos pedidos ora pleiteados na inicial, sob pena de contribuir para o seu enriquecimento sem causa. 3.2 ± Do horário de trabalho e das horas extras.

No que pertine aos cálculos apresentados na inicial (número de horas extras e valor postulado), impugna-os a reclamada, desde já, na medida em que não observada a
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.

pede desde já que seja levada em consideração a evolução salarial da obreira e reconheça como último salário a importância. . ----. a postulante percebia o piso da categoria. caso entenda o juízo pelo deferimento de qualquer verba à reclamante. DSR e FGTS + 40%. também chamado de manipulação perversa ou terrorismo psicológico. Desde já a empresa requerida refuta a validade de qualquer documento constante nos autos que não atendam ao preceituado no art. Portanto. 5 ± DO ASSÉDIO MORAL E DA A INEXISTÊNCIA DO DEVER DE INDENIZAR. tampouco a jornada de trabalho efetivamente por ela desempenhada.. não passa de simples planilha produzida unilateralmente pela autora.. resta demonstrada a total improcedência das horas extras perseguidas pela autora. 4 ± IMPUGNAÇÃO AOS CÁLCULOS E AOS DOCUMENTOS JUNTADOS COM A INICIAL. consiste numa insistência inoportuna junto a alguém. Como é sabido. em que pese ele tente demonstrar supostos valores das comissões. férias + 1/3. Insurge-se a postulada contra mais este pleito. o assédio moral. Decerto.dos autos. Quanto à remuneração. 13º salário. 830 da CLT. com 2 .evolução salarial da obreira. já que não possui qualquer carimbo ou logomarca da empresa. dentre outros.. como os reflexos sobre demais parcelas como aviso prévio. sorte esta que se estende aos pedidos acessórios formulados. Da inexistência de assédio moral. 5. notadamente o de fls. pelo que se impugna o valor informado na inicial como sendo seu ganho mensal.1 ± Do pedido de demissão. na medida em que falta com a verdade a obreira ao declinar uma condição de trabalho que sequer existiu na vigência do pacto laboral. além de não possuir qualquer assinatura. como dito acima. Em sendo assim..

o assédio moral é a conduta irregular do superior hierárquico. o prejuízo sofrido. possuindo uma conotação puramente subjetiva. dentre outros sintomas. Cabe ao autor comprovar os fatos constitutivos do seu direito (art. constitui dano moral e é por isso indenizável. Ofensa a tais postulados exige compensação indenizatória. Valores como a liberdade. ³DANO MORAL. com o intuito claro de molestar. No caso dos autos. perturbar. aborrecer. que ultrapassa os limites do exercício do poder diretivo do empregador e expõe o empregado a constrangimentos e humilhações. tampouco demonstrou a existência de transtornos/traumas psicológicos ou seqüelas decorrentes do suposto assédio moral sofrido. 333. formam a realidade axiológica a que todos estamos sujeitos. Como se observa. Para o Direito do Trabalho. por mais que seja o entendimento majoritário da jurisprudência de que o dano moral não depende de prova específica. ou seja.DEMONSTRAÇÃO CABAL ± NECESSIDADE. 818. aceitos pelo homem comum. Neste sentido: ³DANOS MORAIS . atentando contra a sua integridade psíquica. do CPC c/c art. mas é indispensável à demonstração cabal e inequívoca do gravame sofrido´. é preciso provar o fato ofensivo.perguntas. Qualquer agressão à dignidade pessoal lesiona a honra. o que não foi feito pela demandante. a honestidade. que traz prejuízo material ao que sofre o dano. I. o trabalho. Quanto ao suposto dano moral. o que não ocorreu no presente caso. PÁG. sob pena de tê-los denegados. o caráter e tantos outros com selo de perenidade. a inteligência. 10/09/94. . ao contrário do dano patrimonial. não ficou provado que houve a prática de ato ilícito por 3 . CLT). incomodar e importunar a vítima. propostas e pretensões. cumpre registrar que. a reclamante não se desincumbiu do ônus da prova. (IN JURISPRUDÊNCIA ADCOAS Nº 24. 521). O dano moral caracteriza-se pela dor moral que causa à pessoa.

Só há responsabilidade do ofensor se houver dano a reparar. 24.Origem 9a VT de Belém.2003. Proc.Relator: Gerson de Oliveira Costa Filho ± D. tendo o empregado que provar a presença dos elementos essenciais da responsabilidade civil extracontratual.parte do empregador. Aqui não restaram caracterizados tais elementos.TRT-01330-2002-004-16-00-0-RO ± Ac: 03194/2004 . INEXISTÊNCIA DOS ELEMENTOS QUE O CONFIGURAM. não há que se falar em motivo plausível para a reforma da sentença.2005´ ³DANO MORAL ± INDENIZAÇÃO.03. Relator: Juiz Lúcio Vicente Castiglioni. V.12.´ (Ac.71. de modo a definir-se eventual culpa. e c) o nexo causal entre o evento danoso e o ato culposo ou doloso. O direito à indenização decorrente de dano material ou moral requer a coexistência da relação de causa e efeito entre o ato ilícito do empregador e o fato ensejador do dano. 00166-2002-005-08-00-4.TRT-01826-2000-001-16-00-3RO ± Ac: 00461/2005 . ³DANO MORAL. a) o dano suportado. indevida se torna a indenização. Recurso Ordinário conhecido e não provido.´ (Ac. com extrapolação do jus variandi. Não sendo os elementos dos autos aptos à configuração do dano.publicado no DOEPA em 12/06/2003 Relatora: Juíza Lygia Simão Luiz Oliveira).p1-346).Relator: Desembargador(a) Gilvan Chaves de Souza ± D. 00264-2003-00908-00-8-2a T RO 4790/2003 . n. da ação ou omissão ilícita do agente e a prova da responsabilidade do empregador pelo evento. DOEPA 17/10/2003.J.ou seja.06. Recurso que se conhece e ao qual se nega provimento. .2004´ 4 . além do que em nenhum momento exsurge dos autos que o autor tenha se sentido diminuído ou atingido em sua honra ou boa-fama. 36. b) a culpa do empregador.J.´ (Walmir Oliveira da Costa in Dano Moral nas relações Laborais: Competência e Mensuração)..IM revista do TRT 8a Reg. Proc. com todos os seus requisitos. 15.. Não provada a ocorrência de dano moral. julgado em 15/10/2003.1a T RO 2610/2003 julgado em 10. ³DANO MORAL ± CONFIGURAÇÃO. pub. convocado.

Assim. pois a isso estamos sujeitos no dia a dia. desde já. por ser medida de direito e de mais lídina Justiça. 20040222599 do TRT da 2ª Região . considerando uma eventual condenação em reparação dos danos supostamente sofridos pela reclamante. 5 . 5. pugna esta. pela improcedência do pedido de indenização formulado na inicial. o assédio moral. QUE A PESSOA ALEGA O DANO. no caso. A reparação de dano moral não decorre de qualquer aborrecimento. Em louvor ao princípio da eventualidade. UMA DANO EFETIVAMENTE PROVADO. . vez que a indenização apesar de ter caráter punitivo e finalidade pedagógica. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO. há necessidade imperiosa de comprovação dos fatos que o reclamante entende que lhe causaram dano. merece ser dito que a fixação de valores para reparação de eventual dano moral é um dos pontos onde o órgão judicante mais encontra dificuldade.Relator Eduardo Pinto Martins DOE SP. O não cumprimento de obrigação contratual. CONDUTA ILÍCITA. UM NEXO CAUSAL ENTRE O DANO E A CONDUTA e a PROVA DE QUE OS FATOS. o que não se verifica no presente caso. notadamente quando o próprio contrato ou o ordenamento já contém as sanções e as reparações daí decorrentes.2004) Além dos requisitos essenciais ao dever de indenizar.05. quais sejam. DANO e NEXO CAUSAL. Não se exclui a possibilidade de danos morais por descumprimento contratual. PJ-TRT 2ª de 25.2 ± Do quantum indenizatório. Por tudo o quanto anteriormente exposto e. nem de transtornos. não enseja reparação por danos morais.´ (Ac. Mas tanto a doutrina quanto a jurisprudência têm direcionado no sentido de que o valor da indenização por dano moral deve ser fixado de forma razoável. por si só. o que não ocorreu no caso em apreciação. Faz parte da própria condição humana. necessário faz-se um ATO ILÍCITO. TENHAM REALMENTE OCORRIDO.³DANO MORAL. de qualquer adversidade. para que se configure o dano moral. considerando-se a inexistência de assédio moral ou dano moral ao empregado.

dos princípios implícitos da proporcionalidade e razoabilidade. 6 . na sua fixação o julgador deve agir com moderação. diz: ³Trata-se. . não poderá o juiz também se desgarrar da regra constante do art. 944 do NCC. pois. com respeito ao DANO MORAL. além de outros critérios. QUE NÃO PERCA ESSE MONTANTE COM A HARMONIA DA POR AGREGAR GANHOS FINANCEROS PROPORCIONALIDADE. sob pena de contribuir para o enriquecimento sem causa da demandante. caso Vossa Excelência acaso não julgue improcedente o pleito indenizatório. um critério legal e eficaz a balizar a atividade do julgador no arbitramento do dano moral. Desta forma. razoabilidade e proporcionalidade.não visa propiciar o enriquecimento da parte lesada. repisa-se. refuta-se o montante da indenização postulado a título de dano moral. que determina que ³indenização se mede pela extensão do dano´. além. EQUANIMIDADE. deve atentar para que o montante arbitrado NÃO PRODUZA ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA DA PARTE. é claro. Maurício Godinho Delgado. daí porque. PONDERAÇÃO e IMPARCIALIDADE. sequer tiveram a participação da reclamada. Este. em que o órgão sentenciante deve exercitar ao ponto máximo as qualidades inerentes à função de julgador: SENSATEZ. sempre que se for quantificar o dano moral. em substância de um juízo de EQÜIDADE. então que seja fixado um valor obedecendo-se o princípio da moderação.´ Segue ainda ensinando o nobre doutrinador: ³O Juízo ao arbitrar o montante indenizatório. SUPERIORES A UMA COMPENSAÇÃO RAZOÁVEL PERTINENTE. o qual não seguiu qualquer critério de razoabilidade. o que se argumenta apenas por dever profissional. bem como uma proporcionalidade com relação aos supostos danos sofridos que.´ Desta feita. Da mesma sorte. em seu curso de Direito do Trabalho.

3 ± Das férias simples + 1/3. . 6. portanto. cumpre registrar que estes foram devidamente quitados em momento oportuno. 6. 7 . 6.6 ± DAS VERBAS RESCISÓRIAS ± CONTESTAÇÃO ESPECÍFICA. em observância ao salário percebido pela obreira às épocas próprias (contracheques em anexo).50 (quinhentos e onze reais e cinqüenta centavos). não merecendo prosperar. pelo que serão impugnadas especificamente e nos termos e forma da lei. a importância de R$ 511.2 ± Do 13º salário. Quanto às supostas diferenças salariais decorrentes do pagamento a menor dos 13ºs salários de 2007 e 2008. Conforme já explanado em outra oportunidade. impugna a ré a remuneração informada nos autos como sendo aquela percebida pelo obreiro mensalmente. Das diferenças salariais. Insurge-se a demandada contra mais este pleito. portanto.1 ± Da remuneração. Registra a demandada que as férias integrais relativas ao perí do aquisitivo o 2007/2008.4 ± FGTS + 40%. assim como as férias proporcionais do período aquisitivo 2008/2009. para fins de eventual condenação. 6. Conforme já ressaltado alhures. conforme TRCT em anexo. conforme TRCT em anexo. o que não se crê. devendo -se adotar. estão contempladas nos cálculos rescisórios (vide TRCT) e serão pagas de forma simples na primeira oportunidade que as partes tiverem. as verbas postuladas são indevidas. mais estes pleitos. uma vez que o 13º salário proporcional relativo ao ano de 2009 será quitado na primeira oportunidade.

portanto.6 ± Multa do art. conforme previsão constante na legislação especifica à matéria. acrescido da multa rescisória de 40% sobre o saldo. Improcedente. No mais. sendo indevido o principal.Como dito alhures. da Carta Magna. o pagamento desta indenização compensatória é devido somente nos casos de despedida arbitrária ou sem justa causa. ficando. Conforme já demonstrado em outra oportunidade. Neste viés. 477 da CLT. daí serem indevidos os pleitos referentes à liberação do saldo do FGTS (integralmente recolhido). mesma sorte se estende aos acessórios e. não assiste razão ao reclamante em mais esta pretensão. I. 6. com fulcro no art. . impugna-se os reflexos pretendidos pelo autor sobre 13º salário. ressalta-se que todos os depósitos fundiários foram realizados oportunamente e em observância à remuneração percebida pela obreira. A mesma sorte deve ser estendida à este pedido. 6. férias e horas extras (também já impugnados em momento oportuno). desde já contestado o pedido em apreço.5 ± Dos vales-transportes. 7º. não tendo este recebido o valor correspondente apenas e tão-somente em razão da modalidade de sua dispensa. a obreira informou que não trabalharia mais para a empresa e. o contrato de trabalho foi rescindido por iniciativa da trabalhadora. Por fim. mais este pleito. Isto posto. no presente caso. sob pena de ocorrer o bis in idem e o enriquecimento sem causa da demandante. o que não se coaduna com o caso em discussão. na medida em que sempre disponibilizou aos seus empregados os vales-transportes. registra a demandada que. desde então não mais retornou e se não atendia às ligações 8 .

. 7. Ainda atuando com extremíssima prudência. bem como se recusou a assinar o TRCT. para que seja evitado o enriquecimento sem causa da obreira. requer a reclamada de V. Por expediente de extrema cautela. na medida em que às fls. Ex. requer a mesma de MM sse Juízo. 13 dos autos comprova-se que a empresa demandada procedeu à retificação da data correta de admissão da obreira.da ré. 7 ± DOS REQUERIMENTOS.1 ± Da compensação. que tinha interesse em pagar suas verbas rescisórias e fazer com que aquela devolvesse os contratos de financiamento e vendas que estavam em seu poder.2 ± Do imposto de renda e do INSS. no caso remoto de ser deferido algum título ao reclamante. Com efeito. na remota hipótese de ver-se compelida a pagar quaisquer diferenças à autora. hipótese na qual não crê a reclamada. 8 ± DO PEDIDO. obviamente não existiu sequer o reconhecimento (em termo próprio) do dever de quitar qualquer tipo de verba que guarde relação com o contrato de emprego. o que somente se admite por mero amor ao debate. 9 . 6. já que a reclamante não se apresentou à empresa após o seu pedido de demissão.a que se observe a compensação de valores já efetivamente pagos. Prejudicado se mostra este pedido. 7.7 ± Da anotação da CTPS. não se pode cogitar da incidência da cominação prevista no art. seja determinada a retenção das verbas previdenciárias e do imposto de renda por parte desta última. Como na situação aqui debatida não houve homologação de rescisão para que surgisse o dever de quitá-la. 477 da CLT. sendo improcedente o pleito pelo pagamento da referida multa.

ficando tudo de logo requerido. etc. a rejeição de todos os pedidos formulados na inicial. pede deferimento. 10 . especialmente pelo depoimento pessoal da reclamante.Com base nestas razões e por tudo mais que nos autos consta. juntada posterior de documentos. condenando-se a autora em custas. REQUER a reclamada. Nestes termos. Protesta provar o alegado por todos os meios em direito permitidos. desde já. com a conseqüente IMPROCEDÊNCIA dos mesmos.. sob pena de confissão. oitiva de testemunhas. 25 de setembro de 2010. São Luís. visto que desprovidos de prova e qualquer amparo legal. .

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