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Introdução à Farmacologia

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INTRODUÇÃO À FARMACOLOGIA; HISTÓRIA E CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Prof. MSc. Marlos Otoni

DEFINIÇÃO E HISTÓRIA DA FARMACOLOGIA.

Def.: Estudo da interação dos compostos químicos (definidos ou não) com um organismo vivo(célula, tecido, órgão, etc.), que jamais é estático, sempre apresentando-se de maneira dinâmica, variando de um momento para outro sob influência de diversos fatores. A palavra farmacologia etnologicamente se origina da palavra Pharmakon, do grego que quer dizer droga, fármaco ou medicamento, mais logos que significa estudo.

DEFINIÇÃO E HISTÓRIA DA FARMACOLOGIA.
y

Complementando:

‡ Estudo da interação dos compostos químicos com os organismos vivos; ‡ Ciência experimental que lida com as propriedades das drogas e seus efeitos nos sistemas vivos; ‡ Ciência que estuda as alterações provocadas no organismo pelas drogas ou medicamentos.

‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA

FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: a) Farmacodinâmica: (do grego dýnamis = força) Estuda o mecanismo de ação dos fármacos, as teorias e conceitos relativos ao receptor farmacológico, a interação drogareceptor, bem como os mecanismos moleculares relativos ao acoplamento entre a interação da droga com o tecido alvo e o efeito farmacológico;

A farmacocinética corresponde às fases de absorção. Através da farmacocinética se consegue estabelecer relações entre a dose e as mudanças de concentração das drogas nos diversos tecidos em função do tempo.‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: b) Farmacocinética: (do grego knetós = móvel) Estuda o caminho percorrido pelomedicamento no organismo. distribuição e eliminação (biotransformação e excreção) das drogas. .

visando conseguir melhor aproveitamento dos seus efeitos benéficos no organismo.‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: c) Farmacotécnica: Estuda o preparo. a manipulação e a conservação dos medicamentos. .

‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: d) Farmacognosia: (do grego gnósis = conhecimento) Cuida da obtenção. vegetal ou mineral. . identificação e isolamento de princípios ativos a partir de produtos naturais de origem animal. passiveis de uso terapêutico.

Esses meios envolvem cirurgia. radiação e outros. enquanto o termo terapêutico é mais abrangente. como também outros meios para a prevenção. diagnóstico e tratamento das enfermidades. envolvendo não só o uso de medicamentos.‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: e) Farmacoterapêutica: Refere-se ao uso de medicamentos para o tratamento das enfermidades. .

na realização dos transplantes e de se utilizar com fins terapêuticos substâncias normalmente participantes da resposta imunológica. . Além disso.‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: f) Imunofarmacologia: Área relativamente nova que tem se desenvolvido muito nos anos graças à possibilidade de se interferir. através do uso de drogas. se verifica uma grande interrelação entre farmacologia e imunologia quando se considera o desenvolvimento cada vez maior de drogas capazes de interferir com as diversas fases do processo inflamatório.

: Marlos Otoni . ‡Prof. faz melhor trabalho quem compreende a base científica do que está fazendo.: Na prática farmacológica.AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: OBS.

sendo que estes podem ser quaisquer substâncias químicas ou agentes físicos capazes de produzir efeitos nocivos a organismo vivo. Vale ressaltar que o interesse da toxicologia esta voltada para os efeitos nocivos dos diversos agentes. A Toxicologia estuda os agentes tóxicos. .‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: ‡ A Toxicologia é uma ciência muito próxima da farmacologia e alguns autores a considerarem como parte desta última pelo fato de haver sobreposição de interesses e técnicas entre elas.

‡ Tim Rhodes The Centre for Research on Drugs and Health Behaviour Charing Cross and Westminster Medical School (London) Addiction 1996. . 91(6): 753-8.‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: Farmacologia Social y Entende-se por farmacologia social o estudo de como o conhecimento prévio sobre os efeitos esperados de uma substância psicoativa no comportamento sexual são socialmente e culturalmente organizados.

‡Marlos Otoni .‡ AS DIFERENTES ÁREAS DA FARMACOLOGIA SÃO AS SEGUINTES: Farmacologia social: Estuda a relação da sociedade e as drogas de abuso bem como seus efeitos sobre o indivíduo e suas áreas de relações.

Os efeitos provocados pelas drogas podem ser tanto benéficos quanto maléficos. capaz de produzir efeito farmacológico em um organismo ou tecido vivo. .ALGUNS CONCEITOS E TERMOS MAIS USADOS EM FARMACOLOGIA: ‡ Droga: Qualquer substância química. exceto aquelas que servem como alimento. Vale ressaltar que as drogas não criam funções no organismo. mas simplesmente as alteram.

remédio pode ser tudo aquilo que cura ou evita as enfermidades. . Portanto.ALGUNS CONCEITOS E TERMOS MAIS USADOS EM FARMACOLOGIA: ‡ Remédio: (re = inteiramente mais mederi = curar). Remédio é uma palavra normalmente usada pelo leigo como sinônimo de medicamento ou especialidade farmacêutica.

ALGUNS CONCEITOS E TERMOS MAIS USADOS EM FARMACOLOGIA: ‡ Tóxico ou veneno: Por tóxico ou veneno compreende-se uma droga ou uma preparação com drogas que produz efeito farmacológico maléfico. .

ALGUNS CONCEITOS E TERMOS MAIS USADOS EM FARMACOLOGIA: ‡ Iatrogenia ou Iatrogênese: Quando um medicamento é administrado a um indivíduo provoca uma lesão ou uma doença de forma não intencional.Por administração excessiva do medicamento. . Exemplo: .Por hipersensibilidade do indivíduo que recebe o medicamento. .

como administrar determinado medicamento para tratamento e/ou prevenção de doenças. ou seja.ALGUNS CONCEITOS E TERMOS MAIS USADOS EM FARMACOLOGIA: ‡ Terapêutica: Pode ser definida como a aplicação clínica da farmacologia. .

y Nível plasmático efetivo: É a quantidade mínima de droga capaz de provocar resposta farmacológica. provoca efeito tóxico. Se essa concentração for ultrapassada.ALGUNS CONCEITOS E TERMOS MAIS USADOS EM FARMACOLOGIA: Dose letal É a dose capaz de matar 50% de uma letal: população. . y Concentração máxima tolerada: É a quantidade máxima de droga tolerada pelo organismo. y Dose efetiva: É a dose capaz de produzir o efeito farmacológico.

VARIAÇÃO BIOLÓGICA: Idade Fatores genéticos Estado fisiológico(gravidez) Estado patológico(insuficiência renal ou hepática) Interações medicamentosas .

usados para solubilizar. OBS. . espessar.: A forma farmacêutica utilizada dependerá das características do paciente e da doença. suspender. estabilizar. preservar. emulsionar.FORMAS FARMACÊUTICAS Adjuvantes farmacêuticos: parte da formulação. diluir. colorir e melhorar o sabor da mistura final.

EXEMPLOS DE FORMAS FARMACÊUTICAS: Via oral: Uso externo: Sólidos: Pós. comprimidos e geléias. Líquidos:Xaropes. pastilhas. Oftalmológico: colírios . emulsões e suspensões Cutâneo: pomadas. cremes. comprimidos. etc. pílulas. loções. elixires. Retal: supositórios Vaginal: Óvulos. pastas. cápsulas. drágeas.

. têm-se a via de administração. Componentes de uma formulação: Princípio ativo Coadjuvante Corretivo Veículo e excipiente.FORMAS FARMACÊUTICAS Maneira como as drogas se apresentam para uso. De acordo com a forma farmacêutica.

potenciação ou sinergismo. conservar. espessar o meio e favorecer a dissolução y CORRETIVO  Todo ingrediente encontrado numa formulação que visa corrigir o produto final em suas propriedades organolépticas.COMPONENTES DE UMA FORMULAÇÃO PRINCÍPIO ATIVO  Representa o componente da formulação responsável pelas ações farmacológicas COADJUVANTE  Toda substância que utilizamos juntamente com o princípio ativo numa formulação com CARÁTER: TERAPÊUTICO pTem por função auxiliar o princípio ativo por somação. . y TÉCNICO p Substâncias que suas propriedades visam estabilizar.

..VEÍCULO E EXCIPIENTE ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Todo componente de uma formulação que serve para dissolver.....1 Comp ....... EX1: ALDACTONE (Comercial) ESPIRONOLACTONA (Genérico)........................ servem para dar volume e peso ao medicamento........... VEÍCULO : Diz respeito a parte líquida da formulação na qual estão dissolvidos os demais componentes EXCIPIENTE : Ingredientes inertes que misturados ao princípio ativo.............. 25mg EXCIPIENTE ....................... suspender ou misturar-se homogeneamente com outros ingredientes para facilitar sua administração ou tornar possível sua confecção..

VANTAGENS DA FORMULAÇÃO  PERMITEM A ADMINISTRAÇÃO DE QUANTIDADES EXATAS DO PRINCÍPIO ATIVO PROTEÇÃO DO PRINCÍPIO ATIVO MASCARAR ODOR E SABOR PROLONGAR AS AÇÕES DO PRINCÍPIO ATIVO A PARTIR DE FORMULAÇÕES DE LIBERAÇÃO LENTA FACILITAR A ADMINISTRAÇÃO     .

 Cápsulas: amido colorido contendo pós ou grânulos e podem ser gelatinosas  Pílulas: pequenas drágeas. polido e colorido  Pastilhas : dissolução oral  Supositórios: tem forma alongada e ovóide.  .  Pérolas: podem ser gelatinosas e conter medicamentos oleosos em seu interior.CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS FARMACÊUTICAS FORMA SÓLIDA: Pó (liofilizado/granular):é a medicação pura  Comprimidos: medicação prensada  Drágeas: grânulos envolvidos em açúcar.

halotano)  Enemas  Colírios  Loção  Colutório: liquido para gargarejo e lavagem bucal .FORMAS FARMACÊUTICAS FORMAS LÍQUIDAS:  Soluções aquosas (PA + H2O)(xarope)  Emulsões (H2O + óleo)  Elixir (hidroalcóolicas)  Suspensões (H2O + sólido)  Injeções  Líquidos voláteis (éter.

intra-raquidiano Contraste radiológico . intravenoso.PARA USO PARENTERAL: Grandes volumes: nutrição parenteral prolongada Pequenos volumes: intramuscular.

SISTÊMICA CIRC. VIA IM MÚSCULO CIRC.VIAS DE ADMINISTRAÇÃO INALAÇÃO PULMÕES CORAÇÃO SISTÊMICA CIRC. GERAL VIA EV DIRETA NA CIRCULAÇÃO . VIA ORAL ESTÔMAGO/INTESTINO PORTA CIRC.

. conjuntival) 1) ENTERAL: Qdo o fármaco entra em contato com qq parte do trato digestivo (SL. oral.(injeção.. bucal e retal) 2) PARENTERAL: Não utilizam tubo digestivo. EV. respiratória. cutânea.. conjuntival. SL.VIAS DE ADMINISTRAÇÃO USO INTERNO: Significa ingestão de drogas. etc. SC. USO EXTERNO: Administração sem ingestão. Via parenteral (IM.) EFEITOS: LOCAL E SISTÊMICO.

peridural. intratecal. Indiretas: Cutânea. IM. intracardíaca. intraperitoneal. conjuntival. intra-articular. respiratória. intrapleural. rino e orofaríngea e genitourinária.VIAS DE ADMINISTRAÇÃO PARENTERAIS: Diretas IV. . SC.

VIA ORAL  Via mais utilizada. Autoaplicação. pH.    . suco gástrico. enzimas. não necessita aparelhagem ou pessoal especializado. Irritação mucosa digestiva. Comatosos. Uso em crianças. Ação local e sistêmica. Não saber quantidade absorvida. Desvantagens: Sofrem ação alimentos. baixo custo. Vantagens: comodidade. motilidade GI. indolor.

Comprimidos que devem ser dissolvidos pela saliva.     . Absorção rápida de pequenas doses. sem ser engolidos.VIA SUBLINGUAL  Cômoda Pouco utilizada. Para drogas que são inativadas pelo suco gástrico.

clister. inconscientes. Sólidos: supositórios. pp se motilidade intestinal aumentada. Para obtenção de efeitos locais. não sabem deglutir (crianças pequenas). Líquidos: enemas. . Pacientes com vômitos. lavagens. (’ esporádico) Boa absorção.VIA RETAL Uso esporádico. Irritação local. porém errática.

Pequeno volume (pequena distensibilidade da derme). Agulha de pequeno calibre.VIA INTRADÉRMICA       Vacinas e testes alergênicos. . Injeção ou raspado. Absorção mais lenta que por via SC. Antissepsia com sabão neutro e água (álcool prejudica propriedades substâncias).

VIA SUBCUTÂNEA         Volumes maiores (que IM e ID). infecções e fibrose .5 a 2 ml máximo. Dolorosa: rica inervação derme. Droga não pode ser irritante (pH neutro) Solução mais indicada: Aquosa. de 0. Absorção rápida. abscessos estéreis. Calor ou massagem: reduz tempo absorção Dor local. Vasoconstritores: prolonga absorção.

deltóide e porção externa da coxa. Fluxo: Deltóide > coxa > glúteo. hipotensão. Locais de aplicação: Quadrante superior externo do glúteo. Praticamente cessa no choque. . ICC.VIA INTRAMUSCULAR Pequenas quantidades / absorção rápida Determinante: fluxo sangüíneo muscular Aumentado com exercício Reduzido no repouso.

calor. Lesões musculares por soluções irritantes. formigamento. pressão. Injeção acidental em vaso ² intoxicação até morte. frio.VIA INTRAMUSCULAR 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) DESVANTAGENS E RISCOS: Acidente com lesão de nervo ou compressão de nervo pela solução ² dor e parestesias(são sensações cutâneas subjetivas (ex. . Substâncias mal absorvidas (abscessos estéreis) Técnica asséptica rigorosa. etc. Pessoal técnico especializado Dolorosa e incômoda..) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação).

trombose. Biodisponibilidade 100 %.VIA ENDOVENOSA Via de urgência / emergência / casos graves. DESVANTAGENS: Técnica rigorosa / pessoal especializado / menor segurança / incômodo / doloroso / custo elevado / efeitos locais: flebite. VANTAGENS: Efeitos rápidos / Níveis séricos elevados / Grandes volumes / Não sofre ação de enzimas digestivas. Podem ser utilizadas substâncias irritantes. . infecção.

SISTEMAS TERAPÊUTICOS: Tratamento específico: se dirige diretamente à causa da doença Tratamento suporte ou de apoio: sintomático Placeboterapia: latim= agradar=> depende da fé do paciente( médico ou medicamento) .

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