Prefácio ³A idéia fundamental do meu trabalho é, segundo me parece, tão incontestavelmente justa e irrefutável que consideraria perdido o tempo

que gastasse a defendê-la contra aqueles que a combatem.´ (Página 14) ³Deixando ao próprio escrito o encargo de convencer o leitor da exatidão da idéia que ele defende - limitar-me-ei aqui a fazer um duplo pedido àqueles que se julgam provocados para me refutar. Pedir-lhes-ei primeiramente que não comecem por desnaturar e falsear as minhas idéias, [...] eu não preconizo por forma alguma a luta pelo direito em todas as contendas, mas somente naquelas em que o ataque ao direito implica conjuntamente um desprezo da pessoa. [...] O segundo desejo que exprimo é que aquele que quiser seriamente tomar conhecimento da minha teoria, experimente opor à fórmula positiva de conduta prática que ela desenvolve uma outra fórmula positiva: verá em breve como falha.´ (Página 16) Introdução ³A paz é o fim que o direito tem em vista, a luta é o meio de que se serve para o conseguir. [...] A vida do direito é uma luta: luta dos povos, do Estado, das classes, dos indivíduos. [...] Por isso a justiça sustenta numa das mãos a balança em que pesa o direito, e na outra a espada de que se serve para o defender.[...] A espada sem a balança é a força brutal; a balança sem a espada é a impotência do direito.´ (Página 23) ³A vida de milhares de indivíduos decorre tranqüilamente e sem obstáculos pelas vias regulares do direito; e se lhes disséssemos: o direito é uma luta - eles não nos compreenderiam porque não o conhecem senão como estado de paz e de ordem. [...] Tanto a ilusão de um como de outro provém de que as duas faces que a propriedade e o direito apresentam podem, subjetivamente, ser reparadas de forma a conferir a um o prazer e a paz e a outro o trabalho e a luta.´ (Página 24) ³A paz sem luta, o gozo sem trabalho, nunca existiram senão no paraíso terrestre; a história só os conhece como o resultado de incessantes, de laboriosos esforços. Eu tenciono desenvolver aqui a idéia de que a luta é o trabalho do direito e que tanto pelo que diz respeito à necessidade prática, como à importância moral, ela é para o direito, o que o trabalho é para a propriedade.´ (Página 24-25) ³A palavra direito, como se sabe, emprega-se num duplo sentido: no sentido objetivo, e no sentido subjetivo. O direito no sentido objetivo é o conjunto de princípios jurídicos aplicados pelo Estado à ordem legal da vida. O direito, no sentido subjetivo, é a transfusão da regra abstrata no direito concreto da pessoa interessada. Tanto numa como na outra direção o direito encontra resistência; tanto numa como noutra deve dominá-la, isto é, conquistar ou manter a sua existência lutando sempre.´ (Página 25) ³Com o decorrer do tempo os interesses de milhares de indivíduos e de classes inteiras prendem-se ao direito existente, por maneira tal, que este não poderá nunca ser abolido sem os irritar fortemente.´ (Página 27)

afinal.. abandonará. mas por um fim ideal: . pois. foram alcançadas assim à custa das lutas ardentes. de uma lesão pessoal. das crenças. ou se efetivamente. na maior parte das vezes continuadas através de séculos. etc... implica ela sempre um sacrifício. acompanhado das vivas dores do parto. mas a força de resistência dos interesses defendendo a sua posse. contém o caráter de um desprezo pelo direito. a paz é sacrificada ao direito. covardemente. Fausto). em proclamar a este respeito . se resistirá ao seu adversário.³É a única maneira de explicar como algumas instituições. e por conseqüência se ele lutará. [. o seu direito. . a decisão. .. muito tempo depois de condenadas pela opinião pública.]Podemos afirmar sem rodeios: a energia do amor com que um povo está preso ao seu direito e o defende. como o dos homens. pois.. que assenta sobre uma falsa idealização nas circunstâncias do passado. em conseqüência da maneira por que é cometida. mas sempre são direitos aniquilados que marcam o caminho seguido pelo direito..´ (Página 28) ³Todas as grandes conquistas que a história do direito registra: .´ (Página 37) .a defesa da sua própria pessoa e do sentimento do direito. para escapar à luta. pela sua honra.´ (Página 36) ³Oponho-lhe.´ (Página 31-32) ³Quando um indivíduo é lesado nos seus direitos.da mesma forma que o povo luta. É um dever do interessado para consigo próprio. ele não luta pelo miserável objeto do litígio. [. não pelo valor de qualquer légua quadrada mas por si próprio. conseguem muitas vezes prolongar a vida. mas o que desapareceu deve ceder lugar ao que em seu lugar aparece. Num caso. [. tem sido. o admitir que o direito se forma sem dor.´ (Página 30) ³As informações que nos dão os documentos da época histórica sobre o nascimento do direito são no entanto suficientes.também nos processos onde se trata para o litigante de resistir a um ultrajante desprezo do seu direito. porque esta resistência é necessária para que o direito se realize. liberdade da propriedade predial. está na medida do trabalho e dos esforços.´ (Página 33-34) ³. invocando-a. por vezes são torrentes de sangue. todos proclamam que o nascimento do direito. deve perguntar-se se ele os sustentará. o direito é sacrificado à paz. Qualquer que seja. é um dever para com a sociedade. a dura realidade ensina porém o contrário. "tudo o que nasce está destinado a voltar ao nada" (GOETHE. .. O que as mantém não é a força de inércia da história. da indústria.abolição da escravatura. sem custo. no outro. Em face deste fim todos os sacrifícios e desgostos que resultam do seguimento do processo não entram mais em balanço para o interessado. porque é um preceito da própria conservação moral..´ (Página 28-29) ³É uma concepção verdadeiramente romântica. porque a idéia do direito será eternamente um movimento progressivo de transformação. da servidão pessoal. o fim justifica os meios. a tese seguinte: é um dever resistir à injustiça ultrajante que chega a provocar a própria pessoa. sem ação como a erva dos campos. isto é. à lesão ao direito que.] Insulta a idéia do direito. isto é.]Não hesito.. uniformemente. e pela sua independência. porque.a luta que exige o direito para desabrochar não é uma fatalidade mas uma graça.

e os romanos eram perfeitamente lógicos. Este mesmo fato não deve servir-me senão para colocar no lugar próprio uma verdade de certa maneira importante. visto que avalia o caráter ofensivo de uma lesão do direito unicamente pelo interesse que uma classe pode ter em não a sofrer.a vida.] Se todos como ele pensassem todos estariam também perdidos.[. mesmo nos casos em que cada uma das partes litigantes pode estar de boa-fé.. quando. sob o ponto de vista do direito abstrato. Inofensivo como ato de um só. de uma injustiça consciente da parte do adversário. é precisamente o sentimento da propriedade tão energicamente desenvolvido nele que lhe faz sentir tão fortemente a dor de uma lesão à sua propriedade e que torna tão mais viva a reação. colocavam os escravos na mesma linha dos animais..[. custe o que custar. segundo a lei.] A dor moral recorda o dever da própria conservação moral.´ (Página 44) ³. as circunstâncias do caso particular podem ser tais.´ (Página 45) ³Estas últimas explicações não têm por fim constatar que o sentimento jurídico apresenta uma sensibilidade diferente segundo a diversidade da posição e da profissão. A defesa do direito é portanto um dever da própria conservação moral.´ (Página 43) ³Ainda que o conflito.´ (Página 41) ³Com efeito.] Em toda a parte. é preciso que eu defenda o meu direito.´ (Página 47-48) ³Em resumo: a reação do sentimento jurídico dos Estados e dos indivíduos atinge a maior vivacidade sempre que uns e outros se sintam imediatamente ameaçados nas condições particulares da sua existência.. é um dever de todo o homem para consigo combater por todos os meios de que disponha a desconsideração para com a sua pessoa no desprezo do seu direito.. produziria a ruína do direito se viesse a tornar-se a regra das ações..A LUTA PELO DIREITO É UM DEVER DO INTERESSADO PARA CONSIGO PRÓPRIO ³Em seu direito o homem possui e defende a condição da sua existência moral. O mesmo sucede com o covarde abandono do direito. como a dor física faz lembrar o dever da conservação física.. a qual é que dentro do seu direito defende cada interessado as condições morais da própria existência...´ (Página 39) ³Abstraindo deste caso. e esta apreciação decidirá com razão a sua atitude em frente deste último. a que sucumbe deve expiar por uma pena a resistência que opôs ao direito do adversário.´ (Página 52-53) . Sem o direito desce ao nível do animal.. abandono-lhe não só este direito mas o direito todo.. não diga respeito senão a uma simples lesão objetiva. se o não faço.[.. mas salva-a à custa da própria honra.´ (Página 49) ³O covarde que foge do campo da batalha salva precisamente o que os outros sacrificam .. que o interessado tenha toda a razão de partir da suposição de uma intenção maldosa.

´ (Página 55) ³Eu já disse muitas vezes em que consiste esta verdade: . a defesa do direito constitui. a posição daqueles que ficam fiéis torna-se cada vez mais crítica. Em matéria de direito privado há igualmente uma luta contra a injustiça. e violentamente arrancado.Personalidade: .a luta pelo direito é a poesia do trabalho. deveria ser porque seria falso sustentar que assim seja) o que a patologia do organismo humano é para os médicos. a das regras do direito privado.³Prosa na região das coisas meramente materiais. primeiro para ele. o desaparecimento de um só pode passar despercebido. melhor. do que é o seu direito. indivíduo. e não é a composição do patrimônio mas a natureza do sentimento jurídico que faz aqui pender a balança. quando é lesado no seu direito.´ (Página 58) A DEFESA DO DIREITO É UM DEVER PARA COM A SOCIEDADE ³O direito concreto não recebe somente a vida e a força do direito abstrato mas devolve-lhas por sua vez. do que durante longos anos de pacífica fruição. contém o reconhecimento espontâneo. todo o peso da luta recai sobre eles exclusivamente. portanto. A essência do direito é a realização prática. segundo creio. Este exemplo mostra exatamente. Uma regra do direito que jamais foi realizada ou que deixou de o ser. embora tenha de cabeça todo o corpus juris. da energia do sentimento jurídico na sua aplicação especial ao patrimônio. Aquele que por si ou por outrem nunca experimentou essa dor. mas do valor ideal do direito. instintivo.´ (Página 62) ³Quando mil homens têm de dar combate.o direito é a condição da existência moral da pessoa. porque nós já vimos atrás que não se trata aqui do valor material de um objeto. segundo a qual o rico e o pobre avaliam as coisas. Nela se encontra todo o segredo do direito. na luta para defender a . não merece mais este nome. A dor que o homem experimenta. transforma-se o direito em poesia na esfera pessoal.´ (Página 55) ³A patologia do sentimento jurídico é para o jurista e para o filósofo (ou. transformou-se numa rodagem inerte que não faz mais trabalho algum no mecanismo do direito e que se pode retirar sem que disso resulte a menor transformação.´ (Página 56) ³A atitude de um homem ou de um povo em presença de um ataque dirigido contra o seu direito é a mais segura pedra de toque do seu caráter.´ (Página 61-62) ³A realização dos princípios de direito público depende da fidelidade dos funcionários no cumprimento dos seus deveres. da eficácia dos motivos que levam o interessado a defender o seu direito: o seu interesse e o seu sentimento jurídico. mas quando cem dentre eles abandonam a bandeira. nenhuma influência tem ela quando se trata do menosprezo do direito. em seguida para a sociedade humana. não sabe o que é o direito. uma luta comum a toda a nação . a conservação moral da mesma.´ (Página 57) ³Por mais diferente que seja a medida econômica. A verdadeira natureza e a essência pura do direito revelamse mais completamente nesse só momento. o verdadeiro estado das coisas.

em resumo. é . onde ela se erga. a cabeça da hidra que se chama o arbítrio e a ilegalidade. um tutor que estrangula o pupilo. toma-se um Átila destruindo pelo ferro e pelo fogo o esconderijo onde se refugiou o inimigo. cândido como uma criança.. segundo a expressão frisante da nossa linguagem. cheio de amor pela família. ultrapassando o fim imediato. que se forma e amontoa gota a gota esta força. O que se semeou no direito privado produz fruto no direito público e no direito internacional. pelo direito.[. E donde provém então esta transformação? Nasce precisamente dessa qualidade que o torna moralmente tão superior aos inimigos que em todo o caso triunfam sobre ele. as qualidades adquiridas nas relações com este último acompanham-no também na luta pela liberdade civil e contra o inimigo estrangeiro. da sua fé na santidade do direito..´ (Página 73-74) ³O assassinato judiciário. mas cada um deve contribuir pela sua parte para essa obra. É nas baixas regiões do direito privado. O interesse e as conseqüências do seu ato dilatam-se portanto muito para lá da sua pessoa. segundo a sua importância para as relações. torna-se mesmo por vezes um inimigo jurado da sociedade. é ali que se acumula este capital moral de que o Estado tem necessidade para as grandes obras da sua missão. Vem da sua alta estima pelo direito. todo o direito. porque aumenta a força do inimigo. no interesse da sociedade´ (Página 65) ³Um homem honesto e bondoso. Todos aqueles que fruem os benefícios do direito devem também contribuir pela sua parte para sustentar o poder e a autoridade da lei. as duas máximas: nunca façais uma injustiça e nunca sofrais uma injustiça. e levantam em todos os casos contra elas a censura de as considerar necessárias ou de as tolerar. defende também na esfera estreita deste direito..´ (Pagina 63) ³Quem defende o seu direito.´ (Página 76) ³Não.´ (Página 63) ³A responsabilidade de tais estados de coisas não recai sobre a parte da população que infringe a lei. nas relações mais ínfimas da vida. faz da própria mão o vingador e executor do seu direito e.´ (Página 74) ³Todos estes fenômenos atestam que as instituições do Estado não estão em harmonia com o sentimento jurídico do povo. mas sobre a que não tem a coragem de a defender. Aqui igualmente aquele que foge comete uma traição contra a causa comum.[.na qual todos devem ficar firmemente unidos. e se eu tivesse de apreciar. Toda a gente tem a missão e obrigação de esmagar em toda a parte.] O homem vítima de uma injustiça venal ou parcial encontra-se quase violentamente arrojado para fora das vias do direito. um bandido. O direito privado. cai sob o braço vingador da justiça. Não se deverá então acusar a injustiça por infringir o direito. e não o direito público. É um médico que envenena o doente. da força de ação do seu sentimento jurídico absolutamente justo e são. e como segunda: nunca a pratiqueis. quando o juiz está todos os dias preparado no tribunal e quando a polícia vela por meio dos seus agentes.´ (Página 64-65) ³O direito e a Justiça só prosperam num país. apresentaria como primeira regra: nunca sofrais injustiça. é o verdadeiro pecado mortal do direito. O depositário e o defensor da lei tornam-se assassinos dela.] aquele que sob a pressão da idéia popular se entrega a ela. cada qual é um lutador nato. um criminoso. fazendo-lhe aumentar a sua segurança e à sua audácia.. mas este por consentir pacientemente que o infrinja a injustiça. aquele que luta pelo direito público e pelo direito internacional não é senão aquele que luta pelo direito privado.

e avivar mesmo.[. tudo o mais não passa de uma miragem. por mais paradoxal que isto pareça. o espírito que presidiu ao seu nascimento. a cultura teórica da escola e do ensino. se alguém quiser saber como um povo defenderá.´ (Página 80) ³No vigor. também uma raça esgotada e decadente subsiste ainda durante longo tempo com o capital intelectual da época enérgica que a precedeu.´ (Pagina 82) ³O perigo com que as ameaça o resultado desfavorável do processo consiste para uma. na energia do sentimento jurídico de cada cidadão possui o Estado o mais fecundo manancial de força. em perder o que lhe pertence. Atrevo-me a dizer não só que essa raça goza sem sacrifício pessoal os frutos do trabalho doutrem. e para a outra somente em ter de entregar o que injustamente retinha. mas sobretudo que as obras.´ (Página 84) ³Da mesma forma por que tantos herdeiros vivem da riqueza dos seus antepassados porque.´ (Página 78-79) ³Sabe que. as instituições do passado podem conservar durante um certo tempo.´ (Pagina 80) ³A força de um povo corresponde à força do seu sentimento jurídico. Cultivar o sentimento do direito na nação é portanto cultivar o vigor e a força do Estado. mas sabe também que. se for preciso. nada tem de mais precioso a resguardar e a cultivar na nação do que o sentimento do direito. e que considera tudo o mais como coisa de pouca monta quando é atacado no que para ele é o seu lar íntimo e sagrado. ao do homem que sente que o direito constitui um fim próprio para si. A ação livre é para o sentimento jurídico o que o ar livre é para a chama: diminuí-la ou perturbá-la é abafá-lo inexoravelmente. os seus direitos políticos e a sua política internacional. pela força moral. as criações.o Estado que quer ser estimado no exterior. e se mira nas rochas ou na árida areia.´ (Pagina 79) ³. poderiam a custo suprir as necessidades da vida. defende o direito em geral. O sentimento jurídico é a raiz de toda árvore. luta pelo seu direito pessoal. bastará examinar a forma por que o simples particular defende os direitos próprios da vida privada.´ (Página 78) ³Direito é sinônimo de idealismo. defendendo o seu direito. está claro. a garantia mais segura da sua própria duração. consiste na ação. mas a realização prática dos princípios da justiça em todas as relações da vida.a verdadeira escola de educação política dos povos.´ (Página 84) ³O sentimento jurídico irritável da época antiga considera toda a lesão ou contestação do direito próprio como uma injustiça subjetiva. como já muitas vezes repetimos.] A resistência que põe a estes ataques avalia-se não pela pessoa que o ataca. no qual se havia refletido o .. Assim é que o direito privado da república. Por esta cultura não entendo. E refiro -me aqui não ao idealismo de imaginação mas ao do caráter. lutando pelo direito em geral. com as suas próprias forças. isto é... sem levar em conta a inocência ou o grau de culpabilidade do adversário. com a qual tem o costume de se defender a si mesmo.´ (Página 81) ³É que a essência do direito.. estando inteiramente sólido e inabalável no interior. Há nelas uma reserva de força comprimida que o contato transforma de novo em força viva. se a raiz nada vale. mas pela energia do seu próprio sentimento jurídico.

o mais primordial e aquele que sempre lhe é imanente . a ética. pelo contrário.robusto e enérgico sentimento jurídico do antigo povo de Roma. quando esse rigor seja necessário para manter a segurança das relações.´ (Página 87) ³Mas esta suavidade é própria do despotismo. impõe-na.´(Página 89) ³Ora. um manancial vivificante e refrigerante. é a desordem da violência. com outra injustiça. porque bem se lhe podem aplicar estas palavras do poeta: Tal é a conclusão aceite atualmente: Só deve merecer a liberdade e a vida Quem para as conservar luta constantemente. até à época imperial. procurando reparar a injustiça que cometeu. longe de repelir a luta pelo direito.´ (Página 99-100) . a confiança e o crédito.´ (Página 88) ³Uma época forte cuida antes de tudo de fazer com que o credor efetive o seu direito e nunca teme o rigor contra os devedores. tanto aos indivíduos como aos povos. Sem luta não há direito. À máxima: ganharás o pão com o suor do teu rosto. pôde fornecer.a luta é o trabalho eterno do direito. tem -no roubado a outro. como dever. durante algum tempo ainda. como sem trabalho não há propriedade. porque se o que dá a um. Desde o momento em que o direito renuncie a apoiar-se na luta. É a doçura do arbítrio e do capricho e não a do caráter. O elemento da luta que HERBART quer eliminar da noção do direito é. corresponde com tanta mais verdade estoutra: só na luta encontrarás o teu direito. abandona-se a si próprio. por toda a parte onde existem as condições que deixo desenvolvidamente expostas neste livro.

Tradução João de Vasconcelos. A Luta Pelo Direito.UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ Matéria: Introdução ao Estudo do Direito Docente: Josevandro Nascimento Fichamento do Livro: A Luta Pelo Direito Referências Bibliográficas: Rudolf Von Ihering. 2009. (Coleção a obra-prima de cada autor . Aluno: Alisson Douglas Lopes Ramos Curso: Direito Turma: 1° Semestre Matutino .47). São Paulo: Martin Claret.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful