P. 1
Os Direitos Legais das Pessoas com Deficiência Intelectual e Múltipla

Os Direitos Legais das Pessoas com Deficiência Intelectual e Múltipla

|Views: 329|Likes:
Palestra proferida pelo professor Edmarcius Carvalho Novaes no 2° Seminário Interdisciplinar da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: Na Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, realizado pela APAE de Ipatinga/MG - 27 de agosto de 2011.
Palestra proferida pelo professor Edmarcius Carvalho Novaes no 2° Seminário Interdisciplinar da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: Na Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, realizado pela APAE de Ipatinga/MG - 27 de agosto de 2011.

More info:

Categories:Types, Research, Law
Published by: Edmarcius Carvalho Novaes on Aug 29, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF or read online from Scribd
See more
See less

11/29/2012

pdf

“Direitos Legais da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla”

Edmarcius Carvalho Novaes 2° Seminário Interdisciplinar da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: Na Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla
APAE Ipatinga – 27 de agosto de 2011

Edmarcius Carvalho Novaes
É Bacharel em Direito. Especialista em Docência para o Ensino Superior. Cursou disciplina isolada de Mestrado em Lingüística: Variações Lingüísticas em Libras na UFMG. Pós-graduando em Direito Público; Administração Pública e Gestão de Cidades; Educação e Inclusão: Libras.

Gerente da CAAD - Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência de Governador Valadares
Palestrante sobre Direitos Humanos, Inclusão Social Direitos das Pessoas com Deficiência, Libras, Educação Inclusiva. Autor do livro: “SURDOS: Educação, Direito e Cidadania” (WAK Editora, 2010). Blog: www.edmarciuscarvalho.blogspot.com

PLANO DE TRABALHO
01) Direitos Humanos Fundamentais 02) Dignidade da Pessoa Humana

03) Direito de Igualdade e Tratamento Desigual
04) Terminologia

05) Declaração de Montreal sobre Deficiência Intelectual (2004)
06) Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência (2009) 07) Sistema de Garantias de Direitos

COMO EDUCAR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL ?

COMO EDUCAR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA?

1. DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS
“Conjunto institucionalizado de direitos e garantias do ser humano que tem por finalidade básica o respeito a sua dignidade” que se dá “por meio de sua proteção contra o arbítrio do poder estatal, e o estabelecimento de condições mínimas de vida e desenvolvimento da personalidade humana” (Moraes , 2006, p. 21)

1. DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS
São tão relevantes que se relacionam a total proteção, com a garantia do Estado de não ingerir na esfera individual, bem como a consagração do fundamento constitucional da dignidade humana, constituindo-se num “universo reconhecimento por parte da maioria dos Estados, seja em nível constitucional, infraconstitucional, seja em nível de direito consuetudinário, ou mesmo por tratados e convenções internacionais” (Moraes, 2006, p. 23)

1. DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS
Imprescritíveis Inalienáveis Irrenunciáveis Invioláveis Universais Efetivos Interdependentes Complementares

1. DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS
1ª Geração: Liberdade (Individuais e Políticos);
2ª Geração: Igualdade (Econômico, sociais e culturais); 3ª Geração: Fraternidade (Solidariedade) Os direitos de terceira geração sobressaem à esfera individual

2. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
Art. 1° - Princípios Democrático de Direito: a) A cidadania (inciso II) b) Dignidade da pessoa humana (inciso III) fundamentais do Estado

2. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Resolução n° 217A(III), da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948, assinada pelo Brasil nesta data, reconhece “a dignidade humana como inerente a todos os membros da família humana e como fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo”.

2. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
A COISIFICAÇÃO DO OUTRO DURIG (alemão, 1956) apresenta a fórmula do homem-objeto ao afirmar que a Dignidade da Pessoa Humana poderia ser considerada atingida sempre que a pessoa concreta (o indivíduo) fosse rebaixada a objeto, a mero instrumento, tratada como uma coisa, ou seja, fosse descaracterizada e desconsiderada como sujeito de direitos.

2. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
SARLET (brasileiro, 2009, p. 34-35) conclui que, em ultima análise, “onde não houver respeito pela vida e pela integridade

física e moral do ser humano, onde as condições mínimas para uma existência digna não forem asseguradas, onde não houver limitação do poder, enfim, onde a liberdade e a autonomia, a igualdade (em direitos e dignidade) e os direitos fundamentais não forem reconhecidos e minimamente assegurados, não haverá espaço para a dignidade da pessoa humana e esta (a pessoa), por sua vez, poderá não passar de mero objeto de arbítrio e injustiças”.

2. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
MORAES (brasileira, 2003) em vistas à concretização do substrato material da Dignidade da Pessoa Humana aponta quatro princípios jurídicos fundamentais (vinculados a um conjunto de direitos fundamentais) que corroboram para tal concretização, a saber: a) da igualdade: que veda toda e qualquer discriminação arbitrária fundada nas qualidades da pessoa; b) da liberdade: que assegura a autonomia ética, e, portanto, a capacidade para a liberdade pessoal; c) da integridade física e moral: inclui a garantia de um conjunto de prestações materiais que asseguram uma vida com dignidade; d) da solidariedade: a garantia e promoção da coexistência humana, em suas diversas manifestações.

2. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
“a qualidade intrínseca e distintiva reconhecida em cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade, implicando, neste sentido, um complexo de direitos e deveres fundamentais que assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho degradante e desumano, como venham a lhe garantir as condições existenciais mínimas para uma vida saudável, além de propiciar e promover sua participação ativa e co-responsável nos destinos da própria existência e da vida em comunhão com os demais seres humanos.” (SARLET, 2009).

2. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DIREITO A NÃO DISCRIMINAÇÃO

3. DIREITO DE IGUALDADE E TRATAMENTO DESIGUAL
Aristóteles (1997) já afirmava: •“Para pessoas iguais o honroso e justo consiste em ter a parte que lhes cabe, pois nisto consistem a igualdade e a identificação entre pessoas; dar, porém, o desigual a iguais, e o que não é idêntico a pessoas identificadas entre si, é contra a natureza, e nada contrário à natureza é bom”.

3. DIREITO DE IGUALDADE E TRATAMENTO DESIGUAL
Neste sentido, Carmona (2010) ao expressar o aspecto eminentemente jurídico da igualdade afirma que as pessoas devem ser tratadas como iguais pelo Direito, pois compreende que o tratamento desigual vem logicamente depois, ou seja, quando for necessário, desde que justificável, pois, “se houver um motivo adequado para discriminar, então o tratamento impõe-se”. Salienta que o tratamento desigual deve ser sempre em caráter excepcional, pois “sustenta-se apenas na exata medida da desigualdade, para anulá-la, diminuí-la ou compensá-la”.

3. DIREITO DE IGUALDADE E TRATAMENTO DESIGUAL
A lição de NOVAES (2010, p. 33) aponta, portanto, para a discriminação positiva, que tem por escopo:
“erradicar a pobreza, a marginalização, reduzir as desigualdades sociais, regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (3°, III e IV), oferecendo meios institucionais diferenciados para o acesso de grupos formados por excluídos e, portanto, viabilizarlhes o gozo e o exercício de direitos fundamentais, ou seja, a igualdade real ‟perante a lei”.

3. DIREITO DE IGUALDADE E TRATAMENTO DESIGUAL
Destarte, na aplicação da legislação, veda-se as diferenciações arbitrárias, consideradas discriminatórias, realizadas com formas absurdas, haja vista que • “o tratamento desigual dos casos desiguais, na medida em que se desigualam, é exigência do próprio conceito de Justiça, pois o que realmente se protege são certas finalidades, somente se tendo como por lesado o principio constitucional quando o elemento discriminador não se encontra a serviço de uma finalidade acolhida pelo direito”(MORAES, 2006, p.86).

4. TERMINOLOGIAS
Portador de necessidades especiais; Portador de deficiência; Pessoa com deficiência; Necessidades Educacionais Especiais Deficiência x Eficiência;

5. DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
(CANADÁ, 2004) Congresso realizado pela Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial da Saúde, em Montreal, que se posicionou pelo uso do termo “Deficiência Intelectual” e não “Deficiência Mental”.

5. DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
(CANADÁ, 2004)
Justifica-se por: a) A primeira razão tem a ver com o fenômeno propriamente dito. Ou seja, é mais apropriado o termo intelectual por referir-se ao funcionamento do intelecto especificamente e não ao funcionamento da mente como um todo. b) A segunda razão consiste em podermos melhor distinguir entre deficiência mental e doença (ou transtorno) mental, dois termos que têm gerado confusão há vários séculos.

5. DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
(CANADÁ, 2004)
Declaram a necessidade de se a) Romper barreiras históricas e diminuir os impactos negativos da pobreza; b) Reconhecer os valores universais de dignidade, autodeterminação, igualdade e justiça para todos; b) Afirmar a liberdade das pessoas com deficiência intelectual para tomar suas próprias decisões b) Garantir o direito à saúde, a educação inclusiva, ao trabalho remunerado e equiparado e aos serviços integrados da comunidade;

5. DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
(CANADÁ, 2004)
Recomendações aos Estados: a) Reconhecer a cidadania dos deficientes intelectuais; b) Cumprir as obrigações estabelecidas por leis, que devem ter a participação das pessoas com deficiência intelectual na sua elaboração e garantir recursos econômicos e administrativos necessários para tal; c) Desenvolver, estabelecer e tomar medidas administrativas, jurídicas, administrativas e educativas; d) Prover as comunidades e as pessoas com deficiência, bem como fortalecer suas organizações; e) Desenvolver e implementar cursos de formação sobre Direitos Humanos com treinamento e programas de informação

5. DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
(CANADÁ, 2004)
Recomendações aos agentes sociais e civis:
a) Participar de maneira ativa no respeito, na promoção e na proteção dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência intelectual; b) Preservar cuidadosamente sua dignidade e integridade física, moral e psicológica por meio da criação e da conservação de condições sociais de liberação e de estigmatização.

5. DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
(CANADÁ, 2004)
Recomendações às Pessoas com Deficiência Intelectual e suas Famílias: a) Tomar conscientização que têm os mesmos dos direitos e liberdades que as outras pessoas, e dos recursos jurídicos para garanti-los; b) Tornarem-se seguros de participam do desenvolvimento constante das legislações, políticas públicas e dos planos nacionais que lhe dizem respeito; c) Cooperar e colaborar com as organizações internacionais, governamentais ou não-governamentais, do campo da deficiência com a finalidade de consolidação e fortalecimento mútuo;

5. DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
(CANADÁ, 2004)
Recomendações às Organizações Internacionais: a) Incluir a Deficiência Intelectual nas suas classificações, programas, áreas de trabalho e iniciativas com relação às pessoas com deficiência intelectual; b) Colaborar com os Estados, pessoas com deficiência intelectual, familiares e organizações não-governamentais (ONGs) que os representem para destinar recursos e assistência técnica para a promoção das metas da Declaração de Montreal.

6. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
DECRETO N° 6.949/2009 (status de emenda constitucional)
Tal convenção foi realizada pela Organização das Nações Unidas, em Nova York, em 30 de março de 2007, com o seguinte objetivo: Promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente.

6. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
CONCEITO DE DEFICIÊNCIA COMO MODELO SOCIAL Desloca a idéia de limitação presente na pessoa para a sua interação com o ambiente ao definir as pessoas com deficiência como “aquelas que têm impedimento de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas” (Art. 1°).

6. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
CONCEITO DE DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DA DEFICIÊNCIA Qualquer diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, com o propósito ou efeito de impedir ou impossibilitar o reconhecimento, o desfrute ou o exercício, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, de todos dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos âmbitos político, econômico, social, cultural, civil ou qualquer outro. Abrange todas as formas de discriminação, inclusive de adaptação razoável.

6. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
PRINCÍPIOS
a) o respeito pela dignidade inerente, a autonomia individual, inclusive a liberdade de fazer as próprias escolhas, e a independência das pessoas. b) a não-discriminação. c) a plena e efetiva participação e inclusão na sociedade. d) o respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas com deficiência como parte da diversidade humana e da humanidade. e) a igualdade de oportunidades. f) a acessibilidade. g) a igualdade entre o homem e a mulher. h) o respeito pelo desenvolvimento das capacidades das crianças com deficiência e pelo direito das crianças com deficiência de preservar sua identidade.

6. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
DIREITO À EDUCAÇÃO - ARTIGO 24
Visando a igualdade de oportunidades, sem discriminações, os EstadosPartes devem assegurar um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino, com os seguintes objetivos: a) o pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e auto-estima, além do fortalecimento pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana; b) o máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de suas habilidades físicas e intelectuais; c) a participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA:

6. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
OBRIGAÇÕES DOS ESTADOS-PARTES
a) garantir que as pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e compulsório, sob alegação de deficiência; b) garantir que as pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas da comunidade em que vivem; c) garantir adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas; d) garantir que as pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação; e) garantir que medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.

6. CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
MEDIDAS PELOS ESTADOS-PARTES
a) Facilitar o aprendizado do Braille, escrita alternativa, modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e habilidades de orientação e mobilidade, além de facilitação do apoio e aconselhamento de pares; b) Facilitar o aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade lingüística da comunidade surda; c) Garantir que a educação de pessoas, em particular crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados ao individuo e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social. d) Assegurar às pessoas com deficiência o acesso ao ensino superior em geral, treinamento profissional de acordo com sua vocação, educação para adultos e formação continuada, sem discriminação e em igualdade de condições, e para tanto, assegurar a provisão de adaptações razoáveis para pessoas com deficiência.

7. SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS
Constitui-se na articulação e integração das instâncias públicas governamentais e da sociedade civil, na aplicação de instrumentos normativos e no funcionamento dos mecanismos de promoção, defesa e controle para a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência, nos níveis Federal, Estadual, Distrital e Municipal.

7. SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS
Eixo da Defesa dos Direitos Humanos:

os órgãos públicos judiciais; ministério público, especialmente as promotorias de justiça, as procuradorias gerais de justiça; defensorias públicas; advocacia geral da união e as procuradorias gerais dos estados; polícias ; conselhos tutelares; ouvidorias e entidades de defesa de direitos humanos incumbidas de prestar proteção jurídico-social.

7. SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS
Eixo da Promoção dos Direitos: A política de atendimento dos direitos humanos de crianças e adolescentes operacionaliza-se através de três tipos de programas, serviços e ações públicas: 1) serviços e programas das políticas públicas, especialmente das políticas sociais, afetos aos fins da política de atendimento dos direitos humanos de crianças e adolescentes e às pessoas com deficiência ; 2) serviços e programas de execução de medidas de proteção de direitos humanos e; 3) serviços e programas de execução de medidas socioeducativas e assemelhadas.

7. SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS
Eixo do Controle e Efetivação do Direito
Realizado através de instâncias públicas colegiadas próprias, tais como: 1) conselhos dos direitos das pessoas com deficiência; 2) conselhos setoriais de formulação e controle de políticas públicas; e 3) os órgãos e os poderes de controle interno e externo definidos na Constituição Federal. Além disso de forma geral, o controle social é exercido soberanamente pela sociedade civil, através das suas organizações e articulações representativas.

CONCLUSÃO
“Devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza mas, devemos lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza”. (Boaventura de Sousa Santos)

CONCLUSÃO
"Toda pessoa nasce com um potencial e tem direito de desenvolvê-lo. Para desenvolver o seu potencial as pessoas precisam de oportunidades. O que uma pessoa se torna ao longo da vida depende de duas coisas: as oportunidades que tem e as escolhas que fez. Além de ter oportunidades as pessoas precisam ser preparadas para fazer escolhas."
(Paradigma do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)

EDMARCIUS CARVALHO
Contatos:
E-mail: edmarcius@hotmail.com Blog: www.edmarciuscarvalho.blogspot.com

Twitter: @edmarcius

EDMARCIUS CARVALHO
Contatos:
E-mail: edmarcius@hotmail.com Blog: www.edmarciuscarvalho.blogspot.com

Twitter: @edmarcius

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->