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AXIS Guia técnico para vídeo em rede.

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  • Vídeo em rede: visão geral, vantagens e aplicações
  • 1.1 Visão geral de um sistema de vídeo em rede
  • 1.2 Vantagens
  • 1.3 Aplicações
  • 1.3.1 Lojas
  • 1.3.2 Transportes
  • 1.3.3 Educação
  • 1.3.4 Industrial
  • 1.3.5 Vigilância pública
  • 1.3.6 Governo
  • 1.3.7 Assistência médica
  • 1.3.8 Bancos e fnanças
  • Câmeras de rede
  • 2.1 O que é uma câmera de rede?
  • 2.2 Tipos de câmeras de rede
  • 2.2.1 Câmeras de rede fxas
  • 2.2.2 Câmeras de rede dome fxo
  • 2.2.3 Câmeras PTZ e câmeras dome PTZ
  • 2.3 Câmeras de rede para dia e noite
  • 2.4 Câmeras de rede Megapixel
  • 2.5 Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede
  • Elementos das câmeras
  • 3.1 Sensibilidade à luz
  • 3.2 Elementos de lente
  • 3.2.1 Campo de visão
  • 3.2.2 Combinando lente e sensor
  • 3.2.3 Padrões de encaixe de lentes
  • 3.2.4 número ‘f’ e exposição
  • 3.2.5 Íris manual ou automática
  • 3.2.6 Profundidade de campo
  • 3.3 Sensores de imagem
  • 3.3.1 Tecnologia CCD
  • 3.3.2 Tecnologia CMOS
  • 3.3.3 Sensores megapixel
  • 3.4 Técnicas de varredura de imagens
  • 3.4.1 Varredura entrelaçada
  • 3.4.2 Varredura progressiva
  • 3.5 Processamento de imagem
  • 3.5.1 Compensação de iluminação traseira
  • 3.5.2 Zonas de exposição
  • 3.5.3 Ampla faixa dinâmica (WDR – Wide Dynamic Range)
  • 3.6 Instalação de uma câmera de rede
  • Proteção e caixas de proteção de câmeras
  • 4.1 Caixas de proteção de câmeras em geral
  • 4.2 Proteção transparente
  • 4.4 Proteção ambiental
  • 4.5 Proteção contra vândalos e adulteração
  • 4.5.2 Fixação
  • 4.5.3 Posicionamento das câmeras
  • 4.5.4 Vídeo inteligente
  • 4.6 Tipos de fxação
  • 4.6.1 Fixação no teto
  • 4.6.2 Fixação em paredes
  • 4.6.3 Instalações em postes
  • 4.6.4 Fixação em parapeitos
  • Codifcadores de vídeo
  • 5.1 O que é um codifcador de vídeo?
  • 5.1.2 Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente
  • 5.2 Codifcadores de vídeo autônomos
  • 5.3 Codifcadores de vídeo instalados em rack
  • 5.5 Técnicas de desentrelaçamento
  • 5.6 Decodifcador de vídeo
  • Resoluções
  • 6.2 Resoluções VGA
  • 6.3 Resoluções megapixel
  • 6.4 Resoluções de Televisão de Alta Defnição (HDTV)
  • Compressão de vídeo
  • 7.1 Fundamentos da compressão
  • 7.1.1 Codec de vídeo
  • 7.1.2 Compressão de imagem x compressão de vídeo
  • 7.2 Formatos de compactação
  • 7.2.1 Motion JPEG
  • 7.2.2 MPEG-4
  • 7.2.3 H.264 ou MPEG-4 Part 10/AVC
  • 7.3 Velocidades de transmissão variável e constante
  • 7.4 Comparação dos padrões
  • Áudio
  • 8.1 Aplicações de áudio
  • 8.2 Suporte e equipamentos de áudio
  • 8.3 Modos de áudio
  • 8.3.1 Simplex
  • 8.3.2 Half duplex
  • 8.3.3 Full duplex
  • 8.4 Alarme de detecção de áudio
  • 8.5 Compactação de áudio
  • 8.5.1 Freqüência de amostragem
  • 8.5.2 Bit rate
  • 8.5.3 Codecs de áudio
  • 8.6 Sincronização de áudio e vídeo
  • Tecnologias de rede
  • 9.1 Rede local e Ethernet
  • 9.1.1 Tipos de redes Ethernet
  • 9.1.2. Switch
  • 9.1.3 Power over Ethernet
  • 9.2 A Internet
  • 9.2.1 Endereçamento IP
  • 9.3 VLAns
  • 9.4 Qualidade de Serviço
  • 9.5 Segurança de Rede
  • 9.5.1 Autenticação de nome de usuário e senha
  • 9.5.2 Filtragem de endereços IP
  • 9.5.3 IEEE 802.1x
  • 9.5.4 HTTPS ou SSL/TLS
  • 9.5.5 VPn (Virtual Private network, Rede Privada Virtual)
  • Tecnologias sem fo
  • 10.1 802.11 Padrões de WLAn
  • 10.2 Segurança de WLAn
  • 10.2.1 WEP (Wired Equivalent Privacy)
  • 10.2.3 Recomendações
  • 10.3 Pontes Wireless
  • Sistemas de gerenciamento de vídeo
  • 11.1 Plataformas de hardware
  • 11.1.1 Plataforma de PC servidor
  • 11.1.2 Plataforma nVR
  • 11.2 Plataformas de software
  • 11.2.1 Funções internas
  • 11.2.3 Software na Web
  • 11.2.5 Software aberto x Software próprio do fornecedor
  • 11.3 Recursos do sistema
  • 11.3.1 Visualização
  • 11.3.2 Multi-streaming
  • 11.3.3 Gravação de vídeo
  • 11.3.4 Gravação e armazenamento
  • 11.3.5 Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente
  • 11.3.6 Recursos de administração e gerenciamento
  • 11.4 Sistemas integrados
  • 11.4.1 Interface de programação de aplicativos
  • 11.4.2 Ponto de Venda
  • 11.4.3 Controle de acesso
  • 11.4.4 Gestão predial
  • 11.4.5 Sistemas de controle industrial
  • 12.1.1 Largura de banda necessária
  • 12.1.2 Cálculo do espaço de armazenamento necessário
  • 12.2 Armazenamento em servidor
  • 12.4 Armazenamento redundante
  • 12.5 Confgurações de sistema
  • Ferramentas e recursos
  • Axis Communications’ Academy

Guia técnico para vídeo em rede.

Tecnologias e fatores que devem ser levados em conta para a implementação bem-sucedida de aplicações de vigilância e monitoramento remoto por IP.

2

Bem-vindo ao guia técnico para vídeo em rede da Axis
A mudança para sistemas abertos de vídeo, junto com as vantagens da conexão em rede, do processamento digital de imagens e das câmeras inteligentes, constitui um meio muito mais eficaz de vigilância de segurança e monitoramento remoto do que jamais existiu. O vídeo em rede oferece tudo o que o vídeo analógico oferece, além de uma ampla gama de funções inovadoras e recursos possíveis apenas com a tecnologia digital. Antes de montar o seu sistema, você precisa levar em conta os recursos de que precisa. É igualmente importante considerar fatores, como desempenho, interoperabilidade, escalabilidade, flexibilidade e funcionalidade pronta para o futuro. Este guia orientará você em relação a esses fatores, ajudando a projetar uma solução que aproveite integralmente o potencial da tecnologia de vídeo em rede.
O melhor em vídeo em rede A Axis é a líder mundial no mercado de vídeo em rede. Somos pioneiros na tecnologia de vídeo em rede para aplicativos profissionais de vigilância por vídeo e monitoramento remoto. Introduzimos a primeira câmera de rede do mundo em 1996. Com mais de duas décadas de experiência em tecnologias de rede, a maior base instalada de produtos na categoria e fortes parcerias com líderes em todos os continentes, a Axis é a parceira certa quando se trata de vídeo em rede. Soluções flexíveis e escaláveis Utilizando padrões de tecnologia aberta que permitem a fácil integração e escalabilidade, a Axis oferece uma vasta gama de soluções de vídeo em rede para aplicações de vigilância e monitoramento remoto, em diversos setores. Nosso avançado portfólio inclui câmeras de rede que agregam valor às respectivas categorias, além de codificadores de vídeo que permitem fazer uma migração econômica para a melhor tecnologia de vídeo em rede. Nossa oferta inclui ainda soluções completas de software de gerenciamento de vídeo e uma gama ampla de acessórios.

ÍnDICE

3

Índice
1.1 1.2 1.3 1.3.1 1.3.2 1.3.3 1.3.4 1.3.5 1.3.6 1.3.7 1.3.8

Vídeo em rede: visão geral, vantagens e aplicações
Visão geral de um sistema de vídeo em rede Vantagens Aplicações Lojas Transportes Educação Industrial Vigilância pública Governo Assistência médica Bancos e finanças

7 8 12 12 12 12 13 13 13 13 14

7

Câmeras de rede
2.1 2.2 2.2.1 2.2.2 2.2.3 2.3 2.4 2.5 3.1 3.2 3.2.1 3.2.2 3.2.3 3.2.4 3.2.5 3.2.6 3.3 3.3.1 3.3.2 3.3.3 3.4 3.4.1 3.4.2 3.5 3.5.1 3.5.2 3.5.3 3.6

O que é uma câmera de rede? Tipos de câmeras de rede Câmeras de rede fixas Câmeras de rede dome fixo Câmeras PTZ e câmeras dome PTZ Câmeras de rede para dia e noite Câmeras de rede Megapixel Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede Sensibilidade à luz Elementos de lente Campo de visão Combinando lente e sensor Padrões de encaixe de lentes Número ‘f’ e exposição Íris manual ou automática Profundidade de campo Sensores de imagem Tecnologia CCD Tecnologia CMOS Sensores megapixel Técnicas de varredura de imagens Varredura entrelaçada Varredura progressiva Processamento de imagem Compensação de iluminação traseira Zonas de exposição Ampla faixa dinâmica (WDR – Wide Dynamic Range) Instalação de uma câmera de rede

15
15 16 17 17 18 21 23 24

Elementos das câmeras

27

27 28 28 30 31 31 32 33 34 34 34 35 35 35 36 37 37 37 37 38

4

ÍnDICE Proteção e caixas de proteção de câmeras
4.1 4.2 4.3

4.4 4.5 4.5.1 4.5.2 4.5.3 4.5.4 4.6 4.6.1 4.6.2 4.6.3 4.6.4

Caixas de proteção de câmeras em geral Proteção transparente Posicionando uma câmera fixa em uma caixa de proteção Proteção ambiental Proteção contra vândalos e adulteração Projeto da câmera/da caixa de proteção Fixação Posicionamento das câmeras Vídeo inteligente Tipos de fixação Fixação no teto Fixação em paredes Instalações em postes Fixação em parapeitos

39

39 40 40 41 41 41 42 43 43 43 43 44 44 44

Codificadores de vídeo
5.1 5.1.1 5.1.2 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 6.1 6.2 6.3 6.4

O que é um codificador de vídeo? Componentes dos codificadores de vídeo e considerações Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente Codificadores de vídeo autônomos Codificadores de vídeo instalados em rack Codificadores de vídeo com câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula Técnicas de desentrelaçamento Decodificador de vídeo

45
45 46 47 47 48 48 49 50

Resoluções

Resoluções nTSC e PAL 51 Resoluções VGA 52 Resoluções megapixel 53 Resoluções de Televisão de Alta Definição (HDTV) 54 Fundamentos da compressão Codec de vídeo Compressão de imagem x compressão de vídeo Formatos de compactação Motion JPEG MPEG-4 H.264 ou MPEG-4 Part 10/AVC Velocidades de transmissão variável e constante Comparação dos padrões Aplicações de áudio Suporte e equipamentos de áudio Modos de áudio

51

Compressão de vídeo
7.1 7.1.1 7.1.2 7.2 7.2.1 7.2.2 7.2.3 7.3 7.4 8.1 8.2 8.3

55

55 55 56 59 59 60 60 61 61

Áudio

63

63 64 65

ÍnDICE
8.3.1 8.3.2 8.3.3 8.4 8.5 8.5.1 8.5.2 8.5.3 8.6 9.1 9.1.1 9.1.2. 9.1.3 9.2 9.2.1 9.2.2 9.3 9.4 9.5 9.5.1 9.5.2 9.5.3 9.5.4 9.5.5 Simplex Half duplex Full duplex Alarme de detecção de áudio Compactação de áudio Freqüência de amostragem Bit rate Codecs de áudio Sincronização de áudio e vídeo Rede local e Ethernet Tipos de redes Ethernet Switch Power over Ethernet A Internet Endereçamento IP Protocolos de transporte de dados para vídeo em rede VLAns Qualidade de Serviço Segurança de Rede Autenticação de nome de usuário e senha Filtragem de endereços IP IEEE 802.1X HTTPS ou SSL/TLS VPN (Virtual Private Network, Rede Privada Virtual) 65 66 66 66 66 67 67 67 67

5

Tecnologias de rede

69
69 70 71 73 75 76

80 82 82 84 84 84 84 85 85

Tecnologias sem fios
10.1 10.2 10.2.1 10.2.2 10.2.3 10.3

802.11 Padrões de WLAn Segurança de WLAn WEP (Wired Equivalent Privacy) WPA/WPA2 (WiFi Protected Access) Recomendações Pontes Wireless

87
88 88 89 89 89 89

Sistemas de gerenciamento de vídeo
11.1 11.1.1 11.1.2 11.2 11.2.1 11.2.2 11.2.3 11.2.4

Plataformas de hardware Plataforma de PC servidor Plataforma NVR Plataformas de software Funções internas Software cliente na plataforma Windows Software na Web Escalabilidade do software de gerenciamento de vídeo 11.2.5 Software aberto x Software próprio do fornecedor 11.3 Recursos do sistema 11.3.1 Visualização 11.3.2 Multi-streaming

91
91 91 92 93 93 93 94

94 94 94 95 95

6

ÍnDICE
11.3.3 11.3.4 11.3.5 11.3.6 11.3.7 11.4 11.4.1 11.4.2 11.4.3 11.4.4 11.4.5 11.4.6 Gravação de vídeo Gravação e armazenamento Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente Recursos de administração e gerenciamento Segurança Sistemas integrados Interface de programação de aplicativos Ponto de Venda Controle de acesso Gestão predial Sistemas de controle industrial RFID 96 97 97 102 103 104 104 104 105 105 106 106

Considerações sobre largura de banda e espaço de armazenamento
12.1

Cálculos de largura de banda e espaço de armazenamento 12.1.1 Largura de banda necessária 12.1.2 Cálculo do espaço de armazenamento necessário 12.2 Armazenamento em servidor 12.3 nAS e SAn 12.4 Armazenamento redundante 12.5 Configurações de sistema

107
107 107 108 110 110 112 113

Ferramentas e recursos Axis Communications’ Academy Informações para contato

115 117 118

bem como outros dados. por exemplo. muitas vezes chamado também de vigilância em vídeo por IP ou Vigilância IP (termo usado no setor de segurança).1 Visão geral de um sistema de vídeo em rede O vídeo em rede. é conduzido por redes IP (Internet Protocol) com ou sem fio.CAPÍTuLO 1 7 Vídeo em rede: visão geral. seja. são transmitidos pela mesma infra-estrutura de rede. Este capítulo apresenta uma visão geral do vídeo em rede. Os fluxos digitais de vídeo e áudio. email. serão feitas comparações com um sistema analógico de vigilância por vídeo para permitir uma compreensão melhor do alcance e do potencial de um sistema digital de vídeo em rede. . áudio e outros dados digitais. além de suas vantagens e aplicações em vários segmentos de atividade. Muitas vezes. 1. uma rede local (LAN) ou uma rede remota (WAN) como a Internet. O vídeo em rede oferece aos usuários. a rede também pode ser usada para levar energia elétrica aos produtos de vídeo em rede. VAnTAGEnS E APLICAçõES . utiliza uma rede IP com ou sem fio como base para o transporte de vídeo.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. especialmente do setor de vigilância de segurança. assim como muitos outros tipos de comunicações (por exemplo. Quando a tecnologia de Power over Ethernet (PoE) é aplicada. Um sistema de vídeo em rede permite que o vídeo seja monitorado e gravado em qualquer parte da rede. serviços da Web e telefonia por computador). vantagens e aplicações O vídeo em rede. muitas vantagens em relação aos sistemas tradicionais de CCTV (circuito fechado de TV) analógicos.

A câmera de rede. midspans de PoE e divisores ativos. tais como alojamentos de câmera. a qualquer momento e em praticamente qualquer lugar do mundo conectado à rede. Cada componente de vídeo em rede é contemplado mais detalhadamente em outros capítulos. como . flexibilidade e economia.2 Vantagens O sistema de vigilância por vídeo em rede digital oferece diversas vantagens e funções avançadas que nenhum sistema analógico de vigilância consegue oferecer. que incluem a rede. como câmeras em rede. o codificador de vídeo e o software de gerenciamento de vídeo são considerados as bases de uma solução de Vigilância IP. codificadores de vídeo e software de gerenciamento de vídeo. 1. são equipamentos comuns de TI. A capacidade de usar equipamentos comerciais comuns é uma das principais vantagens do vídeo em rede.8 CAPÍTuLO 1 . e o software de gerenciamento de vídeo. Como a câmera de rede e o codificador de vídeo são equipamentos instalados no computador. a alta qualidade de imagem. permitindo que mais de um usuário autorizado possa ver imagens ao vivo e gravadas. A rede e os componentes de servidor e armazenamento são equipamentos comuns de TI. Todos os outros componentes. VAnTAGEnS E APLICAçõES Câmeras de rede da Axis Início Escritório I/O AUDIO 1 2 3 4 5 6 OUT IN Codificadores de vídeo Axis PS1 NETWORK ACTIVITY REDE IP INTERNET Navegador da Web PS2 0 - Power-one 1 LOOP 2 3 4 FANS FNP 30 100-240 AC 50-50 Hz 4-2 A AC 0 - Power-one FNP 30 100-240 50-50 Hz 4-2 A AC AXIS Q7900 Rack POWER POWER AXIS Q7406 Video Encoder Blade AXIS Q7406 Video Encoder Blade Câmeras analógicas Computador com navegador da Web Computador com software de gerenciamento de vídeo Figura 1. > Acessibilidade remota: As câmeras de rede e os codificadores de vídeo podem ser configurados e acessados remotamente. Outros componentes de um sistema de vídeo em rede são acessórios. eles têm recursos que não podem ser igualados por uma câmera analógica de CCTV. Entre as vantagens estão o acesso remoto. o gerenciamento de eventos e os recursos inteligentes de vídeo. a facilidade de integração e as maiores escalabilidade. a rede. o codificador de vídeo (usado para conexão com câmeras analógicas). Os componentes centrais de um sistema de vídeo em rede são a câmera de rede. o servidor e o armazenamento. Isso é vantajoso se os usuários quiserem que uma empresa contratada. o armazenamento e os servidores.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL.1a Um sistema de vídeo em rede é formado por muitos componentes diferentes.

dispensando conversões desnecessárias. VAnTAGEnS E APLICAçõES . reduzindo a quantidade de gravações sem interesse e permitindo reações programadas. Além disso. > Alta qualidade de imagem: Em um aplicativo de vigilância por vídeo. As imagens capturadas perdem qualidade a cada conversão entre os formatos analógico e digital e com a distância do cabeamento. uma alta qualidade de imagem é essencial para permitir a captura clara de um incidente em andamento e identificar as pessoas ou os objetos envolvidos. alarme de detecção de áudio. os sinais analógicos são digitalizados para gravação. os usuários precisavam estar em um ponto de monitoramento específico no local para ver e gerenciar o vídeo. como detecção de movimento. as imagens de uma câmera de rede são digitalizadas uma única vez e permanecem digitais. como gravação de vídeo e envio de notificações de alarme. voltam para o formato analógico para serem transportados. ocorrem muitas conversões de analógico para digital: primeiro. conexões de E/S (entrada/saída) e funções de gerenciamento de alarmes e eventos. . 3 e 6. Essas funções não existem em um sistema analógico. também tenha acesso ao vídeo.CAPÍTuLO 1 9 uma empresa de segurança. > Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente: Freqüentemente. Para saber mais sobre varredura progressiva e megapixel. as imagens digitais podem ser armazenadas e acessadas mais facilmente do que nos casos em que são usadas fitas de vídeo analógicas. Câmeras de rede avançadas e codificadores de vídeo com inteligência ou recursos de análise internos cuidam desse problema. Com tecnologias de varredura progressiva e megapixel. os sinais analógicos são convertidos para o formato digital na câmera e. mais fracos eles ficarão. As câmeras de rede e os codificadores de vídeo da Axis têm recursos internos. e o acesso externo ao vídeo não era possível sem equipamentos como codificadores de vídeo ou um gravador de vídeo digital (DVR) em rede. depois. uma câmera de rede pode gerar uma melhor qualidade de imagem e uma resolução mais elevada do que uma câmera analógica de CCTV. Quanto maior a distância os sinais analógicos de vídeo tiverem de percorrer. Um DVR é o substituto digital do gravador de videocassete. A qualidade de imagem também pode ser mantida mais facilmente em um sistema de vídeo em rede do que em um sistema analógico de vigilância. Esses recursos permitem que as câmeras de rede e os codificadores de vídeo analisem constantemente as entradas para detectar um evento e reagir automaticamente a um evento com ações. há um grande volume de vídeo gravado e pouco tempo para analisá-lo adequadamente. Em um sistema analógico tradicional de CCTV. alarme ativo contra adulteração. Em um sistema de sistema de Vigilância IP totalmente digital. e não há perda de qualidade de imagem devido à distância percorrida na rede. depois.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. consulte os capítulos 2. Com os sistemas analógicos de hoje que usam um DVR como meio de gravação.

o vídeo de uma câmera de rede pode ser integrado a um sistema de Ponto de Venda ou a um sistema de gerenciamento predial. como alarmes. além de software de gerenciamento de vídeo e aplicativos. preparada para mudanças futuras: Os produtos de vídeo em rede que usam padrões abertos podem ser facilmente integrados a sistemas informatizados em computadores e em Ethernet. Os sistemas por IP permitem que muitas câmeras de rede e codificadores de vídeo. > Integração fácil.2a Criação de um disparo de evento utilizando a interface de usuário de uma câmera de rede. As reações também podem ser configuradas (por exemplo.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL.. e envio de mensagens de notificação aos usuários). consulte o Capítulo 11. além de outros tipos de aplicativos. consulte o Capítulo 11. > Escalabilidade e flexibilidade: Um sistema de vídeo em rede pode acompanhar o aumento das necessidades do usuário. compartilhem a mesma rede com .10 CAPÍTuLO 1 . gravação em um ou mais locais. As funções de gerenciamento de eventos podem ser configuradas por meio da interface de usuário do produto de vídeo em rede ou de um software de gerenciamento de vídeo. VAnTAGEnS E APLICAçõES Figura 1. Os usuários podem definir os alarmes ou eventos criando o tipo de disparo que será usado e definindo quando ele será usado. Por exemplo. luzes e portas. Para saber mais sobre gerenciamento de vídeo. sistemas de áudio ou segurança e outros dispositivos digitais. Para saber mais sobre sistemas integrados. sejam eles internos e/ou externos para fins de segurança. acionamento de dispositivos externos.

VAnTAGEnS E APLICAçõES . Para saber mais sobre PoE. A PoE proporciona uma economia considerável de custos de instalação e pode aumentar a confiabilidade do sistema. os custos de gerenciamento e equipamento são menores. Além disso.2b Um sistema que utiliza Power over Ethernet (PoE). qualquer número de produtos de vídeo em rede pode ser incluído no sistema sem nenhuma alteração significativa ou de alto custo na infra-estrutura de rede. um aplicativo de vídeo em rede pode aproveitar a infra-estrutura que já existe. Isso não acontece com um sistema analógico. e não em equipamentos “fechados”. Portanto. como ocorre nos sistemas analógicos de CCTV. . pois os aplicativos de retaguarda e armazenamento funcionam em servidores padrão de mercado que utilizam sistemas abertos. e o sistema pode ser tão aberto ou tão fechado quanto se desejar. os fluxos de vídeo digital podem ser enviados a todo o mundo. Cabos de áudio separados deverão ser usados se o áudio também for necessário. Muitas vezes. por exemplo DVRs.CAPÍTuLO 1 11 ou sem fio para transmitir e receber dados. Os produtos de vídeo em rede também podem ser colocados e conectados a partir de praticamente qualquer lugar. Além disso. Câmera de rede com PoE incorporada 3115 Câmera de rede sem PoE incorporada Switch compatível com PoE Energia Ethernet Divisor ativo Power over Ethernet No-Break (UPS) Figura 1. através do mesmo cabo Ethernet usado no transporte dos dados (vídeo). um cabo coaxial dedicado deve sair diretamente de cada câmera para uma estação de visualização/gravação. já existe uma infraestrutura de rede IP usada para outros aplicativos em uma empresa. que não pode ser aplicada a um sistema de vídeo analógico. consulte o Capítulo 9. utilizando várias infra-estruturas que operam entre si. Além disso. Em um sistema de vídeo analógico. > Economia: Um sistema de Vigilância IP normalmente apresenta um custo total de propriedade menor que o de um sistema analógico de CCTV tradicional. As redes IP e opções sem fio também são alternativas muito mais econômicas do que o tradicional cabeamento coaxial e de fibra de um sistema analógico de CCTV. pode ser usada em um sistema de vídeo em rede.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. A tecnologia PoE permite que os dispositivos conectados em rede sejam alimentados por um switch ou midspan compatível com PoE. a tecnologia de Power Over Ethernet (PoE). Assim.

além de meios de transporte. Uma grande vantagem do vídeo em rede é a possibilidade de integração ao sistema de EAS (vigilância eletrônica de artigos) da loja ou a um sistema de PDV (ponto de venda) para permitir que as atividades de roubo de estoques sejam vistas e gravadas.3. alunos e funcionários. Em instituições de ensino que já possuem uma infraestrutura de TI.3 Aplicações O vídeo em rede pode ser usado em um número praticamente ilimitado de aplicações. estações de trem e outros sistemas de trânsito. os recursos de gerenciamento de eventos do vídeo em rede podem gerar alarmes e apresentar aos . reduzir os congestionamentos e aumentar a eficiência. rodovias. 1.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. Ele também pode ser usado para identificar a necessidade de reposição nas prateleiras e. lugares. Muitas instalações no setor de transportes exigem os melhores sistemas.2 Transportes O vídeo em rede pode aumentar a segurança pessoal e a segurança geral em aeroportos. O sistema pode acelerar a detecção de possíveis incidentes. trens e navios de cruzeiro. abrir mais caixas devido ao tamanho das filas. como ônibus. além de alarmes falsos.3. 1. vibração e vandalismo. altas taxas de quadros e tempos de armazenamento prolongados.12 CAPÍTuLO 1 . Além disso.3. aumentar a segurança do pessoal e otimizar o gerenciamento da loja. poeira. os sistemas de vídeo em rede têm ajudado a evitar vandalismo e aumentar a segurança de professores. umidade. imóveis e operações. a Axis oferece câmeras de rede capazes de suportar variações de temperatura. entretanto.1 Lojas Os sistemas de vídeo em rede em lojas podem reduzir consideravelmente o número de furtos e roubos. Apresentamos a seguir algumas possibilidades típicas de aplicação em importantes segmentos de atividade. 1. VAnTAGEnS E APLICAçõES 1. O vídeo em rede também pode ajudar a identificar as áreas mais visitadas de uma loja e registrar a atividade e os hábitos de compra dos consumidores. como ônibus e trens. O vídeo em rede também pode ser usado para monitorar as condições de tráfego. O vídeo em rede oferece um alto nível de interoperabilidade e o mais rápido retorno sobre investimento. envolvendo alta qualidade de imagem (que pode ser proporcionada pela tecnologia de varredura progressiva em câmeras de rede). quando for necessário.3 Educação De creches a universidades. o vídeo em rede é uma solução mais favorável e econômica do que um sistema analógico porque muitas vezes não é necessário novo cabeamento. ajudando a otimizar a disposição de uma loja ou de uma vitrine. Em alguns ambientes exigentes. a maioria dos usos se enquadra na vigilância de segurança ou no monitoramento remoto de pessoas.

. Com aplicações inteligentes de vídeo. VAnTAGEnS E APLICAçõES . O pessoal autorizado do hospital pode. 1. ver vídeos ao vivo de vários locais.3. para alunos que não podem assistir pessoalmente às aulas. Elas são usadas para evitar vandalismo e aumentar a segurança dos funcionários.3. por exemplo. detectar atividade e prestar assistência remota. 1.4 Industrial O vídeo em rede pode ser usado para monitorar e aumentar a eficiência nas linhas de produção. 24 horas por dia.7 Assistência médica O vídeo em rede permite o monitoramento de pacientes de maneira econômica e com alta qualidade. O uso de redes sem fio permite a instalação do vídeo em rede em toda a cidade. Câmeras dispostas nas entradas e saídas dos edifícios podem registrar quem entra e sai. 1. além das instalações. de museus e escritórios a bibliotecas e presídios.VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL. como contagem de pessoas. nos processos e nos sistemas de logística.5 Vigilância pública O vídeo em rede é uma das ferramentas mais úteis no combate ao crime e para a proteção dos cidadãos. O vídeo em rede também pode ser usado no ensino à distância. 1. pacientes e visitantes. por exemplo. e para proteger armazéns e sistemas de controle de estoques. o vídeo em rede pode fornecer informações estatísticas.3. Ele pode ser usado para detectar e dissuadir. Os recursos de vigilância remota do vídeo em rede permitem que a polícia reaja rapidamente aos crimes cometidos que forem detectados pelas câmeras. como o número de visitantes em um edifício. além de soluções de vigilância por vídeo que aumentam a segurança e a proteção dos funcionários.CAPÍTuLO 1 13 operadores de segurança imagens precisas em tempo real para que eles possam tomar suas decisões. O vídeo em rede também pode ser usado para realizar reuniões virtuais e obter suporte técnico à distância. de maneira eficaz.6 Governo Os produtos de vídeo em rede são usados para proteger todos os tipos de edifícios públicos.3.

O vídeo em rede é uma tecnologia comprovada.8 Bancos e finanças O vídeo em rede é usado em aplicações de segurança em agências bancárias. e a mudança dos sistemas analógicos para a Vigilância por IP está rapidamente ganhando espaço no setor de vigilância por vídeo.3. sedes e locais com caixas automáticos.com/success_stories/ . Os bancos usam sistemas de vigilância há muito tempo e.14 CAPÍTuLO 1 .VÍDEO EM REDE: VISãO GERAL.axis. Consulte estudos de caso no endereço www. o vídeo em rede está começando a ganhar espaço. especialmente nos bancos que valorizam a alta qualidade de imagem e querem ser capazes de identificar facilmente as pessoas em um vídeo de vigilância. VAnTAGEnS E APLICAçõES 1. embora a maioria das instalações ainda seja analógica.

deve ser instalado um software no PC. que funcionam apenas conectadas a um computador pessoal (PC) através da porta USB ou IEEE 1394.1 O que é uma câmera de rede? Uma câmera de rede. FTP (Protocolo de Transferência de Arquivos).CAPÍTuLO 2 15 Câmeras de rede Existe uma ampla gama de câmeras de rede para uma grande variedade de requisitos. Este capítulo descreve o que é uma câmera de rede e explica os diferentes tipos de câmera. e memória. Assim como um computador. e. Também são fornecidas informações sobre câmeras para dia/noite e câmeras de rede com resolução de megapixels. LAN Câmera de rede Axis Switch PoE LAN/Internet Computador com software de gerenciamento de vídeo Figura 2. Uma câmera de rede possui funções de servidor de Web. um ou mais processadores. além de operar com muitos outros protocolos de rede e segurança. 2. o sensor de imagem. análise de vídeo e funções de conexão de rede.CâMERAS DE REDE . a câmera de rede tem seu próprio endereço IP. muitas vezes conhecida também como “câmera IP”.1a Uma câmera de rede se conecta diretamente à rede. A memória é usada para armazenar o firmware da câmera de rede (programa de computador) e para a gravação local de seqüências de vídeo. O final de cada capítulo apresenta um guia de seleção de câmeras. Esse tipo de câmera é diferente das “Webcams”. Os processadores são usados para processamento de imagens. para usá-la. Os principais componentes de uma câmera de rede são a lente. compactação. Para saber mais sobre os elementos das câmeras. . e e-mail. pode ser descrita como uma câmera e um computador combinados em uma única unidade. é conectada diretamente a uma rede e pode ser colocada onde houver uma conexão de rede. consulte o Capítulo 3.

e-mail ou HTTP (Protocolo de Transferência de Hipertexto). consulte o Capítulo 4. seja em caráter contínuo. e contra vandalismo ou adulteração.16 CAPÍTuLO 2 . . alarme ativo contra adulteração e acompanhamento automático. “domes fixas”. quando ocorrer algum evento. Entre os outros recursos podem estar o áudio e entradas incorporadas para Power over Ethernet (PoE). as câmeras de rede externas têm lentes com íris automáticas para controlar a intensidade de luz à qual o sensor de imagem é exposto. sejam para uso em interiores ou exteriores.1b Frente e traseira de uma câmera de rede. a menos que o design da câmera já incorpore uma caixa de proteção. consulte os capítulos 7 e 9. Para saber mais sobre proteção e caixas de proteção de câmeras. as câmeras de rede da Axis realizam o gerenciamento de eventos e possuem funções inteligentes de vídeo. utilizando vários protocolos de rede. como detecção de movimento. Para saber mais sobre formatos de compactação de vídeo e protocolos de rede. em horários programados. As câmeras de rede da Axis também possuem recursos avançados de gerenciamento de segurança e de rede. Além de capturar vídeo. como sensores e relês. “PTZ” e “domes PTZ”.264. MPEG-4 ou vídeo H. dispensando caixas externas. ou transferidas como imagens JPEG individuais através de FTP. As câmeras de rede. 2. Alguns projetos de câmeras já incorporam recursos contra vandalismo e adulteração. As imagens capturadas podem ser enviadas como Motion JPEG. detecção de áudio. poeira e umidade).2 Tipos de câmeras de rede As câmeras de rede podem ser classificadas de acordo com o seu uso previsto: apenas uso interno ou uso interno e externo. Uma câmera externa também exige uma caixa de proteção. A maioria das câmeras de rede também possui portas de entrada/saída (E/S) que permitem conexões com dispositivos externos.CâMERAS DE REDE Uma câmera de rede pode ser configurada para enviar vídeo por uma rede IP para visualização ao vivo e/ou gravação. Muitas vezes. Figura 2. respectivamente. podem ser categorizadas ainda como “fixas”. Também há caixas disponíveis para câmeras internas que necessitem de proteção contra ambientes adversos (por exemplo. ou mediante solicitação de usuários autorizados.

é que ela raramente vem com uma lente intercambiável. As câmeras fixas podem ser instaladas em caixas de proteção projetados para instalação em interiores e exteriores. Não é necessário nenhuma caixa alojamento externa. Esse tipo de câmera é a melhor opção para aplicações nas quais é vantajoso que a câmera esteja bem visível. As câmeras domes fixas da Axis são projetadas com diferentes tipos de caixas de proteção. Da esquerda para a direita: AXIS 209FD e AXIS 216FD (disponíveis também nas versões reforçada e megapixel). 2. . Esse tipo de câmera é normalmente fixado em uma parede ou no teto. envolve essencialmente uma câmera fixa previamente instalada em dentro de uma pequena cúpula. inclusive as versões sem fio e megapixel. Uma câmera fixa normalmente permite que as lentes sejam trocadas. Uma das limitações de uma câmera dome fixa.2 Câmeras de rede dome fixo Uma câmera de rede tipo dome fixo.CAPÍTuLO 2 17 2.2a Câmeras de rede fixas. A principal vantagem deste tipo de câmera está em seu design discreto. muitas vezes é fornecida uma lente de foco variável para permitir o ajuste do campo de visão da câmera. Figura 2. A câmera pode ser direcionada para apontar em qualquer direção. Para compensar essa limitação. há poucas opções de lentes devido ao pouco espaço dentro da cúpula. Figura 2. no qual a câmera e a direção para a qual aponta são claramente visíveis. é uma câmera cujo campo de visão é fixo (normal/teleobjetiva/grande-angular) quando for instalada. Uma câmera fixa é o tipo de câmera tradicional.1 Câmeras de rede fixas Uma câmera de rede fixa. passando despercebida. A câmera também é resistente a violações. bem como no fato de ser difícil perceber a direção para a qual a câmera aponta. AXIS P3301 e AXIS 225FD.2. e mesmo que ela seja intercambiável.CâMERAS DE REDE . também chamada “minidome”. como instalações resistentes a vandalismo e/ou instalações do tipo IP66 para exteriores.2.2b Câmeras de rede dome fixas. que pode ser fornecida com uma lente fixa ou de foco variável (varifocal).

Estabilizador Eletrônico de Imagens). que permite bloquear ou mascarar a visualização e a gravação de determinadas áreas de uma cena. Todos os comandos de PTZ são enviados pelo mesmo cabo de rede usado para a transmissão do vídeo. . A máscara de privacidade. a função permite manter a privacidade. Em uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ. pois a máscara se move com o sistema de coordenadas. não é necessário instalar cabos RS-485 como ocorre com uma câmera PTZ analógica. Alguns recursos que podem ser incorporados a uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ: > EIS (Electronic Image Stabilizer. Em instalações externas. > Máscara de privacidade.2.3 Câmeras PTZ e câmeras dome PTZ Uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ pode se movimentar horizontalmente / verticalmente(pan/tilt) e aproximar ou afastar (zoom in/out) a imagem de qualquer área ou objeto.CâMERAS DE REDE 2.2c Com a máscara de privacidade incorporada (retângulo cinza na imagem). pode ser disponibilizada em vários produtos de vídeo em rede. Figura 2. Além de proporcionar imagens mais úteis. O EIS ajuda a reduzir os efeitos da vibração em um vídeo. economizando um valioso espaço de armazenamento. mascarando até mesmo quando o campo de visão da câmera mudar. a câmera pode garantir a privacidade de áreas que não devem ser cobertas por uma aplicação de vigilância. as câmeras dome PTZ e fatores de aproximação (zoom) acima de 20x são sensíveis a vibrações e movimentos causados pelo tráfego ou pelo vento.18 CAPÍTuLO 2 . o EIS reduz o tamanho dos arquivos de imagens compactadas.

Assim que as posições predefini das forem programadas na câmera. > Acompanhamento automático (auto tracking). ao contrário das câmeras dome PTZ. Normalmente. Entretanto. O acompanhamento automático é uma função inteligente de vídeo que detecta automaticamente uma pessoa ou um veículo em movimento. na qual a presença ocasional de pessoas ou veículos necessita de atenção especial. Ela é realizada automaticamente e não será percebida pelo operador. na qual a câmera se movimenta automaticamente de uma posição predefinida para a seguinte. por exemplo. não têm um movimento horizontal completo de 360 graus devido a um batente mecânico que impede as câmeras de realizarem um movimento circular contínuo. Muitas câmeras PTZ e câmeras dome PTZ aceitam a programação de várias posições predefinidas. Esse recurso é especialmente útil em situações de vigilância não-assistida.CAPÍTuLO 2 19 > Posições predefinidas. as imagens seriam vistas de cabeça para baixo. a Câmera de Rede AXIS 215 PTZ. a câmera pode continuar acompanhando uma pessoa ou um objeto em qualquer direção. As exceções são as câmeras PTZ que possuem a função auto-flip. as câmeras PTZ. com a função Auto-flip. > Auto-flip (inversão automática). . normalmente entre 20 e 100. Isso significa que a câmera não pode acompanhar uma pessoa que caminha continuamente em um círculo completo ao redor da câmera. e o(a) segue dentro da área de cobertura da câmera. por exemplo. > E-flip (inversão eletrônica). A função reduz consideravelmente o custo de um sistema de vigilância. Nesses casos. pois permite que uma câmera PTZ ou uma câmera dome PTZ grave áreas de uma cena onde houver atividade. Quando uma câmera dome PTZ é instalada no teto para acompanhar uma pessoa.CâMERAS DE REDE . haverá situações em que a pessoa passará bem embaixo da câmera. > As câmeras de rede PTZ não foram projetadas para operação contínua automática nem para a chamada “ronda””. Embora as câmeras PTZ e as câmeras dome PTZ possam ter funções semelhantes. existem diferenças entre elas: > as câmeras de rede PTZ não têm um movimento completo contínuo de 360 graus devido a um batente mecânico. Dessa forma. Ela também aumenta a eficácia da solução. pois são necessárias menos câmeras para cobrir uma cena. o operador será capaz de ir de uma posição para a outra com grande rapidez. se não houvesse a função E-flip. em uma loja. Ao seguir a pessoa. uma câmera de rede PTZ pode inverter instantaneamente a câmera a 180 graus e continuar seu movimento horizontal além do ponto zero. o E-flip gira eletronicamente as imagens 180 graus.

Isso é realizado com a apresentação de uma imagem panorâmica com resolução VGA (640x480 pixels). e sobre as câmeras de rede dome PTZ. à direita. o que evita o desgaste.2e Imagens de uma câmera de rede PTZ não-mecânica.CâMERAS DE REDE As próximas seções apresentam mais informações sobre as câmeras de rede PTZ. imagem com zoom de 3x. Uma câmera PTZ pode ser instalada no teto ou em uma parede. tilt e zoom. . Figura 2. O zoom óptico das câmeras PTZ normalmente varia de 10x a 26x. ela oferece um campo de visão mais amplo do que uma câmera de rede PTZ mecânica. uma imagem panorâmica de 140 graus com resolução VGA.20 CAPÍTuLO 2 . Câmeras de rede PTZ mecânicas As câmeras PTZ mecânicas são usadas principalmente em interiores e em aplicações que empregam um operador. sem peças móveis. disponíveis nas versões mecânicas ou não-mecânicas. Figura 2. como a AXIS 212 PTZ e sua versão resistente a vandalismo (vista acima). mesmo que a câmera capture uma imagem com resolução muito mais alta. AXIS 214 PTZ e AXIS 215 PTZ. AXIS 213 PTZ. oferece recursos instantâneos de pan. Uma câmera PTZ não-mecânica usa um sensor de imagem megapixel e permite que o operador aproxime instantaneamente qualquer parte de uma cena sem nenhuma perda de resolução de imagem. Câmeras de rede PTZ não-mecânicas Uma câmera de rede PTZ não-mecânica. À esquerda. Da esquerda para a direita: AXIS 212 PTZ-V (não-mecânica).2d Câmeras de rede PTZ. Utilizando uma lente grande-angular.

AXIS 232D+. Da esquerda para a direita: AXIS 231D+.CâMERAS DE REDE . A principal desvantagem é que apenas um local pode ser monitorado por vez. e movimentos verticais (tilt) normalmente de 180 graus. podem ser definidas até 20 rondas de armazenamento. aumentando a flexibilidade das funções de pan. No modo de ronda. Uma câmera de rede dome PTZ também proporciona robustez mecânica para operação contínua no modo “ronda””. . Uma dome PTZ é usada freqüentemente em situações que empregam um operador. A imagem aproximada resultante oferece boa qualidade de detalhes. As câmeras dome PTZ são ideais para uso em instalações discretas. devido ao seu design. Normalmente. Uma câmera PTZ não-mecânica é ideal para instalações discretas em paredes. uma única câmera de rede dome PTZ pode cobrir uma área que exigiria 10 câmeras de rede fixas. deixando as outras nove posições sem monitoramento. sem perder a nitidez. AXIS 233D. domes fixas. tilt e zoom. Com zoom digital normal. O zoom óptico de uma dome PTZ normalmente varia de 10x a 35x. Esse tipo de câmera é normalmente instalada no teto se for usada em interiores.CAPÍTuLO 2 21 Quando a câmera é instruída para aproximar-se de qualquer parte da imagem panorâmica. e à dificuldade de perceber o ângulo de visão da câmera (as cúpulas podem ser transparentes ou fumê). Uma câmera para dia e noite é projetada para uso em instalações externas ou em ambientes internos com pouca iluminação.2f Câmeras de rede dome PTZ. Figura 2.3 Câmeras de rede para dia e noite Todos os tipos de câmeras de rede — fixas. à instalação (especialmente em instalações no teto). 2. a imagem aproximada perde detalhes de nitidez na maioria das vezes. quando a câmera passa automaticamente de uma posição predefinida para a posição seguinte em uma ordem predeterminada ou aleatória. Elas permitem movimentos horizontais (pan) contínuos de 360 graus. a câmera usa a resolução megapixel original para oferecer uma proporção 1:1 completa com resolução VGA. PTZ e domes PTZ— podem funcionar durante o dia ou à noite. Câmeras de rede dome PTZ As câmeras de rede dome PTZ podem cobrir uma área extensa. ou em um poste na lateral de um edifício (para instalações exteriores). ativadas durante horários diferentes do dia.

uma câmera para dia e noite usa um filtro de corte de IV.3b Imagem à esquerda. A luz IV cobre a faixa de onda de 700 nm a 1000 nm.22 CAPÍTuLO 2 . posição do filtro de corte de IV durante a noite. gera imagens coloridas durante o dia. no meio. permitindo que a sensibilidade da câmera à luz capte até 0. mas a maioria dos sensores da câmera pode detectá-la e usá-la.3a O gráfico mostra como um sensor de imagem reage à luz visível e Infra Vermelho. Figura 2. filtro de corte de IV em uma câmera de rede para dia/noite. Figura 2. A luz IV é filtrada para que ela não distorça as cores das imagens quando o olho humano as vir. Quando a iluminação cai abaixo de um determinado nível.CâMERAS DE REDE Uma câmera de rede em cores. Quando a câmera estiver no modo noturno (preto-e-branco).001 lux ou menos. a câmera pode passar automaticamente ao modo noturno para usar a luz quase-infravermelha (IV) para gerar imagens de alta qualidade em preto-e-branco. . Durante o dia. para dia e noite. A luz infravermelha. está além do que o olho humano pode captar. o filtro de corte de IV é desativado. posição do filtro de corte de IV durante o dia. que cobre uma faixa de onda de 700 nanômetros (nm) a aproximadamente 1000 nm. à direita.

CAPÍTuLO 2 23 As câmeras para dia e noite são úteis em ambientes que restringem o uso de luz artificial. Entre eles estão situações de vigilância por vídeo com baixa iluminação. . o que ajuda a identificar pessoas e objetos. visite o site da Axis: www. image with an IR illuminator. Um iluminador IV que gera luz infravermelha também pode ser usado junto com uma câmera para dia e noite para aumentar ainda mais a capacidade da câmera de gerar vídeo de alta qualidade em condições de baixa iluminação ou à noite. ou pode ser usada para cobrir uma parte maior de uma cena se a resolução da imagem for mantida igual à de uma câmera convencional. Para saber mais sobre os iluminadores IV. image without an IR illuminator. incorpo¬ram um sensor de imagem megapixel para gerar imagens a partir de um milhão de pixels.CâMERAS DE REDE .264. em uma situação de vigilância de tráfego na qual luzes muito intensas perturbariam os motoristas à noite. embora isso possa ser atenuado com o uso do padrão de compactação de vídeo H.com/products/cam_irillum Figura 2. Uma câmera de rede megapixel fixa pode ser usada de duas maneiras: ela pode permitir que os operadores vejam mais detalhes em uma imagem de resolução mais elevada. 2. Para saber mais sobre o padrão H. consulte o Capítulo 7.3c At left.264. at right.axis. Os fluxos de vídeo de resolução mais elevada gerados por uma câmera megapixel também exigem mais largura de banda da rede e espaço de armazenamento para as gravações. vigilância disfarçada e aplicações discretas. Hoje em dia. disponíveis nas câmeras fixas e câmeras domes fixas da Axis. por exemplo. Essa resolução é pelo menos duas vezes melhor do que a resolução gerada por câmeras analógicas. as câmeras megapixel são normalmente menos sensíveis à luz do que uma câmera de rede que não seja megapixel.4 Câmeras de rede Megapixel As câmeras de rede megapixel.

ao passo que uma câmera fixa é capaz de cobrir integralmente a sua área o tempo todo. além da necessidade de mais iluminação ou de luzes especiais. Considere a sensibilidade à luz da câmera que é necessária. . quantas dessas áreas devem ser cobertas. pode ser usada uma câmera megapixel com lente grande-angular em vez de duas câmeras não-megapixel. “câmera fixa” também se refere a câmeras domes fixas . consulte o Capítulo 4.Fixa ou PTZ.5 Diretrizes para a escolha de uma câmera de rede Com a variedade de câmeras de rede disponível. uma câmera PTZ pode proporcionar uma visão breve de uma parte da sua área de cobertura por vez. umidade ou vandalismo. . > Ambiente interno ou externo. Uma área pode ser coberta por várias câmeras fixas ou por algumas câmeras PTZ. e se as áreas estão localizadas relativamente próximas umas das outras ou se estão muito separadas. . Não se esqueça de que as medições em lux nas câmeras de rede não podem ser comparadas entre diferentes fornecedores de produtos de vídeo em rede.CâMERAS DE REDE 2. . Imagens altamente detalhadas são importantes para a identificação de pessoas ou objetos (por exemplo. considere o uso de câmeras para dia e noite.Megapixel ou não-megapixel. (no contexto a seguir. monitoramento de pontos de vendas). Se for necessário instalar a câmera em um local externo ou em ambientes que exigem proteção contra poeira. se houver duas áreas de interesse relativamente pequenas e próximas uma da outra. Em um determinado local. Para usar plenamente os recursos de uma câmera PTZ. A área determinará o tipo de câmera e o número de câmeras necessárias. serão necessários Caixas de proteção. rostos ou placas de carros. e o tipo de câmera/lente necessário. Para saber mais sobre Caixas de proteção. como lâmpadas IV. Por exemplo. Considere que uma câmera PTZ com recursos de grande zoom óptico pode gerar imagens mais detalhadas e vigiar uma área extensa. e “câmeras PTZ” também se refere a câmeras domes PTZ ).Sensibilidade à luz e iluminação necessária. As imagens panorâmicas permitem ver uma cena geral ou a movimentação geral das pessoas. defina o número de áreas de interesse. Em ambientes externos. > Área de cobertura. é útil conhecer algumas diretrizes ao selecionar uma câmera de rede. . o posicionamento da câmera. é necessário contar com um operador. Entretanto.Caixa de proteção. pois não há nenhum padrão de mercado para medição da sensibilidade à luz. O objetivo de vigilância determinará o campo de visão. consulte o Capítulo 3. ou é necessário estabelecer uma ronda automática. > Defina o objetivo de vigilância: panorâmica ou detalhada. Para saber mais sobre lentes.24 CAPÍTuLO 2 .

Entre as considerações estão as seguintes: PoE. Para aplicações que exigem imagens detalhadas. Para saber mais sobre funções de gerenciamento de eventos. mas é difícil quantificá-la e medi-la. a menos que um alarme/evento ocorra. Para saber mais sobre compactação. A realização de gravações com base em gatilhos de eventos a partir de portas de entrada e recursos de vídeo inteligente em um produto de vídeo em rede economiza largura de banda e espaço de armazenamento. IPv6. é importante que a câmera de rede use a tecnologia de varredura progressiva.CAPÍTuLO 2 25 > Vigilância explícita ou disfarçada. Se for necessário áudio. Para saber mais sobre a varredura progressiva. que concede ou nega direitos de acesso a endereços IP definidos.CâMERAS DE REDE . A melhor maneira de determinar a qualidade da imagem é instalar diferentes câmeras e examinar o vídeo. > Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente. As câmeras de rede da Axis com áudio são distribuídas com um microfone embutido e/ou uma entrada para microfone externo e um alto-falante ou uma saída de linha para alto-falantes externos. o MPEG-4 e o Motion JPEG. Os três padrões de compactação de vídeo oferecidos nos produtos de vídeo em rede da Axis são o H. consulte o Capítulo 6. > Áudio. O H. verifique se é necessário o áudio unidirecional ou bidirecional. Para saber mais sobre tecnologias de rede e segurança. das Caixas de proteção e das fixações que permitem uma instalação discreta ou não-discreta. consulte o Capítulo 11 > Funções de rede. Isso ajudará na seleção das câmeras. consulte o Capítulo 7. filtragem de endereços IP. pois nem todas as câmeras exigem monitoramento ao vivo.1X para controlar o acesso a uma rede. consulte o Capítulo 3.264. Muitas vezes. A qualidade de imagem é um dos aspectos mais importantes de qualquer câmera.264 é o padrão mais recente. IEEE802. e funções wireless. criptografia HTTPS para criptografia de fluxos de vídeo antes que eles sejam enviados pela rede. Para saber mais sobre a resolução megapixel. consulte o Capítulo 9 . Entre as outras considerações importantes a respeito das características necessárias em uma câmera estão as seguintes: > Qualidade de imagem. > Compactação. Se for prioritário capturar com clareza objetos em movimento. proporcionando a maior economia de largura de banda e espaço de armazenamento. e permite que os operadores tomem conta de um número maior de câmeras. as câmeras megapixel podem ser a melhor opção. as funções de gerenciamento de eventos são configuradas através de um software de gerenciamento de vídeo. Para saber mais sobre áudio. consulte o Capítulo 8. > Resolução. sendo apoiadas por portas de entrada/saída e recursos de vídeo inteligente em uma câmera de rede ou um codificador de vídeo.

Assim que for tomada uma decisão sobre a câmera necessária.CâMERAS DE REDE > Interface aberta e aplicativos. externo à câmera de rede em si. o fornecedor deve ser considerado um parceiro de longo prazo. Outro aspecto importante.26 CAPÍTuLO 2 . Além disso. Um produto de vídeo em rede com uma interface aberta aumenta as possibilidades de integração com outros sistemas. o fornecedor deve oferecer inovação. Como as necessidades crescem e se modificam. upgrades e um roteiro de produtos de longo prazo. Também é importante que o produto seja apoiado por boas opções de aplicativos e um software de gerenciamento que facilite a instalação e os upgrades dos produtos de vídeo em rede. é recomendável adquirir uma e testar sua qualidade antes de fazer uma grande compra. suporte. Para saber mais sobre sistemas gerenciamento de vídeo. Isso significa que é importante escolher um fornecedor que ofereça uma linha completa de produtos de vídeo em rede e acessórios que atendam às necessidades tanto de hoje como de anos à frente. consulte o Capítulo 11. Os produtos da Axis são apoiados por softwares de gerenciamento de vídeo desenvolvidos pelo usuário e por uma ampla gama de soluções de software de gerenciamento de vídeo de mais de 600 Parceiros de Desenvolvimento de Aplicativos da Axis. . é a escolha do fornecedor do produto de vídeo em rede.

Em geral. Condições de iluminação Luz solar forte Luz solar plena Luz de escritório Sala mal-iluminada . o tipo de lente.1a Exemplos de diferentes níveis de luminância. é importante ter em mente que uma leitura de lux não indica a condição de iluminação de toda a cena.000 lux 10. Para saber mais sobre câmeras para dia e noite. o tipo de sensor de imagens. Normalmente. Para capturar imagens de boa qualidade. maior será a sensibilidade da câmera à luz. Com pouquíssima luz. além das funções de processamento de imagens. Luminância 100. especificada em lux.CAPÍTuLO 3 27 Elementos das câmeras Vários elementos das câmeras afetam a qualidade da imagem e o campo de visão. Os elementos são a sensibilidade da câmera à luz. quanto mais luz incidir sobre o objeto. e a técnica de varredura. é necessário usar uma câmera para dia e noite que aproveite a luz quase infravermelha.ELEMEnTOS DAS CâMERAS . é difícil focalizar e a imagem apresentará ruídos e/ou ficará escura. Diferentes condições de iluminação geram uma luminância diferente. Algumas diretrizes sobre as considerações de instalação também serão apresentadas ao final. consulte o Capítulo 2. Todos esses elementos serão abordados neste capítulo. são necessários pelo menos 200 lux para iluminar um objeto para que seja obtida uma imagem de boa qualidade. Dessa forma. em condições de pouca luz ou escuras.000 lux 500 lux 100 lux Tabela 3. Muitas cenas naturais apresentam uma iluminação bastante complexa. de modo que é importante compreendê-los ao escolher uma câmera de rede. com sombras e luzes que geram diferentes leituras de lux em diferentes partes de uma cena. muitas vezes. 3. Quanto mais baixa a especificação de lux.1 Sensibilidade à luz A sensibilidade de uma câmera de rede à luz é. que corresponde a um nível de luminância no qual uma câmera gera uma imagem aceitável. melhor será a imagem.

A maneira mais rápida de descobrir a lente com a distância focal necessária para o campo de visão desejado é usar uma calculadora de lentes rotativas ou uma calculadora de lentes on-line (www. > Focalizar para ajustar qualquer um dos elementos no conjunto da lente. > Controlar a quantidade de luz que atinge o sensor de imagens para que uma imagem seja corretamente exposta. Entre elas estão as seguintes: > Definir o campo de visão. 1/2” e 2/3”. Quanto maior a distância focal. normalmente 1/4”. Embora essas especificações ajudem a fazer comparações de sensibilidade à luz de câmeras produzidas pelo mesmo fabricante. 3. de uma câmera de rede realiza várias funções. mais estreito será o campo de visão. A distância focal de uma lente é definida como a distância entre a lente de entrada (ou um ponto específico de um conjunto de lente complexo) e o ponto para o qual todos os raios de luz convergem (normalmente. as câmeras devem ser colocadas lado a lado e capturar um objeto em movimento com pouca iluminação.ELEMEnTOS DAS CâMERAS Muitos fabricantes especificam o nível mínimo de iluminação necessária para que uma câmera de rede gere uma imagem aceitável.2 Elementos de lente Uma lente. ou seja.2. A desvantagem de usar uma calculadora de lentes é que ela não leva em conta nenhuma possível distorção geométrica de uma lente. 1/3”.28 CAPÍTuLO 3 .axis. ou a distância entre os conjuntos de lentes e o sensor de imagens. 3. e o nível de detalhes da captura. ou um conjunto de lente. também deve ser usado no cálculo. definir quanto da cena será capturado. ou seja. . O tamanho do sensor de imagem de uma câmera de rede. Isso ocorre porque cada fabricante utiliza um método diferente e critérios diferentes de uma imagem aceitável.com/tools). O campo de visão é determinado pela distância focal da lente e pelo tamanho do sensor de imagem. talvez não seja útil usar esses números para comparar câmeras de diferentes fabricantes. a área de cobertura e o nível de detalhes que será visualizado.1 Campo de visão Um fator que deve ser levado em consideração ao escolher uma câmera é o campo de visão necessário. Para comparar corretamente o desempenho de duas câmeras diferentes em condições de baixa luminosidade. o sensor de imagem da câmera). ambos são especificados na folha de dados da câmera de rede. ambas disponibilizadas pela Axis.

por exemplo. . Uma lente de telefoto é usada quando o objeto vigiado é pequeno ou está muito distante da câmera.2a Diferentes campos de visão: Grande-angular (à esquerda). detalhes mais refinados do que o olho humano pode captar. Uma lente de telefoto geralmente tem menos capacidade de captura de luz que uma lente normal. > Grande-angular: Um campo de visão maior com menos detalhes que na visão normal. > Telefoto: Um campo de visão mais estreito que oferece. em geral. telefoto (à direita). as lentes grande-angulares geram distorções geométricas. normal (no meio). Às vezes. telefoto (à direita). Existem três tipos principais de lentes: > Lente fixa: Essa lente oferece uma distância focal fixa. ou seja. Figura 3. visão normal (no meio).CAPÍTuLO 3 29 O campo de visão pode ser classificado em três categorias: > Visão normal: Oferece o mesmo campo de visão que o olho humano. apenas um campo de visão (ou normal. o efeito “olho de peixe”. Uma lente grande-angular geralmente oferece uma boa profundidade de campo e um bom desempenho com baixa luminosidade.2b Lentes de câmeras de rede com diferentes distâncias focais: grande-angular (à esquerda). Uma distância focal comum de uma lente de câmera de rede fixa é de 4 mm.ELEMEnTOS DAS CâMERAS . Figura 3. ou telefoto ou grande-angular).

ELEMEnTOS DAS CâMERAS > Lente de foco variável: Esse tipo de lente oferece várias distâncias focais e.2c Exemplos de lentes diferentes instaladas em um sensor de imagem de 1/3 de polegada. As lentes de foco variável para câmeras de rede oferecem distâncias focais que variam de 3 mm a 8 mm.. com um motor. a imagem apresentará cantos pretos (consulte a ilustração à esquerda na Figura 3. Quando o campo de visão mudar. de 6 mm a 48 mm. Quando a lente de uma câmera megapixel for substituída. não será necessário refocalizar as lentes de zoom se o campo de visão mudar. mas não com um sensor de imagem de 2/3 de pol. diferentes campos de visão. É melhor combinar a resolução da lente com a resolução da câmera para usar plenamente a capacidade da câmera. > Lente de zoom: As lentes de zoom são como lentes de foco variável. Lente de 1/4” Lente de 1/3" Lente de 1/2" Figura 3. por exemplo. A lente pode ser ajustada manualmente ou através de controle remoto. pois permitem que o usuário selecione diferentes campos de visão. Quando uma lente indica. 1/3 de pol. será importante escolher uma lente adequada à câmera. .30 CAPÍTuLO 3 . e ¼ de pol. portanto. Se uma lente tiver sido projetada para um sensor de imagem menor do que o sensor efetivamente instalado dentro da câmera.2c abaixo). Uma lente produzida para um sensor de imagem de ½ polegada funcionará com sensores de imagem de ½ pol. O foco pode ser mantido dentro de um intervalo de distâncias focais. por exemplo. ela se refere à proporção entre a distância focal mais longa e mais curta da lente. 3. pois os pixels dos sensores megapixel são muito menores do que os de um sensor VGA (640x480 pixels).. pois faz com que tudo pareça aproximado. Entretanto. O campo de visão pode ser ajustado manualmente.2c). a capacidade de zoom de 3x. o campo de visão será menor do que a capacidade da lente. será necessária uma lente de alta qualidade. Essa situação cria um efeito de telefoto. pois parte das informações serão “perdidas” fora do sensor de imagem (consulte a ilustração à esquerda da Figura 3. o usuário precisará refocalizar a lente manualmente.2. Se uma lente tiver sido projetada para um sensor de imagem maior do que o sensor efetivamente instalado dentro da câmera.2 Combinando lente e sensor Se uma câmera de rede oferecer lentes intercambiáveis.

especialmente em ambientes internos. por outro lado. usando um espaçador de 5 mm (anel adaptador C/CS). F/4 significa que o diâmetro da íris é igual à distância focal dividida por 4. muitas vezes. é preferível ajustar o tempo de exposição ou a abertura da íris. A barra indica divisão. uma lente com número f mais baixo é mais cara que uma lente com número f mais alto. e o tempo de exposição (ou seja. se uma câmera tiver uma lente de 8 mm. Entretanto. Isso pode ser determinado pelo número ‘f’ da lente. . A distância entre o sensor e a lente deve ser de 17. Entretanto. é provável que o tipo errado de lente esteja sendo usado. um fator importante que deve ser examinado em uma câmera de rede é a capacidade de captura de luz da lente. Embora as lentes com íris de ajuste automático (íris DC) tenham um intervalo de números f. o tempo pelo qual um sensor de imagem fica exposto à luz) são os dois elementos principais que definem a quantidade de luz recebida por um sensor de imagem.CAPÍTuLO 3 31 3. Quanto menor for o número ‘f’ (seja uma distância focal curta em relação à abertura. Isso é explicado na seção 3. Portanto. representados como F/x.2. A diferença é a distância das lentes para o sensor quando elas são encaixadas na câmera: > Encaixe CS. É possível encaixar uma lente de encaixe C no corpo de uma câmera com encaixe CS. assim. um número f menor geralmente produz uma qualidade de imagem melhor. Em situações de baixa luminosidade.3 Padrões de encaixe de lentes Ao trocar uma lente.6. Ambos têm uma rosca de 1 polegada. ou seja. 3. pode haver alguns sensores incapazes de aproveitar um número f mais baixo em situações de pouca luminosidade devido à maneira como foram projetados.2. A capacidade de captura de luz de uma lente. O número ‘f’ é a proporção entre a distância focal da lente e o diâmetro da abertura ou da íris.2. o aumento do ganho também aumenta o nível de ruído (granularidade) de uma imagem. ou seja. e sua aparência é idêntica. > Encaixe C. Um número f mais elevado. As câmeras de rede utilizam dois padrões principais: encaixe CS e encaixe C.5 mm. mais luz atravessará a lente e chegará ao sensor de imagem. muitas vezes apenas a extremidade máxima de captura de luz do intervalo (o menor número f) é especificada. melhor será a capacidade de captura de luz da lente.ELEMEnTOS DAS CâMERAS . também é importante saber o tipo de encaixe de lente da câmera de rede. número ‘f’ = distância focal/abertura. Normalmente. ou uma abertura grande em relação à distância focal). Os números f são. Um número ‘f’ define quanta luz poderá atravessar uma lente. a luz deve atravessar uma íris cuja abertura tem 2 mm de diâmetro.526 mm.4 número ‘f’ e exposição Em situações de baixa luminosidade. Um terceiro elemento (ganho) é um amplificador usado para clarear a imagem. Se não for possível focalizar a câmera. A distância entre o sensor e a lente deve ser de 12. também conhecido como f-stop. ou número f. aumenta a profundidade de campo.

Apenas com a redução do nível de luminosidade é importante considerar o uso de iluminação artificial ou a priorização de uma velocidade de captura maior ou de uma qualidade de imagem melhor.2d Uma interface de usuário de câmera com opções para configurar.32 CAPÍTuLO 3 .6 a seguir. onde os níveis de luz possam ser constantes. um ajuste automático de exposição significa que a velocidade de captura aumenta ou diminui de acordo com a quantidade de luz disponível. mas pode deixar desfocadas imagens em movimento e reduzir a velocidade de captura de imagens. a exposição em condições de baixa luminosidade. Um tempo de exposição maior melhora a qualidade de imagem quando as condições de iluminação não forem boas. ao passo que o aumento da abertura da íris tem a desvantagem de reduzir a profundidade de campo. A abertura da íris é controlada pela câmera.5 Íris manual ou automática Em ambientes internos. pois é necessário mais tempo para expor cada quadro. Figura 3. 3. A maioria das lentes com íris automática é controlada pelo . A última é usada pela Axis em suas câmeras de rede para interiores. mais luz o sensor de imagem receberá.ELEMEnTOS DAS CâMERAS Algumas câmeras da Axis permitem definir os limites de tempo de exposição e o ganho. Em algumas câmeras de rede. Isso é explicado na seção 3.2. Esse tipo de lente possui ou um anel para ajustar a íris.2. ao passo que condições de baixa luminosidade exigem um tempo de exposição maior. ou a íris é fixada em um determinado número f. Uma lente com íris automaticamente ajustável é recomendada para aplicações externas e onde a iluminação da cena mude constantemente. É importante saber que o aumento do tempo de exposição também possibilita que a imagem fique desfocada. recomendamos um tempo menor de exposição para movimentos rápidos ou quando for necessária uma alta taxa de quadros de imagem (frame rate elevado). entre outras coisas. sendo usada para manter o nível ideal de iluminação no sensor de imagem se não houver configurações de exposição e ganho ou se essas configurações não forem usadas na câmera de rede. Para decidir sobre a exposição. pode ser usada uma lente com íris manual. Ambientes claros exigem um tempo de exposição menor. A íris também pode ser usada para controlar a profundidade de campo (explicada na seção abaixo) e para obter imagens mais nítidas. Quanto maior o tempo de exposição.

Dependendo do tamanho dos pixels. portanto. Profundidade de campo é a distância na frente e atrás do ponto focal onde os objetos parecem nítidos simultaneamente. A ilustração acima é um exemplo da profundidade de campo com diferentes números f e distância focal de 2 metros (7 pés). 3. A profundidade de campo é afetada por três fatores: distância focal. no monitoramento de um estacionamento. uma abertura de íris grande ou uma distância curta entre a câmera e o objeto limitam a profundidade de campo. Um número f elevado (abertura de íris menor) permite focalizar objetos a uma distância maior. A profundidade de campo pode ser importante. a profundidade de campo será adequada. sejam elas fixas. diâmetro da íris e distância da câmera até o objeto.2.2e Profundidade de campo: Imagine uma fila de pessoas em pé uma atrás da outra. Se o foco estiver no meio da fila e for possível identificar os rostos de todos que estiverem a mais de 15 metros (45 pés) de distância na frente e atrás do ponto médio. . Figura 3.6 Profundidade de campo Um critério que pode ser importante para uma aplicação de vigilância por vídeo é a profundidade de campo.ELEMEnTOS DAS CâMERAS .2f Abertura da íris e profundidade de campo. 90 e 150 pés) de distância. Ponto focal Profundidade de campo Figura 3. aberturas de íris muito pequenas podem desfocar a imagem devido à difração. usam lentes com íris DC ou íris automática. Uma distância focal grande. por exemplo. 30 e 50 metros (60. domes fixas .CAPÍTuLO 3 33 processador da câmera através de corrente contínua (DC) e. PTZ ou domes PTZ . são chamadas lentes de “íris DC”. Todas as câmeras da Axis para exteriores. onde pode ser necessário identificar placas de carros a 20.

34 CAPÍTuLO 3 - CELEMEnTOS DAS CâMERAS

3.3

Sensores de imagem

Quando a luz atravessa uma lente, ela se concentra no sensor de imagem da câmera. Um sensor de imagem é formado por muitos fotopontos, cada um correspondendo a um elemento de imagem, mais conhecido como “pixel”, no sensor de imagem. Cada pixel de um sensor de imagem registra a quantidade de luz à qual ele é exposto, transformando-o em um número correspondente de elétrons. Quanto maior a intensidade da luz, mais elétrons são gerados. Duas tecnologias principais podem ser usadas no sensor de imagem de uma câmera: > CCD (dispositivo acoplado por carga) > CMOS (semicondutor de óxido metálico complementar)

Figura 3.3a Sensores de imagem: CCD (esquerda); CMOS (direita).

Embora os sensores CCD e CMOS sejam muitas vezes considerados rivais, cada um tem seus pontos fortes e fracos que os tornam apropriados para diferentes aplicações. Os sensores de CCD são produzidos com uma tecnologia desenvolvida especificamente para a indústria de câmeras. Os primeiros sensores CMOS utilizavam uma tecnologia padrão que já era amplamente usada nos chips de memória dos PCs, por exemplo. Os sensores CMOS de hoje utilizam uma tecnologia mais especializada, e a qualidade dos sensores está aumentando rapidamente.

3.3.1

Tecnologia CCD

Os sensores CCD são usados em câmeras há mais de 30 anos, e oferecem muitas vantagens. Em geral, eles ainda oferecem uma sensibilidade à luz ligeiramente melhor e geram um pouco menos de ruído que os sensores CMOS. Uma sensibilidade maior à luz gera imagens melhores em condições de baixa luminosidade. Entretanto, os sensores CCD são mais caros e mais complexos de incorporar a uma câmera. Um CCD também pode consumir até 100 vezes mais energia que um sensor CMOS equivalente.

3.3.2

Tecnologia CMOS

Avanços recentes nos sensores CMOS os estão aproximando dos sensores CCD em termos de qualidade de imagem. Os sensores CMOS reduzem o custo total das câmeras, pois contêm toda a lógica necessária para montar as câmeras com base neles. Em comparação com os CCDs, os sensores CMOS oferecem mais possibilidades de integração e mais funções.

ELEMEnTOS DAS CâMERAS - CAPÍTuLO 3 35 Os sensores de CMOS também apresentam uma saída mais rápida (o que é uma vantagem quando são necessárias imagens com resolução mais alta), menor dissipação de energia no chip, além de reduzir as dimensões do sistema. Os sensores CMOS com resolução megapixel têm disponibilidade mais ampla e são mais econômicos que os sensores CCD megapixel.

3.3.3

Sensores megapixel

Por motivos de custo, muitos sensores megapixel (ou seja, sensores a partir de um milhão de pixels) em câmeras megapixel têm o mesmo tamanho ou são apenas um pouco maiores que os sensores VGA com resolução de 640x480 (307.200) pixels. Isso significa que o tamanho de cada pixel de um sensor megapixel é menor do que o pixel de um sensor VGA. Por exemplo, os pixels de um sensor megapixel com 1/3 de polegada e 2 megapixels medem 3 μm (micrômetros/microns) cada. Em comparação, o pixel de um sensor VGA de 1/3 de polegada mede 7,5 μm. Assim, embora a câmera megapixel ofereça uma resolução mais alta e mais detalhes, ela é menos sensível à luz que uma câmera VGA, pois seus pixels são menores e a luz refletida por um objeto se dispersa por um número maior de pixels.

3.4

Técnicas de varredura de imagens

A varredura entrelaçada e a varredura progressiva são as duas técnicas disponíveis hoje em dia para ler e exibir informações geradas por sensores de imagem. A varredura entrelaçada é usada principalmente nos CCDs. A varredura progressiva é usada nos sensores CCD ou CMOS. As câmeras de rede podem usar qualquer uma dessas técnicas de varredura. Entretanto, as câmeras analógicas podem usar apenas a técnica de varredura entrelaçada para transferir imagens por um cabo coaxial e exibi-las em monitores analógicos.

3.4.1

Varredura entrelaçada

Quando uma imagem entrelaçada de um CCD é gerada, são gerados dois campos de linhas: um que exibe as linhas ímpares, e outro que exibe as linhas pares. Entretanto, para criar o campo ímpar, são combinadas informações das linhas pares e ímpares em um sensor CCD. O mesmo vale para o campo par, no qual as informações das linhas pares e ímpares se combinam para formar uma imagem em linhas alternadas. Ao transmitir uma imagem entrelaçada, apenas a metade das linhas (alternadas entre pares e ímpares) de uma imagem é enviada de cada vez, reduzindo pela metade a largura de banda consumida. O monitor, por exemplo, um televisor tradicional, também deve usar a técnica entrelaçada. Primeiro as linhas ímpares, depois as linhas pares, são exibidas; em seguida, elas são atualizadas alternadamente a 25 (PAL) ou 30 (NTSC) quadros por segundo para que o sistema visual humano as interprete como imagens completas. Todos os formatos analógicos de vídeo e alguns formatos HDTV modernos são entrelaçados. Embora a técnica de entrelaçamento crie artefatos ou distorções em virtude de dados ‘desaparecidos’, eles não são muito perceptíveis em um monitor entrelaçado.

36 CAPÍTuLO 3 - ELEMEnTOS DAS CâMERAS Entretanto, quando um vídeo entrelaçado é exibido em monitores com varredura progressiva (como em monitores de computador, que varrem as linhas de uma imagem de maneira consecutiva), os artefatos passam a ser percebidos. Os artefatos, que podem ser vistos como “rasgos”, são causados pelo ligeiro atraso entre as atualizações das linhas pares e ímpares, pois apenas metade das linhas acompanha uma imagem em movimento, enquanto a outra metade espera pela atualização. Isso pode ser percebido especialmente quando o vídeo é parado e um quadro congelado do vídeo é analisado.

3.4.2

Varredura progressiva

Com um sensor de imagem de varredura progressiva, são obtidos os valores de cada pixel do sensor e cada linha de dados de imagem é lida seqüencialmente, gerando uma imagem com quadro completo. Em outras palavras, as imagens capturadas não são divididas em campos separados, como na varredura entrelaçada. Com a varredura progressiva, um quadro de imagem completo é enviado pela rede e, quando é exibido em um monitor de computador com varredura progressiva, cada linha de uma imagem é colocada na tela, uma por vez, em perfeita ordem. Portanto, os objetos em movimento são mais bem apresentados em telas de computador quando a técnica de varredura progressiva é utilizada. Em uma aplicação de vigilância por vídeo, isso pode ser fundamental para ver detalhes de um objeto em movimento (por exemplo, uma pessoa fugindo). A maioria das câmeras de rede da Axis usa a técnica de varredura progressiva.

1º campo: Linhas ímpares

2º campo: Linhas pares [17/20 ms (NTSC/PAL) depois]

Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura entrelaçada

Ponto em movimento no quadro congelado, usando a varredura progressiva

Figura 3.4a À esquerda, uma imagem de varredura entrelaçada exibida em um monitor progressivo (computador). À direita, uma imagem de varredura progressiva em um monitor de computador.

Figura 3.4b À esquerda, uma imagem JPEG em tamanho completo (704x576 pixels) de uma câmera analógica usando a varredura entrelaçada. À direita, uma imagem JPEG em tamanho completo (640x480 pixels) de uma câmera de rede da Axis usando a tecnologia de varredura progressiva. Ambas as câmeras usaram o mesmo tipo de lente e a velocidade do carro era a mesma – 20 km/h (15 mph). O fundo é claro em ambas as imagens. Entretanto, o motorista pode ser visto apenas na imagem que utiliza a tecnologia de varredura progressiva.

As áreas menos importantes de uma cena não devem determinar a exposição total. 3. Essas situações de iluminação também podem ser gerenciadas pelo aumento da faixa dinâmica da câmera. embora as áreas claras sofram superexposição. o usuário é capaz de usar as zonas de exposição para selecionar a área de uma cena — centro. Isso permite que os objetos em primeiro plano sejam vistos. imagem sem ampla faixa dinâmica. o céu (normalmente a seção superior de uma imagem).5. O ampla faixa dinâmica resolve este problema aplicando técnicas. que será discutida na seção 3. uma câmera normal produziria uma imagem que deixaria pouco visíveis os objetos em áreas escuras. por exemplo.CAPÍTuLO 3 37 3.5. Em câmeras de rede avançadas da Axis.1 Compensação de iluminação traseira Embora a exposição automática da câmera tente fazer com que o brilho de uma imagem se pareça com o brilho de uma imagem visto pelo olho humano.2 Zonas de exposição Além de lidar com as áreas limitadas de alta intensidade de iluminação. À direita. Por exemplo. esquerda. de modo a tornar objetos de áreas claras e escuras visíveis. como se elas não existissem. a exposição automática de uma câmera de rede também deve decidir que área de uma imagem deve determinar o valor de exposição. direita. superior ou inferior — que deve receber uma exposição mais correta. zonas de exposição e faixa dinâmica ampla. Uma iluminação traseira intensa pode fazer com que os objetos em primeiro plano fiquem escuros.5a À esquerda.5 Processamento de imagem As câmeras de rede podem contar com três recursos para melhorar a qualidade da imagem: compensação de iluminação traseira. 3. . como exposições diferentes para objetos diferentes em uma cena. As câmeras de rede com compensação de iluminação traseira se esforçam por ignorar as áreas limitadas com iluminação intensa.3 Ampla faixa dinâmica (WDR – Wide Dynamic Range) Algumas câmeras de rede da Axis oferecem a ampla faixa dinâmica para lidar com uma ampla gama de condições de iluminação em uma cena.3 abaixo. Figura 3. ela pode ser facilmente enganada. 3. o primeiro plano (normalmente a parte inferior de uma imagem) pode conter informações mais importantes que o segundo plano.5.ELEMEnTOS DAS CâMERAS . imagem com a faixa dinâmica ampla aplicada.5. Em uma cena com áreas extremamente claras ou escuras ou em situações com luz de fundo em que uma pessoa está na frente de uma janela clara.

Para evitar esse problema. por exemplo. Autoridades policiais locais também podem estabelecer diretrizes sobre a melhor maneira de posicionar uma câmera. As câmeras que operam com a faixa dinâmica ampla lidam melhor com situações de iluminação traseira. . brilho e nitidez para obter uma imagem ideal.38 CAPÍTuLO 3 . a solução é instalá-la bem acima do solo. É recomendável analisar a legislação da região antes de instalar um sistema de vigilância por vídeo. pode ser necessário ajustar os parâmetros de equilíbrio de branco. especialmente em áreas públicas. se for necessário. reposicione a câmera ou use cortinas e feche as persianas. Às vezes. registrar ou obter uma licença para realizar vigilância por vídeo. a maneira como ela é instalada é igualmente importante. posicione a câmera com o sol por trás. Pode haver normas quanto ao período de armazenamento das imagens. As gravações de áudio podem ou não ser permitidas. Se não for possível reposicionar a câmera. a câmera adequada à tarefa deverá ser posicionada de forma a atingir esse objetivo. > Reduza a faixa dinâmica da cena.ELEMEnTOS DAS CâMERAS 3. Se a câmera não operar com a faixa dinâmica ampla. Talvez seja necessário. > Evite a iluminação traseira. As gravações em vídeo podem precisar do registro de data e hora nas imagens. ou aumente a iluminação. se necessário. Se o objetivo for obter um panorama de uma área para acompanhar o movimento de pessoas ou objetos. Em ambientes externos. acrescente iluminação frontal. Normalmente é fácil e econômico acrescentar lâmpadas fortes em situações tanto internas como externas para criar as condições de iluminação necessárias à captura de boas imagens. Veja a seguir algumas recomendações sobre a melhor maneira de realizar uma vigilância por vídeo de alta qualidade com base no posicionamento da câmera e em fatores ambientais. usando um poste. imagens capturadas com muito céu geram uma faixa dinâmica muito alta. > Evite a luz solar direta. > Ajuste os parâmetros da câmera. Se a intenção for identificar uma pessoa ou um objeto. Em situações de baixa luminosidade. Pode ser necessária sinalização indicativa. pois ela “cega” a câmera e pode reduzir o desempenho do sensor de imagem. Esse problema ocorre normalmente quando se tenta capturar um objeto na frente de uma janela. Se possível. os usuários também devem dar prioridade à velocidade de captura (frame rate) ou à qualidade da imagem. que variam de um país para o outro. > Objetivo de vigilância. > use muita luz. se possível.6 Instalação de uma câmera de rede Quando uma câmera de rede é comprada. A vigilância por vídeo pode ser restrita ou proibida pelas leis. > Aspectos jurídicos. a câmera deverá ser posicionada ou focalizada de forma a capturar o nível de detalhes necessário para fins de identificação.

proteção ambiental. e tipos de fixação. vibrações e vandalismo.1 Caixas de proteção de câmeras em geral Quando o ambiente exigir mais das condições de operação originais de uma câmera. etc. Os fabricantes de câmeras e acessórios para câmeras utilizam vários métodos para enfrentar esses desafios ambientais. > > > > > . 4. Uma antena externa é necessária apenas se a caixa for fabricado em metal. proteção contra vandalismo e adulteração. projetar caixas para câmera especiais. como antenas para aplicações sem fio. e/ou usar algoritmos inteligentes capazes de detectar e alertar os usuários sobre mudanças nas condições de operação de uma câmera. 110 V. Alguns fatores devem ser levados em consideração para selecionar uma caixa de proteção. As seções abaixo abordam tópicos como proteções. e oferecem diferentes recursos. ambientes quentes e frios. são necessários caixas de proteção . e podem ser classificados em dois tipos gerais: caixas para câmeras fixas e caixas para câmeras dome. as câmeras de vigilância são geralmente colocadas em ambientes extremos. As caixas são feitos de metal ou plástico.CAPÍTuLO 4 39 Proteção e caixas de proteção de câmeras Geralmente. As caixas de proteção de câmeras estão disponíveis em diferentes tamanhos e qualidades. entre eles: Abertura lateral ou deslizante (para alojamentos de câmeras fixas) Ferragens de fixação Bolha transparente ou fumê (para caixas de proteção para cameras dome) Organização dos cabos Temperatura e outros fatores (considere a necessidade de um aquecedor. 24 V. ventilador e limpadores) > Fonte de alimentação (12 V. posicionamento de câmeras fixas em caixas. Uma câmera sem fio dentro de uma caixas de proteção de plástico funciona sem uma antena externa. substâncias corrosivas. poeira. pára-sol.PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS . As câmeras podem exigir proteção contra a chuva.) > Nível de resistência a vandalismo Algumas caixas também possuem periféricos. Entre as soluções estão colocar as câmeras em caixas de proteção separados.

nas versões transparente ou fumê. se a espessura da janela for desigual. . Caso contrário.PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS 4. mas quanto maior a espessura da proteção. As janelas não apenas precisam ter o formato especial de bolha. podem ser aplicados revestimentos especiais sobre qualquer vidro usado diante da lente. As exigências são maiores para as janelas das caixas de proteção de câmeras PTZ e câmeras dome PTZ. uma linha reta poderá aparecer como curva na imagem resultante. Uma vez que as janelas funcionam como lentes ópticas. A espessura de uma bolha pode ser maior para suportar impactos fortes. pois imperfeições como partículas de poeira podem ser ampliadas. Quando houver imperfeições inerentes no material transparente. elas devem ser de alta qualidade para reduzir seu efeito sobre a qualidade da imagem. especialmente quando forem instaladas câmeras com altos fatores de aproximação (zoom). Portanto. mas também precisam apresentar alta claridade. independentemente o nível de zoom e a posição da lente da câmera. aparecerão reflexos da câmera e do fundo na imagem. maiores serão as chances de haver imperfeições. Além disso.40 CAPÍTuLO 4 . elas também agem como óculos de sol. ela afetará a sensibilidade da câmera à luz. o posicionamento correto da câmera passa a ser importante para evitar reflexos.2 Proteção transparente A “janela” ou proteção transparente de um caixas de proteção é normalmente feita de vidro de alta qualidade ou policarbonato durável. Várias cúpulas ou bolhas estão disponíveis. O aumento da espessura também pode criar reflexos e refrações de luz indesejáveis. a clareza ficará comprometida. é importante que a lente da câmera seja posicionada bem rente à janela para evitar ofuscamento. Para reduzir os reflexos. Portanto. Vidro xo fle Re Vidro xo fle Re BOM RUIM Figura 4.3a Ao instalar uma câmera atrás de um vidro.3 Posicionando uma câmera fixa em uma caixa de proteção Ao instalar uma câmera fixa em uma caixa de proteção. Uma bolha de alta qualidade deve afetar muito pouco a qualidade da imagem. Embora as versões fumê permitam uma instalação mais discreta. proteções mais espessas devem atender a requisitos mais rigorosos caso seja necessário reduzir o efeito sobre a qualidade de imagem. 4. reduzindo a quantidade de luz à disposição da câmera.

pois a localização. são necessários caixas de proteção de aço inoxidável. Uma câmera instalada em uma sala frigorífica. as câmeras podem ser colocadas em proteções com refrigeração ativa e um conversor de calor separado.PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS . e a ATEX. nem sempre corresponde às condições de um local de instalação. Embora uma câmera ou um alojamento nunca possa garantir 100% de proteção contra comportamentos destrutivos em qualquer situação. O nível de proteção proporcionado pelas proteções. Para suportar água e poeira. posicionamento e uso de alarmes inteligentes de vídeo. “Proteção contra Entrada”.htm 4. às vezes conhecida também como Proteção Internacional) válidas em todo o mundo. as caixas de proteção (muitas vezes da categoria IP66) são cuidadosamente vedados. Em ambientes quentes. os termos “caixas de proteção para interiores” e “caixas de proteção para exteriores” se referem ao nível de proteção ambiental. o vandalismo pode ser atenuado se alguns aspectos forem considerados: projeto da câmera/da caixa de proteção. Os termos são enganosos.CAPÍTuLO 4 41 4. blindados ou projetados para instalação em localidades potencialmente explosivas. uma certificação européia.com/ products/cam_housing/ip66. Uma caixa de proteção para interiores é usado principalmente para evitar a entrada de poeira e não inclui um aquecedor e/ou uma ventoinha. Para reduzir as vibrações.5 Proteção contra vândalos e adulteração Em algumas aplicações de vigilância. seja ela interna ou externa. o alojamento deve ser pequeno e fixado com firmeza. Podem ser usados caixas de proteção com aquecedores e ventiladores (ventoinhas) internos em ambientes com temperaturas altas ou baixas. as câmeras correm o risco de ataques hostis e violentos. sejam elas internas ou separadas da câmera. Outros elementos do ambiente são o vento e o tráfego. como na indústria de alimentos.4 Proteção ambiental As principais ameaças do ambiente a uma câmera — especialmente às câmeras instaladas em exteriores — são o frio. . fixação. “Associação Nacional de Fabricantes Elétricos”) nos EUA. e as classificações IK para impactos mecânicos externos. exige uma “caixa de proteção para exteriores” com aquecedor incorporado. especialmente em câmeras instaladas em postes. Quando for necessário instalar uma câmera em um ambiente potencialmente explosivo. submergíveis. Freqüentemente.axis. Proteções especiais também podem ser necessárias por motivos estéticos. o calor. outras normas entram em cena — como a IECEx. e a NEMA (National Electrical Manufacturers Association. Para saber mais sobre classificações IP. válidas na Europa. Nas situações em que as câmeras possam ficar expostas a ácidos. é freqüentemente indicado por classificações definidas por normas como a IP (Ingress Protec¬tion. Algumas caixas de proteção especializadas podem ser pressurizados. que é uma certificação global. por exemplo. a água e a poeira. visite: www.

5. 4.2 Fixação A forma de fixação das câmeras e das caixas de proteção também é importante. por exemplo.5b Exemplos de caixas de proteção resistentes a vandalismo para uma câmera de rede fixa pequena ou compacta (à esquerda). Figura 4. . Quanto mais uma caixa de proteção ou uma câmera se mesclar com o ambiente ou estiver disfarçada com outra coisa que não seja uma câmera — por exemplo. uma lâmpada externa — melhor será a proteção contra o vandalismo.1 Projeto da câmera/da caixa de proteção Os invólucros e os componentes relacionados feitos de metal proporcionam uma proteção melhor contra vandalismo do que os que são fabricados em plástico. para uma câmera de rede dome fixa (meio) e para uma câmera dome PTZ (à direita).5. Uma câmera de rede fixa tradicional e uma câmera dome PTZ . cuja fixação é realizada na superfície do teto. O formato da caixa de proteção ou da câmera é outro fator. quando apenas a parte transparente da câmera ou da caixa de proteção ficar visível. são mais vulneráveis a ataques do que uma câmera dome fixa ou uma câmera dome PTZ instalada rente ao teto ou à parede. o bloqueio da visão da câmera com a colocação de um pedaço de tecido sobre a câmera. Figuras 4. Apenas as caixas de proteção do meio e da direita são classificados como resistentes a vandalismo.PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS 4. Uma caixa de proteção ou uma câmera fixa tradicional que se projeta de uma parede ou do teto é mais vulnerável a ataques (por exemplo. A proteção lisa e arredondada de uma cúpula fixa ou de uma cúpula PTZ dificulta. Figura 4.5c Exemplos de caixas de proteção com fixação rente ao teto para câmeras de rede fixas.5a Exemplos de caixas de proteção de câmeras fixas.42 CAPÍTuLO 4 . chutes ou impactos) do que caixas de proteção ou invólucros com design mais discreto para uma câmera dome fixa ou uma câmera dome PTZ.

PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS - CAPÍTuLO 4 43 Outro fator importante é a fixação do cabeamento da câmera. A melhor proteção ocorre quando o cabo é puxado diretamente através da parede ou do teto, por trás da câmera. Dessa forma, não haverá cabos visíveis para serem manuseados indevidamente. Se isso não for possível, um conduíte metálico deve ser usado para proteger os cabos contra ataques.

4.5.3

Posicionamento das câmeras

O posicionamento das câmeras também é um fator importante para evitar o vandalismo. Se as câmeras forem posicionadas fora do alcance, em paredes altas, ou no teto, muitos ataques impulsivos poderão ser evitados. A desvantagem pode ser o ângulo de visão, que, de certa forma, pode ser compensado pela escolha de uma lente diferente.

4.5.4

Vídeo inteligente

O recurso de alarme ativo contra adulteração da Axis ajuda a proteger as câmeras contra o vandalismo. Ele pode detectar se uma câmera foi redirecionada, ofuscada ou adulterada, e enviar alarmes aos operadores. Isso é especialmente útil em instalações com centenas de câmeras em ambientes exigentes nos quais é difícil controlar se todas as câmeras estão funcionando corretamente. Isso também é útil em situações nas quais não ocorre visualização ao vivo e os operadores podem ser avisados quando as câmeras foram manuseadas indevidamente.

4.6

Tipos de fixação

As câmeras precisam ser colocadas em vários tipos de lugares, e requerem fixações de diversos tipos.

4.6.1

Fixação no teto

A fixação no teto é usada principalmente em instalações internas. O alojamento em si pode ser: > Fixação na superfície: fixação direta sobre a superfície do teto e, portanto, completamente visível. > Fixação rente: fixação dentro do teto, ficando visíveis apenas as partes da câmera e do alojamento (normalmente a bolha). > Fixação suspensa: alojamento que pende do teto, como um lustre.

Figura 4.6a Exemplo de fixação na superfície (esquerda), fixação rente (meio) e fixação suspensa (direita).

44 CAPÍTuLO 4 - PROTEçãO E CAIxAS DE PROTEçãO DE CâMERAS

4.6.2

Fixação em paredes

A fixação em paredes é usada freqüentemente para instalar câmeras dentro ou fora de edificações. A caixa de proteção é conectado a um braço, o qual é fixado na parede. Fixações avançadas têm uma manga para cabeamento interno, a fim de proteger o cabeamento. Para instalar uma caixa de proteção no canto de um edifício, pode-se usar uma fixação normal em parede junto com uma cantoneira adicional. Outras fixações especiais podem ser uma fixação suspensa, que permite a instalação de uma câmera de rede fixa com estilo semelhante a um caixa de proteção para dome PTZ.

Figura 4.6b Exemplo de fixação em parede com um kit de fixação suspensa para uma câmera dome fixa.

4.6.3

Instalações em postes

A instalação em um poste é usada principalmente junto com uma câmera PTZ em locais como um estacionamento. Esse tipo de fixação normalmente leva em conta o impacto do vento. As dimensões do poste e da própria fixação devem ser projetadas para reduzir as vibrações. Muitas vezes, os cabos ficam embutidos dentro do poste, e as saídas devem ser adequadamente vedadas. Câmeras dome PTZ mais avançadas possuem um recurso incorporado de estabilização eletrônica de imagens para limitar os efeitos do vento e das vibrações.

4.6.4

Fixação em parapeitos

As fixações em parapeitos são usadas em caixas de proteção para instalação no teto ou para erguer a câmera a fim de melhorar o ângulo de visão.

Figura 4.6c Exemplo de fixação em parapeito.

A Axis possui uma ferramenta online que ajuda os usuários a identificar os acessórios corretos de caixa de proteção e fixação necessários. Visite www.axis.com/products/video/accessories/ configurator/

CODIFICADORES DE VÍDEO - CAPÍTuLO 5 45

Codificadores de vídeo
Os codificadores de vídeo, também conhecidos como servidores de vídeo, permitem que um sistema de vigilância por vídeo analógico de CCTV existente seja integrado a um sistema de vídeo em rede. Os codificadores de vídeo desempenham um papel significativo em instalações nas quais é necessário manter muitas câmeras analógicas. Este capítulo descreve o que é um codificador de vídeo e seus benefícios, e apresenta um panorama dos seus componentes e dos diferentes tipos de codificadores de vídeo à disposição. Também apresentamos uma discussão rápida sobre técnicas de desentrelaçamento, além de uma seção sobre decodificadores de vídeo.

5.1

O que é um codificador de vídeo?

Um codificador de vídeo permite que um sistema de CCTV analógico seja integrado a um sistema de vídeo em rede. Ele permite que os usuários contem com as vantagens do vídeo em rede sem precisar descartar o equipamento analógico que já possuem, como câmeras analógicas de CCTV e cabeamento coaxial. Um codificador de vídeo se conecta a uma câmera analógica através de um cabo coaxial e converte os sinais de vídeo analógicos em fluxos de vídeo digital que, então, são enviados por uma rede IP com ou sem fio (por exemplo, LAN, WLAN ou Internet). Para ver e/ou gravar o vídeo digital, podem ser usados monitores de computador e PCs em vez de DVRs ou VCRs e monitores analógicos.
Câmeras de rede Axis Casa Escritório
I/O
AUDIO

1

2

3

4

5

6

OUT IN

Codificadores de vídeo Axis
PS1
NETWORK
ACTIVITY

REDE IP

INTERNET

Navegador da Web

PS2

0 -

Power-one

1
LOOP

2

3

4

FANS

FNP 30
100-240 AC 50-50 Hz 4-2 A AC

0 -

Power-one

FNP 30
100-240 50-50 Hz 4-2 A AC

AXIS Q7900 Rack

POWER

POWER

AXIS Q7406 Video Encoder

Blade

AXIS Q7406 Video Encoder Blade

Câmeras analógicas

Computador com navegador da Web

Computador com software de gerenciamento de vídeo

AXIS 292 Network Video Decoder
NETWORK POWER STATUS

Decodificador de vídeo Axis

VIDEO

VIDEO ON/OFF

Monitor analógico

Figura 5.1a Ilustração de como as câmeras de vídeo analógicas e os monitores analógicos podem ser integrados a um sistema de vídeo em rede através de codificadores e decodificadores de vídeo.

como sensores e alarmes. 5. Para saber mais sobre as resoluções em NTSC e PAL. além de armazenamento temporário (buffering) de seqüências de vídeo (utilizando RAM). > Porta Ethernet/PoE (Power over Ethernet) para conexão a uma rede IP para enviar e receber dados e para alimentar a unidade e a câmera conectada. normalmente medida em quadros por segundo na resolução mais alta. é possível acessar remotamente e controlar por uma rede IP câmeras de vídeo analógicas de todos os tipos. caso a Power over Ethernet seja permitida. Para saber mais sobre a Power over Ethernet. Os codificadores de vídeo da Axis também possuem detecção automática para reconhecer automaticamente se o sinal de vídeo analógico recebido está no padrão NTSC ou PAL. para codificar vídeo analógico através de vários formatos de compactação e para análise de vídeo. conectores de E/S (entrada/saída) para controle de dispositivos externos.1.1b Um codificador de vídeo autônomo de canal único com áudio. > Memória para armazenar o firmware (programa de computador) utilizando Flash. Alguns dos principais componentes de um codificador de vídeo são os seguintes: > Entrada de vídeo analógico para conexão de uma câmera analógica através de um cabo coaxial.1 Componentes dos codificadores de vídeo e considerações Os codificadores de vídeo da Axis oferecem muitas das mesmas funções disponíveis em câmeras de rede. consulte o Capítulo 6. funções de rede e segurança. como câmeras térmicas de alta sensibilidade e câmeras para microscópio. pan/tilt/ zoom. com cúpula. como fixas. O processador determina a velocidade de um codificador de vídeo. Além disso. Entrada analógica Ethernet (PoE) Áudio E/S RS-422 RS-485 Alimentação Figura 5.CODIFICADORES DE VÍDEO Através de codificadores de vídeo. tais como gerenciamento de eventos e funções de vídeo inteligente.46 CAPÍTuLO 5 . Codificadores de vídeo avançados podem oferecer total taxa de quadros (30 quadros por segundo com câmeras analógicas no padrão NTSC. internas/externas. e conexão Ethernet que permite Power over Ethernet (PoE). e câmeras especiais. portas seriais (RS-422/485) para controlar câmeras PTZ analógicas. Um codificador de vídeo também oferece outras vantagens. ele proporciona escalabilidade e facilidade de integração com outros sistemas de segurança. > Processador para executar o sistema operacional do codificador de vídeo. além de medidas avançadas de segurança. consulte o Capítulo 9. . ou 25 quadros por segundo com câmeras analógicas no padrão PAL) na re solução mais alta em todos os canais de vídeo.

menor a qualidade do vídeo. qualidade de imagem. luzes para reagir a um evento. Isso reduz os custos de instalação porque dispensa a passagem de novos cabos coaxiais até um ponto central.2 Codificadores de vídeo autônomos O tipo mais comum de codificador de vídeo é a versão autônoma. sensores para detectar um evento de alarme. detecção de áudio e alarme ativo contra adulteração. Através do codificador de vídeo multicanal. por exemplo. é melhor usar e posicionar codificadores de vídeo autônomos perto das câmeras analógicas. e relês para ativar. Recursos incorporados de vídeo inteligente. o sistema pode responder automaticamente com ações que podem incluir gravação de vídeo. Para saber mais sobre gerenciamento de eventos e vídeo inteligente. os sinais de vídeo das câmeras remotas podem compartilhar o mesmo cabo de rede.CODIFICADORES DE VÍDEO . Isso também elimina a perda de qualidade de imagem que ocorreria se o vídeo fosse transmitido a longas distâncias através de cabos coaxiais. recursos que não existem em um sistema de vídeo analógico. ou saída de áudio para conexão a alto-falantes. resolução. como detecção de movimento no vídeo em várias janelas.2 Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente Uma das principais vantagens dos codificadores de vídeo da Axis é a capacidade de gerenciar eventos e suas funções de vídeo inteligente. Os codificadores de vídeo para sistemas profissionais devem atender a uma alta demanda por confiabilidade e qualidade. áudio. assim. consulte o Capítulo 11. Assim que um evento é detectado. . Um codificador de vídeo gera imagens digitais e. taxa de quadros e recursos como pan/tilt/zoom. uma vez que o vídeo pode ser enviado por uma rede Ethernet. Nos casos em que foram efetuados investimentos em câmeras analógicas.1. Entre os outros fatores na escolha de um codificador de vídeo estão o número de canais analógicos suportados. gerenciamento de eventos. > Conectores de entrada/saída para conectar dispositivos externos. reduzindo. por exemplo. Um codificador de vídeo multicanal é ideal em situações nas quais existem várias câmeras analógicas localizadas em uma unidade remota ou em um lugar que esteja a uma distância razoável de uma sala central de monitoramento. abrir ou fechar portas e emitir alarmes. além de portas de entrada para sensores externos. 5. os custos de cabeamento. que oferece um ou mais (muitas vezes quatro) canais para conexão a câmeras analógicas. acender luzes. permitem que um sistema de vigilância por vídeo em rede fique constantemente alerta para detectar um evento. mas ainda sem a instalação de cabos coaxiais. não há queda na qualidade da imagem devido à distância percorrida por um fluxo de vídeo digital. portanto. formatos de compactação. quanto maior a distância percorrida pelos sinais. Power over Ethernet e funções de segurança. vídeo inteligente. envio de alertas por e-mail e SMS. por exemplo. 5. Com cabos coaxiais.CAPÍTuLO 5 47 > Uma porta serial (RS-232/422/485) é freqüentemente usada para controlar as funções de pan/tilt/zoom de uma câmera PTZ analógica. > Entrada de áudio para conexão de um microfone ou equipamentos de entrada de linha.

quatro ou seis câmeras analógicas. Uma placa codificadora de vídeo pode receber a conexão de uma. assim. 5. Eles permitem a conexão e o gerenciamento de muitas câmeras analógicas a partir de um único rack centralizado.3a Quando o Rack AXIS Q7900 (mostrado aqui) está totalmente equipado com placas codificadoras de vídeo de 6 canais. e são encaminhados para a câmera PTZ analógica ou a câmera PTZ com cúpula através da porta serial do codificador de vídeo . constituem uma solução flexível.2a Ilustração de como um codificador de vídeo pequeno de canal único pode ser posicionado ao lado de uma câmera analógica em um alojamento de câmera. Um rack permite a instalação de várias placas diferentes de codificadores de vídeo e. Figura 5. 5. as placas podem ser retiradas ou instaladas sem a necessidade de desligar o rack. expansível e de alta densidade.48 CAPÍTuLO 5 . além de uma fonte de alimentação única e conexões compartilhadas de rede Ethernet. embora não funcione de maneira autônoma.CODIFICADORES DE VÍDEO Figura 5.4 Codificadores de vídeo com câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula Em um sistema de vídeo em rede. os comandos de pan/tilt/zoom que saem de uma placa de controle são transmitidos pela mesma rede |IP que a transmissão de vídeo. Uma placa pode ser considerada como um codificador de vídeo sem invólucro. ou seja.3 Codificadores de vídeo instalados em rack Codificadores de vídeo instalados em racks são vantajosos quando há um grande número de câmeras analógicas com cabos coaxiais conectados a uma sala de controle dedicada. ela precisa ser instalada em um rack para funcionar. Os racks também oferecem conectores de comunicação serial e de entrada/saída para cada placa codificadora de vídeo. ele pode receber a conexão de até 84 câmeras analógicas. Os racks de codificadores de vídeo da Axis oferecem recursos como hot swapping de placas.

à direita. RS-485). Com a varredura entrelaçada. separação ou “efeito pente”) dos objetos em movimento podem ser vistos.220 metros (4. A porta serial mais comum para controlar funções de PTZ é a RS-485. um driver deve ser instalado no codificador de vídeo. sem o uso de um repetidor.5 Técnicas de desentrelaçamento O vídeo das câmeras analógicas foi projetado para ser visto em monitores analógicos. Um driver de PTZ também pode ser instalado no PC onde o software de gerenciamento de vídeo está instalado. é de 1. Em um sistema de CCTV analógico. dois campos entrelaçados consecu¬tivos de linhas são exibidos para formar uma imagem. podem ser usadas diferentes técnicas de desentrelaçamento. A distância máxima de um cabo RS-485.CODIFICADORES DE VÍDEO . que usa uma técnica diferente chamada “varredura progressiva”. até mesmo através da Internet. os codificadores de vídeo permitem que as câmeras PTZ analógicas sejam controladas a longas distâncias. Portanto. Nos codificadores de vídeo avançados da Axis. como televisores tradicionais. Uma das vantagens da RS485 é que ela permite controlar várias câmeras PTZ com cabos de par trançado em uma conexão em “margarida” de uma câmera com cúpula para a câmera seguinte. que usam uma técnica conhecida como “varredura entrelaçada”. permitindo seu controle remoto através de uma rede IP. Muitos fabricantes de codificadores de vídeo fornecem drivers PTZ para a maioria das câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula PTZ analógicas. os efeitos de entrelaçamento (ou seja.CAPÍTuLO 5 49 (RS-232/422/485). cada câmera PTZ exigiria uma fiação serial separada e dedicada saindo da placa de controle — com joystick e outros botões de controle — até chegar à câmera.5a À esquerda. Figura 5. ampliação de uma imagem entrelaçada exibida em uma tela de computador.000 pés) com velocidade de transmissão de dados de até 90 kbit/s. Par trançado RS-485 I/O AUD IO 1 2 3 4 5 6 OUT IN Cabo coaxial Câmera analógica com cúpula Codificador de vídeo REDE IP Estação de trabalho (PC) Joystick Figura 5. . a mesma imagem entrelaçada com a técnica de desentrelaçamento aplicada. os usuários podem escolher entre duas técnicas diferentes de desentrelaçamento: interpolação adaptável e fusão. Para controlar uma câmera PTZ específica.4a Uma câmera PTZ analógica com cúpula pode ser controlada através da porta serial do codificador de vídeo (por exemplo. Para reduzir os efeitos indesejáveis do entrelaçamento. 5. caso a porta serial do codificador de vídeo esteja configurada como um servidor serial que simplesmente transmite os comandos. Quando esse vídeo é exibido na tela de um computador.

A técnica de fusão não consome tanto processamento quanto a interpolação adaptável. o que não ocorre quando sinais analógicos são enviados a longas distâncias. Outra aplicação comum dos decodificadores de vídeo é usá-los em uma configuração analógicopara-digital-para-analógico.50 CAPÍTuLO 5 .6 Decodificador de vídeo Um decodificador de vídeo decodifica o vídeo e o áudio digitais provenientes de um codificador de vídeo ou de uma câmera de rede em sinais analógicos. .6a Um codificador e um decodificador podem ser usados para transmitir vídeo a longas distâncias. e assim por diante. A única desvantagem pode ser uma certa latência.CODIFICADORES DE VÍDEO A interpolação adaptável gera a melhor qualidade de imagem. para transporte de vídeo a longas distâncias. Em seguida. Um decodificador de vídeo é capaz de decodificar e exibir imagens de muitas câmeras de maneira seqüencial. podem ser usados por monitores analógicos. 5. A qualidade do vídeo digital não é afetada pela distância percorrida. no qual o usuário pode querer usar monitores tradicionais em espaços públicos para demonstrar que a loja possui vigilância por vídeo. então. ou seja. como televisores comuns e switches de vídeo. A fusão envolve a combinação de dois campos consecutivos e a sua exibição como uma única imagem para que todos os campos sejam apresentados. decodificar e exibir imagens de uma câmera por alguns segundos antes de mudar para a outra. A técnica envolve o uso de apenas um dos dois campos consecutivos e o uso da interpolação para criar o outro campo de linhas para formar uma imagem completa. eliminam-se os artefatos de movimento ou o “efeito pente” causado pelo fato de que dois campos foram capturados em momentos ligeiramente diferentes. dependendo da distância e da qualidade da rede entre os pontos. que. de 100 ms a alguns segundos. de uma câmera analógica para um monitor analógico. Um caso típico ocorre em um ambiente de loja. I/O AUD IO 1 2 3 4 5 6 OUT IN AXIS 292 Network Video Decoder NETWORK POWER STATUS VIDEO VIDEO ON/OFF Câmera analógica Codificador de vídeo Axis Decodificador de vídeo Axis Monitor analógico Figura 5.

Ambos os padrões foram criados pelo setor de televisão. . mas existem algumas diferenças importantes na maneira como ela é definida. Linha de Fase Alternante) são padrões de vídeo analógico. a imagem é formada por pixels quadrados. São elas: NTSC. O NTSC tem uma resolução de 480 linhas e utiliza uma velocidade de atualização de 60 campos entrelaçados por segundo (ou 30 quadros completos por segundo). O padrão PAL tem uma resolução de 576 linhas e utiliza uma velocidade de atualização de 50 campos entrelaçados por segundo (ou 25 quadros completos por segundo). o padrão NTSC é o padrão predominante de vídeo analógico. e a resolução mais usada é a 4CIF. ou linhas de TV. 6. pois a tecnologia de vídeo analógico é derivada do setor de televisão. é 480i60 (“i” significa ‘interlaced scanning’ ou ‘varredura entrelaçada’).RESOLuçõES . junto com uma placa codificadora de vídeo incorporada. As atuais câmeras de rede PTZ e câmeras de rede PTZ com cúpula também geram as resoluções NTSC e PAL. o tipo de varredura e a velocidade de atualização. ao passo que a Europa e muitos países asiáticos e africanos utilizam o padrão PAL. pois elas utilizam atualmente um bloco de câmera (que incorpora as funções de câmera. foco automático e íris automática) feito para câmeras de vídeo analógico. A quantidade total de informação por segundo é a mesma em ambos os padrões. Uma nova convenção de nomenclatura para este padrão. As seções a seguir descrevem as diferentes resoluções que o vídeo em rede pode gerar. PAL. A nova convenção de nomenclatura deste padrão é 576i50. Na América do Norte e no Japão.1 nTSC and PAL resolutions As resoluções NTSC (National Television System Comitê. Quando o vídeo analógico é digitalizado. Comitê Nacional de Sistemas de Televisão) e PAL (Phase Alternating Line. zoom. Em um sistema digital. que define o número de linhas. Normalmente. o tamanho máximo de uma imagem digitalizada é D1. megapixel e HDTV. VGA. uma imagem é formada por linhas. Elas servem para o vídeo em rede porque os codificadores de vídeo geram essas resoluções ao digitalizar os sinais provenientes das câmeras analógicas.CAPÍTuLO 6 51 Resoluções A resolução é semelhante tanto no mundo analógico como no mundo digital. a quantidade máxima de pixels que pode ser criada depende do número de linhas de TV disponíveis para digitalização. No vídeo analógico.

As limitações dos padrões NTSC e PAL passam a ser irrelevantes. garantindo. diferentes resoluções de imagem em NTSC. por exemplo. D1 720 x 576 4CIF 704 x 576 D1 720 x 480 4CIF 704 x 480 2CIF 704 x 288 2CIF 704 x 240 CIF 352 x 240 CIF 352 x 288 QCIF 176 x 120 QCIF 176 x 144 Figura 6. que é um formato comum usado pelas câmeras de rede que não são megapixel. aumentando a flexibilidade.52 CAPÍTuLO 6 . A resolução VGA é normalmente mais adequada às câmeras de rede.1a À esquerda. A resolução é definida em 640x480 pixels.RESOLuçõES Exibido na tela de um computador. 6. O VGA (Matriz Videográfica) é um sistema de exibição de gráficos para PCs. o vídeo analógico digitalizado pode apresentar efeitos de entrelaçamento (por exemplo. Os efeitos do entrelaçamento podem ser reduzidos com técnicas de desentrelaçamento (consulte o Capítulo 5). Pixels 320x240 640x480 800x600 1024x768 1280x960 . pois os pixels gerados talvez não se adaptem aos pixels quadrados da tela do computador. Formato de exibição QVGA (SIF) VGA SVGA XVGA 4x VGA Tabela 6.2 Resoluções VGA. que um círculo em uma imagem analógica continue sendo um círculo quando for exibido em uma tela de computador. desenvolvido originalmente pela IBM. À direita. divisão) e as formas podem ficar ligeiramente deslocadas. é possível gerar as resoluções derivadas da indústria da informática. diferentes resoluções de imagem em PAL. pois o vídeo em VGA gera pixels quadrados que correspondem aos pixels das telas dos computadores. padronizadas em todo o mundo. ao passo que a correção da proporção de aspecto pode ser aplicada ao vídeo antes da sua exibição.2 Resoluções VGA Com sistemas 100% digitais baseados em câmeras de rede. Os monitores de computador podem operar com resoluções VGA ou múltiplos de VGA.

nº de megapixels 1.2 megapixels Pixels 1280x1024 1400x1050 1600x1200 1920x1200 2048x1536 2560x1600 2560x2048 A resolução megapixel é uma área em que as câmeras de rede se destacam em relação às câmeras analógicas. pois pode gerar imagens com diferentes proporções de aspecto. A proporção de aspecto é a proporção da largura de uma imagem em relação à sua altura. Isso é mais de 3 vezes a resolução gerada pelas câmeras analógicas de CCTV. As câmeras de rede megapixel podem ser usadas para permitir que os usuários vejam mais detalhes (ideal para identificação de pessoas e objetos) ou para ver uma área maior de uma cena. As câmeras de rede mega¬pixel da Axis podem oferecer a mesma proporção. A resolução megapixel também é mais flexível. Essa vantagem é um fator importante em aplicações de vigilância por vídeo.3 Resoluções megapixel Uma câmera de rede com resolução megapixel utiliza um sensor megapixel para gerar uma imagem com milhão de pixels ou mais.4 megapixel. Também existem câmeras de rede com resoluções de 2 e 3 megapixels. normalmente localizados nas partes superior e inferior de uma imagem com tamanho convencional.3 megapixels 3. ou 0.CAPÍTuLO 6 53 6. 720x480 pixels (NTSC) ou 720x576 pixels (PAL). Um monitor de TV convencional exibe uma imagem com proporção de aspecto de 4:3.1 megapixels 5. maior será a possibilidade de captar detalhes mais refinados e gerar imagens de melhor qualidade.3 megapixels 1.9 megapixels 2.3 Alguns formatos megapixel. Em comparação. ou seja.3 mega¬pixels. um formato megapixel comum de 1280x1024 pixels gera uma resolução de 1. . e podemos esperar resoluções ainda mais altas no futuro.1 megapixels 4. portanto. não estão presentes e.RESOLuçõES . Formato de exibição SXGA SXGA+ (EXGA) UXGA WUXGA QXGA WQXGA QSXGA Tabela 6. A van¬tagem de uma proporção de aspecto de 16:9 é que detalhes de menor importância. Quanto mais pixels um sensor tiver. A resolução D1 corresponde a no máximo 414. A resolução máxima gerada por uma câmera analógica convencional após a digitalização do sinal de vídeo em um gravador de vídeo digital ou codificador de vídeo é D1. é possível reduzir a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários. além de outras. tais como 16:9.720 pixels.4 megapixels 1.

e a 50/60 Hz (50/60 quadros por segundo). dependendo do país. Assim. usando varredura progressiva a 25/30 Hertz (Hz). que corresponde a 25 ou 30 quadros por segundo. . os dois padrões mais importantes de HDTV são o SMPTE 296M e o SMPTE 274M. além do formato 16:9.54 CAPÍTuLO 6 . 6. O padrão HDTV utiliza pixels quadrados — semelhantes às telas de computador. Uma câmera compatível com os padrões SMPTE indica que ela opera com a qualidade da HDTV e deve proporcionar todas as vantagens da HDTV em termos de resolução.3a Ilustração das proporções 4:3 e 16:9. O SMPTE 274M (HDTV 1080) define uma resolução de 1920x1080 pixels com alta fidelidade de cor no formato 16:9. A HDTV também oferece melhor fidelidade de cor. As imagens de HDTV com varredura progressiva dispensam o uso de técnicas de conversão ou desentrelaçamento quando for necessário que o vídeo seja processado por um computador ou exibido em uma tela de computador. Definidos pela SMPTE (Sociedade de Engenheiros de Cinema e Televisão).4 Resoluções de Televisão de Alta Definição (HDTV) A HDTV gera uma resolução até cinco vezes maior do que a TV analógica comum. fidelidade de cor e taxa de quadros. o vídeo de HDTV gerado por produtos de vídeo em rede pode ser exibido em monitores HDTV ou monitores normais de computador. O SMPTE 296M (HDTV 720P) define uma resolução de 1280x720 pixels com alta fidelidade de cor no formato 16:9. usando a varredura entrelaçada ou progressiva a 25/30 Hz e 50/60Hz.RESOLuçõES 4:3 16:9 Figura 6.

pode ser afetada se o tamanho do arquivo for reduzido ainda mais através do aumento do nível de compressão de uma determinada técnica. entretanto. os usuários finais podem selecionar entre diferentes fornecedores. MPEG-4 Part 2 (ou simplesmente MPEG-4) e H. Quanto mais avançado o algoritmo de compressão. O tempo necessário para compactar. em algumas aplicações de vigilância por vídeo.COMPRESSãO DE VÍDEO . um algoritmo inverso é aplicado para produzir um vídeo que apresenta praticamente o mesmo conteúdo do vídeo original. descompactar e exibir um arquivo é denominado latência. maior será a latência. São eles Motion JPEG. pois o vídeo pode ser usado para finalidades diferentes e.1. enviar. precisa poder ser visto muitos anos depois da data de gravação. A Axis utiliza três padrões diferentes de compressão de vídeo. Implementando padrões.CAPÍTuLO 7 55 Compressão de vídeo As tecnologias de compressão de vídeo servem para reduzir e eliminar dados redundantes de vídeo para que um arquivo de vídeo digital possa ser enviado de maneira eficaz através de uma rede e armazenado em discos de computador. A qualidade de vídeo. é possível conseguir uma redução considerável no tamanho dos arquivos. Para reproduzir o arquivo compactado. Eles são especialmente relevantes para a compressão de vídeo. em vez de ficarem presos a um único fornecedor ao projetar um sistema de vigilância por vídeo. Com técnicas eficientes de compressão. com pouco ou nenhum efeito negativo sobre a qualidade visual.1 Fundamentos da compressão Codec de vídeo O processo de compressão envolver a aplicação de um algoritmo ao vídeo de origem para criar um arquivo compactado pronto para transmissão ou armazenamento. . Hoje em dia. 7. O H. Os padrões são importantes para garantir a compatibilidade e a interoperabilidade.264.264 é o padrão mais recente e mais eficiente de compressão de vídeo. estão à disposição. Este capítulo aborda os fundamentos da compressão e descreve cada um dos três padrões já mencionados. a maioria dos fornecedores de vídeo em rede utiliza técnicas padronizadas de compressão. tanto reservadas como padrão de mercado. Diferentes tecnologias de compressão.1 7.

. Figura 7. as imagens aparecem exatamente como na seqüência de vídeo original. Os dados são reduzidos dentro de um quadro de imagem pela simples retirada de informações desnecessárias que não são perceptíveis ao olho humano. Dessa forma. ou seja. reduz-se o número codificado e enviado de valores de pixels. e apenas os pixels que se modificaram em relação ao quadro de referência são codificados. Isso ocorre simplesmente porque um algoritmo não pode decodificar corretamente a saída gerada por outro algoritmo. mas é possível imple¬mentar muitos algoritmos diferentes no mesmo software ou hardware. um decodificador MPEG-4 não funciona com um codificador H.COMPRESSãO DE VÍDEO O par de algoritmos que funcionam juntos é chamado codec (codificador/decodificador) de vídeo. 7. Por exemplo.1a Com o formato Motion JPEG. o conteúdo de vídeo compactado em um padrão não pode ser descompactado em um padrão diferente. onde um quadro é comparado com um quadro de referência. permitindo a coexistência de vários formatos.264.2 Compressão de imagem x compressão de vídeo Padrões de compressão utiliza a tecnologia de codificação intra-quadro.56 CAPÍTuLO 7 .1. Algoritmos de compressão de vídeo como o MPEG-4 e o H. as três imagens na seqüência acima são codificadas e enviadas como imagens separadas (quadros I) independentes entre si. As imagens em uma seqüência Motion JPEG são codificadas ou compactadas como imagens JPEG individuais.264 usam a previsão entre quadros (interframe prediction) para reduzir os dados de vídeo entre uma série de quadros. Isso envolve técnicas tais como codificação de diferenças. Codecs de vídeo de diferentes padrões normalmente não são compatíveis entre si. O Motion JPEG é um exemplo desse padrão de compressão. Quando essa seqüência codificada é exibida.

o homem correndo.COMPRESSãO DE VÍDEO . Codificar o vetor de movimento. são codificadas através de vetores de movimento. Outras técnicas tais como compensação de movimento por blocos podem ser aplicadas para reduzir ainda mais os dados. ou seja. Nas duas imagens seguintes (quadros P). mas talvez em um lugar diferente. Bloco a bloco. Com a previsão entre quadros. Apenas as partes móveis. ou seja. apenas a primeira imagem (quadro I) é integralmente codificada.1b Com a codificação de diferenças. consome menos bits do que se o conteúdo real de um bloco fosse codificado. Essa técnica divide um quadro em uma série de macroblocos (blocos de pixels). Se for encontrada uma coincidência. o codificador codifica a posição onde o bloco idêntico deve ser encontrado no quadro de referência. A compensação de movimento por blocos leva em conta que grande parte do que compõe um novo quadro de uma seqüência de vídeo pode ser encontrada em um quadro anterior. reduzindo. Janela de pesquisa Bloco coincidente Vetor de movimento Bloco de destino Quadro de referência anterior Quadro P Figura 7. quadro I. por exemplo. . assim. cada quadro de uma seqüência de imagens é classificado como um determinado tipo de quadro. como ele é chamado. a quantidade de informação enviada e armazenada.1c Ilustração da compensação de movimento por blocos. quadro P ou quadro B. são feitas referências aos elementos estáticos da à primeira imagem.CAPÍTuLO 7 57 Transmitido Não transmitido Figura 7. a casa. um novo quadro pode ser composto ou “previsto” procurando-se um bloco idêntico em um quadro de referência.

sem nenhuma referência a outras imagens.58 CAPÍTuLO 7 . ao passo que um B-frame pode fazer referência a quadros I ou P precedentes e posteriores.COMPRESSãO DE VÍDEO Um quadro I. caso o fluxo de bits transmitido seja danificado. Reduzindo-se a freqüência dos quadros I (GOV mais longo). retrocesso e outras funções de acesso aleatório. Um quadro P. Um quadro B. O uso de quadros B aumenta a latência. devem ser decodificados junto com o(s) quadro(s) de referência. mas uma das desvantagens é que eles são muito sensíveis a erros de transmissão devido à complexa dependência de quadros P e/ou I anteriores. Um codificador insere automaticamente Quadros I a intervalos regulares ou sob demanda caso seja esperado que novos clientes entrem na visualização de um fluxo. mas. Quando um decodificador de vídeo restaura um vídeo decodificando o fluxo de bits quadro a quadro. B e P. A primeira imagem de uma seqüência de vídeo sempre é um quadro I. . I B B P B B P B B I B B P Figura 7. a velocidade de transmissão de bits pode ser reduzida. que deter¬mina quantos quadros P devem ser enviados antes que outro quadro I seja enviado. a decodificação deve sempre começar com um I-frame. que são causados por dados ausentes. Um P-frame pode fazer referência apenas aos quadros I ou P precedentes. Os Quadros P normalmente requerem menos bits que os Quadros I. é um quadro que faz referências a um quadro de referência anterior e a um quadro futuro. Para reduzir a latência. ou interquadro bipreditivo (bi-predictive inter frame). faz referência a partes de quadros I e/ou P anteriores para codificar o quadro. não geram muitos artefatos. é um quadro autônomo que pode ser codificado de maneira independente. Os quadros I podem ser usados para implementar funções de avanço rápido.1d Uma seqüência típica com quadros I. por outro lado. Os quadros I são necessários como pontos de início para novos visualizadores ou como pontos de ressincronização. não são usados quadros B. A desvantagem dos Quadros I é que eles consomem muito mais bits. Os Quadros P e B. se forem usados. ou intraquadro. Os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que os usuários definam o comprimento do GOV (grupo de vídeo). que significa “interquadro preditivo” (predictive inter frame).

COMPRESSãO DE VÍDEO .axis. como em ambientes com baixa luminosidade ou quando uma cena se torna complexa. O Motion JPEG também pode ser necessário em aplicações que exigem integração com sistemas que operam apenas com esse padrão. em comparação com os padrões de compressão de vídeo como o MPEG-4 e o H.) Quando são exibidos 16 ou mais quadros de imagem por segundo. menor será o tamanho do arquivo e a qualidade da imagem. Por exemplo. normalmente 5 quadros por segundo ou menos. um vídeo em Motion JPEG é robusto. os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que o usuário estabeleça um tamanho máximo de arquivo para um quadro de imagem. o tamanho do arquivo de imagem pode ficar bastante grande e consumir mais largura de banda e espaço de armazenamento. Quanto maior o nível de compactação. o H.com/corporate/corp/tech_papers.264. par análise — e quando forem usadas baixas velocidades de captura. Para saber mais sobre as técnicas do padrão H. o restante do vídeo não será afetado. consulte o documento informativo da Axis sobre esse padrão no endereço www.2.htm 7.2 7. se um quadro for perdido durante a transmissão. Em algumas situações. pois se trata de uma série de imagens estáticas completas. outros métodos avançados podem ser utilizados para reduzir ainda mais os dados e melhorar a qualidade do vídeo. Uma das vantagens do Motion JPEG é que cada imagem de uma seqüência de vídeo pode ter a mesma qualidade garantida determinada pelo nível de compactação escolhido para a câmera de rede ou o codificador de vídeo.264.264 permite o uso de técnicas avançadas. O Motion JPEG é um padrão não-licenciado. e filtro de desbloqueio no circuito para suavizar as bordas dos blocos (artefatos).1 Formatos de compactação Motion JPEG O Motion JPEG ou M-JPEG é uma seqüência de vídeo digital que consiste em uma série de imagens JPEG individuais. ou seja. maior compensação de movimento com precisão de frações de pixel. O vídeo em movimento completo é ser percebido a 30 (NTSC) ou 25 (PAL) quadros por segundo. Como não há nenhuma dependência entre os quadros do Motion JPEG. (JPEG significa Joint Photographic Experts Group [Grupo Conjunto de Especialistas em Fotografia]. o visualizador perceberá o vídeo em movimento. entre elas esquemas de previsão para codificar quadros I. O resultado é que esse padrão apresenta uma velocidade de transmissão relativamente alta ou uma baixa proporção de compactação para a qualidade gerada. A principal desvantagem do Motion JPEG é que ele não usa nenhuma técnica de compactação de vídeo par reduzir os dados.CAPÍTuLO 7 59 Além da codificação de diferenças e da compensação de movimento. Ele é amplamente compatível e muito usado em aplicações que exigem quadros individuais em uma seqüência de vídeo — por exemplo. . Para evitar o aumento do consumo da largura de banda e do espaço de armazenamento.

264 se torne o padrão de vídeo preferencial nos próximos anos. . exigindo que os usuários paguem uma taxa de licença por estação de monitoramento. Os codificadores H.264 encontre a adesão mais rápida em aplicações que exijam altas velocidades de captura e uma alta resolução. reduzir o tamanho de um arquivo de vídeo digital em mais de 80%. existem prós e contras. ou Codificação Avançada de Vídeo).264 ou MPEG-4 Part 10/AVC O H. No setor de vigilância por vídeo.2 MPEG-4 Quando mencionamos o MPEG-4 em aplicações de vigilância por vídeo.60 CAPÍTuLO 7 . ou seja. pois a tecnologia de compactação altamente eficiente pode reduzir o tamanho dos arquivos e as velocidades de transmissão geradas. também conhecido como MPEG-4 Part 10/AVC (Advanced Video Coding. onde o uso de 30/25 (NTSC/PAL) quadros por segundo é a norma.264 da Axis usam o perfil básico. Entretanto. pois a baixa latência se deve ao fato de que não são usados quadros B. Esse perfil é ideal para câmeras de rede e codificadores de vídeo. 7. normalmente nos referimos ao MPEG-4 Part 2. é muito provável que o H.3 H.264. A baixa latência é essencial em aplicações de vigilância por vídeo quando ocorre monitoramento ao vivo.264 foi definido em conjunto por organizações de normas dos setores de telecomunicações (Grupo de Especialistas em Codificação de Vídeo da ITU-T) e TI (Grupo de Especialistas em Imagens em Movimento do ISO/IEC).2. é o padrão MPEG mais recente para codificação de vídeo. ele exige câmeras de rede e estações de monitoramento mais velozes. e espera-se que ele seja adotado mais amplamente que os padrões anteriores. também conhecido como MPEG-4 Visual. são usados apenas os quadros I e P. O H. aeroportos e cassinos. e até 50% mais do que o padrão MPEG-4. especialmente quando forem usadas câmeras PTZ ou câmeras PTZ com cúpula. Embora o padrão H. velocidade de captura ilimitada e largura de banda praticamente ilimitada. Também se espera que o H.COMPRESSãO DE VÍDEO 7. como na vigilância de rodovias. comparado com o formato Motion JPEG. Em outras palavras. Espera-se que o H.264 pode. O MPEG-4 opera com aplicações de baixa largura de banda e aplicações que exigem imagens de alta qualidade. sem comprometer a qualidade de imagem.2. ele é um padrão licenciado. Isso ocorre porque um codificador H. Como todos os padrões MPEG (Moving Picture Experts Group. é possível obter uma qualidade de vídeo muito mais alta em uma determinada velocidade de transmissão.264 acelere a adoção de câmeras megapixel.264 proporcione economia de largura de banda de rede e custos de armazenamento. Isso ocorre quando a economia da redução da largura de banda e quando as necessidades de espaço de armazenamento geram a maior economia. sem comprometer a qualidade das imagens. Isso significa que serão necessários muito menos largura de banda de rede e espaço de armazenamento para um arquivo de vídeo. Grupo de Especialistas em Imagens em Movimento).

especialmente se houver movimento em uma cena.3 Velocidades de transmissão variável e constante Com os padrões MPEG-4 e H. O gráfico na página a seguir apresenta uma comparação de velocidades de transmissão. . MPEG-4 Part 2 (com compensação de movimento) e H. Isso significa que a largura de banda consumida aumentará quando houver muita atividade em uma cena. elevando a velocidade de transmissão além da velocidade pretendida. um nível predefinido de qualidade de imagem pode ser mantido independentemente do movimento ou da falta de movimento de uma cena. mesmo quando for definida uma velocidade de transmissão média desejada. por exemplo. Como a velocidade de transmissão pode variar. ao contrário de um codificador. ou velocidade de transmissão variável). Quando a largura de banda disponível é limitada. os usuários podem permitir que um a velocidade de transmissão do fluxo de vídeo codificado seja variável ou constante. 7. entre os seguintes padrões de vídeo: Motion JPEG.264 (perfil básico). um padrão MPEG não pode garantir uma determinada velocidade de transmissão ou qualidade. o modo normalmente recomendado é o CBR (velocidade de transmissão constante). Um decodificador. A desvantagem da CBR é que. Isso ocorre porque o criador de um codificador pode optar por implementar conjuntos diferentes de ferramentas definidas por um padrão. pois esse modo gera uma velocidade de transmissão constante que pode ser predefinida por um usuário. A seleção ideal depende da aplicação e da infra-estrutura de network. e não é possível realizar comparações corretas sem antes definir como os padrões são implementados em um codificador. Com a VBR (variable bit rate. sendo o nível de imagem idêntico. Um padrão especifica exatamente como um algoritmo de descompactação deve restaurar cada bit de um vídeo compactado. isso é desejável em aplicações de vigilância por vídeo que exigem alta qualidade. a restrição de manter constante a velocidade de transmissão acaba reduzindo a qualidade de imagem e a velocidade de captura.COMPRESSãO DE VÍDEO .264 –.CAPÍTuLO 7 61 7.264. Se a saída gerada por um codificador estiver de acordo com o formato e o decodificador de um padrão. Muitas vezes. é possível realizar diferentes implementações. quando a atividade de uma cena aumentar. e cairá quando não houver movimento. MPEG-4 Part 2 (sem compensação de movimento). deve implementar todas as partes obrigatórias de um padrão para decodificar um fluxo de bits compatível. Portanto. Os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que o usuário dê preferência ou à qualidade de imagem ou à velocidade de captura caso a velocidade de transmissão aumente além da velocidade de transmissão pretendida.4 Comparação dos padrões Ao comparar o desempenho dos padrões MPEG – como o MPEG-4 e o H. a infra-estrutura de rede (largura de banda disponível) deve ser capaz de dar conta de altas velocidades. é impor¬tante observar que os resultados podem variar entre codificadores que utilizam o mesmo padrão.

000 1.264 da Axis gerou até 50% menos bits por segundo do que um codificador MPEG-4 com compensação de movimento. .62 CAPÍTuLO 7 . (sem compensação de movimento) MPEG-4 parte 2.264 foi pelo menos três vezes mais eficiente do que um codificador MPEG-4 sem compensação de movimento.000 4.000 0 50 Tempo(s) 100 Figura 7.4a Em uma seqüência de vídeo de exemplo.264 (perfil básico) MPEG-4 parte 2. o codificador H.COMPRESSãO DE VÍDEO Cena de uma portaria H. (com compensação de movimento) Velocidade de transmissão (Kbit/s) 7.000 3. e pelo menos seis vezes mais eficiente do que com o Motion JPEG.000 5. O codificador H.000 Motion JPEG 6.000 2.

. A capacidade do áudio de cobrir uma área de 360 graus permite que um sistema de vigilância por vídeo amplie sua cobertura para além do campo de visão de uma câmera. Os tópicos abordados neste capítulo são as situações de aplicação. além de permitir a comunicação por áudio através de uma rede IP. um segurança remoto pode advertir verbalmente essa pessoa. um estacionamento sem funcionários presentes). esse recurso pode aumentar a capacidade de um sistema de detectar e interpretar eventos. Em uma situação na qual uma pessoa esteja ferida. alarme de detecção de sons. Por exemplo. a possibilidade de comunicar-se remotamente e avisar a vítima que o socorro está a caminho também pode ser uma vantagem.ÁuDIO . equipamentos de áudio. Entretanto. Ele pode instruir uma câmera PTZ ou uma câmera PTZ com cúpula (ou alertar o operador dessa câmera) para verificar visualmente um alarme disparado por som. aumentando a capacidade de um usuário remoto de receber e transmitir informações. Entre as outras aplicações estão uma situação de helpdesk remoto (por exemplo.1 Aplicações de áudio O áudio como parte integrante deu m sistema de vigilância por vídeo pode ser um complemento valiosíssimo para a capacidade de um sistema de detectar e interpretar eventos e situações de emergência. 8. o uso do áudio pode ser restrito em alguns países. é conveniente consultar as autoridades locais. O áudio também pode ser usado para permitir que os usuários não apenas escutem uma área. ou seja. por exemplo. se uma pessoa no campo de visão da câmera demonstrar um comportamento suspeito.CAPÍTuLO 8 63 Áudio Embora o uso do áudio em sistemas de vigilância por vídeo ainda não seja generalizado. e videoconferência. Portanto. mas também que transmitam ordens ou solicitações aos visitantes ou invasores. O controle de acesso. compactação de áudio e sincronização entre áudio e vídeo. modos de áudio. um “porteiro remoto” em uma entrada é outra área de aplicação. ficando muito tempo perto de um caixa eletrônico ou entrando em uma área restrita. Um sistema audiovisual de vigilância aumenta a eficácia de uma solução de segurança ou monitoramento remoto.

Isso também permite que o produto de vídeo em rede se conecte a mais de um microfone. Os fluxos de áudio e vídeo são enviados pelo mesmo cabo de rede. Fluxo de áudio REDE IP Fluxo de vídeo Gravação/monitoramento Figura 8.ÁuDIO 8. Fluxo de áudio I/O AUD IO 1 2 3 4 5 6 REDE IP OUT IN Câmera analógica Codificador de vídeo Fluxo de vídeo Gravação/monitoramento Figura 8. e o microfone pode ser posicionado a uma certa distância da câmera.2b Alguns codificadores de vídeo têm áudio incorporado.2a Um sistema de vídeo em rede com suporte de áudio integrado. ou seja. Uma câmera de rede ou um codificador de vídeo com função integrada de áudio muitas vezes possui um microfone embutido e/ou um conector mic-in/line-in. a fim de evitar o ruído. o que aumenta os custos e a dificuldade de instalação. deverá ser usado um equipamento de áudio balanceado. O microfone deve ser sempre posicionado o mais próximo possível da fonte sonora. os usuários têm a opção de usar um microfone de tipo ou qualidade diferente do microfone próprio da câmera ou do codificador de vídeo.2 Suporte e equipamentos de áudio O suporte de áudio é mais fácil de implementar em um sistema de vídeo em rede do que em um sistema de CCTV analógico. No modo bidirecional total (full-duplex). Isso elimina a necessidade de cabeamento extra e facilita muito a sincronização entre áudio e vídeo. Em um sistema de vídeo em rede.64 CAPÍTuLO 8 . o microfone deve estar voltado para o outro lado e posicionado a uma certa distância do alto-falante para reduzir a microfonia. Com entradas mic-in/line-in. Em um sistema analógico. devem ser instalados cabos separados de áudio e vídeo entre um ponto e outro. . uma câmera de rede com suporte de áudio processa o áudio e envia o áudio e o vídeo pelo mesmo cabo de rede para monitoramento e/ou gravação. do local onde a câmera e o microfone estão instalados até a estação de monitoramento/gravação. Se a distância entre o microfone e a estação for muito grande. permitindo a inclusão de áudio mesmo que forem usadas câmeras analógicas em uma instalação.

para dar instruções faladas a uma pessoa que estiver sendo vista na câmera ou para afastar de um estacionamento um possível ladrão de carros. . 8. Se for necessário usar um cabo de áudio longo.3. Se o alto-falante não tiver um amplificador incorporado. para evitar ruídos.1 Simplex Áudio enviado pela câmera LAN/WAN Alto-falante Vídeo enviado pela câmera PC Câmera de rede Microfone Figura 8. Existem três modos básicos de comunicação por áudio: simplex. ele deve antes ser conectado a um amplificador. Um altofalante ativo (ou seja. Para reduzir as perturbações e o ruído. o áudio é enviado em uma única direção. o áudio é enviado pela câmera ao operador. amplificador e microfone balanceados.CAPÍTuLO 8 65 Muitos produtos de vídeo em rede da Axis não vêm com um alto-falante incorporado.3a INo modo simplex. ou seja. por exemplo. cabo. sempre use um cabo de áudio blindado e evite passar o cabo perto de cabos de força e cabos que transportam sinais comutados de alta freqüência. Ele pode ser usado.ÁuDIO .3 Modos de áudio Dependendo da aplicação. 8. por sua vez. Áudio enviado pelo operador LAN/WAN Microfone Vídeo enviado pela câmera PC Câmera de rede Alto-falante Figura 8. Entre as aplicações estão o monitoramento remoto e a vigilância por vídeo. os cabos de áudio devem ter o menor comprimento possível. que. deve-se usar um equipamento de áudio balanceado. o áudio é enviado à câmera pelo operador. pode ser necessário enviar áudio em apenas uma direção ou em ambas as direções. é conectado a uma câmera de rede/um codificador de vídeo. Nesse caso. um alto-falante com amplificador incorporado) pode ser conectado diretamente a um produto de vídeo em rede com suporte de áudio. e isso pode ser feito ou simultaneamente ou em uma direção por vez. half duplex e full duplex. Além disso.3b Neste exemplo de modo simplex.

2 Half duplex Alto-falante Áudio enviado pelo operador Áudio enviado pela câmera LAN/WAN Vídeo enviado pela câmera Fones de ouvido PC Câmera de rede Microfone Figura 8. O Full duplex exige que o PC cliente tenha uma placa de som que aceite áudio full-duplex. envie um e-mail ou outros alertas.66 CAPÍTuLO 8 . como a quebra de uma janela ou vozes em uma sala.3.3d No modo full-duplex.5 Compactação de áudio Os sinais de áudio analógicos devem ser convertidos em áudio digital através de um processo de amostragem e.3c No modo half-duplex. o áudio é enviado simultaneamente de/para o ooperador. 8. a detecção de áudio pode comandar a câmera para que gire automaticamente até um local predefinido. Isso é semelhante a um rádio de comunicação.ÁuDIO 8. pois pode reagir a eventos em áreas muito escuras para que a função de detecção de movimento em vídeo funcione corretamente.3 Full duplex Alto-falante Áudio full duplex enviado e recebido pelo operador LAN/WAN Vídeo enviado pela câmera Fones de ouvido PC Câmera de rede Microfone Figura 8. Esse modo de comunicação é semelhante ao de um diálogo telefônico. Da mesma forma. 8. entradas de alarme como detecção de movimento e contatos em portas podem ser usadas para acionar gravações de vídeo e áudio. compactados para reduzir o tamanho e agilizar a transmissão e o arma- . e ative dispositivos externos tais como alarmes. como uma determinada janela. depois. Quando forem detectados sons. mas apenas uma parte por vez pode enviar. Em uma câmera PTZ ou uma câmera PTZ com cúpula. 8.3.4 Alarme de detecção de áudio O alarme de detecção de áudio pode ser usado para complementar a detecção de movimento em vídeo. o áudio é enviado em ambas as direções. Ele também pode ser usado para detectar atividade em áreas fora do campo de visão da câmera. eles podem comandar uma câmera de rede para que envie e grave vídeo e áudio.

5.CAPÍTuLO 8 67 zenamento. Níveis de compactação mais elevados também podem elevar a latência ou os atrasos. Os bit rates de áudio. A freqüência de amostragem é o número de vezes por segundo em que uma amostra de um sinal analógico de áudio é tomada. Para que o cliente ou reprodutor sincronize perfeitamente os fluxos de áudio e vídeo. quanto maior o nível de compactação (ou menor o bit rate). 8. a qualidade do áudio. um algoritmo que codifica e decodifica os dados de áudio. Ela é medida em hertz (Hz). que requer licença. As diferenças na qualidade de áudio dos codecs podem ser especialmente perceptíveis em altos níveis de compactação (bit rates reduzidos). assim como ocorre com os bit rates de vídeo.5. 8. O primeiro é o AAC-LC (Codificação de Áudio Avançada – Baixa Complexidade). Em geral. melhor será a qualidade de áudio e maior serão a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários. especialmente na freqüência de amostragem de 16 kHz ou mais e com bit rate de 64 kbit/s. é o codec recomendado quando a melhor qualidade de áudio possível é necessária. A conversão e compactação são realizadas através de um codec de áudio. Em geral. 8.ÁuDIO . que são tecnologias não-licenciadas. menor será a qualidade do áudio.2 Bit rate “Bit rate” é um parâmetro importante do áudio. são um fator importante que deve ser levado em consideração no cálculo das necessidades de largura de banda total e espaço de armazenamento. que é um conjunto de interfaces de programação de aplicativos para gerenciar arquivos multi¬mídia.1 Freqüência de amostragem Existem muitos codecs de áudio diferentes que operam com diferentes freqüências de amostragem e níveis de compactação. 8.711 e o G.6 Sincronização de áudio e vídeo A sincronização de dados de áudio e vídeo é realizada por um reprodutor de mídia (um software usado para reproduzir arquivos de multimídia) ou por uma estrutura de multimídia como o Micro¬soft DirectX. mas não em baixos níveis de compactação (bit rates elevados). O AAC-LC. portanto. . O áudio e o vídeo são enviados por uma rede como dois fluxos separados de pacotes.5. os pacotes de áudio e vídeo devem levar um registro de data e hora. também conhecido como MPEG-4 AAC. Os bit rates escolhidos mais freqüentemente com os codecs de áudio ficam entre 32 kbit/s e 64 kbit/s.726. pois determina o nível de compactação e. mas consomem menos largura de banda e espaço de armazenamento. quanto maior a freqüência de amostragem.3 Codecs de áudio Os produtos de vídeo em rede da Axis operam com três codecs de áudio. Os outros dois codecs são o G.

junto com o fluxo de áudio. que registra a data e a hora nos pacotes de vídeo e áudio.264. . Se esse for o caso e se for importante que o vídeo e o áudio sejam sincronizados.68 O registro de data e hora dos pacotes de vídeo que usam a compactação Motion JPEG nem sempre é reconhecido por uma câmera de rede. se for necessário monitorar o áudio. são enviados através do RTP (Protocolo de Transporte de Tempo Real). há muitas situações nas quais a sincronização de áudio importa menos ou é até mesmo indesejável. por exemplo. o formato de vídeo que deve ser escolhido é o MPEG-4 ou H. pois esses fluxos de vídeo. mas não gravá-lo. Entretanto.

principalmente cabos de par trançado ou de fibra óptica. para controlar a transmissão dos pacotes. Depois. O número de dispositivos conectados em uma LAN pode variar de dois a alguns milhares. O meio físico de transmissão de uma LAN com fio inclui cabos. (Entre os outros tipos de tecnologias de LAN estão a token ring e a FDDI). abordando o endereçamento IP (Protocolo de Internet) — o que são e como funcionam. dependendo do tipo de fibra. 9. Este capítulo começa discutindo a rede local. formando quatro pares de fios de cobre trançados. Para saber mais sobre tecnologias sem fio. Entre as outras áreas abordadas no capítulo estão as redes locais virtuais e Qualidade de Serviço. ao passo que o comprimento máximo dos cabos de fibra pode variar de 10 a to 70 km.CAPÍTuLO 9 69 Tecnologias de rede Diferentes tecnologias de rede são usadas para viabilizar e proporcionar as diversas vantagens de um sistema de vídeo em rede. O comprimento máximo de um cabo de par trançado é 100 m (328 pés). A Ethernet utiliza uma topologia em estrela. na qual cada nó (dispositivo) está conectado ao outro através de equipamentos ativos de rede. inclusive como os produtos de vídeo em rede podem ser acessados pela Internet. especificamente as redes Ethernet e os componentes que as apóiam. e é usado com plugues e soquetes RJ-45. Também discutiremos o uso da Power over Ethernet (PoE).TECnOLOGIAS DE REDE .000 Mbit/s. A tecnologia de LAN mais usada é a Ethernet. Dependendo do tipo de cabo (par trançado ou fibra óptica) usado. . podem ser usadas diferentes tecnologias. Um cabo de par trançado consiste em oito fios. Os dados são enviados na forma de pacotes e. discutiremos a comunicação pela Internet. tais como switches. Também apresentamos um panorama dos protocolos de transporte de dados usados no vídeo em rede. e ela é especificada em um padrão chamado IEEE 802. além das diferentes formas de proteger a comunicação através de redes IP.3. consulte o Capítulo 10. a atual velocidade de transmissão de dados pode variar de 100 Mbit/s a 10.1 Rede local e Ethernet Uma rede local (LAN) é um grupo de computadores conectados entre si em uma área local para comunicar-se um com o outro e compartilhar recursos tais como impressoras.

O tipo de cabo de par trançado usado pela Fast Ethernet se chama “cabo Cat-5”. em breve. a velocidade das redes deve ser cada vez maior. ela substitua a Fast Ethernet como padrão de fato. que opera tanto com 10 Mbit/s como com Fast Ethernet. Embora os switches de rede (sobre os quais falaremos abaixo) sejam fáceis de atualizar após alguns anos. e está ganhando popularidade. Para sistemas de vídeo em rede.1a Um cabo de par trançado consiste em quatro pares de fios trançados. Ela pode utilizar cabos de par trançado ou de fibra óptica. Gigabit Ethernet A Gigabit Ethernet. Para garantir o futuro de uma rede. como um laptop ou uma câmera de rede. Uma regra geral é sempre criar uma rede com mais capacidade do que a capacidade necessária no momento da criação.TECnOLOGIAS DE REDE Figura 9. . é normalmente muito mais difícil substituir o cabeamento. O tipo de cabo de par trançado usado pela Gigabit Ethernet é o cabo Cat-5e. A maioria das interfaces é retrocompatível com a Ethernet de 10 e 100 Mbit/s.70 CAPÍTuLO 9 . 9.000 Mbit/s (1 Gbit/s). Espera-se que. vale a pena projetá-la de forma que apenas 30% da sua capacidade sejam usados. Uma vez que cada vez mais aplicativos funcionam através de redes hoje em dia. (A antiga Ethernet de 10 Mbit/s ainda é instalada e usada. está equipada com uma interface Ethernet 100BASE-TX/10BASE-T. normalmente conectados a um plugue RJ-45 na extremidade.1. mas essas redes não oferecem a largura de banda necessária para algumas aplicações de vídeo em rede). sendo mais conhecidas como interfaces 10/100/1000. que também pode usar um cabo de pa trançado ou fibra óptica. proporciona uma velocidade de transmissão de dados de 1. no qual todos os quatro pares de fios trançados são usados para atingir velocidades de transmissão de dados mais altas. recomenda-se o uso de cabos Cat-5e ou cabos de categoria mais alta.1 Tipos de redes Ethernet Fast Ethernet Fast Ethernet refere-se a uma rede Ethernet capaz de transferir dados a uma velocidade de 100 Mbit/s. mais conhecida como interface 10/100. A maioria dos dispositivos conectados a uma rede.

e o endereço pode ser muitas vezes encontrado na etiqueta do produto). 10GBASE-ER e 10GBASE-SR com cabos de fibra óptica podem ser usadas para cobrir distâncias de até 10. O cabo crossover simplesmente atravessa o par de transmissão em uma extremidade do cabo. e não em nós como uma câmera de rede.CAPÍTuLO 9 71 Para transmissão a longas distâncias. 10 Gigabit Ethernet A 10 Gigabit Ethernet é a última geração. com velocidade de transmissão de dados de 10 Gbit/s (10. é necessário o uso de um cabo de altíssima qualidade (Cat-6a ou Cat-7). pode ser usado um cabo conhecido como crossover. (Cada dispositivo de rede tem um endereço MAC exclusivo.000 m com fibras simples). As redes 10GBASELX4. 9.000 m (6. que consiste em uma série de números e letras definidos pelo fabricante. a conexão de vários dispositivos em uma LAN exige equipamentos de rede como um switch de rede. A principal função de um switch de rede é encaminhar dados de um dispositivo para outro na mesma rede. e pode ser usado um cabo de fibra óptica ou de par trançado.1b Distâncias maiores podem ser cobertas através de cabos de fibra óptica. Com uma solução de par trançado. e vice-versa. Quando um switch recebe dados. Entretanto.1. podem ser usados cabos de fibra tais como o 1000BASE-SX (até 550 m/1. Switch Quando apenas dois dispositivos precisam se comunicar diretamente entre si através de um cabo de par trançado.639 pés) e o 1000BASE-LX (até 550 m com fibras ópticas múltiplas e 5.2 milhas).2. Ele funciona da seguinte maneira: um switch registra os endereços MAC (Controle de Acesso à Mídia) de todos os dispositivos conectados a ele.TECnOLOGIAS DE REDE . . Quando se utiliza um switch de rede. ele os encaminha apenas à porta que estiver conectada a um dispositivo com o endereço MAC correto do destino. Figura 9. Ele faz isso de maneira eficiente. A 10 Gbit/s Ethernet é usada principalmente em backbones de aplicações de grande porte que exigem altas velocidades de transmissão de dados. pois os dados podem ser direcionados de um dispositivo para outro sem afetar outros dispositivos na mesma rede. A fibra é normalmente usada no backbone de uma rede. um cabo de rede normal é usado em vez de um cabo crossover. com o par receptor na outra extremidade.000 Mbit/s).

4). Alguns switches possuem a função de um roteador (consulte a seção 9. Um switch também permite que um dispositivo conectado funcione no modo full-duplex. . operando com 10 Mbit/s e com Fast Ethernet. pois o tráfego de dados pode ser direcionado de um dispositivo para outro sem afetar nenhuma outra porta do switch.1c Com um switch de rede. operar com Power over Ethernet ou Qualidade de Serviço (consulte a seção 9. As velocidades mais comuns são 10/100. Isso significa que a velocidade de um switch. a velocidade de cada porta. A velocidade e o modo de transferência entre uma porta em um switch e um dispositivo conectado são normalmente determinados através de autonegociação.2). Os switches podem ser oferecidos com diferentes recursos ou funções.TECnOLOGIAS DE REDE Os switches normalmente indicam sua velocidade em velocidade por porta e em velocidade interna ou de chassi (tanto em bitrate como em pacotes por segundo). assim. enviando e recebendo dados ao mesmo tempo. com 10 Mbit/s. Figura 9. as redes 10/100/1000 estão rapidamente assumindo o lugar de switch padrão. Normalmente. Fast Ethernet e Gigabit Ethernet simultaneamente. por exemplo. o que eleva a velocidade.72 CAPÍTuLO 9 . As velocidades por porta indicam as velocidades máximas em portas específicas. 100 Mbit/s. é. ou seja. um switch de rede opera com diferentes velocidades de transmissão de dados simultaneamente. que controla a largura de banda consumida por diferentes aplicações. Entretanto. operando. Um switch pode. muitas vezes. também. a transferência de dados é gerenciada de maneira muito eficiente. onde se utilizam a velocidade de transmissão de dados comum mais alta e o melhor modo de transferência.

dependendo da localização da câmera. O padrão IEEE 802. PD). Esse equipamento pode ser um switch ou midspan compatível com PoE. A retrocompatibilidade com dispositivos de rede não compatíveis com a PoE é garantida. O padrão inclui um método para identificar automaticamente se um dispositivo aceita a PoE. ou sobrepor-se à corrente nos pares de fios usados para a transmissão de dados. A PoE pode usar os dois pares de fios ‘a mais’. A alimentação disponibilizada pelo switch ou midspan compatível com PoE deve ser suficiente para os dispositivos conectados. A principal vantagem da PoE é sua economia inerente de custos. PSE). Isso significa que o sistema de vigilância por vídeo pode se manter em operação mesmo em caso de queda de energia. Isso é vantajoso principalmente em áreas de difícil acesso.3af. Essa função é normalmente incorporada a um dispositivo de rede como uma câmera de rede. ou disponibilizada em um divisor autônomo (consulte a seção abaixo).3af e Alta PoE A maioria dos dispositivos com PoE de hoje seguem o padrão IEEE 802. Isso elimina o risco de choque elétrico na instalação ou no recabeamento de uma rede.TECnOLOGIAS DE REDE . Em um cabo de par trançado. até algumas centenas de dólares por câmera. Além disso. e os dispositivos devem aceitar a classificação de alimentação fornecida. a PoE pode aumentar a segurança de um sistema de vídeo. publicado em 2003. os switches com PoE incorporada fornecem eletricidade através dos dois pares de . pontos de acesso sem fio e câmeras de rede em uma LAN. Muitas vezes. Um sistema de vigilância por vídeo com PoE pode ser alimentado da sala do servidor. A PoE também facilita a transferência de uma câmera para um novo local ou a inclusão de câmeras em um sistema de vigilância por vídeo.3 Power over Ethernet A Power over Ethernet (PoE) dá a opção de alimentar os dispositivos conectados a uma rede Ethernet através do mesmo cabo usado para a comunicação de dados. Padrão 802. há quatro pares de fios trançados. Não é necessário contratar um eletricista nem instalar uma fiação separada. Devido às vantagens da PoE. Isso é explicado mais detalhadamente nas sections a seguir. e a alimentação é fornecida ao dispositivo apenas quando isso for confirmado. Nesse padrão. ela é recomendada para o maior número possível de dispositivos. O fato de que não é necessário instalar cabos de força pode economizar.3af utiliza cabos Cat-5 ou superiores. A Power over Ethernet é amplamente usada na alimentação de telefones IP. O dispositivo que recebe a alimentação é denominado “dispositivo alimentado” (powered device. que normalmente utiliza um nobreak. Isso também significa que o cabo Ethernet conectado a um switch PoE não fornecerá energia se não estiver conectado a um dispositivo compatível com PoE.CAPÍTuLO 9 73 9. o dispositivo que fornece a alimentação é denominado “equipamento de fornecimento de energia” (power sourcing equipment.1. e garante que a transferência de dados não seja afetada.

95 W 0. o que significa que um switch com 300 W pode fornecer energia a apenas 20 das 48 portas. Em um switch de 48 portas. caso todas as portas estejam conectadas a dispositivos que utilizam PoE. se todos os dispositivos informarem o switch que são dispositivos de Classe 1. Entretanto. A maioria das câmeras de rede fixas pode ser alimentada por PoE utilizando o padrão IEEE 802.3. sendo normalmente identificadas como dispositivos de Classe 1 ou 2.4 W 4. A menos que os PDs aceitem a classificação de potência.95 W para um PD. Enquanto isso.44 W .0 W 7.3af. . podem ser usados midspans e divisores com o pré-padrão IEEE 802. um PSE fornece uma tensão de 48 Vcc com potência máxima de 15. o limite de potência sobe para no mínimo 30 W através de dois pares de fios saindo de um PSE.0 W 15. que exigem mais potência do que o padrão IEEE 802.12.1a Classificações de potência de acordo com o padrão IEEE 802. normalmente de 300 W a 500 W.49 W 6. Um PD aceita ambas as opções. Considerando que ocorre perda de potência em um cabo de par trançado. Midspans e divisores Os midspans e divisores (também conhecidos como divisores ativos) são equipamentos que permitem que uma rede existente opere com Power over Ethernet.3at ou a PoE+.95 W uso padrão opcional opcional opcional Reservado para uso futuro Tabela 9.4 W devem ser reservados para cada porta que utilize a PoE.4 W por porta.12. ao passo que os midspans normalmente usam os dois pares a mais. De acordo com o padrão IEEE 802.3at (Alta PoE) para dispositivos tais como câmeras PTZ e câmeras PTZ com cúpula com controle motorizado.44 W .3af. PSEs como switches e midspans normalmente fornecem uma determinada quantidade de potência.4 W Tratar como Classe 0 nível máximo de potência usado pelo PD 0.49 W . além de câmeras com aquecedores e ventoinhas.3af especifica várias categorias de desempenho para os PDs. os 300 W bastarão para alimentar todas as 48 portas.3af.6.74 CAPÍTuLO 9 .84 W 3. As especificações finais ainda precisam ser determinadas.TECnOLOGIAS DE REDE fios usados para transferir dados. O padrão IEEE 802. isso significaria de 6 W a 10 W por porta.84 W . e espera-se que o padrão seja ratificado em meados de 2009. Classe 0 1 2 3 4 nível mínimo de potência no PSE 15.3af pode fornecer. são garantidos apenas 12. Com o pré-padrão IEEE 802. todos os 15.

com base em endereços IP. é posicionado entre o switch de rede e os dispositivos alimentados. Isso significa que o midspan e o(s) divisor(es) ativo(s) devem ser posicionados dentro da distância de 100 m. é importante ter em mente que a distância máxima entre a origem dos dados (por exemplo. os roteadores eram denominados gateways. outra função do divisor é reduzir a tensão para o nível apropriado ao dispositivo. . pois as redes locais podem usar diferentes tipos de tecnologias. Antes de falar sobre o endereçamento IP. Para garantir que a transferência de dados não seja afetada. Roteadores Para encaminhar pacotes de dados de uma LAN à outra pela Internet.CAPÍTuLO 9 75 No-Break (UPS) 3115 Câmera de rede com PoE incorporada Câmera de rede sem PoE incorporada Switch de rede Alimentação Divisor ativo Power over Ethernet Midspan Ethernet Figura 9. que é um sistema global de redes de computadores interconectadas.2 A Internet Para enviar dados entre um dispositivo na rede local e outro dispositivo de outra LAN. Um divisor é usado para separar a alimentação e os dados de um cabo Ethernet em dois cabos separados. Ele encaminha apenas os pacotes de dados que precisem ser enviados a outra rede. então. Uma vez que a PoE ou a Alta PoE fornece apenas 48 Vcc. podem ser conectados a um dispositivo que não opera originalmente com PoE. O uso mais comum de um roteador é na conexão de uma rede local à Internet. que. como roteadores. Um roteador encaminha informações de uma rede para outra. falaremos a seguir sobre alguns elementos básicos da comunicação pela Internet. é necessária uma forma padronizada de comunicação. 9. deve ser usado um equipamento de rede chamado ‘roteador de rede’. por exemplo. que inclui alimentação em um cabo Ethernet. firewalls e provedores de serviços de Internet. (As LANs também podem usar o endereçamento IP e os protocolos IP para comunicar-se dentro de uma área local. 12 V ou 5 V. A Axis fornece midspans e divisores de PoE e Alta PoE. O midspan.1d Um sistema existente pode ser atualizado com a função de PoE utilizando um midspan e um divisor. Antes. Essa necessidade levou ao desenvolvimento do endereçamento IP e dos muitos pro¬tocolos IP para comunicação pela Internet.TECnOLOGIAS DE REDE . embora o uso de endereços MAC baste para a comunicação interna). o switch) e os produtos de vídeo em rede não deve ser superior a 100 m (328 pés).

Esses endereços IP privados são de 10. Todos os dispositivos que desejarem se comunicar pela Internet devem ter seu próprio endereço IP público. 192. por exemplo.168. Um endereço IP público é um endereço designado por um provedor de serviços de Internet.168. uma câmera de rede) saiba como processar os dados recebidos.0.0. 172. a velocidade de upstream é mais relevante. 9. Um ISP pode designar um endereço IP dinâmico. um laptop conectado à Internet. por exemplo. Atualmente. pois os dados (vídeo) da câmera de rede serão enviados à Internet.1 Endereçamento IP Qualquer dispositivo que deseje se comunicar com outros dispositivos pela Internet deve ter um endereço IP exclusivo e apropriado.1. normalmente cobrado por mês.2. contra os 32 bits de um endereço IPv4).255. Downstream é a velocidade de transferência para baixar arquivos. Conexões à Internet Para conectar uma LAN à Internet.255. Os endereços IPv4 são os mais comuns hoje em dia.0 a 172. por exemplo. Em uma aplicação de vídeo em rede com uma câmera de rede em uma localidade remota. por exemplo. quando o vídeo é recebido por um PC de monitoramento. ou combinando ambos. são usados termos como upstream e down¬stream. As mensagens que entram ou saem da Internet atravessam o firewall.2. Os endereços IP são usados para identificar os dispositivos que enviam e que recebem.255.0 a 10.TECnOLOGIAS DE REDE Firewalls Um firewall é projetado para evitar o acesso não-autorizado de/para uma rede privada. que examina cada mensagem e bloqueia as que não cumprem os critérios especificados de segurança. Portas O número de uma porta define um determinado serviço ou uma determinada aplicação para que o servidor receptor (por exemplo.31.255.76 CAPÍTuLO 9 . Os firewalls são freqüentemente usados para evitar que usuários não-autorizados da Internet tenham acesso a redes particulares conectadas à Internet. 9. Esses endereços podem ser usados apenas em redes privadas e não podem ser encaminhados através de um roteador para a Internet. ou um endereço estático. há duas versões de IP: IP versão 4 (IPv4) e IP versão 6 (IPv6).0 a 192. Upstream significa a velocidade de transferência com que os dados podem ser transferidos do dispositivo para a Internet. Na maioria das situações. Quando um computador envia dados relacionados a uma aplicação específica. é necessário estabelecer uma conexão de rede através de um provedor de serviços de Internet (ISP). Alguns blocos de endereços IPv4 foram reservados exclusivamente para uso privado.255 e 192.23. Cada bloco representa um número entre 0 e 255. que pode mudar durante uma sessão. é normal que ele acrescente automaticamente o número da porta a um endereço IP sem que o usuário saiba. Os firewalls podem ser implementados como hardware e software. a velocidade de download de informações da Internet é a mais importante a ser considerada. cada um separado por um ponto.255.0. A principal diferença entre a duas é que um endereço IPv6 é mais longo (128 bits.1 Endereços IPv4 Os endereços IPv4 são agrupados em quatro blocos. .16.12. quando o vídeo é enviado de uma câmera de rede.255.168.0. Na conexão com a Internet.

net).minhacamera. recebe seus endereços IP de um provedor de serviços de Internet.dyndns. um serviço da Web através de HTTP é normalmente relacionado à porta 80 de uma câmera de rede. uma máscara de sub-rede e o endereço IP do roteador padrão. O produto de vídeo em rede pode. chamado AXIS Internet Dynamic DNS Service (www. consulte o Capítulo 11. O DHCP gerencia um grupo de endereços IP. Usar um endereço dinâmico de IP significa que o endereço IP de um dispositivo de rede pode mudar de um dia para o outro. IANA). A Axis também oferece o seu próprio site. .org. que pode sempre relacionar o nome de domínio do produto a qualquer endereço IP atribuído a ele no momento. Com endereços IP dinâmicos. Por exemplo. o software pode encontrar e criar automaticamente endereços IP e exibir o estado da conexão.TECnOLOGIAS DE REDE . usando o DHCP (Protocolo de Configuração Dinâmica de Host). e 2) manu¬almente. um software como o AXIS Camera Management é necessário para gerenciar o sistema de maneira eficaz. que pode ser acessado a partir da interface de Web de um produto de vídeo em rede da Axis). atualizar um servidor de DNS dinâmico com o seu endereço IP atual para que os usuários possam ter acesso ao produto utilizando um nome de domínio. ele(a) envia uma consulta solicitando a configuração a um servidor de DHCP. como o www.CAPÍTuLO 9 77 Os números de portas podem variar de 0 a 65535. Um endereço IPv4 para um produto de vídeo em rede da Axis pode ser criado principalmente de duas maneiras: 1) automaticamente. digitando um endereço IP estático na interface do produto de vídeo em rede. que. O servidor de DHCP responde com um endereço IP e uma máscara de sub-rede.axiscam. Usar o DHCP para criar um endereço IPv4 funciona da seguinte forma. recomenda-se que os usuários registrem um nome de domínio (por exemplo. que podem ser atribuídos dinamicamente a uma câmera de rede/um codificador de vídeo. Com o AXIS Camera Management. Quando uma câmera de rede/um codificador de vídeo entra no ar. (Um nome de domínio pode ser registrado usando alguns dos sites de DNS dinâmico mais conhecidos. www. ou usando um software de gerenciamento como o AXIS Camera Management.com) para o produto de vídeo em rede em um servidor de DNS (Sistema de Nomes de Domínios) dinâmico. A função do DHCP é freqüentemente realizada por um roteador de banda larga. Para saber mais sobre gerenciamento de vídeo. Em um sistema de vídeo em rede com possivelmente centenas de câmeras. então. por sua vez. Isso é recomendado quando um software de gerenciamento de vídeo for usado para acessar os produtos de vídeo em rede. O software também pode ser usado para atribuir endereços IP estáticos particulares aos produtos de vídeo em rede da Axis. é necessário atribuir a ele(a) um endereço IP. Criando endereços IPv4 Para que uma câmera de rede ou um codificador de vídeo funcione em uma rede IP. Algumas aplicações usam números de portas previamente designados a elas pela Autoridade de Números Designados da Internet (Internet Assigned Numbers Authority.

171.24. O encaminhamento de portas funciona da seguinte maneira.171.24. Mapeamento de portas no roteador Endereço IP externo Porta externa do roteador Endereço IP interno Porta interna do dispositivo de rede 193.13 Port 80 Figura 9.168. Conversão de Endereço de Rede) When a network device with a private IP address wants to send information via the Internet. Nesta ilustração.247:8032 192.10.247 193.168.11 192.13 80 80 80 192.24.13.171.168.12 192.2a Graças ao encaminhamento de portas no roteador.24.TECnOLOGIAS DE REDE nAT (network Address Translation.10. as câmeras de rede com endereços IP privados em uma rede local podem ser acessadas pela Internet.78 CAPÍTuLO 9 . the router can translate a private IP address into a public IP address without the sending host’s knowledge.10. . O roteador é configurado para encaminhar todos os dados que entrarem em um número de porta predefinido para um dispositivo específico no lado da rede privada do roteador. o roteador substitui o endereço do remetente pelo seu próprio endereço IP privado (interno). O inverso acontece com os pacotes de dados enviados.24.168.10. o que acontece quando há várias câmeras de rede/codificadores de vídeo usando a porta 80 para HTTP em uma rede privada? Em vez de alterar o número da porta HTTP padrão em cada produto de vídeo em rede. Encaminhamento de portas Para ter acesso pela Internet às câmeras localizadas em uma LAN privada.247 8028 8030 8032 192. Como um serviço da Web através de HTTP é normalmente mapeado para a porta 80. Os pacotes de dados recebidos chegam ao roteador através do endereço IP público (externo) do roteador e através de um número de porta específico. o roteador sabe encaminhar os dados (solicitação) que chegam à porta 8032 para uma câmera de rede cujo endereço IP privado é 192. é possível configurar um roteador para associar um número de porta HTTP exclusivo ao endereço IP de um produto de vídeo em rede específico e a uma porta HTTP padrão.11 Port 80 Solicitação de HTTP URL: http://193. O cliente receptor vê os pacotes como se fossem provenientes do roteador. o endereço IP público do roteador deve ser usado junto com o respectivo número de porta da câmera de rede/codificador de vídeo na rede privada.10.171. Esse processo se chama ‘encaminhamento de portas’. Então.10.168.10. O roteador substitui o endereço IP privado do dispositivo de origem pelo endereço IP público do roteador antes que os dados sejam distribuídos pela Internet.247 193.247 Roteador 192. a câmera de rede pode começar a enviar imagens de vídeo.168.12 Port 80 193. Using this technique. porta 80. Então.168. it must do so using a router that supports NAT.171.

os usuários podem inserir manu¬almente o endereço IP do roteador de NAT.2b Os produtos de vídeo em rede da Axis permitem o encaminhamento de portas através da travessia de NAT. A travessia de NAT tenta automaticamente configurar o mapeamento de portas em um roteador de NAT na rede utilizando UPnP™. então. é correlacionado ao endereço IP interno do produto de vídeo em rede específico ao seu número de porta da aplicação.portfoward. Normalmente. . o serviço selecionará automaticamente uma porta HTTP se nenhuma for inserida manualmente. Na interface do produto de vídeo em rede. o produto de vídeo em rede procurará automaticamente roteadores de NAT na rede e selecionará o roteador padrão.CAPÍTuLO 9 79 O encaminhamento de portas é normalmente realizado com a configuração do roteador em primeiro lugar.TECnOLOGIAS DE REDE . a digitação do endereço IP público (externo) do roteador. Roteadores diferentes têm maneiras diferentes de realizar o encaminhamento de portas. a Axis oferece o recurso de travessia de NAT em muitos dos seus produtos de vídeo em rede. Figura 9. o encaminhamento de portas requer o uso da interface do roteador em um navegador de Internet. Além disso. Se um roteador não for manualmente especificado. Para facilita a tarefa de encaminhamento de portas. e há sites como o www. e um número exclusivo de porta que.com que oferecem instruções passo-a-passo para diferentes roteadores.

e conectividade através do mesmo endereço em redes variáveis (IPv6 Móvel). 9. O UDP não realiza nenhuma transmissão dos dados perdidos e.2. Em geral. Por exemplo.TECnOLOGIAS DE REDE 9. Esses protocolos de transporte atuam como transportadores para muitos outros proto¬colos.80 CAPÍTuLO 9 .1. o produto receberá um endereço IPv6 de acordo com a configuração no roteador de rede. estão a possibilidade de permitir que um dispositivo configure automaticamente seu endereço IP usando seu endereço MAC. Outras vantagens do IPv6 são a renumeração para simplificar a comutação de redes corporativas inteiras entre provedores. criptografia ponto a ponto de acordo com a IPSec. roteamento mais veloz. O UDP é um protocolo sem conexão e não garante a entrega dos dados enviados. Então. além da disponibilidade de um enorme número de endereços IP. deixando todo o mecanismo de controle e a verificação de erros a cargo do próprio aplicativo. . O prefixo e o sufixo do host são usados para que o DHCP para alocação do endereço IP e a configuração manual de endereços IP não sejam mais necessários com o IPv6. e garante que os dados enviados por uma extremidade sejam recebidos na outra.2 Endereços IPv6 Um endereço IPv6 é escrito em notação hexadecimal. usado para navegar por páginas da Web em servidores de todo o mundo através da Internet. por exemplo. basta marcar uma caixa de seleção para ativar o IPv6 no produto. o HTTP (Protocolo de Transferência de Hipertexto). A confiabilidade do TCP através da retransmissão pode causar atrasos consideráveis. o TCP é usado quando a confiabilidade da comunicação é mais importante que a latência do transporte. Um endereço IPv6 é indicado entre colchetes em uma URL. baseado em conexões. O encaminhamento de portas também não é mais necessário. Ele cuida do processo de dividir grandes blocos de dados em pacotes menores. não introduz mais atrasos. é transportado pelo TCP. e uma porta específica pode ser endereçada da seguinte maneira: http://[2001:0da8:65b4:05d3:1315:7c1f:0461:7847]:8081/ Para configurar um endereço IPv6 em um produto de vídeo em rede da Axis. Para comunicação pela Internet. portanto. O TCP é um canal de transmissão confiável.2. 2001:0da8:65b4:05d3:1315:7c1f:0461:7847 As principais vantagens do IPv6. com dois-pontos subdividindo o endereço em oito blocos de 16 bits cada um. o host solicita e recebe do roteador o prefixo necessário do bloco de endereços públicos e outras informações.2 Protocolos de transporte de dados para vídeo em rede O Protocolo de Controle de Transmissão (TCP) e o Protocolo de Datagramas de Usuário (UDP) são os protocolos IP usados para enviar dados.

TECnOLOGIAS DE REDE . . pois o RTP numera seqüencialmente e registra a data e a hora dos pacotes de dados. para acessar páginas de servidores da Web. A maneira mais comum de transferir imagens de vídeo por uma câmera de rede/um codificador de vídeo onde o dispositivo de vídeo em rede funciona essencialmente como um servidor de Web. RTSP (Real Time Streaming Protocol) TCP 554 Usado par criar e controlar sessões multimídia através de RTP Tabela 9. ou seja.264/MPEG. disponibilizando o vídeo para o usuário ou servidor de aplicativos solicitante.2a Protocolos e portas TCP/IP comuns usados para vídeo em rede. Usado para acessar páginas da Web utilizando de maneira segura a tecnologia de criptografia Formato padronizado de pacotes RTP para distribuição de áudio e vídeo pela Internet — muitas vezes usados em sistemas de mídia por fluxo contínuo ou videoconferência HTTPS (Hypertext Transfer Protocol over Secure Socket Layer) TCP 443 Transmissão segura de vídeo por câmeras de rede/codificadores de vídeo. TCP 25 HTTP (Hyper Text Transfer Protocol TCP 80 Usado para navegar na Web. e para sincronizar vídeo e áudio. A transmissão pode ser realizada ou em unicast ou em multicast.CAPÍTuLO 9 81 Protocolo de Transporte TCP Protocolo FTP (File Transfer Protocol) SMTP (Send Mail Transfer Protocol Porta 21 uso comum Transferência de arquivos pela Internet / intranets Protocolo par envio de mensagens de email uso para vídeo em rede Transferência de imagens ou vídeo por uma câmera de rede/um codificador de vídeo para um servidor de FTP ou um aplicativo Uma câmera de rede/um codificador de vídeo pode enviar imagens ou notificações de alarme usando seu cliente de email interno. permitindo que esses pacotes sejam remontados na seqüência correta. RTP (Real Time Protocol) UDP/TCP Não definido Uma maneira comum de transmitir vídeos em rede nos formatos H.

9. Apenas os membros da mesma VLAN podem trocar dados. A VLAN é uma tecnologia para segmentar as redes virtualmente. telefone. a escolha óbvia seria criar uma rede separada. que pode identificar o tipo de dados em um pacote e. muitas vezes se quer manter a rede separada de outras redes. apenas os servidores localizados nessa VLAN poderão acessar as câmeras de rede. Apenas os usuários de um grupo específico podem trocar dados ou acessar determinados recursos da rede network.3a Nesta ilustração. Se um sistema de vídeo em rede for segmentado em uma VLAN.TECnOLOGIAS DE REDE 9. Uma solução é permitir que os roteadores e switches de rede funcionem de maneira diferente em diferentes tipos de serviços (voz.3 VLAns Quando um sistema de vídeo em rede é criado. VLAN 30 VLAN 20 VLAN 20 VLAN 30 Figura 9. Normalmente.82 CAPÍTuLO 9 . À primeira vista. As VLANs podem ser usadas para separar uma rede de vídeo de uma rede de escritório. que marca cada quadro ou pacote com bytes a mais para indicar a qual rede virtual o pacote pertence. e-mail e vídeo de vigilância — podem usar a mesma rede IP. Embora isso simplifique o projeto. Primeiro.1Q. dividir os pacotes . seja dentro da mesma rede ou através de redes diferentes. o custo de adquirir. Isso pode ser feito dividindo-se os usuários da rede em grupos lógicos. as VLANs são criadas com vários switches. O principal protocolo usado na configuração de VLANs é o IEEE 802. O termo ‘Qualidade de Serviço’ refere-se a várias tecnologias tais como a Differentiated Service Codepoint (DSCP). diferentes aplicações de rede podem coexistir na mesma rede sem consumir a largura de banda uma da outra. As conexões entre os switches transportam dados de diferentes VLANs. assim. as VLANs são uma solução melhor e mais econômica do que uma rede separada. freqüentemente maior do que quando se usa uma tecnologia chamada ‘rede local virtual’ (VLAN). uma função reconhecida pela maioria dos switches de rede. Usando a Qualidade de Serviço (QoS).4 Qualidade de Serviço Como aplicações diferentes — por exemplo. dados e vídeo) à medida que o tráfego atravessa a rede. instalar e manter a rede é. tanto por motivos de segurança como por motivos de desempenho. é necessário controlar como os recursos de rede serão compartilhados para atender às necessidades de cada serviço. cada uma das duas LANs diferentes é segmentada na VLAN 20 e na VLAN 30.

muitas vezes considerado de alta prioridade e exigindo baixa latência. Nessa situação. as transmissões de vídeo sempre terão a largura de banda necessária à disposição. Se houver largura de banda ociosa. portanto.. além da maior confiabilidade em uma rede. o tráfego de FTP consumirá toda a largura de banda disponível. mas mesmo assim haverá largura de banda disponível para navegação na Web e outros tipos de tráfego.CAPÍTuLO 9 83 em categorias de tráfego que possam ser priorizadas para encaminhamento. o Roteador 1 foi configurado para dedicar até 5 Mbit/s dos 10 Mbit/s disponíveis para transmissão de vídeo. O tráfego de PTZ. Na pior das hipóteses. As transferências de arquivos são consideradas menos importantes e recebem menos largura de banda. Com essa divisão.4b Rede que reconhece QoS. As principais vantagens de uma rede que opera com QoS são a possibilidade de priorizar o tráfego e permitir a distribuição de fluxos de alta prioridade antes dos fluxos de menor prioridade. PC 3 PC 1 FTP Roteador 1 100 Mbit Roteador 2 100 Mbit Câmera 1 Switch 1 Vídeo 100 Mbit Vídeo FTP 10 Mbit Switch 2 PC 2 Câmera 2 Figura 9. roteadores e produtos de vídeo em rede reconheçam a QoS. ela poderá ser usada por qualquer tipo de tráfego. Perceba que esses valores máximos valem apenas quando houver congestionamento na rede. controlando a quantidade de largura de banda que uma aplicação pode usar e. PC 3 PC 1 Roteador 1 100 Mbit FTP Roteador 2 Câmera 1 Switch 1 FTP HTTP Vídeo 2 3 5 100 Mbit Vídeo 100 Mbit 10 Mbit Switch 2 PC 2 Câmera 2 Figura 9. enquanto as transmissões de vídeo tentarão manter seu total de 5 Mbit/s. o PC2 inicia uma transferência de arquivo do PC3. controlando a disputa pela largura de banda entre as aplicações. o PC1 está vendo duas transmissões de vídeo das câmeras 1 e 2.4a Rede comum (que não reconhece QoS). . O FTP pode usar 2 Mbit/s. O pré-requisito para o uso da QoS em uma rede de vídeo é que todos os switches.5 Mbit/s. Neste caso. cada uma enviando imagens a 2. é um caso típico no qual a QoS pode ser usada para garantir respostas rápidas para movimentar solicitações. A largura de banda destinada ao sistema de vigilância não pode mais ser garantida e a taxa de quadros de vídeo provavelmente cairá. e o HTTP e todos os outros tráfegos podem usar no máximo 3 Mbit/s. De repente. Neste exemplo.TECnOLOGIAS DE REDE . a transferência de arquivos tentará usar toda a capacidade de 10 Mbit/s entre os roteadores 1 e 2.

o servidor ordena que o switch ou ponto de . O IEEE 802. O primeiro é a autenticação e a autorização. sem que usuários não-autorizados tenham acesso físico à rede de vídeo. Nas redes corporativas de hoje. 2) o switch ou ponto de acesso encaminha a solicitação a um servidor de autenticação. exceto às páginas de configuração). e pode ser suficiente quando não for necessário um alto nível de segurança.5. Os produtos de vídeo em rede da Axis oferecem proteção por senha em vários níveis.84 CAPÍTuLO 9 . O usuário ou dispositivo se identifica para a rede e para o ponto remoto através de um nome de usuário e uma senha. que permite a autenticação em dispositivos conectados a uma porta de LAN.5. liberando ou bloqueando direitis de acesso a determinados Endereços IP. 9. consulte o Capítulo 10). 9. Espectador (acesso apenas ao vídeo ao vivo).1x Muitos produtos de vídeo em rede da Axis operam com IEEE 802. Operador (acesso a todas as funções. ou seja. VPN e WEP ou WPA nas redes sem fio (Para saber mais sobre segurança de redes sem fio. pois as câmeras de rede ficam freqüentemente localizadas em espaços públicos onde uma tomada de rede de fácil acesso pode representar um risco à segurança. O IEEE 802. O IEEE 802. o IEEE 802.1X.1X impede o que é conhecido como “seqüestro de portas”. O uso da criptografia pode deixar as comunicações mais lentas. Os métodos mais comuns são o HTTPS (também conhecido como SSL/TLS). que são verificados antes que o dispositivo possa entrar no sistema.1X é útil em aplicações de vídeo em rede.3 IEEE 802. quando um computador não-autorizado ganha acesso à rede através de uma tomada de rede dentro ou fora de um edifício.1X estabelece uma conexão ponto-aponto ou impede o acesso a partir da porta de LAN se a autenticação falhar. 3) Se a autenticação for bem-sucedida.5 Segurança de Rede Há diferentes níveis de segurança quando se trata de proteger as informações enviadas por redes IP. o IEEE 802.TECnOLOGIAS DE REDE 9. Há três níveis disponíveis: Administrador (acesso total a todas as funções).5. ou quando a rede de vídeo for separada da rede principal. A segurança pode ser reforçada com a criptografia dos dados para evitar que outras pessoas usem ou leiam os dados. as primeiras proporcionam a melhor segurança. Em um sistema de vídeo em rede.1 Autenticação de nome de usuário e senha A autenticação por nome de usuário e senha é o método mais básico para proteger os dados em uma rede IP.2 Filtragem de endereços IP Os produtos de vídeo em rede da Axis filtram endereços IP. 9.1X pode funcionar da seguinte maneira: 1) Uma câmera de rede envia uma solicitação de acesso à rede a um switch ou ponto de acesso.1X está se tornando obrigatório para qualquer coisa conectada a uma rede. dependendo do tipo de implementa¬ção e criptografia. As senhas podem ser criptografadas ou não quando forem enviadas. um servidor RADIUS (Remote Authentication Dial-In User Service) como o Microsoft Internet Authentication Service. Uma configuração típica é que as câmeras de rede permitam que apenas o endereço IP do servidor que hospeda o software de gerenciamento de vídeo tenha acesso aos produtos de vídeo em rede. por exemplo.

9. portanto. passo 3: a autenticação é bem-sucedida e o switch é instruído para permitir que a câmera de rede envie dados pela rede. passo 2: a solicitação é encaminhada a um servidor de autenticação.1X proporciona segurança por porta e envolve um solicitante (por exemplo. . e apenas os dispositivos com a “chave” correta poderão operar na VPN.5a O IEEE 802. Passo 1: o acesso à rede é solicitado. o pacote original é criptografado. Entretanto.5. permitindo uma comunicação segura e protegida pela Internet.5 VPn (Virtual Private network. um switch) e um servidor de autenticação.4 HTTPS ou SSL/TLS O HTTPS (Texto de Transferência Segura de Hipertexto) é idêntico ao http. mas com uma diferença importante: os dados transferidos são criptografados através da Secure Socket Layer (SSL) ou da Segurança da Camada de Transporte (TLS). o número do pacote na seqüência de pacotes e o comprimento do pacote. Muitos produtos de vídeo em rede da Axis operam originalmente com HTTPS.5. 1 3 2 Solicitante (câmera de rede) Autenticador (Switch) Servidor de Autenticação (RADIUS) ou outro recurso de LAN Figura 9. 9.TECnOLOGIAS DE REDE . Os dispositivos de rede entre o cliente e o servidor não poderão acessar nem ver os dados. é possível criar um “túnel” seguro entre dois dispositivos em comunicação. o que possibilita a visualização segura das imagens em um navegador de Web. a taxa de quadros. Rede Privada Virtual) Com uma VPN. Essa configuração protege o tráfego e seu conteúdo contra acesso não-autorizado. inclusive os dados e seu cabeçalho. o pacote criptografado é encapsulado em outro pacote que exibe apenas os endereços IP dos dois dispositivos em comunicação (ou seja. um autenticador (por exemplo. o tipo de informação enviado. roteadores). Então.CAPÍTuLO 9 85 acesso abra a porta para permitir que os dados da câmera de rede atravessem o switch e sejam enviados pela rede. Nessa configuração. uma câmera de rede). que pode conter informações como os endereços de origem e destino. o uso do HTTPS pode reduzir a velocidade do link de comunicação e. Esse método de segurança aplica a criptografia aos dados em si.

no HTTPS. Ambas as tecnologias podem ser usadas paralelamente.5b A diferença entre o HTTPS (SSL/TLS) e a VPN é que. . todo o pacote pode ser criptografado e encapsulado para criar um “túnel” protegido. Com a VPN.86 CAPÍTuLO 9 .TECnOLOGIAS DE REDE Criptografia por HTTPS ou SSL/TLS Túnel VPN DADOS PACOTE Seguro Sem Segurança Figura 9. mas isso não é recomendado porque cada tecnologia consome recursos e reduz a velocidade do sistema. apenas os dados reais de um pacote são criptografados.

Figura 10b Usando uma ponte wireless.CAPÍTuLO 10 87 Tecnologias sem fio Para aplicações de vigilância por vídeo. Essas tecnologias dispensam a extensão de um cabo até o chão. A Axis oferece câmeras que funcionam originalmente sem fio. qualquer câmera de rede pode ser usada em uma rede sem fio. a tecnologia sem fio pode ser a única alternativa caso não possam ser instalados cabos Ethernet comuns. a tecnologia sem fio é uma maneira flexível. Figura 10a Uma câmera de rede sem fio da Axis. Em edifícios mais antigos e protegidos. especialmente por áreas extensas. utilizando 802. . As câmeras de rede sem tecnologia sem fio incorporada também podem ser integradas a uma rede sem fio se for usada uma ponte wireless.11b/g.TECnOLOGIAS SEM FIO . econômica e rápida de distribuir câmeras. como um estacionamento ou uma aplicação de vigilância para o centro da cidade.

1 802.11g porque opera em uma freqüência mais elevada.11n. é o padrão da próxima geração. os componentes de WLAN de 5 GHz devem seguir o padrão 802. O padrão 802. onde está reservada para sistemas militares de radar.4 GHz e oferece velocidades de dados de até 54 Mbit/s.11a e 802. Os produtos que reconhecem o 802. no máximo 4 ou 5 câmeras devem ser conectadas a um ponto de acesso sem fio.11 é que todos operam em um espectro não-licenciado. é a variante de 802. 802.11a/h. como WEP e WPA/WPA2. Ao instalar uma rede sem fio. 10.11 Padrões de WLAn O padrão wireless mais comum para redes remotas sem fio (WLAN) é o 802. não há nenhuma taxa de licenciamento para montar e operar a rede.11b.4 GHz. O 802. aprovado em 1999. qualquer pessoa com um dispositivo sem fio que esteja presente na área coberta por uma rede sem fio poderá compartilhar a rede e interceptar os dados transferidos por ela. a menos que a rede esteja protegida.11g.11g. algumas tecnologias de segurança. Nessas áreas. Até 2004. é necessário um número muito maior de pontos de acesso para transmitir na faixa de 5 GHz do que na faixa de 2.TECnOLOGIAS SEM FIO 10.11 da IEEE. Os produtos de WLAN normalmente são compatíveis com o 802. Com câmeras de rede que operam no padrão 802.11n. aprovado em 1999.2 Segurança de WLAn Devido à natureza das comunicações sem fio. portanto. Ele opera na faixa de 2.4 GHz e oferece velocidades de dados de até 11 Mbit/s.11a. Para evitar o acesso não-autorizado aos dados transferidos e à rede. foram desenvolvidas para evitar o acesso não-autorizado e criptografar os dados enviados pela rede.11b. a velocidade útil de transmissão de dados aceita por um determinado padrão de WLAN é aproximadamente metade da velocidade estipulada por um padrão. que ainda não foi concluído e ratificado. opera na faixa de 2.11b/g. Em geral.11n utilizam um esboço do padrão. que permitirá velocidades de dados de até 600 Mbit/s. Outra desvantagem do 802.88 CAPÍTuLO 10 . O 802. a largura de banda do ponto de acesso e a largura de banda consumida pelos dispositivos de rede devem ser levadas em conta.11 mais comum do mercado. Um problema da faixa de freqüência de 5 GHz é que ela não está disponível para uso em algumas partes da Europa. a vantagem dos padrões wireless 802. O 802. devido ao consumo da sinalização e do protocolo. Embora também existam outros padrões e outras tecnologias reservadas. ou seja.11b.11a é que o seu intervalo de sinal é mais curto que o do 802. a maioria dos produtos para WLAN vendidos utilizavam o padrão 802. 802.11g. As extensões mais relevantes do padrão são 802. . opera na faixa de freqüência de 5 GHz e oferece velocidades de dados de até 54 Mbit/s. aprovado em 2003.

pois não apresenta as deficiências do padrão WEP. Entretanto.1X e WPA/ WPA2. Acesso WiFi Protegido) O WPA aumenta consideravelmente a segurança. O WPA é uma forma padronizada de distribuição de chaves criptografadas. Isso deve ser feito antes que as chaves ou credenciais sejam criadas para a WLAN. > Verificar se as câmeras sem fio operam com protocolos de segurança como IEEE 802. Hoje em dia.3 Recomendações Algumas diretrizes de segurança para uso de câmeras sem fio para vigilância: > Ative o login por nome de usuário/senha nas câmeras. a WEP deixou de ser considerada uma segurança adequada.1 WEP (Wired Equivalent Privacy) A WEP impede o acesso à rede por pessoas que não possuem a chave correta.TECnOLOGIAS SEM FIO .11. Duas tecnologias normalmente usadas são microondas e laser.2 WPA/WPA2 (WiFi Protected Access. > Ative a criptografia (HTTPS) no roteador sem fio/nas câmeras. 10.2.2. que podem ser usadas para conectar edifícios ou localidades com um link de dados ponto-aponto de alta velocidade. em combinação com uma segurança muito reforçada. 10. .CAPÍTuLO 10 89 10. aumentando a velocidade e permitindo a transmissão de dados a distâncias mais longas.2. 10.3 Pontes Wireless Algumas soluções podem usar padrões que não sejam o predominante IEEE 802. evitando o acesso não-autorizado à rede com credenciais roubadas. Entre eles está o fato de que as chaves são relativamente curtas e que outras falhas permitem a reconstrução das chaves a partir de uma quantidade relativamente pequena de tráfego interceptado. pois há diversos utilitários disponíveis gratuitamente na Web que podem ser usados para quebrar o que deveria ser uma chave secreta de WEP. a WEP tem pontos fracos.

90 .

a reprodução e o armazenamento dos vídeos. administração e segurança. 11. a plataforma de software. recomenda-se o uso de um sistema de gerenciamento de vídeo em rede. como armazenamento aumentado ou externo. Essa plataforma aberta facilita a inclusão de funções no sistema. proteção contra vírus e algoritmos de vídeo inteligentes. NVR). Entre os aspectos a considerar estão a plataforma de hardware escolhida (PC servidor ou uma plataforma baseada em um gravador de vídeo em rede). Linux e Mac OS). a gravação.CAPÍTuLO 11 91 Sistemas de gerenciamento de vídeo Um aspecto importante de um sistema de vigilância por vídeo é gerenciar a visualização ao vivo.1 Plataforma de PC servidor Uma solução de gerenciamento de vídeo que utilize uma plataforma de PC servidor inclui PCs servidores e equipamentos de armazenamento que podem ser adquiridos no mercado para obter o melhor desempenho para o projeto específico do sistema. que é um hardware próprio com software de gerenciamento de vídeo previamente instalado. existem algumas centenas de sistemas diferentes de gerenciamento de vídeo à disposição para diferentes sistemas operacionais (Windows. .SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . segmentos de mercado e idiomas. como ponto de venda ou gestão predial. 11. gerenciamento de eventos. Se o sistema for composto por apenas uma ou algumas câmeras. Hoje em dia. UNIX. inclusive instalação e configuração. e possibilidades de integração com outros sistemas. paralelamente com um software de gerenciamento de vídeo. e uma plataforma baseada em um gravador de vídeo em rede (network video recorder. os recursos do sistema.1. vídeo inteligente. a visualização e a gravação básica de vídeo podem ser gerenciadas através da interface de Web interna das câmeras de rede e dos codificadores de vídeo. Quando o sistema for composto por mais que algumas câmeras.1 Plataformas de hardware Existem dois tipos diferentes de plataformas de hardware para um sistema de gerenciamento de vídeo em rede: uma plataforma de PC servidor com um ou mais PCs executando um software de gerenciamento de vídeo.

REPRODUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Software cliente AXIS Camera Station Câmeras analógicas VISUALIZAÇÃO.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO Uma plataforma de PC servidor também é totalmente dimensionável. análise e reprodução de vídeo em rede. REPRODUÇÃO. 11. . Muitas vezes. REPRODUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Acesso remoto através do software Cliente AXIS Camera Station Cabos coaxiais I/O O AUDI Switch de rede 1 2 3 4 5 6 REDE IP Roteador de banda larga OUT IN INTERNET Codificador de vídeo da Axis Câmeras de rede Axis Software AXIS Camera Station BANCO DE DADOS DE GRAVAÇÃO SERVIÇO DE VISUALIZAÇÃO. a capacidade de também gravar vídeo em rede. O sistema operacional pode ser o Windows. e muitas vezes não permitem que nenhum outro aplicativo seja instalado neles. gestão predial e controle industrial. muitas vezes chamados ‘DVRs híbridos’. também possuem uma função de NVR. Para saber mais sobre servidores e armazenamento.1. como controle de acesso. UNIX/Linux ou um sistema operacional próprio. os equipamentos de NVR têm tecnologia própria. Eles são dedicados às suas tarefas específicas de gravação. Nesse sentido. Isso permite que os usuários gerenciem o vídeo e outros controles prediais através de um único programa e uma única interface de usuário. permitindo a inclusão de qualquer quantidade de produtos de vídeo em rede ao sistema conforme a necessidade. consulte o Capítulo 12. O hardware do sistema pode ser ampliado ou atualizado para contemplar o aumento dos requisitos de desempenho.1a Um sistema de vigilância de vídeo em rede que utiliza uma plataforma aberta de PC servidor com um software de gerenciamento de vídeo AXIS Camera Station. Alguns DVRs. ou seja. VISUALIZAÇÃO. Uma plataforma aberta também facilita a integração com outros sistemas. ADMINISTRAÇÃO E RETAGUARDA Figura 11. projetada especificamente para gerenciamento de vídeo.92 CAPÍTuLO 11 . um NVR é semelhante a um DVR.2 Plataforma nVR Um gravador de vídeo em rede é um equipamento com funções previamente instaladas de gerenciamento de vídeo.

ou seja. Nesses casos. gravação manual de fluxos de vídeo (H. Motion JPEG) em um servidor. A interface de Web interna dos produtos de vídeo em rede da Axis possui funções simples de gravação.264. junto com links para as páginas de configuração do produto. Gravador de vídeo em rede (NVR) Axis AXIS 262 Network Video Recorder PC de Visualização REDE IP Câmeras de rede Axis Figura 11. Isso torna a unidade adequada a sistemas menores nos quais o número de câmeras permanece dentro dos limites da capacidade projetada de um NVR. é mais fácil instalar um NVR do que um sistema que utilize uma plataforma de PC servidor. Assim que uma conexão for estabelecida com o produto de vídeo em rede. 11.2. gravações contínuas ou programadas) e funções. . ou o uso de um software gerenciamento de vídeo separado. e normalmente é menos dimensionável que um sistema que utiliza um PC servidor. Normalmente. MPEG-4. os fluxos de vídeo são gravados no cartão SD/SDHC dos produtos. A configuração e o gerenciamento um produto de vídeo em rede através da sua interface interna de Web funcionarão quando houver apenas um pequeno número de câmeras em um sistema.1 Funções internas As câmeras de rede e os codificadores de vídeo da Axis podem ser acessados por uma rede. Elas incluem o uso da interface de Web incorporada. ou gravação iniciada por evento de imagens JPEG individuais em um ou mais locais.1b Um sistema de vigilância por vídeo em rede que utiliza um NVR.2 Plataformas de software Diferentes plataformas de software podem ser usadas para gerenciar vídeo. 11.CAPÍTuLO 11 93 Um NVR é projetado para oferecer um desempenho ideal para um número definido de câmeras. Para aumentar a flexibilidade de gravação em termos de modos (ou seja. com um clique em um ícone. bastando digitar o endereço IP do produto no campo Address/Location (Endereço/Local) de um navegador em um computador.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . que pode ter uma interface Windows ou de Web. que existe em muitos produtos de vídeo em rede. a página inicial do produto. é necessário um software separado de gerenciamento de vídeo. será automaticamente exibida no navegador de Web. A gravação de fluxos de vídeo acionada por eventos é possível com produtos de vídeo em rede com recursos de armazenamento local.

3 Recursos do sistema Um sistema de gerenciamento de vídeo pode ter muitos recursos diferentes. Alguns dos mais comuns estão relacionados abaixo: > Visualização simultânea do vídeo de várias câmeras > Gravação de vídeo e áudio > Funções de gerenciamento de eventos. gera grandes quantidades de dados. 11. Muitas vezes esse software funciona apenas no equipamento de vídeo em rede desse fornecedor. com um simples navegador de Web. Em alguns casos. sendo muitas vezes oferecidos por empresas independentes. por natureza. tenham acesso ao servidor de gerenciamento de vídeo e. portanto. possibilitando. Também há software na plataforma Web à disposição.2. pode ser instalado um software cliente de visualização no mesmo servidor de gravação ou em qualquer outro PC. Depois. o gerenciamento de vídeo em um sistema de grande porte ou em muitas localidades remotas. Ele permite que usuários em qualquer tipo de computador conectado à rede.axis. a escalabilidade da maioria dos programas de gerenciamento de vídeo. ele deverá ser instalado antes no servidor de gravação. 11. o vídeo. Além disso. em qualquer parte do mundo.2. Também existem programas que funcionam em várias marcas de produtos de vídeo. Se for usado um software cliente em Windows para gerenciamento de vídeo. é limitada pela capacidade do hardware. em termos de número de câmeras e de quadros por segundo. consulte o Capítulo 12.94 CAPÍTuLO 11 .SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO 11. Para saber mais sobre servidores e armazenamento. em uma estação de visualização localizada em uma rede separada.2.2 Software cliente na plataforma Windows Quando se trata de software separado para gerenciamento de vídeo. Visite www. o que exige muito da solução de armazenamento.3 Software na Web Um software de gerenciamento de vídeo na Web deve ser instalado antes em um PC servidor que funcionará como servidor de Web e de gravação ao mesmo tempo. e não do software. O armazenamento de arquivos de vídeo exige ainda mais do hardware de armazenamento porque ele pode precisar operar ininterruptamente. seja no local ou na mesma rede em que o servidor de gravação estiver instalado. 11.2.4 Escalabilidade do software de gerenciamento de vídeo Na maior parte dos casos. o aplicativo cliente também permite que os usuários alternem entre diferentes servidores com o software de gerenciamento de vídeo instalado. os programas clientes na plataforma Windows são os mais usados. e não apenas durante o horário comercial normal. Mais de 550 Parceiros de Desenvolvimento de Aplicativos da Axis oferecem diversas soluções de software.com/partner/adp 11. assim. como detecção de movimento em vídeo .5 Software aberto x Software próprio do fornecedor Fornecedores de produtos de vídeo em rede oferecem software de gerenciamento de vídeo. ou remotamente. aos produtos de vídeo em rede que ele gerencia. inclusive vídeo inteligente.

2 Multi-streaming Os produtos avançados de vídeo em rede da Axis permitem o multi-streaming. 11. por exemplo. A maioria dos aplicativos de gerenciamento de vídeo permite que mais de um usuário veja em diferentes modos. Muitos programas de gerenciamento de vídeo oferecem também um recurso de reprodução de câmeras múltiplas. que inserem ícones de câmera que representam em um mapa do edifício ou da área os locais onde as câmeras estão instaladas.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . no qual vários fluxos de vídeo de uma câmera de rede ou de um codificador de vídeo podem ser configurados . o que é útil para uma investigação. que permite aos usuários ver gravações simultâneas de diferentes câmeras.3. Menu Links para espaços de trabalho Barra de ferramentas Indicador de gravação Visualizar grupos Controles de áudio e PTZ Registro de alarmes Figura 11. visão dividida (para ver câmeras diferentes ao mesmo tempo). Também podem ser disponibilizados os recursos de visualização em vários monitores e mapeamento.1 Visualização Uma função essencial de um sistema de sistema de gerenciamento de vídeo é permitir que imagens ao vivo e gravadas sejam visualizadas de maneira eficiente e intuitiva. uma após a outra). Isso permite que os usuários tenham um quadro abrangente de um evento. tela cheia ou seqüência de câmeras (onde as exibições de diferentes câmeras são apresentadas automaticamente.CAPÍTuLO 11 95 > Administração e gerenciamento de câmeras > Opções de pesquisa e reprodução > Controle de acesso de usuários e registro (auditoria) de atividades 11.3a Tela de visualização ao vivo da AXIS Camera Station.3.

Esse recurso otimiza o uso da largura de banda da rede. continuamente e mediante acionamento automático (por movimento ou alarme). é possível definir cronogramas de gravações contínuas acionadas por alarme/movimento. e enviados a diferentes destinatários. com uma combinação de gravações contínuas e acionadas por alarme/movimento aplicadas pelo software de gerenciamento de vídeo AXIS Camera Station. Gravação/visualizaç ão remota em taxa de quadros e resolução média Câmera analógica I/O AUDIO 1 2 3 4 5 6 OUT IN Codificador de vídeo Gravação/visualiz ação local em taxa de quadros e alta resolução Visualização com um telefone celular em taxa de quadros média e baixa resolução Figura 11. e as gravações contínuas e acionadas podem ser programadas para horários selecionados durante cada dia da semana. Figura 11.3c Configurações de gravação programada. . através da detecção de movimento no vídeo ou de entradas externas. 11.3 Gravação de vídeo Com um software de gerenciamento de vídeo como o AXIS Camera Station.3. Com gravações programadas. formatos de compactação e resoluções. A gravação contínua normalmente requer mais espaço em disco do que uma gravação acionadas por alarme. por exemplo.96 CAPÍTuLO 11 . é possível gravar vídeos manu¬almente. através da porta de entrada de uma câmera ou de um codificador de vídeo.3b Vários fluxos de vídeo configuráveis individualmente permitem o envio de vídeos com diferentes taxas de quadro a destinatários diferentes.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO individualmente com diferentes taxas de quadro. Uma gravação por alarme pode ser acionada.

dependendo da resolução.3. como terminais de ponto de venda ou software inteligente de vídeo. Os produtos de vídeo em rede podem ter recursos variados de taxa de quadros. para que seja possível usar qualquer drive de sistema ou drive de rede para armazenamento de vídeo. além do espaço de armazenamento necessário.CAPÍTuLO 11 97 Assim que o método de gravação for selecionado. As funções de gerenciamento de eventos e vídeo inteligente podem atuar juntas para permitir que um sistema de vigilância por vídeo use a largura de banda de rede e o espaço de armazenamento de maneira mais eficiente. as gravações são realizadas em um disco rígido principal (o disco rígido local) e o arquivamento ocorre em discos locais. Um software de gerenciamento de vídeo pode permitir mais de um nível de armazenamento.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . Os usuários podem especificar o tempo de retenção das imagens no disco rígido principal antes que elas sejam automaticamente excluídas ou transferidas para o drive de arquivamento. do nível de compactação e da taxa de quadros. da resolução. H. Por exemplo. se for acionada uma detecção por movimento no vídeo ou por um sensor externo— um fluxo separado com taxa de quadros mais elevada poderá ser enviado. Os usuários também podem evitar a exclusão automática de vídeos acionados por eventos. Esses parâmetros afetarão a quantidade de largura de banda consumida. MPEG-4. enviando alertas e acionando diferentes dispositivos. gravando imagens.4 Gravação e armazenamento A maioria dos programas de gerenciamento de vídeo utiliza o sistema de arquivos padrão do Windows para armazenamento. a qualidade das gravações poderá ser definida com a seleção do formato de vídeo (por exemplo. Motion JPEG).5 Gerenciamento de eventos e vídeo inteligente Gerenciar eventos é identificar ou criar um evento acionado por estímulos.3. Em caso de alarme — por exemplo. As taxas de quadro em condições normais podem ser estabelecidas um nível mais baixo — por exemplo. sejam eles de recursos internos dos produtos de vídeo em rede ou de outros sistemas. de um a quatro quadros por segundo — para reduzir drasticamente o espaço de armazenamento necessário. O monitoramento contínuo ao vivo das câmeras não é necessário.264. 11. As funções de gerenciamento de eventos e de vídeo inteligente podem ser incorporadas e conduzidas em um produto de vídeo em rede ou em um software de gerenciamento de vídeo. A gravação e/ou visualização em taxa de quadros (considerada como 30 quadros por segundo no padrão NTSC original e 25 quadros por segundo no padrão PAL) em todas as câmeras em todos os momentos é mais do que exige a maioria das aplicações. reduzindo os tempos de reação. discos de rede ou discos rígidos remotos. Todas as reações configuradas podem ser acionadas automaticamente. pois os alertas aos operadores podem ser enviados quando ocorrer um evento. O gerenciamento de eventos ajuda os operadores a darem conta de um número maior de câmeras. como portas e luzes. e configurar o sistema de vigilância por vídeo em rede para reagir automaticamente ao evento. 11. por exemplo. marcando-os ou bloqueando-os especialmente no sistema. Elas tam- .

Assim que um evento é detectado. Se as funções inteligentes estiverem “na fronteira”. A condução de algoritmos inteligentes de vídeo consome muita CPU. apenas um pequeno número de câmeras poderia ser gerenciado em um determinado momento. como detecção de movimento no vídeo e de adulteração de câmera. o que economiza custos. o sistema pode responder automaticamente com ações.3d O gerenciamento de eventos e o vídeo inteligente permitem que um sistema de vigilância esteja constantemente alerta. Acionadores de eventos Um evento pode ser programado ou acionado. o tempo de reação será menor e será possível gerenciar um número muito grande de câmeras de maneira proativa.98 CAPÍTuLO 11 . como um sensor de movimento ou um interruptor de porta. pois um software de gerenciamento de vídeo pode aproveitar a função de vídeo inteligente incorporada a um produto de vídeo em rede. ou seja. Se um servidor fosse obrigado a executar algoritmos de vídeo inteligente.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO bém podem ser realizadas por ambos. podem ser realizadas pelo produto de vídeo em rede e marcadas para o software de gerenciamento para que sejam tomadas outras providências. pois não exige que uma câmera envie imagens de forma contínua a um servidor de gerenciamento de vídeo para análise de qualquer evento em potencial. analisando as entradas para detectar um evento. Detector PIR (infravermelho passivo) Câmera analógica REDE IP Câmera de rede Axis INTERNET Computador com software de gerenciamento de vídeo Casa Escritório Servidor de gravação de vídeo Telefone celular Sirene de alarme Relê Figura 11. na câmera de rede ou no codificador de vídeo. A análise é realizada no produto de vídeo em rede e os fluxos de vídeo são enviados para gravação e/ou visualização apenas quando ocorrer algum evento. Nesse caso. . como gravação de vídeo e envio de alertas. Esse processo oferece diversas vantagens: > Permite uma utilização mais eficaz da largura de banda e do espaço de armazenamento. > Ele não exige que o servidor de gerenciamento de vídeo tenha recursos de processamento rápido. as funções de vídeo inteligente. Os eventos podem ser acionados por: > Portas de entrada: A(s) porta(s) de entrada de uma câmera de rede ou de um codificador de vídeo podem ser conectadas a dispositivos externos. > É possível obter escalabilidade.

> Detecção de movimento em vídeo: Quando uma câmera detecta um determinado movimento na janela de detecção de movimento da câmera. consulte a página 102. pode ser usado para acionar um evento. consulte o Capítulo 8. Quando um evento é acionado.CAPÍTuLO 11 99 > Disparo manual: O operador pode usar botões para acionar um evento manualmente. > Acionamento por áudio: Isso permite que uma câmera que reconheça áudio acione um evento se detectar sons abaixo ou acima de um determinado limite. > Adulteração de câmeras: Este recurso. estas são algumas das reações mais comuns que podem ser configuradas: . Para saber mais sobre detecção de áudio.3e Criando acionamentos de eventos com a interface de Web de um produto de vídeo em rede da Axis. consulte a página 102. Para saber mais sobre detecção de movimento em vídeo. > Temperatura: Se a temperatura subir ou cair além do intervalo operacional de uma câmera. Figura 11.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . que permite que uma câmera detecte quando é obstruída ou movimentada intencionalmente ou quando perde o foco. Reações Os produtos de vídeo em rede ou um software de gerenciamento de vídeo podem ser configurados para reagir a eventos de forma contínua ou em determinados horários. um evento pode ser acionado. Para saber mais sobre o alarme ativo de adulteração. é possível acionar um evento.

Quando for usado um software de gerenciamento de vídeo. Por exemplo. Quando a função de acionamento por eventos for usada na interface de Web dos produtos de vídeo em rede da Axis. . uma câmera de rede ou um codificador de vídeo conectado(a) a um sensor de alarme externo através da sua porta de entrada pode ser instruído(a) a enviar vídeo apenas quando o sensor for acionado. Portas de Entrada/Saída Um recurso exclusivo de câmeras de rede e codificadores de vídeo. um fluxo de vídeo com um formato de compressão (H. > Ativar a porta de saída: A(s) porta(s) de saída de uma câmera de rede ou de um codificador de vídeo podem ser conectadas a dispositivos externos tais como alarmes.264/MPEG-4/Motion JPEG) e um nível de compactação especificado pode ser solicitado do produto de vídeo em rede. com uma determinada taxa de quadros. Isso pode ajudar a mostrar um quadro mais completo de um evento. podem ser criados buffers de imagem antes e depois do alarme. Uma imagem também pode ser anexada ao e-mail. permitindo que o produto de vídeo em rede envie vídeo com duração e taxa de quadros definidas antes e depois do acionamento de um evento. como uma janela. > Exibir uma janela instantânea com imagens de uma câmera na qual um evento foi acionado. são suas portas integradas de entrada e saída (E/S). por sua vez.100 CAPÍTuLO 11 . que pode. > Ativar um alerta sonoro no sistema de gerenciamento de vídeo. > Enviar aviso por email: Esse recurso avisa os usuários que ocorreu um evento. apenas imagens JPEG podem ser transmitidas. que não existe nas câmeras analógicas. > Enviar um a mensagem de texto (SMS) com informações sobre o alarme.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO > Transmitir as imagens ou a gravação de fluxos de vídeo para locais específicos. Ela permite que a câmera aponte para uma posição específica. iniciar gravações por exemplo. Essas portas permitem conectar um produto de vídeo em rede a dispositivos externos e gerenciar esses dispositivos através de uma rede. Além disso. > Exibir procedimentos que o operador deve seguir. > Enviar aviso por HTTP/TCP: Esta função envia um alerta a um sistema de gerenciamento de vídeo. Veja a seguir mais detalhes sobre as portas de saída. > Ir para um ponto predefinido de PTZ: Esta função pode estar disponível em câmeras PTZ ou em câmeras PTZ com cúpula. ou uma mensagem multimídia (MMS) com uma imagem mostrando o evento. quando ocorrer um evento.

uso É possível controlar a abertura/o fechamento de uma porta através de um operador remoto (pela rede) ou ser uma reação automática a um evento de alarme. Tabela 11. o detector interrompe o circuito e é possível enviar imagens/ vídeo e avisos pela câmera. A regra básica é que qualquer dispositivo capaz de alternar entre um circuito aberto e fechado pode ser conectado a uma câmera de rede ou um codificador de vídeo. O sensor pode ser alimentado pela câmera. Quando uma queda na pressão do ar detectada.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . Sistema de alarme/ invasão Um sistema de alarme que monitora continuamente um circuito de alarme normalmente fechado ou aberto. Detector de quebra de vidro Sensor ativo que mede a pressão do ar em uma sala e detecta quedas repentinas de pressão.3b Exemplo de dispositivos que podem ser conectados à porta de saída. O produto de vídeo em rede pode agir como um componente integrado do sistema de alarme que serve de sensor. possível enviar imagens/vídeo e (PIR) avisos pela câmera. reforçando o sistema de alarme com.CAPÍTuLO 11 101 Os tipos de dispositivos que podem ser conectados à porta de entrada de um produto de vídeo em rede são praticamente infinitos. Tipo de dispositivo Relê de porta Descrição Relê (solenóide) que controla a abertura e o fechamento de fechaduras de portas. Tipo de dispositivo Contato de porta Descrição Interruptor magnético simples que detecta a abertura de portas ou janelas. O produto de vídeo em rede pode acionar a sirene quando um movimento é detectado (usando a detecção interna de movimento no vídeo) ou através de “informações” da entrada digital. A função principal da porta de saída de um produto de vídeo em rede é acionar dispositivos externos.3a Exemplo de dispositivos que podem ser conectados à porta de entrada. Detector de o PIR interrompe o circuito e é infravermelho passivo através da emissão de calor. Sensor que detecta movimentos Quando um movimento é detectado. seja automaticamente ou por controle remoto. Tabela 11. é possível enviar imagens/vídeo e avisos pela câmera. uso Quando o circuito é interrompido (porta aberta). Sirene Uma sirene de alarme configurada para disparar quando um alarme for detectado. por meio de um operador ou de um aplicativo. .

mas alguns deles possuem funções mais avançadas. bloqueio. analisando os dados de imagem e as diferenças em uma série de imagens. É uma forma de definir a atividade em uma cena. incorporada em muitos produtos de vídeo em rede da Axis. ou pintura por spray. mais importante será a capacidade de gerenciar com eficiência os dispositivos conectados à rede. Sem essa detecção. o uso das câmeras de vigilância pode ser limitado. reduzir a quantidade de vídeo gravado e facilitar a pesquisa de eventos. e janelas “excluídas” (áreas de uma janela “incluída” que devem ser ignoradas). por exemplo: redirecionamento. como descoberta de câmeras e gerenciamento total de dispositivos. Alarme ativo contra adulteração Esta função de vídeo inteligente.3. cobertura ou danificação. pode ser usada como acionamento de eventos quando uma câmera é manipulada de qualquer maneira. resolução e formato de compactação. A VMD ajuda a priorizar as gravações.6 Recursos de administração e gerenciamento Todos os aplicativos de gerenciamento de vídeo permitem incluir e configurar parâmetros básicos de câmera. Com a VMD. Quanto maior ficar um sistema de vigilância por vídeo. taxa de quadros.102 CAPÍTuLO 11 . .3f Configuração da detecção de movimento em vídeo no software de gerenciamento de vídeo AXIS Camera Station. desfocalização. Figura 11. Os usuários podem configurar várias janelas “incluídas” (uma área específica do campo de visão da câmera onde deve ser detectado movimento). é possível detectar movimento em qualquer parte do campo de visão de uma câmera. 11.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO Detecção de movimento em vídeo A detecção de movimento em vídeo (VMD) é um recurso que existe em todos os sistemas de gerenciamento de vídeo.

o administrador pode selecionar a quais câmeras e funções o usuário terá acesso). Figura 11.3g O software de Gerenciamento de Câmeras da AXIS facilita encontrar.3.7 Segurança A segurança é uma parte importante do gerenciamento de vídeo.Operador: acesso a todas as funções.Visualizador: acesso apenas às imagens ao vivo de algumas câmeras .SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO . por exemplo. por exemplo: . exceto algumas páginas de configuração . instalar e configurar produtos de vídeo em rede. 11. . um panorama de todas as configurações de câmera e gravação.CAPÍTuLO 11 103 Os programas que ajudam a simplificar o gerenciamento de câmeras de rede e codificadores de vídeo em uma instalação muitas vezes oferecem as seguintes funções: > > > > > > Localização e exibição do estado de conexão de dispositivos de vídeo na rede Definição de endereços IP Configuração de uma ou várias unidades Gerenciamento de atualizações de firmware de várias unidades Gerenciamento direitos de acesso do usuário Uma folha de configuração que permite aos usuários ter. Um produto de vídeo em rede ou um software de gerenciamento de vídeo deve permitir a definição ou configuração dos seguintes itens: > Usuários autorizados > Senhas > Níveis diferentes de acesso de usuários. em um único lugar.Administrador: acesso a todas as funções (no software AXIS Camera Station software.

podem ser visualmente confirmadas com o vídeo capturado. correções de linhas. pode ser usada para acionar uma câmera e gravar e marcar a gravação. A gravação por eventos aumenta a qualidade do material gravado.org. e vice-versa. Exceções de PdV. compras de funcionários.1 Interface de programação de aplicativos Todos os produtos de vídeo em rede da Axis contam com uma interface de programação de aplicativos (API) em HTTP ou uma interface de rede chamada VAPIX®. visite www. Por exemplo. que facilita para os desenvolvedores a criação de aplicativos que contemplem o uso de produtos de vídeo em rede.onvif. Uma interface de rede padronizada aumentará a interoperabilidade e proporcionará maior flexibilidade para os usuários finais na criação de sistemas de vídeo em rede com produtos de vários fornecedores. ele permite que um sistema faça tudo o que a interface de Web do produto de vídeo em rede permite fazer. . como capturar imagens sem compressão no formato de arquivo BMP. como devoluções. os usuários podem se beneficiar de ter uma única interface para gerenciar sistemas diferentes. Um fórum setorial global e aberto. informações de outros sistemas podem ser usadas para acionar funções tais como gravações por eventos no sistema de vídeo em rede. PTZ e relês) e definir ou acessar valores de parâmetros internos. descontos. além de reduzir o espaço necessário para armazenamento e o tempo necessário para pesquisar incidentes. valores inseridos manualmente. Um software de gerenciamento de vídeo ou um sistema de gestão predial que utiliza o VAPIX® é capaz de solicitar imagens de produtos de vídeo em rede da Axis. Um sistema de PdV com vigilância por vídeo integrada facilita encontrar e confirmar atividades suspeitas.2 Ponto de Venda A introdução do vídeo em rede em ambientes de lojas facilitou a integração do vídeo aos sistemas de ponto de venda (PdV). Na verdade.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO 11. A cena anterior e posterior a um evento pode ser capturada utilizando buffers de gravação pré-evento e pós-evento.4.4. Além disso. ou a abertura da gaveta de uma caixa registradora. cancelamentos de transações. trocas e reembolsos. Podem ser usadas gravações por eventos. Para saber mais. uma transação ou exceção de PdV. 11. Bosch e Sony para padronizar a interface de rede dos produtos de vídeo em rede. foi criado no início de 2008 pelos fabricantes Axis. A integração permite que todas as transações na caixa registradoras sejam conectadas ao vídeo real das transações. e muito mais.104 CAPÍTuLO 11 . controlar funções de câmeras de rede (por exemplo.4 Sistemas integrados Quando o vídeo é integrado a outros sistemas. como ponto de venda e gestão predial. chamado ONVIF. itens com etiquetas especiais. 11. Ela ajuda a capturar e evitar fraudes e furtos de funcionários e clientes.

4. A “carona” ocorre quando.4a Exemplo de uma sistema de PdV integrado à vigilância por vídeo. além de disparar alarmes no BMS.CAPÍTuLO 11 105 Figura 11.3 Controle de acesso Integrar um sistema de gerenciamento de vídeo ao sistema de controle de acesso de uma instalação permite que o acesso à instalação e às salas seja registrado em vídeo. ventilação e ar condicionado (HVAC) até sistemas de segurança. Além disso. 11. desde aquecimento. também é possível realizar a identificação de eventos de “carona”. energia e alarme de incêndio. . a pessoa que passa seu cartão de acesso permite. conscientemente ou não. Imagem cedida por cortesia da Milestone Systems. Veja a seguir alguns exemplos de aplicação: > Um alarme de falha de equipamento pode acionar uma câmera para exibir imagens de vídeo a um operador. que outras pessoas tenham acesso sem precisar passar o cartão. proteção.4. Esta tela mostra os recibos junto com vídeos do evento. 11. Isso permite a verificação visual quando ocorrer algum evento fora do normal. por exemplo. > Um alarme de incêndio pode acionar uma câmera para monitorar as portas de saída e começar a gravação para fins de segurança. é possível capturar imagens de todas as portas quando alguém entra ou sai de uma instalação. Por exemplo.4 Gestão predial O vídeo pode ser integrado a um sistema de gestão predial (BMS) que controla vários sistemas.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO .

economizando energia. > Informações da função de detecção de movimento em vídeo de uma câmera localizada em uma sala de reuniões podem ser usadas com sistemas de iluminação e aquecimento para acender as luzes e desligar o aquecimento assim que a sala ficar vazia. quando uma operação não funciona corretamente. 11.SISTEMAS DE GEREnCIAMEnTO DE VÍDEO > O vídeo inteligente pode ser usado para detectar fluxos inversos de entrada de pessoas em um edifício devido a portas deixadas abertas ou desprotegidas após eventos.4.6 RFID Sistemas de rastreamento que utilizam RFID (identificação por radiofreqüência) ou métodos semelhantes são usados em muitas aplicações para rastrear objetos. Um exemplo é o manuseio de bagagens em aeroportos. Com acesso ao vídeo em rede através da mesma interface usada para monitorar um processo. Se ele for integrado à vigilância por vídeo. Além disso. a vigilância por vídeo é a única maneira de ter acesso visual a um processo. a verificação visual remota é vantajosa e obrigatória em sistemas complexos de automação industrial. haverá provas visuais de perda de bagagens ou de danos causados às bagagens e as rotinas de procura podem ser aceleradas. . rastreando-as e enviando-as para o destino correto. como uma evacuação. Em alguns processos que exigem uma sala estéril. ou em instalações com produtos químicos perigosos.106 CAPÍTuLO 11 . 11.5 Sistemas de controle industrial Muitas vezes. a câmera de rede pode ser acionada para enviar imagens. O mesmo vale para sistemas de rede elétrica com uma subestação em uma localidade muito afastada. o operador não precisa sair do painel de controle para verificar visualmente uma parte de um processo.4.

A maioria das empresas pode implementar um sistema de vigilância desse porte utilizando a rede que já possuem. MPEG-4.1 Largura de banda necessária Em um sistema de vigilância de pequeno porte. H. Este capítulo apresenta algumas diretrizes de projeto de um sistema. pode ser usado um switch de rede básico de 100 megabits (Mbit) sem a necessidade de pensar em limitações de largura de banda.1 Cálculos de largura de banda e espaço de armazenamento Os produtos de vídeo em rede utilizam a largura de banda da rede e o espaço de armazenamento de acordo com sua configuração.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO . além de informações sobre soluções de armazenamento e várias configurações de sistema.CAPÍTuLO 12 107 Considerações sobre largura de banda e espaço de armazenamento A largura de banda de rede e o espaço de armazenamento necessários são fatores importantes no projeto de um sistema de vigilância por vídeo. com 8 a 10 câmeras. isso depende dos seguintes fatores: Número de câmeras Método de gravação (contínuo ou por eventos) Número de horas por dia em que a câmera realizará gravações Quadros por segundo Resolução de imagem Tipo de compactação de vídeo: Motion JPEG. parede branca ou uma floresta).264 Cena: complexidade da imagem (por exemplo. Como já foi mencionado.1. Entre os fatores estão o número de câmeras. as taxas de quadro e a complexidade da cena. o tipo e a proporção de compactação. a resolução de imagem usada. 12. . condições de iluminação e quantidade de movimento (ambiente de escritório ou estações de trem lotadas) > Tempo previsto de armazenamento dos dados > > > > > > > 12.

a carga da rede pode ser calculada por algumas regras gerais: > Uma câmera configurada para gerar imagens de alta qualidade com alta taxa de quadros utilizará aproximadamente 2 a 3 Mbit/s da largura de banda de rede disponível.2 Total para as 3 câmeras e 30 dias de armazenamento = 135 GB Tabela 12. Com o Motion JPEG. os cálculos não são tão diretos para os formatos H. a resolução e o nível de compactação. O espaço de armazenamento necessário para arquivos Motion JPEG varia de acordo com a taxa de quadros. 12.5 270 Horas de operação 8 8 12 Câmera Nº 1 Nº 2 Nº 3 Resolução CIF CIF 4CIF GB/dia 0.264.2 Cálculo do espaço de armazenamento necessário Como já foi mencionado.5 112. O formato de compactação H. Sem comprometer a qualidade de imagem. Para saber mais sobre esses tópicos.264 pode reduzir o tamanho de um arquivo de vídeo digital em mais de 80%. Como diversas variáveis afetam os níveis médios de taxa de bits. o servidor em que o software de gerenciamento de vídeo está instalado deverá ter um adaptador de rede gigabit instalado. Se houver menos mudanças em uma cena. Entre as tecnologias que permitem gerenciar o consumo de largura de banda estão VLANs em uma rede comutada. os números podem ser 20% menores.108 CAPÍTuLO 12 . considere o uso de um switch com backbone de alta velocidade (gigabit).9 3. As tabelas abaixo mostram exemplos de cálculos de espaço de armazenamento para todos os três formatos de compactação. o tipo de compactação de vídeo usado é um dos fatores que afetam o espaço de armazenamento necessário. um codificador H. Cálculo para o formato H. .1a Os números acima são baseados em muita movimentação em uma cena. consulte os capítulos 9 e 11.4 0. e até 50% mais do que o padrão MPEG-4 (Parte 2).264 é de longe a técnica mais eficiente de compactação de vídeo disponível hoje em dia. Isso significa que serão necessários muito menos largura de banda de rede e espaço de armazenamento para um arquivo de vídeo H. Se for usado um switch para alta velocidade. A quantidade de movimento em uma cena pode afetar muito o espaço de armazenamento necessário.264 e MPEG-4. > Entre 12 e 15 câmeras. comparado com o formato Motion JPEG.264: Velocidade aproximada / 8 (bits em um byte) x 3600s = KB por hora / 1000 = MB por hora MB por hora x horas de operação diária / 1000 = GB por dia GB por dia x período de armazenamento previsto = espaço de armazenamento necessário Velocidade aproximada (Kbit/s) 110 250 600 Quadros por segundo 5 15 15 MB/ hora 49. a fórmula é clara porque esse formato consiste em um único arquivo para cada imagem.1. Qualidade de Serviço e gravações por eventos.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO Ao implementar 10 ou mais câmeras.

9 5.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO . que é um fator importante que pode influenciar o espaço de armazenamento necessário. Velocidade aproximada (Kbit/s) 170 400 880 Quadros por segundo 5 15 15 MB/ hora 76.5 180 396 Horas de operação 8 8 12 Câmera Nº 1 Nº 2 Nº 3 Resolução CIF CIF 4CIF GB/dia 0.1c .6 1. 3 Resolução CIF CIF 4CIF GB/dia 1. 2 No.CAPÍTuLO 12 109 Cálculo para o formato MPEG-4: Velocidade aproximada / 8 (bits em um byte) x 3600s = KB por hora / 1000 = MB por hora MB por hora x horas de operação diária / 1000 = GB por dia GB por dia x período de armazenamento previsto = espaço de armazenamento necessário Observação: a fórmula não leva em conta a quantidade de movimento.1b Cálculo para o formato Motion JPEG: Tamanho da imagem x quadros por segundo x 3600s = Kilobyte (KB) por hora /1000 = Megabyte (MB) por hora MB por hora x horas de operação diária / 1000 = Gigabyte (GB) por dia GB por dia x período de armazenamento previsto = espaço de armazenamento necessário Velocidade aproximada (Kbit/s) 13 13 40 Quadros por segundo 5 15 15 MB/ hora 234 702 2160 Horas de operação 8 8 12 Câmera Nº 1 No.4 5 Total para as 3 câmeras e 30 dias de armazenamento = 204 GB Tabela 12.6 26 Total para as 3 câmeras e 30 dias de armazenamento = 1002 GB Tabela 12.

Esse método de armazenamento é chamado “conexão direta”. A maioria dos PCs pode conter entre duas e quatro unidades de disco rígido. 12. a flexibilidade e a capacidade de recuperação. devem ser usados ao menos dois discos rígidos para dividir a carga. recomenda-se usar um segundo servidor. Em uma instalação de pequeno ou médio porte. o PC em que o software de gerenciamento de vídeo está instalado também é usado para gravação de vídeo. ele pode dar conta de um determinado número de câmeras. disponível no seguinte endereço: www. um armazenamento conectado em rede (NAS) ou uma rede de área de armazenamento (SAN) aumentará o espaço de armazenamento. Com o software de gerenciamento de vídeo AXIS Camera Station. quadros por segundo e tamanho de imagens. 12. da placa de rede e da RAM interna (Memória de Acesso Aleatório) de um PC servidor. um único disco rígido basta para armazenar gravações de seis a oito câmeras.1a A AXIS Design Tool possui funções avançadas de gestão de projetos que permitem o cálculo da largura de banda e do espaço de armazenamento para um sistema grande e complexo.2 Armazenamento em servidor Dependendo da unidade central de processamento (CPU).com/products/video/design_tool/ Figura 12.110 CAPÍTuLO 12 .axis. por exemplo.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO Uma ferramenta útil para calcular a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários é a AXIS Design Tool. e cada disco pode conter até aproximadamente 300 gigabytes (GB). . Com mais de 12 ou 15 câmeras.3 nAS e SAn Quando a quantidade de dados armazenados e a necessidade de gerenciamento ultrapassarem os limites de um armazenamento por conexão direta. Para 50 câmeras ou mais.

TCP/IP LAN Server Server Server Server Fiber Channel Fiber Channel Switch Fiber Channel Fita Matriz de discos RAID Matriz de discos RAID Figura 12. roteador de banda larga ou firewall corporativo Servidor com software de gerenciamento de vídeo Figura 12. constituindo uma solução econômica de armazenamento. . oferecendo armazenamento compartilhado a todos os clientes da rede.CAPÍTuLO 12 111 Armazenamento separado Câmeras de rede Axis Interruptor de rede. Um dispositivo de NAS é simples de instalar e fácil de administrar. A tecnologia Fiber Channel é normalmente usada para transferir dados a 4 gigabits por segundo e permitir o armazenamento de grandes quantidades de dados com alto nível de redundância. ele oferece velocidade limitada para o recebimento de dados. O armazenamento centralizado reduz a administração e proporciona um sistema de armazenamento flexível e de velocidade para uso em ambientes com vários servidores. e o espaço de armazenamento pode chegar a centenas de terabytes. e isso pode se tornar um problema em sistemas de alta velocidade. normalmente conectadas a um ou mais servidores através de fibra. Entretanto. Os usuários podem ter acesso a qualquer um dos dispositivos de armazenamento na SAN através dos servidores.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO .3a Armazenamento conectado em rede O NAS é um único dispositivo de armazenamento diretamente conectado a uma LAN.3b Uma arquitetura de SAN na qual os dispositivos de armazenamento estão conectados e os servidores dividem a capacidade de armazenamento. pois tem apenas uma conexão de rede. As SANs são redes dedicadas de alta velocidade para armazenamento.

Um método comum de agrupamento de servidores é fazer com que dois servidores funcionem com o mesmo dispositivo de armazenamento. Há várias opções para oferecer essa camada de armazenamento a mais em um sistema de Vigilância por IP. ou duplicar seus dados com servidores ainda mais afastados. como um sistema RAID. Quando um servidor falhar. inclusive uma Matriz Redundante de Discos Independentes (RAID). Um método comum para garantir a Recuperação de Desastres e o armazenamento remoto de vídeo em rede é enviar simultaneamente o vídeo para dois servidores diferentes em localidades separadas. Isso cria um backup para recuperar vídeos caso uma parte do sistema de armazenamento fique ilegível. cada um realizando o “fail-over” de maneira completamente imperceptível para os usuários. o outro servidor config¬urado de maneira idêntica assumirá sua função. Vários destinatários de vídeo..112 CAPÍTuLO 12 . RAID. Uma configuração de RAID espalha os dados por várias unidades de disco rígido com redundância suficiente para que os dados possam ser recuperados em caso de falha de um disco. duplicação de dados. disponíveis no mercado. A RAID é um método de disposição de discos rígidos padrão. sejam gravados simultaneamente em mais de um local. como em instalações de trânsito de massa ou instalações industriais. operar em agrupamentos. Esses servidores podem até mesmo ter o mesmo endereço IP. agrupamento (clustering) de servidores e diversos destinatários de vídeo.4a Duplicação de dados. Essa é uma abordagem especialmente útil quando os sistemas de vigilância estiverem em áreas perigosas ou de difícil acesso. criando um backup se um servidor falhar. Duplicação de dados. Agrupamento (clustering) de servidores. Figura 12.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO 12. Existem níveis diferentes de RAID. . desde praticamente nenhuma redundância até uma solução integralmente espelhada na qual não exista interrupção nem perda de dados em caso de falha de um disco rígido. Os servidores de arquivos em uma rede são configurados para duplicar dados entre si.4 Armazenamento redundante Os sistemas de SAN incorporam redundância ao dispositivo de armazenamento. A redundância em um sistema de armazenamento permite que vídeos. de forma que o sistema operacional os consulte como um único disco rígido de grande capacidade. Este é um recurso comum de muitos sistemas operacionais de rede. Esses servidores podem ser equipados com RAID. ou qualquer outro tipo de dados.

é possível realizar o equilíbrio de carga. o armazenamento é configurado com uma RAID para aumentar a velocidade e a confiabilidade. Isso exige vários servidores com tarefas dedicadas. e realizar trabalhos de manutenção sem desativar todo o sistema. REDE IP Servidor de aplicações e armazenamento Estação de trabalho cliente (opcional) Figura 12. REDE IP Servidor de aplicações e armazenamento Armazenamento RAID Estação de trabalho cliente Figura 12. o vídeo é exibido e gerenciado através de um cliente. Normalmente.5b Sistema de médio porte. Sistema de médio porte (25 a 100 câmeras) Uma instalação típica de médio porte possui um servidor com armazenamento adicional conectado a ele. e não do próprio servidor de gravação. Embora a maior parte da visualização e do gerenciamento seja realizada no servidor. Normalmente. um cliente (local ou remoto) pode ser conectado para a mesma finalidade. Um servidor mestre controla o sistema e decide que tipo de vídeo será armazenado em que servidor de armazenamento. Sistema centralizado de grande porte (50 a mais de 1000 câmeras) Uma instalação de grande porte exige alta velocidade e confiabilidade para gerenciar a grande quantidade de dados e a grande largura de banda.5a Sistema de pequeno porte. O vídeo é visto e gerenciado através do mesmo servidor.LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO . Nessa configuração.CAPÍTuLO 12 113 12.5 Configurações de sistema Sistema de pequeno porte (1 a 30 câmeras) Um sistema de pequeno porte normalmente consiste em um servidor com um aplicativo de vigilância instalado para gravar as imagens de vídeo em um disco rígido local. também é possível ampliar o sistema com a inclusão de mais servidores de armazenamento quando for necessário. Como há servidores dedicados de armazenamento. .

podem ser usados sistemas distribuídos de gravação. WAN. O controlador mestre pode visualizar e gerenciar as gravações de cada localidade.114 CAPÍTuLO 12 .LARGuRA DE BAnDA E ESPAçO DE ARMAZEnAMEnTO REDE IP Estações de trabalho de vigilância Servidor mestre 1 Servidor mestre 2 Servidor de armazenamento 1 Servidor de armazenamento 2 Figura 12.5c Sistema centralizado de grande porte.5d Sistema distribuído de grande porte. . Sistema distribuído de grande porte (25 a mais de 1000 câmeras) Quando várias localidades precisarem de vigilância com gerenciamento centralizado. Cada localidade grava e armazena o vídeo das câmeras locais. INTERNET Estações de trabalho de vigilância Servidor de armazenamento RAID Estação de trabalho Servidor de armazenamento RAID Figura 12. Estação de trabalho REDE IP LAN.

com/tools Calculadora de lentes Esta ferramenta ajuda a calcular a distância focal da lente necessária para capturar uma cena específica a certa distância. fontes de alimentação e cabos para a sua aplicação de câmera específica.axis. o livro está disponível na Amazon. ajuda a determinar a largura de banda e o espaço de armazenamento necessários para projetos específicos de vídeo em rede. Ferramenta de Alcance de Câmera Esta ferramenta se concentra nos recursos de captura de cenas e reconhecimento de objetos das câmeras de rede da Axis em diferentes distâncias e em combinação com outras lentes. Lançado em setembro de 2008. . AxIS Design Tool Esta ferramenta de cálculo por simulação. disponível na Internet ou em DVD. Muitos desses recursos podem ser acessados no site da Axis: www. Ele é o primeiro recurso a abordar detalhadamente os recursos avançados de redes digitais e vídeo inteligente. A ferramenta também pode ajudá-lo a navegar pelo catálogo de produtos da Axis para encontrar a câmera mais adequada às suas necessidades. de capa dura. foi escrito por Fredrik Nilsson e pela Axis Communications. na Barnes & Noble e na CRC Press.FERRAMEnTAS E RECuRSOS 115 Ferramentas e recursos A Axis oferece várias ferramentas e diversos recursos de informação para ajudar a projetar sistemas de Vigilância por IP. Configurador de Caixas de Proteção Axis Esta ferramenta ajuda você a encontrar os alojamentos certos e acessórios complementares tais como braçadeiras. Você também pode entrar em contato com seu representante local da Axis. Vídeo em rede inteligente: compreendendo os modernos sistemas de vigilância Este livro de 390 páginas.

116 .

seja qual for seu nível de capacitação. e esteja sempre um passo à frente da concorrência. Saiba mais sobre as tecnologias de vídeo em rede com o programa de treinamento da Axis. Por isso. Para ser bem-sucedido nesse mercado cada vez mais competitivo. Aprendendo os fundamentos Os Fundamentos de Vídeo em Rede e os Fundamentos da Solução de Vídeo são o alicerce do programa de treinamento da Axis Communications’ Academy. Visite www. Novas técnicas.AxIS COMMunICATIOnS’ ACADEMY 117 Axis Communications’ Academy A número 1 em conhecimento sobre vídeo em rede.com/academy . a número 1 em conhecimento sobre vídeo em rede. > > > > Ampla oferta de cursos Treinamento prático Treinamento com os principais especialistas Obtenha uma vantagem competitiva O mercado de vigilância por vídeo está mudando à medida que os antigos sistemas analógicos convergem para a tecnologia de vídeo em rede. você precisa ter mais habilidades e grande conhecimento sobre soluções de vídeo baseadas em IP. Os fundamentos foram desenvolvidos e aprimorados para atender às necessidades de formação educacional dos profissionais de TI e de CCTV analógica tradicional.axis. novos aplicativos e novas possibilidades de integração estão levando a essa convergência. Junte-se à Axis Communications’ Academy. você pode alcançar a proficiência técnica avançada de que precisa para trabalhar com os produtos e as soluções da Axis de maneira bemsucedida.

20 Georgian Crescent Bryanston. +55 11 3050 6600 CAnADÁ Axis Communications. 101 Collins Street Melbourne VIC 3000 Tel: +613 9221 6133 BRASIL Axis Communications Rua Mario Amaral 172. SuÍçA Axis Communications GmbH Lilienthalstr. Conjunto 131 04002-020. Dubai Tel: +971 4 609 1873 ESTADOS unIDOS Axis Communications Inc.com/request MATRIZ. Piso 4. 7 Temasek Boulevard #11-01A Suntec Tower 1 Singapore 038987 Tel: +65 6 836 2777 Fax: +65 6 334 1218 COLÔMBIA Axis Communications Carrera 13 No 96-67 Of 308 Bogota. CP B1636SR Olivos Buenos Aires Tel. 13º Andar. Hampton Park. Tower B Tian Yuan Gang Center C2 Dongsanhuan North Road Chaoyang District Beijing 100027 Tel: +86 10 8446 4990 Fax: +86 10 8286 2489 CInGAPuRA Axis Communications (S) Pte Ltd. Room 6001. Seoul Tel: +82 2 780 9636 Fax: +82 2 6280 9636 EMIRADOS ÁRABES unIDOS Axis Communications Middle East PO Box 293637 DAFZA. Johannesburg Tel: +27 11 548 6780 Fax: +27 11 548 6799 PO Box 70939 Bryanston 2021 ALEMAnHA. MA 01824 Tel: +1 978 614 2000 Fax: +1 978 614 2100 Support: +1 800 444 2947 ESPAnHA Axis Communications C/ Yunque 9. 2003. ÁuSTRIA. Inc.118 InFORMAçõES PARA COnTATO Informações para contato www. Sao Paulo Tel. Madrid Tel: +34 91 803 46 43 Fax: +34 91 803 54 52 Support: +34 91 803 46 43 . Shanghai 200020 Tel: +86 21 6431 1690 Beijing Axis Communications Rm. 1A 28760 Tres Cantos. 25 DE-85399 Hallbergmoos Tel: +49 811 555 08 0 Fax: +49 811 555 08 69 Support: +49 1805 2947 78 ARGEnTInA Axis Communications Av. Colombia Tel: +57 320 303 2849 CORÉIA Axis Communications Korea Co.. Life Combi B/D. Atterbury House. Level 27. +54 11 5368 0569 Fax +54 11 5368 2100 Int. Rm 407. 0569 AuSTRÁLIA Axis Communications Pty Ltd. Novel Building 887 Huai Hai Zhong Rd.axis. 117 Lakeshore Road East Suite 304 Mississauga ON L5G 4T6 Tel: +1 800 444 AXIS (2947) Fax: +1 978 614 2100 Support: +1 800 444 2947 CHInA Shanghai Axis Communications Equipment Trading Co. 61-4 Yoido-dong Yeongdeungpo-Ku.. Del Libertador 2442.Ltd. Ltd. 100 Apollo Drive Chelmsford. SuÉCIA Axis Communications AB Emdalavägen 14 SE-223 69 Lund Tel: +46 46 272 18 00 Fax: +46 46 13 61 30 ÁFRICA DO SuL Axis Communications SA Pty Ltd.

S. Nr Hitchin Hertfordshire SG4 7SA Tel: +44 146 242 7910 Fax: +44 146 242 7911 Support: +44 871 200 2071 TAIWAn Axis Communications Ltd. LuxEMBuRGO Axis Communications SAS Antony Parc I 2 à 8 place du Général de Gaulle. 18/F 88 Gloucester Road. Mexico City México. Wanchai Hong Kong Tel: +852 2511 3001 Fax: +852 2511 3280 ÍnDIA Axis Video Systems India Private Limited Kheny Chambers 4/2 Cunningham Road Bangalore 560002 Karnataka Tel: +91 (80) 4157 1222 Fax: +91 (80) 4023 9111 ITÁLIA Axis Communications S. Escandón.101 Fushing North Road Taipei Tel: +886 2 2546 9668 Fax: +886 2 2546 1911 www. BÉLGICA. of. 2º piso Col. Shinagawa East 1 Tower 13F 2-16-1 Konan Minato-ku Tokyo 108-0075 Tel: +81 3 6716 7850 Fax: +81 3 6716 7851 MÉxICO AXISNet. 8F-11.axis. de C. C. 73 10131 Torino Tel: +39 011 819 88 17 Fax: +39 011 811 92 60 JAPãO Axis Communications K. Unión 61.K.A.. 11800 Tel: +52 55 5273 8474 Fax: +52 55 5272 5358 REInO unIDO Axis Communications (UK) Ltd Suite 6-7.InFORMAçõES PARA COnTATO 119 Informações para contato FEDERAçãO RuSSA OOO Axis Communications Leningradsky prospekt 31/3. 92160 Antony France Tel : +33 (0)1 40 96 69 00 Fax : +33 (0)1 46 74 93 79 HOLAnDA Axis Communications BV Glashaven 38 NL-3011 XJ Rotterdam Tel: +31 10 750 46 00 Fax: +31 10 750 46 99 Support: +31 10 750 46 31 HOnG KOnG Axis Communications Limited Unit 1801.V.l.405 125284. Moscow Tel: +7 495 940 6682 Fax: +7 495 940 6682 FRAnçA.P. Ladygrove Court Hitchwood Lane Preston.r. Corso Alberto Picco.F.com/request . D.

Axis está na Bolsa dos Países Nórdicos.axis.com ©2006-2009 Axis Communications AB. A empresa é líder do segmento no mercado global e impulsiona a contínua migração do sistema analógico de vigilância por vídeo para o digital.axis. AXIS COMMUNICATIONS. Reservamo-nos o direito de inserir modificações sem aviso prévio. Para obter mais informações. AXIS.Sobre a Axis Communications A Axis é uma empresa de TI que oferece soluções para instalações profissionais. baseados em plataformas de tecnologias novas e abertas. Todos os outros nomes de empresas e produtos são marcas comerciais ou registradas das respectivas empresas. NASDAQ OMX Stockholm. Axis é uma empresa Sueca. ETRAX. e operando através de parceiros em mais de 70 países. ARTPEC e VAPIX são marcas registradas ou aplicações de marcas comerciais da Axis AB em várias jurisdições. com escritórios em mais de 20 países. são focados em vigilância e monitoramento remoto. visite o site www. listada como AXIS. 33341/BR/R1/0906 www. Fundada em 1984. operando globalmente. Seus produtos e soluções.com .

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