P. 1
Método de Saxofone César Albino

Método de Saxofone César Albino

4.88

|Views: 47.084|Likes:
Publicado pormichel.c.lima
Este material vem para prencher uma lacuna no sitema de ensino do instrumento no Brasil. Rompendo com as formas obsoletas que se encontram no mercado, utilizando tanto a notação musical tradicional, como diagramas e recursos visuais proporcionando um aprendizado mais rápido e agradável aqueles que se dispõe a tocar este maravilhoso instrumento. Após anos de testes, este é o material de apoio dedicado aos iniciantes.
Este material vem para prencher uma lacuna no sitema de ensino do instrumento no Brasil. Rompendo com as formas obsoletas que se encontram no mercado, utilizando tanto a notação musical tradicional, como diagramas e recursos visuais proporcionando um aprendizado mais rápido e agradável aqueles que se dispõe a tocar este maravilhoso instrumento. Após anos de testes, este é o material de apoio dedicado aos iniciantes.

More info:

Published by: michel.c.lima on Oct 03, 2008
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

01/17/2015

pdf

text

original

Sections

~-?Z!?g

CD indircrr
Saxofone em sib
e mib

CESAR

ALBINO

"O Homem que nunca errou, foi aquele que nunca fez coisa alguma"

Michel Quoist

A Arnaldo Gondini, pela coragem de publicar este método e pelo incentivo. A Aloice 5ecco Caetano,
pela bela e frenética capa e pelo apoio. A Antônio Domigos 5acc0, Márcia Visconti e Denise
Brandani, pelo carinho, pelas dicas, pelo imenso repertório de piadas que ajudaram a rninimizar
os quilômetros rodados pelo estado de 5ã0 Paulo e pelas importantes reuniões i10 "escritório".
A André e 5érgio Nader, pelas observações super inteligentes e pelos pedaços de bolo. A Elenice
e Roberto Farias, pela força na parte gráfica. A Celso Mojola, pela peça escrita especialmente
para o método, pelos papos "super-cabeça" antes dos ensaios e por me ensinar a escrever textos
coerentes. A Roberto 5ion. pelas idéias plantadas lá no fundo, pelo amor à música e ao saxofone
e pelas noites de segunda-feira no "Lei-seca". A Jorge Thomas e Elifas Alves, pelo apoio. A Paulo
Brombal e Regina Lyrio pelas observações referentes ao texto. A Aldo e Cássia Bove, pelos socorros
e pelas tardes de sexta feira. A Carlos Perrén e Alberta (Tano) Ranelucci, pela paciência e
competência no estúdio. A Liiana Bollos, pela 'harmonia". As minhas duas diretoras. pelo crédito,
confiança e incentivo: Cleide Borba Oliveira e 5onia Albano e a todos os alunos que estudaram
comigo nesses anos, por suportarem minhas mudanças e por participarem do processo, em
especial á duas alunas extremamente exigentes que me fizeram mudar, diversas vezes, partes
deste método com sugestões e críticas realmente fundamentais: Gwinever Cassetari e Clara
Nascimento.

Agradecimentos super especiais a Carolina Gomes Coelho (31811926-7/7/2001), minha mãe, por
me suportar estudando, por me apoiar nos momentos mais difíceis, pelo caráter herdado e pela
fé em Deus.

Obrigado a todos.

César Albino

Muito tempo foi necessário para elaborar este método. Muito tempo foi necessário para finalizá-

10.

Muitas horas de estudo, muitas horas de aulas dadas e tomadas também. Mesmo antes de
ter um mestre, eu tinha um problema: onde comprar um saxofone? E se ele quebrar? Quem irá
consertar? Em 1979 só havia uma resposta: Bove. Algumas pessoas que conheceram Pixinguinha
dizem: "era o homem mais bondoso que já pude conhecer". Infelizmente eu não conheci Pixinguinha,
mas conheci esse senhor que parecia ser o irmão italiano dele. Além da bondade, Bove tinha em
comum com Pixinguinha, o hábito de tocar saxofone e de tocar choros. Bove nasceu em 19/12/
1925 e morreu em 16/06/1997. E assim que quero me lembrar dele: como o homem mais bondoso
que conheci. Acredito que todos que o conheceram devem pensar assim também. Em diversas
situações onde o caos parece predominar e tenho de interagir, tento imaginá-lo trabalhando em
sua oficina com sua serenidade. serenidade, é essa a palavra. Aprendi muitas outras coisas com
Bove, mas ainda não consigo tocar aquela frase que ele tocava sempre que experimentava um
saxofone, e que som, que som de saxofone!

Bove: onde quer que você esteja, aquele abraço!

Escrever este método foi uma necessidade. Como eu poderia convencer um jovem estudante,
que vinha à minha procura, cheio de motivação, a utilizar um material que, apesar de eficiente,
era caro, feio, vagaroso, em língua estrangeira e muitas vezes antiquado, não só no sentido
estético como no conteúdo? Quando uma criança começa a andar, a preocupação de sua mãe

é notável. Todo apoio e atenção são oferecidos àquela criança. O que seria dela se colocássemos
vários obstáculos à sua frente e, ao invés de um piso macio e aconchegante, colocássemos um
piso ríspido ou escorregadio? Era assim que eu me sentia. Como fazer com que aquela pessoa
à minha frente, ávida por aprender, cheia de disposição, mantivesse aquela alegria e empenho
com um material tão obsoleto? Como ensinar ainda a uma pessoa, uma idéia que nem mesmo

se acredita mais?

Na busca incessante em suavizar. direcionar, conduzir e, principaIm.ente, manter aquela chama
acesa, por muitas vezes me deparei escrevendo exercícios antes das aulas ou até mesmo
durante elas. Durante anos experimentei os exercícios aqui contidos com meus alunos,
procurando cada vez mais facilitar as dificuldadeseabreviar os caminhos, sem, contudo, desviá-

10s de seu objetivo final: tocar música, ser feliz, ser uma pessoa melhor ... Tudo isso utilizando
como instrumento de aprendizado o saxofone. Esse instnimento maravilhoso que encanta as
pessoas do mundo todo, apesar de sua pouca idade.

Este método não nasceu do dia para a noite. Acho que foram mais de quinze ancs vxcsriruientando
e comparando materiais diversos. Sempre haviam lacunas muito grandes a ser27 sravspostas,

então eu não sossegava enquanto não encontrava uma maneira mais interessãn~y:

2csrosa e

fácil de guiar o estudante. Sempre achei que existe uma maneira melhor de se ers'/ar aig~rna
coisa. É bem possível que em pouco tempo, eu ou outra pessoa encontre maneiras x5:r;r-s d~
se ensinar o que aqui está.

Outro fator importante que me empurrou a este fim foi o avanço da informática. Sempre fui l;m
apaixonado por essa tecnologia e, desde o início, procurei utilizá-la com o objetivo de melhorar
as minhas aulas e também a qualidade visual dos exercícios que escrevia.

Lembro-me que minha irmã estudava piano. Hoje ela não se lembra de nada do que aprendeu.
Isso ocorre porque ela não aprendia música. Ela aprendia a decifrar partituras. Música é uma
coisa muito mais ampla do que partituras. Nenhuma idéia ficou guardada dentro dela, nem
mesmo uma simples canção. Por outro lado, ainda encontro alunos que mesmo não tendo se

tornado profissionais, ainda se lembram de muitas coisas, talvez para toda a sua vida,
principalmente dos momentos agradáveis que tiveram com a música. Por mais que o tempo
passe e por mais ocupados que eles estejam em suas vidas, eles ainda mantêm aquela chama
e a música dentro de si. Isso é muito gratificante para mim e me mostra como estou no caminho
certo. Que este livro não fique numa prateleira tomando pó. Que ele traga a luz e a alegria da

música para o seu coração.

César Albino, Sã0 Paulo, Sexta-feira, 7 de Janeir~

95 2252

César Albino nasceu em 1962, em 5ão Paulo. Inicia seus estudos musicais em 1973 e começa a
tocar saxofone em 1979. Em 1980, ingressa no CLAM -Centro Livre de Aprendizagem Musical,
estudando com José Carlos Prandini. Em 1981, estuda harmonia com Amilson Godoy e
improvisação com Roberto Sion, no CMBP -Conservatório Musical Brooklin Paulista. Em 1982,
estuda arranjo e orquestração com Nelson Ayres e saxofone com Roberto Sion, ainda no CMBP.
Em 1986, estuda saxofone com Eduardo Pecci (Lambari), no CLAM, e contraponto, com Abraão
Chachamovitz.

Em 1982, ingressa como bolsista na Banda Sinfônica do Estado de Sã0 Paulo. Paralelamente
aos concertos da Banda Sinfônica, executa jazz em casas noturnas e bares, em diversas
formações, desenvolvendo a prática da improvisação. Em 1983, toca na LF Big Band, dirigida por
Laércio de Freitas. Apresenta-se ao vivo na peça "Máscaras", baseadg no conto "Brincando no
Bosque" de Ryonosuke Acutagawa, encenada em Sã0 Paulo e também no VIII Festival Internacional
de Teatro de Manizales, Colômbia, em 1986. Escreve, dirige e grava a trilha sonora para a
montagem da peça "5eis Autores em Busca de Um Personagemn. Participou de diversos grupos
e Big Bands, dentre os quais se destacam os grupos Barraco 37,Casa 3, Quinteto Buenos
Ayres e Queentet; as Big Bands da Fundação das Artes de Sã0 Caetano do Sul, da LILM e do
grupo de câmara Novo Horizonte, dirigido por Grahan Gifftis. Acompanhou diversos cantores,
entre eles Celso Viáfora, Roberto Riberti, Maria da Paixão, Moacyr Camargo, Lé Dantas e Marco
Neves, participando de shows, gravações de discos e programas de televisão.

Liderou o quarteto de jazz AAAH IZAR JABÁ ZUZÁ, formado por excelentes músicos, se
apresentando em espaços alternativos e universidades. Com o grupo Queentet participa, em
1993, do XII Festival de Jazz de San Rafael, Argentina, e do ll Festival de Jazz de Viia de1 Mar,
Chile, onde obtém elogios da crítica especializada pelo seu estilo singular. Participa dos I e II
Festivais de Maringá, Paraná, em 1996 e 97, lecionando saxofone e informática ligada à música
e apresentando-se ao lado de músicos como Sílvia Góes, Kiko Moura, Délia Fisher, Marco Pereira,
Nélson Faria, entre outros. Em 1998, ainda nessa cidade, realiza algumas oficinas e um concerto

de jazz dentro da programação do festival. Em 2002 cria com o pianista e compositor Celso
Mojola um duo de música contemporânea ajudando a divulgar peças para saxofone desse
compositor. Mantém, desde 1982, intensa atividade como professor de saxofone e flauta
transversal. Leciona nas melhores escolas de Sã0 Paulo, tais como o CLAM, onde exerce o cargo
de Supervisor do Departamento de Flauta e Saxofone, e no CMBP, onde forma uma Big Band com
participação de alunos e professores, tendo a oportunidade de escrever arranjos para vários
níveis e formações. Grande parte dos integrantes dessa Big Band são hoje músicos profissionais.

Atualmente, é professor de saxofone, improvisação e prática de grupo da Faculdade de Música
Carlos Gomes, na qual se diplomou em música popular. Leciona ainda, desde fevereiro de 1999,
flauta e saxofone na ACARTE, Academia de Artes do Centro Universitário Adventista em Sã0

Paulo. Em meados de 2001 conclui a pós-graduação em Técnicas do Ensino Musical na Faculdade
de Música Carlos Gomes.

As Posições do Saxofone ..............................................................................................................

...

A História do Saxofone .............................................................................................................iii
As Partes do Saxofone ...............................................................................................................iv

a boquilha .........................................................................................................................................................iv
a palheta ............................................................................................................................................................

iv

Como Produzir o Som do Saxofone .........................................................................................v
Como Estudar .............................................................................................................................vi
Doze dicas, por Winton Marsalis ............................................................................................vi

Exercícios de digitação ................................................................................................................

2

.

1.1 Primeira Oitava ..............................................................................

,........................................3
1.2
Segunda Oitava .....................................................................................................................

4

1.3Rítmica ..................................................................................................................................... 6

Introducão..........................................................................................................................................................

6

Figuras rítmicas .................................................................................................................................................

6

Aumentando o valor das figuras (1):ligaduras de valor ............................................................................ 7
Aumentando o valor das figuras (2):ponto de aumento ............................................................................7
Acentuacão ........................................................................................................................................................ 8
Compasso ........................................................................................................................................................... 8
Fórmula de Compasso .....................................................................................................................................

8

1.4Pequenos Duetos ................................................................................................................... 9
1.5
Mudança de Registro .......................................................................................................... 10
1.6
Músicas, finalmente ............................................................................................................ 11

Brilha. Brilha Estrelinha ................................................................................................................................ 11
Brilha. Brilha Estrelinha #2 ........................................................................................................................... 11
Old McDonald ................................................................................................................................................ 11
Old McDonald

. #2...........................................................................................................................................

11

Aura Lee .......................................................................................................................................................... 12

C m p l t e l e , !I

2.1 Classe 1.sustenido / rítmica I1 .................................................................................... 14
2.2
Músicas I1 ........................................................................................................................... 15
2.3
Classe 2 .Si bemol / rítmica I11 ....................................................................................... 16
2.4
Músicas I11............................................................................................................................. 17
2.5
Classe 3 .Dó sustenido / rítmica IV .................................................................................18
2.6
Músicas IV............................................................................................................................. 19
2.7
Classe 4 .Mi bemol / rítmica V .........................................................................................20
2.8
Músicas V .............................................................................................................................. 21
2.9
Classe 5 .Sol sustenido / rítmica VI e VI1......................................................................22

Rítmica VI1 .Tercinas .....................................................................................................................................

23

2.10 Articulação .......................................................................................................................... 24

gapí@air%g f f l

3.1 Os Sustenidos ....................................................................................................................... 26
..
3.2 Os Bemois .............................................................................................................................. 28
3.3
Mix ..........................................................................................................................................30
3.4
A Escala Cromática .............................................................................................................. 32

Ascendente com uma oitava ........................................................................................................................ 32
Descendente com uma oitava ......................................................................................................................33
Ascendente com duas oitavas ...................................................................................................................... 34
Descendente com duas oitavas .................................................................................................................... 35

3.5. Exercícios de Sonoridade ...................................................................................................36

Sonoridade 1 ...................................................................................................................................................36
Sonoridade 2 ...................................................................................................................................................36
Sonoridade 3 ...................................................................................................................................................

36
Sonoridade 4 ................................................................................................................................................... 37
Sonoridade 5 ................................................................................................................................................... 37
Sonoridade 6 ................................................................................................................................................... 38

4.1 Exercícios Diatônicos ....................................................................................................... 40

. .

Diatonicos 1 ....................................................................................................................................................

40

Diatôiiicos 3 ....................................................................................................................................................

42
Diatônicos 4 ......................................................................................................... ;.......................................... 42
Diatônicos 5 .................................................................................................................................................... 43
Diatônicos 6 .................................................................................................................................................. 43

4.2 Minuetos de Bach(1685-1750) ............................................................................................. 44

Minueto #1 (saxes em mib) ........................................................................................................................... 44
Minueto #1 (saxes em sib) .............................................................................................................................45
Minueto #2 (saxes em mib) ........................................................................................................................... 46
Minueto #2 (saxes em sib) ............................................................................................................................. 47
Minueto #3 (saxes em mib) ........................................................................................................................... 48
Minueto #3 (saxes em sib) ............................................................................................................................. 49
Bourrée ............................................................................................................................................................

50

4.3 Compasso composto ............................................................................................................51

Noção teórica .................................................................................................................................................. 51
Tarantela ..........................................................................................................................................................52

Escalas e acordes maiores .........................................................................................................54
Procedimentos de estudo
....................................................................................................

54

5.1 Dó maior ................................................................................................................................
55

5.2 Sol ...........................................................................................................................................

56

5.6 Sib ...........................................................................................................................................

60

5.7 Mib ..........................................................................................................................................

61
5.8 Sumários
................................................................................................................................

62

Sumário I .........................................................................................................................................................62
Sumário I1 ....................................................................................................................................................... 63
Sumário I11 ...................................................................................................................................................... 64
Sumário IV ....................................................................................................................................................... 65
Sumário V ......................................................................................................................................................66
Sumário VI ...................................................................................... :............................................................... 67
Sumário VI1 ..................................................................................................................................................... 68

Escalas e acordes maiores e menores .....................................................................................

70

6.3 Sol ...........................................................................................................................................

74

6.10 Sib .........................................................................................................................................88
6.11 Mib
........................................................................................................................................ 90
6.12 Láb
............................................................................................................................... 92
6.13 Sumário de escalas maiores e menores
.......................................................................... 94
6.14 "Concordância e Diferenças"
.......................................................................................... 98

Versão para saxofones em Mib .....................................................................................................................

98

Versão para saxofones em Çib .....................................................................................................................

100

Informações sobre Celso Mojola .................................................................................................................

102

Capitule, Vil

7.1 Arpejos ................................................................................................................................ 104

Arpejos I ........................................................................................................................................................ 104
Arpejos I1 .......................................................................................................................................................

105

Arpejos I11 .....................................................................................................................................................

106
Arpejos IV ..................................................................................................................................................... 107
Arpejos V ......................................................................................................................................................
108

Arpejos VI .....................................................................................................................................................

109

7.2 Estudo das terças ..............................................................................................................110
7.3 Estudo das quartas
.......................................................................................................111
7.4 Estudo das quintas
................................................................................................... 112
7.5 Estudo das sextas
.................................................................................................. . . 113
7.6 Estudo das sétimas
............................................................................................................114
7.7 Estudo das oitavas
.............................................................................................. . . . . ......115
7.8 Harmônicos
........................................................................................................... . .

116

Noção teórica .................................................................................................................................................

116
Exercícios .......................................................................................................................................................
117
Brilha, brilha harmoniquinho .....................................................................................................................

118

7.9 Vocalizes ........................................................................................... ..... . . . . . .. . .

119

Vocalizes I ......................................................................................................................................................

119
Vocalizes 11..................................................................................................................................................... 120
Procedimentos de estudo para os Vocalizes ............................................................................................. 121

i -CésarAlbino

As figuras e tabelas permitem uma consulta avançada, principalmente para saber com que
dedo acionar determinada chave. Observe abaixo, nesta página, um esquema detalhado de um
saxofone alto (fig. 1) e na página ao lado, uma representação gráfica desse esquema (fig. 2),

seguido de 3 tabelas de digitação.
Suponha que você queira tocar a nota sol da primeira oitava: procure na primeira tabela,
coluna 10,o esquema de digitação para essa nota. As chaves pintadas de preto devem ser
pressionadas com os dedos correspondentes. Observe que a tabela recomenda utilizar o
indicador da mão esquerda apertando a chave A (ver mais detalhes na fig. 2), o dedo médio
apertando a chave 6e o anular na chave C. Algumas notas, como o fá#, o lá# e o dó, possuem
mais de uma opção de digitação.

Tudel

odo
Jbir

Ibiri

- -

Método de Saxofone -ii

Observa~ões importantes:
-geralmente ao apertar a chave 14, a chave A desce
automaticamente junto com ela, razão pela qual a chave A aparece
algumas vezes em tom cinza nas tabelas abaixo;
-o fá# da terceira oitava (chave 4), ausente em alguns saxofones,

é a ultima nota da tessitura oficial do saxofone. Saxofonistas
habilidosos têm rompido com esse limite, e embora fuja do propósito
deste livro. o assunto será abordado no final deste volume.

PRIMEIRA OITAVA

iilX-dob Ido -si# !do#Tebl re Ire# -mib rni-fab Ifax# L

fa# -solb

,

sol sol# -labl--a

I

I

I

fig.

SEGUNDA OITAVA

.

r

1

-lateral

(palma da mio)

-

V >

,

-

i'

I'

-

* v

,

,,*

lateral

--

ia-

SI~

~

-- --

-- d o~TO

~ j-~-fie+%

TERCEIRA OITAVA

-re#7iTij m i -f a ~ ~ a

-

m i ~I

AUCI~L

iii -CésarAlbino

O saxofone foi inventado em 1841e patenteado em 1846 por Adolphe (Antoine Joseph) 5ax
(Dinant, 1814 -Paris, 1894), um judeu belga pertencente a uma família de fabricantes de
instrumentos musicais. Em 1857, Adolphe 5ax tornou-se instrutor de saxofone no
Conservatório de Paris. 5ax foi ainda inventor de outros instrumentos, tais como o 5ax
Horn, uma espécie de tuba. O fato de o saxofone ter sido inventado por umjudeu faria com
que saxofonistas na Alemanha Nazista fossem perseguidos.
Ãpesar de ser de metal. o saxofone pertence à família das madeiras. 1550 ocorre porque ele
combina em sua construção a palheta simples, com boquilha do clarinete e o corpo cônico
do oboé, com o interessante mecanismo de chaves da flauta moderna introduzido por Boehm
em 1847. Uma classificação mais interessante
para esses instrumentos de sopro hoje seria:
instrumentos de chaves. O saxofone existe em
sete tamanhos: sopranino, soprano, contralto
ou alto, tenor, barítono, baixo e contrabaixo. O
sopranino, o alto, o barítono e o contrabaixo
soam em mi bemol, enquanto que o soprano, o
tenor e o baixo, soam em si bemol (veja no final
desta página um esquema para fazer as
transposições). A maior parte dos saxofones
é curvo. O soprano, mais comum na forma reta
como o clarinete, aparece também na forma
curva. Já o sopranino é reto, aproximando-se
do tamanho de uma flauta doce contralto.
O saxofone é muito utilizado em bandas
militares e se tornou muito popular nos
Estados Unidos, particularmente, onde se
confunde com o desenvolvimento do jazz (veja
na tabela ao lado alguns nomes).
Os saxofones mais comuns são o soprano, o
alto e o tenor. É muito difícil para o iniciante
escolher qual saxofone deseja tocar. Nesse
caso, recomendo iniciar os estudos com um alto
ou tenor, já que são os maisfáceis de encontrar
no mercado e também são mais baratos. Mais
adiante, quandojá estiver familiarizado, o novo
músico poderá optar por aquele de sua
preferência. E muito comum, no entanto, tocar
mais de um saxofone, já que todos possuem
um mecanismo padrão.

SOPRANO

ALTO

TENOR

BAR~TONO

Você ouve umtom abaixo

4 e 112 tons

7 tons abaixo 10 YZtons abaixo

estas (segunda maior)

abaixo

(nona maior) (décima-terceira

notas:

(sexta maior)

maior)

s

:

:

:

:

:

t

:

tL

II

#.

I

II

toca esta nota:

v -

bu

10 % tons acima
Deve tocar umtom acima 4 e 112 tons acima 7 tons acima (décima-terceira
estas (segunda maior) (sexta maior)

(nona maior)

maior)

Se você quer

notas:

ouvir esta
nota:

Os instrumentos geralmente vêm com boquilhas adequadas

/

,

I

: para um iniciante, mas você pode, com alguns meses de
estudo, procurar uma boquilha que se adapte melhor as suas

a:

C

---- -e

ambições musicais. Por outro lado, uma boquilha inadequada

<---

h

,

pode fazer qualquer um desistir de tocar em poucas semanas
-fique atento a esse detalhe!

Método de Saxofone -iv

a boquilha A boquilha é a peça que se encaixa na ponta do saxofone e na qual
é fixada a palheta. Geralmente a boquilha é feita de massa plástica, podendo ser também

de meta. Há ainda boquilhas de madeira ou acrílico, mas de qualidade duvidosa. A boquilha
de massa plástica é a mais indicada para os iniciantes. Apesar de existirem boquilhas de
metal de excelente qualidade, o recomendável é somente utilizá-las depois de, pelo menos,
dois anos de estudo, pois é mais difícil o controle do som.

Não somente o material, mas também o formato interno das boquilhas pode variar
bastante, o que altera significativamente o som produzido e, consequentemente, a maneira
de tocar. Não existe um padrão entre os fabricantes. Assim, cada um deles usa suas
próprias especificações. De uma forma geral, duas dimensões são definidas: a profundidade
da abertura (A) e a sua altura (6). Quanto menor for o valor de A e maior o de 6, mais
estridente será o som produzido e, assim, mais difícil o controle. Entretanto, as dimensões
opostas resultam num som abafado e pequeno. Desse modo, o ideal, em minha opinião, é
uma boquilha de dimensões intermediárias.

a palheta

A palheta tradicional é de uma espécie de bambu de alta qualidade,
com cultivo e colheitas controlados com o cuidado semelhante à uva para vinhos. Utilizamos

palhetas comerciais. Eu particularmente não conheço nenhum saxofonista que fabrica
sua própria palheta, mas acredito que seria importante conhecer essa arte para poder
modificar as palhetas compradas no mercado ao meu gosto. Quem vive longe dos grandes
centros deve encontrar dificuldades para comprar palhetas apropriadas ainda nos dias
de hoje. Existem ainda palhetas sintéticas, que a meu ver apresentam um som muito
artificial, mas têm a vantagem da alta durabilidade e de não serem tão sensíveis às
variações atmosféricas. Assim como as boquilhas, não existe um consenso entre os
fabricantes de palhetas quanto à numeração (variação de dureza da palheta indo da mais
mole a mais dura). No começo, recomendo a você comprar duas palhetas de cada tipo, até

encontrar aquela mais adequada ao ser! conjunto. É comum ainda, após alguns meses, o

estudante passar a utilizar uma palheta mais dura. Assim que chegar a uma conclusão,
compre uma caixa, geralmente com 10palhetas. Costumo numerar minhas palhetas e
utilizá-las alternadamente. Assim, tenho sempre 10palhetas em boas condições de uso e
percebo que elas duram mais, já que Ihes dou um bom tempo de descanso.

Vão aqui duas dicas importantes para se escolher uma palheta:

1-a palheta deve ser o mais simétrica possível, com o corte bem no seu eixo;
2-o comprimento da pala (C) deverá ser como o indicado na tabela a seguir, segundo o instrumects utilizado.

Instrumento

Comprimnto da pab em mm

Sax soprano

3 1

Sux illt0

3 7

Sax ienor

42

Sax barítono

53

v -CésarAlbino

Enxugue sempre as palhetas após seu uso e tenha o hábito de guardá-las em local adequado.
Existe no mercado um objeto denominado "porta-palhetas" (em inglês, reedgard), que
protege a palheta e ainda evita seu empenamento.

A coloca@o da palheta na boquilha Deve-se alinhar bem o eixo da palheta com
o eixo da boquilha e a ponta da palheta deve estar alinhada com a ponta da boquilha. Depois
de acertar bem os alinhamentos, fixe a palheta com a braçadeira, de forma que ela fique bem
presa, mas não apertada demais. Caso a palheta não apresente um bom som, experimente
colocá-la um pouco mais para fora ou para dentro. Nesse caso, é possível que a palheta
esteja fora das dimensões da tabela da página anterior. Confira com uma régua, mas confie
sempre nos seus ouvidos e lábios. Isso feito, fixe a boquilha no seu instrumento, com a
palheta voltada para baixo. 5e o encaixe da boquilha ao saxofone não for confortável,
providencie a troca da cortiça por uma de tamanho adequado.

Para produzir o som do saxofone. vocêdeve encostarosdentes na parte superior da boquilha
e dobrar ligeiramente o lábio inferior paradentro, evitando que seus dentes inferiores toquem
a palheta. A esse gesto damos o nome de embocadura.Para completar a cena, experimente
um sorriso forçado ... pronto, já pode tirar uma foto!
Verifique se você consegue sentir a ponta da palheta com a ponta de sua língua, e siga os
seguintes passos:

1. Após formar a embocadura como foi explicado acima, coloque a ponta da Iíngua na
ponta da palheta de forma que impeça completamente a entrada de ar.
2. Assopre e retire a Iíngua com velocidade, como se você fosse cuspir uma boliriha de
papel.
3. Provavelmente, a essa altura, você deve ter ouvido o som do seu saxofone, caso contrário
repita os passos 1 e 2 novamente até conseguir.

Geralmente pronunciamos a sílaba TU' para produzir uma nota nos instrumentos de sopro.
A esse ataque damos o nome de golpe de Iíngua.

exercícios:

1. Toque notas curtas no seu saxofone pronunciando várias vezes a sílaba TU, mas sem
pressa.
2. Toque como em "I", mas retire o instrumento da boca a cada nota. Isso faz com que
você se habitue a encontrar a posição ideal para a sua embocadura.
3. Toque notas longas: TUUUUUU U...., respire profundamente e TUULI LlLI U....

Agora que seus vizinhos já "sentiram o drama", vamos falar sobre como utilizar a respiração
de uma forma mais adequada para tocar seu saxofone. Nós vamos utilizar um músculo
chamado diafragma, do qual você não tem muito controle por ser um músculo involuntário,
isto é, ele não se move obedecendo a comandos, ao contrário, por exemplo, de seu braço. O
diafragma se expande, movendo-se para baixo e para fora, quando você inspira, e se contrai
quando você expira. Para iniciar, faça o seguinte exercício: movimente seu abdômen o mais
para baixo possível, e depois mova-o lentamente para cima. Repita esse movimento várias
vezes começando lentamente, e aumente a velocidade aos poucos.

~

~~p

.

1-Tenho tido notícias de saxofonistas em 52'0Paulo que têm usado a sílaba "Hoo" para produzir o som. 50u da opinião que o "Tu" é mais fácil

e eficiente no início da aprendizagem. A utilização da sílaba "hoo" por outro lado, induz a pessoa a utilizar o diafragma de forma mais eficiente.

Creio que o ideal seria uma mescla das duas técnicas, ou seja, pronunciar o "tu" com o impulso do diafragma, como se faz com o "hoo".

Método de Saxofone -vi

Experimente repetir o exercício "chupando" ar quando movimenta o abdômen para baixo,

segurando-o por um instante e soltando-o vagarosamente. É importante manter os ombros,

braços e mãos bem relaxados. Evite também tencionar o tórax. Experimente falar seu

nome enquanto solta o ar, e se você estiver falando forçado, é porque não está relaxado o

suficiente.

Você pode fazer esse exercício quando estiver tenso ou nervoso. Os indianos acham que
sua vida é contada pelo número de vezes que se respira. O curioso é que em alguns
momentos, quando você estiver tocando, terá de fazer muita força com alguns músculos

e relaxar completamente outros. Você é capaz de fazer isso, basta tentar e praticar.

Agora repita aquele exercício do -TUUUUU, e quando respirar, respire pra valer, com

profundidade. Como você faz ao bocejar.

----.--

Estudar e tocar são ações completamentente diferentes. Quando você toca, põe em prática

alguns dos resultados que obteve com seu estudo. Assim, o ato do estudo precede o de

tocar. Não que não se aprenda tocando, todos aprendem. Mas se você não estudar, não

terá o que aplicar quando for tocar e estará impondo limites a si mesmo, ao invés de estar
ampliando suas habilidades.

Por outro lado, você só adquire um hábito repetindo ações no dia a dia, o que quer dizer

que você só adquirirá o hábito de estudar exercendo o ato de estudar todos os dias.

5omente após umas 3semanas você estará habituado a estudar música. Procure estudar

todos os dias, no mesmo horário, começando com 30 minutosldia e aumentando esse

tempo. A regularidade é muito importante. Você pode imaginar o que seria de um jogador

de basquete que não praticasse arremessos constantemente?

Portanto, mãos à obra: estude todos os dias que puder, de preferência no mesmo horário.

Deixe o fim-de-semana para tocar com os amigos, depois de estudar, é claro. Em pouco

tempo, você estará tocando seu saxofone e experimentando o prazer que poucos mortais

já sentiram.

1- Arrume um professor, alguém que saiba (ensinar) aquilo que você quer aprender. Não

seja orgulhoso.
2-Organize-se para praticar diariamente, de preferência sempre no mesmo horário.
3- Estipule objetivos.
4-Concentre-se enquanto pratica. Dê sempre o máximo de si ao fazer uma coisa.
5-Relaxe. Pratique sempre devagar.
6-Gaste mais tempo nas passagens difíceis.
7-Toque sempre como se estivesse cantando, seja expressivo. Use uma atitude apropriada
para cada ocasião. Tente sempre ser você mesmo.
8-Não seja tão severo com você mesmo enquanto estiver praticando e quando cometer
um erro. Você aprende com seus erros.
9-Não tente ser exibido. Não toque por aplausos.
10- Pense por você mesmo. Não seja um robô. Questione sempre.

11- seja otimista.
12-Procure sempre por conexões entre pessoas e entre assuntos.

-As notas naturais na primeira e segunda oitavas
-Introduçáo à rítmica e sua notaçáo
-As primeiras músicas

2 -César Albino

O objetivo principal dos próximos exercícios é a fixação das notas e suas posições. Você não
deve se preocupar com o som num primeiro momento, mas é bem possível que em pouco
tempo -3 semanas talvez -,você esteja com um bom som, caso os pratique como indicado
mais abaixo. A cada novo exercício lhe será apresentada uma ou mais notas. Veja abaixo
como estão montados esses exercícios:

como a nota 6 escrita -

'1)'

posição a ser executada no instrumento

*R '

8..

u$2

exercício propriamente dito

8O

\

procedimentos de estudo

Toque cada nova nota apresentada a você como a seguir: (G exemplo no cd foi tocado com a

-

nota dó para saxes em mib, e a nota sol, para saxes em sib)

1. Toque uma nota curta, pronunciando a sílaba 'TU".
2. Toque uma nota curta e a seguir uma longa. Procure sustentar o máximo que puder essa
Última nota. A cada dia você sentirá uma melhora.
3. Toque duas notas curtas seguidas de uma longa.
4. Toque três notas curtas seguidas de uma longa.

Obs: evite respirar a cada nota tocada, respire somente depois da nota longa. Evite mover os
lábios quando pronuncia a sílaba TU, evite todo movimento excessivo.

Feito isso, passe para o exercício propriamente dito, realizando os passos seguintes:

1. Fale o nome das notas obedecendo um pulso pré determinado. 1 nota = 1 pulso.
2. Fale o nome das notas ao mesmo tempo em que as digita no instrumento.
3. Toque o exercício, pronunciando a sílaba TU para cada nota escrita.
4. Toque o exercício, repetindo cada nota duas vezes: si si lá lá sol sol ,etc...
5. Toque o exercício, repetindo cada nota três vezes: si si si lá lá lá sol sol sol , etc...
6.Toque mais uma vez o exercício repetindo uma vez cada nota como em 3.
7. Finalmente, toque o exercício ligando as notas, para isso pronuncie a sílaba TU apenas na
primeira nota prolongando o som para todas as outras, assim: TUUUUUUU. Este recurso
não funciona com notas repetidas.

A idéia de repetir notas é muito boa para firmar a musculatura envolvida.

Não foi proposta uma métrica para os exercícios por duas razões:

1. Não desviar a atenção do aluno para o verdadeiro objetivo dos exercícios, que é a fixação

das notas e suas posições.
2. O aluno e o professor podem variar a métrica dos exercícios de acordo com sua vontade
numa fase posterior.

Nada impede que se trabalhea parte rítmica isoladamente com o aluno, até que ele se sinta
seguro para juntar as partes. Você já pode ir dando uma olhada na página 6 deste livro.
Boa sorte. César Albino.

Método de Saxofone - Capítulo I - 3

Em

si

a9l00

I á

4

sol

o

e

a 9 000

e

]iB "

@JO

@o:

@O

]:E

I

toque o exercício com a posição i e depois

,

com a i1

4 - César Albino

Para tocar no registro agudo, é necessário soprar com mais velocidade, fazendo com que a
palheta vibre um número maior de vezes. Para se tocar uma oitava acima, devemos soprar
com o dobro da velocidade, para ser mais exata. Imagine que se está soprando na frente de
um cata-vento tendo de fazê-lo girar bem rápido. Imagine ainda um rio bem calmo, e depois
o mesmo rio após uma chuva, com a água descendo com mais velocidade. Evite sempre
pressionar os lábios ao tocar as notas agudas, principalmente acima do sol.

sol

Método de Saxofone -Capítulo I -5

5e você chegou até aqui, meus parabéns. Já deu um grande passo: o de tocar as rczs

naturais nas duas primeiras oitavas. Deve ter percebido que não é tão difícil !e: as ccás

como imaginava, e pode começar a se preocupar com outros detalhes. 5eu som ;a-Gw já

deve estar irnpressionando seus vizirihos. 5abemos que ainda falta muito, masFs. ,-asso

e tanto.

Algumas pessoas apresentam mais facilidade nas notas agudas, outras nas -;ais graves.

5e alguma nota ainda não estiver saindo muito boa, não se preocupe, 6 ,-a aLdestão de

tempo, apenas. Continue praticando, esse é o segredo. Você pode tocãr as wtas agudas
a5 com a mesma

palheta que viriha utilizando, mesmo que demore um pouco mais para q~e

eizs saiam. Aprender

a tocar agudos com uma paI heta branda é uma grande dica, já que ela en-pe a cada investda.

É uma grande oportunidade para você aprender a não pressionar demasiadamente a palheta

com os lábios.

.,:

com palhetas mais duras, mas recomendo que você tente tocar essas

--

6 -César Albino

Agora que você consegue tocar algumas notas no seu instrumento, vamos ver como se dá
o aspecto rítmico (horizontal) da leitura musical. Os músicos, mesmo quando tocam sozinhos,
costumam obedecer a uma métrica de tempo determinada. Essa métrica é dada por uma
pulsação, ou pulso. Geralmente é muito fácil perceber a pulsação de uma música, até mesmo
os deficientes auditivos não encontram dificuldades para balançar seus corpos ao ritmo de
algumas músicas. É com certeza a impressão mais imediata que temos ao ouvir uma música.
Podemos estabelecer uma pulsação batendo palmas. procurando manter a regularidade
entre as batidas para que todos possam saber quando a próxima vai ocorrer. Essa pulsação
será representada graficamente assim:

sobre essas barras vamos inserir alguns sons que serão representados por uma barra
grossa horizontal "i6'. e
Execute o exemplo a seguir batendo uma palma para cada

pronunciando "vou"l quando aparecer a

TTTlTlTlTTTl

VOU VOU VOU ( ) VOU ( ) VOU ( ) VOU VOU VOU ( )

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->