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Manual Access 2007

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Manual de Microsoft Access 2007

Álvaro Neves

Ano 2009/2010

Índice
O que é o Access ....................................................................................................................... 6 Conceitos Fundamentais sobre Bases de Dados ........................................................................ 6 O que é uma Base de Dados .................................................................................................. 6 Ficheiros, Tabelas, Registos e Campos ................................................................................... 6 As Bases de Dados Relacionais .............................................................................................. 8 Activar o Access ........................................................................................................................ 9 Opções na Página de introdução do Access 2007 .................................................................. 9 Criar Base de Dados ................................................................................................................ 10 Componentes Específicos do Ecrã de Abertura do Access........................................................ 11 Separadores do Friso no Access 2007 .................................................................................. 11 Painel de Navegação ........................................................................................................... 12 A Criação de Base De Dados ................................................................................................ 13 Tabelas ................................................................................................................................... 13 O que é uma Tabela ............................................................................................................ 13 Criação de uma Tabela ........................................................................................................ 14 Criar tabela por Inserção de Dados ...................................................................................... 14 Criar tabela em Vista de Estrutura ....................................................................................... 15 Descrição do Ecrã de Construção da Tabela ......................................................................... 16 Chave Primária .................................................................................................................... 18 Adicionar uma chave primária de Numeração Automática .................................................. 20 Definir a Chave Primária...................................................................................................... 21 Relações.............................................................................................................................. 22 Relações entre Tabelas ................................................................................................... 22 Formulários ........................................................................................................................... 27 Assistente de Formulários .................................................................................................. 28 Modo de Estrutura............................................................................................................ 28 Controlos ........................................................................................................................... 30 Consultas ................................................................................................................................ 30 Consulta simples ................................................................................................................. 31 Parâmetros ......................................................................................................................... 33 Consultas de Sumarização ................................................................................................... 34 Consultas com duas ou mais tabelas ................................................................................... 34 Relatórios ............................................................................................................................... 35

Página 2

Modo Estrutura ................................................................................................................... 35 Secções de um relatório .................................................................................................. 35 Assistente ........................................................................................................................... 36

Página 3

..........Indicação do nome de uma nova base de dados ........................................................................................ 30 Figura 33 .................Relação entre Tabelas .........................Cálculo da data de nascimento do aluno mais velho e do aluno mais novo ...............................................................................................................Janela onde se selecciona as tabelas ..... 28 Figura 29 ............................................................................ 9 Figura 6 ............................................. 10 Figura 8 ..............Selecção de campos assistente no de relatórios ......Criar tabela por inserção dos dados .................................Passo 1 do Assistente de Formulários ................................................................................Propriedades do Campo .......................................... 15 Figura 15 ................................... 33 Figura 38 ...................... 34 Figura 40 ..................................................................................Arranque do Access 2007 .......................................................................Definição automática da estrutura da tabela ....Janela QBE com os campos assinalados ....................... 11 Figura 9 ........................................................................caixa de diálogo que é possível indicar o valor que o parâmetro vai tomar.............................................................................................................................. 12 Figura 10 ........... 34 Figura 41 ................................... 22 Figura 23 ....................................................Campos definidos como Chave Primária ..... 22 Figura 22 ...........Vista de Folha de Dados .........Escolha dos agrupamentos no assistente de relatórios ...... 7 Figura 4 .................................................. 33 Figura 39 ...Objectos na Base de Dados ......... 29 Figura 31 ........ 32 Figura 36 .......................................... 37 Página 4 ............................................. 16 Figura 16 .......................... 37 Figura 44 .......................................................................... 27 Figura 27 ....................................... 29 Figura 32 ....... 6 Figura 2 ...Janela Relações.............................Relatório em modo de Estrutura ......................Índice de Figuras Figura 1 .. 13 Figura 11............. 33 Figura 37 ............Nomear tabela....................................................... 29 Figura 30 ..Consultas com duas ou mais tabelas ..............................................................................Controlos ................ 19 Figura 19 .............. 15 Figura 14 .............. 32 Figura 35....................... 16 Figura 17 ....Estrutura de dados no Access ......................Propriedades do Formulário Aluno ..................................Estrutura de um registo e campo de uma tabela ................................................................................. 28 Figura 28 ........................................................................................Mudança de modo de visualização e gravação .... 20 Figura 20 ........ 21 Figura 21 ...............................Formulário Aluno na Vista de Estrutura ............Exemplo de trocas de informação numa base de dados relacional ... 7 Figura 3 ......................................................................Fechar Tabela ...........Ecrã de construção da estrutura da tabela .........Escolha do modo de visualização dos dados................................Formulário Aluno .................................Campo Código de Cliente ................................................................janela aonde se selecciona as tabelas .................. 8 Figura 5 ............ 26 Figura 26 ............................................................................. 26 Figura 25 ...... 36 Figura 43 ............................................................................................................................................. 25 Figura 24 ..............................Estrutura da Tabela.......................................Nova Base de Dados e Painel de Navegação.............................................................................................Botão Folha de Propriedades ......................... 31 Figura 34 .....................................Caixa de diálogo de criação da base de dados .............................................................................................................................Criação de um Novo Formulário......................................................Janela QBE ...............................Definir uma Chave Primária ...............Exemplo de uma ficha (registo) num ficheiro de moradas de clientes ..Estabelecimento das relações .................................... 14 Figura 12 ........... 15 Figura 13 ....................... 10 Figura 7 ...... 19 Figura 18 ..........Separadores do Friso ................. 35 Figura 42 ...............................................................Definição de Paramentos nas Consultas .............................................................................................................

........ 37 Página 5 ................................................................................Figura 45 ......... 37 Figura 46 .................................................................................Janela onde é definido o tipo de sumários a serem calculados e apresentados no relatório.................Escolha da sequência de ordenação .........

No Access 2007. num ficheiro com extensão . Ficheiros. cálculos e estatísticas. Um conjunto de informações.O que é o Access O Microsoft Access é um sistema de gestão de Bases de Dados (SGBD) para ambiente Windows. ABC. tem inerente a si um conjunto de conceitos básicos de base de dados. Registos e Campos A base de dados é armazenada sob forma de um ou vários ficheiros. os stocks de produtos ou os alunos de uma turma podem ser os dados que compõem uma base de dados. As moradas de clientes e de fornecedores. entre outros. relatórios. nomeadamente a criação de fichas de inserção e consulta de dados. Tabelas. Conceitos Fundamentais sobre Bases de Dados O que é uma Base de Dados Uma base de dados é um conjunto de dados relacionados de acordo com uma ou varias regras e um objectivo específico. 99 6400-000 Trancoso 271 222 222 Figura 1 . Nome do Cliente: Morada: Código Postal: Telefone: Soluções Informáticas SA Av. apresentando-se da seguinte Página 6 . os colaboradores de uma empresa. segundo uma estrutura predefinida pelo utilizador.Exemplo de uma ficha (registo) num ficheiro de moradas de clientes Sobre esses dados é aplicado um conjunto de acções que têm como objectivo a sua gestão e a obtenção de resultados.ACCDB. tosas as informações são armazenadas em tabelas. Como outros SGBD.

Acesso à informação através das tecnologias Internet. Indexação e ordenação da informação contida nos registos. das quais é possível destacar:          Inserção. Operações estatísticas sobre os dados. Página 7 . ABC. Programação. Impressão de relatórios. Automatização de funções. Critérios de visualização da informação.Estrutura de dados no Access Todos os registos de uma base de dados possuem uma estrutura de campos idêntica.forma: Ficheiros Tabelas Registos Campo Tabelas Registos Campo Campo Dados Tabelas Registos Campo (…) (…) (…) Figura 2 . Criação de ecrãs de apresentação. 99 6400-000 Trancoso 271 222 222 Campos Figura 3 . variando apenas o seu conteúdo: Registo Nome do Cliente: Morada: Código Postal: Telefone: Soluções Informáticas SA Av.Estrutura de um registo e campo de uma tabela Através de um SGBD pode realizar-se um vasto conjunto de operações de gestão de bases de dados. edição e apagamento de registos.

O Microsoft Access é. armazenadas num mesmo ficheiro. então.  Economia de espaço de armazenamento.  Maior rapidez de actualização. um sistema de Gestão de Bases de Dados Relacionais em ambiente gráfico. individualmente. de uma forma mais simples e directa. Página 8 . Dados Sobre Clientes Facturas Dados Sobre Produtos Figura 4 . a morada do cliente está contido apenas na tabela de dados do cliente e não nas suas facturas). aceder e trabalhar os dados. para além da “simples” organização da informação.Exemplo de trocas de informação numa base de dados relacional As bases de dados relacionais possuem inúmeras vantagens sobre as não-relacionais:  Eliminação de duplicados de informação – cada informação é armazenada num só “local” (por exemplo. Existem.As Bases de Dados Relacionais Uma base de dados relacional permite. a construção de uma relação entre eles irá proporcionar ao utilizador uma maior compreensão dos dados. o que significa que a organização/gestão dos dados é maximizada através doas características do Windows. A criação de relações entre grupos de informação distintos. esses grupos de informação tenham um objectivo específico. pelo que o utilizador consegue visualizar.  Acesso mais rápido às informações. então. Embora. várias tabelas com dados.

 Abrir Base de Dados Recente: abrir uma base de dados já existente. para utilização de modelos adicionais.Arranque do Access 2007 Opções na Página de introdução do Access 2007 ´  Nova Base de Dados em Branco: criar uma nova base de dados de Access: serão construídos os vários objectos que compõem uma base de dados em Access. na primeira listagem dos programas utilizados recentemente (pressupondo que este já foi activado anteriormente e que se encontra nesse quadro).  Modelos no Microsoft Office Online: acesso ao site da Microsoft. é visualizado a página de Introdução ao Microsoft Office Access. Assim que activado o Access.Activar o Access A partir do ecrã do ambiente de trabalho do Windows tem duas opções de acesso ao Access:  Fazendo clique no botão Iniciar e seleccionando Todos os Programas – Microsoft Office – Microsoft Office Access 2007  Utilizando directamente o comando de aberturas do Access. gravada em disco. que nos questiona acerca da acção que pretendemos: Figura 5 . Página 9 .  Modelos Locais: utilização de modelos já no computadores em utilização.

então. A primeira informação que o Access lhe irá solicitar é a indicação do nome da nova base de dados e a sua localização: Figura 6 . para tal. em modo de visualização “Folha de Dados”.Criar Base de Dados Suponhamos. será seleccionada a respectiva opção da caixa de diálogo da figura 5. Figura 7 . que pretende criar uma nova base de dados e que.Nova Base de Dados e Painel de Navegação Página 10 .Indicação do nome de uma nova base de dados Após indicar o nome e fazer clique no botão Criar. será então visualizado o novo Painel de Navegação do Access 2007 no qual é aberta uma nova tabela.

Criar Agrega a generalidade das opções criação de objectos no Access 2007 Dados Externos Contém as opções de importação. conjuntamente com o Botão do Office. Figura 8 . Ferramentas da Agrega opções de validação e manutenção dos dados. ordenação e localização de texto. NOME Base Página 11 . ligação e recolha de dados. verificação das Base de Dados características da base de dados e/ou de objectos. manipulação de registos.Separadores do Friso SEPARADORES FUNÇÃO Contém as funções mais utilizadas na formatação. exportação.Componentes Específicos do Ecrã de Abertura do Access Separadores do Friso no Access 2007 No Access 2007 existem quatro separadores standard que. contem a generalidade das opções necessárias à concepção e formatação do documento.

alterar ou inserir dados para as tabelas de uma base de dados.Objectos na Base de Dados Página 12 .Painel de Navegação Ao criar ou abrir uma base de dados. Figura 9 . são utilizados para a criação de fichas de inserção e de consulta de dados. são visualizáveis no Painel de navegação:  Tabelas: são os únicos objectos do Access que contêm os dados armazenados sob forma de registos e campos. os objectos disponíveis que foram criados. Também podem representar outputs de informação.  Páginas: criação de páginas Web. no estilo dos relatórios.  Consultas: as consultas têm múltiplas funções no Access: são utilizadas para seleccionar um conjunto de informação.  Relatórios: os relatórios são normalmente enviados para a impressora. normalmente segundo condições préestabelecidas.  Formulários: também designados por ecrãs de apresentação. imprimir um relatório ou copiar um conjunto de dados. por exemplo. com o objectivo de consultar.  Macros: as macros são constituídas por conjuntos de comandos que têm por objectivos automatizar funções na base de dados como. desde uma simples listagem a listagens com agrupamentos de dados e etiquetas. podendo assumir diversas formas.

com o objectivo de armazenar registos (“fichas”) de clientes.accdb. podendo depois criar-se uma relação entre essas tabelas. Cada registo terá campos idênticos.accdb”. stocks ou vencimentos. mas com conteúdos específicos (por exemplo. Esta base de dados será gravada na pasta denominada Meus Documentos e com o nome Base_Dados. execute as seguintes etapas: 1. podendo iniciar a construção da base de dados. a morada do fornecedor. começando pela definição das tabelas. fornecedores. Cada conjunto de informação será armazenado na sua tabela específica. de forma a uma melhor compreensão e utilização dos dados nelas armazenados. o vencimento do colaborador). Active o Microsoft Access. 2. indique o nome da base de dados que pretende criar. 3. Página 13 .Caixa de diálogo de criação da base de dados A partir deste momento. O nome “Base de Dados1. Faça clique no botão Base de dados vazia. surge o painel de navegação sem qualquer objecto. o nome do cliente. Na zona lateral do ecrã. Figura 10 . Tabelas O que é uma Tabela Uma tabela é uma estrutura de dados agrupada segundo registos e campos.A Criação de Base De Dados Partindo do princípio que se encontra no ecrã do ambiente de trabalho do Windows.

o utilizador poderá sempre alterar a estrutura dessa tabela.Criação de uma Tabela Posicionado no painel de navegação para criar uma nova tabela.Criar tabela por inserção dos dados Página 14 . sendo feita automaticamente a atribuição dos tipos de campos. É a opção que se encontra predefinida.  Criar tabela na vista de estrutura: a criação de tabela é feita totalmente pelo utilizador. Criar tabela por Inserção de Dados A criação de tabelas por inserção de dados é vantajosa para utilizadores com pouco conhecimento de Access. pelo que se pode inserir de imediato os dados na tabela: Figura 11. então. adequando-a às suas necessidades. Assim. Vejamos. as etapas a seguir: 1) No ecrã encontra-se já aberta a tabela em modo Folha de Dados. com a indicação dos campos que pretende e das suas características. Posteriormente. é feita a inserção de um conjunto de dados. que serão interpretados pelo Access quando a tabela for gravada. há primeiro que decidir qual o modo como pretende construi-la. é-lhe atribuído automaticamente um determinado tipo de campo. consoante os dados inseridos em cada coluna da tabela. No primeiro botão do friso encontra as duas opções directas de criação de uma tabela:  Criar tabela em vista folha de dados: a tabela é criada a partir da inserção de um conjunto de dados que sendo verificados pelo Access. pois permite criar uma tabela sem definir inicialmente quais os seus campos.

é necessário gravar a tabela: Figura 13 . Página 15 . fazendo clique com o botão direito do rato sobre o topo do separador.Definição automática da estrutura da tabela Criar tabela em Vista de Estrutura Embora o processo descrito tenha a sua utilidade inquestionável. utilize o friso e mude para o modo vista de estrutura.Nomear tabela 4) Ao mudar para o modo vista de estrutura. seleccione o comando Fechar: Figura 12 .2) Feche a tabela. 1) Visualizando o painel de navegação e com uma tabela aberta em modo de folha de dados (predefinido). através do botão no canto superior da respectiva janela ou.Fechar Tabela 3) Ao fechar. iremos dar preferência ao modo de criação de tabelas no modo Vista de Estrutura. ao que lhe será pedido para gravar a tabela (ver Figura 15). pode verificar a caracterização dos campos face aos conteúdos inseridos: Figura 14 .

botões e comandos (que serão descritos à medida que forem utilizados). O Access permite ao utilizador uma grande flexibilidade na atribuição de um nome a um campo. nome Página 16 .Mudança de modo de visualização e gravação 2) Utilize o modo vista de estrutura para definir os campos e respectivas propriedades: Figura 16 .Figura 15 . o ecrã de construção da tabela é composto por quatro zonas distintas:  Nome do Campo: é a zona onde são digitados os nomes dos campos.Ecrã de construção da estrutura da tabela Descrição do Ecrã de Construção da Tabela Para além dos já habituais frisos.

que permite até 15 dígitos à esquerda e 4 dígitos à direito da casa decimal. sendo normalmente utilizado para nomes. Muito útil em situação em que é necessário um numero automático sequencial. Página 17 . com o objectivo de os utilizar em temos de cálculos.147. Data Abertura). O valor atribuído pode ser sequencial ou aleatório. de forma flexível. o Texto: alfanumérico. Sim/Não: valor booleano (sim/não. em diferentes formatos. É utilizado para armazenar um endereço que permita o acesso a um ficheiro ou a uma página HTML na World Wide Web ou numa Intranet. Hiperligação: alfanumérico. sendo normalmente utilizado para comentários. verdadeiro/falso). …. como para um campo “número de factura”.768 a 32. É o tipo do campo que vai determinar os dados que nele podemos armazenar. Assistente de pesquisa: cria um campo que permite a criação de uma lista de valores.79769313486232E308 a 1. um som.402823E38 (7 dígitos de precisão decimal) -1. o Memo: alfanumérico. Numeração automática: numeração automática por cada novo registo.147. moradas. pode conter até 255 caracteres.767 -2.  Tipo de Dados: zona de indicação do tipo de campo. digitada ou obtida através de uma tabela ou consulta. podendo ser composto por até três partes.esse que poderá ter até 64 caracteres de comprimento. o Numero: para dados numéricos.487. Anexo: permite a associação de qualquer tipo de ficheiros suportados pelo Windows. incluído espaços e acentuação portuguesa (exemplos: Código. com um máximo de 2048 caracteres em cada uma delas.487. tais com folha de cálculo ou documentos. observações. um gráfico criado em outra aplicação. Moeda: formato “monetário”.648 a 2. explicações mais detalhadas. com “factura paga”. pode armazenar até 64000 caracteres.79769313486232E308 (15 dígitos de precisão decimal) o o o o o o o o Data/Hora: datas e horas.647 -3. Telefone. a fotografia de um produto. através de uma caixa de combinação. subdivide-se em vários tipos/tamanhos como. e poderá ainda ser utilizado para endereços de outros “serviços internet”.402823E38 a 3. semelhante a anexar ficheiros a uma mensagem de e-mail. Por exemplo. como FTP e Telnet. por exemplo: Byte Inteiro Inteiro Longo Simples Duplo 0 a 255 -32. Objecto OLE: campo para armazenar um objecto OLE (Object Linking and embedding). números e outros dígitos. Muito útil para campos em que só pode existir uma de duas opções. códigos postais e outros dados compostos por letras.

um campo Código de Cliente na tabela Clientes pode ser apresentado na tabela Serviços. Página 18 .  Legenda: nome de campo quando o utilizador criar um formulário. trata-se da chave primária. Descrição: zona de descrição do campo.  Casas decimais: número de dígitos depois de casa decimal. É assumido a dimensão máxima de 255 para os campos texto e formato Número inteiro longe para os campos número. A indexação permite que as pesquisas efectuadas ao conteúdo desse campo sejam mais rápidas.  Valor predefinido: valor assumido para aquele campo quando o utilizador cria um novo registo. por exemplo. denomina-se de chave externa. enquanto na tabela Serviços. sendo possível estabelecer relações entre tabelas através dos campos das chaves primárias. Numa base de dados relacional tal como no Access 2007. o campo “taxa de IVA” pode já conter o valor 0. directamente relacionado com o seu tipo.  Texto de validação: mensagem que surge no ecrã quando a regra de validação é infringida. Na tabela Clientes. Chave Primária Cada tabela da base de dados deverá ter um campo ou um conjunto de campos que identifique de forma exclusiva cada registo armazenado na tabela. Por exemplo. Uma chave primária de uma tabela é um campo ou conjunto de campos da tabela que constitui um identificador exclusivo para cada linha.  Regra de validação: expressão que determina os conteúdos admitidos por esse campo.  Formatar: formato do campo. O campo em questão denomina-se chave primária.21 por este ser o mais utilizado. os dados encontram-se divididos em tabelas separadas por assuntos ou categorias de informação.  Mascara de introdução: definição de uma “mascara” de regras de inserção de dados.  Propriedades do campo: zona de definição das propriedades do campo. que será visualizada quando estiver a preencher esse campo. por exemplo. sendo algumas comuns e outras específicas. o campo “quantidade” ter de ser maior do que 0. Todos os tipos de campos possuem propriedades.  Necessário: indica (ou não) que é obrigatória a introdução de dados nesse campo.  Permitir comprimento zero: permite (ou não) que o conteúdo de um campo texto ou mesmo seja “zero” (sem quaisquer caracteres).  Indexado: determina se esse campo está ou não indexado. Exemplos de Propriedades (algumas das mais utilizadas)  Tamanho do campo: número máximo de caracteres possíveis de introduzir no campo texto ou número. por exemplo. um campo número pode ter um formato para aceitar x casas decimais ou valores percentuais.

como. por exemplo. um número de ID ou um número de série ou código. Por exemplo. O campo de Código de Cliente corresponde a chave primária. um número de identificação exclusivo. como. por exemplo:  Identifica de forma exclusiva cada linha.Relação entre Tabelas Deve escolher para chave primária um campo que apresente determinadas características.Figura 17 . funciona como chave primária numa tabela. Figura 18 . na tabela Clientes. Normalmente.  Contem sempre um valor.  Nunca é alterado. cada cliente tem um número de Código de Cliente exclusivo.Campo Código de Cliente Página 19 .

terá de abrir a tabela na Vista de Estrutura: 1. clique em Vista de Estrutura. No Painel de Navegação. seleccione e abra a base de dados. em Novos valores. Página 20 . clique na seta pendente e clique em Numeração Automática. o Access cria automaticamente uma chave primária com o tipo de dados Numeração Automática. Em Propriedades do campo.Estrutura da Tabela 6.Adicionar uma chave primária de Numeração Automática Ao criar uma nova tabela na Vista de folha de Dados. Clique no Botão Microsoft Office e. Na caixa de diálogo Abrir. Na coluna Nome do Campo. escreva um nome. em seguida. Na coluna Tipo de dados. Localize a primeira linha vazia disponível na grelha de estrutura da tabela. Figura 19 . clique com o botão direito do rato na tabela à qual pretende adicionar a chave primária e. 2. clique em Incremento para utilizar valores numéricos incrementais para a chave primária ou clique em Aleatório para utilizar números aleatórios. “IDDoCliente”. como. 4. clique em Abrir. 5. no menu de atalho. por exemplo. 3. Para adicionar um campo de chave primária numa tabela existente. 7.

Clique no Botão Microsoft Office e. Na caixa de diálogo Abrir. no grupo Ferramentas. No separador Estrutura. Página 21 . consiste em definir um campo da tabela com uma chave primária com as seguintes características: o campo desta chave primária terá de identificar de forma exclusiva cada linha. Seleccione o campo ou campos que pretende utilizar como chave primária. Para definir de forma explícita uma chave primária. 4. clique em Chave Primária. seleccione e abra a base de dados. é necessário utilizar a Vista de Estrutura: 1. 5. nunca poderá estar vazio nem conter valor nulo e raramente deve ser alterado. No Painel de Navegação. 2. clique em Abrir. como por exemplo.Figura 20 . um número de série ou código. em seguida. clique com o botão direito do rato na tabela à qual pretende adicionar a chave primária e. no menu de atalho. clique em Vista de Estrutura. 3.Propriedades do Campo Definir a Chave Primária Uma forma de identificar cada registo de uma tabela com um número de identificação exclusivo.

Para tal. é possível com a utilização de "Relacionamentos entre tabelas". Na construção de uma BD. de forma a armazenar cada ocorrência apenas uma vez. Isto pode ser feito dividindo os dados em muitas tabelas baseadas em assunto.Definir uma Chave Primária 6. Por exemplo: Um aluno é caracterizado não só pela informação armazenada na tabela Alunos como por as notas que foi obtendo ao longo do curso que estão armazenadas na tabela Notas. Relações entre Tabelas Embora as informações estejam separadas em cada uma das tabelas. Para que a informação possa ser utilizada. formulários e relatórios que apresentem informações de diversas tabelas de uma só vez.Figura 21 . deverá colocar campos comuns em tabelas relacionadas e definir as relações entre as tabelas. Poderá depois criar consultas.Campos definidos como Chave Primária Relações Uma base de dados bem estruturada não deve permitir redundâncias. o Access deve ter um mecanismo de reunir as informações divididas. O Access adiciona um indicador de chave à esquerda do campo ou campos que tenha especificado como chave primária. os quais podem ser de três tipos: • • • Um para Um Um para Vários Vários para Vários Página 22 . dados duplicados. Figura 22 . na prática devem existir relacionamentos entre as tabelas. isto é.

Por questões de projecto da BD. necessariamente.) tenha que ser duplicada nas duas tabelas. a qual se relaciona com a tabela Alunos através de um relacionamento do tipo Um para Um. Este tipo de relacionamento é conseguido através de dois relacionamentos do tipo Um para Muitos. por exemplo. que a mesma informação (Nome. • • Relações Muitos para Muitos Na prática não há forma de implementar um relacionamento deste tipo. Por exemplo. o outro também deverá ser do tipo Texto. Poderíamos utilizar o campo NumeroAluno como o campo que relaciona as duas Tabelas. não precisa ser. na tabela alunos pode aparecer várias vezes na tabela Notas. Na tabela Alunos da Tuna poderíamos colocar apenas o NumeroAluno. Cada aluno somente é registado uma vez na Tabela Alunos e uma única vez na tabela Alunos da Tuna. No nosso exemplo já temos a tabela Notas onde ficam Página 23 . o mesmo. Relações Um para Muitos Este é. além das informações a respeito da função que ele tem na tuna. Um exemplo poderia ser o seguinte: Imagine que todos os alunos estão registados na tabela Alunos. já o lado muitos não pode ser uma chave primária. tantas vezes quantas forem as notas obtidas ao longo do curso. devido a uma série de problemas que seriam introduzidos na BD que não iremos explicar. podemos criar uma segunda tabela "Alunos da Tuna". se um dos campos for do tipo Texto. Endereço. evitando. O lado um do relacionamento deve ser uma chave primária. Cada um dos campos não apresenta valores repetidos. Na prática existem poucas situações onde utilizaremos um relacionamento deste tipo. estas podem ser recuperadas através do relacionamento existente entre as duas tabelas.Relações Um para UM Esta relação existe quando os campos que se relacionam são ambos Chaves Primárias em suas respectivas tabelas. etc. um aluno registado.. etc. Quando fosse necessário buscar as informações tais como nome. Antes de criar os relacionamentos devemos verificar se o tipo dos campos a serem relacionados é o mesmo. a qual fica com o lado Muitos dos relacionamentos. tempo na tuna. com isso. além de características como máscaras de entrada e formato. uma única vez. Uma das tabelas (o lado um do relacionamento) possui um campo que é a chave primária e a outra tabela (o lado muitos) relaciona-se através de um campo cujos valores relacionados podem se repetir várias vezes. o tipo de relacionamento mais comum entre duas tabelas. destes apenas uma pequena parte participa na Tuna da Escola. Algumas observações importantes sobre relacionamentos: • O nome dos campos envolvidos no relacionamento. com certeza. etc. O tipo dos campos é que precisa ser o mesmo. endereço. Isto é conseguido através da criação de uma nova tabela.

Assim. este último representado por um símbolo de infinito (∞). Esta situação em que um relacionamento um para muitos é "quebrado" em dois relacionamentos do tipo um para muitos é bastante comum. o Access permite que as alterações efectuadas na tabela primária sejam automaticamente reflectidas nas tabelas relacionadas após confirmação pelo utilizador. como é indicado pelo 1º registo de Notas. Activando a opção Impor integridade referencial (como iremos fazer mais à frente). e ao mesmo tempo aonde ficam armazenadas as notas das diferentes disciplinas. se for alterado o valor do campo comum de um registo da tabela primária. Na janela de relacionamentos. e. Se. Diversas vezes esta técnica é utilizada para eliminar uma série de problemas nas Bases de Dados. Para simplificar estas tarefas que são frequentes. teremos dois relacionamentos do tipo um para muitos. os números dos alunos Maria Oliveira e Paulo Silva forem alterados na tabela Alunos então estes alunos passarão a ter as notas trocadas entre eles. para alterar o valor de um campo comum ou apagar um registo numa tabela primária. por exemplo. saber a qual disciplina é que a aluna Carolina Santos teve 15. portanto. é necessário antes alterar/apagar os registos relacionados. Integridade Referencial Dividir a informação por várias tabelas resolve os problemas de redundância e inconsistência. Os dados das tabelas primárias têm que ser introduzidos antes dos dados das tabelas relacionadas. não é possível. Exemplo: Se eliminar o registo da tabela Disciplinas referente a Informática. a BD passa a estar inconsistente porque vários registos na tabela Notas fazem referência à disciplina 1 que já não existe. a consistência da informação distribuída pelas tabelas. tais como informação repetida e inconsistência de dados. Assim ao invés de termos um relacionamento do tipo muitos para muitos. Página 24 . a BD fica inconsistente. um relacionamento com esta opção activada passa a ter indicação do lado 1 e do lado N.armazenadas as diferentes notas dos alunos. por exemplo. se um registo numa tabela primária for apagado e existirem registos relacionados noutra tabela. De forma semelhante. Note-se que a partir deste momento não é possível introduzir a informação na BD por qualquer ordem. mas criou outros. a informação na BD deixará de ser consistente. todos os valores existentes no campo comum da tabela relacionada terão que existir no campo comum da tabela primária. Assim. Isto é. Por exemplo. de forma a garantir a integridade referencial. o Access passa a validar os valores dos campos relacionados.

Quando a opção Impor integridade referencial é activada são disponibilizadas mais 2 opções: • Propagar actualização dos campos relacionados: provoca a propagação de alterações no campo comum do lado 1 a todas as ocorrências do valor alterado nos registos no lado N. Figura 23 . • Criação das relações no nosso exemplo Para definir as relações. o primeiro passo é seleccionamos o comando Relações que está no menu Ferramentas de Base de Dados. Automaticamente as tabelas seleccionadas aparecem na janela Relações e carregamos no botão Fechar para que·selecciona as tabelas possa começar a estabelecer a relações. Para definir a primeira relação entre o campo NumeroAluno da tabela Alunos e o campo NumeroAluno da Tabela Notas procedemos da seguinte forma: Página 25 .Janela onde se selecciona as tabelas Nesta janela seleccionamos todas as tabelas que queremos relacionar (todas) e pressionamos o botão Adicionar. no nosso exemplo. Propagar eliminação dos registos relacionados: provoca a eliminação de todos os registos do lado N com o mesmo valor do campo comum que o registo eliminado do lado 1. Este comando desencadeia o aparecimento de uma janela semelhante apresentada na Figura 23.

Para terminar seleccionamos o botão Criar de modo a que a relação seja efectivada.Estabelecimento das relações Nesta janela forçamos a Integridade referencial através da activação da opção Impor integridade referencial e pelas razões acima expressas devemos activar as opções: Propagar actualização dos campos relacionados e Propagar eliminação dos registos relacionados. Figura 24 .Janela Relações Página 26 . Figura 25 . Automaticamente surge-nos uma janela como aquela que aparece na Figura 24. Seleccionamos o campo NumeroAluno da tabela Alunos 2. Arrastamos esse campo até ao campo NumeroAluno da Tabela Notas e deixamos de pressionar o rato. 3. Os mesmos procedimentos devem ser levados de forma a estabelecer a relação entre o campo DisciplinasID da Tabela Disciplinas e o campo DisciplinasID da tabela Notas. Depois destas duas relações serem estabelecidas a janela Relações tem o seguinte formato observado na Figura 25.1.

directamente na tabela. … Página 27 . um registo por página com os campos dispostos na vertical. em que a informação é organizada. O formulário. baseados numa tabela apenas. este deve ser baseado numa tabela ou consulta. que facilita as operações com os dados. Mostrar informação suplementar (comentários. Formulário Automático: Colunas: Esta opção e as 2 seguintes permitem a criação automática de formulários muito simples. Mostrar informação derivada através de expressões (nos campos calculados). Ao alterarmos um registo no formulário. que facilitam a entrada e a alteração de dados. seleccionamos o separador Criar e visualizamos os várias opções (Figura 26) que nos permitiram seleccionar o tipo de formulário a criar e a tabela ou consulta que servirá de fonte de registos. Ao criarmos um formulário. estas informações estão a ser alteradas. Para criarmos um formulário. respectivamente. alterar ou inserir) informação contida em tabelas. Assistente de Formulários: Criação de formulários pela resposta a um conjunto de questões colocada pelo assistente.Formulários Os formulários são utilizados para que possamos implementar funcionalidades que não seriam possíveis de ser implementadas com o uso de folhas de dados. gráficos. A principal aplicação dos formulários é a criação de ecrãs. As opções disponíveis são: Figura 26 . Pode-se resumir as funcionalidades dos formulários a: • • • • Editar (mostrar.Criação de um Novo Formulário • • • Vista de estrutura: Construção manual do formulário. não é mais do que um ecrã gráfico. na prática. Gerir a interacção com os utilizadores. etc).

No último passo definimos o título para o Formulário. O passo seguinte é escolher um dos esquemas predefinidos. efectuam-se pequenos ajustamentos e acrescentam-se controlos para associar funcionalidades ao formulário. Se deixar as opções por defeito surge-nos um ecrã semelhante ao da Figura 28. Para passarmos do modo Figura 28 . Assistente de Formulários A maior parte das vezes.• • • • Formulário Automático: Tabelas: …vários registos por página com os campos dispostos na horizontal.Formulário Aluno Página 28 . (Escolha Coluna). a melhor forma de construir um formulário é começar por usar o assistente para construir o essencial da visualização da informação. Vamos de seguida construir o formulário alunos: • Para isso temos que escolher Assistente de Formulário como se pode ver na Figura 26. Na etapa seguinte temos uma série de estilos predefinidos. Assistente de Tabelas Dinâmicas: Criação de formulários que apresentem os dados de forma agregada organizados em dimensões através de Tabelas Dinâmicas do Excel. (escolha Access 2007). Em seguida seleccionamos a tabela Aluno e temos de incluir todos os campos de Alunos no formulário como está expresso na Figura 27. … Formulário Automático: Folha de dados: …e em folha de dados. Digite o seguinte título: Alunos. Assistente de Gráficos: Criação de gráficos. na vista de estrutura.Passo 1 do Assistente de Formulários • Modo de Estrutura Como dissemos anteriormente a utilização mais frequente da vista de estrutura é para editar formulários construídos com o assistente. • • • Figura 27 . Depois.

Outra: outras propriedades (menu. • • O utilizador pode ver as propriedades associadas a um formulário. Rodapé do Formulário: É exibido no final da última página. Figura 29 . impressão. Dados: qual a fonte de registos e como estão ligados. É a única parte obrigatória do formulário. As propriedades são agrupadas em 4 conjuntos (Figura 31): • • • Formato: formatação e aspecto visual. É onde são exibidos os controlos associados com os campos de uma tabela ou consulta. O modo estrutura do formulário é composto por cinco partes distintas: • Cabeçalho do Formulário: É exibido no início da primeira página do formulário. Acontecimento: associação de procedimentos/macros para interacção do utilizador com o formulário.Botão Folha de Propriedades • Figura 31 . ou a qualquer objecto que esteja no formulário. não existe formulário sem a secção Detalhe. Figura 30 . ou seja. O separador Tudo apresenta todas as propriedades. etc).Propriedades do Formulário Aluno Página 29 . executando o comando Folha de Propriedades (Figura 30). ajuda.Formulário Aluno na Vista de Estrutura Secção Detalhe: Esta é a parte principal do formulário (também conhecida como Corpo do Formulário).formulário para o modo estrutura seleccionamos o comando Vista de Estrutura. E o nosso formulário assume o aspecto que se pode ver na Figura 29.

o rótulo fica isolado • Caixa de texto . Por exemplo. tais como títulos. ela fica com um rótulo anexado que exibe uma legenda para aquela caixa de texto. quando criamos uma caixa de texto não acoplada para exibir resultados de um cálculo ou para aceitar entrada de dados do utilizador. • Rótulo – Utilizamos rótulos em formulários ou relatórios para mostrar textos descritivos. legendas ou instruções breves.Essa é a ferramenta padrão quando é exibida a Caixa de Ferramentas. Quando criamos um rótulo utilizando a ferramenta Rótulo. Consulta de Acção: alterar a informação nas tabelas. Por exemplo. • Botões de comando . Consultas As consultas são utilizadas para visualizar. médias. seleccionar registos e campos das tabelas. Com ela que se move. os controlos permitem organizar e decorar o formulário. A seguir são descritos os principais controlos: Figura 32 . Consulta de Sumarização: agregar informação das tabelas. Um controlo pode ser colocado em qualquer uma das secções e tem também um conjunto de propriedades agrupadas da mesma forma que nos formulários. Este tipo de caixa de texto é denominado de caixa de texto acoplada porque está acoplada aos dados de um campo. de forma a tornar a sua utilização mais agradável e eficiente.Utilizamos os botões de comando em formulários para iniciar uma acção ou um conjunto de acções. ou de uma Consulta. dimensiona e selecciona controlos. isto é. Também podemos utilizá-las como origem de registos para formulários e relatórios. Um rótulo pode ser anexo a um outro controlo. Existem vários tipos de consultas: • • • Consulta de Selecção: é a mais comum e permite. Página 30 .Controlos • Seleccionar . As caixas de texto podem também ser não acopladas. calcular totais. As consultas podem ser criadas com um assistente ou a partir do zero no modo Estrutura da consulta. etc. Para além de mostrar informação. podemos criar um botão de comando que abra um outro formulário ou um botão de comando para ir para o próximo registo. por exemplo.Utilizamos caixas de texto quer em formulários quer em relatórios para exibir dados de uma tabela.Controlos As peças utilizadas para a construção de um formulário são os controlos (Figura 32). Alguns controlos têm assistentes que facilitam a sua criação. alterar e analisar dados de diferentes maneiras. Quando criamos uma caixa de texto. como o nome indica.

O utilizador vai definindo a consulta.janela aonde se selecciona as tabelas 4) Imediatamente a seguir é exibida a interface gráfica do Microsoft Access para a criação de consultas QBE (Figura 34). 3) Depois no ecrã (Figura 33). etc. De seguida feche a janela. somente o comando SQL . Também pode acontecer precisarmos de dados calculados com base em um ou mais campos de uma tabela. Figura 33 . Página 31 . Esta interface é bastante simples de utilizar. critérios de filtragem. tais como: campos a serem devolvidos. Ao salvar uma consulta. No nosso caso basta seleccionar a tabela Alunos. somente depois.Structured Query Language é guardado. No comando SQL está toda a informação necessária para que o Microsoft Access execute a consulta.Query By Example. tem que seleccionar as tabelas que contêm os campos que necessitam. campos calculados. Cada vez que a consulta é executada. os dados por ela devolvidos. actualizar tabelas ou efectuar cálculos. Nestas situações primeiro temos que montar uma consulta que nos forneça a listagem desejada e. Consulta simples Neste item aprenderemos a criar uma consulta simples. Também podemos criar consultas que actualizem os dados de uma tabela. ordenação dos resultados. podemos criar o relatório baseado na consulta montada inicialmente. o comando SQL é executado e os dados são devolvidos a partir das tabelas que fazem parte da consulta. utilizando o QBE e o Microsoft Access vai compilando os nossos pedidos criando o comando SQL correspondente. Vamos criar uma consulta baseada na tabela Alunos A nossa consulta exibirá os campos (NumeroAluno. Para criarmos a consulta acima solicitada fazemos os seguintes passos: 1) Abrir a base de dados que estamos a trabalhar (caso ainda não esteja aberta) 2) Seleccionar o separador Criar e no sub-separador carregar na opção Estrutura de Consulta. Nome. O Microsoft Access fornece-nos uma interface gráfica conhecida como QBE . Para criarmos consultas no Microsoft Access não precisamos conhecer a linguagem SQL. Quando criamos uma consulta o Microsoft Access não grava juntamente com a consulta. Apelido e Sexo) dos alunos do sexo Masculino.Usamos as consultas para seleccionar registos.

Janela QBE 5) Neste momento estamos no "Modo estrutura da consulta". linhas adicionais poderão aparecer na interface gráfica. Depois destas operações a janela QBE deverá ficar conforme o observado na Figura 35. se um campo deve ser ou não exibido linha Mostrar e quais os critérios de filtragem . Temos três maneiras diferentes de adicionar um campo à consulta: a) Dar um duplo clique no nome do campo a ser adicionado. se crescente ou decrescente .(2) Figura 34 . directamente na linha Campo. 6) Na parte de baixo.linhas Critério e OU. c) Seleccionar o nome do campo. definimos quais os campos que farão parte da consulta – linha Campo. Apelido e Sexo). Dependendo ainda do tipo de consulta que estamos a criar. indicada pelo número (2) na Figura 33.Janela QBE com os campos assinalados Página 32 .linha Ordenação. Nome. 9) Finalmente na linha Critério deve ser colocado o texto (=“M”) de forma a condicionarmos nossa consulta só aos elementos do sexo Masculino. Figura 35. b) Arrastar o campo a ser adicionado. 7) Agora precisamos definir quais os campos que farão parte da consulta. qual a ordenação dos resultados. 8) Utilizando qualquer uma das formas descritas no ponto anterior deve adicionar os campos acima referidos (NumeroAluno.

em vez de colocarmos como critério “M” quando queremos só ver os indivíduos do Figura 37 .Definição de Paramentos nas Consultas sexo Masculino e redefinirmos o critério para “F” quando queremos consultar só os indivíduos do sexo Masculino podemos colocar o critério de forma que utilizador seja questionado que critério deseja definir. Neste caso concreto o comando apresentado é o seguinte: “SELECT Alunos. O valor de um parâmetro é perguntado ao utilizador cada vez que a consulta é executada.. Em muitas situações é possível substituir essas constantes por parâmetros. Figura 36 . Para isso colocamos o critério como vemos na Figura 29.” 11.10. Figura 38 .caixa de diálogo que é possível indicar o valor que o parâmetro vai tomar Página 33 . Necessidade de criar mais consultas sempre que surja a necessidade de utilizar uma constante nova.Apelido. e Necessidade de alterar todas as consultas sempre que seja detectado algum erro ou seja pedida alguma modificação. Alunos. Por exemplo na consulta. Alunos. O resultado obtido é aquele que podemos visualizar na Figura 28.Sexo)="M")).Sexo FROM Alunos WHERE (((Alunos. Para utilizar esse valor no critério da consulta basta escrever a questão entre parêntesis rectos ('['. seguido pelo nome do parâmetro. definida no ponto anterior. Como dissemos anteriormente as consultas conseguidas com ajuda do QBE tem uma representação directa de um comando em SQL. Desperdício de espaço para guardar todas as consultas.Nome.Vista de Folha de Dados Parâmetros A utilização de constantes na definição de critérios em consultas leva a: • • • • Muito trabalho repetitivo. Para visionarmos o resultado deste comando na Folha de dados da consulta basta seleccionar Vista de Folha de Dados. Alunos. Quando pedimos para o comando SQL ser executado surge uma caixa de diálogo igual à que está na Figura 30. 12.NumeroAluno. seguido por ']'). Para visionarmos esse comando activa-se a Vista de SQL. Para terminar grave a consulta com o nome Alunos/SexoM.

Consultas de Sumarização Frequentemente os utilizadores de uma BD estão interessados em analisar a informação lá guardada de forma agregada. médias. O critério propriamente dito é definido como noutra consulta qualquer. Ultimo (Valor do ultimo registo). Por exemplo. nas linhas de Critério. estão em duas ou mais tabelas diferentes. Média. A expressão será indicada na linha campo como para os campos calculados e tem que incluir obrigatoriamente uma função de sumarização. calcular expressões envolvendo várias estatísticas sobre um campo e seleccionar registos: • • Agrupar Por . É possível agregar por mais do que um campo. para o director comercial de uma empresa pode ser mais informativo analisar o total de vendas feitas por artigo do que os registos de vendas individuais. Na janela "Mostrar tabela" é só adicionar as tabelas onde Figura 40 . Activando a opção Totais é acrescentada a linha Total à estrutura da consulta que dá acesso a um menu. Var (Variância). os dados que queremos exibir na consulta. Vamos fazer um exemplo prático onde pretendemos apresentar as notas obtidas por um aluno. As consultas de sumarização do Access permitem calcular este tipo de informação estatística (somas.Cálculo da data de nascimento do aluno mais velho e do aluno mais novo • Consultas com duas ou mais tabelas Em determinadas situações. é extremamente simples. Expressão . DesvP (Desviopadrão). No Microsoft Access é possível criar uma consulta baseada em duas ou mais tabelas. etc) agrupando os registos por um ou mais campos.Selecção de registos. Por exemplo se quiséssemos saber a data de nascimento do aluno mais velho e do mais novo tínhamos de criar a consulta como podemos ver na Figura 39. Figura 39 . Primeiro (Valor do 1º registo). com as opções de sumarização: Esta lista apresenta um conjunto de operações estatísticas que podem ser efectuadas em grupos de valores: Soma.Min (Menor valor). Para criar uma consulta baseada em duas ou mais tabelas. No menu são disponibilizadas mais três opções para identificar o campo usado para agrupar registos. Contar.Agrega pelos valores deste campo.Calcular valores baseados nas funções de sumarização apresentadas acima. Onde . Página 34 .Consultas com duas ou mais tabelas estão os dados necessários à consulta. isto é. Max (Maior valor). O aspecto da consulta que pedimos é que se pode ver na Figura 40.

Relatórios Um relatório é a maneira de apresentar os dados num formato impresso. algumas secções podem ser repetidas várias vezes. utilizamos o modo Visualizar impressão (Pré-visualizar) e. Para criar um relatório. as secções são representadas como faixas e cada secção contida no relatório é representada uma vez. sendo que o relatório possui alguns controlos diferentes de formulários. Figura 41 . As opções disponíveis são: • • • Vista de estrutura: Construção manual do relatório. Modo Estrutura O desenho de um relatório é quase igual ao de um formulário. Como temos o controlo sobre o tamanho e a aparência de todos os elementos de um relatório. Os tipos de controlos são: • • • Caixas de texto: exibem nomes e números. Aparece então uma caixa de diálogo que permite seleccionar o tipo de relatório a criar. O funcionamento dos relatórios está baseado em duas fontes de informações: tabela ou consulta de origem. e a própria estrutura do relatório. No modo Estrutura. Assistente de Relatórios: Criação de relatórios pela resposta a um conjunto de questões colocadas pelo assistente. para imprimir um relatório. no ecrã. Você determina onde as informações aparecem em cada secção posicionando controlos. Como os outros elementos do Microsoft Access. O vínculo entre um relatório e sua origem de dados é criado por objectos gráficos chamados controlos. o resultado de um relatório. No relatório impresso. como rótulos e caixas de texto. onde são definidos os controlos e todos os demais elementos do relatório e outros modos. nos temos o modo Imprimir. um relatório possui um modo Estrutura. Rótulos: exibem títulos e linhas e rectângulos gráficos. é possível exibir as informações da maneira como desejamos vê-las. (ver Figura 41) Página 35 . Cada secção tem uma finalidade específica. Para visualizar. sendo impressa em uma ordem previsível na página e no relatório. ir ao separador Criar. Molduras: exibem imagens e gráficos. Assistente de Etiquetas: Formatação de etiquetas.Relatório em modo de Estrutura Secções de um relatório As informações de um relatório podem estar divididas em secções. onde são visualizados os resultados obtidos. como fonte de dados.

É conveniente utilizar o Assistente de Relatório para organizar rapidamente o nosso relatório. Os cabeçalhos e rodapés. Utilizando à posterior o modo Estrutura. Cabeçalho de grupo . Pode ser utilizado para exibir informações que se aplicam ao grupo como um todo. Rodapé da página .O rodapé da página aparece na parte inferior de cada página do relatório.O rodapé do relatório aparece uma vez ao final do relatório.Selecção de campos assistente no de relatórios Página 36 . Neste caso basta seleccionar três campos como podemos ver na Figura 42.O cabeçalho do relatório aparece uma vez no início de um relatório (no início da primeira página do relatório). tal como o nome de um grupo. Esta secção é repetida para cada registo da origem do registo base do relatório. Quando utilizamos um Assistente de Relatório.• • • • • • • Cabeçalho do relatório . Cabeçalho da página . O tamanho das secções pode ser ajustado e suas propriedades definidas. podemos personalizar o nosso relatório. Rodapé do relatório .O cabeçalho da página aparece no topo de cada página do relatório. No primeiro passo do assistente de relatórios temos que seleccionar os campos que nos interessam para fazer o relatório. Secção detalhe . são adicionados/removidos aos pares.Um cabeçalho de grupo aparece no início de um novo grupo de registos. Figura 42 . Primeiro seleccionamos o Assistente 2. Utilizado para itens como totais de grupos. Assistente Podemos criar um relatório utilizando um Assistente de Relatório (Report Wizard). Um Assistente de Relatório agiliza o processo de criação de um relatório porque faz todo o trabalho básico para utilizador. No exemplo que segue pretendemos criar um relatório com as notas de todos os alunos a todas as disciplinas: 1.A secção detalhe contém o corpo principal dos dados de um relatório. Rodapé do grupo . ele vai solicitando aos utilizadores várias informações que lhe permite criar um relatório com base nas nossas respostas. também é possível acrescentar ou remover cabeçalhos e rodapés sempre que se desejar.Aparece no final de um grupo de registos. Adicionalmente. com excepção dos cabeçalhos e rodapés de grupo.

Finalmente na última etapa vamos nomear o relatório que acabamos de definir. 4.Escolha do modo de visualização dos dados nosso relatório. No ponto seguinte do assistente é definido o aspecto visual do relatório.Escolha dos agrupamentos no assistente de relatórios 7. No quarto ponto do assistente definimos que tipo de ordenação deseja para os campos. Como podemos ver pela Figura 45 podemos classificar até quatro níveis diferenciados.Janela onde é definido o tipo de sumários a serem calculados e apresentados no relatório Página 37 .3. No passo seguinte vamos escolher como desejamos ver os dados. Na opção orientação definimos se o relatório será impresso no sentido normal da página ou com a página no sentido horizontal. 8. 5. Ainda neste nível podemos definir o aparecimento de informação sumariada. No passo seguinte seleccionamos que tipos de agrupamentos queremos que existam no Figura 43 . O tipo de sumários a serem calculados e apresentados no relatório são aqueles que se podem observar na Figura 46. no nosso caso vamos escolher por Notas (Figura 43). Para o nosso problema o ecrã deve ser deixado como se pode ver Figura 44. Um estilo define um conjunto de cores e formatações. A opção Esquema define a maneira como os controlos serão dispostos no relatório. Figura 46 . Figura 45 .Escolha da sequência de ordenação Figura 44 . Na próxima etapa definimos o estilo para o relatório. 6.

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