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Inclusão para a vida Biologia A

Pré-Vestibular da UFSC

1
UNIDADE 1

GENÉTICA MENDELIANA

BREVE HISTÓRICO SOBRE MENDEL

Em 1865, Johann Gregor Mendel, monge em um mos-
teiro na atual República Checa, divulgou seus resulta-
dos a sociedade de naturalistas da cidade de Brno. Em
dez anos de trabalho, dedicou-se ao cruzamento de
plantas e observou após várias gerações as diferenças
surgidas. Mendel, não teve seus trabalhos reconheci-
dos, por 20 anos. A partir daí, Mendel teve seus traba-
lhos reconhecidos. No entanto, os bons resultados
obtidos por Mendel foi devido a escolha de seu materi-
al biológico, as ervilhas (Pisum sativum), o a qual
apresenta as seguintes característica favoráveis ao
estudo da genética:
• facilidade de cultivo;
•caracteres marcantes;
• ciclo vital curto;
• Autofecundação natural; a estrutura da flor herma-
frodita não permite a entrada de pólen, o que leva a
planta a ser "pura", isto é, as características não variam
de uma geração para outra.

CONCEITOS BÁSICOS DE GENÉTICA

GENE
É um segmento de DNA responsável pela determina-
ção de um caráter hereditário (unidade de transmissão
hereditária).

CROMOSSOMOS HOMÓLOGOS
São cromossomos que apresentam a mesma forma, o
mesmo tamanho, a mesma posição do centrômero,
sendo um de origem materna e outro paterna.

LOCO/LOCUS
Espaço físico ocupado pelo gene no cromossomo (en-
dereço).

GENES ALELOS
São genes que determinam um mesmo caráter. Eles se
situam no mesmo loco em cromossomos homólogos.

HOMOZIGOTO OU PURO
Indivíduo que apresenta, no par de genes para certo
caráter, dois alelos iguais, sendo um proveniente do pai
e outro da mãe. Exemplo: AA ou aa

HETEROZIGO OU HÍBRIDO
São pares de genes que determinam uma característica,
mas apresentam manifestações diferentes.Exemplo: Aa

DOMINANTE
São genes que se manifestam tanto em homozigose,
quanto em heterozigose. Estes tipos de genes, sempre
são simbolizados pela letra maiúscula do alfabeto,
como, por exemplo: cor amarela das sementes das
ervilhas – VV ou Vv.

RECESSIVO
Os genes recessivos são simbolizados pela letra minús-
cula do alfabeto e só manifestam-se quando estão em
homozigose, como, por exemplo: cor verde das semen-
tes das ervilhas – vv.

FENÓTIPO
É a aparência de um indivíduo, como: a cor dos cabe-
los, cor dos olhos, os grupos sanguíneos são exemplos
de fenótipos.

GENÓTIPO
O termo genótipo pode ser aplicado tanto ao conjunto
total de genes de um indivíduo como a cada par de
genes em particular. Os filhos herdam dos pais o genó-
tipo que tem a potencialidade de expressar os respecti-
vos fenótipos. Um genótipo pode expressar diferentes
fenótipos, dependendo de sua interação com o meio.
Portanto: Genótipo + Meio = Fenótipo.

1ª LEI DE MENDEL
“As características hereditárias são determinadas por
um par de fatores (genes), os quais se separam na for-
mação dos gametas”.



CODOMINÂNCIA GÊNICA
São casos na genética onde não ocorre dominância de
um alelo sobre outro, sendo o fenótipo resultante equi-
valente à soma dos seus alelos (genes). Um caso clás-
sico de codominância ocorre na determinação das
cores das pétalas das flores da espécie Mirabilis jalapa
(Planta Maravilha).





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Inclusão para a vida Biologia A

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2
A Planta maravilha apresenta três cores:







Exercícios de Sala #

1. (UFSC) Considerando uma certa característica
biológica, determinada pelo par de genes alelos A e a,
sendo A dominante sobre a, podemos afirmar corre-
tamente que:
01. Dois indivíduos, um com genótipo AA e outro com
genótipo Aa, tem fenótipos iguais com relação a es-
te caráter biológico.
02. Do cruzamento Aa x Aa resultam descendentes de
dois genótipos.
04. Do cruzamento Aa x aa resultam descendentes de
dois fenótipos, em proporções iguais.
08. Os genitores de um indivíduo aa podem ter fenóti-
pos diferentes entre si.
16. Um indivíduo com genótipo Aa produz dois tipos
de gametas, em proporções iguais.

2. (UDESC) Em uma planta conhecida como maravi-
lha (Mirabilis jalapa), há três tipos possíveis de colo-
ração de pétalas das flores: branca, vermelha e rosa. O
cruzamento de plantas de flores brancas com plantas
de flores vermelhas resulta em uma descendência com
todas as plantas com flores rosa (F1). Do cruzamento
dessa F1 obtém-se plantas dos três tipos. Com base na
informação acima, assinale a alternativa correta.
a) As plantas de flores brancas e vermelhas são certa-
mente homozigotas.
b) As plantas de flores rosa podem ser homozigotas ou
heterozigotas.
c) Flores brancas, vermelhas e rosa correspondem ao
genótipo das plantas.
d) A proporção encontrada na descendência da F1 é de
1 planta de flor rosa, 2 plantas de flores brancas, 1
planta de flor vermelha.
e) Existem três alelos envolvidos na segregação desse
caráter, que exibem uma relação típica de codomi-
nância.

Tarefa Mínima #

3. (UNESP) Os vários tipos de diabete são hereditá-
rios, embora o distúrbio possa aparecer em crianças
cujos pais são normais. Em algumas dessas formas, os
sintomas podem ser evitados por meio de injeções
diárias de insulina. A administração de insulina aos
diabéticos evitará que eles tenham filhos com este
distúrbio?
a) Não, pois o genótipo dos filhos não é alterado pela
insulina.
b) Não, pois tanto o genótipo como o fenótipo dos
filhos são alterados pela insulina.
c) Sim, pois a insulina é incorporada nas células e terá
ação nos filhos.
d) Sim, pois a insulina é incorporada no sangue fazen-
do com que os filhos não apresentem o distúrbio.
e) Depende do tipo de diabete, pois nesses casos o
genótipo pode ser alterado evitando a manifestação
da doença nos filhos.

4. (UFSC) Um experimentador cruzou duas linhagens
puras de uma planta denominada boca-de-leão; uma
constituída de plantas com flores brancas e outra com
flores vermelhas. A descendência originada (F1) apre-
sentou apenas plantas com flores cor-de-rosa. Da auto-
fecundação das plantas da F1, foram obtidas plantas
com flores exclusivamente brancas, vermelhas ou cor-
de-rosa.
Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s), conside-
rando que neste experimento:

01. Ocorreu a segregação de três fenótipos: o branco, o
vermelho e o cor-de-rosa.
02. A proporção genotípica esperada nas plantas de F2‚
é: 1 planta com flores cor-de-rosa: 2 plantas bran-
cas: 1 planta vermelha.
04. As linhagens puras, que deram origem ao experi-
mento, certamente apresentam genótipos homozi-
gotos.
08. Os indivíduos de F1 eram, certamente, heterozigo-
tos.G
16. A F2 esperada será constituída de 50% de indiví-
duos homozigotos e 50% de indivíduos heterozigo-
tos.

5. (PUC-PR) Quando duas populações da espécie
vegetal 'Zea mays' (milho), uma homozigota para o
alelo dominante (AA) e uma homozigota para um alelo
recessivo (aa), são cruzadas, toda a descendência da
primeira geração (F1) assemelha-se ao tipo parental
dominante (Aa), embora seja heterozigota. Porém,
quando a geração F1 se intercruza, a proporção fenotí-
FENÓTIPOS GENÓTIPOS
BRANCO BB
VERMELHO VV
ROSA VB
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3
pica mendeliana 3:1 aparecerá na geração F2, pois os
genótipos serão:
a) 1/2 AA e 1/2 aa
b) 1/4 AA, 1/2 Aa e 1/4 aa
c) 1/3 AA e 1/4 aa
d) 1/4 Aa, 1/2 AA e 1/4 aa
e) É impossível determinar os genótipos utilizando os
dados acima.

UNIDADE 2

GENEALOGIAS OU HEREDOGRAMAS

É a representação gráfica através símbolos geométricos
de uma família ou de várias gerações.


Exemplo de genealogia:




2ª LEI DE MENDEL
A primeira Lei de Mendel consiste no estudo da trans-
missão de uma característica para os descendentes. No
diibridismo, Mendel analisou duas características dife-
rentes, simultaneamente, para saber se os "fatores"
(genes) de características diversas são independentes
um do outro. Cruzando-se ervilhas de sementes amare-
las e superfície lisa com ervilhas de sementes verdes
com superfície rugosa, Mendel obteve o seguinte resul-
tado:



Exercícios de Sala #

1. (UFSC) A sensibilidade gustativa ao PTC (Feniltio-
carbamida) é uma característica condicionada por um
gene autossômico em humanos. Considerando a genea-
logia abaixo e descartando a hipótese de mutação,
assinale a(s) proposição(ões) verdadeiras.

01. O alelo que condiciona o fenótipo sensível é domi-
nante sobre o alelo que condiciona o insensível.
02. Os indivíduos I - 1 e I - 2 são necessariamente
heterozigotos.
04. Os indivíduos II - 2, II - 3 e III - 2 são necessaria-
mente homozigóticos.
08. II - 5 não tem qualquer possibilidade de ser homo-
zigoto.
16. III - 1 não pode ser heterozigoto.
32. III - 2 e III - 3 terão a possibilidade de produzir um
descendente insensível ao PTC somente se III – 3
for heterozigoto.

2. (UNESP) O diagrama representa o padrão de heran-
ça de uma doença genética que afeta uma determinada
espécie de animal silvestre, observado a partir de cru-
zamentos controlados realizados em cativeiro.
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Inclusão para a vida Biologia A

Pré-Vestibular da UFSC 4

A partir da análise da ocorrência da doença entre os
indivíduos nascidos dos diferentes cruzamentos, foram
feitas as afirmações seguintes.
I. Trata-se de uma doença autossômica recessiva.
II. Os indivíduos I-1 e I-3 são obrigatoriamente homo-
zigotos dominantes.
III. Não há nenhuma possibilidade de que um filhote
nascido do cruzamento entre os indivíduos II-5 e II-
6 apresente a doença.
IV. O indivíduo III-1 só deve ser cruzado com o indi-
víduo II-5, uma vez que são nulas as possibilidades
de que desse cruzamento resulte um filhote que a-
presente a doença.
É verdadeiro o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) III e IV, apenas.
Tarefa Mínima #
3. (MACKENZIE)

Se os indivíduos 7 e 11 se casarem, a probabilidade
desse casal ter uma filha com o mesmo fenótipo do avô
materno é de:
a) 1/2
b) 1/4
c) 1/8
d) 1/3
e) 2/3
4. (UFT) Na espécie humana existem várias caracterís-
ticas cuja herança provém de um par de alelos com
relação de dominância completa. Na forma do lobo da
orelha o alelo dominante é responsável pelo lobo solto
e o alelo recessivo pelo lobo preso. A capacidade de
enrolar a língua também é determinada por um par de
alelos situados em outros cromossomos autossômicos,
onde o alelo dominante determina essa capacidade. A
probabilidade de nascer um descendente com o lobo da
orelha preso e a capacidade de enrolar a língua de um
casal onde ambos são heterozigotos para as duas carac-
terísticas é:
a) 12/16
b) 9/16
c) 4/16
d) 3/16
e) 1/16

5. (FATEC) Na espécie humana, a habilidade para o
uso da mão direita é condicionada pelo gene dominan-
te E, sendo a habilidade para o uso da mão esquerda
devida a seu alelo recessivo e. A sensibilidade à fenil-
tiocarbamida (PTC) é condicionada pelo gene domi-
nante I, e a insensibilidade a essa substância é devida a
seu alelo recessivo i. Esses dois pares de alelos apre-
sentam segregação independente. Um homem canhoto
e sensível ao PTC, cujo pai era insensível, casa-se com
uma mulher destra, sensível, cuja mãe era canhota e
insensível. A probabilidade de esse casal vir a ter uma
criança canhota e sensível ao PTC é de:
a) 3/4.
b) 3/8.
c) 1/4.
d) 3/16.
e) 1/8.

UNIDADE 3

POLIALELIA OU ALELOS MÚLIPLOS

São casos estudados pela genética em que constatam-
se a existência de três ou mais genes alelos envolvidos
na determinação de uma característica. Um exemplo
deste fenômeno é o que acontece com os genes que
condicionam a cor da pelagem dos coelhos, os quais
podem ser:

- C Selvagen, que sofreu mutações, produzindo o gene
c
ch
chinchila, c
h
Himalaia e c
a
albino.

C> c
ch
> c
h
> c
a


SISTEMA ABO

“É uma caso de alelos múltiplos em humanos.”
FENÓTIPOS GENÓTIPOS POSSÍVEIS
AGUTI / SELVAGEM CC,Cc
ch
,Cc
h
,Cc
a
CHINCHILA c
ch
c
ch
,c
ch
c
h
,c
ch
c
a
HIMALAIA c
h
c
h
,c
h
c
a

ALBINO c
a
c
a
TIPO AGLUTINOGÊNIOS AGLUTININAS
A A Anti-B
B B Anti-A
AB A e B Não possui
O Não possui Anti-A e Anti-B
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TRANSFUSÕES POSSÍVEIS

O Sistema ABO é um caso de alelos múltiplos pois
existem três alelos, os quais produzem o aglutinogênio
A (I
A
), B (I
B
) e o que não produz ( i ), sendo que
este último é recessivo em relação aos dois primeiros,
que entre si não possuem dominância, ou seja:
I
A
= I
B
> i
FENÓTIPOS GENÓTIPOS
A I
A
I
A
- I
A
i
B I
B
I
B
– I
B
i
AB I
A
I
B

O ii
FATOR RH
“O fator Rh é um caso de dominância simples, sendo
que o gene que determina a produção do aglutinogê-
nio Rh (Rh+) é dominante quando comparado com o
que impede (Rh-) a sua produção.”
R > r

FENÓTIPO GENÓTIPO
Rh
+
RR ou Rr
Rh
-
rr

ERITROBLASTOSE FETAL OU DOENÇA HE-
MOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO (DHRN)
Na obstetrícia o conhecimento e a identificação do
fator Rh, permitiram elucidar o mecanismo de herança
de uma doença denominada DHRN (doença hemolítica
do recém-nascido), conhecida como eritroblastose
fetal. Essa enfermidade é o resultado de uma incompa-
tibilidade entre a mãe e o feto, e ocorre quando a mãe é
Rh
-
e se torna sensibilizada com o sangue Rh
+
do feto
da primeira gestação.

Em uma próxima gestação, a mãe passará para a circu-
lação do segundo feto os anticorpos denominados anti-
Rh, os quais atuarão destruindo as hemácias (hemóli-
se). A hemoglobina liberada pela destruição das hemá-
cias é transformada em uma substância de cor amare
lada denominada bilirrubina que em quantidade exces-
siva pode provocar graves sequelas (retardo mental,
paralisia e surdez, etc.).

SISTEM MN
Após a descoberta do Sistema ABO, começou-se a
investigar a existência de outros antígenos que pudes-
sem caracterizar as hemácias humanas. Em 1927,
Landsteiner e Levine descobriram a existência dos
anticorpos anti-M e anti-N em trabalhos de imunização
de coelhos por hemácias humanas.
• Grupo M ................... L
M
L
M
• Grupo N .................... L
N
L
N
• Grupo MN ................. L
M
L
N

É o caso típico de ausência de dominância na espécie
humana. Apesar da possibilidade de ocorrer reação
antígeno-anticorpo no sistema MN, sua importância
em transfusões de sangue não é tão grande, a não ser
que estas sejam frequentes, situação em que a pessoa
fica sensibilizada.

Exercícios de Sala #

1. (UFSC) O padrão de pelagem em coelhos é condi-
cionado por uma série alélica, constituída por 4 alelos:
C - padrão aguti - c
ch
- padrão chinchila - c
h
- padrão
Himalaia e c
a
- padrão albino. O alelo C é dominante
sobre todos os demais; o alelo Chinchila é dominante
sobre o Himalaia e , finalmente, o Himalaia é domi-
nante em relação ao albino.
Baseado nessas informações, assinale a(s) proposi-
ção(ões) verdadeira(s):

01. A descendência de um cruzamento entre os coelhos
aguti e chinchila poderá ter indivíduos aguti, chin-
chila e albino.
02. Do cruzamento entre indivíduos com padrão hima-
laia, poderão surgir indivíduos himalaia e albino.
04. O cruzamento entre coelhos albino originará, sem-
pre, indivíduos fenotipicamente semelhantes aos
pais.
08. Coelhos aguti, chinchila e himalaia poderão ser
homozigotos ou heterozigotos.
16. Todo coelho albino será homozigoto.

2. (UFSC) A herança dos tipos sanguíneos do siste-
ma ABO constitui um exemplo de alelos múltiplos
(polialelia) na espécie humana.
Com relação ao sistema ABO é correto afirmar que:

01. O tipo O é muito frequente e, por este motivo, o
alelo responsável por sua expressão é dominante
sobre os demais.
02. Os indivíduos classificam-se em um dos quatro
genótipos possíveis: grupo A, grupo B, grupo AB e
grupo O.
04. Existem três alelos: o Ia, o Ib e o i.
08. Os alelos Ia e Ib são co-dominantes.
16. Se um indivíduo do grupo A for heterozigoto, ele
produzirá gametas portadores de Ia ou de i.
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Inclusão para a vida Biologia A

Pré-Vestibular da UFSC 6
32. Os indivíduos de tipo sanguíneo O possuem agluti-
nogênios em suas hemácias, porém não possuem
aglutininas no plasma.
64. em alguns cruzamentos, entre indivíduos do grupo
A com indivíduos do grupo B, é possível nascerem
indivíduos do grupo O.
Tarefa Mínima #
3. (UNESP) Em um acidente de carro, três jovens
sofreram graves ferimentos e foram levados a um hos-
pital, onde foi constatada a necessidade de transfusão
de sangue devido a forte hemorragia nos três acidenta-
dos. O hospital possuía em seu estoque 1 litro de san-
gue do tipo AB, 4 litros do tipo B, 6 litros do tipo A e
10 litros do tipo O. Ao se fazer a tipagem sanguínea
dos jovens, verificou-se que o sangue de Carlos era do
tipo O, o de Roberto do tipo AB e o de Marcos do tipo
A. Considerando apenas o sistema ABO, os jovens
para os quais havia maior e menor disponibilidade de
sangue em estoque eram, respectivamente:
a) Carlos e Marcos.
b) Marcos e Roberto.
c) Marcos e Carlos.
d) Roberto e Carlos.
e) Roberto e Marcos.
4. (UEPG) Os grupos sanguíneos, que foram desco-
bertos há pouco mais de cem anos, são determinados
geneticamente como um caráter mendeliano. A respei-
to dessa temática, assinale o que for correto.
01. De acordo com o sistema de grupos sanguíneos
ABO, são possíveis oito genótipos diferentes.
02. Em relação ao sistema sanguíneo ABO, no cruza-
mento A com B podem ocorrer descendentes sem
anticorpos (aglutininas) no plasma.
04. Nas transfusões de sangue, o aglutinogênio presen-
te nas hemácias (antígeno) do doador deve ser com-
patível com a aglutinina presente no plasma (anti-
corpo) do receptor.
08. Existem diferentes grupos sanguíneos na espécie
humana, reunidos no sistema ABO. Quando gotas de
sangue de pessoas distintas são misturadas sobre
uma lâmina de vidro, pode haver ou não aglutinação
das hemácias. A aglutinação é característica da rea-
ção antígeno-anticorpo.
16. Um homem do grupo sanguíneo AB e uma mulher
cujos avós paternos e maternos pertencem ao grupo
sanguíneo O poderão ter apenas filhos do grupo O.
5. (UFSC)
Com relação ao fenômeno descrito e suas consequên-
cias, é correto afirmar que:
01. A mãe tem que ser Rh negativo.
02. O pai tem que ser Rh positivo.
04. A criança é, obrigatoriamente, homozigota.
08. A mãe é, obrigatoriamente, homozigota.
16. O pai pode ser heterozigoto.
32. A criança é Rh negativo.
64. O pai pode ser homozigoto.

UNIDADE 4

ANEUPLOIDIAS HUMANAS

As aneuploidias são alterações que envolvem a dimi-
nuição ou acréscimo de um ou mais cromossomos nas
células de um indivíduo. Tais alterações podem ocorrer
nos cromossomos sexuais ou nos autossomos.

EXEMPLOS


HERANÇA LIGADA AO SEXO
”As heranças ligadas ao sexo, os genes estão localiza-
dos na região não homóloga do cromossomo X”.

HEMOFILIA
Caracteriza-se pela ausência de coagulação do sangue,
quando exposto ao ar. Entre os homens, a hemofilia
ocorre com uma incidência de 1 : 10.000. (Nas mulhe-
res é de 1: 100.000.000)
X
H
= Coagulação normal
Genes
X
h
= Hemofilia

X
H
> X
h


TIPO CARIÓTIPO SEXO CARACT.

KLINEFEL-
TER

44A+XXY

M.
Estatura elevada;
Membros alongados;
Ginecomastia;
Esterilidade.

TURNER

44A+X0

F.
Pequena estatura;
Pescoço alado;
Tórax largo;
Esterilidade.

PATAU

TRISS. DO 13º

M. & F.
Deformidades faciais;
Polidactilia;
Malformação cerebral;
Retardamento mental .

EDWARDS

TRISS. DO 18º

M. & F.
Deformidades faciais;
Orelhas baixas;
Dedos cerrados;
Retardamento mental .

DOWN

TRISS. DO 21º

M. & F.
Feições orientais;
Língua protusa;
Mãos pequenas;
Hipotonia da mandíbula;
Retardamento mental.

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Pré-Vestibular da UFSC 7

DALTONISMO
É uma anomalia caracterizada pela incapacidade de
distinguir duas ou mais cores. Foi descrita em 1798 por
John Dalton que era portador da mesma.
X
D
= visão normal
Genes
X
d
= daltonismo

X
D
> X
d


Exercícios de Sala #
1. (UFPR) Analisando a figura adiante, que representa
um cariótipo humano, é correto afirmar que se trata do
cariótipo de um indivíduo:

01. Do sexo masculino.
02. Do sexo feminino.
04. Com Síndrome de Down.
08. Com Síndrome de Patau.
16. Com Síndrome de Edwards.
32. Com cariótipo normal.
64. Com uma anomalia numérica de autossomos.
2. (UFSC) As anomalias cromossômicas são bastante
frequentes na população humana. Um exemplo disso é
que aproximadamente uma a cada 600 crianças no
mundo nasce com síndrome de Down. Na grande mai-
oria dos casos, isso se deve à presença de um cromos-
somo 21 extranumerário. Quando bem assistidas, pes-
soas com síndrome de Down alcançam importantes
marcos no desenvolvimento e podem estudar, trabalhar
e ter uma vida semelhante a dos demais cidadãos.
Sobre as anomalias do número de cromossomos, é
correto afirmar que:

01. Podem ocorrer tanto na espermatogênese quanto na
ovulogênese.
02. Ocorrem mais em meninas do que em meninos.
04. Ocorrem somente em filhos e filhas de mulheres de
idade avançada.
08. Estão intimamente ligadas à separação incorreta
dos cromossomos na meiose.
16. Ocorrem ao acaso, devido a um erro na gametogê-
nese.
32. Ocorrem preferencialmente em populações de
menor renda, com menor escolaridade e pouca as-
sistência médica.
64. Podem acontecer devido a erros na duplicação do
DNA.

Tarefa Mínima #

3. (UFSC) Assinale a ÚNICA proposição correta.
Em um indivíduo daltônico, do sexo masculino, o gene
para o daltonismo encontra-se:
01. Em todas as células somáticas.
02. Em todas as células gaméticas
04. Apenas nas células do globo ocular.
08. Apenas nas células-mãe dos gametas.
16. Apenas nos gametas com cromossomo y.

4. (UFSC) Na espécie humana, o daltonismo é uma
anomalia herdável, relacionada com a visão das cores.
O gene para o daltonismo é recessivo ligado ao cro-
mossomo X. É correto afirmar, em relação ao dalto-
nismo.

01. Uma mulher daltônica deve ter pai e mãe daltôni-
cos.
02. Uma mulher normal pode ser filha de pai daltônico
e mãe normal.
04. Um homem daltônico sempre tem pai também
daltônico.
08. Um homem normal pode transmitir o gene do dal-
tonismo para seus filhos homens.
16. Um homem daltônico pode ter mãe normal.

5. (UFSC) A hemofilia é uma doença hereditária em
que há um retardo no tempo de coagulação do sangue,
e decorre do não funcionamento de um dos fatores
bioquímicos de coagulação.
Com relação a essa doença, assinale a(s) proposi-
ção(ões) correta(s).

01. Não é possível a existência de mulheres hemofíli-
cas.
02. É condicionada por um gene que se localiza no
cromossomo X, em uma região sem homologia no
cromossomo Y.
04. Entre as mulheres, é possível encontrar um máxi-
mo de três fenótipos e dois genótipos.
08. Entre os homens, é possível ocorrer apenas um
genótipo; por isso, há uma maior incidência dessa
doença entre eles.
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Inclusão para a vida Biologia A

Pré-Vestibular da UFSC

8
16. Entre os descendentes de um homem hemofílico e
de uma mulher normal, não portadora, espera-se que
50% deles sejam normais e 50% sejam hemofílicos.
32. É um exemplo de herança ligada ao sexo, em que
os indivíduos afetados têm graves hemorragias,
mesmo no caso de pequenos ferimentos.

UNIDADE 5

HISTOLOGIA ANIMAL

A histologia é o ramo da ciência que estuda os tecidos,
os quais são definidos como sendo agrupamentos de
células que trabalham com a mesma finalidade. Os
tecidos humanos estão classificados em quatro grandes
grupos:
x Tecido epitelial;
x Tecido conjuntivo;
x Tecido muscular;
x Tecido nervoso.

TECIDOS EPITELIAIS
Os tecidos epiteliais surgem por diferenciação das
células da ectoderme e apresentam como funções, o
revestimento externo dos animais e das cavidades
internas de alguns órgãos. Podem apresentar função
secretora e de absorção de substâncias, além de capta-
rem estímulos do meio. As células que formam os
tecidos epiteliais se caracterizam por apresentarem:
→ células muito unidas (justapostas);
→ pouca ou nenhuma substância intersticial (intercelu-
lar);
→ ausência de vasos sanguíneos;
→ pequena variabilidade celular.

TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO

Classificação:

Tipo
Forma da
célula
Exemplos Principais
Simples .
Pavimentoso Achatada
Paredes dos vários vasos san-
guíneos (endotélio), pleuras.
Cúbico Cúbica Ductos da maioria das glândulas
Colunar Colunar
Maior parte do trato digestório,
vesícula biliar.
Pseudoestratificado
Cavidade nasal, traqueia, brôn-
quios e epidídimos.
Estratificado .
Pavimentoso Achatada Epiderme, boca e vagina.
Cúbico Cúbica
Ductos das glândulas sudorípa-
ras.
Colunar Colunar Conjuntiva do olho.
Transição Transitória
Revestimento dos cálices renais,
pelve renal, ureter, bexiga e
parte da uretra.





TECIDO EPITELIAL GLANDULAR

Classificação das glândulas

Exócrinas: Eliminam os produtos na superfície do
epitélio através de dutos ou canais.
Ex: Sudoríparas, mamárias, lacrimais, sebáceas, sali-
vares.

Endócrinas: Eliminam os produtos que são coletados
pelos vasos sanguíneos (hormônios), são desprovidas
de dutos ou canais.
Ex: Hipófise, tireóide, paratireóides, adrenais.

Anficrinas ou mistas: Apresentam determinadas regi-
ões exócrinas e outras endócrinas.

Ex: Pâncreas: Suco pancreático & Insulina
Ovários: Óvulos & Progesterona
Testículos: Espermatozóides & Testosterona

Exercícios de Sala #

1. (UFSC) As glândulas podem ser classificadas como
endócrinas, que liberam seus produtos de síntese no
meio interno; exócrinas, que liberam seus produtos de
síntese no meio externo, e glândulas mistas, que libe-
ram alguns de seus produtos de síntese no meio exter-
no e outros no meio interno. Associe as colunas, base-
ado no exposto.


1 – endócrina
2 – exócrina
3 – mista
I – sebácea
II – pâncreas
III – salivar
IV – lacrimal
V – suprarenal
VI – mamária
VII – tireóide
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. 2 – IV
02. 2 – VII
04. 1 – VI
08. 3 – II
16. 2 – III
32. 1 – I
64. 1 – V

2. (UFSC) Tecido epitelial, ou simplesmente epitélio,
é aquele que reveste todas as superfícies internas ou
externas do corpo, além de formar as glândulas. Com
relação a esse tecido, é correto afirmar que:

01. Os epitélios de revestimento caracterizam-se por
apresentar células justapostas, de forma prismáti-
ca, cúbica ou achatada, praticamente sem material
intercelular.
02. Os epitélios de revestimento não são vasculariza-
dos, recebendo alimento por difusão a partir de
capilares existentes no tecido conjuntivo sobre o
qual repousa.
04. Os epitélios de revestimento conferem proteção
contra atritos e invasão de microorganismos, ser-
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vindo também para a absorção de alimento e oxi-
gênio.
08. Os epitélios glandulares apresentam células especi-
alizadas em produzir secreções e, no caso das
glândulas endócrinas, apresentam ductos por onde
seus produtos são eliminados para o exterior do
corpo.
16. A epiderme humana é pluriestratificada e querati-
nizada e apresenta-se bastante espessa nas áreas de
muito atrito, como a sola dos pés.
32. As células do epitélio intestinal apresentam cílios
que auxiliam no movimento e deslocamento das
substâncias que transitam pelo intestino.
64. Nas células do epitélio intestinal existe o comple-
xo unitivo, constituído pela zônula de oclusão, zô-
nula de adesão e desmossomo, que funciona como
eficiente barreira à passagem de substâncias inde-
sejáveis.

Tarefa Mínima #

3. (UFV) Com relação ao tecido epitelial, analise os
itens I, II e III e assinale a alternativa correta:
I. Possui células justapostas, com pouca ou nenhuma
substância intercelular.
II. Desempenha as funções de proteção, revestimento e
secreção.
III. É rico em vasos sanguíneos, por onde chegam o
oxigênio e os nutrientes para suas células.
a) Somente I e III são verdadeiros.
b) Somente II e III são verdadeiros.
c) Somente I e II são verdadeiros.
d) Somente um deles é verdadeiro.
e) Todos são verdadeiros.

4. (PUC-PR) A propósito dos tecidos epiteliais, é
correto afirmar:
a) Na pele, nas mucosas e nas membranas que envol-
vem os órgãos do sistema nervoso, encontramos e-
pitélios de revestimento.
b) O tecido epitelial de revestimento caracteriza-se por
apresentar células separadas entre si por grande
quantidade de material intercelular.
c) As principais funções dos tecidos epiteliais são:
revestimento, absorção e sustentação.
d) A camada de revestimento mais interna dos vasos
sanguíneos é chamada de mesotélio.
e) Os epitélios são ricamente vascularizados no meio
da substância intercelular.

5. (PUC-RJ) O tecido epitelial tem como função fazer
o revestimento de todos os órgãos do corpo. Neste
sentido, pode-se afirmar que:
a) É ricamente vascularizado.
b) Suas células são anucleadas.
c) Suas células encontram-se justapostas.
d) Apresenta junções celulares como as sinapses.
e) Possui grande quantidade de substância intercelular.


UNIDADE 6

TECIDOS CONJUNTIVOS

Características Gerais:
Ѝ Origem embrionária mesodérmica;
Ѝ Altamente vascularizado (menos cartilaginoso);
Ѝ Grande quantidade de substância intercelular (apre-
senta consistência variável, como por exemplo: gelati-
nosa, flexível, rígida e líquida) ;
Ѝ Células com grande diversidade morfológica.

TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO
O tecido conjuntivo propriamente dito (TCPD) é en-
contrado abaixo dos epitélios e envolvendo os órgãos.
Este tipo de tecido envolve nervos, músculos, vasos
sanguíneos e preenche os espaços entre dois órgãos
diferentes além de nutrir os tecidos que não possuem
vasos sanguíneos, como por exemplo: o tecido epiteli-
al.

TECIDO CONJUNTIVO ADIPOSO
Este tipo de tecido conjuntivo caracteriza-se por apre-
sentar células (adipócitos) que armazenam lipídios
(gordura) em seus citoplasmas. A gordura armazenada
nos adipócitos encontram-se em constante renovação,
podendo atuar como reservatório energético, isolante
térmico e, também contra choques mecânicos.


TECIDO CONJUNTIVO CARTILAGINOSO
O tecido cartilaginoso também conhecido como carti-
lagem caracteriza-se pela presença de fibras colágenas
e elásticas. Estas duas fibras proporcionam ao tecido
cartilaginoso uma consistência firme e flexível, permi-
tindo sustentar diversas partes do corpo, proporcionan-
do, ao mesmo tempo, uma certa flexibilidade de mo-
vimento.

Tipos de Cartilagem:
• Hialina: anéis da traqueia, nariz, laringe, brôn-
quios, extremidades de ossos (fibra colágena em
moderada quantidade);
• Elástica: pavilhão do ouvido, epiglote, laringe
(fibras elásticas predominantes e colágenas);
• Fibrosa (fibrocartilagens): discos intervertebrais e
meniscos, ossos pubianos (fibra colágena abundan-
te).

TECIDO CONJUNTIVO ÓSSEO
Tecido conjuntivo rígido e resistente que forma o
esqueleto da maioria dos vertebrados. A rigidez do
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tecido ósseo é resultado da interação entre o compo-
nente orgânico (fibras colágenas) e o componente
mineral (sais minerais) da substância intercelular
(matriz óssea).

Tipos celulares:
• Osteoblastos: células jovens, quando entram
em atividade, secretam a substância interce-
lular (parte orgânica), quando adultas serão
denominadas osteócitos ;
• Osteócitos: células adultas situadas no inte-
rior dos osteoplastos (lacunas). Mantém os
constituintes da matriz e metabolismo ósseo;
• Osteoclastos: permitem a regeneração do
osso e relacionam-se com a reabsorção da
matriz e a renovação óssea.

Exercícios de Sala #

1. (UFV) Das características a seguir, aquela que é
comum a todos os tipos de tecido conjuntivo é:
a) Possuir grande quantidade de substância intercelu-
lar.
b) Apresentar grande quantidade de fibras elásticas.
c) Possuir substância intercelular no estado líquido.
d) Apresentar calcificação ainda no período embrioná-
rio.
e) Apresentar quantidades moderadas de fibras coláge-
nas.

2. (PUC-RS) Algumas lesões na pele deixam cicatrizes
bem visíveis, que podem permanecer durante toda a
vida do indivíduo. Qual dos tecidos a seguir é o res-
ponsável pelo processo de cicatrização?
a) Cartilaginoso.
b) Conjuntivo.
c) Epitelial.
d) Muscular.
e) Nervoso.

Tarefa Mínima #

3. (MACK) A respeito do tecido cartilaginoso, é cor-
reto afirmar que:
a) Apresenta vasos sanguíneos para sua oxigenação.
b) Possui pouca substância intercelular.
c) Aparece apenas nas articulações.
d) Pode apresentar fibras protéicas como o colágeno
entre suas células.
e) Se origina a partir do tecido ósseo.

4. As fibras colágenas são constituídas de colágeno, a
proteína mais abundante no nosso corpo, e conferem
resistência ao tecido em que estão presentes. Esse
tecido é o
a) nervoso.
b) conjuntivo.
c) epitelial.
d) muscular cardíaco.
e) muscular esquelético.

5. (UFSC) Considere o esquema a seguir e, após, assi-
nale a(s) proposição (ões) correta(s).

01. A é um tipo de tecido muito resistente à tração e
forma os tendões que fixam os músculos aos ossos.
02. B é uma variedade de tecido conjuntivo denomina-
do sustentação.
04. C representa os músculos.
08. D é constituído por uma parte líquida, por elemen-
tos figurados e por células alongadas.
16. O tecido conjuntivo é um tecido de conexão de
outros tecidos.

UNIDADE 7

TECIDO CONJUNTIVO HEMATOPOIÉTICO
Tecido conjuntivo responsável pela produção
dos elementos figurados (células) do sangue.

Tipos Ocorre Produção
Mieloide Medula óssea vermelha
Hemácias
Plaquetas
Leucócitos granuló-
citos
Linfoide
Gânglios linfáticos =
linfonodos
Timo, baço
Tonsilas, etc
Monócitos, linfóci-
tos (leucócitos agra-
nulócitos)


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TECIDO CONJUNTIVO SANGUÍNEO
Tecido conjuntivo que apresenta como particularidade
o fato de possuir sua substância intercelular em estado
líquido (plasma).

Constituição


Ѝ Plasma: solução amarelada e translúcida;
– Água
– Sais
– Proteínas (Fibrinogênio, Globulinas, Al-
bumina)

→Elementos Figurados:

– Hemácias
Anucleadas
Formadas na medula vermelha
Transportam CO2 e O2 ( r 5 mi-
lhões/mm3)
– Leucócitos
Formados no baço, timo, linfonodos
e medula óssea.
Defesa através da fagocitose e da
produção de anticorpos (r 7 a 10.000
/ mm3)
– Plaquetas ou trombócitos
Formadas na medula óssea
Coagulação sanguínea (r
300.000/mm3)

COAGULAÇÃO SANGUÍNEA


Exercícios de Sala #

1. (CFT) Em relação ao sangue, é incorreto dizer que:
a) Trata-se de um tecido conjuntivo.
b) Seu componente líquido é denominado plasma.
c) Os trombócitos não fazem parte do conteúdo celular
do sangue.
d) Entre as células sangüíneas, destacam-se os eritróci-
tos e os leucócitos.
e) Os eritrócitos são, também, conhecidos como glóbu-
los vermelhos.

2. (CFT-PR) Nosso corpo é formado por quatrilhões
de células vivas que necessitam ao mesmo tempo de
água, alimentos, ar, entre outras substâncias. O sangue
é o veículo que transporta as substâncias necessárias à
vida das células. Sobre as diferentes funções do sangue
é correto afirmar que:
a) Os leucócitos transportam nutrientes e hormônios.
b) O plasma é responsável pelo transporte de oxigênio.
c) As plaquetas ajudam na coagulação do sangue.
d) As hemácias são responsáveis pela defesa do orga-
nismo.
e) Os glóbulos vermelhos regulam a manutenção da
temperatura.

Tarefa Mínima #

3. (PUC-MG) Talvez você já tenha feito exames de
sangue por solicitação médica para saber como está
sua saúde. Células sanguíneas apresentam funções
específicas ou não, e a alteração na quantidade delas
nos indica determinados desequilíbrios na saúde. A
relação está incorreta em:
a) Menor quantidade de leucócitos Ѝ leucemia.
b) Menor quantidade de plaquetas Ѝdeficiência de
coagulação.
c) Menor quantidade de hemácias Ѝ anemia.
d) maior quantidade de eosinófilos Ѝ processo alérgi-
co.

4. (MACK) A respeito do tecido cartilaginoso, é cor-
reto afirmar que:
a) Apresenta vasos sanguíneos para sua oxigenação.
b) Possui pouca substância intercelular.
c) Aparece apenas nas articulações.
d) Pode apresentar fibras protéicas como o colágeno
entre suas células.
e) Se origina a partir do tecido ósseo.

5. (UDESC) Observe as três afirmativas sobre o tecido
hematopoiético e o sangue:
I - O tecido hematopoiético possui como função a
produção de células do sangue.
II - Os glóbulos vermelhos são produzidos na medula
óssea e, posteriormente, passam para a corrente
sanguínea.
III - Os anticorpos são produzidos pelas plaquetas.


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Assinale a alternativa correta.
a) I, II e III são verdadeiras.
b) I e II são verdadeiras.
c) II e III são verdadeiras.
d) I e III são verdadeiras.
e) apenas II é verdadeira.
UNIDADE 8

TECIDOS MUSCULARES

Os tecidos musculares são responsáveis pelo movi-
mento dos animais e pela contração dos vários órgãos
que formam os organismos. Constituído por células
alongadas (fibras musculares ou miócitos) e especiali-
zadas em contração, este tecido caracteriza-se por
apresentar filamentos contráteis de constituição protei-
ca, denominados de actina e miosina.

TECIDO MUSCULAR LISO
Está presente em alguns órgãos internos (tubo
digestório, bexiga, útero etc) e também na parede dos
vasos sanguíneos (artérias). As fibras musculares lisas
são uninucleadas e os filamentos de actina e miosina
estão dispostos aleatoriamente, sem formar padrão
estriado como nos demais tecidos musculares. A
contração dos músculos lisos é lenta e involuntária.

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO
A musculatura estriada cardíaca ou miocárdio é encon-
trado formando o coração. As células deste tipo de
musculatura são longas, ramificadas e com as mem-
branas intimamente unidas, através de estruturas espe-
ciais denominadas, discos intercalares. Estas estruturas
possuem como função, aumentar a coesão entre as
células, permitindo que o estímulo necessário à contra-
ção passe rapidamente de uma célula para outra. Além
disso, a musculatura estriada cardíaca apresenta con-
trações rápidas, ritmadas e involuntárias.



TECIDO MUSCULAR ESTRIADO ESQUELÉTI-
CO
Tecido que forma os músculos ligados à estrutura
óssea, permitindo a movimentação do corpo. A mus-
culatura estriada esquelética é formada por células
cilíndricas, multinucleadas com estrias longitudinais e
transversais a contração é voluntária, dependente da
vontade do indivíduo.


CONTRAÇÃO MUSCULAR
As fibras musculares apresentam inúmeras miofibrilas
contráteis, entre as quais, existem muitas mitocôndrias
com função energética. As miofibrilas são constituídas
por dois tipos de proteínas: a actina e a miosina, res-
ponsáveis pela contração dos músculos. Na musculatu-
ra estriada, as miofibrilas organizam-se em feixes,
conferindo a este tipo de musculatura uma característi-
ca estriada. Através da observação microscópica de um
músculo estriado, é possível verificar que as miofibri-
las apresentam, alternadamente, faixas claras e escu-
ras,. Ainda com o auxílio desta figura, observa-se que
as faixas claras são denominadas de faixas I e possuem
na região central uma estria mais escura, conhecida
como estria Z. A região compreendida entre duas
estrias Z recebe a denominação de sarcômero. Quando
o tecido muscular se contrai, os filamentos de actina
deslizam sobre os filamentos mais grossos de miosina.
Quando isso ocorre, a faixa I diminui de tamanho,
podendo, inclusive, desaparecer. Sendo assim, as estri-
as Z se aproximam, proporcionando um encurtamento
do sarcômero e, consequentemente, a contração mus-
cular.


Exercícios de Sala #

1. (UEL) Considere os tipos de fibras musculares e as
ações a seguir:

I. cardíaca
II. estriada
III. lisa

a) Contração involuntária e lenta.
b) Contração voluntária, em geral vigorosa.
c) Contração involuntária e rápida.

Assinale a alternativa que associa corretamente os
tipos de fibras musculares com a sua respectiva ação.
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a) Ia, IIb, IIIc
b) Ia, IIc, IIIb
c) Ib, IIc, IIIa
d) Ic, IIa, IIIb
e) Ic, IIb, IIIa

2. (MACK) As afirmações a seguir, referem-se aos
três tipos de tecido muscular humano.
I - Todos apresentam as miofibrilas, que são estruturas
protéicas com capacidade de contração.
II - Como consequência da contratilidade, esses tecidos
apresentam células com grande quantidade de mito-
côndrias.
III - Actina e miosina são as proteínas responsáveis
pela contração desses tecidos, num processo que ne-
cessita da presença de íons cálcio.

Assinale:
a) Se todas estiverem corretas.
b) Se apenas I e II estiverem corretas.
c) Se apenas I e III estiverem corretas.
d) Se apenas II e III estiverem corretas.
e) Se apenas III estiver correta.

Tarefa Mínima #

3. (UFPR) Com base nos estudos histológicos, é cor-
reto afirmar que:

01. A epiderme humana é formada por tecido epitelial
de revestimento estratificado do tipo pavimentoso
queratinizado.
02. Os glóbulos vermelhos do sangue humano são
anucleados.
04. As fibras musculares estriadas esqueléticas são
muito pequenas, fusiformes e uninucleadas.
08. Os tendões são formados por tecido conjuntivo
denso.
16. O tecido cartilaginoso é altamente irrigado por
vasos sanguíneos.
32. O tecido ósseo é uma variedade de tecido conjunti-
vo em que a substância intercelular apresenta ele-
vada quantidade de sais de cálcio.

4. (UFV) Os músculos são responsáveis por diversos
movimentos do corpo humano. Considerando que os
músculos podem ser diferenciados quanto à função que
exercem, assinale a alternativa incorreta:
a) O músculo cardíaco se contrai a fim de bombear o
sangue para o corpo.
b) O diafragma é o principal músculo respiratório.
c) O movimento peristáltico é produzido pelo músculo
estriado.
d) O músculo estriado esquelético tem controle volun-
tário.
e) O músculo cardíaco tem controle involuntário.

5. (UFV) Preocupados com a boa forma física, os
frequentadores de uma academia de ginástica discuti-
am sobre alguns aspectos da musculatura corporal.
Nessa discussão, as seguintes afirmativas foram feitas:

I - O tecido muscular estriado esquelético constitui a
maior parte da musculatura do corpo humano.
II - O tecido muscular liso é responsável direto pelo
desenvolvimento dos glúteos e coxas.
III - O tecido muscular estriado cardíaco, por ser de
contração involuntária, não se altera com o uso de
esteróides anabolizantes.

Analisando as afirmativas, pode-se afirmar que:
a) Apenas II e III estão corretas.
b) Apenas I está correta.
c) Apenas II está correta.
d) I, II e III estão corretas.
e) Apenas I e II estão corretas.

UNIDADE 9

TECIDO NERVOSO

CÉLULAS DO TECIDO NERVOSO
→Neurônios: São células grandes que apresentam um
corpo celular de onde partem dois tipos de prolonga-
mentos, os axônios e os dendritos. O corpo celular
possui um núcleo grande com nucléolo evidente. O
citoplasma apresenta grande número de mitocôndrias e
o retículo rugoso é bem desenvolvido, visível ao mi-
croscópio como manchas denominadas Corpúsculos de
Nissl. Atua recebendo estímulos de outros neurônios
durante a transmissão do impulso nervoso. Os dendri-
tos (gr. dendron = árvore) são ramificações que possu-
em a função de captar estímulos.O axônio (gr. axon =
eixo) é o maior prolongamento do neurônio, cuja por-
ção final é ramificada. A função do mesmo é atuar na
transmissão dos estímulos nervosos.



→Neuróglias (Células da Glia): são células relacio-
nadas com a sustentação e nutrição dos neurônios,
produção de mielina e fagocitose. Existem três tipos de
células:
- Astrócitos: maiores células da neuróglia, com gran-
de número de ramificações. Preenchem os locais lesa-
dos dos neurônios no processo de cicatrização do teci-
do nervoso.
- Oligodentrócitos: são menores, com poucas e curtas
ramificações, associadas ao corpo celular ou ao axônio
formando uma bainha de mielina.
- Micróglia: menores células da neuróglia, com mui-
tas ramificações curtas, com numerosas saliências.
Responsáveis pela fagocitose no tecido nervoso.
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CONDUÇÃO DO IMPULSO NERVOSO
O impulso nervoso é causado por um estímulo no
neurônio, provocando modificações elétricas e quími-
cas que são transmitidas ao longo dos neurônios sem-
pre no sentido: dendritoЍcorpo celularЍaxônio. A
membrana do axônio em repouso apresenta carga elé-
trica positiva do lado externo e a carga negativa do
lado interno; diz-se, então, que o axônio está polariza-
do. Essa diferença é mantida através da bomba de Na e
K. Ao receber um estímulo, a membrana do neurônio
torna-se mais permeável ao Na, invertendo-se as car-
gas ao redor da membrana.

SINAPSES NERVOSAS
São os locais onde as extremidades entre neurônios
vizinhos se encontram e os estímulos passam de um
neurônio para o seguinte por meio de substâncias
químicas específicas denominadas mediadores
químicos ou neurotransmissores. O contato físico entre
os neurônios não existe realmente.Os
neurotransmissores são liberados e migram através
(dentro de vesículas) do espaço entre os mesmos
transmitindo assim o impulso nervoso de um neurônio
para o outro.




Exercícios de Sala #

1. (Cesgranrio) A observação do desenho a seguir nos
permite concluir que, na passagem do impulso nervoso
pelas sinapses, ocorre:

a) A liberação de mediadores químicos ou de neuror-
mônios.
b) O contato direto do axônio de uma célula com os
dendritos de outra célula.
c) O fenômeno da bomba de sódio e potássio entre as
células.
d) A troca de cargas elétricas ao nível das sinapses.
e) O envolvimento da bainha de mielina, que atua
como um isolante elétrico.

2. (PUC-MG) A sinapse é:
a) Um tipo de fibra muscular envolvida no processo de
contração cardíaca.
b) Uma célula sanguínea envolvida na liberação de
tromboplastina para o processo de coagulação.
c) Um tipo de reprodução sexuada, que envolve a for-
mação de gametas, realizada por protozoários cilia-
dos.
d) Uma região de contato entre a extremidade do axô-
nio de um neurônio e a superfície de outras células.
e) Um fenômeno que explica o fluxo de seiva bruta em
espermatófitas.

Tarefa Mínima #

3. (Cesgranrio)

Observando o esquema anterior, que representa um
neurônio em repouso, podemos afirmar que, nestas
condições:
a) Se a membrana do neurônio for atingida por um
estímulo, as quantidades de íons Na+ e K+ dentro e
fora da membrana se igualam.
b) Devido à diferença de cargas entre as faces externa
e interna, o neurônio está polarizado.
c) A ocorrência do impulso nervoso depende de estí-
mulos de natureza elétrica.
d) A quantidade de íons K+ é menor na parte interna
do neurônio devido à sua saída por osmose.
e) as concentrações dos íons Na+ e K+ se fazem sem
gasto de energia, sendo exemplo de transporte ativo.
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4. (UFU) O esquema a seguir representa o reflexo
patelar, que é uma resposta involuntária a um estímulo
sensorial.


Com relação a este reflexo, analise as afirmativas a
seguir.
I - Neste reflexo, participam apenas dois tipos de neu-
rônios: 1) o sensitivo, que leva o impulso até a me-
dula espinhal; 2) o motor, que traz o impulso medu-
lar até o músculo da coxa, fazendo-a contrair-se.
II - Em exame de reflexo patelar, ao bater-se com um
martelo no joelho, os axônios dos neurônios sensi-
tivos são excitados e, imediatamente, os dendritos
conduzem o impulso até à medula espinhal.
III - Se a raiz ventral do nervo espinhal for seccionada
(veja em A), a pessoa sente a batida no joelho, mas
não move a perna.
Assinale a alternativa que apresenta somente afirmati-
vas corretas.
a) II e III
b) I e II
c) I e III
d) I, II e III

5. (UFPEL) O tecido nervoso é um dos quatro tipos de
tecidos presentes no corpo humano, ele é fundamental
na coordenação das funções dos diferentes órgãos. As
células responsáveis pelas suas funções são os neurô-
nios (figura 1).


Com base nos textos e em seus conhecimentos, é in-
correto afirmar que:

a) Geralmente o sentido da propagação do impulso
nervoso é A para B, e por isso a estrutura 1 é espe-
cializada na transmissão do impulso nervoso para
um outro neurônio ou para outros tipos celulares.
b) Tanto a estrutura representada pelo número 1 quanto
2 são ramificações do neurônio, sendo que geral-
mente a 2 é única e mais longa.
c) A estrutura número 3 pode ser formada pela célula
de Schwann. Ela desempenha um papel protetor,
isolante e facilita a transmissão do impulso nervo-
so.
d) A estrutura número 4 está no centro metabólico do
neurônio, onde também se encontra a maioria das
organelas celulares.
e) Considerando o sistema nervoso central, a região
número 5 está presente na substância cinzenta e au-
sente na branca.

UNIDADE 10

EMBRIOLOGIA

A Embriologia é o ramo da ciência que estuda o de-
senvolvimento embrionário dos animais desde a for-
mação da célula-ovo (zigoto) até o nascimento.

Fases do desenvolvimento embrionário

Segmentação

Gastrulação

Organogênese


FASE DE SEGMENTAÇÃO
Após a fecundação, a célula-ovo ou zigoto sofre muitas
divisões celulares denominadas clivagens resultando
na formação das primeiras células embrionárias cha-
madas de blastômeros. Após algumas horas o embrião
apresenta a forma de uma “amora”: a mórula. Uma
vez formada a mórula, esta é invadida por um líquido
que promove a migração dos blastômeros para a peri-
feria, formando-se, a blástula ou blastocisto (no caso
dos mamíferos). Esta estrutura embriológica apresenta
uma cavidade central cheia de líquido denominada
blastocele e uma camada celular periférica denominada
blastoderme.


FASE DE GASTRULAÇÃO
A gastrulação é o processo no qual a blástula evolui
para gástrula. Este estágio embrionário caracteriza-se
pela formação dos primeiros folhetos germinativos ou
embrionários, a ectoderme e a endoderme. A gastru-
lação, inicia-se pela invaginação do polo vegetativo
para o interior da blastocele, originando dois folhetos
embrionários, a ectoderme mais externa e a endoderme
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mais interna, revestindo uma cavidade denominada
arquêntero ou intestino primitivo. O arquêntero se
comunica com meio externo através de uma abertura
denominada blastóporo. Este blastóporo poderá futu-
ramente originar a boca, sendo os grupos animais de-
nominados de protostômios. Entretanto, se o blastópo-
ro originar o ânus, os grupos animais serão classifica-
dos como deuterostômios (ex: equinodermos e corda-
dos).
A gástrula, que a princípio é didérmica ou di-
blástica, evolui para uma estrutura tridérmica ou tri-
blástica denominada nêurula. Durante a formação da
nêurula ocorre a formação do terceiro folheto: a meso-
derme. Na maioria dos animais, a mesoderme forma
uma cavidade denominada celoma.
Enquanto a mesoderme se diferencia, a ecto-
derme forma na região superior da gástrula, um apro-
fundamento, o qual dará origem ao tubo neural. Nessa
etapa o teto do arquêntero inicia um processo de multi-
plicação celular que dará origem ao eixo de sustenta-
ção do embrião: a notocorda.
















ORGANOGÊNESE

ECTODERME

MESODERME

ENDODERME

x a epiderme e
seus anexos
(exemplo: pêlos,
cabelos e unhas)
x o revestimento
bucal, nasal,
anal e o esmalte
dos dentes
x o sistema
nervoso (cére-
bro, medula,
nervos e gân-
glios nervosos)
xo celoma
xa derme (camada
situada abaixo da
pele)
xos músculos
estriados, cardía-
cos e lisos
xo sistema circu-
latório (coração,
vasos sanguíneos
e sangue)
xo esqueleto
(crânio, coluna
vertebral e ossos
dos membros)
xo sistema uroge-
nital (rins, bexiga,
uretra, gônadas e
dutos genitais
xo tubo diges-
tório, com
exceção da
mucosa bucal
e anal, as
quais são de
origem ecto-
dérmica.
xas glândulas
anexas do
sistema diges-
tório, como o
fígado e o
pâncreas.
xo revestimen-
to do sistema
respiratório e
da bexiga
urinária

ANEXOS EMBRIONÁRIOS
São estruturas que se desenvolvem junto ao
embrião sendo fundamentais para o seu desenvolvi-
mento. São eles:
ЍSaco ou Vesícula Vitelínica: Estrutura que possui
a função de armazenar substâncias nutritivas (vitelo)
que serão consumidas pelo embrião . Nos mamíferos
placentários tal estrutura é apenas vestigial.
Ѝ Âmnio ou Bolsa Amniótica: Membrana que forma
uma bolsa contendo em seu interior o liquido amnióti-
co o qual protege o embrião contra choques mecânicos
e também evita a sua desidratação.
Ѝ Alantoide: Este anexo se apresenta especialmente
bem desenvolvido nos animais ovíparos.O mesmo é
responsável pelas trocas gasosas entre o embrião e o
meio externo,pela transferência de Cálcio da casca
para o esqueleto do embrião e também promove a
eliminação de excretas (Ac.Úrico).Nos mamíferos,
devido a presença da placenta, o alantoide é um anexo
muito pouco desenvolvido.
Ѝ Córion: O Córion é uma fina membrana que
cobre o embrião e os demais anexos embrionários. Tal
estrutura possui função protetora e nos mamíferos
também é responsável pela fixação da placenta (vilosi-
dades coriônicas) na parede uterina.
Ѝ Placenta: A placenta é um anexo embrionário
exclusivo dos mamíferos e apresenta várias funções,
como:
* Transferência de nutrientes;
* Passagem de anticorpos;
* Trocas gasosas;
* Remoção de excretas;
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17
* Produção e passagem de hormônios.
Pela placenta, temos a circulação de sangue ma-
terno e fetal, porém convém salientar, que os mesmos
não se misturam. Ao final dos meses de gestação, com
queda da produção de progesterona por parte da pla-
centa tem início as contrações uterinas e o trabalho de
parto.
Ѝ Cordão Umbilical: Anexo que une o feto à
placenta.No interior do cordão umbilical existem vasos
sanguíneos (2 artérias e 1 veia) por onde uma série de
substâncias são transportadas.

Exercícios de Sala #

1. (UFSC) Baseado nos esquemas abaixo, que corres-
pondem a diferentes fases do desenvolvimento embri-
onário de um animal, assinale a(s) proposição(ões)
verdadeiras(s).

01. A ordem correta em que as fases ocorrem durante o
processo de desenvolvimento é c - d - b - a.
02. Em a, já podemos observar a presença dos três
folhetos embrionários.
04. A fase representada em b denomina-se gástrula.
08. Em c, temos representadas quatro células denomi-
nadas blastômeros.
16. O mesoderma já está presente em d.
32. Os esquemas apresentados referem-se ao desenvol-
vimento embrionário de um cordado.

2. (UNIFESP) O tratamento da leucemia por meio dos
transplantes de medula óssea tem por princípio a trans-
ferência de células-tronco da medula de um indivíduo
sadio para o indivíduo afetado. Tal procedimento fun-
damenta-se no fato de que essas células tronco:
a) Podem ser usadas para a clonagem de células sadias
do paciente;
b) Não serão afetadas pela doença, já que foram dife-
renciadas em outra pessoa;
c) Secretam substâncias que inibem o crescimento
celular;
d) Podem dar origem a linfócitos T que, por sua vez,
ingerem os leucócitos em excesso;
e) Podem dar origem a todos os diferentes tipos de
células sanguíneas.

Tarefa Mínima #

3. (UEPG) A respeito do desenvolvimento embrioná-
rio, assinale o que for correto.

01. As divisões que ocorrem durante a segmentação
denominam-se clivagens, e as células que se for-
mam são chamadas mórulas.
02. Na gastrulação, forma-se o blastóporo. Os animais
em que o blastóporo dá origem ao ânus são chama-
dos de protostômios, e os animais em que o blastó-
poro dá origem à boca são chamados de deuteros-
tômios.
04. Ao longo do desenvolvimento embrionário, as
células passam por um processo de diferenciação
celular em que alguns genes são "ativados", pas-
sando a coordenar as funções celulares. Surgem
dessa maneira os tipos celulares, que se organizam
em tecidos.
08. De um modo geral, em praticamente todos os ani-
mais podem ser observadas três fases consecutivas
de desenvolvimento embrionário: segmentação,
gastrulação e organogênese.
16. Na organogênese ocorre diferenciação dos órgãos a
partir dos folhetos embrionários formados logo a-
pós a gastrulação.

4. (UFSC) Pesquisas recentes revelam que a cocaína
atravessa a barreira placentária, indo afetar o desen-
volvimento normal de bebês. A droga ataca, princi-
palmente, o sistema nervoso provocando, posterior-
mente, dificuldades na aprendizagem e na integração
da criança com os pais e com o meio. A placenta é um
dos anexos embrionários presentes em vertebrados.

Sobre esses anexos é correto afirmar que:

01. A vesícula vitelínica possui função de armazenar
substâncias nutritivas (vitelo).
02. O âmnio atenua abalos e traumatismos, sofridos
pela mãe, que possam atingir o embrião.
04. O alantóide possui, exclusivamente, função prote-
tora.
08. O cordão umbilical liga o feto a placenta.
16. A placenta, dentre outras funções, é responsável
pela nutrição e serve como barreira contra infec-
ções.

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5. (UFSC) A figura a seguir mostra o corte transversal
de um embrião e anexos embrionários.

Em relação à figura, é correto afirmar que:
01. A seta 1 indica o principal local de produção da
gonadotrofina coriônica, hormônio que quando es-
tá presente na urina é sinal inequívoco de gravi-
dez.
02. A seta 2 indica a bolsa amniótica, que tem por
função hidratar e proteger o feto contra eventuais
choques mecânicos.
04. A figura representa um embrião de mamífero.
08. A figura representa o embrião de uma ave.
16. A placenta (indicada pela seta 3) é responsável pela
intensa troca de substâncias entre mãe e filho. Es-
ta troca ocorre porque há passagem do sangue da
mãe para o filho e vice-versa.
32. A figura difere da representação de um embrião de
répteis por possuir âmnio e cório, anexos inexis-
tentes nesses animais.

UNIDADE 11

FISIOLOGIA HUMANA

SISTEMA DIGESTÓRIO
O sistema digestório humano é constituído
pelos seguintes órgãos: boca, faringe, esôfago, estôma-
go, intestino e ânus.


DIGESTÃO NA BOCA
Na boca, o alimento sofre inicialmente a ação mecâni-
ca, ou seja, é mastigado e misturado à saliva que é
produzida pelas glândulas salivares (parótidas, subma-
xilares e sublinguais). A saliva é uma secreção consti-
tuída, principalmente, por água, substâncias bacterici-
das e por enzimas, como a ptialina (amilase salivar),
que atua na digestão do amido, convertendo-o em
moléculas menores (maltoses). Após a mastigação o
alimento é deglutido. Na deglutição, o alimento passa
para o esôfago e através de fortes contrações (involun-
tárias) da musculatura (lisa), o bolo alimentar alcança,
através dos movimentos peristálticos, a abertura do
estômago.



Peristaltismo

DIGESTÃO NO ESTÔMAGO
No estômago, o bolo alimentar é misturado ao ácido
clorídrico, que além de atuar na função anti-séptica, é
responsável pela conversão do pepsinogênio (enzima
inativa) em pepsina (enzima ativa). A pepsina é uma
protease sendo portanto responsável pela quebra das
ligações químicas existentes entre os aminoácidos que
formam as proteínas. A produção de suco gástrico
(ácido clorídrico e enzimas) é estimulada pelo hormô-
nio gastrina, o qual é secretado pelas células localiza-
das na parte final do estômago. A massa ácida e pasto-
sa formada no interior do estômago recebe o nome de
quimo.



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DIGESTÃO NO DUODENO
O quimo passa para o intestino delgado que mede
cerca de 6 metros de comprimento e ao longo do seu
interior ocorre a principal parte da digestão e da absor-
ção do alimento pelo organismo. O intestino delgado é
dividido em duas regiões, o duodeno e o jejuno-íleo. O
duodeno possui cerca de 25 centímetros e forma a
parte inicial do intestino delgado. No duodeno são
lançadas as secreções provenientes do fígado e do
pâncreas.O Pâncreas secreta o suco pancreático que é
alcalino (pH entre 7,5 e 8,8) que, junto com a bile,
neutralizam a acidez do quimo. O suco pancreático
possui algumas enzimas como tripsina e quimiotripsi-
na, as quais continuam o processo digestivo das proteí-
nas iniciado no estômago. O suco pancreático também
apresenta outras enzimas como: a amilíase pancreática,
que atua a quebra de moléculas de amido, as nucleases,
que fragmentam ácidos nucléicos (DNA e RNA) e a
lípase pancreática, que metaboliza moléculas de gordu-
ra. É importante salientar que a bile produzida no
fígado e armazenada na vesícula biliar, não é dotada de
enzimas digestivas, apenas sais biliares, que atuam na
emulsão das gorduras, ou seja, transformam “placas”
de gordura em pequenas gotículas facilitando a ação da
lípase. As células localizadas na parede intestinal
secretam o suco entérico (intestinal). Este apresenta as
seguintes enzimas:
→ maltase, a que converte a maltose em glicose;
→ lactose: converte a lactose em glicose e galactose;
→ lípase entérica: converte gorduras em ácidos gra-
xos, glicerol e monoglicerídeos;
→ peptidases: convertendo peptídeos em aminoáci-
dos.



O FIM DA DIGESTÃO
As moléculas de glicose, aminoácidos, nucleotídeos e
ácidos graxos são absorvidos pela parede intestinal,
que apresenta uma série de dobras, denominadas mi-
crovilosidades, que aumentam consideravelmente a
superfície de contato com os diversos nutrientes, favo-
recendo a absorção.


O INTESTINO GROSSO
O intestino grosso é um tubo muscular medindo cerca
de 1,5 metro de comprimento e 7 centímetros de diâ-
metro.O intestino grosso é dividido, didaticamente, em
três partes: ceco, cólon e reto. O cólon (parte mais
longa) é sub-dividido em cólon ascendente (que sobe
em direção ao fígado), cólon descendente (desce pelo
lado esquerdo) e cólon transverso (que atravessa a
parte superior do abdome). No intestino grosso ocorre
a reabsorção da água e sais minerais além da formação
das fezes. As fezes são formadas por água e restos não
digeridos de alimento, os quais através do reto alcan-
çam o ânus e são eliminadas para o meio externo (e-
gestão).



Exercícios de Sala #

1. (UFSC)“Os seres vivos necessitam de um supri-
mento de energia capaz de manter sua atividade meta-
bólica. Essa energia é extraída dos alimentos, que
podem ser produzidos pelos próprios organismos, no
caso dos autótrofos, ou obtidos a partir de uma fonte
orgânica externa, no caso dos heterótrofos. As substân-
cias orgânicas, tais como proteínas, carboidratos e
lipídios, devem ser desdobradas em compostos mais
simples e mais solúveis, de tal maneira que possam ser
assimiladas pelo organismo. A esse processo de trans-
formação dos alimentos em compostos relativamente
mais simples, absorvíveis e utilizáveis denominamos
digestão.”
W. R. Paulino. Biologia Atual, Ed. Ática, 1996. p. 296.

Com relação a esse assunto, assinale a(s) proposi-
ção(ões) verdadeira(s).
01. A mastigação, a deglutição e os movimentos peris-
tálticos constituem a digestão química.
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02. A água e os sais minerais são absorvidos, pelo
tubo digestivo, sem transformação química.
04. A digestão do amido é rápida e ocorre em dois
momentos: na boca, pela ação da amilase salivar e
no estômago, sob a ação das peptidases.
08. A bile não tem enzimas, mas apresenta sais bilia-
res, que emulsificam os lipídios, transformando-os
em gotículas menores que facilitam a digestão das
gorduras
16. Os nutrientes digeridos são absorvidos principal-
mente no intestino delgado, onde as células epiteli-
ais das vilosidades apresentam expansões digitifor-
mes – as microvilosidades –, que aumentam, consi-
deravelmente, a superfície de absorção dos nutrien-
tes.
32. Pessoas, que tiveram sua vesícula biliar extirpada,
não apresentam dificuldade em digerir lipídios e,
por isso, podem fazer uma dieta rica em gorduras.

2. (PUC-RJ) As condições de acidez dos sucos presen-
tes no sistema digestório humano variam de acordo
com as diferentes partes do tubo digestório. Assim em
relação ao pH podemos afirmar que:
a) Na boca é ácido e lá ocorre principalmente a diges-
tão de amido.
b) Na boca é neutro e lá ocorre principalmente a diges-
tão de gordura.
c) No estômago é ácido e lá ocorre principalmente a
digestão de proteínas.
d) No intestino é neutro e lá não ocorre nenhum tipo de
digestão enzimática.
e) No estômago é básico e lá ocorre principalmente a
digestão de proteínas.

Tarefa Mínima #

3. (PUC-MG) A figura a seguir representa alguns
órgãos do trato digestivo.

Assinale a afirmativa incorreta.

a) I é uma glândula que transforma e acumula metabó-
litos e também neutraliza substâncias tóxicas.
b) II é responsável por armazenar e concentrar a bile e
secretá-la quando necessário.
c) III é responsável pela digestão do alimento, secreção
de hormônios e absorção de água e sais.
d) IV é uma glândula que secreta enzimas digestivas e
hormônios que controlam a glicemia.

4. (FUVEST) Ao comermos um sanduíche de pão,
manteiga e bife, a digestão do
a) bife inicia-se na boca, a do pão, no estômago, sendo
papel do fígado produzir a bile que facilita a digestão
das gorduras da manteiga.
b) bife inicia-se na boca, a do pão, no estômago, sendo
papel do fígado produzir a bile, que contém enzimas
que digerem gorduras da manteiga.
c) pão inicia-se na boca, a do bife, no estômago, sendo
papel do fígado produzir a bile que facilita a digestão
das gorduras da manteiga.
d) pão inicia-se na boca, a do bife, no estômago, sendo
papel do fígado produzir a bile, que contém enzimas
que completam a digestão do pão, do bife e das gor-
duras da manteiga.
e) pão e a do bife iniciam-se no estômago, sendo as
gorduras da manteiga digeridas pela bile produzida
no fígado.

5. (UDESC) O alimento, no sistema digestório huma-
no, percorre os seguintes órgãos antes de chegar ao
intestino delgado:
a) Faringe - laringe - diafragma – estômago.
b) Boca - faringe - esôfago – estômago.
c) Boca - traquéia - fígado - intestino grosso.
d) Faringe - esôfago - pâncreas – fígado.
e) Esôfago - vesícula biliar - fígado – estômago.

UNIDADE 12

SISTEMA RESPIRATÓRIO
Os órgãos que formam o sistema respiratório são: as
fossas nasais, faringe, laringe, traqueia, brônquios,
bronquíolos e alvéolos pulmonares, onde ocorrem as
trocas gasosas.


Nas fossas nasais ocorrem muitos pelos curtos, estes
tem como função reter partículas em suspensão do ar e
também microrganismos. Além disso, as fossas nasais
apresentam um grande número de vasos sanguíneos o
que proporciona um aquecimento do ar. Da região das
fossas nasais, o ar vai para a faringe, que também é
comum ao sistema digestório. Da faringe o ar segue
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para traqueia. Na região anterior da traqueia fica a
laringe, que possui as pregas vocais. A traqueia bifur-
ca-se e forma os brônquios. Estes ramificam-se inú-
meras vezes no interior dos pulmões e assumem um
aspecto semelhantes aos galhos de uma árvore. A rami-
ficação dos brônquios origina os bronquíolos, os quais
terminarão em uma diminuta estrutura em forma de
cacho denominada alvéolo pulmonar.

VENTILAÇÃO PULMONAR
A entrada de ar pelas vias respiratórias deve-se a con-
tração do músculo diafragma e dos músculos intercos-
tais. O diafragma ao se contrair, juntamente com os
intercostais, provoca um aumento de volume da caixa
torácica, fazendo com que a pressão interna diminua,
tornando-se menor que a pressão do ar atmosférico. É
esta diferença que faz com que o ar penetre nos pul-
mões. Na expiração, ocorre exatamente o inverso, ou
seja, a musculatura envolvida relaxa e isso provoca a
redução do volume torácico. Com isso, o ar sai dos
pulmões.


TRANSPORTE GASOSO E HEMATOSE
O mecanismo de transporte dos gases ocorre nos al-
véolos pulmonares, onde a concentração de oxigênio é
superior a dos capilares sanguíneos que envolvem os
mesmos. Pelo mecanismo de difusão, o oxigênio passa
dos alvéolos para o sangue, onde uma pequena parcela
fica dissolvida no plasma, mas a maior parte entra nos
glóbulos vermelhos, indo se combinar com as molécu-
las de hemoglobina. Dessa maneira, combinado com a
hemoglobina, o oxigênio é transportado aos tecidos.
Nos tecidos, o oxigênio passa do sangue para as célu-
las. Essa difusão ocorre porque a concentração de
oxigênio no interior da célula é reduzida, devido ao
contínuo consumo desse gás no processo de respiração
celular. A respiração celular além de consumir oxigê-
nio também produz gás carbônico que é transferido
das células para o sangue. Ao entrar nos glóbulos ver-
melhos o gás carbônico reage com a água e, com a
participação de uma enzima (anidrase carbônica),
transforma-se em ácido carbônico. Em seguida, o ácido
carbônico dissocia-se em íons bicarbonato, que são
transferidos para o plasma por difusão. A maior parte
do gás carbônico é transportado, portanto, na forma íon
bicarbonato, dissolvido no plasma, mas convém salien-
tar, que a hemoglobina também transporta uma certa
parcela (cerca de 15% - 23%) e, também, encontramos
CO2 diretamente dissolvido no plasma (cerca de 7%).

Exercícios de Sala #

1. (UFSC) O esquema a seguir apresenta um modelo
simplificado de nosso sistema respiratório.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s) sobre o mes-
mo e suas relações com os demais sistemas orgânicos.
01. Separadas pelo palato ("céu da boca"), as fossas
nasais e a boca servem de entrada para o ar inspi-
rado.
02. A traqueia é um tubo formado por anéis osteocarti-
laginosos que lhe dão rigidez e boa sustentação.
04. A hematose ocorre nos alvéolos, com a troca do
oxigênio atmosférico pelo gás carbônico sanguí-
neo.
08. Pessoas portadoras de fenda palatina produzem
sons anasalados pois, quando falam, o ar sai tanto
pela boca como pelo nariz.
16. O esquema apresenta apenas o pulmão direito visto
ser ele o principal, tendo o esquerdo função se-
cundária.
32. Em caso de obstrução das vias aéreas (engasgo)
por balas ou outros objetos estranhos, em especial
se ocorrer nos brônquios, deve-se bater nas costas
da pessoa engasgada para expulsar o objeto estra-
nho.

2. (PUC-PR) Nos seres humanos a oxigenação do
sangue ocorre, com maior intensidade, ao nível dos
alvéolos pulmonares, no interior dos pulmões.
Os movimentos respiratórios que facilitam a entrada do
ar nos pulmões e, consequentemente, a sua saída, ocor-
rem pela ação
a) da traquéia e dos brônquios.
b) do diafragma e da pleura.
c) do mediastino e dos músculos peitorais.
d) dos músculos intercostais e do diafragma.
e) da faringe e da laringe.

Tarefa Mínima #

3. (UFV) Observe o esquema representado abaixo, de
parte do sistema respiratório humano, e assinale a
alternativa incorreta.
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a) O ar chega aos pulmões pelo esôfago, indicado por
I.
b) O diafragma, indicado por V, auxilia nos movimen-
tos respiratórios.
c) Os pulmões e brônquios estão indicados por III e IV,
respectivamente.
d) Embora não esteja indicada, a laringe se localiza
acima da traqueia.
e) Os bronquíolos, indicados por II, conduzem ar aos
alvéolos.

4. (PUC-RIO) A respiração é a troca de gases do
organismo com o ambiente. Nela o ar entra e sai dos
pulmões graças à contração do diafragma. Considere
as seguintes etapas do processo respiratório no homem:
I. Durante a inspiração, o diafragma se contrai e desce
aumentando o volume da caixa torácica.
II. Quando a pressão interna na caixa torácica diminui
e se torna menor que a pressão do ar atmosférico, o
ar penetra nos pulmões.
III. Durante a expiração, o volume torácico aumenta, e
a pressão interna se torna menor que a pressão do
ar atmosférico.
IV. Quando o diafragma relaxa, ele reduz o volume
torácico e empurra o ar usado para fora dos pul-
mões.
Assinale as opções corretas:
a) I e II.
b) II, III e IV.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) Todas.

5. (FUVEST) Assinale a alternativa que indica o com-
portamento da caixa torácica, dos músculos intercos-
tais e do diafragma durante a expiração humana.
a) A caixa torácica aumenta de volume, os músculos
intercostais contraem-se e o diafragma abaixa.
b) A caixa torácica aumenta de volume, os músculos
intercostais contraem-se e o diafragma levanta.
c) A caixa torácica diminui de volume, os músculos
intercostais contraem-se e o diafragma levanta.
d) A caixa torácica diminui de volume, os músculos
intercostais relaxam-se e o diafragma levanta.
e) A caixa torácica diminui de volume, os músculos
intercostais relaxam-se e o diafragma abaixa.




UNIDADE 13

SISTEMA CIRCULATÓRIO
CORAÇÃO HUMANO
Localizado no centro da caixa torácica e atrás do osso
esterno, o coração humano é constituído por quatro
câmaras: dois átrios (esquerdo e direito) e dois ventrí-
culos (também esquerdo e direito) que se contraem e
relaxam de forma rítmica, impulsionando o sangue
para todas as partes do corpo. A contração cardíaca
recebe a denominação de sístole e o relaxamento de
diástole.
Os dois átrios não possuem comunicação entre si e
localizam-se na região superior do coração. Recebem
sangue trazido ao coração pelas veias. O átrio esquerdo
comunica-se apenas com o ventrículo esquerdo e o
átrio direito com o ventrículo direito. Esta comunica-
ção entre o átrio e o ventrículo ocorre por meio de
orifícios protegidos por válvulas. No lado direito, loca-
liza-se a válvula tricúspide e no lado esquerdo a válvu-
la bicúspide ou mitral.


PEQUENA E GRANDE CIRCULAÇÃO
A circulação humana é do tipo dupla, ou seja, o sangue
passa duas vezes pelo coração. Essas duas passagens
determinam a divisão da circulação em dois tipos:
grande (sistêmica) e pequena (pulmonar) circulação. O
sangue arterial sai do ventrículo esquerdo pela artéria
aorta e se ramifica pelo corpo. Estas ramificações tor-
nam-se cada vez menores e mais finas, formando as
arteríolas e, finalmente, os capilares sanguíneos. É nos
capilares que ocorrem as trocas gasosas, de nutrientes e
excretas. Neste momento, o gás carbônico e as excretas
saem das células e penetram no sangue, transformando
o sangue arterial em sangue venoso. No retorno as
ramificações dos capilares unem-se formando vasos
denominados vênulas e veias. As veias irão transportar
o sangue venoso até o átrio direito.
O sangue venoso penetra no átrio direito e
passa para o ventrículo direito. Em seguida, o sangue é
bombeado e, através da artéria pulmonar, chega aos
pulmões, onde ocorrerá a troca gasosa. O sangue veno-
so rico em gás carbônico recebe oxigênio dos alvéolos,
transformando-se em sangue arterial. A circulação que
transporta sangue venoso aos pulmões e retorna com
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sangue arterial ao coração é denominada pequena cir-
culação ou circulação pulmonar.


SISTEMA EXCRETOR

OS RINS
A maior parte da excreção é realizada pelos rins. Os
dois rins estão localizados na região dorsal da cavidade
abdominal, um de cada lado da coluna vertebral. Estes
órgãos são responsáveis pela eliminação de ureia e
também pelo controle da concentração de água e sais
no corpo. De cada rim parte um ureter, estes canais
transportam a urina até bexiga urinária, a urina será
lançada para o exterior através da uretra.



OS NÉFRONS
Os rins são abastecidos com sangue através das artérias
renais, as quais se ramificam muitas vezes em seu
interior, formando inúmeras arteríolas. Cada arteríola
alcança um néfron, que é a unidade excretora do rim.
Cada néfron é composto de duas partes: o corpúsculo
de renal e os túbulos renais. O corpúsculo de renal é
constituído por um emaranhado de pequenos vasos
provenientes das ramificações da arteríola aferente,
denominado glomérulo renal, que, por sua vez, encon-
tra-se envolvido por uma cápsula chamada, cápsula
renal. Esta cápsula é proveniente da dilatação do túbu-
lo renal, que se caracteriza por apresentar um longo
túbulo contorcido denominado túbulo proximal, que,
por sua vez, desemboca numa estrutura em forma de
U, denominada alça néfrica, a partir da qual se distende
o túbulo distal. A união de vários túbulos distais, de
vários néfrons, forma um túbulo coletor.



A FORMAÇÃO DA URINA
Durante a etapa de filtração, a pressão sanguínea ex-
pulsa, do glomérulo renal para a cápsula renal, subs-
tâncias como: água, pequenas moléculas de sais mine-
rais, aminoácidos, vitaminas, ácidos graxos, ureia e
ácido úrico. No entanto, muitas dessas substâncias são
úteis ao organismo e devem ser reabsorvidas pelo
sangue enquanto outras, como a ureia, deverão ser
expulsas para o meio externo através da urina. Sendo
assim, o filtrado produzido na cápsula renal passa para
o interior do túbulo contorcido proximal, onde terá
início o processo de reabsorção. A arteríola eferente
que surge, a partir da cápsula renal, tem como função
capturar os nutrientes desejáveis ao organismo que se
encontram no filtrado. Nesta região cerca de 85% da
água presente no filtrado retorna ao sangue através dos
capilares por osmose. As partículas de soluto (glicose,
aminoácidos e os íons sódio) retornam aos capilares
sanguíneos através do mecanismo de transporte ativo
com gasto de energia. Ao longo da alça néfrica, mais
água será reabsorvida por osmose e íons sódio por
transporte ativo e no túbulo distal, ocorre novamente
reabsorção ativa dos sais. A permeabilidade dos túbu-
los renais à água é regulada pelo hormônio antidiuréti-
co (ADH), que é produzido pelo hipotálamo e lançado
no sangue pela neuro-hipófise. Sendo assim, o rim, que
controla a concentração de água e de sais minerais, é
órgão é muito importante para o bem-estar do orga-
nismo. Ao sair do túbulo coletor, a composição da
urina é: 95% de água; 2% de ureia; 1% de cloreto de
sódio e 2% de outros sais e produtos nitrogenados,
como o ácido úrico, a amônia e a creatina.

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Exercícios de Sala #

1. (UFSC) Segundo o ministério da Saúde, o coração
é a primeira causa de morte no País, logo em seguida
está a violência (homicídio, suicídio, acidente de
trânsito) e o câncer.
Com relação ao sistema cardiovascular assinale a(s)
proposição(ões) verdadeira(s).
01. Os principais vasos responsáveis pela irrigação do
músculo cardíaco são as artérias coronárias ligadas
à aorta.
02. O infarto do miocárdio ocorre quando uma parte da
musculatura cardíaca, por ficar sem irrigação, faz o
músculo entrar em falência.
04. A hipertensão, o diabetes, o fumo e a obesidade são
fatores de risco para doenças cardiovasculares.
08. Alimentação adequada, bem como, atividade física
e check-up regulares diminuem o risco do infarto.
16. A contração do músculo cardíaco é denominado
sístole e o período de relaxamento, diástole.
32. Nas pessoas hipertensas o coração trabalha mais,
já que precisa impulsionar o sangue através de “va-
sos endurecidos” e, por isso, mais resistentes.

2. (UFSC) Com relação ao Sistema Cardiovascular e
com base no esquema a seguir, cujas setas indicam o
trajeto do sangue no corpo, assinale a(s) proposi-
ção(ões) correta(s).

01. As cavidades I e II representam os ventrículos e as
cavidades III e IV representam os átrios (ou aurí-
culas).
02. O sangue que leva o oxigênio para as células mus-
culares do coração (miocárdio) através das artérias
coronárias é impulsionado pela cavidade IV.
04. Os vasos sangüíneos representados pelas setas B e
C correspondem às veias e os vasos sangüíneos
representados pelas setas A e D correspondem às
artérias.
08. O trajeto que o sangue faz da cavidade III até a
cavidade II corresponde à circulação sistêmica,
também chamada grande circulação.
16. Nas cavidades I e III circula sangue arterial, ao
passo que nas cavidades II e IV circula sangue ve-
noso.
32. Quando as cavidades III e IV estão em diástole, as
cavidades I e II estão em sístole, e vice-versa.
64. Entre as cavidades I e II localiza-se a válvula bi-
cúspide (ou mitral) e entre as cavidades III e IV
localiza-se a válvula tricúspide.

Tarefa Mínima #

3. (MACK) Um estudante observou que um determi-
nado vaso sanguíneo apresentava paredes espessas e
que o sangue que circulava em seu interior era de um
vermelho escuro. Podemos afirmar corretamente que
o vaso em questão era a:
a) Veia pulmonar, que leva sangue venoso do coração
para o pulmão.
b) Veia cava, que traz sangue venoso do corpo em
direção ao coração.
c) Veia pulmonar, que leva sangue arterial do pulmão
para o coração.
d) artéria pulmonar, que leva sangue venoso do cora-
ção para o pulmão.
e) artéria pulmonar, que leva sangue arterial do pulmão
para o coração.

4. (UEL) A ingestão de álcool inibe a liberação de
ADH (hormônio antidiurético) pela hipófise. Assim
sendo, espera-se que um homem alcoolizado:
a) Produza grande quantidade de urina concentrada.
b) Produza grande quantidade de urina diluída.
c) Produza pequena quantidade de urina concentrada.
d) Produza pequena quantidade de urina diluída.
e) Cesse completamente a produção de urina.

5. (MACK) O esquema adiante, representa o aparelho
excretor humano. As setas A e B indicam o sentido do
fluxo sanguíneo.

Os números 1, 2 e 3 indicam, respectivamente:
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a) Artéria aorta, ureter e veia cava.
b) Veia cava, ureter e artéria aorta.
c) Veia cava, uretra e artéria aorta.
d) Artéria aorta, uretra e veia cava.
e) Artéria aorta, uretra e veia porta.

UNIDADE 14

SISTEMA ENDÓCRINO
As glândulas que formam o sistema endócrino são: a
hipófise, a tireoide, as paratireoides, o pâncreas, as
adrenais, além dos ovários e testículos.


A HIPÓFISE
Pequena glândula localizada no interior da caixa crani-
ana (base do cérebro) está anatomicamente dividida em
três regiões: adeno-hipófise, neuro-hipófise e lobo
intermediário.


ADENO-HIPÓFISE
Controlada por uma região do cérebro, denominada
hipotálamo, a adeno-hipófise libera no sangue uma
série de hormônios. Estes hormônios secretados pela
adeno-hipófise recebem a denominação de hormônios
tróficos, e têm como função, controlar as outras glân-
dulas. São eles:

- HORMÔNIO TIREOTRÓFICO (TSH) - Esti-
mula a tireóide;
- HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO
(ACTH) - Controla o córtex das supra-renais;
- PROLACTINA (LTH) - Estimula a produção e a
secreção de leite;
- HORMÔNIO FOLÍCULO-ESTIMULANTE
(FSH) - Provoca o crescimento dos folículos nos
ovários e a formação de espermatozóides nos testí-
culos;
- HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH) - Respon-
sável pela ovulação, pela formação do corpo lúteo
nos ovários e a produção de testosterona nos testí-
culos.

Obs: A adeno-hipófise também secreta o HORMÔ-
NIO DO CRESCIMENTO, denominado somatotró-
fico ou GH. Este hormônio tem como função, aumen-
tar a estatura dos jovens em fase de desenvolvimento.
A deficiência desse hormônio provoca o nanismo, já a
hiperfunção, provoca o gigantismo.

NEURO-HIPÓFISE
A neuro-hipófise é uma expansão anatômica do pró-
prio hipotálamo e os hormônios que esta glândula
secreta: ocitocina e antidiurético (ADH), são produzi-
dos pelos neurônios localizados nessa região específica
do cérebro. A ocitocina, é responsável pelas contrações
uterinas durante o parto, este hormônio também atua
na liberação do leite durante a amamentação, através
da estimulação da musculatura que expulsam o líquido
quando o bebê suga o seio.
O hormônio antidiurético nos túbulos renais,
aumentando a permeabilidade à água, provocando,
assim, uma maior reabsorção desse líquido e contro-
lando a quantidade de urina eliminada.

LOBO INTERMEDIÁRIO
Esta região da hipófise é responsável pela secreção do
hormônio melanotrófico, que estimula a produção de
melanina. No homem, o lobo intermediário da hipófise
é muito reduzido.

A TIREOIDE
Esta glândula, localizada no pescoço, é responsável
pela secreção dos hormônios tetraiodotironi-
na(tiroxina) e triiodotironina. Ambos possuem átomos
de Iodo em suas moléculas. A tireoide controla o me-
tabolismo geral do organismo.A hiperfunção da tireoi-
de causa o hipertireoidismo (glândula funciona acima
do nível normal), Os indivíduos portadores de hiperti-
reoidismo, em geral, são nervosos, tensos, os batimen-
tos cardíacos são acelerados, apresentam intolerância
ao calor, transpiração excessiva e insônia, entre outros
sintomas. A hipofunção da tireoide causa o hipotireoi-
dismo (glândula funciona abaixo do nível normal). Os
indivíduos portadores de hipotireoidismo, em geral,
são apáticos, sonolentos, apresentam batidas cardíacas
fracas e, algumas vezes, inchação em várias partes do
corpo. Caso este quadro ocorra na infância, surge uma
deficiência mental, denominada cretinismo. Esta pato-
logia pode ser eliminada pela adição de pequenas
quantidades de iodo ao sal de cozinha. Além disso, a
tireoide ainda secreta pequenas quantidades de calcito-
nina, que participa no controle do cálcio no organismo.

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AS PARATIREOIDES
Também localizadas no pescoço encontram-se em
número de quatro. Estas glândulas produzem o hormô-
nio paratormônio (PTH), que é responsável pelo con-
trole da taxa de cálcio no organismo. Quando ocorre
uma redução na concentração de cálcio no sangue, este
hormônio passa a promover a retirada de cálcio dos
ossos, lançando, em seguida, no sangue. Além disso,
estimula a absorção de cálcio no intestino e a reabsor-
ção pelos túbulos renais. A calcitonina, secretada pela
tireoide, atua de forma oposta. Sendo assim, estes dois
hormônios, ajudam a controlar a taxa de cálcio no
sangue, que é importante para diversas funções do
organismo, como por exemplo: a coagulação sanguínea
e a contração muscular.
O PÂNCREAS
Localizado no abdômen, próximo ao estômago, o pân-
creas apresenta uma região exócrina, produtora de suco
pancreático e uma endócrina, representada por cente-
nas de milhares de pequenos grupos de células, as
chamadas Ilhotas de Langerhans. Estas células que
formam as Ilhotas de Langerhans produzem dois hor-
mônios:
→ Células ALFA: produzem o hormônio glucagon
(atua no desdobramento do glicogênio em glicose);
→ Células BETA: Responsáveis pela produção do
hormônio insulina (atua na membrana celular, tornan-
do-as permeáveis à glicose),

AS ADRENAIS
Estas glândulas estão localizadas na parte superior de
cada rim e se caracterizam por apresentar duas regiões
distintas: o córtex e a medula.
O córtex é a região mais superficial da glândula e
responsável pela produção dos seguintes hormônios:
→ Cortisol: Produz glicose a partir de proteínas e
gorduras, além de diminuir o consumo de glicose nas
células;
→ Aldosterona; Promove um aumento da reabsorção
de sódio nos túbulos renais e, conseqüentemente, de
cloro e água.
→ Corticossexuais: Compreendem os andrógenos,
com efeitos masculinizantes e pequenas quantidades de
progesterona e estrógenos (hormônios femininos), os
exercem efeitos pouco significativos na fisiologia
normal.
A medula é a região mais interna da glândula e
responsável pela produção dos seguintes hormônios:
ЍAdrenalina e Noradrenalina: Em situações de
perigo, a medula é estimulada por uma parte do siste-
ma nervoso, e passa a liberar uma grande de hormô-
nios, principalmente adrenalina. Como resultado, ,
aumenta o ritmo respiratório e circulatório, além da
elevação da pressão arterial. Estes eventos, entre ou-
tros, proporcionados pela adrenalina e noradrenalina,
faz com que o organismo consiga enfrentar situações
de críticas e perigosas.


Exercícios de Sala #

1. (PUC-PR) A produção do hormônio luteinizante
estimula as células intersticiais ou de Leydig a liberar
um hormônio que, por sua vez, é responsável pela
manutenção dos caracteres sexuais. Assinale a opção
que corresponde ao descrito no texto:
a) A hipófise produz o hormônio luteinizante e estimu-
la o testículo a produzir testosterona.
b) O testículo produz hormônio luteinizante e estimula
a hipófise a produzir o estrógeno.
c) O hormônio luteinizante estimula o testículo a pro-
duzir o estrógeno, estimulando a hipófise.
d) O hormônio luteinizante estimula o ovário a produ-
zir a progesterona, estimulando a hipófise.
e) O hipotálamo produz o hormônio luteinizante esti-
mulando a hipófise a produzir testosterona.

2. (PUC-Campinas) Considere a frase a seguir.
"Filhotes de cães e gatos, alimentados exclusivamente
com carne crua, podem apresentar desequilíbrio nutri-
cional havendo comprometimento da estrutura óssea."
Essa frase desencadeou uma discussão da qual resulta-
ram as seguintes afirmações:
I. A carne crua apresenta um nível muito baixo de
cálcio o qual inibe o funcionamento das glândulas
paratireóides.
II. As paratireóides secretam paratormônio que provo-
ca a retirada de cálcio dos ossos.
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III. As paratireóides podem ser inibidas de liberarem
paratormônio, quando o sangue apresenta elevado
nível de cálcio circulante.
É correto o que se afirma somente em:
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III

Tarefa Mínima #

3. (UNESP) Um paciente adulto procurou um endo-
crinologista porque estava com baixo peso, metabolis-
mo basal muito alto, nervosismo e globo ocular salien-
te (exoftalmia). A disfunção hormonal que poderia ser
responsável pelo quadro apresentado pelo paciente
envolve
a) o pâncreas.
b) a paratireóide.
c) a adrenal.
d) a tiróide.
e) a supra-renal.

4. (UFPE) A associação entre adrenalina (epinefrina) e
as emoções tornou-se tão popular que este hormônio
passou a ser sinônimo de esportes radicais, situações
de risco e sentimentos fortes. Identifique abaixo as
propriedades da adrenalina.
a) Mobiliza as reservas energéticas, de sorte a baixar
os níveis de glicose na corrente sanguínea.
b) Aumenta os batimentos cardíacos e diminui os mo-
vimentos respiratórios.
c) É secretado pelo córtex da glândula adrenal e pelas
terminações do sistema nervoso simpático.
d) Reduz o diâmetro dos brônquios pelo relaxamento
de sua musculatura.
e) Aumenta a pressão arterial sistólica.

5. (UFPR) Numa situação de perigo, um animal fica
em estado de alerta (defesa). O comportamento apre-
sentado depende de uma série de reações que envol-
vem diversos sistemas orgânicos. Com relação a esse
estado, é correto afirmar que:
01. O sistema nervoso terá papel decisivo no preparo
do animal para enfrentar o perigo ou realizar a fu-
ga.
02. Haverá liberação de adrenalina, ocorrendo aumento
da pressão arterial e maior irrigação dos músculos e
do cérebro.
04. A frequência respiratória aumentará, pois o animal
necessitará de mais oxigênio para o seu metabolis-
mo.
08. A reação imediata do animal frente ao perigo de-
penderá diretamente do sistema linfático.
16. A frequência cardíaca aumentará para melhorar a
irrigação sanguínea dos tecidos.



UNIDADE 15

SISTEMA NERVOSO
Anatomicamente, o sistema nervoso dos vertebrados
pode ser dividido em:

→ SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC): cons-
tituído pelo encéfalo e pela medula raquidiana ou espi-
nhal;

→ SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (SNP):
constituído por uma rede de nervos que se espalham ao
longo de todo organismo.


O ENCÉFALO
Esta parte do sistema nervoso é constituída por quatro
regiões, denominadas: cérebro, cerebelo, ponte e
bulbo.

→ Cérebro: centro da inteligência, da memória e da
linguagem. A massa cerebral ocupa quase toda caixa
craniana, na sua região mais externa (córtex cerebral)
apresenta uma série de dobras, as quais aumentam
consideravelmente a área superficial do cérebro. O
córtex é formado por milhares de corpos celulares de
neurônios, o que acaba conferindo a esta região, uma
cor cinzenta. Já a sua camada inferior é formada pelos
prolongamentos dos neurônios (axônios),e apresenta
uma cor branca.

→ Cerebelo: órgão que atua em conjunto com o cé-
rebro, coordenando os movimentos do corpo, o equilí-
brio e o tônus muscular.

→ Ponte: estrutura situada acima do bulbo e abaixo
do cérebro. A ponte atua na condução do impulso
nervoso para o cerebelo, e também serve como uma
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área de passagem para as fibras nervosas que ligam o
cérebro à medula.

→ Bulbo: estrutura situada acima da medula espinhal,
o bulbo recebe informações de muitos dos nossos ór-
gãos internos, controlando suas funções, como, por
exemplo: o batimento cardíaco, a pressão sanguínea, a
respiração, salivação, tosse, o ato de engolir, piscar dos
olhos, etc.

A MEDULA RAQUIDIANA (ESPINHAL)
A medula raquidiana é uma estrutura cilíndrica, com
cerca de 1 cm de diâmetro, que se distribui ao longo
dos ossos (vértebras) que formam a coluna cervical.
Ao contrário do cérebro, a medula espinhal apresenta a
substância branca disposta externamente e a substância
cinzenta disposta internamente. Da substância branca
partem prolongamentos de neurônios motores e sensi-
tivos.

Obs:→ Arco Reflexo: Os reflexos são respostas invo-
luntárias a um estímulo sensorial. Por exemplo, ao
aproximarmos a mão sobre um metal muito quente, o
estímulo térmico é captado por terminações nervosas
sensitivas e transformado em impulso nervoso o qual
será transmitido até a medula, onde neurônios associa-
tivos estimulam os neurônios motores. Estes, por sua
vez, transmitem o impulso nervoso até os músculos do
braço, que se contraem, determinando a retirada da
mão da fonte de calor. Cabe salientar que nos reflexos
não ocorre a participação do cérebro nas “respostas”
aos estímulos.


O SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (SNP)
Este sistema é constituído por gânglios e nervos. Os
nervos cranianos (12 pares), partem da região encefáli-
ca, e os raquianos (31 pares), partem da medula raqui-
diana.O sistema nervoso periférico apresenta neurônios
sensoriais que recebem as informações dos órgãos do
sentido e dos órgãos internos. Além deles, também
existem os neurônios motores que levam mensagens do
sistema nervoso central para os músculos e para as
glândulas.

O SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA)
Constituído por nervos que levam impulsos nervosos
para a musculatura lisa, as glândulas e ao miocárdio.
Sendo assim, o sistema nervoso autônomo tem o papel
de controlar, de forma involuntária, a secreção glandu-
lar, a digestão, a excreção, os batimentos cardíacos,
etc. A grande maioria dos órgãos controlados pelo
sistema autônomo recebe dois tipos de nervos, os quais
funcionam de forma antagônica, ou seja, enquanto um
dos nervos estimula um determinado órgão, o outro
inibe o funcionamento do mesmo órgão. Desta forma,
o sistema nervoso autônomo é dividido em: sistema
nervoso simpático e parassimpático.
O efeito de cada um destes sistemas, simpático e pa-
rassimpático, difere de órgão para órgão, como, por
exemplo, o coração, que é estimulado pelo simpático e
inibido pelo parassimpático; já com a musculatura do
tubo digestório ocorre o contrário, o simpático diminui
o peristaltismo enquanto o parassimpático aumenta.


Exercícios de Sala #

1. (UFSC) "Empresas criam programas para detectar e
ajudar os funcionários viciados em substâncias quími-
cas". Com essa manchete, a revista "Veja", de
4/7/2001, divulga uma matéria sobre "As Drogas no
trabalho". Com relação ao tipo, uso e consequências
das drogas, assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. As drogas que usualmente chamamos de "drogas
psicotrópicas" são aquelas que agem sobre o siste-
ma nervoso do indivíduo, modificando sua maneira
de sentir, pensar ou agir.
02. As anfetaminas, muitas vezes utilizadas pelos ca-
minhoneiros, para permanecerem mais tempo acor-
dados, são poderosos estimulantes, cujo consumo
constante acaba provocando tolerância, o que leva
o usuário a um aumento das dosagens.
04. O uso contínuo da maconha traz dificuldades de
aprendizagem e de memorização, além de ocasio-
nar, como o fumo, problemas respiratórios.
08. A cocaína e o crack são drogas que têm alto poder
de dependência e, quando consumidos em grandes
quantidades, podem provocar a morte por parada
cardíaca.
16. O consumo de bebidas alcoólicas produz uma
sensação de bem-estar, sem comprometer a saúde
das pessoas.
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32. A heroína e outras drogas injetáveis, além de cau-
saem dependência química, também representam
risco de contágio pelo vírus HIV.

2. (CESGRANRIO) É comum ouvir expressões como
estas: "Meu coração disparou", "Fiquei tão nervoso
que comecei a suar", "Senti a boca seca".
Estas reações são características de um estado emocio-
nal alterado, e são controladas sob a ação do(s)

a) sistema nervoso autônomo.
b) sistema nervoso somático.
c) hormônios da tireóide.
d) nervos do cerebelo.
e) centro nervoso medular.

Tarefa Mínima #
3. (CESGRANRIO) Os anestésicos, largamente usa-
dos pela medicina, tornam regiões ou todo o organismo
insensível à dor porque atuam
a) nos axônios, aumentando a polarização das células.
b) nas sinapses, impedindo a transmissão do impulso
nervoso.
c) nos dendritos, invertendo o sentido do impulso ner-
voso.
d) no corpo celular dos neurônios, bloqueando o meta-
bolismo.
e) na membrana das células, aumentando a bomba de
sódio.

4. (FUVEST) A figura representa um arco-reflexo: o
calor da chama de uma vela provoca a retração do
braço e o afastamento da mão da fonte de calor. Imagi-
ne duas situações: em A seria seccionada a raiz dorsal
do nervo e em B, a raiz ventral.

Considere as seguintes possibilidades relacionadas à
transmissão dos impulsos nervosos neste arco-reflexo:
I - A pessoa sente a queimadura, mas não afasta a mão
da fonte de calor.
II - A pessoa não sente a queimadura e não afasta a
mão da fonte de calor.
III - A pessoa não sente a queimadura, mas afasta a
mão da fonte de calor.

Indique quais dessas possibilidades aconteceriam na
situação A e na situação B, respectivamente.
a) A - I; B - II.
b) A - I; B - III.
c) A - II; B - I.
d) A - II; B - III.
e) A - III; B - II.

5. (PUC-SP) O esquema abaixo representa um arco-
reflexo simples. O conhecimento sobre reflexos medu-
lares deve-se a trabalhos pioneiros feitos, no início
deste século, pelo fisiologista inglês C.S. Sherrington.

No esquema, 1, 2, 3 e 4 indicam, respectivamente:
a) Neurônio aferente, sinapse, neurônio sensorial e
órgão receptor.
b) Sinapse, neurônio aferente, neurônio motor e órgão
efetuador.
c) Neurônio motor, sinapse, neurônio aferente e órgão
receptor.
d) Neurônio aferente, sinapse, neurônio motor e órgão
efetuador.
e) Neurônio motor, neurônio aferente, sinapse e órgão
receptor.

UNIDADE 16

BOTÂNICA

SISTEMÁTICA VEGETAL

AS BRIÓFITAS
As briófitas são plantas de pequeno porte representadas
na natureza principalmente pelos musgos. Os musgos
possuem rizoides, cauloides e filoides e são desprovi-
dos de vasos condutores de seiva o que justifica o seu
porte físico reduzido. Como não produzem flores, a
reprodução das briófitas é dependente da água existen-
te no meio. O ciclo reprodutivo desses vegetais ocorre
por metagênese (alternância de gerações). A etapa
duradoura e haploide é denominada etapa gametofítica
(gametófito). A etapa efêmera e diploide é denominada
etapa esporofítica (esporófito).









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30
REPRODUÇÃO DAS BRIÓFITAS



AS PTERIDÓFITAS
As pteridófitas são plantas consideradas mais evoluí-
das que as briófitas, pois, ao contrário destas, já possu-
em vasos condutores de seiva. Os representantes mais
conhecidos das pteridófitas são as samambaias e as
avencas. Assim como as briófitas, não produzem flores,
tendo então seu processo reprodutivo dependente da
água. As pteridófitas também possuem ciclo de vida
com alternância de gerações, sendo duradoura a etapa
esporofítica (esporófito) e efêmera a etapa gametofítica
(gametófito).

Reprodução das Pteridófitas:

Exercícios de Sala #

1. (UFRS) Briófitas e pteridófitas apresentam várias
características em comum, mas também diferem em
muitos aspectos. Assinale a característica que pertence
a apenas um desses grupos de plantas.

a) Crescer preferencialmente em solos úmidos e som-
breados.
b) Necessitar de água para reproduzir-se.
c) Não ter flores, sementes e frutos.
d) Ser criptógama.
e) Ser portadora de tecidos de transporte.

2. (FATEC) Analise a descrição abaixo:
"Grupo de plantas de pequeno porte, encontradas em
locais úmidos e sombreados, que crescem no solo ou
sobre os troncos das árvores. Há poucas espécies dul-
cícolas e nenhuma marinha. Este grupo de plantas
apresenta rizóides e não possui vasos condutores".

Após a análise do texto, assinale a alternativa que
apresenta o nome do grupo das plantas com as caracte-
rísticas apresentadas.
a) Briófitas.
b) Angiospermas.
c) Gimnospermas.
d) Dicotiledôneas.
e) Pteridófitas.

Tarefa Mínima #

3. (PUC-RS) Responder à questão preenchendo com V
(verdadeiro) ou F (falso) os parênteses correspondentes
às afirmativas sobre os musgos.
( ) Pertencem ao grupo das briófitas.
( ) São seres vivos heterotróficos absortivos.
( ) São desprovidos de traqueídeos.
( ) Preferem solos secos e frios.
( ) São parentes das hepáticas.
A sequência correta resultante do preenchimento dos
parênteses, de cima para baixo, é
a) F - F - V - V - V
b) F - V - F - V - F
c) V - F - V - F - V
d) V - V - F - V - V
e) V - V - V - F - F

4. (UFPEL) Os vegetais vasculares que possuem raiz,
caule e folhas, mas não são dotados de flores, frutos e
sementes são:
a) Algas, como as cianofíceas, a alface-do-mar e as
algas pardas.
b) Pteridófitas, como as samambaias, avencas e xaxins.
c) Angiospermas, como as gramíneas, o eucalipto e os
cactos.
d) Gimnospermas, como os ciprestes, os pinheiros e o
'Ginkgo biloba'.
e) Fungos, como a orelha-de-pau, os cogumelos e as
leveduras.

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31
5. (UECE) As plantas, assim como todos os demais
seres vivos, possuem ancestrais aquáticos e desta for-
ma sua história evolutiva encontra-se relacionada à
ocupação progressiva do ambiente terrestre. Para que
isso pudesse acontecer algumas características foram
selecionadas e dentre elas podemos destacar:
I - Sistema vascular;
II - Esporófito dominante;
III – Filóides;
IV - Esporófito não ramificado.

São características próprias de pteridófitas e briófitas,
respectivamente:

a) I e II; III e IV
b) I e III; II e IV
c) II e IV; I e III
d) III e IV; I e II

UNIDADE 17

AS GIMNOSPERMAS

As gimnospermas são representadas pelos pinheiros,
sequóias e ciprestes. São plantas tipicamente terrestres
e vivem preferencialmente em ambientes frios e tem-
perados. As gimnospermas apresentam raízes, caules,
folhas e são as primeiras plantas dentro da escala evo-
lutiva e apresentarem flores e sementes. As gimnos-
permas não possuem o fruto envolvendo as sementes e,
por este motivo, a denominação de gimnospermas
(gymno = nu; sperma = semente), sementes nuas.

REPRODUÇÃO DAS GIMNOSPERMAS



AS ANGIOSPERMAS
As angiospermas possuem raízes, caules, folhas, se-
mentes e são os únicos vegetais a desenvolverem fru-
tos. Por este motivo, a denominação de angiospermas
(angion = bolsa; sperma = semente), ou seja, plantas
com sementes no interior de uma bolsa, o fruto, como,
por exemplo: a laranjeira, o limoeiro, o abacateiro, o
coqueiro, a jabuticabeira, etc.




CLASSIFICAÇÃO DAS ANGIOSPERMAS
As angiospermas podem ser classificadas de acordo
com o número de cotilédones presentes na semente.



Exercícios de Sala #

1. (UFSC) Atualmente a Terra é dominada pelo grupo
vegetal das Angiospermas, com cerca de 250.000 es-
pécies espalhadas por todo o mundo. A maior parte dos
alimentos de origem vegetal é derivada de plantas
desse grupo.
Com respeito às Angiospermas, é correto afirmar que:

01. São os únicos vegetais que produzem sementes.
02. As monocotiledôneas são uma divisão deste grupo,
cujos representantes apresentam raiz axial ou pivo-
tante, flores tetrâmeras, sementes com dois cotilé-
dones e crescimento acentuado em espessura.
04. Suas flores originam estruturas chamadas frutos
que auxiliam na dispersão de suas sementes.
08. Em algumas espécies, o fruto pode se desenvolver
sem que ocorra o processo de fecundação, origi-
nando os chamados frutos partenocárpicos.
16. Suas flores podem ser polinizadas por algumas
aves, mamíferos e insetos.
32. Alguns de seus frutos são comestíveis; como por
exemplo, o chuchu e o tomate.

2. (UEPG) No que respeita às plantas monocotiledô-
neas e dicotiledôneas e suas principais características,
assinale o que for correto.
01. Os feixes líbero-lenhosos das monocotiledôneas
são espalhados, e os das dicotiledôneas são dispos-
tos em círculo.
02. Os elementos florais das monocotiledôneas são
geralmente múltiplos de 3, e os das dicotiledôneas
são geralmente múltiplos de 4 ou 5.
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32
04. A raiz das monocotiledôneas é pivotante, e a das
dicotiledôneas é fasciculada.
08. As nervuras das folhas monocotiledôneas são reti-
culadas, e as das folhas dicotiledôneas são parale-
las.
16. O milho é uma planta monocotiledônea, e o feijão
é uma planta dicotiledônea.

Tarefa Mínima #

3. (UFSC) Os principais grupos vegetais (Briófitas,
Pteridófitas, Gimnospermas e Angiospermas) apresen-
tam em comum um ciclo de vida que ocorre através de
alternância de gerações (metagênese), em que uma
geração haplóide alterna-se com outra diplóide. Com
relação a este ciclo e considerando o esquema a seguir,
assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. O esquema representa um ciclo de vida haplodi-
plobionte (ou haplonte-diplonte) típico dos princi-
pais grupos de vegetais.
02. Os eventos que ocorrem em I e III do esquema
correspondem, respectivamente, à meiose e à mito-
se.
04. Neste ciclo, o esporófito forma o gametófito por
reprodução assexuada e o gametófito forma o espo-
rófito por reprodução sexuada.
08. Nas gimnospermas e angiospermas, o esporófito
é originado pela fusão dos gametas masculino e
feminino que são, respectivamente, o androceu e o
gineceu.
16. Os eventos II e IV do esquema correspondem,
respectivamente, à fecundação e à germinação.
32. Nas briófitas e pteridófitas, a fase gametofítica é
duradoura e evidente e a fase esporofítica, ao con-
trário, é reduzida e pouco evidente.

4. (UFSC) Há mais de 250 milhões de anos, as gim-
nospermas, originadas das pteridófitas, dominaram as
paisagens terrestres durante o Triássico e o Jurássico,
juntamente com os dinossauros. Hoje, esse grupo vege-
tal está restrito a alguns locais da Terra, conhecidos
como Florestas de Coníferas, como as ainda existentes
no sul do Brasil.

Com relação a esse grupo de plantas, é correto afirmar
que:

01. Sua madeira é utilizada na indústria de papel e
celulose, na indústria de móveis e na construção de
casas.
02. Algumas espécies têm caráter ornamental, como os
ciprestes e os populares pinheiros de Natal.
04. No Brasil, é comum o consumo do pinhão como
alimento, que é a semente do pinheiro-do-paraná.
08. Suas plantas produzem sementes nuas, ou seja, não
há a formação de frutos.
16. São plantas avasculares, com flores perfeitas.
32. Todas as espécies do grupo são dióicas.

5. (UEL) Considerando-se briófitas, pteridófitas, gim-
nospermas e angiospermas, fizeram-se as seguintes
afirmações:

I. O gametófito é, comparativamente, mais desenvolvi-
do nas briófitas.
II. O gametófito atinge o máximo de redução nas gim-
nospermas e nas angiospermas.
III. O esporófito das pteridófitas sempre é parasita do
gametófito, enquanto que nos outros grupos ele é
autótrofo.
IV. Os esporófitos dos quatro grupos de plantas são
haplóides, originando esporos por mitose.

São corretas somente:
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) II e IV
e) III e IV

UNIDADE 18

HISTOLOGIA VEGETAL

É o ramo da botânica que estuda os tecidos de origem
vegetal. Os mesmos são classificados em dois tipos
básicos:

• Tecidos Embrionários ou Meristemas.

• Tecidos Permanentes ou Adultos.

OS MERISTEMAS
São tecidos constituídos por células embrionárias que
por mitose originam todos os demais tecidos definiti-
vos. Os meristemas são subdivididos em dois tipos
diferentes: o meristema primário é o meristema secun-
dário.

O MERISTEMA PRIMÁRIO
As células do meristema primário, ao se diferenciarem,
formarão estruturas que irão determinar o crescimento
em comprimento (longitudinal) de todos os vegetais e
um pequeno crescimento em espessura.

Classificação:
Ѝ Dermatogênio: Tecido embrionário responsável
pela formação da epiderme vegetal.
Ѝ Periblema: Tecido responsável pela formação dos
tecidos do córtex (casca) do caule ou raiz.
Ѝ Pleroma: Tecido responsável pela formação dos
tecidos que constituem o cilindro central do caule e
raiz.
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33
OBS: Na raiz, existe também o caliptrogênio, respon-
sável pela formação da coifa ou caliptra, estrutura que
não se encontra no caule.


O MERISTEMA SECUNDÁRIO
Tecido embrionário que determina o crescimento em
espessura da maioria das Gimnospermas e Dicotiledô-
neas.

Classificação:

ЍFelogênio: O Felogênio é responsável pela forma-
ção do súber, que é tecido definitivo de revestimento, e
também origina os tecidos da Feloderme.
Ѝ Câmbio: A atividade do câmbio produz os vasos do
xilema para o lado de dentro e floema para o lado de
fora do cilindro central, proporcionando o crescimento
em espessura em dicotiledôneas e gimnospermas.


Os tecidos permanentes:

A EPIDERME
Tecido que reveste, protege e possibilita trocas entre o
meio ambiente e os tecidos internos do corpo do vege-
tal. As células epidérmicas possuem as seguintes pecu-
liaridades: forma física achatada e justaposta (muito
unidas); normalmente sem cloroplastos, consequente-
mente, forma uma película incolor.



ANEXOS EPIDÉRMICOS
→ Cutícula: A cutícula é formada por um lipídio
(cutina) que impermeabiliza (caule e folhas.) o vegetal.
É bastante espessa em vegetais de clima quente e seco
onde impede o excesso de transpiração.


Ѝ Pelos ou tricomas: São anexos epidérmicos, que
formam prolongamentos em direção ao meio. Depen-
dendo da planta os pelos podem ter função secretora,
protetora, ou ainda absorvente.

ЍEstômatos: São anexos epidérmicos que permitem
as trocas gasosas entre o interior e exterior do vegetal.
O estômato é estruturado por duas células (células
guardiãs) em forma de rim que limitam uma abertura
(ostíolo). Esta abertura comunica-se com espaços exis-
tentes abaixo da epiderme. Normalmente, os estômatos
são encontrados na face inferior das folhas.



Ѝ Acúleos: É um anexo com forma pontiaguda e
resistente devido ao depósito de lignina. Protegem o
caule de certos vegetais.


O SÚBER
Tecido constituído por células mortas e que reveste o
caule e raiz de dicotiledôneas e gimnospermas. O súber
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34
apresenta um conjunto de células pluriestratificadas e
justapostas. O súber possui as seguintes funções:
Substitui a epiderme em caule e raízes de gimnosper-
mas e dicotiledôneas;
Protegem o vegetal contra a umidade, variações brus-
cas de temperatura, ataque de fungos, insetos e outros
agentes.


O COLÊNQUIMA
Conjunto de células vivas com cloroplastos e que se
caracterizam por apresentarem uma parede celular com
reforços celulósicos. O colênquima atua na sustentação
e determina resistência e flexibilidade nas regiões mais
jovens do vegetal.


O ESCLERÊNQUIMA
Conjunto de células mortas por deposição de lignina
em sua parede. Esta impregnação da parede por lignina
determina a morte celular, proporcionando, alta resis-
tência para alguns órgãos da planta,

Exercícios de Sala #

1. (PUC-Campinas) A presença de diversos tipos de
pêlos nos vegetais lhes proporciona uma melhor adap-
tação ao meio ambiente. São processos relacionados
com a presença de pêlos vegetais, exceto:
a) Proteger contra ataques de animais.
b) Facilidade de dispersão de frutos e sementes.
c) Aumento no poder de absorção de água e sais.
d) Facilitar a perda de água em excesso, acumulada
nos parênquimas.

2. (PUC-MG) O súber é
a) um tecido de condução encontrado em vegetais
superiores com crescimento primário e secundário.
b) um tecido com função de proteção encontrado em
vegetais superiores apenas com crescimento secun-
dário.
c) uma estrutura utilizada para armazenamento de
amido primário, resultante da atividade da perider-
me.
d) um pigmento que é responsável pela coloração das
flores.
e) um tecido de revestimento que permite o aumento
ou decréscimo na transpiração da planta.

Tarefa Mínima #

3. (UEL) Os tecidos nos quais encontram-se estômatos
e lenticelas em uma árvore são, respectivamente,
a) epiderme e súber.
b) xilema e colênquima.
c) floema e xilema.
d) súber e floema.
e) colênquima e epiderme.
4. (UFMG) Todas as alternativas contêm adaptações
evolutivas que permitiram a sobrevivência dos vegetais
fora do ambiente aquático, exceto:
a) Epiderme impregnada de cutina.
b) Presença de parede celular.
c) Presença de raiz.
d) Tecidos condutores: xilema e floema.
e) Troncos recobertos de súber.

5. (UDESC) Os meristemas dos vegetais são também
chamados tecidos de crescimento, porque suas células
a) possuem em seus citoplasmas um grande número de
vacúolos.
b) apresentam uma grande capacidade de multiplica-
ção.
c) atingem grandes tamanhos.
d) são as mais frequentes na composição dos caules.
e) produzem hormônios de crescimento.

UNIDADE 19

O XILEMA
Tecido responsável pelo transporte da seiva bruta ou
mineral da raiz até as folhas. As células do xilema são
mortas devido à impregnação de lignina na parede
celular.

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Pré-Vestibular da UFSC 35
O FLOEMA
Tecido envolvido com o transporte da seiva elaborada
ou orgânica das folhas a todas as regiões vivas do
vegetal. Os vasos do floema são formados por células
vivas.


O PARÊNQUIMA CLOROFILIANO
Tecido que apresenta células ricas em cloroplastos,
portanto relacionadas ao processo de fotossíntese.
Localiza-se abaixo da epiderme das folhas e dos caules
verdes, e ainda em frutos verdes. O parênquima cloro-
filiano é constituído por dois tipos de células que lhe
confere a subdivisão em:
Ѝ Paliçádico: É constituído por células volumosas e
justapostas. São células ricas em cloroplastos. Suas
células estão localizadas imediatamente abaixo da
epiderme.
ЍLacunoso: É constituído por células menos volu-
mosas e com menor quantidade de cloropastos. Entre
as células há espaços (lacunas) para a circulação dos
gases para a fotossíntese. Fica localizado abaixo do
parênquima paliçádico.

O PARÊNQUIMA DE RESERVA OU MILÍFERO
Tecido que apresenta células vivas e concentradas
principalmente em certos caules, raízes, frutos e se-
mentes. Os plastos e vacúolos das suas células armaze-
nam substâncias tais como: proteínas, glicídios (ami-
do), lipídios, vitaminas, sacarose, etc. O parênquima de
reserva pode ser comparado ao tecido adiposo dos
animais.


O PARÊNQUIMA AQUÍFERO
Tecido formado por células que armazenam grande
quantidade de água. Este tipo de parênquima é encon-
trado principalmente em certos caules de plantas xeró-
fitas (ex:cactos).

O PARÊNQUIMA AERÍFERO
Tecido formado por células que circundam espaços em
que no interior é armazenado ar. É um parênquima
encontrado em plantas aquáticas (flutuadoras)




Exercícios de Sala #

1. (UFSC) Pouca vantagem representaria, para animais
e plantas, serem multicelulares, se todas as células
fossem iguais. [...] Os órgãos das plantas, [...] são
formados por tecidos.
(FROTA-PESSOA, O. "Os caminhos da vida I. Estrutura
e ação". São Paulo: Scipione, 2001, p. 157).
Com relação a esse assunto é correto afirmar que:
01. As raízes, a epiderme e os estômatos são exemplos
de órgãos das plantas.
02. Na epiderme existem células meristemáticas com
função de aeração da planta.
04. O xilema e o floema compõem o sistema de tecidos
vasculares das plantas.
08. Os diversos tipos de parênquimas exercem funções
de respiração, fotossíntese e aeração, entre outras.
16. Os frutos, outro tipo de órgão nas plantas, são
formados basicamente de células meristemáticas.
32. O colênquima e o esclerênquima são tecidos de
condução, compostos de parênquimas vivos.
64. Pelo xilema circula a seiva bruta, rica em água e
sais minerais.
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36

2. (UFSC) As plantas são seres vivos pluricelulares e
organizados que apresentam diferentes tecidos.Com
relação aos tecidos vegetais, assinale a(s) proposi-
ção(ões) correta(s).
01. Em plantas vasculares, o tecido condutor especiali-
zado na condução da seiva bruta é o floema e, na
condução da seiva elaborada, é o xilema.
02. Os tecidos meristemáticos são formados por célu-
las diferenciadas que, por desdiferenciação destas
células, originam todos os demais tecidos da planta.
04. O colênquima e o esclerênquima constituem os
tecidos de sustentação do vegetal.
08. Os tecidos parenquimáticos executam numerosas
tarefas, tais como o preenchimento de espaços, a re-
alização da fotossíntese e o armazenamento de subs-
tâncias.

Tarefa Mínima #

3. (PUC-MG) O desenho representa o corte de uma
folha indicando tecidos e/ou estruturas foliares.

Assinale a função que não ocorre em nenhuma das
estruturas representadas.
a) Transpiração.
b) Transporte de seivas.
c) Fotossíntese.
d) Troca gasosa.
e) Respiração.

4. (UFMG) Observe os esquemas de tecidos, numera-
dos de 1 a 5. Indique a alternativa que contém os nú-
meros relacionados apenas a tecidos vegetais.

a) 1 e 4.
b) 1 e 5.
c) 2 e 3.
d) 2 e 4.
e) 3 e 5.

5. (UFMG) O esquema a seguir refere-se a um corte
transversal de uma folha de vegetal em que estruturas
histológicas foram indicadas pelos números de 1 a 5.
Em relação a esse esquema, é incorreto afirmar-se
que;

a) 1 é uma estrutura de proteção.
b) 2 é um epitélio com capacidade de renovação.
c) 3 é o principal tecido fotossintético.
d) 4 contém estrutura responsável pela condução de
seiva.
e) 5 depende do turgor das células para seu funciona-
mento.’















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Inclusão para a Vida Biologia B

Pré-Vestibular da UFSC 1
UNIDADE 1

CITOQUÍMICA

COMPONENTES INORGÂNICOS - ÁGUA E SAIS
MINERAIS
A água exerce um papel fundamental e essencial nos
organismos, sendo inclusive o componente químico
encontrado em maior quantidade nas células e,
consequentemente, nos seres vivos. No entanto, observa-se
que a quantidade de água nas células varia de espécie para
espécie e, também, de acordo com a idade e o tipo de
atividade funcional. Por exemplo, nos celenterados (água
viva), a concentração de água em suas células pode chegar a
mais de 90%, enquanto nas sementes de alguns vegetais a
quantidade de água é, aproximadamente, 5%. Já as células
nervosas, que são super ativas, a concentração de água pode
chegar a 80%, ao contrário das células ósseas, que
apresentam uma concentração em torno de 40%. Além disso,
num bebê, a água é responsável por mais de 85% do peso
corporal, ao passo que, numa pessoa idosa, corresponde
cerca de 70 a 75% do seu peso corporal.

FUNÇÕES DA ÁGUA

REAÇÕES DE HIDRÓLISE
A água é um reagente indispensável para a maioria das
reações químicas que ocorrem nos seres vivos. Por exemplo,
todo o oxigênio existente na atmosfera, também é
proveniente da quebra de moléculas de água.
Por outro lado, a exemplo do que ocorre nos processos de
digestão, as proteínas obtidas nos alimentos como carne e
leite, terão que ser fragmentadas em pequenas moléculas
(aminoácidos), para que as células possam absorvê-las.
Neste tipo de reação, na qual ocorre a quebra de grandes
moléculas em pequenas moléculas, também há participação
da molécula de água, e essa reação recebe o nome espaço de
reação de hidrólise (hydro: água / lise: quebra).

REGULADOR TÉRMICO
A água contribui para conservar a temperatura constante dos
animais, não deixando com que ocorram variações bruscas,
o que poderia levar o organismo à morte.
Essa característica deve-se ao fato da água
apresentar um alto calor específico. Outra característica
muito importante da água, como regulador térmico para os
seres vivos, é com relação ao seu elevado grau de
vaporização, quando comparada com outros líquidos. Por
exemplo, para evaporar 1g de água, é necessária uma
quantidade de calor dez vezes maior do que seria para elevar
1g de outro líquido, como a amônia. A evaporação da água
evita o superaquecimento dos animais e vegetais. As plantas
só não se superaquecem durante um dia de muito sol, porque
o intenso calor que estes vegetais absorvem acaba sendo
perdido quando a água evapora de sua superfície. Fato
semelhante também ocorre com os animais, quando o suor,
presente na superfície do corpo, devido a uma atividade
física ou a um dia muito quente, promove o resfriamento.
Além disso, a água protege os organismos contra os
efeitos do congelamento, devido ao seu alto calor de fusão.
Portanto, para que a água se torne gelo, esta terá que ser
exposta, por um longo tempo, a temperaturas muito baixas.

AGENTE PASSIVO NA OSMOSE
A osmose é a passagem de moléculas de água de uma
solução menos concentrada (meio hipotônico) para outra
mais concentrada (meio hipertônico).



SOLVENTE UNIVERSAL
A água é um excelente solvente, pois é capaz de dissolver
várias substâncias químicas polares, ou seja, com cargas
positivas e negativas, como por exemplo, os sais minerais,
os açúcares, os aminoácidos, as proteínas e os ácidos
nucleicos. As substâncias químicas que se dissolvem na
água são denominadas substâncias hidrófilas (hydro: água /
philos: amigo), enquanto os lipídios (gorduras e ceras), por
apresentarem baixa polaridade (são substâncias não-polares),
são insolúveis em água, sendo denominadas substâncias
hidrófobas (hydro: água / phobos: medo).
A polaridade da água é responsável pela sua característica de
solvente universal, pois as suas moléculas associam-se,
através das pontes de hidrogênio, tanto aos íons positivos,
quanto aos íons negativos.

VEÍCULO DE TRANSPORTE
Devido à característica de solvente universal, a água é o
principal veículo transportador, pois ao dissolver muitas
substâncias químicas, permite que a célula realize a ingestão,
a digestão e a absorção, além de facilitar a entrada e a saída
de muitos compostos através da membrana celular.

SAIS MINERAIS
Como a água, os sais minerais são fundamentais para o bom
funcionamento e sobrevivência do organismo. A
quantidade de sais minerais também varia de espécie para
espécie. Algumas espécies apresentam concentrações ao
redor de 1%, e outras podem apresentar até 5%. Os sais
minerais podem ser encontrados nos seres vivos sob duas
formas básicas: imobilizados e pouco solúvel, constituindo,
por exemplo, as carapaças, as cascas dos ovos e os
esqueletos dos animais; dissolvidos em água, portanto
dissociados em íons, sendo considerados de máxima
importância para o bom funcionamento da célula e,
consequentemente, do organismo.

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Inclusão para a Vida Biologia B

Pré-Vestibular da UFSC
2

Exercícios de Sala #

1. (UFSC) A maior parte dos seres vivos é composta de
água. No corpo humano, a porcentagem de água pode variar
de 20%, nos ossos, a 85%, nas células nervosas; nas
medusas (animais marinhos), a porcentagem de água chega a
mais de 95%. Assinale as afirmativas que indicam
corretamente a importância da água nos seres vivos.
01. A maioria dos elementos químicos, presentes nos seres
vivos, necessitam de um meio aquoso para se
dissolverem e reagirem uns com os outros.
02. A água atua no transporte e remoção dos produtos do
metabolismo.
04. A grande capacidade da água de absorver calor protege o
material vivo contra súbitas mudanças térmicas.
08. A água atua como lubrificante, estando presente nos
líquidos corporais, entre um órgão e outro.
Dê como resposta a soma dos números associados às
alternativas corretas.

2. Qual das alternativas abaixo não está relacionada à
economia de água ou proteção contra desidratação?
a) Pele queratinizada.
b) Redução da taxa de transpiração.
c) Folhas vegetais com cutícula espessa.
d) Embrião envolvido pela vesícula amniótica (bolsa
d’água).
e) Alta taxa de micção.

3. (UFRN) Elementos que fazem parte da constituição das
moléculas de ATP, clorofila e hemoglobina são,
respectivamente:
a) magnésio, ferro e fósforo. d) magnésio, fósforo e ferro.
b) ferro, magnésio e fósforo. e) fósforo, ferro e magnésio.
c) fósforo, magnésio e ferro.
SAIS
MINERAIS
IMPORTÂNCIA FONTES
Cálcio x Importante componente na constituição dos ossos e dos dentes;
x É de fundamental importância para que inicie a coagulação do
sangue;
x É necessário para o funcionamento do impulso nervoso e da
contração dos músculos.
É encontrado nos vegetais verdes, no leite e
nos laticínios.
Cloro x Importante no balanço de líquidos do corpo;
x Importante íon negativo no líquido extracelular;
x Componente importante na manutenção do pH.
Sal de cozinha.
Cobre x Importante componente de muitas enzimas;
x Essencial para a síntese (produção) de hemoglobina.
É encontrado nos feijão, ovos, peixe e no
trigo integral.
Cobalto x Constituinte da vitamina B12;
x Essencial para a produção das hemácias.
É encontrado na carne e nos laticínios.
Enxofre x Constituinte de muitas proteínas, também é essencial para a
atividade normal do metabolismo.
É encontrado na carne e nos vegetais.

Fósforo x Como o cálcio, o fósforo também é um importante componente
dos ossos e dos dentes;
x Essencial para o armanezamento e transferência de energia no
interior das células, sendo componente da molécula de ATP;
x Também é o componente das moléculas de DNA e RNA.
É encontrado no leite, laticínios, carnes e
cereais.
Ferro x Constituinte importe da hemoglobina, da mioglobina e de
enzimas respiratórias.
x É fundamental para a respiração celular.
É encontrado na carne, no fígado, na gema
do ovo, nos legumes e nos vegetais verdes.
Flúor x Também é constituinte dos ossos e dos dentes, protegendo-os
contra as cáries.
Água fluorada.
Iodo x Componente dos hormônios da tireóide, os quais, por sua vez,
estimulam o metabolismo.
É encontrado no sal de cozinha, laticínios e
frutos do mar.
Magnésio x Componente de muitas coenzimas;
x É necessário para que ocorra o funcionamento normal dos
nervos e músculos.
É encontrado nos cereais e vegetais verdes.
Manganês x Importante para que ocorra a ativação de diversas enzimas. É encontrado no cereais, gema de ovo e
vegetais verdes.
Potássio x Importante íon positivo no interior das células;
x Participa na contração muscular e na atividade das células
nervosas.
É encontrado na carne, leite e, em muitas
frutas.
Sódio x Fundamental para a condução do impulso nervoso;
x Importante no balanço de líquidos do corpo;
x Importante íon negativo no líquido extracelular.
É encontrado no sal de cozinha.
Zinco x Constituinte de várias enzimas, como por exemplo, no processo
de digestão.
É encontrado em vários alimentos.
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Inclusão para a Vida Biologia B

Pré-Vestibular da UFSC 3
UNIDADE 2

COMPOSTOS ORGÂNICOS DA CÉLULA

Os compostos orgânicos presentes nos seres vivos são:

GLICÍDIOS (Carboidratos)
São moléculas orgânicas que também recebem a
denominação de carboidratos, hidratos de carbono,
sacarídeos e açúcares. Ao longo das moléculas de
carboidratos, sempre está presente um grupo aldeído ou um
grupo cetona e, nos demais carbonos, o grupamento
hidroxila.

FUNÇÕES DOS GLICÍDIOS
x Energética: Os glicídios constituem a primeira e a
principal substância a ser convertida em energia calorífica
na forma de ATP (trifosfato de adenosina) nas células,
através dos processos de respiração celular e pela
fermentação.
x Estrutural ou plástica: Alguns carboidratos, em
determinadas células proporcionam rigidez, consistência e
elasticidade, como por exemplo, a pectina, a hemicelulose e
a celulose encontrados na parede das células vegetais e a
quitina, constituindo o exoesqueleto dos artrópodos.

CLASSIFICAÇÃO DOS GLICÍDIOS
Os glicídios apresentam a seguinte formula geral: C
n
(H
2
O)
n
e são classificados em três grupos:
x Monossacarídeos: são glicídios que possuem um baixo
número de átomos de carbono em sua molécula.
x Oligossacarídeos: são glicídios que se formam a partir da
união de dois até dez monossacarídeos, podendo ser
denominado de OSÍDEOS. O grupo mais importante de
oligossacarídeos são os denominados dissacarídeos,
formados pela união de apenas dois monossacarídeos ou
oses, como por exemplo, a maltose constituída por duas
moléculas de glicose; a lactose, constituída por uma
molécula de glicose mais uma de galactose e a sacarose que
é constituída por uma molécula de glicose mais uma de
frutose.
x Polissacarídeos: São glicídios que possuem mais de dez
monossacarídeos ligados em cadeia, como a celulose que é
constituída por mais de 1000 glicoses; o amido, principal
reserva energética dos vegetais, constituído por mais de
1400 glicoses e o glicogênio, principal reserva energética
dos animais e fungo é constituído por mais de 30000
glicoses.

LIPÍDIOS
São moléculas orgânicas encontradas em grande quantidade
nos seres vivos, constituindo, aproximadamente, 5% da
matéria viva. Os lipídios são formados pela associação de
uma molécula de álcool, ligada a moléculas de ácidos
graxos, os quais são longas cadeias de carbono e hidrogênio,
apresentando numa das extremidades um grupo ácido
(COOH). Esta associação de alcoois com ácidos graxos
resulta em moléculas denominadas ésteres.

FUNÇÕES DOS LIPÍDIOS
x Estrutural: Os lipídios, juntamente com as proteínas,
conferem às células rigidez, consistência e elasticidade.
x Reserva Energética: Os lipídios constituem a
segunda fonte de energia calorífica para as células,
produzindo quatro vezes mais energia do que uma molécula
de glicídio. Entretanto, as células oxidam muito mais
facilmente os glicídios do que os lipidíos.
Nos animais, os lipídios são armazenados em células
especiais denominadas adiposas ou adipócitos. Essas células
localizam-se no panículo adiposo (camada de tecido que se
dispõe abaixo da pele), ao redor de certas vísceras e na
medula óssea amarela.
x Isolamento térmico: O panículo adiposo constitui
um revestimento natural dos animais homeotérmicos contra
o frio, mantendo o calor do corpo e, consequentemente,
atuando como um isolante térmico.
x Isolamento elétrico: Os lipídios não conduzem
cargas elétricas, portanto suas moléculas são denominadas
apolares, como por exemplo, a camada de fosfolipídios da
membrana plasmática e a bainha de mielina das células
nervosas, as quais são responsáveis pela diferença de
potencial (DDP), entre o meio interno e o meio externo da
célula.

CLASSIFICAÇÃO DOS LIPÍDIOS
Os lipídios são classificados em simples e complexos.
x Lipídios simples: São lipídios que apresentam na
molécula de álcool e nos ácidos graxos somente os átomos
de carbono (C), de hidrogênio (H) e oxigênio (O), como por
exemplo:
- os glicerídeos, formados por um glicerol (glicerina),
mais três ácidos graxos. São os óleos e gorduras, que se
diferenciam apenas com relação ao ponto de fusão.
Enquanto os óleos são líquidos, à temperatura ambiente, e de
origem vegetal, as gorduras são sólidas e de origem animal;
- os cerídeos são lipídios semelhantes aos glicerídeos,
possuindo o ácido graxo em sua molécula, diferindo-se
apenas pelo tipo de álcool que possui até dezesseis carbonos
na cadeia. As ceras de abelha e a carnaúba são exemplos de
cerídeos.
- os esterídeos são lipídios com alcoóis policiclicos
com ésteres de ácidos graxos. A progesterona, a testosterona
e o estrógeno que são hormônios sexuais, o colesterol, a
vitamina A, D e a cortisona.
x Lipídios complexos: São lipídios que apresentam,
além dos átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio, outros
átomos, como por exemplo, o nitrogênio, fósforo e o
enxofre. Os fosfolipídios da membrana plasmática de todas
as células, a esfingomielina que forma a bainha de mielina
em determinados neurônios e a lecitina, presente na gema do
ovo, são exemplos de lipídios complexos.

AS PROTEÍNAS
O termo proteína é utilizado quando a molécula apresenta
mais de setenta aminoácidos, os quais estão unidos uns aos
outros, através das ligações peptídicas, formando longas
cadeias. Como já foi citado, a enorme variedade de
proteínas existentes nos seres vivos é decorrente do fato de
que os 20 aminoácidos apresentam-se formando muitas
sequências e combinações diferentes, possibilitando uma
variedade incrível de moléculas proteicas. As proteínas
ainda diferem umas das outras pela quantidade de
aminoácidos, pelos tipos de aminoácidos e pela sequência
em que estes aminoácidos estão unidos. Por exemplo, a
bactéria Escherichia coli, contém aproximadamente 800
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4
espécies distintas de proteínas e, em cada uma das células
humanas, já foram identificados mais de três mil tipos de
proteínas que atuam em todos os processos vitais da célula,
desde a produção de energia até a síntese e destruição de
substâncias intracelulares.

OS AMINOÁCIDOS
Os aminoácidos são unidades que constituem as proteínas.
Estas moléculas se caracterizam por apresentar cadeias de
carbono contendo, obrigatoriamente, o átomo hidrogênio,
oxigênio e nitrogênio, podendo, algumas vezes, aparecer
também o átomo de enxofre. Os vegetais produzem todos os
aminoácidos de que necessitam a partir da fotossíntese e do
nitrato (NO
3
-), retirado do meio ambiente. Já os animais,
não são capazes de produzir todos os aminoácidos que
necessitam, tendo de obtê-los através da alimentação. Na
espécie humana, são necessários 20 tipos diferentes de
aminoácidos, os quais, em combinações diferentes, são
capazes de originar milhares de proteínas. O organismo
humano, contudo, é capaz de produzir apenas onze dos vinte
aminoácidos, sendo necessário obter através da alimentação
(carne, leite, queijo, peixe e ovos), os outros nove
aminoácidos que lhe faltam. Todos os aminoácidos obtidos
através da alimentação são denominados aminoácidos
essenciais, enquanto que aqueles sintetizados pelo próprio
organismo são conhecidos como aminoácidos não-essenciais
ou naturais.

LIGAÇÕES ENTRE OS AMINOÁCIDOS
A ligação química que se estabelece entre dois aminoácidos
é denominada de ligação peptídica. Esta ligação ocorre
devido a união de um átomo de hidrogênio (H), proveniente
do grupo amina (NH
2
), com a hidroxila (OH), proveniente
do grupo carboxila (COOH), resultando a união dos
aminoácidos e a formação de uma molécula de água. As
moléculas resultantes da união de aminoácidos são
denominadas peptídeos. Portanto, dois aminoácidos formam
um dipeptídeo, ao passo que três aminoácidos formarão um
tripeptídeo e, quatro, um tetrapeptídeo,, sucessivamente. Os
termos oligopeptídeo (oligo; pouco) e polipeptídeo (poli;
muito), também são utilizados para denominar moléculas
formadas por poucos aminoácidos e muitos aminoácidos,
respectivamente.

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS
A sequência de aminoácidos na proteína é denominada
estrutura primária. Essa sequência é o fator responsável
pela atividade biológica da proteína e, atualmente, já se
conhece a sequência de muitos aminoácidos que formam
algumas proteínas, como por exemplo, a hemoglobina, que é
constituída por 574 aminoácidos; da insulina (um hormônio
secretado pelo pâncreas), da ocitocina (hormônio
responsável pelas contrações do parto), da mioglobina
(proteína do músculo), entre outros. É interessante ressaltar
que a simples troca de um destes aminoácidos poderá causar
consequências graves, como é o caso da anemia falciforme,
provocada pela substituição de um aminoácido, o ácido
glutâmico, por outro aminoácido, a valina, numa certa região
da molécula.
No entanto, as proteínas não são simples fios
esticados, geralmente as cadeias polipeptídicas estão
enroladas em forma helicoidal, lembrando um fio de
telefone. Esse enrolamento é denominado estrutura
secundária da proteína, a qual é consequência da atração
entre átomos de aminoácidos que estão próximos um dos
outros. Esta cadeia polipeptídica helicoidal costuma ainda
dobrar-se sobre si mesma, assumindo o aspecto de um
novelo e constituindo a estrutura terciária da proteína.
Além disso, muitas proteínas são constituídas por mais de
uma cadeia polipeptídica, como por exemplo, a hemoglobina
do nosso sangue e a clorofila dos vegetais, que são
constituídos por quatro cadeias polipeptídicas. Esta estrutura
extremamente complexa de algumas moléculas prote’’icas é
denominada de estrutura quaternária.

Estrutura das proteínas
A letra “A” representa a estrutura primária.
A letra “B” representa a estrutura secundária.
A letra “C” representa a estrutura terciária.
A letra “D” representa a estrutura quaternária.

FUNÇÕES DAS PROTEÍNAS
x Função estrutural ou plástica: são proteína que
participam da estrutura dos tecidos, conferindo-lhes,
consistência, rigidez e elasticidade, como por exemplo,
colágeno, proteína de alta resistência encontrada na pele,
nas cartilagens, nos ossos e nos tendões; a actina e a
miosina, proteínas contráteis encontradas em grande
quantidade nos músculos, participando do mecanismo de
contração muscular; a queratina, proteína impermeabilizante
encontrada na pele, cabelos e unhas, protege contra a
dessecação; os gens, constituídos pelo ácido
desoxirribonucleico, apresentam em sua constituição
química, moléculas proteicas; o fibrinogênio, proteína
encontrada no sangue e relacionada com o mecanismo de
coagulação e a albumina, proteína encontrada na maioria
dos tecidos animais e nos ovos das aves. No sangue, é
constituinte do plasma (parte líquida), o qual desempenha
importante papel na regulação osmótica.
x Função hormonal: vários hormônios são de
constituição proteica, como por exemplo, a insulina.
x Função de defesa: as proteínas que realizam a
defesa do nosso organismo são denominados de anticorpos,
os quais irão atuar sobre os corpos estranhos conhecidos
como antígenos, causadores de várias doenças.
x Função energética: o organismo obtém energia
para a realização de várias atividades a partir das moléculas
de glicídios, lipídios e das proteínas. Os aminoácidos que
constituem as moléculas de proteínas passam a fazer parte
da respiração celular, sendo convertidos em ATP.
x Função enzimática: todas as enzimas são
proteínas, as quais são fundamentais na aceleração das
reações bioquímicas que ocorrem no organismo, como por
exemplo, as lipases, que transformam os lipídios em
unidades menores denominados ácidos graxos, para serem
posteriormente utilizados pelas células.
x Condução dos gases: a hemoglobina, presente nos
animais vertebrados, e a hemocianina, nos invertebrados,
são dois tipos de proteínas responsáveis pelo transporte do
gás carbônico e do oxigênio no organismo dos animais.
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UNIDADE 3

ÁCIDOS NUCLEICOS: DNA e RNA

Somente em 1953, com os trabalhos de Watson e Crick foi
possível compreender as várias propriedades da molécula de
DNA, como por exemplo, a sua capacidade de
autoduplicação e de produzir moléculas de RNA, além de,
também, terem esclarecido a arquitetura do DNA.
Existem dois tipos de ácidos nucleicos, o DNA (ácido
desoxirribonucleico) e o RNA (ácido ribonucleico). Os
ácidos nucleicos são macromoléculas constituídas por
milhares de unidades ligadas entre si, denominados
nucleotídeos. Cada nucleotídeo é sempre composto por um
uma base nitrogenada, grupo fosfato e uma pentose.
Com relação à pentose, as moléculas de DNA são
constituídas pela desoxirribose e as moléculas de RNA
constituídas pela ribose. Com relação às bases nitrogenadas
dos ácidos nucleicos, existem 5 tipos diferentes: guanina;
adenina; citosina; timina e uracila. As duas primeiras
bases nitrogenadas são denominadas púricas e são
constituídas por um anel simples de carbono, ao passo que
as três últimas são denominadas pirimídicas e são
constituídas por um anel duplo de carbono.

ESTRUTURA
DA MOLÉCULA
DNA RNA
Bases nitrogenadas
Pentose
Tipo de filamento

A MOLÉCULA DE DNA
A molécula de DNA também é denominada de ADN (Ácido
Desoxirribonucleico). Essa molécula é formada por milhares
de nucleotídeos, os quais se encontram dispostos ao longo
de duas cadeias enroladas uma sobre a outra e de forma
helicoidal. Nas moléculas de DNA, sempre a base púrica de
um filamento liga-se por pontes de hidrogênio à base
pirimídica do outro filamento, como por exemplo: a adenina,
que é púrica, liga-se, por duas pontes de hidrogênio, à
timina, que é pirimídica, ou vice-versa. Já a guanina, que
também é púrica, liga-se à citosina, que é pirimídica, ou
vice-versa, através de três pontes de hidrogênio.


DUPLICAÇÃO DA MOLÉCULA DE DNA
Como se observa na figura acima, a estrutura da molécula de
DNA é helicoidal e para que ocorra a sua duplicação é
necessária a participação de algumas enzimas, para que
possa haver o desemparelhamento e o desenrolamento da
hélice dupla, abrindo-se a molécula. No processo de
duplicação da molécula de DNA, as pontes de hidrogênio
entre as bases nitrogenadas se rompem e os dois filamentos
que constituíam a hélice dupla começam a se separar. À
medida que as bases nitrogenadas vão se separando, os
nucleotídeos que se encontram dispersos na cariolinfa ou
líquido nuclear vão se unindo a cada um dos filamentos
rompidos, através da ação de uma enzima denominada DNA
polimerase, dando origem a um filamento complementar.
Entretanto, a união dos nucleotídeos sempre ocorre entre
adenina com timina ou timina com guanina e, ainda, a
citosina com a guanina ou a guanina com a citosina.
Observa-se, entretanto, que cada um dos dois novos
filamentos formados apresentam um filamento original e um
filamento novo. Assim, dizemos que as moléculas de DNA
apresentam uma duplicação semiconservativa.

A MOLÉCULA DE RNA
A molécula de RNA apresenta-se constituída por apenas um
único filamento. Com relação à pentose, a molécula de RNA
possui a ribose, e as bases nitrogenadas são: adenina,
citosina, guanina e uracila, não existindo no RNA a timina.
As moléculas de DNA, além de possuírem a capacidade de
autoduplicação, também são capazes de produzir as
moléculas de RNA, as quais receberão as mensagens do
DNA e passarão a comandar a síntese de uma determinada
proteína no citoplasma celular.

A SÍNTESE DA MOLÉCULA DE RNA
Para que ocorra a formação da molécula de RNA é
necessário que haja o rompimento das pontes de hidrogênio
que unem as bases nitrogenadas da molécula de DNA. Esse
rompimento pode ser total ou parcial, uma vez que pode
ocorrer a cópia de apenas uma parte da molécula de DNA.
Em seguida, ocorre a união dos nucleotídeos pertencentes à
molécula de RNA, num processo semelhante ao que ocorre
na duplicação do DNA. No entanto, onde havia a união da
timina com a adenina na molécula de DNA, no RNA, a
timina não se faz presente e sempre será a uracila que se
ligará a adenina. Além disso, a união dos nucleotídeos da
molécula de RNA só ocorre sobre uma das fitas do DNA,
denominada de fita-molde ou fita-ativa. Após a formação
das moléculas de RNA, estes migram para o citoplasma,
onde realizarão a síntese das proteínas.



Formação das moléculas de RNA
m
. Observe que para a
formação do RNA a uracila se liga a adenina, formando uma
fita única.





Esquema da molécula
de DNA, a qual é
formada por milhares de
nucleotídeos dispostos
ao longo de duas
cadeias enroladas, uma
sobre a outra, de forma
helicoidal. A letra “A” e
“B” representam as
bases nitrogenadas e a
letra “C”, a pentose
mais o grupo fosfórico.

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6
UNIDADE 4

A SÍNTESE DE PROTEÍNAS

Quando realizamos uma análise bioquímica das células,
observamos que em todas elas existe uma variedade muito
grande de proteínas, responsáveis, inclusive, pelas
propriedades específicas de cada célula, como, por exemplo,
a contração dos músculos, revestimento, transporte de gases,
etc. Portanto, as características de qualquer organismo vivo
dependem basicamente dos tipos de proteínas que o
constituem.
As moléculas de DNA possuem todas as instruções
para que ocorra a síntese (formação) das proteínas. No
entanto, essas instruções não são transferidas diretamente da
molécula de DNA para a molécula proteica que está sendo
sintetizada. Existe, entretanto, a participação de uma
molécula intermediária, a qual atua como mensageira dessas
instruções. Na verdade, essa molécula mensageira é um tipo
especial de RNA, denominado de RNA mensageiro (RNA
m
).
Este RNA
m
transportará a mensagem contida na molécula de
DNA e orientará a síntese de proteínas. Sendo assim,
podemos dividir a síntese de proteínas em duas etapas:
- a primeira é a transcrição do código genético, que
consiste no processo de transferência das instruções contidas
no DNA para o RNA;
- a segunda é a tradução do código genético, que
consiste na síntese das proteínas, orientando os tipos de
aminoácidos que serão utilizados e, também, a posição que
estes deverão ocupar na molécula proteica.
No capítulo sobre as proteínas, verificamos que na
constituição química das moléculas protéicas podem existir
até 20 tipos diferentes de aminoácidos (lembre-se que as
proteínas são formadas por muitos aminoácidos). Se cada
uma destas letras (A), (T), (C) e (G) da molécula de DNA
fosse específica para formação de um determinado tipo de
aminoácido, consequentemente, todas as proteínas
possuiriam apenas quatro tipos diferentes de aminoácidos.
No entanto, os pesquisadores concluíram que para uma
proteína possuir os possíveis 20 aminoácidos em sua
estrutura molecular seria necessário um código tríplice, ou
seja, que as bases nitrogenadas se agrupassem três a três,
possibilitando a codificação dos vinte aminoácidos. Sendo
assim, cada sequência de três bases nitrogenadas da
molécula de DNA codifica a posição de um determinado
tipo de aminoácido numa proteína. Esta sequência de três
bases nitrogenadas recebe a denominação códon.
Durante a síntese de proteínas, observa-se a presença
de três tipos de moléculas de RNA, como: o RNA
mensageiro (RNA
m
), o RNA transportador (RNA
t
) e o RNA
ribossômico (RNA
r
). O RNA
m
é formado a partir da
molécula de DNA, num processo denominado de transcrição
do código genético. Durante este processo, verifica-se a
presença da enzima RNA-polimerase unindo as bases
nitrogenadas adenina com a uracila e citosina com a guanina
e, em seguida, o destacamento da fita-molde da molécula de
DNA que lhe deu origem.
O RNA transportador (RNA
t
) também é produzido
no núcleo, a partir de algumas moléculas de DNA. Logo
após a sua formação no núcleo da célula, o RNA
t
migra para
o citoplasma e passa a capturar aminoácidos, transportando-
os, em seguida, para o RNA mensageiro (RNA
m
), o qual se
encontra associado aos ribossomos. O RNA
t
se caracteriza
por possuir poucos nucleotídeos e, sua molécula, apresenta-
se dobrada sobre si mesma. Além disso, também possui uma
região específica para cada aminoácido que será
transportado até o RNA mensageiro (RNA
m
) e, de uma outra
região, constituída por uma trinca de nucleotídeos,
denominada de anticódon. É através do anticódon que o
RNA
t
reconhece o local no qual o RNA
m
deverá colocar o
aminoácido por ele transportado.
O RNA ribossômico (RNA
r
) também origina-se no
núcleo a partir do DNA, mas estes migram para o citoplasma
e associam-se a determinadas proteínas, originando os
ribossomos. Esses ribossomos são responsáveis pelo
acoplamento do RNA
t
, que transporta os aminoácidos ao
RNA
m
, o qual possui o código para a formação de uma
determinada proteína.

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AS VITAMINAS
As vitaminas são substâncias orgânicas essenciais para o organismo e são obtidas somente através da alimentação. As principais
vitaminas, a sua utilização pelo organismo, os sintomas de sua deficiência e a sua obtenção, estão resumidos na Tabela 1.

VITAMINA UTILIZAÇÃO PELO
ORGANISMO
SINTOMAS DA
DEFICIÊNCIA
FONTES
Tipo A necessária para o bom
funcionamento dos olhos, evita a
cegueira noturna e previne
resfriados.
cegueira noturna,
xeroftalmia e cegueira
total.
cenoura, abóbora, milho, pêssego
(vegetais amarelos em geral),
gema do ovo e fígado.
Tipo B
3
(niacina) mantém o estado normal de
resistência e elasticidade do
tecido nervoso e muscular e o
bom funcionamento do sistema
digestivo.
nervosismo, problemas
digestivos, cansaço.
carnes magras, ovos, figado e
leite.
Tipo B
1
(tiamina) mantém o estado normal do
tecido muscular e nervoso e
previne o beribéri
beribéri (fraqueza
muscular), perda de
apetite e nervosismo.
cereais, feijào, figado, carne de
porco, vegetais de folha
Tipo B
2
(Riboflavina) mantém a tonalidade saudável da
pele e atua na coordenação
motora.
ruptura da mucosa bucal,
dos lábios e da língua.
couve, repolho, espinafre
(vegetais de folha), carnes
magras e ovos.
Tipo B
6
(piridoxina) mantém a pele saudável. doenças da pele,
distúrbios nervosos e
cansaço.
levedo de cerveja, cereais,
fígado, carnes magras.
Tipo C previne infecções, mantém a
integridade dos vasos e o
escorbuto (tendência à
hemorragia).
cansaço, fadiga, insônia,
nas crianças ocorre
sangramento das
gengivas, dentes
alterados e escorbuto.
frutas cítricas como o limão, a
acerola e a laranja.
Tipo D mantém os ossos e os dentes em
bons estado e previne o
raquitismo.
ossos fracos, problemas
nos dentes e raquitismo.
gema de ovo e óleo de fígado de
bacalhau.
Tipo E previne o aborto, promove a
fertilidade.
esterilidade e aborto. carnes, laticínios, alface .
Tipo K atua na coagulação do sangue e
previne as hemorragias.
Hemorragias. vegetais verdes, tomate e
castanha.

Exercícios de Sala #

1. (UFMS) Os organismos animais conseguem sintetizar a
maioria dos aminoácidos. As reações de síntese ocorrem
nas células do parênquima hepático. Porém, alguns
aminoácidos não são sintetizados pelos animais. Em relação
a essas moléculas, é correto afirmar:
01. Os aminoácidos naturais são aqueles produzidos no
organismo.
02. Os aminoácidos essenciais são aqueles que devem ser
obtidos através da alimentação.
04. Nas proteínas da carne, do leite e dos ovos encontram-
se todos os aminoácidos essenciais, sendo, por isso,
considerados alimentos completos.
08. Os aminoácidos são unidades dos ácidos nucleicos.
16. Um elevado número de aminoácidos pode se originar
por hidrólise de uma proteína.

2. As proteínas são substâncias orgânicas de múltiplas
funções nos seres vivos, conforme sua forma na natureza,
elas podem ser classificadas como fibrosas ou globulares.
Somos diferentes uns dos outros, pois produzimos proteínas
diferentes com funções plásticas, metabólicas,
imunológicas, energéticas e outras.

01. As proteínas são resultado de ligações peptídicas entre
os aminoácidos
02. A principal função das proteínas é energética, pois
liberam muitas calorias ao serem decompostas.
04. O colágeno é uma proteína fibrosa encontrada na pele
com a função plástica.
08. As proteínas pouco importam para o metabolismo, além
de produzirem energia.
16. Quando dois aminoácidos se ligam peptidicamente
sempre liberam uma molécula de água.
32. Por não serem solúveis na água, as proteínas não podem
ser transportadas pelo tecido sanguíneo.
64. Os anticorpos são proteínas que possuem propriedades
imunológicas, ou seja, a capacidade de destruir corpos
estranhos ao nosso.

3. Ao mandar uma nave espacial a Marte, a NASA
produziu um robô “Pathfinder” para coletar amostras no
solo do planeta. Todos podemos observar ao vivo pela
lnternet ou pela TV a cabo as fotos do planeta vermelho.
Uma das substâncias que o robô procurava eram as
enzimas, se estas fossem encontradas, seria a prova de que
pelo menos um dia teria existido vida em marte. Quanto ao
robô “Pathfinder”, sumiu!!!!

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Pré-Vestibular da UFSC
8
01. Toda a proteína é uma enzima, mas nem toda a enzima
é uma proteína.
02. As enzimas possuem a função de diminuir a energia
necessária para que a reação ocorra.
04. As enzimas podem ser chamadas de catalisadores
biológicos pois aceleram a velocidade das reações
metabólicas.
08. O pH nunca influencia a atividade enzimática. pois as
enzimas tanto trabalham em meio ácido como em meio
alcalino.
16. Ao elevar a temperatura de uma reação a velocidade da
atividade enzimática duplica, triplica ou quadruplica até
um ponto ótimo. que depende do ser vivo.
32. Ao passar a temperatura do ponto ótimo, as enzimas
podem começar a perder suas propriedades catalíticas e
dependendo da elevação da temperatura, as enzimas
podem ficar inativas ou até desnaturar.
64. Sempre que aumentamos o substrato numa reação, não
importa a quantidade, a velocidade da reação enzimática
sempre aumenta.

4. Acreditamos que as principais causas de mortes por
doenças cardíacas entre os humanos estão relacionadas com
a má alimentação que fazemos ao longo de nossas vidas.
Assinale a soma das alternativas corretas para os lipídeos e
suas funções nos seres vivos.
01. Os lipídeos são moléculas de álcool ligadas a ácidos
graxos.
02. Estas substâncias podem possuir a função energética
quando se quebram as longas cadeias de carbono,
liberando energia para a formação de ATP.
04. Os fosfolipídios possuem a função plástica ou
estrutural, pois formam a membrana citoplasmática
lipoproteica.
08. As células preferem queimar os lipídeos antes dos
glicídios, assim elas gastam menos energia.
16. Por serem péssimos condutores de calor, os lipídios são
ótimos reguladores térmicos dos seres vivos.
32. Alguns lipídios podem assumir propriedades catalíticas
e assim serem denominados de enzimas.
64. Por serem solúveis na água, os lipídios são facilmente
transportados pelo sangue.

5. Hoje sabemos que um Gene é uma parte do ADN
(Ácido Desoxirribonucleico), também conhecido por DNA,
que decodifica uma proteína, ou seja, possui a receita da
sequência correta do encadeamento polipeptídico entre
aminoácidos. O ADN é resultado de uma sequência pré-
determinada

de bases nitrogenadas, compostas por (T)
timina, (A) adenina, (C) citosina e (G) guanina. Na
transcrição, o ADN, que não pode sair do núcleo, serve de
molde para a fabricação do ARN (Acido Ribonucleico,
também conhecido como RNA), o qual é constituído de
uma sequência de bases nitrogenadas (A, C, G) mais a (U)
uracila, não possuiindo (T). Os ribossomos ligados ao
retículo endoplasmático ou soltos no citoplasma ligam-se
ao ARNm (mensageiro) do citoplasma e, transportando
aminoácidos específicos, chegam aos ribossomos vários
tipos de ARNt (Transportador). Para que os aminoácidos se
liguem peptidicamente é necessário que a trinca de bases do
ARNm combine com a trinca de bases do ARNt. A trinca
de bases do ARNt é denominada de anti-códon, já a trinca
do ARNm e do ADN é chamada de códon.
Com as informações do texto acima, assinale a soma das
alternativas corretas:
01. Podemos compreender através do texto acima, que um
gene ocupa toda a dupla tira do ADN.
02. Podemos afirmar, de acordo com o texto, que o ADN
não está envolvido com o material genético transmitido
de pais para filhos.
04. Se uma proteína possui 310 aminoácidos, podemos
concluir que o ARNm que decodifica tal proteína irá
possuir 310 códons.
08. Para a proteína da alternativa (04), o mesmo ARNm
terá 930 bases nitrogenadas.
16. Se um códon do ARNm for (A-A-C), o anti-códon do
ARNt que combina com este será, (U-U-G).
32. Para o mesmo códon do ARNm acima, existe um códon
de ADN (T-T-G) do qual ele foi transcrito.
64. Outro ARNt que combinaria com o ARNm da
alternativa (16) teria um anti-códon (T-T-G).

6. (UFMS) Os ácidos nucleicos são as moléculas “mestras”
da vida. Elas são “responsáveis” pela síntese de todas as
enzimas que controlam, de alguma forma, a atividade
celular. Relacione os ácidos nucleicos com suas
características.

I – DNA
II – RNA

A – açúcar da molécula = desoxirribose
B – açúcar da molécula = ribose
C – presença de timina
D – presença de uracila
E – cadeia dupla
F – cadeia simples
G – capacidade de autoduplicação

Está(ão) correta(s) a(s) associação(ões):
01. I – A 16. I – F
02. II – B 32. II – E
04. II – G 64. II – D
08. I – C

UNIDADE 5

CITOLOGIA

A célula é a unidade básica estrutural e funcional da vida de
todos os seres vivos e o ramo da biologia que estuda as
células é a citologia.
A maioria das células apresenta medidas microscópicas,
mas algumas podem ser macroscópicas, como: a gema do
ovo, fibra de algodão, o Paramecium sp, alvéolo da laranja,
entre outras.

PADRÕES DE ORGANIZAÇÃO DAS CÉLULAS
Todas as células seguem um padrão inicial, apresentando
uma membrana celular delimitando um líquido interno do
meio externo. No entanto, internamente as células podem
ser: procarióticas ou eucarióticas.
As células procarióticas não contêm
compartimentos internos delimitados por membranas. O
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DNA encontra-se disperso no citoplasma, não protegido por
membrana nuclear (carioteca), como se observa nas
bactérias e cianobactérias. Já as células eucarióticas são
células que apresentam todo um sistema de compartimentos
constituído por membranas, como, por exemplo: os
protistas, fungos, plantas e animais.

FORMAS DAS CÉLULAS
As células diferem muito em suas formas, como pode ser
observado no corpo humano, por exemplo. A forma da
célula depende da função exercida por ela.

Exercícios de Sala #

1. Sobre Citologia, some as afirmações corretas:
01. Citologia é uma ciência biológica que estuda a unidade
estrutural e funcional dos seres vivos.
02. Todas as células são macroscópicas.
04. A maioria das células está abaixo de 100 micrômetros
de diâmetro, logo, são microscópicas.
08. Algumas células são macroscópicas, tais como: Gema
do ovo, óvulo humano, alvéolo da laranja, alga nitela.
16. Um micrômetro é a milésima parte de um milímetro e
um (Å) ângstron a décima-milionésima parte de um
milímetro.
32. Os aparelhos mais usados para visualizar células e suas
estruturas são os microscópios óptico e eletrônico.
64. As células são iguais em forma, consequentemente as
funções também são iguais.

2. (UFSC) Os procariontes, representados pelas bactérias e
pelas algas azuis:
01. Apresentam tecidos.
02. Não apresentam núcleo verdadeiro.
04. São organismos inferiores na escala dos seres vivos.
08. São unicelulares.
16. Apresentam DNA como material genético.
32. São parasitas obrigatórios.
64. Não realizam meiose.

3. (UFSC) Bizzozero classificou as células em lábeis,
estáveis e permanentes. Esta classificação permite que se
afirme:
01. O tecido nervoso e o floema, por serem altamente
especializados, apresentam células permanentes.
02. Tecidos de revestimento, como o epitelial, são formados
por células lábeis.
04. Tecidos de sustentação, como muscular e colênquima,
apresentam capacidade de regeneração, apresentam
células lábeis.
08. O meristema primário, responsável pela origem dos
demais tecidos vegetais, é constituído por células
estáveis.
16. Os parênquimas vegetais e o tecido conjuntivo animal,
responsáveis pelo preenchimento, são constituídos por
células estáveis.
32. Os glóbulos brancos, especializados na defesa em
alguns organismos animais, são células permanentes.

4. Some as alternativas com estruturas celulares exclusivas
de células vegetais:
01. Membrana plasmática, citoplasma, núcleo.
02. Parede celulósica, vacúolo de suco celular.
04. Complexo de Golgi, lisossomo, centríolos.
08. Plastos ou plastídios, membrana celulósica.
16. Núcleo, vacúolo de suco celular e parede celulósica.
32. Citoplasma, retículo endoplasmático, centríolos.

Tarefa Complementar #

5. (UFPR) A Escherichia coli não possui membrana
nuclear, tem as enzimas do processo respiratório em dobras
da membrana plasmática e não possui as estruturas
celulares mais conhecidas. Isso faz com que seja
classificada como:
a) célula procariota. d) metazoário.
b) célula eucariota. e) vírus.
c) protozoário.

6. (UFRGS) As células, segundo Bizzozero, são
classificadas em lábeis, estáveis e permanentes. As lábeis
são pouco diferenciadas e, após cumprirem suas funções,
são substituídas. As estáveis são mais diferenciadas e com
capacidade de reprodução e de regeneração. As
permanentes, altamente diferenciadas e com funções muito
especializadas, não se reproduzem e nem se regeneram.
A partir dos dados descritos, indicar a alternativa correta
que exemplifica, respectivamente, células lábeis, estáveis e
permanentes:
a) epiteliais; neurônios e hepáticas.
b) hepáticas; epiteliais e ósseas.
c) neurônios; epiteliais e ósseas.
d) sanguíneas; ósseas e nervosas.
e) ósseas, hepáticas e nervosas.

7. (UFRN) Das estruturas citadas abaixo, a única que não
caracteriza uma célula vegetal é:
a) lisossomo. d) vacúolos de suco
celular.
b) parede celular. e) plastos.
c) plasmodesmos.

UNIDADE 6

FUNÇÕES E ESTRUTURAS DAS CÉLULAS
EUCARIÓTICAS

MEMBRANA PLASMÁTICA
Presente nas células vegetais e animais, a membrana
plasmática também é chamada de membrana celular,
membrana citoplasmática ou plasmalema. A membrana se
caracteriza por ser uma película delgada e elástica que
envolve todas as células, revestindo e separando o
citoplasma e as organelas celulares do meio externo.
Funcionando como uma barreira seletiva facilitando ou
dificultando a entrada de substâncias que interessam à
célula, a membrana possui uma permeabilidade seletiva.
Medindo em média 75 Å, a membrana só pode ser
visualizada ao microscópio eletrônico. Em 1972, S. J.
Singer e G. L. Nicholson elaboraram o atual modelo para a
estrutura da membrana: o modelo do mosaico fluido. Este
modelo propõe que a membrana é composta por três tipos
de moléculas, lipídeos (fosfolipídeos e colesterol),
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proteínas (globulares) e uma pequena fração de glicídios,
que nas células animais podem estar aderido aos dois
primeiros, formando os glicolipídios e as glicoproteínas,
que juntas formam o glicocálice.


PAREDE CELULAR
Junto à membrana citoplasmática das células vegetais existe
um reforço externo formado por celulose (polissacarídeo
composto por 4.000 moléculas de glicose), sendo também
denominada parede celulósica. Esta parede é porosa,
permitindo a livre passagem de água.

TRANSPORTES ATRAVÉS DA MEMBRANA
CITOPLASMÁTICA
Os transportes através da membrana podem acontecer sem
que ocorra gasto de energia (ATP) ou com gasto de energia.
No primeiro processo, o transporte é denominado
TRANSPORTE PASSIVO e, no segundo caso, em que há
gasto de energia, é denominado TRANSPORTE ATIVO.

TIPOS DE TRANSPORTES PASSIVOS

DIFUSÃO - É o deslocamento de substâncias do local de
maior concentração para o local de menor concentração e
podem ser do seguinte tipo:
- Difusão Simples - é quando a substância passa pela
bicamada de fosfolipídios da membrana plasmática. Passam
facilmente substâncias lipossolúveis, tais como: oxigênio,
monóxido e dióxido de carbono.
- Difusão Facilitada – substâncias polares como a maioria
dos aminoácidos, açúcares, íons não se difundem pela
bicamada lipídica. Esses elementos terão que atravessar a
membrana com o auxílio de proteínas porosas ou proteínas
carregadoras. As proteínas integrais à camada lipídica
formam canais, os quais se abrem para a passagem dos
referidos elementos.
- Osmose - é a passagem de solventes do meio menos
concentrado em soluto (hipotônico) para o meio mais
concentrado (hipertônico). Este mecanismo ocorre onde há
uma membrana com poros que só permitem a passagem de
moléculas de solvente. A Osmose pode ser facilmente
observada ao colocarmos hemácias e células vegetais em
soluções com concentração de diferentes solutos. As
hemácias quando colocadas em solução hipertônica
murcham, perdem H
2
O e sofrem plasmólise. Ao serem
colocadas em soluções hipotônicas, ganham H
2
O e podem
sofrer plasmoptise (ou hemólise no caso das hemácias).
Células de vegetais se caracterizam por apresentarem
parede celulósica. Essa estrutura é porosa, portanto
permeável aos solventes e aos solutos. No entanto, é a
membrana plasmática que seleciona as substâncias que
deverão penetrar nas células. Sendo assim, células vegetais,
quando colocadas em solução hipertônica, observa-se uma
nítida perda de volume do vacúolo e do citoplasma,
ocasionando um afastamento da membrana plasmática da
parede celulósica. Em solução hipotônica, a célula vegetal
ao ganhar solvente, passa a apresentar um aumento do
vacúolo e do citoplasma, fazendo com que a membrana
plasmática encoste-se à parede celulósica. Ao contrário do
que se observa nas hemácias, a célula vegetal não sofre
plasmoptise.



TRANSPORTES ATIVOS
Nestes tipos de transporte, as substâncias deslocam-se do
meio de menor concentração para o meio de maior
concentração. Nestes casos, a célula ou a membrana
plasmática gasta energia (ATP) para movimentar a
substância. Alguns exemplos seriam:
- Bomba de Sódio e Potássio (Na
+
e K
+
) - constituída
por proteínas que removem o Na
+
para o lado externo
da célula e devolvem o K
+
para o interior das células.
- Proteínas que acoplam o Ca
++
na membrana
plasmática e no retículo endoplasmático. A
concentração de Ca
++
fora da célula é muito alta e
tende a penetrar nas células. Há proteínas
transportadoras que transportam o Ca
++
contra um
gradiente iônico e de concentração.
- As células intestinais absorvem ativamente
aminoácidos e Na
+
através da mesma proteína
transportadora da membrana plasmática.

ENDOCITOSE
Proteínas, ácidos nucleicos e polissacarídeos, são grandes
moléculas polares que não conseguem atravessar a
membrana, mesmo gastando energia. Algumas células
especializaram-se em transportar estes tipos de moléculas
através da Fagocitose, Pinocitose, Exocitose.

FAGOCITOSE
Macromoléculas fusionam-se à membrana plasmática e são
englobadas. Durante esse processo, observa-se que a
membrana invagina-se e forma uma vesícula (estrutura que
lembra uma “bolsa”) com as macromoléculas em seu
interior, as quais sofrerão a ação de enzimas digestivas. As
substâncias aproveitáveis pela célula serão assimiladas e as
substâncias não desejáveis serão eliminadas.

PINOCITOSE
Na pinocitose, as macromoléculas são sempre dissolvidas
em um solvente. Como na fagocitose a membrana invagina-
se, forma uma vesícula e as substâncias aproveitáveis pela
célula serão assimiladas e as substâncias não desejáveis
serão eliminadas. Esse processo é observado nos capilares
Osmose em hemácias e células vegetais
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sanguíneos e tecido adjacente, os quais captam e
eliminarem rapidamente os seus fluídos.

EXOCITOSE
É a eliminação de grandes substâncias pelas células. As
substâncias a serem eliminadas são envolvidas pela
membrana, a qual se fusiona originando um canal, o qual
possibilita a eliminação dos produtos não aproveitáveis pela
célula, durante a fagocitose e a pinocitose.

UNIDADE 7

CITOPLASMA

O espaço compreendido entre o núcleo e a membrana
plasmática é preenchido por uma massa coloidal, na qual se
encontram suspensas as estruturas intracelulares, e é
denominado citoplasma. O hialoplasma é a parte do
citoplasma mais próxima ao núcleo. É nessa região que se
encontram a maioria dos organoides (Retículo
Endoplasmático, Ribossomo, Complexo de Golgi,
Lisossomo, Centríolos, Mitocôndrias). O coloide é formado
por milhares de micelas proteicas suspensas na água e
apresenta um movimento constante (movimento
Browniano), o qual impede a precipitação da suspensão
coloidal. A maior ou menor concentração destas proteínas
proporciona o surgimento de um plasma-gel, (mais
proteínas, mais gelatinoso) e plasma-sol, (menos proteínas,
mais fluído). O plasma sol é mais interno, daí a
denominação de endoplasma; o plasma-gel é mais externo-
ectoplasma.
No hialoplasma também existem inúmeras fibras
formadas de actina e miosina, proteínas contráteis que
formam o citoesqueleto das células. Estas proteínas estão
constantemente em contração e relaxamento provocando
um deslocamento contínuo do citoplasma como um todo.
Neste fluxo de citoplasma os organoides também se
deslocam ativa ou passivamente promovendo a CICLOSE.

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO
As células eucarióticas possuem uma continuação da
carioteca (membrana nuclear) formada por um sistema de
membranas duplas de lipoproteínas em forma de rede de
túbulos ou sacos achatados. Seu aspecto e distribuição
variam de célula para célula, mas é abundante nas células
secretoras e ausente nas hemácias adultas de mamíferos.
Esta estrutura só pode ser observada ao
microscópio eletrônico, devido a sua espessura, que é
semelhante ao da membrana plasmática, em torno de 75 Å.
O retículo endoplasmático pode ser de dois tipos:
- Reticulo Endoplasmático Rugoso - também conhecido
como granular ou ergastoplasma, possui ribossomos
aderidos e participa da síntese de proteínas;
- Reticulo Endoplasmático Liso - não possui
ribossomos, participando da síntese de lipídeos e
polissacarídeos.
Além de transportar substâncias no interior da célula,
o retículo facilita as reações enzimáticas. O retículo liso
também promove a síntese triglicerídeos, fosfolipídios e
esteroides, os quais são bem desenvolvidos em células das
suprarrenais e das gônadas que secretam hormônios
esteroides. Além disso, armazenam temporariamente
diferentes tipos de substâncias como: enzimas, proteínas e
lipídeos e regulam a pressão osmótica por armazenar
substâncias como o Ca
++
, modificando a concentração
deste elemento no hialoplasma.


RIBOSSOMOS
Podem ser encontrados livres, presos ao retículo
endoplasmático ou ligados entre si por uma fita de RNA,
sendo, neste caso, denominados de polissomos ou
polirribossomos. Os ribossomos são constituídos por duas
subunidades de RNA ribossômico e proteínas e
fundamentais na síntese de proteínas, estando, portanto,
presente em todas as células. Na forma de polissomos,
fabricam proteínas para a própria célula e quando há
necessidade de produzir proteínas para fora da célula, estas
são produzidas junto ao retículo endoplasmático rugoso.

COMPLEXO GOLGIENSE
Conjunto de vesículas ou sáculos achatados lipoproteico
proveniente de expansões do retículo endoplasmático liso
presente apenas nas células eucarióticas. Pode ser
visualizado ao microscópio óptico e possuem como
funções:
- Armazenamento de proteínas sintetizadas pelo retículo
endoplasmático rugoso, as quais são armazenadas nas
vesículas do complexo golgiense. A partir destas
vesículas brotam outras vesículas menores repletas de
enzimas denominadas lisossomos primários;
- Síntese de mucopolissacarídeos, os quais são
polimerizados no complexo golgiense e transformado
em polissacarídeos, os quais associam-se as proteínas
oriundas do retículo endoplasmático rugoso formando
as glicoproteínas, as quais posteriormente serão
eliminadas pela célula;
- Síntese de lipídeos, como o colesterol, hormônios
sexuais, cortisol, estrógeno, progesterona, testosterona;
- Nas células vegetais observa-se entre as membranas o
dictiossomos, os quais são bolsas do complexo
golgiense que polimerizam monossacarídeos formando
a celulose, constituindo a parede celulósica das células
vegetais.

LISOSSOMOS
São pequenas bolsas de membrana lipoproteica contendo no
seu interior enzimas digestivas e presente apenas nas
células eucarióticas. Estas vesículas surgem a partir de
dobras do retículo endoplasmático e do Complexo
golgiense, sendo observado somente microscópio
eletrônico. Apresentam as seguintes funções:
HETEROFAGIA - nos casos de fagocitose e pinocitose,
formando-se dentro da célula o fagossomo e o pinossomo,
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respectivamente. Juntam-se ao fagossomo e pinossomo
inúmeros lisossomos que irão constituir o lisossomo
secundário ou vacúolo digestivo. As enzimas passam então
a interagir com os produtos englobados e as substâncias
aproveitáveis pela célula serão eliminadas pelo vacúolo,
sobrando em seu interior apenas resíduos da digestão,
denominados de corpo residual ou vesícula de
clasmocitose, que será eliminada pela célula, através da
exocitose.
AUTOFAGIA - quando uma estrutura intracelular deixa de
exercer sua função, ocorre a formação de um vacúolo como
fagossomo, originando lisossomos que provocarão a
digestão.
AUTÓLISE - com a morte celular observa-se o aumento
significativo de lisossomos que rompem a sua membrana
liberando sobre toda a célula suas enzimas. São exemplos
da autólise a involução da cauda do girino. A destruição das
células cardíacas no enfarte do miocárdio ou outra região
enfartada.

PEROXISSOMOS
São vesículas que contêm enzimas, como a peroxidase e a
catalase, as quais são produzidas no retículo
endoplasmático rugoso e participam do metabolismo dos
peróxidos (água oxigenada) que são formados pelo
metabolismo celular. São encontrados tanto em células
animais, como vegetais e no homem são muito
desenvolvidos nos hepatócitos, pois estas células têm um
importante papel na metabolização de moléculas tóxicas,
como o álcool.

MITOCÔNDRIAS
São organelas que apresentam forma de grãos ou bastões,
sendo observadas em células aeróbias e responsáveis pela
respiração celular (processo responsável pela produção de
energia). As mitocôndrias podem ser visualizadas ao
microscópio óptico, porém seus detalhes, somente ao
microscópio eletrônico.
Constituídas por uma dupla membrana lipoproteica, a parte
interna forma dobras ou septos chamados cristas
mitocondriais, que contêm enzimas aceptoras de elétrons,
fundamentais para que ocorra o processo de respiração
celular. Entre estas cristas há uma solução coloidal
semelhante citoplasma, a matriz mitocondrial, a qual
apresenta diversas enzimas respiratórias, DNA e RNA
próprios, além de ribossomos. Por isso, as mitocôndrias
possuem autonomia reprodutiva e são considerada
organismos primitivos que passaram a viver de forma
simbiótica com as células eucarióticas atuais. Ao conjunto
de mitocôndrias dá-se o nome de condrioma e quanto maior
for o metabolismo celular, maior será a quantidade de
mitocôndria para produzir energia.

CENTRÍOLOS
Estrutura não membranosa do centro celular ou
centrossomo. Ao redor dos centríolos partem fibrilas que
constituem o áster, o qual se caracteriza por ser um
conjunto de fibrilas proteicas de tubulina que apresentam
capacidade de encurtamento e alongamento proporcionando
a migração dos cromossomos para os pólos durante a
divisão celular e a formação cílios e flagelos.
Os centríolos são duas formações cilíndricas dispostas
perpendicularmente, em que cada cilindro é formado por 9
grupos de 3 micro-túbulos dispostos concentricamente.
Estes microtúbulos são de constituição proteica, os quais se
autoduplicam, podendo originar outro par de centríolos.

PLASTOS
São organoides encontrados em células vegetais, algas e
certos protozoários com função de armazenamento de
substâncias de reserva e pigmentos fotossintetizantes.
Podem ser visualizados ao microscópio óptico, podendo
assumir diversas formas: espiralizada, estrelada, lenticular,
esférica.
Tipos de plastos:

- LEUCOPLASTOS: Não possuem pigmentos, mas
acumulam substâncias de reserva nutricional.
- CROMOPLASTOS: São os plastos que sob luminosidade
sintetizam pigmentos.

ESTRUTURA DOS CLOROPLASTOS - delimitados por
duas membranas lipoproteicas, sendo a externa lisa e a
interna formando dobras denominadas lamelas. Em
determinados locais estas lamelas sofrem vários
dobramentos sobrepostos, sendo o conjunto destes
dobramentos, em todo o cloroplasto, denominado grana. A
unidade do grana que corresponde a uma única pilha de
dobras é o granum e cada dobra de membrana é um
tilacoide. No interior das membranas do tilacoide são
encontradas milhares de moléculas de clorofila,
responsáveis pela fotossíntese.

Exercícios de Sala #

1. (UFSC) Observe a lista dos componentes celulares
abaixo.
COMPONENTES CELULARES
A
B
C
D
E





Membrana
Plasmática
Parede Celular
Cloroplasto
Lisossomos
Vacúolo
F
G
H
I




Carioteca
Retículo
Endoplasmático
Complexo de Golgi
Ribossomos

Assinale a(s) proposição(ões) que estabelece(m) a(s)
relação(ões) correta(s) entre as células dos diferentes
grupos de seres vivos e os componentes celulares.
01. Célula animal: B
Célula bacteriana: A, C
02. Célula animal: I
Célula vegetal: G, E
04. Célula animal: F
Célula bacteriana: D, G
08. Célula animal: A
Célula vegetal: G
Célula bacteriana: I
16. Célula bacteriana: E, F
Célula vegetal: H
32. Célula animal: C
Célula bacteriana: E, D
64. Célula animal: B, F
Célula bacteriana: D

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2. (UFSC) Para sobreviver, as células precisam obter do
ambiente que as cerca, nutrientes como o açúcar,
aminoácidos, sais, íons, ácidos graxos, etc. Existem vários
processos pelos quais as células obtêm substâncias do meio.
Assinale a(s) proposição(ões) que correlacionam
corretamente o processo e sua(s) característica(s):

1) difusão. 2) transporte ativo.

a) gasto de ATP.
b) movimento contra o gradiente de concentração.
c) movimento a favor do gradiente de concentração.
d) presença de catalisadores.
e) passagem de substâncias através da membrana
plasmática.

01. 1-C 08. 1-E 64. 2-E
02. 2-A 16. 2-D
04. 2-B 32. 1-A

3. (UFSC) A membrana plasmática é uma membrana
Semipermeável, não havendo condições, norma-mente,
para o extravasamento dos coloides citoplasmáticos para
fora da célula. Sob esse aspecto, a membrana já começa a
selecionar o que deve entrar na célula ou dela sair.
Considerando os diferentes processos de passagem através
da membrana plasmática, é correto afirmar que
01. a osmose é a passagem de moléculas de água, sempre
no sentido do meio mais concentrado para o menos
concentrado.
02. na difusão facilitada, participam moléculas especiais,
de natureza lipídica e há gasto de energia.
04. no transporte ativo, enzimas agem como
transportadoras de moléculas, tais como o açúcar, ou
íons.
08. a fagocitose é um tipo de endocitose, onde ocorre o
englobamento de partículas sólidas.
16. a pinocitose é outro tipo de endocitose, ocorrendo,
neste caso, o englobamento de pequenas porções de
substâncias líquidas.
32. pela exocitose, substâncias inúteis à célula são
eliminadas com o auxílio dos centríolos.

4. (UFSC) Estudos preliminares em mineiros da região
carbonífera de Criciúma têm apresentado resultados
preocupantes com relação à pneumoconiose, que é uma
afecção pulmonar, provocada pela inalação de poeira do
carvão e de outros minérios. Essa é uma doença ligada à
lesão da membrana lisossômica. Com relação aos
lisossomos, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01. São estruturas nucleares.
02. Origina-se a partir do Complexo de Golgi.
04. São ricos em enzimas.
08. São os responsáveis pela digestão intracelular.
16. Em células vegetais auxiliam o processo fotossintético.
32. Ao unirem-se aos fagossomos formam vacúolos
digestivos.

5. (UFSC) Em relação à ocorrência, origem, estrutura e
função das organelas citoplasmáticas, assinale a(s)
proposição(ões) verdadeira(s).
01. Os vacúolos pulsáteis ocorrem em alguns Protistas e participam da
manutenção do equilíbrio homeostático.
02. O Complexo de Golgi existe em abundância nas células
secretoras e participa da síntese de aminoácidos.
04. As mitocôndrias são formadas de enzimas oxidantes e
participam do processo de desintoxicação celular.
08. Os lisossomos originam-se do ergastoplasma (RER) e
do Complexo de Golgi e participam do processo de
respiração celular.
16. Os vacúolos do suco celular são exclusivos das células
vegetais, sendo pequenos e numerosos nas células
jovens e geralmente único na célula adulta.
32-. Os plastos são organelas citoplasmáticas que ocorrem
em todos os vegetais e em todos os Protistas.
64. Os centríolos coordenam o processo de divisão
cromossômica.

Tarefa Complementar #

6. (UFSC) Os lisossomos são organoides membranosos,
com formato esférico, que contêm enzimas digestivas. Em
relação a essa estrutura citoplasmática, assinale a(s)
proposição (ões) correta(s).
01. Os lisossomos desempenham, entre outras, funções de
defesa celular.
02. As enzimas lisossômicas são fabricadas no retículo
endoplasmático liso, passando em seguida para o
sistema de Golgi, que as “empacota” e as libera sob a
forma de lisossomos secundários.
04. A função heterofágica dos lisossomos refere-se à
digestão de substâncias que são absorvidas pela célula
por fagocitose ou pinocitose.
08. O lisossomo secundário é formado pela fusão do
vacúolo alimentar, que contém o alimento englobado
por pinocitose ou fagocitose, com o lisossomo
primário, que contém as enzimas digestivas.
16. Juntamente com as mitocôndrias, os lisossomos são
responsáveis por uma reciclagem de moléculas e
organoides inativos.
32. Em girinos, o fenômeno de reabsorção da cauda é
comparado a um “suicídio celular” já que, com o
rompimento dos lisossomos, ocorre uma autodigestão
das moléculas e dos organoides que constituem as
células daquela estrutura.

7. (UFSC) “Os cientistas Gerald Schatten e Peter Sutovsky,
..., descobriram que as mitocôndrias (...) de
espermatozóides são destruídas após fertilizarem os
óvulos.”
Texto extraído da Revista Ciência Hoje, 27(158): março/
2000. P. 12.

Com relação ao assunto acima exposto, é correto afirmar
que:
01. As mitocôndrias são organelas responsáveis pela
produção de energia nas células.
02. As mitocôndrias dependem do DNA do núcleo das
células a que pertencem para se multiplicarem.
04. O fenômeno acima descrito explica por que os
mamíferos só herdam o DNA mitocondrial do lado
materno.
08. As mitocôndrias, por conterem seu próprio DNA,
também participam da lise nas células e nos tecidos.
16. As mitocôndrias dos vegetais possuem clorofila em sua
constituição.
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32. As mitocôndrias exercem uma função denominada
respiração celular, que produz ao final o ATP,
molécula altamente energética.
64. Nas células eucarióticas primitivas, as mitocôndrias
estão ausentes.

UNIDADE 8

NÚCLEO

Estrutura celular identificada por Robert Brown em 1831,
em células da epiderme de orquídeas, o núcleo detém em
sua constituição as informações genéticas que serão
transmitidas às células filhas ao se reproduzirem. Além
disso, o núcleo é o centro de controle de todas as atividades
que acorrem nas células.

IMPORTÂNCIA DO NÚCLEO
x É do núcleo que parte todo o comando do metabolismo
celular, pois nenhuma proteína é sintetizada sem a
participação das moléculas de DNA presente no núcleo,
determinando assim, os aspectos metabólicos e
morfológicos de uma célula;
x Em células-ovo ou zigotos, das quais o núcleo foi
removido, observa-se que as células não podem se dividir,
sempre acabam morrendo;
x Quando o núcleo é removido de organismos unicelulares,
estes sobrevivem muito pouco e acabam morrendo. No
entanto, se o núcleo de outra bactéria for transplantado, este
organismo se mantém vivo.
x Células anucleadas, como as hemácias de mamíferos,
apresentam um período de vida curto, por volta de 120 dias.

VARIAÇÕES NO NÚMERO E NA FORMA DO
NÚCLEO CELULAR
A maioria das células apresenta um único núcleo, mas os
protozoários ciliados, por exemplo, possuem dois núcleos:
um com pequeno tamanho, denominado micronúcleo, e
outro maior, o macronúcleo.
Algumas células são multinucleadas, como as
células musculares estriadas esqueléticas e outras, não
apresentam núcleo, como as hemácias. Geralmente, o
núcleo é esférico e mantém uma relação direta com o
formato da célula. Contudo, alguns leucócitos (glóbulos
brancos), possuem formato riniforme (forma de rins) e as
algumas células musculares apresentam formato fusiforme.

COMPONENTES DO NÚCLEO
Um núcleo eucarionte apresenta as seguintes estruturas:

1 - CARIOTECA
A carioteca, também denominada de membrana nuclear ou
cariomembrana, é um envoltório constituído por duas
membranas lipoproteicas, visíveis apenas ao microscópio
eletrônico. Uma membrana da carioteca está em contato
direto com o citoplasma, apresentando ribossomos aderidos
à superfície e formando o retículo endoplasmático rugoso.
A outra membrana fica em contato com o interior do núcleo
envolvendo o material genético e, entre estas duas
membranas existe um espaço denominado perinuclear.
Além disso, a carioteca é perfurada por milhares de poros,
através dos quais determinadas substâncias entram e saem
do núcleo.

2 - CARIOLINFA
A cariolinfa, também denominada de carioplasma ou suco
nuclear, é o líquido que preenche o espaço interno do
núcleo e que mantém suspensas as estruturas intranucleares,
como a cromatina e os nucléolos. Além disso, a cariolinfa
apresenta como principais características o pH variando
entre 7,6 a 7,8, alguns lipídios, sais minerais, enzimas,
proteínas, glicídios e água, logo, uma composição química
semelhante ao hialoplasma.

3 - CROMATINA
A cromatina é observada quando a célula não se encontra
em processo de divisão celular, numa fase denominada de
intérfase. Nesta fase, a cromatina se apresenta como sendo
um conjunto de filamentos formado por uma longa
molécula de DNA associada a moléculas proteicas
chamadas de histonas. Cada um destes filamentos recebe o
nome de cromonema e quando a célula entrar no processo
de divisão celular, estes filamentos irão se condensar e se
espiralizar, transformando-se em cromossomos.
Ao usar corantes básicos numa célula em intérfase, é
possível observar ao microscópio óptico que certas regiões
deste conjunto de filamentos (cromatina) coram mais
intensamente do que outras. Estas regiões mais coradas
correspondem a porções dos filamentos mais enroladas e
mais condensados e denominam-se de heterocromatina. As
regiões menos coradas correspondem a regiões distendidas
dos filamentos e são chamadas de eucromatina.

4 - NUCLÉOLOS
Durante a intérfase, período de não divisão celular, é
possível observar corpos esféricos ou ovais, constituídos de
RNA associado a proteínas e, também, de um pouco de
DNA, o qual é proveniente de um cromossomo denominado
cromossomo organizador do nucléolo.
No nucléolo são produzidas moléculas de RNA
ribossômico, que se associam a proteínas para formar as
subunidades que constituem os ribossomos, as quais irão
migrar para o citoplasma e se tornarão ativas na síntese de
proteínas.

Exercícios de Sala #

1. (UFSC) O núcleo é uma estrutura que coordena e
comanda todas as funções celulares.
Assinale a(s) proposição(ões) que apresenta(m) relações
corretas entre as estruturas nucleares, sua ocorrência e
características químicas ou funcionais.
01. Ao observarmos o núcleo interfásico em microscópio
óptico, verificamos a total compactação da cromatina,
que passa a chamar-se cromossomo.
02. A membrana nuclear apresenta “poros” ou annuli,
através dos quais ocorrem importantes trocas de
macromoléculas entre núcleo e citoplasma.
04. A carioteca corresponde ao fluido onde estão
mergulhados os cromossomos e as estruturas que
formam o nucléolo.
08. O nucléolo, mergulhado no nucleoplasma, está sempre
presente nas células eucarióticas, podendo haver mais
de um por núcleo.
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16. O nucléolo é uma região de intensa síntese de RNA
ribossômico (RNAr).
32. A cromatina é formada por uma única e longa molécula
de RNA, associada a várias moléculas de
glicoproteínas.

2. Sobre núcleo eucariótico, em intérfase, some as
alternativas corretas:
01. Todas as células apresentam núcleo eucariótico.
02. Está presente em todas as fases da célula, inclusive
durante a divisão da celular.
04. A maioria das células apresenta apenas um núcleo, mas
há células multinucleadas como as musculares estriadas
esqueléticas.
08. As hemácias são células anucleadas e, por este motivo,
apresentam vida curta.
16. Todas as células apresentam núcleo esférico.
32. As estruturas do núcleo eucariótico em intérfase são:
carioteca, cariolinfa, nucléolos e cromatina.

3. Sobre nucléolos, some as alternativas corretas:
01. Um núcleo pode apresentar mais de um nucléolo.
02. O nucléolo verdadeiro pode ser também denominado
plasmossomo.
04. O plasmossomo é constituído por RNA ribossômico,
enzimas, nucleoproteínas e sais.
08. O cariossomo (nucléolo falso) é um adensamento maior
de heterocromatina, logo, com DNA.
16. O plasmossomo apresenta reação de Feulgen positiva,
pois apresenta DNA.

CROMOSSOMOS
Como já foi salientada, a fase da vida de uma célula que
não se encontra em divisão é denominada de intérfase.
Nesta fase, pode-se observar no interior do núcleo um
conjunto de filamentos denominado cromatina. Cada um
destes filamentos, durante a divisão celular, sofre um
processo de espiralização e condensação, tornando-se mais
espesso e, consequentemente, transformando-se em
cromossomos. Sendo assim, os cromossomos também
apresentam a mesma constituição química da cromatina, ou
seja, são filamentos formados por uma longa molécula de
DNA associada a moléculas proteicas (histonas). Além
disso, um cromossomo pode ser definido, geneticamente,
como sendo uma série linear de genes (segmentos de
DNA), os quais controlam todo o metabolismo celular,
através da produção de proteínas.

CLASSIFICAÇÃO DOS CROMOSSOMOS
xCromossomos metacêntricos: quando o
centrômero se localiza na região central do cromossomo,
ficando os dois braços com o mesmo tamanho.
xCromossomos submetacêntricos: quando o
centrômero fica um pouco deslocado da região central do
cromossomo, ficando os dois braços com tamanhos
desiguais.
xCromossomos acrocêntricos: quando o
centrômero se localiza muito próximo de uma das
extremidades do cromossomo, ficando um dos braços com
um tamanho bem menor do que o outro.
xCromossomos telocêntricos: quando o centrômero
se localiza numa das extremidades, ficando o cromossomo
com apenas um único braço.

CROMÁTIDE
Em determinados momentos da divisão celular, os
cromossomos se encontram com o formato de uma letra
“X” e passam a ser denominados de cromossomos
duplicados. Esta duplicação ocorre na fase de intérfase e
cada lado longitudinal dos cromossomos duplicados, passa
a ser chamados de cromátides-irmãs, ou simplesmente de
cromátides

CROMOSSOMOS HOMÓLOGOS
As células da espécie humana possuem 46 cromossomos,
dos quais, 23 são provenientes do espermatozoide e 23 do
óvulo. Estes 46 cromossomos apresentam-se em pares, com
as seguintes características:
- mesmo tamanho;
- mesma posição do centrômero;
- mesmo loci gênico (localização dos genes);
- um de origem paterna, outro de origem materna.

CROMOSSOMOS AUTOSSOMOS E
HETEROSSOMOS
Dos 23 pares de cromossomos encontrados nas células da
espécie humana, 22 pares determinam características não
sexuais e são denominados de cromossomos autossomos.
Estes cromossomos são representados pela letra “A”,
quando a célula for haploide (por exemplo: os gametas) ou
por “2A”, quando a célula for diploide como, por exemplo,
as células que formam o nosso corpo, conhecidas como
somáticas.
Enquanto 22 pares de cromossomos são autossomos,
um único par, que pode ser XX ou XY, é chamado de
cromossomo sexual ou heterossomo ou alossomo e
manifesta as características sexuais do indivíduo. O par de
cromossomos XX manifesta todas as características
femininas e o par XY, as masculinas.

GENOMA E CARIÓTIPO
O genoma é o conjunto haploide de cromossomos que uma
célula possui. Sendo assim, nas células gaméticas existe um
único genoma e nas células que formam o nosso corpo, as
denominadas somáticas, apresentam dois genomas.
O cariótipo constitui uma análise dos cromossomos de uma
célula diploide, com relação: ao tamanho, posição do
centrômero e quantidade. A organização destes
cromossomos aos pares e em ordem decrescente, ou seja,
do par maior para o menor, recebe o nome de idiograma.

Tarefa Mínima #

4. (UFC) O cariótipo consiste na montagem fotográfica, em
sequência, de cada um dos tipos cromossômicos. Ele nos
permite saber qual o número e qual a forma dos
cromossomos de uma espécie, bem como estabelece o seu
padrão cromossômico normal. A partir da análise da figura
abaixo, e em relação a esse estudo, é correto afirmar que:
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01. O cariótipo é o “quadro cromossômico” das células
haploides de cada espécie.
02. Na espécie humana, os cromossomos são classificados
em 7 grupos, compreendendo 22 pares de cromossomos
autossômicos, e mais um par de cromossomos sexuais
que, no homem, é XY e, na mulher, XX.
04. Para a obtenção do cariótipo, são utilizadas células de
leucócitos em anáfase meiótica.
08. Em fetos, normalmente a cariotipagem só deve ser feita
quando há real suspeita de algum tipo de alteração
cromossômica, já que as técnicas de coleta de material
apresentam risco de aborto.
16. A partir da análise de cariótipos, informações valiosas
podem ser obtidas, tais como a existência de
cromossomos extras ou de quebras cromossômicas,
auxiliando no diagnóstico de certas anomalias genéticas.
32. A Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 16,
e o daltonismo são exemplos de doenças de origem
genética que podem ser diagnosticadas através do
exame cariotípico.

5. Some as alternativas corretas:
01. A cromatina sexual é um dos dois cromossomos sexuais
XX que não se desespiralizou totalmente durante a
intérfase.
02. A cromatina sexual está presente somente em machos,
pois os cromossomos sexuais são XX.
04. Um indivíduo com Síndrome de Klinefelter apresenta
uma cromatina sexual.
08. Mulheres com Síndrome de Turner apresentam uma
cromatina sexual.
16. Mulheres que apresentam três cromossomos sexuais
XXX apresentam duas cromatinas sexuais.
32. As mulheres normais apresentam uma só cromatina
sexual.

6. (UFSC) Em uma determinada espécie animal, o número
total de cromossomos, por célula somática, é igual a 48.
Baseado nisso, assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
01. O número haploide dessa espécie é 48.
02. Nas células sexuais, o número de cromossomos é igual a
12.
04. Em caso de poliploidia, o número de cromossomos, por
célula, fica abaixo do número diploide.
08. Caso ocorra trissomia em um dos pares cromossômicos,
o número de cromossomos passará para 49.
16. Uma célula tetraploide conterá 96 cromossomos.
32. Os gametas dessa espécie conterão 24 cromossomos.

7. Sobre cromossomos, some as afirmações corretas:
01. Representam-se cromossomos autossomos numa célula
diploide por 2A e numa célula haploide por A.
02. Os cromossomos heterossomos representam-se pelas
letras XX no sexo feminino e por XY no sexo
masculino, em uma célula diploide.
04. Ao conjunto de cromossomos de uma célula haploide,
chamamos de genoma.
08. Uma célula diploide apresenta dois genomas.
16. A análise diploide dos cromossomos de uma espécie
quanto ao número, tamanho, posição do centrômero, é o
cariótipo.
32. Idiograma é a montagem dos cromossomos de uma
espécie, dos maiores para os menores.

UNIDADE 9.
23
DIVISÃO CELULAR – MITOSE

Desde a formação da célula-ovo ou zigoto, todas as nossas
células estão em constante divisão celular, com exceção das
células nervosas e musculares estriadas que são altamente
especializadas e acabaram por perder a capacidade
proliferativa.
No entanto, antes das células se dividirem, se
encontram em uma etapa denominada intérfase, a qual é
constituída por 3 fases:

Fase G
1
: Esta fase se caracteriza pelo fato de a célula
apresentar suas atividades funcionais normais. Os
cromossomos sofrem uma desespiralização e a célula
aumenta consideravelmente o seu volume.
Fase S: Nesta fase ocorre a duplicação do material
genético, fenômeno extremamente importante para a
formação de duas células idênticas ao final da mitose, pois,
para que haja a formação de 2 células com o mesmo
número de cromossomos da célula-mãe, é necessário que
ocorra a duplicação do DNA.
Fase G
2
: A célula novamente aumenta o seu volume e se
prepara para sofrer a uma divisão. O gráfico abaixo
representa a variação da concentração do material genético
(DNA) nos 3 períodos da intérfase (G
1
, S e G
2
) e, também,
ao longo das etapas da divisão de uma célula.

MITOSE
As células que formam os órgãos dos animais são
denominadas somáticas. Estas células sofrem divisões do
tipo mitose, a qual se caracteriza por originar ao final duas
células-filhas com mesmo número de cromossomos da
célula mãe. Nos animais pluricelulares, este tipo de divisão
tem como objetivo principal à multiplicação celular e,
consequentemente, o crescimento do ser. Em alguns seres
vivos, a mitose tem por finalidade formar gametas
masculinos e femininos, como ocorre, por exemplo, nos
vegetais.

ETAPAS DA MITOSE
Quando uma célula sofre divisão celular, observa-se
profunda alteração ao nível do citoplasma e do núcleo.
Estas alterações podem ser divididas didaticamente em
quatro fases distintas propostas por Fleming. Estas etapas
são:
xPRÓFASE xMETÁFASE
xANÁFASE xTELÓFASE

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CARACTERÍSTICAS DA PRÓFASE
No início da prófase ocorre a espiralização e a condensação
dos filamentos de cromatina, os quais se tornam
cromossomos. Os nucléolos diminuem de tamanho e
acabam por desaparecer. No citoplasma, o centro celular
(fibras do áster mais centríolo) duplica-se e, em seguida,
cada centro-celular migra para pólos opostos.
No final da prófase, os cromossomos encontram-se
espalhados pela célula, mas unidos aos centros celulares
através de fibras de constituição proteica, originando as
fibras do fuso acromático ou o aparelho mitótico.

Esquemas representando a prófase da mitose

CARACTERÍSTICAS DA METÁFASE
Nesta fase, os cromossomos estão ocupando a região
mediana (equatorial) da célula. No centrômero de cada
cromossomo existem duas regiões denominadas
cinetócoros, onde há formação de fibras de proteínas em
cada cromátide. Essas fibras proteicas ligam-se às fibras
do fuso. É na metáfase que ocorre o momento de melhor
visualização dos cromossomos, pois estes se encontram
no máximo de sua condensação.

Esquema representando a metáfase da mitose. Nesta fase
os cromossomos se encontram na região central formando
a placa equatorial.

CARACTERÍSTICAS DA ANÁFASE
A anáfase se caracteriza pelo rompimento dos
cromossomos duplicados ao nível do centrômero e cada
cromátide (lado longitudinal), passará a migrar para pólos
opostos e cada uma das cromátides passará a ser um novo
cromossomo. A este fenômeno de rompimento dos
cromossomos, denomina-se cromocinese. Nesta fase, se a
mitose estiver ocorrendo com uma célula diploide (2n),
devido a migração das cromátides para pólos opostos, a
célula será, por um rápido momento, tetraploide (4n).
Caso a mitose esteja ocorrendo com uma célula haplpide
(n), esta passará a ser uma célula diploide.


Esquemas representando a anáfase da mitose.

CARACTERÍSTICAS DA TELÓFASE
Nesta fase, os cromossomos se encontram nos pólos
opostos devido à migração que ocorreu na anáfase. Ao
redor dos cromossomos, localizados nos pólos opostos,
observa-se a formação da carioteca (cariocinese). Todos
os cromossomos iniciam a sua descondensação, voltando
a ser longos filamentos e os nucléolos reaparecem. Na
região central da célula a membrana plasmática sofre uma
citocinese (divisão do citoplasma), originando duas
células-filhas.

Esquema representando a telófase da mitose. Nesta fase ocorre a
formação da carioteca, envolvendo os cromossomos no pólo
superior e inferior, e a citocinese.

MITOSE EM CÉLULAS VEGETAIS
As células vegetais, quando sofrem mitose, também
passam pelas fases de prófase, metáfase, anáfase e
telófase. No entanto, observam-se algumas diferenças
entre a mitose das células vegetais, com relação às células
animais, como por exemplo:
- Nas células vegetais não há centríolos e fibras do áster,
sendo denominado, portanto, de mitose anastral e
acêntrica.
- A citocinese nas células vegetais é do tipo centrífuga
(ocorre do centro para a periferia) e nas células animais é
centrípeta (ocorre da periferia em direção ao centro da
célula).

Exercícios de Sala #

1. Some as alternativas corretas sobre ciclo celular:
01. Células que entram em divisão celular (lábeis e estáveis)
passam por um período de preparação para a divisão, a
intérfase.
02. No G1, a célula apresenta um incremento metabólico no
citoplasma, logo, aumenta o volume celular.
04. O intervalo “S” caracteriza-se pela duplicação do DNA,
logo, dos cromonemas.
08. O intervalo G2 caracteriza-se novamente pelo
metabolismo citoplasmático com síntese de proteínas.
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16. Ao final do intervalo “S” a célula apresenta duas vezes
mais material genético, podendo, na divisão celular,
originar duas células-filhas com igual material genético
da célula-mãe.
32. Durante a mitose, a célula divide o número de
cromossomos à metade.

2. (F.Objetivo-SP) Durante o processo mitótico de divisão
celular ocorrem os seguintes eventos:
I - Início da condensação cromossômica.
II - Divisão dos centrômeros e separação das cromátides.
III - Acontece a citocinese.
IV - Cromossomos alinhados no plano equatorial da célula.

A sequência correta de tais eventos é:
a) I --- II---III---IV d) II --- I --- III --- IV
b) I---IV--- II --- III e) III--- II ---I ---IV
c) I --- III --- II ---IV

3. (FURN) Uma célula com 20 cromossomos, extraída da
região meristemática da raiz do milho, ao sofrer mitose
deverá formar:
a) 2 células com 20 cromossomos cada
b) 4 células com 20 cromossomos cada
c) 2 células com 10 cromossomos cada
d) 4 células com 5 cromossomos cada
e) 4 células com 10 cromossomos cada

MEIOSE
A meiose é um tipo de divisão celular que ocorre nos
animais para a formação de gametas e nos vegetais para a
formação de esporos. As células que se dividem por meiose
são diploides e sofrem duas divisões consecutivas. A
primeira divisão é denominada reducional, pois reduz o
número de cromossomos à metade, e a segunda divisão é do
tipo equacional, pois equaciona o número de células. O
resultado final da meiose é a formação de 4 células
haploides e, geralmente, uma é diferente da outra,
característica extremamente importante para que ocorra a
variabilidade das espécies.

Esquema representando a divisão meiótica. Este tipo de divisão é
constituída por duas etapas a meiose I (Reducional) e a meiose II
(Equacional), originando 4 células haploides.

A meiose é constituída pelas mesmas fases da mitose. No
entanto alguns eventos interessantes ocorrem durante a
prófase da meiose I. Estes eventos são divididos em 5
subfases:

xLeptóteno xZigóteno xPaquíteno
xDiplóteno xDiacinese

x Em Leptóteno, os filamentos de cromatina estão iniciando
a espiralização e transformando-se em cromossomos. É o
início da prófase.
x Em Zigóteno, ocorre a sinapse cromossômica, ou seja, os
cromossomos homólogos ficam emparelhados e cada locus
(local onde o gene está situado no cromossomo) se dispõe
exatamente paralelo ao locus correspondente do
cromossomo homólogo.
x Em Paquíteno, as cromátides homólogas estão muito
próximas, observando-se a formação das tétrades
bivalentes. Em seguida, estas se entrelaçam, podendo
ocorrer quebras ao longo das cromátides dos cromossomos
homólogos, seguidos por soldaduras. No entanto, estas
soldaduras ocorrem de modo trocado, ou seja, uma
cromátide solda-se ao fragmento de seu homólogo e vice-
versa. Este fenômeno denomina-se crossing-over ou
permuta gênica.
x Em Diplóteno, os cromossomos começam a se separar,
surgindo entre as cromátides homólogas a formação de
figuras com o formato de uma letra “X”, denominadas de
quiasmas. Os quiasmas indicam quantas permutações
ocorreram.
x Em diacinese, os cromossomos homólogos continuam a
separar e os quiasmas deixam de existir, é a terminalização
dos quiasmas. Nesta fase ainda ocorre a desintegração da
carioteca, marcando o final da prófase I.

Esquema representando as 5 subfases da prófase I.

METÁFASE I
Nesta fase, os pares de cromossomos se organizam na
região central, formando a placa equatorial. Os centrômeros
dos cromossomos homólogos se ligam às fibras proteicas
provenientes dos centríolos localizados nos pólos opostos.
Além disso, é nesta fase que os cromossomos se encontram
mais condensados.

Cromossomos na região central, formando a placa equatorial.

ANÁFASE I
Na anáfase I não ocorre divisão dos centrômeros, como se
observa na anáfase da mitose. Cada par de cromossomos
homólogos migra em direção a um dos pólos da célula, por
encurtamento das fibras do fuso.
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Esquema representando os cromossomos duplicados migrando
para pólos opostos.

TELÓFASE I
Nesta fase, observa-se a reorganização da carioteca e os
cromossomos começam a se desespiralizar, ocorrendo, em
seguida, a divisão do citoplasma (citocinese). No entanto,
algumas vezes estes eventos da telófase I não ocorrem e a
célula inicia diretamente a segunda divisão meiótica.

Esquema representando o fim da prófase I. Nesta fase ocorre a
reorganização da carioteca, a citocinese e a formação de duas
células haploides.

PRÓFASE II
Nesta fase, os cromossomos encontram-se espalhados pela
célula em total desordem. Como na prófase da mitose, os
centríolos localizam-se nos pólos opostos (superior e
inferior) e todos os cromossomos estão unidos aos
centríolos através das fibras do fuso ou cromossômicas.
Além disso, ocorre a desintegração da carioteca.

Esquema representando as duas células haplóides em prófase II.

METÁFASE II
Os cromossomos encontram-se alinhados na região
mediana da célula, formando a placa equatorial. Nesta fase,
como ocorre na metáfase da mitose, os cromossomos estão
no máximo de sua condensação, sendo o momento de
melhor visualização.

Esquema representando os cromossomos na região central,
formando a placa equatorial.
ANÁFASE II
Nesta fase, os cromossomos se rompem ao nível do
centrômero e cada cromátide migra para pólos opostos,
devido ao encurtamento das fibras do fuso.

Esquema representando a migração das cromátides.

TELÓFASE II
Os cromossomos nos pólos opostos iniciam a sua
desespiralização e a carioteca em cada pólo começa a sua
reorganização (fenômeno denominado de cariocinese),
envolvendo todos os cromossomos. Além disso, todas as
organelas celulares separam-se em iguais quantidades para
os dois lados da célula e a membrana plasmática sofre uma
divisão (fenômeno denominado citocinese), formando-se,
consequentemente, quatro células haploides.


Esquema demonstrando a formação de 4 células haploides
ao final da telófase II.

Tarefa Mínima #

4. (UFSC) A mitose e a meiose são dois tipos de divisão
celular. Com relação a esses processos, assinale a(s)
proposição(ões) verdadeira(s).
01. A mitose é uma divisão do tipo equacional.
02. A meiose ocorre na linhagem germinativa, quando da
produção dos gametas.
04. A meiose ocorre em quatro etapas sucessivas.
08. O número de cromossomos das células resultantes de
ambos os processos é igual ao das células que lhes
deram origem, porém somente as células que sofreram
meiose apresentam recombinação genética.
16. A mitose ocorre nas células somáticas.
32. Ambos os processos ocorrem em todos os seres.
64. Em alguns organismos a mitose é utilizada como forma
de reprodução.

5. Sobre as fases da meiose, some as afirmações corretas.
01. Durante a meiose I, ocorre: prófase I, metáfase I,
anáfase I e telófase I.
02. Durante a prófase I, ocorrem eventos com os
cromossomos descritos pelas subfases: leptóteno–
zigóteno–paquíteno–diplóteno–diacinese.
04. No leptópeno, os cromossomos iniciam a espiralização.
08. Os cromossomos homólogos emparelham-se durante o
diacinese.
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16. Durante o paquíteno, as cromátides não-irmãs,
homólogas, tocam-se. Podem quebrar-se e soldar-se no
cromossomo homólogo, efetuando o crossing-over.
32. Pela repulsão dos centrômeros dos cromossomos
homólogos, as cromátides homólogas formam um X, o
quiasma, no diplóteno.

6. A Mitose e a Meiose são importantes processos
biológicos, pois permitem que o número de cromossomos
de uma célula permaneça igual, ou seja, reduzido, para
possibilitar sua restauração numérica após a fecundação.
Com relação aos eventos e aos resultados destes dois
processos, é correto afirmar que:
01. Ao contrário da Mitose, que ocorre em todas as células,
a Meiose restringe-se àquelas da linha germinativa, que
produzirão gametas.
02. Nos dois processos, ocorre a compactação da cromatina,
fenômeno este que, além de facilitar a divisão correta
dos cromossomos, impede que o material genético seja
atacado por enzimas, presentes no citoplasma, que
destroem o DNA.
04. Uma mutação que ocorra em uma das cromátides de
uma célula somática será transmitida a todas as suas
células-filhas, através da divisão mitótica.
08. A Mitose é o sistema de reprodução dos organismos
nos quais não existe a presença de sexo nem a formação
de células germinativas.
16. Se considerarmos, em uma mesma espécie, duas
células-filhas, uma originada por Mitose e a outra por
Meiose, a primeira conterá metade do número de
cromossomos e o dobro da quantidade de DNA da segunda.
32. Na Meiose, existe a possibilidade de ocorrer o
fenômeno de recombinação, que é a troca de segmentos
entre quaisquer dois cromossomos, gerando, com isso,
alta variabilidade genética para os indivíduos
envolvidos.
64. A Meiose compreende duas etapas de divisão
cromossômica, sendo que, após a primeira, o número
de cromossomos das células-filhas é metade do das
células-mães.


UNIDADE 10

CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS SERES VIVOS

Atualmente, os seres vivos estão agrupados em cinco reinos, de acordo com algumas características anatômicas e fisiológicas,
como demonstrado no quadro abaixo.


REGRAS DE NOMENCLATURA
Para facilitar o estudo dos seres vivos é necessário que se
faça uma organização em grupos, de acordo com alguns
critérios, como: semelhanças fisiológicas, anatômicas,
bioquímicas e DNA.
Também é preciso dar nomes comuns aos diversos seres
vivos e, que, estes, ainda tenham o mesmo nome em
qualquer lugar da Terra.
Em 1735 um botânico sueco chamado Kal von Liné,
estabeleceu a espécie como unidade básica de classificação.
Mais tarde, outros cientistas estabeleceram mais duas novas
divisões: FILO e FAMÍLIA. Sendo assim, a sequência
taxonômica atual é: REINO - FILO - CLASSE - ORDEM
– FAMÍLIA - GÊNERO e ESPÉCIE.


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Sendo assim:
- ESPÉCIES com muitas semelhanças podem ser
reunidas em outro grupo taxonômico, o GÊNERO;
- GÊNEROS afins formam uma FAMÍLIA, que
podem ser reunidas para formar uma ORDEM e
assim, sucessivamente, até serem classificados e
formarem um REINO.
Para definir essas semelhanças existem algumas regras,
muitas delas, inclusive, estabelecidas por Lineu, como:
• Todo nome deve ser escrito em latim ou latinizado;
• Do REINO até o GÊNERO, os nomes deverão ser escritos
com a primeira letra maiúscula;
• A ESPÉCIE é binominal e o primeiro nome é igual ao do
GÊNERO, sendo que o segundo nome deverá ser escrito
com letra minúscula, como, por exemplo: Felis domesticus.
• A forma da escrita terá que ser destacado do texto, em
itálico ou sublinhado (Homo sapiens);

Exercícios de sala #

1. (UFSC) Considerando todos os seres vivos, estão
descritos e catalogados quase dois milhões de espécies. Mas
esse número está longe do total real: segundo algumas
estimativas, pelo menos 50 milhões de espécies ainda não
teriam sido descritas. O sistema de classificação usado hoje
distribui os seres vivos em cinco grandes reinos: Monera,
Protista, Fungi, Animalia e Plantae.
CIÊNCIA HOJE, vol. 24, 142, p. 6.
Com relação a este assunto, é correto afirmar que:
01. Os reinos Animalia e Plantae também são conhecidos,
respectivamente, como Metazoa e Metaphyta.
02. Poucos representantes do reino Fungi são clorofilados.
04. Os reinos Monera e Protista incluem seres unicelulares
procariontes e eucariontes, respectivamente.
08. Todos os organismos pertencentes ao reino Animalia são
uni ou pluricelulares e eucariontes.
16. Mofos, leveduras e cogumelos são exemplos de
organismos integrantes do reino Fungi.
32. Os representantes do reino Plantae são pluricelulares e
eucariontes, e sintetizam seu alimento.

2. Com base em seus conhecimentos sobre a classificação
dos seres vivos, some as alternativas corretas.
01. Na moderna classificação, os seres vivos foram
agrupados em cinco reinos biológicos, denominados:
Monera, Protista, Fungi, Metaphyta e Metazoa.
02. Um organismo eucarionte, pluricelular e autótrofo
poderia ser uma gramínea.
04. As categorias taxonômicas colocadas ordenadamente,
em graus hierárquicos, são: reino, filo ou divisão, classe,
família, ordem, gênero e espécie.
08. O nome científico do mexilhão ou marisco em
determinada categoria taxonômica é Mytilidae e, em
outra é Perna perna. Podemos dizer, com base nas regras
de nomenclatura, que Mytilidae é o nome da família e
Perna perna da espécie.
16. Os fungos Penicillium roquefortii e Penicillium
camembertii, são utilizados na produção de queijos. Pela
análise dos nomes científicos, podemos concluir que
esses seres não pertencem a mesma espécie, mas
pertencem ao mesmo gênero e família.

UNIDADE 11

VÍRUS

Os vírus se diferem de todos os seres vivos, devido às
seguintes características:
- Não apresentam um metabolismo próprio;
- Não possuem uma organização celular e se
cristalizam, quando não estão parasitando uma
célula.
- Só se reproduzem no interior de células vivas,
sendo, portanto, parasitas intracelulares
obrigatórios, sendo responsáveis por várias
doenças.
Até hoje, a classificação dos vírus gera muita discussão,
pois alguns pesquisadores os consideram como sendo
partículas ou fragmentos de células e, outros, classificam os
vírus como seres extremamente simples. Contudo, uma
tendência é considerar os vírus como sendo seres vivos.

ESTRUTURA DOS VÍRUS
Os vírus são constituídos por uma cápsula de proteína,
denominada capsídeo, que envolve o material genético, o
qual pode ser o ácido desoxirribonucleico (vírus de DNA)
ou ácido ribonucleico (vírus de RNA), nunca ocorrendo os
dois tipos de ácidos nucleicos no mesmo vírus. Os
envoltórios proteicos podem apresentar várias formas, como,
por exemplo, esférica, helicoidal, hexagonal, cilíndrica, etc.
Alguns vírus são formados apenas pela cápsula
proteica (capsídeo) e o material genético (DNA ou RNA).
Outros, por sua vez, apresentam um envoltório
externo envolvendo a cápsula proteica, sendo estes vírus
denominados de envelopados ou capsulados, como, por
exemplo: o vírus da AIDS. Existem vírus que infectam
apenas bactérias, outros infectam os fungos, outros as
plantas e animais.
O vírus mais estudado até hoje é o bacteriófago, o
qual apresenta uma cápsula proteica de formato hexagonal
envolvendo a molécula de DNA e uma região denominada
de cauda, constituída por um eixo cilíndrico e fibras
proteicas na extremidade, com função de fixar o vírus à
bactéria.

Estrutura do bacteriófago

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22

PRINCIPAIS VIROSES

VIROSE TRANSMISSÃO LOCAL DA INFECÇÃO PROFILAXIA SINTOMAS
CAXUMBA Objetos
contaminados,
gotículas de saliva
O vírus multiplica-se nas
glândulas parótidas,
podendo localizar-se em
outros órgãos como ovários
e testículos
Vacinação Inchaço abaixo e em frente
das orelhas e, se atingir os
testículos ou os ovários, pode
tornar a pessoa estéril
FEBRE
AMARELA
Picada do mosquito
Aedes aegypti
O vírus, através da picada
do mosquito, localiza-se no
fígado, na medula óssea e
no baço
Vacinação e combate
aos mosquitos Aedes
aegypti
Febre alta, vômitos, calafrios
e pele amarelada, podendo
ser fatal
GRIPE Gotículas de
secreção
O vírus instala-se nas vias
respiratórias
Nenhum Febre, dores de cabeça e
musculares, obstrução nasal e
tosse
HIDROFOBIA
(raiva)
Saliva introduzida
pela mordida de
animais
O vírus instala-se no
sistema nervoso
Vacinação em animais
e aplicação de soro e
vacina em pessoas
mordidas
Febre, mal estar, delírios e
morte
HEPATITE Gotículas de saliva,
objetos
contaminados
O vírus instala-se no fígado,
destruindo as células
Saneamento, cuidado
com alimentos e
injeção de
gamaglobulina
febre, náuseas, icterícia
POLIOMIELITE Alimentos e objetos
contaminados
O vírus penetra pela boca,
multiplica-se no intestino e,
em seguida instala-se no
sistema nervoso central
destruindo os neurônios
Vacinação Paralisia dos membros
RUBÉOLA Saliva, contato
direto
Penetra pelas vias
respiratórias e se dissemina
pelo sangue
Aplicação de
imunoglobulina
Febre, erupções cutâneas. No
feto provoca morte ou
deficiências congênitas
SARAMPO Saliva e secreções O vírus penetra pelas vias
respiratórias e se dissemina
através do sangue
Vacinação Febre, vermelhidão por todo
corpo, podendo ser fatal em
crianças

Exercícios de sala #

1. (UFSC-Modificado) Os hospitais estão sendo fechados e
as pessoas estão morrendo. Um curto e incisivo relato de
uma área da cidade de Cantão proporcionou uma das
primeiras descrições sobre o caos na província de
Guangdong, no sul da China, atingida por uma doença
misteriosa, agora conhecida como síndrome respiratória
aguda grave (SARS, na sigla em inglês).
(SCIENTIFIC AMERICAN – BRASIL. São Paulo: Duetto editorial, ano 2,
v.13, p. 12, jun. 2003).
A SARS veio se juntar a uma série de outras doenças
parasitárias que atingem o homem.
Com relação a essas doenças que podem atingir as
populações humanas, é correto afirmar que:
01. A tuberculose, causada por um vírus, foi responsável por
muitas mortes no passado. No entanto, atualmente, os
casos fatais, provocados por essa doença no mundo, são
raros.
02. O combate ao mosquito Aedes aegypti e a vacinação da
população são medidas eficazes no combate à
esquistossomose.
04. Nas doenças causadas por vírus, esses eventualmente se
utilizam da maquinaria de síntese protéica da célula
hospedeira para a construção de suas próprias proteínas.

08. Em seu ciclo de vida, muitos parasitas se utilizam de
hospedeiros intermediários para alcançarem seu
hospedeiro definitivo.
16. SARS, AIDS e Dengue são ocasionadas por vírus.
32. Como medida profilática para todas as doenças
parasitárias conhecidas, a Organização Mundial de
Saúde (OMS) recomenda que os governos dos países
atingidos utilizem campanhas de vacinação.

2. (UFSC) A febre amarela, antes restrita a regiões
afastadas, é um mal que começa a ameaçar, cada vez mais,
os centros urbanos. Sobre a febre amarela, é correto afirmar
que:
01. Apresenta, dentre outros sintomas, febre alta e vômito.
02. É causada por vermes.
04. O contágio dá-se pela ingestão de alimentos
contaminados.
08. Vacinas contra esse mal ainda não foram desenvolvidas.
16. Uma das formas de prevenção é a eliminação do
mosquito que transmite essa doença.
32. É uma doença que pode causar a morte

3. Durante o ano de 1994, foram veiculadas campanhas de
vacinação de animais com o objetivo de controlar a raiva.
Em relação a essa doença, é correto afirmar que:
01. Um dos sintomas apresentados por animais raivosos é a
ingestão exagerada de água.
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02. Pode ser transmitida através da mordedura de cães e
gatos raivosos.
04. Apresenta sintomas brandos, raramente levando à morte
seus portadores.
08. Todos os demais mamíferos são imunes a essa doença.
16. Seu agente causador é um vírus.

4. Apesar das campanhas divulgadas em todos os veículos
de comunicação, a dengue tem se espalhado para áreas onde
antes não ocorria. Sobre a dengue, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. Como prevenção, existem vacinas que atuam
imunizando totalmente as pessoas.
02. É uma doença infecciosa.
04. Sua forma de transmissão se dá pela picada de um tipo
de mosquito.
08. Tem como sintomas febre alta, moleza, dores musculares
e de cabeça, entre outros.
16. Já foi descartada a eliminação do mosquito transmissor
da doença, como forma de combatê-la, pois é um método
ineficaz.
32. Em alguns casos podem ocorrer hemorragias fatais.

5. A hepatite é uma doença que se caracteriza por inchaço
no fígado, acompanhado de prostração e febre, urina escura,
fezes descoradas, além de outros sintomas. Em relação a
essa doença é correto afirmar que:
01. Existe uma forma contagiosa de origem viral.
02. Existe uma forma não contagiosa, provocada pelo
excesso de bebida alcoolica.
04. Não existe vacina para nenhum tipo.
08. A icterícia (olhos e pele amarelados) é outro sintoma
marcante.
16. Durante o seu tratamento é recomendada uma
alimentação rica em açúcar, a fim de reduzir o esforço do
órgão atingido.
32. O uso de seringas descartáveis é uma forma de preveni-
la.

UNIDADE 12

MONERA

Os organismos que fazem parte do Reino Monera se
caracterizam por serem unicelulares e procariontes, ou seja,
não possuem a carioteca (membrana que envolve o material
genético). Além disso, os moneras não apresentam organelas
membranosas, como acorre com a maioria das células dos
seres vivos, como, por exemplo, o retículo endoplasmático,
o complexo de Golgi, as mitocôndrias e os plastos.

ESTRUTURA DAS BACTÉRIAS
As bactérias são encontradas nos mais variados ambientes,
sendo amplamente disseminadas em nosso planeta, podendo
ser encontradas no solo, na água, nos animais, nas plantas,
nos objetos, parasitando organismos ou vivendo em
mutualismo, sendo, portanto heterótrofas. No entanto,
algumas espécies, podem produzir o seu próprio alimento
através da quimiossíntese ou por um tipo especial de
fotossíntese denominado fotossíntese bacteriana, as quais
possuem o pigmento bacterioclorofila. As bactérias são
portadoras de uma parede celular rígida, semelhante a dos
vegetais, mas de composição química diferente. No interior
da célula bacteriana, encontra-se a membrana plasmática,
que é lipoproteica, o citoplasma e o DNA bacteriano, o qual
está ligado a uma invaginação da membrana plasmática,
denominada mesossomo.

Estruturas da bactéria

TIPOS MORFOLÓGICOS
• cocos: quando a bactéria apresenta um formato esférico;
• bacilos: quando a bactéria apresenta um formato em
bastão;
• espirilos: quando a bactéria apresenta um formato em
espiral;
• vibriões: quando a bactéria apresenta um formato em
vírgula.
Os cocos, no entanto, podem formar colônias,
originado as bactérias que dependendo do seu arranjo
recebem as seguintes denominações: diplococos,
estreptococos, estafilococos, tétrades e sarcina.
Mais raramente, os bacilos também podem formar colônias,
ocorrendo aos pares, formando os diplobacilos, ou em
fileira, formando os estreptobacilos.

REPRODUÇÃO DAS BACTÉRIAS
A maioria das bactérias se reproduz através de um tipo de
reprodução assexuada denominado cissiparidade ou divisão
binária ou bipartição. Neste tipo de divisão o cromossomo
sofre uma duplicação e forma-se mais um mesossomo. Em
seguida, ocorre a cotocinese (divisão do citoplasma),
originando duas células-filhas idênticas. As bactérias
possuem um alto poder de reprodução e, em algumas horas,
sob condições favoráveis podem originar milhares de
descendentes, todos geneticamente idênticos entre si. Esse
conjunto de seres geneticamente idênticos é denominado
clone.
No entanto, alterações genéticas também ocorrem
nas bactérias, as quais podem ser por mutação ou por
transmissão de material genético de uma bactéria para outra.
Essa transmissão de material genético pode ocorrer através
de três mecanismos distintos: conjugação, transformação e
transdução.



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24

ALGUMAS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS

DOENÇA BACTÉRIA TRANSMISSÃO
Coqueluche Bordetella pertussis vias respiratórias
Tétano Clostridium tetani contaminação em ferimentos
Tifo Rickettsia prowazeki picada de artrópodes
Hanseníase Mycobacterium leprae contato direto
Gonorreia ou blenorreia Neisseria gonorrheae contato sexual
Sífilis Treponema pallidum contato sexual
Cólera Vibrio cholerae contaminação água e alimentos
Pneumonia Diplococos pneumoniae vias respiratórias
Tuberculose Mycobacterium tuberculosis vias respiratórias
Difteria Corinebacterium dipheteriae vias respiratória
Peste bubônica Pasteurella pestis do rato ao homem por picada de pulga
Resfriado Hemophilus influenzae vias respiratórias
Febre tifoide Salmonela typhosa contaminação de água e alimentos
Meningite Neisseria meningitidis vias respiratórias

CIANOBACTÉRIAS
As cianobactérias se caracterizam por serem unicelulares,
mas a maioria forma colônias filamentosas constituídas por
vários indivíduos e envolvidas por uma espessa camada de
muco. Sendo procariontes, não apresentam carioteca e os
seus pigmentos responsáveis pela fotossíntese encontram-se
espalhados pelo citoplasma, ao contrário dos vegetais
superiores, que possuem os pigmentos no interior de
estruturas membranosas denominadas plastos. Algumas
cianobactérias são seres extremamente importantes, pois são
capazes de fixar o nitrogênio diretamente da atmosfera. Este
fato permite com que as cianofíceas sobrevivam em
ambientes extremamente áridos, onde outros grupos
biológicos normalmente não se desenvolvem.

REPRODUÇÃO DAS CIANOBACTÉRIAS
As cianobactérias se reproduzem assexuadamente por
cissiparidade e em espécies que formam colônias a
reprodução é feita por hormogônios. O hormogônio é um
pequeno pedaço da colônia, geralmente apical (situado na
extremidade da colônia) e que possui algumas poucas
células. Este pedaço se destaca da colônia, passando a
formar novas cianofíceas, também coloniais. As do gênero
Nostoc, Anabaena e Oscillatoria são exemplos de
cianobactérias.

Exercícios de sala #

1. (UFSC) O controle das infecções que ocorrem em
hospitais é uma tarefa árdua e contínua [...] A microbiota
(conjunto de organismos encontrados no corpo humano) do
paciente pode se tornar patogênica, principalmente naqueles
que estão com o sistema imunológico comprometido,...
(Trecho do texto: “Infecção hospitalar: a solução em suas
mãos”, extraído da Revista Ciência Hoje, 29 (173), de julho
de 2001, p. 80).
Com relação a esse assunto, suas causas e medidas de
redução, é correto afirmar que:
01. A maioria dos casos de infecção hospitalar é causada por
agentes bacterianos.
02. Os traumatismos e a contaminação por vermes acarretam
o surgimento desses tipos de infecção.
04. Entre os pacientes com maior risco de contraírem
infecção hospitalar estão os soropositivos para o HIV,
uma vez que eles apresentam maior chance de terem seus
sistemas imunológicos comprometidos.
08. O uso indiscriminado de antibióticos também pode levar
a uma maior incidência de infecção hospitalar, pois ele
facilita o surgimento de microorganismos resistentes.
16. Entre os procedimentos que podem aumentar as chances
da ocorrência da infecção hospitalar, estão aqueles que
requerem a entubação endotraqueal e/ou a nasogástrica,
já que exigem tempo prolongado de respiração mecânica
e riscos de contaminação secundária (através das mãos).
32. uma simples medida ― a lavagem adequada das mãos
antes do contato com o paciente ― pode reduzir
drasticamente o índice de infecção hospitalar.

2. Febre alta, vômitos e rigidez na nuca são sintomas
associados à meningite. Em Santa Catarina, em 1988, essa
doença teve ocorrência expressiva com cerca de 200 casos
registrados oficialmente, na sua maioria crianças. Em
relação a essa doença transmissível, é correto afirmar que:
01. Existem vários microorganismos que podem causar a
doença, sendo os mais comuns os meningococos A, B e
C, os pneumococos e alguns vírus.
02. Existe vacina para todos os tipos de meningite.
04. Transmite-se de pessoa para pessoa através de contato
direto (pela fala, tosse, espirro ou beijo).
08. A sua prevenção, em pessoas que tiveram contato com
um indivíduo afetado, deve ser feita com uso de
antibióticos.
16. É caracterizada por inflamação do sistema nervoso
central.

3. (UFPR) Após os atos terroristas de 11 de setembro de
2001, perpetrados contra a cidade de Nova Iorque, os
Estados Unidos passaram a viver sobressaltados com a
perspectiva de uma guerra biológica, em que poderia ser
utilizado o Bacillus anthracis, causador do antraz. Sobre as
preocupações com essa perspectiva e os fatos que as
fundamentam, é correto afirmar:
01. O Bacillus anthracis tem a propriedade de esporulação,
o que permite sua sobrevida prolongada.
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02. Os esporos invisíveis da bactéria, ao serem inalados, são
responsáveis pelo antraz pulmonar, forma rapidamente
fatal da doença.
04. As preocupações dos Estados Unidos devem-se ao fato
de a bactéria ser resistente à penicilina, o que dificulta o
tratamento do antraz.
08. Embora a população esteja vacinada, a proteção
conferida é insuficiente.
16. As preocupações são infundadas, pois o antraz é uma
doença de animais, que não atinge o homem e não pode,
portanto, ser utilizada em guerra biológica.
32. Os esporos da bactéria penetram no organismo através
da pele ou membranas mucosas.

Tarefa Mínima #

4. Considere os seguintes componentes celulares:

1 - membrana plasmática 5 - ribossomos
2 – carioteca 6 - retículo endoplasmático
3 – cromossomos 7 - mitocôndrias
4 – hialoplasma 8 – cloroplastos

Dentre as alternativas seguintes, assinale a que tiver a
sequência representativa de estruturas ausentes em bactérias:

a) 1 - 2 - 7 - 8 b) 2 - 6 - 7 – 8 c) 2 - 3 - 5 – 6
d) 3 - 6 - 7 – 8 e) 5 - 6 - 7 - 8

5. (UFSC) Pegue todas as espécies de mamíferos, aves,
répteis, anfíbios, peixes e insetos conhecidos da Amazônia.
Agora triture tudo e tente encaixar o que sobrou dentro de
um pacotinho de açúcar. Só assim, talvez, seja possível ter
uma idéia – ainda que muito distante – da biodiversidade de
microrganismos que podem ser encontrados em um único
grama de solo: um milhão de espécies de bactérias, segundo
um estudo publicado na revista Science.
Com relação às bactérias, assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).
01. As bactérias encontradas em grandes quantidades no
solo são responsáveis por todas as doenças microbianas
em humanos.
02. O ciclo do nitrogênio depende de alguns desses seres
microscópicos.
04. A ciclagem de nutrientes e da energia nos ecossistemas
está diretamente relacionada ao metabolismo
bacteriano.
08. A diversidade bacteriana é decorrente de sucessivas
mutações e da passagem de material genético entre
bactérias geneticamente diferentes.
16. As bactérias, juntamente com as algas verdes
microscópicas, compreendem o reino Monera.

PROTISTAS
Os Protozoários pertencem ao Reino Protista e apresentam
as seguintes características:
• São eucariontes, unicelulares e desprovidos de clorofila;
• Com formas variadas: esféricas, ovais, alongadas, amorfas,
etc.;
• Livres, fixos, simbiontes, comensais ou parasitas;
• Heterótrofos;
• Reprodução em geral assexuada por cissiparidade;
• Hábitat variado, desde que haja umidade.

ESTRUTURA DOS PROTOZOÁRIOS
Sendo unicelulares e eucariontes, os protozoários são
formados por membrana, citoplasma e núcleo e por várias
organelas, as quais são classificadas de acordo com a
função:
• de digestão: citóstoma, citofaringe, vacúolo digestivo,
vacúolo excretor, citopígeo;
• de regulação osmótica: vacúolo pulsátil ou contrátil;
• de sustentação: carapaça ou teca, cápsula central;
• de coordenação: estigma ou mancha ocelar motorium;
• de locomoção e resposta: flagelos, cílios, pseudópodos.

Esquema geral de um protozoário ciliado, evidenciando as
estruturas relacionadas com a nutrição

CLASSIFICAÇÃO
Fazem parte do Reino Protista as algas e os protozoários.
Estes últimos que estão sendo estudados neste capítulo da
Biologia pertencem ao Filo Protozoa, o qual é dividido em 4
Classes, dependendo da estrutura de locomoção:
- CLASSE FLAGELATA OU MASTIGOPHORA (G.
Mastix = chicote; phoros = portador) - Compreende
protozoários que se locomovem por flagelo.
- CLASSE SARCODINA OU RHIZOPODA (G. sarx =
carne; eidos = forma) - protozoários que se locomovem por
pseudópodos.
- CLASSE CILIATA (L. Cilium = cílio) - Compreende
protozoários que se locomovem por cílios.
- CLASSE SPOROZOA (G. sporo = semente; zôon =
animal) - Compreende protozoários sem estrutura de
locomoção.

PRINCIPAIS PROTEOSES

DOENÇA DE CHAGAS
Causado pelo flagelado Trypanossoma cruzi, a transmissão
ocorre pelo percevejo Triatoma infestans, conhecido
popularmente como barbeiro ou chupança. O barbeiro torna-
se vetor quando adquire o protozoário ao picar animais
silvestres, como o gambá ou o tatu. Durante a noite, ao picar
o indivíduo, o Trypanossoma que se encontra nas fezes deste
barbeiro, penetra na pele do indivíduo após este se coçar. O
protozoário, através do sangue chega ao fígado e ao coração,
provocando febre prolongada, anorexia e insuficiência
cardíaca, por aumento do volume do coração.
Profilaxia: Para erradicar a doença é necessário o uso de
inseticidas ou como o barbeiro vive em casas de pau-a-
pique, a construção de casa de alvenaria.

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26
MALÁRIA OU IMPALUDISMO OU FEBRE PALUSTRE
Causada por um esporozoário denominado Plasmodium, a
transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito
Anopheles, muito encontrado em climas tropicais ou por
transfusões ou seringas contaminadas pelo protozoário. Esta
doença provoca febres em períodos constantes, dependendo
da espécie. Segundo a Organização Mundial de Saúde
milhões de pessoas em todo o mundo são infectadas com o
Plasmodium, o que a coloca como um das doenças mais
importantes da atualidade. Existem três espécies diferentes:
• Plasmodium vivax que causa a febre terçã benigna,
caracterizada por produzir febre de 48 em 48 horas.
• Plasmodium malarie que causa a febre quartã benigna,
caracterizada por produzir febre de 72 em 72 horas.
• Plasmodium falciparum que causa a febre maligna,
caracterizada por produzir febre de em intervalos
irregulares.
Profilaxia: Evitar a procriação do vetor Anopheles e tomar
cuidado nas transfusões e procedimentos cirúrgicos.

Exercícios de sala #

6. Sabemos que a maioria dos protozoários é de vida livre e
que podem ser encontrados na água doce na terra e no mar,
mas infelizmente muitos causam doenças muito graves nos
animais, plantas e até nos seres humanos. A estes últimos
chamamos de parasitas, e no homem eles podem ser
encontrados em órgãos como o coração, no sangue e em
outros locais. Muitos são transmitidos diretamente pelos
alimentos e água contaminada, outros são transmitidos
indiretamente por hospedeiros intermediários. Assinale a
somatória correta para os protozoários e as doenças que eles
podem causar:
01. O filo Protozoa pode ser classificado em quatro Classes,
os mastigóforos, os rizópodos, os ciliata e os esporozoa.
O principal critério utilizado para diferenciar os
componentes destas quatro classes é a estrutura de
locomoção.
02. O plasmódio causador da malária reproduz-se
assexuadamente dentro das hemáceas humanas e
reproduz-se dentro do estômago do mosquito do gênero
Anopheles.
04. A leucorreia é causada pelo protozoário Trycomonas
vaaginalis e pode ser transmitido às mulheres através de
banheiros públicos, toalhas, roupas íntimas e outros.
08. A amebíase pode causar graves distúrbios
gastrintestinais e a melhor forma de profilaxia
(prevenção) é fazer um bom saneamento básico, pois
este protozoário é transmitido pelas fezes humanas,
contaminando a água e o solo.
16. O agente causador da doença de chagas (Trypanossoma
cruzy) é transmitido diretamente por um inseto
hematófago conhecido popularmente como mutuca. Este
após picar vítimas, injeta sua saliva onde encontramos o
protozoário.

7. (UFSC) Assinale a(s) proposição(ões) que indica(m)
corretamente doença(s) causada(s) por protozoário.
01. Raiva 16. Giardíase
02. Doença de Chagas 32. Dengue
04. Toxoplasmose 64. Febre amarela
08. Esquistossomose
8. “‘Tamanho não é documento’. Biologicamente, pode-se
dizer que nem sempre a dimensão do indivíduo é
proporcional ao grau de periculosidade que o mesmo
oferece”.
Baseando-se nessa premissa, é correto afirmar que (mais de
uma alternativa pode estar correta):
01. A pequena fêmea Anopheles é capaz de injetar centenas
de plasmódios no sangue humano, causando a temível
malária.
02. As minúsculas fezes do Triatoma podem conter dezenas
de tripanossomos causadores da doença de Chagas.
04. O microscópico flagelado Leishmania pode ocasionar
lesões cutâneas e orofaríngeas deformantes em
moradores de regiões florestais.
08. A quase invisível ameba Paramecium é capaz de
parasitar e colonizar o intestino grosso do homem,
provocando ulcerações e diarreia.
16. O insignificante protozoário Giardia, causador da
toxoplasmose, pode ser eliminado com as fezes na
forma de cistos, que pode sobreviver meses em solo
úmido.

Tarefa Mínima #

9. (UFSC) Em março de 2005 foi constatado um surto da
Doença de Chagas na região litorânea de Santa Catarina,
atingindo 25 pessoas e resultando em 3 mortes. Este fato,
totalmente inesperado para uma área não endêmica da
doença, dificultou inicialmente o diagnóstico por parte dos
profissionais de saúde e chamou a atenção dos meios de
comunicação, tendo grande repercussão em todo o país. A
constatação da infecção natural pelo Trypanosoma cruzi em
um gambá e em vários exemplares de triatomíneos
confirmou a existência de um ciclo de transmissão do
parasita naquela região.
Sobre a origem, transmissão, aspectos clínicos, diagnóstico e
tratamento da Doença de Chagas, é correto afirmar que:

01. Em geral, a doença tem duas etapas distintas no homem:
a fase inicial, aguda, caracterizada por elevada
parasitemia e estado febril, seguida de uma fase crônica,
caracterizada pela diminuição do número de parasitas
circulantes.
02. Os hospedeiros intermediários do Trypanosoma cruzi
podem ser tanto vertebrados como invertebrados.
04. Uma vez instalado no hospedeiro vertebrado, o parasita
invade os tecidos penetrando nas células, estabelecendo-
se no citoplasma e se multiplicando, o que provoca a
seguir o rompimento do conteúdo celular, com
consequente liberação dos novos indivíduos para o meio
extracelular e a corrente sanguínea.
08. As formas mais comuns de transmissão da doença são o
contato com fluidos orgânicos de doentes e ingestão de
alimento contaminado.
16. O tratamento mais eficaz da Doença de Chagas baseia-
se na aplicação de antibióticos potentes.





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UNIDADE 13

REINO FUNGI

Os fungos são seres eucariontes (com carioteca),
unicelulares ou pluricelulares e sem pigmentos
fotossintetizantes e encontrados nos mais variados
ambientes, mas desenvolvem-se melhor em lugares úmidos
e ricos em matéria orgânica. Possuem uma parede celular de
quitina e a sua reprodução normalmente envolve a
participação de esporos, como ocorre entre os vegetais. No
entanto, os fungos se distinguem dos vegetais por não serem
autótrofos e por armazenarem glicogênio como substância
energética, enquanto que os vegetais armazenam o amido.
Além disso, os fungos são heterótrofos por absorção, pois
possuem uma digestão extracorpórea, eliminando para o
ambiente enzimas que digerem o alimento, os quais, em
seguida, são absorvidos. Já os animais, também são
heterótrofos, mas por ingestão.

ESTRUTURA DOS FUNGOS
A grande maioria dos fungos é pluricelular, sendo que as
células se caracterizam por serem longas e filamentosas e
recebem a denominação de hifas. O conjunto de hifas forma
o micélio, o qual por sua vez, não origina um tecido
verdadeiro. Poucas espécies de fungos são unicelulares ou
formados por poucas células, como é o caso das leveduras
(Saccharomyces cervisiae).
O corpo da maioria dos fungos apresenta um
micélio vegetativo e um micélio de reprodução, também
denominado de corpo de frutificação. O micélio vegetativo
apresenta as hifas estão mergulhadas no meio onde o fungo
se encontra em busca de nutrientes, enquanto o micélio de
reprodução se encontra acima do substrato.

CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS

FICOMICETOS
Caracterizam-se por apresentarem hifas do tipo cenocíticas,
ou seja, sem paredes transversais. Estes fungos podem ser
aquáticos ou terrestres, tendo-se com exemplo de
ficomicetos o bolor do pão.










Bolor do pão Rhizopus nigricans. Os esporângios maduros são
constituídos por muitos esporos que sob ação do vento
disseminam-se, originando novos fungos.

ASCOMICETOS
Os ascomicetos se caracterizam por apresentarem hifas em
forma de saco, em cujo interior são produzidos esporos
denominados ascósporos. No grupo dos ascomicetos estão
incluídos os fungos do gênero Saccharomyces, Penicillium e
Aspergillus, entre outros.

BASIDIOMICETOS
Os basidiomicetos são conhecidos como cogumelos-de-
chapéu, orelhas-de-pau, entre outros. O corpo de frutificação
é denominado de basidiocarpo e assemelha-se a um chapéu,
o qual é constituído por várias hifas férteis denominadas
basídios. Estes basídios, no entanto, produzem os
basidiósporos, que quando expulsos podem originar novos
micélios. Entre os basidiomicetos, encontramos os fungos
comestíveis (Agaricus cumpestris), os cogumelos
alucinógenos (Amanita muscaria), os causadores do
ferrugem do café, do trigo, entre outros.

Exercícios de sala #

1. (UFSC) O mofo que ataca os alimentos, os cogumelos
comestíveis e o fermento de fazer o pão são formados por
organismos que pertencem ao reino Fungi. Com relação a
esse grupo assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s).
01. São organismos eucariontes, unicelulares ou
pluricelulares, autotróficos facultativos.
02. O material nutritivo de reserva é o glicogênio.
04. Em função da nutrição heterótrofa, esses seres podem
viver em mutualismo, em saprobiose ou em parasitismo.
08. Alguns fungos são utilizados na obtenção de
medicamentos.
16. Nutrem-se por digestão extracorpórea, isto é, liberam
enzimas digestivas no ambiente, que fragmentam
macromoléculas em moléculas menores, permitindo sua
absorção pelo organismo.
32. Na alimentação humana são utilizados, por exemplo, na
fabricação de queijos, como o roquefort e o gorgonzola.
64. Reproduzem-se, apenas, assexuadamente por meio de
esporos, formados em estruturas denominados
esporângios, ascos e basídios.

2. As doenças causadas pelos fungos são conhecidas como
micoses. Em relação a esse tipo de doença, é correto
afirmar:
01. Podem ocorrer com plantas, animais e, inclusive, no
homem.
02. No homem, as micoses mais comuns ocorrem na pele.
04. O pé-de-atleta e rachaduras entre os dedos são exemplos
de micoses.
08. As micoses desenvolvem-se com mais facilidade em
regiões frias e secas.
16. Podem ocorrer em mucosas como, por exemplo, o
“sapinho”, comum em crianças.

Tarefa Mínima #

3. Os fungos são importantes para o homem em todos os
processos abaixo, exceto:
a) fermentação como na produção de bebidas alcoolicas.
b) fabricação de antibióticos, como a penicilina.
c) alimentação como os cogumelos comestíveis.
d) decomposição de organismos mortos.
e) purificação do ar através da fotossíntese.

4. Qual das opções abaixo marca uma característica comum
a todos os fungos?
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28
a) Presença de celulose como constituinte básico da parede
celular.
b) Ausência de pigmentos fotossintetizantes.
c) Ausência de formação de gametas.
d) Adaptação ao parasitismo.
e) Talo do tipo micélio.

REINO ANIMAL
No Reino Animal ou Metazoa estão incluídos os seres
pluricelulares, heterótrofos e eucariontes.
PARAZOÁRIOS – São animais que não possuem tecido
organizado, sendo representado pelo grupo dos poríferos.
EUMETAZOÁRIOS – São animais que possuem tecido
organizado e compreende todos os outros grupos animais.

PORÍFEROS
Os poríferos ou espongiários, são animais classificados
como parazoários, por não apresentarem tecidos
organizados. São aquáticos, sendo a maioria marinha, não
possuem órgãos de locomoção e, por isso, são sésseis,
vivendo fixos nas rochas marinhas ou no fundo do mar.

ESTRUTURA GERAL DOS PORÍFEROS
A superfície do corpo dos poríferos é constituída por
milhares de minúsculos poros por onde a água penetra,
trazendo o alimento (plânctons) e o oxigênio. O interior do
corpo desses animais recebe o nome de espongiocele ou
átrio e a abertura localizada na extremidade superior é o
ósculo.
As esponjas possuem um tegumento interno e outro
externo, separados por substância gelatinosa, a espongina,
que em muitos casos, possuem estruturas de sustentação, as
espículas, as quais podem ser calcárias ou de sílica.
Como não possuem tecidos, consequentemente, não
podemos mencionar sistema digestivo, excretor, nervoso,
etc.
No entanto, esses animais apresentam grupos de
células que executam importantes funções para a
manutenção de suas vidas, como os COANÓCITOS que se
localizam na cavidade atrial e tem como função a nutrição
do animal e a remoção do oxigênio da água.
Outras células também aparecem, como:
Porócito – células formadora dos poros;
Pinacócitos – células com função de revestimento;
Amebócitos – transporte de alimentos e regeneração;
Esclerócitos – células formadoras de espículas.

TIPOS ANATÔMICOS
Os celenterados possuem como principais tipos
morfológicos:
- Pólipos - vivem fixos em substratos;
- Medusas - são de vida livre.

REPRODUÇÃO ASSEXUADA
Brotamento - forma comum de reprodução assexuada nas
esponjas, onde, forma-se um broto que pode permanecer
grudado, formando colônias, ou se soltar, formando um
indivíduo isolado.

REPRODUÇÃO SEXUADA
Por não apresentarem tecidos, não podem formar gônadas
(órgãos). Existem espécies dioicas (sexos separados) e
espécies monoicas (hermafroditas), neste último caso, a
produção dos gametas masculinos e femininos, ocorrem em
épocas diferentes, para evitar a autofecundação. Os gametas
formam-se a partir de amebócitos, transformando-se em
espermatozoides, que são liberados e penetram em outra
esponja, portanto uma fecundação interna forma uma larva
ciliada (anfiblástula), que nada, saindo do corpo esponja e se
fixando em um substrato rígido.

UNIDADE 14

CNIDÁRIOS OU CELENTERADOS

São os primeiros animais com simetria radial e os únicos
que fazem metagênese ou alternância de gerações. Não
possuem aparelho respiratório, circulatório ou excretor. No
entanto, são os primeiros a possuírem, sistema nervoso, o
qual é do tipo difuso. Todos os cnidários são aquáticos e
predominantemente marinhos. Possuem uma boca e uma
cavidade gástrica.

ESTRUTURA GERAL DOS CNIDÁRIOS
Os cnidários possuem duas camadas: a epiderme e a
gastroderme e entre elas situa-se a mesogleia.
Na epiderme existem milhares de células denominadas
cnidoblastos ou cnidócitos, as quais liberam substâncias
urticantes (por isso o nome cnidário) e paralisantes, com
função de proteção e captura de alimentos. Estas substâncias
urticantes estão no interior de um longo filamento, o qual
selocaliza dentro de uma cápsula denominada nematocisto.

REPRODUÇÃO ASSEXUADA
Podem formar colônias por brotamento ou realizarem a
estrobilização.

REPRODUÇÃO SEXUADA
A reprodução sexuada típica dos cnidários é a metagênese
ou alternância de geração. Este tipo de reprodução se
caracteriza por apresentar reprodução sexuada, seguida de
reprodução assexuada do tipo estrobilização.

Metagênese ou alternância de geração

CLASSIFICAÇÃO
SCYPHOZOA - Predominam as formas de medusas. A fase
do pólipo é passageira. O exemplo típico é a Aurelia aurita.
HYDROZOA - Existem espécies com forma de pólipos,
como, também de medusas. No entanto, a forma
predominante é a de pólipo. É a única classe que possui
representantes de água doce.
Os principais exemplos são: Obelina - forma colônias e a
Hidra - de água doce, que só possui forma de pólipos;
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Pré-Vestibular da UFSC 29
Esponja
Broto
Indivíduo unido
Esponja desagregada
Esponja reconstituída
Espermatozóide
Célula
transportadora
Óvulo
Ovo
A B C

ANTHOZOA - Encontra-se exclusivamente na forma de
pólipos. O exemplo típico é a anêmona. Muitos pólipos
desta classe formam colônias e originam, devido à
calcificação, recifes de corais.

Exercícios de sala #

21. (UFSC) O filo porífera é representado pelas esponjas. Na figura, as letras A, B e C referem-se aos
aspectos reprodutivos destes animais.









01. A representa um tipo de reprodução assexuada.
02. B representa um tipo de reprodução sexuada.
04. C representa, pela presença de células sexuais, a reprodução sexuada.
08. A é denominado brotamento.
16. Para a formação do ovo, em C, deve ocorrer a fecundação.
32. Em A e B, os organismos produzidos por estes mecanismos possuem diferenças genéticas em relação ao indivíduo que lhe deu
origem.
64. O fenômeno apresentado em C possibilita o aumento da variabilidade entre as esponjas.

22. Relacione as colunas:
( 1 ) coanócitos ( ) cavidade central das esponjas.
( 2 ) átrio ( ) célula de defesa dos celenterados.
( 3 ) mesogléia ( ) digestão intracelular dos poríferos.
( 4 ) cnidoblastos ( ) camada média da estrutura dos
poríferos.
a) 2 – 1 – 4 – 3 c) 3 – 1 – 4 - 2
b) 2 – 4 - 1 – 3 d) 3 – 4 – 1 - 2

Tarefa Mínima #

23. (FMSAmaro-SP) Em Hydrozoa, ocorre o fenômeno de
“Alternância de Gerações” com as formas pólipo e medusa
que correspondem, respectivamente, às formas de
reprodução:
a) ambas assexuadas.
b) assexuada e sexuada.
c) ambas sexuadas.
d) sexuada e assexuada.
e) ambas, simultaneamente, sexuada e assexuada.

PLATELMINTOS – VERMES ACHATADOS

Surge pela primeira vez, entre os grupos animais, as
seguintes características.
• simetria bilateral;
• presença de mesoderme (triblásticos), mas são acelomados;
• olhos simples (ocelos);
• sistema excretor através de células denominadas células-
flama ou solenócitos;
• sistema nervoso com gânglios cerebroides a partir dos
quais partem cordões nervosos para todo o corpo, indicando
um início de cefalização.

CLASSIFICAÇÃO
Este filo possui representantes de vida livre e parasita de
interesse médico e veterinário. São três classes de
platelmintos:

CLASSE TURBELLARIA
• São de vida livre;
• Possuem tubo digestivo incompleto;
• O corpo não é segmentado;
• As planárias são monoicas (hermafrodita), mas realizam
fecundação cruzada, trocando espermatozoides. Também
podem se reproduzir assexuadamente por laceração;
• Presença de ocelos.

CLASSE TREMATODA
• São endoparasitas;
• Possuem tubo digestivo incompleto;
• O corpo não é segmentado;
• Possuem ventosas para fixação no hospedeiro;
• O principal representante é o esquistossoma. O macho
possui canal ginecóforo o qual aloja a fêmea. Outro exemplo
é a Fascíola hepática, parasita de carneiros.

CLASSE CESTODA
• São endoparasitas;
• Podem atingir mais de 8 metros de comprimento;
• Não possuem aparelho digestivo;
• O corpo é segmentado;
• Os principais representantes são: Taenia solium e a Taenia
saginata.
• Larva chama-se cisticerco.

PLATELMINTES DE INTERESSE MÉDICO
Schistosoma mansoni
É o verme causador da esquistossomose (barriga
d’água). Vivem no interior dos vasos abdominais, onde
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30
ocorre o acasalamento e a fecundação. As fezes dos
indivíduos parasitados, contendo os ovos, ao atingirem a
água doce, originam uma larva ciliada, denominada
miracídio. Esta larva, ao encontrar um caramujo
Biomphalaria, o penetra e transforma-se em “sacos” de
centenas de células reprodutoras, os esporocistos, que
originarão as larvas do tipo cercárias, com ventosas.
Estas larvas abandonam o caramujo, penetrando,
posteriormente, na pele das pessoas para fechar o ciclo de
vida.

Taenia solium e Taenia saginata
Vive no intestino humano e, sendo hermafrodita, formam
dentro das proglótides os ovos, os quais são eliminados com
as fezes, contaminando o solo. O porco (no caso da Taenia
solium) ou o boi (no caso da Taenia saginata), ao ingerirem
os ovos, terão na musculatura formas da larva da tênia
denominadas de cisticerco e popularmente de pipoquinha ou
canjiquinhas. O homem, ao ingerir os cisticercos, ao comer a
carne malcozida ou crua, passa a adquirir a teníase. No
entanto, se o homem ingerir diretamente o ovo da Taenia
solium, passará a ter uma doença denominada cisticercose.

UNIDADE 15

ASQUELMINTOS – VERMES
CILÍNDRICOS

A maioria dos asquelmintos é de vida livre. No entanto, a
única classe de interesse médico é a dos nematelmintes,
pois é composta por vermes parasitas. Estes animais são
triblásticos, pseudocelomados e possuem o corpo protegido
por uma cutícula resistente, em função da qual foi dado o
nome do filo (askos = saco, envoltório; helminis = vermes).
Principais características do grupo:
• é o primeiro grupo animal a possuir sistema digestivo
completo, ou seja, com boca e ânus;
• o sistema nervoso é ganglionar e ventral;
• a excreção é realizada por células em forma de H, os tubos
em H.
• não possuem sistema respiratório, sendo realizada
diretamente pela epiderme (cutânea).
• não possuem sistema circulatório;
• não são segmentados;
• Possuem sexos separados, sendo a fecundação interna.

NEMATELMINTES DE INTERESSE MÉDICO

Ascharis lumbricoides
Vivem no intestino do homem delgado e causam a
ascaridíase, conhecida como “lombriga”, sendo, portanto um
endoparasita. No intestino, ocorre reprodução sexuada e os
ovos eliminados juntos com as fezes contaminam a água e
os alimentos. Ao serem ingeridos surge uma larva no
intestino, migrando, depois, para a corrente sanguínea,
fígado, coração, pulmão, traqueia, retornando ao sistema
digestivo.

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Pré-Vestibular da UFSC 31
Ancylostoma duodenalis e Necator americanus
Estes vermes possuem o ciclo semelhante ao do Ascaris lumbricoides, no entanto, o contágio ocorre diretamente através da pele,
geralmente dos pés. Ao cair na circulação passa por vários órgãos, como o ascaris, chegando até os pulmões, traqueias, indo se
instalar no intestino. O ancilostoma possui dentes e o necator lâminas, ambas estruturas servem para penetrar na pele e ao
chegarem ao sistema digestivo, raspar a parede intestinal, para alimentarem-se de sangue, fazendo assim com que a pessoa fique
com aspecto anêmico. Devido a este fato a doença causada é o amarelão.

Exercícios de sala #

1. (UFSCar) A esquistossomose é hoje uma das principais
doenças endêmicas em países subdesenvolvidos da região
neotropical, incluindo o Brasil. Santa Catarina constitui o
limite extremo meridional da distribuição desse problema de
saúde pública no país. Focos de caramujos infectados têm
sido encontrados no município de São Francisco do Sul.
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s):
01. Caramujos do gênero Biomphalaria são vetores dessa
doença no Brasil.
02. Miracídios e cercárias são estágios larvais do parasita.
04. As cercárias penetram no homem através da pele,
migram pela circulação sanguínea e alojam-se,
preferencialmente, no sistema porta-hepático.
08. Os ovos do verme adulto passam através da parede do
intestino humano e são eliminados através das fezes
humanas.
16. Medidas de prevenção da doença incluem melhoria dos
hábitos e condições de higiene da população humana.

2. Uma criança de região rural de Santa Catarina, após
consulta médica, foi diagnosticada como portadora de
Ascaridíase. Com relação a esta parasitose, é correto
afirmar:
01. Não existem medicamentos que permitam sua cura.
02. É provocada por um nematódeo popularmente conhecido
como lombriga.
04. Um de seus sintomas é a anemia.
08. Um outro sintoma é o edema dos membros inferiores.
16. Uma maneira de evitá-la é o tratamento de água e
esgotos.

3. (UFSC) Sobre os vermes do gênero Taenia, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. A Taenia solium é um asquelminto do grupo trematoda.
02. A teníase é causada pela ingestão de cisticercos em carne
bovina ou suína.
04. A Taenia solium não causa a cisticercose humana.
08. A higiene pessoal e o saneamento básico são importantes
medidas na prevenção das parasitoses causadas por
Taenia sp.
16. A Taenia solium adulta é hermafrodita, apresenta o
corpo segmentado, escólex com 4 ventosas e uma coroa
de acúleos. Os últimos segmentos são cheios de ovos,
que ficam encistados no tecido muscular de suínos.
32. A cisticercose humana é ocasionada pela presença da
larva da Taenia solium e é adquirida pela ingestão de
ovos do parasito liberados nas fezes de pessoas
infectadas.

4. Na classe cestoda, os principais representantes
endoparasitas humanos são as Taenia solium e Taenia
saginata. Assinale a alternativa verdadeira, considerando as
proposições seguintes:
I - A Taenia saginata é transmitida pela carne de gado com
“pipoca” e apresenta ventosa com ganchos no seu escólex.
II - A Taenia solium é transmitida através da carne de porco
com “pipoca” e apresenta pseudoventosas no escólex.
III - Ambas, a Taenia solium e Taenia saginata, possuem
estrobilização e não apresentam aparelho digestivo.
a) Apenas III está correta.
b) Apenas II está correta.
c) Apenas I está correta.
d) As proposições I e II estão corretas.
e) As proposições I e III estão corretas.

MOLUSCOS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MOLUSCOS
Os moluscos são animais de corpo mole e a maioria das
espécies possui o corpo dividido em cabeça, pé e massa
visceral. Podem conter órgãos recobertos ou não por concha,
a qual é produzida pela cavidade denominada manto ou
palio. Possuem simetria bilateral, são protostômios,
triblásticos e celomados.
Existem espécies marinhas, terrestres e dulcícolas.
São de vida livre e raramente parasitas. O sistema excretor é
constituído por nefrídeos e o sistema circulatório é aberto
ou lacunar, com exceção dos polvos e das lulas, os quais,
além de possuírem hemoglobina (como nos vertebrados), o
sistema circulatório é fechado. Muitos também apresentam
uma língua com dentículos denominada de rádula, utilizada
para raspar o alimento no substrato. A maioria dos moluscos
é hermafrodita, com fecundação cruzada, mas existem
espécies marinhas dioicas e com fecundação externa, como
ocorre com as ostras e os mexilhões.

CLASIFICAÇÃO

CLASSE PELICÍPODA OU BIVALVIA
São exclusivamente aquáticos. O significado do nome da
classe é derivada do seu pé em forma de “machado”, porém
são conhecidos pela presença de duas valvas, sendo assim
chamados de bivalves. Não possuem diferenciação da
cabeça e não possuem rádula. São dióicos, com fecundação
externa e desenvolvimento indireto, sendo a larva ciliada
denominada de trocófora e véliger. Os exemplos mais
conhecidos são o marisco, a ostra, o berbigão.
]
CLASSE CEFALÓPODA
Possuem pés que saem da cabeça. São os moluscos mais
complexos, com um cérebro e olhos bem desenvolvidos.
Possuem concha interna, são dióicos, com fecundação
interna e desenvolvimento externo.

CLASSE GASTRÓPODA
São os moluscos que possuem os pés na barriga. O exemplo
típico é o caracol, univalve e a lesma, que não possui
concha. A cabeça possui dois pares de tentáculos, o primeiro
olfativo e o segundo portador de olhos.


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Inclusão para a Vida Biologia B

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32
CLASSE ESCAFÓPODA
Conhecidos como dentálios, por possuírem sua forma
semelhante a um dente. Vivem enterrados na areia.

CLASSE ANFINEURA
O corpo é semelhante a dos gastrópodes e possuem oito
placas calcáreas. Encontrado em costões rochosos.

Quíton

ANELÍDEOS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ANELÍDEOS
Os anelídeos são vermes mais evoluídos e se caracterizam
por apresentarem um corpo segmentado (metameria), são
celomados, protostômios, com simetria bilateral. O sistema
digestivo é completo e possuindo papo responsável pela
digestão física a e moela, que realiza a digestão mecânica.
Além disso, o intestino possui um dobramento que
aumenta a superfície de absorção, denominado tiflossole. O
sistema nervoso é do tipo ganglionar e ventral, o sistema
circulatório é fechado e a excreção é realizada por
nefrídeos, os quais são encontrados em número de dois, em
cada anel que forma o corpo dos anelídeos.
A respiração é cutânea, sendo que as espécies
marinhas apresentam respiração branquial.

CLASSIFICAÇÃO

CLASSE POLIQUETA
Os poliquetos são anelídeos marinhos que se caracterizam
por possuírem várias cerdas no corpo.

CLASSE OLIGOQUETA
Possuem poucas cerdas que, a olho nu, nem sempre podem
ser observadas. São geralmente terrestres e o exemplo típico
é a minhoca.


CLASSE ACHAETA ou HIRUDINEA
A maioria é de água doce e se caracterizam por possuírem
duas ventosas para fixação e outra para sugar o sangue. As
espécies mais conhecidas são as sanguessugas.



Exercícios de sala #

5. “Mexilhão”, “marisco” e “ostra-de-pobre” são alguns dos
nomes populares do molusco Perna perna, de grande
ocorrência no litoral de Santa Catarina. As populações locais
consomem o molusco na sua alimentação e há interesse no
seu cultivo comercial, devido ao seu alto teor nutritivo. Os
moluscos apresentam, como características gerais:
01. Corpo mole, geralmente protegido por concha.
02. Presença de tentáculos em algumas espécies.
04. Sistema circulatório aberto ou lacunar.
08. Concha univalva e bivalva.
16. Vida livre ou sésseis.
32. Aquáticos ou terrestres.

6. Vem aumentando consideravelmente o número de
pessoas envolvidas com a “minhocultura”. Assim, as
minhocas recuperam sua devida importância na produção
agrícola. Sobre esses animais, é correto afirmar que:
01. Solos que os possuem são compactados e com
dificuldades de penetração de água.
02. Possuem corpo dividido em anéis, daí serem
denominados anelídeos.
04. São hermafroditas sem, contudo, realizarem a
autofecundação.
08. Promovem a formação do húmus, com a transformação
da matéria morta que cai no solo.
16. Escavam galerias que proporcionam um maior
arejamento do solo.
7. (PUC-SP) Os anelídeos são animais com o corpo
formado por muitos segmentos ou metâmeros, e que
apresentam como característica obrigatória:
a) habitat aquático.
b) sistema excretor com um par de nefrídios por segmento.
c) respiração branquial.
d) hermafroditismo.
e) um par de cerdas por segmento.

8. Quanto à reprodução, as minhocas podem ser
classificadas como:
a) dióicas com fecundação cruzada, desenvolvimento direto.
b) dióicas com fecundação cruzada e desenvolvimento
indireto.
c) monoicas com autofecundação cruzada e
desenvolvimento indireto.
d) monóicas com fecundação cruzada e desenvolvimento
direto.
e) monóicas com fecundação cruzada e desenvolvimento
indireto.

UNIDADE 16

ARTROPODA

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ARTRÓPODOS
Os artrópodos se caracterizam por apresentarem apêndices
(patas) articulados para locomoção e um exoesqueleto
quitinoso. Devido ao exoesqueleto rígido, o crescimento
destes animais é descontínuo, sendo necessário, para que o
animal cresça a realização de mudas ou ecdise.
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Inclusão para a Vida Biologia B

Pré-Vestibular da UFSC 33
Nesses, animais a circulação é aberta ou lacunar possuindo
hemocianina como pigmento respiratório. O sistema nervoso
é ganglionar e ventral, com ocelos ou olhos e antenas com
função táctil ou quimioreceptora, além de órgãos gustativos
e auditivos. São dioicos com dimorfismo sexual, a
fecundação é interna e o desenvolvimento externo é
característica da grande maioria das espécies.

Quadro com os diferentes grupos de artrópodos e suas características peculiares


A CLASSE INSECTA – representada pelos insetos,
apresentam respiração do tipo traqueal, a qual se caracteriza
por ser constituída por tubos (semelhantes a traqueias) que
se abrem ao longo do corpo do animal (na região do
abdome) e se comunicam diretamente com os vários tecidos.
Consequentemente, nesses animais o sistema circulatório
não participa do transporte dos gases. O sistema excretor são
projeções do intestino, denominado túbulos de Malpighi. Os
insetos possuem sexos separados, fecundação interna e
podem ser classificados, de acordo com o desenvolvimento,
em:

AMETÁBOLO
Que não sofre metamorfose. Exemplo: traça.

HEMIMETÁBOLO
A metamorfose ocorre de maneira gradual, como por
exemplo: o gafanhoto.

HOLOMETÁBOLO
Com metamorfose completa, como ocorre nas borboletas e
nas moscas. Nestes animais, do ovo, eclode surge uma larva
ou lagarta, totalmente diferente do adulto.

A CLASSE CRUSTÁCEA – representada pelos camarões,
siris, lagostas, barata-da-praia, tatu-de-jardim e as cracas,
possuem como sistema excretor as glândulas verdes ou
antenais.

CLASSE ARACHNIDA – representada pelas aranhas,
escorpiões, carrapatos e ácaros. As aranhas são ovíparas e os
escorpiões são ovovivíparos. Alguns possuem apêndices
parecidos com patas denominados palpos, que servem para
prender as presas ou como órgão sexual e, também, as
quilíceras, órgãos inoculadores de veneno. Algumas aranhas
possuem fiandeiras para tecer as teias.

CLASSE CHILOPODA - compreende os quilópodos
(centopeias e lacraias)
CLASSE DIPLOPODA - compreende o piolho-de-cobra e
embuás.

Piolho-de-cobra




CARACTERÍSTICAS GERAIS
Todos os representantes do Filo Equinodermata são
exclusivamente marinhos e se caracterizam por
apresentarem espinhos na pele com pequenas estruturas em
forma de pinça, as pedicilárias, que têm a função: defesa e
limpeza do corpo.
Também possuem um conjunto de canais
denominado sistema ambulacrário, o qual realiza
importantes funções como: participação na locomoção,
obtenção de alimento, respiração e excreção. Seu sistema
nervoso é pouco desenvolvido e, apesar dos equinodermos
apresentarem um aspecto simples, são animais
deuterostômios, característica embrionária que torna estes
animais muito próximos do Filo dos Cordados.
EQUINODERMAS
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Pré-Vestibular da UFSC
34

Esquema representando o sistema ambulacral

CLASSIFICAÇÃO

CLASSE DOS ASTEROIDES - Possuem o corpo em forma
de estrela, sendo que seu corpo tem de 5 a 50 braços que
partem de um anel central. O exemplo mais conhecido é a
estrela-do-mar.

CLASSE DOS EQUINOIDES - O exemplo típico é o
ouriço-do-mar; possui o corpo desprovido de braços e com
lanterna de Aristóteles (aparelho triturador do alimento).

CLASSE DOS OFIUROIDES - Possuem corpo achatado do
qual saem cinco tentáculos em forma de serpentes, por isso a
denominação serpente-do-mar. São os únicos que não
possuem ânus.

CLASSE DOS CRINOIDES - Nesta Classe estão os lírios-
do-mar. Estes animais são fixos e seus tentáculos dão
aspecto de flor. O ânus e a boca ficam lado a lado.

CLASSE DOS HOLOTUROIDES - Possuem corpo
alongado e cilíndrico, com tentáculos ao redor da boca que
são modificações dos pés ambulacrais. O mais conhecido é o
pepino-do-mar.

Exercícios de sala #

1. (UFSC) As curvas abaixo ilustram a diferença de
crescimento entre os animais. Com base na figura e no
assunto crescimento em animais, é CORRETO afirmar que:













01. As curvas A e B representam, respectivamente, tipos de
crescimento descontínuo e contínuo.
02. A curva A pode representar o crescimento de um
vertebrado.
04. A curva B pode representar o crescimento de um
artrópode.
08. Os intervalos assinalados pelas letras C e D representam
momentos de crescimento nulo.
16. Em C e D, os animais poderiam estar sofrendo muda.
32. Os animais, cujos crescimentos são representados pela
curva A, apresentam exoesqueleto.

2. Os artrópodos apresentam uma enorme biodiversidade,
especialmente da classe dos insetos, a qual supera sozinha
em número de espécies todos os outros filos do reino
Animal somados.
Assinale a somatória das alternativas corretas com relação
aos artrópodos e suas adaptações:
01. Os insetos possuem um exoesqueleto quitinoso muito
resistente contra choques, raios solares e desidratação.
02. O crescimento de um inseto é lento e progressivo
semelhante ao dos humanos.
04. Os insetos possuem um par de antenas com capacidade
de percepção olfativa e química do ambiente.
08. A maioria dos insetos excreta seus resíduos metabólicos
na forma de ácido úrico evitando a perda de água durante
a excreção.
16. As aranhas como os insetos que possuem quatro pares de
patas e dois pares de antenas.
32. Muitos insetos possuem respiração branquial quando
adultos como a barata.
64. Os insetos são homeotermos, ou seja, possuem uma
temperatura constante que independe da temperatura
ambiental.

3. Nesta questão faz-se referência a vários filos de animais
invertebrados. Com base não só em características
morfológicas, mas também em sistemática, é correto afirmar
que:
01. O camarão, o caranguejo e o siri são moluscos
comestíveis.
02. Os equinodermos são exclusivamente marinhos.
04. Os anelídeos são animais de corpo cilíndrico, não-
segmentado.
08. Devido à existência de um exoesqueleto quitinoso, os
artrópodes sofrem o fenômeno das mudas ou ecdises
durante o seu crescimento.
16. Os insetos pertencem ao filo artrópoda e são os únicos
invertebrados capazes de voar.

4. Assinale a(s) alternativa(s) que associa(m) corretamente
o grupo a algumas de suas características:
01. Equinodermas - lanterna-de-aristóteles e madreporito
02. Moluscos - rádula e manto
04. Poríferos - cnidoblastos e nematocistos
08. Celenterados - coanócitos e espículas
16. Anelídeos - clitelo e parapódios
32. Artrópodes - tubos de Malpighi e ecdises
64. Asquelmintos - exoesqueleto quitinoso e células-flama

5. (Mackenzie-SP) Os artrópodes constituem um grupo de
seres vivos bem variável com relação à sua organização e
processos metabólicos. Uma característica comum a todos
eles é:
a) a fecundação interna com desenvolvimento indireto.
b) o sistema digestivo completo.
c) a presença de pigmento respiratório no sangue.
d) a presença de antenas.
e) a excreção por túbulos de Malpighi.





A
B

C

D
TAMANHO
TEMPO
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UNIDADE 17

CORDADOS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS CORDADOS
Os animais do Filo Cordado se caracterizam por possuírem:

SISTEMA NERVOSO DORSAL - nos filos anteriores os
cordões nervosos eram duplos e ventrais. Os cordados são os
únicos nos quais o sistema nervoso tem origem a partir do
tubo neural, localizado na região dorsal do animal.

NOTOCORDA - estrutura de sustentação, situada na linha
mediana dorsal, ocorrendo durante o processo embrionário
ou permanecendo por toda a vida, em alguns; serve de
molde para o tecido ósseo que vai formar a coluna vertebral.

FENDAS BRANQUIAIS - esta estrutura ocorre pelo menos
na fase embrionária; em seres aquáticos permanece por toda
a vida.

CLASSIFICAÇÃO DOS CORDADOS
Acranios ou protocordata.
Não possuem crânio e vértebras. São divididos em:

SUBFILO UROCORDATA – Também chamados de
Tunicados, este grupo possui notocorda na fase embrionária,
não estando presente na fase adulta. São animais marinhos,
sésseis e o mais conhecido é a Ascídia.

Ascídia adulta e sua larva

SUBFILO CEFALOCORDATA
A notocorda persiste no adulto, desde a cauda até a cabeça.
É representado pelo anfixo, um pequeno animal que parece
um peixe sem nadadeiras. Vive quase sempre enterrado na
areia do mar. É muito estudado pelos embriologistas, por
possuir notocorda, tubo neural e fendas branquiais.


Anfioxo

SUBFILO VERTEBRATA

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VERTEBRADOS
Os vertebrados se caracterizam por apresentarem um
endoesqueleto cartilaginoso ou ósseo, um eixo principal
(coluna vertebral) e um crânio na região anterior. Os
vertebrados, como pode ser observado no quadro de
classificação, são divididos em dois grupos:

• Agnata (sem mandíbula);
• Gnatostomata (com mandíbula).

GRUPO AGNATA
Os agnatos ou ciclostomados (lampreias e feiticeiras) não
possuem mandíbula, escamas e nadadeiras pares. O coração,
como nos peixes, possuiu duas cavidades, um átrio e um
ventrículo.

Lampreia

GRUPO GNATOSTOMA
Este grupo é subdividido em duas superclasses:
• Piscies (peixes); • Tetrápodas.

SUPERCLASSE DOS PEIXES

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PEIXES
Os peixes possuem o corpo recoberto por escamas e
movimentam-se por nadadeiras pares e ímpares. São
pecilotérmicos, apresentam respiração branquial e circulação
simples com um coração constituído por duas cavidades.
Esta superclasse é subdividida em duas classes:
• Condrícties – peixes com esqueleto cartilaginosos;
• Osteícties – peixes com esqueleto ósseos.
Estas duas classes diferenciam-se por vários fatores.

CHONDRICTHYES OU CARTILAGINOSOS
• esqueleto cartilaginoso;
• boca ventral e transversal;
• não possuem bexiga natatória;
• não possuem opérculo (com exceção das quimeras);
• corpo coberto por escamas de origem dermoepidérmica,
também denominadas escamas placoides ou dentículos
dérmicos.

OSTEICHTHYES OU ÓSSEOS
• esqueleto ósseo;
• boca anterior;
• possuem bexiga natatória;
• possuem opérculo protegendo as brânquias;
• corpo geralmente coberto por escamas de origem dérmica,
que podem ser de três tipos: cicloide, ctenoide e ganoide.
Existem osteícties de pele lisa, sem escamas.

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Pré-Vestibular da UFSC
36
LINGUADO
TUBARÃO
ATUM
RAIA
CAVALO-
MARINHO
Exercícios de sala #

1. (UFSC) - “Segundo estimativas recentes, o grupo dos
Peixes está representado por mais de 20 mil espécies, sendo
60% marinhas. Embora não pareça, é um grupo muito
diversificado, com variadas adaptações, múltiplas formas e
tamanhos...”
César, Cezar e Bedaque – Ciências, Editora Saraiva, 1999.
p. 85.
Com relação a esse grupo animal, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).















01. Os exemplos esquematizados na figura mostram que os
peixes se diferenciam, com relação ao formato do corpo
e à disposição das nadadeiras.
02. Os peixes são vertebrados aquáticos, homeotermos de
respiração branquial ou cutânea.
04. Os peixes cartilaginosos apresentam bocas terminais e as
brânquias protegidas por opérculos.
08. O tubarão e a raia representam o grupo dos peixes
cartilaginosos.
16. A linha lateral, visível nas figuras do atum e do linguado,
é um órgão sensorial, através do qual o peixe pode
perceber a direção e a velocidade da correnteza da água.
32. O cavalo-marinho, como a maioria dos peixes, é ovíparo;
nesse animal, o macho, de modo bastante peculiar,
carrega seus ovos em bolsas incubadoras.

2. Tainhas (osteicties) e cações (condricties) fazem parte da
superclasse dos peixes. Sobre esses animais, assinale a
alternativa correta.
a) Nos condricties a boca é ventral.
b) Os osteicties possuem esqueleto cartilaginoso.
c) Apenas os condricties possuem nadadeira caudal.
d) Os osteicties não apresentam opérculo.
e) Os osteicties possuem válvula espiral.

SUPERCLASSE DOS TETRÁPODAS

CLASSE ANPHIBIA (ANFÍBIOS)

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ANFÍBIOS
Representam um importante passo na história evolutiva dos
vertebrados, pois foram os primeiros a conquistarem o
ambiente terrestre. No entanto, ainda dependem do ambiente
aquático, principalmente, para a reprodução. A sua pele é
lisa, sem escamas, como mucosas, adaptadas a respiração
cutânea. Nesses animais a respiração é branquial na fase
larval e cutânea e pulmonar na fase adulta. O coração possui
três cavidades, sendo do tipo dupla, incompleta e fechada,
fatos que os torna pecilotérmicos. A classe dos anfíbios é
dividida em três ordens:

ORDEM ANURA
O nome significa “sem cauda”, são os sapos, rãs e pererecas.
Alguns sapos possuem junto à cabeça glândulas paratoides
que produzem um líquido venenoso que não pode ser
espirrado ou inoculado, mas quando um predador tenta
comê-lo, ao apertar esta glândula, libera o veneno.

ORDEM APODA/GIMNOFIONA
Possuem semelhança com as cobras. Sendo o principal
exemplo, a cobra-cega.

ORDEM URODELA
São os anfíbios com cauda e patas, possuindo um aspecto de
lagarto, sendo o exemplo típico a salamandra.

UNIDADE 18

CLASSE REPTILIA (RÉPTEIS)

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS RÉPTEIS
A pele dos répteis é impermeável e seca, recoberta por
placas córneas dérmicas (crocodilianos), escamas ou
carapaças (tartarugas). Sua respiração é pulmonar e
circulação é fechada, dupla e incompleta, apesar de possuir
quatro cavidades, pois o septo que separa os dois ventrículos
permite a mistura do sangue arterial com o venoso, com
exceção dos crocodilianos. Estes são os principais fatores
que os tornam pecilotérmicos. Ocorre fecundação interna,
sendo que a maioria é ovípara, com ovos ricos em vitelo,
amniótas e com casca. Porém algumas espécies são
ovovivíparas. Ambos possuem desenvolvimento direto.
Esta classe possui as seguintes ordens:

QUELONIA - Corpo recoberto por carapaça compreende as
tartarugas (marinhas), cágados (ducícolas) e jabutis
(terrestres).
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Pré-Vestibular da UFSC 37
SQUAMATA
São os répteis revestidos por escamas. Subdividem-se em
lacertílios (lagartos e lagartixas) e ofídios (cobras), estes
últimos, apresentam várias espécies peçonhentas, que podem
ser identificadas por possuírem: cabeça triangular, cauda que
se afina bruscamente, olhos pequenos, movimentos
vagarosos, atitude de ataque, a maioria ovovivíparas.
São exemplos de peçonhentas: jararaca, surucucu, coral.
Sendo exemplos de não-peçonhentas: sucuri, jibóia.

CROCODILIA
Possuem escamas e placas ósseas dérmicas revestindo o
corpo. São animais semi-aquáticos e podem ser encontrados
na água doce e no mar. Estão divididos em três grupos: o
dos jacarés, o dos crocodilos e o dos gaviais.

Exercícios de sala #

1. Um dos gêneros de ofídios encontrados em Santa
Catarina é o Bothrops sendo um exemplo comum a jararaca.
Leia as proposições abaixo e assinale as corretas sobre as
espécies do referido gênero.
01. São peçonhentas.
02. Possuem olhos com pupila vertical.
04. A fosseta loreal está ausente.
08. Apresentam dentes inoculadores.
16. Costumam viver em locais extremamente frios e úmidos.
32. Não existe um soro desenvolvido para neutralizar o
veneno.

2. O ovo terrestre foi uma “grande invenção” dos
vertebrados, que assim puderam conquistar o ambiente
terrestre. Essa conquista ocorreu pela primeira vez com:
a) aves c) anfíbios e) mamíferos
b) répteis d) peixes


CLASSE DAS AVES

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS AVES
São vertebrados bípedes, homeotérmicos, que
apresentam respiração pulmonar, circulação dupla, fechada e
coração com quatro cavidades, além de hipoderme, que até
então não existia, o que lhes proporciona a homeotermia. Os
membros anteriores são transformados em asas.

Estrutura geral das aves

As aves são dotadas de várias estruturas que facilitam o vôo,
como, por exemplo:
• ossos pneumáticos;
• musculatura peitoral bem desenvolvida;
• sacos aéreos;
• presença da glândula uropigiana que impermeabiliza as
penas, impedindo que se encharquem. Estas são as únicas
glândulas presentes na pele das aves;
• osso externo em forma de quilha.
Na traqueia, há um órgão sonoro, a siringe.
São dioicos com dimorfismo sexual, fecundação
interna e desenvolvimento direto, no interior dos ovos.
Possuem sistema digestivo completo, com papo e moela.

CLASSE MAMMALIA (MAMÍFEROS)

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MAMÍFEROS
• presença de glândulas mamárias;
• respiração exclusivamente pulmonar;
• pele com diversos fâneros (cornos, unhas, pêlos) e
glândulas (mamárias, sebáceas, sudoríparas);
• coração com quatro cavidades, e circulação dupla e
completa;
• são os únicos com placenta e cordão umbilical;
• presença de diafragma;
• são todos dioicos, havendo nítido dimorfismo sexual, com
desenvolvimento interno e direto.

A classe dos mamíferos compreende três grupos:
MONOTREMADOS OU PROTÉRIOS - Os únicos
mamíferos ovíparos; possuem glândulas mamárias, cloaca; o
exemplo típico é o ornitorrinco da Austrália.
Ornitorrinco Équidna

MARSUPIAIS OU METATÉRIOS - São dotados de uma
bolsa, chamada de marsúpio, na região do ventre, que serve
de abrigo para o embrião, pois o útero destes animais é
pouco desenvolvido, então o desenvolvimento do embrião se
dá no marsúpio, sendo o exemplo típico o canguru.

PLACENTÁRIOS OU EUTÉRIOS - Possuem o útero
bem desenvolvido, nos quais se encontram diversas ordens,
como por exemplo:

CARNÍVORA - Possuem dentes caninos bem
desenvolvidos, adaptados a rasgar e a perfurar a carne de
outros animais que usam como alimento.
Exemplo: cachorro, leão, urso, gato, leão-marinho, foca.

CHIROPTEPTERA - Braços modificados em asas.
Exemplo: morcego.

CETACEA - Mamíferos aquáticos, representados pelas
baleias e golfinhos. Possuem membros anteriores
transformados em nadadeiras, membros posteriores ausentes
e cauda propulsora bem desenvolvida. São excelentes
nadadores. Narinas no alto da cabeça, por onde sai o
“esguicho” da baleia e do golfinho. Esse “esguicho” se

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Pré-Vestibular da UFSC
38
forma no momento em que esses animais expiram: o ar
quente, contendo vapores de água, é expelido e condensa ao
entrar em contato com o ar externo mais frio.

PRIMATAS - Mãos e pés com cinco dedos distintos, cabeça
em ângulo reto com o pescoço.
Exemplo: homem.

Exercícios de sala #

3. (UFSC) Com relação ao Reino Animal, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. Formado por animais sésseis e geralmente hermafroditas,
a maioria das espécies do filo Poríferos são aquáticas,
apesar de existirem algumas espécies terrestres.
02. A lombriga e a solitária (tênia), parasitas do intestino
humano, pertencem aos filos Platelmintos e
Nematelmintos, respectivamente.
04. Animais cujo corpo é formado por numerosos anéis
repetidos (metâmeros) pertencem ao filo Anelídeos, do
qual a minhoca é o representante mais conhecido.
08. O filo Cnidários é formado, basicamente, por dois tipos
morfológicos de indivíduos, que são: pólipos, cujo
principal representante é a água-viva, e medusas,
representadas pelos corais.
16. No filo Moluscos existem indivíduos com concha
externa, como é o caso das ostras e mexilhões, e também
indivíduos sem ela, como é o caso da lula e do polvo.
32. De todo o reino animal, o filo Artrópodes é o que
apresenta o maior número de espécies.
64. No filo Cordados, somente a classe Mamíferos apresenta
circulação dupla e completa.

4. (UFSC) O Reino Animal apresenta grande variedade de
organismos, com cerca de um milhão de espécies
catalogadas. Sobre os principais grupos animais, assinale
a(s) proposição(ões) correta(s).
01. Todas as espécies do grupo Equinodermos são
exclusivamente marinhas.
02. A tênia e a lombriga, vermes que causam doenças ao ser
humano, pertencem ao grupo dos Nematódeos.
04. Apesar de terem organização corporal muito simples, os
Poríferos apresentam três folhetos germinativos.
08. Espécies que apresentam exoesqueleto podem ser
observadas nos grupos Moluscos, Artrópodes e
Equinodermas.
16. Todos os Cordados possuem vértebras.
32. Os Anelídeos são parasitas obrigatórios.
64. Anêmonas, águas-vivas e corais são representantes dos
Cnidários.

UNIDADE 19

ECOLOGIA

A palavra Ecologia deriva do grego Oikos = casa Logos =
estudo. A ecologia estuda as relações entre os seres vivos e o
meio ambiente.
O termo ecologia foi usado pela primeira vez por
Ernest Haeckel (biólogo alemão) em 1870, para definir as
interações do seres vivos entre si e com o meio ambiente.
Para sistematizar o estudo da ecologia, utilizamos os
seguintes níveis de organização:

CÉLULAS – TECIDOS – ÓRGÃOS – SISTEMAS –
INDIVÍDUO – POPULAÇÃO – COMUNIDADE –
ECOSSISTEMAS - BIOSFERA

CONCEITOS ECOLÓGICOS
Os principais conceitos ecológicos são:
ESPÉCIE - Indivíduos semelhantes que se reproduzem
entre si, gerando descendentes férteis e apresentando o
mesmo número de cromossomos.
POPULAÇÃO - conjunto de indivíduos da mesma espécie,
que vive na mesma área e no mesmo tempo, mantendo, entre
si, uma interação. O tamanho de uma população deve
manter-se, mais ou menos constante ao longo do tempo. As
populações apresentam um POTENCIAL BIÓTICO, ou
seja, uma capacidade de aumentar o número indivíduos em
exageradamente, desde que as condições sejam ótimas. No
entanto, caso uma população cresça muito, pode ocorrer a
extinção de uma ou mais populações menores. Sendo assim,
existem fatores que regulam o tamanho das populações,
como os outros seres vivos (parasitas e predadores) e os
aspectos físicos e químicos do ambiente. Além disso, o
crescimento da população também depende da taxa de
natalidade e da taxa de imigração, já os fatores que a
diminuem são: a taxa de mortalidade e a taxa de emigração.
HABITAT - É o lugar onde a população interage com os
componentes bióticos e abióticos.
FATORES BIÓTICOS - Os fatores bióticos constituem os
seres vivos do ecossistema.
FATORES ABIÓTICOS - São todos os fatores físicos e
químicos do ecossistema.
FATORES FÍSICOS - Radiação solar, temperatura, luz,
umidade, ventos.
FATORES QUÍMICOS - Nutrientes orgânicos ou
inorgânicos presentes no solo ou águas. Na atmosfera os
principais fatores abióticos são: CO
2
; CO; O
2
; O
3
; H
2
O; N
2.

NICHO ECOLÓGICO - É o comportamento da
população. É o modo pelo qual a população se adapta a seu
meio. Qual o alimento da população, de quem os indivíduos
servem de alimento e seu comportamento reprodutivo.
COMUNIDADE OU BIOCENOSE OU BIOTA - É o
conjunto de várias populações que ocupam uma determinada
área.
BIOSFERA - É a camada da terra ocupada pelos seres
vivos.

Exercícios de sala #
1. (UFSC) Faça a associação entre os termos da coluna da
esquerda com os conceitos ou exemplos apresentados na
coluna da direita. Após, marque a(s) proposição(ões)
correta(s).
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Inclusão para a Vida Biologia B

Pré-Vestibular da UFSC 39
A -Bioma
B -Hábitat
C-Nicho
Ecológico

I - Local físico onde vive uma
espécie.
II - Lugar ocupado pela espécie no
ecossistema.
III - Mata Atlântica.
IV - Comunidades clímax dos
ecossistemas terrestres.
V - Beira de uma lagoa.
VI - Teia alimentar.
VII -Consumidor primário.

01. C – VI 08. A – IV 64.A – III
02. B – l 16.B - V
04. C – II 32. B – VII

2. (UFSC) O aterro na Baía Sul na Ilha de Santa Catarina -
no município de Florianópolis - para construção da Via Ex-
pressa Sul, que ligará o Centro da Cidade à região do
Aeroporto Hercílio Luz, demandará o deslocamento do uma
grande quantidade de areia do fundo da referida baía.
Com relação às conseqüências ecológicas da efetivação de
tal aterro, é correto afirmar que:
01. As comunidades que vivem no local a ser aterrado não
serão afetadas.
02. As comunidades que vivem no local de onde será
extraída a areia necessária, certamente, serão afetadas.
04. Das populações afetadas nesse processo, podemos citar
os moluscos bivalves que vivem enterrados.
08. As espécies planctônicas serão as que sofrerão maior
impacto, chegando a serem extintas desse ecossistema.
16. A mudança na configuração do leito da baía influenciará
o meio biótico.

3. (UFPR) Atualmente a biologia tem a preocupação de
estudar os seres vivos não isoladamente, mas em conjunto
com o meio ambiente. De acordo com esta proposta, é
correto afirmar que:
01. Ecologia é a parte da biologia que estuda as interações
dos seres vivos uns com os outros e com o meio
ambiente.
02. População é um conjunto de indivíduos de diferentes
espécies, os quais ocupam uma determinada área.
04. Ecossistema é o conjunto de relações entre os seres vivos
e o mundo físico.
08. Hábitat é o conjunto dos hábitos ou atividades de uma
determinada espécie.
16. Biosfera constitui a porção do planeta habitada pelos
seres vivos.

CADEIA ALIMENTAR

A cadeia alimentar é uma sequência ordenada, na qual um
ser vivo serve de alimento para outro. Com exceção dos
organismos denominados autótrofos, os outros seres
necessitam capturar seus alimentos para que ocorram os
processos vitais para a manutenção da vida.

CLASSIFICAÇÃO DOS SERES NUMA CADEIA
ALIMENTAR

SERES AUTÓTROFOS - São aqueles que a partir dos
elementos abióticos produzem seu próprio alimento. Se
caracterizam por realizarem fotossíntese ou quimiossíntese
e são chamados de produtores. Dentre os produtores, os
mais importantes na manutenção dos ecossistemas são os
fotossintetizantes, como os vegetais terrestres, os aquáticos e
as algas (principalmente marinhas).

SERES HETERÓTROFOS - São todos aqueles que não
conseguem produzir seu próprio alimento como acontece
com os autótrofos. Necessitam, portanto, se alimentar direta
ou indiretamente dos produtores. Os seres heterótrofos são
de dois tipos: os consumidores ou decompositores.
- Consumidores primários - são aqueles que se alimentam
diretamente dos produtores. Se o hábito alimentar for
exclusivamente de vegetais, serão chamados de herbívoros.
Já os consumidores secundários são aqueles que se
alimentam dos consumidores primários e os terciários,
seriam aqueles que se alimentam dos secundários, podendo
estes dois últimos seres denominados de carnívoros.
(alimenta-se exclusivamente de carne) ou onívoros (com
hábito alimentar bem variado).

DECOMPOSITORES – Também denominados de
saprófitas ou sapróvoros, são seres que usam os produtores
e os consumidores como alimento, depois de mortos. Estes
organismos possuem importante papel para os ecossistemas
por deixarem no ambiente subprodutos da decomposição,
como compostos inorgânicos. Este processo recebe a
denominação de ciclagem da matéria e é realizada,
principalmente, por bactérias e os fungos.

Esquema de uma teia alimentar

TEIA ALIMENTAR – Num ecossistema, várias cadeias
alimentares se intercruzam formando o que se denomina de
teia ou rede alimentar. Enquanto a cadeia é uma sequência
linear de seres vivos onde um ser vivo serve de alimento
para outro, a teia ou rede alimentar é o conjunto de várias
cadeias alimentares do ecossistema. Numa cadeia ou teia
alimentar observam-se diversos níveis, os quais são
denominados de: níveis tróficos ou alimentares.

NÍVEL TRÓFICO - É o conjunto de todos os seres vivos
que apresentam, ao longo da cadeia ou teia alimentar, o
mesmo hábito alimentar ou mesma forma de nutrição.
Sempre o primeiro nível trófico é ocupado pelos
produtores, sendo o segundo ocupado pelos consumidores
primários que poderiam ser os herbívoros ou os onívoros.
Os carnívoros que se alimentam dos herbívoros, ocuparias o
terceiro nível trófico na cadeia alimentar e, assim,
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40
sucessivamente. Observe que os seres que podem ocupar
desde o segundo até o último nível trófico são os omnívoros
e, o ser humano, é um exemplo.
Os decompositores ocupam um nível trófico à
parte, pois reaproveitam os alimentos, dejetos e seres
mortos de todos os níveis tróficos.

PIRÂMIDES ECOLÓGICAS
São representações gráficas dos diferentes tipos de
cadeias alimentares. Existem três tipos de pirâmides
ecológicas: número, biomassa e energia. óg , rg


Exercícios de sala #

4. (UFSC) Observe bem a figura abaixo e assinale a(s)
proposição(ões) correta(s):













SOARES, José Luis. Biologia. São Paulo: Scipione, 1991, v. único, p. 300.

01. Fungos e bactérias são representantes dos
seres decompositores.
02. A figura representa uma cadeia alimentar com três níveis
tróficos.
04. O fluxo de energia é cíclico, sendo renovado pelos
organismos decompositores.
08. A onça e o gavião representam os produtores.
16. O mocho, o lagarto e a cobra são classificados, nessa
figura, como consumidores terciários ou de 3
a
ordem.
32. Na cadeia: “verdura € veado € onça” existe um
decréscimo energético entre os níveis tróficos.
64. Uma grande parte da energia obtida pelo
coelho, ao comer a verdura, é gasta em seu
processo de respiração celular.

5. As relações entre vários níveis tróficos, entre os
organismos presentes num lago, estão representadas na
seguinte pirâmide (mais de uma alternativa pode estar
correta).

No que diz respeito a essa situação, é correto afirmar que:

a) Os níveis I e II são ocupados por organismos produtores.
b) O nível IV poderia ser ocupado por um peixe predador ou
uma ave.
c) A energia contida no nível I é menor do que a contida no
nível III.
d) O número de indivíduo que compõem o nível III é maior
do que o número de indivíduos no nível II.

UNIDADE 20

RELACÕES ECOLÓGICAS ENTRE
OS SERES VIVOS

As relações entre as espécies de uma mesma comunidade
são denominadas cenoses ou interações ecológicas. Essas
relações podem ser:
Harmônicas - Associações em que não existe nenhum
prejudicado.
Desarmônicas - Associações em que um indivíduo tira
proveito e o outro é prejudicando.
Intraespecíficas - Ocorre entre indivíduos da mesma
espécie.
Interespecíficas - Ocorre entre indivíduos de espécies
diferentes.

RELAÇÕES HARMÔNICAS

COLÔNIAS - São associações harmônicas intraespecíficas,
onde grande número de indivíduos passam a viver juntos. A
desagregação de um indivíduo da colônia provoca a sua
morte.

COLÔNIAS HOMOTÍPICAS - Quando todos os indivíduos
são iguais. Exemplo: colônia de corais.

COLÔNIAS HETEROROTÍPICAS - Quando os indivíduos
são diferentes entre si e, cada indivíduo, realiza um
determinado tipo de trabalho, como, por exemplo: as
caravelas do gênero Physalia.

SOCIEDADE - São associações harmônicas intra-
específicas, onde os indivíduos vivem juntos, no entanto,
não possuem nenhuma relação anatômica. Na sociedade,
todos os indivíduos cooperam para o bem comum,
observando-se neste tipo de relação uma nítida divisão de
trabalho, como, por exemplo: a sociedade das abelhas, das
formigas e dos cupins.

SIMBIOSE - O termo simbiose, criado em 1879 por De
Bary, designa toda e qualquer associação permanente entre
indivíduos de espécies diferentes que, normalmente, exerce
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influência recíproca no metabolismo. Sendo assim, não é
válida a utilização do termo simbiose para designar,
somente, as relações do tipo harm6onicas como ocorre entre
as algas e os fungos que formam liquens.

MUTUALISMO - É uma associação harmônica
interespecífica em que os dois indivíduos apresentam
relações benéficas entre si. Neste tipo de relação, a ausência
de um dos indivíduos acarreta a morte do outro. Os
exemplos mais comuns de mutualismo são:
- Os liquens-associação entre algas e fungos.
- Os Cupins e os protozoários
- As Micorrizas – associações ente fungos e raízes

PROTOCOOPERAÇÃO - É um mutualismo não-
obrigatório, onde cada indivíduo envolvido na relação pode
viver sem a presença do outro. Estes indivíduos se
relacionam para tornar a obtenção de alimentos ou a
proteção mais fácil.

Protocooperação entre a anêmona-do-mar e o paguro, que vive no
interior de conchas vazias de gastrópodes.

COMENSALISMO E INQUILINISMO
É uma associação harmônica interespecífica em que apenas
um dos indivíduos tira proveito, mas sem prejudicar o outro.
No inquilinismo esta associado a proteção, enquanto que no
comensalismo a associação é alimentar.
Um exemplo de inquilinismo é o caso do Fierasfer, um
pequeno peixe que vive dentro do corpo do pepino-do-mar.
Para alimentar-se, o Fierasfer sai do pepino-do-mar e depois
volta.
Um curioso exemplo de comensalismo é a associação do
tubarão com o peixe-piloto. Os peixes-pilotos vivem ao
redor do tubarão, alimentando-se dos restos de comida que
escapam de sua boca.


Comensalismo entre tubarão e peixo-piloto
Inquilinismo entre o pepino do mar e o Fierasfer
RELAÇÕES DESARMÔNICAS

AMENSALISMO OU ANTIBIOSE - É uma associação
desarmônica onde o produto da secreção mata o outro ser ou
apenas inibe o seu desenvolvimento. O exemplo clássico é
do fungo (mofo) Penicilium notatum, que produz a
penicilina que inibe o crescimento de colônias de bactérias.
Outro exemplo é o das marés-vermelhas. Sob certas
condições ambientais (aumento de alimento, temperatura),
certas algas marinhas do grupo dos dinoflagelados, crescem
exageradamente, consumindo muito O
2
da água e liberando
substâncias tóxicas que provocam a morte de animais
marinhos.

SINFILIA OU ESCLAVAGISMO - É a relação em que
certas formigas mantêm os pulgões em cativeiro.
Os pulgões sugam a seiva elaborada de vegetais eliminando
com suas fezes substâncias açucaradas, muito apreciadas
pelas formigas.

PREDATISMO - É uma associação desarmônica
interespecífica na qual distinguimos dois tipos de indivíduo:
o predador e a presa. O predador geralmente é maior como
uma prole menor, enquanto que a presa, geralmente é
menor, mas a prole apresenta um maior número de
indivíduos.

PARASITISMO - É uma associação desarmônica
interespecífica na qual um indivíduo (parasita) vive sobre ou
dentro do hospedeiro, tirando proveito e prejudicando o
hospedeiro. O parasita normalmente age lentamente,
procurando não levar o hospedeiro a morte.
Exemplos: Carrapato, piolho, pulga, sanguessuga, cipó-
chumbo, infecções bacterianas, virais, doença-de-chagas,
malária.

COMPETIÇÃO INTRAESPECÍFICA -É uma relação
desarmônica entre indivíduos de uma mesma espécie. Em
um ecossistema, a disputa pelo mesmo nicho ecológico pode
levar à extinção de populações menos aptas e à
sobrevivência das mais aptas.

CANIBALISMO - Relação desarmônica intraespecífica
onde um ser da mesma espécie serve de alimento para outro.
Exemplos: Certos aracnídeos (viúva-negra) e certos insetos.

Exercícios de sala #

1. (UFSC) Em um ecossistema há muitos tipos de interação
entre os componentes das diversas espécies. Algumas
interações são mutuamente proveitosas, outras são
mutuamente prejudiciais e outras, ainda, beneficiam apenas
uma das espécies, prejudicando ou não a outra. Dessa
forma, as interações podem ser classificadas como
harmônicas ou desarmônicas.
Em relação a esse assunto, assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).
01. A interação das plantas epífitas (bromélias, por exemplo)
e suas plantas hospedeiras é um tipo de parasitismo, já
que a árvore hospedeira é prejudicada em seu
desenvolvimento.
02. Quando o caranguejo paguru (também conhecido como
ermitão) ocupa a concha vazia de um caramujo, ocorre
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42
um caso de favorecimento mútuo entre as duas espécies
envolvidas.
04. Quando algas e fungos se associam, formando os
liquens, ambos se favorecem, e tal relação é um
exemplo de simbiose.
08. As sociedades e as colônias representam relações
harmônicas que são estabelecidas, necessariamente,
entre indivíduos de uma mesma espécie.
16. O predatismo é um tipo de relação desarmônica, em que
apenas o predador leva vantagem, já que o resultado
final da interação é a morte da presa.
32. A ocorrência de vermes tipo Ascaris e Taenia, no
interior do homem, é um caso de endoparasitismo,
enquanto insetos hematófagos, como a pulga e o
mosquito, são exemplos de ectoparasitas.

2. (UFSC) Entre os seres vivos que habitam determinado
ambiente, podem ser observadas interações biológicas com
diferentes tipos de relações. Estas relações podem ser
harmônicas ou desarmônicas, entre espécies diferentes ou
entre indivíduos da mesma espécie.
Sobre estas relações, assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).
01. Relações interespecíficas são aquelas estabelecidas entre
indivíduos de mesma espécie e relações intraespecíficas
são aquelas estabelecidas entre indivíduos de espécies
diferentes.
02. O predatismo e o parasitismo são exemplos de relações
desarmônicas.
04. Colônia é uma associação entre indivíduos da mesma
espécie, que se mantêm ligados anatomicamente
formando uma unidade estrutural.
08. O mutualismo é um tipo de relação desarmônica
interespecífica.
16. A bactéria Mycobacterium tuberculosis é um
ectoparasita que causa a tuberculose no ser humano.
32. Apesar de o predatismo ser uma relação interespecífica
desarmônica, ele pode ser benéfica e importante para o
controle da população de presas e a manutenção do
equilíbrio do ecossistema.

UNIDADE 21

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS

É o segmento da ecologia que se ocupa em estudar as trocas
de substâncias entre os componentes bióticos e abióticos nos
ecossistemas, necessários para a manutenção da vida.

CICLO DA ÁGUA
A água nos seres vivos é o componente mais abundante (no
homem, cerca de 65% e na medusa, são aproximadamente
95%). Além de atuar como solvente e reagente de várias
reações químicas é uma das matérias-primas da fotossíntese.
Em nosso planeta 3/4 é água, sendo que 97% desta água é
salgada.

AS DIVISÕES DO CICLO DA ÁGUA
O ciclo da água pode ser dividido em: pequeno ciclo e
grande ciclo.

O PEQUENO CICLO – Neste ciclo, a água dos oceanos,
lagos, rios e subterrâneas sofrem evaporação pela ação do
calor ambiental e passa para forma gasosa, originando as
nuvens. Nas camadas mais elevadas ocorre condensação,
retornando à crosta terrestre na forma de chuva.

O GRANDE CICLO – Neste ciclo, a água é absorvida
pelos seres vivos e participa de seu metabolismo, sendo
posteriormente devolvida ao meio ambiente, através da
transpiração e das excretas.

CICLO DO CARBONO E DO OXIGÊNIO
O carbono é fundamental na formação dos compostos
orgânicos, como: as proteínas, os lipídios, os carboidratos e
os ácidos nucléicos. Através da fotossíntese, os seres
fotossintetizantes retiram o CO
2
da atmosfera que passam a
fazer parte das moléculas orgânicas. Sendo assim, parte do
carbono retirado do ar passa a fazer parte da biomassa dos
seres fotossintetizantes, podendo, eventualmente, ser
transferida aos animais herbívoros e depois aos outros seres
de uma cadeia alimentar. Dessa forma, o carbono que é
fixado pela fotossíntese vai sendo repassado aos diferentes
níveis tróficos, retornando gradativamente à atmosfera,
através da respiração dos seres vivos e da ação dos
decompositores.
O ciclo do oxigênio e do carbono estão
intimamente relacionados, em que um depende da ação do
outro. O oxigênio é indispensável para que ocorra um
fenômeno biológico denominado respiração celular, o qual
se caracteriza pela produção de moléculas de ATP. Esta
molécula é considerada o combustível das células que
constituem todos os seres vivos, sendo formada a partir de
moléculas orgânicas ricas em átomos de carbono como a
glicose. No entanto, para que ocorra a combustão e a queima
dos combustíveis fósseis é imprescindível a presença do gás
oxigênio. A concentração de oxigênio na atmosfera é de,
aproximadamente, 21% e vem mantendo-se constante a
milhares de anos, devido a fotossíntese realizada pelos
vegetais, principalmente as microalgas.


CICLO DO NITROGÊNIO
O nitrogênio é importante para os seres vivos, pois é
fundamental na formação das proteínas. Apesar de existir
grande quantidade de nitrogênio livre na atmosfera (79%),
poucos são os organismos que conseguem fixá-lo. Entre
estes organismos, temos:
- Certas bactérias do gênero Nitrobacter encontradas no
solo;
- As Rhizobiu, vivem em mutualismo nos nódulos
radiculares das plantas da família das leguminosas;
- Algumas cianofíceas, como a Nostoc.
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Os vegetais fixam o nitrôgênio na forma de nitratos e os
animais obtêm o nitrogênio alimentando-se dos vegetais.


Exercícios de sala #

1. (UFSC) Preste atenção nos seguintes dados fornecidos
pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente):
Em 25 anos, metade da população mundial pode enfrentar
problemas em obter água suficiente para consumo e
irrigação.
Um terço do mundo é composto por áreas em que o
consumo de água supera a oferta.
Não à toa, as Nações Unidas declararam 2003 o Ano
Internacional da Água Doce. Nas últimas décadas, a
escassez de água passou da esfera acadêmica para a
cotidiana.
(05/06/2003 disponível em: www.folha.com.br!)
Esses dados mostram que existe uma grande preocupação
mundial com os recursos hídricos potáveis. Com respeito à
água doce e suas fontes de obtenção é(são) correta(s) a(s)
proposição(ões):
01. A obtenção de água doce potável, a partir da
dessalinização da água do mar, é um processo rápido e
econômico.
02. A preservação das matas ciliares e das matas do fundo
dos vales é medida importante para a manutenção da
qualidade da água dos rios.
04. Os lençóis freáticos, devido à sua profundidade, não são
alcançados por contaminantes lançados no solo.
08. Rios e lagos constituem-se na principal fonte de água
doce para consumo das populações humanas.
16. A distribuição de água doce no mundo é muito
homogênea.
32. Muitos rios, de grandes cidades brasileiras, poderiam
estar sendo usados como fonte de captação de água
potável. Isto, no entanto, não ocorre, devido ao
lançamento direto de esgoto e lixo doméstico nesses rios.
64. No Brasil, graças à fiscalização rigorosa e à observância
das leis ambientais, não existem problemas de
contaminação dos rios por efluentes originados de
indústrias têxteis, de papel e de produtos químicos.

2. (UFSC) O esquema abaixo representa, de forma
simplificada, os ciclos do carbono e do oxigênio. Assinale
a(s) proposição(ões) correta(s).























01.I e II representam, respectivamente, o O
2
e o CO
2
.
02.O oxigênio se encontra no meio abiótico como integrante
do ar atmosférico, ou no meio biótico, como constituinte
das moléculas orgânicas dos seres vivos.
04.Praticamente, todo o oxigênio livre da atmosfera e da
hidrosfera tem origem biológica, no processo de
fotossíntese.
08.A necessidade de O
2
para a respiração explica o
aparecimento dos animais antes dos vegetais na Terra.
16.Alguns fatores, como excessivas combustões sobre a
superfície da terra, têm determinado o aumento gradativo
da taxa de CO
2
na atmosfera.
32. A manutenção das taxas de oxigênio e gás carbônico, no
ambiente, depende de dois processos opostos: a
fotossíntese e a respiração.
3. (UFSC) “Durante 4 horas, um volume estimado em 1,34
milhões de litros de óleo vazou de um duto da refinaria de
Duque de Caxias, causando o maior desastre ecológico já
ocorrido na Bahia da Guanabara. (...) A mancha de óleo se
estendia (..), projetando-se dos manguezais de Duque de
Caxías...”
Trecho do artigo: 500 anos de degradação, Revista Ciência Hoje, 27
(158) 2000. p. 42-43.
Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s) sobre a ação
do petróleo e suas conseqeências com relação ao meio
ambiente e aos seres vivos que nele habitam.
01. No controle desse poluente, podem ser utilizados
detergentes, pois não são nocivos aos organismos
marinhos, e servem para dispersar e emulsionar o óleo.
02. A fina camada de óleo sobrenadante, dispersa na
superfície da água, reduz a capacidade da absorção de
luz na água afetando, significatívamente, a atividade
fotossintetizante das algas.
04. A utilização de certas bactérias decompositoras promove
a degradação do petróleo, e representa uma das medidas
adequadas para a recuperação desse ambiente.
08. A maior parte do petróleo ficou concentrada na zona
costeira, principalmente nos manguezais, destruindo esse
berçário de vida”, além de afetar a vida, por exemplo,
dos pescadores e catadores de caranguejo da região.
I
II
Fotossín-
tese
respiração
animais
combustõe
s
plantas e
fitoplâncto
n

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44
16. Os problemas provocados pelo desastre ecológico, na
baia da Guanabara, foram minimizados, pois os técnicos
e biólogos se uniram, removendo o poluente em poucas
horas.

Tarefa Mínima #

4. (Fuvest-SP) A maior parte do nitrogênio que compõe as
moléculas orgânicas ingressa nos ecossistemas pela ação de:
a) algas marinhas. d) fungos.
b) animais. e) plantas terrestres.
c) bactérias.

5. (PUC-SP) Em agricultura, é amplamente utilizado o
plano de rotação de culturas, em que diferentes espécies
vegetais são sucessivamente cultivadas em um mesmo
terreno. Nesse processo, muitas vezes são utilizadas as
leguminosas, pois estas plantas se associam a:
a) bactérias e enriquecem o solo de compostos sulfurosos.
b) bactérias e enriquecem o solo de compostos nitrogenados.
c) fungos e enriquecem o solo de compostos nitrogenados.
d) nemátodos e enriquecem o solo de compostos fosforados.
e) bactérias que tornam suas raízes fasciculadas, atenuando o
efeito da erosão.

SUCESSÃO ECOLÓGICA

É a substituição de uma comunidade por outra num
ecossistema, até atingir o clímax. Imaginemos uma região
desabitada, onde a sobrevivência de animais e vegetais é
desfavorável: o terreno é muito árido, a iluminação direta
provoca temperaturas elevadas e a fixação dos vegetais é
muito difícil. Se algas cianofíceas ou liquens forem
transportados pelo vento, conseguirão se estabelecer na
região, uma vez que realizam a fotossíntese e fixam o
nitrogênio, sendo, por isso, capazes de viver apenas com
água, ar e uns poucos sais. Formam, assim, uma
comunidade pioneira ou ecese. A comunidade pioneira
modifica, aos poucos, as condições iniciais da região,
humificando o solo, permitindo a instalação de plantas mais
exigentes. As sementes de capim, por exemplo, têm
condições de germinar e se desenvolver no local. O capim,
por sua vez, acarreta novas modificações ambientais, como
os arbustos e samambaias. Assim, a partir da comunidade
pioneira, outras vão se estabelecendo formando uma
sequência de comunidades intermediárias, chamadas
séries ou seras, até chegar à comunidade final, denominada
clímax. O tipo de comunidade clímax varia de acordo com
as condições climáticas da região. A comunidade clímax
não tem, obrigatoriamente, existência eterna. Pode ser
destruída por mudanças climáticas, catástrofes ou, o que é
mais comum, pela ação do homem. Após a extinção da
comunidade clímax, pode se insta-lar uma sucessão
secundária. É o que vem acontecendo na maior parte das
florestas mundiais.

Exercícios de sala #
6. (UDESC) Durante o primeiro semestre deste ano,
assistimos aos incêndios ocorridos na floresta amazônica,
em Roraima. De proporções espantosas, acarretaram séria
destruição aquela floresta, sendo necessária, inclusive, a
ajuda internacional para seu combate. Nesses casos, após
debelado o agente destruidor, vemos que nas regiões
afetadas inicia-se um processo denominado sucessão
ecológica. Com relação a esse assunto é correto afirmar
que:
a) Várias sucessões que ocorram em um mesmo território
culminarão sempre com o mesmo tipo de comunidade
clímax.
b) Em curto prazo, sucedem-se comunidades
intermediárias, aparecendo primeiramente árvores de
grande porte.
c) Os animais de pequeno porte surgem apenas ao final da
sucessão.
d) A comunidade clímax, fim da sucessão, permanece
inalterada, sendo praticamente de existência eterna.
e) Como primeira etapa da sucessão ecológica temos a
ecese, ou seja, a instalação de seres pioneiros, tais como
os líquens.

7. Considere os dados abaixo:
I - aumento da diversidade e do número de espécies
heterótrofas.
II - diversidade baixa, com predominância de organismos
autótrofos.
III - diversidade alta e estável.
Em uma sucessão ecológica, a sequência observada é:

a. I, II, III c. I, III, II e. III, I, II
b. II, I, III d. II, III, I

Exercícios de sala #

8. (FCC-SP) Nos rios, onde se lança grande quantidade de
esgoto, muitas vezes os peixes morrem porque:
a) há excesso de nutrientes orgânicos.
b) o suprimento de oxigênio decresce.
c) o fitoplâncton prolifera.
d) os decompositores competem com os seres aeróbicos.
e) os consumidores comem os peixes.

9. (Vunesp-SP) Nos rios são lançados, geralmente, grande
quantidade de esgotos, provocando, em alguns casos, a
morte de muitos peixes. Assinale a alternativa que melhor
explica a morte desses animais:
a) Aumento da quantidade de oxigênio e diminuição na
quantidade de bactérias anaeróbicas.
b) Aumento na quantidade de bactérias aeróbicas e
consequente aumento na quantidade de oxigênio.
c) Diminuição na quantidade de oxigênio e aumento na
quantidade de bactérias anaeróbicas.
d) Diminuição no número de indivíduos herbívoros que não
eliminam grande parte de fitoplâncton.
e) Diminuição da quantidade de alimentos com consequente
mortandade dos peixes a longo prazo.

10. (Fuvest-SP) A eutrofização marinha por nitratos e
fosfatos tem provocado proliferação excessiva das
populações de algas, fenômeno conhecido como “floração
das águas”. A alta mortalidade de peixes que acompanha
este fenômeno deve-se à (ao):
a) acúmulo de nitratos e fosfatos ao longo da cadeia
alimentar.
b) competição entre algas e peixes por espaço físico.
c) competição entre algas e peixes por alimentos.
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d) liberação excessiva de uréia pelas algas.
e) diminuição de oxigênio na água, causada pela
decomposição das algas.

UNIDADE 22



TEORIAS SOBRE A ORIGEM DA VIDA
Desde os tempos mais remotos, várias teorias e hipóteses
foram levantadas no intuito de explicar como surgiu a vida e
de onde surgiu o ser humano. Dentre as inúmeras hipóteses
formuladas, as que mais se destacaram foram:

CRIACIONISMO
Deus criou todos os seres como são atualmente há milhares
de anos atrás, ou seja, acreditava-se na imutabilidade das
espécies.

PANSPERMISMO OU COSMOGÊNICA
A vida originou-se em outro planeta e chegou a Terra por
meio de esporos, os quais originaram os primeiros seres
primitivos. Essa hipótese não explica como surgiu o
primeiro ser vivo, só transfere o problema.

ABIOGÊNESE OU GERAÇÃO ESPONTÂNEA
Pela geração espontânea seria possível criar seres vivos a
partir de elementos do meio, como calor, umidade e lodo. Os
principais defensores desta hipótese foi Aristóteles (séc. IV
a.C.), Jean Baptiste Van Helmont (1577-1644), médico e
químico, que inclusive tinha receita para obtenção de
camundongos: "Juntar camisa suja com germes de trigo num
canto escuro do porão." Outro abiogenista foi Anton Van
Leeuwenhoek (1632-1723) que desenvolveu o microscópio
óptico e descobriu que as bactérias se multiplicavam numa
gota d'água, reforçando a teoria da abiogênese.

BIOGÊNESE
Um ser vivo só surge de outro ser vivo por reprodução. O
Italiano Francesco Redi (1627 - 1697) tentou provar que a
Abiogênese não estava correta, através de um simples
experimento:
- Utilizando 2 frascos com carne em putrefação, Redi
colocou uma tela junto ao gargalo do frasco 1, de
maneira que as moscas não pudessem alcançar a carne
em decomposição.
- O frasco 2, manteve-se descoberto, proporcionando
um contato direto das moscas com a carne em
putrefação.
Redi pôde observar que no frasco 2, com gargalo
destampado, surgiam centenas de larvas, comprovando que
os vermes não surgiam da carne em decomposição, como
acreditavam os abiogenistas. E assim, um ser vivo só pode
surgir de outro ser vivo por reprodução. No entanto, nesta
época a abiogênese ainda estava muito enraizada e o
experimento de Redi não obteve a atenção merecida.
O Padre, também italiano, Lázzarro Spallanzani (1765),
criticou energicamente a abiogênese, demonstrando que em
solução nutritiva esterilizada, não apareciam novos seres
vivos, mas Needham (abiogenista) contra-atacou dizendo
que ao submeter a infusão à temperaturas elevadas e
mantendo-as fechadas, destruía-se o princípio ativo.

Louis Pasteur
Somente no final do século passado Louis Pasteur (1822 -
1895) preparou um caldo nutritivo de carne com extrato de
frutos e pasteurizou-o, aquecendo e resfriando bruscamente.
O bico do frasco utilizado foi retorcido (como um pescoço
de cisne) de modo a não entrar em contato com o ar. Dessa
forma, o caldo manteve-se estéril até que o bico do balão foi
quebrado, passando, a partir deste momento, a apresentar
seres vivos. Pasteur provou, dessa forma, que um ser vivo só
surge de outro ser vivo por reprodução, colocando um ponto
final na teoria da geração espontânea.

Exercícios de sala #

1. A curiosidade de saber como a vida surgiu na face da
Terra é uma constante na maioria das pessoas. Assinale
a(s) proposição(ões) que relaciona(m) corretamente as
colunas:
I - Teoria da geração espontânea.
II - Teoria Cosmozóica.
III - Teoria Heterotrófica.
IV - Teoria Criacionista.
A. Os primeiros seres vivos surgiram na Terra e devem ter
sido incapazes de sintetizar seu próprio alimento.
B. Os seres vivos originaram-se a partir de elementos do
meio.
C. Organismos extraterrestres instalaram-se na Terra e aqui
implantaram a vida.
D. Os seres vivos originaram-se por obra de um ser divino.

01. I B 04.III A
02. II C 08.IV D

2. (UFSCar) “O meio ambiente cria a necessidade de uma
determinada estrutura em um organismo. Este se esforça
para responder a essa necessidade. Como resposta a esse
esforço, há uma modificação na estrutura do organismo. Tal
modificação é transmitida aos descendentes.”
O texto sintetiza as principais ideias relacionadas ao:

a) fixismo. c) mendelismo. e) lamarckismo.
b) darwinismo. d) criacionismo.

A TEORIA HETEROTRÓFICA SOBRE A ORIGEM DOS
PRIMEIROS SERES VIVOS
Há décadas, Alexander I Oparin, membro da academia de
ciências da Rússia, emitiu uma teoria para explicar a origem
do primeiro ser vivo na Terra. Segundo esta teoria, a Terra
era incandescente e aos poucos a crosta terrestre foi se
resfriando. A atmosfera primitiva, com tempestades
contínuas, descargas elétricas e raios ultra-violetas, fez com
que os quatro elementos fundamentais (CH
4
- metano; NH
3
-
amônia; H
2
O- água e H
2
hidrogênio livre ) caíssem sobre a
crosta terrestre. Esses elementos sofrendo a ação das altas
temperaturas e descargas elétricas transformaram-se em
aminoácidos. Devido à inconstância das águas, esses
aminoácidos ficaram sobre rochas quentes, reagindo por
desidratação, formando proteinoides que foram carregados
para o mar, formando proteínas, resultando numa sopa
nutritiva. Essas moléculas proteicas, combinadas e isoladas
do meio, formaram os coacervados, no entanto, estes não
são considerados os primeiro seres vivos. Essa teoria foi
EVOLUÇÃO
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46
denominada heterotrófica, naturalista ou teoria da evolução
gradual dos sistemas químicos.
Em 1953, Stanley Miller testou em laboratório a
teoria heterotrófica, repetindo as condições desfavoráveis da
Terra propostas por Oparin, chegando, no final do
experimento, a obter aminoácidos.
Representação da Terra primitiva e o experimento
de Stanley-Miller para comprovar a teoria proposta por
Oparin


OS PRIMEIROS SERES VIVOS
O primeiro ser vivo que surgiu na Terra deve ter ser sido um
organismo heterótrofo, ou seja, incapaz de produzir seu
próprio alimento. Supõe-se, ainda, que os primeiros seres
heterótrofos eram muito simples e obtinham seu alimento do
mar primitivo, o qual era considerado uma grande sopa
nutritiva. Só depois de muito tempo é que surgiram os seres
autótrofos apresentando clorofila e capazes de sintetizar o
seu próprio alimento. Esses seres, realizando fotossíntese,
acabavam liberando oxigênio para a atmosfera,
proporcionando condições para o surgimento de seres
aeróbicos.
Muitas pessoas pensam que os primeiros seres que
surgiram na Terra eram autótrofos. No entanto, estes
organismos apresentam moléculas muito complexas e
enzimas muito especializadas, características que não
poderiam estar presentes nos primeiros seres vivos.

AS PRIMEIRAS CÉLULAS
Acredita-se que os primeiros seres vivos tenham surgido há
cerca de 3,5 bilhões de anos, de modo semelhante ao
proposto anteriormente. Essas células eram estrutural e
funcionalmente muito simples, sendo formadas por uma
membrana plasmática delimitando um citoplasma, no qual
estavam presentes as moléculas de ácidos nucleicos. Células
com esta organização são denominadas procarióticas.
Atualmente, organismos procariontes descendentes
dessas primeiras células são as bactérias e as cianobactérias.

AS CÉLULAS EUCARIÓTICAS
A partir dos procariontes anaeróbios ancestrais teriam
derivado os organismos com estrutura celular mais
complexa: os eucariontes. O surgimento dos eucariontes
deve ter ocorrido há cerca de 1,5 bilhões de anos.
A maioria dos organismos apresenta células
eucarióticas. Podem ser unicelulares como os protozoários
ou pluricelulares como as plantas, os animais e os fungos.
Segundo a hipótese de Robertson, as primeiras células
eucarióticas teriam surgido a partir das células procarióticas
que passaram a desenvolver evaginações da membrana
plasmática, tornando-se maiores e mais complexas. Esses
dobramentos teriam dado origem às várias estruturas
citoplasmáticas delimitada por membrana e, também a
membrana que separa o material genético do citoplasma,
formando a carioteca e um núcleo individualizado.

Exercícios de sala #

3. Em 1953, Miller submeteu à ação de descargas elétricas
de alta voltagem uma mistura de vapor de água, amônia
(NH
3
), metano (CH
4
) e hidrogênio. Obteve, como resultado,
entre outros compostos, os aminoácidos glicina, alanina,
ácido aspártico e ácido aminobutírico.
Com base nesse experimento, pode-se afirmar que:

01. Ficou demonstrada a hipótese da geração espontânea.
02. Não se podem produzir proteínas artificialmente; elas
provêm necessariamente dos seres vivos.
04. Formam-se moléculas orgânicas complexas em
condições semelhantes às da atmosfera primitiva.
08. A vida tem origem sobrenatural, que não pode ser
descrita em termos físicos nem químicos.
16. Compostos orgânicos podem se formar em condições
abióticas.

4. Considere estes eventos relativos à origem da vida:
I - Aparecimento do processo de fermentação.
II - Formação de coacervados.
III - Aparecimento dos processos de fotossíntese e
respiração aeróbica.
IV - Estabelecimento do equilíbrio entre heterótrofos e
autótrofos.
A ordem lógica em que esses eventos ocorrem é:
a) III - II – IV – I d) II - III - IV - I
b) I - II - IV - III e) IV - III - II - I
c) II - I - III - IV

5. Considerando a hipótese heterotrófica e os processos
energéticos de fermentação, respiração aeróbica e
fotossíntese, pode-se dizer que:
a) a fotossíntese foi o primeiro processo a ser utilizado
pelos seres vivos na obtenção de energia para sua
sobrevivência.
b) existiam nos oceanos primitivos moléculas complexas,
indicativas da existência de realização de respiração
aeróbica nos seres primitivos.
c) os primeiros seres vivos utilizavam o processo de
fermentação para obter a energia indispensável à sua
sobrevivência.
d) os primeiros seres vivos autótrofos realizavam a
fermentação para obter a energia necessária à sua
sobrevivência.
e) a respiração aeróbica foi o primeiro processo de
obtenção de energia realizado pelos seres vivos nos
oceanos primitivos.

UNIDADE 23

TEORIAS SOBRE A EVOLUÇÃO DAS
ESPÉCIES

LAMARCKISMO
A teoria de Lamarck é mais conhecida como lei do "uso e
desuso", que se fundamenta em dois princípios básicos:
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Pré-Vestibular da UFSC 47
1º) Os órgãos, quando muito usados, se hipertrofiam e,
quando não usados, se atrofiam (uso e desuso).
2º) Segundo Lamarck, a atrofia e a hipertrofia seriam
hereditárias e, um exemplo clássico desta teoria para
Lamarck, é o que se observa com os músculos estriados. O
uso intenso dos músculos proporciona a hipertrofia e a
paralisia à atrofia. O outro exemplo era o tamanho do
pescoço das girafas que cresceram devido ao esforço
realizado por estes animais para capturarem as folhas na
copa das árvores.
Um dos indivíduos que combateu o lamarckismo foi August
Weissman, o qual realizou um experimento que consistia em
cortar o rabo dos camundongos por várias gerações e, em
nenhuma geração, os camundongos nasceram sem rabo ou
com rabo atrofiado.

Segundo Lamarck, o pescoço longo foi obtido devido à
necessidade de obtenção de alimentos nas copas e, depois,
transmitido aos descendentes.

DARWINISMO
Charles Darwin, após ter analisados várias amostras
coletadas ao longo de sua viagem ao redor do mundo e
realizado um estudo do livro de Thomas R. Malthus, lançou
à comunidade científica, em 1859, o seu livro A ORIGEM
DAS ESPÉCIES, revolucionando as explicações sobre como
devem ter surgido as milhares de espécies diferentes que
encontramos em nosso planeta.
Entre as suas teorias, destacam-se:
- Em uma população há sempre indivíduos mais
aptos e menos aptos;
- A população cresce em P.G. e o alimento cresce em
P.A. (T. Malthus);
- Devido à indisponibilidade de alimento no meio,
haveria uma luta pela sobrevivência (Seleção
Natural), sobrevivendo o mais apto.

AS FALHAS DO DARWINISMO
• Darwin não conseguiu explicar como surgiam as variações
entre os indivíduos de uma mesma espécie, pois ainda não se
conhecia nada sobre genética. Sendo assim, Darwin utilizou
as explicações de Lamarck para esclarecer estas variações;
• Usou a teoria de T. Malthus (alimento x população), hoje
não admitida como teoria que comprove a seleção natural;
• A luta pela vida não se explica de maneira tão simples
como de uma presa fugindo do predador, mas sim, a luta do
indivíduo contra as adversidades do meio ambiente.
Um exemplo clássico de adaptação às adversidades
do meio, foi o que ocorreu com as mariposas de Manchester.
Antes da revolução industrial as mariposas claras tinham
mais chances de sobrevivência, devido à camuflagem que
estas mantinham com os liquens, quando comparado com as
escuras, que eram constantemente predadas pelos pássaros.
Após a revolução industrial, com aumento de
fuligem nos troncos das árvores e o desaparecimento dos
liquens, as mariposas brancas passaram a ser mais visíveis
pelos pássaros e, consequentemente, às mais predadas. As
ideias de Darwin que continuam a ser aceitas são "a luta pela
vida" e a "seleção natural".

TEORIA SINTÉTICA DA EVOLUÇÃO OU
NEODARWINISMO
Com base nos atuais conhecimentos sobre genética, sabe-se
que as variações surgem em uma espécie por alteração no
material genético (DNA), sendo transmitidas de geração
para geração. Estas variações surgem sem causa aparente ou
intencional do organismo e são denominadas de mutações.
Além disso, outro fator importante que leva a
variabilidade entre os indivíduos da mesma espécie é o
crossing-over que acontece durante a formação dos
gametas. A teoria sintética, também se baseia na seleção
natural, no isolamento geográfico e reprodutivo. Todas
estas teorias tentam responder, atualmente, à grande
diversidade de espécies presentes em nosso planeta.

LEMBRE-SE
• As variações de uma espécie dependem das mutações;
• as mutações acontecem ao acaso;
• a luta pela vida é feita entre indivíduos e o meio;
• a luta pela vida resulta na seleção natural dos mais aptos;
• o isolamento geográfico e sexual impede que as
características se misturem, agindo, assim, na formação de
novas espécies.

RESISTÊNCIAS DE INSETICIDAS
Quando se aplica um inseticida em uma população de
insetos sensíveis à ação de um D.D.T., por exemplo, existe
no meio desta população insetos mais resistentes. A
capacidade de resistência a um inseticida é dada,
geneticamente, devido a uma mutação favorável. Quando se
aplica o D.D.T., observa-se no começo, uma sensível
redução dos insetos, devido a morte dos insetos não
resistentes. No entanto, insetos resistentes sobrevivem e
continuam a se reproduzir transmitindo as características
favoráveis e resistentes ao D.D.T., aos descendentes.
Portanto, não são os insetos que se tornam resistentes ao
D.D.T., e sim, houve uma seleção de linhagens resistentes
ao D.D.T.

UNIDADE 24

EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO

FÓSSEIS
Os ancestrais dos atuais seres vivos deixaram restos e
impressões em rochas em todo o mundo. Tais fósseis podem
ser datados através da determinação dos materiais
radioativos neles contidos. A paleontologia é o ramo da
ciência que estuda os fósseis.
Ex: Mamutes da Sibéria conservados em blocos de gelo.

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48
ANATOMIA COMPARADA
Os estudos de anatomia comparada revelam que os órgãos
homólogos têm a mesma origem embrionária, mas nem
sempre a mesma função (ex.: braço do homem e asa do
morcego). Já os órgãos análogos têm origem embrionária
diferente, embora possuam a mesma função (ex.: asa de
inseto e asa de morcego). Os conceitos de homologia e
analogia permitem compreender os processos de
convergência adaptativa e irradiação adaptativa. A
convergência ocorre quando grupos diferentes se adaptam
às mesmas condições ambientais; o que leva à seleção de
órgãos análogos.
A irradiação ocorre quando no decurso da evolução,
organismos de um mesmo grupo sofrem ação de condições
ambientais diferentes, desta forma seus órgãos homólogos se
tornarão diferentes.

BIOQUÍMICA
Diferentes organismos apresentam proteínas comuns,
enquanto outros apresentam diferentes sequências de
aminoácidos, sugerindo desta forma, um grau de parentesco
evolutivo entre eles.

ÓRGÃOS VESTIGIAIS
Órgãos que embora sem função atual, permanecem
vestigialmente, indicando sua existência anterior em sua
forma completa.
Ex: Apêndice intestinal vermiforme. Membros anteriores
atrofiados das baleias.

Exercícios de sala #

1. (UFSC) O conhecimento do processo evolutivo é
fundamental para a compreensão da vida. O estudo de
fósseis é uma importante evidência de que a evolução dos
organismos ocorreu. Com relação a esse estudo, é correto
afirmar que:
01. Fósseis são restos ou vestígios de seres que viveram no
passado.
02. Os tipos de fósseis encontrados em determinada camada
de solo refletem a flora e a fauna existentes no local, por
ocasião da formação das rochas.
04. A partir de uma parte do corpo, de uma pegada ou de
uma impressão corporal, é possível deduzir o tamanho e
a forma dos organismos que as deixaram.
08. O método do carbono 14 auxilia na determinação da
idade de um fóssil.
16. Não foram encontrados, até o momento, registros fósseis
no sul do Brasil.

2. (UFSC) Ao formular sua teoria para explicar a evolução
dos organismos, o inglês Charles Darwin baseou-se em
fatos, tais como:
01. Em uma espécie, os indivíduos não são exatamente
iguais, havendo diferenças que tornam alguns mais
atraentes, mais fortes, etc.
02. Populações crescem mais depressa do que a quantidade
de alimentos necessária para supri-las.
04. Caracteres adquiridos são passados às descendências.
08. Uso demasiado de uma estrutura leva à hipertrofia da
mesma.
16. Mutações são muito frequentes
3. (UFSC) "Modernamente, o mutacionismo sofreu alguns
acréscimos, foi aperfeiçoado em certos detalhes e se
constituiu na nova Teoria Sintética da Evolução, que é a
teoria da atualidade para explicar como as espécies se
transformaram no tempo e originaram a imensa variedade
dos seres que hoje conhecemos."
(Texto extraído do livro "Biologia - volume único", de José Luís Soares,
1997, p. 286).
Com relação à Teoria Sintética da Evolução, é correto
afirmar que:
01. Considera a seleção natural como fonte de variabilidade
genética.
02. As mutações adaptativas ocorrem ao acaso, não
admitindo a procura intencional da evolução.
04. O isolamento (geográfico e sexual) é um fator
importante para a evolução.
08. A seleção natural não preserva necessariamente os mais
aptos.
16. Os primeiros seres vivos surgiram por geração
espontânea.

4. (UFSC) Jean-Baptiste Antoine de Monet (1744-1829),
também chamado Jean-Baptiste Lamarck, e Charles Darwin
(1809-1882) deram importante contribuição para o
pensamento evolucionista. Sobre suas ideias, é correto
afirmar que:
01. Lamarck acreditava que a adaptação dos seres vivos ao
ambiente era resultado de modificações lentas e graduais
ao longo de inúmeras gerações.
02. De acordo com Darwin, os indivíduos sofrem mutações
com o propósito de melhor se adaptarem ao meio em que
vivem, e assim deixarem descendentes mais bem
adaptados.
04. De acordo com Lamarck, o uso frequente e repetido de
um órgão o fortalece, enquanto o desuso de tal órgão o
enfraquece, processo que atualmente é conhecido como
evolução divergente.
08. Darwin apresentou as observações de fósseis das ilhas
Galápagos em defesa de suas ideias.

5. (UFSC) Existem várias provas da evolução e dentre elas
podemos citar as embriológicas. Sobre o tema, é correto
afirmar que:
01. As nadadeiras dos golfinhos, assim como braço e mão
humanos, são ditos órgãos homólogos e são herdados de
um ancestral comum.
02. As nadadeiras dos golfinhos e as asas das aves têm a
mesma origem embrionária e diferentes funções,
decorrentes da adaptação a diferentes modos de vida,
processo conhecido como divergência evolutiva.
04. As nadadeiras dos golfinhos e as nadadeiras das tainhas
são órgãos de diferentes origens embrionárias e têm a
mesma função, o que é chamado de convergência
evolutiva.
08. As asas dos insetos e as asas das aves são ditos órgãos
homólogos, pois têm a mesma origem embrionária.
16. As nadadeiras dos golfinhos, as asas dos morcegos e os
braços e as mãos dos humanos têm origem embrionária
diferente.
32. As baleias, os golfinhos, os peixes-boi e as focas
pertencem à ordem dos cetáceos, pois possuem órgãos
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Pré-Vestibular da UFSC 49
análogos e sinérgicos em comum, como as nadadeiras e a
bexiga natatória.

6. (UFSC) Em 2009 comemora-se 200 anos do nascimento
de Charles Darwin e 150 anos da publicação do livro A
Origem das Espécies, obra que coroou um extenso trabalho
de Darwin e foi um marco no estudo da Biologia.
Sobre evolução, assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. O francês Jean Baptiste Lamarck contribuiu de maneira
significativa com o trabalho de Darwin, pois ele já
defendia a ideia de que a modificação das espécies era
devido à seleção natural.
02. Uma das bases da teoria de Darwin foi a Lei da Herança
dos Caracteres Adquiridos, que, embora com mais de
200 anos, se mantém atual até os dias de hoje.
04. Segundo a hipótese da seleção natural, grandes
modificações nos indivíduos são transmitidas de pai
para filho.
08. No livro A Origem das Espécies, Darwin formulou a
hipótese de que o ambiente selecionava os mais aptos
(seleção natural), que tinham mais chances de
sobreviver e deixar descendentes.
16. Os fósseis, a semelhança embriológica entre as espécies
e a existência de estruturas vestigiais desprovidas de
função nos animais são evidências da evolução.
32. Segundo Darwin, o aparecimento de novas mutações é
influenciado pelo meio ambiente.

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1
UNIDADE 1

ACENTUACIÓN GRÁFICA Y SEPARACIÓN
SILÁBICA

CLASIFICACIÓN TÓNICA

Sobresdrújula Esdrújula Grave o Llana Aguda
LÓ – GI CA MEN TE
Antes de la
antepenúltima
sílaba
Antepenúlti
ma sílaba
Penúltima
sílaba
Última
sílaba
m…7ª, 6ª, 5ª, 4ª 3ª 2ª 1ª

Se acentúan gráficamente las
palabras…
Ejemplos

agudas
terminadas en vocal
(a, e, i, o , u)
o en consonante
“n” o “s”
canción
cortés
llevará
ñandú

graves o
llanas
terminadas en
consonante que NO
SEA “n” o “s”
ágil
carácter ámbar
césped

esdrújulas

todas
ánade
académico
célebre filósofo

sobresdrújulas

todas
déjatelo
escríbeselo
arréglemelo
dígaselo

ACENTO DIACRÍTICO

Palabra Función
Gramatical
Ejemplo
el Artículo
definido
El hombre que vino ayer es
mi jefe.
él Pronombre
personal
Él no recibió mi recado.
mi Adjetivo posesivo Perdí mi billetera.
Nota musical En mi menor, por favor.
mí Pronombre
personal
No pensaste en mí cuando
tomaste esta decisión.
tu Adjetivo posesivo Tu libro es muy bueno.
tú Pronombre
personal
No me dijeron que tú ya
habías llegado.
de Preposición Me encanta la torta de
chocolate.
Nombre de letra Diana se escribe con de
mayúscula.
dé Imperativo del
verbo “dar”
Dé um poço de atención.
se Pronombre reflex. Juana se acuesta tarde.
sé Imperativo del
verbo “ser”
¡Sé justo, hombre!
Presente del
indicativo del
verbo “saber”
No sé si vale la pena ir a ver
esta pieza.
si Conjunción Si llueve, no voy al club.
Nota musical Cántalo, en si mayor.


Pronombre
reflexivo
Pablo sólo piensa en sí
mismo.
sí Adverbio de
afirmación
- ¿Aceptas el trabajo?
- Sí.
mas Conjunción Quise comprarlo mas me
salía muy caro.
más Adverbio de
cantidad
Más vale pájaro en mano
que cien volando.
te Pronombre reflex. Te invito a cenar.
Nombre de letra Esta es la te de Tadeo.
té Sustantivo Para mí, té de menta, por
favor.
aun Adverbio (hasta;
incluso)
Aun los mas chicos
entienden eso.
aún Conjunción
(todavía)
Aún lo espero.
solo Sustantivo Fue sublime el solo de
violín.
Adjetivo ¿Por qué te sientes tan solo?
sólo Advérbio
(solamente)
Sólo faltan seis días para las
vacaciones.

Ejercicios de Sala #
1. Indica la(s) proposición(es) cuyo(s) términos destacados
está(n) usado(s) correctamente.
01. No se que me pasa.
02. Se el león está muerto, no hay peligro.
04. Puedes venir con nosotros, si quieres.
08. ¿Quieres acompañarme? - ¡Sí, cómo no!
16. La fiera no está muerta. Sé quedó dormida.
32. No se te olvide llamarme.

2. Señala la proposición correcta. Las palabras “polen -
colibrí - sembrando” son clasificadas:
a) aguda – llana – grave
b) llana – aguda – llana
c) grave – aguda – esdrújula
d) aguda – esdrújula – llana
e) llana – llana – grave

3. Señala la alternativa incorrectamente acentuada.
a) ciudad – salió – rumor – ráfaga
b) cayó – época – árbol – carácter
c) frances – ciclón – época – realidad
d) huracán – probe – salio – agitación
e) lampara – bailar – emergéncia – pátio

Tarea Complementaria #
Texto: “Mecedes Sosa: “No necesito hombres”(UDESC)



Desde 1978, cuando murió Pocho, su segunda pareja,
eligió estar sola. "Hubo otras relaciones", aclara, pero dice
que así se siente bien. Otra vez arriba de los escenarios
haciendo lo que más le gusta, cantar, La Negra habla de
hombres, de amores, de sus padres, de su adiós al rock y de su
pasión por los autos y la velocidad.
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2
“Hoy, qué quiere que le diga... Para andar con un tipo 20
años más joven haciendo papelones, prefiero este presente”,
asegura.
- ¡Ay, ay, ay! Mercedes Sosa se toma el abdomen, se queja,
pide que llamemos a María, su asistente personal y ama de
llaves. María aparece empujando una puerta y corre hasta un
sillón menos mullido que el mito que lo ocupa expandiendo
toda su entereza.
- Dígame, señora. -Me duele acá, María…
- Y... Le cayó mal lo que comió anoche.
- No. Para mí son calambres en el alma.
Silencio. Enseguida La Negra hace un guiño, como
satisfecha por la ocurrencia. Y María sonríe, y todos reímos.
Antes del poético calambre, la protagonista venía haciendo
memoria y balance. Hablaba de su hijo Fabián y de Gustavo,
el hijo de Pocho Mazzitelli, su última pareja conocida. De los
cuatro viviendo bajo un mismo techo. Y sí, dice, “esos
calambres que me agarran cada vez que pienso cuánto daría
porque ellos volvieran a ser chicos… y míos…”. Se trata de
recuerdos, entonces llegamos a la muerte de Pocho y el
relato, cronológico, conduce al exilio europeo. Por todo
equipaje, tres valijas, una cartera de mano y un grabador que
era como su “casita”.
- En Madrid, tenía un Ford Fiesta, después me compré un
Peugeot 505 último modelo. Uno de los primeros que entró a
España. Después, pero dos años después, el auto empezó a
conocerse allá... Mercedes Sosa, su hijo, Pocho, el exilio…
¿Cómo llegamos a hablar de autos?
- Mi pasión siempre fueron los autos. Soy medio fierrera,
¿sabe?
- Me gustan y adoro la velocidad. Tengo un Audi A6, que
ahora está en venta, y un Volvo S80. ¿Los conoce?
- ¿Y le gustaba correr?
- (Pone cara de “a ver si nos entendemos”) No me gustaba,
me gusta...”

4. De acuerdo al texto podemos afirmar que, después de la
muerte de su segundo compañero, Mercedes Sosa decidió:
a) casarse en 1978.
b) buscar otro compañero.
c) quedarse sola.
d) estar con otro.
e) dejar de ser viuda.

5. De acuerdo con el primer párrafo del texto se puede
afirmar que:
a) Mercedes Sosa diz que teve outros relacionamentos.
b) Mercedes Sosa diz que não teve nenhum relacionamento.
c) Mercedes Sosa diz que sempre viveu sozinha.
d) Mercedes Sosa diz teve e tem outros relacionamentos.
e) Mercedes Sosa diz que continua procurando outro
relacionamento.

6. Traduzca la siguiente frase, indicando la opción correcta
para: “En Madrid, tenía un Ford Fiesta”.
a) Em Madrid, teve um Ford Fiesta
b) Em Madrid, tinha um Ford Fiesta
c) Em Madrid, teria um Ford Fiesta
d) Em Madrid, tive um Ford Fiesta
e) Em Madrid, terei um Ford Fiesta

7. Según el texto, se puede afirmar que a Mercedes Sosa:
a) tenía miedo de correr.
b) no le gustaba la velocidad.
c) le gustaba correr.
d) odiaba la velocidad.
e) no le gustaba correr.

8. Señale la opción que se relaciona directamente con el
trecho del texto abajo.
– Mi pasión siempre fueron los autos. Soy medio fierrera,
¿sabe?
– Me gustan y adoro la velocidad. Tengo un Audi A6, que
ahora está en venta, y un Volvo S80. ¿Los conoce?

a) Ela tem dois carros e um deles, o Volvo S80, está à venda.
b) Ela gosta de carros e atualmente tem dois, mas um está à
venda.
c) Ela gosta de carros; tinha dois e já vendeu um.
d) Ela gostava de carros e hoje só tem dois, pois um está à
venda.
e) Ela adora carros, mas não gosta de velocidade, e
atualmente tem dois.

UNIDADE 2

LOS PRONOMBRES PERSONALES



















(*) = Pronombres reflexivos. Indican que la acción está
siendo realizada pelos propios sujetos.

a) Verbo conjugado – próclisis.

Interesa a mí.
Me interesa.
Juan dice la verdad.
Juan la dice.

Comentó a él.
Le comentó.
María necesita el libro.
María lo necesita.

b) Verbo no conjugado – énclisis.

Estudiar las teorías.
Estudiarlas.
Haciendo los deberes.
Haciéndolos.

SECUENCIA DE PRONOMBRES
La (s) ________________
Me
Lo (s) ________________

La (s) ________________
Podemos tener: Te
Lo (s) ________________

Pronombre
Sujeto
Pronombre
Complemento
Formas
Átonas
Formas
Tónicas


Singular

1
a
yo me* mi, conmigo
2
a
tú te* ti, contigo

3
a


él, ella,
usted

se*
lo, la, le
sí, consigo,
el, ella,
usted



Plural




1
a

nosotros,
nosotras

nos*
nosotros,
nosotras

2
a

vosotros,
vosotras

os*
vosotros,
vosotras

3
a


ellos, ellas,
ustedes

se*
los, las, les
sí, consigo,
ellos, ellas,
ustedes

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Pré-Vestibular da UFSC
3

La (s) ________________
Se Le (s) ________________
Lo (s) ________________

Ejemplos: Carla contó a mí la verdad.
Carla me la contó.

Repetir a ti el mensaje.
Repetírtelo.
Ejercicios de Sala #
1. Complete la siguiente frase:“______ me dijo que ______
viajaría el jueves. Entonces ______ vendremos a verlo antes”.
a) Tú – ella – nosotros
b) Ella – usted – nosotros
c) Ella – tú – nosotros
d) Él – tú – ellas
e) Él – usted – vosotros

2. Señalar la(s) alternativas correcta(s):“Cuando mi amigo
llegó, _____ dije que no podría acompañar_____.”
a) lo, lo
b) el, lo
c) lo, el
d) el, le
e) le, lo

3. Indica los pronombres que completan correctamente la
siguiente oración:“Cuando los médicos ________ preguntan
yo _______ respondo”.
a) me – os
b) te – te
c) le – lo
d) me – les
e) os – los

Tarea Complementaria #
Texto B (UFSC)




La estación Allende es una de esas estaciones de campo con
unos cuantos paisanos, un jefe en mangas de camisa, una
volanta y unos tarros de leche.
Me irritaron dos hechos: la ausencia de María y la
presencia de un chofer.
Apenas descendí, se me acercó y me preguntó:
¿Usted es el señor Castel?
No respondí serenamente. No soy el señor Castel.
En seguida pensé que iba a ser difícil esperar en la estación
el tren de vuelta; podría tardar medio día o cosa así. Resolví,
con malhumor, reconocer mi identidad.
Sí agregué, casi inmediatamente, soy el señor Castel.
El chofer me miró con asombro.
Tome le dije, entregándole mi valija y mi caja de
pintura.
Caminamos hasta el auto.
La señora María ha tenido una indisposición me
explicó el hombre.
«¡Una indisposición!», murmuré con sorna. ¡Cómo conocía
esos subterfugios! Nuevamente me acometió la idea de
volverme a Buenos Aires, pero ahora, además de la espera del
tren había otro hecho: la necesidad de convencer al chofer de
que yo no era, efectivamente, Castel o, quizá, la necesidad de
convencerlo de que, si bien era el señor Castel, no era loco.
Medité rápidamente en las diferentes posibilidades que se me
presentaban y llegué a la conclusión de que, en cualquier
caso, sería difícil convencer al chofer. Decidí dejarme
arrastrar a la estancia. Además, ¿qué pasaría en caso de
volverme? Era fácil de prever porque sería la repetición de
muchas situaciones anteriores: me quedaría con mi rabia,
aumentada por la imposibilidad de descargarla en María,
sufriría horriblemente por no verla, no podría trabajar, y todo
en honor a una hipotética mortificación de María. Y digo
hipotética porque jamás pude comprobar si verdaderamente
la mortificaban esa clase de represalias.
Hunter tenía cierto parecido con Allende (creo haber dicho
ya que son primos); era alto, moreno, más bien flaco; pero de
mirada escurridiza. «Este hombre es un abúlico y un
hipócrita», pensé. Este pensamiento me alegró (al menos así
lo creí en ese instante).
Me recibió con una cortesía irónica y me presentó a una
mujer flaca que fumaba con una boquilla larguísima. Tenía
acento parisiense, se llamaba Mimí Allende, era malvada y
miope.
¿Pero dónde diablos se habría metido María? ¿Estaría
indispuesta de verdad, entonces? Yo estaba tan ansioso que
me había olvidado casi de la presencia de esos entes. Pero al
recordar de pronto mi situación, me di bruscamente vuelta, en
direción a Hunter, para controlarlo. Es un método que da
excelentes resultados con individuos de este género.
Hunter estaba escrutándome con ojos irónicos, que trató de
cambiar instantáneamente.
María tuvo una indisposición y se ha recostado dijo.
Pero creo que bajará pronto.

4. Señala la(s) proposición(es) que refleje(n) algún(as) de
la(s) idea(s) presentes en el texto.
01. El narrador se encuentra entre amigos a los que ha ido a
visitar.
02. María, sin duda, no desea verlo.
04. El narrador sólo desea ver a María.
08. María sufrió un accidente pero se recuperará pronto.
16. El narrador no se encuentra a gusto.

5. En un primer momento, el narrador niega ser el señor
Castel porque:
01. Está burlándose del chofer.
02. María no fue a esperarlo y está alterado.
04. Desea hacerle una sorpresa a María.
08. Está ofendido porque sólo lo espera un chofer
desconocido.

6. ¿Qué ocurriría, según el texto, si el narrador regresase a la
ciudad?
01. El narrador viviría situaciones ya vividas anteriormente.
02. María, seguramente, no sentiría su ausencia.
04. El narrador no podría dedicarse a su trabajo.
08. Con seguridad, su actitud le provocaría honda tristeza a
María.
16. Seguramente, María nunca se lo perdonaría.


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4
UNIDADE 3

LOS POSESIVOS Y LOS DEMOSTRATIVOS

Pronombre Personal Adjetivos Posesivos Ejemplos Pronombres Posesivos
yo mi… – mis… amigo(a) + (s)
síntesis
mío – mía
míos – mías
tú tu… – tus… contador(a)
exámen(es)
tuyo – tuya
tuyos - tuyas
él / ella / usted su… – sus… raíz(ces)
tabú(es)
suyo – suya
suyos – suyas
nosotros / nosotras nuestro… – nuestra…
nuestros… – nuestras…
país – ciudad
estados – provincias
nuestro – nuestra
nuestros – nuestras
vosotros / vosotras vuestro… – vuestra…
vuestros… – vuestras…
orgullo – confianza
triunfos – virtudes
vuestro – vuestra
vuestros – vuestras
ellos /ellas / ustedes su… – sus… derecho(s)
ley(es)
suyo – suya
suyos – suyas


LUGAR
SINGULAR
Masculino - Femenino
PLURAL
Masculino - Femenino

PROXIMIDAD
AQUÍ / ACÁ este… esta… estos… estas… CERCA
AHÍ ese… esa… esos… esas… MÁS O MENOS…
ALLÍ / ALLÁ aquel… aquella… aquellos… aquellas… LEJOS


LUGAR
SINGULAR
Masculino - Femenino
PLURAL
Masculino - Femenino
FORMAS
NEUTRAS

PROXIMIDAD
AQUÍ / ACÁ éste ésta éstos éstas esto CERCA
AHÍ ése ésa ésos ésas eso MÁS O MENOS…
ALLÍ / ALLÁ aquél aquélla aquéllos aquéllas aquello LEJOS

Ejercicios de Sala #

1. “Todos los vecinos trajeron el apoyo _________ a
________ vigilancia y cuidado de ________ niños.”
a) su / nuestra / sus
b) nuestro / suya / sus
c) suyo / nuestra / vuestros
d) suyo / suya / vuestros
e) nuestro / vuestro / suyos

2. Elije la alternativa que completa el siguiente enunciado:
“Tú te quejas de mis ronquidos, yo de ____________”
a) tu insensibilidad
b) su intolerancia
c) suya inpertinencia
d) tuya incomprensión
e) vuestra intransigencia

3. Identifique la alternativa que completa correctamente las
frases abajo:
I – Desde ________ día no lo he visto más. (lejos)
II – En _________ taller se trabaja mucho. (cerca)
III - ¿Qué calle es __________? (cerca)
IV - ¿Quién es ___________ chica? (mas o menos cerca)
a) aquello – éste – ésta – ésa
b) aquel – ese – esa – esta
c) aquellos – ése – estas – ésa
d) aquél – eses – ésa – esas
e) aquel – este – ésta – esa



4. ¿Cuál de las siguientes frases está incorrecta?:
a) ¡No quiero más ése!
b) Este mes terminaremos.
c) ¿Es éso lo que les incomoda?
d) No eran aquellas palabras.
e) Yo, tú, ése y aquél.

Tarea Complementaria #

Texto: “Cosas de la seducción”(UDESC)

1



5

Dicen que las flores se visten de colores
deslumbrantes para enamorar a las aves y a los
insectos que cumplirán la tarea de cooperar en su
reproducción. Así, seducido por la hermosura de los
pétalos y a la vista del polen, el colibrí con su aleteo
nervioso, se detiene en el aire, bebe su dulce néctar y
luego emprende el vuelo hacia otra flor sembrando el
mundo de belleza.
5. De acuerdo con el texto se puede afirmar que:
a) Aves e insectos sembran el mundo de belleza con sus
hermosos colores.
b) El colibrí se viste de colores para llevar el pólen a las
flores.
c) El colibrí coopera con la reproducción de las flores a
través de la polinización.
d) Sólo el colibrí es responsable por la polinización de las
flores.
e) Otras aves e insectos no contribuyen para la polinización
de las flores.
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5
6. “…el colibrí con su aleteo…”(línea 5), es interpretado por:
a) el colibrí es alterado por volar.
b) el colibrí con sus aletas movidas vuelve.
c) el colibrí mueve sus alas que le dan aliento.
d) por las alteraciones de las alas, el colibrí tiene aletas.
e) el colibrí mueve sus alas con rapidez.

7. La traducción correcta para “se visten” (línea 1) es:
a) se viram
b) se olham
c) eles se vem
d) se visitam
e) se vestem

8. La traducción correcta para “...el vuelo hacia otra flor
sembrando el mundo de belleza.”(líneas 7-8) es:
a) voar para outra flor e fazer o mundo asombrar-se de
beleza.
b) o vôo em direção a outra flor semeando o mundo de
beleza.
c) voltar para outra flor semblando o mundo de beleza.
d) o vôo fazia outra flor semeando o mundo de beleza.
e) o vôo à outra flor para sombrear o mundo de beleza.

UNIDADE 4

LOS ARTÍCULOS

DETERMINANTES
NÚM./GÉN. Masculino Femenino
Singular EL (O…) LA (A…)
Plural LOS (Os…) LAS (As…)

INDETERMINANTES
NÚM./GÉN. Masculino Femenino
Singular UN UNA
Plural UNOS UNAS

USO DO ARTIGO NEUTRO “LO”

lo + adjetivo + que
– intensifica / enfatiza el valor del adjetivo.

lo + adverbio + que
– intensifica / enfatiza el valor del adverbio.

lo + participio + que
– intensifica / enfatiza el valor del participio.

lo + posesivo – el posesivo puede desempeñar un papel
afectivo o generalizador.

lo + que – se refiere a algo o un lugar no especificado pero
conocido por el hablante y por el oyente.

lo + de – se refiere a algo o un lugar no especificado pero
conocido por el hablante y por el oyente.

LAS CONTRACCIONES
Ellas son:
al (ao) = a + el
del (do) = de + el

No se produce contracción de preposición con artículo si este
último pertenece al nombre de aquello a lo cual se hace
referencia.

La noticia se extrajo de El Mercurio. (y no “del Mercurio”)
El aumento en la temperatura atmosférica se debe a El Niño.
(y no “al Niño”)

Ejercicios de Sala #

1. “___ bueno sería que Carmen Paz fuese ___ de las
mejores alumnas”. ¿Cuáles artículos están correctos?
a) Un – las
b) Lo – la
c) Lo – una
d) Uno – unas
e) Lo – el

2. En la frase “Me lastima el alma ver gente pobre”, la
palabra “alma” es femenina, pero está acompañada del
artículo masculino el para que no ocurra la “eufonía”. Señala
la(s) proposición(es) abajo donde ocurre el mismo fenómeno.
01. el árbol
02. el agua
04. el hambre
08. el hada
16. el puente
32. el águila

3. Complete la frase con “el” o “lo”. _____ que importa es
que _____ jazz es _____ estilo de música que más me gusta.
a) lo – el – el
b) lo – el – lo
c) lo – lo – lo
d) el – el – el
e) el – lo – lo

4. Señala la proposición cuya secuencia complete
correctamente las siguientes frases:
I – _______ jueves pasado fuimos _______ teatro.
II – Ayer salimos _____ cine _____ diez de la noche.
III – ______ 31 de diciembre celebramos _____ noche vieja.

a) lo – del – del – las – lo – la
b) el – al – del – a las – el – la
c) los – al – del – las – en el – lo
d) los – el – al – a las – en el – la
e) el – el – al – a las – en lo – el

5. Elija la alternativa que rellena correctamente las lagunas
en: Yo me acercaba _______ calle _______ puerto.
a) al / de lo
b) a la / del
c) a el / de
d) al / del
e) a la / de lo

Tarea Complementaria #

Texto: El biocombustible se quema (UFSC)

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6
La crisis alimentaria siembra dudas sobre el papel del
biocarburante en la seguridad energética y ambiental.

"Un crimen contra la humanidad". Palabras gruesas que
parecen destinadas a los nazis, el Gulag, la Camboya de Pol
Pot o Srebrenica. Pero que las Naciones Unidas y el
Gobierno de India – el segundo país más poblado del mundo
– asocian ahora a los biocombustibles por su incidencia sobre
la crisis alimentaria, los precios de los cereales y el hambre
que acecha a millones de personas en todo el mundo. La
demostración palpable de que el debate ha calado está en los
autobuses madrileños: unos 400 autocares de la Comunidad
de Madrid circulan ya con carburantes que utilizan en su
fabricación cereales o aceites vegetales. Al lado de la
flamante pegatina – "funciona con biodiésel" –, en algunos de
esos vehículos podía leerse esta semana una pintada
siniestra: "Asesinos".
Mimados por los subsidios y la legislación en Europa y
en Estados Unidos, los biocarburantes han crecido en los
últimos años a la misma velocidad que ahora pierden lustre y
apoyos por todos lados. Han dejado de ser la quintaesencia
de lo políticamente correcto. La ONU los ha puesto en el
disparadero y las críticas arrecian desde el Fondo Monetario
Internacional y la OCDE, – foros donde dominan los países
ricos – hasta el Banco Mundial y la FAO, las instituciones
multilaterales centradas en el mundo en desarrollo.

6. Sobre el primer párrafo del texto 2 se puede afirmar que:
01. el biocombustible es severamente criticado por causar
estragos idénticos a los de la última guerra mundial.
02. la India repudia el uso del biocombustible, mientras que
la ONU ve en él la solución para la crisis alimentaria.
04. un organismo internacional y una nación densamente
poblada relacionan el biocombustible con la carestía de
los alimentos.
08. la propaganda en pro del biocombustible en los autobuses
de España es reforzada por una agresiva campaña de los
medios de comunicación.
16. el uso descontrolado de los biocombustibles puede causar
daños análogos a los de otras tragedias mundiales.

7. Sobre el segundo párrafo del texto 2 se puede afirmar que:
01. el combustible biológico ha pasado recientemente de
héroe a villano, tanto por parte de los países ricos como de
los pobres.
02. en Estados Unidos el biocombustible recibió y sigue
recibiendo un apoyo unánime e incondicional.
04. la ONU es a favor, pero instituciones como la FAO y el
Banco Mundial son contra el uso del combustible
biológico.
08. no hace mucho los biocombustibles eran vistos como
paradigma de lo políticamente correcto, pero actualmente
ya no lo son.
16. el descrédito reciente del combustible biológico se debe
a la campaña en su contra promovida por los exportadores
de petróleo.

8. El término subrayado en la frase: “La crisis alimentaria
siembra dudas sobre el papel del biocarburante...” en
portugués tiene sentido de:
01. evita
02. suscita
04. descarta
08. gera
16. elimina
32. levanta

9. Señala la definición o explicación correcta.
01. Crisis alimentaria: su plural es “crises alimentarias”.
02. Cereales: semillas como trigo, maíz y cebada.
04. Carburante: sinónimo de combustible.
08. Calar: prohibición de hablar.
16. Biodiésel: especie de combustible biológico.
32. Autocares: sinónimo de autobuses.

UNIDADE 5
EL SUSTANTIVO

GÉNERO
En el caso de las palabras masculinas…
terminadas en “o” “a”
Ej: El niño es bonito – La niña es bonita

terminadas en consonante + “a”
Ejs: inglés – inglesa / doctor – doctora

NÚMERO
En el caso de las palabras singulares…
terminadas en “a, o, e” + “s”
Ejs: roja – rojas / taco – tacos / mate – mates
sofá – sofás / café – cafés / dominó – dominós

terminadas en las vocales tónicas
“í, ú” + “es” (forma culta)
Ejs: ají – ajíes / maní – maníes /

“í, ú” + “s” (forma popular)
Ejs: champú – champús / menú – menús

terminadas en las vocales atonas
“i, u” + “s”
tribu – tribus / mapamundi – mapamundis / yanqui – yanquis

terminadas en consonante + “es”
Ejs: pared – paredes / reloj – relojes /
cordel – cordeles / ratón – ratones /
dolor – dolores / rey – reyes

terminadas en consonante “s” o “x”,
antecedidos por vocal átona se mantienen
invariables.
Ejs: el martes – los martes / el tórax – los tórax
la crisis – las crisis / el atlas – los atlas / la tesis – las tesis
el análisis – los análisis / la caries – las caries
el virus – los virus / el cumpleaños – los cumpleaños
el bíceps – los bíceps / el fórceps – los fórceps

terminadas en consonante “z” “c” +“es”
Ejs: la luz – las luces / capaz – capaces

Ejercicios de Sala #

1. ¿Cuál(es) de la(s) siguiente(s) alternativa(s) está(n)
incorrecta(s):
01. disfraz - disfrazes
02. crisis - crisis
04. guaraní - guaranís
08. bambú - bambúes
16. capitán - capitanes

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7
2. Indique los plurales de los vocablos siguientes: origen,
régimen, ley, paz.
a) origens, régimens, leis, pases
b) origenos, regimenos, leys, pazes
c) origes, regimes, leis, paz
d) orígenes, regímenes, leyes, paces
e) origens, regimentos, legales, pazes

3. Señale la(s) alternativa(s) que presente(n) la(s) forma(s)
plural(es) correcta(s).
01. rey – reyes
02. ferrocarril – ferrocarriles
04. carácter – carácteres
08. régimen – regímenes
16. lápiz – lápizes

Tarea Complementaria #
Texto: “Agra y Taj Mahal”


1



5




10




15




20




25




30

Agra está sucia, totalmente dejada y parece
existir únicamente para comer de las migas del
Taj Mahal. Infectada con una obsesión por
exprimir al máximo a cada turista que circula por
sus calles, no hace más que espantarlos y
repelerlos.
Los vendedores, taxistas y dueños de hoteles
que habitan la jungla que es Agra son, sin duda,
de los más persistentes e irritantes del planeta.
Saben que el Taj Mahal les garantiza un flujo
constante de turistas y –convencidos de que no
tienen nada que perder- hacen del asedio un arte.
Algo de razón tienen: ver de cerca uno de los
monumentos más maravillosos e imponentes del
mundo bien vale el martirio.
El Taj Mahal fue construido durante el siglo
XVII por el emperador Shah Jahan como
mausoleo para su segunda esposa, que murió
durante el parto de su décimo cuarto hijo. Su
construcción llevó más de veinte años y requirió
de la mano de obra de veinte mil personas. Hasta
se trajeron especialistas de Europa.
Todo el Taj Mahal es simétrico. Las cuatro
caras del monumento son iguales y mide de alto
lo mismo que de ancho. A los costados del
mausoleo hay dos edificios iguales: uno de ellos
es una mezquita; el otro fue construido solamente
para conservar el equilibrio (no se puede rezar en
su interior porque no mira a la Mecca).
Shah Jahan fue eventualmente derrocado por
uno de sus hijos, quien lo encarceló en el fuerte
de Agra. Cuenta la leyenda que el emperador
pasó sus últimos años mirando al Taj Mahal
desde la ventana de su celda.

4. Indica la proposición correcta según el texto.
a) Agra es una persona sucia.
b) Agra es una ciudad.
c) Agra es un animal infectado.
d) Agra es un monumento maravilloso.
e) Agra es una jungla.
5. Indica la interpretación correcta de: “...hacen del asedio un
arte” (línea 12).
a) Una de las principales expresiones de arte es el asedio.
b) Se dedican a asediar a las personas de las más variadas
formas.
c) Hacen que las personas se sientan asediadas por el arte del
lugar.
d) Asediar a las personas es prohibido, por eso lo disfrazan
con arte.
e) A los vendedores, turistas y dueños de hoteles no les gusta
asediar a las personas.

6. Señala la opción correcta para la traducción de “ancho”
(línea 25).
a) Profundidade
b) Altura
c) Comprimento
d) Espessura
e) Largura

7. Señala la opción correcta. En la línea 27, “el otro” se
refiere a:
a) un costado del mausoleo.
b) un hombre.
c) una mezquita.
d) un edificio.
e) un mausoleo.

8. Marque (V) si la proposición es verdadera, o (F) si la
proposición es falsa.
( ) Agra es un lugar acogedor.
( ) Los vendedores, taxistas y dueños de hoteles tienen miedo
de perder clientes.
( ) Vale la pena ir a Agra.
( ) El Taj Mahal es un monumento maravilloso.
( ) El emperador Shah Jahan pasó sus últimos años en el Taj
Mahal.
La secuencia correcta, de arriba hacia abajo, es:
a) F – F – V – V – V
b) V – F – V – V – F
c) V – F – V – F – F
d) F – F – V – V – F
e) F – V – V – V – F

UNIDADE 6

EL ADJETIVO

A) Grado positivo: Es el modo normal del adjetivo.

Palabra
Propuesta
Palabra
Opuesta
Palabra
Propuesta
Palabra
Opuesta
claro oscuro blando duro
bueno malo gordo flaco
limpio sucio largo corto
joven viejo vacío lleno
seco mojado abierto cerrado
ancho estrecho menor mayor
grande pequeño alto bajo
peor mejor antiguo nuevo


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8
B) Grado comparativo: Establece una comparación de
igualdad, inferioridad o superioridad de calidad de un ser en
relación a otro.

- Comparativo de superioridad: más + adjetivo + que
Ejs.: Emilio es más estudioso que Deyanira.

- Comparativo de inferioridad: menos + adjetivo + que
Ejs.: La radio Atlántida es menos popular que la Band

- Comparativo de igualdad: tan + adjetivo + como
Ejs.: La Pepsi-Cola es tan buena como la Coca-Cola.
C) Grado superlativo: Expresa el grado más intenso de
cualidad (característica) de un ser. Se dividen en dos tipos.

- Superlativo Absoluto: Se forma agregando los sufijos
“ísimo(a), érrimo(a)” al adjetivo, anteponiéndole adverbios
como “muy, sumamente, extraordinariamente, etc.” o
prefijos como “re…, requete…, archi…”
Adj. Formas de Superlativo Absoluto
caro carísimo / carísima muy caro / súper caro
feo feísimo / feísima muy feo /
extremadamente feo
bajo bajísimo / bajísima muy bajo /
sumamente baja
lento lentísimo / lentísima muy lento / requetelento
buena buenísima / buenísimo muy buena / rebuena
vieja viejísima / viejísimo muy vieja / archivieja

- Superlativo Relativo: Indica la superioridad de una
determinada característica o cualidad de un ser en relación a
otro ser que pertenece al mismo universo que el primero. Por
ejemplo:

Este chiquillo es el alumno más alto de la clase.
Esa ropa es la más ridícula que haya visto en toda mi vida.

FORMAS APOCOPADAS DE ADJETIVOS
Adjetivo Apócope Ejemplo
bueno buen Enrique era un buen director.
malo mal Hoy hace un mal día para
jugar a la pelota.
alguno algún Me gustaría hacer algún viaje
por mar.
ninguno ningún No me gusta ningún equipo de
fútbol.
Santo san Todo mundo conoce a San
Antonio, pero no a Santo
Toribio.
cualquiera cualquier* Cualquier pantalón de
mezclilla y cualquier remera
te servirá.
grande gran* Fue un gran comienzo para
quien luego seria una gran
actriz.
primero primer Este será el primer
aniversario de la escuela.
tercero tercer Yo vivo en el tercer piso.
tanto tan* Esto no es tan importante para
mí, como lo es para ti..
cuanto cuan* No sabe cuan contenta me
siento de que nos hayamos
conocido.
(*) = Estas palabras son apocopadas tanto delante de
sustantivos masculinos como femeninos.

Ejercicios de Sala #

1. Elige las frases con uso adecuado del adjetivo en español:
01. Un bueno ejemplo de crítica al delito oficial es el relato de
Bartolomé de las Casas.
02. La fe de los paganos no es más pequeña que la de los
fieles cristianos.
04. Cristóbal Colón descubrió un continente más grande que
el europeo.
08. El indio era considerado como un buen salvaje.
16. Fray Bartolomé, grande defensor de los indios, era
español.
32. El cristiano era un malo patrón.

2. Rellena los espacios con la(s) alternativa(s) correcta(s):
Los cristianos eran _________ que los indios.
Los indios eran __________ que los cristianos.
01.muy malos / muy buenos.
02. malos / buenos.
04. mejores / peores.
08. más malos / más buenos.
16. mellores / peores.
32. peores / mejores.

Tarea Complementaria #
Texto: Respetar la Naturaleza (UFSC)


A algunos les parecerá extraño que se haga entrar en la
moral el respeto a los reinos mineral, vegetal y animal.
Pero debe recordarse que estos reinos constituyen la morada
humana, el escenario de nuestra vida.
El poeta mexicano Enrique González dice: “... Y
quitarás, piadoso, tu sandalia para no herir las piedras del
camino”. Dante, el gran poeta italiano, supone que, al
romper la rama de un árbol, el tronco le reclama y le grita:
“¿Por qué me rompes?”. Este símbolo nos ayuda a
entender cómo el hombre de conciencia moral
plenamente cultivada siente horror por las mutilaciones y
destrozos.
En verdad, el espíritu de maldad asoma ya cuando
enturbiamos una fuente de agua clara, o echamos
inmundicias a los ríos o desechos tóxicos al mar; o cuando
arrancamos ramas de los árboles por sólo ejercitar las
fuerzas; o cuando contribuimos a ensuciar el aire que todos
necesitamos; o cuando matamos animales fuera de los casos
en que nos sirven de alimento; o cuando torturamos por
crueldad a los animales domésticos, o bien nos negamos a
adoptar prácticas que los alivien un poco en su trabajo.
Este respeto al mundo natural que habitamos, a las cosas
de la tierra, va creando en nuestro espíritu una conciencia
de la importancia que tiene para nosotros la preservación
de la ecología, esto es, la relación que existe entre los
organismos vivos y el medio ambiente. Al mismo tiempo, este
respeto despierta un hábito de contemplación amorosa que
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Pré-Vestibular da UFSC
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contribuye a nuestra felicidad y que, de paso, desarrolla
nuestro espíritu de observación y nuestra inteligencia.
Pero no debemos quedarnos con los ojos fijos en la
tierra. También debemos levantarlos a los espacios celestes.
Debemos interesarnos por el cielo que nos cubre, su régimen
de nubes, lluvias y vientos, sus estrellas nocturnas. Cuando un
hombre que tiene un jardín ignora los nombres de sus plantas
y sus árboles, sentimos que hay en él algo de salvaje; que no
se ha preocupado por labrar la estatua moral que tiene el
deber de sacar de sí mismo. Igual diremos del que ignora
las estrellas de su cielo y los nombres de sus constelaciones.
El cuidado del ambiente y la preservación del equilibrio
ecológico de la naturaleza son indispensables para nuestra
supervivencia. Y el amor a la morada humana es una garantía
moral, es una prenda de que la persona ha alcanzado un
apreciable nivel del bien: aquel en que se confunden el bien y
la belleza, la obediencia al mandamiento moral y el deleite
en la contemplación estética. Este punto es el más alto que
puede alcanzar, en este mundo, el ser humano.
REYES, Alfonso. Cartilla Moral. México: Secretaría de Educación
Pública, 1992. p. 29-30.

3. Señala la(s) proposición(es) correta(s), según el texto 1.
01. El Planeta Tierra y sus recursos son nuestros. Podemos
usarlos y abusar como nos plazca.
02. Podemos usar los recursos que la Naturaleza nos
proporciona, pero sin alterar ni descuidar el equilibrio
ecológico.
04. Todo ser humano debe conocer los nombres de todas las
plantas y de todos los astros del universo.
08. El ser humano con un mínimo de sensibilidad usa los
recursos de la Naturaleza y contempla sus bellezas.
16. El uso de insecticidas es desaconsejado porque causa
serios problemas al medio ambiente.

4. De acuerdo con el texto 1, ¿Cómo reacciona el árbol, según
Dante, cuando es mutilado? Señala la(s) proposición(es)
correcta(s).
01. Pregunta el porqué de semejante acción.
02. La rama pregunta al tronco por qué la abandona.
04. El árbol que sufre la vejación gratuita se marchita y muere.
08. El árbol maltratado protesta, apelando a la consciencia
moral del agresor.
16. Reacciona, vengándose del agresor.

5. El reclamo “¿Por qué me rompes?” puede ser sustituido,
sin alterar el sentido, por:
01. ¡No me rompas!
02. ¡No rompeme!
04. ¡No moleste!
08. ¡No me mutilará!
16. ¡A que no me rompes!
32. ¿Por qué me mutilas?

6. Señala la(s) proposición(es) que completa(n)
correctamente la frase de acuerdo con el texto 1.
“Una conducta ecológicamente sana prohíbe matar a los
animales”, ...
01. pues ellos tienen los mismos derechos que nosotros.
02. excepto en casos de entretenimiento o deporte.
04. y quien los mate sufrirá igual pena.
08. a no ser en caso de necesidad.
16. excepto cuando se haga para exportación.
32. a no ser en caso de precisión.
7. Señala la(s) proposición(es) cuyas expresiones completan
correctamente la frase:
La gente, _______, contamina el medio ambiente, no por
maldad, ____ por ignorancia.
01. aveces – si no
02. a veces – sino
04. muchas vezes – pero
08. con frecuencia – sino
16. a las vezes – se no


UNIDADE 7

CONJUGACIÓN VERBAL

MODO INDICATIVO DO VERBO: “CANTAR”
Pronombres
Personales
Pretérito
Indefinido
Pretérito
Imperfecto
Presente Futuro
Imperfecto
Condicional
Imperfecto
Yo canté cantaba canto cantaré cantaría
Tú cantaste cantabas cantas cantarás cantarías
Él / ella / usted cantó cantaba canta cantará cantaría
Nosotros / nosotras cantamos cantábamos cantamos cantaremos cantaríamos
Vosotros / vosotras cantasteis cantabais cantáis cantaréis cantaríais
Ellos / ellas / ustedes cantaron cantaban cantan cantarán cantarían
MODO SUBJUNTIVO
Pronombres Personales Pretérito Imperfecto Presente Futuro Imperfecto
Yo cantara - cantase cante cantare
Tú cantaras - cantases cantes cantares
Él / ella / usted cantara - cantase cante cantare
Nosotros / nosotras cantáramos - cantásemos cantemos cantaremos
Vosotros / vosotras cantarais - cantaseis cantéis cantareis
Ellos / ellas / ustedes cantaran - cantasen canten cantaren
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10


MODO IMPERATIVO
Afirmativo Negativo
canta tú no cantes tú
cante él / ella / usted no cante él / ella / usted
cantemos nosotros / as no estemos nosotros / as
cantad vosotros / as no cantéis vosotros / as
canten ellos / ellas / ustedes no canten ellos / ellas /ustedes
Infinitivo cantar Gerundio cantando Participio cantado


MODO INDICATIVO DEL VERBO “HABER” + …Participio
Pronombres
Personales
Pretérito
Anterior
Pretérito
Pluscuamperfecto
Pretérito
Perfecto
Futuro
Perfecto
Condicional
Perfecto
Yo hube… había… he… habré… habría…
Tú hubiste… habías… has… habrás… habrías…
Él / ella / usted hubo… había… ha… / hay* habrá… habría…
Nosotros / nosotras hubimos… habíamos… hemos… habremos… habríamos…
Vosotros / vosotras hubisteis… habíais… habéis… habréis… habríais…
Ellos / ellas / ustedes hubieron… habían… han… habrán… habrían…

Ejercicios de Sala #
1. Rellenar las lagunas con el tiempo verbal apropiado:
Pretérito indefinido y Presente del Indicativo: “Antaño me
______ mucho con los chistes, pero hoy no lo _______ más.”
a) reído - hacemos
b) rio – haré
c) reímos – haremos
d) reí – hago
e) reiré – hago

2. En la frase:“Recorrí buena parte de esa fulgurante
cornisa” el verbo está:
a) En presente del indicativo
b) En pretérito indefinido del indicativo
c) En pretérito perfecto del indicativo
d) En potencial simple o imperfecto
e) En pretérito imperfecto del subjuntivo

Tarea Complementaria #

Texto: El Maestro (UFSC)






1



5




10










Lo fue mío en clase de retórica, y era bajo, rechoncho,
con gafas idénticas a las que lleva Schubert en sus
retratos, avanzando por los claustros a un paso corto y
pausado, breviario en mano o descansada ésta en los
bolsillos del manteo, el bonete derribado bien atrás
sobre la cabeza grande, de pelo gris y fuerte. Casi
siempre silencioso, o si emparejado con otro profesor
acompasando la voz, que tenía un tanto recia y
campanuda, las más veces solo en su celda, donde había
algunos libros profanos mezclados a los religiosos, y
desde la cual veía en la primavera cubrirse de hoja
verde y fruto oscuro un mural que escalaba la pared del
patinillo lóbrego adonde abría su ventana.
Un día intentó en clase leernos unos versos,
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trasluciendo su voz el entusiasmo emocionado, y debió
serle duro comprender las burlas, veladas primero,
descubiertas y malignas después, de los alumnos –
porque admiraba la poesía y su arte, con resabio
académico como es natural. Fue él quien intentó
hacerme recitar alguna vez, aunque un pudor más fuerte
que mi complacencia enfriaba mi elocución; él quien me
hizo escribir mis primeros versos, corrigiéndolos luego y
dándome como precepto estético el que en mis temas
literarios hubiera siempre un asidero plástico.
Me puso a la cabeza de la clase, distinción que ya
tempranamente comencé a pagar con cierta
impopularidad entre mis compañeros, y antes de los
exámenes, como comprendiese mi timidez y desconfianza
en mí mismo, me dijo: “Ve a la capilla y reza. Eso te
dará valor”.
Ya en la universidad, egoístamente, dejé de
frecuentarlo. Una mañana de otoño y hondo, en mi
camino hacia la temprana clase primera, vi un pobre
entierro solitario doblar la esquina, el muro de ladrillos
rojos, por mí olvidado, del colegio: era el suyo. Fue el
corazón quien sin aprenderlo de otros me lo dijo. Debió
morir solo. No sé si pudo sostener en algo los últimos
días de su vida.
CERNUDA, Luis. Ocnos, seguido de Variaciones sobre tema
mexicano.Sevilla: Ayuntamiento de Sevilla, 2002. p. 67 - 69.

3. Elige la(s) afirmación(es) que corresponda(n) al contenido
del primer párrafo del texto acerca del maestro.
01.Tenía libros profanos entre los religiosos.
02. Era un hombre delgado, no llevaba gafas y caminaba
despacio.
04. Raramente estaba solo en su celda.
08. Solía hablar poco.
16. Veía desde su ventana la torre de la iglesia.

4. Señala la(s) proposición(es) correcta(s). Según lo
presentado en el segundo y tercer párrafos, entre los recuerdos
de la relación del narrador con su maestro se cuentan:
01. el intento del narrador de publicar sus poesías.
02. los paseos de los dos por los claustros.
04. el consejo al narrador de rezar en la capilla.
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11
08. el estímulo al narrador para escribir versos.
16. la corrección de los primeros versos del narrador.

5. Señala la(s) proposición(es) correcta(s). “Me puso a la
cabeza de la clase…” (línea 19). Poner a alguien a la cabeza
de algo es un giro que, en el texto, equivale a:
01. poner a alguien para representar a los demás.
02. censurar la conducta.
04. elegir a alguien democráticamente.
08. elegir como líder.
16. señalar a alguien como cabecilla del grupo.

6. Señala la(s) proposición(es) correcta(s).
El relato acerca del maestro nos presenta a un hombre con
algunas de las siguientes características:
01. caminaba rápidamente.
02. vivió y murió solitario.
04. caminaba siempre con una Biblia en la mano.
08. era un hombre rudo.
16. era canoso.

UNIDADE 8

LOS HETEROGENÉRICOS,
HETEROSEMÁNTICOS Y HETEROTÓNICOS

Heterogenéricos: Son vocablos que presentan variación de
género entre el español y el portugués.
Portugués
(femenino)
Español
(masculino)
Portugués
(masculino)
Español
(femenino)
A aguardente El
aguardiente
O a, o be… La a, la be…
A
aprendizage
m
El
aprendizaje
O aquecedor La
estufa
A árvore El árbol O aspirador
de pó
La aspiradora
de polvo
A cor El color O baralho La baraja
A coragem El coraje O cárcere La cárcel
A cútis El cutis O costume La costumbre
A desordem El desorden O
computador
La
computadora
A dor El dolor O cume La cumbre
A equipe El equipo O joelho La rodilla
A estante El estante O labor La labor
A estréia El estreno O legume La legumbre
A faca El cuchillo O leite La leche
A fraude El fraude O lume La lumbre
A
homenagem
El homenaje O machado La hacha
A linguagem El lenguaje O mel La miel
A macieira El manzano O nariz La nariz
A mensagem El mensaje O paradoxo La paradoja
A origem El origen O protesto La protesta
A paisagem El paisaje O rádio La radio
A passagem El pasaje O sal La sal
A ponte El puente O sangue La sangre
A segunda... El lunes… O sinal La señal
A testemunha El testigo O sorriso La sonrisa
A vertigem El vértigo O visto La visa
A viagem El viaje O natal La navidad

Heterosemánticos: Son vocablos que, a pesar de tener
semejanza gráfica tienen significados distintos en español y
en portugués.

apellido: sobrenome
apurado: apressado
arrestar: prender
berro: agrião
borrar: apagar
brincar: saltar
calzada: pista da rua
carro: carroça
cachorro: filhote
cena: jantar
clausurar: interditar
coche: carro
competência: concorrência
contestar: responder
copo: floco
cuello: pescoço
distinto: diferente
embarazada: grávida
enojar: aborrecer, irritar
escoba: vassoura
escenario: palco
escritório: escrivaninha
exquisito: gostoso, refinado
jubilación: aposentadoria
ladrillo: tijolo
largo: comprido
lograr: conseguir
oficina: escritorio
palco: camarote
pronto: logo, brevemente
rato: momento
rojo: vermelho
rubio: loiro
salsa: molho
sitio: local, posto
sótano: porão
taller: oficina
taza: xícara, vaso sanitário
tirar: lançar
todavia: ainda
vaso: copo
zurdo: canhoto

Heterotónicos: Son vocablos que, aunque tengan formas
parecidas, se diferencian por la posición de la sílaba tónica.

academia:academia
acrobacia: acrobacia
acrobata: acróbata
álcool: alcohol
alergia: alergia
alguém: alguien
anedota: anécdota
anemia: anemia
anestesia: anestesia
atmosfera: atmósfera
asfixia: asfixia
atrofia: atrofia
bigamia: bigamia
burocracia: burocracia
burocrata: burócrata
canibal: caníbal
centigrama: centígramo
cérebro: cerebro
canguru: canguro
demagogia: demagogia
democracia: democracia
democrata: demócrata
diplomacia: diplomacia
díspar: dispar
elogio: elogio
epidemia: epidemia
euforia: euforia
filantropo: filántropo
fobia: fobia
gaúcho: gaucho
hemorragia: hemorragia
herói: héroe
hidrogênio: hidrógeno
imbecil: imbécil
impar: impar
limite: límite
magia: magia
medíocre: mediocre
microfone: micrófono
míope: miope
neurastenia: neurastenia
nível: nivel
nostalgia: nostalgia
oceano: océano
oxigênio: oxígeno
pântano: pantano
periferia: periferia
polícia: policía
protótipo: prototipo
quiromancia: quiromancia
regime: régimen
réptil: reptil
siderurgia: siderurgia
taquicardia: taquicardia
terapia: terapia
traquéia: tráquea
telefone: teléfono
vertigem: vértigo

Ejercicios de Sala #
1. Señale la alternativa correcta en relación a la acentuación.
a) Sólo, própio, patria, fútbol
b) Régimen, burócratas, limite, palácio
c) Demócrata, peripecia, nível, clarín
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d) Días, tiranía, aquí, da
e) Cárcel, relój, protótipo, frío

2. La frase “El presidente Allende muere en su sitio” equivale
a:
a) el presidente Allende vive en su sitio.
b) el primer mandatario sucumbe en su puesto.
c) al jefe de gobierno lo matan en su finca.
d) el presidente Allende fallece sitiado.
e) al presidente lo quemaron en el palacio.

Tarea Complementaria #
Texto: Texto A (UFSC)

He necesitado andar todo el camino que dejo recorrido,
para llegar al punto en que nuestro drama comienza.
Es inútil detenerse en el carácter, objeto y fin de la
Revolución de la Independencia. En toda la América fueron
los mismos, nacidos del mismo origen, a saber: el movimiento
de las ideas europeas. La América obraba así porque así
obraban todos los pueblos. Los libros, los acontecimientos,
todo llevaba a la América a asociarse a la impulsión que a la
Francia habían dado Norteamérica y sus propios escritores;
a la España, la Francia y sus libros.
Pero lo que necesito notar para mi objeto es que la
revolución, excepto en su símbolo exterior, independencia del
Rey, era sólo interesante e inteligible para las ciudades
argentinas, extraña y sin prestigio para las campañas.
En las ciudades había libros, ideas, espíritu municipal,
juzgados, derechos, leyes, educación: todos los puntos de
contacto y de mancomunidad que tenemos con los europeos;
había una base de organización, incompleta, atrasada, si se
quiere; pero precisamente porque era incompleta, porque no
estaba a la altura de lo que ya se sabía que podía llegar a ser,
se adoptaba la revolución con entusiasmo.
Para las campañas, la revolución era un problema;
sustraerse a la autoridad del Rey era agradable, por cuanto
era sustraerse a la autoridad. La campaña pastora no podía
mirar la cuestión bajo otro aspecto. Libertad, responsabilidad
del poder, todas las cuestiones que la revolución se proponía
resolver eran extrañas a su manera de vivir, a sus
necesidades. Pero la revolución le era útil en este sentido:
que iba a dar objeto y ocupación a ese exceso de vida que
hemos indicado, y que iba a añadir un nuevo centro de
reunión, mayor que el tan circunscrito a que acudían
diariamente los varones en toda la extensión de las
campañas.

3. Según el texto, se puede afirmar que:
01. Norteamérica influyó con sus ideas a Francia.
02. España influyó la revolución francesa.
04. España influyó la independencia norteamericana.
08. Los escritores norteamericanos influyeron con sus ideas a
los franceses.
16. Francia y sus libros influyeron a los españoles.

4. Según el texto, la revolución era interesante y comprensible:
01. Para todo el mundo.
02. Para las ciudades argentinas y no para el campo.
04. Para todos en lo que se refiere a su símbolo exterior.
08. Para todos, en lo que se refiere a la independencia del Rey.
16. Para las ciudades argentinas y no para las campañas
políticas

5. La proposición: “La América obraba así porque así obraban
todos los pueblos”, se traduce al portugués:
01. À América chegavam deste modo, porque assim chegavam
a todos os povos.
02. A América atuava assim, porque assim atuavam todos os
povos.
04. A América pensava assim, porque assim pensavam todos os
povos.
08. A América se comportava assim, porque assim se
comportavam todos os povos.

UNIDADE 9

PRONOMBRES EXCLAMATIVOS, INTERROGATIVOS E
INDEFINIDOS
Todos deben ser acentuados, inclusive en las frases
interrogativas indirectas.

¿Qué día es hoy?
No sé qué regalarle a mi mamá.
¡Qué calor hace!

Cuando usamos la fórmula que + presente del subjuntivo,
para expresar deseos, “que” no debe ser acentuado
gráficamente.

¡Que vuelvas pronto!
¡Que te vaya bien!

Oraciones interrogativas indirectas
A pesar de no tener punto interrogativos al comienzo y al
final, formulan preguntas introducidas por un verbo o
locución de entendimiento como: “saber, entender, decir,
preguntar, mirar, ver, etc.”.

Como dijimos, no aparecen los puntos de interrogación,
pero los pronombres interrogativos van siempre acentuados.
No me preguntó qué quería.
No me preguntes dónde metí las llaves pues no lo sé.
No sé cuánto tiempo llevaremos para llegar.

USO DE LOS EXCLAMATIVOS

- Cuando queremos dar mayor intensidad a lo que estamos
diciendo.

¡Quién tuviera un montón de dinero para comprarse ese yate!
¡Qué horror! ¡Cómo llueve!
¡Cuánto me cuesta aguantarlo!

LOS INDEFINIDOS

“Son palabras que indican imprecisión, indeterminación.
Ellos implican una noción cuantitativa, a pesar de que esta
exprese u n número indeterminado de objetos, sentimientos,
unidades, grado de intensidad de algo, etc.





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Invariables Variables
alguien
quienquiera
quienesquiera
alguno(s)
alguna(s)
nadie
cualquiera
cualesquiera
poco(s)
poca(s)
algo tal(es)
demasiado(s)
demasiada(s)
nada
ninguno
ninguna*
mucho(s)
mucha(s)
más - menos bastante(s) todo(s) / toda(s)
uno varios / varias uno(s) / una(s)
demás otro(s) / otra(s)
cierto(s)
cierta(s)
cada tanto(s) / tanta(s)
mismo(s)
misma(s)
semejante**
diverso
diversa***
propio
propia****

(*) = “Ninguno / ninguna”: Estas formas admiten plural, pero
su uso es poco común.
(**) = “Semejante”: Con sentido de “tal”
- ¿Cómo puedes decirme semejante disparate?
(***) = “Diverso / diversa”: Con sentido de “varios / varias”
- Había productos de diverso tipo.
(****) = “Propio / propia”: Con sentido de “mismo /
misma” – El propio presidente los recibió.

Ejercicios de Sala #
1. Indica el conectivo correcto en la respuesta a la pregunta:
“¿Por qué no me has traído lo que te pedí?”
a) Porque no fue posible.
b) Por qué no quiero.
c) Para que es muy difícil.
d) Porqué no encontré el libro.
e) Puesto que pides algo imposible.

2. Contesta correctamente la pregunta del angustiado
fumador: “¿Cuántos cachimbos podré aún fumar?”
01. ¡Quién sabe!
02. Nadie lo sé.
04. No sabíamos.
08. Ninguién puede saberlo.
16. No lo sé, ni me importa.

Tarea Complementaria #

Texto: El café vienés (UFSC)

1



5




10
Esteban podía recordar el momento exacto en
que se dio cuenta que su hermana era una sombra
fatídica. Fue cuando ganó su primer sueldo. Decidió
que se reservaría cincuenta centavos para cumplir
un sueño que acariciaba desde la infancia: tomar un
café vienés. Había visto, a través de las ventanas del
Hotel Francés, a los mozos que pasaban con las
bandejas suspendidas sobre sus cabezas, llevando
unos tesoros: altas copas de cristal coronadas por
torres de crema batida y decoradas con una hermosa




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guinda glaceada. El día de su primer sueldo pasó
delante del establecimiento muchas veces antes de
atreverse a entrar. Por último cruzó con timidez el
umbral, con la boina en la mano, y avanzó hacia el
lujoso comedor, entre lámparas de lágrimas y
muebles de estilo, con la sensación de que todo el
mundo lo miraba, que mil ojos juzgaban su traje
demasiado estrecho y sus zapatos viejos. Se sentó en
la punta de la silla, las orejas calientes, y le hizo el
pedido al mozo con un hilo de voz. Esperó con
impaciencia, espiando por los espejos el ir y venir de
la gente, saboreando de antemano aquel placer
tantas veces imaginado. Y llegó su café vienés,
mucho más impresionante de lo imaginado,
soberbio, delicioso, acompañado por tres galletitas
de miel. Lo contempló fascinado por un largo rato.
Finalmente se atrevió a tomar la cucharilla de
mango largo y con un suspiro de dicha, la hundió en
la crema. Tenía la boca hecha agua. Estaba
dispuesto a hacer durar ese instante lo más posible,
estirarlo hasta el infinito. Comenzó a revolver
viendo cómo se mezclaba el líquido oscuro del vaso
con la espuma de la crema. Revolvió, revolvió,
revolvió... Y, de pronto, la punta de la cucharilla
golpeó el cristal, abriendo un orificio por donde
saltó el café a presión. Le cayó en la ropa. Esteban,
horrorizado, vio todo el contenido del vaso
desparramarse sobre su único traje, ante la mirada
divertida de los ocupantes de otras mesas. Se paró,
pálido de frustración, y salió del Hotel Francés con
cincuenta centavos menos, dejando a su paso un
reguero de café vienés sobre las mullidas alfombras.
Llegó a su casa chorreado, furioso, descompuesto.
Cuando Férula se enteró de lo que había sucedido,
comentó ácidamente: «eso te pasa por gastar el
dinero de las medicinas de mamá en tus caprichos.
Dios te castigó». En ese momento Esteban vio con
claridad los mecanismos que usaba su hermana para
dominarlo, la forma en que conseguía hacerlo
sentirse culpable y comprendió que debía ponerse a
salvo.

3. De acuerdo con la idea global del texto es correcto afirmar
que:
01. Esteban solía gastar el dinero de su madre en los cafés, por
eso a Férula le molestaba lo que él hacía.
02. El café se desparramó ante la mirada de los frecuenta-
dores del hotel.
04. Después del incidente en el Hotel Francés, Esteban
percibió que la relación con su hermana era nefasta.
08. Esteban jamás se olvidó del triste episodio en el hotel,
porque fue cuando se dio cuenta de cómo era su hermana.

4. De las siguientes afirmaciones: “se sentó en la punta de la
silla” e “le hizo el pedido al mozo con un hilo de voz”, se
deduce que:
01. Esteban no frecuentaba muy a menudo ambientes como
aquel, por eso se sentía bastante incómodo.
02. Los cafés eran sitios muy frecuentados y ruidosos por lo
que había que estar siempre atento.
04. A pesar de la experiencia en observar desde la calle el ir y
venir de los mozos, Esteban aún no se sentía a gusto en
aquel sitio.
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08. El espacio estaba siempre lleno de personas elegantes y
por eso era importante dar a conocer su buena educación.
16. La actitud de Esteban demostraba su nerviosismo e
inhibición.

5. Señala la(s) proposición(es) donde la palabra destacada
podría ser sustituida correctamente como sinónimo de hundir
o hundirse.
01. El ciclista se detuvo en los últimos tres kms.
02. Los turistas inundan en enero las costas brasileñas.
04. El edificio se derrumbó porque estaba mal construido.
08. El Imperio Romano se desplomó en pocos años.
16. El velero naufragó a causa de una tormenta.

6. Señala la(s) proposición(es) que sustituye(n) corectamente
la expresión subrayada:
“Llegó a su casa chorreado, furioso, descompuesto”
01. mesurado
02. airoso
04. estropeado
08. atascado
16. estreñido
32. desfigurado

7. Señala la(s) proposición(es) que guarda(n) relación entre sí.
01. copa, taza, vaso, cáliz.
02. sillón, sofá, taburete, silla.
04. cama, sábana, manta, jabón.
08. taller, camarero, mostrador, mozo.
16. traje, falda, calcetines, corbata.
32. sueldo, paga, salario, ingresos.

8. Señala la(s) proposición(es) correcta(s).
“Tomar un café vienés” (Vienés – de Viena)
01. Albaíno – de Albania
02. Griego – de Grecia
04. Irano – de Irán
08. Bosniense – de Bosnia
16. Guatemaltino – de Guatemala
32. Quiteño – de Quito

UNIDADE 10
LOS ADVERBIOS

“Los adverbios son palabras invariables que califican un
verbo, un adjetivo, otro adverbio o un pronombre”.

Tipo de
Adverbio
Formas
Simples
Locuciones
Adverbiales
de lugar aquí, acá, ahí, allí,
allá, encima, debajo,
arriba, abajo, dentro,
adentro, fuera, afuera,
adelante, delante,
detrás, cerca, lejos,
alrededor, aparte
allá arriba, aquí
abajo, por todas
partes, a la derecha, a
la izquierda, fuera de,
a lo lejos, en el
centro, más encima,
etc.
de tiempo ayer, anoche, hoy,
mañana, ahora,
entonces, antes,
después, pronto,
temprano, tarde,
todavía, aún, mientras,
por la mañana, por la
tarde, por la noche,
pasado mañana, hoy
día, dentro de poco,
en breve, de aquí en
adelante, de vez en
siempre, recién, ya,
nunca, jamás,
primero, luego,
enseguida / en
seguida.
cuando, en el futuro,
etc.
de modo bien, mal, peor, mejor,
así, tal, despacio,
deprisa, casi, como
y los terminados en
-mente: especialmente,
ágilmente,
difícilmente, etc.
de repente, de nuevo,
a la francesa, a lo
grande, a
regañadientes, a
ciegas, a menudo, a
golpes, a cántaros, a
hurtadillas, etc.

de
cantidad
bastante, muy, mucho,
demasiado, cuanto,
cuan, nada, poco,
tanto, tan, menos, más,
algo, casi, todo, sólo,
apenas, medio,
además, incluso,
también.
al menos, poco a
poco, solamente, al
por mayor, al por
menor, poco más,
poco menos, etc.
de
afirmación
sí, también, claro,
cierto, seguro.
por cierto, sin duda,
por supuesto, desde
luego, como no,
seguramente,
verdaderamente, etc.
de
negación
no, tampoco, nunca,
jamás, siquiera.
de ningún modo, ni
con mucho, ni por
asomo, etc.
de
duda
quizá, quizás, tal vez,
acaso.
quizá, quizás, tal vez,
acaso

Ejercicios de Sala #
1. Complete la frase con muy o mucho(s):
“Hay ____ que hacer, pues la alfabetización es ______ difícil
en países subdesarrollados, donde hay ______ analfabetos”.
a) mucho – muchos – mucho
b) mucho – mucho – muy
c) muy – muy – mucho
d) muy – mucho – muchos
e) mucho – muy – muchos

2. “_____ hemos llegado _____ ______ _____.” Los
adverbios que completan correctamente esta frase son:
a) anoche – mucho – más – tarde
b) mañana – mucho – más – tarde
c) pasado mañana – muy – más – tarde
d) ahora – muy – más – tarde
e) mañana – muy – más – tarde

3. Los términos subrayados en la frase “Tampoco es casual
que recién después de dar este paso…” pueden traducirse
respectivamente por:
a) Tão pouco – cedo
b) Também não – recentemente
c) Também – ultimamente
d) Portanto – recente
e) Assim – de novo





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Tarea Complementaria #

Texto: “Planeta Marte”

1



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En Marte se encontró agua. Decían las noticias
del día de ayer. La NASA y ESA (Agencia Espacial
Europea) encontraron pruebas de agua líquida en
la superficie del planeta Marte. Y los pasquines: La
Prensa, BBC, CNN, El País, dieron el notición. Los
tres hermanos grandes de la OTAN convocaron
una reunión extraoficial. Y en el Parlamento de esa
institución se escuchó un diálogo.
USA – Los marcianos tienen armas de
destrucción masiva. Reino Unido – Son un peligro
para la Paz Mundial. Israel – Son terroristas
galácticos.
Y gritan al unísono. Debemos conducirlos por
buen camino y llevarlos a la democracia.
Y preguntan a su Dios todo poderoso ¡Padre!
Tenemos el mundo en nuestras garras, ya no nos es
suficiente. Queremos colonizar Marte, hay agua,
bosques y atmósfera, pero esos enanos nos
distraen, los odiamos y nos fascinan. Padre, ¿qué
debemos hacer?
Los enanos les fascinan y odian porque aún no
son miembros del mercado. Para convertirlos en
batracios y primates versión marciana, hay que
enviar productos de nuestras transnacionales.
Ustedes deben estudiarlos, cortejarlos,
engatusarlos, hipnotizarlos, hacerlos dependientes
y de esta manera habrán comprado y cambiado
también sus ánimas, Déjales que escuchen Shakira,
Jessica Simpson, Britney Spears, déjales que
coman hamburguesas, tomen Coca-Cola y que sus
pastas dentífricas contengan más porcentaje de
flúor. Manipúlenlos. Como han hecho siempre.
En Marte, los marcianos viven bajo la
superficie del planeta y de vez en cuando dejan que
su orina salga a la superficie, para que el sol la
evapore. Conocen muy bien a los tres hermanos,
han aprendido de los indios, palestinos, africanos y
dicen que no van a cambiar sus tapabarros por
vaqueros, ni usarán camisas Lacaste, ni gafas de
marca mayor. Dicen que ellos nacieron desnudos y
que el resto es falsa cultura. Avisaron al
escarabajo estelar que ellos quieren vivir en paz.
Por que si no… Y digo: El que avisa de antemano
no es traidor.

4. Indica la proposición correcta para el tema principal del
texto.
a) La búsqueda de agua en unión con los habitantes de Marte.
b) Traer los marcianos para la superficie del planeta para que
sientan el aire fresco.
c) La tentativa de dominio de Marte a través de la imposición
consumista é ilusoria.
d) Respetar los deseos de los habitantes desnudos para
conquistar el agua.
e) Vivir en paz, pues ya avisaron el escarabajo antes que el
agua evapore.

5. “Conocen muy bien a los tres hermanos…” (líneas 21-22),
se refiere a:
a) Shakira, Jessica Simpson, Britney Spear
b) NASA, ESA, OTAN
c) Marcianos
d) Indios, palestinos, africanos
e) Hamburguesas, coca-cola, pasta dentífrica

6. “Para convertirlos en…también sus ánimas” (líneas 14-17),
quiere decir que:
a) Estarán más animados después de las técnicas aplicadas
para el cambio de vida, y la conquista no dará trabajo.
b) Sabrán que la llegada será de conquista rápida y favorable,
con honestidad, con buenos tratos para la integración.
c) Serán conquistados con facilidad, y les gustará el cambio
para otra realidad de convivencia, pero podrán quedarse
malhumorados.
d) Están dispuestos a ayudar con la influencia social, y sólo
traerá beneficios para los enanos, comprarán agua para
beber.
e) Usarán formas para la conquista de los marcianos, y al
final creen que ellos serán más felices, hasta comprarán
sus humores.

7. Señala la proposición correcta. ¿A qué se niegan los
habitantes de Marte?
a) Vestirse con taparrabos
b) Vivir en Marte
c) Vivir bajo la superficie del planeta
d) Sacar los taparrabos y vestirse
e) Vivir en paz

8. La palabra ‘desnudos” (línea 24), puede ser cambiada, sin
alterar el sentido de la frase por:
a) Con nudos
b) Sin nudos
c) Sin ropas
d) Pelados
e) Sin comida

UNIDADE 11

LAS PREPOSICIONES

“Las preposiciones son palabras invariables que unen
términos de la oración, estableciendo una relación entre ellos,
que puede ser de complementación o de explicación”.

A
Dirección y movimiento = Vamos a pasear.
Número, medida o precio = Se vende a cien
reales.
Finalidad u objeto = Escribo a todos.
Modo, medio o instrumento = Habla a gritos.
Indica seres personificados (personas o
animales) = Vi a Juan en el cine.
ANTE
Significa “delante de” o “en presencia de” =
Ante la duda, piensa bien.
Tiene el sentido de “respecto a” = No quiero
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16
comentarios ante este imprevisto.
BAJO
Posición inferior = El gato se metió bajo el
(debajo del) auto.
Dominio o subordinación = Estás bajo su
poder.
Dependencia = Estás bajo los cuidados de tus
padres.

CON

Rasgo personal = Con lo estudioso que es
seguro que le va bien.
Indica compañía = Después voy con mi mamá.
Medio o instrumento = Jugar con la baraja
española.
Modo o manera = Cantar con alegría.
Característica de algo = Guantes con lana por
dentro.
CONTRA
Situación adversa: Está todo contra él.
Oposición: Luchó contra el campeón.
Resistencia física: Se apoyó contra la pared.
DE
Materia, asunto o tema = Clase de español.
Causa o forma = Ella está muerta de nervios.
Uso o empleo = Máquina de escribir.
Punto de partida o procedencia = Salimos de
Tucumán el viernes.
Posesión = Aquel auto es de Rubén.
Definición verbal = No es fácil de creer.
DESDE
Periodo de tiempo = Desde el año pasado que
no lo veo.
Posición o lugar = No daba para ver muy bien
desde aquí.
DURANTE
Duración de tiempo = Trabajó durante muchos
años como cerrajero.
Duración de acción = Nadie dijo nada durante
la procesión.
EN
Medio de transporte = Viajar en coche.
Localización = Vivo en Lima.
Situación o circunstancia = De nuevo estás en
problemas.
Tempo = ¿Te casaste en 1995 o antes?
Modo = Estoy hablando en serio.




ENTRE
Situación intermediaria entre personas o cosas
= Entre ellos dos hay un atleta.
Relación = Entre tú y yo no deben haber
secretos.
Participación y/o cooperación = Lo construimos
entre todos los nietos.
Intervalo de tiempo = Vivió en Caracas entre
1986 y 1992.
Comparación = Entre esta marca y otra, hay
diferencias.
EXCEPTO Ausencia o exclusión = Todos vinieron excepto
Nacho.
HACIA Tiempo aproximado = Llegaremos hacia el
mediodía.
Dirección aproximada = Este verano pienso ir
hacia el sur para pasar las vacaciones.



HASTA
Indica término o límite de:
Tiempo = Está bien, pero sólo hasta las ocho
de la noche.
Lugar = Hoy caminaremos hasta la cascada.
Acción = Bailamos hasta que nos cansamos.
Cantidad = Pago hasta US $1000 al contado.
INCLUSO Equivale a “até mesmo”en portugués = Incluso
a él también le gustó.
MEDIANTE Significa “por medio de” = Venció mediante
mucho esfuerzo y dedicación.

PARA
Finalidad, utilidad, aptitud = Agua para beber.
Dirección del movimiento = Va para su casa.
Implicación personal = Para ti todo es igual,
todo te da lo mismo.
Comparación o desproporción = Hay poca
comida para tanta gente.
Equivale a la expresión “por qué” = ¿Para qué
viniste a verme hoy?


POR

Explica razones o motivos = Por eso son tan
diferentes.
Lugar de tránsito o paso = Vamos por la acera.
Multiplicación = Dos por dos ¿son cuatro?
Proporción = Diez por ciento.
Valor = Lo compró por cuarenta mil pesos.
Tiempo = Salió por más de una hora
Medio de comunicación = Llamó por teléfono
pero no dejó ningún recado.
Objetivo o finalidad = Por verte haría
cualquier cosa.

PRO
Equivale a decir “a favor de” = Una
contribución pro desvalidos.
Equivale a decir “con la intención de” = Vamos
trabajar en pro de construir un país mas justo.

SALVO
Sinónimo de “excepto” = Se salvaron todos,
salvo el capitán.

SEGÚN
Referencia = Según Juan y Miguel no hay
porque preocuparse.
Adverbio de tiempo o de modo = Te sentirás
mejor según pasen los días / te sanes.

SIN
Privación o carencia = Está sin plata
Condición para la acción = Nos van a pagar sin
que tengamos que trabajar el mes completo.


SOBRE
Significa “encima de” (sobreposición) = Está
sobre la mesa
Significa “a respecto de” (sobreposición) = Hoy
vamos a hablar sobre los hijos.


TRAS
Posterioridad: Espacial = Corrimos tras el tren.
Temporal = Día tras día espero tu retorno.
Personal = Uno tras otro los vio pasar.
Puede significar “además de” = Tras llegar
tarde, se emborracha.

Ejercicios de Sala #
1. “Estamos mirando hacia la ventana”. La preposición
subrayada corresponde a la locución:
a) por encima de
b) alrededor de
c) en dirección de
d) por detrás de
e) acima de

2. “Disertó con brillo __________ el tribunal examinador”
¿Qué preposición completa la frase con coherencia?
a) bajo
b) ante
c) perante
d) desde
e) a



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17
Tarea Complementaria #

Texto: Zoológico para semillas del mundo (Alejandro
Nadal) (UFSC)

1



5




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45
Ayer fue inaugurado el proyecto La Bóveda Global de
Semillas, que consiste en la construcción de depósitos
subterráneos en la isla de Svalbard, a mil kilómetros del
Polo Norte. Allí se conservarán hasta 4.5 millones de
muestras de semillas. Éstas estarán almacenadas a
temperaturas de menos 18 grados centígrados y podrían
permanecer viables miles de años. Dichas muestras
provendrán de cultivos y ecosistemas de todo el mundo,
desde los suelos de Madagascar hasta los valles
interandinos de Perú y Ecuador, pasando por las
mesetas de Etiopía y el altiplano mexicano.
El objetivo central del proyecto es mantener una
reserva de semillas para el caso de que una catástrofe
global amenace la seguridad alimentaria de la
humanidad. Y para lograr dicho fin busca preservar
muestras de variedades de los cultivos más importantes
del mundo.
La Bóveda Global de Semillas está a 70 metros de
profundidad en una montaña de roca sólida y se accede
a las tres naves del depósito por un túnel subterráneo de
100 metros de largo. A decir de sus constructores, La
Bóveda puede soportar una catástrofe por guerra
nuclear, el impacto de un avión o los terremotos que
pueden presentarse en esa apartada región.
El punto de partida del proyecto es que la diversidad
genética puede peligrar “por guerras, desastres
naturales, falta de financiamiento adecuado o mal
manejo de las semillas”. El director de la construcción
de la bóveda Cary Fowler afirma que este instrumento
permitiría reconstituir la agricultura mundial en caso de
una catástrofe. ¿Se referirá a la dramática situación por
la que atraviesa la agricultura en el mundo?
El proyecto ha sido inaugurado precisamente cuando
la agricultura sustentable atraviesa su peor crisis. Las
corporaciones trasnacionales, los gobiernos de muchos
países y los organismos internacionales responsables
para el sector agropecuario han declarado una guerra
sin cuartel a los millones de campesinos de subsistencia
y a los agricultores que utilizan los principios de la
agroecología como base de sus estrategias de
producción. No sorprende que el proyecto esté apoyado
por las fundaciones Rockefeller, Bill y Melinda Gates, el
Banco Mundial y empresas como DuPont (Pioneer) y
Syngenta. Estos socios del gobierno noruego no tienen
buena reputación en el tema de la agricultura
sustentable.

3. Señala la(s) proposición(es) que expresa(n) la idea del
texto.
01. El proyecto en cuestión propone aplicar a las semillas
técnicas usadas en los zoológicos.
02. Se trata de un recurso para salvar a las especies animales
en peligro de extinción.
04. Se trata de un proyecto para salvar los cultivos del planeta
en caso de extinción.
08. La Bóveda es una moderna Arca de Noé que salvará a los
elegidos para que pueblen el mundo, en caso de catástrofe
nuclear.
16. Curiosamente, el proyecto es apoyado por empresas que
provocan los peligros que se pretende conjurar.

4. Señala la explicación adecuada de los vocablos a la
izquierda, tomados del texto.
01. “seguridad alimentaria” (línea 11) – seguro de vida.
02. “100 metros de largo” (línea 17) – medición de la
longitud.
04. “mal manejo” (línea 22) – acción criminal.
08. “no tienen buena reputación” (línea 34) – carecer de
prestigio.
16. “guerra sin cuartel” (línea 30) – guerra con armas
nucleares.

5. ¿Qué pregunta(s) encuentra(n) respuesta en el texto?
01. ¿Qué especies animales se conservarán en el Zoológico de
semillas?
02. ¿Quiénes son los patrocinadores del proyecto?
04. ¿Durante cuánto tiempo funcionará el proyecto?
08. ¿Hasta cuántas muestras de semillas serán conservadas en
La Bóveda?
16. ¿Qué lugar se ha elegido para la construcción de La
Bóveda?
32. ¿Habrá en La Bóveda semillas de cultivos brasileños?

6. Así como consta en el tercer párrafo, donde leemos que los
“constructores” hicieron la “Bóveda”, podemos decir también
que:
01. los FONTANEROS arreglan los grifos.
02. los ALBAÑILES hacen abanicos.
04. las AZAFATAS auxilian en los tribunales.
08. los SASTRES hacen trajes.
16. los CERRAJEROS hacen martillos.
32. los BEDELES cuidan del orden fuera de las aulas.

UNIDADE 12

LAS CONJUNCIONES
“Las conjunciones son palabras que sirven para unir dos
términos o dos oraciones dentro de una misma oración”.

Conjunciones coordinadas / coordinantes
Copulativas
y - e


- La conjunción “y” del español equivale a la
conjunción “e” del portugués.

Sólo está faltando vino y bebidas.
Niños y niñas.

- Cuando la conjunción “y” precede a una
palabra que comienza con “i” o “hi” (seguida
por consonante) ella debe ser sustituida por la
letra “e”.

Es una reunión de padres e hijos.
Saludables e inteligentes.

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18
- Se usa la conjunción “y” antes del diptongo
“hie”.
Lo que necesitas es un shampoo con extracto de
miel y hierbas.
ni - La conjunción “ni” del español corresponde a
la conjunción “nem” del portugués.

Discúlpeme pero yo no como ni mariscos, ni
algas.
No me preguntes a mí, que yo ni los conozco
todavía.

Disyuntivas
o - u - La conjunción “o” del español corresponde a
la conjunción “ou” del portugués y cuando
antecede a palabras que comienzan por “o” o
“hu”, ella debe ser sustituida por “u” .

Decidámoslo al cara o sello.
Su recuperación es cuestión de días u horas.

- Cuando la conjunción “o” aparece entre
números debe ser sustituida por la
“ó”(acentuada) para que no se le confunda con
el número “0”.

7 ó 8. ¿524 ó 529? 0,013 ó 0,016


Adversativas
mas - pero - Ambas corresponden a la conjunción “más”
del portugués. En español la forma “pero”es
mucho más usual en la lengua hablada que la
forma “mas”.

Me gustaría salir con ustedes, mas estoy lleno
de trabajo.
Bueno es el cilantro, pero no tanto.
sino - Corresponde al “mas sim, exceto ou senão, a
não ser” del portugués. Siempre se emplea
después de una negación.

No come carnes sino pescado. (exceto)
Nunca fui al sur sino en verano. (senão, exceto)
Esa mujer no sabe hacer otra cosa sino
quejarse. (a não ser)
No era solo él sino todos los que estaban en la
fiesta. (más)

- No debe ser confundida con la expresión “si
no” que indica una condición.

Si no vienes a verme, me enojaré.
aunque - Corresponde al “ainda que, a pesar de, mesmo
que” del portugués.

Aunque se lo dijimos muchas veces, él no quiso
hacernos caso.
Iré a verte, aunque esté lloviendo.
Aunque viejo, todavía conserva su vitalidad.
sin
embargo

- Corresponde a las formas “embora, contudo,
todavía, entretanto” del portugués. Puede
aparecer entre comas o entre punto y coma y
no
obstante
coma.

No les gusta, sin embargo, lo aceptan porque es
un pariente.
Ella podría haber entrado en la universidad; no
obstante, no quiso.

Conjunciones subordinadas / subordinantes
Temporales
mientras - Corresponde al “enquanto” del portugués.
Expresa simultaneidad de acciones. Su sinónimo
en español es “entretanto” o la locución
“mientras tanto”, algo más equivalentes al
portugués “enquanto isso”.
Anoche te reíste mientras dormías.
¿Puedo preparar unos tragos mientras tanto?
Entretanto los chiquillos se estaban agrupando.
en cuanto






- Corresponde al “tão logo, assim que” del
portugués. En español pueden ser sustitui-das por
“tan pronto, ni bien”.

En cuanto te llame, me avisas para hablar un
poco con él.
Te escribiré en cuanto llegue a la casa.
Luego en cuanto termine, te lo presto para que
lo copies.
- El “en cuanto” del español también significa
“no que se refere a” en portugués.

En cuanto a lo que ya conversamos, ¿hay
alguna duda?
Nadie puede decir nada en cuanto a su
conducta.
apenas










- El “apenas” del español puede significar “casi
no” y “tan sólo”, respectivamente “quase não” y
“só” o “somente” en portugués.

Está tan viejito que apenas anda.
Se sentía tan extraño que casi no comía.
Apenas compré queso y mortadela.
Demoró casi tres horas y trajo dos camisetas
apenas.

- Puede significar también “tão logo”, “mal” o
“nem bem” en portugués.

Apenas supe la noticia, me vine corriendo.
Apenas consiguió el empleo y ya quería un
aumento.

Consecutivas
luego - Corresponde al “portanto, por conseguinte” del
portugués.
Como no quisiste entrar en nuestro equipo,
luego te arrepentirás.
Pienso, luego existo.

conque - Equivale al “então, de maneira que” del
portugués.
Ya me lo dijeron todo, conque no me vengas a
engañar.
Conque te saliste con la tuya.
así que - En portugués significa “de modo que, de
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19
maneira que, então”.
Se cortó el agua, así que no podrán ducharse.

- No debe ser confundido con “assim que” del
portugués, que significa “tão logo”.
(Port.) Assim que você chegar do colégio,
arruma teu quarto.
(Esp.) Tan pronto llegues del colegio, arregla
tu pieza.
Condicionales
si - Equivale a la conjunción condicional “se” del
portugués. Pero mientras que en el portugués se
usa el verbo en el futuro del subjuntivo, en
español se usa en el presente del indicativo.
(Port.) Se puder, amanhã vou estudar física.
(Esp.) Si puedo, mañana voy a estudiar física
siempre que - Puede ser temporal o condicional, dependiendo
del contexto.

Siempre que me suelto el pelo, me dicen que me
veo más madura. (Temporal con sentido de
“cuando” o de “todas las veces”)
Te irá bien, siempre que te organices con
anticipación.. (Condicional con el sentido de
“si”)

Ejercicios de Sala #

1. ¿Cuál de las alternativas completa correctamente la laguna
del siguiente enunciado?: “Esa gente sufría tanto en vida que
aceptó el sacrificio ____________ fuera para alcanzar algo
más allá de la muerte”.
a) antes
b) aunque
c) luego
d) sin embargo
e) todavía
2. Indique la(s) opción(es) correcta(s): “Angel _________
musa vienen de fuera, dolor _________ imagen de dentro;
_________ nada serán sin el trabajo incansable del poeta”.
01. e – y – mientras
02. e – e – pero
04. y – e – no obstante
08. y – u – todavía
16. e – o – sino
32. y – e – sin embargo
64. y – y – mas

Tarea Complementaria #

Texto: Educación para la inclusión social (UFSC)

1



5
Pese a los grandes avances que se han registrado en
materia de educación en América Latina y el Caribe en
la última década, aún hay 4,2 millones de niños y niñas
en edad escolar que no asisten a la escuela.
Pero, ¿quiénes son estos excluidos del siglo XXI en




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35




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45




50




55




60
una región que parece haber consolidado su democracia
y logrado una mayor estabilidad económica que algunos
países de Norteamérica y Europa?
Ciertamente no los vamos a encontrar en los
promedios nacionales y menos aún en los regionales. Un
promedio de escolarización primaria del 95 por ciento,
muy cercano al de los países desarrollados, no nos alerta
sobre los varios millones de niños y niñas que no asisten
a la escuela. Sin embargo, las brechas entre los más
ricos y los más pobres son alarmantes, especialmente en
la educación secundaria. En Guatemala y El Salvador,
por ejemplo, solo el 20 por ciento de la población más
pobre tiene acceso al nivel secundario, frente a un 60 por
ciento de los que tienen mayores ingresos.
Uno de los principales grupos excluidos, que
constituye más del 30 por ciento de la población de la
región, está conformado por los pueblos indígenas y los
afrodescendientes. Otro son las niñas. Aun en los países
cuyos promedios en educación primaria indican paridad,
se evidencia un rezago de las niñas en las zonas rurales e
indígenas.
Tener alguna discapacidad es otro factor de
exclusión: solo entre el 20 y el 30 por ciento de los niños
con discapacidades asisten a la escuela en nuestros
países. Igualmente, la escuela está aun cerrada para la
mayoría de los niños, niñas y adolescentes que viven con
VIH y SIDA.
Invertir en educación influye en el desarrollo
humano y tiene un gran retorno para el individuo y para
la sociedad. Cuanto más se invierte en educación, tanto
menos se gasta en curar enfermedades que son
prevenibles y en reducir la violencia.
Pese a las evidencias, aún invertimos poco en
educación. En casi todos los países de la región, la
educación primaria y la secundaria media son gratuitas.
Sabemos, sin embargo, que en la práctica esto no es así.
Aun cuando la matrícula es gratuita, los otros costos
asociados a la educación pueden ser demasiado altos
para las familias pobres.
A pesar de los problemas, los países de la región han
avanzado mucho y han encontrado soluciones exitosas
con potencial de reproducción. Por ello, Unicef
promueve espacios de intercambio entre los gobiernos de
la región. Así lo haremos hoy en Buenos Aires ante los
ministros, ministras y altos responsables de la infancia y
de la adolescencia reunidos en la XII Conferencia
Iberoamericana.
Todos los Objetivos de Desarrollo del Milenio serán
más fácilmente alcanzables si aseguramos más y mejor
educación a todos y cada uno de los niños, niñas y
adolescentes de nuestros países. En este sentido, la
educación es un derecho en sí mismo y también la llave
para la realización de los demás derechos universales.
La generación de los bicentenarios merece un
mundo más inclusivo y más equitativo. Este mundo
comienza en la escuela.

3. Señala la(s) proposición(es) correcta(s). De acuerdo con el
texto 1, se puede afirmar que:
01. la educación no es un gran problema en países
latinoamericanos, ya que el promedio de escolarización
primaria del 95 por ciento los acerca de los países
desarrollados.
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20
02. acerca de la educación, el texto argumenta sobre grupos
que se encuentran excluidos en América Latina y el Caribe,
en especial: los discapacitados, las niñas, los indígenas, los
afrodescendientes y los adolescentes que viven con VIH y
SIDA.
04. la inversión en la educación es un beneficio no sólo
individual como social; es un camino para la disminución
de la violencia.
08. los promedios nacionales representan eficientes
indicadores acerca de la realidad educacional de los países
de América Latina y el Caribe.
16. muchos países latinoamericanos, como Guatemala y El
Salvador, han encontrado soluciones para el problema de la
exclusión en la educación de la población pobre, lo que
hace con que Unicef promueva espacios de intercambio
entre los gobiernos de la región.

4. Acerca de las informaciones presentes en los párrafos 7
o
, 8
o

e 9
o
del texto 1, señala la(s) proposición(es) correcta(s).
01. Los países de América Latina y Caribe todavía invierten
poco en educación. Sin embargo, la gratuidad de la
enseñanza primaria y secundaria garantizan la inclusión de
alumnos de todos los niveles sociales.
02. La educación es la llave para la conquista de los derechos
universales, además de ser un derecho a todos los niños,
niñas y adolescentes de los países de América Latina y el
Caribe.
04. Buenos Aires ha avanzado mucho en relación a la
educación. Por ello, sus ministros, ministras y altos
responsables de la infancia y la adolescencia presentarán a
los demás países sus soluciones exitosas.
08. No cobrar la matrícula no es suficiente para considerar la
educación gratuita. Hay que llevar en cuenta todos los
demás costos.
16. La propuesta de Unicef es permitir a los gobiernos de
América Latina y el Caribe intercambiar las soluciones
exitosas encontradas por los países de la región.




5. Señala la(s) proposición(es) correcta(s). En el primer
párrafo del texto 1, la expresión pese a puede ser sustituida,
sin alterar el significado de la frase, por:
01. A causa de
02. En cuanto a
04. A pesar de
08. En contra de
16. Por lo tanto

6. Señala la(s) proposición(es) correcta(s). Las expresiones
pero, aún y así, destacadas en el texto 1, podrían ser
respectivamente sustituidas, sin perjuicio de significado, por:
01. más, aunque, de este modo
02. mas, aunque, en cuanto
04. sin embargo, incluso, mientras
08. sin embargo, todavía, de este modo
16. mas, todavía, de esta forma

7. Con base en el fragmento abajo, señala la(s)
proposición(es) correcta(s).
“A pesar de los problemas, los países de la región (1)han
avanzado mucho y han encontrado soluciones exitosas con
potencial de reproducción. Por (2)ello, Unicef promueve
espacios de intercambio entre los gobiernos de la región.
(5)Así (3)lo (4)haremos hoy en Buenos Aires ante
los ministros, ministras y altos responsables de la infancia y y
de la adolescencia reunidos en la XII Conferencia
Iberoamericana.”
01. (1)han avanzado – verbo “avanzar”, conjugado en la 3ª.
persona del plural del pretérito perfecto compuesto de
indicativo.
02. El pronombre complemento (3) lo sustituye el hecho
citado anteriormente de Unicef promover espacios de
intercambio entre los gobiernos de la región.
04. El verbo (4) haremos puede ser sustituido sin perjuicio
de significado por la forma “vamos a hacer”.
08. (2) ello puede ser sustituido por “eso” sin cambiar el
significado de la frase.
16. La frase (5) Así lo haremos hoy en Buenos Aires ante los
ministros,... pasada a la 1ª. persona del singular se escribiría
de la siguiente manera: “Así lo harei hoy en Buenos Aires
ante los ministros,...”


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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 1
UNIDADE 1
CINEMÁTICA – INTRODUÇÃO

Móvel
Chamamos de móvel o objeto que está em movimento. Os
móveis podem ser classificados em:
Ponto Material ou Partícula: o móvel será considerado
uma partícula quando suas dimensões puderem ser
desconsideradas no estudo de um movimento.
Corpo Extenso: o móvel será um corpo extenso quando
suas dimensões não forem desprezadas.
Atenção:
1) Não se pode desconsiderar a massa de uma partícula.
2) Todo móvel que realizar movimento de rotação deverá
ser considerado um corpo extenso.

Movimento e Repouso
Um móvel estará em movimento ou repouso dependendo
do referencial adotado.
Exemplo: Um motorista de ônibus enquanto dirige está em
movimento em relação à estrada, mas está em repouso em
relação ao seu assento.

Trajetória
É a linha geométrica que representa o caminho descrito por
uma partícula em movimento em relação a um dado
referencial.
A trajetória é relativa, isto é, depende do referencial
adotado.

Posição em uma trajetória (Espaço)
Representado pela letra s, espaço é o valor algébrico da
distância, medida sobre a trajetória, entre a posição
ocupada por um móvel até a origem (O: ponto de
referência)

Na figura, o espaço ocupado pelo móvel representado pela
esfera é s = 3 m.

Deslocamento ( s
&
A )
É a distância entre a posição inicial e a posição final do
móvel, sem se preocupar com a trajetória. É uma grandeza
vetorial.
0
s s s ÷ = A



Considerando, na figura acima, que a posição inicial do
móvel foi 0
0
= s e a posição final foi m s 5 = , o
deslocamento escalar é calculado:
m s s s s s 5 0 5
0
= A ¬ ÷ = A ¬ ÷ = A



Distância Percorrida (d)
É a medida da distância, sobre a trajetória, percorrida pelo
corpo. É uma grandeza escalar.


Suponha que o móvel da figura acima partiu da posição
0
0
= s , deslocou-se até a posição m s 6
1
= e retornou
para a posição final m s 3
2
= . Neste caso, o deslocamento
foi:
m s s s s s 3 0 3
0
= A ¬ ÷ = A ¬ ÷ = A
Para determinar a distância percorrida, deve-se somar os
deslocamentos a favor (
ida
s A ) e contra (
volta
s A ) a
trajetória:
volta ida
s s d A + A =

No exemplo acima, o móvel deslocou-se por 6m a favor e
3m contra a trajetória. Portanto, a distância percorrida foi
de 9m.

Velocidade Escalar Média (V
m
)
É o quociente entre a distância percorrida e o tempo gasto
para percorrê-la.
t
d
V
m
A
=

Velocidade Média ou Velocidade Vetorial Média (
m
V
&
)
É o quociente entre o deslocamento e o tempo gasto para
realizá-lo.
t
s
V
m
A
A
=
&
&


*Unidades de Velocidade:

SI CGS Usual
s
m

s
cm

h
km




Aceleração Média (a
m
)
É o quociente entre a variação de velocidade de um móvel
( v A ) pelo intervalo de tempo correspondente ( t A ).
t
v
a
m
A
A
=
*Unidade de aceleração (SI):
2
s
m



-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 ...
(m)
-3 -2 1 0 1 2 3 4 5 6 ...
(m) (m)
-3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 ...
(m)
s
m

h
km

x 3,6
÷ 3,6
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 2
Exercícios de Sala #

1. A respeito dos conceitos de ponto material e corpo
extenso, assinale a alternativa correta:
a) Um ponto material é um corpo de tamanho muito
pequeno.
b) Um corpo extenso é um corpo de tamanho muito
grande.
c) Ponto material é um corpo de massa desprezível em
comparação com a de um homem.
d) Ponto material é um corpo de tamanho e massa
desprezíveis em comparação com o tamanho e a massa
de um homem.
e) Quando estudamos o movimento de rotação de um
corpo, ele não pode ser considerado ponto material.

2. (PUC-PR) Um automóvel percorre certo trecho com
velocidade escalar média de 40 km/h e depois volta pelo
mesmo trecho com velocidade escalar média de 60 km/h.
Sua velocidade escalar média no trajeto de ida e volta foi,
em km/h, igual a:
a) 48
b) zero
c) 40
d) 50
e) 60

Tarefa Mínima #

3. (UFAL) Uma pessoa percorreu, caminhando a pé,
6,0km em 20 minutos. A sua velocidade escalar média, em
unidades do Sistema Internacional, foi de:
a) 2,0
b) 4,0
c) 5,0
d) 8,0
e) 10

4. (UFV) Um aluno, sentado na carteira da sala, observa os
colegas, também sentados nas respectivas carteiras, bem
como um mosquito que voa perseguindo o professor que
fiscaliza a prova da turma. Das alternativas abaixo, a única
que retrata uma análise correta do aluno é:
a) A velocidade de todos os meus colegas é nula para todo
observador na superfície da Terra.
b) Eu estou em repouso em relação aos meus colegas, mas
nós estamos em movimento em relação a todo
observador na superfície da Terra.
c) Como não há repouso absoluto, não há nenhum
referencial em relação ao qual nós, estudantes,
estejamos em repouso.
d) A velocidade do mosquito é a mesma, tanto em relação
aos meus colegas, quanto em relação ao professor.
e) Mesmo para o professor, que não para de andar pela
sala, seria possível achar um referencial em relação ao
qual ele estivesse em repouso.





5. (FEI) Um automóvel percorre 300km. Na primeira
metade deste percurso sua velocidade é de 75km/h, e na
segunda metade, sua velocidade é o dobro da velocidade
na primeira metade. Quanto tempo ele levará para realizar
todo o percurso?
a) 2,5 h
b) 3,0 h
c) 3,5 h
d) 4,0 h
e) 2,0 h

6. (UFRJ) Dois trens, um de carga e outro de passageiros,
movem-se nos mesmos trilhos retilíneos, em sentidos
opostos, um aproximando-se do outro, ambos com
movimentos uniformes. O trem de carga, de 50m de
comprimento, tem uma velocidade de módulo igual a 10
m/s e o de passageiros, uma velocidade de módulo igual a
v. O trem de carga deve entrar num desvio para que o de
passageiros possa prosseguir viagem nos mesmos trilhos,
como ilustra a figura. No instante focalizado, as distâncias
das dianteiras dos trens ao desvio valem 200m e 400m,
respectivamente.

Calcule o valor máximo de v para que não haja colisão.

Tarefa Complementar #

7. (UFPE) A imprensa pernambucana, em reportagem
sobre os riscos que correm os adeptos da "direção
perigosa", observou que uma pessoa leva cerca de 4,0s
para completar uma ligação de um telefone celular ou
colocar um CD no aparelho de som de seu carro. Qual a
distância percorrida por um carro que se desloca a 72 km/h
durante este intervalo de tempo no qual o motorista não
deu a devida atenção ao trânsito?
a) 40 m c) 80 m e) 97 m
b) 60 m d) 85 m

8. A figura mostra, em determinado instante, dois carros A
e B em movimento retilíneo uniforme.

O carro A, com velocidade escalar 20m/s, colide com o B
no cruzamento C. Desprezando as dimensões dos
automóveis, a velocidade escalar de B é:
a) 12 m/s c) 8 m/s e) 4 m/s
b) 10 m/s d) 6 m/s
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 3
9. (UFSC) Descendo um rio em sua canoa, sem remar,
dois pescadores levam 300 segundos para atingir o seu
ponto de pesca, na mesma margem do rio e em trajetória
retilínea. Partindo da mesma posição e remando, sendo a
velocidade da canoa em relação ao rio igual a 2,0 m/s, eles
atingem o seu ponto de pesca em 100 segundos. Após a
pescaria, remando contra a correnteza do rio, eles gastam
600 segundos para retornar ao ponto de partida.

Considerando que a velocidade da correnteza V
CR
é
constante, assinale a(s) proposição(ões) correta(s):
01. Quando os pescadores remaram rio acima, a velocidade
da canoa em relação à margem foi igual a 4,00 m/s.
02. Não é possível calcular a velocidade com que os
pescadores retornaram ao ponto de partida, porque a
velocidade da correnteza não é conhecida.
04. Quando os pescadores remaram rio acima, a velocidade
da canoa, em relação ao rio, foi de 1,50m/s.
08. A velocidade da correnteza do rio é 1,00m/s.
16. O ponto de pesca fica a 300 metros do ponto de partida.
32. Não é possível determinar a distância do ponto de
partida até o ponto de pesca.
64. Como a velocidade da canoa foi de 2,0 m/s, quando os
pescadores remaram rio abaixo, então, a distância do
ponto de partida ao ponto de pesca é 200m.


10. (UFSC) Um trem A, de 150 metros de comprimento,
deslocando-se do sul para o norte, começa a atravessar
uma ponte férrea de pista dupla, no mesmo instante em que
um outro trem B, de 500 metros de comprimento, que se
desloca do norte para o sul, inicia a travessia da ponte. O
maquinista do trem A observa que o mesmo se desloca
com velocidade constante de 36 km/h, enquanto o
maquinista do trem B verifica que o seu trem está a uma
velocidade constante de 72 km/h, ambas as velocidades
medidas em relação ao solo. Um observador, situado em
uma das extremidades da ponte, observa que os trens
completam a travessia da ponte ao mesmo tempo.
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s):
01. Como o trem B tem o dobro da velocidade do trem A,
ele leva a metade do tempo para atravessar a ponte
independentemente do comprimento dela.
02. A velocidade do trem A, em relação ao trem B, é de
108 km/h.
04. Não podemos calcular o comprimento da ponte, pois
não foi fornecido o tempo gasto pelos trens para
atravessá-la.
08. O comprimento da ponte é 200 metros.
16. Os trens atravessam a ponte em 35 segundos.
32. A velocidade do trem B, em relação ao trem A, é de
108 km/h.
64. O comprimento da ponte é 125 metros e os trens a
atravessam em 15 segundos.


UNIDADE 2

MOVIMENTO RETILÍNEO
UNIFORME - MRU

É o movimento em linha reta com velocidade de módulo
constante.
0 . =
A
A
= = =
t
s
V const v
m


Função horária das posições:

0
0
0
.
s s s
v v t s s
t t t
÷ A
= = ¬ = ÷
A ÷ /

0
. s s v t = +


Exercícios de Sala #

1. (FATEC) A tabela fornece, em vários instantes, a
posição s de um automóvel em relação ao km zero da
estrada em que se movimenta.
t (h) 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0
s (km) 200 170 140 110 80 50
A função horária que nos fornece a posição do automóvel,
com as unidades fornecidas, é:
a) s = 200 + 30t
b) s = 200 - 30t
c) s = 200 + 15t
d) s = 200 - 15t
e) s = 200 - 15t
2


2. (PUC-PR) Um automóvel parte de Curitiba com destino
a Cascavel com velocidade de 60 km/h. 20 minutos depois,
parte outro automóvel de Curitiba com o mesmo destino, à
velocidade 80 km/h.
Depois de quanto tempo, contado a partir da partida do
móvel A, o 2º automóvel alcançará o 1º?
a) 60 min c) 80 min e) 56 min
b) 70 min d) 90 min

Tarefa Mínima #

3. (Mack) Uma partícula descreve um movimento retilíneo
uniforme, segundo um referencial inercial. A equação
horária da posição, com dados no S.I., é x=-2+5t. Neste
caso, podemos afirmar que a velocidade escalar da
partícula é:
a) - 2m/s e o movimento é retrógrado.
b) - 2m/s e o movimento é progressivo.
c) 5m/s e o movimento é progressivo
d) 5m/s e o movimento é retrógrado.
e) - 2,5m/s e o movimento é retrógrado.




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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 4
4. (UFRJ) Nas Olimpíadas de 2004, em Atenas, o
maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima liderava
a prova quando foi interceptado por um fanático. A
gravação cronometrada do episódio indica que ele perdeu
20 segundos desde o instante em que foi interceptado até o
instante em que retomou o curso normal da prova.
Suponha que, no momento do incidente, Vanderlei
corresse a 5,0 m/s e que, sem ser interrompido, mantivesse
constante sua velocidade. Calcule a distância que nosso
atleta teria percorrido durante o tempo perdido.

5. (UNESP) Num caminhão-tanque em movimento, uma
torneira mal fechada goteja à razão de 2 gotas por segundo.
Determine a velocidade do caminhão, sabendo que a
distância entre marcas sucessivas deixadas pelas gotas no
asfalto é de 2,5 metros.

6. (Unitau) Uma motocicleta com velocidade constante de
20m/s ultrapassa um trem de comprimento 100m e
velocidade 15m/s. A duração da ultrapassagem é:
a) 5s. c) 20s. e) 30s.
b) 15s. d) 25s.

7. (Unitau) Uma motocicleta com velocidade constante de
20m/s ultrapassa um trem de comprimento 100m e
velocidade 15m/s. O deslocamento da motocicleta durante
a ultrapassagem é:
a) 400m. c) 200m. e) 100m.
b) 300m. d) 150m.

Tarefa Complementar #

8. (Mack) Na última volta de um grande prêmio
automobilístico, os dois primeiros pilotos que finalizaram a
prova descreveram o trecho da reta de chegada com a
mesma velocidade constante de 288 km/h. Sabendo que o
primeiro colocado recebeu a bandeirada final cerca de 2,0s
antes do segundo colocado, a distância que os separava
neste trecho derradeiro era de:
a) 80 m. c) 160 m. e) 576 m.
b) 144 m. d) 288 m.

9. (PUC-SP) Duas bolas de dimensões desprezíveis se
aproximam uma da outra, executando movimentos
retilíneos e uniformes (veja a figura). Sabendo-se que as
bolas possuem velocidades de 2m/s e 3m/s e que, no
instante t=0, a distância entre elas é de 15m, podemos
afirmar que o instante da colisão é:

a) 1 s
b) 2 s
c) 3 s
d) 4 s
e) 5 s

10. (UFPE) Um automóvel faz o percurso Recife-Gravatá
a uma velocidade média de 50 km/h. O retorno, pela
mesma estrada, é realizado a uma velocidade média de 80
km/h. Quanto, em percentual, o tempo gasto na ida é
superior ao tempo gasto no retorno?




UNIDADE 3

MOVIMENTO RETILÍNEO
UNIFORMEMENTE VARIADO - MRUV

Um movimento no qual o móvel mantém sua aceleração
escalar constante e não nula, é denominado movimento
uniformemente variado. Em conseqüência, a aceleração
escalar instantânea (a) e a aceleração escalar média (a
m
)
são iguais.
0 . =
A
A
= = =
t
v
a const a
m


Equação horária das velocidades:
t a v v .
0
+ =

Equação horária das posições:
2
0 0
.
.
2
a t
s s v t = + +

Equação de Torricelli:
2 2
0
2. . v v a s = + A

Exercícios de Sala #

1. (UNESP) Um veículo está rodando à velocidade de 36
km/h numa estrada reta e horizontal, quando o motorista
aciona o freio. Supondo que a velocidade do veículo se
reduz uniformemente à razão de 4 m/s em cada segundo a
partir do momento em que o freio foi acionado, determine;
a) o tempo decorrido entre o instante do acionamento do
freio e o instante em que o veículo pára.
b) a distância percorrida pelo veículo nesse intervalo de
tempo.

2. (PUC-Campinas) A função horária da posição s de um
móvel é dada por s=20+4t-3t
2
, com unidades do Sistema
Internacional. Nesse mesmo sistema, a função horária da
velocidade do móvel é;
a) -16 - 3t c) 4 - 6t e) 4 - 1,5t
b) -6t d) 4 - 3t

Tarefa Mínima #

3. (UERJ) Ao perceber o sinal vermelho, um motorista,
cujo carro trafegava a 80 km/h, pisa no freio e pára em 10
s. A desaceleração média do veículo, em km/h
2
, equivale,
aproximadamente a:
a) 1,4 × 10
3
c) 1,8 × 10
4
b) 8,0 × 10
3
d) 2,9 × 10
4

4. (PUC-RS) Um jogador de tênis recebe uma bola com
velocidade de 20,0m/s e a rebate na mesma direção e em
sentido contrário com velocidade de 30,0m/s. Se a bola
permanecer 0,100s em contato com a raquete, o módulo da
sua aceleração média será de:
a) 100m/s
2
c) 300 m/s
2
e) 600 m/s
2

b) 200 m/s
2
d) 500 m/s
2

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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 5
5. (UFSCar) Em um piso horizontal um menino dá um
empurrão em seu caminhãozinho de plástico. Assim que o
contato entre o caminhãozinho e a mão do menino é
desfeito, observa-se que em um tempo de 6 s o brinquedo
foi capaz de percorrer uma distância de 9 m até cessar o
movimento. Se a resistência oferecida ao movimento do
caminhãozinho se manteve constante, a velocidade inicial
obtida após o empurrão, em m/s, foi de:
a) 1,5. c) 4,5. e) 9,0.
b) 3,0. d) 6,0.

6. (PUC-Rio) Um carro viajando em uma estrada retilínea
e plana com uma velocidade constante V
1
=72km/h passa
por outro que está em repouso no instante t = 0 s. O
segundo carro acelera para alcançar o primeiro com
aceleração a
2
=2,0m/s
2
. O tempo que o segundo carro leva
para atingir a mesma velocidade do primeiro é:
a) 1,0 s. c) 5,0 s. e) 20,0 s.
b) 2,0 s. d) 10,0 s.

7. (PUC-PR) Um automóvel trafega em uma estrada
retilínea. No instante t = 0s, os freios são acionados,
causando uma aceleração constante até anular a
velocidade, como mostra a figura.
A tabela mostra a velocidade em determinados instantes.

Com base nestas informações são feitas algumas
afirmativas a respeito do movimento:
I - O automóvel apresenta uma aceleração no sentido do
deslocamento.
II - O deslocamento do veículo nos primeiros 2s é 34m.
III - A aceleração do veículo é -1,5m/s
2
.
IV - A velocidade varia de modo inversamente
proporcional ao tempo decorrido.
V - A velocidade do veículo se anula no instante 7,5s.

Está correta ou estão corretas:
a) somente I. c) somente III. e) II e V.
b) I e II. d) IV e V.

Tarefa Complementar #

8. (PUC-RS) Um "motoboy" muito apressado, deslocando-
se a 30m/s, freou para não colidir com um automóvel a sua
frente. Durante a frenagem, sua moto percorreu 30m de
distância em linha reta, tendo sua velocidade
uniformemente reduzida até parar, sem bater no
automóvel. O módulo da aceleração média da moto, em
m/s
2
, enquanto percorria a distância de 30m, foi de:
a) 10 c) 30 e) 108
b) 15 d) 45

9. (UFSCar) Uma partícula se move em uma reta com
aceleração constante. Sabe-se que no intervalo de tempo de
10s ela passa duas vezes pelo mesmo ponto dessa reta, com
velocidades de mesmo módulo, v=4,0m/s, em sentidos
opostos. O módulo do deslocamento e o espaço percorrido
pela partícula nesse intervalo de tempo são,
respectivamente:
a) 0,0m e 10m. c) 10m e 5,0m. e) 20m e 20m.
b) 0,0m e 20m. d) 10m e 10m.
10. (UFSC) No momento em que acende a luz verde de
um semáforo, uma moto e um carro iniciam seus
movimentos, com acelerações constantes e de mesma
direção e sentido. A variação de velocidade da moto é de
0,5m/s e a do carro é de 1,0m/s, em cada segundo, até
atingirem as velocidades de 30m/s e 20m/s,
respectivamente, quando então seguem o percurso em
movimento retilíneo uniforme.
Considerando a situação descrita, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. A velocidade média da moto, nos primeiros 80s, é de
20,5m/s.
02. Após 60s em movimento, o carro está 200m à frente da
moto.
04. A moto ultrapassa o carro a 1200 m do semáforo.
08. A ultrapassagem do carro pela moto ocorre 75s após
ambos arrancarem no semáforo.
16. O movimento da moto é acelerado e o do carro é
retilíneo uniforme, 50s após iniciarem seus
movimentos.
32. 40 s após o início de seus movimentos, o carro e a moto
têm a mesma velocidade.



UNIDADE 4
GRÁFICOS CINEMÁTICOS

MOVIMENTO UNIFORME (MU)

Posição X tempo ÷ tg u = |v|

Mov. Progressivo (v > 0)


Mov. Retrógrado (v < 0)





s
0
u
t
s
u
t
s
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 6
Velocidade X tempo ÷ Área = |∆s|

Mov. Progressivo (v > 0)




Mov. Retrógrado (v < 0)




MOVIMENTO UNIFORMEMENTE VARIADO
(MUV)


Posição X tempo
Raízes: instantes nos quais o móvel passa pela origem
Vértice: mudança de sentido (v = 0)








Velocidade X tempo ÷ Área = |∆s|
tg u = |a|





Aceleração X tempo ÷Área = |∆v|




Exercícios de Sala #

1. (Mack) Um móvel se desloca sobre uma reta conforme
o diagrama a seguir. O instante em que a posição do móvel
é de +20m é:


a) 6 s
b) 8 s
c) 10 s
d) 12 s
e) 14 s
Área
v
u
t
v

Área
t
v

Área
t
v
s
s
0

t
t
s
0

s

Área
v
u
t
v

Área
t
a

Área
t
a
a > 0
a < 0
a > 0
a < 0
a > 0
a < 0
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 7
2. (UFPE) O gráfico a seguir mostra a velocidade de um
objeto em função do tempo, em movimento ao longo do
eixo x. Sabendo-se que, no instante t = 0, a posição do
objeto é x = - 10 m, determine a equação x(t) para a posição
do objeto em função do tempo.

a) x(t) = -10 + 20t - 0,5t
2
b) x(t) = -10 + 20t + 0,5t
2
c) x(t) = -10 + 20t - 5t
2
d) x(t) = -10 - 20t + 5t
2
e) x(t) = -10 - 20t - 0,5t
2

Tarefa Mínima #

3. Duas partículas A e B se movem numa mesma trajetória
e o gráfico a seguir indica suas posições (s) em função do
tempo (t). Pelo gráfico podemos afirmar que as partículas:

a) Movem-se no mesmo sentido.
b) Movem-se em sentidos opostos.
c) No instante t=0, encontram-se a 40m uma da outra.
d) Movem-se com a mesma velocidade.
e) Não se encontram.

4. (PUC-Campinas) Um caminhão C de 25m de
comprimento e um automóvel A de 5,0m de comprimento
estão em movimento em uma estrada. As posições dos
móveis, marcadas pelo para-choque dianteiro dos veículos,
estão indicadas no gráfico para um trecho do movimento.
Em determinado intervalo de tempo o automóvel
ultrapassa o caminhão.

Durante a ultrapassagem completa do caminhão, o
automóvel percorre uma distância, em metros, igual a
a) 5 c) 18 e) 60
b) 15 d) 20



5. (Unifesp) Em um teste, um automóvel é colocado em
movimento retilíneo uniformemente acelerado a partir do
repouso até atingir a velocidade máxima. Um técnico
constrói o gráfico onde se registra a posição x do veículo
em função de sua velocidade v. Através desse gráfico,
pode-se afirmar que a aceleração do veículo é:


a) 1,5 m/s
2

b) 2,0 m/s
2
.
c) 2,5 m/s
2
.
d) 3,0 m/s
2
.
e) 3,5 m/s
2
.

6. (PUC-SP) O gráfico representa a variação da velocidade
com o tempo de um móvel em movimento retilíneo
uniformemente variado.

A velocidade inicial do móvel e o seu deslocamento
escalar de 0 a 5,0 s valem, respectivamente:
a) - 4,0 m/s e - 5,0 m d) - 4,0 m/s e 5,0 m
b) - 6,0 m/s e - 5,0 m e) - 6,0 m/s e 25 m
c) 4,0 m/s e 25 m

7. (FUVEST) Dois veículos A e B se deslocam em
trajetórias retilíneas e paralelas uma à outra. No instante
t=0s eles se encontram lado a lado. O gráfico adiante
representa as velocidades dos dois veículos, em função do
tempo, a partir desse instante e durante os 1200s seguintes.
Os dois veículos estarão novamente lado a lado, pela
primeira vez, no instante:

a) 400 s.
b) 500 s.
c) 600 s.
d) 800 s.
e) 1200 s.

Tarefa Complementar #

8. (UNESP) O gráfico na figura descreve o movimento de
um caminhão de coleta de lixo em uma rua reta e plana,
durante 15s de trabalho.

a) Calcule a distância total percorrida neste intervalo de
tempo.
b) Calcule a velocidade média do veículo.

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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 8
9. (Fatec) Um objeto se desloca em uma trajetória
retilínea. O gráfico a seguir descreve as posições do objeto
em função do tempo.

Analise as seguintes afirmações a respeito desse
movimento:
I - Entre t = 0s e t = 4s o objeto executou um movimento
retilíneo uniformemente acelerado.
II - Entre t = 4s e t = 6s o objeto se deslocou 50m.
III - Entre t = 4s e t = 9s o objeto se deslocou com uma
velocidade média de 2m/s.

Deve-se afirmar que apenas:
a) I é correta.
b) II é correta.
c) III é correta.
d) I e II são corretas.
e) II e III são corretas.

10. (UFSC) Um ratinho se afasta de sua toca em busca de
alimento, percorrendo uma trajetória retilínea. No instante
t=11s, um gato pula sobre o caminho do ratinho e ambos
disparam a correr: o ratinho retornando sobre a mesma
trajetória em busca da segurança da toca e o gato atrás do
ratinho. O gráfico da figura representa as posições do
ratinho e do gato, em função do tempo, considerando que
no instante t=0 o ratinho partiu da posição d=0, isto é, da
sua toca.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s) sobre o
movimento do ratinho e do gato:
01. O ratinho chega 1,0 segundo antes do gato que,
portanto, não consegue alcançá-lo.
02. O ratinho se deslocou com velocidade constante entre
os instantes t=5,0s e t=7,0s.
04. O movimento do ratinho foi sempre retilíneo e
uniforme, tanto na ida como na volta.
08. O gato se encontrava a 5,0 metros do ratinho quando
começou a persegui-lo.
16. O ratinho parou duas vezes no seu trajeto de ida e de
volta até a toca.
32. O gato percorre uma distância maior que a do ratinho,
em menor tempo, por isso o alcança antes que ele possa
chegar à toca.

UNIDADE 5
QUEDA LIVRE E LANÇAMENTO
VERTICAL
Considerações:
1) Como a aceleração da gravidade nas proximidades da
Terra é considerada constante, nosso movimento será
uniformemente variado (MUV).
2) Em um mesmo lugar da Terra todos os corpos caem
livremente com a mesma aceleração, independentemente
do seu peso, forma ou tamanho. Isto é, naquele lugar da
Terra o valor de g é o mesmo para qualquer corpo em
queda livre.
3) Quando lançamos um corpo verticalmente para cima,
quando este alcançar a altura máxima sua velocidade será
nula (V = 0).

Queda Livre


h g v
t g v
t g
H
A =
=
=
. . 2
.
2
.
2
2


Lançamento vertical (para baixo):
No lançamento para baixo, o movimento é semelhante à
queda livre, porém a velocidade inicial não é nula (v
0
≠ 0).
2
.
.
2
0
t g
t v H + =
t g v v .
0
+ = h g v v A + = . . 2
2
0
2

Lançamento vertical (para cima):

h g v v
t g v v
t g
t v H
A ÷ =
÷ =
÷ =
. . 2
.
2
.
.
2
0
2
0
2
0


Exercícios de Sala #

1. Querendo determinar a altura de um edifício, um
estudante deixou cair uma pedra do terraço e ela levou 3s
para chegar ao chão. (g=10m/s
2
)
a) Qual a altura que ele obteve para o edifício?
b) Qual a velocidade da pedra ao chegar ao chão?

2. Uma bola é lançada para cima com velocidade de 20m/s
(g = 10m/s
2
). Indique a afirmativa errada (despreze a
resistência do ar):
a) a bola atinge uma altura de 20 m.
b) no ponto mais alto a velocidade da bola é nula.
c) no ponto mais alto a aceleração da bola é nula.
d) a bola retorna ao ponto de partida com velocidade de 20
m/s.
e) a bola volta ao ponto de partida depois de 4s.
V = 0
g
&

0
v
&

V
0
= 0
g
&

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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 9
Tarefa Mínima #

3. Foi veiculada na televisão uma propaganda de uma
marca de biscoitos com a seguinte cena: um jovem casal
estava num mirante sobre um rio e alguém deixava cair lá
de cima um biscoito. Passados alguns instantes, o rapaz se
atira do mesmo lugar de onde caiu o biscoito e consegue
agarrá-lo no ar. Em ambos os casos, a queda é livre, as
velocidades iniciais são nulas, a altura de queda é a mesma
e a resistência do ar é nula. Para Galileu Galilei, a situação
física desse comercial seria interpretada como:
a) impossível, porque a altura da queda não era grande o
suficiente.
b) possível, porque o corpo mais pesado cai com maior
velocidade.
c) possível, porque o tempo de queda de cada corpo
depende de sua forma.
d) impossível, porque a aceleração da gravidade não
depende da massa dos corpos.
e) impossível, porque o corpo mais pesado cai mais
devagar devido à resistência do ar.

4. (UFPE) Uma esfera de aço de 300g e uma esfera de
plástico de 60g, de mesmo diâmetro, são abandonadas
simultaneamente do alto de uma torre de 60m de altura.
Qual a razão entre os tempos que levarão as esferas até
atingirem o solo? (Despreze a resistência do ar).
a) 5,0 c) 1,0 e) 0,2
b) 3,0 d) 0,5

5. Um paraquedista, quando a 120m do solo, deixa cair
uma bomba. Esta leva 4s para atingir o solo. Qual a
velocidade de descida do paraquedista? ( g = 10m/s
2
) .
a) 1 m/s c) 5 m/s e) 10 m/s
b) 2 m/s d) 8 m/s

6. (UNESP) Para deslocar tijolos é comum vermos em
obras de construção civil um operário no solo, lançando
tijolos para outro que se encontra postado no piso superior.
Considerando o lançamento vertical, a resistência do ar
nula, a aceleração da gravidade igual a 10m/s
2
e a distância
entre a mão do lançador e a do receptor 3,2m, a velocidade
com que cada tijolo deve ser lançado para que chegue às
mãos do receptor com velocidade nula deve ser de:
a) 5,2 m/s. c) 7,2 m/s. e) 9,0 m/s.
b) 6,0 m/s. d) 8,0 m/s.

7. (UFRJ) De um ponto
localizado a uma altura h do
solo, lança-se uma pedra
verticalmente para cima. A
figura a seguir representa, em
gráfico cartesiano, como a
velocidade escalar da pedra
varia em função do tempo,
entre o instante do lançamento
(t = 0) e o instante em que chega ao solo (t = 3s).
a) Em que instante a pedra retoma ao ponto de partida?
Justifique sua resposta.
b) Calcule de que altura h a pedra foi lançada.




Tarefa Complementar #

8. (PUC-PR) Em um planeta isento de atmosfera e onde a
aceleração gravitacional em suas proximidades pode ser
considerada constante igual a 5m/s
2
, um pequeno objeto é
abandonado em queda livre de determinada altura,
atingindo o solo após 8 segundos. Com essas informações,
analise as afirmações:

I - A cada segundo que passa, a velocidade do objeto
aumenta em 5m/s durante a queda.
II - A cada segundo que passa, o deslocamento vertical do
objeto é igual a 5 metros.
III - A cada segundo que passa, a aceleração do objeto
aumenta em 4m/s
2
durante a queda.
IV - A velocidade do objeto ao atingir o solo é igual a 40
m/s.
a) Somente a afirmação I está correta.
b) Somente as afirmações I e II estão corretas.
c) Todas estão corretas.
d) Somente as afirmações I e IV estão corretas.
e) Somente as afirmações II e III estão corretas.

9. (Cesgranrio) O Beach Park, localizado em Fortaleza-
CE, é o maior parque aquático da América Latina situado
na beira do mar. Uma de suas principais atrações é um
toboágua chamado "Insano". Descendo esse toboágua, uma
pessoa atinge sua parte mais baixa com velocidade de 28
m/s. Considerando a aceleração da gravidade g = 9,8m/s
2
e
desprezando os atritos, conclui-se que a altura do
toboágua, em metros, é de:
a) 40,0 c) 36,8 e) 28,0
b) 38,0 d) 32,4

10. (UFSC) Uma pequena bola
é lançada verticalmente para
cima, sob a ação somente da
força peso, em um local onde a
aceleração da gravidade é igual
a 10 m/s
2
. O gráfico representa
a posição da bola em função do
tempo.
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. No instante 2,0s a bola atingiu a altura máxima e a
aceleração atuante sobre ela é nula.
02. No instante 2,0s a velocidade da bola é nula, mas a
aceleração e a força resultante que atua sobre ela
apresentam valores diferentes de zero.
04. A velocidade inicial da bola é igual a 20 m/s.
08. A força resultante e a aceleração permanecem
invariáveis durante todo o movimento.
16. No instante 2,0s a velocidade da bola e a força
resultante sobre ela são nulas.
32. O movimento pode ser descrito pela função
d = 20t - 5t
2
.
64. A aceleração é variável e atinge o seu valor máximo no
instante t = 4,0s.






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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 10
UNIDADE 6

LANÇAMENTO HORIZONTAL

Equações do Lançamento Horizontal
Na Vertical Na Horizontal
0
0
=
y
v g a
y
=
2
.
2
1
t g h =
t g v
y
. =
h g v
y
A = . . 2
2



0 0
v v
x
= (constante)
0 =
x
a
t v D .
0
=




















LANÇAMENTO OBLÍQUO
Assim como no lançamento horizontal, o lançamento
oblíquo é o movimento descrito pela soma de dois
movimentos, um na direção vertical e outro na direção
horizontal. Desprezando a resistência do ar, o movimento
na vertical é um lançamento vertical e, na direção
horizontal, um movimento retilíneo uniforme.
A rigor, não há diferença entre o lançamento
horizontal e o lançamento oblíquo; o que muda são apenas
as condições iniciais, que agora dependem do ângulo de
inclinação da velocidade inicial em relação à horizontal.
Em ambos os casos os projéteis descrevem trajetórias
parabólicas.















Equações do Lançamento oblíquo
Na Vertical Na Horizontal
u sen v v
y
.
0 0
=
g a
y
= (negativa)
2
0
.
2
1
t g t v h
y
÷ =
t g v v
y y
.
0
÷ =
h g v v
y y
A ÷ = . . 2
2
0
2



u cos .
0 0
v v
x
= (constante)
0 =
x
a
t v D
x
.
0
=


Exercícios de Sala #

1. A figura mostra a trajetória de um projétil disparado
horizontalmente de um canhão. Despreze os atritos com o
ar e adote g = 10 m/s
2
. Calcule:

245m
2800m
a) tempo de queda do
projétil (t).

b) a intensidade da
velocidade com que o
projétil abandona o
canhão.


2. (UFSC) Uma jogadora de basquete joga uma bola com
velocidade de módulo 8 m/s, formando um ângulo de 60º
com a horizontal, para cima. O arremesso é tão perfeito
que a atleta faz a cesta sem que a bola toque no aro.
Desprezando a resistência do ar, assinale a(s)
proposição(ões) verdadeira(s):

01. O tempo gasto pela bola para alcançar o ponto mais
alto da sua trajetória é de 0,5s.
02. O módulo da velocidade da bola, no ponto mais alto
da sua trajetória, é igual a 4m/s.
04. A aceleração da bola é constante em módulo, direção e
sentido desde o lançamento até a bola atingir a cesta.
08. A altura que a bola atinge acima do ponto de
lançamento é de 1,8 m.
16. A trajetória descrita pela bola desde o lançamento até
atingir a cesta é uma parábola.

3. (ITA) Um avião está a 8,0km de altura e voa
horizontalmente a 700km/h, patrulhando as costas
brasileiras. Em dado instante, ele observa um submarino
inimigo parado na superfície. Desprezando as forças de
resistência do ar e adotando g = 10m/s
2
podemos afirmar
que o tempo de que dispõe o submarino para se deslocar
após o avião ter soltado uma bomba é de:
a) 108 s. b) 20 s
c) 30 s. d) 40 s
e) Não é possível determiná-lo se não for conhecida a
distância inicial entre o avião e o submarino.




y
v
&
x
v
&
x
v v
& &
=
0

y
v
&
x
v
&
v
&
v
&
0
0
&
&
=
y
v
D
(Alcance)
H
ox
v
&

oy
v
&

o
v
&

0
&
&
=
y
v

mínima
v
&

D
Hmáxi
y
v
&

x
v
&

v
&

u
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 11
Au
Ax
C
R
Tarefa Mínima #

4. (Cesgranrio) Para bombardear um alvo, um avião em
voo horizontal, a uma altitude de 2,0km, solta uma bomba
quando a sua distância horizontal até o alvo é de 4,0km.
Admite-se que a resistência do ar seja desprezível. Para
atingir o mesmo alvo, se o avião voasse com a mesma
velocidade, mas agora a uma altitude de apenas 0,50km,
ele teria que soltar a bomba a uma distância horizontal do
alvo igual a:
a) 0,25 km. c) 1,0 km. e) 2,0 km.
b) 0,50 km. d) 1,5 km.

5. (Fei) Uma esfera de aço de massa 200g desliza sobre
uma mesa plana com velocidade igual a 2m/s. A mesa está
a 1,8m do solo. A que distância da mesa a esfera irá tocar o
solo? Obs: despreze o atrito. Considere g = 10m/s
2

a) 1,25m c) 0,75m e) 1,2m
b) 0,5m d)1,0m

Tarefa Complementar #

6. (PUC-CAMP) Um projétil é lançado segundo um
ângulo de 30° com a horizontal, com uma velocidade de
200m/s. Supondo a aceleração da gravidade igual a 10m/s
2

e desprezando a resistência do ar, o intervalo de tempo
entre as passagens do projétil pelos pontos de altura 480m
acima do ponto de lançamento, em segundos, é: (DADOS:
sen 30° = 0,50; cos 30° = 0,87)
a) 2,0 c) 6,0 e) 12
b) 4,0 d) 8.0

7. (PUC-SP) Suponha que em uma partida de futebol, o
goleiro, ao bater o tiro de meta, chuta a bola, imprimindo-
lhe uma velocidade
0
v
&
cujo vetor forma, com a horizontal,
um ângulo o. Desprezando a resistência do ar, são feitas as
afirmações abaixo.

I - No ponto mais alto da trajetória, a velocidade vetorial
da bola é nula.
II - A velocidade inicial
0
v
&
pode ser decomposta segundo
as direções horizontal e vertical.
III - No ponto mais alto da trajetória, é nulo o valor da
aceleração da gravidade.
IV - No ponto mais alto da trajetória, é nulo o valor da
componente vertical da velocidade.

Estão corretas:
a) I, II e III c) II e IV e) I e II
b) I, III e IV d) III e IV


UNIDADE 7
MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME –
MCU

COMPONENTES DA ACELERAÇÃO –
ACELERAÇÃO CENTRÍPETA:








T
a
&
: varia o módulo do vetor velocidade.
C
a
&
: varia a direção do vetor velocidade.

R T R
a a a
& & &
+ =
2 2 2
R T R
a a a + =

Para calcular o módulo da aceleração centrípeta,
utilizaremos a seguinte fórmula:
R
v
a
C
2
=
onde R é o raio da trajetória.

MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME
Um objeto realiza um movimento circular uniforme (que
passaremos a abreviar MCU) quando o movimento se
realizar sobre uma circunferência (a
C
= 0) e o módulo da
velocidade do objeto não variar (a
T
= 0).

PERÍODO E FREQUÊNCIA
Período (T): tempo necessário para o móvel completar
uma volta
Frequência (f): número de voltas que o móvel realiza em
uma unidade de tempo
tempo
voltas de nº
= f

Comparando o número de voltas com o tempo, temos:

Nº de voltas Tempo

f
T
1
=

1 T
f 1

No SI, a unidade de período é o segundo (s) e de
frequência é o hertz (Hz) ou rotações por segundo (rps).

DESLOCAMENTO ANGULAR
Num MCU, o deslocamento angular corresponde ao
ângulo varrido pelo móvel quando realiza um
deslocamento. Veja na figura:





A medida do deslocamento
angular é dada por:

R
x A
= Au
[rad]
tangente
T
a
&
C
a
&
R
a
&
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 12
VELOCIDADE ANGULAR MÉDIA

Corresponde ao ângulo descrito na unidade de tempo.
t A
A
=
u
e
[rad/s]
Para 1 volta completa, temos t u . 2 = A e T t = A :
T
t
e
. 2
=

Como
f
T
=
1
, temos que:
f . . 2t e =

RELAÇÃO ENTRE VELOCIDADE ESCALAR E
VELOCIDADE ANGULAR

Para 1 volta completa, temos R x . . 2t = A e T t = A :
f R
T
R
t
x
V . . . 2
. . 2
t
t
= =
A
A
=

Como
e
t
t = =
T
f
. 2
. . 2
, R V . e =

TRANSMISSÃO DE MOVIMENTO CIRCULAR

Um movimento circular pode ser transmitido de uma roda
(polia) para outra através de dois procedimentos básicos:
ligação das polias por uma correia ou corrente ou pelo
contato entre elas (Ex.: engrenagens). Veja as figuras:








B B A A
B B A A
B A
R f R f
R R
V V
. .
. .
=
=
=
e e


Exercícios de Sala #

1.(UFSC) Obtenha a soma dos valores numéricos
associados às opções corretas:
Em relação a um corpo que executa um movimento
circular uniforme, podemos dizer que:

01. Por existir uma variação na direção do vetor
velocidade, o corpo possuirá uma aceleração centrípeta.
02. A aceleração centrípeta é um vetor perpendicular à
velocidade e dirigida para o centro da trajetória.
04. O vetor velocidade tem módulo constante, mas a sua
direção varia continuamente.
08. A aceleração centrípeta é inversamente proporcional ao
quadrado do raio da circunferência.
16. O tempo gasto para efetuar uma volta completa é
denominado frequência (em Hz) do movimento.
32. A velocidade angular será dada por 2t dividido por T
(período) e se refere ao ângulo descrito na unidade de
tempo.
2. A figura abaixo mostra uma bicicleta em movimento
retilíneo e uniforme, cuja roda maior tem raio de 0,5m e a
menor 0,25m. A roda menor gira com frequência de 4,0
Hz.

Determine:
a) a frequência da roda maior.
b) a velocidade escalar da bicicleta.

Tarefa Mínima #

3.(EUM) Qual das seguintes propriedades caracteriza o
movimento de um satélite artificial em torno da Terra,
admitindo que o movimento seja circular uniforme?
a) Velocidade constante em módulo e direção.
b) Aceleração constante, paralela ao vetor velocidade.
c) Aceleração radial constante em módulo.
d) Aceleração constante com um componente paralelo ao
vetor velocidade e o outro perpendicular a ela.
e) Aceleração nula.

4. (UCS) Para calcular a velocidade angular de uma
partícula que descreve um movimento circular uniforme,
basta conhecer:
a) a aceleração centrípeta.
b) o período de revolução.
c) a velocidade escalar linear.
d) o raio do círculo descrito.
e) o diâmetro do círculo descrito.

5. (FCC) Uma partícula executa um movimento uniforme
sobre uma circunferência de raio 20cm. Ela percorre
metade da circunferência em 2,0s. A frequência, em Hz, e
o período, em s, valem, respectivamente:
a) 4,0 e 0,25 c) 1,0 e 1,0 e) 0,25 e 4,0
b) 2,0 e 0,50 d) 0,50 e 2,0

6.(FEI) Determine a velocidade angular do ponteiro dos
segundos de um relógio analógico.
a) 60 rad/s c) 30t rad/s e) t/30 rad/s
b) 60t rad/s d) t/60 rad/s

Tarefa Complementar #

7. (UFMA) Num movimento circular uniforme,
quadruplicando o raio e dobrando a velocidade, o módulo
da aceleração centrípeta:
a) É metade da anterior.
b) Não se altera.
c) É o dobro da anterior.
d) É a quarta parte da anterior.

8. (UECE) A figura mostra um disco que gira em torno do
centro O. A velocidade do ponto X é 50cm/s e a do ponto
Y é de 10cm/s.

A distância XY vale
20cm. Pode-se afirmar
que o valor da velocidade
angular do disco, em
radianos por segundo, é:
a) 2,0 c) 10,0
b) 5,0 d) 20,0
A B
A B
RA
RA
RB
RB
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 13
UNIDADE 8
DINÂMICA
Dinâmica é a parte da Mecânica que estuda os movimentos
dos corpos, analisando as causas que explicam como um
corpo em repouso pode entrar em movimento, como é
possível modificar o movimento de um corpo ou como um
corpo em movimento pode ser levado ao repouso. Essas
causas são, como veremos, as forças.
FORÇA

É uma interação entre dois corpos. É a causa da
aceleração de um corpo. Sem ela, não é possível alterar a
velocidade de um objeto.
A força tem intensidade, direção e sentido, ou seja,
ela é uma grandeza vetorial.
Quanto à sua natureza, uma força pode ser de
contato (por exemplo, a força feita por uma criança para
puxar um carrinho de brinquedo através de um barbante)
ou de campo, quando pode existir força mesmo a distância,
sem que haja contato entre os corpos (forças gravitacional,
elétrica e magnética).

1
a
Lei de Newton ou Princípio da Inércia
Esta lei explica os estados de movimento dos objetos para
os quais a força resultante é zero.
Quando a força resultante que atua em um objeto é nula
(F
R
= 0), dizemos que este objeto se encontra em
equilíbrio.
¹
´
¦
=
(MRU) dinâmico equilíbrio
(repouso) estático equilíbrio
0
& &
R
F

2
a
Lei de Newton ou Princípio Fundamental da
Dinâmica
Quando a força resultante que atua em um determinado
objeto for diferente de zero, este objeto estará sujeito a
uma aceleração que é diretamente proporcional à força
resultante. A resultante
R
F
&
das forças que atuam em um
corpo de massa m produz uma aceleração a
&
tal que:
a m F
R
&
&
. =
R
F
&
e a
&
são vetores que possuem a mesma direção, o
mesmo sentido e intensidade proporcionais.
No SI, a unidade de força é o Newton (N).

Força Peso: é a força de atração que a Terra exerce nos
corpos.
Quando um corpo está em movimento, sob ação exclusiva
de seu peso, ele adquire uma aceleração chamada
aceleração da gravidade.
De acordo com a 2ª Lei de Newton: P = mg

3
a
Lei de Newton ou Princípio da Ação e Reação
As forças sempre existem aos pares.
Quando um corpo A aplica uma força
A
F
&
num corpo B,
este aplica em A uma força
B
F
&
. As forças (
A
F
&
e
B
F
&
) têm a
mesma intensidade, a mesma direção e sentidos opostos.
Uma das forças é chamada de Ação e a outra de Reação.


Exercícios de Sala #

1. (ACAFE) Um carro segue por uma estrada com várias
malas sobre o seu teto. Numa curva fechada para a
esquerda, uma das malas que não estava bem presa é
atirada para a direita do motorista. Tal fato é explicado:
a) Pela lei da gravidade.
b) Pela conservação da energia.
c) Pelo princípio da inércia.
d) Pelo princípio da ação e reação.
e) Pelo princípio de Pascal.

2. (UFSC) A figura abaixo mostra o bloco A de 6kg em
contato com o bloco B de 4kg, ambos em movimento
sobre uma superfície horizontal sem atrito, sob a ação da
força horizontal F
&
, de módulo 50N. O módulo, em
newtons, da resultante das
forças que atuam sobre o
bloco A é:

3. (UFMG) Um homem que pesa 80 kgf está sobre uma
balança de mola dentro de um elevador em movimento
vertical. Se o elevador está descendo, a balança acusa um
valor maior ou menor do que 80kgf? Justifique sua
resposta.

Tarefa Mínima #

4. (FCMSCSP) Não é necessária a existência de uma força
resultante atuando:
a) Quando se passa do estado de repouso ao de movimento
uniforme.
b) Para manter o corpo em movimento retilíneo e uniforme.
c) Para manter um corpo em movimento circular e
uniforme.
d) Para mudar a direção de um objeto sem alterar o módulo
de sua velocidade.
e) Em nenhum dos casos anteriores.

5. (FUVEST) Adote: g = 10 m/s
2
Um homem tenta levantar uma caixa de 5kg que está sobre
uma mesa aplicando uma força vertical de 10N. Nesta
situação, o valor da força que a mesa aplica na caixa é:

a) 0N
b) 5N
c) 10N
d) 40N
e) 50N

6.(UNIMEP) Um corpo A de massa m
A
= 1,6kg está unido
por um fio a um outro B de massa m
B
= 0,40kg. No
instante inicial, o corpo A tinha uma velocidade de módulo
5,0 m/s e se movia para a direita, conforme sugere a figura
abaixo. Desprezando os atritos, após 5s, qual o módulo e o
sentido da velocidade do corpo A?

A
B g
&
V0 = 5,0 m/s
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 14
7.(UFRGS) Um elevador começa a subir, a partir do andar
térreo, com aceleração de módulo 5,0 m/s
2
. O peso
aparente de um homem de 60kg no interior do elevador,
supondo g = 10 m/s
2
, é igual a:
a) 60 N c) 300 N e) 900 N
b) 200 N d) 600 N

8. No esquema, desprezam-se todos os atritos e a inércia
da polia. O fio é suposto ideal, isto é, sem peso e
inextensível. Os blocos
A, B e C têm massas
iguais a m e a aceleração
da gravidade vale g.
Determine a intensidade
da força que A exerce
em B.
Aplicação numérica:
m = 3,0 kg e g = 10 m/s
2



9.(FCMSCSP) Uma balança de mola é colocada em um
elevador que está descendo com movimento retardado e
aceleração de módulo igual a 0,2g, no qual g é o módulo
da aceleração da gravidade local. Uma pessoa de massa 70
kg está sobre a balança. Sendo g = 10m/s
2
, a balança
indicará:
a) 70 N c) 140 N e) 210 N
b) 700 N d) 840 N

Tarefa Complementar #

10. (UFSC) A figura representa um automóvel A,
rebocando um trailer B, em uma estrada plana e
horizontal. A massa do automóvel e a massa do trailer são,
respectivamente, iguais a 1.500kg e 500 kg. Inicialmente, o
conjunto parte do repouso, atingindo a velocidade de 90
km/h em 20 segundos. Desprezam-se os efeitos da força de
resistência do ar sobre o veículo e o reboque.

Em relação à situação descrita, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).

01. A intensidade da força transmitida ao trailer é a mesma
da força resultante sobre o conjunto.
02. Até atingirem a velocidade de 90 km/h, o automóvel e
seu reboque terão percorrido 250m.
04. O trailer exerce uma força de 625N sobre o automóvel.
08. A força resultante sobre o conjunto é igual a 2500N.
16. A aceleração do conjunto é igual a 1,25m/s
2
.
32. Não havendo nenhuma força que se oponha ao
movimento do trailer, o automóvel não necessita fazer
nenhuma força adicional para acelerá-lo.
64. A força que o automóvel faz sobre o trailer não pode
ter a mesma intensidade da força que o trailer faz sobre
o automóvel porque, neste caso, o sistema
permaneceria em repouso.



UNIDADE 9
ATRITO E PLANO INCLINADO

ATRITO

Considere um corpo de peso P em repouso sobre uma
superfície horizontal. Vamos aplicar ao corpo uma força
F
&
que tende a deslocá-lo na direção horizontal. As
superfícies em contato apresentam rugosidades que se
opõem ao deslocamento do corpo.
F
Rugosidades
F
AT

Esta força que aparece no sentido contrário ao movimento
ou à tendência de movimento do corpo em relação à
superfície é denominada força de atrito (
AT
F
&
).
O Atrito Estático atua sobre corpos em repouso
sujeitos a uma força não suficiente para colocá-los em
movimento. Como o corpo permanece em repouso, de
acordo com a Primeira Lei de Newton, a resultante das
forças que nele atuam é igual a zero. Nesse caso, a força de
atrito estático sempre será igual à força motriz.





F F
AT
& &
=

Força de Destaque é o máximo valor suportado
pelo atrito estático. Se a força motriz for maior que a força
de destaque, o corpo entra em movimento e o atrito deixa
de ser estático. Portanto, enquanto o corpo está em
repouso, a força de atrito estático tem o mesmo valor da
força motriz e não pode superar a força de destaque, logo:
destaque ATest
F F < < 0
N F
e destaque
. µ =
µ
e
= coeficiente de atrito estático
N = Força de reação normal à superfície.

O Atrito Cinético ou Dinâmico ocorre quando o
corpo se encontra em movimento e é constante,
independente de sua velocidade ou tipo de movimento.
N F
d ATdin
. µ =
µ
d
= coeficiente de atrito dinâmico

Atenção!
É mais fácil manter um corpo em movimento do que
iniciá-lo. Por quê? Porque o coeficiente de atrito estático é
maior do que o dinâmico.

d e
µ µ >


A
B
C
V = 0
AT
F
&

F
&

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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 15
PLANO INCLINADO
Considere um corpo deslizando num plano inclinado, sem
atrito, e formando um ângulo u com a horizontal.
Sobre o corpo atuam as forças peso P e a reação
normal N. É comum decompor o peso P em duas forças
componentes:
PN: normal ao plano inclinado e equilibrada pela reação
normal N;
PT: paralela ao plano inclinado.











u u
u u
cos . cos
sen . sen
P P
P
P
P P
P
P
N
N
T
T
= =
= =

Exercícios de Sala #

1. Um bloco de massa m = 1,0kg está em repouso sobre
um plano horizontal no qual existe atrito. Sabe-se que o
coeficiente de atrito estático entre o bloco e o plano vale
0,5, e o coeficiente de atrito dinâmico vale 0,4. Adote g =
10m/s
2
. Aplica-se sobre o bloco uma força horizontal
constante de intensidade F.




Para cada valor de F na tabela a seguir, marque:
a) o valor da intensidade da força de atrito;
b) o tipo de atrito: estático (E) ou dinâmico (D);
c) o módulo da aceleração do bloco.

F F
AT
Tipo a
2,0
4,0
5,0
6,0
7,0
Obs: as unidades estão no SI.

2. (MACK) A figura mostra um corpo de massa 50kg
sobre um plano inclinado sem atrito, que forma um ângulo
u com a horizontal. A intensidade da força F
&
que fará o
corpo subir o plano inclinado com aceleração constante de
2,0 m/s
2
é:
Dados: g = 10 m/s
2
; sen u = 0,6
a) 400 N
b) 300 N
c) 200 N
d) 100 N
e) 50N



Tarefa Mínima #

3. (UDESC) Uma força horizontal F
&
comprime um bloco
de peso 10N contra uma parede vertical.
O coeficiente de atrito estático entre o bloco e a parede é
0,20. Qual o menor valor da intensidade da força F
&
para o
bloco permanecer em equilíbrio?

4. (AMAN) Um automóvel se move em uma estrada
horizontal, com velocidade constante de 30m/s. Num dado
instante o carro é freado e, até parar, desliza sobre a estrada
numa distância de 75m. Determinar o coeficiente de atrito
entre os pneus e a estrada. Usar g = 10m/s
2
.
a) 0,2 c) 0,4 e) 0,6
b) 0,3 d) 0,5

5. (VUNESP) No sistema a seguir, A tem massa m
A
=10kg.
B tem massa m
B
=15kg. o=45°. Qual será o coeficiente de
atrito entre as superfícies em contacto, do corpo A com o
plano, para que o corpo se desloque com movimento
uniforme?

Observações: g = 10m/s
2
;
o peso da corda, o atrito no
eixo da roldana e a massa
da roldana são
desprezíveis.


6. (MACK) A ilustração a seguir refere-se a uma certa
tarefa na qual o bloco B dez vezes mais pesado que o bloco
A deverá descer pelo plano inclinado com velocidade
constante. Considerando que o fio e a polia são ideais, o
coeficiente de atrito cinético entre o bloco B e o plano
deverá ser:
Dados:
sen o = 0,6
cos o = 0,8
a) 0,500
b) 0,750
c) 0,875
d) 1,33
e) 1,50


7. (FATEC) O corpo A, de massa
10kg, apoiado sobre uma superfície
horizontal, está parado, prestes a
deslizar, preso por um fio ao corpo B,
de massa 2,0kg.
Considerando-se o fio e a roldana ideais e adotando
g=10m/s
2
, o coeficiente de atrito estático entre o corpo A e
a superfície vale:
a) 2,0 c) 0,20 e) 0,50
b) 0,10 d) 0,40

Tarefa Complementar #

8.(UFSC) Uma prensa é utilizada para sustentar um bloco
apoiado em uma parede vertical, como ilustrado na Figura
1. O bloco e a parede são sólidos e indeformáveis. A
prensa exerce uma força de 10
4
N sobre o bloco, na direção
perpendicular às superfícies em contato. A massa do bloco
é de 50kg e o coeficiente de atrito estático entre o bloco e a
parede é 0,35. Em seguida, mais blocos de mesma massa
N
&

T
P
&

N
P
&

P
&

u
u
F
&

AT
F
&

u
F
&

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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 16
são colocados em cima do primeiro, como é mostrado na
Figura 2, porém a força que a prensa exerce permanece
inalterada.

Em relação à situação descrita, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. Com a força aplicada é possível sustentar um total de
sete blocos iguais ao primeiro.
02. A força que a parede exerce sobre o primeiro bloco é
igual a 10
4
N e a força de atrito estático entre a parede e
o bloco é igual a 3500N.
04. A força necessária para sustentar apenas um bloco é
igual a 175N.
08. A força de atrito estático entre a parede e os blocos
acima do primeiro é nula.
16. Se o coeficiente de atrito estático entre a parede e o
bloco for nulo, a prensa não sustentará o primeiro bloco
contra a parede por maior que seja a força aplicada F
&
.
32. Quanto mais polidas forem as superfícies em contato da
parede e do bloco, menor será o coeficiente de atrito e,
portanto, menor será o número de blocos que a força
aplicada poderá sustentar.
64. Como o peso de cada bloco é de 500N, a força F
&

aplicada pela prensa poderá sustentar 20 blocos.

9. (UFSC) No que diz respeito ao atrito, é correto afirmar:
01. É uma coisa extremamente inútil em qualquer
circunstância prática.
02. É um dos fatores que mais contribuem para o desgaste
de diversos tipos de equipamentos e utensílios, como
engrenagens mecânicas, solas de sapatos, pneus, etc.
04. Se o atrito não existisse teríamos muita dificuldade para
executar determinadas tarefas como, por exemplo,
caminhar.
08. A força de atrito, a que um dado corpo se acha
submetido, é proporcional à força normal que a
superfície exerce sobre o corpo.
16. O coeficiente de atrito cinético é proporcional à
velocidade adquirida por um corpo, e a sua unidade S.
I. é o newton.metro/segundo (Nm/s).
32. O coeficiente de atrito cinético é sempre
numericamente superior ao coeficiente de atrito
estático.

10. (UFSC) Um homem empurra uma mesa com uma
força horizontal F
&
, da esquerda para a direita,
movimentando-a neste sentido. Um livro solto sobre a
mesa permanece em repouso em relação a ela.

Considerando a situação descrita, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. Se a mesa deslizar com velocidade constante, a força de
atrito sobre o livro não será nula.
02. Como o livro está em repouso em relação à mesa, a
força de atrito que age sobre ele é igual, em módulo, à
força F
&
.
04. Se a mesa deslizar com aceleração constante, atuarão
sobre o livro somente as forças peso, normal e a força
F
&
.
08. Se a mesa deslizar com aceleração constante, a força de
atrito que atua sobre o livro será responsável pela
aceleração do livro.
16. Se a mesa deslizar com velocidade constante, atuarão
somente as forças peso e normal sobre o livro.
32. Se a mesa deslizar com aceleração constante, o sentido
da força de atrito que age sobre o livro será da esquerda
para a direita.

UNIDADE 10

COMPONENTES DA FORÇA RESULTANTE

O Princípio Fundamental da Dinâmica estabelece
que, para produzir uma aceleração a num ponto material,
deve ser aplicada nesse ponto uma força resultante F tal
que F= ma.
Nessas condições, se um ponto material descreve
uma curva, existe aceleração centrípeta e, portanto,
existem forças com componentes normais à trajetória. A
resultante das forças componentes normais à trajetória
recebe o nome de resultante centrípeta ou força centrípeta
Fc.
Se o módulo da velocidade de um ponto material
varia, existe aceleração tangencial e, portanto, forças com
componentes tangentes à trajetória. A resultante destas
forças componentes recebe o nome de resultante
tangencial ou força tangencial F
T
.
Considere um ponto material em movimento
curvilíneo sob ação de várias forças que, quando
decompostas, resultam em Fc e F
T
conforme a figura. Para
calcular o valor da força centrípeta e da força tangencial
temos, respectivamente, que:

R
v
m F
C
2
=
e a m F
T
. =











T C R
F F F
& & &
+ =
2 2 2
T C R
F F F + =

No caso de o movimento curvilíneo ser
uniforme, a resultante tangencial é nula, pois o módulo da
velocidade não varia. A resultante de todas as forças é a
resultante centrípeta.

Esquerda Direita
tangente
T
F
&

C
F
&

R
F
&

normal
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 17
Exercícios de Sala #

1. (UNIMEP) Determinar a
inclinação que deve ter uma
estrada, em uma curva de 400
m de raio, para que um carro,
com velocidade de módulo 40
m/s, não derrape,
independentemente do coeficiente de atrito. Adote g = 10
m/s
2
.

2. Um pêndulo é constituído por um fio ideal de
comprimento 0,50m e esfera pendular de massa 3,0kg.
Quando a esfera pendular realiza uma oscilação circular e
passa pelo ponto mais baixo (fio vertical), sua velocidade
tem módulo igual a 2,0m/s. Adote g = 10m/s
2
. Pede-se:
a) a intensidade da resultante centrípeta, quando a esfera
passa pelo ponto mais baixo;
b) a intensidade da força tensora no fio nessa posição.

Tarefa Mínima #

3. (ACAFE) O barco viking é um entretenimento
encontrado em diversos parques de diversão. Analisando o
movimento de ida e volta do barco somente no ápice do
movimento, observa-se que é o movimento de um pêndulo
simples. Em relação ao exposto, a alternativa verdadeira é:
a) as forças que atual sobre o passageiro são a força
centrípeta, a força peso e a força normal.
b) O módulo da força normal que o assento exerce sobre o
passageiro é maior no ponto mais baixo da trajetória.
c) O módulo da força-peso do passageiro é maior no
ponto mais baixo da trajetória.
d) O módulo da força-peso do passageiro é sempre igual
ao módulo da força normal que o assento exerce sobre
ele.
e) A força resultante sobre o passageiro é sempre a força
centrípeta.

4. (UFRGS) Uma moto descreve uma circunferência
vertical no globo da morte de raio 4m (g = 10 m/s
2
). A
massa total da moto é 150kg. A velocidade da moto no
ponto mais alto é 12m/s. A força que a moto exerce no
globo, em N, é:
a) 1500 c) 3900 e) n. d. a.
b) 2400 d) 4000

5. (UFPR) Qual a velocidade máxima que um carro pode
fazer uma curva horizontal de 25m de raio, se o coeficiente
de atrito estático entre os pneus e a estrada é 0,8? (Use g =
10 m/s
2
)

6. (FUVEST) A figura a seguir mostra, num plano
vertical, parte dos trilhos do percurso circular de uma
"montanha russa" de um parque de diversões. A velocidade
mínima que o carrinho deve ter, ao passar pelo ponto mais
alto da trajetória, para não desgrudar dos trilhos vale, em
metros por segundo,
a)
20

b)
40

c)
80

d)
160

e)
320



7. (UFMG) Observe o desenho.
Esse desenho representa um
trecho de uma montanha russa.
Um carrinho passa pelo ponto P e
não cai.
Pode-se afirmar que, no ponto P,

a) a força centrífuga que atua no carrinho o empurra
sempre para frente.
b) a força centrípeta que atua no carrinho equilibra o seu
peso.
c) a força centrípeta que atua no carrinho mantém sua
trajetória circular.
d) a soma das forças que o trilho faz sobre o carrinho
equilibra seu peso.
e) o peso do carrinho é nulo nesse ponto.

Tarefa Complementar #

8. (UFSC) Deseja-se construir um brinquedo para um
parque de diversões, que consiste em um cilindro sem
assoalho que gira em torno de um eixo vertical, com
velocidade angular e = 2 rad/s, no qual as pessoas ficariam
“pressionadas” contra a parede interior sem escorregar para
baixo, conforme a figura. Considerando-se que o
coeficiente de atrito estático entre a parede e as costas das
pessoas seja µ = 0,5, qual o raio mínimo, em m, que deverá
ter o cilindro para que as pessoas não escorreguem? (Use
g = 10 m/s
2
)
W


9. (UFSC) Um piloto executa um “looping” com seu avião
– manobra acrobática em que a aeronave descreve um arco
de circunferência no plano vertical – que atinge, no ponto
mais baixo da trajetória, ao completar a manobra, a
velocidade máxima de 540km/h. O raio da trajetória é
igual a 450m e a massa do piloto é 70 kg. Nessas manobras
acrobáticas devemos considerar que a maior aceleração
que o organismo humano pode suportar é 9g (g =
aceleração da gravidade).
Com base nos dados
fornecidos, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).

01. Se o raio de trajetória fosse menor do que 250m, o
piloto seria submetido a uma aceleração centrípeta
máxima maior do que 9g (nove vezes a aceleração da
gravidade).
02. A força centrípeta sobre o piloto, na parte mais baixa
da trajetória, é cinco vezes maior do que o seu peso.
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 18
04. O piloto é submetido a uma aceleração centrípeta
máxima igual a 5g (cinco vezes a aceleração da
gravidade).
08. A velocidade mínima para que o avião complete a
volta, no topo da trajetória, é igual a 270km/h.
16. A força que o avião faz sobre o piloto, na parte mais
baixa da trajetória, é igual a 4200N.
32. A força que o piloto faz sobre o avião é igual ao seu
peso, em toda a trajetória.
64. O piloto é submetido a uma aceleração centrípeta
máxima no topo da trajetória, quando a força de
sustentação do avião é mínima.

10. (UFSC) Um avião descreve uma curva em trajetória
circular com velocidade escalar constante, num plano
horizontal, conforme está representado na figura, onde F é
a força de sustentação perpendicular às asas; P é a força
peso; o é o ângulo de inclinação das asas em relação ao
plano horizontal; R é o raio de trajetória. São conhecidos
os valores: o=45°; R=1000metros; massa do
avião=10000kg.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s), considerando,
para efeito de cálculos, apenas as forças indicadas na
figura.
01. Se o avião realiza movimento circular uniforme, a
resultante das forças que atuam sobre ele é nula.
02. Se o avião descreve uma trajetória curvilínea, a
resultante das forças externas que atuam sobre ele é,
necessariamente, diferente de zero.
04. A força centrípeta é, em cada ponto da trajetória, a
resultante das forças externas que atuam no avião, na
direção do raio da trajetória.
08. A força centrípeta sobre o avião tem intensidade igual a
100000N.
16. A velocidade do avião tem valor igual a 360km/h.
32. A força resultante que atua sobre o avião não depende
do ângulo de inclinação das asas em relação ao plano
horizontal.

UNIDADE 11

TRABALHO E POTÊNCIA

TRABALHO

É a quantidade de energia transformada ou transferida
através da aplicação de uma força.
Matematicamente, o trabalho é definido da seguinte
maneira:
d F. = t








Observe, na ilustração anterior, que o
deslocamento se dá na direção horizontal. Desta forma, a
componente F
Y
não influencia no movimento, portanto
não realiza trabalho. Assim, o trabalho será:
d F
X
. = t
Como u cos . F F
X
= , temos que:

u t cos . .d F = [J]
¹
´
¦
¬ <
¬ >
resistente
motor
0
0
t
t


Trabalho da Força Peso

Considere que um objeto deva se deslocar entre
os pontos A e B na figura abaixo: A força peso realiza
trabalho apenas na direção vertical (altura).







t
peso
= ± P.h
Se o objeto desce: trabalho motor (+)
Se o objeto sobe: trabalho resistente (-)

Método Gráfico







2. Potência

Potência é a rapidez com que se realiza um trabalho.
t
P
M
A
=
t
[W]
Outras unidades: 1 HP = 746 W
1 CV = 735 W

Método Gráfico










RENDIMENTO

É a relação entre a potência útil (P
U
) e a potência total (P
T
)
de um sistema mecânico.
T
U
P
P
= q

Atenção!
- Rendimento é uma grandeza adimensional;
- Será sempre menor do que 1 e maior do que 0;
0 s q < 1
- Pode ser expresso em porcentagem.
q
%
= q.100%
d
&

F
&

X
F
&

Y
F
&

u
A
B
C
h
d
F
A
0
t = A
t = A
t
P
A
0
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 19
Exercícios de Sala #

1.(ACAFE) Um bloco de 10 kg é puxado por uma força de
200N que forma um ângulo de 60º com a horizontal. O
bloco desloca-se 20m sobre uma superfície horizontal, sem
atrito. Determine o trabalho total realizado sobre o bloco.
a) 200 J d) 1400 J
b) 600 J e) 2000 J
c) 1000 J

2.(FEI) Uma força F paralela à trajetória de seu ponto de
aplicação varia com o deslocamento de acordo com a
figura a seguir. Qual é o trabalho realizado pela força F no
deslocamento de 1 a 5 m?
a) 100J
b) 20J
c) 1 2J
d) 15J
e) 10J

3.(UEL) Um operário ergue, do chão até uma prateleira a
2,0m de altura, uma saca de soja de massa 60kg, gastando
2,5s na operação. A potência média despendida pelo
operário, em watts, é no mínimo, (Dados: g = 10m/s
2)

a) 2,4.10
2
c) 3,5.10
2
e) 6,0.10
2

b) 2,9.10
2
d) 4,8.10
2

Tarefa Mínima #

4.(UEL) O trabalho realizado por F
&
, no deslocamento de
x = 0 até x = 4,0m, em joules, vale:
a) zero
b) 10
c) 20
d) 30
e) 40


5.(FEI) Um corpo de massa 5kg é retirado de um ponto A
e levado para um ponto B, distante 40m na horizontal e
30m na vertical, traçadas a partir do ponto A. Qual é o
módulo do trabalho realizado pela força peso?
a) 2500 J c) 900 J e) 1500 J
b)2000 J d) 500 J

6.(VUNESP) Um motor de potência útil igual a 125W,
funcionando como elevador, eleva a 10m de altura, com
velocidade constante, um corpo de peso igual a 50N, no
tempo de:
a) 0,4 s c) 12,5 s e) 4,0 s
b) 2,5 s d) 5,0 s

7.(UFRJ) Uma pessoa caminha sobre um plano horizontal.
O trabalho realizado pelo peso desta pessoa é
a) sempre positivo.
b) sempre negativo.
c) sempre igual a zero.
d) positivo, se o sentido do deslocamento for da esquerda
para a direita.
e) negativo, se o sentido do deslocamento for da direita
para a esquerda.



8.(UEL) Um guindaste ergue um fardo, de peso 1,0.10
3
N,
do chão até 4,0 m de altura, em 8,0s. A potência média do
motor do guindaste, nessa operação, em watts, vale:
a) 1,0 . 10
2
d) 5,0 . 10
2

b) 2,0 . 10
2
e) 2,0 . 10
3

c) 2,5 . 10
2


9.(FGV) Um veículo de massa 1500kg gasta uma
quantidade de combustível equivalente a 7,5. 10
6
J para
subir um morro de 100m e chegar até o topo. O rendimento
do motor do veículo para essa subida será de:
a) 75 % d) 50 %
b) 40 % e) 20 %
c) 60 %

Tarefa Complementar #

10.(UFSC) Um homem ergue um bloco de 100 newtons a
uma altura de 2,0 metros em 4,0 segundos com velocidade
constante. Qual a potência em watts desenvolvida pelo
homem?

11.(UFSC) Um homem empurra uma caixa ladeira abaixo.
Assinale a(s) proposição(ões) que relaciona(m) a(s)
força(s) que realiza(m) trabalho(s) positivo(s).
01. Força-peso da caixa.
02. Força normal sobre a caixa
04. Força de atrito cinético.
08. Força do homem sobre a caixa.
16. Força de resistência do ar sobre a caixa.

12.(UFSC) Em relação ao conceito de trabalho, é correto afirmar
que:
01. Quando atuam somente forças conservativas em um
corpo, a energia cinética deste não se altera.
02. Em relação à posição de equilíbrio de uma mola, o
trabalho realizado para comprimi-la, por uma distância
x, é igual ao trabalho para distendê-la por x.
04. A força centrípeta realiza um trabalho positivo em um
corpo em movimento circular uniforme, pois a direção
e o sentido da velocidade variam continuamente nesta
trajetória.
08. Se um operário arrasta um caixote em um plano
horizontal entre dois pontos A e B, o trabalho efetuado
pela força de atrito que atua no caixote será o mesmo,
quer o caixote seja arrastado em uma trajetória em
ziguezague ou ao longo da trajetória mais curta entre A
e B.
16. Quando uma pessoa sobe uma montanha, o trabalho
efetuado sobre ela pela força gravitacional, entre a base
e o topo, é o mesmo, quer o caminho seguido seja
íngreme e curto, quer seja menos íngreme e mais longo.
32. O trabalho realizado sobre um corpo por uma força
conservativa é nulo quando a trajetória descrita pelo
corpo é um percurso fechado.









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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 20
UNIDADE 12

ENERGIA

ENERGIA CINÉTICA

Podemos calcular a energia cinética de um corpo de massa
m que se movimenta com uma velocidade v da seguinte
forma:
2
.
2
v m
E
c
=

TEOREMA DA ENERGIA CINÉTICA

O trabalho da resultante das forças agentes em um corpo
em determinado deslocamento mede a variação de energia
cinética ocorrida nesse deslocamento.
t = AE
c

ENERGIA POTENCIAL GRAVITACIONAL

Chamamos de energia potencial gravitacional a energia
armazenada em um sistema devido à sua posição em um
campo de gravidade, em outras palavras, à sua altura em
relação à referência.



E
P
= m.g.h



ENERGIA POTENCIAL ELÁSTICA

Energia potencial elástica é a energia armazenada em um
corpo elástico deformado. Para calcular essa energia
calculamos o trabalho da força elástica para, a partir da
posição de equilíbrio, produzir uma deformação x na mola
de constante elástica K.
2
.
2
x K
E
pe
=
ENERGIA MECÂNICA

É a soma da energia cinética com a energia potencial de
um sistema físico.
E
M
= E
c
+ E
p


SISTEMAS CONSERVATIVOS E CONSERVAÇÃO
DA ENERGIA MECÂNICA

Forças conservativas são aquelas as quais está associada
uma energia potencial, como o peso e a força elástica.
Quando um corpo está sob ação de uma força conservativa
que realiza trabalho resistente, a energia cinética diminui,
mas em compensação ocorre um aumento de energia
potencial. Quando a força conservativa realiza trabalho
motor, a energia cinética aumenta, o que corresponde a
uma diminuição equivalente de energia potencial. Quando,
em um sistema de corpos, as forças que realizam trabalho
são todas conservativas, o sistema é chamado sistema
conservativo.
Forças dissipativas são aquelas que, quando
realizam trabalho, este é sempre resistente, em qualquer
deslocamento. Como consequência, a energia mecânica de
um sistema, sob ação de forças dissipativas, diminui.
Conservação da Energia Mecânica
A energia mecânica de um sistema permanece
constante quando este se movimenta sob ação de forças
conservativas e eventualmente de outras forças que
realizam trabalho nulo.

Exercícios de Sala #

1. (UDESC) Um homem, cuja massa é igual a 80,0 kg,
sobe uma escada com velocidade escalar constante. Sabe-
se que a escada possui 20
degraus e a altura de cada
degrau é de 15,0 cm.
DETERMINE a energia
gasta pelo homem para subir
toda a escada.
Dado: g = 10,0m/s
2

2. (MACK) Um pequeno bloco de massa m é abandonado
do ponto A e desliza ao longo de um trilho sem atrito,
como mostra a figura a seguir. Para que a força que o trilho
exerce sobre o bloco no ponto D seja igual ao seu peso,
supondo ser R o raio do arco de circunferência de diâmetro
BD, a altura h deve ser igual a:

a) 2R.
b) 2,5R.
c) 3R.
d) 3,5R.
e) 4R.

Tarefa Mínima #

3. (UFRS) Uma pedra de 4kg de massa é colocada em um
ponto A, 10m acima do solo. A pedra é deixada cair
livremente até um ponto B, a 4m de altura.
Quais são, respectivamente, a energia potencial no ponto
A, a energia potencial no ponto B, e o trabalho realizado
sobre a pedra pela força peso? (Use g=10m/s
2
e considere
o solo como nível zero para energia potencial).
a) 40 J, 16 J e 24 J. d) 400 J, 160 J e 560 J.
b) 40 J, 16 J e 56 J. e) 400 J, 240 J e 560 J.
c) 400 J, 160 J e 240 J.


4. (FATEC) Um objeto de massa 400g desce, a partir do
repouso no ponto A, por uma rampa, em forma de um
quadrante de circunferência de raio R=1,0m. Na base B,
choca-se com uma mola de constante elástica k=200N/m.
Desprezando a ação de forças dissipativas em todo o
movimento e adotando g=10m/s
2
, a máxima deformação
da mola é de:

a) 40cm
b) 20cm
c) 10cm
d) 4,0cm
e) 2,0cm

h g !
m
m
v
&

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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 21
5.(UFPE) Um bloco é solto no
ponto A e desliza sem atrito
sobre a superfície indicada na
figura a seguir. Com relação ao
bloco, podemos afirmar:
a) A energia cinética no ponto B é menor que no ponto C.
b) A energia cinética no ponto A é maior que no ponto B.
c) A energia potencial no ponto A é menor que a energia
cinética no ponto B.
d) A energia total do bloco varia ao longo da trajetória
ABC.
e) A energia total do bloco ao longo da trajetória ABC é
constante.

Tarefa Complementar #

6. (UFSC) Um corpo parte do repouso deslizando do topo
de um plano inclinado, de uma altura de 2,7m em relação
ao plano horizontal (veja figura a seguir). Devido ao atrito,
ele perde 1/3 de sua energia mecânica inicial no percurso
do topo até a base do
plano inclinado.
Calcule então a
velocidade, em m/s,
com que o corpo
chega na base.

7. (UFSC) Nos trilhos de uma montanha-russa, um
carrinho com seus ocupantes é solto, a partir do repouso,
de uma posição A situada a uma altura h, ganhando
velocidade e percorrendo um círculo vertical de raio R =
6,0 m, conforme mostra a figura. A massa do carrinho com
seus ocupantes é igual a 300 kg e se despreza a ação de
forças dissipativas sobre
o conjunto.
Assinale a(s)
proposição(ões)
correta(s).
01. Na ausência de forças dissipativas a energia mecânica
do carrinho se conserva, isto é, a soma da energia
potencial gravitacional e da energia cinética tem igual
valor nas posições A, B e C, respectivamente.
02. A energia mecânica mínima para que o carrinho
complete a trajetória, sem cair, é igual a 4 500J.
04. A posição A, de onde o carrinho é solto para iniciar seu
trajeto, deve situar-se à altura mínima h = 15m para
que o carrinho consiga completar a trajetória, passando
pela posição B, sem cair.
08. A velocidade mínima na posição B, ponto mais alto do
círculo vertical da montanha-russa, para que o carrinho
não caia é 60 m/s.
16. A posição A, de onde o carrinho é solto para iniciar seu
trajeto, deve se situar à altura mínima h = 12m para que
o carrinho consiga completar a trajetória passando pela
posição B, sem cair.
32. Podemos considerar a conservação da energia mecânica
porque, na ausência de forças dissipativas, a única força
atuante sobre o sistema é a força peso, que é uma força
conservativa.
64. A energia mecânica do carrinho no ponto C é menor do
que no ponto A.

8. (UFSC) A figura mostra um bloco, de massa m = 500g,
mantido encostado em uma mola comprimida de X = 20
cm. A constante elástica da mola é K = 400 N/m. A mola é
solta e empurra o bloco que, partindo do repouso no ponto
A, atinge o ponto B, onde para. No percurso entre os
pontos A e B, a força de atrito da superfície sobre o bloco
dissipa 20% da energia mecânica inicial no ponto A.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s):
01. Na situação descrita, não há conservação da energia
mecânica.
02. A energia mecânica do bloco no ponto B é igual a 6,4 J.
04. O trabalho realizado pela força de atrito sobre o bloco,
durante o seu movimento, foi 1,6 J.
08. O ponto B situa-se a 80cm de altura, em relação ao
ponto A.
16. A força peso não realizou trabalho no deslocamento do
bloco entre os pontos A e B, por isso não houve
conservação da energia mecânica do bloco.
32. A energia mecânica total do bloco no ponto A é igual a
8,0 J.
64. A energia potencial elástica do bloco, no ponto A, é
totalmente transformada na energia potencial
gravitacional do bloco, no ponto B.

9.(UFSC) Na figura abaixo, a
esfera tem massa igual a 2,0kg e se
encontra presa na extremidade de
uma mola de massa desprezível e
constante elástica de 500 N/m. A
esfera está, inicialmente, em
repouso, mantida na posição A,
onde a mola não está deformada. A
posição A se situa a 30cm de altura em relação à posição
B.
Soltando a esfera, ela desce sob a ação da gravidade. Ao
passar pelo ponto B, a mola se encontra na vertical e
distendida de 10cm. Desprezam-se as dimensões da esfera
e os efeitos da resistência do ar.
Considerando-se a situação física descrita, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. A velocidade da esfera no ponto mais baixo da
trajetória, ponto B, é igual a 6,0 m/s.
02. Toda a energia potencial gravitacional da esfera, na
posição A, é transformada em energia cinética, na
posição B.
04. A velocidade da esfera no ponto B é igual a 3,5 m/s.
08. A força resultante sobre a esfera na posição B é igual a
30N.
16. A energia mecânica da esfera, na posição B, é igual à
sua energia potencial gravitacional na posição A.
32. Parte da energia potencial gravitacional da esfera, na
posição A, é convertida em energia potencial elástica,
na posição B.
64. A energia cinética da esfera, na posição B, é igual a sua
energia potencial gravitacional, na posição A.


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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 22
10. (UFSC) A figura abaixo mostra o esquema (fora de
escala) da trajetória de um avião. O avião sobe com grande
inclinação até o ponto 1, a partir do qual tanto a ação das
turbinas quanto a do ar se cancelam totalmente, e ele passa
a descrever uma trajetória parabólica sob a ação única da
força peso. Durante a trajetória parabólica, objetos soltos
dentro do avião parecem flutuar. O ponto 2 corresponde à
altura máxima de 10km.
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. A componente horizontal da velocidade é constante
entre os pontos 1, 2 e 3.
02. Para justificar por que os objetos flutuam, a força
gravitacional da Terra sobre os objetos não pode ser
desprezada entre os pontos 1, 2 e 3.
04. Os objetos parecem flutuar porque a força de atração
gravitacional da Terra sobre eles é desprezível.
08. A aceleração vertical, em relação ao solo, a 10km de
altura (ponto 2), vale zero.
16. A energia cinética do avião, em relação ao solo, tem o
mesmo valor no ponto 1 e no ponto 3.
32. A energia potencial gravitacional do avião no ponto 1 é
menor do que no ponto 2.

UNIDADES 13 e 14

QUANTIDADE DE MOVIMENTO,
IMPULSO E COLISÕES

QUANTIDADE DE MOVIMENTO

A quantidade de movimento (ou Momento Linear) Q
&
de
uma partícula de massa m e velocidade vetorial v
&

(conforme a figura) é uma grandeza vetorial, definida
como:


v m Q
&
&
. = [kg.m/s]

Num sistema de partículas, a quantidade de
movimento do sistema é igual à soma vetorial das
quantidades de movimento de cada partícula do sistema.

IMPULSO DE UMA FORÇA CONSTANTE

É uma grandeza vetorial definida como o produto da força
aplicada F
&
pelo intervalo de tempo t A que ela atuou:


t F I A = .
& &
[N.s]

TEOREMA DO IMPULSO
O impulso de uma força constante F
&
, em um intervalo de
tempo t A , é igual à variação da quantidade de movimento
produzida por essa força, no intervalo de tempo t A .
Q I
& &
A =


IMPULSO DE UMA FORÇA VARIÁVEL

Quando a intensidade de uma força varia no decorrer do
tempo, ela pode ser representada num gráfico da força em
função do tempo.

Impulso Área =

PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DA
QUANTIDADE DE MOVIMENTO

Ao analisarmos o movimento de um sistema de corpos
precisaremos separar as forças que atuam nos corpos em
dois conjuntos: o das forças internas e o das forças
externas. Uma força é chamada de interna quando ela é
exercida por um corpo de sistema sobre outro corpo do
mesmo sistema. Uma força atuante num corpo do sistema é
chamada de externa quando é exercida por um corpo que
está fora do sistema.
Quando a resultante das forças externas é igual a
zero, dizemos que esse sistema é isolado de forças
externas. Exemplos de sistemas isolados: Explosões e
Colisões.
Em um sistema isolado, a quantidade de
movimento é constante. O enunciado em negrito constitui
o Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento.

COLISÕES

Fases de uma Colisão

Fase de Deformação: inicia quando os corpos entram em
contato e termina quando eles possuem a mesma
velocidade. Nessa fase há transformação de energia
cinética em energia potencial elástica e outros tipos de
energia, como sonora, térmica, etc. (perdas).

Fase de Restituição: começa quando os corpos têm a
mesma velocidade e termina quando eles se separam.
Nesta fase, a energia potencial elástica volta a ser cinética,
com ou sem perda de energia mecânica.



x
y(km)
10
1 3

2
-
-
-
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 23
Coeficiente de Restituição

Considere a colisão unidimensional do exemplo
abaixo:

* Antes da colisão






* Depois da colisão






A velocidade relativa entre os corpos antes da
colisão é chamada de velocidade de aproximação, e é dada
por:
V
AP
= V
A
- V
B


Após a colisão, a velocidade relativa entre os
corpos é chamada de velocidade de afastamento, e é
calculada como:
V
AF
= V’
B
– V’
A


O coeficiente de restituição é o número que mede
a intensidade de segunda fase, e é calculado como:

AP
AF
V
V
e =

Tipos de colisão

Colisão (Perfeitamente) Elástica

ƒ e = 1
ƒ Não há perda de energia mecânica
ƒ Duas fases

Colisão Parcialmente Elástica ou Parcialmente
Inelástica

ƒ 0 < e < 1
ƒ Há perda de Energia Mecânica
ƒ Duas Fases
Colisão (Perfeitamente) Inelástica

ƒ e = 0
ƒ Há a maior perda de energia
ƒ Apenas a fase de deformação
ƒ Os corpos não se separam depois da colisão

Todos os tipos de colisão são considerados sistemas
isolados de forças externas, por isso, a quantidade de
movimento total do sistema se conserva.







Exercícios de Sala #

1. (UEL) Se os módulos das quantidades de movimento de
dois corpos são iguais, necessariamente eles possuem:
a) mesma energia cinética.
b) velocidade de mesmo módulo.
c) módulos das velocidades proporcionais às suas massas.
d) mesma massa e velocidades de mesmo módulo.
e) módulos das velocidades inversamente proporcionais às
suas massas.

2. (UERJ) Uma bola de futebol de massa igual a 300g
atinge uma trave da baliza com velocidade de 5,0 m/s e
volta na mesma direção com velocidade idêntica.
O módulo do impulso aplicado pela trave sobre a bola, em
N.s, corresponde a:
a) 1,5 b) 2,5 c) 3,0 d) 5,0

3. (UFPE) A força resultante que atua sobre um bloco de
2,5kg, inicialmente em repouso, aumenta uniformemente
de zero até 100N em 0,2s, conforme a figura a seguir. A
velocidade final do bloco, em m/s, é:

a) 2,0
b) 4,0
c) 6,0
d) 8,0
e) 10

Tarefa Mínima #

4. (UFSM) Um corpo de massa 2 kgvaria sua velocidade
de 10 m/s para 30 m/s, sob a ação de uma força constante.
O impulso da força sobre o corpo é, em Ns,
a) 20 c) 40 e) 80
b) 30 d) 60

5. (PUC-Campinas) Um corpo de massa "m" se encontra
em repouso sobre uma superfície horizontal, sem atrito,
quando é submetido à ação de uma força F, constante,
paralela à superfície, que lhe imprime uma aceleração de
2,0m/s
2
. Após 5,0s de movimento, o módulo da sua
quantidade de movimento vale 20kg. m/s.
A massa "m" do corpo, em kg, vale:
a) 5,0 b) 2,0 c) 1,0
d) 0,20 e) 0,10

6. (PUC-Campinas) Um garoto de 58kg está sobre um
carrinho de rolimã que percorre uma pista em declive. A
componente da força resultante que age no garoto, na
direção do movimento, tem módulo representado no
gráfico, para um pequeno trecho do movimento. Sabe-se
que a velocidade do garoto no instante t
1
=2,0s é 3,0m/s.

Pode-se concluir que velocidade do
garoto em m/s, no instante t
2
=16s, é igual a
a) 13 c) 19 e) 163
b) 16 d) 43

A B
V
A V
B
B A B
V’
A V’
B
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 24
7. (PUC-PR) Dois patinadores, um de massa 100kg e outro
de massa 80kg, estão de mãos dadas em repouso sobre uma
pista de gelo, onde o atrito é desprezível. Eles empurram-
se mutuamente e deslizam na mesma direção, porém em
sentidos opostos. O patinador de 100kg adquire uma
velocidade de 4m/s. A velocidade relativa de um dos
patinadores em relação ao outro é, em módulo, igual a:


a) 5 m/s
b) 4 m/s
c) 1 m/s
d) 9 m/s
e) 20 m/s

8. (UERJ) Um peixe de 4kg,
nadando com velocidade de 1,0m/s,
no sentido indicado pela figura,
engole um peixe de 1kg, que estava
em repouso, e continua nadando no mesmo sentido.
A velocidade, em m/s, do peixe maior, imediatamente após
a ingestão, é igual a:
a) 1,0 b) 0,8 c) 0,6 d) 0,4

9. (UFPE) Um bloco de massa m
1
= 100g comprime uma
mola de constante elástica k = 360 N/m, por uma distância
x = 10,0 cm, como mostra a figura. Em um dado instante,
esse bloco é liberado, vindo a colidir em seguida com outro
bloco de massa m
2
= 200g, inicialmente em repouso.
Despreze o atrito entre os blocos e o piso. Considerando a
colisão perfeitamente inelástica, determine a velocidade
final dos blocos, em m/s.

10. (PUC-SP) Dois carros, A e B,
de massas iguais, movem-se em
uma estrada retilínea e horizontal,
em sentidos opostos, com
velocidades de mesmo módulo.
Após se chocarem frontalmente,
ambos param imediatamente devido à colisão.
Pode-se afirmar que, no sistema, em relação à situação
descrita,
a) há conservação da quantidade de movimento do sistema
e da sua energia cinética total.
b) não há conservação da quantidade de movimento do
sistema, mas a energia cinética total se conserva.
c) nem a quantidade de movimento do sistema e nem a
energia cinética total se conservam.
d) a quantidade de movimento do sistema é transformada
em energia cinética.
e) há conservação da quantidade de movimento do sistema,
mas não da sua energia cinética total.

Tarefa Complementar #

11.(UFSC) As esferas A e B da
figura têm a mesma massa e
estão presas a fios inextensíveis,
de massas desprezíveis e de
mesmo comprimento, sendo L a
distância do ponto de suspensão até o centro de massa das
esferas e igual a 0,80m. Inicialmente, as esferas se
encontram em repouso e mantidas nas posições indicadas.
Soltando-se a esfera A, ela desce, indo colidir de forma
perfeitamente elástica com a esfera B. Desprezam-se os
efeitos da resistência do ar.
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. Considerando o sistema constituído pelas esferas A e
B, em se tratando de um choque perfeitamente elástico,
podemos afirmar que há conservação da quantidade de
movimento total e da energia cinética total do sistema.
02. Não é possível calcular o valor da velocidade da esfera
A no instante em que se colidiu com a esfera B, porque
não houve conservação da energia mecânica durante
seu movimento de descida e também porque não
conhecemos a sua massa.
04. A velocidade da esfera A, no ponto mais baixo da
trajetória, imediatamente antes colidir com a esfera B, é
4,0m/s.
08. Durante o movimento de descida da esfera A, sua
energia mecânica permanece constante e é possível
afirmar que sua velocidade no ponto mais baixo da
trajetória, imediatamente antes de colidir com a esfera
B, é de 3,0m/s.
16. Imediatamente após a colisão, a esfera B se afasta da
esfera A com velocidade igual a 4,0m/s.
32. Após a colisão, a esfera A permanece em repouso.
64. Após a colisão, a esfera A volta com velocidade de
4,0m/s, invertendo o sentido do seu movimento inicial.

12. (UFSC) Na segunda-feira, 12 de junho de 2000, as
páginas esportivas dos jornais nacionais eram dedicadas ao
tenista catarinense Gustavo Kuerten, o "Guga", pela sua
brilhante vitória e conquista do título de bicampeão do
Torneio de Roland Garros. Entre as muitas informações
sobre a partida final do Torneio, os jornais afirmavam que
o saque mais rápido de Gustavo Kuerten foi de 195km/h.
Em uma partida de tênis, a bola atinge velocidades
superiores a 200km/h.
Consideremos uma partida de tênis com o "Guga" sacando:
lança a bola para o ar e atinge com a raquete, imprimindo-
lhe uma velocidade horizontal de 180km/h (50m/s). Ao ser
atingida pela raquete, a velocidade horizontal inicial da
bola é considerada nula. A massa da bola é igual a 58
gramas e o tempo de contato com a raquete é 0,01s.
Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s):

01. A força média exercida pela raquete sobre a bola é
igual a 290N.
02. A força média exercida pela bola sobre a raquete é
igual àquela exercida pela raquete sobre a bola.
04. O impulso total exercido sobre a bola é igual a 2,9N.s.
08. O impulso total exercido pela raquete sobre a bola é
igual a variação da quantidade de movimento da bola.
16. Mesmo considerando o ruído da colisão, as pequenas
deformações permanentes da bola e da raquete e o
aquecimento de ambas, há conservação da energia
mecânica do sistema (bola + raquete), porque a
resultante das forças externas é nula durante a colisão.
32. O impulso exercido pela raquete sobre a bola é maior
do que aquele exercido pela bola sobre a raquete, tanto
assim que a raquete recua com velocidade de módulo
muito menor que a da bola.
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 25
13. (UFSC) O air-bag, equipamento utilizado em veículos
para aumentar a segurança dos seus ocupantes em uma
colisão, é constituído por um saco de material plástico que
se infla rapidamente quando ocorre uma desaceleração
violenta do veículo, interpondo-se entre o motorista, ou o
passageiro, e a estrutura do veículo. Consideremos, por
exemplo, as colisões frontais de dois veículos iguais, a uma
mesma velocidade, contra um mesmo obstáculo rígido, um
com air-bag e outro sem air-bag, e com motoristas de
mesma massa. Os dois motoristas sofrerão, durante a
colisão, a mesma variação de velocidade e a mesma
variação da quantidade de movimento. Entretanto, a
colisão do motorista contra o air-bag tem uma duração
maior do que a colisão do motorista diretamente contra a
estrutura do veículo. De forma simples, o air-bag aumenta
o tempo de colisão do motorista do veículo, isto é, o
intervalo de tempo transcorrido desde o instante
imediatamente antes da colisão até a sua completa
imobilização. Em consequência, a força média exercida
sobre o motorista no veículo com air-bag é muito menor
durante a colisão.
Considerando o texto acima, assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).
01 A variação da quantidade de movimento do motorista é
igual à variação da quantidade de movimento do
veículo.
02.A variação da quantidade de movimento do motorista
do veículo é a mesma, em uma colisão, com ou sem a
proteção do air-bag.
04.O impulso exercido pela estrutura do veículo sobre o
motorista é igual à variação da quantidade de
movimento do motorista.
08.A colisão do motorista contra o air-bag tem uma
duração maior do que a colisão do motorista
diretamente contra a estrutura do veículo.
16.O impulso exercido sobre o motorista é o mesmo, em
uma colisão, com air-bag ou sem air-bag.
32.Tanto a variação da quantidade de movimento do
motorista como o impulso exercido para pará-lo são
iguais, com ou sem air-bag; portanto, a força média
exercida sobre ele é a mesma, também.
64.A grande vantagem do air-bag é aumentar o tempo de
colisão, e assim, diminuir a força média atuante sobre o
motorista.

14. (UFSC) Dois astronautas, A e B, se encontram livres
na parte externa de uma estação espacial, sendo
desprezíveis as forças de atração gravitacional sobre eles.
Os astronautas com seus trajes espaciais têm massas m
A
=
100kg e m
B
= 90kg, além de um tanque de oxigênio
transportado pelo astronauta A, de massa 10kg. Ambos
estão em repouso em relação à estação espacial, quando o
astronauta A lança o tanque de oxigênio para o astronauta
B com uma velocidade de 5,0 m/s. O tanque choca-se com
o astronauta B que o agarra, mantendo-o junto a si,
enquanto se afasta.
Considerando como
referencial a
estação espacial,
assinale a(s)
proposição(ões)
correta(s):

01. Considerando que a resultante das forças externas é
nula, podemos afirmar que a quantidade de movimento
total do sistema constituído pelos dois astronautas e o
tanque se conserva.
02. Antes de o tanque ter sido lançado, a quantidade de
movimento total do sistema constituído pelos dois
astronautas e o tanque era nula.
04. Como é válida a terceira lei de Newton, o astronauta A,
imediatamente após lançar o tanque para o astronauta
B, afasta-se com velocidade igual a 5,0m/s.
08. Após o tanque ter sido lançado, a quantidade de
movimento do sistema constituído pelos dois
astronautas e o tanque permanece nula.
16. Imediatamente após agarrar o tanque, o astro-nauta B
passa a se deslocar com velocidade de módulo igual a
0,5 m/s.

15. (UFSC) Durante as festividades comemorativas da
Queda da Bastilha, na França, realizadas em 14 de julho de
2005, foram lançados fogos de artifício em homenagem ao
Brasil. Durante os fogos, suponha que um rojão com
defeito, lançado obliquamente, tenha explodido no ponto
mais alto de sua trajetória, partindo-se em apenas dois
pedaços que, imediatamente após a explosão, possuíam
quantidades de movimento
1
p
&
e
2
p
&
.
Considerando-se que todos os movimentos ocorrem em um
mesmo plano vertical, assinale a(s) proposição(ões) que
apresenta(m) o(s) par(es) de vetores
1
p
&
e
2
p
&
fisicamente
possível(eis).

01.


02.



04.



08.




16.













A B
1
p
&
2
p
&
1
p
&
2
p
&
1
p
&
2
p
&
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2
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1
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 26
UNIDADE 15

AS LEIS DE KEPLER

PRIMEIRA LEI DE KEPLER
Cada planeta gira em torno do Sol
em trajetória elíptica, de modo que o
Sol fica em um dos focos da elipse.
O ponto de maior aproximação com
o Sol se chama PERIÉLIO,
enquanto que o de maior
aproximação se chama AFÉLIO.

SEGUNDA LEI DE KEPLER
O segmento de reta que liga o Sol
a um planeta descreve uma área
que é proporcional ao tempo de
percurso.
Assim, a velocidade escalar de
um planeta não é constante: quanto mais longe do Sol
(Afélio), menor a velocidade.

TERCEIRA LEI DE KEPLER
A distância entre o periélio e o
afélio é chamada de eixo maior
da elipse. Assim, a distância
média R é também chamada de
semi-eixo maior da elipse.
Há casos em que a elipse é
muito pouco achatada, sendo praticamente uma
circunferência. É o caso, por exemplo, dos planetas Vênus
e Netuno. Nesses casos, o raio médio R é o próprio raio da
circunferência. Os cálculos de Kepler nos leva à conclusão
de que:




SATÉLITES DE UM PLANETA

Mais tarde, usando a lei da gravitação
de Newton (que veremos na próxima
aula) foi possível demonstrar que as
leis de Kepler valem para qualquer
sistema em que temos um corpo de
massa muito "grande" em torno do
qual giram corpos de massas
"pequenas". É o caso, por exemplo, de um planeta e seus
satélites.

Exercícios de Sala #

1. (UERJ) A figura ilustra o movimento de um planeta em
torno do sol.
Se os tempos gastos para o
planeta se deslocar de A para
B, de C para D e de E para F
são iguais, então as áreas –A
1
,
A
2
, e A
3
- apresentam a
seguinte relação:
a) A
1
= A
2
= A
3
b) A
1
> A
2
= A
3

c) A
1
< A
2
< A
3
d) A
1
> A
2
> A
3

2. (UNIRIO) Um satélite de telecomunicações está em sua
órbita ao redor da Terra com períodos T. Uma viagem do
Ônibus Espacial fará a instalação de novos equipamentos
nesse satélite, o que duplicará sua massa em relação ao
valor original. Considerando que permaneça com a mesma
órbita, seu novo período T' será:
a) T' = 9T c) T' = T e) T' = 1/9T
b) T' = 3T d) T' = 1/3T

Tarefa Mínima #

3. (UFMG) A figura a seguir representa a órbita elíptica de
um cometa em trono do sol.
Com relação aos módulos das velocidades desse cometa
nos pontos I e J, v
i
e v
j
, e aos módulos das acelerações
nesses mesmos pontos, a
i
e a
j
, pode-se afirmar que
a) v
i
< v
j
e a
i
< a
j

b) v
i
< v
j
e a
i
> a
j

c) v
i
= v
j
e a
i
= a
j

d) v
i
> v
j
e a
i
< a
j

e) v
i
> v
j
e a
i
> a
j


4. (UFF) Os eclipses solar e lunar - fenômenos
astronômicos que podem ser observados sem a utilização
de instrumentos ópticos - ocorrem sob determinadas
condições naturais. A época de ocorrência, a duração e as
circunstâncias desses eclipses dependem da geometria
variável do sistema Terra-Lua-Sol.
Nos eclipses solar e lunar as fases da Lua são,
respectivamente,
a) minguante e nova. d) nova e cheia.
b) minguante e crescente. e) cheia e cheia.
c) cheia e minguante.

5. (ITA) Estima-se que, em alguns bilhões de anos, o raio
médio da órbita da Lua estará 50% maior do que é
atualmente. Naquela época, seu período, que hoje é de 27,3
dias, seria:
a) 14,1 dias. c) 27,3 dias. e) 50,2 dias.
b) 18,2 dias. d) 41,0 dias.

6. (UFMG) Suponha que a massa da lua seja reduzida à
metade do seu valor real, sem variar o seu volume.
Suponha ainda que ela continue na mesma órbita em torno
da terra. Nessas condições, o período de revolução da lua,
T(lua), em torno da terra, e a aceleração da gravidade na
lua, g(lua), ficariam:
a) T(lua) aumentado e g(lua) aumentada.
b) T(lua) diminuído e g(lua) diminuída.
c) T(lua) inalterado e g(lua) aumentada.
d) T(lua) inalterado e g(lua) diminuída.
e) T(lua) inalterado e g(lua) inalterada.

7. (UNITAU) Um satélite
artificial S descreve uma órbita
elíptica em torno da Terra, sendo
que a Terra está no foco,
conforme a figura adiante. Indique a alternativa correta:
a) A velocidade do satélite é sempre constante.
b) A velocidade do satélite cresce à medida que o satélite
caminha ao longo da curva ABC.
c) A velocidade do ponto B é máxima.
d) A velocidade do ponto D é mínima.
e) A velocidade tangencial do satélite é sempre nula.
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 27
8. (UFRJ) Um satélite geoestacionário, portanto com
período igual a um dia, descreve ao redor da Terra uma
trajetória circular de raio R. Um outro satélite, também em
órbita da Terra, descreve trajetória circular de raio R/2.
Calcule o período desse segundo satélite.

Tarefa Complementar #

9. (UFSC) Sobre as leis de Kepler, assinale a(s)
proposição(ões) verdadeira(s) para o sistema solar.
01. O valor da velocidade de revolução da Terra, em torno
do Sol, quando sua trajetória está mais próxima do Sol,
é maior do que quando está mais afastada do mesmo.
02. Os planetas mais afastados do Sol têm um período de
revolução, em torno do mesmo, maior que os mais
próximos.
04. Os planetas de maior massa levam mais tempo para dar
uma volta em torno do Sol, devido à sua inércia.
08. O Sol está situado num dos focos da órbita elíptica de
um dado planeta.
16. Quanto maior for o período de rotação de um dado
planeta, maior será o seu período de revolução em
torno do Sol.
32. No caso especial da Terra, a órbita é exatamente uma
circunferência.

10. (UFSC) Durante aproximados 20 anos, o astrônomo
dinamarquês Tycho Brahe realizou rigorosas observações
dos movimentos planetários, reunindo dados que serviram
de base para o trabalho desenvolvido, após sua morte, por
seu discípulo, o astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-
1630). Kepler, possuidor de grande habilidade matemática,
analisou cuidadosamente os dados coletados por Tycho
Brahe, ao longo de vários anos, tendo descoberto três leis
para o movimento dos planetas. Apresentamos, a seguir, o
enunciado das três leis de Kepler.
1
a
lei de Kepler: Cada planeta descreve uma órbita elíptica
em torno do Sol, da qual o Sol ocupa um dos focos.
2
a
lei de Kepler: O raio-vetor (segmento de reta
imaginário que liga o Sol ao planeta) “varre” áreas iguais,
em intervalos de tempo iguais.
3
a
lei de Kepler: Os quadrados dos períodos de translação
dos planetas em torno do Sol são proporcionais aos cubos
dos raios médios de suas órbitas.
Assinale a(s) proposição(ões) que apresenta(m)
conclusão(ões) correta(s) das leis de Kepler:
01. A velocidade média de translação de um planeta em
torno do Sol é diretamente proporcional ao raio médio
de sua órbita.
02. O período de translação dos planetas em torno do Sol
não depende da massa dos mesmos.
04. Quanto maior o raio médio da órbita de um planeta em
torno do Sol, maior será o período de seu movimento.
08. A 2
a
lei de Kepler assegura que o módulo da velocidade
de translação de um planeta em torno do Sol é
constante.
16. A velocidade de translação da Terra em sua órbita
aumenta à medida que ela se aproxima do Sol e diminui
à medida que ela se afasta.
32. Os planetas situados à mesma distância do Sol devem
ter a mesma massa.
64. A razão entre os quadrados dos períodos de translação
dos planetas em torno do Sol e os cubos dos raios
médios de suas órbitas apresentam um valor constante.
UNIDADE 16

GRAVITAÇÃO UNIVERSAL

LEI DE NEWTON PARA A GRAVITAÇÃO

Dadas duas partículas de massas m
A
e m
B
, separadas por
uma distância d, existe entre elas um par de forças de
atração cujo módulo é dado por:


No qual G é uma constante, chamada constante de
gravitação universal e cujo valor no SI é:


SATÉLITE ESTACIONÁRIO

Chamamos de satélite estacionário (ou geoestacionário)
um satélite que gira em torno da Terra de modo que, para
um observador na Terra, o satélite parece estar parado.
Para que isso ocorra, a órbita do satélite deve estar no
plano do Equador, e seu período de
translação (T) deve ser igual ao
período de rotação da Terra.
T = 24h = 86 400s
Os satélites estacionários são
utilizados para as transmissões de TV
e telefonia a longas distâncias. O
sinal é enviado ao satélite e deste para outro ponto da
Terra.

ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE
Consideremos uma partícula de massa m a
uma distância d do centro da Terra. Essa
partícula será atraída pela Terra com uma
força de intensidade F dada por

No qual M é a massa da Terra. Essa força é o peso do
corpo, e assim, podemos escrever
F = P = mg
Onde g é a aceleração da gravidade. Assim:

Vemos então que o valor da aceleração da
gravidade diminui com o aumento de d: quanto mais
afastados da Terra estivermos, menor o valor de g.
Para um ponto situado próximo da superfície da
Terra, o valor de d é aproximadamente igual ao raio R da
Terra. Assim, o valor de g próximo da superfície (g
s
) é
dado por:


Quando fazemos a medida de g obtemos valores
diferentes em diferentes pontos da superfície da Terra. Isso
ocorre por vários motivos.
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 28
Um dos motivos é que a Terra não é esférica e
nem homogênea. Outro motivo é a rotação da Terra. Por
causa da mesma, há uma pequena tendência de os corpos
serem expelidos para fora da Terra (devido à inércia).
Assim, mesmo que a Terra fosse rigorosamente esférica e
homogênea o valor medido de g iria variar com a latitude.
Desse modo, o valor medido de g é máximo nos pólos e
mínimo no equador.

Exercícios de Sala #
1. (UNESP) A força gravitacional entre um satélite e a
Terra é F. Se a massa desse satélite fosse quadruplicada e a
distância entre o satélite e o centro da Terra aumentasse
duas vezes, o valor da força gravitacional seria
a) F/4. c) 3F/4. e) 2F.
b) F/2. d) F.

2. (UFMG) O Pequeno Príncipe, do livro de mesmo nome,
de Antoine de Saint-Exupéry, vive em um
asteróide pouco maior que esse personagem,
que tem a altura de uma criança terrestre.
Em certo ponto desse asteróide, existe uma
rosa, como ilustrado na figura ao lado:
Após observar essa figura, Júlia formula as
seguintes hipóteses:
I - O Pequeno Príncipe não pode ficar de pé ao lado da
rosa, porque o módulo da força gravitacional é menor
que o módulo do peso do personagem.
II - Se a massa desse asteróide for igual à da Terra, uma
pedra solta pelo Pequeno Príncipe chegará ao solo antes
de uma que é solta na Terra, da mesma altura.
Analisando essas hipóteses, podemos concluir que
a) apenas a I está correta.
b) apenas a II está correta.
c) as duas estão corretas.
d) nenhuma das duas está correta.

3. (PUC-MG) Dois corpos A e B, de massas 16M e M,
respectivamente, encontram-se no vácuo e estão separadas
por uma certa distância. Observa-se que outro corpo, de
massa M, fica em repouso quando colocado no ponto P,
conforme a figura. A razão x/y entre as distâncias
indicadas é igual a:

a) 2 b) 4
c) 6 d) 8
e) 16

4. (Unicamp) A atração gravitacional da Lua e a força
centrífuga do movimento conjunto de rotação da Lua e da
Terra são as principais causas do fenômeno das marés.
Essas forças fazem com que a água dos oceanos adquira a
forma esquematizada (e exagerada) na figura adiante. A
influência do Sol no fenômeno das marés é bem menor,
mas não desprezível, porque quando a
atração do Sol e da Lua se conjugam a
maré se torna mais intensa.
a) Quantas marés altas ocorrem em
um dia em um mesmo local?
b) Como estará a maré no Brasil quando a Lua estiver bem
acima do Japão?
c) Faça um desenho mostrando a Terra, a Lua e o Sol na
situação em que a maré é mais intensa. Qual é a fase da
Lua nessa situação?
Tarefa Mínima #

5. (ACAFE) A imprensa comentava, antes das Olimpíadas
de Sydney, que os atletas teriam uma maior dificuldade em
quebrar alguns recordes olímpicos, como os do arremesso
de peso, do salto em distância e do salto em altura. Do
ponto de vista da Física, o comentário da imprensa se
baseava:
a) Na alimentação dos atletas em Sydney.
b) No clima australiano.
c) Na longitude de Sydney.
d) Na diferença de fuso-horário.
e) Na latitude de Sydney.

6. (ACAFE) A distância do centro da Terra à Lua é,
aproximadamente, 60 vezes o raio da Terra. Sendo g
T
o
valor da aceleração da gravidade da Terra na sua
superfície, a aceleração da gravidade da Terra num ponto
da órbita da Lua será de, aproximadamente:
a) g
T
/60 c) 60g
T
e) 6g
T

b) g
T
/3600 d) g
T
/6


7. (ACAFE) Certa vez, um mineiro, estando no extremo
sul do Chile, enviou para São Paulo, por meio de um
amigo, uma determinada quantidade de ouro,
cuidadosamente pesada numa balança de molas. Quando o
ouro foi entregue, pesava menos do que antes e o amigo foi
preso por furto. Considerando que os dois locais estão na
mesma altitude, pode-se afirmar que a prisão foi:

a) Justa, pois o ouro deveria ter peso maior em São Paulo.
b) Injusta, pois a aceleração da gravidade é menor no
extremo sul do Chile do que em São Paulo.
c) Justa, pois a massa de ouro entregue foi menor.
d) Justa, pois o ouro deveria ter o mesmo peso nos dois
locais.
e) Injusta, pois a aceleração da gravidade é maior no
extremo sul do Chile do que em São Paulo.

8. (UFC) Considere duas massas puntiformes sob ação de
força gravitacional mútua. Assinale a alternativa que
contém a melhor representação gráfica da variação do
módulo da força gravitacional sobre uma das massas, em
função da distância entre ambas.


9. (PUC-PR) O movimento planetário começou a ser
compreendido matematicamente no início do século XVII,
quando Johannes Kepler enunciou três leis que descrevem
como os planetas se movimentam ao redor do Sol,
baseando-se em observações astronômicas feitas por
Tycho Brahe. Cerca de cinquenta anos mais tarde, lsaac
Newton corroborou e complementou as leis de Kepler com
sua lei de gravitação universal.
Assinale a alternativa, dentre as seguintes, que não está de
acordo com as ideias de Kepler e Newton:

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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 29
a) A força gravitacional entre os corpos é sempre atrativa.
b) As trajetórias dos planetas são elipses, tendo o Sol como
um dos seus focos.
c) O quadrado do período orbital de um planeta é
proporcional ao cubo de sua distância média ao Sol.
d) A força gravitacional entre duas partículas é diretamente
proporcional ao produto de suas massas e inversamente
proporcional ao cubo da distância entre elas.
e) Ao longo de uma órbita, a velocidade do planeta,
quando ele está mais próximo ao Sol (periélio), é maior
do que quando ele está mais longe dele (afélio).

10. (UFRN) O turismo chegou ao espaço! No dia
30/04/2001, o primeiro turista espacial da história, o norte-
americano Denis Tito, a um custo de 20 milhões de
dólares, chegou à Estação Espacial Internacional, que está
se movendo ao redor da Terra. Ao mostrar o turista
flutuando dentro da estação, um repórter erroneamente
disse: "O turista flutua devido à ausência de gravidade".
A explicação correta para a flutuação do turista é:
a) A força centrípeta anula a força gravitacional exercida
pela Terra.
b) Na órbita da estação espacial, a força gravitacional
exercida pela Terra é nula.
c) A estação espacial e o turista estão com a mesma
aceleração, em relação à Terra.
d) Na órbita da estação espacial, a massa inercial do turista
é nula.

11. (Sobral) O grupo Paralamas do Sucesso gravou há
algum tempo uma bela música chamada "Tendo a Lua".

Tendo a Lua

Hoje joguei tanta coisa fora
Vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu
Tendo a Lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares, mas de bailarinos e de
você e eu.
(CD Acústico MTV Paralamas do Sucesso, 1999 - EMI)

Do ponto de vista da Física, analise a letra da música e
verifique as afirmações a seguir, assinalando a verdadeira:

a) Na Lua, um homem pode realmente flutuar, pois não há
gravidade.
b) A gravidade própria da Lua na sua superfície é cerca de
1/6 da gravidade própria da Terra na sua superfície.
Assim, um homem que pesa 900 N na Terra (onde g =
10m/s
2
), na Lua terá peso aproximado de 150N.
c) O homem flutua ao caminhar na Lua porque no satélite a
sua massa diminui.
d) Está errado dizer que na Lua o homem flutua, pois lá
não existe atmosfera.
e) A aceleração da gravidade da Lua é cerca de 6 vezes
maior que a aceleração da gravidade da Terra,
entretanto, neste satélite da Terra, a massa do homem
não varia, fazendo com que seu peso permaneça
sempre constante.

Tarefa Complementar #

12. (UFSC) Um satélite
artificial, de massa m, descreve
uma órbita circular de raio R em
torno da Terra, com velocidade
orbital v
&
de valor constante,
conforme representado
esquematicamente na figura.
(Desprezam-se interações da
Terra e do satélite com outros
corpos.)
Considerando a Terra como referencial na situação
descrita, assinale a(s) proposição(ões) correta(s):

01. O satélite sofre a ação da força gravitacional exercida
pela Terra, de módulo igual a
2
R
Mm
G F
G
=
, onde G é a
constante de gravitação universal e M é a massa da
Terra.
02. Para um observador na Terra, o satélite não possui
aceleração.
04. A força centrípeta sobre o satélite é igual à força
gravitacional que a Terra exerce sobre ele.
08. A aceleração resultante sobre o satélite tem a mesma
direção e sentido da força gravitacional que atua sobre
ele.
16. A aceleração resultante sobre o satélite independe da
sua massa e é igual a
2
R
M
G
, onde G é a constante de
gravitação universal e M é a massa da Terra.
32. A força exercida pelo satélite sobre a Terra tem
intensidade menor do que aquela que a Terra exerce
sobre o satélite; tanto que é o satélite que orbita em
torno da Terra e não o contrário.

13. (UFSC) A figura abaixo representa a trajetória de um
planeta em torno do Sol. Esta trajetória é elíptica e os
segmentos de reta entre os pontos A e B e entre C e D são,
respectivamente, o eixo maior e o eixo menor da elipse.
Esta figura está fora de escala, pois a excentricidade das
órbitas planetárias é pequena e as suas trajetórias se
aproximam de circunferências.







A tabela abaixo apresenta dados astronômicos
aproximados de alguns planetas:

DISTÂNCIA MÉDIA
AO SOL
MASSA
RAIO
MÉDIO
Terra d
TS
m
T
R
T

Saturno 10 d
TS
95 m
T
9 R
T

Urano 20 d
TS
14 m
T
4 R
T

Netuno 30 d
TS
17 m
T
4 R
T

d
TS
: distância média da Terra ao Sol
m
T
: massa da Terra
R
T
: raio da Terra

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
A B
C
D
Sol
m
v
&
M
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 30
01. O módulo da velocidade de um planeta quando passa
por A é maior do que quando passa por B.
02. O período de Urano é cerca de 2,8 vezes o período de
Saturno.
04. O período de Netuno é de aproximadamente 52 anos.
08. O módulo da força média que o Sol exerce sobre
Saturno é cerca de nove vezes maior que o módulo da
força média que o Sol exerce sobre a Terra.
16. O módulo da força que Urano exerce sobre um corpo
na sua superfície é aproximadamente quatro vezes
maior que o módulo da força que a Terra exerce sobre
este corpo na sua superfície.

UNIDADE 17 E 18

ESTÁTICA

EQUILÍBRIO ESTÁTICO DO PONTO MATERIAL

Considere o ponto O onde estão aplicadas as seguintes
forças:

Para que o ponto O esteja em equilíbrio estático (repouso),
é necessário que a força resultante que atua sobre este
ponto seja nula ( 0
& &
=
R
F ).

Método do Polígono
Fechado

Para que a força resultante
seja nula, somam-se os vetores
pelo método da linha
poligonal e a figura encontrada deverá ser um polígono
fechado. Para o exemplo acima, teremos:

Teorema de Lamy (Lei dos senos)



Método das Decomposições

F
1x
= F
1
.cos u
0
& &
=
Rx
F

F
1y
= F
1
.sen u
0
& &
=
Ry
F

Equilíbrio Estático do Corpo Extenso
Para os corpos extensos, podem-se ter movimentos de
translação e rotação. Para o movimento de translação, a
condição de equilíbrio é que a força resultante aplicada
seja nula ( 0
& &
=
R
F ). Para o movimento de rotação, é
necessário que a soma dos momentos das forças que atuam
neste corpo (torques) seja zero (
_
= 0
O
F
M ).

Momento de uma Força (ou Torque)

É a grandeza relacionada com o movimento de rotação de
um corpo extenso.

Onde:
O ÷ pólo
d ÷ braço de alavanca
r ÷ reta suporte da força F

[N.m]

O momento será positivo quando o corpo girar no sentido
anti-horário e negativo quando o corpo girar no sentido
horário.

Condição de Equilíbrio de Rotação

1) Identificar todas as forças que atuam no corpo extenso
(se for para considerar o peso do corpo, ele deverá estar
concentrado no centro de massa do objeto que, para corpos
homogêneos e simétricos, estará localizado no centro do
corpo);
2) Escolher a posição do pólo (Dica: considere o pólo num
local por onde “passa” uma força que você não conhece e
não quer calcular);
3) Calcular o momento de cada força em relação ao pólo
escolhido (Cuidado para não mudar o pólo de posição);
4) Somar todos os momentos e igualar a zero. A partir daí,
você terá uma equação com uma única variável. Isole-a e
calcule o que se pede.

Exercícios de Sala #

1. (FUVEST) Um bloco de peso P é suspenso por dois fios
de massa desprezível, presos a paredes em A e B, como
mostra a figura adiante. Pode-se afirmar que o módulo da
força que tenciona o fio preso em B, vale:

a) P/2.
b) P/ 2 .
c) P.
d) 2 P.
e) 2 P.

2. (Mackenzie) No esquema representado, o homem
exerce sobre a corda uma força de 120 N e o sistema ideal
se encontra em equilíbrio. O peso da carga Q é:
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 31

a) 120N.
b) 200N.
c) 240N.
d) 316N.
e) 480N.


3. (UDESC) Um paciente, em um
programa de reabilitação de uma lesão
de joelho, executa exercícios de
extensão de joelho usando um sapato
de ferro de 15N. Calcule,
JUSTIFICANDO seu raciocínio passo
a passo, até atingir o resultado:
a) A massa do sapato de ferro;
b) A quantidade de torque gerado no joelho pelo sapato de
ferro, nas posições (1) e (2), mostradas na figura, sabendo
que a distância entre o centro de gravidade do sapato de
ferro e o centro articular do joelho é 0,4 metros.

4. (Cesgranrio) Um fio, cujo
limite de resistência é de 25N, é
utilizado para manter em
equilíbrio, na posição
horizontal, uma haste de metal,
homogênea, de comprimento
AB=80cm e peso=15N. A barra
é fixa em A, numa parede, através de uma articulação,
conforme indica a figura.
A menor distância x, para a qual o fio manterá a haste em
equilíbrio, é:
a) 16cm c) 30cm e) 40cm
b) 24cm d) 36cm

5. (UFPE) Uma tábua uniforme de 3m de comprimento é
usada como gangorra por duas crianças com massas 25kg e
54kg. Elas sentam sobre as extremidades
da tábua de modo que o sistema
fica em equilíbrio quando
apoiado em uma pedra distante
1,0m da criança mais pesada.
Qual a massa, em kg, da tábua?
Dado: g = 10 m/s
2


Tarefa Mínima #

6. (Cesgranrio) Na figura a seguir, uma esfera rígida se
encontra em equilíbrio, apoiada em uma parede vertical e
presa por um fio ideal e inextensível. Sendo P o peso da
esfera e 2P a força máxima que o fio suporta antes de
arrebentar, o ângulo formado entre a parede e o fio é de:

a) 30°
b) 45°
c) 60°
d) 70°
e) 80°

7. (FAAP) Na estrutura representada, a barra homogênea
AB pesa 40N e é articulada em A.
A carga suspensa pesa 60N. A tração no cabo vale:


a) 133,3 N
b) 33,3 N
c) 166,6 N
d) 66,6 N
e) 199,9 N

8. (Mackenzie) Um corpo, que está sob a ação de 3 forças
coplanares de mesmo módulo, está em equilíbrio. Assinale
a alternativa na qual esta situação é possível.


9. (Unirio)
Na figura ao lado, o corpo
suspenso tem o peso 100N.
Os fios são ideais e têm
pesos desprezíveis, o sistema
está em equilíbrio estático
(repouso). A tração na corda
AB, em N, é: (Dados:
g=10m/s
2
; sen30°=0,5 e cos30°= 2 3 ).
a) 20 b) 40 c) 50 d) 80 e) 100

10. (Fatec) Uma pequena esfera de massa igual a 4,0 g,
carregada eletricamente, está suspensa por uma corda. Sob
a ação de uma força elétrica horizontal, a corda se desloca
até que atinge o equilíbrio ao formar um ângulo de 37°
com a vertical. Sabendo que cos 37° = 0,80 e sen 37° =
0,60, a intensidade da força elétrica e a tensão na corda
são, respectivamente:

a) 70 N e 56 N
b) 30 N e 50 N
c) 7,0 N e 5,6 N
d) 3,0 N e 5,0 N
e) 3,0 x 10
-2
N e 5,0 x
10
-2
N

11. (FEI) A barra a seguir é homogênea da seção
constante e está apoiada nos pontos A e B. Sabendo-se que
a reação no apoio A é R
A
=200kN, que F
1
=100kN e
F
2
=500kN, qual é o peso da barra?


a) 300 kN
b) 200 kN
c) 100 kN
d) 50 kN
e) 10 kN




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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 32
12. (Cesgranrio) Cristiana e Marcelo namoram em um
balanço constituído por um assento horizontal de madeira
de peso desprezível e preso ao teto por duas cordas
verticais. Cristiana pesa 4,8 × 10
2
N e Marcelo, 7,0 × 10
2
N.
Na situação descrita na figura, o balanço está parado, e os
centros de gravidade da moça e do rapaz distam 25cm e
40cm, respectivamente, da corda que, em cada caso, está
mais próxima de cada um. Sendo de 1,00m a distância que
separa as duas cordas, qual a tensão em cada uma delas?


a) Cristiana: 1,6 × 10
2
N e
Marcelo: 10,2 × 10
2
N
b) Cristiana: 3,2 × 10
2
N e
Marcelo: 8,6 × 10
2
N
c) Cristiana: 4,0 × 10
2
N e
Marcelo: 7,8 × 10
2
N
d) Cristiana: 4,8 × 10
2
N e
Marcelo: 7,0 × 10
2
N
e) Cristiana: 6,4 × 10
2
N e
Marcelo: 5,4 × 10
2
N

13. (PUC-Camp) Três blocos de massas iguais são
pendurados no teto através de dois fios que passam
livremente pelas argolas 1 e 2. Considerando desprezíveis
as massas dos fios e as eventuais forças de atrito, o sistema
pode oscilar. Durante a oscilação, a aceleração dos corpos
será nula quando o ângulo o indicado na figura for:

a) maior que 120°
b) igual a 120°
c) igual a 90°
d) igual a 60°
e) menor que 60°


14. (UFSM)
Uma barra homogênea e
horizontal de 2m de
comprimento e 10kg de
massa tem uma
extremidade apoiada e a outra suspensa por um fio ideal,
conforme a figura. Considerando a aceleração
gravitacional como 10m/s
2
, o módulo da tensão no fio (T,
em N) é:
a) 20 c) 50 e) 200
b) 25 d) 100

15. (UFRJ) A figura mostra uma garrafa mantida em
repouso por dois suportes A e B. Na situação considerada a
garrafa está na horizontal e os suportes exercem sobre ela
forças verticais. O peso da garrafa e seu conteúdo tem um
módulo igual a 1,4kgf e seu centro de massa C se situa a
uma distância horizontal D=18cm do suporte B.

Sabendo que a distância
horizontal entre os suportes A e
B é d=12cm, determine o
sentido da força que o suporte
A exerce sobre a garrafa e
calcule seu módulo.





Tarefa Complementar #

16. (UFSC) A figura abaixo mostra as forças de módulos
Q = 10N, R = 70N, S = 20N e T = 40N que atuam
sobre uma barra homogênea, com peso de módulo 30N e
com 2m de comprimento, que tende a girar em torno do
ponto O. Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s).

01. O momento da força T em relação ao ponto O é igual a
zero.
02. O momento da força S em relação ao ponto O é igual
ao momento da força R em relação ao ponto O.
04. O momento da força Q em relação ao ponto O tem
módulo igual a 20N.m.
08. O momento do peso da barra em relação ao ponto O é
igual ao momento da força R em relação ao ponto O.
16. A barra está em equilíbrio de rotação.
32. O momento resultante em relação ao ponto O é nulo.

17. (UFSC) O andaime suspenso (figura 1), conhecido
como máquina pesada ou trec trec, é indicado para serviços
de revestimento externo, colocação de pastilhas, mármores,
cerâmicas e serviços de pedreiro. Um dispositivo situado
no andaime permite que o pedreiro controle o sistema de
polias para se movimentar verticalmente ao longo de um
prédio. A figura 2 mostra um andaime homogêneo
suspenso pelos cabos A, B, C e D, que passam por polias
situadas no topo do edifício e formam ângulos de 90° com
o estrado do andaime.

Figura 1









Chama-se: o peso do andaime de
A
P
&
, e o seu módulo de
A
P ; o peso de um pedreiro que está no andaime de
P
P
&
, e
o seu módulo
P
P
; as tensões exercidas pelos cabos A, B, C
e D no andaime de
A
T
&
,
B
T
&
,
C
T
&
e
D
T
&
, e seus módulos de
T
A
, T
B
,
C
T
e
D
T
, respectivamente.
Considerando que o segmento de reta auxiliar ST passa
pelo centro do estrado o dividindo em duas partes de
comprimentos iguais e que o andaime não apresenta
qualquer movimento de rotação, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).

Cabo D Cabo A Cabo B Cabo C
Estrado
S
T
lado
esquerdo
lado
direito
Figura 2
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 33
01. T
A
+ T
B
+
C
T
+
D
T = P
A
+ P
P
somente se o andaime
estiver em repouso.
02.
A
T
&
+
B
T
&
+
C
T
&
+
D
T
&
= –(
A
P
&
+
P
P
&
) se o andaime
estiver descendo e acelerando.
04. T
A
+ T
B
=
C
T +
D
T se o pedreiro estiver sobre o
segmento de reta ST do estrado do andaime e o
andaime estiver em movimento uniforme na vertical.
08.
C
T +
D
T > T
A
+ T
B
somente se o pedreiro estiver
mais próximo da extremidade direita do estrado do
andaime, independentemente do andaime estar em
movimento na vertical.
16. Se o pedreiro estiver mais próximo da extremidade
esquerda do estrado do andaime e o andaime estiver em
repouso, então T
A
+ T
B
> T
C
+ T
D
.

UNIDADE 19 E 20

HIDROSTÁTICA I

MASSA ESPECÍFICA X DENSIDADE
A massa específica (µ) de uma substância é a razão entre a
massa (m) de uma quantidade da substância e o volume
(V) correspondente:

Uma unidade muito usual para a massa específica é o
g/cm
3
, mas no SI a unidade é o kg/m
3
. A relação entre elas
é a seguinte:


Observação:
É comum encontrarmos o termo densidade (d) em lugar de
massa específica (µ). Usa-se "densidade" para representar
a razão entre a massa e o volume de objetos sólidos (ocos
ou maciços), e "massa específica" para fluidos.

PRESSÃO
Consideremos uma força aplicada perpendicularmente a
uma superfície com área A. Definimos a pressão (p)
aplicada pela força sobre a área pela seguinte relação:

No SI, a unidade de pressão é o pascal (Pa) que
corresponde a N/m
2
.
O conceito de pressão nos permite entender muitos dos
fenômenos físicos que nos rodeiam. Por exemplo, para
cortar um pedaço de pão, utilizamos o lado afiado da faca
(menor área), pois, para uma mesma força, quanto menor a
área, maior a pressão produzida.

Pressão Hidrostática – Princípio de Stevin
"A diferença entre as pressões em dois pontos
considerados no seio de um líquido em equilíbrio (pressão
no ponto mais profundo e a pressão no ponto menos
profundo) vale o produto da massa especifica do líquido
pelo módulo da aceleração da gravidade do local onde é
feita a observação, pela diferença entre as profundidades
consideradas”.

p
A
– p
B
= µ g h
A partir do Teorema de Stevin podemos concluir:
÷ A pressão aumenta com a profundidade. Para pontos
situados na superfície livre, a pressão correspondente é
igual à exercida pelo gás ou ar sobre ela. Se a superfície
livre estiver ao ar atmosférico, a pressão correspondente
será a pressão atmosférica, p
atm
.
÷ Pontos situados em um mesmo líquido e em uma
mesma horizontal ficam submetidos à mesma pressão.
÷ A superfície livre dos líquidos em equilíbrio é
horizontal.

Pressão Atmosférica e a Experiência de Torricelli

O físico italiano Evangelista
Torricelli (1608-1647) realizou
uma experiência para
determinar a pressão
atmosférica ao nível do mar.
Ele usou um tubo de
aproximadamente 1,0m de
comprimento, cheio de
mercúrio (Hg) e com a
extremidade tampada.

Depois, colocou o tubo, em pé e com a boca tampada para
baixo, dentro de um recipiente que também continha
mercúrio. Torricelli observou que, após destampar o tubo,
o nível do mercúrio desceu e se estabilizou na posição
correspondente a 76 cm, restando o vácuo na parte vazia
do tubo.
A pressão no ponto A é igual à pressão no ponto B. Assim:
p
B
= p
A
÷ p
ATM
= p
coluna(Hg)

p
ATM
= 76cmHg = 760mmHg = 1,01x10
5
Pa

Exercícios de Sala #

1. (FAAP) A massa de um bloco de granito é 6,5t e a
densidade do granito é 2.600kg/m
3
. Qual o volume do
bloco?
a) 0,0025 m
3
c) 0,25 m
3
e) 25,00 m
3
b) 0,025 m
3
d) 2,50 m
3

2. (VUNESP) Um tijolo, com as dimensões indicadas, é
colocado sobre uma mesa com tampo de borracha,
inicialmente da maneira mostrada em 1 e, posteriormente,
na maneira mostrada em 2.

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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 34
Na situação 1, o tijolo exerce sobre a mesa uma força F
1
e
uma pressão p
1
; na situação 2, a força e a pressão exercidas
são F
2
e p
2
.
Nessas condições, pode-se afirmar que:
a) F
1
= F
2
e p
1
= p
2
b) F
1
= F
2
e p
1
> p
2

c) F
1
= F
2
e p
1
< p
2
d) F
1
> F
2
e p
1
> p
2

e) F
1
< F
2
e p
1
< p
2


3. (Unicamp) Um mergulhador persegue um peixe a 5,0m
abaixo da superfície de um lago. O peixe foge da posição
A e se esconde em uma gruta na posição B, conforme
mostra a figura a seguir. A pressão atmosférica na
superfície da água é igual a P
0
=1,0.10
5
N/m
2
.
Adote g = 10m/s
2
.

a) Qual a pressão sobre o mergulhador?
b) Qual a variação de pressão sobre o peixe nas posições A
e B?

Tarefa Mínima #
4. (Cesgranrio) Eva possui duas bolsas A e B, idênticas,
nas quais coloca sempre os mesmos objetos. Com o uso
das bolsas, ela percebeu que a bolsa A marcava o seu
ombro. Curiosa, verificou que a largura da alça da bolsa A
era menor do que a da B. Então, Eva concluiu que:
a) O peso da bolsa B era maior.
b) A pressão exercida pela bolsa B, no seu ombro, era
menor.
c) A pressão exercida pela bolsa B, no seu ombro, era
maior.
d) O peso da bolsa A era maior.
e) As pressões exercidas pelas bolsas são iguais, mais os
pesos são diferentes.

5. (ENEM) A gasolina é vendida por litro, mas em sua
utilização como combustível, a massa é o que importa. Um
aumento da temperatura do ambiente leva a um aumento
no volume da gasolina. Para diminuir os efeitos práticos
dessa variação, os tanques dos postos de gasolina são
subterrâneos. Se os tanques não fossem subterrâneos:
I - Você levaria vantagem ao abastecer o carro na hora
mais quente do dia, pois estaria comprando mais massa
por litro de combustível.
II - Abastecendo com a temperatura mais baixa, você
estaria comprando mais massa de combustível para
cada litro.
III - Se a gasolina fosse vendida por kg em vez de por litro,
o problema comercial decorrente da dilatação da
gasolina estaria resolvido.
Destas considerações, somente
a) I é correta. d) I e II são corretas.
b) II é correta. e) II e III são corretas.
c) III é correta.

6. (UFSM) Um cliente está há muito tempo, de pé, numa
fila de Banco, com os dois pés apoiados no solo,
exercendo, assim, certa pressão sobre o mesmo.
Levantando uma perna, de modo que apenas um dos pés
toque o solo, a pressão que o cliente exerce fica
multiplicada por:
a) 1/4. c) 1. e) 4.
b) 1/2. d) 2.

7. (Unicamp) Um barril de chopp completo, com bomba e
serpentina, como representado na figura a seguir, foi
comprado para uma festa. A bomba é utilizada para
aumentar a pressão na parte superior do barril forçando
assim o chopp pela serpentina. Considere a densidade do
chopp igual à da água.

a) Calcule a mínima pressão aplicada pela bomba para que
comece a sair chopp pela primeira vez no início da
festa (barril cheio até o topo, serpentina inicialmente
vazia).
b) No final da festa o chopp estará terminando. Qual deve
ser a mínima pressão aplicada para o chopp sair pela
saída quando o nível do líquido estiver a 10 cm do
fundo do barril, com a serpentina cheia?

8. (ITA) Um vaso comunicante em forma de U possui
duas colunas da mesma altura h=42,0cm, preenchidas com
água até a metade. Em seguida, adiciona- se óleo de massa
específica igual a 0,80g/cm
3
a uma das colunas até a
coluna estar totalmente preenchida, conforme a figura B. A
coluna de óleo terá comprimento de:


a) 14,0 cm
b) 16,8 cm
c) 28,0 cm
d) 35,0 cm
e) 37,8 cm
9. (PUC-Camp) O gráfico adiante mostra a relação
aproximada entre a pressão atmosférica e a altitude do
lugar, comparada ao nível do mar.

Em uma cidade a 1.000m de altitude, a pressão
atmosférica, em N/m
2
, vale aproximadamente
Dados: Densidade do Hg = 13,6 × 10
3
kg/m
3
g = 10 m/s
2
a) 7,0 × 10
4
d) 1,0 × 10
5
b) 8,0 × 10
4
e) 1,1 × 10
5
c) 9,0 × 10
4

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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 35
Tarefa Complementar #

10. (UFSC) Um recipiente cheio de água até a borda tem
massa total (água+recipiente) de 1.200g. Coloca-se dentro
do recipiente uma pedra de massa 120g que, ao afundar,
provoca o extravasamento de parte do líquido. Medindo-se
a massa do recipiente com a água e a pedra, no seu interior,
encontrou-se 1.290g. Calcule o valor da massa específica
da pedra em g/cm
3
, sabendo que a massa específica da
água é 1,0g/cm
3
.

11. (UDESC) O nível da água em uma represa está a 15,0
m de altura da base. Sabendo-se que a água está em
repouso e que a pressão atmosférica na superfície é igual a
1,0 x 10
5
N/m
2
, DETERMINE a pressão exercida na base
da represa. Dados: massa específica da água = µ = 1,0 x
10
3
kg/m
3
aceleração da gravidade no local = g = 10,0m/s
2

12. (UFSC) Os alunos de uma escola, situada em uma
cidade A, construíram um barômetro para comparar a
pressão atmosférica na sua cidade com a pressão
atmosférica de outra cidade, B.
Vedaram uma garrafa muito bem, com uma rolha e um
tubo de vidro, em forma de U, contendo mercúrio.
Montado o barômetro, na cidade A, verificaram que a
altura das colunas de mercúrio eram iguais nos dois ramos
do tubo, conforme mostra a Figura 1.
O professor os orientou para transportarem o barômetro
com cuidado até a cidade B, a fim de manter a vedação da
garrafa, e forneceu-lhes a Tabela abaixo, com valores
aproximados da pressão atmosférica em função da altitude.
Ao chegarem à cidade B, verificaram um desnível de 8,0
cm entre as colunas de mercúrio nos dois ramos do tubo de
vidro, conforme mostra a Figura 2.

Considerando a situação descrita e que os valores
numéricos das medidas são aproximados, face à
simplicidade do barômetro construído, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. Na cidade A, as alturas das colunas de mercúrio nos
dois ramos do tubo em U são iguais, porque a pressão
no interior da garrafa é igual à pressão atmosférica
externa.
02. A pressão atmosférica na cidade B é 8,0 cmHg menor
do que a pressão atmosférica na cidade A.
04. Sendo a pressão atmosférica na cidade A igual a 76
cmHg, a pressão atmosférica na cidade B é igual a 68
cmHg.
08. A pressão no interior da garrafa é praticamente igual à
pressão atmosférica na cidade A, mesmo quando o
barômetro está na cidade B.
16. Estando a cidade A situada ao nível do mar (altitude
zero), a cidade B está situada a mais de 1000 metros de
altitude.
32. Quando o barômetro está na cidade B, a pressão no
interior da garrafa é menor do que a pressão
atmosférica local.
64. A cidade B se encontra a uma altitude menor do que a
cidade A.
UNIDADE 21

HIDROSTÁTICA II

PRINCÍPIO DE PASCAL

O acréscimo de pressão produzido num líquido em
equilíbrio se transmite integralmente a todos os pontos do
líquido.


Sendo Ap
1
= Ap
2
e lembrando que Ap = F/A , escrevemos:

Como A
2
> A
1
, temos F
2
> F
1
, ou seja, a intensidade da
força é diretamente proporcional à área do tubo. A prensa
hidráulica é uma máquina que multiplica a força aplicada.

Princípio de Arquimedes

Contam os livros que o sábio grego Arquimedes (282-212
AC) descobriu, enquanto tomava banho, que um corpo
imerso na água se torna mais leve devido a uma força
exercida pelo líquido sobre o corpo, vertical e para cima,
que alivia o peso do corpo. Essa força do líquido sobre o
corpo é denominada empuxo .
Portanto, num corpo que se encontra imerso em um
líquido, agem duas forças: a força peso ( ), devido à
interação com o campo gravitacional terrestre, e a força de
empuxo ( ), devido à sua interação com o líquido.

Quando um corpo está totalmente imerso em um líquido,
podemos ter as seguintes condições:
* se ele permanece parado no ponto onde foi colocado, a
intensidade da força de empuxo é igual à intensidade da
força peso (E = P);
* se ele afundar, a intensidade da força de empuxo é menor
do que a intensidade da força peso (E < P); e
* se ele for levado para a superfície, à intensidade da força
de empuxo é maior do que a intensidade da força peso (E >
P). Para saber qual das três situações irá ocorrer, devemos
enunciar o princípio de Arquimedes:
Todo corpo mergulhado num fluido (líquido ou gás)
sofre, por parte do fluido uma força vertical para cima,
cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado
pelo corpo.
Seja V
f
o volume de fluido deslocado pelo corpo. Então a
massa do fluido deslocado é dada por:

m
f
= d
f
V
f

A intensidade do empuxo é igual ao do peso dessa massa
deslocada:
E = m
f
g = d
f
V
f
g
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Física A Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC 36
Para corpos totalmente imersos, o volume de fluido
deslocado é igual ao próprio volume do corpo. Neste caso,
a intensidade do peso do corpo e a do empuxo são dadas
por:

P = d
c
V
c
g e E = d
f
V
c
g

Comparando-se as duas expressões, observamos que:

* Se d
c
> d
f
, o corpo desce em movimento acelerado
(F
R
= P – E);
* Se d
c
< d
f
, o corpo sobe em movimento acelerado
(F
R
= E – P);
* Se d
c
= d
f
, o corpo encontra-se em equilíbrio.

Quando um corpo mais denso que um líquido é totalmente
imerso nesse líquido, observamos que o valor do seu peso,
dentro desse líquido, é aparentemente menor do que no ar.
A diferença entre o valor do peso real e o valor do peso
aparente corresponde ao empuxo exercido pelo líquido:

P
aparente
= P
real
- E

Flutuação
Para um corpo flutuando em um líquido, temos as
condições a seguir.

1) Ele se encontra em equilíbrio:
E = P
2) O volume de líquido que ele desloca é menor do que o
seu volume:
V
deslocado
< V
corpo
3) Sua densidade é menor do que a densidade do líquido:
d
corpo
< d
líquido
4) O valor do peso aparente do corpo é nulo:
P
aparente
= P – E = O

A relação entre os volumes imersos e o total do corpo é
dada por:

E = P ÷ d
liquido
V
imerso
g = d
corpo
V
corpo
g



Exercícios de Sala #
1. (Fei-94) No macaco hidráulico, representado na figura a
seguir, sabe-se que as áreas das secções transversais dos
vasos verticais são A
1
= 20cm
2
e A
2
= 0,04m
2
. Qual é o
peso máximo que o macaco pode levantar quando fazemos
uma força de 50N em A
1
?

a) 100 N
b) 1000 N
c) 200 kgf
d) 1000 kgf
e) 10000 kgf

2. (UFPR) Considerando os conceitos de pressão e
empuxo, é correto afirmar:



01. A pressão em um ponto no fundo de um tanque que
contém água em equilíbrio depende da altura da coluna
de água situada acima desse ponto.
02. Se um objeto flutua na água com 1/3 do seu volume
submerso, então sua densidade é igual a 1/3 da
densidade da água.
04. Quando um objeto se encontra em repouso no fundo de
um reservatório contendo água, a intensidade do
empuxo é menor que a intensidade do peso do objeto.
08. Dadas duas banquetas de mesma massa, uma com três
pernas e outra com quatro, e cada perna com a mesma
secção reta, a de três pernas exercerá menor pressão
sobre o solo.
16. A prensa hidráulica, o freio hidráulico e a direção
hidráulica são exemplos de aplicação do Princípio de
Arquimedes.

3. (Unitau) Um navio de 100 toneladas, após receber certa
quantidade de sacos de café, de 60kg cada, passou a ter um
volume submerso V=160m
3
. Quantas sacas de café
entraram no navio se a densidade da água é 1,0g/cm
3
?


Tarefa Mínima #
4. (UFES) A tubulação da figura a seguir contém líquido
incompressível que está retido pelo êmbolo 1 (de área igual
a 10,0cm
2
) e pelo êmbolo 2 (de área igual a 40,0cm
2
). Se a
força F
1
tem módulo igual a 2,00N, a força F
2
, que mantém
o sistema em equilíbrio, tem módulo igual a:

a) 0,5 N
b) 2,0 N
c) 8,0 N
d) 500,0 N
e) 800,0 N

5. (UEL) Na prensa hidráulica representada a seguir, os
diâmetros dos êmbolos são d
1
e d
2
, tais que d
1
=2d
2
.

A relação F
1
/F
2
entre as intensidades das forças exercidas
nos dois êmbolos, quando situados no mesmo nível, vale:
a) 4 d) 1/2
b) 2 e) 1/4
c) 1

6. (Vunesp) Um bloco de madeira, quando posto a
flutuar livremente na água, cuja massa específica à
1,00g/cm
3
, fica com 44% de seu volume fora d'água. A
massa específica média dessa madeira, em g/cm
3
, é:
a) 0,44 c) 1,00 e) 1,56
b) 0,56 d) 1,44

7. (Fuvest) Icebergs são blocos de gelo flutuantes que se
desprendem das geleiras polares. Se apenas 10% do
volume de um iceberg fica acima da superfície do mar e se
a massa específica da água do mar vale 1,03g/cm
3
,
podemos afirmar que a massa específica do gelo do
iceberg, em g/cm
3
, vale, aproximadamente:
a) 0,10 c) 0,93 e) 1,00
b) 0,90 d) 0,97
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Inclusão para a Vida Física A

Pré-Vestibular da UFSC 37
8. (UDESC) Leia com atenção e analise as afirmativas.

I - Pontos a igual profundidade, em um mesmo líquido em
equilíbrio, suportam pressões iguais.
II - A pressão que um líquido exerce no fundo de um
recipiente depende do volume do líquido nele contido.
III - Um corpo imerso em um líquido sofrerá um empuxo
tanto maior quanto maior for profundidade em que
estiver.
IV - Um navio flutua porque o peso da água deslocada é
igual ao seu peso.
Assinale a alternativa correta:
a) Todas as afirmativas estão corretas.
b) Somente está correta a afirmativa I.
c) Somente estão corretas as afirmativas I, II e III.
d) Somente estão corretas as afirmativas I e IV.
e) Somente estão corretas as afirmativas I, III e IV.

Tarefa Complementar #
9. (UFF) Uma prensa
hidráulica, sendo utilizada como
elevador de um carro de peso P,
se encontra em equilíbrio,
conforme a figura. As secções
retas dos pistões são indicadas
por S
1
e S
2
, tendo-se S
2
=4S
1
.
A força exercida sobre o fluido é F
1
e a força exercida pelo
fluido é F
2
. A situação descrita obedece
a) ao Princípio de Arquimedes e, pelas leis de Newton,
conclui-se que F
1
=F
2
=P.
b) ao Princípio de Pascal e, pelas leis de ação e reação e
de conservação da energia mecânica, conclui-se que
F
2
=4F
1
=P.
c) ao Princípio de Pascal e, pela lei da conservação da
energia, conclui-se que F
2
=1/4F1=P.
d) apenas às leis de Newton e F
1
=F
2
=P.
e) apenas à lei de conservação de energia.

10. (UFSC) Assinale a(s) proposição(ões) correta(s):

01. Usando um canudinho seria muito mais fácil tomar um
refrigerante na Lua do que na Terra, porque a força de
atração gravitacional na Lua é menor.
02. É possível a medida aproximada da altitude pela
variação da pressão atmosférica.
04. Uma pessoa explodiria se fosse retirada da atmosfera
terrestre para o vácuo. A pressão interna do corpo seria
muito maior do que a pressão externa (nula, no vácuo)
e “empurraria” as moléculas para fora do corpo. Este é
um dos motivos pelos quais os astronautas usam roupas
especiais para missões fora do ambiente pressurizado
de suas naves.
08. Para repetir a experiência realizada por Evangelista
Torricelli, comparando a pressão atmosférica com a
pressão exercida por uma coluna de mercúrio, é
necessário conhecer o diâmetro do tubo, pois a pressão
exercida por uma coluna líquida depende do seu
volume.
16. Vários fabricantes, para facilitar a retirada da tampa
dos copos de requeijão e de outros produtos,
introduziram um furo no seu centro, selado com
plástico. Isso facilita tirar a tampa porque, ao retirar o
selo, permitimos que o ar penetre no copo e a pressão
atmosférica atue, também, de dentro para fora.
32. Quando se introduz a agulha de uma seringa numa veia
do braço, para se retirar sangue, este passa da veia para
a seringa devido à diferença de pressão entre o sangue
na veia e o interior da seringa.
64. Sendo correta a informação de que São Joaquim se
situa a uma altitude de 1353m e que Itajaí está ao nível
do mar (altitude = 1 m), podemos concluir que a
pressão atmosférica é maior em São Joaquim, já que ela
aumenta com a altitude.

11. (UFSC) A figura representa um navio
flutuando em equilíbrio, submetido à ação
apenas do seu próprio peso e do empuxo
exercido pela água. Considerando a
situação descrita, assinale a(s) proposição(ões) correta(s):
01. O empuxo exercido sobre o navio é maior do que o seu
peso. Caso contrário, um pequeno acréscimo de carga
provocaria o seu afundamento.
02. O empuxo exercido sobre o navio é igual ao seu peso.
04. Um volume de água igual ao volume submerso do
navio tem o mesmo peso do navio.
08. Mesmo sendo construído com chapas de aço, a
densidade média do navio é menor do que a densidade
da água.
16. Se um dano no navio permitir que água penetre no seu
interior, enchendo-o, ele afundará totalmente, porque,
cheio de água sua densidade média será maior do que a
densidade da água.
32. Sendo o empuxo exercido sobre o navio igual ao seu
peso, a densidade média do navio é igual à densidade
da água.

12. (UFSC) Um corpo C, de
formato cúbico, tem massa
igual a 0,08kg e massa
específica igual a 800kg/m
3
. Ele

é mantido inicialmente
submerso, em repouso, em um
líquido de massa específica
igual a 1200 kg/m
3
também em repouso em um tanque. A
parte superior desse corpo está a uma distância d = 4m da
superfície do líquido, como está representado na figura
abaixo.
Em um determinado instante, o corpo é solto e, após certo
intervalo de tempo, aflora à superfície do líquido.
Desprezando qualquer tipo de atrito e desconsiderando a
força de empuxo do ar sobre o corpo, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s).
01. O módulo da força de empuxo que o líquido exerce no
corpo C, na posição mostrada na figura acima, é maior
que o módulo da força peso desse corpo.
02. Imediatamente após ser liberado, o corpo C adquire um
movimento retilíneo uniforme vertical para cima.
04. O trabalho realizado pela força de empuxo que o
líquido exerce sobre o corpo C, no percurso d, é igual a
4,8 J.
08. Quando o corpo C estiver flutuando livremente na
superfície do líquido, terá 1/3 de seu volume submerso.
16. Um outro corpo, de volume igual ao do corpo C,
somente permaneceria em equilíbrio quando totalmente
imerso nesse líquido, se o seu peso tivesse módulo
igual a 1,2 N.

d
C
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1
UNIDADE 1

TERMOMETRIA

Temperatura
É a grandeza física que mede o estado de agitação das
partículas de um corpo, caracterizando o seu estado
térmico.

Calor
É o nome que a energia térmica recebe quando passa
de um corpo de maior temperatura para um outro de
menor temperatura, ou seja, energia térmica em
trânsito.

Equilíbrio Térmico

Dois ou mais corpos estão em equilíbrio
térmicos quando possuem a mesma temperatura.

Escalas Termométricas
Escala Fahrenheit
Escala Kelvin
Escala Celsius

Lembre-se:
Ponto de Gelo – temperatura em que a água
“congela” (pressão normal)
Ponto de Vapor – temperatura em que a água
“evapora” (pressão normal)


Obs.: A escala Kelvin é também conhecida por escala
absoluta ou escala termodinâmica, tem origem no zero
absoluto e não existe temperatura inferior a esta.

Conversão entre Escalas

5
273
9
32
5
÷
=
÷
=
tk tf tc


Variação de Temperatura (ΔT)

ΔT
C
= ΔT
K

9. ΔT
C
= 5. ΔT
F

Exercícios de Sala #

1. Em relação à termometria, é certo dizer que:

a) - 273 K representa a menor temperatura possível de
ser atingida por qualquer substância.
b) a quantidade de calor de uma substância equivale à
sua temperatura.
c) em uma porta de madeira, a maçaneta metálica está
sempre mais fria que a porta.
d) a escala Kelvin é conhecida como absoluta porque
só admite valores positivos.
e) o estado físico de uma substância depende
exclusivamente da temperatura em que ela se
encontra.

2. Um termômetro é encerrado dentro de um bulbo de
vidro onde se faz vácuo. Suponha que o vácuo seja
perfeito e que o termômetro esteja marcando a
temperatura ambiente, 25°C. Depois de algum tempo,
a temperatura ambiente se eleva a 30°C. Observa-se,
então, que a marcação do termômetro:
a) eleva-se também, e tende a atingir o equilíbrio
térmico com o ambiente.
b) mantém-se a 25°C, qualquer que seja a temperatura
ambiente.
c) tende a reduzir-se continuamente, independente da
temperatura ambiente.
d) vai se elevar, mas nunca atinge o equilíbrio térmico
com o ambiente.
e) tende a atingir o valor mínimo da escala do
termômetro.

Tarefa Mínima #

3. Os termômetros são instrumentos utilizados para
efetuarmos medidas de temperaturas. Os mais comuns
se baseiam na variação de volume sofrida por um
líquido considerado ideal, contido num tubo de vidro
cuja dilatação é desprezada. Num termômetro em que
se utiliza mercúrio, vemos que a coluna desse líquido
"sobe" cerca de 2,7 cm para um aquecimento de 3,6°C.
Se a escala termométrica fosse a Fahrenheit, para um
aquecimento de 3,6°F, a coluna de mercúrio "subiria":

a) 11,8 cm b) 3,6 cm c) 2,7 cm d) 1,8 cm e) 1,5 cm

4. O gráfico a seguir relaciona as escalas
termométricas Celsius e Fahrenheit.

Um termômetro graduado na escala Celsius indica
uma temperatura de 20°C. A Correspondente
indicação de um termômetro graduado na escala
Fahrenheit é:

a) 22°F c) 68°F e) 222°F
b) 50°F d) 80°F

5. Com relação aos conceitos de calor, temperatura e
energia interna, assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).
01. Associa-se a existência de calor a qualquer corpo,
pois todo corpo possui calor.
02. Para se admitir a existência de calor são
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2
necessários, pelo menos, dois sistemas.
04. Calor é a energia contida em um corpo.
08. Quando as extremidades de uma barra metálica
estão a temperaturas diferentes, a extremidade
submetida à temperatura maior contém mais calor
do que a outra.
16. Duas esferas de mesmo material e de massas
diferentes, após ficarem durante muito tempo em
um forno a 160
o
C, são retiradas deste e
imediatamente colocadas em contato. Logo em
seguida, pode-se afirmar, o calor contido na esfera
de maior massa passa para a de menor massa.
32. Se colocarmos um termômetro, em um dia em que
a temperatura está a 25
o
C, em água a uma
temperatura mais elevada, a energia interna do
termômetro aumentará.

6. Em um determinado dia, a temperatura mínima em
Belo Horizonte foi de 15 °C e a máxima de 27 °C. A
diferença entre essas temperaturas, na escala kelvin, é
de:
a) 12. b) 21. c) 263. d) 285.

7. Um cientista criou uma escala termométrica D que
adota como pontos fixos o ponto de ebulição do álcool
(78 °C) e o ponto de ebulição do éter (34 °C). O
gráfico a seguir relaciona esta escala D com a escala
Celsius.

A temperatura de ebulição da água vale, em °D:
a) 44 b) 86 c) 112 d) 120 e) 160

8. Uma escala termométrica arbitrária X atribui o
valor -20°X para a temperatura de fusão do gelo e
120°X para a temperatura de ebulição da água, sob
pressão normal. A temperatura em que a escala X dá a
mesma indicação que a Celsius é:
a) 80 b) 70 c) 50 d) 30 e) 10

9. Um menino inglês mediu sua temperatura com um
termômetro graduado na escala Fahrenheit e encontrou
96,8°F. Esse menino está:
a) com temperatura de 38°C.
b) com temperatura de 34,6°C.
c) com febre alta, mais de 29°C.
d) com temperatura menor que 36°C.
e) com a temperatura normal de 36°C.

10. Analise as seguintes afirmações sobre conceitos
de termologia:
I) Calor é uma forma de energia.
II) Calor é o mesmo que temperatura.
III) A grandeza que permite informar se dois corpos
estão em equilíbrio térmico é a temperatura.


Está(ão) correta(s) apenas:
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) I e III.

UNIDADE 2

DILATAÇÃO TÉRMICA DOS SÓLIDOS E
LÍQUIDOS
Dilatação Linear
É aquela em que predomina a variação em uma única
dimensão, ou seja, o comprimento. Para estudarmos a
dilatação linear, consideremos uma barra de
comprimento inicial L
i
, à temperatura inicial t
i
.
Aumentando a temperatura da barra t
f
, seu
comprimento passa a L
f
.

Em que AL = L
f
- L
i
é a variação de comprimento, isto
é, a dilatação linear da barra, na variação de
temperatura At = t
f
- t
i
.

AL = L
i
o At

Dilatação Superficial

É aquela em que predomina a variação em duas
dimensões, ou seja, a área. Consideremos uma placa
de área inicial A
i
, à temperatura inicial t
i
. Aumentando
a temperatura da placa para t
f
, sua área passa para A
f
.

Em que:
AA = A
f
- A
i
At = t
f
- t
i


AA = A
i
|At

O coeficiente de dilatação superficial para cada
substância é igual ao dobro do coeficiente de dilatação
linear, isto é:

| = 2o
Obs.: A escala Kelvin é também conhecida por escala
absoluta ou escala termodinâmica, tem origem no zero
absoluto e não existe temperatura inferior a esta.

Dilatação Volumétrica
É aquela em que ocorre quando existe variação das
três dimensões de um corpo: comprimento, largura e
espessura. Com o aumento da temperatura, o volume
da figura sofre um aumento V, tal que:

AV = V
f
- V
i
At = t
f
- t
i


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3

AV = V
i.
¸ . At

Em que
V
i
= volume inicial.
V
f
= volume final.
AV = variação de volume (dilatação volumétrica).
Em que ¸ é o coeficiente de dilatação
volumétrica do material que constitui o corpo.
O coeficiente de dilatação volumétrica ¸ é
aproximadamente igual ao triplo do coeficiente de
dilatação linear o, isto é: ¸ = 3o

Dilatação dos Líquidos
Como os líquidos não apresentam forma própria, só
tem significado o estudo de sua dilatação volumétrica.
Ao estudar a dilatação dos líquidos tem de se levar em
conta a dilatação do recipiente sólido que o contém.
De maneira geral, os líquidos dilatam-se
sempre mais que os sólidos ao serem igualmente
aquecidos.
No aquecimento de um líquido contido num
recipiente, o líquido irá, ao dilatar-se juntamente com
o recipiente, ocupar parte da dilatação sofrida pelo
recipiente, além de mostrar uma dilatação própria,
chamada dilatação aparente.
A dilatação aparente é aquela diretamente
observada e a dilatação real é aquela que o líquido
sofre realmente.
Consideremos um recipiente totalmente cheio
de um líquido à temperatura inicial t
i
.
Aumentando a temperatura do conjunto
(recipiente + líquido) até uma temperatura t
f
, nota-se
um extravasamento do líquido, pois este se dilata mais
que o recipiente.
A dilatação aparente do líquido é igual ao
volume que foi extravasado.
A dilatação real do líquido é dada pela soma
da dilatação aparente do líquido e da dilatação
volumétrica sofrida pelo recipiente.




AV
real
= AV
ap
+ AV
recip
¬ V
i
¸
real
At = V
i
¸
ap
AT + V
i
¸
recip.
At

¸
real
= ¸
ap
+ ¸
recip.
Exercícios de Sala #

1. Você é convidado a projetar uma ponte metálica,
cujo comprimento será de 2,0 km. Considerando os
efeitos de contração e expansão térmica para
temperaturas no intervalo de - 40 °F a 110 °F e que o
coeficiente de dilatação linear do metal é de 12 × 10
-6

°C
-1
, qual a máxima variação esperada no
comprimento da ponte? (O coeficiente de dilatação
linear é constante no intervalo de temperatura
considerado).
a) 9,3 m b) 2,0 m c) 3,0 m d) 0,93 m e) 6,5 m

2. Uma bobina contendo 2000 m de fio de cobre
medido num dia em que a temperatura era de 35 °C,
foi utilizada e o fio medido de novo a 10 °C. Esta nova
medição indicou:
a) 1,0 m a menos
b) 1,0 m a mais
c) 2000 m
d) 20 m a menos
e) 20 mm a mais

Tarefa Mínima #

3. Uma barra de metal tem comprimento igual a
10,000 m a uma temperatura de 10,0 °C e
comprimento igual a 10,006 m a uma temperatura de
40 °C. O coeficiente de dilatação linear do metal é
a) 1,5 × 10
-4
°C
-1

b) 6,0 × 10
-4
°C
-1

c) 2,0 × 10
-5
°C
-1

d) 2,0 × 10
-6
°C
-1
e) 3,0 × 10
-6
°C
-1

4. A figura a seguir representa uma lâmina bimetálica.
O coeficiente de dilatação linear do metal A é a
metade do coeficiente de dilatação linear do metal B.
À temperatura ambiente, a lâmina está na vertical. Se a
temperatura for aumentada em 200 °C, a lâmina:

a) continuará na vertical.
b) curvará para a frente.
c) curvará para trás.
d) curvará para a direita.
e) curvará para a esquerda.

5. O gráfico a seguir representa a variação, em
milímetros, do comprimento de uma barra metálica, de
tamanho inicial igual a 1 000 m, aquecida em um
forno industrial. Qual é o valor do coeficiente de
dilatação térmica linear do material de que é feita a
barra, em unidades de 10
-6
/°C?
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4


6. Ao se aquecer de 1 °C uma haste metálica de 1 m, o
seu comprimento aumenta de 2.10
-2
mm. O aumento
do comprimento de outra haste do mesmo metal, de
medida inicial 80 cm, quando a aquecemos de 20 °C,
é:
a) 0,23 mm.
b) 0,32 mm.
c) 0,56 mm.
d) 0,65 mm.
e) 0,76 mm.

7. Uma placa de alumínio tem um grande orifício
circular no qual foi colocado um pino, também de
alumínio, com grande folga. O pino e a placa são
aquecidos de 500 °C, simultaneamente.
Podemos afirmar que:
a) a folga irá aumentar, pois o pino ao ser aquecido irá
contrair-se.
b) a folga diminuirá, pois ao aquecermos a chapa a
área do orifício diminui.
c) a folga diminuirá, pois o pino se dilata muito mais
que o orifício.
d) a folga irá aumentar, pois o diâmetro do orifício
aumenta mais que o diâmetro do pino.
e) a folga diminuirá, pois o pino se dilata, e a área do
orifício não se altera.

8. O coeficiente de dilatação térmica do alumínio
(AØ) é, aproximadamente, duas vezes o coeficiente de
dilatação térmica do ferro (Fe). A figura mostra duas
peças onde um anel feito de um desses metais envolve
um disco feito do outro. Á temperatura ambiente, os
discos estão presos aos anéis.

Se as duas peças forem aquecidas uniformemente, é
correto afirmar que:
a) apenas o disco de AØ se soltará do anel de Fe.
b) apenas o disco de Fe se soltará do anel de AØ.
c) os dois discos se soltarão dos respectivos anéis.
d) os discos não se soltarão dos anéis.

9. A figura a seguir ilustra um arame rígido de aço,
cujas extremidades estão distanciadas de "L".


Alterando-se sua temperatura, de 293K para 100°C,
pode-se afirmar que a distância "L":
a) diminui, pois o arame aumenta de comprimento,
fazendo com que suas extremidades fiquem mais
próximas.
b) diminui, pois o arame contrai com a diminuição da
temperatura.
c) aumenta, pois o arame diminui de comprimento,
fazendo com que suas extremidades fiquem mais
afastadas.
d) não varia, pois a dilatação linear do arame é
compensada pelo aumento do raio "R".
e) aumenta, pois a área do círculo de raio "R" aumenta
com a temperatura.

10. O volume de um bloco metálico sofre um
aumento de 0,6% quando sua temperatura varia de 200
°C. O coeficiente de dilatação linear médio desse
metal, em °C
-1
, vale:
a) 1,0.10
-5
b) 3,0.10
-5
c) 1,0.10
-4
d) 3,0.10
-4

e) 3,0.10
-3


11. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s) em
relação a alguns fenômenos que envolvem os
conceitos de temperatura, calor, mudança de estado e
dilatação térmica.
01. A temperatura de um corpo é uma grandeza física
relacionada à densidade do corpo.
02. Uma substância pura ao receber calor ficará
submetida a variações de temperatura durante a
fusão e a ebulição.
04. A dilatação térmica é um fenômeno específico dos
líquidos, não ocorrendo com os sólidos.
08. Calor é uma forma de energia.
16. O calor se propaga no vácuo.

12. Em uma chapa metálica é feito um orifício
circular do mesmo tamanho de uma moeda. O
conjunto (chapa com a moeda no orifício),
inicialmente a 25 °C, é levado a um forno e aquecido
até 225 °C. Após o aquecimento, verifica-se que o
orifício na chapa ficou maior do que a moeda. Dentre
as afirmativas a seguir, indique a que está correta.

a) O coeficiente de dilatação da moeda é maior do que
o da chapa metálica.
b) O coeficiente de dilatação da moeda é menor do que
o da chapa metálica.
c) O coeficiente de dilatação da moeda é igual ao da
chapa metálica, mas o orifício se dilatou mais
porque a chapa é maior que a moeda.
d) O coeficiente de dilatação da moeda é igual ao da
chapa metálica, mas o orifício se dilatou mais
porque o seu interior é vazio.
e) Nada se pode afirmar sobre os coeficientes de
dilatação da moeda e da chapa, pois não é dado o
tamanho inicial da chapa.





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5
13. A respeito da dilatação térmica, fenômeno de
expansão e contração que ocorre nas substâncias
quando há variação de sua temperatura, assinale o que
for correto.
01. A variação do volume de uma substância é
proporcional ao produto entre seu volume inicial e
a variação de temperatura.
02. O coeficiente de dilatação é uma grandeza
adimensional.
04. Em corpos que têm apenas uma dimensão, ocorre
dilatação linear.
08. Se uma placa que contém um orifício sofrer um
aumento em sua temperatura, as dimensões do
orifício aumentarão.

14. Duas substâncias A e B têm seus gráficos de
densidade × temperatura representados a seguir. As
substâncias são colocadas a 4°C em garrafas de vidro
distintas, ocupando todo o volume das garrafas.
Considere o coeficiente de dilatação do vidro das
garrafas muito menor que o das substâncias A e B. As
garrafas são, então, fechadas e colocadas em um
refrigerador a 0°C. Após um longo período de tempo,
pode-se dizer que:


a) a garrafa de A se quebra e a de B não.
b) a garrafa de B se quebra e a de A não.
c) as garrafas de A e B se quebram.
d) as garrafas de A e B não se quebram.
e) os dados fornecidos não são suficientes para se
chegar a uma conclusão.

UNIDADE 3

CALORIMETRIA

UNIDADES DE CALOR
O calor é uma forma de energia que passa de um corpo
para outro como consequência da diferença de
temperaturas entre os corpos. Sendo energia, sua
unidade no Sistema Internacional é o joule (J). No
entanto, por razões históricas, ainda hoje usamos uma
unidade introduzida na época em que não se sabia a
natureza do calor. Essa unidade é a caloria cujo
símbolo é cal.
A relação entre a caloria e o joule é:

1 cal = 4,186 joules

CAPACIDADE TÉRMICA
Suponhamos que uma quantidade de calor Q
seja fornecida a um corpo. Supondo que não haja
mudança de estado, esse calor provocará no corpo,
uma variação de temperatura Δt que é proporcional a
Q, isto é, podemos escrever
Q = C (Δt)
onde C é uma constante chamada de capacidade
térmica do corpo.
C =
Q
__________
Δt
CALOR ESPECÍFICO
Quando um corpo é feito de uma única substância, sua
capacidade térmica (C) é proporcional à sua massa
(m), isto é, podemos escrever:

C = m . c (II)

onde c é uma constante que depende da substância e é
chamada de calor específico da substância.

CALOR SENSÍVEL
O calor sensível é responsável pela variação da
temperatura de um corpo.

Q = m . c (Δt) (III)

Dessa equação tiramos:
c =
Q
--------
m . Δt

A seguir fornecemos os calores específicos de algumas
substâncias:

TABELA - Calores específicos de
algumas substâncias
SUBSTÂNCIA
CALOR
ESPECÍFICO (c)
(cal/g.°C)
SÓLIDOS
Alumínio 0,215
Cobre 0,092
Ouro 0,031
Aço 0,107
Prata 0,056
Gelo 0,5
LÍQUIDOS
Água 1,0
Álcool etílico 0,58
Mercúrio 0,033

TROCAS DE CALOR
Nós dizemos que um conjunto de corpos está
termicamente isolado quando ele não ganha nem
perde calor para o meio externo. Um modo de fazer
isso é colocar o conjunto em um recipiente de paredes
isolantes, isto é, que não deixam passar o calor. Um
recipiente como esse é chamado de calorímetro.
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6
Suponhamos que coloquemos dentro de um
calorímetro dois corpos que inicialmente tenham
temperaturas diferentes. Durante algum tempo haverá
passagem de calor do corpo mais quente para o corpo
mais frio. Essa passagem de calor pára no momento
em que é atingido o equilíbrio térmico, isto é, quando
os corpos ficam com a mesma temperatura.

Qrec + Qced = 0

MUDANÇA DE ESTADO FÍSICO

TIPOS DE MUDANÇAS
Quando uma substância passa do estado sólido para o
estado líquido, essa transformação chama-se fusão. A
transformação inversa (de líquido para sólido) chama
solidificação. A passagem do estado líquido para o
gasoso chama-se vaporização; a transformação inversa
é chamada condensação.


CALOR DE TRANSFORMAÇÃO
Quando uma substância muda de estado de agregação,
absorve (ou cede) uma quantidade de calor que é
proporcional à massa (m). Assim podemos escrever:

Q = m L

onde L é uma constante chamada calor de
transformação. Quando se trata da fusão (ou
solidificação) a constante L é chamada de calor de
fusão; quando se trata da ebulição (ou liquefação) a
constante L chama-se calor de vaporização. A
constante L é também chamada de calor latente (daí o
símbolo L).
Da equação Q = mL tiramos:

Na tabela a seguir fornecemos os valores de L para
algumas substâncias.
TABELA 2 - Calores latentes de algumas
substâncias
Substância
Calor de
fusão
(cal/g)
Calor de
vaporização
(cal/g)
Água 80 540
Álcool
etílico
25 204
Ouro 15 557
Prata 21 558
Cobre 32 1.210
CURVA DE AQUECIMENTO
Podemos fazer um gráfico da temperatura em função
da quantidade de calor fornecido

Exercícios de Sala #

1. Adote: calor específico da água: 1,0 cal/g.°C
Um bloco de massa 2,0 kg, ao receber toda energia
térmica liberada por 1000 gramas de água que
diminuem a sua temperatura de 1 °C, sofre um
acréscimo de temperatura de 10 °C. O calor específico
do bloco, em cal/g.°C, é:
a) 0,2 b) 0,1 c) 0,15 d) 0,05 e) 0,01

2. Adote: calor específico da água: 1,0 cal/g°C
Calor de combustão é a quantidade de calor liberada
na queima de uma unidade de massa do combustível.
O calor de combustão do gás de cozinha é 6000
kcal/kg. Aproximadamente quantos litros de água à
temperatura de 20 °C podem ser aquecidos até a
temperatura de 100 °C com um bujão de gás de 13 kg?
Despreze perdas de calor:
a) 1 litro
b) 10 litros
c) 100 litros
d) 1000 litros
e) 6000 litros

Tarefa Mínima #

3. Um frasco contém 20 g de água a 0 °C. Em seu
interior é colocado um objeto de 50 g de alumínio a 80
°C. Os calores específicos da água e do alumínio são
respectivamente 1,0 cal/g°C e 0,10 cal/g°C. Supondo
não haver trocas de calor com o frasco e com o meio
ambiente, a temperatura de equilíbrio desta mistura
será
a) 60 °C b) 16 °C c) 40 °C d) 32 °C e) 10 °C

4. A temperatura de dois corpos M e N, de massas
iguais a 100 g cada, varia com o calor recebido como
indica o gráfico a seguir. Colocando N a 10 °C em
contato com M a 80 °C e admitindo que a troca de
calor ocorra somente entre eles, a temperatura final de
equilíbrio, em °C, será

a) 60 b) 50 c) 40 d) 30 e) 20

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7
5. Uma fonte térmica, de potência constante e igual a
20 cal/s, fornece calor a um corpo sólido de massa 100
g. A variação de temperatura š do corpo em função do
tempo t é dada pelo gráfico a seguir.

O calor específico da substância que constitui o corpo,
no estado líquido, em cal/g°C, vale
a) 0,05 b) 0,10 c) 0,20 d) 0,30 e) 0,40

6. Quando dois corpos de tamanhos diferentes estão
em contato e em equilíbrio térmico, e ambos isolados
do meio ambiente, pode-se dizer que:
a) o corpo maior é o mais quente.
b) o corpo menor é o mais quente.
c) não há troca de calor entre os corpos.
d) o corpo maior cede calor para o corpo menor.
e) o corpo menor cede calor para o corpo maior.

7. Um certo volume de um líquido A, de massa M e
que está inicialmente a 20 °C, é despejado no interior
de uma garrafa térmica que contém uma massa 2M de
um outro líquido, B, na temperatura de 80 °C. Se a
temperatura final da mistura líquida resultante for de
40 °C, podemos afirmar que a razão CA/CB entre os
calores específicos das substâncias A e B vale:
a) 6 b) 4 c) 3 d) ½ e) 1/3

8. O gráfico a seguir representa o calor absorvido por
dois corpos sólidos M e N em função da temperatura.

A capacidade térmica do corpo M, em relação à do
corpo N, vale
a) 1,4
b) 5,0
c) 5,5
d) 6,0
e) 7,0

9. A figura a seguir representa a temperatura de um
líquido não-volátil em função da quantidade de calor
por ele absorvida. Sendo a massa do líquido 100 g e
seu calor específico 0,6 cal/g°C, qual o valor em °C da
temperatura T³?

10. Analise as seguintes afirmações sobre conceitos
de termologia:
I) Calor é uma forma de energia.
II) Calor é o mesmo que temperatura.
III) A grandeza que permite informar se dois corpos
estão em equilíbrio térmico é a temperatura.
Está(ão) correta(s) apenas:
a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) I e III.

11. O gráfico a seguir representa a quantidade de calor
absorvida por dois objetos A e B ao serem aquecidos,
em função de suas temperaturas.

Observe o gráfico e assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).
01. A capacidade térmica do objeto A é maior que a do
objeto B.
02. A partir do gráfico é possível determinar as
capacidades térmicas dos objetos A e B.
04. Pode-se afirmar que o calor específico do objeto A
é maior que o do objeto B.
08. A variação de temperatura do objeto B, por caloria
absorvida, é maior que a variação de temperatura
do objeto A, por caloria absorvida.
16. Se a massa do objeto A for de 200 g, seu calor
específico será 0,2 cal/g°C.

12. Assinale a(s) proposição(ões) correta(s) em
relação a alguns fenômenos que envolvem os
conceitos de temperatura, calor, mudança de estado e
dilatação térmica.
01. A temperatura de um corpo é uma grandeza física
relacionada à densidade do corpo.
02. Uma substância pura ao receber calor ficará
submetida a variações de temperatura durante a
fusão e a ebulição.
04. A dilatação térmica é um fenômeno específico dos
líquidos, não ocorrendo com os sólidos.
08. Calor é uma forma de energia.
16. O calor se propaga no vácuo.

13. Determine a quantidade de calor necessária para
transformar 100 g de 8gelo, inicialmente a 0 °C, em
100 g de água a 30 °C. Sabe-se que o calor latente de
fusão do gelo é 80 cal/g e o calor específico da água é
1 cal/g°C.
a) 6000 cal.
b) 3000 cal.
c) 11000 cal.
d) 8000 cal.
e) 10000 cal.

14. Um aquecedor elétrico é mergulhado em um
recipiente com água a 10 °C e, cinco minutos depois, a
água começa a ferver a 100 °C. Se o aquecedor não for
desligado, toda a água irá evaporar e o aquecedor será
danificado. Considerando o momento em que a água
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8
começa a ferver, a evaporação de toda a água ocorrerá
em um intervalo de aproximadamente
Calor específico da água = 1,0 cal/(g°C)
Calor de vaporização da água = 540 cal/g
Desconsidere perdas de calor para o recipiente, para o
ambiente e para o próprio aquecedor.
a) 5 minutos.
b) 10 minutos.
c) 12 minutos.
d) 15 minutos.
e) 30 minutos.

UNIDADE 4

TRANSMISSÃO DE CALOR

CONDUÇÃO DE CALOR
A condução é um processo pelo qual o calor se
transmite ao longo de um meio material por meio da
transmissão de vibração de suas moléculas. As
moléculas mais energéticas (de maior temperatura)
transmitem energia para as menos energéticas (menor
temperatura).
Existem materiais que conduzem o calor
rapidamente por exemplo, os metais. Tais materiais
são chamados de bons condutores. Podemos perceber
isso fazendo um experimento como o ilustrado na
Fig.1.

Segurando uma barra de metal que tem uma
extremidade sobre uma chama, rapidamente o calor é
transmitido para nossa mão. Por outro lado há
materiais nos quais o calor se propaga muito
lentamente. Tais materiais são chamados de isolantes.
Como exemplos, podemos citar a borracha, a lã, o
isopor e o amianto.
O fato de a lã ser um bom isolante explica por
que no inverno usamos agasalhos de lã; ela dificulta a
perda do calor de nosso corpo para o meio externo.

FLUXO DE CALOR
Suponhamos que em um intervalo de tempo passe
uma quantidade de calor Q por uma superfície S
(Fig.2).

Fig. 2
O fluxo de calor através da superfície S é
definido por:



A experiência mostra que o fluxo de calor através da
barra é dado por:


onde k é uma constante cujo valor depende do
material e é chamada condutividade térmica do
material.

CONVECÇÃO
A convecção de calor é a transmissão de calor por
meio do transporte de matéria. Ela ocorre no interior
de fluidos (líquidos e gases) como consequência da
diferença de densidades entre diferentes partes do
fluido. Por exemplo, consideremos o caso ilustrado na
Fig. 1 em que um recipiente contendo água é colocado
sobre uma chama. Pelo aquecimento, a parte inferior
da água se dilata e fica com densidade menor do que a
parte superior. Com isso, ocorre uma corrente
ascendente e outra descendente. Essas correntes são
chamadas correntes de convecção.

Fig. 1
IRRADIAÇÃO
No estudo da eletricidade apresentaremos o conceito
de onda eletromagnética. Por enquanto vamos adiantar
que todos os corpos emitem ondas eletromagnéticas
cuja intensidade aumenta com a temperatura. Essas
ondas se propagam no vácuo e é dessa maneira que a
luz e o calor são transmitidos do Sol até a Terra.

Fig.7

Entre as ondas eletromagnéticas, a principal
responsável pela transmissão do calor é a onda de
infravermelho.
Quando chegamos perto de uma fogueira,
uma lâmpada incandescente ou um aquecedor elétrico,
sentimos o calor emitido por eles. Uma parcela desse
calor pode atingir-nos por condução através do ar,
porém essa parcela é pequena, pois o ar é mau
condutor de calor. A maior parte do calor que
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9
recebemos dessas fontes vem por irradiação de ondas
eletromagnéticas.

Exercícios de Sala #

1. Indique a alternativa que associa corretamente o
tipo predominante de transferência de calor que ocorre
nos fenômenos, na seguinte sequência:
- Aquecimento de uma barra de ferro quando sua
extremidade é colocada numa chama acesa.
- Aquecimento do corpo humano quando exposto ao
sol.
- Vento que sopra da terra para o mar durante a noite.
a) convecção - condução - radiação.
b) convecção - radiação - condução.
c) condução - convecção - radiação.
d) condução - radiação - convecção.
e) radiação - condução - convecção.

2. Sabe-se que o calor específico da água é maior que
o calor específico da terra e de seus constituintes
(rocha, areia, etc.). Em face disso, pode-se afirmar
que, nas regiões limítrofes entre a terra e o mar:
a) durante o dia, há vento soprando do mar para a terra
e, à noite, o vento sopra no sentido oposto.
b) o vento sempre sopra sentido terra-mar.
c) durante o dia, o vento sopra da terra para o mar e à
noite o vento sopra do mar para a terra.
d) o vento sempre sopra do mar para a terra.
e) não há vento algum entre a terra e o mar.

Tarefa Mínima#

3. Uma estufa para flores, construída em alvenaria,
com cobertura de vidro, mantém a temperatura interior
bem mais elevada do que a exterior. Das seguintes
afirmações:
I. O calor entra por condução e sai muito pouco por
convecção
II. O calor entra por radiação e sai muito pouco por
convecção
III. O calor entra por radiação e sai muito pouco por
condução
IV. O calor entra por condução e convecção e só pode
sair por radiação

A(s) alternativa(s) que pode(m) justificar a elevada
temperatura do interior da estufa é (são):
a) I, III b) I, II c) IV d) II, III e) II

4. Calor é uma forma de energia que é transferida
entre dois sistemas quando entre eles existe uma
diferença de temperatura, e a transferência pode
ocorrer por condução, convecção ou radiação. A
respeito deste assunto, assinale o que for correto.
01. Na condução, a transferência de calor ocorre de
partícula a partícula, dentro de um corpo ou entre
dois corpos em contato.
02. A transferência de calor em um meio fluido ocorre
por convecção.
04. Na radiação, a transferência de calor entre dois
sistemas ocorre através de ondas eletromagnéticas.
08. O fluxo de calor através de um corpo é
inversamente proporcional à sua espessura.

5. Depois de assar um bolo em um forno a gás,
Zulmira observa que ela queima a mão ao tocar no
tabuleiro, mas não a queima ao tocar no bolo.
Considerando-se essa situação, é correto afirmar que
isso ocorre porque:
a) a capacidade térmica do tabuleiro é maior que a do
bolo.
b) a transferência de calor entre o tabuleiro e a mão é
mais rápida que entre o bolo e a mão.
c) o bolo esfria mais rapidamente que o tabuleiro,
depois de os dois serem retirados do forno.
d) o tabuleiro retém mais calor que o bolo.

6. O uso mais popular de energia solar está associado
ao fornecimento de água quente para fins domésticos.
Na figura a seguir, é ilustrado um aquecedor de água
constituído de dois tanques pretos dentro de uma caixa
termicamente isolada e com cobertura de vidro, os
quais absorvem energia solar.

A. Hinrichs e M. Kleinbach. "Energia e meio ambiente". São Paulo:
Thompson, 3 ed., 2004, p. 529 (com adaptações).

Nesse sistema de aquecimento,
a) os tanques, por serem de cor preta, são maus
absorvedores de calor e reduzem as perdas de
energia.
b) a cobertura de vidro deixa passar a energia luminosa
e reduz a perda de energia térmica utilizada para o
aquecimento.
c) a água circula devido à variação de energia
luminosa existente entre os pontos X e Y.
d) a camada refletiva tem como função armazenar
energia luminosa.
e) o vidro, por ser bom condutor de calor, permite que
se mantenha constante a temperatura no interior da
caixa.

7. Com relação aos processos de transferência de
calor, considere as seguintes afirmativas:
1. A condução e a convecção são processos que
dependem das propriedades do meio material no
qual ocorrem.
2. A convecção é um processo de transmissão de calor
que ocorre somente em metais.
3. O processo de radiação está relacionado com a
propagação de ondas eletromagnéticas.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
b) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
c) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
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10
d) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.

8. Um resistor R é colocado dentro de um recipiente
de parede metálica, no qual é feito vácuo e que possui
um termômetro incrustado em sua parede externa. Para
ligar o resistor a uma fonte externa ao recipiente foi
utilizado um fio, com isolamento térmico que impede
transferência de calor para as paredes do recipiente.
Essa situação encontra-se ilustrada na figura a seguir.

Ligando o resistor, nota-se que a temperatura indicada
pelo termômetro aumenta, mostrando que há
transferência de calor entre o resistor e o termômetro.
Pode-se afirmar que os processos responsáveis por
essa transferência de calor, na ordem correta, são
a) primeiro convecção e depois radiação.
b) primeiro convecção e depois condução.
c) primeiro radiação e depois convecção.
d) primeiro radiação e depois condução.
e) primeiro condução e depois convecção.

UNIDADE 5

GASES PERFEITOS

Variáveis do estado de um gás
Pressão Æ resultado dos choques consecutivos das
moléculas nas paredes do recipiente.
Volume ÆÉ dado pelo volume do recipiente onde o
gás está contido.
Temperatura Æ Mede a agitação das moléculas do
gás.

OBS.: No estudo dos gases deve-se usar a temperatura
absoluta (em Kelvin).
Equação de Clapeyron:
nRT V . p =


Onde : n = m/M

K mol
Cal
K mol
T
K mol
l atm
R
.
2
.
31 , 8
.
.
082 , 0 = ~ =


N1 = N2
Lei geral dos gases perfeitos
2
2 2
1
1 1
T
V . P
T
V P
=

N1≠ N2
Lei geral dos gases perfeitos
2
.
1
2
2 2
1
1 1
n T
V P
n T
V P
=


Transformações Gasosas

Isotérmica (Boyle – Mariotte)
Características:
Temperatura permanece constante.
P e V são inversamente proporcionais

Isobárica (Charles)
Características:
Pressão permanece constante.
V e T são diretamente proporcionais.

Isométrica, Isovolumétrica ou Isocórica (Gay
Lussac)
Características:
Volume, permanece constante.
P e T são diretamente proporcionais

Adiabática
Característica: Não ocorre troca de calor entre o
sistema e o meio.

Exercícios de Sala #

1. Antes de iniciar uma viagem, um motorista
cuidadoso calibra os pneus de seu carro, que estão à
temperatura ambiente de 27 °C, com uma pressão de
30 lb/pol
2
. Ao final da viagem, para determinar a
temperatura dos pneus, o motorista mede a pressão dos
mesmos e descobre que esta aumentou para 32 lb/pol
2
.
Se o volume dos pneus permanece inalterado e se o
gás no interior é ideal, o motorista determinou a
temperatura dos pneus como sendo:
a) 17 °C b) 27 °C c) 37 °C d) 47 °C e) 57 °C

Tarefa Mínima #

2. Quando o balão do capitão Stevens começou sua
ascensão, tinha, no solo, à pressão de 1 atm, 75000 m
3

de hélio. A 22 km de altura, o volume do hélio era de
1500000 m
3
. Se pudéssemos desprezar a variação de
temperatura, a pressão (em atm) a esta altura valeria:
a) 1/20 b) 1/5 c) 1/2 d) 1 e) 20

3. Uma amostra de gás perfeito foi submetida às
transformações indicadas no diagrama PV a seguir.
Nessa sequência de transformações, os estados de
maior e de menor temperatura foram, respectivamente:







a) 1 e 2 b) 1 e 3 c) 2 e 3 d) 3 e 4 e) 3 e 5

4. Um gás perfeito está sob pressão de 20 atm, na
temperatura de 200 K e apresenta um volume de 40
litros. Se o referido gás tiver sua pressão alterada para
40 atm, na mesma temperatura, qual será o novo
volume?
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11
5. A respeito do funcionamento da panela de pressão,
assinale o que for correto.
01. De acordo com a lei dos gases, as variáveis
envolvidas nos processos são: pressão, volume e
temperatura.
02. O aumento da pressão no interior da panela afeta o
ponto de ebulição da água.
04. A quantidade de calor doado ao sistema deve ser
constante, para evitar que a panela venha a
explodir.
08. O tempo de cozimento dos alimentos dentro de
uma panela de pressão é menor porque eles ficam
submetidos a temperaturas superiores a 100 °C.

6. Para se realizar uma determinada experiência, -
coloca-se um pouco de água em uma lata, com uma
abertura na parte superior, destampada, a qual é, em
seguida, aquecida, como mostrado na Figura I;
- depois que a água ferve e o interior da lata fica
totalmente preenchido com vapor, esta é tampada e
retirada do fogo;
- logo depois, despeja-se água fria sobre a lata e
observa-se que ela se contrai bruscamente, como
mostrado na Figura II.

Com base nessas informações, é correto afirmar que,
na situação descrita, a contração ocorre porque
a) a água fria provoca uma contração do metal das
paredes da lata.
b) a lata fica mais frágil ao ser aquecida.
c) a pressão atmosférica esmaga a lata.
d) o vapor frio, no interior da lata, puxa suas paredes
para dentro.

7. Regina estaciona seu carro, movido a gás natural,
ao Sol. Considere que o gás no reservatório do carro se
comporta como um gás ideal. Assinale a alternativa
cujo gráfico melhor representa a pressão em função da
temperatura do gás na situação descrita.



8. Um "freezer" é programado para manter a
temperatura em seu interior a -19°C. Ao ser instalado,
suponha que a temperatura ambiente seja de 27°C.
Considerando que o sistema de fechamento da porta a
mantém hermeticamente fechada, qual será a pressão
no interior do "freezer" quando ele tiver atingido a
temperatura para a qual foi programado?
a) 0,72 atm
b) 0,78 atm
c) 0,85 atm
d) 0,89 atm
e) 0,94 atm

9. Um gás ideal sofre uma compressão adiabática
durante a qual sua temperatura absoluta passa de T
para 4T. Sendo P a pressão inicial, podemos afirmar
que a pressão final será
a) menor do que P.
b) igual a P.
c) igual a 2 P.
d) igual a 4 P.
e) maior do que 4 P.

10. Uma massa de gás perfeito a 17°C, que sofre uma
transformação isotérmica, tem seu volume aumentado
de 25%. A pressão final do gás, em relação à inicial
será:
a) 20% maior.
b) 20% menor.
c) 25% menor.
d) 80% menor.
e) 80% maior.

11. Um extintor de incêndio cilíndrico, contendo CO
2

possui um medidor de pressão interna que,
inicialmente, indica 200 atm. Com o tempo, parte do
gás escapa, o extintor perde pressão e precisa ser
recarregado. Quando a pressão interna for igual a 160
atm, a porcentagem da massa inicial de gás que terá
escapado corresponderá a:

a) 10% b) 20% c) 40% d) 60% e) 75%

Obs: Considere que a temperatura permanece
constante e o CO
2
nessas condições, comporta-se
como um gás perfeito
1 atm = 10
5
N/m
2

12. Um recipiente rígido contém gás perfeito sob
pressão de 3 atm. Sem deixar variar a temperatura, são
retirados 4 mols do gás, fazendo com que a pressão se
reduza a 1 atm. O número de mols existente
inicialmente no recipiente era:
a) 6 b) 8 c) 10 d) 12 e) 16

13. A quantidade de 2,0mols de um gás perfeito se
expande isotermicamente. Sabendo que no estado
inicial o volume era de 8,20L e a pressão de 6,0atm e
que no estado final o volume passou a 24,6L,
determine:
a) a pressão final do gás;
b) a temperatura, em °C, em que ocorreu a expansão.
Dado:
Constante universal dos gases perfeitos: 0,082atm.L/mol.K

14. Num recipiente indeformável, provido de válvula
especial, encontram-se confinados 2 mols de oxigênio
(molécula - grama = 32 g) nas C. N. T. P.. Num dado
instante, abre-se a válvula e permite-se que 8 g do gás
escapem, mantendo-se, contudo a mesma temperatura.
A nova pressão do gás é:
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12
Dado: R = 0,082 atm.L/mol . K

a) 15/16 atm
b) 7/8 atm
c) 1/4 atm
d) 7/16 atm
e) 1/8 atm

UNIDADE 6

TERMODINÂMICA

Trabalho Termodinâmico (W)
A equação ( V p W A = . ) só pode ser usada
quando a pressão se mantém constante. Quando a
pressão varia (durante a variação de volume), o
trabalho do gás deve ser calculado graficamente. É
possível demonstrar que, em qualquer caso, o trabalho
W do gás tem módulo numericamente igual à área da
região sombreada no gráfico da Fig. A W ~


1) Trabalho positivo =
o gás realiza ou cede
trabalho.

2) Trabalho negativo =
o gás sofre ou recebe
trabalho.


Energia interna de um gás ideal
Verifica-se que a energia interna (U) de um gás ideal é
proporcional à temperatura absoluta, isto é,
T R n U . .
2
3
=
.
No entanto, para analisarmos os valores energéticos é
necessário conhecer a variação da energia interna
( U A ) do gás.

Primeira Lei da Termodinâmica
Quando fornecemos a um gás uma quantidade de calor
Q, esse calor pode ser usado de dois modos:

1°) uma parte pode ser usada para realizar um trabalho
W.
2°) outra parte pode se transformar em energia interna
do gás.
Assim: U W Q A + = onde U A é a variação da
energia interna do gás. A equação traduz a Primeira
Lei da Termodinâmica que na realidade é uma
consequência do Princípio da Conservação da Energia.
OBS: Isotérmica: W Q =
Adiabática ∆U = - W
Isocórica: U Q A =
Transformação Cíclica
É aquela em que o gás sofre diversas transformações
retornando as suas condições iniciais.
0
P
V
Área = w
A
B
C

Em um ciclo a variação da energia interna é zero
( 0 = AU ).

Máquinas térmicas
São dispositivos que
convertem calor em
trabalho e vice-versa:
máquinas a vapor, motores
a explosão, refrigerados,
etc.

MÁQUINA
Q
1
Q
2
FONTE FRIA
FONTE QUENTE
Calor
recebido
Trabalho
realizado
W
Calor
cedido


2ª Lei da Termodinâmica: O calor flui
espontaneamente do corpo de maior temperatura para
o de menor temperatura.
Não podemos ter uma maquina térmica com
rendimento de 100%.

1
Q
W
n =
ou
1
2
1
Q
Q
n ÷ =


Ciclo de Carnot
O ciclo de Carnot é o ciclo reversível constituído por
dois processos isotérmicos (A-B e C-D) e dois
processos adiabáticos (B-C e D-A). Por questões
didáticas, a figura representa o ciclo de Carnot para
um gás ideal, e percorrido em um certo sentido,
embora qualquer substância possa ser levada a
executar um ciclo de Carnot e o sentido possa ser
invertido.


Exercícios de Sala #

1. Sem variar sua massa, um gás ideal sofre uma
transformação a volume constante. É correto afirmar
que:
a) a transformação é isotérmica.
b) a transformação é isobárica.
c) o gás não realiza trabalho.
d) sua pressão diminuirá ,se a temperatura do gás
aumentar.
e) a variação de temperatura do gás será a mesma em
qualquer escala termométrica.



N = 1- T
2
/ T
1
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13
Tarefa Mínima #

2. O biodiesel resulta da reação química desencadeada
por uma mistura de óleo vegetal com álcool de cana.
A utilização do biodiesel etílico como combustível no
país permitiria uma redução sensível nas emissões de
gases poluentes no ar, bem como uma ampliação da
matriz energética brasileira. O combustível testado foi
desenvolvido a partir da transformação química do
óleo de soja. É também chamado de B-30 porque é
constituído de uma proporção de 30% de biodiesel e
70% de diesel metropolitano. O primeiro diagnóstico
divulgado considerou performances dos veículos
quanto ao desempenho, durabilidade e consumo.

Um carro-teste consome 4,0 kg de biodiesel para
realizar trabalho mecânico. Se a queima de 1 g de
biodiesel libera 5,0 × 10
3
cal e o rendimento do motor
é de 15%, o trabalho mecânico realizado, em joules,
vale, aproximadamente,
Dado: 1 cal = 4,2 joules
a) 7,2 × 10
5

b) 1,0 × 10
6

c) 3,0 × 10
6

d) 9,0 × 10
6

e) 1,3 × 10
7

3. Um mol de um gás ideal é aquecido, a pressão
constante, passando da temperatura Ti = 300 K para a
temperatura Tf = 350 K. O trabalho realizado pelo gás
durante esse processo é aproximadamente (o valor da
constante universal dos gases é R ≈ 8,31 J/(mol.K))
igual a:
a) 104 J. c) 312 J. e) 520 J.
b) 208 J. d) 416 J.

4. A figura a seguir representa o gráfico pressão
versus volume da expansão isotérmica de um gás
perfeito. É correto afirmar que:


a) a curva apresentada é uma isobárica
b) a área sombreada do gráfico representa
numericamente o trabalho realizado pelo gás ao se
expandir
c) a área sombreada é numericamente igual ao trabalho
realizado sobre o gás para sua expansão
d) a curva do gráfico é uma isocórica

4. Um sistema termodinâmico realiza o ciclo ABCA
representado a seguir:

O trabalho realizado pelo sistema no ciclo vale, em
joules:
a) 2,5 × 10
5

b) 4,0 × 10
5
c) 3,0 × 10
5

d) 5,0 × 10
5

e) 2,0 × 10
5


5. A primeira lei da termodinâmica diz respeito à:
a) dilatação térmica
b) conservação da massa
c) conservação da quantidade de movimento
d) conservação da energia
e) irreversibilidade do tempo

6. Considere as proposições a seguir sobre
transformações gasosas.
I. Numa expansão isotérmica de um gás perfeito, sua
pressão aumenta.
II. Numa compressão isobárica de um gás perfeito, sua
temperatura absoluta aumenta.
III. Numa expansão adiabática de um gás perfeito, sua
temperatura absoluta diminui.
Pode-se afirmar que apenas:
a) I é correta.
b) II é correta.
c) III é correta.
d) I e II são corretas.
e) II e III são corretas.

7. Com relação às transformações sofridas por um gás
perfeito, assinale a alternativa incorreta.
a) Na transformação adiabática, a variação de energia
cinética das moléculas é nula
b) Na transformação isobárica, não há variação da
pressão do gás.
c) Na transformação isotérmica, a energia cinética
média das moléculas não se altera.
d) Na transformação adiabática, não há troca de calor
com o meio exterior.
e) Na transformação isotérmica, há troca de calor com
o meio exterior.

8. Considere uma certa massa de um gás ideal em
equilíbrio termodinâmico. Numa primeira experiência,
faz-se o gás sofrer uma expansão isotérmica durante a
qual realiza um trabalho W e recebe 150J de calor do
meio externo. Numa segunda experiência, faz-se o gás
sofrer uma expansão adiabática, a partir das mesmas
condições iniciais, durante a qual ele realiza o mesmo
trabalho W.
Calcule a variação de energia interna ∆U do gás nessa
expansão adiabática.

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14
9. Quando um gás ideal sofre uma expansão
isotérmica,
a) a energia recebida pelo gás na forma de calor é igual
ao trabalho realizado pelo gás na expansão.
b) não troca energia na forma de calor com o meio
exterior.
c) não troca energia na forma de trabalho com o meio
exterior.
d) a energia recebida pelo gás na forma de calor é
igual à variação da energia interna do gás.
e) o trabalho realizado pelo gás é igual à variação da
energia interna do gás.

10. Um gás ideal sofre uma transformação: absorve
50cal de energia na forma de calor e expande-se
realizando um trabalho de 300J. Considerando
1cal=4,2J, a variação da energia interna do gás é, em J,
de
a) 250 b) -250 c) 510 d) -90 e) 90

11. A respeito de conceitos relacionados à
Termodinâmica, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

01. A energia interna de um gás ideal pode ser medida
diretamente.
02. Em algumas situações, calor é adicionado a uma
substância e não ocorre nenhuma variação de
temperatura. Tais situações não estão de acordo
com a definição usual de calor como sendo uma
forma de energia em trânsito devido a uma
diferença de temperatura.
04. É impossível a ocorrência de processos nos quais
não se transfira e nem se retire calor de um sistema
e nos quais a temperatura do sistema sofra
variação.
08. Durante uma transformação isotérmica de um gás
ideal, existe equivalência entre o calor e o trabalho
trocados entre o sistema e o exterior.
16. A capacidade calorífica de um corpo representa a
quantidade de calor que o corpo pode estocar a
uma certa temperatura.
32. Durante uma transformação cíclica de um gás
ideal, existe equivalência entre o calor e o trabalho
trocados entre o sistema e o exterior.
64. Na passagem de um sistema de um estado inicial 1
para um estado final 2, a variação da energia
interna entre os dois estados depende do processo
que provocou tal passagem.

12. Os estudos científicos desenvolvidos pelo
engenheiro francês Nicolas Sadi Carnot (1796-1832)
na tentativa de melhorar o rendimento de máquinas
térmicas serviram de base para a formulação da
segunda lei da termodinâmica.
Acerca do tema, considere as seguintes afirmativas:
1. O rendimento de uma máquina térmica é a razão
entre o trabalho realizado pela máquina num ciclo e o
calor retirado do reservatório quente nesse ciclo.
2. Os refrigeradores são máquinas térmicas que
transferem calor de um sistema de menor temperatura
para outro a uma temperatura mais elevada.
3. É possível construir uma máquina, que opera em
ciclos, cujo único efeito seja retirar calor de uma fonte
e transformá-lo integralmente em trabalho.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
b) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
c) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
d) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.

13. A cada ciclo, uma máquina térmica extrai 45 kJ de
calor da sua fonte quente e descarrega 36 kJ de calor
na sua fonte fria. O rendimento máximo que essa
máquina pode ter é de
a) 20%. b) 25%. c) 75%. d) 80%. e) 100%.

14. O uso de combustíveis não renováveis, como o
petróleo, tem sérias implicações ambientais e
econômicas. Uma alternativa energética em estudo
para o litoral brasileiro é o uso da diferença de
temperatura da água na superfície do mar (fonte
quente) e de águas mais profundas (fonte fria) em uma
máquina térmica para realizar trabalho. (Desconsidere
a salinidade da água do mar para a análise das
respostas).

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. Supondo que a máquina térmica proposta opere em
um ciclo de Carnot, teremos um rendimento de
100%, pois o ciclo de Carnot corresponde a uma
máquina térmica ideal.
02. Uma máquina com rendimento igual a 20% de
uma máquina ideal, operando entre 7 °C e 37 °C,
terá um rendimento menor que 10%.
04. Na situação apresentada, a temperatura mais baixa
da água é de aproximadamente 4 °C pois, ao
contrário da maioria dos líquidos, nesta
temperatura a densidade da água é máxima.
08. É impossível obter rendimento de 100% mesmo
em uma máquina térmica ideal, pois o calor não
pode ser transferido espontaneamente da fonte fria
para a fonte quente.
16. Não é possível obtermos 100% de rendimento,
mesmo em uma máquina térmica ideal, pois isto
viola o princípio da conservação da energia.

UNIDADE 7

ÓPTICA GEOMÉTRICA, ESPELHOS
PLANOS E ESFÉRICOS

Estuda os fenômenos luminosos
Luz: Agente físico capaz de sensibilizar nossos órgãos
visuais (retina). Esta propaga-se através de ondas
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15
eletromagnéticas, isto é, podem viajar no vácuo
(ausência de matéria).

Raio de Luz


Feixes ou pinceis de luz

Convergente

Divergente

Paralelo

FONTE DE LUZ
Corpo luminoso: (Fonte Primária)- Emite luz própria.
o Incandescente : Quente
o Luminescente: Fria : Fluorescente e Fosforescente.
o Ex: Sol, lâmpada acesa, etc...

Corpo iluminado: (Fonte Secundária)- Reflete luz
recebida de outras fontes.
Ex: Lua, lâmpada apagada, etc....

Luz policromática: possui várias cores.

Luz monocromática: possui apenas uma cor

Fenômenos Luminosos

Reflexão da Luz
Reflexão especular

Reflexão difusa


Fenômeno que ocorre devido à propagação
retilínea da luz
Princípio da Óptica geométrica

- Princípios de propagação da Luz
Propagação retilínea da luz em meios transparentes e
homogêneos, a luz propaga-se em linha reta.

- Câmara escura de orifício.

- H - Altura do objeto
- h - Altura da imagem na câmara
- D - Distância do objeto a câmara
- d - Comprimento da câmara.
- Princípio de Reversibilidade da Luz.
"A trajetória da luz independe do sentido da
propagação"

- Princípio da Independência dos Raios Luminosos.
"Raios de luz que se cruzam não interferem entre si"

ESPELHOS PLANOS

Formação de Imagens em Espelhos planos

1 - Imagens de um ponto


2 - Imagens de um corpo extenso

- Imagem Virtual (Atrás do espelho)

Características da imagem no espelho plano
1- Imagem virtual (Atrás do espelho)
2- Mesmo tamanho do objeto
3- Imagem e objeto são equidistantes (mesma
distância) do espelho
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16
4 - Objeto e imagem são reversos (enantiomorfos)


COMPOSIÇÃO DOS ESPELHOS PLANOS
Dois espelhos podem formar várias imagens e o
número de imagens depende do ângulo formado pelos
espelhos.
1
360
÷ =
o
N

Campo visual de um espelho plano

C.V. - Campo Visual

Espelhos Esféricos


Elementos de um espelho esférico.


Equações dos Espelhos Esféricos

- R = Raio de curvatura
- f = Distância focal
- R = 2f
- p = Distância do objeto ao espelho
- p' = Distância da imagem ao espelho

- Equação dos Pontos Conjugados (Eq. Gauss)
`
1 1 1
p p f
+ =

p f
f
p
p
o
i
A
÷
= ÷ = =
`


Regra de sinais.
P`(+) → Imagem real
P`(-) → Imagem virtual
f(+) → Espelho côncavo ou lente convergente
f(-) → Espelho convexo ou lente divergente
A(+) → Imagem virtual
A(-) → Imagem real
A > 1 → Imagem maior que o objeto
A < 1 → Imagem menor que o objeto
A = 1 → Imagem do mesmo tamanho do objeto

Consideração:
Se a imagem é projetada, ela será REAL. Sendo real
ela será INVERTIDA.

Elementos de um Espelho Esférico

- Foco - C/2
- (alfa)= ângulo de abertura
- C = Raio de curvatura (R)
- V - Vertice
- EP- Eixo Principal

Raios Incidentes Notáveis


1. Todo raio de luz que incide paralelamente ao EP,
reflete na direção do foco.
2. Todo raio de luz que incide na direção do foco,
reflete paralelamente ao EP.
3. Todo raio de luz que incide na direção do C,
reflete na mesma direção.
4. Todo raio de luz que incide no vértice do espelho,
reflete simetricamente em relação ao EP.
Condição de Nitidez de Gauss
Imagens nítidas para alfa < 10º
Foco: Ponto de encontro dos raios refletidos (ou de
seus prolongamentos) paralelamente ao eixo principal.
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- Côncavo

- Convexo


Exercícios de Sala #

1. A figura adiante mostra uma vista superior de dois
espelhos planos montados verticalmente, um
perpendicular ao outro. Sobre o espelho OA incide um
raio de luz horizontal, no plano do papel, mostrado na
figura. Após reflexão nos dois espelhos, o raio emerge
formando um ângulo θ com a normal ao espelho OB.
O ângulo θ vale:

a) 0° b) 10° c) 20° d) 30° e) 40°

Tarefa Mínima #

2. Aproveitando materiais recicláveis, como latas de
alumínio de refrigerantes e caixas de papelão de
sapatos, pode-se construir uma máquina fotográfica
utilizando uma técnica chamada "pin hole" (furo de
agulha), que, no lugar de lentes, usa um único furo de
agulha para captar a imagem num filme fotográfico.
As máquinas fotográficas "pin hole" registram um
mundo em imagens com um olhar diferente. Um poste
com 4 m de altura é fotografado numa máquina "pin
hole". No filme, a altura da imagem do poste, em
centímetros, é:

a) 12 b) 10 c) 8 d) 6 e) 4






3. A velocidade da luz, no vácuo, vale
aproximadamente 3,0.10
8
m/s. Para percorrer a
distância entre a Lua e a Terra, que é de 3,9.10
5
km, a
luz leva:
a) 11,7 s b) 8,2 s c) 4,5 s d) 1,3 s e) 0,77 s

4. Na figura a seguir, F é uma fonte de luz extensa e A
um anteparo opaco.

Pode-se afirmar que I, II e III são, respectivamente,
regiões de:
a) sombra, sombra e penumbra.
b) sombra, sombra e sombra.
c) penumbra, sombra e penumbra.
d) sombra, penumbra e sombra.
e) penumbra, penumbra e sombra.

5. No vácuo, todas as ondas eletromagnéticas.
a) têm a mesma frequência.
b) têm a mesma intensidade.
c) se propagam com a mesma velocidade.
d) se propagam com velocidades menores que a da luz.
e) são polarizadas.

6. Considere as seguintes afirmativas:
I- A água pura é um meio translúcido.
II- O vidro fosco é um meio opaco.
III- O ar é um meio transparente.
Sobre as afirmativas acima, assinale a alternativa
correta.
a) Apenas a afirmativa I é verdadeira.
b) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
c) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
d) Apenas as afirmativas I e a III são verdadeiras.
e) Apenas as afirmativas II e a III são verdadeiras.

7. Ana Maria, modelo profissional, costuma fazer
ensaios fotográficos e participar de desfiles de moda.
Em trabalho recente, ela usou um vestido que
apresentava cor vermelha quando iluminado pela luz
do sol.
Ana Maria irá desfilar novamente usando o mesmo
vestido. Sabendo-se que a passarela onde Ana Maria
vai desfilar será iluminada agora com luz
monocromática verde, podemos afirmar que o público
perceberá seu vestido como sendo

a) verde, pois é a cor que incidiu sobre o vestido.
b) preto, porque o vestido só reflete a cor vermelha.
c) de cor entre vermelha e verde devido à mistura das
cores.
d) vermelho, pois a cor do vestido independe da
radiação incidente.





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18
8. Muitas vezes, ao examinar uma vitrina, é possível
observar não só os objetos que se encontram em
exposição atrás do vidro, como também a imagem de
si próprio formada pelo vidro, A formação dessa
imagem pode ser explicada pela.
a) reflexão parcial da luz.
b) reflexão total da luz.
c) refração da luz.
d) transmissão da luz.
e) difração da luz.

9. Uma câmara escura de orifício fornece a imagem de
um prédio, o qual se apresenta com altura de 5 cm.
Aumentando-se de 100 m a distância do prédio à
câmara, a imagem se reduz para 4 cm de altura. Qual é
a distância entre o prédio e a câmara, na primeira
posição?
a) 100 m b) 200 m c) 300 m d) 400 m e) 500 m

10. Em um dado instante uma vara de 2,0 m de altura,
vertical, projeta no solo, horizontal, uma sombra de 50
cm de comprimento. Se a sombra de um prédio
próximo, no mesmo instante, tem comprimento de 15
m, qual a altura do prédio?

11. Um lápis encontra-se na frente de um pequeno
espelho plano E, como mostra a figura. O lápis e a
imagem estão corretamente representados na
alternativa:

12. Uma câmara escura de orifício fornece a imagem
de um prédio, o qual se apresenta com altura de 5cm.
Aumentando-se de 100m a distância do prédio à
câmara, a imagem se reduz para 4cm de altura. Qual é
a distância entre o prédio e a câmara, na primeira
posição?
a) 100 m b) 200 m c) 300 m d) 400 m e) 500 m

13. A luz solar se propaga e atravessa um meio
translúcido. Qual das alternativas a seguir representa o
que acontece com a propagação dos raios de luz?



14. A luz solar penetra numa sala através de uma
janela de vidro transparente. Abrindo-se a janela, a
intensidade da radiação solar no interior da sala:
a) permanece constante.
b) diminui, graças à convecção que a radiação solar
provoca.
c) diminui, porque os raios solares são concentrados
na sala pela janela de vidro.
d) aumenta, porque a luz solar não sofre mais difração.
e) aumenta, porque parte da luz solar não mais se
reflete na janela.

15. Admita que o sol subitamente "morresse", ou seja,
sua luz deixasse de ser emitida. 24 horas após este
evento, um eventual sobrevivente, olhando para o céu,
sem nuvens, veria:
a) a Lua e estrelas.
b) somente a Lua.
c) somente estrelas.
d) uma completa escuridão.
e) somente os planetas do sistema solar.

16. A figura a seguir mostra um objeto A colocado a
5m de um espelho plano, e um observador O,
colocando a 7m deste mesmo espelho.
Um raio de luz que parte de A e atinge o observador O
por reflexão no espelho percorrerá, neste trajeto de A
para O

a) 9m b) 12m c) 15m d) 18m e) 21m

17. Uma pessoa deseja usar um espelho plano
vertical, a partir do chão, para ver-se de corpo inteiro,
desde a cabeça até os pés. A altura do espelho:
a) deve ser pelo menos igual à altura da pessoa.
b) deve ser pelo menos igual à metade da altura da
pessoa.
c) depende da distância da pessoa ao espelho.
d) depende da altura da pessoa e da sua distância ao
espelho.

18. Um menino, parado em relação ao solo, vê sua
imagem em um espelho plano E colocado à parede
traseira de um ônibus. Se o ônibus se afasta do menino
com velocidade de 2m/s, o módulo da velocidade da
imagem, em relação ao solo, é:

a) 4 m/s b) 3 m/s c) 2 m/s d) 1 m/s

19. Um raio de luz r incide sucessivamente em dois
espelhos planos E1 e E2, que formam entre si um
ângulo de 60°, conforme representado no esquema a
seguir. Nesse esquema o ângulo é igual a
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19

a) 80° b) 70° c) 60° d) 50° e) 40°

20. Quando colocamos um pequeno objeto real entre
o foco principal e o centro de curvatura de um espelho
esférico côncavo de Gauss, sua respectiva imagem
conjugada será:
a) real, invertida e maior que o objeto.
b) real, invertida e menor que o objeto.
c) real, direita e maior que o objeto.
d) virtual, invertida e maior que o objeto.
e) virtual, direita e menor que o objeto.

21. Um objeto colocado a 15 cm de um espelho
côncavo forma uma imagem no infinito. Se for
colocada uma lente de distância focal 15 cm, distante
30 cm do espelho, aquela imagem formada no infinito
agora estará:
a) ainda no infinito.
b) reduzida e a 15 cm do espelho.
c) reduzida e a 30 cm do espelho.
d) ampliada e a 45 cm do espelho.
e) concentrada em um ponto distante 45 cm do
espelho.

22. Se um espelho forma uma imagem real e
ampliada de um objeto, então o espelho é:
a) convexo e o objeto está além do foco.
b) convexo e o objeto está entre o foco e o espelho.
c) côncavo e o objeto está entre o foco e o centro do
espelho.
d) côncavo e o objeto está além do foco.
e) côncavo ou convexo e com o objeto entre o foco e o
centro do espelho.

23. Um objeto real, representado pela seta, é colocado
em frente a um espelho podendo ser plano ou esférico
conforme as figuras.
A imagem fornecida pelo espelho será virtual:

a) apenas no caso I.
b) apenas no caso II.
c) apenas nos casos I e II.
d) nos casos I e IV e V.
e) nos casos I, II e III.




24. Considere o esquema ótico a seguir, onde V é o
vértice do espelho côncavo, C seu centro de curvatura
e) F seu foco principal.

Associe as colunas a seguir:

POSIÇÃO DO
OBJETO
( ) à esquerda
de C
( ) sobre C
( ) entre C e F
( ) sobre F
( ) entre F e V
CARACTERÍSTICAS DA
IMAGEM
1. real, maior e invertida
2. imagem imprópria
3. real, menor e invertida
4. real, igual e invertida
5. virtual, maior e direita

A sequência correta, de cima para baixo, será:
a) 3, 4, 1, 5, 3.
b) 1, 3, 4, 5, 2.
c) 5, 4, 2, 1, 3.
d) 1, 5, 4, 3, 2.
e) 3, 4, 1, 2, 5.

UNIDADE 8

REFRAÇÃO DA LUZ

Refração da Luz
Variação da velocidade de propagação da luz quando
ocorre mudança de meio. Esta variação quase sempre
vem acompanhada de desvio do raio luminoso.

Índice de Refração Absoluto de um meio (N):

'
v
c
n =


N meio , c = Velocidade da luz no vácuo , V =
Velocidade da luz no meio;

- Vácuo: c : N(vácuo) = 1
- Ar: V(ar) : N(ar) = (aproximadamente) 1;
- Água: V(água) : N(água) > 1;
- Vidro: V(vidro) : N(vidro) > 1 ;

- Conclusão: N ≥ 1
Obs.: N mede a dificuldade que a luz encontra em
viajar pelo meio.

- Índice de Refração Relativo:

N
A,B
= N
A
/ N
B
= V
B
/ V
A


Leis da Refração:

o 1º - Raio Incidente (RI) , Reta Normal (N) e Raio
Refratado (RR) são coplanares;

o 2º - Snell Descartes:
B B A A
sen n sen n u u . . =

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20
Refração Atmosférica
1. A luz, ao entrar na atmosfera terrestre, sofre
pequenas variações ao passar dentre as diversas
camadas de ar.
2. Pela refringência ser diretamente proporcional a
densidade, a luz desvia do menos refringente para o
mais refringente, aproximando-se da reta normal;
3. Quando chega perto do chão existe um ar super
aquecido de menor densidade que provoca um desvio
do meio mais refringente para o mais refringente,
provocando, as vezes, a reflexão total. Isso caracteriza
as miragens e as impressões de asfalto molhado que
temos;

Reflexão Total

- Fibras Ópticas;
- Miragens.


- Condições:
- A luz deve vir do + refringente para o menos
refringente;
- O ângulo de incidência deve ser maior do que o
ângulo limite(L);

Cálculo do ângulo limite (L):



Dioptro Plano
Associação de dois meios com refringência diferentes,
separadas por uma superfície plana.

p
p
n
n
, ,
=




Prisma Óptico

ai = i - r
a = a1 + a2
A = r + r'
- Legenda:
- A: Ângulo de abertura ou Refringência;
- a1: Ângulo desvio (1º Face);
- a2: Ângulo desvio (2º Face);
- a : Ângulo desvio Total

- Conclusão:
a = i + i' - A
- Obs.: Pode existir reflexão total em prismas
ópticos.

Exercícios de Sala #

1. Na figura adiante, um raio de luz monocromático se
propaga pelo meio A , de índice de refração 2,0.

Dados: sen 37° = 0,60, sen 53° = 0,80
Devemos concluir que o índice de refração do meio B
é:
a) 0,5 b) 1,0 c) 1,2 d) 1,5 e) 2,0

Tarefa Mínima #

2. Um raio luminoso incide sobre a superfície da água,
conforme a figura a seguir. Qual alternativa representa
o que acontece com o raio?


3.Quando um raio de luz monocromática, proveniente
de um meio homogêneo, transparente e isótropo,
identificado por meio A, incide sobre a superfície de
separação com um meio B, também homogêneo,
transparente e isótropo, passa a se propagar nesse
segundo meio, conforme mostra a figura. Sabendo-se
que o ângulo é menor que o ângulo , podemos
afirmar que:
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21
a) no meio A a
velocidade de
propagação da luz é
menor que no meio B.
b) no meio A a
velocidade de
propagação da luz é
sempre igual à velocidade no meio B.
c) no meio A a velocidade de propagação da luz é
maior que no meio B.
d) no meio A a velocidade de propagação da luz é
maior que no meio B, somente se é o ângulo
limite de incidência.
e) no meio A a velocidade de propagação da luz é
maior que no meio B, somente se é o ângulo
limite de refração.

4. Amanda segura um copo de vidro cheio de água.
Um raio luminoso monocromático vindo do ar com
velocidade de aproximadamente atravessa
todo o copo. Sobre este fenômeno, analise as
afirmações a seguir:
I - Ao entrar no vidro, a velocidade da onda luminosa
passa a ser maior do que .
II - ao entrar na água, a velocidade da onda luminosa
passa a ser menor do que .
III - Ao sair do copo, a velocidade da onda luminosa
volta a ser de .
IV - Durante todo o fenômeno, a frequência da onda
luminosa permanece constante.
Assinale a única alternativa correta:
a) I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) II, III e IV.
e) Apenas II e III.

5. Um raio de luz monocromática, propagando-se num
meio transparente A, cujo índice de refração é n
A
,
incide na superfície S de separação com outro meio
transparente B, de índice de refração n
B
, e se refrata
como mostra o esquema a seguir.

Sendo i o ângulo de incidência e r o ângulo de
refração, analise as afirmações que seguem.

( ) Se i > r então n
A
> n
B
.
( ) A reflexão total pode ocorrer desde que a luz
esteja se propagando do meio mais refringente para o
menos refringente.
( ) O ângulo limite L para esse par de meios é tal que
senL=n
B
/n
A
.
( ) A lei de Snell-Descartes, da refração, para a
situação mostrada no esquema é expressa por: n
A
sen
i=n
B
sen(r).
( ) Se n
A
> n
B
, a velocidade de propagação da luz é
maior no meio A que no B.

6. A figura a seguir mostra um lápis de comprimento
AB, parcialmente imerso na água e sendo observado
por um estudante. Assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).

01. O estudante vê o lápis "quebrado" na interface ar-
água, porque o índice de refração da água é maior
do que o do ar.
02. O feixe luminoso proveniente do ponto B, ao
passar da água para o ar se afasta da normal,
sofrendo desvio.
04. O estudante vê o lápis "quebrado" na interface ar-
água, sendo o fenômeno explicado pelas leis da
reflexão.
08. O observador vê o lápis "quebrado" na interface
ar-água porque a luz sofre dispersão ao passar do
ar para a água.
16. O ponto B', visto pelo observador, é uma imagem
virtual.

7. Uma fibra óptica é uma estrutura cilíndrica feita de
vidro, constituída, basicamente, de dois materiais
diferentes, que compõem o núcleo e a casca, como
pode ser visto em corte na figura a seguir.

Sua propriedade de guiamento dos feixes de luz está
baseada no mecanismo da reflexão interna total da luz
que ocorre na interface núcleo-casca. Designando por
n(núcleo) e n(casca) os índices de refração do núcleo e
da casca, respectivamente, analise as afirmações a
seguir, que discutem as condições para que ocorra a
reflexão interna total da luz.

I. n(núcleo) > n(casca).
II. Existe um ângulo L, de incidência na interface
núcleo-casca, tal que sen(L)=n(casca)/n(núcleo).
III. Raios de luz com ângulos de incidência > L
sofrerão reflexão interna total, ficando presos
dentro do núcleo da fibra.
Analisando as afirmações, podemos dizer que:

a) somente I está correta.
b) somente I e II estão corretas.
c) todas estão corretas.
d) somente I e III estão corretas.
e) nenhuma se aplica ao fenômeno da reflexão interna
total da luz em uma fibra óptica.

8. Um pássaro sobrevoa em linha reta e a baixa
altitude uma piscina em cujo fundo se encontra uma
pedra. Podemos afirmar que
a) com a piscina cheia o pássaro poderá ver a pedra
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22
durante um intervalo de tempo maior do que se a
piscina estivesse vazia.
b) com a piscina cheia ou vazia o pássaro poderá ver a
pedra durante o mesmo intervalo de tempo.
c) o pássaro somente poderá ver a pedra enquanto
estiver voando sobre a superfície da água.
d) o pássaro, ao passar sobre a piscina, verá a pedra
numa posição mais profunda do que aquela em que
ela realmente se encontra.
e) o pássaro nunca poderá ver a pedra.

9. Um raio de luz monocromática passa do meio 1
para o meio 2 e deste para o meio 3. Sua velocidade de
propagação relativa aos meios citados é v1, v2 e v3,
respectivamente.

O gráfico representa a variação da velocidade de
propagação da luz em função do tempo ao atravessar
os meios mencionados, considerados homogêneos.
Sabendo-se que os índices de refração do diamante, do
vidro e do ar obedecem à desigualdade n(diam) >
n(vidro) > n(ar), podemos afirmar que os meios 1, 2 e
3 são, respectivamente,

a) diamante, vidro, ar.
b) diamante, ar, vidro.
c) ar, diamante, vidro.
d) ar, vidro, diamante.
e) vidro, diamante, ar.

10. Uma folha de papel, com um texto impresso, está
protegida por uma espessa placa de vidro. O índice de
refração do ar é 1,0 e o do vidro 1,5. Se a placa tiver
3cm de espessura, a distância do topo da placa à
imagem de uma letra do texto, quando observada na
vertical, é:

a) 1 cm
b) 2 cm
c) 3 cm
d) 4 cm

UNIDADE 9

LENTES ESFÉRICAS

Lentes Esféricas:
Associação de dois meios com refringências diferentes
separados por duas superfícies curvas ou uma plana e
outra curva.
Basicamente é mais comum termos uma lente cujo
índice de refração é maior que o índice do meio. Ex:
Lentes de vidros imersas no ar.

- Lentes de bordas Finas (Delgadas):


- Se N(lente) > N(meio)
- Lente Convergente
- Fo>0
- Representação:


- Lentes de Bordas Grossas:

- Se N(lente) > N(meio)
- Lente Divergente
- Fo<0
- Representação:




Lentes Esféricas: Construção de imagens em lentes
convergentes

1º - Objeto antes do Ao;(Olho humano)

Imagem:
- Real;
- Invertida;
- Menor.
2º - Objeto no Ao; (Máquina de Xerox)



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23
Imagem:
- Real;
- Invertida;
- Igual.

3º - Objeto entre Ao e Fo;

Imagem:
- Real;
- Invertida;
- Maior.

4º - Objeto no Fo;

Imagem:
- Imprópria.

5º - Objeto entre Fo e O;

Imagem:
- Virtual;
- Direita;
- Maior;

Lentes Esféricas: Construção de imagens em lentes
divergentes

- Caso Único;


- Imagem:
- Virtual;
- Direita;
- Menor.

Lentes Esféricas: Fórmulas

`
1 1 1
p p f
+ =
p f
f
p
p
o
i
A
÷
= ÷ = =
`


Legenda:
- F = Foco Objeto;
- p’ = Distância Imagem à lente;
- p = Distância Objeto à lente;
- i = Tamanho da imagem;
- o = Tamanho do objeto;
- A = Aumento.

F > 0 = Lente Convergente;
F < 0 = Lente Divergente;
p’ > 0 - imagem real – invertida;
p < 0 - imagem virtual – direita;
i > 0 - imagem direita – virtual;
i < 0 - imagem invertida – real;
A > 0 - Imagem Direita;
A < 0 - Imagem Invertida.

Lentes Esféricas: Vergência

f
V
1
=

Unidade para vergência: m
-1
ou di (dioptria)

Defeitos da Visão

Miopia
¾ É a condição em que os olhos podem ver objetos
que estão perto, mas não é capaz de ver claramente
objetos que estão longe.
¾ Na miopia, o foco das imagens ocorre antes da
retina.
A miopia tem tendência familiar. Geralmente a miopia
aumenta durante a fase de crescimento.
Tratamento
Óculos, lentes de contato
ou cirurgia refrativa. A cirurgia
refrativa procura modificar a
curvatura da córnea,
provocando achatamento da
parte central, para que a
imagem se forme na retina

Hipermetropia
¾ Nesta situação o olho é geralmente menor que o
normal, dificultando para que o cristalino focalize na
retina os objetos colocados próximo ao olho.
Normalmente, as crianças são moderadamente
hipermétropes, condição que diminui com a idade.
Tratamento
A hipermetropia pode
ser tratada com óculos e lentes
de contato.


Astigmatismo
O astigmatismo geralmente é causado por
irregularidade da córnea, e seu efeito é a distorção da
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imagem.
Tratamento
A correção do
astigmatismo pode ser feita por
óculos ou por lentes de contato.
Existem algumas técnicas
cirurgicas para reduzir grandes
astigmatismos (semelhantes as
da cirurgia de miopia).

Presbiopia
Acompanhando o
envelhecimento, o
cristalino perde aos
poucos a sua
elasticidade. Com isto, o
olho fica sem
capacidade de
acomodar-se, ou seja,
conseguir foco para ler
ou costurar.
Este processo começa a
ser sentido por volta dos
40 anos.
Tratamento
O uso de óculos para
perto passa a ser necessário
em quem antes enxergava
bem.
Os pacientes que já
utilizavam óculos passam a
precisar lentes diferentes
para longe e para perto.
Assim, podem usar um
óculos bifocal ou multifocal
(para longe e para perto), ou
um pequeno apenas para
leitura.
Exercícios de Sala #
1. Um objeto, colocado entre o centro e o foco de uma
lente convergente, produzirá uma imagem:

a) virtual, reduzida e direita
b) real, ampliada e invertida
c) real, reduzida e invertida
d) virtual, ampliada e direita


2. Na figura a seguir, representam-se vários raios
luminosos que atravessam uma lente convergente. Dos
cinco raios representados, indique aquele que está
representado de maneira incorreta (F e F' são os focos
da lente):

a) 4 b) 5 c) 1 d) 2 e) 3
Exercícios de Sala #

3. Quando um raio de luz monocromática passa
obliquamente pela superfície de separação de um meio
para outro mais refringente, o raio aproxima-se da
normal à superfície. Por essa razão, uma lente pode ser
convergente ou divergente, dependendo do índice de
refração do meio em que se encontra. As figuras 1 e 2
representam lentes com índice de refração n• imersas
em meios de índice de refração n‚, sendo N a normal à
superfície curva das lentes.

Considerando essas informações, conclui-se que:
a) a lente 1 é convergente se n
2
< n
1
.
b) a lente 1 é convergente se n
2
> n
1
.
c) a lente 2 é divergente se n
2
> n
1
.
d) a lente 2 é convergente se n
2
< n
1
.
e) as lentes 1 e 2 são convergentes se n
1
= n
2
.

4. Um objeto (O) encontra-se em frente a uma lente.
Que alternativa representa corretamente a formação da
imagem (I)?


4. A glicerina é uma substância transparente,
cujo índice de refração é praticamente igual
ao do vidro comum. Uma lente, biconvexa,
de vidro é totalmente imersa num recipiente
com glicerina. Qual das figuras a seguir
melhor representa a transmissão de um feixe
de luz através da lente?








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25
6. O esquema abaixo mostra a imagem projetada sobre
uma tela, utilizando um único instrumento óptico
"escondido" pelo retângulo sombreado. O tamanho da
imagem obtida é igual a duas vezes o tamanho do
objeto que se encontra a 15cm do instrumento óptico.

Nessas condições, podemos afirmar que o retângulo
esconde:
a) um espelho côncavo, e a distância da tela ao espelho
é de 30cm.
b) uma lente convergente, e a distância da tela à lente é
de 45cm.
c) uma lente divergente, e a distância da tela à lente é
de 30cm.
d) uma lente convergente, e a distância da tela à lente é
de 30cm.
e) um espelho côncavo, e a distância da tela ao espelho
é de 45cm.

7. Um estudante, utilizando uma lente, consegue
projetar a imagem da chama de uma vela em uma
parede branca, dispondo a vela e a lente na frente da
parede conforme a figura.


Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. Tanto uma lente convergente quanto uma lente
divergente projetam a imagem de um ponto luminoso
real na parede.
02. A lente é convergente, necessariamente, porque
somente uma lente convergente fornece uma
imagem real de um objeto luminoso real.
04. A imagem é virtual e direita.
08. A imagem é real e invertida.
16. A lente é divergente, e a imagem é virtual para que
possa ser projetada na parede.
32. Se a lente é convergente, a imagem projetada na
parede pode ser direita ou invertida.
64. A imagem é real, necessariamente, para que possa
ser projetada na parede.

8. Um objeto é colocado a uma distância de 12cm de
uma lente delgada convergente, de 8cm de distância
focal. A distância, em centímetros, da imagem
formada em relação à lente é:
a) 24 b) 20 c) 12 d) 8 e) 4

9. Uma lente convergente de 2,00 dioptrias
(popularmente 2,00 "graus") tem distância focal de:
a) 500cm b) 200cm c) 100cm d) 50cm e) 20cm

10. Um objeto colocado próximo de uma lente projeta
uma imagem de altura três vezes maior que ele e
invertida. A distância entre o objeto e a imagem é de
40 cm.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. A distância entre o objeto e a lente é de 20 cm.
02. A distância focal da lente é de 7,5 cm.
04. A lente é convergente.
08. Uma lente divergente só pode formar imagens
virtuais.
16. Uma lente convergente pode formar imagens
reais e virtuais.

11. O esquema representa, em escala, uma lente
divergente L, o eixo principal, o objeto O e os raios de
luz r1 e r2 que são utilizados para localizar a imagem
do objeto.


Acompanhe o traçado dos raios r
1
e r
2
para localizar a
imagem do objeto e os focos da lente.

( ) O objeto tem 10 cm de comprimento
( ) O objeto está a 15 cm da lente.
( ) A imagem se forma a 20 cm da lente.
( ) A imagem tem 10 cm de comprimento.
( ) A distância focal da lente é 13 cm.

12. As deficiências de visão são compensadas com o
uso de lentes. As figuras a seguir mostram as seções
retas de cinco lentes.

Considerando as representações acima, é correto
afirmar que:
a) as lentes I, III e V podem ser úteis para
hipermetropes e as lentes II e IV para míopes.
b) as lentes I, II e V podem ser úteis para
hipermetropes e as lentes III e IV para míopes.
c) as lentes I, II e III podem ser úteis para
hipermetropes e as lentes IV e V para míopes.
d) as lentes II e V podem ser úteis para hipermetropes
e as lentes I, III e IV para míopes.
e) as lentes I e V podem ser úteis para hipermetropes e
as lentes II, III e IV para míopes.
13. Após examinar os olhos de Sílvia e de Paula, o
oftalmologista apresenta suas conclusões a respeito da
formação de imagens nos olhos de cada uma delas, na
forma de diagramas esquemáticos, como mostrado
nestas figuras:
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26

Com base nas informações contidas nessas figuras, é
correto afirmar que:

a) apenas Sílvia precisa corrigir a visão e, para isso,
deve usar lentes divergentes.
b) ambas precisam corrigir a visão e, para isso, Sílvia
deve usar lentes convergentes e Paula, lentes
divergentes.
c) apenas Paula precisa corrigir a visão e, para isso,
deve usar lentes convergentes.
d) ambas precisam corrigir a visão e, para isso, Sílvia
deve usar lentes divergentes e Paula, lentes
convergentes.

UNIDADE 10
ONDULATÓRIA I
É uma perturbação que se propaga através de
um meio.
Uma onda transporta energia, sem o transporte de
matéria.

Classificação das ondas:

a) Quanto à natureza:
Mecânicas: São aquelas que necessitam de
um meio material para sua propagação.

Eletromagnéticas: São aquelas que não
necessitam de meio material para se propagar.

b) Quanto à direção de propagação:
Unidimensionais: São aquelas que se
propagam apenas em uma única direção.

Bidimensionais: São aquelas que se propagam
em duas direções, ou seja, em um plano.

Tridimensionais: São aquelas que se
propagam em todas as direções e sentidos.

c) Quanto à direção de vibração:
Transversais: São aquelas cuja direção de
propagação é perpendicular à direção de vibração.

Longitudinais: São aquelas cuja direção de
propagação coincide com a direção de vibração.


Elementos de onda


Amplitude da onda (A) – O maior valor da elongação,
relacionada com a energia transportada pela onda.
Frequência (f) – Número de oscilações executados por
qualquer ponto da corda, por unidade de tempo.
Período (T) - Tempo de uma oscilação completa de
qualquer ponto da corda.
Cristas e Vales- Os pontos A e B são denominados cristas e
os ponto c é denominado vale.

Comprimento de onda (ì) – é a distância entre duas
cristas ou dois vales consecutivos.

Relações f =
T
1

T
V
ì
= ou
f V . ì =

Exercícios de Sala #

1. Considere as seguintes afirmações, sobre o
movimento ondulatório:
I – Uma onda para a qual a direção de propagação é
perpendicular à direção de vibração é chamada de
onda transversal.
II – No vácuo todas as ondas eletromagnéticas têm a
mesma frequência.
III – A propagação de uma onda envolve
necessariamente transporte de energia.
IV – A velocidade e a frequência de uma onda não se
alteram quando ela passa de um meio para outro.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Somente a afirmativa III é verdadeira.
c) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são falsas.

2. Uma onda transversal periódica, cujo comprimento
de onda é 40,0 cm, propaga-se com velocidade de 1,60
m/s ao longo de uma corda. O gráfico em papel
quadriculado representa a forma dessa corda em um
dado instante. Quais são a amplitude e o período da
onda, respectivamente?

A
crista
ì
crista


ì
vale vale
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27
a) 7,5 cm e 0,25 s
b) 15,0 cm e 0,25 s
c) 7,5 cm e 4,00 s-1
d) 6,0 cm e 0,25 s
e) 3,0 cm e 4,00 s

Tarefa Mínima #

3. Um menino na beira de um lago observou uma
rolha que flutuava na superfície da água, completando
uma oscilação vertical a cada 2 s, devido à ocorrência
de ondas. Esse menino estimou como sendo 3 m a
distância entre duas cristas consecutivas. Com essas
observações, o menino concluiu que a velocidade de
propagação dessas ondas era de:
a) 0,5 m/s.
b) 1,0 m/s.
c) 1,5 m/s.
d) 3,0 m/s.
e) 6,0 m/s.

4. Com relação ao movimento ondulatório, podemos
afirmar que:
a) a velocidade de propagação da onda não depende do
meio de propagação.
b) a onda mecânica, ao se propagar, carrega consigo as
partículas do meio.
c) o comprimento de onda não se altera quando a onda
muda de meio.
d) a frequência da onda não se altera quando a onda
muda de meio.
e) as ondas eletromagnéticas somente se propagam no
vácuo.

5. Considere as afirmações a seguir, a respeito da
propagação de ondas em meios elásticos.
I. Em uma onda longitudinal, as partículas do meio no
qual ela se propaga vibram perpendicularmente à
direção de propagação.
II. A velocidade de uma onda não se altera quando ela
passa de um meio para outro.
III. A frequência de uma onda não se altera quando ela
passa de um meio para outro.

Está(ão) correta(s):

a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas I e III.

6. São exemplos de ondas os raios X, os raios gama,
as ondas de rádio, as ondas sonoras e as ondas de luz.
Cada um desses cinco tipos de onda difere, de algum
modo, dos demais.
Qual das alternativas apresenta uma afirmação que
diferencia corretamente o tipo de onda referido das
demais ondas acima citadas?
a) Raios X são as únicas ondas que não são visíveis.
b) Raios gama são as únicas ondas transversais.
c) Ondas de rádio são as únicas ondas que transportam
energia.
d) Ondas sonoras são as únicas ondas longitudinais.
e) Ondas de luz são as únicas ondas que se propagam
no vácuo com velocidade de 300000 km/s.

7. Uma campainha emite som com frequência de 1
kHz.
O comprimento de onda dessa onda sonora é, em
centímetros, igual a:
a) 1 b) 7 c) 21 d) 34

8. Analise as afirmativas a seguir relativas a diferentes
ondas eletromagnéticas e indique qual é a correta.
a) No vácuo, a radiação ultravioleta propaga-se com
velocidade maior do que as microondas.
b) No vácuo, a velocidade dos raios X é menor que a
velocidade da luz azul.
c) As ondas de rádio têm frequências maiores que a
luz visível.
d) Os raios X e raios γ têm frequências menores que a
luz visível.
e) A frequência da radiação infravermelha é menor
que a frequência da luz verde.

9. A faixa de emissão de rádio em frequência
modulada, no Brasil, vai de, aproximadamente, 88
MHz a 108 MHz. A razão entre o maior e o menor
comprimento de onda desta faixa é:
a) 1,2
b) 15
c) 0,63
d) 0,81
e) Impossível calcular não sendo dada a velocidade de
propagação da onda

10. Numa experiência clássica, coloca-se dentro de
uma campânula de vidro onde se faz o vácuo, uma
lanterna acesa e um despertador que está despertando.
A luz da lanterna é vista, mas o som do despertador
não é ouvido. Isso acontece porque:
a) o comprimento de onda da luz é menor que o do
som.
b) nossos olhos são mais sensíveis que nossos ouvidos.
c) o som não se propaga no vácuo e a luz sim.
d) a velocidade da luz é maior que a do som.
e) o vidro da campânula serve de blindagem para o
som mas não para a luz.

UNIDADE 11

ONDULATÓRIA II

Fenômenos ondulatórios

Reflexão:
Quando uma onda atinge uma superfície de
separação de dois meios, e retorna ao meio de origem.

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28
Quando a corda tem a extremidade fixa ocorre
reflexão com inversão de fase.

Quando a corda tem a extremidade móvel ocorre
reflexão sem inversão de fase.

Refração:
Uma onda ao atingir a superfície de separação
de dois meios, muda seu meio de propagação,
alterando sua velocidade e o seu comprimento de
onda, mas mantendo constante sua frequência.


Quando a onda propaga-se em uma corda
menos densa e atinge a superfície de separação de uma
corda mais densa ocorre o fenômeno da reflexão e da
refração. A reflexão ocorre com inversão de fase.


Quando a onda propaga-se em uma corda mais densa e
atinge a superfície de separação de uma corda menos
densa ocorre o fenômeno da reflexão e da refração. A
reflexão ocorre sem inversão de fase.
Difração:

É o fenômeno que permite uma onda
contornar um obstáculo.

Polarização:
Ocorre quando uma onda, ao passar por um
determinado obstáculo, passa a se propagar em uma
direção.

A polarização só ocorre com ONDAS
TRANSVERSAIS.
Interferência:
É a sobreposição dos efeitos de várias ondas.
Ou seja, mais de uma onda se encontram no mesmo
tempo, no mesmo lugar.

Interferência construtiva

Interferência destrutiva

Ondas estacionárias

São ondas resultantes da superposição de duas
ondas de mesma frequência, mesma amplitude, mesmo
comprimento de onda, mesma direção e sentidos opostos.


n
l
n
2
= ì
l
v n
f
n
2
.
=
o n
f n f . =

Exercício de Sala #

1. Considere as seguintes afirmações, sobre o
movimento ondulatório:
I – Uma onda para a qual a direção de propagação é
perpendicular à direção de vibração é chamada de
onda transversal.
II – No vácuo todas as ondas eletromagnéticas têm a
mesma frequência.
III – A propagação de uma onda envolve necessariamente
transporte de energia.
IV – A velocidade e a frequência de uma onda não se
alteram quando ela passa de um meio para outro.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
b) Somente a afirmativa III é verdadeira.
c) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são falsas.

2. Uma onda transversal periódica, cujo
comprimento de onda é 40,0 cm, propaga-se
com velocidade de 1,60 m/s ao longo de uma
corda. O gráfico em papel quadriculado
representa a forma dessa corda em um dado
instante. Quais são a amplitude e o período da
onda, respectivamente?



a) 7,5 cm e 0,25 s
b) 15,0 cm e 0,25 s
c) 7,5 cm e 4,00 s-1
d) 6,0 cm e 0,25 s
e) 3,0 cm e 4,00 s



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29
Tarefa Mínima #
3. Um candidato, no intuito de relaxar após se
preparar para as provas do Vestibular 2007, resolve
surfar na praia da Joaquina em dia de ótimas ondas
para a prática deste esporte.



Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. A onda do mar que conduzirá o surfista não possui
nenhuma energia.
02. Ao praticar seu esporte, o surfista aproveita parte da
energia disponível na onda e a transforma em energia
cinética.
04. A lei da conservação da energia permite afirmar que
toda a energia da onda do mar é aproveitada pelo
surfista.
08. Se o surfista duplicar sua velocidade, então a energia
cinética do surfista será duas vezes maior.
16. Tanto a energia cinética como a energia potencial
gravitacional são formas relevantes para o fenômeno
da prática do surf numa prancha.
32. Por ser um tipo de onda mecânica, a onda do mar pode
ser útil para gerar energia para consumo no dia-a-dia.

4. A figura representa dois pulsos de onda, inicial-
mente separados por 6,0 cm, propagando-se em um
meio com velocidades iguais a 2,0 cm/s, em
sentidos opostos.

Considerando a situação descrita, assinale a(s)
proposição(ões) correta(s):

01. Quando os pulsos se encontrarem, haverá interferência
de um sobre o outro e não mais haverá propagação dos
mesmos.
02. Decorridos 2,0 segundos, haverá sobreposição dos
pulsos e a amplitude será máxima nesse instante e
igual a 2,0 cm.
04. Decorridos 2,0 segundos, haverá sobreposição dos
pulsos e a amplitude será nula nesse instante.
08. Decorridos 8,0 segundos, os pulsos continuarão com a
mesma velocidade e forma de onda,
independentemente um do outro.
16. Inicialmente as amplitudes dos pulsos são idênticas e
iguais a 2,0 cm.

5. Na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, em um
determinado dia, o vento produz ondas periódicas na
água, de comprimento igual a 10 m, que se propagam
com velocidade de 2,0 m/s. Um barco de 3,0 m de
comprimento, inicialmente ancorado e, após certo
tempo, navegando, é atingido pelas ondas que o fazem
oscilar periodicamente.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. Estando o barco ancorado ele é atingido por uma crista
de onda e oscila uma vez a cada 5,0 segundos.
02. Estando o barco ancorado, ele oscila 5 vezes em cada
segundo.
04. Estando o barco navegando com velocidade de 3,0 m/s
na direção de propagação das ondas mas em sentido
contrário a elas, ele oscila uma vez a cada 2,0
segundos.
08. A frequência de oscilação do barco não depende da
sua velocidade de navegação, mas somente da
velocidade de propagação das ondas.
16. Se o barco tivesse um comprimento um pouco menor,
a frequência da sua oscilação seria maior.
32. A frequência de oscilação do barco não depende do
comprimento das ondas, mas somente da velocidade
das mesmas e do barco.
64. Estando o barco navegando com velocidade de 3,0 m/s
na direção de propagação das ondas e no mesmo
sentido delas, ele oscila uma vez a cada 10 segundos.

6. Dois pulsos, A e B, são produzidos em uma corda
esticada que tem uma das extremidades fixada em uma
parede, conforme mostra a figura abaixo.

Depois de o pulso A ter sofrido reflexão no ponto da
corda fixo na parede, ocorrerá interferência entre os
dois pulsos.

É correto afirmar que a interferência entre esses dois
pulsos é:

a) destrutiva e, em seguida, os pulsos seguirão juntos, no
sentido do pulso de maior energia.
b) destrutiva e, em seguida, cada pulso seguirá seu
caminho, mantendo suas amplitudes originais.
c) construtiva e, em seguida, os pulsos seguirão juntos, no
sentido do pulso de maior energia.
d) construtiva e, em seguida, cada pulso seguirá seu
caminho, mantendo suas amplitudes originais.
e) destrutiva e, em seguida, os pulsos deixarão de existir,
devido à absorção de energia durante a interação.

7. Para se estudar as propriedades das ondas num
tanque de água, faz-se uma régua de madeira vibrar
regularmente, tocando a superfície da água e
produzindo uma série de cristas e vales que se
deslocam da esquerda para a direita.
Na figura a seguir estão esquematizadas duas barreiras
verticais separadas por uma distância
aproximadamente igual ao comprimento de onda das
ondas.
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Inclusão para a Vida Física B

Pré-Vestibular da UFSC

30


Após passas pela abertura, a onda apresenta
modificação:

a) em sua forma e em seu comprimento de onda.
b) em sua forma e em sua velocidade.
c) em sua velocidade e em seu comprimento de onda.
d) somente em sua forma.
e) somente em sua velocidade.

8. (Mackenzie-SP) Um menino na beira de um lago
observou uma rolha que flutuava na superfície da
água, completando uma oscilação vertical a cada 2 s,
devido à ocorrência de ondas. Esse menino estimou
como sendo 3 m a distância entre duas cristas
consecutivas. Com essas observações, o menino
concluiu que a velocidade de propagação dessas ondas
era de:
a) 0,5 m/s.
b) 1,0 m/s.
c) 1,5 m/s.
d) 3,0 m/s.
e) 6,0 m/s.

9. Com relação ao movimento ondulatório, podemos
afirmar que:
a) a velocidade de propagação da onda não depende do
meio de propagação.
b) a onda mecânica, ao se propagar, carrega consigo as
partículas do meio.
c) o comprimento de onda não se altera quando a onda
muda de meio.
d) a frequência da onda não se altera quando a onda
muda de meio.
e) as ondas eletromagnéticas somente se propagam no
vácuo.

10. A figura abaixo representa uma onda harmônica
que se propaga, para a direita, em uma corda
homogênea. No instante representado, considere os
pontos da corda indicados: 1, 2, 3, 4 e 5. Assinale a
afirmativa correta:

a) os pontos 1 e 3 têm velocidade nula.
b) os pontos 2 e 5 têm velocidade máxima.
c) o ponto 4 tem velocidade maior que o ponto 1.
d) o ponto 2 tem velocidade maior que o ponto 3.
e) os pontos 1 e 3 têm velocidade máxima.

11. Considere as afirmações a seguir, a respeito da
propagação de ondas em meios elásticos.

I. Em uma onda longitudinal, as partículas do meio no
qual ela se propaga vibram perpendicularmente à
direção de propagação.
II. A velocidade de uma onda não se altera quando ela
passa de um meio para outro.
III. A frequência de uma onda não se altera quando ela
passa de um meio para outro.

Está(ão) correta(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e II.
e) apenas I e III.







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Inclusão para a Vida Física C

Pré-Vestibular da UFSC 1
UNIDADE 1
ELETRIZAÇÃO E LEI DE COULOMB

CARGA ELÉTRICA ELEMENTAR



I. Entre dois elétrons existe um par de forças de repulsão.
II. Entre dois prótons existe um par de forças de repulsão.
III. Entre um próton e um elétron existe um par de forças de
atração.

Isolantes e Condutores
Os corpos chamados condutores são aqueles em que os
portadores de cargas elétricas tem facilidade de
movimentação.
Os corpos chamados isolantes são aqueles em que
os portadores de cargas tem dificuldade de movimentação.

Eletrização por Atrito
Atritando-se corpos de materiais diferentes, há passagem de
elétrons de um corpo para o outro, de modo que um dos
corpos fica eletrizado positivamente (perdeu elétrons) e o
outro fica eletrizado negativamente (ganhou elétrons).



Eletrização por Contato
Quando um corpo eletrizado é colocado em contato com um
corpo inicialmente neutro, ocorre uma passagem de elétrons
de um corpo para o outro e assim, os dois corpos ficam com
cargas de mesmo sinal.





Eletrização por Indução
Quando um corpo eletrizado é colocado próximo a um corpo
neutro ocorre a indução eletrostática, ou seja, as cargas do
condutor neutro são separadas. Para que a eletrização
aconteça é necessário fazer a ligação do condutor neutro
com a terra.




Lei de Coulomb
As forças elétricas obedecem ao princípio da ação e reação
(3ª Lei de Newton), isto é, têm a mesma intensidade, mesma
direção e sentidos opostos, agindo em corpos diferentes.

"A intensidade da força entre duas cargas puntiformes ou
pontuais varia com o inverso do quadrado da distância
entre elas e é diretamente proporcional ao produto dos
valores absolutos das cargas”.Assim:


2
2 1 0
. .
d
Q Q K
F =


Onde:
|Q
1
| e |Q
2
| ►são valores absolutos de cargas Q
1
e Q
2
.
d ► distância entre as cargas
K ►constante eletrostática

.
10 . 9
2
2
9
0
C
m N
K =

Exercícios de Sala #

1. (UFRS) Um bastão eletricamente carregado atrai uma
bolinha condutora X, mas repele uma bolinha condutora Y.
As bolinhas X e Y se atraem na ausência do bastão. Sendo
essas forças de atração e repulsão de origem elétrica,
conclui-se que:
a) Y está eletricamente carregada, X está eletricamente
descarregada ou eletricamente carregada com cargas de
sinal contrário ao das cargas de Y.
b) ambas as bolinhas estão eletricamente descarregadas.
c) X e Y estão eletricamente carregadas com cargas de
mesmo sinal.
d) X está eletricamente carregada com cargas de mesmo
sinal das do bastão.
e) Y está eletricamente descarregada e X carregada.

2. Duas cargas elétricas, Q1 = 2µC e Q2 = -1,5µC, estão
localizadas no vácuo distantes 30cm uma da outra.
Determine a força de interação entre as cargas. Considere
2 2 9
/ . 10 . 9 C m N k
o
= .

Tarefa Mínima #

3. (SUPRA) Durante as corridas de Fórmula 1, em que os
carros desenvolvem altas velocidades, estes sofrem
eletrização por atrito com o ar, o que acarreta grande risco
de explosão principalmente durante o abastecimento. Essa
eletrização se dá por:
a) perda de elétrons da superfície, carregando-se
positivamente.
b) perda de prótons da superfície, carregando-se
negativamente.
c) ganho de elétrons do ar, carregando-se positivamente.
d) ganho de prótons do ar, carregando-se negativamente.
e) perda de elétrons da superfície, carregando-se
alternadamente de forma positiva e negativa.

4. (PUC-SP) Duas esferas A e B, metálicas e idênticas, estão
carregadas com cargas respectivamente iguais a 16µ C e 4
µC. Uma terceira esfera C, metálica e idêntica a anteriores,
está inicialmente descarregada. Coloca-se C em contato com
A. Em seguida, esse contato é desfeito e a esfera C é
colocada em contato com B. Supondo-se que não haja troca
de cargas elétricas com o meio exterior, a carga final de C é
de:
a) 8 µC. b) 6 µC. c) 4 µC. d) 3 µC. e) nula.

5. (UFSC) As esferas, na figura abaixo, estão suspensas por
fios de seda. A carga elétrica da esfera A é positiva. As
cargas elétricas do bastão isolante B e da esfera C são,
e = 1,6 . 10
-19
C
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Física C Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC
2
respectivamente: (Dê o valor da soma da(s) alternativa(s)
correta(s) como resposta.)

01. positiva e positiva.
02. positiva e negativa.
04. positiva e neutra.
08. neutra e positiva.
16. negativa e positiva.
32. negativa e negativa.
64. neutra e negativa.

6. (UFPA) Um corpo A, eletricamente positivo, eletriza um
corpo B que inicialmente estava eletricamente neutro, por
indução eletrostática. Nessas condições, pode-se afirmar que
o corpo B ficou eletricamente:

a) positivo, pois prótons da Terra são absorvidos pelo corpo.
b) positivo, pois elétrons do corpo foram para a Terra.
c) negativo, pois prótons do corpo foram para a Terra.
d) negativo, pois elétrons da Terra são absorvidos pelo
corpo.
e) negativo, pois prótons da Terra são absorvidos pelo corpo.

7. (UFCE) A figura ao lado mostra as esferas metálicas, A e
B, montadas em suportes isolantes. Elas estão em contato, de
modo a formarem um único condutor descarregado. Um
bastão isolante, carregado com carga negativa, -q, é trazido
para perto da esfera A, sem tocá-la. Em seguida, com o
bastão na mesma posição, as duas esferas são separadas.
Sobre a carga final em cada uma das esferas podemos
afirmar:
------
A B

a) a carga final em cada uma das esferas é nula.
b) a carga final em cada uma das esferas é negativa.
c) a carga final em cada uma das esferas é positiva.
d) a carga final é positiva na esfera A e negativa na esfera B.
e) a carga final é negativa na esfera A e positiva na esfera B.

8. (ACAFE) Com relação à força de natureza eletrostática,
existente entre duas cargas elétricas puntiformes, podemos
afirmar que:
a) o módulo da força é inversamente proporcional à
distância entre as cargas;
b) o módulo da força é independente do meio em que as
cargas se encontram;
c) a força aumenta, em módulo, quanto aumenta a distância
entre as cargas;
d) a força, em módulo, mantém-se invariável se as duas
cargas aumentarem de valor na mesma proporção.
e) o módulo da força quadruplicada se ambas as cargas
forem duplicadas, mantendo-se invariável a distância
entre as cargas.

9. (UFSC) Obtenha a soma dos valores numéricos,
associados às opções corretas:

01. Dois corpos eletrizados com cargas de mesmo módulo
mesmo sinal se atraem;
02. A. Lei de Coulomb afirma que a força de atração
eletrostática entre duas cargas de mesmo sinal é
diretamente proporcional ao inverso da distância de
separação entre cargas;
04. Um corpo inicialmente neutro, fica eletrizado com carga
positiva quando, por algum processo, são removidos
elétrons do mesmo.
08. Um corpo, inicialmente neutro, fica eletrizado com carga
negativa quando, por algum processo, são adicionados
elétrons ao mesmo;
16. Um corpo está eletrizado positivamente quando tem falta
de elétrons.
32. O eletroscópio de folhas de ouro é um dispositivo
destinado a indicar a presença de cargas elétricas em
corpos eletrizados;
64. Qualquer eletroscópio, inclusive o de folhas de ouro, é
um dispositivo destinado a armazenar cargas elétricas e
neutralizá-las, por atrito, nas experiências de
eletrostática.

10. (FESP) Três esferas condutoras A, B e C têm mesmo
diâmetro. A esfera A está inicialmente neutra, e as outras
duas carregadas com q
B
= 6 mC q
C
= 7 mC. Com a esfera
A, toca-se primeiramente B e depois C. As cargas elétricas
de A, B e C, depois dos contatos, são respectivamente:
a) zero, zero, e 13mC. d) 6 mC, 7mC e zero.
b) 7 mC, 3 mC e 5mC. e) todas iguais a 4,3Mc
c) 5mC, 3mC e 5mC.

UNIDADE 2
CAMPO ELÉTRICO E POTENCIAL
ELÉTRICO

O CONCEITO DE CAMPO ELÉTRICO
Suponhamos que, ao ser colocado em um ponto P, uma
carga puntiforme q sofra a ação de uma força elétrica .
Dizemos então que no ponto P existe um campo elétrico ,
definido por:
q
F
E =


Observando essa equação vemos que:
1º) se q > 0, e terão o mesmo sentido.
2º) se q < 0, e terão sentidos opostos.

Campo de uma carga puntiforme


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Inclusão para a Vida Física C

Pré-Vestibular da UFSC 3

Se a carga Q for positiva o campo será representado
por linhas afastando-se da carga; se Q for negativa a linhas
estarão aproximando-se da carga.

Módulo de Campo Elétrico
2
1
d
Q
k E =

Vimos como calcular o campo elétrico produzido
por uma carga puntiforme. Se tivermos mais de uma carga, o
campo elétrico em um ponto P é calculado fazendo a soma
vetorial dos campos produzidos por cada carga.

Linhas de força
Essas linhas são desenhadas de tal modo que, em cada
ponto, o campo elétrico é tangente à linha.


OBS: Onde as linhas estão mais próximas o campo é mais
intenso e onde elas estão mais afastadas o campo é mais
"fraco".

Campo elétrico uniforme








Trabalho sobre uma carga (W)
pB pA AB
E E W ÷ =


É possível demonstrar que o trabalho da força elétrica
atuante em uma carga q é dado por:
B
o
A
o
AB
d
q Q K
d
q Q K
W
. . . .
÷ = onde k é a constante da lei de
Coulomb e d
A
e d
B
são as distâncias dos pontos A e B à
carga Q.

Potencial elétrico(V)
O potencial elétrico é a razão entre a energia potencial
elétrica e a carga elétrica no determinado ponto do campo
elétrico. Logo:
q
E
V
pA
A
= . A diferença de potencial
B A AB
V V V ÷ = , então é:
q
W
V
AB
AB
=

Isso nos demonstra que o potencial de um ponto em
um campo elétrico pode ser definido como sendo:
d
Q K
V
o
P
.
=


OBS: O potencial de uma carga positiva tem o sinal positivo
e o potencial de uma carga negativa tem o sinal negativo.

Algumas propriedades do potencial elétrico:

1. O potencial diminui ao longo de uma linha de força
2. Uma carga positiva, abandonada numa região onde há
campo elétrico, desloca-se espontaneamente para pontos
de potenciais decrescentes e uma carga negativa,
abandonada numa região onde há campo elétrico,
desloca-se espontaneamente para pontos de potenciais
crescentes.

Superfícies Equipotenciais
Todos os pontos dessa superfície têm o mesmo potencial e
por isso ela é chamada de superfície equipotencial.



O potencial em um campo uniforme é dado: V
AB
= E.d

Exercícios de Sala #

1. (UFSCar-SP) Para que o campo elétrico resultante em P
seja o indicado na figura, é necessário que as cargas elétricas
estejam distribuídas da seguinte maneira:
a) q
1
. e q
2
positivas e q
3
negativa.
b) q
1
positiva, q
2
e q
3
negativas.
c) q
1
e q
2
negativas e q
3
positiva.
d) q
1
. e q
3
positivas e q
2
negativa.
e) q
2
e q
3
positivas e q
1
negativa


2. (UFSC) Obtenha a soma dos valores numéricos
associados às opções corretas:
01. A lei que rege os fenômenos de atração e repulsão de
cargas elétricas é denominada Lei de Coulomb.
02. Na natureza, normalmente os corpos se encontram em
equilíbrio eletrostático, pois os átomos se compõem de
números idênticos de cargas positivas e negativas.
04. O trabalho realizado sobre uma carga elétrica, para
movimentá-la em equilíbrio, sobre uma superfície
equipotencial, é diferente de zero.
08. A diferença de potencial entre dois pontos de uma
mesma superfície equipotencial é nula.
16. Nos materiais condutores de eletricidade, os portadores
de carga apresentam grande facilidade de movimento no
interior do material. Nos isolantes, é difícil a
movimentação dos portadores de carga.
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Física C Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC
4
Tarefa Mínima #

3. (UFPI) Uma carga de prova q, colocada num ponto de um
campo elétrico E = 2 · 10
3
N/C, sofre a ação de uma força F
= 18 · 10
-5
N. O valor dessa carga, em coulombs, é de:

a) 9 · 10
-8
c) 36 · 10
-8
e) 36 · 10
-2
b) 20 · 10
-8
d) 9 · 10
-2


4. (UFPA) Com relação às linhas de força de um campo
elétrico, pode-se afirmar que são linhas imaginárias:
a) tais que a tangente a elas em qualquer ponto tem a mesma
direção do campo elétrico.
b) tais que a perpendicular a elas em qualquer ponto tem a
mesma direção do campo elétrico.
c) que circulam na direção do campo elétrico.
d) que nunca coincidem com a direção do campo elétrico.
e) que sempre coincidem com a direção do campo elétrico.

5. (VUNESP) Na figura, o ponto P está equidistante das
cargas fixas + Q e - Q. Qual dos vetores indica a direção e o
sentido do campo elétrico em P, devido a essas cargas?
a) b) c)
d) e)


6. Um campo elétrico uniforme de módulo C N x E / 10 20
3
=
é mostrado abaixo. Sabendo que o potencial em A e B são
respectivamente, 50V e 30V, podemos afirmar que:





a) O trabalho da força elétrica para levar uma carga q de A
para B é maior na trajetória 2 do que na trajetória 1;
b) A distancia entre A e B vale 20x10
-3
m;
c) A força elétrica ao transportar uma carga q =6µc de A
para B realiza um trabalho de 1,2x10
-4
J;
d) O trabalho da força elétrica para uma carga q de A para
B é maior pela trajetória 1, pois ela é menor;
e) Não é possível calcular a distancia entre A e B.

7. (UNICAP) Assinale as proposições verdadeiras e faça o
somatório.
01. Um corpo neutro não pode ser carregado por contato ou
indução.
02. A força de atração ou de repulsão entre duas cargas
elétricas varia diretamente com a quantidade de carga e
inversamente com o quadrado da distância que as separa.
04. Potencial e tensão são termos equivalentes. O potencial
tem a dimensão de trabalho por unidade de carga e é
medido em watt.
08. O potencial, em qualquer ponto de um campo elétrico, é
definido como o trabalho efetuado para deslocar uma
unidade de carga positiva de um ponto fixo de referência
até esse ponto.
16. Em torno de qualquer sistema de cargas elétricas, há um
campo elétrico.

8. (UFSC) Para entender como funciona a eletroforese do
DNA, um estudante de Biologia colocou íons de diferentes
massas e cargas em um gel que está dentro de uma cuba na
qual há eletrodos em duas das extremidades opostas. Os
eletrodos podem ser considerados como grandes placas
paralelas separadas por 0,2 m. Após posicionar os íons, o
estudante aplicou entre as placas uma diferença de potencial
de 50J/C que foi posteriormente desligada. O meio onde os
íons se encontram é viscoso e a força resistiva precisa ser
considerada. Os íons se deslocam no sentido da placa
negativamente carregada para a placa positivamente
carregada e íons maiores tendem a se deslocar menos.
(Desconsidere o efeito do gel no campo elétrico). As figuras
mostram esquemas do experimento e do resultado. Observe-
as e assinale a(s) proposição(ões) correta(s):

01. Enquanto a diferença de potencial estiver aplicada, a
força elétrica que atua em um íon será constante,
independentemente de sua posição entre as placas.
02. Pelo sentido do movimento dos íons, podemos afirmar
que eles têm carga negativa.
04. Quanto maior for a carga do íon, mais intensa vai ser
a força elétrica que atua sobre ele.
08. Os íons maiores têm mais dificuldade de se locomover
pelo gel. Por este motivo podemos separar os íons
maiores dos menores.
16. Um íon, com carga de módulo 8,0 x 10
-19
C, que se
deslocou 0,1 m do início ao fim do experimento, dissipou
2 x 10
-17
J no meio viscoso.

9. (UFSC) Em relação a fenômenos eletrostáticos, assinale
a(s) proposição(ões) correta(s).

01. Se uma barra de vidro positivamente carregada atrair
um objeto suspenso, este objeto estará carregado
negativamente e se a mesma barra repelir um objeto
suspenso, este segundo objeto estará positivamente
carregado.
02. A carga elétrica é conservada, mas não quantizada.
04. A força elétrica que um pequeno corpo eletricamente
carregado exerce sobre outro se altera ao aproximarmos
dele outros corpos também carregados.
08. O potencial elétrico no centro de uma pequena esfera
carregada tem o mesmo valor do potencial elétrico na sua
superfície.
16. Se uma barra de vidro for eletricamente carregada por
atrito, fica com excesso de carga no local onde foi
atritada.






+
íons
-

-
-
gel
FINAL
INÍCIO íons

-
-
-
V
gel
-
-
-
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Inclusão para a Vida Física C

Pré-Vestibular da UFSC 5
UNIDADE 3
ELETRODINÂMICA

Corrente Elétrica
Quando temos um movimento ordenado de partículas com
carga elétrica, dizemos que temos uma corrente elétrica.

Sentido da corrente
Nos condutores sólidos, o
sentido da corrente elétrica
corresponde ao sentido do
movimento de elétrons, pois
são eles que se deslocam, ou
seja, a corrente é do
potencial menor (pólo negativo) para o potencial maior (polo
positivo). Este é o sentido real da corrente.
No estudo da corrente elétrica, entretanto, adota-se
um sentido convencional, que é do deslocamento das cargas
positivas, ou seja, do potencial maior para o menor.

Intensidade de Corrente
A intensidade média da corrente (i
m
) nesse intervalo de
tempo é definida por:



No Sistema Internacional a unidade de intensidade de
corrente é o ampère cujo símbolo é A.

Gráfico i x t
Na Fig. temos o
gráfico de i em função do
tempo t para o caso em
que i é constante. Nesse
caso, a área da região
sombreada nos dá o
módulo da carga que
passa pela seção reta do
fio no intervalo de tempo
At.

Resistência-1 Lei de Ohm
É a oposição feita por um condutor à passagem da corrente
elétrica. Sendo i a intensidade da corrente que percorre o fio,
definimos a resistência R do fio pela equação:



No Sistema Internacional, a unidade de
resistência é o ohm, cujo símbolo é O.
Há condutores que obedecem a lei de Ohm, tais
condutores são chamados ôhmicos.


Em um condutor que não é ôhmico o gráfico de U em
função de i não é retilíneo.

Resistividade- 2ª Lei de Ohm
A resistência de um condutor depende de sua forma, de seu
tamanho e de que material é feito.
Consideremos o caso de um fio cilíndrico, de comprimento
L e cuja seção reta tem área A. A experiência mostra que a
resistência R desse fio é dada por:
A
L
R µ = onde µ é uma
constante denominada resistividade do material.

Exercícios de Sala #

1. (UFPA) Para conhecer o valor da resistência elétrica de
um ferro elétrico existente em sua casa, Joãozinho usou um
amperímetro, um voltímetro e uma fonte de tensão conforme
o esquema abaixo. Ele aplicou tensões e obteve correntes,
conforme o gráfico abaixo. Assinale a alternativa que
contém o valor da resistência, em ohms, encontrada por
Joãozinho:











a) 50 b) 40 c) 30 d) 20 e) 10

2. (PUC-RJ) Considere duas lâmpadas, A e B, idênticas a
não ser pelo fato de que o filamento de B é mais grosso que
o filamento de A. Se cada uma estiver sujeita a uma ddp de
110 volts:

a) A será a mais brilhante, pois tem a maior resistência.
b) B será a mais brilhante, pois tem a maior resistência.
c) A será a mais brilhante, pois tem a menor resistência.
d) B será a mais brilhante, pois tem a menor resistência.
e)ambas terão o mesmo brilho.

Tarefa Mínima #

3. (PUC-MG) O gráfico representa a curva característica
tensão - corrente para um determinado resistor.

t
Q
i
A
A
=
i
V
R =
i (A)
V
(Volt)
1 10 20

2



1

0
,
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Física C Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC
6
Em relação ao resistor, é correto afirmar:

a) é ôhmico e sua resistência vale 4,5 x 10
2
.
b) é ôhmico e sua resistência vale 1,8 x 10
2
.
c) é ôhmico e sua resistência vale 2,5 x 10
2
.
d) não é ôhmico e sua resistência vale 0,40 .
e) não é ôhmico e sua resistência vale 0,25 .

4. (UFSC) Assinale as afirmativas corretas e some os
valores respectivos:

01. Define-se resistência de um condutor como a razão entre
a diferença de potencial aplicada a seus extremos e a
corrente que passa através dele.
02. A resistência de um ferro elétrico deve ser grande de
forma a produzir um maior efeito joule.
04. A lei de ohm é um caso particular da definição de
resistência.
08. A resistência de um fio condutor é inversamente
proporcional ao comprimento do fio.
16. A resistência de um fio condutor é diretamente
proporcional ao diâmetro do fio.
32. A resistividade independe da forma do material.

5. A resistência elétrica de um resistor em forma de fio vale
80 O. Calcule o comprimento deste fio, sabendo que, ao se
cortar 2m do mesmo, a resistência passa a valer 60 O.

6. Um fio metálico de resistência elétrica R =10 O tem
comprimento l =200 cm e área de secção transversal A =
4x10
-4
cm
2
. Determine a resistividade do material que
constitui esse fio.

7. (UFSC) O gráfico a seguir se refere a dois condutores, A
e B, de metais idênticos e mesmo comprimento.

Na situação mostrada é correto afirmar que:
01. Nenhum dos dois condutores obedece à Lei de Ohm.
02. Ambos os condutores obedecem à Lei de Ohm.
04. O condutor que possui maior área da sua seção reta
transversal é o A.
08. O condutor que possui maior área da sua seção reta
transversal é o B.
16. O condutor que possui maior resistividade é o A.
32. O condutor que possui maior resistividade é o B.
64. A resistividade de ambos os condutores é a mesma, mas
a resistência do condutor B é maior que a resistência do
condutor A.

8. Aplica-se uma ddp de 200V nas extremidades de um fio
condutor de 10m de comprimento e secção transversal de
área 2,5mm
2
. Sabe-se que a corrente elétrica que circula no
fio tem intensidade 10A. Calcule a resistividade do material
que constitui o fio.

9. O filamento de tungstênio de uma lâmpada tem
resistência de 20 O a 20
o
C. Sabendo-se que sua secção
transversal mede 1,102x10
-4
mm
2
e que a resistividade do
tungstênio a 20
o
C é 5,51 x 10
-2
mm
2
/m determine o
comprimento do filamento.

10. Aplica-se uma ddp de 60V a um resistor cuja resistência
vale 20 O. Determine a intensidade da corrente que
atravessa.

11. (UFSC) Some os valores das afirmativas corretas:
01. Resistência é a propriedade que os materiais possuem de
se opor à passagem da corrente elétrica.
02. Os metais, em geral, são bons condutores porque
possuem muitos elétrons livres.
04. A corrente elétrica aparece em um condutor quando se
aplica uma d.d.p. às extremidades, pois a d.d.p. é a fonte
de energia para mover as cargas.
08. A Lei de Ohm garante que a corrente elétrica que
atravessa qualquer condutor é proporcional à diferença
de potencial aplicada às extremidades deste.
16. Define-se resistência elétrica como o quociente entre a
diferença de potencial aplicada às extremidades do
condutor e à corrente elétrica que o atravessa.
32. A corrente elétrica, ao passar através de um fio, gera
calor (Efeito Joule) devido ao fato de que os choques entre
as cargas são parcialmente elásticos.

2.(UFSC) Um técnico eletricista, para obter as
características de um determinado resistor, submete o
mesmo a vários valores de diferença de potencial, obtendo
as intensidades de corrente elétrica correspondentes. Com os
valores obtidos, o técnico constrói o gráfico V X i mostrado
abaixo, concluindo que o gráfico caracteriza a maioria dos
resistores reais.


















Analise o gráfico e assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. A resistência desse resistor tende a aumentar com o
seu aquecimento, devido ao aumento da corrente.
02. No trecho de 0 a 600 mA, o resistor é considerado
ôhmico, pois o valor da resistência é constante.
04. No trecho de 600 mA até 800 mA, a relação
i
V
R= não
pode ser aplicada, pois o resistor não é mais ôhmico.
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Inclusão para a Vida Física C

Pré-Vestibular da UFSC 7
08. Quando passa pelo resistor uma corrente de 800 mA, a
resistência elétrica do mesmo é 5O.
16. Se o técnico desejar construir um resistor de resistência
igual a 5 O, utilizando um fio de níquel cromo (µ = 1,5 x
10
-6
O.m) com área da secção reta de 1,5 mm
2
, o
comprimento deste fio deverá ter 5 m.
32. Quando a intensidade da corrente aumenta de 200
mA para 400 mA, a potência dissipada por efeito Joule no
referido resistor duplica.

UNIDADE 4
RESISTORES E POTÊNCIA ELÉTRICA

Introdução
Chamamos de resistor todo condutor cuja única função é
transformar a energia elétrica em energia térmica.


Associação em série
Neste caso os três resistores são percorridos pela mesma
corrente, de intensidade i.









A tensão U entre os extremos A e B da associação é
igual à soma das tensões entre os extremos de cada resistor:
V = V
1
+ V
2
+ V
3

Vemos então que, se substituirmos a associação de
resistores por um único resistor de resistência R
E
(Fig.), este
será percorrido pela mesma corrente. A resistência R
E
é
chamada de resistência
equivalente à associação.

Associação em paralelo

Calculo do resistor equivalente
3 2 1
1 1 1 1
R R R R
E
+ + =
Caso de apenas 2 resistores:
2 1
2 1
.
R R
R R
R
E
+
=

Caso os resistores sejam iguais
n
R
R
E
=


Curto-circuito
Quando dois pontos de um circuito são ligados por um fio de
resistência desprezível, dizemos que os dois pontos estão em
curto-circuito.


Potência
Quando um sistema absorve (ou fornece) uma energia , num
intervalo de tempo t, a potência média absorvida (ou
recebida) nesse intervalo de tempo é definida por:
t
E
P
ot
A
=
No Sistema Internacional de Unidades, a unidade
de energia é o joule (J), a unidade de tempo é o segundo (s)
e a unidade de potência é o watt (W):

Potência em resistores





Porém, essa potência pode ser expressa de outros modos,
usando a equação:
2
.i R P =
R
V
P
2
=


Exercícios de Sala #

1. (VUNESP) Num circuito elétrico, dois resistores, cujas
resistências são R
1
e R
2
, com R
1
> R
2
, estão ligados em série.
Chamando de i
1
e i
2
, as correntes que os atravessam e de V
1

e V
2
as tensões a que estão submetidos, respectivamente
podemos afirmar que:
a) i
1
= i
2
e V
1
= V
2
d) i
1
> i
2
e V
1
< V
2
b) i
1
= i
2
e V
1
> V
2
e) i
1
< i
2
e V
1
> V
2

c) i
1
> i
2
e V
1
= V
2


2. (UNICAP) No circuito abaixo, sendo de 1,0 A a
intensidade da corrente, designada i
3
, podemos concluir que:
Assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as
afirmativas falsas.

( ) o circuito abaixo é um circuito em série;
( ) o circuito abaixo é um circuito em paralelo;
( ) o valor de V é 100 volts;
( ) a corrente i
2
vale 2,0 A;
( ) a corrente i
1
vale 3,0 A.



P = V . i (I)
R
E
= R
1
+ R
2
+ R
3

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Pré-Vestibular da UFSC
8
Tarefa Mínima #

3. (UFSC) Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. Para a maioria dos metais a resistividade diminui quando
há um aumento na temperatura.
02. A dissipação de energia por efeito Joule num resistor
depende do sentido da corrente e independe da tensão
aplicada sobre ele.
04. Para dois condutores de mesmo material e mesmo
comprimento, sendo que um tem o dobro da área de
seção do outro, teremos uma mesma intensidade de
corrente se aplicarmos a mesma tensão sobre ambos.
08. Para um condutor ôhmico um aumento de tensão
corresponde a um aumento proporcional de corrente
elétrica.
16. Ao se estabelecer uma corrente elétrica num fio metálico
submetido a uma certa tensão contínua, teremos prótons
se movendo do pólo positivo ao negativo.
32. Os metais geralmente são bons condutores de
eletricidade e de calor.

4. (PUC-RS) A figura
representa um gerador
ideal de tensão, três
resistores e dois
interruptores (chaves).
Com os interruptores CH1
fechado e CH2 aberto, a
diferença de potencial
entre os pontos B e C
vale:
a) 10 V d) 17 V c) 15 V
b) 12 V e)20V

5. (UFMG) A figura ilustra a forma como três lâmpadas
estão ligadas a uma tomada. A corrente elétrica no ponto P
do fio é iP e no ponto Q é iQ .









Em um determinado instante, a lâmpada L2 se queima.
Pode-se afirmar que
a) a corrente iP se altera e iQ não se altera.
b) a corrente iP não se altera e iQ se altera.
c) as duas correntes se alteram.
d) as duas correntes não se alteram.

6. (PUC-PR) O circuito representado é formado pelo
gerador de F.E.M. 60 V, resistência interna 1W e por
resistores. A corrente no resistor de 9 e a diferença de
potencial entre os pontos A e B são respectivamente:



a) 4A, 4V.
b) 2A, 6V.
c) 4A, 8V.
d) 2A, 2V.
e)3,3A,6,6V.


7. (UNICAP) No circuito abaixo, Va - Vb = 22,4V.


Assinale as afirmativas verdadeiras.
01. A resistência equivalente é O 25 .
02. O valor da resistência R é O 0 , 4 .
04. A potência dissipada em R é 1,0 W.
08. A corrente l
1
é 0,6 A.
16. A corrente l
2
é 0,4 A.

8. (UNICAP) No circuito abaixo, tem-se um gerador, de
resistência interna nula, de 20 V e resistores O = = 5
5 1
r r
e O = = = 10
4 3 2
r r r . Assinale as afirmativas verdadeiras.

01. A potência entregue ao circuito pelo gerador é de 30 W.
02. A potência dissipada pelo resistor r
2
é de 2,5 W.
04. A diferença de potencial entre os pontos A e C vale 10V.
08. A corrente no resistor r
1
é de 0,5 A.
16. A corrente no resistor r
5
é de 2 A.

9. (UNICAP) Na figura 7, os pontos A e B estão submetidos
a uma ddp de 4 volts. (Utilize esta informação para
responder às três primeiras proposições desta questão.)
Assinale as afirmativas verdadeiras.

01. A resistência equivalente da associação é O 2 .
02. A ddp entre os pontos C e D é 6 volts.
04. A potência dissipada na associação é 6 watts.
08. A resistência de um condutor independe do seu
comprimento, dependendo apenas do material que o
constitui.
16. Nos condutores ôhmicos, a relação entre a ddp aplicada e
a corrente corresponde é constante.


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Pré-Vestibular da UFSC 9
10. (UFSC) O circuito elétrico representado na figura possui
cinco resistores: R
1
= 4 O, R
2
= 2 O, R
3
= 4 O, R
4
= 4 O e
R
5
= 4 O e duas fontes de tensão: V
1
= 15V e V
2
= 10V.
Uma chave (ch) está inicialmente na posição N, com o
circuito aberto.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. O circuito elétrico, estando a chave ch posicionada em
A, possui resistência equivalente igual a 3,0 O.
02. Com a chave ch posicionada em B, a potência elétrica
dissipada no resistor R
4
é igual a 400W.
04. Quando a chave ch for movida da posição N para a
posição B, circulará pelo circuito uma corrente elétrica
igual a 5,0 A.
08. Quando a chave ch for movida da posição N para a
posição A, circulará pelo circuito uma corrente elétrica
igual a 5,0 A.
16. A diferença de potencial no resistor R
4
é igual à
diferença de potencial no resistor R
5
, não importando a
posição da chave ch no circuito, porque eles estão
associados em paralelo.

UNIDADE 5
GERADOR ELÉTRICO

GERADOR REAL

Os geradores fornecem energia às cargas elétricas que
passam por ele.
Nos geradores reais uma parte da energia recebida
pelas cargas é perdida dentro do próprio gerador. Dizemos
que o gerador real tem uma resistência interna (r). Assim, a
tensão V (diferença de potencial) entre os pólos do gerador é
em geral menor do que a força eletromotriz: U = V = E – ri
onde i é a intensidade da corrente que atravessa o gerador.
Na figura damos o símbolo usado para o gerador real.








2) Curva característica



Quando i = 0 temos V = E. Esse caso é chamado
gerador em aberto.
O caso V = 0 ocorre quando ligamos os pólos A e B
do gerador por um fio de resistência nula, isto é, colocamos
os terminais do gerador em curto-circuito.



Potência do gerador
O gerador terá as potências mencionadas abaixo:

U . i = potência útil fornecida pelo gerador = P
u
E . i = potência total produzida pelo gerador = P
t

R i
2
= potência dissipada = P
d

Assim:

3) Rendimento do Gerador
Dividindo a potência útil pela potência total, obtemos o
rendimento (n) do gerador.


Associação de geradores
Os dois principais modos são: série e paralelo.

Série
Na Fig. exemplificamos um caso de associação em
série usando três pilhas de lanterna.
Essa associação pode ser substituída por um único
gerador (gerador equivalente) cuja força eletromotriz (E) e
resistência interna são dadas por:






P
t
= P
u
+ P
d

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Pré-Vestibular da UFSC
10
Paralelo
Na Fig. temos um caso de três pilhas associadas em
paralelo. No caso de associação em paralelo, somente
usamos geradores idênticos.
Neste caso, a associação pode ser substituída por um único
gerador (gerador equivalente) com a mesma força
eletromotriz E mas com resistência interna ) dada por:




Exercícios de Sala #

1. (VUNESP) Um amperímetro ideal A, um resistor de
resistência R e uma bateria de f.e.m. e resistência interna
desprezível estão ligados em série. Se uma segunda bateria,
idêntica à primeira, for ligada ao circuito como mostra a
linha tracejada da figura:







a) a diferença de potencial no amperímetro aumentará.
b) a diferença de potencial no amperímetro diminuirá.
c) a corrente pelo resistor aumentará.
d) a corrente pelo resistor não se alterará.
e) a corrente pelo resistor diminuirá.

2. (UEL) A diferença de potencial obtida nos terminais de
um gerador é 12volts. Quando esses terminais são colocados
em curto-circuito, a corrente elétrica fornecida pelo gerador
é 5,0 ampéres. Nessas condições, a resistência interna do
gerador é, em ohms, igual a:
a) 2,4 c) 9,6 e) 60
b) 7,0 d) 17

Tarefa Mínima #

3. Uma bateria tem força eletromotriz de 12 V. A energia
que ela fornece a cada elétron que a atravessa e a energia
que ela fornece a uma carga de 1C, valem, respectivamente:
a) 1,92x10
-18
J e 12 J d) 3,92x10
-18
J e 15 J
b) 3,6x10
-18
J e 12 J e) 9,22x10
-17
J e 2 J
c) 1,92x10
-16
J e 5 J

4. Uma bateria apresenta ddp de 7,0V quando atravessada
por uma corrente de 10A ddp de 6,0V quando atravessada
por corrente de 20A. A sua força eletromotriz e resistência
interna, valem respectivamente:
a) 10 V e 0,5 O d) 10 V e 0,1 O
b) 5 V e 0,2 O e) 8 V e 0,1 O
c) 8 V e 0,5 O

5. Quando uma bateria está em circuito aberto um
voltímetro ideal ligado aos seus terminais marca 12V.
Quando a bateria está fornecendo energia a um resistor R,
estabelece no circuito uma corrente de 1A, e o voltímetro
registra 10V nos terminais da bateria. Determine a f.e.m e a
resistência interna.
a) 10 V e 4O c) 12 V e 2O e) 15 V e 2O
b) 5 V e 4O d) 8 V e 4O

6. Uma bateria de automóvel tem f.e.m. 12V e resistência
interna 0,5 W. Determine a máxima intensidade de corrente
que se pode obter desta bateria.
a) 10A c) 24A e) 6A
b) 15A d) 12A

7. Tem-se um gerador de força eletromotriz 6V e resistência
interna 1,5 W. A leitura de um amperímetro ideal e um
voltímetro ideal ligado aos seus pólos, são respectivamente:
a) 3A e 10 V c) 2A e 10 V e) 1A e 5 V
b) 4A e 6 V d) 5A e 15 V

8. Um gerador tem força eletromotriz 36V e resistência
interna 4,5 O.
a) Represente, num gráfico, a tensão v no gerador em função
da intensidade da corrente i que o atravessa.
b) Qual a potência que o gerador lança no circuito externo
sob tensão de 27V?

9. Um gerador de f.e.m. 24V e resistência interna de 1O
está ligado a um circuito externo. A tensão entre os
terminais do gerador é de 20V. A intensidade da corrente
elétrica que o atravessa e as potências gerada, útil e a
dissipada que produz são respectivamente:
a) 3A, 100 W, 70W e 30W
b) 5A, 120 W, 95W e 25W
c) 2A, 87 W, 58W e 29W
d) 1A, 60 W, 48W e 12W
e) 4A, 96 W, 80W e 16W

10. Um gerador apresenta tensão de 20V quando
atravessado por uma corrente de 20A e, tensão de 15v
quando atravessado por corrente de 30A. Calcule sua força
eletromotriz e sua resistência interna.
a) 25 V e 0,4O c) 12 V e 2O e) 25 V e 2O
b) 35 V e 0,8O d) 30 V e 0,5O

UNIDADE 6

RECEPTORES ELÉTRICOS

Chamamos de receptor elétrico a um aparelho que
transforme energia elétrica em outro tipo de energia que
não seja apenas térmica.





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Inclusão para a Vida Física C

Pré-Vestibular da UFSC 11
Equação do receptor
Quando o receptor é submetido a uma diferença de
potencial (tensão) U, ela se divide em duas parcelas:
1º) Uma parcela E, denominada força contra-
eletromotriz (fcem), correspondente à energia elétrica que
será transformada em outra forma de energia (que não seja
energia térmica).
2º) Uma parcela r.i , correspondente à dissipação de
energia, isto é, correspondente à transformação de energia
elétrica em energia térmica.
Assim, para o receptor temos: U = V = E + r.i

Como essa equação é de primeiro
grau e o coeficiente de i é positivo
(+ r), o gráfico de U em função de i
tem o aspecto da figura, onde a
tangente do ângulo u é
numericamente igual ao valor de r.

Potência do receptor
O receptor tem três potencias distintas:


U . i = potência total consumida pelo receptor = P
t

E . i = potência útil do receptor = P
u

r.i
2
= potência dissipada no interior do receptor = P
d

d U T
P P P + =


Rendimento do receptor
O rendimento do receptor é obtido efetuando a divisão entre
a potência útil e a potência total:




Circuito gerador-receptor
Na figura representamos uma situação
em que uma bateria (gerador) faz
funcionar um motor (receptor) que é
usado para levantar um bloco.

Essa situação pode ser representada pelo seguinte esquema:




onde:
E' = força eletromotriz do gerador
r' = resistência interna do gerador
E" = força contra-eletromotriz do receptor
r" = resistência interna do receptor
Naturalmente devemos ter:
E' > E"
A corrente sai pelo positivo do gerador e entre no pólo
positivo do receptor.


Exercícios de Sala #

1. Para o circuito abaixo, determine o sentido e a
intensidade da corrente elétrica.

2. Um receptor tem força contra eletromotriz igual a 20V e
resistência interna igual a 5,0O . Ao ser ligado num circuito,
é atravessado por uma corrente de intensidade 2,0A
Determine:
a) a ddp nos terminais do receptor;
b) a potência elétrica fornecida ao receptor;
c) a potência elétrica que o receptor transforma em outra
forma de energia que não térmica;
d) o rendimento elétrico do receptor.

Tarefa Mínima #

3. Um motor elétrico, de resistência interna 2O , é ligado a
uma ddp de 100V. Constata-se que o motor é percorrido por
uma corrente de 5A. Determine a f.c.e.m do motor; a
potência dissipada internamente e o que acontece se
impedirmos o eixo de girar.
a) 90V, 50W e queima
b) 50V, 20W e queima
c) 70V, 50W e aquece
d) 90V, 30W e queima
e) 80V, 40W e aquece

4. A curva característica de um receptor é dada no gráfico
abaixo. Determine a f.c.e.m do receptor; a resistência interna
do receptor; e as potências fornecidas, útil e dissipada pelo
receptor quando ligado num circuito e atravessado por uma
corrente elétrica de intensidade 5,0A.


a) 15V, 3O, e 100W, 50W, 50W
b) 10V, 2O, e 50W, 30W, 20W
c) 10V, 2O, e 100W, 50W, 50W
d) 20V, 1O, e 150W, 90W, 60W
e) 20V, 2O, e 200W, 100W, 100W

5. (ACAFE) Assinale a afirmativa correta:
a) A diferença de potencial entre os terminais de um gerador
não ideal é sempre igual à sua força eletromotriz.
b) A força eletromotriz é a relação entre o trabalho do
gerador e a duração do seu funcionamento.
c) A força contra-eletromotriz e a relação entre o trabalho
útil e a corrente elétrica que atravessa o receptor.
d) A resistência interna de um gerador elétrico ideal é nula.
e) Em um receptor elétrico ideal, a diferença de potencial é
sempre diferente da força contra-eletromotriz.

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Pré-Vestibular da UFSC
12
6. (UFSC) No circuito abaixo representado, temos duas
baterias de forças eletromotrizes c
1
= 9,0 V e c
2
=
3,0 V, cujas resistências internas valem r
1
= r
2
= 1,0O .
São conhecidos, também, os valores das resistências R
1
=
R
2
= 4,0 O e R
3
= 2,0 O. V
1
,

V
2
e V
3
são voltímetros e
A é um amperímetro, todos ideais.

V
1
V
3
R
1
R
2
R
3
A

V
2
c 1
c 2
r
1
r
2


+
+
V
1

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s):
01. A bateria c
1
está funcionando como um gerador de força
eletromotriz e a bateria c
2
como um receptor, ou gerador
de força contra eletro-motriz.
02. A leitura no amperímetro é igual a 1,0 A.
04. A leitura no voltímetro V
2
é igual a 2,0 V.
08. A leitura no voltímetro V
1
é igual a 8,0 V.
16. Em 1,0 h, a bateria de força eletromotriz c
2
consome 4,0
Wh de energia.
32. A leitura no voltímetro V
3
é igual a 4,0 V.
64. A potência dissipada por efeito Joule, no gerador, é igual
1,5 W.

7. A curva característica de um motor é representada
abaixo.Calcule a f.c.e.m , a resistência interna e determine,
em quilowatts-hora (kwh), a energia elétrica que o motor
consome em 10 horas para o motor funcionando nas
condições do ponto P


a) 100V, 100O, e 1,0kWh d) 200V, 200O, e 1,5kWh
b) 100V, 200O, e 1,0kWh e) 400V, 300O, e 2,5kWh
c) 200V, 100O, e 1,5kWh

8. Considere o circuito a seguir. Determine a leitura no
amperímetro, ideal, nos casos (1) a chave ch está na posição
B e (2) a chave ch está na posição C;




a) (1) 3A e (2) 6A
b) (1) 2A e (2) 5A
c) (1) 1A e (2) 4A
d) (1) 3A e (2) 4A
e) (1) 2A e (2) 6A



UNIDADE 7

CAPACITORES

CAPACITÂNCIA
Suponhamos que um capacitor esteja eletrizado com carga
Q, isto é + Q, em uma armadura e carga - Q na outra. Entre
as armaduras existe uma diferença de potencial cujo módulo
é U. Verifica-se que U e Q são diretamente proporcionais,
isto é, Q = C. U onde C é uma constante de
proporcionalidade denominada capacitância do capacitor.
No sistema internacional a unidade de capacitância é o
faraday cujo símbolo é F.

Verifica-se que a capacitância depende dos seguintes
fatores:
1º) isolante colocado entre as armaduras
2°) forma, tamanho e posição relativa entre as armaduras

d
A
C c =

Energia de capacitor
Como Q e U são proporcionais, o gráfico da carga em
função da tensão é retilíneo e tem o aspecto da Fig.



Quando o capacitor está carregado. Pode-se demonstrar que
essa energia é dada pela área da região sombreada no
gráfico.
Assim a energia pode também ser dada por:


ou


Associação de capacitores em série
Na figura representamos uma situação em que há
três capacitores associados em série.

Observe que todas as armaduras ficam com a
mesma carga, em módulo.
Assinalamos as tensões em cada capacitor (U
1
, U
2
,
U
3
) e a tensão U entre os extremos. Obviamente devemos
ter:



Assim, por exemplo, se tivermos 4 capacitores em série, a
capacitância equivalente (C) será calculada por:
U = U
1
+ U
2
+ U
3

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Pré-Vestibular da UFSC 13


Se tivermos apenas dois capacitores em série, temos:



Se tivermos n capacitores iguais associados em série, tendo
cada um capacitância C, a capacitância equivalente será
calculada por:


Associação de capacitores em paralelo
Na figura representamos três capacitores associados em
paralelo. Isto significa que os três estão submetidos à mesma
tensão U, fornecida pela bateria. No entanto, se os
capacitores forem diferentes, as cargas em cada um deles
serão diferentes.

Podemos representar o capacitor equivalente à
associação, isto é, o capacitor que ligado à mesma bateria,
terá carga total Q igual à carga da associação:



Exercícios de Sala #

1. (PUC-MG) Um condensador de F µ 5 , 0 é conectado aos
terminais de uma bateria de 12 V. É correto afirmar que:
a) após totalmente carregado, sua capacidade passa a ser
F µ 1 .
b) a tensão em seus terminais aumenta até o máximo de 6 V.
c) enquanto durar a ligação à bateria, o condensador se
carregará, à razão de 5 · 10
-7
C/V.
d) quase instantaneamente, armazena-se nele a carga de 6 ·
10
6
C.
e) 30 J de energia elétrica se convertem em calor no
condensador.

2. (PUC-MG) Três capacitores A,B e C iguais são ligados a
uma fonte de acordo com a figura abaixo.

Assinale a opção que representa um conjunto coerente para
o valor do módulo das cargas acumuladas nos capacitores A,
B e C, NESSA ORDEM:

a) 100, 100, 100 d) 100, 100, 50
b) 100, 50, 50 e) 50, 50, 100
c) 50, 100, 100
Tarefa Mínima #

3. Um capacitor de capacidade 200 pF está ligado a uma
bateria de 100v. Determinar as cargas das placas e a energia
potencial elétrica acumulada nas placas.
a) 2x10
-8
C e 10
-8
j d) 2x10
-8
C e 10
-5
j
b) 4x10
-8
C e 10
-5
j e) 3x10
-8
C e 10
-4
j
c) 3x10
-8
C e 10
-7
j

4. Um capacitor plano tem placas de área 20 cm
2
cada,
separados entre si de 10 cm. O capacitor é carregado através
de uma fonte de tensão de l00V. Supondo que entre as
placas reine o vácuo determine a capacidade elétrica do
capacitor; a quantidade de carga do capacitor e a intensidade
do campo elétrico entre as armaduras.
Dados: c = 8,8 x 10
-12
F/m.
a) 4,36x10
-3
F, 4,36x10
-11
C, e 2000V/m
b) 2,06x10
-3
F, 1,76x10
-11
C, e 3000V/m
c) 1,76x10
-3
F, 1,76x10
-11
C, e 1000V/m
d) 4,36x10
-3
F, 5,36x10
-11
C, e 500V/m
e) 1,76x10
-3
F, 4,76x10
-11
C, e 1200V/m

5. Três capacitores são associados, conforme figura:

Aplicando-se entre A e, B a ddp de 8V, determine a carga e
a ddp em cada capacitor; a carga da
associação; a capacitância do capacitor
equivalente; e a energia potencial
elétrica da associação.

a) 60µC, 40µC, 16µC, 136µC, 17µC, e 544µj
b) 80µC, 40µC, 10µC, 136µC, 17µC, e 544µj
c) 50µC, 40µC, 15µC, 136µC, 17µC, e 544µj
d) 60µC, 40µC, 10µC, 136µC, 17µC, e 544µj
e) 80µC, 40µC, 16µC, 136µC, 17µC, e 544µj

6. Determine a carga armazenada pelo capacitor nos
circuitos:

a) a)1,5µC, b)5µC d) a)2,5µC, b)7µC
b) a)2,5µC, b)5µC e) a)0,5µC, b)4µC
c) a)1,5µC, b)7µC

7. (ACAFE) Dois capacitores de mesma capacitância são
associados em paralelo. Pode-se então afirmar que:

a) a carga do capacitor equivalente é igual à carga de cada
um dos capacitores.
b) a tensão entre as placas do capacitor equivalente é o
dobro da tensão entre as placas de cada capacitor.
C = C
1
+ C
2
+ C
3
Q = Q
1
+ Q
2
+ Q
3


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Física C Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC
14
c) a capacitância do capacitor equivalente é igual à
capacitância de cada capacitor.
d) a capacitância do capacitor equivalente é menor que a
capacitância de cada um dos capacitores.
e) a energia armazenada no capacitor equivalente é o dobro
da energia armazenada em cada um dos capacitores.

8. (ACAFE) Complete corretamente a afirmativa:
“Em um capacitor plana e paralelo ___________.”

a) as cargas elétricas armazenadas nas placas possuem o
mesmo sinal.
b) Uma placa possui quantidade de carga elétrica diferente
da outra.
c) a capacitância é inversamente proporcional à área das
placas.
d) a capacitância é diretamente proporcional à distância
entre as placa.
e) a capacitância depende docampo elétrico elétrico que se
encontra entre as placas.

9. (ACAFE) A figura a seguir representa um capacitor de
placas paralelas carregado. Pode-se afirmar que o campo
elétrico entre as placas deste capacitor é:

a) maior em Q.
b) menor em R.
c) maior em S do que em R.
d) menor em Q do que em S.
e) igual em R e S.


10. (ACAFE) Dois capacitores
iguais são associados em série e a combinação é então
carregada. Sejam C a capacitância, Q a carga e V
D
potencial
de cada capacitor. Os valores correspondentes para a
combinação serão:
a) 2C; Q; 2V d) 2C; Q; V/2
b) C/2; Q; 2V e) 2C; 2Q; V
c) C/ Q/2 V

11. (ACAFE) Um capacitor com ar entre as placas
carregado com uma determinada diferença de potencial. Ao
introduzirmos um dielétrico entre as placas, podemos
afirmar que:
a) a carga nas placas do capacitor aumenta.
b) a capacitância do capacitor permanece constante.
c) a voltagem entre as placas do capacitor diminui.
d) o valor do campo elétrico entre as placas do capacitor não
se altera.
e) a energia armazenada no capacitor aumenta.

UNIDADE 8

MAGNETISMO

ÍMÃS
Um fato importante observado é que os ímãs têm, em geral,
dois pontos a partir dos quais parecem se originar as forças.
Quando pegamos, por exemplo, um ímã em forma de barra
(Fig.) e o aproximamos de pequenos fragmentos de ferro,
observamos que esses fragmentos são atraídos por dois
pontos que estão próximos das extremidades. Tais pontos
foram mais tarde chamados de pólos (mais adiante veremos
porque).

Inseparabilidade dos pólos
Por mais que se quebre um ímã, cada pedaço é um novo ímã
(Fig.). Portanto, não é possível separar o pólo norte do pólo
sul.







Magnetismo da Terra
A partir dessas observações, percebemos que a terra se
comporta como se no seu interior houvesse um enorme ímã
em forma de barra (Fig.).



Porém, os pólos desse grande ímã não coincidem com os
pólos geográficos, embora estejam próximos deles.

Portanto:
- o pólo norte da bússola é atraído pelo sul magnético, que
está próximo do norte geográfico;
- o pólo sul da bússola é atraído pelo norte magnético que
está próximo do sul geográfico.

O campo magnético
Para visualizar a ação do campo magnético, é usado o que
chamamos de linhas de campo. Essas linhas são desenhadas
de modo que, em cada ponto (Fig.), o campo magnético é
tangente à linha.



Campo magnético uniforme
Quando o ímã tem a forma de ferradura, as linhas de campo
têm o aspecto mostrado na figura.

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Inclusão para a Vida Física C

Pré-Vestibular da UFSC 15
Exercícios de Sala #

1. (PUC-RS) Cargas elétricas podem ter sua trajetória
alterada quando em movimento no interior de um campo
magnético. Esse fenômeno fundamental permite explicar
a) o funcionamento da bússola.
b) o aprisionamento de partículas carregadas pelo campo
magnético da Terra.
c) a construção de um aparelho de raio X.
d) o funcionamento do pára-raios.
e) o funcionamento da célula fotoelétrica.

2. (UFSC) Uma bússola aponta aproximadamente para o
Norte geográfico porque:
I – o Norte geográfico é aproximadamente o Norte
magnético.
II – o Norte geográfico é aproximadamente o sul magnético.
III – o Sul geográfico é aproximadamente o norte magnético.
IV – o Sul geográfico é aproximadamente o sul magnético.

Está(ão) correta(s):
a) I e IV. c) II e III. e) Nenhuma.
b) Somente III. d) Somente IV.

Tarefa Mínima #

3. (UFRGS) Um prego de ferro AB, inicialmente não
imantado, é aproximado do pólo sul (S) de um ímã
permanente, conforme mostra a figura.


Nessa situação, forma-se um pólo ________ e o ímã e o
prego se _______ .
Assinale a alternativa que preenche de forma correta as duas
lacunas, respectivamente.
a) sul em A – atraem d) norte em A – atraem
b) sul em A – repelem e) norte em B – atraem
c) sul em B – repelem

4. (UFOP-MG) A figura abaixo mostra os pólos norte e sul
de um ímã e cinco pontos marcados por I, II, III, IV e V.
Para que uma agulha da bússola fique na posição
S N
, ela deverá ser colocada no ponto:

a) I b) II c) III d) IV e) V

5. (Mack-SP) As linhas de indução de um campo magnético
são:
a) o lugar geométrico dos pontos, onde a intensidade do
campo magnético é constante.
b) as trajetórias descritas por cargas elétricas num campo
magnético.
c) aquelas que em cada ponto tangenciam o vetor indução
magnética, orientadas no seu sentido.
d) aquelas que partem do pólo norte de um ímã e vão até o
infinito.
e) nenhuma das anteriores.

6. (Osec-SP) Um estudante dispõe de duas peças de material
ferromagnético. Uma delas é um ímã permanente.
Desejando saber qual das peças é o ímã, imaginou três
experimentos, apresentados a seguir.
I - Pendurar as peças, sucessivamente, nas proximidades de
um ímã permanente e verificar qual pode ser repelida.
II - Aproximar as duas peças e verificar qual atrai a outra.
III - Aproximar as duas peças e verificar qual repele a outra.

Dentre essas experiências, a que permitirá ao estudante
determinar qual peça é o ímã é:
a)somente a I e a II. d)somente a I.
b)somente a II. e)somente a I e a III.
c)somente a III.

7. (ACAFE) Complete corretamente a afirmativa:
“Quando se magnetiza uma barra de ferro, ____________”.
a) retiram-se ímãs elementares da barra.
b) acrescentam-se ímãs elementares à barra.
c) ordenam-se os ímãs elementares da barra.
d) retiram-se elétrons da barra.
e) retiram-se prótons da barra.

8. (Cescem-SP) A prego de ferro AB, inicialmente não
imantado, é aproximado do pólo norte N de um ímã, como
mostra a figura abaixo. A respeito desta situação, são feitas
três afirmações:
I - O campo magnético do
ímã magnetiza o prego
parcialmente.
II - Em A forma-se um pólo
norte e em B, um pólo
sul.
III - O ímã atrai o prego.

Destas afirmações, está(ão) correta(s):
a) apenas I. c) apenas I e II. e) I, II e III.
b) apenas III. d)apenas II e III.
9. (PUC-RS) Dois campos magnéticos uniformes,
1
B e
2
B ,
cruzam-se perpendicularmente. A direção do campo
resultante é dada por uma bússola, conforme a figura. Pode-
se concluir que o módulo B do campo resultante é:

a) B = B
1
. sem 30º.
b) B = B
1
. cos 30º.
c) B = B
2
. tg 30º.
d) B =
2
2
2
1
B B +
e) B = B
1
+ B
2
.

10. (UFSC) No início do período das grandes navegações
europeias, as tempestades eram muito temidas. Além da
fragilidade dos navios, corria-se o risco de ter a bússola
danificada no meio do oceano. Sobre esse fato, é correto
afirmar que:
01. A agitação do mar podia danificar permanentemente a
bússola.
02. A bússola, assim como os metais (facas e tesouras),
atraía raios que a danificavam.
04. O aquecimento do ar produzido pelos raios podia
desmagnetizar a bússola.
2
B
1
B
N
S
o
30
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Física C Inclusão para a Vida

Pré-Vestibular da UFSC
16
08. O campo magnético produzido pelo raio podia
desmagnetizar a bússola.
16. As gotas de chuva eletrizadas pelos relâmpagos podiam
danificar a bússola.
32. A forte luz produzida nos relâmpagos desmagnetizava
as bússolas, que ficavam geralmente no convés.

UNIDADE 9

ELETROMAGNETISMO

Até agora temos considerado situações em que o campo
magnético é produzido por um ímã. No entanto, em 1820, o
físico dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851)
observou que as correntes elétricas também produzem
campo magnético.



Campo Magnético de um Condutor Reto
Para obtermos o sentido do campo, usamos a regra da mão
direita.

O módulo de em um ponto P é dado por:
d
i
B
o
t
µ
2
.
=
No qual d é a distância do ponto P ao fio e µ
o
é uma
constante, denominada permeabilidade do vácuo, cujo
valor no Sistema Internacional é: µ
o
= 4t . 10
-7
(T.m)/A

Campo Magnético de Espira Circular




Verifica-se que no centro da espira, a intensidade do campo
magnético é dada por:
d
i
B
o
2
. µ
=

Bobina Chata
Neste caso, a intensidade do campo magnético no centro da
bobina será dada por:
d
i
N B
o
2
. µ
=





No qual N é o número de espiras.


Campo Magnético de um Solenóide



A intensidade do campo magnético no interior do solenóide
é dada por: i
l
N
B
o
. µ = Onde N é o número de espiras.

Exercícios de Sala #

1. Um fio condutor, vertical e longo, é percorrido por uma
corrente de intensidade i = 2A, conforme a figura abaixo.
Determine a intensidade, a direção e o sentido do vetor
indução magnética num ponto a 10 cm do fio.
Dado: µ =4t.10
-7
T . m/A.


2. (UFSC) A figura representa um fio infinito, o percorrido
por uma corrente de 15A. Sabendo-se que ambos os
segmentos AB e DE tem comprimento de 0,1m, o raio R do
semicírculo DB é de
0,05t m, determine o valor do campo magnético, em (10
-5

N/Am), no ponto C.


Tarefa Mínima #

3. Dois fios longos, retos e paralelos, situados no vácuo, São
percorridos por correntes contrárias, com intensidades 2A e
4A, e separadas entre si de 0,20 m. Calcule a intensidade do
vetor indução magnética resultante no ponto P, indicado na
figura. Dado: µ =4t.10
-7
T . m/A

a) 12x10
-7
T
b) 20x10
-7
T
c) 220x10
-7
T
d) 120x10
-7
T
e) 50x10
-7
T


4. (Mack-SP) Um fio retilíneo muito longo é percorrido por
uma corrente elétrica constante i, e o vetor indução
magnética, num ponto P perto do fio, tem módulo B. Se o
mesmo fio for percorrido por uma corrente elétrica =
constante 2i, o vetor do módulo do vetor indução magnética
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Inclusão para a Vida Física C

Pré-Vestibular da UFSC 17
no mesmo ponto
P é:






a) B/4 b) B/2 c) BX d) 2B e) 4B

5. Determine a intensidade do vetor indução magnética
originado pela corrente elétrica, no ponto O, nos seguintes
casos (µ =4t.10
-7
T . m/A.):
a)


b)

c)

6. Dois condutores retos paralelos e extensos são
percorridos por corrente de mesma intensidade i =10A
Determine a intensidade do vetor indução magnética , no
ponto P, nos casos indicados abaixo. É dadoµ =4t.10
-7
T .
m/A.

















7. Dois condutores retos paralelos e extensos conduzem
correntes de sentidos opostos e intensidade i
1
= i
2
= 100A.
Determine a intensidade do vetor indução magnética no
ponto P.
Dado: µ =4t.10
-7
T . m/A
a) 2,8x10
-7
T d) 1,0x10
-7
T
b) 3,8x10
-7
T e) 2,2x10
-7
T
c) 1,8x10
-7
T

8. Uma espira condutora circular, de raio R, é percorrida por
uma corrente de intensidade i, no sentido horário. Uma outra
espira circular de raio R/2 é concêntrica com a precedente e
situada no mesmo plano. Qual deve ser o sentido e qual é o
valor da intensidade de uma corrente que (percorrendo essa
segunda espira) anula o campo magnético resultante no
centro O? Justifique.

9. Duas espiras circulares concêntricas, de 1 m de raio cada
uma, estão localizadas em anos perpendiculares. Calcule a
intensidade do campo magnético no centro das espiras,
sabendo que cada espira conduz 0,5 A.

10. (UFU-MG) Em um átomo de hidrogênio, considerando
o elétron como sendo uma massa puntiforme que gira no
plano da folha em um órgão circular, como mostra a figura,
o vetor campo magnético criado no centro do círculo por
esse elétron é representado por:


11. (ACAFE) Complete corretamente a afirmativa.
- Uma carga elétrica puntiforme em movimento
___________.
a) retilíneo produz somente campo magnético.
b) retilíneo produz somente campo elétrico.
c) retilíneo produz campo elétrico e magnético.
d) curvilíneo produz somente campo magnético.
e) curvilíneo não produz campo elétrico, nem magnético.

UNIDADE 10

FORÇA MAGNÉTICA SOBRE CARGAS
ELÉTRICAS

DEFINIÇÃO DO MÓDULO DA FORÇA MAGNÉTICA
.
Usando esse fato, a intensidade de foi definida de modo
que a intensidade da força magnética é dada por:

O sentido de depende do sinal da carga. Na
figura indicamos o sentido de para o caso em que q > 0 e
também para uma q < 0. Esse sentido pode ser obtido por
uma regra chamada regra da mão direita, também
conhecida como regra do tapa.
0,10
m
0,10
i i P A
)
0,10m 0,10m
i i P B)
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18



Unidade da intensidade de
No Sistema Internacional de Unidades, a unidade de
intensidade de se chama tesla e seu símbolo é T.

OBS: Pelo fato de a força magnética ser perpendicular à
velocidade, ela nunca realiza trabalho.

Movimento quando o campo é uniforme

I- Caso em que e têm a mesma direção
Já vimos anteriormente que neste caso a força
magnética é nula e, assim, o movimento será retilíneo e
uniforme.

II- Caso em que é perpendicular a
Neste caso teremos um movimento circular e
uniforme. Na figura, o campo é perpendicular ao plano do
papel e "entrando" nele (Símbolo ©).



O raio da trajetória será: .
Sendo um movimento circular e uniforme, o período desse
movimento é dado por: .

III- Caso em que e formam ângulo u qualquer
Neste caso podemos decompor a velocidade em
duas componentes, uma componente perpendicular a e
uma componente paralela a .



A trajetória é uma hélice cilíndrica cujo raio é R.

Exercícios de Sala #

1. Uma partícula eletrizada com carga elétrica q = 2,0µc
move-se com velocidade v = 3,0 .10
3
m/s em uma região do
espaço onde existe um campo magnético de indução cuja
intensidade é de 5,0T, conforme a figura abaixo. Determine
as características da força magnética que age na partícula. O
plano de B e V é o plano do papel.

2. Em cada um dos casos dados a seguir determine a direção
e o sentido da força magnética sobre a carga q assinalada.O
sinal da carga está discriminado em cada caso.

a)

b)

c)

d)


Tarefa Mínima #

3. A figura abaixo representa a combinação de um campo
elétrico uniforme , de intensidade 4,0 .10
4
N/C, com um
campo magnético uniforme de indução , de intensidade
2,0.10
-2
T. Determine a velocidade v que uma carga q =
5.10
-6
C deve ter para atravessar a região sem sofrer
desvios.


V
B
0 > q
0 > q
V
B
0 > q
V
B
V
0 > q
B
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Pré-Vestibular da UFSC 19
a) 2x10
6
m/s c) 4x10
6
m/s e) 6x10
6
m/s
b) 3x10
6
m/s d) 5x10
6
m/s

4. (UFSC) Assinale as afirmativas corretas e some os
valores respectivos.
01. O fato de um próton, ao atravessar uma certa região do
espaço, ter sua velocidade diminuída poderia ser
explicado pela presença de um campo elétrico nesta
região.
02. O fato de um elétron, ao atravessar uma certa região do
espaço, não sofrer desvio em sua trajetória nos permite
afirmar que não existe campo magnético nesta região.
04. A trajetória de uma partícula eletricamente neutra não é
alterada pela presença de um campo magnético.
08. A força magnética que atua numa partícula eletricamente
carregada é sempre perpendicular ao campo magnético.
16. A força magnética que atua numa partícula eletricamente
carregada é sempre perpendicular à velocidade desta.
32. A velocidade de uma partícula eletricamente carregada é
sempre perpendicular ao campo magnético na região.

5. Uma partícula a, cuja carga
elétrica é q = 3,2 x 10
-19
C, move-
se com velocidade de v = 3,0 x 10
5

m/s em uma região de campo
magnético , de intensidade 2,5 x
10
5
T, conforme a figura.
Determine o módulo da força
magnética sobre a partícula.

a) 3,2.10
-8
N d) 4,1.10
-8
N
b) 2,4.10
-8
N e) 5,0.10
-8
N
c) 1,6.10
-8
N

6. (UFSC) As afirmativas abaixo referem-se a fenômenos
magnéticos. Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s):
01.Um estudante quebra um ímã ao meio, obtendo dois
pedaços, ambos com pólo sul e pólo norte.
02.Um astronauta, ao descer na Lua, constata que não há
campo magnético na mesma, portanto ele poderá usar
uma bússola para se orientar.
04. Uma barra imantada se orientará ao ser suspensa
horizontalmente por um fio preso pelo seu centro de
gravidade ao teto de um laboratório da UFSC.
08. Uma barra não imantada não permanecerá fixa na porta
de uma geladeira desmagnetizada, quando nela colocada.
16. Uma das formas de desmagnetizar uma bússola é colocá-
la num forno quente.
32. Uma das formas de magnetizar uma bússola é colocá-la
numa geladeira desmagnetizada.

7. Um feixe de elétrons é lançado no interior de um campo
magnético com velocidade , paralelamente ao campo
magnético uniforme de indução , conforme ilustra a figura.
Podemos afirmar que o feixe:


a) sofrerá uma deflexão para cima, mantendo-se no plano da
página.
b) sofrerá uma deflexão para baixo, mantendo-se no plano
da página.
c) sofrerá uma deflexão para dentro da página.
d) manterá sua direção original.
e) sofrerá uma deflexão para fora da página.

8. Uma carga elétrica q, de massa m move-se inicialmente
com velocidade constante V
0
no vácuo. A partir do instante
t= 0, aplica-se um campo magnético uniforme de indução B,
perpendicular a V
0
. Afirma-se que:

a) A partícula continua em movimento retilíneo e uniforme.
b) A partícula passa a descrever uma circunferência de raio
Bq
mv
r = .
c) A partícula passa a descrever uma hélice cilíndrica.
d) A partícula passa a descrever um movimento retilíneo
uniformemente variado.
e) Nenhuma das afirmações anteriores é correta.

9. Um elétron penetra em um campo magnético segundo um
ângulo u (ângulo que o vetor velocidade v faz com as linhas
de B). Nestas condições a trajetória do elétron é uma:
a) circunferência c) hipérbole e) parábola
b) linha reta d) hélice

10. (PUC-SP) Um corpúsculo carregado com carga de 100
µC passa com velocidade de 25 m/s na direção
perpendicular a um campo de indução magnética e fica
sujeito a uma força de 5 . 10
-4
N. A intensidade desse
campo vale:
a) 0,1 T b) 0,2 T c) 0,3 T d) 1,0 T e) 2,0 T

11. (PUC-SP) Quando uma barra de ferro é magnetizada
são:
a) acrescentados elétrons à barra.
b) retirados elétrons da barra.
c) acrescentados ímãs elementares à barra.
d) retirados ímãs elementares da barra.
e) ordenados os ímãs elementares da barra.

UNIDADE 11

FORÇA MAGNÉTICA SOBRE
CONDUTORES

CONDUTOR RETILÍNEO
Nessa figura representamos uma fila de elétrons movendo-se
com velocidade ; o sentido da corrente convencional (i) é
oposto ao movimento dos elétrons. O fio forma ângulo u
com o campo magnético.


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20
Para obtermos o módulo da força magnética sobre o
condutor, basta aplicarmos a equação:

Força Magnética entre Condutores Retos e Paralelos

Na Figura a seguir representamos dois fios X e Y, retos,
longos e paralelos, percorridos por correntes de intensidades
i
1
e i
2
, de mesmo sentido.



Nessa figura representamos o campo magnético
produzido pela corrente i
1
. A intensidade do campo sobre o
condutor Y é:
d
i
B
o
t
µ
2
.
1
1
=
Portanto a força magnética ( ) sobre o fio Y tem
intensidade F dada por:



OBS: Aplicando a regra da mão direita, percebemos que,
neste caso, as forças entre os fios são de atração. Quando os
fios são percorridos por correntes de sentidos opostos, as
forças são de repulsão.

Exercícios de Sala #

1. Um condutor retilíneo, de comprimento 1 = 0,2m, é
percorrido por uma corrente elétrica de intensidade i = 2A.
Sabe-se que o condutor está totalmente imerso em um
campo magnético uniforme, cujo vetor indução magnética
tem intensidade B = 0,5T. Sendo 30º o ângulo formado entre
a direção dele e a da corrente elétrica, caracteriza a força
magnética que atua sobre o condutor.

2. Em um motor elétrico, fios que conduzem uma corrente
de 5A são perpendiculares a um campo de indução
magnética de intensidade 1T. Qual a força exercida sobre
cada centímetro do fio?

Tarefa Mínima #

3. Uma das maneiras de se
obter o valor de um campo
magnético uniforme é
colocar um fio condutor
perpendicularmente às
linhas de indução e medir a
força que atua sobre o fio
para cada valor da corrente
que o percorre. Em uma destas experiências, utilizando-se
um fio de 0,1m, obtiveram-se dados
que permitiram a construção do
gráfico abaixo, onde F é a intensidade
da força magnética e i a corrente elétrica. Determine a
intensidade do vetor campo magnético.
a) 10
-4
T c) 10
-1
T e) 10
-2
T
b) 10
-3
T d) 10
-5
T

4. (PUC-SP) A espira
condutora ABCD
rígida da figura pode
girar livremente em
torno do eixo L. Sendo
percorrida pela corrente
de valor i, a espira, na
posição em que se
encontra, tenderá a:
a) ser elevada verticalmente.
b) girar no sentido horário.
c) girar no sentido anti-horário.
d) permanecer em repouso, sem movimento giratório.
e) girar de 90º para se alinha com o campo de indução
magnética do ímã.

5. (UFSC) Obtenha a soma dos valores numéricos
associados às opções corretas. Um condutor retilíneo,
percorrido por uma corrente elétrica I, é colocado entre os
pólos de um imã como indica a
figura abaixo.

Podemos afirmar que:
01. A força magnética que age no condutor tem a direção
norte-sul do ímã e aponta no sentido do pólo sul.
02. A força magnética que age no condutor tem a direção
norte-sul do ímã e aponta no sentido do pólo norte.
04. A força magnética sobre o condutor aponta para dentro
do plano do papel.
08. A força magnética sobre o condutor aponta para fora do
plano do papel.
16. A força magnética que age no condutor tem o mesmo
sentido que a corrente elétrica I.
32. Não existe força magnética atuando no condutor.
64. A força magnética depende da intensidade da corrente
elétrica I que percorre o condutor.

6. (UFSC) Considere um fio retilíneo infinito, no qual passa
uma corrente i. Marque no cartão-resposta a soma dos
valores associados às das proposições verdadeiras:

01. Se dobrarmos a corrente i, o campo magnético gerado
pelo fio dobra.
02. Se invertermos o sentido da corrente, inverte-se o
sentido do campo magnético gerado pelo fio.
04. O campo magnético gerado pelo fio cai 1/r
2
, onde r é a
distância ao fio.
F
m
= B . i . L . sen u
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Pré-Vestibular da UFSC 21
08. Se colocarmos um segundo fio, também infinito,
paralelo ao primeiro e pelo qual passa uma corrente no
mesmo sentido de i, não haverá força resultante entre
fios.
16. Se colocarmos um segundo fio, também infinito,
paralelo ao primeiro e pelo qual passa corrente no
sentido inverso a i, haverá uma força repulsiva entre os
fios.
32. Caso exista uma partícula carregada, próxima ao fio, será
sempre diferente de zero a força que o campo magnético
gerado pelo fio fará sobre a partícula.

7. (Santa Cecília-SP) Um trecho
MN de um fio retilíneo com
comprimento de 10 cm,
conduzindo uma corrente elétrica de 10 ampères, está imerso
em uma região, no vácuo, onde existe um campo de indução
magnética de 1,0 tesla, conforme a figura. A força que age
no trecho do fio é:

a) 1,0 newton, para dentro do papel.
b) 0,5 newton, para fora do papel.
c) 1,0 newton, no sentido do campo.
d) 1,5 newton, no sentido oposto ao do campo.
e) 1,0 newton, para fora do papel.
8. (PUC-SP) Um condutor retilíneo de comprimento 0,5 m é
percorrido por uma corrente de intensidade 4,0 A. O
condutor está totalmente imerso num campo magnético de
intensidade 10
-3
T, formando com a direção do campo um
ângulo de 30º. A intensidade da força magnética que atua
sobre o condutor é:
a) 10
3
N c) 10
-4
N e) nula
b) 2.10
-2
N d) 10
-3
N.

9. Dois condutores retos e extensos, paralelos, são separados
por r = 1m e percorridos por correntes iguais de 1A e de
mesmo sentido. Se ambos estão no vácuo (µ
0
= 4π .10
-7

T.
m
/A), caracterize a força magnética entre eles por
centímetro de comprimento.
a) 3,0x10
-9
N c) 2,0x10
-9
N e) 1,5x10
-9
N
b) 2,5x10
-9
N d) 1,0x10
-9
N

10. Dois fios longos, retos e paralelos, situados no vácuo,
são percorridos por correntes contrárias, de intensidades i
1
=
2A e i
2
= 4A. A distância entre os fios é de 0,1 m.
a) Os fios se atraem ou se repelem?
b) Com que força, para cada metro de comprimento do fio?
c) O que ocorrerá se inverter o sentido da corrente i
2
?
Dado: permeabilidade magnética do vácuo:
µ0
= 4t .10
-7
T .
m
/A.




UNIDADE 12

INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA

FLUXO MAGNÉTICO



Sendo u o ângulo entre e , definimos o fluxo (|) de
através da superfície, pela equação:
No Sistema Internacional de Unidades, a unidade
de fluxo magnético é o weber (Wb).

Força eletromotriz induzida
Suponhamos que a corrente induzida tenha intensidade i e o
circuito tenha resistência R. Tudo se passa como se
houvesse no circuito um gerador de força eletromotriz E,
dada pela equação vista na aula de corrente elétrica:
E = R . i
Essa força eletromotriz é chamada de força eletromotriz
induzida.

Variações de Fluxo
Como o fluxo é dado por: | = B . A . cos u, percebemos que
o fluxo pode variar de três maneiras:
1ª) variando o campo magnético
2ª) variando a área A
3ª) variando o ângulo u (girando o circuito)

Lei de Lenz
Heinrich Lenz (1804-1865), nascido na Estônia, estabeleceu
um modo de obter o sentido da corrente induzida:

A corrente induzida tem um sentido tal que se opõe à
variação de fluxo.

Lei de Faraday
Suponhamos que o fluxo magnético que atravessa um
circuito sofra uma variação A| num intervalo de tempo At. O
valor médio da força eletromotriz induzida nesse intervalo
de tempo é dado, em módulo, por:

No entanto o sinal "menos" serve apenas para
lembrar a lei de Lenz, isto é, que a força eletromotriz
induzida se opõe à variação de fluxo.

Condutor Retilíneo movendo-se sob a Ação de Campo
Magnético Uniforme
Na figura representamos um condutor em forma de U sobre
o qual se move, com velocidade , um condutor reto WZ. O
conjunto está numa região em que há um campo magnético
uniforme , perpendicular ao plano do circuito. Na posição
da figura, a área do circuito é:

| = B. A . cos u
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Pré-Vestibular da UFSC
22
Assim, temos:


Transformadores
Transformador de tensão é um dispositivo capaz de elevar
ou rebaixar uma ddp.



Sejam N
1
e N
2
os números de espiras no primário e
secundário, respectivamente. Pode-se, então, demonstrar
que:
2
1
2
1
N
N
V
V
=

Onde V
1
e V
2
são tensões no primário e secundário
respectivamente.

Exercícios de Sala #

1. O campo Magnético uniforme de indução , em uma
região, tem intensidade 0,5 T. Calcule a fem induzida em um
condutor retilíneo de 10 cm de comprimento, que se desloca
com velocidade de 1 m/s.


2. Um transformador está ligado a uma tomada de 120V.
Seu primário tem 800 espiras. Calcule o número de espiras
do secundário, sabendo que a ele é ligada uma campainha de
6V.

3. (UFLA-MG) A figura a
seguir representa um
transformador que serve para
elevar ou reduzir níveis de
tensão (voltagem). Com
relação à indicação do ponteiro
do galvanômetro (G) e a
posição da chave ( C ), pode-se afirmar que:
a) O ponteiro do galvanômetro irá defletir no sentido
horário enquanto a chave ( C ) permanecer fechada.
b) O ponteiro do galvanômetro irá defletir no sentido anti-
horário, enquanto a chave ( C ) permanecer fechada.
c) O ponteiro do galvanômetro sofrerá deflexões somente
nos instantes em que se fechar ou abrir a chave.
d) Considerando a chave ( C ) fechada não haverá deflexão
instantânea do ponteiro no instante de sua abertura.
e) O ponteiro do galvanômetro ficará oscilando enquanto a
chave ( C ) permanecer fechada.

Tarefa Mínima #

4. (PUC-RS) Responder à questão com base nas
informações e
figura abaixo. Uma
bobina está próxima
de um ímã em
forma de barra
como indica a figura.
Três situações podem ocorrer, alternativamente:
I - Somente o ímã se move.
II - Somente a bobina se move.
III - Os dois se movem, ambos com mesma velocidade em
sentidos contrários.

De acordo com os dados acima, é correto dizer que será
induzida uma força eletromotriz nos extremos da bobina:

a) somente na situação I. d) em nenhuma das situações.
b) somente na situação II. e) em todas as situações.
c) somente nas situações I e II.

5. (UFSC) Em um laboratório de Física experimental, um
ímã é deixado cair verticalmente, através de um solenóide
longo,
feito de fio de cobre esmaltado, tendo
pequena resistência ôhmica, em cujas
extremidades temos conectado um
galvanômetro (G).
A situação está ilustrada na figura ao
lado.
Em relação à situação descrita,
assinale a(s) proposição (ões)
correta(s).


01. A presença do solenóide não afeta o movimento de
queda do ímã.
02. Com o movimento do ímã, surge uma força eletromotriz
induzida nas espiras do solenóide e o galvanômetro
indica a passagem de corrente.
04. Ao atravessar o solenóide, o ímã fica sob a ação de uma
força magnética que se opõe ao seu movimento, o que
aumenta o tempo que esse ímã leva para atravessar o
solenóide.
08. Ao atravessar o solenóide, o ímã fica sujeito a uma força
magnética que se adiciona à força peso, diminuindo o
tempo que o ímã leva para atravessar o solenóide.
16. O sentido da corrente induzida no solenóide, enquanto o
ímã está caindo na metade superior do solenóide, tem
sentido oposto ao da corrente induzida enquanto o ímã
está caindo na metade inferior do solenóide.
32. O galvanômetro não indica passagem de corrente no
solenóide durante o movimento do ímã em seu interior.
64. Parte da energia mecânica do ímã é convertida em calor,
nas espiras do solenóide, por efeito Joule.

|E|=BLv
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Pré-Vestibular da UFSC 23
N N
S
6. (PUC-RS) O fenômeno da indução eletromagnética é
usado para gerar praticamente toda a energia elétrica que
consumimos. Esse fenômeno consiste no aparecimento de
uma força eletromotriz entre os extremos de um fio condutor
submetido a um:
a) campo elétrico.
b) campo magnético invariável.
c) campo eletromagnético invariável.
d) fluxo magnético variável.
e) fluxo magnético invariável.

7. (UFSC) Na figura abaixo, o condutor CD tem resistência
desprezível e mede 60,0 centímetros de comprimento,
movimentando-se sobre dois trilhos condutores, com
velocidade constante e igual a 80,0 metros por segundo para
a direita. O campo magnético aplicado é uniforme,
perpendicular ao plano da página e o seu sentido é “saindo”
da figura. Sabendo-se
que a intensidade
(módulo) de é 10,0
teslas, que a
resistência R vale
20,0 ohms e existe o
aparecimento de uma
força eletromotriz
induzida, determine o valor da corrente elétrica medida pelo
amperímetro (suposto ideal), em ampères.

8. (UFSC) Duas espiras, uma retangular e outra circular, são
colocadas próximas a um fio retilíneo percorrido por uma
corrente
constante I, como
se mostra na
figura abaixo. As
espiras são
submetidas às
forças
1
F
&
e
2
F
&

de maneira a se deslocarem com uma mesma velocidade v
*
,
constante, que as afasta do fio. A área da espira retangular é
o dobro da área da espira circular.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. Como a corrente no fio permanece constante, não ocorre
variação do fluxo magnético através das espiras e,
portanto, nenhuma
corrente é induzida
nas mesmas.
02. Como o fluxo
magnético varia
através da área das
espiras, uma
corrente induzida se
estabelece em ambas
as espiras.
04. O sentido da
corrente induzida na espira circular é horário e na espira
retangular é anti-horário.
08. Quanto maior a velocidade com que as espiras se
afastam do fio, maiores são as correntes induzidas nas
espiras.
16. Parte do trabalho realizado pelas forças
1
F
&
e
2
F
&
é
transformado em calor por efeito Joule nas espiras.
32. As espiras têm áreas diferentes, porém têm a mesma
velocidade; assim, o valor da corrente induzida é o
mesmo nas duas espiras e, como ambas se afastam do
fio, o sentido das correntes induzidas é o mesmo, ou seja,
tem sentido horário.
64. Como a área da espira retangular é o dobro da área da
espira circular, a corrente induzida na espira retangular é
maior do que a corrente induzida na espira circular.

9. (UFSC) Uma espira retangular de fio condutor é posta a
oscilar, no ar, atravessando em seu movimento um campo
magnético uniforme,
perpendicular ao seu
plano de oscilação,
conforme está
representado na figura
abaixo. Ao oscilar, a
espira não sofre
rotação (o plano da
espira é sempre
perpendicular ao campo magnético) e atravessa a região do
campo magnético nos dois sentidos do seu movimento.
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01. Como a espira recebe energia do campo magnético, ela
levará mais tempo para atingir o repouso do que se
oscilasse na ausência dos ímãs.
02. O campo magnético não influencia o movimento da
espira.
04. Parte da energia mecânica será convertida em calor por
efeito Joule.
08. A espira levará menos tempo para atingir o repouso, pois
será freada pelo campo magnético.
16. O sentido da corrente induzida enquanto a espira está
entrando na região do campo magnético, é oposto ao
sentido da corrente induzida enquanto a espira está
saindo da região do campo magnético.
32. Os valores das correntes induzidas não se alteram se
substituímos a espira retangular por uma espira circular,
cujo raio seja a metade do lado maior da espira
retangular.
64. As correntes induzidas que aparecem na espira têm
sempre o mesmo sentido.

10. (UFSC) Pedrinho, após uma aula de Física, resolveu
verificar experimentalmente o que tinha estudado até o
momento. Para tal experimento, ele usou uma bobina com
50 espiras, um ímã preso a um suporte não condutor e uma
lâmpada incandescente de 5 W de potência. O experimento
consistia em mover o ímã para dentro e para fora da bobina,
repetidamente.

Ao terminar o experimento, Pedrinho fez algumas
observações, que estão listadas na forma de proposições.

Assinale a(s) proposição(ões) correta(s).

01. O módulo da força eletromotriz induzida na bobina é
diretamente proporcional à variação do fluxo magnético
em função da distância.
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24
02. É difícil mover o ímã dentro da bobina, pois o campo
magnético de cada espira oferece uma resistência ao
movimento do ímã. Isto é explicado pela Lei de Lenz.
04. Se a corrente na lâmpada for de 2 A, a força
eletromotriz induzida em cada espira da bobina é
0,05 V.
08. A frequência do movimento do ímã no interior da
bobina não interfere na luminosidade da lâmpada.
16. Para haver uma corrente induzida na bobina é necessário
que o circuito esteja fechado.
32. O trabalho realizado para mover o ímã para dentro
e para fora da bobina é transformado integralmente em
energia luminosa na lâmpada.

11. (UFSC)
Na transmissão de energia elétrica das usinas até os pontos
de utilização, não bastam fios e postes. Toda a rede de
distribuição depende fundamentalmente dos
transformadores, que ora elevam a tensão, ora a rebaixam.
Nesse sobe-e-desce, os transformadores não só resolvem
um problema econômico, como melhoram a eficiência do
processo. O esquema abaixo representa esquematicamente
um transformador ideal, composto por dois enrolamentos
(primário e secundário) de fios envoltos nos braços de um
quadro metálico (núcleo), e a relação entre as voltagens
no primário e no secundário é dada por
s
p
s
p
N
N
V
V
= .







Em relação ao exposto, assinale a(s) proposição(ões)
correta(s).
01. O princípio básico de funcionamento de um
transformador é o fenômeno conhecido como indução
eletromagnética: quando um circuito fechado é
submetido a um campo magnético variável, aparece no
circuito uma corrente elétrica cuja intensidade é
proporcional às variações do fluxo magnético.
02. No transformador, pequenas intensidades de corrente no
primário podem criar grandes intensidades de fluxo
magnético, o que ocasionará uma indução
eletromagnética e o aparecimento de uma voltagem no
secundário.
04. O transformador acima pode ser um transformador de
elevação de tensão. Se ligarmos uma bateria de
automóvel de 12 V em seu primário (com 48 voltas),
iremos obter uma tensão de 220 V em seu secundário
(com 880 voltas).
08. Podemos usar o transformador invertido, ou seja, se o
ligarmos a uma tomada em nossa residência (de corrente
alternada) e aplicarmos uma tensão de 220 V em seu
secundário (com 1000 voltas), obteremos uma tensão de
110 V no seu primário (com 500 voltas).
16. Ao acoplarmos um transformador a uma tomada e a um
aparelho elétrico, como não há contato elétrico entre os
fios dos enrolamentos primário e secundário, o que
impossibilita a passagem da corrente elétrica entre eles,
não haverá transformação dos valores da corrente
elétrica, somente da tensão.
32. O fluxo magnético criado pelo campo magnético que
aparece quando o transformador é ligado depende da
área da secção reta do núcleo metálico.















Primário
Voltagem (V
p
)
Nº de voltas(N
p
)
Secundário
Voltagem (V
s
)
Nº de v
oltas(N )
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Pré-Vestibular da UFSC

1
|
.
|

\
|
4
1
,
4
1
10
9
2
3 + x
2
1 4
÷
+
x
x
MATEMÁTICA A

Unidade 1
1)
2)
3)
4) a) 120 b) 12 c) 240
d) 12
5) b
6) a) 10 b) 16
7) 80
8) e
9) d
10) b
11) d
12) d
13) b
14) 47
15) b
16) 13
17) b
18) b

Unidade 2
1)
2)
3)
4) a) {1, 2, 3, 4, 6, 12}
b) {0, 3, 6, 9, 12, 15,....}
c) {3, 4, 5, 6, 7}
d) {-1, 0, 1, 2}
e) {0, 2, 4, 6, 8, 10,
12,.....}
f) {1, 3, 5, 7, 9, ......}
5) c
6)
3
23

7) a) S = {-10,10} b) S = {-
8, 6} c) S = C d) S = {-
1,1}
8) a
9)
198
127

10) e
11) b
12) 06
13) b
14) c
15) d
16) d
17) e

Unidade 3
1)
2)
3)
4) a) 4 b)
3
1
÷
c)
7
4
÷

d) S = 9 e) S = C f)
5) b
6) e
7) a) (2,1) b) (3,2) c)

8) a) {xe R| x >– 7} b)
{xe R| x > 2 }
c) {xe R| x >
6
1
}
9) 08
10) – 1
11) 82
12) x > 100km
13) 16
14) 95
15) 39
16) 92
17) 40
18) b

Unidade 4
1)
2)
3)
4) a) {2,3} b) {2,4} c) {2,
1/3} d) {2} e) C
f) {-5, 5} g) {0,5}
5) a
6) a
7) a
8) – 5
9) S = {0}
10) a
11) 62
12) x = 3
13) a
14) 15
15) 07
16) a
17) 03
18) 05

Unidade 5
1)
2)
3)
4) e
5) 31
6) a) {x e R| x = 3} b) {x
e R| x > 3} c) {x e R| x s
6, x = 2} d) 9
7) 10
8) c
9) a
10) a) -1 b) 3 c) 2 e
4
11) e
12) b
13) d
14) d
15) 21
16) 33
17) 29
18)


Unidade 6
1)
2)
3)

4)


5) 02
6) a
7) b
8) 02
9) c
10) d
11) e
12) 01
13) c
14) 99
15) e
16) d
17) d
18) 0,2

Unidade 7
1)
2)
3)
4) a)


raízes: -1 e 3 vértice: (1, -
4) Im = { y e R / y > – 4 }
b)


raízes: -2 e 4 vértice: (1, -
9) Im = { y e R / y > -9
}
c)

raiz: 1 vértice: (1, 0) Im
= { y e R / y s 0 }
d)

raízes: 0 e 3 vértice: (3/2, -
9/4) Im = {y e R/ y > -
9/4}
5) 55
6) 27
7) b
8) a
9) 29
10) c
11) 0 e 4
12) e
13) d
14) 01
15) 23
16) c
17) e
18) 08

Unidade 8
1)
2)
3)
4) a) {x e R | x < 2 ou x >
4} b) {x e R | 2 s x s 4}
c) {x e R | - 3 < x < 3}
d) {x e R | -2 s x s 2}
e) {x e R | x < 0 ou x >
6} f) {x e R | x s -1
ou x > 1}
5) a
6) a) ]-4, -1[ · ]1, 3[
b) ]-·, -4] · [-1, 1] · [3,
·[
c) ]-·, -4[ · ]3, 4[
d ) ]-·, - 1] · [0, 1] e) [3,
· [
7) a) {x e R| x < - 4 ou 2 s
x s 3 ou x > 4}
b) {x e R| -4 < x < 2 ou 3
< x < 4}
c) {x e R|x < ÷1 ou 0 s x
< 1}
d) {x e R|x < 1 ou x > 3}
8) d
9) a) {x e R | x = 3} b) 9
c) C d) {3}
10) a) R b) R c) C d)
C
11) e
12) a
13) c
14) a
15) d
16) d
17) d
18) a

Unidade 9
1)
2)
3)
4) a) f(g(x)) = 2x
2
+ 2
b) g(f(x)) = 2x
2
+ 8x + 8
c) f(f(x)) = x + 4
d) g(g(x)) = 8x
4

e) 20
f) 18
g) 8
5) a
6) 81
7) a) f
-1
(x) =

b) f
-1
(x) = 4x – 2

c) f
-1
(x) =
8) 01
9) 61
10) 00
11) 99
12) e
13) d
14)
3 1 ) ( )
2 ) ( )
2
7
) ( )
1
1
1
+ + =
+ =
÷
=
÷
÷
÷
x x f c
x x f b
x
x f a
15) c
16) 05
17) 03
18) x
2
+ 6x + 9

2
1 9 + x
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Inclusão para a Vida Gabaritos

Pré-Vestibular da UFSC

2
3
5
3
5
Unidade 10
1)
2)
3) a) 7 b) – 4 c) 3 d)
02 e) 00
4) 02
5) b
6) a) S = { xe R| x > 2 }
b) S = { xe R| x > 3 }
c) S = { xe R| - 2 < x <
2 }
d) S = { xe R| x < - 5 ou
x > 9 }
7) a
8) c
9) 02
10) 01
11) 01
12) 00
13) 03
14) {x e9| x s - 2 ou x > 2}
15) 30
16)

17) a) {-1, 1} b) {0, 1}

Unidade 11
1)
2)
3) a) 9 b) 1 c) 0 d) -
7/26
4) a) 13 b) 6
5) a) 1, 07 b) 1, 71 c)
0, 17 d) 0, 54
6) b
7) b
8) 06
9) b
10) e
11) 3r – s – t/3
12)
cd
b a
3 2

13) 09
14) 17
15) a
16) a) 1 < x < 3 e x = 2
b) x < - 2 ou 2 < x < 5 e x =
4
17) 14

Unidade 12
1)
2)
3) a
4) a
5) a) {– 6}
b) {2, -1}
c) {27}
d) {9}
e) { }
f) 08
6) 05
7) a) { x e R| x > 6} b) { x
e R| 3 < x < 7}
8) 30
9) e
10) 04
11) 31
12) 99
13) 16
14) 25
15) 47
16) 03
17) c

MATEMÁTICA B

Unidade 1
1) a) 81 b) – 81 c) 81
d) 1 e) 0 f) 1 g)
16
1

h)
125
8
i) 18 j) – 5 k)
35/12
2) a) 2
15
b) 2
13
3) a) 2
100
+ 1 b) 2
101
c)
2
102
d) 2
200
e) 2
99
f) 2
50

4) a) 5 b) 2 c) 0 d) 1
e) 9/4 f) – 0,5
5)a)
2
2 5
b)
3 2
c)
5
25 2
3

d) 5(
2 3 +
)
6) e
7) 15
8) c
9) d
10) e
11) e
12) 31
13) c
14) d
15) e

Unidade 2
1) a) 6 b) 3 c) 5 2

2) e
3) 30°
4) x = 2 y = 2 3

5) 14
6) 180 m
7) x = 100 3 y = 100

8) e 9) 31 10) 57

Unidade 3
1) 4 2
2) 75
3) 14
4) d
5) e
6) b
7) b
8) a
9) 2 7
10) b

Unidades 4 e 5
1) a) 120° b) 30°
2) a
3) 2
4) b
5) a
6)a) S =
)
`
¹
¹
´
¦
2
t

b) S =
)
`
¹
¹
´
¦
2
3
,
2
t t
c) S =
)
`
¹
¹
´
¦
18
33
,
6
7 t t
d)
)
`
¹
¹
´
¦
4
7
,
4
t t

7) c
8) c
9) b
10) c
11) b
12) 13
13) c
14) c
15) 04

Unidade 6
1)
3
2 2

2) 00
3) 00
4) 01
5) a) 4)
)
`
¹
¹
´
¦
3
4
,
3
t t

b)
3 7
0
4 4
, , ,
t t
t
¦ ¹
´ `
¹ )

6) 01
7) 01
8)
2

9) b
10) d

Unidade 7
1) a) 2 b) 2 c) – 1
2) a
3) 25
4) e
5) 41
6) 01
7) a
8) 86
9) 12
10) c

Unidades 8 e 9
1) e
2) 13
3) e
4) e
5) 16
6) 08
7) c
8) 03
9) a
10) e
11) a
12) 81

Unidade 10
1) a) 5x + y – 7 = 0 b) y = -
5x + 7 c) – 5 e 7
2) 23
3) y = x
3
- 2
4) c
5) d
6) y = 3x – 2
7) 07
8) 55
9) 90
10) 20

Unidade 11
1) c
2) a
3) c
4)
2
2 5
5) d
6) 04
7) 09
8) d
9) 02
10) 90

Unidade 12
1) a
2) c
3) a
4) a
5) a
6) c
7) 08
8) c
9) a
10) 28

MATEMÁTICA C

Unidade 1
1)
2)
3)
4) 34,50 cand/vaga
5) 24 e 36
6) x = 15 e y = 5
7) c
8) 48, 72, 96, 144
9) 72, 64, 84
10) 35 anos e 20 anos
11) a
12) d
13) d
14) 04
15) 10
16) a
17) p =
2
1
m =
2
1
±

18)
6
1
,
6
5
,
5
1


Unidade 2
1)
2)
3)
4) c
5) b
6) 75°
7) a) 20° b) 44° c) 20° d)
30
o

8) a
9) 85°
10) a
11) 21
12) 80
13) b
14) e
15) 30°
16) 130°
17) 120

Unidade 3
1)
2)
3)
4)
5)
6) b
7) c
8) c
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Inclusão para a Vida Gabaritos

Pré-Vestibular da UFSC

3
9) a) 10 3 b) 10 c) 10
2
10) c
11) d
12) e
13) quadrado e dodecágono
14) d
15) d
16) a
17) d
18) 40
o
19) 2
20)
R
2
1 5 ÷


Unidade 4
1)
2)
3)
4)
5) a) 43° b) 50° c) 75°
6) a
7) a
8) 3/5
9) 29
10) a
11) c
12) 50°
13) 32
14) 215°
15) 20
16) b
17) 2,6; 3,9; 6,5
18) b
19) 20

Unidade 5
1)
2)
3)
4) c
5) a
6) 12
7) 13
8) 15
9) b
10) e
11) c
12) 9t cm
2

13) b
14) 03
15) a
16) d
17) 16
18) 20

Unidade 6
1)
2)
3)
4) a
5) a
6) a
7) e
8) e
9) 23
10) 18
11) d
12) d
13) a

Unidade 7
1)
2)
3) 32dm
3
4) 16
5) c
6) 36
7) a
8) 96
9) 04
10) d
11) 72

Unidade 8
1)
2)
3) 64
4) 68
5) 02
6) 64
7) 02
8) 48