CURSO: FISIOTERAPIA PROFESSORA: Ana Lúcia Góes

COMPLEXO DO OMBRO
1) Síndrome do Impacto Diagnóstico – Teste de Impacto ou Manobra de Neer – Paciente sentado ou em pé, braço a ser testado relaxado ao longo do corpo. Terapeuta posicionado lateralmente, realiza uma rotação interna do braço e faz flexão anterior do ombro, PASSIVAMENTE, forçando o impacto da tuberosidade maior do úmero com o acrômio. Paciente sente dor.

Teste de Impacto ou Manobra de Hawkins – Paciente em pé ou sentado, com o braço a ser testado relaxado. Terapeuta posicionado de frente ao paciente, realiza uma rotação interna do úmero com força ao mesmo tempo em que faz uma flexão anterior do ombro a 90°, impactando o tendão do supra no ligamento coracoumeral.

2) Lesão do Manguito Rotador CONSIDERAÇÕES  Ligamento Coraco-umeral. (Bennett – Lesão escondida do Intervalo rotador. Lesões ântero-superiores do MR incluem ruptura parcial do tendão do sub-escapular e do ligamento coraco-umeral).  Tendão da cabeça longa do bíceps. (Bennett – Lesões ântero-superiores do MR podem incluir achados clínicos de inflamação biciptal (tenossinovites) e/ou tendinites, e/ou frouxidão, e/ou sub-luxação e/ou avulsão, especialmente quando a parede medial e/ou lateral está rompida ou plasticamente deformada). (Walch – Lesão medial do ligamento coraco-umeral + ruptura do tendão do sub-escapular = Luxação do tendão da cabeça longa do bíceps em direção a articulação GU; Lesão medial do ligamento coraco-umeral sem ruptura do T. do sub-escapular = Luxação do tendão do bíceps entre a parte externa do T. sub-escapular e o ligamento coracoumeral). Diagnóstico – Supraespinhal: Mesmos testes do impacto e mais: Teste de Yocum - paciente apoia a mão no ombro contralateral, enquanto passivamente o terapeuta eleva o membro pelo cotovelo, provocando o atrito entre a inserção do supra-espinhal e o arco coracoacromial (borda antero-inferior do acrômio, ligamento coracoacromial e borda lateral do processo coracóide).

terapeuta resiste ao movimento de elevação do braço. Na presença de lesão do músculo subescapular. (diagnóstico em 90% dos casos com ruptura deste tendão) Infraespinhal: Teste de Patte . Se a rotação medial for normal.Trazer o membro superior passivamente para a região dorsal em máxima rotação medial.feito com o paciente de pé.Teste de Jobe – Paciente em pé. Sub-escapular: Teste de "lift-off" ou Teste de Gerber . terapeuta na frente do paciente. a rotação medial máxima não pode ser mantida movendo o cotovelo para posterior em relação ao tronco. Redondo Maior: . A resistência diminuída no lado acometido significa provável rotura no tendão infra-espinal. sendo o resultado considerado normal quando o paciente consegue manter a rotação medial máxima após o examinador soltar o membro. membro superior abduzido 90 graus no plano frontal e cotovelo fletido 90 graus. Teste de "belly-press" – O paciente pressiona o abdome com a mão aberta e tenta manter o membro superior em máxima rotação medial com o cotovelo anterior ao tronco. MMSS fletidos no plano da escápula. o cotovelo não irá se mover para posterior. Solicita-se ao paciente que resista à força de rotação interna feita pelo examinador.

inferior e multidirecional). Solicita-se ao paciente que resista à força de rotação externa feita pelo examinador. A resistência diminuída no lado acometido significa provável rotura no tendão redondo maior. 3) Instabilidades A classificação das instabilidades é baseada: na direção (anterior. paciente exerce uma força de elevação no membro a partir da horizontal. recorrente e crônica) na etiologia (traumática. as instabilidades anteriores são diferenciadas em duas formas: TUBS (traumatic. congênita e neuromuscular).Feito com o paciente de pé. rehabilitation. e podem ter lesão de Hill-Sachs (Fratura por impactação da borda póstero-superior da cabeça umeral) associada (74%). A . no grau (subluxação. posterior. supinado. Teste de Apreensão (manivela) ou Crank Teste . Cabeça Longa do Bíceps: Palm-up test ou teste de Speed . Com a outra mão o examinador pega a cabeça do úmero com o polegar apoiando sobre a cabeça umeral posterior e os dedos sobre a cabeça umeral anterior. Em seguida o úmero é delicadamente empurrado para dentro da glenóide para assentá-lo corretamente na fossa glenóide. contrária à força de abaixamento feita pelo examinador. Se a carga não for aplicada (como no teste de gaveta anterior). rotação externa e abdução. O examinador em seguida empurra a cabeça umeral anteriormente (instabilidade anterior) ou posteriormente (instabilidade posterior) observando a quantidade de translação. O mecanismo de lesão habitual ocorre devido à queda sobre o braço em extensão. Esses pacientes (pós-trauma) geralmente têm lesão da porção ântero-inferior do lábio glenoidal (Bankart ou suas variantes). Na maioria das vezes. na freqüência (aguda. surgery) e AMBRI (atraumatic. inferior capsular shift). microtrauma. O examinador fica de pé logo atrás do paciente e estabiliza o ombro com uma mão sobre a clavícula e escápula. o movimento de translação será maior e a 'sensação" alterada. Diagnóstico – Instabilidade Anterior: Teste de Carga e deslocamento . atraumática. unidirecional.O examinador posiciona o paciente em supino com o ombro abduzido a 90º e lentamente roda externamente o ombro do paciente. multidirecional. membro superior abduzido 90 graus no plano frontal e cotovelo fletido 90 graus. Bankart lesion. luxação e microtrauma). bilateral. A positividade é indicada pela dor no sulco intertubercular e braço.Membro superior em extensão.O paciente senta-se sem suporte para as costas e com as mãos e braços repousando sobre as coxas.

com a diferença de que. braço a ser testado em abdução de ombro e flexão de cotovelo. colocando a mão sob a cabeça. aplicando uma força em direção ao solo. Terapeuta faz pronação e adução associada à compressão axial na região do cotovelo. O paciente também pode afirmar que a sensação experimentada é a que ele sentiu quando o ombro foi luxado anteriormente. tem de estar associada a uma reação de apreensão ou alarme na face do paciente e a resistência do paciente em permitir a progressão da rotação externa. Jerk-Test ou Sinal do Abalo – Paciente sentado. O paciente também pode afirmar que a sensação experimentada é a que ele sentiu quando o ombro foi luxado anteriormente. mesmo se não houver apreensão. Um resultado positivo é indicado pela expressão de apreensão. Teste de “empurrar-puxar” ou Pushdown test – Paciente em DD.O teste de recolocação começa imediatamente ao final de um teste de apreensão positivo. A outra mão está próximo à cabeça do úmero. Para o teste ser considerado positivo. abduz o mesmo a 90° e flexiona a 30°. e a resistência do paciente em permitir a progressão da compressão axial. neste teste. O teste é considerado positivo se a dor diminuir durante a manobra. Examinador segura o punho do braço a ser testado. o paciente perde a apreensão. Será percebido um abalo súbito quando a cabeça do úmero deslizar para fora da glenoide. A mão do punho é puxada para cima e a do úmero para baixo. Enquanto mantém a carga. Quando o . terapeuta coloca o membro a ser testado em flexão a 90° no plano da escapula. Seguindo a figura acima. a dor diminui e é possível adicionar mais alguns graus de rotação externa antes que a sensação de apreensão retorne. Teste de Recolocação/ Sinal ou Teste de Fowler/ Teste de Recolocação de Jobe . Teste de Rowe – Paciente em DD. Instabilidade posterior: Teste de carga e deslocamento – Igual ao descrito acima. Teste de Apreensão ou Estresse posterior – Paciente em DD. examinador segura o cotovelo do paciente e faz carga axial no úmero em direção proximal (jogando o úmero contra a glenoide). Terapeuta apóia uma mão fechada na parte posterior do ombro e com a outra mão força o cotovelo para baixo forçando o deslocamento da cabeça do úmero para anterior. Paciente tornase apreensivo ou pode sentir dor em caso positivo. de modo a reposicioná-la. o deslizamento é para posterior. se o examinador posicionar a mão sobre a cabeça do úmero. o terapeuta realiza adução horizontal do ombro. cotovelo fletido levemente. braço a 90° de flexão.presença de dor só por si pode não ser sinal de instabilidade.

outro abalo poderá ser ouvido quando o úmero retornar para a cavidade glenoide. tentando separar o ombro da glenoide com um deslizamento inferior. . Instabilidade Inferior e Muldirecional: Sinal do Sulco – Paciente em pé ou sentado. O terapeuta segura o antebraço do paciente e faz uma força distal. com o braço a ser testado em flexão de cotovelo.membro volta à posição de abdução a 90°. A presença de um sulco entre a glenoide e a cabeça do úmero é um sinal positivo de instabilidade inferior.

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