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Apostila - Prática Processual Penal - CARLOS BARROS

Apostila - Prática Processual Penal - CARLOS BARROS

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  • ORIENTAÇÕES PARA FORMATAÇÃO E ELABORAÇÃO DA PEÇA
  • 9.1. Nos crimes de Ação Penal Pública INCONDICIONADA:
  • 9.2. Nos crimes de Ação Penal Pública CONDICIONADA:
  • 9.3. Nos crimes de Ação Penal PRIVADA:
  • 10.1. Peças inaugurais:
  • 10.2. Providências iniciais e Desenvolvimento – (arts. 6º e 7º, do CPP)
  • 13.2. Prazos Especiais
  • 13.4. Relatório (Art. 10, § 1º, CPP)
  • Modelo – Notícia crime (requerimento de instauração de inquérito policial)
  • 1.1. Conceito de prisão
  • 1.2. Prisão pena
  • 1.3. Prisão sem pena
  • 2.1. Conceito
  • 2.2. Espécies de prisão processual
  • 2.3. Pressupostos da prisão processual
  • 3.3. Formalidades atinentes às prisões em geral
  • 5.1. Conceito
  • 5.2. Sujeitos ativos do flagrante
  • 5.3. Situações flagranciais previstas no CPP
  • 5.4. Situações flagranciais previstas na legislação especial e vislumbradas pela
  • IMPOSSIBILIDADE DE CONSUMAÇÃO
  • FORJAMENTO DE PROVAS DE CRIME
  • AÇÃO CONTROLADA
  • 5.5. Apresentação espontânea X flagrante
  • 5.6. Formalidades
  • 5.8. Flagrante e situações especiais
  • 6.1. Autoridade competente para a lavratura do flagrante
  • 6.2. Natureza jurídica: cautelar
  • 6.3. Momentos nos quais a decretação é cabível
  • 6.4. Legitimidade para requerer, representar e decretar
  • 6.5. Pressupostos e fundamentos
  • 6.6. Abordagem crítica acerca dos fundamentos da preventiva
  • 6.7. Crimes e Hipóteses que admitem a medida
  • 6.8. Fundamentação
  • 6.9. Revogação e redecretação
  • 6.10. Hipóteses de inadmissibilidade
  • 6.11. Prisão preventiva na sentença condenatória e na decisão de pronúncia
  • 6.12. Prazo (?)
  • 6.13. Apresentação espontânea
  • 7.1. Previsão legal: Lei 7.960/89
  • 7.2. Conceito
  • 7.3. Natureza jurídica: cautelar
  • 7.4. Momento no qual a decretação é cabível: apenas durante o inquérito policial
  • 7.5. Legitimidade para requerer, representar e decretar
  • 7.6. Hipóteses de cabimento
  • 7.7. Prazos
  • 7.8. Procedimento a ser adotado ao final do prazo
  • 1.1. Conceito
  • 1.2. Distinção entre liberdade provisória, relaxamento de prisão e revogação de
  • 2.1. Caso em que o réu se livra solto
  • 2.2. Liberdade provisória independentemente de fiança e com vinculação
  • 2.3. Liberdade provisória mediante fiança
  • 1º Modelo – Liberdade provisória independentemente do pagamento de fiança
  • 2º Modelo – Liberdade provisória mediante fiança
  • 3º Modelo – Relaxamento de prisão em flagrante
  • 4º Modelo – Revogação de prisão preventiva
  • 2.1. Condições genéricas
  • 2.2. Condições específicas ou condições de procedibilidade
  • 3.2. Pressupostos de validade
  • 6.1. Conceito / Titularidade
  • 6.2. Princípios
  • 7.1. Conceito / Titularidade
  • 7.2. Princípios
  • 7.3. Ação penal pública condicionada à representação
  • 7.4. Ação penal pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça
  • 7.1. Conceito
  • 7.2. Fundamento
  • 7.3. Titularidade
  • 7.4. Princípios
  • 7.5. Observações atinentes aos crimes contra os costumes
  • 7.6. Prazo para oferecimento da ação penal privada
  • 7.7. Observações importantes atinentes aos prazos na ação penal privada

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.

: CARLOS BARROS ________________________

MATERIAL DIDÁTICO DE

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL

PROF.: CARLOS BARROS

1

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.: CARLOS BARROS ________________________

ORIENTAÇÕES PARA FORMATAÇÃO E ELABORAÇÃO DA PEÇA
- Endereçamento: Optamos por fazê-lo abreviado. Justiça Estadual: Exmo. Sr. Dr. Juiz [variações] Ex.: “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da __ Vara Criminal da Capital - __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de __ - __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da __ Vara Criminal da Comarca de __ - __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de __ - __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da __ Vara da Comarca de __ - __” Justiça Federal: Exmo. Sr. Dr. Juiz Federal [variações] Ex.: “Exmo. Sr. Dr. Juiz Federal da __ Vara da Seção Judiciária de __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz Federal da __ Vara da Subseção Judiciária de __” - Espaço entre o endereçamento e a o cabeçalho: 8 linhas - O espaço do parágrafo deverá ser definido pelo aluno, mas deverá ser repetido por toda a peça. - Qualificação: Nome da parte em letras maiúsculas. Respectivos dados qualificativos constando, nesta ordem, “nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG nº … SSP/PE, inscrito no CPF/MF sob o nº …, residente e domiciliado no endereço …” - Indicação da representação: “por seu procurador infra-assinado, constituído nos termos do instrumento de mandato em anexo (Doc. 01), com sede profissional no (endereço)...” - Nome da peça: o aluno deverá escolher entre indicar o nome da peça em texto corrido (na mesma linha, portanto) ou pular uma linha e escrever o nomem juris da peça e, em seguida, pular outra linha e continuar o período: Ex.: “... vem propor QUEIXA-CRIME contra...” “... vem propor QUEIXA-CRIME contra...” Ex.: “... vem requerer lhe seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA, com fundamento no art. 310, parágrafo único, do CPP...” “... vem requerer lhe seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA, com fundamento no art. 310, parágrafo único, do CPP...” - Com fundamento (com base, com amparo, com arrimo, com esteio etc.) nos arts. ... 2

Ou

Ou

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.: CARLOS BARROS ________________________

- Parte final do intróito: “... pelos fatos e fundamento jurídicos que passa a expor:”, “... expondo o seguinte:”, “... pelos seguintes motivos:” etc. - Divisão e numeração da peça: se a petição for dividida em capítulos (fatos, fundamentos, pedidos etc.), os títulos dos capítulos serão numerados; se não for, cada parágrafo será numerado: Obs.: - O último algarismo da numeração deverá ser alinhado com o último algarismo da numeração acima. Assim, todos os parágrafos começarão na mesma margem. - Entre os parágrafos, deve existir o espaço de uma linha.

- Pedidos: “Diante do exposto, requer...”, “Ante o acima exposto, vem respeitosamente, requerer...” etc. - Fecho: O local e a data são o da redação da peça. “Nestes Termos, P. Deferimento. (local), (data). (1 linha) Advogado… OAB/(UF)…” “Nestes Termos, P. Deferimento. Recife, 03 de agosto de 2010. (1 linha) Advogado… OAB/PE…”

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PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.: CARLOS BARROS ________________________

1º PONTO INQUÉRITO POLICIAL

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o advogado tem direito a consultar os autos do inquérito independentemente de procuração. atuando. 2 – FINALIDADE O inquérito policial tem por finalidade viabilizar o exercício da ação penal pelo seu respectivo titular. por oportuno. também. No ponto. A polícia administrativa. não é litigante. 17 do CPP. nesse ponto. observe-se que. não se confunde com o “processo administrativo” previsto no art. 5º. LV. é a polícia militar. após a ocorrência do crime. por seu turno. que o inquérito policial. da CF. em regra. e compreende um conjunto de diligências que visam apurar a existência de um crime (prova da materialidade do crime) e suas circunstâncias. Assim. 144. revestindo-se ele. sendo um procedimento administrativo. de um caráter inquisitivo. a qual possui um caráter preventivo. já que a finalidade do inquérito policial é fornecer ao titular da ação penal elementos para oferecê-la. da CF). se permite ao público em geral o acesso. com o objetivo de investigá-lo (vide art.: CARLOS BARROS ________________________ INQUÉRITO POLICIAL • TEORIA (REVISÃO) 1 – CONCEITO O inquérito policial é um procedimento administrativo. aos quais. do CPP): tudo o que for apurado durante as investigações deve ser reduzido a termos. uma vez instaurado o inquérito. da Lei 8. porque importante. 144. não se permite o acesso de qualquer pessoa do povo aos autos do inquérito policial. “a autoridade policial não poderá mandar arquivar os autos do inquérito”.906/94. o advogado só terá acesso aos autos se devidamente habilitado por meio de procuração. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. 3 – CARACTERÍSTICAS Inquisitorial: sendo inquisitório. Escrito (art. Saliente-se. digam respeito ao exercício do direito de defesa”. § 1º e § 4º. as quais possuem um caráter repressivo. nem mesmo ao indiciado. portanto. portanto. Sigiloso (art. em razão do que não há falar em ampla defesa e contraditório no curso do aludido procedimento policial. com o fornecimento dos elementos probatórios colhidos ao longo das investigações acerca do fato.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. o entendimento em vigor é no sentido de que não existe contraditório nem ampla defesa no inquérito policial . 9º. 17. 20. 7º. § 5º. bem como determinar os seus agentes (apurar os indícios suficientes de autoria). Registre-se. por força do art. Entretanto. ter acesso amplo aos elementos de prova que. os quais irão formar a opinio delicti do acusador. que a Súmula Vinculante 14 do STF estabelece o seguinte: “É direito do defensor. Indisponível (art. da CF). pois. do CPP): diferentemente do que ocorre com os autos da ação penal. antes da ocorrência do crime (vide art. XIV. do CPP): A teor do art. ou seja. atuando. ainda que 5 . que a polícia judiciária é formada pelas polícias civil e federal. no interesse do representado. O indiciado não está sendo acusado. Saliente-se. conduzido pela polícia judiciária. se for decretado o sigilo das investigações. mas sim objeto de investigação.

mas que os dispositivos adiante elencados e comentados denotam que não há. A divisão que se faz entre os órgãos policiais é meramente administrativa. Assim. § 1º e § 4º. Ratione Loci Corroborando o quanto exposto no parágrafo anterior. 4 – ATRIBUIÇÃO (“COMPETÊNCIA”) Inicialmente.. Frise-se.) Ou seja. Rio de Janeiro: Lumen Juris. (. dentro dos limites estabelecidos em lei. 10. e não em “competência”. não é arbitrariedade. que se falar em incompetência de procedimento investigatório conduzido por delegacia que não é dotada de “atribuição” segundo a divisão administrativa estabelecida pelo órgão ao qual está subordinada hierarquicamente: 1 RANGEL. “a autoridade policial. não há imposição legal desta ou daquela forma para apurar o fato em questão”. Direito processual penal. no qual existe uma delegacia de polícia responsável por atuar naquela circunscrição. 89. ratione loci (pelo lugar da consumação da infração) Fixação da Atribuição ratione materiae (pela natureza do crime) 4. Igual entendimento deverá ser lançado na hipótese de um crime ocorrido no bairro “x”. Tem a liberdade de agir. também. Oficiosidade (obrigatoriedade): em se tratando crime afeto a ação penal pública incondicionada. 4º do CPP limita as atividades da polícia judiciária ao “território de suas circunscrições”. portanto. p. Discricionariedade. ou seja. sendo o inquérito policial um procedimento informativo préprocessual e não um ato de jurisdição. Caso se trate de delito afeto ação penal privada ao a ação penal pública condicionada. Paulo. ao iniciar uma investigação. qual seja a polícia judiciária. não está atrelada a nenhuma forma previamente determinada.: CARLOS BARROS ________________________ o Delegado entenda que o fato é atípico. 144. o inquérito policial deve ser instaurado de ofício. observe-se que o art. art. da CF). deverá ir até o fim das investigações e remeter os autos para a justiça. do CPP. pelos delegados federais e da polícia civil.1.. sendo o procedimento investigatório completamente válido. saliente-se que o inquérito policial é presidido pelas autoridades da polícia judiciária (art. nos termos do §1º. não está ele sujeito às regras atinentes à competência jurisdicional. o inquérito policial apenas poderá ser instaurado mediante manifestação de vontade do ofendido ou de quem tenha legitimidade para representá-lo. apara apuração do fato criminoso. não há que se falar em incompetência de procedimento investigatório conduzido por delegacia que não é dotada de “atribuição” segundo a divisão administrativa estabelecida pelo órgão ao qual está subordinada hierarquicamente (caso um homicídio seja apurado por uma delegacia de bairro e não pela Delegacia de Homicídios não haverá qualquer nulidade. Oficialidade: o inquérito policial deve ser realizado por um órgão oficial. que. realmente.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. daí porque o correto é falar em “atribuição” de determinado órgão policial. 6 . ser apurado pela delegacia situada no bairro “y”). com o objetivo de facilitar o trabalho desenvolvido pela polícia. devendo ser presidido pela autoridade policial (delegado de polícia civil ou delegado federal). Discricionário: conforme leciona Paulo Rangel1.

§ 5º. Estelionato.: CARLOS BARROS ________________________ . Roubos e Furtos etc. 5 – VÍCIOS Sendo o inquérito policial mero ato informativo e não ato de jurisdição. não exercendo a Polícia atividade jurisdicional. noutra circunscrição”. do CPP . do CPP: se o local da prisão não tem Autoridade Policial. não há que se falar em nulidade de inquérito realizado por delegacia que não seja administrativamente dotada de atribuição para a apuração de determinado delito. . a autoridade com exercício em uma delas poderá. Não há falar em vício ou relaxamento de prisão por inquérito policial presidido por autoridade “incompetente”. a exemplo da prisão em flagrante. 4. ante os argumentos lançados no tópico acima. até que compareça a autoridade competente. entende-se que a falta de atribuição destas não invalida os seus atos. nesse ponto. todavia. para propô-la. não se submete ela à competência jurisdicional ratione loci. 27 do CPP . das delegacias especializadas (Delegacias de Homicídios. 22 do CPP: dispõe que “no Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial. ou. Pode o titular da ação penal.Art. ordenar diligências em circunscrição de outra.). Os dispositivos abaixo. os vícios nele existentes não afetam a ação penal. . ainda que se trate de prisão em flagrante. Aqui. devendo os atos subseqüentes ser praticados pela autoridade do local em que o crime se consumou. apresenta-se o preso à do lugar mais próximo Porque oportuno. o valor probatório. Atente-se que. que será relaxada. por evidente. e bem assim providenciará. nesse caso. 6 – DISPENSABILIDADE A prévia existência de um inquérito policial não é fundamental à propositura da ação penal. § 1º.Art.Art. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença.Art. saliente-se que. Ratione Materiae Trata-se. não perdendo as peças de informação nele produzidas. do CPP 7 .Art. sobre a atribuição das autoridades policiais. a não ser que se trate de prova ilícita. 12 do CPP . inclusive.2. o MP poderá se basear no de prisão em flagrante anulado para propor a ação penal. por evidente. melhor dizendo. 46. O que pode ocorrer é a invalidade do ato policial em si. 290 do CPP: dispõe que a atribuição para a lavratura do auto de prisão em flagrante é da autoridade do lugar em que se efetivou a prisão. independentemente de precatórias ou requisições.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. pois. se basear em outros elementos de provas que não tenham sido colhidos em um inquérito policial. pois.Art. deixam isso bastante claro. . nos inquéritos a que esteja processando. como já se disse. não obstante a disposição sobre a “competência”.Art. 39. 308.

1. do CPP): a autoridade policial tem a obrigação de instaurar. 5º. 5º. d) Em face de delatio criminis (art. 8 . a teor do art. Assim. por parte da autoridade policial. 8 – NOTITIA CRIMINIS Dá-se o nome de notitia criminis ao conhecimento espontâneo ou provocado. c) A REQUERIMENTO do ofendido ou representante legal (art. b) Por REQUISIÇÃO da Autoridade Judiciária ou do MP (art. portanto. Nos crimes de Ação Penal Pública INCONDICIONADA: a) De ofício (art. Assim. inc. de um fato aparentemente delituoso. CPP). quando terá havido contraditório e ampla defesa. § 3º. 5º. CPP) – Obs. I. II. do CPP. caso corroboradas por outros elementos de provas produzidos durante o curso do processo. 5º. Comunicação Prisão da vítima. inc. por jornais etc. flagrante requisição do Juiz. CPP) – delatio criminis é a comunicação feita por qualquer do povo acerca da infração penal. poderão ser atraídas na sentença como fundamento. juntamente com as provas judiciais. delatio em 9 – INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL 9. 5º.: cfr. da Justiça. NOTITIA CRIMINS DE COGNIÇÃO DIRETA INDIRETA COERCITIVA Delegado toma conhecimento do fato investigando. do art.: CARLOS BARROS ________________________ 7 – VALOR PROBATÓRIO Os elementos colhidos no inquérito policial têm valor probatório. e) Em face de prisão em flagrante. § 2º e § 1º. as provas do inquérito policial devem ser corroboradas e. II. eis que não são produzidos sob a égide do contraditório e da ampla defesa. as provas produzidas no inquérito policial não poderão servir de base exclusiva para a decisão condenatória. 155 do CPP. levadas em consideração apenas quando aliadas a outros elementos de provas produzidos na instrução criminal. MP ou Min.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. mas um valor relativo. independentemente de provocação (portaria).

da CF. 6º e 7º. d) requisição do MP ou da Autoridade Judiciária (ação penal pública incondicionada e. inc. ante as provas colhidas no inquérito policial. Por ocasião do indiciamento.: art. 5º. c) Requisição da Autoridade Judiciária ou do MP – OBS. Todavia. Providências iniciais e Desenvolvimento – (arts. do CPP). quando a representação se dirigir às referidas autoridades.1. o qual dispõe que.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. III. desde logo.. 21 do CPP estabelece a hipótese em que o preso ficaria incomunicável. ação penal pública condicionada). 145. 5º. haverá o registro na folha de antecedentes do indiciado e a realização de sua qualificação e do seu interrogatório. 7º. IV. Nos crimes de Ação Penal PRIVADA: a) requerimento do ofendido ou do representante legal (art. 5º. No último caso. Peças inaugurais: a) portaria (ex officio – ação penal pública incondicionada). c) requerimento do ofendido ou representante legal (ação penal pública condicionada ação penal privada). b) Mediante requisição do Ministro da Justiça – A requisição ministerial deve ser encaminhada ao Chefe do MP o qual poderá. do CP). ou requisição do Ministro da Justiça (ação penal pública condicionada) 10. LXII e LXII. é o autor da infração penal. b) auto de prisão em flagrante. 9. mesmo no estado de defesa. esse dispositivo foi revogado em face do art.2. II e § 4º. § 3º.2. 136. o art. 12 – INDICIAMENTO Indiciado é a pessoa que.3. d) Auto de Prisão em Flagrante – OBS. CF). 21 do CPP trata-se de dispositivo inconstitucional. 9 . 10 – PEÇAS INAUGURAIS / PROVIDÊNCIAS INICIAIS / DESENVOLVIMENTO 10. oferecer denúncia ou requisitar diligências à polícia. do CPP). § único. na convicção da autoridade policial.: CARLOS BARROS ________________________ 9. ao advogado não se impõe a incomunicabilidade (Art. Estatuto da Advocacia). e) representação do ofendido ou representante legal. a requisição do MP deve ser acompanhada da requisição do Ministro da Justiça (ex. § 5º. “é vedada a incomunicabilidade do preso” (Vide Art. do CPP) 11 – INCOMUNICABILIDADE O art. conforme entendimento majoritário. De qualquer sorte. Nos crimes de Ação Penal Pública CONDICIONADA: a) Mediante representação do ofendido ou representante legal (art. Em nosso entendimento.

CPP) A Autoridade Policial.: CARLOS BARROS ________________________ 13 – CONCLUSÃO DO INQUÉRITO / PRAZOS PARA A CONCLUSÃO / FORMA DE CONTAGEM DO PRAZO / RELATÓRIO 13.Indiciado preso preventivamente ou em decorrência de flagrante: 10 dias (improrrogável).343/06 . 10 .Indiciado solto: 30 dias (prorrogável). em se tratando de infração de menor potencial ofensivo. mas sim lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). caput. tampouco fazer apreciação de culpabilidade ou antijuridicidade. e não processual. 10. .30 dias se o investigado estiver PRESO.010/66: .15 dias se o investigado estiver PRESO (prorrogáveis por mais 15).Prazos nos Crimes Contra a Economia Popular e Saúde Pública – Art. 17 do CPP. 66. § 1º.Caso o investigado esteja SOLTO. 13. a teor do art.2. 30 (prorrogável) . Relatório (Art. da Lei 1.3. não será instaurado inquérito policial. todavia. Regra: Art. Forma de contagem – o prazo material (decadencial). ou seja. tampouco o Ministério Público. 10.521/51: .Prazo nos crimes de competência da Justiça Federal – Art. o prazo é de 90 dias. 10. 14 – ARQUIVAMENTO A Autoridade Policial não pode determinar o arquivamento do inquérito. do CPP .Prazos na Lei de Drogas – Art. Prazos Especiais .10 dias. 13. 51. caput. da Lei 11.Em qualquer dessas hipóteses. da Lei 5. no relatório. segunda parte. ouvido o MP.Caso o investigado esteja SOLTO. os prazos podem ser DUPLICADOS pelo Juiz. esteja PRESO ou SOLTO o investigado. . mediante pedido justificado da autoridade policial. o prazo é o do art.099/95. o qual apenas requer o arquivamento. 10. § 1º. . ficando tal ato por conta do Juiz.4. . do CPP. 15 – CRIMES DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO Segundo a Lei 9. não poderá lançar juízo de valor.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.1. . 13.

Registre-se. apresentar NOTITIA CRIMINIS . que não localizou.). ainda.: CARLOS BARROS ________________________ • PRÁTICA (PEÇAS) Modelo – Notícia crime (requerimento de instauração de inquérito policial) ILMO.. em meados de julho de 2010. endereço” etc. o endereçamento seria da seguinte forma: “ILMO. junto a quaisquer dos setores da empresa. faxineiras etc. do CPP. profissão. todavia. por intermédio de seu advogado infra-assinado (Docs. pode se requerer. II. 07. 01 . [U4] Comentário: Deve ser juntado o contrato social da empresa e eventuais alterações. 06. domiciliada na __________. doravante denominada noticiada. com sede na -------------------------------. . portadora do RG nº _________.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. requerendo seja instaurado o competente inquérito policial. as referidas pessoas informaram à representante legal da noticiante que tudo teria sido fechado dentro da empresa diretamente com a sua gerente. DELEGADO DE POLÍCIA DE POLÍCIA CIVIL DA ___ DELEGACIA POLÍCIA DE ___ . cozinheiros. ou seja. Pois bem. setor de vendas (responsável pelo atendimento aos clientes e pelas vendas dos serviços). seguranças. CASA DE RECEPÇÕES LTDA.. Ocorreu que. Inicialmente. setor financeiro (responsável pela assinatura dos contratos. em desfavor de OTAVIANA PEREIRA. inscrita no CNPJ sob o nº --------------------------------. que o seu organograma é divido em gerência (responsável pela coordenação dos trabalhos). buscavam informações acerca dos preparativos dos eventos que haviam contratado há alguns meses. de nome Otaviana Pereira. eles não deverão ser criados pelo elaborador da peça. 04. diretamente. a fim de comprovar a legitimidade de representação. Nesse caso. . 05. vai ser lançada de forma distinta da qualificação de uma pessoa física. 5º. por evidente. nacionalidade. DR. dizendo-se suas clientes. 03. documento de identidade. recebido os pagamentos e emitido os competentes recibos. sendo certo. SR. A fim de responder aos questionamentos dos supostos clientes. . 01. pelo recebimento dos pagamentos e conseqüente emissão dos recibos) e setor operacional (responsável pela operacionalização de cada evento – garçons. documentos que comprovassem o fechamento das tais festas ou dos respectivos pagamentos. pondo à disposição do mercado consumidor os serviços de aluguel de salão de festas e de buffett. estado civil. 11 . que seria lançada de seguinte forma: “nacionalidade. com fundamento no art. a qual teria assinado os contratos. pessoa jurídica de direito privado. estado civil. [U5] Comentário: Procuração outorgada ao advogado. SR. ou. a “INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL”. inscrita no CPF sob o nº _________. a qualificação dela. a fim de apurar os fatos delituosos adiante aduzidos: 02. (Deixar espaço de 8 oito linhas) [U1] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. Ao serem comunicadas sobre a não localização de documentos que comprovassem a contratação dos serviços. DR. [U3] Comentário: Note-se que não há problema nenhum em uma pessoa jurídica requerer a instauração do inquérito policial. a noticiante começou a ser surpreendida com a procura de algumas pessoas que. [U2] Comentário: Se a questão não fornecer elementos para a qualificação das “partes”. registre-se que a noticiante é uma empresa atuante no ramo de produção de eventos. DELEGADO FEDERAL DA ____”. ). a representante legal da noticiante buscou informações sobre os serviços supostamente contratados. “NOTÍCIA CRIME”. e 02 . [U6] Comentário: Também pode ser escrito em português. ainda.

endereço etc. Nestes Termos. 171 do CP. c) Sejam intimadas e ouvidas as testemunhas indicadas no rol abaixo.. Ante o exposto e em face dos documentos anexos. RG. insculpido no art. setores específicos com essas funções. tampouco o recebimento de valores e a emissão de recibos. pelo menos. Deferimento. endereço etc. que se viu compelida a indenizar tais pessoas em. RG. causou estranheza à representante legal da noticiante. Tal fato. OAB. Rol de testemunhas 1 – Qualificação (nome. P. requer-se que: a) Seja instaurado Inquérito Policial para apuração dos fatos acima narrados. como dito acima..) 3 – Qualificação (nome. requerer. haja vista que há. b) Seja ouvida a representante legal da noticiante. engodo esse que causou prejuízo aos supostos clientes e à própria noticiante. d) Seja a noticiada. nem a assinatura de contratos. . eis que não competia à noticiada nem a venda de serviços.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. [U7] Comentário: Caso haja a necessidade de realização de outras diligências. (data). endereço etc. bem como que fossem requeridas as microfilmagens dos cheques que a ela foram entregues. metade dos danos financeiros que lhes foram causados pelo ato da referida ex-funcionária da empresa. na empresa. RG. bem como que todos os contratos e recibos foram por ela assinados clandestinamente. Advogado(a). 11. Em face desses elementos de prova. 03 a 10).) 12 . 10. (Local). os supostos clientes voltaram à empresa dias depois e entregaram os documentos acima referidos (Docs. Diante disso. tendo sido constatado que os cheques foram depositados na conta pessoal da noticiada. ao final do inquérito. a representante legal da noticiante buscou apurar os fatos. a qual deverá ser notificada no endereço da empresa.) 2 – Qualificação (nome. tendo solicitado aos supostos clientes que eles lhe entregassem aqueles documentos assinados pela noticiada. 12. percebe-se que a noticiada articulou um ardil com o objetivo de obter vantagem ilícita (o que foi conseguido). indiciada. 09. Atendendo à solicitação.: CARLOS BARROS ________________________ 08.. diga-se.. de modo que restou configurado o crime de estelionato.

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.: CARLOS BARROS ________________________ 2º PONTO PRISÃO CAUTELAR E LIBERDADE PROVISÓRIA 13 .

por meio do recolhimento da pessoa humana ao cárcere. b) prisão administrativa (decretada por Ministro do STF nas hipóteses previstas na Lei 6. a saber: a) prisão civil (decretada pelo juízo cível no caso de devedor de alimentos). a privação da liberdade individual de ir e vir.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. bem como por autoridade judiciária competente nas hipóteses previstas no art. adiante especificamente abordada). não mais caiba qualquer tipo de recurso. Quatro são as espécies de prisão sem pena identificadas pela doutrina. a teor do inciso LXI. Registre-se que há quem entenda (a exemplo de Tourinho Filho. que sua conduta 14 . 1. somente será concretizada quando da execução da sentença penal condenatória contra a qual. repita-se. Conceito A prisão cautelar. d) prisão cautelar. mas sim impedir que o mesmo venha a perpetrar novos delitos ou.815/80. c) prisão disciplinar (determinada por autoridade militar competente “nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. é aquela que ocorre antes do trânsito em julgado da sentença penal. 5º. mediante clausura. contra a qual não cabe mais recurso. do art. do art. 216) que estão expungidas do ordenamento pátrio as prisões administrativas. ou seja. p. Prisão sem pena Já a prisão sem pena é a que. Conceito de prisão Prisão é a supressão.INTRODUÇÃO 1. do CPP). 5º. em face do preceituado nos incisos LXI e LXII.1. 1.3. Prisão pena Prisão pena é aquela que decorre de uma sentença penal condenatória que transitou em julgado. ainda. 2007.1. 319 do CPP. também denominada de provisória ou processual. ou seja. in Código de Processo Penal Comentado. definidos em lei”.2. mediante sentença judicial irrecorrível. não objetivando a punição do indivíduo. in Curso de Processo Penal. e Capez. a contrariu senso.: CARLOS BARROS ________________________ PRISÃO CAUTELAR • TEORIA (REVISÃO) 1 . sido reconhecido culpado pelo cometimento de um delito. da CF). Em outras palavras: é a prisão a ser imposta contra o indivíduo que tiver. não decorre de sentença penal condenatória irrecorrível. portanto. 787/789. que é sinônimo de provisória ou processual 2 – PRISÃO CAUTELAR 2. Esse conceito abrange tanto a chamada prisão pena quanto a prisão sem pena (na qual se inclui a prisão processual. p. Esse tipo de prisão. 2003.

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.: CARLOS BARROS ________________________ interfira na apuração dos fatos (óbices à persecutio criminis) ou na própria aplicação da sanção penal. Obs. b) Prisão preventiva (arts. nem sempre é imputada ao indiciado ou ao réu. Como se percebe. no caso concreto. para declarar extinta a punibilidade. Nesse caso. que há provas do cometimento do delito.. já é bom. pois bom direito pode ser para condenar ou absolver o acusado.3. 1: Natureza CAUTELAR. citando a lição de Aury Lopes Jr. Paulo. ou no curso do processo. por si só. quais sejam o fumus boni iuris e o periculum in mora. 2: Medida de EXCEÇÃO. 2. bem como para o curso do processo e. prova da materialidade fumus boni iuris ou comissi delicti PRESSUPOSTOS indícios de autoria necessidade periculum in mora ou libertatis urgência 2 Conforme exposto por Paulo Rangel. Direito. Obs. Obs. Espécies de prisão processual a) Prisão em flagrante (arts. que é sinônimo de prisão provisória e prisão processual.2. Rio de Janeiro: Lumen Júris. 311 a 316 do CPP). 15 . O periculum in mora (ou periculum libertatis) traduz-se no binômio necessidade e urgência. a prisão cautela. c) Prisão temporária (Lei 7. A fumaça é da prática do crime e não do bom direito. Da mesma forma que a fumaça deve ser do cometimento do delito e não do bom direito. Aury. Obs.960/89). a autorizar a prisão temporária. que tem como espécies a prisão em flagrante. incluindo aqui o conceito de direito justo” (LOPES JR. 2. RANGEL. não havendo razão para ‘puni-lo’ pela demora do Estado em cumprir com seu papel na persecução penal. 301 a 310 do CPP).. a preventiva e a temporária. caso o investigado ou réu se furte à aplicação da lei penal. é o gênero. Direito processual penal. 4: Não afronta o princípio da presunção de inocência. p. a autorizar a prisão preventiva. Pressupostos da prisão processual A prisão provisória apenas será imposta quando. “mister se faz que haja um perigo na liberdade do réu a justificar sua prisão e não perigo na demora na prestação jurisdicional. preexistirem seus pressupostos. devemos mostrar que há perigo social se o réu permanecer em liberdade. 3: Não implica em antecipação da pena. Até porque a demora na investigação preliminar. ou ainda. 11ª ed. também denominados pela moderna doutrina processual penal de fumus comissi delicti e periculum libertatis2. apud. O fumus boni iuris (ou fumus comissi delicti) traduz-se no binômio prova de existência do crime e indícios suficientes de autoria. 560/561). ainda. 2006.

293. o Se.1. REGRA: Emanada de autoridade judiciária competente Ordem Escrita e Fundamentada Hipóteses previstas em lei EXCEÇÃO: Independe de ordem judicial Flagrante Pode ser efetuada pela polícia ou por qualquer do povo. XI. Dia e Hora para a execução da prisão: . salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. hora e local. definidos em lei”. do CP)? NÃO.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. 5º. Regra: necessidade de ordem escrita e fundamentada emanada de autoridade judiciária competente. 384. 293. quando configurado 3. do CPP –“à exceção do flagrante delito. caso ela não se entregue. CPP). arrombar a casa e prender. 293. . observando as formalidades legas (vide art. arrombar a casa e prender. inclusive à noite – exceção à inviolabilidade de domicílio. Art. não for permitida a entrada do executor da prisão na casa? Cercar a casa e prender ao amanhecer (art. 283. e parág. o dono da casa não entregar a pessoa a ser presa? Convocar duas testemunhas. claro (art.: CARLOS BARROS ________________________ 3 – DISPOSIÇÕES GERAIS 3. CPP) o Sendo noite. CPP / art. o Se o dono da casa permitir? Pode. exceção: flagrante (desnecessidade de tais formalidades). Art. da CF) o Se for noite e o preso estiver no seu domicílio ou no de alguém? Não pode invadir para prender (art. a prisão não poderá efetuar-se senão em virtude de pronúncia ou nos casos determinados em lei.Prisão mediante mandado: Qualquer dia. o Se. intimar o dono da casa para entregar a pessoa a ser presa (art. único. LXI. CPP). e mediante ordem escrita e fundamentada da autoridade competente”. o Qual o procedimento a ser adotado ao amanhecer? A) Sendo a casa da pessoa a ser presa. da CF –“ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. B) Sendo a casa de terceiro. resta configurado o crime de favorecimento (art. 293. caso o dono da casa não permita a entrada dos executores da prisão. 282.Prisão em flagrante: Qualquer dia. Formalidades atinentes às prisões em geral a) Local. sendo noite. 5º. CPP). 330.3. respeitadas as restrições relativas à inviolabilidade de domicílio (art. hora e local. CPP). 293. 16 . durante o dia. do CP) ou o de desobediência (art.

caso em que o preso deverá ser apresentado ao juiz (art. conf. há pouco. pois uma delas servirá de recibo de entrega ao preso (art. do art. 290 do CPP * avista o procurado e vai ao seu encalço sem interrupção. i) Prisão especial (art. 289 do CPP). f) Pedido por telegrama – urgência (parágrafo único. do art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. do art.inciso LXI. e) Prisão por precatória – incompetência para atuar em outra jurisdição (art. 5º. entre os quais o de permanecer calado. c) Expedição de duas vias do mandado. g) Prisão em outra comarca. da CF: “A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada”. passou. ou inform. 17 . .. com ou sem fiança”. .inciso LXII. do art. d) Não necessidade de exibição do mandado em caso de crime inafiançável. 5º. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. que o procur.inciso LXV. 4 – REGRAMENTOS CONSTITUCIONAIS RELACIONADOS À PRISÃO PROCESSUAL .inciso LXIV. 285 do CPP) – indicação da fundamentação / indicação da autoridade que determinou / dados do preso. em caso de perseguição – apresentação do preso à autoridade de polícia do local da efetivação da prisão (art. 286.Configuração da perseguição: § 1º. em tal local h) Uso da força (art. 289 do CPP). 5º. por ind. . 292 do CPP). sendo-lhes assegurada a assistência da família e de advogado”. do art. 295 do CPP).inciso LXVI. 290 do CPP). do art. 5º. 5º. do CPP). . da CF: “A prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária”. 5º. do art.: CARLOS BARROS ________________________ b) formalidades do mandado (art. da CF: “O preso será informado de seus direitos. da CF: “Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. da CF: “Ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória. . do art. da CF: “O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial”. ainda que o perda de vista * fica sabendo. . definidos em lei”.inciso LXIII. 287 do CPP).

ESTÁ COMETENDO Art. IV. em situações que configurem estado de flagrância 5. do CPP): O agente.2. § 1º. pois. Obs. logo depois. papéis ou instrumentos em situação que faça presumir ser ele o autor da infração. que está ardendo. Policial e seus agentes DEVEM 5. Exemplo: depois de furtar um apartamento. do CPP Aut. CPP): O agente é surpreendido no momento em que está cometendo o delito ou no instante em que acabou de cometer. logo após. I e II. I e II. 302. Considera-se em flagrante delito quem: I – está cometendo a infração penal. 290. é encontrado com os objetos subtraídos. pela autoridade. IV – é encontrado. o ladrão não consegue se evadir e se esconde na garagem do prédio. que quer dizer aquilo que está queimando. § 1º. do CPP): Em seguida ao fato delituoso. 1 – caracterização da perseguição = art. o agente põe-se em fuga. 2 – diferente de investigação. Sujeitos ativos do flagrante Qualquer pessoa do povo PODE Art. Obs. é ENCONTRADO com objetos. Neste sentido. inicia-se uma perseguição ININTERRUPTA até a prisão do mesmo.3. pode-se conceituar a prisão em flagrante como sendo uma modalidade de prisão cautelar realizada no instante da ocorrência do crime ou mesmo após sua conclusão. III – é perseguido. armas. nestes termos: “Art. pelo ofendido ou por qualquer pessoa. armas. 3 – tempo da perseguição / prisão antes de 24 h? Ver art. objetos ou papéis que faça presumir ser autor da infração. 302.: CARLOS BARROS ________________________ 5 – PRISÃO EM FLAGRANTE 5. II . 18 . CPP. c) Flagrante presumido (art.ACABOU DE COMETER b) Flagrante impróprio. quando.1. Inc. 302. 302 do CPP Inc. logo depois. 301. LOGO APÓS.” a) Flagrante próprio ou perfeito (art. do CPP.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. quando. Situações flagranciais previstas no CPP O CPP prevê algumas situações flagranciais. 290. 302. em situação que faça presumir ser autor da infração. I . Obs. imperfeito ou quase flagrante (art. II – acaba de cometê-la. com instrumentos. Conceito A expressão flagrante vem do latim flagrare. LOGO DEPOIS do fato delituoso.

034/95) (Art. Situações flagranciais previstas na legislação especial e vislumbradas pela doutrina e jurisprudência a) Flagrante preparado ou provocado INDUZIMENTO para cometimento do crime somente para prender Atuação em SENTIDO OPOSTO. II. 17 do CP) PRISÃO ILEGAL SÚMULA 145 do STF – “Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação”. b) Flagrante esperado Toma conhecimento que o crime vai acontecer e aguarda o momento para prender PRISÃO LEGAL c) Flagrante forjado FORJAMENTO DE PROVAS DE CRIME PRISÃO ILEGAL d) Flagrante retardado ou diferido Crime Organizado e de Tóxicos AÇÃO CONTROLADA (Art.343/06) PRISÃO LEGAL e) Flagrante nos crimes permanentes Ver art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. para EVITAR O RESULTADO IMPOSSIBILIDADE DE CONSUMAÇÃO (Crime impossível. do CPP 19 . da Lei 9. segundo doutrina e jurisprudência – art.: CARLOS BARROS ________________________ 5.4. 2º. 303. da Lei 11. 53.

5. Ademais. d) Entrega em 24 h da nota de culpa ao autuado (§ 2º. 284 do CP. não estarão presentes. 304 do CPP). 307 do CPP) c) Membros do Congresso (Súmula 397 do STF) d) Agentes Florestais (art.5. b) Imediata comunicação à família do autuado e ao juiz (art. § 3º. 304 do CPP) b) Autoridade Judiciária (art. caso o individuo se apresente espontaneamente à autoridade policial. 304. os pressupostos da prisão cautelar. o qual poderá permanecer em silêncio (art. 3: ausência de autoridade (art.771/65) 5. CPP) Obs.7. 2: recusa do autuado a assinar (art. Formalidades a) Oitivas do condutor e das testemunhas e. do CPP) Obs.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. do art. da CF. § 3º. da CF) . c) Remessa dos autos do flagrante em 24 ao juiz e. Flagrante e situações especiais a) Membros do Congresso Nacional (arts. CPP) Obs. g) Flagrante nos crimes afetos s ação penal privada e ação penal pública condicionada Apenas podem ser concretizadas após a manifestação de vontade da vítima ou de quem tenha legitimidade para representá-la.8. à Defensoria (§ 1º.deve ser apresentado à respectiva casa b) Presidente da República (art. nas infrações comuns.enquanto não sobrevier sentença condenatória. da CF) . 306 do CPP). da CF). 5º. § 2º. por último. Apresentação espontânea X flagrante Interpretação a contrario sensu do art.6. 5º. 308. interrogatório do autuado (art. se o autuado não tiver defensor particular. 53 e 27. CPP) 5. LXII. 5. impedirá a prisão em flagrante. do art.: CARLOS BARROS ________________________ f) Flagrante nos crimes habituais Segundo entendimento majoritário da doutrina. não cabe prisão em flagrante em face de crime habitual. 306 do CPP). 1: falta de testemunhas (art. e art. a priori. 317 do CPP: “a apresentação espontânea do acusado não impedirá a decretação da prisão preventiva nos casos previstos em lei”. porém.somente em flagrante por crime inafiançável . 86. não está sujeito a prisão. 33 da Lei 4. 306. 20 . Autoridade competente para a lavratura do flagrante a) Autoridade Policial (art. 304. Exemplo: Art. LXII.

a decretação da prisão preventiva será cabível em qualquwer fase do inquérito policial e do processo. 311 do CPP.435/65 f) Crimes de Trânsito (art.503/97) .Convenção de Viena.Nesses casos. 343/06) .Flagrante em crime inafiançável. por razões de necessidade. 311 do CPP.1 . o qual pode atuar de ofício ou em face de requerimento do Ministério Público ou do querelante. Obs.Ver a situação descrita no mencionado dispositivo 6 – PRISÃO PREVENTIVA 6. promulgada no Brasil por meio do Dec. 6.99/95) . Natureza jurídica: cautelar. 33. Autoridade competente para a lavratura do flagrante É uma medida cautelar de constrição à liberdade do indiciado ou réu. 56. não se impõe prisão em flagrante g) Posse de Droga para USO PESSOAL (art. . § 2º. 301. 37).PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. . 48. da Lei Complementar 35/79) c. representar e decretar Conforme estabelece o art.: Comunicação da prisão ao Procurador Geral de Justiça e) Diplomatas Estrangeiros . da Lei 9.2 . 29). o art.Sendo prestado socorro à vítima. c.625/93) d. não se impõe prisão em flagrante h) Infrações de Menor Potencial Ofensivo (parág.Ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente para o julgamento.A prerrogativa se estende aos familiares (art. III.1 . Momentos nos quais a decretação é cabível A teor do art.2 .2.Não se impõe qualquer prisão (art. 6.Flagrante em crime inafiançável. ou mediante representação da autoridade policial. único. II. 40.3. Legitimidade para requerer. 69. da Lei. da Lei 9. 21 . d. 6.: CARLOS BARROS ________________________ c) Magistrados (art. respeitados os requisitos estabelecidos em lei.: Comunicação da prisão ao Presidente do Tribunal ao qual esteja vinculado d) Membros do MP (art. a prisão preventiva é decretada apenas pelo juiz. de 1963. Obs.1.Ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente para o julgamento.4. da Lei 8. até antes do trânsito em julgado da sentença penal.

340/06 (Lei Maria da Penha). 64.conveniência criminal da instrução periculum libertatis . 59 da Lei das Contravenções Penais: é o que se entrega. 313. CPP Crimes DOLOSOS: I – punidos com reclusão II – punidos com detenção quando o agente é: a) vadio3. b) havendo dúvida sobre a sua identidade. habitualmente. 312 do CPP fumus boni iuris ou . Abordagem crítica acerca dos fundamentos da preventiva Garantia da ORDEM PÚBLICA clamor social gravidade do delito perigosidade do agente sensação de impunidade descrédito da justiça proteção do agente 6. à ociosidade. ou. ou prover a própria subsistência. em sentença transitado em julgado.para assegurar a aplicação da lei penal 6.7. nos termos da Lei nº 11.6. do Código Penal (período de 5 anos após a extinção da pena) IV – se o crime envolver violência doméstica/familiar contra a mulher.prova da materialidade . 22 . sendo válido para o trablaho. I. ressalvado o disposto no art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.indício de autoria .5.garantia da ordem econômica . para garantir a execução das medidas protetivas de urgência 3 No tocante ao conceito de “vadio”.: CARLOS BARROS ________________________ 6.garantia da ordem pública fumus comissi delicti periculum in mora ou . Pressupostos e fundamentos Art. não fornecer ou não indicar os elementos para esclarecê-la III – se o agente tiver sido condenado por outro crime doloso. Crimes e Hipóteses que admitem a medida ART. Tourinho Filho leciona: “Cremos que o legislador fez com base no art. sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência. mediante ocupação ilícita”.

236 do Código Eleitoral (prisão do eleitor 5 dias antes e 48 horas depois do pleito).: Súmula 9. 387. do CPP – quando existir nos autos elementos convincentes quanto à circunstância de o agente ter agido acobertado por uma das excludentes de ilicitude.11. no curso do processo.: CARLOS BARROS ________________________ 6.9. § 3º.quando se tratar de contravenção penal. IX. nas hipóteses dos arts.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. 314. a teor do art. ou seja. 594.Art. do CPP Art. 413.Art. do CPP (revogado) Art. parágrafo único. 316 do CPP. do CPP . o juiz poderá revogar a preventiva se.Art.13.12. bem como poderá decretá-la novamente se sobrevierem razões que a justifiquem. Hipóteses de inadmissibilidade . . 23 . 6. 492. da CF 6.8. do STJ 6. 408. Prazo (?) A lei não estabelece prazo específico para a duração da preventiva. 315. do CPP (alterado) Art. Apresentação espontânea Não impede a decretação da preventiva. 6.Art. Prisão preventiva na sentença condenatória e na decisão de pronúncia SENTENÇA CONDENATÓRIA Art. 317 do CPP. d. Revogação e redecretação A teor do art. 6. . devendo ela pautarse pelo critério da razoabilidade. do CPP Obs. 23. verificar a falta de motivo para que subsista a prisão.10. Fundamentação . 93. I. do CPP PRONÚNCIA Art. 24 e 25 do CPB.

Previsão legal: Lei 7. Hipóteses de cabimento Art. da Lei nº 7. ou com o inc. da Lei 7. a prisão temporária preventiva é decretada apenas pelo juiz. 1º e parágrafo único. 7. § 4º). 1º..) ou. III ou com o inc.quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. sempre. 1º fumus comissi delicti Inc. 7. do art.5. demonstrando que: a) há prova da materialidade do fato. bem como nos crimes hediondos e equiparados (vide Lei 8. a decisão do juiz há de ser fundamentada. 1º Em qualquer caso. outra corrente pensa que deve haver a conjugação dos três. registre-se que a grande discussão gira em torno da necessidade ou não da conjugação dos três requisitos representados pelos incisos I.6. 7. defende que deve haver.houver fundadas razões. a conjunção do inc. de acordo com elementos probatórios legítimos. I. do § 1º.quando imprescindível para as investigações policiais.. II.. 2º. que é francamente majoritária. 1º e parágrafo único. em um dos crimes HEDIONDOS (vide Art. e § 4º.2. b) há fundadas razões pertinentes à autoria ou participação. 2º. 2º da Lei 7. Parte dos autores acha que basta a ocorrência de quaisquer dos incisos.) (. c) é imprescindível às investigações policiais. indicados no inciso III. ainda. finalmente. 1º. Natureza jurídica: cautelar 7. 24 . representar e decretar Conforme estabelece o art.072/90. do art. tampouco o querelante tem legitimidade para requerê-la. Conceito Espécie de prisão provisória com prazo de duração preestabelecido. do art. uma terceira corrente. Inc. do art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.960/89 (. II e III. 1º periculum libertatis Inc.960. II . da Lei 8. Legitimidade para requerer. III .: CARLOS BARROS ________________________ 7 – PRISÃO TEMPORÁRIA 7. do art.072/90 – art. de autoria ou participação do indiciado em um dos crimes elencados no inciso III. entendimento com o qual concordamos. e art.1. III.960/89 I .960/89. Note-se que o juiz não pode decretar a prisão temporária de ofício. destinada a viabilizar as investigações acerca de delitos de especial gravidade. eis que a lei não traz essas previsões. II.3..4.960/89 7. I. Momento no qual a decretação é cabível: apenas durante o inquérito policial. da mesma lei) No ponto. da Lei 7. em face de requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial.

25 . b) Nos crimes hediondos e equiparados: 30 (trinta) dias. § 3º. salvo se já decretada a sua preventiva (art. Prazos a) Nos crimes comuns: 5 (cinco) dias.960/89). prorrogáveis por + 5 (cinco). da Lei 7.960/89).: CARLOS BARROS ________________________ 7.7. Procedimento a ser adotado ao final do prazo Imediata soltura do preso pela Autoridade Policial. 7.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.8. independentemente de ordem judicial ou de expedição de alvará de soltura. em caso de extrema e comprovada necessidade (art. 2º. 2º. da Lei 8.072/90). em caso de extrema e comprovada necessidade (art. 2º. da Lei 7. prorrogáveis por + 30 (trinta). § 7º.

2. por meio do qual lhe é permitido responder ao processo em liberdade. parágrafo único.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.no caso de infração. A propósito. Obs. do CPP: .quando o máximo da pena privativa de liberdade. sendo a custódia cautelar uma medida excepcional. O instituto em comento. isolada.1.Verificação de que o agente agiu sob o manto de uma excludente de ilicitude. portanto. da Lei 9. 310. apenas cabível quando presentes um dos fundamentos da prisão preventiva. cominada pena privativa de liberdade. 2 – LIBERDADE PROVISÓRIA INDEPENDENTEMENTE DE FIANÇA 2. desde que contra si não subsistam nenhum dos fundamentos autorizadores da prisão preventiva. Conceito É um benefício conferido ao cidadão autuado em flagrante delito. 2: ver art. a que não for. no caso concreto. O relaxamento de prisão é cabível quando se tratar de uma prisão ILEGAL. isolada. A revogação de prisão é cabível quando não mais subsistirem os motivos que ensejaram a prisão cautelar do cidadão.: CARLOS BARROS ________________________ LIBERDADE PROVISÓRIA • TEORIA (REVISÃO) 1 – INTRODUÇÃO 1. Obs. Liberdade provisória independentemente de fiança e com vinculação Ver art. Distinção entre liberdade provisória. cumulativa ou alternativamente cominada. 309 do CPP: o próprio delegado deverá liberar o cidadão. não exceder a três meses.099/95. 69. 1. cumulativa ou alternativamente.2.1. registre-se que a regra é o cidadão responder ao processo em liberdade. . a incidência dos fundamentos da preventiva 26 . 2. caput e parágrafo único. . Caso em que o réu se livra solto Ver art.Verificação de que não há. funciona como uma espécie de contracautela. 221 do CPP: . 1: ver art. relaxamento de prisão e revogação de prisão A liberdade provisória é cabível em casos de prisão em prisão em flagrante LEGAL.

d) Hipóteses de (não) cabimento Ver arts.Na Constituição Federal: . A teor desse dispositivo. percebe-se que. 322 do CPP. como o homicídio ou o estupro. previamente.Pela autoridade policial .Nos demais casos. 325. sob pena de revogação do benefício.3. nesse caso.Art. Liberdade provisória mediante fiança a) Conceito de fiança e de liberdade provisória mediante a sua prestação Fiança é uma caução. terá o direito de levantá-la. o cidadão pode ser beneficiado com o direito de responder ao processo em liberdade (mesmo sem precisar pagar fiança). I. responder ao processo em liberdade. portanto. 2.Pela autoridade judiciária . 333 do CPP. Registre-se que. b) Objeto da fiança: ver art. Obs. caso absolvido.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. o qual deverá colher. o parecer do MP. que o cidadão beneficiado com a liberdade provisória com base no art.: CARLOS BARROS ________________________ Observe-se que. já que. uma garantia real. desde que não estejam presentes os fundamentos da preventiva. . No caso da liberdade provisória mediante fiança. resta mais do que claro que a regra é o cidadão responder ao processo em liberdade. 5º. em face do comando insculpido no parágrafo único do art. e mesmo que se trate de crime inafiançável. garante ao acusado o direito de.: o Juiz deve conceder a fiança independentemente de prévia manifestação do MP. 323 e 324 do CPP. também. Obs. § 2º. XLII (crime de racismo) 27 . estará obrigado a comparecer a todos os atos do processo quando intimado. do CPP.: Súmula 81 do STJ e) Previsões de inafiançabilidade . Obs. A liberdade provisória mediante fiança. caput ou parágrafo único. após a prestação da caução. do CPP. 330 do CPP c) Legitimidade para a concessão . mesmo em casos de crimes graves. os quais devem ser analisados a contrario senso para que se saiba quando caberá fiança. quem tem legitimidade para conceder a liberdade provisória é o Juiz. a teor do art. a garantia real é destinada a fazer com que o afiançado cumpra as obrigações processuais que lhe foram impostas por ocasião da concessão do benefício. 310 do CPP. 310.Infrações punidas com detenção e prisão simples – ver art.: Ver art. Saliente-se.

XLIV (ação de grupos armados. II.492/86 f) Obrigações do afiançado (arts. civis ou militares. 340. da Lei 8. 343 do CPP) i) Cassação da fiança (arts.Art. tortura. 340 do CPP) l) Fiança declarada sem efeito (art.Art.034/95 (quando o agente tiver intensa e efetiva participação em organização criminosa).: CARLOS BARROS ________________________ . 7º da Lei 9. 338 e 339 do CPP) j) Necessidade de reforço da fiança (art.Art.072/90 (crimes hediondos e equiparados) . XLIII (crime hediondo. 337 do CPP) m) Valor da fiança (arts. 31 da Lei 7. 5º. 325 e 326 do CPP) 28 . tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo) . do CPP e art. 341 do CPP) h) Efeitos do quebramento da fiança (art.Ver art. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático) .PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. 327 e 328 do CPP) g) Quebramento da fiança (art.Art. 2º.Na legislação especial: . 5º. parágrafo único. .

. de qualquer forma. Por oportuno. porque. ). qualquer idéia de que possa o mesmo vir a prejudicar o bom andamento do processo ou a aplicação da lei penal. indicar o número do procedimento policial. basta uma simples leitura do Auto de Prisão em Flagrante e de toda documentação ora acostada para se verificar que o requerente faz jus ao benefício da liberdade provisória. . . 05. Obs. definitivamente. . 312 do CPP. endereço” etc. 310. . 04. Ocorre que. entre vírgulas e parênteses.. porque não existe qualquer indício de que. 29 [U8] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. Em segundo lugar. não há o menor indicativo de que. [U17] Comentário: Caso o elaborador da peça entender necessária a menção de doutrina ou jurisprudência favorável ao pleito. JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ____”. até porque. pelo que não há falar em “conveniência da instrução criminal”. nessa hipótese. 310. em terceiro lugar. 03 e 04 . por exemplo) e que tem residência fixa (cópia de conta de luz ou água. 06. poderá lançá-las aqui. DR. bastaria continuar a oração dizendo “. DR. insculpidos no art. 01. eis que o caso em foco se amolda perfeitamente à hipótese prevista no parágrafo único. como relatado pelo próprio condutor do flagrante. a expressão a ser utilizada nesse ponto é “processo”.: CARLOS BARROS ________________________ • PRÁTICA (PEÇAS) 1º Modelo – Liberdade provisória independentemente do pagamento de fiança EXMO. o requerente. estado civil. eles não deverão ser criados pelo elaborador da peça. deverão ser lançados na peça todos os seus dados qualificativos. da seguinte forma: “nacionalidade. quando “foi dada voz de prisão ao autuado ele não esboçou nenhuma reação” . atualmente. estando. No dia __/__/__.: se a questão não mencionar a existência de documentos. Afinal. por exemplo). o endereçamento seria da seguinte forma: “EXMO. ). de igual sorte. se já existir ação penal. que assim estabelece:”. vem requerer lhe seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA. [U9] Comentário: Observe-se que. até porque inoportuna nessa fase. em liberdade. ressalte-se que. Em suma: no caso em apreço. entenda importante transcrever o artigo de lei no qual sei pleito se sustenta. documento de identidade. em seguida. para dar mais ênfase ao seu direito. “(qualificação)”. ele possui trabalho certo e residência fixa (Docs. representará ameaça à ordem pública. caso o flagrante já tenha sido distribuído para alguma Vara ou mesmo para o plantão judiciário (que é a hipótese atraída nesta petição). 121 do CP. pelos seguintes motivos: 02. (Deixar espaço de 8 oito linhas) Procedimento (ou inquérito policial. até porque se trata de um cidadão primário e possuidor de bons antecedentes (Doc. com uma eventual evasão. Na peça em análise. além do requerente ser primário e portador de bons antecedentes. ou. [U15] Comentário: Se presentes nos autos elementos favoráveis à concessão do pleito. ou processo) nº xxxxxxxxxxxxxxxxxxx . o requerente inviabilizará as diligências encetadas pela polícia ou a colheita dos elementos de convicção por ocasião da instrução. por intermédio de seu advogado infra-assinado (Doc. “( qualificação)”. do CPP . não criá-los. se posto em liberdade. Entretanto. 02 . [U16] Comentário: Documento comprobatório de que o requerente tem trabalho certo (cópia de CTPS. Ademais. o que afasta. ). não se fazendo necessário. não será necessário qualificá-lo novamente. ressalte-se que. o requerente foi autuado em flagrante delito sob a acusação de infração ao art. . simplesmente. poderá fazê-lo. por meio de seu advogado. o qual deverá ser indicado. transcrevendo. recolhido no presídio ___. já qualificado nos autos do procedimento policial em epígrafe . SR. não há sinais de que o requerente frustrará a aplicação da lei penal. em primeiro lugar. mencioná-los. 01 . parágrafo único. independentemente de análise de mérito. distribua para quaisquer das varas competentes o pedido de liberdade provisória instruído com a cópia do auto de prisão em flagrante. [U10] Comentário: Se a questão não fornecer elementos para a qualificação das “partes”. caso o Juízo não tenha conhecimento de sua qualificação. [U14] Comentário: Folha de antecedentes criminais – NADA CONSTA.. nada impede que o autuado. 07. [U11] Comentário: Observe-se que. 08. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ . caso o requerente já esteja qualificado nos autos do procedimento. Todavia. SR. do CPP. [U12] Comentário: Procuração outorgada ao advogado. com fundamento no art. caso o flagrante ainda não tenha sido distribuído. consoante se constata do Auto de Prisão em Flagrante que constitui os presentes autos.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. não há a menor incidência dos fundamentos autorizadores da prisão preventiva. [U13] Comentário: Caso o elaborador da peça.. E. caso libertado. 03. certamente o procedimento já terá número. JOSÉ DA SILVA. o dispositivo. do art. o qual deverá lançar a palavra.

inc.964-83. Boa Viagem.. LXVI. 2º Modelo – Liberdade provisória mediante fiança EXMO. da seguinte forma: “nacionalidade. eis que. [U19] Comentário: Observe-se que. portador do RG nº 7355534 e inscrito no CPF sob o nº 077. o qual deverá ser indicado. filho de José Mendes Soares e Josefa Rosa da Soledade Soares. ressalte-se que. 310. por volta das 02:50 horas. caso o flagrante já tenha sido distribuído para alguma Vara ou mesmo para o plantão judiciário. (data) ADVOGADO. tal benefício é direito subjetivo processual do acusado. com fundamento no art. deverão ser lançados na peça todos os seus dados qualificativos. 20. Assim. não será necessário qualificá-lo novamente. . verbis: “quando abordaram dois homens em uma motocicleta de placa KKZ 4364 – PE. para que possa o mesmo responder ao processo em liberdade. Recife . residente e domiciliado na Rua Desembargador José Figueroa. Por oportuno. entre vírgulas e parênteses. por conseguinte. o endereçamento seria da seguinte forma: “EXMO. filho de Reginaldo Ferreira e Maria João Ferreira. Boa Viagem. JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ____”. da Carta Magna. DR. solteiro. ). se já existir ação penal. deixando-se assente. que todas as condições admonitórias estabelecidas serão integralmente cumpridas. residente e domiciliado na Rua Diogo Pinto. sob a acusação de violação ao art. 03. consoante se verifica da cópias do Auto de Prisão em Flagrante e da Nota de Culpa anexas (Docs. (local). 333 do CPB (corrupção ativa).045. do art. distribua para quaisquer das varas competentes o pedido de liberdade provisória instruído com a cópia do auto de prisão em flagrante. 01 . por intermédio de seu advogado infra-assinado (Doc. dia __/__/__.: CARLOS BARROS ________________________ 08. inocorrendo as hipóteses que autorizam a prisão preventiva. Nestes Termos. Segundo relatou o condutor do flagrante. SR. Entretanto. DR.. estado civil. documento de identidade. por meio de seu advogado. OAB. professor. Hoje. o qual deverá lançar a palavra. [U22] Comentário: Procuração outorgada ao advogado. Conforme se percebe. com base no parágrafo único. a fim de verificar inicialmente se conduziam arma de fogo e não foi constatado após a abordagem e assim solicitou a identificação dos mesmos e apenas o Sr. caso o Juízo não tenha conhecimento de sua qualificação.PE. nessa hipótese. não se fazendo necessário. Abraão 30 [U18] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. e JACKSON FERREIRA. os requerentes foram autuados em flagrante delito pelos Policiais Militares lotados no 30º BPM. como cediço. inscrito no CPF sob o nº 027. simplesmente. indicar o número do procedimento policial..PE . nada impede que o autuado. professor.509. “(qualificação)”. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ . (Deixar espaço de 8 oito linhas) . 01 e 02). eles não deverão ser criados pelo elaborador da peça. caso o flagrante ainda não tenha sido distribuído (que é a hipótese atraída nesta petição). brasileiro. o suposto fato delituosos teria consistido nisto. do CPP. . portador do RG nº 6055540 – SSP/PE.. . P. MEDIANTE FIANÇA. MIGUEL SOARES. “( qualificação)”.674-01. endereço” etc. a expressão a ser utilizada nesse ponto é “processo”. de logo. expedindo-se. SR. 01. [U20] Comentário: Se a questão não fornecer elementos para a qualificação das “partes”. não resta dúvida de que o requerente é merecedor de ser favorecido com a concessão da liberdade provisória. Recife . solteiro. Deferimento.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. certamente o procedimento já terá número. 30.. [U21] Comentário: Caso o requerente já esteja qualificado nos autos do procedimento. vem requerer lhe seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA. o competente ALVARÁ DE SOLTURA. ou. Todavia. pelos motivos a seguir expostos: 02. REQUER seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA ao requerente. 5º. brasileiro. 09.

[U25] Comentário: Argumento complementar. tampouco foi cometido com violência ou grave ameaça a quem quer que seja (art. por evidente). assim. CPP). em liberdade provisória. claramente. 05 e 06) .. CPP). porque não se fazem presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva (art. que não a incidência daquelas circunstâncias no caso. também por isso. juntamente com os infratores e nesse momento os dois senhores ofereceram a importância de R$ 10. CPP). d) De igual sorte. por fim. CPP). repita-se. f) Não houve quebra de fiança anterior.) Que devido a infração cometida a motocicleta seria conduzida ao posto do BPRV. seja concedida a LIBERDADE PROVISÓRIA aos requerentes.00 (dez Reais) a fim de que o depoente esquecesse o ocorrido. dentro do permissivo legal (art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. IV. em face do comando do comando do art. CPP). 323. h) Os requerentes não se encontram no gozo de suspensão condicional da pena ou livramento condicional (art. . mas fácil será do pleito ser deferido. Obs. que. II. . 31 [U24] Comentário: Caso o elaborador da peça não queira fazer o cotejo entre cada hipótese prevista nos arts. não criá-los. por serem primários e possuidores de bons antecedentes. genericamente. 44 do CPB.: CARLOS BARROS ________________________ apresentou documentos e que Clayton que conduzia a motocicleta não apresentou documentos (. 323 e 324 do CPP e o caso em concreto. contudo. CPP). 324. [U23] Comentário: Documentos comprobatórios de que os requerentes têm residência fixa (cópia de conta de luz ou água. se vier a ocorrer. sendo certo. MEDIANTE FIANÇA.: se a questão não mencionar a existência de documentos. I. II. e) O suposto crime não causou clamor público. III. Independentemente de exame de mérito. por exemplo). Senão. possuidores de residência fixa (Docs. REQUER que.”. 07. 323. 323. Diante de todo o exposto. 03 e 04). 08. disciplinar ou administrativa (art. ainda.. mediante fiança. V. b) Não se trata de acusação cometimento das contravenções insculpidas nos arts. 333 do CPB é de reclusão de 2 (anos) anos.. IV. não são eles vadios. vê-se. e uma vez satisfeitas as exigências legais. Observe-se. 04. . I. . independentemente de prévia ouvida do MP. que os requerentes não respondem a nenhum outro processo. até porque o procedimento está se iniciando (art. 323. a manutenção de suas prisões revela temerária. sendo. 59 e 60 da LCP (art. CPP). Pois bem. e principalmente. 323.. 324. saliente-se que. (art. pelo que. c) Os requerentes nunca foram condenados anteriormente (art. III. seja expedido o competente ÁLVARA DE SOLTURA. que. CPP). na hipótese vertente os requerentes são merecedores de responder ao inquérito e à subseqüente ação penal. consoante se constata das folhas de antecedentes criminais anexas (Docs. mesmo que os requerentes venham a ser processados e ao final do processo condenados (o que só se admite para efeito de argumentação. conforme estabelece o art. quanto mais ficar claro para o julgador que o postulante faz jus ao benefício. g) Também não se trata de prisão civil. i) E. 324. CPP). os requerentes jamais cumpririam pena de reclusão. 333 do CPP. até porque são primários e possuidores de bons antecedentes. 324. vejamos: a) A pena mínima cominada ao delito previsto no art. 05. estando. Ademais. poderá se restringir a afirmar. 06.

302 do CPP. eles não deverão ser criados pelo elaborador da peça. 155 do CP (furto).PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. endereço” etc. Por oportuno. não há negar. Ocorre. Deferimento. No dia __/__/__. SR. nada impede que o autuado. (Deixar espaço de 8 oito linhas) Procedimento (ou inquérito policial. 5º. o requerente foi autuado em flagrante delito sob a acusação de infração ao art. desse modo. .. tanto que não há qualquer informação nesse sentido no auto de prisão em flagrante. vem requerer RELAXAMENTO DE PRISÃO. DR.. pelos seguintes motivos: 02. Afinal de contas. 03. . a prisão imposta ao requerente se afigura manifestamente ILEGAL. 302 do CPP. [U26] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. ou seja. ressalte-se que. ADVOGADO.. atualmente. documento de identidade. a incidência das hipóteses previstas nos incisos I e II do art. certamente o procedimento já terá número. . 04. da CF. basta uma simples leitura dos autos para se constatar que a prisão imposta ao requerente se afigura manifestamente ilegal. Assim. DR. distribua para quaisquer das varas competentes o pedido de liberdade provisória instruído com a cópia do auto de prisão em flagrante. não será necessário qualificá-lo novamente. terminantemente. (data). logo depois do fato. da seguinte forma: “nacionalidade.. Entretanto. [U30] Comentário: Procuração outorgada ao advogado. armas. o requerente não foi perseguido logo após a ocorrência do delito (até porque não cometeu crime nenhum. estado civil.. segundo consta do auto de prisão em flagrante em apreço. SR. restando afastada. recolhido no presídio ___. LXV. [U27] Comentário: Observe-se que. muito tempo depois da consumação do fato delituoso. [U29] Comentário: Caso o requerente já esteja qualificado nos autos do procedimento. papéis ou instrumentos que fizessem presumir ser ele o autor da infração penal. indicar o número do procedimento policial. o furto do veículo de propriedade da vítima teria ocorrido às 06:00 h da data acima indicada. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ . . ou processo) nº xxxxxxxxxxxxxxxxxxx . por intermédio de seu advogado infra-assinado (Doc. 3º Modelo – Relaxamento de prisão em flagrante EXMO. registre-se). não restaram configuradas quaisquer das situações flagranciais desenhadas no art. eis que.: CARLOS BARROS ________________________ Nestes Termos. não se fazendo necessário. a incidência das hipóteses descritas nos incisos III e IV do art. a expressão a ser utilizada nesse ponto é “processo”. “( qualificação)”. 01 . (local). se já existir ação penal. lançar na petição. estando. 32 [U31] Comentário: Caso o elaborador da peça vislumbre algum outro argumento favorável. 302 do CPP ou previstas na legislação especial. tampouco foi encontrado. ou. devendo ser relaxado. 01. o que afasta. nessa hipótese. o qual deverá ser indicado. com quaisquer objetos. caso o flagrante ainda não tenha sido distribuído. OAB. deverão ser lançados na peça todos os seus dados qualificativos. ). [U28] Comentário: Se a questão não fornecer elementos para a qualificação das “partes”. contudo. JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ____”. conforme se constata do Auto de Prisão em Flagrante que compõe os presentes autos. todavia. 05. que. simplesmente. o endereçamento seria da seguinte forma: “EXMO. com fundamento no art. a concretização da prisão do requerente ocorreu apenas às 23:00 h do mesmo dia. já qualificado nos autos do procedimento policial em epígrafe . 06. por meio de seu advogado. caso o flagrante já tenha sido distribuído para alguma Vara ou mesmo para o plantão judiciário (que é a hipótese atraída nesta petição). caso o Juízo não tenha conhecimento de sua qualificação. Por outro lado. afora o demasiado lapso temporal entre o fato e a prisão. portanto. P. JOÃO BATISTA. no caso. Todavia.

___ dos autos. (local). ou. da Carta Magna. endereço” etc. com arrimo no art. Ocorre. porém. simplesmente. não será necessário qualificá-lo novamente.. a sua segregação cautelar (que foi concretizada) se faria necessária porque era conveniente à instrução criminal. deverão ser lançados na peça todos os seus dados qualificativos. Deferimento. que teria sido utilizado para a perpetração do suposto delito que lhe foi imputado. o endereçamento seria da seguinte forma: “EXMO. com a conseqüente expedição de ALVARÁ DE SOLTURA. nos termos do art. sob o argumento de que ele havia articulado uma manobra para inviabilizar a realização de perícia no documento acostado às fls. com a expedição. xx)”. restando afastada. Diante do exporto. a incidência do periculum libertatis invocada por esse Juízo por ocasião do decreto de prisão. de modo que não mais subsistem os motivos que ensejaram a custódia cautelar do requerente. ___.. caso o Juízo não tenha conhecimento de sua qualificação. LXV. 5º.. REQUER-SE o RELAXAMENTO DA PRISÃO do requerente. [U35] Comentário: Caso o elaborador da peça vislumbre algum outro argumento favorável. [U34] Comentário: Se já há procuração nos autos. verificar a falta de motivo para que subsista”. como bem sabe V. “o juiz poderá revogar a prisão preventiva se. ROMUALDO SANTOS. Ante o exposto. pelos seguintes fundamentos: 02. no correr do processo. da seguinte forma: “nacionalidade. JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ____”. 33 . por evidente. Exa. DR. nos termos do aludido dispositivo legal. o requerente teve contra si decretada prisão preventiva. REQUER a REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA imposta ao requerente. e que. por intermédio de seu advogado infra-assinado . o indigitado exame pericial já foi devidamente realizado. Nestes Termos. ressalte-se que. [U32] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. estado civil. DR. Entretanto. conforme se vê das fls. OAB. já qualificado nos autos do processo em epígrafe. 316 do CPP.. estando o respectivo laudo devidamente acostado aos autos. 04.: CARLOS BARROS ________________________ 07.. 316 do CPP. o competente ALVARÁ DE SOLTURA em seu favor. . com esteio no art. 312 do CPP. incontinenti. documento de identidade. vem requerer a REVOGAÇÃO DE PRISÃO.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. . lançar na petição. aliás. . (data) ADVOGADO. SR. que. que é o caso dos presente autos. 05. Denunciado perante esse Juízo sob acusação de infração ao art. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ . P. [U33] Comentário: Caso o requerente já esteja qualificado nos autos do procedimento. SR. por isso. No ponto. 03. 171 do CP. a teor do art. não será necessária a menção ao instrumento de mandato ou indicar a expressão “(Doc.. (Deixar espaço de 8 oito linhas) Processo nº xxxxxxxxxxxxxxxxxxx 01. “( qualificação)”. 4º Modelo – Revogação de prisão preventiva EXMO. portanto.

5º. de exigir do Estado a prestação da tutela jurisdicional.1. se exerce o direito de ação... ou seja. XXXV.. dependendo se a ação for pública ou privada.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. Pressupostos de existência 34 . no processo penal. Condições específicas ou condições de procedibilidade São condições exigidas pela lei apenas em alguns casos.utilidade do provimento jurisdicional 2.necessidade de ingressar em juízo . OAB.: CARLOS BARROS ________________________ Nestes Termos. (data) ADVOGADO. 3 – PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS São as circunstâncias necessárias para a existência (formação) e o desenvolvimento válido do processo. Deferimento. em face de uma infração penal.1. AÇÃO PENAL • TEORIA (REVISÃO) 1 – CONCEITO É o instrumento por meio do qual. P. Condições genéricas a) Possibilidade jurídica do pedido: significa que a conduta descrita dever ser típica. (local). no pólo passivo. b) Requisição do Ministro da Justiça – ação penal pública condicionada. adequação e utilidade: . CF). b) Legitimidade de parte: é a pertinência subjetiva da ação (no pólo ativo. 2 – CONDIÇÕES DA AÇÃO São os requisitos essenciais para que se possa exercer o direito de ação. c) Interesse de agir: exprime-se no trinômio necessidade. 3. o legitimado ativo é o indicado pela lei – MP ou ofendido.2. se consubstancia na aplicação do direito penal ao caso concreto (ver art..adequação do meio utilizado . o autor da infração penal). que. a) Representação do ofendido (ou do seu representante) – ação penal pública condicionada. 2.

100 a 106 do CP e arts. a ação será pública incondicionada. e art. No silêncio do legislador. 35 . b) Jurisdição (órgão constitucionalmente incumbido pela jurisdição). 4 – CLASSIFICAÇÕES DAS AÇÕES PENAIS Incondicionada Pública Condicionada Ação Penal Privada Propriamente dita Personalíssima Subsidiária da pública Como saber a espécie de ação penal adequada ao caso concreto? Em regra. Princípios a) Oficialidade (órgão oficial = MP). b) Capacidade processual. 6. 100.099/95). I. portanto. c) Capacidade postulatória. § 1º. do CPP). 5 – DISPOSITIVOS ATINENTES À AÇÃO PENAL Arts.099/95 – vide art. Conceito / Titularidade É espécie de ação penal cuja titularidade é do Ministério Público e que independe da manifestação de vontade de quem quer que seja para ser proposta. determinar. 24 a 62 do CPP. 129.2.1. do CPB. art. Será pública condicionada ou privada quando a lei. 76 da Lei 9. 6 – AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA 6. É a regra (vide art. Pressupostos de validade a) Competência e imparcialidade do juiz.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. c) Pedido (ou demanda) 3. da CF. expressamente. d) Inexistência de coisa julgada ou litispendência (originalidade). 24.2.: CARLOS BARROS ________________________ a) Partes (autor e réu). b) Obrigatoriedade (mitigado pela Transação Penal permitida na Lei 9. a ação penal será pública incondicionada.

do CPB. exige. Princípios São os mesmos aplicáveis à ação penal pública incondicionada. b) Titular do direito de representação: . em caso de morte do ofendido ou quando este for judicialmente declarado ausente (art. o prévio cumprimento de determinada condição. d) Oficiosidade (atuação ex officio). § 1º. 36 . 7. ainda. Porque oportuno. benefícios permitidos na Lei 9. do CPP).: CARLOS BARROS ________________________ c) Indisponibilidade: Esse princípio vige tanto no curso da instrução quanto na fase recursal. da CF. que o dever ínsito ao referido princípio apenas surgirá para o MP após a formulação da representação por parte do ofendido ou do seu representante legal.o procurador do ofendido ou do representante legal. . consistente na representação do ofendido ou do seu representante legal. para o seu exercício por parte deste. ou. 76. respectivamente. ressalte-se que há entendimento no sentido de que esse princípio restou mitigado pela Transação Penal e pela Suspensão Condicional do Processo. 37. 24.o ofendido. 129. caso aquele seja menor de 18 anos ou portador de enfermidade mental (art. e art. . dos arts. . desde que representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou. 39. 7 – AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA 7.fundações. 24.2. no silêncio destes. A lei prevê as hipóteses em que tais condições deverão ser observadas (vide art.o cônjuge. do CPP). 42 e 576 do CPP. após a requisição do Ministro da Justiça. porém. 24. no tocante ao princípio da obrigatoriedade.: ordem. in fine. pelos seus diretores ou sócios gerentes (art. do CPP).3. art. desde que a ele sejam conferidos poderes especiais (art.099/95 – ver arts. . apesar de ser de titularidade do Ministério Público. a teor. I. descendente ou irmão. Ação penal pública condicionada à representação a) Conceito de representação: é a manifestação de vontade do ofendido ou do seu representante legal no sentido de que se mova ação penal contra o seu ofensor. ascendente. Conceito / Titularidade É a espécie de ação penal que. do CPP) – Obs. e) Indivisibilidade. 79 e 89 da referida lei. associações ou sociedades legalmente constituídas. 100.1. do CPP). na requisição do Ministro da Justiça. f) Intranscendência. Observe-se. § 1º.seu representante legal. 7. ou. ainda.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.

: CARLOS BARROS ________________________ c) Destinatário da representação .2: prazo quando morta a vítima f) Irretratabilidade (art. b. 141. do CPP). CPP).4.§§ 1º e 2º. 39. começando a fluir exatamente do dia em que se tomar conhecimento da autoria do fato (art. do CPP) Obs. 145.Escrita ou oral (art. Ação penal pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça a) Algumas hipóteses: . 39. CPP).à autoridade policial. que deverá.: pode haver retratação da retratação? g) Não vinculação do MP à representação 7.6 meses. CPP). a contar da data do conhecimento da autoria do crime (art. 145. c/c o parágrafo único do art. do CPB) b) Destinatário da requisição: o MP c) Prazo para a requisição: 37 . para que instaure o inquérito (art. 145.ao Juiz. d) Formas de representação . CPP). e) Prazo para a representação . do CPB) . § 3º. a depender do caso.ao Ministério Público. 10. .início e forma de contagem: o prazo é decadencial. fora do Brasil (art. Obs. 7º. 38.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.crime cometido por estrangeiro contra brasileiro. c/c o parágrafo único do art. .1: prazo para o menor de 18 anos Obs. que remeterá ao MP para que denuncie (caso já esteja de posse de elementos de prova suficientes) ou à autoridade policial para que instaure o inquérito (art. CPB) .crimes contra honra cometidos contra chefe de governo estrangeiro (art. 25 do CPP e art.crimes contra honra praticados contra o Presidente da República (art. 102 do CP) A retratação da representação apenas pode ser feita até antes do oferecimento da denúncia. denunciar (caso já esteja de posse de elementos de prova suficientes) ou remeter à autoridade policial para que instaure o inquérito (art. 39. I. 39. I. .

. 31. descendente ou irmão. . aliás. c) cônjuge. ascendente. Titularidade a) o ofendido (art. desde que não expirado o prazo prescricional. e) Não vinculação: Não vislumbrando prova da materialidade do delito e/ou indícios suficientes de autoria. Justamente por isso. o interesse do ofendido em promover ou não a ação penal contra o infrator da norma penal deve prevalecer. em alguns casos. 30. caso aquele seja menor de 18 anos ou portador de enfermidade mental (art. constatando que o fato é atípico. 7 – A. o Estado não transfere para o ofendido o direito de punir. 7. entende-se que a requisição pode ser feita a qualquer tempo. 1: ordem. 2: queixa ou prosseguir. eis que defende. do CPP) 38 . a despeito de transferir para o ofendido o exercício da ação penal contra o infrator. d) curador especial nomeado pelo Juiz SE: . que se entende que. Conceito É aquela cuja titularidade para propositura é transferida ao ofendido ou ao seu representante legal pelo Estado. ou seja. mas apenas o direito de agir. Isto porque.1. b) seu representante legal.: CARLOS BARROS ________________________ Sendo o CPP omisso nesse ponto. em caso de morte do ofendido ou quando este for judicialmente declarado ausente (art. o interesse do Estado de reprimir o infrator da norma penal. em nome próprio. do CPP). . caso seja promovida a ação penal. nos casos de ação penal privada. em detrimento do interesse público de punir este. o Estado continua titular exclusivo do direito de punir (jus puniendi). Quer dizer: nos casos de ação penal privada. detentor exclusivo do direito de punir.o ofendido for incapaz e não tiver representante legal. o jus persequendi in juditio. 24.colidirem os interesses do ofendido com os do representante legal (art. nos casos de ação penal privada. o direito de iniciar a persecução penal.Obs. Ressalte-se que. § 1º. 33. ainda. 7. ou.Obs. a publicidade do processo certamente ocasionará um mal maior ao ofendido do que a própria impunidade do infrator.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. do CPP). a vítima funciona como um substituto processual. o MP não é obrigado a denunciar. d) Retratação da requisição: Não prevendo o CPP a possibilidade de retratação da requisição (como faz no tocante à representação). Fundamento Essa transferência de titularidade se dá pelo fato de que. entende-se que a mesma não deve ser admitida. PRIVADA 7. P.2. do CPP). há certos crimes que atingem de tal maneira a intimidade da vítima que.3.

representando o ofendido. ensejando a perempção. caso o ofendido não tenha conhecimento da identidade de algum dos ofensores. no silêncio destes. 1. seja desistindo da ação penal privada. Tal comando. Entretanto. 7. pelos seus diretores ou sócios gerentes (art. “mesmo que a Autoridade Policial surpreenda alguém cometendo um crime da alçada privada. Ver. A menos haja permissão do ofendido” 5. qual irá processar. não pode o ofendido escolher. 60 do CPP. que tem a obrigação. contudo. o ofendido tem a faculdade de escolher se propõe ou não a ação penal privada. para evitar conseqüências outras. aliás. e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade”. seja perdoando o querelado. b) Disponibilidade De acordo com o princípio da disponibilidade. que não deve. Quer dizer: o princípio da oportunidade ou conveniência da ação penal condiciona a propositura da ação ao critério discricionário do titular do direito atingido ou de quem tenha o poder de. a teor do art. em relação a um dos autores do crime. do CPP.: CARLOS BARROS ________________________ Obs. provocar a atuação do órgão jurisdicional. por qualquer motivo. esta deverá ser rejeitada pelo magistrado. que assim estabelece: “a queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos. observa o referido autor que. não poderá prendê-lo em flagrante se o ofendido ou quem legalmente o represente não o permitir. o art. Fernando da Costa.: o curador NÃO está obrigado a oferecer a queixa se entender. para lavratura do auto de prisão em flagrante. o direito de acusar. dentre os ofensores. c) Indivisibilidade Como visto. Poderá intervir. Processo penal. diferentemente do MP. Fernando da Costa. Isto porque. o ofendido tem a faculdade de escolher se dará ou não prosseguimento à ação penal privada em curso. o ofendido tem a faculdade de promover ou não a ação penal. 28ª ed. 37 do CPP). Caso o ofendido. v. 451. encontra-se expresso no art. portanto. em face do princípio da indivisibilidade da ação. desde que representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou. v. TOURINHO FILHO.4. Princípios a) Oportunidade ou conveniência De acordo com esse princípio. ao ofendido ou a quem legalmente o represente. não inclua todos os ofensores na queixa-crime oferecida. conforme lhe seja conveniente. Processo penal. 39 . Observe-se. 2006. nem mesmo o Estado poderá mover ação penal. e) as fundações. São Paulo: Saraiva. que. mas sim em mera faculdade. isto é. a propósito. como leciona Tourinho Filho. 48. e. de invocar a prestação jurisdicional. propor queixa-crime. se o interessado quiser fazer uso de tal direito. seja deixando de dar o devido andamento ao processo. Nas hipóteses de ação penal privada. 451. Quer dizer: não há falar em obrigatoriedade do ofendido promover ação penal privada contra o seu ofensor. ou. “a renúncia ao exercício do direito de queixa. poderá fazê-lo”4. Se não o quiser.: o MP não pode. do CPP. configurada estará a renúncia tácita em relação aos ofensores não incluídos. nesse caso. 28ª ed. dispor do conteúdo material do processo em andamento. p. 2006. 49. São Paulo: Saraiva. Pode o ofendido. sendo certo que. em hipótese alguma.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. o jus acusationis. ainda. o Estado. “concede ao particular. entretanto. caso resolva propor a ação penal privada. 1. não. p. deve incluir na mesma todos os ofensores. Assim. Obs. associações ou sociedades legalmente constituídas. A propósito. a todos se estenderá”. Nisto consiste o princípio da disponibilidade. Dar-lhe voz de prisão e levá-lo à Delegacia. poderá o mesmo propor a ação penal 4 5 TOURINHO FILHO. por livre escolha.

do CPP). “SUA TITULARIDADE É ATRIBUÍDA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE AO OFENDIDO. Obs. 40 . 6 CAPEZ. a depender do estágio da ação.1) Privada propriamente dita ou exclusivamente privada: é a regra no tocante à ação penal privada. 10ª ed. 38 do CPP) ou a contar do dia em que se esgotar o prazo do MP para oferecimento da denúncia. contados a partir do trânsito em julgado da sentença que. a queixa não poderá ser exercida. 7.Súmula 608 do STF 7. d.Art. do CP (crime de induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento).PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. em caso de morte dele ou quando for judicialmente declarado ausente. que pode se proposta pelo cônjuge. quando o MP deixar de fazê-lo no prazo legal. ainda. não implicando isto em renúncia tácita em relação ao não incluído. 225 do CP . São Paulo: Saraiva. descendente ou irmão do ofendido.: CARLOS BARROS ________________________ contra os de identidade conhecida. a contar da data do conhecimento da autoria (art. haja vista a incapacidade processual do ofendido (incapacidade de estar em juízo) e a impossibilidade de o direito ser manejado por representante legal ou por curador especial nomeado pelo juiz. p. Observações atinentes aos crimes contra os costumes . oferecer uma outra queixa contra aquele. sendo o seu exercício vedado até mesmo ao seu representante legal.Hipótese de ação penal privada personalíssima: art. ascendente. do CPB). inexistindo. Anote-se que a decadência não corre contra ele simplesmente porque está impedido de exercer o direito de que é titular”. Tão logo tome conhecimento da identidade do ofensor não incluído.3) Subsidiária da pública: está prevista art. jamais na hipótese de arquivamento. nada há que se fazer a não ser aguardar a extinção da punibilidade dos agentes. b) No caso do crime de induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento: 6 meses. parágrafo único. seja em razão de enfermidade mental. d. 236. anule o casamento (Art. por motivo de erro ou impedimento. seja em virtude de pouca idade (menor de 18 anos). É aquela proposta nos crimes de ação penal pública.Art. Fernando. condicionada ou incondicionada. Prazo para oferecimento da ação penal privada a) 6 meses. . d) Espécies d. na hipótese de ação penal privada subsidiária da pública (art. o ofendido poderá aditar a queixa ou.5. 1: falecendo o ofendido. LIX). 2003. 236. na ação penal privada personalíssima. Só terá lugar no caso de inércia do MP. ou. 29 do CPP. ainda. Resta ao ofendido apenas aguardar a cessação da sua incapacidade. 38. Trata-se daquela na qual se admite que o representante legal do ofendido a proponha quando este for incapaz. 2: “no caso de ofendido incapaz.2) Personalíssima: conforme acentuado por Fernando Capez.6. Curso de processo penal. sucessão por morte ou ausência”6. 101 do CP . Obs. parágrafo único. 121. É a única exceção à titularidade exclusiva do MP sobre a ação penal pública (art. 5º.

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. oferecer denúncia. e não do dia em que ele tomou conhecimento da autoria Obs. • PRÁTICA (PEÇAS) 1º Modelo – Queixa-Crime 2º Modelo – Procuração em caso de Queixa-Crime 41 . 4: no caso de crime continuado. 5: no caso de crime permanente.7. exceto se. o prazo decadencial só começa a correr a partir da data em que qualquer dos sucessores elencados no art. 6: Perempção (art. 3: no caso de morte ou ausência do ofendido. claro). Obs. Obs. Obs. Obs. do CPP. do CPP). o prazo da decadência só começa a ser contado do dia em que ele completar esta idade. 31. 7: No caso da ação penal privada subsidiária da pública. Obs. tomar conhecimento da autoria. o prazo será computado isoladamente. a partir no primeiro momento em que o ofendido tomou conhecimento da autoria do delito. haja vista que o MP pode. 1: A instauração do inquérito interrompe o prazo decadencial? NÃO. o prazo será computado a partir do primeiro momento em que o ofendido tomou conhecimento da autoria do delito. o não cumprimento do prazo por parte do particular não acarreta a extinção da punibilidade. Observações importantes atinentes aos prazos na ação penal privada Obs. já tinha se operado a decadência. e não da cessação da permanência. quando a vítima morreu. a qualquer tempo (antes da prescrição. 60. 2: no caso de ofendido menor de 18 anos.: CARLOS BARROS ________________________ 7.

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