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Universidade estadual de Santa Cruz DOS RESISTÊNCIA MATERIAIS Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Itabuna,

Universidade estadual de Santa Cruz

DOS

RESISTÊNCIA

MATERIAIS

Universidade estadual de Santa Cruz DOS RESISTÊNCIA MATERIAIS Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Itabuna, 2007

Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim

Itabuna, 2007

Universidade Estadual de Santa Cruz DCET – Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas Notas de aula - Disciplina: CET 583 - Resistência dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim

dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim SUMÁRIO 1 Introdução 3 2 O projeto das

SUMÁRIO

1 Introdução

3

2 O projeto das estruturas

3

3 Tipos de estruturas

4

4 Modelos de cálculo

4

5 Agentes externos

5

6 Equilíbrio de um corpo

5

6.1

Forças

5

6.2

Reações de vínculo

6

6.3

Equações de equilíbrio

6

6.4

Conceito de momento

7

6.5

Classificação das estruturas quanto às condições de vinculo

8

6.6

Aplicações

8

7

Tensões

9

7.1 Interação entre as partes

9

7.2 Esforços internos

9

7.3 Diagrama de corpo livre

10

7.4 Interação entre as partículas – conceito de tensão

10

7.5 Tensão Normal Média em uma Barra com Carga Axial

11

7.6 Tensão de Cisalhamento Média

15

7.7 Equilíbrio

16

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e Tecnológicas Notas de aula - Disciplina: CET 583 - Resistência dos Materiais Prof. Dr. Ricardo

1. Introdução

Capítulo 1 – TENSÕES

A Resistência dos Materiais é um ramo da mecânica que estuda as relações entre cargas

externas aplicadas a um corpo deformável e a intensidade das forças internas que atuam dentro do corpo.

Na Resistência dos Materiais utilizam-se os conceitos da Estática para determinar as forças que atuam tanto sobre como no interior das estruturas.

A dimensão dos elementos, sua deflexão e estabilidade dependem do tipo de material de que

são feitos.

Fórmulas e procedimentos de projeto, definidos em normas, baseiam-se em fundamento da RM.

2. O projeto das estruturas

O projeto estrutural pode ser definido como uma ciência que combina a experiência e técnica

com a intuição. O engenheiro deve imaginar a estrutura em funcionamento e abstrair seus principais mecanismos e comportamentos. Para isso, devem ser considerados princípios da estática e dinâmica das estruturas, além da resistência dos materiais. De forma a produzir uma estrutura que sirva a seus propósitos do modo mais econômico possível.

Etapas do projeto:

1. Concepção Escolha da finalidade, arranjo, materiais

2. Análise estrutural Escolha do modelo e método de cálculo (2D ou 3D). Determinação dos esforços solicitantes Verificação da segurança Definição das dimensões

3. Detalhamento Elaboração dos desenhos em planta com vistas (em planta, cortes, elevações, etc) e visualização dos sistemas principais, como funcionam, etapas construtivas, etc

4. Construção ou montagem Execução da Obra

5. Operação e manutenção Importante para garantia da vida útil da estrutura

Observações:

“As maiores tragédias de engenharia aconteceram por falhas de concepção e detalhamento” P.B.Fusco

“As estruturas não são eternas, vida útil de 50 anos”

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3. Tipos de estruturas

As estruturas são compostas de uma ou mais peças ligadas entre si e ao meio externo (condições de contorno) formando sistemas equilibrados e estáveis. Na figura 3.1, encontram- se alguns dos principais tipos.

(a) Pórtico articulado (b) Treliças (c) Pórtico (d) Pontes
(a) Pórtico articulado
(b) Treliças
(c) Pórtico
(d) Pontes

(e) Arcos

(f) Tensoestruturas
(f) Tensoestruturas

Figura 3.1 – Tipos de estruturas

4. Modelos de cálculo

O estudo das estruturas materiais representadas por modelos simplificados de cálculo é feito pela análise dos mais diferentes sistemas e arranjos empregados na engenharia em geral. Nesta análise, são determinados os esforços e deformações a que as estruturas ficam submetidas quando solicitadas por agentes externos.

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Real Modelo
Real
Modelo

Figura 4.1

5. Agentes externos

Os agentes externos são a representação da ação do ambiente externo nas estruturas. Esta ação pode representar as forças da natureza ou os carregamentos decorrentes das condições de operação da estrutura, figura 5.1.

P p - ° C + ° C v δ a
P
p
- ° C
+ ° C
v
δ
a

Figura 5.1 – Agentes externos

Desse modo, podem ser considerados agentes externos:

a) cargas móveis e estáticas depositadas na estrutura;

b) variações térmicas;

c) ação do vento;

d) movimentos de apoio (recalque).

6. Equilíbrio de um corpo

6.1 Forças (Estática) - Podem ser de 2 tipos: forças de superfície e forças de corpo, figura

6.1. As forças de superfície são aplicadas por contato. Podem ser concentradas ou distribuídas.

Já nas forças de corpo, não há contato. A força é aplicada no CG (centro de gravidade).

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Força

concentrada

Força de

s G C P p(s)
s
G
C P
p(s)

superfície

P

Carga

distribuída

linear

Figura 6.1– Tipos de forças

6.2 Reações de vínculo – Forças de superfície que se desenvolvem nos apoios ou pontos de contato entre corpos.

(a) Móvel

nos apoios ou pontos de contato entre corpos. (a) Móvel R V (b) Pino ou fixo
nos apoios ou pontos de contato entre corpos. (a) Móvel R V (b) Pino ou fixo
R V
R V

(b) Pino ou fixo

(c) Engaste

Móvel R V (b) Pino ou fixo ( c ) E n g a s t
R H R V
R
H
R
V

R

H

M

Pino ou fixo ( c ) E n g a s t e R H R

R

V

Figura 6.2– Apoios mais comuns

6.3 Equações de equilíbrio

T

(d) Tirante

θ
θ

O equilíbrio de uma estrutura é condição obrigatória para seu funcionamento. A estrutura estará em equilíbrio se a soma das componentes de todas as forças que atuarem sobre ele for igual a zero (para evitar que o corpo sofra translação) e a soma dos momentos em relação a qualquer ponto for igual a zero (para evitar rotação deste corpo).

Na figura 6.3, pode ser visto uma representação de um corpo em equilíbrio.

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F 1 F 2 M R CG e
F
1
F 2
M
R
CG
e

F 3

y 0 x
y
0
x

Figura 6.3 – Representação de corpo em equilíbrio no plano

As condições de equilíbrio no plano podem ser especificadas pelas três equações a seguir:

F

x

F

M

y

o

= 0

= 0

= 0

(1)

Em alguns casos as forças estão inclinadas em relação ao plano fundamental de referência e torna-se necessário conhecer as componentes em x e y, figura 6.4.

y F F y θ 0 F x x
y
F
F
y
θ
0
F x
x

Componentes das forças

Fx = F .cosθ Fy = F .senθ Fy θ = arctg Fx Teorema de
Fx
=
F .cosθ
Fy = F .senθ
Fy
θ = arctg
Fx
Teorema de Pitágoras
2
2
F = Fx + Fy

Figura 6.4 – Decomposição de forças

6.4 Conceito de momento

Define-se Momento como a tendência de uma força F fazer girar um corpo rígido em torno de um eixo fixo. O Momento depende do módulo de F e da distância de F em ao eixo fixo. Considere-se uma força F que atua em um corpo rígido fixo no ponto 0, como indicado na figura 6.5.

corpo rígido fixo no ponto 0, como indicado na figura 6.5. Figura 6.5 – Momento Define-se

Figura 6.5 – Momento

Define-se o momento escalar do vetor F em relação a 0, como sendo

o momento escalar do vetor F em relação a 0, como sendo onde: M 0 =

onde:

M 0 = momento escalar do vetor F em relação ao ponto 0

(2)

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dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim 0 = pólo ou centro de momento d=

0 = pólo ou centro de momento d= distância ortogonal entre a linha de ação da força F e o ponto onde se deseja calcular o momento, também chamada de braço de alavanca.

O momento M 0 é sempre perpendicular ao plano que contém o ponto 0. O sentido de M 0 é definido pelo sentido de rotação imposto pelo vetor F.

6.5 Classificação das estruturas quanto às condições de vinculo

das estruturas quanto às condições de vinculo • Hiperestáticas • Isostáticas • N R = N
das estruturas quanto às condições de vinculo • Hiperestáticas • Isostáticas • N R = N
das estruturas quanto às condições de vinculo • Hiperestáticas • Isostáticas • N R = N

Hiperestáticas

Isostáticas

N

R

= N

EQ

Hipostáticas

N

N

R

R

> N

EQ

< N

EQ

Figura 6.6 – Classificação condições de vinculo

6.6 Aplicações

A) Ligações B) Estaiamentos C) Reboques D) Içamentos
A)
Ligações
B)
Estaiamentos
C)
Reboques
D)
Içamentos

Figura 6.7 – Algumas aplicações práticas

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7.

Tensões

7.1 Interação entre as partes

Caso analisado o efeito de uma parte da estrutura sobre a outra ao nível das resultantes das forças, então, neste caso, definem-se os esforços como solicitantes, figura 7.1(a).

definem-se os esforços como solicitantes, figura 7.1(a). (a) Corpo secionado (b) Diagrama de corpo-livre Figura 7.1
definem-se os esforços como solicitantes, figura 7.1(a). (a) Corpo secionado (b) Diagrama de corpo-livre Figura 7.1
definem-se os esforços como solicitantes, figura 7.1(a). (a) Corpo secionado (b) Diagrama de corpo-livre Figura 7.1

(a) Corpo secionado

(b) Diagrama de corpo-livre Figura 7.1 – Métodos das seções

No caso de um corpo sujeito a esforços externos ativos ou reativos, estando o sólido em equilíbrio, ao secionar-se esse sólido, as partes também devem estar em equilíbrio, surgindo esforços internos, figura 10.1(b).

A determinação dos esforços internos resultantes representa uma das aplicações mais importantes da estática na análise dos problemas de Resistência dos Materiais. Utiliza-se o Método das Seções para determinar a força resultante e o momento atuante no interior do corpo, necessários para manter o corpo unido quando submetidos a cargas.

7.2 Esforços internos

Os esforços que surgem na parte cortada do elemento podem ser de 3 tipos:

Força normal (tração ou compressão)

Força cortante

Momento

• Força normal (tração ou compressão) • Força cortante • Momento Figura 7.2 – Esforços internos
• Força normal (tração ou compressão) • Força cortante • Momento Figura 7.2 – Esforços internos

Figura 7.2 – Esforços internos

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O momento pode provocar flexão e torção, caso esteja na direção axial ou tangencial à seção

transversal, respectivamente. Também a força cortante pode ter componente axial e tangencial, figura 7.3.

pode ter componente axial e tangencial, figura 7.3. Figura 7.3 – Cargas resultantes 7.3 Diagrama de

Figura 7.3 – Cargas resultantes

7.3 Diagrama de corpo livre

Diagrama que mostra a especificação completa de todas as forças conhecidas e desconhecidas que atuam sobre um corpo.

A correta representação do diagrama de corpo livre permite aplicar com sucesso as equações

de equilíbrio da estática.

7.4 Interação entre as partículas – conceito de tensão

Caso esteja-se interessado nas ações entre partículas (efeito pontual), então, o problema se desenvolve no nível das tensões. Assim, considere-se um ponto e uma pequena região ΔA, figura 7.4, onde se encontra aplicada uma força resultante ΔF, pode-se identificar dois tipos de tensão.

Tensão Normal

- a intensidade da força por unidade de área que

- a intensidade da força por unidade de área que

atua no sentido perpendicular a

, figura 7.4(a).

, figura 7.4(a).

 
(3)

(3)

Tensão de Cisalhamento

• Tensão de Cisalhamento – a intensidade da força por unidade

– a intensidade da força por unidade

de área que atua tangente a

de área que atua tangente a , figura 7.4(a).  

, figura 7.4(a).

 
– a intensidade da força por unidade de área que atua tangente a , figura 7.4(a).
– a intensidade da força por unidade de área que atua tangente a , figura 7.4(a).

(4)

(5)

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dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim (a) Corpo secionado (b) Tensões normais e cisalhantes
dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim (a) Corpo secionado (b) Tensões normais e cisalhantes

(a) Corpo secionado

Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim (a) Corpo secionado (b) Tensões normais e cisalhantes Figura 7.4

(b) Tensões normais e cisalhantes

Figura 7.4 – Representação de tensões num corpo

O índice z em σ z indica a direção de atuação da tensão normal. Os índices de τ zx , z indica direção de atuação da tensão normal e x indica direção das tensões de cisalhamento.

Caso o corpo seja secionado conforme as figuras 7.4(b) pode-se então cortar um elemento cúbico do volume do material, figuras 7.5, o qual representa o estado de tensão que atua no ponto escolhido do corpo.

o estado de tensão que atua no ponto escolhido do corpo. Figura 7.5 – Estado geral

Figura 7.5 – Estado geral de tensão

7.5 Tensão Normal Média em uma Barra com Carga Axial

Elementos submetidos a cargas axiais são comuns em estruturas formadas pela junção de barras. Como em treliças, pendurais, etc.

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dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Se todas as seções forem iguais, a barra
dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Se todas as seções forem iguais, a barra
dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Se todas as seções forem iguais, a barra

Se todas as seções forem iguais, a barra é dita prismática.

Figura 7.6 – Representação de barra secionada

Hipóteses:

a) a seção transversal permanece plana;

b) a barra permanece reta;

c) deformação uniforme a carga é aplicada no centróide;

d) o material é homogêneo e isotrópico.

no centróide; d) o material é homogêneo e isotrópico. Figura 7.7 – Barra tracionada Distribuição média

Figura 7.7 – Barra tracionada

Distribuição média de tensões. Considere-se uma barra submetida a deformação uniforme constante, figura 7.8, onde a deformação é resultante de uma tensão normal constante.

deformação é resultante de uma tensão normal constante. Figura 7.8 – Barra tracionada Cada segmento da

Figura 7.8 – Barra tracionada

Cada segmento

constante. Figura 7.8 – Barra tracionada Cada segmento da seção carrega uma força E o somatório

da seção carrega uma força

E o somatório de

segmento da seção carrega uma força E o somatório de deve ser igual a P. .

deve ser igual a P.

.
.
carrega uma força E o somatório de deve ser igual a P. . A carga interna

A carga interna P deve passar pelo centróide da seção.

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dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Figura 7.9 – Elementos submetidos a esforços Exemplo

Figura 7.9 – Elementos submetidos a esforços

Exemplo 1) A barra tem largura constante de 35 mm e espessura de 12 mm. Determinar a tensão normal média máxima da barra quando submetida ao carregamento mostrado.

a tensão normal média máxima da barra quando submetida ao carregamento mostrado. A tensão normal média

A tensão normal média será:

a tensão normal média máxima da barra quando submetida ao carregamento mostrado. A tensão normal média
a tensão normal média máxima da barra quando submetida ao carregamento mostrado. A tensão normal média

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e Tecnológicas Notas de aula - Disciplina: CET 583 - Resistência dos Materiais Prof. Dr. Ricardo

Atenção:

Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Atenção: 1 Pa é uma unidade muito pequena, em
Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Atenção: 1 Pa é uma unidade muito pequena, em
Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Atenção: 1 Pa é uma unidade muito pequena, em

1 Pa é uma unidade muito pequena, em trabalhos de engenharia usa-se os prefixos como kilo – K (10 3 ), mega M – (10 6 ) ou giga G – (10 9 ) que representam valores de tensão maiores e mais realistas.

Exemplo 2) Uma luminária de 80 kg é suportada por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média em cada haste.

por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média
por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média
por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média
por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média
por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média
por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média
por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média
por duas hastes AB e BC como representada na figura abaixo. Determinar a tensão normal média

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dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Exemplo 3) Determinar x de modo que o

Exemplo 3) Determinar x de modo que o esforço de compressão médio em C seja igual ao de tração no tirante AB.

médio em C seja igual ao de tração no tirante AB. 7.6 Tensão de Cisalhamento Média
médio em C seja igual ao de tração no tirante AB. 7.6 Tensão de Cisalhamento Média
médio em C seja igual ao de tração no tirante AB. 7.6 Tensão de Cisalhamento Média
médio em C seja igual ao de tração no tirante AB. 7.6 Tensão de Cisalhamento Média
médio em C seja igual ao de tração no tirante AB. 7.6 Tensão de Cisalhamento Média
médio em C seja igual ao de tração no tirante AB. 7.6 Tensão de Cisalhamento Média

7.6 Tensão de Cisalhamento Média

Considere-se um elemento sujeito a uma força de corte, grande o suficiente para causar deformação e falha na barra ao longo dos planos AB e CD como mostrado na figura 7.10(a).

ao longo dos planos AB e CD como mostrado na figura 7.10(a). (a) Barra apoiada em

(a) Barra apoiada em apoios rígidos

na figura 7.10(a). (a) Barra apoiada em apoios rígidos (b) Tensão de cisalhamento no segmento Figura
na figura 7.10(a). (a) Barra apoiada em apoios rígidos (b) Tensão de cisalhamento no segmento Figura

(b) Tensão de cisalhamento no segmento

Figura 7.10 – Elementos submetidos a esforços

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dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Deve ser aplicada uma força equilíbrio. A tensão
dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Deve ser aplicada uma força equilíbrio. A tensão

Deve ser aplicada uma força

equilíbrio. A tensão de cisalhamento média atua no plano da área secionada e é dada por:

, figura 7.10(b), em cada seção para manter o segmento em

, figura 7.10(b), em cada seção para manter o segmento em (6) Casos de cisalhamento simples

(6)

Casos de cisalhamento simples ou direto, figura 7.11, ocorrem principalmente em ligações com pinos, solda, parafusos, etc. Nesses casos, as peças resistentes estão submetidas apenas a uma força de cisalhamento simples V=F. Como no exemplo abaixo, o parafuso apresenta apenas uma seção de corte.

abaixo, o parafuso apresenta apenas uma seção de corte. Figura 7.11 – Elementos submetidos a esforços

Figura 7.11 – Elementos submetidos a esforços de cisalhamento simples

Nos casos de cisalhamento duplos ou direto, figura 7.12, ocorrem duas seções de corte e V=F/2.

, figura 7.12, ocorrem duas seções de corte e V=F/2. Figura 7.12 – Elementos submetidos a

Figura 7.12 – Elementos submetidos a esforços de cisalhamento duplo

7.7

Equilíbrio

Considere-se um elemento infinitesimal retirado da seção cisalhada.

um elemento infinitesimal retirado da seção cisalhada. Figura 7.13 – Elemento infinitesimal removido de um ponto

Figura 7.13 – Elemento infinitesimal removido de um ponto localizado numa superfície de uma área secionada sobre a qual atue tensão de cisalhamento

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dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Se considerarmos a força de equilíbrio na direção

Se considerarmos a força de equilíbrio na direção de y, então:

a força de equilíbrio na direção de y, então: De maneira similar, a força de equilíbrio

De maneira similar, a força de equilíbrio na direção de z produz

.
.
a força de equilíbrio na direção de z produz . Exemplo 4) A escora de madeira

Exemplo 4) A escora de madeira é suportada por uma haste de aço de 10mm de diâmetro presa na parede. Se a escora suporta uma carga vertical de 5kN, calcule a tensão de cisalhamento média da haste na parede e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.

e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.
e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.
e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.

Na haste:

e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.
e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.

Na escora:

e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.
e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.
e ao longo das duas áreas sombreadas da escora, uma das quais está identificada como abcd.

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dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Exemplo 5) Determinar a tensão de compressão média

Exemplo 5) Determinar a tensão de compressão média ao longo das áreas de contato e também a tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB.

tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de
tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de
tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de
tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de

Tensões de compressão

tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de
tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de

Tensão de cisalhamento

tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de
tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de
tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de
tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de
tensão de cisalhamento média ao longo do plano definido por EDB. Tensões de compressão Tensão de

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Exercícios Propostos

Questão 1) A viga AC mostrada na figura 1 está submetida as forças de 50 kN decorrentes da grelha do piso. O tirante de aço AB tem diâmetro igual a 20 mm. Os apoios B e C são fixados por um pino com diâmetro igual a 12 mm. Determinar a força axial no tirante e a reação de apoio em C.

A 20 mm 4 m 50 kN 50 kN 50 kN 50 kN C B
A
20 mm
4 m
50 kN
50 kN
50 kN
50 kN
C
B
d = 12 mm
1,5 m
2 m
2 m
2 m
1,5 m

Figura 1

50 kN C B d = 12 mm 1,5 m 2 m 2 m 2 m

d = 12 mm

Questão 2) Considere o tirante AB da figura 1, com seção transversal circular e diâmetro igual a 20 mm. Determine a tensão solicitante no tirante em função da força aplicada pelo piso. Em seguida, verifique a segurança do tirante, sabendo que a tensão admissível do aço é da ordem de 50 MPa. Verifique a segurança das ligações B e C. Considere que a tensão admissível ao cisalhamento do material dos pinos é de 40 MPa. Neste caso, o diâmetro adotado é suficiente? Justifique sua resposta.

Questão 3) Calcule as tensões nas barras da estrutura de madeira da figura 2 com base nos esforços solicitantes indicados. O apoio é feito por pinos metálicos de 10 mm de diâmetro à corte duplo. Verifique a segurança estrutural das barras e das ligações para uma tensão de ruptura igual a 300 MPa para o aço e 60 MPa para a madeira. Considere um coeficiente de segurança igual a 5 para a madeira e 1,5 para o aço à tração e 2 para o cisalhamento.

Carregamento atuante no piso G =0,5 kN/m : peso próprio Q = 2 kN/m :
Carregamento atuante no piso
G =0,5 kN/m : peso próprio
Q = 2 kN/m : sobrecarga acidental
V 1 =2 kN/m : vento
p
3
1
2
100 mm
100 mm
2 m
4
25 mm
100 mm
2 m
0,5 m
(a) arranjo
(b) Detalhe da ligação

Figura 2

Universidade Estadual de Santa Cruz DCET – Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas Notas de aula - Disciplina: CET 583 - Resistência dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim

dos Materiais Prof. Dr. Ricardo de Carvalho Alvim Questão 4) A ligação 2 da estrutura da

Questão 4) A ligação 2 da estrutura da figura 2 é composta por pregos com 7,2 mm de diâmetro e tensão de ruptura de 400 MPa. Use um coeficiente de segurança igual a 2 e verifique se a quantidade de pregos é suficiente para atender ao carregamento de projeto.

Questão 5) A estrutura de cobertura da figura 3 está submetida a um carregamento de projeto conforme indicado. Determine os esforços solicitantes nas barras e, em seguida, as tensões solicitantes. Considere as seções transversais indicadas.

75 75 2 kN 75 3 150 mm 2 kN 2 kN 2 4 4
75
75
2
kN
75
3
150 mm
2 kN
2 kN
2
4
4
1
5
6
7
Seção das barras
1-5, 2-6 e 3-6
1,4 m
0,6 m
2
m
2 m
75
150 mm
1 m
1,1 m

(a) arranjo da cobertura

Figura 3

(b) Detalhe da ligação

Questão 6) Considere o apoio 1 da estrutura de cobertura da figura 3. Trata-se de um entalhe em madeira conforme o esquema da figura 4. Determine as tensões nas faces comprimidas e a tensão de cisalhamento atuante no plano BD. Em seguida verifique a segurança da ligação. Considere a resistência da madeira à compressão igual a 60 MPa e ao cisalhamento igual a 12% desse valor.

4 cm

11 cm

A D B C 10 cm 18 cm
A
D B
C
10 cm
18 cm

Figura 4