1.

CONSIDERAÇÕES GERAIS A anatomia é um ramo do conhecimento que estuda a forma, a disposição e a estrutura dos componentes dos seres vivos. O termo, de origem grega, literalmente significa “cortar fora”, por isso a dissecação do cadáver ser um meio tradicional de estudá-la, além de primordial. Anatomia macroscópica é o estudo das estruturas que podem ser dissecadas e observadas a olho nu. Divisão da anatomia: anatomia especial e anatomia comparada. A anatomia especial é aquela que compreende o estudo de uma única espécie. A anatomia comparada compara uns indivíduos com outros de espécies diferentes e descobre as analogias e diferenças de organização existente entre eles. A anatomia apresenta as seguintes subdivisões: Osteologia Sindesmologia Miologia Neurologia Angiologia Esplancnologia Estesiologia Médico Cirúrgica Artística ou escultural

Sistemática Descritiva Normal 1.1 Anatomi a Topográfica ou Regional Microscópica ou Histológica Patológica Teratológica Desenvolvimento Filogênica

A Anatomia normal estuda os indivíduos que gozavam de bom estado de saúde, antes do abate ou sacrifício e está dividida em descritiva e microscópica ou histológica. Anatomia descritiva: é a que estuda sucessivamente, os diferentes órgãos. Descrever um órgão é informar o seu nome, sua situação, sua forma, seu volume, peso, cor, consistência, relações e a disposição relativa de suas diferentes partes, quando subdividido. Anatomia microscópica ou histológica (geral): estuda as estruturas e seus detalhes invisíveis a olho nu com o uso da microscopia óptica e eletrônica. A Anatomia descritiva está dividida em sistemática e topográfica ou regional. A Anatomia sistemática: estuda grupos de órgãos que estejam tão estreitamente relacionados em suas atividades que constituem os sistemas corpóreos com função comum. Ex. sistema muscular, nervoso e circulatório. O estudo da Anatomia sistemática está subdividido nas seguintes partes: Osteologia: estuda os ossos que compõem o esqueleto. Sindesmologia: estuda as articulações, que são os meios de uniões entre os ossos. Miologia: estuda os músculos, que são os elementos ativos do movimento. Neurologia: é o estudo do sistema nervoso. Este sistema está subdividido em central e periférico. Angiologia: estuda o coração e vasos (artérias, veias e linfáticos) por onde circula o sangue e a linfa encarregados de nutrir e drenar todos os tecidos do corpo. Esplancnologia: estuda as vísceras que compõem os sistemas localizados no interior do corpo do animal. Ex.: sistemas respiratório, digestório, urinário, etc. Estesiologia: estuda os órgãos que se destinam a captação das sensações como o olho, orelha, papilas gustativas, etc. A pele e seus anexos são estudados no Sistema tegumentar. As glândulas de secreção interna são estudas no Sistema endócrino ou juntamente com os sistemas que estão relacionadas funcionalmente. Por exemplo, a hipófise no sistema nervoso, o testículo no sistema genital masculino, etc. Anatomia topográfica ou regional: é a que está diretamente envolvida com a forma e as relações de todos os órgãos presentes numa região específica ou parte do corpo dos seres vivos. Os conhecimentos da anatomia topográfica são empregados na clínica e cirurgia (médico cirúrgica) e nas belas artes (artística ou escultural). Anatomia patológica: estuda as alterações do estado normal dos órgãos quando animal adoece ou seus componentes funcionam mal.

Anatomia teratológica: é a que estuda o desenvolvimento anormal, vícios de conformação compatíveis ou não com a vida. Ex. animal com duas cabeças. Anatomia do desenvolvimento: estuda as fases pelas quais os organismos passam desde a concepção, o nascimento, a juventude, a maturidade até a idade avançada. A embriologia estuda o desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do oócito até o nascimento. Anatomia filogênica: é o estudo das transformações da espécie no tempo. Por exemplo o ancestral do cavalo possuía cinco dedos e o atual apenas um.

1.2. HISTÓRICO A história da anatomia engloba um lapso de tempo que supera o cálculo humano. Sua origem se perde na pré-história. Consideramos na história da anatomia cinco épocas: vulgar, Escola de Alexandria, de Galeno, de Vesálio e atual. Época vulgar: caracterizou-se por um desconhecimento quase completo dos seres vivos. Conhecimentos elementares e incompletos integram a doutrina anatômica dessa época. O espirito observador de alguns, se consagrando por sacrificar e desarticular os animais empregados na alimentação humana gerou os conhecimentos da época. Escola de Alexandria: no século III a.C., foi celebre a grandiosa biblioteca e o museu, existente na cidade de Alexandria, para onde convergiam homens eminentes, estudiosos de todas as ciências. Neste grande centro cultural estudou-se a anatomia em condições vantajosas, graças aos trabalhos de dissecações realizadas em animais de várias espécies. Época de Galeno: Galeno nasceu em Bérgamo, que compartilhava com Alexandria o conhecimento da época, no ano 131 de nossa era. Foi um grande médico, porém o espírito religioso do período, o privou, de ensinamentos adquiridos em cadáveres humanos. Como viajante incansável percorreu extensos territórios, praticou dissecações em muitas espécies de animais descobrindo novos tipos de organizações, até conseguir formar a escola médica. É considerado o criador da anatomia comparada. Devido ao espirito religioso da época, tido como todo poderoso, nenhum descobrimento anatômico humano novo se incorporou aos de Galeno e assim passaram-se 14 séculos. Época de Vesálio: em 1543, André Vesálio, publicou pela primeira vez seu memorável trabalho “De humani corporis fabrica” (sobre a estrutura do corpo humano), sendo caracterizado como o primeiro livro de anatomia humana realmente exato, pois, era dito popular da época “é melhor equivocar-se com Galeno do que acertar com outros”. Vesálio que lecionava na Universidade de Pádua, tinha apenas 29 anos quando apresentou uma anatomia sistemática baseada não na fé ou em analogias da anatomia animal de Galeno, mas em estudos de dissecações do cadáver humano. André Vesálio foi considerado o restaurador da obra de Galênica e o verdadeiro fundador da anatomia humana. Época Atual: os descobrimentos, a partir daí se sucederam vertiginosamente. Com o descobrimento do microscópio, surgem investigações anatômicas de grande alcance. Em nossos dias são utilizados meios complementares, além do bisturi e pinças, como o uso do raio-X (anatomia radiológica), ultra-sonografia, microscopia de varredura, entre outros. 1.3. NOMENCLATURA ANATÔMICA Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria. O conjunto de termos empregados para designação e descrição de um organismo ou suas partes denomina-se nomenclatura anatômica. Foi realizado em Paris, em 1955, um Congresso de Anatomia, visando uma uniformização internacional da nomenclatura anatômica. Foi escrita em latim com a permissão de cada nação traduzi-la para sua língua. Em 1968, foi publicada em Viena, pela Comissão Internacional de Nomenclatura Veterinária, sob responsabilidade da Associação Mundial de Anatomistas Veterinários, a Nomina Anatômica Veterinária (NAV); essa nomina é periodicamente revista, sendo a quarta em 1994, e tentaremos usá-la de forma permanente neste trabalho. É escrita em latim e pode ser traduzida para a língua do profissional que a emprega, por exemplo, o latim hepar torna-se fígado em português, higado em espanhol, liver em inglês, foie em francês e leber em alemão. 1.4. POSIÇÃO ANATÔMICA Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode variar, convencionou-se uma posição padrão (posição anatômica). Para os animais quadrúpedes, a posição anatômica é aquela em que o animal está com os quatro membros em estação (de pé) e alerta. Esta posição é diferente da posição anatômica humana. Quando descrevemos um órgão, não interessando se o cadáver está sobre uma mesa, por exemplo, sempre temos em mente a posição anatômica. 1.5. PLANOS PARA O CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES Plano é uma superfície, real ou imaginária, ao longo da qual dois pontos quaisquer podem ser unidos por uma linha reta. Na posição anatômica o corpo pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, formando uma figura geométrica, um paralelepípedo. Assim, tem-se os seguintes planos: a) Dois planos verticais: um tangente a cabeça, plano cranial e outro tangente a cauda, plano caudal.

b) Dois planos verticais tangentes de cada lado do corpo, planos laterais direito e esquerdo. c) Dois planos horizontais, um tangente ao dorso, plano dorsal e outro à palma das mãos e planta dos pés o plano podálico. O tronco isolado é limitado inferiormente, pelo plano que tangencia o ventre denominado plano ventral. Os planos descritos anteriormente são de delimitação, porém existe também os planos de secção: 1) Plano mediano: é o plano que divide o corpo em duas “metades” direita e esquerda. 2) Planos sagitais ou paramedianos: são todas as secções do corpo feitas por planos paralelos ao mediano (corte sagital). 3) Plano transversal: é o plano de secção perpendicular ao plano mediano no sentido dorso-ventral. 1.6. EIXOS DO CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES São linhas imaginárias traçadas no animal considerando sua inclusão no paralelepípedo. Os principais são: a) Eixo longitudinal – crânio-caudal: unindo o centro do plano cranial ao centro do plano caudal. b) Eixo vertical – dorso-ventral: unindo o centro do plano dorsal ao centro do plano ventral. c) Eixo transversal - latero-lateral – unindo o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo. 1.7. TERMOS ANATÔMICOS GERAIS QUE INDICAM A POSIÇÃO (LOCAL) E DIREÇÃO DAS PARTES DO CORPO DOS ANIMAIS: 1) Cranial e Caudal – expressões usadas para indicar na direção ou maior aproximação da cabeça ou da cauda. 2) Dorsal e Ventral – na direção ou relativamente próximo ao dorso ou ao ventre (abdome) do animal respectivamente. O termo ventral nunca deve ser usado para membros. 3) Lateral e Medial – estrutura distante ou afastada do plano mediano e na direção ou relativamente próximo ao plano mediano respectivamente. 4) Rostral – na direção ou relativamente próximo ao focinho (rostro-nariz) do animal, usado somente para a cabeça. 5) Proximal e Distal – proximal relativamente próximo à raiz ou origem principal e distal afastado da raiz, utilizado para membros e cauda. 6) Axial e Abaxial – as estruturas que ficam próximas ao eixo central de um dedo central, ou próximo ao eixo do membro se passarem entre os dois dedos são ditas axiais e as que estão à distância do eixo de referência estão em posições abaxiais (ab, fora de). 7) Interno e Externo; Superficial e Profundo – têm o significado usual dos termos. 8) Parietal e Visceral - parietal refere-se a face da estrutura que em direção a parede da cavidade e visceral quando na direção das outras vísceras. 9) Cortical e Medular – o primeiro significa a camada externa e o segundo a interna de alguns órgãos como rins, adrenal, etc. 10) Nos membros usamos para a mão – Dorsal e Palmar – e para o pé – Dorsal e Plantar - para designar características localizadas em cima ou abaixo dos mesmos. 1.8. CONSTITUIÇÃO GERAL O corpo dos vertebrados tem como unidade anatomofuncional a célula. Um conjunto de células da mesma natureza forma um tecido. A reunião de um vários tecidos forma um órgão. Diversos órgãos reunidos podem formar um sistema ou aparelho. 1.9. DIVISÃO DO CORPO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Corpo divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. O esquema seguinte apresenta as principais partes do corpo:

Cabeça Pescoço Tronco Tórax Abdome Pelve Raiz Divisão do Corpo Membros Anteriores ou Torácicos Parte Livre Ombro Braço Antebraço Mão (palma e dorso Quadril Coxa Perna

Raiz Posteriores, Pélvicos ou Pelvinos

Parte Livre

.......... local de armazenamento de íons Ca e P (durante a gravidez a calcificação é feita.. O endósteo é uma fina membrana fibrosa que envolve internamente o canal medular dos ossos longos.. endósteo. dentro da qual se acha disposta a substância esponjosa..... com eles formando um todo..3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS Os ossos constam de matéria orgânica e inorgânica na proporção de 1:2 aproximadamente. uma esponja marinha e esta localizada nas extremidades dos ossos. Existe duas variedades de medula nos adultos: a vermelha e amarela....Pé (planta e dorso) 1. O tecido ósseo está formado por substância compacta densa.. mas considerados como órgãos.. enquanto a amarela está constituída quase que totalmente de tecido adiposo... mas após... Em sentido mais amplo inclui o estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos.. sistema nervoso central.. Mammalia Subclasse ... formando um emaranhado.. A medula óssea ocupa os interstícios dos ossos esponjosos e a cavidade medular dos ossos longos.. 2.... PRINCÍPIOS GERAIS DE CONSTRUÇÃO CORPÓREA NOS VERTEBRADOS O corpo dos animais domésticos é constituído segundo alguns princípios e fundamentos que prevalecem para os vertebrados. é o estudo dos ossos..... Podemos definir o esqueleto como o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço do corpo animal e desempenhar várias funções. em adultos........... Nos animais jovens só existe a medula vermelha.. pulmões.. .. menos densa.11....4 ESTRUTURA DOS OSSOS Os ossos constam principalmente de tecido ósseo........ constituem o esqueleto. Eutheria (Monodelphia-Placentalia) Boi Cabra Cão Cavalo Gato Ovelha Porco Ordem Artiodactyla Artiodactyla Carnivora Perissodactyla Carnivora Artiodactyla Artiodactyla Subordem Ruminatia Ruminatia Fissipedia Hippomorpha Fissipedia Ruminatia Suiformes Família Bovidae Bovidae Canidae Equidae Felidae Bovidae Suidae Subfamília Bovinae Caprinae Equinae Caprinae - Gênero Bos Capra Canis Equus Felis Ovis Sus Espécie taurus hircus familiaris caballus domestica aries scrofa 2.... SITUAÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NO SISTEMA ZOOLÓGICO Os animais domésticos se encontram assim distribuídos no sistema zoológico: Ramo .. coloração e forma variáveis e que.. OSTEOLOGIA Em sentido restrito e etimologicamnte. 1. o esqueleto... Mantém a capacidade osteogênica. paquimeria e estratimeria. Por sua vez os ossos são definidos como peças rijas...... Antimeria é cada uma das metades divididas pelo plano médio..... apresentam ainda periósteo. medula óssea.10........ ela é substituída na cavidade medular pela medula amarela. 2. sustentação e conformação do corpo. O periósteo é uma membrana fibrosa que reveste a superfície externa dos ossos.... com exceção dos pontos onde há atrito (articulações) bem como. nos locais de inserção de ligamentos e músculos. sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento do corpo............ de número. finalmente. etc.. que lembra até certo ponto... em grande parte pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno) e. 2.... sendo reativada no processo de reparação de fraturas. local de produção de certas células do sangue...... A matéria animal (orgânica) proporciona ao tecido ósseo solidez e elasticidade e a natural (inorgânica) dureza. em conjunto. vasos e nervos. no todo ou em parte.. Existem outras divisões como metameria. A medula vermelha contém vários tipos de células características e é uma substâncias formada de sangue.2 FUNÇÕES DO ESQUELETO O esqueleto desempenha várias funções vitais ao organismo animal. como o coração.. Vertebrata Classe . dentre elas podemos citar: proteção para órgãos moles....

assim como perfurações. 2. Por esta razão. Depressões articulares: Cotilóide: (forma esferóide. São os que apresentam comprimento e largura equivalente. são as faces. processo espinhoso das vértebras.206 Suíno 272 . Tanto as saliências como as depressões podem ser articulares ou não articulares. etc. A artéria nutrícia penetra no forame nutrício para o interior do osso distribuindo-se em sentido proximal e distal. Os ossos. Ossos “esplâncnicos”: Desenvolvem-se em órgãos moles.8 ACIDENTES ÓSSEOS As principais partes descritivas de um osso. Assim classificam-se em: Ossos longos: Neste caso o comprimento apresenta-se consideravelmente maior que a largura e a espessura. oca. são exemplos demonstrativos. do occipital. da costela.: processo odontóide do axis.: do fêmur.305 2. Ossos curtos: São aqueles que apresentam equivalência das três dimensões. esfenóide. não se articulando com os demais ossos. largura e espessura) sobre as outras duas. Esqueleto “visceral”: constam de ossos. úmero. Ossos sesamóides: São encontrados dentro dos tendões. apresentam sempre canal medular. Côndilo: (segmento de cilindro) Ex. Ossos pneumáticos: Apresentam uma ou mais cavidades. As artérias do periósteo penetram no osso. depressões. maxilar e esfenóide. Cristas: (saliências estreitas e alongadas) Ex. bordas e ângulos.6 DIVISÃO DO ESQUELETO O esqueleto resulta da armação dos ossos entre si.Vasos e nervos: os ossos de uma maneira geral são ricamente vascularizados e inervados. costelas e esterno. frontal nasal e outros como a escápula e o osso do quadril. sendo assim ele divide-se em: Esqueleto axial: é o eixo principal do corpo. de volume variável.: do fêmur. protuberância occipital externa. desprovido de seu periósteo.: espinha da escápula Linhas: (espécie de cristas. etc.205 TOTAL Ovino 200 . temporais. tíbia.: ossos do carpo e tarso. do talus. Espinhas: (saliências mais o menos pontudas) Ex. seja devido a função hematopoiética. etmóide. Ossos do crânio. estando formado pela cabeça. Depressões não articulares: .: na escápula.: nas vértebras torácicas. uma proximal e outra distal.: do úmero.209 203 .: da mandíbula. seja pelo fato de se apresentarem com desenvolvimento lento e contínuo. bem como. Ex. isto é. como parietal. ulna. os membros anteriores e posteriores. Antigamente. oca. Ex. desenvolvidos no parênquima de alguma víscera ou órgão. 2. Definidas estas três expressões. rádio. Tuberosidade ou protuberância: (saliências mais ou menos obtusas) Ex. Ossos irregulares: Apresentam uma morfologia complexa. etc. Os ossos pneumáticos situam-se no crânio. tomando-se em consideração a predominância de uma das dimensões (comprimento.: da tíbia. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seios.: osso do pênis do cão e gato e osso cardíaco do coração dos ruminantes. onde promovem uma mudança de direção sobre proeminências que exerceriam pressão e fricção excessivas sobre os tendões. irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea. Cabeça: (segmento de esfera) Ex. Saliências articulares: cabeça. do temporal. Glenóide: (forma ovóide.7 NÚMERO DE OSSOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Eqüino Bovino 199 . uma porção intermediária.5 MORFOLOGIA DOS OSSOS É uma classificação baseada na forma.: as vértebras.279 Canino 302 . o osso deixa de ser nutrido e morre. do úmero. rasa) Ex. Tróclea: (segmento de polia) Ex. facial. sem apresentarem canal medular (costelas) eram classificados como ossos alongados. Exemplos típicos são os ossos dos membros: fêmur. revestidos de mucosa e contendo ar. Os osso longos apresentam duas extremidades (epífises). podemos notar que a superfície externa dos ossos apresentam uma grande variedade de eminências. bem como.: o osso do coração do bovino. 2. Ossos planos: Expandem-se em duas direções. do pênis do canino. profunda) Ex. Ex. etc. os ossos em que o comprimento era maior que a largura e espessura.: parietal. são altamente vascularizados. coluna vertebral. não se articulando com nenhum outro osso.: tuberosidade deltóide do úmero. o corpo (diáfise). Ex. Ex. não apresentam forma geométrica definida.: frontal. pouco elevadas e pouco salientes) Ex. etc. côndilo e tróclea. Saliências não articulares: Processo ou apófise: (é um termo para designar uma eminência) Ex. Esqueleto apendicular: está formado pelos apêndices locomotores. etc. Tubérculo: (menos acentuado que a protuberância) Ex. etc.

. a partir da protuberância.Fossa condilar ventral  depressão localizada próximo aos côndilos na porção basal do osso.Chanfradura: (desbastamento da borda de um osso) Ex. estando em posição normal.Base do occipital ( porção basilar) em contato com o esfenóide.Parietais 1 .Occipital 1 .Hióide Crânio: é a porção mais caudal.Maxilares 4 .Vômer 2 .Impressões digitais . .: no temporal. etc.Forame magno  localizado entre os côndilos serve de entrada para a medula espinhal.Pterigóides 1 .Lacrimais 2 .: canal alar.Protuberância occipital externa  situada na linha média. situados na junção do occipital com os ossos temporal e esfenóide. A face exocraniana apresenta os seguintes acidentes ósseos: . Está dividido em porção basal e porção dorsal. por onde emerge do crânio o nervo hipoglosso (XII par craniano) . largamente abertas) Ex.2. Importante local de coleta do líquido cérebro espinhal (líquor).1 OCCIPITAL É o mais caudal dos ossos do crânio. Impressões digitais: (cavidades que parecem produzidas por pressões dos dedos) Ex.Interparietal 2 . que vai proteger parte do sistema nervoso central o encéfalo.Processos paracondilares (jugulares)  projeções pares localizados próximos aos côndilos que servem para fixação de músculos. Os referidos forames estão unidos no eqüino (forame jugulacerado ou hiato rasgado).2 OSSOS DO CRÂNIO 3. ventralmente na cabeça. maxilar.Porção basilar do occipital  se une com o osso esfenóide.Esfenóide 1 .Palatinos 2 .: na face medial da escápula. é constituída pelos seguintes ossos: 2 . Está dividida em crânio e face. Fissura: (fenda ou fresta óssea) Ex. .Frontais 3.: no úmero.Incisivos 2 .Canal do hipoglosso  situado na fossa condilar. Fossa: (escavações extensas.Côndilos do occipital  se articulam com o atlas (1ª vértebra cervical) . Porção basal: lembra a continuação da coluna vertebral. .Temporais Porção dorsal: forma o teto e parte das paredes laterais da cavidade craniana. compreendendo os ossos: 2 . Sulco: (impressões vásculo nervosas) Ex. estando formado pelos seguintes ossos: 1 . .: da mandíbula.1 CABEÇA: É a porção elevada e anterior das espécies domésticas. Goteiras: (quando em semicanal) Ex. Hiato: (abertura de contorno irregular) Forame: (abertura de contorno regular) Ex. .: forame magno do occipital.: fissura palatina. A face endocraniana apresenta: .Mandíbula 1 .: no frontal.Crista nucal  se estendem lateralmente para cada lado.Etmóide 2 . A face forma a porção oral e restante da cabeça.Forame lácero (mais rostral) e forame jugular (mais caudal).: no temporal.Protuberância occipital interna .Zigomáticos 2 . é formado por ossos planos e esses concorrem para a formação da cavidade craniana. 3 ESQUELETO AXIAL 3.Nasais 2 . . Canais: (depressões rasas e curtas) Ex. Apresenta para descrição duas faces uma exocraniana (externa) e uma endocraniana (interna). no úmero.Cornetos 1 . Seios: (cavidades situadas na espessura do osso) Ex.

no local uma linha nucal. . .corpo triangular.canal do hipoglosso localiza-se caudal ao forame jugular. .côndilos achados. RUMINANTES: . .forame órbito-redondo.processos jugulares curtos. 3.forame órbito-redondo.RUMINANTES: .presença de forame mastoide. .Fossa hipofisária  onde se acomoda a glândula hipófise.não apresenta canal alar.Seio esfenoidal .  Corpo O corpo é externamente liso.forma a superfície caudal do crânio. CARNÍVOROS: . . . . . .presença do forame jugular. CARNÍVOROS: .Forame redondo  se abre dentro da fissura .côndilos mais afastados.canal do hipoglosso pequeno. Encontra-se dividido em três partes: corpo.apresenta linha temporal e linhas oblíquas.2 ESFENÓIDE Tem o formato semelhante a uma borboleta. .crista pterigoide. .Impressões digitais  Asas temporais Externamente encontra-se o forame alar caudal e internamente impressões digitais. Internamente encontram-se impressões digitais.2.a base do occipital é curta e apresenta 2 grandes tubérculos musculares localizados na junção com o esfenóide.não possui crista nucal.Forame etmoidal . SUÍNOS: . .presença de forame lacero e jugular. asas temporais e asas orbitais. Internamente encontramos os seguintes acidentes ósseos: .forame mastóide de cada lado na junção do occipital e temporal . .crista occipital externa  estende-se ventralmentre na protuberância occipital externa. .não tem forame lacero.  Asas orbitais Externamente as asas orbitais encontra-se: . processos jugulares curtos e largos.Forame alar parvo Os forames dão passagem a vasos e nervos.parte basilar larga e se une a bula timpânica.não apresenta forame alar. . . Forma 2/3 rostrais do crânio entre o occipital caudalmente e etmoíde rostralmente.crista pterigóide.Sela túrcica . .na fossa condilar ventral encontramos 2 ou + forames o mais ventral é o canal do hipoglosso os demais forames paras as veias do canal condíleo.forame oval. SUÍNOS: .forame oval.Forame alar rostral . achatado e alongado. somente o forame jugular. .Fissura orbitária (espaço ósseo) .processo jugular alongado. . . .Sulco óptico ou sulco do quiasma .forma parte ventral somente da superfície caudal do crânio .Forame óptico .

meato temporal.Forame estilomastoide  dá passagem ao nervo facial. .não possui processo mastóide.processo muscular. .processo retroarticular reduzido.Crista petrosa A face caudal (aboral) relaciona-se diretamente com o occipital.2.  Massas laterais (labirinto etmoidal) Massas ósseas enroladas de forma espiralada envolvidas por uma lâmina óssea chamada lâmina papirácea.Processo estilóide  local onde se articula com o osso hióide.4 TEMPORAIS Localizados de cada lado da cavidade craniana. SUÍNOS: .- forame alar rostral e caudal.Processo muscular .Processo retroarticular situados caudalmente ao tubérculo articular .Impressões digitais  Porção petrosa Tem a forma de uma pirâmide. . Está subdividido em porção escamosa e porção petrosa.  Vértice: Porção mais dorsal. . Na crista perpendicular localiza-se a crista galli.processo estilomastóide fundido a bula timpânica.meato temporal.Meato acústico interno .3 ETMÓIDE Está localizado no interior da cabeça no limite entre o crânio e a face. . .processo mastoide reduzido.bula timpânica alongada.Processo mastóide Internamente: .Processo acústico externo .  Base: . . 3.Tubérculo articular: articulam-se com os côndilos da mandíbula. Está subdividido em três partes:  Lâmina perpendicular Coloca-se medianamente entre as massa laterais e as lâminas crivadas. Internamente: . . esta dividida em quatro faces. A face externa da porção escamosa contribui para formação da fossa temporal. 3. . RUMINANTES: .Fossa mandibular . . .  Porção escamosa Externamente: . . está relacionada com a porção escamosa do temporal e com o osso occipital. CARNÍVOROS: .Processo zigomático do temporal: se une ao processo temporal do zigomático e forma o arco ou ponte zigomática.Forame retroarticular  situado caudalmente ao processo retroarticular.Bolha ou bula timpânica  aloja a orelha interna.  Lâminas crivadas São lâminas ósseas colocadas transversalmente e de cada lado da lâmina perpendicular.processo retroarticular grande.forame estilomastóide. uma base e um vértice.meato temporal.Meato acústico externo .não apresenta tubérculo articular. .  Faces: Externamente: .processo retroarticular menos proeminente. .processo muscular é grande.2. .

Crista parietal externa A face externa do parietal. É marcado pela crista sagital externa que se continua com a crista temporal. . Aproximadamente 5 cm dorso-rostralmente a crista situa-se o forame infra-orbitário que é a abertura do canal infra-orbitário. forame estilomastóide.7 INTERPARIETAL Osso temporário que aparece durante o período fetal até os primeiros dias de vida.- processo mastóide. 3.Seio do frontal RUMINANTES: .3.2.5 PARIETAIS Os parietais formam as partes do teto da cavidade craniana.2. CARNÍVOROS: . Para sua descrição dividem-se em um corpo e dois processos: Alveolar e palatino.Forame supra orbital Internamente: . . Internamente: .fortemente curvo. contorno rombóide fortemente curvo. .Impressões digitais . 3.crista parietal mais lateral. CARNÍVOROS: .processo zigomático é incompleto naõ alcança o arco zigomático.forma metade do comprimento total do crânio. OSSOS DA FACE: 3. contribui para a formação da fossa temporal. SUÍNOS: . Externamente: . constitui parte dorsal da parede caudal do crânio. SUÍNOS: . processo estilóide. . as bordas formam com o parietal uma grande protuberância intercornual ponto mais alto do crânio.forame supraorbital apresenta o sulco supra-orbital.processo zigomático curto e se une ao processo frontal do zigomático. Posteriormente é reabsorvido pelo occipital e pelo parietal.3.processo cornual ( animais aspados).6 FRONTAIS São ossos pares que formam a porção oral do teto da cavidade craniana. .2.Crista parietal interna .não entram na formação do teto da cavidade craniana. 3. crista sagital externa distinta. bem como os temporais e frontais. MAXILAR OU MAXILAS: Situam-se na porção lateral da face e se articulam com quase todos os ossos da face. juntamente com a porção escamosa do temporal. O corpo apresenta 4 faces: Face facial: é convexa no animal jovem e côncava no animal adulto.não apresenta forame supraorbitário.processo zigomático curto. 3.1.Impressões digitais RUMINANTES: bovinos . processo muscular. Apresenta caudalmente uma crista horizontal denominada de crista facial.Processo zigomático do frontal . Externamente: . Estão no limite entre o crânio e a face.

SUÍNOS: . esfenóide e vômer. Formam parte das paredes laterais das coanas. Processo alveolar: apresentam seis grandes cavidades ou alvéolos para os dentes pré-molares e molares superiores. Forame maxilar: que é o início do canal infra-orbitário.Forame maxilar se transforma em fissura maxilar.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro. Apresenta o raso sulco naso-lacrimal e ventralmente a este a crista conchal que suporta a concha nasal ventral. 3.3.Os forames palatinos maior oral situam-se nos processos palatinos dos maxilares.Forame infra-orbitário geralmente é duplo. .2 VÔMER Está localizado na cavidade nasal. Rostralmente ao primeiro grande molar freqüentemente existe um alvéolo para o primeiro pré-molar chamado de dente de lobo. Rostralmente aos alvéolos dentários na borda alveolar situa-se o espaço interalveolar ou interdental. . .3.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro. RUMINANTES: . fixado dorsalmente na sutura palatina média.Nas demais espécies o processo ganchoso é menor. Apresenta lateralmente o sulco palatino.4 PTERIGÓIDE É o menor osso da face. Seios do maxilar: são espaços entre duas lâminas ósseas. Caninos: .O maxilar é alongado.Face nasal: forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal. A extremidade ventral é livre e forma o processo ganchoso do pterigóide ou hâmulo do pterigóide. Lâmina horizontal: é plana e forma a porção caudal do palato duro. Face pterigopalatina: apresenta uma proeminência denominada de tuberosidade maxilar. Junto ao osso incisivo existe um alvéolo para o dente canino que só está presente nos machos adultos. Une-se com o processo palatino do maxilar pela sutura palatina transversa e forma com este o forame palatino maior oral que é a saída do canal palatino. Possui a forma de uma ferradura quando unida a lâmina do lado oposto. Lâmina perpendicular: forma a parede lateral das coanas. . CANINOS: .O forame infra-orbitário pode ser duplo. Suínos: . Apresentam duas lâminas: horizontal e perpendicular. Ruminantes: . 2. principalmente no ovino. apresentando no seu lugar a tuberosidade facial. São côncavas e lisas. Forma com o osso pterigóide o processo piramidal ou pterigoideo. . . Caudalmente se expande lateralmente como se fossem orelhas de gato se articulando com os ossos palatino.Não apresenta crista nem tuberosidade facial.Nos ruminantes o sulco para o septo é bem mais alargado. A borda caudal junta-se com a porção horizontal do osso palatino na sutura palatina transversa.3.3 PALATINOS Estão situados em ambos os lados das coanas e formam a porção caudal do palato duro. 3. Caudalmente divide as coanas em duas partes. É contituida por uma lâmina que forma rostralmente uma canaleta onde se encaixa a cartilagem do septo nasal. .O maxilar é mais curto. Une-se ao processo palatino do lado oposto pela sutura palatina média. 3. Medial a essa tuberosidade situa-se um profundo recesso (nicho pterigopalatino) onde localizam-se três orifícios que são dorsoventralmente: 1.Apresenta junto com os ossos lacrimal e zigomático na face facial a fossa muscular ou canina. sobre a qual dorsalmente na cavidade nasal situa-se o osso vômer. Comparada: . esfenóide e pterigóide.Não apresenta crista facial. Forame palatino maior caudal: entrada do canal palatino maior.O forame palatino maior oral está situado mais medialmente. Forame esfeno-palatino: que abre-se na cavidade nasal. São lâminas ósseas encurvadas que articulam-se com os ossos palatino. Processo palatino: projeta-se medialmente formando a maior parte do palato duro. Face orbital: forma uma pequena porção da parede ventral da órbita. Comparada: . cobertas por mucosa e preenchidos por ar. . 3.A lâmina horizontal tem formato de cunha.

O corpo acha-se perfurado pelo canal inter-incisivo. A face nasal é côncava e dirige-se para o seio maxilar.3. palatino e nasal. SUÍNO: . SUÍNO: . onde se localizam grandes glândulas sebáceas. 3. É composto de um corpo e três processos: alveolar. .O canal inter-incisivo se transforma numa chanfradura. onde penetram artéria. SUÍNOS: .3. Processos palatinos: são duas lâminas ósseas que formam a porção rostral do palato duro. . .8 NASAIS .Forma junto com o maxilar e zigomático a fossa canina ou muscular.3.A fossa para o saco lacrimal é pequena e bem próxima do contorno da órbita. no qual se insere o ligamento orbitario. CANINOS: .3. A face orbitaria é de contorno triangular. Articula-se com os ossos frontais e nasais dorsalmente e com o zigomático e maxilar ventralmente.Entre os processos temporal e zigomático existe uma pequena eminência denominada de processo frontal. Não apresenta o processo lacrimal.Processo temporal bastante robusto e também é bifurcado.Forma parte da fossa muscular ou canina.5 INCISIVOS (PRÉ-MAXILARES) São os ossos mais rostrais da face.Face facial extensa e côncava. A face facial é mais extensa e lisa.Não se articula com o frontal. . Apresenta a uns 2 cm da margem orbital o pequeno processo lacrimal. Processos nasais: projetam-se caudal e dorsalmente formando parte da parede lateral da cavidade nasal.O processo temporal é a maior parte do osso zigomático. RUMINANTES: . que juntamente com o processo zigomático do temporal forma o arco zigomático. 3. Corpo: A face labial é lisa e relaciona-se com o lábio superior e a face palatina é côncava. RUMINANTES: . Apresenta na sua porção ventral a crista facial. A face lateral (facial) é lisa e ligeiramente convexa. Esta fossa é ocupada no animal vivo pelo saco lacrimal que é a origem do ducto naso-lacrimal.Fissura palatina é alargada. O processo frontal não existe no eqüino. e com o temporal caudalmente. A face orbitaria é muito menor que a facial e forma parte da parede ventral e rostral da órbita. 3. com o maxilares rostral e ventralmente.6 ZIGOMÁTICOS (MALARES) Articulam-se com os ossos lacrimal dorsalmente. se articulam com os ossos nasais. É muito longo e fortemente curvo.7 LACRIMAIS Estão localizados na porção rostral da órbita e se estendem rostralmente sobre a face até o maxilar. quase não existe porção facial. na junção com o maxilar forma no macho adulto o alvéolo para o dente canino. Está separada lateralmente do maxilar pela fissura palatina. veia e nervo incisivo. Processos alveolares: apresentam três alvéolos profundos para os dentes incisivos superiores.Apresenta o processo bifurcado em duas porções: uma é o processo frontal do zigomático que se articula com o processo zigomático do frontal e a outra é o processo temporal do zigomático. que se prolonga rostralmente com a crista facial do maxilar e caudalmente com o processo temporal. maxilares e vômer. CANINO: .O canal inter-incisivo se transforma em chanfradura.Ovino: a face facial apresenta uma fossa lacrimal externa ou infraorbitaria que é ocupada no animal vivo pela bolsa infra-orbitaria. . lisa e côncava.É um osso muito pequeno. RUMINANTES: .Não possui chanfradura naso-incisiva. Próxima a margem orbitaria apresenta uma fossa afunilada que representa a entrada do canal lacrimal.Apresenta dois orifícios lacrimais no contorno da órbita. Formam juntamente com o osso nasal a chanfradura naso-incisiva. CANINO: . . . .Não apresentam processos alveolares. Apresenta 2 faces: orbitaria e facial. Ventralmente.3.

Meato nasal ventral: é o espaço entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal. A extremidade articular é composta pelo processo coronóide rostralmente. . Articulam-se com os ossos incisivo. dois alvéolos para os dentes caninos no macho.É bem menor. Meato nasal médio: é o espaço entre as conchas nasais dorsal e ventral. .Não formam com os processos nasais do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. Forma juntamente com o processo nasal do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. que é delgado. Aproximadamente no seu centro apresenta a crista etmoidal que serve de sustentação da concha nasal dorsal. OVINOS: .A extremidade rostral é alargada e apresenta uma chanfradura. Suporta os dentes molares (pré-molares e molares) inferiores. Na sua porção caudal existe pequena depressão denominada de incisura vasorum facialum onde os vasos faciais e o ducto parotídeo contornam o osso e é local de tomada de pulso no eqüino. 3. insere o músculo milohioideo. A face lingual é lisa e côncava onde repousa a ponta da língua (superfície geniana). são em número de 2 pares (ventral e dorsal) que estão separados pelo septo nasal.10 MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR) É o maior osso da face e é ímpar pois as duas metades se fundem quando o animal apresenta ao redor de dois meses de idade. tornando-se estreita e cortante nos animais idosos. É composta de uma porção incisiva e outra porção molar.Formam a maior parte do teto da cavidade nasal. Meato comum: é o espaço entre as conchas e o septo nasal. 3. não se funde com os ossos adjacentes mesmo na idade avançada. Ramo: É a porção vertical do osso. A união da porção molar (ramo horizontal) com o ramo vertical é espessa é denominada de ângulo da mandíbula. CANINOS: . O processo condilar se articula com a porção escamosa do temporal por meio de um disco ou menisco articular. Corpo: É a porção horizontal espessa que apresenta os dentes. .Nesta espécie na extremidade rostral da cartilagem do septo nasal entre os ossos nasal e incisivo apresenta o osso rostral (osso do focinho do porco). A porção incisiva apresenta duas faces e uma borda. CANINO: . A borda alveolar apresenta seis alvéolos para os dentes incisivos inferiores e um pouco mais caudal. As conchas nasais dorsais estão fixadas nas cristas etmoidais dos ossos nasais e as ventrais nas cristas conchais dos maxilares. Meatos são os espaços existentes entre os cornetos e são: Meato nasal dorsal: é o espaço entre a concha nasal dorsal e o teto da cavidade nasal. Possui um contorno triangular alongado. maxilar. A borda dorsal ou alveolar rostralmente forma o espaço interalveolar. processo condilar caudalmente e entre estes a chanfradura mandibular. Face interna (nasal): é lisa e côncava. Face externa: é lisa e convexa transversalmente. A face medial (lingual) é lisa e apresenta a frágil linha milohioidea onde se. lacrimal e frontal. A face labial é convexa.semelhante ao eqüino. A porção molar (ramo horizontal) estende-se caudalmente da porção incisiva.É mais largo rostralmente que caudalmente. Apresenta o forame mandibular que é o forame de entrada do canal mandibular. A face lateral é côncava e apresenta linhas rugosas para inserção do músculo masseter. e está marcada por um sulco mediano que corresponde a sínfise mandibular.3.Extremidade caudal é pontiaguda.Os cornetos apresentam forma arborizante com lâminas secundárias e terceiras que se espiralizam apresentando a extremidade livre. A borda ventral é arredondada no cavalo jovem. Também existe no potro jovem o alvéolo para o dente de lobo (primeiro pré-molar). SUÍNOS: . Para descrição consiste em um corpo e dois ramos verticais.3. A face medial é côncava e apresenta linhas de inserção para o músculo pterigoideo medial.9 CONCHAS NASAIS São ossos em forma de cartuchos localizados no interior da cavidade nasal. . A face lateral (labial) é lisa e apresenta na junção com a porção incisiva o forame mental ou mentoniano que é a abertura rostral do canal mandibular. BOVINOS: . Caudalmente é espessa e escavada por seis alvéolos pares para os dentes pré-molares e molares inferiores. alargada e onde se inserem músculos poderosos. com a extremidade caudal alargada e a extremidade rostral pontiaguda. Apresenta duas faces e duas bordas.

lombar. .11 HIÓIDE É conhecido vulgarmente por osso da língua. 3.Apresenta alvéolos para os dentes caninos dirigidos lateralmente.Mandíbula bastante volumosa.O ramo é menor que o do eqüino. palatino. . regionais ou individuais. numa mesma região. incluindo o esfenóide. quanto aos seus caracteres gerais. Os caracteres gerais são os encontrados em todas as vértebras e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto. . 3. .Existem dois ou três forames mentonianos. sacral e caudal. .O processo coronóide é muito extenso.1 VÉRTEBRAS São ossos ímpares. Medianamente projeta-se rostralmente em um longo processo lingual. Seios frontais: são os seios paranasais encontrados nos ossos frontais de todas as espécies domésticas. denominados vértebras que se estendem desde a cabeça até a extremidade da cauda.Entre o estilo-hióide e o cerato-hióide existe o epi-hióide. que são: .3. Seios maxilares: são os seios paranasais dos ossos maxilares. Comparada: RUMINANTES: Divertículo cornual: Continuação direta do seio frontal para dentro do processo cornual em ruminantes aspados.4. Na face lateral há vários forames mentonianos laterais.12 SEIOS PARANASAIS São cavidades dentro de alguns ossos da cabeça preenchidas por ar.O processo coronóide é mais extenso e se projeta caudalmente. 1. Está situado entre os ramos da mandíbula caudalmente. assim denominadas: região cervical. Este se abre dentro da cavidade nasal através da abertura nasomaxilar.Apresenta sínfise mandibular. 2. portando existe sínfise mandibular.Não tem apófise lingual. SUÍNOS: . Todas as vértebras apresentam caracteres básicos. cuja forma difere nas diferentes regiões.Apresenta apófise lingual curta e pontiaguda. As extremidades laterais do basi-hióide se projetam caudalmente constituindo os tiro-hióides. . As vértebras podem ser estudadas sobre um tríplice aspecto. Está inserido no processo estilóide da parte petrosa do temporal através da cartilagem timpano-hióide. RUMINANTES: .4 COLUNA VERTEBRAL Está constituída de ossos irregulares. este último se articula com uma peça transversal denominada de basi-hióide. . .No ângulo entre o corpo e o ramo vertical da mandíbula existe o processo angular que se projeta caudalmente. Apresenta 6 alvéolos para os dentes molares. Projeta-se rostralmente através de uma lâmina óssea denominada de estilo-hióide. SUÍNOS: . e apresenta 8 alvéolos para os dentes incisivos inferiores. Elas são revestidas internamente por uma membrana mucosa e se comunicam com a cavidade nasal.Apresenta epi-hióide bem desenvolvido.O processo lingual é curto e tuberoso.Apresenta alvéolos para os dentes caninos. mas muitos outros estão presentes.O corpo é mais curto e mais largo. Os ossos do hióide são pares. É constituído por diversas peças ósseas que se articulam entre si. torácica. forma um ângulo de 90° e se continua com o cerato-hióide. bem como.3.Existe um par de forames mentonianos mediais.O processo coronóide é pequeno e a chanfradura mandibular é larga. . CANINOS: . lacrimal e seios conchais. irregulares. 3. . . Os seios frontal e maxilar são os mais conhecidos. Não há alvéolos para os dentes caninos. com exceção do basi-hióide e do processo lingual. .As duas metades não se fundem completamente mesmo na idade avançada. .RUMINANTES: . A coluna vertebral forma o eixo principal do corpo. apresentando-se dividida em regiões. CANINO: . 3.Apresenta epi-hióide.

apresenta chanfradura alar ao invés de forame alar. forames transversos relativamente grandes. ao redor deste apresenta o processo articular cranial. possui uma depressão central chamada de fossa odontóide que serve para articulação com o processo odontóide do axis. CARNÍVOROS: processo odontóide arredondado e longo chega atingir o occipital. As asas são largas e quase horizontais. Processos articulares craniais estão localizados cranialmente ao arco e sua superfície articular está dorsalmente dirigida para cima. São mais longos no pescoço.1 ATLAS É a primeira vértebra cervical. Sua face ventral acha-se o tubérculo ventral. onde se encontram os outros elementos da vértebra. Processo espinhoso . Forame vertebral lateral é circular e não tão junto a borda do arco. Asas  ventralmente há uma depressão chamada fossa atlantal. São longos e proeminentes no pescoço . Arco ventral  mais espesso e menos encurvado.constitui a porção dorsal da vértebra e formará o teto do canal vertebral. a borda cranial é profundamente chanfrada e a borda caudal delgada e côncava. apresentando na face cranial uma cabeça articular e na face caudal uma cavidade cotilóide. processo odontóide é largo sua face dorsal é profunda e côncava. largos na região lombar. processo transverso pequeno e as vezes não está presente. não apresenta forame transverso. dorsalmente 2 forames o 1º mais cranial é o Forame alar e o 2º mais caudal é o Forame transverso. mantém a mesma altura até as sacrais. 5. Entre o processo articular caudal e o corpo apresenta incisura vertebral caudal.1. Arco dorsal  encontramos o túberculo dorsal mediano. o forame transverso passa atrás da borda caudal da asa e não é visível dorsalmente. um arco ventral e um par de asas.colocado ventralmente a vértebra.2. superfície dorsal é convexa. É formado por um arco dorsal. Forma um anel com projeções laterais curvas que são processos transversos modificados ou asas. Processo transverso pontiagudo.4.4. as vezes está ausente. o arco acha-se perfurado de cada lado próximo a sua borda cranial pelo Forame vertebral lateral. CARNÍVOROS: arco ventral estreito.2. máximo de altura na 4ª ou 5ª vértebra torácica e diminui até 15ª ou 16ª T. e que se projetam transversalmente.2 AXIS É a segunda vértebra. direito e esquerdo. 3ª.2 REGIÃO CERVICAL Apresenta sete vértebras em todas as espécies domésticas. RUMINANTES: asas menos encurvadas. possui incisura vertebral cranial.é a parte do arco ósseo que se situa dorsalmente ao arco.4. processo espinhoso fino e de altura moderada se prolonga cranialmente de modo a se sobrepor ao arco dorsal do atlas. é representado por um segmento de cilíndrico. 3. 3. na região torácica são curtos e fortes caracterizam pela presença de facetas para o tubérculo das costelas Processos articulares . A 1ª e 2ª são modificadas devido a função especial de sustentar e movimentar a cabeça. De cada lado da borda cranial do arco encontramos o Forame vertebral lateral. se estende caudalmente.divididos em craniais e caudais. Forame transverso presente. forame transverso as vezes incompleto. Forame vertebral . As características desta região são o corpo. não possui corpo nem processo espinhoso. SUÍNOS: processo espinhoso desenvolvido direcionado dorsal e caudalmente. o arco e cabeça articular desenvolvidas. 6. Processos transversos mais espessos. Arco. BOVINOS: o axis é curto. As cavidades articulares caudais confluem para a parte ventral do arco. 3. Processos articulares caudais estão colocadas caudalmente ao arco e sua superfície articular é dirigida para baixo. Sua característica principal é a presença do processo odontóide. Processo transverso . SUÍNOS: tubérculo dorsal grande. articula-se cranialmente com o occipital e caudalmente com o axis. 2. Processo espinhoso  largo. Processo odontóide cilíndrico. Processo odontóide  face articular convexa ventralmente se articula com o arco ventral do atlas.são dois prolongamentos laterais. asas achatadas. a 6ª e 7ª também possuem algumas modificações. 4. Corpo .situado imediatamente por cima do corpo e limitado lateral e dorsalmente por um arco ósseo. sua borda livre é rugosa e se continua com os processos articulares caudais por meio de duas cristas. Representado como cristas baixas na região cervical. Extremidade caudal do corpo apresenta a cavidade cotilóide. Não apresenta forame vertebral lateral. 4ª E 5ª CERVICAL . reduzidos e mais próximos no dorso. o processo espinhoso se projeta um pouco cranialmente. Na borda cranial observamos 2 cavidades articulares ovais e profundas que recebem os côndilos do occipital. Processos transversos  estreito e apresenta-se perfurado pelo Forame transverso. 3.

Crista ventral pequena. Os processos espinhosos aumentam em comprimento até a terceira ou quarta vértebra e então diminuem até a 15ª as espinhas mais longas são as mais espessas e apresentam seus ápices engrossados. chanfradura caudal relativamente larga. Arco  estreito. suas faces articulares são estensas de contorno oval e levemente côncava. Corpo  curto. Presença da incisura vertertebral cranial e incisura vertebral caudal. Sobre a parte dorsal de cada lado existem facetas costais cranial e caudal. Os corpos das 3 primeiras são elípticos e apresentam uma crista . O forame transverso é largo ventralmente na sua extremidade caudal existe uma fossa. O processo espinhoso é menos rudimentar. cada um une-se com o correspondente processo cranial por uma crista. Processo transverso não apresenta forame.4. Perfurado de ambos os lados por um forame que se comunica com o forame transverso. 3. os caudais emergem na base do processo espinhoso e suas facetas voltam-se para baixo. Processos transversos  extremidade livre tuberosa. corpo achatado dorsalmente. tamanho e forma dos processos espinhosos (desenvolvidos). processo espinhoso encurvado caudalmente e termina em ponta. última torácica: distingue-se pela ausência do par caudal de facetas costais. Sulco menos profundo no meio desta face . Ausência de crista ventral com exceção dos cães. Arco  2 partes parte dorsal formado pelas lâminas e paredes laterais pelos pedículos. Caracterizam-se por apresentar processos transversos desenvolvidos. processos articulares mais curtos e espessos. 14/15 no suíno e 13 nos carnívoros. CARNÍVOROS: apresentam o processo mamilar em todas as vértebras.3 REGIÃO TORÁCICA São comumente em nº de 18 no cavalo. processos articulares são mais largos que as demais vértebras. Processo espinhoso mais alto e pontiagudo. as três ou quatro primeiras tem o processo espinhoso aproximadamente igual no comprimento. corpo achatado e apresenta uma cabeça. apresenta pequenos orificios p/as veias da substância esponjosa dos corpos vertebrais. Origem de duas raizes uma do arco e outra do corpo entre ambos existe o FORAME TRANSVERSO (passa vasos vertebrais e nervos) Divide-se lateralmente ramo cranial e caudal Processo espinhoso  Forma de uma crista baixa que se alarga caudalmente. 13 no bovino. 7ª CERVICAL Curta e larga. convexa e mais larga dorsalmente. 6ª CERVICAL  é mais curta e mais larga. Os processos articulares craniais são mais largos que o par caudal. Face ventral CRISTA VENTRAL MEDIANA proeminente caudalmente com um tubérculo na extremidade caudal. tubérculo ventral ausente. Superfícies asperas p/ inserções de ligamentos e músculos (parte lamelar do ligamento nucal) Processos transversos  largos e planos. Processo espinhoso  longo. Esta crista separa duas superfícies côncavas. De um modo geral os processos transversos diminuem de tamanho e estão dispostos cada vez mais ventral. Processo articulares craniais e caudais  largos. cada um deles possue uma faceta articular para articulação com o tubérculo da costela. Caudal a este ponto tornam-se gradativamente mais curtas. Extremidade cranial ou cabeça  face articular oval que se dirige p/ frente e p/ baixo. Apresenta uma faceta de cada lado para articulação com parte da cabeça da 1ª costela. Nas últimas 4-5 vértebras torácicas aparece o processo mamilar.4. Extremidade caudal  larga e apresenta uma cavidade cotilóide circular. BOVINOS: corpo mais largo SUÍNO: o arco é perfurado de cada lado por um forame (do arco). Processo transverso apresenta 3 ramos. Face dorsal área central lisa . Processos articulares  são pequenos. as três últimas apresentam o processo acessório. dirigido para cima e para trás.Corpo  longo comparado com as demais vértebras. 3. conexão com os processos articulares caudais por meio de rugosidades. REGIÃO LOMBAR São em número de seis no cavalo e nos ruminantes. Borda cranial delgada e a caudal é mais larga. posicionados em sentido cranial entre o processo transverso e o processo articular cranial. suínos 6 a 7 e 7 nos carnívoros. extremidades alargadas e faces articulares. os craniais se localizam na parte cranial do arco com facetas que se orientam para cima. Como características principais observamos faces para articulação com a costela.estreita na parte média e larga nas extremidades. Superfície cranial é convexa e a caudal é concava. Processo transverso apresenta processo mamilar a partir da 3ª vértebra. estreito. Inserção p/ o ligamento longitudinal dorsal.4. 1ª torácica: semelhante a última cervical.

. 3. De cada lado do corpo existe uma chanfradura (chanfradura vertebral cranial). se projetam lateralmente podendo estar levemente inclinadas dorsalmente. A asa é semelhante a dos bovinos. As primeiras possuem corpo alargado.não apresentam chanfraduras craniais. Os processos espinhosos são unidos para formar uma crista sacral mediana. Depois da 3ª aumentam em altura e largura. lombar por meio de um disco intervertebral.5 REGIÃO SACRAL Formado pela fusão de 5 v. Arco pequeno e triangular. processo articular cranial. Dorsal ao corpo está a entrada do canal sacral. Processos articulares craniais  são fusionados aos processos mamilares e apresentam superfície concava para articulação com o par caudal na vertebra precedente.6 REGIÃO CAUDAL Muito variável em número (18).. Seu comprimento aumenta até a 3 ou 4ª e então diminui até a última. Face pélvica: concava em toda a sua extensão. Os forames sacrais pélvicos são grandes. caudal está unida ao sacro. As asas encurvam-se cranioventralmente. largo e quadrangular. Os processos transversos vão diminuindo caudalmente e as v. diminuem de diâmetro do 1º ao último (ramo ventral dos nervos espinhais sacrais). Esta união completa-se nos carnívoros e suínos após 1 ano e meio. As bordas laterais são rugosas. Cada uma apresenta uma larga face oval para articulação com o processo transverso da última lombar. Existe um par de chanfraduras estreitas entre o arco e o corpo e processos transversos. De cada lado dos forames se observa uma série de tubérculos representativos da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais que formam a crista sacral lateral. Pequenos rudimentos de processo articulares. tem forma triangular e está encaixado entre os ílios com os quais se articula firmemente. A 6ª vértebra oferece uma faceta convexa na borda caudal para articulação com as asas do sacro. menos curvado do que no bovino. crista sacral mediana. As 5-6 primeiras possuem arco espinhoso completo. BOVINOS: longas e mais desenvlvidas que no cavalo. Possue uma face dorsal rugosa para insersão ligamentosa (lig sacroilíaco ventral). De cada lado das espinhas existem sulcos. Face dorsal: apresenta centralmente 5 espinhas sacrais. na face ventral há um sulco mediano na qual passa a arteria caudal mediana. sacral é pequeno. SUINOS: a 1ª v. A margem ventral projeta-se lateralmente formando PROMONTÓRIO.Sulco p/ o nervo espinhal lombar. Processo transverso da última lombar não se articula com o sacro. BOVINOS: formado por 5 segmentos. Processo espinhoso pouco desenvolvido. Processos acessórios projetam-se caudalmente sobre as incisuras caudais das 5 primeiras v. processos articulares desenvolvidos nas 4 primeiras.4. achatadas. Vértice: aspecto caudal da última v. É assinalada por 4 linhas transvesas que indicam a delimitação dos corpos vertebrais. A última apresenta extremidade pontiaguda. Base: Tem uma face arredondada que se articula com a última v. Face cranial concava não articular. ficam reduzidas a bastões cilíndricos de tamanho decrescente.Processos transverso grande nas primeiras e gradativamente desaparece. A partir da 4ª se tornam mais largos e achatados e a crista diminui.ventral distinta. Presença de um forame entre o sacro e a 1ª v. forames sacrais ventrais. CARNÍVOROS: arco nas seis primeiras.4. Nos lados encontram-se os forames sacrais dorsais. A 5ª e a 6ª podem estar fusionadas. não formam articulações uns com os outros ou com o sacro. são quadrangulares e curtas. Processos espinhosos largos ventalmente mas estreitos dorsalmente. CANINOS: fusão de 3 v. BOVINOS: são mais longas que o cavalo. nos quais encontram-se 4 forames sacrais dorsais. caudal. Face auricular: se articula com o ílio. Processos articulares grandes. As chanfraduras caudais são mais profundas que as craniais. mais longo que o do cavalo. 3. A face pélvica é marcada por um sulco central que indica o curso da artéria sacral mediana. Seu eixo longitudinal é levemente curvo. . Os processos articulares caudais são grandes e sustentam os processos mamilares. Processos transversos  são laminas longas. espessas cranialmente e delgadas caudalmente. CARNÍVOROS: processos transversos semelantes a placas. processo articular caudal. Da primeira a última diminuem de tamanho. Na extremidade dessas linhas estão os forames sacrais pélvicos que são maiores que os dorsais. É convenientemente descrito como um osso único. SUÍNOS: normalmente constituídos de 4 v. lateralmente a este está um par de processos articulares craniais com faces concavas para a articulação com as correspondentes da última v. As asas são sólidas com extremidade pontiaguda. lombar. curto.. Linhas transversais. nos ruminantes após 3ou 4 anos e no equino com 4 a 5 anos. Comprimento aumenta até a 5ª v. Uma crista sacral lateral é formada pela fusão dos processos articulares.

O número de costelas corresponde ao de vértebras torácicas.5 COSTELAS São ossos curvos alongados dispostos em pares que formam a parede lateral do tórax. 3. Apresenta caudalmente uma depressão chamada de sulco costal. Constituem o arco costal. colo e tubérculo. não aderida a uma cartilagem adjacente. Cavidade torácica mais curta e colo longo. Apresenta duas faces. As duas últimas costelas no homem e carnívoros. Eqüino C7 T 18 L6 S5 Ca 15-21 Bovino C7 T 13 L6 S5 Ca 18-20 Ovino C7 T 13 L6 S4 Ca 16-18 Canino C7 T 13 L7 S3 Ca 20-23 Suíno C7 T 14-15 L 6-7 S4 Ca 20-23 3. corpo estreito. 2. por onde passam artéria. Extremidade Ventral: Apresenta uma tira de cartilagem que dá continuação as costelas e denomina-se cartilagem costal. A costela apresenta 2 extremidades: dorsal e ventral. por meio das suas cartilagens costais.7 FÓRMULA VERTEBRAL É a maneira mais simplificada de se expressar graficamente o número de vértebras das diversas regiões. O número é constante dentro de uma espécie. . Cabeça: apresenta duas superfícies articulares que vão se articular com o corpo de duas vértebras adjacentes. Espaço intercostal: é o intervalo entre as costelas.3. Geralmente são os primeiros pares. CARNÍVOROS: O corpo é cilíndrico e a cartilagem costal é mais longa. Toma-se a letra inicial da região seguida pelo número de vértebras desta. sendo que seu corpo alarga grandemente na extremidade esternal. Tubérculo: apresenta uma superfície articular que se articula com a apófise transversa da vértebra de igual número de série. Face lateral: é convexa e apresenta cranialmente um sulco longitudinal até a porção mediana. SUÍNOS: Costelas acentuadamente curvas em raças melhoradas. Uma costela é constituída por um corpo e duas extremidades: Corpo: é a porção média da costela que se apresenta de forma arqueada. veia e o nervo intercostal. Colo: É a porção estreita logo após a cabeça que une esta ao corpo. Costelas flutuantes São as que sua extremidade ventral termina livremente. Face medial: é côncava. 1. ANIMAL EQÜINO RUMINANTES SUÍNO CARNÍVOROS PARES DE COSTELAS 18 13 14 13 COSTELAS ESTERNAIS 8 8 7 9 COSTELAS ASTERNAIS 10 5 7 4 ESTERNEBRAS 7(6) 7 6 8 Apresentam-se divididas em dois grupos: Costelas esternais ou verdadeiras: São aquelas que por sua extremidade ventral vão se articular com o osso esterno por meio de suas cartilagens costais. RUMINANTES: Costelas mais largas e espaço intercostal mais estreito. * A primeira costela é mais curta. São todas aquelas que não são verdadeiras. Pode se articular com o esterno (costelas esternais) ou com outra cartilagem adjacente por meio de tecido elástico para formar o arco costal (costelas asternais). Cada costela se articula na região dorsal com duas vértebras e se continua na região inferior com as cartilagens costais. Costelas asternais ou falsas: São aquelas que por sua extremidade ventral são articuladas entre si.4. A extremidade dorsal ou vertebral apresenta cabeça. variando apenas a região caudal.

RUMINANTES: Não tem cartilagem do manúbrio. A borda dorsal apresenta uma chanfradura que serve para articulação do primeiro par de costelas. Não apresenta cartilagem do manúbrio. 4. 3.6 ESTERNO É um osso segmentário situado na linha média que forma o assoalho da cavidade torácica e articula-se lateralmente com as cartilagens das costelas esternais. Na borda dorsal situa-se a cartilagem escapular (cartilagem de complementação). Ventralmente apresenta a crista esternal que é palpável no animal vivo.A fossa supra-espinhal não se estende até a porção ventral do osso.1 Escápula É um osso plano situado lateralmente na porção cranial da parede do tórax. Extremidade caudal ou metaesterno: apresenta a cartilagem xifóide que é longa e delgada. 2. Apresenta a forma de uma canoa comprimida lateralmente.A espinha se prolonga ventralmente por uma projeção pontiaguda denominada de acrômio.A tuberosidade da espinha não é distinta. tipo de articulação esta chamada de sisarcose. SUÍNO: . no ponto de união dos segmentos. O processo xifóide é longo e estreito. Apresenta 3 porções: 1. ventralmente pelo esterno. apresenta uma curta cartilagem cônica. rádio. A cavidade glenóide se articula com a cabeça do úmero.Não apresenta incisura glenóide. Apresenta também o tubérculo supraglenóide (tuberosidade escapular). O ápice é a abertura cranial e a base a abertura caudal. falanges e sesamóides. A cartilagem xifóide é pequena e o esterno é achatado no sentido dorso-ventral. 3. superfícies articulares côncavas para articulação das costelas esternais.A espinha é triangular e projeta-se por cima da fossa infra-espinhosa. ESQUELETO APENDICULAR 4. A face costal (medial) apresenta a fossa subescapular. Manúbrio ou pré-esterno: extremidade mais cranial. Entrada do tórax: é mais estreita e é formada pela primeira vértebra torácica. CANINOS: Esternebras arredondadas. RUMINANTES: . carpo. O membro torácico é composto pelos seguintes ossos: escápula. ulna. com exceção dos felinos que apresentam um vestígio (freqüentemente visível ao Rx). Saída do tórax: é mais ampla e está formada pela última vértebra torácica. . primeiro par de costelas e pelo manúbrio. Corpo ou mesoesterno: É a principal parte. A face lateral acha-se dividida em duas fossas pela espinha da escápula. . exceto na extremidade caudal que é achatada dorsoventralmente. apresenta lateralmente.3. . úmero. Sua face ventral é convexa e serve de inserção para o músculo transverso do abdome e para a linha alba. nem crista ventral. É conhecido vulgarmente como osso do peito. Consta de 6-8 segmentos ósseos (esternebras) unidas por cartilagens interpostas em animais jovens. arco costal. O tórax envolve e protege os órgãos torácicos. último par de costelas. última esternebra e processo xifóide. Os membros torácicos se articulam com o tronco por meio de músculos.1. .1 MEMBRO TORÁCICO OU ANTERIOR Os animais domésticos não possuem clavícula. Serve de inserção para músculos do peito e pescoço. . sendo que este tem quase o mesmo comprimento da região torácica. lateralmente pelas costelas e cartilagens costais e. Apresenta uma forma de cone achatado lateralmente com abertura nas duas extremidades. No contorno dessa cavidade existe a incisura glenóide. A fossa situada cranialmente a espinha é denominada de fossa supra-espinhosa e a localizada caudalmente de fossa infra-espinhosa. sendo portanto uma exceção.7 TÓRAX O esqueleto do tórax está formado na região dorsal pelas vértebras torácicas. Encontramos a cartilagem do manúbrio ou cariniforme. metacarpo. do qual projeta-se medialmente o processo coracóide. SUÍNO: Não apresenta cartilagem do manúbrio e nem crista ventral. A extremidade distal ou ângulo ventral apresenta a cavidade glenóide. O colo da escápula une o corpo do osso com o ângulo ventral ou extremidade ventral.O processo coracóide é curto e arredondado. sendo esta última maior. 4. Esta espinha apresenta uma proeminência central denominada de tuberosidade da espinha. O esterno é longo.

As fossas radial e do olécrano. . . Apresenta lateralmente a tuberosidade deltóide.Não tem incisura glenóide.Apresenta uma cabeça articular que se articula com a cavidade glenóide da escápula e cranialmente o sulco intertubercular (duplo) ou bicciptal. Extremidade distal: . Extremidade distal: Apresenta facetas articulares para articulação da fila proximal do carpo. normalmente se comunicam através do forame supratroclear. O corpo (diáfise) é irregular e apresenta aparência de ter sofrido uma torção. que se prolonga distalmente com a chanfradura troclear (semilunar). Articula-se proximalmente com o úmero.A cartilagem de complementação não é tão desenvolvida como nos demais animais e sim.O rádio é menor que a ulna. A face lateral é encurvada espiralmente formando um sulco para o músculo braquial ou goteira de torção do úmero.O sulco intertubercular não está dividido.A tuberosidade da espinha é grande. A face medial apresenta a tuberosidade redonda maior. A extremidade livre é uma tuberosidade rugosa denominada de tuberosidade do olécrano. SUÍNO: . a qual se articula com o úmero.Não apresenta tuberoside redonda maior . . A face lateral do olécrano é convexa e rugosa e a medial. RUMINANTES: .A tuberosidade deltóide é menos proeminente. onde se insere o músculo tríceps braquial. O corpo (diáfise) é encurvado em toda sua extensão. .Possui acrômio rudimentar. CANINO: . situado caudalmente ao rádio.2 Úmero É um osso longo que se articula com a escápula proximalmente formando a articulação do ombro e com o rádio e ulna distalmente formando a articulação do cotovelo. e lateral e medialmente os epicôndilos lateral e medial. . medialmente processo estilóide do rádio. Projeta-se proximalmente constituíndo o olécrano que é a maior parte do osso. nem processo coracóide.O sulco intertubercular não está dividido. Ulna: É um osso longo reduzido.Apresenta os côndilos cranialmente. .3 Rádio e ulna Rádio: É o mais longo dos dois ossos do antebraço no eqüino. . lisa e côncava. RUMINANTES: . e cranio-dorsalmente a tuberosidade do rádio. Compõe-se de um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises). articulando-se também com o úmero. Extremidade proximal: . denominada de processo ancôneo.1. A borda cranial apresenta uma projeção pontiaguda. a fossa do olécrano caudalmente. como uma faixa estreita. Dorsal aos côndilos situa-se a fossa radial.O processo coracóide é pequeno. 4. . com o qual está parcialmente fusionado no adulto.O acrômio é rombudo.O úmero é relativamente muito longo.Não apresenta tuberosidade da espinha e incisura glenóide . distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna. respectivamente. Apresenta também o tubérculo maior (lateral) e o tubérculo menor (medial). no adulto ocorre fusão.A tuberosidade deltóide é pequena ou inexistente. Entre os dois ossos existe o espaço interósseo.O tubérculo lateral é grande. 4. CANINOS: .. .O sulco intertubercular é único . Extremidade proximal: Apresenta cavidades glenóides para articulação com os côndilos do úmero.1. Na face caudal apresenta uma área rugosa na qual se insere a ulna no jovem.

5 Metacarpo No eqüino existem 3 ossos metacarpianos. .1. SUÍNOS: Apresenta quatro ossos metacarpianos. CÃO: . A fila distal se articula com os ossos metacarpianos.1. ulna e fíbula são laterais. Apresenta na face palmar uma área rugosa para inserção dos pequenos metacarpianos. 4. A extremidade distal apresenta dois condilos separados pela crista sagital que se articulam com a falange proximal e ossos sesamóides proximais. LEMBRETE: Rádio e tíbia são mediais. Essa extremidade articula-se como carpo. A extremidade distal está dividida em duas partes pela incisura sagital denominada de incisura intertroclear. Nos caninos.A tuberosidade do rádio é uma área áspera. Apresentam a extremidade proximal alargada com facetas para articulação com a fila distal do carpo e extremidade distal que termina em forma de estilete no terço distal do grande metacarpiano Corresponde ao segundo e quarto dedos.A tuberosidade do rádio está representada por uma área rugosa. Apresenta na fase dorsal um sulco vascular vertical chamado de sulco longitudinal dorsal. No eqüino o primeiro é inconstante. Pequenos metacarpianos: Estão situados na face palmar do grande metacarpiano (no terço proximal).. semi-cilíndrico. os outros (segundo e quarto) são muito reduzidos e são comumente chamados de pequenos metacarpianos. o carpo radial está fusionado com o carpo intermédio. RUMINANTES: O grande metacarpiano é constituído pela fusão do III e IV metacarpianos. sendo o primeiro menor. 4. A extremidade proximal apresenta uma face articular para a fileira distal do carpo. O corpo é liso. sendo que somente um. é completamente desenvolvido e suporta um dedo.O rádio é menor que a ulna. uma proximal e outra distal. O II e o III são fusionados. Terceiro metacarpiano: É um osso longo e muito forte. A fila proximal articula-se com o rádio no eqüino e. formando o processo estilóide da ulna. sendo dois principais (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto) que constituem os dígitos acessórios. .4 Carpo É formado por um conjunto de ossos ordenados em duas filas.A ulna também se articula com os ossos do carpo. RADIO OU RÁDIO E ULNA CARPO RADIAL CARPO INTERMÉDIO I II METACARPOS RUMINANTES (6) 4 2 FACE MEDIAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL CARPO ULNAR III CARPO ACESSÓRIO IV FACE LATERAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL EQÜINOS (7/8) 4 4 3 4 SUÍNOS (8) 4 4 CARNÍVOROS (7) 3 4 Os ruminantes não tem o II carpiano. SUÍNO: . . achatado no sentido dorso-palmar. situado entre o carpo e a falange proximal. Na porção proximal da borda lateral do grande metacarpiano encontra-se um pequeno metacarpiano que é vestígio do quinto dedo.A extremidade distal da ulna projeta-se além da extremidade distal do rádio. CANINOS: Apresenta cinco ossos metacarpianos. o terceiro ou grande metacarpiano. . permitindo um ligeiro movimento entre os dois ossos.Tanto o rádio como a ulna apresentam processo estilóide. nas demais espécies com o rádio e ulna.O rádio e ulna articulam-se em cada extremidade (proximal e distal). .

onde se insere o músculo extensor comum dos dedos.9 Sesamóides proximais São em número de dois. CANINOS: Apresentam cinco dígitos que possuem três falanges cada. centralmente existe uma incisura larga no jovem chamada de crena. tíbia. Ílio: É a maior das três partes. e estão presos por meio de ligamentos na falange proximal. ísquio e púbis que se unem no acetábulo.MEMBRO POSTERIOR OU PÉLVICO É constituído dos seguintes ossos: coxal ou ilíaco. localizados na face palmar da articulação do grande metacarpiano com a falange proximal. A falange distal correspondem a forma de garras e apresentam o processo ungueal que é curvo e com extremidade livre. 4. apresenta o sulco solar que se dirige para o forame solar que é o início do canal solar o qual se distribui dentro do osso. Articulam-se com os côndilos da extremidade distal do grande metacarpiano.4. O corpo é liso e mais largo proximalmente. Está ligado ao esqueleto axial através do osso coxal que se articula com o osso sacro.2. patela. Centralmente na borda dorsal. 4. 4. parietal e solar. A face proximal apresenta duas cavidades glenóides que vão se articular com a falange proximal. que divide a face solar da parietal. com o qual se assemelha. Compõe-se de três partes: ílio. Esses ossos se fusionam ao redor de um ano de idade no eqüino.1. uma grande cavidade cotilóide que se articula com a cabeça do fêmur. A porção atrás da linha é bem menor de formato semi-lunar é chamada de porção flexora. responsáveis pela irrigação desta área. Lateralmente. A área mais larga à frente desta linha curva é côncava e lisa e corresponde a sola do casco.1 Osso coxal ou ilíaco Está unido ao longo da linha mediana ventral pela sínfise pélvica que por sua vez é formada pelas sínfises púbica e isquiática. A face solar está dividida em duas partes desiguais por uma linha curva e rugosa denominada de curva semi-lunar. falanges e sesamóides.6 Falange proximal ou primeira falange É um osso longo que situa-se entre o grande metacarpiano e a falange média. dois maiores (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto). apresenta uma eminência denominada de processo extensor. fíbula. Lateralmente e medialmente apresenta o sulco parietal que termina em forame.1. Na borda solar.1. 4. As extremidades lateral e medial são chamadas de processos angulares ou palmares. Os maiores apresentam três sesamoides (dois proximais e um distal) e os menores somente sesamóides proximais. articulando-se com ambas. É um osso quadrangular. metatarso. A face parietal ou dorsal apresenta inúmeros forames de vários tamanhos. A extremidade proximal apresenta duas cavidades separadas por um sulco sagital.1.7 Falange média ou segunda falange Esta situada entre as falanges proximal e distal. com exceção do primeiro que têm duas (falta a falange média). Existem normalmente nove ossos sesamóides. A extremidade distal apresenta condilos que se articulam com a falange média. A face articular articula-se com a falange média e com o osso sesamóide distal. tarso.2. não se articulando com o restante do esqueleto. O segundo e quinto dedos são vestígios que possuem somente a porção córnea e estão situados na face palmar da falange proximal. podendo apresentar também sesamóides em posição dorsal. É achatada no sentido dorso-palmar e sua largura é proporcional a altura. cada um com três sesamóides (dois proximais e um distal).1. 4. SUÍNOS: Apresentam quatro dígitos. Apresenta três faces: articular. A face distal articula-se com a falange e sesamóide distais e apresenta condilos semelhantes aos da falange proximal. situada dorsalmente. localizado na junção da falange média com a falange distal. 4. sendo o local onde se prende a cartilagem de complementação. .8 Falange distal ou terceira falange Acha-se envolvida pelo casco. fêmur. RUMINANTES: Apresentam dois dedos desenvolvidos (terceiro e quarto).10 Sesamóide distal ou osso navicular É um osso único.

As paredes laterais são formadas pelos ílios e pelo ligamento sacrotuberal (sacrotuberal largo).O ílio e ísquio estão quase em linha (mesmo plano) um com o outro. juntamente com o lado oposto. situada dorsalmente aos tubérculos do psoas. O ligamento acessório só está presente no eqüino.2 Fêmur É o maior e o mais pesado dos ossos longos. 4.A linha glútea é bem pronunciada. ventrais e laterais. Forma a parte cranial do assoalho pélvico. Esta abertura apresenta dois diâmetros principais: 1. CANINO: . . Conjugado: é a medida que vai do promuntório (extremidade cranial do sacro) até a sínfise púbica (pélvica). Na porção mais larga situa-se a linha glútea. que se continua cranialmente com a espinha isquiática. Transverso: é medida na maior abertura. Na sua face ventral cruza a linha arqueada ou íliopectínea que inicia ventral a face auricular e estende-se até a borda cranial do púbis. A abertura cranial ou entrada é constituída ventralmente pela borda cranial do púbis. No ângulo caudo-lateral localiza-se a tuberosidade isquiática. A face sacropélvica é convexa e apresenta uma faceta denominada de face auricular para articulação com o osso sacro.A eminência íliopúbica (íleopectina) é proeminente. A borda medial une-se com o osso oposto na sínfise púbica. Pelve: A parede dorsal ou “teto” está formado pelo sacro e pelas primeiras três vértebras caudais e a parede ventral ou “assoalho” pelo púbis e ísquio. Observações clínicas: Fraturas de pelve óssea é comum em pequenos animais em atropelamentos e fratura do túber coxal em grandes animais. Esta linha está interrompida no terço médio pelo tubérculo do músculo psoas menor. próximo a sínfise o tubérculo púbico ventral. 2. No ângulo medial situa-se a tuberosidade sacral e no ângulo lateral a tuberosidade coxal. A borda cranial forma o contorno caudal do forame obturado (obturador ou obturatório). A borda cranial apresenta lateralmente a eminência iliopúbica e. SUÍNO: . dorsalmente pela extremidade cranial do sacro (promuntório) e lateralmente pela linha ílio-pectínea. A abertura caudal ou saída da pelve é muito menor e está limitada dorsalmente pela terceira vértebra caudal e ventralmente pelo arco isquiático. Acetábulo: É uma grande cavidade cotilóide que aloja a cabeça do fêmur. . Púbis ou pube: É a menor das três partes do osso coxal. A borda caudal forma a margem cranial do forame obturatório. A borda medial une-se com o lado oposto na sínfise isquiática. A pelve óssea apresenta diferenças notáveis entre os dois sexos e entre as espécies quanto ao tamanho e forma. . RUMINANTES: Apresentam a tuberosidade isquiática grande e trifacetada. apresentando tuberosidades dorsais. A borda caudal apresenta a crista ilíaca.A face glútea direciona-se dorsolateral e caudalmente. Articula-se proximalmente com o acetábulo e distalmente com tíbia e patela. A borda caudal é espessa e forma o arco isquiático. No animal vivo acha-se completada lateralmente pelo bordo caudal do largo ligamento sacrotuberal. A borda lateral forma a incisura isquiática menor.2. O corpo ou diáfise é cilindrico. A borda medial forma a incisura isquiática maior que se continua caudalmente com a espinha isquiática. Ísquio: Forma a parte caudal da parede ventral ou assoalho da pelve óssea. A face ventral é convexa e é cruzada pelo sulco do ligamento acessório (só no eqüino) próximo ao bordo cranial. A porção medial do bordo do acetábulo apresenta a chanfradura acetabular pela qual passam os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur.As incisuras isquiáticas maior e menor são muito rasas.

O maleolo lateral corresponde a extremidade distal da fíbula. Entre os condilos existe uma proeminência central denominada eminência intercondiliana.3 Patela É um grande sesamóide largo que se articula com a tróclea do fêmur. RUMINANTES: . A borda lateral é proeminente e apresenta proximalmente o terceiro trocanter. O corpo é triangular proximalmente e alarga-se na extremidade distal. . A tróclea consiste de duas cristas separadas por um sulco a qual se articula com a patela. O colo une a cabeça ao corpo. CANINO: . A cabeça está colocada do lado medial e articula-se com o acetábulo.Apresentam dois sesamóides que se articulam com os côndilos. Cranialmente situa-se a larga tuberosidade da tíbia. . . distalmente com o tarso e lateralmente com a fíbula. . A face articular apresenta uma crista rugosa vertical que corresponde ao sulco da tróclea.2. SUÍNOS: Apresenta uma crista longitudinal caudalmente que se extende do trocanter maior até a tuberosidade supracondilar lateral.A fossa supracondóide é rasa.Não apresentam o terceiro trocanter.A crista intertrocantérica é semelhante a do bovino.O terceiro trocanter é mínimo. O trocanter maior situa-se lateralmente e está separado em porção cranial e caudal por uma chanfradura.Não apresenta terceiro trocanter. Os condilos estão separados por uma profunda fossa intercondilóide e se articulam com os côndilos da tíbia e meniscos da articulação do joelho. Nessa articulação existem os meniscos articulares. Extremidade distal: É larga e está constituida da tróclea cranialmente e dois condilos caudalmente.O trocanter maior não está dividido. É escavada medialmente por uma fóvea na qual se insere os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. . . A borda lateral é côncava e forma junto com a fíbula o espaço interósseo. . O sulco extensor (chanfradura semicircular lisa) separa a tuberosidade tibial do condilo lateral. se inserindo apenas o ligamento redondo.A borda medial apresenta proximalmente o trocanter menor e distalmente a tuberosidade supracondilóide medial. colo e trocanter maior. Na parte distal encontra-se a fossa supracondilóide que está limitada lateralmente pela tuberosidade supracondiloide lateral. cranial.Não tem fossa supracondilóide. Na borda medial se insere a fibrocartilagem da patela (de complementação). Extremidade proximal: Apresenta dois condilos que se articulam com os condilos do fêmur. Os condilos estão separados caudalmente pela incisura poplítea.A crista intertrocantérica é oblíqua e une o trocanter menor com o trocanter maior.2. 4. Lateral e medialmente estão os maléolos lateral e medial.4 Tíbia e fíbula Tíbia: É um osso longo que se articula proximalmente com o fêmur. A face livre. . Lateral ao condilo lateral existe uma área rugosa para inserção da fíbula. Extremidade proximal: É larga e consiste de cabeça. .Não há fossa supracondilóide. respectivamente.A fovea da cabeça é rasa. Na face medial existe uma proeminência. o epicôndilo medial e na face lateral o epicôndilo lateral. é convexa e rugosa e serve para inserção muscular. Extremidade distal: Apresenta uma face articular que se adapta a tróclea do osso tarso-tibial e consiste em dois sulcos oblíquos separados por uma crista. Fíbula (perônio): . A face caudal é aplanada e apresenta a linha poplítea. A sua borda caudal continua-se distalmente como a crista trocantérica que forma a parede lateral da fossa trocantérica. 4.

na face médio-plantar da extremidade proximal. como esta união não se dá da mesma maneira em todos os ossos.7 Falanges e sesamóides São semelhantes ao membro anterior. RUMINANTES: . o primeiro dedo muitas vezes está ausente e. Nos ruminantes. Esta união não possui finalidade exclusiva de contato mas também de permitir mobilidade.2. 5. astrágalo) articula-se com a tíbia através da tróclea. empregamos o termo articulação. situado ao longo do bordo lateral da tíbia. ex. As articulações são mais simples na cabeça. No tronco. Nos cães. O osso tarso-fibular (calcâneo) é o maior dos ossos do tarso e sua extremidade livre forma a tuberosidade calcanear (tuberosidade calcânea).2.6 Metatarso É semelhante ao metacarpo. O corpo é uma haste delgada que forma o limite lateral do espaço interósseo. porém num mesmo animal são maiores e. A maior parte das articulações fibrosas encontram-se na cabeça do animal. reduzido. os movimentos são encontrados entre quase todos os ossos que o constituem. mas não se articula com o metatarso. A extremidade proximal articula-se com o côndilo lateral da tíbia. TALUS (TARSO TIBIAL) CENTRAL DO TARSO I II III CALCÂNEO (TARSO FIBULAR) FACE LATERAL IV FACE MEDIAL Comparada: EQÜINOS 6 ou 7 FUSIONADAS: I + II RUMINANTES 5 CENTRAL + IV e II + III SUÍNOS E CARNÍVOROS 7 4. sindesmoses e gonfoses. Na cabeça com exceção da mandíbula que se articula com o osso temporal. mais complicadas no tronco e de maior complexidade em nível de membros. pois sofrem processo de ossificação (anquilose). Subdivididas em três tipos: Suturas. quer sejam ossos quer cartilagens.É um osso longo. Por outro lado. O osso tarso-tibial (talus.1 ARTICULAÇÃO FIBROSA OU SINARTROSE O elemento que se interpõe entre as peças que se articulam é o tecido fibroso e a grande maioria delas se encontra nos ossos da cabeça. onde se insere o tendão calcanear comum (de Aquiles) O primeiro e segundo ossos tarsianos podem estar fusionados no eqüino. Realizam pouco ou nenhum movimento e são chamadas articulações temporárias. localiza-se um pequeno metatarsiano (vestígio do segundo dedo). Nesta denominação é citado em primeiro lugar o osso que apresenta menor movimento. são pouco acentuados. os tipos de movimentos variam com o tipo de união. quando presente pode apresentar uma ou duas falanges. O nome da articulação é formado pelo nome dos ossos que entram em sua constituição. 4. porém deve-se substituir o termo palmar por plantar na descrição das características. .O corpo da tíbia é encurvado e a fíbula é bem curta e termina em ponta. articulações Cartilaginosas ou Anfiartroses e articulações Fibrosas ou Sinartroses. articulação escápulo-umeral. ARTROLOGIA Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto.5 Tarso Compõe-se de 6 ou 7 ossos. Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto. SUÍNOS E CANINOS: A fíbula tem comprimento semelhante a tíbia. 4. reúne escápula e úmero. 5. A extremidade distal da fíbula forma o maléolo lateral. o corpo do grande metatarsiano apresenta o contorno circular. mas. os outros ossos mantém relações de contiguidade uns com os outros sem que haja movimentação de qualquer deles. As articulações podem ser classificadas quanto a dinâmica em três classes: articulações Sinoviais ou Diartroses. um sexto dedo pode estar presente. Em alguns animais.2. Nos suínos e caninos são semelhantes ao membro torácico. enquanto os membros apresentam movimentos de grande amplitude.

Ex.1. . úmero-rádio-ulna Os seguintes elementos compões uma articulação sinovial típica: 1) Superfície articular: De forma e tamanho variáveis. Ex: articulações dos processos articulares da vértebras e articulação sacroilíaca (face ventral do ílio e asas do sacro). As articulações sinoviais são capazes de realizar os seguintes movimentos: . Ex: articulação esfenooccipital.5. Ex. articulação do cotovelo (úmero-rádio-ulnar). bem como de membrana sinovial. Ex. o tecido que se interpõe é cartilaginoso. 2) Cartilagem articular (hialina): Lâmina de tecido cartilaginoso que cobre a superfície articular. .Deslizamento: Para que haja um movimento de deslizamento as superfícies devem ser planas. 5. Apresenta-se em duas camadas: membrana fibrosa (externa). entre parietal e temporal. ex. b) Sutura escamosa: (em bisel) Quando a superfície de um osso se sobrepõe a outro.3) Gonfoses: Implantação dos dentes nos alvéolos. Normalmente encontram-se em nível de membros. delgada e brilhante. entre os nasais. Sutura serrátil: (denteada) As bordas das superfícies ósseas formam saliências e depressões que se encaixam. e a membrana sinovial (interna). 5. Ex: articulação atlanto-axial . também são temporárias. Ex. possui função de manter fixa a superfície articular. simplesmente estando em contato com o outro.2) Sindesmoses: Diferente das suturas por apresentar grande quantidade de tecido conjuntivo interposto. Articulação Simples: Formada por duas superfícies articulares. c) Sutura plana: (harmônica) Apresenta-se de forma lisa. Nos quadrúpedes só é possível em grau limitado e como manifestação de enfermidade.1. Ex.: vértebras pelos processos articulares. côndilo-côndilo. 5. Articulação Plana: Caracteriza-se por apresentar superfície articular plana ou quase plana que permite deslizamento de umas sobre as outras. a qual é mais ou menos espessa e inelástica. art. 2. entre ossos frontal e nasal. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas. Flexão é a diminuição do ângulo. evitando dor. atlanto-occipital.. . 3) Cápsula articular: É um meio de união representada por uma espécie de manguito que envolve a articulação prendendo-se nos ossos que se articulam. Ex. a) . viscoso.Angulares (flexão/extensão): Nestes movimentos há uma diminuição ou aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Ex: movimento de afastamento do membro anterior.3 ARTICULAÇÕES SINOVIAIS OU DIARTROSES Caracterizam-se pela mobilidade. transparente e serve como lubrificante da articulação. Evita o atrito entre as articulações. Tipos de Articulações Sinoviais: 1.Abdução e adução: O primeiro é sinônimo de abertura e significa o movimento de afastamento do osso do eixo mediano. união dos corpos dos ossos metacarpianos e dos ossos rádio e ulna. escamosa e plana. atlas e axis. Articulação composta: Formada por número superior a dois.2) Cartilagem fibrosa ou Sínfise: Articulação em que o meio de união é uma mistura de tecido cartilaginoso e tecido fibroso. 5) Menisco ou Disco Articular: É uma lâmina de cartilagem que se acha interposta entre determinadas superfícies articulares. Ex. 5. o aumento é extensão. Classificam-se de acordo com os diferentes tipos de cartilagem: 5. Ex: sínfise pélvica e a cartilagem dos corpos vertebrais (discos intervertebrais de fibrocartilagem). presença de cavidade articular.1. Quanto mais complexa a articulação maior a necessidade de aparecer um ligamento. evitando o atrito.Circundação: São movimentos em que o segmento descreve círculos em torno de um eixo. Adução é o retorno do membro à posição primitiva ou quando se aproxima do eixo principal do corpo. Articulação tipo Gínglimo ou troclear: Articulação típica de dobradiça realizando movimentos angulares. ex. polidas e de cor esbranquiçada. Ex: aproximação do úmero + rádio e ulna. ex.Rotação: Quando um elemento permanece fixo e outro gira em torno do eixo principal longitudinal. articulações na extremidade da coluna (pescoço e cauda).2 ARTICULAÇÃO CARTILAGINOSA OU ANFIARTROSE Neste grupo de articulações. 4) Ligamentos articulares: São cordões de tecido fibroso que tem função de reforçar a cápsula articular. 5. Caracteriza-se pela apresentação de uma superfície articular formato arredondado e outra escavada para recebela. secreta o líquido sinovial. principalmente quando os acidentes ósseos são os mesmos. Dependendo da maneira pela qual as bordas dos ossos entram em contato reconhecemos três tipos: serrátil. temporo-hioidea. as inserções entre si das cartilagens costais.1) Suturas: São encontradas entre os ossos da cabeça.2.2. articulação da tíbia e tálus.1) Cartilagem hialina ou Sincondrose: Articulação cujo meio de união é unicamente cartilagem.

a musculatura não apenas torna possível o movimento. podendo fazê-lo em outros elementos: cartilagem. possuem coloração vermelho pálido ou creme e são chamados involuntários. sendo denominadas fibras musculares devido a sua dimensão e forma. O músculo esquelético é envolto como um todo por uma densa camada de fáscia denominada epimísio. Estas células são gigantes e visíveis a olho nu quando isoladas. A camada delicada de revestimento que envolve cada fibra muscular denomina-se endomísio. chamam-se tendões. Ex. Constituem os músculos motores do esqueleto. Estes componentes de tecido conjuntivo se fundem em cada extremidade do “ventre” muscular formando os tendões e/ou aponeuroses pelas quais o músculo se fixa. isto é. escápulo-umeral (cavidade glenóide da escápula e cabeça do úmero).4 ARTICULAÇÕES MUSCULARES OU SISARCOSES Nos mamíferos domésticos. de exteriores. Os músculos de fibras lisas. derme. Realmente. o qual é proveniente do sistema nervoso. Abaixo do epimísio. A musculatura. São voluntários porque suas contrações estão sob influência da vontade do indivíduo. 6. Os músculos de fibras estriadas de contratibilidade rápida. Articulação do tipo trocóide: Neste tipo de articulação o movimento se limita a rotação de um segmento ao redor do eixo longitudinal do outro.. sendo. isto é. art. abdução e adução e rotação em torno do eixo vertical. O músculo cardíaco.1. Ex.3. a parte contrátil. encontra-se uma camada mais frouxa que envolve os pequenos feixes (fascilados) nos quais as fibras estão agrupadas denominada de perimísio. A porção média é vermelha in vivo e recebe o nome de ventre muscular. Reveste o esqueleto. As definições acima referidas têm exceções: os tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto. Quando são laminares.1. Entram na constituição das paredes de muitas vísceras ou órgãos internos e. Tendões e aponeuroses servem para prender o músculo ao esqueleto. Permite a maior variedade de movimentos: flexão e extensão (no eixo horizontal-frontal). constituídos por tecido fibroso denso. Ex. 6.4 Fáscia muscular . tendão de outro músculo. as fibras têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente ao osso. Atlanto-axial Articulação Esferoidal: Caracteriza-se pela recepção de uma cabeça articular numa cavidade de forma apropriada. cotilóide do quadril e cabeça de fêmur). existem ainda as articulações tronco apendiculares anteriores.2 Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos Um músculo esquelético típico possui uma porção média e 2 extremidades. Executam dois movimentos principais: extensão e flexão (angulares) e acessoriamente. recebem o nome de aponeuroses. MIOLOGIA 6. união da escápula ao tronco. art. como também. 6. mas também a estática do corpo. embora. liso e cardíaco. Quando as extremidades são cilíndricas ou então tem a forma de fita. O aparelho locomotor é constituído pelos ossos. ainda. pois não está sob o domínio da vontade do indivíduo. articulações e músculos. verdadeiras alavancas biológicas. cápsulas articulares. apresentam uma estriação dupla: longitudinal e transversal. de contratibilidade lenta. mantém unidas as peças ósseas. da vida de relação e. septos intermusculares. seja constituído de fibras estriadas. Ex. que são a união de ossos estabelecidas apenas por músculos. 6. Articulação Condilar: São constituídas por 2 côndilos. não assegura só à dinâmica. geralmente avermelhados. articulação coxo femoral (cav.1 Variedade dos músculos Os músculos são formados por tecido muscular estriado. 4. lateralidade e deslizamento. Nele predominam as fibras musculares. enquanto que os ossos são os elementos passivos.1 Generalidades sobre músculos Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. estes últimos são elementos ativos do movimento. Tanto tendões quanto aponeuroses são esbranquiçados e brilhantes. portanto a parte ativa do músculo. Músculos são órgãos que gozam da propriedade de contrair-se. Em um grande número de músculos. são também chamados de músculos viscerais da vida orgânica e de interiores. porque suas atividades não estão sob influência da vontade do indivíduo. têmporo-mandibular e articulação do joelho (fêmuro-tíbio-patelar). determinando a posição e postura do esqueleto.3 Considerações sobre o músculo esquelético O músculo isolado é composto de várias células unidas por tecido conjuntivo. desprovidos de clavícula. 5. etc. por isso. o que lhes vale o nome de esquelético.1. encontra-se em uma classificação aparte.1. 6. 5. muito resistentes e praticamente inextensíveis. diminuem de comprimento sob a influência de um estímulo.

dependendo de sua função. curtos. formando um extenso leito capilar. como a ação. Para que os músculos possam exercer eficientemente um trabalho de tração ao se contrair. 6.È uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo de coloração branca brilhante. atravessando a articulação do cotovelo. Em uma determinada região. Às vezes a fáscia muscular. posição. mas é variável em função da espécie. é necessário que eles estejam dentro de uma bainha elástica de contenção. sendo denominados septos intermusculares. 6. Em vista disso.1. inclusive. os músculos recebem eficientemente suprimento sangüíneo através de uma ou mais artérias. tais como o diafragma e o esfíncter anal. Em certos locais. Ação: pertence mais ao estudo da fisiologia.1. papel executado pela fáscia dos músculos.1. É grande a diferença entre o músculo gêmeos e o músculo oblíquo externo do abdômen. Para executar seu trabalho mecânico.1. Origem e inserção: por razões didáticas convencionou-se chamar origem à extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca. o músculo deixa de funcionar e por esta razão entra em atrofia. encontram-se em ambos os lados do plano longitudinal médio. 6. 6.1. por exemplo. Nos membros. Permitindo. 6. mas os pontos mais importantes se estudam geralmente nas descrições anatômicas. em outras complexa.7 Número É variável o número de músculos porque também é variável o número de ossos nas diversas espécies animais. idade e sexo. 6. etc. Quer os músculos pares. principalmente nos membros são fusiformes. Sendo que o nome está determinado por várias considerações. Nervos e artérias penetram sempre pela face profunda do músculo. Forma: os músculos podem ser longos.6 Peso O peso dos músculos varia de poucas gramas a quilogramas e o peso total da massa muscular corresponde a + 50% do peso total do corpo. Nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo. direção. Se caso o nervo for seccionado. 6. Poucos são os músculos ímpares. os músculos superficiais são sempre mais longos que os profundos. Músculos antagonistas: aqueles que se opõe ativamente a um determinado movimento produzido por outro músculo ou grupo de músculos. pois assim são melhores protegidos. quer os músculos ímpares. com exceção do diafragma que apresenta notável assimetria. Irrigação sangüínea e inervação: já vimos que a atividade muscular é controlada pelo sistema nervoso central. que neles penetram e se ramificam intensamente. A linha mediana que assinala a união dos músculos pares correspondentes denomina-se rafe. No eqüino. etc.1. situados no plano mediano longitudinal. Ao contrair-se.9 Particularidades usadas para descrição de um músculo Nome: o nome dos músculos é mais variável ainda do que os usados para os osso. a fáscia muscular pode apresentar-se espessada e dela partem prolongamentos que vão terminar se fixando ao osso. O músculo braquial prende-se na face anterior do úmero e da ulna. Os músculos longos.1. o fácil deslizamento dos músculos entre si. Por contraposição. isto é. Relações: Constituem uma parte muito importante na anatomia topográfica.8 Situação Quase todos os músculos são pares. inserção. Estes separam grupos musculares em lojas ou compartimentos e ocorrem freqüentemente nos membros. forma. modificando a ação de um agonista e não se opondo ou facilitando diretamente um determinado movimento.11 Músculo esfíncter .10 Denominações quanto à ação Músculos agonistas: um músculo ou grupo de músculos que produzam um determinado movimento (ação). Em alguns casos a ação é simples. o número de músculos é de + 500.5 Volume O volume dos músculos é muito variável. Músculo fixador: são músculos utilizados para estabilizar partes do corpo numa posição para permitir a atuação dos agonistas. isto é. raça. triangulares. denomina-se inserção à extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca. executa flexão do antebraço e consideramos sua extremidade umeral (proximal) como origem e sua extremidade ulnar (distal) como inserção. os músculos necessitam de considerável quantidade de energia. geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção é distal. largos. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo. Músculos sinergistas: são aqueles que podem eliminar um efeito indesejável. são relativamente simétricos. Origem e inserção são também denominadas respectivamente de ponto fixo e ponto móvel. é muito espessa e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto.

trapézio Porção cervical Porção torácica M. As paredes são justapostas e unidas por tecido areolar.15 Quanto ao número de cabeças Quando os músculos se originam por mais de um tendão. d) Porção abdominal: está representada pelo músculo cutâneo do tronco (matambre). A saída de órgãos para o canal e através dele. com tendões intermediários situados entre eles.13 Músculo cutâneo O músculo cutâneo é uma delgada capa muscular desenvolvida na fáscia superficial. Músculos do membro torácico 1.14 Quanto ao ventre muscular Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular. tríceps do braço e quadríceps da coxa. O anel inguinal profundo é a entrada abdominal do canal. que segue na linha mediana ventral desde a cartilagem xifóide até a extremidade cranial da sínfese pélvica (púbica). situando-se entre tendão e músculo ou músculo e esqueleto. isto é.1. 6. São então classificados como músculos bíceps. músculo digástrico) e poligástricos os que apresentam número maior como é o caso do músculo reto do abdome. e fixado ao restante do esqueleto de modo muito frouxo. Músculos do cinturão escapular 1. está contida entre os dois ramos da aponeurose do músculo oblíquo externo. 6. que reveste o canal onde se acha o tendão. como segmentos de tubos. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres (Ex. Consiste numa delgada capa muscular. entre a parte carnuda do músculo oblíquo interno do abdome de um lado e a porção lateral da aponeurose do músculo oblíquo externo do outro. estes são concêntricos. a artéria e veia (geralmente) pudendas externas. diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. a saída do canal. porém. análogas as membranas sinoviais das articulações e desempenham a mesma função.18 Canal inguinal É uma fenda existente na parede abdominal na altura da virilha. Ex. A linha branca serve de ponto de inserção para os músculos abdominais de ambos os lados.1. 6. apresentando duas capas: interna. 6. c) Porção braquial: está apresentada pelo músculo cutâneo omobraquial. Pelo canal passam no macho os componentes do funículo espermático e em ambos os sexos. Os esfíncteres são anexos às vísceras e estão normalmente em contração. resultando disso músculos grandes. aderida ao tendão e externa. 6. omotransverso M. vasos eferentes dos linfonodos inguinais superficiais (escrotais ou supramamários). rombóide da cabeça . o anel inguinal superficial. tríceps ou quadríceps. bíceps braquial. Cobre a face externa do ombro e do braço.17 Linha branca Também chamada de linha alba ou alva. Não cobre todo o corpo e pode ser dividido em quatro porções: a) Porção facial: está representada pelo músculo cutâneo da face.16 Membrana sinovial São bolsas de paredes delgadas. formando verdadeiros anéis. 6. Apresentam-se em duas formas: a) Bolsa sinovial: é uma simples bolsa que se interpõe entre um ponto de bastante pressão.Quando as fibras se dispõem em círculos paralelos. nervo genitofemural.1 Grupo dorsal M. Ex. enquanto que os orbiculares apresentam o mesmo tônus que os outros. porém planos. situado na borda livre do músculo oblíquo interno. esfíncter anal. Está aderida a pele.1. relaxando-se sob o estímulo da vontade.12 Músculo orbicular Neste caso as fibras também se distribuem formando círculos.1. de um modo geral incompleta.1. constitui a hérnia inguinal. É um cordão “fibroso”. o seu estado normal é em relaxamento. b) Porção cervical: está apresentada pelo músculo cutâneo do pescoço e encontra-se na região ventral do pescoço. b) Bainha sinovial: está disposta ao redor do tendão. conduz também.1. 6. entrando em contração sob a ação da vontade.1. exceto por onde passam as estruturas.

subescapular M. pronador redondo M. tríceps Cabeça longa Cabeça lateral (seccionar) Cabeça medial Cabeça acessória M. ext.2 Grupo flexor M. Músculos do braço M. Músculos do tórax M.M. extensor do 1º e 2º dedo M. digital comum (comum dos dedos) M. digital lateral M. extensor carpo radial M. flexor carpo ulnar Cabeça umeral Cabeça ulnar M. supinador 4. ext. longo do polegar ou 1º dedo (M. redondo maior M. ext. flexor carpo radial M. Músculos do antebraço e mão 4. serrátil ventral 2. rombóide cervical M.1 Grupo extensor M. braquial M. reto do tórax . oblíquo do carpo) M. grande dorsal 1. supraespinhal M. deltóide Porção acromial Porção escapular (seccionar) M. rombóide torácico M. redondo menor 2.1 Grupo lateral M. pronador quadrado 5. ext. Músculos do ombro 2. flexor digital profundo Cabeça umeral Cabeça radial Cabeça ulnar M. coracobraquial 3. flexor digital superficial M. ancôneo 4. braquiocefálico (seccionar em nível do “tendão clavicular”) Porção cleidocervical Porção cleidomastóide Porção cleidobraquial M. ext. tensor da fáscia antebraquial M. bíceps braquial M.2 Grupo ventral M.2 Grupo medial M. peitoral profundo M. peitoral superficial M. carpo ulnar ou ulnar lateral M. infraespinhal M.

oblíquo externo do abdome (seccionar) M. ilíaco M. Músculos mediais da coxa M.M. bíceps femural (seccionar) M. “Músculos da cauda” M. Músculos abdominais M. abdutor caudal da perna 10. intercostal externo M. escaleno M. rombóide cervical M. glúteo superficial (seccionar) M.2. quadrado femural M. peitoral superficial M. Músculos do membro pélvico 10. glúteo profundo M. tensor da fáscia lata M. rombóide torácico M. trapézio Porção cervical Porção torácica M. transverso abdominal M. sartório Porção cranial Porção caudal M. íliocostal M. intercostal interno M. transverso torácico (cão dissecado) M. adutor M. Músculos sublombares M. obturador externo . semitendíneo M. intertransverso 9.2 Linha branca (observar) 8.1 Canal inguinal (observar) 7. diafragma (cão dissecado) 6. serrátil dorsal cranial M. Músculos da região espinho dorso lombar M. peitoral profundo M. serrátil dorsal caudal M. psoas menor M.1. levantador do ânus / diafragma pélvico (cão dissecado) 10. glúteo médio (seccionar) M. oblíquo interno do abdome (seccionar) M. coccígeo M. serrátil ventral (porção torácica) M. longo dorsal 7. reto abdominal M. cremaster externo (só nos machos) 7. grande dorsal M. retrator das costelas (cão dissecado) M. pectíneo M. semimembranoso M. Músculos laterais da anca e da coxa M. quadrado lombar M. reto interno ou grácil M. psoas maior M.

flexor digital lateral M. orbicular da boca M. quadríceps femural (seccionar) Vasto lateral Vasto intermédio Vasto medial Vasto femural 10. extensor digital curto 10. masseter M. complexo (seccionar) M.3. oblíquo cranial da cabeça M. elevador nasolabial M. serrátil ventral M.2 Grupo dorsal M. esplênio (seccionar) M. longo do pescoço M. reto dorsal maior da cabeça M. Músculos da cabeça M. zigomático M. trapézio M.2 Grupo flexor M. gastrocnêmio Cabeça lateral Cabeça medial M. fibular curto M. oblíquo caudal da cabeça M. obturador interno (cão dissecado) M. esternotirohioideo M. Músculos do pescoço 11. fibular longo M. digital longo (longo dos dedos) M.3. omotransverso M. longo da cabeça M. extensor longo do 1º dedo M. temporal M. milohiodeo . esternohiodeo M. longo da cabeça e do atlas 12. esternocefálico (seccionar) Porção esternomastóide Porção esternoccipital M. ext.M. elevador do lábio superior M. extensor digital lateral M. flexor digital profundo M. flexor digital medial M. digástrico M. gêmeos M. poplíteo 11.3 Músculo da perna e do pé 10.1 Grupo extensor M. frontal 12. escaleno 11. bucinador M. tibial cranial M.1 Músculos mandibulares M. canino M. flexor digital superficial M.1 Grupo ventral M. rombóide M.

INSERÇÃO E AÇÃO DE ALGUNS MÚSCULOS: Músculos do membro torácico: M.cranialmente na extremidade distal do úmero. e. IV e V.linha semilunar.estender a articulação do cotovelo M. É o principal músculo da inspiração e aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. A porção muscular está dividida numa parte costal e esternal e numa parte lombar composta por dois pilares. M.borda cranial da costela. Inserção.tuberosidade do rádio e em parte adjacente da ulna.borda cranial da costela.extremidades proximais das falanges (todas) dos dedos III.elevar a escápula. As várias cabeças se unem formando um tendão forte que se insere na tuberosidade do olécrano. extensor digital comum Origem. tríceps do braço Possui três cabeças de origem (longa. A esternal na superfície dorsal da cartilagem xifóide. IV e V. o hiato esofágico.flexionar os dedos e o carpo. Inserção. Ação. flexor digital profundo É formado por três cabeças: umeral.palmarmente nas falanges médias. intercostal interno Origem.estender as articulações digitais e cárpicas. Inserção. Ação. M.processo extensor da falange distal (de cada dedo funcional).espinha da escápula.epicondilo lateral do úmero.COMENTÁRIOS SOBRE ORIGEM. extensor digital lateral Origem.puxar as costelas cranialmente na inspiração. Inserção. principalmente no processo extensor da falange distal desses dedos. M.tubérculo supraglenóide. Músculos do tórax M.oposta a do intercostal externo. sendo no cão quatro (acessória).epicôndilo medial do úmero e caudalmente no rádio. Ocupa o espaço entre a borda caudal da escápula e o úmero. trapézio Origem.flexionar a articulação do cotovelo.rafe dorsal mediana e ligamento supra-espinhal.borda caudal da costela. M. na face palmar da falange distal. A parte costal prende-se na superfície interna das costelas e cartilagens. e por meio deste até as primeiras 3 ou 4 vértebras lombares.borda caudal da costela. no intervalo entre os dois pilares por onde passa a aorta. flexor digital superficial Origem. tuberosidade lateral da extremidade proximal do rádio e superfície lateral da ulna . um centro tendinoso. veia ázigos e ducto torácico. diafragma É um músculo ímpar que separa a cavidade torácica da abdominal. radial e ulnar. Inserção. Inserção. bíceps braquial Origem. Ação. Ação. M.estender as articulações dos dedos III. Estreita os espaços intercostais e evita o deslocamento para fora ou para dentro da parede durante a respiração. Ação.flexionar os dedos e o carpo. Ação. intercostal externo Origem. Ação. Esta dividida em uma porção carnosa periférica. Ação. O diafragma é perfurado por três aberturas: o hiato aórtico. o pilar esquerdo está fixado de modo semelhante nas 1º e 2º vértebras lombares. Ação. M. Inserção. lateral e medial). M. Inserção. que perfura o pilar direito e que dá passagem ao esôfago e . O pilar direito da parte lombar esta inserido no ligamento longitudinal ventral.

oblíquo abdominal externo Origem. M. Ação. caudalmente à última costela em comum com o oblíquo externo. Inserção. M.aduzir o membro posterior.côndilo medial do fêmur e côndilo medial da tíbia. Inserção.elevar o testículo. atuando na termorregulação. Inserção. transverso abdominal Origem. Ação. parto (“prensa abdominal”).tuberosidade isquiática. faz a rotação medial do membro pélvico.tuberosidade isquiática. após cruzar a superfície interna do reto do abdome.sua parte costal emerge das últimas costelas e a parte lombar emerge da última costela e da fáscia toracolombar.estende o quadril. Ação. Também pela fáscia da perna se insere na tuberosidade calcânea.quando se contrai. Inserção.origina-se das superfícies ventrais das cartilagens das costelas e esterno. M. Inserção. M.tuberosidade isquiática e ligamento sacrotuberal. . Ação. Ação.na borda púbica por meio de um potente tendão pré-púbico. ao ligamento patelar e ao bordo cranial da tíbia.nervos vagos dorsal e ventral. ajuda na micção.eminência ílio púbica e ligamento púbico. oblíquo abdominal interno Origem. A parte que se liga ao fêmur estende o joelho e a parte que se liga à tíbia flexiona ou estende o joelho. pectíneo Origem. Inserção. e o forame da veia cava.estende o quadril. reto abdominal Origem. Ação. Inserção. mas em sua maior parte são prolongados por uma aponeurose. Músculos do membro pélvico M. defecação. cremaster externo Origem.se origina das superfícies internas das últimas costelas e dos processos transversos das vértebras lombares. semitendinoso Origem. semimembranoso Origem. Inserção. Ação.borda livre do oblíquo interno do abdômen.flexiona a parte toracolombar da coluna vertebral além das ações semelhantes ao oblíquo externo e interno.origina-se da superfície externa do ílio e da fáscia glútea. M. Ação.estende a quadril.alguns fascículos craniais se inserem diretamente na última costela. flexiona o joelho e estende o tarso. e a partir da tuberosidade coxal e porção adjacente do ligamento inguinal. glúteo médio Origem. Forma uma aponeurose ampla que se insere na linha alba e no ligamento púbico. dependendo da posição do membro. Ação. M. localizado no centro tendinoso dando passagem a veia cava caudal.proximalmente no fêmur. Ação.face medial do corpo da tíbia e por meio da fáscia da perna também se liga à tuberosidade do calcâneo.sua aponeurose se insere na linha alba. o joelho e o tarso (pé).por meio da fáscia da coxa e da perna se insere à patela. M. M. Músculos abdominais M.na parede abdominal ventral.trocanter maior do fêmur.é um extensor excepcionalmente potente da articulação do coxal com certo potencial de abdução. na respiração e locomoção. bíceps femoral Origem.semelhante à dos músculos oblíquo externo e interno. que passa ventral ao reto e atinge a linha alba.túnica vaginal próximo ao testículo.fáscia toracolombar . A parte caudal do músculo flexiona o joelho. Inserção. Também é empregado no ajuste da postura.semelhante ao músculo oblíquo externo. Inserção.

M. assegurando que a tensão seja dirigida ao longo do seu eixo longitudinal. Ação.auxilia na depressão da mandíbula e abertura da boca.processos extensores das falanges distais. Os vastos medial. M. flexor medial e tibial caudal.crista facial (região maxilar) e arco zigomático. flexor digital profundo É composto por três músculos: flexor lateral. cranial e lateral do corpo do fêmur. Inserção. Origem. Ação. na metade proximal da fíbula e na membrana interóssea adjacente. Inserção. entretanto acredita-se que a função básica é se opor à curvatura da tíbia. bucinador Origem. Inserção.se origina da extremidade distal do fêmur.flexionar os dedos e estender o tarso.superfície lateral do ramo da mandíbula (ramo). Junto à origem do gastrocnêmio. só de um lado tracionar em direção ao lado ativo.fossa supracondilar (ou tubérculo na face caudal) do fêmur. Músculo da bochecha: M.porção bucal e porção  músculo orbicular junto ao ângulo da boca. Inserção.processo jugular (paracondilar) do occipital.falange média do dedo funcional mais lateral. vasto intermédio e vasto lateral.medialmente na borda ventral da parte molar da mandíbula. extensor digital lateral Origem. adutor Origem.o reto femoral origina-se do corpo do ílio. masseter Origem. .M. No cão.dois terços proximais da tíbia.pode ser um flexor do joelho.fossa temporal. Inserção. M. Inserção.a inserção comum é na tuberosidade da tíbia. pois o músculo prolonga-se distalmente à patela pelos ligamentos patelares. M. flexor digital superficial Origem. digástrico É composto de dois ventres unidos por um tendão. gastrocnêmio Origem.promover a aproximação da mandíbula com o maxilar. extensor digital longo Origem.as duas cabeças emergem das tuberosidades medial e lateral do fêmur. Músculos mandibulares M. temporal Origem. intermediário e lateral se originam das faces medial. Inserção. M.flexionar as duas primeiras articulações digitais.tuberosidade calcânea e falanges médias.principal extensor do joelho. Inserção. Ação. Ação. estender a articulação do quadril M. em carnívoros estende e abduz o quinto dedo. Ação.porção bucal  osso maxilar e porção molar  porção molar da mandíbula. É o principal componente do tendão calcanear comum. quadríceps femoral É composto por quatro partes: reto femoral. Inserção. vastos medial.aduzir o membro. na origem de cada tendão há um osso sesamóide. M.estender os dedos e flexionar o jarrete. Ação.levantar a mandíbula.em toda a sínfise pélvica e na superfície ventral do púbis e do ísquio e parte adjacente do arco isquiático.extremidade proximal da fíbula. M.flexão do tarso. Origem. Ação. Origem.ao longo dos dois terços distais da face medial do fêmur. fáscia e ligamentos da face medial do joelho. Ação. Inserção.processo coronóide da mandíbula. Ação.tuberosidade calcânea. flexionar o joelho e estender o tarso.superfície plantar de cada uma das falanges distais. O reto femoral tem ação secundária na flexão do coxal. Ação. Inserção.

TECIDOS .2 ARTÉRIAS À dissecação.movimento medial da bochecha.ARTÉRIA – AR TERÍOLAS – CAPILARES – VÊNULAS – VEIA A maioria das artérias é acompanhada de uma ou mais veias de mesmo nome chamadas então de veias satélites. espessas. estes em seguida vão se unindo para formar vasos mais calibrosos. cada ramo com menor calibre. Os ramos que derivam dos troncos maiores podem ser dos seguintes tipos: Ramos colaterais: são os ramos emitidos pela artéria principal. que são os vasos por onde o sangue circula. até atingirem os capilares. ANGIOLOGIA Estuda o sistema vascular sangüíneo (artérias e veias). que continua a existir. As artérias partem do coração e vão se ramificando sucessivamente. 7. recorrente colateral ramos terminais Ramo parietal: ramo oriundo de uma artéria principal que vai irrigar as paredes das cavidades existentes no corpo do animal. o sistema linfático. # Capilares: conexões entre as menores artérias e veias a nível de tecidos. pressionando desta forma o alimento entre os dentes. Ramos terminais: quando a artéria principal emite ramos e deixa de existir por causa desta divisão estes ramos são chamados de terminais. Quando um ramo colateral segue em direção oposta da artéria de origem este é chamado de ramo recorrente. 7. as artérias distinguem-se de outros vasos por suas paredes brancas. # Rede admirável: uma ou mais arteríolas se ramificam indefinidamente até os capilares. Ramo visceral: ramos oriundos de uma artéria principal que vão irrigar as vísceras. o coração bem como a circulação sangüínea. relativamente rígidas e seu lúmem vazio (a menos que preenchidas por massas para facilitar a dissecação). . Este conjunto de vasos é denominado de rede admirável e é encontrado na base do encéfalo e nos glomérulos renais. É constituído por artérias e veias. 7. que é constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. A função desta rede é fornecer maior aporte de oxigênio para o local ou órgão em que se encontra.Ação.1 SISTEMA VASCULAR SANGUÍNEO Sua função é transportar através do sangue nutrientes e oxigênio à todas as células que constituem o organismo.

então denominada anastomose arteriovenosa. veia ázigos. É na base.septo atrioventricular: divide o coração em duas porções. veia porta. união. Nas artérias o sangue circula centrifugamente (do coração para a periferia). Veias emissárias: são vasos sangüíneos localizados dentro da cavidade craniana que têm a função de recolher o sangue venoso dos seios da duramáter e levá-lo até as grandes veias da base do crânio. entre veias ou entre uma artéria e uma veia. Pode ser entre artérias.sulco subsinuoso ou longitudinal direito: coloca-se sobre a face direita do coração. Elas aparecem azuis quando preenchidas por sangue coagulado. de modo geral.7. que se repetem a intervalos ao longo de seu comprimento.2 MORFOLOGIA INTERNA O coração apresenta 4 cavidades: . porção mais ventral e estreita do coração. A borda cranial é convexa. veia cefálica e veia safena lateral.sulco paraconal ou longitudinal esquerdo: coloca-se sobre a face esquerda do coração. encontra-se apoiado sobre o osso esterno. ou seja. # Anastomose: este termo significa ligação. já nas veias o sangue circula de maneira centrípeta (da periferia para o coração). # Estes sulcos são ocupados pelos vasos coronários que vão irrigar o músculo miocárdio. ocupando a maior parte do espaço mediastínico médio. por meio de contração rítmica.4. Seu tamanho varia consideravelmente entre as espécies e também entre indivíduos. 7. um ápice ou vértice. bombeia sangue continuamente através dos vasos sanguíneos para todo o organismo. As faces direita e esquerda são convexas e apresentam sulcos que indicam a divisão do coração em quatro compartimentos: . aquelas que não seguem o mesmo trajeto de uma artéria são: veia jugular. O ápice.1 MORFOLOGIA EXTERNA Apresenta uma base. As veias recebem tributárias (veias menores) e seu calibre vai aumentando à medida que se aproximam do coração. veias cava. porém as cavidades do lado esquerdo não se comunicam com as do lado direito. Sua maior porção (60%) se encontra à esquerda do plano médio entre a terceira e sexta costelas e cranialmente ao diafragma. Começa no sulco coronário e dirigi-se ventralmente até a borda cranial do coração.4 CORAÇÃO O coração é um órgão muscular oco que. . é relativamente maior em espécies menores e em indivíduos de pequeno porte.4. As principais veias não satélites. Está localizado na cavidade torácica.septo interatrial: separa o átrio direito do átrio esquerdo.ventrículo direito e ventrículo esquerdo: cavidades inferiores e maiores Os átrios e ventrículos do mesmo lado se comunicam entre si através dos óstios (orifícios) atrioventriculares.átrio direito e átrio esquerdo: cavidades superiores e menores . aspecto aparentemente colapsado (colabado) e sua capacidade sempre maior do que as artérias associadas.3 VEIAS As veias distinguem-se por suas paredes mais finas. que se localizam as raízes dos grandes vasos que chegam e saem do coração. duas faces (esquerda e direita) e duas bordas (cranial e caudal). assegurando fluxo numa só direção e evitando o refluxo quando a circulação fica estagnada. 7. A cavidade cardíaca é dividida internamente por septos: . Cada átrio apresenta uma projeção externa sobre o ventrículo do mesmo lado chamada de aurícula .sulco coronário: indica a separação entre átrios e ventrículos . uma dorsal (átrios) e uma ventral (ventrículos) . Também inicia no sulco coronário e dirigi-se para o vértice do coração. 7. A ligação é feita a partir de ramos de artérias e veias. A maioria apresenta válvulas. porção mais dorsal do coração. já a borda caudal é quase vertical e corresponde ao nível da sexta costela.

Localiza-se dorsalmente e cranialmente no ventrículo. Também é uma membrana serosa.Orifício da veia ázigos: abre-se na veia cava cranial ou dorsalmente à abertura dessa . 7.Orifício atrioventricular esquerdo . Está contido no mediastino (espaço entre os pulmões). VENTRÍCULO DIREITO Localizado ventralmente e cranialmente no coração. VENTRÍCULO ESQUERDO Localizado ventralmente e caudalmente no coração. O seio coronário é o local de abertura das veias coronárias. Miocárdio: é a camada média.3 ESTRUTURA MACROSCÓPICA DO CORAÇÃO As camadas da parede do coração são as seguintes: epicárdio. Lâmina parietal: acha-se aderida a face interna do pericárdio fibroso. A valva atriventricular direita possui 3 cúspides (válvulas) e é chamada de valva tricúspide. Pericárdio fibroso: é a porção mais externa do pericárdio. 7. tem relação com a borda caudal do coração. O pericárdio (fibroso) usualmente une-se ao esterno (ligamento esternopericárdico). miocárdio e endocárdio.5 TRAJETO DE ALGUNS VASOS SANGUÍNEOS . entre o pericárdio visceral (epicárdio) e o pericárdio parietal. cuja função é fechar os orifícios atrioventriculares durante a sístole. existem faixas finas de músculos transversos que se estendem desde o septo interventricular até a parede oposta (externa) denominado trabécula septo-marginal (cintas moderadoras). As valvas são formadas por cúspides ou válvulas (abas ou pregas em forma de meia lua).Orifício do tronco pulmonar: localiza-se na porção mais dorsal e cranial do ventrículo. porém sem cordas tendíneas chamada valva do tronco pulmonar.Orifício da veia cava caudal: sobre a borda caudal do coração . Epicárdio: membrana serosa que reveste externamente o coração. Apresenta os seguintes orifícios: . Este orifício também possui uma valva tricúspide sem cordas tendíneas denominada valva da aorta. (pericárdio visceral) Endocárdio: fina camada de superfície lisa contínua ao revestimento dos vasos sangüíneos que reveste internamente o coração. Apresenta os seguintes orifícios: . Encontram-se localizados dorsalmente no átrio. ÁTRIO ESQUERDO Localiza-se na porção mais dorsal e caudal do coração. Este orifício apresenta também uma valva tricúspide. composta de músculo estriado cardíaco. ÁTRIO DIREITO Localiza-se na porção mais dorsal e cranial do coração. que contem líquido seroso. Quando ocorre a sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta o que poderia provocar a projeção das válvulas para dentro do átrio e conseqüentemente o refluxo de sangue. PERICÁRDIO O pericárdio é essencialmente uma bolsa fibroserosa que envolve o coração e a origem dos grandes vasos. Consiste em uma lâmina de tecido fibroso que envolve o coração e os grandes vasos. Apresenta os orifícios das veias pulmonares que nos animais domésticos são em torno de cinco a oito veias. # Fossa oval: é uma pequena depressão do septo interatrial que corresponde ao forame oval na vida fetal. Já para prevenir o excesso de distensão do ventrículo durante a diástole (dilatação) ventricular. para permitir o movimento do coração no seu interior. feixes musculares localizados na borda livre das válvulas. É constituído por duas lâminas: lâmina parietal e lâmina visceral.Orifício aórtico: origem da artéria aorta.Orifício da veia cava cranial: localiza-se dorsalmente no átrio direito . Apresenta os seguintes orifícios: .4. O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração como um todo. já a valva atrioventricular esquerda apresenta 2 cúspides (válvulas) e por isso é chamada de valva bicúspide ou mitral. que as prendem aos músculos papilares que são projeções do miocárdio nas paredes internas do ventrículo. É bastante espesso e resistente. Lâmina visceral: acha-se aderida a face externa do coração (epicárdio). Pericárdio seroso: localizado internamente ao fibroso.Orifício do seio coronário: localiza-se ventralmente à abertura da veia cava caudal.Orifício atrioventricular direito . Para evitar esta situação existem as chamadas cordas tendíneas.septo interventricular: separa o ventrículo esquerdo do ventrículo direito Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos que permitem a passagem do sangue somente na direção do átrio para o ventrículo que são as valvas atrioventriculares.. A cavidade pericárdica é uma simples fenda capilar. mas liga-se ao diafragma (ligamento frenicopericárdico) nas espécies domésticas em que o eixo cardíaco é mais oblíquo (cão). O controle de sua atividade é feita através do vago (parassimpático) e do simpático. É a porção contrátil do coração.

g) ARTÉRIA FEMORAL Sua primeira parte tem uma posição superficial entre o músculo sartório e o músculo pectíneo onde forma uma saliência visível. f) ARTÉRIAS ILÍACAS INTERNA E EXTERNA A artéria ilíaca interna irriga as vísceras pélvicas e paredes pélvicas. já a artéria subclávia esquerda origina-se diretamente do arco aórtico. A artéria carótida interna no seu início apresenta uma pequena dilatação. A artéria subclávia emite ainda quatro ramos que chegam medialmente à primeira costela ou primeiro espaço intercostal: artéria vertebral. Nas demais espécies se forma pela união das veias jugular externa e subclávia na entrada do tórax. Continua caudoventralmente na pelve a partir de sua origem na aorta caudal à origem da ilíaca externa. . Drena para o átrio direito o sangue proveniente da cabeça. Esta artéria fornece sangue para o membro torácico e para as estruturas do pescoço. A artéria axilar emite os ramos: a. pescoço e membro torácico. Esta passa sobre a superfície medial do úmero. torácica lateral (carnívoros e suíno). A artéria carótida externa (o maior dos ramos) segue como o prolongamento direto do tronco original até emitir seus ramos finais: artéria maxilar e artéria temporal superficial. Torna-se artéria femoral ao deixar o abdome através da lacuna vascular (localizada entre o ligamento inguinal e a pelve). com uma localização ideal para tomada de pulso. Na altura da borda cranial da primeira costela curva-se para entrar no membro torácico onde passa a se chamar artéria axilar. É a principal fonte de sangue para a pata. Acima da laringe as artérias carótidas comuns emitem seus ramos terminais: artérias carótidas externa e interna. junto aos tendões dos músculos redondo maior e grande dorsal. torácica externa. d) ARTÉRIAS SUBCLÁVIAS Nos caninos e suínos somente a artéria subclávia direita origina-se do tronco braquiocefálico. Em sua subida pelo pescoço acompanha o tronco nervoso vagossimpático. A veia cava cranial segue através do mediastino cranial. sendo que está artéria se oblitera (degenera) após o nascimento nos ruminantes. Origina-se junto à terminação da aorta e segue ventrocaudalmente pelo abdome onde emite a artéria femoral profunda.a) ARTÉRIA AORTA Origina-se do ventrículo esquerdo. tronco costocervical. Na altura da quinta ou sexta vértebra lombar se divide em seus ramos terminais: as artérias ilíacas internas e externas e sacra média (ausente no eqüino). b) TRONCO BRAQUIOCEFÁLICO Origina-se do arco aórtico e passa pela superfície ventral da traquéia. que é o seio carotídeo. circunflexa cranial do úmero (exceto suíno) e continua-se com o nome de artéria braquial. Seu maior ramo no antebraço é a artéria interóssea comum. e se encontra sob a proteção do músculo flexor radial do carpo. caudal ao úmero. subescapular e a. a. Ao nível do segundo espaço intercostal ele origina as artérias subclávias e carótidas comuns (no cão somente a subclávia direita) c) ARTÉRIAS CARÓTIDAS As artérias carótidas comuns se originam separadamente no cão e suíno e pelo tronco bicarotídeo nas demais espécies. Atravessa o diafragma pelo hiato aórtico. atingindo a face craniomedial do cotovelo e continuando pelo antebraço. ventral e à direita da traquéia. Prossegue sobre a cápsula da articulação do joelho como artéria poplítea. a. onde logo muda de nome passando a se chamar artéria mediana após emitir a artéria antebraquial profunda. segue cranialmente como aorta ascendente e após um curto trajeto curva-se dorsalmente e para a esquerda (arco aórtico) a partir de onde passa a ser denominada de aorta descendente localizando-se ventralmente às vértebras. e) ARTÉRIA MEDIANA Segue pela face caudomedial do antebraço acompanhando o nervo mediano. A artéria ilíaca externa é a principal artéria do membro posterior. Em seguida penetra mais profundamente entre os músculos para cruzar a superfície medial do fêmur e atingir a face caudal da coxa. artéria torácica interna e artéria cervical superficial. Emite a artéria radial no antebraço e se continua para pata. d) ARTÉRIA BRAQUIAL A artéria braquial é a continuação da artéria axilar. h) VEIAS CAVAS CRANIAL E CAUDAL Veia cava cranial: no cão e suíno é formada pela união das veias braquiocefálicas direita e esquerda. e) ARTÉRIA AXILAR O grande tronco do membro torácico cruza a axila e continua-se distalmente acima da superfície medial do braço. A parte cranial ao diafragma denomina-se aorta torácica e a parte caudal aorta abdominal.

A primeira corrente sai do ventrículo direito através do tronco pulmonar e se dirige aos capilares pulmonares. pela união das veias ilíacas comuns (direita e esquerda). as quais partem ao mesmo tempo do coração. onde recebe as veias intercostais. A circulação se faz por meio de duas correntes sangüíneas.ou pequena circulação. Corre na região sub-lombar: à direita da artéria aorta. A veia linguofacial é a principal drenagem das estruturas mais superficiais e mais rostrais da cabeça e a veia maxilar daquelas mais profundas e mais caudais. a partir do arco palmar venoso superficial. existem anastomoses entre os ramos de artérias e veias entre si. a qual vaise ramificando sucessivamente e chega a todos os tecidos do organismo. para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre. 7. l) VEIA CEFÁLICA É uma veia superficial de grande importância nos cães. juntamente com a veia ázigos e o seio coronário. i) VEIA JUGULAR EXTERNA Se forma junto ao ângulo da mandíbula. d) Circulação portal . há o cordão umbilical. O cão só possui a veia ázigos direita. onde se processa a hematose. as quais desembocam no átrio direito. tem início no ventrículo esquerdo. o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares. pelve e membro pélvico para o átrio direito. é uma circulação coração-pulmão-coração. que vai a bexiga urinária). Drena o sangue procedente do abdome. o sangue passa a circular ativamente por estas variantes. Em resumo.CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA NO FETO Durante o período que o feto permanece no interior do útero materno. uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares. Após as trocas. aprofunda-se ventralmente passando através do fígado e do diafragma. c) Circulação colateral . de onde o sangue passará para o ventrículo direito.6 CIRCULAÇÃO DO SANGUE A circulação é a passagem do sangue através do coração e dos vasos. de onde passará ao ventrículo esquerdo. É formada pelas veias esplênica (gastroesplênica) e mesentérica cranial e caudal. tem início no ventrículo direito de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos pulmões. A outra corrente sangüínea saí do ventrículo esquerdo.Veia cava caudal: forma-se no teto do abdome. pelo forame da veia cava caudal. a fim de que sejam mantidas as reações metabólicas do ser em desenvolvimento. Tipos de circulação: a) Circulação pulmonar . o que se faz através da placenta ao umbigo do feto. j) VEIA ÁZIGOS É formada pela união das primeiras veias lombares e passa pelo hiato aórtico para o tórax. o sangue carregado de resíduos e CO2 retornna ao coração através de numerosas veias. Conclui-se que a circulação colateral é um mecanismo de defesa do organismo. 7. não há muito passagem de sangue através destas comunicações.ou grande circulação. Estas são em maior ou em menor número dependendo da região do corpo.1. já a esquerda desemboca diretamente no átrio direito. são tributárias de dois grandes troncos venosos. incluindo a cavidade cranial. onde existem extensas redes de vasos capilares nos quais se processam as trocas entre o sangue e o tecido. Em síntese. Paradoxalmente. chegando ao átrio direito do coração. ou seja.6. Recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e do abdome. o sangue retorna pelas veias ao átrio direito. Começa na face palmar da pata. Isto acontece na circulação portal-hepática. há necessidade da oxigenação constante de seu próprio sangue. Segue no braço entre os músculos peitoral e braquiocefálico para se unir a veia jugular externa na parte inferior do pescoço.neste tipo de circulação. veia cava caudal e veia cava cranial. convertendo-se em artéria ou veia. cada uma delas formada pela união de uma veia ilíaca interna e uma veia ilíaca externa. de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. pela artéria aorta. estabelecendo-se uma efetiva circulação colateral. mas no caso de haver obstrução parcial ou total de um vaso mais calibroso que participe da rede anastomótica. pela união das veias linguofacial e maxilar. é uma circulação coração-tecidos-coração. as quais em última instância. constituído por uma veia e duas artérias umbilicais (além do úraco. É provável que a circulação colateral possa estabelecer-se a partir de capilares. pois é utilizada para introdução de substâncias por via endovenosa. pela adição de tecidos as suas paredes. O sangue oxigenado resultante é levado pelas veias pulmonares e lançado no átrio esquerdo. ficando veia porta interposta entre as duas redes. Em condições normais.normalmente. A veia ázigos direita desemboca na veia cava cranial. b) Circulação sistêmica . Seu trajeto através do pescoço ocupa o sulco entre o músculo braquiocefálico dorsalmente e o músculo esternocefálico ventralmente. pela veia umbilical corre . junto à entrada da pelve. provida de uma rede capilar no intestino (onde há a absorção dos alimentos) e outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem complexos processos metabólicos). a troca de CO2 por O2. sem passar por um órgão intermediário. Depois de sofrer hematose. Após as trocas. Como não há funcionamento dos pulmões e conseqüentemente respiração pulmonar o oxigênio deve provir do organismo materno.

A aorta difunde o sangue arterial (misturado com o venoso) por todo o corpo fetal. . Linfonodo mandibular: grupo de linfonodos situados no espaço intermandibular. a veia cava caudal. que é a fossa oval. O líquido que extravasa ao nível dos capilares sangüíneos e difunde-se pelos espaços intersticiais das células constitui o que chamamos de linfa. constituindo-se o ligamento redondo do fígado.sangue arterial.Linfonodo brônquico: ao redor da bifurcação da traquéia. Do ventrículo direito segue pelo tronco pulmonar. e em menor quantidade. Do umbigo.A veia umbilical se oblitera. onde o sangue misturado é novamente oxigenado para retornar ao feto. e deste vai ao ventrículo esquerdo atravessando o óstio átrioventricular esquerdo. ou junto à glândula mandibular no ângulo da mandíbula. É constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. mediastínico médio ao redor da base do coração e mediastínico caudal (ausente no cão) próximo ao esôfago junto ao diafragma.O ducto arterioso (que une o tronco pulmonar a aorta) oblitera-se. mesmo que para isso tome caminhos diferentes. . próximo a articulação temporomandibular. a veia umbilical ao chegar no fígado se bifurca. pois é responsável pela produção dos glóbulos brancos. pela veia umbilical. Toda a linfa do organismo é conduzida de volta à corrente sangüínea através de dois ductos: o ducto torácico que é o principal coletor de linfa e o ducto traqueal. Outra parte do sangue do átrio direito. A linfa circula dentro dos vasos linfáticos e é composta basicamente por glóbulos brancos. Linfonodos retrofaríngeos laterais e mediais.SISTEMA LINFÁTICO Tem como função a defesa do organismo. Vísceras abdominais – Linfonodos portais: junto à veia porta . As artérias umbilicais vão até ao cordão umbilical para atingirem a placenta. passando a constituir o ligamento venoso. sem apresentar modificações muito sensíveis. pequenos nódulos que se encontram distribuídos em diversas partes do corpo ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. A maior parte do sangue contido no átrio direito (sangue arterial misturado com venoso) passa para o átrio esquerdo através de um orifício existente no septo interatrial que é o forame oval. a todo o organismo do feto. por suas ramificações. Por ocasião do nascimento e desde que os pulmões comecem a respirar.Linfonodos mesentéricos: junto ao mesentério . essa última desemboca no átrio direito do coração. sendo representado por um travessão conjuntivo. um ramo denominado ducto venoso. que passa a ser encontrada no animal adulto. e dessa forma vai ter também a aorta. o qual. 3. 2. 5.No bovino e cão o ducto venoso (que une a veia umbilical a veia cava caudal) também se oblitera. São os seguintes os fenômenos que ocorrem: 1. 4.As artérias umbilicais tornam-se cordões fibrosos. ao atingir as artérias ilíacas internas. direita e esquerda. enquanto as duas artérias umbilicais servem de condução de sangue venoso que corre em direção contrária ao coração do feto. desemboca diretamente na veia cava caudal e outro ramo se anastomosa com a veia porta. Os laterais situam-se na fossa do atlas e os mediais contra o teto da faringe. encontrado no fígado destas espécies. Também fazem parte do sistema linfático o baço (descrição junto com o sistema digestivo) e o timo. a veia umbilical se dirige ao fígado se anastomosa com a veia porta e penetra na glândula. O sangue do ventrículo esquerdo atinge a aorta para se distribuir. modifica-se completamente a circulação sangüínea. Membro torácico – Linfonodo cervical superficial (pré-escapular): cranialmente à articulação do ombro e escápula. 8.O forame oval fecha-se permanecendo em seu lugar uma depressão. Alguns dos principais linfonodos são: Cabeça – Linfonodo parotídeo: entre a glândula parótida e o músculo masséter.Linfonodo axilar: região axilar Tórax – Linfonodos mediastinicos: mediastinicos craniais. No bovino e no cão. passando a constituir os ligamentos redondos da bexiga. em parte segue pelos ramos destas existentes somente no feto. Quantidade mínima de sangue do tronco pulmonar que posa ir aos pulmões retorna pelas veias pulmonares ao átrio esquerdo. que são as artérias umbilicais. Do átrio direito o sangue é conduzido totalmente a artéria aorta. o qual se liga a aorta por um ducto anastomótico denominado ducto arterioso. o ligamento arterioso. após ramifica-se nos capilares deste sangue (misturado) é levado pelas veias hepáticas. passa para o ventrículo direito através do óstio átrioventricular direito. predominando quase que exclusivamente os linfócitos os quais são produzidos pelos linfonodos.

mesojejuno. funções normais.Pelve e membro pélvico – Linfonodo ilíacos mediais: junto à origem das artérias ilíacas externa e interna. Possui a capacidade de secretar um líquido sero-aquoso e de reabsorvê-lo. é usado o prefixo meso e o nome grego para o qual se dirige esse mesentério (mesórquio. Ducto torácico: é o principal coletor de linfa. Origina-se nos linfonodos retrofaríngicos. viscus que significa órgão interno. intestino. Em casos isolados os mesentérios são também designados como ligamento ou como prega. eu me nutro. que acompanha o trajeto da traquéia no pescoço. situação particular. ESPLANCNOLOGIA GERAL (ORGANOLOGIA) CONSIDERAÇÕES GERAIS Organologia é o estudo dos órgãos. regride gradativamente até praticamente desaparecer. Tanto o ducto torácico como o ducto linfático direito podem receber o(s) ducto(s) traqueal(is) correspondentes. Os órgãos são unidades suprateciduais. O diafragma separa a cavidade torácica das cavidades abdominal e pélvica (abdominopélvica). serosa intermediária (de conexão) e serosa visceral. contribuindo para o desempenho de papeis fisiológicos sistêmicos mais complexos. A membrana serosa é uma membrana contínua fina que reveste as cavidades corporais e cobre os órgãos cavitários. sob o músculo bíceps da coxa. O ducto passa pelo hiato aortico para o mediastino. estrutura semelhante. Seguindo cranioventralmente. víscera. Quando desenvolvem-se estendem-se desde a região cervical (ao lado da traquéia) até o pericárdio (mediastino cranial) sendo que a porção cervical regride penetrando em algumas espécies (cão por exemplo).Linfonodo poplíteo: junto a fossa poplítea. onde se multiplicam originando a competência imunológica pré-natal. Víscera é o plural do latim.Linfonodo inguinal superficial (supramamário ou supraescrotal): dorsalmente à glândula mamária ou escroto. definidos como instrumentos de função. Timo: é um órgão que tem importância máxima em jovens. que coletam a linfa da cabeça. É uma estrutura lobulada (com semelhança de glândula salivar) que ocupa aparte ventral do mediastino cranial. relações. A parede das cavidades revestidas pelas serosas permite a divisão em três seções: serosa parietal. ou vescor. e unem-se ao ducto torácico (lado esquerdo) ou linfático direito. . Um ducto linfático direito pode estar presente efetuando a drenagem de estruturas torácicas craniais direitas. Origina-se na cisterna do quilo. para terminar normalmente na veia jugular esquerda ou na veia cava cranial. Mesentério em sentido amplo é o tipo de peritônio de conexão entre o trato intestinal e reprodutivo e a parede abdominal. Ela reveste os órgãos e a parede interna das cavidades do tronco. Entende-se por serosa parietal a lâmina que adere internamente à parede corpórea.Linfonodo isquiático: (presente nos ungulados. que recebe linfa do abdômen. A raiz splanchnon. deriva do grego e significa órgão interno (entranhas).Linfonodo subiliaco (pré-femural) (não tem no cão): a frente do músculo tensor da fáscia lata ou junto ao músculo sartório . . agrupados em sistemas pela sua origem comum. Ducto traqueal: geralmente é um vaso par. juntamente com outros elementos. conhecida como pleura na cavidade torácica e peritônio na cavidade abdominal. mesogastro. mesovário). pelas conexões especiais. Estas cavidades são revestidas de membrana serosa. terminando de modo semelhante ao ducto torácico. Também podem desembocar na veia jugular correspondente próximo a entrada torácica. Prega: serosa conectante entre dois órgãos viscerais (ex. Para designação especial do mesentério. . da pelve e membros pélvicos. caudais ao joelho. viscus. . sobre a face esquerda da traquéia. Serosa intermediária é àquela túnica serosa que une a porção parietal com a visceral ou duas serosas viscerais. O seu córtex produz linfócitos T imunocompetente que vão para corrente sangüínea chegando aos linfonodos. abdominal e pélvico. CAVIDADES CORPORAIS São constituídas dos compartimentos torácico. prega ileocecal). ausente no cão) na face lateral do ligamento sacroisquiático (sacrotuberal largo). Logos – estudo.

O diafragma fecha a abertura torácica caudal. os troncos vagais dorsal e ventral e os vasos esofágicos. Um grupo especial de órgãos é aquele constituído pelos sacos serosos. abdominopélvica e escrotal. Na fêmea: o peritônio não constitui um saco fechado. onde reveste os testículos. Retroperitonial: É o termo usado para estrutura localizada entre o peritônio e a parede cavitária sem conexão peritonial ou também aplicado para porção dos órgãos pélvicos não envolvidos pelo peritônio. É formado dorsalmente por uma porção lombar que consiste de dois pilares direito e esquerdo. 3. a pleura. formados por membranas que forram parcial ou totalmente a cavidade torácica. 2. Diafragma: é um músculo em forma de cúpula que separa as cavidades torácica e abdominal. Abertura abdominal da tuba uterina: é uma abertura para fora da cavidade abdominal (peritonial) na fêmea. Entram neste espaço o esôfago. Camada externa: Pode ser denominada túnica serosa. adventícia. A porção peritonial da cavidade pélvica é cranial e limitada pelas bolsas do peritônio abdominal. somente uma pequena quantidade de líquido lubrificante. cilíndricos ou cavitários) por apresentarem grandes cavidades e órgãos sólidos ou parenquimatosos. É o principal músculo envolvido na respiração.Ligamento: serosa de conexão entre a serosa parietal e a serosa visceral. respectivamente. Entrada pélvica: é a comunicação entre as cavidades abdominal e pélvica. A porção caudal do tórax é preenchida com vísceras abdominais. b) Hiato esofágico: localizado ventral ao hiato aórtico. Túnica serosa é o peritônio visceral. O diafragma se projeta como uma cúpula para dentro do tórax. ARQUITETURA FUNCIONAL DAS VÍSCERAS Vísceras são estruturas ou órgãos que apresentam cavidade ou não e são revestidas por camadas especiais (externa. 1. nervos e o cordão espermático. É uma lamina destas serosas que cobre a víscera e se continua com a porção parietal da membrana de nome . Omento: dupla camada de peritônio de conexão entre o estômago e órgãos abdominais ou parede abdominal. vagina. lateralmente pela porção costal e ventralmente pela porção esternal. o esôfago. o pericárdio e a cavidade pericárdica. próstata.Cavidade pélvica: É o espaço limitado pelos ossos pélvico. Canal inguinal: é uma abertura através da parede abdominal por onde passam vasos sanguíneos. O centro tendinoso é uma região aponeurótica em forma de V no centro do diafragma. diafragmática e mediastinal. No macho: o peritônio é um saco fechado que se estende para o escroto. Fundos de saco da cavidade peritonial: reflexão caudal do peritônio entre os órgãos e a cavidade pélvica. O diafragma tem três aberturas entre o tórax e o abdômen: a) Hiato aórtico: é a abertura na porção dorsal do diafragma para a passagem da aorta abdominal (também para veia ázigos e ducto torácico). A pleura parietal divide-se em pleura costal.Cavidade torácica: é o espaço no qual estão contidos os órgãos torácicos. Neste espaço não há órgãos. pela linha arqueada do osso ilíaco e pela margem cranial do púbis. A pleura visceral é também conhecida como pleura pulmonar. Cavidade peritonial: É um espaço potencial entre o peritônio parietal e visceral localizado na cavidade abdominal e parte da cavidade pélvica. que é formada pelo osso sacro. Contém o reto. a pleura visceral ou o pericárdio visceral. Podem-se distinguir órgãos ocos (tubulares. a traquéia e os grandes vasos. as vértebras e as esternébras conectadas. etc. e que também revestem parcial ou totalmente os órgãos nelas contidos. as cavidades pleurais.. média e interna). A cavidade pleural localiza-se na cavidade torácica e se divide em sacos pleural direito e esquerdo. uterina.Cavidade abdominal: é o espaço dentro do tronco entre o diafragma e a cavidade pélvica. Seu movimento cranial ou caudal decresce ou aumenta o volume do tórax durante a expiração ou inspiração. A cavidade vaginal do funículo espermático é um divertículo da cavidade peritonial. Exemplo de órgão retroperitoniais: rim e porção cranial do ureter. c) Forame da veia cava: abertura no centro do diafragma para a veia cava caudal. A abertura torácica cranial (entrada torácica) é a entrada na cavidade torácica formada pelo primeiro par de costelas. túnica fibrosa ou cápsula ou ainda túnica albugínea conforme o órgão em questão.. o canal anal e as porções pélvicas das vísceras reprodutivas e urinárias. A porção retroperitonial é caudal e limitada pelo peritônio abdominal. O limite entre a cavidade abdominal e a pélvica é marcada pela linha terminal. vaginal e vulvar. pois apresenta um orifício ao nível da extremidade proximal da tuba uterina que conecta a cavidade peritonial com o exterior através da luz tubárica. Entre os sacos pleurais fica o mediastino onde o coração encontra-se envolvido pela sua própria cavidade pericárdica com as lâminas parietal e visceral (epicárdio). sacro e as duas primeiras vértebras caudais. inervado pelo nervo frênico.

O epitélio da mucosa pode ser de secreção ou absorção. A lâmina própria constitui a estrutura ou esqueleto da mucosa. 1. Os músculos . onde o órgão de fonação está contido na laringe. a parte cervical do esôfago (túnica adventícia) e os rins (cápsula fibrosa). maxilar. O diafragma e os outros músculos respiratórios governam o volume respiratório pelo aumento ou diminuição da cavidade respiratória. 1. de modo que. Outras túnicas de caráter semelhante são conhecidas como albugínea ou túnica adventícia. formando camadas extensas. Na passagem pelas narinas até os alvéolos o ar é usualmente purificado. peritônio para o intestino. Os condutos respiratórios são compostos de um epitélio pseudoestratificado ciliado e produtor de muco.1. Túnica fibrosa: muitos órgãos são circundados por túnicas fibrosas. esta normalmente é denominada cápsula. A lâmina muscular é composta de três camadas de fibras musculares lisas. facilitando a evaporação de secreções glandulares e saturando o ar com água (que é importante no olfato). no esôfago e no canal anal. óssea. como por exemplo. Glândulas seromucosas nas paredes dos condutos respiratórios servem para adicionar umidade ao ar. O suporte ósseo da parede é formado pelos ossos: nasal. O som é produzido na laringe principalmente pelo ar expirado. zigomático e placa perpendicular do osso palatino. A túnica mucosa foi assim denominada porque pode produzir muco que fornece uma camada viscosa para a superfície relacionada com o lume do órgão. por onde o ar entra nas cavidades nasais e se continua pela faringe. A região olfatória registra a presença de substâncias nocivas no ar e ativa um reflexo que fecha a passagem de ar pela laringe. PULMÕES E PLEURAS. Os cães freqüentemente respiram através da boca. resfriando assim seus corpos. a primeira constituindo essencialmente de tecido fibroso denso e branco e a última com muitas fibras elásticas de textura mais frouxa. Associados com os ossos e cartilagens da camada de suporte estão os músculos nasais que regulam a abertura das narinas. com papel de suporte. pois isto provoca a evaporação de fluídos. As narinas no ápice levam para dentro da cavidade nasal. O movimento como ondas dos cílios transportam finas partículas de poeira que ficaram presas pelo epitélio úmido. LARINGE. A troca de gases ocorre nos alvéolos pulmonares onde o sangue dos capilares alveolares faz contato com o ar através de uma parede alveolar extremamente fina (hematose). FARINGE. estriadas ou cardíacas. com diferenciações especiais da musculatura longitudinal e musculatura circular ou oblíqua. Camada interna: é a túnica mucosa. pleura para os pulmões e pericárdio para o coração. O osso vômer sustenta a cartilagem nasal. TRAQUÉIA. O ápice do nariz dos carnívoros e suínos. sobressai alguma extensão da face.semelhante. As bordas livres dos ossos nasal e incisivo providenciam inserção para as cartilagens nasais que suportam as narinas. Septo nasal: forma a separação entre as narinas e divide a cavidade nasal em metades direita e esquerda.NARIZ O nariz humano se projeta distintamente da face. As musculaturas lisa e estriada podem ser encontradas juntas em ambas as extremidades do trato digestório. traquéia e pulmões. responsável pela abertura e fechamento do lúmen de um órgão. seu oponente se relaxa e vice-versa. O sistema respiratório é responsável pela troca de gases entre o sangue e a atmosfera e dentro de limites melhora a qualidade do ar inspirado e regula seu fluxo. Quando uma víscera não está relacionada com sacos serosos. lacrimal. BRÔNQUIOS. lâmina muscular da mucosa e a tela submucosa. É a responsável pelo movimento da parede dos órgãos e sua ação é de compressão ou propulsão. no entanto. formada por fibras musculares lisas. O fluxo de ar respiratório que usualmente passa através do nariz. umedecido e aquecido sendo seu volume regulado pelas narinas e laringe.Parede do nariz: consiste da pele externamente. Atuam em perfeito equilíbrio funcional. O ar inspirado é aquecido pelos extensivos plexos vasculares da mucosa respiratória da cavidade nasal. onde a passagem respiratória cruza com a do sistema digestório e as partículas são eliminadas através da deglutição. pode passar diretamente através da boca com exceção do eqüino. rostral aos olhos. uma camada média de suporte de osso ou (rostralmente) de cartilagem. A porção caudal do septo. a qual está conectada diretamente ou indiretamente a muitos seios paranasais. estará envolvida por tecido conjuntivo. O sistema respiratório começa nas narinas. e uma membrana mucosa que cobre a cavidade nasal. que forra os órgãos e compreende a lâmina própria da mucosa. é formada pela placa perpendicular do etmóide. Camada média: é a túnica muscular. enquanto a estriada tem a tendência de estar disposta como músculos individuais. laringe. A quantidade de sangue que flui através destes plexos pode ser regulada e este aquecimento adicionado ao fluxo de ar. A musculatura lisa tende a ser contínua. seja através das narinas e assim para fora do organismo ou através da faringe. frontal. no caso das glândulas. Rostralmente o septo consiste de cartilagem que começa progressivamente mais flexível em direção ao ápice. quando um componente se contrai. A região olfatória está localizada na porção caudal da cavidade nasal. nos mamíferos domésticos é incorporado à face formando grandes áreas dorsal e lateral. incisivo. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: CAVIDADE NASAL. no sistema digestório atua em ambas funções. Os piloros normalmente denominados esfíncteres são mecanismos de abrir e fechar orifícios ou canais. A musculatura circular pode bloquear a entrada ou a saída de conteúdo da cavidade de um órgão.

as tubas auditivas são grandemente dilatadas para formar as bolsas guturais. Os seios retêm suas conexões com a cavidade do nariz. do nariz e do crânio. Apresenta funções obscuras. mas no eqüino a pele com pêlos comuns se estendem dentro desta por uma curta distância. que devido a suas paredes musculares são capazes de dilatação e constrição. situa-se entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal e projetase para dentro da nasofaringe. Sua abertura rostral pode ser fechada para proteção da traquéia e pulmões. 1. São pobremente desenvolvidos nos suínos e carnívoros. reduz o peso da cabeça e aumenta a ressonância da voz. Estão presentes os seios: maxilar. ossificando-se parcialmente com a idade. A porção rostral estreita da cavidade nasal (vestíbulo nasal) é usualmente revestida por membrana mucosa que é coberta por um epitélio escamoso estratificado. Consiste de muitas cartilagens cobertas no seu interior por membrana mucosa. 3. palatino (ausente nos carnívoros e suínos). que estão em comunicação com a cavidade nasal. há uma troca de ar relativamente lenta. No eqüino. e mais caudalmente está relacionada com a base do crânio. Estes são particularmente usados na respiração trabalhosa ou quando o animal está farejando.2. A nasofaringe comunica-se dorsolateralmente com a orelha média através de orifícios como fendas das tubas auditivas. . etmóide e pelo vômer. porção nasal do osso frontal e rostro do pré-esfenóide. A submucosa da região respiratória possui numerosos plexos vasculares consistindo de veias. Meato nasal comum: é o estreito espaço entre o septo médio e as conchas. Apresenta forma mais ou menos cilíndrica e alongada.CAVIDADE NASAL A cavidade nasal se comunica rostralmente com o exterior através das narinas e caudoventralmente com a nasofaringe através das coanas. Esta extensa vascularização aquece o ar causando a evaporação das secreções glandulares e com isso adicionando umidade ao ar inalado. A maior parte do ar respiratório passa através deste meato. A divisão entre cavidades nasal e cranial é formada pelo etmóide. Conchas nasais: Concha nasal dorsal: é a concha mais longa dos animais domésticos. Concha nasal média: nos carnívoros Meato nasal ventral: é o mais largo. que são duas aberturas separadas pelo vômer. São bem desenvolvidos no eqüino (músculo canino) e podem transformar normalmente as narinas semilunares em circulares. ventral a laringofaringe e começo do esôfago. Meatos etmoidais: espaço de ar entre as conchas etmoidais. A porção média é a maior porção e contém as conchas ou cornetos nasais. Dorsalmente é separado da porção caudal da cavidade nasal por uma divisão horizontal formada pelos ossos palatinos. O osso vômer está inserido na superfície dorsal destes ossos e suporta o septo nasal. especialmente durante a deglutição. mas como suas aberturas são estreitas. A localização e o estreitamento das aberturas tornam estas propensas a obstruções devido à inflamação ou congestão da mucosa.NASOFARINGE O ar inspirado após deixar a cavidade nasal passa através das coanas para dentro da nasofaringe que se situa dorsal ao palato mole. A laringe dos mamíferos domésticos situa-se ao nível da base do crânio.LARINGE É um tubo músculo-cartilaginoso curto que conecta a laringofaringe com a traquéia e contém o órgão da fonação. Caudoventralmente a nasofaringe se comunica através do óstio intrafaríngeo com a laringofaringe que é o local onde a via respiratória cruza com a via digestiva. do processo palatino do maxilar e placa horizontal do osso palatino e está coberta dorsalmente por mucosa nasal e ventralmente por mucosa oral.do nariz e lábios superiores atuam juntos para dilatar as narinas. O palato duro separa a cavidade oral da nasal.Assoalho da cavidade nasal: é o teto da cavidade oral. estendendo-se do teto da cavidade nasal para o assoalho continuando-se lateralmente com os outros meatos. Esta consiste de porções do osso incisivo. Nesta porção a mucosa é especializada em olfação (região olfatória) e contém terminações do nervo olfatório e glândulas. 2. dentro do espaço intermandibular nos eqüinos e ruminantes e mais caudal nas outras espécies. 4. frontal. Concha nasal ventral: origina-se da crista conchal do maxilar e é independente da concha etmoidal. 5. Atua como proteção térmica e mecânica das cavidades da órbita. Quando ingurgitadas estes plexos dilatam como tecidos eréteis e impedem o fluxo de ar. As cartilagens estão conectadas umas as outras no osso hióide e na traquéia pelos ligamentos e músculos. esfenoidal e lacrimal (nos suínos e ruminantes). A porção caudal é pequena e contém as numerosas conchas etmoidais. A maior parte da porção média e septo da cavidade nasal (região respiratória) é coberta de mucosa de epitélio pseudoestratificado ciliado e contém principalmente glândulas serosas.SEIOS PARANASAIS São espaços preenchidos com ar e cobertos de mucosa respiratória extremamente fina e pouco irrigada.

dorsal a veia cava cranial. Tem aparência de anel e consiste de uma lâmina ampla dorsalmente e um arco estreito lateral e ventralmente. . O esôfago retorna do plano médio e assume sua posição dorsal a traquéia. Os brônquios lobares emitem um grande número de brônquios segmentares. cartilagem tireóide ventral e lateralmente.TRAQUÉIA É um tubo cartilaginoso não colapsável que continua a via respiratória da cartilagem cricóide da laringe para a raiz do pulmão. As subdivisões terminais dos bronquíolos dão origem usualmente a dois bronquíolos respiratórios os quais contém alguns alvéolos. principalmente. Na superfície dorsal. Porção torácica: Na cavidade torácica. Posição: Porção cervical: Situa-se ventralmente e a direita do esôfago. Entre o tecido conjuntivo e a membrana mucosa está o músculo traqueal. Em contraste com os brônquios. São os últimos ramos da árvore brônquica relacionados unicamente com a condução do ar. que estão completamente envolvidos pelos alvéolos. o mais ventral destes está fusionado na linha média e tem que ser separado para expor a traquéia (traqueotomias). 7. O segmento broncopulmonar é em forma de cone. No pescoço está relacionada dorsalmente com o esôfago e músculos longo do pescoço e da cabeça. tem a forma de um V e forma a maior parte da parede lateral da laringe. Ventralmente e lateralmente está rodeada pelos músculos cervicais que passam do esterno a cabeça. A epiglote se ajusta como uma tampa sobre a entrada da laringe e fecha esta durante a deglutição. Cartilagem cricóide: Articula-se com a porção caudal da cartilagem tireóide e está parcialmente coberta pelas lâminas da tireóide. Estrutura: consiste de uma série de anéis cartilaginosos incompletos do tipo hialino que previnem o colapso do tubo e estão cobertos por uma adventícia e revestidos internamente por mucosa. a traquéia continua caudalmente no mediastino. As cartilagens traqueais estão unidas pelos ligamentos anulares que são fundidos ao pericôndrio e consiste principalmente de tecido fibroso. os quais cobrem a superfície ventral da coluna vertebral. 8. sendo que cada um destes ventila um segmentobroncopulmonar.Divide-se numa porção cervical e outra torácica. Cartilagem tireóide: É a maior das cartilagens. O número e distribuição dos brônquios lobares não é igual em todas as espécies domésticas e diferem especialmente entre os pulmões direito e esquerdo. os bronquíolos não contêm glândulas e suas paredes não possuem suporte cartilaginoso. Os bronquíolos respiratórios se dividem uma ou duas vezes e são seguidos pelos ductos alveolares. que é uma região funcional. O somatório dos alvéolos constitui a superfície respiratória do pulmão. As paredes dos sacos pleurais aderem lateralmente as costelas como pleura parietal costal. 6. os quais se dividem dentro de brônquios lobares na entrada dos pulmões. caudalmente ao diafragma como pleura parietal diafragmática e medialmente aos órgãos no mediastino ou para outro saco pleural como pleura mediastinal. A traquéia então cruza o arco aórtico no lado direito dorsal a base do coração e no nível do quarto ao sexto espaço intercostal divide-se em 2 brônquios principais. menores que 1 mm de diâmetro. O esternoioideo. contém tecido linfóide e preenche espaço entre as extremidades livres das cartilagens. um músculo liso com fibras orientadas transversalmente. sendo um tecido pulmonar independente dentro de um lobo. o tecido conjuntivo é frouxo. A troca de gases toma lugar nas paredes do alvéolo. A base do segmento situa-se contra a pleura e seu ápice aponta para o hilo do pulmão. Situa-se cranial a cricóide e ventral a epiglote e aritenóides. A curta distância cranial a esta bifurcação a traquéia do suíno e dos ruminantes emitem o brônquio traqueal para o lobo cranial do pulmão direito. Cartilagem epiglote: É a mais rostral das cartilagens da laringe e fecha a entrada desta durante a deglutição. Os brônquios lobares passam dentro de uma porção do pulmão e cada um deles entra e ventila um lobo.PULMÕES Os pulmões estão localizados nos sacos pleurais os quais vão juntos medialmente para formar o mediastino. onde esta se bifurca para formar os brônquios principais direito e esquerdo. Os ramos dos brônquios segmentares dão origem aos bronquíolos. O brônquio traqueal presente nos suínos e ruminantes é considerado também um brônquio lobar. A existência de segmentos broncopulmonares pode ser demonstrada pela insuflação de um brônquio segmentar individual. Os ductos alveolares terminam no saco alveolar. mas também de tecido elástico. cartilagens aritenóides dorsalmente e cartilagem epiglote rostralmente.ÁRVORE BRÔNQUICA A bifurcação da traquéia dá origem aos brônquios principais que são grossos e curtos. Cartilagens aritenóides: São duas e apresentam forma de pirâmide de 3 lados com seu ápice apontando rostrodorsalmente e com a base na face da cartilagem cricóide. Os bronquíolos são tubos muito pequenos. A pleura que reveste o coração é a pleura mediastinal pericárdica.O esqueleto da laringe é composto pelas seguintes cartilagens: cartilagem cricóide caudalmente.

Assim. sua cor é vermelho-escuro. Impressão esofágica: coloca-se acima da área de aderência. etc. Sulco para veia cava caudal: no pulmão direito. 2. encontra-se a formação de um brônquio traqueal direito. é côncava e situada no diafragma. Eqüinos Pulmão esquerdo: Lobo cranial (apical) Lobo caudal (diafragmático) Pulmão direito: Lobo cranial Lobo caudal Lobo acessório (intermediário) * Não apresenta lobo médio (cardíaco) Carnívoros. brônquio cranial – lobo cranial. o pulmão direito não apresenta o lobo médio. não há pleura nesta área. A cor dos pulmões depende da quantidade de sangue contido neles. 6. Em algumas espécies o lobo cranial é dividido dentro de porções cranial e caudal. pois o coração está localizado mais para este lado. azul acinzentado ou mesmo preto devido ao acúmulo de poeira e partículas de carbono. É mais profunda no pulmão esquerdo. local de contato com o esôfago. Mais profunda no pulmão esquerdo. Face parietal: situada contra as costelas. O pulmão direito tem ainda um lobo médio ventilado pelo brônquio médio e um lobo acessório ventilado pelo brônquio acessório. vasos bronquiais e pulmonares e nervos passam do mediastino para o pulmão. e uma base oblíqua que está caudoventral ao diafragma.Os pulmões são revestidos pela pleura pulmonar que é continua com o hilo e ligamento pulmonar com a pleura mediastinal. 4. No suíno e nos rumiantes. O pulmão direito é sempre maior que o esquerdo numa proporção de 4:3. a cada brônquio pertence um lobo correspondente: por exemplo. Os pulmões humanos são freqüentemente cinzas. Isto também é verdadeiro em animais mantidos em cidades grandes. As superfícies dos pulmões correspondem às paredes dos sacos pleurais. no eqüino. mas se o sangue se mantém no pulmão após a morte. diferentemente. Lobos pulmonares: A ramificação da árvore brônquica forma a base para a configuração dos lobos pulmonares. deixando somente um espaço capilar que no animal saudável contém uma pequena quantidade de fluído seroso. Este fluído facilita o movimento de fricção dos pulmões durante a respiração. Impressão cardíaca: local onde está alojado o coração e o pericárdio. estes são rosas. Impressão aórtica: forma um sulco denominado de vascular. Face diafragmática: onde está à base do pulmão. 3. Nesta região estão os linfonodos bronquiais. forma um sulco. brônquio acessório – brônquio acessório. Hilo do pulmão: onde o brônquio principal. Apresenta os seguintes acidentes: 1. A maioria das outras impressões é dorsal a esta. Cada pulmão tem a forma de um semicone com um ápice que é direcionado cranialmente e situa-se na entrada torácica. Área de aderência: é o ponto onde os dois pulmões estão em contato direto. O agregado dessas estruturas é conhecido como raiz do pulmão. Face medial: situada contra os corpos das vértebras torácicas e o mediastino e apresenta impressões dos órgãos localizados nesse local. que emerge diretamente da traquéia como brônquio lobar independente. suínos e ruminantes Pulmão esquerdo: Lobo cranial subdividido em porções cranial e caudal Lobo caudal Pulmão direito: Lobo cranial * Subdividido em porções cranial e caudal nos ruminantes Lobo médio Lobo caudal Lobo acessório Dicas: . 5. De acordo com essa forma de classificação cada pulmão tem um lobo cranial ventilado pelo brônquio cranial e um lobo caudal ventilado pelo brônquio caudal. Eles preenchem seus respectivos sacos pleurais completamente. Se um animal é sangrado completamente. A atual lobulação dos pulmões nos mamíferos domésticos é dada abaixo.

3 . constitui as vias de comunicação das diversas áreas de comando.Prosencéfalo: Que sofre nova divisão e dá origem a duas vesículas secundárias. As três vesículas formam o encéfalo.DIENCÉFALO 9. O progressivo aprofundamento deste sulco originará a goteira neural.SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) 9. O eqüino tem o pulmão mais compacto enquanto o ruminante tem o mais dividido.2 MESENCÉFALO 9. formada em sua maior parte por corpos de neurônios. .2.1 NERVOS ESPINHAIS E CRANIANOS 9.2. O pulmão esquerdo sempre apresenta 2 lobos (cranial e caudal).1.1) DURAMÁTER 9.1.MIELENCÉFALO 9. é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal. que se localiza dentro da cavidade craniana. O restante do tubo neural forma a medula primitiva que formará a medula espinhal Sistema Nervoso Central é aquele localizado dentro da cavidade craniana e do canal vertebral. O primeiro elemento que se origina no sistema nervoso é a placa neural. onde executa as atividades vitais.1.2.4 .MENINGES 9.2 SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 9. é um brônquio lobar e ventila o lobo cranial do pulmão direito.Mesencéfalo: Não sofre segmentação secundária.1.2.MEDULA PRIMITIVA: MEDULA ESPINHAL 9.O pulmão direito é sempre mais completo – 4 lobos.3.2. o mielencéfalo e o metencéfalo.1 PROSENCÉFALO: .METENCÉFALO .1.2. formada principalmente por axônios de neurônios. 9 – NEUROLOGIA SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS DO SENTIDO 9. As bordas da goteira neural se fundem para formar o tubo neural. Brônquio traqueal – presente nos ruminantes e suínos. .3.2 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 9.LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1) EMBRIOLOGIA: O sistema nervoso é o primeiro sistema a ser formado no indivíduo. Na porção mais cranial do tubo formam-se 3 vesículas por constrição: .1GÂNGLIO NERVOSO 9.3.Rombencéfalo: Sofre subdivisão que dá origem a dois segmentos secundários.2. O lobo cranial só é dividido nos ruminantes. que é um espessamento dorsal do ectoderma. .2 .3 ROMBENCÉFALO: .2) PARASSIMPÁTICO 9. formando o sulco neural. O lobo cranial está dividido em todas as espécies menos no eqüino. com exceção do eqüino que não possui o médio.3) PIAMÁTER 9.1 . o telencéfalo e diencéfalo. O tubo neural dá origem ao Sistema Nervoso Central.1) SIMPÁTICO 9. À proporção que se desenvolve a placa neural torna-se mais espessa e encurva-se longitudinalmente. branca e cinzenta. A substância cinzenta. A substância branca.1 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS E MOTORAS 9. é o local onde se encontra os comandos do Sistema Nervoso Central. sua origem embrionária é o ectoderma.2) ARACNÓIDE 9. O Sistema nervoso é constituído por dois tipos de substâncias.TELENCÉFALO .2.

2) CAVIDADES DO TUBO NEURAL A medida que ocorrem as dilatações do tubo neural, sua luz também se altera consideravelmente, resultando no adulto, as seguintes cavidades: - A luz das vesículas telencefálicas laterais formam de cada lado, os ventrículos laterais; - a parte mediana do telencéfalo e o diencéfalo englobam o III ventrículo, que se comunica com os ventrículos laterais por forames interventriculares; - a luz do mesencéfalo permanece estreita e constitui o aqueduto cerebral, que une o III ao IV ventrículo; - a luz dilatada do rombencéfalo forma, sobre a ponte e o bulbo, o IV ventrículo; - a luz da medula primitiva forma, no adulto, o canal central da medula, que a acompanha em quase toda sua extensão. As cavidades encefálicas são revestidas por um epitélio denominado epêndima e contém um líquido denominado líquido cérebro-espinhal ou líquor. 3) MENINGES As meninges são membranas de tecido conjuntivo que envolvem o Sistema Nervoso Central, possuem função mecânica, evitando traumatismo e lubrificando, bem como função biológica, pois contém anticorpos, evitando assim infecções. 3.1) Duramáter É a mais externa das meninges, apresenta-se de cor clara, bastante espessa e vascularizada. Acha-se aplicada diretamente contra os ossos que formam a cavidade craniana e canal vertebral. É constituída por uma lâmina interna e uma externa, que dentro da cavidade craniana estão unidas formando uma única lâmina. Ao nível do canal vertebral estas membranas se separam deixando um espaço entre elas, chamado espaço epidural ou extradural, preenchido por tecido adiposo e vasos sangüíneos. Pregas da Duramáter: São projeções da duramáter preenchendo sulcos da cavidade craniana. São em número de três: - Foice do Cérebro: Prega em forma de meia lua, no sentido longitudinal dorsal, entrre os hemisférios cerebrais. - Tenda do Cerebelo: Coloca-se transversalmente entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo, na cisura transversal do encéfalo. - Diafragma da Cela-Túrsica: Cobre a cela-túrsica e em conseqüência, a glândula hipófise. Seios da Duramáter: São espaços sangüíneos existentes entre as lâminas da duramáter encefálica. Servem para recolher o líquido cérebro-espinhal e também recolher o sangue venoso do encéfalo. Espaço Subdural: Separa a duramáter da aracnóide, contém um líquido com constituição de filtrado sangüíneo. 3.2) Aracnóide Membrana fina e delicada constituída de filamentos que se assemelham a teia de aranha. Situa-se entre a duramáter e a piamáter. - Cisternas Subaracnoideas: São espaços encontrados entre a aracnóide e a piamáter em determinados locais ao nível do Sistema Nervoso Central. - Granulações Aracnoideas: São projeções (pequenas bolsas) da aracnóide para os seios da duramáter. Servem para recolher o líquor do espaço subaracnoideo e eliminá-lo para a duramáter. - Espaço Subaracnoideo: Separa a Aracnóide da Piamáter, contém líquido cérebro-espinhal. Piamáter Adere diretamente o Sistema nervoso Central, colocando-se dentro das saliências e depressões. Na porção terminal do canal vertebral as meninges se projetam formando fios chamado filamento terminal ou cauda equina.

3.3)

4 - LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR É formado pelos plexos coróides*localizados a nível do IV ventrículo, III ventrículo e ventrículos laterais, a partir do sangue. Constitui-se um filtrado sangüíneo com grande quantidade de anticorpos para defesa do organismo. Circula no IV ventrículo, aqueduto cerebral, III ventrículo, ventrículos laterais e no canal central da medula. Supõe-se que ele circule 24 horas, sendo lançado novamente na corrente sangüínea pelas granulações da aracnóide e depois lançado nos seios da duramáter. Funções do líquor e das meninges: - Mecânica: Evita traumas no Sistema Nervoso Central - Imunológica: O líquido contém grande quantidade de glóbulos brancos que protegem contra possíveis infecções.

* Plexos Coróides: São um emaranhado de vasos sangüíneos cobertos pela Piamáter, normalmente apresentam coloração escura.

5- MEDULA ESPINHAL A medula espinhal (medulla spinalis) é uma estrutura alongada, mais ou menos cilíndrica, porém com alguns achatamentos dorso ventrais e algumas variações de forma e tamanho. Começa à nível de forame magno e está em conexão direta com a medula oblonga ou bulbo, rostralmente e se estende até metade da região sacral*. As variações mais importantes são os espessamentos (intumescências) das partes que dão origem aos nervos que suprem os membros torácico e pélvico, e o afilamento final caudal (cone medular). A intumescência cervical é o ponto de origem de nervos que vão inervar o membro torácico, da intumescência lombar partem nervos para o membro pélvico. A medula é dividida em quatro regiões correspondentes as da coluna vertebral. 5.1- Morfologia Externa: Sulco Dorsal Médio ou Mediano Dorsal: Sulco pouco profundo coloca-se dorsalmente e medianamente sobre a medula espinhal e estende-se por toda sua extensão. Sulco Dorso-lateral: Colocam-se de cada lado do sulco dorsal médio. O sulco dorso-lateral está em contato com a raiz dorsal da medula espinhal. Cisura Ventral Média: É profunda, estendendo-se até a metade da medula espinhal, dividindo-a em duas metades. 5.2- Morfologia Interna: É formada por dois tipos de substâncias, branca por fora e cinzenta por dentro. Um simples corte transversal mostra uma massa central de substância cinzenta perfurada na linha média por um pequeno canal central, resíduo do lúmen do tubo neural embrionário. A substância cinzenta, que se assemelha a um H, costuma ser descrita como colunas ou cornos dorsal e ventral. A coloração cinza é devido ao acúmulo de corpos celulares nesta área. A coluna dorsal corresponde a placa alar e contém neurônios aferentes somáticos e viscerais; e a coluna ventral corresponde a placa basal e contém neurônios eferentes somáticos e viscerais. Unindo medianamente as partes de substância cinzenta, temos a comissura de substância cinzenta. A substância branca que envolve a cinzenta é dividida em três funículos de cada lado. O funículo dorsal é contido entre um sulco dorsal raso e a linha de origem das raízes dorsais dos nervos espinhais ou sulco dorso-lateral; o funículo lateral está contido entre as linhas das raízes dorsais e ventrais; o funículo ventral está contido entre a linha das raízes ventrais e uma fissura ventral que penetra profundamente na substância branca, embora deixe uma comissura razoável ligando as metades direita e esquerda, chamada comissura de substância branca. Esta fissura ventral é ocupada por uma massa de piamáter, que surge como uma estria brilhante na superfície da medula. Os funículos são compostos por fibras nervosas ascendentes e descendentes, muitas das quais agrupadas em fascículos ou tratos que possuem a mesma origem, destino e função, transmitem estímulos da periferia para o encéfalo. * No cão termina entre 6 e 7 vértebras lombares. Nos ruminantes, na metade cranial da 2 sacral. No equino, na metade caudal da 2 sacral e no suíno, entre a 2 e 3 sacral.

6

- ROMBENCÉFALO - MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA - METENCÉFALO: PONTE E CEREBELO

6.1- MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA Apresenta-se como um continuação direta da extremidade cranial da medula espinhal, sendo o limite entre eles representado por um plano imaginário que passa imediatamente cranial a raiz do primeiro nervo cervical. Rostralmente limita-se com a ponte, sendo separada desta por um sulco transversal pouco profundo. Sua face ventral repousa sobre a porção basilar do occipital e sua face dorsal apresenta-se quase que inteiramente coberta pelo cerebelo. Superfície Ventral: - Fissura Mediana Ventral: É uma divisão na linha média. Caudalmente é contínua com a fissura do mesmo nome da medula espinhal e rostralmente, é ocupada pelo corpo trapezóide, caudal a ponte. A porção caudal da fissura está parcialmente ocupada pela decussação das pirâmides.

- Pirâmides: São faixas longitudinais de fibras em ambos os lados da linha média, entre a fissura mediana e os sulcos laterais ventrais. Estas fibras (corticomedular e corticospinal) são fibras motoras do córtex cerebral). Na extremidade caudal da medula estas fibras se cruzam para o lado oposto formando o que chamamos decussação das pirâmides. - Sulco Lateral Ventral: É um sulco indistinto, lateral as pirâmides. - Tubérculo Facial: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado das pirâmides. - Corpo Trapezóide: É uma faixa de fibras nervosas transversas colocadas rostralmente na medula oblonga, atrás da ponte. É cruzado em ambos lados da linha média pelas pirâmides. Superfície Dorsal: Visível somente após a retirada do cerebelo. A porção dorsal da medula oblonga é semelhante a medula espinhal em sua metade caudal. Na metade rostral, forma: - Sulco Mediano dorsal: É a continuação rostral do sulco mediano dorsal da medula espinhal. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou Corpos Restiformes: São feixes de substância nervosa colocados transversalmente de cada lado do sulco dorsal médio. - Fossa Rombóide: É o assoalho do IV ventrículo. Sua metade caudal é ocupada dorsalmente pela medula oblonga. Comunica-se caudalmente com o canal central da medula e rostralmente como interior do mesencéfalo, o aqueduto cerebral. - Tubérculo e fascículo Grácil: Lateralmente ao sulco mediano dorsal. - Tubérculo e fascículo cuneiforme: Localiza-se lateral ao tubérculo e fascículo grácil. 6.2 METENCÉFALO 6.2.1- PONTE É um grande feixe de substância nervosa colocado transversal e ventralmente à medula oblonga, adiante do bulbo e caudal ao mesencéfalo. Constitui-se em uma protuberância convexa larga que diminui de tamanho lateralmente. As superfícies laterais da ponte são mais estreitas e são chamadas braços da ponte, os quais se continuam dorsalmente e se estendem até o interior do cerebelo. Os braços da ponte são também chamados pedúnculos cerebelares médios. A superfície dorsal da ponte corresponde à parte rostral da fossa rombóide. As fibras transversais que constituem grande parte da estrutura da ponte formam a via nervosa que une os hemisférios cerebrais aos hemisférios cerebelares. - Sulco Basilar: É uma ligeira depressão na linha média, devido a presença de fibras piramidais orientadas longitudinalmente. 6.2.2- CEREBELO É uma grande massa de substância nervosa colocada dorsalmente à medula oblonga. É um órgão globular de formato irregular, ligeiramente comprimido rostrocaudalmente, com seu diâmetro maior no eixo transverso. Está separado dos hemisférios cerebrais pela fissura transversa e a tenda do cerebelo, uma prega transversal da duramáter, que a ocupa. Cobre inteiramente a fossa rombóide, os colículos rostral e caudal e os pedúnculos cerebelares rostrais. A borda rostral e parte da superfície rostral do cerebelo estão cobertas pelos lobos occipitais cerebrais. O cerebelo liga-se a outras partes do Sistema Nervoso Central por inúmeras fibras que compõe os pedúnculos cerebelares. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou corpos restiformes: Emergem na superfície dorsal da parte rostral da medula oblonga e penetram no cerebelo na superfície ventral. Ligam as medulas oblonga e espinhal com o cerebelo. - Pedúnculos Cerebelares Médios: Penetram no cerebelo entre os pedúnculos rostrais e caudais e consiste de fibras que vêm da ponte. São os braços da ponte. - Pedúnculos Cerebelares Rostrais: Também chamados de braços conjuntivos. Emergem rostralmente aos pedúnculos cerebelares médios e formam o limite lateral da parte rostral do IV ventrículo. Unem o mesencéfalo ao cerebelo. Externamente o cerebelo é dividido em 3 porções: - Vermis: Porção mais mediana e saliente do cerebelo;

do mesencéfalo. A função principal do cerebelo é conferir equilíbrio ao animal.parede lateral: formada pelos pedúnculos cerebelares rostral. 8. de cor cinza claro. colocada caudal a hipófise.CAVIDADE DO ROMBENCÉFALO É o IV ventrículo. Constitui o limite caudal do hipotálamo. estão em contato com o corpo geniculado lateral e são relacionados com funções visuais. o qual coloca-se entre os pedúnculos cerebrais e os colículos. 8.Substância Cinzenta externamente. onde encontramos os seguintes elementos adiante dos pedúnculos cerebrais: * Corpo Mamilar: Elevação esbranquiçada de redonda a oval. São dois feixes fibrosos espessos que põe em conexão rombencéfalo com prosencéfalo. constituindo os tratos ópticos. * Quiasma Óptico: É o ponto de encontro ou convergência das fibras do nervo óptico na base do diencéfalo. São separados caudalmente pelo sulco interpeduncular. Superfície Dorsal: . 7.HIPOTÁLAMO Situa-se ventralmente no diencéfalo. 6. em uma secção mediana sagital o cerebelo divide-se em vários lóbulos. com o aqueduto cerebral.Hemisférios Cerebelares: São em número de dois e colocados de cada lado do vermis. Internamente.HIPOTÁLAMO * TELENCÉFALO . apresentando-se como uma continuação direta em sentido rostral. chamado nódulo. Os pedúnculos são feixes fibrosos grandes que contém fibras originadas no cérebro com destinação espinhal e medular.parede ventral: formada pela ponte e medula oblonga . separadas umas das outras por sulcos transversais e sagitais.1. Estão relacionados com funções auditivas. as fibras ópticas se continuam. Elementos que formam as paredes do IV ventrículo: . denominado língula e o último.3. médio e caudal. Após o quiasma. separados por uma depressão larga. * Colículos Rostrais: São consideravelmente maiores e mais escuros que os caudais.parede dorsal: formado pelo cerebelo .1. imediatamente caudal ao corpo mamilar para formar a fossa interpeduncular (esta é perfurada por vários orifícios para passagem de vasos sangüíneos). verificamos que também é formado por substância branca e cinzenta: . quase branco. * Colículos Caudais: São consideravelmente menores que os rostrais. muito proeminentes. .. . comunica-se caudalmente com o canal central da medula e cranialmente. Superfície Ventral: * Pedúnculos Cerebrais: Representam a parte basal do mesencéfalo.1. ao nível de fossa interpeduncular. 7. entre os pedúnculos cerebrais divergentes. mais caudal.Tecto Dorsal ou Lâmina Quadrigêmia: Consiste de quatro eminências pares (colículos) com superfícies arredondadas. chamada córtex do cerebelo.DIENCÉFALO: É a porção do encéfalo situada sob os hemisférios cerebrais. Uma faixa larga e plana prolonga o colículo caudal ventrorostralmente dentro do corpo geniculado medial.RININCÉFALO 8.PROSENCÉFALO (cérebro) * DIENCÉFALO .HEMISFÉRIOS CEREBRAIS .TÁLAMO .MESENCÉFALO É uma parte relativamente pequena do cérebro situada entre a ponte caudalmente e o diencéfalo rostralmente. Ao corte mediano. sendo o primeiro e mais rostral.CAVIDADE DO MESENCÉFALO É o aqueduto cerebral.1 . Os dois colículos rostrais são separados por um sulco muito profundo. quase esféricos e separados daqueles por um sulco. comunica-se caudalmente com o IV ventrículo e cranialmente com o III ventrículo. São planos.EPITÁLAMO . ovóides e largos.Substância Branca internamente: De forma arborescente (arbor vitae). Este sulco aumenta rostralmente.HIPOCAMPO .

Passam sobre os lados dos pedúnculos cerebrais e desaparecem entre estes e os lobos piriformes. que ocupam a maior parte da cavidade craniana. .TÁLAMO São duas grandes massas de substância cinzenta.EPITÁLAMO O epitálamo compreende o Corpo Pineal ou Glândula Epífise. Se insere dorsalmente no corpo caloso e ventralmente no fórnix.1.Face Ventral ou Base: Apresenta-se bastante irregular. chamado infundíbulo. 8. * Glândula Hipófise: É uma glândula bastante desenvolvida situada ao nível do hipotálamo e está em conexão com o mesmo por meio de um pequeno tubo de substância nervosa. Cada hemisfério cerebral apresenta quatro faces: .Tronco: É a porção média.Corpo: Porção média do fórnix. de coloração escura e alojada entre os tálamos e colículos rostrais. Os dois tálamos encontram-se na linha média formando a aderência intertalâmica. . chamada foice do cérebro.2. Os dois hemisférios cerebrais estão incompletamente separados ao nível do plano mediano por um sulco: .Esplênio: Porção mais caudal e dorsal do corpo caloso. Porções: . CAVIDADE DO DIENCÉFALO É o III ventrículo. forma a parede da fissura longitudinal. e nela encontramos o rinincéfalo. circundada pelo III ventrículo.2. Fórnix: Feixe de substância nervosa colocado ventralmente ao corpo caloso. A hipófise está inserida no túber cinéreo pelo infundíbulo. colocados dorsalmente aos pedúnculos cerebrais. estão em relação direta com o hipocampo.funcional importante. . . comunica-se caudalmente com o aqueduto cerebral e dorsalmente com os ventrículos laterais. coloca-se dorsalmente ao diencéfalo e vai ocupar a maior parte da cavidade craniana cujos elementos principais são os hemisférios cerebrais. voltada para a base da cavidade craniana. que coloca-se ao redor dos tálamos. .3. . que não atinge o fundo. convexas dorsalmente. Este por sua vez é formado por uma espessa camada de fibras nervosas dispostas transversalmente: o corpo caloso. Ocupando este sulco. * Corpos Geniculados Mediais: Estão ligados ao colículo caudal através do braço do colículo caudal. * Túber Cinéreo: Área cinza proeminente situada rostralmente aos corpos mamilares.Face Medial: Apresenta-se mais ou menos plana. lateralmente ao hipocampo e dorsalmente ao córtex cerebral. deixando sobre ele impressões digitais. ocupada por uma prega de duramáter chamada tenda do cerebelo.Face Dorso-lateral: Apresenta-se de forma convexa e relaciona-se diretamente com os ossos do crânio. Relacionam-se caudalmente com os colículos rostrais. Porções do corpo caloso: . .Joelho: Porção mais cranial e ventral do corpo caloso. . recebem a maioria das fibras do trato óptico.Fissura Longitudinal: Coloca-se medianamente aos hemisférios cerebrais. terminam dorsalmente no corpo geniculado lateral (visível somente quando retirada uma parte dos hemisférios cerebrais).1. É nessa face que os hemisférios cerebrais se relacionam e unem-se através do corpo caloso. Septo Pelúcido: É uma parede colocada medianamente entre os ventrículos laterais.Colunas: Porção mais cranial e ventral do fórnix. As partes mais caudais do tálamo constituem os corpos geniculados. Hipotálamo e hipófise juntamente formam uma unidade anatomo. Esta se apresenta de formato ovóide nos animais domésticos. 8. encontramos uma prega de duramater.Pilares: Porção mais caudal e inferior do fórnix. * Corpos Geniculados Laterais: São maiores e mais elevados rostrolateralmente. * Hemisférios Cerebrais: São constituídos por duas grandes massas de substância nervosa direita e esquerda.Fissura Transversal: Entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo. que correm lateralmente cobrindo parte do hipotálamo rostral. de formato ovóide.TELENCÉFALO É a região mais desenvolvida do prosencéfalo.* Tratos Ópticos: São faixas de substância branca divergentes. 8.

. 9. * Hipocampo ou Cornos de Ammón São dois grandes feixes de substância nervosa em forma curva. semelhante a um “C” colocada ao redor dos tálamos.Saliências ou giros: São as circunvoluções cerebrais. Possui função de levar mensagens aos diversos centros de comando. Depois de emergirem dividem-se num ramo dorsal curto e ramo ventral longo. 5) Lóbulo Piriforme: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado dos tractos ópticos e pedúnculos cerebrais. . colocada sob o pólo frontal dos hemisférios cerebrais. Os ramos dorsais são geralmente divididos em ramos medial e lateral que vão suprir os músculos e a pele da parte dorsal do pescoço e do tronco.Trato Medial: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e medialmente até a face medial dos hemisférios cerebrais. onde os estímulos são recebidos.Pólo Occipital: Situa-se na porção mais caudal e dorsal. onde desaparecem. ao sistema nervoso central (SNC) e deste aos órgãos efetores (alvos). a área de comando.1. 2) Pedúnculo Olfatório: Feixe pequeno e largo que liga o bulbo olfatório aos hemisférios. O ramo ventral divide-se em ramos superficial e profundo e supre as partes ventral e lateral do tronco e todas as partes dos membros. está em relação direta com o bulbo olfatório. pelos doze pares cranianos e sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático). Observando externamente os hemisférios cerebrais verificamos que apresenta saliências e depressões.Depressões: Sulcos ou cisuras que delimitam as saliências. . varia de espécie para espécie.SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É o sistema que comunica o meio externo e interno.Trato Lateral: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e lateralmente até atingir o lóbulo piriforme.Pólo Frontal: Porção mais cranial e ventral. observaremos dois tipos de substâncias: .Substância Cinzenta: É a mais externa e constitui o córtex cerebral. Cada hemisfério cerebral apresenta dois pólos: . 3) Tratos Olfatórias: . que variam em número conforme a espécie: . É composto pelos nervos espinhais. é a mais caudal. 9. que se aloja na fossa etmoidal. Nervos espinhais: . localizado na base dos hemisférios cerebrais. estendendo-se desde os ventrículos laterais até o interior dos lóbulos piriformes. . 4) Trígono Olfatório: É uma área de substância nervosa de forma mais ou menos triangular colocada entre as estrias.Face Tentorial: É a face em que os hemisférios cerebrais estão em relação com o cerebelo. Ao corte mediano dos hemisférios cerebrais. 1) Bulbo olfatório: Saliência de substância nervosa achatada dorso ventralmente. Após formarem o tronco saem do canal vertebral pelos orifícios intervertebrais ou vertebrais laterais. são zonas de comando das atividades vitais do animal. CAVIDADES DO TELENCÉFALO São os ventrículos laterais que se comunicam ventralmente com o III ventrículo.Substância Branca : A mais interna. * Rinincéfalo Porção central do olfato. .NERVOS ESPINHAIS Formação dos nervos espinhais: Os nervos espinhais são formados por uma raiz dorsal (sensitiva) e outra ventral (motora) a partir do "H" medular.

Sob a porção lateral do tríceps ele se divide em dois ramos: superficial e profundo.digital dorsal comum II e comum III . e o distal. porque o primeiro nervo cervical emerge entre o occipital e o atlas. O ramo dorsal inerva a face dorsolateral dos dedos e o ramo palmar se une ao ramo palmar do nervo mediano. O ramo proximal inerva o coracobraquial e bíceps. Nervos peitorais: inervam os músculos peitorais superficial e profundo. Penetra entre os músculos supraespinhal e subescapular inervando os músculos supra e infraespinhoso. superficial dos dedos e profundo dos dedos (cabeças umeral e ulnar). 6 7 8 Esse nervo inerva o músculo diafragma. Inerva o tríceps. 6 1 O plexo braquial é formado pelos seguintes nervos: 1. 6 2 Suíno: quatro últimos ramos ventrais cervicais e primeiro ramo ventral torácico (C a T ). constituído pelos ramos ventrais dos últimos nervos cervicais e primeiros torácicos. Toracodorsal: inerva o músculo grande dorsal. Mediano: inerva os músculos: flexor radial do carpo. Para inervar determinados locais (membros. 5 1 Ovino: pelos três últimos ramos ventrais cervicais e pelo primeiro torácico (C a T ). 7. Subescapular: inerva o músculo subescapular. 4. 11. o braquial. Ulnar: está unido ao nervo mediano na sua origem e inerva o músculo flexor ulnar do carpo. redondo menor. Emite o ramo cutâneo cranial do antebraço. e se distribuem na parede do tórax como nervos intercostais. 8. 6. Torácico longo: corre na superfície lateral do músculo serrátil ventral o qual inerva. Radial: passa para a face lateral entre o músculo redondo maior e a porção longa do tríceps. Pode se encontrar dividido em ramos cranial e caudal. Inerva o músculo cutâneo do tronco. Emite o ramo cutâneo medial do antebraço. Divide-se próximo ao carpo num ramo dorsal e num palmar. terceiro e quarto dedos. 5. Plexo braquial: É uma cinta larga e grossa. Ex: bovinos: ramo superficial do radial . profundo dos dedos. Torácico lateral: localiza-se mais ventralmente que o anterior. Distalmente. 2. Está dividido num ramo proximal e num distal. Região lombar: Os ramos dorsais inervam a musculatura dorsal do tronco e os ramos ventrais formam o . visando a inervação do membro torácico e parte da parede do tórax.três últimos ramos ventrais cervicais e dois primeiros ramos ventrais torácicos (C a T ). Eqüino. 10. bovino e cão . C e C ). ancôneo e o tensor da fáscia antebraquial. Musculocutâneo: inerva os músculos coracobraquial. pronador redondo e pronador quadrado. deltóide e braquiocefálico. Inerva os músculos: redondo maior. 3. O ramo superficial inerva os dedos e o profundo os músculos extensores. Emite o ramo cutâneo caudal do antebraço.próprios do segundo. subdivide-se em ramos palmares que inervam os dedos pela face palmar. bíceps e braquial. Supraespinhal ou supraescapular: é o mais cranial do plexo. Região torácica: O número de nervos torácicos é de acordo com a espécie. Estas raízes apresentam conexão do simpático através de ramos comunicantes. parede abdominal) os ramos ventrais dos nervos espinhais se reúnem para formar plexos ou nervos. Obs: Todo ramo superficial divide-se em comum e este em próprio. Axilar: passa para a face lateral entre o músculo e a artéria subescapular. 9.Estão distribuídos conforme a espécie da seguinte maneira: Eqüino: C T L S Ca = 8 18 13 6 6 5 5 6 5 7 42 pares 39 pares 35/38 pares Ruminantes: Suíno: Cão: C C 8 T T C 14/15 L S 4 S S Ca = Ca = = 8 L 13 6 Ca 7 38/39 pares 4/7 8 T L 3 Região cervical: Apresenta 8 pares de nervos cervicais em todas as espécies. Emite ainda o ramo cutâneo lateral do antebraço. Nervo frênico: é formado pelos ramos ventrais dos dois ou três últimos nervos cervicais (C .O nervo radial não se extende até o dedo no eqüino.

O ramo genital desce pelo canal inguinal e se ramifica nos órgãos genitais externos. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e região subcutânea do joelho.Ramos musculares: inervam os músculos obturador interno. Inerva os obturadores interno e externo.FACIAL VIII . Nervo isquiático ou ciático: origina-se do ramo ventral do sexto nervo lombar e do primeiro ramo ventral sacral (L a S ). 3. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e glúteos superficial. O ramo muscular inerva os músculos oblíquo interno do abdome e cremáster externo.ABDUCENTE VII . Inerva os 3 6 músculos sartório. e transverso do abdome. Inerva os músculos: glúteo superficial.PLEXO LOMBAR. adutor e grácil. . gêmeos. Nervo obturatório: também origina-se do quarto e quinto nervos lombares. Gênito-femural: origina-se do terceiro ramo ventral lombar (L a L ). nos ovinos e suínos (com sete vértebras lombares) está subdividido em cranial e caudal. 5.HIPOGLOSSO Macete: Onde O Órgão Têm Traumatismo A Forma Varia Grandemente Verificando-se Até Hemorragia. Estes nervos são designados da frente para trás por números romanos de I a XII e são: I . Divide-se nos seguintes ramos: 5 2 . . Ílio-hipogástrico: deriva-se do primeiro ramo ventral lombar. Emite o ramo safeno. Emite o ramo cutâneo caudal da coxa. psoas maior e menor. PLEXO LOMBO-SACRAL: É formado pelos três últimos ramos ventrais dos nervos lombares e pelos primeiros sacrais.OCULOMOTOR IV . Retal caudal: inerva os músculos coccígeo. 4. porém mais para trás.Nervo fibular: se subdivide em superficial e profundo. Nervo femoral: deriva-se do ramo ventral do quarto e quinto nervos lombares (L a L ).Nervo tibial: inerva os músculos flexores e os dedos na face plantar. levantador e esfíncter do ânus. No cão e. Inerva os músculos extensores e os dedos na face dorsal. 2. O nervo isquiático divide-se nos seguintes nervos: . destacando-se os nervos: 1. semitendinoso e semimembranoso.ÓPTICO III . pectíneo e grácil. Inerva o mesmo que o anterior. É o maior dos nervos do corpo. Divide-se num ramo superficial e num profundo.VAGO XI .TROCLEAR V . Pudendo: divide-se em nervo dorsal do pênis (macho). pectíneo.ACESSÓRIO XII . Está dividido num ramo 2 4 muscular e num ramo genital. dorsal do clitóris (fêmea) e nervos perineais profundos (macho e fêmea). as vezes. 3.NERVOS (PARES) CRANIANOS O encéfalo possui 12 pares de vias nervosas que o relacionam com órgãos periféricos sem a participação da medula espinhal que são chamados pares cranianos ou encefálicos. 10. 2. 1. 1. médio e profundo. Cutâneo lateral da coxa: origina-se dos ramos ventrais do terceiro e quarto nervos lombares.TRIGÊMEO VI . O ramo profundo inerva o reto do abdome e região cutânea do escroto e prepúcio no macho ou glândula mamaria na fêmea. Nervo glúteo caudal: origina-se dos ramos ventrais sacrais. Nervo glúteo cranial: origina-se do sexto ramo ventral lombar e do primeiro ramo ventral sacral. quadríceps. O ramo superficial inerva os músculos oblíquo abdominais externo e interno. 2.OLFATÓRIO II . bíceps.GLOSSOFARÍNGEO X . quadrado da coxa. Região sacral: O número varia conforme a espécie. 4. Ílio-inguinal: deriva-se do segundo ramo ventral lombar.VESTIBULOCOCLEAR IX . bíceps e semitendinoso.

VI. Nervos mistos: V. Nervos Motores: III. Tipos de fibras. II e VIII. VII. XI e XII. área de dispersão periférica e principais funções conforme quadros seguintes. emergência craniana. Nervos Sensitivos : I. mistas (sensitivas/motoras). Nervos com fibras parassimpáticas: III. IV. parassimpáticas e todas contém fibras simpáticas. . Todos possuem fibras simpáticas. união com encéfalo. motoras. VII.Estes nervos podem conter fibras sensitivas. IX e X. IX e X.

. pálpebras. Mandibular . Facial forame estilomastoide . Músculos mastigadores Músculos reto lateral do olho Musculatura superficial da mímica ------------------------------------------------------2/3 apicais da língua -----------------------------------------------------glândula lacrimal -----------------------------------------------------gl. ------------------------------------------------------M. ventral. maxilar e labiais UNIÃO ENCÉFALO Bulbo olfatório Quiasma óptico EMERGÊNCIA CRANIANA Lâmina crivosa Canal óptico PRINCIPAIS FUNÇÕES Olfação Visão ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO Porção o olfatória da mucosa nasal Retina. sublingual.borda lateral do pedúnculo Forame orbitário ---------------------------Miose acomodação Movimentos dos olhos sensibilidade da cabeça ---------------------------sensibilidade da cabeça ---------------------------movimento dos músculos mastigadores Mm. Meninges. Movimento dos olhos. ciliar provocando miose e acomodação do olho. retos dorsal. Músculo obliquo dorsal do olho movimento dos olhos.abducente (motor ocular externo) Motoras Motoras ------------------Sensitivas -------------------Parassimpáticas borda caudal da ponte.12 PARES DE NERVOS CRANIANOS NERVO TIPO DE FIBRAS Sensitivas Sensitivas II. facial ---------------------------gustação ---------------------------secreção lacrimal ---------------------------secreção da saliva Motoras -------------------Parassimpático Motoras Mesecéfalo .Olfatório Mesencéfalo atrás dos corpos quadrigêmios. por um grosso feixe de fibras nervosas I .Óptico movimento dos olhos III . ------------------------------------------------------Assoalho e paredes laterais da cavidade bucal. porção lateral do corpo trapezóide Forame orbitário abdução dos olhos exp.olho. Forame orbitário forame orbitário ---------------------------forame redondo ---------------------------forame oval Sensitivas -------------------Sensitivas -------------------Sensitivas e parte lateral da ponte VII. esfincter da pupila e M. medial e obliquo ventral do olho.extremidade aboral da cavidade nasal. ------------------------------------------------------Meninges.Oculomotor (motor ocular comum) IV – Troclear (Patético) V.Trigêmio a)Oftálmico --------------------b) Maxilar --------------------c)Mandibular Motoras VI. teto da cavidade bucal e cavidade nasal.

Glossofaringeo Sensitivas --------------Motoras --------------Parassimpáticas porção cranial da superficie lateral da medula oblonga. faringe e orelha média ---------------------------------------------------Músculo estilofaringeo ---------------------------------------------------glândula parótida e papilas gustativas IX. pulmões e estômago) Mm. faringe e reflexos viscerais ----------------------------elevação da faringe -----------------------------secreção da saliva ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO ductos semicirculares da orelha interna ---------------------------------------------------cóclea da orelha interna 1/3 caudal (base) da língua. Hipoglosso Motoras Medula Oblonga canal do hipoglosso Músculos da língua . da faringe e da laringe ---------------------------------------------------faringe. Movimento da faringe e laringe ----------------------------movimento da cabeça e do ombro Movimentos da língua Músculos do paladar. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------M. Vestibulococlear FIBRAS Sensitivas UNIÃO DO ENCÉFALO porção lateral da medula oblonga EMERGÊNCIA CRANIANA não sai do crânio PRINCIPAIS FUNÇÕES equilíbrio ----------------------------audição sensibil. tórax e abdome (esôfago. laringe. traquéia e esôfago ---------------------------------------------------vísceras do pescoço. Vago --------------Sensitivas -------------Parassimpáticas medula oblonga hiato rasgado (forame lacero) XI.NERVO VIII. hiato rasgado (forame lacero) Motoras X. esternocefálico e trapézio XII. da língua. coração. Acessório Motoras medula oblonga e primeiros cervicais hiato rasgado (fôrame lacero) Movimento da faringe e laringe ----------------------------sensibilidade da faringe e laringe -----------------------------movimento e secreção das vísceras torácicas e abdominais. do paladar.

pois é inervada diretamente pelo nervo pré-ganglionar. Este sistema inerva os músculos lisos. ao contrário o SNA têm dois nervos periféricos. 11. no interior dos órgãos alvos.SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO Este sistema. VII. localizados próximo ao corpo das vértebras. 3 7 3 . A partir do gânglio cervicotorácico partem os seguintes elementos que conduzem o simpático: 1 .11. quando ocorre a primeira sinapse com o curto neurônio pós-ganglionar. A partir desses gânglios partem os axônios pós-ganglionares até os órgãos alvos (efetores).ramos para o coração. de acordo com a origem anatômica de seus neurônios pré-ganglionares e no tipo de neurotransmissor na sinapse junto ao órgão alvo. A porção que segue junto com o nervo facial (VII par craniano) dirige-se até os gânglios pterigopalatino (esfenopalatino) que atua sobre a glândula lacrimal e submandibular que inerva as glândulas salivares . chamado nervo pós-ganglionar. É a parte do sistema nervoso que geralmente. motilidade intestinal e relaxamento do esfíncter pilórico. músculo cardíaco (miocárdio) e algumas glândulas. Na região retrofaríngica o tronco simpático separa-se do nervo vago. Deste gânglio prossegue o tronco simpático que na região cervical se associa ao nervo vago formando o tronco vagossimpático. O longo axônio pré-ganglionar 2 4 "conduz" o parassimpático até os gânglios localizados. Após sua passagem pelo orifício intervertebral juntamente com os nervos espinhais. geralmente. geralmente. provocando. sendo que 1 o segundo gânglio pode estar associado a ele em algumas espécies. IX e X pares cranianos e junto com os nervos espinhais sacrais de S a S . Os axônios pré-ganglionares do parassimpático se originam juntamente com o III.1. O mediador químico (neurotransmissor) do parassimpático é a acetilcolina. da pressão arterial. sendo por isso denominado de sistema anabólico ou vegetativo. A medula da glândula adrenal é uma exceção. tem um longo axônio pré-ganglionar e um curto pós-ganglionar. O primeiro gânglio da cadeia simpática (T ) é denominado de gânglio cervicotorácico ou estrelado. localizado próximo a origem das artérias celíaca e mesentérica cranial na cavidade abdominal.nervo vertebral dirige-se para a região cervical penetrando nos orifícios vertebrais "conduzindo" o simpático para os nervos espinhais cervicais (C a C ). o qual é responsável pela inervação simpática das vísceras da porção caudal da cavidade abdominal e através dos nervos hipogástricos das vísceras da cavidade pélvica. sendo que seu corpo celular localiza-se numa estrutura periférica denominada gânglio. O sistema nervoso periférico (SNP) tem um nervo cujo corpo celular se localiza no SNC e seu axônio se estende sem interrupção até o esqueleto muscular. C e T . O SNA está dividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. Os axônios préganglionares têm sua origem na medula espinhal e saem junto com a raízes ventrais (motora) do primeiro nervo espinhal torácico (T ) até o terceiro ou quarto nervos espinhais lombares. não esta sob o controle da conciência. na maioria dos casos.SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO O parassimpático. Sua função principal é manter o equilíbrio do meio interno (homeostase).2. dos movimentos respiratórios. Os mediadores químicos (neurotransmissor) do simpático com os órgãos alvos são a noraepinefrina e a adrenalina (catecolaminas).alça subclavia e tronco simpático. um incremento na secreção gástrica. os axônios préganglionares dirigem-se para uma cadeia de gânglios paravertebrais interligados (tronco simpático). O simpático é aquele sistema nervoso autônomo atuante nas situações estressantes. mas seu axônio inerva um segundo neurônio em cadeia. Deste gânglio partem fibras nervosas que se associam aos nervos cranianos que "levam" o simpático a todas as estruturas da cabeça. que o comunicam com o gânglio cervical médio. 8 1 Os últimos gânglios torácicos originam o nervo esplâncnico maior que passa pelo músculo diafragma se dirigindo ao gânglio celíaco. aumento dos batimentos cardíacos. sendo por isso chamado de sistema craniossacral. que também tem seu corpo celular no SNC. midríase. Devido a esse fato o simpático e também 1 chamado de sistema toracolombar. o qual emite ramos para as vísceras da porção cranial da cavidade abdominal. por exemplo. 11. indo até o gânglio cervical cranial. que são definidos como uma coleção de corpos de células nervosas fora do SNC. O parassimpático é o sistema nervoso autônomo atuante nos processos metabólicos. ("prepara para briga ou para fuga"). tem o axônio pré-ganglionar curto e um pós-ganglionar longo. O sistema nervoso autônomo (SNA) difere do sistema motor somático nos órgãos alvos (efetores) e no número de neurônios no circuito periférico. provocando. normalmente está associado ao gânglio mesentérico cranial formando o gânglio celiacomesentérico. por exemplo. Este gânglio.SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Também chamado de sistema nervoso visceral ou neurovegetativo. 2 . Os gânglios lombares emitem ramos até o gânglio mesentérico caudal. O parassimpático que acompanha o III par craniano (oculomotor) vai até o gânglio ciliar junto ao músculo constritor da pupila. O primeiro denomina-se nervo pré-ganglionar.

Raios medulares: são prolongações da base das pirâmides em forma de raios para dentro do córtex. As artérias e veias renais chegam destes grandes vasos em frente aos rins e passam para estes em um curto trajeto. No córtex é que estão localizados os glomérulos ou corpúsculos renais. quase púrpura. Geralmente estão acomodados com sua superfície dorsal nas pirâmides do diafragma e fáscia ilíaca que cobre a musculatura psoas e estão seguros neste local por tecido conjuntivo e gordura. . reconhecer a lobulação quando o parênquima do rim seccionado é examinado. bexiga e pênis ou clitóris). a papila renal. com certa variação flui continuamente em grande quantidade através dos rins. Devido a sua inserção frouxa é facilmente removível. vermelha acinzentada e demonstra distintas estriações radiais. hipotalâmicos e do córtex cerebral. Coloração: varia de marrom-avermelhado para vermelho escuro. São retroperitoniais em posição e cobertos com peritônio na superfície ventral com face para cavidade abdominal. visto melhor no cão e no eqüino e em menor grau nos felinos e suínos.mandibular e sublingual. Os rins. Cada unidade ou lóbulo consistia de um córtex como capa envolvendo uma base e lados de uma medula em forma de pirâmide. como no bovino. sendo exceção o rim direito do eqüino que é em forma de coração. particularmente se seguirmos o curso dos vasos interlobulares. Pela porção sacral. fígado e parte do intestino grosso). Esta coleta a urina e como um funil leva esta para dentro do ureter. Em seu estado fresco contêm grande número de pontos vermelhos visíveis claramente. bexiga e uretra. sendo uma modificação brusca do córtex. a influência de núcleos cerebelares. traquéia.1. O bordo medial do rim direito está relacionado com a veia cava caudal e o do rim esquerdo com a aorta. Borda medial: apresenta o hilo renal que é o local onde penetra a artéria renal e saem à veia. Desta forma o rim primitivo lembra um cacho de uva com o ureter representando o talo. dependendo da quantidade de sangue no seu interior. É possível. A borda lateral é convexa e a medial côncava. No eqüino. O rim direito é alguma coisa mais cranial que o esquerdo. circulatório (coração e vasos sangüíneos) e digestivo (esôfago. A córtex é marrom-avermelhada e têm aparência granular. o parassimpático. bronquios e pulmões). portanto. também. O hilo se dirige para dentro de um recesso que se situa no centro do rim que é o seio renal e contém a pelve renal . os corpúsculos renais. A porção mais interna (zona basal) é brilhosa. BEXIGA E URETRA: Os órgãos do sistema urinário consistem dos rins que excretam a urina. resultando em um rim uniforme e compacto. Tanto o simpático como o parassimpático sofrem. Situação: na área lombar do plano médio direito e esquerdo. Os rins apresentam 2 superfícies (dorsal e ventral). no entanto. Cápsula renal: é uma membrana de tecido conjuntivo frouxo que envolve os rins. sendo que o mesmo. Os rins mais primitivos eram compostos de muitas unidades separadas.Pelve renal: é a extremidade dilatada do ureter que se localiza dentro do seio renal. 2 bordas (lateral e medial) e 2 extremidades ou pólos (cranial e caudal). A fusão completa do tecido cortical e medular dos lóbulos vizinhos resulta num rim com uma superfície lisa. estômago(s). Fusão cortical incompleta resulta num rim que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. o ureter e linfáticos renais. O ápice da pirâmide. Pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano) vai até o gânglio ótico responsável pela inervação parassimpática da glândula salivar parótida. e das vias uriníferas: ureteres. através dos nervos pélvicos atua nas vísceras da cavidade pélvica (reto. 1. possuem um controle considerável e influência regulátoria sobre o sangue. as camadas cortical e medular dos lóbulos estão fundidas em vários graus.Organização macroscópica do parênquima renal: Pode ser melhor visualizada com uma secção através dos pólos e do hilo renal. está inserida numa peça terminal em forma de cálice de um ramo do ureter que é o cálice renal. São capazes também de remover substâncias estranhas do sangue. O rim direito situa-se junto às três últimas costelas e o esquerdo entre a décima oitava costela e a terceira apófise transversa das vértebras lombares (no eqüino). útero e vagina ou glândulas genitais acessórias. Forma: apresentam basicamente a forma de um grão de feijão. Regulam o equilíbrio hidro-eletrolítico do organismo. intestino delgado. Este tipo de rim é denominado de composto ou lobulado. 1RINS São glândulas excretórias pares que eliminam continuamente os produtos residuais do sangue. mantendo assim as pressões osmóticas sangüínea e tecidual normais. sendo importante órgão de eliminação. os quais transportam esta para o exterior. 2 recessos terminais tubulares entram na relativa pequena pelve renal dos pólos. A porção externa da medula (zona intermédia) é vermelho-escuro. especialmente sobre o controle das funções viscerais. Nos mamíferos domésticos. pálida que é a córtex e uma camada mais interna e escura que é a medula. A porção parassimpática que acompanha o nervo vago (X par craniano) atua sobre as vísceras dos sistemas respiratório (laringe. líquido que deve ser expulso diária e periodicamente. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA URINÁRIO: RINS. O parênquima é dividido dentro de uma camada mais externa. URETERES.

O rim do felino é diferenciado macroscopicamente pela presença de veias capsulares. A união dos ápices das pirâmides renal vai formar a crista renal. O ápice esta na pelve renal e forma a papila renal. e mínima nos eqüinos. Pirâmide renal: prolongação da medula entre os vasos até a periferia onde forma a base desta. Inseridos ao lado da cavidade da pelve renal estão um número de recessos dentro dos quais se projetam colunas de tecido renal denominada de pseudopapila que quase divide cada recesso. Suínos: Apresenta fusão parcial dos lóbulos renais. Diferenças entre as espécies. Dão origem a ramos conhecidos como artérias arqueadas. Essas por sua vez dão origem a numerosas artérias interlobulares que irrigam unidades ou lóbulos em que o córtex é dividido pelos raios medulares. decorrente de uma fusão incompleta do córtex renal. Uma única papila de base larga forma a crista renal que está intimamente associada à região expandida do ureter que é a pelve renal. Apresenta numerosos orifícios pequenos onde se abrem os tubos papilares renais no interior da pelve renal e por esse motivo esta superfície é denominada de área crivosa. As artérias e veias interlobares ascendem através do córtex em fendas estreitas entre recessos vizinhos. Estes vasos são salientes em cortes macroscópicos dos rins. porque durante o seu desenvolvimento houve a fusão de vários lobos. Esta ajuda a proteger o rim e a mante-lo na posição. que se curvam sobre as bases das pirâmides. Forma: de um grão de feijão. mas mantém papilas individuais que eliminam urina dentro de cálices menores. Crista renal: é uma crista côncava que se projeta para o interior da pelve renal na porção central interna da medula. ou cálice maior. os rins são embebidos numa massa de gordura peri-renal de espessura variável. A crista é constituída de papilas renais fusionadas. Cada artéria interlobular dá origem a muitos ramos que irrigam glomérulos individuais (arteríolas aferentes). As pequenas arteríolas eferentes deixam o corpúsculo também no polo vascular e imediatamente entram na rede capilar ao redor dos túbulos urinários adjacentes. Organização macroscópica do parênquima renal dos mamíferos domésticos.apresentam uma única papila que forma a crista renal. A pelve coleta a urina que vem de todos os forames papilares e como um funil leva esta para dentro do ureter. A artéria renal se divide em várias artérias interlobares que acompanham as divisões. antigas ou existentes. . Daí a urina desemboca nos cálices maiores. TABELA 4. COMPARADA: Bovinos: Apresentam um rim mais primitivo que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. Apresentam pirâmides individuais nas quais suas papilas renais se projetam para dentro de um cálice renal menor localizado na extremidade de um ramo do ureter cranial ou caudal. . Suprimento sangüíneo: Cada rim é suprido por uma artéria renal que é um ramo da aorta abdominal. ficando o rim esquerdo caudal ao rim direito em contato com o cólon espiral. Alguns autores não consideram a presença de cálices maiores. mas no animal obeso pode envolvê-lo completamente. A base é formada pelos túbulos renais e está coberta pelo córtex. # No bovino não existe pelve renal de modo que os cálices maiores se esvaziam diretamente no ureter. Apresentam papilas individuais que se projetam em um cálice menor e estes se continuam com o ureter. entre as pirâmides renais na junção corticomedular. Forma: De um feijão achatado. onde a urina é eliminada dentro da pelve renal e daí para o ureter.Colunas renais: são prolongações do córtex entre as bases da pirâmide em direção ao seio renal. em menor quantidade nos carnívoros. sua superfície externa é lisa. Cada arteríola aferente entra no corpúsculo renal no polo vascular e se divide num agrupamento de alças capilares que é o glomérulo. Situação: Devido à presença do rúmen o rim esquerdo dos ruminantes é penduloso e quase inteiramente envolvido por peritônio. O felino sempre teve um lobo. Uma ou mais pirâmides se juntam para formar uma papila que é a porção apical e arredondada da pirâmide que faz saliência em um cálice menor. Rim com aparência lobulada. ambas consistindo de uma cavidade comum a qual recebe a crista renal. Ovinos e carnívoros: Como os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal . A pelve renal dos caninos é muito similar a dos pequenos ruminantes. * Os rins dos bovinos e dos suínos são multipiramidais ou multilobulares. Os eqüinos. O rúmen puxa este em direção caudal e sobre o plano médio. Usualmente esta não envolve o rim ventralmente. Papila renal: é o ápice da pirâmide renal que se dirige para o centro do rim. na pelve renal e desta no ureter. Os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal ou unilobular. pequenos ruminantes e caninos apresentam um único lobo que se formou pela fusão de vários lobos durante o desenvolvimento. São planos e com superfície lisa. A pelve renal está ausente devido à falta de fusão dos lóbulos.Dependendo da espécie e das condições dos animais. É bem desenvolvida nos suínos e ruminantes. Cálice menor renal: são pedúnculos curtos em forma de taça que circundam a papila renal.

Formato: quando vazia tem formato piriforme e localiza-se na cavidade pélvica.BEXIGA É um órgão capaz de grande distensão e quando necessário é capaz de estocar grande quantidade de urina. devido a curta prega genital está em contato com o reto e desta forma é mais facilmente palpada retalmente. Duas pregas convergentes (pregas uretéricas) se continuam caudalmente além dos orifícios e após se encontrarem no plano médio se continuam como crista uretral que se projeta para dentro da uretra e termina no macho como colículo seminal.1. No macho. 3. Quando o cordão umbilical se rompe no nascimento este se degenera ao longo de seu curso intra-abdominal. antes de terminar em seus respectivos orifícios uretéricos que se apresentam como fendas. Após o nascimento servem para suportar a bexiga. O comprimento do trajeto intramural protege contra o refluxo de urina para o ureter. Além do ápice vesical apresenta um colo que é a porção estreita que leva para dentro da uretra e um corpo que é a porção média. Na fêmea está relacionada dorsalmente ao útero e ligamento largo. Surgem no hilo do rim e curvando-se caudalmente em direção a entrada pélvica e assumem um curso levemente convexo (medial) e retroperitonial. onde se encontra uma pequena projeção. se continuam por uma curta distância na submucosa produzindo duas cristas no interior denominadas de colunas uretéricas. Ligamentos Existem dois ligamentos laterais e um ligamento médio. . especialmente nos animais jovens. O orifício uretral interno é o vértice do trígono. quando a pressão se encontra elevada dentro da bexiga. uma vez que a resistência é superada por contrações peristálticas. Estrutura: A parede da bexiga consiste de uma cobertura de peritônio. Quando cheia apresenta forma ovóide e localiza-se na cavidade abdominal. Quando vazia ou contraída recua especialmente no eqüino dentro da cavidade pélvica em vários graus.URETERES É um tubo estreito que conduz a urina em um fluxo contínuo da pelve renal para bexiga.1. Após penetrar a camada muscular. O úraco é um tubo que conecta a bexiga primitiva com o saco alantóide do feto e este está incluído no cordão umbilical. Trígono da bexiga: é uma modificação da túnica mucosa dorsalmente na proximidade do colo. A bexiga apresenta uma extremidade cranial cega que é o ápice vesical. Não impede o posterior enchimento da bexiga. sobre uma área triangular.ORGANIZAÇÃO MACROSCÓPICA TIPO DE RIM URETER PELVE RENAL CÁLICES MAIORES CÁLICES MENORES PAPILA RENAL CRISTA RENAL BOVINOS 1.1 SUÍNOS EQÜINO CARNÍVOROS E PEQUENOS RUMINANTES UNIPIRAMIDAL SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM MULTIPIRAMIDAL MULTIPIRAMIDAL UNIPIRAMIDAL SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM 2. uma capa muscular e uma membrana mucosa. Penetram na parede dorsal da bexiga em um ângulo agudo perto do colo no chamado trígono da bexiga. carnívoros e suínos ou em cálices maiores nos ruminantes. O ângulo corresponde aos ureteres e uretra. O peritônio cobre somente as superfícies expostas. Capacidade: de 3 a 4 litros. As porções da bexiga não revestidas são cobertas com tecido conjuntivo que é a adventícia Os ureteres entram na bexiga na superfície dorsal e passam através da parede em ângulo agudo. Durante a vida intra-uterina estão relacionados funcionalmente as estruturas embrionárias. A extremidade proximal do ureter divide-se em pelve renal nos eqüinos. que é resquício da porção caudal do úraco.

Apresenta uma porção pélvica que se estende no assoalho da cavidade pélvica. 3.1. Do colículo para o orifício uretral externo. mas no macho onde esta associação é muito mais pronunciada há também estrita relação funcional. A maioria deste se degenera com o úraco após o nascimento. portanto é parte integral dos sistemas genital e urinário. e somente uma pequena prega mediana entre o assoalho pélvico e a superfície ventral da bexiga se mantém. Este último na fêmea localiza-se no assoalho do trato genital na junção da vagina e vestíbulo e no macho localiza-se na extremidade do pênis. Estes ligamentos chegam da parede pélvica lateral e se estendem medialmente para os lados da bexiga. 2. A uretra do macho conduz tanto o sêmen como a urina e. Locais potenciais de formação e obstrução das vias urinárias por cálculos: na fêmea na bexiga e no macho na uretra. .URETRA É um tubo muscular na qual a urina é removida da bexiga. e assim é parte integral dos sistemas genital e urinário. diferindo marcadamente entre os dois sexos. Ambas uretras do macho e da fêmea estão associadas anatomicamente com os órgãos genitais. 4. A porção pré-prostática da uretra do macho que é homóloga a uretra feminina é curta e se estende do óstio uretral interno ao colo da bexiga para o colículo seminal. apresentando aberturas das glândulas genitais acessórias. na extremidade do pênis. Ligamento médio da bexiga: na vida pré-natal é a prega que sustenta o úraco e se estende ao longo da parede abdominal ventral da pelve para o umbigo. Nos carnívoros esta não se degenera muito e vai no adulto para o umbigo como uma estreita prega falciforme. Ligamento lateral da bexiga: São puxados para fora pré-natalmente como pregas vasculares pelas grandes artérias umbilicais que passam da entrada pélvica para o umbigo da cada lado do plano médio. é extrapélvica e está coberta pelo corpo esponjoso do pênis. Na vaca e na porca abre-se junto com o divertículo suburetral. Ligamento redondo: São as bordas craniais livres dos ligamentos laterais e são formados pelas artérias umbilicais de parede grossa. No colículo os ductos genital e urinário do macho se unem. A porção esponjosa localiza-se no interior do pênis. como espermatozóides e urina. Relações da uretra: Do macho: relaciona-se com o reto e com as glândulas genitais acessórias. a uretra do macho conduz tanto os produtos de secreção das glândulas genitais acessórias. A urina entra no orifício uretral interno e sai no orifício uretral externo. No recém-nascido somente a porção caudal das artérias se mantém e suas pregas suportes tornam-se ligamentos laterais da bexiga quando esta se torna funcional. Da fêmea: relaciona-se dorsalmente com a vagina e ventralmente com a sínfise pélvica.

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