1.

CONSIDERAÇÕES GERAIS A anatomia é um ramo do conhecimento que estuda a forma, a disposição e a estrutura dos componentes dos seres vivos. O termo, de origem grega, literalmente significa “cortar fora”, por isso a dissecação do cadáver ser um meio tradicional de estudá-la, além de primordial. Anatomia macroscópica é o estudo das estruturas que podem ser dissecadas e observadas a olho nu. Divisão da anatomia: anatomia especial e anatomia comparada. A anatomia especial é aquela que compreende o estudo de uma única espécie. A anatomia comparada compara uns indivíduos com outros de espécies diferentes e descobre as analogias e diferenças de organização existente entre eles. A anatomia apresenta as seguintes subdivisões: Osteologia Sindesmologia Miologia Neurologia Angiologia Esplancnologia Estesiologia Médico Cirúrgica Artística ou escultural

Sistemática Descritiva Normal 1.1 Anatomi a Topográfica ou Regional Microscópica ou Histológica Patológica Teratológica Desenvolvimento Filogênica

A Anatomia normal estuda os indivíduos que gozavam de bom estado de saúde, antes do abate ou sacrifício e está dividida em descritiva e microscópica ou histológica. Anatomia descritiva: é a que estuda sucessivamente, os diferentes órgãos. Descrever um órgão é informar o seu nome, sua situação, sua forma, seu volume, peso, cor, consistência, relações e a disposição relativa de suas diferentes partes, quando subdividido. Anatomia microscópica ou histológica (geral): estuda as estruturas e seus detalhes invisíveis a olho nu com o uso da microscopia óptica e eletrônica. A Anatomia descritiva está dividida em sistemática e topográfica ou regional. A Anatomia sistemática: estuda grupos de órgãos que estejam tão estreitamente relacionados em suas atividades que constituem os sistemas corpóreos com função comum. Ex. sistema muscular, nervoso e circulatório. O estudo da Anatomia sistemática está subdividido nas seguintes partes: Osteologia: estuda os ossos que compõem o esqueleto. Sindesmologia: estuda as articulações, que são os meios de uniões entre os ossos. Miologia: estuda os músculos, que são os elementos ativos do movimento. Neurologia: é o estudo do sistema nervoso. Este sistema está subdividido em central e periférico. Angiologia: estuda o coração e vasos (artérias, veias e linfáticos) por onde circula o sangue e a linfa encarregados de nutrir e drenar todos os tecidos do corpo. Esplancnologia: estuda as vísceras que compõem os sistemas localizados no interior do corpo do animal. Ex.: sistemas respiratório, digestório, urinário, etc. Estesiologia: estuda os órgãos que se destinam a captação das sensações como o olho, orelha, papilas gustativas, etc. A pele e seus anexos são estudados no Sistema tegumentar. As glândulas de secreção interna são estudas no Sistema endócrino ou juntamente com os sistemas que estão relacionadas funcionalmente. Por exemplo, a hipófise no sistema nervoso, o testículo no sistema genital masculino, etc. Anatomia topográfica ou regional: é a que está diretamente envolvida com a forma e as relações de todos os órgãos presentes numa região específica ou parte do corpo dos seres vivos. Os conhecimentos da anatomia topográfica são empregados na clínica e cirurgia (médico cirúrgica) e nas belas artes (artística ou escultural). Anatomia patológica: estuda as alterações do estado normal dos órgãos quando animal adoece ou seus componentes funcionam mal.

Anatomia teratológica: é a que estuda o desenvolvimento anormal, vícios de conformação compatíveis ou não com a vida. Ex. animal com duas cabeças. Anatomia do desenvolvimento: estuda as fases pelas quais os organismos passam desde a concepção, o nascimento, a juventude, a maturidade até a idade avançada. A embriologia estuda o desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do oócito até o nascimento. Anatomia filogênica: é o estudo das transformações da espécie no tempo. Por exemplo o ancestral do cavalo possuía cinco dedos e o atual apenas um.

1.2. HISTÓRICO A história da anatomia engloba um lapso de tempo que supera o cálculo humano. Sua origem se perde na pré-história. Consideramos na história da anatomia cinco épocas: vulgar, Escola de Alexandria, de Galeno, de Vesálio e atual. Época vulgar: caracterizou-se por um desconhecimento quase completo dos seres vivos. Conhecimentos elementares e incompletos integram a doutrina anatômica dessa época. O espirito observador de alguns, se consagrando por sacrificar e desarticular os animais empregados na alimentação humana gerou os conhecimentos da época. Escola de Alexandria: no século III a.C., foi celebre a grandiosa biblioteca e o museu, existente na cidade de Alexandria, para onde convergiam homens eminentes, estudiosos de todas as ciências. Neste grande centro cultural estudou-se a anatomia em condições vantajosas, graças aos trabalhos de dissecações realizadas em animais de várias espécies. Época de Galeno: Galeno nasceu em Bérgamo, que compartilhava com Alexandria o conhecimento da época, no ano 131 de nossa era. Foi um grande médico, porém o espírito religioso do período, o privou, de ensinamentos adquiridos em cadáveres humanos. Como viajante incansável percorreu extensos territórios, praticou dissecações em muitas espécies de animais descobrindo novos tipos de organizações, até conseguir formar a escola médica. É considerado o criador da anatomia comparada. Devido ao espirito religioso da época, tido como todo poderoso, nenhum descobrimento anatômico humano novo se incorporou aos de Galeno e assim passaram-se 14 séculos. Época de Vesálio: em 1543, André Vesálio, publicou pela primeira vez seu memorável trabalho “De humani corporis fabrica” (sobre a estrutura do corpo humano), sendo caracterizado como o primeiro livro de anatomia humana realmente exato, pois, era dito popular da época “é melhor equivocar-se com Galeno do que acertar com outros”. Vesálio que lecionava na Universidade de Pádua, tinha apenas 29 anos quando apresentou uma anatomia sistemática baseada não na fé ou em analogias da anatomia animal de Galeno, mas em estudos de dissecações do cadáver humano. André Vesálio foi considerado o restaurador da obra de Galênica e o verdadeiro fundador da anatomia humana. Época Atual: os descobrimentos, a partir daí se sucederam vertiginosamente. Com o descobrimento do microscópio, surgem investigações anatômicas de grande alcance. Em nossos dias são utilizados meios complementares, além do bisturi e pinças, como o uso do raio-X (anatomia radiológica), ultra-sonografia, microscopia de varredura, entre outros. 1.3. NOMENCLATURA ANATÔMICA Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria. O conjunto de termos empregados para designação e descrição de um organismo ou suas partes denomina-se nomenclatura anatômica. Foi realizado em Paris, em 1955, um Congresso de Anatomia, visando uma uniformização internacional da nomenclatura anatômica. Foi escrita em latim com a permissão de cada nação traduzi-la para sua língua. Em 1968, foi publicada em Viena, pela Comissão Internacional de Nomenclatura Veterinária, sob responsabilidade da Associação Mundial de Anatomistas Veterinários, a Nomina Anatômica Veterinária (NAV); essa nomina é periodicamente revista, sendo a quarta em 1994, e tentaremos usá-la de forma permanente neste trabalho. É escrita em latim e pode ser traduzida para a língua do profissional que a emprega, por exemplo, o latim hepar torna-se fígado em português, higado em espanhol, liver em inglês, foie em francês e leber em alemão. 1.4. POSIÇÃO ANATÔMICA Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode variar, convencionou-se uma posição padrão (posição anatômica). Para os animais quadrúpedes, a posição anatômica é aquela em que o animal está com os quatro membros em estação (de pé) e alerta. Esta posição é diferente da posição anatômica humana. Quando descrevemos um órgão, não interessando se o cadáver está sobre uma mesa, por exemplo, sempre temos em mente a posição anatômica. 1.5. PLANOS PARA O CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES Plano é uma superfície, real ou imaginária, ao longo da qual dois pontos quaisquer podem ser unidos por uma linha reta. Na posição anatômica o corpo pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, formando uma figura geométrica, um paralelepípedo. Assim, tem-se os seguintes planos: a) Dois planos verticais: um tangente a cabeça, plano cranial e outro tangente a cauda, plano caudal.

b) Dois planos verticais tangentes de cada lado do corpo, planos laterais direito e esquerdo. c) Dois planos horizontais, um tangente ao dorso, plano dorsal e outro à palma das mãos e planta dos pés o plano podálico. O tronco isolado é limitado inferiormente, pelo plano que tangencia o ventre denominado plano ventral. Os planos descritos anteriormente são de delimitação, porém existe também os planos de secção: 1) Plano mediano: é o plano que divide o corpo em duas “metades” direita e esquerda. 2) Planos sagitais ou paramedianos: são todas as secções do corpo feitas por planos paralelos ao mediano (corte sagital). 3) Plano transversal: é o plano de secção perpendicular ao plano mediano no sentido dorso-ventral. 1.6. EIXOS DO CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES São linhas imaginárias traçadas no animal considerando sua inclusão no paralelepípedo. Os principais são: a) Eixo longitudinal – crânio-caudal: unindo o centro do plano cranial ao centro do plano caudal. b) Eixo vertical – dorso-ventral: unindo o centro do plano dorsal ao centro do plano ventral. c) Eixo transversal - latero-lateral – unindo o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo. 1.7. TERMOS ANATÔMICOS GERAIS QUE INDICAM A POSIÇÃO (LOCAL) E DIREÇÃO DAS PARTES DO CORPO DOS ANIMAIS: 1) Cranial e Caudal – expressões usadas para indicar na direção ou maior aproximação da cabeça ou da cauda. 2) Dorsal e Ventral – na direção ou relativamente próximo ao dorso ou ao ventre (abdome) do animal respectivamente. O termo ventral nunca deve ser usado para membros. 3) Lateral e Medial – estrutura distante ou afastada do plano mediano e na direção ou relativamente próximo ao plano mediano respectivamente. 4) Rostral – na direção ou relativamente próximo ao focinho (rostro-nariz) do animal, usado somente para a cabeça. 5) Proximal e Distal – proximal relativamente próximo à raiz ou origem principal e distal afastado da raiz, utilizado para membros e cauda. 6) Axial e Abaxial – as estruturas que ficam próximas ao eixo central de um dedo central, ou próximo ao eixo do membro se passarem entre os dois dedos são ditas axiais e as que estão à distância do eixo de referência estão em posições abaxiais (ab, fora de). 7) Interno e Externo; Superficial e Profundo – têm o significado usual dos termos. 8) Parietal e Visceral - parietal refere-se a face da estrutura que em direção a parede da cavidade e visceral quando na direção das outras vísceras. 9) Cortical e Medular – o primeiro significa a camada externa e o segundo a interna de alguns órgãos como rins, adrenal, etc. 10) Nos membros usamos para a mão – Dorsal e Palmar – e para o pé – Dorsal e Plantar - para designar características localizadas em cima ou abaixo dos mesmos. 1.8. CONSTITUIÇÃO GERAL O corpo dos vertebrados tem como unidade anatomofuncional a célula. Um conjunto de células da mesma natureza forma um tecido. A reunião de um vários tecidos forma um órgão. Diversos órgãos reunidos podem formar um sistema ou aparelho. 1.9. DIVISÃO DO CORPO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Corpo divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. O esquema seguinte apresenta as principais partes do corpo:

Cabeça Pescoço Tronco Tórax Abdome Pelve Raiz Divisão do Corpo Membros Anteriores ou Torácicos Parte Livre Ombro Braço Antebraço Mão (palma e dorso Quadril Coxa Perna

Raiz Posteriores, Pélvicos ou Pelvinos

Parte Livre

.. Eutheria (Monodelphia-Placentalia) Boi Cabra Cão Cavalo Gato Ovelha Porco Ordem Artiodactyla Artiodactyla Carnivora Perissodactyla Carnivora Artiodactyla Artiodactyla Subordem Ruminatia Ruminatia Fissipedia Hippomorpha Fissipedia Ruminatia Suiformes Família Bovidae Bovidae Canidae Equidae Felidae Bovidae Suidae Subfamília Bovinae Caprinae Equinae Caprinae - Gênero Bos Capra Canis Equus Felis Ovis Sus Espécie taurus hircus familiaris caballus domestica aries scrofa 2.... etc. medula óssea.. endósteo. o esqueleto. Vertebrata Classe .. 2.. Existem outras divisões como metameria. mas após...2 FUNÇÕES DO ESQUELETO O esqueleto desempenha várias funções vitais ao organismo animal. pulmões. em grande parte pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno) e... vasos e nervos.. finalmente. paquimeria e estratimeria.. dentre elas podemos citar: proteção para órgãos moles..10... formando um emaranhado. sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento do corpo..... OSTEOLOGIA Em sentido restrito e etimologicamnte........ como o coração.. nos locais de inserção de ligamentos e músculos.4 ESTRUTURA DOS OSSOS Os ossos constam principalmente de tecido ósseo.. SITUAÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NO SISTEMA ZOOLÓGICO Os animais domésticos se encontram assim distribuídos no sistema zoológico: Ramo .. sustentação e conformação do corpo... Antimeria é cada uma das metades divididas pelo plano médio. ...... em conjunto... PRINCÍPIOS GERAIS DE CONSTRUÇÃO CORPÓREA NOS VERTEBRADOS O corpo dos animais domésticos é constituído segundo alguns princípios e fundamentos que prevalecem para os vertebrados....11... com exceção dos pontos onde há atrito (articulações) bem como.. A medula vermelha contém vários tipos de células características e é uma substâncias formada de sangue... mas considerados como órgãos... O periósteo é uma membrana fibrosa que reveste a superfície externa dos ossos....... Podemos definir o esqueleto como o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço do corpo animal e desempenhar várias funções. Por sua vez os ossos são definidos como peças rijas.......... em adultos... 1... 2..... dentro da qual se acha disposta a substância esponjosa... que lembra até certo ponto... O endósteo é uma fina membrana fibrosa que envolve internamente o canal medular dos ossos longos. Em sentido mais amplo inclui o estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos. A matéria animal (orgânica) proporciona ao tecido ósseo solidez e elasticidade e a natural (inorgânica) dureza. Nos animais jovens só existe a medula vermelha..... ela é substituída na cavidade medular pela medula amarela..... O tecido ósseo está formado por substância compacta densa.... coloração e forma variáveis e que. A medula óssea ocupa os interstícios dos ossos esponjosos e a cavidade medular dos ossos longos..... constituem o esqueleto. local de armazenamento de íons Ca e P (durante a gravidez a calcificação é feita..3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS Os ossos constam de matéria orgânica e inorgânica na proporção de 1:2 aproximadamente. menos densa. apresentam ainda periósteo... Mantém a capacidade osteogênica. de número..... com eles formando um todo. enquanto a amarela está constituída quase que totalmente de tecido adiposo. Existe duas variedades de medula nos adultos: a vermelha e amarela... é o estudo dos ossos...... sendo reativada no processo de reparação de fraturas.. sistema nervoso central... Mammalia Subclasse . local de produção de certas células do sangue.. no todo ou em parte.. uma esponja marinha e esta localizada nas extremidades dos ossos...Pé (planta e dorso) 1. 2...

os ossos em que o comprimento era maior que a largura e espessura. rasa) Ex. As artérias do periósteo penetram no osso. Ex. tíbia. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seios. Ossos sesamóides: São encontrados dentro dos tendões. profunda) Ex. Os ossos pneumáticos situam-se no crânio. úmero. 2. frontal nasal e outros como a escápula e o osso do quadril. como parietal. etc. desprovido de seu periósteo.205 TOTAL Ovino 200 . A artéria nutrícia penetra no forame nutrício para o interior do osso distribuindo-se em sentido proximal e distal.: o osso do coração do bovino. etc. Glenóide: (forma ovóide. Tróclea: (segmento de polia) Ex. desenvolvidos no parênquima de alguma víscera ou órgão. Esqueleto “visceral”: constam de ossos. são exemplos demonstrativos. do temporal. bem como. isto é.279 Canino 302 . coluna vertebral. irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea.: do fêmur. maxilar e esfenóide.: tuberosidade deltóide do úmero. Exemplos típicos são os ossos dos membros: fêmur. esfenóide. etc.6 DIVISÃO DO ESQUELETO O esqueleto resulta da armação dos ossos entre si. Depressões não articulares: . onde promovem uma mudança de direção sobre proeminências que exerceriam pressão e fricção excessivas sobre os tendões. temporais. uma porção intermediária. oca. Ossos do crânio. Tubérculo: (menos acentuado que a protuberância) Ex. largura e espessura) sobre as outras duas. seja devido a função hematopoiética. não se articulando com nenhum outro osso.: do úmero. côndilo e tróclea.: na escápula. oca. apresentam sempre canal medular. etmóide. não se articulando com os demais ossos.5 MORFOLOGIA DOS OSSOS É uma classificação baseada na forma. Tanto as saliências como as depressões podem ser articulares ou não articulares. depressões. estando formado pela cabeça. processo espinhoso das vértebras. Tuberosidade ou protuberância: (saliências mais ou menos obtusas) Ex. Assim classificam-se em: Ossos longos: Neste caso o comprimento apresenta-se consideravelmente maior que a largura e a espessura. Ossos curtos: São aqueles que apresentam equivalência das três dimensões. Ex. de volume variável. não apresentam forma geométrica definida. Esqueleto apendicular: está formado pelos apêndices locomotores. da costela. bem como. revestidos de mucosa e contendo ar.209 203 . Ex. o corpo (diáfise). etc.: da mandíbula. Depressões articulares: Cotilóide: (forma esferóide. do pênis do canino. bordas e ângulos.: as vértebras.: osso do pênis do cão e gato e osso cardíaco do coração dos ruminantes. etc.8 ACIDENTES ÓSSEOS As principais partes descritivas de um osso. Saliências articulares: cabeça. sendo assim ele divide-se em: Esqueleto axial: é o eixo principal do corpo.: ossos do carpo e tarso. o osso deixa de ser nutrido e morre.7 NÚMERO DE OSSOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Eqüino Bovino 199 . são altamente vascularizados. uma proximal e outra distal. Ossos planos: Expandem-se em duas direções. Os ossos.: da tíbia. etc. tomando-se em consideração a predominância de uma das dimensões (comprimento. sem apresentarem canal medular (costelas) eram classificados como ossos alongados. facial. protuberância occipital externa. ulna. os membros anteriores e posteriores.: processo odontóide do axis. São os que apresentam comprimento e largura equivalente.: nas vértebras torácicas. Ex. Saliências não articulares: Processo ou apófise: (é um termo para designar uma eminência) Ex. Espinhas: (saliências mais o menos pontudas) Ex. 2. Ossos “esplâncnicos”: Desenvolvem-se em órgãos moles.305 2.: frontal. Definidas estas três expressões. Cristas: (saliências estreitas e alongadas) Ex. podemos notar que a superfície externa dos ossos apresentam uma grande variedade de eminências. Côndilo: (segmento de cilindro) Ex. Ossos irregulares: Apresentam uma morfologia complexa. são as faces.206 Suíno 272 . 2. do úmero. costelas e esterno. Os osso longos apresentam duas extremidades (epífises).Vasos e nervos: os ossos de uma maneira geral são ricamente vascularizados e inervados. Ex. do occipital. Antigamente. pouco elevadas e pouco salientes) Ex.: espinha da escápula Linhas: (espécie de cristas. seja pelo fato de se apresentarem com desenvolvimento lento e contínuo.: do fêmur. Por esta razão. etc.: parietal. do talus. rádio. Cabeça: (segmento de esfera) Ex. Ossos pneumáticos: Apresentam uma ou mais cavidades. assim como perfurações.

a partir da protuberância. .Hióide Crânio: é a porção mais caudal. Sulco: (impressões vásculo nervosas) Ex. que vai proteger parte do sistema nervoso central o encéfalo. Apresenta para descrição duas faces uma exocraniana (externa) e uma endocraniana (interna). .Forame magno  localizado entre os côndilos serve de entrada para a medula espinhal.Maxilares 4 . por onde emerge do crânio o nervo hipoglosso (XII par craniano) . Importante local de coleta do líquido cérebro espinhal (líquor). largamente abertas) Ex. é formado por ossos planos e esses concorrem para a formação da cavidade craniana.: da mandíbula. A face forma a porção oral e restante da cabeça. . Está dividido em porção basal e porção dorsal. A face endocraniana apresenta: .: no frontal.Zigomáticos 2 .Etmóide 2 .Base do occipital ( porção basilar) em contato com o esfenóide.Pterigóides 1 . Porção basal: lembra a continuação da coluna vertebral.Nasais 2 .Frontais 3.1 OCCIPITAL É o mais caudal dos ossos do crânio.Vômer 2 . etc. situados na junção do occipital com os ossos temporal e esfenóide.Temporais Porção dorsal: forma o teto e parte das paredes laterais da cavidade craniana. Seios: (cavidades situadas na espessura do osso) Ex.: fissura palatina. . .Protuberância occipital externa  situada na linha média.Palatinos 2 . estando formado pelos seguintes ossos: 1 .Impressões digitais .2 OSSOS DO CRÂNIO 3.Fossa condilar ventral  depressão localizada próximo aos côndilos na porção basal do osso. .Chanfradura: (desbastamento da borda de um osso) Ex.Processos paracondilares (jugulares)  projeções pares localizados próximos aos côndilos que servem para fixação de músculos.Occipital 1 . estando em posição normal.: no úmero.Forame lácero (mais rostral) e forame jugular (mais caudal).Porção basilar do occipital  se une com o osso esfenóide. Canais: (depressões rasas e curtas) Ex.: no temporal. ventralmente na cabeça. Impressões digitais: (cavidades que parecem produzidas por pressões dos dedos) Ex. no úmero.Lacrimais 2 .Interparietal 2 .: forame magno do occipital. Os referidos forames estão unidos no eqüino (forame jugulacerado ou hiato rasgado). Fissura: (fenda ou fresta óssea) Ex. é constituída pelos seguintes ossos: 2 . compreendendo os ossos: 2 .Canal do hipoglosso  situado na fossa condilar.Crista nucal  se estendem lateralmente para cada lado. . 3 ESQUELETO AXIAL 3. Hiato: (abertura de contorno irregular) Forame: (abertura de contorno regular) Ex.: no temporal.: canal alar.Esfenóide 1 . Fossa: (escavações extensas.Incisivos 2 .: na face medial da escápula.2.1 CABEÇA: É a porção elevada e anterior das espécies domésticas. Está dividida em crânio e face. Goteiras: (quando em semicanal) Ex.Cornetos 1 .Parietais 1 . maxilar.Protuberância occipital interna .Mandíbula 1 .Côndilos do occipital  se articulam com o atlas (1ª vértebra cervical) . A face exocraniana apresenta os seguintes acidentes ósseos: .

. .não apresenta canal alar.não possui crista nucal.não apresenta forame alar.crista pterigóide. . .corpo triangular.côndilos mais afastados.crista occipital externa  estende-se ventralmentre na protuberância occipital externa.forame órbito-redondo.2. .processos jugulares curtos. CARNÍVOROS: . processos jugulares curtos e largos.Sulco óptico ou sulco do quiasma .não tem forame lacero.Forame óptico .presença de forame mastoide.processo jugular alongado. SUÍNOS: . no local uma linha nucal. .apresenta linha temporal e linhas oblíquas.presença de forame lacero e jugular. .a base do occipital é curta e apresenta 2 grandes tubérculos musculares localizados na junção com o esfenóide. .  Corpo O corpo é externamente liso. Forma 2/3 rostrais do crânio entre o occipital caudalmente e etmoíde rostralmente. .Forame alar rostral .Sela túrcica .Forame redondo  se abre dentro da fissura .Fissura orbitária (espaço ósseo) .Forame alar parvo Os forames dão passagem a vasos e nervos.na fossa condilar ventral encontramos 2 ou + forames o mais ventral é o canal do hipoglosso os demais forames paras as veias do canal condíleo. .forma a superfície caudal do crânio.canal do hipoglosso localiza-se caudal ao forame jugular. Encontra-se dividido em três partes: corpo.forame oval. .forame órbito-redondo.Fossa hipofisária  onde se acomoda a glândula hipófise. .forame oval. .  Asas orbitais Externamente as asas orbitais encontra-se: .presença do forame jugular.Impressões digitais  Asas temporais Externamente encontra-se o forame alar caudal e internamente impressões digitais.crista pterigoide.Forame etmoidal .forma parte ventral somente da superfície caudal do crânio . . CARNÍVOROS: . . . achatado e alongado.parte basilar larga e se une a bula timpânica.forame mastóide de cada lado na junção do occipital e temporal . asas temporais e asas orbitais.canal do hipoglosso pequeno. 3. . Internamente encontramos os seguintes acidentes ósseos: . . . somente o forame jugular. RUMINANTES: . . .2 ESFENÓIDE Tem o formato semelhante a uma borboleta.Seio esfenoidal . .RUMINANTES: .côndilos achados. Internamente encontram-se impressões digitais. SUÍNOS: .

meato temporal.processo estilomastóide fundido a bula timpânica. .Processo estilóide  local onde se articula com o osso hióide.  Vértice: Porção mais dorsal.- forame alar rostral e caudal.Processo zigomático do temporal: se une ao processo temporal do zigomático e forma o arco ou ponte zigomática.Processo retroarticular situados caudalmente ao tubérculo articular . . esta dividida em quatro faces.Meato acústico externo .processo muscular.Processo acústico externo . está relacionada com a porção escamosa do temporal e com o osso occipital.processo mastoide reduzido.Fossa mandibular .processo retroarticular menos proeminente.  Lâminas crivadas São lâminas ósseas colocadas transversalmente e de cada lado da lâmina perpendicular.3 ETMÓIDE Está localizado no interior da cabeça no limite entre o crânio e a face.bula timpânica alongada. .Meato acústico interno . .Forame estilomastoide  dá passagem ao nervo facial.processo retroarticular reduzido.  Porção escamosa Externamente: . RUMINANTES: .  Massas laterais (labirinto etmoidal) Massas ósseas enroladas de forma espiralada envolvidas por uma lâmina óssea chamada lâmina papirácea. . Internamente: . Está subdividido em três partes:  Lâmina perpendicular Coloca-se medianamente entre as massa laterais e as lâminas crivadas.não apresenta tubérculo articular.processo retroarticular grande.  Base: . meato temporal.2. . Na crista perpendicular localiza-se a crista galli.Impressões digitais  Porção petrosa Tem a forma de uma pirâmide.processo muscular é grande.Forame retroarticular  situado caudalmente ao processo retroarticular. . . . 3. 3. . . SUÍNOS: . .Tubérculo articular: articulam-se com os côndilos da mandíbula. Está subdividido em porção escamosa e porção petrosa.Crista petrosa A face caudal (aboral) relaciona-se diretamente com o occipital. . uma base e um vértice.4 TEMPORAIS Localizados de cada lado da cavidade craniana.forame estilomastóide.2. .  Faces: Externamente: .não possui processo mastóide.Processo mastóide Internamente: . A face externa da porção escamosa contribui para formação da fossa temporal. CARNÍVOROS: .meato temporal.Processo muscular . .Bolha ou bula timpânica  aloja a orelha interna.

contorno rombóide fortemente curvo.3. juntamente com a porção escamosa do temporal. Externamente: . SUÍNOS: . Externamente: .Impressões digitais .Crista parietal externa A face externa do parietal. Posteriormente é reabsorvido pelo occipital e pelo parietal. Internamente: .Processo zigomático do frontal .7 INTERPARIETAL Osso temporário que aparece durante o período fetal até os primeiros dias de vida. .não entram na formação do teto da cavidade craniana. . 3. forame estilomastóide.1. processo estilóide.Seio do frontal RUMINANTES: . constitui parte dorsal da parede caudal do crânio. SUÍNOS: .2.- processo mastóide.fortemente curvo. 3.5 PARIETAIS Os parietais formam as partes do teto da cavidade craniana. 3. Estão no limite entre o crânio e a face. processo muscular.6 FRONTAIS São ossos pares que formam a porção oral do teto da cavidade craniana.2. bem como os temporais e frontais. .3.não apresenta forame supraorbitário. O corpo apresenta 4 faces: Face facial: é convexa no animal jovem e côncava no animal adulto. CARNÍVOROS: .processo zigomático curto e se une ao processo frontal do zigomático. CARNÍVOROS: .2. Apresenta caudalmente uma crista horizontal denominada de crista facial.Crista parietal interna . .processo cornual ( animais aspados).Impressões digitais RUMINANTES: bovinos .processo zigomático curto. . Para sua descrição dividem-se em um corpo e dois processos: Alveolar e palatino.forame supraorbital apresenta o sulco supra-orbital.processo zigomático é incompleto naõ alcança o arco zigomático.forma metade do comprimento total do crânio. É marcado pela crista sagital externa que se continua com a crista temporal.crista parietal mais lateral. 3. contribui para a formação da fossa temporal. Aproximadamente 5 cm dorso-rostralmente a crista situa-se o forame infra-orbitário que é a abertura do canal infra-orbitário.Forame supra orbital Internamente: . OSSOS DA FACE: 3. as bordas formam com o parietal uma grande protuberância intercornual ponto mais alto do crânio. crista sagital externa distinta. MAXILAR OU MAXILAS: Situam-se na porção lateral da face e se articulam com quase todos os ossos da face.

2. fixado dorsalmente na sutura palatina média.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro.Os forames palatinos maior oral situam-se nos processos palatinos dos maxilares.A lâmina horizontal tem formato de cunha.O maxilar é mais curto.3. A extremidade ventral é livre e forma o processo ganchoso do pterigóide ou hâmulo do pterigóide. Processo palatino: projeta-se medialmente formando a maior parte do palato duro. Caninos: . esfenóide e pterigóide.Forame maxilar se transforma em fissura maxilar. Seios do maxilar: são espaços entre duas lâminas ósseas.Nas demais espécies o processo ganchoso é menor.Não apresenta crista nem tuberosidade facial. . Comparada: . Lâmina horizontal: é plana e forma a porção caudal do palato duro. Comparada: . SUÍNOS: .Nos ruminantes o sulco para o septo é bem mais alargado. Junto ao osso incisivo existe um alvéolo para o dente canino que só está presente nos machos adultos. É contituida por uma lâmina que forma rostralmente uma canaleta onde se encaixa a cartilagem do septo nasal. CANINOS: . Caudalmente se expande lateralmente como se fossem orelhas de gato se articulando com os ossos palatino. . Lâmina perpendicular: forma a parede lateral das coanas.O forame palatino maior oral está situado mais medialmente.3 PALATINOS Estão situados em ambos os lados das coanas e formam a porção caudal do palato duro. 3. Apresenta lateralmente o sulco palatino.3.2 VÔMER Está localizado na cavidade nasal.4 PTERIGÓIDE É o menor osso da face. Face orbital: forma uma pequena porção da parede ventral da órbita.O maxilar é alongado. Suínos: . RUMINANTES: . apresentando no seu lugar a tuberosidade facial.Apresenta junto com os ossos lacrimal e zigomático na face facial a fossa muscular ou canina. . Forma com o osso pterigóide o processo piramidal ou pterigoideo. Forame maxilar: que é o início do canal infra-orbitário. . Rostralmente ao primeiro grande molar freqüentemente existe um alvéolo para o primeiro pré-molar chamado de dente de lobo. . esfenóide e vômer. Face pterigopalatina: apresenta uma proeminência denominada de tuberosidade maxilar.Forame infra-orbitário geralmente é duplo. . 3. sobre a qual dorsalmente na cavidade nasal situa-se o osso vômer. Apresentam duas lâminas: horizontal e perpendicular. Forame esfeno-palatino: que abre-se na cavidade nasal. 3.Face nasal: forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal.Não apresenta crista facial. Processo alveolar: apresentam seis grandes cavidades ou alvéolos para os dentes pré-molares e molares superiores. Rostralmente aos alvéolos dentários na borda alveolar situa-se o espaço interalveolar ou interdental. Ruminantes: . 3.O forame infra-orbitário pode ser duplo.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro. . São lâminas ósseas encurvadas que articulam-se com os ossos palatino. Possui a forma de uma ferradura quando unida a lâmina do lado oposto. São côncavas e lisas.3. Medial a essa tuberosidade situa-se um profundo recesso (nicho pterigopalatino) onde localizam-se três orifícios que são dorsoventralmente: 1. principalmente no ovino. Apresenta o raso sulco naso-lacrimal e ventralmente a este a crista conchal que suporta a concha nasal ventral. Formam parte das paredes laterais das coanas. Une-se com o processo palatino do maxilar pela sutura palatina transversa e forma com este o forame palatino maior oral que é a saída do canal palatino. A borda caudal junta-se com a porção horizontal do osso palatino na sutura palatina transversa. cobertas por mucosa e preenchidos por ar. . Forame palatino maior caudal: entrada do canal palatino maior. Caudalmente divide as coanas em duas partes. Une-se ao processo palatino do lado oposto pela sutura palatina média.

Está separada lateralmente do maxilar pela fissura palatina. . RUMINANTES: . Articula-se com os ossos frontais e nasais dorsalmente e com o zigomático e maxilar ventralmente.6 ZIGOMÁTICOS (MALARES) Articulam-se com os ossos lacrimal dorsalmente. A face orbitaria é de contorno triangular. Não apresenta o processo lacrimal. na junção com o maxilar forma no macho adulto o alvéolo para o dente canino. Esta fossa é ocupada no animal vivo pelo saco lacrimal que é a origem do ducto naso-lacrimal.Processo temporal bastante robusto e também é bifurcado. Apresenta na sua porção ventral a crista facial. 3. Ventralmente. RUMINANTES: . . .Forma junto com o maxilar e zigomático a fossa canina ou muscular.Forma parte da fossa muscular ou canina. . onde penetram artéria.3. É muito longo e fortemente curvo. Apresenta a uns 2 cm da margem orbital o pequeno processo lacrimal. SUÍNOS: . É composto de um corpo e três processos: alveolar.O canal inter-incisivo se transforma em chanfradura.Não possui chanfradura naso-incisiva.O processo temporal é a maior parte do osso zigomático. Processos nasais: projetam-se caudal e dorsalmente formando parte da parede lateral da cavidade nasal.5 INCISIVOS (PRÉ-MAXILARES) São os ossos mais rostrais da face. CANINO: . lisa e côncava. . A face orbitaria é muito menor que a facial e forma parte da parede ventral e rostral da órbita. que se prolonga rostralmente com a crista facial do maxilar e caudalmente com o processo temporal.Não se articula com o frontal. A face facial é mais extensa e lisa.Apresenta o processo bifurcado em duas porções: uma é o processo frontal do zigomático que se articula com o processo zigomático do frontal e a outra é o processo temporal do zigomático. se articulam com os ossos nasais. 3. O corpo acha-se perfurado pelo canal inter-incisivo. O processo frontal não existe no eqüino. no qual se insere o ligamento orbitario. Corpo: A face labial é lisa e relaciona-se com o lábio superior e a face palatina é côncava.3. veia e nervo incisivo.3. CANINOS: . CANINO: . e com o temporal caudalmente. maxilares e vômer. que juntamente com o processo zigomático do temporal forma o arco zigomático. SUÍNO: . Próxima a margem orbitaria apresenta uma fossa afunilada que representa a entrada do canal lacrimal. A face nasal é côncava e dirige-se para o seio maxilar. RUMINANTES: . Apresenta 2 faces: orbitaria e facial.3.Fissura palatina é alargada. quase não existe porção facial. palatino e nasal.Não apresentam processos alveolares. A face lateral (facial) é lisa e ligeiramente convexa.3. SUÍNO: .Apresenta dois orifícios lacrimais no contorno da órbita.É um osso muito pequeno. .A fossa para o saco lacrimal é pequena e bem próxima do contorno da órbita.Entre os processos temporal e zigomático existe uma pequena eminência denominada de processo frontal.8 NASAIS . onde se localizam grandes glândulas sebáceas. .O canal inter-incisivo se transforma numa chanfradura.Ovino: a face facial apresenta uma fossa lacrimal externa ou infraorbitaria que é ocupada no animal vivo pela bolsa infra-orbitaria.Face facial extensa e côncava. Formam juntamente com o osso nasal a chanfradura naso-incisiva. com o maxilares rostral e ventralmente.7 LACRIMAIS Estão localizados na porção rostral da órbita e se estendem rostralmente sobre a face até o maxilar. . Processos palatinos: são duas lâminas ósseas que formam a porção rostral do palato duro. 3. Processos alveolares: apresentam três alvéolos profundos para os dentes incisivos superiores.

Formam a maior parte do teto da cavidade nasal.3. Também existe no potro jovem o alvéolo para o dente de lobo (primeiro pré-molar).semelhante ao eqüino. . com a extremidade caudal alargada e a extremidade rostral pontiaguda. OVINOS: . O processo condilar se articula com a porção escamosa do temporal por meio de um disco ou menisco articular. CANINOS: . não se funde com os ossos adjacentes mesmo na idade avançada. Meato comum: é o espaço entre as conchas e o septo nasal. A extremidade articular é composta pelo processo coronóide rostralmente.A extremidade rostral é alargada e apresenta uma chanfradura. A união da porção molar (ramo horizontal) com o ramo vertical é espessa é denominada de ângulo da mandíbula. alargada e onde se inserem músculos poderosos. Na sua porção caudal existe pequena depressão denominada de incisura vasorum facialum onde os vasos faciais e o ducto parotídeo contornam o osso e é local de tomada de pulso no eqüino. Aproximadamente no seu centro apresenta a crista etmoidal que serve de sustentação da concha nasal dorsal. Corpo: É a porção horizontal espessa que apresenta os dentes. Face externa: é lisa e convexa transversalmente. Meato nasal médio: é o espaço entre as conchas nasais dorsal e ventral.9 CONCHAS NASAIS São ossos em forma de cartuchos localizados no interior da cavidade nasal. tornando-se estreita e cortante nos animais idosos.É mais largo rostralmente que caudalmente. A face lingual é lisa e côncava onde repousa a ponta da língua (superfície geniana).10 MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR) É o maior osso da face e é ímpar pois as duas metades se fundem quando o animal apresenta ao redor de dois meses de idade. A face lateral é côncava e apresenta linhas rugosas para inserção do músculo masseter. Forma juntamente com o processo nasal do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. dois alvéolos para os dentes caninos no macho. A borda ventral é arredondada no cavalo jovem. A face medial é côncava e apresenta linhas de inserção para o músculo pterigoideo medial.Extremidade caudal é pontiaguda. que é delgado. Meato nasal ventral: é o espaço entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal. A face labial é convexa. A face lateral (labial) é lisa e apresenta na junção com a porção incisiva o forame mental ou mentoniano que é a abertura rostral do canal mandibular. Para descrição consiste em um corpo e dois ramos verticais.Nesta espécie na extremidade rostral da cartilagem do septo nasal entre os ossos nasal e incisivo apresenta o osso rostral (osso do focinho do porco).Não formam com os processos nasais do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. 3. processo condilar caudalmente e entre estes a chanfradura mandibular. Suporta os dentes molares (pré-molares e molares) inferiores. Face interna (nasal): é lisa e côncava. Apresenta duas faces e duas bordas. A borda dorsal ou alveolar rostralmente forma o espaço interalveolar. Meatos são os espaços existentes entre os cornetos e são: Meato nasal dorsal: é o espaço entre a concha nasal dorsal e o teto da cavidade nasal. A face medial (lingual) é lisa e apresenta a frágil linha milohioidea onde se. BOVINOS: . Apresenta o forame mandibular que é o forame de entrada do canal mandibular. 3.3. e está marcada por um sulco mediano que corresponde a sínfise mandibular. Possui um contorno triangular alongado. . insere o músculo milohioideo. SUÍNOS: . . Articulam-se com os ossos incisivo.É bem menor. É composta de uma porção incisiva e outra porção molar.Os cornetos apresentam forma arborizante com lâminas secundárias e terceiras que se espiralizam apresentando a extremidade livre. A porção incisiva apresenta duas faces e uma borda. são em número de 2 pares (ventral e dorsal) que estão separados pelo septo nasal. maxilar. Ramo: É a porção vertical do osso. Caudalmente é espessa e escavada por seis alvéolos pares para os dentes pré-molares e molares inferiores. lacrimal e frontal. . A borda alveolar apresenta seis alvéolos para os dentes incisivos inferiores e um pouco mais caudal. As conchas nasais dorsais estão fixadas nas cristas etmoidais dos ossos nasais e as ventrais nas cristas conchais dos maxilares. A porção molar (ramo horizontal) estende-se caudalmente da porção incisiva. CANINO: .

A coluna vertebral forma o eixo principal do corpo. . Na face lateral há vários forames mentonianos laterais. com exceção do basi-hióide e do processo lingual. . e apresenta 8 alvéolos para os dentes incisivos inferiores. Medianamente projeta-se rostralmente em um longo processo lingual.Apresenta alvéolos para os dentes caninos.Existem dois ou três forames mentonianos. incluindo o esfenóide. Comparada: RUMINANTES: Divertículo cornual: Continuação direta do seio frontal para dentro do processo cornual em ruminantes aspados.Mandíbula bastante volumosa. Todas as vértebras apresentam caracteres básicos.4 COLUNA VERTEBRAL Está constituída de ossos irregulares. Os caracteres gerais são os encontrados em todas as vértebras e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto.1 VÉRTEBRAS São ossos ímpares. É constituído por diversas peças ósseas que se articulam entre si. As extremidades laterais do basi-hióide se projetam caudalmente constituindo os tiro-hióides. torácica. lacrimal e seios conchais.O processo coronóide é muito extenso. Seios maxilares: são os seios paranasais dos ossos maxilares.11 HIÓIDE É conhecido vulgarmente por osso da língua.Apresenta alvéolos para os dentes caninos dirigidos lateralmente. Seios frontais: são os seios paranasais encontrados nos ossos frontais de todas as espécies domésticas. numa mesma região. portando existe sínfise mandibular. 3. denominados vértebras que se estendem desde a cabeça até a extremidade da cauda. cuja forma difere nas diferentes regiões. 3. sacral e caudal. . SUÍNOS: .Entre o estilo-hióide e o cerato-hióide existe o epi-hióide. RUMINANTES: . assim denominadas: região cervical. . Está situado entre os ramos da mandíbula caudalmente. Os ossos do hióide são pares.O processo lingual é curto e tuberoso. 3. . . Apresenta 6 alvéolos para os dentes molares. Os seios frontal e maxilar são os mais conhecidos.Não tem apófise lingual. . 2. bem como. Não há alvéolos para os dentes caninos.RUMINANTES: .12 SEIOS PARANASAIS São cavidades dentro de alguns ossos da cabeça preenchidas por ar. forma um ângulo de 90° e se continua com o cerato-hióide. . regionais ou individuais. SUÍNOS: .No ângulo entre o corpo e o ramo vertical da mandíbula existe o processo angular que se projeta caudalmente.O processo coronóide é pequeno e a chanfradura mandibular é larga. .As duas metades não se fundem completamente mesmo na idade avançada. As vértebras podem ser estudadas sobre um tríplice aspecto. Projeta-se rostralmente através de uma lâmina óssea denominada de estilo-hióide. .Apresenta apófise lingual curta e pontiaguda. este último se articula com uma peça transversal denominada de basi-hióide. Este se abre dentro da cavidade nasal através da abertura nasomaxilar. irregulares.Apresenta sínfise mandibular. CANINOS: . CANINO: .Apresenta epi-hióide bem desenvolvido. Está inserido no processo estilóide da parte petrosa do temporal através da cartilagem timpano-hióide. quanto aos seus caracteres gerais.Existe um par de forames mentonianos mediais. .O processo coronóide é mais extenso e se projeta caudalmente.Apresenta epi-hióide. lombar. apresentando-se dividida em regiões. Elas são revestidas internamente por uma membrana mucosa e se comunicam com a cavidade nasal.3. .O corpo é mais curto e mais largo.4.3. 1.O ramo é menor que o do eqüino. que são: . palatino. mas muitos outros estão presentes. . 3.

apresentando na face cranial uma cabeça articular e na face caudal uma cavidade cotilóide. possui incisura vertebral cranial. Processo espinhoso  largo. Forame vertebral .2. Sua característica principal é a presença do processo odontóide. 3ª. 2. asas achatadas. superfície dorsal é convexa. forames transversos relativamente grandes. São longos e proeminentes no pescoço . o forame transverso passa atrás da borda caudal da asa e não é visível dorsalmente. São mais longos no pescoço. Arco dorsal  encontramos o túberculo dorsal mediano. 6. Processo odontóide  face articular convexa ventralmente se articula com o arco ventral do atlas. 4ª E 5ª CERVICAL . direito e esquerdo. a borda cranial é profundamente chanfrada e a borda caudal delgada e côncava. reduzidos e mais próximos no dorso.são dois prolongamentos laterais. 3.é a parte do arco ósseo que se situa dorsalmente ao arco.2. as vezes está ausente. 3. não possui corpo nem processo espinhoso. Arco. ao redor deste apresenta o processo articular cranial. Não apresenta forame vertebral lateral. na região torácica são curtos e fortes caracterizam pela presença de facetas para o tubérculo das costelas Processos articulares . se estende caudalmente. 4. Processo transverso .colocado ventralmente a vértebra. CARNÍVOROS: processo odontóide arredondado e longo chega atingir o occipital. o processo espinhoso se projeta um pouco cranialmente. BOVINOS: o axis é curto. As asas são largas e quase horizontais. articula-se cranialmente com o occipital e caudalmente com o axis.divididos em craniais e caudais. A 1ª e 2ª são modificadas devido a função especial de sustentar e movimentar a cabeça.2 REGIÃO CERVICAL Apresenta sete vértebras em todas as espécies domésticas.situado imediatamente por cima do corpo e limitado lateral e dorsalmente por um arco ósseo.4. 3. Asas  ventralmente há uma depressão chamada fossa atlantal.4. Processos transversos mais espessos. sua borda livre é rugosa e se continua com os processos articulares caudais por meio de duas cristas. Forame vertebral lateral é circular e não tão junto a borda do arco. processo transverso pequeno e as vezes não está presente. possui uma depressão central chamada de fossa odontóide que serve para articulação com o processo odontóide do axis. onde se encontram os outros elementos da vértebra. 5. Sua face ventral acha-se o tubérculo ventral.constitui a porção dorsal da vértebra e formará o teto do canal vertebral. De cada lado da borda cranial do arco encontramos o Forame vertebral lateral. As cavidades articulares caudais confluem para a parte ventral do arco. mantém a mesma altura até as sacrais. processo odontóide é largo sua face dorsal é profunda e côncava. Forame transverso presente. É formado por um arco dorsal. um arco ventral e um par de asas. CARNÍVOROS: arco ventral estreito. Entre o processo articular caudal e o corpo apresenta incisura vertebral caudal. Extremidade caudal do corpo apresenta a cavidade cotilóide. Arco ventral  mais espesso e menos encurvado.2 AXIS É a segunda vértebra.1. o arco acha-se perfurado de cada lado próximo a sua borda cranial pelo Forame vertebral lateral. forame transverso as vezes incompleto.1 ATLAS É a primeira vértebra cervical. é representado por um segmento de cilíndrico. Representado como cristas baixas na região cervical. Processos articulares caudais estão colocadas caudalmente ao arco e sua superfície articular é dirigida para baixo. SUÍNOS: tubérculo dorsal grande. 3. e que se projetam transversalmente. Na borda cranial observamos 2 cavidades articulares ovais e profundas que recebem os côndilos do occipital. não apresenta forame transverso. Processos articulares craniais estão localizados cranialmente ao arco e sua superfície articular está dorsalmente dirigida para cima. Corpo .4. Processo odontóide cilíndrico. máximo de altura na 4ª ou 5ª vértebra torácica e diminui até 15ª ou 16ª T. o arco e cabeça articular desenvolvidas. processo espinhoso fino e de altura moderada se prolonga cranialmente de modo a se sobrepor ao arco dorsal do atlas. SUÍNOS: processo espinhoso desenvolvido direcionado dorsal e caudalmente. a 6ª e 7ª também possuem algumas modificações. As características desta região são o corpo. apresenta chanfradura alar ao invés de forame alar. Processos transversos  estreito e apresenta-se perfurado pelo Forame transverso. largos na região lombar. Forma um anel com projeções laterais curvas que são processos transversos modificados ou asas. Processo transverso pontiagudo. RUMINANTES: asas menos encurvadas. dorsalmente 2 forames o 1º mais cranial é o Forame alar e o 2º mais caudal é o Forame transverso. Processo espinhoso .

as três ou quatro primeiras tem o processo espinhoso aproximadamente igual no comprimento. posicionados em sentido cranial entre o processo transverso e o processo articular cranial. CARNÍVOROS: apresentam o processo mamilar em todas as vértebras. cada um deles possue uma faceta articular para articulação com o tubérculo da costela. apresenta pequenos orificios p/as veias da substância esponjosa dos corpos vertebrais. Nas últimas 4-5 vértebras torácicas aparece o processo mamilar. extremidades alargadas e faces articulares. O processo espinhoso é menos rudimentar. Processo espinhoso mais alto e pontiagudo. 14/15 no suíno e 13 nos carnívoros. Ausência de crista ventral com exceção dos cães.estreita na parte média e larga nas extremidades. tubérculo ventral ausente. Perfurado de ambos os lados por um forame que se comunica com o forame transverso. Esta crista separa duas superfícies côncavas. Superfícies asperas p/ inserções de ligamentos e músculos (parte lamelar do ligamento nucal) Processos transversos  largos e planos.3 REGIÃO TORÁCICA São comumente em nº de 18 no cavalo. Processo articulares craniais e caudais  largos. Como características principais observamos faces para articulação com a costela. Os processos articulares craniais são mais largos que o par caudal. convexa e mais larga dorsalmente.4. Processo transverso não apresenta forame.4. processos articulares são mais largos que as demais vértebras. 1ª torácica: semelhante a última cervical.Corpo  longo comparado com as demais vértebras. 3. Crista ventral pequena. Os corpos das 3 primeiras são elípticos e apresentam uma crista . Processos articulares  são pequenos. Extremidade cranial ou cabeça  face articular oval que se dirige p/ frente e p/ baixo. Arco  2 partes parte dorsal formado pelas lâminas e paredes laterais pelos pedículos. cada um une-se com o correspondente processo cranial por uma crista. Superfície cranial é convexa e a caudal é concava. 13 no bovino. Face dorsal área central lisa . última torácica: distingue-se pela ausência do par caudal de facetas costais. dirigido para cima e para trás. processos articulares mais curtos e espessos. Face ventral CRISTA VENTRAL MEDIANA proeminente caudalmente com um tubérculo na extremidade caudal. as três últimas apresentam o processo acessório. corpo achatado dorsalmente. conexão com os processos articulares caudais por meio de rugosidades. os caudais emergem na base do processo espinhoso e suas facetas voltam-se para baixo.4. De um modo geral os processos transversos diminuem de tamanho e estão dispostos cada vez mais ventral. chanfradura caudal relativamente larga. BOVINOS: corpo mais largo SUÍNO: o arco é perfurado de cada lado por um forame (do arco). Processo transverso apresenta 3 ramos. Sulco menos profundo no meio desta face . REGIÃO LOMBAR São em número de seis no cavalo e nos ruminantes. Presença da incisura vertertebral cranial e incisura vertebral caudal. suas faces articulares são estensas de contorno oval e levemente côncava. os craniais se localizam na parte cranial do arco com facetas que se orientam para cima. Corpo  curto. Processo espinhoso  longo. 7ª CERVICAL Curta e larga. Extremidade caudal  larga e apresenta uma cavidade cotilóide circular. Origem de duas raizes uma do arco e outra do corpo entre ambos existe o FORAME TRANSVERSO (passa vasos vertebrais e nervos) Divide-se lateralmente ramo cranial e caudal Processo espinhoso  Forma de uma crista baixa que se alarga caudalmente. corpo achatado e apresenta uma cabeça. O forame transverso é largo ventralmente na sua extremidade caudal existe uma fossa. Apresenta uma faceta de cada lado para articulação com parte da cabeça da 1ª costela. 6ª CERVICAL  é mais curta e mais larga. Inserção p/ o ligamento longitudinal dorsal. Caudal a este ponto tornam-se gradativamente mais curtas. Caracterizam-se por apresentar processos transversos desenvolvidos. estreito. processo espinhoso encurvado caudalmente e termina em ponta. Os processos espinhosos aumentam em comprimento até a terceira ou quarta vértebra e então diminuem até a 15ª as espinhas mais longas são as mais espessas e apresentam seus ápices engrossados. Processo transverso apresenta processo mamilar a partir da 3ª vértebra. suínos 6 a 7 e 7 nos carnívoros. Processos transversos  extremidade livre tuberosa. Arco  estreito. Sobre a parte dorsal de cada lado existem facetas costais cranial e caudal. Borda cranial delgada e a caudal é mais larga. 3. tamanho e forma dos processos espinhosos (desenvolvidos).

6 REGIÃO CAUDAL Muito variável em número (18). Presença de um forame entre o sacro e a 1ª v. Comprimento aumenta até a 5ª v. Face cranial concava não articular. Dorsal ao corpo está a entrada do canal sacral. 3. Depois da 3ª aumentam em altura e largura. lombar por meio de um disco intervertebral. As asas são sólidas com extremidade pontiaguda. Vértice: aspecto caudal da última v. processo articular caudal. são quadrangulares e curtas. Existe um par de chanfraduras estreitas entre o arco e o corpo e processos transversos. espessas cranialmente e delgadas caudalmente. As bordas laterais são rugosas. Processos espinhosos largos ventalmente mas estreitos dorsalmente. A 5ª e a 6ª podem estar fusionadas. processo articular cranial. Processos articulares grandes. . lateralmente a este está um par de processos articulares craniais com faces concavas para a articulação com as correspondentes da última v.Processos transverso grande nas primeiras e gradativamente desaparece.4.. Processos acessórios projetam-se caudalmente sobre as incisuras caudais das 5 primeiras v. largo e quadrangular. Base: Tem uma face arredondada que se articula com a última v. BOVINOS: formado por 5 segmentos. A última apresenta extremidade pontiaguda. tem forma triangular e está encaixado entre os ílios com os quais se articula firmemente. Face pélvica: concava em toda a sua extensão. A margem ventral projeta-se lateralmente formando PROMONTÓRIO.Sulco p/ o nervo espinhal lombar. achatadas. Face auricular: se articula com o ílio.ventral distinta. Esta união completa-se nos carnívoros e suínos após 1 ano e meio. Linhas transversais. forames sacrais ventrais. A asa é semelhante a dos bovinos. É assinalada por 4 linhas transvesas que indicam a delimitação dos corpos vertebrais. Face dorsal: apresenta centralmente 5 espinhas sacrais. caudal está unida ao sacro.5 REGIÃO SACRAL Formado pela fusão de 5 v. Cada uma apresenta uma larga face oval para articulação com o processo transverso da última lombar. menos curvado do que no bovino. processos articulares desenvolvidos nas 4 primeiras. A partir da 4ª se tornam mais largos e achatados e a crista diminui. nos ruminantes após 3ou 4 anos e no equino com 4 a 5 anos. As chanfraduras caudais são mais profundas que as craniais.4. Processos transversos  são laminas longas.. CARNÍVOROS: processos transversos semelantes a placas. se projetam lateralmente podendo estar levemente inclinadas dorsalmente. Uma crista sacral lateral é formada pela fusão dos processos articulares. A face pélvica é marcada por um sulco central que indica o curso da artéria sacral mediana. É convenientemente descrito como um osso único. Nos lados encontram-se os forames sacrais dorsais. CARNÍVOROS: arco nas seis primeiras. na face ventral há um sulco mediano na qual passa a arteria caudal mediana. As asas encurvam-se cranioventralmente. Processo espinhoso pouco desenvolvido. mais longo que o do cavalo. ficam reduzidas a bastões cilíndricos de tamanho decrescente. nos quais encontram-se 4 forames sacrais dorsais. A 6ª vértebra oferece uma faceta convexa na borda caudal para articulação com as asas do sacro. Na extremidade dessas linhas estão os forames sacrais pélvicos que são maiores que os dorsais. SUINOS: a 1ª v. 3. SUÍNOS: normalmente constituídos de 4 v. diminuem de diâmetro do 1º ao último (ramo ventral dos nervos espinhais sacrais). De cada lado dos forames se observa uma série de tubérculos representativos da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais que formam a crista sacral lateral. BOVINOS: são mais longas que o cavalo. não formam articulações uns com os outros ou com o sacro. Possue uma face dorsal rugosa para insersão ligamentosa (lig sacroilíaco ventral). Seu comprimento aumenta até a 3 ou 4ª e então diminui até a última.. Os processos articulares caudais são grandes e sustentam os processos mamilares.não apresentam chanfraduras craniais. Processos articulares craniais  são fusionados aos processos mamilares e apresentam superfície concava para articulação com o par caudal na vertebra precedente. caudal. Arco pequeno e triangular. De cada lado das espinhas existem sulcos. As 5-6 primeiras possuem arco espinhoso completo. curto. Processo transverso da última lombar não se articula com o sacro. Pequenos rudimentos de processo articulares. CANINOS: fusão de 3 v. As primeiras possuem corpo alargado. sacral é pequeno. De cada lado do corpo existe uma chanfradura (chanfradura vertebral cranial). BOVINOS: longas e mais desenvlvidas que no cavalo. Os processos transversos vão diminuindo caudalmente e as v. Os forames sacrais pélvicos são grandes. Seu eixo longitudinal é levemente curvo. Da primeira a última diminuem de tamanho. Os processos espinhosos são unidos para formar uma crista sacral mediana. crista sacral mediana. lombar.

Tubérculo: apresenta uma superfície articular que se articula com a apófise transversa da vértebra de igual número de série.3. não aderida a uma cartilagem adjacente. 3. Extremidade Ventral: Apresenta uma tira de cartilagem que dá continuação as costelas e denomina-se cartilagem costal. Geralmente são os primeiros pares. Espaço intercostal: é o intervalo entre as costelas. O número é constante dentro de uma espécie. Uma costela é constituída por um corpo e duas extremidades: Corpo: é a porção média da costela que se apresenta de forma arqueada. Cada costela se articula na região dorsal com duas vértebras e se continua na região inferior com as cartilagens costais. Face lateral: é convexa e apresenta cranialmente um sulco longitudinal até a porção mediana. ANIMAL EQÜINO RUMINANTES SUÍNO CARNÍVOROS PARES DE COSTELAS 18 13 14 13 COSTELAS ESTERNAIS 8 8 7 9 COSTELAS ASTERNAIS 10 5 7 4 ESTERNEBRAS 7(6) 7 6 8 Apresentam-se divididas em dois grupos: Costelas esternais ou verdadeiras: São aquelas que por sua extremidade ventral vão se articular com o osso esterno por meio de suas cartilagens costais. sendo que seu corpo alarga grandemente na extremidade esternal. O número de costelas corresponde ao de vértebras torácicas.7 FÓRMULA VERTEBRAL É a maneira mais simplificada de se expressar graficamente o número de vértebras das diversas regiões. Apresenta caudalmente uma depressão chamada de sulco costal. Eqüino C7 T 18 L6 S5 Ca 15-21 Bovino C7 T 13 L6 S5 Ca 18-20 Ovino C7 T 13 L6 S4 Ca 16-18 Canino C7 T 13 L7 S3 Ca 20-23 Suíno C7 T 14-15 L 6-7 S4 Ca 20-23 3. variando apenas a região caudal. 1. Cabeça: apresenta duas superfícies articulares que vão se articular com o corpo de duas vértebras adjacentes. Pode se articular com o esterno (costelas esternais) ou com outra cartilagem adjacente por meio de tecido elástico para formar o arco costal (costelas asternais). Face medial: é côncava.4. 2. CARNÍVOROS: O corpo é cilíndrico e a cartilagem costal é mais longa. veia e o nervo intercostal. SUÍNOS: Costelas acentuadamente curvas em raças melhoradas. São todas aquelas que não são verdadeiras. RUMINANTES: Costelas mais largas e espaço intercostal mais estreito. colo e tubérculo. Toma-se a letra inicial da região seguida pelo número de vértebras desta. por meio das suas cartilagens costais. por onde passam artéria. * A primeira costela é mais curta. As duas últimas costelas no homem e carnívoros.5 COSTELAS São ossos curvos alongados dispostos em pares que formam a parede lateral do tórax. Constituem o arco costal. A extremidade dorsal ou vertebral apresenta cabeça. Colo: É a porção estreita logo após a cabeça que une esta ao corpo. A costela apresenta 2 extremidades: dorsal e ventral. Cavidade torácica mais curta e colo longo. Costelas asternais ou falsas: São aquelas que por sua extremidade ventral são articuladas entre si. Costelas flutuantes São as que sua extremidade ventral termina livremente. corpo estreito. Apresenta duas faces. .

. Ventralmente apresenta a crista esternal que é palpável no animal vivo. lateralmente pelas costelas e cartilagens costais e. 4. superfícies articulares côncavas para articulação das costelas esternais. Apresenta 3 porções: 1. Corpo ou mesoesterno: É a principal parte. A borda dorsal apresenta uma chanfradura que serve para articulação do primeiro par de costelas. ESQUELETO APENDICULAR 4. Apresenta a forma de uma canoa comprimida lateralmente.O processo coracóide é curto e arredondado.3. último par de costelas. com exceção dos felinos que apresentam um vestígio (freqüentemente visível ao Rx). Encontramos a cartilagem do manúbrio ou cariniforme. primeiro par de costelas e pelo manúbrio. RUMINANTES: Não tem cartilagem do manúbrio. Não apresenta cartilagem do manúbrio. . A cartilagem xifóide é pequena e o esterno é achatado no sentido dorso-ventral. . sendo que este tem quase o mesmo comprimento da região torácica. Os membros torácicos se articulam com o tronco por meio de músculos. Esta espinha apresenta uma proeminência central denominada de tuberosidade da espinha. . A cavidade glenóide se articula com a cabeça do úmero. Serve de inserção para músculos do peito e pescoço. Sua face ventral é convexa e serve de inserção para o músculo transverso do abdome e para a linha alba.A espinha é triangular e projeta-se por cima da fossa infra-espinhosa.A tuberosidade da espinha não é distinta. ulna. exceto na extremidade caudal que é achatada dorsoventralmente. O membro torácico é composto pelos seguintes ossos: escápula. A face costal (medial) apresenta a fossa subescapular.A fossa supra-espinhal não se estende até a porção ventral do osso. No contorno dessa cavidade existe a incisura glenóide. O processo xifóide é longo e estreito. O esterno é longo. 3. A extremidade distal ou ângulo ventral apresenta a cavidade glenóide. última esternebra e processo xifóide. Entrada do tórax: é mais estreita e é formada pela primeira vértebra torácica. ventralmente pelo esterno.1 MEMBRO TORÁCICO OU ANTERIOR Os animais domésticos não possuem clavícula. sendo esta última maior. 3. do qual projeta-se medialmente o processo coracóide. tipo de articulação esta chamada de sisarcose. carpo. apresenta uma curta cartilagem cônica. apresenta lateralmente.1 Escápula É um osso plano situado lateralmente na porção cranial da parede do tórax. O tórax envolve e protege os órgãos torácicos. úmero. .1. falanges e sesamóides. no ponto de união dos segmentos. SUÍNO: Não apresenta cartilagem do manúbrio e nem crista ventral. metacarpo. sendo portanto uma exceção. 4. Apresenta também o tubérculo supraglenóide (tuberosidade escapular). Manúbrio ou pré-esterno: extremidade mais cranial. O colo da escápula une o corpo do osso com o ângulo ventral ou extremidade ventral. RUMINANTES: . 2. CANINOS: Esternebras arredondadas.Não apresenta incisura glenóide.6 ESTERNO É um osso segmentário situado na linha média que forma o assoalho da cavidade torácica e articula-se lateralmente com as cartilagens das costelas esternais. Saída do tórax: é mais ampla e está formada pela última vértebra torácica. Apresenta uma forma de cone achatado lateralmente com abertura nas duas extremidades. nem crista ventral. A fossa situada cranialmente a espinha é denominada de fossa supra-espinhosa e a localizada caudalmente de fossa infra-espinhosa. A face lateral acha-se dividida em duas fossas pela espinha da escápula. Extremidade caudal ou metaesterno: apresenta a cartilagem xifóide que é longa e delgada. SUÍNO: . Na borda dorsal situa-se a cartilagem escapular (cartilagem de complementação). rádio.7 TÓRAX O esqueleto do tórax está formado na região dorsal pelas vértebras torácicas. É conhecido vulgarmente como osso do peito. O ápice é a abertura cranial e a base a abertura caudal. Consta de 6-8 segmentos ósseos (esternebras) unidas por cartilagens interpostas em animais jovens. arco costal.A espinha se prolonga ventralmente por uma projeção pontiaguda denominada de acrômio.

Não apresenta tuberoside redonda maior . Compõe-se de um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises). A face medial apresenta a tuberosidade redonda maior.A tuberosidade deltóide é pequena ou inexistente. CANINOS: . Extremidade distal: Apresenta facetas articulares para articulação da fila proximal do carpo. Projeta-se proximalmente constituíndo o olécrano que é a maior parte do osso. CANINO: . medialmente processo estilóide do rádio.1.Apresenta os côndilos cranialmente. como uma faixa estreita.O úmero é relativamente muito longo. A face lateral do olécrano é convexa e rugosa e a medial. Extremidade proximal: Apresenta cavidades glenóides para articulação com os côndilos do úmero.Não tem incisura glenóide. e lateral e medialmente os epicôndilos lateral e medial.Possui acrômio rudimentar. lisa e côncava. no adulto ocorre fusão.Não apresenta tuberosidade da espinha e incisura glenóide . nem processo coracóide. 4. . . 4. .O processo coracóide é pequeno.O sulco intertubercular não está dividido. Dorsal aos côndilos situa-se a fossa radial. a qual se articula com o úmero.1.O rádio é menor que a ulna. .O tubérculo lateral é grande. . . e cranio-dorsalmente a tuberosidade do rádio. . A face lateral é encurvada espiralmente formando um sulco para o músculo braquial ou goteira de torção do úmero. O corpo (diáfise) é irregular e apresenta aparência de ter sofrido uma torção.. articulando-se também com o úmero. Na face caudal apresenta uma área rugosa na qual se insere a ulna no jovem. normalmente se comunicam através do forame supratroclear. a fossa do olécrano caudalmente.O sulco intertubercular não está dividido. . Apresenta lateralmente a tuberosidade deltóide. respectivamente. Apresenta também o tubérculo maior (lateral) e o tubérculo menor (medial).As fossas radial e do olécrano. Extremidade proximal: .O sulco intertubercular é único .Apresenta uma cabeça articular que se articula com a cavidade glenóide da escápula e cranialmente o sulco intertubercular (duplo) ou bicciptal. com o qual está parcialmente fusionado no adulto. Articula-se proximalmente com o úmero. RUMINANTES: . RUMINANTES: . A extremidade livre é uma tuberosidade rugosa denominada de tuberosidade do olécrano. . O corpo (diáfise) é encurvado em toda sua extensão.A tuberosidade da espinha é grande.3 Rádio e ulna Rádio: É o mais longo dos dois ossos do antebraço no eqüino. Ulna: É um osso longo reduzido. Extremidade distal: .A cartilagem de complementação não é tão desenvolvida como nos demais animais e sim.O acrômio é rombudo. que se prolonga distalmente com a chanfradura troclear (semilunar).A tuberosidade deltóide é menos proeminente.2 Úmero É um osso longo que se articula com a escápula proximalmente formando a articulação do ombro e com o rádio e ulna distalmente formando a articulação do cotovelo. SUÍNO: . A borda cranial apresenta uma projeção pontiaguda. situado caudalmente ao rádio. distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna. onde se insere o músculo tríceps braquial. Entre os dois ossos existe o espaço interósseo. denominada de processo ancôneo.

No eqüino o primeiro é inconstante. Apresenta na face palmar uma área rugosa para inserção dos pequenos metacarpianos.O rádio e ulna articulam-se em cada extremidade (proximal e distal). Apresentam a extremidade proximal alargada com facetas para articulação com a fila distal do carpo e extremidade distal que termina em forma de estilete no terço distal do grande metacarpiano Corresponde ao segundo e quarto dedos.A tuberosidade do rádio está representada por uma área rugosa. . Pequenos metacarpianos: Estão situados na face palmar do grande metacarpiano (no terço proximal). . .A tuberosidade do rádio é uma área áspera. nas demais espécies com o rádio e ulna. uma proximal e outra distal. A fila proximal articula-se com o rádio no eqüino e.A extremidade distal da ulna projeta-se além da extremidade distal do rádio. Na porção proximal da borda lateral do grande metacarpiano encontra-se um pequeno metacarpiano que é vestígio do quinto dedo.O rádio é menor que a ulna. CANINOS: Apresenta cinco ossos metacarpianos. situado entre o carpo e a falange proximal. permitindo um ligeiro movimento entre os dois ossos. 4. .A ulna também se articula com os ossos do carpo. 4.5 Metacarpo No eqüino existem 3 ossos metacarpianos. sendo o primeiro menor. LEMBRETE: Rádio e tíbia são mediais. ulna e fíbula são laterais.4 Carpo É formado por um conjunto de ossos ordenados em duas filas. SUÍNO: . . é completamente desenvolvido e suporta um dedo. O II e o III são fusionados.1.. Apresenta na fase dorsal um sulco vascular vertical chamado de sulco longitudinal dorsal. o carpo radial está fusionado com o carpo intermédio. A extremidade proximal apresenta uma face articular para a fileira distal do carpo. SUÍNOS: Apresenta quatro ossos metacarpianos. A fila distal se articula com os ossos metacarpianos. sendo dois principais (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto) que constituem os dígitos acessórios. o terceiro ou grande metacarpiano. semi-cilíndrico. RUMINANTES: O grande metacarpiano é constituído pela fusão do III e IV metacarpianos. os outros (segundo e quarto) são muito reduzidos e são comumente chamados de pequenos metacarpianos. Nos caninos. A extremidade distal está dividida em duas partes pela incisura sagital denominada de incisura intertroclear. sendo que somente um. O corpo é liso. RADIO OU RÁDIO E ULNA CARPO RADIAL CARPO INTERMÉDIO I II METACARPOS RUMINANTES (6) 4 2 FACE MEDIAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL CARPO ULNAR III CARPO ACESSÓRIO IV FACE LATERAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL EQÜINOS (7/8) 4 4 3 4 SUÍNOS (8) 4 4 CARNÍVOROS (7) 3 4 Os ruminantes não tem o II carpiano. achatado no sentido dorso-palmar. Essa extremidade articula-se como carpo. Terceiro metacarpiano: É um osso longo e muito forte.Tanto o rádio como a ulna apresentam processo estilóide.1. CÃO: . A extremidade distal apresenta dois condilos separados pela crista sagital que se articulam com a falange proximal e ossos sesamóides proximais. formando o processo estilóide da ulna.

A extremidade distal apresenta condilos que se articulam com a falange média. localizado na junção da falange média com a falange distal.MEMBRO POSTERIOR OU PÉLVICO É constituído dos seguintes ossos: coxal ou ilíaco. Lateralmente. apresenta uma eminência denominada de processo extensor. ísquio e púbis que se unem no acetábulo. 4. tíbia.10 Sesamóide distal ou osso navicular É um osso único. Apresenta três faces: articular. fíbula. falanges e sesamóides. patela. Esses ossos se fusionam ao redor de um ano de idade no eqüino. A face proximal apresenta duas cavidades glenóides que vão se articular com a falange proximal. 4. 4.2. A face parietal ou dorsal apresenta inúmeros forames de vários tamanhos. A área mais larga à frente desta linha curva é côncava e lisa e corresponde a sola do casco. tarso. A face solar está dividida em duas partes desiguais por uma linha curva e rugosa denominada de curva semi-lunar. O corpo é liso e mais largo proximalmente. Ílio: É a maior das três partes. As extremidades lateral e medial são chamadas de processos angulares ou palmares. apresenta o sulco solar que se dirige para o forame solar que é o início do canal solar o qual se distribui dentro do osso. Está ligado ao esqueleto axial através do osso coxal que se articula com o osso sacro.1. Os maiores apresentam três sesamoides (dois proximais e um distal) e os menores somente sesamóides proximais. Centralmente na borda dorsal.8 Falange distal ou terceira falange Acha-se envolvida pelo casco. articulando-se com ambas. metatarso.2. A face articular articula-se com a falange média e com o osso sesamóide distal. que divide a face solar da parietal. responsáveis pela irrigação desta área. É um osso quadrangular. localizados na face palmar da articulação do grande metacarpiano com a falange proximal.6 Falange proximal ou primeira falange É um osso longo que situa-se entre o grande metacarpiano e a falange média. Existem normalmente nove ossos sesamóides. sendo o local onde se prende a cartilagem de complementação. uma grande cavidade cotilóide que se articula com a cabeça do fêmur. A porção atrás da linha é bem menor de formato semi-lunar é chamada de porção flexora. 4. CANINOS: Apresentam cinco dígitos que possuem três falanges cada. fêmur. A extremidade proximal apresenta duas cavidades separadas por um sulco sagital. Lateralmente e medialmente apresenta o sulco parietal que termina em forame. Na borda solar.1.1. onde se insere o músculo extensor comum dos dedos. com exceção do primeiro que têm duas (falta a falange média). situada dorsalmente.7 Falange média ou segunda falange Esta situada entre as falanges proximal e distal.1. A falange distal correspondem a forma de garras e apresentam o processo ungueal que é curvo e com extremidade livre. centralmente existe uma incisura larga no jovem chamada de crena. 4. dois maiores (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto).9 Sesamóides proximais São em número de dois. podendo apresentar também sesamóides em posição dorsal. . parietal e solar. É achatada no sentido dorso-palmar e sua largura é proporcional a altura.1 Osso coxal ou ilíaco Está unido ao longo da linha mediana ventral pela sínfise pélvica que por sua vez é formada pelas sínfises púbica e isquiática. cada um com três sesamóides (dois proximais e um distal). SUÍNOS: Apresentam quatro dígitos. com o qual se assemelha.4. 4. Compõe-se de três partes: ílio. e estão presos por meio de ligamentos na falange proximal.1. não se articulando com o restante do esqueleto. A face distal articula-se com a falange e sesamóide distais e apresenta condilos semelhantes aos da falange proximal. Articulam-se com os côndilos da extremidade distal do grande metacarpiano. RUMINANTES: Apresentam dois dedos desenvolvidos (terceiro e quarto). O segundo e quinto dedos são vestígios que possuem somente a porção córnea e estão situados na face palmar da falange proximal.

4. próximo a sínfise o tubérculo púbico ventral. Acetábulo: É uma grande cavidade cotilóide que aloja a cabeça do fêmur. apresentando tuberosidades dorsais. A porção medial do bordo do acetábulo apresenta a chanfradura acetabular pela qual passam os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. RUMINANTES: Apresentam a tuberosidade isquiática grande e trifacetada. ventrais e laterais. No animal vivo acha-se completada lateralmente pelo bordo caudal do largo ligamento sacrotuberal. 2. dorsalmente pela extremidade cranial do sacro (promuntório) e lateralmente pela linha ílio-pectínea. Esta abertura apresenta dois diâmetros principais: 1. A borda medial forma a incisura isquiática maior que se continua caudalmente com a espinha isquiática. CANINO: . No ângulo medial situa-se a tuberosidade sacral e no ângulo lateral a tuberosidade coxal. juntamente com o lado oposto.2. O ligamento acessório só está presente no eqüino. Conjugado: é a medida que vai do promuntório (extremidade cranial do sacro) até a sínfise púbica (pélvica). Transverso: é medida na maior abertura. A borda caudal forma a margem cranial do forame obturatório. Púbis ou pube: É a menor das três partes do osso coxal. A face sacropélvica é convexa e apresenta uma faceta denominada de face auricular para articulação com o osso sacro.A eminência íliopúbica (íleopectina) é proeminente. No ângulo caudo-lateral localiza-se a tuberosidade isquiática. As paredes laterais são formadas pelos ílios e pelo ligamento sacrotuberal (sacrotuberal largo). Na porção mais larga situa-se a linha glútea. Articula-se proximalmente com o acetábulo e distalmente com tíbia e patela.A linha glútea é bem pronunciada. A borda caudal apresenta a crista ilíaca. . A borda medial une-se com o osso oposto na sínfise púbica. Esta linha está interrompida no terço médio pelo tubérculo do músculo psoas menor.A face glútea direciona-se dorsolateral e caudalmente. A borda cranial forma o contorno caudal do forame obturado (obturador ou obturatório). Na sua face ventral cruza a linha arqueada ou íliopectínea que inicia ventral a face auricular e estende-se até a borda cranial do púbis. A borda caudal é espessa e forma o arco isquiático. . A pelve óssea apresenta diferenças notáveis entre os dois sexos e entre as espécies quanto ao tamanho e forma. O corpo ou diáfise é cilindrico. A borda cranial apresenta lateralmente a eminência iliopúbica e.2 Fêmur É o maior e o mais pesado dos ossos longos. A borda medial une-se com o lado oposto na sínfise isquiática. situada dorsalmente aos tubérculos do psoas. Forma a parte cranial do assoalho pélvico. Ísquio: Forma a parte caudal da parede ventral ou assoalho da pelve óssea. A face ventral é convexa e é cruzada pelo sulco do ligamento acessório (só no eqüino) próximo ao bordo cranial. que se continua cranialmente com a espinha isquiática.O ílio e ísquio estão quase em linha (mesmo plano) um com o outro. SUÍNO: . A borda lateral forma a incisura isquiática menor. A abertura cranial ou entrada é constituída ventralmente pela borda cranial do púbis. Observações clínicas: Fraturas de pelve óssea é comum em pequenos animais em atropelamentos e fratura do túber coxal em grandes animais.As incisuras isquiáticas maior e menor são muito rasas. . Pelve: A parede dorsal ou “teto” está formado pelo sacro e pelas primeiras três vértebras caudais e a parede ventral ou “assoalho” pelo púbis e ísquio. A abertura caudal ou saída da pelve é muito menor e está limitada dorsalmente pela terceira vértebra caudal e ventralmente pelo arco isquiático.

Fíbula (perônio): . .A fossa supracondóide é rasa.O trocanter maior não está dividido.Não apresentam o terceiro trocanter. Os condilos estão separados por uma profunda fossa intercondilóide e se articulam com os côndilos da tíbia e meniscos da articulação do joelho. O sulco extensor (chanfradura semicircular lisa) separa a tuberosidade tibial do condilo lateral. Nessa articulação existem os meniscos articulares. .2. A sua borda caudal continua-se distalmente como a crista trocantérica que forma a parede lateral da fossa trocantérica. O corpo é triangular proximalmente e alarga-se na extremidade distal.Apresentam dois sesamóides que se articulam com os côndilos. Extremidade distal: É larga e está constituida da tróclea cranialmente e dois condilos caudalmente. . colo e trocanter maior. A borda lateral é proeminente e apresenta proximalmente o terceiro trocanter.O terceiro trocanter é mínimo.A crista intertrocantérica é semelhante a do bovino.4 Tíbia e fíbula Tíbia: É um osso longo que se articula proximalmente com o fêmur. Extremidade distal: Apresenta uma face articular que se adapta a tróclea do osso tarso-tibial e consiste em dois sulcos oblíquos separados por uma crista. O colo une a cabeça ao corpo. Lateral ao condilo lateral existe uma área rugosa para inserção da fíbula. 4. Na borda medial se insere a fibrocartilagem da patela (de complementação). Extremidade proximal: É larga e consiste de cabeça. Na face medial existe uma proeminência. Os condilos estão separados caudalmente pela incisura poplítea. É escavada medialmente por uma fóvea na qual se insere os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. é convexa e rugosa e serve para inserção muscular. Entre os condilos existe uma proeminência central denominada eminência intercondiliana. .Não tem fossa supracondilóide.A borda medial apresenta proximalmente o trocanter menor e distalmente a tuberosidade supracondilóide medial. A face livre. Cranialmente situa-se a larga tuberosidade da tíbia. Extremidade proximal: Apresenta dois condilos que se articulam com os condilos do fêmur. A face caudal é aplanada e apresenta a linha poplítea. A borda lateral é côncava e forma junto com a fíbula o espaço interósseo. A face articular apresenta uma crista rugosa vertical que corresponde ao sulco da tróclea. .Não apresenta terceiro trocanter. .2. O trocanter maior situa-se lateralmente e está separado em porção cranial e caudal por uma chanfradura. respectivamente. . 4. A cabeça está colocada do lado medial e articula-se com o acetábulo. A tróclea consiste de duas cristas separadas por um sulco a qual se articula com a patela. CANINO: . o epicôndilo medial e na face lateral o epicôndilo lateral. SUÍNOS: Apresenta uma crista longitudinal caudalmente que se extende do trocanter maior até a tuberosidade supracondilar lateral.Não há fossa supracondilóide. Na parte distal encontra-se a fossa supracondilóide que está limitada lateralmente pela tuberosidade supracondiloide lateral.3 Patela É um grande sesamóide largo que se articula com a tróclea do fêmur.A crista intertrocantérica é oblíqua e une o trocanter menor com o trocanter maior. distalmente com o tarso e lateralmente com a fíbula. cranial. RUMINANTES: .A fovea da cabeça é rasa. Lateral e medialmente estão os maléolos lateral e medial. . O maleolo lateral corresponde a extremidade distal da fíbula. se inserindo apenas o ligamento redondo. .

mas. astrágalo) articula-se com a tíbia através da tróclea. onde se insere o tendão calcanear comum (de Aquiles) O primeiro e segundo ossos tarsianos podem estar fusionados no eqüino. quando presente pode apresentar uma ou duas falanges. os outros ossos mantém relações de contiguidade uns com os outros sem que haja movimentação de qualquer deles. um sexto dedo pode estar presente. Realizam pouco ou nenhum movimento e são chamadas articulações temporárias. 5. pois sofrem processo de ossificação (anquilose). .7 Falanges e sesamóides São semelhantes ao membro anterior. quer sejam ossos quer cartilagens. Por outro lado. As articulações são mais simples na cabeça. articulação escápulo-umeral.O corpo da tíbia é encurvado e a fíbula é bem curta e termina em ponta. reduzido. Subdivididas em três tipos: Suturas. Esta união não possui finalidade exclusiva de contato mas também de permitir mobilidade. O nome da articulação é formado pelo nome dos ossos que entram em sua constituição. A extremidade proximal articula-se com o côndilo lateral da tíbia. Em alguns animais. reúne escápula e úmero.2. enquanto os membros apresentam movimentos de grande amplitude.1 ARTICULAÇÃO FIBROSA OU SINARTROSE O elemento que se interpõe entre as peças que se articulam é o tecido fibroso e a grande maioria delas se encontra nos ossos da cabeça. localiza-se um pequeno metatarsiano (vestígio do segundo dedo). ARTROLOGIA Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto.2. 4.2. 4. Na cabeça com exceção da mandíbula que se articula com o osso temporal. sindesmoses e gonfoses.6 Metatarso É semelhante ao metacarpo. como esta união não se dá da mesma maneira em todos os ossos. situado ao longo do bordo lateral da tíbia. ex. No tronco. são pouco acentuados. Nos ruminantes. porém deve-se substituir o termo palmar por plantar na descrição das características. Nos cães. Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto.5 Tarso Compõe-se de 6 ou 7 ossos. O corpo é uma haste delgada que forma o limite lateral do espaço interósseo. A extremidade distal da fíbula forma o maléolo lateral. SUÍNOS E CANINOS: A fíbula tem comprimento semelhante a tíbia. na face médio-plantar da extremidade proximal. os movimentos são encontrados entre quase todos os ossos que o constituem. o corpo do grande metatarsiano apresenta o contorno circular. Nos suínos e caninos são semelhantes ao membro torácico. articulações Cartilaginosas ou Anfiartroses e articulações Fibrosas ou Sinartroses. O osso tarso-tibial (talus. O osso tarso-fibular (calcâneo) é o maior dos ossos do tarso e sua extremidade livre forma a tuberosidade calcanear (tuberosidade calcânea). mas não se articula com o metatarso. Nesta denominação é citado em primeiro lugar o osso que apresenta menor movimento. mais complicadas no tronco e de maior complexidade em nível de membros. porém num mesmo animal são maiores e. 5. TALUS (TARSO TIBIAL) CENTRAL DO TARSO I II III CALCÂNEO (TARSO FIBULAR) FACE LATERAL IV FACE MEDIAL Comparada: EQÜINOS 6 ou 7 FUSIONADAS: I + II RUMINANTES 5 CENTRAL + IV e II + III SUÍNOS E CARNÍVOROS 7 4. As articulações podem ser classificadas quanto a dinâmica em três classes: articulações Sinoviais ou Diartroses.É um osso longo. RUMINANTES: . empregamos o termo articulação. A maior parte das articulações fibrosas encontram-se na cabeça do animal. o primeiro dedo muitas vezes está ausente e. os tipos de movimentos variam com o tipo de união.

escamosa e plana. Sutura serrátil: (denteada) As bordas das superfícies ósseas formam saliências e depressões que se encaixam. a qual é mais ou menos espessa e inelástica.3 ARTICULAÇÕES SINOVIAIS OU DIARTROSES Caracterizam-se pela mobilidade.2 ARTICULAÇÃO CARTILAGINOSA OU ANFIARTROSE Neste grupo de articulações. ex. Ex: articulação atlanto-axial . Ex: movimento de afastamento do membro anterior.2) Cartilagem fibrosa ou Sínfise: Articulação em que o meio de união é uma mistura de tecido cartilaginoso e tecido fibroso. viscoso. articulação do cotovelo (úmero-rádio-ulnar). ex.1) Cartilagem hialina ou Sincondrose: Articulação cujo meio de união é unicamente cartilagem. delgada e brilhante. Articulação tipo Gínglimo ou troclear: Articulação típica de dobradiça realizando movimentos angulares. 5. evitando dor. Caracteriza-se pela apresentação de uma superfície articular formato arredondado e outra escavada para recebela. 5. Apresenta-se em duas camadas: membrana fibrosa (externa). principalmente quando os acidentes ósseos são os mesmos. Nos quadrúpedes só é possível em grau limitado e como manifestação de enfermidade. articulações na extremidade da coluna (pescoço e cauda). 3) Cápsula articular: É um meio de união representada por uma espécie de manguito que envolve a articulação prendendo-se nos ossos que se articulam. união dos corpos dos ossos metacarpianos e dos ossos rádio e ulna. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas. Ex. atlas e axis. Tipos de Articulações Sinoviais: 1.5. Flexão é a diminuição do ângulo.1. articulação da tíbia e tálus. Articulação composta: Formada por número superior a dois. Ex. e a membrana sinovial (interna). art. temporo-hioidea. Ex.Rotação: Quando um elemento permanece fixo e outro gira em torno do eixo principal longitudinal. b) Sutura escamosa: (em bisel) Quando a superfície de um osso se sobrepõe a outro.2. Articulação Simples: Formada por duas superfícies articulares.. . também são temporárias. Normalmente encontram-se em nível de membros. atlanto-occipital. a) . entre parietal e temporal. úmero-rádio-ulna Os seguintes elementos compões uma articulação sinovial típica: 1) Superfície articular: De forma e tamanho variáveis. Adução é o retorno do membro à posição primitiva ou quando se aproxima do eixo principal do corpo. transparente e serve como lubrificante da articulação. entre ossos frontal e nasal. possui função de manter fixa a superfície articular. polidas e de cor esbranquiçada. 5) Menisco ou Disco Articular: É uma lâmina de cartilagem que se acha interposta entre determinadas superfícies articulares. Quanto mais complexa a articulação maior a necessidade de aparecer um ligamento. côndilo-côndilo.Circundação: São movimentos em que o segmento descreve círculos em torno de um eixo.2. Ex. bem como de membrana sinovial. entre os nasais. secreta o líquido sinovial.2) Sindesmoses: Diferente das suturas por apresentar grande quantidade de tecido conjuntivo interposto. o aumento é extensão. As articulações sinoviais são capazes de realizar os seguintes movimentos: . Ex: aproximação do úmero + rádio e ulna. Ex. 2. simplesmente estando em contato com o outro. Evita o atrito entre as articulações.1. c) Sutura plana: (harmônica) Apresenta-se de forma lisa. Ex: articulação esfenooccipital. Dependendo da maneira pela qual as bordas dos ossos entram em contato reconhecemos três tipos: serrátil. presença de cavidade articular.: vértebras pelos processos articulares. . Articulação Plana: Caracteriza-se por apresentar superfície articular plana ou quase plana que permite deslizamento de umas sobre as outras.1. 4) Ligamentos articulares: São cordões de tecido fibroso que tem função de reforçar a cápsula articular.Angulares (flexão/extensão): Nestes movimentos há uma diminuição ou aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. 5.3) Gonfoses: Implantação dos dentes nos alvéolos. as inserções entre si das cartilagens costais. Classificam-se de acordo com os diferentes tipos de cartilagem: 5. 2) Cartilagem articular (hialina): Lâmina de tecido cartilaginoso que cobre a superfície articular.Deslizamento: Para que haja um movimento de deslizamento as superfícies devem ser planas.Abdução e adução: O primeiro é sinônimo de abertura e significa o movimento de afastamento do osso do eixo mediano.1) Suturas: São encontradas entre os ossos da cabeça. Ex. Ex: articulações dos processos articulares da vértebras e articulação sacroilíaca (face ventral do ílio e asas do sacro). 5. . ex. evitando o atrito. Ex: sínfise pélvica e a cartilagem dos corpos vertebrais (discos intervertebrais de fibrocartilagem). 5. o tecido que se interpõe é cartilaginoso. Ex.

Articulação do tipo trocóide: Neste tipo de articulação o movimento se limita a rotação de um segmento ao redor do eixo longitudinal do outro. Entram na constituição das paredes de muitas vísceras ou órgãos internos e. por isso. muito resistentes e praticamente inextensíveis. Tendões e aponeuroses servem para prender o músculo ao esqueleto. isto é. que são a união de ossos estabelecidas apenas por músculos. união da escápula ao tronco. como também. lateralidade e deslizamento. etc. têmporo-mandibular e articulação do joelho (fêmuro-tíbio-patelar). o que lhes vale o nome de esquelético. Tanto tendões quanto aponeuroses são esbranquiçados e brilhantes. a parte contrátil. ainda. verdadeiras alavancas biológicas. São voluntários porque suas contrações estão sob influência da vontade do indivíduo. As definições acima referidas têm exceções: os tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto. MIOLOGIA 6. mas também a estática do corpo. liso e cardíaco. derme. possuem coloração vermelho pálido ou creme e são chamados involuntários. 5. Quando são laminares. seja constituído de fibras estriadas. não assegura só à dinâmica. pois não está sob o domínio da vontade do indivíduo. de exteriores. 6. Reveste o esqueleto. chamam-se tendões. Quando as extremidades são cilíndricas ou então tem a forma de fita. Nele predominam as fibras musculares.1.1. apresentam uma estriação dupla: longitudinal e transversal.3. A porção média é vermelha in vivo e recebe o nome de ventre muscular. 6. 6. abdução e adução e rotação em torno do eixo vertical. Realmente. sendo.4 Fáscia muscular . escápulo-umeral (cavidade glenóide da escápula e cabeça do úmero). Estas células são gigantes e visíveis a olho nu quando isoladas. art. Constituem os músculos motores do esqueleto. encontra-se em uma classificação aparte.2 Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos Um músculo esquelético típico possui uma porção média e 2 extremidades. Ex. Executam dois movimentos principais: extensão e flexão (angulares) e acessoriamente. articulações e músculos. podendo fazê-lo em outros elementos: cartilagem. 4. as fibras têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente ao osso. Em um grande número de músculos.1. Atlanto-axial Articulação Esferoidal: Caracteriza-se pela recepção de uma cabeça articular numa cavidade de forma apropriada. constituídos por tecido fibroso denso. O músculo esquelético é envolto como um todo por uma densa camada de fáscia denominada epimísio. septos intermusculares. Os músculos de fibras estriadas de contratibilidade rápida. estes últimos são elementos ativos do movimento.1 Variedade dos músculos Os músculos são formados por tecido muscular estriado. Estes componentes de tecido conjuntivo se fundem em cada extremidade do “ventre” muscular formando os tendões e/ou aponeuroses pelas quais o músculo se fixa. tendão de outro músculo. A musculatura. são também chamados de músculos viscerais da vida orgânica e de interiores. Ex. art. Ex. Abaixo do epimísio. 6. cápsulas articulares. o qual é proveniente do sistema nervoso.4 ARTICULAÇÕES MUSCULARES OU SISARCOSES Nos mamíferos domésticos. de contratibilidade lenta. Permite a maior variedade de movimentos: flexão e extensão (no eixo horizontal-frontal). Articulação Condilar: São constituídas por 2 côndilos. porque suas atividades não estão sob influência da vontade do indivíduo.. recebem o nome de aponeuroses. articulação coxo femoral (cav. diminuem de comprimento sob a influência de um estímulo. a musculatura não apenas torna possível o movimento. O aparelho locomotor é constituído pelos ossos.3 Considerações sobre o músculo esquelético O músculo isolado é composto de várias células unidas por tecido conjuntivo. da vida de relação e. O músculo cardíaco. Músculos são órgãos que gozam da propriedade de contrair-se. cotilóide do quadril e cabeça de fêmur). 6. A camada delicada de revestimento que envolve cada fibra muscular denomina-se endomísio. desprovidos de clavícula. determinando a posição e postura do esqueleto. Os músculos de fibras lisas. 5. sendo denominadas fibras musculares devido a sua dimensão e forma. enquanto que os ossos são os elementos passivos. portanto a parte ativa do músculo. geralmente avermelhados. Ex. isto é. embora. mantém unidas as peças ósseas.1 Generalidades sobre músculos Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos.1. existem ainda as articulações tronco apendiculares anteriores. encontra-se uma camada mais frouxa que envolve os pequenos feixes (fascilados) nos quais as fibras estão agrupadas denominada de perimísio.

posição.9 Particularidades usadas para descrição de um músculo Nome: o nome dos músculos é mais variável ainda do que os usados para os osso.8 Situação Quase todos os músculos são pares. o músculo deixa de funcionar e por esta razão entra em atrofia. forma. Relações: Constituem uma parte muito importante na anatomia topográfica. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo. são relativamente simétricos. atravessando a articulação do cotovelo. Em uma determinada região. papel executado pela fáscia dos músculos.5 Volume O volume dos músculos é muito variável. raça. curtos.1. tais como o diafragma e o esfíncter anal. Poucos são os músculos ímpares. largos. Nos membros. Músculo fixador: são músculos utilizados para estabilizar partes do corpo numa posição para permitir a atuação dos agonistas. Os músculos longos.1. o fácil deslizamento dos músculos entre si. Para executar seu trabalho mecânico. quer os músculos ímpares. modificando a ação de um agonista e não se opondo ou facilitando diretamente um determinado movimento. 6. inserção. Estes separam grupos musculares em lojas ou compartimentos e ocorrem freqüentemente nos membros. Ao contrair-se. 6. é muito espessa e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto. denomina-se inserção à extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca. É grande a diferença entre o músculo gêmeos e o músculo oblíquo externo do abdômen. triangulares. A linha mediana que assinala a união dos músculos pares correspondentes denomina-se rafe. direção. Permitindo. Forma: os músculos podem ser longos. mas os pontos mais importantes se estudam geralmente nas descrições anatômicas. como a ação. os músculos recebem eficientemente suprimento sangüíneo através de uma ou mais artérias. Às vezes a fáscia muscular. principalmente nos membros são fusiformes. 6. 6. Irrigação sangüínea e inervação: já vimos que a atividade muscular é controlada pelo sistema nervoso central. Em vista disso. Nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo.È uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo de coloração branca brilhante. Para que os músculos possam exercer eficientemente um trabalho de tração ao se contrair. Origem e inserção: por razões didáticas convencionou-se chamar origem à extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca. Quer os músculos pares.1.11 Músculo esfíncter . em outras complexa. por exemplo. Ação: pertence mais ao estudo da fisiologia.7 Número É variável o número de músculos porque também é variável o número de ossos nas diversas espécies animais. os músculos superficiais são sempre mais longos que os profundos. sendo denominados septos intermusculares. Se caso o nervo for seccionado. 6. que neles penetram e se ramificam intensamente. 6. o número de músculos é de + 500. dependendo de sua função. pois assim são melhores protegidos. Em certos locais. inclusive. idade e sexo. Por contraposição. Músculos sinergistas: são aqueles que podem eliminar um efeito indesejável. é necessário que eles estejam dentro de uma bainha elástica de contenção. isto é.1. mas é variável em função da espécie.1. executa flexão do antebraço e consideramos sua extremidade umeral (proximal) como origem e sua extremidade ulnar (distal) como inserção. etc. com exceção do diafragma que apresenta notável assimetria. os músculos necessitam de considerável quantidade de energia. Nervos e artérias penetram sempre pela face profunda do músculo.10 Denominações quanto à ação Músculos agonistas: um músculo ou grupo de músculos que produzam um determinado movimento (ação). 6. situados no plano mediano longitudinal. a fáscia muscular pode apresentar-se espessada e dela partem prolongamentos que vão terminar se fixando ao osso. No eqüino.1. Em alguns casos a ação é simples. Sendo que o nome está determinado por várias considerações.6 Peso O peso dos músculos varia de poucas gramas a quilogramas e o peso total da massa muscular corresponde a + 50% do peso total do corpo. formando um extenso leito capilar. O músculo braquial prende-se na face anterior do úmero e da ulna. Músculos antagonistas: aqueles que se opõe ativamente a um determinado movimento produzido por outro músculo ou grupo de músculos. Origem e inserção são também denominadas respectivamente de ponto fixo e ponto móvel. etc.1. geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção é distal. isto é. encontram-se em ambos os lados do plano longitudinal médio.

15 Quanto ao número de cabeças Quando os músculos se originam por mais de um tendão. que segue na linha mediana ventral desde a cartilagem xifóide até a extremidade cranial da sínfese pélvica (púbica). porém. situando-se entre tendão e músculo ou músculo e esqueleto.18 Canal inguinal É uma fenda existente na parede abdominal na altura da virilha. 6. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres (Ex. situado na borda livre do músculo oblíquo interno. tríceps do braço e quadríceps da coxa.13 Músculo cutâneo O músculo cutâneo é uma delgada capa muscular desenvolvida na fáscia superficial. 6. exceto por onde passam as estruturas. c) Porção braquial: está apresentada pelo músculo cutâneo omobraquial. Ex. Apresentam-se em duas formas: a) Bolsa sinovial: é uma simples bolsa que se interpõe entre um ponto de bastante pressão. trapézio Porção cervical Porção torácica M.12 Músculo orbicular Neste caso as fibras também se distribuem formando círculos. nervo genitofemural. Não cobre todo o corpo e pode ser dividido em quatro porções: a) Porção facial: está representada pelo músculo cutâneo da face.1. enquanto que os orbiculares apresentam o mesmo tônus que os outros. estes são concêntricos. 6. Pelo canal passam no macho os componentes do funículo espermático e em ambos os sexos. com tendões intermediários situados entre eles. Está aderida a pele. b) Porção cervical: está apresentada pelo músculo cutâneo do pescoço e encontra-se na região ventral do pescoço. está contida entre os dois ramos da aponeurose do músculo oblíquo externo. Consiste numa delgada capa muscular. o seu estado normal é em relaxamento. resultando disso músculos grandes. São então classificados como músculos bíceps.1. bíceps braquial. A saída de órgãos para o canal e através dele. isto é. porém planos. 6. que reveste o canal onde se acha o tendão. constitui a hérnia inguinal. É um cordão “fibroso”. diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. Cobre a face externa do ombro e do braço. omotransverso M. apresentando duas capas: interna. Músculos do membro torácico 1. As paredes são justapostas e unidas por tecido areolar. o anel inguinal superficial. entre a parte carnuda do músculo oblíquo interno do abdome de um lado e a porção lateral da aponeurose do músculo oblíquo externo do outro. relaxando-se sob o estímulo da vontade. 6.1. e fixado ao restante do esqueleto de modo muito frouxo. formando verdadeiros anéis. 6. esfíncter anal. d) Porção abdominal: está representada pelo músculo cutâneo do tronco (matambre).16 Membrana sinovial São bolsas de paredes delgadas. aderida ao tendão e externa.14 Quanto ao ventre muscular Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular. a saída do canal. análogas as membranas sinoviais das articulações e desempenham a mesma função.17 Linha branca Também chamada de linha alba ou alva. tríceps ou quadríceps.1. entrando em contração sob a ação da vontade.1.1 Grupo dorsal M. 6. de um modo geral incompleta. b) Bainha sinovial: está disposta ao redor do tendão. O anel inguinal profundo é a entrada abdominal do canal. Os esfíncteres são anexos às vísceras e estão normalmente em contração. músculo digástrico) e poligástricos os que apresentam número maior como é o caso do músculo reto do abdome. A linha branca serve de ponto de inserção para os músculos abdominais de ambos os lados. a artéria e veia (geralmente) pudendas externas. conduz também.Quando as fibras se dispõem em círculos paralelos. rombóide da cabeça .1. vasos eferentes dos linfonodos inguinais superficiais (escrotais ou supramamários). Ex. como segmentos de tubos. Músculos do cinturão escapular 1.1.

Músculos do ombro 2.1 Grupo lateral M. ext. subescapular M. extensor carpo radial M. carpo ulnar ou ulnar lateral M. digital comum (comum dos dedos) M. flexor digital profundo Cabeça umeral Cabeça radial Cabeça ulnar M. ancôneo 4. Músculos do braço M. ext. supinador 4. braquiocefálico (seccionar em nível do “tendão clavicular”) Porção cleidocervical Porção cleidomastóide Porção cleidobraquial M. redondo menor 2. digital lateral M. braquial M. rombóide torácico M.2 Grupo medial M. rombóide cervical M. coracobraquial 3.M. deltóide Porção acromial Porção escapular (seccionar) M. serrátil ventral 2. reto do tórax . flexor carpo radial M. oblíquo do carpo) M. longo do polegar ou 1º dedo (M. Músculos do antebraço e mão 4. ext. tensor da fáscia antebraquial M. tríceps Cabeça longa Cabeça lateral (seccionar) Cabeça medial Cabeça acessória M. redondo maior M. peitoral superficial M. pronador quadrado 5. flexor carpo ulnar Cabeça umeral Cabeça ulnar M. bíceps braquial M. ext.2 Grupo flexor M.2 Grupo ventral M. ext. grande dorsal 1. infraespinhal M. extensor do 1º e 2º dedo M.1 Grupo extensor M. Músculos do tórax M. peitoral profundo M. flexor digital superficial M. supraespinhal M. pronador redondo M.

“Músculos da cauda” M. sartório Porção cranial Porção caudal M. transverso torácico (cão dissecado) M. Músculos abdominais M.M.2 Linha branca (observar) 8. semitendíneo M. Músculos da região espinho dorso lombar M. quadrado lombar M. rombóide torácico M. escaleno M. intercostal interno M. peitoral profundo M. íliocostal M. glúteo superficial (seccionar) M. glúteo profundo M. diafragma (cão dissecado) 6. retrator das costelas (cão dissecado) M. intertransverso 9. tensor da fáscia lata M. psoas maior M. trapézio Porção cervical Porção torácica M. oblíquo externo do abdome (seccionar) M.2.1 Canal inguinal (observar) 7. longo dorsal 7. abdutor caudal da perna 10. levantador do ânus / diafragma pélvico (cão dissecado) 10. peitoral superficial M. reto interno ou grácil M. intercostal externo M. obturador externo . adutor M. bíceps femural (seccionar) M. serrátil dorsal cranial M. oblíquo interno do abdome (seccionar) M. coccígeo M. rombóide cervical M. serrátil ventral (porção torácica) M. cremaster externo (só nos machos) 7. pectíneo M. transverso abdominal M. psoas menor M. Músculos mediais da coxa M. serrátil dorsal caudal M. quadrado femural M. reto abdominal M. glúteo médio (seccionar) M.1. semimembranoso M. Músculos do membro pélvico 10. grande dorsal M. Músculos sublombares M. ilíaco M. Músculos laterais da anca e da coxa M.

2 Grupo flexor M. extensor longo do 1º dedo M. zigomático M. serrátil ventral M. escaleno 11. orbicular da boca M. oblíquo cranial da cabeça M. tibial cranial M. flexor digital superficial M. ext.1 Grupo ventral M.3 Músculo da perna e do pé 10. poplíteo 11.2 Grupo dorsal M. fibular curto M. frontal 12. esternohiodeo M. longo do pescoço M. reto dorsal maior da cabeça M. Músculos do pescoço 11.3.3. fibular longo M. trapézio M. omotransverso M. digástrico M. obturador interno (cão dissecado) M. gêmeos M.1 Grupo extensor M. canino M. flexor digital medial M. longo da cabeça M. esternotirohioideo M. oblíquo caudal da cabeça M. quadríceps femural (seccionar) Vasto lateral Vasto intermédio Vasto medial Vasto femural 10. temporal M. milohiodeo . flexor digital profundo M. elevador nasolabial M. esternocefálico (seccionar) Porção esternomastóide Porção esternoccipital M. gastrocnêmio Cabeça lateral Cabeça medial M. elevador do lábio superior M. extensor digital curto 10. esplênio (seccionar) M. masseter M.1 Músculos mandibulares M. flexor digital lateral M.M. extensor digital lateral M. Músculos da cabeça M. rombóide M. bucinador M. complexo (seccionar) M. digital longo (longo dos dedos) M. longo da cabeça e do atlas 12.

M.elevar a escápula. na face palmar da falange distal.epicondilo lateral do úmero.cranialmente na extremidade distal do úmero.rafe dorsal mediana e ligamento supra-espinhal. As várias cabeças se unem formando um tendão forte que se insere na tuberosidade do olécrano. É o principal músculo da inspiração e aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. tuberosidade lateral da extremidade proximal do rádio e superfície lateral da ulna . veia ázigos e ducto torácico. IV e V.estender as articulações digitais e cárpicas. O pilar direito da parte lombar esta inserido no ligamento longitudinal ventral. Inserção. diafragma É um músculo ímpar que separa a cavidade torácica da abdominal. IV e V.extremidades proximais das falanges (todas) dos dedos III. Ação. M. Ação. Inserção. trapézio Origem.borda cranial da costela. Inserção. tríceps do braço Possui três cabeças de origem (longa.espinha da escápula. e. intercostal externo Origem. Ação. no intervalo entre os dois pilares por onde passa a aorta.linha semilunar. O diafragma é perfurado por três aberturas: o hiato aórtico. radial e ulnar.flexionar a articulação do cotovelo.processo extensor da falange distal (de cada dedo funcional). e por meio deste até as primeiras 3 ou 4 vértebras lombares.puxar as costelas cranialmente na inspiração.flexionar os dedos e o carpo.flexionar os dedos e o carpo.borda cranial da costela. M. intercostal interno Origem. Ação. o pilar esquerdo está fixado de modo semelhante nas 1º e 2º vértebras lombares.borda caudal da costela.palmarmente nas falanges médias. principalmente no processo extensor da falange distal desses dedos.COMENTÁRIOS SOBRE ORIGEM. bíceps braquial Origem. Inserção. Inserção. Músculos do tórax M. M. Inserção. M.epicôndilo medial do úmero e caudalmente no rádio. Ação. flexor digital superficial Origem.estender a articulação do cotovelo M. Estreita os espaços intercostais e evita o deslocamento para fora ou para dentro da parede durante a respiração. Inserção. extensor digital comum Origem. Ação.tubérculo supraglenóide.oposta a do intercostal externo. Ocupa o espaço entre a borda caudal da escápula e o úmero.estender as articulações dos dedos III. Ação. A esternal na superfície dorsal da cartilagem xifóide. A porção muscular está dividida numa parte costal e esternal e numa parte lombar composta por dois pilares.tuberosidade do rádio e em parte adjacente da ulna.borda caudal da costela. M. A parte costal prende-se na superfície interna das costelas e cartilagens. Inserção. Esta dividida em uma porção carnosa periférica. extensor digital lateral Origem. M. um centro tendinoso. Ação. que perfura o pilar direito e que dá passagem ao esôfago e . sendo no cão quatro (acessória). INSERÇÃO E AÇÃO DE ALGUNS MÚSCULOS: Músculos do membro torácico: M. flexor digital profundo É formado por três cabeças: umeral. Ação. lateral e medial). o hiato esofágico.

face medial do corpo da tíbia e por meio da fáscia da perna também se liga à tuberosidade do calcâneo.alguns fascículos craniais se inserem diretamente na última costela. Ação. oblíquo abdominal externo Origem.côndilo medial do fêmur e côndilo medial da tíbia.aduzir o membro posterior. M. Ação. faz a rotação medial do membro pélvico. Inserção.nervos vagos dorsal e ventral. ajuda na micção.eminência ílio púbica e ligamento púbico. Inserção. glúteo médio Origem. M. parto (“prensa abdominal”).túnica vaginal próximo ao testículo. bíceps femoral Origem. Ação. M. Ação. oblíquo abdominal interno Origem.tuberosidade isquiática e ligamento sacrotuberal. Músculos do membro pélvico M. Também é empregado no ajuste da postura.trocanter maior do fêmur. defecação.se origina das superfícies internas das últimas costelas e dos processos transversos das vértebras lombares. Inserção. Inserção. A parte caudal do músculo flexiona o joelho.é um extensor excepcionalmente potente da articulação do coxal com certo potencial de abdução.fáscia toracolombar . Inserção. na respiração e locomoção. M. pectíneo Origem. reto abdominal Origem. Músculos abdominais M.por meio da fáscia da coxa e da perna se insere à patela. A parte que se liga ao fêmur estende o joelho e a parte que se liga à tíbia flexiona ou estende o joelho. M.borda livre do oblíquo interno do abdômen. mas em sua maior parte são prolongados por uma aponeurose. Forma uma aponeurose ampla que se insere na linha alba e no ligamento púbico. caudalmente à última costela em comum com o oblíquo externo. semimembranoso Origem.proximalmente no fêmur.sua aponeurose se insere na linha alba. Inserção. Ação. o joelho e o tarso (pé). atuando na termorregulação. Ação. cremaster externo Origem. Inserção. Ação.flexiona a parte toracolombar da coluna vertebral além das ações semelhantes ao oblíquo externo e interno.semelhante ao músculo oblíquo externo. dependendo da posição do membro. Inserção.sua parte costal emerge das últimas costelas e a parte lombar emerge da última costela e da fáscia toracolombar. após cruzar a superfície interna do reto do abdome. transverso abdominal Origem. Também pela fáscia da perna se insere na tuberosidade calcânea.na parede abdominal ventral. semitendinoso Origem. ao ligamento patelar e ao bordo cranial da tíbia.na borda púbica por meio de um potente tendão pré-púbico. Ação.tuberosidade isquiática.elevar o testículo. flexiona o joelho e estende o tarso. Inserção.tuberosidade isquiática. M. Ação. localizado no centro tendinoso dando passagem a veia cava caudal. .estende o quadril.estende o quadril.estende a quadril.semelhante à dos músculos oblíquo externo e interno. e a partir da tuberosidade coxal e porção adjacente do ligamento inguinal.origina-se da superfície externa do ílio e da fáscia glútea. que passa ventral ao reto e atinge a linha alba. M.origina-se das superfícies ventrais das cartilagens das costelas e esterno. Inserção. Ação. e o forame da veia cava.quando se contrai. M.

processo coronóide da mandíbula. Ação. Inserção. em carnívoros estende e abduz o quinto dedo.medialmente na borda ventral da parte molar da mandíbula.processos extensores das falanges distais. estender a articulação do quadril M. O reto femoral tem ação secundária na flexão do coxal.tuberosidade calcânea e falanges médias. Inserção.fossa supracondilar (ou tubérculo na face caudal) do fêmur. Origem. gastrocnêmio Origem.a inserção comum é na tuberosidade da tíbia. só de um lado tracionar em direção ao lado ativo. M. flexor medial e tibial caudal.principal extensor do joelho. Origem. assegurando que a tensão seja dirigida ao longo do seu eixo longitudinal.superfície lateral do ramo da mandíbula (ramo). masseter Origem.extremidade proximal da fíbula. na metade proximal da fíbula e na membrana interóssea adjacente. Inserção. Origem. Ação. Inserção. temporal Origem. flexor digital superficial Origem. Inserção. Inserção. Ação.M. Inserção. M.crista facial (região maxilar) e arco zigomático. Ação.estender os dedos e flexionar o jarrete.porção bucal e porção  músculo orbicular junto ao ângulo da boca.flexionar as duas primeiras articulações digitais. quadríceps femoral É composto por quatro partes: reto femoral. Inserção. extensor digital longo Origem.pode ser um flexor do joelho. É o principal componente do tendão calcanear comum.ao longo dos dois terços distais da face medial do fêmur. fáscia e ligamentos da face medial do joelho. Junto à origem do gastrocnêmio. entretanto acredita-se que a função básica é se opor à curvatura da tíbia.promover a aproximação da mandíbula com o maxilar.falange média do dedo funcional mais lateral.porção bucal  osso maxilar e porção molar  porção molar da mandíbula. extensor digital lateral Origem. Músculo da bochecha: M.processo jugular (paracondilar) do occipital.flexão do tarso. Ação. adutor Origem.auxilia na depressão da mandíbula e abertura da boca. Ação. digástrico É composto de dois ventres unidos por um tendão. flexionar o joelho e estender o tarso. .levantar a mandíbula.superfície plantar de cada uma das falanges distais. na origem de cada tendão há um osso sesamóide. M. Ação. Ação. vastos medial. Ação.se origina da extremidade distal do fêmur. pois o músculo prolonga-se distalmente à patela pelos ligamentos patelares. bucinador Origem. vasto intermédio e vasto lateral.em toda a sínfise pélvica e na superfície ventral do púbis e do ísquio e parte adjacente do arco isquiático.o reto femoral origina-se do corpo do ílio. cranial e lateral do corpo do fêmur. Inserção.tuberosidade calcânea. M. intermediário e lateral se originam das faces medial.dois terços proximais da tíbia.flexionar os dedos e estender o tarso.as duas cabeças emergem das tuberosidades medial e lateral do fêmur. Ação. M. M. Os vastos medial. Inserção. No cão.fossa temporal. flexor digital profundo É composto por três músculos: flexor lateral. Músculos mandibulares M.aduzir o membro. M. Inserção.

estes em seguida vão se unindo para formar vasos mais calibrosos. Este conjunto de vasos é denominado de rede admirável e é encontrado na base do encéfalo e nos glomérulos renais. 7. 7. até atingirem os capilares. que são os vasos por onde o sangue circula.Ação. TECIDOS . recorrente colateral ramos terminais Ramo parietal: ramo oriundo de uma artéria principal que vai irrigar as paredes das cavidades existentes no corpo do animal. 7. pressionando desta forma o alimento entre os dentes. o sistema linfático.1 SISTEMA VASCULAR SANGUÍNEO Sua função é transportar através do sangue nutrientes e oxigênio à todas as células que constituem o organismo. # Rede admirável: uma ou mais arteríolas se ramificam indefinidamente até os capilares. as artérias distinguem-se de outros vasos por suas paredes brancas.movimento medial da bochecha. As artérias partem do coração e vão se ramificando sucessivamente. Ramos terminais: quando a artéria principal emite ramos e deixa de existir por causa desta divisão estes ramos são chamados de terminais.ARTÉRIA – AR TERÍOLAS – CAPILARES – VÊNULAS – VEIA A maioria das artérias é acompanhada de uma ou mais veias de mesmo nome chamadas então de veias satélites. Quando um ramo colateral segue em direção oposta da artéria de origem este é chamado de ramo recorrente. # Capilares: conexões entre as menores artérias e veias a nível de tecidos. A função desta rede é fornecer maior aporte de oxigênio para o local ou órgão em que se encontra. Os ramos que derivam dos troncos maiores podem ser dos seguintes tipos: Ramos colaterais: são os ramos emitidos pela artéria principal. que continua a existir. ANGIOLOGIA Estuda o sistema vascular sangüíneo (artérias e veias). cada ramo com menor calibre. . que é constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos.2 ARTÉRIAS À dissecação. É constituído por artérias e veias. o coração bem como a circulação sangüínea. relativamente rígidas e seu lúmem vazio (a menos que preenchidas por massas para facilitar a dissecação). espessas. Ramo visceral: ramos oriundos de uma artéria principal que vão irrigar as vísceras.

As veias recebem tributárias (veias menores) e seu calibre vai aumentando à medida que se aproximam do coração. Seu tamanho varia consideravelmente entre as espécies e também entre indivíduos.sulco subsinuoso ou longitudinal direito: coloca-se sobre a face direita do coração. que se repetem a intervalos ao longo de seu comprimento. Sua maior porção (60%) se encontra à esquerda do plano médio entre a terceira e sexta costelas e cranialmente ao diafragma.4. de modo geral. é relativamente maior em espécies menores e em indivíduos de pequeno porte. # Anastomose: este termo significa ligação. 7. Está localizado na cavidade torácica. porção mais dorsal do coração. A maioria apresenta válvulas.septo interatrial: separa o átrio direito do átrio esquerdo. duas faces (esquerda e direita) e duas bordas (cranial e caudal). bombeia sangue continuamente através dos vasos sanguíneos para todo o organismo. Começa no sulco coronário e dirigi-se ventralmente até a borda cranial do coração. A cavidade cardíaca é dividida internamente por septos: . então denominada anastomose arteriovenosa.7.4.2 MORFOLOGIA INTERNA O coração apresenta 4 cavidades: . veia porta. 7. união. É na base. As faces direita e esquerda são convexas e apresentam sulcos que indicam a divisão do coração em quatro compartimentos: . O ápice. uma dorsal (átrios) e uma ventral (ventrículos) .septo atrioventricular: divide o coração em duas porções.3 VEIAS As veias distinguem-se por suas paredes mais finas.sulco coronário: indica a separação entre átrios e ventrículos . Elas aparecem azuis quando preenchidas por sangue coagulado. assegurando fluxo numa só direção e evitando o refluxo quando a circulação fica estagnada. já a borda caudal é quase vertical e corresponde ao nível da sexta costela. A ligação é feita a partir de ramos de artérias e veias.1 MORFOLOGIA EXTERNA Apresenta uma base. um ápice ou vértice. As principais veias não satélites. aquelas que não seguem o mesmo trajeto de uma artéria são: veia jugular.4 CORAÇÃO O coração é um órgão muscular oco que. ocupando a maior parte do espaço mediastínico médio. ou seja. porção mais ventral e estreita do coração. A borda cranial é convexa. porém as cavidades do lado esquerdo não se comunicam com as do lado direito. encontra-se apoiado sobre o osso esterno. # Estes sulcos são ocupados pelos vasos coronários que vão irrigar o músculo miocárdio.sulco paraconal ou longitudinal esquerdo: coloca-se sobre a face esquerda do coração. veia cefálica e veia safena lateral. . Pode ser entre artérias. já nas veias o sangue circula de maneira centrípeta (da periferia para o coração).átrio direito e átrio esquerdo: cavidades superiores e menores . veias cava.ventrículo direito e ventrículo esquerdo: cavidades inferiores e maiores Os átrios e ventrículos do mesmo lado se comunicam entre si através dos óstios (orifícios) atrioventriculares. Nas artérias o sangue circula centrifugamente (do coração para a periferia). que se localizam as raízes dos grandes vasos que chegam e saem do coração. 7. veia ázigos. entre veias ou entre uma artéria e uma veia. Veias emissárias: são vasos sangüíneos localizados dentro da cavidade craniana que têm a função de recolher o sangue venoso dos seios da duramáter e levá-lo até as grandes veias da base do crânio. Cada átrio apresenta uma projeção externa sobre o ventrículo do mesmo lado chamada de aurícula . por meio de contração rítmica. aspecto aparentemente colapsado (colabado) e sua capacidade sempre maior do que as artérias associadas. Também inicia no sulco coronário e dirigi-se para o vértice do coração.

Já para prevenir o excesso de distensão do ventrículo durante a diástole (dilatação) ventricular.Orifício da veia cava cranial: localiza-se dorsalmente no átrio direito . Apresenta os seguintes orifícios: . Quando ocorre a sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta o que poderia provocar a projeção das válvulas para dentro do átrio e conseqüentemente o refluxo de sangue.Orifício da veia ázigos: abre-se na veia cava cranial ou dorsalmente à abertura dessa . Consiste em uma lâmina de tecido fibroso que envolve o coração e os grandes vasos. A valva atriventricular direita possui 3 cúspides (válvulas) e é chamada de valva tricúspide. Para evitar esta situação existem as chamadas cordas tendíneas.Orifício do tronco pulmonar: localiza-se na porção mais dorsal e cranial do ventrículo. Apresenta os orifícios das veias pulmonares que nos animais domésticos são em torno de cinco a oito veias. Pericárdio fibroso: é a porção mais externa do pericárdio. Encontram-se localizados dorsalmente no átrio. O controle de sua atividade é feita através do vago (parassimpático) e do simpático. Lâmina visceral: acha-se aderida a face externa do coração (epicárdio). tem relação com a borda caudal do coração.Orifício atrioventricular esquerdo . # Fossa oval: é uma pequena depressão do septo interatrial que corresponde ao forame oval na vida fetal. Localiza-se dorsalmente e cranialmente no ventrículo. feixes musculares localizados na borda livre das válvulas.4. miocárdio e endocárdio. (pericárdio visceral) Endocárdio: fina camada de superfície lisa contínua ao revestimento dos vasos sangüíneos que reveste internamente o coração. É bastante espesso e resistente. Lâmina parietal: acha-se aderida a face interna do pericárdio fibroso. 7. que as prendem aos músculos papilares que são projeções do miocárdio nas paredes internas do ventrículo. PERICÁRDIO O pericárdio é essencialmente uma bolsa fibroserosa que envolve o coração e a origem dos grandes vasos.. É a porção contrátil do coração. 7. VENTRÍCULO DIREITO Localizado ventralmente e cranialmente no coração. VENTRÍCULO ESQUERDO Localizado ventralmente e caudalmente no coração. já a valva atrioventricular esquerda apresenta 2 cúspides (válvulas) e por isso é chamada de valva bicúspide ou mitral. Miocárdio: é a camada média. Este orifício também possui uma valva tricúspide sem cordas tendíneas denominada valva da aorta. entre o pericárdio visceral (epicárdio) e o pericárdio parietal. Apresenta os seguintes orifícios: . para permitir o movimento do coração no seu interior. O seio coronário é o local de abertura das veias coronárias. O pericárdio (fibroso) usualmente une-se ao esterno (ligamento esternopericárdico).Orifício aórtico: origem da artéria aorta. Está contido no mediastino (espaço entre os pulmões). ÁTRIO DIREITO Localiza-se na porção mais dorsal e cranial do coração. É constituído por duas lâminas: lâmina parietal e lâmina visceral. composta de músculo estriado cardíaco. existem faixas finas de músculos transversos que se estendem desde o septo interventricular até a parede oposta (externa) denominado trabécula septo-marginal (cintas moderadoras). O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração como um todo. Pericárdio seroso: localizado internamente ao fibroso.Orifício atrioventricular direito .Orifício do seio coronário: localiza-se ventralmente à abertura da veia cava caudal. Também é uma membrana serosa. Este orifício apresenta também uma valva tricúspide. As valvas são formadas por cúspides ou válvulas (abas ou pregas em forma de meia lua). que contem líquido seroso. Epicárdio: membrana serosa que reveste externamente o coração.5 TRAJETO DE ALGUNS VASOS SANGUÍNEOS .3 ESTRUTURA MACROSCÓPICA DO CORAÇÃO As camadas da parede do coração são as seguintes: epicárdio.septo interventricular: separa o ventrículo esquerdo do ventrículo direito Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos que permitem a passagem do sangue somente na direção do átrio para o ventrículo que são as valvas atrioventriculares. Apresenta os seguintes orifícios: . mas liga-se ao diafragma (ligamento frenicopericárdico) nas espécies domésticas em que o eixo cardíaco é mais oblíquo (cão).Orifício da veia cava caudal: sobre a borda caudal do coração . A cavidade pericárdica é uma simples fenda capilar. cuja função é fechar os orifícios atrioventriculares durante a sístole. porém sem cordas tendíneas chamada valva do tronco pulmonar. ÁTRIO ESQUERDO Localiza-se na porção mais dorsal e caudal do coração.

A parte cranial ao diafragma denomina-se aorta torácica e a parte caudal aorta abdominal. A artéria axilar emite os ramos: a. já a artéria subclávia esquerda origina-se diretamente do arco aórtico. A veia cava cranial segue através do mediastino cranial. Seu maior ramo no antebraço é a artéria interóssea comum. . a. A artéria carótida interna no seu início apresenta uma pequena dilatação. artéria torácica interna e artéria cervical superficial. ventral e à direita da traquéia. circunflexa cranial do úmero (exceto suíno) e continua-se com o nome de artéria braquial. torácica externa. d) ARTÉRIAS SUBCLÁVIAS Nos caninos e suínos somente a artéria subclávia direita origina-se do tronco braquiocefálico. e se encontra sob a proteção do músculo flexor radial do carpo. Em sua subida pelo pescoço acompanha o tronco nervoso vagossimpático. atingindo a face craniomedial do cotovelo e continuando pelo antebraço. Na altura da borda cranial da primeira costela curva-se para entrar no membro torácico onde passa a se chamar artéria axilar. Acima da laringe as artérias carótidas comuns emitem seus ramos terminais: artérias carótidas externa e interna. torácica lateral (carnívoros e suíno). Torna-se artéria femoral ao deixar o abdome através da lacuna vascular (localizada entre o ligamento inguinal e a pelve). Esta passa sobre a superfície medial do úmero. junto aos tendões dos músculos redondo maior e grande dorsal. a. b) TRONCO BRAQUIOCEFÁLICO Origina-se do arco aórtico e passa pela superfície ventral da traquéia. Ao nível do segundo espaço intercostal ele origina as artérias subclávias e carótidas comuns (no cão somente a subclávia direita) c) ARTÉRIAS CARÓTIDAS As artérias carótidas comuns se originam separadamente no cão e suíno e pelo tronco bicarotídeo nas demais espécies. Nas demais espécies se forma pela união das veias jugular externa e subclávia na entrada do tórax. Continua caudoventralmente na pelve a partir de sua origem na aorta caudal à origem da ilíaca externa. segue cranialmente como aorta ascendente e após um curto trajeto curva-se dorsalmente e para a esquerda (arco aórtico) a partir de onde passa a ser denominada de aorta descendente localizando-se ventralmente às vértebras. Origina-se junto à terminação da aorta e segue ventrocaudalmente pelo abdome onde emite a artéria femoral profunda. Prossegue sobre a cápsula da articulação do joelho como artéria poplítea. Drena para o átrio direito o sangue proveniente da cabeça. subescapular e a. Emite a artéria radial no antebraço e se continua para pata. onde logo muda de nome passando a se chamar artéria mediana após emitir a artéria antebraquial profunda. Esta artéria fornece sangue para o membro torácico e para as estruturas do pescoço. caudal ao úmero. tronco costocervical. que é o seio carotídeo. d) ARTÉRIA BRAQUIAL A artéria braquial é a continuação da artéria axilar. g) ARTÉRIA FEMORAL Sua primeira parte tem uma posição superficial entre o músculo sartório e o músculo pectíneo onde forma uma saliência visível. sendo que está artéria se oblitera (degenera) após o nascimento nos ruminantes. e) ARTÉRIA AXILAR O grande tronco do membro torácico cruza a axila e continua-se distalmente acima da superfície medial do braço. A artéria subclávia emite ainda quatro ramos que chegam medialmente à primeira costela ou primeiro espaço intercostal: artéria vertebral.a) ARTÉRIA AORTA Origina-se do ventrículo esquerdo. Em seguida penetra mais profundamente entre os músculos para cruzar a superfície medial do fêmur e atingir a face caudal da coxa. h) VEIAS CAVAS CRANIAL E CAUDAL Veia cava cranial: no cão e suíno é formada pela união das veias braquiocefálicas direita e esquerda. com uma localização ideal para tomada de pulso. É a principal fonte de sangue para a pata. f) ARTÉRIAS ILÍACAS INTERNA E EXTERNA A artéria ilíaca interna irriga as vísceras pélvicas e paredes pélvicas. Atravessa o diafragma pelo hiato aórtico. e) ARTÉRIA MEDIANA Segue pela face caudomedial do antebraço acompanhando o nervo mediano. Na altura da quinta ou sexta vértebra lombar se divide em seus ramos terminais: as artérias ilíacas internas e externas e sacra média (ausente no eqüino). A artéria carótida externa (o maior dos ramos) segue como o prolongamento direto do tronco original até emitir seus ramos finais: artéria maxilar e artéria temporal superficial. A artéria ilíaca externa é a principal artéria do membro posterior. pescoço e membro torácico.

há o cordão umbilical. incluindo a cavidade cranial. pela veia umbilical corre . tem início no ventrículo direito de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos pulmões. A outra corrente sangüínea saí do ventrículo esquerdo. A veia linguofacial é a principal drenagem das estruturas mais superficiais e mais rostrais da cabeça e a veia maxilar daquelas mais profundas e mais caudais. para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre. Em condições normais.Veia cava caudal: forma-se no teto do abdome. O sangue oxigenado resultante é levado pelas veias pulmonares e lançado no átrio esquerdo. a qual vaise ramificando sucessivamente e chega a todos os tecidos do organismo. Corre na região sub-lombar: à direita da artéria aorta. pela artéria aorta.normalmente. Paradoxalmente. pela união das veias ilíacas comuns (direita e esquerda). Drena o sangue procedente do abdome. ficando veia porta interposta entre as duas redes. de onde o sangue passará para o ventrículo direito. sem passar por um órgão intermediário. A veia ázigos direita desemboca na veia cava cranial. não há muito passagem de sangue através destas comunicações. Após as trocas. i) VEIA JUGULAR EXTERNA Se forma junto ao ângulo da mandíbula. há necessidade da oxigenação constante de seu próprio sangue. Em síntese. c) Circulação colateral . é uma circulação coração-tecidos-coração. chegando ao átrio direito do coração. Estas são em maior ou em menor número dependendo da região do corpo. juntamente com a veia ázigos e o seio coronário. pela adição de tecidos as suas paredes.ou grande circulação. de onde passará ao ventrículo esquerdo. convertendo-se em artéria ou veia. o que se faz através da placenta ao umbigo do feto. Como não há funcionamento dos pulmões e conseqüentemente respiração pulmonar o oxigênio deve provir do organismo materno. A circulação se faz por meio de duas correntes sangüíneas. o sangue carregado de resíduos e CO2 retornna ao coração através de numerosas veias. veia cava caudal e veia cava cranial. pelo forame da veia cava caudal. onde existem extensas redes de vasos capilares nos quais se processam as trocas entre o sangue e o tecido. Tipos de circulação: a) Circulação pulmonar . as quais partem ao mesmo tempo do coração. onde se processa a hematose. Seu trajeto através do pescoço ocupa o sulco entre o músculo braquiocefálico dorsalmente e o músculo esternocefálico ventralmente. existem anastomoses entre os ramos de artérias e veias entre si. a troca de CO2 por O2. 7. j) VEIA ÁZIGOS É formada pela união das primeiras veias lombares e passa pelo hiato aórtico para o tórax. É provável que a circulação colateral possa estabelecer-se a partir de capilares. já a esquerda desemboca diretamente no átrio direito. Recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e do abdome.6. a partir do arco palmar venoso superficial. que vai a bexiga urinária).6 CIRCULAÇÃO DO SANGUE A circulação é a passagem do sangue através do coração e dos vasos. a fim de que sejam mantidas as reações metabólicas do ser em desenvolvimento. as quais desembocam no átrio direito. as quais em última instância. pela união das veias linguofacial e maxilar.neste tipo de circulação. Conclui-se que a circulação colateral é um mecanismo de defesa do organismo. ou seja. aprofunda-se ventralmente passando através do fígado e do diafragma.1. d) Circulação portal . A primeira corrente sai do ventrículo direito através do tronco pulmonar e se dirige aos capilares pulmonares. Segue no braço entre os músculos peitoral e braquiocefálico para se unir a veia jugular externa na parte inferior do pescoço. Isto acontece na circulação portal-hepática. de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. 7. O cão só possui a veia ázigos direita.CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA NO FETO Durante o período que o feto permanece no interior do útero materno. o sangue retorna pelas veias ao átrio direito. junto à entrada da pelve. pois é utilizada para introdução de substâncias por via endovenosa. l) VEIA CEFÁLICA É uma veia superficial de grande importância nos cães. b) Circulação sistêmica . cada uma delas formada pela união de uma veia ilíaca interna e uma veia ilíaca externa. constituído por uma veia e duas artérias umbilicais (além do úraco. provida de uma rede capilar no intestino (onde há a absorção dos alimentos) e outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem complexos processos metabólicos). é uma circulação coração-pulmão-coração. tem início no ventrículo esquerdo. onde recebe as veias intercostais. Após as trocas. Em resumo. mas no caso de haver obstrução parcial ou total de um vaso mais calibroso que participe da rede anastomótica. estabelecendo-se uma efetiva circulação colateral. Depois de sofrer hematose. Começa na face palmar da pata. É formada pelas veias esplênica (gastroesplênica) e mesentérica cranial e caudal.ou pequena circulação. são tributárias de dois grandes troncos venosos. uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares. o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares. o sangue passa a circular ativamente por estas variantes. pelve e membro pélvico para o átrio direito.

4. 8. 2.Linfonodos mesentéricos: junto ao mesentério .sangue arterial. mediastínico médio ao redor da base do coração e mediastínico caudal (ausente no cão) próximo ao esôfago junto ao diafragma. 5.A veia umbilical se oblitera. Toda a linfa do organismo é conduzida de volta à corrente sangüínea através de dois ductos: o ducto torácico que é o principal coletor de linfa e o ducto traqueal. A maior parte do sangue contido no átrio direito (sangue arterial misturado com venoso) passa para o átrio esquerdo através de um orifício existente no septo interatrial que é o forame oval. modifica-se completamente a circulação sangüínea. que são as artérias umbilicais. direita e esquerda. a todo o organismo do feto. constituindo-se o ligamento redondo do fígado. a veia umbilical se dirige ao fígado se anastomosa com a veia porta e penetra na glândula. Linfonodos retrofaríngeos laterais e mediais. Do átrio direito o sangue é conduzido totalmente a artéria aorta. Por ocasião do nascimento e desde que os pulmões comecem a respirar. sem apresentar modificações muito sensíveis. As artérias umbilicais vão até ao cordão umbilical para atingirem a placenta. Vísceras abdominais – Linfonodos portais: junto à veia porta . . Membro torácico – Linfonodo cervical superficial (pré-escapular): cranialmente à articulação do ombro e escápula. Do ventrículo direito segue pelo tronco pulmonar.Linfonodo axilar: região axilar Tórax – Linfonodos mediastinicos: mediastinicos craniais. São os seguintes os fenômenos que ocorrem: 1.SISTEMA LINFÁTICO Tem como função a defesa do organismo. por suas ramificações.O ducto arterioso (que une o tronco pulmonar a aorta) oblitera-se. Os laterais situam-se na fossa do atlas e os mediais contra o teto da faringe. ao atingir as artérias ilíacas internas. o qual se liga a aorta por um ducto anastomótico denominado ducto arterioso. próximo a articulação temporomandibular. 3. que passa a ser encontrada no animal adulto. A linfa circula dentro dos vasos linfáticos e é composta basicamente por glóbulos brancos. e em menor quantidade. É constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. . A aorta difunde o sangue arterial (misturado com o venoso) por todo o corpo fetal.No bovino e cão o ducto venoso (que une a veia umbilical a veia cava caudal) também se oblitera. que é a fossa oval. Quantidade mínima de sangue do tronco pulmonar que posa ir aos pulmões retorna pelas veias pulmonares ao átrio esquerdo. a veia umbilical ao chegar no fígado se bifurca. a veia cava caudal. Outra parte do sangue do átrio direito. O sangue do ventrículo esquerdo atinge a aorta para se distribuir. e dessa forma vai ter também a aorta. e deste vai ao ventrículo esquerdo atravessando o óstio átrioventricular esquerdo. pequenos nódulos que se encontram distribuídos em diversas partes do corpo ao longo do trajeto dos vasos linfáticos.O forame oval fecha-se permanecendo em seu lugar uma depressão. No bovino e no cão. pela veia umbilical. onde o sangue misturado é novamente oxigenado para retornar ao feto. O líquido que extravasa ao nível dos capilares sangüíneos e difunde-se pelos espaços intersticiais das células constitui o que chamamos de linfa. passa para o ventrículo direito através do óstio átrioventricular direito. desemboca diretamente na veia cava caudal e outro ramo se anastomosa com a veia porta. enquanto as duas artérias umbilicais servem de condução de sangue venoso que corre em direção contrária ao coração do feto. Linfonodo mandibular: grupo de linfonodos situados no espaço intermandibular. pois é responsável pela produção dos glóbulos brancos. essa última desemboca no átrio direito do coração. mesmo que para isso tome caminhos diferentes. predominando quase que exclusivamente os linfócitos os quais são produzidos pelos linfonodos. um ramo denominado ducto venoso. o qual. ou junto à glândula mandibular no ângulo da mandíbula. passando a constituir os ligamentos redondos da bexiga. Alguns dos principais linfonodos são: Cabeça – Linfonodo parotídeo: entre a glândula parótida e o músculo masséter. passando a constituir o ligamento venoso. Do umbigo.As artérias umbilicais tornam-se cordões fibrosos. sendo representado por um travessão conjuntivo. encontrado no fígado destas espécies. Também fazem parte do sistema linfático o baço (descrição junto com o sistema digestivo) e o timo. em parte segue pelos ramos destas existentes somente no feto. o ligamento arterioso.Linfonodo brônquico: ao redor da bifurcação da traquéia. após ramifica-se nos capilares deste sangue (misturado) é levado pelas veias hepáticas.

Linfonodo poplíteo: junto a fossa poplítea. abdominal e pélvico. e unem-se ao ducto torácico (lado esquerdo) ou linfático direito. prega ileocecal). que recebe linfa do abdômen. Serosa intermediária é àquela túnica serosa que une a porção parietal com a visceral ou duas serosas viscerais. situação particular.Linfonodo inguinal superficial (supramamário ou supraescrotal): dorsalmente à glândula mamária ou escroto. É uma estrutura lobulada (com semelhança de glândula salivar) que ocupa aparte ventral do mediastino cranial. O ducto passa pelo hiato aortico para o mediastino. regride gradativamente até praticamente desaparecer. que coletam a linfa da cabeça. Para designação especial do mesentério. mesojejuno. pelas conexões especiais. deriva do grego e significa órgão interno (entranhas). Logos – estudo. . Também podem desembocar na veia jugular correspondente próximo a entrada torácica. ESPLANCNOLOGIA GERAL (ORGANOLOGIA) CONSIDERAÇÕES GERAIS Organologia é o estudo dos órgãos. intestino. . Quando desenvolvem-se estendem-se desde a região cervical (ao lado da traquéia) até o pericárdio (mediastino cranial) sendo que a porção cervical regride penetrando em algumas espécies (cão por exemplo). Mesentério em sentido amplo é o tipo de peritônio de conexão entre o trato intestinal e reprodutivo e a parede abdominal. viscus. Entende-se por serosa parietal a lâmina que adere internamente à parede corpórea. que acompanha o trajeto da traquéia no pescoço.Pelve e membro pélvico – Linfonodo ilíacos mediais: junto à origem das artérias ilíacas externa e interna. caudais ao joelho. ausente no cão) na face lateral do ligamento sacroisquiático (sacrotuberal largo). Origina-se nos linfonodos retrofaríngicos.Linfonodo isquiático: (presente nos ungulados. Timo: é um órgão que tem importância máxima em jovens. Prega: serosa conectante entre dois órgãos viscerais (ex. mesovário). onde se multiplicam originando a competência imunológica pré-natal. agrupados em sistemas pela sua origem comum. A raiz splanchnon. terminando de modo semelhante ao ducto torácico. O diafragma separa a cavidade torácica das cavidades abdominal e pélvica (abdominopélvica). viscus que significa órgão interno. Ducto traqueal: geralmente é um vaso par. Estas cavidades são revestidas de membrana serosa. mesogastro. Possui a capacidade de secretar um líquido sero-aquoso e de reabsorvê-lo. Origina-se na cisterna do quilo. A parede das cavidades revestidas pelas serosas permite a divisão em três seções: serosa parietal. serosa intermediária (de conexão) e serosa visceral. estrutura semelhante. juntamente com outros elementos. víscera. . é usado o prefixo meso e o nome grego para o qual se dirige esse mesentério (mesórquio. sob o músculo bíceps da coxa. Tanto o ducto torácico como o ducto linfático direito podem receber o(s) ducto(s) traqueal(is) correspondentes. A membrana serosa é uma membrana contínua fina que reveste as cavidades corporais e cobre os órgãos cavitários. Em casos isolados os mesentérios são também designados como ligamento ou como prega. ou vescor. relações. eu me nutro. Ela reveste os órgãos e a parede interna das cavidades do tronco. Víscera é o plural do latim. Os órgãos são unidades suprateciduais. Um ducto linfático direito pode estar presente efetuando a drenagem de estruturas torácicas craniais direitas. da pelve e membros pélvicos. sobre a face esquerda da traquéia. definidos como instrumentos de função. Ducto torácico: é o principal coletor de linfa. conhecida como pleura na cavidade torácica e peritônio na cavidade abdominal. CAVIDADES CORPORAIS São constituídas dos compartimentos torácico. O seu córtex produz linfócitos T imunocompetente que vão para corrente sangüínea chegando aos linfonodos. contribuindo para o desempenho de papeis fisiológicos sistêmicos mais complexos. funções normais. para terminar normalmente na veia jugular esquerda ou na veia cava cranial.Linfonodo subiliaco (pré-femural) (não tem no cão): a frente do músculo tensor da fáscia lata ou junto ao músculo sartório . Seguindo cranioventralmente. .

Camada externa: Pode ser denominada túnica serosa. as cavidades pleurais. Diafragma: é um músculo em forma de cúpula que separa as cavidades torácica e abdominal. O diafragma fecha a abertura torácica caudal. o canal anal e as porções pélvicas das vísceras reprodutivas e urinárias. Omento: dupla camada de peritônio de conexão entre o estômago e órgãos abdominais ou parede abdominal. Entram neste espaço o esôfago. túnica fibrosa ou cápsula ou ainda túnica albugínea conforme o órgão em questão. Um grupo especial de órgãos é aquele constituído pelos sacos serosos. 1. É uma lamina destas serosas que cobre a víscera e se continua com a porção parietal da membrana de nome . média e interna). nervos e o cordão espermático.Cavidade abdominal: é o espaço dentro do tronco entre o diafragma e a cavidade pélvica. A cavidade pleural localiza-se na cavidade torácica e se divide em sacos pleural direito e esquerdo. pela linha arqueada do osso ilíaco e pela margem cranial do púbis. A cavidade vaginal do funículo espermático é um divertículo da cavidade peritonial.Ligamento: serosa de conexão entre a serosa parietal e a serosa visceral. A porção peritonial da cavidade pélvica é cranial e limitada pelas bolsas do peritônio abdominal. o pericárdio e a cavidade pericárdica. adventícia. b) Hiato esofágico: localizado ventral ao hiato aórtico. Na fêmea: o peritônio não constitui um saco fechado. etc. ARQUITETURA FUNCIONAL DAS VÍSCERAS Vísceras são estruturas ou órgãos que apresentam cavidade ou não e são revestidas por camadas especiais (externa. O diafragma tem três aberturas entre o tórax e o abdômen: a) Hiato aórtico: é a abertura na porção dorsal do diafragma para a passagem da aorta abdominal (também para veia ázigos e ducto torácico). a pleura visceral ou o pericárdio visceral. 2. Contém o reto. Fundos de saco da cavidade peritonial: reflexão caudal do peritônio entre os órgãos e a cavidade pélvica. lateralmente pela porção costal e ventralmente pela porção esternal.Cavidade pélvica: É o espaço limitado pelos ossos pélvico. pois apresenta um orifício ao nível da extremidade proximal da tuba uterina que conecta a cavidade peritonial com o exterior através da luz tubárica. vagina. Podem-se distinguir órgãos ocos (tubulares. Entre os sacos pleurais fica o mediastino onde o coração encontra-se envolvido pela sua própria cavidade pericárdica com as lâminas parietal e visceral (epicárdio).. É o principal músculo envolvido na respiração. respectivamente. uterina. É formado dorsalmente por uma porção lombar que consiste de dois pilares direito e esquerdo. A pleura visceral é também conhecida como pleura pulmonar. vaginal e vulvar. Exemplo de órgão retroperitoniais: rim e porção cranial do ureter.Cavidade torácica: é o espaço no qual estão contidos os órgãos torácicos. inervado pelo nervo frênico. formados por membranas que forram parcial ou totalmente a cavidade torácica. Seu movimento cranial ou caudal decresce ou aumenta o volume do tórax durante a expiração ou inspiração. O diafragma se projeta como uma cúpula para dentro do tórax. Retroperitonial: É o termo usado para estrutura localizada entre o peritônio e a parede cavitária sem conexão peritonial ou também aplicado para porção dos órgãos pélvicos não envolvidos pelo peritônio. as vértebras e as esternébras conectadas. cilíndricos ou cavitários) por apresentarem grandes cavidades e órgãos sólidos ou parenquimatosos. A pleura parietal divide-se em pleura costal. Neste espaço não há órgãos. e que também revestem parcial ou totalmente os órgãos nelas contidos. os troncos vagais dorsal e ventral e os vasos esofágicos. No macho: o peritônio é um saco fechado que se estende para o escroto. sacro e as duas primeiras vértebras caudais. c) Forame da veia cava: abertura no centro do diafragma para a veia cava caudal. Canal inguinal: é uma abertura através da parede abdominal por onde passam vasos sanguíneos. A abertura torácica cranial (entrada torácica) é a entrada na cavidade torácica formada pelo primeiro par de costelas. O limite entre a cavidade abdominal e a pélvica é marcada pela linha terminal. diafragmática e mediastinal. Entrada pélvica: é a comunicação entre as cavidades abdominal e pélvica. que é formada pelo osso sacro. onde reveste os testículos. o esôfago. O centro tendinoso é uma região aponeurótica em forma de V no centro do diafragma. somente uma pequena quantidade de líquido lubrificante. 3. a pleura. Cavidade peritonial: É um espaço potencial entre o peritônio parietal e visceral localizado na cavidade abdominal e parte da cavidade pélvica. abdominopélvica e escrotal. A porção retroperitonial é caudal e limitada pelo peritônio abdominal. Abertura abdominal da tuba uterina: é uma abertura para fora da cavidade abdominal (peritonial) na fêmea. próstata. A porção caudal do tórax é preenchida com vísceras abdominais. Túnica serosa é o peritônio visceral. a traquéia e os grandes vasos..

Outras túnicas de caráter semelhante são conhecidas como albugínea ou túnica adventícia. O som é produzido na laringe principalmente pelo ar expirado. O sistema respiratório começa nas narinas. O diafragma e os outros músculos respiratórios governam o volume respiratório pelo aumento ou diminuição da cavidade respiratória. formada por fibras musculares lisas. FARINGE. Os piloros normalmente denominados esfíncteres são mecanismos de abrir e fechar orifícios ou canais. responsável pela abertura e fechamento do lúmen de um órgão. Os condutos respiratórios são compostos de um epitélio pseudoestratificado ciliado e produtor de muco. seu oponente se relaxa e vice-versa. O sistema respiratório é responsável pela troca de gases entre o sangue e a atmosfera e dentro de limites melhora a qualidade do ar inspirado e regula seu fluxo. Os cães freqüentemente respiram através da boca.semelhante. 1. rostral aos olhos. O epitélio da mucosa pode ser de secreção ou absorção. enquanto a estriada tem a tendência de estar disposta como músculos individuais. no entanto. As bordas livres dos ossos nasal e incisivo providenciam inserção para as cartilagens nasais que suportam as narinas. onde a passagem respiratória cruza com a do sistema digestório e as partículas são eliminadas através da deglutição. Quando uma víscera não está relacionada com sacos serosos. a primeira constituindo essencialmente de tecido fibroso denso e branco e a última com muitas fibras elásticas de textura mais frouxa. Túnica fibrosa: muitos órgãos são circundados por túnicas fibrosas. com diferenciações especiais da musculatura longitudinal e musculatura circular ou oblíqua. nos mamíferos domésticos é incorporado à face formando grandes áreas dorsal e lateral. sobressai alguma extensão da face. umedecido e aquecido sendo seu volume regulado pelas narinas e laringe. com papel de suporte. lacrimal. no caso das glândulas. A quantidade de sangue que flui através destes plexos pode ser regulada e este aquecimento adicionado ao fluxo de ar. no esôfago e no canal anal. estriadas ou cardíacas. lâmina muscular da mucosa e a tela submucosa. pois isto provoca a evaporação de fluídos. O ápice do nariz dos carnívoros e suínos. frontal. formando camadas extensas. As musculaturas lisa e estriada podem ser encontradas juntas em ambas as extremidades do trato digestório. laringe. onde o órgão de fonação está contido na laringe. 1. a qual está conectada diretamente ou indiretamente a muitos seios paranasais. e uma membrana mucosa que cobre a cavidade nasal. Associados com os ossos e cartilagens da camada de suporte estão os músculos nasais que regulam a abertura das narinas. zigomático e placa perpendicular do osso palatino. no sistema digestório atua em ambas funções. a parte cervical do esôfago (túnica adventícia) e os rins (cápsula fibrosa). É a responsável pelo movimento da parede dos órgãos e sua ação é de compressão ou propulsão. A musculatura circular pode bloquear a entrada ou a saída de conteúdo da cavidade de um órgão. de modo que. óssea. Glândulas seromucosas nas paredes dos condutos respiratórios servem para adicionar umidade ao ar. uma camada média de suporte de osso ou (rostralmente) de cartilagem. como por exemplo. Os músculos . incisivo. PULMÕES E PLEURAS.NARIZ O nariz humano se projeta distintamente da face. maxilar. pleura para os pulmões e pericárdio para o coração. A musculatura lisa tende a ser contínua. por onde o ar entra nas cavidades nasais e se continua pela faringe. O suporte ósseo da parede é formado pelos ossos: nasal. resfriando assim seus corpos. seja através das narinas e assim para fora do organismo ou através da faringe.1. A região olfatória está localizada na porção caudal da cavidade nasal. traquéia e pulmões. Atuam em perfeito equilíbrio funcional. que forra os órgãos e compreende a lâmina própria da mucosa. Camada média: é a túnica muscular. Camada interna: é a túnica mucosa. A troca de gases ocorre nos alvéolos pulmonares onde o sangue dos capilares alveolares faz contato com o ar através de uma parede alveolar extremamente fina (hematose). Na passagem pelas narinas até os alvéolos o ar é usualmente purificado. A lâmina própria constitui a estrutura ou esqueleto da mucosa. Rostralmente o septo consiste de cartilagem que começa progressivamente mais flexível em direção ao ápice. BRÔNQUIOS. Septo nasal: forma a separação entre as narinas e divide a cavidade nasal em metades direita e esquerda. A região olfatória registra a presença de substâncias nocivas no ar e ativa um reflexo que fecha a passagem de ar pela laringe. As narinas no ápice levam para dentro da cavidade nasal. pode passar diretamente através da boca com exceção do eqüino. O ar inspirado é aquecido pelos extensivos plexos vasculares da mucosa respiratória da cavidade nasal. estará envolvida por tecido conjuntivo. esta normalmente é denominada cápsula. O osso vômer sustenta a cartilagem nasal. LARINGE. peritônio para o intestino. facilitando a evaporação de secreções glandulares e saturando o ar com água (que é importante no olfato). quando um componente se contrai. TRAQUÉIA.Parede do nariz: consiste da pele externamente. A túnica mucosa foi assim denominada porque pode produzir muco que fornece uma camada viscosa para a superfície relacionada com o lume do órgão. O movimento como ondas dos cílios transportam finas partículas de poeira que ficaram presas pelo epitélio úmido. é formada pela placa perpendicular do etmóide. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: CAVIDADE NASAL. A lâmina muscular é composta de três camadas de fibras musculares lisas. O fluxo de ar respiratório que usualmente passa através do nariz. A porção caudal do septo.

que devido a suas paredes musculares são capazes de dilatação e constrição. ventral a laringofaringe e começo do esôfago. há uma troca de ar relativamente lenta. reduz o peso da cabeça e aumenta a ressonância da voz.do nariz e lábios superiores atuam juntos para dilatar as narinas.CAVIDADE NASAL A cavidade nasal se comunica rostralmente com o exterior através das narinas e caudoventralmente com a nasofaringe através das coanas. dentro do espaço intermandibular nos eqüinos e ruminantes e mais caudal nas outras espécies. 1.LARINGE É um tubo músculo-cartilaginoso curto que conecta a laringofaringe com a traquéia e contém o órgão da fonação. Esta extensa vascularização aquece o ar causando a evaporação das secreções glandulares e com isso adicionando umidade ao ar inalado. que estão em comunicação com a cavidade nasal. . Estes são particularmente usados na respiração trabalhosa ou quando o animal está farejando. A localização e o estreitamento das aberturas tornam estas propensas a obstruções devido à inflamação ou congestão da mucosa. Meato nasal comum: é o estreito espaço entre o septo médio e as conchas.NASOFARINGE O ar inspirado após deixar a cavidade nasal passa através das coanas para dentro da nasofaringe que se situa dorsal ao palato mole. Atua como proteção térmica e mecânica das cavidades da órbita. Quando ingurgitadas estes plexos dilatam como tecidos eréteis e impedem o fluxo de ar. Esta consiste de porções do osso incisivo. Concha nasal média: nos carnívoros Meato nasal ventral: é o mais largo.SEIOS PARANASAIS São espaços preenchidos com ar e cobertos de mucosa respiratória extremamente fina e pouco irrigada. O palato duro separa a cavidade oral da nasal. e mais caudalmente está relacionada com a base do crânio. A submucosa da região respiratória possui numerosos plexos vasculares consistindo de veias. No eqüino. A nasofaringe comunica-se dorsolateralmente com a orelha média através de orifícios como fendas das tubas auditivas. A porção rostral estreita da cavidade nasal (vestíbulo nasal) é usualmente revestida por membrana mucosa que é coberta por um epitélio escamoso estratificado. ossificando-se parcialmente com a idade. situa-se entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal e projetase para dentro da nasofaringe. Nesta porção a mucosa é especializada em olfação (região olfatória) e contém terminações do nervo olfatório e glândulas.2. Estão presentes os seios: maxilar. Caudoventralmente a nasofaringe se comunica através do óstio intrafaríngeo com a laringofaringe que é o local onde a via respiratória cruza com a via digestiva. A porção média é a maior porção e contém as conchas ou cornetos nasais. especialmente durante a deglutição. mas no eqüino a pele com pêlos comuns se estendem dentro desta por uma curta distância. que são duas aberturas separadas pelo vômer. As cartilagens estão conectadas umas as outras no osso hióide e na traquéia pelos ligamentos e músculos. O osso vômer está inserido na superfície dorsal destes ossos e suporta o septo nasal. A maior parte do ar respiratório passa através deste meato. 5. Dorsalmente é separado da porção caudal da cavidade nasal por uma divisão horizontal formada pelos ossos palatinos. Apresenta funções obscuras. as tubas auditivas são grandemente dilatadas para formar as bolsas guturais. A porção caudal é pequena e contém as numerosas conchas etmoidais. Os seios retêm suas conexões com a cavidade do nariz. 3. São bem desenvolvidos no eqüino (músculo canino) e podem transformar normalmente as narinas semilunares em circulares. mas como suas aberturas são estreitas. A laringe dos mamíferos domésticos situa-se ao nível da base do crânio. A divisão entre cavidades nasal e cranial é formada pelo etmóide. Consiste de muitas cartilagens cobertas no seu interior por membrana mucosa. frontal. Meatos etmoidais: espaço de ar entre as conchas etmoidais. A maior parte da porção média e septo da cavidade nasal (região respiratória) é coberta de mucosa de epitélio pseudoestratificado ciliado e contém principalmente glândulas serosas. Concha nasal ventral: origina-se da crista conchal do maxilar e é independente da concha etmoidal. porção nasal do osso frontal e rostro do pré-esfenóide. 2. 4. palatino (ausente nos carnívoros e suínos). do nariz e do crânio. Conchas nasais: Concha nasal dorsal: é a concha mais longa dos animais domésticos. etmóide e pelo vômer.Assoalho da cavidade nasal: é o teto da cavidade oral. do processo palatino do maxilar e placa horizontal do osso palatino e está coberta dorsalmente por mucosa nasal e ventralmente por mucosa oral. Apresenta forma mais ou menos cilíndrica e alongada. São pobremente desenvolvidos nos suínos e carnívoros. estendendo-se do teto da cavidade nasal para o assoalho continuando-se lateralmente com os outros meatos. esfenoidal e lacrimal (nos suínos e ruminantes). Sua abertura rostral pode ser fechada para proteção da traquéia e pulmões.

O número e distribuição dos brônquios lobares não é igual em todas as espécies domésticas e diferem especialmente entre os pulmões direito e esquerdo. A traquéia então cruza o arco aórtico no lado direito dorsal a base do coração e no nível do quarto ao sexto espaço intercostal divide-se em 2 brônquios principais. Os brônquios lobares emitem um grande número de brônquios segmentares. sendo que cada um destes ventila um segmentobroncopulmonar. cartilagens aritenóides dorsalmente e cartilagem epiglote rostralmente. O esternoioideo. Cartilagem cricóide: Articula-se com a porção caudal da cartilagem tireóide e está parcialmente coberta pelas lâminas da tireóide. O brônquio traqueal presente nos suínos e ruminantes é considerado também um brônquio lobar. o tecido conjuntivo é frouxo. A pleura que reveste o coração é a pleura mediastinal pericárdica. Cartilagem epiglote: É a mais rostral das cartilagens da laringe e fecha a entrada desta durante a deglutição. sendo um tecido pulmonar independente dentro de um lobo. 7. a traquéia continua caudalmente no mediastino. Ventralmente e lateralmente está rodeada pelos músculos cervicais que passam do esterno a cabeça. Cartilagens aritenóides: São duas e apresentam forma de pirâmide de 3 lados com seu ápice apontando rostrodorsalmente e com a base na face da cartilagem cricóide. Os bronquíolos são tubos muito pequenos. que é uma região funcional. Cartilagem tireóide: É a maior das cartilagens. Situa-se cranial a cricóide e ventral a epiglote e aritenóides. contém tecido linfóide e preenche espaço entre as extremidades livres das cartilagens. Entre o tecido conjuntivo e a membrana mucosa está o músculo traqueal. Os ductos alveolares terminam no saco alveolar. A epiglote se ajusta como uma tampa sobre a entrada da laringe e fecha esta durante a deglutição. 8. Porção torácica: Na cavidade torácica. o mais ventral destes está fusionado na linha média e tem que ser separado para expor a traquéia (traqueotomias). A base do segmento situa-se contra a pleura e seu ápice aponta para o hilo do pulmão. os bronquíolos não contêm glândulas e suas paredes não possuem suporte cartilaginoso. Em contraste com os brônquios. onde esta se bifurca para formar os brônquios principais direito e esquerdo.TRAQUÉIA É um tubo cartilaginoso não colapsável que continua a via respiratória da cartilagem cricóide da laringe para a raiz do pulmão. dorsal a veia cava cranial. Os brônquios lobares passam dentro de uma porção do pulmão e cada um deles entra e ventila um lobo.ÁRVORE BRÔNQUICA A bifurcação da traquéia dá origem aos brônquios principais que são grossos e curtos. A existência de segmentos broncopulmonares pode ser demonstrada pela insuflação de um brônquio segmentar individual. um músculo liso com fibras orientadas transversalmente. menores que 1 mm de diâmetro. O somatório dos alvéolos constitui a superfície respiratória do pulmão. os quais se dividem dentro de brônquios lobares na entrada dos pulmões. Tem aparência de anel e consiste de uma lâmina ampla dorsalmente e um arco estreito lateral e ventralmente. O segmento broncopulmonar é em forma de cone. São os últimos ramos da árvore brônquica relacionados unicamente com a condução do ar. As cartilagens traqueais estão unidas pelos ligamentos anulares que são fundidos ao pericôndrio e consiste principalmente de tecido fibroso. mas também de tecido elástico. As paredes dos sacos pleurais aderem lateralmente as costelas como pleura parietal costal. No pescoço está relacionada dorsalmente com o esôfago e músculos longo do pescoço e da cabeça. tem a forma de um V e forma a maior parte da parede lateral da laringe. que estão completamente envolvidos pelos alvéolos. A curta distância cranial a esta bifurcação a traquéia do suíno e dos ruminantes emitem o brônquio traqueal para o lobo cranial do pulmão direito. A troca de gases toma lugar nas paredes do alvéolo. Na superfície dorsal.O esqueleto da laringe é composto pelas seguintes cartilagens: cartilagem cricóide caudalmente. Posição: Porção cervical: Situa-se ventralmente e a direita do esôfago. Os ramos dos brônquios segmentares dão origem aos bronquíolos. O esôfago retorna do plano médio e assume sua posição dorsal a traquéia. Os bronquíolos respiratórios se dividem uma ou duas vezes e são seguidos pelos ductos alveolares. 6.PULMÕES Os pulmões estão localizados nos sacos pleurais os quais vão juntos medialmente para formar o mediastino. caudalmente ao diafragma como pleura parietal diafragmática e medialmente aos órgãos no mediastino ou para outro saco pleural como pleura mediastinal. cartilagem tireóide ventral e lateralmente. . As subdivisões terminais dos bronquíolos dão origem usualmente a dois bronquíolos respiratórios os quais contém alguns alvéolos. os quais cobrem a superfície ventral da coluna vertebral.Divide-se numa porção cervical e outra torácica. Estrutura: consiste de uma série de anéis cartilaginosos incompletos do tipo hialino que previnem o colapso do tubo e estão cobertos por uma adventícia e revestidos internamente por mucosa. principalmente.

Assim. mas se o sangue se mantém no pulmão após a morte. Os pulmões humanos são freqüentemente cinzas. azul acinzentado ou mesmo preto devido ao acúmulo de poeira e partículas de carbono. Hilo do pulmão: onde o brônquio principal. que emerge diretamente da traquéia como brônquio lobar independente. A cor dos pulmões depende da quantidade de sangue contido neles. estes são rosas. Face parietal: situada contra as costelas. diferentemente. no eqüino. encontra-se a formação de um brônquio traqueal direito. No suíno e nos rumiantes. forma um sulco. sua cor é vermelho-escuro. local de contato com o esôfago. Impressão cardíaca: local onde está alojado o coração e o pericárdio. 6. Área de aderência: é o ponto onde os dois pulmões estão em contato direto. Isto também é verdadeiro em animais mantidos em cidades grandes. Sulco para veia cava caudal: no pulmão direito. Em algumas espécies o lobo cranial é dividido dentro de porções cranial e caudal. É mais profunda no pulmão esquerdo. Este fluído facilita o movimento de fricção dos pulmões durante a respiração. brônquio cranial – lobo cranial. deixando somente um espaço capilar que no animal saudável contém uma pequena quantidade de fluído seroso. O agregado dessas estruturas é conhecido como raiz do pulmão. 4. Face diafragmática: onde está à base do pulmão.Os pulmões são revestidos pela pleura pulmonar que é continua com o hilo e ligamento pulmonar com a pleura mediastinal. não há pleura nesta área. A maioria das outras impressões é dorsal a esta. e uma base oblíqua que está caudoventral ao diafragma. brônquio acessório – brônquio acessório. Impressão esofágica: coloca-se acima da área de aderência. Se um animal é sangrado completamente. Eles preenchem seus respectivos sacos pleurais completamente. o pulmão direito não apresenta o lobo médio. 2. a cada brônquio pertence um lobo correspondente: por exemplo. As superfícies dos pulmões correspondem às paredes dos sacos pleurais. pois o coração está localizado mais para este lado. suínos e ruminantes Pulmão esquerdo: Lobo cranial subdividido em porções cranial e caudal Lobo caudal Pulmão direito: Lobo cranial * Subdividido em porções cranial e caudal nos ruminantes Lobo médio Lobo caudal Lobo acessório Dicas: . Mais profunda no pulmão esquerdo. é côncava e situada no diafragma. Impressão aórtica: forma um sulco denominado de vascular. O pulmão direito tem ainda um lobo médio ventilado pelo brônquio médio e um lobo acessório ventilado pelo brônquio acessório. Nesta região estão os linfonodos bronquiais. Cada pulmão tem a forma de um semicone com um ápice que é direcionado cranialmente e situa-se na entrada torácica. etc. A atual lobulação dos pulmões nos mamíferos domésticos é dada abaixo. O pulmão direito é sempre maior que o esquerdo numa proporção de 4:3. 3. Face medial: situada contra os corpos das vértebras torácicas e o mediastino e apresenta impressões dos órgãos localizados nesse local. 5. Apresenta os seguintes acidentes: 1. Lobos pulmonares: A ramificação da árvore brônquica forma a base para a configuração dos lobos pulmonares. vasos bronquiais e pulmonares e nervos passam do mediastino para o pulmão. Eqüinos Pulmão esquerdo: Lobo cranial (apical) Lobo caudal (diafragmático) Pulmão direito: Lobo cranial Lobo caudal Lobo acessório (intermediário) * Não apresenta lobo médio (cardíaco) Carnívoros. De acordo com essa forma de classificação cada pulmão tem um lobo cranial ventilado pelo brônquio cranial e um lobo caudal ventilado pelo brônquio caudal.

3.1. A substância cinzenta. onde executa as atividades vitais. branca e cinzenta. o telencéfalo e diencéfalo. que se localiza dentro da cavidade craniana.2.SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) 9.1 PROSENCÉFALO: .2.2) PARASSIMPÁTICO 9. formada principalmente por axônios de neurônios. Na porção mais cranial do tubo formam-se 3 vesículas por constrição: .3 ROMBENCÉFALO: .3) PIAMÁTER 9. O progressivo aprofundamento deste sulco originará a goteira neural.1 NERVOS ESPINHAIS E CRANIANOS 9.LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1) EMBRIOLOGIA: O sistema nervoso é o primeiro sistema a ser formado no indivíduo. é um brônquio lobar e ventila o lobo cranial do pulmão direito.1. O tubo neural dá origem ao Sistema Nervoso Central. As bordas da goteira neural se fundem para formar o tubo neural. que é um espessamento dorsal do ectoderma.MEDULA PRIMITIVA: MEDULA ESPINHAL 9. constitui as vias de comunicação das diversas áreas de comando.2. O pulmão esquerdo sempre apresenta 2 lobos (cranial e caudal). O eqüino tem o pulmão mais compacto enquanto o ruminante tem o mais dividido.METENCÉFALO .DIENCÉFALO 9.2. o mielencéfalo e o metencéfalo.4 . é o local onde se encontra os comandos do Sistema Nervoso Central.Rombencéfalo: Sofre subdivisão que dá origem a dois segmentos secundários.2) ARACNÓIDE 9. O Sistema nervoso é constituído por dois tipos de substâncias.2. .2. As três vesículas formam o encéfalo. . sua origem embrionária é o ectoderma.2 SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 9.1) SIMPÁTICO 9.1.1) DURAMÁTER 9.MIELENCÉFALO 9.1 . O primeiro elemento que se origina no sistema nervoso é a placa neural. formando o sulco neural.Prosencéfalo: Que sofre nova divisão e dá origem a duas vesículas secundárias. O lobo cranial está dividido em todas as espécies menos no eqüino.2 MESENCÉFALO 9. O lobo cranial só é dividido nos ruminantes. é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal. A substância branca.3.2.2. formada em sua maior parte por corpos de neurônios.1.3. 9 – NEUROLOGIA SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS DO SENTIDO 9. O restante do tubo neural forma a medula primitiva que formará a medula espinhal Sistema Nervoso Central é aquele localizado dentro da cavidade craniana e do canal vertebral. À proporção que se desenvolve a placa neural torna-se mais espessa e encurva-se longitudinalmente.2 . Brônquio traqueal – presente nos ruminantes e suínos.1 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS E MOTORAS 9.MENINGES 9.2 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 9.1GÂNGLIO NERVOSO 9.Mesencéfalo: Não sofre segmentação secundária.1.O pulmão direito é sempre mais completo – 4 lobos.TELENCÉFALO .3 . com exceção do eqüino que não possui o médio. .

2) CAVIDADES DO TUBO NEURAL A medida que ocorrem as dilatações do tubo neural, sua luz também se altera consideravelmente, resultando no adulto, as seguintes cavidades: - A luz das vesículas telencefálicas laterais formam de cada lado, os ventrículos laterais; - a parte mediana do telencéfalo e o diencéfalo englobam o III ventrículo, que se comunica com os ventrículos laterais por forames interventriculares; - a luz do mesencéfalo permanece estreita e constitui o aqueduto cerebral, que une o III ao IV ventrículo; - a luz dilatada do rombencéfalo forma, sobre a ponte e o bulbo, o IV ventrículo; - a luz da medula primitiva forma, no adulto, o canal central da medula, que a acompanha em quase toda sua extensão. As cavidades encefálicas são revestidas por um epitélio denominado epêndima e contém um líquido denominado líquido cérebro-espinhal ou líquor. 3) MENINGES As meninges são membranas de tecido conjuntivo que envolvem o Sistema Nervoso Central, possuem função mecânica, evitando traumatismo e lubrificando, bem como função biológica, pois contém anticorpos, evitando assim infecções. 3.1) Duramáter É a mais externa das meninges, apresenta-se de cor clara, bastante espessa e vascularizada. Acha-se aplicada diretamente contra os ossos que formam a cavidade craniana e canal vertebral. É constituída por uma lâmina interna e uma externa, que dentro da cavidade craniana estão unidas formando uma única lâmina. Ao nível do canal vertebral estas membranas se separam deixando um espaço entre elas, chamado espaço epidural ou extradural, preenchido por tecido adiposo e vasos sangüíneos. Pregas da Duramáter: São projeções da duramáter preenchendo sulcos da cavidade craniana. São em número de três: - Foice do Cérebro: Prega em forma de meia lua, no sentido longitudinal dorsal, entrre os hemisférios cerebrais. - Tenda do Cerebelo: Coloca-se transversalmente entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo, na cisura transversal do encéfalo. - Diafragma da Cela-Túrsica: Cobre a cela-túrsica e em conseqüência, a glândula hipófise. Seios da Duramáter: São espaços sangüíneos existentes entre as lâminas da duramáter encefálica. Servem para recolher o líquido cérebro-espinhal e também recolher o sangue venoso do encéfalo. Espaço Subdural: Separa a duramáter da aracnóide, contém um líquido com constituição de filtrado sangüíneo. 3.2) Aracnóide Membrana fina e delicada constituída de filamentos que se assemelham a teia de aranha. Situa-se entre a duramáter e a piamáter. - Cisternas Subaracnoideas: São espaços encontrados entre a aracnóide e a piamáter em determinados locais ao nível do Sistema Nervoso Central. - Granulações Aracnoideas: São projeções (pequenas bolsas) da aracnóide para os seios da duramáter. Servem para recolher o líquor do espaço subaracnoideo e eliminá-lo para a duramáter. - Espaço Subaracnoideo: Separa a Aracnóide da Piamáter, contém líquido cérebro-espinhal. Piamáter Adere diretamente o Sistema nervoso Central, colocando-se dentro das saliências e depressões. Na porção terminal do canal vertebral as meninges se projetam formando fios chamado filamento terminal ou cauda equina.

3.3)

4 - LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR É formado pelos plexos coróides*localizados a nível do IV ventrículo, III ventrículo e ventrículos laterais, a partir do sangue. Constitui-se um filtrado sangüíneo com grande quantidade de anticorpos para defesa do organismo. Circula no IV ventrículo, aqueduto cerebral, III ventrículo, ventrículos laterais e no canal central da medula. Supõe-se que ele circule 24 horas, sendo lançado novamente na corrente sangüínea pelas granulações da aracnóide e depois lançado nos seios da duramáter. Funções do líquor e das meninges: - Mecânica: Evita traumas no Sistema Nervoso Central - Imunológica: O líquido contém grande quantidade de glóbulos brancos que protegem contra possíveis infecções.

* Plexos Coróides: São um emaranhado de vasos sangüíneos cobertos pela Piamáter, normalmente apresentam coloração escura.

5- MEDULA ESPINHAL A medula espinhal (medulla spinalis) é uma estrutura alongada, mais ou menos cilíndrica, porém com alguns achatamentos dorso ventrais e algumas variações de forma e tamanho. Começa à nível de forame magno e está em conexão direta com a medula oblonga ou bulbo, rostralmente e se estende até metade da região sacral*. As variações mais importantes são os espessamentos (intumescências) das partes que dão origem aos nervos que suprem os membros torácico e pélvico, e o afilamento final caudal (cone medular). A intumescência cervical é o ponto de origem de nervos que vão inervar o membro torácico, da intumescência lombar partem nervos para o membro pélvico. A medula é dividida em quatro regiões correspondentes as da coluna vertebral. 5.1- Morfologia Externa: Sulco Dorsal Médio ou Mediano Dorsal: Sulco pouco profundo coloca-se dorsalmente e medianamente sobre a medula espinhal e estende-se por toda sua extensão. Sulco Dorso-lateral: Colocam-se de cada lado do sulco dorsal médio. O sulco dorso-lateral está em contato com a raiz dorsal da medula espinhal. Cisura Ventral Média: É profunda, estendendo-se até a metade da medula espinhal, dividindo-a em duas metades. 5.2- Morfologia Interna: É formada por dois tipos de substâncias, branca por fora e cinzenta por dentro. Um simples corte transversal mostra uma massa central de substância cinzenta perfurada na linha média por um pequeno canal central, resíduo do lúmen do tubo neural embrionário. A substância cinzenta, que se assemelha a um H, costuma ser descrita como colunas ou cornos dorsal e ventral. A coloração cinza é devido ao acúmulo de corpos celulares nesta área. A coluna dorsal corresponde a placa alar e contém neurônios aferentes somáticos e viscerais; e a coluna ventral corresponde a placa basal e contém neurônios eferentes somáticos e viscerais. Unindo medianamente as partes de substância cinzenta, temos a comissura de substância cinzenta. A substância branca que envolve a cinzenta é dividida em três funículos de cada lado. O funículo dorsal é contido entre um sulco dorsal raso e a linha de origem das raízes dorsais dos nervos espinhais ou sulco dorso-lateral; o funículo lateral está contido entre as linhas das raízes dorsais e ventrais; o funículo ventral está contido entre a linha das raízes ventrais e uma fissura ventral que penetra profundamente na substância branca, embora deixe uma comissura razoável ligando as metades direita e esquerda, chamada comissura de substância branca. Esta fissura ventral é ocupada por uma massa de piamáter, que surge como uma estria brilhante na superfície da medula. Os funículos são compostos por fibras nervosas ascendentes e descendentes, muitas das quais agrupadas em fascículos ou tratos que possuem a mesma origem, destino e função, transmitem estímulos da periferia para o encéfalo. * No cão termina entre 6 e 7 vértebras lombares. Nos ruminantes, na metade cranial da 2 sacral. No equino, na metade caudal da 2 sacral e no suíno, entre a 2 e 3 sacral.

6

- ROMBENCÉFALO - MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA - METENCÉFALO: PONTE E CEREBELO

6.1- MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA Apresenta-se como um continuação direta da extremidade cranial da medula espinhal, sendo o limite entre eles representado por um plano imaginário que passa imediatamente cranial a raiz do primeiro nervo cervical. Rostralmente limita-se com a ponte, sendo separada desta por um sulco transversal pouco profundo. Sua face ventral repousa sobre a porção basilar do occipital e sua face dorsal apresenta-se quase que inteiramente coberta pelo cerebelo. Superfície Ventral: - Fissura Mediana Ventral: É uma divisão na linha média. Caudalmente é contínua com a fissura do mesmo nome da medula espinhal e rostralmente, é ocupada pelo corpo trapezóide, caudal a ponte. A porção caudal da fissura está parcialmente ocupada pela decussação das pirâmides.

- Pirâmides: São faixas longitudinais de fibras em ambos os lados da linha média, entre a fissura mediana e os sulcos laterais ventrais. Estas fibras (corticomedular e corticospinal) são fibras motoras do córtex cerebral). Na extremidade caudal da medula estas fibras se cruzam para o lado oposto formando o que chamamos decussação das pirâmides. - Sulco Lateral Ventral: É um sulco indistinto, lateral as pirâmides. - Tubérculo Facial: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado das pirâmides. - Corpo Trapezóide: É uma faixa de fibras nervosas transversas colocadas rostralmente na medula oblonga, atrás da ponte. É cruzado em ambos lados da linha média pelas pirâmides. Superfície Dorsal: Visível somente após a retirada do cerebelo. A porção dorsal da medula oblonga é semelhante a medula espinhal em sua metade caudal. Na metade rostral, forma: - Sulco Mediano dorsal: É a continuação rostral do sulco mediano dorsal da medula espinhal. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou Corpos Restiformes: São feixes de substância nervosa colocados transversalmente de cada lado do sulco dorsal médio. - Fossa Rombóide: É o assoalho do IV ventrículo. Sua metade caudal é ocupada dorsalmente pela medula oblonga. Comunica-se caudalmente com o canal central da medula e rostralmente como interior do mesencéfalo, o aqueduto cerebral. - Tubérculo e fascículo Grácil: Lateralmente ao sulco mediano dorsal. - Tubérculo e fascículo cuneiforme: Localiza-se lateral ao tubérculo e fascículo grácil. 6.2 METENCÉFALO 6.2.1- PONTE É um grande feixe de substância nervosa colocado transversal e ventralmente à medula oblonga, adiante do bulbo e caudal ao mesencéfalo. Constitui-se em uma protuberância convexa larga que diminui de tamanho lateralmente. As superfícies laterais da ponte são mais estreitas e são chamadas braços da ponte, os quais se continuam dorsalmente e se estendem até o interior do cerebelo. Os braços da ponte são também chamados pedúnculos cerebelares médios. A superfície dorsal da ponte corresponde à parte rostral da fossa rombóide. As fibras transversais que constituem grande parte da estrutura da ponte formam a via nervosa que une os hemisférios cerebrais aos hemisférios cerebelares. - Sulco Basilar: É uma ligeira depressão na linha média, devido a presença de fibras piramidais orientadas longitudinalmente. 6.2.2- CEREBELO É uma grande massa de substância nervosa colocada dorsalmente à medula oblonga. É um órgão globular de formato irregular, ligeiramente comprimido rostrocaudalmente, com seu diâmetro maior no eixo transverso. Está separado dos hemisférios cerebrais pela fissura transversa e a tenda do cerebelo, uma prega transversal da duramáter, que a ocupa. Cobre inteiramente a fossa rombóide, os colículos rostral e caudal e os pedúnculos cerebelares rostrais. A borda rostral e parte da superfície rostral do cerebelo estão cobertas pelos lobos occipitais cerebrais. O cerebelo liga-se a outras partes do Sistema Nervoso Central por inúmeras fibras que compõe os pedúnculos cerebelares. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou corpos restiformes: Emergem na superfície dorsal da parte rostral da medula oblonga e penetram no cerebelo na superfície ventral. Ligam as medulas oblonga e espinhal com o cerebelo. - Pedúnculos Cerebelares Médios: Penetram no cerebelo entre os pedúnculos rostrais e caudais e consiste de fibras que vêm da ponte. São os braços da ponte. - Pedúnculos Cerebelares Rostrais: Também chamados de braços conjuntivos. Emergem rostralmente aos pedúnculos cerebelares médios e formam o limite lateral da parte rostral do IV ventrículo. Unem o mesencéfalo ao cerebelo. Externamente o cerebelo é dividido em 3 porções: - Vermis: Porção mais mediana e saliente do cerebelo;

CAVIDADE DO MESENCÉFALO É o aqueduto cerebral.1. Internamente. entre os pedúnculos cerebrais divergentes. São planos. do mesencéfalo.CAVIDADE DO ROMBENCÉFALO É o IV ventrículo. Constitui o limite caudal do hipotálamo. com o aqueduto cerebral.parede lateral: formada pelos pedúnculos cerebelares rostral. 7.1. comunica-se caudalmente com o IV ventrículo e cranialmente com o III ventrículo.HIPOTÁLAMO Situa-se ventralmente no diencéfalo. de cor cinza claro. as fibras ópticas se continuam. sendo o primeiro e mais rostral. comunica-se caudalmente com o canal central da medula e cranialmente.MESENCÉFALO É uma parte relativamente pequena do cérebro situada entre a ponte caudalmente e o diencéfalo rostralmente. apresentando-se como uma continuação direta em sentido rostral. * Colículos Caudais: São consideravelmente menores que os rostrais.HIPOCAMPO . ovóides e largos. constituindo os tratos ópticos. colocada caudal a hipófise. 6.parede ventral: formada pela ponte e medula oblonga . Superfície Ventral: * Pedúnculos Cerebrais: Representam a parte basal do mesencéfalo.1 . médio e caudal.Hemisférios Cerebelares: São em número de dois e colocados de cada lado do vermis. São separados caudalmente pelo sulco interpeduncular. mais caudal.PROSENCÉFALO (cérebro) * DIENCÉFALO . .DIENCÉFALO: É a porção do encéfalo situada sob os hemisférios cerebrais. Os dois colículos rostrais são separados por um sulco muito profundo. . São dois feixes fibrosos espessos que põe em conexão rombencéfalo com prosencéfalo. Superfície Dorsal: . * Colículos Rostrais: São consideravelmente maiores e mais escuros que os caudais.1. em uma secção mediana sagital o cerebelo divide-se em vários lóbulos.Tecto Dorsal ou Lâmina Quadrigêmia: Consiste de quatro eminências pares (colículos) com superfícies arredondadas. separadas umas das outras por sulcos transversais e sagitais. Após o quiasma. Uma faixa larga e plana prolonga o colículo caudal ventrorostralmente dentro do corpo geniculado medial.Substância Cinzenta externamente. separados por uma depressão larga.parede dorsal: formado pelo cerebelo .HIPOTÁLAMO * TELENCÉFALO . 8. Estão relacionados com funções auditivas. Elementos que formam as paredes do IV ventrículo: . estão em contato com o corpo geniculado lateral e são relacionados com funções visuais.HEMISFÉRIOS CEREBRAIS . chamado nódulo. Ao corte mediano.3.RININCÉFALO 8. Este sulco aumenta rostralmente. verificamos que também é formado por substância branca e cinzenta: .Substância Branca internamente: De forma arborescente (arbor vitae).EPITÁLAMO . quase esféricos e separados daqueles por um sulco. imediatamente caudal ao corpo mamilar para formar a fossa interpeduncular (esta é perfurada por vários orifícios para passagem de vasos sangüíneos). 8.TÁLAMO . quase branco.. denominado língula e o último. muito proeminentes. A função principal do cerebelo é conferir equilíbrio ao animal. 7. o qual coloca-se entre os pedúnculos cerebrais e os colículos. * Quiasma Óptico: É o ponto de encontro ou convergência das fibras do nervo óptico na base do diencéfalo. ao nível de fossa interpeduncular. Os pedúnculos são feixes fibrosos grandes que contém fibras originadas no cérebro com destinação espinhal e medular. onde encontramos os seguintes elementos adiante dos pedúnculos cerebrais: * Corpo Mamilar: Elevação esbranquiçada de redonda a oval. chamada córtex do cerebelo.

colocados dorsalmente aos pedúnculos cerebrais. 8.EPITÁLAMO O epitálamo compreende o Corpo Pineal ou Glândula Epífise. É nessa face que os hemisférios cerebrais se relacionam e unem-se através do corpo caloso. terminam dorsalmente no corpo geniculado lateral (visível somente quando retirada uma parte dos hemisférios cerebrais).funcional importante.Esplênio: Porção mais caudal e dorsal do corpo caloso. comunica-se caudalmente com o aqueduto cerebral e dorsalmente com os ventrículos laterais. chamado infundíbulo. que correm lateralmente cobrindo parte do hipotálamo rostral. chamada foice do cérebro. As partes mais caudais do tálamo constituem os corpos geniculados. * Corpos Geniculados Mediais: Estão ligados ao colículo caudal através do braço do colículo caudal.TÁLAMO São duas grandes massas de substância cinzenta. . Fórnix: Feixe de substância nervosa colocado ventralmente ao corpo caloso. . que não atinge o fundo. de formato ovóide. * Hemisférios Cerebrais: São constituídos por duas grandes massas de substância nervosa direita e esquerda. Esta se apresenta de formato ovóide nos animais domésticos. Passam sobre os lados dos pedúnculos cerebrais e desaparecem entre estes e os lobos piriformes.1. Relacionam-se caudalmente com os colículos rostrais. de coloração escura e alojada entre os tálamos e colículos rostrais. . recebem a maioria das fibras do trato óptico. A hipófise está inserida no túber cinéreo pelo infundíbulo. Porções: .Tronco: É a porção média.Face Ventral ou Base: Apresenta-se bastante irregular. Porções do corpo caloso: . coloca-se dorsalmente ao diencéfalo e vai ocupar a maior parte da cavidade craniana cujos elementos principais são os hemisférios cerebrais.1.TELENCÉFALO É a região mais desenvolvida do prosencéfalo.3.Face Medial: Apresenta-se mais ou menos plana.Fissura Transversal: Entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo.Pilares: Porção mais caudal e inferior do fórnix. circundada pelo III ventrículo. .Colunas: Porção mais cranial e ventral do fórnix. Cada hemisfério cerebral apresenta quatro faces: . CAVIDADE DO DIENCÉFALO É o III ventrículo. 8. Septo Pelúcido: É uma parede colocada medianamente entre os ventrículos laterais. Se insere dorsalmente no corpo caloso e ventralmente no fórnix. Hipotálamo e hipófise juntamente formam uma unidade anatomo. . voltada para a base da cavidade craniana. ocupada por uma prega de duramáter chamada tenda do cerebelo. * Túber Cinéreo: Área cinza proeminente situada rostralmente aos corpos mamilares.2. * Glândula Hipófise: É uma glândula bastante desenvolvida situada ao nível do hipotálamo e está em conexão com o mesmo por meio de um pequeno tubo de substância nervosa. encontramos uma prega de duramater. * Corpos Geniculados Laterais: São maiores e mais elevados rostrolateralmente.* Tratos Ópticos: São faixas de substância branca divergentes. . . que ocupam a maior parte da cavidade craniana. estão em relação direta com o hipocampo.2. que coloca-se ao redor dos tálamos. 8. lateralmente ao hipocampo e dorsalmente ao córtex cerebral. Ocupando este sulco. Os dois tálamos encontram-se na linha média formando a aderência intertalâmica.Face Dorso-lateral: Apresenta-se de forma convexa e relaciona-se diretamente com os ossos do crânio. Este por sua vez é formado por uma espessa camada de fibras nervosas dispostas transversalmente: o corpo caloso. e nela encontramos o rinincéfalo.Joelho: Porção mais cranial e ventral do corpo caloso.Fissura Longitudinal: Coloca-se medianamente aos hemisférios cerebrais. convexas dorsalmente.Corpo: Porção média do fórnix. . deixando sobre ele impressões digitais. Os dois hemisférios cerebrais estão incompletamente separados ao nível do plano mediano por um sulco: . forma a parede da fissura longitudinal.

Cada hemisfério cerebral apresenta dois pólos: .Trato Lateral: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e lateralmente até atingir o lóbulo piriforme. .Saliências ou giros: São as circunvoluções cerebrais. Observando externamente os hemisférios cerebrais verificamos que apresenta saliências e depressões. onde desaparecem. Após formarem o tronco saem do canal vertebral pelos orifícios intervertebrais ou vertebrais laterais. * Hipocampo ou Cornos de Ammón São dois grandes feixes de substância nervosa em forma curva. onde os estímulos são recebidos. observaremos dois tipos de substâncias: . Possui função de levar mensagens aos diversos centros de comando.1. * Rinincéfalo Porção central do olfato. varia de espécie para espécie. localizado na base dos hemisférios cerebrais.Trato Medial: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e medialmente até a face medial dos hemisférios cerebrais.. 1) Bulbo olfatório: Saliência de substância nervosa achatada dorso ventralmente. está em relação direta com o bulbo olfatório.Face Tentorial: É a face em que os hemisférios cerebrais estão em relação com o cerebelo. Nervos espinhais: . são zonas de comando das atividades vitais do animal.NERVOS ESPINHAIS Formação dos nervos espinhais: Os nervos espinhais são formados por uma raiz dorsal (sensitiva) e outra ventral (motora) a partir do "H" medular. . 3) Tratos Olfatórias: . colocada sob o pólo frontal dos hemisférios cerebrais. que se aloja na fossa etmoidal.SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É o sistema que comunica o meio externo e interno. 5) Lóbulo Piriforme: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado dos tractos ópticos e pedúnculos cerebrais.Substância Branca : A mais interna. é a mais caudal.Substância Cinzenta: É a mais externa e constitui o córtex cerebral. 9. . . Os ramos dorsais são geralmente divididos em ramos medial e lateral que vão suprir os músculos e a pele da parte dorsal do pescoço e do tronco. 4) Trígono Olfatório: É uma área de substância nervosa de forma mais ou menos triangular colocada entre as estrias. Depois de emergirem dividem-se num ramo dorsal curto e ramo ventral longo.Pólo Frontal: Porção mais cranial e ventral. É composto pelos nervos espinhais. O ramo ventral divide-se em ramos superficial e profundo e supre as partes ventral e lateral do tronco e todas as partes dos membros. que variam em número conforme a espécie: . Ao corte mediano dos hemisférios cerebrais. a área de comando. 2) Pedúnculo Olfatório: Feixe pequeno e largo que liga o bulbo olfatório aos hemisférios.Pólo Occipital: Situa-se na porção mais caudal e dorsal. ao sistema nervoso central (SNC) e deste aos órgãos efetores (alvos). estendendo-se desde os ventrículos laterais até o interior dos lóbulos piriformes.Depressões: Sulcos ou cisuras que delimitam as saliências. 9. CAVIDADES DO TELENCÉFALO São os ventrículos laterais que se comunicam ventralmente com o III ventrículo. semelhante a um “C” colocada ao redor dos tálamos. pelos doze pares cranianos e sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático).

Torácico longo: corre na superfície lateral do músculo serrátil ventral o qual inerva. Para inervar determinados locais (membros. 2.Estão distribuídos conforme a espécie da seguinte maneira: Eqüino: C T L S Ca = 8 18 13 6 6 5 5 6 5 7 42 pares 39 pares 35/38 pares Ruminantes: Suíno: Cão: C C 8 T T C 14/15 L S 4 S S Ca = Ca = = 8 L 13 6 Ca 7 38/39 pares 4/7 8 T L 3 Região cervical: Apresenta 8 pares de nervos cervicais em todas as espécies. subdivide-se em ramos palmares que inervam os dedos pela face palmar. Está dividido num ramo proximal e num distal. C e C ). 4. o braquial. Inerva os músculos: redondo maior. 8. O ramo superficial inerva os dedos e o profundo os músculos extensores. Pode se encontrar dividido em ramos cranial e caudal. ancôneo e o tensor da fáscia antebraquial. Estas raízes apresentam conexão do simpático através de ramos comunicantes. 6 2 Suíno: quatro últimos ramos ventrais cervicais e primeiro ramo ventral torácico (C a T ).próprios do segundo. parede abdominal) os ramos ventrais dos nervos espinhais se reúnem para formar plexos ou nervos. Mediano: inerva os músculos: flexor radial do carpo. e o distal. deltóide e braquiocefálico. visando a inervação do membro torácico e parte da parede do tórax. Toracodorsal: inerva o músculo grande dorsal. bovino e cão . Região lombar: Os ramos dorsais inervam a musculatura dorsal do tronco e os ramos ventrais formam o . pronador redondo e pronador quadrado. 9. Torácico lateral: localiza-se mais ventralmente que o anterior. Emite o ramo cutâneo cranial do antebraço. Emite o ramo cutâneo medial do antebraço. Sob a porção lateral do tríceps ele se divide em dois ramos: superficial e profundo. 6 1 O plexo braquial é formado pelos seguintes nervos: 1. Penetra entre os músculos supraespinhal e subescapular inervando os músculos supra e infraespinhoso. 10. 5. e se distribuem na parede do tórax como nervos intercostais. Inerva o tríceps. Ex: bovinos: ramo superficial do radial . Musculocutâneo: inerva os músculos coracobraquial. Supraespinhal ou supraescapular: é o mais cranial do plexo. 11. Região torácica: O número de nervos torácicos é de acordo com a espécie. superficial dos dedos e profundo dos dedos (cabeças umeral e ulnar). Divide-se próximo ao carpo num ramo dorsal e num palmar. Inerva o músculo cutâneo do tronco. O ramo proximal inerva o coracobraquial e bíceps. bíceps e braquial. Subescapular: inerva o músculo subescapular. 6 7 8 Esse nervo inerva o músculo diafragma. Emite o ramo cutâneo caudal do antebraço. Ulnar: está unido ao nervo mediano na sua origem e inerva o músculo flexor ulnar do carpo. Emite ainda o ramo cutâneo lateral do antebraço. Distalmente. 7. constituído pelos ramos ventrais dos últimos nervos cervicais e primeiros torácicos. 6. porque o primeiro nervo cervical emerge entre o occipital e o atlas. Axilar: passa para a face lateral entre o músculo e a artéria subescapular. O ramo dorsal inerva a face dorsolateral dos dedos e o ramo palmar se une ao ramo palmar do nervo mediano. Radial: passa para a face lateral entre o músculo redondo maior e a porção longa do tríceps.O nervo radial não se extende até o dedo no eqüino.três últimos ramos ventrais cervicais e dois primeiros ramos ventrais torácicos (C a T ). Nervo frênico: é formado pelos ramos ventrais dos dois ou três últimos nervos cervicais (C .digital dorsal comum II e comum III . Eqüino. 3. profundo dos dedos. redondo menor. Plexo braquial: É uma cinta larga e grossa. terceiro e quarto dedos. 5 1 Ovino: pelos três últimos ramos ventrais cervicais e pelo primeiro torácico (C a T ). Nervos peitorais: inervam os músculos peitorais superficial e profundo. Obs: Todo ramo superficial divide-se em comum e este em próprio.

3. pectíneo e grácil. Inerva os obturadores interno e externo. O ramo superficial inerva os músculos oblíquo abdominais externo e interno. Inerva os músculos: glúteo superficial. pectíneo. 2. quadrado da coxa. médio e profundo. destacando-se os nervos: 1. O nervo isquiático divide-se nos seguintes nervos: . Divide-se nos seguintes ramos: 5 2 .OLFATÓRIO II . Emite o ramo cutâneo caudal da coxa. adutor e grácil. Ílio-inguinal: deriva-se do segundo ramo ventral lombar.VESTIBULOCOCLEAR IX . Nervo glúteo caudal: origina-se dos ramos ventrais sacrais. psoas maior e menor. Ílio-hipogástrico: deriva-se do primeiro ramo ventral lombar.TRIGÊMEO VI .PLEXO LOMBAR. gêmeos. No cão e. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e região subcutânea do joelho. 4. Está dividido num ramo 2 4 muscular e num ramo genital. . Emite o ramo safeno.NERVOS (PARES) CRANIANOS O encéfalo possui 12 pares de vias nervosas que o relacionam com órgãos periféricos sem a participação da medula espinhal que são chamados pares cranianos ou encefálicos. 1. Divide-se num ramo superficial e num profundo.FACIAL VIII . Pudendo: divide-se em nervo dorsal do pênis (macho). Nervo femoral: deriva-se do ramo ventral do quarto e quinto nervos lombares (L a L ).HIPOGLOSSO Macete: Onde O Órgão Têm Traumatismo A Forma Varia Grandemente Verificando-se Até Hemorragia. 3. levantador e esfíncter do ânus.ACESSÓRIO XII . O ramo profundo inerva o reto do abdome e região cutânea do escroto e prepúcio no macho ou glândula mamaria na fêmea. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e glúteos superficial. O ramo muscular inerva os músculos oblíquo interno do abdome e cremáster externo. Inerva os músculos extensores e os dedos na face dorsal. 2. .OCULOMOTOR IV .TROCLEAR V . O ramo genital desce pelo canal inguinal e se ramifica nos órgãos genitais externos. Cutâneo lateral da coxa: origina-se dos ramos ventrais do terceiro e quarto nervos lombares. nos ovinos e suínos (com sete vértebras lombares) está subdividido em cranial e caudal. as vezes. 10. Inerva os 3 6 músculos sartório.VAGO XI . 5. 2.Ramos musculares: inervam os músculos obturador interno.Nervo tibial: inerva os músculos flexores e os dedos na face plantar. Nervo obturatório: também origina-se do quarto e quinto nervos lombares. PLEXO LOMBO-SACRAL: É formado pelos três últimos ramos ventrais dos nervos lombares e pelos primeiros sacrais. 1. Estes nervos são designados da frente para trás por números romanos de I a XII e são: I . dorsal do clitóris (fêmea) e nervos perineais profundos (macho e fêmea). e transverso do abdome. Nervo isquiático ou ciático: origina-se do ramo ventral do sexto nervo lombar e do primeiro ramo ventral sacral (L a S ). Nervo glúteo cranial: origina-se do sexto ramo ventral lombar e do primeiro ramo ventral sacral.ÓPTICO III .Nervo fibular: se subdivide em superficial e profundo.GLOSSOFARÍNGEO X . porém mais para trás. É o maior dos nervos do corpo. bíceps e semitendinoso. Retal caudal: inerva os músculos coccígeo. semitendinoso e semimembranoso. 4. quadríceps. Inerva o mesmo que o anterior.ABDUCENTE VII . Região sacral: O número varia conforme a espécie. Gênito-femural: origina-se do terceiro ramo ventral lombar (L a L ). bíceps.

motoras. VII. IX e X. VII. IV. Nervos Sensitivos : I. parassimpáticas e todas contém fibras simpáticas. Nervos Motores: III. união com encéfalo. Nervos com fibras parassimpáticas: III. IX e X. Nervos mistos: V. XI e XII.Estes nervos podem conter fibras sensitivas. emergência craniana. mistas (sensitivas/motoras). II e VIII. . área de dispersão periférica e principais funções conforme quadros seguintes. Todos possuem fibras simpáticas. Tipos de fibras. VI.

ventral. Movimento dos olhos. maxilar e labiais UNIÃO ENCÉFALO Bulbo olfatório Quiasma óptico EMERGÊNCIA CRANIANA Lâmina crivosa Canal óptico PRINCIPAIS FUNÇÕES Olfação Visão ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO Porção o olfatória da mucosa nasal Retina. Meninges.Oculomotor (motor ocular comum) IV – Troclear (Patético) V. Facial forame estilomastoide . ------------------------------------------------------Assoalho e paredes laterais da cavidade bucal. Forame orbitário forame orbitário ---------------------------forame redondo ---------------------------forame oval Sensitivas -------------------Sensitivas -------------------Sensitivas e parte lateral da ponte VII. porção lateral do corpo trapezóide Forame orbitário abdução dos olhos exp.borda lateral do pedúnculo Forame orbitário ---------------------------Miose acomodação Movimentos dos olhos sensibilidade da cabeça ---------------------------sensibilidade da cabeça ---------------------------movimento dos músculos mastigadores Mm.Óptico movimento dos olhos III . Músculos mastigadores Músculos reto lateral do olho Musculatura superficial da mímica ------------------------------------------------------2/3 apicais da língua -----------------------------------------------------glândula lacrimal -----------------------------------------------------gl. teto da cavidade bucal e cavidade nasal. . Músculo obliquo dorsal do olho movimento dos olhos.olho.extremidade aboral da cavidade nasal. ciliar provocando miose e acomodação do olho. esfincter da pupila e M. sublingual.Olfatório Mesencéfalo atrás dos corpos quadrigêmios. pálpebras. Mandibular . facial ---------------------------gustação ---------------------------secreção lacrimal ---------------------------secreção da saliva Motoras -------------------Parassimpático Motoras Mesecéfalo .12 PARES DE NERVOS CRANIANOS NERVO TIPO DE FIBRAS Sensitivas Sensitivas II.abducente (motor ocular externo) Motoras Motoras ------------------Sensitivas -------------------Parassimpáticas borda caudal da ponte. ------------------------------------------------------Meninges.Trigêmio a)Oftálmico --------------------b) Maxilar --------------------c)Mandibular Motoras VI. retos dorsal. ------------------------------------------------------M. medial e obliquo ventral do olho. por um grosso feixe de fibras nervosas I .

hiato rasgado (forame lacero) Motoras X. da língua. faringe e orelha média ---------------------------------------------------Músculo estilofaringeo ---------------------------------------------------glândula parótida e papilas gustativas IX. tórax e abdome (esôfago. esternocefálico e trapézio XII. coração. faringe e reflexos viscerais ----------------------------elevação da faringe -----------------------------secreção da saliva ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO ductos semicirculares da orelha interna ---------------------------------------------------cóclea da orelha interna 1/3 caudal (base) da língua. Vestibulococlear FIBRAS Sensitivas UNIÃO DO ENCÉFALO porção lateral da medula oblonga EMERGÊNCIA CRANIANA não sai do crânio PRINCIPAIS FUNÇÕES equilíbrio ----------------------------audição sensibil.NERVO VIII. Hipoglosso Motoras Medula Oblonga canal do hipoglosso Músculos da língua . pulmões e estômago) Mm. Glossofaringeo Sensitivas --------------Motoras --------------Parassimpáticas porção cranial da superficie lateral da medula oblonga. traquéia e esôfago ---------------------------------------------------vísceras do pescoço. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------M. Movimento da faringe e laringe ----------------------------movimento da cabeça e do ombro Movimentos da língua Músculos do paladar. laringe. Vago --------------Sensitivas -------------Parassimpáticas medula oblonga hiato rasgado (forame lacero) XI. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------faringe. do paladar. Acessório Motoras medula oblonga e primeiros cervicais hiato rasgado (fôrame lacero) Movimento da faringe e laringe ----------------------------sensibilidade da faringe e laringe -----------------------------movimento e secreção das vísceras torácicas e abdominais.

que o comunicam com o gânglio cervical médio. Na região retrofaríngica o tronco simpático separa-se do nervo vago. O longo axônio pré-ganglionar 2 4 "conduz" o parassimpático até os gânglios localizados. ("prepara para briga ou para fuga"). O parassimpático é o sistema nervoso autônomo atuante nos processos metabólicos. que são definidos como uma coleção de corpos de células nervosas fora do SNC. Este sistema inerva os músculos lisos. indo até o gânglio cervical cranial. um incremento na secreção gástrica.ramos para o coração. sendo que seu corpo celular localiza-se numa estrutura periférica denominada gânglio. Devido a esse fato o simpático e também 1 chamado de sistema toracolombar. localizados próximo ao corpo das vértebras. sendo por isso chamado de sistema craniossacral. 3 7 3 . músculo cardíaco (miocárdio) e algumas glândulas. aumento dos batimentos cardíacos. A partir do gânglio cervicotorácico partem os seguintes elementos que conduzem o simpático: 1 . quando ocorre a primeira sinapse com o curto neurônio pós-ganglionar.1. A partir desses gânglios partem os axônios pós-ganglionares até os órgãos alvos (efetores). Os axônios préganglionares têm sua origem na medula espinhal e saem junto com a raízes ventrais (motora) do primeiro nervo espinhal torácico (T ) até o terceiro ou quarto nervos espinhais lombares.SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Também chamado de sistema nervoso visceral ou neurovegetativo. provocando. O sistema nervoso autônomo (SNA) difere do sistema motor somático nos órgãos alvos (efetores) e no número de neurônios no circuito periférico. O mediador químico (neurotransmissor) do parassimpático é a acetilcolina. C e T . geralmente. VII. de acordo com a origem anatômica de seus neurônios pré-ganglionares e no tipo de neurotransmissor na sinapse junto ao órgão alvo. Este gânglio. É a parte do sistema nervoso que geralmente. no interior dos órgãos alvos. Após sua passagem pelo orifício intervertebral juntamente com os nervos espinhais. chamado nervo pós-ganglionar. A porção que segue junto com o nervo facial (VII par craniano) dirige-se até os gânglios pterigopalatino (esfenopalatino) que atua sobre a glândula lacrimal e submandibular que inerva as glândulas salivares . Os gânglios lombares emitem ramos até o gânglio mesentérico caudal.alça subclavia e tronco simpático. O primeiro denomina-se nervo pré-ganglionar. Deste gânglio partem fibras nervosas que se associam aos nervos cranianos que "levam" o simpático a todas as estruturas da cabeça. na maioria dos casos. por exemplo. sendo que 1 o segundo gânglio pode estar associado a ele em algumas espécies. geralmente. ao contrário o SNA têm dois nervos periféricos. Sua função principal é manter o equilíbrio do meio interno (homeostase). que também tem seu corpo celular no SNC. mas seu axônio inerva um segundo neurônio em cadeia. tem o axônio pré-ganglionar curto e um pós-ganglionar longo. dos movimentos respiratórios. motilidade intestinal e relaxamento do esfíncter pilórico. O SNA está dividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. IX e X pares cranianos e junto com os nervos espinhais sacrais de S a S . provocando.SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO O parassimpático. midríase. O primeiro gânglio da cadeia simpática (T ) é denominado de gânglio cervicotorácico ou estrelado. Deste gânglio prossegue o tronco simpático que na região cervical se associa ao nervo vago formando o tronco vagossimpático. 11. o qual emite ramos para as vísceras da porção cranial da cavidade abdominal. não esta sob o controle da conciência. os axônios préganglionares dirigem-se para uma cadeia de gânglios paravertebrais interligados (tronco simpático). O parassimpático que acompanha o III par craniano (oculomotor) vai até o gânglio ciliar junto ao músculo constritor da pupila. O sistema nervoso periférico (SNP) tem um nervo cujo corpo celular se localiza no SNC e seu axônio se estende sem interrupção até o esqueleto muscular. o qual é responsável pela inervação simpática das vísceras da porção caudal da cavidade abdominal e através dos nervos hipogástricos das vísceras da cavidade pélvica. normalmente está associado ao gânglio mesentérico cranial formando o gânglio celiacomesentérico. por exemplo. da pressão arterial.2.nervo vertebral dirige-se para a região cervical penetrando nos orifícios vertebrais "conduzindo" o simpático para os nervos espinhais cervicais (C a C ). tem um longo axônio pré-ganglionar e um curto pós-ganglionar. O simpático é aquele sistema nervoso autônomo atuante nas situações estressantes. Os axônios pré-ganglionares do parassimpático se originam juntamente com o III. pois é inervada diretamente pelo nervo pré-ganglionar.SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO Este sistema. 2 . Os mediadores químicos (neurotransmissor) do simpático com os órgãos alvos são a noraepinefrina e a adrenalina (catecolaminas). A medula da glândula adrenal é uma exceção. 8 1 Os últimos gânglios torácicos originam o nervo esplâncnico maior que passa pelo músculo diafragma se dirigindo ao gânglio celíaco. sendo por isso denominado de sistema anabólico ou vegetativo. localizado próximo a origem das artérias celíaca e mesentérica cranial na cavidade abdominal. 11.11.

Raios medulares: são prolongações da base das pirâmides em forma de raios para dentro do córtex. sendo uma modificação brusca do córtex. A córtex é marrom-avermelhada e têm aparência granular. traquéia. Pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano) vai até o gânglio ótico responsável pela inervação parassimpática da glândula salivar parótida. a influência de núcleos cerebelares. Geralmente estão acomodados com sua superfície dorsal nas pirâmides do diafragma e fáscia ilíaca que cobre a musculatura psoas e estão seguros neste local por tecido conjuntivo e gordura. e das vias uriníferas: ureteres. Esta coleta a urina e como um funil leva esta para dentro do ureter. No córtex é que estão localizados os glomérulos ou corpúsculos renais. O ápice da pirâmide. A porção mais interna (zona basal) é brilhosa.Organização macroscópica do parênquima renal: Pode ser melhor visualizada com uma secção através dos pólos e do hilo renal.1. São retroperitoniais em posição e cobertos com peritônio na superfície ventral com face para cavidade abdominal. particularmente se seguirmos o curso dos vasos interlobulares. bronquios e pulmões).Pelve renal: é a extremidade dilatada do ureter que se localiza dentro do seio renal. está inserida numa peça terminal em forma de cálice de um ramo do ureter que é o cálice renal. o ureter e linfáticos renais. Fusão cortical incompleta resulta num rim que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. Cada unidade ou lóbulo consistia de um córtex como capa envolvendo uma base e lados de uma medula em forma de pirâmide. possuem um controle considerável e influência regulátoria sobre o sangue. também. bexiga e uretra. quase púrpura. Os rins mais primitivos eram compostos de muitas unidades separadas. portanto. especialmente sobre o controle das funções viscerais. O parênquima é dividido dentro de uma camada mais externa. bexiga e pênis ou clitóris). . Em seu estado fresco contêm grande número de pontos vermelhos visíveis claramente. 2 bordas (lateral e medial) e 2 extremidades ou pólos (cranial e caudal). A porção externa da medula (zona intermédia) é vermelho-escuro. Desta forma o rim primitivo lembra um cacho de uva com o ureter representando o talo. estômago(s). ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA URINÁRIO: RINS. útero e vagina ou glândulas genitais acessórias. a papila renal. pálida que é a córtex e uma camada mais interna e escura que é a medula. A borda lateral é convexa e a medial côncava. no entanto. As artérias e veias renais chegam destes grandes vasos em frente aos rins e passam para estes em um curto trajeto. O bordo medial do rim direito está relacionado com a veia cava caudal e o do rim esquerdo com a aorta. É possível. intestino delgado. URETERES. São capazes também de remover substâncias estranhas do sangue. o parassimpático. Tanto o simpático como o parassimpático sofrem. Forma: apresentam basicamente a forma de um grão de feijão. hipotalâmicos e do córtex cerebral. BEXIGA E URETRA: Os órgãos do sistema urinário consistem dos rins que excretam a urina. líquido que deve ser expulso diária e periodicamente. O rim direito situa-se junto às três últimas costelas e o esquerdo entre a décima oitava costela e a terceira apófise transversa das vértebras lombares (no eqüino). com certa variação flui continuamente em grande quantidade através dos rins. reconhecer a lobulação quando o parênquima do rim seccionado é examinado. Este tipo de rim é denominado de composto ou lobulado. 2 recessos terminais tubulares entram na relativa pequena pelve renal dos pólos. visto melhor no cão e no eqüino e em menor grau nos felinos e suínos. fígado e parte do intestino grosso). Regulam o equilíbrio hidro-eletrolítico do organismo. dependendo da quantidade de sangue no seu interior. 1. mantendo assim as pressões osmóticas sangüínea e tecidual normais. Nos mamíferos domésticos. Coloração: varia de marrom-avermelhado para vermelho escuro. Cápsula renal: é uma membrana de tecido conjuntivo frouxo que envolve os rins. os quais transportam esta para o exterior. sendo exceção o rim direito do eqüino que é em forma de coração. 1RINS São glândulas excretórias pares que eliminam continuamente os produtos residuais do sangue. A fusão completa do tecido cortical e medular dos lóbulos vizinhos resulta num rim com uma superfície lisa. como no bovino. Pela porção sacral.mandibular e sublingual. O rim direito é alguma coisa mais cranial que o esquerdo. vermelha acinzentada e demonstra distintas estriações radiais. circulatório (coração e vasos sangüíneos) e digestivo (esôfago. resultando em um rim uniforme e compacto. O hilo se dirige para dentro de um recesso que se situa no centro do rim que é o seio renal e contém a pelve renal . através dos nervos pélvicos atua nas vísceras da cavidade pélvica (reto. Situação: na área lombar do plano médio direito e esquerdo. Devido a sua inserção frouxa é facilmente removível. sendo importante órgão de eliminação. Os rins apresentam 2 superfícies (dorsal e ventral). as camadas cortical e medular dos lóbulos estão fundidas em vários graus. A porção parassimpática que acompanha o nervo vago (X par craniano) atua sobre as vísceras dos sistemas respiratório (laringe. sendo que o mesmo. os corpúsculos renais. Os rins. Borda medial: apresenta o hilo renal que é o local onde penetra a artéria renal e saem à veia. No eqüino.

sua superfície externa é lisa. pequenos ruminantes e caninos apresentam um único lobo que se formou pela fusão de vários lobos durante o desenvolvimento. COMPARADA: Bovinos: Apresentam um rim mais primitivo que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. Dão origem a ramos conhecidos como artérias arqueadas. e mínima nos eqüinos. mas mantém papilas individuais que eliminam urina dentro de cálices menores.Colunas renais: são prolongações do córtex entre as bases da pirâmide em direção ao seio renal. que se curvam sobre as bases das pirâmides. Suínos: Apresenta fusão parcial dos lóbulos renais. A pelve renal dos caninos é muito similar a dos pequenos ruminantes. Apresentam pirâmides individuais nas quais suas papilas renais se projetam para dentro de um cálice renal menor localizado na extremidade de um ramo do ureter cranial ou caudal. . Alguns autores não consideram a presença de cálices maiores. O felino sempre teve um lobo. Pirâmide renal: prolongação da medula entre os vasos até a periferia onde forma a base desta. Cada artéria interlobular dá origem a muitos ramos que irrigam glomérulos individuais (arteríolas aferentes). na pelve renal e desta no ureter. Suprimento sangüíneo: Cada rim é suprido por uma artéria renal que é um ramo da aorta abdominal. Diferenças entre as espécies. Rim com aparência lobulada. em menor quantidade nos carnívoros. O rim do felino é diferenciado macroscopicamente pela presença de veias capsulares. Apresenta numerosos orifícios pequenos onde se abrem os tubos papilares renais no interior da pelve renal e por esse motivo esta superfície é denominada de área crivosa.Dependendo da espécie e das condições dos animais. A união dos ápices das pirâmides renal vai formar a crista renal. Crista renal: é uma crista côncava que se projeta para o interior da pelve renal na porção central interna da medula. Organização macroscópica do parênquima renal dos mamíferos domésticos. os rins são embebidos numa massa de gordura peri-renal de espessura variável. Situação: Devido à presença do rúmen o rim esquerdo dos ruminantes é penduloso e quase inteiramente envolvido por peritônio. Inseridos ao lado da cavidade da pelve renal estão um número de recessos dentro dos quais se projetam colunas de tecido renal denominada de pseudopapila que quase divide cada recesso. decorrente de uma fusão incompleta do córtex renal. São planos e com superfície lisa. Essas por sua vez dão origem a numerosas artérias interlobulares que irrigam unidades ou lóbulos em que o córtex é dividido pelos raios medulares. A base é formada pelos túbulos renais e está coberta pelo córtex.apresentam uma única papila que forma a crista renal. Papila renal: é o ápice da pirâmide renal que se dirige para o centro do rim. As artérias e veias interlobares ascendem através do córtex em fendas estreitas entre recessos vizinhos. O rúmen puxa este em direção caudal e sobre o plano médio. A artéria renal se divide em várias artérias interlobares que acompanham as divisões. mas no animal obeso pode envolvê-lo completamente. ou cálice maior. Usualmente esta não envolve o rim ventralmente. As pequenas arteríolas eferentes deixam o corpúsculo também no polo vascular e imediatamente entram na rede capilar ao redor dos túbulos urinários adjacentes. Uma ou mais pirâmides se juntam para formar uma papila que é a porção apical e arredondada da pirâmide que faz saliência em um cálice menor. Daí a urina desemboca nos cálices maiores. Esta ajuda a proteger o rim e a mante-lo na posição. Uma única papila de base larga forma a crista renal que está intimamente associada à região expandida do ureter que é a pelve renal. . ambas consistindo de uma cavidade comum a qual recebe a crista renal. A pelve coleta a urina que vem de todos os forames papilares e como um funil leva esta para dentro do ureter. TABELA 4. Os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal ou unilobular. ficando o rim esquerdo caudal ao rim direito em contato com o cólon espiral. porque durante o seu desenvolvimento houve a fusão de vários lobos. A pelve renal está ausente devido à falta de fusão dos lóbulos. onde a urina é eliminada dentro da pelve renal e daí para o ureter. Ovinos e carnívoros: Como os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal . A crista é constituída de papilas renais fusionadas. O ápice esta na pelve renal e forma a papila renal. entre as pirâmides renais na junção corticomedular. antigas ou existentes. Estes vasos são salientes em cortes macroscópicos dos rins. É bem desenvolvida nos suínos e ruminantes. Forma: de um grão de feijão. Cálice menor renal: são pedúnculos curtos em forma de taça que circundam a papila renal. Apresentam papilas individuais que se projetam em um cálice menor e estes se continuam com o ureter. Os eqüinos. # No bovino não existe pelve renal de modo que os cálices maiores se esvaziam diretamente no ureter. Cada arteríola aferente entra no corpúsculo renal no polo vascular e se divide num agrupamento de alças capilares que é o glomérulo. * Os rins dos bovinos e dos suínos são multipiramidais ou multilobulares. Forma: De um feijão achatado.

1. Duas pregas convergentes (pregas uretéricas) se continuam caudalmente além dos orifícios e após se encontrarem no plano médio se continuam como crista uretral que se projeta para dentro da uretra e termina no macho como colículo seminal. uma capa muscular e uma membrana mucosa. As porções da bexiga não revestidas são cobertas com tecido conjuntivo que é a adventícia Os ureteres entram na bexiga na superfície dorsal e passam através da parede em ângulo agudo. carnívoros e suínos ou em cálices maiores nos ruminantes. . A extremidade proximal do ureter divide-se em pelve renal nos eqüinos.URETERES É um tubo estreito que conduz a urina em um fluxo contínuo da pelve renal para bexiga. Formato: quando vazia tem formato piriforme e localiza-se na cavidade pélvica. Após penetrar a camada muscular. Após o nascimento servem para suportar a bexiga. uma vez que a resistência é superada por contrações peristálticas. Trígono da bexiga: é uma modificação da túnica mucosa dorsalmente na proximidade do colo. Surgem no hilo do rim e curvando-se caudalmente em direção a entrada pélvica e assumem um curso levemente convexo (medial) e retroperitonial. Capacidade: de 3 a 4 litros.ORGANIZAÇÃO MACROSCÓPICA TIPO DE RIM URETER PELVE RENAL CÁLICES MAIORES CÁLICES MENORES PAPILA RENAL CRISTA RENAL BOVINOS 1. Penetram na parede dorsal da bexiga em um ângulo agudo perto do colo no chamado trígono da bexiga. Quando cheia apresenta forma ovóide e localiza-se na cavidade abdominal. Durante a vida intra-uterina estão relacionados funcionalmente as estruturas embrionárias.1 SUÍNOS EQÜINO CARNÍVOROS E PEQUENOS RUMINANTES UNIPIRAMIDAL SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM MULTIPIRAMIDAL MULTIPIRAMIDAL UNIPIRAMIDAL SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM 2. se continuam por uma curta distância na submucosa produzindo duas cristas no interior denominadas de colunas uretéricas. Quando vazia ou contraída recua especialmente no eqüino dentro da cavidade pélvica em vários graus. 3.1. quando a pressão se encontra elevada dentro da bexiga. especialmente nos animais jovens. A bexiga apresenta uma extremidade cranial cega que é o ápice vesical. O peritônio cobre somente as superfícies expostas. devido a curta prega genital está em contato com o reto e desta forma é mais facilmente palpada retalmente. O comprimento do trajeto intramural protege contra o refluxo de urina para o ureter. Na fêmea está relacionada dorsalmente ao útero e ligamento largo. Quando o cordão umbilical se rompe no nascimento este se degenera ao longo de seu curso intra-abdominal. que é resquício da porção caudal do úraco. O orifício uretral interno é o vértice do trígono. Não impede o posterior enchimento da bexiga. Estrutura: A parede da bexiga consiste de uma cobertura de peritônio. O úraco é um tubo que conecta a bexiga primitiva com o saco alantóide do feto e este está incluído no cordão umbilical. O ângulo corresponde aos ureteres e uretra. Ligamentos Existem dois ligamentos laterais e um ligamento médio. onde se encontra uma pequena projeção. antes de terminar em seus respectivos orifícios uretéricos que se apresentam como fendas. sobre uma área triangular. No macho. Além do ápice vesical apresenta um colo que é a porção estreita que leva para dentro da uretra e um corpo que é a porção média.BEXIGA É um órgão capaz de grande distensão e quando necessário é capaz de estocar grande quantidade de urina.

Do colículo para o orifício uretral externo. No recém-nascido somente a porção caudal das artérias se mantém e suas pregas suportes tornam-se ligamentos laterais da bexiga quando esta se torna funcional. Locais potenciais de formação e obstrução das vias urinárias por cálculos: na fêmea na bexiga e no macho na uretra. diferindo marcadamente entre os dois sexos. Nos carnívoros esta não se degenera muito e vai no adulto para o umbigo como uma estreita prega falciforme. e somente uma pequena prega mediana entre o assoalho pélvico e a superfície ventral da bexiga se mantém. e assim é parte integral dos sistemas genital e urinário. Estes ligamentos chegam da parede pélvica lateral e se estendem medialmente para os lados da bexiga. portanto é parte integral dos sistemas genital e urinário. 3. No colículo os ductos genital e urinário do macho se unem. Ligamento lateral da bexiga: São puxados para fora pré-natalmente como pregas vasculares pelas grandes artérias umbilicais que passam da entrada pélvica para o umbigo da cada lado do plano médio. A uretra do macho conduz tanto o sêmen como a urina e. 2. a uretra do macho conduz tanto os produtos de secreção das glândulas genitais acessórias. 4. Relações da uretra: Do macho: relaciona-se com o reto e com as glândulas genitais acessórias. é extrapélvica e está coberta pelo corpo esponjoso do pênis.1. Na vaca e na porca abre-se junto com o divertículo suburetral. Da fêmea: relaciona-se dorsalmente com a vagina e ventralmente com a sínfise pélvica. Ambas uretras do macho e da fêmea estão associadas anatomicamente com os órgãos genitais.URETRA É um tubo muscular na qual a urina é removida da bexiga. A porção esponjosa localiza-se no interior do pênis. Ligamento médio da bexiga: na vida pré-natal é a prega que sustenta o úraco e se estende ao longo da parede abdominal ventral da pelve para o umbigo. apresentando aberturas das glândulas genitais acessórias. como espermatozóides e urina. A porção pré-prostática da uretra do macho que é homóloga a uretra feminina é curta e se estende do óstio uretral interno ao colo da bexiga para o colículo seminal. mas no macho onde esta associação é muito mais pronunciada há também estrita relação funcional. A maioria deste se degenera com o úraco após o nascimento. . na extremidade do pênis. Apresenta uma porção pélvica que se estende no assoalho da cavidade pélvica. Ligamento redondo: São as bordas craniais livres dos ligamentos laterais e são formados pelas artérias umbilicais de parede grossa. A urina entra no orifício uretral interno e sai no orifício uretral externo. Este último na fêmea localiza-se no assoalho do trato genital na junção da vagina e vestíbulo e no macho localiza-se na extremidade do pênis.