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RESUMO ANATOMIA

RESUMO ANATOMIA

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1.

CONSIDERAÇÕES GERAIS A anatomia é um ramo do conhecimento que estuda a forma, a disposição e a estrutura dos componentes dos seres vivos. O termo, de origem grega, literalmente significa “cortar fora”, por isso a dissecação do cadáver ser um meio tradicional de estudá-la, além de primordial. Anatomia macroscópica é o estudo das estruturas que podem ser dissecadas e observadas a olho nu. Divisão da anatomia: anatomia especial e anatomia comparada. A anatomia especial é aquela que compreende o estudo de uma única espécie. A anatomia comparada compara uns indivíduos com outros de espécies diferentes e descobre as analogias e diferenças de organização existente entre eles. A anatomia apresenta as seguintes subdivisões: Osteologia Sindesmologia Miologia Neurologia Angiologia Esplancnologia Estesiologia Médico Cirúrgica Artística ou escultural

Sistemática Descritiva Normal 1.1 Anatomi a Topográfica ou Regional Microscópica ou Histológica Patológica Teratológica Desenvolvimento Filogênica

A Anatomia normal estuda os indivíduos que gozavam de bom estado de saúde, antes do abate ou sacrifício e está dividida em descritiva e microscópica ou histológica. Anatomia descritiva: é a que estuda sucessivamente, os diferentes órgãos. Descrever um órgão é informar o seu nome, sua situação, sua forma, seu volume, peso, cor, consistência, relações e a disposição relativa de suas diferentes partes, quando subdividido. Anatomia microscópica ou histológica (geral): estuda as estruturas e seus detalhes invisíveis a olho nu com o uso da microscopia óptica e eletrônica. A Anatomia descritiva está dividida em sistemática e topográfica ou regional. A Anatomia sistemática: estuda grupos de órgãos que estejam tão estreitamente relacionados em suas atividades que constituem os sistemas corpóreos com função comum. Ex. sistema muscular, nervoso e circulatório. O estudo da Anatomia sistemática está subdividido nas seguintes partes: Osteologia: estuda os ossos que compõem o esqueleto. Sindesmologia: estuda as articulações, que são os meios de uniões entre os ossos. Miologia: estuda os músculos, que são os elementos ativos do movimento. Neurologia: é o estudo do sistema nervoso. Este sistema está subdividido em central e periférico. Angiologia: estuda o coração e vasos (artérias, veias e linfáticos) por onde circula o sangue e a linfa encarregados de nutrir e drenar todos os tecidos do corpo. Esplancnologia: estuda as vísceras que compõem os sistemas localizados no interior do corpo do animal. Ex.: sistemas respiratório, digestório, urinário, etc. Estesiologia: estuda os órgãos que se destinam a captação das sensações como o olho, orelha, papilas gustativas, etc. A pele e seus anexos são estudados no Sistema tegumentar. As glândulas de secreção interna são estudas no Sistema endócrino ou juntamente com os sistemas que estão relacionadas funcionalmente. Por exemplo, a hipófise no sistema nervoso, o testículo no sistema genital masculino, etc. Anatomia topográfica ou regional: é a que está diretamente envolvida com a forma e as relações de todos os órgãos presentes numa região específica ou parte do corpo dos seres vivos. Os conhecimentos da anatomia topográfica são empregados na clínica e cirurgia (médico cirúrgica) e nas belas artes (artística ou escultural). Anatomia patológica: estuda as alterações do estado normal dos órgãos quando animal adoece ou seus componentes funcionam mal.

Anatomia teratológica: é a que estuda o desenvolvimento anormal, vícios de conformação compatíveis ou não com a vida. Ex. animal com duas cabeças. Anatomia do desenvolvimento: estuda as fases pelas quais os organismos passam desde a concepção, o nascimento, a juventude, a maturidade até a idade avançada. A embriologia estuda o desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do oócito até o nascimento. Anatomia filogênica: é o estudo das transformações da espécie no tempo. Por exemplo o ancestral do cavalo possuía cinco dedos e o atual apenas um.

1.2. HISTÓRICO A história da anatomia engloba um lapso de tempo que supera o cálculo humano. Sua origem se perde na pré-história. Consideramos na história da anatomia cinco épocas: vulgar, Escola de Alexandria, de Galeno, de Vesálio e atual. Época vulgar: caracterizou-se por um desconhecimento quase completo dos seres vivos. Conhecimentos elementares e incompletos integram a doutrina anatômica dessa época. O espirito observador de alguns, se consagrando por sacrificar e desarticular os animais empregados na alimentação humana gerou os conhecimentos da época. Escola de Alexandria: no século III a.C., foi celebre a grandiosa biblioteca e o museu, existente na cidade de Alexandria, para onde convergiam homens eminentes, estudiosos de todas as ciências. Neste grande centro cultural estudou-se a anatomia em condições vantajosas, graças aos trabalhos de dissecações realizadas em animais de várias espécies. Época de Galeno: Galeno nasceu em Bérgamo, que compartilhava com Alexandria o conhecimento da época, no ano 131 de nossa era. Foi um grande médico, porém o espírito religioso do período, o privou, de ensinamentos adquiridos em cadáveres humanos. Como viajante incansável percorreu extensos territórios, praticou dissecações em muitas espécies de animais descobrindo novos tipos de organizações, até conseguir formar a escola médica. É considerado o criador da anatomia comparada. Devido ao espirito religioso da época, tido como todo poderoso, nenhum descobrimento anatômico humano novo se incorporou aos de Galeno e assim passaram-se 14 séculos. Época de Vesálio: em 1543, André Vesálio, publicou pela primeira vez seu memorável trabalho “De humani corporis fabrica” (sobre a estrutura do corpo humano), sendo caracterizado como o primeiro livro de anatomia humana realmente exato, pois, era dito popular da época “é melhor equivocar-se com Galeno do que acertar com outros”. Vesálio que lecionava na Universidade de Pádua, tinha apenas 29 anos quando apresentou uma anatomia sistemática baseada não na fé ou em analogias da anatomia animal de Galeno, mas em estudos de dissecações do cadáver humano. André Vesálio foi considerado o restaurador da obra de Galênica e o verdadeiro fundador da anatomia humana. Época Atual: os descobrimentos, a partir daí se sucederam vertiginosamente. Com o descobrimento do microscópio, surgem investigações anatômicas de grande alcance. Em nossos dias são utilizados meios complementares, além do bisturi e pinças, como o uso do raio-X (anatomia radiológica), ultra-sonografia, microscopia de varredura, entre outros. 1.3. NOMENCLATURA ANATÔMICA Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria. O conjunto de termos empregados para designação e descrição de um organismo ou suas partes denomina-se nomenclatura anatômica. Foi realizado em Paris, em 1955, um Congresso de Anatomia, visando uma uniformização internacional da nomenclatura anatômica. Foi escrita em latim com a permissão de cada nação traduzi-la para sua língua. Em 1968, foi publicada em Viena, pela Comissão Internacional de Nomenclatura Veterinária, sob responsabilidade da Associação Mundial de Anatomistas Veterinários, a Nomina Anatômica Veterinária (NAV); essa nomina é periodicamente revista, sendo a quarta em 1994, e tentaremos usá-la de forma permanente neste trabalho. É escrita em latim e pode ser traduzida para a língua do profissional que a emprega, por exemplo, o latim hepar torna-se fígado em português, higado em espanhol, liver em inglês, foie em francês e leber em alemão. 1.4. POSIÇÃO ANATÔMICA Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode variar, convencionou-se uma posição padrão (posição anatômica). Para os animais quadrúpedes, a posição anatômica é aquela em que o animal está com os quatro membros em estação (de pé) e alerta. Esta posição é diferente da posição anatômica humana. Quando descrevemos um órgão, não interessando se o cadáver está sobre uma mesa, por exemplo, sempre temos em mente a posição anatômica. 1.5. PLANOS PARA O CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES Plano é uma superfície, real ou imaginária, ao longo da qual dois pontos quaisquer podem ser unidos por uma linha reta. Na posição anatômica o corpo pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, formando uma figura geométrica, um paralelepípedo. Assim, tem-se os seguintes planos: a) Dois planos verticais: um tangente a cabeça, plano cranial e outro tangente a cauda, plano caudal.

b) Dois planos verticais tangentes de cada lado do corpo, planos laterais direito e esquerdo. c) Dois planos horizontais, um tangente ao dorso, plano dorsal e outro à palma das mãos e planta dos pés o plano podálico. O tronco isolado é limitado inferiormente, pelo plano que tangencia o ventre denominado plano ventral. Os planos descritos anteriormente são de delimitação, porém existe também os planos de secção: 1) Plano mediano: é o plano que divide o corpo em duas “metades” direita e esquerda. 2) Planos sagitais ou paramedianos: são todas as secções do corpo feitas por planos paralelos ao mediano (corte sagital). 3) Plano transversal: é o plano de secção perpendicular ao plano mediano no sentido dorso-ventral. 1.6. EIXOS DO CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES São linhas imaginárias traçadas no animal considerando sua inclusão no paralelepípedo. Os principais são: a) Eixo longitudinal – crânio-caudal: unindo o centro do plano cranial ao centro do plano caudal. b) Eixo vertical – dorso-ventral: unindo o centro do plano dorsal ao centro do plano ventral. c) Eixo transversal - latero-lateral – unindo o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo. 1.7. TERMOS ANATÔMICOS GERAIS QUE INDICAM A POSIÇÃO (LOCAL) E DIREÇÃO DAS PARTES DO CORPO DOS ANIMAIS: 1) Cranial e Caudal – expressões usadas para indicar na direção ou maior aproximação da cabeça ou da cauda. 2) Dorsal e Ventral – na direção ou relativamente próximo ao dorso ou ao ventre (abdome) do animal respectivamente. O termo ventral nunca deve ser usado para membros. 3) Lateral e Medial – estrutura distante ou afastada do plano mediano e na direção ou relativamente próximo ao plano mediano respectivamente. 4) Rostral – na direção ou relativamente próximo ao focinho (rostro-nariz) do animal, usado somente para a cabeça. 5) Proximal e Distal – proximal relativamente próximo à raiz ou origem principal e distal afastado da raiz, utilizado para membros e cauda. 6) Axial e Abaxial – as estruturas que ficam próximas ao eixo central de um dedo central, ou próximo ao eixo do membro se passarem entre os dois dedos são ditas axiais e as que estão à distância do eixo de referência estão em posições abaxiais (ab, fora de). 7) Interno e Externo; Superficial e Profundo – têm o significado usual dos termos. 8) Parietal e Visceral - parietal refere-se a face da estrutura que em direção a parede da cavidade e visceral quando na direção das outras vísceras. 9) Cortical e Medular – o primeiro significa a camada externa e o segundo a interna de alguns órgãos como rins, adrenal, etc. 10) Nos membros usamos para a mão – Dorsal e Palmar – e para o pé – Dorsal e Plantar - para designar características localizadas em cima ou abaixo dos mesmos. 1.8. CONSTITUIÇÃO GERAL O corpo dos vertebrados tem como unidade anatomofuncional a célula. Um conjunto de células da mesma natureza forma um tecido. A reunião de um vários tecidos forma um órgão. Diversos órgãos reunidos podem formar um sistema ou aparelho. 1.9. DIVISÃO DO CORPO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Corpo divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. O esquema seguinte apresenta as principais partes do corpo:

Cabeça Pescoço Tronco Tórax Abdome Pelve Raiz Divisão do Corpo Membros Anteriores ou Torácicos Parte Livre Ombro Braço Antebraço Mão (palma e dorso Quadril Coxa Perna

Raiz Posteriores, Pélvicos ou Pelvinos

Parte Livre

....... Antimeria é cada uma das metades divididas pelo plano médio..11.. medula óssea.. 2. em conjunto.. menos densa.... nos locais de inserção de ligamentos e músculos.... 2. de número.. O tecido ósseo está formado por substância compacta densa. Mantém a capacidade osteogênica.2 FUNÇÕES DO ESQUELETO O esqueleto desempenha várias funções vitais ao organismo animal. O periósteo é uma membrana fibrosa que reveste a superfície externa dos ossos. vasos e nervos.... com exceção dos pontos onde há atrito (articulações) bem como.... SITUAÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NO SISTEMA ZOOLÓGICO Os animais domésticos se encontram assim distribuídos no sistema zoológico: Ramo . em grande parte pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno) e.. enquanto a amarela está constituída quase que totalmente de tecido adiposo. Existe duas variedades de medula nos adultos: a vermelha e amarela. em adultos....... sendo reativada no processo de reparação de fraturas... no todo ou em parte............. Podemos definir o esqueleto como o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço do corpo animal e desempenhar várias funções.. sistema nervoso central. uma esponja marinha e esta localizada nas extremidades dos ossos. que lembra até certo ponto.... paquimeria e estratimeria. OSTEOLOGIA Em sentido restrito e etimologicamnte...... . 2.. mas considerados como órgãos. Mammalia Subclasse . local de armazenamento de íons Ca e P (durante a gravidez a calcificação é feita......... local de produção de certas células do sangue....... finalmente.10.. 1....... o esqueleto. mas após.. sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento do corpo. A matéria animal (orgânica) proporciona ao tecido ósseo solidez e elasticidade e a natural (inorgânica) dureza. com eles formando um todo. sustentação e conformação do corpo... Existem outras divisões como metameria. é o estudo dos ossos. A medula vermelha contém vários tipos de células características e é uma substâncias formada de sangue.. formando um emaranhado. Eutheria (Monodelphia-Placentalia) Boi Cabra Cão Cavalo Gato Ovelha Porco Ordem Artiodactyla Artiodactyla Carnivora Perissodactyla Carnivora Artiodactyla Artiodactyla Subordem Ruminatia Ruminatia Fissipedia Hippomorpha Fissipedia Ruminatia Suiformes Família Bovidae Bovidae Canidae Equidae Felidae Bovidae Suidae Subfamília Bovinae Caprinae Equinae Caprinae - Gênero Bos Capra Canis Equus Felis Ovis Sus Espécie taurus hircus familiaris caballus domestica aries scrofa 2.3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS Os ossos constam de matéria orgânica e inorgânica na proporção de 1:2 aproximadamente.. dentre elas podemos citar: proteção para órgãos moles. etc... constituem o esqueleto. como o coração. coloração e forma variáveis e que. dentro da qual se acha disposta a substância esponjosa.. Vertebrata Classe ... Por sua vez os ossos são definidos como peças rijas.....4 ESTRUTURA DOS OSSOS Os ossos constam principalmente de tecido ósseo. pulmões. apresentam ainda periósteo. A medula óssea ocupa os interstícios dos ossos esponjosos e a cavidade medular dos ossos longos............Pé (planta e dorso) 1. endósteo. Nos animais jovens só existe a medula vermelha...... Em sentido mais amplo inclui o estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos..... ela é substituída na cavidade medular pela medula amarela.. PRINCÍPIOS GERAIS DE CONSTRUÇÃO CORPÓREA NOS VERTEBRADOS O corpo dos animais domésticos é constituído segundo alguns princípios e fundamentos que prevalecem para os vertebrados..... O endósteo é uma fina membrana fibrosa que envolve internamente o canal medular dos ossos longos.

o osso deixa de ser nutrido e morre. sem apresentarem canal medular (costelas) eram classificados como ossos alongados. não se articulando com os demais ossos. 2.: tuberosidade deltóide do úmero.: nas vértebras torácicas.: osso do pênis do cão e gato e osso cardíaco do coração dos ruminantes. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seios. bem como. não se articulando com nenhum outro osso. seja devido a função hematopoiética. do úmero. o corpo (diáfise). 2. irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea. bordas e ângulos. profunda) Ex.: do fêmur. são as faces. Saliências articulares: cabeça.305 2. Definidas estas três expressões. Ossos curtos: São aqueles que apresentam equivalência das três dimensões. coluna vertebral. etc. Saliências não articulares: Processo ou apófise: (é um termo para designar uma eminência) Ex. Tanto as saliências como as depressões podem ser articulares ou não articulares. Antigamente.: do úmero. Ex. etc. úmero. sendo assim ele divide-se em: Esqueleto axial: é o eixo principal do corpo.206 Suíno 272 . Côndilo: (segmento de cilindro) Ex.205 TOTAL Ovino 200 . Esqueleto “visceral”: constam de ossos. são altamente vascularizados. Exemplos típicos são os ossos dos membros: fêmur. do talus. são exemplos demonstrativos. rasa) Ex. como parietal. não apresentam forma geométrica definida.209 203 . 2. de volume variável. desprovido de seu periósteo. Glenóide: (forma ovóide.: da tíbia. tomando-se em consideração a predominância de uma das dimensões (comprimento. Cristas: (saliências estreitas e alongadas) Ex.5 MORFOLOGIA DOS OSSOS É uma classificação baseada na forma. Ex. da costela. largura e espessura) sobre as outras duas. Tubérculo: (menos acentuado que a protuberância) Ex. côndilo e tróclea. oca. São os que apresentam comprimento e largura equivalente.: frontal. etc. ulna. etmóide. etc. Ossos planos: Expandem-se em duas direções.8 ACIDENTES ÓSSEOS As principais partes descritivas de um osso. Cabeça: (segmento de esfera) Ex. desenvolvidos no parênquima de alguma víscera ou órgão. Ossos pneumáticos: Apresentam uma ou mais cavidades. processo espinhoso das vértebras. do occipital. Esqueleto apendicular: está formado pelos apêndices locomotores. seja pelo fato de se apresentarem com desenvolvimento lento e contínuo.: na escápula. pouco elevadas e pouco salientes) Ex. Tuberosidade ou protuberância: (saliências mais ou menos obtusas) Ex.: da mandíbula. As artérias do periósteo penetram no osso. assim como perfurações. etc. Os ossos pneumáticos situam-se no crânio.: processo odontóide do axis. Os ossos.6 DIVISÃO DO ESQUELETO O esqueleto resulta da armação dos ossos entre si. rádio. do pênis do canino. os membros anteriores e posteriores. do temporal. temporais. protuberância occipital externa. Espinhas: (saliências mais o menos pontudas) Ex.Vasos e nervos: os ossos de uma maneira geral são ricamente vascularizados e inervados. etc. Por esta razão. onde promovem uma mudança de direção sobre proeminências que exerceriam pressão e fricção excessivas sobre os tendões. Os osso longos apresentam duas extremidades (epífises).: do fêmur. Ossos do crânio.7 NÚMERO DE OSSOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Eqüino Bovino 199 . estando formado pela cabeça. bem como. Ossos irregulares: Apresentam uma morfologia complexa. uma proximal e outra distal. revestidos de mucosa e contendo ar.279 Canino 302 . Tróclea: (segmento de polia) Ex.: parietal. Ex. uma porção intermediária. Depressões articulares: Cotilóide: (forma esferóide. Assim classificam-se em: Ossos longos: Neste caso o comprimento apresenta-se consideravelmente maior que a largura e a espessura. apresentam sempre canal medular. Ossos sesamóides: São encontrados dentro dos tendões. oca. Depressões não articulares: . Ex.: ossos do carpo e tarso. maxilar e esfenóide. A artéria nutrícia penetra no forame nutrício para o interior do osso distribuindo-se em sentido proximal e distal.: o osso do coração do bovino. depressões.: espinha da escápula Linhas: (espécie de cristas. isto é. os ossos em que o comprimento era maior que a largura e espessura. tíbia. Ex.: as vértebras. costelas e esterno. podemos notar que a superfície externa dos ossos apresentam uma grande variedade de eminências. esfenóide. Ossos “esplâncnicos”: Desenvolvem-se em órgãos moles. etc. facial. frontal nasal e outros como a escápula e o osso do quadril.

Impressões digitais . Canais: (depressões rasas e curtas) Ex.: forame magno do occipital. etc.1 OCCIPITAL É o mais caudal dos ossos do crânio. é constituída pelos seguintes ossos: 2 . Os referidos forames estão unidos no eqüino (forame jugulacerado ou hiato rasgado). .: fissura palatina.Mandíbula 1 . .Crista nucal  se estendem lateralmente para cada lado.Incisivos 2 .: no temporal.2 OSSOS DO CRÂNIO 3. compreendendo os ossos: 2 .Palatinos 2 .: da mandíbula.Frontais 3. que vai proteger parte do sistema nervoso central o encéfalo.Base do occipital ( porção basilar) em contato com o esfenóide.Etmóide 2 .Zigomáticos 2 . Goteiras: (quando em semicanal) Ex. Seios: (cavidades situadas na espessura do osso) Ex.2.Forame lácero (mais rostral) e forame jugular (mais caudal). Hiato: (abertura de contorno irregular) Forame: (abertura de contorno regular) Ex. Sulco: (impressões vásculo nervosas) Ex. Está dividido em porção basal e porção dorsal. ventralmente na cabeça.Processos paracondilares (jugulares)  projeções pares localizados próximos aos côndilos que servem para fixação de músculos.: canal alar. A face forma a porção oral e restante da cabeça. .Cornetos 1 . Está dividida em crânio e face. . é formado por ossos planos e esses concorrem para a formação da cavidade craniana. estando em posição normal.Esfenóide 1 .Vômer 2 . Importante local de coleta do líquido cérebro espinhal (líquor). Apresenta para descrição duas faces uma exocraniana (externa) e uma endocraniana (interna). estando formado pelos seguintes ossos: 1 . A face endocraniana apresenta: . no úmero.1 CABEÇA: É a porção elevada e anterior das espécies domésticas. maxilar. .Porção basilar do occipital  se une com o osso esfenóide. Fossa: (escavações extensas.: no temporal.Côndilos do occipital  se articulam com o atlas (1ª vértebra cervical) .Canal do hipoglosso  situado na fossa condilar.: no úmero.Parietais 1 . A face exocraniana apresenta os seguintes acidentes ósseos: .Chanfradura: (desbastamento da borda de um osso) Ex.Maxilares 4 .Fossa condilar ventral  depressão localizada próximo aos côndilos na porção basal do osso.: no frontal.Protuberância occipital interna . .: na face medial da escápula.Nasais 2 .Interparietal 2 . 3 ESQUELETO AXIAL 3. largamente abertas) Ex.Lacrimais 2 .Forame magno  localizado entre os côndilos serve de entrada para a medula espinhal. a partir da protuberância. Fissura: (fenda ou fresta óssea) Ex. .Hióide Crânio: é a porção mais caudal.Occipital 1 .Protuberância occipital externa  situada na linha média.Temporais Porção dorsal: forma o teto e parte das paredes laterais da cavidade craniana. situados na junção do occipital com os ossos temporal e esfenóide. Impressões digitais: (cavidades que parecem produzidas por pressões dos dedos) Ex. Porção basal: lembra a continuação da coluna vertebral.Pterigóides 1 . por onde emerge do crânio o nervo hipoglosso (XII par craniano) .

forma a superfície caudal do crânio. .  Asas orbitais Externamente as asas orbitais encontra-se: . RUMINANTES: . . no local uma linha nucal. .a base do occipital é curta e apresenta 2 grandes tubérculos musculares localizados na junção com o esfenóide. . Encontra-se dividido em três partes: corpo.Sulco óptico ou sulco do quiasma . somente o forame jugular. Forma 2/3 rostrais do crânio entre o occipital caudalmente e etmoíde rostralmente.2 ESFENÓIDE Tem o formato semelhante a uma borboleta.presença de forame lacero e jugular. . .não tem forame lacero. . Internamente encontram-se impressões digitais. asas temporais e asas orbitais.não possui crista nucal.presença de forame mastoide.processos jugulares curtos.forame oval.crista occipital externa  estende-se ventralmentre na protuberância occipital externa.apresenta linha temporal e linhas oblíquas.na fossa condilar ventral encontramos 2 ou + forames o mais ventral é o canal do hipoglosso os demais forames paras as veias do canal condíleo. CARNÍVOROS: . CARNÍVOROS: .2.forame mastóide de cada lado na junção do occipital e temporal . .  Corpo O corpo é externamente liso.crista pterigoide.Seio esfenoidal . .Forame etmoidal .Forame alar parvo Os forames dão passagem a vasos e nervos.Forame óptico . . . . .Forame redondo  se abre dentro da fissura .canal do hipoglosso pequeno.forame órbito-redondo.presença do forame jugular. SUÍNOS: .crista pterigóide. . achatado e alongado.Impressões digitais  Asas temporais Externamente encontra-se o forame alar caudal e internamente impressões digitais.Sela túrcica .Fissura orbitária (espaço ósseo) .Fossa hipofisária  onde se acomoda a glândula hipófise. Internamente encontramos os seguintes acidentes ósseos: .forame órbito-redondo. .forma parte ventral somente da superfície caudal do crânio . .processo jugular alongado.corpo triangular.não apresenta forame alar.forame oval. processos jugulares curtos e largos.RUMINANTES: . SUÍNOS: .não apresenta canal alar.parte basilar larga e se une a bula timpânica.Forame alar rostral . .côndilos achados. .côndilos mais afastados. . . 3. . .canal do hipoglosso localiza-se caudal ao forame jugular.

Processo mastóide Internamente: .Impressões digitais  Porção petrosa Tem a forma de uma pirâmide. Está subdividido em três partes:  Lâmina perpendicular Coloca-se medianamente entre as massa laterais e as lâminas crivadas. meato temporal.Meato acústico interno .forame estilomastóide. .meato temporal. esta dividida em quatro faces.Processo muscular .Processo estilóide  local onde se articula com o osso hióide.não apresenta tubérculo articular. Na crista perpendicular localiza-se a crista galli. uma base e um vértice.Crista petrosa A face caudal (aboral) relaciona-se diretamente com o occipital.Processo zigomático do temporal: se une ao processo temporal do zigomático e forma o arco ou ponte zigomática.3 ETMÓIDE Está localizado no interior da cabeça no limite entre o crânio e a face.Tubérculo articular: articulam-se com os côndilos da mandíbula. CARNÍVOROS: . . .meato temporal. Internamente: . .  Massas laterais (labirinto etmoidal) Massas ósseas enroladas de forma espiralada envolvidas por uma lâmina óssea chamada lâmina papirácea. . .processo retroarticular grande. RUMINANTES: . . .Processo retroarticular situados caudalmente ao tubérculo articular .2. A face externa da porção escamosa contribui para formação da fossa temporal. .Forame retroarticular  situado caudalmente ao processo retroarticular.  Base: .processo mastoide reduzido. Está subdividido em porção escamosa e porção petrosa.processo retroarticular menos proeminente.Bolha ou bula timpânica  aloja a orelha interna. .  Vértice: Porção mais dorsal. . 3.- forame alar rostral e caudal. . está relacionada com a porção escamosa do temporal e com o osso occipital. SUÍNOS: .  Faces: Externamente: .4 TEMPORAIS Localizados de cada lado da cavidade craniana.Processo acústico externo . .2. .não possui processo mastóide.processo muscular é grande.processo estilomastóide fundido a bula timpânica.processo retroarticular reduzido. .  Porção escamosa Externamente: .bula timpânica alongada.Meato acústico externo .processo muscular.  Lâminas crivadas São lâminas ósseas colocadas transversalmente e de cada lado da lâmina perpendicular.Fossa mandibular .Forame estilomastoide  dá passagem ao nervo facial. 3.

processo zigomático é incompleto naõ alcança o arco zigomático. contribui para a formação da fossa temporal.forame supraorbital apresenta o sulco supra-orbital.processo zigomático curto e se une ao processo frontal do zigomático. 3. Apresenta caudalmente uma crista horizontal denominada de crista facial.forma metade do comprimento total do crânio. processo estilóide.processo cornual ( animais aspados). MAXILAR OU MAXILAS: Situam-se na porção lateral da face e se articulam com quase todos os ossos da face.Impressões digitais RUMINANTES: bovinos .Crista parietal externa A face externa do parietal.7 INTERPARIETAL Osso temporário que aparece durante o período fetal até os primeiros dias de vida. .2. 3. . crista sagital externa distinta.Processo zigomático do frontal . SUÍNOS: . Estão no limite entre o crânio e a face.5 PARIETAIS Os parietais formam as partes do teto da cavidade craniana. processo muscular. contorno rombóide fortemente curvo.processo zigomático curto. bem como os temporais e frontais.Impressões digitais .não entram na formação do teto da cavidade craniana. CARNÍVOROS: .2.crista parietal mais lateral.3. Posteriormente é reabsorvido pelo occipital e pelo parietal. Aproximadamente 5 cm dorso-rostralmente a crista situa-se o forame infra-orbitário que é a abertura do canal infra-orbitário. É marcado pela crista sagital externa que se continua com a crista temporal.2. constitui parte dorsal da parede caudal do crânio. Externamente: . juntamente com a porção escamosa do temporal. as bordas formam com o parietal uma grande protuberância intercornual ponto mais alto do crânio. 3. Para sua descrição dividem-se em um corpo e dois processos: Alveolar e palatino. CARNÍVOROS: .Seio do frontal RUMINANTES: . Externamente: . OSSOS DA FACE: 3.1. .3.Crista parietal interna .fortemente curvo. . . Internamente: . forame estilomastóide.não apresenta forame supraorbitário. 3.6 FRONTAIS São ossos pares que formam a porção oral do teto da cavidade craniana.- processo mastóide. O corpo apresenta 4 faces: Face facial: é convexa no animal jovem e côncava no animal adulto.Forame supra orbital Internamente: . SUÍNOS: .

A extremidade ventral é livre e forma o processo ganchoso do pterigóide ou hâmulo do pterigóide. Lâmina horizontal: é plana e forma a porção caudal do palato duro. Comparada: .4 PTERIGÓIDE É o menor osso da face. Ruminantes: .Não apresenta crista nem tuberosidade facial. São lâminas ósseas encurvadas que articulam-se com os ossos palatino. Caninos: . 3. CANINOS: . Une-se com o processo palatino do maxilar pela sutura palatina transversa e forma com este o forame palatino maior oral que é a saída do canal palatino. . Caudalmente se expande lateralmente como se fossem orelhas de gato se articulando com os ossos palatino. Processo palatino: projeta-se medialmente formando a maior parte do palato duro. Face pterigopalatina: apresenta uma proeminência denominada de tuberosidade maxilar.Forame maxilar se transforma em fissura maxilar. . 3.3. Caudalmente divide as coanas em duas partes.2 VÔMER Está localizado na cavidade nasal.O maxilar é alongado.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro.Face nasal: forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal. RUMINANTES: . principalmente no ovino. sobre a qual dorsalmente na cavidade nasal situa-se o osso vômer.O maxilar é mais curto.Apresenta junto com os ossos lacrimal e zigomático na face facial a fossa muscular ou canina. Comparada: . Face orbital: forma uma pequena porção da parede ventral da órbita.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro. Suínos: . cobertas por mucosa e preenchidos por ar. Forame palatino maior caudal: entrada do canal palatino maior.Forame infra-orbitário geralmente é duplo. fixado dorsalmente na sutura palatina média. . 3. É contituida por uma lâmina que forma rostralmente uma canaleta onde se encaixa a cartilagem do septo nasal. São côncavas e lisas.A lâmina horizontal tem formato de cunha. Une-se ao processo palatino do lado oposto pela sutura palatina média. 3.Não apresenta crista facial.Nas demais espécies o processo ganchoso é menor.3 PALATINOS Estão situados em ambos os lados das coanas e formam a porção caudal do palato duro. Junto ao osso incisivo existe um alvéolo para o dente canino que só está presente nos machos adultos. Apresenta o raso sulco naso-lacrimal e ventralmente a este a crista conchal que suporta a concha nasal ventral.3. 2. . Processo alveolar: apresentam seis grandes cavidades ou alvéolos para os dentes pré-molares e molares superiores. A borda caudal junta-se com a porção horizontal do osso palatino na sutura palatina transversa. . Formam parte das paredes laterais das coanas. Rostralmente aos alvéolos dentários na borda alveolar situa-se o espaço interalveolar ou interdental.Nos ruminantes o sulco para o septo é bem mais alargado.3. Possui a forma de uma ferradura quando unida a lâmina do lado oposto. Seios do maxilar: são espaços entre duas lâminas ósseas. Medial a essa tuberosidade situa-se um profundo recesso (nicho pterigopalatino) onde localizam-se três orifícios que são dorsoventralmente: 1. Forma com o osso pterigóide o processo piramidal ou pterigoideo. Forame esfeno-palatino: que abre-se na cavidade nasal. . SUÍNOS: . Forame maxilar: que é o início do canal infra-orbitário. apresentando no seu lugar a tuberosidade facial. Lâmina perpendicular: forma a parede lateral das coanas. .Os forames palatinos maior oral situam-se nos processos palatinos dos maxilares.O forame infra-orbitário pode ser duplo.O forame palatino maior oral está situado mais medialmente. . Apresentam duas lâminas: horizontal e perpendicular. Rostralmente ao primeiro grande molar freqüentemente existe um alvéolo para o primeiro pré-molar chamado de dente de lobo. Apresenta lateralmente o sulco palatino. esfenóide e pterigóide. esfenóide e vômer.

O processo temporal é a maior parte do osso zigomático. CANINO: . veia e nervo incisivo. . RUMINANTES: .Não possui chanfradura naso-incisiva. Apresenta a uns 2 cm da margem orbital o pequeno processo lacrimal. com o maxilares rostral e ventralmente. na junção com o maxilar forma no macho adulto o alvéolo para o dente canino.Forma parte da fossa muscular ou canina. A face lateral (facial) é lisa e ligeiramente convexa. onde penetram artéria. O corpo acha-se perfurado pelo canal inter-incisivo.O canal inter-incisivo se transforma numa chanfradura.Entre os processos temporal e zigomático existe uma pequena eminência denominada de processo frontal. onde se localizam grandes glândulas sebáceas. É composto de um corpo e três processos: alveolar. RUMINANTES: .3. Formam juntamente com o osso nasal a chanfradura naso-incisiva.7 LACRIMAIS Estão localizados na porção rostral da órbita e se estendem rostralmente sobre a face até o maxilar. Processos palatinos: são duas lâminas ósseas que formam a porção rostral do palato duro. SUÍNO: .6 ZIGOMÁTICOS (MALARES) Articulam-se com os ossos lacrimal dorsalmente.5 INCISIVOS (PRÉ-MAXILARES) São os ossos mais rostrais da face.A fossa para o saco lacrimal é pequena e bem próxima do contorno da órbita. maxilares e vômer. .Apresenta dois orifícios lacrimais no contorno da órbita.Forma junto com o maxilar e zigomático a fossa canina ou muscular. Processos nasais: projetam-se caudal e dorsalmente formando parte da parede lateral da cavidade nasal.3. Está separada lateralmente do maxilar pela fissura palatina. A face facial é mais extensa e lisa. Próxima a margem orbitaria apresenta uma fossa afunilada que representa a entrada do canal lacrimal.Face facial extensa e côncava. que juntamente com o processo zigomático do temporal forma o arco zigomático. . Apresenta na sua porção ventral a crista facial. Articula-se com os ossos frontais e nasais dorsalmente e com o zigomático e maxilar ventralmente. Esta fossa é ocupada no animal vivo pelo saco lacrimal que é a origem do ducto naso-lacrimal.Apresenta o processo bifurcado em duas porções: uma é o processo frontal do zigomático que se articula com o processo zigomático do frontal e a outra é o processo temporal do zigomático. Não apresenta o processo lacrimal. quase não existe porção facial. lisa e côncava. A face orbitaria é de contorno triangular.É um osso muito pequeno. Processos alveolares: apresentam três alvéolos profundos para os dentes incisivos superiores. SUÍNOS: .Não se articula com o frontal. 3. RUMINANTES: . . que se prolonga rostralmente com a crista facial do maxilar e caudalmente com o processo temporal.3.8 NASAIS .Ovino: a face facial apresenta uma fossa lacrimal externa ou infraorbitaria que é ocupada no animal vivo pela bolsa infra-orbitaria. CANINOS: . . Ventralmente. . 3.Processo temporal bastante robusto e também é bifurcado. SUÍNO: . . se articulam com os ossos nasais. 3.3. CANINO: . no qual se insere o ligamento orbitario.Fissura palatina é alargada. Corpo: A face labial é lisa e relaciona-se com o lábio superior e a face palatina é côncava.Não apresentam processos alveolares.O canal inter-incisivo se transforma em chanfradura. Apresenta 2 faces: orbitaria e facial. A face nasal é côncava e dirige-se para o seio maxilar.3. . palatino e nasal. e com o temporal caudalmente. A face orbitaria é muito menor que a facial e forma parte da parede ventral e rostral da órbita. É muito longo e fortemente curvo. O processo frontal não existe no eqüino.

É bem menor. maxilar.Formam a maior parte do teto da cavidade nasal. .Não formam com os processos nasais do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. . Para descrição consiste em um corpo e dois ramos verticais. alargada e onde se inserem músculos poderosos. A face medial (lingual) é lisa e apresenta a frágil linha milohioidea onde se. A face medial é côncava e apresenta linhas de inserção para o músculo pterigoideo medial. Possui um contorno triangular alongado. Articulam-se com os ossos incisivo. . A borda ventral é arredondada no cavalo jovem. 3. A porção molar (ramo horizontal) estende-se caudalmente da porção incisiva. A borda alveolar apresenta seis alvéolos para os dentes incisivos inferiores e um pouco mais caudal. lacrimal e frontal. Apresenta o forame mandibular que é o forame de entrada do canal mandibular. Meato nasal médio: é o espaço entre as conchas nasais dorsal e ventral.É mais largo rostralmente que caudalmente. Caudalmente é espessa e escavada por seis alvéolos pares para os dentes pré-molares e molares inferiores. OVINOS: . A porção incisiva apresenta duas faces e uma borda.10 MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR) É o maior osso da face e é ímpar pois as duas metades se fundem quando o animal apresenta ao redor de dois meses de idade. Ramo: É a porção vertical do osso.Nesta espécie na extremidade rostral da cartilagem do septo nasal entre os ossos nasal e incisivo apresenta o osso rostral (osso do focinho do porco). Apresenta duas faces e duas bordas. A extremidade articular é composta pelo processo coronóide rostralmente. A face labial é convexa. são em número de 2 pares (ventral e dorsal) que estão separados pelo septo nasal. A borda dorsal ou alveolar rostralmente forma o espaço interalveolar. Meato comum: é o espaço entre as conchas e o septo nasal. A face lateral (labial) é lisa e apresenta na junção com a porção incisiva o forame mental ou mentoniano que é a abertura rostral do canal mandibular. processo condilar caudalmente e entre estes a chanfradura mandibular. SUÍNOS: . tornando-se estreita e cortante nos animais idosos. Corpo: É a porção horizontal espessa que apresenta os dentes. com a extremidade caudal alargada e a extremidade rostral pontiaguda. não se funde com os ossos adjacentes mesmo na idade avançada. A face lingual é lisa e côncava onde repousa a ponta da língua (superfície geniana). insere o músculo milohioideo. É composta de uma porção incisiva e outra porção molar. . A face lateral é côncava e apresenta linhas rugosas para inserção do músculo masseter.9 CONCHAS NASAIS São ossos em forma de cartuchos localizados no interior da cavidade nasal.3. O processo condilar se articula com a porção escamosa do temporal por meio de um disco ou menisco articular. Suporta os dentes molares (pré-molares e molares) inferiores. que é delgado. BOVINOS: . Face externa: é lisa e convexa transversalmente. Também existe no potro jovem o alvéolo para o dente de lobo (primeiro pré-molar). Meato nasal ventral: é o espaço entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal. e está marcada por um sulco mediano que corresponde a sínfise mandibular.A extremidade rostral é alargada e apresenta uma chanfradura. dois alvéolos para os dentes caninos no macho.semelhante ao eqüino. Face interna (nasal): é lisa e côncava.Os cornetos apresentam forma arborizante com lâminas secundárias e terceiras que se espiralizam apresentando a extremidade livre.Extremidade caudal é pontiaguda. Aproximadamente no seu centro apresenta a crista etmoidal que serve de sustentação da concha nasal dorsal. Forma juntamente com o processo nasal do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. CANINO: . A união da porção molar (ramo horizontal) com o ramo vertical é espessa é denominada de ângulo da mandíbula. Na sua porção caudal existe pequena depressão denominada de incisura vasorum facialum onde os vasos faciais e o ducto parotídeo contornam o osso e é local de tomada de pulso no eqüino. Meatos são os espaços existentes entre os cornetos e são: Meato nasal dorsal: é o espaço entre a concha nasal dorsal e o teto da cavidade nasal. 3.3. CANINOS: . As conchas nasais dorsais estão fixadas nas cristas etmoidais dos ossos nasais e as ventrais nas cristas conchais dos maxilares.

.Entre o estilo-hióide e o cerato-hióide existe o epi-hióide. que são: .4 COLUNA VERTEBRAL Está constituída de ossos irregulares.4. .O processo coronóide é pequeno e a chanfradura mandibular é larga.Existem dois ou três forames mentonianos.12 SEIOS PARANASAIS São cavidades dentro de alguns ossos da cabeça preenchidas por ar. 1. Está inserido no processo estilóide da parte petrosa do temporal através da cartilagem timpano-hióide. . Elas são revestidas internamente por uma membrana mucosa e se comunicam com a cavidade nasal. apresentando-se dividida em regiões. Projeta-se rostralmente através de uma lâmina óssea denominada de estilo-hióide.RUMINANTES: . Comparada: RUMINANTES: Divertículo cornual: Continuação direta do seio frontal para dentro do processo cornual em ruminantes aspados. . 3. As vértebras podem ser estudadas sobre um tríplice aspecto. Todas as vértebras apresentam caracteres básicos. .3.O corpo é mais curto e mais largo.11 HIÓIDE É conhecido vulgarmente por osso da língua. portando existe sínfise mandibular. Na face lateral há vários forames mentonianos laterais.Existe um par de forames mentonianos mediais. . Seios frontais: são os seios paranasais encontrados nos ossos frontais de todas as espécies domésticas. . numa mesma região.Apresenta apófise lingual curta e pontiaguda. torácica. Medianamente projeta-se rostralmente em um longo processo lingual. mas muitos outros estão presentes. Os caracteres gerais são os encontrados em todas as vértebras e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto. Apresenta 6 alvéolos para os dentes molares.No ângulo entre o corpo e o ramo vertical da mandíbula existe o processo angular que se projeta caudalmente. Os seios frontal e maxilar são os mais conhecidos. 3. . É constituído por diversas peças ósseas que se articulam entre si. As extremidades laterais do basi-hióide se projetam caudalmente constituindo os tiro-hióides. . Os ossos do hióide são pares.Mandíbula bastante volumosa. 2. Este se abre dentro da cavidade nasal através da abertura nasomaxilar.Apresenta epi-hióide.O ramo é menor que o do eqüino.Apresenta epi-hióide bem desenvolvido. Seios maxilares: são os seios paranasais dos ossos maxilares. bem como. sacral e caudal. . palatino. SUÍNOS: . incluindo o esfenóide. . CANINOS: .Apresenta alvéolos para os dentes caninos dirigidos lateralmente. cuja forma difere nas diferentes regiões. A coluna vertebral forma o eixo principal do corpo.O processo lingual é curto e tuberoso.Apresenta sínfise mandibular.3. denominados vértebras que se estendem desde a cabeça até a extremidade da cauda. irregulares. lacrimal e seios conchais. Está situado entre os ramos da mandíbula caudalmente. forma um ângulo de 90° e se continua com o cerato-hióide. assim denominadas: região cervical. CANINO: . .O processo coronóide é mais extenso e se projeta caudalmente. quanto aos seus caracteres gerais. regionais ou individuais. este último se articula com uma peça transversal denominada de basi-hióide. Não há alvéolos para os dentes caninos.Apresenta alvéolos para os dentes caninos. RUMINANTES: . 3. .Não tem apófise lingual. e apresenta 8 alvéolos para os dentes incisivos inferiores. lombar. 3. SUÍNOS: .O processo coronóide é muito extenso.As duas metades não se fundem completamente mesmo na idade avançada. com exceção do basi-hióide e do processo lingual.1 VÉRTEBRAS São ossos ímpares.

4.divididos em craniais e caudais. Arco ventral  mais espesso e menos encurvado. Arco dorsal  encontramos o túberculo dorsal mediano. largos na região lombar. 3. 3. 3ª. De cada lado da borda cranial do arco encontramos o Forame vertebral lateral.1 ATLAS É a primeira vértebra cervical. não apresenta forame transverso. a borda cranial é profundamente chanfrada e a borda caudal delgada e côncava. As cavidades articulares caudais confluem para a parte ventral do arco. Processo espinhoso  largo. CARNÍVOROS: processo odontóide arredondado e longo chega atingir o occipital. processo transverso pequeno e as vezes não está presente. BOVINOS: o axis é curto.2. na região torácica são curtos e fortes caracterizam pela presença de facetas para o tubérculo das costelas Processos articulares . asas achatadas. Forame vertebral . Processo odontóide cilíndrico. As características desta região são o corpo. superfície dorsal é convexa. onde se encontram os outros elementos da vértebra. sua borda livre é rugosa e se continua com os processos articulares caudais por meio de duas cristas. Sua face ventral acha-se o tubérculo ventral. Asas  ventralmente há uma depressão chamada fossa atlantal. As asas são largas e quase horizontais. ao redor deste apresenta o processo articular cranial. o arco acha-se perfurado de cada lado próximo a sua borda cranial pelo Forame vertebral lateral. Processos articulares craniais estão localizados cranialmente ao arco e sua superfície articular está dorsalmente dirigida para cima.4. o arco e cabeça articular desenvolvidas. 3. RUMINANTES: asas menos encurvadas. Arco.4. dorsalmente 2 forames o 1º mais cranial é o Forame alar e o 2º mais caudal é o Forame transverso. 4ª E 5ª CERVICAL . Forma um anel com projeções laterais curvas que são processos transversos modificados ou asas. apresenta chanfradura alar ao invés de forame alar. É formado por um arco dorsal. Entre o processo articular caudal e o corpo apresenta incisura vertebral caudal.2 AXIS É a segunda vértebra. 6. Extremidade caudal do corpo apresenta a cavidade cotilóide. um arco ventral e um par de asas. processo odontóide é largo sua face dorsal é profunda e côncava. se estende caudalmente.são dois prolongamentos laterais. 5.colocado ventralmente a vértebra. Não apresenta forame vertebral lateral. forames transversos relativamente grandes.1. 2. Processo transverso . Processos transversos  estreito e apresenta-se perfurado pelo Forame transverso. SUÍNOS: tubérculo dorsal grande.é a parte do arco ósseo que se situa dorsalmente ao arco. direito e esquerdo.2 REGIÃO CERVICAL Apresenta sete vértebras em todas as espécies domésticas. SUÍNOS: processo espinhoso desenvolvido direcionado dorsal e caudalmente. possui uma depressão central chamada de fossa odontóide que serve para articulação com o processo odontóide do axis. articula-se cranialmente com o occipital e caudalmente com o axis. máximo de altura na 4ª ou 5ª vértebra torácica e diminui até 15ª ou 16ª T. reduzidos e mais próximos no dorso. São mais longos no pescoço. São longos e proeminentes no pescoço . Processo odontóide  face articular convexa ventralmente se articula com o arco ventral do atlas. e que se projetam transversalmente. Processo espinhoso . processo espinhoso fino e de altura moderada se prolonga cranialmente de modo a se sobrepor ao arco dorsal do atlas. Processos articulares caudais estão colocadas caudalmente ao arco e sua superfície articular é dirigida para baixo. Forame vertebral lateral é circular e não tão junto a borda do arco. CARNÍVOROS: arco ventral estreito. Processos transversos mais espessos.4. Processo transverso pontiagudo.situado imediatamente por cima do corpo e limitado lateral e dorsalmente por um arco ósseo. não possui corpo nem processo espinhoso.2. Corpo . mantém a mesma altura até as sacrais. apresentando na face cranial uma cabeça articular e na face caudal uma cavidade cotilóide. as vezes está ausente. o processo espinhoso se projeta um pouco cranialmente. Representado como cristas baixas na região cervical. o forame transverso passa atrás da borda caudal da asa e não é visível dorsalmente. Forame transverso presente. 3. A 1ª e 2ª são modificadas devido a função especial de sustentar e movimentar a cabeça. a 6ª e 7ª também possuem algumas modificações. Sua característica principal é a presença do processo odontóide.constitui a porção dorsal da vértebra e formará o teto do canal vertebral. possui incisura vertebral cranial. forame transverso as vezes incompleto. é representado por um segmento de cilíndrico. Na borda cranial observamos 2 cavidades articulares ovais e profundas que recebem os côndilos do occipital.

Processo transverso apresenta processo mamilar a partir da 3ª vértebra.Corpo  longo comparado com as demais vértebras. apresenta pequenos orificios p/as veias da substância esponjosa dos corpos vertebrais. De um modo geral os processos transversos diminuem de tamanho e estão dispostos cada vez mais ventral. posicionados em sentido cranial entre o processo transverso e o processo articular cranial. Processo espinhoso  longo. as três últimas apresentam o processo acessório. 3. 1ª torácica: semelhante a última cervical. Processos articulares  são pequenos. Sulco menos profundo no meio desta face .4. Sobre a parte dorsal de cada lado existem facetas costais cranial e caudal. convexa e mais larga dorsalmente. Apresenta uma faceta de cada lado para articulação com parte da cabeça da 1ª costela. Como características principais observamos faces para articulação com a costela.3 REGIÃO TORÁCICA São comumente em nº de 18 no cavalo. cada um une-se com o correspondente processo cranial por uma crista. REGIÃO LOMBAR São em número de seis no cavalo e nos ruminantes. cada um deles possue uma faceta articular para articulação com o tubérculo da costela. processos articulares são mais largos que as demais vértebras. 14/15 no suíno e 13 nos carnívoros. dirigido para cima e para trás. Corpo  curto. os craniais se localizam na parte cranial do arco com facetas que se orientam para cima. extremidades alargadas e faces articulares.4. Presença da incisura vertertebral cranial e incisura vertebral caudal. 6ª CERVICAL  é mais curta e mais larga. Processo articulares craniais e caudais  largos. Processo transverso apresenta 3 ramos. Processo espinhoso mais alto e pontiagudo. Crista ventral pequena. corpo achatado dorsalmente. conexão com os processos articulares caudais por meio de rugosidades. suínos 6 a 7 e 7 nos carnívoros. O forame transverso é largo ventralmente na sua extremidade caudal existe uma fossa. Caudal a este ponto tornam-se gradativamente mais curtas. corpo achatado e apresenta uma cabeça. Arco  estreito. suas faces articulares são estensas de contorno oval e levemente côncava.estreita na parte média e larga nas extremidades. as três ou quatro primeiras tem o processo espinhoso aproximadamente igual no comprimento. Superfícies asperas p/ inserções de ligamentos e músculos (parte lamelar do ligamento nucal) Processos transversos  largos e planos. Os processos espinhosos aumentam em comprimento até a terceira ou quarta vértebra e então diminuem até a 15ª as espinhas mais longas são as mais espessas e apresentam seus ápices engrossados. Face dorsal área central lisa . Perfurado de ambos os lados por um forame que se comunica com o forame transverso. chanfradura caudal relativamente larga. Inserção p/ o ligamento longitudinal dorsal. Os corpos das 3 primeiras são elípticos e apresentam uma crista . 3. Superfície cranial é convexa e a caudal é concava. tamanho e forma dos processos espinhosos (desenvolvidos). Face ventral CRISTA VENTRAL MEDIANA proeminente caudalmente com um tubérculo na extremidade caudal. Origem de duas raizes uma do arco e outra do corpo entre ambos existe o FORAME TRANSVERSO (passa vasos vertebrais e nervos) Divide-se lateralmente ramo cranial e caudal Processo espinhoso  Forma de uma crista baixa que se alarga caudalmente. processos articulares mais curtos e espessos.4. Ausência de crista ventral com exceção dos cães. Arco  2 partes parte dorsal formado pelas lâminas e paredes laterais pelos pedículos. Caracterizam-se por apresentar processos transversos desenvolvidos. Extremidade caudal  larga e apresenta uma cavidade cotilóide circular. Os processos articulares craniais são mais largos que o par caudal. Borda cranial delgada e a caudal é mais larga. Nas últimas 4-5 vértebras torácicas aparece o processo mamilar. BOVINOS: corpo mais largo SUÍNO: o arco é perfurado de cada lado por um forame (do arco). tubérculo ventral ausente. O processo espinhoso é menos rudimentar. 13 no bovino. Processo transverso não apresenta forame. 7ª CERVICAL Curta e larga. CARNÍVOROS: apresentam o processo mamilar em todas as vértebras. Esta crista separa duas superfícies côncavas. Extremidade cranial ou cabeça  face articular oval que se dirige p/ frente e p/ baixo. os caudais emergem na base do processo espinhoso e suas facetas voltam-se para baixo. Processos transversos  extremidade livre tuberosa. última torácica: distingue-se pela ausência do par caudal de facetas costais. processo espinhoso encurvado caudalmente e termina em ponta. estreito.

nos ruminantes após 3ou 4 anos e no equino com 4 a 5 anos. menos curvado do que no bovino. As primeiras possuem corpo alargado. Vértice: aspecto caudal da última v. espessas cranialmente e delgadas caudalmente.Processos transverso grande nas primeiras e gradativamente desaparece. CANINOS: fusão de 3 v. Base: Tem uma face arredondada que se articula com a última v. Seu comprimento aumenta até a 3 ou 4ª e então diminui até a última. não formam articulações uns com os outros ou com o sacro.Sulco p/ o nervo espinhal lombar. É assinalada por 4 linhas transvesas que indicam a delimitação dos corpos vertebrais. processo articular caudal. Seu eixo longitudinal é levemente curvo. Os forames sacrais pélvicos são grandes. Da primeira a última diminuem de tamanho. Depois da 3ª aumentam em altura e largura. largo e quadrangular. BOVINOS: são mais longas que o cavalo. Processos articulares craniais  são fusionados aos processos mamilares e apresentam superfície concava para articulação com o par caudal na vertebra precedente.4. Presença de um forame entre o sacro e a 1ª v. A 6ª vértebra oferece uma faceta convexa na borda caudal para articulação com as asas do sacro. De cada lado do corpo existe uma chanfradura (chanfradura vertebral cranial). sacral é pequeno. Uma crista sacral lateral é formada pela fusão dos processos articulares.. nos quais encontram-se 4 forames sacrais dorsais. A margem ventral projeta-se lateralmente formando PROMONTÓRIO. BOVINOS: formado por 5 segmentos. É convenientemente descrito como um osso único. Cada uma apresenta uma larga face oval para articulação com o processo transverso da última lombar.ventral distinta. Na extremidade dessas linhas estão os forames sacrais pélvicos que são maiores que os dorsais. 3. Comprimento aumenta até a 5ª v. A 5ª e a 6ª podem estar fusionadas. BOVINOS: longas e mais desenvlvidas que no cavalo. lombar. ficam reduzidas a bastões cilíndricos de tamanho decrescente. Processos espinhosos largos ventalmente mas estreitos dorsalmente. A partir da 4ª se tornam mais largos e achatados e a crista diminui. Pequenos rudimentos de processo articulares. As 5-6 primeiras possuem arco espinhoso completo. As bordas laterais são rugosas. A última apresenta extremidade pontiaguda. crista sacral mediana. processos articulares desenvolvidos nas 4 primeiras. caudal. A face pélvica é marcada por um sulco central que indica o curso da artéria sacral mediana. CARNÍVOROS: processos transversos semelantes a placas. Nos lados encontram-se os forames sacrais dorsais. lombar por meio de um disco intervertebral. Face dorsal: apresenta centralmente 5 espinhas sacrais. SUÍNOS: normalmente constituídos de 4 v. Face cranial concava não articular. CARNÍVOROS: arco nas seis primeiras. curto. diminuem de diâmetro do 1º ao último (ramo ventral dos nervos espinhais sacrais). 3.. Processos articulares grandes. Arco pequeno e triangular. caudal está unida ao sacro. Dorsal ao corpo está a entrada do canal sacral. mais longo que o do cavalo. A asa é semelhante a dos bovinos. tem forma triangular e está encaixado entre os ílios com os quais se articula firmemente. Existe um par de chanfraduras estreitas entre o arco e o corpo e processos transversos.5 REGIÃO SACRAL Formado pela fusão de 5 v. Os processos espinhosos são unidos para formar uma crista sacral mediana. Face pélvica: concava em toda a sua extensão. Possue uma face dorsal rugosa para insersão ligamentosa (lig sacroilíaco ventral). Linhas transversais. na face ventral há um sulco mediano na qual passa a arteria caudal mediana. se projetam lateralmente podendo estar levemente inclinadas dorsalmente. achatadas. As asas são sólidas com extremidade pontiaguda. forames sacrais ventrais.4. lateralmente a este está um par de processos articulares craniais com faces concavas para a articulação com as correspondentes da última v. De cada lado das espinhas existem sulcos. Processos transversos  são laminas longas. Processo transverso da última lombar não se articula com o sacro. Esta união completa-se nos carnívoros e suínos após 1 ano e meio. De cada lado dos forames se observa uma série de tubérculos representativos da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais que formam a crista sacral lateral. Processos acessórios projetam-se caudalmente sobre as incisuras caudais das 5 primeiras v. Processo espinhoso pouco desenvolvido. Os processos articulares caudais são grandes e sustentam os processos mamilares. SUINOS: a 1ª v. As chanfraduras caudais são mais profundas que as craniais.6 REGIÃO CAUDAL Muito variável em número (18). Face auricular: se articula com o ílio. .não apresentam chanfraduras craniais. Os processos transversos vão diminuindo caudalmente e as v.. são quadrangulares e curtas. As asas encurvam-se cranioventralmente. processo articular cranial.

sendo que seu corpo alarga grandemente na extremidade esternal.5 COSTELAS São ossos curvos alongados dispostos em pares que formam a parede lateral do tórax. Apresenta caudalmente uma depressão chamada de sulco costal. Costelas asternais ou falsas: São aquelas que por sua extremidade ventral são articuladas entre si. Cavidade torácica mais curta e colo longo. ANIMAL EQÜINO RUMINANTES SUÍNO CARNÍVOROS PARES DE COSTELAS 18 13 14 13 COSTELAS ESTERNAIS 8 8 7 9 COSTELAS ASTERNAIS 10 5 7 4 ESTERNEBRAS 7(6) 7 6 8 Apresentam-se divididas em dois grupos: Costelas esternais ou verdadeiras: São aquelas que por sua extremidade ventral vão se articular com o osso esterno por meio de suas cartilagens costais. Pode se articular com o esterno (costelas esternais) ou com outra cartilagem adjacente por meio de tecido elástico para formar o arco costal (costelas asternais). As duas últimas costelas no homem e carnívoros. São todas aquelas que não são verdadeiras. Face medial: é côncava. * A primeira costela é mais curta. por meio das suas cartilagens costais. Uma costela é constituída por um corpo e duas extremidades: Corpo: é a porção média da costela que se apresenta de forma arqueada. Extremidade Ventral: Apresenta uma tira de cartilagem que dá continuação as costelas e denomina-se cartilagem costal. CARNÍVOROS: O corpo é cilíndrico e a cartilagem costal é mais longa. O número de costelas corresponde ao de vértebras torácicas. A extremidade dorsal ou vertebral apresenta cabeça. por onde passam artéria. veia e o nervo intercostal.7 FÓRMULA VERTEBRAL É a maneira mais simplificada de se expressar graficamente o número de vértebras das diversas regiões. Apresenta duas faces. 1. Colo: É a porção estreita logo após a cabeça que une esta ao corpo. Toma-se a letra inicial da região seguida pelo número de vértebras desta. A costela apresenta 2 extremidades: dorsal e ventral. 3. Espaço intercostal: é o intervalo entre as costelas. Eqüino C7 T 18 L6 S5 Ca 15-21 Bovino C7 T 13 L6 S5 Ca 18-20 Ovino C7 T 13 L6 S4 Ca 16-18 Canino C7 T 13 L7 S3 Ca 20-23 Suíno C7 T 14-15 L 6-7 S4 Ca 20-23 3. SUÍNOS: Costelas acentuadamente curvas em raças melhoradas. 2. corpo estreito. variando apenas a região caudal. . O número é constante dentro de uma espécie. colo e tubérculo. não aderida a uma cartilagem adjacente. Face lateral: é convexa e apresenta cranialmente um sulco longitudinal até a porção mediana. RUMINANTES: Costelas mais largas e espaço intercostal mais estreito.3. Costelas flutuantes São as que sua extremidade ventral termina livremente. Constituem o arco costal.4. Cada costela se articula na região dorsal com duas vértebras e se continua na região inferior com as cartilagens costais. Cabeça: apresenta duas superfícies articulares que vão se articular com o corpo de duas vértebras adjacentes. Tubérculo: apresenta uma superfície articular que se articula com a apófise transversa da vértebra de igual número de série. Geralmente são os primeiros pares.

A espinha é triangular e projeta-se por cima da fossa infra-espinhosa. Ventralmente apresenta a crista esternal que é palpável no animal vivo. lateralmente pelas costelas e cartilagens costais e. RUMINANTES: . . rádio. . Serve de inserção para músculos do peito e pescoço. ulna. exceto na extremidade caudal que é achatada dorsoventralmente. Saída do tórax: é mais ampla e está formada pela última vértebra torácica. A borda dorsal apresenta uma chanfradura que serve para articulação do primeiro par de costelas. Sua face ventral é convexa e serve de inserção para o músculo transverso do abdome e para a linha alba. A extremidade distal ou ângulo ventral apresenta a cavidade glenóide.3. .1 Escápula É um osso plano situado lateralmente na porção cranial da parede do tórax. O processo xifóide é longo e estreito. Encontramos a cartilagem do manúbrio ou cariniforme. O tórax envolve e protege os órgãos torácicos. úmero. É conhecido vulgarmente como osso do peito. Extremidade caudal ou metaesterno: apresenta a cartilagem xifóide que é longa e delgada.A tuberosidade da espinha não é distinta. sendo portanto uma exceção. Apresenta uma forma de cone achatado lateralmente com abertura nas duas extremidades. tipo de articulação esta chamada de sisarcose.O processo coracóide é curto e arredondado. do qual projeta-se medialmente o processo coracóide. ventralmente pelo esterno. nem crista ventral. Os membros torácicos se articulam com o tronco por meio de músculos.1. 3.A fossa supra-espinhal não se estende até a porção ventral do osso. com exceção dos felinos que apresentam um vestígio (freqüentemente visível ao Rx). . sendo que este tem quase o mesmo comprimento da região torácica. RUMINANTES: Não tem cartilagem do manúbrio.A espinha se prolonga ventralmente por uma projeção pontiaguda denominada de acrômio. arco costal. ESQUELETO APENDICULAR 4. SUÍNO: Não apresenta cartilagem do manúbrio e nem crista ventral. Corpo ou mesoesterno: É a principal parte. apresenta uma curta cartilagem cônica. apresenta lateralmente. no ponto de união dos segmentos. Manúbrio ou pré-esterno: extremidade mais cranial. Apresenta 3 porções: 1. 4. Consta de 6-8 segmentos ósseos (esternebras) unidas por cartilagens interpostas em animais jovens. último par de costelas. A cavidade glenóide se articula com a cabeça do úmero. sendo esta última maior. 3. O ápice é a abertura cranial e a base a abertura caudal. Na borda dorsal situa-se a cartilagem escapular (cartilagem de complementação). Apresenta a forma de uma canoa comprimida lateralmente. Apresenta também o tubérculo supraglenóide (tuberosidade escapular). SUÍNO: . A cartilagem xifóide é pequena e o esterno é achatado no sentido dorso-ventral. falanges e sesamóides. carpo. primeiro par de costelas e pelo manúbrio. A fossa situada cranialmente a espinha é denominada de fossa supra-espinhosa e a localizada caudalmente de fossa infra-espinhosa. última esternebra e processo xifóide. O esterno é longo.1 MEMBRO TORÁCICO OU ANTERIOR Os animais domésticos não possuem clavícula. superfícies articulares côncavas para articulação das costelas esternais. O membro torácico é composto pelos seguintes ossos: escápula. O colo da escápula une o corpo do osso com o ângulo ventral ou extremidade ventral. 2.7 TÓRAX O esqueleto do tórax está formado na região dorsal pelas vértebras torácicas. 4. CANINOS: Esternebras arredondadas. Não apresenta cartilagem do manúbrio.Não apresenta incisura glenóide. Esta espinha apresenta uma proeminência central denominada de tuberosidade da espinha. Entrada do tórax: é mais estreita e é formada pela primeira vértebra torácica.6 ESTERNO É um osso segmentário situado na linha média que forma o assoalho da cavidade torácica e articula-se lateralmente com as cartilagens das costelas esternais. A face costal (medial) apresenta a fossa subescapular. A face lateral acha-se dividida em duas fossas pela espinha da escápula. No contorno dessa cavidade existe a incisura glenóide. metacarpo. .

e lateral e medialmente os epicôndilos lateral e medial. A face lateral é encurvada espiralmente formando um sulco para o músculo braquial ou goteira de torção do úmero. A face lateral do olécrano é convexa e rugosa e a medial. como uma faixa estreita. . que se prolonga distalmente com a chanfradura troclear (semilunar).. medialmente processo estilóide do rádio. no adulto ocorre fusão.3 Rádio e ulna Rádio: É o mais longo dos dois ossos do antebraço no eqüino.Não apresenta tuberoside redonda maior . .O sulco intertubercular não está dividido.Apresenta os côndilos cranialmente. . Apresenta também o tubérculo maior (lateral) e o tubérculo menor (medial).O rádio é menor que a ulna. a qual se articula com o úmero. . a fossa do olécrano caudalmente.Possui acrômio rudimentar.2 Úmero É um osso longo que se articula com a escápula proximalmente formando a articulação do ombro e com o rádio e ulna distalmente formando a articulação do cotovelo.O sulco intertubercular é único . A face medial apresenta a tuberosidade redonda maior.As fossas radial e do olécrano. CANINOS: . .A cartilagem de complementação não é tão desenvolvida como nos demais animais e sim.Apresenta uma cabeça articular que se articula com a cavidade glenóide da escápula e cranialmente o sulco intertubercular (duplo) ou bicciptal. situado caudalmente ao rádio. Extremidade distal: .O processo coracóide é pequeno.1.Não tem incisura glenóide. e cranio-dorsalmente a tuberosidade do rádio. CANINO: . lisa e côncava. Projeta-se proximalmente constituíndo o olécrano que é a maior parte do osso. 4. O corpo (diáfise) é encurvado em toda sua extensão. Dorsal aos côndilos situa-se a fossa radial. 4. articulando-se também com o úmero.A tuberosidade da espinha é grande. Ulna: É um osso longo reduzido. SUÍNO: . RUMINANTES: .1. Extremidade proximal: Apresenta cavidades glenóides para articulação com os côndilos do úmero.Não apresenta tuberosidade da espinha e incisura glenóide . Entre os dois ossos existe o espaço interósseo. O corpo (diáfise) é irregular e apresenta aparência de ter sofrido uma torção. normalmente se comunicam através do forame supratroclear. . Extremidade distal: Apresenta facetas articulares para articulação da fila proximal do carpo. Apresenta lateralmente a tuberosidade deltóide. Extremidade proximal: . A extremidade livre é uma tuberosidade rugosa denominada de tuberosidade do olécrano. Articula-se proximalmente com o úmero. distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna.O úmero é relativamente muito longo. com o qual está parcialmente fusionado no adulto. Compõe-se de um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises). onde se insere o músculo tríceps braquial. . . Na face caudal apresenta uma área rugosa na qual se insere a ulna no jovem.A tuberosidade deltóide é menos proeminente. RUMINANTES: . . nem processo coracóide. denominada de processo ancôneo.A tuberosidade deltóide é pequena ou inexistente. A borda cranial apresenta uma projeção pontiaguda. respectivamente.O acrômio é rombudo.O sulco intertubercular não está dividido.O tubérculo lateral é grande.

A extremidade distal está dividida em duas partes pela incisura sagital denominada de incisura intertroclear. SUÍNO: . 4.A extremidade distal da ulna projeta-se além da extremidade distal do rádio.A ulna também se articula com os ossos do carpo. Apresenta na fase dorsal um sulco vascular vertical chamado de sulco longitudinal dorsal. RADIO OU RÁDIO E ULNA CARPO RADIAL CARPO INTERMÉDIO I II METACARPOS RUMINANTES (6) 4 2 FACE MEDIAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL CARPO ULNAR III CARPO ACESSÓRIO IV FACE LATERAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL EQÜINOS (7/8) 4 4 3 4 SUÍNOS (8) 4 4 CARNÍVOROS (7) 3 4 Os ruminantes não tem o II carpiano. Pequenos metacarpianos: Estão situados na face palmar do grande metacarpiano (no terço proximal). Terceiro metacarpiano: É um osso longo e muito forte.1.5 Metacarpo No eqüino existem 3 ossos metacarpianos. LEMBRETE: Rádio e tíbia são mediais.1. achatado no sentido dorso-palmar.A tuberosidade do rádio é uma área áspera. o terceiro ou grande metacarpiano. o carpo radial está fusionado com o carpo intermédio. RUMINANTES: O grande metacarpiano é constituído pela fusão do III e IV metacarpianos. os outros (segundo e quarto) são muito reduzidos e são comumente chamados de pequenos metacarpianos.Tanto o rádio como a ulna apresentam processo estilóide. Na porção proximal da borda lateral do grande metacarpiano encontra-se um pequeno metacarpiano que é vestígio do quinto dedo. A fila distal se articula com os ossos metacarpianos. sendo o primeiro menor. A fila proximal articula-se com o rádio no eqüino e. uma proximal e outra distal. CÃO: . . . Essa extremidade articula-se como carpo. 4. . nas demais espécies com o rádio e ulna.. O II e o III são fusionados. SUÍNOS: Apresenta quatro ossos metacarpianos. Apresentam a extremidade proximal alargada com facetas para articulação com a fila distal do carpo e extremidade distal que termina em forma de estilete no terço distal do grande metacarpiano Corresponde ao segundo e quarto dedos. A extremidade distal apresenta dois condilos separados pela crista sagital que se articulam com a falange proximal e ossos sesamóides proximais. A extremidade proximal apresenta uma face articular para a fileira distal do carpo. . No eqüino o primeiro é inconstante.A tuberosidade do rádio está representada por uma área rugosa. é completamente desenvolvido e suporta um dedo.4 Carpo É formado por um conjunto de ossos ordenados em duas filas. formando o processo estilóide da ulna. O corpo é liso. sendo que somente um.O rádio e ulna articulam-se em cada extremidade (proximal e distal). Apresenta na face palmar uma área rugosa para inserção dos pequenos metacarpianos. ulna e fíbula são laterais. Nos caninos. sendo dois principais (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto) que constituem os dígitos acessórios. CANINOS: Apresenta cinco ossos metacarpianos.O rádio é menor que a ulna. permitindo um ligeiro movimento entre os dois ossos. semi-cilíndrico. . situado entre o carpo e a falange proximal.

7 Falange média ou segunda falange Esta situada entre as falanges proximal e distal. falanges e sesamóides. fíbula. Existem normalmente nove ossos sesamóides. uma grande cavidade cotilóide que se articula com a cabeça do fêmur. Está ligado ao esqueleto axial através do osso coxal que se articula com o osso sacro. apresenta uma eminência denominada de processo extensor.1.1. 4. tíbia. Compõe-se de três partes: ílio. situada dorsalmente. com exceção do primeiro que têm duas (falta a falange média). sendo o local onde se prende a cartilagem de complementação. Lateralmente.8 Falange distal ou terceira falange Acha-se envolvida pelo casco. onde se insere o músculo extensor comum dos dedos. 4. localizados na face palmar da articulação do grande metacarpiano com a falange proximal. A porção atrás da linha é bem menor de formato semi-lunar é chamada de porção flexora. É um osso quadrangular. Lateralmente e medialmente apresenta o sulco parietal que termina em forame. É achatada no sentido dorso-palmar e sua largura é proporcional a altura. Centralmente na borda dorsal. fêmur. cada um com três sesamóides (dois proximais e um distal).4.MEMBRO POSTERIOR OU PÉLVICO É constituído dos seguintes ossos: coxal ou ilíaco. com o qual se assemelha. e estão presos por meio de ligamentos na falange proximal. A área mais larga à frente desta linha curva é côncava e lisa e corresponde a sola do casco. A face proximal apresenta duas cavidades glenóides que vão se articular com a falange proximal. dois maiores (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto). apresenta o sulco solar que se dirige para o forame solar que é o início do canal solar o qual se distribui dentro do osso. RUMINANTES: Apresentam dois dedos desenvolvidos (terceiro e quarto). 4. patela. . ísquio e púbis que se unem no acetábulo. Ílio: É a maior das três partes.9 Sesamóides proximais São em número de dois.1. O corpo é liso e mais largo proximalmente. 4. que divide a face solar da parietal. não se articulando com o restante do esqueleto.1 Osso coxal ou ilíaco Está unido ao longo da linha mediana ventral pela sínfise pélvica que por sua vez é formada pelas sínfises púbica e isquiática. articulando-se com ambas. tarso.10 Sesamóide distal ou osso navicular É um osso único. O segundo e quinto dedos são vestígios que possuem somente a porção córnea e estão situados na face palmar da falange proximal. A extremidade distal apresenta condilos que se articulam com a falange média. podendo apresentar também sesamóides em posição dorsal. Os maiores apresentam três sesamoides (dois proximais e um distal) e os menores somente sesamóides proximais.6 Falange proximal ou primeira falange É um osso longo que situa-se entre o grande metacarpiano e a falange média. CANINOS: Apresentam cinco dígitos que possuem três falanges cada. Esses ossos se fusionam ao redor de um ano de idade no eqüino. Na borda solar. parietal e solar. As extremidades lateral e medial são chamadas de processos angulares ou palmares. A face parietal ou dorsal apresenta inúmeros forames de vários tamanhos. A face solar está dividida em duas partes desiguais por uma linha curva e rugosa denominada de curva semi-lunar.1. localizado na junção da falange média com a falange distal. A face distal articula-se com a falange e sesamóide distais e apresenta condilos semelhantes aos da falange proximal. Articulam-se com os côndilos da extremidade distal do grande metacarpiano. A face articular articula-se com a falange média e com o osso sesamóide distal. metatarso. A extremidade proximal apresenta duas cavidades separadas por um sulco sagital. A falange distal correspondem a forma de garras e apresentam o processo ungueal que é curvo e com extremidade livre. SUÍNOS: Apresentam quatro dígitos.2.2.1. Apresenta três faces: articular. responsáveis pela irrigação desta área. centralmente existe uma incisura larga no jovem chamada de crena. 4. 4.

A borda caudal forma a margem cranial do forame obturatório. situada dorsalmente aos tubérculos do psoas.As incisuras isquiáticas maior e menor são muito rasas. . A borda cranial apresenta lateralmente a eminência iliopúbica e. No ângulo medial situa-se a tuberosidade sacral e no ângulo lateral a tuberosidade coxal. A borda caudal apresenta a crista ilíaca. Observações clínicas: Fraturas de pelve óssea é comum em pequenos animais em atropelamentos e fratura do túber coxal em grandes animais. 2. A borda medial une-se com o osso oposto na sínfise púbica.A face glútea direciona-se dorsolateral e caudalmente. A borda medial une-se com o lado oposto na sínfise isquiática. Esta abertura apresenta dois diâmetros principais: 1. Púbis ou pube: É a menor das três partes do osso coxal.A linha glútea é bem pronunciada.2 Fêmur É o maior e o mais pesado dos ossos longos. Conjugado: é a medida que vai do promuntório (extremidade cranial do sacro) até a sínfise púbica (pélvica). 4. ventrais e laterais. Ísquio: Forma a parte caudal da parede ventral ou assoalho da pelve óssea. A porção medial do bordo do acetábulo apresenta a chanfradura acetabular pela qual passam os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. SUÍNO: . No ângulo caudo-lateral localiza-se a tuberosidade isquiática. . As paredes laterais são formadas pelos ílios e pelo ligamento sacrotuberal (sacrotuberal largo). Pelve: A parede dorsal ou “teto” está formado pelo sacro e pelas primeiras três vértebras caudais e a parede ventral ou “assoalho” pelo púbis e ísquio. A borda lateral forma a incisura isquiática menor. dorsalmente pela extremidade cranial do sacro (promuntório) e lateralmente pela linha ílio-pectínea.A eminência íliopúbica (íleopectina) é proeminente. . O ligamento acessório só está presente no eqüino. próximo a sínfise o tubérculo púbico ventral. Na sua face ventral cruza a linha arqueada ou íliopectínea que inicia ventral a face auricular e estende-se até a borda cranial do púbis.O ílio e ísquio estão quase em linha (mesmo plano) um com o outro. RUMINANTES: Apresentam a tuberosidade isquiática grande e trifacetada. No animal vivo acha-se completada lateralmente pelo bordo caudal do largo ligamento sacrotuberal. que se continua cranialmente com a espinha isquiática. juntamente com o lado oposto. A borda cranial forma o contorno caudal do forame obturado (obturador ou obturatório). Articula-se proximalmente com o acetábulo e distalmente com tíbia e patela. A pelve óssea apresenta diferenças notáveis entre os dois sexos e entre as espécies quanto ao tamanho e forma. apresentando tuberosidades dorsais.2. Esta linha está interrompida no terço médio pelo tubérculo do músculo psoas menor. Transverso: é medida na maior abertura. Acetábulo: É uma grande cavidade cotilóide que aloja a cabeça do fêmur. A abertura cranial ou entrada é constituída ventralmente pela borda cranial do púbis. A face sacropélvica é convexa e apresenta uma faceta denominada de face auricular para articulação com o osso sacro. Forma a parte cranial do assoalho pélvico. CANINO: . O corpo ou diáfise é cilindrico. Na porção mais larga situa-se a linha glútea. A face ventral é convexa e é cruzada pelo sulco do ligamento acessório (só no eqüino) próximo ao bordo cranial. A abertura caudal ou saída da pelve é muito menor e está limitada dorsalmente pela terceira vértebra caudal e ventralmente pelo arco isquiático. A borda medial forma a incisura isquiática maior que se continua caudalmente com a espinha isquiática. A borda caudal é espessa e forma o arco isquiático.

Cranialmente situa-se a larga tuberosidade da tíbia.Não apresenta terceiro trocanter. .Não há fossa supracondilóide.Não apresentam o terceiro trocanter. O trocanter maior situa-se lateralmente e está separado em porção cranial e caudal por uma chanfradura. . É escavada medialmente por uma fóvea na qual se insere os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. Na parte distal encontra-se a fossa supracondilóide que está limitada lateralmente pela tuberosidade supracondiloide lateral. 4.A fovea da cabeça é rasa. Extremidade proximal: É larga e consiste de cabeça. cranial. A face livre. SUÍNOS: Apresenta uma crista longitudinal caudalmente que se extende do trocanter maior até a tuberosidade supracondilar lateral. Na face medial existe uma proeminência. O maleolo lateral corresponde a extremidade distal da fíbula. Os condilos estão separados por uma profunda fossa intercondilóide e se articulam com os côndilos da tíbia e meniscos da articulação do joelho. se inserindo apenas o ligamento redondo. A cabeça está colocada do lado medial e articula-se com o acetábulo.O trocanter maior não está dividido. . A borda lateral é proeminente e apresenta proximalmente o terceiro trocanter. Nessa articulação existem os meniscos articulares. é convexa e rugosa e serve para inserção muscular. o epicôndilo medial e na face lateral o epicôndilo lateral.A borda medial apresenta proximalmente o trocanter menor e distalmente a tuberosidade supracondilóide medial. CANINO: .4 Tíbia e fíbula Tíbia: É um osso longo que se articula proximalmente com o fêmur. . .Apresentam dois sesamóides que se articulam com os côndilos. Os condilos estão separados caudalmente pela incisura poplítea. Lateral e medialmente estão os maléolos lateral e medial. A borda lateral é côncava e forma junto com a fíbula o espaço interósseo. O colo une a cabeça ao corpo. . Lateral ao condilo lateral existe uma área rugosa para inserção da fíbula. distalmente com o tarso e lateralmente com a fíbula. Fíbula (perônio): . A sua borda caudal continua-se distalmente como a crista trocantérica que forma a parede lateral da fossa trocantérica. Extremidade proximal: Apresenta dois condilos que se articulam com os condilos do fêmur. Extremidade distal: É larga e está constituida da tróclea cranialmente e dois condilos caudalmente. . . Extremidade distal: Apresenta uma face articular que se adapta a tróclea do osso tarso-tibial e consiste em dois sulcos oblíquos separados por uma crista. respectivamente. A face caudal é aplanada e apresenta a linha poplítea. RUMINANTES: . 4.2.A crista intertrocantérica é oblíqua e une o trocanter menor com o trocanter maior. O sulco extensor (chanfradura semicircular lisa) separa a tuberosidade tibial do condilo lateral. .O terceiro trocanter é mínimo.Não tem fossa supracondilóide. A face articular apresenta uma crista rugosa vertical que corresponde ao sulco da tróclea. Na borda medial se insere a fibrocartilagem da patela (de complementação). Entre os condilos existe uma proeminência central denominada eminência intercondiliana. A tróclea consiste de duas cristas separadas por um sulco a qual se articula com a patela.A crista intertrocantérica é semelhante a do bovino. colo e trocanter maior.2.A fossa supracondóide é rasa.3 Patela É um grande sesamóide largo que se articula com a tróclea do fêmur. O corpo é triangular proximalmente e alarga-se na extremidade distal.

Por outro lado. reduzido.2. As articulações são mais simples na cabeça. ex. empregamos o termo articulação. quando presente pode apresentar uma ou duas falanges. O nome da articulação é formado pelo nome dos ossos que entram em sua constituição. Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto. A extremidade distal da fíbula forma o maléolo lateral. são pouco acentuados. ARTROLOGIA Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto. RUMINANTES: . os movimentos são encontrados entre quase todos os ossos que o constituem. localiza-se um pequeno metatarsiano (vestígio do segundo dedo). um sexto dedo pode estar presente. . o corpo do grande metatarsiano apresenta o contorno circular. O osso tarso-fibular (calcâneo) é o maior dos ossos do tarso e sua extremidade livre forma a tuberosidade calcanear (tuberosidade calcânea). TALUS (TARSO TIBIAL) CENTRAL DO TARSO I II III CALCÂNEO (TARSO FIBULAR) FACE LATERAL IV FACE MEDIAL Comparada: EQÜINOS 6 ou 7 FUSIONADAS: I + II RUMINANTES 5 CENTRAL + IV e II + III SUÍNOS E CARNÍVOROS 7 4.2. O corpo é uma haste delgada que forma o limite lateral do espaço interósseo. situado ao longo do bordo lateral da tíbia. Subdivididas em três tipos: Suturas. Nos cães. Nos ruminantes.2. como esta união não se dá da mesma maneira em todos os ossos. sindesmoses e gonfoses. 5. articulações Cartilaginosas ou Anfiartroses e articulações Fibrosas ou Sinartroses.6 Metatarso É semelhante ao metacarpo. A extremidade proximal articula-se com o côndilo lateral da tíbia. O osso tarso-tibial (talus. onde se insere o tendão calcanear comum (de Aquiles) O primeiro e segundo ossos tarsianos podem estar fusionados no eqüino.É um osso longo. enquanto os membros apresentam movimentos de grande amplitude. mas não se articula com o metatarso. Realizam pouco ou nenhum movimento e são chamadas articulações temporárias. mais complicadas no tronco e de maior complexidade em nível de membros. No tronco. quer sejam ossos quer cartilagens. astrágalo) articula-se com a tíbia através da tróclea. articulação escápulo-umeral. Em alguns animais. reúne escápula e úmero. porém deve-se substituir o termo palmar por plantar na descrição das características. Na cabeça com exceção da mandíbula que se articula com o osso temporal. os tipos de movimentos variam com o tipo de união. o primeiro dedo muitas vezes está ausente e. Nesta denominação é citado em primeiro lugar o osso que apresenta menor movimento. 4. porém num mesmo animal são maiores e.1 ARTICULAÇÃO FIBROSA OU SINARTROSE O elemento que se interpõe entre as peças que se articulam é o tecido fibroso e a grande maioria delas se encontra nos ossos da cabeça. mas. SUÍNOS E CANINOS: A fíbula tem comprimento semelhante a tíbia.5 Tarso Compõe-se de 6 ou 7 ossos.7 Falanges e sesamóides São semelhantes ao membro anterior. os outros ossos mantém relações de contiguidade uns com os outros sem que haja movimentação de qualquer deles. 4. na face médio-plantar da extremidade proximal. 5.O corpo da tíbia é encurvado e a fíbula é bem curta e termina em ponta. Nos suínos e caninos são semelhantes ao membro torácico. As articulações podem ser classificadas quanto a dinâmica em três classes: articulações Sinoviais ou Diartroses. pois sofrem processo de ossificação (anquilose). Esta união não possui finalidade exclusiva de contato mas também de permitir mobilidade. A maior parte das articulações fibrosas encontram-se na cabeça do animal.

art.5. úmero-rádio-ulna Os seguintes elementos compões uma articulação sinovial típica: 1) Superfície articular: De forma e tamanho variáveis. entre parietal e temporal. o tecido que se interpõe é cartilaginoso. a qual é mais ou menos espessa e inelástica. 5. 5. 4) Ligamentos articulares: São cordões de tecido fibroso que tem função de reforçar a cápsula articular. Evita o atrito entre as articulações.1) Cartilagem hialina ou Sincondrose: Articulação cujo meio de união é unicamente cartilagem.1. 5) Menisco ou Disco Articular: É uma lâmina de cartilagem que se acha interposta entre determinadas superfícies articulares.Deslizamento: Para que haja um movimento de deslizamento as superfícies devem ser planas. Adução é o retorno do membro à posição primitiva ou quando se aproxima do eixo principal do corpo. secreta o líquido sinovial. entre ossos frontal e nasal.2. . . ex.2) Sindesmoses: Diferente das suturas por apresentar grande quantidade de tecido conjuntivo interposto. as inserções entre si das cartilagens costais. 5. b) Sutura escamosa: (em bisel) Quando a superfície de um osso se sobrepõe a outro. Ex: sínfise pélvica e a cartilagem dos corpos vertebrais (discos intervertebrais de fibrocartilagem). Ex: aproximação do úmero + rádio e ulna. Articulação Simples: Formada por duas superfícies articulares. As articulações sinoviais são capazes de realizar os seguintes movimentos: .1) Suturas: São encontradas entre os ossos da cabeça. ex. atlas e axis. articulação da tíbia e tálus.2) Cartilagem fibrosa ou Sínfise: Articulação em que o meio de união é uma mistura de tecido cartilaginoso e tecido fibroso. atlanto-occipital. c) Sutura plana: (harmônica) Apresenta-se de forma lisa. Apresenta-se em duas camadas: membrana fibrosa (externa). Quanto mais complexa a articulação maior a necessidade de aparecer um ligamento. Caracteriza-se pela apresentação de uma superfície articular formato arredondado e outra escavada para recebela. união dos corpos dos ossos metacarpianos e dos ossos rádio e ulna.3) Gonfoses: Implantação dos dentes nos alvéolos. Articulação composta: Formada por número superior a dois.1.Abdução e adução: O primeiro é sinônimo de abertura e significa o movimento de afastamento do osso do eixo mediano. Normalmente encontram-se em nível de membros. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas. delgada e brilhante. Ex. Ex. articulação do cotovelo (úmero-rádio-ulnar).3 ARTICULAÇÕES SINOVIAIS OU DIARTROSES Caracterizam-se pela mobilidade. escamosa e plana. principalmente quando os acidentes ósseos são os mesmos. Ex: articulações dos processos articulares da vértebras e articulação sacroilíaca (face ventral do ílio e asas do sacro).Angulares (flexão/extensão): Nestes movimentos há uma diminuição ou aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Tipos de Articulações Sinoviais: 1. articulações na extremidade da coluna (pescoço e cauda). Ex. Sutura serrátil: (denteada) As bordas das superfícies ósseas formam saliências e depressões que se encaixam. viscoso. côndilo-côndilo. Ex. o aumento é extensão. 5.Rotação: Quando um elemento permanece fixo e outro gira em torno do eixo principal longitudinal.2.1. 5. ex. entre os nasais. Classificam-se de acordo com os diferentes tipos de cartilagem: 5. temporo-hioidea. simplesmente estando em contato com o outro. presença de cavidade articular. Ex. 2) Cartilagem articular (hialina): Lâmina de tecido cartilaginoso que cobre a superfície articular. e a membrana sinovial (interna). Articulação Plana: Caracteriza-se por apresentar superfície articular plana ou quase plana que permite deslizamento de umas sobre as outras. Ex: movimento de afastamento do membro anterior. evitando o atrito.. Ex.2 ARTICULAÇÃO CARTILAGINOSA OU ANFIARTROSE Neste grupo de articulações. transparente e serve como lubrificante da articulação. polidas e de cor esbranquiçada.: vértebras pelos processos articulares. evitando dor. 2. . a) . possui função de manter fixa a superfície articular. Nos quadrúpedes só é possível em grau limitado e como manifestação de enfermidade. Articulação tipo Gínglimo ou troclear: Articulação típica de dobradiça realizando movimentos angulares. Ex: articulação atlanto-axial . 3) Cápsula articular: É um meio de união representada por uma espécie de manguito que envolve a articulação prendendo-se nos ossos que se articulam. Dependendo da maneira pela qual as bordas dos ossos entram em contato reconhecemos três tipos: serrátil.Circundação: São movimentos em que o segmento descreve círculos em torno de um eixo. bem como de membrana sinovial. Ex. Flexão é a diminuição do ângulo. Ex: articulação esfenooccipital. também são temporárias.

mas também a estática do corpo. verdadeiras alavancas biológicas. estes últimos são elementos ativos do movimento. apresentam uma estriação dupla: longitudinal e transversal. 6. isto é. sendo. Articulação Condilar: São constituídas por 2 côndilos. articulações e músculos. o qual é proveniente do sistema nervoso. Em um grande número de músculos. articulação coxo femoral (cav. isto é. Atlanto-axial Articulação Esferoidal: Caracteriza-se pela recepção de uma cabeça articular numa cavidade de forma apropriada. enquanto que os ossos são os elementos passivos. determinando a posição e postura do esqueleto. art.1. união da escápula ao tronco. 6. O músculo cardíaco.3 Considerações sobre o músculo esquelético O músculo isolado é composto de várias células unidas por tecido conjuntivo. Nele predominam as fibras musculares. Tendões e aponeuroses servem para prender o músculo ao esqueleto. por isso. não assegura só à dinâmica. As definições acima referidas têm exceções: os tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto.1 Variedade dos músculos Os músculos são formados por tecido muscular estriado. lateralidade e deslizamento. como também. cotilóide do quadril e cabeça de fêmur). MIOLOGIA 6. de contratibilidade lenta. Ex. o que lhes vale o nome de esquelético. encontra-se em uma classificação aparte. A musculatura.1. 6. 6.1.4 Fáscia muscular . mantém unidas as peças ósseas. São voluntários porque suas contrações estão sob influência da vontade do indivíduo. Abaixo do epimísio. tendão de outro músculo. Ex. A camada delicada de revestimento que envolve cada fibra muscular denomina-se endomísio. Os músculos de fibras estriadas de contratibilidade rápida.3. da vida de relação e. a parte contrátil. Os músculos de fibras lisas. a musculatura não apenas torna possível o movimento. Entram na constituição das paredes de muitas vísceras ou órgãos internos e. sendo denominadas fibras musculares devido a sua dimensão e forma. muito resistentes e praticamente inextensíveis. de exteriores. geralmente avermelhados. seja constituído de fibras estriadas. O aparelho locomotor é constituído pelos ossos. chamam-se tendões. O músculo esquelético é envolto como um todo por uma densa camada de fáscia denominada epimísio.4 ARTICULAÇÕES MUSCULARES OU SISARCOSES Nos mamíferos domésticos. possuem coloração vermelho pálido ou creme e são chamados involuntários. porque suas atividades não estão sob influência da vontade do indivíduo. Músculos são órgãos que gozam da propriedade de contrair-se. Quando são laminares. Realmente. derme. recebem o nome de aponeuroses.1 Generalidades sobre músculos Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. desprovidos de clavícula. Ex. 4. art. Reveste o esqueleto. Executam dois movimentos principais: extensão e flexão (angulares) e acessoriamente. constituídos por tecido fibroso denso. portanto a parte ativa do músculo. Estes componentes de tecido conjuntivo se fundem em cada extremidade do “ventre” muscular formando os tendões e/ou aponeuroses pelas quais o músculo se fixa. 6. podendo fazê-lo em outros elementos: cartilagem. 5. etc. Ex. diminuem de comprimento sob a influência de um estímulo. Quando as extremidades são cilíndricas ou então tem a forma de fita.. escápulo-umeral (cavidade glenóide da escápula e cabeça do úmero). as fibras têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente ao osso. 5. Estas células são gigantes e visíveis a olho nu quando isoladas. cápsulas articulares. A porção média é vermelha in vivo e recebe o nome de ventre muscular. abdução e adução e rotação em torno do eixo vertical. pois não está sob o domínio da vontade do indivíduo. existem ainda as articulações tronco apendiculares anteriores.1. Permite a maior variedade de movimentos: flexão e extensão (no eixo horizontal-frontal). Tanto tendões quanto aponeuroses são esbranquiçados e brilhantes. ainda. são também chamados de músculos viscerais da vida orgânica e de interiores.2 Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos Um músculo esquelético típico possui uma porção média e 2 extremidades. que são a união de ossos estabelecidas apenas por músculos. encontra-se uma camada mais frouxa que envolve os pequenos feixes (fascilados) nos quais as fibras estão agrupadas denominada de perimísio. liso e cardíaco. têmporo-mandibular e articulação do joelho (fêmuro-tíbio-patelar). septos intermusculares. Articulação do tipo trocóide: Neste tipo de articulação o movimento se limita a rotação de um segmento ao redor do eixo longitudinal do outro. embora. Constituem os músculos motores do esqueleto.

inserção. pois assim são melhores protegidos. idade e sexo. o número de músculos é de + 500. como a ação.1. os músculos necessitam de considerável quantidade de energia. Origem e inserção são também denominadas respectivamente de ponto fixo e ponto móvel.8 Situação Quase todos os músculos são pares. É grande a diferença entre o músculo gêmeos e o músculo oblíquo externo do abdômen.1. Em vista disso. etc. inclusive. Em certos locais.10 Denominações quanto à ação Músculos agonistas: um músculo ou grupo de músculos que produzam um determinado movimento (ação). 6. Músculos sinergistas: são aqueles que podem eliminar um efeito indesejável. Relações: Constituem uma parte muito importante na anatomia topográfica. Músculo fixador: são músculos utilizados para estabilizar partes do corpo numa posição para permitir a atuação dos agonistas. No eqüino.1. Sendo que o nome está determinado por várias considerações. Forma: os músculos podem ser longos. Ação: pertence mais ao estudo da fisiologia. mas os pontos mais importantes se estudam geralmente nas descrições anatômicas. principalmente nos membros são fusiformes. Nos membros. atravessando a articulação do cotovelo. Às vezes a fáscia muscular. formando um extenso leito capilar. 6. tais como o diafragma e o esfíncter anal. Nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo.9 Particularidades usadas para descrição de um músculo Nome: o nome dos músculos é mais variável ainda do que os usados para os osso. por exemplo. Poucos são os músculos ímpares. executa flexão do antebraço e consideramos sua extremidade umeral (proximal) como origem e sua extremidade ulnar (distal) como inserção. 6. Em uma determinada região. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo.5 Volume O volume dos músculos é muito variável. Por contraposição. A linha mediana que assinala a união dos músculos pares correspondentes denomina-se rafe. geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção é distal. curtos. Permitindo. dependendo de sua função. em outras complexa. isto é. são relativamente simétricos.1.1. quer os músculos ímpares. mas é variável em função da espécie. é muito espessa e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto. sendo denominados septos intermusculares.11 Músculo esfíncter . papel executado pela fáscia dos músculos. denomina-se inserção à extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca. o fácil deslizamento dos músculos entre si. Para executar seu trabalho mecânico.7 Número É variável o número de músculos porque também é variável o número de ossos nas diversas espécies animais. Músculos antagonistas: aqueles que se opõe ativamente a um determinado movimento produzido por outro músculo ou grupo de músculos. 6.6 Peso O peso dos músculos varia de poucas gramas a quilogramas e o peso total da massa muscular corresponde a + 50% do peso total do corpo. que neles penetram e se ramificam intensamente. os músculos recebem eficientemente suprimento sangüíneo através de uma ou mais artérias. Origem e inserção: por razões didáticas convencionou-se chamar origem à extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca. Se caso o nervo for seccionado. Irrigação sangüínea e inervação: já vimos que a atividade muscular é controlada pelo sistema nervoso central. Ao contrair-se. raça. etc. largos. modificando a ação de um agonista e não se opondo ou facilitando diretamente um determinado movimento. 6. Para que os músculos possam exercer eficientemente um trabalho de tração ao se contrair. Os músculos longos. isto é. Nervos e artérias penetram sempre pela face profunda do músculo. O músculo braquial prende-se na face anterior do úmero e da ulna.1. Quer os músculos pares. é necessário que eles estejam dentro de uma bainha elástica de contenção. encontram-se em ambos os lados do plano longitudinal médio. Em alguns casos a ação é simples. Estes separam grupos musculares em lojas ou compartimentos e ocorrem freqüentemente nos membros. forma. posição. com exceção do diafragma que apresenta notável assimetria. 6. situados no plano mediano longitudinal. os músculos superficiais são sempre mais longos que os profundos. direção. triangulares. o músculo deixa de funcionar e por esta razão entra em atrofia. a fáscia muscular pode apresentar-se espessada e dela partem prolongamentos que vão terminar se fixando ao osso. 6.È uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo de coloração branca brilhante.1.

Apresentam-se em duas formas: a) Bolsa sinovial: é uma simples bolsa que se interpõe entre um ponto de bastante pressão. São então classificados como músculos bíceps. a saída do canal. formando verdadeiros anéis. Ex. 6. 6. músculo digástrico) e poligástricos os que apresentam número maior como é o caso do músculo reto do abdome. exceto por onde passam as estruturas. Cobre a face externa do ombro e do braço. Os esfíncteres são anexos às vísceras e estão normalmente em contração.1.13 Músculo cutâneo O músculo cutâneo é uma delgada capa muscular desenvolvida na fáscia superficial.1.1. 6. porém planos. a artéria e veia (geralmente) pudendas externas.1 Grupo dorsal M. b) Bainha sinovial: está disposta ao redor do tendão.17 Linha branca Também chamada de linha alba ou alva. trapézio Porção cervical Porção torácica M.12 Músculo orbicular Neste caso as fibras também se distribuem formando círculos.15 Quanto ao número de cabeças Quando os músculos se originam por mais de um tendão. de um modo geral incompleta. porém. entrando em contração sob a ação da vontade. Ex.1. enquanto que os orbiculares apresentam o mesmo tônus que os outros. bíceps braquial. 6. constitui a hérnia inguinal. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres (Ex. resultando disso músculos grandes. A saída de órgãos para o canal e através dele. Não cobre todo o corpo e pode ser dividido em quatro porções: a) Porção facial: está representada pelo músculo cutâneo da face.1.18 Canal inguinal É uma fenda existente na parede abdominal na altura da virilha. situando-se entre tendão e músculo ou músculo e esqueleto. conduz também. apresentando duas capas: interna. que reveste o canal onde se acha o tendão. Pelo canal passam no macho os componentes do funículo espermático e em ambos os sexos. Está aderida a pele. Músculos do membro torácico 1. rombóide da cabeça .1. análogas as membranas sinoviais das articulações e desempenham a mesma função. Músculos do cinturão escapular 1.14 Quanto ao ventre muscular Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular. c) Porção braquial: está apresentada pelo músculo cutâneo omobraquial. nervo genitofemural. como segmentos de tubos. aderida ao tendão e externa. 6. isto é. Consiste numa delgada capa muscular. d) Porção abdominal: está representada pelo músculo cutâneo do tronco (matambre). situado na borda livre do músculo oblíquo interno. O anel inguinal profundo é a entrada abdominal do canal. o anel inguinal superficial. está contida entre os dois ramos da aponeurose do músculo oblíquo externo. b) Porção cervical: está apresentada pelo músculo cutâneo do pescoço e encontra-se na região ventral do pescoço. relaxando-se sob o estímulo da vontade.1. 6.Quando as fibras se dispõem em círculos paralelos. omotransverso M. esfíncter anal. tríceps do braço e quadríceps da coxa. estes são concêntricos. É um cordão “fibroso”. 6. com tendões intermediários situados entre eles. diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. entre a parte carnuda do músculo oblíquo interno do abdome de um lado e a porção lateral da aponeurose do músculo oblíquo externo do outro. vasos eferentes dos linfonodos inguinais superficiais (escrotais ou supramamários). que segue na linha mediana ventral desde a cartilagem xifóide até a extremidade cranial da sínfese pélvica (púbica). tríceps ou quadríceps. As paredes são justapostas e unidas por tecido areolar. A linha branca serve de ponto de inserção para os músculos abdominais de ambos os lados. o seu estado normal é em relaxamento. e fixado ao restante do esqueleto de modo muito frouxo.16 Membrana sinovial São bolsas de paredes delgadas.

longo do polegar ou 1º dedo (M. deltóide Porção acromial Porção escapular (seccionar) M. ext. tríceps Cabeça longa Cabeça lateral (seccionar) Cabeça medial Cabeça acessória M. braquial M. redondo menor 2.2 Grupo flexor M. peitoral superficial M. extensor do 1º e 2º dedo M. flexor digital superficial M. rombóide torácico M. rombóide cervical M. Músculos do tórax M.1 Grupo lateral M. ext. bíceps braquial M. grande dorsal 1.2 Grupo ventral M. supraespinhal M. ext. Músculos do antebraço e mão 4.2 Grupo medial M. Músculos do ombro 2. digital lateral M. ancôneo 4. reto do tórax . digital comum (comum dos dedos) M. oblíquo do carpo) M. tensor da fáscia antebraquial M. carpo ulnar ou ulnar lateral M. supinador 4. flexor digital profundo Cabeça umeral Cabeça radial Cabeça ulnar M. coracobraquial 3. subescapular M. ext. extensor carpo radial M. flexor carpo ulnar Cabeça umeral Cabeça ulnar M. serrátil ventral 2. peitoral profundo M. Músculos do braço M.1 Grupo extensor M. redondo maior M. braquiocefálico (seccionar em nível do “tendão clavicular”) Porção cleidocervical Porção cleidomastóide Porção cleidobraquial M. ext. pronador redondo M. infraespinhal M. pronador quadrado 5.M. flexor carpo radial M.

intertransverso 9.1 Canal inguinal (observar) 7. ilíaco M. rombóide torácico M.M. quadrado lombar M. longo dorsal 7. adutor M. quadrado femural M.2.2 Linha branca (observar) 8. íliocostal M. semimembranoso M. tensor da fáscia lata M.1. intercostal externo M. oblíquo interno do abdome (seccionar) M. grande dorsal M. coccígeo M. Músculos do membro pélvico 10. serrátil dorsal caudal M. glúteo superficial (seccionar) M. Músculos sublombares M. reto interno ou grácil M. obturador externo . pectíneo M. escaleno M. transverso abdominal M. cremaster externo (só nos machos) 7. Músculos mediais da coxa M. Músculos laterais da anca e da coxa M. Músculos abdominais M. glúteo médio (seccionar) M. glúteo profundo M. reto abdominal M. diafragma (cão dissecado) 6. sartório Porção cranial Porção caudal M. semitendíneo M. serrátil dorsal cranial M. abdutor caudal da perna 10. oblíquo externo do abdome (seccionar) M. transverso torácico (cão dissecado) M. serrátil ventral (porção torácica) M. peitoral profundo M. psoas maior M. levantador do ânus / diafragma pélvico (cão dissecado) 10. psoas menor M. intercostal interno M. peitoral superficial M. retrator das costelas (cão dissecado) M. Músculos da região espinho dorso lombar M. bíceps femural (seccionar) M. trapézio Porção cervical Porção torácica M. “Músculos da cauda” M. rombóide cervical M.

flexor digital profundo M. digital longo (longo dos dedos) M. digástrico M. serrátil ventral M.3 Músculo da perna e do pé 10. extensor longo do 1º dedo M.1 Músculos mandibulares M. longo do pescoço M. escaleno 11. temporal M. Músculos do pescoço 11.3.M. elevador do lábio superior M. complexo (seccionar) M. rombóide M. extensor digital curto 10. bucinador M. fibular longo M.2 Grupo flexor M. frontal 12. flexor digital lateral M. tibial cranial M. oblíquo caudal da cabeça M. Músculos da cabeça M. obturador interno (cão dissecado) M. trapézio M. quadríceps femural (seccionar) Vasto lateral Vasto intermédio Vasto medial Vasto femural 10. poplíteo 11.3. elevador nasolabial M. milohiodeo . esplênio (seccionar) M. flexor digital superficial M. esternotirohioideo M.2 Grupo dorsal M. orbicular da boca M. omotransverso M. fibular curto M. oblíquo cranial da cabeça M. esternohiodeo M.1 Grupo extensor M. longo da cabeça M. masseter M. canino M. gêmeos M. esternocefálico (seccionar) Porção esternomastóide Porção esternoccipital M. longo da cabeça e do atlas 12.1 Grupo ventral M. flexor digital medial M. ext. reto dorsal maior da cabeça M. extensor digital lateral M. zigomático M. gastrocnêmio Cabeça lateral Cabeça medial M.

Inserção.oposta a do intercostal externo. no intervalo entre os dois pilares por onde passa a aorta.linha semilunar.estender as articulações dos dedos III. o hiato esofágico. Ação.cranialmente na extremidade distal do úmero. extensor digital comum Origem.processo extensor da falange distal (de cada dedo funcional).flexionar os dedos e o carpo. É o principal músculo da inspiração e aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. Ação. Ação. radial e ulnar.extremidades proximais das falanges (todas) dos dedos III. diafragma É um músculo ímpar que separa a cavidade torácica da abdominal. Ação. O diafragma é perfurado por três aberturas: o hiato aórtico.COMENTÁRIOS SOBRE ORIGEM. extensor digital lateral Origem. intercostal externo Origem. Esta dividida em uma porção carnosa periférica.borda cranial da costela. Inserção.palmarmente nas falanges médias. principalmente no processo extensor da falange distal desses dedos. Estreita os espaços intercostais e evita o deslocamento para fora ou para dentro da parede durante a respiração.estender as articulações digitais e cárpicas. A esternal na superfície dorsal da cartilagem xifóide.elevar a escápula.tuberosidade do rádio e em parte adjacente da ulna.espinha da escápula. Inserção.rafe dorsal mediana e ligamento supra-espinhal. e por meio deste até as primeiras 3 ou 4 vértebras lombares. um centro tendinoso.puxar as costelas cranialmente na inspiração. Ação. IV e V. Ocupa o espaço entre a borda caudal da escápula e o úmero.estender a articulação do cotovelo M. M. O pilar direito da parte lombar esta inserido no ligamento longitudinal ventral. A porção muscular está dividida numa parte costal e esternal e numa parte lombar composta por dois pilares. na face palmar da falange distal.borda cranial da costela. e. Inserção. M. Ação. Inserção. As várias cabeças se unem formando um tendão forte que se insere na tuberosidade do olécrano. flexor digital superficial Origem. bíceps braquial Origem. tríceps do braço Possui três cabeças de origem (longa.epicôndilo medial do úmero e caudalmente no rádio. Ação. A parte costal prende-se na superfície interna das costelas e cartilagens. M. tuberosidade lateral da extremidade proximal do rádio e superfície lateral da ulna . o pilar esquerdo está fixado de modo semelhante nas 1º e 2º vértebras lombares.flexionar os dedos e o carpo. M. M. Inserção. flexor digital profundo É formado por três cabeças: umeral. trapézio Origem. Músculos do tórax M. lateral e medial). Inserção. Ação. intercostal interno Origem. IV e V.epicondilo lateral do úmero. veia ázigos e ducto torácico. Inserção. INSERÇÃO E AÇÃO DE ALGUNS MÚSCULOS: Músculos do membro torácico: M. M. Ação. M.flexionar a articulação do cotovelo.borda caudal da costela.tubérculo supraglenóide. que perfura o pilar direito e que dá passagem ao esôfago e . sendo no cão quatro (acessória).borda caudal da costela.

pectíneo Origem. dependendo da posição do membro.trocanter maior do fêmur.estende a quadril. após cruzar a superfície interna do reto do abdome.borda livre do oblíquo interno do abdômen. Ação. faz a rotação medial do membro pélvico.face medial do corpo da tíbia e por meio da fáscia da perna também se liga à tuberosidade do calcâneo. caudalmente à última costela em comum com o oblíquo externo. Ação.por meio da fáscia da coxa e da perna se insere à patela.na parede abdominal ventral.tuberosidade isquiática. Músculos abdominais M. semimembranoso Origem.côndilo medial do fêmur e côndilo medial da tíbia. atuando na termorregulação. oblíquo abdominal interno Origem. M. Ação. ajuda na micção. flexiona o joelho e estende o tarso. M.estende o quadril. M. cremaster externo Origem. M. Ação. Inserção. Inserção.origina-se das superfícies ventrais das cartilagens das costelas e esterno.origina-se da superfície externa do ílio e da fáscia glútea.tuberosidade isquiática. M. Inserção.é um extensor excepcionalmente potente da articulação do coxal com certo potencial de abdução. M. Inserção. semitendinoso Origem. ao ligamento patelar e ao bordo cranial da tíbia. Também é empregado no ajuste da postura. mas em sua maior parte são prolongados por uma aponeurose. na respiração e locomoção. parto (“prensa abdominal”). Inserção.túnica vaginal próximo ao testículo. A parte caudal do músculo flexiona o joelho. M. Inserção. e a partir da tuberosidade coxal e porção adjacente do ligamento inguinal. Também pela fáscia da perna se insere na tuberosidade calcânea. bíceps femoral Origem.alguns fascículos craniais se inserem diretamente na última costela. defecação. Ação. Inserção. Ação. A parte que se liga ao fêmur estende o joelho e a parte que se liga à tíbia flexiona ou estende o joelho.eminência ílio púbica e ligamento púbico.aduzir o membro posterior. Ação. e o forame da veia cava.nervos vagos dorsal e ventral.se origina das superfícies internas das últimas costelas e dos processos transversos das vértebras lombares. localizado no centro tendinoso dando passagem a veia cava caudal.elevar o testículo. transverso abdominal Origem. Músculos do membro pélvico M. o joelho e o tarso (pé). M.estende o quadril.quando se contrai. Inserção. Inserção.proximalmente no fêmur. oblíquo abdominal externo Origem. Ação. .na borda púbica por meio de um potente tendão pré-púbico. Ação.sua aponeurose se insere na linha alba.fáscia toracolombar . glúteo médio Origem. Forma uma aponeurose ampla que se insere na linha alba e no ligamento púbico. que passa ventral ao reto e atinge a linha alba.semelhante à dos músculos oblíquo externo e interno. reto abdominal Origem.flexiona a parte toracolombar da coluna vertebral além das ações semelhantes ao oblíquo externo e interno. Ação. Inserção.tuberosidade isquiática e ligamento sacrotuberal.sua parte costal emerge das últimas costelas e a parte lombar emerge da última costela e da fáscia toracolombar.semelhante ao músculo oblíquo externo.

pois o músculo prolonga-se distalmente à patela pelos ligamentos patelares. flexor digital superficial Origem. Músculos mandibulares M. na metade proximal da fíbula e na membrana interóssea adjacente. em carnívoros estende e abduz o quinto dedo. M.auxilia na depressão da mandíbula e abertura da boca.tuberosidade calcânea. O reto femoral tem ação secundária na flexão do coxal. Inserção. Ação. M.flexionar os dedos e estender o tarso.tuberosidade calcânea e falanges médias. Inserção. Inserção. M. só de um lado tracionar em direção ao lado ativo.as duas cabeças emergem das tuberosidades medial e lateral do fêmur. masseter Origem. estender a articulação do quadril M. M.principal extensor do joelho.falange média do dedo funcional mais lateral. Inserção. extensor digital longo Origem.levantar a mandíbula.M.superfície lateral do ramo da mandíbula (ramo). quadríceps femoral É composto por quatro partes: reto femoral.processo coronóide da mandíbula. flexor digital profundo É composto por três músculos: flexor lateral. Ação.medialmente na borda ventral da parte molar da mandíbula.flexionar as duas primeiras articulações digitais. Ação. É o principal componente do tendão calcanear comum.porção bucal e porção  músculo orbicular junto ao ângulo da boca. M. Ação. Ação. digástrico É composto de dois ventres unidos por um tendão. Inserção. No cão.promover a aproximação da mandíbula com o maxilar.extremidade proximal da fíbula. Origem.ao longo dos dois terços distais da face medial do fêmur. flexionar o joelho e estender o tarso. Inserção. Ação. Ação.fossa supracondilar (ou tubérculo na face caudal) do fêmur. bucinador Origem. fáscia e ligamentos da face medial do joelho.dois terços proximais da tíbia. vastos medial. gastrocnêmio Origem. Junto à origem do gastrocnêmio. na origem de cada tendão há um osso sesamóide.aduzir o membro. Os vastos medial. Inserção. Ação. Inserção. cranial e lateral do corpo do fêmur.processos extensores das falanges distais.estender os dedos e flexionar o jarrete. Origem. Origem. Ação.pode ser um flexor do joelho. Inserção. vasto intermédio e vasto lateral.flexão do tarso.superfície plantar de cada uma das falanges distais.crista facial (região maxilar) e arco zigomático.se origina da extremidade distal do fêmur. temporal Origem.porção bucal  osso maxilar e porção molar  porção molar da mandíbula. assegurando que a tensão seja dirigida ao longo do seu eixo longitudinal. M.em toda a sínfise pélvica e na superfície ventral do púbis e do ísquio e parte adjacente do arco isquiático.processo jugular (paracondilar) do occipital.o reto femoral origina-se do corpo do ílio. M. intermediário e lateral se originam das faces medial. Inserção. extensor digital lateral Origem.fossa temporal. . Músculo da bochecha: M. entretanto acredita-se que a função básica é se opor à curvatura da tíbia. Ação.a inserção comum é na tuberosidade da tíbia. Inserção. adutor Origem. flexor medial e tibial caudal.

até atingirem os capilares.1 SISTEMA VASCULAR SANGUÍNEO Sua função é transportar através do sangue nutrientes e oxigênio à todas as células que constituem o organismo. Este conjunto de vasos é denominado de rede admirável e é encontrado na base do encéfalo e nos glomérulos renais. Quando um ramo colateral segue em direção oposta da artéria de origem este é chamado de ramo recorrente.movimento medial da bochecha.Ação. Ramos terminais: quando a artéria principal emite ramos e deixa de existir por causa desta divisão estes ramos são chamados de terminais. cada ramo com menor calibre. TECIDOS . as artérias distinguem-se de outros vasos por suas paredes brancas. As artérias partem do coração e vão se ramificando sucessivamente. . 7. # Capilares: conexões entre as menores artérias e veias a nível de tecidos. Ramo visceral: ramos oriundos de uma artéria principal que vão irrigar as vísceras. pressionando desta forma o alimento entre os dentes. o coração bem como a circulação sangüínea. 7. espessas. 7. recorrente colateral ramos terminais Ramo parietal: ramo oriundo de uma artéria principal que vai irrigar as paredes das cavidades existentes no corpo do animal. A função desta rede é fornecer maior aporte de oxigênio para o local ou órgão em que se encontra. o sistema linfático. que é constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos.2 ARTÉRIAS À dissecação. estes em seguida vão se unindo para formar vasos mais calibrosos. ANGIOLOGIA Estuda o sistema vascular sangüíneo (artérias e veias). # Rede admirável: uma ou mais arteríolas se ramificam indefinidamente até os capilares. que continua a existir. É constituído por artérias e veias. Os ramos que derivam dos troncos maiores podem ser dos seguintes tipos: Ramos colaterais: são os ramos emitidos pela artéria principal.ARTÉRIA – AR TERÍOLAS – CAPILARES – VÊNULAS – VEIA A maioria das artérias é acompanhada de uma ou mais veias de mesmo nome chamadas então de veias satélites. que são os vasos por onde o sangue circula. relativamente rígidas e seu lúmem vazio (a menos que preenchidas por massas para facilitar a dissecação).

de modo geral. porém as cavidades do lado esquerdo não se comunicam com as do lado direito. aspecto aparentemente colapsado (colabado) e sua capacidade sempre maior do que as artérias associadas.4. uma dorsal (átrios) e uma ventral (ventrículos) . # Estes sulcos são ocupados pelos vasos coronários que vão irrigar o músculo miocárdio.septo interatrial: separa o átrio direito do átrio esquerdo.3 VEIAS As veias distinguem-se por suas paredes mais finas. veia cefálica e veia safena lateral. bombeia sangue continuamente através dos vasos sanguíneos para todo o organismo. já a borda caudal é quase vertical e corresponde ao nível da sexta costela. O ápice. que se localizam as raízes dos grandes vasos que chegam e saem do coração. Está localizado na cavidade torácica. porção mais ventral e estreita do coração. A borda cranial é convexa. Elas aparecem azuis quando preenchidas por sangue coagulado. Nas artérias o sangue circula centrifugamente (do coração para a periferia). .1 MORFOLOGIA EXTERNA Apresenta uma base. veias cava. 7. A maioria apresenta válvulas. união. que se repetem a intervalos ao longo de seu comprimento. assegurando fluxo numa só direção e evitando o refluxo quando a circulação fica estagnada. As principais veias não satélites. por meio de contração rítmica. duas faces (esquerda e direita) e duas bordas (cranial e caudal). 7. # Anastomose: este termo significa ligação. Veias emissárias: são vasos sangüíneos localizados dentro da cavidade craniana que têm a função de recolher o sangue venoso dos seios da duramáter e levá-lo até as grandes veias da base do crânio. Começa no sulco coronário e dirigi-se ventralmente até a borda cranial do coração. entre veias ou entre uma artéria e uma veia. A ligação é feita a partir de ramos de artérias e veias. encontra-se apoiado sobre o osso esterno. veia porta. ocupando a maior parte do espaço mediastínico médio.sulco subsinuoso ou longitudinal direito: coloca-se sobre a face direita do coração. Pode ser entre artérias. Seu tamanho varia consideravelmente entre as espécies e também entre indivíduos.sulco coronário: indica a separação entre átrios e ventrículos . porção mais dorsal do coração. já nas veias o sangue circula de maneira centrípeta (da periferia para o coração). 7.átrio direito e átrio esquerdo: cavidades superiores e menores . veia ázigos. É na base.4 CORAÇÃO O coração é um órgão muscular oco que.2 MORFOLOGIA INTERNA O coração apresenta 4 cavidades: . As faces direita e esquerda são convexas e apresentam sulcos que indicam a divisão do coração em quatro compartimentos: . A cavidade cardíaca é dividida internamente por septos: .7.septo atrioventricular: divide o coração em duas porções. Também inicia no sulco coronário e dirigi-se para o vértice do coração. As veias recebem tributárias (veias menores) e seu calibre vai aumentando à medida que se aproximam do coração. um ápice ou vértice. aquelas que não seguem o mesmo trajeto de uma artéria são: veia jugular.4. ou seja. é relativamente maior em espécies menores e em indivíduos de pequeno porte.sulco paraconal ou longitudinal esquerdo: coloca-se sobre a face esquerda do coração.ventrículo direito e ventrículo esquerdo: cavidades inferiores e maiores Os átrios e ventrículos do mesmo lado se comunicam entre si através dos óstios (orifícios) atrioventriculares. Cada átrio apresenta uma projeção externa sobre o ventrículo do mesmo lado chamada de aurícula . Sua maior porção (60%) se encontra à esquerda do plano médio entre a terceira e sexta costelas e cranialmente ao diafragma. então denominada anastomose arteriovenosa.

ÁTRIO DIREITO Localiza-se na porção mais dorsal e cranial do coração. 7. Apresenta os seguintes orifícios: . (pericárdio visceral) Endocárdio: fina camada de superfície lisa contínua ao revestimento dos vasos sangüíneos que reveste internamente o coração. Este orifício apresenta também uma valva tricúspide.5 TRAJETO DE ALGUNS VASOS SANGUÍNEOS . A valva atriventricular direita possui 3 cúspides (válvulas) e é chamada de valva tricúspide. As valvas são formadas por cúspides ou válvulas (abas ou pregas em forma de meia lua). 7.Orifício atrioventricular esquerdo . Encontram-se localizados dorsalmente no átrio. porém sem cordas tendíneas chamada valva do tronco pulmonar. Pericárdio fibroso: é a porção mais externa do pericárdio.Orifício aórtico: origem da artéria aorta. A cavidade pericárdica é uma simples fenda capilar. que as prendem aos músculos papilares que são projeções do miocárdio nas paredes internas do ventrículo..4. tem relação com a borda caudal do coração.Orifício do seio coronário: localiza-se ventralmente à abertura da veia cava caudal. É bastante espesso e resistente.3 ESTRUTURA MACROSCÓPICA DO CORAÇÃO As camadas da parede do coração são as seguintes: epicárdio. O controle de sua atividade é feita através do vago (parassimpático) e do simpático. feixes musculares localizados na borda livre das válvulas. Para evitar esta situação existem as chamadas cordas tendíneas. Miocárdio: é a camada média. VENTRÍCULO DIREITO Localizado ventralmente e cranialmente no coração. Pericárdio seroso: localizado internamente ao fibroso. Já para prevenir o excesso de distensão do ventrículo durante a diástole (dilatação) ventricular. O seio coronário é o local de abertura das veias coronárias. Lâmina visceral: acha-se aderida a face externa do coração (epicárdio).Orifício atrioventricular direito . que contem líquido seroso. Apresenta os seguintes orifícios: . miocárdio e endocárdio. O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração como um todo. VENTRÍCULO ESQUERDO Localizado ventralmente e caudalmente no coração.Orifício do tronco pulmonar: localiza-se na porção mais dorsal e cranial do ventrículo. Quando ocorre a sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta o que poderia provocar a projeção das válvulas para dentro do átrio e conseqüentemente o refluxo de sangue. para permitir o movimento do coração no seu interior.Orifício da veia cava caudal: sobre a borda caudal do coração . cuja função é fechar os orifícios atrioventriculares durante a sístole. mas liga-se ao diafragma (ligamento frenicopericárdico) nas espécies domésticas em que o eixo cardíaco é mais oblíquo (cão). Apresenta os seguintes orifícios: . composta de músculo estriado cardíaco. entre o pericárdio visceral (epicárdio) e o pericárdio parietal. Localiza-se dorsalmente e cranialmente no ventrículo.Orifício da veia cava cranial: localiza-se dorsalmente no átrio direito . PERICÁRDIO O pericárdio é essencialmente uma bolsa fibroserosa que envolve o coração e a origem dos grandes vasos. já a valva atrioventricular esquerda apresenta 2 cúspides (válvulas) e por isso é chamada de valva bicúspide ou mitral. Consiste em uma lâmina de tecido fibroso que envolve o coração e os grandes vasos. Também é uma membrana serosa. Está contido no mediastino (espaço entre os pulmões). É constituído por duas lâminas: lâmina parietal e lâmina visceral.septo interventricular: separa o ventrículo esquerdo do ventrículo direito Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos que permitem a passagem do sangue somente na direção do átrio para o ventrículo que são as valvas atrioventriculares. O pericárdio (fibroso) usualmente une-se ao esterno (ligamento esternopericárdico). Lâmina parietal: acha-se aderida a face interna do pericárdio fibroso. É a porção contrátil do coração.Orifício da veia ázigos: abre-se na veia cava cranial ou dorsalmente à abertura dessa . ÁTRIO ESQUERDO Localiza-se na porção mais dorsal e caudal do coração. Epicárdio: membrana serosa que reveste externamente o coração. existem faixas finas de músculos transversos que se estendem desde o septo interventricular até a parede oposta (externa) denominado trabécula septo-marginal (cintas moderadoras). Este orifício também possui uma valva tricúspide sem cordas tendíneas denominada valva da aorta. Apresenta os orifícios das veias pulmonares que nos animais domésticos são em torno de cinco a oito veias. # Fossa oval: é uma pequena depressão do septo interatrial que corresponde ao forame oval na vida fetal.

Esta artéria fornece sangue para o membro torácico e para as estruturas do pescoço. A artéria carótida externa (o maior dos ramos) segue como o prolongamento direto do tronco original até emitir seus ramos finais: artéria maxilar e artéria temporal superficial. Na altura da quinta ou sexta vértebra lombar se divide em seus ramos terminais: as artérias ilíacas internas e externas e sacra média (ausente no eqüino). tronco costocervical. segue cranialmente como aorta ascendente e após um curto trajeto curva-se dorsalmente e para a esquerda (arco aórtico) a partir de onde passa a ser denominada de aorta descendente localizando-se ventralmente às vértebras. g) ARTÉRIA FEMORAL Sua primeira parte tem uma posição superficial entre o músculo sartório e o músculo pectíneo onde forma uma saliência visível. b) TRONCO BRAQUIOCEFÁLICO Origina-se do arco aórtico e passa pela superfície ventral da traquéia. Prossegue sobre a cápsula da articulação do joelho como artéria poplítea.a) ARTÉRIA AORTA Origina-se do ventrículo esquerdo. a. h) VEIAS CAVAS CRANIAL E CAUDAL Veia cava cranial: no cão e suíno é formada pela união das veias braquiocefálicas direita e esquerda. f) ARTÉRIAS ILÍACAS INTERNA E EXTERNA A artéria ilíaca interna irriga as vísceras pélvicas e paredes pélvicas. e) ARTÉRIA MEDIANA Segue pela face caudomedial do antebraço acompanhando o nervo mediano. torácica lateral (carnívoros e suíno). d) ARTÉRIA BRAQUIAL A artéria braquial é a continuação da artéria axilar. A artéria axilar emite os ramos: a. onde logo muda de nome passando a se chamar artéria mediana após emitir a artéria antebraquial profunda. torácica externa. Continua caudoventralmente na pelve a partir de sua origem na aorta caudal à origem da ilíaca externa. com uma localização ideal para tomada de pulso. Emite a artéria radial no antebraço e se continua para pata. que é o seio carotídeo. A parte cranial ao diafragma denomina-se aorta torácica e a parte caudal aorta abdominal. sendo que está artéria se oblitera (degenera) após o nascimento nos ruminantes. circunflexa cranial do úmero (exceto suíno) e continua-se com o nome de artéria braquial. e) ARTÉRIA AXILAR O grande tronco do membro torácico cruza a axila e continua-se distalmente acima da superfície medial do braço. Drena para o átrio direito o sangue proveniente da cabeça. ventral e à direita da traquéia. É a principal fonte de sangue para a pata. Torna-se artéria femoral ao deixar o abdome através da lacuna vascular (localizada entre o ligamento inguinal e a pelve). e se encontra sob a proteção do músculo flexor radial do carpo. Nas demais espécies se forma pela união das veias jugular externa e subclávia na entrada do tórax. A artéria ilíaca externa é a principal artéria do membro posterior. Em sua subida pelo pescoço acompanha o tronco nervoso vagossimpático. caudal ao úmero. Esta passa sobre a superfície medial do úmero. pescoço e membro torácico. Na altura da borda cranial da primeira costela curva-se para entrar no membro torácico onde passa a se chamar artéria axilar. Acima da laringe as artérias carótidas comuns emitem seus ramos terminais: artérias carótidas externa e interna. Ao nível do segundo espaço intercostal ele origina as artérias subclávias e carótidas comuns (no cão somente a subclávia direita) c) ARTÉRIAS CARÓTIDAS As artérias carótidas comuns se originam separadamente no cão e suíno e pelo tronco bicarotídeo nas demais espécies. A artéria subclávia emite ainda quatro ramos que chegam medialmente à primeira costela ou primeiro espaço intercostal: artéria vertebral. Seu maior ramo no antebraço é a artéria interóssea comum. atingindo a face craniomedial do cotovelo e continuando pelo antebraço. A artéria carótida interna no seu início apresenta uma pequena dilatação. subescapular e a. a. d) ARTÉRIAS SUBCLÁVIAS Nos caninos e suínos somente a artéria subclávia direita origina-se do tronco braquiocefálico. A veia cava cranial segue através do mediastino cranial. . Atravessa o diafragma pelo hiato aórtico. Em seguida penetra mais profundamente entre os músculos para cruzar a superfície medial do fêmur e atingir a face caudal da coxa. artéria torácica interna e artéria cervical superficial. já a artéria subclávia esquerda origina-se diretamente do arco aórtico. junto aos tendões dos músculos redondo maior e grande dorsal. Origina-se junto à terminação da aorta e segue ventrocaudalmente pelo abdome onde emite a artéria femoral profunda.

pela artéria aorta. há o cordão umbilical. Após as trocas. Paradoxalmente. uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares. tem início no ventrículo direito de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos pulmões. há necessidade da oxigenação constante de seu próprio sangue. onde recebe as veias intercostais. o sangue retorna pelas veias ao átrio direito. Estas são em maior ou em menor número dependendo da região do corpo. já a esquerda desemboca diretamente no átrio direito. incluindo a cavidade cranial. convertendo-se em artéria ou veia. as quais desembocam no átrio direito.ou grande circulação. o sangue carregado de resíduos e CO2 retornna ao coração através de numerosas veias. O sangue oxigenado resultante é levado pelas veias pulmonares e lançado no átrio esquerdo. veia cava caudal e veia cava cranial. tem início no ventrículo esquerdo. O cão só possui a veia ázigos direita. que vai a bexiga urinária).Veia cava caudal: forma-se no teto do abdome.CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA NO FETO Durante o período que o feto permanece no interior do útero materno. Começa na face palmar da pata. constituído por uma veia e duas artérias umbilicais (além do úraco. ficando veia porta interposta entre as duas redes.1. É formada pelas veias esplênica (gastroesplênica) e mesentérica cranial e caudal. estabelecendo-se uma efetiva circulação colateral. Em resumo. sem passar por um órgão intermediário. o que se faz através da placenta ao umbigo do feto. j) VEIA ÁZIGOS É formada pela união das primeiras veias lombares e passa pelo hiato aórtico para o tórax. pela veia umbilical corre . 7. É provável que a circulação colateral possa estabelecer-se a partir de capilares. são tributárias de dois grandes troncos venosos. é uma circulação coração-pulmão-coração. A veia ázigos direita desemboca na veia cava cranial. pela união das veias linguofacial e maxilar. cada uma delas formada pela união de uma veia ilíaca interna e uma veia ilíaca externa.6. Em condições normais. Após as trocas. b) Circulação sistêmica . A veia linguofacial é a principal drenagem das estruturas mais superficiais e mais rostrais da cabeça e a veia maxilar daquelas mais profundas e mais caudais. as quais em última instância.normalmente. l) VEIA CEFÁLICA É uma veia superficial de grande importância nos cães. existem anastomoses entre os ramos de artérias e veias entre si.neste tipo de circulação. ou seja. a partir do arco palmar venoso superficial. Tipos de circulação: a) Circulação pulmonar . não há muito passagem de sangue através destas comunicações. Seu trajeto através do pescoço ocupa o sulco entre o músculo braquiocefálico dorsalmente e o músculo esternocefálico ventralmente. de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. junto à entrada da pelve. as quais partem ao mesmo tempo do coração. pelve e membro pélvico para o átrio direito. d) Circulação portal .ou pequena circulação. Recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e do abdome. Depois de sofrer hematose. Segue no braço entre os músculos peitoral e braquiocefálico para se unir a veia jugular externa na parte inferior do pescoço. Como não há funcionamento dos pulmões e conseqüentemente respiração pulmonar o oxigênio deve provir do organismo materno. o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares. A circulação se faz por meio de duas correntes sangüíneas. chegando ao átrio direito do coração. Isto acontece na circulação portal-hepática. o sangue passa a circular ativamente por estas variantes. Conclui-se que a circulação colateral é um mecanismo de defesa do organismo. c) Circulação colateral . pela adição de tecidos as suas paredes. provida de uma rede capilar no intestino (onde há a absorção dos alimentos) e outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem complexos processos metabólicos). a troca de CO2 por O2. Corre na região sub-lombar: à direita da artéria aorta. i) VEIA JUGULAR EXTERNA Se forma junto ao ângulo da mandíbula. Drena o sangue procedente do abdome. pois é utilizada para introdução de substâncias por via endovenosa. a qual vaise ramificando sucessivamente e chega a todos os tecidos do organismo. é uma circulação coração-tecidos-coração. pela união das veias ilíacas comuns (direita e esquerda). de onde o sangue passará para o ventrículo direito. onde existem extensas redes de vasos capilares nos quais se processam as trocas entre o sangue e o tecido. 7. para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre. onde se processa a hematose. juntamente com a veia ázigos e o seio coronário. A primeira corrente sai do ventrículo direito através do tronco pulmonar e se dirige aos capilares pulmonares. a fim de que sejam mantidas as reações metabólicas do ser em desenvolvimento. Em síntese. A outra corrente sangüínea saí do ventrículo esquerdo. de onde passará ao ventrículo esquerdo. pelo forame da veia cava caudal.6 CIRCULAÇÃO DO SANGUE A circulação é a passagem do sangue através do coração e dos vasos. aprofunda-se ventralmente passando através do fígado e do diafragma. mas no caso de haver obstrução parcial ou total de um vaso mais calibroso que participe da rede anastomótica.

a veia umbilical se dirige ao fígado se anastomosa com a veia porta e penetra na glândula.Linfonodos mesentéricos: junto ao mesentério . Outra parte do sangue do átrio direito. No bovino e no cão. ou junto à glândula mandibular no ângulo da mandíbula. A aorta difunde o sangue arterial (misturado com o venoso) por todo o corpo fetal. que são as artérias umbilicais. .Linfonodo axilar: região axilar Tórax – Linfonodos mediastinicos: mediastinicos craniais. Por ocasião do nascimento e desde que os pulmões comecem a respirar. o qual.No bovino e cão o ducto venoso (que une a veia umbilical a veia cava caudal) também se oblitera. e em menor quantidade. onde o sangue misturado é novamente oxigenado para retornar ao feto. a todo o organismo do feto. 3. É constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos.sangue arterial. a veia cava caudal. 2. e deste vai ao ventrículo esquerdo atravessando o óstio átrioventricular esquerdo. 5. . constituindo-se o ligamento redondo do fígado. A linfa circula dentro dos vasos linfáticos e é composta basicamente por glóbulos brancos. após ramifica-se nos capilares deste sangue (misturado) é levado pelas veias hepáticas. O líquido que extravasa ao nível dos capilares sangüíneos e difunde-se pelos espaços intersticiais das células constitui o que chamamos de linfa. Do átrio direito o sangue é conduzido totalmente a artéria aorta.SISTEMA LINFÁTICO Tem como função a defesa do organismo. pois é responsável pela produção dos glóbulos brancos. pequenos nódulos que se encontram distribuídos em diversas partes do corpo ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. predominando quase que exclusivamente os linfócitos os quais são produzidos pelos linfonodos.A veia umbilical se oblitera. Quantidade mínima de sangue do tronco pulmonar que posa ir aos pulmões retorna pelas veias pulmonares ao átrio esquerdo. Membro torácico – Linfonodo cervical superficial (pré-escapular): cranialmente à articulação do ombro e escápula. Toda a linfa do organismo é conduzida de volta à corrente sangüínea através de dois ductos: o ducto torácico que é o principal coletor de linfa e o ducto traqueal. próximo a articulação temporomandibular. que é a fossa oval. passando a constituir o ligamento venoso. mesmo que para isso tome caminhos diferentes. 4. o ligamento arterioso. A maior parte do sangue contido no átrio direito (sangue arterial misturado com venoso) passa para o átrio esquerdo através de um orifício existente no septo interatrial que é o forame oval. pela veia umbilical. Linfonodo mandibular: grupo de linfonodos situados no espaço intermandibular. enquanto as duas artérias umbilicais servem de condução de sangue venoso que corre em direção contrária ao coração do feto. Linfonodos retrofaríngeos laterais e mediais.As artérias umbilicais tornam-se cordões fibrosos. Vísceras abdominais – Linfonodos portais: junto à veia porta . passa para o ventrículo direito através do óstio átrioventricular direito. essa última desemboca no átrio direito do coração. em parte segue pelos ramos destas existentes somente no feto. sem apresentar modificações muito sensíveis.O forame oval fecha-se permanecendo em seu lugar uma depressão. o qual se liga a aorta por um ducto anastomótico denominado ducto arterioso.Linfonodo brônquico: ao redor da bifurcação da traquéia. Também fazem parte do sistema linfático o baço (descrição junto com o sistema digestivo) e o timo. mediastínico médio ao redor da base do coração e mediastínico caudal (ausente no cão) próximo ao esôfago junto ao diafragma. Do umbigo. que passa a ser encontrada no animal adulto. a veia umbilical ao chegar no fígado se bifurca. sendo representado por um travessão conjuntivo.O ducto arterioso (que une o tronco pulmonar a aorta) oblitera-se. modifica-se completamente a circulação sangüínea. passando a constituir os ligamentos redondos da bexiga. desemboca diretamente na veia cava caudal e outro ramo se anastomosa com a veia porta. Alguns dos principais linfonodos são: Cabeça – Linfonodo parotídeo: entre a glândula parótida e o músculo masséter. encontrado no fígado destas espécies. O sangue do ventrículo esquerdo atinge a aorta para se distribuir. e dessa forma vai ter também a aorta. Do ventrículo direito segue pelo tronco pulmonar. São os seguintes os fenômenos que ocorrem: 1. um ramo denominado ducto venoso. ao atingir as artérias ilíacas internas. As artérias umbilicais vão até ao cordão umbilical para atingirem a placenta. Os laterais situam-se na fossa do atlas e os mediais contra o teto da faringe. 8. direita e esquerda. por suas ramificações.

O seu córtex produz linfócitos T imunocompetente que vão para corrente sangüínea chegando aos linfonodos. víscera. O diafragma separa a cavidade torácica das cavidades abdominal e pélvica (abdominopélvica).Linfonodo isquiático: (presente nos ungulados. Um ducto linfático direito pode estar presente efetuando a drenagem de estruturas torácicas craniais direitas. estrutura semelhante. funções normais.Linfonodo poplíteo: junto a fossa poplítea. O ducto passa pelo hiato aortico para o mediastino. que coletam a linfa da cabeça. Mesentério em sentido amplo é o tipo de peritônio de conexão entre o trato intestinal e reprodutivo e a parede abdominal. serosa intermediária (de conexão) e serosa visceral. Ela reveste os órgãos e a parede interna das cavidades do tronco. Seguindo cranioventralmente.Pelve e membro pélvico – Linfonodo ilíacos mediais: junto à origem das artérias ilíacas externa e interna. A raiz splanchnon. caudais ao joelho. . abdominal e pélvico. . A parede das cavidades revestidas pelas serosas permite a divisão em três seções: serosa parietal. prega ileocecal). eu me nutro. mesogastro. Também podem desembocar na veia jugular correspondente próximo a entrada torácica. Ducto traqueal: geralmente é um vaso par. é usado o prefixo meso e o nome grego para o qual se dirige esse mesentério (mesórquio. da pelve e membros pélvicos. Serosa intermediária é àquela túnica serosa que une a porção parietal com a visceral ou duas serosas viscerais. mesojejuno. ESPLANCNOLOGIA GERAL (ORGANOLOGIA) CONSIDERAÇÕES GERAIS Organologia é o estudo dos órgãos. Timo: é um órgão que tem importância máxima em jovens. Tanto o ducto torácico como o ducto linfático direito podem receber o(s) ducto(s) traqueal(is) correspondentes.Linfonodo inguinal superficial (supramamário ou supraescrotal): dorsalmente à glândula mamária ou escroto. sobre a face esquerda da traquéia. sob o músculo bíceps da coxa. Ducto torácico: é o principal coletor de linfa. relações. Origina-se na cisterna do quilo. pelas conexões especiais. contribuindo para o desempenho de papeis fisiológicos sistêmicos mais complexos. que acompanha o trajeto da traquéia no pescoço. para terminar normalmente na veia jugular esquerda ou na veia cava cranial. ausente no cão) na face lateral do ligamento sacroisquiático (sacrotuberal largo). conhecida como pleura na cavidade torácica e peritônio na cavidade abdominal. Quando desenvolvem-se estendem-se desde a região cervical (ao lado da traquéia) até o pericárdio (mediastino cranial) sendo que a porção cervical regride penetrando em algumas espécies (cão por exemplo). juntamente com outros elementos. Origina-se nos linfonodos retrofaríngicos. . CAVIDADES CORPORAIS São constituídas dos compartimentos torácico. viscus que significa órgão interno. ou vescor. terminando de modo semelhante ao ducto torácico. viscus. mesovário). Logos – estudo. Víscera é o plural do latim. A membrana serosa é uma membrana contínua fina que reveste as cavidades corporais e cobre os órgãos cavitários. Prega: serosa conectante entre dois órgãos viscerais (ex. Estas cavidades são revestidas de membrana serosa.Linfonodo subiliaco (pré-femural) (não tem no cão): a frente do músculo tensor da fáscia lata ou junto ao músculo sartório . . Os órgãos são unidades suprateciduais. intestino. e unem-se ao ducto torácico (lado esquerdo) ou linfático direito. definidos como instrumentos de função. Possui a capacidade de secretar um líquido sero-aquoso e de reabsorvê-lo. É uma estrutura lobulada (com semelhança de glândula salivar) que ocupa aparte ventral do mediastino cranial. Para designação especial do mesentério. situação particular. Em casos isolados os mesentérios são também designados como ligamento ou como prega. agrupados em sistemas pela sua origem comum. deriva do grego e significa órgão interno (entranhas). Entende-se por serosa parietal a lâmina que adere internamente à parede corpórea. onde se multiplicam originando a competência imunológica pré-natal. regride gradativamente até praticamente desaparecer. que recebe linfa do abdômen.

pois apresenta um orifício ao nível da extremidade proximal da tuba uterina que conecta a cavidade peritonial com o exterior através da luz tubárica. 3. Entrada pélvica: é a comunicação entre as cavidades abdominal e pélvica. É formado dorsalmente por uma porção lombar que consiste de dois pilares direito e esquerdo. Exemplo de órgão retroperitoniais: rim e porção cranial do ureter. No macho: o peritônio é um saco fechado que se estende para o escroto. A cavidade vaginal do funículo espermático é um divertículo da cavidade peritonial.. 1.Ligamento: serosa de conexão entre a serosa parietal e a serosa visceral. Podem-se distinguir órgãos ocos (tubulares. adventícia. A porção retroperitonial é caudal e limitada pelo peritônio abdominal. a pleura. média e interna). Cavidade peritonial: É um espaço potencial entre o peritônio parietal e visceral localizado na cavidade abdominal e parte da cavidade pélvica. abdominopélvica e escrotal. a pleura visceral ou o pericárdio visceral. O centro tendinoso é uma região aponeurótica em forma de V no centro do diafragma. Entram neste espaço o esôfago. túnica fibrosa ou cápsula ou ainda túnica albugínea conforme o órgão em questão. inervado pelo nervo frênico. e que também revestem parcial ou totalmente os órgãos nelas contidos. uterina.Cavidade abdominal: é o espaço dentro do tronco entre o diafragma e a cavidade pélvica. as cavidades pleurais. Entre os sacos pleurais fica o mediastino onde o coração encontra-se envolvido pela sua própria cavidade pericárdica com as lâminas parietal e visceral (epicárdio). b) Hiato esofágico: localizado ventral ao hiato aórtico. pela linha arqueada do osso ilíaco e pela margem cranial do púbis. o esôfago. 2.. sacro e as duas primeiras vértebras caudais. ARQUITETURA FUNCIONAL DAS VÍSCERAS Vísceras são estruturas ou órgãos que apresentam cavidade ou não e são revestidas por camadas especiais (externa. onde reveste os testículos. O diafragma tem três aberturas entre o tórax e o abdômen: a) Hiato aórtico: é a abertura na porção dorsal do diafragma para a passagem da aorta abdominal (também para veia ázigos e ducto torácico). os troncos vagais dorsal e ventral e os vasos esofágicos. A pleura parietal divide-se em pleura costal. É uma lamina destas serosas que cobre a víscera e se continua com a porção parietal da membrana de nome . A pleura visceral é também conhecida como pleura pulmonar. a traquéia e os grandes vasos. O diafragma fecha a abertura torácica caudal. o canal anal e as porções pélvicas das vísceras reprodutivas e urinárias. que é formada pelo osso sacro. Abertura abdominal da tuba uterina: é uma abertura para fora da cavidade abdominal (peritonial) na fêmea. Omento: dupla camada de peritônio de conexão entre o estômago e órgãos abdominais ou parede abdominal. vaginal e vulvar. lateralmente pela porção costal e ventralmente pela porção esternal. O limite entre a cavidade abdominal e a pélvica é marcada pela linha terminal. Fundos de saco da cavidade peritonial: reflexão caudal do peritônio entre os órgãos e a cavidade pélvica. A porção peritonial da cavidade pélvica é cranial e limitada pelas bolsas do peritônio abdominal. Contém o reto.Cavidade torácica: é o espaço no qual estão contidos os órgãos torácicos. c) Forame da veia cava: abertura no centro do diafragma para a veia cava caudal. É o principal músculo envolvido na respiração. Neste espaço não há órgãos. somente uma pequena quantidade de líquido lubrificante. Um grupo especial de órgãos é aquele constituído pelos sacos serosos. próstata. vagina. etc. formados por membranas que forram parcial ou totalmente a cavidade torácica. A abertura torácica cranial (entrada torácica) é a entrada na cavidade torácica formada pelo primeiro par de costelas. nervos e o cordão espermático. o pericárdio e a cavidade pericárdica. A cavidade pleural localiza-se na cavidade torácica e se divide em sacos pleural direito e esquerdo. as vértebras e as esternébras conectadas. cilíndricos ou cavitários) por apresentarem grandes cavidades e órgãos sólidos ou parenquimatosos. Diafragma: é um músculo em forma de cúpula que separa as cavidades torácica e abdominal. respectivamente. Canal inguinal: é uma abertura através da parede abdominal por onde passam vasos sanguíneos. Retroperitonial: É o termo usado para estrutura localizada entre o peritônio e a parede cavitária sem conexão peritonial ou também aplicado para porção dos órgãos pélvicos não envolvidos pelo peritônio. Seu movimento cranial ou caudal decresce ou aumenta o volume do tórax durante a expiração ou inspiração. diafragmática e mediastinal.Cavidade pélvica: É o espaço limitado pelos ossos pélvico. A porção caudal do tórax é preenchida com vísceras abdominais. Camada externa: Pode ser denominada túnica serosa. O diafragma se projeta como uma cúpula para dentro do tórax. Túnica serosa é o peritônio visceral. Na fêmea: o peritônio não constitui um saco fechado.

FARINGE. a parte cervical do esôfago (túnica adventícia) e os rins (cápsula fibrosa). É a responsável pelo movimento da parede dos órgãos e sua ação é de compressão ou propulsão.Parede do nariz: consiste da pele externamente. formada por fibras musculares lisas. laringe. quando um componente se contrai. de modo que. onde a passagem respiratória cruza com a do sistema digestório e as partículas são eliminadas através da deglutição. A troca de gases ocorre nos alvéolos pulmonares onde o sangue dos capilares alveolares faz contato com o ar através de uma parede alveolar extremamente fina (hematose). seja através das narinas e assim para fora do organismo ou através da faringe. Atuam em perfeito equilíbrio funcional. O fluxo de ar respiratório que usualmente passa através do nariz. O ápice do nariz dos carnívoros e suínos. Túnica fibrosa: muitos órgãos são circundados por túnicas fibrosas. por onde o ar entra nas cavidades nasais e se continua pela faringe. óssea. A quantidade de sangue que flui através destes plexos pode ser regulada e este aquecimento adicionado ao fluxo de ar. nos mamíferos domésticos é incorporado à face formando grandes áreas dorsal e lateral. 1. Rostralmente o septo consiste de cartilagem que começa progressivamente mais flexível em direção ao ápice. A porção caudal do septo. A lâmina própria constitui a estrutura ou esqueleto da mucosa. no sistema digestório atua em ambas funções. no entanto. estará envolvida por tecido conjuntivo. a qual está conectada diretamente ou indiretamente a muitos seios paranasais. responsável pela abertura e fechamento do lúmen de um órgão. Septo nasal: forma a separação entre as narinas e divide a cavidade nasal em metades direita e esquerda. esta normalmente é denominada cápsula. facilitando a evaporação de secreções glandulares e saturando o ar com água (que é importante no olfato). Glândulas seromucosas nas paredes dos condutos respiratórios servem para adicionar umidade ao ar. A região olfatória está localizada na porção caudal da cavidade nasal. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: CAVIDADE NASAL. Na passagem pelas narinas até os alvéolos o ar é usualmente purificado. lacrimal. A musculatura lisa tende a ser contínua. 1. PULMÕES E PLEURAS. formando camadas extensas. Os condutos respiratórios são compostos de um epitélio pseudoestratificado ciliado e produtor de muco. A túnica mucosa foi assim denominada porque pode produzir muco que fornece uma camada viscosa para a superfície relacionada com o lume do órgão. incisivo. O movimento como ondas dos cílios transportam finas partículas de poeira que ficaram presas pelo epitélio úmido. LARINGE. O osso vômer sustenta a cartilagem nasal. no esôfago e no canal anal. O ar inspirado é aquecido pelos extensivos plexos vasculares da mucosa respiratória da cavidade nasal. O som é produzido na laringe principalmente pelo ar expirado. peritônio para o intestino. A região olfatória registra a presença de substâncias nocivas no ar e ativa um reflexo que fecha a passagem de ar pela laringe.semelhante. com diferenciações especiais da musculatura longitudinal e musculatura circular ou oblíqua. As musculaturas lisa e estriada podem ser encontradas juntas em ambas as extremidades do trato digestório. com papel de suporte. rostral aos olhos. é formada pela placa perpendicular do etmóide. estriadas ou cardíacas.1. A musculatura circular pode bloquear a entrada ou a saída de conteúdo da cavidade de um órgão. a primeira constituindo essencialmente de tecido fibroso denso e branco e a última com muitas fibras elásticas de textura mais frouxa.NARIZ O nariz humano se projeta distintamente da face. As bordas livres dos ossos nasal e incisivo providenciam inserção para as cartilagens nasais que suportam as narinas. maxilar. Camada média: é a túnica muscular. Os piloros normalmente denominados esfíncteres são mecanismos de abrir e fechar orifícios ou canais. pleura para os pulmões e pericárdio para o coração. enquanto a estriada tem a tendência de estar disposta como músculos individuais. O sistema respiratório começa nas narinas. frontal. A lâmina muscular é composta de três camadas de fibras musculares lisas. TRAQUÉIA. pois isto provoca a evaporação de fluídos. sobressai alguma extensão da face. umedecido e aquecido sendo seu volume regulado pelas narinas e laringe. O suporte ósseo da parede é formado pelos ossos: nasal. e uma membrana mucosa que cobre a cavidade nasal. Camada interna: é a túnica mucosa. Outras túnicas de caráter semelhante são conhecidas como albugínea ou túnica adventícia. BRÔNQUIOS. onde o órgão de fonação está contido na laringe. no caso das glândulas. O diafragma e os outros músculos respiratórios governam o volume respiratório pelo aumento ou diminuição da cavidade respiratória. Quando uma víscera não está relacionada com sacos serosos. zigomático e placa perpendicular do osso palatino. Os músculos . Associados com os ossos e cartilagens da camada de suporte estão os músculos nasais que regulam a abertura das narinas. As narinas no ápice levam para dentro da cavidade nasal. como por exemplo. O epitélio da mucosa pode ser de secreção ou absorção. traquéia e pulmões. O sistema respiratório é responsável pela troca de gases entre o sangue e a atmosfera e dentro de limites melhora a qualidade do ar inspirado e regula seu fluxo. que forra os órgãos e compreende a lâmina própria da mucosa. uma camada média de suporte de osso ou (rostralmente) de cartilagem. resfriando assim seus corpos. pode passar diretamente através da boca com exceção do eqüino. Os cães freqüentemente respiram através da boca. lâmina muscular da mucosa e a tela submucosa. seu oponente se relaxa e vice-versa.

O palato duro separa a cavidade oral da nasal. Concha nasal ventral: origina-se da crista conchal do maxilar e é independente da concha etmoidal.Assoalho da cavidade nasal: é o teto da cavidade oral. Apresenta funções obscuras. 2. e mais caudalmente está relacionada com a base do crânio. No eqüino. situa-se entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal e projetase para dentro da nasofaringe. há uma troca de ar relativamente lenta. A porção rostral estreita da cavidade nasal (vestíbulo nasal) é usualmente revestida por membrana mucosa que é coberta por um epitélio escamoso estratificado. As cartilagens estão conectadas umas as outras no osso hióide e na traquéia pelos ligamentos e músculos. ossificando-se parcialmente com a idade. Estão presentes os seios: maxilar. mas no eqüino a pele com pêlos comuns se estendem dentro desta por uma curta distância. Atua como proteção térmica e mecânica das cavidades da órbita. Conchas nasais: Concha nasal dorsal: é a concha mais longa dos animais domésticos. A porção média é a maior porção e contém as conchas ou cornetos nasais. reduz o peso da cabeça e aumenta a ressonância da voz. 3. O osso vômer está inserido na superfície dorsal destes ossos e suporta o septo nasal. A submucosa da região respiratória possui numerosos plexos vasculares consistindo de veias. etmóide e pelo vômer.SEIOS PARANASAIS São espaços preenchidos com ar e cobertos de mucosa respiratória extremamente fina e pouco irrigada.2. esfenoidal e lacrimal (nos suínos e ruminantes). Nesta porção a mucosa é especializada em olfação (região olfatória) e contém terminações do nervo olfatório e glândulas. estendendo-se do teto da cavidade nasal para o assoalho continuando-se lateralmente com os outros meatos. que são duas aberturas separadas pelo vômer. que estão em comunicação com a cavidade nasal. Caudoventralmente a nasofaringe se comunica através do óstio intrafaríngeo com a laringofaringe que é o local onde a via respiratória cruza com a via digestiva. São bem desenvolvidos no eqüino (músculo canino) e podem transformar normalmente as narinas semilunares em circulares. Meatos etmoidais: espaço de ar entre as conchas etmoidais. do processo palatino do maxilar e placa horizontal do osso palatino e está coberta dorsalmente por mucosa nasal e ventralmente por mucosa oral.do nariz e lábios superiores atuam juntos para dilatar as narinas. Meato nasal comum: é o estreito espaço entre o septo médio e as conchas.NASOFARINGE O ar inspirado após deixar a cavidade nasal passa através das coanas para dentro da nasofaringe que se situa dorsal ao palato mole. especialmente durante a deglutição. as tubas auditivas são grandemente dilatadas para formar as bolsas guturais. Apresenta forma mais ou menos cilíndrica e alongada. mas como suas aberturas são estreitas. porção nasal do osso frontal e rostro do pré-esfenóide.CAVIDADE NASAL A cavidade nasal se comunica rostralmente com o exterior através das narinas e caudoventralmente com a nasofaringe através das coanas. 5. Os seios retêm suas conexões com a cavidade do nariz. A laringe dos mamíferos domésticos situa-se ao nível da base do crânio. que devido a suas paredes musculares são capazes de dilatação e constrição. frontal. São pobremente desenvolvidos nos suínos e carnívoros. 1. A maior parte da porção média e septo da cavidade nasal (região respiratória) é coberta de mucosa de epitélio pseudoestratificado ciliado e contém principalmente glândulas serosas. . Consiste de muitas cartilagens cobertas no seu interior por membrana mucosa.LARINGE É um tubo músculo-cartilaginoso curto que conecta a laringofaringe com a traquéia e contém o órgão da fonação. A maior parte do ar respiratório passa através deste meato. 4. ventral a laringofaringe e começo do esôfago. Estes são particularmente usados na respiração trabalhosa ou quando o animal está farejando. do nariz e do crânio. Esta extensa vascularização aquece o ar causando a evaporação das secreções glandulares e com isso adicionando umidade ao ar inalado. A divisão entre cavidades nasal e cranial é formada pelo etmóide. Dorsalmente é separado da porção caudal da cavidade nasal por uma divisão horizontal formada pelos ossos palatinos. dentro do espaço intermandibular nos eqüinos e ruminantes e mais caudal nas outras espécies. Esta consiste de porções do osso incisivo. A localização e o estreitamento das aberturas tornam estas propensas a obstruções devido à inflamação ou congestão da mucosa. Concha nasal média: nos carnívoros Meato nasal ventral: é o mais largo. A porção caudal é pequena e contém as numerosas conchas etmoidais. palatino (ausente nos carnívoros e suínos). Quando ingurgitadas estes plexos dilatam como tecidos eréteis e impedem o fluxo de ar. A nasofaringe comunica-se dorsolateralmente com a orelha média através de orifícios como fendas das tubas auditivas. Sua abertura rostral pode ser fechada para proteção da traquéia e pulmões.

6. As subdivisões terminais dos bronquíolos dão origem usualmente a dois bronquíolos respiratórios os quais contém alguns alvéolos. o mais ventral destes está fusionado na linha média e tem que ser separado para expor a traquéia (traqueotomias). sendo um tecido pulmonar independente dentro de um lobo. O brônquio traqueal presente nos suínos e ruminantes é considerado também um brônquio lobar. onde esta se bifurca para formar os brônquios principais direito e esquerdo. A traquéia então cruza o arco aórtico no lado direito dorsal a base do coração e no nível do quarto ao sexto espaço intercostal divide-se em 2 brônquios principais. O número e distribuição dos brônquios lobares não é igual em todas as espécies domésticas e diferem especialmente entre os pulmões direito e esquerdo. A epiglote se ajusta como uma tampa sobre a entrada da laringe e fecha esta durante a deglutição. A existência de segmentos broncopulmonares pode ser demonstrada pela insuflação de um brônquio segmentar individual. mas também de tecido elástico.TRAQUÉIA É um tubo cartilaginoso não colapsável que continua a via respiratória da cartilagem cricóide da laringe para a raiz do pulmão.PULMÕES Os pulmões estão localizados nos sacos pleurais os quais vão juntos medialmente para formar o mediastino. Os bronquíolos respiratórios se dividem uma ou duas vezes e são seguidos pelos ductos alveolares. O somatório dos alvéolos constitui a superfície respiratória do pulmão. Porção torácica: Na cavidade torácica. O esôfago retorna do plano médio e assume sua posição dorsal a traquéia. cartilagem tireóide ventral e lateralmente. Os brônquios lobares passam dentro de uma porção do pulmão e cada um deles entra e ventila um lobo. Em contraste com os brônquios. que é uma região funcional. Os ductos alveolares terminam no saco alveolar. um músculo liso com fibras orientadas transversalmente. 7. Cartilagem tireóide: É a maior das cartilagens. São os últimos ramos da árvore brônquica relacionados unicamente com a condução do ar. No pescoço está relacionada dorsalmente com o esôfago e músculos longo do pescoço e da cabeça. os quais cobrem a superfície ventral da coluna vertebral. O segmento broncopulmonar é em forma de cone. os quais se dividem dentro de brônquios lobares na entrada dos pulmões. o tecido conjuntivo é frouxo. A troca de gases toma lugar nas paredes do alvéolo. Cartilagens aritenóides: São duas e apresentam forma de pirâmide de 3 lados com seu ápice apontando rostrodorsalmente e com a base na face da cartilagem cricóide. que estão completamente envolvidos pelos alvéolos. Estrutura: consiste de uma série de anéis cartilaginosos incompletos do tipo hialino que previnem o colapso do tubo e estão cobertos por uma adventícia e revestidos internamente por mucosa. Os brônquios lobares emitem um grande número de brônquios segmentares. cartilagens aritenóides dorsalmente e cartilagem epiglote rostralmente. . contém tecido linfóide e preenche espaço entre as extremidades livres das cartilagens. 8. Posição: Porção cervical: Situa-se ventralmente e a direita do esôfago. Ventralmente e lateralmente está rodeada pelos músculos cervicais que passam do esterno a cabeça. Os bronquíolos são tubos muito pequenos. Os ramos dos brônquios segmentares dão origem aos bronquíolos. A curta distância cranial a esta bifurcação a traquéia do suíno e dos ruminantes emitem o brônquio traqueal para o lobo cranial do pulmão direito. A base do segmento situa-se contra a pleura e seu ápice aponta para o hilo do pulmão. Tem aparência de anel e consiste de uma lâmina ampla dorsalmente e um arco estreito lateral e ventralmente. tem a forma de um V e forma a maior parte da parede lateral da laringe. a traquéia continua caudalmente no mediastino.Divide-se numa porção cervical e outra torácica. principalmente. As cartilagens traqueais estão unidas pelos ligamentos anulares que são fundidos ao pericôndrio e consiste principalmente de tecido fibroso. A pleura que reveste o coração é a pleura mediastinal pericárdica.ÁRVORE BRÔNQUICA A bifurcação da traquéia dá origem aos brônquios principais que são grossos e curtos. sendo que cada um destes ventila um segmentobroncopulmonar. caudalmente ao diafragma como pleura parietal diafragmática e medialmente aos órgãos no mediastino ou para outro saco pleural como pleura mediastinal. dorsal a veia cava cranial. O esternoioideo.O esqueleto da laringe é composto pelas seguintes cartilagens: cartilagem cricóide caudalmente. Entre o tecido conjuntivo e a membrana mucosa está o músculo traqueal. menores que 1 mm de diâmetro. os bronquíolos não contêm glândulas e suas paredes não possuem suporte cartilaginoso. Situa-se cranial a cricóide e ventral a epiglote e aritenóides. As paredes dos sacos pleurais aderem lateralmente as costelas como pleura parietal costal. Na superfície dorsal. Cartilagem epiglote: É a mais rostral das cartilagens da laringe e fecha a entrada desta durante a deglutição. Cartilagem cricóide: Articula-se com a porção caudal da cartilagem tireóide e está parcialmente coberta pelas lâminas da tireóide.

Apresenta os seguintes acidentes: 1. No suíno e nos rumiantes. Hilo do pulmão: onde o brônquio principal. brônquio cranial – lobo cranial. Isto também é verdadeiro em animais mantidos em cidades grandes. etc. O agregado dessas estruturas é conhecido como raiz do pulmão. é côncava e situada no diafragma. É mais profunda no pulmão esquerdo. deixando somente um espaço capilar que no animal saudável contém uma pequena quantidade de fluído seroso. no eqüino. 5. A cor dos pulmões depende da quantidade de sangue contido neles. Lobos pulmonares: A ramificação da árvore brônquica forma a base para a configuração dos lobos pulmonares. 6. As superfícies dos pulmões correspondem às paredes dos sacos pleurais. diferentemente. sua cor é vermelho-escuro. O pulmão direito é sempre maior que o esquerdo numa proporção de 4:3. e uma base oblíqua que está caudoventral ao diafragma. pois o coração está localizado mais para este lado. mas se o sangue se mantém no pulmão após a morte. a cada brônquio pertence um lobo correspondente: por exemplo. Eles preenchem seus respectivos sacos pleurais completamente. Em algumas espécies o lobo cranial é dividido dentro de porções cranial e caudal. vasos bronquiais e pulmonares e nervos passam do mediastino para o pulmão. 4. Cada pulmão tem a forma de um semicone com um ápice que é direcionado cranialmente e situa-se na entrada torácica. Sulco para veia cava caudal: no pulmão direito. brônquio acessório – brônquio acessório. Impressão esofágica: coloca-se acima da área de aderência. Face medial: situada contra os corpos das vértebras torácicas e o mediastino e apresenta impressões dos órgãos localizados nesse local. Impressão cardíaca: local onde está alojado o coração e o pericárdio. Este fluído facilita o movimento de fricção dos pulmões durante a respiração. Se um animal é sangrado completamente. não há pleura nesta área. A maioria das outras impressões é dorsal a esta. Impressão aórtica: forma um sulco denominado de vascular. encontra-se a formação de um brônquio traqueal direito. A atual lobulação dos pulmões nos mamíferos domésticos é dada abaixo. 2. Os pulmões humanos são freqüentemente cinzas. local de contato com o esôfago. Eqüinos Pulmão esquerdo: Lobo cranial (apical) Lobo caudal (diafragmático) Pulmão direito: Lobo cranial Lobo caudal Lobo acessório (intermediário) * Não apresenta lobo médio (cardíaco) Carnívoros. forma um sulco. De acordo com essa forma de classificação cada pulmão tem um lobo cranial ventilado pelo brônquio cranial e um lobo caudal ventilado pelo brônquio caudal. Face parietal: situada contra as costelas. O pulmão direito tem ainda um lobo médio ventilado pelo brônquio médio e um lobo acessório ventilado pelo brônquio acessório. Mais profunda no pulmão esquerdo. Assim. azul acinzentado ou mesmo preto devido ao acúmulo de poeira e partículas de carbono.Os pulmões são revestidos pela pleura pulmonar que é continua com o hilo e ligamento pulmonar com a pleura mediastinal. Nesta região estão os linfonodos bronquiais. o pulmão direito não apresenta o lobo médio. Área de aderência: é o ponto onde os dois pulmões estão em contato direto. que emerge diretamente da traquéia como brônquio lobar independente. 3. estes são rosas. suínos e ruminantes Pulmão esquerdo: Lobo cranial subdividido em porções cranial e caudal Lobo caudal Pulmão direito: Lobo cranial * Subdividido em porções cranial e caudal nos ruminantes Lobo médio Lobo caudal Lobo acessório Dicas: . Face diafragmática: onde está à base do pulmão.

SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) 9. formada principalmente por axônios de neurônios.2. O eqüino tem o pulmão mais compacto enquanto o ruminante tem o mais dividido.1.1 NERVOS ESPINHAIS E CRANIANOS 9. O tubo neural dá origem ao Sistema Nervoso Central.2) PARASSIMPÁTICO 9. O pulmão esquerdo sempre apresenta 2 lobos (cranial e caudal). onde executa as atividades vitais. branca e cinzenta. O Sistema nervoso é constituído por dois tipos de substâncias.MEDULA PRIMITIVA: MEDULA ESPINHAL 9.3) PIAMÁTER 9. As bordas da goteira neural se fundem para formar o tubo neural. A substância branca.1. As três vesículas formam o encéfalo. À proporção que se desenvolve a placa neural torna-se mais espessa e encurva-se longitudinalmente.4 .3.TELENCÉFALO . O lobo cranial só é dividido nos ruminantes. Brônquio traqueal – presente nos ruminantes e suínos.DIENCÉFALO 9.1) DURAMÁTER 9.2.1.3 ROMBENCÉFALO: .3.2. constitui as vias de comunicação das diversas áreas de comando. formada em sua maior parte por corpos de neurônios. .METENCÉFALO .1) SIMPÁTICO 9.2 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 9.1.2 .MIELENCÉFALO 9. é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal.2) ARACNÓIDE 9.1. Na porção mais cranial do tubo formam-se 3 vesículas por constrição: .2.LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1) EMBRIOLOGIA: O sistema nervoso é o primeiro sistema a ser formado no indivíduo. O lobo cranial está dividido em todas as espécies menos no eqüino. sua origem embrionária é o ectoderma.2. 9 – NEUROLOGIA SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS DO SENTIDO 9. o mielencéfalo e o metencéfalo.2.2.3. é um brônquio lobar e ventila o lobo cranial do pulmão direito.2 SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 9.2 MESENCÉFALO 9.Rombencéfalo: Sofre subdivisão que dá origem a dois segmentos secundários. O progressivo aprofundamento deste sulco originará a goteira neural. que se localiza dentro da cavidade craniana. é o local onde se encontra os comandos do Sistema Nervoso Central. com exceção do eqüino que não possui o médio. A substância cinzenta.1 .1 PROSENCÉFALO: .MENINGES 9.2. O restante do tubo neural forma a medula primitiva que formará a medula espinhal Sistema Nervoso Central é aquele localizado dentro da cavidade craniana e do canal vertebral. O primeiro elemento que se origina no sistema nervoso é a placa neural. que é um espessamento dorsal do ectoderma.1 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS E MOTORAS 9.3 .Mesencéfalo: Não sofre segmentação secundária. formando o sulco neural.Prosencéfalo: Que sofre nova divisão e dá origem a duas vesículas secundárias. .O pulmão direito é sempre mais completo – 4 lobos. o telencéfalo e diencéfalo.1GÂNGLIO NERVOSO 9. .

2) CAVIDADES DO TUBO NEURAL A medida que ocorrem as dilatações do tubo neural, sua luz também se altera consideravelmente, resultando no adulto, as seguintes cavidades: - A luz das vesículas telencefálicas laterais formam de cada lado, os ventrículos laterais; - a parte mediana do telencéfalo e o diencéfalo englobam o III ventrículo, que se comunica com os ventrículos laterais por forames interventriculares; - a luz do mesencéfalo permanece estreita e constitui o aqueduto cerebral, que une o III ao IV ventrículo; - a luz dilatada do rombencéfalo forma, sobre a ponte e o bulbo, o IV ventrículo; - a luz da medula primitiva forma, no adulto, o canal central da medula, que a acompanha em quase toda sua extensão. As cavidades encefálicas são revestidas por um epitélio denominado epêndima e contém um líquido denominado líquido cérebro-espinhal ou líquor. 3) MENINGES As meninges são membranas de tecido conjuntivo que envolvem o Sistema Nervoso Central, possuem função mecânica, evitando traumatismo e lubrificando, bem como função biológica, pois contém anticorpos, evitando assim infecções. 3.1) Duramáter É a mais externa das meninges, apresenta-se de cor clara, bastante espessa e vascularizada. Acha-se aplicada diretamente contra os ossos que formam a cavidade craniana e canal vertebral. É constituída por uma lâmina interna e uma externa, que dentro da cavidade craniana estão unidas formando uma única lâmina. Ao nível do canal vertebral estas membranas se separam deixando um espaço entre elas, chamado espaço epidural ou extradural, preenchido por tecido adiposo e vasos sangüíneos. Pregas da Duramáter: São projeções da duramáter preenchendo sulcos da cavidade craniana. São em número de três: - Foice do Cérebro: Prega em forma de meia lua, no sentido longitudinal dorsal, entrre os hemisférios cerebrais. - Tenda do Cerebelo: Coloca-se transversalmente entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo, na cisura transversal do encéfalo. - Diafragma da Cela-Túrsica: Cobre a cela-túrsica e em conseqüência, a glândula hipófise. Seios da Duramáter: São espaços sangüíneos existentes entre as lâminas da duramáter encefálica. Servem para recolher o líquido cérebro-espinhal e também recolher o sangue venoso do encéfalo. Espaço Subdural: Separa a duramáter da aracnóide, contém um líquido com constituição de filtrado sangüíneo. 3.2) Aracnóide Membrana fina e delicada constituída de filamentos que se assemelham a teia de aranha. Situa-se entre a duramáter e a piamáter. - Cisternas Subaracnoideas: São espaços encontrados entre a aracnóide e a piamáter em determinados locais ao nível do Sistema Nervoso Central. - Granulações Aracnoideas: São projeções (pequenas bolsas) da aracnóide para os seios da duramáter. Servem para recolher o líquor do espaço subaracnoideo e eliminá-lo para a duramáter. - Espaço Subaracnoideo: Separa a Aracnóide da Piamáter, contém líquido cérebro-espinhal. Piamáter Adere diretamente o Sistema nervoso Central, colocando-se dentro das saliências e depressões. Na porção terminal do canal vertebral as meninges se projetam formando fios chamado filamento terminal ou cauda equina.

3.3)

4 - LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR É formado pelos plexos coróides*localizados a nível do IV ventrículo, III ventrículo e ventrículos laterais, a partir do sangue. Constitui-se um filtrado sangüíneo com grande quantidade de anticorpos para defesa do organismo. Circula no IV ventrículo, aqueduto cerebral, III ventrículo, ventrículos laterais e no canal central da medula. Supõe-se que ele circule 24 horas, sendo lançado novamente na corrente sangüínea pelas granulações da aracnóide e depois lançado nos seios da duramáter. Funções do líquor e das meninges: - Mecânica: Evita traumas no Sistema Nervoso Central - Imunológica: O líquido contém grande quantidade de glóbulos brancos que protegem contra possíveis infecções.

* Plexos Coróides: São um emaranhado de vasos sangüíneos cobertos pela Piamáter, normalmente apresentam coloração escura.

5- MEDULA ESPINHAL A medula espinhal (medulla spinalis) é uma estrutura alongada, mais ou menos cilíndrica, porém com alguns achatamentos dorso ventrais e algumas variações de forma e tamanho. Começa à nível de forame magno e está em conexão direta com a medula oblonga ou bulbo, rostralmente e se estende até metade da região sacral*. As variações mais importantes são os espessamentos (intumescências) das partes que dão origem aos nervos que suprem os membros torácico e pélvico, e o afilamento final caudal (cone medular). A intumescência cervical é o ponto de origem de nervos que vão inervar o membro torácico, da intumescência lombar partem nervos para o membro pélvico. A medula é dividida em quatro regiões correspondentes as da coluna vertebral. 5.1- Morfologia Externa: Sulco Dorsal Médio ou Mediano Dorsal: Sulco pouco profundo coloca-se dorsalmente e medianamente sobre a medula espinhal e estende-se por toda sua extensão. Sulco Dorso-lateral: Colocam-se de cada lado do sulco dorsal médio. O sulco dorso-lateral está em contato com a raiz dorsal da medula espinhal. Cisura Ventral Média: É profunda, estendendo-se até a metade da medula espinhal, dividindo-a em duas metades. 5.2- Morfologia Interna: É formada por dois tipos de substâncias, branca por fora e cinzenta por dentro. Um simples corte transversal mostra uma massa central de substância cinzenta perfurada na linha média por um pequeno canal central, resíduo do lúmen do tubo neural embrionário. A substância cinzenta, que se assemelha a um H, costuma ser descrita como colunas ou cornos dorsal e ventral. A coloração cinza é devido ao acúmulo de corpos celulares nesta área. A coluna dorsal corresponde a placa alar e contém neurônios aferentes somáticos e viscerais; e a coluna ventral corresponde a placa basal e contém neurônios eferentes somáticos e viscerais. Unindo medianamente as partes de substância cinzenta, temos a comissura de substância cinzenta. A substância branca que envolve a cinzenta é dividida em três funículos de cada lado. O funículo dorsal é contido entre um sulco dorsal raso e a linha de origem das raízes dorsais dos nervos espinhais ou sulco dorso-lateral; o funículo lateral está contido entre as linhas das raízes dorsais e ventrais; o funículo ventral está contido entre a linha das raízes ventrais e uma fissura ventral que penetra profundamente na substância branca, embora deixe uma comissura razoável ligando as metades direita e esquerda, chamada comissura de substância branca. Esta fissura ventral é ocupada por uma massa de piamáter, que surge como uma estria brilhante na superfície da medula. Os funículos são compostos por fibras nervosas ascendentes e descendentes, muitas das quais agrupadas em fascículos ou tratos que possuem a mesma origem, destino e função, transmitem estímulos da periferia para o encéfalo. * No cão termina entre 6 e 7 vértebras lombares. Nos ruminantes, na metade cranial da 2 sacral. No equino, na metade caudal da 2 sacral e no suíno, entre a 2 e 3 sacral.

6

- ROMBENCÉFALO - MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA - METENCÉFALO: PONTE E CEREBELO

6.1- MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA Apresenta-se como um continuação direta da extremidade cranial da medula espinhal, sendo o limite entre eles representado por um plano imaginário que passa imediatamente cranial a raiz do primeiro nervo cervical. Rostralmente limita-se com a ponte, sendo separada desta por um sulco transversal pouco profundo. Sua face ventral repousa sobre a porção basilar do occipital e sua face dorsal apresenta-se quase que inteiramente coberta pelo cerebelo. Superfície Ventral: - Fissura Mediana Ventral: É uma divisão na linha média. Caudalmente é contínua com a fissura do mesmo nome da medula espinhal e rostralmente, é ocupada pelo corpo trapezóide, caudal a ponte. A porção caudal da fissura está parcialmente ocupada pela decussação das pirâmides.

- Pirâmides: São faixas longitudinais de fibras em ambos os lados da linha média, entre a fissura mediana e os sulcos laterais ventrais. Estas fibras (corticomedular e corticospinal) são fibras motoras do córtex cerebral). Na extremidade caudal da medula estas fibras se cruzam para o lado oposto formando o que chamamos decussação das pirâmides. - Sulco Lateral Ventral: É um sulco indistinto, lateral as pirâmides. - Tubérculo Facial: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado das pirâmides. - Corpo Trapezóide: É uma faixa de fibras nervosas transversas colocadas rostralmente na medula oblonga, atrás da ponte. É cruzado em ambos lados da linha média pelas pirâmides. Superfície Dorsal: Visível somente após a retirada do cerebelo. A porção dorsal da medula oblonga é semelhante a medula espinhal em sua metade caudal. Na metade rostral, forma: - Sulco Mediano dorsal: É a continuação rostral do sulco mediano dorsal da medula espinhal. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou Corpos Restiformes: São feixes de substância nervosa colocados transversalmente de cada lado do sulco dorsal médio. - Fossa Rombóide: É o assoalho do IV ventrículo. Sua metade caudal é ocupada dorsalmente pela medula oblonga. Comunica-se caudalmente com o canal central da medula e rostralmente como interior do mesencéfalo, o aqueduto cerebral. - Tubérculo e fascículo Grácil: Lateralmente ao sulco mediano dorsal. - Tubérculo e fascículo cuneiforme: Localiza-se lateral ao tubérculo e fascículo grácil. 6.2 METENCÉFALO 6.2.1- PONTE É um grande feixe de substância nervosa colocado transversal e ventralmente à medula oblonga, adiante do bulbo e caudal ao mesencéfalo. Constitui-se em uma protuberância convexa larga que diminui de tamanho lateralmente. As superfícies laterais da ponte são mais estreitas e são chamadas braços da ponte, os quais se continuam dorsalmente e se estendem até o interior do cerebelo. Os braços da ponte são também chamados pedúnculos cerebelares médios. A superfície dorsal da ponte corresponde à parte rostral da fossa rombóide. As fibras transversais que constituem grande parte da estrutura da ponte formam a via nervosa que une os hemisférios cerebrais aos hemisférios cerebelares. - Sulco Basilar: É uma ligeira depressão na linha média, devido a presença de fibras piramidais orientadas longitudinalmente. 6.2.2- CEREBELO É uma grande massa de substância nervosa colocada dorsalmente à medula oblonga. É um órgão globular de formato irregular, ligeiramente comprimido rostrocaudalmente, com seu diâmetro maior no eixo transverso. Está separado dos hemisférios cerebrais pela fissura transversa e a tenda do cerebelo, uma prega transversal da duramáter, que a ocupa. Cobre inteiramente a fossa rombóide, os colículos rostral e caudal e os pedúnculos cerebelares rostrais. A borda rostral e parte da superfície rostral do cerebelo estão cobertas pelos lobos occipitais cerebrais. O cerebelo liga-se a outras partes do Sistema Nervoso Central por inúmeras fibras que compõe os pedúnculos cerebelares. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou corpos restiformes: Emergem na superfície dorsal da parte rostral da medula oblonga e penetram no cerebelo na superfície ventral. Ligam as medulas oblonga e espinhal com o cerebelo. - Pedúnculos Cerebelares Médios: Penetram no cerebelo entre os pedúnculos rostrais e caudais e consiste de fibras que vêm da ponte. São os braços da ponte. - Pedúnculos Cerebelares Rostrais: Também chamados de braços conjuntivos. Emergem rostralmente aos pedúnculos cerebelares médios e formam o limite lateral da parte rostral do IV ventrículo. Unem o mesencéfalo ao cerebelo. Externamente o cerebelo é dividido em 3 porções: - Vermis: Porção mais mediana e saliente do cerebelo;

Os dois colículos rostrais são separados por um sulco muito profundo.CAVIDADE DO MESENCÉFALO É o aqueduto cerebral. São dois feixes fibrosos espessos que põe em conexão rombencéfalo com prosencéfalo. verificamos que também é formado por substância branca e cinzenta: .Tecto Dorsal ou Lâmina Quadrigêmia: Consiste de quatro eminências pares (colículos) com superfícies arredondadas.MESENCÉFALO É uma parte relativamente pequena do cérebro situada entre a ponte caudalmente e o diencéfalo rostralmente. Ao corte mediano. estão em contato com o corpo geniculado lateral e são relacionados com funções visuais. colocada caudal a hipófise.RININCÉFALO 8. 7. separados por uma depressão larga. * Colículos Caudais: São consideravelmente menores que os rostrais.3. muito proeminentes.DIENCÉFALO: É a porção do encéfalo situada sob os hemisférios cerebrais. * Colículos Rostrais: São consideravelmente maiores e mais escuros que os caudais. médio e caudal. comunica-se caudalmente com o IV ventrículo e cranialmente com o III ventrículo. sendo o primeiro e mais rostral. Uma faixa larga e plana prolonga o colículo caudal ventrorostralmente dentro do corpo geniculado medial.1. Após o quiasma.parede lateral: formada pelos pedúnculos cerebelares rostral. quase esféricos e separados daqueles por um sulco. 8. com o aqueduto cerebral. Constitui o limite caudal do hipotálamo.EPITÁLAMO .HIPOTÁLAMO * TELENCÉFALO . as fibras ópticas se continuam. imediatamente caudal ao corpo mamilar para formar a fossa interpeduncular (esta é perfurada por vários orifícios para passagem de vasos sangüíneos). separadas umas das outras por sulcos transversais e sagitais. Internamente. de cor cinza claro.1 . comunica-se caudalmente com o canal central da medula e cranialmente. mais caudal.HIPOCAMPO . entre os pedúnculos cerebrais divergentes. * Quiasma Óptico: É o ponto de encontro ou convergência das fibras do nervo óptico na base do diencéfalo. Os pedúnculos são feixes fibrosos grandes que contém fibras originadas no cérebro com destinação espinhal e medular.parede ventral: formada pela ponte e medula oblonga . apresentando-se como uma continuação direta em sentido rostral.HIPOTÁLAMO Situa-se ventralmente no diencéfalo. São planos.Substância Cinzenta externamente. Este sulco aumenta rostralmente. chamado nódulo.parede dorsal: formado pelo cerebelo . chamada córtex do cerebelo. São separados caudalmente pelo sulco interpeduncular. A função principal do cerebelo é conferir equilíbrio ao animal. quase branco. 6. o qual coloca-se entre os pedúnculos cerebrais e os colículos.1. denominado língula e o último.CAVIDADE DO ROMBENCÉFALO É o IV ventrículo. do mesencéfalo. Superfície Ventral: * Pedúnculos Cerebrais: Representam a parte basal do mesencéfalo. constituindo os tratos ópticos.1.TÁLAMO . . 7. ovóides e largos. 8.Substância Branca internamente: De forma arborescente (arbor vitae).PROSENCÉFALO (cérebro) * DIENCÉFALO . Superfície Dorsal: . onde encontramos os seguintes elementos adiante dos pedúnculos cerebrais: * Corpo Mamilar: Elevação esbranquiçada de redonda a oval.. Estão relacionados com funções auditivas.HEMISFÉRIOS CEREBRAIS . ao nível de fossa interpeduncular.Hemisférios Cerebelares: São em número de dois e colocados de cada lado do vermis. . Elementos que formam as paredes do IV ventrículo: . em uma secção mediana sagital o cerebelo divide-se em vários lóbulos.

chamado infundíbulo. . deixando sobre ele impressões digitais. A hipófise está inserida no túber cinéreo pelo infundíbulo. CAVIDADE DO DIENCÉFALO É o III ventrículo.Esplênio: Porção mais caudal e dorsal do corpo caloso.Fissura Longitudinal: Coloca-se medianamente aos hemisférios cerebrais. As partes mais caudais do tálamo constituem os corpos geniculados. lateralmente ao hipocampo e dorsalmente ao córtex cerebral. Os dois tálamos encontram-se na linha média formando a aderência intertalâmica. comunica-se caudalmente com o aqueduto cerebral e dorsalmente com os ventrículos laterais. É nessa face que os hemisférios cerebrais se relacionam e unem-se através do corpo caloso.2. Septo Pelúcido: É uma parede colocada medianamente entre os ventrículos laterais.Tronco: É a porção média. coloca-se dorsalmente ao diencéfalo e vai ocupar a maior parte da cavidade craniana cujos elementos principais são os hemisférios cerebrais. encontramos uma prega de duramater.* Tratos Ópticos: São faixas de substância branca divergentes. .Face Ventral ou Base: Apresenta-se bastante irregular.1. . * Corpos Geniculados Mediais: Estão ligados ao colículo caudal através do braço do colículo caudal. * Glândula Hipófise: É uma glândula bastante desenvolvida situada ao nível do hipotálamo e está em conexão com o mesmo por meio de um pequeno tubo de substância nervosa. terminam dorsalmente no corpo geniculado lateral (visível somente quando retirada uma parte dos hemisférios cerebrais). 8. . Os dois hemisférios cerebrais estão incompletamente separados ao nível do plano mediano por um sulco: . ocupada por uma prega de duramáter chamada tenda do cerebelo. 8. e nela encontramos o rinincéfalo.3. Porções: . Porções do corpo caloso: . . . Esta se apresenta de formato ovóide nos animais domésticos. Fórnix: Feixe de substância nervosa colocado ventralmente ao corpo caloso. que não atinge o fundo. chamada foice do cérebro. Se insere dorsalmente no corpo caloso e ventralmente no fórnix. . Cada hemisfério cerebral apresenta quatro faces: . forma a parede da fissura longitudinal. Ocupando este sulco. que coloca-se ao redor dos tálamos. Passam sobre os lados dos pedúnculos cerebrais e desaparecem entre estes e os lobos piriformes.Face Medial: Apresenta-se mais ou menos plana. de formato ovóide. estão em relação direta com o hipocampo. recebem a maioria das fibras do trato óptico. Este por sua vez é formado por uma espessa camada de fibras nervosas dispostas transversalmente: o corpo caloso.Fissura Transversal: Entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo.EPITÁLAMO O epitálamo compreende o Corpo Pineal ou Glândula Epífise.TELENCÉFALO É a região mais desenvolvida do prosencéfalo. Hipotálamo e hipófise juntamente formam uma unidade anatomo. convexas dorsalmente. que correm lateralmente cobrindo parte do hipotálamo rostral. colocados dorsalmente aos pedúnculos cerebrais.2. circundada pelo III ventrículo. * Túber Cinéreo: Área cinza proeminente situada rostralmente aos corpos mamilares.Pilares: Porção mais caudal e inferior do fórnix.Joelho: Porção mais cranial e ventral do corpo caloso.1. 8.TÁLAMO São duas grandes massas de substância cinzenta. * Hemisférios Cerebrais: São constituídos por duas grandes massas de substância nervosa direita e esquerda. . que ocupam a maior parte da cavidade craniana.Colunas: Porção mais cranial e ventral do fórnix. * Corpos Geniculados Laterais: São maiores e mais elevados rostrolateralmente. voltada para a base da cavidade craniana. de coloração escura e alojada entre os tálamos e colículos rostrais.funcional importante. Relacionam-se caudalmente com os colículos rostrais.Corpo: Porção média do fórnix.Face Dorso-lateral: Apresenta-se de forma convexa e relaciona-se diretamente com os ossos do crânio.

varia de espécie para espécie. semelhante a um “C” colocada ao redor dos tálamos. Possui função de levar mensagens aos diversos centros de comando. . Nervos espinhais: .NERVOS ESPINHAIS Formação dos nervos espinhais: Os nervos espinhais são formados por uma raiz dorsal (sensitiva) e outra ventral (motora) a partir do "H" medular. . colocada sob o pólo frontal dos hemisférios cerebrais. O ramo ventral divide-se em ramos superficial e profundo e supre as partes ventral e lateral do tronco e todas as partes dos membros.SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É o sistema que comunica o meio externo e interno. 5) Lóbulo Piriforme: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado dos tractos ópticos e pedúnculos cerebrais. é a mais caudal. 1) Bulbo olfatório: Saliência de substância nervosa achatada dorso ventralmente.Pólo Frontal: Porção mais cranial e ventral. são zonas de comando das atividades vitais do animal. onde desaparecem. Os ramos dorsais são geralmente divididos em ramos medial e lateral que vão suprir os músculos e a pele da parte dorsal do pescoço e do tronco.. onde os estímulos são recebidos. Observando externamente os hemisférios cerebrais verificamos que apresenta saliências e depressões.Depressões: Sulcos ou cisuras que delimitam as saliências. Após formarem o tronco saem do canal vertebral pelos orifícios intervertebrais ou vertebrais laterais. estendendo-se desde os ventrículos laterais até o interior dos lóbulos piriformes. localizado na base dos hemisférios cerebrais. 9. pelos doze pares cranianos e sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático).Saliências ou giros: São as circunvoluções cerebrais. * Hipocampo ou Cornos de Ammón São dois grandes feixes de substância nervosa em forma curva. observaremos dois tipos de substâncias: . .Substância Cinzenta: É a mais externa e constitui o córtex cerebral.Face Tentorial: É a face em que os hemisférios cerebrais estão em relação com o cerebelo.Trato Medial: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e medialmente até a face medial dos hemisférios cerebrais. 9. CAVIDADES DO TELENCÉFALO São os ventrículos laterais que se comunicam ventralmente com o III ventrículo. Ao corte mediano dos hemisférios cerebrais. . ao sistema nervoso central (SNC) e deste aos órgãos efetores (alvos).Pólo Occipital: Situa-se na porção mais caudal e dorsal.1. 3) Tratos Olfatórias: . que se aloja na fossa etmoidal. que variam em número conforme a espécie: . Depois de emergirem dividem-se num ramo dorsal curto e ramo ventral longo.Trato Lateral: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e lateralmente até atingir o lóbulo piriforme. Cada hemisfério cerebral apresenta dois pólos: . 2) Pedúnculo Olfatório: Feixe pequeno e largo que liga o bulbo olfatório aos hemisférios.Substância Branca : A mais interna. a área de comando. É composto pelos nervos espinhais. 4) Trígono Olfatório: É uma área de substância nervosa de forma mais ou menos triangular colocada entre as estrias. está em relação direta com o bulbo olfatório. * Rinincéfalo Porção central do olfato.

Emite o ramo cutâneo caudal do antebraço. e o distal. O ramo dorsal inerva a face dorsolateral dos dedos e o ramo palmar se une ao ramo palmar do nervo mediano. constituído pelos ramos ventrais dos últimos nervos cervicais e primeiros torácicos. profundo dos dedos. Plexo braquial: É uma cinta larga e grossa. Musculocutâneo: inerva os músculos coracobraquial.digital dorsal comum II e comum III . 2. 5 1 Ovino: pelos três últimos ramos ventrais cervicais e pelo primeiro torácico (C a T ). Está dividido num ramo proximal e num distal.três últimos ramos ventrais cervicais e dois primeiros ramos ventrais torácicos (C a T ). 6 1 O plexo braquial é formado pelos seguintes nervos: 1. Estas raízes apresentam conexão do simpático através de ramos comunicantes. C e C ). Supraespinhal ou supraescapular: é o mais cranial do plexo.Estão distribuídos conforme a espécie da seguinte maneira: Eqüino: C T L S Ca = 8 18 13 6 6 5 5 6 5 7 42 pares 39 pares 35/38 pares Ruminantes: Suíno: Cão: C C 8 T T C 14/15 L S 4 S S Ca = Ca = = 8 L 13 6 Ca 7 38/39 pares 4/7 8 T L 3 Região cervical: Apresenta 8 pares de nervos cervicais em todas as espécies. 11. Região torácica: O número de nervos torácicos é de acordo com a espécie. 4. 6. Penetra entre os músculos supraespinhal e subescapular inervando os músculos supra e infraespinhoso. O ramo superficial inerva os dedos e o profundo os músculos extensores. Sob a porção lateral do tríceps ele se divide em dois ramos: superficial e profundo. bovino e cão . Mediano: inerva os músculos: flexor radial do carpo. 6 2 Suíno: quatro últimos ramos ventrais cervicais e primeiro ramo ventral torácico (C a T ). Subescapular: inerva o músculo subescapular. Pode se encontrar dividido em ramos cranial e caudal. bíceps e braquial. Toracodorsal: inerva o músculo grande dorsal. Obs: Todo ramo superficial divide-se em comum e este em próprio. 9. o braquial. Ex: bovinos: ramo superficial do radial . porque o primeiro nervo cervical emerge entre o occipital e o atlas. Emite o ramo cutâneo cranial do antebraço. 10. Inerva o músculo cutâneo do tronco. deltóide e braquiocefálico. Torácico longo: corre na superfície lateral do músculo serrátil ventral o qual inerva. O ramo proximal inerva o coracobraquial e bíceps. subdivide-se em ramos palmares que inervam os dedos pela face palmar.O nervo radial não se extende até o dedo no eqüino. Para inervar determinados locais (membros. Radial: passa para a face lateral entre o músculo redondo maior e a porção longa do tríceps. Região lombar: Os ramos dorsais inervam a musculatura dorsal do tronco e os ramos ventrais formam o . 6 7 8 Esse nervo inerva o músculo diafragma. 7. Torácico lateral: localiza-se mais ventralmente que o anterior. Inerva os músculos: redondo maior. Axilar: passa para a face lateral entre o músculo e a artéria subescapular. Ulnar: está unido ao nervo mediano na sua origem e inerva o músculo flexor ulnar do carpo. pronador redondo e pronador quadrado. 8. Nervo frênico: é formado pelos ramos ventrais dos dois ou três últimos nervos cervicais (C . visando a inervação do membro torácico e parte da parede do tórax. Nervos peitorais: inervam os músculos peitorais superficial e profundo. Eqüino. e se distribuem na parede do tórax como nervos intercostais. Emite ainda o ramo cutâneo lateral do antebraço.próprios do segundo. parede abdominal) os ramos ventrais dos nervos espinhais se reúnem para formar plexos ou nervos. 3. superficial dos dedos e profundo dos dedos (cabeças umeral e ulnar). Inerva o tríceps. terceiro e quarto dedos. redondo menor. Divide-se próximo ao carpo num ramo dorsal e num palmar. ancôneo e o tensor da fáscia antebraquial. Emite o ramo cutâneo medial do antebraço. 5. Distalmente.

2. Inerva os 3 6 músculos sartório. O ramo muscular inerva os músculos oblíquo interno do abdome e cremáster externo. quadrado da coxa. bíceps e semitendinoso.OCULOMOTOR IV .Nervo fibular: se subdivide em superficial e profundo. porém mais para trás. O ramo superficial inerva os músculos oblíquo abdominais externo e interno. Estes nervos são designados da frente para trás por números romanos de I a XII e são: I . Ílio-inguinal: deriva-se do segundo ramo ventral lombar. as vezes. Divide-se num ramo superficial e num profundo. destacando-se os nervos: 1. 1. . 4. gêmeos. No cão e. 10.TROCLEAR V .HIPOGLOSSO Macete: Onde O Órgão Têm Traumatismo A Forma Varia Grandemente Verificando-se Até Hemorragia. . Emite o ramo safeno. dorsal do clitóris (fêmea) e nervos perineais profundos (macho e fêmea). Inerva o mesmo que o anterior. Pudendo: divide-se em nervo dorsal do pênis (macho). 3.GLOSSOFARÍNGEO X . O ramo genital desce pelo canal inguinal e se ramifica nos órgãos genitais externos. adutor e grácil. O ramo profundo inerva o reto do abdome e região cutânea do escroto e prepúcio no macho ou glândula mamaria na fêmea. Emite o ramo cutâneo caudal da coxa.ABDUCENTE VII .NERVOS (PARES) CRANIANOS O encéfalo possui 12 pares de vias nervosas que o relacionam com órgãos periféricos sem a participação da medula espinhal que são chamados pares cranianos ou encefálicos.PLEXO LOMBAR. Divide-se nos seguintes ramos: 5 2 . 2. Gênito-femural: origina-se do terceiro ramo ventral lombar (L a L ). Retal caudal: inerva os músculos coccígeo. Inerva os músculos extensores e os dedos na face dorsal. nos ovinos e suínos (com sete vértebras lombares) está subdividido em cranial e caudal. Nervo glúteo caudal: origina-se dos ramos ventrais sacrais. O nervo isquiático divide-se nos seguintes nervos: . 2. levantador e esfíncter do ânus. 1. Nervo femoral: deriva-se do ramo ventral do quarto e quinto nervos lombares (L a L ). Nervo obturatório: também origina-se do quarto e quinto nervos lombares. 3.Nervo tibial: inerva os músculos flexores e os dedos na face plantar. Região sacral: O número varia conforme a espécie. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e glúteos superficial.ÓPTICO III . pectíneo e grácil. e transverso do abdome. É o maior dos nervos do corpo. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e região subcutânea do joelho. pectíneo. médio e profundo. bíceps. 5. Inerva os obturadores interno e externo.TRIGÊMEO VI .VAGO XI . Nervo glúteo cranial: origina-se do sexto ramo ventral lombar e do primeiro ramo ventral sacral.FACIAL VIII .ACESSÓRIO XII .Ramos musculares: inervam os músculos obturador interno. semitendinoso e semimembranoso.VESTIBULOCOCLEAR IX . PLEXO LOMBO-SACRAL: É formado pelos três últimos ramos ventrais dos nervos lombares e pelos primeiros sacrais. Cutâneo lateral da coxa: origina-se dos ramos ventrais do terceiro e quarto nervos lombares. psoas maior e menor. quadríceps. Está dividido num ramo 2 4 muscular e num ramo genital. Ílio-hipogástrico: deriva-se do primeiro ramo ventral lombar. Nervo isquiático ou ciático: origina-se do ramo ventral do sexto nervo lombar e do primeiro ramo ventral sacral (L a S ). 4. Inerva os músculos: glúteo superficial.OLFATÓRIO II .

IX e X. . Nervos mistos: V. motoras. parassimpáticas e todas contém fibras simpáticas. Todos possuem fibras simpáticas. XI e XII. Nervos Motores: III. emergência craniana. VI. II e VIII. IX e X. mistas (sensitivas/motoras). VII. IV. Nervos Sensitivos : I. Nervos com fibras parassimpáticas: III.Estes nervos podem conter fibras sensitivas. área de dispersão periférica e principais funções conforme quadros seguintes. Tipos de fibras. união com encéfalo. VII.

Meninges. ------------------------------------------------------Meninges.Oculomotor (motor ocular comum) IV – Troclear (Patético) V.12 PARES DE NERVOS CRANIANOS NERVO TIPO DE FIBRAS Sensitivas Sensitivas II. pálpebras. Músculos mastigadores Músculos reto lateral do olho Musculatura superficial da mímica ------------------------------------------------------2/3 apicais da língua -----------------------------------------------------glândula lacrimal -----------------------------------------------------gl. Músculo obliquo dorsal do olho movimento dos olhos. por um grosso feixe de fibras nervosas I .abducente (motor ocular externo) Motoras Motoras ------------------Sensitivas -------------------Parassimpáticas borda caudal da ponte. ------------------------------------------------------M. maxilar e labiais UNIÃO ENCÉFALO Bulbo olfatório Quiasma óptico EMERGÊNCIA CRANIANA Lâmina crivosa Canal óptico PRINCIPAIS FUNÇÕES Olfação Visão ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO Porção o olfatória da mucosa nasal Retina.Óptico movimento dos olhos III .olho. Movimento dos olhos.extremidade aboral da cavidade nasal.borda lateral do pedúnculo Forame orbitário ---------------------------Miose acomodação Movimentos dos olhos sensibilidade da cabeça ---------------------------sensibilidade da cabeça ---------------------------movimento dos músculos mastigadores Mm. facial ---------------------------gustação ---------------------------secreção lacrimal ---------------------------secreção da saliva Motoras -------------------Parassimpático Motoras Mesecéfalo . . teto da cavidade bucal e cavidade nasal.Trigêmio a)Oftálmico --------------------b) Maxilar --------------------c)Mandibular Motoras VI. porção lateral do corpo trapezóide Forame orbitário abdução dos olhos exp.Olfatório Mesencéfalo atrás dos corpos quadrigêmios. ------------------------------------------------------Assoalho e paredes laterais da cavidade bucal. Facial forame estilomastoide . Mandibular . ventral. retos dorsal. esfincter da pupila e M. Forame orbitário forame orbitário ---------------------------forame redondo ---------------------------forame oval Sensitivas -------------------Sensitivas -------------------Sensitivas e parte lateral da ponte VII. medial e obliquo ventral do olho. sublingual. ciliar provocando miose e acomodação do olho.

NERVO VIII. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------faringe. Hipoglosso Motoras Medula Oblonga canal do hipoglosso Músculos da língua . hiato rasgado (forame lacero) Motoras X. traquéia e esôfago ---------------------------------------------------vísceras do pescoço. faringe e reflexos viscerais ----------------------------elevação da faringe -----------------------------secreção da saliva ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO ductos semicirculares da orelha interna ---------------------------------------------------cóclea da orelha interna 1/3 caudal (base) da língua. do paladar. laringe. Acessório Motoras medula oblonga e primeiros cervicais hiato rasgado (fôrame lacero) Movimento da faringe e laringe ----------------------------sensibilidade da faringe e laringe -----------------------------movimento e secreção das vísceras torácicas e abdominais. faringe e orelha média ---------------------------------------------------Músculo estilofaringeo ---------------------------------------------------glândula parótida e papilas gustativas IX. esternocefálico e trapézio XII. Vestibulococlear FIBRAS Sensitivas UNIÃO DO ENCÉFALO porção lateral da medula oblonga EMERGÊNCIA CRANIANA não sai do crânio PRINCIPAIS FUNÇÕES equilíbrio ----------------------------audição sensibil. Glossofaringeo Sensitivas --------------Motoras --------------Parassimpáticas porção cranial da superficie lateral da medula oblonga. Vago --------------Sensitivas -------------Parassimpáticas medula oblonga hiato rasgado (forame lacero) XI. da língua. coração. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------M. pulmões e estômago) Mm. Movimento da faringe e laringe ----------------------------movimento da cabeça e do ombro Movimentos da língua Músculos do paladar. tórax e abdome (esôfago.

Sua função principal é manter o equilíbrio do meio interno (homeostase). aumento dos batimentos cardíacos. IX e X pares cranianos e junto com os nervos espinhais sacrais de S a S . sendo por isso denominado de sistema anabólico ou vegetativo. 11. músculo cardíaco (miocárdio) e algumas glândulas.11. O SNA está dividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático.SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO O parassimpático. Este sistema inerva os músculos lisos. os axônios préganglionares dirigem-se para uma cadeia de gânglios paravertebrais interligados (tronco simpático). Os axônios pré-ganglionares do parassimpático se originam juntamente com o III. pois é inervada diretamente pelo nervo pré-ganglionar. Deste gânglio prossegue o tronco simpático que na região cervical se associa ao nervo vago formando o tronco vagossimpático.1. chamado nervo pós-ganglionar. Os gânglios lombares emitem ramos até o gânglio mesentérico caudal. geralmente. por exemplo. geralmente. que são definidos como uma coleção de corpos de células nervosas fora do SNC. Devido a esse fato o simpático e também 1 chamado de sistema toracolombar. sendo por isso chamado de sistema craniossacral. O simpático é aquele sistema nervoso autônomo atuante nas situações estressantes. o qual é responsável pela inervação simpática das vísceras da porção caudal da cavidade abdominal e através dos nervos hipogástricos das vísceras da cavidade pélvica. provocando. O longo axônio pré-ganglionar 2 4 "conduz" o parassimpático até os gânglios localizados. motilidade intestinal e relaxamento do esfíncter pilórico. indo até o gânglio cervical cranial.SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Também chamado de sistema nervoso visceral ou neurovegetativo. provocando. Este gânglio. 11. tem o axônio pré-ganglionar curto e um pós-ganglionar longo. O parassimpático é o sistema nervoso autônomo atuante nos processos metabólicos. quando ocorre a primeira sinapse com o curto neurônio pós-ganglionar. ao contrário o SNA têm dois nervos periféricos. de acordo com a origem anatômica de seus neurônios pré-ganglionares e no tipo de neurotransmissor na sinapse junto ao órgão alvo. O sistema nervoso autônomo (SNA) difere do sistema motor somático nos órgãos alvos (efetores) e no número de neurônios no circuito periférico. O mediador químico (neurotransmissor) do parassimpático é a acetilcolina. O sistema nervoso periférico (SNP) tem um nervo cujo corpo celular se localiza no SNC e seu axônio se estende sem interrupção até o esqueleto muscular. Os mediadores químicos (neurotransmissor) do simpático com os órgãos alvos são a noraepinefrina e a adrenalina (catecolaminas). normalmente está associado ao gânglio mesentérico cranial formando o gânglio celiacomesentérico. Na região retrofaríngica o tronco simpático separa-se do nervo vago. É a parte do sistema nervoso que geralmente. Após sua passagem pelo orifício intervertebral juntamente com os nervos espinhais. O primeiro gânglio da cadeia simpática (T ) é denominado de gânglio cervicotorácico ou estrelado. que o comunicam com o gânglio cervical médio. localizado próximo a origem das artérias celíaca e mesentérica cranial na cavidade abdominal. midríase. C e T . A medula da glândula adrenal é uma exceção.alça subclavia e tronco simpático. 2 .nervo vertebral dirige-se para a região cervical penetrando nos orifícios vertebrais "conduzindo" o simpático para os nervos espinhais cervicais (C a C ). O primeiro denomina-se nervo pré-ganglionar. VII. não esta sob o controle da conciência. tem um longo axônio pré-ganglionar e um curto pós-ganglionar. O parassimpático que acompanha o III par craniano (oculomotor) vai até o gânglio ciliar junto ao músculo constritor da pupila. sendo que 1 o segundo gânglio pode estar associado a ele em algumas espécies. 8 1 Os últimos gânglios torácicos originam o nervo esplâncnico maior que passa pelo músculo diafragma se dirigindo ao gânglio celíaco. Os axônios préganglionares têm sua origem na medula espinhal e saem junto com a raízes ventrais (motora) do primeiro nervo espinhal torácico (T ) até o terceiro ou quarto nervos espinhais lombares. um incremento na secreção gástrica. dos movimentos respiratórios. A partir desses gânglios partem os axônios pós-ganglionares até os órgãos alvos (efetores). que também tem seu corpo celular no SNC.SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO Este sistema. localizados próximo ao corpo das vértebras. 3 7 3 . no interior dos órgãos alvos. Deste gânglio partem fibras nervosas que se associam aos nervos cranianos que "levam" o simpático a todas as estruturas da cabeça. o qual emite ramos para as vísceras da porção cranial da cavidade abdominal. da pressão arterial. mas seu axônio inerva um segundo neurônio em cadeia. por exemplo. A porção que segue junto com o nervo facial (VII par craniano) dirige-se até os gânglios pterigopalatino (esfenopalatino) que atua sobre a glândula lacrimal e submandibular que inerva as glândulas salivares . ("prepara para briga ou para fuga").2.ramos para o coração. sendo que seu corpo celular localiza-se numa estrutura periférica denominada gânglio. na maioria dos casos. A partir do gânglio cervicotorácico partem os seguintes elementos que conduzem o simpático: 1 .

Situação: na área lombar do plano médio direito e esquerdo. O bordo medial do rim direito está relacionado com a veia cava caudal e o do rim esquerdo com a aorta. quase púrpura. resultando em um rim uniforme e compacto. também. líquido que deve ser expulso diária e periodicamente. A porção parassimpática que acompanha o nervo vago (X par craniano) atua sobre as vísceras dos sistemas respiratório (laringe. Tanto o simpático como o parassimpático sofrem. e das vias uriníferas: ureteres. fígado e parte do intestino grosso). Raios medulares: são prolongações da base das pirâmides em forma de raios para dentro do córtex. bexiga e pênis ou clitóris). Os rins apresentam 2 superfícies (dorsal e ventral). sendo importante órgão de eliminação. 1. intestino delgado. 1RINS São glândulas excretórias pares que eliminam continuamente os produtos residuais do sangue. com certa variação flui continuamente em grande quantidade através dos rins. hipotalâmicos e do córtex cerebral. As artérias e veias renais chegam destes grandes vasos em frente aos rins e passam para estes em um curto trajeto. estômago(s). O rim direito situa-se junto às três últimas costelas e o esquerdo entre a décima oitava costela e a terceira apófise transversa das vértebras lombares (no eqüino). A córtex é marrom-avermelhada e têm aparência granular. no entanto. Devido a sua inserção frouxa é facilmente removível. sendo uma modificação brusca do córtex. bexiga e uretra. Os rins mais primitivos eram compostos de muitas unidades separadas. está inserida numa peça terminal em forma de cálice de um ramo do ureter que é o cálice renal. a papila renal. A borda lateral é convexa e a medial côncava. . sendo que o mesmo. traquéia. Coloração: varia de marrom-avermelhado para vermelho escuro. 2 bordas (lateral e medial) e 2 extremidades ou pólos (cranial e caudal). através dos nervos pélvicos atua nas vísceras da cavidade pélvica (reto. particularmente se seguirmos o curso dos vasos interlobulares. Fusão cortical incompleta resulta num rim que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. o ureter e linfáticos renais. Esta coleta a urina e como um funil leva esta para dentro do ureter. mantendo assim as pressões osmóticas sangüínea e tecidual normais. No córtex é que estão localizados os glomérulos ou corpúsculos renais. sendo exceção o rim direito do eqüino que é em forma de coração. O ápice da pirâmide. bronquios e pulmões). pálida que é a córtex e uma camada mais interna e escura que é a medula. especialmente sobre o controle das funções viscerais. Cada unidade ou lóbulo consistia de um córtex como capa envolvendo uma base e lados de uma medula em forma de pirâmide. Em seu estado fresco contêm grande número de pontos vermelhos visíveis claramente. circulatório (coração e vasos sangüíneos) e digestivo (esôfago. o parassimpático. Pela porção sacral. No eqüino. O rim direito é alguma coisa mais cranial que o esquerdo. A porção mais interna (zona basal) é brilhosa. O hilo se dirige para dentro de um recesso que se situa no centro do rim que é o seio renal e contém a pelve renal . Geralmente estão acomodados com sua superfície dorsal nas pirâmides do diafragma e fáscia ilíaca que cobre a musculatura psoas e estão seguros neste local por tecido conjuntivo e gordura. São capazes também de remover substâncias estranhas do sangue. possuem um controle considerável e influência regulátoria sobre o sangue.Pelve renal: é a extremidade dilatada do ureter que se localiza dentro do seio renal. BEXIGA E URETRA: Os órgãos do sistema urinário consistem dos rins que excretam a urina. Borda medial: apresenta o hilo renal que é o local onde penetra a artéria renal e saem à veia. a influência de núcleos cerebelares. A porção externa da medula (zona intermédia) é vermelho-escuro. São retroperitoniais em posição e cobertos com peritônio na superfície ventral com face para cavidade abdominal. Nos mamíferos domésticos. Desta forma o rim primitivo lembra um cacho de uva com o ureter representando o talo. Forma: apresentam basicamente a forma de um grão de feijão. reconhecer a lobulação quando o parênquima do rim seccionado é examinado. vermelha acinzentada e demonstra distintas estriações radiais.mandibular e sublingual. É possível. os quais transportam esta para o exterior. Os rins. útero e vagina ou glândulas genitais acessórias. portanto. A fusão completa do tecido cortical e medular dos lóbulos vizinhos resulta num rim com uma superfície lisa.Organização macroscópica do parênquima renal: Pode ser melhor visualizada com uma secção através dos pólos e do hilo renal. Pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano) vai até o gânglio ótico responsável pela inervação parassimpática da glândula salivar parótida. os corpúsculos renais.1. as camadas cortical e medular dos lóbulos estão fundidas em vários graus. dependendo da quantidade de sangue no seu interior. 2 recessos terminais tubulares entram na relativa pequena pelve renal dos pólos. Cápsula renal: é uma membrana de tecido conjuntivo frouxo que envolve os rins. como no bovino. Este tipo de rim é denominado de composto ou lobulado. visto melhor no cão e no eqüino e em menor grau nos felinos e suínos. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA URINÁRIO: RINS. Regulam o equilíbrio hidro-eletrolítico do organismo. O parênquima é dividido dentro de uma camada mais externa. URETERES.

É bem desenvolvida nos suínos e ruminantes. em menor quantidade nos carnívoros. Uma ou mais pirâmides se juntam para formar uma papila que é a porção apical e arredondada da pirâmide que faz saliência em um cálice menor. Esta ajuda a proteger o rim e a mante-lo na posição. Uma única papila de base larga forma a crista renal que está intimamente associada à região expandida do ureter que é a pelve renal. . Cada artéria interlobular dá origem a muitos ramos que irrigam glomérulos individuais (arteríolas aferentes).apresentam uma única papila que forma a crista renal. mas mantém papilas individuais que eliminam urina dentro de cálices menores. ou cálice maior. Os eqüinos. Forma: de um grão de feijão. O rúmen puxa este em direção caudal e sobre o plano médio. Dão origem a ramos conhecidos como artérias arqueadas. Apresenta numerosos orifícios pequenos onde se abrem os tubos papilares renais no interior da pelve renal e por esse motivo esta superfície é denominada de área crivosa. COMPARADA: Bovinos: Apresentam um rim mais primitivo que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. TABELA 4. Cálice menor renal: são pedúnculos curtos em forma de taça que circundam a papila renal. antigas ou existentes. mas no animal obeso pode envolvê-lo completamente. Alguns autores não consideram a presença de cálices maiores. na pelve renal e desta no ureter. Apresentam papilas individuais que se projetam em um cálice menor e estes se continuam com o ureter. # No bovino não existe pelve renal de modo que os cálices maiores se esvaziam diretamente no ureter. A base é formada pelos túbulos renais e está coberta pelo córtex. A pelve coleta a urina que vem de todos os forames papilares e como um funil leva esta para dentro do ureter. Ovinos e carnívoros: Como os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal . Diferenças entre as espécies. Os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal ou unilobular.Colunas renais: são prolongações do córtex entre as bases da pirâmide em direção ao seio renal. . Rim com aparência lobulada. O rim do felino é diferenciado macroscopicamente pela presença de veias capsulares. O ápice esta na pelve renal e forma a papila renal. Suprimento sangüíneo: Cada rim é suprido por uma artéria renal que é um ramo da aorta abdominal. Forma: De um feijão achatado. pequenos ruminantes e caninos apresentam um único lobo que se formou pela fusão de vários lobos durante o desenvolvimento. e mínima nos eqüinos. Essas por sua vez dão origem a numerosas artérias interlobulares que irrigam unidades ou lóbulos em que o córtex é dividido pelos raios medulares. Estes vasos são salientes em cortes macroscópicos dos rins.Dependendo da espécie e das condições dos animais. sua superfície externa é lisa. Crista renal: é uma crista côncava que se projeta para o interior da pelve renal na porção central interna da medula. Cada arteríola aferente entra no corpúsculo renal no polo vascular e se divide num agrupamento de alças capilares que é o glomérulo. * Os rins dos bovinos e dos suínos são multipiramidais ou multilobulares. A artéria renal se divide em várias artérias interlobares que acompanham as divisões. porque durante o seu desenvolvimento houve a fusão de vários lobos. Organização macroscópica do parênquima renal dos mamíferos domésticos. A união dos ápices das pirâmides renal vai formar a crista renal. ficando o rim esquerdo caudal ao rim direito em contato com o cólon espiral. entre as pirâmides renais na junção corticomedular. Daí a urina desemboca nos cálices maiores. Usualmente esta não envolve o rim ventralmente. Pirâmide renal: prolongação da medula entre os vasos até a periferia onde forma a base desta. Inseridos ao lado da cavidade da pelve renal estão um número de recessos dentro dos quais se projetam colunas de tecido renal denominada de pseudopapila que quase divide cada recesso. A crista é constituída de papilas renais fusionadas. onde a urina é eliminada dentro da pelve renal e daí para o ureter. O felino sempre teve um lobo. decorrente de uma fusão incompleta do córtex renal. A pelve renal está ausente devido à falta de fusão dos lóbulos. As artérias e veias interlobares ascendem através do córtex em fendas estreitas entre recessos vizinhos. Apresentam pirâmides individuais nas quais suas papilas renais se projetam para dentro de um cálice renal menor localizado na extremidade de um ramo do ureter cranial ou caudal. A pelve renal dos caninos é muito similar a dos pequenos ruminantes. Suínos: Apresenta fusão parcial dos lóbulos renais. os rins são embebidos numa massa de gordura peri-renal de espessura variável. As pequenas arteríolas eferentes deixam o corpúsculo também no polo vascular e imediatamente entram na rede capilar ao redor dos túbulos urinários adjacentes. que se curvam sobre as bases das pirâmides. ambas consistindo de uma cavidade comum a qual recebe a crista renal. Situação: Devido à presença do rúmen o rim esquerdo dos ruminantes é penduloso e quase inteiramente envolvido por peritônio. São planos e com superfície lisa. Papila renal: é o ápice da pirâmide renal que se dirige para o centro do rim.

URETERES É um tubo estreito que conduz a urina em um fluxo contínuo da pelve renal para bexiga.1.BEXIGA É um órgão capaz de grande distensão e quando necessário é capaz de estocar grande quantidade de urina. que é resquício da porção caudal do úraco. Ligamentos Existem dois ligamentos laterais e um ligamento médio. O comprimento do trajeto intramural protege contra o refluxo de urina para o ureter. Quando cheia apresenta forma ovóide e localiza-se na cavidade abdominal. sobre uma área triangular. devido a curta prega genital está em contato com o reto e desta forma é mais facilmente palpada retalmente. A extremidade proximal do ureter divide-se em pelve renal nos eqüinos. O peritônio cobre somente as superfícies expostas.1 SUÍNOS EQÜINO CARNÍVOROS E PEQUENOS RUMINANTES UNIPIRAMIDAL SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM MULTIPIRAMIDAL MULTIPIRAMIDAL UNIPIRAMIDAL SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM 2. As porções da bexiga não revestidas são cobertas com tecido conjuntivo que é a adventícia Os ureteres entram na bexiga na superfície dorsal e passam através da parede em ângulo agudo. Quando o cordão umbilical se rompe no nascimento este se degenera ao longo de seu curso intra-abdominal. antes de terminar em seus respectivos orifícios uretéricos que se apresentam como fendas. O úraco é um tubo que conecta a bexiga primitiva com o saco alantóide do feto e este está incluído no cordão umbilical. O ângulo corresponde aos ureteres e uretra.ORGANIZAÇÃO MACROSCÓPICA TIPO DE RIM URETER PELVE RENAL CÁLICES MAIORES CÁLICES MENORES PAPILA RENAL CRISTA RENAL BOVINOS 1. Penetram na parede dorsal da bexiga em um ângulo agudo perto do colo no chamado trígono da bexiga. Além do ápice vesical apresenta um colo que é a porção estreita que leva para dentro da uretra e um corpo que é a porção média. Estrutura: A parede da bexiga consiste de uma cobertura de peritônio.1. Quando vazia ou contraída recua especialmente no eqüino dentro da cavidade pélvica em vários graus. onde se encontra uma pequena projeção. Trígono da bexiga: é uma modificação da túnica mucosa dorsalmente na proximidade do colo. A bexiga apresenta uma extremidade cranial cega que é o ápice vesical. carnívoros e suínos ou em cálices maiores nos ruminantes. quando a pressão se encontra elevada dentro da bexiga. uma vez que a resistência é superada por contrações peristálticas. uma capa muscular e uma membrana mucosa. Após o nascimento servem para suportar a bexiga. Não impede o posterior enchimento da bexiga. especialmente nos animais jovens. Formato: quando vazia tem formato piriforme e localiza-se na cavidade pélvica. se continuam por uma curta distância na submucosa produzindo duas cristas no interior denominadas de colunas uretéricas. Após penetrar a camada muscular. No macho. Surgem no hilo do rim e curvando-se caudalmente em direção a entrada pélvica e assumem um curso levemente convexo (medial) e retroperitonial. 3. Capacidade: de 3 a 4 litros. . Na fêmea está relacionada dorsalmente ao útero e ligamento largo. O orifício uretral interno é o vértice do trígono. Duas pregas convergentes (pregas uretéricas) se continuam caudalmente além dos orifícios e após se encontrarem no plano médio se continuam como crista uretral que se projeta para dentro da uretra e termina no macho como colículo seminal. Durante a vida intra-uterina estão relacionados funcionalmente as estruturas embrionárias.

. como espermatozóides e urina. Apresenta uma porção pélvica que se estende no assoalho da cavidade pélvica. e assim é parte integral dos sistemas genital e urinário. No colículo os ductos genital e urinário do macho se unem. portanto é parte integral dos sistemas genital e urinário. A porção esponjosa localiza-se no interior do pênis. mas no macho onde esta associação é muito mais pronunciada há também estrita relação funcional. Ligamento médio da bexiga: na vida pré-natal é a prega que sustenta o úraco e se estende ao longo da parede abdominal ventral da pelve para o umbigo. A maioria deste se degenera com o úraco após o nascimento. 4.1. No recém-nascido somente a porção caudal das artérias se mantém e suas pregas suportes tornam-se ligamentos laterais da bexiga quando esta se torna funcional. 2. diferindo marcadamente entre os dois sexos. Nos carnívoros esta não se degenera muito e vai no adulto para o umbigo como uma estreita prega falciforme. Da fêmea: relaciona-se dorsalmente com a vagina e ventralmente com a sínfise pélvica. Locais potenciais de formação e obstrução das vias urinárias por cálculos: na fêmea na bexiga e no macho na uretra. A porção pré-prostática da uretra do macho que é homóloga a uretra feminina é curta e se estende do óstio uretral interno ao colo da bexiga para o colículo seminal. a uretra do macho conduz tanto os produtos de secreção das glândulas genitais acessórias. Na vaca e na porca abre-se junto com o divertículo suburetral. na extremidade do pênis. Estes ligamentos chegam da parede pélvica lateral e se estendem medialmente para os lados da bexiga. é extrapélvica e está coberta pelo corpo esponjoso do pênis. A urina entra no orifício uretral interno e sai no orifício uretral externo. Ligamento redondo: São as bordas craniais livres dos ligamentos laterais e são formados pelas artérias umbilicais de parede grossa. apresentando aberturas das glândulas genitais acessórias. e somente uma pequena prega mediana entre o assoalho pélvico e a superfície ventral da bexiga se mantém. Do colículo para o orifício uretral externo.URETRA É um tubo muscular na qual a urina é removida da bexiga. Ligamento lateral da bexiga: São puxados para fora pré-natalmente como pregas vasculares pelas grandes artérias umbilicais que passam da entrada pélvica para o umbigo da cada lado do plano médio. A uretra do macho conduz tanto o sêmen como a urina e. Ambas uretras do macho e da fêmea estão associadas anatomicamente com os órgãos genitais. Este último na fêmea localiza-se no assoalho do trato genital na junção da vagina e vestíbulo e no macho localiza-se na extremidade do pênis. 3. Relações da uretra: Do macho: relaciona-se com o reto e com as glândulas genitais acessórias.

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