1.

CONSIDERAÇÕES GERAIS A anatomia é um ramo do conhecimento que estuda a forma, a disposição e a estrutura dos componentes dos seres vivos. O termo, de origem grega, literalmente significa “cortar fora”, por isso a dissecação do cadáver ser um meio tradicional de estudá-la, além de primordial. Anatomia macroscópica é o estudo das estruturas que podem ser dissecadas e observadas a olho nu. Divisão da anatomia: anatomia especial e anatomia comparada. A anatomia especial é aquela que compreende o estudo de uma única espécie. A anatomia comparada compara uns indivíduos com outros de espécies diferentes e descobre as analogias e diferenças de organização existente entre eles. A anatomia apresenta as seguintes subdivisões: Osteologia Sindesmologia Miologia Neurologia Angiologia Esplancnologia Estesiologia Médico Cirúrgica Artística ou escultural

Sistemática Descritiva Normal 1.1 Anatomi a Topográfica ou Regional Microscópica ou Histológica Patológica Teratológica Desenvolvimento Filogênica

A Anatomia normal estuda os indivíduos que gozavam de bom estado de saúde, antes do abate ou sacrifício e está dividida em descritiva e microscópica ou histológica. Anatomia descritiva: é a que estuda sucessivamente, os diferentes órgãos. Descrever um órgão é informar o seu nome, sua situação, sua forma, seu volume, peso, cor, consistência, relações e a disposição relativa de suas diferentes partes, quando subdividido. Anatomia microscópica ou histológica (geral): estuda as estruturas e seus detalhes invisíveis a olho nu com o uso da microscopia óptica e eletrônica. A Anatomia descritiva está dividida em sistemática e topográfica ou regional. A Anatomia sistemática: estuda grupos de órgãos que estejam tão estreitamente relacionados em suas atividades que constituem os sistemas corpóreos com função comum. Ex. sistema muscular, nervoso e circulatório. O estudo da Anatomia sistemática está subdividido nas seguintes partes: Osteologia: estuda os ossos que compõem o esqueleto. Sindesmologia: estuda as articulações, que são os meios de uniões entre os ossos. Miologia: estuda os músculos, que são os elementos ativos do movimento. Neurologia: é o estudo do sistema nervoso. Este sistema está subdividido em central e periférico. Angiologia: estuda o coração e vasos (artérias, veias e linfáticos) por onde circula o sangue e a linfa encarregados de nutrir e drenar todos os tecidos do corpo. Esplancnologia: estuda as vísceras que compõem os sistemas localizados no interior do corpo do animal. Ex.: sistemas respiratório, digestório, urinário, etc. Estesiologia: estuda os órgãos que se destinam a captação das sensações como o olho, orelha, papilas gustativas, etc. A pele e seus anexos são estudados no Sistema tegumentar. As glândulas de secreção interna são estudas no Sistema endócrino ou juntamente com os sistemas que estão relacionadas funcionalmente. Por exemplo, a hipófise no sistema nervoso, o testículo no sistema genital masculino, etc. Anatomia topográfica ou regional: é a que está diretamente envolvida com a forma e as relações de todos os órgãos presentes numa região específica ou parte do corpo dos seres vivos. Os conhecimentos da anatomia topográfica são empregados na clínica e cirurgia (médico cirúrgica) e nas belas artes (artística ou escultural). Anatomia patológica: estuda as alterações do estado normal dos órgãos quando animal adoece ou seus componentes funcionam mal.

Anatomia teratológica: é a que estuda o desenvolvimento anormal, vícios de conformação compatíveis ou não com a vida. Ex. animal com duas cabeças. Anatomia do desenvolvimento: estuda as fases pelas quais os organismos passam desde a concepção, o nascimento, a juventude, a maturidade até a idade avançada. A embriologia estuda o desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do oócito até o nascimento. Anatomia filogênica: é o estudo das transformações da espécie no tempo. Por exemplo o ancestral do cavalo possuía cinco dedos e o atual apenas um.

1.2. HISTÓRICO A história da anatomia engloba um lapso de tempo que supera o cálculo humano. Sua origem se perde na pré-história. Consideramos na história da anatomia cinco épocas: vulgar, Escola de Alexandria, de Galeno, de Vesálio e atual. Época vulgar: caracterizou-se por um desconhecimento quase completo dos seres vivos. Conhecimentos elementares e incompletos integram a doutrina anatômica dessa época. O espirito observador de alguns, se consagrando por sacrificar e desarticular os animais empregados na alimentação humana gerou os conhecimentos da época. Escola de Alexandria: no século III a.C., foi celebre a grandiosa biblioteca e o museu, existente na cidade de Alexandria, para onde convergiam homens eminentes, estudiosos de todas as ciências. Neste grande centro cultural estudou-se a anatomia em condições vantajosas, graças aos trabalhos de dissecações realizadas em animais de várias espécies. Época de Galeno: Galeno nasceu em Bérgamo, que compartilhava com Alexandria o conhecimento da época, no ano 131 de nossa era. Foi um grande médico, porém o espírito religioso do período, o privou, de ensinamentos adquiridos em cadáveres humanos. Como viajante incansável percorreu extensos territórios, praticou dissecações em muitas espécies de animais descobrindo novos tipos de organizações, até conseguir formar a escola médica. É considerado o criador da anatomia comparada. Devido ao espirito religioso da época, tido como todo poderoso, nenhum descobrimento anatômico humano novo se incorporou aos de Galeno e assim passaram-se 14 séculos. Época de Vesálio: em 1543, André Vesálio, publicou pela primeira vez seu memorável trabalho “De humani corporis fabrica” (sobre a estrutura do corpo humano), sendo caracterizado como o primeiro livro de anatomia humana realmente exato, pois, era dito popular da época “é melhor equivocar-se com Galeno do que acertar com outros”. Vesálio que lecionava na Universidade de Pádua, tinha apenas 29 anos quando apresentou uma anatomia sistemática baseada não na fé ou em analogias da anatomia animal de Galeno, mas em estudos de dissecações do cadáver humano. André Vesálio foi considerado o restaurador da obra de Galênica e o verdadeiro fundador da anatomia humana. Época Atual: os descobrimentos, a partir daí se sucederam vertiginosamente. Com o descobrimento do microscópio, surgem investigações anatômicas de grande alcance. Em nossos dias são utilizados meios complementares, além do bisturi e pinças, como o uso do raio-X (anatomia radiológica), ultra-sonografia, microscopia de varredura, entre outros. 1.3. NOMENCLATURA ANATÔMICA Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria. O conjunto de termos empregados para designação e descrição de um organismo ou suas partes denomina-se nomenclatura anatômica. Foi realizado em Paris, em 1955, um Congresso de Anatomia, visando uma uniformização internacional da nomenclatura anatômica. Foi escrita em latim com a permissão de cada nação traduzi-la para sua língua. Em 1968, foi publicada em Viena, pela Comissão Internacional de Nomenclatura Veterinária, sob responsabilidade da Associação Mundial de Anatomistas Veterinários, a Nomina Anatômica Veterinária (NAV); essa nomina é periodicamente revista, sendo a quarta em 1994, e tentaremos usá-la de forma permanente neste trabalho. É escrita em latim e pode ser traduzida para a língua do profissional que a emprega, por exemplo, o latim hepar torna-se fígado em português, higado em espanhol, liver em inglês, foie em francês e leber em alemão. 1.4. POSIÇÃO ANATÔMICA Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode variar, convencionou-se uma posição padrão (posição anatômica). Para os animais quadrúpedes, a posição anatômica é aquela em que o animal está com os quatro membros em estação (de pé) e alerta. Esta posição é diferente da posição anatômica humana. Quando descrevemos um órgão, não interessando se o cadáver está sobre uma mesa, por exemplo, sempre temos em mente a posição anatômica. 1.5. PLANOS PARA O CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES Plano é uma superfície, real ou imaginária, ao longo da qual dois pontos quaisquer podem ser unidos por uma linha reta. Na posição anatômica o corpo pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, formando uma figura geométrica, um paralelepípedo. Assim, tem-se os seguintes planos: a) Dois planos verticais: um tangente a cabeça, plano cranial e outro tangente a cauda, plano caudal.

b) Dois planos verticais tangentes de cada lado do corpo, planos laterais direito e esquerdo. c) Dois planos horizontais, um tangente ao dorso, plano dorsal e outro à palma das mãos e planta dos pés o plano podálico. O tronco isolado é limitado inferiormente, pelo plano que tangencia o ventre denominado plano ventral. Os planos descritos anteriormente são de delimitação, porém existe também os planos de secção: 1) Plano mediano: é o plano que divide o corpo em duas “metades” direita e esquerda. 2) Planos sagitais ou paramedianos: são todas as secções do corpo feitas por planos paralelos ao mediano (corte sagital). 3) Plano transversal: é o plano de secção perpendicular ao plano mediano no sentido dorso-ventral. 1.6. EIXOS DO CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES São linhas imaginárias traçadas no animal considerando sua inclusão no paralelepípedo. Os principais são: a) Eixo longitudinal – crânio-caudal: unindo o centro do plano cranial ao centro do plano caudal. b) Eixo vertical – dorso-ventral: unindo o centro do plano dorsal ao centro do plano ventral. c) Eixo transversal - latero-lateral – unindo o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo. 1.7. TERMOS ANATÔMICOS GERAIS QUE INDICAM A POSIÇÃO (LOCAL) E DIREÇÃO DAS PARTES DO CORPO DOS ANIMAIS: 1) Cranial e Caudal – expressões usadas para indicar na direção ou maior aproximação da cabeça ou da cauda. 2) Dorsal e Ventral – na direção ou relativamente próximo ao dorso ou ao ventre (abdome) do animal respectivamente. O termo ventral nunca deve ser usado para membros. 3) Lateral e Medial – estrutura distante ou afastada do plano mediano e na direção ou relativamente próximo ao plano mediano respectivamente. 4) Rostral – na direção ou relativamente próximo ao focinho (rostro-nariz) do animal, usado somente para a cabeça. 5) Proximal e Distal – proximal relativamente próximo à raiz ou origem principal e distal afastado da raiz, utilizado para membros e cauda. 6) Axial e Abaxial – as estruturas que ficam próximas ao eixo central de um dedo central, ou próximo ao eixo do membro se passarem entre os dois dedos são ditas axiais e as que estão à distância do eixo de referência estão em posições abaxiais (ab, fora de). 7) Interno e Externo; Superficial e Profundo – têm o significado usual dos termos. 8) Parietal e Visceral - parietal refere-se a face da estrutura que em direção a parede da cavidade e visceral quando na direção das outras vísceras. 9) Cortical e Medular – o primeiro significa a camada externa e o segundo a interna de alguns órgãos como rins, adrenal, etc. 10) Nos membros usamos para a mão – Dorsal e Palmar – e para o pé – Dorsal e Plantar - para designar características localizadas em cima ou abaixo dos mesmos. 1.8. CONSTITUIÇÃO GERAL O corpo dos vertebrados tem como unidade anatomofuncional a célula. Um conjunto de células da mesma natureza forma um tecido. A reunião de um vários tecidos forma um órgão. Diversos órgãos reunidos podem formar um sistema ou aparelho. 1.9. DIVISÃO DO CORPO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Corpo divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. O esquema seguinte apresenta as principais partes do corpo:

Cabeça Pescoço Tronco Tórax Abdome Pelve Raiz Divisão do Corpo Membros Anteriores ou Torácicos Parte Livre Ombro Braço Antebraço Mão (palma e dorso Quadril Coxa Perna

Raiz Posteriores, Pélvicos ou Pelvinos

Parte Livre

menos densa.... sendo reativada no processo de reparação de fraturas.. Mammalia Subclasse .. mas considerados como órgãos.............. mas após. que lembra até certo ponto. SITUAÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NO SISTEMA ZOOLÓGICO Os animais domésticos se encontram assim distribuídos no sistema zoológico: Ramo .. Em sentido mais amplo inclui o estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos.. Existem outras divisões como metameria. dentro da qual se acha disposta a substância esponjosa.10. uma esponja marinha e esta localizada nas extremidades dos ossos.............. sustentação e conformação do corpo. coloração e forma variáveis e que... apresentam ainda periósteo...... local de produção de certas células do sangue... 2..Pé (planta e dorso) 1.. nos locais de inserção de ligamentos e músculos. em conjunto.. dentre elas podemos citar: proteção para órgãos moles.... local de armazenamento de íons Ca e P (durante a gravidez a calcificação é feita... O endósteo é uma fina membrana fibrosa que envolve internamente o canal medular dos ossos longos. sistema nervoso central.... o esqueleto.. Podemos definir o esqueleto como o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço do corpo animal e desempenhar várias funções.... Mantém a capacidade osteogênica... constituem o esqueleto.. Eutheria (Monodelphia-Placentalia) Boi Cabra Cão Cavalo Gato Ovelha Porco Ordem Artiodactyla Artiodactyla Carnivora Perissodactyla Carnivora Artiodactyla Artiodactyla Subordem Ruminatia Ruminatia Fissipedia Hippomorpha Fissipedia Ruminatia Suiformes Família Bovidae Bovidae Canidae Equidae Felidae Bovidae Suidae Subfamília Bovinae Caprinae Equinae Caprinae - Gênero Bos Capra Canis Equus Felis Ovis Sus Espécie taurus hircus familiaris caballus domestica aries scrofa 2.. com eles formando um todo... ..... como o coração.3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS Os ossos constam de matéria orgânica e inorgânica na proporção de 1:2 aproximadamente.2 FUNÇÕES DO ESQUELETO O esqueleto desempenha várias funções vitais ao organismo animal. Nos animais jovens só existe a medula vermelha. Existe duas variedades de medula nos adultos: a vermelha e amarela....... ela é substituída na cavidade medular pela medula amarela... no todo ou em parte.. com exceção dos pontos onde há atrito (articulações) bem como.. OSTEOLOGIA Em sentido restrito e etimologicamnte..11. Vertebrata Classe .. formando um emaranhado. Por sua vez os ossos são definidos como peças rijas. O periósteo é uma membrana fibrosa que reveste a superfície externa dos ossos...... vasos e nervos.... A medula vermelha contém vários tipos de células características e é uma substâncias formada de sangue. etc. pulmões... Antimeria é cada uma das metades divididas pelo plano médio.. O tecido ósseo está formado por substância compacta densa.4 ESTRUTURA DOS OSSOS Os ossos constam principalmente de tecido ósseo....... paquimeria e estratimeria.... A matéria animal (orgânica) proporciona ao tecido ósseo solidez e elasticidade e a natural (inorgânica) dureza. em grande parte pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno) e.. enquanto a amarela está constituída quase que totalmente de tecido adiposo. em adultos. A medula óssea ocupa os interstícios dos ossos esponjosos e a cavidade medular dos ossos longos..... PRINCÍPIOS GERAIS DE CONSTRUÇÃO CORPÓREA NOS VERTEBRADOS O corpo dos animais domésticos é constituído segundo alguns princípios e fundamentos que prevalecem para os vertebrados. sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento do corpo. finalmente. 2.. é o estudo dos ossos... medula óssea... 2. endósteo...... 1. de número..

os membros anteriores e posteriores. 2. etmóide. depressões. assim como perfurações.209 203 .: do fêmur. tomando-se em consideração a predominância de uma das dimensões (comprimento. Ossos sesamóides: São encontrados dentro dos tendões. etc. Os osso longos apresentam duas extremidades (epífises). desprovido de seu periósteo. Tuberosidade ou protuberância: (saliências mais ou menos obtusas) Ex. rádio. úmero. tíbia.: do úmero.5 MORFOLOGIA DOS OSSOS É uma classificação baseada na forma. Tubérculo: (menos acentuado que a protuberância) Ex. estando formado pela cabeça.: na escápula. esfenóide. Espinhas: (saliências mais o menos pontudas) Ex. Ossos curtos: São aqueles que apresentam equivalência das três dimensões. largura e espessura) sobre as outras duas. Tróclea: (segmento de polia) Ex. Ex. não apresentam forma geométrica definida. etc. facial.: nas vértebras torácicas. profunda) Ex.: tuberosidade deltóide do úmero. são exemplos demonstrativos. Ex. podemos notar que a superfície externa dos ossos apresentam uma grande variedade de eminências.: processo odontóide do axis. rasa) Ex. não se articulando com os demais ossos. Saliências articulares: cabeça. Por esta razão. oca. bordas e ângulos. revestidos de mucosa e contendo ar. Esqueleto apendicular: está formado pelos apêndices locomotores.: o osso do coração do bovino. seja devido a função hematopoiética. isto é. uma proximal e outra distal. Saliências não articulares: Processo ou apófise: (é um termo para designar uma eminência) Ex. o corpo (diáfise). coluna vertebral. Os ossos.: espinha da escápula Linhas: (espécie de cristas.: ossos do carpo e tarso. oca. uma porção intermediária. pouco elevadas e pouco salientes) Ex. São os que apresentam comprimento e largura equivalente. etc.: as vértebras. Assim classificam-se em: Ossos longos: Neste caso o comprimento apresenta-se consideravelmente maior que a largura e a espessura. são altamente vascularizados. Ossos planos: Expandem-se em duas direções. Ex. Antigamente. Côndilo: (segmento de cilindro) Ex. desenvolvidos no parênquima de alguma víscera ou órgão. côndilo e tróclea. Ex. de volume variável. Depressões não articulares: . 2. Os ossos pneumáticos situam-se no crânio. Esqueleto “visceral”: constam de ossos. Ex. onde promovem uma mudança de direção sobre proeminências que exerceriam pressão e fricção excessivas sobre os tendões. etc. Exemplos típicos são os ossos dos membros: fêmur. costelas e esterno. processo espinhoso das vértebras.Vasos e nervos: os ossos de uma maneira geral são ricamente vascularizados e inervados.6 DIVISÃO DO ESQUELETO O esqueleto resulta da armação dos ossos entre si. do pênis do canino. A artéria nutrícia penetra no forame nutrício para o interior do osso distribuindo-se em sentido proximal e distal. bem como. sendo assim ele divide-se em: Esqueleto axial: é o eixo principal do corpo.: osso do pênis do cão e gato e osso cardíaco do coração dos ruminantes. do úmero. Cristas: (saliências estreitas e alongadas) Ex.: parietal.206 Suíno 272 . Cabeça: (segmento de esfera) Ex. protuberância occipital externa. irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea.: da tíbia. sem apresentarem canal medular (costelas) eram classificados como ossos alongados.: frontal. ulna. 2.279 Canino 302 .: da mandíbula. os ossos em que o comprimento era maior que a largura e espessura. não se articulando com nenhum outro osso. apresentam sempre canal medular.205 TOTAL Ovino 200 . Tanto as saliências como as depressões podem ser articulares ou não articulares. Glenóide: (forma ovóide. o osso deixa de ser nutrido e morre. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seios. bem como. Ossos irregulares: Apresentam uma morfologia complexa. Ossos pneumáticos: Apresentam uma ou mais cavidades.305 2. etc. frontal nasal e outros como a escápula e o osso do quadril. Ossos do crânio. Definidas estas três expressões. temporais. do occipital. como parietal. Ossos “esplâncnicos”: Desenvolvem-se em órgãos moles. As artérias do periósteo penetram no osso.8 ACIDENTES ÓSSEOS As principais partes descritivas de um osso. etc. etc. seja pelo fato de se apresentarem com desenvolvimento lento e contínuo. do temporal. são as faces. do talus. da costela. Depressões articulares: Cotilóide: (forma esferóide.7 NÚMERO DE OSSOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Eqüino Bovino 199 . maxilar e esfenóide.: do fêmur.

. A face forma a porção oral e restante da cabeça.: na face medial da escápula. por onde emerge do crânio o nervo hipoglosso (XII par craniano) .1 OCCIPITAL É o mais caudal dos ossos do crânio. Impressões digitais: (cavidades que parecem produzidas por pressões dos dedos) Ex. .Interparietal 2 .Lacrimais 2 .Porção basilar do occipital  se une com o osso esfenóide. . Fossa: (escavações extensas. Goteiras: (quando em semicanal) Ex.Mandíbula 1 .Pterigóides 1 . Importante local de coleta do líquido cérebro espinhal (líquor).: no úmero.Zigomáticos 2 .: no temporal.Processos paracondilares (jugulares)  projeções pares localizados próximos aos côndilos que servem para fixação de músculos.2 OSSOS DO CRÂNIO 3. A face endocraniana apresenta: . Está dividido em porção basal e porção dorsal. a partir da protuberância. compreendendo os ossos: 2 . Canais: (depressões rasas e curtas) Ex.Esfenóide 1 .: no frontal. estando formado pelos seguintes ossos: 1 .Occipital 1 .Forame lácero (mais rostral) e forame jugular (mais caudal). ventralmente na cabeça. Sulco: (impressões vásculo nervosas) Ex.: canal alar.Parietais 1 . A face exocraniana apresenta os seguintes acidentes ósseos: .Maxilares 4 .Fossa condilar ventral  depressão localizada próximo aos côndilos na porção basal do osso.Protuberância occipital externa  situada na linha média. Os referidos forames estão unidos no eqüino (forame jugulacerado ou hiato rasgado). .Incisivos 2 . é formado por ossos planos e esses concorrem para a formação da cavidade craniana.Crista nucal  se estendem lateralmente para cada lado.Base do occipital ( porção basilar) em contato com o esfenóide. . 3 ESQUELETO AXIAL 3.Hióide Crânio: é a porção mais caudal.1 CABEÇA: É a porção elevada e anterior das espécies domésticas. . Fissura: (fenda ou fresta óssea) Ex. Seios: (cavidades situadas na espessura do osso) Ex.Temporais Porção dorsal: forma o teto e parte das paredes laterais da cavidade craniana. Hiato: (abertura de contorno irregular) Forame: (abertura de contorno regular) Ex.Etmóide 2 .Chanfradura: (desbastamento da borda de um osso) Ex.Palatinos 2 . etc.Protuberância occipital interna .: forame magno do occipital. situados na junção do occipital com os ossos temporal e esfenóide. maxilar. .Cornetos 1 . Está dividida em crânio e face.Nasais 2 . Porção basal: lembra a continuação da coluna vertebral. Apresenta para descrição duas faces uma exocraniana (externa) e uma endocraniana (interna).Vômer 2 .: da mandíbula.Impressões digitais .Forame magno  localizado entre os côndilos serve de entrada para a medula espinhal. estando em posição normal. que vai proteger parte do sistema nervoso central o encéfalo.: no temporal.Côndilos do occipital  se articulam com o atlas (1ª vértebra cervical) . largamente abertas) Ex.2. é constituída pelos seguintes ossos: 2 . no úmero.: fissura palatina.Frontais 3.Canal do hipoglosso  situado na fossa condilar.

processos jugulares curtos e largos.processo jugular alongado. . .forma a superfície caudal do crânio. CARNÍVOROS: .2. .Forame alar rostral . Encontra-se dividido em três partes: corpo.Forame redondo  se abre dentro da fissura .presença de forame lacero e jugular. . RUMINANTES: .apresenta linha temporal e linhas oblíquas. .não possui crista nucal. . .forame órbito-redondo. SUÍNOS: .Sulco óptico ou sulco do quiasma .Forame óptico .Forame etmoidal . .presença do forame jugular. .forame oval.presença de forame mastoide. . Forma 2/3 rostrais do crânio entre o occipital caudalmente e etmoíde rostralmente. SUÍNOS: . .Fissura orbitária (espaço ósseo) .parte basilar larga e se une a bula timpânica.  Asas orbitais Externamente as asas orbitais encontra-se: .forame mastóide de cada lado na junção do occipital e temporal .não apresenta canal alar.  Corpo O corpo é externamente liso. .crista pterigóide.Fossa hipofisária  onde se acomoda a glândula hipófise. . CARNÍVOROS: .forame órbito-redondo. Internamente encontram-se impressões digitais. somente o forame jugular. no local uma linha nucal.crista pterigoide.forma parte ventral somente da superfície caudal do crânio .não tem forame lacero.Seio esfenoidal .côndilos mais afastados. asas temporais e asas orbitais. .RUMINANTES: . 3.processos jugulares curtos. .côndilos achados.canal do hipoglosso localiza-se caudal ao forame jugular.Impressões digitais  Asas temporais Externamente encontra-se o forame alar caudal e internamente impressões digitais. .canal do hipoglosso pequeno.corpo triangular. Internamente encontramos os seguintes acidentes ósseos: . .na fossa condilar ventral encontramos 2 ou + forames o mais ventral é o canal do hipoglosso os demais forames paras as veias do canal condíleo. .não apresenta forame alar. . .Forame alar parvo Os forames dão passagem a vasos e nervos.crista occipital externa  estende-se ventralmentre na protuberância occipital externa. achatado e alongado. .forame oval.2 ESFENÓIDE Tem o formato semelhante a uma borboleta.Sela túrcica .a base do occipital é curta e apresenta 2 grandes tubérculos musculares localizados na junção com o esfenóide. .

forame estilomastóide. .- forame alar rostral e caudal. A face externa da porção escamosa contribui para formação da fossa temporal.Bolha ou bula timpânica  aloja a orelha interna. . . esta dividida em quatro faces.Processo muscular . CARNÍVOROS: . . Está subdividido em três partes:  Lâmina perpendicular Coloca-se medianamente entre as massa laterais e as lâminas crivadas. . uma base e um vértice. Está subdividido em porção escamosa e porção petrosa.2. está relacionada com a porção escamosa do temporal e com o osso occipital.  Faces: Externamente: . 3.Meato acústico externo .  Porção escamosa Externamente: .não apresenta tubérculo articular.processo retroarticular menos proeminente.Forame estilomastoide  dá passagem ao nervo facial.processo retroarticular reduzido. .Fossa mandibular .Impressões digitais  Porção petrosa Tem a forma de uma pirâmide.processo retroarticular grande.não possui processo mastóide. Na crista perpendicular localiza-se a crista galli. . .Crista petrosa A face caudal (aboral) relaciona-se diretamente com o occipital.Processo estilóide  local onde se articula com o osso hióide.Meato acústico interno .4 TEMPORAIS Localizados de cada lado da cavidade craniana.Processo retroarticular situados caudalmente ao tubérculo articular .meato temporal.Forame retroarticular  situado caudalmente ao processo retroarticular. .3 ETMÓIDE Está localizado no interior da cabeça no limite entre o crânio e a face.Processo acústico externo .processo muscular. .processo muscular é grande.Processo zigomático do temporal: se une ao processo temporal do zigomático e forma o arco ou ponte zigomática. .bula timpânica alongada. RUMINANTES: .meato temporal.  Base: . . 3.Tubérculo articular: articulam-se com os côndilos da mandíbula.Processo mastóide Internamente: .  Massas laterais (labirinto etmoidal) Massas ósseas enroladas de forma espiralada envolvidas por uma lâmina óssea chamada lâmina papirácea.processo estilomastóide fundido a bula timpânica. Internamente: .  Lâminas crivadas São lâminas ósseas colocadas transversalmente e de cada lado da lâmina perpendicular. . .  Vértice: Porção mais dorsal. meato temporal. SUÍNOS: . .processo mastoide reduzido.2.

crista sagital externa distinta. É marcado pela crista sagital externa que se continua com a crista temporal.fortemente curvo. contorno rombóide fortemente curvo.2. Internamente: .forma metade do comprimento total do crânio.processo zigomático curto e se une ao processo frontal do zigomático. CARNÍVOROS: . contribui para a formação da fossa temporal. 3. as bordas formam com o parietal uma grande protuberância intercornual ponto mais alto do crânio.- processo mastóide. . Posteriormente é reabsorvido pelo occipital e pelo parietal. Apresenta caudalmente uma crista horizontal denominada de crista facial. Aproximadamente 5 cm dorso-rostralmente a crista situa-se o forame infra-orbitário que é a abertura do canal infra-orbitário.2.Crista parietal interna . SUÍNOS: . .processo cornual ( animais aspados). forame estilomastóide.processo zigomático curto.5 PARIETAIS Os parietais formam as partes do teto da cavidade craniana.forame supraorbital apresenta o sulco supra-orbital.Processo zigomático do frontal . . SUÍNOS: .2.6 FRONTAIS São ossos pares que formam a porção oral do teto da cavidade craniana.Crista parietal externa A face externa do parietal.Impressões digitais RUMINANTES: bovinos . 3.não entram na formação do teto da cavidade craniana.1. constitui parte dorsal da parede caudal do crânio. bem como os temporais e frontais.3. 3.processo zigomático é incompleto naõ alcança o arco zigomático.7 INTERPARIETAL Osso temporário que aparece durante o período fetal até os primeiros dias de vida.Seio do frontal RUMINANTES: . . Externamente: . Para sua descrição dividem-se em um corpo e dois processos: Alveolar e palatino.Forame supra orbital Internamente: .3. 3. . processo muscular. juntamente com a porção escamosa do temporal. Estão no limite entre o crânio e a face.crista parietal mais lateral.Impressões digitais . Externamente: . OSSOS DA FACE: 3. MAXILAR OU MAXILAS: Situam-se na porção lateral da face e se articulam com quase todos os ossos da face.não apresenta forame supraorbitário. O corpo apresenta 4 faces: Face facial: é convexa no animal jovem e côncava no animal adulto. CARNÍVOROS: . processo estilóide.

A extremidade ventral é livre e forma o processo ganchoso do pterigóide ou hâmulo do pterigóide.Os forames palatinos maior oral situam-se nos processos palatinos dos maxilares. Comparada: . São lâminas ósseas encurvadas que articulam-se com os ossos palatino. Possui a forma de uma ferradura quando unida a lâmina do lado oposto. Forma com o osso pterigóide o processo piramidal ou pterigoideo. . Apresenta lateralmente o sulco palatino. 3. É contituida por uma lâmina que forma rostralmente uma canaleta onde se encaixa a cartilagem do septo nasal. esfenóide e vômer. Medial a essa tuberosidade situa-se um profundo recesso (nicho pterigopalatino) onde localizam-se três orifícios que são dorsoventralmente: 1.Não apresenta crista facial. Rostralmente aos alvéolos dentários na borda alveolar situa-se o espaço interalveolar ou interdental.Apresenta junto com os ossos lacrimal e zigomático na face facial a fossa muscular ou canina. Seios do maxilar: são espaços entre duas lâminas ósseas. Apresenta o raso sulco naso-lacrimal e ventralmente a este a crista conchal que suporta a concha nasal ventral. Caudalmente se expande lateralmente como se fossem orelhas de gato se articulando com os ossos palatino. .O maxilar é alongado. Forame maxilar: que é o início do canal infra-orbitário.O forame palatino maior oral está situado mais medialmente. RUMINANTES: . São côncavas e lisas. .3. Junto ao osso incisivo existe um alvéolo para o dente canino que só está presente nos machos adultos.Forame maxilar se transforma em fissura maxilar. .Face nasal: forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal.O maxilar é mais curto. . Caninos: . Comparada: . esfenóide e pterigóide.A lâmina horizontal tem formato de cunha. Formam parte das paredes laterais das coanas. Une-se com o processo palatino do maxilar pela sutura palatina transversa e forma com este o forame palatino maior oral que é a saída do canal palatino. Une-se ao processo palatino do lado oposto pela sutura palatina média. Ruminantes: . Face orbital: forma uma pequena porção da parede ventral da órbita. CANINOS: . Lâmina perpendicular: forma a parede lateral das coanas. fixado dorsalmente na sutura palatina média. Apresentam duas lâminas: horizontal e perpendicular. Processo alveolar: apresentam seis grandes cavidades ou alvéolos para os dentes pré-molares e molares superiores. Forame palatino maior caudal: entrada do canal palatino maior.3 PALATINOS Estão situados em ambos os lados das coanas e formam a porção caudal do palato duro. Rostralmente ao primeiro grande molar freqüentemente existe um alvéolo para o primeiro pré-molar chamado de dente de lobo.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro. cobertas por mucosa e preenchidos por ar. Face pterigopalatina: apresenta uma proeminência denominada de tuberosidade maxilar. apresentando no seu lugar a tuberosidade facial.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro.3. sobre a qual dorsalmente na cavidade nasal situa-se o osso vômer.Nas demais espécies o processo ganchoso é menor. 2. Suínos: . Forame esfeno-palatino: que abre-se na cavidade nasal.Nos ruminantes o sulco para o septo é bem mais alargado. A borda caudal junta-se com a porção horizontal do osso palatino na sutura palatina transversa. SUÍNOS: .3.4 PTERIGÓIDE É o menor osso da face. Caudalmente divide as coanas em duas partes. . .2 VÔMER Está localizado na cavidade nasal.Não apresenta crista nem tuberosidade facial.Forame infra-orbitário geralmente é duplo. Processo palatino: projeta-se medialmente formando a maior parte do palato duro. Lâmina horizontal: é plana e forma a porção caudal do palato duro. 3.O forame infra-orbitário pode ser duplo. principalmente no ovino. . 3. 3.

CANINO: . .Fissura palatina é alargada. RUMINANTES: . A face orbitaria é muito menor que a facial e forma parte da parede ventral e rostral da órbita.Não apresentam processos alveolares.3. SUÍNOS: .A fossa para o saco lacrimal é pequena e bem próxima do contorno da órbita.Forma junto com o maxilar e zigomático a fossa canina ou muscular. que juntamente com o processo zigomático do temporal forma o arco zigomático. onde penetram artéria.Apresenta o processo bifurcado em duas porções: uma é o processo frontal do zigomático que se articula com o processo zigomático do frontal e a outra é o processo temporal do zigomático. O corpo acha-se perfurado pelo canal inter-incisivo. que se prolonga rostralmente com a crista facial do maxilar e caudalmente com o processo temporal.Processo temporal bastante robusto e também é bifurcado.Apresenta dois orifícios lacrimais no contorno da órbita. Apresenta 2 faces: orbitaria e facial.Face facial extensa e côncava.3. onde se localizam grandes glândulas sebáceas. CANINOS: . RUMINANTES: .7 LACRIMAIS Estão localizados na porção rostral da órbita e se estendem rostralmente sobre a face até o maxilar. 3.O processo temporal é a maior parte do osso zigomático. Corpo: A face labial é lisa e relaciona-se com o lábio superior e a face palatina é côncava. Formam juntamente com o osso nasal a chanfradura naso-incisiva. e com o temporal caudalmente. veia e nervo incisivo. A face nasal é côncava e dirige-se para o seio maxilar. 3. Articula-se com os ossos frontais e nasais dorsalmente e com o zigomático e maxilar ventralmente.3. .Não se articula com o frontal. A face facial é mais extensa e lisa. . O processo frontal não existe no eqüino. SUÍNO: . na junção com o maxilar forma no macho adulto o alvéolo para o dente canino.6 ZIGOMÁTICOS (MALARES) Articulam-se com os ossos lacrimal dorsalmente. .O canal inter-incisivo se transforma numa chanfradura.Ovino: a face facial apresenta uma fossa lacrimal externa ou infraorbitaria que é ocupada no animal vivo pela bolsa infra-orbitaria.Entre os processos temporal e zigomático existe uma pequena eminência denominada de processo frontal. . Esta fossa é ocupada no animal vivo pelo saco lacrimal que é a origem do ducto naso-lacrimal.3.Não possui chanfradura naso-incisiva. Próxima a margem orbitaria apresenta uma fossa afunilada que representa a entrada do canal lacrimal. no qual se insere o ligamento orbitario. A face lateral (facial) é lisa e ligeiramente convexa.3. CANINO: . RUMINANTES: . . A face orbitaria é de contorno triangular. lisa e côncava.5 INCISIVOS (PRÉ-MAXILARES) São os ossos mais rostrais da face. SUÍNO: . Processos alveolares: apresentam três alvéolos profundos para os dentes incisivos superiores. Processos palatinos: são duas lâminas ósseas que formam a porção rostral do palato duro. Ventralmente. palatino e nasal. Está separada lateralmente do maxilar pela fissura palatina.O canal inter-incisivo se transforma em chanfradura. Apresenta na sua porção ventral a crista facial. 3.É um osso muito pequeno. maxilares e vômer. Não apresenta o processo lacrimal. É composto de um corpo e três processos: alveolar. Processos nasais: projetam-se caudal e dorsalmente formando parte da parede lateral da cavidade nasal. quase não existe porção facial. com o maxilares rostral e ventralmente. É muito longo e fortemente curvo.8 NASAIS . Apresenta a uns 2 cm da margem orbital o pequeno processo lacrimal.Forma parte da fossa muscular ou canina. se articulam com os ossos nasais. . .

Os cornetos apresentam forma arborizante com lâminas secundárias e terceiras que se espiralizam apresentando a extremidade livre. com a extremidade caudal alargada e a extremidade rostral pontiaguda. dois alvéolos para os dentes caninos no macho. Apresenta o forame mandibular que é o forame de entrada do canal mandibular.semelhante ao eqüino. A borda alveolar apresenta seis alvéolos para os dentes incisivos inferiores e um pouco mais caudal.Extremidade caudal é pontiaguda. não se funde com os ossos adjacentes mesmo na idade avançada. Apresenta duas faces e duas bordas. insere o músculo milohioideo. .É mais largo rostralmente que caudalmente.Formam a maior parte do teto da cavidade nasal. Meato nasal ventral: é o espaço entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal. 3. Aproximadamente no seu centro apresenta a crista etmoidal que serve de sustentação da concha nasal dorsal.É bem menor. Também existe no potro jovem o alvéolo para o dente de lobo (primeiro pré-molar). Para descrição consiste em um corpo e dois ramos verticais. Meato comum: é o espaço entre as conchas e o septo nasal. Articulam-se com os ossos incisivo. e está marcada por um sulco mediano que corresponde a sínfise mandibular. que é delgado.3. Ramo: É a porção vertical do osso. O processo condilar se articula com a porção escamosa do temporal por meio de um disco ou menisco articular. processo condilar caudalmente e entre estes a chanfradura mandibular.A extremidade rostral é alargada e apresenta uma chanfradura. A borda dorsal ou alveolar rostralmente forma o espaço interalveolar. A face lateral é côncava e apresenta linhas rugosas para inserção do músculo masseter. Na sua porção caudal existe pequena depressão denominada de incisura vasorum facialum onde os vasos faciais e o ducto parotídeo contornam o osso e é local de tomada de pulso no eqüino. Possui um contorno triangular alongado. A face medial é côncava e apresenta linhas de inserção para o músculo pterigoideo medial. Corpo: É a porção horizontal espessa que apresenta os dentes. A porção molar (ramo horizontal) estende-se caudalmente da porção incisiva. SUÍNOS: . alargada e onde se inserem músculos poderosos.3. É composta de uma porção incisiva e outra porção molar. Face externa: é lisa e convexa transversalmente. BOVINOS: . A face medial (lingual) é lisa e apresenta a frágil linha milohioidea onde se. A extremidade articular é composta pelo processo coronóide rostralmente. A face lingual é lisa e côncava onde repousa a ponta da língua (superfície geniana). . Face interna (nasal): é lisa e côncava. CANINOS: . Forma juntamente com o processo nasal do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. 3.Nesta espécie na extremidade rostral da cartilagem do septo nasal entre os ossos nasal e incisivo apresenta o osso rostral (osso do focinho do porco).10 MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR) É o maior osso da face e é ímpar pois as duas metades se fundem quando o animal apresenta ao redor de dois meses de idade. A união da porção molar (ramo horizontal) com o ramo vertical é espessa é denominada de ângulo da mandíbula. A borda ventral é arredondada no cavalo jovem. lacrimal e frontal. maxilar.9 CONCHAS NASAIS São ossos em forma de cartuchos localizados no interior da cavidade nasal.Não formam com os processos nasais do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. A face labial é convexa. tornando-se estreita e cortante nos animais idosos. As conchas nasais dorsais estão fixadas nas cristas etmoidais dos ossos nasais e as ventrais nas cristas conchais dos maxilares. Meato nasal médio: é o espaço entre as conchas nasais dorsal e ventral. Meatos são os espaços existentes entre os cornetos e são: Meato nasal dorsal: é o espaço entre a concha nasal dorsal e o teto da cavidade nasal. Suporta os dentes molares (pré-molares e molares) inferiores. . Caudalmente é espessa e escavada por seis alvéolos pares para os dentes pré-molares e molares inferiores. CANINO: . . A face lateral (labial) é lisa e apresenta na junção com a porção incisiva o forame mental ou mentoniano que é a abertura rostral do canal mandibular. A porção incisiva apresenta duas faces e uma borda. são em número de 2 pares (ventral e dorsal) que estão separados pelo septo nasal. OVINOS: .

. É constituído por diversas peças ósseas que se articulam entre si. .O corpo é mais curto e mais largo.3.Entre o estilo-hióide e o cerato-hióide existe o epi-hióide. e apresenta 8 alvéolos para os dentes incisivos inferiores.Mandíbula bastante volumosa.Apresenta apófise lingual curta e pontiaguda. que são: . torácica.Apresenta epi-hióide.O processo coronóide é pequeno e a chanfradura mandibular é larga. Todas as vértebras apresentam caracteres básicos. irregulares.Apresenta epi-hióide bem desenvolvido.O processo coronóide é mais extenso e se projeta caudalmente. Está situado entre os ramos da mandíbula caudalmente.RUMINANTES: . 1. . SUÍNOS: . CANINOS: . . RUMINANTES: . cuja forma difere nas diferentes regiões.As duas metades não se fundem completamente mesmo na idade avançada. A coluna vertebral forma o eixo principal do corpo.O ramo é menor que o do eqüino. regionais ou individuais. denominados vértebras que se estendem desde a cabeça até a extremidade da cauda. SUÍNOS: . 3.4 COLUNA VERTEBRAL Está constituída de ossos irregulares.O processo lingual é curto e tuberoso. forma um ângulo de 90° e se continua com o cerato-hióide. . . palatino. 3.No ângulo entre o corpo e o ramo vertical da mandíbula existe o processo angular que se projeta caudalmente. Apresenta 6 alvéolos para os dentes molares.Existe um par de forames mentonianos mediais. Projeta-se rostralmente através de uma lâmina óssea denominada de estilo-hióide.3.11 HIÓIDE É conhecido vulgarmente por osso da língua. Os ossos do hióide são pares.Apresenta alvéolos para os dentes caninos. incluindo o esfenóide. . As vértebras podem ser estudadas sobre um tríplice aspecto. Este se abre dentro da cavidade nasal através da abertura nasomaxilar. apresentando-se dividida em regiões.Apresenta alvéolos para os dentes caninos dirigidos lateralmente. . Não há alvéolos para os dentes caninos. Seios maxilares: são os seios paranasais dos ossos maxilares. CANINO: . Comparada: RUMINANTES: Divertículo cornual: Continuação direta do seio frontal para dentro do processo cornual em ruminantes aspados. 3. 2. lombar.4. bem como. mas muitos outros estão presentes. . Medianamente projeta-se rostralmente em um longo processo lingual.Não tem apófise lingual. numa mesma região. com exceção do basi-hióide e do processo lingual. . Elas são revestidas internamente por uma membrana mucosa e se comunicam com a cavidade nasal. portando existe sínfise mandibular.12 SEIOS PARANASAIS São cavidades dentro de alguns ossos da cabeça preenchidas por ar. sacral e caudal.O processo coronóide é muito extenso. Os caracteres gerais são os encontrados em todas as vértebras e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto. 3. . As extremidades laterais do basi-hióide se projetam caudalmente constituindo os tiro-hióides. quanto aos seus caracteres gerais. lacrimal e seios conchais. este último se articula com uma peça transversal denominada de basi-hióide. Os seios frontal e maxilar são os mais conhecidos. . Na face lateral há vários forames mentonianos laterais. Seios frontais: são os seios paranasais encontrados nos ossos frontais de todas as espécies domésticas.Existem dois ou três forames mentonianos.Apresenta sínfise mandibular.1 VÉRTEBRAS São ossos ímpares. Está inserido no processo estilóide da parte petrosa do temporal através da cartilagem timpano-hióide. . assim denominadas: região cervical.

5. São mais longos no pescoço. e que se projetam transversalmente. ao redor deste apresenta o processo articular cranial. largos na região lombar. Arco ventral  mais espesso e menos encurvado.são dois prolongamentos laterais. possui incisura vertebral cranial. Entre o processo articular caudal e o corpo apresenta incisura vertebral caudal.1. Processo espinhoso  largo.4. 2. Sua característica principal é a presença do processo odontóide.colocado ventralmente a vértebra. SUÍNOS: processo espinhoso desenvolvido direcionado dorsal e caudalmente. São longos e proeminentes no pescoço . forame transverso as vezes incompleto. um arco ventral e um par de asas. processo transverso pequeno e as vezes não está presente. Sua face ventral acha-se o tubérculo ventral.4. Processos articulares craniais estão localizados cranialmente ao arco e sua superfície articular está dorsalmente dirigida para cima. Na borda cranial observamos 2 cavidades articulares ovais e profundas que recebem os côndilos do occipital. é representado por um segmento de cilíndrico. As características desta região são o corpo. apresentando na face cranial uma cabeça articular e na face caudal uma cavidade cotilóide. CARNÍVOROS: processo odontóide arredondado e longo chega atingir o occipital.2. a borda cranial é profundamente chanfrada e a borda caudal delgada e côncava.2 AXIS É a segunda vértebra. 3. forames transversos relativamente grandes. SUÍNOS: tubérculo dorsal grande. as vezes está ausente. sua borda livre é rugosa e se continua com os processos articulares caudais por meio de duas cristas. As cavidades articulares caudais confluem para a parte ventral do arco. Processo odontóide cilíndrico. Arco dorsal  encontramos o túberculo dorsal mediano. Processos articulares caudais estão colocadas caudalmente ao arco e sua superfície articular é dirigida para baixo. 3. 4. Forame transverso presente. 3ª. Processo transverso .2. o arco e cabeça articular desenvolvidas. Processo transverso pontiagudo. Asas  ventralmente há uma depressão chamada fossa atlantal. processo odontóide é largo sua face dorsal é profunda e côncava.1 ATLAS É a primeira vértebra cervical. o arco acha-se perfurado de cada lado próximo a sua borda cranial pelo Forame vertebral lateral. processo espinhoso fino e de altura moderada se prolonga cranialmente de modo a se sobrepor ao arco dorsal do atlas. dorsalmente 2 forames o 1º mais cranial é o Forame alar e o 2º mais caudal é o Forame transverso. máximo de altura na 4ª ou 5ª vértebra torácica e diminui até 15ª ou 16ª T. A 1ª e 2ª são modificadas devido a função especial de sustentar e movimentar a cabeça. Arco. direito e esquerdo. se estende caudalmente. possui uma depressão central chamada de fossa odontóide que serve para articulação com o processo odontóide do axis.constitui a porção dorsal da vértebra e formará o teto do canal vertebral. Extremidade caudal do corpo apresenta a cavidade cotilóide. asas achatadas. BOVINOS: o axis é curto. 4ª E 5ª CERVICAL . superfície dorsal é convexa. CARNÍVOROS: arco ventral estreito. Forma um anel com projeções laterais curvas que são processos transversos modificados ou asas. o forame transverso passa atrás da borda caudal da asa e não é visível dorsalmente.é a parte do arco ósseo que se situa dorsalmente ao arco. Representado como cristas baixas na região cervical. Processos transversos mais espessos. reduzidos e mais próximos no dorso.4. 3. o processo espinhoso se projeta um pouco cranialmente. Processo espinhoso . não apresenta forame transverso. Corpo . a 6ª e 7ª também possuem algumas modificações. Não apresenta forame vertebral lateral. mantém a mesma altura até as sacrais.divididos em craniais e caudais. 3. É formado por um arco dorsal.2 REGIÃO CERVICAL Apresenta sete vértebras em todas as espécies domésticas. apresenta chanfradura alar ao invés de forame alar.situado imediatamente por cima do corpo e limitado lateral e dorsalmente por um arco ósseo. 6. RUMINANTES: asas menos encurvadas. Processo odontóide  face articular convexa ventralmente se articula com o arco ventral do atlas. na região torácica são curtos e fortes caracterizam pela presença de facetas para o tubérculo das costelas Processos articulares . Forame vertebral lateral é circular e não tão junto a borda do arco. não possui corpo nem processo espinhoso. De cada lado da borda cranial do arco encontramos o Forame vertebral lateral. As asas são largas e quase horizontais. Processos transversos  estreito e apresenta-se perfurado pelo Forame transverso. articula-se cranialmente com o occipital e caudalmente com o axis. onde se encontram os outros elementos da vértebra. Forame vertebral .

estreita na parte média e larga nas extremidades. Perfurado de ambos os lados por um forame que se comunica com o forame transverso. Superfícies asperas p/ inserções de ligamentos e músculos (parte lamelar do ligamento nucal) Processos transversos  largos e planos. convexa e mais larga dorsalmente. Crista ventral pequena. Processo espinhoso  longo. Sobre a parte dorsal de cada lado existem facetas costais cranial e caudal. Processos transversos  extremidade livre tuberosa. posicionados em sentido cranial entre o processo transverso e o processo articular cranial. 1ª torácica: semelhante a última cervical. os caudais emergem na base do processo espinhoso e suas facetas voltam-se para baixo. Caracterizam-se por apresentar processos transversos desenvolvidos. tamanho e forma dos processos espinhosos (desenvolvidos). 3. Presença da incisura vertertebral cranial e incisura vertebral caudal. O forame transverso é largo ventralmente na sua extremidade caudal existe uma fossa. corpo achatado dorsalmente. suínos 6 a 7 e 7 nos carnívoros.4. Caudal a este ponto tornam-se gradativamente mais curtas. extremidades alargadas e faces articulares. Processo transverso apresenta processo mamilar a partir da 3ª vértebra. dirigido para cima e para trás. processos articulares mais curtos e espessos. CARNÍVOROS: apresentam o processo mamilar em todas as vértebras. última torácica: distingue-se pela ausência do par caudal de facetas costais. conexão com os processos articulares caudais por meio de rugosidades. Origem de duas raizes uma do arco e outra do corpo entre ambos existe o FORAME TRANSVERSO (passa vasos vertebrais e nervos) Divide-se lateralmente ramo cranial e caudal Processo espinhoso  Forma de uma crista baixa que se alarga caudalmente. cada um deles possue uma faceta articular para articulação com o tubérculo da costela. Processo articulares craniais e caudais  largos. Os processos articulares craniais são mais largos que o par caudal. suas faces articulares são estensas de contorno oval e levemente côncava. Extremidade cranial ou cabeça  face articular oval que se dirige p/ frente e p/ baixo. Os corpos das 3 primeiras são elípticos e apresentam uma crista . Superfície cranial é convexa e a caudal é concava.4. processo espinhoso encurvado caudalmente e termina em ponta. 14/15 no suíno e 13 nos carnívoros.4. Face ventral CRISTA VENTRAL MEDIANA proeminente caudalmente com um tubérculo na extremidade caudal. Sulco menos profundo no meio desta face . processos articulares são mais largos que as demais vértebras. Processo transverso apresenta 3 ramos. Processos articulares  são pequenos. chanfradura caudal relativamente larga. 7ª CERVICAL Curta e larga. Corpo  curto. Os processos espinhosos aumentam em comprimento até a terceira ou quarta vértebra e então diminuem até a 15ª as espinhas mais longas são as mais espessas e apresentam seus ápices engrossados.3 REGIÃO TORÁCICA São comumente em nº de 18 no cavalo. Processo espinhoso mais alto e pontiagudo. 13 no bovino. Nas últimas 4-5 vértebras torácicas aparece o processo mamilar. Borda cranial delgada e a caudal é mais larga. Ausência de crista ventral com exceção dos cães. O processo espinhoso é menos rudimentar. Face dorsal área central lisa . cada um une-se com o correspondente processo cranial por uma crista. REGIÃO LOMBAR São em número de seis no cavalo e nos ruminantes. apresenta pequenos orificios p/as veias da substância esponjosa dos corpos vertebrais. Extremidade caudal  larga e apresenta uma cavidade cotilóide circular. as três últimas apresentam o processo acessório. Arco  estreito. 6ª CERVICAL  é mais curta e mais larga. Processo transverso não apresenta forame. estreito. Apresenta uma faceta de cada lado para articulação com parte da cabeça da 1ª costela. as três ou quatro primeiras tem o processo espinhoso aproximadamente igual no comprimento. BOVINOS: corpo mais largo SUÍNO: o arco é perfurado de cada lado por um forame (do arco). 3. Arco  2 partes parte dorsal formado pelas lâminas e paredes laterais pelos pedículos. Como características principais observamos faces para articulação com a costela. tubérculo ventral ausente. Inserção p/ o ligamento longitudinal dorsal. Esta crista separa duas superfícies côncavas. os craniais se localizam na parte cranial do arco com facetas que se orientam para cima.Corpo  longo comparado com as demais vértebras. De um modo geral os processos transversos diminuem de tamanho e estão dispostos cada vez mais ventral. corpo achatado e apresenta uma cabeça.

são quadrangulares e curtas. Os processos transversos vão diminuindo caudalmente e as v. Face auricular: se articula com o ílio. processo articular cranial. As chanfraduras caudais são mais profundas que as craniais. Base: Tem uma face arredondada que se articula com a última v. Na extremidade dessas linhas estão os forames sacrais pélvicos que são maiores que os dorsais. A 6ª vértebra oferece uma faceta convexa na borda caudal para articulação com as asas do sacro. A asa é semelhante a dos bovinos.Sulco p/ o nervo espinhal lombar.Processos transverso grande nas primeiras e gradativamente desaparece. lombar.4. Uma crista sacral lateral é formada pela fusão dos processos articulares. . crista sacral mediana. lombar por meio de um disco intervertebral. Face dorsal: apresenta centralmente 5 espinhas sacrais. largo e quadrangular. Possue uma face dorsal rugosa para insersão ligamentosa (lig sacroilíaco ventral). Processo transverso da última lombar não se articula com o sacro. Processos transversos  são laminas longas. Vértice: aspecto caudal da última v.. curto. CARNÍVOROS: processos transversos semelantes a placas. Pequenos rudimentos de processo articulares. Comprimento aumenta até a 5ª v. Face cranial concava não articular. Processo espinhoso pouco desenvolvido. A última apresenta extremidade pontiaguda.ventral distinta.. BOVINOS: formado por 5 segmentos. menos curvado do que no bovino. Os forames sacrais pélvicos são grandes. tem forma triangular e está encaixado entre os ílios com os quais se articula firmemente. 3. BOVINOS: são mais longas que o cavalo. Presença de um forame entre o sacro e a 1ª v. Os processos espinhosos são unidos para formar uma crista sacral mediana. Cada uma apresenta uma larga face oval para articulação com o processo transverso da última lombar. A partir da 4ª se tornam mais largos e achatados e a crista diminui. se projetam lateralmente podendo estar levemente inclinadas dorsalmente. diminuem de diâmetro do 1º ao último (ramo ventral dos nervos espinhais sacrais). SUÍNOS: normalmente constituídos de 4 v.5 REGIÃO SACRAL Formado pela fusão de 5 v. processo articular caudal. De cada lado dos forames se observa uma série de tubérculos representativos da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais que formam a crista sacral lateral. As asas encurvam-se cranioventralmente. forames sacrais ventrais. Processos articulares craniais  são fusionados aos processos mamilares e apresentam superfície concava para articulação com o par caudal na vertebra precedente. De cada lado das espinhas existem sulcos. De cada lado do corpo existe uma chanfradura (chanfradura vertebral cranial). nos ruminantes após 3ou 4 anos e no equino com 4 a 5 anos. ficam reduzidas a bastões cilíndricos de tamanho decrescente. lateralmente a este está um par de processos articulares craniais com faces concavas para a articulação com as correspondentes da última v. Linhas transversais. SUINOS: a 1ª v. Processos acessórios projetam-se caudalmente sobre as incisuras caudais das 5 primeiras v.4. Da primeira a última diminuem de tamanho. espessas cranialmente e delgadas caudalmente. Dorsal ao corpo está a entrada do canal sacral. processos articulares desenvolvidos nas 4 primeiras. Existe um par de chanfraduras estreitas entre o arco e o corpo e processos transversos. Face pélvica: concava em toda a sua extensão. Processos articulares grandes. CANINOS: fusão de 3 v. Os processos articulares caudais são grandes e sustentam os processos mamilares. Seu comprimento aumenta até a 3 ou 4ª e então diminui até a última. BOVINOS: longas e mais desenvlvidas que no cavalo. Arco pequeno e triangular. Esta união completa-se nos carnívoros e suínos após 1 ano e meio. As bordas laterais são rugosas.6 REGIÃO CAUDAL Muito variável em número (18). não formam articulações uns com os outros ou com o sacro. Nos lados encontram-se os forames sacrais dorsais. Depois da 3ª aumentam em altura e largura. caudal. As 5-6 primeiras possuem arco espinhoso completo. mais longo que o do cavalo. A margem ventral projeta-se lateralmente formando PROMONTÓRIO. nos quais encontram-se 4 forames sacrais dorsais. caudal está unida ao sacro. achatadas.não apresentam chanfraduras craniais. A face pélvica é marcada por um sulco central que indica o curso da artéria sacral mediana.. 3. As primeiras possuem corpo alargado. CARNÍVOROS: arco nas seis primeiras. A 5ª e a 6ª podem estar fusionadas. Seu eixo longitudinal é levemente curvo. na face ventral há um sulco mediano na qual passa a arteria caudal mediana. As asas são sólidas com extremidade pontiaguda. É assinalada por 4 linhas transvesas que indicam a delimitação dos corpos vertebrais. sacral é pequeno. É convenientemente descrito como um osso único. Processos espinhosos largos ventalmente mas estreitos dorsalmente.

3. As duas últimas costelas no homem e carnívoros. por meio das suas cartilagens costais. A costela apresenta 2 extremidades: dorsal e ventral. Espaço intercostal: é o intervalo entre as costelas. RUMINANTES: Costelas mais largas e espaço intercostal mais estreito. não aderida a uma cartilagem adjacente.7 FÓRMULA VERTEBRAL É a maneira mais simplificada de se expressar graficamente o número de vértebras das diversas regiões. veia e o nervo intercostal. . Tubérculo: apresenta uma superfície articular que se articula com a apófise transversa da vértebra de igual número de série. ANIMAL EQÜINO RUMINANTES SUÍNO CARNÍVOROS PARES DE COSTELAS 18 13 14 13 COSTELAS ESTERNAIS 8 8 7 9 COSTELAS ASTERNAIS 10 5 7 4 ESTERNEBRAS 7(6) 7 6 8 Apresentam-se divididas em dois grupos: Costelas esternais ou verdadeiras: São aquelas que por sua extremidade ventral vão se articular com o osso esterno por meio de suas cartilagens costais. O número de costelas corresponde ao de vértebras torácicas. Costelas asternais ou falsas: São aquelas que por sua extremidade ventral são articuladas entre si. Apresenta duas faces. Toma-se a letra inicial da região seguida pelo número de vértebras desta.3. Face medial: é côncava. Colo: É a porção estreita logo após a cabeça que une esta ao corpo. * A primeira costela é mais curta. Constituem o arco costal. por onde passam artéria. Extremidade Ventral: Apresenta uma tira de cartilagem que dá continuação as costelas e denomina-se cartilagem costal. Cavidade torácica mais curta e colo longo. CARNÍVOROS: O corpo é cilíndrico e a cartilagem costal é mais longa.5 COSTELAS São ossos curvos alongados dispostos em pares que formam a parede lateral do tórax. Geralmente são os primeiros pares. colo e tubérculo. São todas aquelas que não são verdadeiras. Pode se articular com o esterno (costelas esternais) ou com outra cartilagem adjacente por meio de tecido elástico para formar o arco costal (costelas asternais). Cada costela se articula na região dorsal com duas vértebras e se continua na região inferior com as cartilagens costais. corpo estreito. sendo que seu corpo alarga grandemente na extremidade esternal. Cabeça: apresenta duas superfícies articulares que vão se articular com o corpo de duas vértebras adjacentes. Face lateral: é convexa e apresenta cranialmente um sulco longitudinal até a porção mediana. 2. 1.4. Uma costela é constituída por um corpo e duas extremidades: Corpo: é a porção média da costela que se apresenta de forma arqueada. SUÍNOS: Costelas acentuadamente curvas em raças melhoradas. O número é constante dentro de uma espécie. Eqüino C7 T 18 L6 S5 Ca 15-21 Bovino C7 T 13 L6 S5 Ca 18-20 Ovino C7 T 13 L6 S4 Ca 16-18 Canino C7 T 13 L7 S3 Ca 20-23 Suíno C7 T 14-15 L 6-7 S4 Ca 20-23 3. variando apenas a região caudal. Costelas flutuantes São as que sua extremidade ventral termina livremente. Apresenta caudalmente uma depressão chamada de sulco costal. A extremidade dorsal ou vertebral apresenta cabeça.

A borda dorsal apresenta uma chanfradura que serve para articulação do primeiro par de costelas. Ventralmente apresenta a crista esternal que é palpável no animal vivo.A fossa supra-espinhal não se estende até a porção ventral do osso. ventralmente pelo esterno. Saída do tórax: é mais ampla e está formada pela última vértebra torácica. apresenta uma curta cartilagem cônica. É conhecido vulgarmente como osso do peito. Entrada do tórax: é mais estreita e é formada pela primeira vértebra torácica. do qual projeta-se medialmente o processo coracóide.7 TÓRAX O esqueleto do tórax está formado na região dorsal pelas vértebras torácicas. Apresenta a forma de uma canoa comprimida lateralmente. Manúbrio ou pré-esterno: extremidade mais cranial. 3. 4. Apresenta também o tubérculo supraglenóide (tuberosidade escapular). A fossa situada cranialmente a espinha é denominada de fossa supra-espinhosa e a localizada caudalmente de fossa infra-espinhosa.A espinha se prolonga ventralmente por uma projeção pontiaguda denominada de acrômio. 4. . A cavidade glenóide se articula com a cabeça do úmero. metacarpo. ESQUELETO APENDICULAR 4. A extremidade distal ou ângulo ventral apresenta a cavidade glenóide. . ulna. O colo da escápula une o corpo do osso com o ângulo ventral ou extremidade ventral. Apresenta uma forma de cone achatado lateralmente com abertura nas duas extremidades.O processo coracóide é curto e arredondado. apresenta lateralmente. sendo portanto uma exceção.1 Escápula É um osso plano situado lateralmente na porção cranial da parede do tórax. O processo xifóide é longo e estreito. Encontramos a cartilagem do manúbrio ou cariniforme. rádio. Sua face ventral é convexa e serve de inserção para o músculo transverso do abdome e para a linha alba. arco costal.1 MEMBRO TORÁCICO OU ANTERIOR Os animais domésticos não possuem clavícula. . O membro torácico é composto pelos seguintes ossos: escápula. última esternebra e processo xifóide. Corpo ou mesoesterno: É a principal parte. falanges e sesamóides. No contorno dessa cavidade existe a incisura glenóide. Não apresenta cartilagem do manúbrio. A cartilagem xifóide é pequena e o esterno é achatado no sentido dorso-ventral. no ponto de união dos segmentos. último par de costelas.Não apresenta incisura glenóide. SUÍNO: Não apresenta cartilagem do manúbrio e nem crista ventral. A face lateral acha-se dividida em duas fossas pela espinha da escápula. RUMINANTES: . O tórax envolve e protege os órgãos torácicos. Os membros torácicos se articulam com o tronco por meio de músculos.6 ESTERNO É um osso segmentário situado na linha média que forma o assoalho da cavidade torácica e articula-se lateralmente com as cartilagens das costelas esternais. úmero. sendo esta última maior. Esta espinha apresenta uma proeminência central denominada de tuberosidade da espinha. carpo. SUÍNO: .A tuberosidade da espinha não é distinta. CANINOS: Esternebras arredondadas. RUMINANTES: Não tem cartilagem do manúbrio. 3. Na borda dorsal situa-se a cartilagem escapular (cartilagem de complementação). sendo que este tem quase o mesmo comprimento da região torácica.3. Consta de 6-8 segmentos ósseos (esternebras) unidas por cartilagens interpostas em animais jovens.1.A espinha é triangular e projeta-se por cima da fossa infra-espinhosa. superfícies articulares côncavas para articulação das costelas esternais. A face costal (medial) apresenta a fossa subescapular. O esterno é longo. lateralmente pelas costelas e cartilagens costais e. Serve de inserção para músculos do peito e pescoço. exceto na extremidade caudal que é achatada dorsoventralmente. com exceção dos felinos que apresentam um vestígio (freqüentemente visível ao Rx). nem crista ventral. O ápice é a abertura cranial e a base a abertura caudal. . 2. primeiro par de costelas e pelo manúbrio. Extremidade caudal ou metaesterno: apresenta a cartilagem xifóide que é longa e delgada. . Apresenta 3 porções: 1. tipo de articulação esta chamada de sisarcose.

. SUÍNO: . 4. A borda cranial apresenta uma projeção pontiaguda. CANINOS: . a qual se articula com o úmero. onde se insere o músculo tríceps braquial.O rádio é menor que a ulna. . distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna. Apresenta também o tubérculo maior (lateral) e o tubérculo menor (medial). e lateral e medialmente os epicôndilos lateral e medial.3 Rádio e ulna Rádio: É o mais longo dos dois ossos do antebraço no eqüino. com o qual está parcialmente fusionado no adulto.O úmero é relativamente muito longo.2 Úmero É um osso longo que se articula com a escápula proximalmente formando a articulação do ombro e com o rádio e ulna distalmente formando a articulação do cotovelo. A face lateral do olécrano é convexa e rugosa e a medial. Ulna: É um osso longo reduzido.O processo coracóide é pequeno. Extremidade proximal: Apresenta cavidades glenóides para articulação com os côndilos do úmero.O sulco intertubercular é único .O tubérculo lateral é grande. . e cranio-dorsalmente a tuberosidade do rádio. Entre os dois ossos existe o espaço interósseo. Extremidade distal: .1.A tuberosidade da espinha é grande. Dorsal aos côndilos situa-se a fossa radial. Projeta-se proximalmente constituíndo o olécrano que é a maior parte do osso.A tuberosidade deltóide é pequena ou inexistente. A extremidade livre é uma tuberosidade rugosa denominada de tuberosidade do olécrano.O sulco intertubercular não está dividido. Na face caudal apresenta uma área rugosa na qual se insere a ulna no jovem.Não tem incisura glenóide.Não apresenta tuberoside redonda maior . RUMINANTES: .O acrômio é rombudo. .Possui acrômio rudimentar. . A face medial apresenta a tuberosidade redonda maior. medialmente processo estilóide do rádio. O corpo (diáfise) é irregular e apresenta aparência de ter sofrido uma torção.Não apresenta tuberosidade da espinha e incisura glenóide . .A cartilagem de complementação não é tão desenvolvida como nos demais animais e sim. RUMINANTES: . que se prolonga distalmente com a chanfradura troclear (semilunar).O sulco intertubercular não está dividido. Extremidade distal: Apresenta facetas articulares para articulação da fila proximal do carpo. lisa e côncava.. situado caudalmente ao rádio. Articula-se proximalmente com o úmero. respectivamente. CANINO: . 4. normalmente se comunicam através do forame supratroclear. . A face lateral é encurvada espiralmente formando um sulco para o músculo braquial ou goteira de torção do úmero. . Extremidade proximal: .A tuberosidade deltóide é menos proeminente. como uma faixa estreita. nem processo coracóide.Apresenta uma cabeça articular que se articula com a cavidade glenóide da escápula e cranialmente o sulco intertubercular (duplo) ou bicciptal. a fossa do olécrano caudalmente.As fossas radial e do olécrano. denominada de processo ancôneo. no adulto ocorre fusão. Compõe-se de um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises). articulando-se também com o úmero.Apresenta os côndilos cranialmente. .1. Apresenta lateralmente a tuberosidade deltóide. O corpo (diáfise) é encurvado em toda sua extensão.

1.5 Metacarpo No eqüino existem 3 ossos metacarpianos. CÃO: . Na porção proximal da borda lateral do grande metacarpiano encontra-se um pequeno metacarpiano que é vestígio do quinto dedo. . os outros (segundo e quarto) são muito reduzidos e são comumente chamados de pequenos metacarpianos. O corpo é liso. semi-cilíndrico. Nos caninos. 4. situado entre o carpo e a falange proximal. formando o processo estilóide da ulna. Terceiro metacarpiano: É um osso longo e muito forte. ulna e fíbula são laterais. . O II e o III são fusionados. SUÍNO: . 4. Apresenta na face palmar uma área rugosa para inserção dos pequenos metacarpianos. Pequenos metacarpianos: Estão situados na face palmar do grande metacarpiano (no terço proximal). permitindo um ligeiro movimento entre os dois ossos. No eqüino o primeiro é inconstante. A extremidade distal apresenta dois condilos separados pela crista sagital que se articulam com a falange proximal e ossos sesamóides proximais.O rádio e ulna articulam-se em cada extremidade (proximal e distal). RADIO OU RÁDIO E ULNA CARPO RADIAL CARPO INTERMÉDIO I II METACARPOS RUMINANTES (6) 4 2 FACE MEDIAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL CARPO ULNAR III CARPO ACESSÓRIO IV FACE LATERAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL EQÜINOS (7/8) 4 4 3 4 SUÍNOS (8) 4 4 CARNÍVOROS (7) 3 4 Os ruminantes não tem o II carpiano. LEMBRETE: Rádio e tíbia são mediais. o terceiro ou grande metacarpiano. sendo que somente um. A extremidade distal está dividida em duas partes pela incisura sagital denominada de incisura intertroclear.A extremidade distal da ulna projeta-se além da extremidade distal do rádio. sendo dois principais (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto) que constituem os dígitos acessórios. uma proximal e outra distal. SUÍNOS: Apresenta quatro ossos metacarpianos. CANINOS: Apresenta cinco ossos metacarpianos.A tuberosidade do rádio é uma área áspera. Apresenta na fase dorsal um sulco vascular vertical chamado de sulco longitudinal dorsal. RUMINANTES: O grande metacarpiano é constituído pela fusão do III e IV metacarpianos.A ulna também se articula com os ossos do carpo. sendo o primeiro menor. nas demais espécies com o rádio e ulna.. achatado no sentido dorso-palmar. A fila proximal articula-se com o rádio no eqüino e.O rádio é menor que a ulna.4 Carpo É formado por um conjunto de ossos ordenados em duas filas.A tuberosidade do rádio está representada por uma área rugosa. Essa extremidade articula-se como carpo. é completamente desenvolvido e suporta um dedo. o carpo radial está fusionado com o carpo intermédio.1. . A fila distal se articula com os ossos metacarpianos. Apresentam a extremidade proximal alargada com facetas para articulação com a fila distal do carpo e extremidade distal que termina em forma de estilete no terço distal do grande metacarpiano Corresponde ao segundo e quarto dedos.Tanto o rádio como a ulna apresentam processo estilóide. . . A extremidade proximal apresenta uma face articular para a fileira distal do carpo.

sendo o local onde se prende a cartilagem de complementação. Articulam-se com os côndilos da extremidade distal do grande metacarpiano. É um osso quadrangular. situada dorsalmente. localizado na junção da falange média com a falange distal. Existem normalmente nove ossos sesamóides. tarso. onde se insere o músculo extensor comum dos dedos.1. podendo apresentar também sesamóides em posição dorsal.1.1.6 Falange proximal ou primeira falange É um osso longo que situa-se entre o grande metacarpiano e a falange média. É achatada no sentido dorso-palmar e sua largura é proporcional a altura. articulando-se com ambas. uma grande cavidade cotilóide que se articula com a cabeça do fêmur.2. A face parietal ou dorsal apresenta inúmeros forames de vários tamanhos. A face distal articula-se com a falange e sesamóide distais e apresenta condilos semelhantes aos da falange proximal. apresenta o sulco solar que se dirige para o forame solar que é o início do canal solar o qual se distribui dentro do osso. patela. centralmente existe uma incisura larga no jovem chamada de crena. ísquio e púbis que se unem no acetábulo. A extremidade proximal apresenta duas cavidades separadas por um sulco sagital. 4.8 Falange distal ou terceira falange Acha-se envolvida pelo casco. cada um com três sesamóides (dois proximais e um distal). . Está ligado ao esqueleto axial através do osso coxal que se articula com o osso sacro. O corpo é liso e mais largo proximalmente.MEMBRO POSTERIOR OU PÉLVICO É constituído dos seguintes ossos: coxal ou ilíaco. 4. A extremidade distal apresenta condilos que se articulam com a falange média. SUÍNOS: Apresentam quatro dígitos. RUMINANTES: Apresentam dois dedos desenvolvidos (terceiro e quarto). A face articular articula-se com a falange média e com o osso sesamóide distal. com o qual se assemelha. e estão presos por meio de ligamentos na falange proximal.2. 4. A falange distal correspondem a forma de garras e apresentam o processo ungueal que é curvo e com extremidade livre.1 Osso coxal ou ilíaco Está unido ao longo da linha mediana ventral pela sínfise pélvica que por sua vez é formada pelas sínfises púbica e isquiática. CANINOS: Apresentam cinco dígitos que possuem três falanges cada. Lateralmente e medialmente apresenta o sulco parietal que termina em forame. Esses ossos se fusionam ao redor de um ano de idade no eqüino. Centralmente na borda dorsal. não se articulando com o restante do esqueleto.1. metatarso. A porção atrás da linha é bem menor de formato semi-lunar é chamada de porção flexora. parietal e solar.9 Sesamóides proximais São em número de dois. 4. que divide a face solar da parietal. Os maiores apresentam três sesamoides (dois proximais e um distal) e os menores somente sesamóides proximais. Ílio: É a maior das três partes. 4. O segundo e quinto dedos são vestígios que possuem somente a porção córnea e estão situados na face palmar da falange proximal. apresenta uma eminência denominada de processo extensor. Lateralmente. tíbia.10 Sesamóide distal ou osso navicular É um osso único. 4. A face solar está dividida em duas partes desiguais por uma linha curva e rugosa denominada de curva semi-lunar. Apresenta três faces: articular. responsáveis pela irrigação desta área. Na borda solar.1. fíbula. dois maiores (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto).7 Falange média ou segunda falange Esta situada entre as falanges proximal e distal. localizados na face palmar da articulação do grande metacarpiano com a falange proximal. A face proximal apresenta duas cavidades glenóides que vão se articular com a falange proximal. As extremidades lateral e medial são chamadas de processos angulares ou palmares. Compõe-se de três partes: ílio. fêmur. A área mais larga à frente desta linha curva é côncava e lisa e corresponde a sola do casco.4. com exceção do primeiro que têm duas (falta a falange média). falanges e sesamóides.

A borda caudal apresenta a crista ilíaca. A borda medial une-se com o osso oposto na sínfise púbica. 2. A borda cranial forma o contorno caudal do forame obturado (obturador ou obturatório).2. No animal vivo acha-se completada lateralmente pelo bordo caudal do largo ligamento sacrotuberal. A abertura caudal ou saída da pelve é muito menor e está limitada dorsalmente pela terceira vértebra caudal e ventralmente pelo arco isquiático. A porção medial do bordo do acetábulo apresenta a chanfradura acetabular pela qual passam os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. ventrais e laterais. No ângulo caudo-lateral localiza-se a tuberosidade isquiática. RUMINANTES: Apresentam a tuberosidade isquiática grande e trifacetada.2 Fêmur É o maior e o mais pesado dos ossos longos. próximo a sínfise o tubérculo púbico ventral. SUÍNO: . A borda medial une-se com o lado oposto na sínfise isquiática. A borda medial forma a incisura isquiática maior que se continua caudalmente com a espinha isquiática. Na porção mais larga situa-se a linha glútea. situada dorsalmente aos tubérculos do psoas. . CANINO: . A pelve óssea apresenta diferenças notáveis entre os dois sexos e entre as espécies quanto ao tamanho e forma. Conjugado: é a medida que vai do promuntório (extremidade cranial do sacro) até a sínfise púbica (pélvica). A borda caudal é espessa e forma o arco isquiático. Observações clínicas: Fraturas de pelve óssea é comum em pequenos animais em atropelamentos e fratura do túber coxal em grandes animais. O corpo ou diáfise é cilindrico. Pelve: A parede dorsal ou “teto” está formado pelo sacro e pelas primeiras três vértebras caudais e a parede ventral ou “assoalho” pelo púbis e ísquio. A borda cranial apresenta lateralmente a eminência iliopúbica e. que se continua cranialmente com a espinha isquiática. Forma a parte cranial do assoalho pélvico. juntamente com o lado oposto. apresentando tuberosidades dorsais. A borda lateral forma a incisura isquiática menor.As incisuras isquiáticas maior e menor são muito rasas. 4. No ângulo medial situa-se a tuberosidade sacral e no ângulo lateral a tuberosidade coxal. Ísquio: Forma a parte caudal da parede ventral ou assoalho da pelve óssea. Acetábulo: É uma grande cavidade cotilóide que aloja a cabeça do fêmur. . A borda caudal forma a margem cranial do forame obturatório.A linha glútea é bem pronunciada.O ílio e ísquio estão quase em linha (mesmo plano) um com o outro. Na sua face ventral cruza a linha arqueada ou íliopectínea que inicia ventral a face auricular e estende-se até a borda cranial do púbis. Esta abertura apresenta dois diâmetros principais: 1. As paredes laterais são formadas pelos ílios e pelo ligamento sacrotuberal (sacrotuberal largo). A face ventral é convexa e é cruzada pelo sulco do ligamento acessório (só no eqüino) próximo ao bordo cranial. A abertura cranial ou entrada é constituída ventralmente pela borda cranial do púbis. dorsalmente pela extremidade cranial do sacro (promuntório) e lateralmente pela linha ílio-pectínea. Esta linha está interrompida no terço médio pelo tubérculo do músculo psoas menor. Articula-se proximalmente com o acetábulo e distalmente com tíbia e patela. . Transverso: é medida na maior abertura. A face sacropélvica é convexa e apresenta uma faceta denominada de face auricular para articulação com o osso sacro.A face glútea direciona-se dorsolateral e caudalmente. O ligamento acessório só está presente no eqüino.A eminência íliopúbica (íleopectina) é proeminente. Púbis ou pube: É a menor das três partes do osso coxal.

Apresentam dois sesamóides que se articulam com os côndilos.O trocanter maior não está dividido. Os condilos estão separados caudalmente pela incisura poplítea. .4 Tíbia e fíbula Tíbia: É um osso longo que se articula proximalmente com o fêmur. Na parte distal encontra-se a fossa supracondilóide que está limitada lateralmente pela tuberosidade supracondiloide lateral. O colo une a cabeça ao corpo. . é convexa e rugosa e serve para inserção muscular. É escavada medialmente por uma fóvea na qual se insere os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. O sulco extensor (chanfradura semicircular lisa) separa a tuberosidade tibial do condilo lateral.A crista intertrocantérica é semelhante a do bovino. . Nessa articulação existem os meniscos articulares.Não apresentam o terceiro trocanter. Lateral e medialmente estão os maléolos lateral e medial. Extremidade distal: É larga e está constituida da tróclea cranialmente e dois condilos caudalmente. Cranialmente situa-se a larga tuberosidade da tíbia. .3 Patela É um grande sesamóide largo que se articula com a tróclea do fêmur. O trocanter maior situa-se lateralmente e está separado em porção cranial e caudal por uma chanfradura.A fossa supracondóide é rasa. Na borda medial se insere a fibrocartilagem da patela (de complementação). A borda lateral é proeminente e apresenta proximalmente o terceiro trocanter. Lateral ao condilo lateral existe uma área rugosa para inserção da fíbula. A sua borda caudal continua-se distalmente como a crista trocantérica que forma a parede lateral da fossa trocantérica. O maleolo lateral corresponde a extremidade distal da fíbula. A cabeça está colocada do lado medial e articula-se com o acetábulo.Não tem fossa supracondilóide. Os condilos estão separados por uma profunda fossa intercondilóide e se articulam com os côndilos da tíbia e meniscos da articulação do joelho.A fovea da cabeça é rasa. O corpo é triangular proximalmente e alarga-se na extremidade distal. Extremidade distal: Apresenta uma face articular que se adapta a tróclea do osso tarso-tibial e consiste em dois sulcos oblíquos separados por uma crista.A borda medial apresenta proximalmente o trocanter menor e distalmente a tuberosidade supracondilóide medial. SUÍNOS: Apresenta uma crista longitudinal caudalmente que se extende do trocanter maior até a tuberosidade supracondilar lateral. colo e trocanter maior. Na face medial existe uma proeminência. A tróclea consiste de duas cristas separadas por um sulco a qual se articula com a patela. distalmente com o tarso e lateralmente com a fíbula. se inserindo apenas o ligamento redondo.O terceiro trocanter é mínimo. . . .Não há fossa supracondilóide. 4. A borda lateral é côncava e forma junto com a fíbula o espaço interósseo. CANINO: . Extremidade proximal: Apresenta dois condilos que se articulam com os condilos do fêmur. A face articular apresenta uma crista rugosa vertical que corresponde ao sulco da tróclea. A face livre.Não apresenta terceiro trocanter. . Fíbula (perônio): . respectivamente. A face caudal é aplanada e apresenta a linha poplítea. 4. Extremidade proximal: É larga e consiste de cabeça.A crista intertrocantérica é oblíqua e une o trocanter menor com o trocanter maior. cranial. Entre os condilos existe uma proeminência central denominada eminência intercondiliana. o epicôndilo medial e na face lateral o epicôndilo lateral.2.2. RUMINANTES: . .

quer sejam ossos quer cartilagens. o corpo do grande metatarsiano apresenta o contorno circular.2. A extremidade distal da fíbula forma o maléolo lateral. quando presente pode apresentar uma ou duas falanges. O osso tarso-tibial (talus. O osso tarso-fibular (calcâneo) é o maior dos ossos do tarso e sua extremidade livre forma a tuberosidade calcanear (tuberosidade calcânea). O corpo é uma haste delgada que forma o limite lateral do espaço interósseo. astrágalo) articula-se com a tíbia através da tróclea.É um osso longo. o primeiro dedo muitas vezes está ausente e. Na cabeça com exceção da mandíbula que se articula com o osso temporal. situado ao longo do bordo lateral da tíbia. A maior parte das articulações fibrosas encontram-se na cabeça do animal. enquanto os membros apresentam movimentos de grande amplitude. localiza-se um pequeno metatarsiano (vestígio do segundo dedo). os outros ossos mantém relações de contiguidade uns com os outros sem que haja movimentação de qualquer deles. articulação escápulo-umeral. 4. Nos cães. TALUS (TARSO TIBIAL) CENTRAL DO TARSO I II III CALCÂNEO (TARSO FIBULAR) FACE LATERAL IV FACE MEDIAL Comparada: EQÜINOS 6 ou 7 FUSIONADAS: I + II RUMINANTES 5 CENTRAL + IV e II + III SUÍNOS E CARNÍVOROS 7 4. articulações Cartilaginosas ou Anfiartroses e articulações Fibrosas ou Sinartroses. reduzido.2. As articulações podem ser classificadas quanto a dinâmica em três classes: articulações Sinoviais ou Diartroses. ex. onde se insere o tendão calcanear comum (de Aquiles) O primeiro e segundo ossos tarsianos podem estar fusionados no eqüino. mas não se articula com o metatarso. pois sofrem processo de ossificação (anquilose). Subdivididas em três tipos: Suturas. Realizam pouco ou nenhum movimento e são chamadas articulações temporárias. Por outro lado. mas. Nesta denominação é citado em primeiro lugar o osso que apresenta menor movimento. sindesmoses e gonfoses. As articulações são mais simples na cabeça. na face médio-plantar da extremidade proximal. 5. .1 ARTICULAÇÃO FIBROSA OU SINARTROSE O elemento que se interpõe entre as peças que se articulam é o tecido fibroso e a grande maioria delas se encontra nos ossos da cabeça. Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto.5 Tarso Compõe-se de 6 ou 7 ossos. Nos ruminantes. 5. um sexto dedo pode estar presente. empregamos o termo articulação. RUMINANTES: . reúne escápula e úmero.O corpo da tíbia é encurvado e a fíbula é bem curta e termina em ponta. No tronco. 4. mais complicadas no tronco e de maior complexidade em nível de membros. ARTROLOGIA Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto. os movimentos são encontrados entre quase todos os ossos que o constituem. os tipos de movimentos variam com o tipo de união. O nome da articulação é formado pelo nome dos ossos que entram em sua constituição.2.7 Falanges e sesamóides São semelhantes ao membro anterior. A extremidade proximal articula-se com o côndilo lateral da tíbia. Em alguns animais. Esta união não possui finalidade exclusiva de contato mas também de permitir mobilidade. porém num mesmo animal são maiores e.6 Metatarso É semelhante ao metacarpo. porém deve-se substituir o termo palmar por plantar na descrição das características. são pouco acentuados. como esta união não se dá da mesma maneira em todos os ossos. Nos suínos e caninos são semelhantes ao membro torácico. SUÍNOS E CANINOS: A fíbula tem comprimento semelhante a tíbia.

Ex: sínfise pélvica e a cartilagem dos corpos vertebrais (discos intervertebrais de fibrocartilagem). Apresenta-se em duas camadas: membrana fibrosa (externa).2 ARTICULAÇÃO CARTILAGINOSA OU ANFIARTROSE Neste grupo de articulações. entre ossos frontal e nasal. atlanto-occipital. principalmente quando os acidentes ósseos são os mesmos.Rotação: Quando um elemento permanece fixo e outro gira em torno do eixo principal longitudinal. ex. articulação da tíbia e tálus.: vértebras pelos processos articulares.1.3 ARTICULAÇÕES SINOVIAIS OU DIARTROSES Caracterizam-se pela mobilidade. articulações na extremidade da coluna (pescoço e cauda). evitando o atrito. 5) Menisco ou Disco Articular: É uma lâmina de cartilagem que se acha interposta entre determinadas superfícies articulares. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas. Dependendo da maneira pela qual as bordas dos ossos entram em contato reconhecemos três tipos: serrátil. . Ex. secreta o líquido sinovial. 2. 5. Classificam-se de acordo com os diferentes tipos de cartilagem: 5..1. Flexão é a diminuição do ângulo. Nos quadrúpedes só é possível em grau limitado e como manifestação de enfermidade. Tipos de Articulações Sinoviais: 1. . Articulação Simples: Formada por duas superfícies articulares. entre os nasais. Caracteriza-se pela apresentação de uma superfície articular formato arredondado e outra escavada para recebela. 5. côndilo-côndilo. união dos corpos dos ossos metacarpianos e dos ossos rádio e ulna. Sutura serrátil: (denteada) As bordas das superfícies ósseas formam saliências e depressões que se encaixam. b) Sutura escamosa: (em bisel) Quando a superfície de um osso se sobrepõe a outro. Ex: articulações dos processos articulares da vértebras e articulação sacroilíaca (face ventral do ílio e asas do sacro). 2) Cartilagem articular (hialina): Lâmina de tecido cartilaginoso que cobre a superfície articular.3) Gonfoses: Implantação dos dentes nos alvéolos.2) Sindesmoses: Diferente das suturas por apresentar grande quantidade de tecido conjuntivo interposto. presença de cavidade articular. As articulações sinoviais são capazes de realizar os seguintes movimentos: .2) Cartilagem fibrosa ou Sínfise: Articulação em que o meio de união é uma mistura de tecido cartilaginoso e tecido fibroso. Ex. escamosa e plana. art. bem como de membrana sinovial. . articulação do cotovelo (úmero-rádio-ulnar). Ex. o tecido que se interpõe é cartilaginoso.Deslizamento: Para que haja um movimento de deslizamento as superfícies devem ser planas. Ex: articulação esfenooccipital. 5.1. Ex: articulação atlanto-axial .5. ex. Ex. 3) Cápsula articular: É um meio de união representada por uma espécie de manguito que envolve a articulação prendendo-se nos ossos que se articulam. úmero-rádio-ulna Os seguintes elementos compões uma articulação sinovial típica: 1) Superfície articular: De forma e tamanho variáveis. viscoso. a) .1) Suturas: São encontradas entre os ossos da cabeça. atlas e axis. Ex. Quanto mais complexa a articulação maior a necessidade de aparecer um ligamento. a qual é mais ou menos espessa e inelástica. as inserções entre si das cartilagens costais. polidas e de cor esbranquiçada. delgada e brilhante. e a membrana sinovial (interna). 5. temporo-hioidea. transparente e serve como lubrificante da articulação. c) Sutura plana: (harmônica) Apresenta-se de forma lisa. Adução é o retorno do membro à posição primitiva ou quando se aproxima do eixo principal do corpo.Angulares (flexão/extensão): Nestes movimentos há uma diminuição ou aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. 5. ex. Articulação Plana: Caracteriza-se por apresentar superfície articular plana ou quase plana que permite deslizamento de umas sobre as outras. entre parietal e temporal. 4) Ligamentos articulares: São cordões de tecido fibroso que tem função de reforçar a cápsula articular.2. simplesmente estando em contato com o outro. também são temporárias.Circundação: São movimentos em que o segmento descreve círculos em torno de um eixo. Evita o atrito entre as articulações. Ex: movimento de afastamento do membro anterior. Articulação composta: Formada por número superior a dois. Ex. Ex: aproximação do úmero + rádio e ulna. Normalmente encontram-se em nível de membros. Articulação tipo Gínglimo ou troclear: Articulação típica de dobradiça realizando movimentos angulares.Abdução e adução: O primeiro é sinônimo de abertura e significa o movimento de afastamento do osso do eixo mediano.2. possui função de manter fixa a superfície articular. o aumento é extensão.1) Cartilagem hialina ou Sincondrose: Articulação cujo meio de união é unicamente cartilagem. Ex. evitando dor.

septos intermusculares.4 ARTICULAÇÕES MUSCULARES OU SISARCOSES Nos mamíferos domésticos. portanto a parte ativa do músculo.1. Articulação do tipo trocóide: Neste tipo de articulação o movimento se limita a rotação de um segmento ao redor do eixo longitudinal do outro. tendão de outro músculo. Realmente. 6. muito resistentes e praticamente inextensíveis. escápulo-umeral (cavidade glenóide da escápula e cabeça do úmero). Nele predominam as fibras musculares. encontra-se uma camada mais frouxa que envolve os pequenos feixes (fascilados) nos quais as fibras estão agrupadas denominada de perimísio.2 Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos Um músculo esquelético típico possui uma porção média e 2 extremidades. Ex. constituídos por tecido fibroso denso. isto é. ainda. A porção média é vermelha in vivo e recebe o nome de ventre muscular.3. Atlanto-axial Articulação Esferoidal: Caracteriza-se pela recepção de uma cabeça articular numa cavidade de forma apropriada. Ex. Abaixo do epimísio. pois não está sob o domínio da vontade do indivíduo. etc. MIOLOGIA 6. Tanto tendões quanto aponeuroses são esbranquiçados e brilhantes. como também. mantém unidas as peças ósseas. recebem o nome de aponeuroses. Estas células são gigantes e visíveis a olho nu quando isoladas. O músculo cardíaco. 6. embora. apresentam uma estriação dupla: longitudinal e transversal. Os músculos de fibras lisas. existem ainda as articulações tronco apendiculares anteriores. A camada delicada de revestimento que envolve cada fibra muscular denomina-se endomísio. articulações e músculos. O músculo esquelético é envolto como um todo por uma densa camada de fáscia denominada epimísio. sendo denominadas fibras musculares devido a sua dimensão e forma. não assegura só à dinâmica. 5. enquanto que os ossos são os elementos passivos. As definições acima referidas têm exceções: os tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto. diminuem de comprimento sob a influência de um estímulo. 5. podendo fazê-lo em outros elementos: cartilagem. São voluntários porque suas contrações estão sob influência da vontade do indivíduo. a musculatura não apenas torna possível o movimento.3 Considerações sobre o músculo esquelético O músculo isolado é composto de várias células unidas por tecido conjuntivo. O aparelho locomotor é constituído pelos ossos. Reveste o esqueleto. 6. verdadeiras alavancas biológicas. Executam dois movimentos principais: extensão e flexão (angulares) e acessoriamente.1. Músculos são órgãos que gozam da propriedade de contrair-se. o qual é proveniente do sistema nervoso. a parte contrátil. Permite a maior variedade de movimentos: flexão e extensão (no eixo horizontal-frontal). Os músculos de fibras estriadas de contratibilidade rápida. sendo. são também chamados de músculos viscerais da vida orgânica e de interiores. Em um grande número de músculos. o que lhes vale o nome de esquelético. Quando as extremidades são cilíndricas ou então tem a forma de fita.. geralmente avermelhados. abdução e adução e rotação em torno do eixo vertical. cotilóide do quadril e cabeça de fêmur). mas também a estática do corpo.1. união da escápula ao tronco. 6.4 Fáscia muscular . estes últimos são elementos ativos do movimento. seja constituído de fibras estriadas. art. lateralidade e deslizamento. determinando a posição e postura do esqueleto. isto é. cápsulas articulares. Constituem os músculos motores do esqueleto. porque suas atividades não estão sob influência da vontade do indivíduo.1 Variedade dos músculos Os músculos são formados por tecido muscular estriado. A musculatura. Tendões e aponeuroses servem para prender o músculo ao esqueleto. Quando são laminares. da vida de relação e. derme. de exteriores.1 Generalidades sobre músculos Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. liso e cardíaco. possuem coloração vermelho pálido ou creme e são chamados involuntários. que são a união de ossos estabelecidas apenas por músculos. as fibras têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente ao osso. Ex. têmporo-mandibular e articulação do joelho (fêmuro-tíbio-patelar). chamam-se tendões. art. Estes componentes de tecido conjuntivo se fundem em cada extremidade do “ventre” muscular formando os tendões e/ou aponeuroses pelas quais o músculo se fixa. desprovidos de clavícula. 4.1. por isso. encontra-se em uma classificação aparte. Articulação Condilar: São constituídas por 2 côndilos. de contratibilidade lenta. articulação coxo femoral (cav. Entram na constituição das paredes de muitas vísceras ou órgãos internos e. Ex. 6.

Quer os músculos pares. Músculo fixador: são músculos utilizados para estabilizar partes do corpo numa posição para permitir a atuação dos agonistas. o fácil deslizamento dos músculos entre si. Relações: Constituem uma parte muito importante na anatomia topográfica.1. os músculos superficiais são sempre mais longos que os profundos. Para executar seu trabalho mecânico. a fáscia muscular pode apresentar-se espessada e dela partem prolongamentos que vão terminar se fixando ao osso. o músculo deixa de funcionar e por esta razão entra em atrofia. denomina-se inserção à extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca.1. isto é.1. dependendo de sua função. mas os pontos mais importantes se estudam geralmente nas descrições anatômicas. raça. por exemplo. triangulares. atravessando a articulação do cotovelo. modificando a ação de um agonista e não se opondo ou facilitando diretamente um determinado movimento. etc. Ao contrair-se. Às vezes a fáscia muscular. inclusive. É grande a diferença entre o músculo gêmeos e o músculo oblíquo externo do abdômen. idade e sexo. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo. Origem e inserção: por razões didáticas convencionou-se chamar origem à extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca. Origem e inserção são também denominadas respectivamente de ponto fixo e ponto móvel. tais como o diafragma e o esfíncter anal. Nos membros.5 Volume O volume dos músculos é muito variável. geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção é distal. 6. principalmente nos membros são fusiformes. inserção. que neles penetram e se ramificam intensamente. 6.8 Situação Quase todos os músculos são pares. o número de músculos é de + 500. Forma: os músculos podem ser longos. 6. largos. executa flexão do antebraço e consideramos sua extremidade umeral (proximal) como origem e sua extremidade ulnar (distal) como inserção. é necessário que eles estejam dentro de uma bainha elástica de contenção. 6. em outras complexa. Ação: pertence mais ao estudo da fisiologia. os músculos necessitam de considerável quantidade de energia. Nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo. formando um extenso leito capilar. como a ação. Nervos e artérias penetram sempre pela face profunda do músculo. O músculo braquial prende-se na face anterior do úmero e da ulna. A linha mediana que assinala a união dos músculos pares correspondentes denomina-se rafe. os músculos recebem eficientemente suprimento sangüíneo através de uma ou mais artérias. Em uma determinada região. Músculos antagonistas: aqueles que se opõe ativamente a um determinado movimento produzido por outro músculo ou grupo de músculos. Por contraposição. encontram-se em ambos os lados do plano longitudinal médio. pois assim são melhores protegidos.6 Peso O peso dos músculos varia de poucas gramas a quilogramas e o peso total da massa muscular corresponde a + 50% do peso total do corpo. direção. Em certos locais. situados no plano mediano longitudinal.1.7 Número É variável o número de músculos porque também é variável o número de ossos nas diversas espécies animais. papel executado pela fáscia dos músculos.1.1. curtos. Permitindo. Para que os músculos possam exercer eficientemente um trabalho de tração ao se contrair. com exceção do diafragma que apresenta notável assimetria. 6. posição. mas é variável em função da espécie. quer os músculos ímpares. Em alguns casos a ação é simples. Irrigação sangüínea e inervação: já vimos que a atividade muscular é controlada pelo sistema nervoso central. 6. sendo denominados septos intermusculares.11 Músculo esfíncter . isto é.1. No eqüino. são relativamente simétricos. Poucos são os músculos ímpares. Músculos sinergistas: são aqueles que podem eliminar um efeito indesejável.10 Denominações quanto à ação Músculos agonistas: um músculo ou grupo de músculos que produzam um determinado movimento (ação). etc. forma. Em vista disso. Sendo que o nome está determinado por várias considerações.9 Particularidades usadas para descrição de um músculo Nome: o nome dos músculos é mais variável ainda do que os usados para os osso.È uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo de coloração branca brilhante. é muito espessa e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto. Estes separam grupos musculares em lojas ou compartimentos e ocorrem freqüentemente nos membros. 6. Os músculos longos. Se caso o nervo for seccionado.

nervo genitofemural.1. que segue na linha mediana ventral desde a cartilagem xifóide até a extremidade cranial da sínfese pélvica (púbica). estes são concêntricos. porém planos. esfíncter anal. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres (Ex. bíceps braquial.12 Músculo orbicular Neste caso as fibras também se distribuem formando círculos. c) Porção braquial: está apresentada pelo músculo cutâneo omobraquial.1. constitui a hérnia inguinal.1. entrando em contração sob a ação da vontade. situado na borda livre do músculo oblíquo interno.1. como segmentos de tubos. Músculos do membro torácico 1. b) Porção cervical: está apresentada pelo músculo cutâneo do pescoço e encontra-se na região ventral do pescoço. É um cordão “fibroso”. a saída do canal. O anel inguinal profundo é a entrada abdominal do canal. tríceps ou quadríceps. 6. formando verdadeiros anéis. porém.17 Linha branca Também chamada de linha alba ou alva. A saída de órgãos para o canal e através dele. resultando disso músculos grandes. que reveste o canal onde se acha o tendão. Está aderida a pele. Pelo canal passam no macho os componentes do funículo espermático e em ambos os sexos.Quando as fibras se dispõem em círculos paralelos. o seu estado normal é em relaxamento. análogas as membranas sinoviais das articulações e desempenham a mesma função. enquanto que os orbiculares apresentam o mesmo tônus que os outros.14 Quanto ao ventre muscular Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular. isto é. Ex. b) Bainha sinovial: está disposta ao redor do tendão. conduz também. d) Porção abdominal: está representada pelo músculo cutâneo do tronco (matambre). 6. São então classificados como músculos bíceps. 6. o anel inguinal superficial.1 Grupo dorsal M. As paredes são justapostas e unidas por tecido areolar. 6. de um modo geral incompleta. situando-se entre tendão e músculo ou músculo e esqueleto. A linha branca serve de ponto de inserção para os músculos abdominais de ambos os lados. está contida entre os dois ramos da aponeurose do músculo oblíquo externo. Os esfíncteres são anexos às vísceras e estão normalmente em contração. relaxando-se sob o estímulo da vontade. rombóide da cabeça .16 Membrana sinovial São bolsas de paredes delgadas. diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. músculo digástrico) e poligástricos os que apresentam número maior como é o caso do músculo reto do abdome. aderida ao tendão e externa.1. apresentando duas capas: interna. vasos eferentes dos linfonodos inguinais superficiais (escrotais ou supramamários). Não cobre todo o corpo e pode ser dividido em quatro porções: a) Porção facial: está representada pelo músculo cutâneo da face. tríceps do braço e quadríceps da coxa. Consiste numa delgada capa muscular.18 Canal inguinal É uma fenda existente na parede abdominal na altura da virilha. 6. trapézio Porção cervical Porção torácica M. Cobre a face externa do ombro e do braço. e fixado ao restante do esqueleto de modo muito frouxo. Ex.1. exceto por onde passam as estruturas. 6. Músculos do cinturão escapular 1. 6.1.13 Músculo cutâneo O músculo cutâneo é uma delgada capa muscular desenvolvida na fáscia superficial. a artéria e veia (geralmente) pudendas externas.15 Quanto ao número de cabeças Quando os músculos se originam por mais de um tendão. com tendões intermediários situados entre eles. entre a parte carnuda do músculo oblíquo interno do abdome de um lado e a porção lateral da aponeurose do músculo oblíquo externo do outro. omotransverso M. Apresentam-se em duas formas: a) Bolsa sinovial: é uma simples bolsa que se interpõe entre um ponto de bastante pressão.

2 Grupo medial M. Músculos do ombro 2. flexor carpo ulnar Cabeça umeral Cabeça ulnar M. pronador redondo M. redondo menor 2. bíceps braquial M.2 Grupo ventral M. reto do tórax . digital comum (comum dos dedos) M. coracobraquial 3. serrátil ventral 2. tensor da fáscia antebraquial M. supinador 4. grande dorsal 1. deltóide Porção acromial Porção escapular (seccionar) M. carpo ulnar ou ulnar lateral M. ext. redondo maior M. ext.2 Grupo flexor M.M. braquial M. ancôneo 4. flexor digital superficial M. ext. rombóide cervical M. infraespinhal M. Músculos do antebraço e mão 4. peitoral profundo M. rombóide torácico M. tríceps Cabeça longa Cabeça lateral (seccionar) Cabeça medial Cabeça acessória M. supraespinhal M. peitoral superficial M. Músculos do tórax M. flexor carpo radial M. longo do polegar ou 1º dedo (M. extensor do 1º e 2º dedo M. digital lateral M. flexor digital profundo Cabeça umeral Cabeça radial Cabeça ulnar M. ext. subescapular M. Músculos do braço M. ext. braquiocefálico (seccionar em nível do “tendão clavicular”) Porção cleidocervical Porção cleidomastóide Porção cleidobraquial M. extensor carpo radial M. pronador quadrado 5.1 Grupo lateral M. oblíquo do carpo) M.1 Grupo extensor M.

serrátil dorsal cranial M.2 Linha branca (observar) 8. psoas menor M. bíceps femural (seccionar) M. peitoral superficial M.1 Canal inguinal (observar) 7. pectíneo M. rombóide torácico M. glúteo médio (seccionar) M. semimembranoso M. Músculos abdominais M. intercostal externo M. íliocostal M. transverso abdominal M. quadrado lombar M.1. tensor da fáscia lata M. abdutor caudal da perna 10. rombóide cervical M. psoas maior M. oblíquo externo do abdome (seccionar) M. coccígeo M. oblíquo interno do abdome (seccionar) M. intertransverso 9. retrator das costelas (cão dissecado) M. grande dorsal M. cremaster externo (só nos machos) 7. reto abdominal M. Músculos sublombares M. Músculos mediais da coxa M. ilíaco M. escaleno M. reto interno ou grácil M. sartório Porção cranial Porção caudal M.2. trapézio Porção cervical Porção torácica M. adutor M. “Músculos da cauda” M. serrátil dorsal caudal M. levantador do ânus / diafragma pélvico (cão dissecado) 10. diafragma (cão dissecado) 6. Músculos da região espinho dorso lombar M. transverso torácico (cão dissecado) M. Músculos do membro pélvico 10. peitoral profundo M. quadrado femural M. semitendíneo M. Músculos laterais da anca e da coxa M. glúteo superficial (seccionar) M. intercostal interno M. longo dorsal 7. obturador externo .M. serrátil ventral (porção torácica) M. glúteo profundo M.

2 Grupo dorsal M. complexo (seccionar) M. ext. extensor longo do 1º dedo M. Músculos do pescoço 11. trapézio M. escaleno 11. flexor digital medial M.3. esternotirohioideo M. masseter M.3. digital longo (longo dos dedos) M. longo do pescoço M. flexor digital profundo M. oblíquo caudal da cabeça M. digástrico M. esplênio (seccionar) M.2 Grupo flexor M.M. quadríceps femural (seccionar) Vasto lateral Vasto intermédio Vasto medial Vasto femural 10.1 Músculos mandibulares M. flexor digital lateral M. reto dorsal maior da cabeça M. esternohiodeo M. orbicular da boca M. elevador do lábio superior M. flexor digital superficial M. temporal M.1 Grupo extensor M. extensor digital curto 10. esternocefálico (seccionar) Porção esternomastóide Porção esternoccipital M. obturador interno (cão dissecado) M. gêmeos M. elevador nasolabial M. extensor digital lateral M. gastrocnêmio Cabeça lateral Cabeça medial M. serrátil ventral M. fibular curto M. oblíquo cranial da cabeça M. longo da cabeça M. tibial cranial M.1 Grupo ventral M. Músculos da cabeça M. fibular longo M. frontal 12. milohiodeo . longo da cabeça e do atlas 12. omotransverso M.3 Músculo da perna e do pé 10. poplíteo 11. zigomático M. bucinador M. canino M. rombóide M.

intercostal externo Origem. Inserção. Ação. e.rafe dorsal mediana e ligamento supra-espinhal. que perfura o pilar direito e que dá passagem ao esôfago e . tuberosidade lateral da extremidade proximal do rádio e superfície lateral da ulna .flexionar a articulação do cotovelo. Inserção. M. no intervalo entre os dois pilares por onde passa a aorta. Músculos do tórax M. M. diafragma É um músculo ímpar que separa a cavidade torácica da abdominal. na face palmar da falange distal.estender a articulação do cotovelo M. Ação. M. o hiato esofágico. O diafragma é perfurado por três aberturas: o hiato aórtico.flexionar os dedos e o carpo. As várias cabeças se unem formando um tendão forte que se insere na tuberosidade do olécrano.borda cranial da costela.puxar as costelas cranialmente na inspiração. M. M. Inserção. O pilar direito da parte lombar esta inserido no ligamento longitudinal ventral.elevar a escápula.COMENTÁRIOS SOBRE ORIGEM. Ocupa o espaço entre a borda caudal da escápula e o úmero. M.extremidades proximais das falanges (todas) dos dedos III. A parte costal prende-se na superfície interna das costelas e cartilagens.tuberosidade do rádio e em parte adjacente da ulna. Ação. extensor digital lateral Origem.tubérculo supraglenóide.espinha da escápula.processo extensor da falange distal (de cada dedo funcional). lateral e medial).estender as articulações digitais e cárpicas. flexor digital profundo É formado por três cabeças: umeral. um centro tendinoso. Ação. Inserção. IV e V. A porção muscular está dividida numa parte costal e esternal e numa parte lombar composta por dois pilares. Inserção. INSERÇÃO E AÇÃO DE ALGUNS MÚSCULOS: Músculos do membro torácico: M. veia ázigos e ducto torácico. tríceps do braço Possui três cabeças de origem (longa. bíceps braquial Origem. M.palmarmente nas falanges médias. Ação. Inserção. Ação. radial e ulnar. Ação. Ação. Inserção. sendo no cão quatro (acessória). Esta dividida em uma porção carnosa periférica. Estreita os espaços intercostais e evita o deslocamento para fora ou para dentro da parede durante a respiração.oposta a do intercostal externo.epicondilo lateral do úmero. Ação. extensor digital comum Origem. e por meio deste até as primeiras 3 ou 4 vértebras lombares.estender as articulações dos dedos III.flexionar os dedos e o carpo.borda cranial da costela.borda caudal da costela. trapézio Origem. flexor digital superficial Origem. É o principal músculo da inspiração e aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. A esternal na superfície dorsal da cartilagem xifóide. IV e V.linha semilunar.borda caudal da costela. intercostal interno Origem. o pilar esquerdo está fixado de modo semelhante nas 1º e 2º vértebras lombares.cranialmente na extremidade distal do úmero. Inserção.epicôndilo medial do úmero e caudalmente no rádio. principalmente no processo extensor da falange distal desses dedos.

Músculos do membro pélvico M. M. o joelho e o tarso (pé).proximalmente no fêmur. M. . Ação. defecação. Ação. Ação. ao ligamento patelar e ao bordo cranial da tíbia. Inserção. Inserção. que passa ventral ao reto e atinge a linha alba.face medial do corpo da tíbia e por meio da fáscia da perna também se liga à tuberosidade do calcâneo. atuando na termorregulação. Ação. caudalmente à última costela em comum com o oblíquo externo.origina-se das superfícies ventrais das cartilagens das costelas e esterno. e a partir da tuberosidade coxal e porção adjacente do ligamento inguinal. reto abdominal Origem.estende a quadril.trocanter maior do fêmur.alguns fascículos craniais se inserem diretamente na última costela. Inserção. oblíquo abdominal interno Origem. Inserção. M.quando se contrai.côndilo medial do fêmur e côndilo medial da tíbia. faz a rotação medial do membro pélvico. após cruzar a superfície interna do reto do abdome. semitendinoso Origem.é um extensor excepcionalmente potente da articulação do coxal com certo potencial de abdução. M.estende o quadril. Ação.tuberosidade isquiática. Inserção. M.semelhante à dos músculos oblíquo externo e interno. glúteo médio Origem.se origina das superfícies internas das últimas costelas e dos processos transversos das vértebras lombares.flexiona a parte toracolombar da coluna vertebral além das ações semelhantes ao oblíquo externo e interno. Inserção.estende o quadril.tuberosidade isquiática e ligamento sacrotuberal. pectíneo Origem. Inserção.sua parte costal emerge das últimas costelas e a parte lombar emerge da última costela e da fáscia toracolombar. mas em sua maior parte são prolongados por uma aponeurose. Músculos abdominais M. Ação. oblíquo abdominal externo Origem. ajuda na micção.aduzir o membro posterior. na respiração e locomoção.semelhante ao músculo oblíquo externo.na parede abdominal ventral.nervos vagos dorsal e ventral. localizado no centro tendinoso dando passagem a veia cava caudal.túnica vaginal próximo ao testículo.sua aponeurose se insere na linha alba. e o forame da veia cava. Também é empregado no ajuste da postura.fáscia toracolombar . Forma uma aponeurose ampla que se insere na linha alba e no ligamento púbico. A parte que se liga ao fêmur estende o joelho e a parte que se liga à tíbia flexiona ou estende o joelho. M. semimembranoso Origem. dependendo da posição do membro. cremaster externo Origem. bíceps femoral Origem.eminência ílio púbica e ligamento púbico.origina-se da superfície externa do ílio e da fáscia glútea. M. transverso abdominal Origem. M. Ação.borda livre do oblíquo interno do abdômen. Ação. A parte caudal do músculo flexiona o joelho. Ação. Inserção.elevar o testículo.na borda púbica por meio de um potente tendão pré-púbico. flexiona o joelho e estende o tarso. Também pela fáscia da perna se insere na tuberosidade calcânea. Inserção. parto (“prensa abdominal”).por meio da fáscia da coxa e da perna se insere à patela.tuberosidade isquiática. Ação. Inserção.

superfície lateral do ramo da mandíbula (ramo). fáscia e ligamentos da face medial do joelho.tuberosidade calcânea e falanges médias.as duas cabeças emergem das tuberosidades medial e lateral do fêmur. Ação. Inserção. M.processos extensores das falanges distais. Origem. gastrocnêmio Origem. M. Inserção. Ação. quadríceps femoral É composto por quatro partes: reto femoral. No cão. Origem. Ação. flexor digital superficial Origem. Inserção. Ação.flexionar as duas primeiras articulações digitais.principal extensor do joelho.porção bucal e porção  músculo orbicular junto ao ângulo da boca. M. . pois o músculo prolonga-se distalmente à patela pelos ligamentos patelares. estender a articulação do quadril M. assegurando que a tensão seja dirigida ao longo do seu eixo longitudinal. extensor digital lateral Origem. em carnívoros estende e abduz o quinto dedo.fossa supracondilar (ou tubérculo na face caudal) do fêmur.M. É o principal componente do tendão calcanear comum. Junto à origem do gastrocnêmio.promover a aproximação da mandíbula com o maxilar. Inserção.superfície plantar de cada uma das falanges distais. M. Inserção. Os vastos medial. extensor digital longo Origem. só de um lado tracionar em direção ao lado ativo. bucinador Origem. Ação.tuberosidade calcânea. intermediário e lateral se originam das faces medial.flexionar os dedos e estender o tarso.flexão do tarso. Inserção.porção bucal  osso maxilar e porção molar  porção molar da mandíbula. Origem.fossa temporal. O reto femoral tem ação secundária na flexão do coxal.aduzir o membro. Ação.extremidade proximal da fíbula.levantar a mandíbula.auxilia na depressão da mandíbula e abertura da boca. Inserção. Músculo da bochecha: M. Ação.em toda a sínfise pélvica e na superfície ventral do púbis e do ísquio e parte adjacente do arco isquiático. vastos medial.falange média do dedo funcional mais lateral. Ação. adutor Origem.crista facial (região maxilar) e arco zigomático. flexor digital profundo É composto por três músculos: flexor lateral. Ação. flexor medial e tibial caudal.ao longo dos dois terços distais da face medial do fêmur. entretanto acredita-se que a função básica é se opor à curvatura da tíbia. na origem de cada tendão há um osso sesamóide. na metade proximal da fíbula e na membrana interóssea adjacente. Inserção. Ação. Inserção. flexionar o joelho e estender o tarso.estender os dedos e flexionar o jarrete.medialmente na borda ventral da parte molar da mandíbula. Inserção. M. masseter Origem. M. vasto intermédio e vasto lateral. digástrico É composto de dois ventres unidos por um tendão.pode ser um flexor do joelho.se origina da extremidade distal do fêmur. M.dois terços proximais da tíbia. cranial e lateral do corpo do fêmur.o reto femoral origina-se do corpo do ílio. temporal Origem.a inserção comum é na tuberosidade da tíbia.processo jugular (paracondilar) do occipital.processo coronóide da mandíbula. Músculos mandibulares M. Inserção.

# Rede admirável: uma ou mais arteríolas se ramificam indefinidamente até os capilares. Os ramos que derivam dos troncos maiores podem ser dos seguintes tipos: Ramos colaterais: são os ramos emitidos pela artéria principal. relativamente rígidas e seu lúmem vazio (a menos que preenchidas por massas para facilitar a dissecação). ANGIOLOGIA Estuda o sistema vascular sangüíneo (artérias e veias). que são os vasos por onde o sangue circula. que continua a existir. estes em seguida vão se unindo para formar vasos mais calibrosos. As artérias partem do coração e vão se ramificando sucessivamente. TECIDOS . É constituído por artérias e veias. o sistema linfático. Ramo visceral: ramos oriundos de uma artéria principal que vão irrigar as vísceras.1 SISTEMA VASCULAR SANGUÍNEO Sua função é transportar através do sangue nutrientes e oxigênio à todas as células que constituem o organismo. cada ramo com menor calibre. Ramos terminais: quando a artéria principal emite ramos e deixa de existir por causa desta divisão estes ramos são chamados de terminais. Quando um ramo colateral segue em direção oposta da artéria de origem este é chamado de ramo recorrente.Ação. . as artérias distinguem-se de outros vasos por suas paredes brancas. o coração bem como a circulação sangüínea. recorrente colateral ramos terminais Ramo parietal: ramo oriundo de uma artéria principal que vai irrigar as paredes das cavidades existentes no corpo do animal. que é constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. até atingirem os capilares. A função desta rede é fornecer maior aporte de oxigênio para o local ou órgão em que se encontra.2 ARTÉRIAS À dissecação. 7.movimento medial da bochecha. 7. # Capilares: conexões entre as menores artérias e veias a nível de tecidos.ARTÉRIA – AR TERÍOLAS – CAPILARES – VÊNULAS – VEIA A maioria das artérias é acompanhada de uma ou mais veias de mesmo nome chamadas então de veias satélites. 7. pressionando desta forma o alimento entre os dentes. Este conjunto de vasos é denominado de rede admirável e é encontrado na base do encéfalo e nos glomérulos renais. espessas.

A maioria apresenta válvulas. 7. Começa no sulco coronário e dirigi-se ventralmente até a borda cranial do coração. veia ázigos. uma dorsal (átrios) e uma ventral (ventrículos) . A ligação é feita a partir de ramos de artérias e veias.4. assegurando fluxo numa só direção e evitando o refluxo quando a circulação fica estagnada. duas faces (esquerda e direita) e duas bordas (cranial e caudal).átrio direito e átrio esquerdo: cavidades superiores e menores . entre veias ou entre uma artéria e uma veia. ou seja. encontra-se apoiado sobre o osso esterno. um ápice ou vértice. ocupando a maior parte do espaço mediastínico médio. já a borda caudal é quase vertical e corresponde ao nível da sexta costela. Cada átrio apresenta uma projeção externa sobre o ventrículo do mesmo lado chamada de aurícula . porém as cavidades do lado esquerdo não se comunicam com as do lado direito. porção mais ventral e estreita do coração. As veias recebem tributárias (veias menores) e seu calibre vai aumentando à medida que se aproximam do coração. bombeia sangue continuamente através dos vasos sanguíneos para todo o organismo. Pode ser entre artérias. A borda cranial é convexa. Nas artérias o sangue circula centrifugamente (do coração para a periferia). aspecto aparentemente colapsado (colabado) e sua capacidade sempre maior do que as artérias associadas.4 CORAÇÃO O coração é um órgão muscular oco que. Veias emissárias: são vasos sangüíneos localizados dentro da cavidade craniana que têm a função de recolher o sangue venoso dos seios da duramáter e levá-lo até as grandes veias da base do crânio. já nas veias o sangue circula de maneira centrípeta (da periferia para o coração).1 MORFOLOGIA EXTERNA Apresenta uma base. porção mais dorsal do coração. que se repetem a intervalos ao longo de seu comprimento. O ápice.septo atrioventricular: divide o coração em duas porções. Elas aparecem azuis quando preenchidas por sangue coagulado. então denominada anastomose arteriovenosa. Sua maior porção (60%) se encontra à esquerda do plano médio entre a terceira e sexta costelas e cranialmente ao diafragma. 7. de modo geral. # Anastomose: este termo significa ligação. que se localizam as raízes dos grandes vasos que chegam e saem do coração.7.sulco subsinuoso ou longitudinal direito: coloca-se sobre a face direita do coração. união. Também inicia no sulco coronário e dirigi-se para o vértice do coração. por meio de contração rítmica. veia cefálica e veia safena lateral. 7. veias cava. Seu tamanho varia consideravelmente entre as espécies e também entre indivíduos.4. # Estes sulcos são ocupados pelos vasos coronários que vão irrigar o músculo miocárdio.3 VEIAS As veias distinguem-se por suas paredes mais finas.ventrículo direito e ventrículo esquerdo: cavidades inferiores e maiores Os átrios e ventrículos do mesmo lado se comunicam entre si através dos óstios (orifícios) atrioventriculares.sulco coronário: indica a separação entre átrios e ventrículos . é relativamente maior em espécies menores e em indivíduos de pequeno porte.septo interatrial: separa o átrio direito do átrio esquerdo. A cavidade cardíaca é dividida internamente por septos: . As faces direita e esquerda são convexas e apresentam sulcos que indicam a divisão do coração em quatro compartimentos: . É na base. aquelas que não seguem o mesmo trajeto de uma artéria são: veia jugular. Está localizado na cavidade torácica. . As principais veias não satélites.sulco paraconal ou longitudinal esquerdo: coloca-se sobre a face esquerda do coração. veia porta.2 MORFOLOGIA INTERNA O coração apresenta 4 cavidades: .

Miocárdio: é a camada média. O pericárdio (fibroso) usualmente une-se ao esterno (ligamento esternopericárdico).3 ESTRUTURA MACROSCÓPICA DO CORAÇÃO As camadas da parede do coração são as seguintes: epicárdio. composta de músculo estriado cardíaco.Orifício atrioventricular direito . Encontram-se localizados dorsalmente no átrio. VENTRÍCULO DIREITO Localizado ventralmente e cranialmente no coração. # Fossa oval: é uma pequena depressão do septo interatrial que corresponde ao forame oval na vida fetal. Está contido no mediastino (espaço entre os pulmões). Pericárdio fibroso: é a porção mais externa do pericárdio.Orifício da veia cava cranial: localiza-se dorsalmente no átrio direito . O seio coronário é o local de abertura das veias coronárias.5 TRAJETO DE ALGUNS VASOS SANGUÍNEOS . Este orifício também possui uma valva tricúspide sem cordas tendíneas denominada valva da aorta. Apresenta os seguintes orifícios: . O controle de sua atividade é feita através do vago (parassimpático) e do simpático. Quando ocorre a sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta o que poderia provocar a projeção das válvulas para dentro do átrio e conseqüentemente o refluxo de sangue.4. mas liga-se ao diafragma (ligamento frenicopericárdico) nas espécies domésticas em que o eixo cardíaco é mais oblíquo (cão). A cavidade pericárdica é uma simples fenda capilar. Apresenta os orifícios das veias pulmonares que nos animais domésticos são em torno de cinco a oito veias. Consiste em uma lâmina de tecido fibroso que envolve o coração e os grandes vasos. que contem líquido seroso. Pericárdio seroso: localizado internamente ao fibroso. Localiza-se dorsalmente e cranialmente no ventrículo. porém sem cordas tendíneas chamada valva do tronco pulmonar. 7. para permitir o movimento do coração no seu interior. Já para prevenir o excesso de distensão do ventrículo durante a diástole (dilatação) ventricular. miocárdio e endocárdio. ÁTRIO DIREITO Localiza-se na porção mais dorsal e cranial do coração. Para evitar esta situação existem as chamadas cordas tendíneas. Também é uma membrana serosa. Apresenta os seguintes orifícios: .Orifício do seio coronário: localiza-se ventralmente à abertura da veia cava caudal.septo interventricular: separa o ventrículo esquerdo do ventrículo direito Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos que permitem a passagem do sangue somente na direção do átrio para o ventrículo que são as valvas atrioventriculares. (pericárdio visceral) Endocárdio: fina camada de superfície lisa contínua ao revestimento dos vasos sangüíneos que reveste internamente o coração. ÁTRIO ESQUERDO Localiza-se na porção mais dorsal e caudal do coração. As valvas são formadas por cúspides ou válvulas (abas ou pregas em forma de meia lua). Lâmina visceral: acha-se aderida a face externa do coração (epicárdio).Orifício do tronco pulmonar: localiza-se na porção mais dorsal e cranial do ventrículo. É bastante espesso e resistente. É a porção contrátil do coração. VENTRÍCULO ESQUERDO Localizado ventralmente e caudalmente no coração. feixes musculares localizados na borda livre das válvulas.Orifício da veia cava caudal: sobre a borda caudal do coração . existem faixas finas de músculos transversos que se estendem desde o septo interventricular até a parede oposta (externa) denominado trabécula septo-marginal (cintas moderadoras).Orifício da veia ázigos: abre-se na veia cava cranial ou dorsalmente à abertura dessa . O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração como um todo. 7. que as prendem aos músculos papilares que são projeções do miocárdio nas paredes internas do ventrículo. É constituído por duas lâminas: lâmina parietal e lâmina visceral. tem relação com a borda caudal do coração. A valva atriventricular direita possui 3 cúspides (válvulas) e é chamada de valva tricúspide. entre o pericárdio visceral (epicárdio) e o pericárdio parietal. Lâmina parietal: acha-se aderida a face interna do pericárdio fibroso..Orifício atrioventricular esquerdo .Orifício aórtico: origem da artéria aorta. cuja função é fechar os orifícios atrioventriculares durante a sístole. Apresenta os seguintes orifícios: . Este orifício apresenta também uma valva tricúspide. Epicárdio: membrana serosa que reveste externamente o coração. já a valva atrioventricular esquerda apresenta 2 cúspides (válvulas) e por isso é chamada de valva bicúspide ou mitral. PERICÁRDIO O pericárdio é essencialmente uma bolsa fibroserosa que envolve o coração e a origem dos grandes vasos.

Esta passa sobre a superfície medial do úmero. Em seguida penetra mais profundamente entre os músculos para cruzar a superfície medial do fêmur e atingir a face caudal da coxa. Torna-se artéria femoral ao deixar o abdome através da lacuna vascular (localizada entre o ligamento inguinal e a pelve). Seu maior ramo no antebraço é a artéria interóssea comum. com uma localização ideal para tomada de pulso. Drena para o átrio direito o sangue proveniente da cabeça. pescoço e membro torácico. Na altura da quinta ou sexta vértebra lombar se divide em seus ramos terminais: as artérias ilíacas internas e externas e sacra média (ausente no eqüino). que é o seio carotídeo. já a artéria subclávia esquerda origina-se diretamente do arco aórtico. Em sua subida pelo pescoço acompanha o tronco nervoso vagossimpático. A artéria subclávia emite ainda quatro ramos que chegam medialmente à primeira costela ou primeiro espaço intercostal: artéria vertebral. torácica externa. A artéria carótida externa (o maior dos ramos) segue como o prolongamento direto do tronco original até emitir seus ramos finais: artéria maxilar e artéria temporal superficial. e se encontra sob a proteção do músculo flexor radial do carpo. A veia cava cranial segue através do mediastino cranial.a) ARTÉRIA AORTA Origina-se do ventrículo esquerdo. Continua caudoventralmente na pelve a partir de sua origem na aorta caudal à origem da ilíaca externa. tronco costocervical. g) ARTÉRIA FEMORAL Sua primeira parte tem uma posição superficial entre o músculo sartório e o músculo pectíneo onde forma uma saliência visível. A artéria ilíaca externa é a principal artéria do membro posterior. artéria torácica interna e artéria cervical superficial. circunflexa cranial do úmero (exceto suíno) e continua-se com o nome de artéria braquial. a. torácica lateral (carnívoros e suíno). A artéria axilar emite os ramos: a. onde logo muda de nome passando a se chamar artéria mediana após emitir a artéria antebraquial profunda. Nas demais espécies se forma pela união das veias jugular externa e subclávia na entrada do tórax. b) TRONCO BRAQUIOCEFÁLICO Origina-se do arco aórtico e passa pela superfície ventral da traquéia. ventral e à direita da traquéia. Esta artéria fornece sangue para o membro torácico e para as estruturas do pescoço. a. A artéria carótida interna no seu início apresenta uma pequena dilatação. Atravessa o diafragma pelo hiato aórtico. junto aos tendões dos músculos redondo maior e grande dorsal. Emite a artéria radial no antebraço e se continua para pata. Acima da laringe as artérias carótidas comuns emitem seus ramos terminais: artérias carótidas externa e interna. É a principal fonte de sangue para a pata. subescapular e a. atingindo a face craniomedial do cotovelo e continuando pelo antebraço. h) VEIAS CAVAS CRANIAL E CAUDAL Veia cava cranial: no cão e suíno é formada pela união das veias braquiocefálicas direita e esquerda. e) ARTÉRIA MEDIANA Segue pela face caudomedial do antebraço acompanhando o nervo mediano. segue cranialmente como aorta ascendente e após um curto trajeto curva-se dorsalmente e para a esquerda (arco aórtico) a partir de onde passa a ser denominada de aorta descendente localizando-se ventralmente às vértebras. Ao nível do segundo espaço intercostal ele origina as artérias subclávias e carótidas comuns (no cão somente a subclávia direita) c) ARTÉRIAS CARÓTIDAS As artérias carótidas comuns se originam separadamente no cão e suíno e pelo tronco bicarotídeo nas demais espécies. f) ARTÉRIAS ILÍACAS INTERNA E EXTERNA A artéria ilíaca interna irriga as vísceras pélvicas e paredes pélvicas. d) ARTÉRIAS SUBCLÁVIAS Nos caninos e suínos somente a artéria subclávia direita origina-se do tronco braquiocefálico. Prossegue sobre a cápsula da articulação do joelho como artéria poplítea. d) ARTÉRIA BRAQUIAL A artéria braquial é a continuação da artéria axilar. . caudal ao úmero. e) ARTÉRIA AXILAR O grande tronco do membro torácico cruza a axila e continua-se distalmente acima da superfície medial do braço. Na altura da borda cranial da primeira costela curva-se para entrar no membro torácico onde passa a se chamar artéria axilar. A parte cranial ao diafragma denomina-se aorta torácica e a parte caudal aorta abdominal. sendo que está artéria se oblitera (degenera) após o nascimento nos ruminantes. Origina-se junto à terminação da aorta e segue ventrocaudalmente pelo abdome onde emite a artéria femoral profunda.

é uma circulação coração-tecidos-coração. Após as trocas. A circulação se faz por meio de duas correntes sangüíneas. Seu trajeto através do pescoço ocupa o sulco entre o músculo braquiocefálico dorsalmente e o músculo esternocefálico ventralmente. ficando veia porta interposta entre as duas redes. a troca de CO2 por O2. sem passar por um órgão intermediário. Em condições normais. tem início no ventrículo direito de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos pulmões. o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares. as quais em última instância. A primeira corrente sai do ventrículo direito através do tronco pulmonar e se dirige aos capilares pulmonares. as quais desembocam no átrio direito.ou pequena circulação. onde existem extensas redes de vasos capilares nos quais se processam as trocas entre o sangue e o tecido. de onde o sangue passará para o ventrículo direito. existem anastomoses entre os ramos de artérias e veias entre si. há necessidade da oxigenação constante de seu próprio sangue. A outra corrente sangüínea saí do ventrículo esquerdo. O sangue oxigenado resultante é levado pelas veias pulmonares e lançado no átrio esquerdo. estabelecendo-se uma efetiva circulação colateral. o sangue carregado de resíduos e CO2 retornna ao coração através de numerosas veias. É provável que a circulação colateral possa estabelecer-se a partir de capilares. há o cordão umbilical.CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA NO FETO Durante o período que o feto permanece no interior do útero materno. de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. pela união das veias ilíacas comuns (direita e esquerda). onde se processa a hematose. não há muito passagem de sangue através destas comunicações. Estas são em maior ou em menor número dependendo da região do corpo. já a esquerda desemboca diretamente no átrio direito. a partir do arco palmar venoso superficial. Em resumo. constituído por uma veia e duas artérias umbilicais (além do úraco. pelve e membro pélvico para o átrio direito. tem início no ventrículo esquerdo. cada uma delas formada pela união de uma veia ilíaca interna e uma veia ilíaca externa. Recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e do abdome. Tipos de circulação: a) Circulação pulmonar .1. as quais partem ao mesmo tempo do coração. A veia linguofacial é a principal drenagem das estruturas mais superficiais e mais rostrais da cabeça e a veia maxilar daquelas mais profundas e mais caudais. 7. pelo forame da veia cava caudal. b) Circulação sistêmica . o que se faz através da placenta ao umbigo do feto. i) VEIA JUGULAR EXTERNA Se forma junto ao ângulo da mandíbula. são tributárias de dois grandes troncos venosos. onde recebe as veias intercostais. ou seja. pela união das veias linguofacial e maxilar.ou grande circulação. que vai a bexiga urinária).neste tipo de circulação. j) VEIA ÁZIGOS É formada pela união das primeiras veias lombares e passa pelo hiato aórtico para o tórax. pois é utilizada para introdução de substâncias por via endovenosa. a qual vaise ramificando sucessivamente e chega a todos os tecidos do organismo. pela artéria aorta. o sangue passa a circular ativamente por estas variantes. a fim de que sejam mantidas as reações metabólicas do ser em desenvolvimento. Drena o sangue procedente do abdome.6 CIRCULAÇÃO DO SANGUE A circulação é a passagem do sangue através do coração e dos vasos. incluindo a cavidade cranial. pela adição de tecidos as suas paredes. provida de uma rede capilar no intestino (onde há a absorção dos alimentos) e outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem complexos processos metabólicos). Em síntese. para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre. Como não há funcionamento dos pulmões e conseqüentemente respiração pulmonar o oxigênio deve provir do organismo materno. Paradoxalmente. de onde passará ao ventrículo esquerdo. o sangue retorna pelas veias ao átrio direito. aprofunda-se ventralmente passando através do fígado e do diafragma. A veia ázigos direita desemboca na veia cava cranial.6. Conclui-se que a circulação colateral é um mecanismo de defesa do organismo. junto à entrada da pelve. chegando ao átrio direito do coração. Isto acontece na circulação portal-hepática. uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares. pela veia umbilical corre .normalmente. Começa na face palmar da pata. Segue no braço entre os músculos peitoral e braquiocefálico para se unir a veia jugular externa na parte inferior do pescoço. 7. é uma circulação coração-pulmão-coração. Após as trocas. mas no caso de haver obstrução parcial ou total de um vaso mais calibroso que participe da rede anastomótica. l) VEIA CEFÁLICA É uma veia superficial de grande importância nos cães. O cão só possui a veia ázigos direita. veia cava caudal e veia cava cranial. Corre na região sub-lombar: à direita da artéria aorta. convertendo-se em artéria ou veia. d) Circulação portal . c) Circulação colateral . Depois de sofrer hematose. É formada pelas veias esplênica (gastroesplênica) e mesentérica cranial e caudal. juntamente com a veia ázigos e o seio coronário.Veia cava caudal: forma-se no teto do abdome.

desemboca diretamente na veia cava caudal e outro ramo se anastomosa com a veia porta.O forame oval fecha-se permanecendo em seu lugar uma depressão. e dessa forma vai ter também a aorta.Linfonodo axilar: região axilar Tórax – Linfonodos mediastinicos: mediastinicos craniais.SISTEMA LINFÁTICO Tem como função a defesa do organismo. Alguns dos principais linfonodos são: Cabeça – Linfonodo parotídeo: entre a glândula parótida e o músculo masséter. Os laterais situam-se na fossa do atlas e os mediais contra o teto da faringe. Do átrio direito o sangue é conduzido totalmente a artéria aorta. Do umbigo. É constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. Por ocasião do nascimento e desde que os pulmões comecem a respirar. mediastínico médio ao redor da base do coração e mediastínico caudal (ausente no cão) próximo ao esôfago junto ao diafragma. passando a constituir o ligamento venoso.No bovino e cão o ducto venoso (que une a veia umbilical a veia cava caudal) também se oblitera. 3. o ligamento arterioso. onde o sangue misturado é novamente oxigenado para retornar ao feto. . Membro torácico – Linfonodo cervical superficial (pré-escapular): cranialmente à articulação do ombro e escápula. e deste vai ao ventrículo esquerdo atravessando o óstio átrioventricular esquerdo.As artérias umbilicais tornam-se cordões fibrosos. constituindo-se o ligamento redondo do fígado. pela veia umbilical. 5. e em menor quantidade. Linfonodo mandibular: grupo de linfonodos situados no espaço intermandibular. A aorta difunde o sangue arterial (misturado com o venoso) por todo o corpo fetal.O ducto arterioso (que une o tronco pulmonar a aorta) oblitera-se. ao atingir as artérias ilíacas internas. Quantidade mínima de sangue do tronco pulmonar que posa ir aos pulmões retorna pelas veias pulmonares ao átrio esquerdo. . Outra parte do sangue do átrio direito. o qual. que são as artérias umbilicais. No bovino e no cão. encontrado no fígado destas espécies. O líquido que extravasa ao nível dos capilares sangüíneos e difunde-se pelos espaços intersticiais das células constitui o que chamamos de linfa. O sangue do ventrículo esquerdo atinge a aorta para se distribuir.A veia umbilical se oblitera. a todo o organismo do feto. ou junto à glândula mandibular no ângulo da mandíbula. passa para o ventrículo direito através do óstio átrioventricular direito. a veia umbilical ao chegar no fígado se bifurca. que é a fossa oval.Linfonodo brônquico: ao redor da bifurcação da traquéia. que passa a ser encontrada no animal adulto. próximo a articulação temporomandibular. após ramifica-se nos capilares deste sangue (misturado) é levado pelas veias hepáticas. mesmo que para isso tome caminhos diferentes. Do ventrículo direito segue pelo tronco pulmonar.Linfonodos mesentéricos: junto ao mesentério . em parte segue pelos ramos destas existentes somente no feto.sangue arterial. o qual se liga a aorta por um ducto anastomótico denominado ducto arterioso. As artérias umbilicais vão até ao cordão umbilical para atingirem a placenta. Também fazem parte do sistema linfático o baço (descrição junto com o sistema digestivo) e o timo. a veia umbilical se dirige ao fígado se anastomosa com a veia porta e penetra na glândula. sem apresentar modificações muito sensíveis. 2. A linfa circula dentro dos vasos linfáticos e é composta basicamente por glóbulos brancos. 8. por suas ramificações. São os seguintes os fenômenos que ocorrem: 1. Linfonodos retrofaríngeos laterais e mediais. predominando quase que exclusivamente os linfócitos os quais são produzidos pelos linfonodos. passando a constituir os ligamentos redondos da bexiga. essa última desemboca no átrio direito do coração. modifica-se completamente a circulação sangüínea. enquanto as duas artérias umbilicais servem de condução de sangue venoso que corre em direção contrária ao coração do feto. um ramo denominado ducto venoso. Vísceras abdominais – Linfonodos portais: junto à veia porta . a veia cava caudal. sendo representado por um travessão conjuntivo. Toda a linfa do organismo é conduzida de volta à corrente sangüínea através de dois ductos: o ducto torácico que é o principal coletor de linfa e o ducto traqueal. pequenos nódulos que se encontram distribuídos em diversas partes do corpo ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. A maior parte do sangue contido no átrio direito (sangue arterial misturado com venoso) passa para o átrio esquerdo através de um orifício existente no septo interatrial que é o forame oval. direita e esquerda. pois é responsável pela produção dos glóbulos brancos. 4.

ausente no cão) na face lateral do ligamento sacroisquiático (sacrotuberal largo). Prega: serosa conectante entre dois órgãos viscerais (ex. O diafragma separa a cavidade torácica das cavidades abdominal e pélvica (abdominopélvica). contribuindo para o desempenho de papeis fisiológicos sistêmicos mais complexos. Víscera é o plural do latim. Origina-se na cisterna do quilo. sobre a face esquerda da traquéia. mesovário). funções normais. deriva do grego e significa órgão interno (entranhas). estrutura semelhante. que recebe linfa do abdômen. agrupados em sistemas pela sua origem comum. que coletam a linfa da cabeça. Um ducto linfático direito pode estar presente efetuando a drenagem de estruturas torácicas craniais direitas. A parede das cavidades revestidas pelas serosas permite a divisão em três seções: serosa parietal. Para designação especial do mesentério. Ela reveste os órgãos e a parede interna das cavidades do tronco.Linfonodo poplíteo: junto a fossa poplítea. situação particular. Logos – estudo. regride gradativamente até praticamente desaparecer. A raiz splanchnon. intestino. prega ileocecal). A membrana serosa é uma membrana contínua fina que reveste as cavidades corporais e cobre os órgãos cavitários. terminando de modo semelhante ao ducto torácico. É uma estrutura lobulada (com semelhança de glândula salivar) que ocupa aparte ventral do mediastino cranial. juntamente com outros elementos. eu me nutro. pelas conexões especiais. Os órgãos são unidades suprateciduais. Ducto torácico: é o principal coletor de linfa. O ducto passa pelo hiato aortico para o mediastino. para terminar normalmente na veia jugular esquerda ou na veia cava cranial. mesojejuno. serosa intermediária (de conexão) e serosa visceral. Quando desenvolvem-se estendem-se desde a região cervical (ao lado da traquéia) até o pericárdio (mediastino cranial) sendo que a porção cervical regride penetrando em algumas espécies (cão por exemplo). Possui a capacidade de secretar um líquido sero-aquoso e de reabsorvê-lo. Em casos isolados os mesentérios são também designados como ligamento ou como prega. . mesogastro.Pelve e membro pélvico – Linfonodo ilíacos mediais: junto à origem das artérias ilíacas externa e interna. ou vescor. . Mesentério em sentido amplo é o tipo de peritônio de conexão entre o trato intestinal e reprodutivo e a parede abdominal. Entende-se por serosa parietal a lâmina que adere internamente à parede corpórea. é usado o prefixo meso e o nome grego para o qual se dirige esse mesentério (mesórquio. Serosa intermediária é àquela túnica serosa que une a porção parietal com a visceral ou duas serosas viscerais.Linfonodo isquiático: (presente nos ungulados. relações. viscus que significa órgão interno. viscus. víscera. abdominal e pélvico.Linfonodo subiliaco (pré-femural) (não tem no cão): a frente do músculo tensor da fáscia lata ou junto ao músculo sartório . Origina-se nos linfonodos retrofaríngicos. e unem-se ao ducto torácico (lado esquerdo) ou linfático direito. . Timo: é um órgão que tem importância máxima em jovens. Estas cavidades são revestidas de membrana serosa. CAVIDADES CORPORAIS São constituídas dos compartimentos torácico. onde se multiplicam originando a competência imunológica pré-natal. Seguindo cranioventralmente. Ducto traqueal: geralmente é um vaso par. conhecida como pleura na cavidade torácica e peritônio na cavidade abdominal.Linfonodo inguinal superficial (supramamário ou supraescrotal): dorsalmente à glândula mamária ou escroto. Também podem desembocar na veia jugular correspondente próximo a entrada torácica. Tanto o ducto torácico como o ducto linfático direito podem receber o(s) ducto(s) traqueal(is) correspondentes. ESPLANCNOLOGIA GERAL (ORGANOLOGIA) CONSIDERAÇÕES GERAIS Organologia é o estudo dos órgãos. definidos como instrumentos de função. que acompanha o trajeto da traquéia no pescoço. da pelve e membros pélvicos. O seu córtex produz linfócitos T imunocompetente que vão para corrente sangüínea chegando aos linfonodos. sob o músculo bíceps da coxa. caudais ao joelho. .

c) Forame da veia cava: abertura no centro do diafragma para a veia cava caudal. vagina. onde reveste os testículos.Ligamento: serosa de conexão entre a serosa parietal e a serosa visceral. O centro tendinoso é uma região aponeurótica em forma de V no centro do diafragma. A pleura visceral é também conhecida como pleura pulmonar. A porção retroperitonial é caudal e limitada pelo peritônio abdominal. nervos e o cordão espermático. Podem-se distinguir órgãos ocos (tubulares. A pleura parietal divide-se em pleura costal. Entram neste espaço o esôfago. A porção caudal do tórax é preenchida com vísceras abdominais. O diafragma se projeta como uma cúpula para dentro do tórax. A abertura torácica cranial (entrada torácica) é a entrada na cavidade torácica formada pelo primeiro par de costelas. b) Hiato esofágico: localizado ventral ao hiato aórtico. É formado dorsalmente por uma porção lombar que consiste de dois pilares direito e esquerdo. ARQUITETURA FUNCIONAL DAS VÍSCERAS Vísceras são estruturas ou órgãos que apresentam cavidade ou não e são revestidas por camadas especiais (externa. o pericárdio e a cavidade pericárdica. 1. o esôfago. que é formada pelo osso sacro. Entrada pélvica: é a comunicação entre as cavidades abdominal e pélvica. inervado pelo nervo frênico. a pleura visceral ou o pericárdio visceral. A cavidade vaginal do funículo espermático é um divertículo da cavidade peritonial.Cavidade abdominal: é o espaço dentro do tronco entre o diafragma e a cavidade pélvica. O limite entre a cavidade abdominal e a pélvica é marcada pela linha terminal. Fundos de saco da cavidade peritonial: reflexão caudal do peritônio entre os órgãos e a cavidade pélvica. A porção peritonial da cavidade pélvica é cranial e limitada pelas bolsas do peritônio abdominal. Camada externa: Pode ser denominada túnica serosa. O diafragma tem três aberturas entre o tórax e o abdômen: a) Hiato aórtico: é a abertura na porção dorsal do diafragma para a passagem da aorta abdominal (também para veia ázigos e ducto torácico). Abertura abdominal da tuba uterina: é uma abertura para fora da cavidade abdominal (peritonial) na fêmea.. vaginal e vulvar. Seu movimento cranial ou caudal decresce ou aumenta o volume do tórax durante a expiração ou inspiração. formados por membranas que forram parcial ou totalmente a cavidade torácica. uterina. Cavidade peritonial: É um espaço potencial entre o peritônio parietal e visceral localizado na cavidade abdominal e parte da cavidade pélvica. No macho: o peritônio é um saco fechado que se estende para o escroto. somente uma pequena quantidade de líquido lubrificante. Na fêmea: o peritônio não constitui um saco fechado. próstata. pois apresenta um orifício ao nível da extremidade proximal da tuba uterina que conecta a cavidade peritonial com o exterior através da luz tubárica. as vértebras e as esternébras conectadas. a pleura. Canal inguinal: é uma abertura através da parede abdominal por onde passam vasos sanguíneos. Túnica serosa é o peritônio visceral. Diafragma: é um músculo em forma de cúpula que separa as cavidades torácica e abdominal. lateralmente pela porção costal e ventralmente pela porção esternal. sacro e as duas primeiras vértebras caudais.Cavidade torácica: é o espaço no qual estão contidos os órgãos torácicos. respectivamente. Contém o reto. A cavidade pleural localiza-se na cavidade torácica e se divide em sacos pleural direito e esquerdo. Exemplo de órgão retroperitoniais: rim e porção cranial do ureter. túnica fibrosa ou cápsula ou ainda túnica albugínea conforme o órgão em questão. e que também revestem parcial ou totalmente os órgãos nelas contidos. Um grupo especial de órgãos é aquele constituído pelos sacos serosos. Neste espaço não há órgãos. cilíndricos ou cavitários) por apresentarem grandes cavidades e órgãos sólidos ou parenquimatosos. a traquéia e os grandes vasos. os troncos vagais dorsal e ventral e os vasos esofágicos. É o principal músculo envolvido na respiração.. o canal anal e as porções pélvicas das vísceras reprodutivas e urinárias. abdominopélvica e escrotal. média e interna). adventícia. Entre os sacos pleurais fica o mediastino onde o coração encontra-se envolvido pela sua própria cavidade pericárdica com as lâminas parietal e visceral (epicárdio). É uma lamina destas serosas que cobre a víscera e se continua com a porção parietal da membrana de nome . etc. diafragmática e mediastinal. Retroperitonial: É o termo usado para estrutura localizada entre o peritônio e a parede cavitária sem conexão peritonial ou também aplicado para porção dos órgãos pélvicos não envolvidos pelo peritônio. Omento: dupla camada de peritônio de conexão entre o estômago e órgãos abdominais ou parede abdominal. 2.Cavidade pélvica: É o espaço limitado pelos ossos pélvico. O diafragma fecha a abertura torácica caudal. as cavidades pleurais. 3. pela linha arqueada do osso ilíaco e pela margem cranial do púbis.

Associados com os ossos e cartilagens da camada de suporte estão os músculos nasais que regulam a abertura das narinas. frontal. esta normalmente é denominada cápsula. no esôfago e no canal anal. com diferenciações especiais da musculatura longitudinal e musculatura circular ou oblíqua. pois isto provoca a evaporação de fluídos. A lâmina muscular é composta de três camadas de fibras musculares lisas. a parte cervical do esôfago (túnica adventícia) e os rins (cápsula fibrosa). enquanto a estriada tem a tendência de estar disposta como músculos individuais. pleura para os pulmões e pericárdio para o coração. rostral aos olhos. Quando uma víscera não está relacionada com sacos serosos. formando camadas extensas. O suporte ósseo da parede é formado pelos ossos: nasal. estará envolvida por tecido conjuntivo. O sistema respiratório é responsável pela troca de gases entre o sangue e a atmosfera e dentro de limites melhora a qualidade do ar inspirado e regula seu fluxo. A porção caudal do septo. zigomático e placa perpendicular do osso palatino. A túnica mucosa foi assim denominada porque pode produzir muco que fornece uma camada viscosa para a superfície relacionada com o lume do órgão. quando um componente se contrai. As bordas livres dos ossos nasal e incisivo providenciam inserção para as cartilagens nasais que suportam as narinas. a primeira constituindo essencialmente de tecido fibroso denso e branco e a última com muitas fibras elásticas de textura mais frouxa. seja através das narinas e assim para fora do organismo ou através da faringe. Os piloros normalmente denominados esfíncteres são mecanismos de abrir e fechar orifícios ou canais. por onde o ar entra nas cavidades nasais e se continua pela faringe. umedecido e aquecido sendo seu volume regulado pelas narinas e laringe. a qual está conectada diretamente ou indiretamente a muitos seios paranasais. A região olfatória registra a presença de substâncias nocivas no ar e ativa um reflexo que fecha a passagem de ar pela laringe. O ar inspirado é aquecido pelos extensivos plexos vasculares da mucosa respiratória da cavidade nasal. seu oponente se relaxa e vice-versa. lacrimal. resfriando assim seus corpos. Camada média: é a túnica muscular. Outras túnicas de caráter semelhante são conhecidas como albugínea ou túnica adventícia. como por exemplo. Os músculos . no sistema digestório atua em ambas funções. A musculatura lisa tende a ser contínua. Atuam em perfeito equilíbrio funcional. é formada pela placa perpendicular do etmóide. O diafragma e os outros músculos respiratórios governam o volume respiratório pelo aumento ou diminuição da cavidade respiratória. Glândulas seromucosas nas paredes dos condutos respiratórios servem para adicionar umidade ao ar. no caso das glândulas. estriadas ou cardíacas. Septo nasal: forma a separação entre as narinas e divide a cavidade nasal em metades direita e esquerda. O osso vômer sustenta a cartilagem nasal. traquéia e pulmões.1. formada por fibras musculares lisas. lâmina muscular da mucosa e a tela submucosa. maxilar. Camada interna: é a túnica mucosa. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: CAVIDADE NASAL. 1. PULMÕES E PLEURAS. de modo que.Parede do nariz: consiste da pele externamente. óssea.NARIZ O nariz humano se projeta distintamente da face. incisivo. BRÔNQUIOS. Os condutos respiratórios são compostos de um epitélio pseudoestratificado ciliado e produtor de muco. O epitélio da mucosa pode ser de secreção ou absorção. 1. facilitando a evaporação de secreções glandulares e saturando o ar com água (que é importante no olfato). É a responsável pelo movimento da parede dos órgãos e sua ação é de compressão ou propulsão. nos mamíferos domésticos é incorporado à face formando grandes áreas dorsal e lateral. O sistema respiratório começa nas narinas. uma camada média de suporte de osso ou (rostralmente) de cartilagem. Rostralmente o septo consiste de cartilagem que começa progressivamente mais flexível em direção ao ápice. A quantidade de sangue que flui através destes plexos pode ser regulada e este aquecimento adicionado ao fluxo de ar. com papel de suporte. no entanto. Na passagem pelas narinas até os alvéolos o ar é usualmente purificado. O fluxo de ar respiratório que usualmente passa através do nariz. FARINGE. pode passar diretamente através da boca com exceção do eqüino. e uma membrana mucosa que cobre a cavidade nasal. onde a passagem respiratória cruza com a do sistema digestório e as partículas são eliminadas através da deglutição. As musculaturas lisa e estriada podem ser encontradas juntas em ambas as extremidades do trato digestório. TRAQUÉIA.semelhante. onde o órgão de fonação está contido na laringe. O ápice do nariz dos carnívoros e suínos. A musculatura circular pode bloquear a entrada ou a saída de conteúdo da cavidade de um órgão. A lâmina própria constitui a estrutura ou esqueleto da mucosa. sobressai alguma extensão da face. LARINGE. que forra os órgãos e compreende a lâmina própria da mucosa. A troca de gases ocorre nos alvéolos pulmonares onde o sangue dos capilares alveolares faz contato com o ar através de uma parede alveolar extremamente fina (hematose). Túnica fibrosa: muitos órgãos são circundados por túnicas fibrosas. A região olfatória está localizada na porção caudal da cavidade nasal. Os cães freqüentemente respiram através da boca. responsável pela abertura e fechamento do lúmen de um órgão. As narinas no ápice levam para dentro da cavidade nasal. laringe. peritônio para o intestino. O som é produzido na laringe principalmente pelo ar expirado. O movimento como ondas dos cílios transportam finas partículas de poeira que ficaram presas pelo epitélio úmido.

Apresenta funções obscuras. 5. Consiste de muitas cartilagens cobertas no seu interior por membrana mucosa. 2. As cartilagens estão conectadas umas as outras no osso hióide e na traquéia pelos ligamentos e músculos. que estão em comunicação com a cavidade nasal. porção nasal do osso frontal e rostro do pré-esfenóide. 4. etmóide e pelo vômer. O osso vômer está inserido na superfície dorsal destes ossos e suporta o septo nasal. Concha nasal ventral: origina-se da crista conchal do maxilar e é independente da concha etmoidal. Atua como proteção térmica e mecânica das cavidades da órbita. Nesta porção a mucosa é especializada em olfação (região olfatória) e contém terminações do nervo olfatório e glândulas. esfenoidal e lacrimal (nos suínos e ruminantes). A laringe dos mamíferos domésticos situa-se ao nível da base do crânio. A divisão entre cavidades nasal e cranial é formada pelo etmóide. Concha nasal média: nos carnívoros Meato nasal ventral: é o mais largo. situa-se entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal e projetase para dentro da nasofaringe. mas no eqüino a pele com pêlos comuns se estendem dentro desta por uma curta distância. dentro do espaço intermandibular nos eqüinos e ruminantes e mais caudal nas outras espécies. O palato duro separa a cavidade oral da nasal. 1.NASOFARINGE O ar inspirado após deixar a cavidade nasal passa através das coanas para dentro da nasofaringe que se situa dorsal ao palato mole. A maior parte da porção média e septo da cavidade nasal (região respiratória) é coberta de mucosa de epitélio pseudoestratificado ciliado e contém principalmente glândulas serosas. Quando ingurgitadas estes plexos dilatam como tecidos eréteis e impedem o fluxo de ar. São bem desenvolvidos no eqüino (músculo canino) e podem transformar normalmente as narinas semilunares em circulares.2.SEIOS PARANASAIS São espaços preenchidos com ar e cobertos de mucosa respiratória extremamente fina e pouco irrigada. que são duas aberturas separadas pelo vômer. A porção média é a maior porção e contém as conchas ou cornetos nasais. estendendo-se do teto da cavidade nasal para o assoalho continuando-se lateralmente com os outros meatos.do nariz e lábios superiores atuam juntos para dilatar as narinas.Assoalho da cavidade nasal: é o teto da cavidade oral. Meatos etmoidais: espaço de ar entre as conchas etmoidais. A maior parte do ar respiratório passa através deste meato. A nasofaringe comunica-se dorsolateralmente com a orelha média através de orifícios como fendas das tubas auditivas. Meato nasal comum: é o estreito espaço entre o septo médio e as conchas. ossificando-se parcialmente com a idade. A submucosa da região respiratória possui numerosos plexos vasculares consistindo de veias. . Esta extensa vascularização aquece o ar causando a evaporação das secreções glandulares e com isso adicionando umidade ao ar inalado. Caudoventralmente a nasofaringe se comunica através do óstio intrafaríngeo com a laringofaringe que é o local onde a via respiratória cruza com a via digestiva.LARINGE É um tubo músculo-cartilaginoso curto que conecta a laringofaringe com a traquéia e contém o órgão da fonação. Sua abertura rostral pode ser fechada para proteção da traquéia e pulmões. palatino (ausente nos carnívoros e suínos). No eqüino. há uma troca de ar relativamente lenta. Os seios retêm suas conexões com a cavidade do nariz. as tubas auditivas são grandemente dilatadas para formar as bolsas guturais. A porção rostral estreita da cavidade nasal (vestíbulo nasal) é usualmente revestida por membrana mucosa que é coberta por um epitélio escamoso estratificado. A porção caudal é pequena e contém as numerosas conchas etmoidais. 3. do processo palatino do maxilar e placa horizontal do osso palatino e está coberta dorsalmente por mucosa nasal e ventralmente por mucosa oral. frontal. Conchas nasais: Concha nasal dorsal: é a concha mais longa dos animais domésticos. mas como suas aberturas são estreitas.CAVIDADE NASAL A cavidade nasal se comunica rostralmente com o exterior através das narinas e caudoventralmente com a nasofaringe através das coanas. Estão presentes os seios: maxilar. Apresenta forma mais ou menos cilíndrica e alongada. especialmente durante a deglutição. ventral a laringofaringe e começo do esôfago. São pobremente desenvolvidos nos suínos e carnívoros. A localização e o estreitamento das aberturas tornam estas propensas a obstruções devido à inflamação ou congestão da mucosa. e mais caudalmente está relacionada com a base do crânio. Estes são particularmente usados na respiração trabalhosa ou quando o animal está farejando. Esta consiste de porções do osso incisivo. Dorsalmente é separado da porção caudal da cavidade nasal por uma divisão horizontal formada pelos ossos palatinos. do nariz e do crânio. reduz o peso da cabeça e aumenta a ressonância da voz. que devido a suas paredes musculares são capazes de dilatação e constrição.

Estrutura: consiste de uma série de anéis cartilaginosos incompletos do tipo hialino que previnem o colapso do tubo e estão cobertos por uma adventícia e revestidos internamente por mucosa. principalmente. São os últimos ramos da árvore brônquica relacionados unicamente com a condução do ar. os quais se dividem dentro de brônquios lobares na entrada dos pulmões. O esternoioideo.Divide-se numa porção cervical e outra torácica. Cartilagens aritenóides: São duas e apresentam forma de pirâmide de 3 lados com seu ápice apontando rostrodorsalmente e com a base na face da cartilagem cricóide. sendo que cada um destes ventila um segmentobroncopulmonar. Situa-se cranial a cricóide e ventral a epiglote e aritenóides. onde esta se bifurca para formar os brônquios principais direito e esquerdo. mas também de tecido elástico. Cartilagem tireóide: É a maior das cartilagens. A base do segmento situa-se contra a pleura e seu ápice aponta para o hilo do pulmão. O esôfago retorna do plano médio e assume sua posição dorsal a traquéia. Em contraste com os brônquios. Cartilagem cricóide: Articula-se com a porção caudal da cartilagem tireóide e está parcialmente coberta pelas lâminas da tireóide. Os bronquíolos respiratórios se dividem uma ou duas vezes e são seguidos pelos ductos alveolares. Tem aparência de anel e consiste de uma lâmina ampla dorsalmente e um arco estreito lateral e ventralmente. que é uma região funcional. Os ramos dos brônquios segmentares dão origem aos bronquíolos. As cartilagens traqueais estão unidas pelos ligamentos anulares que são fundidos ao pericôndrio e consiste principalmente de tecido fibroso. A troca de gases toma lugar nas paredes do alvéolo. O segmento broncopulmonar é em forma de cone. os quais cobrem a superfície ventral da coluna vertebral. Porção torácica: Na cavidade torácica. As subdivisões terminais dos bronquíolos dão origem usualmente a dois bronquíolos respiratórios os quais contém alguns alvéolos. Ventralmente e lateralmente está rodeada pelos músculos cervicais que passam do esterno a cabeça.PULMÕES Os pulmões estão localizados nos sacos pleurais os quais vão juntos medialmente para formar o mediastino. Os brônquios lobares passam dentro de uma porção do pulmão e cada um deles entra e ventila um lobo. os bronquíolos não contêm glândulas e suas paredes não possuem suporte cartilaginoso. Os ductos alveolares terminam no saco alveolar. A pleura que reveste o coração é a pleura mediastinal pericárdica.TRAQUÉIA É um tubo cartilaginoso não colapsável que continua a via respiratória da cartilagem cricóide da laringe para a raiz do pulmão. A traquéia então cruza o arco aórtico no lado direito dorsal a base do coração e no nível do quarto ao sexto espaço intercostal divide-se em 2 brônquios principais. cartilagens aritenóides dorsalmente e cartilagem epiglote rostralmente. o tecido conjuntivo é frouxo. menores que 1 mm de diâmetro. a traquéia continua caudalmente no mediastino. sendo um tecido pulmonar independente dentro de um lobo. A existência de segmentos broncopulmonares pode ser demonstrada pela insuflação de um brônquio segmentar individual. . Os brônquios lobares emitem um grande número de brônquios segmentares. dorsal a veia cava cranial. tem a forma de um V e forma a maior parte da parede lateral da laringe. cartilagem tireóide ventral e lateralmente. No pescoço está relacionada dorsalmente com o esôfago e músculos longo do pescoço e da cabeça. Na superfície dorsal. Os bronquíolos são tubos muito pequenos. 7. caudalmente ao diafragma como pleura parietal diafragmática e medialmente aos órgãos no mediastino ou para outro saco pleural como pleura mediastinal. O número e distribuição dos brônquios lobares não é igual em todas as espécies domésticas e diferem especialmente entre os pulmões direito e esquerdo. um músculo liso com fibras orientadas transversalmente. que estão completamente envolvidos pelos alvéolos. Entre o tecido conjuntivo e a membrana mucosa está o músculo traqueal. Cartilagem epiglote: É a mais rostral das cartilagens da laringe e fecha a entrada desta durante a deglutição. contém tecido linfóide e preenche espaço entre as extremidades livres das cartilagens. Posição: Porção cervical: Situa-se ventralmente e a direita do esôfago.O esqueleto da laringe é composto pelas seguintes cartilagens: cartilagem cricóide caudalmente.ÁRVORE BRÔNQUICA A bifurcação da traquéia dá origem aos brônquios principais que são grossos e curtos. 6. A curta distância cranial a esta bifurcação a traquéia do suíno e dos ruminantes emitem o brônquio traqueal para o lobo cranial do pulmão direito. As paredes dos sacos pleurais aderem lateralmente as costelas como pleura parietal costal. o mais ventral destes está fusionado na linha média e tem que ser separado para expor a traquéia (traqueotomias). 8. O brônquio traqueal presente nos suínos e ruminantes é considerado também um brônquio lobar. O somatório dos alvéolos constitui a superfície respiratória do pulmão. A epiglote se ajusta como uma tampa sobre a entrada da laringe e fecha esta durante a deglutição.

Área de aderência: é o ponto onde os dois pulmões estão em contato direto. Face medial: situada contra os corpos das vértebras torácicas e o mediastino e apresenta impressões dos órgãos localizados nesse local. brônquio cranial – lobo cranial. Impressão cardíaca: local onde está alojado o coração e o pericárdio. Se um animal é sangrado completamente. local de contato com o esôfago. O agregado dessas estruturas é conhecido como raiz do pulmão. Sulco para veia cava caudal: no pulmão direito. Lobos pulmonares: A ramificação da árvore brônquica forma a base para a configuração dos lobos pulmonares. 3. Face diafragmática: onde está à base do pulmão. a cada brônquio pertence um lobo correspondente: por exemplo. 6. brônquio acessório – brônquio acessório. vasos bronquiais e pulmonares e nervos passam do mediastino para o pulmão. 4. é côncava e situada no diafragma. não há pleura nesta área. o pulmão direito não apresenta o lobo médio. etc. pois o coração está localizado mais para este lado. e uma base oblíqua que está caudoventral ao diafragma. Hilo do pulmão: onde o brônquio principal. que emerge diretamente da traquéia como brônquio lobar independente. Eqüinos Pulmão esquerdo: Lobo cranial (apical) Lobo caudal (diafragmático) Pulmão direito: Lobo cranial Lobo caudal Lobo acessório (intermediário) * Não apresenta lobo médio (cardíaco) Carnívoros. As superfícies dos pulmões correspondem às paredes dos sacos pleurais. É mais profunda no pulmão esquerdo. sua cor é vermelho-escuro. Impressão esofágica: coloca-se acima da área de aderência. O pulmão direito tem ainda um lobo médio ventilado pelo brônquio médio e um lobo acessório ventilado pelo brônquio acessório. Assim. A maioria das outras impressões é dorsal a esta. O pulmão direito é sempre maior que o esquerdo numa proporção de 4:3. Em algumas espécies o lobo cranial é dividido dentro de porções cranial e caudal. A atual lobulação dos pulmões nos mamíferos domésticos é dada abaixo. encontra-se a formação de um brônquio traqueal direito. Os pulmões humanos são freqüentemente cinzas. mas se o sangue se mantém no pulmão após a morte.Os pulmões são revestidos pela pleura pulmonar que é continua com o hilo e ligamento pulmonar com a pleura mediastinal. No suíno e nos rumiantes. forma um sulco. Isto também é verdadeiro em animais mantidos em cidades grandes. suínos e ruminantes Pulmão esquerdo: Lobo cranial subdividido em porções cranial e caudal Lobo caudal Pulmão direito: Lobo cranial * Subdividido em porções cranial e caudal nos ruminantes Lobo médio Lobo caudal Lobo acessório Dicas: . deixando somente um espaço capilar que no animal saudável contém uma pequena quantidade de fluído seroso. Nesta região estão os linfonodos bronquiais. De acordo com essa forma de classificação cada pulmão tem um lobo cranial ventilado pelo brônquio cranial e um lobo caudal ventilado pelo brônquio caudal. A cor dos pulmões depende da quantidade de sangue contido neles. 5. Face parietal: situada contra as costelas. Cada pulmão tem a forma de um semicone com um ápice que é direcionado cranialmente e situa-se na entrada torácica. Este fluído facilita o movimento de fricção dos pulmões durante a respiração. 2. Mais profunda no pulmão esquerdo. Eles preenchem seus respectivos sacos pleurais completamente. Apresenta os seguintes acidentes: 1. estes são rosas. diferentemente. azul acinzentado ou mesmo preto devido ao acúmulo de poeira e partículas de carbono. no eqüino. Impressão aórtica: forma um sulco denominado de vascular.

que se localiza dentro da cavidade craniana. é o local onde se encontra os comandos do Sistema Nervoso Central.3.2.Prosencéfalo: Que sofre nova divisão e dá origem a duas vesículas secundárias.2) PARASSIMPÁTICO 9. é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal.TELENCÉFALO . O tubo neural dá origem ao Sistema Nervoso Central. é um brônquio lobar e ventila o lobo cranial do pulmão direito. À proporção que se desenvolve a placa neural torna-se mais espessa e encurva-se longitudinalmente.1) SIMPÁTICO 9.3.1.1 PROSENCÉFALO: . As bordas da goteira neural se fundem para formar o tubo neural. . O primeiro elemento que se origina no sistema nervoso é a placa neural.1.SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) 9. O eqüino tem o pulmão mais compacto enquanto o ruminante tem o mais dividido.2.4 .MEDULA PRIMITIVA: MEDULA ESPINHAL 9. O lobo cranial está dividido em todas as espécies menos no eqüino.1.2 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 9. O progressivo aprofundamento deste sulco originará a goteira neural.2) ARACNÓIDE 9.1.2. branca e cinzenta. o mielencéfalo e o metencéfalo.LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1) EMBRIOLOGIA: O sistema nervoso é o primeiro sistema a ser formado no indivíduo. com exceção do eqüino que não possui o médio. O Sistema nervoso é constituído por dois tipos de substâncias. o telencéfalo e diencéfalo.3.2. O restante do tubo neural forma a medula primitiva que formará a medula espinhal Sistema Nervoso Central é aquele localizado dentro da cavidade craniana e do canal vertebral.METENCÉFALO .Mesencéfalo: Não sofre segmentação secundária.Rombencéfalo: Sofre subdivisão que dá origem a dois segmentos secundários.O pulmão direito é sempre mais completo – 4 lobos.2. A substância branca.2 SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 9. .MENINGES 9. constitui as vias de comunicação das diversas áreas de comando. onde executa as atividades vitais.1 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS E MOTORAS 9.DIENCÉFALO 9. sua origem embrionária é o ectoderma.1 NERVOS ESPINHAIS E CRANIANOS 9. 9 – NEUROLOGIA SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS DO SENTIDO 9.MIELENCÉFALO 9. O lobo cranial só é dividido nos ruminantes. formando o sulco neural.2. formada principalmente por axônios de neurônios.3 ROMBENCÉFALO: .3) PIAMÁTER 9.1 .1. Na porção mais cranial do tubo formam-se 3 vesículas por constrição: .2.2. As três vesículas formam o encéfalo.1) DURAMÁTER 9.2 MESENCÉFALO 9. Brônquio traqueal – presente nos ruminantes e suínos. O pulmão esquerdo sempre apresenta 2 lobos (cranial e caudal). formada em sua maior parte por corpos de neurônios. que é um espessamento dorsal do ectoderma. . A substância cinzenta.2 .1GÂNGLIO NERVOSO 9.3 .

2) CAVIDADES DO TUBO NEURAL A medida que ocorrem as dilatações do tubo neural, sua luz também se altera consideravelmente, resultando no adulto, as seguintes cavidades: - A luz das vesículas telencefálicas laterais formam de cada lado, os ventrículos laterais; - a parte mediana do telencéfalo e o diencéfalo englobam o III ventrículo, que se comunica com os ventrículos laterais por forames interventriculares; - a luz do mesencéfalo permanece estreita e constitui o aqueduto cerebral, que une o III ao IV ventrículo; - a luz dilatada do rombencéfalo forma, sobre a ponte e o bulbo, o IV ventrículo; - a luz da medula primitiva forma, no adulto, o canal central da medula, que a acompanha em quase toda sua extensão. As cavidades encefálicas são revestidas por um epitélio denominado epêndima e contém um líquido denominado líquido cérebro-espinhal ou líquor. 3) MENINGES As meninges são membranas de tecido conjuntivo que envolvem o Sistema Nervoso Central, possuem função mecânica, evitando traumatismo e lubrificando, bem como função biológica, pois contém anticorpos, evitando assim infecções. 3.1) Duramáter É a mais externa das meninges, apresenta-se de cor clara, bastante espessa e vascularizada. Acha-se aplicada diretamente contra os ossos que formam a cavidade craniana e canal vertebral. É constituída por uma lâmina interna e uma externa, que dentro da cavidade craniana estão unidas formando uma única lâmina. Ao nível do canal vertebral estas membranas se separam deixando um espaço entre elas, chamado espaço epidural ou extradural, preenchido por tecido adiposo e vasos sangüíneos. Pregas da Duramáter: São projeções da duramáter preenchendo sulcos da cavidade craniana. São em número de três: - Foice do Cérebro: Prega em forma de meia lua, no sentido longitudinal dorsal, entrre os hemisférios cerebrais. - Tenda do Cerebelo: Coloca-se transversalmente entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo, na cisura transversal do encéfalo. - Diafragma da Cela-Túrsica: Cobre a cela-túrsica e em conseqüência, a glândula hipófise. Seios da Duramáter: São espaços sangüíneos existentes entre as lâminas da duramáter encefálica. Servem para recolher o líquido cérebro-espinhal e também recolher o sangue venoso do encéfalo. Espaço Subdural: Separa a duramáter da aracnóide, contém um líquido com constituição de filtrado sangüíneo. 3.2) Aracnóide Membrana fina e delicada constituída de filamentos que se assemelham a teia de aranha. Situa-se entre a duramáter e a piamáter. - Cisternas Subaracnoideas: São espaços encontrados entre a aracnóide e a piamáter em determinados locais ao nível do Sistema Nervoso Central. - Granulações Aracnoideas: São projeções (pequenas bolsas) da aracnóide para os seios da duramáter. Servem para recolher o líquor do espaço subaracnoideo e eliminá-lo para a duramáter. - Espaço Subaracnoideo: Separa a Aracnóide da Piamáter, contém líquido cérebro-espinhal. Piamáter Adere diretamente o Sistema nervoso Central, colocando-se dentro das saliências e depressões. Na porção terminal do canal vertebral as meninges se projetam formando fios chamado filamento terminal ou cauda equina.

3.3)

4 - LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR É formado pelos plexos coróides*localizados a nível do IV ventrículo, III ventrículo e ventrículos laterais, a partir do sangue. Constitui-se um filtrado sangüíneo com grande quantidade de anticorpos para defesa do organismo. Circula no IV ventrículo, aqueduto cerebral, III ventrículo, ventrículos laterais e no canal central da medula. Supõe-se que ele circule 24 horas, sendo lançado novamente na corrente sangüínea pelas granulações da aracnóide e depois lançado nos seios da duramáter. Funções do líquor e das meninges: - Mecânica: Evita traumas no Sistema Nervoso Central - Imunológica: O líquido contém grande quantidade de glóbulos brancos que protegem contra possíveis infecções.

* Plexos Coróides: São um emaranhado de vasos sangüíneos cobertos pela Piamáter, normalmente apresentam coloração escura.

5- MEDULA ESPINHAL A medula espinhal (medulla spinalis) é uma estrutura alongada, mais ou menos cilíndrica, porém com alguns achatamentos dorso ventrais e algumas variações de forma e tamanho. Começa à nível de forame magno e está em conexão direta com a medula oblonga ou bulbo, rostralmente e se estende até metade da região sacral*. As variações mais importantes são os espessamentos (intumescências) das partes que dão origem aos nervos que suprem os membros torácico e pélvico, e o afilamento final caudal (cone medular). A intumescência cervical é o ponto de origem de nervos que vão inervar o membro torácico, da intumescência lombar partem nervos para o membro pélvico. A medula é dividida em quatro regiões correspondentes as da coluna vertebral. 5.1- Morfologia Externa: Sulco Dorsal Médio ou Mediano Dorsal: Sulco pouco profundo coloca-se dorsalmente e medianamente sobre a medula espinhal e estende-se por toda sua extensão. Sulco Dorso-lateral: Colocam-se de cada lado do sulco dorsal médio. O sulco dorso-lateral está em contato com a raiz dorsal da medula espinhal. Cisura Ventral Média: É profunda, estendendo-se até a metade da medula espinhal, dividindo-a em duas metades. 5.2- Morfologia Interna: É formada por dois tipos de substâncias, branca por fora e cinzenta por dentro. Um simples corte transversal mostra uma massa central de substância cinzenta perfurada na linha média por um pequeno canal central, resíduo do lúmen do tubo neural embrionário. A substância cinzenta, que se assemelha a um H, costuma ser descrita como colunas ou cornos dorsal e ventral. A coloração cinza é devido ao acúmulo de corpos celulares nesta área. A coluna dorsal corresponde a placa alar e contém neurônios aferentes somáticos e viscerais; e a coluna ventral corresponde a placa basal e contém neurônios eferentes somáticos e viscerais. Unindo medianamente as partes de substância cinzenta, temos a comissura de substância cinzenta. A substância branca que envolve a cinzenta é dividida em três funículos de cada lado. O funículo dorsal é contido entre um sulco dorsal raso e a linha de origem das raízes dorsais dos nervos espinhais ou sulco dorso-lateral; o funículo lateral está contido entre as linhas das raízes dorsais e ventrais; o funículo ventral está contido entre a linha das raízes ventrais e uma fissura ventral que penetra profundamente na substância branca, embora deixe uma comissura razoável ligando as metades direita e esquerda, chamada comissura de substância branca. Esta fissura ventral é ocupada por uma massa de piamáter, que surge como uma estria brilhante na superfície da medula. Os funículos são compostos por fibras nervosas ascendentes e descendentes, muitas das quais agrupadas em fascículos ou tratos que possuem a mesma origem, destino e função, transmitem estímulos da periferia para o encéfalo. * No cão termina entre 6 e 7 vértebras lombares. Nos ruminantes, na metade cranial da 2 sacral. No equino, na metade caudal da 2 sacral e no suíno, entre a 2 e 3 sacral.

6

- ROMBENCÉFALO - MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA - METENCÉFALO: PONTE E CEREBELO

6.1- MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA Apresenta-se como um continuação direta da extremidade cranial da medula espinhal, sendo o limite entre eles representado por um plano imaginário que passa imediatamente cranial a raiz do primeiro nervo cervical. Rostralmente limita-se com a ponte, sendo separada desta por um sulco transversal pouco profundo. Sua face ventral repousa sobre a porção basilar do occipital e sua face dorsal apresenta-se quase que inteiramente coberta pelo cerebelo. Superfície Ventral: - Fissura Mediana Ventral: É uma divisão na linha média. Caudalmente é contínua com a fissura do mesmo nome da medula espinhal e rostralmente, é ocupada pelo corpo trapezóide, caudal a ponte. A porção caudal da fissura está parcialmente ocupada pela decussação das pirâmides.

- Pirâmides: São faixas longitudinais de fibras em ambos os lados da linha média, entre a fissura mediana e os sulcos laterais ventrais. Estas fibras (corticomedular e corticospinal) são fibras motoras do córtex cerebral). Na extremidade caudal da medula estas fibras se cruzam para o lado oposto formando o que chamamos decussação das pirâmides. - Sulco Lateral Ventral: É um sulco indistinto, lateral as pirâmides. - Tubérculo Facial: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado das pirâmides. - Corpo Trapezóide: É uma faixa de fibras nervosas transversas colocadas rostralmente na medula oblonga, atrás da ponte. É cruzado em ambos lados da linha média pelas pirâmides. Superfície Dorsal: Visível somente após a retirada do cerebelo. A porção dorsal da medula oblonga é semelhante a medula espinhal em sua metade caudal. Na metade rostral, forma: - Sulco Mediano dorsal: É a continuação rostral do sulco mediano dorsal da medula espinhal. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou Corpos Restiformes: São feixes de substância nervosa colocados transversalmente de cada lado do sulco dorsal médio. - Fossa Rombóide: É o assoalho do IV ventrículo. Sua metade caudal é ocupada dorsalmente pela medula oblonga. Comunica-se caudalmente com o canal central da medula e rostralmente como interior do mesencéfalo, o aqueduto cerebral. - Tubérculo e fascículo Grácil: Lateralmente ao sulco mediano dorsal. - Tubérculo e fascículo cuneiforme: Localiza-se lateral ao tubérculo e fascículo grácil. 6.2 METENCÉFALO 6.2.1- PONTE É um grande feixe de substância nervosa colocado transversal e ventralmente à medula oblonga, adiante do bulbo e caudal ao mesencéfalo. Constitui-se em uma protuberância convexa larga que diminui de tamanho lateralmente. As superfícies laterais da ponte são mais estreitas e são chamadas braços da ponte, os quais se continuam dorsalmente e se estendem até o interior do cerebelo. Os braços da ponte são também chamados pedúnculos cerebelares médios. A superfície dorsal da ponte corresponde à parte rostral da fossa rombóide. As fibras transversais que constituem grande parte da estrutura da ponte formam a via nervosa que une os hemisférios cerebrais aos hemisférios cerebelares. - Sulco Basilar: É uma ligeira depressão na linha média, devido a presença de fibras piramidais orientadas longitudinalmente. 6.2.2- CEREBELO É uma grande massa de substância nervosa colocada dorsalmente à medula oblonga. É um órgão globular de formato irregular, ligeiramente comprimido rostrocaudalmente, com seu diâmetro maior no eixo transverso. Está separado dos hemisférios cerebrais pela fissura transversa e a tenda do cerebelo, uma prega transversal da duramáter, que a ocupa. Cobre inteiramente a fossa rombóide, os colículos rostral e caudal e os pedúnculos cerebelares rostrais. A borda rostral e parte da superfície rostral do cerebelo estão cobertas pelos lobos occipitais cerebrais. O cerebelo liga-se a outras partes do Sistema Nervoso Central por inúmeras fibras que compõe os pedúnculos cerebelares. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou corpos restiformes: Emergem na superfície dorsal da parte rostral da medula oblonga e penetram no cerebelo na superfície ventral. Ligam as medulas oblonga e espinhal com o cerebelo. - Pedúnculos Cerebelares Médios: Penetram no cerebelo entre os pedúnculos rostrais e caudais e consiste de fibras que vêm da ponte. São os braços da ponte. - Pedúnculos Cerebelares Rostrais: Também chamados de braços conjuntivos. Emergem rostralmente aos pedúnculos cerebelares médios e formam o limite lateral da parte rostral do IV ventrículo. Unem o mesencéfalo ao cerebelo. Externamente o cerebelo é dividido em 3 porções: - Vermis: Porção mais mediana e saliente do cerebelo;

Substância Branca internamente: De forma arborescente (arbor vitae).RININCÉFALO 8. ao nível de fossa interpeduncular.1. colocada caudal a hipófise. estão em contato com o corpo geniculado lateral e são relacionados com funções visuais. 8. Elementos que formam as paredes do IV ventrículo: . mais caudal. constituindo os tratos ópticos. quase esféricos e separados daqueles por um sulco. * Colículos Rostrais: São consideravelmente maiores e mais escuros que os caudais.Substância Cinzenta externamente. verificamos que também é formado por substância branca e cinzenta: .CAVIDADE DO MESENCÉFALO É o aqueduto cerebral. em uma secção mediana sagital o cerebelo divide-se em vários lóbulos. onde encontramos os seguintes elementos adiante dos pedúnculos cerebrais: * Corpo Mamilar: Elevação esbranquiçada de redonda a oval. Superfície Dorsal: .EPITÁLAMO . médio e caudal. quase branco. Uma faixa larga e plana prolonga o colículo caudal ventrorostralmente dentro do corpo geniculado medial. 6. muito proeminentes. ovóides e largos. 7.Tecto Dorsal ou Lâmina Quadrigêmia: Consiste de quatro eminências pares (colículos) com superfícies arredondadas. 8. comunica-se caudalmente com o IV ventrículo e cranialmente com o III ventrículo.HIPOTÁLAMO * TELENCÉFALO .DIENCÉFALO: É a porção do encéfalo situada sob os hemisférios cerebrais.MESENCÉFALO É uma parte relativamente pequena do cérebro situada entre a ponte caudalmente e o diencéfalo rostralmente. São planos. * Colículos Caudais: São consideravelmente menores que os rostrais. Os pedúnculos são feixes fibrosos grandes que contém fibras originadas no cérebro com destinação espinhal e medular. . Os dois colículos rostrais são separados por um sulco muito profundo. 7.. Após o quiasma. A função principal do cerebelo é conferir equilíbrio ao animal. Superfície Ventral: * Pedúnculos Cerebrais: Representam a parte basal do mesencéfalo. * Quiasma Óptico: É o ponto de encontro ou convergência das fibras do nervo óptico na base do diencéfalo.TÁLAMO . denominado língula e o último. as fibras ópticas se continuam. separadas umas das outras por sulcos transversais e sagitais.PROSENCÉFALO (cérebro) * DIENCÉFALO . apresentando-se como uma continuação direta em sentido rostral. .parede ventral: formada pela ponte e medula oblonga .Hemisférios Cerebelares: São em número de dois e colocados de cada lado do vermis. Ao corte mediano. sendo o primeiro e mais rostral.CAVIDADE DO ROMBENCÉFALO É o IV ventrículo. do mesencéfalo. chamada córtex do cerebelo. com o aqueduto cerebral.HIPOCAMPO .3. Este sulco aumenta rostralmente.1 . Constitui o limite caudal do hipotálamo. o qual coloca-se entre os pedúnculos cerebrais e os colículos. comunica-se caudalmente com o canal central da medula e cranialmente.parede lateral: formada pelos pedúnculos cerebelares rostral. Estão relacionados com funções auditivas. entre os pedúnculos cerebrais divergentes. chamado nódulo.HEMISFÉRIOS CEREBRAIS . separados por uma depressão larga. de cor cinza claro. São dois feixes fibrosos espessos que põe em conexão rombencéfalo com prosencéfalo.1. São separados caudalmente pelo sulco interpeduncular. Internamente.HIPOTÁLAMO Situa-se ventralmente no diencéfalo.parede dorsal: formado pelo cerebelo .1. imediatamente caudal ao corpo mamilar para formar a fossa interpeduncular (esta é perfurada por vários orifícios para passagem de vasos sangüíneos).

Os dois tálamos encontram-se na linha média formando a aderência intertalâmica.TÁLAMO São duas grandes massas de substância cinzenta. comunica-se caudalmente com o aqueduto cerebral e dorsalmente com os ventrículos laterais. voltada para a base da cavidade craniana. que ocupam a maior parte da cavidade craniana. recebem a maioria das fibras do trato óptico.Face Medial: Apresenta-se mais ou menos plana. . Relacionam-se caudalmente com os colículos rostrais. e nela encontramos o rinincéfalo. Fórnix: Feixe de substância nervosa colocado ventralmente ao corpo caloso. de formato ovóide. lateralmente ao hipocampo e dorsalmente ao córtex cerebral. Ocupando este sulco. chamado infundíbulo. * Túber Cinéreo: Área cinza proeminente situada rostralmente aos corpos mamilares.Face Dorso-lateral: Apresenta-se de forma convexa e relaciona-se diretamente com os ossos do crânio. Porções: .Pilares: Porção mais caudal e inferior do fórnix. É nessa face que os hemisférios cerebrais se relacionam e unem-se através do corpo caloso. . Septo Pelúcido: É uma parede colocada medianamente entre os ventrículos laterais.* Tratos Ópticos: São faixas de substância branca divergentes.Face Ventral ou Base: Apresenta-se bastante irregular. . que coloca-se ao redor dos tálamos. 8. circundada pelo III ventrículo.TELENCÉFALO É a região mais desenvolvida do prosencéfalo. * Glândula Hipófise: É uma glândula bastante desenvolvida situada ao nível do hipotálamo e está em conexão com o mesmo por meio de um pequeno tubo de substância nervosa. ocupada por uma prega de duramáter chamada tenda do cerebelo. Hipotálamo e hipófise juntamente formam uma unidade anatomo.2.Fissura Longitudinal: Coloca-se medianamente aos hemisférios cerebrais. CAVIDADE DO DIENCÉFALO É o III ventrículo. Passam sobre os lados dos pedúnculos cerebrais e desaparecem entre estes e os lobos piriformes.1.funcional importante. Se insere dorsalmente no corpo caloso e ventralmente no fórnix.Fissura Transversal: Entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo. * Corpos Geniculados Mediais: Estão ligados ao colículo caudal através do braço do colículo caudal. * Corpos Geniculados Laterais: São maiores e mais elevados rostrolateralmente.3.EPITÁLAMO O epitálamo compreende o Corpo Pineal ou Glândula Epífise. de coloração escura e alojada entre os tálamos e colículos rostrais. A hipófise está inserida no túber cinéreo pelo infundíbulo. As partes mais caudais do tálamo constituem os corpos geniculados. convexas dorsalmente.Tronco: É a porção média. que não atinge o fundo. que correm lateralmente cobrindo parte do hipotálamo rostral. Cada hemisfério cerebral apresenta quatro faces: .Colunas: Porção mais cranial e ventral do fórnix. estão em relação direta com o hipocampo. . 8.Corpo: Porção média do fórnix. Os dois hemisférios cerebrais estão incompletamente separados ao nível do plano mediano por um sulco: . Este por sua vez é formado por uma espessa camada de fibras nervosas dispostas transversalmente: o corpo caloso.Esplênio: Porção mais caudal e dorsal do corpo caloso. . . Porções do corpo caloso: . Esta se apresenta de formato ovóide nos animais domésticos. chamada foice do cérebro. deixando sobre ele impressões digitais.2.1. . colocados dorsalmente aos pedúnculos cerebrais.Joelho: Porção mais cranial e ventral do corpo caloso. encontramos uma prega de duramater. . forma a parede da fissura longitudinal. coloca-se dorsalmente ao diencéfalo e vai ocupar a maior parte da cavidade craniana cujos elementos principais são os hemisférios cerebrais. * Hemisférios Cerebrais: São constituídos por duas grandes massas de substância nervosa direita e esquerda. terminam dorsalmente no corpo geniculado lateral (visível somente quando retirada uma parte dos hemisférios cerebrais). 8.

Face Tentorial: É a face em que os hemisférios cerebrais estão em relação com o cerebelo. Nervos espinhais: . * Rinincéfalo Porção central do olfato.Depressões: Sulcos ou cisuras que delimitam as saliências.Substância Cinzenta: É a mais externa e constitui o córtex cerebral. localizado na base dos hemisférios cerebrais. 9. colocada sob o pólo frontal dos hemisférios cerebrais. 1) Bulbo olfatório: Saliência de substância nervosa achatada dorso ventralmente. ao sistema nervoso central (SNC) e deste aos órgãos efetores (alvos).Saliências ou giros: São as circunvoluções cerebrais.Pólo Frontal: Porção mais cranial e ventral.Substância Branca : A mais interna. é a mais caudal. varia de espécie para espécie. .1.Trato Lateral: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e lateralmente até atingir o lóbulo piriforme. Após formarem o tronco saem do canal vertebral pelos orifícios intervertebrais ou vertebrais laterais. CAVIDADES DO TELENCÉFALO São os ventrículos laterais que se comunicam ventralmente com o III ventrículo. * Hipocampo ou Cornos de Ammón São dois grandes feixes de substância nervosa em forma curva.Trato Medial: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e medialmente até a face medial dos hemisférios cerebrais. a área de comando. . que se aloja na fossa etmoidal. semelhante a um “C” colocada ao redor dos tálamos. são zonas de comando das atividades vitais do animal.Pólo Occipital: Situa-se na porção mais caudal e dorsal. onde os estímulos são recebidos. Observando externamente os hemisférios cerebrais verificamos que apresenta saliências e depressões. Depois de emergirem dividem-se num ramo dorsal curto e ramo ventral longo. . observaremos dois tipos de substâncias: . O ramo ventral divide-se em ramos superficial e profundo e supre as partes ventral e lateral do tronco e todas as partes dos membros.NERVOS ESPINHAIS Formação dos nervos espinhais: Os nervos espinhais são formados por uma raiz dorsal (sensitiva) e outra ventral (motora) a partir do "H" medular. .SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É o sistema que comunica o meio externo e interno. está em relação direta com o bulbo olfatório. 5) Lóbulo Piriforme: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado dos tractos ópticos e pedúnculos cerebrais. 9. Possui função de levar mensagens aos diversos centros de comando. que variam em número conforme a espécie: . 3) Tratos Olfatórias: . 4) Trígono Olfatório: É uma área de substância nervosa de forma mais ou menos triangular colocada entre as estrias. onde desaparecem. Os ramos dorsais são geralmente divididos em ramos medial e lateral que vão suprir os músculos e a pele da parte dorsal do pescoço e do tronco. Ao corte mediano dos hemisférios cerebrais. Cada hemisfério cerebral apresenta dois pólos: . estendendo-se desde os ventrículos laterais até o interior dos lóbulos piriformes. 2) Pedúnculo Olfatório: Feixe pequeno e largo que liga o bulbo olfatório aos hemisférios. É composto pelos nervos espinhais.. pelos doze pares cranianos e sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático).

bovino e cão . 8. Emite o ramo cutâneo cranial do antebraço. Plexo braquial: É uma cinta larga e grossa. Pode se encontrar dividido em ramos cranial e caudal. 5. Ex: bovinos: ramo superficial do radial . 7. redondo menor. Para inervar determinados locais (membros. O ramo proximal inerva o coracobraquial e bíceps. constituído pelos ramos ventrais dos últimos nervos cervicais e primeiros torácicos. 6. 6 2 Suíno: quatro últimos ramos ventrais cervicais e primeiro ramo ventral torácico (C a T ). Penetra entre os músculos supraespinhal e subescapular inervando os músculos supra e infraespinhoso. Nervos peitorais: inervam os músculos peitorais superficial e profundo. subdivide-se em ramos palmares que inervam os dedos pela face palmar. Inerva o músculo cutâneo do tronco. ancôneo e o tensor da fáscia antebraquial. O ramo superficial inerva os dedos e o profundo os músculos extensores. 3. Torácico lateral: localiza-se mais ventralmente que o anterior. Nervo frênico: é formado pelos ramos ventrais dos dois ou três últimos nervos cervicais (C . profundo dos dedos. 6 7 8 Esse nervo inerva o músculo diafragma. e se distribuem na parede do tórax como nervos intercostais. visando a inervação do membro torácico e parte da parede do tórax. 10.digital dorsal comum II e comum III . 9. Ulnar: está unido ao nervo mediano na sua origem e inerva o músculo flexor ulnar do carpo. Região torácica: O número de nervos torácicos é de acordo com a espécie. Eqüino. Distalmente. deltóide e braquiocefálico. Região lombar: Os ramos dorsais inervam a musculatura dorsal do tronco e os ramos ventrais formam o . Inerva o tríceps. Supraespinhal ou supraescapular: é o mais cranial do plexo. pronador redondo e pronador quadrado. parede abdominal) os ramos ventrais dos nervos espinhais se reúnem para formar plexos ou nervos. Divide-se próximo ao carpo num ramo dorsal e num palmar. Estas raízes apresentam conexão do simpático através de ramos comunicantes. Radial: passa para a face lateral entre o músculo redondo maior e a porção longa do tríceps. 11. Sob a porção lateral do tríceps ele se divide em dois ramos: superficial e profundo.O nervo radial não se extende até o dedo no eqüino. bíceps e braquial. Inerva os músculos: redondo maior. 6 1 O plexo braquial é formado pelos seguintes nervos: 1. 5 1 Ovino: pelos três últimos ramos ventrais cervicais e pelo primeiro torácico (C a T ). O ramo dorsal inerva a face dorsolateral dos dedos e o ramo palmar se une ao ramo palmar do nervo mediano. Obs: Todo ramo superficial divide-se em comum e este em próprio. superficial dos dedos e profundo dos dedos (cabeças umeral e ulnar). o braquial. Torácico longo: corre na superfície lateral do músculo serrátil ventral o qual inerva. Emite ainda o ramo cutâneo lateral do antebraço. Está dividido num ramo proximal e num distal. e o distal. Mediano: inerva os músculos: flexor radial do carpo.Estão distribuídos conforme a espécie da seguinte maneira: Eqüino: C T L S Ca = 8 18 13 6 6 5 5 6 5 7 42 pares 39 pares 35/38 pares Ruminantes: Suíno: Cão: C C 8 T T C 14/15 L S 4 S S Ca = Ca = = 8 L 13 6 Ca 7 38/39 pares 4/7 8 T L 3 Região cervical: Apresenta 8 pares de nervos cervicais em todas as espécies. Musculocutâneo: inerva os músculos coracobraquial. Toracodorsal: inerva o músculo grande dorsal. porque o primeiro nervo cervical emerge entre o occipital e o atlas. 2. Emite o ramo cutâneo medial do antebraço. Axilar: passa para a face lateral entre o músculo e a artéria subescapular. 4. C e C ).próprios do segundo. terceiro e quarto dedos.três últimos ramos ventrais cervicais e dois primeiros ramos ventrais torácicos (C a T ). Emite o ramo cutâneo caudal do antebraço. Subescapular: inerva o músculo subescapular.

2. Emite o ramo cutâneo caudal da coxa. 2.Nervo fibular: se subdivide em superficial e profundo. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e região subcutânea do joelho.Nervo tibial: inerva os músculos flexores e os dedos na face plantar. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e glúteos superficial. 5. bíceps e semitendinoso. Divide-se nos seguintes ramos: 5 2 .ÓPTICO III . 4. Inerva os músculos: glúteo superficial. Nervo femoral: deriva-se do ramo ventral do quarto e quinto nervos lombares (L a L ). O nervo isquiático divide-se nos seguintes nervos: . dorsal do clitóris (fêmea) e nervos perineais profundos (macho e fêmea). Nervo isquiático ou ciático: origina-se do ramo ventral do sexto nervo lombar e do primeiro ramo ventral sacral (L a S ). bíceps.NERVOS (PARES) CRANIANOS O encéfalo possui 12 pares de vias nervosas que o relacionam com órgãos periféricos sem a participação da medula espinhal que são chamados pares cranianos ou encefálicos. É o maior dos nervos do corpo. Estes nervos são designados da frente para trás por números romanos de I a XII e são: I . quadrado da coxa.Ramos musculares: inervam os músculos obturador interno. Divide-se num ramo superficial e num profundo. 2. Nervo glúteo caudal: origina-se dos ramos ventrais sacrais. semitendinoso e semimembranoso. .FACIAL VIII . Pudendo: divide-se em nervo dorsal do pênis (macho). Inerva os obturadores interno e externo. PLEXO LOMBO-SACRAL: É formado pelos três últimos ramos ventrais dos nervos lombares e pelos primeiros sacrais. Inerva o mesmo que o anterior. O ramo profundo inerva o reto do abdome e região cutânea do escroto e prepúcio no macho ou glândula mamaria na fêmea. adutor e grácil. 4. Ílio-hipogástrico: deriva-se do primeiro ramo ventral lombar.PLEXO LOMBAR. psoas maior e menor. Inerva os 3 6 músculos sartório. No cão e. Emite o ramo safeno.TRIGÊMEO VI . pectíneo. 1. Está dividido num ramo 2 4 muscular e num ramo genital. 3. Ílio-inguinal: deriva-se do segundo ramo ventral lombar. porém mais para trás. nos ovinos e suínos (com sete vértebras lombares) está subdividido em cranial e caudal. Retal caudal: inerva os músculos coccígeo.VESTIBULOCOCLEAR IX .VAGO XI .GLOSSOFARÍNGEO X .ABDUCENTE VII . médio e profundo.OCULOMOTOR IV . Nervo glúteo cranial: origina-se do sexto ramo ventral lombar e do primeiro ramo ventral sacral. Inerva os músculos extensores e os dedos na face dorsal. Gênito-femural: origina-se do terceiro ramo ventral lombar (L a L ). levantador e esfíncter do ânus.ACESSÓRIO XII . destacando-se os nervos: 1.HIPOGLOSSO Macete: Onde O Órgão Têm Traumatismo A Forma Varia Grandemente Verificando-se Até Hemorragia.OLFATÓRIO II . . as vezes. gêmeos. O ramo muscular inerva os músculos oblíquo interno do abdome e cremáster externo. O ramo genital desce pelo canal inguinal e se ramifica nos órgãos genitais externos. quadríceps. Nervo obturatório: também origina-se do quarto e quinto nervos lombares. pectíneo e grácil. Cutâneo lateral da coxa: origina-se dos ramos ventrais do terceiro e quarto nervos lombares. Região sacral: O número varia conforme a espécie. e transverso do abdome. 10. 1.TROCLEAR V . O ramo superficial inerva os músculos oblíquo abdominais externo e interno. 3.

IV. XI e XII. Nervos Motores: III. Nervos com fibras parassimpáticas: III. Todos possuem fibras simpáticas. IX e X. Nervos mistos: V. . VII. mistas (sensitivas/motoras). Nervos Sensitivos : I. IX e X.Estes nervos podem conter fibras sensitivas. motoras. parassimpáticas e todas contém fibras simpáticas. união com encéfalo. emergência craniana. VI. área de dispersão periférica e principais funções conforme quadros seguintes. II e VIII. VII. Tipos de fibras.

retos dorsal. teto da cavidade bucal e cavidade nasal.Olfatório Mesencéfalo atrás dos corpos quadrigêmios. porção lateral do corpo trapezóide Forame orbitário abdução dos olhos exp. Músculo obliquo dorsal do olho movimento dos olhos. facial ---------------------------gustação ---------------------------secreção lacrimal ---------------------------secreção da saliva Motoras -------------------Parassimpático Motoras Mesecéfalo . Forame orbitário forame orbitário ---------------------------forame redondo ---------------------------forame oval Sensitivas -------------------Sensitivas -------------------Sensitivas e parte lateral da ponte VII.Oculomotor (motor ocular comum) IV – Troclear (Patético) V. Movimento dos olhos.abducente (motor ocular externo) Motoras Motoras ------------------Sensitivas -------------------Parassimpáticas borda caudal da ponte. ------------------------------------------------------M. ------------------------------------------------------Assoalho e paredes laterais da cavidade bucal. esfincter da pupila e M. ciliar provocando miose e acomodação do olho. ventral.12 PARES DE NERVOS CRANIANOS NERVO TIPO DE FIBRAS Sensitivas Sensitivas II. Facial forame estilomastoide .Óptico movimento dos olhos III . pálpebras. medial e obliquo ventral do olho. por um grosso feixe de fibras nervosas I . Mandibular .olho.extremidade aboral da cavidade nasal.Trigêmio a)Oftálmico --------------------b) Maxilar --------------------c)Mandibular Motoras VI. ------------------------------------------------------Meninges. maxilar e labiais UNIÃO ENCÉFALO Bulbo olfatório Quiasma óptico EMERGÊNCIA CRANIANA Lâmina crivosa Canal óptico PRINCIPAIS FUNÇÕES Olfação Visão ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO Porção o olfatória da mucosa nasal Retina. Meninges.borda lateral do pedúnculo Forame orbitário ---------------------------Miose acomodação Movimentos dos olhos sensibilidade da cabeça ---------------------------sensibilidade da cabeça ---------------------------movimento dos músculos mastigadores Mm. . Músculos mastigadores Músculos reto lateral do olho Musculatura superficial da mímica ------------------------------------------------------2/3 apicais da língua -----------------------------------------------------glândula lacrimal -----------------------------------------------------gl. sublingual.

Vago --------------Sensitivas -------------Parassimpáticas medula oblonga hiato rasgado (forame lacero) XI. pulmões e estômago) Mm. hiato rasgado (forame lacero) Motoras X. Movimento da faringe e laringe ----------------------------movimento da cabeça e do ombro Movimentos da língua Músculos do paladar. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------faringe. Acessório Motoras medula oblonga e primeiros cervicais hiato rasgado (fôrame lacero) Movimento da faringe e laringe ----------------------------sensibilidade da faringe e laringe -----------------------------movimento e secreção das vísceras torácicas e abdominais.NERVO VIII. Vestibulococlear FIBRAS Sensitivas UNIÃO DO ENCÉFALO porção lateral da medula oblonga EMERGÊNCIA CRANIANA não sai do crânio PRINCIPAIS FUNÇÕES equilíbrio ----------------------------audição sensibil. faringe e reflexos viscerais ----------------------------elevação da faringe -----------------------------secreção da saliva ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO ductos semicirculares da orelha interna ---------------------------------------------------cóclea da orelha interna 1/3 caudal (base) da língua. esternocefálico e trapézio XII. faringe e orelha média ---------------------------------------------------Músculo estilofaringeo ---------------------------------------------------glândula parótida e papilas gustativas IX. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------M. do paladar. laringe. da língua. Hipoglosso Motoras Medula Oblonga canal do hipoglosso Músculos da língua . Glossofaringeo Sensitivas --------------Motoras --------------Parassimpáticas porção cranial da superficie lateral da medula oblonga. tórax e abdome (esôfago. coração. traquéia e esôfago ---------------------------------------------------vísceras do pescoço.

Deste gânglio prossegue o tronco simpático que na região cervical se associa ao nervo vago formando o tronco vagossimpático. provocando.alça subclavia e tronco simpático. O parassimpático que acompanha o III par craniano (oculomotor) vai até o gânglio ciliar junto ao músculo constritor da pupila. Os axônios préganglionares têm sua origem na medula espinhal e saem junto com a raízes ventrais (motora) do primeiro nervo espinhal torácico (T ) até o terceiro ou quarto nervos espinhais lombares. 8 1 Os últimos gânglios torácicos originam o nervo esplâncnico maior que passa pelo músculo diafragma se dirigindo ao gânglio celíaco.SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO O parassimpático. sendo por isso denominado de sistema anabólico ou vegetativo. quando ocorre a primeira sinapse com o curto neurônio pós-ganglionar. midríase. Os gânglios lombares emitem ramos até o gânglio mesentérico caudal. Após sua passagem pelo orifício intervertebral juntamente com os nervos espinhais. IX e X pares cranianos e junto com os nervos espinhais sacrais de S a S . os axônios préganglionares dirigem-se para uma cadeia de gânglios paravertebrais interligados (tronco simpático). o qual emite ramos para as vísceras da porção cranial da cavidade abdominal.SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Também chamado de sistema nervoso visceral ou neurovegetativo. que também tem seu corpo celular no SNC. que são definidos como uma coleção de corpos de células nervosas fora do SNC. normalmente está associado ao gânglio mesentérico cranial formando o gânglio celiacomesentérico. Deste gânglio partem fibras nervosas que se associam aos nervos cranianos que "levam" o simpático a todas as estruturas da cabeça. O parassimpático é o sistema nervoso autônomo atuante nos processos metabólicos.ramos para o coração. sendo por isso chamado de sistema craniossacral. Devido a esse fato o simpático e também 1 chamado de sistema toracolombar. músculo cardíaco (miocárdio) e algumas glândulas. VII. indo até o gânglio cervical cranial. O sistema nervoso periférico (SNP) tem um nervo cujo corpo celular se localiza no SNC e seu axônio se estende sem interrupção até o esqueleto muscular. 11. mas seu axônio inerva um segundo neurônio em cadeia. O mediador químico (neurotransmissor) do parassimpático é a acetilcolina.1. não esta sob o controle da conciência. ("prepara para briga ou para fuga"). da pressão arterial. geralmente. localizados próximo ao corpo das vértebras. Os axônios pré-ganglionares do parassimpático se originam juntamente com o III. Os mediadores químicos (neurotransmissor) do simpático com os órgãos alvos são a noraepinefrina e a adrenalina (catecolaminas). O longo axônio pré-ganglionar 2 4 "conduz" o parassimpático até os gânglios localizados.SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO Este sistema. de acordo com a origem anatômica de seus neurônios pré-ganglionares e no tipo de neurotransmissor na sinapse junto ao órgão alvo. dos movimentos respiratórios. 11. por exemplo.nervo vertebral dirige-se para a região cervical penetrando nos orifícios vertebrais "conduzindo" o simpático para os nervos espinhais cervicais (C a C ). O SNA está dividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. A partir desses gânglios partem os axônios pós-ganglionares até os órgãos alvos (efetores). O primeiro gânglio da cadeia simpática (T ) é denominado de gânglio cervicotorácico ou estrelado. na maioria dos casos. chamado nervo pós-ganglionar. o qual é responsável pela inervação simpática das vísceras da porção caudal da cavidade abdominal e através dos nervos hipogástricos das vísceras da cavidade pélvica. geralmente. C e T . Sua função principal é manter o equilíbrio do meio interno (homeostase). A porção que segue junto com o nervo facial (VII par craniano) dirige-se até os gânglios pterigopalatino (esfenopalatino) que atua sobre a glândula lacrimal e submandibular que inerva as glândulas salivares . por exemplo. O simpático é aquele sistema nervoso autônomo atuante nas situações estressantes. O sistema nervoso autônomo (SNA) difere do sistema motor somático nos órgãos alvos (efetores) e no número de neurônios no circuito periférico. um incremento na secreção gástrica. O primeiro denomina-se nervo pré-ganglionar. 2 .2. Na região retrofaríngica o tronco simpático separa-se do nervo vago. É a parte do sistema nervoso que geralmente. sendo que 1 o segundo gânglio pode estar associado a ele em algumas espécies. provocando. Este gânglio. pois é inervada diretamente pelo nervo pré-ganglionar. tem um longo axônio pré-ganglionar e um curto pós-ganglionar. no interior dos órgãos alvos. Este sistema inerva os músculos lisos. sendo que seu corpo celular localiza-se numa estrutura periférica denominada gânglio. motilidade intestinal e relaxamento do esfíncter pilórico. que o comunicam com o gânglio cervical médio. A medula da glândula adrenal é uma exceção. localizado próximo a origem das artérias celíaca e mesentérica cranial na cavidade abdominal. 3 7 3 . tem o axônio pré-ganglionar curto e um pós-ganglionar longo. A partir do gânglio cervicotorácico partem os seguintes elementos que conduzem o simpático: 1 . aumento dos batimentos cardíacos.11. ao contrário o SNA têm dois nervos periféricos.

os quais transportam esta para o exterior. sendo que o mesmo. através dos nervos pélvicos atua nas vísceras da cavidade pélvica (reto. O bordo medial do rim direito está relacionado com a veia cava caudal e o do rim esquerdo com a aorta.Pelve renal: é a extremidade dilatada do ureter que se localiza dentro do seio renal. intestino delgado. 1. A porção externa da medula (zona intermédia) é vermelho-escuro. No eqüino. particularmente se seguirmos o curso dos vasos interlobulares. Os rins mais primitivos eram compostos de muitas unidades separadas. visto melhor no cão e no eqüino e em menor grau nos felinos e suínos. quase púrpura. possuem um controle considerável e influência regulátoria sobre o sangue. traquéia. sendo uma modificação brusca do córtex. fígado e parte do intestino grosso). no entanto. bexiga e pênis ou clitóris). está inserida numa peça terminal em forma de cálice de um ramo do ureter que é o cálice renal. O ápice da pirâmide. Situação: na área lombar do plano médio direito e esquerdo. O hilo se dirige para dentro de um recesso que se situa no centro do rim que é o seio renal e contém a pelve renal . Este tipo de rim é denominado de composto ou lobulado. vermelha acinzentada e demonstra distintas estriações radiais. reconhecer a lobulação quando o parênquima do rim seccionado é examinado. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA URINÁRIO: RINS. como no bovino. líquido que deve ser expulso diária e periodicamente. Coloração: varia de marrom-avermelhado para vermelho escuro. resultando em um rim uniforme e compacto. O parênquima é dividido dentro de uma camada mais externa. 2 bordas (lateral e medial) e 2 extremidades ou pólos (cranial e caudal). dependendo da quantidade de sangue no seu interior. O rim direito é alguma coisa mais cranial que o esquerdo. São retroperitoniais em posição e cobertos com peritônio na superfície ventral com face para cavidade abdominal. Pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano) vai até o gânglio ótico responsável pela inervação parassimpática da glândula salivar parótida.mandibular e sublingual. a influência de núcleos cerebelares. mantendo assim as pressões osmóticas sangüínea e tecidual normais. Borda medial: apresenta o hilo renal que é o local onde penetra a artéria renal e saem à veia. Os rins. sendo importante órgão de eliminação. As artérias e veias renais chegam destes grandes vasos em frente aos rins e passam para estes em um curto trajeto.Organização macroscópica do parênquima renal: Pode ser melhor visualizada com uma secção através dos pólos e do hilo renal. sendo exceção o rim direito do eqüino que é em forma de coração. Regulam o equilíbrio hidro-eletrolítico do organismo. hipotalâmicos e do córtex cerebral. A porção mais interna (zona basal) é brilhosa. . A porção parassimpática que acompanha o nervo vago (X par craniano) atua sobre as vísceras dos sistemas respiratório (laringe. BEXIGA E URETRA: Os órgãos do sistema urinário consistem dos rins que excretam a urina. também. Os rins apresentam 2 superfícies (dorsal e ventral). São capazes também de remover substâncias estranhas do sangue. Cápsula renal: é uma membrana de tecido conjuntivo frouxo que envolve os rins. o ureter e linfáticos renais. Desta forma o rim primitivo lembra um cacho de uva com o ureter representando o talo. os corpúsculos renais. 1RINS São glândulas excretórias pares que eliminam continuamente os produtos residuais do sangue. bronquios e pulmões). Esta coleta a urina e como um funil leva esta para dentro do ureter. É possível. Devido a sua inserção frouxa é facilmente removível. especialmente sobre o controle das funções viscerais. Forma: apresentam basicamente a forma de um grão de feijão. A córtex é marrom-avermelhada e têm aparência granular. e das vias uriníferas: ureteres. A borda lateral é convexa e a medial côncava. Pela porção sacral. A fusão completa do tecido cortical e medular dos lóbulos vizinhos resulta num rim com uma superfície lisa. a papila renal. pálida que é a córtex e uma camada mais interna e escura que é a medula. bexiga e uretra. portanto. circulatório (coração e vasos sangüíneos) e digestivo (esôfago. Cada unidade ou lóbulo consistia de um córtex como capa envolvendo uma base e lados de uma medula em forma de pirâmide. Em seu estado fresco contêm grande número de pontos vermelhos visíveis claramente. estômago(s). No córtex é que estão localizados os glomérulos ou corpúsculos renais. Tanto o simpático como o parassimpático sofrem. útero e vagina ou glândulas genitais acessórias. O rim direito situa-se junto às três últimas costelas e o esquerdo entre a décima oitava costela e a terceira apófise transversa das vértebras lombares (no eqüino).1. Geralmente estão acomodados com sua superfície dorsal nas pirâmides do diafragma e fáscia ilíaca que cobre a musculatura psoas e estão seguros neste local por tecido conjuntivo e gordura. com certa variação flui continuamente em grande quantidade através dos rins. o parassimpático. Nos mamíferos domésticos. 2 recessos terminais tubulares entram na relativa pequena pelve renal dos pólos. as camadas cortical e medular dos lóbulos estão fundidas em vários graus. URETERES. Raios medulares: são prolongações da base das pirâmides em forma de raios para dentro do córtex. Fusão cortical incompleta resulta num rim que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades.

O ápice esta na pelve renal e forma a papila renal. TABELA 4. Suínos: Apresenta fusão parcial dos lóbulos renais. É bem desenvolvida nos suínos e ruminantes. na pelve renal e desta no ureter. Apresenta numerosos orifícios pequenos onde se abrem os tubos papilares renais no interior da pelve renal e por esse motivo esta superfície é denominada de área crivosa. mas mantém papilas individuais que eliminam urina dentro de cálices menores. Cálice menor renal: são pedúnculos curtos em forma de taça que circundam a papila renal. que se curvam sobre as bases das pirâmides. Cada artéria interlobular dá origem a muitos ramos que irrigam glomérulos individuais (arteríolas aferentes). As pequenas arteríolas eferentes deixam o corpúsculo também no polo vascular e imediatamente entram na rede capilar ao redor dos túbulos urinários adjacentes. A pelve renal está ausente devido à falta de fusão dos lóbulos. Esta ajuda a proteger o rim e a mante-lo na posição. Pirâmide renal: prolongação da medula entre os vasos até a periferia onde forma a base desta. os rins são embebidos numa massa de gordura peri-renal de espessura variável. . Situação: Devido à presença do rúmen o rim esquerdo dos ruminantes é penduloso e quase inteiramente envolvido por peritônio.Dependendo da espécie e das condições dos animais. Apresentam papilas individuais que se projetam em um cálice menor e estes se continuam com o ureter. ou cálice maior. onde a urina é eliminada dentro da pelve renal e daí para o ureter. Forma: de um grão de feijão. A união dos ápices das pirâmides renal vai formar a crista renal. COMPARADA: Bovinos: Apresentam um rim mais primitivo que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. porque durante o seu desenvolvimento houve a fusão de vários lobos. Crista renal: é uma crista côncava que se projeta para o interior da pelve renal na porção central interna da medula. ambas consistindo de uma cavidade comum a qual recebe a crista renal. sua superfície externa é lisa.apresentam uma única papila que forma a crista renal. ficando o rim esquerdo caudal ao rim direito em contato com o cólon espiral. O rim do felino é diferenciado macroscopicamente pela presença de veias capsulares.Colunas renais: são prolongações do córtex entre as bases da pirâmide em direção ao seio renal. mas no animal obeso pode envolvê-lo completamente. São planos e com superfície lisa. pequenos ruminantes e caninos apresentam um único lobo que se formou pela fusão de vários lobos durante o desenvolvimento. Alguns autores não consideram a presença de cálices maiores. # No bovino não existe pelve renal de modo que os cálices maiores se esvaziam diretamente no ureter. Papila renal: é o ápice da pirâmide renal que se dirige para o centro do rim. Organização macroscópica do parênquima renal dos mamíferos domésticos. e mínima nos eqüinos. Uma ou mais pirâmides se juntam para formar uma papila que é a porção apical e arredondada da pirâmide que faz saliência em um cálice menor. Ovinos e carnívoros: Como os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal . Inseridos ao lado da cavidade da pelve renal estão um número de recessos dentro dos quais se projetam colunas de tecido renal denominada de pseudopapila que quase divide cada recesso. Os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal ou unilobular. Suprimento sangüíneo: Cada rim é suprido por uma artéria renal que é um ramo da aorta abdominal. Estes vasos são salientes em cortes macroscópicos dos rins. Cada arteríola aferente entra no corpúsculo renal no polo vascular e se divide num agrupamento de alças capilares que é o glomérulo. A artéria renal se divide em várias artérias interlobares que acompanham as divisões. A base é formada pelos túbulos renais e está coberta pelo córtex. Daí a urina desemboca nos cálices maiores. em menor quantidade nos carnívoros. entre as pirâmides renais na junção corticomedular. Uma única papila de base larga forma a crista renal que está intimamente associada à região expandida do ureter que é a pelve renal. A crista é constituída de papilas renais fusionadas. A pelve coleta a urina que vem de todos os forames papilares e como um funil leva esta para dentro do ureter. Usualmente esta não envolve o rim ventralmente. Rim com aparência lobulada. O felino sempre teve um lobo. Os eqüinos. Apresentam pirâmides individuais nas quais suas papilas renais se projetam para dentro de um cálice renal menor localizado na extremidade de um ramo do ureter cranial ou caudal. A pelve renal dos caninos é muito similar a dos pequenos ruminantes. Diferenças entre as espécies. antigas ou existentes. * Os rins dos bovinos e dos suínos são multipiramidais ou multilobulares. Forma: De um feijão achatado. decorrente de uma fusão incompleta do córtex renal. Dão origem a ramos conhecidos como artérias arqueadas. Essas por sua vez dão origem a numerosas artérias interlobulares que irrigam unidades ou lóbulos em que o córtex é dividido pelos raios medulares. O rúmen puxa este em direção caudal e sobre o plano médio. . As artérias e veias interlobares ascendem através do córtex em fendas estreitas entre recessos vizinhos.

O peritônio cobre somente as superfícies expostas. 3. Estrutura: A parede da bexiga consiste de uma cobertura de peritônio. O comprimento do trajeto intramural protege contra o refluxo de urina para o ureter. uma capa muscular e uma membrana mucosa. O orifício uretral interno é o vértice do trígono. quando a pressão se encontra elevada dentro da bexiga. Quando vazia ou contraída recua especialmente no eqüino dentro da cavidade pélvica em vários graus. Penetram na parede dorsal da bexiga em um ângulo agudo perto do colo no chamado trígono da bexiga.URETERES É um tubo estreito que conduz a urina em um fluxo contínuo da pelve renal para bexiga. As porções da bexiga não revestidas são cobertas com tecido conjuntivo que é a adventícia Os ureteres entram na bexiga na superfície dorsal e passam através da parede em ângulo agudo. especialmente nos animais jovens. . sobre uma área triangular.1 SUÍNOS EQÜINO CARNÍVOROS E PEQUENOS RUMINANTES UNIPIRAMIDAL SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM MULTIPIRAMIDAL MULTIPIRAMIDAL UNIPIRAMIDAL SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM 2. Quando o cordão umbilical se rompe no nascimento este se degenera ao longo de seu curso intra-abdominal.BEXIGA É um órgão capaz de grande distensão e quando necessário é capaz de estocar grande quantidade de urina.ORGANIZAÇÃO MACROSCÓPICA TIPO DE RIM URETER PELVE RENAL CÁLICES MAIORES CÁLICES MENORES PAPILA RENAL CRISTA RENAL BOVINOS 1. que é resquício da porção caudal do úraco. Após o nascimento servem para suportar a bexiga. se continuam por uma curta distância na submucosa produzindo duas cristas no interior denominadas de colunas uretéricas. Trígono da bexiga: é uma modificação da túnica mucosa dorsalmente na proximidade do colo. Capacidade: de 3 a 4 litros. Surgem no hilo do rim e curvando-se caudalmente em direção a entrada pélvica e assumem um curso levemente convexo (medial) e retroperitonial. onde se encontra uma pequena projeção. uma vez que a resistência é superada por contrações peristálticas. Ligamentos Existem dois ligamentos laterais e um ligamento médio. Durante a vida intra-uterina estão relacionados funcionalmente as estruturas embrionárias. A extremidade proximal do ureter divide-se em pelve renal nos eqüinos. Quando cheia apresenta forma ovóide e localiza-se na cavidade abdominal. A bexiga apresenta uma extremidade cranial cega que é o ápice vesical. Na fêmea está relacionada dorsalmente ao útero e ligamento largo. devido a curta prega genital está em contato com o reto e desta forma é mais facilmente palpada retalmente.1. Além do ápice vesical apresenta um colo que é a porção estreita que leva para dentro da uretra e um corpo que é a porção média. carnívoros e suínos ou em cálices maiores nos ruminantes. Não impede o posterior enchimento da bexiga. Formato: quando vazia tem formato piriforme e localiza-se na cavidade pélvica. O ângulo corresponde aos ureteres e uretra. antes de terminar em seus respectivos orifícios uretéricos que se apresentam como fendas. No macho. Duas pregas convergentes (pregas uretéricas) se continuam caudalmente além dos orifícios e após se encontrarem no plano médio se continuam como crista uretral que se projeta para dentro da uretra e termina no macho como colículo seminal. O úraco é um tubo que conecta a bexiga primitiva com o saco alantóide do feto e este está incluído no cordão umbilical.1. Após penetrar a camada muscular.

portanto é parte integral dos sistemas genital e urinário. .URETRA É um tubo muscular na qual a urina é removida da bexiga. Da fêmea: relaciona-se dorsalmente com a vagina e ventralmente com a sínfise pélvica. Apresenta uma porção pélvica que se estende no assoalho da cavidade pélvica. A urina entra no orifício uretral interno e sai no orifício uretral externo. 2. e somente uma pequena prega mediana entre o assoalho pélvico e a superfície ventral da bexiga se mantém. Ligamento médio da bexiga: na vida pré-natal é a prega que sustenta o úraco e se estende ao longo da parede abdominal ventral da pelve para o umbigo. Nos carnívoros esta não se degenera muito e vai no adulto para o umbigo como uma estreita prega falciforme. é extrapélvica e está coberta pelo corpo esponjoso do pênis. 3. Relações da uretra: Do macho: relaciona-se com o reto e com as glândulas genitais acessórias. No recém-nascido somente a porção caudal das artérias se mantém e suas pregas suportes tornam-se ligamentos laterais da bexiga quando esta se torna funcional. 4. mas no macho onde esta associação é muito mais pronunciada há também estrita relação funcional. No colículo os ductos genital e urinário do macho se unem. A maioria deste se degenera com o úraco após o nascimento. Locais potenciais de formação e obstrução das vias urinárias por cálculos: na fêmea na bexiga e no macho na uretra. apresentando aberturas das glândulas genitais acessórias. A porção esponjosa localiza-se no interior do pênis. diferindo marcadamente entre os dois sexos. Estes ligamentos chegam da parede pélvica lateral e se estendem medialmente para os lados da bexiga. na extremidade do pênis. como espermatozóides e urina. Ligamento lateral da bexiga: São puxados para fora pré-natalmente como pregas vasculares pelas grandes artérias umbilicais que passam da entrada pélvica para o umbigo da cada lado do plano médio. Este último na fêmea localiza-se no assoalho do trato genital na junção da vagina e vestíbulo e no macho localiza-se na extremidade do pênis. A uretra do macho conduz tanto o sêmen como a urina e. e assim é parte integral dos sistemas genital e urinário. Ligamento redondo: São as bordas craniais livres dos ligamentos laterais e são formados pelas artérias umbilicais de parede grossa. A porção pré-prostática da uretra do macho que é homóloga a uretra feminina é curta e se estende do óstio uretral interno ao colo da bexiga para o colículo seminal. Na vaca e na porca abre-se junto com o divertículo suburetral. Ambas uretras do macho e da fêmea estão associadas anatomicamente com os órgãos genitais. a uretra do macho conduz tanto os produtos de secreção das glândulas genitais acessórias.1. Do colículo para o orifício uretral externo.

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