1.

CONSIDERAÇÕES GERAIS A anatomia é um ramo do conhecimento que estuda a forma, a disposição e a estrutura dos componentes dos seres vivos. O termo, de origem grega, literalmente significa “cortar fora”, por isso a dissecação do cadáver ser um meio tradicional de estudá-la, além de primordial. Anatomia macroscópica é o estudo das estruturas que podem ser dissecadas e observadas a olho nu. Divisão da anatomia: anatomia especial e anatomia comparada. A anatomia especial é aquela que compreende o estudo de uma única espécie. A anatomia comparada compara uns indivíduos com outros de espécies diferentes e descobre as analogias e diferenças de organização existente entre eles. A anatomia apresenta as seguintes subdivisões: Osteologia Sindesmologia Miologia Neurologia Angiologia Esplancnologia Estesiologia Médico Cirúrgica Artística ou escultural

Sistemática Descritiva Normal 1.1 Anatomi a Topográfica ou Regional Microscópica ou Histológica Patológica Teratológica Desenvolvimento Filogênica

A Anatomia normal estuda os indivíduos que gozavam de bom estado de saúde, antes do abate ou sacrifício e está dividida em descritiva e microscópica ou histológica. Anatomia descritiva: é a que estuda sucessivamente, os diferentes órgãos. Descrever um órgão é informar o seu nome, sua situação, sua forma, seu volume, peso, cor, consistência, relações e a disposição relativa de suas diferentes partes, quando subdividido. Anatomia microscópica ou histológica (geral): estuda as estruturas e seus detalhes invisíveis a olho nu com o uso da microscopia óptica e eletrônica. A Anatomia descritiva está dividida em sistemática e topográfica ou regional. A Anatomia sistemática: estuda grupos de órgãos que estejam tão estreitamente relacionados em suas atividades que constituem os sistemas corpóreos com função comum. Ex. sistema muscular, nervoso e circulatório. O estudo da Anatomia sistemática está subdividido nas seguintes partes: Osteologia: estuda os ossos que compõem o esqueleto. Sindesmologia: estuda as articulações, que são os meios de uniões entre os ossos. Miologia: estuda os músculos, que são os elementos ativos do movimento. Neurologia: é o estudo do sistema nervoso. Este sistema está subdividido em central e periférico. Angiologia: estuda o coração e vasos (artérias, veias e linfáticos) por onde circula o sangue e a linfa encarregados de nutrir e drenar todos os tecidos do corpo. Esplancnologia: estuda as vísceras que compõem os sistemas localizados no interior do corpo do animal. Ex.: sistemas respiratório, digestório, urinário, etc. Estesiologia: estuda os órgãos que se destinam a captação das sensações como o olho, orelha, papilas gustativas, etc. A pele e seus anexos são estudados no Sistema tegumentar. As glândulas de secreção interna são estudas no Sistema endócrino ou juntamente com os sistemas que estão relacionadas funcionalmente. Por exemplo, a hipófise no sistema nervoso, o testículo no sistema genital masculino, etc. Anatomia topográfica ou regional: é a que está diretamente envolvida com a forma e as relações de todos os órgãos presentes numa região específica ou parte do corpo dos seres vivos. Os conhecimentos da anatomia topográfica são empregados na clínica e cirurgia (médico cirúrgica) e nas belas artes (artística ou escultural). Anatomia patológica: estuda as alterações do estado normal dos órgãos quando animal adoece ou seus componentes funcionam mal.

Anatomia teratológica: é a que estuda o desenvolvimento anormal, vícios de conformação compatíveis ou não com a vida. Ex. animal com duas cabeças. Anatomia do desenvolvimento: estuda as fases pelas quais os organismos passam desde a concepção, o nascimento, a juventude, a maturidade até a idade avançada. A embriologia estuda o desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do oócito até o nascimento. Anatomia filogênica: é o estudo das transformações da espécie no tempo. Por exemplo o ancestral do cavalo possuía cinco dedos e o atual apenas um.

1.2. HISTÓRICO A história da anatomia engloba um lapso de tempo que supera o cálculo humano. Sua origem se perde na pré-história. Consideramos na história da anatomia cinco épocas: vulgar, Escola de Alexandria, de Galeno, de Vesálio e atual. Época vulgar: caracterizou-se por um desconhecimento quase completo dos seres vivos. Conhecimentos elementares e incompletos integram a doutrina anatômica dessa época. O espirito observador de alguns, se consagrando por sacrificar e desarticular os animais empregados na alimentação humana gerou os conhecimentos da época. Escola de Alexandria: no século III a.C., foi celebre a grandiosa biblioteca e o museu, existente na cidade de Alexandria, para onde convergiam homens eminentes, estudiosos de todas as ciências. Neste grande centro cultural estudou-se a anatomia em condições vantajosas, graças aos trabalhos de dissecações realizadas em animais de várias espécies. Época de Galeno: Galeno nasceu em Bérgamo, que compartilhava com Alexandria o conhecimento da época, no ano 131 de nossa era. Foi um grande médico, porém o espírito religioso do período, o privou, de ensinamentos adquiridos em cadáveres humanos. Como viajante incansável percorreu extensos territórios, praticou dissecações em muitas espécies de animais descobrindo novos tipos de organizações, até conseguir formar a escola médica. É considerado o criador da anatomia comparada. Devido ao espirito religioso da época, tido como todo poderoso, nenhum descobrimento anatômico humano novo se incorporou aos de Galeno e assim passaram-se 14 séculos. Época de Vesálio: em 1543, André Vesálio, publicou pela primeira vez seu memorável trabalho “De humani corporis fabrica” (sobre a estrutura do corpo humano), sendo caracterizado como o primeiro livro de anatomia humana realmente exato, pois, era dito popular da época “é melhor equivocar-se com Galeno do que acertar com outros”. Vesálio que lecionava na Universidade de Pádua, tinha apenas 29 anos quando apresentou uma anatomia sistemática baseada não na fé ou em analogias da anatomia animal de Galeno, mas em estudos de dissecações do cadáver humano. André Vesálio foi considerado o restaurador da obra de Galênica e o verdadeiro fundador da anatomia humana. Época Atual: os descobrimentos, a partir daí se sucederam vertiginosamente. Com o descobrimento do microscópio, surgem investigações anatômicas de grande alcance. Em nossos dias são utilizados meios complementares, além do bisturi e pinças, como o uso do raio-X (anatomia radiológica), ultra-sonografia, microscopia de varredura, entre outros. 1.3. NOMENCLATURA ANATÔMICA Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria. O conjunto de termos empregados para designação e descrição de um organismo ou suas partes denomina-se nomenclatura anatômica. Foi realizado em Paris, em 1955, um Congresso de Anatomia, visando uma uniformização internacional da nomenclatura anatômica. Foi escrita em latim com a permissão de cada nação traduzi-la para sua língua. Em 1968, foi publicada em Viena, pela Comissão Internacional de Nomenclatura Veterinária, sob responsabilidade da Associação Mundial de Anatomistas Veterinários, a Nomina Anatômica Veterinária (NAV); essa nomina é periodicamente revista, sendo a quarta em 1994, e tentaremos usá-la de forma permanente neste trabalho. É escrita em latim e pode ser traduzida para a língua do profissional que a emprega, por exemplo, o latim hepar torna-se fígado em português, higado em espanhol, liver em inglês, foie em francês e leber em alemão. 1.4. POSIÇÃO ANATÔMICA Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode variar, convencionou-se uma posição padrão (posição anatômica). Para os animais quadrúpedes, a posição anatômica é aquela em que o animal está com os quatro membros em estação (de pé) e alerta. Esta posição é diferente da posição anatômica humana. Quando descrevemos um órgão, não interessando se o cadáver está sobre uma mesa, por exemplo, sempre temos em mente a posição anatômica. 1.5. PLANOS PARA O CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES Plano é uma superfície, real ou imaginária, ao longo da qual dois pontos quaisquer podem ser unidos por uma linha reta. Na posição anatômica o corpo pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, formando uma figura geométrica, um paralelepípedo. Assim, tem-se os seguintes planos: a) Dois planos verticais: um tangente a cabeça, plano cranial e outro tangente a cauda, plano caudal.

b) Dois planos verticais tangentes de cada lado do corpo, planos laterais direito e esquerdo. c) Dois planos horizontais, um tangente ao dorso, plano dorsal e outro à palma das mãos e planta dos pés o plano podálico. O tronco isolado é limitado inferiormente, pelo plano que tangencia o ventre denominado plano ventral. Os planos descritos anteriormente são de delimitação, porém existe também os planos de secção: 1) Plano mediano: é o plano que divide o corpo em duas “metades” direita e esquerda. 2) Planos sagitais ou paramedianos: são todas as secções do corpo feitas por planos paralelos ao mediano (corte sagital). 3) Plano transversal: é o plano de secção perpendicular ao plano mediano no sentido dorso-ventral. 1.6. EIXOS DO CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES São linhas imaginárias traçadas no animal considerando sua inclusão no paralelepípedo. Os principais são: a) Eixo longitudinal – crânio-caudal: unindo o centro do plano cranial ao centro do plano caudal. b) Eixo vertical – dorso-ventral: unindo o centro do plano dorsal ao centro do plano ventral. c) Eixo transversal - latero-lateral – unindo o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo. 1.7. TERMOS ANATÔMICOS GERAIS QUE INDICAM A POSIÇÃO (LOCAL) E DIREÇÃO DAS PARTES DO CORPO DOS ANIMAIS: 1) Cranial e Caudal – expressões usadas para indicar na direção ou maior aproximação da cabeça ou da cauda. 2) Dorsal e Ventral – na direção ou relativamente próximo ao dorso ou ao ventre (abdome) do animal respectivamente. O termo ventral nunca deve ser usado para membros. 3) Lateral e Medial – estrutura distante ou afastada do plano mediano e na direção ou relativamente próximo ao plano mediano respectivamente. 4) Rostral – na direção ou relativamente próximo ao focinho (rostro-nariz) do animal, usado somente para a cabeça. 5) Proximal e Distal – proximal relativamente próximo à raiz ou origem principal e distal afastado da raiz, utilizado para membros e cauda. 6) Axial e Abaxial – as estruturas que ficam próximas ao eixo central de um dedo central, ou próximo ao eixo do membro se passarem entre os dois dedos são ditas axiais e as que estão à distância do eixo de referência estão em posições abaxiais (ab, fora de). 7) Interno e Externo; Superficial e Profundo – têm o significado usual dos termos. 8) Parietal e Visceral - parietal refere-se a face da estrutura que em direção a parede da cavidade e visceral quando na direção das outras vísceras. 9) Cortical e Medular – o primeiro significa a camada externa e o segundo a interna de alguns órgãos como rins, adrenal, etc. 10) Nos membros usamos para a mão – Dorsal e Palmar – e para o pé – Dorsal e Plantar - para designar características localizadas em cima ou abaixo dos mesmos. 1.8. CONSTITUIÇÃO GERAL O corpo dos vertebrados tem como unidade anatomofuncional a célula. Um conjunto de células da mesma natureza forma um tecido. A reunião de um vários tecidos forma um órgão. Diversos órgãos reunidos podem formar um sistema ou aparelho. 1.9. DIVISÃO DO CORPO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Corpo divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. O esquema seguinte apresenta as principais partes do corpo:

Cabeça Pescoço Tronco Tórax Abdome Pelve Raiz Divisão do Corpo Membros Anteriores ou Torácicos Parte Livre Ombro Braço Antebraço Mão (palma e dorso Quadril Coxa Perna

Raiz Posteriores, Pélvicos ou Pelvinos

Parte Livre

.. menos densa........ 2... OSTEOLOGIA Em sentido restrito e etimologicamnte... sistema nervoso central.. PRINCÍPIOS GERAIS DE CONSTRUÇÃO CORPÓREA NOS VERTEBRADOS O corpo dos animais domésticos é constituído segundo alguns princípios e fundamentos que prevalecem para os vertebrados....... paquimeria e estratimeria.. sendo reativada no processo de reparação de fraturas. Por sua vez os ossos são definidos como peças rijas.....3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS Os ossos constam de matéria orgânica e inorgânica na proporção de 1:2 aproximadamente.... finalmente... A matéria animal (orgânica) proporciona ao tecido ósseo solidez e elasticidade e a natural (inorgânica) dureza...... endósteo.. 1. apresentam ainda periósteo.. nos locais de inserção de ligamentos e músculos.. coloração e forma variáveis e que.... com exceção dos pontos onde há atrito (articulações) bem como....... dentre elas podemos citar: proteção para órgãos moles...11. de número.. sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento do corpo. O tecido ósseo está formado por substância compacta densa. SITUAÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NO SISTEMA ZOOLÓGICO Os animais domésticos se encontram assim distribuídos no sistema zoológico: Ramo ......... local de produção de certas células do sangue... que lembra até certo ponto... Existem outras divisões como metameria... com eles formando um todo.. constituem o esqueleto..... como o coração..10.... 2. formando um emaranhado..... Em sentido mais amplo inclui o estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos.. em conjunto. .. mas após... Podemos definir o esqueleto como o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço do corpo animal e desempenhar várias funções.2 FUNÇÕES DO ESQUELETO O esqueleto desempenha várias funções vitais ao organismo animal.. Vertebrata Classe .. pulmões.. uma esponja marinha e esta localizada nas extremidades dos ossos.. Eutheria (Monodelphia-Placentalia) Boi Cabra Cão Cavalo Gato Ovelha Porco Ordem Artiodactyla Artiodactyla Carnivora Perissodactyla Carnivora Artiodactyla Artiodactyla Subordem Ruminatia Ruminatia Fissipedia Hippomorpha Fissipedia Ruminatia Suiformes Família Bovidae Bovidae Canidae Equidae Felidae Bovidae Suidae Subfamília Bovinae Caprinae Equinae Caprinae - Gênero Bos Capra Canis Equus Felis Ovis Sus Espécie taurus hircus familiaris caballus domestica aries scrofa 2. local de armazenamento de íons Ca e P (durante a gravidez a calcificação é feita.4 ESTRUTURA DOS OSSOS Os ossos constam principalmente de tecido ósseo. Mantém a capacidade osteogênica. sustentação e conformação do corpo... medula óssea. o esqueleto.... dentro da qual se acha disposta a substância esponjosa. ela é substituída na cavidade medular pela medula amarela... O endósteo é uma fina membrana fibrosa que envolve internamente o canal medular dos ossos longos...Pé (planta e dorso) 1. em grande parte pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno) e... Existe duas variedades de medula nos adultos: a vermelha e amarela.... é o estudo dos ossos. vasos e nervos. no todo ou em parte.. etc. Mammalia Subclasse ... em adultos.. 2. mas considerados como órgãos.. enquanto a amarela está constituída quase que totalmente de tecido adiposo..... A medula óssea ocupa os interstícios dos ossos esponjosos e a cavidade medular dos ossos longos... A medula vermelha contém vários tipos de células características e é uma substâncias formada de sangue. Nos animais jovens só existe a medula vermelha..... Antimeria é cada uma das metades divididas pelo plano médio. O periósteo é uma membrana fibrosa que reveste a superfície externa dos ossos..

Vasos e nervos: os ossos de uma maneira geral são ricamente vascularizados e inervados.: espinha da escápula Linhas: (espécie de cristas. pouco elevadas e pouco salientes) Ex.: parietal.: processo odontóide do axis. não se articulando com nenhum outro osso. oca. da costela. Ossos curtos: São aqueles que apresentam equivalência das três dimensões.206 Suíno 272 . etc. Ex.: frontal. Exemplos típicos são os ossos dos membros: fêmur. uma proximal e outra distal.: nas vértebras torácicas. Ex. frontal nasal e outros como a escápula e o osso do quadril. uma porção intermediária. Depressões não articulares: . Cristas: (saliências estreitas e alongadas) Ex.: na escápula.: tuberosidade deltóide do úmero. processo espinhoso das vértebras. A artéria nutrícia penetra no forame nutrício para o interior do osso distribuindo-se em sentido proximal e distal.305 2. largura e espessura) sobre as outras duas. esfenóide.5 MORFOLOGIA DOS OSSOS É uma classificação baseada na forma. coluna vertebral. estando formado pela cabeça. Saliências não articulares: Processo ou apófise: (é um termo para designar uma eminência) Ex. como parietal. Ex. maxilar e esfenóide. Por esta razão. de volume variável. côndilo e tróclea. ulna.279 Canino 302 . profunda) Ex.7 NÚMERO DE OSSOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Eqüino Bovino 199 . podemos notar que a superfície externa dos ossos apresentam uma grande variedade de eminências. são altamente vascularizados. Definidas estas três expressões.: do úmero. sem apresentarem canal medular (costelas) eram classificados como ossos alongados. isto é.6 DIVISÃO DO ESQUELETO O esqueleto resulta da armação dos ossos entre si. o corpo (diáfise). bordas e ângulos. Os osso longos apresentam duas extremidades (epífises). etc. protuberância occipital externa.205 TOTAL Ovino 200 . do talus. Depressões articulares: Cotilóide: (forma esferóide. tíbia. São os que apresentam comprimento e largura equivalente. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seios.: o osso do coração do bovino. Ex.: do fêmur. não apresentam forma geométrica definida. costelas e esterno. etc. rádio.: as vértebras. As artérias do periósteo penetram no osso. Côndilo: (segmento de cilindro) Ex. temporais. Ossos irregulares: Apresentam uma morfologia complexa. o osso deixa de ser nutrido e morre. oca.: osso do pênis do cão e gato e osso cardíaco do coração dos ruminantes. apresentam sempre canal medular. irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea. Os ossos. do temporal. etc. Esqueleto “visceral”: constam de ossos.8 ACIDENTES ÓSSEOS As principais partes descritivas de um osso. Tanto as saliências como as depressões podem ser articulares ou não articulares. seja pelo fato de se apresentarem com desenvolvimento lento e contínuo. Ossos planos: Expandem-se em duas direções. tomando-se em consideração a predominância de uma das dimensões (comprimento. são exemplos demonstrativos. Assim classificam-se em: Ossos longos: Neste caso o comprimento apresenta-se consideravelmente maior que a largura e a espessura. assim como perfurações. do pênis do canino. são as faces. Ex. Tuberosidade ou protuberância: (saliências mais ou menos obtusas) Ex.: ossos do carpo e tarso. etmóide. 2. Espinhas: (saliências mais o menos pontudas) Ex. etc. desprovido de seu periósteo. do occipital.: do fêmur. os ossos em que o comprimento era maior que a largura e espessura. seja devido a função hematopoiética. Ossos sesamóides: São encontrados dentro dos tendões. Glenóide: (forma ovóide.209 203 . bem como. do úmero. Ossos do crânio. os membros anteriores e posteriores. Esqueleto apendicular: está formado pelos apêndices locomotores. Os ossos pneumáticos situam-se no crânio.: da tíbia. não se articulando com os demais ossos. facial. Tubérculo: (menos acentuado que a protuberância) Ex. Cabeça: (segmento de esfera) Ex. sendo assim ele divide-se em: Esqueleto axial: é o eixo principal do corpo. etc. revestidos de mucosa e contendo ar. Saliências articulares: cabeça. rasa) Ex.: da mandíbula. 2. desenvolvidos no parênquima de alguma víscera ou órgão. 2. Antigamente. onde promovem uma mudança de direção sobre proeminências que exerceriam pressão e fricção excessivas sobre os tendões. depressões. Ossos pneumáticos: Apresentam uma ou mais cavidades. úmero. etc. bem como. Tróclea: (segmento de polia) Ex. Ossos “esplâncnicos”: Desenvolvem-se em órgãos moles.

estando em posição normal. A face forma a porção oral e restante da cabeça.Côndilos do occipital  se articulam com o atlas (1ª vértebra cervical) .1 OCCIPITAL É o mais caudal dos ossos do crânio.Parietais 1 . etc.1 CABEÇA: É a porção elevada e anterior das espécies domésticas.2. estando formado pelos seguintes ossos: 1 . Goteiras: (quando em semicanal) Ex.: da mandíbula.Etmóide 2 .Interparietal 2 . Hiato: (abertura de contorno irregular) Forame: (abertura de contorno regular) Ex. A face exocraniana apresenta os seguintes acidentes ósseos: . 3 ESQUELETO AXIAL 3. Impressões digitais: (cavidades que parecem produzidas por pressões dos dedos) Ex. Seios: (cavidades situadas na espessura do osso) Ex.Incisivos 2 . que vai proteger parte do sistema nervoso central o encéfalo.Crista nucal  se estendem lateralmente para cada lado. Fissura: (fenda ou fresta óssea) Ex.Temporais Porção dorsal: forma o teto e parte das paredes laterais da cavidade craniana. .: na face medial da escápula.Forame magno  localizado entre os côndilos serve de entrada para a medula espinhal. maxilar. Importante local de coleta do líquido cérebro espinhal (líquor).Impressões digitais . .Hióide Crânio: é a porção mais caudal.Nasais 2 .: fissura palatina.Esfenóide 1 .: canal alar.Zigomáticos 2 . Sulco: (impressões vásculo nervosas) Ex.Processos paracondilares (jugulares)  projeções pares localizados próximos aos côndilos que servem para fixação de músculos. Porção basal: lembra a continuação da coluna vertebral.Protuberância occipital externa  situada na linha média.Porção basilar do occipital  se une com o osso esfenóide.: no temporal.Cornetos 1 . a partir da protuberância. . . largamente abertas) Ex. Os referidos forames estão unidos no eqüino (forame jugulacerado ou hiato rasgado).Fossa condilar ventral  depressão localizada próximo aos côndilos na porção basal do osso. Apresenta para descrição duas faces uma exocraniana (externa) e uma endocraniana (interna). Fossa: (escavações extensas.Protuberância occipital interna . ventralmente na cabeça.Canal do hipoglosso  situado na fossa condilar.Base do occipital ( porção basilar) em contato com o esfenóide.Maxilares 4 . .: forame magno do occipital.Palatinos 2 .Forame lácero (mais rostral) e forame jugular (mais caudal).2 OSSOS DO CRÂNIO 3. Está dividida em crânio e face.Pterigóides 1 .Mandíbula 1 .Chanfradura: (desbastamento da borda de um osso) Ex. Canais: (depressões rasas e curtas) Ex. é constituída pelos seguintes ossos: 2 . compreendendo os ossos: 2 .Vômer 2 .Frontais 3.: no frontal. .Occipital 1 .: no úmero.Lacrimais 2 . situados na junção do occipital com os ossos temporal e esfenóide. . é formado por ossos planos e esses concorrem para a formação da cavidade craniana. por onde emerge do crânio o nervo hipoglosso (XII par craniano) . Está dividido em porção basal e porção dorsal. A face endocraniana apresenta: .: no temporal. no úmero.

parte basilar larga e se une a bula timpânica.presença de forame lacero e jugular. . Internamente encontram-se impressões digitais. RUMINANTES: . . Encontra-se dividido em três partes: corpo.Sela túrcica . SUÍNOS: . . .Forame etmoidal .crista pterigóide.a base do occipital é curta e apresenta 2 grandes tubérculos musculares localizados na junção com o esfenóide.na fossa condilar ventral encontramos 2 ou + forames o mais ventral é o canal do hipoglosso os demais forames paras as veias do canal condíleo.forma parte ventral somente da superfície caudal do crânio . CARNÍVOROS: . somente o forame jugular. .processos jugulares curtos.forma a superfície caudal do crânio.crista pterigoide. . .Forame óptico . processos jugulares curtos e largos.presença do forame jugular. Internamente encontramos os seguintes acidentes ósseos: .forame órbito-redondo.2. .processo jugular alongado.canal do hipoglosso localiza-se caudal ao forame jugular. . . SUÍNOS: . 3. achatado e alongado. CARNÍVOROS: . . asas temporais e asas orbitais. .corpo triangular. .  Asas orbitais Externamente as asas orbitais encontra-se: .Forame alar parvo Os forames dão passagem a vasos e nervos.Fossa hipofisária  onde se acomoda a glândula hipófise.Seio esfenoidal .  Corpo O corpo é externamente liso.presença de forame mastoide. .forame oval.2 ESFENÓIDE Tem o formato semelhante a uma borboleta. . . Forma 2/3 rostrais do crânio entre o occipital caudalmente e etmoíde rostralmente.Impressões digitais  Asas temporais Externamente encontra-se o forame alar caudal e internamente impressões digitais.não possui crista nucal.Fissura orbitária (espaço ósseo) . .Sulco óptico ou sulco do quiasma . .forame órbito-redondo.forame oval.crista occipital externa  estende-se ventralmentre na protuberância occipital externa.RUMINANTES: . .apresenta linha temporal e linhas oblíquas. no local uma linha nucal.canal do hipoglosso pequeno.côndilos achados.não tem forame lacero.forame mastóide de cada lado na junção do occipital e temporal .Forame redondo  se abre dentro da fissura .não apresenta forame alar.não apresenta canal alar. . .Forame alar rostral .côndilos mais afastados. .

4 TEMPORAIS Localizados de cada lado da cavidade craniana.- forame alar rostral e caudal. esta dividida em quatro faces. está relacionada com a porção escamosa do temporal e com o osso occipital.não apresenta tubérculo articular.2. .Meato acústico externo . .Bolha ou bula timpânica  aloja a orelha interna.3 ETMÓIDE Está localizado no interior da cabeça no limite entre o crânio e a face. 3.processo muscular.  Massas laterais (labirinto etmoidal) Massas ósseas enroladas de forma espiralada envolvidas por uma lâmina óssea chamada lâmina papirácea. A face externa da porção escamosa contribui para formação da fossa temporal. RUMINANTES: . Internamente: .Forame retroarticular  situado caudalmente ao processo retroarticular. Na crista perpendicular localiza-se a crista galli. .meato temporal. .processo muscular é grande.meato temporal.Impressões digitais  Porção petrosa Tem a forma de uma pirâmide. Está subdividido em três partes:  Lâmina perpendicular Coloca-se medianamente entre as massa laterais e as lâminas crivadas. Está subdividido em porção escamosa e porção petrosa.processo retroarticular menos proeminente.Crista petrosa A face caudal (aboral) relaciona-se diretamente com o occipital. . .Processo zigomático do temporal: se une ao processo temporal do zigomático e forma o arco ou ponte zigomática. SUÍNOS: .  Faces: Externamente: .processo retroarticular reduzido.  Vértice: Porção mais dorsal.Processo retroarticular situados caudalmente ao tubérculo articular .Processo mastóide Internamente: . .  Porção escamosa Externamente: . 3. .bula timpânica alongada.  Lâminas crivadas São lâminas ósseas colocadas transversalmente e de cada lado da lâmina perpendicular. .processo estilomastóide fundido a bula timpânica. CARNÍVOROS: .Processo estilóide  local onde se articula com o osso hióide.Tubérculo articular: articulam-se com os côndilos da mandíbula. uma base e um vértice. .2.processo mastoide reduzido.Processo muscular .Meato acústico interno . .Forame estilomastoide  dá passagem ao nervo facial. .forame estilomastóide. meato temporal.Fossa mandibular . .não possui processo mastóide. .processo retroarticular grande.Processo acústico externo . .  Base: .

Apresenta caudalmente uma crista horizontal denominada de crista facial.processo zigomático curto.Impressões digitais .fortemente curvo. contorno rombóide fortemente curvo.processo cornual ( animais aspados). OSSOS DA FACE: 3. processo estilóide. as bordas formam com o parietal uma grande protuberância intercornual ponto mais alto do crânio. Externamente: .Crista parietal interna .6 FRONTAIS São ossos pares que formam a porção oral do teto da cavidade craniana. SUÍNOS: .7 INTERPARIETAL Osso temporário que aparece durante o período fetal até os primeiros dias de vida. 3.forame supraorbital apresenta o sulco supra-orbital.Processo zigomático do frontal . MAXILAR OU MAXILAS: Situam-se na porção lateral da face e se articulam com quase todos os ossos da face. É marcado pela crista sagital externa que se continua com a crista temporal.não entram na formação do teto da cavidade craniana. Internamente: . 3. O corpo apresenta 4 faces: Face facial: é convexa no animal jovem e côncava no animal adulto.Impressões digitais RUMINANTES: bovinos . Estão no limite entre o crânio e a face. Aproximadamente 5 cm dorso-rostralmente a crista situa-se o forame infra-orbitário que é a abertura do canal infra-orbitário. 3. Posteriormente é reabsorvido pelo occipital e pelo parietal.Forame supra orbital Internamente: .1. contribui para a formação da fossa temporal.processo zigomático é incompleto naõ alcança o arco zigomático.3.crista parietal mais lateral.2. . processo muscular. . 3.- processo mastóide. CARNÍVOROS: . bem como os temporais e frontais.Seio do frontal RUMINANTES: . CARNÍVOROS: .2.5 PARIETAIS Os parietais formam as partes do teto da cavidade craniana. constitui parte dorsal da parede caudal do crânio.forma metade do comprimento total do crânio.não apresenta forame supraorbitário. SUÍNOS: . Para sua descrição dividem-se em um corpo e dois processos: Alveolar e palatino. . forame estilomastóide. .3. juntamente com a porção escamosa do temporal. . Externamente: .Crista parietal externa A face externa do parietal. crista sagital externa distinta.2.processo zigomático curto e se une ao processo frontal do zigomático.

Ruminantes: . principalmente no ovino. Caudalmente se expande lateralmente como se fossem orelhas de gato se articulando com os ossos palatino. sobre a qual dorsalmente na cavidade nasal situa-se o osso vômer.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro.O forame infra-orbitário pode ser duplo.3. Face pterigopalatina: apresenta uma proeminência denominada de tuberosidade maxilar.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro.O forame palatino maior oral está situado mais medialmente. . São lâminas ósseas encurvadas que articulam-se com os ossos palatino.Forame infra-orbitário geralmente é duplo. Rostralmente ao primeiro grande molar freqüentemente existe um alvéolo para o primeiro pré-molar chamado de dente de lobo.Face nasal: forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal. Comparada: . Une-se ao processo palatino do lado oposto pela sutura palatina média. Rostralmente aos alvéolos dentários na borda alveolar situa-se o espaço interalveolar ou interdental. .Nas demais espécies o processo ganchoso é menor. Une-se com o processo palatino do maxilar pela sutura palatina transversa e forma com este o forame palatino maior oral que é a saída do canal palatino. Comparada: . 3. 3. É contituida por uma lâmina que forma rostralmente uma canaleta onde se encaixa a cartilagem do septo nasal. A borda caudal junta-se com a porção horizontal do osso palatino na sutura palatina transversa. esfenóide e pterigóide. esfenóide e vômer. Caninos: .O maxilar é mais curto. . apresentando no seu lugar a tuberosidade facial. .2 VÔMER Está localizado na cavidade nasal. cobertas por mucosa e preenchidos por ar. fixado dorsalmente na sutura palatina média. Medial a essa tuberosidade situa-se um profundo recesso (nicho pterigopalatino) onde localizam-se três orifícios que são dorsoventralmente: 1. Processo alveolar: apresentam seis grandes cavidades ou alvéolos para os dentes pré-molares e molares superiores. 3.3. CANINOS: . Lâmina horizontal: é plana e forma a porção caudal do palato duro.Apresenta junto com os ossos lacrimal e zigomático na face facial a fossa muscular ou canina.Não apresenta crista facial.3 PALATINOS Estão situados em ambos os lados das coanas e formam a porção caudal do palato duro. Caudalmente divide as coanas em duas partes.Os forames palatinos maior oral situam-se nos processos palatinos dos maxilares. Processo palatino: projeta-se medialmente formando a maior parte do palato duro. Face orbital: forma uma pequena porção da parede ventral da órbita.4 PTERIGÓIDE É o menor osso da face. Apresenta o raso sulco naso-lacrimal e ventralmente a este a crista conchal que suporta a concha nasal ventral.3. São côncavas e lisas. . . Forame esfeno-palatino: que abre-se na cavidade nasal.A lâmina horizontal tem formato de cunha. . Forma com o osso pterigóide o processo piramidal ou pterigoideo.Nos ruminantes o sulco para o septo é bem mais alargado. 3. Suínos: . SUÍNOS: . A extremidade ventral é livre e forma o processo ganchoso do pterigóide ou hâmulo do pterigóide. 2. Forame maxilar: que é o início do canal infra-orbitário. Forame palatino maior caudal: entrada do canal palatino maior. Apresentam duas lâminas: horizontal e perpendicular. Lâmina perpendicular: forma a parede lateral das coanas. RUMINANTES: .Não apresenta crista nem tuberosidade facial. Junto ao osso incisivo existe um alvéolo para o dente canino que só está presente nos machos adultos. Apresenta lateralmente o sulco palatino. Formam parte das paredes laterais das coanas. Possui a forma de uma ferradura quando unida a lâmina do lado oposto. .O maxilar é alongado. Seios do maxilar: são espaços entre duas lâminas ósseas.Forame maxilar se transforma em fissura maxilar.

3. Está separada lateralmente do maxilar pela fissura palatina. . . Processos alveolares: apresentam três alvéolos profundos para os dentes incisivos superiores. lisa e côncava. O processo frontal não existe no eqüino. palatino e nasal. A face facial é mais extensa e lisa. SUÍNOS: .Ovino: a face facial apresenta uma fossa lacrimal externa ou infraorbitaria que é ocupada no animal vivo pela bolsa infra-orbitaria. 3.O canal inter-incisivo se transforma em chanfradura. . Apresenta a uns 2 cm da margem orbital o pequeno processo lacrimal.Entre os processos temporal e zigomático existe uma pequena eminência denominada de processo frontal. Apresenta 2 faces: orbitaria e facial.Não se articula com o frontal. RUMINANTES: .É um osso muito pequeno.Não apresentam processos alveolares. Esta fossa é ocupada no animal vivo pelo saco lacrimal que é a origem do ducto naso-lacrimal. que se prolonga rostralmente com a crista facial do maxilar e caudalmente com o processo temporal. onde se localizam grandes glândulas sebáceas. Processos palatinos: são duas lâminas ósseas que formam a porção rostral do palato duro. na junção com o maxilar forma no macho adulto o alvéolo para o dente canino.Apresenta o processo bifurcado em duas porções: uma é o processo frontal do zigomático que se articula com o processo zigomático do frontal e a outra é o processo temporal do zigomático. Ventralmente. . Apresenta na sua porção ventral a crista facial. A face orbitaria é de contorno triangular. . 3. SUÍNO: . A face nasal é côncava e dirige-se para o seio maxilar. que juntamente com o processo zigomático do temporal forma o arco zigomático. no qual se insere o ligamento orbitario.Processo temporal bastante robusto e também é bifurcado. A face lateral (facial) é lisa e ligeiramente convexa. se articulam com os ossos nasais.Não possui chanfradura naso-incisiva.O canal inter-incisivo se transforma numa chanfradura. . e com o temporal caudalmente.O processo temporal é a maior parte do osso zigomático. maxilares e vômer. Corpo: A face labial é lisa e relaciona-se com o lábio superior e a face palatina é côncava. quase não existe porção facial. 3.6 ZIGOMÁTICOS (MALARES) Articulam-se com os ossos lacrimal dorsalmente. Formam juntamente com o osso nasal a chanfradura naso-incisiva. CANINO: . Não apresenta o processo lacrimal. com o maxilares rostral e ventralmente. veia e nervo incisivo.7 LACRIMAIS Estão localizados na porção rostral da órbita e se estendem rostralmente sobre a face até o maxilar. RUMINANTES: .3.3. Articula-se com os ossos frontais e nasais dorsalmente e com o zigomático e maxilar ventralmente. . RUMINANTES: . A face orbitaria é muito menor que a facial e forma parte da parede ventral e rostral da órbita.Face facial extensa e côncava.Apresenta dois orifícios lacrimais no contorno da órbita. SUÍNO: .Fissura palatina é alargada. CANINOS: .Forma parte da fossa muscular ou canina. É composto de um corpo e três processos: alveolar. Próxima a margem orbitaria apresenta uma fossa afunilada que representa a entrada do canal lacrimal. O corpo acha-se perfurado pelo canal inter-incisivo. Processos nasais: projetam-se caudal e dorsalmente formando parte da parede lateral da cavidade nasal. . É muito longo e fortemente curvo.3.3.A fossa para o saco lacrimal é pequena e bem próxima do contorno da órbita.8 NASAIS .Forma junto com o maxilar e zigomático a fossa canina ou muscular. CANINO: .5 INCISIVOS (PRÉ-MAXILARES) São os ossos mais rostrais da face. onde penetram artéria.

A face labial é convexa. processo condilar caudalmente e entre estes a chanfradura mandibular. com a extremidade caudal alargada e a extremidade rostral pontiaguda. Face interna (nasal): é lisa e côncava. tornando-se estreita e cortante nos animais idosos.Não formam com os processos nasais do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. A porção incisiva apresenta duas faces e uma borda. É composta de uma porção incisiva e outra porção molar.É mais largo rostralmente que caudalmente. A face lateral é côncava e apresenta linhas rugosas para inserção do músculo masseter. Face externa: é lisa e convexa transversalmente.Extremidade caudal é pontiaguda. BOVINOS: . Possui um contorno triangular alongado. 3. não se funde com os ossos adjacentes mesmo na idade avançada.Nesta espécie na extremidade rostral da cartilagem do septo nasal entre os ossos nasal e incisivo apresenta o osso rostral (osso do focinho do porco). Caudalmente é espessa e escavada por seis alvéolos pares para os dentes pré-molares e molares inferiores. A borda ventral é arredondada no cavalo jovem. A face lingual é lisa e côncava onde repousa a ponta da língua (superfície geniana). Meatos são os espaços existentes entre os cornetos e são: Meato nasal dorsal: é o espaço entre a concha nasal dorsal e o teto da cavidade nasal. insere o músculo milohioideo. . A face lateral (labial) é lisa e apresenta na junção com a porção incisiva o forame mental ou mentoniano que é a abertura rostral do canal mandibular. e está marcada por um sulco mediano que corresponde a sínfise mandibular. Para descrição consiste em um corpo e dois ramos verticais.Formam a maior parte do teto da cavidade nasal.3. Apresenta o forame mandibular que é o forame de entrada do canal mandibular. SUÍNOS: .10 MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR) É o maior osso da face e é ímpar pois as duas metades se fundem quando o animal apresenta ao redor de dois meses de idade. Articulam-se com os ossos incisivo.9 CONCHAS NASAIS São ossos em forma de cartuchos localizados no interior da cavidade nasal. Apresenta duas faces e duas bordas. A face medial é côncava e apresenta linhas de inserção para o músculo pterigoideo medial. A face medial (lingual) é lisa e apresenta a frágil linha milohioidea onde se. OVINOS: .semelhante ao eqüino. .Os cornetos apresentam forma arborizante com lâminas secundárias e terceiras que se espiralizam apresentando a extremidade livre. Corpo: É a porção horizontal espessa que apresenta os dentes. dois alvéolos para os dentes caninos no macho. Meato comum: é o espaço entre as conchas e o septo nasal. são em número de 2 pares (ventral e dorsal) que estão separados pelo septo nasal. Forma juntamente com o processo nasal do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. Aproximadamente no seu centro apresenta a crista etmoidal que serve de sustentação da concha nasal dorsal. CANINOS: . . As conchas nasais dorsais estão fixadas nas cristas etmoidais dos ossos nasais e as ventrais nas cristas conchais dos maxilares. lacrimal e frontal. alargada e onde se inserem músculos poderosos. Na sua porção caudal existe pequena depressão denominada de incisura vasorum facialum onde os vasos faciais e o ducto parotídeo contornam o osso e é local de tomada de pulso no eqüino. 3. Meato nasal ventral: é o espaço entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal. A extremidade articular é composta pelo processo coronóide rostralmente. O processo condilar se articula com a porção escamosa do temporal por meio de um disco ou menisco articular. CANINO: . Suporta os dentes molares (pré-molares e molares) inferiores. .3. Meato nasal médio: é o espaço entre as conchas nasais dorsal e ventral. Também existe no potro jovem o alvéolo para o dente de lobo (primeiro pré-molar). que é delgado. maxilar. A borda dorsal ou alveolar rostralmente forma o espaço interalveolar. A porção molar (ramo horizontal) estende-se caudalmente da porção incisiva.A extremidade rostral é alargada e apresenta uma chanfradura. A união da porção molar (ramo horizontal) com o ramo vertical é espessa é denominada de ângulo da mandíbula. Ramo: É a porção vertical do osso. A borda alveolar apresenta seis alvéolos para os dentes incisivos inferiores e um pouco mais caudal.É bem menor.

que são: .1 VÉRTEBRAS São ossos ímpares. As extremidades laterais do basi-hióide se projetam caudalmente constituindo os tiro-hióides.Apresenta sínfise mandibular. 3.O processo lingual é curto e tuberoso. A coluna vertebral forma o eixo principal do corpo.Apresenta alvéolos para os dentes caninos. . lacrimal e seios conchais. regionais ou individuais.Apresenta apófise lingual curta e pontiaguda. denominados vértebras que se estendem desde a cabeça até a extremidade da cauda. apresentando-se dividida em regiões. . Todas as vértebras apresentam caracteres básicos. Apresenta 6 alvéolos para os dentes molares.3. 1. . Seios maxilares: são os seios paranasais dos ossos maxilares.4. palatino. . numa mesma região. portando existe sínfise mandibular.O processo coronóide é mais extenso e se projeta caudalmente.Existem dois ou três forames mentonianos. Não há alvéolos para os dentes caninos. . sacral e caudal. .Entre o estilo-hióide e o cerato-hióide existe o epi-hióide. .O corpo é mais curto e mais largo. Seios frontais: são os seios paranasais encontrados nos ossos frontais de todas as espécies domésticas.O processo coronóide é pequeno e a chanfradura mandibular é larga.4 COLUNA VERTEBRAL Está constituída de ossos irregulares. É constituído por diversas peças ósseas que se articulam entre si.Apresenta epi-hióide. Este se abre dentro da cavidade nasal através da abertura nasomaxilar. 3. Comparada: RUMINANTES: Divertículo cornual: Continuação direta do seio frontal para dentro do processo cornual em ruminantes aspados. Está inserido no processo estilóide da parte petrosa do temporal através da cartilagem timpano-hióide.11 HIÓIDE É conhecido vulgarmente por osso da língua.Apresenta alvéolos para os dentes caninos dirigidos lateralmente. e apresenta 8 alvéolos para os dentes incisivos inferiores. . CANINO: . Elas são revestidas internamente por uma membrana mucosa e se comunicam com a cavidade nasal. CANINOS: .O processo coronóide é muito extenso. irregulares. . assim denominadas: região cervical. quanto aos seus caracteres gerais.O ramo é menor que o do eqüino. Projeta-se rostralmente através de uma lâmina óssea denominada de estilo-hióide. 3. Está situado entre os ramos da mandíbula caudalmente. RUMINANTES: . SUÍNOS: .3. torácica.Mandíbula bastante volumosa.As duas metades não se fundem completamente mesmo na idade avançada. Na face lateral há vários forames mentonianos laterais. 2.Não tem apófise lingual.Apresenta epi-hióide bem desenvolvido.RUMINANTES: . .12 SEIOS PARANASAIS São cavidades dentro de alguns ossos da cabeça preenchidas por ar. Os seios frontal e maxilar são os mais conhecidos. mas muitos outros estão presentes. com exceção do basi-hióide e do processo lingual. incluindo o esfenóide. bem como. forma um ângulo de 90° e se continua com o cerato-hióide.No ângulo entre o corpo e o ramo vertical da mandíbula existe o processo angular que se projeta caudalmente.Existe um par de forames mentonianos mediais. Medianamente projeta-se rostralmente em um longo processo lingual. cuja forma difere nas diferentes regiões. este último se articula com uma peça transversal denominada de basi-hióide. Os caracteres gerais são os encontrados em todas as vértebras e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto. 3. lombar. . As vértebras podem ser estudadas sobre um tríplice aspecto. . SUÍNOS: . . Os ossos do hióide são pares.

sua borda livre é rugosa e se continua com os processos articulares caudais por meio de duas cristas. na região torácica são curtos e fortes caracterizam pela presença de facetas para o tubérculo das costelas Processos articulares .4. onde se encontram os outros elementos da vértebra. o arco acha-se perfurado de cada lado próximo a sua borda cranial pelo Forame vertebral lateral. articula-se cranialmente com o occipital e caudalmente com o axis. 6. Forame vertebral .2 AXIS É a segunda vértebra. Processo odontóide  face articular convexa ventralmente se articula com o arco ventral do atlas.2. dorsalmente 2 forames o 1º mais cranial é o Forame alar e o 2º mais caudal é o Forame transverso. CARNÍVOROS: processo odontóide arredondado e longo chega atingir o occipital.são dois prolongamentos laterais. Processo espinhoso . possui incisura vertebral cranial. Processos transversos mais espessos. 3. processo transverso pequeno e as vezes não está presente. possui uma depressão central chamada de fossa odontóide que serve para articulação com o processo odontóide do axis. 5. 3. As asas são largas e quase horizontais. forames transversos relativamente grandes. São mais longos no pescoço. ao redor deste apresenta o processo articular cranial. não apresenta forame transverso. asas achatadas. a borda cranial é profundamente chanfrada e a borda caudal delgada e côncava. Forame vertebral lateral é circular e não tão junto a borda do arco. mantém a mesma altura até as sacrais. Arco ventral  mais espesso e menos encurvado. 4ª E 5ª CERVICAL . processo odontóide é largo sua face dorsal é profunda e côncava. direito e esquerdo.2. um arco ventral e um par de asas. apresentando na face cranial uma cabeça articular e na face caudal uma cavidade cotilóide. apresenta chanfradura alar ao invés de forame alar. processo espinhoso fino e de altura moderada se prolonga cranialmente de modo a se sobrepor ao arco dorsal do atlas. largos na região lombar.1. Não apresenta forame vertebral lateral. o arco e cabeça articular desenvolvidas. BOVINOS: o axis é curto. RUMINANTES: asas menos encurvadas.divididos em craniais e caudais. e que se projetam transversalmente. As cavidades articulares caudais confluem para a parte ventral do arco. As características desta região são o corpo.constitui a porção dorsal da vértebra e formará o teto do canal vertebral. A 1ª e 2ª são modificadas devido a função especial de sustentar e movimentar a cabeça. Arco. reduzidos e mais próximos no dorso. São longos e proeminentes no pescoço . De cada lado da borda cranial do arco encontramos o Forame vertebral lateral. Sua face ventral acha-se o tubérculo ventral. Asas  ventralmente há uma depressão chamada fossa atlantal. 3. 4. o processo espinhoso se projeta um pouco cranialmente. Representado como cristas baixas na região cervical. É formado por um arco dorsal. é representado por um segmento de cilíndrico. Forma um anel com projeções laterais curvas que são processos transversos modificados ou asas. não possui corpo nem processo espinhoso. Entre o processo articular caudal e o corpo apresenta incisura vertebral caudal. a 6ª e 7ª também possuem algumas modificações. as vezes está ausente.colocado ventralmente a vértebra. SUÍNOS: tubérculo dorsal grande. Processo transverso pontiagudo. Arco dorsal  encontramos o túberculo dorsal mediano. forame transverso as vezes incompleto. Corpo . Processos articulares caudais estão colocadas caudalmente ao arco e sua superfície articular é dirigida para baixo.1 ATLAS É a primeira vértebra cervical. Extremidade caudal do corpo apresenta a cavidade cotilóide. Forame transverso presente. Sua característica principal é a presença do processo odontóide. CARNÍVOROS: arco ventral estreito. Processos articulares craniais estão localizados cranialmente ao arco e sua superfície articular está dorsalmente dirigida para cima. se estende caudalmente.4. Processo transverso . máximo de altura na 4ª ou 5ª vértebra torácica e diminui até 15ª ou 16ª T. o forame transverso passa atrás da borda caudal da asa e não é visível dorsalmente. Processo espinhoso  largo. Na borda cranial observamos 2 cavidades articulares ovais e profundas que recebem os côndilos do occipital.4. 3. SUÍNOS: processo espinhoso desenvolvido direcionado dorsal e caudalmente. Processo odontóide cilíndrico. 2.2 REGIÃO CERVICAL Apresenta sete vértebras em todas as espécies domésticas.é a parte do arco ósseo que se situa dorsalmente ao arco. Processos transversos  estreito e apresenta-se perfurado pelo Forame transverso. 3ª. superfície dorsal é convexa.situado imediatamente por cima do corpo e limitado lateral e dorsalmente por um arco ósseo.

os craniais se localizam na parte cranial do arco com facetas que se orientam para cima. 3. REGIÃO LOMBAR São em número de seis no cavalo e nos ruminantes. Superfície cranial é convexa e a caudal é concava. Perfurado de ambos os lados por um forame que se comunica com o forame transverso. Processo transverso apresenta 3 ramos. Borda cranial delgada e a caudal é mais larga.4. Processo transverso não apresenta forame.4. Arco  2 partes parte dorsal formado pelas lâminas e paredes laterais pelos pedículos. suínos 6 a 7 e 7 nos carnívoros. Caudal a este ponto tornam-se gradativamente mais curtas. Origem de duas raizes uma do arco e outra do corpo entre ambos existe o FORAME TRANSVERSO (passa vasos vertebrais e nervos) Divide-se lateralmente ramo cranial e caudal Processo espinhoso  Forma de uma crista baixa que se alarga caudalmente. Processos transversos  extremidade livre tuberosa. cada um deles possue uma faceta articular para articulação com o tubérculo da costela. tubérculo ventral ausente. Superfícies asperas p/ inserções de ligamentos e músculos (parte lamelar do ligamento nucal) Processos transversos  largos e planos. Processos articulares  são pequenos. dirigido para cima e para trás. última torácica: distingue-se pela ausência do par caudal de facetas costais. Corpo  curto. 1ª torácica: semelhante a última cervical. as três ou quatro primeiras tem o processo espinhoso aproximadamente igual no comprimento. Ausência de crista ventral com exceção dos cães. Arco  estreito. extremidades alargadas e faces articulares. BOVINOS: corpo mais largo SUÍNO: o arco é perfurado de cada lado por um forame (do arco). Processo espinhoso  longo. corpo achatado dorsalmente. Processo articulares craniais e caudais  largos. Extremidade cranial ou cabeça  face articular oval que se dirige p/ frente e p/ baixo. O processo espinhoso é menos rudimentar.Corpo  longo comparado com as demais vértebras. Como características principais observamos faces para articulação com a costela. processo espinhoso encurvado caudalmente e termina em ponta. Face dorsal área central lisa . convexa e mais larga dorsalmente. CARNÍVOROS: apresentam o processo mamilar em todas as vértebras. Extremidade caudal  larga e apresenta uma cavidade cotilóide circular. as três últimas apresentam o processo acessório. cada um une-se com o correspondente processo cranial por uma crista. Sobre a parte dorsal de cada lado existem facetas costais cranial e caudal. tamanho e forma dos processos espinhosos (desenvolvidos). O forame transverso é largo ventralmente na sua extremidade caudal existe uma fossa. 7ª CERVICAL Curta e larga. Sulco menos profundo no meio desta face .3 REGIÃO TORÁCICA São comumente em nº de 18 no cavalo. suas faces articulares são estensas de contorno oval e levemente côncava. Nas últimas 4-5 vértebras torácicas aparece o processo mamilar. Inserção p/ o ligamento longitudinal dorsal. Face ventral CRISTA VENTRAL MEDIANA proeminente caudalmente com um tubérculo na extremidade caudal.4. estreito. Caracterizam-se por apresentar processos transversos desenvolvidos. processos articulares mais curtos e espessos. corpo achatado e apresenta uma cabeça. conexão com os processos articulares caudais por meio de rugosidades. Esta crista separa duas superfícies côncavas. Apresenta uma faceta de cada lado para articulação com parte da cabeça da 1ª costela. Os corpos das 3 primeiras são elípticos e apresentam uma crista . Processo transverso apresenta processo mamilar a partir da 3ª vértebra. Os processos articulares craniais são mais largos que o par caudal. apresenta pequenos orificios p/as veias da substância esponjosa dos corpos vertebrais. Crista ventral pequena. De um modo geral os processos transversos diminuem de tamanho e estão dispostos cada vez mais ventral. processos articulares são mais largos que as demais vértebras. os caudais emergem na base do processo espinhoso e suas facetas voltam-se para baixo.estreita na parte média e larga nas extremidades. Os processos espinhosos aumentam em comprimento até a terceira ou quarta vértebra e então diminuem até a 15ª as espinhas mais longas são as mais espessas e apresentam seus ápices engrossados. chanfradura caudal relativamente larga. 13 no bovino. 6ª CERVICAL  é mais curta e mais larga. Processo espinhoso mais alto e pontiagudo. 14/15 no suíno e 13 nos carnívoros. posicionados em sentido cranial entre o processo transverso e o processo articular cranial. 3. Presença da incisura vertertebral cranial e incisura vertebral caudal.

As chanfraduras caudais são mais profundas que as craniais. As asas encurvam-se cranioventralmente. Face pélvica: concava em toda a sua extensão.. A 5ª e a 6ª podem estar fusionadas. Dorsal ao corpo está a entrada do canal sacral. nos ruminantes após 3ou 4 anos e no equino com 4 a 5 anos. 3. lombar. Os processos articulares caudais são grandes e sustentam os processos mamilares. As 5-6 primeiras possuem arco espinhoso completo. não formam articulações uns com os outros ou com o sacro.5 REGIÃO SACRAL Formado pela fusão de 5 v. Os forames sacrais pélvicos são grandes. É assinalada por 4 linhas transvesas que indicam a delimitação dos corpos vertebrais. processo articular cranial. Seu eixo longitudinal é levemente curvo. Processos espinhosos largos ventalmente mas estreitos dorsalmente. Uma crista sacral lateral é formada pela fusão dos processos articulares. Face auricular: se articula com o ílio. CARNÍVOROS: processos transversos semelantes a placas. A 6ª vértebra oferece uma faceta convexa na borda caudal para articulação com as asas do sacro. BOVINOS: longas e mais desenvlvidas que no cavalo. Nos lados encontram-se os forames sacrais dorsais. Processos articulares grandes. 3. A face pélvica é marcada por um sulco central que indica o curso da artéria sacral mediana. crista sacral mediana. sacral é pequeno. curto. Processos transversos  são laminas longas. Processo transverso da última lombar não se articula com o sacro. achatadas. BOVINOS: formado por 5 segmentos.. As asas são sólidas com extremidade pontiaguda. Esta união completa-se nos carnívoros e suínos após 1 ano e meio. Processos acessórios projetam-se caudalmente sobre as incisuras caudais das 5 primeiras v. É convenientemente descrito como um osso único. Possue uma face dorsal rugosa para insersão ligamentosa (lig sacroilíaco ventral). SUINOS: a 1ª v.4. Depois da 3ª aumentam em altura e largura. Linhas transversais. Da primeira a última diminuem de tamanho. caudal. A última apresenta extremidade pontiaguda. Arco pequeno e triangular.Sulco p/ o nervo espinhal lombar. largo e quadrangular. Cada uma apresenta uma larga face oval para articulação com o processo transverso da última lombar. processos articulares desenvolvidos nas 4 primeiras.4. Pequenos rudimentos de processo articulares.. caudal está unida ao sacro. na face ventral há um sulco mediano na qual passa a arteria caudal mediana. Face cranial concava não articular. Vértice: aspecto caudal da última v. CARNÍVOROS: arco nas seis primeiras. Os processos espinhosos são unidos para formar uma crista sacral mediana. nos quais encontram-se 4 forames sacrais dorsais. processo articular caudal. As bordas laterais são rugosas. Base: Tem uma face arredondada que se articula com a última v. Presença de um forame entre o sacro e a 1ª v. . menos curvado do que no bovino. são quadrangulares e curtas. forames sacrais ventrais. ficam reduzidas a bastões cilíndricos de tamanho decrescente. mais longo que o do cavalo. diminuem de diâmetro do 1º ao último (ramo ventral dos nervos espinhais sacrais).6 REGIÃO CAUDAL Muito variável em número (18).ventral distinta. se projetam lateralmente podendo estar levemente inclinadas dorsalmente. A partir da 4ª se tornam mais largos e achatados e a crista diminui. tem forma triangular e está encaixado entre os ílios com os quais se articula firmemente. CANINOS: fusão de 3 v. espessas cranialmente e delgadas caudalmente. lateralmente a este está um par de processos articulares craniais com faces concavas para a articulação com as correspondentes da última v. BOVINOS: são mais longas que o cavalo. Processo espinhoso pouco desenvolvido. A margem ventral projeta-se lateralmente formando PROMONTÓRIO. Na extremidade dessas linhas estão os forames sacrais pélvicos que são maiores que os dorsais. SUÍNOS: normalmente constituídos de 4 v. De cada lado do corpo existe uma chanfradura (chanfradura vertebral cranial). Os processos transversos vão diminuindo caudalmente e as v. As primeiras possuem corpo alargado. De cada lado das espinhas existem sulcos. De cada lado dos forames se observa uma série de tubérculos representativos da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais que formam a crista sacral lateral.Processos transverso grande nas primeiras e gradativamente desaparece. A asa é semelhante a dos bovinos. Face dorsal: apresenta centralmente 5 espinhas sacrais. lombar por meio de um disco intervertebral. Existe um par de chanfraduras estreitas entre o arco e o corpo e processos transversos. Comprimento aumenta até a 5ª v. Processos articulares craniais  são fusionados aos processos mamilares e apresentam superfície concava para articulação com o par caudal na vertebra precedente.não apresentam chanfraduras craniais. Seu comprimento aumenta até a 3 ou 4ª e então diminui até a última.

sendo que seu corpo alarga grandemente na extremidade esternal. veia e o nervo intercostal. Pode se articular com o esterno (costelas esternais) ou com outra cartilagem adjacente por meio de tecido elástico para formar o arco costal (costelas asternais). por meio das suas cartilagens costais.4. SUÍNOS: Costelas acentuadamente curvas em raças melhoradas. . Face medial: é côncava.5 COSTELAS São ossos curvos alongados dispostos em pares que formam a parede lateral do tórax. por onde passam artéria. São todas aquelas que não são verdadeiras. Face lateral: é convexa e apresenta cranialmente um sulco longitudinal até a porção mediana. CARNÍVOROS: O corpo é cilíndrico e a cartilagem costal é mais longa. não aderida a uma cartilagem adjacente. Costelas flutuantes São as que sua extremidade ventral termina livremente. Cavidade torácica mais curta e colo longo.3.7 FÓRMULA VERTEBRAL É a maneira mais simplificada de se expressar graficamente o número de vértebras das diversas regiões. As duas últimas costelas no homem e carnívoros. Apresenta caudalmente uma depressão chamada de sulco costal. O número é constante dentro de uma espécie. variando apenas a região caudal. 2. A extremidade dorsal ou vertebral apresenta cabeça. Toma-se a letra inicial da região seguida pelo número de vértebras desta. A costela apresenta 2 extremidades: dorsal e ventral. 3. Extremidade Ventral: Apresenta uma tira de cartilagem que dá continuação as costelas e denomina-se cartilagem costal. * A primeira costela é mais curta. Geralmente são os primeiros pares. ANIMAL EQÜINO RUMINANTES SUÍNO CARNÍVOROS PARES DE COSTELAS 18 13 14 13 COSTELAS ESTERNAIS 8 8 7 9 COSTELAS ASTERNAIS 10 5 7 4 ESTERNEBRAS 7(6) 7 6 8 Apresentam-se divididas em dois grupos: Costelas esternais ou verdadeiras: São aquelas que por sua extremidade ventral vão se articular com o osso esterno por meio de suas cartilagens costais. Uma costela é constituída por um corpo e duas extremidades: Corpo: é a porção média da costela que se apresenta de forma arqueada. O número de costelas corresponde ao de vértebras torácicas. RUMINANTES: Costelas mais largas e espaço intercostal mais estreito. Constituem o arco costal. Eqüino C7 T 18 L6 S5 Ca 15-21 Bovino C7 T 13 L6 S5 Ca 18-20 Ovino C7 T 13 L6 S4 Ca 16-18 Canino C7 T 13 L7 S3 Ca 20-23 Suíno C7 T 14-15 L 6-7 S4 Ca 20-23 3. corpo estreito. Tubérculo: apresenta uma superfície articular que se articula com a apófise transversa da vértebra de igual número de série. Espaço intercostal: é o intervalo entre as costelas. Costelas asternais ou falsas: São aquelas que por sua extremidade ventral são articuladas entre si. Apresenta duas faces. Cabeça: apresenta duas superfícies articulares que vão se articular com o corpo de duas vértebras adjacentes. colo e tubérculo. Cada costela se articula na região dorsal com duas vértebras e se continua na região inferior com as cartilagens costais. 1. Colo: É a porção estreita logo após a cabeça que une esta ao corpo.

sendo que este tem quase o mesmo comprimento da região torácica. A cartilagem xifóide é pequena e o esterno é achatado no sentido dorso-ventral. superfícies articulares côncavas para articulação das costelas esternais. RUMINANTES: . Apresenta a forma de uma canoa comprimida lateralmente. primeiro par de costelas e pelo manúbrio. Esta espinha apresenta uma proeminência central denominada de tuberosidade da espinha. carpo. Apresenta 3 porções: 1. SUÍNO: Não apresenta cartilagem do manúbrio e nem crista ventral. . A face costal (medial) apresenta a fossa subescapular. nem crista ventral. Consta de 6-8 segmentos ósseos (esternebras) unidas por cartilagens interpostas em animais jovens. Serve de inserção para músculos do peito e pescoço. . Saída do tórax: é mais ampla e está formada pela última vértebra torácica. 4. Ventralmente apresenta a crista esternal que é palpável no animal vivo. .6 ESTERNO É um osso segmentário situado na linha média que forma o assoalho da cavidade torácica e articula-se lateralmente com as cartilagens das costelas esternais. O colo da escápula une o corpo do osso com o ângulo ventral ou extremidade ventral. lateralmente pelas costelas e cartilagens costais e. tipo de articulação esta chamada de sisarcose. CANINOS: Esternebras arredondadas.7 TÓRAX O esqueleto do tórax está formado na região dorsal pelas vértebras torácicas. Apresenta uma forma de cone achatado lateralmente com abertura nas duas extremidades. O membro torácico é composto pelos seguintes ossos: escápula.O processo coracóide é curto e arredondado. 3. Apresenta também o tubérculo supraglenóide (tuberosidade escapular). sendo portanto uma exceção.A espinha é triangular e projeta-se por cima da fossa infra-espinhosa.A fossa supra-espinhal não se estende até a porção ventral do osso. A face lateral acha-se dividida em duas fossas pela espinha da escápula.3. metacarpo. 2. 4. No contorno dessa cavidade existe a incisura glenóide. última esternebra e processo xifóide. RUMINANTES: Não tem cartilagem do manúbrio.Não apresenta incisura glenóide. Entrada do tórax: é mais estreita e é formada pela primeira vértebra torácica. A borda dorsal apresenta uma chanfradura que serve para articulação do primeiro par de costelas.A espinha se prolonga ventralmente por uma projeção pontiaguda denominada de acrômio. arco costal. sendo esta última maior. Extremidade caudal ou metaesterno: apresenta a cartilagem xifóide que é longa e delgada. do qual projeta-se medialmente o processo coracóide. no ponto de união dos segmentos. O processo xifóide é longo e estreito. Na borda dorsal situa-se a cartilagem escapular (cartilagem de complementação). É conhecido vulgarmente como osso do peito.A tuberosidade da espinha não é distinta.1 Escápula É um osso plano situado lateralmente na porção cranial da parede do tórax. Não apresenta cartilagem do manúbrio.1 MEMBRO TORÁCICO OU ANTERIOR Os animais domésticos não possuem clavícula. A cavidade glenóide se articula com a cabeça do úmero. ventralmente pelo esterno. O esterno é longo. ESQUELETO APENDICULAR 4. A fossa situada cranialmente a espinha é denominada de fossa supra-espinhosa e a localizada caudalmente de fossa infra-espinhosa. 3. Corpo ou mesoesterno: É a principal parte. ulna. A extremidade distal ou ângulo ventral apresenta a cavidade glenóide. Manúbrio ou pré-esterno: extremidade mais cranial. O tórax envolve e protege os órgãos torácicos. . Encontramos a cartilagem do manúbrio ou cariniforme. com exceção dos felinos que apresentam um vestígio (freqüentemente visível ao Rx). apresenta uma curta cartilagem cônica. úmero. SUÍNO: .1. exceto na extremidade caudal que é achatada dorsoventralmente. falanges e sesamóides. apresenta lateralmente. . último par de costelas. rádio. Os membros torácicos se articulam com o tronco por meio de músculos. O ápice é a abertura cranial e a base a abertura caudal. Sua face ventral é convexa e serve de inserção para o músculo transverso do abdome e para a linha alba.

A face medial apresenta a tuberosidade redonda maior. . respectivamente.O rádio é menor que a ulna.O processo coracóide é pequeno.3 Rádio e ulna Rádio: É o mais longo dos dois ossos do antebraço no eqüino. O corpo (diáfise) é encurvado em toda sua extensão. A borda cranial apresenta uma projeção pontiaguda.O tubérculo lateral é grande. Ulna: É um osso longo reduzido. 4. . 4. Articula-se proximalmente com o úmero. no adulto ocorre fusão. RUMINANTES: . que se prolonga distalmente com a chanfradura troclear (semilunar).. normalmente se comunicam através do forame supratroclear. denominada de processo ancôneo. distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna. articulando-se também com o úmero. .Não apresenta tuberosidade da espinha e incisura glenóide .Apresenta os côndilos cranialmente. a qual se articula com o úmero. e lateral e medialmente os epicôndilos lateral e medial.Apresenta uma cabeça articular que se articula com a cavidade glenóide da escápula e cranialmente o sulco intertubercular (duplo) ou bicciptal. nem processo coracóide.A tuberosidade deltóide é pequena ou inexistente. Extremidade distal: .O acrômio é rombudo. . medialmente processo estilóide do rádio. como uma faixa estreita. RUMINANTES: .O úmero é relativamente muito longo.O sulco intertubercular não está dividido. . SUÍNO: .As fossas radial e do olécrano. Entre os dois ossos existe o espaço interósseo.1.A tuberosidade da espinha é grande. . Extremidade proximal: Apresenta cavidades glenóides para articulação com os côndilos do úmero. situado caudalmente ao rádio. CANINOS: . A face lateral do olécrano é convexa e rugosa e a medial.Possui acrômio rudimentar.A tuberosidade deltóide é menos proeminente.1.A cartilagem de complementação não é tão desenvolvida como nos demais animais e sim. onde se insere o músculo tríceps braquial. CANINO: . Apresenta também o tubérculo maior (lateral) e o tubérculo menor (medial).Não apresenta tuberoside redonda maior . . e cranio-dorsalmente a tuberosidade do rádio. Extremidade proximal: .Não tem incisura glenóide. lisa e côncava. O corpo (diáfise) é irregular e apresenta aparência de ter sofrido uma torção. A face lateral é encurvada espiralmente formando um sulco para o músculo braquial ou goteira de torção do úmero. A extremidade livre é uma tuberosidade rugosa denominada de tuberosidade do olécrano. Projeta-se proximalmente constituíndo o olécrano que é a maior parte do osso. Extremidade distal: Apresenta facetas articulares para articulação da fila proximal do carpo. Apresenta lateralmente a tuberosidade deltóide. . .2 Úmero É um osso longo que se articula com a escápula proximalmente formando a articulação do ombro e com o rádio e ulna distalmente formando a articulação do cotovelo. com o qual está parcialmente fusionado no adulto. Compõe-se de um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises).O sulco intertubercular não está dividido. a fossa do olécrano caudalmente.O sulco intertubercular é único . Dorsal aos côndilos situa-se a fossa radial. Na face caudal apresenta uma área rugosa na qual se insere a ulna no jovem.

1. . o carpo radial está fusionado com o carpo intermédio. Pequenos metacarpianos: Estão situados na face palmar do grande metacarpiano (no terço proximal). Apresentam a extremidade proximal alargada com facetas para articulação com a fila distal do carpo e extremidade distal que termina em forma de estilete no terço distal do grande metacarpiano Corresponde ao segundo e quarto dedos. semi-cilíndrico.A ulna também se articula com os ossos do carpo. é completamente desenvolvido e suporta um dedo. os outros (segundo e quarto) são muito reduzidos e são comumente chamados de pequenos metacarpianos. 4. RADIO OU RÁDIO E ULNA CARPO RADIAL CARPO INTERMÉDIO I II METACARPOS RUMINANTES (6) 4 2 FACE MEDIAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL CARPO ULNAR III CARPO ACESSÓRIO IV FACE LATERAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL EQÜINOS (7/8) 4 4 3 4 SUÍNOS (8) 4 4 CARNÍVOROS (7) 3 4 Os ruminantes não tem o II carpiano. 4. Apresenta na face palmar uma área rugosa para inserção dos pequenos metacarpianos.O rádio e ulna articulam-se em cada extremidade (proximal e distal). O corpo é liso. achatado no sentido dorso-palmar. situado entre o carpo e a falange proximal. CÃO: . permitindo um ligeiro movimento entre os dois ossos. LEMBRETE: Rádio e tíbia são mediais.4 Carpo É formado por um conjunto de ossos ordenados em duas filas. . Terceiro metacarpiano: É um osso longo e muito forte. Nos caninos. A fila distal se articula com os ossos metacarpianos. SUÍNO: .A tuberosidade do rádio está representada por uma área rugosa.Tanto o rádio como a ulna apresentam processo estilóide. ulna e fíbula são laterais. SUÍNOS: Apresenta quatro ossos metacarpianos. Na porção proximal da borda lateral do grande metacarpiano encontra-se um pequeno metacarpiano que é vestígio do quinto dedo. nas demais espécies com o rádio e ulna. O II e o III são fusionados. Essa extremidade articula-se como carpo. sendo que somente um.5 Metacarpo No eqüino existem 3 ossos metacarpianos.1..O rádio é menor que a ulna. RUMINANTES: O grande metacarpiano é constituído pela fusão do III e IV metacarpianos. No eqüino o primeiro é inconstante. sendo dois principais (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto) que constituem os dígitos acessórios. A fila proximal articula-se com o rádio no eqüino e. Apresenta na fase dorsal um sulco vascular vertical chamado de sulco longitudinal dorsal. o terceiro ou grande metacarpiano. uma proximal e outra distal. CANINOS: Apresenta cinco ossos metacarpianos. formando o processo estilóide da ulna. .A extremidade distal da ulna projeta-se além da extremidade distal do rádio. A extremidade proximal apresenta uma face articular para a fileira distal do carpo. .A tuberosidade do rádio é uma área áspera. A extremidade distal apresenta dois condilos separados pela crista sagital que se articulam com a falange proximal e ossos sesamóides proximais. . sendo o primeiro menor. A extremidade distal está dividida em duas partes pela incisura sagital denominada de incisura intertroclear.

Lateralmente. A extremidade distal apresenta condilos que se articulam com a falange média. 4. A falange distal correspondem a forma de garras e apresentam o processo ungueal que é curvo e com extremidade livre.MEMBRO POSTERIOR OU PÉLVICO É constituído dos seguintes ossos: coxal ou ilíaco. localizados na face palmar da articulação do grande metacarpiano com a falange proximal. onde se insere o músculo extensor comum dos dedos. A face distal articula-se com a falange e sesamóide distais e apresenta condilos semelhantes aos da falange proximal. RUMINANTES: Apresentam dois dedos desenvolvidos (terceiro e quarto). 4. responsáveis pela irrigação desta área. parietal e solar. 4.1. Esses ossos se fusionam ao redor de um ano de idade no eqüino. uma grande cavidade cotilóide que se articula com a cabeça do fêmur.1. fíbula. A face proximal apresenta duas cavidades glenóides que vão se articular com a falange proximal. A área mais larga à frente desta linha curva é côncava e lisa e corresponde a sola do casco. falanges e sesamóides. apresenta o sulco solar que se dirige para o forame solar que é o início do canal solar o qual se distribui dentro do osso. A face parietal ou dorsal apresenta inúmeros forames de vários tamanhos. patela. Centralmente na borda dorsal. A face articular articula-se com a falange média e com o osso sesamóide distal. A porção atrás da linha é bem menor de formato semi-lunar é chamada de porção flexora. dois maiores (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto). O segundo e quinto dedos são vestígios que possuem somente a porção córnea e estão situados na face palmar da falange proximal.1. A extremidade proximal apresenta duas cavidades separadas por um sulco sagital.4. 4. que divide a face solar da parietal. A face solar está dividida em duas partes desiguais por uma linha curva e rugosa denominada de curva semi-lunar.1.2. com o qual se assemelha. com exceção do primeiro que têm duas (falta a falange média).9 Sesamóides proximais São em número de dois. metatarso. O corpo é liso e mais largo proximalmente. 4. fêmur.7 Falange média ou segunda falange Esta situada entre as falanges proximal e distal. Na borda solar. podendo apresentar também sesamóides em posição dorsal. . apresenta uma eminência denominada de processo extensor.1 Osso coxal ou ilíaco Está unido ao longo da linha mediana ventral pela sínfise pélvica que por sua vez é formada pelas sínfises púbica e isquiática. cada um com três sesamóides (dois proximais e um distal). Compõe-se de três partes: ílio. situada dorsalmente. As extremidades lateral e medial são chamadas de processos angulares ou palmares. e estão presos por meio de ligamentos na falange proximal.10 Sesamóide distal ou osso navicular É um osso único. CANINOS: Apresentam cinco dígitos que possuem três falanges cada.1. não se articulando com o restante do esqueleto. 4. Articulam-se com os côndilos da extremidade distal do grande metacarpiano. localizado na junção da falange média com a falange distal. tarso. articulando-se com ambas. Apresenta três faces: articular. centralmente existe uma incisura larga no jovem chamada de crena. É um osso quadrangular.8 Falange distal ou terceira falange Acha-se envolvida pelo casco. SUÍNOS: Apresentam quatro dígitos. tíbia. Está ligado ao esqueleto axial através do osso coxal que se articula com o osso sacro. ísquio e púbis que se unem no acetábulo. Existem normalmente nove ossos sesamóides. É achatada no sentido dorso-palmar e sua largura é proporcional a altura. Ílio: É a maior das três partes. Lateralmente e medialmente apresenta o sulco parietal que termina em forame.6 Falange proximal ou primeira falange É um osso longo que situa-se entre o grande metacarpiano e a falange média. Os maiores apresentam três sesamoides (dois proximais e um distal) e os menores somente sesamóides proximais. sendo o local onde se prende a cartilagem de complementação.2.

A borda caudal é espessa e forma o arco isquiático.A linha glútea é bem pronunciada. A face ventral é convexa e é cruzada pelo sulco do ligamento acessório (só no eqüino) próximo ao bordo cranial. Esta linha está interrompida no terço médio pelo tubérculo do músculo psoas menor. A borda cranial apresenta lateralmente a eminência iliopúbica e. SUÍNO: .2. A borda medial une-se com o osso oposto na sínfise púbica.O ílio e ísquio estão quase em linha (mesmo plano) um com o outro. CANINO: . No ângulo caudo-lateral localiza-se a tuberosidade isquiática. próximo a sínfise o tubérculo púbico ventral. Observações clínicas: Fraturas de pelve óssea é comum em pequenos animais em atropelamentos e fratura do túber coxal em grandes animais. Esta abertura apresenta dois diâmetros principais: 1.A face glútea direciona-se dorsolateral e caudalmente. Conjugado: é a medida que vai do promuntório (extremidade cranial do sacro) até a sínfise púbica (pélvica). ventrais e laterais. Na sua face ventral cruza a linha arqueada ou íliopectínea que inicia ventral a face auricular e estende-se até a borda cranial do púbis. A pelve óssea apresenta diferenças notáveis entre os dois sexos e entre as espécies quanto ao tamanho e forma. A borda lateral forma a incisura isquiática menor.As incisuras isquiáticas maior e menor são muito rasas. apresentando tuberosidades dorsais. O ligamento acessório só está presente no eqüino. A borda medial forma a incisura isquiática maior que se continua caudalmente com a espinha isquiática. Forma a parte cranial do assoalho pélvico. . A abertura cranial ou entrada é constituída ventralmente pela borda cranial do púbis. Transverso: é medida na maior abertura. Ísquio: Forma a parte caudal da parede ventral ou assoalho da pelve óssea. . que se continua cranialmente com a espinha isquiática. Pelve: A parede dorsal ou “teto” está formado pelo sacro e pelas primeiras três vértebras caudais e a parede ventral ou “assoalho” pelo púbis e ísquio. Acetábulo: É uma grande cavidade cotilóide que aloja a cabeça do fêmur. As paredes laterais são formadas pelos ílios e pelo ligamento sacrotuberal (sacrotuberal largo). A borda caudal apresenta a crista ilíaca. O corpo ou diáfise é cilindrico. situada dorsalmente aos tubérculos do psoas. No ângulo medial situa-se a tuberosidade sacral e no ângulo lateral a tuberosidade coxal. No animal vivo acha-se completada lateralmente pelo bordo caudal do largo ligamento sacrotuberal. A porção medial do bordo do acetábulo apresenta a chanfradura acetabular pela qual passam os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. A borda caudal forma a margem cranial do forame obturatório. dorsalmente pela extremidade cranial do sacro (promuntório) e lateralmente pela linha ílio-pectínea. . A borda cranial forma o contorno caudal do forame obturado (obturador ou obturatório). Articula-se proximalmente com o acetábulo e distalmente com tíbia e patela. A abertura caudal ou saída da pelve é muito menor e está limitada dorsalmente pela terceira vértebra caudal e ventralmente pelo arco isquiático.A eminência íliopúbica (íleopectina) é proeminente. Na porção mais larga situa-se a linha glútea. 4. 2. A borda medial une-se com o lado oposto na sínfise isquiática.2 Fêmur É o maior e o mais pesado dos ossos longos. RUMINANTES: Apresentam a tuberosidade isquiática grande e trifacetada. Púbis ou pube: É a menor das três partes do osso coxal. juntamente com o lado oposto. A face sacropélvica é convexa e apresenta uma faceta denominada de face auricular para articulação com o osso sacro.

O corpo é triangular proximalmente e alarga-se na extremidade distal.2.2. .Apresentam dois sesamóides que se articulam com os côndilos. é convexa e rugosa e serve para inserção muscular.A crista intertrocantérica é oblíqua e une o trocanter menor com o trocanter maior. Na parte distal encontra-se a fossa supracondilóide que está limitada lateralmente pela tuberosidade supracondiloide lateral. CANINO: . Os condilos estão separados por uma profunda fossa intercondilóide e se articulam com os côndilos da tíbia e meniscos da articulação do joelho.Não há fossa supracondilóide.3 Patela É um grande sesamóide largo que se articula com a tróclea do fêmur.Não apresenta terceiro trocanter. Os condilos estão separados caudalmente pela incisura poplítea. Fíbula (perônio): . Entre os condilos existe uma proeminência central denominada eminência intercondiliana. O maleolo lateral corresponde a extremidade distal da fíbula. O sulco extensor (chanfradura semicircular lisa) separa a tuberosidade tibial do condilo lateral. Lateral ao condilo lateral existe uma área rugosa para inserção da fíbula. Extremidade proximal: Apresenta dois condilos que se articulam com os condilos do fêmur. A face articular apresenta uma crista rugosa vertical que corresponde ao sulco da tróclea. Extremidade distal: É larga e está constituida da tróclea cranialmente e dois condilos caudalmente. respectivamente. RUMINANTES: .A crista intertrocantérica é semelhante a do bovino. . A sua borda caudal continua-se distalmente como a crista trocantérica que forma a parede lateral da fossa trocantérica.A fossa supracondóide é rasa. . Na face medial existe uma proeminência. SUÍNOS: Apresenta uma crista longitudinal caudalmente que se extende do trocanter maior até a tuberosidade supracondilar lateral.Não tem fossa supracondilóide. A face livre.Não apresentam o terceiro trocanter. . se inserindo apenas o ligamento redondo. A tróclea consiste de duas cristas separadas por um sulco a qual se articula com a patela.O terceiro trocanter é mínimo.O trocanter maior não está dividido. . . O colo une a cabeça ao corpo.A fovea da cabeça é rasa. É escavada medialmente por uma fóvea na qual se insere os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. cranial. o epicôndilo medial e na face lateral o epicôndilo lateral. Cranialmente situa-se a larga tuberosidade da tíbia. O trocanter maior situa-se lateralmente e está separado em porção cranial e caudal por uma chanfradura. Lateral e medialmente estão os maléolos lateral e medial. . distalmente com o tarso e lateralmente com a fíbula. A face caudal é aplanada e apresenta a linha poplítea. 4. . . Na borda medial se insere a fibrocartilagem da patela (de complementação). Nessa articulação existem os meniscos articulares. A cabeça está colocada do lado medial e articula-se com o acetábulo. A borda lateral é proeminente e apresenta proximalmente o terceiro trocanter.A borda medial apresenta proximalmente o trocanter menor e distalmente a tuberosidade supracondilóide medial. colo e trocanter maior. Extremidade distal: Apresenta uma face articular que se adapta a tróclea do osso tarso-tibial e consiste em dois sulcos oblíquos separados por uma crista. Extremidade proximal: É larga e consiste de cabeça. 4.4 Tíbia e fíbula Tíbia: É um osso longo que se articula proximalmente com o fêmur. A borda lateral é côncava e forma junto com a fíbula o espaço interósseo.

O corpo é uma haste delgada que forma o limite lateral do espaço interósseo. Nesta denominação é citado em primeiro lugar o osso que apresenta menor movimento. o corpo do grande metatarsiano apresenta o contorno circular. SUÍNOS E CANINOS: A fíbula tem comprimento semelhante a tíbia. sindesmoses e gonfoses. RUMINANTES: .5 Tarso Compõe-se de 6 ou 7 ossos.2. Nos suínos e caninos são semelhantes ao membro torácico. mas. 4. os movimentos são encontrados entre quase todos os ossos que o constituem. articulação escápulo-umeral. No tronco. quer sejam ossos quer cartilagens. TALUS (TARSO TIBIAL) CENTRAL DO TARSO I II III CALCÂNEO (TARSO FIBULAR) FACE LATERAL IV FACE MEDIAL Comparada: EQÜINOS 6 ou 7 FUSIONADAS: I + II RUMINANTES 5 CENTRAL + IV e II + III SUÍNOS E CARNÍVOROS 7 4. Em alguns animais.2. Na cabeça com exceção da mandíbula que se articula com o osso temporal. O osso tarso-tibial (talus. enquanto os membros apresentam movimentos de grande amplitude. mais complicadas no tronco e de maior complexidade em nível de membros. Por outro lado.É um osso longo. Esta união não possui finalidade exclusiva de contato mas também de permitir mobilidade. O nome da articulação é formado pelo nome dos ossos que entram em sua constituição. um sexto dedo pode estar presente. os outros ossos mantém relações de contiguidade uns com os outros sem que haja movimentação de qualquer deles. localiza-se um pequeno metatarsiano (vestígio do segundo dedo). mas não se articula com o metatarso. reduzido. onde se insere o tendão calcanear comum (de Aquiles) O primeiro e segundo ossos tarsianos podem estar fusionados no eqüino.6 Metatarso É semelhante ao metacarpo. Subdivididas em três tipos: Suturas. 4. . 5. ex. situado ao longo do bordo lateral da tíbia. o primeiro dedo muitas vezes está ausente e. ARTROLOGIA Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto. articulações Cartilaginosas ou Anfiartroses e articulações Fibrosas ou Sinartroses. Nos ruminantes. Nos cães. A extremidade proximal articula-se com o côndilo lateral da tíbia. porém deve-se substituir o termo palmar por plantar na descrição das características. reúne escápula e úmero.7 Falanges e sesamóides São semelhantes ao membro anterior. Realizam pouco ou nenhum movimento e são chamadas articulações temporárias.2. porém num mesmo animal são maiores e. A extremidade distal da fíbula forma o maléolo lateral. Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto. 5.1 ARTICULAÇÃO FIBROSA OU SINARTROSE O elemento que se interpõe entre as peças que se articulam é o tecido fibroso e a grande maioria delas se encontra nos ossos da cabeça. os tipos de movimentos variam com o tipo de união. pois sofrem processo de ossificação (anquilose). na face médio-plantar da extremidade proximal. A maior parte das articulações fibrosas encontram-se na cabeça do animal. quando presente pode apresentar uma ou duas falanges. empregamos o termo articulação. astrágalo) articula-se com a tíbia através da tróclea. como esta união não se dá da mesma maneira em todos os ossos. são pouco acentuados.O corpo da tíbia é encurvado e a fíbula é bem curta e termina em ponta. As articulações são mais simples na cabeça. As articulações podem ser classificadas quanto a dinâmica em três classes: articulações Sinoviais ou Diartroses. O osso tarso-fibular (calcâneo) é o maior dos ossos do tarso e sua extremidade livre forma a tuberosidade calcanear (tuberosidade calcânea).

5. delgada e brilhante. 2. Quanto mais complexa a articulação maior a necessidade de aparecer um ligamento. Ex. Sutura serrátil: (denteada) As bordas das superfícies ósseas formam saliências e depressões que se encaixam. Articulação Simples: Formada por duas superfícies articulares. Caracteriza-se pela apresentação de uma superfície articular formato arredondado e outra escavada para recebela. Ex: articulação atlanto-axial .2) Cartilagem fibrosa ou Sínfise: Articulação em que o meio de união é uma mistura de tecido cartilaginoso e tecido fibroso. 2) Cartilagem articular (hialina): Lâmina de tecido cartilaginoso que cobre a superfície articular. articulação da tíbia e tálus.: vértebras pelos processos articulares.2. Ex. ex. Ex: aproximação do úmero + rádio e ulna.2. . Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas. articulações na extremidade da coluna (pescoço e cauda).3) Gonfoses: Implantação dos dentes nos alvéolos.. côndilo-côndilo. entre os nasais.Circundação: São movimentos em que o segmento descreve círculos em torno de um eixo. o tecido que se interpõe é cartilaginoso. Evita o atrito entre as articulações. Ex: articulações dos processos articulares da vértebras e articulação sacroilíaca (face ventral do ílio e asas do sacro).Deslizamento: Para que haja um movimento de deslizamento as superfícies devem ser planas. 5. viscoso. as inserções entre si das cartilagens costais. atlanto-occipital. bem como de membrana sinovial. simplesmente estando em contato com o outro. e a membrana sinovial (interna). Flexão é a diminuição do ângulo. a qual é mais ou menos espessa e inelástica. 5.2 ARTICULAÇÃO CARTILAGINOSA OU ANFIARTROSE Neste grupo de articulações. Tipos de Articulações Sinoviais: 1. Articulação Plana: Caracteriza-se por apresentar superfície articular plana ou quase plana que permite deslizamento de umas sobre as outras. Classificam-se de acordo com os diferentes tipos de cartilagem: 5. Dependendo da maneira pela qual as bordas dos ossos entram em contato reconhecemos três tipos: serrátil. evitando o atrito. b) Sutura escamosa: (em bisel) Quando a superfície de um osso se sobrepõe a outro. ex. As articulações sinoviais são capazes de realizar os seguintes movimentos: . Apresenta-se em duas camadas: membrana fibrosa (externa).1.1. art. escamosa e plana. Nos quadrúpedes só é possível em grau limitado e como manifestação de enfermidade. atlas e axis. Ex. . polidas e de cor esbranquiçada.1. Ex: sínfise pélvica e a cartilagem dos corpos vertebrais (discos intervertebrais de fibrocartilagem). transparente e serve como lubrificante da articulação. Ex: movimento de afastamento do membro anterior. ex. possui função de manter fixa a superfície articular. c) Sutura plana: (harmônica) Apresenta-se de forma lisa. Normalmente encontram-se em nível de membros. também são temporárias. úmero-rádio-ulna Os seguintes elementos compões uma articulação sinovial típica: 1) Superfície articular: De forma e tamanho variáveis. articulação do cotovelo (úmero-rádio-ulnar).3 ARTICULAÇÕES SINOVIAIS OU DIARTROSES Caracterizam-se pela mobilidade. entre parietal e temporal. Adução é o retorno do membro à posição primitiva ou quando se aproxima do eixo principal do corpo. entre ossos frontal e nasal. Articulação composta: Formada por número superior a dois. . presença de cavidade articular. 5. 5. Ex. união dos corpos dos ossos metacarpianos e dos ossos rádio e ulna. 5.Rotação: Quando um elemento permanece fixo e outro gira em torno do eixo principal longitudinal.Abdução e adução: O primeiro é sinônimo de abertura e significa o movimento de afastamento do osso do eixo mediano. principalmente quando os acidentes ósseos são os mesmos. a) . 4) Ligamentos articulares: São cordões de tecido fibroso que tem função de reforçar a cápsula articular. Ex. o aumento é extensão. Articulação tipo Gínglimo ou troclear: Articulação típica de dobradiça realizando movimentos angulares. temporo-hioidea. Ex.Angulares (flexão/extensão): Nestes movimentos há uma diminuição ou aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Ex: articulação esfenooccipital. 3) Cápsula articular: É um meio de união representada por uma espécie de manguito que envolve a articulação prendendo-se nos ossos que se articulam. secreta o líquido sinovial. evitando dor.1) Cartilagem hialina ou Sincondrose: Articulação cujo meio de união é unicamente cartilagem. Ex. 5) Menisco ou Disco Articular: É uma lâmina de cartilagem que se acha interposta entre determinadas superfícies articulares.1) Suturas: São encontradas entre os ossos da cabeça.2) Sindesmoses: Diferente das suturas por apresentar grande quantidade de tecido conjuntivo interposto.

articulação coxo femoral (cav. MIOLOGIA 6.. a parte contrátil. chamam-se tendões. de contratibilidade lenta. O aparelho locomotor é constituído pelos ossos. liso e cardíaco. 6. A camada delicada de revestimento que envolve cada fibra muscular denomina-se endomísio. possuem coloração vermelho pálido ou creme e são chamados involuntários. São voluntários porque suas contrações estão sob influência da vontade do indivíduo. Quando são laminares. embora. de exteriores. como também.4 Fáscia muscular . 6. por isso. recebem o nome de aponeuroses.1 Variedade dos músculos Os músculos são formados por tecido muscular estriado. A porção média é vermelha in vivo e recebe o nome de ventre muscular. Permite a maior variedade de movimentos: flexão e extensão (no eixo horizontal-frontal). Articulação Condilar: São constituídas por 2 côndilos.1. que são a união de ossos estabelecidas apenas por músculos. 5. abdução e adução e rotação em torno do eixo vertical. lateralidade e deslizamento.2 Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos Um músculo esquelético típico possui uma porção média e 2 extremidades. tendão de outro músculo. Realmente. mas também a estática do corpo. estes últimos são elementos ativos do movimento. pois não está sob o domínio da vontade do indivíduo. Ex. cotilóide do quadril e cabeça de fêmur). Tanto tendões quanto aponeuroses são esbranquiçados e brilhantes. muito resistentes e praticamente inextensíveis. Entram na constituição das paredes de muitas vísceras ou órgãos internos e. mantém unidas as peças ósseas. sendo. da vida de relação e. Ex. cápsulas articulares. Ex. o qual é proveniente do sistema nervoso. Em um grande número de músculos. O músculo esquelético é envolto como um todo por uma densa camada de fáscia denominada epimísio. desprovidos de clavícula. não assegura só à dinâmica. Constituem os músculos motores do esqueleto. Os músculos de fibras estriadas de contratibilidade rápida. Articulação do tipo trocóide: Neste tipo de articulação o movimento se limita a rotação de um segmento ao redor do eixo longitudinal do outro. 5. 6. podendo fazê-lo em outros elementos: cartilagem. Estas células são gigantes e visíveis a olho nu quando isoladas. septos intermusculares. 6. encontra-se em uma classificação aparte. O músculo cardíaco. isto é. seja constituído de fibras estriadas.3 Considerações sobre o músculo esquelético O músculo isolado é composto de várias células unidas por tecido conjuntivo.4 ARTICULAÇÕES MUSCULARES OU SISARCOSES Nos mamíferos domésticos. Tendões e aponeuroses servem para prender o músculo ao esqueleto.1 Generalidades sobre músculos Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. sendo denominadas fibras musculares devido a sua dimensão e forma. Estes componentes de tecido conjuntivo se fundem em cada extremidade do “ventre” muscular formando os tendões e/ou aponeuroses pelas quais o músculo se fixa. articulações e músculos. têmporo-mandibular e articulação do joelho (fêmuro-tíbio-patelar). Reveste o esqueleto. etc. verdadeiras alavancas biológicas. isto é.3. Músculos são órgãos que gozam da propriedade de contrair-se. art. art. Nele predominam as fibras musculares. derme. Ex. diminuem de comprimento sob a influência de um estímulo. são também chamados de músculos viscerais da vida orgânica e de interiores. ainda. o que lhes vale o nome de esquelético. constituídos por tecido fibroso denso.1. a musculatura não apenas torna possível o movimento. apresentam uma estriação dupla: longitudinal e transversal. Quando as extremidades são cilíndricas ou então tem a forma de fita. 6. Atlanto-axial Articulação Esferoidal: Caracteriza-se pela recepção de uma cabeça articular numa cavidade de forma apropriada.1. determinando a posição e postura do esqueleto. as fibras têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente ao osso. porque suas atividades não estão sob influência da vontade do indivíduo. portanto a parte ativa do músculo.1. geralmente avermelhados. encontra-se uma camada mais frouxa que envolve os pequenos feixes (fascilados) nos quais as fibras estão agrupadas denominada de perimísio. A musculatura. Os músculos de fibras lisas. 4. escápulo-umeral (cavidade glenóide da escápula e cabeça do úmero). Executam dois movimentos principais: extensão e flexão (angulares) e acessoriamente. existem ainda as articulações tronco apendiculares anteriores. As definições acima referidas têm exceções: os tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto. união da escápula ao tronco. enquanto que os ossos são os elementos passivos. Abaixo do epimísio.

1. os músculos recebem eficientemente suprimento sangüíneo através de uma ou mais artérias. por exemplo. 6. raça. papel executado pela fáscia dos músculos.8 Situação Quase todos os músculos são pares. 6. é muito espessa e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto. triangulares. Em vista disso. quer os músculos ímpares. em outras complexa. Nervos e artérias penetram sempre pela face profunda do músculo. Em uma determinada região. principalmente nos membros são fusiformes.1. os músculos necessitam de considerável quantidade de energia. atravessando a articulação do cotovelo. Estes separam grupos musculares em lojas ou compartimentos e ocorrem freqüentemente nos membros. Forma: os músculos podem ser longos. Músculos antagonistas: aqueles que se opõe ativamente a um determinado movimento produzido por outro músculo ou grupo de músculos. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo. Os músculos longos. É grande a diferença entre o músculo gêmeos e o músculo oblíquo externo do abdômen. Quer os músculos pares. Origem e inserção são também denominadas respectivamente de ponto fixo e ponto móvel.11 Músculo esfíncter . Relações: Constituem uma parte muito importante na anatomia topográfica. direção. 6. que neles penetram e se ramificam intensamente. sendo denominados septos intermusculares. pois assim são melhores protegidos. os músculos superficiais são sempre mais longos que os profundos.5 Volume O volume dos músculos é muito variável. formando um extenso leito capilar. Origem e inserção: por razões didáticas convencionou-se chamar origem à extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca. geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção é distal. modificando a ação de um agonista e não se opondo ou facilitando diretamente um determinado movimento. mas os pontos mais importantes se estudam geralmente nas descrições anatômicas. Nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo. Em alguns casos a ação é simples. etc. Ao contrair-se. Às vezes a fáscia muscular. Sendo que o nome está determinado por várias considerações. mas é variável em função da espécie. Em certos locais. largos. etc. 6. são relativamente simétricos. Para que os músculos possam exercer eficientemente um trabalho de tração ao se contrair. com exceção do diafragma que apresenta notável assimetria.1.1.9 Particularidades usadas para descrição de um músculo Nome: o nome dos músculos é mais variável ainda do que os usados para os osso. Nos membros. inserção. O músculo braquial prende-se na face anterior do úmero e da ulna. A linha mediana que assinala a união dos músculos pares correspondentes denomina-se rafe.È uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo de coloração branca brilhante. isto é. como a ação. forma. 6.1. dependendo de sua função. isto é. encontram-se em ambos os lados do plano longitudinal médio.1.6 Peso O peso dos músculos varia de poucas gramas a quilogramas e o peso total da massa muscular corresponde a + 50% do peso total do corpo.1. 6. Permitindo. denomina-se inserção à extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca. é necessário que eles estejam dentro de uma bainha elástica de contenção. Poucos são os músculos ímpares. Ação: pertence mais ao estudo da fisiologia. Por contraposição. o número de músculos é de + 500. o fácil deslizamento dos músculos entre si. tais como o diafragma e o esfíncter anal. Para executar seu trabalho mecânico. idade e sexo. Irrigação sangüínea e inervação: já vimos que a atividade muscular é controlada pelo sistema nervoso central. Músculos sinergistas: são aqueles que podem eliminar um efeito indesejável. posição. Músculo fixador: são músculos utilizados para estabilizar partes do corpo numa posição para permitir a atuação dos agonistas. executa flexão do antebraço e consideramos sua extremidade umeral (proximal) como origem e sua extremidade ulnar (distal) como inserção.10 Denominações quanto à ação Músculos agonistas: um músculo ou grupo de músculos que produzam um determinado movimento (ação). curtos. No eqüino. o músculo deixa de funcionar e por esta razão entra em atrofia. inclusive.7 Número É variável o número de músculos porque também é variável o número de ossos nas diversas espécies animais. situados no plano mediano longitudinal. a fáscia muscular pode apresentar-se espessada e dela partem prolongamentos que vão terminar se fixando ao osso. 6. Se caso o nervo for seccionado.

Ex. Cobre a face externa do ombro e do braço. enquanto que os orbiculares apresentam o mesmo tônus que os outros. estes são concêntricos. formando verdadeiros anéis. relaxando-se sob o estímulo da vontade. a saída do canal. resultando disso músculos grandes. Apresentam-se em duas formas: a) Bolsa sinovial: é uma simples bolsa que se interpõe entre um ponto de bastante pressão.1. 6. 6. 6. Músculos do membro torácico 1. a artéria e veia (geralmente) pudendas externas.Quando as fibras se dispõem em círculos paralelos. Não cobre todo o corpo e pode ser dividido em quatro porções: a) Porção facial: está representada pelo músculo cutâneo da face. 6. o anel inguinal superficial.1 Grupo dorsal M. 6. constitui a hérnia inguinal.1. bíceps braquial. apresentando duas capas: interna. tríceps ou quadríceps.12 Músculo orbicular Neste caso as fibras também se distribuem formando círculos.1. b) Bainha sinovial: está disposta ao redor do tendão. tríceps do braço e quadríceps da coxa. d) Porção abdominal: está representada pelo músculo cutâneo do tronco (matambre). e fixado ao restante do esqueleto de modo muito frouxo. O anel inguinal profundo é a entrada abdominal do canal. situando-se entre tendão e músculo ou músculo e esqueleto.1.16 Membrana sinovial São bolsas de paredes delgadas. que segue na linha mediana ventral desde a cartilagem xifóide até a extremidade cranial da sínfese pélvica (púbica). rombóide da cabeça . b) Porção cervical: está apresentada pelo músculo cutâneo do pescoço e encontra-se na região ventral do pescoço. porém planos.1. 6. esfíncter anal. porém.13 Músculo cutâneo O músculo cutâneo é uma delgada capa muscular desenvolvida na fáscia superficial. Está aderida a pele. nervo genitofemural. que reveste o canal onde se acha o tendão. está contida entre os dois ramos da aponeurose do músculo oblíquo externo. entre a parte carnuda do músculo oblíquo interno do abdome de um lado e a porção lateral da aponeurose do músculo oblíquo externo do outro. 6. conduz também.1. o seu estado normal é em relaxamento. Os esfíncteres são anexos às vísceras e estão normalmente em contração. Ex. É um cordão “fibroso”. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres (Ex. com tendões intermediários situados entre eles. de um modo geral incompleta. entrando em contração sob a ação da vontade.18 Canal inguinal É uma fenda existente na parede abdominal na altura da virilha. análogas as membranas sinoviais das articulações e desempenham a mesma função. músculo digástrico) e poligástricos os que apresentam número maior como é o caso do músculo reto do abdome. omotransverso M.17 Linha branca Também chamada de linha alba ou alva. exceto por onde passam as estruturas. vasos eferentes dos linfonodos inguinais superficiais (escrotais ou supramamários). situado na borda livre do músculo oblíquo interno. diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. A linha branca serve de ponto de inserção para os músculos abdominais de ambos os lados.1. como segmentos de tubos. c) Porção braquial: está apresentada pelo músculo cutâneo omobraquial. trapézio Porção cervical Porção torácica M. Consiste numa delgada capa muscular.15 Quanto ao número de cabeças Quando os músculos se originam por mais de um tendão. As paredes são justapostas e unidas por tecido areolar. Músculos do cinturão escapular 1. São então classificados como músculos bíceps. Pelo canal passam no macho os componentes do funículo espermático e em ambos os sexos. A saída de órgãos para o canal e através dele. aderida ao tendão e externa.14 Quanto ao ventre muscular Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular. isto é.

flexor carpo ulnar Cabeça umeral Cabeça ulnar M. tensor da fáscia antebraquial M. ext. ext. Músculos do ombro 2. ext.M. reto do tórax . coracobraquial 3. extensor carpo radial M. serrátil ventral 2. flexor digital profundo Cabeça umeral Cabeça radial Cabeça ulnar M. supraespinhal M. pronador quadrado 5. supinador 4. extensor do 1º e 2º dedo M. bíceps braquial M. subescapular M.1 Grupo lateral M. grande dorsal 1. Músculos do tórax M. flexor digital superficial M. oblíquo do carpo) M. peitoral profundo M. longo do polegar ou 1º dedo (M. pronador redondo M. redondo maior M.2 Grupo ventral M.2 Grupo flexor M. ext. ext.2 Grupo medial M. flexor carpo radial M. tríceps Cabeça longa Cabeça lateral (seccionar) Cabeça medial Cabeça acessória M. rombóide cervical M. rombóide torácico M. braquial M. peitoral superficial M. redondo menor 2.1 Grupo extensor M. deltóide Porção acromial Porção escapular (seccionar) M. digital lateral M. ancôneo 4. Músculos do antebraço e mão 4. carpo ulnar ou ulnar lateral M. digital comum (comum dos dedos) M. infraespinhal M. Músculos do braço M. braquiocefálico (seccionar em nível do “tendão clavicular”) Porção cleidocervical Porção cleidomastóide Porção cleidobraquial M.

intercostal interno M. coccígeo M. escaleno M. psoas menor M. retrator das costelas (cão dissecado) M. pectíneo M. Músculos abdominais M. sartório Porção cranial Porção caudal M. tensor da fáscia lata M. trapézio Porção cervical Porção torácica M. Músculos mediais da coxa M. quadrado lombar M. abdutor caudal da perna 10. peitoral superficial M. cremaster externo (só nos machos) 7. serrátil dorsal cranial M. oblíquo interno do abdome (seccionar) M. oblíquo externo do abdome (seccionar) M. semimembranoso M. rombóide torácico M. intercostal externo M. peitoral profundo M. rombóide cervical M. bíceps femural (seccionar) M. semitendíneo M.1 Canal inguinal (observar) 7. psoas maior M. ilíaco M. serrátil dorsal caudal M. glúteo superficial (seccionar) M. Músculos sublombares M. levantador do ânus / diafragma pélvico (cão dissecado) 10. longo dorsal 7. quadrado femural M. íliocostal M. Músculos do membro pélvico 10. adutor M. glúteo profundo M. transverso abdominal M. Músculos laterais da anca e da coxa M. Músculos da região espinho dorso lombar M. reto abdominal M. intertransverso 9. reto interno ou grácil M. glúteo médio (seccionar) M.2. obturador externo .1.M. transverso torácico (cão dissecado) M. grande dorsal M. serrátil ventral (porção torácica) M. “Músculos da cauda” M. diafragma (cão dissecado) 6.2 Linha branca (observar) 8.

elevador nasolabial M. rombóide M. gêmeos M. flexor digital lateral M. obturador interno (cão dissecado) M. esternocefálico (seccionar) Porção esternomastóide Porção esternoccipital M. esplênio (seccionar) M. temporal M. milohiodeo . gastrocnêmio Cabeça lateral Cabeça medial M.M. digital longo (longo dos dedos) M. poplíteo 11. longo da cabeça e do atlas 12. extensor digital lateral M. flexor digital superficial M. trapézio M. orbicular da boca M.2 Grupo flexor M.2 Grupo dorsal M. quadríceps femural (seccionar) Vasto lateral Vasto intermédio Vasto medial Vasto femural 10.1 Músculos mandibulares M.3. flexor digital medial M. esternotirohioideo M.3. masseter M. omotransverso M. complexo (seccionar) M. elevador do lábio superior M.3 Músculo da perna e do pé 10. fibular curto M. reto dorsal maior da cabeça M. fibular longo M. esternohiodeo M. extensor longo do 1º dedo M. ext. longo do pescoço M. escaleno 11. Músculos do pescoço 11. oblíquo caudal da cabeça M. zigomático M. longo da cabeça M. canino M. Músculos da cabeça M. oblíquo cranial da cabeça M. frontal 12. digástrico M. bucinador M. flexor digital profundo M. extensor digital curto 10.1 Grupo ventral M.1 Grupo extensor M. tibial cranial M. serrátil ventral M.

M.flexionar a articulação do cotovelo. flexor digital superficial Origem. diafragma É um músculo ímpar que separa a cavidade torácica da abdominal. M.cranialmente na extremidade distal do úmero.puxar as costelas cranialmente na inspiração. Inserção.borda caudal da costela.borda cranial da costela.borda caudal da costela. IV e V.borda cranial da costela.elevar a escápula. na face palmar da falange distal. Ação. radial e ulnar.espinha da escápula. Ocupa o espaço entre a borda caudal da escápula e o úmero. veia ázigos e ducto torácico. um centro tendinoso. o pilar esquerdo está fixado de modo semelhante nas 1º e 2º vértebras lombares. Inserção. Inserção. o hiato esofágico. extensor digital comum Origem.processo extensor da falange distal (de cada dedo funcional). As várias cabeças se unem formando um tendão forte que se insere na tuberosidade do olécrano. Ação. lateral e medial). Esta dividida em uma porção carnosa periférica. M. Ação. que perfura o pilar direito e que dá passagem ao esôfago e .tubérculo supraglenóide.estender as articulações dos dedos III. M.tuberosidade do rádio e em parte adjacente da ulna.estender as articulações digitais e cárpicas. tríceps do braço Possui três cabeças de origem (longa. A esternal na superfície dorsal da cartilagem xifóide. intercostal externo Origem. M. extensor digital lateral Origem. Ação. tuberosidade lateral da extremidade proximal do rádio e superfície lateral da ulna . Ação. no intervalo entre os dois pilares por onde passa a aorta. Músculos do tórax M. Inserção.oposta a do intercostal externo. INSERÇÃO E AÇÃO DE ALGUNS MÚSCULOS: Músculos do membro torácico: M. principalmente no processo extensor da falange distal desses dedos.COMENTÁRIOS SOBRE ORIGEM. Ação.rafe dorsal mediana e ligamento supra-espinhal. M. O diafragma é perfurado por três aberturas: o hiato aórtico. e por meio deste até as primeiras 3 ou 4 vértebras lombares. Inserção.linha semilunar. intercostal interno Origem. Estreita os espaços intercostais e evita o deslocamento para fora ou para dentro da parede durante a respiração. trapézio Origem. Inserção.palmarmente nas falanges médias.flexionar os dedos e o carpo. e. A porção muscular está dividida numa parte costal e esternal e numa parte lombar composta por dois pilares. O pilar direito da parte lombar esta inserido no ligamento longitudinal ventral. bíceps braquial Origem. sendo no cão quatro (acessória). É o principal músculo da inspiração e aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. Ação.epicôndilo medial do úmero e caudalmente no rádio.flexionar os dedos e o carpo. Inserção.epicondilo lateral do úmero.estender a articulação do cotovelo M. A parte costal prende-se na superfície interna das costelas e cartilagens.extremidades proximais das falanges (todas) dos dedos III. M. IV e V. Ação. flexor digital profundo É formado por três cabeças: umeral. Inserção. Ação.

Ação.túnica vaginal próximo ao testículo.alguns fascículos craniais se inserem diretamente na última costela.estende o quadril. Inserção.proximalmente no fêmur.côndilo medial do fêmur e côndilo medial da tíbia. Ação.se origina das superfícies internas das últimas costelas e dos processos transversos das vértebras lombares. Inserção.na borda púbica por meio de um potente tendão pré-púbico.nervos vagos dorsal e ventral.estende a quadril. após cruzar a superfície interna do reto do abdome. M.trocanter maior do fêmur. parto (“prensa abdominal”). M. transverso abdominal Origem. Ação.borda livre do oblíquo interno do abdômen. Ação. A parte caudal do músculo flexiona o joelho.quando se contrai. Ação. pectíneo Origem.estende o quadril.tuberosidade isquiática.por meio da fáscia da coxa e da perna se insere à patela. defecação. M. Inserção.tuberosidade isquiática.elevar o testículo. e o forame da veia cava. na respiração e locomoção. que passa ventral ao reto e atinge a linha alba. mas em sua maior parte são prolongados por uma aponeurose.eminência ílio púbica e ligamento púbico. reto abdominal Origem.tuberosidade isquiática e ligamento sacrotuberal. dependendo da posição do membro. A parte que se liga ao fêmur estende o joelho e a parte que se liga à tíbia flexiona ou estende o joelho. oblíquo abdominal interno Origem. Inserção. Ação. o joelho e o tarso (pé). M.flexiona a parte toracolombar da coluna vertebral além das ações semelhantes ao oblíquo externo e interno.semelhante à dos músculos oblíquo externo e interno. Músculos do membro pélvico M. Inserção. Ação. cremaster externo Origem.origina-se da superfície externa do ílio e da fáscia glútea. Ação. Também é empregado no ajuste da postura.semelhante ao músculo oblíquo externo. Inserção. Inserção. Também pela fáscia da perna se insere na tuberosidade calcânea. M.sua parte costal emerge das últimas costelas e a parte lombar emerge da última costela e da fáscia toracolombar. ao ligamento patelar e ao bordo cranial da tíbia. oblíquo abdominal externo Origem. M. Inserção.origina-se das superfícies ventrais das cartilagens das costelas e esterno.fáscia toracolombar . e a partir da tuberosidade coxal e porção adjacente do ligamento inguinal. glúteo médio Origem.é um extensor excepcionalmente potente da articulação do coxal com certo potencial de abdução. faz a rotação medial do membro pélvico.sua aponeurose se insere na linha alba. Músculos abdominais M. bíceps femoral Origem.na parede abdominal ventral. Forma uma aponeurose ampla que se insere na linha alba e no ligamento púbico. ajuda na micção. . semitendinoso Origem. flexiona o joelho e estende o tarso. caudalmente à última costela em comum com o oblíquo externo. M. M. atuando na termorregulação. Ação.aduzir o membro posterior. Inserção. semimembranoso Origem. Ação.face medial do corpo da tíbia e por meio da fáscia da perna também se liga à tuberosidade do calcâneo. localizado no centro tendinoso dando passagem a veia cava caudal. Inserção.

M.tuberosidade calcânea e falanges médias. No cão. M. digástrico É composto de dois ventres unidos por um tendão. flexionar o joelho e estender o tarso. temporal Origem.em toda a sínfise pélvica e na superfície ventral do púbis e do ísquio e parte adjacente do arco isquiático. Inserção. M. flexor medial e tibial caudal. M. bucinador Origem.ao longo dos dois terços distais da face medial do fêmur. Inserção. flexor digital superficial Origem.principal extensor do joelho. M.superfície lateral do ramo da mandíbula (ramo). Ação.se origina da extremidade distal do fêmur. Ação. Ação.estender os dedos e flexionar o jarrete. Músculo da bochecha: M. Origem. Inserção. na origem de cada tendão há um osso sesamóide. quadríceps femoral É composto por quatro partes: reto femoral. Inserção. adutor Origem.promover a aproximação da mandíbula com o maxilar. Inserção. Ação.superfície plantar de cada uma das falanges distais.crista facial (região maxilar) e arco zigomático.flexão do tarso. Ação.processos extensores das falanges distais. Músculos mandibulares M. flexor digital profundo É composto por três músculos: flexor lateral. estender a articulação do quadril M.a inserção comum é na tuberosidade da tíbia. M.o reto femoral origina-se do corpo do ílio.auxilia na depressão da mandíbula e abertura da boca. Inserção. Ação. extensor digital lateral Origem. assegurando que a tensão seja dirigida ao longo do seu eixo longitudinal. É o principal componente do tendão calcanear comum. extensor digital longo Origem. Ação.processo coronóide da mandíbula.extremidade proximal da fíbula.flexionar os dedos e estender o tarso. cranial e lateral do corpo do fêmur. gastrocnêmio Origem.fossa supracondilar (ou tubérculo na face caudal) do fêmur. entretanto acredita-se que a função básica é se opor à curvatura da tíbia. intermediário e lateral se originam das faces medial. .processo jugular (paracondilar) do occipital. Origem. Junto à origem do gastrocnêmio. Ação. em carnívoros estende e abduz o quinto dedo.porção bucal  osso maxilar e porção molar  porção molar da mandíbula.medialmente na borda ventral da parte molar da mandíbula. O reto femoral tem ação secundária na flexão do coxal. na metade proximal da fíbula e na membrana interóssea adjacente.M.tuberosidade calcânea.flexionar as duas primeiras articulações digitais. Origem. Os vastos medial. Inserção.fossa temporal.as duas cabeças emergem das tuberosidades medial e lateral do fêmur.aduzir o membro.pode ser um flexor do joelho. vasto intermédio e vasto lateral. fáscia e ligamentos da face medial do joelho.levantar a mandíbula.falange média do dedo funcional mais lateral. só de um lado tracionar em direção ao lado ativo. Ação. Inserção. Inserção. M. masseter Origem. Inserção. pois o músculo prolonga-se distalmente à patela pelos ligamentos patelares.porção bucal e porção  músculo orbicular junto ao ângulo da boca. Inserção. vastos medial.dois terços proximais da tíbia. Ação.

que continua a existir. 7. espessas. A função desta rede é fornecer maior aporte de oxigênio para o local ou órgão em que se encontra. o coração bem como a circulação sangüínea. que é constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. estes em seguida vão se unindo para formar vasos mais calibrosos. o sistema linfático.ARTÉRIA – AR TERÍOLAS – CAPILARES – VÊNULAS – VEIA A maioria das artérias é acompanhada de uma ou mais veias de mesmo nome chamadas então de veias satélites. pressionando desta forma o alimento entre os dentes. Os ramos que derivam dos troncos maiores podem ser dos seguintes tipos: Ramos colaterais: são os ramos emitidos pela artéria principal. Ramo visceral: ramos oriundos de uma artéria principal que vão irrigar as vísceras. que são os vasos por onde o sangue circula. Quando um ramo colateral segue em direção oposta da artéria de origem este é chamado de ramo recorrente. recorrente colateral ramos terminais Ramo parietal: ramo oriundo de uma artéria principal que vai irrigar as paredes das cavidades existentes no corpo do animal. Este conjunto de vasos é denominado de rede admirável e é encontrado na base do encéfalo e nos glomérulos renais. as artérias distinguem-se de outros vasos por suas paredes brancas.1 SISTEMA VASCULAR SANGUÍNEO Sua função é transportar através do sangue nutrientes e oxigênio à todas as células que constituem o organismo. # Capilares: conexões entre as menores artérias e veias a nível de tecidos. Ramos terminais: quando a artéria principal emite ramos e deixa de existir por causa desta divisão estes ramos são chamados de terminais. .Ação. As artérias partem do coração e vão se ramificando sucessivamente. ANGIOLOGIA Estuda o sistema vascular sangüíneo (artérias e veias). 7.2 ARTÉRIAS À dissecação. É constituído por artérias e veias. # Rede admirável: uma ou mais arteríolas se ramificam indefinidamente até os capilares. até atingirem os capilares. relativamente rígidas e seu lúmem vazio (a menos que preenchidas por massas para facilitar a dissecação). 7. TECIDOS .movimento medial da bochecha. cada ramo com menor calibre.

ocupando a maior parte do espaço mediastínico médio. assegurando fluxo numa só direção e evitando o refluxo quando a circulação fica estagnada. 7.septo interatrial: separa o átrio direito do átrio esquerdo. Veias emissárias: são vasos sangüíneos localizados dentro da cavidade craniana que têm a função de recolher o sangue venoso dos seios da duramáter e levá-lo até as grandes veias da base do crânio. As faces direita e esquerda são convexas e apresentam sulcos que indicam a divisão do coração em quatro compartimentos: . aspecto aparentemente colapsado (colabado) e sua capacidade sempre maior do que as artérias associadas. Também inicia no sulco coronário e dirigi-se para o vértice do coração. veia porta. é relativamente maior em espécies menores e em indivíduos de pequeno porte. Começa no sulco coronário e dirigi-se ventralmente até a borda cranial do coração. porção mais ventral e estreita do coração.7. A maioria apresenta válvulas. # Anastomose: este termo significa ligação. veia cefálica e veia safena lateral. # Estes sulcos são ocupados pelos vasos coronários que vão irrigar o músculo miocárdio. bombeia sangue continuamente através dos vasos sanguíneos para todo o organismo. porém as cavidades do lado esquerdo não se comunicam com as do lado direito. Sua maior porção (60%) se encontra à esquerda do plano médio entre a terceira e sexta costelas e cranialmente ao diafragma. Cada átrio apresenta uma projeção externa sobre o ventrículo do mesmo lado chamada de aurícula . veias cava. veia ázigos. uma dorsal (átrios) e uma ventral (ventrículos) . As veias recebem tributárias (veias menores) e seu calibre vai aumentando à medida que se aproximam do coração. já a borda caudal é quase vertical e corresponde ao nível da sexta costela. 7. Seu tamanho varia consideravelmente entre as espécies e também entre indivíduos. O ápice. duas faces (esquerda e direita) e duas bordas (cranial e caudal).ventrículo direito e ventrículo esquerdo: cavidades inferiores e maiores Os átrios e ventrículos do mesmo lado se comunicam entre si através dos óstios (orifícios) atrioventriculares. 7. que se localizam as raízes dos grandes vasos que chegam e saem do coração. união. Elas aparecem azuis quando preenchidas por sangue coagulado.2 MORFOLOGIA INTERNA O coração apresenta 4 cavidades: . de modo geral. A cavidade cardíaca é dividida internamente por septos: . que se repetem a intervalos ao longo de seu comprimento. entre veias ou entre uma artéria e uma veia. Pode ser entre artérias. A ligação é feita a partir de ramos de artérias e veias. Está localizado na cavidade torácica. As principais veias não satélites. A borda cranial é convexa. por meio de contração rítmica.3 VEIAS As veias distinguem-se por suas paredes mais finas. Nas artérias o sangue circula centrifugamente (do coração para a periferia).4 CORAÇÃO O coração é um órgão muscular oco que. porção mais dorsal do coração.sulco subsinuoso ou longitudinal direito: coloca-se sobre a face direita do coração. um ápice ou vértice. encontra-se apoiado sobre o osso esterno. aquelas que não seguem o mesmo trajeto de uma artéria são: veia jugular. ou seja.sulco coronário: indica a separação entre átrios e ventrículos .septo atrioventricular: divide o coração em duas porções. então denominada anastomose arteriovenosa.sulco paraconal ou longitudinal esquerdo: coloca-se sobre a face esquerda do coração.4. É na base.átrio direito e átrio esquerdo: cavidades superiores e menores . . já nas veias o sangue circula de maneira centrípeta (da periferia para o coração).1 MORFOLOGIA EXTERNA Apresenta uma base.4.

Orifício aórtico: origem da artéria aorta.3 ESTRUTURA MACROSCÓPICA DO CORAÇÃO As camadas da parede do coração são as seguintes: epicárdio. tem relação com a borda caudal do coração. feixes musculares localizados na borda livre das válvulas. VENTRÍCULO DIREITO Localizado ventralmente e cranialmente no coração. É constituído por duas lâminas: lâmina parietal e lâmina visceral. Quando ocorre a sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta o que poderia provocar a projeção das válvulas para dentro do átrio e conseqüentemente o refluxo de sangue. Apresenta os seguintes orifícios: . entre o pericárdio visceral (epicárdio) e o pericárdio parietal. Apresenta os orifícios das veias pulmonares que nos animais domésticos são em torno de cinco a oito veias.Orifício da veia ázigos: abre-se na veia cava cranial ou dorsalmente à abertura dessa . Também é uma membrana serosa.Orifício atrioventricular esquerdo . Está contido no mediastino (espaço entre os pulmões). Miocárdio: é a camada média. As valvas são formadas por cúspides ou válvulas (abas ou pregas em forma de meia lua). PERICÁRDIO O pericárdio é essencialmente uma bolsa fibroserosa que envolve o coração e a origem dos grandes vasos. Este orifício também possui uma valva tricúspide sem cordas tendíneas denominada valva da aorta. que contem líquido seroso.Orifício do tronco pulmonar: localiza-se na porção mais dorsal e cranial do ventrículo. # Fossa oval: é uma pequena depressão do septo interatrial que corresponde ao forame oval na vida fetal.4. composta de músculo estriado cardíaco.Orifício da veia cava caudal: sobre a borda caudal do coração . Lâmina parietal: acha-se aderida a face interna do pericárdio fibroso. cuja função é fechar os orifícios atrioventriculares durante a sístole. (pericárdio visceral) Endocárdio: fina camada de superfície lisa contínua ao revestimento dos vasos sangüíneos que reveste internamente o coração. O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração como um todo. que as prendem aos músculos papilares que são projeções do miocárdio nas paredes internas do ventrículo. ÁTRIO ESQUERDO Localiza-se na porção mais dorsal e caudal do coração.5 TRAJETO DE ALGUNS VASOS SANGUÍNEOS . 7. A cavidade pericárdica é uma simples fenda capilar. existem faixas finas de músculos transversos que se estendem desde o septo interventricular até a parede oposta (externa) denominado trabécula septo-marginal (cintas moderadoras). Pericárdio seroso: localizado internamente ao fibroso. É bastante espesso e resistente.. miocárdio e endocárdio. Apresenta os seguintes orifícios: . 7. já a valva atrioventricular esquerda apresenta 2 cúspides (válvulas) e por isso é chamada de valva bicúspide ou mitral.Orifício atrioventricular direito .Orifício do seio coronário: localiza-se ventralmente à abertura da veia cava caudal. para permitir o movimento do coração no seu interior. Lâmina visceral: acha-se aderida a face externa do coração (epicárdio). porém sem cordas tendíneas chamada valva do tronco pulmonar. A valva atriventricular direita possui 3 cúspides (válvulas) e é chamada de valva tricúspide.septo interventricular: separa o ventrículo esquerdo do ventrículo direito Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos que permitem a passagem do sangue somente na direção do átrio para o ventrículo que são as valvas atrioventriculares.Orifício da veia cava cranial: localiza-se dorsalmente no átrio direito . Consiste em uma lâmina de tecido fibroso que envolve o coração e os grandes vasos. Já para prevenir o excesso de distensão do ventrículo durante a diástole (dilatação) ventricular. O seio coronário é o local de abertura das veias coronárias. Epicárdio: membrana serosa que reveste externamente o coração. Apresenta os seguintes orifícios: . Pericárdio fibroso: é a porção mais externa do pericárdio. mas liga-se ao diafragma (ligamento frenicopericárdico) nas espécies domésticas em que o eixo cardíaco é mais oblíquo (cão). Encontram-se localizados dorsalmente no átrio. ÁTRIO DIREITO Localiza-se na porção mais dorsal e cranial do coração. O pericárdio (fibroso) usualmente une-se ao esterno (ligamento esternopericárdico). O controle de sua atividade é feita através do vago (parassimpático) e do simpático. VENTRÍCULO ESQUERDO Localizado ventralmente e caudalmente no coração. É a porção contrátil do coração. Para evitar esta situação existem as chamadas cordas tendíneas. Este orifício apresenta também uma valva tricúspide. Localiza-se dorsalmente e cranialmente no ventrículo.

a. caudal ao úmero. com uma localização ideal para tomada de pulso. Nas demais espécies se forma pela união das veias jugular externa e subclávia na entrada do tórax. e) ARTÉRIA AXILAR O grande tronco do membro torácico cruza a axila e continua-se distalmente acima da superfície medial do braço. torácica externa.a) ARTÉRIA AORTA Origina-se do ventrículo esquerdo. b) TRONCO BRAQUIOCEFÁLICO Origina-se do arco aórtico e passa pela superfície ventral da traquéia. Acima da laringe as artérias carótidas comuns emitem seus ramos terminais: artérias carótidas externa e interna. atingindo a face craniomedial do cotovelo e continuando pelo antebraço. A artéria carótida interna no seu início apresenta uma pequena dilatação. É a principal fonte de sangue para a pata. e se encontra sob a proteção do músculo flexor radial do carpo. Em sua subida pelo pescoço acompanha o tronco nervoso vagossimpático. Continua caudoventralmente na pelve a partir de sua origem na aorta caudal à origem da ilíaca externa. A artéria ilíaca externa é a principal artéria do membro posterior. A artéria carótida externa (o maior dos ramos) segue como o prolongamento direto do tronco original até emitir seus ramos finais: artéria maxilar e artéria temporal superficial. a. junto aos tendões dos músculos redondo maior e grande dorsal. Drena para o átrio direito o sangue proveniente da cabeça. subescapular e a. já a artéria subclávia esquerda origina-se diretamente do arco aórtico. Prossegue sobre a cápsula da articulação do joelho como artéria poplítea. onde logo muda de nome passando a se chamar artéria mediana após emitir a artéria antebraquial profunda. Na altura da quinta ou sexta vértebra lombar se divide em seus ramos terminais: as artérias ilíacas internas e externas e sacra média (ausente no eqüino). f) ARTÉRIAS ILÍACAS INTERNA E EXTERNA A artéria ilíaca interna irriga as vísceras pélvicas e paredes pélvicas. A parte cranial ao diafragma denomina-se aorta torácica e a parte caudal aorta abdominal. tronco costocervical. Esta passa sobre a superfície medial do úmero. Na altura da borda cranial da primeira costela curva-se para entrar no membro torácico onde passa a se chamar artéria axilar. A veia cava cranial segue através do mediastino cranial. h) VEIAS CAVAS CRANIAL E CAUDAL Veia cava cranial: no cão e suíno é formada pela união das veias braquiocefálicas direita e esquerda. circunflexa cranial do úmero (exceto suíno) e continua-se com o nome de artéria braquial. e) ARTÉRIA MEDIANA Segue pela face caudomedial do antebraço acompanhando o nervo mediano. A artéria axilar emite os ramos: a. Ao nível do segundo espaço intercostal ele origina as artérias subclávias e carótidas comuns (no cão somente a subclávia direita) c) ARTÉRIAS CARÓTIDAS As artérias carótidas comuns se originam separadamente no cão e suíno e pelo tronco bicarotídeo nas demais espécies. sendo que está artéria se oblitera (degenera) após o nascimento nos ruminantes. g) ARTÉRIA FEMORAL Sua primeira parte tem uma posição superficial entre o músculo sartório e o músculo pectíneo onde forma uma saliência visível. . Emite a artéria radial no antebraço e se continua para pata. Atravessa o diafragma pelo hiato aórtico. artéria torácica interna e artéria cervical superficial. torácica lateral (carnívoros e suíno). Seu maior ramo no antebraço é a artéria interóssea comum. ventral e à direita da traquéia. que é o seio carotídeo. Em seguida penetra mais profundamente entre os músculos para cruzar a superfície medial do fêmur e atingir a face caudal da coxa. d) ARTÉRIAS SUBCLÁVIAS Nos caninos e suínos somente a artéria subclávia direita origina-se do tronco braquiocefálico. segue cranialmente como aorta ascendente e após um curto trajeto curva-se dorsalmente e para a esquerda (arco aórtico) a partir de onde passa a ser denominada de aorta descendente localizando-se ventralmente às vértebras. A artéria subclávia emite ainda quatro ramos que chegam medialmente à primeira costela ou primeiro espaço intercostal: artéria vertebral. d) ARTÉRIA BRAQUIAL A artéria braquial é a continuação da artéria axilar. Origina-se junto à terminação da aorta e segue ventrocaudalmente pelo abdome onde emite a artéria femoral profunda. Torna-se artéria femoral ao deixar o abdome através da lacuna vascular (localizada entre o ligamento inguinal e a pelve). Esta artéria fornece sangue para o membro torácico e para as estruturas do pescoço. pescoço e membro torácico.

de onde passará ao ventrículo esquerdo. b) Circulação sistêmica .ou grande circulação. Começa na face palmar da pata. mas no caso de haver obstrução parcial ou total de um vaso mais calibroso que participe da rede anastomótica. Isto acontece na circulação portal-hepática. as quais partem ao mesmo tempo do coração. Em condições normais. chegando ao átrio direito do coração. a qual vaise ramificando sucessivamente e chega a todos os tecidos do organismo. i) VEIA JUGULAR EXTERNA Se forma junto ao ângulo da mandíbula. Em resumo. cada uma delas formada pela união de uma veia ilíaca interna e uma veia ilíaca externa. constituído por uma veia e duas artérias umbilicais (além do úraco. Depois de sofrer hematose. é uma circulação coração-pulmão-coração. onde recebe as veias intercostais. A veia ázigos direita desemboca na veia cava cranial. para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre. a partir do arco palmar venoso superficial. aprofunda-se ventralmente passando através do fígado e do diafragma. pois é utilizada para introdução de substâncias por via endovenosa. são tributárias de dois grandes troncos venosos. Como não há funcionamento dos pulmões e conseqüentemente respiração pulmonar o oxigênio deve provir do organismo materno. já a esquerda desemboca diretamente no átrio direito. pela união das veias ilíacas comuns (direita e esquerda). veia cava caudal e veia cava cranial. juntamente com a veia ázigos e o seio coronário. onde existem extensas redes de vasos capilares nos quais se processam as trocas entre o sangue e o tecido. A primeira corrente sai do ventrículo direito através do tronco pulmonar e se dirige aos capilares pulmonares. Drena o sangue procedente do abdome. pela veia umbilical corre .6. l) VEIA CEFÁLICA É uma veia superficial de grande importância nos cães. provida de uma rede capilar no intestino (onde há a absorção dos alimentos) e outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem complexos processos metabólicos). o que se faz através da placenta ao umbigo do feto.6 CIRCULAÇÃO DO SANGUE A circulação é a passagem do sangue através do coração e dos vasos. O sangue oxigenado resultante é levado pelas veias pulmonares e lançado no átrio esquerdo. A veia linguofacial é a principal drenagem das estruturas mais superficiais e mais rostrais da cabeça e a veia maxilar daquelas mais profundas e mais caudais. que vai a bexiga urinária). d) Circulação portal . ficando veia porta interposta entre as duas redes. Após as trocas. O cão só possui a veia ázigos direita. É formada pelas veias esplênica (gastroesplênica) e mesentérica cranial e caudal. Em síntese. pela artéria aorta.Veia cava caudal: forma-se no teto do abdome. A outra corrente sangüínea saí do ventrículo esquerdo. estabelecendo-se uma efetiva circulação colateral. há o cordão umbilical.CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA NO FETO Durante o período que o feto permanece no interior do útero materno. Segue no braço entre os músculos peitoral e braquiocefálico para se unir a veia jugular externa na parte inferior do pescoço. convertendo-se em artéria ou veia. junto à entrada da pelve.neste tipo de circulação. É provável que a circulação colateral possa estabelecer-se a partir de capilares. o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares. 7. não há muito passagem de sangue através destas comunicações. pelo forame da veia cava caudal. o sangue passa a circular ativamente por estas variantes. a fim de que sejam mantidas as reações metabólicas do ser em desenvolvimento. é uma circulação coração-tecidos-coração.normalmente. o sangue carregado de resíduos e CO2 retornna ao coração através de numerosas veias. pela adição de tecidos as suas paredes. 7. tem início no ventrículo direito de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos pulmões. A circulação se faz por meio de duas correntes sangüíneas. a troca de CO2 por O2. ou seja. de onde o sangue passará para o ventrículo direito. j) VEIA ÁZIGOS É formada pela união das primeiras veias lombares e passa pelo hiato aórtico para o tórax. sem passar por um órgão intermediário. as quais em última instância. Conclui-se que a circulação colateral é um mecanismo de defesa do organismo.ou pequena circulação.1. Recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e do abdome. há necessidade da oxigenação constante de seu próprio sangue. c) Circulação colateral . Corre na região sub-lombar: à direita da artéria aorta. pelve e membro pélvico para o átrio direito. Após as trocas. as quais desembocam no átrio direito. uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares. onde se processa a hematose. existem anastomoses entre os ramos de artérias e veias entre si. tem início no ventrículo esquerdo. Paradoxalmente. Estas são em maior ou em menor número dependendo da região do corpo. Tipos de circulação: a) Circulação pulmonar . de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. Seu trajeto através do pescoço ocupa o sulco entre o músculo braquiocefálico dorsalmente e o músculo esternocefálico ventralmente. incluindo a cavidade cranial. pela união das veias linguofacial e maxilar. o sangue retorna pelas veias ao átrio direito.

A maior parte do sangue contido no átrio direito (sangue arterial misturado com venoso) passa para o átrio esquerdo através de um orifício existente no septo interatrial que é o forame oval.O ducto arterioso (que une o tronco pulmonar a aorta) oblitera-se. Os laterais situam-se na fossa do atlas e os mediais contra o teto da faringe. direita e esquerda. Do átrio direito o sangue é conduzido totalmente a artéria aorta. Do ventrículo direito segue pelo tronco pulmonar.Linfonodos mesentéricos: junto ao mesentério . 8. O sangue do ventrículo esquerdo atinge a aorta para se distribuir. No bovino e no cão.As artérias umbilicais tornam-se cordões fibrosos. passa para o ventrículo direito através do óstio átrioventricular direito. que é a fossa oval. passando a constituir o ligamento venoso. desemboca diretamente na veia cava caudal e outro ramo se anastomosa com a veia porta. a veia umbilical se dirige ao fígado se anastomosa com a veia porta e penetra na glândula. por suas ramificações. que são as artérias umbilicais. pequenos nódulos que se encontram distribuídos em diversas partes do corpo ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. Linfonodo mandibular: grupo de linfonodos situados no espaço intermandibular. onde o sangue misturado é novamente oxigenado para retornar ao feto. essa última desemboca no átrio direito do coração. passando a constituir os ligamentos redondos da bexiga. o qual se liga a aorta por um ducto anastomótico denominado ducto arterioso. o qual. um ramo denominado ducto venoso. . e dessa forma vai ter também a aorta. O líquido que extravasa ao nível dos capilares sangüíneos e difunde-se pelos espaços intersticiais das células constitui o que chamamos de linfa. Membro torácico – Linfonodo cervical superficial (pré-escapular): cranialmente à articulação do ombro e escápula. ao atingir as artérias ilíacas internas. a veia cava caudal. Alguns dos principais linfonodos são: Cabeça – Linfonodo parotídeo: entre a glândula parótida e o músculo masséter. pela veia umbilical. ou junto à glândula mandibular no ângulo da mandíbula. 2. A aorta difunde o sangue arterial (misturado com o venoso) por todo o corpo fetal. em parte segue pelos ramos destas existentes somente no feto. e deste vai ao ventrículo esquerdo atravessando o óstio átrioventricular esquerdo. As artérias umbilicais vão até ao cordão umbilical para atingirem a placenta. o ligamento arterioso. 5. pois é responsável pela produção dos glóbulos brancos.Linfonodo axilar: região axilar Tórax – Linfonodos mediastinicos: mediastinicos craniais. Quantidade mínima de sangue do tronco pulmonar que posa ir aos pulmões retorna pelas veias pulmonares ao átrio esquerdo. a veia umbilical ao chegar no fígado se bifurca. mesmo que para isso tome caminhos diferentes. A linfa circula dentro dos vasos linfáticos e é composta basicamente por glóbulos brancos. sem apresentar modificações muito sensíveis. Vísceras abdominais – Linfonodos portais: junto à veia porta . a todo o organismo do feto. sendo representado por um travessão conjuntivo. que passa a ser encontrada no animal adulto. predominando quase que exclusivamente os linfócitos os quais são produzidos pelos linfonodos. São os seguintes os fenômenos que ocorrem: 1.sangue arterial.A veia umbilical se oblitera. . Outra parte do sangue do átrio direito. modifica-se completamente a circulação sangüínea. É constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. encontrado no fígado destas espécies. Toda a linfa do organismo é conduzida de volta à corrente sangüínea através de dois ductos: o ducto torácico que é o principal coletor de linfa e o ducto traqueal.Linfonodo brônquico: ao redor da bifurcação da traquéia. próximo a articulação temporomandibular. constituindo-se o ligamento redondo do fígado. enquanto as duas artérias umbilicais servem de condução de sangue venoso que corre em direção contrária ao coração do feto.SISTEMA LINFÁTICO Tem como função a defesa do organismo. 3. Do umbigo. Também fazem parte do sistema linfático o baço (descrição junto com o sistema digestivo) e o timo.O forame oval fecha-se permanecendo em seu lugar uma depressão. 4. Por ocasião do nascimento e desde que os pulmões comecem a respirar.No bovino e cão o ducto venoso (que une a veia umbilical a veia cava caudal) também se oblitera. e em menor quantidade. mediastínico médio ao redor da base do coração e mediastínico caudal (ausente no cão) próximo ao esôfago junto ao diafragma. Linfonodos retrofaríngeos laterais e mediais. após ramifica-se nos capilares deste sangue (misturado) é levado pelas veias hepáticas.

Linfonodo subiliaco (pré-femural) (não tem no cão): a frente do músculo tensor da fáscia lata ou junto ao músculo sartório . O diafragma separa a cavidade torácica das cavidades abdominal e pélvica (abdominopélvica). mesovário). caudais ao joelho. é usado o prefixo meso e o nome grego para o qual se dirige esse mesentério (mesórquio. Víscera é o plural do latim. serosa intermediária (de conexão) e serosa visceral. funções normais. conhecida como pleura na cavidade torácica e peritônio na cavidade abdominal. Seguindo cranioventralmente. intestino. sobre a face esquerda da traquéia. ausente no cão) na face lateral do ligamento sacroisquiático (sacrotuberal largo). Estas cavidades são revestidas de membrana serosa. abdominal e pélvico. juntamente com outros elementos. Os órgãos são unidades suprateciduais. eu me nutro. Possui a capacidade de secretar um líquido sero-aquoso e de reabsorvê-lo. que acompanha o trajeto da traquéia no pescoço. A raiz splanchnon. viscus que significa órgão interno. pelas conexões especiais.Pelve e membro pélvico – Linfonodo ilíacos mediais: junto à origem das artérias ilíacas externa e interna. mesogastro. que coletam a linfa da cabeça. sob o músculo bíceps da coxa. O seu córtex produz linfócitos T imunocompetente que vão para corrente sangüínea chegando aos linfonodos.Linfonodo inguinal superficial (supramamário ou supraescrotal): dorsalmente à glândula mamária ou escroto. Ducto torácico: é o principal coletor de linfa. terminando de modo semelhante ao ducto torácico. Timo: é um órgão que tem importância máxima em jovens. CAVIDADES CORPORAIS São constituídas dos compartimentos torácico. prega ileocecal). A membrana serosa é uma membrana contínua fina que reveste as cavidades corporais e cobre os órgãos cavitários. deriva do grego e significa órgão interno (entranhas). A parede das cavidades revestidas pelas serosas permite a divisão em três seções: serosa parietal. Ela reveste os órgãos e a parede interna das cavidades do tronco. Prega: serosa conectante entre dois órgãos viscerais (ex. O ducto passa pelo hiato aortico para o mediastino. víscera. Em casos isolados os mesentérios são também designados como ligamento ou como prega. Logos – estudo. relações. contribuindo para o desempenho de papeis fisiológicos sistêmicos mais complexos. ESPLANCNOLOGIA GERAL (ORGANOLOGIA) CONSIDERAÇÕES GERAIS Organologia é o estudo dos órgãos. situação particular. . Um ducto linfático direito pode estar presente efetuando a drenagem de estruturas torácicas craniais direitas. Origina-se nos linfonodos retrofaríngicos. Origina-se na cisterna do quilo. Ducto traqueal: geralmente é um vaso par. É uma estrutura lobulada (com semelhança de glândula salivar) que ocupa aparte ventral do mediastino cranial. Quando desenvolvem-se estendem-se desde a região cervical (ao lado da traquéia) até o pericárdio (mediastino cranial) sendo que a porção cervical regride penetrando em algumas espécies (cão por exemplo). Serosa intermediária é àquela túnica serosa que une a porção parietal com a visceral ou duas serosas viscerais. mesojejuno. Também podem desembocar na veia jugular correspondente próximo a entrada torácica. regride gradativamente até praticamente desaparecer. viscus. da pelve e membros pélvicos. Para designação especial do mesentério. . ou vescor. Mesentério em sentido amplo é o tipo de peritônio de conexão entre o trato intestinal e reprodutivo e a parede abdominal. . que recebe linfa do abdômen. Entende-se por serosa parietal a lâmina que adere internamente à parede corpórea.Linfonodo isquiático: (presente nos ungulados. Tanto o ducto torácico como o ducto linfático direito podem receber o(s) ducto(s) traqueal(is) correspondentes. . agrupados em sistemas pela sua origem comum. estrutura semelhante. definidos como instrumentos de função. onde se multiplicam originando a competência imunológica pré-natal.Linfonodo poplíteo: junto a fossa poplítea. e unem-se ao ducto torácico (lado esquerdo) ou linfático direito. para terminar normalmente na veia jugular esquerda ou na veia cava cranial.

A pleura parietal divide-se em pleura costal. Omento: dupla camada de peritônio de conexão entre o estômago e órgãos abdominais ou parede abdominal. vaginal e vulvar. Neste espaço não há órgãos. A cavidade vaginal do funículo espermático é um divertículo da cavidade peritonial. A porção retroperitonial é caudal e limitada pelo peritônio abdominal. os troncos vagais dorsal e ventral e os vasos esofágicos. respectivamente. Diafragma: é um músculo em forma de cúpula que separa as cavidades torácica e abdominal. Cavidade peritonial: É um espaço potencial entre o peritônio parietal e visceral localizado na cavidade abdominal e parte da cavidade pélvica. O limite entre a cavidade abdominal e a pélvica é marcada pela linha terminal. Canal inguinal: é uma abertura através da parede abdominal por onde passam vasos sanguíneos. Entrada pélvica: é a comunicação entre as cavidades abdominal e pélvica.Ligamento: serosa de conexão entre a serosa parietal e a serosa visceral. Fundos de saco da cavidade peritonial: reflexão caudal do peritônio entre os órgãos e a cavidade pélvica. Abertura abdominal da tuba uterina: é uma abertura para fora da cavidade abdominal (peritonial) na fêmea. a pleura visceral ou o pericárdio visceral. O centro tendinoso é uma região aponeurótica em forma de V no centro do diafragma.Cavidade pélvica: É o espaço limitado pelos ossos pélvico. Camada externa: Pode ser denominada túnica serosa. Túnica serosa é o peritônio visceral. nervos e o cordão espermático. ARQUITETURA FUNCIONAL DAS VÍSCERAS Vísceras são estruturas ou órgãos que apresentam cavidade ou não e são revestidas por camadas especiais (externa. 2. 1. lateralmente pela porção costal e ventralmente pela porção esternal. Exemplo de órgão retroperitoniais: rim e porção cranial do ureter. O diafragma tem três aberturas entre o tórax e o abdômen: a) Hiato aórtico: é a abertura na porção dorsal do diafragma para a passagem da aorta abdominal (também para veia ázigos e ducto torácico). cilíndricos ou cavitários) por apresentarem grandes cavidades e órgãos sólidos ou parenquimatosos. diafragmática e mediastinal. Retroperitonial: É o termo usado para estrutura localizada entre o peritônio e a parede cavitária sem conexão peritonial ou também aplicado para porção dos órgãos pélvicos não envolvidos pelo peritônio. onde reveste os testículos. túnica fibrosa ou cápsula ou ainda túnica albugínea conforme o órgão em questão. A cavidade pleural localiza-se na cavidade torácica e se divide em sacos pleural direito e esquerdo.Cavidade torácica: é o espaço no qual estão contidos os órgãos torácicos. etc. O diafragma fecha a abertura torácica caudal. o canal anal e as porções pélvicas das vísceras reprodutivas e urinárias.. É formado dorsalmente por uma porção lombar que consiste de dois pilares direito e esquerdo. Contém o reto. Podem-se distinguir órgãos ocos (tubulares. A porção caudal do tórax é preenchida com vísceras abdominais. uterina. inervado pelo nervo frênico. sacro e as duas primeiras vértebras caudais. as cavidades pleurais. próstata. O diafragma se projeta como uma cúpula para dentro do tórax.Cavidade abdominal: é o espaço dentro do tronco entre o diafragma e a cavidade pélvica. c) Forame da veia cava: abertura no centro do diafragma para a veia cava caudal. pois apresenta um orifício ao nível da extremidade proximal da tuba uterina que conecta a cavidade peritonial com o exterior através da luz tubárica. Um grupo especial de órgãos é aquele constituído pelos sacos serosos. e que também revestem parcial ou totalmente os órgãos nelas contidos. Na fêmea: o peritônio não constitui um saco fechado. pela linha arqueada do osso ilíaco e pela margem cranial do púbis. a pleura. Seu movimento cranial ou caudal decresce ou aumenta o volume do tórax durante a expiração ou inspiração. A abertura torácica cranial (entrada torácica) é a entrada na cavidade torácica formada pelo primeiro par de costelas. É uma lamina destas serosas que cobre a víscera e se continua com a porção parietal da membrana de nome . as vértebras e as esternébras conectadas. que é formada pelo osso sacro. b) Hiato esofágico: localizado ventral ao hiato aórtico. o esôfago. 3. A pleura visceral é também conhecida como pleura pulmonar. Entram neste espaço o esôfago. formados por membranas que forram parcial ou totalmente a cavidade torácica. média e interna). adventícia. A porção peritonial da cavidade pélvica é cranial e limitada pelas bolsas do peritônio abdominal. o pericárdio e a cavidade pericárdica. a traquéia e os grandes vasos. vagina.. Entre os sacos pleurais fica o mediastino onde o coração encontra-se envolvido pela sua própria cavidade pericárdica com as lâminas parietal e visceral (epicárdio). abdominopélvica e escrotal. É o principal músculo envolvido na respiração. No macho: o peritônio é um saco fechado que se estende para o escroto. somente uma pequena quantidade de líquido lubrificante.

formada por fibras musculares lisas. A troca de gases ocorre nos alvéolos pulmonares onde o sangue dos capilares alveolares faz contato com o ar através de uma parede alveolar extremamente fina (hematose). A lâmina própria constitui a estrutura ou esqueleto da mucosa. por onde o ar entra nas cavidades nasais e se continua pela faringe. Túnica fibrosa: muitos órgãos são circundados por túnicas fibrosas. A túnica mucosa foi assim denominada porque pode produzir muco que fornece uma camada viscosa para a superfície relacionada com o lume do órgão. TRAQUÉIA. As bordas livres dos ossos nasal e incisivo providenciam inserção para as cartilagens nasais que suportam as narinas. O sistema respiratório é responsável pela troca de gases entre o sangue e a atmosfera e dentro de limites melhora a qualidade do ar inspirado e regula seu fluxo. nos mamíferos domésticos é incorporado à face formando grandes áreas dorsal e lateral. FARINGE. uma camada média de suporte de osso ou (rostralmente) de cartilagem. O osso vômer sustenta a cartilagem nasal. com diferenciações especiais da musculatura longitudinal e musculatura circular ou oblíqua. A porção caudal do septo. O diafragma e os outros músculos respiratórios governam o volume respiratório pelo aumento ou diminuição da cavidade respiratória. LARINGE. O suporte ósseo da parede é formado pelos ossos: nasal. incisivo. O som é produzido na laringe principalmente pelo ar expirado. umedecido e aquecido sendo seu volume regulado pelas narinas e laringe. enquanto a estriada tem a tendência de estar disposta como músculos individuais. O ápice do nariz dos carnívoros e suínos. estriadas ou cardíacas. 1. como por exemplo. zigomático e placa perpendicular do osso palatino. A musculatura circular pode bloquear a entrada ou a saída de conteúdo da cavidade de um órgão. no sistema digestório atua em ambas funções. A região olfatória está localizada na porção caudal da cavidade nasal. O movimento como ondas dos cílios transportam finas partículas de poeira que ficaram presas pelo epitélio úmido. a primeira constituindo essencialmente de tecido fibroso denso e branco e a última com muitas fibras elásticas de textura mais frouxa. A região olfatória registra a presença de substâncias nocivas no ar e ativa um reflexo que fecha a passagem de ar pela laringe. onde o órgão de fonação está contido na laringe. sobressai alguma extensão da face. lâmina muscular da mucosa e a tela submucosa. Glândulas seromucosas nas paredes dos condutos respiratórios servem para adicionar umidade ao ar. no esôfago e no canal anal. Atuam em perfeito equilíbrio funcional. esta normalmente é denominada cápsula. Na passagem pelas narinas até os alvéolos o ar é usualmente purificado. Camada interna: é a túnica mucosa. pleura para os pulmões e pericárdio para o coração. seu oponente se relaxa e vice-versa. é formada pela placa perpendicular do etmóide. As narinas no ápice levam para dentro da cavidade nasal. Quando uma víscera não está relacionada com sacos serosos.Parede do nariz: consiste da pele externamente. formando camadas extensas.1. traquéia e pulmões. que forra os órgãos e compreende a lâmina própria da mucosa. rostral aos olhos. Os piloros normalmente denominados esfíncteres são mecanismos de abrir e fechar orifícios ou canais. pois isto provoca a evaporação de fluídos. óssea. O fluxo de ar respiratório que usualmente passa através do nariz. Os cães freqüentemente respiram através da boca. 1. laringe. maxilar. frontal. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: CAVIDADE NASAL. Outras túnicas de caráter semelhante são conhecidas como albugínea ou túnica adventícia. O ar inspirado é aquecido pelos extensivos plexos vasculares da mucosa respiratória da cavidade nasal. facilitando a evaporação de secreções glandulares e saturando o ar com água (que é importante no olfato). Associados com os ossos e cartilagens da camada de suporte estão os músculos nasais que regulam a abertura das narinas. seja através das narinas e assim para fora do organismo ou através da faringe. onde a passagem respiratória cruza com a do sistema digestório e as partículas são eliminadas através da deglutição. Os músculos . a qual está conectada diretamente ou indiretamente a muitos seios paranasais. resfriando assim seus corpos. responsável pela abertura e fechamento do lúmen de um órgão. pode passar diretamente através da boca com exceção do eqüino. É a responsável pelo movimento da parede dos órgãos e sua ação é de compressão ou propulsão. lacrimal. no caso das glândulas. O epitélio da mucosa pode ser de secreção ou absorção. a parte cervical do esôfago (túnica adventícia) e os rins (cápsula fibrosa). Rostralmente o septo consiste de cartilagem que começa progressivamente mais flexível em direção ao ápice. A lâmina muscular é composta de três camadas de fibras musculares lisas. Camada média: é a túnica muscular. de modo que. Os condutos respiratórios são compostos de um epitélio pseudoestratificado ciliado e produtor de muco. no entanto. e uma membrana mucosa que cobre a cavidade nasal. quando um componente se contrai. As musculaturas lisa e estriada podem ser encontradas juntas em ambas as extremidades do trato digestório. O sistema respiratório começa nas narinas. A musculatura lisa tende a ser contínua. BRÔNQUIOS.semelhante. peritônio para o intestino. A quantidade de sangue que flui através destes plexos pode ser regulada e este aquecimento adicionado ao fluxo de ar. com papel de suporte. estará envolvida por tecido conjuntivo.NARIZ O nariz humano se projeta distintamente da face. PULMÕES E PLEURAS. Septo nasal: forma a separação entre as narinas e divide a cavidade nasal em metades direita e esquerda.

1. mas como suas aberturas são estreitas. A nasofaringe comunica-se dorsolateralmente com a orelha média através de orifícios como fendas das tubas auditivas. Consiste de muitas cartilagens cobertas no seu interior por membrana mucosa. São pobremente desenvolvidos nos suínos e carnívoros.LARINGE É um tubo músculo-cartilaginoso curto que conecta a laringofaringe com a traquéia e contém o órgão da fonação.NASOFARINGE O ar inspirado após deixar a cavidade nasal passa através das coanas para dentro da nasofaringe que se situa dorsal ao palato mole. há uma troca de ar relativamente lenta. ossificando-se parcialmente com a idade. Os seios retêm suas conexões com a cavidade do nariz. A porção média é a maior porção e contém as conchas ou cornetos nasais. que devido a suas paredes musculares são capazes de dilatação e constrição. A maior parte da porção média e septo da cavidade nasal (região respiratória) é coberta de mucosa de epitélio pseudoestratificado ciliado e contém principalmente glândulas serosas. Esta extensa vascularização aquece o ar causando a evaporação das secreções glandulares e com isso adicionando umidade ao ar inalado. situa-se entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal e projetase para dentro da nasofaringe. Meato nasal comum: é o estreito espaço entre o septo médio e as conchas. . Estes são particularmente usados na respiração trabalhosa ou quando o animal está farejando. As cartilagens estão conectadas umas as outras no osso hióide e na traquéia pelos ligamentos e músculos. Meatos etmoidais: espaço de ar entre as conchas etmoidais. Nesta porção a mucosa é especializada em olfação (região olfatória) e contém terminações do nervo olfatório e glândulas. São bem desenvolvidos no eqüino (músculo canino) e podem transformar normalmente as narinas semilunares em circulares. Caudoventralmente a nasofaringe se comunica através do óstio intrafaríngeo com a laringofaringe que é o local onde a via respiratória cruza com a via digestiva.SEIOS PARANASAIS São espaços preenchidos com ar e cobertos de mucosa respiratória extremamente fina e pouco irrigada. A porção rostral estreita da cavidade nasal (vestíbulo nasal) é usualmente revestida por membrana mucosa que é coberta por um epitélio escamoso estratificado. Conchas nasais: Concha nasal dorsal: é a concha mais longa dos animais domésticos. ventral a laringofaringe e começo do esôfago. e mais caudalmente está relacionada com a base do crânio. O palato duro separa a cavidade oral da nasal. A maior parte do ar respiratório passa através deste meato. Concha nasal média: nos carnívoros Meato nasal ventral: é o mais largo. Sua abertura rostral pode ser fechada para proteção da traquéia e pulmões.CAVIDADE NASAL A cavidade nasal se comunica rostralmente com o exterior através das narinas e caudoventralmente com a nasofaringe através das coanas.do nariz e lábios superiores atuam juntos para dilatar as narinas.2. 5. Atua como proteção térmica e mecânica das cavidades da órbita. Esta consiste de porções do osso incisivo. A submucosa da região respiratória possui numerosos plexos vasculares consistindo de veias. que são duas aberturas separadas pelo vômer. etmóide e pelo vômer. porção nasal do osso frontal e rostro do pré-esfenóide. frontal. O osso vômer está inserido na superfície dorsal destes ossos e suporta o septo nasal. Quando ingurgitadas estes plexos dilatam como tecidos eréteis e impedem o fluxo de ar. 3. do nariz e do crânio. reduz o peso da cabeça e aumenta a ressonância da voz. 4. que estão em comunicação com a cavidade nasal. especialmente durante a deglutição. as tubas auditivas são grandemente dilatadas para formar as bolsas guturais. mas no eqüino a pele com pêlos comuns se estendem dentro desta por uma curta distância. A divisão entre cavidades nasal e cranial é formada pelo etmóide. estendendo-se do teto da cavidade nasal para o assoalho continuando-se lateralmente com os outros meatos. 2. A laringe dos mamíferos domésticos situa-se ao nível da base do crânio. esfenoidal e lacrimal (nos suínos e ruminantes).Assoalho da cavidade nasal: é o teto da cavidade oral. Dorsalmente é separado da porção caudal da cavidade nasal por uma divisão horizontal formada pelos ossos palatinos. A localização e o estreitamento das aberturas tornam estas propensas a obstruções devido à inflamação ou congestão da mucosa. A porção caudal é pequena e contém as numerosas conchas etmoidais. palatino (ausente nos carnívoros e suínos). Apresenta forma mais ou menos cilíndrica e alongada. Apresenta funções obscuras. do processo palatino do maxilar e placa horizontal do osso palatino e está coberta dorsalmente por mucosa nasal e ventralmente por mucosa oral. No eqüino. Concha nasal ventral: origina-se da crista conchal do maxilar e é independente da concha etmoidal. dentro do espaço intermandibular nos eqüinos e ruminantes e mais caudal nas outras espécies. Estão presentes os seios: maxilar.

Os brônquios lobares emitem um grande número de brônquios segmentares. Estrutura: consiste de uma série de anéis cartilaginosos incompletos do tipo hialino que previnem o colapso do tubo e estão cobertos por uma adventícia e revestidos internamente por mucosa. Entre o tecido conjuntivo e a membrana mucosa está o músculo traqueal. . que é uma região funcional. Cartilagens aritenóides: São duas e apresentam forma de pirâmide de 3 lados com seu ápice apontando rostrodorsalmente e com a base na face da cartilagem cricóide. O esternoioideo. Cartilagem epiglote: É a mais rostral das cartilagens da laringe e fecha a entrada desta durante a deglutição. Os ramos dos brônquios segmentares dão origem aos bronquíolos. Posição: Porção cervical: Situa-se ventralmente e a direita do esôfago. caudalmente ao diafragma como pleura parietal diafragmática e medialmente aos órgãos no mediastino ou para outro saco pleural como pleura mediastinal. 8. Os bronquíolos respiratórios se dividem uma ou duas vezes e são seguidos pelos ductos alveolares. O número e distribuição dos brônquios lobares não é igual em todas as espécies domésticas e diferem especialmente entre os pulmões direito e esquerdo. mas também de tecido elástico. Cartilagem tireóide: É a maior das cartilagens. A base do segmento situa-se contra a pleura e seu ápice aponta para o hilo do pulmão.Divide-se numa porção cervical e outra torácica. A epiglote se ajusta como uma tampa sobre a entrada da laringe e fecha esta durante a deglutição. Porção torácica: Na cavidade torácica. onde esta se bifurca para formar os brônquios principais direito e esquerdo. Ventralmente e lateralmente está rodeada pelos músculos cervicais que passam do esterno a cabeça. Em contraste com os brônquios. As subdivisões terminais dos bronquíolos dão origem usualmente a dois bronquíolos respiratórios os quais contém alguns alvéolos.O esqueleto da laringe é composto pelas seguintes cartilagens: cartilagem cricóide caudalmente. dorsal a veia cava cranial. 6. sendo um tecido pulmonar independente dentro de um lobo. Tem aparência de anel e consiste de uma lâmina ampla dorsalmente e um arco estreito lateral e ventralmente. A pleura que reveste o coração é a pleura mediastinal pericárdica. A traquéia então cruza o arco aórtico no lado direito dorsal a base do coração e no nível do quarto ao sexto espaço intercostal divide-se em 2 brônquios principais. a traquéia continua caudalmente no mediastino. menores que 1 mm de diâmetro.PULMÕES Os pulmões estão localizados nos sacos pleurais os quais vão juntos medialmente para formar o mediastino. Os bronquíolos são tubos muito pequenos. tem a forma de um V e forma a maior parte da parede lateral da laringe. os quais se dividem dentro de brônquios lobares na entrada dos pulmões. 7. os bronquíolos não contêm glândulas e suas paredes não possuem suporte cartilaginoso. contém tecido linfóide e preenche espaço entre as extremidades livres das cartilagens. um músculo liso com fibras orientadas transversalmente. o tecido conjuntivo é frouxo. As paredes dos sacos pleurais aderem lateralmente as costelas como pleura parietal costal. cartilagem tireóide ventral e lateralmente. O brônquio traqueal presente nos suínos e ruminantes é considerado também um brônquio lobar. Cartilagem cricóide: Articula-se com a porção caudal da cartilagem tireóide e está parcialmente coberta pelas lâminas da tireóide. principalmente. Situa-se cranial a cricóide e ventral a epiglote e aritenóides. O segmento broncopulmonar é em forma de cone.TRAQUÉIA É um tubo cartilaginoso não colapsável que continua a via respiratória da cartilagem cricóide da laringe para a raiz do pulmão. As cartilagens traqueais estão unidas pelos ligamentos anulares que são fundidos ao pericôndrio e consiste principalmente de tecido fibroso. A existência de segmentos broncopulmonares pode ser demonstrada pela insuflação de um brônquio segmentar individual. Os brônquios lobares passam dentro de uma porção do pulmão e cada um deles entra e ventila um lobo. sendo que cada um destes ventila um segmentobroncopulmonar. O somatório dos alvéolos constitui a superfície respiratória do pulmão. cartilagens aritenóides dorsalmente e cartilagem epiglote rostralmente. Os ductos alveolares terminam no saco alveolar. o mais ventral destes está fusionado na linha média e tem que ser separado para expor a traquéia (traqueotomias). que estão completamente envolvidos pelos alvéolos. Na superfície dorsal. São os últimos ramos da árvore brônquica relacionados unicamente com a condução do ar. No pescoço está relacionada dorsalmente com o esôfago e músculos longo do pescoço e da cabeça. os quais cobrem a superfície ventral da coluna vertebral. A troca de gases toma lugar nas paredes do alvéolo. A curta distância cranial a esta bifurcação a traquéia do suíno e dos ruminantes emitem o brônquio traqueal para o lobo cranial do pulmão direito.ÁRVORE BRÔNQUICA A bifurcação da traquéia dá origem aos brônquios principais que são grossos e curtos. O esôfago retorna do plano médio e assume sua posição dorsal a traquéia.

Impressão cardíaca: local onde está alojado o coração e o pericárdio. sua cor é vermelho-escuro. Assim. o pulmão direito não apresenta o lobo médio. azul acinzentado ou mesmo preto devido ao acúmulo de poeira e partículas de carbono. é côncava e situada no diafragma. Área de aderência: é o ponto onde os dois pulmões estão em contato direto. etc. diferentemente. que emerge diretamente da traquéia como brônquio lobar independente. 5. A cor dos pulmões depende da quantidade de sangue contido neles. Apresenta os seguintes acidentes: 1. Lobos pulmonares: A ramificação da árvore brônquica forma a base para a configuração dos lobos pulmonares. Mais profunda no pulmão esquerdo.Os pulmões são revestidos pela pleura pulmonar que é continua com o hilo e ligamento pulmonar com a pleura mediastinal. Nesta região estão os linfonodos bronquiais. 4. Em algumas espécies o lobo cranial é dividido dentro de porções cranial e caudal. Eqüinos Pulmão esquerdo: Lobo cranial (apical) Lobo caudal (diafragmático) Pulmão direito: Lobo cranial Lobo caudal Lobo acessório (intermediário) * Não apresenta lobo médio (cardíaco) Carnívoros. forma um sulco. pois o coração está localizado mais para este lado. O agregado dessas estruturas é conhecido como raiz do pulmão. A atual lobulação dos pulmões nos mamíferos domésticos é dada abaixo. Se um animal é sangrado completamente. encontra-se a formação de um brônquio traqueal direito. As superfícies dos pulmões correspondem às paredes dos sacos pleurais. Face parietal: situada contra as costelas. É mais profunda no pulmão esquerdo. 2. Impressão esofágica: coloca-se acima da área de aderência. não há pleura nesta área. 6. Os pulmões humanos são freqüentemente cinzas. Sulco para veia cava caudal: no pulmão direito. no eqüino. Impressão aórtica: forma um sulco denominado de vascular. Hilo do pulmão: onde o brônquio principal. Face medial: situada contra os corpos das vértebras torácicas e o mediastino e apresenta impressões dos órgãos localizados nesse local. 3. Este fluído facilita o movimento de fricção dos pulmões durante a respiração. Isto também é verdadeiro em animais mantidos em cidades grandes. estes são rosas. Face diafragmática: onde está à base do pulmão. vasos bronquiais e pulmonares e nervos passam do mediastino para o pulmão. suínos e ruminantes Pulmão esquerdo: Lobo cranial subdividido em porções cranial e caudal Lobo caudal Pulmão direito: Lobo cranial * Subdividido em porções cranial e caudal nos ruminantes Lobo médio Lobo caudal Lobo acessório Dicas: . mas se o sangue se mantém no pulmão após a morte. O pulmão direito tem ainda um lobo médio ventilado pelo brônquio médio e um lobo acessório ventilado pelo brônquio acessório. local de contato com o esôfago. Cada pulmão tem a forma de um semicone com um ápice que é direcionado cranialmente e situa-se na entrada torácica. deixando somente um espaço capilar que no animal saudável contém uma pequena quantidade de fluído seroso. De acordo com essa forma de classificação cada pulmão tem um lobo cranial ventilado pelo brônquio cranial e um lobo caudal ventilado pelo brônquio caudal. brônquio cranial – lobo cranial. Eles preenchem seus respectivos sacos pleurais completamente. No suíno e nos rumiantes. e uma base oblíqua que está caudoventral ao diafragma. brônquio acessório – brônquio acessório. A maioria das outras impressões é dorsal a esta. O pulmão direito é sempre maior que o esquerdo numa proporção de 4:3. a cada brônquio pertence um lobo correspondente: por exemplo.

3) PIAMÁTER 9. constitui as vias de comunicação das diversas áreas de comando. formada em sua maior parte por corpos de neurônios.2) ARACNÓIDE 9. O tubo neural dá origem ao Sistema Nervoso Central. o telencéfalo e diencéfalo. A substância cinzenta. . com exceção do eqüino que não possui o médio.2 .2) PARASSIMPÁTICO 9.1 NERVOS ESPINHAIS E CRANIANOS 9.1.MENINGES 9.3 . que se localiza dentro da cavidade craniana. sua origem embrionária é o ectoderma.2.LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1) EMBRIOLOGIA: O sistema nervoso é o primeiro sistema a ser formado no indivíduo. Brônquio traqueal – presente nos ruminantes e suínos. O Sistema nervoso é constituído por dois tipos de substâncias.3. As três vesículas formam o encéfalo. As bordas da goteira neural se fundem para formar o tubo neural.4 .1.1. O pulmão esquerdo sempre apresenta 2 lobos (cranial e caudal). formando o sulco neural.1) SIMPÁTICO 9.2. branca e cinzenta.1 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS E MOTORAS 9.1) DURAMÁTER 9.1GÂNGLIO NERVOSO 9.3. O restante do tubo neural forma a medula primitiva que formará a medula espinhal Sistema Nervoso Central é aquele localizado dentro da cavidade craniana e do canal vertebral.2. 9 – NEUROLOGIA SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS DO SENTIDO 9.1 PROSENCÉFALO: . .2. é o local onde se encontra os comandos do Sistema Nervoso Central.SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) 9. O primeiro elemento que se origina no sistema nervoso é a placa neural.MEDULA PRIMITIVA: MEDULA ESPINHAL 9.1. O progressivo aprofundamento deste sulco originará a goteira neural.2 SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 9.2 MESENCÉFALO 9. O eqüino tem o pulmão mais compacto enquanto o ruminante tem o mais dividido. onde executa as atividades vitais.3 ROMBENCÉFALO: .MIELENCÉFALO 9. A substância branca.2.2.1. que é um espessamento dorsal do ectoderma.TELENCÉFALO .Rombencéfalo: Sofre subdivisão que dá origem a dois segmentos secundários.Mesencéfalo: Não sofre segmentação secundária.METENCÉFALO .DIENCÉFALO 9.Prosencéfalo: Que sofre nova divisão e dá origem a duas vesículas secundárias.2. O lobo cranial só é dividido nos ruminantes.1 .O pulmão direito é sempre mais completo – 4 lobos.2 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 9. .3. é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal. formada principalmente por axônios de neurônios. Na porção mais cranial do tubo formam-se 3 vesículas por constrição: . À proporção que se desenvolve a placa neural torna-se mais espessa e encurva-se longitudinalmente. O lobo cranial está dividido em todas as espécies menos no eqüino. o mielencéfalo e o metencéfalo. é um brônquio lobar e ventila o lobo cranial do pulmão direito.2.

2) CAVIDADES DO TUBO NEURAL A medida que ocorrem as dilatações do tubo neural, sua luz também se altera consideravelmente, resultando no adulto, as seguintes cavidades: - A luz das vesículas telencefálicas laterais formam de cada lado, os ventrículos laterais; - a parte mediana do telencéfalo e o diencéfalo englobam o III ventrículo, que se comunica com os ventrículos laterais por forames interventriculares; - a luz do mesencéfalo permanece estreita e constitui o aqueduto cerebral, que une o III ao IV ventrículo; - a luz dilatada do rombencéfalo forma, sobre a ponte e o bulbo, o IV ventrículo; - a luz da medula primitiva forma, no adulto, o canal central da medula, que a acompanha em quase toda sua extensão. As cavidades encefálicas são revestidas por um epitélio denominado epêndima e contém um líquido denominado líquido cérebro-espinhal ou líquor. 3) MENINGES As meninges são membranas de tecido conjuntivo que envolvem o Sistema Nervoso Central, possuem função mecânica, evitando traumatismo e lubrificando, bem como função biológica, pois contém anticorpos, evitando assim infecções. 3.1) Duramáter É a mais externa das meninges, apresenta-se de cor clara, bastante espessa e vascularizada. Acha-se aplicada diretamente contra os ossos que formam a cavidade craniana e canal vertebral. É constituída por uma lâmina interna e uma externa, que dentro da cavidade craniana estão unidas formando uma única lâmina. Ao nível do canal vertebral estas membranas se separam deixando um espaço entre elas, chamado espaço epidural ou extradural, preenchido por tecido adiposo e vasos sangüíneos. Pregas da Duramáter: São projeções da duramáter preenchendo sulcos da cavidade craniana. São em número de três: - Foice do Cérebro: Prega em forma de meia lua, no sentido longitudinal dorsal, entrre os hemisférios cerebrais. - Tenda do Cerebelo: Coloca-se transversalmente entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo, na cisura transversal do encéfalo. - Diafragma da Cela-Túrsica: Cobre a cela-túrsica e em conseqüência, a glândula hipófise. Seios da Duramáter: São espaços sangüíneos existentes entre as lâminas da duramáter encefálica. Servem para recolher o líquido cérebro-espinhal e também recolher o sangue venoso do encéfalo. Espaço Subdural: Separa a duramáter da aracnóide, contém um líquido com constituição de filtrado sangüíneo. 3.2) Aracnóide Membrana fina e delicada constituída de filamentos que se assemelham a teia de aranha. Situa-se entre a duramáter e a piamáter. - Cisternas Subaracnoideas: São espaços encontrados entre a aracnóide e a piamáter em determinados locais ao nível do Sistema Nervoso Central. - Granulações Aracnoideas: São projeções (pequenas bolsas) da aracnóide para os seios da duramáter. Servem para recolher o líquor do espaço subaracnoideo e eliminá-lo para a duramáter. - Espaço Subaracnoideo: Separa a Aracnóide da Piamáter, contém líquido cérebro-espinhal. Piamáter Adere diretamente o Sistema nervoso Central, colocando-se dentro das saliências e depressões. Na porção terminal do canal vertebral as meninges se projetam formando fios chamado filamento terminal ou cauda equina.

3.3)

4 - LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR É formado pelos plexos coróides*localizados a nível do IV ventrículo, III ventrículo e ventrículos laterais, a partir do sangue. Constitui-se um filtrado sangüíneo com grande quantidade de anticorpos para defesa do organismo. Circula no IV ventrículo, aqueduto cerebral, III ventrículo, ventrículos laterais e no canal central da medula. Supõe-se que ele circule 24 horas, sendo lançado novamente na corrente sangüínea pelas granulações da aracnóide e depois lançado nos seios da duramáter. Funções do líquor e das meninges: - Mecânica: Evita traumas no Sistema Nervoso Central - Imunológica: O líquido contém grande quantidade de glóbulos brancos que protegem contra possíveis infecções.

* Plexos Coróides: São um emaranhado de vasos sangüíneos cobertos pela Piamáter, normalmente apresentam coloração escura.

5- MEDULA ESPINHAL A medula espinhal (medulla spinalis) é uma estrutura alongada, mais ou menos cilíndrica, porém com alguns achatamentos dorso ventrais e algumas variações de forma e tamanho. Começa à nível de forame magno e está em conexão direta com a medula oblonga ou bulbo, rostralmente e se estende até metade da região sacral*. As variações mais importantes são os espessamentos (intumescências) das partes que dão origem aos nervos que suprem os membros torácico e pélvico, e o afilamento final caudal (cone medular). A intumescência cervical é o ponto de origem de nervos que vão inervar o membro torácico, da intumescência lombar partem nervos para o membro pélvico. A medula é dividida em quatro regiões correspondentes as da coluna vertebral. 5.1- Morfologia Externa: Sulco Dorsal Médio ou Mediano Dorsal: Sulco pouco profundo coloca-se dorsalmente e medianamente sobre a medula espinhal e estende-se por toda sua extensão. Sulco Dorso-lateral: Colocam-se de cada lado do sulco dorsal médio. O sulco dorso-lateral está em contato com a raiz dorsal da medula espinhal. Cisura Ventral Média: É profunda, estendendo-se até a metade da medula espinhal, dividindo-a em duas metades. 5.2- Morfologia Interna: É formada por dois tipos de substâncias, branca por fora e cinzenta por dentro. Um simples corte transversal mostra uma massa central de substância cinzenta perfurada na linha média por um pequeno canal central, resíduo do lúmen do tubo neural embrionário. A substância cinzenta, que se assemelha a um H, costuma ser descrita como colunas ou cornos dorsal e ventral. A coloração cinza é devido ao acúmulo de corpos celulares nesta área. A coluna dorsal corresponde a placa alar e contém neurônios aferentes somáticos e viscerais; e a coluna ventral corresponde a placa basal e contém neurônios eferentes somáticos e viscerais. Unindo medianamente as partes de substância cinzenta, temos a comissura de substância cinzenta. A substância branca que envolve a cinzenta é dividida em três funículos de cada lado. O funículo dorsal é contido entre um sulco dorsal raso e a linha de origem das raízes dorsais dos nervos espinhais ou sulco dorso-lateral; o funículo lateral está contido entre as linhas das raízes dorsais e ventrais; o funículo ventral está contido entre a linha das raízes ventrais e uma fissura ventral que penetra profundamente na substância branca, embora deixe uma comissura razoável ligando as metades direita e esquerda, chamada comissura de substância branca. Esta fissura ventral é ocupada por uma massa de piamáter, que surge como uma estria brilhante na superfície da medula. Os funículos são compostos por fibras nervosas ascendentes e descendentes, muitas das quais agrupadas em fascículos ou tratos que possuem a mesma origem, destino e função, transmitem estímulos da periferia para o encéfalo. * No cão termina entre 6 e 7 vértebras lombares. Nos ruminantes, na metade cranial da 2 sacral. No equino, na metade caudal da 2 sacral e no suíno, entre a 2 e 3 sacral.

6

- ROMBENCÉFALO - MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA - METENCÉFALO: PONTE E CEREBELO

6.1- MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA Apresenta-se como um continuação direta da extremidade cranial da medula espinhal, sendo o limite entre eles representado por um plano imaginário que passa imediatamente cranial a raiz do primeiro nervo cervical. Rostralmente limita-se com a ponte, sendo separada desta por um sulco transversal pouco profundo. Sua face ventral repousa sobre a porção basilar do occipital e sua face dorsal apresenta-se quase que inteiramente coberta pelo cerebelo. Superfície Ventral: - Fissura Mediana Ventral: É uma divisão na linha média. Caudalmente é contínua com a fissura do mesmo nome da medula espinhal e rostralmente, é ocupada pelo corpo trapezóide, caudal a ponte. A porção caudal da fissura está parcialmente ocupada pela decussação das pirâmides.

- Pirâmides: São faixas longitudinais de fibras em ambos os lados da linha média, entre a fissura mediana e os sulcos laterais ventrais. Estas fibras (corticomedular e corticospinal) são fibras motoras do córtex cerebral). Na extremidade caudal da medula estas fibras se cruzam para o lado oposto formando o que chamamos decussação das pirâmides. - Sulco Lateral Ventral: É um sulco indistinto, lateral as pirâmides. - Tubérculo Facial: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado das pirâmides. - Corpo Trapezóide: É uma faixa de fibras nervosas transversas colocadas rostralmente na medula oblonga, atrás da ponte. É cruzado em ambos lados da linha média pelas pirâmides. Superfície Dorsal: Visível somente após a retirada do cerebelo. A porção dorsal da medula oblonga é semelhante a medula espinhal em sua metade caudal. Na metade rostral, forma: - Sulco Mediano dorsal: É a continuação rostral do sulco mediano dorsal da medula espinhal. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou Corpos Restiformes: São feixes de substância nervosa colocados transversalmente de cada lado do sulco dorsal médio. - Fossa Rombóide: É o assoalho do IV ventrículo. Sua metade caudal é ocupada dorsalmente pela medula oblonga. Comunica-se caudalmente com o canal central da medula e rostralmente como interior do mesencéfalo, o aqueduto cerebral. - Tubérculo e fascículo Grácil: Lateralmente ao sulco mediano dorsal. - Tubérculo e fascículo cuneiforme: Localiza-se lateral ao tubérculo e fascículo grácil. 6.2 METENCÉFALO 6.2.1- PONTE É um grande feixe de substância nervosa colocado transversal e ventralmente à medula oblonga, adiante do bulbo e caudal ao mesencéfalo. Constitui-se em uma protuberância convexa larga que diminui de tamanho lateralmente. As superfícies laterais da ponte são mais estreitas e são chamadas braços da ponte, os quais se continuam dorsalmente e se estendem até o interior do cerebelo. Os braços da ponte são também chamados pedúnculos cerebelares médios. A superfície dorsal da ponte corresponde à parte rostral da fossa rombóide. As fibras transversais que constituem grande parte da estrutura da ponte formam a via nervosa que une os hemisférios cerebrais aos hemisférios cerebelares. - Sulco Basilar: É uma ligeira depressão na linha média, devido a presença de fibras piramidais orientadas longitudinalmente. 6.2.2- CEREBELO É uma grande massa de substância nervosa colocada dorsalmente à medula oblonga. É um órgão globular de formato irregular, ligeiramente comprimido rostrocaudalmente, com seu diâmetro maior no eixo transverso. Está separado dos hemisférios cerebrais pela fissura transversa e a tenda do cerebelo, uma prega transversal da duramáter, que a ocupa. Cobre inteiramente a fossa rombóide, os colículos rostral e caudal e os pedúnculos cerebelares rostrais. A borda rostral e parte da superfície rostral do cerebelo estão cobertas pelos lobos occipitais cerebrais. O cerebelo liga-se a outras partes do Sistema Nervoso Central por inúmeras fibras que compõe os pedúnculos cerebelares. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou corpos restiformes: Emergem na superfície dorsal da parte rostral da medula oblonga e penetram no cerebelo na superfície ventral. Ligam as medulas oblonga e espinhal com o cerebelo. - Pedúnculos Cerebelares Médios: Penetram no cerebelo entre os pedúnculos rostrais e caudais e consiste de fibras que vêm da ponte. São os braços da ponte. - Pedúnculos Cerebelares Rostrais: Também chamados de braços conjuntivos. Emergem rostralmente aos pedúnculos cerebelares médios e formam o limite lateral da parte rostral do IV ventrículo. Unem o mesencéfalo ao cerebelo. Externamente o cerebelo é dividido em 3 porções: - Vermis: Porção mais mediana e saliente do cerebelo;

3.MESENCÉFALO É uma parte relativamente pequena do cérebro situada entre a ponte caudalmente e o diencéfalo rostralmente. comunica-se caudalmente com o canal central da medula e cranialmente. 6.CAVIDADE DO MESENCÉFALO É o aqueduto cerebral. com o aqueduto cerebral. Constitui o limite caudal do hipotálamo. colocada caudal a hipófise.parede lateral: formada pelos pedúnculos cerebelares rostral. Após o quiasma. constituindo os tratos ópticos.RININCÉFALO 8. * Colículos Rostrais: São consideravelmente maiores e mais escuros que os caudais. chamado nódulo. Superfície Dorsal: . Os dois colículos rostrais são separados por um sulco muito profundo.1. São separados caudalmente pelo sulco interpeduncular. muito proeminentes.1. São dois feixes fibrosos espessos que põe em conexão rombencéfalo com prosencéfalo. ovóides e largos. Os pedúnculos são feixes fibrosos grandes que contém fibras originadas no cérebro com destinação espinhal e medular. em uma secção mediana sagital o cerebelo divide-se em vários lóbulos. mais caudal. Superfície Ventral: * Pedúnculos Cerebrais: Representam a parte basal do mesencéfalo. entre os pedúnculos cerebrais divergentes..Substância Branca internamente: De forma arborescente (arbor vitae). separadas umas das outras por sulcos transversais e sagitais. quase branco. Internamente.TÁLAMO . comunica-se caudalmente com o IV ventrículo e cranialmente com o III ventrículo.Tecto Dorsal ou Lâmina Quadrigêmia: Consiste de quatro eminências pares (colículos) com superfícies arredondadas.CAVIDADE DO ROMBENCÉFALO É o IV ventrículo.DIENCÉFALO: É a porção do encéfalo situada sob os hemisférios cerebrais. 8.HEMISFÉRIOS CEREBRAIS . Elementos que formam as paredes do IV ventrículo: . separados por uma depressão larga.HIPOCAMPO . denominado língula e o último.1.Hemisférios Cerebelares: São em número de dois e colocados de cada lado do vermis. Este sulco aumenta rostralmente. 7. 7.EPITÁLAMO . 8. de cor cinza claro. quase esféricos e separados daqueles por um sulco. chamada córtex do cerebelo. * Colículos Caudais: São consideravelmente menores que os rostrais.parede dorsal: formado pelo cerebelo . ao nível de fossa interpeduncular. do mesencéfalo. apresentando-se como uma continuação direta em sentido rostral.parede ventral: formada pela ponte e medula oblonga .HIPOTÁLAMO Situa-se ventralmente no diencéfalo. verificamos que também é formado por substância branca e cinzenta: . * Quiasma Óptico: É o ponto de encontro ou convergência das fibras do nervo óptico na base do diencéfalo.HIPOTÁLAMO * TELENCÉFALO . . o qual coloca-se entre os pedúnculos cerebrais e os colículos. Ao corte mediano. imediatamente caudal ao corpo mamilar para formar a fossa interpeduncular (esta é perfurada por vários orifícios para passagem de vasos sangüíneos). as fibras ópticas se continuam.Substância Cinzenta externamente. sendo o primeiro e mais rostral. Uma faixa larga e plana prolonga o colículo caudal ventrorostralmente dentro do corpo geniculado medial. estão em contato com o corpo geniculado lateral e são relacionados com funções visuais.1 . médio e caudal. São planos.PROSENCÉFALO (cérebro) * DIENCÉFALO . A função principal do cerebelo é conferir equilíbrio ao animal. onde encontramos os seguintes elementos adiante dos pedúnculos cerebrais: * Corpo Mamilar: Elevação esbranquiçada de redonda a oval. . Estão relacionados com funções auditivas.

.2. . Relacionam-se caudalmente com os colículos rostrais. encontramos uma prega de duramater. Os dois tálamos encontram-se na linha média formando a aderência intertalâmica. colocados dorsalmente aos pedúnculos cerebrais. e nela encontramos o rinincéfalo. estão em relação direta com o hipocampo. 8.Tronco: É a porção média. Cada hemisfério cerebral apresenta quatro faces: . comunica-se caudalmente com o aqueduto cerebral e dorsalmente com os ventrículos laterais. chamada foice do cérebro. ocupada por uma prega de duramáter chamada tenda do cerebelo.Face Medial: Apresenta-se mais ou menos plana. lateralmente ao hipocampo e dorsalmente ao córtex cerebral. que ocupam a maior parte da cavidade craniana.Fissura Longitudinal: Coloca-se medianamente aos hemisférios cerebrais. Fórnix: Feixe de substância nervosa colocado ventralmente ao corpo caloso. Porções do corpo caloso: . convexas dorsalmente.1.Joelho: Porção mais cranial e ventral do corpo caloso. que coloca-se ao redor dos tálamos. Septo Pelúcido: É uma parede colocada medianamente entre os ventrículos laterais. * Túber Cinéreo: Área cinza proeminente situada rostralmente aos corpos mamilares.EPITÁLAMO O epitálamo compreende o Corpo Pineal ou Glândula Epífise.TÁLAMO São duas grandes massas de substância cinzenta.1. . 8.Face Ventral ou Base: Apresenta-se bastante irregular. que correm lateralmente cobrindo parte do hipotálamo rostral. .Fissura Transversal: Entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo. de formato ovóide. Hipotálamo e hipófise juntamente formam uma unidade anatomo.TELENCÉFALO É a região mais desenvolvida do prosencéfalo. Porções: . . circundada pelo III ventrículo. * Hemisférios Cerebrais: São constituídos por duas grandes massas de substância nervosa direita e esquerda.Face Dorso-lateral: Apresenta-se de forma convexa e relaciona-se diretamente com os ossos do crânio. chamado infundíbulo. 8. terminam dorsalmente no corpo geniculado lateral (visível somente quando retirada uma parte dos hemisférios cerebrais). A hipófise está inserida no túber cinéreo pelo infundíbulo.3. recebem a maioria das fibras do trato óptico. .Esplênio: Porção mais caudal e dorsal do corpo caloso.Corpo: Porção média do fórnix. forma a parede da fissura longitudinal. de coloração escura e alojada entre os tálamos e colículos rostrais. Passam sobre os lados dos pedúnculos cerebrais e desaparecem entre estes e os lobos piriformes. Esta se apresenta de formato ovóide nos animais domésticos. CAVIDADE DO DIENCÉFALO É o III ventrículo. Ocupando este sulco.2. * Corpos Geniculados Laterais: São maiores e mais elevados rostrolateralmente. Se insere dorsalmente no corpo caloso e ventralmente no fórnix. . As partes mais caudais do tálamo constituem os corpos geniculados. * Corpos Geniculados Mediais: Estão ligados ao colículo caudal através do braço do colículo caudal.Colunas: Porção mais cranial e ventral do fórnix. coloca-se dorsalmente ao diencéfalo e vai ocupar a maior parte da cavidade craniana cujos elementos principais são os hemisférios cerebrais. . voltada para a base da cavidade craniana.funcional importante.* Tratos Ópticos: São faixas de substância branca divergentes. É nessa face que os hemisférios cerebrais se relacionam e unem-se através do corpo caloso. Os dois hemisférios cerebrais estão incompletamente separados ao nível do plano mediano por um sulco: . * Glândula Hipófise: É uma glândula bastante desenvolvida situada ao nível do hipotálamo e está em conexão com o mesmo por meio de um pequeno tubo de substância nervosa.Pilares: Porção mais caudal e inferior do fórnix. Este por sua vez é formado por uma espessa camada de fibras nervosas dispostas transversalmente: o corpo caloso. que não atinge o fundo. deixando sobre ele impressões digitais.

a área de comando. Após formarem o tronco saem do canal vertebral pelos orifícios intervertebrais ou vertebrais laterais.Depressões: Sulcos ou cisuras que delimitam as saliências.Trato Lateral: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e lateralmente até atingir o lóbulo piriforme. .. onde os estímulos são recebidos. Cada hemisfério cerebral apresenta dois pólos: . CAVIDADES DO TELENCÉFALO São os ventrículos laterais que se comunicam ventralmente com o III ventrículo. Observando externamente os hemisférios cerebrais verificamos que apresenta saliências e depressões. É composto pelos nervos espinhais. 4) Trígono Olfatório: É uma área de substância nervosa de forma mais ou menos triangular colocada entre as estrias. onde desaparecem. Possui função de levar mensagens aos diversos centros de comando. ao sistema nervoso central (SNC) e deste aos órgãos efetores (alvos). . 3) Tratos Olfatórias: .Face Tentorial: É a face em que os hemisférios cerebrais estão em relação com o cerebelo. observaremos dois tipos de substâncias: . Nervos espinhais: .Trato Medial: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e medialmente até a face medial dos hemisférios cerebrais. 9.SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É o sistema que comunica o meio externo e interno.Substância Cinzenta: É a mais externa e constitui o córtex cerebral. semelhante a um “C” colocada ao redor dos tálamos.NERVOS ESPINHAIS Formação dos nervos espinhais: Os nervos espinhais são formados por uma raiz dorsal (sensitiva) e outra ventral (motora) a partir do "H" medular. que se aloja na fossa etmoidal. está em relação direta com o bulbo olfatório. * Hipocampo ou Cornos de Ammón São dois grandes feixes de substância nervosa em forma curva. O ramo ventral divide-se em ramos superficial e profundo e supre as partes ventral e lateral do tronco e todas as partes dos membros. são zonas de comando das atividades vitais do animal. varia de espécie para espécie.Saliências ou giros: São as circunvoluções cerebrais. que variam em número conforme a espécie: . * Rinincéfalo Porção central do olfato.1.Substância Branca : A mais interna. estendendo-se desde os ventrículos laterais até o interior dos lóbulos piriformes. pelos doze pares cranianos e sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático). . 1) Bulbo olfatório: Saliência de substância nervosa achatada dorso ventralmente. 5) Lóbulo Piriforme: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado dos tractos ópticos e pedúnculos cerebrais. colocada sob o pólo frontal dos hemisférios cerebrais. localizado na base dos hemisférios cerebrais.Pólo Occipital: Situa-se na porção mais caudal e dorsal. 9. 2) Pedúnculo Olfatório: Feixe pequeno e largo que liga o bulbo olfatório aos hemisférios. é a mais caudal. Os ramos dorsais são geralmente divididos em ramos medial e lateral que vão suprir os músculos e a pele da parte dorsal do pescoço e do tronco. .Pólo Frontal: Porção mais cranial e ventral. Depois de emergirem dividem-se num ramo dorsal curto e ramo ventral longo. Ao corte mediano dos hemisférios cerebrais.

Emite o ramo cutâneo cranial do antebraço. Plexo braquial: É uma cinta larga e grossa. Mediano: inerva os músculos: flexor radial do carpo. 6 2 Suíno: quatro últimos ramos ventrais cervicais e primeiro ramo ventral torácico (C a T ).digital dorsal comum II e comum III . Toracodorsal: inerva o músculo grande dorsal. Inerva os músculos: redondo maior. deltóide e braquiocefálico. Nervos peitorais: inervam os músculos peitorais superficial e profundo. profundo dos dedos. Ex: bovinos: ramo superficial do radial . 5. Está dividido num ramo proximal e num distal. Emite o ramo cutâneo medial do antebraço. porque o primeiro nervo cervical emerge entre o occipital e o atlas. constituído pelos ramos ventrais dos últimos nervos cervicais e primeiros torácicos.três últimos ramos ventrais cervicais e dois primeiros ramos ventrais torácicos (C a T ). Ulnar: está unido ao nervo mediano na sua origem e inerva o músculo flexor ulnar do carpo. bovino e cão . Radial: passa para a face lateral entre o músculo redondo maior e a porção longa do tríceps. Inerva o tríceps. o braquial. parede abdominal) os ramos ventrais dos nervos espinhais se reúnem para formar plexos ou nervos. bíceps e braquial. visando a inervação do membro torácico e parte da parede do tórax. e o distal. Subescapular: inerva o músculo subescapular. Inerva o músculo cutâneo do tronco. 8. redondo menor. subdivide-se em ramos palmares que inervam os dedos pela face palmar. O ramo dorsal inerva a face dorsolateral dos dedos e o ramo palmar se une ao ramo palmar do nervo mediano.próprios do segundo. O ramo superficial inerva os dedos e o profundo os músculos extensores. Emite ainda o ramo cutâneo lateral do antebraço. Região lombar: Os ramos dorsais inervam a musculatura dorsal do tronco e os ramos ventrais formam o . 10. Sob a porção lateral do tríceps ele se divide em dois ramos: superficial e profundo.Estão distribuídos conforme a espécie da seguinte maneira: Eqüino: C T L S Ca = 8 18 13 6 6 5 5 6 5 7 42 pares 39 pares 35/38 pares Ruminantes: Suíno: Cão: C C 8 T T C 14/15 L S 4 S S Ca = Ca = = 8 L 13 6 Ca 7 38/39 pares 4/7 8 T L 3 Região cervical: Apresenta 8 pares de nervos cervicais em todas as espécies. 3. Penetra entre os músculos supraespinhal e subescapular inervando os músculos supra e infraespinhoso. 6 7 8 Esse nervo inerva o músculo diafragma. Eqüino. Torácico longo: corre na superfície lateral do músculo serrátil ventral o qual inerva. pronador redondo e pronador quadrado. 6 1 O plexo braquial é formado pelos seguintes nervos: 1. C e C ). Obs: Todo ramo superficial divide-se em comum e este em próprio. Divide-se próximo ao carpo num ramo dorsal e num palmar. 5 1 Ovino: pelos três últimos ramos ventrais cervicais e pelo primeiro torácico (C a T ). ancôneo e o tensor da fáscia antebraquial. Musculocutâneo: inerva os músculos coracobraquial. Estas raízes apresentam conexão do simpático através de ramos comunicantes. 11. Distalmente.O nervo radial não se extende até o dedo no eqüino. Axilar: passa para a face lateral entre o músculo e a artéria subescapular. Supraespinhal ou supraescapular: é o mais cranial do plexo. e se distribuem na parede do tórax como nervos intercostais. 2. Para inervar determinados locais (membros. superficial dos dedos e profundo dos dedos (cabeças umeral e ulnar). O ramo proximal inerva o coracobraquial e bíceps. terceiro e quarto dedos. Nervo frênico: é formado pelos ramos ventrais dos dois ou três últimos nervos cervicais (C . Torácico lateral: localiza-se mais ventralmente que o anterior. 4. Pode se encontrar dividido em ramos cranial e caudal. 6. Emite o ramo cutâneo caudal do antebraço. 7. Região torácica: O número de nervos torácicos é de acordo com a espécie. 9.

Nervo glúteo caudal: origina-se dos ramos ventrais sacrais. nos ovinos e suínos (com sete vértebras lombares) está subdividido em cranial e caudal.Ramos musculares: inervam os músculos obturador interno. médio e profundo. Inerva os músculos extensores e os dedos na face dorsal. Nervo femoral: deriva-se do ramo ventral do quarto e quinto nervos lombares (L a L ). 5. e transverso do abdome. as vezes. semitendinoso e semimembranoso. Nervo isquiático ou ciático: origina-se do ramo ventral do sexto nervo lombar e do primeiro ramo ventral sacral (L a S ). Está dividido num ramo 2 4 muscular e num ramo genital. 2. pectíneo e grácil. dorsal do clitóris (fêmea) e nervos perineais profundos (macho e fêmea).FACIAL VIII .TROCLEAR V .Nervo tibial: inerva os músculos flexores e os dedos na face plantar.PLEXO LOMBAR. Ílio-hipogástrico: deriva-se do primeiro ramo ventral lombar. 1. . pectíneo. Inerva os 3 6 músculos sartório.ACESSÓRIO XII .Nervo fibular: se subdivide em superficial e profundo. O ramo profundo inerva o reto do abdome e região cutânea do escroto e prepúcio no macho ou glândula mamaria na fêmea. psoas maior e menor. Cutâneo lateral da coxa: origina-se dos ramos ventrais do terceiro e quarto nervos lombares.OCULOMOTOR IV . Inerva os obturadores interno e externo. levantador e esfíncter do ânus. Pudendo: divide-se em nervo dorsal do pênis (macho). Nervo obturatório: também origina-se do quarto e quinto nervos lombares. O ramo muscular inerva os músculos oblíquo interno do abdome e cremáster externo. destacando-se os nervos: 1. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e região subcutânea do joelho. Nervo glúteo cranial: origina-se do sexto ramo ventral lombar e do primeiro ramo ventral sacral. Ílio-inguinal: deriva-se do segundo ramo ventral lombar.ABDUCENTE VII . .TRIGÊMEO VI . PLEXO LOMBO-SACRAL: É formado pelos três últimos ramos ventrais dos nervos lombares e pelos primeiros sacrais. Divide-se num ramo superficial e num profundo.HIPOGLOSSO Macete: Onde O Órgão Têm Traumatismo A Forma Varia Grandemente Verificando-se Até Hemorragia. O ramo superficial inerva os músculos oblíquo abdominais externo e interno. Inerva o mesmo que o anterior.OLFATÓRIO II . 10. 4. Região sacral: O número varia conforme a espécie.VAGO XI . É o maior dos nervos do corpo.GLOSSOFARÍNGEO X . Estes nervos são designados da frente para trás por números romanos de I a XII e são: I . Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e glúteos superficial.ÓPTICO III . adutor e grácil.VESTIBULOCOCLEAR IX . quadríceps. Divide-se nos seguintes ramos: 5 2 . Emite o ramo cutâneo caudal da coxa. quadrado da coxa. 1. 2. Emite o ramo safeno. 3. bíceps. No cão e.NERVOS (PARES) CRANIANOS O encéfalo possui 12 pares de vias nervosas que o relacionam com órgãos periféricos sem a participação da medula espinhal que são chamados pares cranianos ou encefálicos. bíceps e semitendinoso. Retal caudal: inerva os músculos coccígeo. 4. 2. 3. Inerva os músculos: glúteo superficial. O nervo isquiático divide-se nos seguintes nervos: . porém mais para trás. O ramo genital desce pelo canal inguinal e se ramifica nos órgãos genitais externos. Gênito-femural: origina-se do terceiro ramo ventral lombar (L a L ). gêmeos.

área de dispersão periférica e principais funções conforme quadros seguintes. IV. Todos possuem fibras simpáticas. II e VIII. VII. parassimpáticas e todas contém fibras simpáticas. VI. VII. Nervos Motores: III. Nervos com fibras parassimpáticas: III. XI e XII. motoras. mistas (sensitivas/motoras). Nervos Sensitivos : I. Nervos mistos: V. união com encéfalo. . IX e X. Tipos de fibras. IX e X. emergência craniana.Estes nervos podem conter fibras sensitivas.

medial e obliquo ventral do olho. ciliar provocando miose e acomodação do olho. ventral. por um grosso feixe de fibras nervosas I .Óptico movimento dos olhos III . retos dorsal.Olfatório Mesencéfalo atrás dos corpos quadrigêmios. Músculo obliquo dorsal do olho movimento dos olhos. Forame orbitário forame orbitário ---------------------------forame redondo ---------------------------forame oval Sensitivas -------------------Sensitivas -------------------Sensitivas e parte lateral da ponte VII. facial ---------------------------gustação ---------------------------secreção lacrimal ---------------------------secreção da saliva Motoras -------------------Parassimpático Motoras Mesecéfalo . maxilar e labiais UNIÃO ENCÉFALO Bulbo olfatório Quiasma óptico EMERGÊNCIA CRANIANA Lâmina crivosa Canal óptico PRINCIPAIS FUNÇÕES Olfação Visão ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO Porção o olfatória da mucosa nasal Retina.abducente (motor ocular externo) Motoras Motoras ------------------Sensitivas -------------------Parassimpáticas borda caudal da ponte.extremidade aboral da cavidade nasal. Movimento dos olhos. ------------------------------------------------------Meninges.olho. ------------------------------------------------------Assoalho e paredes laterais da cavidade bucal. Músculos mastigadores Músculos reto lateral do olho Musculatura superficial da mímica ------------------------------------------------------2/3 apicais da língua -----------------------------------------------------glândula lacrimal -----------------------------------------------------gl. Mandibular . pálpebras.12 PARES DE NERVOS CRANIANOS NERVO TIPO DE FIBRAS Sensitivas Sensitivas II. Facial forame estilomastoide . Meninges. porção lateral do corpo trapezóide Forame orbitário abdução dos olhos exp. ------------------------------------------------------M. sublingual.Trigêmio a)Oftálmico --------------------b) Maxilar --------------------c)Mandibular Motoras VI.Oculomotor (motor ocular comum) IV – Troclear (Patético) V.borda lateral do pedúnculo Forame orbitário ---------------------------Miose acomodação Movimentos dos olhos sensibilidade da cabeça ---------------------------sensibilidade da cabeça ---------------------------movimento dos músculos mastigadores Mm. esfincter da pupila e M. . teto da cavidade bucal e cavidade nasal.

Vago --------------Sensitivas -------------Parassimpáticas medula oblonga hiato rasgado (forame lacero) XI. coração. da língua. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------faringe. pulmões e estômago) Mm. faringe e orelha média ---------------------------------------------------Músculo estilofaringeo ---------------------------------------------------glândula parótida e papilas gustativas IX. Vestibulococlear FIBRAS Sensitivas UNIÃO DO ENCÉFALO porção lateral da medula oblonga EMERGÊNCIA CRANIANA não sai do crânio PRINCIPAIS FUNÇÕES equilíbrio ----------------------------audição sensibil. traquéia e esôfago ---------------------------------------------------vísceras do pescoço. hiato rasgado (forame lacero) Motoras X. laringe. Hipoglosso Motoras Medula Oblonga canal do hipoglosso Músculos da língua . Acessório Motoras medula oblonga e primeiros cervicais hiato rasgado (fôrame lacero) Movimento da faringe e laringe ----------------------------sensibilidade da faringe e laringe -----------------------------movimento e secreção das vísceras torácicas e abdominais. faringe e reflexos viscerais ----------------------------elevação da faringe -----------------------------secreção da saliva ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO ductos semicirculares da orelha interna ---------------------------------------------------cóclea da orelha interna 1/3 caudal (base) da língua. Glossofaringeo Sensitivas --------------Motoras --------------Parassimpáticas porção cranial da superficie lateral da medula oblonga.NERVO VIII. do paladar. esternocefálico e trapézio XII. tórax e abdome (esôfago. Movimento da faringe e laringe ----------------------------movimento da cabeça e do ombro Movimentos da língua Músculos do paladar. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------M.

dos movimentos respiratórios. aumento dos batimentos cardíacos. C e T . sendo que seu corpo celular localiza-se numa estrutura periférica denominada gânglio. Devido a esse fato o simpático e também 1 chamado de sistema toracolombar. o qual é responsável pela inervação simpática das vísceras da porção caudal da cavidade abdominal e através dos nervos hipogástricos das vísceras da cavidade pélvica. Este gânglio. mas seu axônio inerva um segundo neurônio em cadeia. O SNA está dividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. O parassimpático é o sistema nervoso autônomo atuante nos processos metabólicos. Os axônios pré-ganglionares do parassimpático se originam juntamente com o III. O parassimpático que acompanha o III par craniano (oculomotor) vai até o gânglio ciliar junto ao músculo constritor da pupila. normalmente está associado ao gânglio mesentérico cranial formando o gânglio celiacomesentérico. que são definidos como uma coleção de corpos de células nervosas fora do SNC. VII. É a parte do sistema nervoso que geralmente. O mediador químico (neurotransmissor) do parassimpático é a acetilcolina. Deste gânglio partem fibras nervosas que se associam aos nervos cranianos que "levam" o simpático a todas as estruturas da cabeça. A partir desses gânglios partem os axônios pós-ganglionares até os órgãos alvos (efetores). motilidade intestinal e relaxamento do esfíncter pilórico. midríase. ao contrário o SNA têm dois nervos periféricos. Os mediadores químicos (neurotransmissor) do simpático com os órgãos alvos são a noraepinefrina e a adrenalina (catecolaminas). por exemplo. O simpático é aquele sistema nervoso autônomo atuante nas situações estressantes. 11. A partir do gânglio cervicotorácico partem os seguintes elementos que conduzem o simpático: 1 . que o comunicam com o gânglio cervical médio. O primeiro gânglio da cadeia simpática (T ) é denominado de gânglio cervicotorácico ou estrelado. 3 7 3 .2. O sistema nervoso periférico (SNP) tem um nervo cujo corpo celular se localiza no SNC e seu axônio se estende sem interrupção até o esqueleto muscular. geralmente.SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO Este sistema. chamado nervo pós-ganglionar. geralmente.11. sendo por isso chamado de sistema craniossacral. localizados próximo ao corpo das vértebras. 11. por exemplo. O primeiro denomina-se nervo pré-ganglionar. os axônios préganglionares dirigem-se para uma cadeia de gânglios paravertebrais interligados (tronco simpático). um incremento na secreção gástrica. quando ocorre a primeira sinapse com o curto neurônio pós-ganglionar. da pressão arterial. 2 . na maioria dos casos. músculo cardíaco (miocárdio) e algumas glândulas. não esta sob o controle da conciência. localizado próximo a origem das artérias celíaca e mesentérica cranial na cavidade abdominal.alça subclavia e tronco simpático.nervo vertebral dirige-se para a região cervical penetrando nos orifícios vertebrais "conduzindo" o simpático para os nervos espinhais cervicais (C a C ). tem o axônio pré-ganglionar curto e um pós-ganglionar longo. Este sistema inerva os músculos lisos. Deste gânglio prossegue o tronco simpático que na região cervical se associa ao nervo vago formando o tronco vagossimpático. A porção que segue junto com o nervo facial (VII par craniano) dirige-se até os gânglios pterigopalatino (esfenopalatino) que atua sobre a glândula lacrimal e submandibular que inerva as glândulas salivares . pois é inervada diretamente pelo nervo pré-ganglionar. tem um longo axônio pré-ganglionar e um curto pós-ganglionar. Os gânglios lombares emitem ramos até o gânglio mesentérico caudal. indo até o gânglio cervical cranial. 8 1 Os últimos gânglios torácicos originam o nervo esplâncnico maior que passa pelo músculo diafragma se dirigindo ao gânglio celíaco. de acordo com a origem anatômica de seus neurônios pré-ganglionares e no tipo de neurotransmissor na sinapse junto ao órgão alvo. Os axônios préganglionares têm sua origem na medula espinhal e saem junto com a raízes ventrais (motora) do primeiro nervo espinhal torácico (T ) até o terceiro ou quarto nervos espinhais lombares. provocando. sendo que 1 o segundo gânglio pode estar associado a ele em algumas espécies. ("prepara para briga ou para fuga").SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Também chamado de sistema nervoso visceral ou neurovegetativo. que também tem seu corpo celular no SNC.SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO O parassimpático. O sistema nervoso autônomo (SNA) difere do sistema motor somático nos órgãos alvos (efetores) e no número de neurônios no circuito periférico. Sua função principal é manter o equilíbrio do meio interno (homeostase).1. o qual emite ramos para as vísceras da porção cranial da cavidade abdominal. no interior dos órgãos alvos.ramos para o coração. A medula da glândula adrenal é uma exceção. O longo axônio pré-ganglionar 2 4 "conduz" o parassimpático até os gânglios localizados. provocando. IX e X pares cranianos e junto com os nervos espinhais sacrais de S a S . Na região retrofaríngica o tronco simpático separa-se do nervo vago. Após sua passagem pelo orifício intervertebral juntamente com os nervos espinhais. sendo por isso denominado de sistema anabólico ou vegetativo.

circulatório (coração e vasos sangüíneos) e digestivo (esôfago. visto melhor no cão e no eqüino e em menor grau nos felinos e suínos. e das vias uriníferas: ureteres. A porção externa da medula (zona intermédia) é vermelho-escuro. Em seu estado fresco contêm grande número de pontos vermelhos visíveis claramente. 2 recessos terminais tubulares entram na relativa pequena pelve renal dos pólos. 2 bordas (lateral e medial) e 2 extremidades ou pólos (cranial e caudal). dependendo da quantidade de sangue no seu interior.Organização macroscópica do parênquima renal: Pode ser melhor visualizada com uma secção através dos pólos e do hilo renal. Os rins. 1RINS São glândulas excretórias pares que eliminam continuamente os produtos residuais do sangue. quase púrpura. Devido a sua inserção frouxa é facilmente removível. Geralmente estão acomodados com sua superfície dorsal nas pirâmides do diafragma e fáscia ilíaca que cobre a musculatura psoas e estão seguros neste local por tecido conjuntivo e gordura. os corpúsculos renais. Pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano) vai até o gânglio ótico responsável pela inervação parassimpática da glândula salivar parótida. o parassimpático. 1. sendo que o mesmo. como no bovino. Este tipo de rim é denominado de composto ou lobulado. O parênquima é dividido dentro de uma camada mais externa. BEXIGA E URETRA: Os órgãos do sistema urinário consistem dos rins que excretam a urina. intestino delgado. reconhecer a lobulação quando o parênquima do rim seccionado é examinado. A fusão completa do tecido cortical e medular dos lóbulos vizinhos resulta num rim com uma superfície lisa. Cápsula renal: é uma membrana de tecido conjuntivo frouxo que envolve os rins. útero e vagina ou glândulas genitais acessórias. sendo importante órgão de eliminação. Regulam o equilíbrio hidro-eletrolítico do organismo. A córtex é marrom-avermelhada e têm aparência granular. Os rins mais primitivos eram compostos de muitas unidades separadas. o ureter e linfáticos renais. com certa variação flui continuamente em grande quantidade através dos rins. Borda medial: apresenta o hilo renal que é o local onde penetra a artéria renal e saem à veia. Desta forma o rim primitivo lembra um cacho de uva com o ureter representando o talo. . hipotalâmicos e do córtex cerebral. bexiga e pênis ou clitóris). Coloração: varia de marrom-avermelhado para vermelho escuro. sendo uma modificação brusca do córtex. O hilo se dirige para dentro de um recesso que se situa no centro do rim que é o seio renal e contém a pelve renal . a influência de núcleos cerebelares. especialmente sobre o controle das funções viscerais. a papila renal. Cada unidade ou lóbulo consistia de um córtex como capa envolvendo uma base e lados de uma medula em forma de pirâmide. Nos mamíferos domésticos. traquéia. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA URINÁRIO: RINS. O rim direito situa-se junto às três últimas costelas e o esquerdo entre a décima oitava costela e a terceira apófise transversa das vértebras lombares (no eqüino). O bordo medial do rim direito está relacionado com a veia cava caudal e o do rim esquerdo com a aorta. fígado e parte do intestino grosso).mandibular e sublingual. Tanto o simpático como o parassimpático sofrem. Raios medulares: são prolongações da base das pirâmides em forma de raios para dentro do córtex. Esta coleta a urina e como um funil leva esta para dentro do ureter. estômago(s). vermelha acinzentada e demonstra distintas estriações radiais. pálida que é a córtex e uma camada mais interna e escura que é a medula. Fusão cortical incompleta resulta num rim que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. bronquios e pulmões). O ápice da pirâmide. Situação: na área lombar do plano médio direito e esquerdo. portanto. A porção parassimpática que acompanha o nervo vago (X par craniano) atua sobre as vísceras dos sistemas respiratório (laringe. resultando em um rim uniforme e compacto. No córtex é que estão localizados os glomérulos ou corpúsculos renais. bexiga e uretra. particularmente se seguirmos o curso dos vasos interlobulares. também. está inserida numa peça terminal em forma de cálice de um ramo do ureter que é o cálice renal. A borda lateral é convexa e a medial côncava. URETERES. as camadas cortical e medular dos lóbulos estão fundidas em vários graus. Pela porção sacral. No eqüino. São capazes também de remover substâncias estranhas do sangue. no entanto. São retroperitoniais em posição e cobertos com peritônio na superfície ventral com face para cavidade abdominal.Pelve renal: é a extremidade dilatada do ureter que se localiza dentro do seio renal. líquido que deve ser expulso diária e periodicamente. os quais transportam esta para o exterior. possuem um controle considerável e influência regulátoria sobre o sangue.1. Forma: apresentam basicamente a forma de um grão de feijão. sendo exceção o rim direito do eqüino que é em forma de coração. É possível. através dos nervos pélvicos atua nas vísceras da cavidade pélvica (reto. A porção mais interna (zona basal) é brilhosa. As artérias e veias renais chegam destes grandes vasos em frente aos rins e passam para estes em um curto trajeto. O rim direito é alguma coisa mais cranial que o esquerdo. Os rins apresentam 2 superfícies (dorsal e ventral). mantendo assim as pressões osmóticas sangüínea e tecidual normais.

apresentam uma única papila que forma a crista renal. # No bovino não existe pelve renal de modo que os cálices maiores se esvaziam diretamente no ureter. mas mantém papilas individuais que eliminam urina dentro de cálices menores. mas no animal obeso pode envolvê-lo completamente. Suínos: Apresenta fusão parcial dos lóbulos renais. Cálice menor renal: são pedúnculos curtos em forma de taça que circundam a papila renal.Colunas renais: são prolongações do córtex entre as bases da pirâmide em direção ao seio renal. Os eqüinos. Apresentam papilas individuais que se projetam em um cálice menor e estes se continuam com o ureter. Cada artéria interlobular dá origem a muitos ramos que irrigam glomérulos individuais (arteríolas aferentes).Dependendo da espécie e das condições dos animais. Suprimento sangüíneo: Cada rim é suprido por uma artéria renal que é um ramo da aorta abdominal. A artéria renal se divide em várias artérias interlobares que acompanham as divisões. É bem desenvolvida nos suínos e ruminantes. Inseridos ao lado da cavidade da pelve renal estão um número de recessos dentro dos quais se projetam colunas de tecido renal denominada de pseudopapila que quase divide cada recesso. que se curvam sobre as bases das pirâmides. Forma: De um feijão achatado. . Crista renal: é uma crista côncava que se projeta para o interior da pelve renal na porção central interna da medula. COMPARADA: Bovinos: Apresentam um rim mais primitivo que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. A pelve coleta a urina que vem de todos os forames papilares e como um funil leva esta para dentro do ureter. os rins são embebidos numa massa de gordura peri-renal de espessura variável. . Esta ajuda a proteger o rim e a mante-lo na posição. Pirâmide renal: prolongação da medula entre os vasos até a periferia onde forma a base desta. Ovinos e carnívoros: Como os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal . As pequenas arteríolas eferentes deixam o corpúsculo também no polo vascular e imediatamente entram na rede capilar ao redor dos túbulos urinários adjacentes. Uma única papila de base larga forma a crista renal que está intimamente associada à região expandida do ureter que é a pelve renal. Os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal ou unilobular. Papila renal: é o ápice da pirâmide renal que se dirige para o centro do rim. O rúmen puxa este em direção caudal e sobre o plano médio. ficando o rim esquerdo caudal ao rim direito em contato com o cólon espiral. Uma ou mais pirâmides se juntam para formar uma papila que é a porção apical e arredondada da pirâmide que faz saliência em um cálice menor. As artérias e veias interlobares ascendem através do córtex em fendas estreitas entre recessos vizinhos. Dão origem a ramos conhecidos como artérias arqueadas. sua superfície externa é lisa. na pelve renal e desta no ureter. Usualmente esta não envolve o rim ventralmente. A pelve renal está ausente devido à falta de fusão dos lóbulos. ambas consistindo de uma cavidade comum a qual recebe a crista renal. Daí a urina desemboca nos cálices maiores. Cada arteríola aferente entra no corpúsculo renal no polo vascular e se divide num agrupamento de alças capilares que é o glomérulo. Organização macroscópica do parênquima renal dos mamíferos domésticos. decorrente de uma fusão incompleta do córtex renal. Diferenças entre as espécies. Alguns autores não consideram a presença de cálices maiores. O felino sempre teve um lobo. Forma: de um grão de feijão. A crista é constituída de papilas renais fusionadas. ou cálice maior. pequenos ruminantes e caninos apresentam um único lobo que se formou pela fusão de vários lobos durante o desenvolvimento. em menor quantidade nos carnívoros. antigas ou existentes. A base é formada pelos túbulos renais e está coberta pelo córtex. O ápice esta na pelve renal e forma a papila renal. onde a urina é eliminada dentro da pelve renal e daí para o ureter. Rim com aparência lobulada. Essas por sua vez dão origem a numerosas artérias interlobulares que irrigam unidades ou lóbulos em que o córtex é dividido pelos raios medulares. e mínima nos eqüinos. TABELA 4. Apresenta numerosos orifícios pequenos onde se abrem os tubos papilares renais no interior da pelve renal e por esse motivo esta superfície é denominada de área crivosa. São planos e com superfície lisa. Situação: Devido à presença do rúmen o rim esquerdo dos ruminantes é penduloso e quase inteiramente envolvido por peritônio. A união dos ápices das pirâmides renal vai formar a crista renal. O rim do felino é diferenciado macroscopicamente pela presença de veias capsulares. Apresentam pirâmides individuais nas quais suas papilas renais se projetam para dentro de um cálice renal menor localizado na extremidade de um ramo do ureter cranial ou caudal. * Os rins dos bovinos e dos suínos são multipiramidais ou multilobulares. Estes vasos são salientes em cortes macroscópicos dos rins. porque durante o seu desenvolvimento houve a fusão de vários lobos. A pelve renal dos caninos é muito similar a dos pequenos ruminantes. entre as pirâmides renais na junção corticomedular.

Quando o cordão umbilical se rompe no nascimento este se degenera ao longo de seu curso intra-abdominal. . Capacidade: de 3 a 4 litros. O comprimento do trajeto intramural protege contra o refluxo de urina para o ureter. O ângulo corresponde aos ureteres e uretra. O orifício uretral interno é o vértice do trígono. A extremidade proximal do ureter divide-se em pelve renal nos eqüinos. No macho. Quando vazia ou contraída recua especialmente no eqüino dentro da cavidade pélvica em vários graus. Após penetrar a camada muscular. Após o nascimento servem para suportar a bexiga. especialmente nos animais jovens. Surgem no hilo do rim e curvando-se caudalmente em direção a entrada pélvica e assumem um curso levemente convexo (medial) e retroperitonial. devido a curta prega genital está em contato com o reto e desta forma é mais facilmente palpada retalmente. Estrutura: A parede da bexiga consiste de uma cobertura de peritônio.ORGANIZAÇÃO MACROSCÓPICA TIPO DE RIM URETER PELVE RENAL CÁLICES MAIORES CÁLICES MENORES PAPILA RENAL CRISTA RENAL BOVINOS 1. Durante a vida intra-uterina estão relacionados funcionalmente as estruturas embrionárias. O peritônio cobre somente as superfícies expostas. Duas pregas convergentes (pregas uretéricas) se continuam caudalmente além dos orifícios e após se encontrarem no plano médio se continuam como crista uretral que se projeta para dentro da uretra e termina no macho como colículo seminal. quando a pressão se encontra elevada dentro da bexiga. O úraco é um tubo que conecta a bexiga primitiva com o saco alantóide do feto e este está incluído no cordão umbilical. se continuam por uma curta distância na submucosa produzindo duas cristas no interior denominadas de colunas uretéricas. Quando cheia apresenta forma ovóide e localiza-se na cavidade abdominal. Além do ápice vesical apresenta um colo que é a porção estreita que leva para dentro da uretra e um corpo que é a porção média. uma vez que a resistência é superada por contrações peristálticas. Na fêmea está relacionada dorsalmente ao útero e ligamento largo. A bexiga apresenta uma extremidade cranial cega que é o ápice vesical. onde se encontra uma pequena projeção. Penetram na parede dorsal da bexiga em um ângulo agudo perto do colo no chamado trígono da bexiga.BEXIGA É um órgão capaz de grande distensão e quando necessário é capaz de estocar grande quantidade de urina. Não impede o posterior enchimento da bexiga.1 SUÍNOS EQÜINO CARNÍVOROS E PEQUENOS RUMINANTES UNIPIRAMIDAL SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM MULTIPIRAMIDAL MULTIPIRAMIDAL UNIPIRAMIDAL SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM 2.1. que é resquício da porção caudal do úraco. sobre uma área triangular. Formato: quando vazia tem formato piriforme e localiza-se na cavidade pélvica. uma capa muscular e uma membrana mucosa. antes de terminar em seus respectivos orifícios uretéricos que se apresentam como fendas.1. As porções da bexiga não revestidas são cobertas com tecido conjuntivo que é a adventícia Os ureteres entram na bexiga na superfície dorsal e passam através da parede em ângulo agudo. 3. carnívoros e suínos ou em cálices maiores nos ruminantes. Trígono da bexiga: é uma modificação da túnica mucosa dorsalmente na proximidade do colo.URETERES É um tubo estreito que conduz a urina em um fluxo contínuo da pelve renal para bexiga. Ligamentos Existem dois ligamentos laterais e um ligamento médio.

e somente uma pequena prega mediana entre o assoalho pélvico e a superfície ventral da bexiga se mantém. Na vaca e na porca abre-se junto com o divertículo suburetral. Este último na fêmea localiza-se no assoalho do trato genital na junção da vagina e vestíbulo e no macho localiza-se na extremidade do pênis. Nos carnívoros esta não se degenera muito e vai no adulto para o umbigo como uma estreita prega falciforme. na extremidade do pênis. 4. Apresenta uma porção pélvica que se estende no assoalho da cavidade pélvica. 2. Estes ligamentos chegam da parede pélvica lateral e se estendem medialmente para os lados da bexiga. No colículo os ductos genital e urinário do macho se unem. portanto é parte integral dos sistemas genital e urinário. . Relações da uretra: Do macho: relaciona-se com o reto e com as glândulas genitais acessórias. Do colículo para o orifício uretral externo. mas no macho onde esta associação é muito mais pronunciada há também estrita relação funcional. No recém-nascido somente a porção caudal das artérias se mantém e suas pregas suportes tornam-se ligamentos laterais da bexiga quando esta se torna funcional.1. A porção esponjosa localiza-se no interior do pênis. apresentando aberturas das glândulas genitais acessórias. 3. Locais potenciais de formação e obstrução das vias urinárias por cálculos: na fêmea na bexiga e no macho na uretra. Ambas uretras do macho e da fêmea estão associadas anatomicamente com os órgãos genitais. e assim é parte integral dos sistemas genital e urinário. Ligamento redondo: São as bordas craniais livres dos ligamentos laterais e são formados pelas artérias umbilicais de parede grossa. é extrapélvica e está coberta pelo corpo esponjoso do pênis. a uretra do macho conduz tanto os produtos de secreção das glândulas genitais acessórias. A uretra do macho conduz tanto o sêmen como a urina e. como espermatozóides e urina. Da fêmea: relaciona-se dorsalmente com a vagina e ventralmente com a sínfise pélvica. A maioria deste se degenera com o úraco após o nascimento.URETRA É um tubo muscular na qual a urina é removida da bexiga. A urina entra no orifício uretral interno e sai no orifício uretral externo. diferindo marcadamente entre os dois sexos. Ligamento lateral da bexiga: São puxados para fora pré-natalmente como pregas vasculares pelas grandes artérias umbilicais que passam da entrada pélvica para o umbigo da cada lado do plano médio. Ligamento médio da bexiga: na vida pré-natal é a prega que sustenta o úraco e se estende ao longo da parede abdominal ventral da pelve para o umbigo. A porção pré-prostática da uretra do macho que é homóloga a uretra feminina é curta e se estende do óstio uretral interno ao colo da bexiga para o colículo seminal.