1.

CONSIDERAÇÕES GERAIS A anatomia é um ramo do conhecimento que estuda a forma, a disposição e a estrutura dos componentes dos seres vivos. O termo, de origem grega, literalmente significa “cortar fora”, por isso a dissecação do cadáver ser um meio tradicional de estudá-la, além de primordial. Anatomia macroscópica é o estudo das estruturas que podem ser dissecadas e observadas a olho nu. Divisão da anatomia: anatomia especial e anatomia comparada. A anatomia especial é aquela que compreende o estudo de uma única espécie. A anatomia comparada compara uns indivíduos com outros de espécies diferentes e descobre as analogias e diferenças de organização existente entre eles. A anatomia apresenta as seguintes subdivisões: Osteologia Sindesmologia Miologia Neurologia Angiologia Esplancnologia Estesiologia Médico Cirúrgica Artística ou escultural

Sistemática Descritiva Normal 1.1 Anatomi a Topográfica ou Regional Microscópica ou Histológica Patológica Teratológica Desenvolvimento Filogênica

A Anatomia normal estuda os indivíduos que gozavam de bom estado de saúde, antes do abate ou sacrifício e está dividida em descritiva e microscópica ou histológica. Anatomia descritiva: é a que estuda sucessivamente, os diferentes órgãos. Descrever um órgão é informar o seu nome, sua situação, sua forma, seu volume, peso, cor, consistência, relações e a disposição relativa de suas diferentes partes, quando subdividido. Anatomia microscópica ou histológica (geral): estuda as estruturas e seus detalhes invisíveis a olho nu com o uso da microscopia óptica e eletrônica. A Anatomia descritiva está dividida em sistemática e topográfica ou regional. A Anatomia sistemática: estuda grupos de órgãos que estejam tão estreitamente relacionados em suas atividades que constituem os sistemas corpóreos com função comum. Ex. sistema muscular, nervoso e circulatório. O estudo da Anatomia sistemática está subdividido nas seguintes partes: Osteologia: estuda os ossos que compõem o esqueleto. Sindesmologia: estuda as articulações, que são os meios de uniões entre os ossos. Miologia: estuda os músculos, que são os elementos ativos do movimento. Neurologia: é o estudo do sistema nervoso. Este sistema está subdividido em central e periférico. Angiologia: estuda o coração e vasos (artérias, veias e linfáticos) por onde circula o sangue e a linfa encarregados de nutrir e drenar todos os tecidos do corpo. Esplancnologia: estuda as vísceras que compõem os sistemas localizados no interior do corpo do animal. Ex.: sistemas respiratório, digestório, urinário, etc. Estesiologia: estuda os órgãos que se destinam a captação das sensações como o olho, orelha, papilas gustativas, etc. A pele e seus anexos são estudados no Sistema tegumentar. As glândulas de secreção interna são estudas no Sistema endócrino ou juntamente com os sistemas que estão relacionadas funcionalmente. Por exemplo, a hipófise no sistema nervoso, o testículo no sistema genital masculino, etc. Anatomia topográfica ou regional: é a que está diretamente envolvida com a forma e as relações de todos os órgãos presentes numa região específica ou parte do corpo dos seres vivos. Os conhecimentos da anatomia topográfica são empregados na clínica e cirurgia (médico cirúrgica) e nas belas artes (artística ou escultural). Anatomia patológica: estuda as alterações do estado normal dos órgãos quando animal adoece ou seus componentes funcionam mal.

Anatomia teratológica: é a que estuda o desenvolvimento anormal, vícios de conformação compatíveis ou não com a vida. Ex. animal com duas cabeças. Anatomia do desenvolvimento: estuda as fases pelas quais os organismos passam desde a concepção, o nascimento, a juventude, a maturidade até a idade avançada. A embriologia estuda o desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do oócito até o nascimento. Anatomia filogênica: é o estudo das transformações da espécie no tempo. Por exemplo o ancestral do cavalo possuía cinco dedos e o atual apenas um.

1.2. HISTÓRICO A história da anatomia engloba um lapso de tempo que supera o cálculo humano. Sua origem se perde na pré-história. Consideramos na história da anatomia cinco épocas: vulgar, Escola de Alexandria, de Galeno, de Vesálio e atual. Época vulgar: caracterizou-se por um desconhecimento quase completo dos seres vivos. Conhecimentos elementares e incompletos integram a doutrina anatômica dessa época. O espirito observador de alguns, se consagrando por sacrificar e desarticular os animais empregados na alimentação humana gerou os conhecimentos da época. Escola de Alexandria: no século III a.C., foi celebre a grandiosa biblioteca e o museu, existente na cidade de Alexandria, para onde convergiam homens eminentes, estudiosos de todas as ciências. Neste grande centro cultural estudou-se a anatomia em condições vantajosas, graças aos trabalhos de dissecações realizadas em animais de várias espécies. Época de Galeno: Galeno nasceu em Bérgamo, que compartilhava com Alexandria o conhecimento da época, no ano 131 de nossa era. Foi um grande médico, porém o espírito religioso do período, o privou, de ensinamentos adquiridos em cadáveres humanos. Como viajante incansável percorreu extensos territórios, praticou dissecações em muitas espécies de animais descobrindo novos tipos de organizações, até conseguir formar a escola médica. É considerado o criador da anatomia comparada. Devido ao espirito religioso da época, tido como todo poderoso, nenhum descobrimento anatômico humano novo se incorporou aos de Galeno e assim passaram-se 14 séculos. Época de Vesálio: em 1543, André Vesálio, publicou pela primeira vez seu memorável trabalho “De humani corporis fabrica” (sobre a estrutura do corpo humano), sendo caracterizado como o primeiro livro de anatomia humana realmente exato, pois, era dito popular da época “é melhor equivocar-se com Galeno do que acertar com outros”. Vesálio que lecionava na Universidade de Pádua, tinha apenas 29 anos quando apresentou uma anatomia sistemática baseada não na fé ou em analogias da anatomia animal de Galeno, mas em estudos de dissecações do cadáver humano. André Vesálio foi considerado o restaurador da obra de Galênica e o verdadeiro fundador da anatomia humana. Época Atual: os descobrimentos, a partir daí se sucederam vertiginosamente. Com o descobrimento do microscópio, surgem investigações anatômicas de grande alcance. Em nossos dias são utilizados meios complementares, além do bisturi e pinças, como o uso do raio-X (anatomia radiológica), ultra-sonografia, microscopia de varredura, entre outros. 1.3. NOMENCLATURA ANATÔMICA Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria. O conjunto de termos empregados para designação e descrição de um organismo ou suas partes denomina-se nomenclatura anatômica. Foi realizado em Paris, em 1955, um Congresso de Anatomia, visando uma uniformização internacional da nomenclatura anatômica. Foi escrita em latim com a permissão de cada nação traduzi-la para sua língua. Em 1968, foi publicada em Viena, pela Comissão Internacional de Nomenclatura Veterinária, sob responsabilidade da Associação Mundial de Anatomistas Veterinários, a Nomina Anatômica Veterinária (NAV); essa nomina é periodicamente revista, sendo a quarta em 1994, e tentaremos usá-la de forma permanente neste trabalho. É escrita em latim e pode ser traduzida para a língua do profissional que a emprega, por exemplo, o latim hepar torna-se fígado em português, higado em espanhol, liver em inglês, foie em francês e leber em alemão. 1.4. POSIÇÃO ANATÔMICA Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode variar, convencionou-se uma posição padrão (posição anatômica). Para os animais quadrúpedes, a posição anatômica é aquela em que o animal está com os quatro membros em estação (de pé) e alerta. Esta posição é diferente da posição anatômica humana. Quando descrevemos um órgão, não interessando se o cadáver está sobre uma mesa, por exemplo, sempre temos em mente a posição anatômica. 1.5. PLANOS PARA O CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES Plano é uma superfície, real ou imaginária, ao longo da qual dois pontos quaisquer podem ser unidos por uma linha reta. Na posição anatômica o corpo pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, formando uma figura geométrica, um paralelepípedo. Assim, tem-se os seguintes planos: a) Dois planos verticais: um tangente a cabeça, plano cranial e outro tangente a cauda, plano caudal.

b) Dois planos verticais tangentes de cada lado do corpo, planos laterais direito e esquerdo. c) Dois planos horizontais, um tangente ao dorso, plano dorsal e outro à palma das mãos e planta dos pés o plano podálico. O tronco isolado é limitado inferiormente, pelo plano que tangencia o ventre denominado plano ventral. Os planos descritos anteriormente são de delimitação, porém existe também os planos de secção: 1) Plano mediano: é o plano que divide o corpo em duas “metades” direita e esquerda. 2) Planos sagitais ou paramedianos: são todas as secções do corpo feitas por planos paralelos ao mediano (corte sagital). 3) Plano transversal: é o plano de secção perpendicular ao plano mediano no sentido dorso-ventral. 1.6. EIXOS DO CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES São linhas imaginárias traçadas no animal considerando sua inclusão no paralelepípedo. Os principais são: a) Eixo longitudinal – crânio-caudal: unindo o centro do plano cranial ao centro do plano caudal. b) Eixo vertical – dorso-ventral: unindo o centro do plano dorsal ao centro do plano ventral. c) Eixo transversal - latero-lateral – unindo o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo. 1.7. TERMOS ANATÔMICOS GERAIS QUE INDICAM A POSIÇÃO (LOCAL) E DIREÇÃO DAS PARTES DO CORPO DOS ANIMAIS: 1) Cranial e Caudal – expressões usadas para indicar na direção ou maior aproximação da cabeça ou da cauda. 2) Dorsal e Ventral – na direção ou relativamente próximo ao dorso ou ao ventre (abdome) do animal respectivamente. O termo ventral nunca deve ser usado para membros. 3) Lateral e Medial – estrutura distante ou afastada do plano mediano e na direção ou relativamente próximo ao plano mediano respectivamente. 4) Rostral – na direção ou relativamente próximo ao focinho (rostro-nariz) do animal, usado somente para a cabeça. 5) Proximal e Distal – proximal relativamente próximo à raiz ou origem principal e distal afastado da raiz, utilizado para membros e cauda. 6) Axial e Abaxial – as estruturas que ficam próximas ao eixo central de um dedo central, ou próximo ao eixo do membro se passarem entre os dois dedos são ditas axiais e as que estão à distância do eixo de referência estão em posições abaxiais (ab, fora de). 7) Interno e Externo; Superficial e Profundo – têm o significado usual dos termos. 8) Parietal e Visceral - parietal refere-se a face da estrutura que em direção a parede da cavidade e visceral quando na direção das outras vísceras. 9) Cortical e Medular – o primeiro significa a camada externa e o segundo a interna de alguns órgãos como rins, adrenal, etc. 10) Nos membros usamos para a mão – Dorsal e Palmar – e para o pé – Dorsal e Plantar - para designar características localizadas em cima ou abaixo dos mesmos. 1.8. CONSTITUIÇÃO GERAL O corpo dos vertebrados tem como unidade anatomofuncional a célula. Um conjunto de células da mesma natureza forma um tecido. A reunião de um vários tecidos forma um órgão. Diversos órgãos reunidos podem formar um sistema ou aparelho. 1.9. DIVISÃO DO CORPO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Corpo divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. O esquema seguinte apresenta as principais partes do corpo:

Cabeça Pescoço Tronco Tórax Abdome Pelve Raiz Divisão do Corpo Membros Anteriores ou Torácicos Parte Livre Ombro Braço Antebraço Mão (palma e dorso Quadril Coxa Perna

Raiz Posteriores, Pélvicos ou Pelvinos

Parte Livre

. coloração e forma variáveis e que.. mas após....... ..... O endósteo é uma fina membrana fibrosa que envolve internamente o canal medular dos ossos longos. que lembra até certo ponto. O tecido ósseo está formado por substância compacta densa. A medula óssea ocupa os interstícios dos ossos esponjosos e a cavidade medular dos ossos longos... uma esponja marinha e esta localizada nas extremidades dos ossos... com exceção dos pontos onde há atrito (articulações) bem como... Mantém a capacidade osteogênica. local de armazenamento de íons Ca e P (durante a gravidez a calcificação é feita.. Existem outras divisões como metameria.. como o coração....... Antimeria é cada uma das metades divididas pelo plano médio........ sustentação e conformação do corpo..... nos locais de inserção de ligamentos e músculos. OSTEOLOGIA Em sentido restrito e etimologicamnte. Eutheria (Monodelphia-Placentalia) Boi Cabra Cão Cavalo Gato Ovelha Porco Ordem Artiodactyla Artiodactyla Carnivora Perissodactyla Carnivora Artiodactyla Artiodactyla Subordem Ruminatia Ruminatia Fissipedia Hippomorpha Fissipedia Ruminatia Suiformes Família Bovidae Bovidae Canidae Equidae Felidae Bovidae Suidae Subfamília Bovinae Caprinae Equinae Caprinae - Gênero Bos Capra Canis Equus Felis Ovis Sus Espécie taurus hircus familiaris caballus domestica aries scrofa 2. Existe duas variedades de medula nos adultos: a vermelha e amarela. Por sua vez os ossos são definidos como peças rijas. endósteo.... vasos e nervos.. no todo ou em parte....3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS Os ossos constam de matéria orgânica e inorgânica na proporção de 1:2 aproximadamente.... constituem o esqueleto..... Nos animais jovens só existe a medula vermelha.. A matéria animal (orgânica) proporciona ao tecido ósseo solidez e elasticidade e a natural (inorgânica) dureza. menos densa... Podemos definir o esqueleto como o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço do corpo animal e desempenhar várias funções... em grande parte pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno) e. 2. dentre elas podemos citar: proteção para órgãos moles.. Mammalia Subclasse ..... em conjunto..... finalmente. pulmões... medula óssea... paquimeria e estratimeria. local de produção de certas células do sangue.10. O periósteo é uma membrana fibrosa que reveste a superfície externa dos ossos.. em adultos... é o estudo dos ossos.11.. Vertebrata Classe .. formando um emaranhado.. SITUAÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NO SISTEMA ZOOLÓGICO Os animais domésticos se encontram assim distribuídos no sistema zoológico: Ramo .. sendo reativada no processo de reparação de fraturas.... dentro da qual se acha disposta a substância esponjosa... etc. mas considerados como órgãos..Pé (planta e dorso) 1...... PRINCÍPIOS GERAIS DE CONSTRUÇÃO CORPÓREA NOS VERTEBRADOS O corpo dos animais domésticos é constituído segundo alguns princípios e fundamentos que prevalecem para os vertebrados... A medula vermelha contém vários tipos de células características e é uma substâncias formada de sangue.. de número....... enquanto a amarela está constituída quase que totalmente de tecido adiposo.. apresentam ainda periósteo. 2.4 ESTRUTURA DOS OSSOS Os ossos constam principalmente de tecido ósseo..2 FUNÇÕES DO ESQUELETO O esqueleto desempenha várias funções vitais ao organismo animal.. 1........... 2... sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento do corpo. Em sentido mais amplo inclui o estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos. ela é substituída na cavidade medular pela medula amarela. com eles formando um todo... o esqueleto. sistema nervoso central...

Ossos do crânio. etc.: do úmero. depressões. Cristas: (saliências estreitas e alongadas) Ex. etc. etc. desenvolvidos no parênquima de alguma víscera ou órgão. do talus. de volume variável. Ex. largura e espessura) sobre as outras duas. sendo assim ele divide-se em: Esqueleto axial: é o eixo principal do corpo. São os que apresentam comprimento e largura equivalente. Tróclea: (segmento de polia) Ex.279 Canino 302 . costelas e esterno. 2. Por esta razão.: do fêmur. esfenóide. Os ossos. As artérias do periósteo penetram no osso. Depressões articulares: Cotilóide: (forma esferóide. etc. podemos notar que a superfície externa dos ossos apresentam uma grande variedade de eminências. não apresentam forma geométrica definida. seja pelo fato de se apresentarem com desenvolvimento lento e contínuo. desprovido de seu periósteo.: processo odontóide do axis. Cabeça: (segmento de esfera) Ex.: da tíbia. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seios. etmóide. são altamente vascularizados. da costela. coluna vertebral. são exemplos demonstrativos.: tuberosidade deltóide do úmero. temporais. o corpo (diáfise). protuberância occipital externa. Ossos curtos: São aqueles que apresentam equivalência das três dimensões. o osso deixa de ser nutrido e morre. etc. Os osso longos apresentam duas extremidades (epífises).: ossos do carpo e tarso.: o osso do coração do bovino.7 NÚMERO DE OSSOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Eqüino Bovino 199 . os membros anteriores e posteriores.: espinha da escápula Linhas: (espécie de cristas. frontal nasal e outros como a escápula e o osso do quadril.5 MORFOLOGIA DOS OSSOS É uma classificação baseada na forma. rasa) Ex. 2. côndilo e tróclea. uma porção intermediária. Depressões não articulares: . Ossos “esplâncnicos”: Desenvolvem-se em órgãos moles. ulna. uma proximal e outra distal.Vasos e nervos: os ossos de uma maneira geral são ricamente vascularizados e inervados. úmero. maxilar e esfenóide. do úmero.305 2. seja devido a função hematopoiética. Ex. onde promovem uma mudança de direção sobre proeminências que exerceriam pressão e fricção excessivas sobre os tendões.: parietal. Ex. do temporal. do pênis do canino. irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea. etc. oca. Côndilo: (segmento de cilindro) Ex. A artéria nutrícia penetra no forame nutrício para o interior do osso distribuindo-se em sentido proximal e distal. Definidas estas três expressões.206 Suíno 272 .: do fêmur. estando formado pela cabeça. oca. Exemplos típicos são os ossos dos membros: fêmur. pouco elevadas e pouco salientes) Ex. tíbia. como parietal. Ex. isto é. bem como. etc. Esqueleto apendicular: está formado pelos apêndices locomotores. Ossos irregulares: Apresentam uma morfologia complexa. os ossos em que o comprimento era maior que a largura e espessura.8 ACIDENTES ÓSSEOS As principais partes descritivas de um osso. apresentam sempre canal medular.: frontal. são as faces.209 203 .: na escápula. Ossos pneumáticos: Apresentam uma ou mais cavidades. Antigamente. não se articulando com os demais ossos. tomando-se em consideração a predominância de uma das dimensões (comprimento. Tuberosidade ou protuberância: (saliências mais ou menos obtusas) Ex. Tubérculo: (menos acentuado que a protuberância) Ex.6 DIVISÃO DO ESQUELETO O esqueleto resulta da armação dos ossos entre si.: da mandíbula. Tanto as saliências como as depressões podem ser articulares ou não articulares. Os ossos pneumáticos situam-se no crânio. Esqueleto “visceral”: constam de ossos. Saliências articulares: cabeça. assim como perfurações.205 TOTAL Ovino 200 . sem apresentarem canal medular (costelas) eram classificados como ossos alongados. Saliências não articulares: Processo ou apófise: (é um termo para designar uma eminência) Ex. profunda) Ex. facial. processo espinhoso das vértebras. bem como. do occipital.: as vértebras. 2. Ossos sesamóides: São encontrados dentro dos tendões. revestidos de mucosa e contendo ar. Glenóide: (forma ovóide. Espinhas: (saliências mais o menos pontudas) Ex.: osso do pênis do cão e gato e osso cardíaco do coração dos ruminantes. rádio. não se articulando com nenhum outro osso. Ex.: nas vértebras torácicas. bordas e ângulos. Ossos planos: Expandem-se em duas direções. Assim classificam-se em: Ossos longos: Neste caso o comprimento apresenta-se consideravelmente maior que a largura e a espessura.

3 ESQUELETO AXIAL 3. A face endocraniana apresenta: .Forame magno  localizado entre os côndilos serve de entrada para a medula espinhal.: fissura palatina. ventralmente na cabeça. Está dividida em crânio e face.Zigomáticos 2 . largamente abertas) Ex. Seios: (cavidades situadas na espessura do osso) Ex. situados na junção do occipital com os ossos temporal e esfenóide. .2. Os referidos forames estão unidos no eqüino (forame jugulacerado ou hiato rasgado).Protuberância occipital interna .Maxilares 4 .Fossa condilar ventral  depressão localizada próximo aos côndilos na porção basal do osso. . Hiato: (abertura de contorno irregular) Forame: (abertura de contorno regular) Ex.Chanfradura: (desbastamento da borda de um osso) Ex. é constituída pelos seguintes ossos: 2 . por onde emerge do crânio o nervo hipoglosso (XII par craniano) .Côndilos do occipital  se articulam com o atlas (1ª vértebra cervical) . Goteiras: (quando em semicanal) Ex. é formado por ossos planos e esses concorrem para a formação da cavidade craniana.1 OCCIPITAL É o mais caudal dos ossos do crânio.Hióide Crânio: é a porção mais caudal. Apresenta para descrição duas faces uma exocraniana (externa) e uma endocraniana (interna). Canais: (depressões rasas e curtas) Ex.Parietais 1 .Mandíbula 1 . Fossa: (escavações extensas. etc.Occipital 1 . que vai proteger parte do sistema nervoso central o encéfalo.Etmóide 2 .: canal alar. A face exocraniana apresenta os seguintes acidentes ósseos: .Pterigóides 1 .Incisivos 2 .2 OSSOS DO CRÂNIO 3. maxilar.Forame lácero (mais rostral) e forame jugular (mais caudal).: no úmero. Porção basal: lembra a continuação da coluna vertebral.: forame magno do occipital. .Interparietal 2 .: da mandíbula.Base do occipital ( porção basilar) em contato com o esfenóide.Nasais 2 .Cornetos 1 .Porção basilar do occipital  se une com o osso esfenóide. Impressões digitais: (cavidades que parecem produzidas por pressões dos dedos) Ex.Temporais Porção dorsal: forma o teto e parte das paredes laterais da cavidade craniana. estando formado pelos seguintes ossos: 1 . .Vômer 2 .Impressões digitais . .Canal do hipoglosso  situado na fossa condilar.Processos paracondilares (jugulares)  projeções pares localizados próximos aos côndilos que servem para fixação de músculos.Protuberância occipital externa  situada na linha média. Está dividido em porção basal e porção dorsal. A face forma a porção oral e restante da cabeça.Lacrimais 2 .Esfenóide 1 .1 CABEÇA: É a porção elevada e anterior das espécies domésticas. Importante local de coleta do líquido cérebro espinhal (líquor). Sulco: (impressões vásculo nervosas) Ex. .: no temporal. compreendendo os ossos: 2 . . a partir da protuberância. no úmero.Crista nucal  se estendem lateralmente para cada lado.: na face medial da escápula.Frontais 3.: no frontal.Palatinos 2 .: no temporal. Fissura: (fenda ou fresta óssea) Ex. estando em posição normal.

forame oval.canal do hipoglosso pequeno. . SUÍNOS: .Forame alar parvo Os forames dão passagem a vasos e nervos.forma a superfície caudal do crânio.Sulco óptico ou sulco do quiasma .Fossa hipofisária  onde se acomoda a glândula hipófise.parte basilar larga e se une a bula timpânica.Forame alar rostral .forma parte ventral somente da superfície caudal do crânio . .forame órbito-redondo.processo jugular alongado. . . CARNÍVOROS: .corpo triangular. .presença do forame jugular. 3. .2 ESFENÓIDE Tem o formato semelhante a uma borboleta.forame mastóide de cada lado na junção do occipital e temporal .processos jugulares curtos. .Impressões digitais  Asas temporais Externamente encontra-se o forame alar caudal e internamente impressões digitais.Forame óptico . . . Internamente encontram-se impressões digitais.crista occipital externa  estende-se ventralmentre na protuberância occipital externa. .presença de forame lacero e jugular. RUMINANTES: . processos jugulares curtos e largos.côndilos achados.forame órbito-redondo.não possui crista nucal.crista pterigóide.crista pterigoide.  Asas orbitais Externamente as asas orbitais encontra-se: . achatado e alongado.não apresenta canal alar. . . CARNÍVOROS: .presença de forame mastoide.apresenta linha temporal e linhas oblíquas. Encontra-se dividido em três partes: corpo. .a base do occipital é curta e apresenta 2 grandes tubérculos musculares localizados na junção com o esfenóide. SUÍNOS: .não apresenta forame alar.2. Forma 2/3 rostrais do crânio entre o occipital caudalmente e etmoíde rostralmente.Forame redondo  se abre dentro da fissura . . . . . . . somente o forame jugular.  Corpo O corpo é externamente liso.côndilos mais afastados. no local uma linha nucal. .RUMINANTES: .forame oval.na fossa condilar ventral encontramos 2 ou + forames o mais ventral é o canal do hipoglosso os demais forames paras as veias do canal condíleo.Sela túrcica . . Internamente encontramos os seguintes acidentes ósseos: .canal do hipoglosso localiza-se caudal ao forame jugular.Fissura orbitária (espaço ósseo) . .Forame etmoidal .Seio esfenoidal . asas temporais e asas orbitais.não tem forame lacero.

RUMINANTES: . .2.processo retroarticular grande. Está subdividido em porção escamosa e porção petrosa.- forame alar rostral e caudal. .processo estilomastóide fundido a bula timpânica.  Base: . .processo retroarticular reduzido. Internamente: .  Lâminas crivadas São lâminas ósseas colocadas transversalmente e de cada lado da lâmina perpendicular.forame estilomastóide. 3. Está subdividido em três partes:  Lâmina perpendicular Coloca-se medianamente entre as massa laterais e as lâminas crivadas. SUÍNOS: .Tubérculo articular: articulam-se com os côndilos da mandíbula.Processo acústico externo . .Forame retroarticular  situado caudalmente ao processo retroarticular. .  Porção escamosa Externamente: .Forame estilomastoide  dá passagem ao nervo facial.processo mastoide reduzido.Meato acústico externo . . CARNÍVOROS: .processo muscular.3 ETMÓIDE Está localizado no interior da cabeça no limite entre o crânio e a face.Processo muscular . . meato temporal. uma base e um vértice.não apresenta tubérculo articular. . . está relacionada com a porção escamosa do temporal e com o osso occipital.Processo retroarticular situados caudalmente ao tubérculo articular .Bolha ou bula timpânica  aloja a orelha interna.processo muscular é grande. A face externa da porção escamosa contribui para formação da fossa temporal. . .2. esta dividida em quatro faces.Processo estilóide  local onde se articula com o osso hióide.Fossa mandibular . Na crista perpendicular localiza-se a crista galli.4 TEMPORAIS Localizados de cada lado da cavidade craniana. . . .meato temporal.Crista petrosa A face caudal (aboral) relaciona-se diretamente com o occipital. 3.Impressões digitais  Porção petrosa Tem a forma de uma pirâmide.  Vértice: Porção mais dorsal.Processo mastóide Internamente: .  Faces: Externamente: .Processo zigomático do temporal: se une ao processo temporal do zigomático e forma o arco ou ponte zigomática.não possui processo mastóide.bula timpânica alongada.meato temporal.  Massas laterais (labirinto etmoidal) Massas ósseas enroladas de forma espiralada envolvidas por uma lâmina óssea chamada lâmina papirácea.Meato acústico interno . .processo retroarticular menos proeminente.

MAXILAR OU MAXILAS: Situam-se na porção lateral da face e se articulam com quase todos os ossos da face. Apresenta caudalmente uma crista horizontal denominada de crista facial. bem como os temporais e frontais.6 FRONTAIS São ossos pares que formam a porção oral do teto da cavidade craniana. . SUÍNOS: .Impressões digitais .Processo zigomático do frontal .Impressões digitais RUMINANTES: bovinos .não entram na formação do teto da cavidade craniana.processo zigomático é incompleto naõ alcança o arco zigomático.Crista parietal externa A face externa do parietal. Externamente: . CARNÍVOROS: .Seio do frontal RUMINANTES: . . CARNÍVOROS: .processo zigomático curto e se une ao processo frontal do zigomático.Crista parietal interna . Posteriormente é reabsorvido pelo occipital e pelo parietal.- processo mastóide.2. . contorno rombóide fortemente curvo.forame supraorbital apresenta o sulco supra-orbital. forame estilomastóide. OSSOS DA FACE: 3. 3. 3.processo cornual ( animais aspados). É marcado pela crista sagital externa que se continua com a crista temporal. SUÍNOS: .Forame supra orbital Internamente: .crista parietal mais lateral. O corpo apresenta 4 faces: Face facial: é convexa no animal jovem e côncava no animal adulto. Estão no limite entre o crânio e a face.2. 3.5 PARIETAIS Os parietais formam as partes do teto da cavidade craniana. constitui parte dorsal da parede caudal do crânio.1.fortemente curvo. juntamente com a porção escamosa do temporal.3. 3.2.não apresenta forame supraorbitário.processo zigomático curto.7 INTERPARIETAL Osso temporário que aparece durante o período fetal até os primeiros dias de vida. processo estilóide. . . processo muscular. contribui para a formação da fossa temporal. crista sagital externa distinta. Externamente: . Internamente: .forma metade do comprimento total do crânio. as bordas formam com o parietal uma grande protuberância intercornual ponto mais alto do crânio. Para sua descrição dividem-se em um corpo e dois processos: Alveolar e palatino.3. Aproximadamente 5 cm dorso-rostralmente a crista situa-se o forame infra-orbitário que é a abertura do canal infra-orbitário.

esfenóide e vômer. Seios do maxilar: são espaços entre duas lâminas ósseas. Comparada: . 2. Forame esfeno-palatino: que abre-se na cavidade nasal.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro.3.3. São côncavas e lisas.Os forames palatinos maior oral situam-se nos processos palatinos dos maxilares. Comparada: . apresentando no seu lugar a tuberosidade facial. 3.Não apresenta crista nem tuberosidade facial. Forame maxilar: que é o início do canal infra-orbitário.3 PALATINOS Estão situados em ambos os lados das coanas e formam a porção caudal do palato duro. cobertas por mucosa e preenchidos por ar. Apresentam duas lâminas: horizontal e perpendicular. A extremidade ventral é livre e forma o processo ganchoso do pterigóide ou hâmulo do pterigóide.Nos ruminantes o sulco para o septo é bem mais alargado.Nas demais espécies o processo ganchoso é menor. Possui a forma de uma ferradura quando unida a lâmina do lado oposto. Apresenta lateralmente o sulco palatino. 3. Face orbital: forma uma pequena porção da parede ventral da órbita. Caudalmente se expande lateralmente como se fossem orelhas de gato se articulando com os ossos palatino. 3. .O forame palatino maior oral está situado mais medialmente. Processo palatino: projeta-se medialmente formando a maior parte do palato duro. É contituida por uma lâmina que forma rostralmente uma canaleta onde se encaixa a cartilagem do septo nasal. 3. Processo alveolar: apresentam seis grandes cavidades ou alvéolos para os dentes pré-molares e molares superiores. Apresenta o raso sulco naso-lacrimal e ventralmente a este a crista conchal que suporta a concha nasal ventral. principalmente no ovino. Caudalmente divide as coanas em duas partes.O forame infra-orbitário pode ser duplo. A borda caudal junta-se com a porção horizontal do osso palatino na sutura palatina transversa. Suínos: . sobre a qual dorsalmente na cavidade nasal situa-se o osso vômer. .Não apresenta crista facial.O maxilar é mais curto. Face pterigopalatina: apresenta uma proeminência denominada de tuberosidade maxilar. . .Apresenta junto com os ossos lacrimal e zigomático na face facial a fossa muscular ou canina. . Formam parte das paredes laterais das coanas.Face nasal: forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal. .4 PTERIGÓIDE É o menor osso da face.A lâmina horizontal tem formato de cunha. Forame palatino maior caudal: entrada do canal palatino maior. . RUMINANTES: . Lâmina perpendicular: forma a parede lateral das coanas.3. CANINOS: . Une-se com o processo palatino do maxilar pela sutura palatina transversa e forma com este o forame palatino maior oral que é a saída do canal palatino. Lâmina horizontal: é plana e forma a porção caudal do palato duro. Une-se ao processo palatino do lado oposto pela sutura palatina média.2 VÔMER Está localizado na cavidade nasal.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro.O maxilar é alongado. Rostralmente ao primeiro grande molar freqüentemente existe um alvéolo para o primeiro pré-molar chamado de dente de lobo. Ruminantes: . SUÍNOS: . Junto ao osso incisivo existe um alvéolo para o dente canino que só está presente nos machos adultos. esfenóide e pterigóide. fixado dorsalmente na sutura palatina média. São lâminas ósseas encurvadas que articulam-se com os ossos palatino. Caninos: . Forma com o osso pterigóide o processo piramidal ou pterigoideo. Rostralmente aos alvéolos dentários na borda alveolar situa-se o espaço interalveolar ou interdental.Forame infra-orbitário geralmente é duplo.Forame maxilar se transforma em fissura maxilar. . Medial a essa tuberosidade situa-se um profundo recesso (nicho pterigopalatino) onde localizam-se três orifícios que são dorsoventralmente: 1.

na junção com o maxilar forma no macho adulto o alvéolo para o dente canino.O processo temporal é a maior parte do osso zigomático.Fissura palatina é alargada.Forma parte da fossa muscular ou canina. Apresenta na sua porção ventral a crista facial. A face orbitaria é de contorno triangular. .O canal inter-incisivo se transforma numa chanfradura. .É um osso muito pequeno. Ventralmente.Entre os processos temporal e zigomático existe uma pequena eminência denominada de processo frontal. veia e nervo incisivo. .Processo temporal bastante robusto e também é bifurcado. É composto de um corpo e três processos: alveolar. CANINO: . Próxima a margem orbitaria apresenta uma fossa afunilada que representa a entrada do canal lacrimal.Face facial extensa e côncava. É muito longo e fortemente curvo. SUÍNO: .Não apresentam processos alveolares. se articulam com os ossos nasais. Processos palatinos: são duas lâminas ósseas que formam a porção rostral do palato duro.3.Não possui chanfradura naso-incisiva. . A face orbitaria é muito menor que a facial e forma parte da parede ventral e rostral da órbita. O corpo acha-se perfurado pelo canal inter-incisivo. maxilares e vômer. com o maxilares rostral e ventralmente. Está separada lateralmente do maxilar pela fissura palatina.A fossa para o saco lacrimal é pequena e bem próxima do contorno da órbita. que juntamente com o processo zigomático do temporal forma o arco zigomático. 3. onde se localizam grandes glândulas sebáceas. . Apresenta a uns 2 cm da margem orbital o pequeno processo lacrimal. onde penetram artéria.Não se articula com o frontal. 3.O canal inter-incisivo se transforma em chanfradura. lisa e côncava. no qual se insere o ligamento orbitario.Apresenta o processo bifurcado em duas porções: uma é o processo frontal do zigomático que se articula com o processo zigomático do frontal e a outra é o processo temporal do zigomático. CANINO: . A face lateral (facial) é lisa e ligeiramente convexa. SUÍNOS: . palatino e nasal.Ovino: a face facial apresenta uma fossa lacrimal externa ou infraorbitaria que é ocupada no animal vivo pela bolsa infra-orbitaria. RUMINANTES: . Formam juntamente com o osso nasal a chanfradura naso-incisiva.3.7 LACRIMAIS Estão localizados na porção rostral da órbita e se estendem rostralmente sobre a face até o maxilar. Esta fossa é ocupada no animal vivo pelo saco lacrimal que é a origem do ducto naso-lacrimal. Processos alveolares: apresentam três alvéolos profundos para os dentes incisivos superiores.3. . . quase não existe porção facial.5 INCISIVOS (PRÉ-MAXILARES) São os ossos mais rostrais da face.3. e com o temporal caudalmente. Não apresenta o processo lacrimal. A face nasal é côncava e dirige-se para o seio maxilar. RUMINANTES: .6 ZIGOMÁTICOS (MALARES) Articulam-se com os ossos lacrimal dorsalmente. CANINOS: . Articula-se com os ossos frontais e nasais dorsalmente e com o zigomático e maxilar ventralmente.Apresenta dois orifícios lacrimais no contorno da órbita. que se prolonga rostralmente com a crista facial do maxilar e caudalmente com o processo temporal. SUÍNO: .Forma junto com o maxilar e zigomático a fossa canina ou muscular. Apresenta 2 faces: orbitaria e facial. 3. .3. A face facial é mais extensa e lisa. O processo frontal não existe no eqüino. Corpo: A face labial é lisa e relaciona-se com o lábio superior e a face palatina é côncava. RUMINANTES: . Processos nasais: projetam-se caudal e dorsalmente formando parte da parede lateral da cavidade nasal.8 NASAIS .

A face labial é convexa.É mais largo rostralmente que caudalmente. Corpo: É a porção horizontal espessa que apresenta os dentes. Meato nasal ventral: é o espaço entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal. alargada e onde se inserem músculos poderosos. tornando-se estreita e cortante nos animais idosos.Formam a maior parte do teto da cavidade nasal. BOVINOS: . As conchas nasais dorsais estão fixadas nas cristas etmoidais dos ossos nasais e as ventrais nas cristas conchais dos maxilares. A borda ventral é arredondada no cavalo jovem. Possui um contorno triangular alongado. A face medial é côncava e apresenta linhas de inserção para o músculo pterigoideo medial. . Ramo: É a porção vertical do osso. e está marcada por um sulco mediano que corresponde a sínfise mandibular.Nesta espécie na extremidade rostral da cartilagem do septo nasal entre os ossos nasal e incisivo apresenta o osso rostral (osso do focinho do porco). O processo condilar se articula com a porção escamosa do temporal por meio de um disco ou menisco articular.É bem menor.Os cornetos apresentam forma arborizante com lâminas secundárias e terceiras que se espiralizam apresentando a extremidade livre. Suporta os dentes molares (pré-molares e molares) inferiores. A união da porção molar (ramo horizontal) com o ramo vertical é espessa é denominada de ângulo da mandíbula.10 MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR) É o maior osso da face e é ímpar pois as duas metades se fundem quando o animal apresenta ao redor de dois meses de idade. Meato nasal médio: é o espaço entre as conchas nasais dorsal e ventral. Face interna (nasal): é lisa e côncava. 3. A porção molar (ramo horizontal) estende-se caudalmente da porção incisiva.semelhante ao eqüino. A face lateral é côncava e apresenta linhas rugosas para inserção do músculo masseter. Forma juntamente com o processo nasal do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. Aproximadamente no seu centro apresenta a crista etmoidal que serve de sustentação da concha nasal dorsal. Articulam-se com os ossos incisivo.3. SUÍNOS: . CANINOS: .Não formam com os processos nasais do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. A face lingual é lisa e côncava onde repousa a ponta da língua (superfície geniana). A extremidade articular é composta pelo processo coronóide rostralmente.9 CONCHAS NASAIS São ossos em forma de cartuchos localizados no interior da cavidade nasal. . Meato comum: é o espaço entre as conchas e o septo nasal. dois alvéolos para os dentes caninos no macho. com a extremidade caudal alargada e a extremidade rostral pontiaguda. 3. . OVINOS: . que é delgado.Extremidade caudal é pontiaguda. A porção incisiva apresenta duas faces e uma borda. lacrimal e frontal. Meatos são os espaços existentes entre os cornetos e são: Meato nasal dorsal: é o espaço entre a concha nasal dorsal e o teto da cavidade nasal. A face medial (lingual) é lisa e apresenta a frágil linha milohioidea onde se. É composta de uma porção incisiva e outra porção molar. insere o músculo milohioideo. Apresenta duas faces e duas bordas. Face externa: é lisa e convexa transversalmente.3. Apresenta o forame mandibular que é o forame de entrada do canal mandibular.A extremidade rostral é alargada e apresenta uma chanfradura. Também existe no potro jovem o alvéolo para o dente de lobo (primeiro pré-molar). Na sua porção caudal existe pequena depressão denominada de incisura vasorum facialum onde os vasos faciais e o ducto parotídeo contornam o osso e é local de tomada de pulso no eqüino. A borda alveolar apresenta seis alvéolos para os dentes incisivos inferiores e um pouco mais caudal. processo condilar caudalmente e entre estes a chanfradura mandibular. A borda dorsal ou alveolar rostralmente forma o espaço interalveolar. . CANINO: . A face lateral (labial) é lisa e apresenta na junção com a porção incisiva o forame mental ou mentoniano que é a abertura rostral do canal mandibular. Para descrição consiste em um corpo e dois ramos verticais. são em número de 2 pares (ventral e dorsal) que estão separados pelo septo nasal. Caudalmente é espessa e escavada por seis alvéolos pares para os dentes pré-molares e molares inferiores. maxilar. não se funde com os ossos adjacentes mesmo na idade avançada.

O processo coronóide é pequeno e a chanfradura mandibular é larga. forma um ângulo de 90° e se continua com o cerato-hióide. lacrimal e seios conchais. que são: .4 COLUNA VERTEBRAL Está constituída de ossos irregulares. . Os seios frontal e maxilar são os mais conhecidos. incluindo o esfenóide.O processo coronóide é mais extenso e se projeta caudalmente.Apresenta epi-hióide bem desenvolvido. Este se abre dentro da cavidade nasal através da abertura nasomaxilar. assim denominadas: região cervical. quanto aos seus caracteres gerais. denominados vértebras que se estendem desde a cabeça até a extremidade da cauda. Está situado entre os ramos da mandíbula caudalmente.Mandíbula bastante volumosa.O processo lingual é curto e tuberoso. SUÍNOS: . . portando existe sínfise mandibular. . 3. 2. Seios maxilares: são os seios paranasais dos ossos maxilares.11 HIÓIDE É conhecido vulgarmente por osso da língua. É constituído por diversas peças ósseas que se articulam entre si. Os caracteres gerais são os encontrados em todas as vértebras e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto. 3. . . Está inserido no processo estilóide da parte petrosa do temporal através da cartilagem timpano-hióide. .4. Todas as vértebras apresentam caracteres básicos. bem como. Os ossos do hióide são pares. regionais ou individuais. . .Apresenta apófise lingual curta e pontiaguda. 3. As vértebras podem ser estudadas sobre um tríplice aspecto. torácica. RUMINANTES: .12 SEIOS PARANASAIS São cavidades dentro de alguns ossos da cabeça preenchidas por ar. 3. palatino. CANINO: . . irregulares. Elas são revestidas internamente por uma membrana mucosa e se comunicam com a cavidade nasal.3.O corpo é mais curto e mais largo. Medianamente projeta-se rostralmente em um longo processo lingual. Comparada: RUMINANTES: Divertículo cornual: Continuação direta do seio frontal para dentro do processo cornual em ruminantes aspados.RUMINANTES: .Entre o estilo-hióide e o cerato-hióide existe o epi-hióide. .1 VÉRTEBRAS São ossos ímpares. SUÍNOS: . numa mesma região.Apresenta epi-hióide.Não tem apófise lingual.Apresenta sínfise mandibular. com exceção do basi-hióide e do processo lingual. A coluna vertebral forma o eixo principal do corpo. sacral e caudal. Apresenta 6 alvéolos para os dentes molares.O processo coronóide é muito extenso. CANINOS: .As duas metades não se fundem completamente mesmo na idade avançada. este último se articula com uma peça transversal denominada de basi-hióide.3.Apresenta alvéolos para os dentes caninos.Existe um par de forames mentonianos mediais. Seios frontais: são os seios paranasais encontrados nos ossos frontais de todas as espécies domésticas. .Apresenta alvéolos para os dentes caninos dirigidos lateralmente. Não há alvéolos para os dentes caninos. cuja forma difere nas diferentes regiões. As extremidades laterais do basi-hióide se projetam caudalmente constituindo os tiro-hióides. Na face lateral há vários forames mentonianos laterais. apresentando-se dividida em regiões.No ângulo entre o corpo e o ramo vertical da mandíbula existe o processo angular que se projeta caudalmente. lombar. 1.Existem dois ou três forames mentonianos. Projeta-se rostralmente através de uma lâmina óssea denominada de estilo-hióide. .O ramo é menor que o do eqüino. e apresenta 8 alvéolos para os dentes incisivos inferiores. . mas muitos outros estão presentes.

Processos transversos mais espessos. máximo de altura na 4ª ou 5ª vértebra torácica e diminui até 15ª ou 16ª T.2. sua borda livre é rugosa e se continua com os processos articulares caudais por meio de duas cristas. Arco ventral  mais espesso e menos encurvado. processo odontóide é largo sua face dorsal é profunda e côncava. Representado como cristas baixas na região cervical.4. BOVINOS: o axis é curto. onde se encontram os outros elementos da vértebra. Forma um anel com projeções laterais curvas que são processos transversos modificados ou asas. Entre o processo articular caudal e o corpo apresenta incisura vertebral caudal. apresenta chanfradura alar ao invés de forame alar. superfície dorsal é convexa. possui uma depressão central chamada de fossa odontóide que serve para articulação com o processo odontóide do axis. Processo espinhoso  largo. A 1ª e 2ª são modificadas devido a função especial de sustentar e movimentar a cabeça. apresentando na face cranial uma cabeça articular e na face caudal uma cavidade cotilóide. Processos articulares caudais estão colocadas caudalmente ao arco e sua superfície articular é dirigida para baixo. ao redor deste apresenta o processo articular cranial. a borda cranial é profundamente chanfrada e a borda caudal delgada e côncava. Forame vertebral lateral é circular e não tão junto a borda do arco. De cada lado da borda cranial do arco encontramos o Forame vertebral lateral. o arco e cabeça articular desenvolvidas. asas achatadas. Processo transverso pontiagudo. 3.são dois prolongamentos laterais. As asas são largas e quase horizontais. o arco acha-se perfurado de cada lado próximo a sua borda cranial pelo Forame vertebral lateral.4. Extremidade caudal do corpo apresenta a cavidade cotilóide. processo espinhoso fino e de altura moderada se prolonga cranialmente de modo a se sobrepor ao arco dorsal do atlas. Arco. o processo espinhoso se projeta um pouco cranialmente.4. forames transversos relativamente grandes.constitui a porção dorsal da vértebra e formará o teto do canal vertebral. São longos e proeminentes no pescoço . 3. 4ª E 5ª CERVICAL . articula-se cranialmente com o occipital e caudalmente com o axis. mantém a mesma altura até as sacrais. 4.divididos em craniais e caudais.2 REGIÃO CERVICAL Apresenta sete vértebras em todas as espécies domésticas.2 AXIS É a segunda vértebra. processo transverso pequeno e as vezes não está presente. Processo odontóide cilíndrico.2. 3. Processos transversos  estreito e apresenta-se perfurado pelo Forame transverso. a 6ª e 7ª também possuem algumas modificações. Processos articulares craniais estão localizados cranialmente ao arco e sua superfície articular está dorsalmente dirigida para cima. as vezes está ausente.1 ATLAS É a primeira vértebra cervical. é representado por um segmento de cilíndrico. reduzidos e mais próximos no dorso. Sua característica principal é a presença do processo odontóide. Forame transverso presente.colocado ventralmente a vértebra. o forame transverso passa atrás da borda caudal da asa e não é visível dorsalmente. na região torácica são curtos e fortes caracterizam pela presença de facetas para o tubérculo das costelas Processos articulares . possui incisura vertebral cranial. Processo odontóide  face articular convexa ventralmente se articula com o arco ventral do atlas. não apresenta forame transverso. não possui corpo nem processo espinhoso. Processo espinhoso .é a parte do arco ósseo que se situa dorsalmente ao arco. 5. um arco ventral e um par de asas. 3ª. RUMINANTES: asas menos encurvadas. dorsalmente 2 forames o 1º mais cranial é o Forame alar e o 2º mais caudal é o Forame transverso. Arco dorsal  encontramos o túberculo dorsal mediano. Asas  ventralmente há uma depressão chamada fossa atlantal. CARNÍVOROS: arco ventral estreito. É formado por um arco dorsal. As características desta região são o corpo. Forame vertebral .situado imediatamente por cima do corpo e limitado lateral e dorsalmente por um arco ósseo. 3. São mais longos no pescoço. 6. As cavidades articulares caudais confluem para a parte ventral do arco. Corpo . e que se projetam transversalmente. Processo transverso . 2. largos na região lombar.1. se estende caudalmente. direito e esquerdo. SUÍNOS: tubérculo dorsal grande. forame transverso as vezes incompleto. CARNÍVOROS: processo odontóide arredondado e longo chega atingir o occipital. Na borda cranial observamos 2 cavidades articulares ovais e profundas que recebem os côndilos do occipital. SUÍNOS: processo espinhoso desenvolvido direcionado dorsal e caudalmente. Sua face ventral acha-se o tubérculo ventral. Não apresenta forame vertebral lateral.

Perfurado de ambos os lados por um forame que se comunica com o forame transverso. processos articulares são mais largos que as demais vértebras. 13 no bovino. BOVINOS: corpo mais largo SUÍNO: o arco é perfurado de cada lado por um forame (do arco). O processo espinhoso é menos rudimentar. processo espinhoso encurvado caudalmente e termina em ponta. os craniais se localizam na parte cranial do arco com facetas que se orientam para cima.4. Face ventral CRISTA VENTRAL MEDIANA proeminente caudalmente com um tubérculo na extremidade caudal. Inserção p/ o ligamento longitudinal dorsal. tubérculo ventral ausente. corpo achatado dorsalmente.4.estreita na parte média e larga nas extremidades. Processo espinhoso  longo. Arco  estreito. Superfície cranial é convexa e a caudal é concava. Processo espinhoso mais alto e pontiagudo. 1ª torácica: semelhante a última cervical. suas faces articulares são estensas de contorno oval e levemente côncava. 7ª CERVICAL Curta e larga. os caudais emergem na base do processo espinhoso e suas facetas voltam-se para baixo. última torácica: distingue-se pela ausência do par caudal de facetas costais.3 REGIÃO TORÁCICA São comumente em nº de 18 no cavalo. Os corpos das 3 primeiras são elípticos e apresentam uma crista . Superfícies asperas p/ inserções de ligamentos e músculos (parte lamelar do ligamento nucal) Processos transversos  largos e planos. Presença da incisura vertertebral cranial e incisura vertebral caudal. Face dorsal área central lisa . Nas últimas 4-5 vértebras torácicas aparece o processo mamilar. cada um une-se com o correspondente processo cranial por uma crista. apresenta pequenos orificios p/as veias da substância esponjosa dos corpos vertebrais. Ausência de crista ventral com exceção dos cães. Processos articulares  são pequenos. Extremidade cranial ou cabeça  face articular oval que se dirige p/ frente e p/ baixo. cada um deles possue uma faceta articular para articulação com o tubérculo da costela. posicionados em sentido cranial entre o processo transverso e o processo articular cranial. Os processos espinhosos aumentam em comprimento até a terceira ou quarta vértebra e então diminuem até a 15ª as espinhas mais longas são as mais espessas e apresentam seus ápices engrossados. Origem de duas raizes uma do arco e outra do corpo entre ambos existe o FORAME TRANSVERSO (passa vasos vertebrais e nervos) Divide-se lateralmente ramo cranial e caudal Processo espinhoso  Forma de uma crista baixa que se alarga caudalmente. 14/15 no suíno e 13 nos carnívoros. 3. dirigido para cima e para trás. Sobre a parte dorsal de cada lado existem facetas costais cranial e caudal. Como características principais observamos faces para articulação com a costela. corpo achatado e apresenta uma cabeça. Sulco menos profundo no meio desta face . Caracterizam-se por apresentar processos transversos desenvolvidos. Os processos articulares craniais são mais largos que o par caudal. Corpo  curto. conexão com os processos articulares caudais por meio de rugosidades. Processo transverso não apresenta forame. Esta crista separa duas superfícies côncavas. CARNÍVOROS: apresentam o processo mamilar em todas as vértebras. De um modo geral os processos transversos diminuem de tamanho e estão dispostos cada vez mais ventral. Apresenta uma faceta de cada lado para articulação com parte da cabeça da 1ª costela. 3. convexa e mais larga dorsalmente.4. tamanho e forma dos processos espinhosos (desenvolvidos). Processos transversos  extremidade livre tuberosa. Caudal a este ponto tornam-se gradativamente mais curtas. O forame transverso é largo ventralmente na sua extremidade caudal existe uma fossa. Processo transverso apresenta 3 ramos. Borda cranial delgada e a caudal é mais larga. processos articulares mais curtos e espessos. 6ª CERVICAL  é mais curta e mais larga. Processo transverso apresenta processo mamilar a partir da 3ª vértebra. Extremidade caudal  larga e apresenta uma cavidade cotilóide circular. chanfradura caudal relativamente larga. suínos 6 a 7 e 7 nos carnívoros.Corpo  longo comparado com as demais vértebras. extremidades alargadas e faces articulares. as três últimas apresentam o processo acessório. estreito. as três ou quatro primeiras tem o processo espinhoso aproximadamente igual no comprimento. Processo articulares craniais e caudais  largos. Arco  2 partes parte dorsal formado pelas lâminas e paredes laterais pelos pedículos. Crista ventral pequena. REGIÃO LOMBAR São em número de seis no cavalo e nos ruminantes.

espessas cranialmente e delgadas caudalmente. É assinalada por 4 linhas transvesas que indicam a delimitação dos corpos vertebrais.Processos transverso grande nas primeiras e gradativamente desaparece. . As 5-6 primeiras possuem arco espinhoso completo. Linhas transversais. Seu eixo longitudinal é levemente curvo. Pequenos rudimentos de processo articulares. ficam reduzidas a bastões cilíndricos de tamanho decrescente. CANINOS: fusão de 3 v.não apresentam chanfraduras craniais. CARNÍVOROS: arco nas seis primeiras. Os processos transversos vão diminuindo caudalmente e as v. A margem ventral projeta-se lateralmente formando PROMONTÓRIO. sacral é pequeno.6 REGIÃO CAUDAL Muito variável em número (18). Face cranial concava não articular. 3. BOVINOS: longas e mais desenvlvidas que no cavalo. A última apresenta extremidade pontiaguda. CARNÍVOROS: processos transversos semelantes a placas. Existe um par de chanfraduras estreitas entre o arco e o corpo e processos transversos. Na extremidade dessas linhas estão os forames sacrais pélvicos que são maiores que os dorsais. Os processos articulares caudais são grandes e sustentam os processos mamilares. nos quais encontram-se 4 forames sacrais dorsais. crista sacral mediana. lateralmente a este está um par de processos articulares craniais com faces concavas para a articulação com as correspondentes da última v. As asas são sólidas com extremidade pontiaguda. curto. na face ventral há um sulco mediano na qual passa a arteria caudal mediana.4. diminuem de diâmetro do 1º ao último (ramo ventral dos nervos espinhais sacrais). processo articular caudal. A partir da 4ª se tornam mais largos e achatados e a crista diminui.. forames sacrais ventrais. Processos espinhosos largos ventalmente mas estreitos dorsalmente.. caudal está unida ao sacro.5 REGIÃO SACRAL Formado pela fusão de 5 v. Face auricular: se articula com o ílio. lombar. Dorsal ao corpo está a entrada do canal sacral. 3. Processo transverso da última lombar não se articula com o sacro.. As bordas laterais são rugosas. lombar por meio de um disco intervertebral. processos articulares desenvolvidos nas 4 primeiras. caudal. SUINOS: a 1ª v. Processo espinhoso pouco desenvolvido. BOVINOS: são mais longas que o cavalo. As asas encurvam-se cranioventralmente. Presença de um forame entre o sacro e a 1ª v. Os forames sacrais pélvicos são grandes. É convenientemente descrito como um osso único. Esta união completa-se nos carnívoros e suínos após 1 ano e meio. De cada lado dos forames se observa uma série de tubérculos representativos da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais que formam a crista sacral lateral. Depois da 3ª aumentam em altura e largura. menos curvado do que no bovino. Arco pequeno e triangular. As primeiras possuem corpo alargado. De cada lado das espinhas existem sulcos. A asa é semelhante a dos bovinos. A 5ª e a 6ª podem estar fusionadas. Os processos espinhosos são unidos para formar uma crista sacral mediana. Processos transversos  são laminas longas. Processos acessórios projetam-se caudalmente sobre as incisuras caudais das 5 primeiras v. Seu comprimento aumenta até a 3 ou 4ª e então diminui até a última. Base: Tem uma face arredondada que se articula com a última v. são quadrangulares e curtas. processo articular cranial. largo e quadrangular. Comprimento aumenta até a 5ª v. Face dorsal: apresenta centralmente 5 espinhas sacrais. Uma crista sacral lateral é formada pela fusão dos processos articulares. Nos lados encontram-se os forames sacrais dorsais. se projetam lateralmente podendo estar levemente inclinadas dorsalmente. Possue uma face dorsal rugosa para insersão ligamentosa (lig sacroilíaco ventral). achatadas. não formam articulações uns com os outros ou com o sacro. Processos articulares craniais  são fusionados aos processos mamilares e apresentam superfície concava para articulação com o par caudal na vertebra precedente. A 6ª vértebra oferece uma faceta convexa na borda caudal para articulação com as asas do sacro.Sulco p/ o nervo espinhal lombar. De cada lado do corpo existe uma chanfradura (chanfradura vertebral cranial). tem forma triangular e está encaixado entre os ílios com os quais se articula firmemente.ventral distinta. Face pélvica: concava em toda a sua extensão. Cada uma apresenta uma larga face oval para articulação com o processo transverso da última lombar.4. Da primeira a última diminuem de tamanho. nos ruminantes após 3ou 4 anos e no equino com 4 a 5 anos. BOVINOS: formado por 5 segmentos. SUÍNOS: normalmente constituídos de 4 v. mais longo que o do cavalo. Vértice: aspecto caudal da última v. Processos articulares grandes. As chanfraduras caudais são mais profundas que as craniais. A face pélvica é marcada por um sulco central que indica o curso da artéria sacral mediana.

A costela apresenta 2 extremidades: dorsal e ventral. Tubérculo: apresenta uma superfície articular que se articula com a apófise transversa da vértebra de igual número de série. O número é constante dentro de uma espécie. O número de costelas corresponde ao de vértebras torácicas. CARNÍVOROS: O corpo é cilíndrico e a cartilagem costal é mais longa. Cabeça: apresenta duas superfícies articulares que vão se articular com o corpo de duas vértebras adjacentes. ANIMAL EQÜINO RUMINANTES SUÍNO CARNÍVOROS PARES DE COSTELAS 18 13 14 13 COSTELAS ESTERNAIS 8 8 7 9 COSTELAS ASTERNAIS 10 5 7 4 ESTERNEBRAS 7(6) 7 6 8 Apresentam-se divididas em dois grupos: Costelas esternais ou verdadeiras: São aquelas que por sua extremidade ventral vão se articular com o osso esterno por meio de suas cartilagens costais. Cavidade torácica mais curta e colo longo. Cada costela se articula na região dorsal com duas vértebras e se continua na região inferior com as cartilagens costais. SUÍNOS: Costelas acentuadamente curvas em raças melhoradas. variando apenas a região caudal. não aderida a uma cartilagem adjacente. Costelas flutuantes São as que sua extremidade ventral termina livremente. As duas últimas costelas no homem e carnívoros. Pode se articular com o esterno (costelas esternais) ou com outra cartilagem adjacente por meio de tecido elástico para formar o arco costal (costelas asternais). Eqüino C7 T 18 L6 S5 Ca 15-21 Bovino C7 T 13 L6 S5 Ca 18-20 Ovino C7 T 13 L6 S4 Ca 16-18 Canino C7 T 13 L7 S3 Ca 20-23 Suíno C7 T 14-15 L 6-7 S4 Ca 20-23 3.4. 1.5 COSTELAS São ossos curvos alongados dispostos em pares que formam a parede lateral do tórax. São todas aquelas que não são verdadeiras. Face lateral: é convexa e apresenta cranialmente um sulco longitudinal até a porção mediana. por onde passam artéria. 2. Espaço intercostal: é o intervalo entre as costelas. por meio das suas cartilagens costais. Extremidade Ventral: Apresenta uma tira de cartilagem que dá continuação as costelas e denomina-se cartilagem costal. Uma costela é constituída por um corpo e duas extremidades: Corpo: é a porção média da costela que se apresenta de forma arqueada. Constituem o arco costal. . Costelas asternais ou falsas: São aquelas que por sua extremidade ventral são articuladas entre si. Colo: É a porção estreita logo após a cabeça que une esta ao corpo. * A primeira costela é mais curta. colo e tubérculo. sendo que seu corpo alarga grandemente na extremidade esternal. Apresenta caudalmente uma depressão chamada de sulco costal. Geralmente são os primeiros pares. 3. Toma-se a letra inicial da região seguida pelo número de vértebras desta.3. A extremidade dorsal ou vertebral apresenta cabeça. RUMINANTES: Costelas mais largas e espaço intercostal mais estreito. corpo estreito. veia e o nervo intercostal. Face medial: é côncava.7 FÓRMULA VERTEBRAL É a maneira mais simplificada de se expressar graficamente o número de vértebras das diversas regiões. Apresenta duas faces.

Apresenta uma forma de cone achatado lateralmente com abertura nas duas extremidades. rádio. Manúbrio ou pré-esterno: extremidade mais cranial. última esternebra e processo xifóide. 3. tipo de articulação esta chamada de sisarcose. Sua face ventral é convexa e serve de inserção para o músculo transverso do abdome e para a linha alba. O esterno é longo. RUMINANTES: . Entrada do tórax: é mais estreita e é formada pela primeira vértebra torácica. Consta de 6-8 segmentos ósseos (esternebras) unidas por cartilagens interpostas em animais jovens.A fossa supra-espinhal não se estende até a porção ventral do osso. Apresenta a forma de uma canoa comprimida lateralmente. .O processo coracóide é curto e arredondado. SUÍNO: . carpo.7 TÓRAX O esqueleto do tórax está formado na região dorsal pelas vértebras torácicas. superfícies articulares côncavas para articulação das costelas esternais. Apresenta também o tubérculo supraglenóide (tuberosidade escapular). ulna. Na borda dorsal situa-se a cartilagem escapular (cartilagem de complementação). com exceção dos felinos que apresentam um vestígio (freqüentemente visível ao Rx). apresenta uma curta cartilagem cônica.1. Serve de inserção para músculos do peito e pescoço.A tuberosidade da espinha não é distinta.1 Escápula É um osso plano situado lateralmente na porção cranial da parede do tórax. último par de costelas. 4. O processo xifóide é longo e estreito. O ápice é a abertura cranial e a base a abertura caudal.1 MEMBRO TORÁCICO OU ANTERIOR Os animais domésticos não possuem clavícula. no ponto de união dos segmentos. 2. O colo da escápula une o corpo do osso com o ângulo ventral ou extremidade ventral. Saída do tórax: é mais ampla e está formada pela última vértebra torácica. exceto na extremidade caudal que é achatada dorsoventralmente. Extremidade caudal ou metaesterno: apresenta a cartilagem xifóide que é longa e delgada. Os membros torácicos se articulam com o tronco por meio de músculos. . A fossa situada cranialmente a espinha é denominada de fossa supra-espinhosa e a localizada caudalmente de fossa infra-espinhosa. Encontramos a cartilagem do manúbrio ou cariniforme. A face lateral acha-se dividida em duas fossas pela espinha da escápula. É conhecido vulgarmente como osso do peito. falanges e sesamóides. ESQUELETO APENDICULAR 4. 3. arco costal. lateralmente pelas costelas e cartilagens costais e.A espinha é triangular e projeta-se por cima da fossa infra-espinhosa. nem crista ventral.A espinha se prolonga ventralmente por uma projeção pontiaguda denominada de acrômio.3. O membro torácico é composto pelos seguintes ossos: escápula. Apresenta 3 porções: 1. A extremidade distal ou ângulo ventral apresenta a cavidade glenóide. . CANINOS: Esternebras arredondadas. SUÍNO: Não apresenta cartilagem do manúbrio e nem crista ventral. Não apresenta cartilagem do manúbrio. sendo portanto uma exceção. RUMINANTES: Não tem cartilagem do manúbrio. . metacarpo. ventralmente pelo esterno. A cartilagem xifóide é pequena e o esterno é achatado no sentido dorso-ventral. A cavidade glenóide se articula com a cabeça do úmero. Esta espinha apresenta uma proeminência central denominada de tuberosidade da espinha. sendo que este tem quase o mesmo comprimento da região torácica. sendo esta última maior. do qual projeta-se medialmente o processo coracóide. No contorno dessa cavidade existe a incisura glenóide. . A borda dorsal apresenta uma chanfradura que serve para articulação do primeiro par de costelas. primeiro par de costelas e pelo manúbrio.Não apresenta incisura glenóide. A face costal (medial) apresenta a fossa subescapular. Corpo ou mesoesterno: É a principal parte. úmero.6 ESTERNO É um osso segmentário situado na linha média que forma o assoalho da cavidade torácica e articula-se lateralmente com as cartilagens das costelas esternais. O tórax envolve e protege os órgãos torácicos. Ventralmente apresenta a crista esternal que é palpável no animal vivo. 4. apresenta lateralmente.

CANINO: .A cartilagem de complementação não é tão desenvolvida como nos demais animais e sim.2 Úmero É um osso longo que se articula com a escápula proximalmente formando a articulação do ombro e com o rádio e ulna distalmente formando a articulação do cotovelo.Possui acrômio rudimentar.Apresenta uma cabeça articular que se articula com a cavidade glenóide da escápula e cranialmente o sulco intertubercular (duplo) ou bicciptal.O acrômio é rombudo.1.3 Rádio e ulna Rádio: É o mais longo dos dois ossos do antebraço no eqüino. que se prolonga distalmente com a chanfradura troclear (semilunar). Dorsal aos côndilos situa-se a fossa radial. Articula-se proximalmente com o úmero. Extremidade proximal: . . no adulto ocorre fusão. A face lateral do olécrano é convexa e rugosa e a medial. distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna. SUÍNO: . . a fossa do olécrano caudalmente. O corpo (diáfise) é encurvado em toda sua extensão. denominada de processo ancôneo. . Ulna: É um osso longo reduzido.O sulco intertubercular não está dividido. Projeta-se proximalmente constituíndo o olécrano que é a maior parte do osso. .1. como uma faixa estreita. medialmente processo estilóide do rádio. A face medial apresenta a tuberosidade redonda maior. Compõe-se de um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises).O úmero é relativamente muito longo. Extremidade distal: .O tubérculo lateral é grande. .O processo coracóide é pequeno. . 4. a qual se articula com o úmero.Apresenta os côndilos cranialmente.O sulco intertubercular é único . RUMINANTES: .A tuberosidade deltóide é menos proeminente. RUMINANTES: .As fossas radial e do olécrano.A tuberosidade da espinha é grande. lisa e côncava. 4. .A tuberosidade deltóide é pequena ou inexistente. com o qual está parcialmente fusionado no adulto.O rádio é menor que a ulna. situado caudalmente ao rádio.Não apresenta tuberoside redonda maior . Apresenta também o tubérculo maior (lateral) e o tubérculo menor (medial). A borda cranial apresenta uma projeção pontiaguda. A face lateral é encurvada espiralmente formando um sulco para o músculo braquial ou goteira de torção do úmero. e lateral e medialmente os epicôndilos lateral e medial.Não apresenta tuberosidade da espinha e incisura glenóide . Extremidade proximal: Apresenta cavidades glenóides para articulação com os côndilos do úmero. nem processo coracóide. A extremidade livre é uma tuberosidade rugosa denominada de tuberosidade do olécrano. Apresenta lateralmente a tuberosidade deltóide. e cranio-dorsalmente a tuberosidade do rádio. onde se insere o músculo tríceps braquial. O corpo (diáfise) é irregular e apresenta aparência de ter sofrido uma torção. . Extremidade distal: Apresenta facetas articulares para articulação da fila proximal do carpo. Entre os dois ossos existe o espaço interósseo.. normalmente se comunicam através do forame supratroclear. CANINOS: . Na face caudal apresenta uma área rugosa na qual se insere a ulna no jovem. respectivamente. . articulando-se também com o úmero.O sulco intertubercular não está dividido.Não tem incisura glenóide.

O rádio é menor que a ulna. LEMBRETE: Rádio e tíbia são mediais. Pequenos metacarpianos: Estão situados na face palmar do grande metacarpiano (no terço proximal).1. . CÃO: .O rádio e ulna articulam-se em cada extremidade (proximal e distal). é completamente desenvolvido e suporta um dedo. O corpo é liso. A extremidade distal está dividida em duas partes pela incisura sagital denominada de incisura intertroclear. nas demais espécies com o rádio e ulna. Terceiro metacarpiano: É um osso longo e muito forte. A fila proximal articula-se com o rádio no eqüino e. A extremidade distal apresenta dois condilos separados pela crista sagital que se articulam com a falange proximal e ossos sesamóides proximais.1. Nos caninos. uma proximal e outra distal. . o carpo radial está fusionado com o carpo intermédio.A extremidade distal da ulna projeta-se além da extremidade distal do rádio. permitindo um ligeiro movimento entre os dois ossos.. Apresentam a extremidade proximal alargada com facetas para articulação com a fila distal do carpo e extremidade distal que termina em forma de estilete no terço distal do grande metacarpiano Corresponde ao segundo e quarto dedos. semi-cilíndrico. Apresenta na face palmar uma área rugosa para inserção dos pequenos metacarpianos. Na porção proximal da borda lateral do grande metacarpiano encontra-se um pequeno metacarpiano que é vestígio do quinto dedo. . 4. .Tanto o rádio como a ulna apresentam processo estilóide. os outros (segundo e quarto) são muito reduzidos e são comumente chamados de pequenos metacarpianos. formando o processo estilóide da ulna. SUÍNOS: Apresenta quatro ossos metacarpianos. sendo dois principais (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto) que constituem os dígitos acessórios. Apresenta na fase dorsal um sulco vascular vertical chamado de sulco longitudinal dorsal. achatado no sentido dorso-palmar. 4. O II e o III são fusionados. Essa extremidade articula-se como carpo. RUMINANTES: O grande metacarpiano é constituído pela fusão do III e IV metacarpianos.A tuberosidade do rádio está representada por uma área rugosa. No eqüino o primeiro é inconstante. SUÍNO: . . sendo que somente um. o terceiro ou grande metacarpiano. CANINOS: Apresenta cinco ossos metacarpianos.4 Carpo É formado por um conjunto de ossos ordenados em duas filas. A fila distal se articula com os ossos metacarpianos.A ulna também se articula com os ossos do carpo. sendo o primeiro menor. ulna e fíbula são laterais. RADIO OU RÁDIO E ULNA CARPO RADIAL CARPO INTERMÉDIO I II METACARPOS RUMINANTES (6) 4 2 FACE MEDIAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL CARPO ULNAR III CARPO ACESSÓRIO IV FACE LATERAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL EQÜINOS (7/8) 4 4 3 4 SUÍNOS (8) 4 4 CARNÍVOROS (7) 3 4 Os ruminantes não tem o II carpiano. A extremidade proximal apresenta uma face articular para a fileira distal do carpo. situado entre o carpo e a falange proximal.5 Metacarpo No eqüino existem 3 ossos metacarpianos.A tuberosidade do rádio é uma área áspera.

SUÍNOS: Apresentam quatro dígitos.1. A extremidade proximal apresenta duas cavidades separadas por um sulco sagital.1. parietal e solar. É achatada no sentido dorso-palmar e sua largura é proporcional a altura.1. A falange distal correspondem a forma de garras e apresentam o processo ungueal que é curvo e com extremidade livre. cada um com três sesamóides (dois proximais e um distal).2. ísquio e púbis que se unem no acetábulo. centralmente existe uma incisura larga no jovem chamada de crena. Apresenta três faces: articular. É um osso quadrangular.8 Falange distal ou terceira falange Acha-se envolvida pelo casco. fíbula. Os maiores apresentam três sesamoides (dois proximais e um distal) e os menores somente sesamóides proximais. A face proximal apresenta duas cavidades glenóides que vão se articular com a falange proximal. que divide a face solar da parietal.10 Sesamóide distal ou osso navicular É um osso único.1. falanges e sesamóides. A extremidade distal apresenta condilos que se articulam com a falange média. 4. A face distal articula-se com a falange e sesamóide distais e apresenta condilos semelhantes aos da falange proximal.6 Falange proximal ou primeira falange É um osso longo que situa-se entre o grande metacarpiano e a falange média. tíbia. apresenta o sulco solar que se dirige para o forame solar que é o início do canal solar o qual se distribui dentro do osso. localizado na junção da falange média com a falange distal.7 Falange média ou segunda falange Esta situada entre as falanges proximal e distal.2. onde se insere o músculo extensor comum dos dedos.1 Osso coxal ou ilíaco Está unido ao longo da linha mediana ventral pela sínfise pélvica que por sua vez é formada pelas sínfises púbica e isquiática. 4. A face articular articula-se com a falange média e com o osso sesamóide distal. articulando-se com ambas. . Esses ossos se fusionam ao redor de um ano de idade no eqüino. A área mais larga à frente desta linha curva é côncava e lisa e corresponde a sola do casco. Está ligado ao esqueleto axial através do osso coxal que se articula com o osso sacro.MEMBRO POSTERIOR OU PÉLVICO É constituído dos seguintes ossos: coxal ou ilíaco. RUMINANTES: Apresentam dois dedos desenvolvidos (terceiro e quarto). e estão presos por meio de ligamentos na falange proximal. com o qual se assemelha. Existem normalmente nove ossos sesamóides. localizados na face palmar da articulação do grande metacarpiano com a falange proximal. Ílio: É a maior das três partes. situada dorsalmente. Na borda solar. uma grande cavidade cotilóide que se articula com a cabeça do fêmur. tarso. Lateralmente e medialmente apresenta o sulco parietal que termina em forame. com exceção do primeiro que têm duas (falta a falange média). Compõe-se de três partes: ílio. A porção atrás da linha é bem menor de formato semi-lunar é chamada de porção flexora. dois maiores (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto). Articulam-se com os côndilos da extremidade distal do grande metacarpiano. 4. 4. responsáveis pela irrigação desta área. apresenta uma eminência denominada de processo extensor. não se articulando com o restante do esqueleto. sendo o local onde se prende a cartilagem de complementação. Lateralmente. 4.9 Sesamóides proximais São em número de dois. A face solar está dividida em duas partes desiguais por uma linha curva e rugosa denominada de curva semi-lunar. O segundo e quinto dedos são vestígios que possuem somente a porção córnea e estão situados na face palmar da falange proximal. As extremidades lateral e medial são chamadas de processos angulares ou palmares. patela. O corpo é liso e mais largo proximalmente. Centralmente na borda dorsal. fêmur.1. metatarso. A face parietal ou dorsal apresenta inúmeros forames de vários tamanhos. 4.4. podendo apresentar também sesamóides em posição dorsal. CANINOS: Apresentam cinco dígitos que possuem três falanges cada.

A abertura caudal ou saída da pelve é muito menor e está limitada dorsalmente pela terceira vértebra caudal e ventralmente pelo arco isquiático. A face ventral é convexa e é cruzada pelo sulco do ligamento acessório (só no eqüino) próximo ao bordo cranial. A borda medial forma a incisura isquiática maior que se continua caudalmente com a espinha isquiática.A eminência íliopúbica (íleopectina) é proeminente. CANINO: . . As paredes laterais são formadas pelos ílios e pelo ligamento sacrotuberal (sacrotuberal largo). situada dorsalmente aos tubérculos do psoas. No ângulo medial situa-se a tuberosidade sacral e no ângulo lateral a tuberosidade coxal. A borda caudal é espessa e forma o arco isquiático. No ângulo caudo-lateral localiza-se a tuberosidade isquiática. O ligamento acessório só está presente no eqüino. Pelve: A parede dorsal ou “teto” está formado pelo sacro e pelas primeiras três vértebras caudais e a parede ventral ou “assoalho” pelo púbis e ísquio. Transverso: é medida na maior abertura. A borda caudal forma a margem cranial do forame obturatório. A face sacropélvica é convexa e apresenta uma faceta denominada de face auricular para articulação com o osso sacro. Na sua face ventral cruza a linha arqueada ou íliopectínea que inicia ventral a face auricular e estende-se até a borda cranial do púbis.As incisuras isquiáticas maior e menor são muito rasas. A porção medial do bordo do acetábulo apresenta a chanfradura acetabular pela qual passam os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. que se continua cranialmente com a espinha isquiática. apresentando tuberosidades dorsais. Ísquio: Forma a parte caudal da parede ventral ou assoalho da pelve óssea.A linha glútea é bem pronunciada. A borda lateral forma a incisura isquiática menor. O corpo ou diáfise é cilindrico. A pelve óssea apresenta diferenças notáveis entre os dois sexos e entre as espécies quanto ao tamanho e forma. Esta linha está interrompida no terço médio pelo tubérculo do músculo psoas menor. Forma a parte cranial do assoalho pélvico. dorsalmente pela extremidade cranial do sacro (promuntório) e lateralmente pela linha ílio-pectínea.2. A borda cranial forma o contorno caudal do forame obturado (obturador ou obturatório). A borda medial une-se com o lado oposto na sínfise isquiática. A borda medial une-se com o osso oposto na sínfise púbica. RUMINANTES: Apresentam a tuberosidade isquiática grande e trifacetada. Observações clínicas: Fraturas de pelve óssea é comum em pequenos animais em atropelamentos e fratura do túber coxal em grandes animais. . Púbis ou pube: É a menor das três partes do osso coxal. Na porção mais larga situa-se a linha glútea.2 Fêmur É o maior e o mais pesado dos ossos longos. 2. 4. No animal vivo acha-se completada lateralmente pelo bordo caudal do largo ligamento sacrotuberal.O ílio e ísquio estão quase em linha (mesmo plano) um com o outro. A borda cranial apresenta lateralmente a eminência iliopúbica e. Esta abertura apresenta dois diâmetros principais: 1. próximo a sínfise o tubérculo púbico ventral. . juntamente com o lado oposto.A face glútea direciona-se dorsolateral e caudalmente. A abertura cranial ou entrada é constituída ventralmente pela borda cranial do púbis. Articula-se proximalmente com o acetábulo e distalmente com tíbia e patela. A borda caudal apresenta a crista ilíaca. Conjugado: é a medida que vai do promuntório (extremidade cranial do sacro) até a sínfise púbica (pélvica). ventrais e laterais. Acetábulo: É uma grande cavidade cotilóide que aloja a cabeça do fêmur. SUÍNO: .

. A cabeça está colocada do lado medial e articula-se com o acetábulo.Apresentam dois sesamóides que se articulam com os côndilos. é convexa e rugosa e serve para inserção muscular. . CANINO: .O terceiro trocanter é mínimo. Os condilos estão separados por uma profunda fossa intercondilóide e se articulam com os côndilos da tíbia e meniscos da articulação do joelho.Não há fossa supracondilóide. Na face medial existe uma proeminência. Extremidade distal: É larga e está constituida da tróclea cranialmente e dois condilos caudalmente. . Extremidade proximal: Apresenta dois condilos que se articulam com os condilos do fêmur.A fossa supracondóide é rasa.A fovea da cabeça é rasa.Não apresentam o terceiro trocanter. O sulco extensor (chanfradura semicircular lisa) separa a tuberosidade tibial do condilo lateral. O trocanter maior situa-se lateralmente e está separado em porção cranial e caudal por uma chanfradura. respectivamente. Os condilos estão separados caudalmente pela incisura poplítea. A sua borda caudal continua-se distalmente como a crista trocantérica que forma a parede lateral da fossa trocantérica.Não tem fossa supracondilóide. Fíbula (perônio): . Nessa articulação existem os meniscos articulares. Lateral ao condilo lateral existe uma área rugosa para inserção da fíbula. distalmente com o tarso e lateralmente com a fíbula. . Extremidade distal: Apresenta uma face articular que se adapta a tróclea do osso tarso-tibial e consiste em dois sulcos oblíquos separados por uma crista. cranial. SUÍNOS: Apresenta uma crista longitudinal caudalmente que se extende do trocanter maior até a tuberosidade supracondilar lateral. Extremidade proximal: É larga e consiste de cabeça. Lateral e medialmente estão os maléolos lateral e medial. A borda lateral é côncava e forma junto com a fíbula o espaço interósseo. 4. O maleolo lateral corresponde a extremidade distal da fíbula. A face livre. se inserindo apenas o ligamento redondo.A crista intertrocantérica é semelhante a do bovino. Entre os condilos existe uma proeminência central denominada eminência intercondiliana.A borda medial apresenta proximalmente o trocanter menor e distalmente a tuberosidade supracondilóide medial. RUMINANTES: . . A face articular apresenta uma crista rugosa vertical que corresponde ao sulco da tróclea. Cranialmente situa-se a larga tuberosidade da tíbia. .Não apresenta terceiro trocanter. A borda lateral é proeminente e apresenta proximalmente o terceiro trocanter.O trocanter maior não está dividido. .A crista intertrocantérica é oblíqua e une o trocanter menor com o trocanter maior. Na borda medial se insere a fibrocartilagem da patela (de complementação). Na parte distal encontra-se a fossa supracondilóide que está limitada lateralmente pela tuberosidade supracondiloide lateral.4 Tíbia e fíbula Tíbia: É um osso longo que se articula proximalmente com o fêmur. . O colo une a cabeça ao corpo.3 Patela É um grande sesamóide largo que se articula com a tróclea do fêmur. o epicôndilo medial e na face lateral o epicôndilo lateral. O corpo é triangular proximalmente e alarga-se na extremidade distal. colo e trocanter maior. A face caudal é aplanada e apresenta a linha poplítea. A tróclea consiste de duas cristas separadas por um sulco a qual se articula com a patela. . 4.2.2. É escavada medialmente por uma fóvea na qual se insere os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur.

como esta união não se dá da mesma maneira em todos os ossos. O corpo é uma haste delgada que forma o limite lateral do espaço interósseo. na face médio-plantar da extremidade proximal. os movimentos são encontrados entre quase todos os ossos que o constituem. No tronco. A extremidade distal da fíbula forma o maléolo lateral. sindesmoses e gonfoses. Esta união não possui finalidade exclusiva de contato mas também de permitir mobilidade.2. quer sejam ossos quer cartilagens. são pouco acentuados. reduzido.2. os tipos de movimentos variam com o tipo de união. 4. reúne escápula e úmero. quando presente pode apresentar uma ou duas falanges. ex. porém num mesmo animal são maiores e. . Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto. astrágalo) articula-se com a tíbia através da tróclea. situado ao longo do bordo lateral da tíbia. mas não se articula com o metatarso. Nos suínos e caninos são semelhantes ao membro torácico. 4. SUÍNOS E CANINOS: A fíbula tem comprimento semelhante a tíbia. mas. RUMINANTES: . As articulações podem ser classificadas quanto a dinâmica em três classes: articulações Sinoviais ou Diartroses.5 Tarso Compõe-se de 6 ou 7 ossos.6 Metatarso É semelhante ao metacarpo.1 ARTICULAÇÃO FIBROSA OU SINARTROSE O elemento que se interpõe entre as peças que se articulam é o tecido fibroso e a grande maioria delas se encontra nos ossos da cabeça. Por outro lado. O osso tarso-fibular (calcâneo) é o maior dos ossos do tarso e sua extremidade livre forma a tuberosidade calcanear (tuberosidade calcânea). Realizam pouco ou nenhum movimento e são chamadas articulações temporárias. um sexto dedo pode estar presente.7 Falanges e sesamóides São semelhantes ao membro anterior. mais complicadas no tronco e de maior complexidade em nível de membros. 5. Na cabeça com exceção da mandíbula que se articula com o osso temporal. enquanto os membros apresentam movimentos de grande amplitude. localiza-se um pequeno metatarsiano (vestígio do segundo dedo). O nome da articulação é formado pelo nome dos ossos que entram em sua constituição. articulação escápulo-umeral. Em alguns animais. o corpo do grande metatarsiano apresenta o contorno circular. o primeiro dedo muitas vezes está ausente e.O corpo da tíbia é encurvado e a fíbula é bem curta e termina em ponta. empregamos o termo articulação. O osso tarso-tibial (talus. articulações Cartilaginosas ou Anfiartroses e articulações Fibrosas ou Sinartroses. As articulações são mais simples na cabeça.2. porém deve-se substituir o termo palmar por plantar na descrição das características. Nesta denominação é citado em primeiro lugar o osso que apresenta menor movimento. A maior parte das articulações fibrosas encontram-se na cabeça do animal. TALUS (TARSO TIBIAL) CENTRAL DO TARSO I II III CALCÂNEO (TARSO FIBULAR) FACE LATERAL IV FACE MEDIAL Comparada: EQÜINOS 6 ou 7 FUSIONADAS: I + II RUMINANTES 5 CENTRAL + IV e II + III SUÍNOS E CARNÍVOROS 7 4. Subdivididas em três tipos: Suturas. os outros ossos mantém relações de contiguidade uns com os outros sem que haja movimentação de qualquer deles. A extremidade proximal articula-se com o côndilo lateral da tíbia. onde se insere o tendão calcanear comum (de Aquiles) O primeiro e segundo ossos tarsianos podem estar fusionados no eqüino. Nos ruminantes. 5.É um osso longo. ARTROLOGIA Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto. pois sofrem processo de ossificação (anquilose). Nos cães.

temporo-hioidea. principalmente quando os acidentes ósseos são os mesmos.2) Cartilagem fibrosa ou Sínfise: Articulação em que o meio de união é uma mistura de tecido cartilaginoso e tecido fibroso. Ex. Tipos de Articulações Sinoviais: 1. b) Sutura escamosa: (em bisel) Quando a superfície de um osso se sobrepõe a outro. possui função de manter fixa a superfície articular. entre ossos frontal e nasal. úmero-rádio-ulna Os seguintes elementos compões uma articulação sinovial típica: 1) Superfície articular: De forma e tamanho variáveis. 2. as inserções entre si das cartilagens costais.2. articulação da tíbia e tálus. Caracteriza-se pela apresentação de uma superfície articular formato arredondado e outra escavada para recebela.2. Flexão é a diminuição do ângulo. delgada e brilhante.1. polidas e de cor esbranquiçada. ex. o aumento é extensão. articulações na extremidade da coluna (pescoço e cauda). Classificam-se de acordo com os diferentes tipos de cartilagem: 5. Evita o atrito entre as articulações. 5.: vértebras pelos processos articulares.Abdução e adução: O primeiro é sinônimo de abertura e significa o movimento de afastamento do osso do eixo mediano. 5) Menisco ou Disco Articular: É uma lâmina de cartilagem que se acha interposta entre determinadas superfícies articulares.1. 2) Cartilagem articular (hialina): Lâmina de tecido cartilaginoso que cobre a superfície articular. simplesmente estando em contato com o outro. Ex: movimento de afastamento do membro anterior.3) Gonfoses: Implantação dos dentes nos alvéolos. 5.1) Cartilagem hialina ou Sincondrose: Articulação cujo meio de união é unicamente cartilagem. viscoso. Articulação Simples: Formada por duas superfícies articulares. 5. As articulações sinoviais são capazes de realizar os seguintes movimentos: . a qual é mais ou menos espessa e inelástica. 5. secreta o líquido sinovial. articulação do cotovelo (úmero-rádio-ulnar). Ex: aproximação do úmero + rádio e ulna. Articulação composta: Formada por número superior a dois. transparente e serve como lubrificante da articulação.Circundação: São movimentos em que o segmento descreve círculos em torno de um eixo. art. bem como de membrana sinovial.3 ARTICULAÇÕES SINOVIAIS OU DIARTROSES Caracterizam-se pela mobilidade. . entre os nasais. 4) Ligamentos articulares: São cordões de tecido fibroso que tem função de reforçar a cápsula articular. Ex. . o tecido que se interpõe é cartilaginoso. escamosa e plana. Adução é o retorno do membro à posição primitiva ou quando se aproxima do eixo principal do corpo. Nos quadrúpedes só é possível em grau limitado e como manifestação de enfermidade. a) . Ex. Ex: sínfise pélvica e a cartilagem dos corpos vertebrais (discos intervertebrais de fibrocartilagem).Rotação: Quando um elemento permanece fixo e outro gira em torno do eixo principal longitudinal.1. ex. e a membrana sinovial (interna).Angulares (flexão/extensão): Nestes movimentos há uma diminuição ou aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Articulação tipo Gínglimo ou troclear: Articulação típica de dobradiça realizando movimentos angulares. evitando o atrito. Ex. 5. 3) Cápsula articular: É um meio de união representada por uma espécie de manguito que envolve a articulação prendendo-se nos ossos que se articulam. Normalmente encontram-se em nível de membros.2 ARTICULAÇÃO CARTILAGINOSA OU ANFIARTROSE Neste grupo de articulações. Ex. Ex: articulação atlanto-axial . também são temporárias. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas. Articulação Plana: Caracteriza-se por apresentar superfície articular plana ou quase plana que permite deslizamento de umas sobre as outras. atlas e axis. Ex. atlanto-occipital.Deslizamento: Para que haja um movimento de deslizamento as superfícies devem ser planas. presença de cavidade articular.5. . Dependendo da maneira pela qual as bordas dos ossos entram em contato reconhecemos três tipos: serrátil. Quanto mais complexa a articulação maior a necessidade de aparecer um ligamento. Ex. evitando dor. Sutura serrátil: (denteada) As bordas das superfícies ósseas formam saliências e depressões que se encaixam.1) Suturas: São encontradas entre os ossos da cabeça. união dos corpos dos ossos metacarpianos e dos ossos rádio e ulna.2) Sindesmoses: Diferente das suturas por apresentar grande quantidade de tecido conjuntivo interposto. c) Sutura plana: (harmônica) Apresenta-se de forma lisa. Ex: articulação esfenooccipital. Apresenta-se em duas camadas: membrana fibrosa (externa). ex.. entre parietal e temporal. côndilo-côndilo. Ex: articulações dos processos articulares da vértebras e articulação sacroilíaca (face ventral do ílio e asas do sacro).

4 ARTICULAÇÕES MUSCULARES OU SISARCOSES Nos mamíferos domésticos. a parte contrátil. têmporo-mandibular e articulação do joelho (fêmuro-tíbio-patelar). Os músculos de fibras lisas. Ex. enquanto que os ossos são os elementos passivos.1 Generalidades sobre músculos Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. derme. mas também a estática do corpo. Os músculos de fibras estriadas de contratibilidade rápida. não assegura só à dinâmica. A musculatura. Abaixo do epimísio. Estes componentes de tecido conjuntivo se fundem em cada extremidade do “ventre” muscular formando os tendões e/ou aponeuroses pelas quais o músculo se fixa. Em um grande número de músculos. 5. 4. sendo denominadas fibras musculares devido a sua dimensão e forma. mantém unidas as peças ósseas.2 Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos Um músculo esquelético típico possui uma porção média e 2 extremidades. portanto a parte ativa do músculo. Ex. Quando são laminares.3. As definições acima referidas têm exceções: os tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto. chamam-se tendões. escápulo-umeral (cavidade glenóide da escápula e cabeça do úmero). encontra-se uma camada mais frouxa que envolve os pequenos feixes (fascilados) nos quais as fibras estão agrupadas denominada de perimísio. porque suas atividades não estão sob influência da vontade do indivíduo. Entram na constituição das paredes de muitas vísceras ou órgãos internos e.1.1. estes últimos são elementos ativos do movimento. A camada delicada de revestimento que envolve cada fibra muscular denomina-se endomísio. pois não está sob o domínio da vontade do indivíduo. ainda. geralmente avermelhados. existem ainda as articulações tronco apendiculares anteriores. o qual é proveniente do sistema nervoso. 6. Ex. diminuem de comprimento sob a influência de um estímulo. são também chamados de músculos viscerais da vida orgânica e de interiores. Atlanto-axial Articulação Esferoidal: Caracteriza-se pela recepção de uma cabeça articular numa cavidade de forma apropriada. podendo fazê-lo em outros elementos: cartilagem.. O músculo cardíaco. Articulação do tipo trocóide: Neste tipo de articulação o movimento se limita a rotação de um segmento ao redor do eixo longitudinal do outro. Estas células são gigantes e visíveis a olho nu quando isoladas. abdução e adução e rotação em torno do eixo vertical.1 Variedade dos músculos Os músculos são formados por tecido muscular estriado.1. Realmente. verdadeiras alavancas biológicas. embora. O aparelho locomotor é constituído pelos ossos. recebem o nome de aponeuroses. Tendões e aponeuroses servem para prender o músculo ao esqueleto. articulações e músculos. de exteriores. Executam dois movimentos principais: extensão e flexão (angulares) e acessoriamente. por isso. O músculo esquelético é envolto como um todo por uma densa camada de fáscia denominada epimísio. 5. seja constituído de fibras estriadas. sendo. 6. São voluntários porque suas contrações estão sob influência da vontade do indivíduo. desprovidos de clavícula. Músculos são órgãos que gozam da propriedade de contrair-se. tendão de outro músculo. 6. 6. isto é. como também. articulação coxo femoral (cav.1. o que lhes vale o nome de esquelético. união da escápula ao tronco. art. etc. isto é. cotilóide do quadril e cabeça de fêmur).4 Fáscia muscular . A porção média é vermelha in vivo e recebe o nome de ventre muscular. cápsulas articulares. art. 6.3 Considerações sobre o músculo esquelético O músculo isolado é composto de várias células unidas por tecido conjuntivo. que são a união de ossos estabelecidas apenas por músculos. Ex. as fibras têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente ao osso. possuem coloração vermelho pálido ou creme e são chamados involuntários. encontra-se em uma classificação aparte. Constituem os músculos motores do esqueleto. da vida de relação e. Reveste o esqueleto. Tanto tendões quanto aponeuroses são esbranquiçados e brilhantes. constituídos por tecido fibroso denso. Permite a maior variedade de movimentos: flexão e extensão (no eixo horizontal-frontal). de contratibilidade lenta. apresentam uma estriação dupla: longitudinal e transversal. Articulação Condilar: São constituídas por 2 côndilos. lateralidade e deslizamento. liso e cardíaco. a musculatura não apenas torna possível o movimento. septos intermusculares. MIOLOGIA 6. muito resistentes e praticamente inextensíveis. Nele predominam as fibras musculares. Quando as extremidades são cilíndricas ou então tem a forma de fita. determinando a posição e postura do esqueleto.

executa flexão do antebraço e consideramos sua extremidade umeral (proximal) como origem e sua extremidade ulnar (distal) como inserção. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo. Permitindo. Os músculos longos. Sendo que o nome está determinado por várias considerações. tais como o diafragma e o esfíncter anal. Músculo fixador: são músculos utilizados para estabilizar partes do corpo numa posição para permitir a atuação dos agonistas. mas é variável em função da espécie. em outras complexa. Para que os músculos possam exercer eficientemente um trabalho de tração ao se contrair. a fáscia muscular pode apresentar-se espessada e dela partem prolongamentos que vão terminar se fixando ao osso. etc. pois assim são melhores protegidos. posição. isto é. o número de músculos é de + 500. Irrigação sangüínea e inervação: já vimos que a atividade muscular é controlada pelo sistema nervoso central.È uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo de coloração branca brilhante. 6. o fácil deslizamento dos músculos entre si.9 Particularidades usadas para descrição de um músculo Nome: o nome dos músculos é mais variável ainda do que os usados para os osso. curtos. idade e sexo. o músculo deixa de funcionar e por esta razão entra em atrofia.5 Volume O volume dos músculos é muito variável.1. Às vezes a fáscia muscular. Para executar seu trabalho mecânico. Nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo. que neles penetram e se ramificam intensamente. é muito espessa e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto. Poucos são os músculos ímpares. Se caso o nervo for seccionado. Ação: pertence mais ao estudo da fisiologia. Nos membros.7 Número É variável o número de músculos porque também é variável o número de ossos nas diversas espécies animais. Em uma determinada região. 6. Nervos e artérias penetram sempre pela face profunda do músculo. situados no plano mediano longitudinal. Estes separam grupos musculares em lojas ou compartimentos e ocorrem freqüentemente nos membros. Relações: Constituem uma parte muito importante na anatomia topográfica. 6. denomina-se inserção à extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca.8 Situação Quase todos os músculos são pares. atravessando a articulação do cotovelo. 6. Músculos antagonistas: aqueles que se opõe ativamente a um determinado movimento produzido por outro músculo ou grupo de músculos. encontram-se em ambos os lados do plano longitudinal médio. modificando a ação de um agonista e não se opondo ou facilitando diretamente um determinado movimento. etc. No eqüino. É grande a diferença entre o músculo gêmeos e o músculo oblíquo externo do abdômen. forma. quer os músculos ímpares.1. raça.1.11 Músculo esfíncter . Ao contrair-se. 6. sendo denominados septos intermusculares. os músculos recebem eficientemente suprimento sangüíneo através de uma ou mais artérias. 6. Por contraposição. Em vista disso. os músculos superficiais são sempre mais longos que os profundos. Origem e inserção: por razões didáticas convencionou-se chamar origem à extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca. Quer os músculos pares. são relativamente simétricos. formando um extenso leito capilar.6 Peso O peso dos músculos varia de poucas gramas a quilogramas e o peso total da massa muscular corresponde a + 50% do peso total do corpo. como a ação. geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção é distal. inserção. principalmente nos membros são fusiformes.1. papel executado pela fáscia dos músculos. Origem e inserção são também denominadas respectivamente de ponto fixo e ponto móvel. O músculo braquial prende-se na face anterior do úmero e da ulna. com exceção do diafragma que apresenta notável assimetria. isto é.1. mas os pontos mais importantes se estudam geralmente nas descrições anatômicas. Forma: os músculos podem ser longos. os músculos necessitam de considerável quantidade de energia. triangulares. direção.10 Denominações quanto à ação Músculos agonistas: um músculo ou grupo de músculos que produzam um determinado movimento (ação).1.1. 6. dependendo de sua função. é necessário que eles estejam dentro de uma bainha elástica de contenção. largos. Músculos sinergistas: são aqueles que podem eliminar um efeito indesejável. Em alguns casos a ação é simples. A linha mediana que assinala a união dos músculos pares correspondentes denomina-se rafe. inclusive. por exemplo. Em certos locais.

Está aderida a pele.1. Os esfíncteres são anexos às vísceras e estão normalmente em contração.1. enquanto que os orbiculares apresentam o mesmo tônus que os outros. bíceps braquial. Cobre a face externa do ombro e do braço.1. Consiste numa delgada capa muscular.1 Grupo dorsal M.1. Pelo canal passam no macho os componentes do funículo espermático e em ambos os sexos.17 Linha branca Também chamada de linha alba ou alva. porém planos. entre a parte carnuda do músculo oblíquo interno do abdome de um lado e a porção lateral da aponeurose do músculo oblíquo externo do outro. Ex.16 Membrana sinovial São bolsas de paredes delgadas. situado na borda livre do músculo oblíquo interno. entrando em contração sob a ação da vontade. aderida ao tendão e externa. 6. b) Bainha sinovial: está disposta ao redor do tendão. d) Porção abdominal: está representada pelo músculo cutâneo do tronco (matambre).1. tríceps ou quadríceps.1.13 Músculo cutâneo O músculo cutâneo é uma delgada capa muscular desenvolvida na fáscia superficial. está contida entre os dois ramos da aponeurose do músculo oblíquo externo. e fixado ao restante do esqueleto de modo muito frouxo. Músculos do cinturão escapular 1. a saída do canal. 6. nervo genitofemural. análogas as membranas sinoviais das articulações e desempenham a mesma função. omotransverso M. isto é. tríceps do braço e quadríceps da coxa. rombóide da cabeça . situando-se entre tendão e músculo ou músculo e esqueleto.15 Quanto ao número de cabeças Quando os músculos se originam por mais de um tendão. apresentando duas capas: interna. Músculos do membro torácico 1. relaxando-se sob o estímulo da vontade. o anel inguinal superficial. exceto por onde passam as estruturas. esfíncter anal. conduz também.1. que segue na linha mediana ventral desde a cartilagem xifóide até a extremidade cranial da sínfese pélvica (púbica). A linha branca serve de ponto de inserção para os músculos abdominais de ambos os lados. Apresentam-se em duas formas: a) Bolsa sinovial: é uma simples bolsa que se interpõe entre um ponto de bastante pressão. Ex. 6. o seu estado normal é em relaxamento. As paredes são justapostas e unidas por tecido areolar. músculo digástrico) e poligástricos os que apresentam número maior como é o caso do músculo reto do abdome. 6. A saída de órgãos para o canal e através dele. que reveste o canal onde se acha o tendão. c) Porção braquial: está apresentada pelo músculo cutâneo omobraquial. com tendões intermediários situados entre eles. resultando disso músculos grandes. O anel inguinal profundo é a entrada abdominal do canal. É um cordão “fibroso”. a artéria e veia (geralmente) pudendas externas. trapézio Porção cervical Porção torácica M. estes são concêntricos. b) Porção cervical: está apresentada pelo músculo cutâneo do pescoço e encontra-se na região ventral do pescoço. porém.18 Canal inguinal É uma fenda existente na parede abdominal na altura da virilha. 6.14 Quanto ao ventre muscular Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular. São então classificados como músculos bíceps. de um modo geral incompleta. 6. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres (Ex. Não cobre todo o corpo e pode ser dividido em quatro porções: a) Porção facial: está representada pelo músculo cutâneo da face. como segmentos de tubos.12 Músculo orbicular Neste caso as fibras também se distribuem formando círculos. 6.Quando as fibras se dispõem em círculos paralelos. constitui a hérnia inguinal. diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. formando verdadeiros anéis. vasos eferentes dos linfonodos inguinais superficiais (escrotais ou supramamários).

rombóide torácico M. digital comum (comum dos dedos) M. coracobraquial 3. extensor do 1º e 2º dedo M. flexor carpo ulnar Cabeça umeral Cabeça ulnar M. braquiocefálico (seccionar em nível do “tendão clavicular”) Porção cleidocervical Porção cleidomastóide Porção cleidobraquial M. Músculos do braço M. ext. pronador redondo M. braquial M. serrátil ventral 2.2 Grupo ventral M. digital lateral M. supraespinhal M. tríceps Cabeça longa Cabeça lateral (seccionar) Cabeça medial Cabeça acessória M. supinador 4.2 Grupo flexor M. longo do polegar ou 1º dedo (M.M. bíceps braquial M. ext. ext. ancôneo 4. carpo ulnar ou ulnar lateral M. reto do tórax . flexor digital superficial M. ext. pronador quadrado 5. subescapular M. ext. oblíquo do carpo) M. deltóide Porção acromial Porção escapular (seccionar) M.2 Grupo medial M. rombóide cervical M. redondo maior M. extensor carpo radial M. grande dorsal 1. peitoral profundo M. flexor carpo radial M. Músculos do antebraço e mão 4. peitoral superficial M. flexor digital profundo Cabeça umeral Cabeça radial Cabeça ulnar M. Músculos do ombro 2. redondo menor 2.1 Grupo extensor M. tensor da fáscia antebraquial M. Músculos do tórax M.1 Grupo lateral M. infraespinhal M.

cremaster externo (só nos machos) 7. rombóide torácico M. peitoral superficial M. levantador do ânus / diafragma pélvico (cão dissecado) 10. longo dorsal 7. obturador externo . grande dorsal M. semimembranoso M. retrator das costelas (cão dissecado) M. coccígeo M. Músculos mediais da coxa M. reto abdominal M. sartório Porção cranial Porção caudal M. psoas menor M. oblíquo interno do abdome (seccionar) M. “Músculos da cauda” M. Músculos laterais da anca e da coxa M. serrátil ventral (porção torácica) M. adutor M.2 Linha branca (observar) 8. glúteo médio (seccionar) M. Músculos sublombares M. glúteo profundo M. escaleno M.M. íliocostal M. abdutor caudal da perna 10. ilíaco M. peitoral profundo M. quadrado femural M. intercostal externo M. pectíneo M. psoas maior M. oblíquo externo do abdome (seccionar) M. intertransverso 9. glúteo superficial (seccionar) M. intercostal interno M. Músculos abdominais M. serrátil dorsal cranial M. tensor da fáscia lata M. transverso abdominal M. diafragma (cão dissecado) 6. bíceps femural (seccionar) M. trapézio Porção cervical Porção torácica M. quadrado lombar M. rombóide cervical M. serrátil dorsal caudal M.1. transverso torácico (cão dissecado) M. reto interno ou grácil M. Músculos do membro pélvico 10. semitendíneo M. Músculos da região espinho dorso lombar M.1 Canal inguinal (observar) 7.2.

temporal M. bucinador M. Músculos da cabeça M. longo do pescoço M. digital longo (longo dos dedos) M. tibial cranial M.M. flexor digital lateral M. oblíquo cranial da cabeça M.1 Grupo ventral M. oblíquo caudal da cabeça M.3. frontal 12. flexor digital profundo M.1 Grupo extensor M. extensor longo do 1º dedo M. reto dorsal maior da cabeça M. quadríceps femural (seccionar) Vasto lateral Vasto intermédio Vasto medial Vasto femural 10. longo da cabeça e do atlas 12. flexor digital medial M. digástrico M. complexo (seccionar) M. serrátil ventral M.3 Músculo da perna e do pé 10.2 Grupo flexor M.1 Músculos mandibulares M. poplíteo 11.2 Grupo dorsal M. trapézio M. longo da cabeça M. elevador nasolabial M. fibular longo M. gastrocnêmio Cabeça lateral Cabeça medial M. orbicular da boca M. canino M. ext. Músculos do pescoço 11. esternocefálico (seccionar) Porção esternomastóide Porção esternoccipital M. rombóide M. esternotirohioideo M. extensor digital curto 10. masseter M. esternohiodeo M.3. zigomático M. escaleno 11. esplênio (seccionar) M. milohiodeo . elevador do lábio superior M. obturador interno (cão dissecado) M. gêmeos M. flexor digital superficial M. fibular curto M. extensor digital lateral M. omotransverso M.

Ação.estender a articulação do cotovelo M. diafragma É um músculo ímpar que separa a cavidade torácica da abdominal.tubérculo supraglenóide.espinha da escápula.rafe dorsal mediana e ligamento supra-espinhal. intercostal interno Origem. Ação. e. A esternal na superfície dorsal da cartilagem xifóide. A porção muscular está dividida numa parte costal e esternal e numa parte lombar composta por dois pilares. Ação.estender as articulações digitais e cárpicas. Inserção. no intervalo entre os dois pilares por onde passa a aorta.extremidades proximais das falanges (todas) dos dedos III. É o principal músculo da inspiração e aumenta o diâmetro longitudinal do tórax. INSERÇÃO E AÇÃO DE ALGUNS MÚSCULOS: Músculos do membro torácico: M.borda caudal da costela.palmarmente nas falanges médias.cranialmente na extremidade distal do úmero. extensor digital comum Origem. tuberosidade lateral da extremidade proximal do rádio e superfície lateral da ulna . Esta dividida em uma porção carnosa periférica. M. Ação. Ação. um centro tendinoso. tríceps do braço Possui três cabeças de origem (longa. O diafragma é perfurado por três aberturas: o hiato aórtico. Inserção. o pilar esquerdo está fixado de modo semelhante nas 1º e 2º vértebras lombares.estender as articulações dos dedos III.flexionar os dedos e o carpo. IV e V.tuberosidade do rádio e em parte adjacente da ulna. Inserção. principalmente no processo extensor da falange distal desses dedos.COMENTÁRIOS SOBRE ORIGEM. As várias cabeças se unem formando um tendão forte que se insere na tuberosidade do olécrano.flexionar os dedos e o carpo. lateral e medial). Inserção. sendo no cão quatro (acessória). M. A parte costal prende-se na superfície interna das costelas e cartilagens. Ação.processo extensor da falange distal (de cada dedo funcional). Estreita os espaços intercostais e evita o deslocamento para fora ou para dentro da parede durante a respiração.epicôndilo medial do úmero e caudalmente no rádio. IV e V. intercostal externo Origem. M. trapézio Origem. Inserção. flexor digital superficial Origem. Inserção.borda cranial da costela. Ação. bíceps braquial Origem. Ação.borda cranial da costela. radial e ulnar. o hiato esofágico.borda caudal da costela. M.linha semilunar.flexionar a articulação do cotovelo. e por meio deste até as primeiras 3 ou 4 vértebras lombares. O pilar direito da parte lombar esta inserido no ligamento longitudinal ventral. Ocupa o espaço entre a borda caudal da escápula e o úmero. Inserção.elevar a escápula. Inserção. M. M.oposta a do intercostal externo. M. Músculos do tórax M.puxar as costelas cranialmente na inspiração.epicondilo lateral do úmero. na face palmar da falange distal. que perfura o pilar direito e que dá passagem ao esôfago e . flexor digital profundo É formado por três cabeças: umeral. veia ázigos e ducto torácico. extensor digital lateral Origem. Ação.

Ação. transverso abdominal Origem. reto abdominal Origem. Ação. M.aduzir o membro posterior. após cruzar a superfície interna do reto do abdome. Ação.semelhante à dos músculos oblíquo externo e interno. Ação. oblíquo abdominal interno Origem. oblíquo abdominal externo Origem. caudalmente à última costela em comum com o oblíquo externo.tuberosidade isquiática.estende a quadril. glúteo médio Origem. que passa ventral ao reto e atinge a linha alba.estende o quadril.origina-se das superfícies ventrais das cartilagens das costelas e esterno. e o forame da veia cava. Inserção. Inserção. Ação.estende o quadril. semimembranoso Origem. dependendo da posição do membro.face medial do corpo da tíbia e por meio da fáscia da perna também se liga à tuberosidade do calcâneo.proximalmente no fêmur. M.nervos vagos dorsal e ventral. Inserção. Músculos do membro pélvico M.elevar o testículo.sua aponeurose se insere na linha alba.flexiona a parte toracolombar da coluna vertebral além das ações semelhantes ao oblíquo externo e interno. parto (“prensa abdominal”). Ação. o joelho e o tarso (pé).se origina das superfícies internas das últimas costelas e dos processos transversos das vértebras lombares. ao ligamento patelar e ao bordo cranial da tíbia.tuberosidade isquiática.semelhante ao músculo oblíquo externo.tuberosidade isquiática e ligamento sacrotuberal. Ação.trocanter maior do fêmur.quando se contrai. M.alguns fascículos craniais se inserem diretamente na última costela.na borda púbica por meio de um potente tendão pré-púbico. mas em sua maior parte são prolongados por uma aponeurose. Ação.túnica vaginal próximo ao testículo.borda livre do oblíquo interno do abdômen.sua parte costal emerge das últimas costelas e a parte lombar emerge da última costela e da fáscia toracolombar. Inserção. . faz a rotação medial do membro pélvico. cremaster externo Origem.côndilo medial do fêmur e côndilo medial da tíbia.é um extensor excepcionalmente potente da articulação do coxal com certo potencial de abdução. Ação. Inserção.na parede abdominal ventral. Forma uma aponeurose ampla que se insere na linha alba e no ligamento púbico. bíceps femoral Origem. Inserção. Também é empregado no ajuste da postura.fáscia toracolombar . e a partir da tuberosidade coxal e porção adjacente do ligamento inguinal. defecação. Também pela fáscia da perna se insere na tuberosidade calcânea. Inserção. semitendinoso Origem. A parte caudal do músculo flexiona o joelho. M. M. pectíneo Origem. M. Ação. localizado no centro tendinoso dando passagem a veia cava caudal. ajuda na micção. Músculos abdominais M.eminência ílio púbica e ligamento púbico. M. A parte que se liga ao fêmur estende o joelho e a parte que se liga à tíbia flexiona ou estende o joelho. Inserção.por meio da fáscia da coxa e da perna se insere à patela. atuando na termorregulação. na respiração e locomoção. M.origina-se da superfície externa do ílio e da fáscia glútea. flexiona o joelho e estende o tarso. Inserção. Inserção.

na origem de cada tendão há um osso sesamóide. Os vastos medial. Inserção. vastos medial.processo jugular (paracondilar) do occipital.aduzir o membro. Inserção.crista facial (região maxilar) e arco zigomático. na metade proximal da fíbula e na membrana interóssea adjacente. digástrico É composto de dois ventres unidos por um tendão. Ação. pois o músculo prolonga-se distalmente à patela pelos ligamentos patelares.as duas cabeças emergem das tuberosidades medial e lateral do fêmur. Ação. No cão. M. É o principal componente do tendão calcanear comum. Ação. Ação. Inserção.auxilia na depressão da mandíbula e abertura da boca.processo coronóide da mandíbula. Inserção. Inserção.em toda a sínfise pélvica e na superfície ventral do púbis e do ísquio e parte adjacente do arco isquiático. Músculos mandibulares M. Inserção. só de um lado tracionar em direção ao lado ativo. M.superfície plantar de cada uma das falanges distais. quadríceps femoral É composto por quatro partes: reto femoral.fossa temporal. adutor Origem. Origem. Junto à origem do gastrocnêmio.flexão do tarso. intermediário e lateral se originam das faces medial.tuberosidade calcânea. M.porção bucal  osso maxilar e porção molar  porção molar da mandíbula.o reto femoral origina-se do corpo do ílio.porção bucal e porção  músculo orbicular junto ao ângulo da boca.processos extensores das falanges distais. temporal Origem. M. flexionar o joelho e estender o tarso.se origina da extremidade distal do fêmur. Ação. assegurando que a tensão seja dirigida ao longo do seu eixo longitudinal. bucinador Origem. flexor medial e tibial caudal. M.pode ser um flexor do joelho. entretanto acredita-se que a função básica é se opor à curvatura da tíbia.promover a aproximação da mandíbula com o maxilar. Inserção. fáscia e ligamentos da face medial do joelho. extensor digital longo Origem.levantar a mandíbula. em carnívoros estende e abduz o quinto dedo. Origem. Ação. O reto femoral tem ação secundária na flexão do coxal. extensor digital lateral Origem. Ação. Inserção. flexor digital profundo É composto por três músculos: flexor lateral. flexor digital superficial Origem.superfície lateral do ramo da mandíbula (ramo). Ação. M.principal extensor do joelho. M. Inserção. . cranial e lateral do corpo do fêmur.dois terços proximais da tíbia.a inserção comum é na tuberosidade da tíbia.ao longo dos dois terços distais da face medial do fêmur. Ação.fossa supracondilar (ou tubérculo na face caudal) do fêmur.tuberosidade calcânea e falanges médias.flexionar as duas primeiras articulações digitais.M. Inserção.medialmente na borda ventral da parte molar da mandíbula. Ação.flexionar os dedos e estender o tarso. gastrocnêmio Origem. Músculo da bochecha: M. estender a articulação do quadril M.extremidade proximal da fíbula. masseter Origem. Inserção. vasto intermédio e vasto lateral.falange média do dedo funcional mais lateral. Origem.estender os dedos e flexionar o jarrete.

cada ramo com menor calibre. As artérias partem do coração e vão se ramificando sucessivamente. o sistema linfático. Os ramos que derivam dos troncos maiores podem ser dos seguintes tipos: Ramos colaterais: são os ramos emitidos pela artéria principal. ANGIOLOGIA Estuda o sistema vascular sangüíneo (artérias e veias). 7. Ramo visceral: ramos oriundos de uma artéria principal que vão irrigar as vísceras. É constituído por artérias e veias.2 ARTÉRIAS À dissecação.Ação. as artérias distinguem-se de outros vasos por suas paredes brancas. Quando um ramo colateral segue em direção oposta da artéria de origem este é chamado de ramo recorrente. .1 SISTEMA VASCULAR SANGUÍNEO Sua função é transportar através do sangue nutrientes e oxigênio à todas as células que constituem o organismo. 7. # Capilares: conexões entre as menores artérias e veias a nível de tecidos. até atingirem os capilares. Este conjunto de vasos é denominado de rede admirável e é encontrado na base do encéfalo e nos glomérulos renais. Ramos terminais: quando a artéria principal emite ramos e deixa de existir por causa desta divisão estes ramos são chamados de terminais.ARTÉRIA – AR TERÍOLAS – CAPILARES – VÊNULAS – VEIA A maioria das artérias é acompanhada de uma ou mais veias de mesmo nome chamadas então de veias satélites. A função desta rede é fornecer maior aporte de oxigênio para o local ou órgão em que se encontra. que é constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. que são os vasos por onde o sangue circula.movimento medial da bochecha. 7. que continua a existir. TECIDOS . relativamente rígidas e seu lúmem vazio (a menos que preenchidas por massas para facilitar a dissecação). recorrente colateral ramos terminais Ramo parietal: ramo oriundo de uma artéria principal que vai irrigar as paredes das cavidades existentes no corpo do animal. # Rede admirável: uma ou mais arteríolas se ramificam indefinidamente até os capilares. estes em seguida vão se unindo para formar vasos mais calibrosos. o coração bem como a circulação sangüínea. espessas. pressionando desta forma o alimento entre os dentes.

4. uma dorsal (átrios) e uma ventral (ventrículos) . aquelas que não seguem o mesmo trajeto de uma artéria são: veia jugular. A ligação é feita a partir de ramos de artérias e veias. As faces direita e esquerda são convexas e apresentam sulcos que indicam a divisão do coração em quatro compartimentos: . Seu tamanho varia consideravelmente entre as espécies e também entre indivíduos. Está localizado na cavidade torácica. entre veias ou entre uma artéria e uma veia. união.ventrículo direito e ventrículo esquerdo: cavidades inferiores e maiores Os átrios e ventrículos do mesmo lado se comunicam entre si através dos óstios (orifícios) atrioventriculares.4 CORAÇÃO O coração é um órgão muscular oco que. Começa no sulco coronário e dirigi-se ventralmente até a borda cranial do coração. As veias recebem tributárias (veias menores) e seu calibre vai aumentando à medida que se aproximam do coração. 7.átrio direito e átrio esquerdo: cavidades superiores e menores . # Estes sulcos são ocupados pelos vasos coronários que vão irrigar o músculo miocárdio.sulco coronário: indica a separação entre átrios e ventrículos .septo atrioventricular: divide o coração em duas porções.3 VEIAS As veias distinguem-se por suas paredes mais finas. A borda cranial é convexa. de modo geral. ou seja. veia ázigos.septo interatrial: separa o átrio direito do átrio esquerdo.2 MORFOLOGIA INTERNA O coração apresenta 4 cavidades: . Também inicia no sulco coronário e dirigi-se para o vértice do coração. encontra-se apoiado sobre o osso esterno. porção mais ventral e estreita do coração. veias cava. As principais veias não satélites. .sulco paraconal ou longitudinal esquerdo: coloca-se sobre a face esquerda do coração. já a borda caudal é quase vertical e corresponde ao nível da sexta costela. já nas veias o sangue circula de maneira centrípeta (da periferia para o coração). Sua maior porção (60%) se encontra à esquerda do plano médio entre a terceira e sexta costelas e cranialmente ao diafragma. Elas aparecem azuis quando preenchidas por sangue coagulado.sulco subsinuoso ou longitudinal direito: coloca-se sobre a face direita do coração.4. Pode ser entre artérias. veia cefálica e veia safena lateral. então denominada anastomose arteriovenosa. assegurando fluxo numa só direção e evitando o refluxo quando a circulação fica estagnada. que se repetem a intervalos ao longo de seu comprimento. Nas artérias o sangue circula centrifugamente (do coração para a periferia). porém as cavidades do lado esquerdo não se comunicam com as do lado direito.1 MORFOLOGIA EXTERNA Apresenta uma base. Veias emissárias: são vasos sangüíneos localizados dentro da cavidade craniana que têm a função de recolher o sangue venoso dos seios da duramáter e levá-lo até as grandes veias da base do crânio. que se localizam as raízes dos grandes vasos que chegam e saem do coração. aspecto aparentemente colapsado (colabado) e sua capacidade sempre maior do que as artérias associadas. ocupando a maior parte do espaço mediastínico médio. por meio de contração rítmica. O ápice. bombeia sangue continuamente através dos vasos sanguíneos para todo o organismo. # Anastomose: este termo significa ligação. veia porta. A cavidade cardíaca é dividida internamente por septos: . duas faces (esquerda e direita) e duas bordas (cranial e caudal). Cada átrio apresenta uma projeção externa sobre o ventrículo do mesmo lado chamada de aurícula . um ápice ou vértice. A maioria apresenta válvulas.7. 7. 7. é relativamente maior em espécies menores e em indivíduos de pequeno porte. porção mais dorsal do coração. É na base.

Apresenta os seguintes orifícios: . já a valva atrioventricular esquerda apresenta 2 cúspides (válvulas) e por isso é chamada de valva bicúspide ou mitral. As valvas são formadas por cúspides ou válvulas (abas ou pregas em forma de meia lua). mas liga-se ao diafragma (ligamento frenicopericárdico) nas espécies domésticas em que o eixo cardíaco é mais oblíquo (cão). cuja função é fechar os orifícios atrioventriculares durante a sístole. Lâmina parietal: acha-se aderida a face interna do pericárdio fibroso. 7. tem relação com a borda caudal do coração.septo interventricular: separa o ventrículo esquerdo do ventrículo direito Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos que permitem a passagem do sangue somente na direção do átrio para o ventrículo que são as valvas atrioventriculares. que contem líquido seroso. Lâmina visceral: acha-se aderida a face externa do coração (epicárdio). entre o pericárdio visceral (epicárdio) e o pericárdio parietal. PERICÁRDIO O pericárdio é essencialmente uma bolsa fibroserosa que envolve o coração e a origem dos grandes vasos. para permitir o movimento do coração no seu interior. Epicárdio: membrana serosa que reveste externamente o coração. porém sem cordas tendíneas chamada valva do tronco pulmonar. Quando ocorre a sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta o que poderia provocar a projeção das válvulas para dentro do átrio e conseqüentemente o refluxo de sangue. feixes musculares localizados na borda livre das válvulas. ÁTRIO ESQUERDO Localiza-se na porção mais dorsal e caudal do coração. É bastante espesso e resistente. É a porção contrátil do coração. Pericárdio fibroso: é a porção mais externa do pericárdio.Orifício aórtico: origem da artéria aorta. existem faixas finas de músculos transversos que se estendem desde o septo interventricular até a parede oposta (externa) denominado trabécula septo-marginal (cintas moderadoras). O pericárdio (fibroso) usualmente une-se ao esterno (ligamento esternopericárdico). Apresenta os seguintes orifícios: . Consiste em uma lâmina de tecido fibroso que envolve o coração e os grandes vasos. Está contido no mediastino (espaço entre os pulmões). Este orifício também possui uma valva tricúspide sem cordas tendíneas denominada valva da aorta. Para evitar esta situação existem as chamadas cordas tendíneas.4. É constituído por duas lâminas: lâmina parietal e lâmina visceral. que as prendem aos músculos papilares que são projeções do miocárdio nas paredes internas do ventrículo. O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração como um todo. Pericárdio seroso: localizado internamente ao fibroso..Orifício do seio coronário: localiza-se ventralmente à abertura da veia cava caudal. Também é uma membrana serosa. 7. A valva atriventricular direita possui 3 cúspides (válvulas) e é chamada de valva tricúspide. Este orifício apresenta também uma valva tricúspide. Apresenta os orifícios das veias pulmonares que nos animais domésticos são em torno de cinco a oito veias. Apresenta os seguintes orifícios: . miocárdio e endocárdio. O seio coronário é o local de abertura das veias coronárias. # Fossa oval: é uma pequena depressão do septo interatrial que corresponde ao forame oval na vida fetal.5 TRAJETO DE ALGUNS VASOS SANGUÍNEOS . A cavidade pericárdica é uma simples fenda capilar.3 ESTRUTURA MACROSCÓPICA DO CORAÇÃO As camadas da parede do coração são as seguintes: epicárdio. ÁTRIO DIREITO Localiza-se na porção mais dorsal e cranial do coração.Orifício da veia cava caudal: sobre a borda caudal do coração . composta de músculo estriado cardíaco. VENTRÍCULO ESQUERDO Localizado ventralmente e caudalmente no coração.Orifício atrioventricular direito .Orifício do tronco pulmonar: localiza-se na porção mais dorsal e cranial do ventrículo. Já para prevenir o excesso de distensão do ventrículo durante a diástole (dilatação) ventricular. VENTRÍCULO DIREITO Localizado ventralmente e cranialmente no coração. Localiza-se dorsalmente e cranialmente no ventrículo. Encontram-se localizados dorsalmente no átrio.Orifício da veia ázigos: abre-se na veia cava cranial ou dorsalmente à abertura dessa .Orifício atrioventricular esquerdo . (pericárdio visceral) Endocárdio: fina camada de superfície lisa contínua ao revestimento dos vasos sangüíneos que reveste internamente o coração. Miocárdio: é a camada média.Orifício da veia cava cranial: localiza-se dorsalmente no átrio direito . O controle de sua atividade é feita através do vago (parassimpático) e do simpático.

É a principal fonte de sangue para a pata. ventral e à direita da traquéia. artéria torácica interna e artéria cervical superficial. segue cranialmente como aorta ascendente e após um curto trajeto curva-se dorsalmente e para a esquerda (arco aórtico) a partir de onde passa a ser denominada de aorta descendente localizando-se ventralmente às vértebras. A parte cranial ao diafragma denomina-se aorta torácica e a parte caudal aorta abdominal. pescoço e membro torácico. Continua caudoventralmente na pelve a partir de sua origem na aorta caudal à origem da ilíaca externa. atingindo a face craniomedial do cotovelo e continuando pelo antebraço. Acima da laringe as artérias carótidas comuns emitem seus ramos terminais: artérias carótidas externa e interna. h) VEIAS CAVAS CRANIAL E CAUDAL Veia cava cranial: no cão e suíno é formada pela união das veias braquiocefálicas direita e esquerda. circunflexa cranial do úmero (exceto suíno) e continua-se com o nome de artéria braquial. e) ARTÉRIA AXILAR O grande tronco do membro torácico cruza a axila e continua-se distalmente acima da superfície medial do braço. tronco costocervical. caudal ao úmero. Emite a artéria radial no antebraço e se continua para pata. e) ARTÉRIA MEDIANA Segue pela face caudomedial do antebraço acompanhando o nervo mediano. Torna-se artéria femoral ao deixar o abdome através da lacuna vascular (localizada entre o ligamento inguinal e a pelve). Na altura da quinta ou sexta vértebra lombar se divide em seus ramos terminais: as artérias ilíacas internas e externas e sacra média (ausente no eqüino). a. Ao nível do segundo espaço intercostal ele origina as artérias subclávias e carótidas comuns (no cão somente a subclávia direita) c) ARTÉRIAS CARÓTIDAS As artérias carótidas comuns se originam separadamente no cão e suíno e pelo tronco bicarotídeo nas demais espécies. A veia cava cranial segue através do mediastino cranial. sendo que está artéria se oblitera (degenera) após o nascimento nos ruminantes. Em seguida penetra mais profundamente entre os músculos para cruzar a superfície medial do fêmur e atingir a face caudal da coxa. já a artéria subclávia esquerda origina-se diretamente do arco aórtico. Esta artéria fornece sangue para o membro torácico e para as estruturas do pescoço. onde logo muda de nome passando a se chamar artéria mediana após emitir a artéria antebraquial profunda. d) ARTÉRIAS SUBCLÁVIAS Nos caninos e suínos somente a artéria subclávia direita origina-se do tronco braquiocefálico. torácica externa. que é o seio carotídeo. A artéria ilíaca externa é a principal artéria do membro posterior. subescapular e a. Prossegue sobre a cápsula da articulação do joelho como artéria poplítea. torácica lateral (carnívoros e suíno). . com uma localização ideal para tomada de pulso. Na altura da borda cranial da primeira costela curva-se para entrar no membro torácico onde passa a se chamar artéria axilar. a. A artéria carótida externa (o maior dos ramos) segue como o prolongamento direto do tronco original até emitir seus ramos finais: artéria maxilar e artéria temporal superficial. junto aos tendões dos músculos redondo maior e grande dorsal. A artéria subclávia emite ainda quatro ramos que chegam medialmente à primeira costela ou primeiro espaço intercostal: artéria vertebral. Em sua subida pelo pescoço acompanha o tronco nervoso vagossimpático. Seu maior ramo no antebraço é a artéria interóssea comum. A artéria carótida interna no seu início apresenta uma pequena dilatação. Drena para o átrio direito o sangue proveniente da cabeça. d) ARTÉRIA BRAQUIAL A artéria braquial é a continuação da artéria axilar. Atravessa o diafragma pelo hiato aórtico. A artéria axilar emite os ramos: a. Esta passa sobre a superfície medial do úmero. g) ARTÉRIA FEMORAL Sua primeira parte tem uma posição superficial entre o músculo sartório e o músculo pectíneo onde forma uma saliência visível. f) ARTÉRIAS ILÍACAS INTERNA E EXTERNA A artéria ilíaca interna irriga as vísceras pélvicas e paredes pélvicas. Origina-se junto à terminação da aorta e segue ventrocaudalmente pelo abdome onde emite a artéria femoral profunda.a) ARTÉRIA AORTA Origina-se do ventrículo esquerdo. Nas demais espécies se forma pela união das veias jugular externa e subclávia na entrada do tórax. e se encontra sob a proteção do músculo flexor radial do carpo. b) TRONCO BRAQUIOCEFÁLICO Origina-se do arco aórtico e passa pela superfície ventral da traquéia.

onde se processa a hematose. Em condições normais. junto à entrada da pelve. 7. ou seja. de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. pelo forame da veia cava caudal. pela união das veias ilíacas comuns (direita e esquerda). chegando ao átrio direito do coração. o sangue carregado de resíduos e CO2 retornna ao coração através de numerosas veias.Veia cava caudal: forma-se no teto do abdome. são tributárias de dois grandes troncos venosos. convertendo-se em artéria ou veia. Em síntese. Em resumo. Seu trajeto através do pescoço ocupa o sulco entre o músculo braquiocefálico dorsalmente e o músculo esternocefálico ventralmente. Tipos de circulação: a) Circulação pulmonar . É provável que a circulação colateral possa estabelecer-se a partir de capilares.6. Começa na face palmar da pata. a fim de que sejam mantidas as reações metabólicas do ser em desenvolvimento. l) VEIA CEFÁLICA É uma veia superficial de grande importância nos cães. aprofunda-se ventralmente passando através do fígado e do diafragma. que vai a bexiga urinária). já a esquerda desemboca diretamente no átrio direito. veia cava caudal e veia cava cranial. provida de uma rede capilar no intestino (onde há a absorção dos alimentos) e outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem complexos processos metabólicos). d) Circulação portal . o que se faz através da placenta ao umbigo do feto. estabelecendo-se uma efetiva circulação colateral.ou pequena circulação. a qual vaise ramificando sucessivamente e chega a todos os tecidos do organismo. juntamente com a veia ázigos e o seio coronário.CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA NO FETO Durante o período que o feto permanece no interior do útero materno. o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares. as quais desembocam no átrio direito. O sangue oxigenado resultante é levado pelas veias pulmonares e lançado no átrio esquerdo. tem início no ventrículo esquerdo. onde existem extensas redes de vasos capilares nos quais se processam as trocas entre o sangue e o tecido. pela artéria aorta. a partir do arco palmar venoso superficial. pela união das veias linguofacial e maxilar. i) VEIA JUGULAR EXTERNA Se forma junto ao ângulo da mandíbula. o sangue passa a circular ativamente por estas variantes. Como não há funcionamento dos pulmões e conseqüentemente respiração pulmonar o oxigênio deve provir do organismo materno.ou grande circulação. é uma circulação coração-pulmão-coração. onde recebe as veias intercostais. Drena o sangue procedente do abdome. há o cordão umbilical. Isto acontece na circulação portal-hepática. não há muito passagem de sangue através destas comunicações. mas no caso de haver obstrução parcial ou total de um vaso mais calibroso que participe da rede anastomótica. O cão só possui a veia ázigos direita. pelve e membro pélvico para o átrio direito. Recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e do abdome. tem início no ventrículo direito de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos pulmões. A outra corrente sangüínea saí do ventrículo esquerdo. Paradoxalmente. cada uma delas formada pela união de uma veia ilíaca interna e uma veia ilíaca externa. incluindo a cavidade cranial. Conclui-se que a circulação colateral é um mecanismo de defesa do organismo. A circulação se faz por meio de duas correntes sangüíneas. pois é utilizada para introdução de substâncias por via endovenosa.neste tipo de circulação. de onde passará ao ventrículo esquerdo. há necessidade da oxigenação constante de seu próprio sangue. Estas são em maior ou em menor número dependendo da região do corpo. as quais partem ao mesmo tempo do coração. as quais em última instância. sem passar por um órgão intermediário. A veia ázigos direita desemboca na veia cava cranial. Depois de sofrer hematose. pela veia umbilical corre . c) Circulação colateral .1. o sangue retorna pelas veias ao átrio direito. uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares. Após as trocas. 7. constituído por uma veia e duas artérias umbilicais (além do úraco. existem anastomoses entre os ramos de artérias e veias entre si. é uma circulação coração-tecidos-coração. É formada pelas veias esplênica (gastroesplênica) e mesentérica cranial e caudal. a troca de CO2 por O2. b) Circulação sistêmica . j) VEIA ÁZIGOS É formada pela união das primeiras veias lombares e passa pelo hiato aórtico para o tórax. para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre. ficando veia porta interposta entre as duas redes. Segue no braço entre os músculos peitoral e braquiocefálico para se unir a veia jugular externa na parte inferior do pescoço.normalmente. Corre na região sub-lombar: à direita da artéria aorta. pela adição de tecidos as suas paredes. Após as trocas. A primeira corrente sai do ventrículo direito através do tronco pulmonar e se dirige aos capilares pulmonares. A veia linguofacial é a principal drenagem das estruturas mais superficiais e mais rostrais da cabeça e a veia maxilar daquelas mais profundas e mais caudais. de onde o sangue passará para o ventrículo direito.6 CIRCULAÇÃO DO SANGUE A circulação é a passagem do sangue através do coração e dos vasos.

após ramifica-se nos capilares deste sangue (misturado) é levado pelas veias hepáticas.Linfonodos mesentéricos: junto ao mesentério . 8. modifica-se completamente a circulação sangüínea. a veia cava caudal.As artérias umbilicais tornam-se cordões fibrosos. A maior parte do sangue contido no átrio direito (sangue arterial misturado com venoso) passa para o átrio esquerdo através de um orifício existente no septo interatrial que é o forame oval. 4. e deste vai ao ventrículo esquerdo atravessando o óstio átrioventricular esquerdo. É constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. Por ocasião do nascimento e desde que os pulmões comecem a respirar. enquanto as duas artérias umbilicais servem de condução de sangue venoso que corre em direção contrária ao coração do feto. pela veia umbilical. A linfa circula dentro dos vasos linfáticos e é composta basicamente por glóbulos brancos. desemboca diretamente na veia cava caudal e outro ramo se anastomosa com a veia porta. . Também fazem parte do sistema linfático o baço (descrição junto com o sistema digestivo) e o timo. Alguns dos principais linfonodos são: Cabeça – Linfonodo parotídeo: entre a glândula parótida e o músculo masséter. 5. a veia umbilical se dirige ao fígado se anastomosa com a veia porta e penetra na glândula.O forame oval fecha-se permanecendo em seu lugar uma depressão. encontrado no fígado destas espécies.SISTEMA LINFÁTICO Tem como função a defesa do organismo. O sangue do ventrículo esquerdo atinge a aorta para se distribuir. passando a constituir o ligamento venoso. predominando quase que exclusivamente os linfócitos os quais são produzidos pelos linfonodos. onde o sangue misturado é novamente oxigenado para retornar ao feto. a veia umbilical ao chegar no fígado se bifurca. 3. mediastínico médio ao redor da base do coração e mediastínico caudal (ausente no cão) próximo ao esôfago junto ao diafragma. sendo representado por um travessão conjuntivo. passa para o ventrículo direito através do óstio átrioventricular direito.A veia umbilical se oblitera. que é a fossa oval. ao atingir as artérias ilíacas internas. em parte segue pelos ramos destas existentes somente no feto.Linfonodo axilar: região axilar Tórax – Linfonodos mediastinicos: mediastinicos craniais. No bovino e no cão. Outra parte do sangue do átrio direito. um ramo denominado ducto venoso. Membro torácico – Linfonodo cervical superficial (pré-escapular): cranialmente à articulação do ombro e escápula. Os laterais situam-se na fossa do atlas e os mediais contra o teto da faringe. pois é responsável pela produção dos glóbulos brancos. e dessa forma vai ter também a aorta. Linfonodos retrofaríngeos laterais e mediais. que são as artérias umbilicais. Do umbigo. 2. Quantidade mínima de sangue do tronco pulmonar que posa ir aos pulmões retorna pelas veias pulmonares ao átrio esquerdo. o ligamento arterioso. ou junto à glândula mandibular no ângulo da mandíbula. direita e esquerda. Toda a linfa do organismo é conduzida de volta à corrente sangüínea através de dois ductos: o ducto torácico que é o principal coletor de linfa e o ducto traqueal. que passa a ser encontrada no animal adulto. pequenos nódulos que se encontram distribuídos em diversas partes do corpo ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. sem apresentar modificações muito sensíveis. essa última desemboca no átrio direito do coração. mesmo que para isso tome caminhos diferentes. por suas ramificações. As artérias umbilicais vão até ao cordão umbilical para atingirem a placenta. São os seguintes os fenômenos que ocorrem: 1. Do ventrículo direito segue pelo tronco pulmonar.Linfonodo brônquico: ao redor da bifurcação da traquéia. A aorta difunde o sangue arterial (misturado com o venoso) por todo o corpo fetal. Do átrio direito o sangue é conduzido totalmente a artéria aorta. .sangue arterial. próximo a articulação temporomandibular. a todo o organismo do feto.O ducto arterioso (que une o tronco pulmonar a aorta) oblitera-se. o qual se liga a aorta por um ducto anastomótico denominado ducto arterioso. passando a constituir os ligamentos redondos da bexiga. e em menor quantidade.No bovino e cão o ducto venoso (que une a veia umbilical a veia cava caudal) também se oblitera. O líquido que extravasa ao nível dos capilares sangüíneos e difunde-se pelos espaços intersticiais das células constitui o que chamamos de linfa. Linfonodo mandibular: grupo de linfonodos situados no espaço intermandibular. Vísceras abdominais – Linfonodos portais: junto à veia porta . constituindo-se o ligamento redondo do fígado. o qual.

agrupados em sistemas pela sua origem comum. funções normais. caudais ao joelho. CAVIDADES CORPORAIS São constituídas dos compartimentos torácico. Também podem desembocar na veia jugular correspondente próximo a entrada torácica. Um ducto linfático direito pode estar presente efetuando a drenagem de estruturas torácicas craniais direitas. que acompanha o trajeto da traquéia no pescoço. que recebe linfa do abdômen. Entende-se por serosa parietal a lâmina que adere internamente à parede corpórea. É uma estrutura lobulada (com semelhança de glândula salivar) que ocupa aparte ventral do mediastino cranial. prega ileocecal). onde se multiplicam originando a competência imunológica pré-natal. Timo: é um órgão que tem importância máxima em jovens. A parede das cavidades revestidas pelas serosas permite a divisão em três seções: serosa parietal. para terminar normalmente na veia jugular esquerda ou na veia cava cranial. juntamente com outros elementos. Prega: serosa conectante entre dois órgãos viscerais (ex. ou vescor. A membrana serosa é uma membrana contínua fina que reveste as cavidades corporais e cobre os órgãos cavitários. . conhecida como pleura na cavidade torácica e peritônio na cavidade abdominal. A raiz splanchnon. eu me nutro.Linfonodo isquiático: (presente nos ungulados. Origina-se nos linfonodos retrofaríngicos.Pelve e membro pélvico – Linfonodo ilíacos mediais: junto à origem das artérias ilíacas externa e interna. serosa intermediária (de conexão) e serosa visceral. ESPLANCNOLOGIA GERAL (ORGANOLOGIA) CONSIDERAÇÕES GERAIS Organologia é o estudo dos órgãos. mesojejuno. O diafragma separa a cavidade torácica das cavidades abdominal e pélvica (abdominopélvica). mesogastro. . Tanto o ducto torácico como o ducto linfático direito podem receber o(s) ducto(s) traqueal(is) correspondentes. viscus que significa órgão interno. sob o músculo bíceps da coxa. Para designação especial do mesentério. mesovário). Serosa intermediária é àquela túnica serosa que une a porção parietal com a visceral ou duas serosas viscerais. situação particular. estrutura semelhante. Estas cavidades são revestidas de membrana serosa. ausente no cão) na face lateral do ligamento sacroisquiático (sacrotuberal largo). Víscera é o plural do latim. . .Linfonodo inguinal superficial (supramamário ou supraescrotal): dorsalmente à glândula mamária ou escroto. Os órgãos são unidades suprateciduais. O seu córtex produz linfócitos T imunocompetente que vão para corrente sangüínea chegando aos linfonodos. terminando de modo semelhante ao ducto torácico. Quando desenvolvem-se estendem-se desde a região cervical (ao lado da traquéia) até o pericárdio (mediastino cranial) sendo que a porção cervical regride penetrando em algumas espécies (cão por exemplo). Seguindo cranioventralmente. deriva do grego e significa órgão interno (entranhas). Logos – estudo. abdominal e pélvico. Ela reveste os órgãos e a parede interna das cavidades do tronco. Ducto traqueal: geralmente é um vaso par. O ducto passa pelo hiato aortico para o mediastino. Mesentério em sentido amplo é o tipo de peritônio de conexão entre o trato intestinal e reprodutivo e a parede abdominal. contribuindo para o desempenho de papeis fisiológicos sistêmicos mais complexos. Origina-se na cisterna do quilo. Ducto torácico: é o principal coletor de linfa. Possui a capacidade de secretar um líquido sero-aquoso e de reabsorvê-lo. relações. definidos como instrumentos de função. que coletam a linfa da cabeça.Linfonodo poplíteo: junto a fossa poplítea. é usado o prefixo meso e o nome grego para o qual se dirige esse mesentério (mesórquio. viscus. intestino. víscera.Linfonodo subiliaco (pré-femural) (não tem no cão): a frente do músculo tensor da fáscia lata ou junto ao músculo sartório . pelas conexões especiais. da pelve e membros pélvicos. e unem-se ao ducto torácico (lado esquerdo) ou linfático direito. Em casos isolados os mesentérios são também designados como ligamento ou como prega. sobre a face esquerda da traquéia. regride gradativamente até praticamente desaparecer.

Cavidade pélvica: É o espaço limitado pelos ossos pélvico. cilíndricos ou cavitários) por apresentarem grandes cavidades e órgãos sólidos ou parenquimatosos. inervado pelo nervo frênico. Exemplo de órgão retroperitoniais: rim e porção cranial do ureter. c) Forame da veia cava: abertura no centro do diafragma para a veia cava caudal. No macho: o peritônio é um saco fechado que se estende para o escroto. abdominopélvica e escrotal. 2. sacro e as duas primeiras vértebras caudais. diafragmática e mediastinal. A pleura parietal divide-se em pleura costal. etc. pois apresenta um orifício ao nível da extremidade proximal da tuba uterina que conecta a cavidade peritonial com o exterior através da luz tubárica. os troncos vagais dorsal e ventral e os vasos esofágicos. Canal inguinal: é uma abertura através da parede abdominal por onde passam vasos sanguíneos. o esôfago. Contém o reto. Túnica serosa é o peritônio visceral. vagina. a pleura. e que também revestem parcial ou totalmente os órgãos nelas contidos. Retroperitonial: É o termo usado para estrutura localizada entre o peritônio e a parede cavitária sem conexão peritonial ou também aplicado para porção dos órgãos pélvicos não envolvidos pelo peritônio. a pleura visceral ou o pericárdio visceral. onde reveste os testículos. túnica fibrosa ou cápsula ou ainda túnica albugínea conforme o órgão em questão. b) Hiato esofágico: localizado ventral ao hiato aórtico. ARQUITETURA FUNCIONAL DAS VÍSCERAS Vísceras são estruturas ou órgãos que apresentam cavidade ou não e são revestidas por camadas especiais (externa. Entrada pélvica: é a comunicação entre as cavidades abdominal e pélvica. A pleura visceral é também conhecida como pleura pulmonar. Podem-se distinguir órgãos ocos (tubulares. A cavidade pleural localiza-se na cavidade torácica e se divide em sacos pleural direito e esquerdo.Ligamento: serosa de conexão entre a serosa parietal e a serosa visceral. Entre os sacos pleurais fica o mediastino onde o coração encontra-se envolvido pela sua própria cavidade pericárdica com as lâminas parietal e visceral (epicárdio). Fundos de saco da cavidade peritonial: reflexão caudal do peritônio entre os órgãos e a cavidade pélvica. formados por membranas que forram parcial ou totalmente a cavidade torácica.. pela linha arqueada do osso ilíaco e pela margem cranial do púbis. É uma lamina destas serosas que cobre a víscera e se continua com a porção parietal da membrana de nome . Entram neste espaço o esôfago. É formado dorsalmente por uma porção lombar que consiste de dois pilares direito e esquerdo.Cavidade torácica: é o espaço no qual estão contidos os órgãos torácicos. A porção peritonial da cavidade pélvica é cranial e limitada pelas bolsas do peritônio abdominal. lateralmente pela porção costal e ventralmente pela porção esternal. as vértebras e as esternébras conectadas. a traquéia e os grandes vasos. somente uma pequena quantidade de líquido lubrificante. O centro tendinoso é uma região aponeurótica em forma de V no centro do diafragma. Cavidade peritonial: É um espaço potencial entre o peritônio parietal e visceral localizado na cavidade abdominal e parte da cavidade pélvica. as cavidades pleurais. O limite entre a cavidade abdominal e a pélvica é marcada pela linha terminal. 1. Seu movimento cranial ou caudal decresce ou aumenta o volume do tórax durante a expiração ou inspiração. A porção retroperitonial é caudal e limitada pelo peritônio abdominal. adventícia. próstata. Neste espaço não há órgãos. Na fêmea: o peritônio não constitui um saco fechado. média e interna). A cavidade vaginal do funículo espermático é um divertículo da cavidade peritonial. o canal anal e as porções pélvicas das vísceras reprodutivas e urinárias.Cavidade abdominal: é o espaço dentro do tronco entre o diafragma e a cavidade pélvica. Abertura abdominal da tuba uterina: é uma abertura para fora da cavidade abdominal (peritonial) na fêmea. respectivamente. vaginal e vulvar. A abertura torácica cranial (entrada torácica) é a entrada na cavidade torácica formada pelo primeiro par de costelas. o pericárdio e a cavidade pericárdica. nervos e o cordão espermático. Omento: dupla camada de peritônio de conexão entre o estômago e órgãos abdominais ou parede abdominal. O diafragma fecha a abertura torácica caudal. que é formada pelo osso sacro. Um grupo especial de órgãos é aquele constituído pelos sacos serosos.. O diafragma tem três aberturas entre o tórax e o abdômen: a) Hiato aórtico: é a abertura na porção dorsal do diafragma para a passagem da aorta abdominal (também para veia ázigos e ducto torácico). uterina. O diafragma se projeta como uma cúpula para dentro do tórax. É o principal músculo envolvido na respiração. Camada externa: Pode ser denominada túnica serosa. 3. A porção caudal do tórax é preenchida com vísceras abdominais. Diafragma: é um músculo em forma de cúpula que separa as cavidades torácica e abdominal.

Atuam em perfeito equilíbrio funcional. O sistema respiratório começa nas narinas. responsável pela abertura e fechamento do lúmen de um órgão. É a responsável pelo movimento da parede dos órgãos e sua ação é de compressão ou propulsão. seu oponente se relaxa e vice-versa. A túnica mucosa foi assim denominada porque pode produzir muco que fornece uma camada viscosa para a superfície relacionada com o lume do órgão. a qual está conectada diretamente ou indiretamente a muitos seios paranasais. 1. O ápice do nariz dos carnívoros e suínos. TRAQUÉIA. lacrimal. Túnica fibrosa: muitos órgãos são circundados por túnicas fibrosas.Parede do nariz: consiste da pele externamente. Na passagem pelas narinas até os alvéolos o ar é usualmente purificado. A porção caudal do septo. no esôfago e no canal anal. como por exemplo. com diferenciações especiais da musculatura longitudinal e musculatura circular ou oblíqua. maxilar. seja através das narinas e assim para fora do organismo ou através da faringe. A região olfatória está localizada na porção caudal da cavidade nasal. O suporte ósseo da parede é formado pelos ossos: nasal. facilitando a evaporação de secreções glandulares e saturando o ar com água (que é importante no olfato). laringe. incisivo. O osso vômer sustenta a cartilagem nasal. frontal. e uma membrana mucosa que cobre a cavidade nasal. Outras túnicas de caráter semelhante são conhecidas como albugínea ou túnica adventícia. peritônio para o intestino. umedecido e aquecido sendo seu volume regulado pelas narinas e laringe. formando camadas extensas. a parte cervical do esôfago (túnica adventícia) e os rins (cápsula fibrosa). com papel de suporte. O sistema respiratório é responsável pela troca de gases entre o sangue e a atmosfera e dentro de limites melhora a qualidade do ar inspirado e regula seu fluxo. óssea. de modo que. Os cães freqüentemente respiram através da boca. estriadas ou cardíacas. O movimento como ondas dos cílios transportam finas partículas de poeira que ficaram presas pelo epitélio úmido. formada por fibras musculares lisas. 1. rostral aos olhos. O ar inspirado é aquecido pelos extensivos plexos vasculares da mucosa respiratória da cavidade nasal. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: CAVIDADE NASAL. O diafragma e os outros músculos respiratórios governam o volume respiratório pelo aumento ou diminuição da cavidade respiratória. onde a passagem respiratória cruza com a do sistema digestório e as partículas são eliminadas através da deglutição. LARINGE. nos mamíferos domésticos é incorporado à face formando grandes áreas dorsal e lateral. BRÔNQUIOS. O fluxo de ar respiratório que usualmente passa através do nariz. A quantidade de sangue que flui através destes plexos pode ser regulada e este aquecimento adicionado ao fluxo de ar. enquanto a estriada tem a tendência de estar disposta como músculos individuais. Rostralmente o septo consiste de cartilagem que começa progressivamente mais flexível em direção ao ápice. é formada pela placa perpendicular do etmóide. quando um componente se contrai. sobressai alguma extensão da face. A musculatura lisa tende a ser contínua. zigomático e placa perpendicular do osso palatino. PULMÕES E PLEURAS. FARINGE. A musculatura circular pode bloquear a entrada ou a saída de conteúdo da cavidade de um órgão. O som é produzido na laringe principalmente pelo ar expirado. resfriando assim seus corpos. Septo nasal: forma a separação entre as narinas e divide a cavidade nasal em metades direita e esquerda. Os piloros normalmente denominados esfíncteres são mecanismos de abrir e fechar orifícios ou canais. As bordas livres dos ossos nasal e incisivo providenciam inserção para as cartilagens nasais que suportam as narinas. Associados com os ossos e cartilagens da camada de suporte estão os músculos nasais que regulam a abertura das narinas. Os condutos respiratórios são compostos de um epitélio pseudoestratificado ciliado e produtor de muco.NARIZ O nariz humano se projeta distintamente da face. pode passar diretamente através da boca com exceção do eqüino. traquéia e pulmões. A lâmina muscular é composta de três camadas de fibras musculares lisas. O epitélio da mucosa pode ser de secreção ou absorção. A troca de gases ocorre nos alvéolos pulmonares onde o sangue dos capilares alveolares faz contato com o ar através de uma parede alveolar extremamente fina (hematose). uma camada média de suporte de osso ou (rostralmente) de cartilagem.1. As narinas no ápice levam para dentro da cavidade nasal. Glândulas seromucosas nas paredes dos condutos respiratórios servem para adicionar umidade ao ar. pleura para os pulmões e pericárdio para o coração. As musculaturas lisa e estriada podem ser encontradas juntas em ambas as extremidades do trato digestório. no caso das glândulas. Camada média: é a túnica muscular.semelhante. Camada interna: é a túnica mucosa. que forra os órgãos e compreende a lâmina própria da mucosa. a primeira constituindo essencialmente de tecido fibroso denso e branco e a última com muitas fibras elásticas de textura mais frouxa. esta normalmente é denominada cápsula. por onde o ar entra nas cavidades nasais e se continua pela faringe. A região olfatória registra a presença de substâncias nocivas no ar e ativa um reflexo que fecha a passagem de ar pela laringe. estará envolvida por tecido conjuntivo. A lâmina própria constitui a estrutura ou esqueleto da mucosa. Os músculos . no entanto. onde o órgão de fonação está contido na laringe. no sistema digestório atua em ambas funções. pois isto provoca a evaporação de fluídos. lâmina muscular da mucosa e a tela submucosa. Quando uma víscera não está relacionada com sacos serosos.

2. mas no eqüino a pele com pêlos comuns se estendem dentro desta por uma curta distância. A porção rostral estreita da cavidade nasal (vestíbulo nasal) é usualmente revestida por membrana mucosa que é coberta por um epitélio escamoso estratificado. 5. especialmente durante a deglutição. Concha nasal média: nos carnívoros Meato nasal ventral: é o mais largo.SEIOS PARANASAIS São espaços preenchidos com ar e cobertos de mucosa respiratória extremamente fina e pouco irrigada. ventral a laringofaringe e começo do esôfago. Esta extensa vascularização aquece o ar causando a evaporação das secreções glandulares e com isso adicionando umidade ao ar inalado. Quando ingurgitadas estes plexos dilatam como tecidos eréteis e impedem o fluxo de ar. Concha nasal ventral: origina-se da crista conchal do maxilar e é independente da concha etmoidal. A nasofaringe comunica-se dorsolateralmente com a orelha média através de orifícios como fendas das tubas auditivas.do nariz e lábios superiores atuam juntos para dilatar as narinas. Estes são particularmente usados na respiração trabalhosa ou quando o animal está farejando. do nariz e do crânio. O palato duro separa a cavidade oral da nasal. ossificando-se parcialmente com a idade. .NASOFARINGE O ar inspirado após deixar a cavidade nasal passa através das coanas para dentro da nasofaringe que se situa dorsal ao palato mole. 3. mas como suas aberturas são estreitas. Os seios retêm suas conexões com a cavidade do nariz. A localização e o estreitamento das aberturas tornam estas propensas a obstruções devido à inflamação ou congestão da mucosa. A laringe dos mamíferos domésticos situa-se ao nível da base do crânio. A porção média é a maior porção e contém as conchas ou cornetos nasais. No eqüino. 4.Assoalho da cavidade nasal: é o teto da cavidade oral. frontal. que são duas aberturas separadas pelo vômer. A maior parte da porção média e septo da cavidade nasal (região respiratória) é coberta de mucosa de epitélio pseudoestratificado ciliado e contém principalmente glândulas serosas. dentro do espaço intermandibular nos eqüinos e ruminantes e mais caudal nas outras espécies. O osso vômer está inserido na superfície dorsal destes ossos e suporta o septo nasal. Nesta porção a mucosa é especializada em olfação (região olfatória) e contém terminações do nervo olfatório e glândulas. porção nasal do osso frontal e rostro do pré-esfenóide. Conchas nasais: Concha nasal dorsal: é a concha mais longa dos animais domésticos. Consiste de muitas cartilagens cobertas no seu interior por membrana mucosa.CAVIDADE NASAL A cavidade nasal se comunica rostralmente com o exterior através das narinas e caudoventralmente com a nasofaringe através das coanas. Atua como proteção térmica e mecânica das cavidades da órbita. reduz o peso da cabeça e aumenta a ressonância da voz. Meatos etmoidais: espaço de ar entre as conchas etmoidais. há uma troca de ar relativamente lenta.LARINGE É um tubo músculo-cartilaginoso curto que conecta a laringofaringe com a traquéia e contém o órgão da fonação. que estão em comunicação com a cavidade nasal. as tubas auditivas são grandemente dilatadas para formar as bolsas guturais. palatino (ausente nos carnívoros e suínos). A divisão entre cavidades nasal e cranial é formada pelo etmóide.2. Sua abertura rostral pode ser fechada para proteção da traquéia e pulmões. do processo palatino do maxilar e placa horizontal do osso palatino e está coberta dorsalmente por mucosa nasal e ventralmente por mucosa oral. Apresenta funções obscuras. A maior parte do ar respiratório passa através deste meato. Apresenta forma mais ou menos cilíndrica e alongada. esfenoidal e lacrimal (nos suínos e ruminantes). e mais caudalmente está relacionada com a base do crânio. Dorsalmente é separado da porção caudal da cavidade nasal por uma divisão horizontal formada pelos ossos palatinos. Meato nasal comum: é o estreito espaço entre o septo médio e as conchas. Caudoventralmente a nasofaringe se comunica através do óstio intrafaríngeo com a laringofaringe que é o local onde a via respiratória cruza com a via digestiva. 1. estendendo-se do teto da cavidade nasal para o assoalho continuando-se lateralmente com os outros meatos. que devido a suas paredes musculares são capazes de dilatação e constrição. São bem desenvolvidos no eqüino (músculo canino) e podem transformar normalmente as narinas semilunares em circulares. Esta consiste de porções do osso incisivo. A submucosa da região respiratória possui numerosos plexos vasculares consistindo de veias. As cartilagens estão conectadas umas as outras no osso hióide e na traquéia pelos ligamentos e músculos. etmóide e pelo vômer. A porção caudal é pequena e contém as numerosas conchas etmoidais. São pobremente desenvolvidos nos suínos e carnívoros. situa-se entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal e projetase para dentro da nasofaringe. Estão presentes os seios: maxilar.

Divide-se numa porção cervical e outra torácica. As subdivisões terminais dos bronquíolos dão origem usualmente a dois bronquíolos respiratórios os quais contém alguns alvéolos. O brônquio traqueal presente nos suínos e ruminantes é considerado também um brônquio lobar.TRAQUÉIA É um tubo cartilaginoso não colapsável que continua a via respiratória da cartilagem cricóide da laringe para a raiz do pulmão. Cartilagem tireóide: É a maior das cartilagens. O esôfago retorna do plano médio e assume sua posição dorsal a traquéia. Entre o tecido conjuntivo e a membrana mucosa está o músculo traqueal. Situa-se cranial a cricóide e ventral a epiglote e aritenóides. Os bronquíolos são tubos muito pequenos. Os bronquíolos respiratórios se dividem uma ou duas vezes e são seguidos pelos ductos alveolares. A base do segmento situa-se contra a pleura e seu ápice aponta para o hilo do pulmão. 8. As cartilagens traqueais estão unidas pelos ligamentos anulares que são fundidos ao pericôndrio e consiste principalmente de tecido fibroso. cartilagens aritenóides dorsalmente e cartilagem epiglote rostralmente. menores que 1 mm de diâmetro. os bronquíolos não contêm glândulas e suas paredes não possuem suporte cartilaginoso. Ventralmente e lateralmente está rodeada pelos músculos cervicais que passam do esterno a cabeça. Os brônquios lobares passam dentro de uma porção do pulmão e cada um deles entra e ventila um lobo. A epiglote se ajusta como uma tampa sobre a entrada da laringe e fecha esta durante a deglutição. No pescoço está relacionada dorsalmente com o esôfago e músculos longo do pescoço e da cabeça. dorsal a veia cava cranial.O esqueleto da laringe é composto pelas seguintes cartilagens: cartilagem cricóide caudalmente. onde esta se bifurca para formar os brônquios principais direito e esquerdo. sendo que cada um destes ventila um segmentobroncopulmonar. caudalmente ao diafragma como pleura parietal diafragmática e medialmente aos órgãos no mediastino ou para outro saco pleural como pleura mediastinal. Porção torácica: Na cavidade torácica. os quais cobrem a superfície ventral da coluna vertebral. A pleura que reveste o coração é a pleura mediastinal pericárdica. Os brônquios lobares emitem um grande número de brônquios segmentares. Cartilagem cricóide: Articula-se com a porção caudal da cartilagem tireóide e está parcialmente coberta pelas lâminas da tireóide. O segmento broncopulmonar é em forma de cone. Em contraste com os brônquios. Posição: Porção cervical: Situa-se ventralmente e a direita do esôfago. a traquéia continua caudalmente no mediastino. o tecido conjuntivo é frouxo.ÁRVORE BRÔNQUICA A bifurcação da traquéia dá origem aos brônquios principais que são grossos e curtos. os quais se dividem dentro de brônquios lobares na entrada dos pulmões. São os últimos ramos da árvore brônquica relacionados unicamente com a condução do ar. 7. Cartilagens aritenóides: São duas e apresentam forma de pirâmide de 3 lados com seu ápice apontando rostrodorsalmente e com a base na face da cartilagem cricóide. A existência de segmentos broncopulmonares pode ser demonstrada pela insuflação de um brônquio segmentar individual. A troca de gases toma lugar nas paredes do alvéolo. que é uma região funcional. Tem aparência de anel e consiste de uma lâmina ampla dorsalmente e um arco estreito lateral e ventralmente. A traquéia então cruza o arco aórtico no lado direito dorsal a base do coração e no nível do quarto ao sexto espaço intercostal divide-se em 2 brônquios principais.PULMÕES Os pulmões estão localizados nos sacos pleurais os quais vão juntos medialmente para formar o mediastino. O esternoioideo. mas também de tecido elástico. Cartilagem epiglote: É a mais rostral das cartilagens da laringe e fecha a entrada desta durante a deglutição. o mais ventral destes está fusionado na linha média e tem que ser separado para expor a traquéia (traqueotomias). Os ramos dos brônquios segmentares dão origem aos bronquíolos. um músculo liso com fibras orientadas transversalmente. . que estão completamente envolvidos pelos alvéolos. As paredes dos sacos pleurais aderem lateralmente as costelas como pleura parietal costal. contém tecido linfóide e preenche espaço entre as extremidades livres das cartilagens. sendo um tecido pulmonar independente dentro de um lobo. O número e distribuição dos brônquios lobares não é igual em todas as espécies domésticas e diferem especialmente entre os pulmões direito e esquerdo. cartilagem tireóide ventral e lateralmente. Na superfície dorsal. Os ductos alveolares terminam no saco alveolar. tem a forma de um V e forma a maior parte da parede lateral da laringe. O somatório dos alvéolos constitui a superfície respiratória do pulmão. A curta distância cranial a esta bifurcação a traquéia do suíno e dos ruminantes emitem o brônquio traqueal para o lobo cranial do pulmão direito. principalmente. Estrutura: consiste de uma série de anéis cartilaginosos incompletos do tipo hialino que previnem o colapso do tubo e estão cobertos por uma adventícia e revestidos internamente por mucosa. 6.

6. Face medial: situada contra os corpos das vértebras torácicas e o mediastino e apresenta impressões dos órgãos localizados nesse local. A maioria das outras impressões é dorsal a esta.Os pulmões são revestidos pela pleura pulmonar que é continua com o hilo e ligamento pulmonar com a pleura mediastinal. Face parietal: situada contra as costelas. etc. vasos bronquiais e pulmonares e nervos passam do mediastino para o pulmão. estes são rosas. 2. brônquio acessório – brônquio acessório. o pulmão direito não apresenta o lobo médio. Área de aderência: é o ponto onde os dois pulmões estão em contato direto. que emerge diretamente da traquéia como brônquio lobar independente. Os pulmões humanos são freqüentemente cinzas. Este fluído facilita o movimento de fricção dos pulmões durante a respiração. De acordo com essa forma de classificação cada pulmão tem um lobo cranial ventilado pelo brônquio cranial e um lobo caudal ventilado pelo brônquio caudal. Assim. Sulco para veia cava caudal: no pulmão direito. Cada pulmão tem a forma de um semicone com um ápice que é direcionado cranialmente e situa-se na entrada torácica. deixando somente um espaço capilar que no animal saudável contém uma pequena quantidade de fluído seroso. Eqüinos Pulmão esquerdo: Lobo cranial (apical) Lobo caudal (diafragmático) Pulmão direito: Lobo cranial Lobo caudal Lobo acessório (intermediário) * Não apresenta lobo médio (cardíaco) Carnívoros. Impressão esofágica: coloca-se acima da área de aderência. brônquio cranial – lobo cranial. Face diafragmática: onde está à base do pulmão. é côncava e situada no diafragma. forma um sulco. A atual lobulação dos pulmões nos mamíferos domésticos é dada abaixo. Impressão aórtica: forma um sulco denominado de vascular. Nesta região estão os linfonodos bronquiais. sua cor é vermelho-escuro. não há pleura nesta área. 3. local de contato com o esôfago. e uma base oblíqua que está caudoventral ao diafragma. a cada brônquio pertence um lobo correspondente: por exemplo. 5. O agregado dessas estruturas é conhecido como raiz do pulmão. Em algumas espécies o lobo cranial é dividido dentro de porções cranial e caudal. Eles preenchem seus respectivos sacos pleurais completamente. mas se o sangue se mantém no pulmão após a morte. Lobos pulmonares: A ramificação da árvore brônquica forma a base para a configuração dos lobos pulmonares. encontra-se a formação de um brônquio traqueal direito. O pulmão direito é sempre maior que o esquerdo numa proporção de 4:3. Se um animal é sangrado completamente. suínos e ruminantes Pulmão esquerdo: Lobo cranial subdividido em porções cranial e caudal Lobo caudal Pulmão direito: Lobo cranial * Subdividido em porções cranial e caudal nos ruminantes Lobo médio Lobo caudal Lobo acessório Dicas: . A cor dos pulmões depende da quantidade de sangue contido neles. Apresenta os seguintes acidentes: 1. pois o coração está localizado mais para este lado. Isto também é verdadeiro em animais mantidos em cidades grandes. no eqüino. azul acinzentado ou mesmo preto devido ao acúmulo de poeira e partículas de carbono. Impressão cardíaca: local onde está alojado o coração e o pericárdio. É mais profunda no pulmão esquerdo. O pulmão direito tem ainda um lobo médio ventilado pelo brônquio médio e um lobo acessório ventilado pelo brônquio acessório. 4. Hilo do pulmão: onde o brônquio principal. No suíno e nos rumiantes. Mais profunda no pulmão esquerdo. diferentemente. As superfícies dos pulmões correspondem às paredes dos sacos pleurais.

. .Mesencéfalo: Não sofre segmentação secundária. sua origem embrionária é o ectoderma. Na porção mais cranial do tubo formam-se 3 vesículas por constrição: . À proporção que se desenvolve a placa neural torna-se mais espessa e encurva-se longitudinalmente.2. formando o sulco neural.METENCÉFALO .1.1 PROSENCÉFALO: . que é um espessamento dorsal do ectoderma. 9 – NEUROLOGIA SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS DO SENTIDO 9. O lobo cranial só é dividido nos ruminantes. que se localiza dentro da cavidade craniana.3 . O tubo neural dá origem ao Sistema Nervoso Central.2) ARACNÓIDE 9.3.1 .1) SIMPÁTICO 9.2.1. O pulmão esquerdo sempre apresenta 2 lobos (cranial e caudal).1) DURAMÁTER 9.MIELENCÉFALO 9.LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1) EMBRIOLOGIA: O sistema nervoso é o primeiro sistema a ser formado no indivíduo.2.2. O primeiro elemento que se origina no sistema nervoso é a placa neural.SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) 9.DIENCÉFALO 9.3 ROMBENCÉFALO: . o telencéfalo e diencéfalo.3.1.2 .Prosencéfalo: Que sofre nova divisão e dá origem a duas vesículas secundárias. Brônquio traqueal – presente nos ruminantes e suínos. formada em sua maior parte por corpos de neurônios. O lobo cranial está dividido em todas as espécies menos no eqüino.3) PIAMÁTER 9.1. branca e cinzenta. O progressivo aprofundamento deste sulco originará a goteira neural.1.O pulmão direito é sempre mais completo – 4 lobos.TELENCÉFALO . onde executa as atividades vitais. As bordas da goteira neural se fundem para formar o tubo neural. é o local onde se encontra os comandos do Sistema Nervoso Central. O restante do tubo neural forma a medula primitiva que formará a medula espinhal Sistema Nervoso Central é aquele localizado dentro da cavidade craniana e do canal vertebral.1 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS E MOTORAS 9. As três vesículas formam o encéfalo.2. A substância cinzenta. formada principalmente por axônios de neurônios.4 . O eqüino tem o pulmão mais compacto enquanto o ruminante tem o mais dividido.MEDULA PRIMITIVA: MEDULA ESPINHAL 9.2 SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 9.1GÂNGLIO NERVOSO 9.2.2 MESENCÉFALO 9.2) PARASSIMPÁTICO 9.2. O Sistema nervoso é constituído por dois tipos de substâncias. o mielencéfalo e o metencéfalo. é um brônquio lobar e ventila o lobo cranial do pulmão direito.2.3.MENINGES 9. . constitui as vias de comunicação das diversas áreas de comando.1 NERVOS ESPINHAIS E CRANIANOS 9. A substância branca. é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal.2 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 9. com exceção do eqüino que não possui o médio.Rombencéfalo: Sofre subdivisão que dá origem a dois segmentos secundários.

2) CAVIDADES DO TUBO NEURAL A medida que ocorrem as dilatações do tubo neural, sua luz também se altera consideravelmente, resultando no adulto, as seguintes cavidades: - A luz das vesículas telencefálicas laterais formam de cada lado, os ventrículos laterais; - a parte mediana do telencéfalo e o diencéfalo englobam o III ventrículo, que se comunica com os ventrículos laterais por forames interventriculares; - a luz do mesencéfalo permanece estreita e constitui o aqueduto cerebral, que une o III ao IV ventrículo; - a luz dilatada do rombencéfalo forma, sobre a ponte e o bulbo, o IV ventrículo; - a luz da medula primitiva forma, no adulto, o canal central da medula, que a acompanha em quase toda sua extensão. As cavidades encefálicas são revestidas por um epitélio denominado epêndima e contém um líquido denominado líquido cérebro-espinhal ou líquor. 3) MENINGES As meninges são membranas de tecido conjuntivo que envolvem o Sistema Nervoso Central, possuem função mecânica, evitando traumatismo e lubrificando, bem como função biológica, pois contém anticorpos, evitando assim infecções. 3.1) Duramáter É a mais externa das meninges, apresenta-se de cor clara, bastante espessa e vascularizada. Acha-se aplicada diretamente contra os ossos que formam a cavidade craniana e canal vertebral. É constituída por uma lâmina interna e uma externa, que dentro da cavidade craniana estão unidas formando uma única lâmina. Ao nível do canal vertebral estas membranas se separam deixando um espaço entre elas, chamado espaço epidural ou extradural, preenchido por tecido adiposo e vasos sangüíneos. Pregas da Duramáter: São projeções da duramáter preenchendo sulcos da cavidade craniana. São em número de três: - Foice do Cérebro: Prega em forma de meia lua, no sentido longitudinal dorsal, entrre os hemisférios cerebrais. - Tenda do Cerebelo: Coloca-se transversalmente entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo, na cisura transversal do encéfalo. - Diafragma da Cela-Túrsica: Cobre a cela-túrsica e em conseqüência, a glândula hipófise. Seios da Duramáter: São espaços sangüíneos existentes entre as lâminas da duramáter encefálica. Servem para recolher o líquido cérebro-espinhal e também recolher o sangue venoso do encéfalo. Espaço Subdural: Separa a duramáter da aracnóide, contém um líquido com constituição de filtrado sangüíneo. 3.2) Aracnóide Membrana fina e delicada constituída de filamentos que se assemelham a teia de aranha. Situa-se entre a duramáter e a piamáter. - Cisternas Subaracnoideas: São espaços encontrados entre a aracnóide e a piamáter em determinados locais ao nível do Sistema Nervoso Central. - Granulações Aracnoideas: São projeções (pequenas bolsas) da aracnóide para os seios da duramáter. Servem para recolher o líquor do espaço subaracnoideo e eliminá-lo para a duramáter. - Espaço Subaracnoideo: Separa a Aracnóide da Piamáter, contém líquido cérebro-espinhal. Piamáter Adere diretamente o Sistema nervoso Central, colocando-se dentro das saliências e depressões. Na porção terminal do canal vertebral as meninges se projetam formando fios chamado filamento terminal ou cauda equina.

3.3)

4 - LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR É formado pelos plexos coróides*localizados a nível do IV ventrículo, III ventrículo e ventrículos laterais, a partir do sangue. Constitui-se um filtrado sangüíneo com grande quantidade de anticorpos para defesa do organismo. Circula no IV ventrículo, aqueduto cerebral, III ventrículo, ventrículos laterais e no canal central da medula. Supõe-se que ele circule 24 horas, sendo lançado novamente na corrente sangüínea pelas granulações da aracnóide e depois lançado nos seios da duramáter. Funções do líquor e das meninges: - Mecânica: Evita traumas no Sistema Nervoso Central - Imunológica: O líquido contém grande quantidade de glóbulos brancos que protegem contra possíveis infecções.

* Plexos Coróides: São um emaranhado de vasos sangüíneos cobertos pela Piamáter, normalmente apresentam coloração escura.

5- MEDULA ESPINHAL A medula espinhal (medulla spinalis) é uma estrutura alongada, mais ou menos cilíndrica, porém com alguns achatamentos dorso ventrais e algumas variações de forma e tamanho. Começa à nível de forame magno e está em conexão direta com a medula oblonga ou bulbo, rostralmente e se estende até metade da região sacral*. As variações mais importantes são os espessamentos (intumescências) das partes que dão origem aos nervos que suprem os membros torácico e pélvico, e o afilamento final caudal (cone medular). A intumescência cervical é o ponto de origem de nervos que vão inervar o membro torácico, da intumescência lombar partem nervos para o membro pélvico. A medula é dividida em quatro regiões correspondentes as da coluna vertebral. 5.1- Morfologia Externa: Sulco Dorsal Médio ou Mediano Dorsal: Sulco pouco profundo coloca-se dorsalmente e medianamente sobre a medula espinhal e estende-se por toda sua extensão. Sulco Dorso-lateral: Colocam-se de cada lado do sulco dorsal médio. O sulco dorso-lateral está em contato com a raiz dorsal da medula espinhal. Cisura Ventral Média: É profunda, estendendo-se até a metade da medula espinhal, dividindo-a em duas metades. 5.2- Morfologia Interna: É formada por dois tipos de substâncias, branca por fora e cinzenta por dentro. Um simples corte transversal mostra uma massa central de substância cinzenta perfurada na linha média por um pequeno canal central, resíduo do lúmen do tubo neural embrionário. A substância cinzenta, que se assemelha a um H, costuma ser descrita como colunas ou cornos dorsal e ventral. A coloração cinza é devido ao acúmulo de corpos celulares nesta área. A coluna dorsal corresponde a placa alar e contém neurônios aferentes somáticos e viscerais; e a coluna ventral corresponde a placa basal e contém neurônios eferentes somáticos e viscerais. Unindo medianamente as partes de substância cinzenta, temos a comissura de substância cinzenta. A substância branca que envolve a cinzenta é dividida em três funículos de cada lado. O funículo dorsal é contido entre um sulco dorsal raso e a linha de origem das raízes dorsais dos nervos espinhais ou sulco dorso-lateral; o funículo lateral está contido entre as linhas das raízes dorsais e ventrais; o funículo ventral está contido entre a linha das raízes ventrais e uma fissura ventral que penetra profundamente na substância branca, embora deixe uma comissura razoável ligando as metades direita e esquerda, chamada comissura de substância branca. Esta fissura ventral é ocupada por uma massa de piamáter, que surge como uma estria brilhante na superfície da medula. Os funículos são compostos por fibras nervosas ascendentes e descendentes, muitas das quais agrupadas em fascículos ou tratos que possuem a mesma origem, destino e função, transmitem estímulos da periferia para o encéfalo. * No cão termina entre 6 e 7 vértebras lombares. Nos ruminantes, na metade cranial da 2 sacral. No equino, na metade caudal da 2 sacral e no suíno, entre a 2 e 3 sacral.

6

- ROMBENCÉFALO - MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA - METENCÉFALO: PONTE E CEREBELO

6.1- MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA Apresenta-se como um continuação direta da extremidade cranial da medula espinhal, sendo o limite entre eles representado por um plano imaginário que passa imediatamente cranial a raiz do primeiro nervo cervical. Rostralmente limita-se com a ponte, sendo separada desta por um sulco transversal pouco profundo. Sua face ventral repousa sobre a porção basilar do occipital e sua face dorsal apresenta-se quase que inteiramente coberta pelo cerebelo. Superfície Ventral: - Fissura Mediana Ventral: É uma divisão na linha média. Caudalmente é contínua com a fissura do mesmo nome da medula espinhal e rostralmente, é ocupada pelo corpo trapezóide, caudal a ponte. A porção caudal da fissura está parcialmente ocupada pela decussação das pirâmides.

- Pirâmides: São faixas longitudinais de fibras em ambos os lados da linha média, entre a fissura mediana e os sulcos laterais ventrais. Estas fibras (corticomedular e corticospinal) são fibras motoras do córtex cerebral). Na extremidade caudal da medula estas fibras se cruzam para o lado oposto formando o que chamamos decussação das pirâmides. - Sulco Lateral Ventral: É um sulco indistinto, lateral as pirâmides. - Tubérculo Facial: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado das pirâmides. - Corpo Trapezóide: É uma faixa de fibras nervosas transversas colocadas rostralmente na medula oblonga, atrás da ponte. É cruzado em ambos lados da linha média pelas pirâmides. Superfície Dorsal: Visível somente após a retirada do cerebelo. A porção dorsal da medula oblonga é semelhante a medula espinhal em sua metade caudal. Na metade rostral, forma: - Sulco Mediano dorsal: É a continuação rostral do sulco mediano dorsal da medula espinhal. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou Corpos Restiformes: São feixes de substância nervosa colocados transversalmente de cada lado do sulco dorsal médio. - Fossa Rombóide: É o assoalho do IV ventrículo. Sua metade caudal é ocupada dorsalmente pela medula oblonga. Comunica-se caudalmente com o canal central da medula e rostralmente como interior do mesencéfalo, o aqueduto cerebral. - Tubérculo e fascículo Grácil: Lateralmente ao sulco mediano dorsal. - Tubérculo e fascículo cuneiforme: Localiza-se lateral ao tubérculo e fascículo grácil. 6.2 METENCÉFALO 6.2.1- PONTE É um grande feixe de substância nervosa colocado transversal e ventralmente à medula oblonga, adiante do bulbo e caudal ao mesencéfalo. Constitui-se em uma protuberância convexa larga que diminui de tamanho lateralmente. As superfícies laterais da ponte são mais estreitas e são chamadas braços da ponte, os quais se continuam dorsalmente e se estendem até o interior do cerebelo. Os braços da ponte são também chamados pedúnculos cerebelares médios. A superfície dorsal da ponte corresponde à parte rostral da fossa rombóide. As fibras transversais que constituem grande parte da estrutura da ponte formam a via nervosa que une os hemisférios cerebrais aos hemisférios cerebelares. - Sulco Basilar: É uma ligeira depressão na linha média, devido a presença de fibras piramidais orientadas longitudinalmente. 6.2.2- CEREBELO É uma grande massa de substância nervosa colocada dorsalmente à medula oblonga. É um órgão globular de formato irregular, ligeiramente comprimido rostrocaudalmente, com seu diâmetro maior no eixo transverso. Está separado dos hemisférios cerebrais pela fissura transversa e a tenda do cerebelo, uma prega transversal da duramáter, que a ocupa. Cobre inteiramente a fossa rombóide, os colículos rostral e caudal e os pedúnculos cerebelares rostrais. A borda rostral e parte da superfície rostral do cerebelo estão cobertas pelos lobos occipitais cerebrais. O cerebelo liga-se a outras partes do Sistema Nervoso Central por inúmeras fibras que compõe os pedúnculos cerebelares. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou corpos restiformes: Emergem na superfície dorsal da parte rostral da medula oblonga e penetram no cerebelo na superfície ventral. Ligam as medulas oblonga e espinhal com o cerebelo. - Pedúnculos Cerebelares Médios: Penetram no cerebelo entre os pedúnculos rostrais e caudais e consiste de fibras que vêm da ponte. São os braços da ponte. - Pedúnculos Cerebelares Rostrais: Também chamados de braços conjuntivos. Emergem rostralmente aos pedúnculos cerebelares médios e formam o limite lateral da parte rostral do IV ventrículo. Unem o mesencéfalo ao cerebelo. Externamente o cerebelo é dividido em 3 porções: - Vermis: Porção mais mediana e saliente do cerebelo;

Superfície Ventral: * Pedúnculos Cerebrais: Representam a parte basal do mesencéfalo.RININCÉFALO 8.parede ventral: formada pela ponte e medula oblonga .3. ovóides e largos.Tecto Dorsal ou Lâmina Quadrigêmia: Consiste de quatro eminências pares (colículos) com superfícies arredondadas.CAVIDADE DO MESENCÉFALO É o aqueduto cerebral. Elementos que formam as paredes do IV ventrículo: . chamado nódulo.MESENCÉFALO É uma parte relativamente pequena do cérebro situada entre a ponte caudalmente e o diencéfalo rostralmente. 6. São dois feixes fibrosos espessos que põe em conexão rombencéfalo com prosencéfalo.HIPOCAMPO .1. sendo o primeiro e mais rostral.Substância Cinzenta externamente. onde encontramos os seguintes elementos adiante dos pedúnculos cerebrais: * Corpo Mamilar: Elevação esbranquiçada de redonda a oval.PROSENCÉFALO (cérebro) * DIENCÉFALO .. 8. 7. Constitui o limite caudal do hipotálamo. São separados caudalmente pelo sulco interpeduncular. Uma faixa larga e plana prolonga o colículo caudal ventrorostralmente dentro do corpo geniculado medial. * Quiasma Óptico: É o ponto de encontro ou convergência das fibras do nervo óptico na base do diencéfalo. chamada córtex do cerebelo. 8. de cor cinza claro. Internamente. com o aqueduto cerebral.Substância Branca internamente: De forma arborescente (arbor vitae).DIENCÉFALO: É a porção do encéfalo situada sob os hemisférios cerebrais. comunica-se caudalmente com o IV ventrículo e cranialmente com o III ventrículo.CAVIDADE DO ROMBENCÉFALO É o IV ventrículo. Os pedúnculos são feixes fibrosos grandes que contém fibras originadas no cérebro com destinação espinhal e medular. colocada caudal a hipófise.Hemisférios Cerebelares: São em número de dois e colocados de cada lado do vermis. constituindo os tratos ópticos. Os dois colículos rostrais são separados por um sulco muito profundo. médio e caudal. São planos. ao nível de fossa interpeduncular.TÁLAMO . muito proeminentes. Superfície Dorsal: .HIPOTÁLAMO * TELENCÉFALO . Após o quiasma. Estão relacionados com funções auditivas.1 . apresentando-se como uma continuação direta em sentido rostral. imediatamente caudal ao corpo mamilar para formar a fossa interpeduncular (esta é perfurada por vários orifícios para passagem de vasos sangüíneos). entre os pedúnculos cerebrais divergentes. Ao corte mediano. quase esféricos e separados daqueles por um sulco. . quase branco. separadas umas das outras por sulcos transversais e sagitais. separados por uma depressão larga. comunica-se caudalmente com o canal central da medula e cranialmente.HEMISFÉRIOS CEREBRAIS . * Colículos Caudais: São consideravelmente menores que os rostrais.HIPOTÁLAMO Situa-se ventralmente no diencéfalo.parede dorsal: formado pelo cerebelo .EPITÁLAMO . Este sulco aumenta rostralmente.1. 7. denominado língula e o último. A função principal do cerebelo é conferir equilíbrio ao animal.1. as fibras ópticas se continuam.parede lateral: formada pelos pedúnculos cerebelares rostral. * Colículos Rostrais: São consideravelmente maiores e mais escuros que os caudais. do mesencéfalo. . estão em contato com o corpo geniculado lateral e são relacionados com funções visuais. o qual coloca-se entre os pedúnculos cerebrais e os colículos. verificamos que também é formado por substância branca e cinzenta: . mais caudal. em uma secção mediana sagital o cerebelo divide-se em vários lóbulos.

encontramos uma prega de duramater. que correm lateralmente cobrindo parte do hipotálamo rostral. convexas dorsalmente. deixando sobre ele impressões digitais. Septo Pelúcido: É uma parede colocada medianamente entre os ventrículos laterais.TÁLAMO São duas grandes massas de substância cinzenta. É nessa face que os hemisférios cerebrais se relacionam e unem-se através do corpo caloso. .Face Medial: Apresenta-se mais ou menos plana. circundada pelo III ventrículo. de formato ovóide. Os dois tálamos encontram-se na linha média formando a aderência intertalâmica.Fissura Transversal: Entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo.Pilares: Porção mais caudal e inferior do fórnix. Hipotálamo e hipófise juntamente formam uma unidade anatomo.Tronco: É a porção média.Colunas: Porção mais cranial e ventral do fórnix.Esplênio: Porção mais caudal e dorsal do corpo caloso. .Fissura Longitudinal: Coloca-se medianamente aos hemisférios cerebrais. que não atinge o fundo. e nela encontramos o rinincéfalo.Face Ventral ou Base: Apresenta-se bastante irregular.Face Dorso-lateral: Apresenta-se de forma convexa e relaciona-se diretamente com os ossos do crânio. que ocupam a maior parte da cavidade craniana. Fórnix: Feixe de substância nervosa colocado ventralmente ao corpo caloso.TELENCÉFALO É a região mais desenvolvida do prosencéfalo. chamada foice do cérebro. chamado infundíbulo.Joelho: Porção mais cranial e ventral do corpo caloso. terminam dorsalmente no corpo geniculado lateral (visível somente quando retirada uma parte dos hemisférios cerebrais).3. Relacionam-se caudalmente com os colículos rostrais. recebem a maioria das fibras do trato óptico. Este por sua vez é formado por uma espessa camada de fibras nervosas dispostas transversalmente: o corpo caloso. voltada para a base da cavidade craniana. Esta se apresenta de formato ovóide nos animais domésticos. 8. * Túber Cinéreo: Área cinza proeminente situada rostralmente aos corpos mamilares. . A hipófise está inserida no túber cinéreo pelo infundíbulo. As partes mais caudais do tálamo constituem os corpos geniculados. coloca-se dorsalmente ao diencéfalo e vai ocupar a maior parte da cavidade craniana cujos elementos principais são os hemisférios cerebrais.* Tratos Ópticos: São faixas de substância branca divergentes. Se insere dorsalmente no corpo caloso e ventralmente no fórnix. Passam sobre os lados dos pedúnculos cerebrais e desaparecem entre estes e os lobos piriformes. 8. * Corpos Geniculados Mediais: Estão ligados ao colículo caudal através do braço do colículo caudal. CAVIDADE DO DIENCÉFALO É o III ventrículo.EPITÁLAMO O epitálamo compreende o Corpo Pineal ou Glândula Epífise. que coloca-se ao redor dos tálamos.1. * Hemisférios Cerebrais: São constituídos por duas grandes massas de substância nervosa direita e esquerda. . .2.funcional importante. . 8.2. Os dois hemisférios cerebrais estão incompletamente separados ao nível do plano mediano por um sulco: . ocupada por uma prega de duramáter chamada tenda do cerebelo. forma a parede da fissura longitudinal. estão em relação direta com o hipocampo.1. Ocupando este sulco. comunica-se caudalmente com o aqueduto cerebral e dorsalmente com os ventrículos laterais. Porções: . colocados dorsalmente aos pedúnculos cerebrais. Porções do corpo caloso: . . * Corpos Geniculados Laterais: São maiores e mais elevados rostrolateralmente. de coloração escura e alojada entre os tálamos e colículos rostrais. Cada hemisfério cerebral apresenta quatro faces: . lateralmente ao hipocampo e dorsalmente ao córtex cerebral. .Corpo: Porção média do fórnix. * Glândula Hipófise: É uma glândula bastante desenvolvida situada ao nível do hipotálamo e está em conexão com o mesmo por meio de um pequeno tubo de substância nervosa.

Ao corte mediano dos hemisférios cerebrais. pelos doze pares cranianos e sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático). 4) Trígono Olfatório: É uma área de substância nervosa de forma mais ou menos triangular colocada entre as estrias. * Rinincéfalo Porção central do olfato. Os ramos dorsais são geralmente divididos em ramos medial e lateral que vão suprir os músculos e a pele da parte dorsal do pescoço e do tronco. 5) Lóbulo Piriforme: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado dos tractos ópticos e pedúnculos cerebrais.Trato Lateral: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e lateralmente até atingir o lóbulo piriforme.Saliências ou giros: São as circunvoluções cerebrais. onde desaparecem. Nervos espinhais: . colocada sob o pólo frontal dos hemisférios cerebrais.Trato Medial: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e medialmente até a face medial dos hemisférios cerebrais. 9. onde os estímulos são recebidos.. 2) Pedúnculo Olfatório: Feixe pequeno e largo que liga o bulbo olfatório aos hemisférios. Cada hemisfério cerebral apresenta dois pólos: . são zonas de comando das atividades vitais do animal. O ramo ventral divide-se em ramos superficial e profundo e supre as partes ventral e lateral do tronco e todas as partes dos membros. . localizado na base dos hemisférios cerebrais.Depressões: Sulcos ou cisuras que delimitam as saliências. 3) Tratos Olfatórias: . ao sistema nervoso central (SNC) e deste aos órgãos efetores (alvos).1. * Hipocampo ou Cornos de Ammón São dois grandes feixes de substância nervosa em forma curva.Face Tentorial: É a face em que os hemisférios cerebrais estão em relação com o cerebelo. CAVIDADES DO TELENCÉFALO São os ventrículos laterais que se comunicam ventralmente com o III ventrículo.Pólo Frontal: Porção mais cranial e ventral. . que variam em número conforme a espécie: . observaremos dois tipos de substâncias: . Observando externamente os hemisférios cerebrais verificamos que apresenta saliências e depressões. . é a mais caudal.Substância Cinzenta: É a mais externa e constitui o córtex cerebral. . estendendo-se desde os ventrículos laterais até o interior dos lóbulos piriformes. É composto pelos nervos espinhais.NERVOS ESPINHAIS Formação dos nervos espinhais: Os nervos espinhais são formados por uma raiz dorsal (sensitiva) e outra ventral (motora) a partir do "H" medular.Pólo Occipital: Situa-se na porção mais caudal e dorsal. está em relação direta com o bulbo olfatório. Possui função de levar mensagens aos diversos centros de comando. semelhante a um “C” colocada ao redor dos tálamos. a área de comando. 1) Bulbo olfatório: Saliência de substância nervosa achatada dorso ventralmente. Após formarem o tronco saem do canal vertebral pelos orifícios intervertebrais ou vertebrais laterais. 9.SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É o sistema que comunica o meio externo e interno. varia de espécie para espécie.Substância Branca : A mais interna. que se aloja na fossa etmoidal. Depois de emergirem dividem-se num ramo dorsal curto e ramo ventral longo.

Sob a porção lateral do tríceps ele se divide em dois ramos: superficial e profundo. Está dividido num ramo proximal e num distal. Radial: passa para a face lateral entre o músculo redondo maior e a porção longa do tríceps. Musculocutâneo: inerva os músculos coracobraquial. pronador redondo e pronador quadrado. O ramo superficial inerva os dedos e o profundo os músculos extensores. 7. Obs: Todo ramo superficial divide-se em comum e este em próprio. subdivide-se em ramos palmares que inervam os dedos pela face palmar. 11. Distalmente. parede abdominal) os ramos ventrais dos nervos espinhais se reúnem para formar plexos ou nervos. 6. Inerva o músculo cutâneo do tronco. 5. Eqüino. Emite o ramo cutâneo caudal do antebraço. 6 2 Suíno: quatro últimos ramos ventrais cervicais e primeiro ramo ventral torácico (C a T ). Torácico longo: corre na superfície lateral do músculo serrátil ventral o qual inerva. 2. Torácico lateral: localiza-se mais ventralmente que o anterior. Supraespinhal ou supraescapular: é o mais cranial do plexo. Emite o ramo cutâneo cranial do antebraço. Emite o ramo cutâneo medial do antebraço. 4. bovino e cão . deltóide e braquiocefálico. Região lombar: Os ramos dorsais inervam a musculatura dorsal do tronco e os ramos ventrais formam o . Inerva o tríceps. Plexo braquial: É uma cinta larga e grossa. Para inervar determinados locais (membros. 6 1 O plexo braquial é formado pelos seguintes nervos: 1. O ramo proximal inerva o coracobraquial e bíceps. Ex: bovinos: ramo superficial do radial . Mediano: inerva os músculos: flexor radial do carpo. Pode se encontrar dividido em ramos cranial e caudal. e se distribuem na parede do tórax como nervos intercostais.digital dorsal comum II e comum III . C e C ). 5 1 Ovino: pelos três últimos ramos ventrais cervicais e pelo primeiro torácico (C a T ). bíceps e braquial. 3. Inerva os músculos: redondo maior. O ramo dorsal inerva a face dorsolateral dos dedos e o ramo palmar se une ao ramo palmar do nervo mediano. e o distal.Estão distribuídos conforme a espécie da seguinte maneira: Eqüino: C T L S Ca = 8 18 13 6 6 5 5 6 5 7 42 pares 39 pares 35/38 pares Ruminantes: Suíno: Cão: C C 8 T T C 14/15 L S 4 S S Ca = Ca = = 8 L 13 6 Ca 7 38/39 pares 4/7 8 T L 3 Região cervical: Apresenta 8 pares de nervos cervicais em todas as espécies. Nervos peitorais: inervam os músculos peitorais superficial e profundo. Estas raízes apresentam conexão do simpático através de ramos comunicantes. Nervo frênico: é formado pelos ramos ventrais dos dois ou três últimos nervos cervicais (C . Penetra entre os músculos supraespinhal e subescapular inervando os músculos supra e infraespinhoso. Axilar: passa para a face lateral entre o músculo e a artéria subescapular. porque o primeiro nervo cervical emerge entre o occipital e o atlas. visando a inervação do membro torácico e parte da parede do tórax. 9. profundo dos dedos. constituído pelos ramos ventrais dos últimos nervos cervicais e primeiros torácicos.O nervo radial não se extende até o dedo no eqüino. ancôneo e o tensor da fáscia antebraquial. o braquial. 10. Subescapular: inerva o músculo subescapular. Região torácica: O número de nervos torácicos é de acordo com a espécie. terceiro e quarto dedos.próprios do segundo. Toracodorsal: inerva o músculo grande dorsal. Ulnar: está unido ao nervo mediano na sua origem e inerva o músculo flexor ulnar do carpo.três últimos ramos ventrais cervicais e dois primeiros ramos ventrais torácicos (C a T ). 8. Divide-se próximo ao carpo num ramo dorsal e num palmar. Emite ainda o ramo cutâneo lateral do antebraço. superficial dos dedos e profundo dos dedos (cabeças umeral e ulnar). 6 7 8 Esse nervo inerva o músculo diafragma. redondo menor.

ABDUCENTE VII . Inerva os músculos extensores e os dedos na face dorsal. Divide-se nos seguintes ramos: 5 2 .OCULOMOTOR IV .Nervo fibular: se subdivide em superficial e profundo. É o maior dos nervos do corpo. 1. Nervo obturatório: também origina-se do quarto e quinto nervos lombares. O ramo genital desce pelo canal inguinal e se ramifica nos órgãos genitais externos. O ramo muscular inerva os músculos oblíquo interno do abdome e cremáster externo. PLEXO LOMBO-SACRAL: É formado pelos três últimos ramos ventrais dos nervos lombares e pelos primeiros sacrais.ACESSÓRIO XII . 4. .PLEXO LOMBAR. Retal caudal: inerva os músculos coccígeo. 2. 3. O ramo profundo inerva o reto do abdome e região cutânea do escroto e prepúcio no macho ou glândula mamaria na fêmea.GLOSSOFARÍNGEO X . O ramo superficial inerva os músculos oblíquo abdominais externo e interno. as vezes.Ramos musculares: inervam os músculos obturador interno. Cutâneo lateral da coxa: origina-se dos ramos ventrais do terceiro e quarto nervos lombares. levantador e esfíncter do ânus. Nervo femoral: deriva-se do ramo ventral do quarto e quinto nervos lombares (L a L ). nos ovinos e suínos (com sete vértebras lombares) está subdividido em cranial e caudal. Nervo glúteo cranial: origina-se do sexto ramo ventral lombar e do primeiro ramo ventral sacral. Divide-se num ramo superficial e num profundo. destacando-se os nervos: 1. médio e profundo. quadrado da coxa.ÓPTICO III .Nervo tibial: inerva os músculos flexores e os dedos na face plantar. No cão e. Nervo isquiático ou ciático: origina-se do ramo ventral do sexto nervo lombar e do primeiro ramo ventral sacral (L a S ).VAGO XI . pectíneo. 5. Estes nervos são designados da frente para trás por números romanos de I a XII e são: I . Gênito-femural: origina-se do terceiro ramo ventral lombar (L a L ). e transverso do abdome. dorsal do clitóris (fêmea) e nervos perineais profundos (macho e fêmea). Pudendo: divide-se em nervo dorsal do pênis (macho). O nervo isquiático divide-se nos seguintes nervos: . Inerva os músculos: glúteo superficial.TROCLEAR V . 3. Ílio-inguinal: deriva-se do segundo ramo ventral lombar.NERVOS (PARES) CRANIANOS O encéfalo possui 12 pares de vias nervosas que o relacionam com órgãos periféricos sem a participação da medula espinhal que são chamados pares cranianos ou encefálicos. Inerva os obturadores interno e externo. Emite o ramo safeno. Ílio-hipogástrico: deriva-se do primeiro ramo ventral lombar. Emite o ramo cutâneo caudal da coxa. semitendinoso e semimembranoso. 2. Região sacral: O número varia conforme a espécie. Inerva os 3 6 músculos sartório. gêmeos. 10. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e glúteos superficial. adutor e grácil. Nervo glúteo caudal: origina-se dos ramos ventrais sacrais. pectíneo e grácil. .TRIGÊMEO VI . porém mais para trás.VESTIBULOCOCLEAR IX .HIPOGLOSSO Macete: Onde O Órgão Têm Traumatismo A Forma Varia Grandemente Verificando-se Até Hemorragia. bíceps. 4.FACIAL VIII . Está dividido num ramo 2 4 muscular e num ramo genital. quadríceps. Inerva o mesmo que o anterior. 1.OLFATÓRIO II . Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e região subcutânea do joelho. bíceps e semitendinoso. psoas maior e menor. 2.

parassimpáticas e todas contém fibras simpáticas. área de dispersão periférica e principais funções conforme quadros seguintes. Nervos Sensitivos : I. Nervos com fibras parassimpáticas: III. Nervos Motores: III. união com encéfalo. VI. mistas (sensitivas/motoras). . Tipos de fibras. IX e X. VII. IV. emergência craniana. motoras. II e VIII.Estes nervos podem conter fibras sensitivas. IX e X. XI e XII. Todos possuem fibras simpáticas. VII. Nervos mistos: V.

Mandibular .borda lateral do pedúnculo Forame orbitário ---------------------------Miose acomodação Movimentos dos olhos sensibilidade da cabeça ---------------------------sensibilidade da cabeça ---------------------------movimento dos músculos mastigadores Mm. Músculo obliquo dorsal do olho movimento dos olhos. . por um grosso feixe de fibras nervosas I . ciliar provocando miose e acomodação do olho. Forame orbitário forame orbitário ---------------------------forame redondo ---------------------------forame oval Sensitivas -------------------Sensitivas -------------------Sensitivas e parte lateral da ponte VII. Músculos mastigadores Músculos reto lateral do olho Musculatura superficial da mímica ------------------------------------------------------2/3 apicais da língua -----------------------------------------------------glândula lacrimal -----------------------------------------------------gl.Olfatório Mesencéfalo atrás dos corpos quadrigêmios. maxilar e labiais UNIÃO ENCÉFALO Bulbo olfatório Quiasma óptico EMERGÊNCIA CRANIANA Lâmina crivosa Canal óptico PRINCIPAIS FUNÇÕES Olfação Visão ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO Porção o olfatória da mucosa nasal Retina.olho. ------------------------------------------------------Meninges. sublingual.abducente (motor ocular externo) Motoras Motoras ------------------Sensitivas -------------------Parassimpáticas borda caudal da ponte. medial e obliquo ventral do olho.Óptico movimento dos olhos III . ------------------------------------------------------M. ------------------------------------------------------Assoalho e paredes laterais da cavidade bucal. teto da cavidade bucal e cavidade nasal.extremidade aboral da cavidade nasal. Meninges. pálpebras. facial ---------------------------gustação ---------------------------secreção lacrimal ---------------------------secreção da saliva Motoras -------------------Parassimpático Motoras Mesecéfalo . esfincter da pupila e M. ventral.Trigêmio a)Oftálmico --------------------b) Maxilar --------------------c)Mandibular Motoras VI. Movimento dos olhos. retos dorsal.12 PARES DE NERVOS CRANIANOS NERVO TIPO DE FIBRAS Sensitivas Sensitivas II. Facial forame estilomastoide . porção lateral do corpo trapezóide Forame orbitário abdução dos olhos exp.Oculomotor (motor ocular comum) IV – Troclear (Patético) V.

NERVO VIII. traquéia e esôfago ---------------------------------------------------vísceras do pescoço. Glossofaringeo Sensitivas --------------Motoras --------------Parassimpáticas porção cranial da superficie lateral da medula oblonga. Vestibulococlear FIBRAS Sensitivas UNIÃO DO ENCÉFALO porção lateral da medula oblonga EMERGÊNCIA CRANIANA não sai do crânio PRINCIPAIS FUNÇÕES equilíbrio ----------------------------audição sensibil. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------faringe. esternocefálico e trapézio XII. Hipoglosso Motoras Medula Oblonga canal do hipoglosso Músculos da língua . faringe e reflexos viscerais ----------------------------elevação da faringe -----------------------------secreção da saliva ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO ductos semicirculares da orelha interna ---------------------------------------------------cóclea da orelha interna 1/3 caudal (base) da língua. faringe e orelha média ---------------------------------------------------Músculo estilofaringeo ---------------------------------------------------glândula parótida e papilas gustativas IX. Vago --------------Sensitivas -------------Parassimpáticas medula oblonga hiato rasgado (forame lacero) XI. coração. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------M. laringe. Acessório Motoras medula oblonga e primeiros cervicais hiato rasgado (fôrame lacero) Movimento da faringe e laringe ----------------------------sensibilidade da faringe e laringe -----------------------------movimento e secreção das vísceras torácicas e abdominais. Movimento da faringe e laringe ----------------------------movimento da cabeça e do ombro Movimentos da língua Músculos do paladar. do paladar. tórax e abdome (esôfago. hiato rasgado (forame lacero) Motoras X. pulmões e estômago) Mm. da língua.

o qual emite ramos para as vísceras da porção cranial da cavidade abdominal. provocando. 3 7 3 . O primeiro gânglio da cadeia simpática (T ) é denominado de gânglio cervicotorácico ou estrelado. mas seu axônio inerva um segundo neurônio em cadeia. Deste gânglio prossegue o tronco simpático que na região cervical se associa ao nervo vago formando o tronco vagossimpático. localizado próximo a origem das artérias celíaca e mesentérica cranial na cavidade abdominal. de acordo com a origem anatômica de seus neurônios pré-ganglionares e no tipo de neurotransmissor na sinapse junto ao órgão alvo. 11. na maioria dos casos. O longo axônio pré-ganglionar 2 4 "conduz" o parassimpático até os gânglios localizados.11. aumento dos batimentos cardíacos. Na região retrofaríngica o tronco simpático separa-se do nervo vago.SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO O parassimpático. Os mediadores químicos (neurotransmissor) do simpático com os órgãos alvos são a noraepinefrina e a adrenalina (catecolaminas). geralmente. que o comunicam com o gânglio cervical médio.1. ("prepara para briga ou para fuga"). A partir desses gânglios partem os axônios pós-ganglionares até os órgãos alvos (efetores). tem o axônio pré-ganglionar curto e um pós-ganglionar longo. da pressão arterial. o qual é responsável pela inervação simpática das vísceras da porção caudal da cavidade abdominal e através dos nervos hipogástricos das vísceras da cavidade pélvica. Deste gânglio partem fibras nervosas que se associam aos nervos cranianos que "levam" o simpático a todas as estruturas da cabeça. dos movimentos respiratórios. Os gânglios lombares emitem ramos até o gânglio mesentérico caudal. O parassimpático é o sistema nervoso autônomo atuante nos processos metabólicos. VII. Este sistema inerva os músculos lisos.alça subclavia e tronco simpático. localizados próximo ao corpo das vértebras. por exemplo. pois é inervada diretamente pelo nervo pré-ganglionar. normalmente está associado ao gânglio mesentérico cranial formando o gânglio celiacomesentérico. músculo cardíaco (miocárdio) e algumas glândulas. IX e X pares cranianos e junto com os nervos espinhais sacrais de S a S . Os axônios pré-ganglionares do parassimpático se originam juntamente com o III. ao contrário o SNA têm dois nervos periféricos. sendo que 1 o segundo gânglio pode estar associado a ele em algumas espécies. que também tem seu corpo celular no SNC. geralmente. no interior dos órgãos alvos. provocando. É a parte do sistema nervoso que geralmente. Devido a esse fato o simpático e também 1 chamado de sistema toracolombar. motilidade intestinal e relaxamento do esfíncter pilórico.SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO Este sistema. O simpático é aquele sistema nervoso autônomo atuante nas situações estressantes. Os axônios préganglionares têm sua origem na medula espinhal e saem junto com a raízes ventrais (motora) do primeiro nervo espinhal torácico (T ) até o terceiro ou quarto nervos espinhais lombares. sendo que seu corpo celular localiza-se numa estrutura periférica denominada gânglio. tem um longo axônio pré-ganglionar e um curto pós-ganglionar. 11. midríase. sendo por isso denominado de sistema anabólico ou vegetativo. Após sua passagem pelo orifício intervertebral juntamente com os nervos espinhais. 8 1 Os últimos gânglios torácicos originam o nervo esplâncnico maior que passa pelo músculo diafragma se dirigindo ao gânglio celíaco. O parassimpático que acompanha o III par craniano (oculomotor) vai até o gânglio ciliar junto ao músculo constritor da pupila. indo até o gânglio cervical cranial. A partir do gânglio cervicotorácico partem os seguintes elementos que conduzem o simpático: 1 . Este gânglio. sendo por isso chamado de sistema craniossacral.ramos para o coração. chamado nervo pós-ganglionar. O mediador químico (neurotransmissor) do parassimpático é a acetilcolina. O primeiro denomina-se nervo pré-ganglionar. A medula da glândula adrenal é uma exceção.2. um incremento na secreção gástrica. quando ocorre a primeira sinapse com o curto neurônio pós-ganglionar.SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Também chamado de sistema nervoso visceral ou neurovegetativo. não esta sob o controle da conciência. C e T . que são definidos como uma coleção de corpos de células nervosas fora do SNC. 2 . O sistema nervoso periférico (SNP) tem um nervo cujo corpo celular se localiza no SNC e seu axônio se estende sem interrupção até o esqueleto muscular. Sua função principal é manter o equilíbrio do meio interno (homeostase). O SNA está dividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. A porção que segue junto com o nervo facial (VII par craniano) dirige-se até os gânglios pterigopalatino (esfenopalatino) que atua sobre a glândula lacrimal e submandibular que inerva as glândulas salivares . por exemplo. O sistema nervoso autônomo (SNA) difere do sistema motor somático nos órgãos alvos (efetores) e no número de neurônios no circuito periférico. os axônios préganglionares dirigem-se para uma cadeia de gânglios paravertebrais interligados (tronco simpático).nervo vertebral dirige-se para a região cervical penetrando nos orifícios vertebrais "conduzindo" o simpático para os nervos espinhais cervicais (C a C ).

pálida que é a córtex e uma camada mais interna e escura que é a medula. a influência de núcleos cerebelares. Borda medial: apresenta o hilo renal que é o local onde penetra a artéria renal e saem à veia. reconhecer a lobulação quando o parênquima do rim seccionado é examinado. vermelha acinzentada e demonstra distintas estriações radiais. com certa variação flui continuamente em grande quantidade através dos rins. resultando em um rim uniforme e compacto. bronquios e pulmões). como no bovino. Nos mamíferos domésticos. Os rins. O ápice da pirâmide. mantendo assim as pressões osmóticas sangüínea e tecidual normais. e das vias uriníferas: ureteres. Regulam o equilíbrio hidro-eletrolítico do organismo. os quais transportam esta para o exterior. quase púrpura. Pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano) vai até o gânglio ótico responsável pela inervação parassimpática da glândula salivar parótida. Situação: na área lombar do plano médio direito e esquerdo. sendo importante órgão de eliminação. Coloração: varia de marrom-avermelhado para vermelho escuro. 2 recessos terminais tubulares entram na relativa pequena pelve renal dos pólos.1. sendo exceção o rim direito do eqüino que é em forma de coração. também. São capazes também de remover substâncias estranhas do sangue. 1RINS São glândulas excretórias pares que eliminam continuamente os produtos residuais do sangue. sendo que o mesmo. está inserida numa peça terminal em forma de cálice de um ramo do ureter que é o cálice renal. O rim direito situa-se junto às três últimas costelas e o esquerdo entre a décima oitava costela e a terceira apófise transversa das vértebras lombares (no eqüino). Os rins apresentam 2 superfícies (dorsal e ventral).Pelve renal: é a extremidade dilatada do ureter que se localiza dentro do seio renal. Devido a sua inserção frouxa é facilmente removível. 1. A fusão completa do tecido cortical e medular dos lóbulos vizinhos resulta num rim com uma superfície lisa. BEXIGA E URETRA: Os órgãos do sistema urinário consistem dos rins que excretam a urina. 2 bordas (lateral e medial) e 2 extremidades ou pólos (cranial e caudal). URETERES. útero e vagina ou glândulas genitais acessórias. a papila renal. Em seu estado fresco contêm grande número de pontos vermelhos visíveis claramente. A borda lateral é convexa e a medial côncava. hipotalâmicos e do córtex cerebral. fígado e parte do intestino grosso). Este tipo de rim é denominado de composto ou lobulado. possuem um controle considerável e influência regulátoria sobre o sangue. portanto. particularmente se seguirmos o curso dos vasos interlobulares. A porção parassimpática que acompanha o nervo vago (X par craniano) atua sobre as vísceras dos sistemas respiratório (laringe.Organização macroscópica do parênquima renal: Pode ser melhor visualizada com uma secção através dos pólos e do hilo renal. traquéia. Geralmente estão acomodados com sua superfície dorsal nas pirâmides do diafragma e fáscia ilíaca que cobre a musculatura psoas e estão seguros neste local por tecido conjuntivo e gordura. sendo uma modificação brusca do córtex. circulatório (coração e vasos sangüíneos) e digestivo (esôfago. É possível. Forma: apresentam basicamente a forma de um grão de feijão. O rim direito é alguma coisa mais cranial que o esquerdo. A córtex é marrom-avermelhada e têm aparência granular. intestino delgado. Cápsula renal: é uma membrana de tecido conjuntivo frouxo que envolve os rins. Esta coleta a urina e como um funil leva esta para dentro do ureter. Os rins mais primitivos eram compostos de muitas unidades separadas. No eqüino. o parassimpático. especialmente sobre o controle das funções viscerais. bexiga e uretra. as camadas cortical e medular dos lóbulos estão fundidas em vários graus. O bordo medial do rim direito está relacionado com a veia cava caudal e o do rim esquerdo com a aorta. dependendo da quantidade de sangue no seu interior. O parênquima é dividido dentro de uma camada mais externa. os corpúsculos renais. Tanto o simpático como o parassimpático sofrem. A porção externa da medula (zona intermédia) é vermelho-escuro. Desta forma o rim primitivo lembra um cacho de uva com o ureter representando o talo. através dos nervos pélvicos atua nas vísceras da cavidade pélvica (reto. o ureter e linfáticos renais. Cada unidade ou lóbulo consistia de um córtex como capa envolvendo uma base e lados de uma medula em forma de pirâmide. Fusão cortical incompleta resulta num rim que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. estômago(s). São retroperitoniais em posição e cobertos com peritônio na superfície ventral com face para cavidade abdominal. No córtex é que estão localizados os glomérulos ou corpúsculos renais. A porção mais interna (zona basal) é brilhosa. Pela porção sacral. visto melhor no cão e no eqüino e em menor grau nos felinos e suínos. O hilo se dirige para dentro de um recesso que se situa no centro do rim que é o seio renal e contém a pelve renal . Raios medulares: são prolongações da base das pirâmides em forma de raios para dentro do córtex. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA URINÁRIO: RINS. no entanto. líquido que deve ser expulso diária e periodicamente.mandibular e sublingual. As artérias e veias renais chegam destes grandes vasos em frente aos rins e passam para estes em um curto trajeto. bexiga e pênis ou clitóris). .

Daí a urina desemboca nos cálices maiores. A pelve coleta a urina que vem de todos os forames papilares e como um funil leva esta para dentro do ureter. Apresentam pirâmides individuais nas quais suas papilas renais se projetam para dentro de um cálice renal menor localizado na extremidade de um ramo do ureter cranial ou caudal. Cálice menor renal: são pedúnculos curtos em forma de taça que circundam a papila renal. Forma: de um grão de feijão. decorrente de uma fusão incompleta do córtex renal. TABELA 4. Suprimento sangüíneo: Cada rim é suprido por uma artéria renal que é um ramo da aorta abdominal. porque durante o seu desenvolvimento houve a fusão de vários lobos. A crista é constituída de papilas renais fusionadas. Situação: Devido à presença do rúmen o rim esquerdo dos ruminantes é penduloso e quase inteiramente envolvido por peritônio.Colunas renais: são prolongações do córtex entre as bases da pirâmide em direção ao seio renal. Os eqüinos. A pelve renal está ausente devido à falta de fusão dos lóbulos. Crista renal: é uma crista côncava que se projeta para o interior da pelve renal na porção central interna da medula. pequenos ruminantes e caninos apresentam um único lobo que se formou pela fusão de vários lobos durante o desenvolvimento. Papila renal: é o ápice da pirâmide renal que se dirige para o centro do rim.apresentam uma única papila que forma a crista renal. Dão origem a ramos conhecidos como artérias arqueadas. Essas por sua vez dão origem a numerosas artérias interlobulares que irrigam unidades ou lóbulos em que o córtex é dividido pelos raios medulares. A pelve renal dos caninos é muito similar a dos pequenos ruminantes. que se curvam sobre as bases das pirâmides. As artérias e veias interlobares ascendem através do córtex em fendas estreitas entre recessos vizinhos. em menor quantidade nos carnívoros. Estes vasos são salientes em cortes macroscópicos dos rins. mas no animal obeso pode envolvê-lo completamente. ficando o rim esquerdo caudal ao rim direito em contato com o cólon espiral. ou cálice maior. mas mantém papilas individuais que eliminam urina dentro de cálices menores. . Esta ajuda a proteger o rim e a mante-lo na posição.Dependendo da espécie e das condições dos animais. COMPARADA: Bovinos: Apresentam um rim mais primitivo que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. . O rúmen puxa este em direção caudal e sobre o plano médio. Usualmente esta não envolve o rim ventralmente. sua superfície externa é lisa. Inseridos ao lado da cavidade da pelve renal estão um número de recessos dentro dos quais se projetam colunas de tecido renal denominada de pseudopapila que quase divide cada recesso. ambas consistindo de uma cavidade comum a qual recebe a crista renal. Diferenças entre as espécies. na pelve renal e desta no ureter. O felino sempre teve um lobo. # No bovino não existe pelve renal de modo que os cálices maiores se esvaziam diretamente no ureter. onde a urina é eliminada dentro da pelve renal e daí para o ureter. Forma: De um feijão achatado. Apresenta numerosos orifícios pequenos onde se abrem os tubos papilares renais no interior da pelve renal e por esse motivo esta superfície é denominada de área crivosa. São planos e com superfície lisa. Uma ou mais pirâmides se juntam para formar uma papila que é a porção apical e arredondada da pirâmide que faz saliência em um cálice menor. A artéria renal se divide em várias artérias interlobares que acompanham as divisões. A união dos ápices das pirâmides renal vai formar a crista renal. * Os rins dos bovinos e dos suínos são multipiramidais ou multilobulares. Uma única papila de base larga forma a crista renal que está intimamente associada à região expandida do ureter que é a pelve renal. antigas ou existentes. Cada artéria interlobular dá origem a muitos ramos que irrigam glomérulos individuais (arteríolas aferentes). É bem desenvolvida nos suínos e ruminantes. Suínos: Apresenta fusão parcial dos lóbulos renais. As pequenas arteríolas eferentes deixam o corpúsculo também no polo vascular e imediatamente entram na rede capilar ao redor dos túbulos urinários adjacentes. Ovinos e carnívoros: Como os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal . Rim com aparência lobulada. Os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal ou unilobular. O rim do felino é diferenciado macroscopicamente pela presença de veias capsulares. entre as pirâmides renais na junção corticomedular. Cada arteríola aferente entra no corpúsculo renal no polo vascular e se divide num agrupamento de alças capilares que é o glomérulo. Pirâmide renal: prolongação da medula entre os vasos até a periferia onde forma a base desta. Alguns autores não consideram a presença de cálices maiores. O ápice esta na pelve renal e forma a papila renal. A base é formada pelos túbulos renais e está coberta pelo córtex. Organização macroscópica do parênquima renal dos mamíferos domésticos. Apresentam papilas individuais que se projetam em um cálice menor e estes se continuam com o ureter. os rins são embebidos numa massa de gordura peri-renal de espessura variável. e mínima nos eqüinos.

Quando vazia ou contraída recua especialmente no eqüino dentro da cavidade pélvica em vários graus. antes de terminar em seus respectivos orifícios uretéricos que se apresentam como fendas. O peritônio cobre somente as superfícies expostas. Além do ápice vesical apresenta um colo que é a porção estreita que leva para dentro da uretra e um corpo que é a porção média. carnívoros e suínos ou em cálices maiores nos ruminantes. O ângulo corresponde aos ureteres e uretra.URETERES É um tubo estreito que conduz a urina em um fluxo contínuo da pelve renal para bexiga. Trígono da bexiga: é uma modificação da túnica mucosa dorsalmente na proximidade do colo. A extremidade proximal do ureter divide-se em pelve renal nos eqüinos. .ORGANIZAÇÃO MACROSCÓPICA TIPO DE RIM URETER PELVE RENAL CÁLICES MAIORES CÁLICES MENORES PAPILA RENAL CRISTA RENAL BOVINOS 1. O úraco é um tubo que conecta a bexiga primitiva com o saco alantóide do feto e este está incluído no cordão umbilical. onde se encontra uma pequena projeção.1. quando a pressão se encontra elevada dentro da bexiga. Estrutura: A parede da bexiga consiste de uma cobertura de peritônio. Não impede o posterior enchimento da bexiga. especialmente nos animais jovens.BEXIGA É um órgão capaz de grande distensão e quando necessário é capaz de estocar grande quantidade de urina. As porções da bexiga não revestidas são cobertas com tecido conjuntivo que é a adventícia Os ureteres entram na bexiga na superfície dorsal e passam através da parede em ângulo agudo. Ligamentos Existem dois ligamentos laterais e um ligamento médio. se continuam por uma curta distância na submucosa produzindo duas cristas no interior denominadas de colunas uretéricas. Capacidade: de 3 a 4 litros. uma capa muscular e uma membrana mucosa. Quando cheia apresenta forma ovóide e localiza-se na cavidade abdominal. uma vez que a resistência é superada por contrações peristálticas. No macho.1. Formato: quando vazia tem formato piriforme e localiza-se na cavidade pélvica. que é resquício da porção caudal do úraco. Na fêmea está relacionada dorsalmente ao útero e ligamento largo. O comprimento do trajeto intramural protege contra o refluxo de urina para o ureter.1 SUÍNOS EQÜINO CARNÍVOROS E PEQUENOS RUMINANTES UNIPIRAMIDAL SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM MULTIPIRAMIDAL MULTIPIRAMIDAL UNIPIRAMIDAL SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM 2. Durante a vida intra-uterina estão relacionados funcionalmente as estruturas embrionárias. Surgem no hilo do rim e curvando-se caudalmente em direção a entrada pélvica e assumem um curso levemente convexo (medial) e retroperitonial. A bexiga apresenta uma extremidade cranial cega que é o ápice vesical. 3. Duas pregas convergentes (pregas uretéricas) se continuam caudalmente além dos orifícios e após se encontrarem no plano médio se continuam como crista uretral que se projeta para dentro da uretra e termina no macho como colículo seminal. Penetram na parede dorsal da bexiga em um ângulo agudo perto do colo no chamado trígono da bexiga. Após penetrar a camada muscular. devido a curta prega genital está em contato com o reto e desta forma é mais facilmente palpada retalmente. sobre uma área triangular. O orifício uretral interno é o vértice do trígono. Após o nascimento servem para suportar a bexiga. Quando o cordão umbilical se rompe no nascimento este se degenera ao longo de seu curso intra-abdominal.

A uretra do macho conduz tanto o sêmen como a urina e. Ligamento médio da bexiga: na vida pré-natal é a prega que sustenta o úraco e se estende ao longo da parede abdominal ventral da pelve para o umbigo. e somente uma pequena prega mediana entre o assoalho pélvico e a superfície ventral da bexiga se mantém. 4. Este último na fêmea localiza-se no assoalho do trato genital na junção da vagina e vestíbulo e no macho localiza-se na extremidade do pênis. A porção pré-prostática da uretra do macho que é homóloga a uretra feminina é curta e se estende do óstio uretral interno ao colo da bexiga para o colículo seminal. A urina entra no orifício uretral interno e sai no orifício uretral externo.1. e assim é parte integral dos sistemas genital e urinário. 3. No colículo os ductos genital e urinário do macho se unem. apresentando aberturas das glândulas genitais acessórias. Na vaca e na porca abre-se junto com o divertículo suburetral. A porção esponjosa localiza-se no interior do pênis. . Nos carnívoros esta não se degenera muito e vai no adulto para o umbigo como uma estreita prega falciforme. Apresenta uma porção pélvica que se estende no assoalho da cavidade pélvica. Relações da uretra: Do macho: relaciona-se com o reto e com as glândulas genitais acessórias. a uretra do macho conduz tanto os produtos de secreção das glândulas genitais acessórias. mas no macho onde esta associação é muito mais pronunciada há também estrita relação funcional. Locais potenciais de formação e obstrução das vias urinárias por cálculos: na fêmea na bexiga e no macho na uretra. é extrapélvica e está coberta pelo corpo esponjoso do pênis. No recém-nascido somente a porção caudal das artérias se mantém e suas pregas suportes tornam-se ligamentos laterais da bexiga quando esta se torna funcional. Ligamento redondo: São as bordas craniais livres dos ligamentos laterais e são formados pelas artérias umbilicais de parede grossa. Ambas uretras do macho e da fêmea estão associadas anatomicamente com os órgãos genitais. diferindo marcadamente entre os dois sexos. na extremidade do pênis. Ligamento lateral da bexiga: São puxados para fora pré-natalmente como pregas vasculares pelas grandes artérias umbilicais que passam da entrada pélvica para o umbigo da cada lado do plano médio.URETRA É um tubo muscular na qual a urina é removida da bexiga. 2. Do colículo para o orifício uretral externo. como espermatozóides e urina. portanto é parte integral dos sistemas genital e urinário. A maioria deste se degenera com o úraco após o nascimento. Estes ligamentos chegam da parede pélvica lateral e se estendem medialmente para os lados da bexiga. Da fêmea: relaciona-se dorsalmente com a vagina e ventralmente com a sínfise pélvica.

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