1.

CONSIDERAÇÕES GERAIS A anatomia é um ramo do conhecimento que estuda a forma, a disposição e a estrutura dos componentes dos seres vivos. O termo, de origem grega, literalmente significa “cortar fora”, por isso a dissecação do cadáver ser um meio tradicional de estudá-la, além de primordial. Anatomia macroscópica é o estudo das estruturas que podem ser dissecadas e observadas a olho nu. Divisão da anatomia: anatomia especial e anatomia comparada. A anatomia especial é aquela que compreende o estudo de uma única espécie. A anatomia comparada compara uns indivíduos com outros de espécies diferentes e descobre as analogias e diferenças de organização existente entre eles. A anatomia apresenta as seguintes subdivisões: Osteologia Sindesmologia Miologia Neurologia Angiologia Esplancnologia Estesiologia Médico Cirúrgica Artística ou escultural

Sistemática Descritiva Normal 1.1 Anatomi a Topográfica ou Regional Microscópica ou Histológica Patológica Teratológica Desenvolvimento Filogênica

A Anatomia normal estuda os indivíduos que gozavam de bom estado de saúde, antes do abate ou sacrifício e está dividida em descritiva e microscópica ou histológica. Anatomia descritiva: é a que estuda sucessivamente, os diferentes órgãos. Descrever um órgão é informar o seu nome, sua situação, sua forma, seu volume, peso, cor, consistência, relações e a disposição relativa de suas diferentes partes, quando subdividido. Anatomia microscópica ou histológica (geral): estuda as estruturas e seus detalhes invisíveis a olho nu com o uso da microscopia óptica e eletrônica. A Anatomia descritiva está dividida em sistemática e topográfica ou regional. A Anatomia sistemática: estuda grupos de órgãos que estejam tão estreitamente relacionados em suas atividades que constituem os sistemas corpóreos com função comum. Ex. sistema muscular, nervoso e circulatório. O estudo da Anatomia sistemática está subdividido nas seguintes partes: Osteologia: estuda os ossos que compõem o esqueleto. Sindesmologia: estuda as articulações, que são os meios de uniões entre os ossos. Miologia: estuda os músculos, que são os elementos ativos do movimento. Neurologia: é o estudo do sistema nervoso. Este sistema está subdividido em central e periférico. Angiologia: estuda o coração e vasos (artérias, veias e linfáticos) por onde circula o sangue e a linfa encarregados de nutrir e drenar todos os tecidos do corpo. Esplancnologia: estuda as vísceras que compõem os sistemas localizados no interior do corpo do animal. Ex.: sistemas respiratório, digestório, urinário, etc. Estesiologia: estuda os órgãos que se destinam a captação das sensações como o olho, orelha, papilas gustativas, etc. A pele e seus anexos são estudados no Sistema tegumentar. As glândulas de secreção interna são estudas no Sistema endócrino ou juntamente com os sistemas que estão relacionadas funcionalmente. Por exemplo, a hipófise no sistema nervoso, o testículo no sistema genital masculino, etc. Anatomia topográfica ou regional: é a que está diretamente envolvida com a forma e as relações de todos os órgãos presentes numa região específica ou parte do corpo dos seres vivos. Os conhecimentos da anatomia topográfica são empregados na clínica e cirurgia (médico cirúrgica) e nas belas artes (artística ou escultural). Anatomia patológica: estuda as alterações do estado normal dos órgãos quando animal adoece ou seus componentes funcionam mal.

Anatomia teratológica: é a que estuda o desenvolvimento anormal, vícios de conformação compatíveis ou não com a vida. Ex. animal com duas cabeças. Anatomia do desenvolvimento: estuda as fases pelas quais os organismos passam desde a concepção, o nascimento, a juventude, a maturidade até a idade avançada. A embriologia estuda o desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação do oócito até o nascimento. Anatomia filogênica: é o estudo das transformações da espécie no tempo. Por exemplo o ancestral do cavalo possuía cinco dedos e o atual apenas um.

1.2. HISTÓRICO A história da anatomia engloba um lapso de tempo que supera o cálculo humano. Sua origem se perde na pré-história. Consideramos na história da anatomia cinco épocas: vulgar, Escola de Alexandria, de Galeno, de Vesálio e atual. Época vulgar: caracterizou-se por um desconhecimento quase completo dos seres vivos. Conhecimentos elementares e incompletos integram a doutrina anatômica dessa época. O espirito observador de alguns, se consagrando por sacrificar e desarticular os animais empregados na alimentação humana gerou os conhecimentos da época. Escola de Alexandria: no século III a.C., foi celebre a grandiosa biblioteca e o museu, existente na cidade de Alexandria, para onde convergiam homens eminentes, estudiosos de todas as ciências. Neste grande centro cultural estudou-se a anatomia em condições vantajosas, graças aos trabalhos de dissecações realizadas em animais de várias espécies. Época de Galeno: Galeno nasceu em Bérgamo, que compartilhava com Alexandria o conhecimento da época, no ano 131 de nossa era. Foi um grande médico, porém o espírito religioso do período, o privou, de ensinamentos adquiridos em cadáveres humanos. Como viajante incansável percorreu extensos territórios, praticou dissecações em muitas espécies de animais descobrindo novos tipos de organizações, até conseguir formar a escola médica. É considerado o criador da anatomia comparada. Devido ao espirito religioso da época, tido como todo poderoso, nenhum descobrimento anatômico humano novo se incorporou aos de Galeno e assim passaram-se 14 séculos. Época de Vesálio: em 1543, André Vesálio, publicou pela primeira vez seu memorável trabalho “De humani corporis fabrica” (sobre a estrutura do corpo humano), sendo caracterizado como o primeiro livro de anatomia humana realmente exato, pois, era dito popular da época “é melhor equivocar-se com Galeno do que acertar com outros”. Vesálio que lecionava na Universidade de Pádua, tinha apenas 29 anos quando apresentou uma anatomia sistemática baseada não na fé ou em analogias da anatomia animal de Galeno, mas em estudos de dissecações do cadáver humano. André Vesálio foi considerado o restaurador da obra de Galênica e o verdadeiro fundador da anatomia humana. Época Atual: os descobrimentos, a partir daí se sucederam vertiginosamente. Com o descobrimento do microscópio, surgem investigações anatômicas de grande alcance. Em nossos dias são utilizados meios complementares, além do bisturi e pinças, como o uso do raio-X (anatomia radiológica), ultra-sonografia, microscopia de varredura, entre outros. 1.3. NOMENCLATURA ANATÔMICA Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria. O conjunto de termos empregados para designação e descrição de um organismo ou suas partes denomina-se nomenclatura anatômica. Foi realizado em Paris, em 1955, um Congresso de Anatomia, visando uma uniformização internacional da nomenclatura anatômica. Foi escrita em latim com a permissão de cada nação traduzi-la para sua língua. Em 1968, foi publicada em Viena, pela Comissão Internacional de Nomenclatura Veterinária, sob responsabilidade da Associação Mundial de Anatomistas Veterinários, a Nomina Anatômica Veterinária (NAV); essa nomina é periodicamente revista, sendo a quarta em 1994, e tentaremos usá-la de forma permanente neste trabalho. É escrita em latim e pode ser traduzida para a língua do profissional que a emprega, por exemplo, o latim hepar torna-se fígado em português, higado em espanhol, liver em inglês, foie em francês e leber em alemão. 1.4. POSIÇÃO ANATÔMICA Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode variar, convencionou-se uma posição padrão (posição anatômica). Para os animais quadrúpedes, a posição anatômica é aquela em que o animal está com os quatro membros em estação (de pé) e alerta. Esta posição é diferente da posição anatômica humana. Quando descrevemos um órgão, não interessando se o cadáver está sobre uma mesa, por exemplo, sempre temos em mente a posição anatômica. 1.5. PLANOS PARA O CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES Plano é uma superfície, real ou imaginária, ao longo da qual dois pontos quaisquer podem ser unidos por uma linha reta. Na posição anatômica o corpo pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, formando uma figura geométrica, um paralelepípedo. Assim, tem-se os seguintes planos: a) Dois planos verticais: um tangente a cabeça, plano cranial e outro tangente a cauda, plano caudal.

b) Dois planos verticais tangentes de cada lado do corpo, planos laterais direito e esquerdo. c) Dois planos horizontais, um tangente ao dorso, plano dorsal e outro à palma das mãos e planta dos pés o plano podálico. O tronco isolado é limitado inferiormente, pelo plano que tangencia o ventre denominado plano ventral. Os planos descritos anteriormente são de delimitação, porém existe também os planos de secção: 1) Plano mediano: é o plano que divide o corpo em duas “metades” direita e esquerda. 2) Planos sagitais ou paramedianos: são todas as secções do corpo feitas por planos paralelos ao mediano (corte sagital). 3) Plano transversal: é o plano de secção perpendicular ao plano mediano no sentido dorso-ventral. 1.6. EIXOS DO CORPO DOS ANIMAIS QUADRÚPEDES São linhas imaginárias traçadas no animal considerando sua inclusão no paralelepípedo. Os principais são: a) Eixo longitudinal – crânio-caudal: unindo o centro do plano cranial ao centro do plano caudal. b) Eixo vertical – dorso-ventral: unindo o centro do plano dorsal ao centro do plano ventral. c) Eixo transversal - latero-lateral – unindo o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo. 1.7. TERMOS ANATÔMICOS GERAIS QUE INDICAM A POSIÇÃO (LOCAL) E DIREÇÃO DAS PARTES DO CORPO DOS ANIMAIS: 1) Cranial e Caudal – expressões usadas para indicar na direção ou maior aproximação da cabeça ou da cauda. 2) Dorsal e Ventral – na direção ou relativamente próximo ao dorso ou ao ventre (abdome) do animal respectivamente. O termo ventral nunca deve ser usado para membros. 3) Lateral e Medial – estrutura distante ou afastada do plano mediano e na direção ou relativamente próximo ao plano mediano respectivamente. 4) Rostral – na direção ou relativamente próximo ao focinho (rostro-nariz) do animal, usado somente para a cabeça. 5) Proximal e Distal – proximal relativamente próximo à raiz ou origem principal e distal afastado da raiz, utilizado para membros e cauda. 6) Axial e Abaxial – as estruturas que ficam próximas ao eixo central de um dedo central, ou próximo ao eixo do membro se passarem entre os dois dedos são ditas axiais e as que estão à distância do eixo de referência estão em posições abaxiais (ab, fora de). 7) Interno e Externo; Superficial e Profundo – têm o significado usual dos termos. 8) Parietal e Visceral - parietal refere-se a face da estrutura que em direção a parede da cavidade e visceral quando na direção das outras vísceras. 9) Cortical e Medular – o primeiro significa a camada externa e o segundo a interna de alguns órgãos como rins, adrenal, etc. 10) Nos membros usamos para a mão – Dorsal e Palmar – e para o pé – Dorsal e Plantar - para designar características localizadas em cima ou abaixo dos mesmos. 1.8. CONSTITUIÇÃO GERAL O corpo dos vertebrados tem como unidade anatomofuncional a célula. Um conjunto de células da mesma natureza forma um tecido. A reunião de um vários tecidos forma um órgão. Diversos órgãos reunidos podem formar um sistema ou aparelho. 1.9. DIVISÃO DO CORPO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Corpo divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. O esquema seguinte apresenta as principais partes do corpo:

Cabeça Pescoço Tronco Tórax Abdome Pelve Raiz Divisão do Corpo Membros Anteriores ou Torácicos Parte Livre Ombro Braço Antebraço Mão (palma e dorso Quadril Coxa Perna

Raiz Posteriores, Pélvicos ou Pelvinos

Parte Livre

.. finalmente.. local de produção de certas células do sangue.... mas considerados como órgãos.... sistema nervoso central... vasos e nervos.Pé (planta e dorso) 1.. endósteo...2 FUNÇÕES DO ESQUELETO O esqueleto desempenha várias funções vitais ao organismo animal... de número... pulmões. dentro da qual se acha disposta a substância esponjosa.. Em sentido mais amplo inclui o estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos..... que lembra até certo ponto.. em conjunto.....4 ESTRUTURA DOS OSSOS Os ossos constam principalmente de tecido ósseo..... mas após..... menos densa... OSTEOLOGIA Em sentido restrito e etimologicamnte. em adultos.. em grande parte pela reabsorção destes elementos armazenados no organismo materno) e....3 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS OSSOS Os ossos constam de matéria orgânica e inorgânica na proporção de 1:2 aproximadamente.... sendo reativada no processo de reparação de fraturas. paquimeria e estratimeria... coloração e forma variáveis e que.... Mantém a capacidade osteogênica. . o esqueleto... nos locais de inserção de ligamentos e músculos....... com exceção dos pontos onde há atrito (articulações) bem como.. Existem outras divisões como metameria.. com eles formando um todo. é o estudo dos ossos. apresentam ainda periósteo. A matéria animal (orgânica) proporciona ao tecido ósseo solidez e elasticidade e a natural (inorgânica) dureza. ela é substituída na cavidade medular pela medula amarela... 2.. Vertebrata Classe ..... Existe duas variedades de medula nos adultos: a vermelha e amarela.. Antimeria é cada uma das metades divididas pelo plano médio.. Eutheria (Monodelphia-Placentalia) Boi Cabra Cão Cavalo Gato Ovelha Porco Ordem Artiodactyla Artiodactyla Carnivora Perissodactyla Carnivora Artiodactyla Artiodactyla Subordem Ruminatia Ruminatia Fissipedia Hippomorpha Fissipedia Ruminatia Suiformes Família Bovidae Bovidae Canidae Equidae Felidae Bovidae Suidae Subfamília Bovinae Caprinae Equinae Caprinae - Gênero Bos Capra Canis Equus Felis Ovis Sus Espécie taurus hircus familiaris caballus domestica aries scrofa 2. constituem o esqueleto...... uma esponja marinha e esta localizada nas extremidades dos ossos... A medula vermelha contém vários tipos de células características e é uma substâncias formada de sangue. A medula óssea ocupa os interstícios dos ossos esponjosos e a cavidade medular dos ossos longos.. sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos permitem o deslocamento do corpo. local de armazenamento de íons Ca e P (durante a gravidez a calcificação é feita....10.. como o coração.. medula óssea... etc. Nos animais jovens só existe a medula vermelha. O endósteo é uma fina membrana fibrosa que envolve internamente o canal medular dos ossos longos. PRINCÍPIOS GERAIS DE CONSTRUÇÃO CORPÓREA NOS VERTEBRADOS O corpo dos animais domésticos é constituído segundo alguns princípios e fundamentos que prevalecem para os vertebrados. formando um emaranhado......... O tecido ósseo está formado por substância compacta densa.. Mammalia Subclasse ... sustentação e conformação do corpo..... O periósteo é uma membrana fibrosa que reveste a superfície externa dos ossos. SITUAÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS NO SISTEMA ZOOLÓGICO Os animais domésticos se encontram assim distribuídos no sistema zoológico: Ramo . no todo ou em parte... Por sua vez os ossos são definidos como peças rijas. 2... 1. enquanto a amarela está constituída quase que totalmente de tecido adiposo. Podemos definir o esqueleto como o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam para formar o arcabouço do corpo animal e desempenhar várias funções. dentre elas podemos citar: proteção para órgãos moles........ 2.11......

depressões. Os ossos pneumáticos situam-se no crânio. do temporal. ulna. protuberância occipital externa.209 203 . Exemplos típicos são os ossos dos membros: fêmur.8 ACIDENTES ÓSSEOS As principais partes descritivas de um osso.: espinha da escápula Linhas: (espécie de cristas. tomando-se em consideração a predominância de uma das dimensões (comprimento. bordas e ângulos. Ossos pneumáticos: Apresentam uma ou mais cavidades. São os que apresentam comprimento e largura equivalente. não apresentam forma geométrica definida. Por esta razão. seja pelo fato de se apresentarem com desenvolvimento lento e contínuo. frontal nasal e outros como a escápula e o osso do quadril. de volume variável. tíbia. Tuberosidade ou protuberância: (saliências mais ou menos obtusas) Ex.: as vértebras. Ossos irregulares: Apresentam uma morfologia complexa. Tubérculo: (menos acentuado que a protuberância) Ex. Ex. Depressões não articulares: . Ossos “esplâncnicos”: Desenvolvem-se em órgãos moles. Tróclea: (segmento de polia) Ex. assim como perfurações. o osso deixa de ser nutrido e morre.: processo odontóide do axis. irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea. Ossos planos: Expandem-se em duas direções. 2. Ex. não se articulando com os demais ossos. Ossos curtos: São aqueles que apresentam equivalência das três dimensões.: na escápula.: da mandíbula. As artérias do periósteo penetram no osso. Ossos do crânio. Ex.205 TOTAL Ovino 200 . profunda) Ex. uma proximal e outra distal. os membros anteriores e posteriores. processo espinhoso das vértebras. do occipital. Saliências não articulares: Processo ou apófise: (é um termo para designar uma eminência) Ex. Depressões articulares: Cotilóide: (forma esferóide.: ossos do carpo e tarso. bem como. Côndilo: (segmento de cilindro) Ex. côndilo e tróclea. Cristas: (saliências estreitas e alongadas) Ex.: do fêmur.: tuberosidade deltóide do úmero. do úmero. seja devido a função hematopoiética. sendo assim ele divide-se em: Esqueleto axial: é o eixo principal do corpo. desprovido de seu periósteo. maxilar e esfenóide. onde promovem uma mudança de direção sobre proeminências que exerceriam pressão e fricção excessivas sobre os tendões.: frontal.: o osso do coração do bovino.7 NÚMERO DE OSSOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Eqüino Bovino 199 . desenvolvidos no parênquima de alguma víscera ou órgão. 2. rádio. isto é. Esqueleto “visceral”: constam de ossos. Cabeça: (segmento de esfera) Ex. são as faces. 2. sem apresentarem canal medular (costelas) eram classificados como ossos alongados.6 DIVISÃO DO ESQUELETO O esqueleto resulta da armação dos ossos entre si.: parietal. etmóide.: do úmero. Os ossos. Ex. os ossos em que o comprimento era maior que a largura e espessura. o corpo (diáfise). úmero. não se articulando com nenhum outro osso. etc. Ossos sesamóides: São encontrados dentro dos tendões. Tanto as saliências como as depressões podem ser articulares ou não articulares. Assim classificam-se em: Ossos longos: Neste caso o comprimento apresenta-se consideravelmente maior que a largura e a espessura. Saliências articulares: cabeça. Esqueleto apendicular: está formado pelos apêndices locomotores. como parietal. Definidas estas três expressões. etc.: do fêmur.: da tíbia. são altamente vascularizados. coluna vertebral.: osso do pênis do cão e gato e osso cardíaco do coração dos ruminantes.Vasos e nervos: os ossos de uma maneira geral são ricamente vascularizados e inervados. apresentam sempre canal medular. Os osso longos apresentam duas extremidades (epífises). são exemplos demonstrativos. etc. costelas e esterno. do talus.206 Suíno 272 . etc. oca. uma porção intermediária. largura e espessura) sobre as outras duas. da costela. etc. temporais. bem como.305 2.5 MORFOLOGIA DOS OSSOS É uma classificação baseada na forma.279 Canino 302 . Ex. Espinhas: (saliências mais o menos pontudas) Ex. etc. pouco elevadas e pouco salientes) Ex. esfenóide. A artéria nutrícia penetra no forame nutrício para o interior do osso distribuindo-se em sentido proximal e distal. etc.: nas vértebras torácicas. revestidos de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seios. podemos notar que a superfície externa dos ossos apresentam uma grande variedade de eminências. rasa) Ex. oca. estando formado pela cabeça. Glenóide: (forma ovóide. facial. do pênis do canino. Antigamente.

1 OCCIPITAL É o mais caudal dos ossos do crânio.Esfenóide 1 .: no temporal.Porção basilar do occipital  se une com o osso esfenóide.Chanfradura: (desbastamento da borda de um osso) Ex. Porção basal: lembra a continuação da coluna vertebral. Os referidos forames estão unidos no eqüino (forame jugulacerado ou hiato rasgado). A face forma a porção oral e restante da cabeça. . Goteiras: (quando em semicanal) Ex.Mandíbula 1 . . etc.Parietais 1 . Importante local de coleta do líquido cérebro espinhal (líquor).Canal do hipoglosso  situado na fossa condilar.2.Interparietal 2 .Base do occipital ( porção basilar) em contato com o esfenóide.Protuberância occipital externa  situada na linha média.Fossa condilar ventral  depressão localizada próximo aos côndilos na porção basal do osso. Está dividido em porção basal e porção dorsal. é constituída pelos seguintes ossos: 2 .Cornetos 1 . por onde emerge do crânio o nervo hipoglosso (XII par craniano) .Forame magno  localizado entre os côndilos serve de entrada para a medula espinhal.2 OSSOS DO CRÂNIO 3.Zigomáticos 2 . Seios: (cavidades situadas na espessura do osso) Ex.Vômer 2 .Processos paracondilares (jugulares)  projeções pares localizados próximos aos côndilos que servem para fixação de músculos.Côndilos do occipital  se articulam com o atlas (1ª vértebra cervical) . . compreendendo os ossos: 2 . . situados na junção do occipital com os ossos temporal e esfenóide.Forame lácero (mais rostral) e forame jugular (mais caudal).: canal alar.Occipital 1 . estando formado pelos seguintes ossos: 1 .: no úmero. a partir da protuberância. Apresenta para descrição duas faces uma exocraniana (externa) e uma endocraniana (interna).Palatinos 2 . estando em posição normal.Hióide Crânio: é a porção mais caudal. .Pterigóides 1 .: no temporal. ventralmente na cabeça. largamente abertas) Ex. Canais: (depressões rasas e curtas) Ex. Fossa: (escavações extensas.Lacrimais 2 . 3 ESQUELETO AXIAL 3.Protuberância occipital interna .Etmóide 2 .Frontais 3.Incisivos 2 . .: da mandíbula. é formado por ossos planos e esses concorrem para a formação da cavidade craniana.Temporais Porção dorsal: forma o teto e parte das paredes laterais da cavidade craniana. Impressões digitais: (cavidades que parecem produzidas por pressões dos dedos) Ex. maxilar.Impressões digitais .1 CABEÇA: É a porção elevada e anterior das espécies domésticas. Sulco: (impressões vásculo nervosas) Ex.: no frontal.: forame magno do occipital. no úmero.Nasais 2 . Hiato: (abertura de contorno irregular) Forame: (abertura de contorno regular) Ex. A face exocraniana apresenta os seguintes acidentes ósseos: . .Crista nucal  se estendem lateralmente para cada lado.: fissura palatina. Fissura: (fenda ou fresta óssea) Ex.: na face medial da escápula. A face endocraniana apresenta: . que vai proteger parte do sistema nervoso central o encéfalo. Está dividida em crânio e face.Maxilares 4 .

Sela túrcica .presença do forame jugular. . .crista pterigoide.2.forma parte ventral somente da superfície caudal do crânio . .a base do occipital é curta e apresenta 2 grandes tubérculos musculares localizados na junção com o esfenóide.forame órbito-redondo.presença de forame lacero e jugular. .parte basilar larga e se une a bula timpânica.forma a superfície caudal do crânio. . .forame oval. .RUMINANTES: .não possui crista nucal. Forma 2/3 rostrais do crânio entre o occipital caudalmente e etmoíde rostralmente. Internamente encontramos os seguintes acidentes ósseos: .na fossa condilar ventral encontramos 2 ou + forames o mais ventral é o canal do hipoglosso os demais forames paras as veias do canal condíleo. .não apresenta canal alar.canal do hipoglosso localiza-se caudal ao forame jugular. 3.forame oval. . . asas temporais e asas orbitais. processos jugulares curtos e largos.Fissura orbitária (espaço ósseo) . .processos jugulares curtos.apresenta linha temporal e linhas oblíquas.canal do hipoglosso pequeno. . CARNÍVOROS: .crista pterigóide.Seio esfenoidal . .Forame alar parvo Os forames dão passagem a vasos e nervos.Impressões digitais  Asas temporais Externamente encontra-se o forame alar caudal e internamente impressões digitais. .Forame redondo  se abre dentro da fissura .presença de forame mastoide.forame órbito-redondo. RUMINANTES: . .Forame alar rostral .côndilos achados. . achatado e alongado. .  Corpo O corpo é externamente liso.não tem forame lacero.côndilos mais afastados.não apresenta forame alar. SUÍNOS: . SUÍNOS: . . Internamente encontram-se impressões digitais.Sulco óptico ou sulco do quiasma . . somente o forame jugular.Forame óptico .forame mastóide de cada lado na junção do occipital e temporal . CARNÍVOROS: . .  Asas orbitais Externamente as asas orbitais encontra-se: .crista occipital externa  estende-se ventralmentre na protuberância occipital externa.processo jugular alongado.2 ESFENÓIDE Tem o formato semelhante a uma borboleta.Fossa hipofisária  onde se acomoda a glândula hipófise.corpo triangular. Encontra-se dividido em três partes: corpo. . . no local uma linha nucal.Forame etmoidal .

.2.  Base: .meato temporal. .Meato acústico interno . . .não apresenta tubérculo articular.bula timpânica alongada.não possui processo mastóide. esta dividida em quatro faces.2.meato temporal. 3. .3 ETMÓIDE Está localizado no interior da cabeça no limite entre o crânio e a face.processo muscular é grande.Forame retroarticular  situado caudalmente ao processo retroarticular. Está subdividido em três partes:  Lâmina perpendicular Coloca-se medianamente entre as massa laterais e as lâminas crivadas.Processo estilóide  local onde se articula com o osso hióide.Tubérculo articular: articulam-se com os côndilos da mandíbula. .  Lâminas crivadas São lâminas ósseas colocadas transversalmente e de cada lado da lâmina perpendicular. meato temporal.Fossa mandibular . está relacionada com a porção escamosa do temporal e com o osso occipital. .Processo muscular . 3. .Bolha ou bula timpânica  aloja a orelha interna. Internamente: . uma base e um vértice. SUÍNOS: .processo mastoide reduzido. Na crista perpendicular localiza-se a crista galli. CARNÍVOROS: .processo muscular.  Vértice: Porção mais dorsal.- forame alar rostral e caudal.Crista petrosa A face caudal (aboral) relaciona-se diretamente com o occipital.Processo mastóide Internamente: . . A face externa da porção escamosa contribui para formação da fossa temporal.  Massas laterais (labirinto etmoidal) Massas ósseas enroladas de forma espiralada envolvidas por uma lâmina óssea chamada lâmina papirácea.Meato acústico externo . Está subdividido em porção escamosa e porção petrosa. .  Porção escamosa Externamente: . .Processo zigomático do temporal: se une ao processo temporal do zigomático e forma o arco ou ponte zigomática.Impressões digitais  Porção petrosa Tem a forma de uma pirâmide.processo retroarticular menos proeminente.  Faces: Externamente: . .processo estilomastóide fundido a bula timpânica.Forame estilomastoide  dá passagem ao nervo facial.4 TEMPORAIS Localizados de cada lado da cavidade craniana.Processo retroarticular situados caudalmente ao tubérculo articular . . .forame estilomastóide. RUMINANTES: .processo retroarticular grande.processo retroarticular reduzido. .Processo acústico externo .

Crista parietal externa A face externa do parietal.não entram na formação do teto da cavidade craniana.1. Externamente: . MAXILAR OU MAXILAS: Situam-se na porção lateral da face e se articulam com quase todos os ossos da face. constitui parte dorsal da parede caudal do crânio.7 INTERPARIETAL Osso temporário que aparece durante o período fetal até os primeiros dias de vida.5 PARIETAIS Os parietais formam as partes do teto da cavidade craniana. Internamente: . 3. CARNÍVOROS: . as bordas formam com o parietal uma grande protuberância intercornual ponto mais alto do crânio.- processo mastóide.2. processo estilóide. crista sagital externa distinta. .Seio do frontal RUMINANTES: . .Impressões digitais .Crista parietal interna . Aproximadamente 5 cm dorso-rostralmente a crista situa-se o forame infra-orbitário que é a abertura do canal infra-orbitário. .crista parietal mais lateral. bem como os temporais e frontais. Estão no limite entre o crânio e a face.3. SUÍNOS: . O corpo apresenta 4 faces: Face facial: é convexa no animal jovem e côncava no animal adulto.Impressões digitais RUMINANTES: bovinos .forma metade do comprimento total do crânio. contribui para a formação da fossa temporal. .processo zigomático é incompleto naõ alcança o arco zigomático.6 FRONTAIS São ossos pares que formam a porção oral do teto da cavidade craniana.forame supraorbital apresenta o sulco supra-orbital. Externamente: . juntamente com a porção escamosa do temporal. Apresenta caudalmente uma crista horizontal denominada de crista facial. 3. processo muscular.2.Forame supra orbital Internamente: . É marcado pela crista sagital externa que se continua com a crista temporal. .processo zigomático curto.Processo zigomático do frontal .não apresenta forame supraorbitário. Para sua descrição dividem-se em um corpo e dois processos: Alveolar e palatino.processo cornual ( animais aspados). forame estilomastóide.processo zigomático curto e se une ao processo frontal do zigomático.2. OSSOS DA FACE: 3.fortemente curvo. Posteriormente é reabsorvido pelo occipital e pelo parietal. 3.3. contorno rombóide fortemente curvo. CARNÍVOROS: . 3. SUÍNOS: .

Seios do maxilar: são espaços entre duas lâminas ósseas. Processo palatino: projeta-se medialmente formando a maior parte do palato duro.3. 3. Ruminantes: . . sobre a qual dorsalmente na cavidade nasal situa-se o osso vômer. São côncavas e lisas. Comparada: . esfenóide e pterigóide.Não apresenta crista nem tuberosidade facial.2 VÔMER Está localizado na cavidade nasal.Forame maxilar se transforma em fissura maxilar. Rostralmente aos alvéolos dentários na borda alveolar situa-se o espaço interalveolar ou interdental.Face nasal: forma a maior parte da parede lateral da cavidade nasal. A borda caudal junta-se com a porção horizontal do osso palatino na sutura palatina transversa.3.Nos ruminantes o sulco para o septo é bem mais alargado. Medial a essa tuberosidade situa-se um profundo recesso (nicho pterigopalatino) onde localizam-se três orifícios que são dorsoventralmente: 1.4 PTERIGÓIDE É o menor osso da face. cobertas por mucosa e preenchidos por ar. Possui a forma de uma ferradura quando unida a lâmina do lado oposto. 3. Une-se ao processo palatino do lado oposto pela sutura palatina média.O forame infra-orbitário pode ser duplo. . fixado dorsalmente na sutura palatina média. Apresenta lateralmente o sulco palatino. Forame palatino maior caudal: entrada do canal palatino maior. 3. . Lâmina horizontal: é plana e forma a porção caudal do palato duro.3 PALATINOS Estão situados em ambos os lados das coanas e formam a porção caudal do palato duro. RUMINANTES: . Caudalmente divide as coanas em duas partes. Forame maxilar: que é o início do canal infra-orbitário. SUÍNOS: . Junto ao osso incisivo existe um alvéolo para o dente canino que só está presente nos machos adultos. Lâmina perpendicular: forma a parede lateral das coanas.Apresenta junto com os ossos lacrimal e zigomático na face facial a fossa muscular ou canina. Caninos: . apresentando no seu lugar a tuberosidade facial. Apresenta o raso sulco naso-lacrimal e ventralmente a este a crista conchal que suporta a concha nasal ventral. Face orbital: forma uma pequena porção da parede ventral da órbita.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro.Os forames palatinos maior oral situam-se nos processos palatinos dos maxilares. Rostralmente ao primeiro grande molar freqüentemente existe um alvéolo para o primeiro pré-molar chamado de dente de lobo. A extremidade ventral é livre e forma o processo ganchoso do pterigóide ou hâmulo do pterigóide. CANINOS: .O maxilar é mais curto. Processo alveolar: apresentam seis grandes cavidades ou alvéolos para os dentes pré-molares e molares superiores. Forame esfeno-palatino: que abre-se na cavidade nasal. Forma com o osso pterigóide o processo piramidal ou pterigoideo.O forame palatino maior oral está situado mais medialmente.A lâmina horizontal forma 1/3 do palato duro. Suínos: .3. Caudalmente se expande lateralmente como se fossem orelhas de gato se articulando com os ossos palatino.A lâmina horizontal tem formato de cunha. esfenóide e vômer.O maxilar é alongado. . Comparada: . . principalmente no ovino.Nas demais espécies o processo ganchoso é menor.Forame infra-orbitário geralmente é duplo. 3. . . Formam parte das paredes laterais das coanas. São lâminas ósseas encurvadas que articulam-se com os ossos palatino. . Une-se com o processo palatino do maxilar pela sutura palatina transversa e forma com este o forame palatino maior oral que é a saída do canal palatino. É contituida por uma lâmina que forma rostralmente uma canaleta onde se encaixa a cartilagem do septo nasal. Apresentam duas lâminas: horizontal e perpendicular.Não apresenta crista facial. Face pterigopalatina: apresenta uma proeminência denominada de tuberosidade maxilar. 2.

A face nasal é côncava e dirige-se para o seio maxilar. Esta fossa é ocupada no animal vivo pelo saco lacrimal que é a origem do ducto naso-lacrimal.A fossa para o saco lacrimal é pequena e bem próxima do contorno da órbita. Processos alveolares: apresentam três alvéolos profundos para os dentes incisivos superiores.7 LACRIMAIS Estão localizados na porção rostral da órbita e se estendem rostralmente sobre a face até o maxilar.Não apresentam processos alveolares.O processo temporal é a maior parte do osso zigomático. A face orbitaria é de contorno triangular. .Não possui chanfradura naso-incisiva.É um osso muito pequeno.6 ZIGOMÁTICOS (MALARES) Articulam-se com os ossos lacrimal dorsalmente.Fissura palatina é alargada. A face orbitaria é muito menor que a facial e forma parte da parede ventral e rostral da órbita.Ovino: a face facial apresenta uma fossa lacrimal externa ou infraorbitaria que é ocupada no animal vivo pela bolsa infra-orbitaria. 3. na junção com o maxilar forma no macho adulto o alvéolo para o dente canino. O processo frontal não existe no eqüino. Corpo: A face labial é lisa e relaciona-se com o lábio superior e a face palatina é côncava. se articulam com os ossos nasais.3. CANINOS: .3. que juntamente com o processo zigomático do temporal forma o arco zigomático. no qual se insere o ligamento orbitario. . SUÍNO: . CANINO: . e com o temporal caudalmente. onde se localizam grandes glândulas sebáceas. palatino e nasal.3. . .Não se articula com o frontal. RUMINANTES: .O canal inter-incisivo se transforma em chanfradura. Apresenta a uns 2 cm da margem orbital o pequeno processo lacrimal. RUMINANTES: . Próxima a margem orbitaria apresenta uma fossa afunilada que representa a entrada do canal lacrimal.Processo temporal bastante robusto e também é bifurcado. A face facial é mais extensa e lisa. RUMINANTES: . SUÍNO: .Forma junto com o maxilar e zigomático a fossa canina ou muscular. SUÍNOS: .Forma parte da fossa muscular ou canina. quase não existe porção facial. Processos palatinos: são duas lâminas ósseas que formam a porção rostral do palato duro. .3. Está separada lateralmente do maxilar pela fissura palatina. Não apresenta o processo lacrimal. Articula-se com os ossos frontais e nasais dorsalmente e com o zigomático e maxilar ventralmente. veia e nervo incisivo. Apresenta na sua porção ventral a crista facial. 3.Apresenta dois orifícios lacrimais no contorno da órbita. É muito longo e fortemente curvo. .3.O canal inter-incisivo se transforma numa chanfradura.5 INCISIVOS (PRÉ-MAXILARES) São os ossos mais rostrais da face. A face lateral (facial) é lisa e ligeiramente convexa. Apresenta 2 faces: orbitaria e facial.8 NASAIS . 3. que se prolonga rostralmente com a crista facial do maxilar e caudalmente com o processo temporal.Apresenta o processo bifurcado em duas porções: uma é o processo frontal do zigomático que se articula com o processo zigomático do frontal e a outra é o processo temporal do zigomático. .Entre os processos temporal e zigomático existe uma pequena eminência denominada de processo frontal. É composto de um corpo e três processos: alveolar. O corpo acha-se perfurado pelo canal inter-incisivo. CANINO: . . maxilares e vômer. Processos nasais: projetam-se caudal e dorsalmente formando parte da parede lateral da cavidade nasal. Formam juntamente com o osso nasal a chanfradura naso-incisiva. onde penetram artéria.Face facial extensa e côncava. lisa e côncava. com o maxilares rostral e ventralmente. Ventralmente.

Corpo: É a porção horizontal espessa que apresenta os dentes. Meato comum: é o espaço entre as conchas e o septo nasal. Para descrição consiste em um corpo e dois ramos verticais. A extremidade articular é composta pelo processo coronóide rostralmente. . e está marcada por um sulco mediano que corresponde a sínfise mandibular. alargada e onde se inserem músculos poderosos. Ramo: É a porção vertical do osso. Forma juntamente com o processo nasal do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva. A borda dorsal ou alveolar rostralmente forma o espaço interalveolar. BOVINOS: .A extremidade rostral é alargada e apresenta uma chanfradura. dois alvéolos para os dentes caninos no macho. CANINOS: . A face labial é convexa.É mais largo rostralmente que caudalmente. A união da porção molar (ramo horizontal) com o ramo vertical é espessa é denominada de ângulo da mandíbula.9 CONCHAS NASAIS São ossos em forma de cartuchos localizados no interior da cavidade nasal. A face lateral é côncava e apresenta linhas rugosas para inserção do músculo masseter. A borda ventral é arredondada no cavalo jovem. A face medial (lingual) é lisa e apresenta a frágil linha milohioidea onde se. Também existe no potro jovem o alvéolo para o dente de lobo (primeiro pré-molar). A face lingual é lisa e côncava onde repousa a ponta da língua (superfície geniana).Os cornetos apresentam forma arborizante com lâminas secundárias e terceiras que se espiralizam apresentando a extremidade livre. lacrimal e frontal. É composta de uma porção incisiva e outra porção molar. são em número de 2 pares (ventral e dorsal) que estão separados pelo septo nasal. Aproximadamente no seu centro apresenta a crista etmoidal que serve de sustentação da concha nasal dorsal. Face externa: é lisa e convexa transversalmente.É bem menor. A porção incisiva apresenta duas faces e uma borda. Na sua porção caudal existe pequena depressão denominada de incisura vasorum facialum onde os vasos faciais e o ducto parotídeo contornam o osso e é local de tomada de pulso no eqüino. com a extremidade caudal alargada e a extremidade rostral pontiaguda. tornando-se estreita e cortante nos animais idosos. A face lateral (labial) é lisa e apresenta na junção com a porção incisiva o forame mental ou mentoniano que é a abertura rostral do canal mandibular. insere o músculo milohioideo. A borda alveolar apresenta seis alvéolos para os dentes incisivos inferiores e um pouco mais caudal. As conchas nasais dorsais estão fixadas nas cristas etmoidais dos ossos nasais e as ventrais nas cristas conchais dos maxilares. Meato nasal ventral: é o espaço entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal. que é delgado. O processo condilar se articula com a porção escamosa do temporal por meio de um disco ou menisco articular.Nesta espécie na extremidade rostral da cartilagem do septo nasal entre os ossos nasal e incisivo apresenta o osso rostral (osso do focinho do porco). Apresenta duas faces e duas bordas. Possui um contorno triangular alongado. processo condilar caudalmente e entre estes a chanfradura mandibular. A porção molar (ramo horizontal) estende-se caudalmente da porção incisiva. .10 MANDÍBULA (MAXILAR INFERIOR) É o maior osso da face e é ímpar pois as duas metades se fundem quando o animal apresenta ao redor de dois meses de idade. maxilar. Caudalmente é espessa e escavada por seis alvéolos pares para os dentes pré-molares e molares inferiores. OVINOS: . Face interna (nasal): é lisa e côncava. SUÍNOS: . Apresenta o forame mandibular que é o forame de entrada do canal mandibular. não se funde com os ossos adjacentes mesmo na idade avançada.3. Articulam-se com os ossos incisivo. CANINO: .3.Extremidade caudal é pontiaguda. . 3. . Meatos são os espaços existentes entre os cornetos e são: Meato nasal dorsal: é o espaço entre a concha nasal dorsal e o teto da cavidade nasal.semelhante ao eqüino.Não formam com os processos nasais do osso incisivo a chanfradura naso-incisiva.Formam a maior parte do teto da cavidade nasal. Meato nasal médio: é o espaço entre as conchas nasais dorsal e ventral. Suporta os dentes molares (pré-molares e molares) inferiores. 3. A face medial é côncava e apresenta linhas de inserção para o músculo pterigoideo medial.

SUÍNOS: . .Apresenta alvéolos para os dentes caninos.4 COLUNA VERTEBRAL Está constituída de ossos irregulares. É constituído por diversas peças ósseas que se articulam entre si.Entre o estilo-hióide e o cerato-hióide existe o epi-hióide. 1. com exceção do basi-hióide e do processo lingual.Apresenta alvéolos para os dentes caninos dirigidos lateralmente. .Existem dois ou três forames mentonianos. SUÍNOS: . Está situado entre os ramos da mandíbula caudalmente. que são: . Não há alvéolos para os dentes caninos. .O processo lingual é curto e tuberoso.Apresenta sínfise mandibular.11 HIÓIDE É conhecido vulgarmente por osso da língua. apresentando-se dividida em regiões. Este se abre dentro da cavidade nasal através da abertura nasomaxilar. Os seios frontal e maxilar são os mais conhecidos.3. . . 3.O ramo é menor que o do eqüino. 3. assim denominadas: região cervical. Elas são revestidas internamente por uma membrana mucosa e se comunicam com a cavidade nasal. Projeta-se rostralmente através de uma lâmina óssea denominada de estilo-hióide. palatino. Medianamente projeta-se rostralmente em um longo processo lingual. regionais ou individuais.3. Seios maxilares: são os seios paranasais dos ossos maxilares. 3.As duas metades não se fundem completamente mesmo na idade avançada. mas muitos outros estão presentes. . . portando existe sínfise mandibular. . numa mesma região.O processo coronóide é mais extenso e se projeta caudalmente. .Apresenta apófise lingual curta e pontiaguda.No ângulo entre o corpo e o ramo vertical da mandíbula existe o processo angular que se projeta caudalmente.12 SEIOS PARANASAIS São cavidades dentro de alguns ossos da cabeça preenchidas por ar. Os caracteres gerais são os encontrados em todas as vértebras e servem como meio de diferenciação destas com os demais ossos do esqueleto.Não tem apófise lingual. e apresenta 8 alvéolos para os dentes incisivos inferiores.O processo coronóide é pequeno e a chanfradura mandibular é larga. Comparada: RUMINANTES: Divertículo cornual: Continuação direta do seio frontal para dentro do processo cornual em ruminantes aspados. Todas as vértebras apresentam caracteres básicos. . denominados vértebras que se estendem desde a cabeça até a extremidade da cauda.4.1 VÉRTEBRAS São ossos ímpares. torácica. .Apresenta epi-hióide. Apresenta 6 alvéolos para os dentes molares. CANINOS: . 2. .Existe um par de forames mentonianos mediais. cuja forma difere nas diferentes regiões. RUMINANTES: . quanto aos seus caracteres gerais.Mandíbula bastante volumosa. este último se articula com uma peça transversal denominada de basi-hióide. . Na face lateral há vários forames mentonianos laterais. sacral e caudal. CANINO: . irregulares. bem como. lombar. Seios frontais: são os seios paranasais encontrados nos ossos frontais de todas as espécies domésticas. 3. Os ossos do hióide são pares. forma um ângulo de 90° e se continua com o cerato-hióide.RUMINANTES: .O corpo é mais curto e mais largo. incluindo o esfenóide.Apresenta epi-hióide bem desenvolvido.O processo coronóide é muito extenso. As vértebras podem ser estudadas sobre um tríplice aspecto. Está inserido no processo estilóide da parte petrosa do temporal através da cartilagem timpano-hióide. As extremidades laterais do basi-hióide se projetam caudalmente constituindo os tiro-hióides. A coluna vertebral forma o eixo principal do corpo. lacrimal e seios conchais.

4ª E 5ª CERVICAL . possui uma depressão central chamada de fossa odontóide que serve para articulação com o processo odontóide do axis. o processo espinhoso se projeta um pouco cranialmente. Forame transverso presente. ao redor deste apresenta o processo articular cranial. De cada lado da borda cranial do arco encontramos o Forame vertebral lateral. Sua face ventral acha-se o tubérculo ventral. Forame vertebral . Forame vertebral lateral é circular e não tão junto a borda do arco. É formado por um arco dorsal. RUMINANTES: asas menos encurvadas. Processos articulares caudais estão colocadas caudalmente ao arco e sua superfície articular é dirigida para baixo.2. Entre o processo articular caudal e o corpo apresenta incisura vertebral caudal.2 REGIÃO CERVICAL Apresenta sete vértebras em todas as espécies domésticas. reduzidos e mais próximos no dorso. Forma um anel com projeções laterais curvas que são processos transversos modificados ou asas.2 AXIS É a segunda vértebra. As cavidades articulares caudais confluem para a parte ventral do arco. Sua característica principal é a presença do processo odontóide. São longos e proeminentes no pescoço . é representado por um segmento de cilíndrico. Processo odontóide  face articular convexa ventralmente se articula com o arco ventral do atlas.constitui a porção dorsal da vértebra e formará o teto do canal vertebral. Arco.4. SUÍNOS: tubérculo dorsal grande. Representado como cristas baixas na região cervical. o arco e cabeça articular desenvolvidas. Não apresenta forame vertebral lateral. não apresenta forame transverso. apresenta chanfradura alar ao invés de forame alar. o forame transverso passa atrás da borda caudal da asa e não é visível dorsalmente.4. na região torácica são curtos e fortes caracterizam pela presença de facetas para o tubérculo das costelas Processos articulares . 3. forame transverso as vezes incompleto. e que se projetam transversalmente. forames transversos relativamente grandes. 3ª.colocado ventralmente a vértebra. Arco ventral  mais espesso e menos encurvado.2.são dois prolongamentos laterais. 5. 2. Processo espinhoso  largo. As asas são largas e quase horizontais. a 6ª e 7ª também possuem algumas modificações.situado imediatamente por cima do corpo e limitado lateral e dorsalmente por um arco ósseo. apresentando na face cranial uma cabeça articular e na face caudal uma cavidade cotilóide. superfície dorsal é convexa. dorsalmente 2 forames o 1º mais cranial é o Forame alar e o 2º mais caudal é o Forame transverso. Processo espinhoso . Processos transversos  estreito e apresenta-se perfurado pelo Forame transverso. Processos articulares craniais estão localizados cranialmente ao arco e sua superfície articular está dorsalmente dirigida para cima. asas achatadas.1 ATLAS É a primeira vértebra cervical.divididos em craniais e caudais. Corpo . processo transverso pequeno e as vezes não está presente. Processos transversos mais espessos. Na borda cranial observamos 2 cavidades articulares ovais e profundas que recebem os côndilos do occipital. sua borda livre é rugosa e se continua com os processos articulares caudais por meio de duas cristas. As características desta região são o corpo. mantém a mesma altura até as sacrais. SUÍNOS: processo espinhoso desenvolvido direcionado dorsal e caudalmente. um arco ventral e um par de asas. as vezes está ausente. 3. 3. não possui corpo nem processo espinhoso. Processo odontóide cilíndrico. 4. Asas  ventralmente há uma depressão chamada fossa atlantal. a borda cranial é profundamente chanfrada e a borda caudal delgada e côncava. se estende caudalmente. o arco acha-se perfurado de cada lado próximo a sua borda cranial pelo Forame vertebral lateral. largos na região lombar.4. BOVINOS: o axis é curto. Arco dorsal  encontramos o túberculo dorsal mediano.é a parte do arco ósseo que se situa dorsalmente ao arco. Extremidade caudal do corpo apresenta a cavidade cotilóide. articula-se cranialmente com o occipital e caudalmente com o axis. CARNÍVOROS: arco ventral estreito. São mais longos no pescoço. processo espinhoso fino e de altura moderada se prolonga cranialmente de modo a se sobrepor ao arco dorsal do atlas. 6. A 1ª e 2ª são modificadas devido a função especial de sustentar e movimentar a cabeça. CARNÍVOROS: processo odontóide arredondado e longo chega atingir o occipital. onde se encontram os outros elementos da vértebra. possui incisura vertebral cranial. processo odontóide é largo sua face dorsal é profunda e côncava. Processo transverso pontiagudo. Processo transverso . máximo de altura na 4ª ou 5ª vértebra torácica e diminui até 15ª ou 16ª T. direito e esquerdo. 3.1.

Crista ventral pequena. processo espinhoso encurvado caudalmente e termina em ponta. Borda cranial delgada e a caudal é mais larga.4. apresenta pequenos orificios p/as veias da substância esponjosa dos corpos vertebrais. Arco  estreito.3 REGIÃO TORÁCICA São comumente em nº de 18 no cavalo. Face dorsal área central lisa . Extremidade cranial ou cabeça  face articular oval que se dirige p/ frente e p/ baixo. processos articulares são mais largos que as demais vértebras. os caudais emergem na base do processo espinhoso e suas facetas voltam-se para baixo. Processo transverso apresenta processo mamilar a partir da 3ª vértebra. Apresenta uma faceta de cada lado para articulação com parte da cabeça da 1ª costela. Corpo  curto. corpo achatado dorsalmente. Processo espinhoso  longo. REGIÃO LOMBAR São em número de seis no cavalo e nos ruminantes. Processo transverso não apresenta forame. as três ou quatro primeiras tem o processo espinhoso aproximadamente igual no comprimento. Superfície cranial é convexa e a caudal é concava. 3. última torácica: distingue-se pela ausência do par caudal de facetas costais. 7ª CERVICAL Curta e larga. O processo espinhoso é menos rudimentar. Superfícies asperas p/ inserções de ligamentos e músculos (parte lamelar do ligamento nucal) Processos transversos  largos e planos. as três últimas apresentam o processo acessório. tamanho e forma dos processos espinhosos (desenvolvidos). Como características principais observamos faces para articulação com a costela. BOVINOS: corpo mais largo SUÍNO: o arco é perfurado de cada lado por um forame (do arco). Extremidade caudal  larga e apresenta uma cavidade cotilóide circular. Sulco menos profundo no meio desta face . O forame transverso é largo ventralmente na sua extremidade caudal existe uma fossa. Processo espinhoso mais alto e pontiagudo. Sobre a parte dorsal de cada lado existem facetas costais cranial e caudal. Nas últimas 4-5 vértebras torácicas aparece o processo mamilar. convexa e mais larga dorsalmente. processos articulares mais curtos e espessos. Processo articulares craniais e caudais  largos.Corpo  longo comparado com as demais vértebras. Caracterizam-se por apresentar processos transversos desenvolvidos. conexão com os processos articulares caudais por meio de rugosidades. Esta crista separa duas superfícies côncavas. cada um deles possue uma faceta articular para articulação com o tubérculo da costela. Processos articulares  são pequenos. Processos transversos  extremidade livre tuberosa. Caudal a este ponto tornam-se gradativamente mais curtas. chanfradura caudal relativamente larga. 3. 1ª torácica: semelhante a última cervical. Presença da incisura vertertebral cranial e incisura vertebral caudal. Os processos articulares craniais são mais largos que o par caudal. suínos 6 a 7 e 7 nos carnívoros. Os corpos das 3 primeiras são elípticos e apresentam uma crista . Face ventral CRISTA VENTRAL MEDIANA proeminente caudalmente com um tubérculo na extremidade caudal. 14/15 no suíno e 13 nos carnívoros. Processo transverso apresenta 3 ramos. extremidades alargadas e faces articulares. CARNÍVOROS: apresentam o processo mamilar em todas as vértebras. 13 no bovino.estreita na parte média e larga nas extremidades. os craniais se localizam na parte cranial do arco com facetas que se orientam para cima. 6ª CERVICAL  é mais curta e mais larga. cada um une-se com o correspondente processo cranial por uma crista.4. Ausência de crista ventral com exceção dos cães. posicionados em sentido cranial entre o processo transverso e o processo articular cranial.4. suas faces articulares são estensas de contorno oval e levemente côncava. Arco  2 partes parte dorsal formado pelas lâminas e paredes laterais pelos pedículos. Inserção p/ o ligamento longitudinal dorsal. De um modo geral os processos transversos diminuem de tamanho e estão dispostos cada vez mais ventral. dirigido para cima e para trás. corpo achatado e apresenta uma cabeça. estreito. tubérculo ventral ausente. Perfurado de ambos os lados por um forame que se comunica com o forame transverso. Os processos espinhosos aumentam em comprimento até a terceira ou quarta vértebra e então diminuem até a 15ª as espinhas mais longas são as mais espessas e apresentam seus ápices engrossados. Origem de duas raizes uma do arco e outra do corpo entre ambos existe o FORAME TRANSVERSO (passa vasos vertebrais e nervos) Divide-se lateralmente ramo cranial e caudal Processo espinhoso  Forma de uma crista baixa que se alarga caudalmente.

Face pélvica: concava em toda a sua extensão. Esta união completa-se nos carnívoros e suínos após 1 ano e meio. Os processos transversos vão diminuindo caudalmente e as v. Processo transverso da última lombar não se articula com o sacro. A 6ª vértebra oferece uma faceta convexa na borda caudal para articulação com as asas do sacro. SUINOS: a 1ª v. Processos transversos  são laminas longas.6 REGIÃO CAUDAL Muito variável em número (18). Os forames sacrais pélvicos são grandes. As chanfraduras caudais são mais profundas que as craniais.4. 3. largo e quadrangular.Sulco p/ o nervo espinhal lombar. nos quais encontram-se 4 forames sacrais dorsais. A asa é semelhante a dos bovinos. Nos lados encontram-se os forames sacrais dorsais.5 REGIÃO SACRAL Formado pela fusão de 5 v. Seu eixo longitudinal é levemente curvo. Depois da 3ª aumentam em altura e largura. caudal está unida ao sacro. na face ventral há um sulco mediano na qual passa a arteria caudal mediana. processos articulares desenvolvidos nas 4 primeiras. Os processos articulares caudais são grandes e sustentam os processos mamilares. CANINOS: fusão de 3 v. caudal. ficam reduzidas a bastões cilíndricos de tamanho decrescente. achatadas.Processos transverso grande nas primeiras e gradativamente desaparece. Vértice: aspecto caudal da última v. As bordas laterais são rugosas. se projetam lateralmente podendo estar levemente inclinadas dorsalmente. Os processos espinhosos são unidos para formar uma crista sacral mediana. Base: Tem uma face arredondada que se articula com a última v. curto. tem forma triangular e está encaixado entre os ílios com os quais se articula firmemente. As asas são sólidas com extremidade pontiaguda. crista sacral mediana. Existe um par de chanfraduras estreitas entre o arco e o corpo e processos transversos. A partir da 4ª se tornam mais largos e achatados e a crista diminui. Cada uma apresenta uma larga face oval para articulação com o processo transverso da última lombar. Processos articulares grandes. É assinalada por 4 linhas transvesas que indicam a delimitação dos corpos vertebrais.4. Face auricular: se articula com o ílio. lateralmente a este está um par de processos articulares craniais com faces concavas para a articulação com as correspondentes da última v. CARNÍVOROS: processos transversos semelantes a placas. A 5ª e a 6ª podem estar fusionadas. Possue uma face dorsal rugosa para insersão ligamentosa (lig sacroilíaco ventral). mais longo que o do cavalo. menos curvado do que no bovino. É convenientemente descrito como um osso único. Na extremidade dessas linhas estão os forames sacrais pélvicos que são maiores que os dorsais. Da primeira a última diminuem de tamanho. Processos articulares craniais  são fusionados aos processos mamilares e apresentam superfície concava para articulação com o par caudal na vertebra precedente. Comprimento aumenta até a 5ª v. Processos espinhosos largos ventalmente mas estreitos dorsalmente. De cada lado das espinhas existem sulcos. Linhas transversais.. 3.não apresentam chanfraduras craniais. Uma crista sacral lateral é formada pela fusão dos processos articulares. SUÍNOS: normalmente constituídos de 4 v. forames sacrais ventrais. Face dorsal: apresenta centralmente 5 espinhas sacrais. Seu comprimento aumenta até a 3 ou 4ª e então diminui até a última. espessas cranialmente e delgadas caudalmente. não formam articulações uns com os outros ou com o sacro. Dorsal ao corpo está a entrada do canal sacral. De cada lado dos forames se observa uma série de tubérculos representativos da fusão dos processos transversos das vértebras sacrais que formam a crista sacral lateral. De cada lado do corpo existe uma chanfradura (chanfradura vertebral cranial). . sacral é pequeno. Arco pequeno e triangular.. processo articular cranial. processo articular caudal. A face pélvica é marcada por um sulco central que indica o curso da artéria sacral mediana. lombar. As asas encurvam-se cranioventralmente. BOVINOS: longas e mais desenvlvidas que no cavalo. BOVINOS: formado por 5 segmentos. Pequenos rudimentos de processo articulares. BOVINOS: são mais longas que o cavalo. A última apresenta extremidade pontiaguda. Processos acessórios projetam-se caudalmente sobre as incisuras caudais das 5 primeiras v. nos ruminantes após 3ou 4 anos e no equino com 4 a 5 anos.. A margem ventral projeta-se lateralmente formando PROMONTÓRIO. Face cranial concava não articular. As primeiras possuem corpo alargado. Presença de um forame entre o sacro e a 1ª v. lombar por meio de um disco intervertebral. diminuem de diâmetro do 1º ao último (ramo ventral dos nervos espinhais sacrais). Processo espinhoso pouco desenvolvido. CARNÍVOROS: arco nas seis primeiras. são quadrangulares e curtas. As 5-6 primeiras possuem arco espinhoso completo.ventral distinta.

Uma costela é constituída por um corpo e duas extremidades: Corpo: é a porção média da costela que se apresenta de forma arqueada.4. Costelas flutuantes São as que sua extremidade ventral termina livremente. ANIMAL EQÜINO RUMINANTES SUÍNO CARNÍVOROS PARES DE COSTELAS 18 13 14 13 COSTELAS ESTERNAIS 8 8 7 9 COSTELAS ASTERNAIS 10 5 7 4 ESTERNEBRAS 7(6) 7 6 8 Apresentam-se divididas em dois grupos: Costelas esternais ou verdadeiras: São aquelas que por sua extremidade ventral vão se articular com o osso esterno por meio de suas cartilagens costais. O número é constante dentro de uma espécie. Apresenta caudalmente uma depressão chamada de sulco costal. Extremidade Ventral: Apresenta uma tira de cartilagem que dá continuação as costelas e denomina-se cartilagem costal. Geralmente são os primeiros pares. CARNÍVOROS: O corpo é cilíndrico e a cartilagem costal é mais longa. Face medial: é côncava. Cada costela se articula na região dorsal com duas vértebras e se continua na região inferior com as cartilagens costais. Pode se articular com o esterno (costelas esternais) ou com outra cartilagem adjacente por meio de tecido elástico para formar o arco costal (costelas asternais). Cabeça: apresenta duas superfícies articulares que vão se articular com o corpo de duas vértebras adjacentes. 3. sendo que seu corpo alarga grandemente na extremidade esternal. São todas aquelas que não são verdadeiras. A extremidade dorsal ou vertebral apresenta cabeça. Espaço intercostal: é o intervalo entre as costelas. por meio das suas cartilagens costais. não aderida a uma cartilagem adjacente. Constituem o arco costal. colo e tubérculo. Colo: É a porção estreita logo após a cabeça que une esta ao corpo. Cavidade torácica mais curta e colo longo. 2. Apresenta duas faces. RUMINANTES: Costelas mais largas e espaço intercostal mais estreito. veia e o nervo intercostal. SUÍNOS: Costelas acentuadamente curvas em raças melhoradas.7 FÓRMULA VERTEBRAL É a maneira mais simplificada de se expressar graficamente o número de vértebras das diversas regiões. As duas últimas costelas no homem e carnívoros. A costela apresenta 2 extremidades: dorsal e ventral. Costelas asternais ou falsas: São aquelas que por sua extremidade ventral são articuladas entre si. . Toma-se a letra inicial da região seguida pelo número de vértebras desta.5 COSTELAS São ossos curvos alongados dispostos em pares que formam a parede lateral do tórax. corpo estreito. Face lateral: é convexa e apresenta cranialmente um sulco longitudinal até a porção mediana.3. Eqüino C7 T 18 L6 S5 Ca 15-21 Bovino C7 T 13 L6 S5 Ca 18-20 Ovino C7 T 13 L6 S4 Ca 16-18 Canino C7 T 13 L7 S3 Ca 20-23 Suíno C7 T 14-15 L 6-7 S4 Ca 20-23 3. variando apenas a região caudal. * A primeira costela é mais curta. 1. O número de costelas corresponde ao de vértebras torácicas. por onde passam artéria. Tubérculo: apresenta uma superfície articular que se articula com a apófise transversa da vértebra de igual número de série.

2. O processo xifóide é longo e estreito. A borda dorsal apresenta uma chanfradura que serve para articulação do primeiro par de costelas.7 TÓRAX O esqueleto do tórax está formado na região dorsal pelas vértebras torácicas. nem crista ventral. 3. . Saída do tórax: é mais ampla e está formada pela última vértebra torácica. Corpo ou mesoesterno: É a principal parte.6 ESTERNO É um osso segmentário situado na linha média que forma o assoalho da cavidade torácica e articula-se lateralmente com as cartilagens das costelas esternais.A espinha é triangular e projeta-se por cima da fossa infra-espinhosa. sendo esta última maior. com exceção dos felinos que apresentam um vestígio (freqüentemente visível ao Rx). superfícies articulares côncavas para articulação das costelas esternais. Ventralmente apresenta a crista esternal que é palpável no animal vivo. exceto na extremidade caudal que é achatada dorsoventralmente. arco costal. ESQUELETO APENDICULAR 4. Manúbrio ou pré-esterno: extremidade mais cranial. A cavidade glenóide se articula com a cabeça do úmero. O esterno é longo. rádio. 3. A extremidade distal ou ângulo ventral apresenta a cavidade glenóide.Não apresenta incisura glenóide. Consta de 6-8 segmentos ósseos (esternebras) unidas por cartilagens interpostas em animais jovens. .A espinha se prolonga ventralmente por uma projeção pontiaguda denominada de acrômio. O tórax envolve e protege os órgãos torácicos. SUÍNO: . metacarpo. Os membros torácicos se articulam com o tronco por meio de músculos. primeiro par de costelas e pelo manúbrio. Na borda dorsal situa-se a cartilagem escapular (cartilagem de complementação). Apresenta também o tubérculo supraglenóide (tuberosidade escapular). Apresenta a forma de uma canoa comprimida lateralmente. apresenta uma curta cartilagem cônica. Encontramos a cartilagem do manúbrio ou cariniforme. O membro torácico é composto pelos seguintes ossos: escápula. 4. carpo. sendo que este tem quase o mesmo comprimento da região torácica. . Não apresenta cartilagem do manúbrio. sendo portanto uma exceção. O colo da escápula une o corpo do osso com o ângulo ventral ou extremidade ventral. tipo de articulação esta chamada de sisarcose. É conhecido vulgarmente como osso do peito. do qual projeta-se medialmente o processo coracóide. SUÍNO: Não apresenta cartilagem do manúbrio e nem crista ventral. CANINOS: Esternebras arredondadas.O processo coracóide é curto e arredondado. Extremidade caudal ou metaesterno: apresenta a cartilagem xifóide que é longa e delgada.3. 4. lateralmente pelas costelas e cartilagens costais e. Entrada do tórax: é mais estreita e é formada pela primeira vértebra torácica. último par de costelas. Esta espinha apresenta uma proeminência central denominada de tuberosidade da espinha. apresenta lateralmente. última esternebra e processo xifóide. A cartilagem xifóide é pequena e o esterno é achatado no sentido dorso-ventral.A fossa supra-espinhal não se estende até a porção ventral do osso. O ápice é a abertura cranial e a base a abertura caudal. A fossa situada cranialmente a espinha é denominada de fossa supra-espinhosa e a localizada caudalmente de fossa infra-espinhosa. no ponto de união dos segmentos. Serve de inserção para músculos do peito e pescoço. A face costal (medial) apresenta a fossa subescapular. falanges e sesamóides. No contorno dessa cavidade existe a incisura glenóide. Apresenta 3 porções: 1. RUMINANTES: .A tuberosidade da espinha não é distinta. RUMINANTES: Não tem cartilagem do manúbrio. . A face lateral acha-se dividida em duas fossas pela espinha da escápula. .1 MEMBRO TORÁCICO OU ANTERIOR Os animais domésticos não possuem clavícula. ulna.1 Escápula É um osso plano situado lateralmente na porção cranial da parede do tórax. Apresenta uma forma de cone achatado lateralmente com abertura nas duas extremidades. ventralmente pelo esterno.1. Sua face ventral é convexa e serve de inserção para o músculo transverso do abdome e para a linha alba. úmero.

Possui acrômio rudimentar. normalmente se comunicam através do forame supratroclear. medialmente processo estilóide do rádio. .. RUMINANTES: . 4. CANINOS: .As fossas radial e do olécrano. A face lateral é encurvada espiralmente formando um sulco para o músculo braquial ou goteira de torção do úmero. e lateral e medialmente os epicôndilos lateral e medial. A extremidade livre é uma tuberosidade rugosa denominada de tuberosidade do olécrano. 4. distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna.O sulco intertubercular é único .A cartilagem de complementação não é tão desenvolvida como nos demais animais e sim. Compõe-se de um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises). A borda cranial apresenta uma projeção pontiaguda. Dorsal aos côndilos situa-se a fossa radial. com o qual está parcialmente fusionado no adulto.2 Úmero É um osso longo que se articula com a escápula proximalmente formando a articulação do ombro e com o rádio e ulna distalmente formando a articulação do cotovelo.O sulco intertubercular não está dividido. nem processo coracóide. O corpo (diáfise) é encurvado em toda sua extensão. . lisa e côncava. . a qual se articula com o úmero. situado caudalmente ao rádio. O corpo (diáfise) é irregular e apresenta aparência de ter sofrido uma torção. .A tuberosidade deltóide é pequena ou inexistente. Apresenta também o tubérculo maior (lateral) e o tubérculo menor (medial). a fossa do olécrano caudalmente. Projeta-se proximalmente constituíndo o olécrano que é a maior parte do osso. . . . A face lateral do olécrano é convexa e rugosa e a medial.O sulco intertubercular não está dividido.A tuberosidade da espinha é grande. Entre os dois ossos existe o espaço interósseo.Não tem incisura glenóide.O processo coracóide é pequeno.O tubérculo lateral é grande. onde se insere o músculo tríceps braquial. A face medial apresenta a tuberosidade redonda maior. SUÍNO: . Apresenta lateralmente a tuberosidade deltóide. Ulna: É um osso longo reduzido. RUMINANTES: . denominada de processo ancôneo. respectivamente. Extremidade distal: .3 Rádio e ulna Rádio: É o mais longo dos dois ossos do antebraço no eqüino.1.O rádio é menor que a ulna.A tuberosidade deltóide é menos proeminente. Extremidade distal: Apresenta facetas articulares para articulação da fila proximal do carpo.1. Articula-se proximalmente com o úmero.O acrômio é rombudo. Extremidade proximal: Apresenta cavidades glenóides para articulação com os côndilos do úmero. como uma faixa estreita.Apresenta os côndilos cranialmente.O úmero é relativamente muito longo. e cranio-dorsalmente a tuberosidade do rádio. que se prolonga distalmente com a chanfradura troclear (semilunar). no adulto ocorre fusão.Apresenta uma cabeça articular que se articula com a cavidade glenóide da escápula e cranialmente o sulco intertubercular (duplo) ou bicciptal. articulando-se também com o úmero. . CANINO: . Na face caudal apresenta uma área rugosa na qual se insere a ulna no jovem.Não apresenta tuberosidade da espinha e incisura glenóide .Não apresenta tuberoside redonda maior . Extremidade proximal: . .

RUMINANTES: O grande metacarpiano é constituído pela fusão do III e IV metacarpianos. A fila proximal articula-se com o rádio no eqüino e. sendo o primeiro menor. RADIO OU RÁDIO E ULNA CARPO RADIAL CARPO INTERMÉDIO I II METACARPOS RUMINANTES (6) 4 2 FACE MEDIAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL CARPO ULNAR III CARPO ACESSÓRIO IV FACE LATERAL FILA PROXIMAL FILA DISTAL EQÜINOS (7/8) 4 4 3 4 SUÍNOS (8) 4 4 CARNÍVOROS (7) 3 4 Os ruminantes não tem o II carpiano.A ulna também se articula com os ossos do carpo. . . Pequenos metacarpianos: Estão situados na face palmar do grande metacarpiano (no terço proximal). é completamente desenvolvido e suporta um dedo. Essa extremidade articula-se como carpo. uma proximal e outra distal. LEMBRETE: Rádio e tíbia são mediais. A extremidade distal está dividida em duas partes pela incisura sagital denominada de incisura intertroclear.4 Carpo É formado por um conjunto de ossos ordenados em duas filas. No eqüino o primeiro é inconstante. Na porção proximal da borda lateral do grande metacarpiano encontra-se um pequeno metacarpiano que é vestígio do quinto dedo. Nos caninos. Apresenta na fase dorsal um sulco vascular vertical chamado de sulco longitudinal dorsal..Tanto o rádio como a ulna apresentam processo estilóide.1. sendo que somente um.A tuberosidade do rádio é uma área áspera. Apresenta na face palmar uma área rugosa para inserção dos pequenos metacarpianos. SUÍNOS: Apresenta quatro ossos metacarpianos. O corpo é liso. 4. O II e o III são fusionados. Apresentam a extremidade proximal alargada com facetas para articulação com a fila distal do carpo e extremidade distal que termina em forma de estilete no terço distal do grande metacarpiano Corresponde ao segundo e quarto dedos. permitindo um ligeiro movimento entre os dois ossos.A extremidade distal da ulna projeta-se além da extremidade distal do rádio.O rádio e ulna articulam-se em cada extremidade (proximal e distal). sendo dois principais (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto) que constituem os dígitos acessórios. CANINOS: Apresenta cinco ossos metacarpianos.O rádio é menor que a ulna. formando o processo estilóide da ulna. ulna e fíbula são laterais.5 Metacarpo No eqüino existem 3 ossos metacarpianos. A fila distal se articula com os ossos metacarpianos. 4.1. o carpo radial está fusionado com o carpo intermédio. A extremidade proximal apresenta uma face articular para a fileira distal do carpo. . semi-cilíndrico.A tuberosidade do rádio está representada por uma área rugosa. achatado no sentido dorso-palmar. CÃO: . A extremidade distal apresenta dois condilos separados pela crista sagital que se articulam com a falange proximal e ossos sesamóides proximais. situado entre o carpo e a falange proximal. Terceiro metacarpiano: É um osso longo e muito forte. o terceiro ou grande metacarpiano. . os outros (segundo e quarto) são muito reduzidos e são comumente chamados de pequenos metacarpianos. nas demais espécies com o rádio e ulna. . SUÍNO: .

com o qual se assemelha. fíbula. Articulam-se com os côndilos da extremidade distal do grande metacarpiano. Existem normalmente nove ossos sesamóides. Os maiores apresentam três sesamoides (dois proximais e um distal) e os menores somente sesamóides proximais. localizado na junção da falange média com a falange distal. não se articulando com o restante do esqueleto. A extremidade distal apresenta condilos que se articulam com a falange média. apresenta uma eminência denominada de processo extensor. situada dorsalmente. patela.1.1. 4. A face proximal apresenta duas cavidades glenóides que vão se articular com a falange proximal. . metatarso.1. parietal e solar. A falange distal correspondem a forma de garras e apresentam o processo ungueal que é curvo e com extremidade livre. apresenta o sulco solar que se dirige para o forame solar que é o início do canal solar o qual se distribui dentro do osso. A face solar está dividida em duas partes desiguais por uma linha curva e rugosa denominada de curva semi-lunar. ísquio e púbis que se unem no acetábulo.6 Falange proximal ou primeira falange É um osso longo que situa-se entre o grande metacarpiano e a falange média.1 Osso coxal ou ilíaco Está unido ao longo da linha mediana ventral pela sínfise pélvica que por sua vez é formada pelas sínfises púbica e isquiática.MEMBRO POSTERIOR OU PÉLVICO É constituído dos seguintes ossos: coxal ou ilíaco. Compõe-se de três partes: ílio. 4.2. dois maiores (terceiro e quarto) e dois menores (segundo e quinto). A área mais larga à frente desta linha curva é côncava e lisa e corresponde a sola do casco. Ílio: É a maior das três partes. É um osso quadrangular. localizados na face palmar da articulação do grande metacarpiano com a falange proximal. e estão presos por meio de ligamentos na falange proximal. 4. A porção atrás da linha é bem menor de formato semi-lunar é chamada de porção flexora. articulando-se com ambas. É achatada no sentido dorso-palmar e sua largura é proporcional a altura. Esses ossos se fusionam ao redor de um ano de idade no eqüino. A face distal articula-se com a falange e sesamóide distais e apresenta condilos semelhantes aos da falange proximal. sendo o local onde se prende a cartilagem de complementação. com exceção do primeiro que têm duas (falta a falange média). podendo apresentar também sesamóides em posição dorsal. Na borda solar.1. A face parietal ou dorsal apresenta inúmeros forames de vários tamanhos. A extremidade proximal apresenta duas cavidades separadas por um sulco sagital. responsáveis pela irrigação desta área. Centralmente na borda dorsal. CANINOS: Apresentam cinco dígitos que possuem três falanges cada.8 Falange distal ou terceira falange Acha-se envolvida pelo casco. falanges e sesamóides. fêmur. tíbia. Lateralmente. centralmente existe uma incisura larga no jovem chamada de crena. onde se insere o músculo extensor comum dos dedos. 4.4. A face articular articula-se com a falange média e com o osso sesamóide distal. O corpo é liso e mais largo proximalmente. SUÍNOS: Apresentam quatro dígitos.10 Sesamóide distal ou osso navicular É um osso único. Apresenta três faces: articular. que divide a face solar da parietal. cada um com três sesamóides (dois proximais e um distal).1. Está ligado ao esqueleto axial através do osso coxal que se articula com o osso sacro. 4. tarso.2. 4.7 Falange média ou segunda falange Esta situada entre as falanges proximal e distal. O segundo e quinto dedos são vestígios que possuem somente a porção córnea e estão situados na face palmar da falange proximal. Lateralmente e medialmente apresenta o sulco parietal que termina em forame. As extremidades lateral e medial são chamadas de processos angulares ou palmares.9 Sesamóides proximais São em número de dois. RUMINANTES: Apresentam dois dedos desenvolvidos (terceiro e quarto). uma grande cavidade cotilóide que se articula com a cabeça do fêmur.

juntamente com o lado oposto. A abertura caudal ou saída da pelve é muito menor e está limitada dorsalmente pela terceira vértebra caudal e ventralmente pelo arco isquiático. No animal vivo acha-se completada lateralmente pelo bordo caudal do largo ligamento sacrotuberal. CANINO: . A borda medial une-se com o lado oposto na sínfise isquiática. A borda caudal forma a margem cranial do forame obturatório. .A face glútea direciona-se dorsolateral e caudalmente. apresentando tuberosidades dorsais. A borda medial une-se com o osso oposto na sínfise púbica. dorsalmente pela extremidade cranial do sacro (promuntório) e lateralmente pela linha ílio-pectínea.As incisuras isquiáticas maior e menor são muito rasas. . Ísquio: Forma a parte caudal da parede ventral ou assoalho da pelve óssea.A eminência íliopúbica (íleopectina) é proeminente. Na sua face ventral cruza a linha arqueada ou íliopectínea que inicia ventral a face auricular e estende-se até a borda cranial do púbis. RUMINANTES: Apresentam a tuberosidade isquiática grande e trifacetada. Pelve: A parede dorsal ou “teto” está formado pelo sacro e pelas primeiras três vértebras caudais e a parede ventral ou “assoalho” pelo púbis e ísquio. O ligamento acessório só está presente no eqüino. O corpo ou diáfise é cilindrico. Acetábulo: É uma grande cavidade cotilóide que aloja a cabeça do fêmur. A borda caudal apresenta a crista ilíaca. 4. . No ângulo caudo-lateral localiza-se a tuberosidade isquiática. 2. A borda lateral forma a incisura isquiática menor. A abertura cranial ou entrada é constituída ventralmente pela borda cranial do púbis. ventrais e laterais. Esta linha está interrompida no terço médio pelo tubérculo do músculo psoas menor.O ílio e ísquio estão quase em linha (mesmo plano) um com o outro. Esta abertura apresenta dois diâmetros principais: 1. Púbis ou pube: É a menor das três partes do osso coxal. Na porção mais larga situa-se a linha glútea. A borda cranial apresenta lateralmente a eminência iliopúbica e. As paredes laterais são formadas pelos ílios e pelo ligamento sacrotuberal (sacrotuberal largo). A pelve óssea apresenta diferenças notáveis entre os dois sexos e entre as espécies quanto ao tamanho e forma. Observações clínicas: Fraturas de pelve óssea é comum em pequenos animais em atropelamentos e fratura do túber coxal em grandes animais. SUÍNO: . A face sacropélvica é convexa e apresenta uma faceta denominada de face auricular para articulação com o osso sacro. A face ventral é convexa e é cruzada pelo sulco do ligamento acessório (só no eqüino) próximo ao bordo cranial. Conjugado: é a medida que vai do promuntório (extremidade cranial do sacro) até a sínfise púbica (pélvica).2 Fêmur É o maior e o mais pesado dos ossos longos. A borda caudal é espessa e forma o arco isquiático. que se continua cranialmente com a espinha isquiática.2. No ângulo medial situa-se a tuberosidade sacral e no ângulo lateral a tuberosidade coxal. situada dorsalmente aos tubérculos do psoas. A porção medial do bordo do acetábulo apresenta a chanfradura acetabular pela qual passam os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. Articula-se proximalmente com o acetábulo e distalmente com tíbia e patela. Transverso: é medida na maior abertura. Forma a parte cranial do assoalho pélvico. A borda medial forma a incisura isquiática maior que se continua caudalmente com a espinha isquiática. A borda cranial forma o contorno caudal do forame obturado (obturador ou obturatório). próximo a sínfise o tubérculo púbico ventral.A linha glútea é bem pronunciada.

Nessa articulação existem os meniscos articulares. .A fovea da cabeça é rasa. .A crista intertrocantérica é semelhante a do bovino.Não tem fossa supracondilóide. O trocanter maior situa-se lateralmente e está separado em porção cranial e caudal por uma chanfradura. se inserindo apenas o ligamento redondo. distalmente com o tarso e lateralmente com a fíbula. Lateral ao condilo lateral existe uma área rugosa para inserção da fíbula. respectivamente. A tróclea consiste de duas cristas separadas por um sulco a qual se articula com a patela. colo e trocanter maior. A borda lateral é proeminente e apresenta proximalmente o terceiro trocanter.2. Extremidade proximal: Apresenta dois condilos que se articulam com os condilos do fêmur. Extremidade distal: É larga e está constituida da tróclea cranialmente e dois condilos caudalmente. Os condilos estão separados caudalmente pela incisura poplítea. Lateral e medialmente estão os maléolos lateral e medial. Fíbula (perônio): . 4.2.A crista intertrocantérica é oblíqua e une o trocanter menor com o trocanter maior. A cabeça está colocada do lado medial e articula-se com o acetábulo. o epicôndilo medial e na face lateral o epicôndilo lateral. .O terceiro trocanter é mínimo. Cranialmente situa-se a larga tuberosidade da tíbia. O corpo é triangular proximalmente e alarga-se na extremidade distal. Os condilos estão separados por uma profunda fossa intercondilóide e se articulam com os côndilos da tíbia e meniscos da articulação do joelho. RUMINANTES: . O maleolo lateral corresponde a extremidade distal da fíbula. A face livre.A fossa supracondóide é rasa.3 Patela É um grande sesamóide largo que se articula com a tróclea do fêmur. Na face medial existe uma proeminência. Extremidade proximal: É larga e consiste de cabeça. cranial. . .4 Tíbia e fíbula Tíbia: É um osso longo que se articula proximalmente com o fêmur. .Não apresenta terceiro trocanter. A sua borda caudal continua-se distalmente como a crista trocantérica que forma a parede lateral da fossa trocantérica.Apresentam dois sesamóides que se articulam com os côndilos. Extremidade distal: Apresenta uma face articular que se adapta a tróclea do osso tarso-tibial e consiste em dois sulcos oblíquos separados por uma crista. 4. é convexa e rugosa e serve para inserção muscular. SUÍNOS: Apresenta uma crista longitudinal caudalmente que se extende do trocanter maior até a tuberosidade supracondilar lateral. . O colo une a cabeça ao corpo.Não apresentam o terceiro trocanter.O trocanter maior não está dividido.Não há fossa supracondilóide.A borda medial apresenta proximalmente o trocanter menor e distalmente a tuberosidade supracondilóide medial. Na borda medial se insere a fibrocartilagem da patela (de complementação). A face caudal é aplanada e apresenta a linha poplítea. A borda lateral é côncava e forma junto com a fíbula o espaço interósseo. CANINO: . O sulco extensor (chanfradura semicircular lisa) separa a tuberosidade tibial do condilo lateral. . . A face articular apresenta uma crista rugosa vertical que corresponde ao sulco da tróclea. Entre os condilos existe uma proeminência central denominada eminência intercondiliana. É escavada medialmente por uma fóvea na qual se insere os ligamentos acessório e redondo da cabeça do fêmur. Na parte distal encontra-se a fossa supracondilóide que está limitada lateralmente pela tuberosidade supracondiloide lateral.

5 Tarso Compõe-se de 6 ou 7 ossos. 4. 5. são pouco acentuados.É um osso longo. porém num mesmo animal são maiores e. na face médio-plantar da extremidade proximal. porém deve-se substituir o termo palmar por plantar na descrição das características. o corpo do grande metatarsiano apresenta o contorno circular. 4.6 Metatarso É semelhante ao metacarpo. reúne escápula e úmero. mais complicadas no tronco e de maior complexidade em nível de membros. No tronco. onde se insere o tendão calcanear comum (de Aquiles) O primeiro e segundo ossos tarsianos podem estar fusionados no eqüino. quer sejam ossos quer cartilagens. Realizam pouco ou nenhum movimento e são chamadas articulações temporárias. reduzido. Nesta denominação é citado em primeiro lugar o osso que apresenta menor movimento. Por outro lado. As articulações são mais simples na cabeça. . pois sofrem processo de ossificação (anquilose). Nos ruminantes.O corpo da tíbia é encurvado e a fíbula é bem curta e termina em ponta.2. 5. situado ao longo do bordo lateral da tíbia. um sexto dedo pode estar presente. A maior parte das articulações fibrosas encontram-se na cabeça do animal. O nome da articulação é formado pelo nome dos ossos que entram em sua constituição. Nos cães. mas não se articula com o metatarso. O osso tarso-fibular (calcâneo) é o maior dos ossos do tarso e sua extremidade livre forma a tuberosidade calcanear (tuberosidade calcânea). Na cabeça com exceção da mandíbula que se articula com o osso temporal. os outros ossos mantém relações de contiguidade uns com os outros sem que haja movimentação de qualquer deles. TALUS (TARSO TIBIAL) CENTRAL DO TARSO I II III CALCÂNEO (TARSO FIBULAR) FACE LATERAL IV FACE MEDIAL Comparada: EQÜINOS 6 ou 7 FUSIONADAS: I + II RUMINANTES 5 CENTRAL + IV e II + III SUÍNOS E CARNÍVOROS 7 4. mas. RUMINANTES: . A extremidade proximal articula-se com o côndilo lateral da tíbia.1 ARTICULAÇÃO FIBROSA OU SINARTROSE O elemento que se interpõe entre as peças que se articulam é o tecido fibroso e a grande maioria delas se encontra nos ossos da cabeça. os movimentos são encontrados entre quase todos os ossos que o constituem. empregamos o termo articulação. articulações Cartilaginosas ou Anfiartroses e articulações Fibrosas ou Sinartroses. Esta união não possui finalidade exclusiva de contato mas também de permitir mobilidade. os tipos de movimentos variam com o tipo de união. articulação escápulo-umeral. O corpo é uma haste delgada que forma o limite lateral do espaço interósseo. localiza-se um pequeno metatarsiano (vestígio do segundo dedo). como esta união não se dá da mesma maneira em todos os ossos. Em alguns animais. ARTROLOGIA Os ossos unem-se uns aos outros para constituir o esqueleto. o primeiro dedo muitas vezes está ausente e. SUÍNOS E CANINOS: A fíbula tem comprimento semelhante a tíbia. Para designar a conexão existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto. enquanto os membros apresentam movimentos de grande amplitude.7 Falanges e sesamóides São semelhantes ao membro anterior. sindesmoses e gonfoses. As articulações podem ser classificadas quanto a dinâmica em três classes: articulações Sinoviais ou Diartroses. astrágalo) articula-se com a tíbia através da tróclea. Subdivididas em três tipos: Suturas. quando presente pode apresentar uma ou duas falanges.2. ex. O osso tarso-tibial (talus. A extremidade distal da fíbula forma o maléolo lateral.2. Nos suínos e caninos são semelhantes ao membro torácico.

Ex. 5. bem como de membrana sinovial. 5.: vértebras pelos processos articulares.1. transparente e serve como lubrificante da articulação. 5) Menisco ou Disco Articular: É uma lâmina de cartilagem que se acha interposta entre determinadas superfícies articulares. articulações na extremidade da coluna (pescoço e cauda). Ex: articulação atlanto-axial . Classificam-se de acordo com os diferentes tipos de cartilagem: 5. articulação da tíbia e tálus. Caracteriza-se pela apresentação de uma superfície articular formato arredondado e outra escavada para recebela. também são temporárias. simplesmente estando em contato com o outro. atlanto-occipital. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas. 2) Cartilagem articular (hialina): Lâmina de tecido cartilaginoso que cobre a superfície articular.2) Sindesmoses: Diferente das suturas por apresentar grande quantidade de tecido conjuntivo interposto. As articulações sinoviais são capazes de realizar os seguintes movimentos: . Tipos de Articulações Sinoviais: 1.Circundação: São movimentos em que o segmento descreve círculos em torno de um eixo. côndilo-côndilo. Ex: aproximação do úmero + rádio e ulna. escamosa e plana.1. 5. a qual é mais ou menos espessa e inelástica. 3) Cápsula articular: É um meio de união representada por uma espécie de manguito que envolve a articulação prendendo-se nos ossos que se articulam. Ex: articulação esfenooccipital. atlas e axis. c) Sutura plana: (harmônica) Apresenta-se de forma lisa. delgada e brilhante. entre os nasais. Articulação Simples: Formada por duas superfícies articulares. Articulação composta: Formada por número superior a dois. articulação do cotovelo (úmero-rádio-ulnar). e a membrana sinovial (interna). Ex. Adução é o retorno do membro à posição primitiva ou quando se aproxima do eixo principal do corpo.1) Cartilagem hialina ou Sincondrose: Articulação cujo meio de união é unicamente cartilagem.Angulares (flexão/extensão): Nestes movimentos há uma diminuição ou aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Flexão é a diminuição do ângulo. temporo-hioidea. Ex.2.2) Cartilagem fibrosa ou Sínfise: Articulação em que o meio de união é uma mistura de tecido cartilaginoso e tecido fibroso. Ex. 2. Dependendo da maneira pela qual as bordas dos ossos entram em contato reconhecemos três tipos: serrátil. art. úmero-rádio-ulna Os seguintes elementos compões uma articulação sinovial típica: 1) Superfície articular: De forma e tamanho variáveis. secreta o líquido sinovial. Ex. as inserções entre si das cartilagens costais. ex. possui função de manter fixa a superfície articular. polidas e de cor esbranquiçada. 4) Ligamentos articulares: São cordões de tecido fibroso que tem função de reforçar a cápsula articular. ex. Articulação Plana: Caracteriza-se por apresentar superfície articular plana ou quase plana que permite deslizamento de umas sobre as outras. b) Sutura escamosa: (em bisel) Quando a superfície de um osso se sobrepõe a outro. entre ossos frontal e nasal.3) Gonfoses: Implantação dos dentes nos alvéolos. Apresenta-se em duas camadas: membrana fibrosa (externa). ex. 5. Sutura serrátil: (denteada) As bordas das superfícies ósseas formam saliências e depressões que se encaixam. Evita o atrito entre as articulações. Ex. Ex: movimento de afastamento do membro anterior. a) . Ex: sínfise pélvica e a cartilagem dos corpos vertebrais (discos intervertebrais de fibrocartilagem). evitando dor. viscoso.3 ARTICULAÇÕES SINOVIAIS OU DIARTROSES Caracterizam-se pela mobilidade. Ex. Quanto mais complexa a articulação maior a necessidade de aparecer um ligamento.1. evitando o atrito. o aumento é extensão. .Deslizamento: Para que haja um movimento de deslizamento as superfícies devem ser planas. presença de cavidade articular..1) Suturas: São encontradas entre os ossos da cabeça.Rotação: Quando um elemento permanece fixo e outro gira em torno do eixo principal longitudinal.Abdução e adução: O primeiro é sinônimo de abertura e significa o movimento de afastamento do osso do eixo mediano. Ex: articulações dos processos articulares da vértebras e articulação sacroilíaca (face ventral do ílio e asas do sacro). o tecido que se interpõe é cartilaginoso. Nos quadrúpedes só é possível em grau limitado e como manifestação de enfermidade. Articulação tipo Gínglimo ou troclear: Articulação típica de dobradiça realizando movimentos angulares. .2. principalmente quando os acidentes ósseos são os mesmos. entre parietal e temporal. união dos corpos dos ossos metacarpianos e dos ossos rádio e ulna. . 5. Normalmente encontram-se em nível de membros.5.2 ARTICULAÇÃO CARTILAGINOSA OU ANFIARTROSE Neste grupo de articulações.

1. podendo fazê-lo em outros elementos: cartilagem. lateralidade e deslizamento. muito resistentes e praticamente inextensíveis. mantém unidas as peças ósseas. Articulação Condilar: São constituídas por 2 côndilos. a parte contrátil. Atlanto-axial Articulação Esferoidal: Caracteriza-se pela recepção de uma cabeça articular numa cavidade de forma apropriada. Músculos são órgãos que gozam da propriedade de contrair-se. Ex. liso e cardíaco. São voluntários porque suas contrações estão sob influência da vontade do indivíduo. verdadeiras alavancas biológicas. o que lhes vale o nome de esquelético. Estes componentes de tecido conjuntivo se fundem em cada extremidade do “ventre” muscular formando os tendões e/ou aponeuroses pelas quais o músculo se fixa.4 ARTICULAÇÕES MUSCULARES OU SISARCOSES Nos mamíferos domésticos. encontra-se uma camada mais frouxa que envolve os pequenos feixes (fascilados) nos quais as fibras estão agrupadas denominada de perimísio. sendo. por isso.2 Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos Um músculo esquelético típico possui uma porção média e 2 extremidades. 6. MIOLOGIA 6. O aparelho locomotor é constituído pelos ossos. união da escápula ao tronco. O músculo esquelético é envolto como um todo por uma densa camada de fáscia denominada epimísio.1. Nele predominam as fibras musculares. constituídos por tecido fibroso denso. portanto a parte ativa do músculo. Os músculos de fibras lisas. etc. abdução e adução e rotação em torno do eixo vertical. 5. Permite a maior variedade de movimentos: flexão e extensão (no eixo horizontal-frontal).. A porção média é vermelha in vivo e recebe o nome de ventre muscular. de exteriores. geralmente avermelhados. 4. septos intermusculares. apresentam uma estriação dupla: longitudinal e transversal. seja constituído de fibras estriadas. tendão de outro músculo. da vida de relação e. como também. não assegura só à dinâmica. isto é. enquanto que os ossos são os elementos passivos. 6. art. escápulo-umeral (cavidade glenóide da escápula e cabeça do úmero). Quando são laminares. Reveste o esqueleto. articulação coxo femoral (cav.1. Em um grande número de músculos. de contratibilidade lenta. são também chamados de músculos viscerais da vida orgânica e de interiores. estes últimos são elementos ativos do movimento.1 Generalidades sobre músculos Miologia é o capítulo da anatomia que estuda os músculos. têmporo-mandibular e articulação do joelho (fêmuro-tíbio-patelar). embora. desprovidos de clavícula. Ex. Os músculos de fibras estriadas de contratibilidade rápida. cápsulas articulares. as fibras têm dimensões tão reduzidas que se tem a impressão de que o ventre muscular se prende diretamente ao osso. Entram na constituição das paredes de muitas vísceras ou órgãos internos e. Ex. 6. Quando as extremidades são cilíndricas ou então tem a forma de fita.3. cotilóide do quadril e cabeça de fêmur). Estas células são gigantes e visíveis a olho nu quando isoladas. Abaixo do epimísio. Executam dois movimentos principais: extensão e flexão (angulares) e acessoriamente. ainda. recebem o nome de aponeuroses. isto é. Articulação do tipo trocóide: Neste tipo de articulação o movimento se limita a rotação de um segmento ao redor do eixo longitudinal do outro.3 Considerações sobre o músculo esquelético O músculo isolado é composto de várias células unidas por tecido conjuntivo. 6. pois não está sob o domínio da vontade do indivíduo. articulações e músculos. existem ainda as articulações tronco apendiculares anteriores.1. derme. Ex. encontra-se em uma classificação aparte. porque suas atividades não estão sob influência da vontade do indivíduo. possuem coloração vermelho pálido ou creme e são chamados involuntários. art.4 Fáscia muscular . A musculatura. As definições acima referidas têm exceções: os tendões ou aponeuroses nem sempre se prendem ao esqueleto. 6. Realmente. Tanto tendões quanto aponeuroses são esbranquiçados e brilhantes. Constituem os músculos motores do esqueleto. diminuem de comprimento sob a influência de um estímulo. mas também a estática do corpo. o qual é proveniente do sistema nervoso. que são a união de ossos estabelecidas apenas por músculos. determinando a posição e postura do esqueleto. Tendões e aponeuroses servem para prender o músculo ao esqueleto. 5. A camada delicada de revestimento que envolve cada fibra muscular denomina-se endomísio.1 Variedade dos músculos Os músculos são formados por tecido muscular estriado. a musculatura não apenas torna possível o movimento. O músculo cardíaco. chamam-se tendões. sendo denominadas fibras musculares devido a sua dimensão e forma.

atravessando a articulação do cotovelo. etc. encontram-se em ambos os lados do plano longitudinal médio. inclusive. Músculos sinergistas: são aqueles que podem eliminar um efeito indesejável.5 Volume O volume dos músculos é muito variável. 6. são relativamente simétricos. Em uma determinada região. é necessário que eles estejam dentro de uma bainha elástica de contenção. A espessura da fáscia muscular varia de músculo para músculo. Músculos antagonistas: aqueles que se opõe ativamente a um determinado movimento produzido por outro músculo ou grupo de músculos. Às vezes a fáscia muscular. o músculo deixa de funcionar e por esta razão entra em atrofia. etc. os músculos necessitam de considerável quantidade de energia.1. como a ação. posição. Sendo que o nome está determinado por várias considerações. mas os pontos mais importantes se estudam geralmente nas descrições anatômicas.9 Particularidades usadas para descrição de um músculo Nome: o nome dos músculos é mais variável ainda do que os usados para os osso. curtos. Ao contrair-se. 6. é muito espessa e pode contribuir para prender o músculo ao esqueleto. É grande a diferença entre o músculo gêmeos e o músculo oblíquo externo do abdômen. 6. Ação: pertence mais ao estudo da fisiologia.È uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo de coloração branca brilhante.1.1. Em alguns casos a ação é simples.6 Peso O peso dos músculos varia de poucas gramas a quilogramas e o peso total da massa muscular corresponde a + 50% do peso total do corpo. tais como o diafragma e o esfíncter anal. papel executado pela fáscia dos músculos. Em vista disso.1. Os músculos longos. Estes separam grupos musculares em lojas ou compartimentos e ocorrem freqüentemente nos membros. quer os músculos ímpares. executa flexão do antebraço e consideramos sua extremidade umeral (proximal) como origem e sua extremidade ulnar (distal) como inserção. dependendo de sua função.1. o fácil deslizamento dos músculos entre si. Forma: os músculos podem ser longos. situados no plano mediano longitudinal. Para executar seu trabalho mecânico.1. Por contraposição.7 Número É variável o número de músculos porque também é variável o número de ossos nas diversas espécies animais. No eqüino. 6. largos. inserção. pois assim são melhores protegidos. Para que os músculos possam exercer eficientemente um trabalho de tração ao se contrair. Origem e inserção são também denominadas respectivamente de ponto fixo e ponto móvel. isto é. Permitindo. direção. Nervos e artérias penetram sempre pela face profunda do músculo. Relações: Constituem uma parte muito importante na anatomia topográfica. triangulares. geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção é distal. Nos membros. em outras complexa. por exemplo. que neles penetram e se ramificam intensamente. Irrigação sangüínea e inervação: já vimos que a atividade muscular é controlada pelo sistema nervoso central. idade e sexo. os músculos superficiais são sempre mais longos que os profundos. mas é variável em função da espécie. o número de músculos é de + 500.8 Situação Quase todos os músculos são pares.1. Se caso o nervo for seccionado. formando um extenso leito capilar. 6. Origem e inserção: por razões didáticas convencionou-se chamar origem à extremidade do músculo presa a peça óssea que não se desloca. A linha mediana que assinala a união dos músculos pares correspondentes denomina-se rafe. Nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo através de um nervo. Quer os músculos pares. forma. denomina-se inserção à extremidade do músculo presa a peça óssea que se desloca. com exceção do diafragma que apresenta notável assimetria.10 Denominações quanto à ação Músculos agonistas: um músculo ou grupo de músculos que produzam um determinado movimento (ação). modificando a ação de um agonista e não se opondo ou facilitando diretamente um determinado movimento. Poucos são os músculos ímpares. 6. raça. sendo denominados septos intermusculares. os músculos recebem eficientemente suprimento sangüíneo através de uma ou mais artérias. O músculo braquial prende-se na face anterior do úmero e da ulna. Músculo fixador: são músculos utilizados para estabilizar partes do corpo numa posição para permitir a atuação dos agonistas. a fáscia muscular pode apresentar-se espessada e dela partem prolongamentos que vão terminar se fixando ao osso. 6. principalmente nos membros são fusiformes. isto é.11 Músculo esfíncter . Em certos locais.

1. situado na borda livre do músculo oblíquo interno. conduz também. de um modo geral incompleta.13 Músculo cutâneo O músculo cutâneo é uma delgada capa muscular desenvolvida na fáscia superficial.14 Quanto ao ventre muscular Alguns músculos apresentam mais de um ventre muscular.1.1. Os esfíncteres são anexos às vísceras e estão normalmente em contração. apresentando duas capas: interna. Cobre a face externa do ombro e do braço. Pelo canal passam no macho os componentes do funículo espermático e em ambos os sexos. a artéria e veia (geralmente) pudendas externas.1. d) Porção abdominal: está representada pelo músculo cutâneo do tronco (matambre). 6. É um cordão “fibroso”. entre a parte carnuda do músculo oblíquo interno do abdome de um lado e a porção lateral da aponeurose do músculo oblíquo externo do outro. A linha branca serve de ponto de inserção para os músculos abdominais de ambos os lados. 6. 6. omotransverso M. porém. entrando em contração sob a ação da vontade. o anel inguinal superficial.16 Membrana sinovial São bolsas de paredes delgadas. c) Porção braquial: está apresentada pelo músculo cutâneo omobraquial. que reveste o canal onde se acha o tendão. aderida ao tendão e externa. formando verdadeiros anéis. a saída do canal. bíceps braquial.1 Grupo dorsal M. tríceps ou quadríceps. nervo genitofemural. como segmentos de tubos.Quando as fibras se dispõem em círculos paralelos. 6. o seu estado normal é em relaxamento. Ex. que segue na linha mediana ventral desde a cartilagem xifóide até a extremidade cranial da sínfese pélvica (púbica). A saída de órgãos para o canal e através dele. São digástricos os músculos que apresentam dois ventres (Ex. Consiste numa delgada capa muscular. O anel inguinal profundo é a entrada abdominal do canal.1. análogas as membranas sinoviais das articulações e desempenham a mesma função.12 Músculo orbicular Neste caso as fibras também se distribuem formando círculos. relaxando-se sob o estímulo da vontade. rombóide da cabeça . b) Bainha sinovial: está disposta ao redor do tendão. isto é. enquanto que os orbiculares apresentam o mesmo tônus que os outros. com tendões intermediários situados entre eles. 6. diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. e fixado ao restante do esqueleto de modo muito frouxo. estes são concêntricos. vasos eferentes dos linfonodos inguinais superficiais (escrotais ou supramamários). Apresentam-se em duas formas: a) Bolsa sinovial: é uma simples bolsa que se interpõe entre um ponto de bastante pressão.1. trapézio Porção cervical Porção torácica M. Ex. porém planos. b) Porção cervical: está apresentada pelo músculo cutâneo do pescoço e encontra-se na região ventral do pescoço. situando-se entre tendão e músculo ou músculo e esqueleto. São então classificados como músculos bíceps. resultando disso músculos grandes. esfíncter anal. está contida entre os dois ramos da aponeurose do músculo oblíquo externo. 6. músculo digástrico) e poligástricos os que apresentam número maior como é o caso do músculo reto do abdome. Está aderida a pele. As paredes são justapostas e unidas por tecido areolar. 6. constitui a hérnia inguinal. Não cobre todo o corpo e pode ser dividido em quatro porções: a) Porção facial: está representada pelo músculo cutâneo da face.15 Quanto ao número de cabeças Quando os músculos se originam por mais de um tendão. tríceps do braço e quadríceps da coxa. Músculos do cinturão escapular 1. Músculos do membro torácico 1.17 Linha branca Também chamada de linha alba ou alva.1. exceto por onde passam as estruturas.18 Canal inguinal É uma fenda existente na parede abdominal na altura da virilha.

rombóide cervical M.1 Grupo extensor M. rombóide torácico M. redondo menor 2. flexor digital superficial M. flexor carpo radial M. Músculos do braço M. ext. tríceps Cabeça longa Cabeça lateral (seccionar) Cabeça medial Cabeça acessória M. pronador redondo M.2 Grupo medial M. grande dorsal 1. redondo maior M. peitoral superficial M. flexor carpo ulnar Cabeça umeral Cabeça ulnar M. flexor digital profundo Cabeça umeral Cabeça radial Cabeça ulnar M. digital lateral M. tensor da fáscia antebraquial M. peitoral profundo M.2 Grupo flexor M. Músculos do tórax M. deltóide Porção acromial Porção escapular (seccionar) M. ancôneo 4. extensor carpo radial M. ext. reto do tórax . ext. subescapular M. pronador quadrado 5. bíceps braquial M. braquial M. Músculos do ombro 2.M. supraespinhal M.1 Grupo lateral M. extensor do 1º e 2º dedo M. longo do polegar ou 1º dedo (M. oblíquo do carpo) M. infraespinhal M. digital comum (comum dos dedos) M. supinador 4. carpo ulnar ou ulnar lateral M.2 Grupo ventral M. braquiocefálico (seccionar em nível do “tendão clavicular”) Porção cleidocervical Porção cleidomastóide Porção cleidobraquial M. ext. coracobraquial 3. serrátil ventral 2. Músculos do antebraço e mão 4. ext.

reto interno ou grácil M. intercostal externo M. serrátil ventral (porção torácica) M. diafragma (cão dissecado) 6. Músculos abdominais M. psoas menor M.M. íliocostal M. transverso abdominal M. grande dorsal M. quadrado lombar M.2.2 Linha branca (observar) 8. obturador externo . psoas maior M. coccígeo M. tensor da fáscia lata M. rombóide torácico M. glúteo profundo M. reto abdominal M. abdutor caudal da perna 10. semitendíneo M. escaleno M. levantador do ânus / diafragma pélvico (cão dissecado) 10. pectíneo M. Músculos laterais da anca e da coxa M. oblíquo externo do abdome (seccionar) M. serrátil dorsal caudal M. serrátil dorsal cranial M. peitoral superficial M. sartório Porção cranial Porção caudal M. adutor M. peitoral profundo M. oblíquo interno do abdome (seccionar) M. trapézio Porção cervical Porção torácica M.1. cremaster externo (só nos machos) 7. Músculos do membro pélvico 10. semimembranoso M. ilíaco M. Músculos da região espinho dorso lombar M.1 Canal inguinal (observar) 7. glúteo superficial (seccionar) M. quadrado femural M. longo dorsal 7. Músculos mediais da coxa M. rombóide cervical M. intercostal interno M. glúteo médio (seccionar) M. retrator das costelas (cão dissecado) M. intertransverso 9. transverso torácico (cão dissecado) M. “Músculos da cauda” M. Músculos sublombares M. bíceps femural (seccionar) M.

flexor digital medial M. flexor digital superficial M. Músculos da cabeça M. poplíteo 11.2 Grupo flexor M. Músculos do pescoço 11. quadríceps femural (seccionar) Vasto lateral Vasto intermédio Vasto medial Vasto femural 10. longo da cabeça M. escaleno 11. esternohiodeo M. extensor digital lateral M. tibial cranial M. masseter M.3 Músculo da perna e do pé 10. elevador nasolabial M. flexor digital lateral M.2 Grupo dorsal M. rombóide M. frontal 12.1 Grupo extensor M. milohiodeo . canino M. oblíquo caudal da cabeça M. ext. extensor longo do 1º dedo M. fibular curto M. omotransverso M. bucinador M.3. complexo (seccionar) M. obturador interno (cão dissecado) M. serrátil ventral M. longo da cabeça e do atlas 12. oblíquo cranial da cabeça M. digital longo (longo dos dedos) M. elevador do lábio superior M.M.1 Músculos mandibulares M. esternotirohioideo M. orbicular da boca M. longo do pescoço M. reto dorsal maior da cabeça M. flexor digital profundo M. gastrocnêmio Cabeça lateral Cabeça medial M. temporal M. esplênio (seccionar) M.3. trapézio M.1 Grupo ventral M. digástrico M. gêmeos M. fibular longo M. zigomático M. extensor digital curto 10. esternocefálico (seccionar) Porção esternomastóide Porção esternoccipital M.

A parte costal prende-se na superfície interna das costelas e cartilagens. INSERÇÃO E AÇÃO DE ALGUNS MÚSCULOS: Músculos do membro torácico: M. M. As várias cabeças se unem formando um tendão forte que se insere na tuberosidade do olécrano. Ação. e por meio deste até as primeiras 3 ou 4 vértebras lombares. extensor digital lateral Origem.oposta a do intercostal externo.borda cranial da costela. M.epicôndilo medial do úmero e caudalmente no rádio. M. Inserção.estender a articulação do cotovelo M. radial e ulnar.epicondilo lateral do úmero. extensor digital comum Origem. A porção muscular está dividida numa parte costal e esternal e numa parte lombar composta por dois pilares. tríceps do braço Possui três cabeças de origem (longa. o hiato esofágico. no intervalo entre os dois pilares por onde passa a aorta. Ocupa o espaço entre a borda caudal da escápula e o úmero. diafragma É um músculo ímpar que separa a cavidade torácica da abdominal.borda caudal da costela.flexionar os dedos e o carpo. Ação. veia ázigos e ducto torácico. um centro tendinoso. principalmente no processo extensor da falange distal desses dedos.rafe dorsal mediana e ligamento supra-espinhal. Ação. Ação. Ação. Inserção. Inserção. Inserção. bíceps braquial Origem. M. que perfura o pilar direito e que dá passagem ao esôfago e .palmarmente nas falanges médias. Esta dividida em uma porção carnosa periférica. Inserção. Inserção.cranialmente na extremidade distal do úmero.flexionar os dedos e o carpo. Ação.extremidades proximais das falanges (todas) dos dedos III.tuberosidade do rádio e em parte adjacente da ulna. Músculos do tórax M. intercostal interno Origem. IV e V. lateral e medial). trapézio Origem. Inserção. M.processo extensor da falange distal (de cada dedo funcional). Estreita os espaços intercostais e evita o deslocamento para fora ou para dentro da parede durante a respiração.espinha da escápula. sendo no cão quatro (acessória). flexor digital superficial Origem. flexor digital profundo É formado por três cabeças: umeral. M. e.borda caudal da costela. tuberosidade lateral da extremidade proximal do rádio e superfície lateral da ulna .tubérculo supraglenóide. A esternal na superfície dorsal da cartilagem xifóide.elevar a escápula. Ação. M. O diafragma é perfurado por três aberturas: o hiato aórtico.borda cranial da costela.estender as articulações digitais e cárpicas.flexionar a articulação do cotovelo.puxar as costelas cranialmente na inspiração. intercostal externo Origem. o pilar esquerdo está fixado de modo semelhante nas 1º e 2º vértebras lombares. Ação. IV e V.estender as articulações dos dedos III. Inserção. na face palmar da falange distal. O pilar direito da parte lombar esta inserido no ligamento longitudinal ventral.linha semilunar. Ação.COMENTÁRIOS SOBRE ORIGEM. É o principal músculo da inspiração e aumenta o diâmetro longitudinal do tórax.

proximalmente no fêmur. .trocanter maior do fêmur.alguns fascículos craniais se inserem diretamente na última costela.na parede abdominal ventral. localizado no centro tendinoso dando passagem a veia cava caudal. flexiona o joelho e estende o tarso. Ação. pectíneo Origem.túnica vaginal próximo ao testículo. M. Inserção. ajuda na micção. semimembranoso Origem. Inserção.fáscia toracolombar . e o forame da veia cava. glúteo médio Origem.estende a quadril.côndilo medial do fêmur e côndilo medial da tíbia. A parte que se liga ao fêmur estende o joelho e a parte que se liga à tíbia flexiona ou estende o joelho.estende o quadril. Músculos abdominais M.semelhante ao músculo oblíquo externo. Inserção. M. M.tuberosidade isquiática e ligamento sacrotuberal. oblíquo abdominal externo Origem. M. Inserção. Ação. ao ligamento patelar e ao bordo cranial da tíbia.quando se contrai. transverso abdominal Origem. e a partir da tuberosidade coxal e porção adjacente do ligamento inguinal. Também é empregado no ajuste da postura.se origina das superfícies internas das últimas costelas e dos processos transversos das vértebras lombares. Ação. Ação. reto abdominal Origem.por meio da fáscia da coxa e da perna se insere à patela. Inserção. M. Ação. Inserção. defecação. Ação.nervos vagos dorsal e ventral. Também pela fáscia da perna se insere na tuberosidade calcânea. Ação.é um extensor excepcionalmente potente da articulação do coxal com certo potencial de abdução. semitendinoso Origem.na borda púbica por meio de um potente tendão pré-púbico. caudalmente à última costela em comum com o oblíquo externo. bíceps femoral Origem. Ação.flexiona a parte toracolombar da coluna vertebral além das ações semelhantes ao oblíquo externo e interno. Inserção. mas em sua maior parte são prolongados por uma aponeurose.elevar o testículo.face medial do corpo da tíbia e por meio da fáscia da perna também se liga à tuberosidade do calcâneo.origina-se das superfícies ventrais das cartilagens das costelas e esterno.tuberosidade isquiática. dependendo da posição do membro. Forma uma aponeurose ampla que se insere na linha alba e no ligamento púbico. Inserção. oblíquo abdominal interno Origem. Inserção. Ação.estende o quadril. o joelho e o tarso (pé). faz a rotação medial do membro pélvico. após cruzar a superfície interna do reto do abdome. M. A parte caudal do músculo flexiona o joelho.eminência ílio púbica e ligamento púbico.sua aponeurose se insere na linha alba.sua parte costal emerge das últimas costelas e a parte lombar emerge da última costela e da fáscia toracolombar. na respiração e locomoção. atuando na termorregulação. Inserção.origina-se da superfície externa do ílio e da fáscia glútea. M. que passa ventral ao reto e atinge a linha alba.borda livre do oblíquo interno do abdômen.tuberosidade isquiática. parto (“prensa abdominal”). cremaster externo Origem. Ação.aduzir o membro posterior.semelhante à dos músculos oblíquo externo e interno. Músculos do membro pélvico M. M.

Inserção.a inserção comum é na tuberosidade da tíbia. vasto intermédio e vasto lateral.se origina da extremidade distal do fêmur. M.em toda a sínfise pélvica e na superfície ventral do púbis e do ísquio e parte adjacente do arco isquiático. Ação. Ação. extensor digital longo Origem. M.aduzir o membro. Músculos mandibulares M.medialmente na borda ventral da parte molar da mandíbula. Músculo da bochecha: M. Inserção. só de um lado tracionar em direção ao lado ativo.levantar a mandíbula. Ação. M.processos extensores das falanges distais.o reto femoral origina-se do corpo do ílio. masseter Origem. Inserção. Inserção.crista facial (região maxilar) e arco zigomático. na origem de cada tendão há um osso sesamóide.tuberosidade calcânea. intermediário e lateral se originam das faces medial. Ação.flexionar os dedos e estender o tarso. flexionar o joelho e estender o tarso. Ação. na metade proximal da fíbula e na membrana interóssea adjacente. entretanto acredita-se que a função básica é se opor à curvatura da tíbia. adutor Origem. pois o músculo prolonga-se distalmente à patela pelos ligamentos patelares. Ação. Inserção.porção bucal  osso maxilar e porção molar  porção molar da mandíbula. Os vastos medial.processo coronóide da mandíbula. M.M. Inserção. gastrocnêmio Origem.pode ser um flexor do joelho. vastos medial. M. .falange média do dedo funcional mais lateral. Junto à origem do gastrocnêmio. cranial e lateral do corpo do fêmur. extensor digital lateral Origem.processo jugular (paracondilar) do occipital.promover a aproximação da mandíbula com o maxilar. quadríceps femoral É composto por quatro partes: reto femoral.ao longo dos dois terços distais da face medial do fêmur. M.principal extensor do joelho.estender os dedos e flexionar o jarrete.extremidade proximal da fíbula. M.tuberosidade calcânea e falanges médias. assegurando que a tensão seja dirigida ao longo do seu eixo longitudinal. O reto femoral tem ação secundária na flexão do coxal. Ação. Ação. Origem.flexão do tarso. Inserção. No cão. Ação. Inserção.porção bucal e porção  músculo orbicular junto ao ângulo da boca. flexor digital superficial Origem. fáscia e ligamentos da face medial do joelho. Inserção.auxilia na depressão da mandíbula e abertura da boca. Origem.superfície plantar de cada uma das falanges distais. Inserção. Inserção. É o principal componente do tendão calcanear comum. estender a articulação do quadril M. em carnívoros estende e abduz o quinto dedo. digástrico É composto de dois ventres unidos por um tendão.dois terços proximais da tíbia.flexionar as duas primeiras articulações digitais. flexor medial e tibial caudal. flexor digital profundo É composto por três músculos: flexor lateral. temporal Origem.fossa temporal. bucinador Origem.fossa supracondilar (ou tubérculo na face caudal) do fêmur. Origem.superfície lateral do ramo da mandíbula (ramo).as duas cabeças emergem das tuberosidades medial e lateral do fêmur. Ação.

o coração bem como a circulação sangüínea. pressionando desta forma o alimento entre os dentes. cada ramo com menor calibre.movimento medial da bochecha. A função desta rede é fornecer maior aporte de oxigênio para o local ou órgão em que se encontra. relativamente rígidas e seu lúmem vazio (a menos que preenchidas por massas para facilitar a dissecação). até atingirem os capilares. Os ramos que derivam dos troncos maiores podem ser dos seguintes tipos: Ramos colaterais: são os ramos emitidos pela artéria principal. espessas.1 SISTEMA VASCULAR SANGUÍNEO Sua função é transportar através do sangue nutrientes e oxigênio à todas as células que constituem o organismo. estes em seguida vão se unindo para formar vasos mais calibrosos. ANGIOLOGIA Estuda o sistema vascular sangüíneo (artérias e veias).Ação. Quando um ramo colateral segue em direção oposta da artéria de origem este é chamado de ramo recorrente. Ramos terminais: quando a artéria principal emite ramos e deixa de existir por causa desta divisão estes ramos são chamados de terminais. Este conjunto de vasos é denominado de rede admirável e é encontrado na base do encéfalo e nos glomérulos renais. 7. que são os vasos por onde o sangue circula. 7. TECIDOS . Ramo visceral: ramos oriundos de uma artéria principal que vão irrigar as vísceras. que continua a existir. 7. que é constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. as artérias distinguem-se de outros vasos por suas paredes brancas. As artérias partem do coração e vão se ramificando sucessivamente. . recorrente colateral ramos terminais Ramo parietal: ramo oriundo de uma artéria principal que vai irrigar as paredes das cavidades existentes no corpo do animal.2 ARTÉRIAS À dissecação. # Capilares: conexões entre as menores artérias e veias a nível de tecidos. É constituído por artérias e veias. o sistema linfático. # Rede admirável: uma ou mais arteríolas se ramificam indefinidamente até os capilares.ARTÉRIA – AR TERÍOLAS – CAPILARES – VÊNULAS – VEIA A maioria das artérias é acompanhada de uma ou mais veias de mesmo nome chamadas então de veias satélites.

uma dorsal (átrios) e uma ventral (ventrículos) . bombeia sangue continuamente através dos vasos sanguíneos para todo o organismo. # Anastomose: este termo significa ligação. A cavidade cardíaca é dividida internamente por septos: . entre veias ou entre uma artéria e uma veia. é relativamente maior em espécies menores e em indivíduos de pequeno porte. Está localizado na cavidade torácica. porção mais dorsal do coração.4.2 MORFOLOGIA INTERNA O coração apresenta 4 cavidades: . Também inicia no sulco coronário e dirigi-se para o vértice do coração.1 MORFOLOGIA EXTERNA Apresenta uma base. As veias recebem tributárias (veias menores) e seu calibre vai aumentando à medida que se aproximam do coração.sulco coronário: indica a separação entre átrios e ventrículos . por meio de contração rítmica. Pode ser entre artérias. veias cava.7. Veias emissárias: são vasos sangüíneos localizados dentro da cavidade craniana que têm a função de recolher o sangue venoso dos seios da duramáter e levá-lo até as grandes veias da base do crânio. Começa no sulco coronário e dirigi-se ventralmente até a borda cranial do coração. As faces direita e esquerda são convexas e apresentam sulcos que indicam a divisão do coração em quatro compartimentos: . # Estes sulcos são ocupados pelos vasos coronários que vão irrigar o músculo miocárdio. porém as cavidades do lado esquerdo não se comunicam com as do lado direito. veia porta. A borda cranial é convexa. que se localizam as raízes dos grandes vasos que chegam e saem do coração. ocupando a maior parte do espaço mediastínico médio.sulco paraconal ou longitudinal esquerdo: coloca-se sobre a face esquerda do coração.3 VEIAS As veias distinguem-se por suas paredes mais finas. veia ázigos. união.ventrículo direito e ventrículo esquerdo: cavidades inferiores e maiores Os átrios e ventrículos do mesmo lado se comunicam entre si através dos óstios (orifícios) atrioventriculares. então denominada anastomose arteriovenosa. duas faces (esquerda e direita) e duas bordas (cranial e caudal).septo interatrial: separa o átrio direito do átrio esquerdo. 7. que se repetem a intervalos ao longo de seu comprimento. 7. encontra-se apoiado sobre o osso esterno. Cada átrio apresenta uma projeção externa sobre o ventrículo do mesmo lado chamada de aurícula . ou seja. aquelas que não seguem o mesmo trajeto de uma artéria são: veia jugular.sulco subsinuoso ou longitudinal direito: coloca-se sobre a face direita do coração. assegurando fluxo numa só direção e evitando o refluxo quando a circulação fica estagnada. O ápice.4 CORAÇÃO O coração é um órgão muscular oco que. Sua maior porção (60%) se encontra à esquerda do plano médio entre a terceira e sexta costelas e cranialmente ao diafragma. A ligação é feita a partir de ramos de artérias e veias.septo atrioventricular: divide o coração em duas porções. um ápice ou vértice.átrio direito e átrio esquerdo: cavidades superiores e menores . 7. Nas artérias o sangue circula centrifugamente (do coração para a periferia). de modo geral. Seu tamanho varia consideravelmente entre as espécies e também entre indivíduos. A maioria apresenta válvulas. veia cefálica e veia safena lateral. porção mais ventral e estreita do coração. já nas veias o sangue circula de maneira centrípeta (da periferia para o coração). aspecto aparentemente colapsado (colabado) e sua capacidade sempre maior do que as artérias associadas. É na base. já a borda caudal é quase vertical e corresponde ao nível da sexta costela. As principais veias não satélites. . Elas aparecem azuis quando preenchidas por sangue coagulado.4.

Já para prevenir o excesso de distensão do ventrículo durante a diástole (dilatação) ventricular.Orifício da veia cava caudal: sobre a borda caudal do coração . É constituído por duas lâminas: lâmina parietal e lâmina visceral. feixes musculares localizados na borda livre das válvulas. mas liga-se ao diafragma (ligamento frenicopericárdico) nas espécies domésticas em que o eixo cardíaco é mais oblíquo (cão). Está contido no mediastino (espaço entre os pulmões).Orifício do tronco pulmonar: localiza-se na porção mais dorsal e cranial do ventrículo. O controle de sua atividade é feita através do vago (parassimpático) e do simpático. que as prendem aos músculos papilares que são projeções do miocárdio nas paredes internas do ventrículo.Orifício do seio coronário: localiza-se ventralmente à abertura da veia cava caudal. 7. existem faixas finas de músculos transversos que se estendem desde o septo interventricular até a parede oposta (externa) denominado trabécula septo-marginal (cintas moderadoras). Apresenta os seguintes orifícios: . VENTRÍCULO ESQUERDO Localizado ventralmente e caudalmente no coração. já a valva atrioventricular esquerda apresenta 2 cúspides (válvulas) e por isso é chamada de valva bicúspide ou mitral.Orifício atrioventricular esquerdo . Quando ocorre a sístole (contração) ventricular a tensão nesta câmara aumenta o que poderia provocar a projeção das válvulas para dentro do átrio e conseqüentemente o refluxo de sangue. (pericárdio visceral) Endocárdio: fina camada de superfície lisa contínua ao revestimento dos vasos sangüíneos que reveste internamente o coração. Miocárdio: é a camada média.Orifício aórtico: origem da artéria aorta. O seio coronário é o local de abertura das veias coronárias. cuja função é fechar os orifícios atrioventriculares durante a sístole. O pericárdio (fibroso) usualmente une-se ao esterno (ligamento esternopericárdico). Lâmina visceral: acha-se aderida a face externa do coração (epicárdio). É a porção contrátil do coração. Também é uma membrana serosa. Epicárdio: membrana serosa que reveste externamente o coração. O ventrículo esquerdo forma o ápice do coração como um todo. que contem líquido seroso. para permitir o movimento do coração no seu interior. É bastante espesso e resistente. Para evitar esta situação existem as chamadas cordas tendíneas.3 ESTRUTURA MACROSCÓPICA DO CORAÇÃO As camadas da parede do coração são as seguintes: epicárdio. composta de músculo estriado cardíaco. entre o pericárdio visceral (epicárdio) e o pericárdio parietal. As valvas são formadas por cúspides ou válvulas (abas ou pregas em forma de meia lua). # Fossa oval: é uma pequena depressão do septo interatrial que corresponde ao forame oval na vida fetal. tem relação com a borda caudal do coração. porém sem cordas tendíneas chamada valva do tronco pulmonar.Orifício atrioventricular direito . miocárdio e endocárdio. Encontram-se localizados dorsalmente no átrio. Localiza-se dorsalmente e cranialmente no ventrículo. VENTRÍCULO DIREITO Localizado ventralmente e cranialmente no coração. Pericárdio seroso: localizado internamente ao fibroso. Apresenta os orifícios das veias pulmonares que nos animais domésticos são em torno de cinco a oito veias. Este orifício também possui uma valva tricúspide sem cordas tendíneas denominada valva da aorta. 7. ÁTRIO ESQUERDO Localiza-se na porção mais dorsal e caudal do coração. Apresenta os seguintes orifícios: .Orifício da veia cava cranial: localiza-se dorsalmente no átrio direito . Apresenta os seguintes orifícios: . Consiste em uma lâmina de tecido fibroso que envolve o coração e os grandes vasos.5 TRAJETO DE ALGUNS VASOS SANGUÍNEOS .Orifício da veia ázigos: abre-se na veia cava cranial ou dorsalmente à abertura dessa . Este orifício apresenta também uma valva tricúspide.septo interventricular: separa o ventrículo esquerdo do ventrículo direito Os óstios atrioventriculares são providos de dispositivos que permitem a passagem do sangue somente na direção do átrio para o ventrículo que são as valvas atrioventriculares. Pericárdio fibroso: é a porção mais externa do pericárdio.4. Lâmina parietal: acha-se aderida a face interna do pericárdio fibroso. A cavidade pericárdica é uma simples fenda capilar.. PERICÁRDIO O pericárdio é essencialmente uma bolsa fibroserosa que envolve o coração e a origem dos grandes vasos. ÁTRIO DIREITO Localiza-se na porção mais dorsal e cranial do coração. A valva atriventricular direita possui 3 cúspides (válvulas) e é chamada de valva tricúspide.

que é o seio carotídeo. já a artéria subclávia esquerda origina-se diretamente do arco aórtico. f) ARTÉRIAS ILÍACAS INTERNA E EXTERNA A artéria ilíaca interna irriga as vísceras pélvicas e paredes pélvicas. A artéria carótida externa (o maior dos ramos) segue como o prolongamento direto do tronco original até emitir seus ramos finais: artéria maxilar e artéria temporal superficial. ventral e à direita da traquéia. Esta passa sobre a superfície medial do úmero. subescapular e a. d) ARTÉRIA BRAQUIAL A artéria braquial é a continuação da artéria axilar. e) ARTÉRIA MEDIANA Segue pela face caudomedial do antebraço acompanhando o nervo mediano. artéria torácica interna e artéria cervical superficial. Nas demais espécies se forma pela união das veias jugular externa e subclávia na entrada do tórax. onde logo muda de nome passando a se chamar artéria mediana após emitir a artéria antebraquial profunda. A artéria carótida interna no seu início apresenta uma pequena dilatação. Torna-se artéria femoral ao deixar o abdome através da lacuna vascular (localizada entre o ligamento inguinal e a pelve). Na altura da borda cranial da primeira costela curva-se para entrar no membro torácico onde passa a se chamar artéria axilar. torácica lateral (carnívoros e suíno). tronco costocervical. . Continua caudoventralmente na pelve a partir de sua origem na aorta caudal à origem da ilíaca externa.a) ARTÉRIA AORTA Origina-se do ventrículo esquerdo. b) TRONCO BRAQUIOCEFÁLICO Origina-se do arco aórtico e passa pela superfície ventral da traquéia. A parte cranial ao diafragma denomina-se aorta torácica e a parte caudal aorta abdominal. É a principal fonte de sangue para a pata. A veia cava cranial segue através do mediastino cranial. Drena para o átrio direito o sangue proveniente da cabeça. pescoço e membro torácico. torácica externa. d) ARTÉRIAS SUBCLÁVIAS Nos caninos e suínos somente a artéria subclávia direita origina-se do tronco braquiocefálico. g) ARTÉRIA FEMORAL Sua primeira parte tem uma posição superficial entre o músculo sartório e o músculo pectíneo onde forma uma saliência visível. A artéria subclávia emite ainda quatro ramos que chegam medialmente à primeira costela ou primeiro espaço intercostal: artéria vertebral. segue cranialmente como aorta ascendente e após um curto trajeto curva-se dorsalmente e para a esquerda (arco aórtico) a partir de onde passa a ser denominada de aorta descendente localizando-se ventralmente às vértebras. Prossegue sobre a cápsula da articulação do joelho como artéria poplítea. Em seguida penetra mais profundamente entre os músculos para cruzar a superfície medial do fêmur e atingir a face caudal da coxa. h) VEIAS CAVAS CRANIAL E CAUDAL Veia cava cranial: no cão e suíno é formada pela união das veias braquiocefálicas direita e esquerda. sendo que está artéria se oblitera (degenera) após o nascimento nos ruminantes. Ao nível do segundo espaço intercostal ele origina as artérias subclávias e carótidas comuns (no cão somente a subclávia direita) c) ARTÉRIAS CARÓTIDAS As artérias carótidas comuns se originam separadamente no cão e suíno e pelo tronco bicarotídeo nas demais espécies. Na altura da quinta ou sexta vértebra lombar se divide em seus ramos terminais: as artérias ilíacas internas e externas e sacra média (ausente no eqüino). atingindo a face craniomedial do cotovelo e continuando pelo antebraço. Acima da laringe as artérias carótidas comuns emitem seus ramos terminais: artérias carótidas externa e interna. Origina-se junto à terminação da aorta e segue ventrocaudalmente pelo abdome onde emite a artéria femoral profunda. caudal ao úmero. Emite a artéria radial no antebraço e se continua para pata. A artéria ilíaca externa é a principal artéria do membro posterior. circunflexa cranial do úmero (exceto suíno) e continua-se com o nome de artéria braquial. com uma localização ideal para tomada de pulso. Esta artéria fornece sangue para o membro torácico e para as estruturas do pescoço. A artéria axilar emite os ramos: a. a. e se encontra sob a proteção do músculo flexor radial do carpo. e) ARTÉRIA AXILAR O grande tronco do membro torácico cruza a axila e continua-se distalmente acima da superfície medial do braço. Em sua subida pelo pescoço acompanha o tronco nervoso vagossimpático. junto aos tendões dos músculos redondo maior e grande dorsal. Atravessa o diafragma pelo hiato aórtico. a. Seu maior ramo no antebraço é a artéria interóssea comum.

Em resumo. as quais em última instância. a qual vaise ramificando sucessivamente e chega a todos os tecidos do organismo.CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA NO FETO Durante o período que o feto permanece no interior do útero materno. as quais desembocam no átrio direito. o sangue carregado de resíduos e CO2 retornna ao coração através de numerosas veias. Corre na região sub-lombar: à direita da artéria aorta. de onde o sangue passará para o ventrículo direito. o que se faz através da placenta ao umbigo do feto. A circulação se faz por meio de duas correntes sangüíneas.1. 7. onde existem extensas redes de vasos capilares nos quais se processam as trocas entre o sangue e o tecido. b) Circulação sistêmica . O cão só possui a veia ázigos direita. chegando ao átrio direito do coração. de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. existem anastomoses entre os ramos de artérias e veias entre si. l) VEIA CEFÁLICA É uma veia superficial de grande importância nos cães. Seu trajeto através do pescoço ocupa o sulco entre o músculo braquiocefálico dorsalmente e o músculo esternocefálico ventralmente. Isto acontece na circulação portal-hepática. a partir do arco palmar venoso superficial. É provável que a circulação colateral possa estabelecer-se a partir de capilares. o sangue passa a circular ativamente por estas variantes. Em síntese. Em condições normais. de onde passará ao ventrículo esquerdo. onde recebe as veias intercostais. pelo forame da veia cava caudal.ou pequena circulação.normalmente. pela união das veias ilíacas comuns (direita e esquerda). incluindo a cavidade cranial. convertendo-se em artéria ou veia. há necessidade da oxigenação constante de seu próprio sangue. é uma circulação coração-pulmão-coração. Como não há funcionamento dos pulmões e conseqüentemente respiração pulmonar o oxigênio deve provir do organismo materno. o sangue retorna pelas veias ao átrio direito. tem início no ventrículo direito de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos pulmões. 7. pela veia umbilical corre . pela adição de tecidos as suas paredes. há o cordão umbilical. a troca de CO2 por O2. pela artéria aorta. A veia ázigos direita desemboca na veia cava cranial. já a esquerda desemboca diretamente no átrio direito. tem início no ventrículo esquerdo. Estas são em maior ou em menor número dependendo da região do corpo. o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares. provida de uma rede capilar no intestino (onde há a absorção dos alimentos) e outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem complexos processos metabólicos).6 CIRCULAÇÃO DO SANGUE A circulação é a passagem do sangue através do coração e dos vasos. Segue no braço entre os músculos peitoral e braquiocefálico para se unir a veia jugular externa na parte inferior do pescoço. A outra corrente sangüínea saí do ventrículo esquerdo. juntamente com a veia ázigos e o seio coronário. que vai a bexiga urinária). ou seja. são tributárias de dois grandes troncos venosos. É formada pelas veias esplênica (gastroesplênica) e mesentérica cranial e caudal. d) Circulação portal .6. as quais partem ao mesmo tempo do coração. sem passar por um órgão intermediário. Recolhem a maior parte do sangue venoso das paredes do tórax e do abdome. não há muito passagem de sangue através destas comunicações. A primeira corrente sai do ventrículo direito através do tronco pulmonar e se dirige aos capilares pulmonares. c) Circulação colateral . Começa na face palmar da pata. A veia linguofacial é a principal drenagem das estruturas mais superficiais e mais rostrais da cabeça e a veia maxilar daquelas mais profundas e mais caudais. constituído por uma veia e duas artérias umbilicais (além do úraco. pela união das veias linguofacial e maxilar. pelve e membro pélvico para o átrio direito. Conclui-se que a circulação colateral é um mecanismo de defesa do organismo. pois é utilizada para introdução de substâncias por via endovenosa. junto à entrada da pelve. veia cava caudal e veia cava cranial. cada uma delas formada pela união de uma veia ilíaca interna e uma veia ilíaca externa. a fim de que sejam mantidas as reações metabólicas do ser em desenvolvimento. O sangue oxigenado resultante é levado pelas veias pulmonares e lançado no átrio esquerdo. ficando veia porta interposta entre as duas redes. j) VEIA ÁZIGOS É formada pela união das primeiras veias lombares e passa pelo hiato aórtico para o tórax.neste tipo de circulação. onde se processa a hematose. para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre. Após as trocas. é uma circulação coração-tecidos-coração. Depois de sofrer hematose. estabelecendo-se uma efetiva circulação colateral. uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares.Veia cava caudal: forma-se no teto do abdome. i) VEIA JUGULAR EXTERNA Se forma junto ao ângulo da mandíbula. Drena o sangue procedente do abdome. aprofunda-se ventralmente passando através do fígado e do diafragma.ou grande circulação. Tipos de circulação: a) Circulação pulmonar . mas no caso de haver obstrução parcial ou total de um vaso mais calibroso que participe da rede anastomótica. Após as trocas. Paradoxalmente.

Vísceras abdominais – Linfonodos portais: junto à veia porta . essa última desemboca no átrio direito do coração. Os laterais situam-se na fossa do atlas e os mediais contra o teto da faringe. sendo representado por um travessão conjuntivo. 2. próximo a articulação temporomandibular. A linfa circula dentro dos vasos linfáticos e é composta basicamente por glóbulos brancos. passando a constituir os ligamentos redondos da bexiga. a todo o organismo do feto. A maior parte do sangue contido no átrio direito (sangue arterial misturado com venoso) passa para o átrio esquerdo através de um orifício existente no septo interatrial que é o forame oval. por suas ramificações. 5. sem apresentar modificações muito sensíveis. Do átrio direito o sangue é conduzido totalmente a artéria aorta. em parte segue pelos ramos destas existentes somente no feto.Linfonodo axilar: região axilar Tórax – Linfonodos mediastinicos: mediastinicos craniais. a veia umbilical se dirige ao fígado se anastomosa com a veia porta e penetra na glândula.As artérias umbilicais tornam-se cordões fibrosos. Do ventrículo direito segue pelo tronco pulmonar. É constituído pelos linfonodos e vasos linfáticos. ao atingir as artérias ilíacas internas. mediastínico médio ao redor da base do coração e mediastínico caudal (ausente no cão) próximo ao esôfago junto ao diafragma. . passa para o ventrículo direito através do óstio átrioventricular direito. O sangue do ventrículo esquerdo atinge a aorta para se distribuir. A aorta difunde o sangue arterial (misturado com o venoso) por todo o corpo fetal.No bovino e cão o ducto venoso (que une a veia umbilical a veia cava caudal) também se oblitera. 8. direita e esquerda. passando a constituir o ligamento venoso. que passa a ser encontrada no animal adulto. o ligamento arterioso.O forame oval fecha-se permanecendo em seu lugar uma depressão. que é a fossa oval. ou junto à glândula mandibular no ângulo da mandíbula. Linfonodos retrofaríngeos laterais e mediais. modifica-se completamente a circulação sangüínea. Membro torácico – Linfonodo cervical superficial (pré-escapular): cranialmente à articulação do ombro e escápula. . constituindo-se o ligamento redondo do fígado. um ramo denominado ducto venoso. pois é responsável pela produção dos glóbulos brancos.Linfonodo brônquico: ao redor da bifurcação da traquéia. O líquido que extravasa ao nível dos capilares sangüíneos e difunde-se pelos espaços intersticiais das células constitui o que chamamos de linfa. No bovino e no cão. após ramifica-se nos capilares deste sangue (misturado) é levado pelas veias hepáticas. Toda a linfa do organismo é conduzida de volta à corrente sangüínea através de dois ductos: o ducto torácico que é o principal coletor de linfa e o ducto traqueal. Também fazem parte do sistema linfático o baço (descrição junto com o sistema digestivo) e o timo. Do umbigo. 3. o qual se liga a aorta por um ducto anastomótico denominado ducto arterioso. São os seguintes os fenômenos que ocorrem: 1. pela veia umbilical. e em menor quantidade. 4. o qual. pequenos nódulos que se encontram distribuídos em diversas partes do corpo ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. desemboca diretamente na veia cava caudal e outro ramo se anastomosa com a veia porta. predominando quase que exclusivamente os linfócitos os quais são produzidos pelos linfonodos. e deste vai ao ventrículo esquerdo atravessando o óstio átrioventricular esquerdo. e dessa forma vai ter também a aorta.A veia umbilical se oblitera. que são as artérias umbilicais. Outra parte do sangue do átrio direito. As artérias umbilicais vão até ao cordão umbilical para atingirem a placenta. enquanto as duas artérias umbilicais servem de condução de sangue venoso que corre em direção contrária ao coração do feto. a veia umbilical ao chegar no fígado se bifurca. Quantidade mínima de sangue do tronco pulmonar que posa ir aos pulmões retorna pelas veias pulmonares ao átrio esquerdo.sangue arterial.Linfonodos mesentéricos: junto ao mesentério . Alguns dos principais linfonodos são: Cabeça – Linfonodo parotídeo: entre a glândula parótida e o músculo masséter. encontrado no fígado destas espécies. Linfonodo mandibular: grupo de linfonodos situados no espaço intermandibular.SISTEMA LINFÁTICO Tem como função a defesa do organismo. mesmo que para isso tome caminhos diferentes. Por ocasião do nascimento e desde que os pulmões comecem a respirar.O ducto arterioso (que une o tronco pulmonar a aorta) oblitera-se. onde o sangue misturado é novamente oxigenado para retornar ao feto. a veia cava caudal.

Prega: serosa conectante entre dois órgãos viscerais (ex. . que acompanha o trajeto da traquéia no pescoço. . prega ileocecal). conhecida como pleura na cavidade torácica e peritônio na cavidade abdominal. É uma estrutura lobulada (com semelhança de glândula salivar) que ocupa aparte ventral do mediastino cranial. viscus que significa órgão interno. Origina-se na cisterna do quilo. Entende-se por serosa parietal a lâmina que adere internamente à parede corpórea. A membrana serosa é uma membrana contínua fina que reveste as cavidades corporais e cobre os órgãos cavitários. intestino. abdominal e pélvico. ESPLANCNOLOGIA GERAL (ORGANOLOGIA) CONSIDERAÇÕES GERAIS Organologia é o estudo dos órgãos. estrutura semelhante. é usado o prefixo meso e o nome grego para o qual se dirige esse mesentério (mesórquio. caudais ao joelho. deriva do grego e significa órgão interno (entranhas). . definidos como instrumentos de função. e unem-se ao ducto torácico (lado esquerdo) ou linfático direito. . sob o músculo bíceps da coxa. eu me nutro. funções normais. mesovário). Em casos isolados os mesentérios são também designados como ligamento ou como prega. Quando desenvolvem-se estendem-se desde a região cervical (ao lado da traquéia) até o pericárdio (mediastino cranial) sendo que a porção cervical regride penetrando em algumas espécies (cão por exemplo). Estas cavidades são revestidas de membrana serosa. mesojejuno. Mesentério em sentido amplo é o tipo de peritônio de conexão entre o trato intestinal e reprodutivo e a parede abdominal. Ela reveste os órgãos e a parede interna das cavidades do tronco. Também podem desembocar na veia jugular correspondente próximo a entrada torácica. CAVIDADES CORPORAIS São constituídas dos compartimentos torácico. Origina-se nos linfonodos retrofaríngicos. terminando de modo semelhante ao ducto torácico. Serosa intermediária é àquela túnica serosa que une a porção parietal com a visceral ou duas serosas viscerais.Linfonodo inguinal superficial (supramamário ou supraescrotal): dorsalmente à glândula mamária ou escroto. Víscera é o plural do latim. Tanto o ducto torácico como o ducto linfático direito podem receber o(s) ducto(s) traqueal(is) correspondentes. pelas conexões especiais. Ducto torácico: é o principal coletor de linfa.Linfonodo subiliaco (pré-femural) (não tem no cão): a frente do músculo tensor da fáscia lata ou junto ao músculo sartório . sobre a face esquerda da traquéia.Linfonodo isquiático: (presente nos ungulados. O diafragma separa a cavidade torácica das cavidades abdominal e pélvica (abdominopélvica). Para designação especial do mesentério. contribuindo para o desempenho de papeis fisiológicos sistêmicos mais complexos. O seu córtex produz linfócitos T imunocompetente que vão para corrente sangüínea chegando aos linfonodos. regride gradativamente até praticamente desaparecer. O ducto passa pelo hiato aortico para o mediastino. para terminar normalmente na veia jugular esquerda ou na veia cava cranial. onde se multiplicam originando a competência imunológica pré-natal. Possui a capacidade de secretar um líquido sero-aquoso e de reabsorvê-lo. da pelve e membros pélvicos. situação particular. mesogastro. Ducto traqueal: geralmente é um vaso par. relações. Um ducto linfático direito pode estar presente efetuando a drenagem de estruturas torácicas craniais direitas. serosa intermediária (de conexão) e serosa visceral.Linfonodo poplíteo: junto a fossa poplítea. Timo: é um órgão que tem importância máxima em jovens. viscus. ou vescor. agrupados em sistemas pela sua origem comum. víscera. que recebe linfa do abdômen. Os órgãos são unidades suprateciduais. A raiz splanchnon. que coletam a linfa da cabeça. ausente no cão) na face lateral do ligamento sacroisquiático (sacrotuberal largo). Logos – estudo. A parede das cavidades revestidas pelas serosas permite a divisão em três seções: serosa parietal. Seguindo cranioventralmente.Pelve e membro pélvico – Linfonodo ilíacos mediais: junto à origem das artérias ilíacas externa e interna. juntamente com outros elementos.

sacro e as duas primeiras vértebras caudais. b) Hiato esofágico: localizado ventral ao hiato aórtico. O centro tendinoso é uma região aponeurótica em forma de V no centro do diafragma. A cavidade vaginal do funículo espermático é um divertículo da cavidade peritonial. Entre os sacos pleurais fica o mediastino onde o coração encontra-se envolvido pela sua própria cavidade pericárdica com as lâminas parietal e visceral (epicárdio). 3. A porção caudal do tórax é preenchida com vísceras abdominais. Túnica serosa é o peritônio visceral. Um grupo especial de órgãos é aquele constituído pelos sacos serosos. O diafragma se projeta como uma cúpula para dentro do tórax. Camada externa: Pode ser denominada túnica serosa. A cavidade pleural localiza-se na cavidade torácica e se divide em sacos pleural direito e esquerdo. túnica fibrosa ou cápsula ou ainda túnica albugínea conforme o órgão em questão. as cavidades pleurais. pois apresenta um orifício ao nível da extremidade proximal da tuba uterina que conecta a cavidade peritonial com o exterior através da luz tubárica. etc. a pleura visceral ou o pericárdio visceral. somente uma pequena quantidade de líquido lubrificante.Cavidade pélvica: É o espaço limitado pelos ossos pélvico. a pleura. próstata. diafragmática e mediastinal. inervado pelo nervo frênico. Na fêmea: o peritônio não constitui um saco fechado. o canal anal e as porções pélvicas das vísceras reprodutivas e urinárias. A abertura torácica cranial (entrada torácica) é a entrada na cavidade torácica formada pelo primeiro par de costelas. O limite entre a cavidade abdominal e a pélvica é marcada pela linha terminal. ARQUITETURA FUNCIONAL DAS VÍSCERAS Vísceras são estruturas ou órgãos que apresentam cavidade ou não e são revestidas por camadas especiais (externa. É uma lamina destas serosas que cobre a víscera e se continua com a porção parietal da membrana de nome . Abertura abdominal da tuba uterina: é uma abertura para fora da cavidade abdominal (peritonial) na fêmea.Cavidade torácica: é o espaço no qual estão contidos os órgãos torácicos. Seu movimento cranial ou caudal decresce ou aumenta o volume do tórax durante a expiração ou inspiração. vagina. A porção peritonial da cavidade pélvica é cranial e limitada pelas bolsas do peritônio abdominal. Entrada pélvica: é a comunicação entre as cavidades abdominal e pélvica.. c) Forame da veia cava: abertura no centro do diafragma para a veia cava caudal. 2. lateralmente pela porção costal e ventralmente pela porção esternal. a traquéia e os grandes vasos. que é formada pelo osso sacro. média e interna). Diafragma: é um músculo em forma de cúpula que separa as cavidades torácica e abdominal. as vértebras e as esternébras conectadas. A pleura parietal divide-se em pleura costal. Omento: dupla camada de peritônio de conexão entre o estômago e órgãos abdominais ou parede abdominal. e que também revestem parcial ou totalmente os órgãos nelas contidos. abdominopélvica e escrotal. O diafragma tem três aberturas entre o tórax e o abdômen: a) Hiato aórtico: é a abertura na porção dorsal do diafragma para a passagem da aorta abdominal (também para veia ázigos e ducto torácico). respectivamente. Retroperitonial: É o termo usado para estrutura localizada entre o peritônio e a parede cavitária sem conexão peritonial ou também aplicado para porção dos órgãos pélvicos não envolvidos pelo peritônio. Exemplo de órgão retroperitoniais: rim e porção cranial do ureter. Cavidade peritonial: É um espaço potencial entre o peritônio parietal e visceral localizado na cavidade abdominal e parte da cavidade pélvica.. os troncos vagais dorsal e ventral e os vasos esofágicos. o esôfago. uterina. Podem-se distinguir órgãos ocos (tubulares. Neste espaço não há órgãos. vaginal e vulvar. cilíndricos ou cavitários) por apresentarem grandes cavidades e órgãos sólidos ou parenquimatosos. É formado dorsalmente por uma porção lombar que consiste de dois pilares direito e esquerdo. A pleura visceral é também conhecida como pleura pulmonar. No macho: o peritônio é um saco fechado que se estende para o escroto. adventícia. É o principal músculo envolvido na respiração. 1.Ligamento: serosa de conexão entre a serosa parietal e a serosa visceral. onde reveste os testículos. Fundos de saco da cavidade peritonial: reflexão caudal do peritônio entre os órgãos e a cavidade pélvica. o pericárdio e a cavidade pericárdica. formados por membranas que forram parcial ou totalmente a cavidade torácica. Contém o reto. nervos e o cordão espermático.Cavidade abdominal: é o espaço dentro do tronco entre o diafragma e a cavidade pélvica. A porção retroperitonial é caudal e limitada pelo peritônio abdominal. Canal inguinal: é uma abertura através da parede abdominal por onde passam vasos sanguíneos. pela linha arqueada do osso ilíaco e pela margem cranial do púbis. O diafragma fecha a abertura torácica caudal. Entram neste espaço o esôfago.

é formada pela placa perpendicular do etmóide. seja através das narinas e assim para fora do organismo ou através da faringe. Na passagem pelas narinas até os alvéolos o ar é usualmente purificado. Túnica fibrosa: muitos órgãos são circundados por túnicas fibrosas. Outras túnicas de caráter semelhante são conhecidas como albugínea ou túnica adventícia. facilitando a evaporação de secreções glandulares e saturando o ar com água (que é importante no olfato). Camada interna: é a túnica mucosa. traquéia e pulmões. no esôfago e no canal anal. Atuam em perfeito equilíbrio funcional. quando um componente se contrai. a primeira constituindo essencialmente de tecido fibroso denso e branco e a última com muitas fibras elásticas de textura mais frouxa. no caso das glândulas. no entanto. no sistema digestório atua em ambas funções. que forra os órgãos e compreende a lâmina própria da mucosa. Camada média: é a túnica muscular. a parte cervical do esôfago (túnica adventícia) e os rins (cápsula fibrosa). O diafragma e os outros músculos respiratórios governam o volume respiratório pelo aumento ou diminuição da cavidade respiratória. umedecido e aquecido sendo seu volume regulado pelas narinas e laringe. pleura para os pulmões e pericárdio para o coração.Parede do nariz: consiste da pele externamente. É a responsável pelo movimento da parede dos órgãos e sua ação é de compressão ou propulsão. de modo que. esta normalmente é denominada cápsula. A porção caudal do septo. Os cães freqüentemente respiram através da boca. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO: CAVIDADE NASAL.1. e uma membrana mucosa que cobre a cavidade nasal. incisivo. Septo nasal: forma a separação entre as narinas e divide a cavidade nasal em metades direita e esquerda. enquanto a estriada tem a tendência de estar disposta como músculos individuais. Os condutos respiratórios são compostos de um epitélio pseudoestratificado ciliado e produtor de muco. formada por fibras musculares lisas. zigomático e placa perpendicular do osso palatino. resfriando assim seus corpos.NARIZ O nariz humano se projeta distintamente da face. O epitélio da mucosa pode ser de secreção ou absorção. As narinas no ápice levam para dentro da cavidade nasal. O movimento como ondas dos cílios transportam finas partículas de poeira que ficaram presas pelo epitélio úmido. nos mamíferos domésticos é incorporado à face formando grandes áreas dorsal e lateral. maxilar. Quando uma víscera não está relacionada com sacos serosos. peritônio para o intestino. sobressai alguma extensão da face. O sistema respiratório é responsável pela troca de gases entre o sangue e a atmosfera e dentro de limites melhora a qualidade do ar inspirado e regula seu fluxo. onde o órgão de fonação está contido na laringe. LARINGE. pois isto provoca a evaporação de fluídos. BRÔNQUIOS. O ar inspirado é aquecido pelos extensivos plexos vasculares da mucosa respiratória da cavidade nasal. 1. O ápice do nariz dos carnívoros e suínos. A musculatura lisa tende a ser contínua. estriadas ou cardíacas. A lâmina muscular é composta de três camadas de fibras musculares lisas. Associados com os ossos e cartilagens da camada de suporte estão os músculos nasais que regulam a abertura das narinas. a qual está conectada diretamente ou indiretamente a muitos seios paranasais. laringe. A quantidade de sangue que flui através destes plexos pode ser regulada e este aquecimento adicionado ao fluxo de ar. A lâmina própria constitui a estrutura ou esqueleto da mucosa. lâmina muscular da mucosa e a tela submucosa. FARINGE. PULMÕES E PLEURAS. O som é produzido na laringe principalmente pelo ar expirado. com papel de suporte. 1. O suporte ósseo da parede é formado pelos ossos: nasal. por onde o ar entra nas cavidades nasais e se continua pela faringe. A túnica mucosa foi assim denominada porque pode produzir muco que fornece uma camada viscosa para a superfície relacionada com o lume do órgão. como por exemplo. lacrimal. As bordas livres dos ossos nasal e incisivo providenciam inserção para as cartilagens nasais que suportam as narinas. pode passar diretamente através da boca com exceção do eqüino. TRAQUÉIA. óssea. uma camada média de suporte de osso ou (rostralmente) de cartilagem. seu oponente se relaxa e vice-versa. A troca de gases ocorre nos alvéolos pulmonares onde o sangue dos capilares alveolares faz contato com o ar através de uma parede alveolar extremamente fina (hematose). O fluxo de ar respiratório que usualmente passa através do nariz. A região olfatória registra a presença de substâncias nocivas no ar e ativa um reflexo que fecha a passagem de ar pela laringe. formando camadas extensas. responsável pela abertura e fechamento do lúmen de um órgão. As musculaturas lisa e estriada podem ser encontradas juntas em ambas as extremidades do trato digestório. onde a passagem respiratória cruza com a do sistema digestório e as partículas são eliminadas através da deglutição. Os músculos . O osso vômer sustenta a cartilagem nasal. Os piloros normalmente denominados esfíncteres são mecanismos de abrir e fechar orifícios ou canais. estará envolvida por tecido conjuntivo.semelhante. rostral aos olhos. com diferenciações especiais da musculatura longitudinal e musculatura circular ou oblíqua. Glândulas seromucosas nas paredes dos condutos respiratórios servem para adicionar umidade ao ar. O sistema respiratório começa nas narinas. frontal. A musculatura circular pode bloquear a entrada ou a saída de conteúdo da cavidade de um órgão. A região olfatória está localizada na porção caudal da cavidade nasal. Rostralmente o septo consiste de cartilagem que começa progressivamente mais flexível em direção ao ápice.

Apresenta forma mais ou menos cilíndrica e alongada. porção nasal do osso frontal e rostro do pré-esfenóide. A submucosa da região respiratória possui numerosos plexos vasculares consistindo de veias. palatino (ausente nos carnívoros e suínos). que estão em comunicação com a cavidade nasal. 3. Apresenta funções obscuras. e mais caudalmente está relacionada com a base do crânio. 1. Estes são particularmente usados na respiração trabalhosa ou quando o animal está farejando.2. Esta consiste de porções do osso incisivo. Meato nasal comum: é o estreito espaço entre o septo médio e as conchas.NASOFARINGE O ar inspirado após deixar a cavidade nasal passa através das coanas para dentro da nasofaringe que se situa dorsal ao palato mole. Caudoventralmente a nasofaringe se comunica através do óstio intrafaríngeo com a laringofaringe que é o local onde a via respiratória cruza com a via digestiva. A maior parte da porção média e septo da cavidade nasal (região respiratória) é coberta de mucosa de epitélio pseudoestratificado ciliado e contém principalmente glândulas serosas. 2. Concha nasal média: nos carnívoros Meato nasal ventral: é o mais largo. há uma troca de ar relativamente lenta. As cartilagens estão conectadas umas as outras no osso hióide e na traquéia pelos ligamentos e músculos. do processo palatino do maxilar e placa horizontal do osso palatino e está coberta dorsalmente por mucosa nasal e ventralmente por mucosa oral. reduz o peso da cabeça e aumenta a ressonância da voz. A maior parte do ar respiratório passa através deste meato. A nasofaringe comunica-se dorsolateralmente com a orelha média através de orifícios como fendas das tubas auditivas. estendendo-se do teto da cavidade nasal para o assoalho continuando-se lateralmente com os outros meatos. ventral a laringofaringe e começo do esôfago. frontal. A divisão entre cavidades nasal e cranial é formada pelo etmóide. esfenoidal e lacrimal (nos suínos e ruminantes). Esta extensa vascularização aquece o ar causando a evaporação das secreções glandulares e com isso adicionando umidade ao ar inalado. A laringe dos mamíferos domésticos situa-se ao nível da base do crânio. situa-se entre a concha nasal ventral e o assoalho da cavidade nasal e projetase para dentro da nasofaringe. mas como suas aberturas são estreitas. A porção rostral estreita da cavidade nasal (vestíbulo nasal) é usualmente revestida por membrana mucosa que é coberta por um epitélio escamoso estratificado. Nesta porção a mucosa é especializada em olfação (região olfatória) e contém terminações do nervo olfatório e glândulas. mas no eqüino a pele com pêlos comuns se estendem dentro desta por uma curta distância. O osso vômer está inserido na superfície dorsal destes ossos e suporta o septo nasal. etmóide e pelo vômer. O palato duro separa a cavidade oral da nasal. No eqüino. Meatos etmoidais: espaço de ar entre as conchas etmoidais. dentro do espaço intermandibular nos eqüinos e ruminantes e mais caudal nas outras espécies. do nariz e do crânio. . A porção média é a maior porção e contém as conchas ou cornetos nasais. A porção caudal é pequena e contém as numerosas conchas etmoidais. São pobremente desenvolvidos nos suínos e carnívoros. A localização e o estreitamento das aberturas tornam estas propensas a obstruções devido à inflamação ou congestão da mucosa. Dorsalmente é separado da porção caudal da cavidade nasal por uma divisão horizontal formada pelos ossos palatinos. 5. São bem desenvolvidos no eqüino (músculo canino) e podem transformar normalmente as narinas semilunares em circulares. ossificando-se parcialmente com a idade. Consiste de muitas cartilagens cobertas no seu interior por membrana mucosa. que são duas aberturas separadas pelo vômer. Concha nasal ventral: origina-se da crista conchal do maxilar e é independente da concha etmoidal. Estão presentes os seios: maxilar. Os seios retêm suas conexões com a cavidade do nariz.Assoalho da cavidade nasal: é o teto da cavidade oral. Quando ingurgitadas estes plexos dilatam como tecidos eréteis e impedem o fluxo de ar.do nariz e lábios superiores atuam juntos para dilatar as narinas.SEIOS PARANASAIS São espaços preenchidos com ar e cobertos de mucosa respiratória extremamente fina e pouco irrigada. Sua abertura rostral pode ser fechada para proteção da traquéia e pulmões.CAVIDADE NASAL A cavidade nasal se comunica rostralmente com o exterior através das narinas e caudoventralmente com a nasofaringe através das coanas.LARINGE É um tubo músculo-cartilaginoso curto que conecta a laringofaringe com a traquéia e contém o órgão da fonação. 4. as tubas auditivas são grandemente dilatadas para formar as bolsas guturais. Atua como proteção térmica e mecânica das cavidades da órbita. que devido a suas paredes musculares são capazes de dilatação e constrição. especialmente durante a deglutição. Conchas nasais: Concha nasal dorsal: é a concha mais longa dos animais domésticos.

tem a forma de um V e forma a maior parte da parede lateral da laringe. os bronquíolos não contêm glândulas e suas paredes não possuem suporte cartilaginoso. O segmento broncopulmonar é em forma de cone. sendo um tecido pulmonar independente dentro de um lobo. No pescoço está relacionada dorsalmente com o esôfago e músculos longo do pescoço e da cabeça. o tecido conjuntivo é frouxo. Cartilagens aritenóides: São duas e apresentam forma de pirâmide de 3 lados com seu ápice apontando rostrodorsalmente e com a base na face da cartilagem cricóide. Os brônquios lobares emitem um grande número de brônquios segmentares. Tem aparência de anel e consiste de uma lâmina ampla dorsalmente e um arco estreito lateral e ventralmente. O somatório dos alvéolos constitui a superfície respiratória do pulmão. os quais cobrem a superfície ventral da coluna vertebral. A pleura que reveste o coração é a pleura mediastinal pericárdica. o mais ventral destes está fusionado na linha média e tem que ser separado para expor a traquéia (traqueotomias). Estrutura: consiste de uma série de anéis cartilaginosos incompletos do tipo hialino que previnem o colapso do tubo e estão cobertos por uma adventícia e revestidos internamente por mucosa. que é uma região funcional. os quais se dividem dentro de brônquios lobares na entrada dos pulmões. Ventralmente e lateralmente está rodeada pelos músculos cervicais que passam do esterno a cabeça. A curta distância cranial a esta bifurcação a traquéia do suíno e dos ruminantes emitem o brônquio traqueal para o lobo cranial do pulmão direito. O esôfago retorna do plano médio e assume sua posição dorsal a traquéia. um músculo liso com fibras orientadas transversalmente. O esternoioideo.TRAQUÉIA É um tubo cartilaginoso não colapsável que continua a via respiratória da cartilagem cricóide da laringe para a raiz do pulmão. cartilagem tireóide ventral e lateralmente.PULMÕES Os pulmões estão localizados nos sacos pleurais os quais vão juntos medialmente para formar o mediastino. cartilagens aritenóides dorsalmente e cartilagem epiglote rostralmente. A epiglote se ajusta como uma tampa sobre a entrada da laringe e fecha esta durante a deglutição. Cartilagem epiglote: É a mais rostral das cartilagens da laringe e fecha a entrada desta durante a deglutição. A traquéia então cruza o arco aórtico no lado direito dorsal a base do coração e no nível do quarto ao sexto espaço intercostal divide-se em 2 brônquios principais.ÁRVORE BRÔNQUICA A bifurcação da traquéia dá origem aos brônquios principais que são grossos e curtos. Os bronquíolos respiratórios se dividem uma ou duas vezes e são seguidos pelos ductos alveolares. Posição: Porção cervical: Situa-se ventralmente e a direita do esôfago. . menores que 1 mm de diâmetro. Na superfície dorsal. que estão completamente envolvidos pelos alvéolos. Os bronquíolos são tubos muito pequenos. O número e distribuição dos brônquios lobares não é igual em todas as espécies domésticas e diferem especialmente entre os pulmões direito e esquerdo. A existência de segmentos broncopulmonares pode ser demonstrada pela insuflação de um brônquio segmentar individual. mas também de tecido elástico. Entre o tecido conjuntivo e a membrana mucosa está o músculo traqueal. sendo que cada um destes ventila um segmentobroncopulmonar. Os ductos alveolares terminam no saco alveolar. principalmente. Cartilagem tireóide: É a maior das cartilagens. a traquéia continua caudalmente no mediastino. dorsal a veia cava cranial. Os ramos dos brônquios segmentares dão origem aos bronquíolos. contém tecido linfóide e preenche espaço entre as extremidades livres das cartilagens. As cartilagens traqueais estão unidas pelos ligamentos anulares que são fundidos ao pericôndrio e consiste principalmente de tecido fibroso. Os brônquios lobares passam dentro de uma porção do pulmão e cada um deles entra e ventila um lobo.O esqueleto da laringe é composto pelas seguintes cartilagens: cartilagem cricóide caudalmente. São os últimos ramos da árvore brônquica relacionados unicamente com a condução do ar. As paredes dos sacos pleurais aderem lateralmente as costelas como pleura parietal costal. O brônquio traqueal presente nos suínos e ruminantes é considerado também um brônquio lobar. caudalmente ao diafragma como pleura parietal diafragmática e medialmente aos órgãos no mediastino ou para outro saco pleural como pleura mediastinal. A troca de gases toma lugar nas paredes do alvéolo. Situa-se cranial a cricóide e ventral a epiglote e aritenóides. Porção torácica: Na cavidade torácica.Divide-se numa porção cervical e outra torácica. onde esta se bifurca para formar os brônquios principais direito e esquerdo. Em contraste com os brônquios. 7. Cartilagem cricóide: Articula-se com a porção caudal da cartilagem tireóide e está parcialmente coberta pelas lâminas da tireóide. 6. A base do segmento situa-se contra a pleura e seu ápice aponta para o hilo do pulmão. As subdivisões terminais dos bronquíolos dão origem usualmente a dois bronquíolos respiratórios os quais contém alguns alvéolos. 8.

Assim. encontra-se a formação de um brônquio traqueal direito. De acordo com essa forma de classificação cada pulmão tem um lobo cranial ventilado pelo brônquio cranial e um lobo caudal ventilado pelo brônquio caudal. 6. Impressão esofágica: coloca-se acima da área de aderência. Cada pulmão tem a forma de um semicone com um ápice que é direcionado cranialmente e situa-se na entrada torácica. O agregado dessas estruturas é conhecido como raiz do pulmão. Mais profunda no pulmão esquerdo. brônquio cranial – lobo cranial. 3. Os pulmões humanos são freqüentemente cinzas. A maioria das outras impressões é dorsal a esta. no eqüino. forma um sulco. Isto também é verdadeiro em animais mantidos em cidades grandes. é côncava e situada no diafragma. estes são rosas. mas se o sangue se mantém no pulmão após a morte. local de contato com o esôfago. e uma base oblíqua que está caudoventral ao diafragma. deixando somente um espaço capilar que no animal saudável contém uma pequena quantidade de fluído seroso. O pulmão direito é sempre maior que o esquerdo numa proporção de 4:3. Eles preenchem seus respectivos sacos pleurais completamente. Nesta região estão os linfonodos bronquiais. brônquio acessório – brônquio acessório. Face diafragmática: onde está à base do pulmão. Face medial: situada contra os corpos das vértebras torácicas e o mediastino e apresenta impressões dos órgãos localizados nesse local. 4. É mais profunda no pulmão esquerdo. sua cor é vermelho-escuro. Área de aderência: é o ponto onde os dois pulmões estão em contato direto. suínos e ruminantes Pulmão esquerdo: Lobo cranial subdividido em porções cranial e caudal Lobo caudal Pulmão direito: Lobo cranial * Subdividido em porções cranial e caudal nos ruminantes Lobo médio Lobo caudal Lobo acessório Dicas: . vasos bronquiais e pulmonares e nervos passam do mediastino para o pulmão. Hilo do pulmão: onde o brônquio principal. A cor dos pulmões depende da quantidade de sangue contido neles. Impressão aórtica: forma um sulco denominado de vascular. Se um animal é sangrado completamente. 5. Face parietal: situada contra as costelas. a cada brônquio pertence um lobo correspondente: por exemplo. Lobos pulmonares: A ramificação da árvore brônquica forma a base para a configuração dos lobos pulmonares. Apresenta os seguintes acidentes: 1. pois o coração está localizado mais para este lado. azul acinzentado ou mesmo preto devido ao acúmulo de poeira e partículas de carbono. As superfícies dos pulmões correspondem às paredes dos sacos pleurais. não há pleura nesta área. que emerge diretamente da traquéia como brônquio lobar independente. Em algumas espécies o lobo cranial é dividido dentro de porções cranial e caudal. diferentemente. etc. O pulmão direito tem ainda um lobo médio ventilado pelo brônquio médio e um lobo acessório ventilado pelo brônquio acessório. Impressão cardíaca: local onde está alojado o coração e o pericárdio. No suíno e nos rumiantes. Eqüinos Pulmão esquerdo: Lobo cranial (apical) Lobo caudal (diafragmático) Pulmão direito: Lobo cranial Lobo caudal Lobo acessório (intermediário) * Não apresenta lobo médio (cardíaco) Carnívoros. 2. A atual lobulação dos pulmões nos mamíferos domésticos é dada abaixo. o pulmão direito não apresenta o lobo médio. Sulco para veia cava caudal: no pulmão direito.Os pulmões são revestidos pela pleura pulmonar que é continua com o hilo e ligamento pulmonar com a pleura mediastinal. Este fluído facilita o movimento de fricção dos pulmões durante a respiração.

onde executa as atividades vitais. o mielencéfalo e o metencéfalo.1 . O restante do tubo neural forma a medula primitiva que formará a medula espinhal Sistema Nervoso Central é aquele localizado dentro da cavidade craniana e do canal vertebral.3) PIAMÁTER 9.1. O tubo neural dá origem ao Sistema Nervoso Central. é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal.3. branca e cinzenta. que se localiza dentro da cavidade craniana.2.3.1.2.3 . . o telencéfalo e diencéfalo. O lobo cranial está dividido em todas as espécies menos no eqüino.1 NERVOS ESPINHAIS E CRANIANOS 9.2 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 9.O pulmão direito é sempre mais completo – 4 lobos.MEDULA PRIMITIVA: MEDULA ESPINHAL 9. Brônquio traqueal – presente nos ruminantes e suínos. O progressivo aprofundamento deste sulco originará a goteira neural.2 MESENCÉFALO 9.1 PROSENCÉFALO: . é o local onde se encontra os comandos do Sistema Nervoso Central.1.2) ARACNÓIDE 9. que é um espessamento dorsal do ectoderma.TELENCÉFALO .LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR SISTEMA NERVOSO CENTRAL 1) EMBRIOLOGIA: O sistema nervoso é o primeiro sistema a ser formado no indivíduo.1) DURAMÁTER 9. O lobo cranial só é dividido nos ruminantes. formando o sulco neural.2. . .2 . O eqüino tem o pulmão mais compacto enquanto o ruminante tem o mais dividido.Rombencéfalo: Sofre subdivisão que dá origem a dois segmentos secundários.Mesencéfalo: Não sofre segmentação secundária.3 ROMBENCÉFALO: .1 TERMINAÇÕES NERVOSAS SENSITIVAS E MOTORAS 9.Prosencéfalo: Que sofre nova divisão e dá origem a duas vesículas secundárias. formada principalmente por axônios de neurônios. sua origem embrionária é o ectoderma.3. O pulmão esquerdo sempre apresenta 2 lobos (cranial e caudal).2.2. A substância branca.1.1GÂNGLIO NERVOSO 9. com exceção do eqüino que não possui o médio. constitui as vias de comunicação das diversas áreas de comando.METENCÉFALO .MIELENCÉFALO 9.1.DIENCÉFALO 9.2. é um brônquio lobar e ventila o lobo cranial do pulmão direito. As três vesículas formam o encéfalo. As bordas da goteira neural se fundem para formar o tubo neural. À proporção que se desenvolve a placa neural torna-se mais espessa e encurva-se longitudinalmente.2. 9 – NEUROLOGIA SISTEMA NERVOSO E ÓRGÃOS DO SENTIDO 9. A substância cinzenta. O primeiro elemento que se origina no sistema nervoso é a placa neural. Na porção mais cranial do tubo formam-se 3 vesículas por constrição: .4 .2.SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) 9. formada em sua maior parte por corpos de neurônios.1) SIMPÁTICO 9.2) PARASSIMPÁTICO 9.2 SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 9. O Sistema nervoso é constituído por dois tipos de substâncias.MENINGES 9.

2) CAVIDADES DO TUBO NEURAL A medida que ocorrem as dilatações do tubo neural, sua luz também se altera consideravelmente, resultando no adulto, as seguintes cavidades: - A luz das vesículas telencefálicas laterais formam de cada lado, os ventrículos laterais; - a parte mediana do telencéfalo e o diencéfalo englobam o III ventrículo, que se comunica com os ventrículos laterais por forames interventriculares; - a luz do mesencéfalo permanece estreita e constitui o aqueduto cerebral, que une o III ao IV ventrículo; - a luz dilatada do rombencéfalo forma, sobre a ponte e o bulbo, o IV ventrículo; - a luz da medula primitiva forma, no adulto, o canal central da medula, que a acompanha em quase toda sua extensão. As cavidades encefálicas são revestidas por um epitélio denominado epêndima e contém um líquido denominado líquido cérebro-espinhal ou líquor. 3) MENINGES As meninges são membranas de tecido conjuntivo que envolvem o Sistema Nervoso Central, possuem função mecânica, evitando traumatismo e lubrificando, bem como função biológica, pois contém anticorpos, evitando assim infecções. 3.1) Duramáter É a mais externa das meninges, apresenta-se de cor clara, bastante espessa e vascularizada. Acha-se aplicada diretamente contra os ossos que formam a cavidade craniana e canal vertebral. É constituída por uma lâmina interna e uma externa, que dentro da cavidade craniana estão unidas formando uma única lâmina. Ao nível do canal vertebral estas membranas se separam deixando um espaço entre elas, chamado espaço epidural ou extradural, preenchido por tecido adiposo e vasos sangüíneos. Pregas da Duramáter: São projeções da duramáter preenchendo sulcos da cavidade craniana. São em número de três: - Foice do Cérebro: Prega em forma de meia lua, no sentido longitudinal dorsal, entrre os hemisférios cerebrais. - Tenda do Cerebelo: Coloca-se transversalmente entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo, na cisura transversal do encéfalo. - Diafragma da Cela-Túrsica: Cobre a cela-túrsica e em conseqüência, a glândula hipófise. Seios da Duramáter: São espaços sangüíneos existentes entre as lâminas da duramáter encefálica. Servem para recolher o líquido cérebro-espinhal e também recolher o sangue venoso do encéfalo. Espaço Subdural: Separa a duramáter da aracnóide, contém um líquido com constituição de filtrado sangüíneo. 3.2) Aracnóide Membrana fina e delicada constituída de filamentos que se assemelham a teia de aranha. Situa-se entre a duramáter e a piamáter. - Cisternas Subaracnoideas: São espaços encontrados entre a aracnóide e a piamáter em determinados locais ao nível do Sistema Nervoso Central. - Granulações Aracnoideas: São projeções (pequenas bolsas) da aracnóide para os seios da duramáter. Servem para recolher o líquor do espaço subaracnoideo e eliminá-lo para a duramáter. - Espaço Subaracnoideo: Separa a Aracnóide da Piamáter, contém líquido cérebro-espinhal. Piamáter Adere diretamente o Sistema nervoso Central, colocando-se dentro das saliências e depressões. Na porção terminal do canal vertebral as meninges se projetam formando fios chamado filamento terminal ou cauda equina.

3.3)

4 - LÍQUIDO CÉREBRO-ESPINHAL OU LÍQUOR É formado pelos plexos coróides*localizados a nível do IV ventrículo, III ventrículo e ventrículos laterais, a partir do sangue. Constitui-se um filtrado sangüíneo com grande quantidade de anticorpos para defesa do organismo. Circula no IV ventrículo, aqueduto cerebral, III ventrículo, ventrículos laterais e no canal central da medula. Supõe-se que ele circule 24 horas, sendo lançado novamente na corrente sangüínea pelas granulações da aracnóide e depois lançado nos seios da duramáter. Funções do líquor e das meninges: - Mecânica: Evita traumas no Sistema Nervoso Central - Imunológica: O líquido contém grande quantidade de glóbulos brancos que protegem contra possíveis infecções.

* Plexos Coróides: São um emaranhado de vasos sangüíneos cobertos pela Piamáter, normalmente apresentam coloração escura.

5- MEDULA ESPINHAL A medula espinhal (medulla spinalis) é uma estrutura alongada, mais ou menos cilíndrica, porém com alguns achatamentos dorso ventrais e algumas variações de forma e tamanho. Começa à nível de forame magno e está em conexão direta com a medula oblonga ou bulbo, rostralmente e se estende até metade da região sacral*. As variações mais importantes são os espessamentos (intumescências) das partes que dão origem aos nervos que suprem os membros torácico e pélvico, e o afilamento final caudal (cone medular). A intumescência cervical é o ponto de origem de nervos que vão inervar o membro torácico, da intumescência lombar partem nervos para o membro pélvico. A medula é dividida em quatro regiões correspondentes as da coluna vertebral. 5.1- Morfologia Externa: Sulco Dorsal Médio ou Mediano Dorsal: Sulco pouco profundo coloca-se dorsalmente e medianamente sobre a medula espinhal e estende-se por toda sua extensão. Sulco Dorso-lateral: Colocam-se de cada lado do sulco dorsal médio. O sulco dorso-lateral está em contato com a raiz dorsal da medula espinhal. Cisura Ventral Média: É profunda, estendendo-se até a metade da medula espinhal, dividindo-a em duas metades. 5.2- Morfologia Interna: É formada por dois tipos de substâncias, branca por fora e cinzenta por dentro. Um simples corte transversal mostra uma massa central de substância cinzenta perfurada na linha média por um pequeno canal central, resíduo do lúmen do tubo neural embrionário. A substância cinzenta, que se assemelha a um H, costuma ser descrita como colunas ou cornos dorsal e ventral. A coloração cinza é devido ao acúmulo de corpos celulares nesta área. A coluna dorsal corresponde a placa alar e contém neurônios aferentes somáticos e viscerais; e a coluna ventral corresponde a placa basal e contém neurônios eferentes somáticos e viscerais. Unindo medianamente as partes de substância cinzenta, temos a comissura de substância cinzenta. A substância branca que envolve a cinzenta é dividida em três funículos de cada lado. O funículo dorsal é contido entre um sulco dorsal raso e a linha de origem das raízes dorsais dos nervos espinhais ou sulco dorso-lateral; o funículo lateral está contido entre as linhas das raízes dorsais e ventrais; o funículo ventral está contido entre a linha das raízes ventrais e uma fissura ventral que penetra profundamente na substância branca, embora deixe uma comissura razoável ligando as metades direita e esquerda, chamada comissura de substância branca. Esta fissura ventral é ocupada por uma massa de piamáter, que surge como uma estria brilhante na superfície da medula. Os funículos são compostos por fibras nervosas ascendentes e descendentes, muitas das quais agrupadas em fascículos ou tratos que possuem a mesma origem, destino e função, transmitem estímulos da periferia para o encéfalo. * No cão termina entre 6 e 7 vértebras lombares. Nos ruminantes, na metade cranial da 2 sacral. No equino, na metade caudal da 2 sacral e no suíno, entre a 2 e 3 sacral.

6

- ROMBENCÉFALO - MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA - METENCÉFALO: PONTE E CEREBELO

6.1- MIELENCÉFALO: MEDULA OBLONGA Apresenta-se como um continuação direta da extremidade cranial da medula espinhal, sendo o limite entre eles representado por um plano imaginário que passa imediatamente cranial a raiz do primeiro nervo cervical. Rostralmente limita-se com a ponte, sendo separada desta por um sulco transversal pouco profundo. Sua face ventral repousa sobre a porção basilar do occipital e sua face dorsal apresenta-se quase que inteiramente coberta pelo cerebelo. Superfície Ventral: - Fissura Mediana Ventral: É uma divisão na linha média. Caudalmente é contínua com a fissura do mesmo nome da medula espinhal e rostralmente, é ocupada pelo corpo trapezóide, caudal a ponte. A porção caudal da fissura está parcialmente ocupada pela decussação das pirâmides.

- Pirâmides: São faixas longitudinais de fibras em ambos os lados da linha média, entre a fissura mediana e os sulcos laterais ventrais. Estas fibras (corticomedular e corticospinal) são fibras motoras do córtex cerebral). Na extremidade caudal da medula estas fibras se cruzam para o lado oposto formando o que chamamos decussação das pirâmides. - Sulco Lateral Ventral: É um sulco indistinto, lateral as pirâmides. - Tubérculo Facial: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado das pirâmides. - Corpo Trapezóide: É uma faixa de fibras nervosas transversas colocadas rostralmente na medula oblonga, atrás da ponte. É cruzado em ambos lados da linha média pelas pirâmides. Superfície Dorsal: Visível somente após a retirada do cerebelo. A porção dorsal da medula oblonga é semelhante a medula espinhal em sua metade caudal. Na metade rostral, forma: - Sulco Mediano dorsal: É a continuação rostral do sulco mediano dorsal da medula espinhal. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou Corpos Restiformes: São feixes de substância nervosa colocados transversalmente de cada lado do sulco dorsal médio. - Fossa Rombóide: É o assoalho do IV ventrículo. Sua metade caudal é ocupada dorsalmente pela medula oblonga. Comunica-se caudalmente com o canal central da medula e rostralmente como interior do mesencéfalo, o aqueduto cerebral. - Tubérculo e fascículo Grácil: Lateralmente ao sulco mediano dorsal. - Tubérculo e fascículo cuneiforme: Localiza-se lateral ao tubérculo e fascículo grácil. 6.2 METENCÉFALO 6.2.1- PONTE É um grande feixe de substância nervosa colocado transversal e ventralmente à medula oblonga, adiante do bulbo e caudal ao mesencéfalo. Constitui-se em uma protuberância convexa larga que diminui de tamanho lateralmente. As superfícies laterais da ponte são mais estreitas e são chamadas braços da ponte, os quais se continuam dorsalmente e se estendem até o interior do cerebelo. Os braços da ponte são também chamados pedúnculos cerebelares médios. A superfície dorsal da ponte corresponde à parte rostral da fossa rombóide. As fibras transversais que constituem grande parte da estrutura da ponte formam a via nervosa que une os hemisférios cerebrais aos hemisférios cerebelares. - Sulco Basilar: É uma ligeira depressão na linha média, devido a presença de fibras piramidais orientadas longitudinalmente. 6.2.2- CEREBELO É uma grande massa de substância nervosa colocada dorsalmente à medula oblonga. É um órgão globular de formato irregular, ligeiramente comprimido rostrocaudalmente, com seu diâmetro maior no eixo transverso. Está separado dos hemisférios cerebrais pela fissura transversa e a tenda do cerebelo, uma prega transversal da duramáter, que a ocupa. Cobre inteiramente a fossa rombóide, os colículos rostral e caudal e os pedúnculos cerebelares rostrais. A borda rostral e parte da superfície rostral do cerebelo estão cobertas pelos lobos occipitais cerebrais. O cerebelo liga-se a outras partes do Sistema Nervoso Central por inúmeras fibras que compõe os pedúnculos cerebelares. - Pedúnculos Cerebelares Caudais ou corpos restiformes: Emergem na superfície dorsal da parte rostral da medula oblonga e penetram no cerebelo na superfície ventral. Ligam as medulas oblonga e espinhal com o cerebelo. - Pedúnculos Cerebelares Médios: Penetram no cerebelo entre os pedúnculos rostrais e caudais e consiste de fibras que vêm da ponte. São os braços da ponte. - Pedúnculos Cerebelares Rostrais: Também chamados de braços conjuntivos. Emergem rostralmente aos pedúnculos cerebelares médios e formam o limite lateral da parte rostral do IV ventrículo. Unem o mesencéfalo ao cerebelo. Externamente o cerebelo é dividido em 3 porções: - Vermis: Porção mais mediana e saliente do cerebelo;

constituindo os tratos ópticos. de cor cinza claro. * Colículos Rostrais: São consideravelmente maiores e mais escuros que os caudais. São dois feixes fibrosos espessos que põe em conexão rombencéfalo com prosencéfalo.1. Este sulco aumenta rostralmente. Os pedúnculos são feixes fibrosos grandes que contém fibras originadas no cérebro com destinação espinhal e medular.parede lateral: formada pelos pedúnculos cerebelares rostral. estão em contato com o corpo geniculado lateral e são relacionados com funções visuais.HIPOTÁLAMO * TELENCÉFALO . 8. São planos. o qual coloca-se entre os pedúnculos cerebrais e os colículos. comunica-se caudalmente com o canal central da medula e cranialmente. . onde encontramos os seguintes elementos adiante dos pedúnculos cerebrais: * Corpo Mamilar: Elevação esbranquiçada de redonda a oval. 6. chamado nódulo. Elementos que formam as paredes do IV ventrículo: . verificamos que também é formado por substância branca e cinzenta: . Estão relacionados com funções auditivas. médio e caudal.MESENCÉFALO É uma parte relativamente pequena do cérebro situada entre a ponte caudalmente e o diencéfalo rostralmente.PROSENCÉFALO (cérebro) * DIENCÉFALO . colocada caudal a hipófise.1. separados por uma depressão larga. entre os pedúnculos cerebrais divergentes. as fibras ópticas se continuam. Superfície Ventral: * Pedúnculos Cerebrais: Representam a parte basal do mesencéfalo. chamada córtex do cerebelo. Constitui o limite caudal do hipotálamo. denominado língula e o último. A função principal do cerebelo é conferir equilíbrio ao animal. com o aqueduto cerebral. . * Colículos Caudais: São consideravelmente menores que os rostrais.RININCÉFALO 8.TÁLAMO . do mesencéfalo. ao nível de fossa interpeduncular. quase esféricos e separados daqueles por um sulco.1 . Uma faixa larga e plana prolonga o colículo caudal ventrorostralmente dentro do corpo geniculado medial.HEMISFÉRIOS CEREBRAIS . * Quiasma Óptico: É o ponto de encontro ou convergência das fibras do nervo óptico na base do diencéfalo. sendo o primeiro e mais rostral. Os dois colículos rostrais são separados por um sulco muito profundo.Tecto Dorsal ou Lâmina Quadrigêmia: Consiste de quatro eminências pares (colículos) com superfícies arredondadas.Substância Cinzenta externamente. separadas umas das outras por sulcos transversais e sagitais. muito proeminentes. Internamente. ovóides e largos. apresentando-se como uma continuação direta em sentido rostral. Após o quiasma.Hemisférios Cerebelares: São em número de dois e colocados de cada lado do vermis. quase branco. 8.parede ventral: formada pela ponte e medula oblonga . Superfície Dorsal: .EPITÁLAMO . 7.1.parede dorsal: formado pelo cerebelo . comunica-se caudalmente com o IV ventrículo e cranialmente com o III ventrículo. São separados caudalmente pelo sulco interpeduncular.HIPOCAMPO .CAVIDADE DO MESENCÉFALO É o aqueduto cerebral.DIENCÉFALO: É a porção do encéfalo situada sob os hemisférios cerebrais.Substância Branca internamente: De forma arborescente (arbor vitae).CAVIDADE DO ROMBENCÉFALO É o IV ventrículo. Ao corte mediano. em uma secção mediana sagital o cerebelo divide-se em vários lóbulos. 7.3. mais caudal.. imediatamente caudal ao corpo mamilar para formar a fossa interpeduncular (esta é perfurada por vários orifícios para passagem de vasos sangüíneos).HIPOTÁLAMO Situa-se ventralmente no diencéfalo.

Hipotálamo e hipófise juntamente formam uma unidade anatomo. Passam sobre os lados dos pedúnculos cerebrais e desaparecem entre estes e os lobos piriformes. forma a parede da fissura longitudinal. Este por sua vez é formado por uma espessa camada de fibras nervosas dispostas transversalmente: o corpo caloso.Fissura Longitudinal: Coloca-se medianamente aos hemisférios cerebrais.1. Os dois hemisférios cerebrais estão incompletamente separados ao nível do plano mediano por um sulco: . . * Corpos Geniculados Mediais: Estão ligados ao colículo caudal através do braço do colículo caudal. que coloca-se ao redor dos tálamos. convexas dorsalmente. que correm lateralmente cobrindo parte do hipotálamo rostral. . . . de formato ovóide. ocupada por uma prega de duramáter chamada tenda do cerebelo.2. de coloração escura e alojada entre os tálamos e colículos rostrais. Cada hemisfério cerebral apresenta quatro faces: . estão em relação direta com o hipocampo. CAVIDADE DO DIENCÉFALO É o III ventrículo.1. 8. chamado infundíbulo.Colunas: Porção mais cranial e ventral do fórnix.2.Pilares: Porção mais caudal e inferior do fórnix. deixando sobre ele impressões digitais. colocados dorsalmente aos pedúnculos cerebrais. 8.EPITÁLAMO O epitálamo compreende o Corpo Pineal ou Glândula Epífise. voltada para a base da cavidade craniana. * Túber Cinéreo: Área cinza proeminente situada rostralmente aos corpos mamilares.TELENCÉFALO É a região mais desenvolvida do prosencéfalo. 8. que ocupam a maior parte da cavidade craniana.Corpo: Porção média do fórnix. que não atinge o fundo.Tronco: É a porção média.Face Ventral ou Base: Apresenta-se bastante irregular. As partes mais caudais do tálamo constituem os corpos geniculados.Fissura Transversal: Entre os hemisférios cerebrais e o cerebelo. Porções: .funcional importante. encontramos uma prega de duramater.Esplênio: Porção mais caudal e dorsal do corpo caloso. Se insere dorsalmente no corpo caloso e ventralmente no fórnix. lateralmente ao hipocampo e dorsalmente ao córtex cerebral. A hipófise está inserida no túber cinéreo pelo infundíbulo. Os dois tálamos encontram-se na linha média formando a aderência intertalâmica. recebem a maioria das fibras do trato óptico.Joelho: Porção mais cranial e ventral do corpo caloso. Esta se apresenta de formato ovóide nos animais domésticos. .TÁLAMO São duas grandes massas de substância cinzenta.Face Medial: Apresenta-se mais ou menos plana. * Glândula Hipófise: É uma glândula bastante desenvolvida situada ao nível do hipotálamo e está em conexão com o mesmo por meio de um pequeno tubo de substância nervosa. Relacionam-se caudalmente com os colículos rostrais. coloca-se dorsalmente ao diencéfalo e vai ocupar a maior parte da cavidade craniana cujos elementos principais são os hemisférios cerebrais.Face Dorso-lateral: Apresenta-se de forma convexa e relaciona-se diretamente com os ossos do crânio.* Tratos Ópticos: São faixas de substância branca divergentes. chamada foice do cérebro. É nessa face que os hemisférios cerebrais se relacionam e unem-se através do corpo caloso. . comunica-se caudalmente com o aqueduto cerebral e dorsalmente com os ventrículos laterais. . Porções do corpo caloso: . * Corpos Geniculados Laterais: São maiores e mais elevados rostrolateralmente.3. Fórnix: Feixe de substância nervosa colocado ventralmente ao corpo caloso. circundada pelo III ventrículo. . e nela encontramos o rinincéfalo. * Hemisférios Cerebrais: São constituídos por duas grandes massas de substância nervosa direita e esquerda. Septo Pelúcido: É uma parede colocada medianamente entre os ventrículos laterais. terminam dorsalmente no corpo geniculado lateral (visível somente quando retirada uma parte dos hemisférios cerebrais). Ocupando este sulco.

1. Cada hemisfério cerebral apresenta dois pólos: . 4) Trígono Olfatório: É uma área de substância nervosa de forma mais ou menos triangular colocada entre as estrias. colocada sob o pólo frontal dos hemisférios cerebrais. varia de espécie para espécie. 5) Lóbulo Piriforme: É uma saliência de substância nervosa colocada de cada lado dos tractos ópticos e pedúnculos cerebrais. . onde desaparecem.Pólo Frontal: Porção mais cranial e ventral.Depressões: Sulcos ou cisuras que delimitam as saliências. é a mais caudal. observaremos dois tipos de substâncias: .Substância Cinzenta: É a mais externa e constitui o córtex cerebral. 2) Pedúnculo Olfatório: Feixe pequeno e largo que liga o bulbo olfatório aos hemisférios. que variam em número conforme a espécie: .Saliências ou giros: São as circunvoluções cerebrais. estendendo-se desde os ventrículos laterais até o interior dos lóbulos piriformes. Os ramos dorsais são geralmente divididos em ramos medial e lateral que vão suprir os músculos e a pele da parte dorsal do pescoço e do tronco. Depois de emergirem dividem-se num ramo dorsal curto e ramo ventral longo. . Após formarem o tronco saem do canal vertebral pelos orifícios intervertebrais ou vertebrais laterais. 3) Tratos Olfatórias: . * Hipocampo ou Cornos de Ammón São dois grandes feixes de substância nervosa em forma curva.Substância Branca : A mais interna. 9. que se aloja na fossa etmoidal.. semelhante a um “C” colocada ao redor dos tálamos. 9. É composto pelos nervos espinhais.NERVOS ESPINHAIS Formação dos nervos espinhais: Os nervos espinhais são formados por uma raiz dorsal (sensitiva) e outra ventral (motora) a partir do "H" medular. está em relação direta com o bulbo olfatório. a área de comando. pelos doze pares cranianos e sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático).SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É o sistema que comunica o meio externo e interno. Observando externamente os hemisférios cerebrais verificamos que apresenta saliências e depressões. 1) Bulbo olfatório: Saliência de substância nervosa achatada dorso ventralmente.Trato Medial: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e medialmente até a face medial dos hemisférios cerebrais.Face Tentorial: É a face em que os hemisférios cerebrais estão em relação com o cerebelo. Ao corte mediano dos hemisférios cerebrais. localizado na base dos hemisférios cerebrais. onde os estímulos são recebidos.Trato Lateral: Feixe de substância nervosa que se dirige caudal e lateralmente até atingir o lóbulo piriforme.Pólo Occipital: Situa-se na porção mais caudal e dorsal. . O ramo ventral divide-se em ramos superficial e profundo e supre as partes ventral e lateral do tronco e todas as partes dos membros. Possui função de levar mensagens aos diversos centros de comando. ao sistema nervoso central (SNC) e deste aos órgãos efetores (alvos). CAVIDADES DO TELENCÉFALO São os ventrículos laterais que se comunicam ventralmente com o III ventrículo. * Rinincéfalo Porção central do olfato. Nervos espinhais: . . são zonas de comando das atividades vitais do animal.

7. pronador redondo e pronador quadrado. Está dividido num ramo proximal e num distal. Emite ainda o ramo cutâneo lateral do antebraço. bovino e cão . Estas raízes apresentam conexão do simpático através de ramos comunicantes. superficial dos dedos e profundo dos dedos (cabeças umeral e ulnar).três últimos ramos ventrais cervicais e dois primeiros ramos ventrais torácicos (C a T ). 11. 6 2 Suíno: quatro últimos ramos ventrais cervicais e primeiro ramo ventral torácico (C a T ). Emite o ramo cutâneo caudal do antebraço. constituído pelos ramos ventrais dos últimos nervos cervicais e primeiros torácicos.Estão distribuídos conforme a espécie da seguinte maneira: Eqüino: C T L S Ca = 8 18 13 6 6 5 5 6 5 7 42 pares 39 pares 35/38 pares Ruminantes: Suíno: Cão: C C 8 T T C 14/15 L S 4 S S Ca = Ca = = 8 L 13 6 Ca 7 38/39 pares 4/7 8 T L 3 Região cervical: Apresenta 8 pares de nervos cervicais em todas as espécies. bíceps e braquial. e o distal. ancôneo e o tensor da fáscia antebraquial. subdivide-se em ramos palmares que inervam os dedos pela face palmar. Torácico lateral: localiza-se mais ventralmente que o anterior. Radial: passa para a face lateral entre o músculo redondo maior e a porção longa do tríceps. 5. O ramo dorsal inerva a face dorsolateral dos dedos e o ramo palmar se une ao ramo palmar do nervo mediano. 10. 2. Supraespinhal ou supraescapular: é o mais cranial do plexo. 4.digital dorsal comum II e comum III . Pode se encontrar dividido em ramos cranial e caudal. Região torácica: O número de nervos torácicos é de acordo com a espécie.próprios do segundo. Eqüino. 6 1 O plexo braquial é formado pelos seguintes nervos: 1. Subescapular: inerva o músculo subescapular. Divide-se próximo ao carpo num ramo dorsal e num palmar. O ramo superficial inerva os dedos e o profundo os músculos extensores. Obs: Todo ramo superficial divide-se em comum e este em próprio. terceiro e quarto dedos. Inerva o músculo cutâneo do tronco. profundo dos dedos. Torácico longo: corre na superfície lateral do músculo serrátil ventral o qual inerva. Plexo braquial: É uma cinta larga e grossa. 8. o braquial. Região lombar: Os ramos dorsais inervam a musculatura dorsal do tronco e os ramos ventrais formam o . redondo menor. 3. Inerva os músculos: redondo maior. Emite o ramo cutâneo cranial do antebraço. Nervo frênico: é formado pelos ramos ventrais dos dois ou três últimos nervos cervicais (C . parede abdominal) os ramos ventrais dos nervos espinhais se reúnem para formar plexos ou nervos. Emite o ramo cutâneo medial do antebraço. Toracodorsal: inerva o músculo grande dorsal. Mediano: inerva os músculos: flexor radial do carpo. O ramo proximal inerva o coracobraquial e bíceps. Sob a porção lateral do tríceps ele se divide em dois ramos: superficial e profundo. Axilar: passa para a face lateral entre o músculo e a artéria subescapular. Ulnar: está unido ao nervo mediano na sua origem e inerva o músculo flexor ulnar do carpo. C e C ). Para inervar determinados locais (membros. Nervos peitorais: inervam os músculos peitorais superficial e profundo. 6 7 8 Esse nervo inerva o músculo diafragma. 5 1 Ovino: pelos três últimos ramos ventrais cervicais e pelo primeiro torácico (C a T ). deltóide e braquiocefálico. Musculocutâneo: inerva os músculos coracobraquial. visando a inervação do membro torácico e parte da parede do tórax. e se distribuem na parede do tórax como nervos intercostais. Inerva o tríceps. Ex: bovinos: ramo superficial do radial . Penetra entre os músculos supraespinhal e subescapular inervando os músculos supra e infraespinhoso. 6. 9. porque o primeiro nervo cervical emerge entre o occipital e o atlas. Distalmente.O nervo radial não se extende até o dedo no eqüino.

TROCLEAR V . O ramo profundo inerva o reto do abdome e região cutânea do escroto e prepúcio no macho ou glândula mamaria na fêmea.GLOSSOFARÍNGEO X . O ramo superficial inerva os músculos oblíquo abdominais externo e interno. as vezes. Ílio-inguinal: deriva-se do segundo ramo ventral lombar. bíceps e semitendinoso. 4. e transverso do abdome. 10. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e região subcutânea do joelho. PLEXO LOMBO-SACRAL: É formado pelos três últimos ramos ventrais dos nervos lombares e pelos primeiros sacrais. O nervo isquiático divide-se nos seguintes nervos: . 5. Inerva os 3 6 músculos sartório. semitendinoso e semimembranoso.ÓPTICO III .PLEXO LOMBAR. Inerva os músculos: tensor da fáscia lata e glúteos superficial. Inerva os músculos: glúteo superficial. Inerva os músculos extensores e os dedos na face dorsal. Inerva o mesmo que o anterior. Emite o ramo cutâneo caudal da coxa. pectíneo e grácil. Pudendo: divide-se em nervo dorsal do pênis (macho). porém mais para trás.OCULOMOTOR IV . Estes nervos são designados da frente para trás por números romanos de I a XII e são: I . quadrado da coxa. Cutâneo lateral da coxa: origina-se dos ramos ventrais do terceiro e quarto nervos lombares. Gênito-femural: origina-se do terceiro ramo ventral lombar (L a L ).HIPOGLOSSO Macete: Onde O Órgão Têm Traumatismo A Forma Varia Grandemente Verificando-se Até Hemorragia. Nervo glúteo caudal: origina-se dos ramos ventrais sacrais. nos ovinos e suínos (com sete vértebras lombares) está subdividido em cranial e caudal. 2. quadríceps. Divide-se num ramo superficial e num profundo. Ílio-hipogástrico: deriva-se do primeiro ramo ventral lombar. O ramo muscular inerva os músculos oblíquo interno do abdome e cremáster externo. Emite o ramo safeno.VESTIBULOCOCLEAR IX .Nervo fibular: se subdivide em superficial e profundo.Nervo tibial: inerva os músculos flexores e os dedos na face plantar. pectíneo. adutor e grácil. 1.ABDUCENTE VII .ACESSÓRIO XII . Está dividido num ramo 2 4 muscular e num ramo genital.TRIGÊMEO VI . Nervo glúteo cranial: origina-se do sexto ramo ventral lombar e do primeiro ramo ventral sacral. .NERVOS (PARES) CRANIANOS O encéfalo possui 12 pares de vias nervosas que o relacionam com órgãos periféricos sem a participação da medula espinhal que são chamados pares cranianos ou encefálicos. . 2. 1. destacando-se os nervos: 1. Retal caudal: inerva os músculos coccígeo. psoas maior e menor. Região sacral: O número varia conforme a espécie.Ramos musculares: inervam os músculos obturador interno. O ramo genital desce pelo canal inguinal e se ramifica nos órgãos genitais externos. Inerva os obturadores interno e externo. 3. gêmeos.FACIAL VIII . 4. Divide-se nos seguintes ramos: 5 2 .VAGO XI . 3. Nervo isquiático ou ciático: origina-se do ramo ventral do sexto nervo lombar e do primeiro ramo ventral sacral (L a S ). No cão e. É o maior dos nervos do corpo. Nervo femoral: deriva-se do ramo ventral do quarto e quinto nervos lombares (L a L ). dorsal do clitóris (fêmea) e nervos perineais profundos (macho e fêmea). 2. médio e profundo. levantador e esfíncter do ânus.OLFATÓRIO II . Nervo obturatório: também origina-se do quarto e quinto nervos lombares. bíceps.

Nervos mistos: V. VII. IX e X. XI e XII. VII. Nervos com fibras parassimpáticas: III. parassimpáticas e todas contém fibras simpáticas. mistas (sensitivas/motoras). . área de dispersão periférica e principais funções conforme quadros seguintes. união com encéfalo. II e VIII. Todos possuem fibras simpáticas. Nervos Motores: III.Estes nervos podem conter fibras sensitivas. IV. emergência craniana. VI. IX e X. Tipos de fibras. motoras. Nervos Sensitivos : I.

Olfatório Mesencéfalo atrás dos corpos quadrigêmios. ciliar provocando miose e acomodação do olho. facial ---------------------------gustação ---------------------------secreção lacrimal ---------------------------secreção da saliva Motoras -------------------Parassimpático Motoras Mesecéfalo . ------------------------------------------------------Meninges. porção lateral do corpo trapezóide Forame orbitário abdução dos olhos exp.Oculomotor (motor ocular comum) IV – Troclear (Patético) V. Músculo obliquo dorsal do olho movimento dos olhos.borda lateral do pedúnculo Forame orbitário ---------------------------Miose acomodação Movimentos dos olhos sensibilidade da cabeça ---------------------------sensibilidade da cabeça ---------------------------movimento dos músculos mastigadores Mm.extremidade aboral da cavidade nasal. maxilar e labiais UNIÃO ENCÉFALO Bulbo olfatório Quiasma óptico EMERGÊNCIA CRANIANA Lâmina crivosa Canal óptico PRINCIPAIS FUNÇÕES Olfação Visão ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO Porção o olfatória da mucosa nasal Retina.abducente (motor ocular externo) Motoras Motoras ------------------Sensitivas -------------------Parassimpáticas borda caudal da ponte. Mandibular . Forame orbitário forame orbitário ---------------------------forame redondo ---------------------------forame oval Sensitivas -------------------Sensitivas -------------------Sensitivas e parte lateral da ponte VII. ventral. esfincter da pupila e M. sublingual. por um grosso feixe de fibras nervosas I . pálpebras. Meninges.olho. Facial forame estilomastoide .Trigêmio a)Oftálmico --------------------b) Maxilar --------------------c)Mandibular Motoras VI.12 PARES DE NERVOS CRANIANOS NERVO TIPO DE FIBRAS Sensitivas Sensitivas II. Movimento dos olhos. medial e obliquo ventral do olho. ------------------------------------------------------M. . ------------------------------------------------------Assoalho e paredes laterais da cavidade bucal.Óptico movimento dos olhos III . teto da cavidade bucal e cavidade nasal. retos dorsal. Músculos mastigadores Músculos reto lateral do olho Musculatura superficial da mímica ------------------------------------------------------2/3 apicais da língua -----------------------------------------------------glândula lacrimal -----------------------------------------------------gl.

coração. Vago --------------Sensitivas -------------Parassimpáticas medula oblonga hiato rasgado (forame lacero) XI. Movimento da faringe e laringe ----------------------------movimento da cabeça e do ombro Movimentos da língua Músculos do paladar. do paladar. faringe e reflexos viscerais ----------------------------elevação da faringe -----------------------------secreção da saliva ÁREA PERIFÉRICA DE DISPERSÃO ductos semicirculares da orelha interna ---------------------------------------------------cóclea da orelha interna 1/3 caudal (base) da língua. traquéia e esôfago ---------------------------------------------------vísceras do pescoço. tórax e abdome (esôfago. faringe e orelha média ---------------------------------------------------Músculo estilofaringeo ---------------------------------------------------glândula parótida e papilas gustativas IX. Glossofaringeo Sensitivas --------------Motoras --------------Parassimpáticas porção cranial da superficie lateral da medula oblonga. Vestibulococlear FIBRAS Sensitivas UNIÃO DO ENCÉFALO porção lateral da medula oblonga EMERGÊNCIA CRANIANA não sai do crânio PRINCIPAIS FUNÇÕES equilíbrio ----------------------------audição sensibil. Hipoglosso Motoras Medula Oblonga canal do hipoglosso Músculos da língua . da faringe e da laringe ---------------------------------------------------M. laringe. hiato rasgado (forame lacero) Motoras X.NERVO VIII. da faringe e da laringe ---------------------------------------------------faringe. esternocefálico e trapézio XII. Acessório Motoras medula oblonga e primeiros cervicais hiato rasgado (fôrame lacero) Movimento da faringe e laringe ----------------------------sensibilidade da faringe e laringe -----------------------------movimento e secreção das vísceras torácicas e abdominais. pulmões e estômago) Mm. da língua.

11. motilidade intestinal e relaxamento do esfíncter pilórico. o qual é responsável pela inervação simpática das vísceras da porção caudal da cavidade abdominal e através dos nervos hipogástricos das vísceras da cavidade pélvica. Os mediadores químicos (neurotransmissor) do simpático com os órgãos alvos são a noraepinefrina e a adrenalina (catecolaminas). sendo por isso denominado de sistema anabólico ou vegetativo. Deste gânglio prossegue o tronco simpático que na região cervical se associa ao nervo vago formando o tronco vagossimpático. É a parte do sistema nervoso que geralmente. IX e X pares cranianos e junto com os nervos espinhais sacrais de S a S . 11. tem um longo axônio pré-ganglionar e um curto pós-ganglionar. tem o axônio pré-ganglionar curto e um pós-ganglionar longo. A partir desses gânglios partem os axônios pós-ganglionares até os órgãos alvos (efetores). indo até o gânglio cervical cranial. 11.ramos para o coração. geralmente. um incremento na secreção gástrica. A medula da glândula adrenal é uma exceção. quando ocorre a primeira sinapse com o curto neurônio pós-ganglionar. A porção que segue junto com o nervo facial (VII par craniano) dirige-se até os gânglios pterigopalatino (esfenopalatino) que atua sobre a glândula lacrimal e submandibular que inerva as glândulas salivares . chamado nervo pós-ganglionar. Este sistema inerva os músculos lisos. sendo que 1 o segundo gânglio pode estar associado a ele em algumas espécies. 3 7 3 .SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO O parassimpático. O longo axônio pré-ganglionar 2 4 "conduz" o parassimpático até os gânglios localizados. Os axônios préganglionares têm sua origem na medula espinhal e saem junto com a raízes ventrais (motora) do primeiro nervo espinhal torácico (T ) até o terceiro ou quarto nervos espinhais lombares. normalmente está associado ao gânglio mesentérico cranial formando o gânglio celiacomesentérico. O SNA está dividido em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. ("prepara para briga ou para fuga"). VII. dos movimentos respiratórios. sendo por isso chamado de sistema craniossacral. aumento dos batimentos cardíacos. O simpático é aquele sistema nervoso autônomo atuante nas situações estressantes. O primeiro denomina-se nervo pré-ganglionar. por exemplo. ao contrário o SNA têm dois nervos periféricos. não esta sob o controle da conciência. no interior dos órgãos alvos. localizados próximo ao corpo das vértebras. na maioria dos casos.alça subclavia e tronco simpático. midríase. C e T . músculo cardíaco (miocárdio) e algumas glândulas. Na região retrofaríngica o tronco simpático separa-se do nervo vago. O sistema nervoso periférico (SNP) tem um nervo cujo corpo celular se localiza no SNC e seu axônio se estende sem interrupção até o esqueleto muscular. O sistema nervoso autônomo (SNA) difere do sistema motor somático nos órgãos alvos (efetores) e no número de neurônios no circuito periférico. da pressão arterial. 8 1 Os últimos gânglios torácicos originam o nervo esplâncnico maior que passa pelo músculo diafragma se dirigindo ao gânglio celíaco. Os gânglios lombares emitem ramos até o gânglio mesentérico caudal.1. Após sua passagem pelo orifício intervertebral juntamente com os nervos espinhais.SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO Também chamado de sistema nervoso visceral ou neurovegetativo. O mediador químico (neurotransmissor) do parassimpático é a acetilcolina. O parassimpático é o sistema nervoso autônomo atuante nos processos metabólicos. Devido a esse fato o simpático e também 1 chamado de sistema toracolombar. Sua função principal é manter o equilíbrio do meio interno (homeostase). mas seu axônio inerva um segundo neurônio em cadeia. O parassimpático que acompanha o III par craniano (oculomotor) vai até o gânglio ciliar junto ao músculo constritor da pupila. que também tem seu corpo celular no SNC. Os axônios pré-ganglionares do parassimpático se originam juntamente com o III. os axônios préganglionares dirigem-se para uma cadeia de gânglios paravertebrais interligados (tronco simpático).nervo vertebral dirige-se para a região cervical penetrando nos orifícios vertebrais "conduzindo" o simpático para os nervos espinhais cervicais (C a C ). Deste gânglio partem fibras nervosas que se associam aos nervos cranianos que "levam" o simpático a todas as estruturas da cabeça. A partir do gânglio cervicotorácico partem os seguintes elementos que conduzem o simpático: 1 . sendo que seu corpo celular localiza-se numa estrutura periférica denominada gânglio. localizado próximo a origem das artérias celíaca e mesentérica cranial na cavidade abdominal. que são definidos como uma coleção de corpos de células nervosas fora do SNC. provocando.SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO Este sistema. que o comunicam com o gânglio cervical médio. provocando. por exemplo. O primeiro gânglio da cadeia simpática (T ) é denominado de gânglio cervicotorácico ou estrelado. de acordo com a origem anatômica de seus neurônios pré-ganglionares e no tipo de neurotransmissor na sinapse junto ao órgão alvo. geralmente. Este gânglio. 2 . pois é inervada diretamente pelo nervo pré-ganglionar. o qual emite ramos para as vísceras da porção cranial da cavidade abdominal.2.

especialmente sobre o controle das funções viscerais. os quais transportam esta para o exterior. fígado e parte do intestino grosso). BEXIGA E URETRA: Os órgãos do sistema urinário consistem dos rins que excretam a urina. está inserida numa peça terminal em forma de cálice de um ramo do ureter que é o cálice renal. Fusão cortical incompleta resulta num rim que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades. A fusão completa do tecido cortical e medular dos lóbulos vizinhos resulta num rim com uma superfície lisa. O hilo se dirige para dentro de um recesso que se situa no centro do rim que é o seio renal e contém a pelve renal . através dos nervos pélvicos atua nas vísceras da cavidade pélvica (reto. O bordo medial do rim direito está relacionado com a veia cava caudal e o do rim esquerdo com a aorta. reconhecer a lobulação quando o parênquima do rim seccionado é examinado. pálida que é a córtex e uma camada mais interna e escura que é a medula. vermelha acinzentada e demonstra distintas estriações radiais. O parênquima é dividido dentro de uma camada mais externa. quase púrpura. Tanto o simpático como o parassimpático sofrem. Coloração: varia de marrom-avermelhado para vermelho escuro. Os rins. Cápsula renal: é uma membrana de tecido conjuntivo frouxo que envolve os rins. dependendo da quantidade de sangue no seu interior. A porção mais interna (zona basal) é brilhosa. O rim direito situa-se junto às três últimas costelas e o esquerdo entre a décima oitava costela e a terceira apófise transversa das vértebras lombares (no eqüino). Os rins mais primitivos eram compostos de muitas unidades separadas. bexiga e pênis ou clitóris). sendo exceção o rim direito do eqüino que é em forma de coração. Este tipo de rim é denominado de composto ou lobulado. com certa variação flui continuamente em grande quantidade através dos rins. intestino delgado. líquido que deve ser expulso diária e periodicamente. Esta coleta a urina e como um funil leva esta para dentro do ureter. Situação: na área lombar do plano médio direito e esquerdo. A porção externa da medula (zona intermédia) é vermelho-escuro. estômago(s). A borda lateral é convexa e a medial côncava. Forma: apresentam basicamente a forma de um grão de feijão. As artérias e veias renais chegam destes grandes vasos em frente aos rins e passam para estes em um curto trajeto. São capazes também de remover substâncias estranhas do sangue. Devido a sua inserção frouxa é facilmente removível. sendo uma modificação brusca do córtex. No córtex é que estão localizados os glomérulos ou corpúsculos renais. a papila renal. 1. bronquios e pulmões). os corpúsculos renais. no entanto. o parassimpático. Pela porção sacral. Geralmente estão acomodados com sua superfície dorsal nas pirâmides do diafragma e fáscia ilíaca que cobre a musculatura psoas e estão seguros neste local por tecido conjuntivo e gordura. as camadas cortical e medular dos lóbulos estão fundidas em vários graus. Raios medulares: são prolongações da base das pirâmides em forma de raios para dentro do córtex. portanto. O rim direito é alguma coisa mais cranial que o esquerdo. visto melhor no cão e no eqüino e em menor grau nos felinos e suínos. o ureter e linfáticos renais. sendo importante órgão de eliminação. mantendo assim as pressões osmóticas sangüínea e tecidual normais.mandibular e sublingual.Pelve renal: é a extremidade dilatada do ureter que se localiza dentro do seio renal. Regulam o equilíbrio hidro-eletrolítico do organismo. e das vias uriníferas: ureteres. Pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano) vai até o gânglio ótico responsável pela inervação parassimpática da glândula salivar parótida. circulatório (coração e vasos sangüíneos) e digestivo (esôfago. A porção parassimpática que acompanha o nervo vago (X par craniano) atua sobre as vísceras dos sistemas respiratório (laringe. Desta forma o rim primitivo lembra um cacho de uva com o ureter representando o talo. No eqüino. Os rins apresentam 2 superfícies (dorsal e ventral). Em seu estado fresco contêm grande número de pontos vermelhos visíveis claramente. hipotalâmicos e do córtex cerebral. particularmente se seguirmos o curso dos vasos interlobulares. também. 1RINS São glândulas excretórias pares que eliminam continuamente os produtos residuais do sangue. a influência de núcleos cerebelares. .Organização macroscópica do parênquima renal: Pode ser melhor visualizada com uma secção através dos pólos e do hilo renal. resultando em um rim uniforme e compacto. bexiga e uretra. O ápice da pirâmide. É possível. Nos mamíferos domésticos. São retroperitoniais em posição e cobertos com peritônio na superfície ventral com face para cavidade abdominal. útero e vagina ou glândulas genitais acessórias. URETERES. sendo que o mesmo. Cada unidade ou lóbulo consistia de um córtex como capa envolvendo uma base e lados de uma medula em forma de pirâmide. como no bovino. 2 bordas (lateral e medial) e 2 extremidades ou pólos (cranial e caudal). A córtex é marrom-avermelhada e têm aparência granular. traquéia. ANATOMIA COMPARADA DO SISTEMA URINÁRIO: RINS. 2 recessos terminais tubulares entram na relativa pequena pelve renal dos pólos. possuem um controle considerável e influência regulátoria sobre o sangue. Borda medial: apresenta o hilo renal que é o local onde penetra a artéria renal e saem à veia.1.

Diferenças entre as espécies. Cada arteríola aferente entra no corpúsculo renal no polo vascular e se divide num agrupamento de alças capilares que é o glomérulo. os rins são embebidos numa massa de gordura peri-renal de espessura variável. Essas por sua vez dão origem a numerosas artérias interlobulares que irrigam unidades ou lóbulos em que o córtex é dividido pelos raios medulares. pequenos ruminantes e caninos apresentam um único lobo que se formou pela fusão de vários lobos durante o desenvolvimento. Suínos: Apresenta fusão parcial dos lóbulos renais. Organização macroscópica do parênquima renal dos mamíferos domésticos. A artéria renal se divide em várias artérias interlobares que acompanham as divisões. que se curvam sobre as bases das pirâmides. Uma ou mais pirâmides se juntam para formar uma papila que é a porção apical e arredondada da pirâmide que faz saliência em um cálice menor. A união dos ápices das pirâmides renal vai formar a crista renal. porque durante o seu desenvolvimento houve a fusão de vários lobos. ou cálice maior. Uma única papila de base larga forma a crista renal que está intimamente associada à região expandida do ureter que é a pelve renal. Pirâmide renal: prolongação da medula entre os vasos até a periferia onde forma a base desta. Forma: De um feijão achatado. Esta ajuda a proteger o rim e a mante-lo na posição. # No bovino não existe pelve renal de modo que os cálices maiores se esvaziam diretamente no ureter. * Os rins dos bovinos e dos suínos são multipiramidais ou multilobulares. entre as pirâmides renais na junção corticomedular. Alguns autores não consideram a presença de cálices maiores. A base é formada pelos túbulos renais e está coberta pelo córtex. Situação: Devido à presença do rúmen o rim esquerdo dos ruminantes é penduloso e quase inteiramente envolvido por peritônio. mas no animal obeso pode envolvê-lo completamente. São planos e com superfície lisa. em menor quantidade nos carnívoros. Usualmente esta não envolve o rim ventralmente. Ovinos e carnívoros: Como os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal . onde a urina é eliminada dentro da pelve renal e daí para o ureter. Daí a urina desemboca nos cálices maiores. decorrente de uma fusão incompleta do córtex renal.Colunas renais: são prolongações do córtex entre as bases da pirâmide em direção ao seio renal. COMPARADA: Bovinos: Apresentam um rim mais primitivo que é superficialmente dividido por fissuras de várias profundidades.Dependendo da espécie e das condições dos animais. O rúmen puxa este em direção caudal e sobre o plano médio. . Rim com aparência lobulada. Os eqüinos apresentam um rim do tipo unipiramidal ou unilobular. na pelve renal e desta no ureter. As artérias e veias interlobares ascendem através do córtex em fendas estreitas entre recessos vizinhos. Os eqüinos. sua superfície externa é lisa. mas mantém papilas individuais que eliminam urina dentro de cálices menores. A pelve coleta a urina que vem de todos os forames papilares e como um funil leva esta para dentro do ureter. Apresentam papilas individuais que se projetam em um cálice menor e estes se continuam com o ureter.apresentam uma única papila que forma a crista renal. e mínima nos eqüinos. A pelve renal dos caninos é muito similar a dos pequenos ruminantes. As pequenas arteríolas eferentes deixam o corpúsculo também no polo vascular e imediatamente entram na rede capilar ao redor dos túbulos urinários adjacentes. Suprimento sangüíneo: Cada rim é suprido por uma artéria renal que é um ramo da aorta abdominal. Papila renal: é o ápice da pirâmide renal que se dirige para o centro do rim. Forma: de um grão de feijão. Estes vasos são salientes em cortes macroscópicos dos rins. Crista renal: é uma crista côncava que se projeta para o interior da pelve renal na porção central interna da medula. É bem desenvolvida nos suínos e ruminantes. O felino sempre teve um lobo. A pelve renal está ausente devido à falta de fusão dos lóbulos. Apresenta numerosos orifícios pequenos onde se abrem os tubos papilares renais no interior da pelve renal e por esse motivo esta superfície é denominada de área crivosa. TABELA 4. Cálice menor renal: são pedúnculos curtos em forma de taça que circundam a papila renal. antigas ou existentes. A crista é constituída de papilas renais fusionadas. ficando o rim esquerdo caudal ao rim direito em contato com o cólon espiral. . O ápice esta na pelve renal e forma a papila renal. ambas consistindo de uma cavidade comum a qual recebe a crista renal. Cada artéria interlobular dá origem a muitos ramos que irrigam glomérulos individuais (arteríolas aferentes). Inseridos ao lado da cavidade da pelve renal estão um número de recessos dentro dos quais se projetam colunas de tecido renal denominada de pseudopapila que quase divide cada recesso. Dão origem a ramos conhecidos como artérias arqueadas. Apresentam pirâmides individuais nas quais suas papilas renais se projetam para dentro de um cálice renal menor localizado na extremidade de um ramo do ureter cranial ou caudal. O rim do felino é diferenciado macroscopicamente pela presença de veias capsulares.

Capacidade: de 3 a 4 litros. O comprimento do trajeto intramural protege contra o refluxo de urina para o ureter. Formato: quando vazia tem formato piriforme e localiza-se na cavidade pélvica. Após penetrar a camada muscular. Estrutura: A parede da bexiga consiste de uma cobertura de peritônio. Quando vazia ou contraída recua especialmente no eqüino dentro da cavidade pélvica em vários graus. uma capa muscular e uma membrana mucosa. Duas pregas convergentes (pregas uretéricas) se continuam caudalmente além dos orifícios e após se encontrarem no plano médio se continuam como crista uretral que se projeta para dentro da uretra e termina no macho como colículo seminal. O orifício uretral interno é o vértice do trígono.BEXIGA É um órgão capaz de grande distensão e quando necessário é capaz de estocar grande quantidade de urina.1. antes de terminar em seus respectivos orifícios uretéricos que se apresentam como fendas. 3.ORGANIZAÇÃO MACROSCÓPICA TIPO DE RIM URETER PELVE RENAL CÁLICES MAIORES CÁLICES MENORES PAPILA RENAL CRISTA RENAL BOVINOS 1.1. Penetram na parede dorsal da bexiga em um ângulo agudo perto do colo no chamado trígono da bexiga. . onde se encontra uma pequena projeção. No macho. que é resquício da porção caudal do úraco.URETERES É um tubo estreito que conduz a urina em um fluxo contínuo da pelve renal para bexiga. Ligamentos Existem dois ligamentos laterais e um ligamento médio. especialmente nos animais jovens. Após o nascimento servem para suportar a bexiga. Durante a vida intra-uterina estão relacionados funcionalmente as estruturas embrionárias.1 SUÍNOS EQÜINO CARNÍVOROS E PEQUENOS RUMINANTES UNIPIRAMIDAL SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM MULTIPIRAMIDAL MULTIPIRAMIDAL UNIPIRAMIDAL SIM NÃO SIM SIM SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM 2. Quando o cordão umbilical se rompe no nascimento este se degenera ao longo de seu curso intra-abdominal. A extremidade proximal do ureter divide-se em pelve renal nos eqüinos. sobre uma área triangular. Além do ápice vesical apresenta um colo que é a porção estreita que leva para dentro da uretra e um corpo que é a porção média. uma vez que a resistência é superada por contrações peristálticas. se continuam por uma curta distância na submucosa produzindo duas cristas no interior denominadas de colunas uretéricas. As porções da bexiga não revestidas são cobertas com tecido conjuntivo que é a adventícia Os ureteres entram na bexiga na superfície dorsal e passam através da parede em ângulo agudo. O ângulo corresponde aos ureteres e uretra. Trígono da bexiga: é uma modificação da túnica mucosa dorsalmente na proximidade do colo. Na fêmea está relacionada dorsalmente ao útero e ligamento largo. Surgem no hilo do rim e curvando-se caudalmente em direção a entrada pélvica e assumem um curso levemente convexo (medial) e retroperitonial. Não impede o posterior enchimento da bexiga. O peritônio cobre somente as superfícies expostas. carnívoros e suínos ou em cálices maiores nos ruminantes. devido a curta prega genital está em contato com o reto e desta forma é mais facilmente palpada retalmente. quando a pressão se encontra elevada dentro da bexiga. Quando cheia apresenta forma ovóide e localiza-se na cavidade abdominal. A bexiga apresenta uma extremidade cranial cega que é o ápice vesical. O úraco é um tubo que conecta a bexiga primitiva com o saco alantóide do feto e este está incluído no cordão umbilical.

Ligamento redondo: São as bordas craniais livres dos ligamentos laterais e são formados pelas artérias umbilicais de parede grossa. na extremidade do pênis. Este último na fêmea localiza-se no assoalho do trato genital na junção da vagina e vestíbulo e no macho localiza-se na extremidade do pênis. Estes ligamentos chegam da parede pélvica lateral e se estendem medialmente para os lados da bexiga. Nos carnívoros esta não se degenera muito e vai no adulto para o umbigo como uma estreita prega falciforme. Da fêmea: relaciona-se dorsalmente com a vagina e ventralmente com a sínfise pélvica. . A urina entra no orifício uretral interno e sai no orifício uretral externo. A porção esponjosa localiza-se no interior do pênis. e assim é parte integral dos sistemas genital e urinário. A porção pré-prostática da uretra do macho que é homóloga a uretra feminina é curta e se estende do óstio uretral interno ao colo da bexiga para o colículo seminal. Ambas uretras do macho e da fêmea estão associadas anatomicamente com os órgãos genitais. Locais potenciais de formação e obstrução das vias urinárias por cálculos: na fêmea na bexiga e no macho na uretra. No recém-nascido somente a porção caudal das artérias se mantém e suas pregas suportes tornam-se ligamentos laterais da bexiga quando esta se torna funcional.1. 2. apresentando aberturas das glândulas genitais acessórias.URETRA É um tubo muscular na qual a urina é removida da bexiga. 3. Do colículo para o orifício uretral externo. Na vaca e na porca abre-se junto com o divertículo suburetral. A maioria deste se degenera com o úraco após o nascimento. diferindo marcadamente entre os dois sexos. Apresenta uma porção pélvica que se estende no assoalho da cavidade pélvica. como espermatozóides e urina. A uretra do macho conduz tanto o sêmen como a urina e. é extrapélvica e está coberta pelo corpo esponjoso do pênis. Ligamento médio da bexiga: na vida pré-natal é a prega que sustenta o úraco e se estende ao longo da parede abdominal ventral da pelve para o umbigo. 4. mas no macho onde esta associação é muito mais pronunciada há também estrita relação funcional. e somente uma pequena prega mediana entre o assoalho pélvico e a superfície ventral da bexiga se mantém. No colículo os ductos genital e urinário do macho se unem. a uretra do macho conduz tanto os produtos de secreção das glândulas genitais acessórias. portanto é parte integral dos sistemas genital e urinário. Relações da uretra: Do macho: relaciona-se com o reto e com as glândulas genitais acessórias. Ligamento lateral da bexiga: São puxados para fora pré-natalmente como pregas vasculares pelas grandes artérias umbilicais que passam da entrada pélvica para o umbigo da cada lado do plano médio.

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