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APOSTILA_ENTOMOLOGIA_VETERINÁR

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  • PREFÁCIO
  • FIO ARTHROPODA
  • CLASSE INSECTA
  • Morfologia Externa
  • Ciclo Biológico
  • ORDEM DIPTERA:
  • Morfologia externa e sistemática
  • SUBORDEM BRACHYCERA INFRAORDEM TABANOMORPHA
  • SUBORDEM NEMATOCERA
  • ORDEM PHTHIRAPTERA
  • SUBORDEM ANOPLURA
  • ORDEM SIPHONAPTERA
  • ORDEM HEMIPTERA
  • CLASSE ARACHNIDA: SUBCLASSE ACARI
  • Morfologia Interna e Fisiologia:
  • FAMÍLIA IXODIDAE
  • FAMÍLIA ARGASIDAE

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

ENTOMOLOGIA VETERINARIA

APOSTILA DIDÁTICA Profa.Sílvia Maria Mendes Ahid

Mossoró - RN. 2009

Ficha catalográfica preparada pelo setor de classificação e catalogação da Biblioteca “Orlando Teixeira” da UFERSA. A285a Ahid, Sílvia Maria Mendes. Apostila Didática em Entomologia Veterinária/ Sílvia Maria Mendes Ahid. - Mossoró: UFERSA, 2009. 80 f. Apostila, Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

1.Entomologia 2.Veterinária 3.Ectoparasitas. I. Titulo.

CDD 595.7

Bibliotecária: Keina Cristina Santos Sousa CRB/4 1254

Ahid, S.M.M., 2009, Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

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DADOS BIOGRÁFICOS

Sílvia Maria Mendes Ahid, filha de Edimilson Santos Ahid e Astrogilda Mendes Ahid, nasceu em São Luis, Estado do Maranhão. Concluiu a graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) em 1984, o curso de especialização em Biologia Parasitária pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 1986; o Mestrado em Medicina Veterinária, área de concentração em Acarologia Veterinária na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em 1990; o Doutorado em Biologia Parasitária, em 1999, área de concentração em Entomologia Médica pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ-RJ). Docente do ensino superior, especificamente, no Curso de Medicina Veterinária desde 1987. Atualmente, é docente adjunto dos cursos de Medicina Veterinária e de Zootecnia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

Imagens da Capa: Miíase bucal por larvas de Cochliomyia hominivorax em caprino; exemplar Calliphoridae macho. Em respeito à autora não faça a reprodução, por qualquer processo, sem a permissão expressa da mesma. 3ª Edição – 2009.

Ahid, S.M.M., 2009, Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

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ÍNDICE
PREFÁCIO FILO ARTHROPODA CLASSE INSECTA Morfologia externa Morfologia interna Ciclo biológico Classificação ORDEM DIPTERA Morfologia externa e sistemática Subordem Brachycera infraordem Muscomorpha Subordem Brachycera infraordem Tabanomorpha Subordem Nematocera ORDEM PHTHIRAPTERA Piolhos mastigadores Subordem Amblycera Subordem Ischnocera Subordem Anoplura ORDEM SIPHONAPTERA ORDEM HEMIPTERA CLASSE ARACHNIDA: SUBCLASSE ACARI Morfologia externa Morfologia interna e fisiologia Família Ixodidae Família Argasidae Subordem Astigmata. Subordem Prostigmata Chave simplificada para a identificação dos gêneros sarcoptiformes REFERÊNCIAS. 5 6 6 7 9 11 12 12 12 14 23 26 31 32 33 36 40 44 51 54 54 57 58 64 66 69 71 72

Ahid, S.M.M., 2009, Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

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patogenia e aspectos epidemiológicos pertinentes aos mesmos. aspectos da biologia.M.PREFÁCIO Este material didático compreende uma motivação inovadora à qualidade ao ensino e representa esforços diretos e indiretos do Grupo de Pesquisa em Parasitologia Animal e Biologia Parasitária e. suas características quanto à morfologia. Ahid. -5- . 2009.. todos que tem compartilhado no constante aprendizado da Parasitologia Animal. bem como a convivência profissional no estudo dos ectoparasitas.M. S. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Essa edição é uma fonte de informação atualizada com objetivo complementar as atividades didáticas nos Cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia. incorporando conteúdo atualizado em Entomologia Veterinária.

com ênfase na morfologia. os carrapatos moles). esternitos e pleuritos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Da classe Arachnida trataremos apenas da ordem Acarina. o tórax e o abdome. Excreção pelas glândulas coxais ou verdes mediante 2 ou vários tubos de Malpighi que se comunica com o tubo digestivo. Cabeça. olhos simples e compostos.M. Nesse material didático estaremos tratando apenas dos artrópodes parasitos ou vetores de doenças relacionadas à vida dos animais domésticos e de interesse econômico.. segundo Nelson et al. sacos pulmonares ou pelo tegumento. 2001). São organismos semi-independentes. O corpo é formado pela justaposição de vários escleritos. São características da classe Insecta. tem considerável variação de forma. ectoparasitos de ninhos são mais frequentemente encontrados nos ninhos de seus hospedeiros do que sobre o mesmo (ex.M. Sistema nervoso do tipo ganglionar. Tubo digestivo completo. -6- . de um organismo (hospedeiro) por determinado período de tempo. estima-se que mais de um milhão. com mudas periódicas. graças a um polissacarídeo . fecundação quase sempre interna. “coração dorsal”. CLASSE INSECTA Também conhecida por Hexapoda. cabeça. FIO ARTHROPODA Ao filo Artropoda pertencem mais de 80% de todas as espécies de animais invertebrados. sem esquecer a importância econômica e sanitária dos mesmos (GUIMARÃES et al. peças bucais constituído por maxilas laterais. da Classe Arachnida os adultos apresentarem o corpo fundido (cefalotórax e abdome) com quatro pares de patas e não possuem antenas..INTRODUÇÃO A entomologia veterinária tem como objetivo o estudo dos insetos de importância da medicina veterinária. Argasídeos. tórax e abdome diferenciados ou fusionados. controle e prevenção dos parasitos que acometem os animais domésticos. ovíparos ou ovovivíparos usualmente com uma a varias fases larvares e metamorfose graduais ou rápidas. os carrapatos duros). que não distribui “sangue” por artérias e veias aos tecidos. embora de igual importância à saúde pública. (1975). 1994). que está unida ao tórax pelo pescoço. Phthiraptera.. Possuem três pares de patas.a quitina – secretado pela epiderme. Ixodídeos. bem como um par de antenas. Exoesqueleto endurecido. formando anéis ou metâmeros: tergitos. São insetos metazoários de simetria bilateral cujo corpo é dividido em três metâmeros (regiões) distintos: a cabeça. Órgãos dos sentidos constituídos por antenas e pêlos sensitivos. Sexos ordinariamente separados. Neste contexto apenas duas Classes serão estudadas: a Insecta e a Arachnida. ectoparasitos de hospedeiros são encontrados permanentes sobre o hospedeiro (ex. os piolhos). Os ectoparasitas terão maior atenção nessa edição considerando que são organismos que habitam a pele (ou derivados desta). aspectos biológicos. corpo geralmente segmentado e articulado exteriormente. S. A cabeça. quitinoso. 2009. respiração do tipo traqueal. adaptadas a mastigação ou a sucção. os ectoparasitas podem ser divididos em grupos conforme seu habitat: os ectoparasitos de campo apresentam vida livre em maior parte do seu desenvolvimento de vida (ex. fisiologia. podendo ter efeito prejudicial na saúde destes (HOPLA et al. podem ou não apresentar asas membranosas. O estudo dos artrópodes constitui um capitulo importante na Parasitologia Animal. Ahid. Sistema circulatório aberto. De simetria bilateral. em alguns insetos a partenogênese pode ocorrer. sendo totalmente dependentes de seus hospedeiros para sua sobrevivência. possuir três pares de patas. tórax e abdome distintos e.

Tipo . pcerda em tufo. Tipos de apêndices cuticulares articulados: n.tufo palmado. k. Figura 1 .escama.Há casos que os machos e as Ahid. c. Tem sua estrutura formada por epitélio simples e membrana basal secretando a cutícula. o occipício. o segundo articulo o pedicelo e o terceiro o flagelo.microtríquia. visto que elas se apresentam diferentes nos machos e nas fêmeas. Para isso devem ser considerados: Tamanho .Morfologia Externa O tegumento (Fig.Esquema da cabeça de um artropoda.cerda simples. gustativos e tácteis. São apêndices moveis que podem funcionar como órgão olfativo. q. o. a gena.glândula dérmica unicelular. As estruturas se modificam conforme o hábito alimentar.abertura de glândula dérmica. m.M. e.exocutícula.As antenas dos machos geralmente são mais desenvolvidas. É possível o reconhecimento dos sexos de alguns insetos através das antenas. Figura 2 . lneurônio sensorial.M. na qual é formada por três camadas: a epicutícula.espinho. Uma antena típica é formada por artículos: uma basal o escapo. g.endocutícula. facúleo. Possuem 2 antenas (díceros) e apresentam formas e tamanhos variáveis. auditivos. os órgãos de ingestão de alimentos (mandíbulas e maxilas) e o sistema nervoso central (coordenação nervosa e memória). Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Na descrição morfológica da cabeça chama-se atenção para a parte alta.epicuticula. geralmente longo e constituído de sub-segmentos.membrana basal. a exocutícula e a endocutícula. Um pescoço curto une a cabeça ao tórax. Geralmente 1 par de antenas. Têm funções sensoriais e implantadas junto e adiante dos olhos. e a parte de trás.seta ou pêlo sensitivo.epitélio dérmico. 2) se encontram os órgãos dos sentidos (olhos e as antenas). Na região bucal o clípeo. 2009. Na cabeça (Fig. na qual prende a antena na cabeça.Esquema do tegumento dos insetos: a. i. d. b. jestruturas epicuticulares. o vértice. -7- . S. 1) constitui o revestimento protetor e a base de sustentação para os órgãos. h.. Lateralmente e abaixo dos olhos compostos. promove a forma do corpo e fornece base estrutural para os órgãos sensoriais.

h.Protorax. g. d. 2. dorsalmente. c. mosquitos e barbeiros). esses podendo ter acessórios articulados que são os palpos maxilares e os palpos labiais.escutelo.i – primerio. Em alguns dípteros. mosca).mosquito (Culicídeo). Estes estão localizados atrás de cada olho ou agrupados no vértice da cabeça. enquanto que nas fêmeas são filiformes. Geralmente estão apoiadas na ponta da cabeça. o mesotórax é o mais desenvolvido. C – Pulga (X. esses segmentos são facilmente identificados. picador-sugador (ex. 1B.mesotorax. B.Os apêndices articulados de todas as patas. cheopis). O tórax tem funções essenciais de locomoção. na área do clípeo. Ahid. nos demais ou foram fundidos ou modificados. possui três metâmeros: protórax. piolhos de aves). 6. cada com um par de patas. calcitrans).pré-escudo. f. 1.mesopleura. b.. na fêmea são dicópticos. Freqüentemente.Tórax de diferentes tipos de insetos: A. 3 – metatórax.: 5pleura.M. e os do tipo lambedor (ex. -8- . S.M. Por exemplo: nos machos de pernilongos as antenas são plumosas. As peças bucais se modificam conforme o hábito alimentar e são classificados em: mastigador (ex. A maioria dos insetos possui um par de olhos compostos.hipopleura. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.Mosca (S.. placas e depressões inervadas.esternopleura. pode-se distinguir o sexo pelo formato dos olhos compostos: no macho são holópticos.fêmeas possuem antenas de tipo diferentes. onde os olhos se tocam dorsalmente. dois pares de maxilas. e dois ou três olhos simples ou ocelos. Escleritos do Mesotórax: a. 2009. e. mesotórax e metatórax. nos quais são formados pela união de centenas de omatídeos. Encontra-se variadas estruturas sensoriais. As peças bucais são muito variáveis em tamanho e forma. 1A 1B Figura 3 . segundo e terceiro par de patas. derivam de 3 pares de apêndices: 1 par de mandíbulas.esterno. os olhos são separados. sob a forma de pêlos.escudo. por exemplo. Nas pulgas.1A. 4 –noto.

Morfologia Interna (Fig. chamado de balancin. Scsubcosta. localizado no abdome. através do bombeamento cardíaco. Figura 4 – Esquema teórico de uma asa de um díptero.Quando o inseto é alado. M1 a M4. O abdome habitualmente é formado pela união de 10 a 12 anéis. de acordo com sua origem embrionária: o Intestino anterior (estomodeu). Cba e Cbp. Estes apresentam um sistema de fechamento que regula a entrada de O2. A circulação da hemolinfa é feita por um tubo dorsal chamado coração. o tergo ou noto. o par posterior é atrofiado. sem auxílio da hemolinfa (sangue). A respiração é controlada pelo sistema nervoso central. reduzidas a um par nos dípteros. e posterior (proctodeu). Cada um está adaptado a um tipo de alimento. formando uma genitália complexa. nervuras radiais. intestino grosso e pelo reto. constituído por hemolinfa ou sangue do inseto. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 2009. As partes laterais são chamadas de placas laterais ou pleuras. O sistema nervoso: próximo ao esôfago existe um gânglio supra-esofagiano (cérebro). nervuras cubitais. Nos demais insetos existem dois pares de asas. ao nível da cutícula.M. em diversos orifícios (espiráculos). Esta ramificação é tão intensa de modo a permitir que as trocas gasosas sejam ao nível celular. que são órgãos excretores. Ao iniciar-se o intestino posterior. O intestino posterior é formado pelo intestino delgado. seguido por um tubo dirigido para o tórax denominado aorta. S. nervuras medianas. As asas podem faltar em alguns insetos como pulgas e piolhos. por exemplo. que circula do abdome para o tórax. papo e proventrículo. do qual partem duas cadeias de gânglios ventrais e destes numerosos filamentos nervosos que se ramificam por todo o corpo do inseto. relacionado com as funções de digestão e absorção dos nutrientes. apresentam também órgãos auditivos e quimioreceptores. Ahid. Nos dípteros. 5) Quase todos os materiais orgânicos são alimentos para os insetos. notamos os tubos de Malpighi. cerdas e antenas tácteis. 4) se fixa no mesotórax e o posterior no metatórax. R1 a R5. An1 e An2. -9- . representada pelo ovipositor. a genitália é mais simples. o par de asas anterior (Fig. Cada segmento torácico é formado por um arco dorsal. As glândulas salivares abrem-se na boca. com nomenclatura das veias: C-costa. nas fêmeas. O sistema circulatório é aberto. O sistema digestivo pode ser divido em 3 partes. esôfago. banhando todos os órgãos da cavidade geral ou hemocele. nervuras anais. que é permeável: Os espiráculos respiratórios abrem-se lateralmente no tórax e abdome podendo existir 2 a 10 pares. São formadas por nervuras ou veias de sustentação e células. Em insetos ou larvas aquáticas ou que vivem em ambiente úmido.. faringe. As traquéias abrem-se para o exterior. o médio (mesêntero) ou estômago. O sistema respiratório formado por de tubos e traquéias que se ramificam por todo o inseto.M. os anéis estão adaptados para apreensão da fêmea durante a cópula. hemípteros e coleópteros. e outro ventral o esterno. O sistema sensorial é representado pelos olhos (simples e compostos). No macho. O primeiro é formado pela boca. além da respiração traqueal existem trocas gasosas através da cutícula. sendo que os últimos adaptados para as funções reprodutoras. o ânus abre-se no último segmento. e dar equilíbrio ao inseto durante o vôo. O formato e posição das nervuras e células são extremamente importantes na classificação. a saída de CO2 e a perda de água.

M. Os machos possuem 1 par de testículos que se comunica pelos vasos deferentes com as vesículas seminais. mmesestero (estômago). Nas fêmeas. co. ao. CSalcanal salivar. i. .M. Este fenômeno. após a cópula.Figura 5 .lábio. gs.comissura do tritocérebro. sendo pouco freqüente a reprodução a partir de fêmeas virgens (partenogênese).gânglio supraesofagiano. r. e estas com o ducto ejaculatório que está ligado ao órgão copulador (edeago ou pênis).faringe. os. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. t. o método de reprodução usual é o cruzamento entre o macho e a fêmea. no tórax e nas pernas são caracteres que muitas vezes permitem distinguir o macho da fêmea. Fa. lo. a abundância de pilosidade sobre o corpo. junto desta a espermateca (reservatório de espermatozóides). tM. os ovários se comunicam com a vagina por meio dos ovidutos. d.ostíolo. a. pulgões dos vegetais e alguns outros insetos.vaso dorsal.boca. pi-piloro.detalhe da câmara do coração mostrando a direção da entrada da hemolinfa. 6). a coloração mais viva e variada.10 - . p-papo. gsb. C’.tritocérebro. cop.lóbulo óptico. Assim. CGV. pr.reto.esôfago. pt. VD.coração. DSal.proventrículo. apesar de poder haver hemafroditismo e partenogênese.aparelho digestivo. cadeia ganglionar ventral.glândula salivar.aorta. Ahid. Na vagina se abrem os ductos das glândulas acessórias e do receptáculo seminal. C. S. inicia-se o ovipositor. Eo.. 2009.tubos de Malpighi.Representação diagramática de anatomia interna de insetos: A.protocérebro. Lb.deutocérebro. Dimorfismo Sexual (Dióicos): nos insetos os sexos são sempre separados. ducto salivar. o. o tamanho menor. terminando este na abertura genital. Bsistemas nervoso e circulatório. Tanto nos machos como nas fêmeas o conjunto de peças que forma o aparelho copulador recebe o nome de genitália (Fig. havendo em alguns casos dimorfismo sexual bastante acentuado. OC.ílio.olho composto. O sistema reprodutor. B’. cmceco do mesêntero. GS. a presença de estruturas aberrantes na cabeça. com as setas indicando a direção de deslocamento da hemolinfa. A fecundação das fêmeas se processa com a cópula.detalhes do gânglio supra-esofagiano. no qual os machos não interferem se verifica com as abelhas.gânglio subesofagiano.anus. cot.comissura paraesofágica.sistema circulatório. formigas.

aqueles que sofrem metamorfose chamada incompleta (hemimetábolos) e aqueles que sofrem metamorfose chamada completa (holometábolos).Aparelho reprodutor feminino: g.A – Aparelho reprodutor masculino de um inseto: a . vivem no mesmo ambiente e têm o mesmo hábito alimentar do adulto (ex: Hemiptera .oviduto. o inseto sofre depois que sai do ovo. S. A maioria das fêmeas é ovípara. Os insetos ametabólicos são aqueles que ao saírem do ovo já apresentam todos os caracteres da forma adulta.barbeiros). ninfa e adulto.espermateca. as pulgas. os mosquitos. Ahid. de um estado pupal entre a fase de larva e de adulto. metabólicos. c vesícula seminal. Os besouros. reguladas por hormônios. e se processa de duas maneiras: sem metamorfose (ametábolos) e com metamorfose (metábolos). entretanto. pois as fêmeas em vez de eliminarem ovos. f. 2009. as vespas.pedicelo. k – ovaríolo maduro. eliminam a prole já em estado de larva e. compreendem dois grandes grupos. em que as mudanças de pele conduzem a um estado pupal antes do adulto. e . B .pênis. a reprodução é. as abelhas. em fase bastante adiantada. i. na generalidade dos casos. d . costuma-se dar a estas a denominação de Lagartas). porém as ninfas têm um desenvolvimento gradual. mudando de pele apenas para crescer. caracterizando por extraordinária fertilidade. as formas jovens são semelhantes aos adultos. .M. l. b . j – ovaríolo. 7). às vezes. em que os ovos permanecem no interior do organismo materno até o embrião se achar bastante desenvolvido. O formato dos ovos e o local escolhido para a ovipostura são tremendamente variáveis.testículo. o que não se verifica no outro caso. caracteriza a metamorfose completa. portanto. as formigas. bissexuada. h.11 - . Nos insetos de metamorfose incompleta não existe estado pupal porque as mudanças de pele conduzem diretamente em forma adulta.canal ejaculador. Há ainda aqueles que sofrem metamorfose gradual (paurometabolia) quando os insetos passam pelas formas de ovo.. Todas as formas jovens dos insetos de metamorfose completa são chamadas de larvas (no caso das borboletas e mariposas. o inseto sofre várias modificações complexas. Desde ovo até adulto. Ciclo Biológico Entre os insetos. Nestes casos são larvíparas. As formas jovens dos insetos de metamorfose incompleta são chamadas de ninfas. as moscas. Existem casos.ovário. No desenvolvimento pós-embrionário (Fig.glândula acessória. as borboletas e as mariposas são insetos de metamorfose completa.canal deferente. isto é. n. A existência. Os insetos que sofrem metamorfose.M. m – glândula acessória. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.Figura 6 .vagina.

Tipos de ciclos evolutivos: Holometábolo e Hemimetábulo. cúbito (Cu) e anal (A). Ahid. Algumas são importantes por serem ectoparasitas. conhecida como insetos. Adultos: corpo é dividido em três segmentos cabeça. Em alguns casos o aparelho bucal é atrofiado. 2009. um par de olhos compostos.12 - .8). Às vezes apresenta junto à base da asa. . Classificação simplificada das Classes e as Ordens de importância veterinária: Classe Insecta. tórax e abdome (Fig. Mesotórax mais desenvolvido que o pró e metatórax. as primarias chamadas de Costal (C). Compreende uma variedade de insetos de tamanho pequeno ou grande.. É onde estão situadas as patas e asas membranosas. Siphonaptera (pulgas). um a três ocelos e o aparelho bucal. Classe Arachnida Acarina (carrapatos e ácaros). subcostal (Sc). é o caso do Dermatobia hominis (mosca do Berne). um par de antenas. a caliptra. média (M). Morfologia externa e sistemática. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Todas as espécies são holometabólicas. cujas ramificações se conectam e formam áreas denominadas células.M. Os do tipo pungitivo são hematófagos ou entomófagos e classificados como sendo picador-sugador. Hemiptera (barbeiros). enquanto em outras. Cabeça distinta do tórax. rádio (R). que vivem das reservas acumuladas durante a fase larvar. ORDEM DIPTERA: Essa ordem de insetos contém todas as moscas. na parte posterior. no inseto adulto. tórax e abdome bem definidos providos de aparelho bucal de acordo com o habito alimentar (pungitivo ou não) e um único par de asas. se caracterizam por possuírem um par de asas funcionais.M.Figura 7 . As asas membranosas apresentam as estruturas chamadas veias. mosquitos e mutucas de importância veterinária. um lobo acessório e dobrado sobre si mesmo. S. Ordem Diptera (moscas. exsudatos e material orgânico em decomposição. líquidos vegetais extraviados. vivendo de nectar de plantas. são as larvas que parasitam os tecidos do hospedeiro ou por serem vetores de doenças. mosquitos e mutucas) Phthiraptera (piolhos). com cabeça. O tipo não-pungitivo o aparelho bucal destina-se apenas a sugar.

A subordem NEMATOCERA inclui os dípteros pequenos. 1938).M. O tórax composto pelos segmentos protórax. Entretanto. Os adultos possuem antenas filiformes e longas (Fig. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Esta subordem contém sete infraordens. Biologia: são quase sempre ovíparos. Os adultos nascem como ortorrafos.cabeça. que são mosquitos pequenos com apenas uma subfamilia de importância veterinária. mesotórax e metatórax. apresentam cabeças distintas (eucéfalas) e pupas moveis. O desenvolvimento embrionário ocorre dentro do ovo.. algumas famílias como a Sarcophagidae. Asas geralmente longas e estreitas. As fêmeas com poucas cerdas nas antenas e machos com muitas cerdas. A. os ovos desenvolvem-se e eclodem no oviduto e a fêmea deposita larvas de primeiro estagio. Em geral as larvas necessitam de ambientes úmidos e passam por 3 a 5 estádios antes de puparem. quetotaxia.13 - . . quetotaxia. B.M. com uma sutura transversal. 2009. Atrás do escutelo encontra-se o escudo formado por um lobo convexo bem desenvolvido. vista dorsal.Figura 8 . podendo estar ausente em algumas famílias. Phlebotominae. Os ovos são postos na água ou próximos a ela.Tórax. arranjados em triangulo. Possuem um par de espiráculos respiratórios mesotorácico (anterior) e um par posterior metatorácico. Aquelas fêmeas capazes de maturar os ovos sem uma alimentação inicial protéica são denominadas autógenas. Larvas são ágeis. com mais de seis artículos semelhantes exceto o escapo e o pedicelo. Classificação: é baseada em estudos filogenéticos nos DIPTERA desenvolvidos por Hennig (1973) reconhecendo duas subordens: NEMATOCERA e BRACHYCERA. A maioria dos dípteros fêmea tem necessidade de receberem uma alimentação protéica antes de iniciar produção de ovos (anautógenas). 9). uma anterior e outra posterior. com três olhos simples. depositando seus ovos em substratos diversos. A infraordem Culicomorpha inclui os mosquitos. duas das quais são hematófagas: Psychomorpha e Culicomorpha. Quase toda a superfície do tórax formada pelo escudo do mesotórax e este dividido em parte em duas partes. Na Psychomorpha estão os Psychodidae. Apenas as fêmeas são parasitas e possuem peças bucais do tipo picador-sugador. C.Tórax.Morfologia externa de Diptera Cyclorrhapha. cabeça bem definida nos Nematocera e reduzida na Brachycera. mosquitos e borrachudos. vista lateral (Adaptado de Pinto. borrachudos e vários outros nematoceras. vista frontal. As larvas são ápodas. S. Ahid. Na maioria dos machos os olhos são holópticos e as fêmeas dicópticos.

uma estrutura chamada de arista.escapo. 2009. A primeira possui as famílias Phoridae e Syrphidae de pouca importância veterinária. .M. Os adultos de Schizophora apresentam uma sutura ptilineal e são classificados em duas subseções: Calyptratae e Acalyptratae. Es.pedicelo. As antenas geralmente possuem três segmentos.14 - . SUBORDEM BRACHYCERA MUSCOMORPHA (=Cyclorrhapha) A Muscomorpha inclui as moscas. As larvas acéfalas são moveis e vermiformes e desenvolvem o pupário (imóvel) de onde o adulto emerge.Figura 9 . 10. A-arista. tais como as mutucas. mosca-domestica e moscas-dos-estábulos. A pupa pode ser móvel ou dentro de pupário. Aschiza e Schizophora. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.estilo.Características das antenas dos dípteros Brachycera Muscomorpha.Características das antenas dos dípteros Nematocera. F. Ahid. A subordem BRACHYCERA é enorme. Suas partes constituintes: E. Os olhos compostos são grandes e nas fêmeas são dicópticos e dos machos holópticos. An. As famílias de importância veterinária encontram-se na infraordem MUSCOMORPHA e da infraordem TABANOMORPHA. A larva possui cabeça reduzida e retrátil.M.. É dividida em duas seções.Características das antenas dos dípteros Brachycera Tabanomorpha. Os ocelos localizam-se entre os olhos compostos e servem para dar a sensação de claro e escuro. Figura 11 . S. apresentam dípteros de corpo robusto. palpos com um ou dois segmentos (Fig. Nesta quando semelhante a uma pena é denominada de plumosa ou quando em forma de cerda é denominada de nua.anelações. Figura 10 . na qual os adultos possuem no terceiro articulo antenal. Existem 2 tipos básicos de aparelho bucal nos Muscomorpha: o tipo lambador (mosca domestica e varejeira) e do tipo picador (mosca-dosestábulos e mosca-dos-chifres). P. 11).flagelo.

labela com pseudotraquéias (liquefaz o alimento sólido). Os Acalyptratae não tem um sulco no pedicelo e a caliptra pouco desenvolvida. 12. quatro faixas negras no mesonoto. mas se nutri de secreções e são atraídos por feridas. CALYPTRATAE: MUSCIDAE Inclui moscas de tamanho médio. 5. Hippoboscoidea e Oestroidea. Compreendem os gêneros de aparelho bucal funcional. Quarta nervura longitudinal da asa recurvada formando um cotovelo. L3).Mesonoto. Fig. 2 ou 3 aberturas. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Possui reflexos amarelados no abdome.esternopleurais. na extremidade anterior possui ganchos (para captar alimentos) e na posterior possui estigmas respiratórios com 1.grupo de cerdas umerais.M.mesopleurais. Três estágios larvares. 1q4hipopleurais e 15. 12). 10. 7. Os adultos têm cerca de 5 mm de comprimento e possuem cor cinza.metapleurais. 9acrosticais.interalares. 2009. M1 geralmente curvada para a margem anterior da asa. L2. 6. sendo que a larva é vermiforme e geralmente é esbranquiçada. Abdome com uma grande área amarelada lateralmente. Stomoxys calcitrans (mosca-dos-estábulos) e Haematobia irritans (mosca-dos-chifres).A Calyptratae apresentam um sulco bem definido no segundo segmento antenal (pedicelo) e uma caliptra. S.pós-alares. 4. 13. Oestridae.escutelares. subdividido em pré-escudo..15 - .dorsocentrais. Antenas pretas com arista plumosa (cerdas dos dois lados. Cuterebridae e Gasterophilidae. A Muscoidea contem 2 famílias Muscidae e Fannidae. Abdome acinzentado.supra-alares. 11. são divididos em 3 superfamílias Muscoidea. Musca domestica: Não são parasitos obrigatórios. . B.propleurais. algumas de cor azul a verde metálica.pós-umerais. 3notopleuras. Figura 12 – Denominação de cerdas em tórax de mosca: A. 2. escuras (Fig. Tórax com quatro listras longitudinais. 13). A larva. os Hippoboscoidea duas famílias Glossinidae e Hippoboscidae.pré-suturais.M. Aparelho bucal: com palpos médios. em ângulo reto. escudo e escutelo. corpo cinza a amarelo escuro. apresenta pouca importância veterinária. Ahid. 8.Aspecto lateral do tórax: 1. e os Oestroidea apresentam Calliphoridae. Os Calyptratae de importância medico-veterinário. A maioria das moscas de importância veterinária pertence a essa subseção. A família apresenta uma subfamília Muscinae com os gêneros de interesse a Musca domestica (mosca doméstica). Arista nua ou plumosa. de acordo com a fase larvar (L1.

espiráculo posterior.3 a 4 dias. 2) Hospedeiro intermediário de endoparasitos como Habronema em cavalos e Raillietina em aves. medem de 4 a 7 mm de comprimento. Os adultos são hematófagos. 2009. 16).8 a 12 horas e 23o a 26oC .placa espiracular. cuja forma e estrutura dos estigmas têm abertura em forma de m (Fig. com três manchas escuras no segundo e no terceiro segmentos Ahid. Asa. quando de suínos leva 7 dias para ir de L1 a L3. Giardia e helmintos como Taenia sp e Dipylidium. Para observar tais estruturas. 14).16 - . colocar esse fragmento sobre uma lâmina (pode ou não colocar lamínula) Importância: 1) Transporte forético de microorganismos que levam à febre tifóide.A postura é feita 4 dias após a cópula e são depositados 75 a 150 ovos por vez. Os três instares larvais nutrem-se de matéria em decomposição. deve-se: cortar com tesoura o último segmento larvar. Na extremidade posterior observam-se os espiráculos respiratórios. de picadas dolorosas. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Abdome mais curto e mais largo que a mosca domestica. As larvas cilíndricas são segmentadas e esbranquiçadas. disenteria. É também veiculadora de ovos da Dermatobia hominis. Stomoxys calcitrans: “mosca-dos-estábulos”.tubérculos anais. Figura 15 . A postura é feita nas fezes ou em matéria orgânica em decomposição. Com 4 faixas longitudinais no tórax.M. c. d. S. mas no verão leva 4 a 5 dias. O período pupal é de 14 a 28 dias. pontiagudas e possuem um par de ganchos (Fig. f. De distribuição mundial. . Figura 14 – larva de Musca domestica. Figura 13 – M. e de protozoários como Entamoeba.. em fezes humanas leva duas semanas e em lixo leva três semanas. A incubação é de 24 horas.M. são vetores de protozoários e helmintoses dos animais (Fig.área espinhosa ventral.espiráculo anterior. sendo que em 25o a 35oC .Placas estigmáticas e respectivos estigmas respiratórios das larvas maduras de alguns muscoides importantes. e.papila cefálica. com a veia 4 formando um cotovelo. 15). domestica: Peças bucais sugadoras. cólera e mastite bovina. b. a.

têm cerca de 4 mm de comprimento (Fig. Asa membranosa. Haematobia irritans: são os menores mucideos hematófagos. A probóscida mantém-se para frente e os palpos são muito mais grossos do que da S. 17). Foi registrada no Brasil pela primeira vez em Roraima entre os anos de 1877 e 1978 (VALÉRIO & GUIMARAES. com postura media de 20 a 50 ovos cada.abdominais. Estima-se que as perdas de produção de leite e carne chegam de até 20% pela ação direta do parasitismo por Stomoxys.M.Peças bucais picador-sugador da mosca dos estábulos S. A interrupção da alimentação facilita a transmissão mecânica de tripanossomos e outros patógenos. 18). As larvas de Musca e Stomoxys são distinguidas pelos espiráculos respiratórios.. mas também em ambientes fechados onde se encontram os animais estabulados. De cor cinza com diversas listras escuras no tórax. com 3 aberturas em S. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Ciclo: ambos os sexos são hematófagos e ingerem sangue varias vezes durante o dia. calcitrans e alargados apicalmente. domestica. 1983). Os adultos vivem cerca de um mês. O aparelho bucal projetada para frente é suficiente para distinguir da M. Cada fêmea pode depositar de 60 a 800 ovos. circundando um botão central. As formas adultas emergem do pupário em torno de 30 dias (Fig. nos quais são depositados. A perda de sangue devido ao Ahid. inclusive funciona como hospedeiro intermediário do helminto Habronema. espiráculos escuros.17 - . Figura 16 . em matéria orgânica em decomposição e eclodem em quatro dias. As moscas do chifre são de distribuição mundial e temos bovinos e bubalinos como principais hospedeiros. preferem ambientes ensolarados e picam ao ar livre. O transporte rodoviário de animais infestados foi o fator que mais contribuiu para a disseminação desta praga pelo território nacional. S. 2009. calcitrans.M. Figura 17 – Ciclo biológico da S. São necessários em torno de 3 minutos para completar sua alimentação. No hospedeiro fica na posição da cabeça para baixo. Possuem três estágios larvais. . calcitrans Importância: Durante a alimentação produzem ação irritativa devido aos pequenos dentes existentes na extremidade das peças bucais. são saprófagas.

Asas hialinas.20). Arista plumosa (principalmente nos 2/3 basais). de modo geral azulados. celula apical (R5) estreita. pós-escutelo ausente ou pouco desenvolvido. duas das quais são causadoras de miíases no homem e animais: C. eclodem em 20 a 24 horas e em 4 dias já podem iniciar a pupar (fora ou dentro do bolo fecal). Figura 19 – Ciclo da Haematobia irritans. Podem transmitir o filarídeo cutâneo dos bovinos (Stenofilaria stilesi). Cochliomyia spp. Lucilia. com reflexos metálicos. Abandona brevemente o hospedeiro para acasalar e realizar ovipostura. Ahid.Vista lateral da cabeça de fêmeas de S. Ovos são castanhos avermelhados e postos quase que exclusivamente em fezes frescas de bovinos.ataque dessas moscas é considerável. violáceos. irritans (B) A H. CALLIPHORIDAE Morfologia: dípteros de medio a pequeno porte. palpos filiformes. 1999 ( GUIMARÃES et al. de preferência pelo dorso. 19). Escudo podendo apresentar tres faixas pretas longitudinais. nervura basicosta de cor preta e sem pêlos na base (Fig. 12). Seis a 8 dias inicia a emergência dos adultos e ficam sob os hospedeiros alimentando-se. esverdeados ou cúpreos. hominivorax. Duas cerdas notopleurais (Fig. Existem 5 espécies. 2009. este gênero inclui a “moscas da bicheira”.. calcitrans (A) e da H. Califorídeos de tamanho médio.M. Chrysomya e Calliphora são de importância veterinária por serem produtoras de miíases. Diferem dos Muscidae por apresentarem uma fila de cerdas merais e dos Sarcophagidae pela coloração metálica e por apresentarem 2 cerdas notopleurais. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Cabeça. que devem ser diferenciadas por chaves dicotômicas segundo Guimaraes & Papavero.18 - . Quarta veia longitudinal (M) fortemente curvada distalmente. S. raramente três. abdome e ao redor da cabeça. Os gêneros Cochliomyia. “vareja” ou “mosca varejeira”. Esta familia é conhecida pelas moscas varejeiras. Figura 18 .M. lado do tórax. porém raramente fechada distalmente. . irritans permanece sobre o hospedeiro dia e noite. com palpos e antenas amarela ou alaranjada. 2001). Causam irritação e a ferida causada durante a sucção de sangue atrai outras moscas causadoras de miíases. macellaria e C. cor verde-metálico ou azul esverdeado. Caliptra bem desenvolvida. Escudo com três faixas pretas longitudinais bem visiveis. Cada fêmea pode produzir de 100 a 200 ovos (Fig.

2009. A duração do periodo pulpar varia de 7 dias no verão e 3 semanas no inverno. As larvas se desenvolvem por 4 a 10 dias. 22). não pigmentados. macellaria: troncos traqueais principais claros. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. As moscas são ativas. instalando uma miíase primária. S. margem posterior do segmento 11 com um anel completo de espinhos. isto é parasitam obrigatoriamente tecidos vivos. são invasoras secundarias de ferimentos. hominivorax. A maior parte destas características pode ser observada e terceiro estádios. Os troncos traqueais principais pigmentados de negro atingindo a distância de 3 a 4 segmentos. . 21). coloração verde-brilhante. espiráculos anteriores geralmente com 8 a 11 digitos e parede ventral da faringe com estrias longitudinais. Suas larvas são semelhantes as da C. margem posterior do segmento 11 apresentando espinho ventralmente.. voando grandes distâncias a procura da materia orgânica animal em putrefação (Fig.M. Ahid. lixo. As fêmeas copulam uma única vez e depositam seus ovos em torno de 5 a 10 dias após sua emergência. Semelhante a C.19 - . espiráculos posteriores maiores. separando-se destas por apresentarem os troncos traqueais com pigmentação intensa somente na proximidade dos espiráculos posteriores. espiráculos anteriores geralmente com 7 a 9 digitos e parede ventral da faringe lisa. mas poderá invadir orificios naturais e produzir miíases cavitárias (Fig. Abdome sem manchas laterais quando observada dorsalmente.Figura 20 – Asa de C. C. hominivorax. espiráculos posteriores pequenos. As larvas são biontófagas. formando duas manchas visiveis sob a incidência de luz.M. As larvas poderão ser identificadas através de uma combinação de características. geralmente cutânea. C. alaranjado ou castanho. cadáveres e outros tipos de materia orgânica em decomposição. em tecidos necrosados dos ferimentos (necrobiontófagas). hominivorax possuem a coloração azulada ou azul-esverdeada e se distingue das demais do genêro por possuirem pêlos pretos na extremidade inferior da parafrontalia e esclerito subcostal preto. Figura 21. abandona a ferida e vão pulpar no solo. As fêmeas depositam seus ovos (40 a 250). hominivorax. quarto tergito abdominal com áreas laterais apresentando pilosidade clara. As fêmeas depositam de 200 a 300 ovos em massas compactas (a cada 3 dias) sobre a pele ao redor de feridas ou qualquer lesão. Occipício das fêmeas geralmente vermelho.ciclo biologicos de algumas moscas verejeiras. cabeça amarelo-alaranjada.

Os adultos são ectoparasitas permanentes e alimentam-se de sangue de ovinos e caprinos. Melophagus ovinus.Vista dorsal dos segmentos posteriores da Larva III. Figura 23a . macellaria. antenas com 3 segmentos alojada me uma fosseta antenal. Possuem espiráculos protorácico de cor branca (C. corpo peludo.. as larvas são saprófagas. cuprina e L.larva de C. vista lateral: B – larva de C. As larvas se alimentam de tecido necrosado: L. A fêmea deposita os ovos nos pêlos dos animais e o adulto emerge após 22 dias (Fig. vista frontal: A. Albiceps (AHID. proepisterno e prosterno pilosos. Lucilia (Phaenicia). Caliptras inferiores pilosas em toda sua extensão. mostrando troncos traqueais não pigmentados. são moscas picadoras. olhos pequenos e ocelos ausentes. esclerito subcostal sem pêlos. com reflexos metálicos. 24). com o pseudocéfalo à esquerda. De cor ferruginosa. eximia. são ápteros e também não possuem balancins. Ahid. megacephala). hominivorax. responsaveis pelas miíaes nas ovelhas em todo o mundo. sericata. no segundo segmento e os espinhos (es) estão em destaques.C. Apresenta cor bronze ou azul. 2008) HIPPOBOSCIDAE São moscas hematófagas de aves e alguns mamíferos. achatado dorsalmente. 23a). . foi registrada causando miíases em cães e gato doméstico no Brasil. A taxonomia desse gênero inclui chaves para adultos e larvas. B. conhecidas com “falso carrapato dos ovinos”. Olhos vestigiais ou ausentes. cabeça pequena e justaposta ao tórax.M. com fortes garras adaptadas para se fixar em pêlos ou penas dos hospedeiros. cabeça encaixada no torax. tubérculo ocelar alcançando quase 1/3 da distância entre o vértice e a lúnula. A. 23b – Vista lateral de C. Chrysomya (Fig. macellaria. A especie L. com as caracteristicas que a diferenciem da espécie anterior.Cabeça de C. L. escudo com 3 cerdas dorsocentrais pós-suturais. albiceps) (23b) ou castanho (C.macho. 2009. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Apresentam corpo largo. antenas nua e não possuem arista.fêmea (DE JAMES. hominivorax. palpo clavado.20 - . algumas vezes causadoras de miíases primárias e secudárias. S. arista com plumosidade longa.Figura 22 . 2 a 3 acrostais pós-suturais. 1948).M. com pêlos curtos. megacephala. As larvas eclodem dentro da fêmea e desenvolvem-se até a larva III e só a libera proxima a pupação. mostrando troncos traqueais pigmentados. olhos nus. escudo sem faixas transversais distintas. são larvíparas. os espiráculos anteriores (ea). Segundo esquema. São moscas sinantrópicas.C. Abdome sem cerdas dorsais e segmentos 4 e 5 com longas cerdas marginais. B. C. Pernas desenvolvidas. eximia.

possuem olhos pequenos separados nos dois sexos. GASTEROPHILIDAE. Asas bem desenvolvidas. Pupa no solo. ovinus. uma miíase cavitária. macho. Forma adulta não se alimenta e são abundantes durante o verão.21 - . tórax castanho-escuro. Pseudolynchia canariensis. 25). mas não evolui). Apostila Didática em Entomologia Veterinária.. elefantes. Olhos compostos pequenos e ocelos ausentes. . ocasionalmente humanos (L1 penetra na pele. alimentando-se de secreções das glândulas acessórias do útero. As fêmeas são larvíparas. Tem como hospedeiros os eqüinos. Logo após a larviposição e pupam em terra seca. (B) asa. em seguida para L3 e ficam por 10 a 12 meses. asas pequenas. claras e transparentes. A B Figura 25 – A . sofre ecdise para L2 que migram para faringe e são deglutidas. S.Figura 24 – ciclo biologico e exemplares da mosca dos ovinos. de coloração amarelo-castanha. que evolui em 20 a 35 dias. A L3 abandona hospedeiro espontaneamente junto às fezes. onde ficam 3 a 4 semanas em galerias entre dentes molares. abdome castanho anterior.M. preto com pilosidade. B. preto mediano. As larvas desenvolvem-se no interior de fêmeas. Os adultos vivem de 14 a 20 dias. Pernas anteriores e médias mais curtas que as posteriores.M. São importantes por transmitirem o hemoprotozoário de pombos Haemoproteus columbae. ficam presos em pêlos de 3 a 4 dias até eclodir. cor escura e pilosa. A L1 migra para a boca. vista dorsal. 26). Os adultos vivem em média 45 dias e sugam sangue 2 vezes em 24 horas. Ahid. Fronte e vértice largos. rinocerontes. (A) face dorsal do macho. Ciclo: Ovipostura (400 ovos durante a vida) nos dias mais quentes e feitas nos pêlos. com reflexos dourados dorsais. 2009. Os ovos são operculados.P. Cria-se principalmente em pombos novos.M. cabeça mais ou menos esféricas (Fig. Ocorre em todo o Brasil. Gasterophilus nasalis (Fig. Causa Gasterofilose. asininos. canariensis.

Antenas curtas. A mosca adulta não se alimenta e não vive mais que 30 dias. Das pupas emergem os adultos em um período de 3 a 8 semanas.22 - . possui peças bucais atrofiadas.Figura 26 – G. prostração.M. nasalis no piloro e duodeno. permanecem no hospedeiro por 1 mês ou ao longo do periodo do inverno. A. Esfregar com escova ou pano com água a 50ºC as partes do corpo onde são depositados ovos a cada 4 dias. Migração pela faringe. Larvas no piloro podem obstruir ou dificultar passagem alimentar Profilaxia: Água aquecida (50ºC) provoca eclosão de larvas. Paredes lavadas de 4 em 4 dias com água aquecida. As larvas de aspecto cilíndrico.adulto. Eliminar ovos aderidos aos pêlos através de raspado ou tosquia (longe do ambiente onde eles ficam). Tem as seguintes localizações habituais: G. C-larva. Causam a oestrose nos ovinos e caprinos. 2009. São larvíparas. nasalis: A-fêmea. Estabular animais nas horas quentes. Há migração subepitelial assintomática. B – larva.27). amarelo-cera. arista nua. G. espécie). apresenta espinhos somente na face ventral e com faixa transversais escuras cada uma com várias séries de espinhos. Ahid. Permanecem na forma pupar por 20 a 35 dias e tem aspecto semelhante à larva. D-placas estigmáticas. No último segmento estão as placas estigmáticas em forma de D. Célula apical fechada. Abdome apresentando pêlos finos e longos na face ventral e extremidade distal. e o G. possuem cor esbranquiçada e abandonar em forma de L3 para pupar no solo. As larvas. intestinalis no cárdia. Com uma ou duas séries de espinhos por segmento (dep. Larva III. Figura 27 – Oestrus ovis. S. com face dorsal convexa. haemorrhoidalis pode fixar no reto. Em infestação maciça pode cursar com alterações digestivas: apetite caprichoso e inconstante. Cada fêmea pode pôr até 500 larvas. B-ovo aderido a um pêlo de eqüino. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Patogenia: No início da miíase não há sinal evidente. cabeça larga. As moscas ao se aproximarem provocam correria e pânico – pode levar a fraturas. cólica. esôfago e estômago pode causar irritação local. .. com região posterior avermelhada. Inseticidas em pulverizações OESTRIDAE Oestrus ovis: mosca de tamanho médio (Fig.M. espiráculos posteriores com diferenciação pelos espinhos. e depositam suas larvas em vôos rápidos próximos as narinas. palidez de mucosa. C – placas estigmáticas. As larvas são parasitos obrigatórios de seios nasais de seus hospedeiros e se alimentam de secreção da mucosa inflamada. de 20 mm. extremidade anterior atenuada e a posterior truncada. emagrecimento.

SARCOPHAGIDAE Moscas grandes. geralmente com a porção basal alargada. além de postura de ovos pela C. . o que determinar o estabelecimento de miíase primária. apresentam interesse veterinário. stress. podem ocorrer infiltração bacteriana e formação de abcessos subcutâneos. sendo os bovinos e caninos os hospedeiros preferenciais. Célula apical da asa fechada. com 3º segmento alongado freqüentemente constituído de anéis não articulados entre si. É provocado pela larva dessa mosca. conhecidas como mutucas.M. 28a). trisegmentadas. Na subordem Brachycera. de forma muito variável. tórax com três faixas longitudinais pretas e abdome xadrez preto e branco. A infestação dos animais por estes parasitos acarreta a perda de peso. e em feridas (necrobiontófagas) ocasionado miíases secundarias. CUTEREBRIDAE Dermatobia hominis: O berne é um parasito de animais domésticos e silvestres e em alguns casos o próprio homem. em locais que tenham material animal em composição. caliptras bem desenvolvidas. por exemplo. Ocasionalmente. de cor cinza.6 a 3 cm. As fêmeas são larviparas e podem pôr até 50 ovos de cada vez. Ahid. Larvas carnívoras vivem em material de origem animal em decomposição. célula anal fechada ou contraindo-se antes da margem da asa. TABANIDAE São chamados de mutucas ou mosca do cavalo. aparelho bucal do tipo lambedor e sugador (Fig. a mosca doméstica que pode carregar mais de 30 ovos aderidos ao seu abdome. Olhos desenvolvidos. cujas larvas ao eclodirem penetram no tecido subcutâneo permanecendo por um período como miíase furuncular. Abdome xadrezado. De cabeça semi-esférica. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. em casos de alta infestação. apenas a família Tabanidae.23 - . Célula discal quase sempre presente. são moscas robustas medindo de 0. SUBORDEM BRACHYCERA INFRAORDEM TABANOMORPHA São adultos dípteros com antenas mais curtas que o tórax. depreciação da pele e. 2009. Presença ou não de ocelos afuncionais.M. O inseto vetor ao pousar em um animal acaba deixando alguns ovos da mosca do berne. cadáveres (necrófagas). hominivorax. pode levar a morte do animal. Antenas com 3 segmentos e o flagelo apresenta anelações que são projetadas para frente. A fêmea oviposita em outras moscas ou mosquitos que carregam seus ovos até o hospedeiro.. Palpos com 1 ou 2 segmentos. Somente as fêmeas são hematófagas e os machos (holópticos) desprovidos de mandíbulas se alimentam de néctar. Palpos com dois segmentos. S.

vista dorsal. Após o repasto a fêmea põe lotes de várias centenas de ovos sobre plantas aquáticas. A pupação se dá no mesmo lugar das larvas. 2009. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. coloração variando de castanho-cinza até preto-escuro.adulto). O número de ovos e período de incubação variável (PI = 10 dias a 8 meses).24 - .. porém procuram locais menos encharcados. 29). Figura 28b – Chrysops laetus: fêmea. pode apresentar padrões de faixas ou manchas. Caliptra grande. mostrando a morfologia geral Tórax grande. . A oviposição ocorre tanto em ambiente aquático como úmido (pantanoso e troncos podres).M. Asa com terceira nervura longitudinal bifurcada (R4 +5). S. em função da espécie. Na falta de alimento podem atacar animais e humanos. Corpo sem cerdas. Passam por 8 estágios larvares. O período pupal é curto. clima e quantidade de alimento (L1 a L8 varia de 30 dias a 1 ano). As larvas dos tabanídeos são acinzentadas e cilíndricas.M. algumas podem ser amareladas. As pupas (Fig. sobre o musgo que recobre as pedras marginais dos rios. Escutelo sem espinhos. Biologia: são holometábolos (ovo – larva . córregos e lagoas em troncos de árvores cheios de detritos vegetais. verde ou azul metálicas.Cabeça. apresentam o corpo com sete segmentos e oito pernas falsas. com espinhos na nervura costal da asa. sendo que o desenvolvimento é bem variável. caem na água e completam o seu desenvolvimento no lodo do fundo d'água (se enterram).Figura 28a . As pupas são moveis de cor castanha segmentos torácicos e abdominais visíveis. 28b). Em clima quente o ciclo dura 4 meses. As larvas ao eclodirem.pupa . mesonoto desenvolvido. 31) são parecidas com a crisálida (pupário) das borboletas. são consideradas pragas para os animais domésticos e homem (Fig. Apresentam um sifão posterior. não encontrando alimentação suficiente tornam-se canibais. Abdome largo com sete segmentos visíveis (Fig. são carnívoras alimentando-se de pequenos animais ou de larvas de outros insetos (aparelho bucal mastigador). de alguns dias ou semanas. Ahid.

Surgem nos meses quentes. . 30).cabeça. 2009. Ab .25 - . Ahid. As fêmeas localizam sua presa pela visão e suas picadas são profundas e dolorosas.M. São silvestres e raramente são encontrados nos domicílios. As fêmeas também sobrevivem com néctar.segmentos abdominais (Fig. Figura 31 – Pupa móvel de Brachycera.Figura 29 – Larva de Tabanus: Ca . Apostila Didática em Entomologia Veterinária.. S.M. porém precisam de sangue para a maturação dos ovos. esporão tibial) Tribo Chrysopsini (asas manchadas) Tribo Scionini (olhos pilosos) Subfamilia TABANINAE Tribo Tabanini Tribo Diachlorini (sem ocelos) (basicostas com cerdas) (basicostas nua) Figura 32 – Esquema geral de um tabanídeo. São de hábito diurno e sua picada é bastante dolorida. 1º. 2º e 3º segmentos torácicos. Figura 30 – Ciclo Biológico de Tabanídeo. Subfamilia PANGONINAE (com ocelos. As fêmeas muitas vezes não conseguem terminar o repasto sangüíneo já que o animal ou pessoa se sente bastante incomodado e a retira do local onde estava sugando.

sem que nesse tempo haja seu desenvolvimento. terceiro artículo com o primeiro anel tão longo quanto os quatro seguintes reunidos. causa o mal das cadeiras em eqüinos. S.26 - . a asas apresentam faixa preta transversomediana. 33) e de tamanho pequeno (CHRYSOPSINI).M. probóscida raramente mais longa que altura da cabeça. Labelas esclerosadas. superfície dos olhos recoberta de fina pubescência. contém um ou mais manchas transversais. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. onde o inseto leva ativamente o patógeno e inocula num outro. geralmente são pequenos de corpo delgado e delicado. residual nos estábulos e nos animais. Os semidomésticos entram nas habitações para alimentar-se de sangue. longas.Subfamília PANGONINAE. Sem esporão tibial na pata III. 2) O controle químico é quase inviável porque os tabanídeos quase não se alimentam. e uma mancha apical. peste suína. Antena longa. abriga-se em ocos de pau. Ausência de ocelos funcionais. Geralmente curta e robusta. Calo frontal às vezes indistinto. com antena longa. . etc. com cerca de 86 espécies. Palpos com 4 a 5 segmentos. Olhos com padrão cromático complicado. Tribo SCIONINI Fidena: gênero numeroso. protozoários (T. Os mosquitos podem ser divididos em domésticos.M. bacterioses. por isso necessita inseticida de contato. corpo coberto por curta pilosidade. com esporão tibial na pata III. Efeito direto pela picada (dor). Olhos pilosos e probóscida longa (SCIONINI) Tribo CHRYSOPSINI Chrysops raramente maiores que 10 mm.. Figura 33 . São capazes de transmitir a anemia infecciosa eqüina. probóscida estiletiforme. A forma de transmissão dos agentes patogênicos é mecânica. Gênero: Diachlorus. sob Ahid. Presença de ocelos funcionais. Chlototabanus. por possuir vários segmentos articulados. com incoordenação motora dos membros posteriores e T. nos machos as manchas são mais extensas. Subfamília TABANINAE A basicosta (projeção próxima à base da nervura costal) com cerdas (TABANINI) ou sem cerdas (DIACHLORINI). Tabanus sp. nunca maiores que 15 mm. Controle: 1) Deve-se eliminar o habitat de criação de larvas. sempre maior que a altura da cabeça. encontram-se os do gênero Aedes e Anopheles que vivem nas residências urbanas. equinum. pois os adultos são encontrados nas regiões próximas ao desenvolvimento das larvas. semidomésticos e silvestres. evansi em suínos). sem manchas. 3) Fitas escuras adesivas colocadas nos estábulos funcionam como armadilhas para capturar esses insetos. Asa manchada (Fig. Tribo TABANINI: A basicosta densamente revestidas de setas e labelas densamente pilosas. com efeito. Tribo DIACHLORINI: A basicosta de um modo geral sem setas. SUBORDEM NEMATOCERA Os dípteros Nematocera. Gênero Tabanus. probóscida alongada. Asas geralmente longas e estreitas.Diferenças das asas das mutucas: Chrysops. Terceiro artículo das antenas formado de anéis justapostos sempre em número superior a cinco. como terrenos mal drenados. Entre os domésticos. 2009. viroses. presença de vestígios de ocelos. e suas larvas crescem nas águas paradas como vasos de flores e pneus velhos.

Este hematofagismo obrigatório diz respeito apenas às fêmeas. Só atacam o homem quando este invade as matas (Anopheles febre amarela silvestre). a probóscida fica em linha reta com o ângulo da superfície. enquanto os culicíneos pousam com o corpo quase paralelamente a este. es. Simulidae. C .asa de Anophelini com escamas escuras formando manchas. etc. com o gênero Anopheles e Culicinae que compõem quase todos os demais gêneros. 1 2 Figura 34 – 1: Peças bucais picador-sugador de mosquitos. causando vasodilatação local.asa de Culinini e Aedini. Os palpos e probóscida das fêmeas dos anofelinos são longos e retos.mesonoto de Anophelini. Anophelinae. Os anofelinos ao pousarem em superfície plana. 2: Mesonoto e asa de Culicidae: Amesonoto de Culicini e Aedini. Quando a fêmea escolhe o local na pele que vai se alimentar. A maioria dos nematoceras machos não se alimenta de sangue e apresentam o aparelho bucal pouco desenvolvido. enquanto que as fêmeas possuem antenas com poucos pêlos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Há três subfamílias Toxorhynchitinae. enquanto a labela repousa na superfície dobrada no lábio parta trás. D . de sangue.. A estrutura do aparelho bucal é essencialmente semelhante em todas as famílias de nematóceros hematógagos (Ceratopogonidae. B .M. nas frestas das paredes. A necessidade de sugar sangue é que resulta na transmissão de diversas moléstias. 2009. o labro. com probóscida longa. maxilas e hipofaringe penetram dentro da pele. possuem antenas plumosas. com escutelo simples. Nas duas últimas subfamílias estão incluídos os mosquitos que transmitem patógenos. Ahid.M. enquanto nas fêmeas de culicíneos. com escutelo trilobado. os palpos medem cerca de ¼ de comprimento da probóscida. Os segmentos dos palpos diferem com os sexos e entre os culicíneos e anofelinos. Para identificar um culicíneo (Culex) de um anofelino (Anopheles) (Fig. maior do que a cabeça. que não se alimenta de sangue. 35) deve-se observar a maneira como os adultos pousam no substrato. visto que os machos se alimentam de suco de frutas e néctar das flores.folhas. .escutelo. CULICIDAE Morfologia (Fig 34): Os verdadeiros mosquitos pertencem a esta família. Os adultos dos mosquitos têm os hábitos mais variáveis.27 - . somente as fêmeas são hematófagas. não podendo perfurar a pele. A saliva é bombeada para baixo no meio da hipofaringe. Alimentam-se. São delgados e pequenos. sendo mais alongada nos mosquitos. mandíbula. Os machos apresentam o aparelho bucal reduzido. com escamas sem manchas. Culicidae e Psychodidae). com pernas longas. em geral. S. sendo o sangue sugado por meio de bombas musculares.

geralmente à noite. 36): os mosquitos anofelinos depositam os ovos em pencas com cerca de 200 ovos por oviposição. e nos culicíneos estão os Aedes transmissores do dengue. porém ao alcançarem à maturidade. a maioria deposita seus ovos de modo isolado em meios úmidos. febre amarela e a Dirofilaria immitis. 37) eclodem 30 a 40 horas após a postura dos ovos.M..Cabeças de Nematocera Culicídeos. responsável pela filariose humana e secundariamente pela transmissão do filarídeo canino. As larvas (Fig. Em todas as espécies de mosquitos as larvas passam por 4 estágios. na superfície da água. 2009.Dentre os anofelinos estão os mosquitos Anopheles. Há casos que os ovos permanecem viáveis por mais de três anos. No caso dos Aedes. Os ovos têm formato de botes flutuadores laterais característicos. Biologia (Fig. .palpos. S. Quando chegam à maturidade eclodem independentemente da presença de água. Ahid. Figura 36 – Ciclo biológico dos Culicídeos. pa. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Figura 35 .antena. formando jangadas. transmissores da malaria.M. As larvas dos mosquitos são sempre encontradas na água e não possuem pernas nem asas. que os impede de afundar. em condições adequadas.28 - . esperam por uma quantidade de água para estimular a eclosão. não necessariamente sob água. os Culex. macho e fêmea: Culicini e Anopheli: an. prprobóscida.

entre outros materiais orgânicos. Encontra-se com freqüência em descampados. cavernas. pois acaba de sair do pupário e sua quitina ainda não endureceu. apresenta aspecto de vírgula. 38) As larvas dos anofelinos não apresentam sifão respiratório enquanto as larvas dos culicíneos apresentam. esporos de fungos. matéria orgânica em decomposição ou no interior de vegetais. A pupa (Fig. cerrados.29 - . sai e procura os abrigos. As larvas pequenas respiram através da cutícula e em algumas quando nas ultimas fases apresentam uma estrutura denominada sifão respiratório. as larvas respiram o oxigênio do ar. usando um par de escovas orais ou palatais. no qual se prende um par de trombas respiratórias. São bastante moveis. Quando a água é perturbada as pupas se mexem. Apesar de serem aquáticas. rotíferos. contribuírem para a flutuação das larvas. Ahid. Duram de 1 a 7 dias. que é constituído de bactérias. patas. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. O aparelho bucal das larvas é do tipo mastigador-raspador e alimentam-se filtrando microplâncton. onde se abrem os únicos espiráculos da pupa. As que apresentam sifão situam-se quase que perpendiculares à superfície da água.A B Figura 37 – A: larva de um anofelino. Habitat: Forma adulta é terrestre. 2009.. folhagens. antenas. Nessa fase de adulto ele é bastante vulnerável. Esta característica permite uma rápida identificação do mosquito (Fig. Nesta fase o mosquito não se alimenta e fica a maior parte do tempo parado em contato com a superfície da água (Fig. fase intermediária entre as larvas e o adulto. As larvas de nematocera desenvolvem-se em água corrente ou estagnada. necessitando chegar à superfície da água. alguns se adaptaram a regiões inóspitas como mangues. . e no horário característico começa a cópula. desertos. florestas. S. algas.M. pernas do futuro inseto adulto já podem ser observados pelo tegumento transparente. asas. a cabeça e o tórax são fusionados.Pupa de um anofelino. 37).M. olhos. vive em ambiente diferente daquele onde se desenvolveram as larvas. 38). B. em destaque (tp) tufos palmados. Quando isso ocorre. enquanto aquelas desprovidas deste órgão dispõem-se horizontalmente à superfície. Figura 38 – Ciclos evolutivos comparativos da anofelídeos e culicídeos.

hábitos noturno (algumas espécies podem ter hábito diurno. Ovos postos em água doce ou salgada (Fig. Tem atração por luz das casas.30 - . Peças bucais curtas. CERATOPOGONIDAE: mosquito pólvora e maruins Culicoides: têm picada semelhante à de um fósforo aceso no braço. Lutzomyia longipalpis transmite a leishmaniose visceral). 40). 39). fêmea. aegypti. Durante o dia ficam escondidos. O mosquito palha é transmissor do agente causal da leishmaniose (ex. . Figura 39 – Ciclo biológico de Culicoides sp. 2009. PSYCHODIDAE : Mosquito palha (Fig. os 1s segmentos antenais parecem bolas. Bem pequeno. Os machos e as fêmeas saem dos criadouros e em geral copulam no ar e essa cópula ocorre de duas maneiras: No Ae. mostrando a organização externa e a venação típica da asa. Cerdas longas pelo corpo. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Antenas longas. Só as fêmeas são hematófagas. Transmite filária. o macho fica sob a fêmea fixando-a por meio de duas pinças laterais. o ato dura 4 a 5 segundos. Com pigmentos nas asas que se distribuem de maneira variada (asa enfuscada). Figura 40 – Esquema de um flebotomíneo. Quatro estágios larvais e com fase de pupa no mesmo local. Palpos maiores que a probóscida. no Anopheles. As fêmeas fazem a postura em pedras e pedaços de pau. Causa dermatite em eqüinos. S. macho e fêmea se prendem pela extremidade posterior. Um macho pode copular várias fêmeas e uma fêmea pode ser copulada por vários machos.M. Hábitos diurnos. Asas manchadas. Ahid. ficando em linha. pois se desenvolvem em certo grau de salinidade. manhã e/ou tarde). com 14 segmentos com formato de contas de rosário. Há mesmo a chamada "dança nupcial" em que os mosquitos ficam voando em largos círculos. Características da família: as fêmeas são hematófagas. com perda de pele. vírus da língua azul para bovinos e ovinos. A Picada produz lesões eczematosas urticarianas.M. Pouca capacidade de vôo. Vive nos mangues e terrenos pantanosos.. aí se efetuando a cópula.Nos mosquitos de hábitos crepusculares (anofelinos) a cópula se dá momentos antes de se dirigirem para as casa. preferindo locais sombreados e ricos em matéria orgânica para fazer postura como tocas de animais. Possuem asa com formato lanceolar e com nervuras longitudinais e paralelas.

picadas não doem na hora. passado algum tempo dói bastante e ocorre prurido. sem cerdas e curtas (Fig. pseudópodes (por isso é chamada de semifixa) e glândulas salivares que produzem um fio pegajoso do qual são tecidas as pupas.mosca dos banheiros SIMULIDAE: Mosquito borrachudo Gênero Simulium: fêmeas hematófagas. alguns podem tornar-se quase pretos após alimentação.M.Subfamília PHLEBOTOMINAE: mosquito palha:Gêneros: Phlebotomus (Europa) e Lutzomyia (Américas). . 41). ORDEM PHTHIRAPTERA A ordem compreende insetos nos quais são conhecidos como piolhos. hábitos diurnos (crepuscular). onchocercose). Patas robustas e garras adaptadas para fixar-se fortemente ao pêlo ou penas (Fig. transmissão direta. O controle pode ser feito povoando os rios com peixes que se alimentem deles e com o controle biológico com Bacillus thuringiensis. Morfologia: são insetos pequenos. Larvas e pupas ficam abaixo do nível das águas e as larvas apresentam ventosa posterior (para fixação). A maioria das espécies de hospedeiros é parasitada pelo menos por uma espécie de piolho. São caracterizados por possuírem corpo achatado dorsoventralmente. ápteros. altamente adaptados para viverem como ectoparasitas permanentes de aves e mamíferos. O adulto apresenta asa com nervuras em apenas uma parte dela e a antena parece um chifre e tem segmentos de flagelos achatados. Subfamília PSYCODINAE: Gênero: Psycoda . As patas dos piolhos terminam em Ahid. pois só se desenvolvem em águas correntes. 2009. Presente nos pêlos e pele. atacam em bandos. As fêmeas geralmente são maiores que os machos e em maior número. Parece uma pequena mosca com antenas de com 11 segmentos. É altamente específico e permanentemente ectoparasita. medindo de 0. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Habitam áreas de cachoeiras e rios. S.M. Transmite também o Leucocytozoon em aves. Possuem tegumento de coloração variando de amarelo esbranquiçado a castanho. A infestação por esse ectoparasita se chama pediculose. 42). embora sejam hospedeiro-específico.3 a 11 mm de comprimento.31 - . Transmitem doenças de filarídeos (elefantíase.. Apresentam pelos menos seis pares de estigmas respiratórios abdominais e um par torácico. a maioria sendo incapaz de sobreviver fora do hospedeiro por mais de um ou dois dias. As pupas são em forma de cones com filamentos traqueais (para absorção de O2). A falta de higiene e a superlotação têm sido os responsáveis pela presença de piolhos nos hospedeiros. Figura 41 – Ciclo biológico de Simulidae. detectável a olho nu. escova oral (para captar nutrientes rapidamente). Tendem a parasitar áreas especificas do corpo do hospedeiro.

de 3 a 5 segmentos. São muito semelhantes aos adultos. Alimentam-se de descamação do tecido epitelial. A duração dos diferentes estágios do ciclo de vida varia de espécie para espécie e de acordo com a temperatura. tradicionalmente os Phthiraptera são divididos em três subordens. ao passo que as dos piolhos das aves têm duas garras. Ischnocera são cilíndricas. com projeções que ajudam a fixação ou respiração. tendo os dos mamíferos apenas. à esquerda. semelhantes. A fêmea dos piolhos chega a depositar de 50 a 100 ovos (lêndeas) por dia. N2 e N3) até alcançarem a fase adulta. em muitas espécies são diferentes nos 2 sexos. Todo o ciclo dura em media de 4 a 6 semanas. Biologia: são insetos hemimetábolos (Fig. de acordo com seus hábitos alimentares: os piolhos hematófagos ou Anoplura. SUBORDENS DOS PIOLHOS MASTIGADORES Os piolhos mastigadores (Malófagos) podem pertencer à subordem Amblycera ou Ischnocera. Ahid. uma garra. Figura 42 – Garras dos piolhos sugadores dos mamíferos e mastigadores de aves e mamíferos. cada uma delas. 2009. possui mandíbula. Os adultos vivem cerca de 30 dias. A ninfa eclode do ovo entre 1 a 2 semanas. 44). secreções sebáceas e sangue. Antenas diferentes nas duas subordens: Amblycera são clavadas. . passando por 3 estádios ninfais (N1. isoladamente ou em grupos. sempre visíveis e possuem palpos. nos 2 sexos e escondidas em fossetas antenais. com 4 segmentos.garras. Os piolhos chegam a sobreviver por mais de 1 a 2 dias fora do hospedeiro e tende a permanecer sobre o mesmo hospedeiro por toda a sua vida. nos quais ocorrem somente em mamíferos e os mastigadores: Amblycera e Ischnocera (descritos anteriormente como Mallophaga). A transferência entre hospedeiros se dar pelo contato direto entre os mesmos. olhos reduzidos ou ausentes (Fig. nos quais ocorrem em mamíferos e aves.M. são mais claros e menores e alimentam-se de 1 a 3 semanas. facilmente detectada por serem encontrados cimentados. Aparelho bucal mastigador. Classificação: considerada complexa e incerta. Figura 43 . 43).M.. durante o qual produzem uma pequena quantidade de ovos. possuem a cabeça arredondada e grande. partes das penas. dos mastigadores.32 - . Apostila Didática em Entomologia Veterinária. nos pêlos ou penas por uma substância produzida pelas glândulas coletéricas.Ciclo incompleto: Anoplura. a direita. mais larga do que o tórax. Os ovos são fortemente ornamentados. S.

. Alimentação: Os piolhos mastigadores se alimentam de fragmentos de pele. podendo esse número ser reduzido. vista ventral da fêmea: ant – antena. O Menacanthus stramineus. dependendo da espécie. sendo mais ativos os Amblycera. Quando a infestação é muito grande. nos pêlos ou nas penas. com quatro tubos de Malpighi. São mais ou menos adaptados a determinadas regiões do corpo. proctodeo curto. Maior quantidade de mastigadores no inverno e em aglomerações de indivíduos. O desenvolvimento embrionário dura de 4 a 7 dias. exceto pela ausência de genitália no macho e gonopódios nas fêmeas. mesentério grande com um par de cecos gástricos. 2009.garras tarsais. tcl . são fracos e delgados e terminam com uma ou duas garras. Os ovos são postos nos animais. Deslocamse rapidamente sobre as penas ou sobre os pêlos. Menopon gallinae (Menoponidae). O sistema traqueal representado por 2 principais troncos e comunica-se com o exterior por 7 pares de estigmas (1 torácico e 6 abdominais). Ninfas são parecidas com os adultos.33 - . geralmente após 3 ecdises (N1. Um mesmo hospedeiro pode ser parasitado por várias espécies de mastigadores. vista ventral da fêmea.palpo maxilar. Tubo digestivo apresentando um papo representado por uma simples expansão esofagiana (Amblycera) ou constituída por um divertículo mais ou menos desenvolvido (Ischnocera).M. pouco mais ou menos. Os piolhos mastigadores normalmente nascem e morrem no mesmo hospedeiro. Anatomia interna: esclerito esofagiano ou faringe e hipofaringe bem desenvolvidos. Entretanto podem sugar sangue de ferimentos na pele. . Apostila Didática em Entomologia Veterinária. nas regiões onde habitualmente se encontram os adultos. de 15 a 20 dias.Pelo menos dois segmentos torácicos são visíveis. Ahid. Figura 44 . Há certa especificidade para cada espécie. único par de estigmas torácico é encontrado ao lado ventral do mesotórax. Cerdas pelo corpo. coçase muito. o animal torna-se irritadiço. eventualmente ingerem o sangue que aflora no tegumento ferido do hospedeiro. B – o piolho mastigador do gado. . mas o mesmo animal pode ser parasitado por várias espécies. Há dois pares de glândulas salivares ou somente um par com os respectivos reservatórios.N2. Damalinia bovis (Trichodectidae). Parasita de aves e mamíferos. mxp .A – Piolho do frango. S. irrita a pele provocando descamação epitelial e afloramento de sangue do qual se alimentam. Biologia: As espécies que infectam aves são mais daninhas que aquelas ectoparasitas de mamíferos. espoja-se na terra. Possuem alta especificidade. pêlos e penas.N3). Apresentam três pares de pernas. Algumas espécies. às vezes porém quando dois animais ficam muito próximos passam de um animal para outro. geralmente curtos e largos. por exemplo. Apresentam seis pares de espiráculos abdominais. Não raro os piolhos das aves. não descansa normalmente. adquire péssima aparência e pouco se reproduz.M.

na presença de luz. principalmente. S. aspecto dorsal da fêmea. 46). A.Goniodes gigas. Alimentam-se de partículas encontradas na superfície da pele. dependendo da espécie.M.somente os Ischnocera. Muito encontradas em galinhas. com 2 a 5 segmentos.34 - . pallidulus e Menopon gallinae. mas pode parasitar perus. passando por 3 estádios antes de atingirem a fase adulta. Seis pares de estigmas abdominais. carnívoros e roedores (Fig. Movem-se rapidamente e. patos. pombos e galinha-de-angola. Após a morte do hospedeiro os piolhos mastigadores não se conservam vivos por muito tempo. fêmea vista dorsal. Menopon gallinae: Chamado de “piolho da base das patas” (Fig. No Brasil algumas espécies foram identificadas parasitando galinhas: Menacanthus stramineus. São piolhos com duas garras. morrendo no fim de horas ou alguns dias (6 a 7 dias). Ahid. de ocorrência mundial. . SUBORDEM AMBLYCERA (antena escondida). As ninfas eclodem dos ovos. são transportados por moscas Hippoboscidae à outra ave. com os dois primeiros em destaque dos demais. livre e horizontal. A família BOOPIDAE contém a espécie Heterodoxus spiniger. M. Encontrada. Antenas clavadas. cornutus. Os três pares de patas são fracos e delgados e terminam com uma (parasita de mamíferos) ou duas garras (a maioria parasita aves). 2009. abandonam as penas e caminham sobre a pele do hospedeiro. Mesonoto separados por uma sutura visível. Os adultos são de tamanho médio a grande de 2 a 3 mm de comprimento. Abdome com nove segmentos. Espécies dos gêneros Gyropus e Gliricola.Chelopistes meleagridis. da família Gyropidae. B. Espécie pequena de cor amarelopalida. As mandíbulas são paralelas à superfície ventral da cabeça e cortam no sentido horizontal.M.. Existe 1 par de palpos maxilares. Colpocephalum turbinatum. Possuem a cabeça geralmente grande e arredondada. todas as espécies parasitam aves. aspecto dorsal da fêmea. Olhos pequenos ou ausentes. marsupiais. Abdome largo e sempre com reentrâncias laterais nas articulações dos diferentes segmentos. São ectoparasitas de aves. MENOPONIDAE: É a maior família Amblycera. ingerindo o sangue que daí aflora. ao longo das hastes das penas do peito e coxas das galinhas. Gallus gallus e Columba lívia. contém os piolhos ectoparasitas mais importantes das aves Menacanthus e Menopon. Algumas espécies cortam a com as mandíbulas a base de penas novas ou áreas finas da pele provocando hemorragia localizada. com 4 a 5 segmentos semelhantes nos 2 sexos e escondidas em fosseta antenal.Malófagos de aves. Figura 45 . M. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 45). nas quais a MENOPONIDAE. A morte do parasito é principalmente pela falta do calor que irradia o animal parasitado. Protórax e mesotórax fundidos. Não se conhece nenhum malófagos que tenha parasitado o homem. gallinae. Os Amblycera compreendem seis famílias. Os Amblycera mostram-se adaptados para mover-se em superfície lisa. medindo 2 mm de comprimento.M. que parasitam cobaias. Fêmeas adultas depositam seus ovos em pencas na base da pena. C.

à direita. E um dos piolhos mais destrutivos na avicultura. cor amarelo-pálida. no lado ventral da cabeça. Distingui-se do Menopon por apresentar atrás das antenas de cada lado. Não possui processos espinhosos na fronte. Tórax mais largo que abdome. E. Antenas com 4 segmentos.. Tufos de cerdas no 3º segmento abdominal. Tergitos abdominais III e IV.margem lateral da cabeça. pequenas ou de tamanho médio.M. aspecto dorsal. Processos puntiformes.M. par – paramero (De Ferris. abdome genital da fêmea circundada por densa coroa de cerdas longas. Figura 47 – M. perus.placa basal. Adultos macho e fêmea com mais de 2 mm de comprimento.35 - . Mas pode parasitar galinhas.Palpos pequenos e antenas clavadas com quatro segmentos. com numerosas cerdas curtas na superfície dorsal do Pterotorax (mesotórax e metatórax). . C . Colpocephalum turbinatum É uma das 4 espécies piolhos mastigadores que parasitam pombos domésticos. Abdome alargado na extremidade posterior. com uma fileira de cerdas dorsalmente. Fronte provida de processos espiniformes recurvados para trás e para baixo. macho: à esquerda. produzindo inflamação na pele e Ahid. com duas fileiras de setas nas faces dorsal e ventral. ventral. Abdome fusiforme. B – antena. S. gallinae. 1924). Menacanthus stramineus Piolho do corpo das aves domésticas (Fig. Espinhos gástricos presentes ao abdome. aspecto dorsal. simus orbital profundo. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. bp . Espinhos gástricos visíveis. Figura 46 – M. ausentes. no lado ventral da cabeça. Parasita de galinhas. Cada segmento abdominal apresenta duas fileiras de cerdas dirigidas para trás. stramineus: piolho comum de aves. Faixa occipital fortemente castanho escuro ou preta. 47).genitália do macho. D . aspecto ventral. em cada segmento. Lóbulos temporais grandes e às vezes sub-retangulares. A – fêmea.idem. 2009. ambos os sexos. faisões e excepcionalmente pombos. As infestações causam irritações severas.

Damalinia e Felicola apresentam importância veterinária. Com uma garra ligada ao hospedeiro. em algumas espécies são dimorfismo sexual acentuado. com dois espinhos fortes. Palpos maxilares ausentes. Caracterizam-se por possuírem antenas com três segmentos em ambos os sexos. Os da família Trichodectidae parasita mamíferos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. TRICHODECTIDAE Ocorre em todo o mundo. Conhecidos como parasito do cão doméstico (Canis familiaris). em particular os marsupiais. parasita grande variedade de aves. A fêmea produz de 1 a 2 ovos por dia.M. Piolhos grandes. não salientes Parte inferior da cabeça com dois ganchos voltados para trás e implantados junto à base dos palpos maxilares. os representantes dessa família parasitam mamíferos. Tem somente uma fileira de cerdas longas e fortes em cada segmento abdominal. Cabeça subtriangular. Seis pares de estigmas nas placas tergais. todos os segmentos abdominais com placas pleurais.. Os Ischnocera apresentam mandíbulas formando mais ou menos um ângulo reto em relação à cabeça. Abdome com tergitos e pleuritos bem quitinizados. caninum e do nematoda Dipetalonema reconditum. Em contraste. S. Os Trichodectidae contém os gêneros Damalinia (antigo Bovicola). e cortando no sentido vertical. atraso no desenvolvimento até morte das mais jovens. Apresentam duas famílias de importância veterinária: TRICHODECTIDAE e PHILOPTHERIDAE. BOOPIDAE Forma um grupo relativamente de piolhos pequenos. Protórax livre. Estigmas do 2º ao 7º segmento (6 pares). É um dos ectoparasitas que serve de hospedeiro intermediário para o D. Os ovos são depositados na base das penas. Os malófagos da família Gyropidae são comuns nos cobaias. Palpos maxilares com 4 artículos. alguns gêneros parasitam mamíferos. delgado e amarelado. Os Philoptheridae. ectoparasitas de mamíferos. são mais específicos em relação ao seu hospedeiro que o Amblycera. passam por 3 estádios ninfas (cada um dura em torno de 3 dias). Laemobothriidae constituem pequeno grupo que parasita aves aquáticas e de rapina. Lipeurus. Geralmente possuem o mesotórax e metatórax fundidos (pterotórax). 2009. Têmporas sem lobos posteriores. durante 13 a 14 dias. Na Philopteridae estão os gêneros Cuclotogaster. As antenas são filiformes e cilíndricas. . com 3 a 5 segmentos.M. Produz redução do peso da ave. O tergo I esta fusionado com metanoto. originalmente parasitam marsupiais australianos. particularmente ao redor do ventre. Têm preferência pelas áreas de poucas penas. Os gêneros Trichodectes. podendo ser utilizadas como órgão de apoio no momento da apreensão da fêmea para a copula. Goniodes e Goniocotes parasitas de aves. eclodem com 4 a 7 dias.36 - . como na região ventral. Apresentam a extremidade do tarso com duas garras. Fronte arredondada. Trichodectes canis: Ahid. Heterodoxus spiniger. Face superior do mesotórax visível. tempo de vida do adulto. Os Rinicidae parasitam aves passariformes e beija-flor.formação de crostas escamosas. Felicola e Trichodectes. enquanto o Trichodectidae apresentam apenas uma garra. Têmporas estreitas. A cabeça desse piolho apresenta dois longos e robustos espinhos dirigidos para trás. Apresentam densa cobertura de setas longas ou médias. SUBORDEM ISCHNOCERA (antena livre). Facilmente distinguido dos demais que parasitam mamíferos por possuírem duas garras nos tarsos. expostas e visíveis. Alimentam-se de barbas e bárbulas da pena sendo encontrados preferencialmente sobre a pele do que sobre as penas. os Ischnocera são adaptados para caminharem em pêlos ou penas.

com má aparência e podem aparecer infecções secundárias. presos à base do pêlo da cabeça. longas e contínuas nos esternitos. ovis apresenta coloração testaceo-palida e D. canis: Vista dorsal: A – macho. ligeiramente mais longo que largo. com acentuado dimorfismo sexual. É muito ativo e produz uma intensa irritação com descamação de pele e forte prurido. B: D. mais curta que a pós-antenal. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. D. Manchas nos tergitos. Pode atuar como hospedeiro intermediário do D. É a única espécie desse gênero. . com a região pré-antenal limitada por borda arredondada e em geral.. com bandas transversas no abdome. Damalinia sp São ectoparasitas de ruminantes. A B C Figura 49 . desconforto e interrupção alimentar. Manchas nos tergitos. bovis em bovinos. Têmporas sem lobos posteriores. Figura 48 – T. Tem a cabeça aproximadamente tão larga quanto longa. causando ao animal intensa irritação. Cabeça bem característica. caprae (imagem de Ahid. com a margem anterior em curva de grande raio. ovis. bovis coloração castanho-avermelhada. C: D. entre os quais encontramos D. É um piolho pequeno. Cabeça arredondada com a "bochecha" repartida. em ovinos. Antenas com três segmentos cilíndricos ou subcilíndricos. ninfas e ovos na pelagem. D.M. Cerdas abdominais numerosas. D. Adaptado de Werneck (1936). com margens arredondadas em todos os segmentos contendo placas pleurais. iguais e em filas transversais.M. oval. que se estende de uma antena a outra (fronte arredondada). o macho possui o 1º articulo robusto. Abdome fortemente oval. ovis é muito ativa pode espalhar-se por todo o corpo. Tórax normal. com ou sem dimorfismo acentuado. pescoço e cauda. não se alimenta bem. subtriangular (hexagonal). O animal se coça. em caprinos.A: D. abdome largo. 2007) Ahid. Seu ciclo dura em media 3 semanas. Cabeça tão larga quanto longa. caprae.37 - . caninum (através da ingestão do malófago contendo a larva do cestódeo). mais larga que longa. É encontrado adulto. Ciclo evolutivo da espécie sobre seu hospedeiro. 2009. pleuras e esternitos. bovis: face dorsal à direita e ventral a esquerda. 49). fica irritado.48).Tem seu nome popular de “piolho mastigador do cão”(Fig. Cerdas abdominais curtíssimas iguais e em fileiras transversais. possuem tarsos com única garra (Fig. Cerdas abdominais curtas. Equi. Edeago grande. ligadas ao lóbulo sub-genital por uma serie de cedas em arcos e implantadas em pedestais. S. equi em cavalos e D. B – fêmea. Fêmea com gonapófises com margens lisas. A espécie D. são morfologicamente muito semelhantes.

Possui 2 cerdas longas nas extremidades laterais da cabeça. Columbicola columbae e Struthiolipeurus rheae. subrostratus: Ant – antena.Felicola subrostratus. Trb –trabecula. Md –mandibula. articulação das mandíbulas no plano vertical. estendendo-se para trás e terminando em estilete. Antenas com 5 segmentos embricados nos dois sexos último segmento não clavado. Chelopistes meleagridis: Principal hospedeiro é o peru. 2009. Tem corpo e cabeça alongados. em frente às antenas. Única espécie de piolho de interesse da veterinária que comumente parasita gatos doméstico (Fig. Ectoparasitas de aves domésticas. palpos ausentes e tarsos com duas garras para se fixar ao hospedeiro. Distingui-se dos demais piolhos mastigadores pela forma da cabeça. Adaptado por Werneck (1948). Os ovos são depositados entre as bárbulas das grandes penas.. Placas tergais abdominais simples nos dois sexos. o terceiro filiforme. Goniocotes gallinae. terminam em uma garra. característica da espécie.M. Cabeça em forma de chapéu. Comumente são observados imóveis firmemente presos com as mandíbulas nas partes inferiores das penas. Antenas sexualmente dimórficas nos machos.38 - . 52). Lipeurus caponis. sendo filiforme nas fêmeas. B– macho. Abdome do macho com pequena saliência posterior formada pelo último segmento membranoso. Possuem uma projeção angular na cabeça. Goniodes dissimilis e G. Figura 50 – Característica da cabeça do F. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.fêmea. com o primeiro segmento alargado com apêndice curto e espessado. mas parasita angola (Fig. As pernas são estreitas e o par posterior é duas vezes comprimento dos dois pares anteriores. São menos propensos a abandonarem as aves após morte. Phy – esclerito esofagiano ou faríngeo. Geralmente encontrado preso as bárbulas das grandes penas da asa próxima à base. lobos temporais agudamente angulados. Abdome liso com poucas cerdas e muito curtas. Apresenta antenas com cinco segmentos. sem projeções laterais ou formações com ganchos. sem dimorfismo sexual. A . Peças bucais ventrais. Lipeurus caponis: Piolho da asa de galinhas (Fig. Têmporas arredondadas. com três pares de estigmas respiratórios. Antenas com 3 segmentos. 50). Patas pequenas. O –olho. Animais com pêlos longos são os mais severamente atacados. . Ahid. 51). Tem apêndices recurvos em gancho na frente. PHILOPTERIDAE É a maior família de Ischnocera. Slin – superlingua. S. Olhos atrás das antenas. Caracteriza-se por apresentar fronte larga. pelo aspecto triangular e pontiagudo. Mancha mediana no tórax. Vista dorsal. Pll – palpo labial. Cinco espécies de interesse veterinário: Chelopistes meleagridis.M. Tarsos com duas garras. gigas.

porém o terceiro segmento da antena do macho tem um processo lateral como um esporão (apendiculadas) que às vezes também ocorre no primeiro segmento. A cabeça é quase circular. A. Primeiro segmento antenal. no Brasil.macho. Fronte enorme. semelhantes aos do gênero Goniocotes. Foi registrada parasitando. . com 5 segmentos.. de coloração amarelo-pálida. mais de regiões tropicais. É o menor malófago das aves. De Clay (1938). Margens laterais do protórax estendidas. Antena com cinco artículos. 2009.Figura 51 C.39 - . O G. próximo à pele. lobos temporais quase iguais.5 mm de comprimento. caponis: vista dorsal. com 2 cerdas na margem posterior do lobo. S. lobos temporais diferenciadas (o posterior mais desenvolvido). apresentando nos lobos temporais paralelos com duas longas cerdas na margem posterior de cada lobo.M. 53) separando-se desta por apresentar fêmeas de tamanho menor. São piolhos grandes. A espécie G. Geralmente de pouca importância veterinária. Goniodes sp: Piolho da penugem. mais robusta. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. gigas (Fig. especialmente a galinha-de-angola (Numida). antenas filiformes. dissimilis é semelhante ao G. meleagridis: vista dorsal de fêmea e ventral do macho. Figura 52 – L. Os ovos são depositados na base das penas no dorso da ave. Apresentam corpo de coloração castanha. B – fêmea. É parasito comum de galinhas em áreas temperadas. é o maior piolho de galinha. cabeça côncava posteriormente com projeções angulares bem visíveis nas margens posteriores: cabeça com cerdas que se projetam de cada lado de sua superfície dorsal. gigas. com 3 longas cerdas na margem posterior de cada lobo. no Gallus gallus. no macho. medindo de 1 a 1. abdome largo e arredondado. Goniocotes gallinae Piolho da pena.M. Ahid.

geralmente. Possuem seis pares espiráculos.tíbia. São usualmente grandes chegam a medir 5 mm de comprimento quando adulto. A cabeça pontiaguda e terminal. geralmente de alta especificidade em relação ao seu hospedeiro e restritos a mamíferos euterianos (não parasitando marsupiais ou monotremados). aspecto dorsal. Nove segmentos abdominais.disco protactil. 7. tarsos com um segmento. no terceiro a oitavo segmentos abdominais. Pouco se conhece sobre a importância econômica dessa espécie. A verdadeira boca (prestômio) se abre na extremidade anterior da bolsa ventral. 15 – músculo extensor da tíbia. é uma das 4 espécies de Philopteridae que parasitam ema (Rhea americana. Esse é revestido por finos dentes. modificado para perfurar a pele dos hospedeiros. 2goteira de deslizamento da placa esta. 2009. 8.músculo extensor da garra.tendão do flexor da garra. formado por conjunto de pequenas estruturas perfurantes: três estiletes. Struthiolipeurus rheae Tem importância veterinária secundaria. Rheiformes: Rheidae). contendo um esporão tibial. É talvez um dos piolhos mais delgados. 5. São considerados os piolhos mais avançados.M.fêmur. gigas: à esquerda. Patas grandes. 55).tendão do flexor tibial. situados numa bolsa ventral formando um conjunto de pequenas estruturas perfurantes.músculo flexor da tíbia. SUBORDEM ANOPLURA São os piolhos sugadores de sangue.garra tarsal. 3. mais estreita que o protórax. pequena. 9tendão do abductor (extensor) da garra. ao longo do lado de cada segmento existem uma placa esclerotizada (placa paratergal).tendão do longo flexor femoral da garra.Figura 53 .polex. Parasitas. que durante a alimentação são extrovertidos e ajudam o piolho a se fixar na pelo do hospedeiro. 6músculo flexor. Possuem apenas um par de estigmas no mesotórax. mas acredita-se que infestações maciças podem danificar as aves. mas há espécies pequenas (0. liso e fortemente recurvado. única garra voltada para frente (Fig. Os segmentos torácicos de Anoplura são. Parasita pombos. 54). 12.40 - . 14. Columbicula columbae: clípeo armado com dois pares de espinhos sendo um par maior. As fêmeas possuem ao final do abdome bifurcado e com dois pares de gonopódios laterais e os machos possuem genitália esclerotizada com extremidade posterior pontiaguda (Fig. 4. de corpo mais ou menos deprimido e pernas tipicamente escansoriais. 10 – placa estriada. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Figura 54 – Pata do H. fundidos e difíceis de serem distinguíveis. à direita ventral. suis: 1.G. S. 11 – tarso. E apresentam aparelho bucal picador-sugador.5 mm) e grandes (8 mm).M. Passam toda a vida agarrados ao hospedeiro. robustas. 13.. visíveis no adulto. . 16. Os estiletes são para perfurar a pele Ahid.

e.M. ipolex. 16. 12 – reto. Palpos ausentes. 18 e 21– canais deferentes. 5 – disco ventral do mesentero: 6.N3 – Adulto. . 7 e 8 – testículos. 2009. h. r.clípeo.cova external. o aparelho bucal fica retraído dentro da cabeça. Antenas curtas. A primeira apresenta apenas um gênero pinus e a segunda. com cinco artículos. simulando a emergência da Ninfa 1. Olhos reduzidos ou ausentes. d. j.41 - . duas famílias são importantes na veterinária: HAEMATOPONIDAE (parasita de ungulados) e LINOGNATIDAE (parasita cães e ruminantes). n –coxa.glândulas salivares posteriores.glândulas salivares anteriores. b.protórax. 1-6 estigmas abdominais. Figura 57 – Lêndea. HAEMATOPINIDAE Ahid. dois gêneros são de interesse Linognathus e Solenopotes.Macho de Pediculus dissecado: 1esôfago..linha correspondente a sutura epicraneana. Na subordem Anoplura. m. c.estigma. de coloração branco-amarelada. bem quitinizado. Figura 56 . S. A família Pediculidae parasita primatas: Pediculus humanus e Pthirus pubis. 13 – anus. humanus.tíbia. k.N2 . l. (Keilin & Nuttall. (De Keilin & Nuttall. 22 – ampola retal. p. 2 e 10 – aorta. 23 – placa basal.metatórax.dilator. 3 – divertículos anteriores. o – costela. 1930) Aspectos da morfologia interna podem ser observados no esquema abaixo (Fig. 57). 17 . g.placa pleural.trocanter. qfaixas transversais. Figura 55 . Os ovos são colocados aderidos aos pelos ou ás fibras e são conhecidos como lêndeas (Fig.fêmur.e o sangue é sugado para dentro do prestômio através de bombas cibariais. 58). f. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. vesícula do pênis. 15 – gânglios nervosos.anus. 11 – coração. Elas são operculadas.mesotorax.Aspecto dorsal: P. São de metamorfose gradual – paurometabolicos (Ovo -Ninfa 1 .tarso. 20 – canal ejaculador.M. Fig. macho: a . 56). 9 e 19– tubo de Malpighi. 4 – mesentero. Quando não está em uso. 1930). 14 – canal excretor da glândula salivar.

4 – lóbulo post-antenal. oposta a um esporão tibial.A – H. Adaptado de Furman & Catts (1982). 2009. quadripertusus. Antenas com cinco artículos. 60). Figura 58. Placa external preta e desenvolvida. placa external: B – H.H. Ahid. 59) tem como característica a ausência dos olhos e as placas paratergais distintas.O único gênero de interesse de importância veterinária é o Haematopinus. S. – H. um dos mais devastadores de animais domésticos.Cabeça de H. H . G H.dentículos prestomais.M. . Biologia: as fêmeas produzem de 1 a 6 ovos por dia. As ninfas alcançam a maturidade em 15 a 22 dias. asini. eurysternus (Nitzsch). O gênero Haematopinus (Fig. cabeça alargada posteriormente. Os entre 12 a 20 dias dos ovos emergem as ninfas..42 - .M. medindo de 4 a 6 mm de comprimento. tuberculatus) e eqüídeos (H. Encontrado parasitando suínos (H. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. asini). suis (imagem do macho e da fêmea. tuberculatus. De nariz curto.H.2007). suis: vista dorsal da fêmea. B. bovinos (H. 5-antena. Ahid. eurysternus. Os adultos vivem em média 2 a 3 semanas (Fig. 2. apresenta atrás das antenas um processo angular proeminente chamado de lóbulo pós-antenal (tubérculo ocelar). D . placa genital do macho. colados ao pêlo dos animais. eurysternus. vista ventral.H. F. vista de cima: 1. eurysternus e H. Piolhos grandes. 3 – fonte. Pernas de tamanhos semelhantes e com única garra forte. suis). búfalos (H. placa genital do macho.haustellum. Placas paratergais bem definidas e quitinizadas nos segmentos abdominais. quadripertusus. suis. 58. Cada segmento abdominal com uma só fileira de espinhos. C – H. em forma de losango. Olhos ausentes. Adaptado de Lima (1938). E – H. quadripertusus). A B Figura 59 – A .

macho menores que as fêmeas. Possuem abdome membranoso e arredondado. asini: parasita de cavalos. espécie próxima ao H. se alimentam a intervalos e se dispersa rapidamente no animal. Os dois gêneros de interesse: Linognathus e Solenopotes. Ahid. cônica e arredondada anteriormente. sobre o hospedeiro.M. alargada ao nível das antenas. 2009. Linognathus é o piolho de nariz longo. É comum nos bovinos do Brasil. Parasita de bovinos europeu (Bos taurus). não possuem placas paratergais no abdome. Possui cabeça longa e robusta.M. B: ciclo evolutivo de H. com os pontos oculares proeminentes. porém são maiores do que o primeiro e terminam em uma garra forte. semelhante à espécie anterior.A B Figura 60 – A: Ciclo biológico do Anoplura: incubação do ovo – oito a nove dias – de ninfa 1 até adulto – mais 15 dias. eurysternus. indicus). tuberculatus: parasita o corpo inteiro dos búfalos (Bubalus bubalis). caprinos e cães. predominante nas regiões tropicais e subtropicais. mais abundante no clima frio. A espécie H. suis (Linnaeus): espécie cosmopolita. Antenas alojadas em sinos profundos. facilmente encontrado nos pêlos dos bovinos. Os hospedeiros mais comuns são bovinos da raça zebuína. encontrados frequentemente ao redor da cauda e ainda em áreas tenras do copo como períneo e vulva. H. H. H. pescoço. quarto traseiro ou todo o corpo. virilhas. São comumente encontradas parasitando ruminantes. A fêmea inicia a ovipostura após 12 dias da copula. A cabeça é mais alongada do que as dos outros Haematopinus encontrados em bovinos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Cabeça muito curta. Pode haver infestações mistas. Placa external ausente ou pouco desenvolvida. Em cavalos é mais comumente encontrado na cabeça. Chega a viver em torno de 35 dias. A maior espécie de Anoplura e do gênero que infesta animais domésticos. LINOGNATHIDAE Não apresentam olhos ou pontos oculares. porém maiores. Não permanece preso a pele. burros e jumentos. Tórax mais largo e mais curto que a cabeça.5 mm de comprimento. axilas. com pêlos longos na margem dos tergitos. o 2º e 3º par de patas com mesmo desenvolvimento. nas partes superiores do pescoço e cauda.. Cabeça estreita e alongada. Única espécie parasita de suínos. os tubérculos pós-antenais são alargados e dirigidos para frente. com 2 ou 3 fileiras transversais de pêlos. H. com uma ou mais espécies de piolhos. fronte curta e arredondada anteriormente. Tórax pouco mais largo que longo. mas também zebuínos (B. quadripertusus. Tórax pequeno e alongado. São encontrados no topo da cabeça e ao redor dos olhos. eurysternus: é a menor espécie do gênero. dorso e superfície interna superiores das pernas. os macho medem 2 mm e as fêmeas 3 mm. . S.43 - . As fêmeas colocam um ovo por dia. as fêmeas põem seus ovos quase que exclusivamente nos pêlos da cauda (vassoura). chega a medir de 5 a 6. O local de preferência é no interior do pavilhão auricular. Tórax quadrangular e mais largo que a cabeça. pode localiza-se nos ombros. suis. Cabeça arredondada e alongada anteriormente. Antenas com 5 artículos. Cosmopolita.

ORDEM SIPHONAPTERA São as pulgas. A B C Figura 61 – A: L. Solenopotes capillatus Solenopotes comumente encontrados em bovinos. 2009.Ciclo evolutivo. . Região frontal curta e arredondada. 61).5 mm e fêmea com 2 mm). L. Ectoparasitos de aves e mamíferos. Ectoparasitos obrigatórios periódicos. deixando-o após o repasto. stenopsis de caprinos em Mossoró (RN) (Suassuna. Ahid. mas visíveis a olho nu.M. 2007). revestido de espessa quitina escorregadia e pêlos e cerdas voltadas para trás que auxiliam a pulga a deslizar entre penas e pêlos dos hospedeiros não permitindo que voltem. alargando-se posteriormente às antenas até quase o tórax. L. cônica e arredondada anteriormente. vituli: vista dorsal. Cabeça curta e quase tão larga quanto longa. vituli.5 mm e fêmea 2 mm). medem geralmente menos de 5 mm de comprimento e suas peças bucais são adaptadas para cortar a pele e sugar o sangue do hospedeiro. 61). 63). Tórax curto (Fig. Placa external é distinta. os adultos permanecem no corpo do hospedeiro para a sucção do sangue. adulto fêmea. C. Tórax pouco mais largo que a cabeça (Fig. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.B: L setosus:Vista ventral. 62).. quando então estreita dando aspecto abaulado. Figura 62 – L. Terceiro par de patas adaptadas para o salto fora e sobre o hospedeiro. a maioria vive sobre a pele e pêlos de seus hospedeiros. stenopsis parasita ovinos e caprinos (macho 1. setosus: parasita o cão (macho com 1. Possuem a coloração castanho-escuro. o que facilita seu movimento entre os pêlos ou penas do hospedeiro (Fig. S. Cabeça região anterior as anenas (frente) nitidamente apontada (Fig. ápteros. adulto fêmea. Antenas robustas. São insetos pequenos.Ahid. é muito mais longo que os demais.44 - . corpo endurecido (difícil de esmagar entre os dedos). Cabeça estreita.L. parasita bovinos (macho com 2mm e fêmea com 3 mm). Corpo achatado lateralmente e de superfície lisa.M.

64).Morfologia externa de uma pulga (macho): a. Dorsalmente a essa região localizam-se cerdas longas e robustas conhecidas como cerdas ante- Ahid.M. a exemplo da mesopleura. mesonoto e metanoto. y– cinco segmentos tarsais. A anterior. dirigidos para trás. Nas espécies. c– palpo maxilar.pinça ou forceps (clasper).A cabeça é imóvel e de forma variada.coxa. Em cada um dos segmentos pleurais existe um par de estigma respiratório. Abdome: formado claramente por 10 segmentos (urômeros) regularmente imbricados.cerda antipigidial. é representada por uma região mais esclerotizada na sua parte superior chamada de falx. f. r. t. jesternopleura do tórax. Pode ter ctenídeo no pronoto e no metanoto. m– metanoto.garra. uma placa sensorial chamada de sensílio ou placa pigidial. o. g– olho. h– antena. Em cada segmento torácico se insere a coxa do primeiro.sensílio ou pigídio (no 9º tergito). S. fronte ou clípeo. utrocanter. x. O nono metâmero apresenta. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. inserida no 7º tergito. separada da porção posterior (occipício) por uma sutura antenal. Figura 64 .45 - . chamados de ctenídeos (Fig. podem saltar verticalmente uma altura de aproximadamente 18 cm e horizontalmente 33 cm. Tórax: ausência de asas. i– occipício. n. q. s. trocânter.M. As antenas são curtas situadas no sulco antenal. Os olhos quando presentes são simplesmente pontos escuros fotossensíveis. fêmur. Os três últimos altamente modificados constituindo a genitália. Na cabeça pode se encontradas fileiras de dentes ou espinhos fortes em forma de pentes. em ambos os sexos. podem ser simples ou divididas. Os segmentos de 2 a 7 possuem de cada lado um estigma.fronte. lsutura mesopleural entre o mesepisterno (adiante) e o mesepímero (atrás). b– mandíbula. Podem apresentar ctenídeos abdominais.mesesterno. As pernas são formadas pela coxa. e– ctenídeo genal. cuja função é permitir o alinhamento direcional das genitálias durante a copula e emitir ultra-som para comunicação.Cabeça de pulga com presença de ctenídeos genais e detalhes das peças bucais. v.8º esternito. onde essa sutura não é completa. k. z.femur. As placas laterais. d.maxila. pleuras. As peças bucais são adaptadas para perfurar a pele e fazer a sucção de sangue. p.palpo labial.ctenídeo pronotal recobrindo parcialmente o mesonoto. 2009.. tíbia e tarso (5 artículos). Possuem palpos labiais. Os escleritos dorsais dos três segmentos torácicos são distintos e diferenciados: pronoto. Hematófago. A parte inferior da cabeça é denominada gena.tergito (urotergito) do primeiro segmento abdominal. esse último com um par de unhas. segundo e terceiro par de patas. .tíbia. Figura 63 .

A forma abdominal pode ser usada para distinguir os sexos. m. Os ovos são esbranquiçados e ovais. Esta se comunica com uma estreita bolsa copuladora e por último com a espermateca.em destaque o bloqueio do proventrículo (h) quando a pulga está parasitada pela Yersinia pestis Biologia e comportamento: as pulgas vivem parte da sua vida sobre o corpo do seu hospedeiro de que se alimentam de sangue e. . Morfologia interna: o aparelho digestivo. 67). A copula realiza-se poucos dias após a saída do casulo pupal..intestino posterior (ampola retal). O intestino médio (estômago).tubos de Malpighi. do macho. forrado de cutícula revestida por espinhos quitinosos orientados para a abertura do esôfago. as pinças (claspers) do edeago. ovidutos e vagina. em seu ninho. B . em seus ninhos. outra parte . k.epifaringe. b– palpos. depositados sobre o hospedeiro.pigidiais.M. 2009. O sangue aspirado segue por um esôfago delgado até o proventrículo. os canais deferentes são finos e longos. 65). n– orifício genital.vagina. a vesícula seminal é pequena. há um par de testículos fusiformes ou ovóides.A . ou edeago. O número varia com a espécie. l. h. Nos macho. 66). onde se dá o desenvolvimento dos ovos. Figura 65 . i.proventrículo. De metamorfose completa. ou no chão.Segmento terminal: da fêmea mostrando espermatecas.intestino médio (esôfago). A larva L1 possui um espinho na cabeça que auxilia no Ahid. d. p– espermateca. mas suportam jejum prolongado.M. Tanto machos quanto fêmeas são hematófagos. e– palpos maxilares. j.glândulas salivares. Realiza-se a copula com a fêmea cavalgando o macho.46 - . seguida da cavidade bucal.anus. Completa-se em aproximadamente 25 a 30 dias (Fig.Aparelho digestivo de uma pulga fêmea: a. o.ovário. de complicada estrutura. gesôfago. Segue o pênis. na qual integram 4 a 8 ovaríolos. tendo função valvular (Fig. c– mandíbula.bolsa copuladora. q.faringe. pupa e adulto. onde ocorre a digestão sangüínea e absorção dos materiais nutritivos. S. Fêmeas inseminadas e impedidas de se alimentar permanecem sem ovipor. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. larva (3 larvas). seu ciclo passa por 4 estágios: ovo. A ovipostura é parcelada. f. em geral chega a produzir centenas durante sua vida. Figura 66 . a faringe onde se inserem músculos dilatadores que participam da sucção. Nas fêmeas é arredondado e no macho a face ventral é voltada para cima (Fig. A eclosão pode ocorrer de 1 a 3 dias. O aparelho reprodutor feminino é formado por 1 par de ovários.

Por esta razão. com circulo de cerdas voltadas para trás. pêlo e penas). 2 – as que vivem sobre o hospedeiro e se alimentam intermitentemente (Ctenocephalides). irritans pode viver até 513 dias e Xenopsylla cheopis 100 dias. A importância epidemiológica das pulgas deve ser destacada em 3 níveis: como parasito podem provocar alergias infecções permitindo contaminação por fungos e bactérias e pela exanguinação provocada pela infestação intensa. só o procuram para se alimentar (Pulex). 2009. 3 . os adultos ingerem mais sangue do que necessitam. que pode ser ocasionada pelo movimento de um animal ou homem e quando um animal deita-se sobre ela. mas os adultos. B. As fêmeas adultas não conseguem depositar ovos sem uma refeição. corpo com 13 segmentos. a larva alimenta-se das fezes das pulgas adultas. Poucos minutos após a eclosão as pulgas buscam sua fonte alimentar. Após a eclosão. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Cápsula cefálica bem desenvolvida. pois.Ciclo biológico. vermiformes. constituída de substância aderente que permite que pequenas partículas do substrato se colem e camuflem o casulo. As larvas são brancas. e ao 3º estagio tece um casulo. ela é atacada pelas pulgas que nasceram no período. tanto machos. A B Figura 67 -A .as que penetram na pele dos hospedeiros. Seu alimento consiste de detritos orgânicos (fezes das pulgas adultas. poeira e outras sujeiras. Algumas espécies dão preferência a uma única espécie de hospedeiro. Assim que a família retorna..rompimento da casca do ovo. aí se alojam e se alimentam (Tunga). são cegas e evitam a luz.Larva de pulga: com a extremidade cefálica voltada para a direita. barulho ou pela presença de dióxido de carbono que significa que uma fonte potencial de alimento está presente. As pupas podem ficar aderidas aos pêlos de animais. possuem apêndices locomotores. encontram a residência infestada por pulgas. P. quanto fêmeas podem sobreviver de dois meses a um ano sem se alimentar. Isto ocorre porque a casa fica fechada sem hospedeiros (cães e gatos). pele.as que vivem fora do hospedeiro. porém. Uma pulga pode alimentar-se 2 a 3 vezes ao dia e cada repasto dura de 10 a 15 minutos.47 - . quando voltam.M. . S. Em aproximadamente 5 a 14 dias as pulgas adultas emergem ou permanecem em repouso dentro do casulo até a detecção de alguma vibração.M. Não sugam sangue. mas podem passar sem alimentação semanas. a maioria pode sugar várias espécies de animais. ápodas. A emergência pode ser ocasionada também pelo calor. Às vezes. famílias que viajam por um período razoável de tempo. Sofrem 2 mudas. aparelho bucal diferencia do adulto por ser do tipo mastigador. umidade e da freqüência com que a pulga se alimenta. como vetores atuam permitindo a multiplicação de Ahid. A longevidade dos adultos varia de espécie para espécie. Em condições de laboratório. depende da temperatura. Períodos de sobrevivência: Pulga do homem Pulga do cão Pulga do rato Sem alimento 125 dias 58 dias 38 dias Com alimento 513 dias 234 dias 100 dias Em relação ao tempo de associação da pulga com seu hospedeiro se distingue três modalidades de parasitismo: 1.

Chave simplificada para a diferenciação das pulgas mais comuns de mamíferos e aves. O abdome cheio de ovos inicia a eliminação pelo ovipositor. Possuem palpos maxilares serrilhados. dentro da pele do hospedeiro ocasionando a tungíase. chiqueiros e praias. Algumas características morfológicas que permitem a identificação dessas espécies estão na chave simplificada para a diferenciação entre as pulgas comuns (Fig.M. São as pulgas penetrantes dos mamíferos. como hospedeiros intermediários do Trypanosoma lewisi e do D. 69). O adulto possui coloração marrom avermelhada. 68). Apostila Didática em Entomologia Veterinária. caracterizada por inchaços dolorosos localizados principalmente ao redor de onde o inseto penetrou sob as unhas do pé nas partes mais moles ou entre os dedos do pé. com suas partes bucais e aloja-se dentro do corpo do hospedeiro até que o último segmento abdominal esteja paralelo com a superfície da pele. pode-se pegar o bicho-do-pé em qualquer local do corpo. Olho com pigmento preto. TUNGIDAE: T. São espécies pequenas. Nos suínos os locais preferidos são as patas e o escroto. No entanto. caracterizadas pela aparência no hospedeiro. Biologia e comportamento: a fêmea adulta depois de fertilizada perfurar a derme do seu hospedeiro (homem. Das oito famílias de pulgas existentes no Brasil. mal alcançam 1 mm de comprimento.. Uma fêmea pode produzir de 150 a 200 ovos durante um período de 7 a 10 dias (Fig. Provoca um intenso prurido. penetrans. segmentos torácicos curtos e ausência de cerdas ante-pigidiais e ctenídeos. O bicho-do-pé ou bicho-do-porco é uma pulga quando fecundadas tornam-se parasitos fixos. ficando estes na ponta de seu abdome. S. Ahid. mas geralmente adquire-se andando descalço em áreas infestadas. Uma vez instalada inicia a sucção de sangue para o desenvolvimento dos ovos. caninum.agentes patogênicos a exemplo da riquetsia Bartonella e da bactéria Yersinia. tais como currais. uma fêmea grávida pode chegar a medir o tamanho de uma ervilha. Figura 68 .M. porco e outros mamíferos). .48 - . 2009. porém. apenas três apresentam espécies de importância medico veterinária.

o gato e o cão. canis são proporcionadas pela quetotaxia do metepisterno (metapleura) e da tíbia posterior. penetrans: A – Larva. . E – lesões no pé causadas pela fêmea grávida (bicho-do-pé) Após a postura total a fêmea. O adulto emerge em um período de 3 semanas. felis e C. Três ou quatro dias depois eclodem as larvas (apenas dois estágios) que se alimentam de matéria orgânica até puparem.M. ctenídeo pronotal e genal. É importante que o bicho-do-pé seja totalmente retirado de dentro da pele.. S. que é transmitido ao animal quando este ingere uma pulga que contém o cisticercoide desse verme. o homem. Uma boa solução para diminuir a infestação é revolver aproximadamente 3 a 4 cm de terra dos locais infestados para possibilitar que o sol mate as larvas. 70). Tétano e gangrena podem resultar de infecções secundárias e existem registros de auto-amputação dos dedos dos pés. repleta de ovos. mas sempre em locais sombreados. Apresenta olho.fêmea penetrando na pele de seu hospedeiro. Sulco occipital mais acentuado no macho. eventualmente parasitando caprinos e ovinos (SUASSUNA. ctenídeo genal horizontal e ctenídeo pronotal vertical. A pulga do gato serve como hospedeiro intermediário da tênia do cão (D. então fica murcha. O primeiro dente do ctenídeo genal é um pouco mais curto. O ataque pelo bicho-do-pé inicia com uma leve coceira. C. Deve-se observar a seqüência das cerdas espiniformes na tíbia para auxiliar na diferenciação entre as duas espécies. Apresenta olho. Em certas regiões do Brasil. Esta pulga ataca vários hospedeiros. As diferenças entre as espécies C. Cabeça mais alta no macho e mais baixa na fêmea. Prevenção e Controle: evitar andar descalço ou ter contato direto com locais comumente infestados por T. além de alergia.M. penetrans. felis é a principal espécie de pulga que parasita cães. caninum). e é expulsa do hospedeiro sobre o solo. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. mas se não retirado pode ocasionar inflamação e úlceras localizadas. Os bichos-do-pé só copulam no solo quando existe um animal hospedeiro. Encontrado. As larvas são de vida livre. Ambas podem parasitar o homem. tais como. 2009. em solos arenosos e praias. Pulga do cão (Ctenocephalides canis) Fêmea e macho possuem cabeça mais arredondada. sendo encontradas em habitações de chão de terra. È capaz de transmitir doenças ao homem. Tratamento: o procedimento padrão para o tratamento do bicho-do-pé é removê-lo com uma agulha ou alfinete previamente esterilizado.49 - . 2007) Ahid.Figura 69 – T. PULICIDAE As Ctenocephalides são pulgas de carnívoros (Fig. o rato. B-macho. D – fêmea grávida. tais como chiqueiros e currais. Trate as áreas infestadas com inseticidas recomendados. felis felis). a C. O primeiro dente do ctenídeo genal é bem mais curto do que a da espécie C. Pulga do cão e gato (C. felis felis. e podem ser encontrados parasitando indistintamente cães e gatos.

Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Raramente é encontrada no rato. 2009. quase tão longo. felis. com o primeiro espinho do ctenídeo genal. S. durando cerca de 30 a 50 dias sem se alimentar e têm preferências. com o primeiro espinho do ctenídeo genal. cabeça em vista lateral. quanto o segundo espinho. Pulex irritans É uma espécie cosmopolita. como cães. Fronte arredondada. (Adaptação de Pratt & Stojanovic.canis: mostrando as duas cerdas dorsais fortes (A e B) entre os entalhes mediano e apical (3. Mesopleura sem espessamento interno.Ciclo biológico da Ctenocephalides spp.M. 1960). Pode estar envolvida na transmissão do D. mas não especificidade. Uma única cerda longa na região pós-antenal (Fig 72). . mais acelerado é o ciclo (pode ser de 21 a 150 dias). canimum e as vezes está envolvida na dermatite por picada de pulga. Quanto mais quente. mas também o ambiente. sem tubérculos.. Só fica no hospedeiro para se alimentar. Não apresentam ctenídeo genal e pronotal. mas não se alimenta (Fig.2. Quetotaxia da tíbia posterior. Figura 71 . Ciclo Biológico: A oviposição é feita tanto no hospedeiro como no ambiente e nesse eclodem as larvas que permanecem no ambiente se alimentando de detritos e fezes das pulgas adultas (as larvas não são hematófagas). fortemente convexa anteriormente.Figura 70 . entre os entalhes mediano e apical (3. gatos e porcos.2.1. mostrando a cabeça fortemente arredondada. 3. Deve-se tratar não só o animal. 2. 71). Apesar de possuir o nome comum de pulga do homem ataca também outros hospedeiros. a cerda espiniforme A pode estar ausente. 4 .). Ahid. Sua ocorrência é maior em casas muito velhas.2).C. As pulgas têm uma grande resistência à inanição. com uma cerda préocular colocada abaixo do olho e outra genal.1. Dela emergem os adultos (machos e fêmeas) que são hematófagos. felis: tíbia posterior mostrando única cerda dorsal forte.C. anteriormente. As larvas produzem uma substância gosmenta que formará o pupário e essa pupa é o processo de transição de larva para adulto.2. cerca da metade do comprimento do segundo espinho.C.1.C.1.50 - .canis.M.2.

A – P. outros são entomófagos (sugam hemolinfa de outros insetos) e os hematófagos (que se alimentam de sangue de mamíferos e aves). 74.tubérculo frontal. horas ou dias. irritans: t: tórax. uns fitófagos (se alimentam de seivas de plantas e possuem probóscida de 4 artículos).T. tais como. Cabeça da pulga P. que é pouco quitinizado (Fig. penetrans: cabeça com peças bucais apresentando lacinias serrilhadas. No tórax estão implantadas as patas. A reação típica da picada é a formação de uma pequena mancha dura. onde os machos são distinguidos das fêmeas por possuir conexivo continuo na parte posterior e nas fêmeas é chanfrado. quando fora do uso.1ºsegmento abdominal. dermatites alérgicas. mostrando o ovipositor. tularemia e salmonelose). destacando o pronoto e o escutelo. encontram-se os percevejos do mato. cujos tarsos nunca possuem mais de 3 segmentos. vermes e doenças causadas por bactérias (peste bubônica. nas partes laterais da cabeça. ficam guardadas na bainha ou probóscida e. ORDEM HEMIPTERA Compreende insetos geralmente grandes e providos de aparelho bucal picador sugador. com 3 artículos na probóscida. Picadas no tornozelo e pernas podem. C. p. com 5 segmentos cada uma.. Outra particularidade são as antenas com 3 a 5 artículos e estão implantadas em tubérculos anteníferos. avermelhada com um ponto em seu centro. causar dor que podem durar alguns minutos. Estes últimos. O abdome achatado dorsoventralmente pode distender-se durante a ingestão de volumes relativamente grande de sangue. 75).51 - . O dimorfismo sexual é facilmente confirmado. Os hemípteros são achatados dorsa-ventralmente. B – Tunga penetrans. no entanto podem ser distinguidos dessa forma: a) entomófagos possuem a probóscida em arco. Todos têm o tórax bem desenvolvido. o conexivo. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. O 1º par de asas é característico da ordem. 73). A maioria das espécies é terrestre. as baratas d’água e os percevejos de cama. dependendo da sensibilidade do indivíduo. b) hematófagos. são peças pungitivas. fa.M. irritans. 2: Observar a diferenciação morfológica entre Pulicidae e Tungidae. os barbeiros. As pulgas não causam somente desconforto ao homem e seus animais domésticos.M. onde se encontram todos os transmissores da doença de Chagas (Fig. Nessa ordem. Ahid. ficam dobradas ventralmente. este último como um triângulo dorsal situado entre a base das asas. Isto é possível graças às porções laterais do abdome. pois tem a parte anterior dura por ser coriácea e a parte posterior é membranosa (hemélitro). 2009. possuem a probóscida retilínea. transmitem viroses. S. mas também problemas de saúde. Algumas pessoas sofrem uma reação severa resultante de infecções secundárias ocasionadas pelo ato de coçar a área irritada. .1 2 Figura 72 – 1. em algumas pessoas.

Figura 73 - Nomenclatura morfológica para a sistemática dos triatomíneos. A- adulto; B- Aspecto dorsal da cabeça; C- Aspecto lateral da cabeça; D- asa anterior; E- Aspecto dorsal do tórax;, em Triatoma; F- idem, em Eratylus. a- antena; b- clípeo; c- olhos compostos; d- região pós-ocular; elobo anterior do pronoto; f- lobo posterior do pronoto; g- escutelo; h- conexivo: i- asa (hemélitro); jocelo; k- tubérculo antenifero; l- juga; m- gena; n, o,p, 1º, 2º e 3º da probóscida; q- coreo; rmembranosa; s- espinho anterior do pronoto; u- tubérculos pronotais anteriores; v- carena; x- ângulo póstero-lateral do pronoto espinhoso; y- processo apical do escutelo.

A- Fitófago, aparelho bucal B- Predador, aparelho bucal reto e ultrapassa o 1º par de curto e curvo patas

C- Hematófago, aparelho bucal reto e não ultrapassa o 1º par de patas

Figura 74 - Diferenciação dos tipos de hemípteros segundo seu hábito alimentar: O ciclo de desenvolvimento destes insetos compreende a fase de ovo, ninfa (5 estágios) e adulto (Fig. 76). Na fase adulta após a primeira alimentação estes insetos já estão aptos ao acasalamento. A fêmea deposita seus ovos individualmente ou em grupos durante o seu período de vida, variando conforme a disponibilidade de alimento e condições ambientais.

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Rhodniusinserção das Panstrongylus- inserção das Triatomainserção das antenas na parte mais extrema antenas bem próxima aos antenas entre os olhos e ponta da cabeça olhos extrema da cabeça Figura 75 - Diferenciação dos três principais gêneros de triatomíneos. Algumas espécies estão bem adaptadas ao ambiente domiciliar humano sendo responsáveis por muitos casos de transmissão da doença. São conhecidos cerca de 100 espécies destes percevejos e o protozoário T. cruzi responsável pela doença de Chagas já foi encontrado infectando metade destas espécies, porém cerca de 12 espécies são epidemiologicamente importantes para o homem. Geralmente encontramos estes insetos em casas de "pau-a-pique" e de barro, as quais possuem muitas frestas para abrigarem estes insetos.

Figura 76 – Ciclo: Ovo - Ninfa 1, N 2, N 3, N 4, N 5, Adulto (fêmea ou macho). A cobertura destas casas também pode abrigar uma grande quantidade destes insetos hematófagos. O protozoário T. cruzi já foi constatado infectando naturalmente cerca de 200 espécies de mamíferos, como por exemplo, os morcegos, gambás, ratos, pacas, tatus, tamanduás, cães, gatos, raposas, cotias, preás, preguiças, macacos e coelhos dentre outros. Estes são reservatórios naturais do protozoário T. cruzi.

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CLASSE ARACHNIDA: SUBCLASSE ACARI
Esta classe compreende os artrópodes que não possuem antenas nem mandíbulas. Diferem da classe Insecta pelo fato do adulto ter quatro pares de patas e o corpo serem composto de cefalotórax e abdome. As peças bucais são modificadas e apresentam 2 pares de apêndices: quelíceras e palpos. A subclasse Acari, a qual pertence os carrapatos e outros ácaros, apresentando diversidade de hábitos e habitat. Os carrapatos são primariamente parasitos externos (ectoparasitas) e animais silvestres e a maioria dos vertebrados terrestres está sujeita ao seu ataque. Atualmente, são conhecidas cerca de 800 espécies de carrapatos em todo o mundo parasitando mamíferos, aves, répteis ou anfíbios. Os ácaros ectoparasitas de mamíferos e aves alimentam-se de sangue, linfa, resto de derme ou secreções sebáceas que ingerem ao perfurar a pele. Causam grande irritação ao homem e a outros hospedeiros, devido à dor produzida por suas picadas. A subordem Ixodides, dos carrapatos verdadeiros, compreende duas famílias: 1. IXODIDAE: os Ixodídeos, denominados "carrapatos duros", se caracterizam por possuírem o capitulo (= falsa cabeça), na extremidade anterior do corpo; pela presença do escudo dorsal e pela localização dos estigmas respiratórios após o IV par de patas. Neste grupo está incluída a maioria dos carrapatos de interesse medico-veterinário.

2. ARGASIDAE: os Argasídeos, também conhecidos como "carrapatos moles", recebem esta denominação porque não possuem escudo. Nesta família estão os carrapatos de aves.

Figura 77 – Esquema do Argasídeo. Morfologia externa: os carrapatos são os maiores acarinos e seu corpo é achatado dorsoventralmente, de contorno oval ou elíptico, a superfície dorsal ligeiramente convexa. É revestido por tegumento coreáceo e distensível, a fêmea aumenta consideravelmente de tamanho e peso. Em Ixodidae os machos são geralmente menores que as fêmeas e, mesmo após alimentação, aumentam pouco o peso; o dimorfismo sexual é acentuado. Em Argasidae, os machos têm tamanho semelhante aos das fêmeas e o dimorfismo sexual é discreto. Algumas estruturas que constituem o conjunto das peças bucais bem quitinizadas reunidas em uma estrutura única denominada capítulo ou gnatossoma. O capítulo estar inserido em uma depressão entalhada na borda anterior do corpo, no caso da família Ixodidae, porém localizado na face inferior do corpo, em adulto e ninfas da família Argasidae. Como não há um cefalotórax distinto, pois se funde ao abdome e aos demais segmentos em uma peça única, o Idiossoma (Fig. 78). O capítulo apresenta as seguintes partes: a base do capítulo, o hipostômio, as quelíceras e palpos (Figura 79). A base do capitulo apresenta contorno hexagonal ou quadrangular. E na face dorsal das fêmeas de Ixodidae duas áreas deprimidas, as áreas porosas. O hipostômio é situado abaixo das quelíceras, é um prolongamento da parede ventral do capitulo. Na porção apical do - 54 -

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hipostômio pode ter forma espatulada ou lanceolada, apresentando dentes recorrentes para manter-se fixo a pele.

B

Figura 78 - Morfologia simplificada dos carrapatos: A- Vista dorsal; B- Vista ventral. O Número de dentes e número de fileiras permite a utilização de uma fórmula dentária como característica taxonômica entre as espécies. Formam um sulco dorsal, para permitir o fluxo da saliva e do sangue do hospedeiro. As quelíceras são duas lâminas armadas com dígitos móveis adaptados para cortar. Cada quelícera é protegida por uma bainha. Os palpos são apêndices sensoriais com 4 artículos, situados lateralmente ao hipostômio (Fig. 79). Quando juntos, protegem a face posterior do hipostômio e quelíceras. Nos Argasideos os palpos são pequenos e têm a forma das pernas, e os segmentos são livres. Nos Ixodídeos são visíveis, os segmentos fusionados. Os carrapatos antes de se alimentarem caminham sobre o hospedeiro, e com auxílio dos palpos identificam a área corpórea onde cortam, dilaceram a pele com os dígitos das quelíceras e introduzem as quelíceras e o hipostômio. O hipostômio com auxílio dos dentes recorrentes, atua como órgão fixador do carrapato durante todo o tempo do ingurgitamento.

Figura 79 – Morfologia do Gnatossoma: Rhipicephalus (Boophilus) microplus: A: Vista dorsal; BVista interna; C- Vista ventral. (Guimarães et al, 2001). O Idiossoma (Fig 79b), de forma oval, achatado nos exemplares não alimentados e, globular nos ingurgitados. Face dorsal nas espécies da família Ixodidae, é caracterizada pela presença de um escudo dorsal (Fig. 80), que recobre quase toda a superfície dorsal nos machos, e nas fêmeas, ninfas e larvas, suas dimensões são menores, e ocupar somente a porção anterior do corpo. São
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Os olhos simples quando presentes situam-se. triangular. as placas estigmáticas. possuem placas ventrais: mediana.M.observadas também.M. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Nos machos dos gêneros Rhipicephalus e Ixodes. próxima às bordas laterais. sulco anal. na lateral marginal do escudo. A B C Figura 79b – Idiossoma: A . de situação mediana posterior. depressões puntiformes. apresenta-se com uma abertura em fenda longitudinal entre 2 valvas quitinosas. C. No escudo dos Ixodidae encontram-se desenhos e ornamentações de valor taxonômico. 2009. em vírgula. A forma do espiráculo pode variar de redondo. 81). Diversos sulcos podem ser observados na margem superior dorsal dando aspecto festonado a margem posterior do corpo de alguns gêneros..em destaque o peritrema estigmatico (Suaasuna. de forma curva. situadas lateralmente ao ânus. anal. e sulco ano-marginal. de posição mediana anterior rodeando o orifício anal. abertura genital. nos Ixodidae. Vista ventral de Amblyoma parvum: B – com destaque para ao poro genital e orifício anal. situados anteriormente a coxa IV nos Argasidae e após o IV coxa nos Ixodidae. O ânus. 2007). Ahid.Vista dorsal de macho de Rhipicephalus microplus. Pode haver os sulcos genitais. desenhos ou manchas ornamentando a superfície. D – vista ventral. Figura 80 – Diferenças básicas entre capítulos e escudos dos principais gêneros de carrapatos. Na família Argasidae não há escudo nos adultos e ninfas e vestigial nas larvas. oval. etc. S.56 - . Face ventral do idiossoma está implantada os pares de patas. . podendo contornar o ânus e adanais. Ahid. na linha média encontra-se a abertura anal. Figura 81 – Fêmea Ixodidae ingurgitada: C – vista dorsal. São observados festões marginais dos Ixodidae (Fig.

57 - .. longos e sinuosos. terminando em fundo cego. cuja secreção é eliminada durante a alimentação e nos Argasideos tem a função de eliminar água e sais ingeridos com o sangue do hospedeiro.As pernas. Na base das garras principalmente dos Ixodídeos se ver uma expansão em forma de disco. Quando larvas se alimentam mais de liquido intersticial que sangue e.divertículo retal. k. Como o macho não possui órgão copulador.divertículos laterais. cuja função é de detectar umidade e como órgão olfativo. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Após a fecundação. Entre o 1º e o 2º par de patas encontram-se as glândulas coxais. os respectivos dutos ejaculadores e glândulas anexas. e a medida que os ovos evoluem vão sendo eliminados. dilatando-se apenas para constituir o reto.M. Na face dorsal dos tarsos do 1º par de patas dos Ixodídeos encontra-se uma depressão com cerdas sensoriais chamado de órgão de Haller.83. i. Os acessórios do sistema digestivo são as peças bucais e glândulas salivares em cachos (Fig. d. a respiração é cutânea. O tempo de oviposição varia com a quantidade de alimento ingerido Ahid. como dito anteriormente. Estes se distendem à medida que os carrapatos se alimentam até ocuparem todo o espaço interno do idiossoma. e. 84): são dióicos. É seguida por um curto e delgado esôfago até o intestino médio (estômago). Nos acarinos parasitas permanentes. o pulvilo. Ao reto desembocam dois tubos de Malpighi. o macho e a fêmea se juntam através de suas respectivas faces ventrais.divertículos intestinais anteriores. compreende um coração rudimentar e pequeno.M. gesôfago.faringe. O excretor onde ocorre a eliminação dos líquidos. Durante a copula. Somente no interior do aparelho genital feminino é que os espermatozóides adquirem mobilidade e fertilizam os óvulos. O sistema termina no ânus. O sistema respiratório dos acarinos de vida parasitaria temporário é do tipo traqueal. gênu.glândula salivar. na face ventral ou na face dorsal. de acordo com acarino é realizado pelas glândulas cutâneas ou pelas glândulas coxais. Existem varias espécies que possuem a capacidade partenogenéticas. Sistema reprodutor (Fig. . sexos separados. fêmur. O material ingerido é diferente conforme a fase de vida. cada um com um par de gônadas. 2009. Morfologia Interna e Fisiologia: Sistema digestivo: a cavidade bucal é limitada pelas peças bucais e sua cavidade. b. O intestino posterior retorna a situação de tubo delgado e mediano. o espermatóforo. 82). o ovário aumenta de volume considerável. h. f. Figura 82 .reto. tíbia e tarso. e os espermatozóides ficam em massas envolvidas por uma delicada membrana. c.tubo de Malpighi. onde parte uma rede de traquéias ramificadas que se abre para o exterior através de 1 par de aberturas espiraculares situadas ventralmente em duas placas estigmáticas localizadas após o IV par de patas nos Ixodídeos e entre o III e IV par de patas nos Argasídeos. Cada um compreende: coxa. cuja hemolinfa banha todos os órgãos. Sistema circulatório dos carrapatos não difere dos demais artrópodes. reduzem para 3 pares quando na fase de larva. este coloca seu hipostômio e quelíceras na abertura genital da fêmea para permitir a entrada dos espermatozóides. em número de 4 nos adultos e na ninfa. Na extremidade de cada uma tem um pedúnculo curto ou longo no qual estão inseridas duas garras.divertículos posteriores.Aparelho digestivo de um carrapato: a. S. j. trocânter. e continua com a faringe fusiforme que funciona como um órgão de sucção do sangue durante a alimentação do carrapato. proporcionalmente inverso quando na fase de ninfa e adulto. Esta porção se caracteriza por apresentar vários divertículos.intestino médio. como ocorre com o gênero Amblyomma.intestino posterior.

O escudo da fêmea é triangular.ovários. S. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Masculino: T. devido a mancha prateada que os machos trazem no escudo. que embora parecidas com os adultos. Imagem: Teleógina em ovipostura FAMÍLIA IXODIDAE O gênero Amblyomma. De acordo com a espécie o número de ninfas pode alterar.orifício genital. Spr. m. É a espécie de Amblyomma mais importante. é um ixodídeo de rostro longo e com o segundo segmento do palpo pelo menos duas vezes mais longo do que largo. . que se desenvagina no momento da ovipostura e produz uma substância aglutinante que impermeabiliza os ovos e os mantém próximos. Peritremas com aspecto triangular com ângulos arredondados. n.. na América Central. A eclosão depende das condições do ambiente.ovidutos. cajennense Carrapato de olhos brilhantes (Fig. Constituído por 102 espécies no mundo. É o vetor da Babesiose eqüina no Brasil e da Febre Maculosa no homem. Essa por sua vez possui uma glândula situada acima do capitulo.pela fêmea. p. Ahid. em qualquer fase de sua evolução. causada pelo Rickettsia rickettsi. Cd.58 - .vagina. Figura 83 – Aparelho genital: Feminino: l. 2008) Figura 84 – Estrutura de uma evolução de um carrapato Ixodídeo.glândula acessória. que após alimentar-se mudam para ninfas.testículos. contem os carrapatos maiores e mais ornamentados. Gnatossoma com base retangular.canal deferente. 85). o. Coxa I com dois espinhos desiguais. arredondado anteriormente e apresenta desenhos de cor castanho-avermelhado sobre um fundo mais claro. (Ahid. no Brasil há 33 espécies.M. órgão de Gené. O hospedeiro preferido da fase adulta é o cavalo e o boi. uma zoonose que circula entre carrapatos e hospedeiros vertebrados. Rostro longo. Festões marginais presentes. Hipostômio com três fileiras de dentes de cada lado. mas em torno de 40 dias emergem as larvas. Esta espécie comumente ataca o homem em enormes quantidades nas estações secas e frias.útero. Neste gênero. por sua distribuição geográfica e por parasitar grande número de animais domésticos e silvestres. possuem um par de olhos simples. No Brasil é conhecido como Carrapato do Cavalo ou "Carrapato Estrela". Machos desprovidos de placas anais. não possuem os órgão reprodutores. festões marginais presentes e escudo ornamentado. espermioduto. Escudo do macho com ornamento prateado. q. A. 2009. Colômbia e Brasil.M.

Vista dorsal de macho. Amblyomma O carrapato A. Es. que ocorre em um período médio de 25 dias. as larvas desprendem-se do hospedeiro. cajennense necessita de três hospedeiros de espécies iguais ou diferentes para completar seu ciclo de vida. para realizar uma muda para o estágio ninfal. S. . 2009. A ninfa pode aguardar em jejum pelo hospedeiro por um período estimado de até um ano.M. OI – olhos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Após este período. Após a fixação das larvas no hospedeiro. caem no chão e buscam abrigo no solo. 86). Fe – festões marginais. que pode variar de um a três anos. se solta do hospedeiro. Seu período máximo de atividade é observado durante os meses de julho a outubro podendo também ocorrer durante o ano todo dependendo das condições ambientais do local onde está ocorrendo. cajennense. As larvas podem permanecer no ambiente até 6 meses sem se alimentar (Fig.M. durando esta fase de parasitismo aproximadamente 5 dias. As larvas ou as ninfas desses carrapatos são denominadas de "micuins". vista ventral do macho. estas iniciam o repasto. Todas as mudas ocorrem no solo. "carrapato pólvora" e "carrapatinho”. dependendo das condições climáticas. a ninfa se fixa e inicia um período de alimentação de aproximadamente 5 a 7 dias quando.Ciclo evolutivo de um carrapato de três hospedeiros. Encontrando o segundo hospedeiro. cai no chão e realiza a segunda muda. Figura 86 .Figura 85 – A.59 - .. Ap – área porosa. Ahid. completamente ingurgitada.escudo. fêmea.

também registrado em bovinos. onça pintada. em fortes infestações. observada durante os meses de outubro a março no sudeste brasileiro. no macho é de cor castanha escura. Esta fase. 88). Imagem de fêmea recém emergida (Ahid. Quando isto acontece. 87). Figura 87 – Gnatossoma: A– do macho. Hipostômio com 4 fileiras de dentes recorrente de cada lado.Após um período de aproximadamente 25 dias emergem um macho ou uma fêmea jovem que. (1965). Apostila Didática em Entomologia Veterinária. acasalam-se e a fêmea fertilizada inicia um processo de ingurgitamento que finda num prazo aproximado de 10 dias. pode permanecer sem se alimentar. com presença de células caliciformes. Após este período. S. É a única espécie conhecida do gênero. Esta ingurgita entre 9 a 23 dias e inicia a postura de 3 a 15 dias após a queda. cervídeos e cão. As transformações de larva a adulto ocorrem sobre o mesmo hospedeiro. B– da fêmea. É um dos principais vetores da B. coxas de tamanho crescente do primeiro ao quarto par de patas. aguardando o hospedeiro. vista dorsal.Carrapatos em cães no Brasil Ahid. machos e fêmeas fixam-se. vista dorsal.M. O local preferido de infestação é a orelha e divertículo nasal. completa o ciclo biológico da espécie e indica a ocorrência de uma geração anual da espécie. fazem um repasto tissular e sanguíneo. Peritremas ovais salientes bem características. nitens (Neumann): macho. Dermacentor (Anocentor) nitens: Carrapato da Orelha dos Eqüinos .. ser encontrado em qualquer parte do corpo. agentes da babesiose eqüina. Carrapato de único hospedeiro. asnos e mulas.M. Os adultos copulam dois dias depois de sua emergência e assim permanecem (in cotu) até o desprendimento da fêmea. Figura 88 – A. De Diamant & Strickland. 2009. Tem contorno arredondado nas fêmeas. Palpos curtos. 87). de coloração castanho-avermelhada. olhos presentes. cabras. mostrando células caliciformes. ovelhas. Escudo sem ornamentação. Parasita cavalos. 2008). Supurações predispõem ao parasitismo por miíases. C– placa estigmática do macho. a fêmea se solta da pele e cai no solo onde inicia uma nova geração.60 - . Coxa I bífida em ambos os sexos. Rhipicephalus sanguineus . moderados em largura (Fig. podendo. equi. caballi e B. Base do capitulo retangular. em 7 dias. lembrando dial de telefone (Fig. Os ovos são avermelhados. Neste ambiente. . De Lopes & Macedo (1950). Sulcos marginais ausentes nas fêmeas (Fig. por um período de até 24 meses. encontram-se aptos a realizarem seu terceiro estádio parasitário.

O gênero Rhipicephalus abrange aproximadamente 70 espécies de carrapatos. vista dorsal. ts – tarso. apenas R. macho. comuns em cães no nosso país. encontra-se amplamente distribuído em todas as regiões zoogeográficas do mundo.R. faz com que as populações do parasito. espalhando-se pelas habitações. são transmissores da Babesia e Erlichia. vista ventral. da hepatozoonose e da erliquiose. Todavia. freqüentemente abrigando-se em frestas e forro dos canis. pescoço e patas. o único vetor. Na fase parasitária.Carrapato marrom do cão (Fig. Peritremas em forma de vírgula. Seu ataque causa grande irritação e desconforto nos animais. Estes produtos devem ser reaplicados com base nos períodos de eficácia Ahid. Os adultos preferem instalar-se na pele.61 - . entre o coxim plantar e as orelhas do cão. no ambiente.coxa. encontrado com freqüência na orelha. encontrados às vezes em grandes números. Destas. no pavilhão auricular e nos espaços interdigitais. 89). Quando não existem outras áreas infestadas por perto. ge – genu. cx . três a quatro aplicações com intervalo de 14 dias são suficientes. mesmo após diversas infestações. O fato de apresentarem de 2 a 3 gerações por ano e de poderem completar seu ciclo de vida tanto em ambiente domiciliar como peridomiciliar. fe – fêmur. é o R. comprovado cientificamente. Base do gnatossoma hexagonal. Os adultos têm uma forte tendência para escalar muros e cercas. em grande número. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. debaixo de móveis e outros locais. sanguineus. comumente encontrado parasitando o cão e outros mamíferos e aves. da hemobartolenose.. única espécie do gênero nas Américas. quase todas com origem na região Afrotropical. ti – tíbia. sanguineus é vetor de diversos patógenos de importância para os cães. Esse é um carrapato típico de três hospedeiros (larvas. sanguineus encontra-se no ambiente e apenas 5% no animal. em qualquer fase de desenvolvimento. sanguineus. S. com perdas de sangue. as três fases evolutivas do carrapato podem estar presentes em quase todo o corpo do hospedeiro. . Figura 89. o cão. Particularmente no que diz respeito a babesiose e à erliquiose.M. Borda posterior com festões marginais. De Pinto (1938). ninfas e adultos vivendo em hospedeiros separados). Coxas I armadas de espinhos. No ambiente é visto nas frestas e buracos das instalações. Isto é viável para cães confinados em pequenas áreas. Eles desprendem-se dos cães. 2009. Uma seria através de tratamentos carrapaticidas diretamente no ambiente. Hipostômio com três fileiras de dentes de cada lado. sendo de difícil controle. O R. em altas infestações. "Carrapato vermelho do cão". sanguineus. também possam atingir níveis insuportáveis em pouco tempo. Uma característica é a ausência de resistência de cães ao carrapato. larvas e ninfas são encontradas notadamente no pescoço e outras regiões anatômicas do cão e as fases adultas. incluindo os agentes da babesiose. Escudo dorsal de cor castanha com margens esbranquiçadas. Tanto os adultos como as formas imaturas são altamente específicas ao seu hospedeiro natural. há duas formas de se atingir essa população. tr – trocanter. Com escudo sem ornamentação. Machos com duas placas adanais triangulares e duas vezes mais longas que largas. Sabendo-se que 95% da população de R.M. Espécie de grande importância veterinária.

S. podendo infestar também búfalos. Tais prejuízos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. Imagem do macho (AHID. e termina em uma das alternativas: a) quando a fêmea morre antes da postura ou produz ovos inférteis. coelhos. sem ornamentações (Fig. d) pela redução da qualidade do couro do animal.M. cavalos. ou ainda. c) pela transmissão de agentes infecciosos. Placas peritrematicas circulares.placas adanais. excepcionalmente ataca o homem. Quando as infestações por R.Carrapato de Bovinos Tem corpo pequeno. A fase não parasitária começa com a fêmea fecundada e alimentada. gatos. caindo ao solo para realizar a postura. promovendo diversas alterações e conseqüências fisiológicas. burros. cães e porcos.M. com destaque das placas adanais.Face dorsal do macho e da fêmea. Espécie muito abundante. suas larvas morrem sem alcançar um hospedeiro adequado. sanguineus abrangem casas vizinhas medidas de controle entre os vizinhos devem ser tomadas em conjunto Rhipicephalus (Boophilus) microplus . Na -ânus.preconizados. Hipostômio mais logo do que os palpos. Em infestações pesadas. Capitulo hexagonal. são evidenciados. ausentes. ovelhas. Peperitrema. O carrapato do bovino é um ectoparasita de enorme importância na pecuária nacional. Sulco anal e festões marginais.orificiogenital. pela: a) ingestão de sangue (uma fêmea pode ingerir até 2 mililitros de sangue durante sua alimentação sobre o hospedeiro) que. Pa . principalmente.62 - . 2008).sulco anal. As . Aparelho bucal curto. dependendo do número de infestações. Os prejuízos à pecuária brasileira. o corpo termina em ponta aguda. parasitando predominantemente os bovinos. que se realiza no solo e na vegetação. Por exemplo. nos bovinos. . veados campeiros. b) pela inoculação de toxinas nos hospedeiros. capivaras. cabras. verificadas por ocasião de seu beneficiamento no curtume. 90). pode comprometer a produção de carne e leite. em virtude das perdas econômicas que causa aos produtores. por causa das cicatrizes irreversíveis ocasionadas durante a alimentação. Machos com 4 placas adanais longas. principalmente da Tristeza Parasitária Bovina (TPB) causada pelos protozoários Babesia bigemina e B. e apresenta duas fases: a de vida livre. cervos. e a parasitária. superam a um bilhão de dólares anualmente. Apesar de ser encontrado com freqüência e em altas infestações em determinados locais. realizada no corpo do hospedeiro. Ahid. Figura 90 . Pc – prolongamento caudal. 2009. Face ventral do macho: Og. bovis (babesiose) e Anaplasma marginale (anaplasmose).. e b) quando as larvas oriundas de ovos dessa fêmea conseguem alcançar um hospedeiro suscetível. preguiças. camelos. podem acarretar a morte de bezerros e mesmo de animais adultos. então deve ser reaplicado a cada 15 dias. se o produto apresenta um período de eficácia maior que 95% sobre o hospedeiro por 15 dias. Ciclo biológico: só utiliza um hospedeiro em seu ciclo evolutivo. como a inapetência alimentar.

M. Para compensar a restrição imposta à fase de vida livre do seu ciclo biológico. As larvas. O tempo necessário para que o carrapato complete o seu ciclo biológico depende do tipo de ciclo e das condições climáticas. A quantidade de ovos postos por fêmea. é necessário que haja contato físico com o mesmo para que eles sejam transferidos e iniciem a fase parasitária. S. depende da temperatura. existem duas alternativas para o controle: fora do hospedeiro e sobre o hospedeiro. porque.A fase parasitária. as fêmeas depositam no ambiente. em países tropicais. em geral. dentro de cada grupo de carrapato. As larvas podem detectar odor. eclode a grande maioria das larvas. até encontrar condições favoráveis ao parasitismo. As fêmeas só se ingurgitam completamente após o acasalamento. também são muito resistentes e são capazes de passar longos períodos em jejum. dentro de cada espécie. Os machos permanecem no hospedeiro por várias semanas ou meses. . Apostila Didática em Entomologia Veterinária. iniciam o processo de subida e descida em direção ao ápice das plantas ao redor do local onde nasceu. em países de clima frio. O tempo de duração deste período. geralmente pequenos mamíferos e aves que habitam no solo. podendo variar de alguns meses. com duração média de 23 dias. estando sujeitos a predação e a condições climáticas adversas. em torno de: Rhipicephalus (Boophilus) microplus 2000 a 3000 Amblyomma cajennense Cerca de 5000 Rhipicephalus sanguineus Cerca de 3000 Dermacentos (Anocentor) nitens Cerca de 3500 As larvas ao saírem do ovo já possuem um aspecto semelhante ao do carrapato adulto. pode ser realizados por meio de rotação de pastejo. há Ahid. Apesar de poderem detectar a proximidade do hospedeiro na vegetação. desprendem-se desse hospedeiro. até anos. aguardando a passagem dos hospedeiros. Ainda que pouco utilizado. Após a última muda. como ninhos e tocas de seus hospedeiros. inicia-se com a fixação das larvas em hospedeiro susceptível e termina quando os adultos incluídas as fêmeas fecundadas e alimentadas. milhares de ovos dos quais. Após uma muda. Em função do ciclo biológico. podendo se alongar quando essas se tornam baixas. por sua vez. implantação de lavouras. originam-se os adultos. A maioria das espécies de carrapatos é silvestre e habita florestas e pastagens. são imaturas sexualmente. a quantidade de ovos desovados pelas fêmeas dos carrapatos. CO2 e vibração do ar devido ao movimento dos animais hospedeiros. os carrapatos dispersam-se muito pouco percorrendo distâncias muito curtas. Exceto para Ixodes. Algumas espécies de forrageiras têm influência na sobrevivência das larvas nas pastagens. em função da forma de crescimento e características específicas de cada uma.. desprendem-se do hospedeiro. uso de agentes biológicos etc.63 - . Em média. Biologia e Comportamento dos carrapatos. Após o acasalamento. a perda de umidade e protegendo-se da incidência direta dos raios solares. parasitando várias espécies de animais hospedeiros. a cópula dos ixodídeos ocorre sempre no hospedeiro. Na vegetação. Muitos morrem antes mesmo de encontrar seus hospedeiros. algumas vezes acasalando-se com várias fêmeas. Ao contrário dos insetos. dá origem às ninfas. Controle fora do hospedeiro. está relacionada com o seu respectivo peso. 2009. A fase parasitária compreende menos de 10% da vida do carrapato e é adaptada para alimentação sangüínea no hospedeiro. alteração de microclima. as fêmeas ingurgitam. São necessários um ou mais hospedeiros para completar seu ciclo de vida que consiste em três fases: larva. desse modo. e procuram locais abrigados no solo dando início à fase de vida livre do ciclo biológico. fica agrupada evitando. introdução de espécies de gramíneas com poder de repelência e ou ação letal ao carrapato. Poucas espécies são encontradas em ambientes restritos. calor. ninfa e adulto (estágios móveis e hematófagos).M. permanecem inativas na vegetação do solo por vários dias enquanto sua cutícula endurece e então quando estão aptas a infestar os animais.

. destacam-se o capim-gordura. Vive nas frestas e buracos dos galinheiros e nos troncos de árvores. Assim. que resulta em repelência ou morte das larvas. pela ausência de animais na área. dorsal (pour-on e spot-on) ou injetável. como a concentração. denominado de "biocarrapaticidograma". hoje disponíveis. podem alimentar-se no mesmo animal várias vezes ou em vários animais (da mesma espécie ou não) durante seu ciclo de vida e se reproduzem continuamente ao longo do ano. de uma vacina biológica GavacÒ. ou cabanas rústicas. enquanto as larvas fixam-se em seus hospedeiros por aproximadamente 7 a 10 dias. mecanismos genéticos. nas condições brasileiras em campo. número de animais. os piretróides e as avermectinas. tanto nas concentrações e na dose por animal. disponível no mercado. assim como a mudança de produto quando necessária. Este gênero é mais abundante nas regiões áridas que apresentam longas estações secas. Cada método apresenta suas vantagens e desvantagens e a escolha depende da região geográfica. pode selecionar a mais resistente e/ou os animais mais resistentes dentro da mesma raça. A maioria das espécies está associada às aves. Nesse caso. aplicado de forma correta. patos e pássaros silvestres. Vários são os grupos químicos de carrapaticidas. tipo de criação. as formamidinas. o cruzamento entre raças e a seleção entre e dentro de raças. A implantação de lavoura. S. Recomendam-se aplicações com intervalos de 14 a 21 dias para os produtos convencionais (piretróides). Controle sobre o hospedeiro É feito pelo uso de raças resistentes. A escolha e o uso correto. Os argasídeos que vivem em um habitat relativamente estável.formação de um microambiente. para a indicação correta de qual produto usar. imersão. Carrapato de Galinha Argas miniatus É a espécie brasileira de carrapato de aves. a carência para o abate e ordenha. garantindo ainda a obtenção de alimentos saudáveis. pombais. os habitats dos argasídeos estão intimamente associados àqueles relacionados ao homem e animais domésticos: pocilgas. 2009. A utilização da resistência natural do bovino ao carrapato tem por base as raças resistentes.M. com o objetivo de recuperação de pastagens. larva. entre outros fatores. A maioria das espécies. é uma prática que indiretamente auxilia o controle do carrapato. machos e fêmeas estéreis. e de químicos (carrapaticidas). com resultados satisfatórios na redução de até 65% do número de teleóginas dos animais. FAMÍLIA ARGASIDAE Família Argasidae (Fig. como o uso de feromônios associados a substâncias tóxicas. no caso das avermectinas. .64 - . manejo.). devem-se respeitar as recomendações do fabricante. A aplicação desses produtos é feita por meio de pulverização. Os adultos acasalam-se fora do hospedeiro e a fêmea realiza postura após cada repasto sanguíneo. Os produtos carrapaticidas constituem uma opção que melhor resultado oferece ao produtor no combate ao carrapato. o andropógon. Dentre estas. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. como os organofosforados. o produtor. O ciclo de vida compreende ovo. Outras formas de controle. Além de parasitando galinhas. Antes de cada muda ocorre um repasto sangüíneo salvo raras exceções em que pode ocorrer duas refeições em ninfas antes da ecdise. os estilosantes (Stylosanthes spp. O Argas tem hábitos noturnos. A utilização dessa prática é uma alternativa viável no combate ao carrapato. Em geral. galinheiros.M. quanto na freqüência de aplicação. estão em fase de experimentação e ainda não constituem alternativas viáveis ao controle desse parasito. são fatores preponderantes para a obtenção de resultados esperados. deve-se proceder o teste de sensibilidade dos carrapatos aos carrapaticidas. o capim-elefante. A vacina disponível no mercado (GavacÒ ) é um antígeno recombinante. sendo também encontrada em pombos. não causa a morte dos carrapatos. Para cada produto. livres de resíduos e a preservação do ambiente. ninfas e adultos alimenta-se muito rapidamente (cerca de 30 a 40 minutos). 91). voltando Ahid. ao explorar raças taurinas. a dose por animal. saindo à noite para sugar os hospedeiros. O primeiro sinal do aparecimento da resistência é quando um produto. ninfas (vários estágios) e adultos.

Apostila Didática em Entomologia Veterinária. A cópula ocorre fora do hospedeiro. a fêmea realiza de 8 a 10 posturas. De Pinto (1938).M. A – vista dorsal. O ciclo (Fig. Este carrapato é o vetor da Borrelia anserina e Aegyptanella pullorum entre as aves. As toxinas desses carrapatos podem determinar paralisia nos animais. animais silvestres e o homem.M. assim no adulto passa ser vestigial. felinos.65 - . mesmo na ausência do seu hospedeiro ideal.Ciclo de biológico: Argas sp. O estádio adulto possui uma constrição ao nível do IV par de patas dando-lhe um aspecto de violino. mas antes. Hipostômio bem desenvolvido e apical no estádio de larva e a medida que vai evoluindo vai regredindo e migra para a face ventral. por mais ou menos 6 meses. Não possuem olhos. Possuem dois estádios ninfas que permanecem na orelha e se transformam em adultos fora do hospedeiro. intercaladas com repastos sanguíneos. O período de incubação dos ovos é em torno de 20 dias. a fêmea inicia postura parcelada. 93). suínos. Os adultos podem viver por vários anos. Fêmea. num total de 700 ovos por fêmea. S. eqüinos. Parasita de ruminantes. Quando na fase de larva e de ninfa parasitam a orelha permanecendo fixos nas áreas livres de pêlos. Podem atacar o homem e sua picada causa intensa dor.Argas miniatus (Koch). Estes não se alimentam e a após a copula. Após o acasalamento. O adulto não é parasito e vive em esconderijos. onde ocorre a copula. Figura 92. Otobius megnini: carrapato espinhoso da orelha (Fig. Tem o tegumento verrugoso quando adulto e espinhoso quando ninfa. Figura 91 . e a fêmea pode realizar várias posturas sem nova cópula.aos esconderijos assim que ingurgitados. 92) envolve um estádio larval e pelo menos dois estádios ninfais. cada postura é precedida de nova sucção. Ahid. . caninos. 2009. B – vista ventral. Infestações pesadas podem matar as aves por exanguinação. no solo..

com cutícula estriada contendo cerdas especializadas. Idiossoma sem a face dorsal nitidamente separado da face ventral. Tegumento mamilonado. B – Ornithodorus sp. caracteriza-se principalmente pela ausência de dentes no tarso do primeiro par de patas. A ovipostura dura de 1 a 2 meses. Os adultos estão sempre no solo. .. Todos os mamíferos domésticos e o homem. possuem anus terminal.M. B– vista ventral do Macho.2 a 0. espessas e cônicas. quatro pares de pernas em forma cônica. popularmente conhecida como “sarna” (Fig. Vista dorsal. Possuem cinco estádios ninfas. Nos adultos. Vista dorsal. as larvas desenvolvem-se por 3 dias e ninfas por 8 dias. a maturidade sexual se dá em 2 dias.A Figura 93. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.vista dorsal da fêmea. A escabiose desenvolve-se em 15 a 17 dias após a Ahid. ÁCAROS CAUSADORES DE SARNAS Ahid. Geralmente se alimento na área corpórea que está em contato com o solo. Parasita mamíferos. mas nunca escavado.M. eclosão dos ovos ocorre em três dias.S. pernas curtas. Corpo oval. scabiei: A .A – O. Figura 94 . O Ornithodorus brasiliensis é uma espécie desprovida de olhos. As ninfas e larvas são hematófagas. Hipostômio de varias formas. Na extremidade dos dois primeiros pares de pernas existem ventosas que estão fixas os apêndices pedunculados. S. 2009. O ácaro é cosmopolita. megnini (Dugés). nunca ocorre eliminação dos parasitos sem tratamento. Ciclo biológico. podem gerar um milhão em 2 a 3 meses. 2008 SUBORDEM ASTIGMATA (ACARIFORMES) SARCOPTIDAE Sarcoptes scabiei: ácaro causador da escabiose. Ciclo biológico: O ciclo deste parasito é autoxênico.66 - . Possui corpo circular e curto. 94). algumas dezenas deles.4 mm. Suas dimensões variam de 0.

Distribuição Mundial. 96). hospedeiro aviário (Fig. dos produtos do metabolismo dos parasitos aí depositados e da presença dos ovos. pernas curtas. Causam eriçamento e descamação da pele. espessas e cônicas. com corpo de formato circular. angolas. Transmissão por contato direto. Notoedres cati Tem o gato como principal hospedeiro. Em ratos domésticos e silvestres costuma localizar-se no pavilhão auricular. S. na cabeça de felinos. C Figura 95. levando à reação inflamatória. Sinais clínicos: Prurido intenso. ânus subterminal em posição dorsal e ausência de espinhos (Fig. Os adultos perfuram galerias ou túneis na epiderme. 95).67 - . A biologia é semelhante ao S. perus. escoriações por arranhadura na cabeça e pescoço. scabiei (Fig. vesículas. formação de tecido alveolar com câmaras repletas de ácaros. C. 2009. cutícula circular. Figura 96 . cujas fêmeas encontradas em aglomerados (ninhos). proliferação epidérmica com aumento de córneo. disseminação e linfadenomegalia. KNEMIDOKOPTIDAE Knemidokoptes mutans: são ácaros escavadores. Tem como hospedeiros as galinhas. urticária. Patogenia: Causa lesões escamosas secas (espessada). patas curtas e grossas.M. crostas brancoacinzentadas farináceas e aderentes. faisões. ponta do nariz região submaxilar. coelho e rato.N. 96).infestação. pombos. esquilos selvagens. o prurido intenso.Aspecto dorsal do acaro de aves Knemidokoptes . mutans K. No diagnóstico deve ser considerado o hospedeiro envolvido.Ciclo biológico. apódemas em forma de H. cati: A – face ventral do macho. dissemina-se para cauda e patas por contato quando o gato se limpa e dorme.M. A doença causada pelo ácaro decorre da perfuração da epiderme. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. em coelhos: lábios. crostas nas bordas das orelhas e patas. gallinae Ahid. estrias concêntricas. características e localização das lesões. B – face dorsal da fêmea. em volta dos olhos. de evolução lenta e pouco pruriginosa. prurido intenso. escoriações. Tamanho menor.. Ciclo do K. mas ocasionalmente o cão. . Ciclo evolutivo: Semelhante ao Sarcoptes. com localização nas patas.

peças bucais pontiagudas.. ao redor do ventre e peito.de Chorioptes não penduculado. Localização na pele próximo à base das penas. 97). trechos de lã (ovelhas) mais clara e em grandes áreas. caprinos e eqüinos. tri segmentada. pescoço. Figura 99 . De distribuição Mundial. pombos. aves arrancam as penas. Corpo oval.do macho. Tarso: A. Pedicelos não articulados (Fig. faisões e gansos. porém mais arredondadas. Ex: piretróide. bovis: Vista ventral. bovinos e eqüinos.C. ocasionalmente furões e raposa vermelha. dorso. formato oval. conservam-se grandes penas das asas e cauda.da fêmea. Patas salientes e alongadas. 98). prurido. . cacatua. Otodectes cyanotis: o acaro da sarna otodécica de cães e gatos. Ácaro não escavador. cabeça. Parasito de ovinos. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. patas com ventosas na extremidade em forma de taças (Fig. patas com ventosas na extremidade (Fig. B – de Psoroptes sp. aplicação de gotas de ivermectina a 1% sobre a lesão.Hospedeiros: Galináceos. Limpeza e pulverização do aviário. vista ventral do macho (FORTES). A . aplicação de ivermectina sistêmica e limpeza de gaiolas e puleiros. pele nua. 2009. Veja o ciclo na Figura 99. prurido. com remoção das crostas com óleo mineral. Os sinais clínicos são pequenas vesículas com exsudato seroso.P. patas projetadas além da margem corpo. 2008) Chorioptes bovis: tem como hospedeiros os ovinos. puleiros e ninhos. 100). S. direita. vista ventral da fêmea. base da asa.M. cuniculli (imagens de AHID. galos são mais susceptíveis. trechos de lãs mais claras. Figura 98. Localização na base do bico. formato oval. pilae Hospedeiros: Periquito australiano. Ahid. Para aves domésticas ou ornamentais o tratamento individual. perda da lã em grandes áreas e perda de peso. K. Produz escavação nas hastes das penas. Imagem esquerda: exemplares de Psoroptes. B. Tratamento para aves de criação comercial: tratar o lote com aplicação de acaricidas (pó ou spray). equi: esquerda.M. Os sinais clínicos: pequenas vesículas com exsudato seroso.Ciclo biológico do Chorioptes sp.. bovinos. PSOROPTIDAE Psoroptes sp: acaro não escavador possui peças bucais pontiagudas. prurido dor e irritação intensos. papagaio.68 - . De Hirst (1922). parte interna das asas e pernas e nas patas. Figura 97.

Orifício genital feminino ventral em fenda longitudinal. outras doenças que predispõem a sarna demodécica. Localização nos folículos pilosos e glândulas sebáceas (Fig. Foi observado que cães sadios em contato com infestados não contraíram a sarna. Arranhaduras nas orelhas (prurido). pêlos quebradiços. Os trombiformes que possuem um par de estigmas próximos ao gnatossoma. de forma irregular e descuidada (Ahid et al. Determina prurido. tegumento mole. possui boca modificada..Produz exsudato com cerume acastanhado. vista ventral da fêmea. com escudo dorsal anterior distinto. mau alimentação. localizado entre as coxas I e II. Figura 100. palpos bem desenvolvidos. Orifício genital masculino dorsal. em pelagens claras destacam-se como pontos castanhos. Ciclo: ovo – larva hexapoda – dois estádios ninfais octópodes – adultos. proporcionando aspecto de “sal e pimenta” na pelagem. Encontra-se aderidos a parte externa da haste. áreas de alopecia. S.M. Os gatos são muitos resistentes. situado ao nível da coxa IV. Nos suínos geralmente não é grave. Banhos freqüentes com sabonetes alcalinos.O. Ahid. quelíceras em estiletes. adultos com quatro pares de patas rudimentares (Fig. DEMODICIDAE: Corpo vermiforme. 2009. LISTROPHORIDAE Lynxacarus radovskyi: ácaro da pelagem de felinos. achatado lateralmente. Há quem discuta que seja induzido o contágio por queda de resistência. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. O contágio é discutido. Único gênero descrito Demodex.69 - . com variedades que parasitam o homem e vários mamíferos. altamente contagiosos. descamação epitelial em forma de caspa. arqueado dorsalmente. Balanço freqüente da cabeça. São ácaros transmitidos por contato e por fomites. urticária. 101). 102).M. secos e sem brilho. SUBORDEM PROSTIGMATA (TROMBIDIFORME) Acarinos de corpo alongado. São fortemente estriados. abdome alongado e estriado transversalmente. cyanotis: esquerda vista dorsal do macho. Massas fétidas no canal auditivo e pus (infecção). 2005). que se torna crostoso. em função da placa de quitina no propodossoma. . direita.

Mais freqüente nos de pelame curto (ex. Doberman). phylloides (hospedeiro suíno). Milbemicina ou Moxidectina. Cão com demodicose (imagem cedida por Kilder Dantas.M. Segundo Hirst (1919). 14/14 dias. cati. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. B: capitulo do mesmo vista dorsal. A pele torna-se rugosa e descamada. S. Pastor).A: D. O tratamento tópico: preparo do animal . o segundo. Imagens: exemplar fêmea e ninfa de D. acompanhadas de prurido.) de importância veterinária. Há três momentos clínicos distintos nesse tipo de sarna: o primeiro onde ocorre depilações e pequenas pápulas no cotovelo. . Ocorre invasão bacteriana surgindo pústulas e grandes abscessos no abdome. no jarrete e ao redor dos olhos.70 - .banho prévio c/ POB 2. 2007). surge depois de alguns meses com o aumento das áreas afetadas que se tornam vermelhas e inflamadas. C e D – D. aspecto dorsal e ventral. Há tumefação e blefarite. ovis (ventral). O cão exala odor repulsivo típico (imagem abaixo). 2007) A transmissão se dar pelo contato prolongado da mãe com a ninhada. na face interna das coxas e no focinho. 2009.5% e aplicar Amitraz (4mL/L água). Ahid. Antibioticoterapia. canis (AHID..Esquema do habitat de demodicídeos (Demodex spp. O Sistêmico: Ivermectina. vista dorsal. mas também de pelame longo (ex. o terceiro momento é caracterizado pela generalização dos sintomas e é a forma pustular. Figura 102 . E: D.Figura 101 .M.

Macho sem ventosas copuladoras adanais. . 2. 2. .Corpo globoso. 71 . Fêmeas – 1. no qual é dorsal. S.Patas posteriores. 2. 4 Machos com lobos opistossomais. 2. 3 e triarticulado.Margem posterior do macho com lobos abdominais: lobos opistossomais em Psoroptes e Chorioptes.Ventosas ambulacrárias com pedicelo simples e longo. 3.. 2. Fêmeas – 1. Curtas e espessas. 4 Fêmeas – ------ Ahid. Fêmeas – 1.Macho com ventosas copuladoras adanais para receber os Otodectes órgãos copuladores das fêmeas (tubérculos). 2009. Ânus Machos – 1. 2.M. . .M. 4 dorsal. . 2 Face dorsal com poucos espinhos. e pouco acentuado em Otodectes. . pelo menos as do terceiro par. 4 simples. 2. . Ventosas ambulacrárias em pedicelo curto e Machos – 1.3. Ventosas ambulacrárias em pedicelo curto e Machos – 1. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.Rostro longo e cônico. LOCALIZAÇÃO DAS VENTOSAS AMBULACRÁRIAS NAS PATAS Machos – 1. 2 Machos sem lobos opistossomais. Chorioptes .Margem posterior do idiossoma do macho desprovido de lobos abdominais (lobos opistossomais) Psoroptidae .Ventosas ambulacrárias com pedicelo longo e triarticulado ou curto e simples. . .Rostro curto e largo. 4 simples. salientes ao lado do idiossoma.CHAVE SIMPLIFICADA PARA IDENTIFICAÇÃO DOS GÊNEROS DE SARCOPTIFORMES (FORTES. Fêmeas – 1.Corpo oval. 2 Face dorsal sem espinhos. 3. Longas e espessas. Psoroptes Ventosas ambulacrárias em pedicelo longo Machos – 1.Patas posteriores encaixadas total ou parcialmente no Notoedres idiossoma. Machos – 1. 2.Ânus terminal com exceção do gênero Notoedres.Ânus terminal. . 4 Fêmeas – 1. 4 Machos com lobos opistossomais. Knemidokoptes CARACTERIZAÇÃO GÊNEROS Sarcoptes CARACTERIZAÇÃO Face dorsal com muitos espinhos. . 1997) FAMÍLIA Sarcoptidae .

Carrapato: controle ou erradicação. Biologia.M. 240p FORTES. ARMOUR. 3ª ed. GUIMARÃES. Parasitologia Veterinária: manual de referência. REY. 1983. RJ. Host-ectoparasite Relationships. Pleide/FAPESP. Guaíba: Agropecuária. EPUB. 1974) em gatos domésticos no município de Mossoró-RN. Ectoparasitos em caprinos e ovinos na região Semi-Arida do Rio Grande do Norte. MARTINS. S. SP. Revista Caatinga. 9. 12. SMM. 84p. 273p. 1992. Zool. Princípios de Entomologia.Laboratório de Parasitologia Animal do Instituto Biológico de São Paulo. 72 . 2. Textos publicados . Ícone. 2003. PRADO.. ROCHA. J. Off. ed. 3. Bras. N. PS. 1(4): 417-418. 149p. RL.. 856p. SP. DUCAN. 6. 2009. DP. 1991. Guanabarakoogan. 2004. AFT. RJ. 18. 2001. RJ. AHID. Atheneu. Rev. CELAD.. Sobre a ocorrência de uma nova praga. 331p. 20. 3a ed. 198p. Rev. SP. ed.12: 143-166. 2005. L. Manole. 19. 8. Bioecologia dos Triatomíneos Vetores da Doença de Chagas. REBÊLO. SP. SP. 95(6): 769-775. Guanabarakoogan.1994. et al. 1999. Parasitologia Clinica Veterinária. E. 501p. Dissertação de mestrado. Parasitologia Humana. S P. UFPR. URQUAHART. 2005. R 2000. JR. 1996. NEVES. 15. JH. 218p. SMM. Insetos de Interesse Médico-veterinário. São Paulo. RJ. 48: 56-60. LARA. 153p. Parasitologia Veterinária.. GM. Parasitologia. CARRERA.. 1975. DARCI. Vector Competence of Culex quinquefasciatus Say from Different Regions of Brazil to Dirofilaria immitis.ed. UFMA. SP.M. NELSON. A. HOPLA. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. GUIMARAES.REFERENCIAS 1.. JMM. KEIRANS. L. JH. As Miíases na Região Neotropical (Identificação. VASCONCELOS. 10ª ed. 5. KEMP. 1(4): 239-416p. PAPAVERO. Parasitologia Médica. Ectoparasites and Classification. NossoClínico. LOURENÇO-DE-OLIVEIRA. SIQUEIRA. 17 (2): 109-114. 10. Entomol. AHID. WJ. Vetor natural da Dirofilaria immitis (Nematoda) em MossoróRN. 2003.Sci. 5ª ed. JE. 2001. FOREYT. LIMA. 2002. 13.. Ectoparasitas de Importância Veterinária. 1982. MW. 3ª. 1997. SP. W. 2ª. PM. Rev. 14. M. 16. Ícone. Ahid. Haematobia irritans no Brasil. 3ª ed. 176p. 872p. 7. CO. 11. ZAJAC. Guanabarakoogan. 4. Bibliografia). 2007. 2000. RJ. SLMA. Parasitologia Animal: Animais de Produção. JL et al. SUASSUNA ACD. Parasitologia veterinária. 228p. Mestrado de Ciências Animais da UFERSA. GS.13 (4): 985-1017. Zool. 51p. GUIMARAES et al. Ocorrência de Lynxacarus radovskyi (Tenório. CORVOVÉS. ROCA. FM. 1983. AHID. Bras. monografia de conclusão do Curso de Medicina Veterinária da ESAM. SLOSS. Mem Inst Oswaldo Cruz.. SMM et al. 22. AMARANTE. 6ª ed. Epiz. 2000. 17. AM. Journal Med. B. 21. AP. 23. 1998. Ed.. Int.. 2ª. Ácaros causadores de sarna superficiais e profundas em cães (Canis familiaris) e gatos (Felis domestica) no município de Mossoró – RN. VALÉRIO. PESSÔA S. TCGO.

Fig. Fig.M. demonstrando os troncos traqueais. Fig. 5: Exemplar de Hemiptera Fig. 5: Argasídeo: Argas persicus. hominivorax. 6: Felicola subrostratus. 5: Nematocera (mosquito) fêmea. 2009. S. Fig. Fig. Fig. Fig. Chave pictórica para identificação de carrapatos. 2: Casal de Sarcoptes scabiei. 4: Colpocephalum turbinatum Fig. Fig. Fig. Fig. 1 e 2: Cão e gato com demodicose. Fig. 1: Demodex canis Fig. 5: Menacanthus stramineus. 1:Exemplar de Struthiolipeurus rheae. Fig.PRANCHAS Prancha 1 Fig. Fig. 6: Ixodidae: Amblyomma sp. 3 e 4: Aves com sarnas por Knemidokoptes mutans. 6: Alimentação e digestão em um díptero hematófago Fig. 6: Estruturas das peças bucais. 3 Estigma de larva de mosca varejeira Fig. Fig. 4: Lipeurus caponis. scabiei. Fig. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. 6: Brachycera (mutuca) fêmea. 4: Sistema respiratório. 1: Phthiraptera: Ischnocera: Damalinia caprae. de caprino. Fig. 7: Macho de Pulex irritans. 1: Morfologia interna de díptero. 5: Adultos de Psoroptes sp em copula.. Fig. Fig. 2: Diptera Stomoxys calcitrans. 3: Ovos e Ninfas de S. 6: Lynxacarus radovskyi Fig. 3: Fêmea de Ctenocephalides felis. Fig. 2: larva L3 de C. Fig. 2: Esquema do sistema circulatório. Fig. 4: Foco da abertura anal do Notoedres cati. Fig.M. 5: Cabeça: destaque aos olhos simples e compostos. Fig. 73 . Fig. Fig. 2: Linognathus stenopsis. Prancha 2 Prancha 3 Prancha 4 Prancha 5 Prancha 6 Prancha 7 Ahid. 1: Pseudolynchia canariensis Fig. 3: Sistema ganglionar.

M.PRANCHA 1 Ahid. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. S.M. 2009. 74 ..

PRANCHA 2 Ahid.M. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. S.. 75 . 2009.M.

76 .M. 2009. S.PRANCHA 3 Ahid. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.M..

M.M. 77 .. 2009.PRANCHA 4 Ahid. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. S.

Apostila Didática em Entomologia Veterinária. S.. 78 .PRANCHA 5 Ahid.M. 2009.M.

2009.M. 79 .M.PRANCHA 6 Ahid.. S. Apostila Didática em Entomologia Veterinária.

M. 2009. 80 ..PRANCHA 7 CHAVE PICTÓRICA PARA IDENTIFICAÇÃO DE CARRAPATOS Ahid.M. Apostila Didática em Entomologia Veterinária. S.

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