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Questionario_(2)

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  • QueStioNáRio eLABoRADo PeLoS óRgãoS PúBLiCoS FeDeRAiS
  • QueStioNáRio eLABoRADo PeLo meC
  • QueStioNáRio eLABoRADo PeLo mDS
  • DeCReto Nº 7.237, De 20 De JuLHo De 2010
  • DeCReto Nº 5.154 De 23 De JuLHo De 2004
  • DeCReto Nº 5.245 De 15 De outuBRo De 2004
  • Lei Nº 12.101, De 27 De NoVemBRo De 2009
  • Lei No 11.096, De 13 De JANeiRo De 2005
  • PoRtARiA Nº- 920, De 20 De JuLHo De 2010
  • ReSoLuÇão Nº 109, De 11 De NoVemBRo De 2009
  • DeCReto No 2.536, De 6 De ABRiL De 1998
  • DeCReto No - 7.300, De 14 De SetemBRo De 2010

Nova Lei da Filantrópia Perguntas e Respostas

2011

Questionário elaborado pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, todos os direitos reservados. Dezembro de 2010.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CATÓLICA DO BRASIL SRTVS Quadra 701 Bloco O Sala 135 - Edifício Multiempresarial - 70340-000 - Brasília-DF Fone: 61 3533-5050 / 3226-5655 - Fax: 61 3533-5070 - E-mail: anec@anec.org.br

Prezada Associada,

No final de 2010, a ANEC solicitou às Instituições associadas que enviassem perguntas referentes à nova Legislação da Filantropia. Neste sentido, organizamos as mais frequentes dúvidas sobre o assunto na forma de um questionário, onde as devidas respostas poderão ser encontradas. Algumas perguntas foram descartadas por não fazerem parte do assunto em questão, ou seja: filantropia. Outras foram descartadas por estarem repetidas ou foram incorporadas a outras que estavam incompletas. A intenção deste questionário é dar um subsídio básico aos quais nortearão a interpretação deste novo marco da filantropia. É importante lembrar que este questionário não substitui as orientações prestadas por assessores particulares. A intenção é compartilhar informações que possam dar sustentabilidade para as tomadas de decisões. Todas as respostas estão embasadas nas normas vigentes de 2010, porém, em alguns momentos foi necessário consultar as legislações mais antigas. As respostas foram elaboradas por uma equipe de advogados e contadores especialistas no assunto tratado. Lembramos que em 2011, foram publicadas novas normas, como por exemplo, a do MDS. Caso tenha dúvidas quanto a esta nova norma, favor enviar as perguntas. Neste documento ainda contém perguntas e respostas elaboradas pelos órgãos públicos, como o Ministério da Educação, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, e por fim, o Ministério da Saúde. No final adicionamos algumas legislações que julgamos necessárias para um melhor estudo. A ANEC agradece a confiança depositada. Em caso de dúvidas, solicitamos que entre em contato para melhores esclarecimentos.

Coordenação da Câmara de Mantenedoras E-mail: mantenedoras@anec.org.br Fone: 61 3533-5052

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............................................................................................. de 13 de janeiro de 2005............. de 20 de julho de 2010 .....74 Decreto nº 2............21 Questionário elaborado pelo MDS ................................................ de 20 de julho de 2010 ............237.........................58 Lei nº 11....................................................... de 23 de julho de 2004 ...........................73 Resolução nº 109............................................................................................................................................................. de 6 de abril de 1998 ................................................................................... de 11 de novembro de 2009 ....24 Questionário pelo Ministério da Saúde ....................................................................................................................................................................56 Lei nº 12..................................................................... de 14 de setembro de 2010 ....................67 Portaria nº 920...................SumáRio Perguntas e Respostas ...................................................................34 Decreto nº 7............................................................. 6 Questionário elaborado pelos órgãos Públicos e Federais .................536.54 Decreto nº 5...........................................................................300.....................................................................................20 Questionário elaborado pelo MEC .........................................................................41 Decreto nº 5................................................................................................154.......................................................101......................................................................................................................................................................................................................... de 27 de novembro de 2009 .....110 Decreto nº 7................................................................. de 15 de outubro de 2004 .....................113 Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 5 ...........................096..................................................245.

Saúde e Assistência Social que queiram integrar-se ao universo de certificação titulada pelo CEBAS. do percentual de 20% a ser efetivado em mínimo de gratuidade. ¼ do total. da Constituição Federal que determina a observância para se exigir contribuições sociais decorridos 90 dias da publicação da lei.Art. entendemos ser aplicável o dispositivo em comento para as obrigações estipuladas. Muito embora a norma constitucional diz respeito à lei que exija a contribuição. por determinação do § 6° .Art. no universo de comprovação. No entanto. 10 diz respeito ao ditame de regras para definição do número de alunos que serão beneficiados pelas bolsas de estudo. Porém.101 ou pela lei 11. o início de vigência do marco legal em questão merece ponderação e destaque. vinculado às contribuições sociais. As instituições de ensino superior que não aderiram ao PRouNi. É importante ressaltar que essa norma não impede que a entidade realize percentuais superiores a esse limite.096? A legislação aplicável à filantropia diz respeito à Lei n° 12. aplica-se o disposto no § 6° .101/09. Porém. conforme entendimento de que essa legislação tem caráter tributário e. 2. independente de adesão ao PROUNI. A vigência do novo marco da legislação da filantropia não altera o exercício contábil. 45 da Lei n° 12. deve a contabilidade refletir a execução da atividade da entidade. Nesse caso. as instituições que militem no campo do ensino superior.PeRguNtAS e ReSPoStAS 1. passados 90 dias a partir de 30/11/09. O caput do citado Art. poderá utilizar-se de parte da assistência social? e quais os projetos sociais que serão aceitos pelo meC? e quantos por centos pode representar estas gratuidades com assistência? As exigências da lei para o universo da Educação é de que a gratuidade seja realizada num patamar mínimo de 20% calculado sobre a receita efetivamente recebida. 2011 e 2012). Considerando o que dispõe o Art. as instituições que realizem a atividade preponderante de educação deverão no processo de adaptação da legislação em relação às suas operações ocorridas nos próximos três exercícios (2010. Ou seja. 10 da Lei n° 11. 195. 13 dessa lei. tem sua aplicação a partir da vigência. até que seja por suposição afastada em sua aplicação por determinação legal. de observância à todas as entidades da área de Educação. as obrigações advindas dessa legislação entram em vigor na data de sua publicação. Considerando-se o princípio da oportunidade. em 30 de novembro de 2009. para atingir o percentual de 20% de gratuidades. sua vigência começa a partir de 01/03/2010.096/05. além de requisitos especiais que deverão guardar esses alunos. em qual exercício contábil começa a vigorar a aplicação das gratuidades educacionais de 100% e de 50%? Toda e qualquer legislação. deverão reger-se pela lei 12. a entidade de educação só poderá comprovar para fins dessa legislação. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 6 . ou seja. limitar as ações de assistência social no patamar máximo de 25% do total da gratuidade a ser realizada. deverá limitar-se ao mesmo.101/09. 3. As entidades mistas de ensino e assistência social. deverão observar a aplicação do art. Já no campo da Assistência é que essa seja inteiramente gratuita. por simetria jurídica. No entanto. Assim.

porém ó processo de seleção já está aberto. o que dariam 25 integrais.101/2009).. Assim. Dentro da execução desse percentual financeiro. visto que quando o certificado em análise for deferido..) poderá estabelecer procedimento operacional para atestar da situação em que se encontra o processo da entidade. considerar o momento em que o benefício está sendo concedido e não no momento de início das aulas. Sabemos que o critério base é o salário mínimo. estipula que “. o CNAS quando atrasava o analise do processo emitia uma certidão a qual prorrogava o prazo de validade do certificado anterior aprovado. esses seis meses deverão relacionar-se ao termo final do triênio em questão.o protocolo de requerimento de renovação servirá como prova da certificação até o julgamento do processo pelo Ministério competente”. as bolsas parciais devem ser oferecidas para compor. No Artigo 13. o meC. Muito embora não se tenha o certificado atual já renovado. o pedido de renovação da certificação deverá ser protocolado com antecedência mínima de 06 meses antes de vencer o certificado. 8° do Decreto n° 7. inicialmente. o mDS e o mS imitirão este certificado? A nova lei da filantropia contempla este direito? Se a Lei da filantropia não contempla qual lei podemos usar como referencia para contemplar tal necessidade? Um instrumento de procedimento interno (instrução. portaria. ( Parágrafo primeiro do Art. o critério inicial é o de valor financeiro. na proporção de 1 aluno bolsista para cada 9 alunos pagantes. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 7 . Alínea b: As bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento). o percentual financeiro (20% em gratuidade) se este não estiver já atendido pelas bolsas integrais. valerá para o triênio subseqüente. Porém. o Art.4. Deve-se. no processo de efetivação das matrículas. devemos conceder em gratuidade de bolsas o percentual mínimo de 20% calculados sobre a receita efetivamente recebida na prestação de serviço de ensino. inciso iii. gostaria de saber se este critério usando o salário do exercício anterior causa algum problema jurídico e ou administrativo que possa comprometer o processo de seleção para a gratuidades que serão concedidas em 2011? Considerando a situação. em sua grande maioria.237/10. poderiam ser usadas para completar o número mínimo exigido na alínea a? exemplo: se preciso oferecer 60 bolsas integrais. terá a validade para os três anos subseqüentes ao termo final do certificado anterior. qual seja. Considerando que a Lei é do mês 11/2009. 13. mas só tenho 40. conforme estipula o caput do Art. 6. 5. o mesmo quando da sua ocorrência. 24 da Lei 12. §1º. 7. a partir de quando será contado o prazo uma vez que não temos o certificado aprovado da ultima renovação? O limite de seis meses para a realização do protocolo diz respeito ao exercício em que será protocolado o pedido de renovação do CEBAS. Ou seja. A quantidade dessas bolsas estará atrelada ao cumprimento do mínimo da gratuidade em R$. esses seis meses. etc. quando necessário para o alcance do número mínimo exigido (1 bolsa integral para cada 9 alunos pagantes). Assim. mas ofereço 50 bolsas parciais (50%). estas 25 poderiam ser somadas às 40 integrais para completar as 60 bolsas integrais que teríamos que oferecer? Primeiramente. no caso da educação básica. deve a entidade privilegiar as bolsas de estudo integrais. Neste sentido utiliza-se o salário mínimo de 2010. conforme previsto na norma citada. nesse sentido. Vamos conceder as bolsas para o ano 2011. o valor do salário mínimo a ser referenciado é o momento da disponibilização do benefício. vincula-se ao termo final de validade do certificado. Além disso. a não ser que estes sejam conformados.

no caso. o que é o número mínimo exigido? É atingir o número 1 para 9 ou o número exigido é os 20% sobre a receita? Conforme já dito na questão n° 6. E nesse cumprimento deve-se privilegiar a continuidade das concessões. 11. tanto a nível de percentuais financeiros quanto aos demais requisitos. a avaliação. Assim.8. o que não impede a entidade realizar gratuidades acima desse patamar. No molde dessa gratuidade é que deve prevalecer a condição de bolsas integrais e/ou parciais. esse Ministério poderá definir outros critérios no processo de concessão das bolsas. conforme previsto no caput do Art. entendemos que o processo de bolsas de estudo continua atrelado aos princípios que regem a Assistência Social. mas sempre limitadas ao percentual da gratuidade mínima. a regra inicial é a de 20% de gratuidade mínima calculada sobre as receitas de prestação de serviço de ensino efetivamente recebidas. 13 da lei. Mas essa continuidade parte da premissa do cumprimento da legislação. o aval da Assistente Social nas fichas sócio econômicas? Quais os documentos que devem compor este processo? o assistente social é obrigado a visitar a família para averiguação das informações prestadas? A presença do profissional de Assistência Social no processo de validação da concessão das bolsas está atrelado a competências específicas desse profissional atribuídas pela Lei que criou a profissão. uma vez concedida a gratuidade num determinado ano. No entanto. Nos documentos e ou edital pode-se criar uma regra que os alunos que reprovam a série automaticamente perdem as gratuidades concedidas? Qual a lei que ampara tal procedimento se for permitido criar esta regra? Se a entidade concessora do benefício da bolsa de estudo entender que esse critério é um critério de promoção e valorização do destinatário e de todos aqueles que concorrem a uma bolsa de estudo. utilizando-se do princípio constitucional da razoabilidade. tanto a documentação exigida quanto à necessidade de visita para averiguação da situação econômico-financeira do candidato à bolsa de estudo deve estar permeada pela interpretação do profissional de Assistência Social que terá cabedal necessário para definição desse procedimento. a necessidade de continuidade nos projetos sociais realizados é uma realidade própria da assistência para que essa não se transforme em assistencialismo. a reprovação. O que vai prevalecer é o cumprimento do mínimo em gratuidade. Essa é a mensagem do caput do Art. Chamamos a atenção que em caso de interpretação da lei por parte do Ministério competente que o critério apresentado representa tratamento diferenciado ou discriminatório. deve-se ter em mente que as sanções aplicadas ao beneficiário da bolsa de estudo guardem proporcionalidade com a falta cometida. entendemos que a presença do mesmo traz segurança jurídica necessária à validação do critério de seleção definido em lei. Saúde ou Assistência Social. no que tange a essa nova legislação. 10. 9. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 8 .101/09. Nesse sentido.237/10) qualquer referência à presença obrigatória desse escol de profissional.101/09 e Decreto n° 7. 15 da Lei n° 12. O que pode acontecer nesses casos é uma ingerência por parte do MEC que. no próximo ano estou obrigado a conceder novamente? Essa legislação traz como marca a certificação enquanto Entidade Beneficente de Assistência Social. este poderá ser rechaçado no processo de análise. É obrigatório. Muito embora não haja na legislação específica (Lei n° 12. independente se a atividade preponderante é de Educação. visto não haver normatização específica sobre a situação. Dessa forma. pode a entidade manter tal critério. independente do tamanho da escola.

o § 3º. da Portaria meC nº 3. essas atividades são. 13. entidade mista (educação e Assistência Social) que cumpre com gratuidades educacionais. 15. Nesse sentido. por ser uma atividade da grade curricular. Durante esse período. Primeiramente. No entanto. Também. na maioria das vezes. seu processo vai ter o parecer do mDS ou somente do meC? Quais as implicações para a instituição quanto a este procedimento? As entidades que realizem ações tanto no campo da educação quanto no campo da assistência social. O que a lei permite é o parcelamento dessa contratação que se resume nas mensalidades pagas. diante disso. Nesse sentido. Ou seja. deverão protocolizar seus processos no Ministério que represente a atividade preponderante. Quando concedemos uma bolsa de estudo. as ações realizadas no campo da assistência. essas ações não estarão ao abrigo da competência específica do Ministério respectivo. o custo já está amparado pelo valor da mensalidade paga pelo aluno. Essa vinculação deverá estar carreada juntamente com um critério de apropriação de custos que demonstre o esforço da entidade para disponibilizar o serviço prestado. iii. que não se encontram cadastrados na Rede SuAS. do artigo 13.101/2009 apresenta as questões relativas ao “ensino gratuito da educação Básica”. esta bolsa está vinculada à contratação.121/2005). é necessário que no Plano de Atendimento evidencie-se com linguagem própria e instrumentos de conformação essa vinculação dos atendimentos ao público alvo da Assistência Social. visto que. a nível de ensino superior. ou até mesmo bolsista.12. no caso do curso superior (em sua grande maioria) uma prestação de serviços que será executada no decorrer de um semestre. poderemos contemplar tais serviços no Plano de Atendimento ou não? o meC considera estes atendimentos como educação? É necessário separarmos o universo que contempla essas ações. Podemos contabilizar na Filantropia a bolsa Programa universidade para todos. se a entidade só evidencie como cumprimento da gratuidade as atividades de ensino. esse benefício não pode ser ofertado para outro aluno e deve ser considerada como de efetiva utilização. na maioria das vezes. Esse Ministério irá realizar a análise que lhe compete remetendo o processo ao Ministério subseqüente. nos casos de benefícios trancados no semestre do trancamento e nos 02 (dois) subseqüentes? (observação: pelo manual do Prouni a instituição deverá manter a bolsa de estudo do aluno trancada por até 03 semestres consecutivos. da Lei nº 12. Diz respeito às pessoas jurídicas que mantém escolas em que não se cobre pela prestação de serviços realizada a nenhum de seus estudantes. é evidente que tais ações geram benefícios ao público alvo da assistência social. da Assistência Jurídica. atreladas à grade curricular do aluno devidamente matriculado. No entanto. O único risco que envolve a questão é de que a entidade seja acusada de estar se apropriando de custos que não dizem respeito à assistência social. conforme §2º. o que se entende por isso? Essa norma diz respeito às unidades específicas que realizem o ensino básico de forma inteiramente gratuita. Devemos ter em mente que o aluno ou responsável financeiro contrata. 14. não serão analisadas para fins de certificação. do artigo 6. para que este valide o cumprimento dos requisitos relacionados à sua competência. os serviços prestados a título de Assistência pela universidade através das Clínicas escola. os 20% não se utiliza de ações sociais para fins do cumprimento dos 20%. do Juizado especial Civil (JeC) e do Serviço de Apoio ao Deficiente. o valor do bene- Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 9 . considerando-se o fato de que o aluno bolsista ocupa uma vaga que poderia ser ofertada a um outro cliente pagante. eles devem estar cadastrados no município através do Conselho municipal de Assistência Social? Dessa forma.

Assim. deve seguir a legislação do PROUNI. não se caracterizam como assistência social. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 10 . a empregados. regido pelos mesmos critérios e termos legais do Prouni. benefícios concedidos a título de favor. por analogia. sendo vedada a abertura de diligência para apresentação de documentos faltantes”. o mesmo está descaracterizado como tal. Saúde e/ou Assistência Social tiver como mote a vinculação jurídica que não a de destinatário da Assistência Social. médico ou psicológico. validar os requisitos exigidos pela legislação.101/2009. representa a suspensão do contrato.. Até porque. o que não foi previsto rol taxativo no corpo do Decreto. Seria legalmente e correto a instituição oferecer possibilidade de tratamentos dentários. 19.237/10. a única regra específica do PROUNI que se aplica às entidades pretendentes à certificação do CEBAS é a prevista no § 6° do Art. de forma que se permita ao Ministério competente para análise do processo. Qual o entendimento sobre o artigo 11 do Decreto nº 7. No caso da Lei n° 12. Isto porque o § 2° . diz a norma que os outros programas que ali não estejam previstos serão definidos em regulamento. e no caso. entendo que a IES está com sua vaga ocupada. na prática do contrato. Se há determinação legal para que essa vaga seja reservada. como se pode contabilizar o tempo despendido no(s) atendimento(s) para ser utilizado na Filantropia (lembrando que os atendimentos seriam feitos por alunos como partes de suas atividades acadêmicas)? A norma citada não traz em seu corpo a descrição desse tipo de atendimento. A necessidade de evidenciar nas demonstrações contábeis toda a rota patrimonial contábil por área de atuação. nos traz a informação que devemos manter o princípio da universalidade do atendimento. além de totalizar a pessoa jurídica. Senão. 18. não vinculase a estas regras. evidenciando que tais atendimentos não poderão ser contabilizados como SuS? Dessa forma. Além do mais.101/09. seja no campo da Educação. a associados. Por sugestão. do Decreto n° 7. uma vez criado um programa de concessão de bolsas. poderíamos aplicar. § 3º. pelo menos para o exercício referente à concessão da bolsa? (esclarecemos que também para esses alunos. vedando dirigir as atividades exclusivamente a associados ou a uma DeteRmiNADA CAtegoRiA profissional. esse valor faz parte do montante informado como concessão do PROUNI. do benefício. 13 dessa lei.Art. nada mais justo que a instituição se aproprie do benefício pelo período em que a bolsa esteja trancada. o benefício uma vez concedido não poderá ser utilizado para outro no mesmo exercício). o artigo 2º do Decreto nº 7. Entendo dessa forma. da Lei nº 12. O trancamento. o mesmo tratamento contábil dado a alunos do Prouni.237/2010 e qual a sugestão para o pleno cumprimento do artigo supracitado. 4°. a titulo de Programa de Apoio a Alunos Bolsistas.101/2009. Qual o correto entendimento sobre isso? O entendimento único é o de que se o benefício concedido.os requerimentos com documentação incompleta serão indeferidos e arquivados. é possível a realização de ações assistenciais aos alunos bolsistas fazendo constar no Plano de Atendimento. 17. conforme o artigo 13. etc. “. com menor risco para a instituição? O entendimento é o mais perverso possível. as entidades deverão valer-se das Notas Explicativas de forma a esgotar a transparência de suas ações e respectivos custos. para os alunos bolsistas. O risco está em ter essa ação reformulada por determinação do MEC.. 16.237/2010 e artigo 2º da Lei nº 12. Se a entidade for adepta ao PROUNI. É necessário uma conformação da respectiva política pública que não poderão estabelecer privilégios na consecução dos benefícios.fício da bolsa está atrelado à contratação. Ou seja. devidamente ponderada na questão n° 2..

22. do decreto nº 7. Para qual órgão encaminharemos a prestação de contas em 2011.237/2010? em nosso entendimento. Mas. que deve ser tomada de forma subjetiva. mas tendo um Hospital com atendimento SuS. os bolsistas que já estudam nas entidades. ou as avaliações sócio-econômicas deverão ser feitas anualmente? A partir da nova legislação é responsabilidade da entidade concedente da bolsa a validação dos critérios exigidos pela lei. dentre esses. lembrando que a nossa atividade preponderante é a educação Superior? e o plano de ação deve ser entregue ainda na Receita? Essa questão já está suprimida pela revogação da legislação que estipulava a obrigação de entrega de relatório de atividades à Secretaria da Receita Federal do Brasil. Devemos prestar contas a Receita Federal do Brasil. uma vez que esse tratamento exige isonomia de condições de acesso e permanência com os alunos pagantes. Qual o sentido de “condizentes com os adotados pela Rede Pública” – conforme §1º. não nos diz respeito. serão renovadas suas bolsas automaticamente. visto que ainda não foi disponibilizado o sistema. O relatório deverá ser entregue no Ministério competente da atividade preponderante. a cada nova concessão de bolsas entendemos ser necessário a validação dos critérios. para o mDS. 24. ou para ambas? Quando a atividade preponderante for educação. 26. Caso tenha que ser feito o cadastramento dos bolsistas no site do meC. Os critérios de universalização devem ser os mesmos adotados pela Rede Pública. já que a legislação. esse cadastro deve ser feito pela escola ou pelos pais ou alunos (como no PRouNi)? Resposta impossível. teremos que entregar o relatório de atividades para o meC. pela segregação das informações do hospital. Sendo nossa mantenedora possuidora de atividade preponderante em educação Superior. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 11 . não seria aconselhável a oferta destes programas. No entanto. do artigo 27. esse remeta para o Ministério da atividade subseqüente para que este se manifeste acerca de. O fluxo dessa ocorrência deve ser definido pela direção da entidade mediante análise de riscos e perfil do público alvo.20. parece-nos que a razoabilidade está em a concedente ser responsável pelo cadastro. posteriormente. Se lá nesse Ministério a atividade de análise é repartida entre as câmaras. 23. como se dará a prestação de contas do Hospital. que é questão de operacionalidade. Atualmente. conforme especificado na lei. e. tendo nossa atividade preponderante em educação Superior? Ministério da Educação. 21. No caso de entidades mistas. A questão da disponibilização é parte da estratégia da entidade. pelo nível de envolvimento. encontra-se em vigor a IN SRFB n° 1. cujo rol de obrigações não faz constar esse tipo ora citado. 25.071/10. até o momento não se pronunciou sobre essa situação. a situação sócio-econômica do bolsista ou candidato a. muito embora. iii. Cumprindo-se todos os requisitos necessários à validação da atividade de saúde no âmbito da certificação. conforme orientação adquirida em Simpósio voltado para a área de Assistência Social.

30. devendo encaminhar o pedido para Certificação para o Ministério afim. pois uma das condições necessárias para legalização da entidade junto àquele ministério é encontrar-se inscrita no CmAS. A mantenedora só renova sua inscrição no Conselho estadual se estiver inscrita no Conselho municipal. A entidade de educação é obrigada a demonstrar o cumprimento do quantitativo de alunos beneficiados com bolsas integrais seguindo o critério de uma bolsa integral para cada nove alunos pagantes.27. no universo da legislação citada.101 tenha sido publicada em 30/11/2009. 29.101. que ser cumprida em 2010.101 e do Decreto 7. atividade preponderante educação e secundária Assistência Social. A entidade que possui atuação em duas áreas distintas precisa encaminhar o pedido de concessão ou renovação do Certificado de entidade Beneficente de Assistência Social para qual ministério? A entidade deverá verificar qual é sua atividade preponderante. no ano de 2010? Sim. 33. ou seja. As entidades precisam realizar alterações estatutárias para se adequarem a nova legislação? A Lei nº 12. desde que solicitada pela entidade. Para definição da atividade preponderante é necessário verificar a atividade econômica principal da entidade. o que deverá ser observado em suas demonstrações contábeis. podendo. de 2010. Diante disso ficamos impossibilitados de nos adequar às exigências do ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. portanto. para cumprimento na íntegra da Lei 12. esta passou a vigorar a partir da sua publicação. 12 Associação Nacional de Educação Católica do Brasil . o Conselho municipal de Assistência Social não aceita a inscrição de nenhuma entidade de educação. diante desse impasse qual o procedimento correto. Tal certidão constará a situação do último processo da entidade no âmbito do CNAS. tais bolsas podem ser contabilizadas para o cômputo da gratuidade? Sim. Se uma entidade de educação básica praticava bolsas fora das proporções legais (50% e 100%) durante o ano de 2009. o CNAS ainda expede Certidões? Sim. publicada no Diário Oficial da União em 13/05/2010. conforme o que prevê o art. 31. serem computadas como gratuidade. as bolsas fora das proporções legais serão consideradas como descontos de caráter assistencial. tendo. conforme o que expressa a Resolução/CNAS nº 15. não trouxe inovações neste sentido. só aceita inscrição da executora do Projeto. Diante disso o que fazer? Protocole o pedido. 31 do Decreto 7. 32. são somente para os locais que não possuem conselhos municipais. Para as entidade mistas de Assistência Social o Conselho municipal de Belo Horizonte. mesmo estas sendo mistas. Diante da negativa do órgão busque fazer valer seus direitos seja no âmbito administrativo ou judicial. No estado de minas gerais. ou seja. 28. embora a Lei 12.237? A inscrição nos Conselhos Estaduais. de 2009. a entidade que já cumpria o que era estabelecido quanto as disposições estatutárias não precisa alterar o estatuto para se adequar a nova legislação. necessariamente. Capital. a mantida. atos constitutivos e relatório de atividades.327.

o qual deu nova redação ao artigo 47 do Decreto nº 7. Qual o prazo para a guarda de documentos relativos a certificação das entidades filantrópicas? Considerando-se a estipulação definida pelo novo marco legal. de 2010. 39. 4° do Decreto n° 7. o Título de Utilidade Pública Federal continua sendo um ato declaratório importante para entidade. Programas custeados pelas entidades educacionais com o apoio do Poder Público. conforme o que preceitua o parágrafo 2° do art. 36. sujeitos à glosa por parte do MEC se não for sustentável no Plano de Atendimento. Ou seja. de 2009.300. o prazo para complementação de documentos foi prorrogado por meio do Decreto nº 7. publicado no DOU em 15/09/2010. 37. é de dez anos. podem ser considerados como gratuidade? Na parcela que incorre somente os custos da entidade? Estarão dentro do limite dos 25% de outras ações. A nova regulamentação não exige a apresentação do título de utilidade Pública Federal como requisito para Certificação. deverão complementar documentos conforme o que preceitua o art. o processo de renovação poderá ser baixado em diligência uma única vez dentro do prazo de seis meses que antecedem a data de validade do último certificado expedido.237/2010. 47 do Decreto nº 7. 35. (=) Receita anual efetivamente recebida Não há outro conceito senão o do chamado regime de caixa. bem como estabelece que a entidade realiza atividades voltadas para o bem da comunidade. As entidades que protocolizaram pedidos de renovação após a publicação da Lei 12. como profissionalização/atualização de professores da rede pública.34. 40. A entidade que se encontra nessa condição deverá complementar documentos até 20 de janeiro de 2011. 13 da Lei 12101/2009. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 13 . É importante a manutenção de tal título? Sim. pois poderá ser requisito para obtenção de recursos públicos federais ou participação em programas de governo.101. o valor dos contratos de prestação de serviço de ensino recebidos.327/2010? Sim. Para fins do art.101/2010 deverão protocolar seu pedido de renovação até quando? Tais entidades deverão protocolar o próximo pedido de renovação do Certificado até a data de validade de seu Certificado. o processo de renovação da Certificação poderá ser baixado em diligência? Sim. como devemos entender a expressão “ReCeitA ANuAL eFetiVAmeNte ReCeBiDA”? Podemos entender que seria composta por: (+) Parcelas referentes ao ano (-) Bolsas concedidas (-) Descontos concedidos (-) inadimplência .300. 38. entidades que possuíam o Certificado válido no momento da data da publicação da Lei n° 12.

manutenção de seus(suas) religiosos(as) idosos(as). conseqüentemente. . quando ele diz que a Certificação e a isenção serão concedidas às entidades reconhecidas como beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social. 45. considerando o contexto apresentado. ou seja. desde que não fugisse à sua finalidade estatutária. 43.Atividades que tinham a finalidade de arrecadar recursos para manter suas obras. A partir destas considerações.se faz necessário esta vir para a área da educação? Nossa atividade preponderante é a saúde. 42. ou c. Se não atingirmos um por nove com bolsas de 100% podemos trabalhar tranquilamente com alunos de 50%? É isso que diz a lei. a cada nove alunos pagantes uma bolsa de 100% . como proceder com os projetos sociais que temos em parceria com outras entidades? Obedecendo os critérios estabelecidos na regulamentação. atividades extras e outras)? Entendemos que é vedado qualquer tipo de cobrança vinculado à prestação de serviço de ensino. ou b. ou seja. . estou me referindo às várias entidades que. 3°. somado ao artigo 1º da Lei 12101/2009. destinados (integralmente) para a manutenção dos seus objetivos societários e assistenciais (Atividades meio).(arras. a isenção.caso não cumpra os 20% exigido em lei aplica-se a segunda regra bolsas de 50% .uma unidade com atividade exclusiva de administração (administração geral). creche é atividade de educação e assim deve ser demonstrada.passeios. poderá comprometer a Certificação e a.41. 5° e 6° . que especifica que as entidades que atuem em mais de uma das atividades (educação.Art. Pela Nova Legislação. o aluno beneficiado com 100%ou 50% é vedado qualquer tipo de cobrança. Porem deve primeiramente cumprir com a primeira regra. 44. . Diante da lei 12.101. este sentimento surge pela leitura do próprio artigo 10º do Decreto 7237/2010. até então estava sendo como um projeto assistencial. como uma pousada ou outras atividades de formação (não de educação básica ou superior). nos §§ 4°. além da atividade principal de Assistência Social. colocamos nossa dúvida. comprovadamente. Neste caso. Saúde e Assistência Social) deverá requerer a certificação e sua renovação no ministério responsável pela sua área de atuação preponderante. dividida em duas partes. possuíam outras atividades como: a. da mantenedora . saúde ou educação. Pela Legislação anterior. bem como à ordem tributária. como segue: Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 14 . do decreto regulamentador. Saúde ou Assistência Social. sem prejuízo de comprovação dos requisitos exigidos para as demais áreas. cujos recursos angariados eram.ainda que não cubra a entidade poderá fazer 5% até da receita proveniente de venda de serviços em serviços sociais porem desde que reconhecido nas normas vigentes. temos uma Creche com 120 crianças de 0-6 anos. a impressão que se tinha era de que: atendidos aos requisitos principais (exemplo 20% da receita bruta em gratuidade) não havia (pelo menos em termos de Legislação) impedimento para que a entidade mantivesse outra atividade além da Certificada. De acordo com a legislação. temos a impressão de que qualquer atividade que não se enquadre como educação. assim disposta no contrato da entidade.

1. como segue: 46. 60% (sessenta por cento) ao SuAS..que já estiver com sua capacidade de atendimento 100% absorvida por pessoas já residentes e efetivas.. conforme determina a Seção iii da Lei 12101/2009? Enquadramento de outras ações e se o beneficiário não é o bolsista da entidade. em algumas unidades educacionais atendemos alunos matriculados na rede pública para atividades extracurriculares. por exemplo. 35 da Lei 10. de sua capacidade de atendimento. conforme previsto no parágrafo 3º do artigo 13 da Lei 12101/2009? ou 46. entendemos que Secretaria da Receita Federal poderá trazer surpresas desagradáveis para esse tipo de entidade. assim. No caso de estarmos corretos nesta interpretação e. todas as entidades de longa permanência. 35 da Lei 10..2. Devemos considerar esta atividade como ações assistenciais em educação. Qual a opinião dos senhores a respeito? Muito embora seja completamente inconstitucional.. 45.1. 35.1. 47.741 (Art. Novas teses sendo construídas no âmbito da Procuradoria da Fazenda com o intuito de ocupar essa lacuna de disponibilidade de receitas. 47. A entidade. 46. Devemos enquadrá-los como educação. não puder. deve estas ações estarem na perspectiva da Política Nacional de Assistência Social. No artigo 18. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 15 .2.45. como será o procedimento para oferta de 60% de sua capacidade de atendimento ao SuAS? Possibilidade de enquadramento dos atuais beneficiários dentro da perspectiva do SUAS. estes alunos não estão matriculados em nossa educação básica.3. parágrafo 2º. considerando-os no percentual de 20% sobre a receita educacional efetivamente recebida e computando-os na quantidade de alunos exigida na alínea “a” do inciso iii do parágrafo 1º do artigo 13 da Lei 12101/2009 (1 aluno com bolsa de estudo integral para cada 9 pagantes matriculados na educação básica)? ou 46. da Lei 12.237 artigo 33. a questão do direito adquirido já foi decidida e sepultada pelo STJ e STF em casos similares com o entendimento de que em situações jurídicas diferenciadas (caso da isenção) não há que se falar em direito adquirido. parágrafo 3º. ter a manutenção das religiosas na entidade certificada.101 e no Decreto 7. atividades físicas. lúdicas.. nas fontes de receitas e não especificamente na manutenção dos religiosos. pois anteriormente este quadro não prejudicava a certificação e a isenção? Muito embora entendermos que a questão da manutenção das religiosas façam parte do universo estatutário e também..741. que os problemas serão gerados principalmente. temos que as entidades abrangidas pelo art. a que se refere o art. ou casa-lar. tais como: treinamento em informática.. Devemos considerar no âmbito da Assistência Social. pergunto como fica o direito adquirido. Nossa pergunta é sobre o enquadramento desta atividade. no mínimo. entre outras.) deverão ofertar.

de educação (área Preponderante) e de Assistência Social.Lei 12. ou seja. não ligados ao ensino superior. prevê que as entidades de Assistência Social devem ter seu atendimento 100% gratuito. são somente aquelas relacionadas à regulação pela Lei n° 9.47. Pergunta 1) Se não se amoldar ao critério de 60% e não estiver cadastrada no SUAS não terá sua certificação. a atividade de ensino regular.2. no SuAS. ou seja. deve-se verificar se este destinatário amolda-se aos critérios de beneficiário da Assistência Social. 50. será obrigatório. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 16 . A Atividade meio. 51. referida no art.237. para ofertar ao SuAS? (ref. Pergunto: a partir de 2011. 49.237/2010. caso não tenha 60% da sua capacidade de atendimento. portanto. 35 da Lei 10. Dec. Quando a nova lei foi publicada.101 e o Decreto 7. a não ser que o gestor do sistema possa atestar diferentemente. atividade pertinente a cursos livres. no caso da educação. Com o advento da Lei nº 12. como são entendidas diante da nova Legislação . então foram concedidas gratuidades com índices que variam de 10 a 100%. como fonte de recursos para dar sustentabilidade às entidades de Assistência Social. As receitas decorrentes desses cursos livres são aplicadas na manutenção dos objetivos da entidade. ou seja. e sempre desenvolveu. aplicadas para fazer face a prestação de serviços gratuitos na área de assistência social da referida filial. as receitas sujeitas à aplicação do percentual de gratuidade mínima. perderão este benefício que lhe foi concedido ou terão o direito de usufruir dos mesmos até o final de seu curso? A legislação (Parágrafo Único – Art.11. a documentação para renovação do título de Filial pode ser encaminhada só para o meC? Deverá ser somente ao Ministério da atividade preponderante.741. 33 do Decreto 7. 48. este procedimento será aceito. a entidade. possui um estabelecimento filial com atividade de Assistência Social. Filiais não tem personalidade jurídica. de atividade mista. face a legislação atual? Pela legislação em comento.2009. esse nosso entendimento está correto. Para 2010. o credenciamento da entidade. No Art. da pessoa jurídica que é a titular dos direitos e obrigações. nem à educação básica. A Filial que tem o mesmo CNPJ fica amparada pelo título deliberado em favor da mantenedora? A isenção (ainda que contrária ao conceito de imunidade) é de natureza subjetiva. regulamentada pelo Decreto nº 7. tem no interior uma filial com atividade de Saúde Ambulatorial em convênio com o estado. 52. Se uma mantenedora com atividade principal no CNPJ de educação. a maioria de nossas escolas já havia feito a sua programação para 2010. como fica a situação destes alunos. Porém. com o deferimento das renovações trienais de seu CeBAS. que sempre foi abrangido pela certificação-CeBAS e que desenvolve também. Apenas representam um cadastro tributário de endereço diferenciado e exercem a atividade em nome de uma pessoa jurídica.237? Não tratam dessa questão. razão pelo qual.870/99. especialmente. a entidade foi regularmente e integralmente certificada. 7237/10) prevê a possibilidade de manutenção da bolsa até que o destinatário conclua a etapa. Anteriormente à data de 30. 31. consideramos esses cursos livres como atividade-meio.101/2009.

Único – Art. os Relatórios serão enviados só para o ministério da Justiça para a manutenção da utilidade publica? È importante manter este titulo? Quanto aos registros nos conselhos municipais devem ser mantidos? Dizem que deve só registrar os projetos sociais no conselho municipal isto é correto? o Conselho é obrigado a receber e a entidade é obrigada a registrar tais projetos? Caso não seja aceito podemos registrar os projetos em cartórios para garantia? A titulação da Utilidade Pública Federal é de competência exclusiva do Ministério da Justiça. sem o CeBAS? Pela leitura do dispositivo mencionado. 58. O CNAE é reflexo da natureza jurídica e dos objetivos e finalidades demarcados no Estatuto Social da entidade. Se as gratuidades não atingirem os 20%. 59. 70 e 80? Como fazer pois já foram concedidas e o aluno ainda continua na escola e não temos condições de transformar em 100%? Conforme já dito anteriormente.60. está definido a situação das gratuidades parciais só de 50% e as outras parciais de 30. Como devemos fazer para pedir a Renovação do Certificado? Apresentar a documentação exigida junto ao Ministério competente em data limite a 6 meses. 7237/10). em relação aos bolsistas (Par. o cadastro do CNAe não está atualizado de maneira a atender as necessidades das escolas católicas. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 17 . se a entidade realizar atividade de assistência social. Por que os filhos de funcionários não podem sem contados com o gratuidade para o calculo dos 20% da filantropia? Porque não atendem ao princípio da universalização. Dec. não há nada que se amolde ao ponto apresentado.3º. Considerando esta ponderação. 60. no máximo. 40. 54. Falou-se em uma atualização para melhor atender estas necessidades. contados do vencimento do certificado atual. Se não está na lei (sentido lato). segundo a permissão do parágrafo 5º. Ele é fruto da manifestação da pessoa jurídica junto ao sistema de CNPJ da SRFB. entendemos que sim. porque são concedidas em função de uma relação contratual. ou se ainda existe CotA PAtRoNAL para base de calculo ou é só os 20%? As exigências são as estabelecidas em lei. 31. 56. Por que não se deve enviar os Relatórios Anuais? O que se chama de Relatórios anuais? A documentação encaminhada é somente aquela determinada em lei. seria possível uma parceria com uma entidade apenas cadastrada. . A manifestação contrária da entidade junto ao cnpj pode se dar independente da legislação de filantropia. Quanto ao registro em cartório não surte qualquer efeito em relação ao universo definido na legislação. obrigatoriamente. Há uma previsão para isso? O CNAE não é um ser autônomo. não há que se falar em obrigação a ser cumprida. A atividade preponderante é definida pelo CNAe. 55. É possível uma entidade ser apenas cadastrada junto ao ministério sem ter o CeBAS? Sendo assim. A importância do título está vinculada aos interesses das organizações. diferente do amálgama da política pública. Do art.53. Também. a legislação permite um período de adaptação ao cenário de exigências. 57. Os registros nos conselhos municipais deverão ser efetivados.

Não há nada pronunciado nesse sentido.o que se entende por “pagantes”: todos que pagam alguma coisa. art. incluindo os bolsistas de 50% e os descontos comerciais? ou apenas aqueles que pagam a mensalidade total. formando a base de 100%: ex. aponta a seguinte proporção: para cada 09 pagantes haverá de ter 01 bolsa de estudos de 100% . 67.conservadoramente. inciso 1º. sob pena de não renovar o CEBAS. 13. No caso do Projeto Social (creche). sem nenhum desconto? Primeiramente. sob pena de ferir princípios próprios da Assistência Social. também. somados até totalizarem 100% do valor considerado na bolsa. O que temos é a legislação de conhecimento de todos. mesmo a residência não sendo próxima ao Projeto? Essa afirmação é um exercício de interpretação. uma família pode ser beneficiado com mais de filho? Não há restrições nesse sentido. desde que essa criança esteja amoldada aos demais requisitos.. . 64. ficando a cargo da entidade defendê-la como justa dentro do processo. pagamentos de percentuais diversos. Além disso. considerando os descontos lineares.101/09. A lei 12. se a base é de 100% de bolsa de estudo. Quanto o Art: 27 refere que deve ser considerado como critério a proximidade da residência: Poderemos manter as Bolsas de estudos dos alunos que já são bolsistas mas que residem em bairros mais afastados do Colégio considerando o exposto no Art: 31? ou teremos que desligá-los da Bolsa de estudos para o próximo ano? A possibilidade de manutenção das bolsas no regime anterior é critério de concessão. conforme já dito anteriormente. Quando ao critério de pagante. o sistema do meC para as famílias se cadastrarem para concorrer as Bolsas de estudos já existe? Como já estamos iniciando o processo de avaliação socioeconômica para os alunos de 2011 daqueles que em 2010 já são alunos bolsistas. etc. 62. 66. 63.de forma mais ampla. regulamentos.61. Será possível agrupar 02 Bolsas de estudos parciais (50%) para composição de 01 Bolsa de estudos integral (100%)? Desde que não haja bolsistas no universo de critério para a bolsa de 100%. podemos ter situações que deverão ser definidas em face de critérios internos: . descontos comerciais nunca foram bolsa de estudo. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 18 . O que pode acontecer é o MEC determinar ajustes em face do critério. só é exigido o cumprimento da gratuidade sob valor efetivamente recebido. o pagante seria somente o que pagasse 100% do valor da mensalidade. apenas regulá-la. o que exclui esse tipo de valor. estabecer critérios de conversão para as diversas faixas de pagamento. Possuímos em nosso critério interno a possibilidade de fornecimento de Bolsa de estudos para apenas 01 criança/adolescente por família. falando de simetria jurídica. assim como os demais. podemos considerar para a seleção a proximidade do local de trabalho dos pais. não podem inovar em relação à lei. precisamos saber se mantemos ou não o nosso processo de trabalho já utilizado até hoje? Essa é uma decisão interna. Devemos pensar que a lei é o mote principal. Decretos. esse critério poderá ser mantido considerando a nova legislação? Poderá. 65. Não se deve estigmatizar uma ação continuada.

§ 1º e § 4º – Plano de Atendimento: b. De acordo com a legislação em vigor. nesse primeiro momento. Artigo 25 do Decreto 7.237/2010. qual o procedimento para começar a ser beneficiada pela imunidade junto ao iNSS? e como solicitar o ressarcimento do que foi pago durante o período de vigência do CeBAS. 72. Da nossa parte. 73. Como a validade de nossa Certificação termina em 29/04/2011. mas não necessitam de 100%. A legislação também determina que o ano de comprovação é aquele imediatamente anterior ao do protocolo do pedido de renovação. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 19 . pediremos a Renovação do Certificado até o dia 28/04/2011.101/2009: a. etc. está posto o valor estabelecido de acordo com a Lei n° 9. ou só o de 2010? Lembramos que os de 2008 e 2009 nunca foram enviados ao CNAS. conforme o critério de salário mínimo. podem pagar (e fazem questão de pagar) valores inferiores a 50%. A partir do modelo. Podemos classificá-los como Bolsa gratuidade Parcial 50% e o restante como Bolsa Comercial? exemplo: Percentual total concedido 80% . Aí. O critério de concessão é de natureza objetiva. uma vez que as bolsas são concedidas antes das matrículas e não temos certeza de quantos alunos serão efetivamente matriculados e pagantes? Processo de gestão de riscos. quando quase a totalidade dos responsáveis pelas instituições. Se é concedido percentuais diferenciados. Essa data seria 28/10/2010. a isenção conta-se a partir da data de certificação. estão em dúvidas quanto a esse importantíssimo item exigido para a Certificação/Renovação.Bolsa gratuidade 50% + Bolsa Comercial 30%. O percentual a ser aproveitado é de 50 ou 100% (educação básica). O pagamento de tributos indevidos está sujeito a diversas formas de pedir já que temos ambiente administrativo e judicial para exercício desse direito. O molde é do salário mínimo. cada instituição faria a adequação necessária à sua realidade. que define o valor das mensalidades. 71. 2009 e 2010. Como calcular a proporção 1 bolsa de 100% para cada 9 pagantes. para se pedir a renovação. Quando uma entidade recebe deferimento do CeBAS pela primeira vez.68.870/99. estaria atendendo ao critério da lei. existem muitos casos de alunos cuja Bolsa 50% é insuficiente. 70. enquanto aguardava resposta e pagava todas as contribuições? De acordo com a nova legislação. desde que este esteja vislumbrado na planilha de mensalidades. inviável falar em modelo visto que isso será definido pelo sistema do MEC. Se o certificado vence em 28/04/2011. orçamento. essa interpretação está equivocada. existe a aplicação do prazo máximo de 6 meses antes do vencimento do certificado. Deveremos enviar o Relatório Anual dos anos de 2008. A apuração da assistência educacional deve ser pelo preço de venda ou custo ou é opcional? De acordo com o critério da lei. Solicitamos um modelo padrão de Plano de Atendimento. as entidades que trabalhem com prejuízo operacional na atividade de educação poderão se amoldar ao custo. Artigo 38 Lei 12. 69. No entanto. os mesmos não poderão ser aproveitados diferente ao que está posto.

Térreo.101/2009? A Lei Nº 12. Edifício Ômega.mec.br/cebas-saude Telefone: 0800 611 997 Entidade de assistência social: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Departamento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS Endereço: SEPN Norte 515. bem como sobre requerimento de concessão ou de renovação de certificação das entidades beneficentes.74.br Entidade de saúde: Ministério da Saúde End: Esplanada dos Ministérios Bloco “G” CEP: 70058-900 – Brasília/DF Site: www.saude.101/2009 modificou o regime jurídico de concessão do Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS). Como é a concessão e renovação de Certificado de entidade Beneficente de Assistência Social – CeBAS após a lei 12. QueStioNáRio eLABoRADo PeLoS óRgãoS PúBLiCoS FeDeRAiS 1. A análise e decisão dos requerimentos de concessão ou de renovação dos certificados das entidades beneficentes de assistência social serão apreciadas no âmbito dos seguintes Ministérios.br Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 20 . Entidade de educação: Ministério da Educação End: Esplanada dos Ministérios Bloco “L” CEP: 70047-900 – Brasília/DF http://cebas. da Saúde e da Educação. Bloco “B”. Agora. a concessão e renovação da certificação não são mais responsabilidade do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).gov. mas dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. é necessário consultar os respectivos Ministérios.gov. sala 19 CEP: 70770-502 – Brasília/DF Email: cebas@mds.gov. de acordo com a atuação de cada entidade. o material didático para bolsistas 50% e 100% deve ser gratuito também ou é opcional? Está vinculado a situação ao que define o contrato de prestação de serviço de ensino aplicado ao pagante.br Telefone: 0800 616161 Email: cebas@mec. Para informações sobre os novos procedimentos.gov.

101. ou de sua renovação. conforme o caso. Mais detalhes na seção Manual do Usuário no sitio http://siscebas. o SisCEBAS importa automaticamente os dados desses Sistemas.br/index/manualusuario 5. Como devo cadastrar minha entidade? No MEC.101. desde quye cadastradas no e-MEC ou no EducaCENSO.mec. O certificado necessário é o do tipo A3. O certificado digital deve ser adquirido junto às autoridades certificadoras autorizadas pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação . 3. Na página inicial do SisCEBAS está disponível a seção Manual do Usuário. o cadastramento será realizado exclusivamente através do Sistema Eletrônico de Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Educação . Ao cadastrar a entidade mantenedora. Por que devo cadastrar a entidade educacional? tem prazo? O cadastramento é uma exigência da Lei nº 12.ITI. A entidade não cadastrada não constará na divulgação das entidades sem fins lucrativos com atuação na área da educação. beneficentes ou não.gov. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 21 . Como procedo se minha mantenedora não atuar preponderantemente em educação. com todas as informações necessárias sobre como acessar e utilizar o Sistema. O MEC ainda não definiu prazo final para o cadastramento das entidades. O perfil de Sociedade Civil só estará disponível num momento posterior. Além disso. mas possuir uma instituição da área? Basta proceder da mesma maneira que uma entidade mantenedora com preponderância em educação.QueStioNáRio eLABoRADo PeLo meC 1. para as entidades que atuem na área da educação. Preciso de certificação digital para acessar o SisCeBAS? Sim. Se houver instituição cadastrada no Sistema e-MEC ou no EducaCENSO. a entidade já pode acessar o SisCEBAS para realizar seu cadastramento. que atuem na área da educação deverão ser cadastradas junto ao Ministério da Educação . quando efetuados a partir de 30 de novembro de 2009 (início da vigência da Lei nº 12. na fase recursal. que prevê no parágrafo único do artigo 40 que todas as entidades sem fins lucrativos. O SisCEBAS exige que a entidade mantenedora possua o certificado digital de CNPJ para acessar o sistema e efetuar todas as funções disponíveis e assim poderá liberar que pessoas acessem o sistema com seus certificados de CPF. o cadastro da instituição junto ao MEC é requisito essencial para o processamento do pedido de certificação como entidade beneficente de assistência social.SisCEBAS. e não se destina às entidades aqui tratadas. Todas as informações sobre como proceder para conseguir a certificação digital encontram-se no site do ITI e na Cartilha disponível na seção Manual do Usuário.MEC. mas tem a obrigação legal de cadastrar todas as entidades e tornar os cadastros disponíveis para consulta pública. 2. serão automaticamente inseridos os dados das entidades mantidas da área da educação. de 2009). 4. Após a aprovação do cadastro no Sistema de Segurança Digital – SSD com o perfil escolhido. de 27 de novembro de 2009. Qual o perfil de usuário devo utilizar para acessar o SisCeBAS e me cadastrar? As entidades que atuem na área da educação devem solicitar o acesso com o perfil de Entidade Mantenedora.

• cópia do ato constitutivo registrado. Bloco L. conforme os requisitos legais. devidamente instruída com os documentos necessários. podem optar por protocolar seu pedido em papel ou eletronicamente.237. quais os documentos necessários? O requerimento poderá ser uma petição simples. Os pedidos efetuados junto ao protocolo do MEC deverão ser acompanhados dos documentos previstos nos artigos 3º e 29 do Decreto nº 7. Como cadastro uma nova instituição (mantida) de educação da minha entidade mantenedora. será necessário cadastrar sua entidade no SisCEBAS. 8. 7. o SisCEBAS disponibiliza formulário para tal.101. As entidades atualmente certificadas devem protocolar seu requerimento de renovação dentro do prazo legal. caso contrário os efeitos da decisão valerão apenas a partir da publicação. Podem ser entregues diretamente no Protocolo Geral. quando for o caso. Qualquer que seja a opção da entidade.CNPJ. da minha entidade mantenedora? Para cadastrar outras instituições que não sejam de educação.R. CEP 70047-900. Por enquanto. Em breve.6. poderão realizar seu requerimento de certificação ou sua renovação. com a clara identificação sobre o que está sendo requerido. Como cadastro uma instituição (mantida) que não seja de educação. com atualização diária. encaminhados via postal. assim que o módulo do SisCEBAS estiver disponível. o SisCEBAS disponibilizará módulo no qual as entidades cadastradas. que não conste no SisCeBAS? Para cadastrar outras instituições de educação superior ou de educação básica. permitindo que sejam cadastradas instituições com CNPJ de filial ao da entidade mantenedora. o protocolo do MEC continua recebendo fisicamente os requerimentos de concessão originária e de renovação do CEBAS das entidades que atuem preponderantemente na área da educação. que atuarem preponderantemente na área da educação. Nesse caso. que demonstre o cumprimento dos requisitos previstos no art. na forma da legislação tributária aplicável. que desejam protocolar seu requerimento de certificação originária. • relatório de atividades desempenhadas no exercício fiscal anterior ao requerimento. 9. de 20 de julho 2010: • requerimento devidamente assinado pelo representante legal. • demonstrações contábeis e financeiras da Entidade Mantenedora devidamente auditadas por auditor independente. o que pode ocasionar feitos fiscais indesejados para a entidade. 3º da Lei no 12. O cadastro é aberto a todas as entidades sem fins lucrativos. acesse o Sistema e-MEC ou o EducaCENSO (INEP). beneficentes ou não. com A. conforme o caso. 10. destacando informações sobre o público atendido e os recursos envolvidos. Quando devo protocolar o requerimento de Concessão originária e de Renovação da Certificação diretamente no meC? As entidades não certificadas. • cópia da ata de eleição dos dirigentes e do instrumento comprobatório de representação legal. na impossibilidade. ou. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 22 . de 2009. Ao realizar o cadastro eu já estarei protocolando o meu pedido de certificação? Não. Brasília/DF. subscrita por representante legal da entidade. • comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica . O SisCEBAS importa automaticamente os dados desses Sistemas. na Esplanada dos Ministérios.

• ato de credenciamento da Instituição de Educação regularmente expedido pelo órgão normativo do sistema de ensino; • relação de bolsas de estudo e demais ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas da Instituição de Educação, com identificação precisa dos beneficiários; • plano de atendimento da Instituição de Educação, com indicação das bolsas de estudo e ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas, durante o período pretendido de vigência da certificação; • regimento ou estatuto da Instituição de Educação; e • identificação dos integrantes do corpo dirigente da Instituição de Educação, destacando a experiência acadêmica e administrativa de cada um. As Entidades Educacionais que protocolaram os pedidos de concessão originária e de renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, após a entrada em vigor da Lei no 12.101, de 2009, deverão atentar para o disposto no artigo 47 do Decreto 7.237, de 20 de julho de 2010: Art. 47. As entidades que protocolaram requerimento de concessão ou renovação da certificação após a entrada em vigor da Lei no 12.101, de 2009, terão até o dia 20 de janeiro de 2011 para complementar a documentação apresentada, se necessário. (Redação dada pelo Decreto nº 7.300, de 2010) 11. Como posso conseguir certidão que meu requerimento foi apresentado tempestivamente e que a certificação de minha entidade continua válida? Não é mais necessário. De acordo com o artigo 8º do Decreto nº 7.237, de 2010, o protocolo dos requerimentos de renovação servirá como prova da certificação até o julgamento do processo pelo Ministério competente. Basta a entidade comprovar a tempestividade apresentando seu certificado anterior, que deverá estar válido até a data do protocolo do requerimento. Para os processos protocolados pessoalmente no MEC, o representante da entidade sai com cópia do protocolo na hora. Para os enviados pelo correio, basta a entidade solicitar formalmente junto ao MEC cópia do protocolo. Para os protocolados no CNAS, a certidão ou a cópia do protocolo serão fornecidas por aquele Conselho. Os Processos em análise no MEC estão listados em planilha (banner ao lado), atualizada periodicamente, através da qual é possível ao interessado confirmar a data de protocolo do mesmo. Conforme as decisões sejam publicadas, os mesmos sairão da planilha. 12. meu processo estava pendente de julgamento no Conselho Nacional de Assistência Social e foi remetido para o meC. Como acompanho o seu andamento? Os processos estão em análise pela área técnica do MEC. Os resultados estão sendo publicados no Diário Oficial da União, e os atos do processo são comunicados por e-mail, fax ou correio às entidades interessadas. Acompanhe os processos em análise pelo banner ao lado. 13. Como faço para recorrer das decisões? A entidade tem 30 dias para recorrer do indeferimento, ainda que parcial, a contar da publicação no DOU. O recurso deve ser dirigido à autoridade que indeferiu, que se não reconsiderar, o encaminhará à decisão do Ministro de Estado. 14. minha entidade não atua apenas em educação. Como devo proceder? A entidade que atue em mais de uma das áreas especificadas deverá requerer a certificação e sua renovação no Ministério responsável pela área de atuação preponderante da entidade. Considera-se área de atuação preponderante aquela definida como atividade econômica
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principal no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda. Se houver divergência entre a atividade econômica principal constante do CNPJ e o principal objeto de atuação da entidade, é altamente recomendável que a entidade efetue as alterações necessárias no CNPJ e em seus atos constitutivos, para evitar que o processo tenha que ser redistribuído, o que pode ocasionar atrasos no processamento do requerimento. 15. minha entidade não oferece educação básica ou superior, mas oferece cursos e outras atividades de cunho educacional. Devo requerer meu certificado junto ao meC? Não. Os critérios e requisitos são os definidos na Lei nº 12.101, de 2009 e no Decreto nº 7.237, de 2010, e não prevêem a certificação pelo MEC em outras hipóteses. Em caso de dúvidas, entre em contato com o MEC - Ministério da Educação através do e-mail falabrasil@mec.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo., ou pelo número 0800 616161. 16. Qual a data limite para entrega de documentos complementares aos processos de concessão e ou renovação do certificado protocolado depois da publicação da nova lei da filantropia? De acordo com a nova redação do art. 47 do Decreto nº 7237/10, as entidades educacionais que protocolaram requerimento de concessão ou renovação da certificação após a entrada em vigor da Lei no 12.101, de 2009, terão até o dia 20 DE JANEIRO DE 2011 para complementar a documentação apresentada, se necessário. (Redação dada pelo Decreto nº 7.300, de 2010).

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1. Como solicitar a certificação para entidades que tenham como preponderância a assistência social? Para os requerimentos protocolados de 30 de novembro de 2009 a 31 de dezembro de 2010, a entidade que atua exclusivamente ou preponderantemente na área de assistência social deverá apresentar os seguintes documentos: I. Requerimento datado, devidamente assinado pelo representante legal da entidade, dirigido ao Departamento da Rede Socioassistencial Privada do Suas, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), nos termos do § 4º, artigo 4º do Decreto 7.237/2010; II. Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), nos termos do inciso I, artigo 3º do Decreto 7.237/2010; III. Cópia dos atos constitutivos, registrados em Cartório, que comprovem: a. - estar legalmente constituída no País e em efetivo funcionamento há pelo menos 12 meses antes da solicitação do Certificado, nos termos do § 1º, artigo 3º do Decreto 7.237/2010; b. - sua natureza, objetivos e público-alvo compatíveis com a Lei 8.742/93, com o Decreto 6.308/2007 e com a Resolução CNAS 109/2009, nos termos do inciso I, artigo 34 do Decreto 7.237/2010; c. - aplicar suas rendas, recursos e eventual resultado operacional integralmente no território nacional, na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais, nos termos do inciso II, artigo 40 do Decreto 7.237/2010; d. - não distribuir resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, sob nenhuma forma ou pretexto, nos termos do inciso V, artigo 40 do Decreto 7.237/2010;
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e. - destinar, em caso de dissolução ou extinção, o eventual patrimônio remanescente a entidades sem fins lucrativos congêneres ou a entidades públicas, nos termos do inciso II, artigo 3º da Lei nº 12.101/2009; f. - não perceberem seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores, benfeitores ou equivalentes remuneração, vantagens ou benefícios, direta ou indiretamente, por qualquer forma ou título, em razão das competências, funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos, nos termos do inciso I, artigo 40 do Decreto 7.237/2010. IV. Cópia da ata de eleição dos dirigentes, nos termos do inciso II art. 3º do Decreto nº 7.237/2010, devidamente registrada em cartório. V. Instrumento comprobatório de representação legal, quando for o caso, nos termos do inciso II, art. 3º do Decreto nº 7.237/2010. VI. Comprovante de inscrição da entidade no Conselho Municipal de Assistência Social ou do Distrito Federal, nos termos do inciso II, artigo 34 do Decreto 7.237/2010; VII. Plano de ação na área de assistência social para o exercício de 2009, nos termos do Parágrafo 3º do artigo 35 do Decreto nº 7.237/2010 e do inciso III, art. 3º da Resolução CNAS nº 16/2010, evidenciando: a. - finalidades estatutárias; b. - objetivos; c. - origem dos recursos; d. - infrainstrutora; e. - identificação de cada serviço, projeto, programa ou beneficio socioassistencial a ser executado, informando respectivamente: f. - público alvo; g. - capacidade de atendimento; h. - recurso financeiro utilizado; i. - recursos humanos envolvidos; j. - abrangência territorial; k. - demonstração da forma de participação dos usuários e/ ou estratégias que serão utilizadas para esta participação nas etapas de elaboração, execução , avaliação e monitoramento do plano. VIII. Relatório que demonstre as ações executadas de forma planejada, continuada e gratuita durante o ano anterior ao requerimento, evidenciando o cumprimento de todos os itens dispostos no plano de ação, nos termos do inciso IV, art. 3º do Decreto nº 7.237/2010 e do inciso III, art. 3º da Resolução CNAS nº 16/2010: a. - finalidades estatutárias; b. - objetivos; c. - origem dos recursos; d. - infraestrutura; e. - identificação de cada serviço, projeto, programa ou benefício socioassistencial a ser executado, informando respectivamente: f. - público alvo; g. - capacidade de atendimento; h. - recurso financeiro utilizado; i. - recursos humanos envolvidos. IX. Cópia das demonstrações contábeis do exercício de 2009, devidamente assinadas pelo representante legal da entidade e por técnico registrado no respectivo Conselho Regional de Contabilidade, de acordo com as normas contábeis vigentes. a. As entidades com atuação em mais de uma das áreas - Assistência, Educação, Saúde que atuam preponderantemente na área de assistência social, deverão, no momento do requerimento de Concessão ou Renovação junto ao MDS, apresentar obrigatoriamente todos os documentos necessários para comprovação em todas as suas área de atuação, conforme Decreto
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101/2009. serão analisados e decididos pelos Ministérios da Saúde. nos termos da Lei no 12.101/2009. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 26 . programas e projetos das entidades de assistência social junto aos Conselhos de Assistência Social. Como é identificada a área de atuação da entidade? A área de atuação da entidade é identificada com base na atividade econômica principal constante na sua inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ. conforme legislação anterior que regulamentava a certificação. de 26 de janeiro de 2010. data de publicação da Lei. em decorrência da Lei 12. Os processos protocolados do dia 30/11/2009 em diante. A tramitação do processo de certificação obedece à ordem cronológica do requerimento. 3. com base na nova legislação. 6.079. Quais são as atribuições do Departamento da Rede Socioassistencial Privada do Sistema único de Assistência Social? De acordo com Decreto nº 7. nas demonstrações contábeis e. em articulação com conselhos e órgãos gestores da assistência social.implantar. de que trata o art.759. e V . Desta forma. § 2o. II . conforme área de atuação da entidade.237/2010 e demais normatizações. Como ficarão os processos protocolados anteriormente à data de publicação da Lei nº 12. são atribuições do Departamento da Rede Sócio-assistencial Privada do Sistema Único de Assistência Social: I .SNAS.101/2009? O Decreto Presidencial nº 7237/ 2010. do Decreto no 6.proceder à certificação das entidades beneficentes de assistência social que prestam serviço ou realizam ações assistenciais.avaliar a compatibilidade de bens importados com as finalidades das entidades e organizações de assistência social. isto é. após a publicação da Lei. qual órgão do ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome é responsável pela emissão e renovação do Certificado de entidade Beneficente de Assistência Social . gerir e manter atualizado o Cadastro Nacional de Entidades e Organizações de Assistência Social.propor critérios para a inscrição dos serviços.079. serão analisados e decididos pelo Ministério respectivo. o Departamento da Rede Socioassistencial Privada do Sistema Único de Assistência Social.101/ 2009? Todos os processos de concessão/renovação protocolados e não julgados até 30/11/2009. de 5 de fevereiro de 2009. caso necessário. Esses processos serão analisados e decididos pelo respectivo Ministério. IV .CeBAS ? No âmbito do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome foi criado pelo Decreto nº 7. 141.propor parâmetros e procedimentos para o estabelecimento da vinculação das entidades socioassistenciais privadas ao SUAS. regulamenta a Lei 12.7. 5. na estrutura da Secretaria Nacional de Assistência Social . de 27 de novembro de 2009.101. de acordo com a área de atuação da entidade. O Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social tem validade de 3 (três) anos. de 26 de janeiro de 2010. Educação e Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Qual decreto regulamenta a Lei 12. os pedidos de concessão/renovação do CEBAS não julgados até 30/11/2009 foram remetidos para o Ministério responsável. 4. 2. b. nos seus atos constitutivos e relatório de atividades. III .

Quais os tipos de entidades de assistência social? As entidades de assistência social. prever. II. 19 da Lei nº 8.CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. e o Decreto nº 6. de atendimento: aquelas que. publicada no DOU de 30/11/2009. e V. de forma continuada.308/2007 e Resoluções CNAS n 109/2009 e nº 16/2010. de 14 de dezembro de 2007. de forma continuada. 8. seus objetivos e público-alvo compatíveis com a Lei nº 8. de acordo com o Decreto nº 6. dirigidos ao público da política de assistência social. permanente e planejada. de 1993. de 1993. permanente e planejada. isolada ou cumulativamente: I.742. em seu ato constitutivo. • Parcelamento de dívidas com o Governo Federal (Lei conhecida como Timemania). prestam serviços. IV. 9º da Lei nº 8. estar inscrita no Conselho de Assistência Social Municipal ou do Distrito Federal. ATENÇÃO: Para informações sobre o processo de inscrição no Conselho Municipal de Assistência Social ou Conselho de Assistência Social do Distrito Federal. permanente e planejada. de acordo com a localização de sua sede ou Município em que concentre suas atividades. de defesa e garantia de direitos: aquelas que. 9. devem ser. dirigidos ao público da política de assistência social. prestam serviços e executam programas ou projetos voltados prioritariamente para o fortalecimento dos movimentos sociais e das organizações de usuários. prestam serviços e executam programas ou projetos voltados prioritariamente para a defesa e efetivação dos direitos socioassistenciais.237/2010 que regulamenta a Lei 12. • Isenção de imposto de importação de doações recebidas do exterior.7. Quais os requisitos para a certificação de uma entidade que atua na área de assistência social? De acordo com o decreto 7. os requisitos para a certificação de entidade de assistência social são: I. de assessoramento: aquelas que. formação e capacitação de lideranças. articulação com órgãos públicos de defesa de direitos. de 1993. enfrentamento das desigualdades sociais. • Contribuição PIS/PASEP. • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS. executam programas ou projetos e concedem benefícios de proteção social básica ou especial. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 27 . construção de novos direitos.308. Prestar serviços gratuitos. Quais são os benefícios do Certificado? O Certificado é um dos documentos exigidos para solicitar as seguintes isenções de contribuições sociais: • Parte patronal da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento. promoção da cidadania. e III. de forma continuada.742. integrar o cadastro nacional de entidades e organizações de assistência social de que trata o inciso XI do art.742. ver FAQ CNAS . dirigidos às famílias e indivíduos em situações de vulnerabilidade ou risco social e pessoal.237/2010. na forma do Decreto n 6. III. nos termos do art. ATENÇÃO: Os serviços de assistência social estão tipificados por meio da Resolução CNAS nº 109/2009. sua natureza. continuados e planejados. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL. II.308/2007 e artigo 33 do decreto nº 7. estar em regular funcionamento há pelo menos 1 ano.101 de 27 de novembro de 2009.

assim. ou do Distrito Federal. artigo 40 do Decreto 7. Cópia dos atos constitutivos registrados em Cartório. nos termos do inciso I. c) aplicar suas rendas. Esse Cadastro está em desenvolvimento no MDS. artigo 3º do Decreto 7. os seguintes documentos: I. artigo 40 do Decreto 7. d) não distribuir resultados.237/2010. Caso não desenvolvam qualquer atividade no Município de sua sede. nos termos do inciso II. artigo 34 do Decreto 7.237/2010. Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).237/2010. III. Além disso. deverão se inscrever no Conselho de Assistência Social do Município onde desenvolva o maior número de atividades. participações ou parcelas do seu patrimônio.237/2010. artigo 4º do Decreto 7. as entidades de assistência social deverão se inscrever nos respectivos Conselhos Estaduais. Quando não houver Conselho de Assistência Social no Município. com relação a essa área de atuação (assistência social). sob nenhuma forma ou pretexto. Dessa forma. artigo 3º do Decreto 7. o eventual patrimônio remanescente a entidades sem fins lucrativos congêneres ou a entidades públicas.237/2010.10. que comprove: a) estar legalmente constituída no País e em efetivo funcionamento há pelo menos doze meses antes da solicitação do Certificado. programas. na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais. Quais os documentos necessários para concessão ou renovação do Certificado de entidade Beneficente de Assistência Social que atua na área de assistência social? Para os requerimentos protocolados de 30/11/2009 a 31/12/2010. devidamente assinado pelo representante legal da entidade. objetivos e público alvo compatíveis com a Lei 8. 12. ver FAQ CNAS_CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. nos termos do inciso V. projetos e benefícios socioassistenciais nos Conselhos de Assistência Social dos Municípios respectivos. ou em quaisquer destes e no Distrito Federal deverão inscrever seus serviços. em caso de dissolução ou extinção. ATENÇÃO: Para informações sobre o processo de inscrição no Conselho Municipal de Assistência Social ou Conselho de Assistência Social do Distrito Federal. nos termos do Parágrafo 4º. II. Decreto 6. IMPORTANTE: Este cadastro ainda não está implantado. as entidades poderão elaborar o seu próprio requerimento. as entidades e organizações de assistência social que atuem em mais de um Município. onde a entidade de Assistência social que atua em mais de um município ou no DF deverá inscrever suas atividades? As entidades e organizações de assistência social deverão se inscrever no Conselho de Assistência Social onde está localizada sua sede.101/2009. bonificações. recursos e eventual resultado operacional integralmente no território nacional. dividendos. dirigido ao MDS/Departamento da Rede Sócioassistencial Privada do SUAS. 11.237/2010. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 28 . este requisito da Lei somente será exigido para os pedidos formulados a partir de 2011. a entidade que atue exclusivamente ou preponderantemente na política de assistência social deverá apresentar. Requerimento datado.742/93. b) sua natureza.308/2007 e Resolução CNAS 109/2009. artigo 3º da Lei nº 12. nos termos do parágrafo 1º. nos termos do inciso I. nos termos do inciso II. o que é o cadastro nacional de entidades? O Cadastro Nacional trata se de um banco de dados nacional que contêm informações gerais sobre as entidades de assistência social em regular funcionamento no Brasil. ATENÇÃO: O modelo de requerimento padrão está em fase de elaboração pelo MDS. e) destinar.

Plano de ação na área de assistência social para o exercício de 2009.237/2010. conforme Decreto 7. h) recurso financeiro utilizado. avaliação e monitoramento do plano. c) origem dos recursos. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 29 . nos termos do inciso II. • capacidade de atendimento. execução . IV. 3º do Decreto nº 7. vantagens ou benefícios. artigo 34 do Decreto 7. quando for o caso. • recursos humanos envolvidos. artigo 3º do Decreto nº 7. i) recursos humanos envolvidos. sócios. nos termos do inciso II. Comprovante de inscrição da entidade no Conselho Municipal de Assistência Social ou do Distrito Federal. evidenciando o cumprimento de todos os itens dispostos no plano de ação. VIII. ATENÇÃO: As entidades com atuação em mais de uma das áreas . Instrumento comprobatório de representação legal. devidamente registrada em cartório. • recurso financeiro utilizado. Relatório que demonstre as ações executadas de forma planejada.237/2010 e do inciso III. nos termos do inciso I. apresentar obrigatoriamente todos os documentos necessários para comprovação em todas as suas área de atuação. b) objetivos. g) capacidade de atendimento. art. e) identificação de cada serviço.237/2010 e do inciso III. em razão das competências. Educação. 3º da Resolução CNAS nº 16/2010: a) Finalidades estatutárias. art. continuada e gratuita durante o ano anterior ao requerimento. c) Origem dos recursos.237/2010. X. V. k) demonstração da forma de participação dos usuários e/ ou estratégias que serão utilizadas para esta participação nas etapas de elaboração. Saúde-que atuam preponderantemente na área de Assistência Social deverão. Cópia da ata de eleição dos dirigentes. programa ou beneficio socioassistencial a ser executado. benfeitores ou equivalente remuneração.237/2010. nos termos do Parágrafo 3º do artigo 35 do Decreto nº 7. direta ou indiretamente. e) Identificação de cada serviço. O Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social tem validade de 3 (três) anos. b) Objetivos. artigo 40 do Decreto 7. no momento do requerimento de Concessão ou Renovação junto ao MDS. programa ou beneficio socioassistencial a ser executado. art. d) Infraestrutura. conselheiros. projeto. de acordo com as normas contábeis vigentes. VI.f ) não recebam seus diretores. devidamente assinados pelo representante legal da entidade e por técnico registrado no respectivo Conselho Regional de Contabilidade. d) infraestrutura.237/2010 e demais normatizações. informando respectivamente: f ) público alvo. IX. j) abrangência territorial. nos termos do inciso II. VII. Cópia das demonstrações contábeis do exercício de 2009.Assistência. instituidores. por qualquer forma ou título. 3º da Resolução CNAS nº 16/2010. informando respectivamente: • públio alvo. artigo 3º do Decreto nº 7. projeto. evidenciando: a) finalidades estatutárias. funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos.237/2010. nos termos do inciso IV. A tramitação do processo de certificação obedece à ordem cronológica do requerimento.

gov. A documentação deverá ser encaminhada ao seguinte endereço: MDS / Departamento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS SEPN.XI. 14.saude. recomenda-se que às entidades enquadradas na situação acima verifiquem: 1) sua área de atuação preponderante (assistência social. até o dia 20 de janeiro de 2011. Assim.planalto. Como deverá proceder a entidade que atue em mais de uma área? A entidade que atue em mais de uma das áreas especificadas deverá requerer a certificação e sua renovação no Ministério responsável pela área de atuação preponderante da entidade.gov. Neste caso. Como deverão proceder as entidades com pedidos de concessão originária ou renovação do Certificado de entidade Beneficente de Assistência Social protocolados entre os dias 30 de novembro de 2009 e 21 de julho de 2010? As Entidades com pedidos de concessão originária ou renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social protocolados entre os dias 30 de novembro de 2009 e 21 de julho de 2010 deverão atentar para o disposto no artigo 47 do Decreto 7.237/2010: Art.237/2010 e complementar a documentação necessária para cada uma dessas áreas de atuação. o Ministério da Educação.” O Decreto nº 7. 13. nos seus atos constitutivos e relatório de atividades. educação ou saúde). 515 – Bloco B – Edifício Ômega – Térreo CEP 70770-502 – Brasília/DF. A atividade econômica principal.237/2010 e/ou já divulgados pelos respectivos Ministérios. deverá corresponder ao principal objeto de atuação da entidade. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 30 .237/2010 pode ser acessado no endereço: www. e 3) os documentos exigidos pelo Decreto nº 7. deverá observar o disposto nos artigos 10 e 11 do Decreto 7. educação ou assistência social).cebas. de 2009.CNPJ do Ministério da Fazenda.101. verificado nas demonstrações contábeis e.br/ cebas-saude. ATENÇÃO: Considera-se área de atuação preponderante aquela definida como atividade econômica principal no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica . Como as Entidades que atuam áreas de educação e saúde podem obter informações acerca da certificação? As entidades que atuam nas áreas de educação ou saúde que desejam obter informações relacionadas ao processo de certificação deverão consultar respectivamente.mec.br para dúvidas relativas à certificação na área da assistência social. terão o prazo de sessenta dias para complementar a documentação. a partir da publicação deste Decreto.gov. 47 “As entidades que protocolaram requerimento de concessão ou renovação da certificação após a entrada em vigor da Lei nº 12. ao respectivo Ministério onde foi feito o protocolo do pedido de concessão originária ou renovação de CEBAS. 2) se atuar em mais de uma das áreas (saúde. caso necessário. Os documentos faltantes deverão ser encaminhados. constante do CNPJ. Como proceder em casos de dúvidas relacionadas à certificação na área da assistência social? O MDS disponibilizou o email cebas@mds.gov. 15.br ou o Ministério da Saúde: www. a entidade deverá apresentar os documentos e requisitos exigidos para cada uma das áreas.br – legislaçãodecreto 2010. no endereço: www.

vantagens ou benefícios. a realização de auditorias ou o cumprimento de diligências. V. de modo a evidenciar o patrimônio. participações ou parcelas do seu patrimônio. Quem supervisionará as entidades Beneficentes de Assistência Social? Cada Ministério deverá supervisionar as entidades beneficentes de assistência Social certificadas que atuam na sua área e zelar pelo cumprimento das condições que ensejaram a certificação. Quais os requisitos para a entidade fazer jus à isenção do pagamento das contribuições? A entidade beneficente certificada fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. mantenha em boa ordem. e à disposição da Secretaria da Receita Federal do Brasil.237/2010 e poderá a qualquer tempo. Os Ministérios poderão.212. mantenha escrituração contábil regular. sob qualquer forma ou pretexto. aos seguintes requisitos: I. 19.101. na forma de regulamento. que registre receitas. desde que atenda. de 2009. e VIII. não recebam seus diretores. despesas e aplicação de recursos em gratuidade de forma segregada. de ofício. VII. Saúde e educação)? Caso a atividade econômica principal da entidade constante do CNPJ não seja compatível com nenhuma das áreas. sócios. 24 da Lei nº 12. na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais. nos termos do art. contados da data de emissão. manter escrituração contábil segregada por área. pelo prazo de dez anos. em razão das competências. cumpra as obrigações acessórias estabelecidas pela legislação tributária.101.16. a entidade que atue em mais de uma área deverá. conselheiros. II. Além disso. ou do referido decreto. apresente certidão negativa ou positiva com efeitos de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do FGTS. em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade. 17. determinar a apuração de indícios de irregularidades no cumprimento da Lei nº 12. as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade. Qual é a validade do Certificado após a Lei 12. VI. as receitas. e do Decreto 7. funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos. Como proceder quando a atividade econômica principal da entidade não seja compatível com nenhuma das áreas (Assistência Social. os custos e as despesas de cada atividade desempenhada. de 24 de julho de 1991. quando a receita bruta anual Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 31 . cumulativamente.101/2009? A certificação terá validade de três anos. de 2009. direta ou indiretamente. mantenha em boa ordem. A escrituração deve obedecer às normas do Conselho Federal de Contabilidade para entidades sem fins lucrativos. permitida sua renovação por iguais períodos. dividendos. IV. 18. não distribua resultados. bonificações. determinar a apresentação de documentos. aplique suas rendas. e à disposição da Secretaria da Receita Federal do Brasil. sob qualquer forma ou título. III. instituidores ou benfeitores remuneração. 22 e 23 da Lei nº 8. seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional. a entidade deverá requerer a certificação ou sua renovação no Ministério responsável pela área de atuação preponderante demonstrada na sua escrituração contábil. os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações que impliquem modificação da situação patrimonial.

237.auferida for superior ao limite máximo estabelecido pelo inciso II do art. os serviços socioassistenciais no Brasil. 99. ele articula os esforços e recursos dos três níveis de governo para a execução e o financiamento da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). e no Decreto 7. de 2009. comprometidos com a implantação de sistemas locais e regionais de assistência social e com sua adequação aos modelos de gestão e cofinanciamento propostos. Com um modelo de gestão participativa. de forma descentralizada. • Integração Peti e Bolsa Família 22. 21.4% dos municípios brasileiros já estavam habilitados em um dos níveis de gestão do Suas. Do mesmo modo. todos os Estados. Em julho de 2010. municipais e do Distrito Federal.br/assistenciasocial/certificacao. Proteção Básica Atua na prevenção dos riscos por meio do desenvolvimento de potencialidades e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. de 2006. 20.101. de 2010.gov. cujos direitos tenham sido violados ou ameaçados. o Sistema é composto pelo poder público e sociedade civil. assinaram pactos de aperfeiçoamento do Sistema. o que o sistema único de Assistência Social .SuAS? O Sistema Único de Assistência Social (Suas) é um sistema público que organiza. Como acompanhar os processos de requisição e renovação de Certificados solicitados no Departamento da Rede Socioassistencial Privada do Sistema único de Assistência Social do mDS? Estes processos devem ser acompanhados no seguinte endereço: www. 3º da Lei Complementar nº 123. A primeira é a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 32 . envolvendo diretamente as estruturas e marcos regulatórios nacionais. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). que participam diretamente do processo de gestão compartilhada. ATENÇÃO: O direito à isenção das contribuições sociais somente poderá ser exercido pela entidade a contar da data da publicação da concessão de sua certificação no Diário Oficial da União se atendidos cumulativamente os requisitos previstos na Lei nº 12.mds. promovendo aos cidadãos acesso e inclusão nos serviços. • Centro de Referência de Assistência Social • Serviços • Outras Unidades Públicas Proteção Especial Destinada a indivíduos em situação de risco. • Centro de Referência Especializado de Assistência Social • Serviços de Média Complexidade • Serviços de Alta Complexidade Benefícios Assistenciais Atuam de forma articulada às demais garantias da assistência social. estaduais. Quais as classificações das ações que podem ser desenvolvidos por uma instituição que atua na área social. O Suas organiza as ações da assistência social em dois tipos de proteção social. • Benefícios Eventuais • Benefício de Prestação Continuada Programa de Erradicação do Trabalho Infantil Promove ações visando à retirada de crianças e adolescentes das práticas de trabalho infantil.

uso de drogas. Destacado na Constituição Federal de 1988. A Rede organiza a produção. gerenciamento de convênios. A segunda é a Proteção Social Especial. entre outros aspectos. maus-tratos. Instituído pela Loas. o que é o Controle Social para as entidades de assistência? Um dos aspectos fundamentais da assistência social brasileira é o controle das ações desenvolvidas. destinada a famílias e indivíduos que já se encontram em situação de risco e que tiveram seus direitos violados por ocorrência de abandono. o exercício do controle social implica o planejamento. Levando em conta que a legitimidade desse processo está na participação dos cidadãos. ainda. serviços e benefícios socioassistenciais. 23. prestados a públicos específicos de forma articulada aos serviços. O Suas engloba também a oferta de Benefícios Assistenciais. destinada à prevenção de riscos sociais e pessoais. que apresenta claramente as competências de cada órgão federado e os eixos de implementação e consolidação da iniciativa. mantendo atualizado o Cadastro Nacional de Entidades e Organizações de Assistência Social e concedendo certificação a entidades beneficentes. que desempenham um importante trabalho de controle social. por meio da sua Norma Operacional Básica do Suas (NOB/Suas). contribuindo para a superação de situações de vulnerabilidade. o processamento e a disseminação dos dados.Proteção Social Básica. compostos igualitariamente por representantes do poder público e da sociedade civil. dá suporte a operação. Criado a partir das deliberações da IV Conferência Nacional de Assistência Social e previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). acompanhamento e processamento de informações sobre programas. a Rede serve como instrumento de gestão e divulgação a gestores. Com isso. sociedade civil e usuários. na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). o armazenamento. para viabilizar o controle social do Sistema Único de Assistência Social (Suas) foram criados espaços institucionais. serviços e benefícios socioassistenciais. sistema que auxilia na gestão. Iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). financiamento e controle social do Suas e garante transparência à gestão da informação. acompanhamento. 24. por meio da oferta de programas. As transações financeiras e gerenciais do Suas contam. entidades. avaliação e fiscalização da oferta dos programas. na Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e na Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/Suas). projetos. o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) é órgão superior que está à frente desse processo. entre outras ações relacionadas à gestão da informação do Suas. quando é o caso. com o suporte da Rede Suas. abuso sexual. serviços e benefícios a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade social. no monitoramento e na avaliação das atividades. o que é Rede SuAS? O Sistema Nacional de Informação do Sistema Único de Assistência Social (Rede Suas) surgiu para suprir necessidades de comunicação no âmbito do Suas e de acesso a dados sobre a implementação da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Ele tem caráter permanente e composição paritária: metade dos membros são representantes do poder público e metade são representantes da sociedade Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 33 . o Suas teve suas bases de implantação consolidadas em 2005. técnicos. A gestão das ações e a aplicação de recursos do Suas são negociadas e pactuadas nas Comissões Intergestores Bipartite (CIBs) e na Comissão Intergestores Tripartite (CIT). suporte à gestão orçamentária. A Rede Suas é composta por ferramentas que realizam registro e divulgação de dados sobre recursos repassados. Também gerencia a vinculação de entidades e organizações de assistência social ao Sistema. Esses procedimentos são acompanhados e aprovados pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) e seus pares locais. Trata-se dos conselhos gestores e das conferências.

35 da Lei n° 12. apreciar e aprovar propostas orçamentárias. § 3° A validade do protocolo e sua tempestividade serão confirmadas pelo interessado mediante consulta da tramitação processual na página do Ministério responsável pela certificação na rede mundial de computadores”. dos trabalhadores e das entidades e organizações da assistência social. em 2007 e em 2009. que regulamenta a Lei n° 12. é possível articular o controle social completo e integrado sobre a gestão da assistência social brasileira. Com isso. Com base na legislação supracitada. QueStioNáRio eLABoRADo PeLo miNiStÉRio DA SAuDe 1. § 2° O disposto no caput não se aplica aos requerimentos de renovação protocolados fora do prazo legal ou com certificação anterior tornada sem efeito. na área da saúde. os conselhos de assistência social têm a função de convocar as conferências de assistência social. dispõe que: “Art. O Decreto n° 7. § 1° O disposto no caput aplica-se aos requerimentos de renovação redistribuídos nos termos do art. determina que: “Art. em 2001. podendo ser consultados acessando o site www. os estados e os municípios instituem seus próprios conselhos. normatizar e regular a prestação de serviços de natureza pública e privada. No caso de renovação solicitada tempestivamente. Ela tem o objetivo de avaliar a situação da assistência social no Brasil e propor diretrizes para o aperfeiçoamento do sistema. entre outras. ficando assegurado às entidades interessadas o fornecimento de cópias dos respectivos protocolos. “Art..civil – eleita em foro próprio e composta de modo a preservar as representações dos usuários. tempestivamente apresentado”.. zelar pela efetivação do Suas. em 2005. em seu modelo descentralizado e participativo. sem prejuízo da validade de certidão eventualmente expedida pelo Conselho Nacional de Assistência Social.br/cebassaude na janela Localize o seu Processo. de 2009. Suas principais competências são aprovar a política pública de assistência social. o Distrito Federal. em 2003.gov. ou extraordinariamente.101. § “2°A certificação da entidade permanecerá válida até a data da decisão sobre o requerimento de renovação.237/10. políticas e sistemas de assistência social. A partir desse modelo de governança. 38 As entidades certificadas até o dia imediatamente anterior ao da publicação desta Lei poderão requerer a renovação do certificado até a data de sua validade”. em 1997. como comprovar a certificação até a análise do processo? Diante das solicitações para emissão de certificado ou declaração referente à certificação ou à renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS). de quatro em quatro anos. cabe informar que os processos que se encontram nesta Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS) aguardando análise técnica e decisão acerca do pedido. A Lei n° 12.saude. em 1995. estão relacionados neste endereço eletrônico. O CNAS convoca a Conferência Nacional de Assistência Social ordinariamente.101/09. leis.. 24. sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social. a comprovação da validade da certificação dar-se-á mediante apresentação do comprovante do protocolo do requerimento de renovação do CEBAS Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 34 . Entre outras competências. 8° O protocolo dos requerimentos de renovação servirá como prova da certificação até o julgamento do processo pelo Ministério competente. consolidado no Suas. Já foram realizadas sete edições da Conferência Nacional.101/09. por qualquer motivo.

” 3. 35 Associação Nacional de Educação Católica do Brasil . em seu Art.juntamente com a cópia da publicação oficial do deferimento do último certificado.101/09. 2. desde que atenda os critérios da referida Lei. A partir do término da validade se a decisão for proferida dentro do prazo (6 meses). ou seja. devidamente valorizado e comprovado pelo hospital? A Lei n° 12.237/10 Art. 4. sem fins lucrativos. serão considerados somente os procedimentos ambulatoriais registrados pelas entidades de saúde no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) ou seu substituto.101/09. Considerando que: Protocolado tempestivamente o pedido de renovação o seu prazo mantém a condição de filantropia até seu julgamento. Para os requerimentos de renovação protocolados com antecedência mínima de 6 meses do termo final da validade do certificado anterior a decisão pelo indeferimento contará: a. 6. 1º da Lei 12. estabelece que: I. em alguns casos será necessária à entidade a apresentação de percentual de gratuidade. de acordo com o Art. A retroatividade para complementação será para 2006-2007-2008? A documentação a ser complementada deverá corresponder ao período da documentação já protocolada. Quem pediu a renovação em Dez 2009 terá que usar os dados de 2008. existe sempre insuficiência de teto. Questiona-se ou afirma-se: para fins fiscais a perda da filantropia só ocorrerá após o prazo acima “quando da sua negativa”? Para as entidades que protocolaram pedido de renovação após a publicação da Lei n° 12. tendo em vista a sua natureza pública. os serviços prestados pelos hospitais universitários se enquadram no mS ou meC? Sou de fundação de apoio a um complexo Hospitalar universitário Federal. durante a validade do certificado anterior. 10 que “Em hipótese alguma será admitida como aplicação em gratuidade a eventual diferença entre os valores pagos pelo SUS e os preços praticados pela entidade ou pelo mercado. 3° estabelecem que entidades deverão demonstrar o cumprimento das exigências normativas no exercício fiscal anterior ao do requerimento. SADts faturados pelo SiA serão todos considerados serviços ambulatoriais? O Decreto n ° 7237/10. 6° e 7°. 3° e o Decreto n °7. é isto? A Lei n° 12. § 2° estabelece que. 5. para fins de ponderação. Qualquer outra entidade de direito privado. II. Art. Nesta gratuidade poder-se-á considerar a diferença entre o valor pago e o custo real do procedimento. poderá requerer a concessão ou renovação do certificado. Ressalta-se que o protocolo do requerimento de renovação do CEBAS é considerado tempestivo desde que protocolado até o termo final da validade do último certificado. Art. 7. Da data da publicação da decisão se esta for proferida após o prazo de 6 meses. portanto a Fundação Filantrópica deve se re-certificar onde (meC ou mS)? Com relação aos Hospitais Universitários federais não cabe requerimento de concessão ou renovação de certificado.101/2009. o Decreto n ° 7237/10. Apesar de sempre existir demanda para o atendimento através do SuS.101/09 determina. Para os requerimentos de renovação protocolados com antecedência inferior a 6 meses do termo final da validade do certificado anterior a decisão pelo indeferimento contará: a. reconhecidas como entidade beneficente de assistência social. b. Art. 19. Os procedimentos registrados no SIA são considerados serviços ambulatoriais. no exercício anterior.

39. Educação e Assistência Social). constando no Art. ex.1º da lei 12101/09 afirma que o certificado é concedido a entidades sem fins lucrativos.034/2010 fala do contrato ou convênio com as regras. do mesmo Decreto acima citado. uma entidade filantrópica saúde (certificada). como apresentar este documento? Trata-se de assunto relacionado à Secretaria da Receita Federal do Brasil. b.237/10 Art. inciso IV. A indicação no site de 2006 é referente Portaria Ministerial do Regulamento dos Pactos pela Vida e de Gestão. A portaria 1. 8. a declaração fornecida pelo gestor local do SUS deverá atestar que a entidade cumpriu as metas quantitativas e qualitativas. Art. resolve abrir uma filial da área de educação.034. 1° (Saúde. 11.237/10 Art. 3° estabelecem que entidades deverão demonstrar o cumprimento das exigências normativas no exercício fiscal anterior ao do requerimento. 10 determina que. 4º. 29 da Lei 12. Está portaria é indicada no site por ser ato normativo de relevância para estruturação do SUS. Este item é um dos requisitos para fazer jus à isenção. desde que não abranja outra entidade com personalidade jurídica própria que seja por ela mantida”. o que está se pensando para resolver o problema das entidades cujo vencimento não permite que se apresente o 6 meses antes. Como apresentar 2010 em setembro de 2010? (Atividade e Contabilidade) A Lei n° 12. Da data da publicação da decisão se esta for proferida após o vencimento. não precisará cumprir os requisitos do meC? mas manterá o certificado do mS? O art. o cumprimento das metas hospitalares é físico e financeiro? Nos termos do Decreto n ° 7. 3° e o Decreto n ° 7. de 19 de maio de 2010. Atenção também deverá ser dada atenção ao Art. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 36 . O Art. da Lei 12. devendo ser discutido junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil.101/09. A entidade deveria prestar contas em 2008. Certificado vence em 30/03/2011.101/2009. nº 94. para fins de certificação. a entidade que atue em mais de uma área deverá comprovar o cumprimento dos requisitos exigidos para todas as áreas de atuação definidas no Art. 10. estabelece: “§ 1o O atendimento do percentual mínimo de que trata o caput pode ser individualizado por estabelecimento ou pelo conjunto de estabelecimentos de saúde da pessoa jurídica.A partir do término da validade se o julgamento ocorrer antes do vencimento. pelos ministérios certificadores.237/10 Art. sobre os requerimentos de concessão de certificação ou de renovação deferidos ou definitivamente indeferidos. Se mais de 90% dos filantrópicos não tem como obter CND. Especificamente na área da saúde o Art. O Decreto n ° 7. estabelece a obrigatoriedade de comunicação. Seis meses antes será em setembro 2010. 2009 e 2010.101/2009. 12. de 5 de maio de 2010 “Dispõe sobre a participação complementar das instituições privadas com ou sem fins lucrativos de assistência à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde” Foi republicada no Diário Oficial da União. 9. 24 da Lei acima citada. só que o anexo que está no site é aquela de 2006 e assim ficamos em dúvida quais regras virão. à Secretaria da Receita Federal do Brasil. Desde que recolha normalmente os tributos envolvidos nesta atividade. A Portaria 1. 18. mas com finalidade de lucro.

Informações sobre a utilização do sistema estão disponíveis no site http://cih. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 37 . o gestor estadual será capacitado para esta nova modalidade de cadastro e certificação? o gestor do nosso estado.Legislação” constante do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. sendo estes sujeitos a adequações e divulgados mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União e em espaço próprio “Institucional . este é realizado no âmbito do Ministério da Saúde mediante encaminhamento do Requerimento acompanhado de toda documentação a que se refere à Lei 12. conforme Portaria Conjunta SAS/SE/MS n° 49. estabelecem metas quantitativas e qualitativas que visem o aprimoramento do processo de atenção à saúde e de gestão hospitalar. §3° determina que as decisões deverão ser publicadas em Diário Oficial da União e na página do Ministério.gov. O indeferimento não impede a apresentação de novo requerimento.327/2010.237/10 Art. a instituição poderá fazer nova solicitação de renovação? O Decreto n ° 7. § 1º registra: ”Entende-se por contratualização o processo pelo qual as partes. portanto. não sabe orientar e com isso prejudica as filantrópicas. Cabe à entidade acompanhar e verificar junto ao gestor a comprovação de recebimento dos dados pelo DATASUS. mas quando consultam o site do DAtASuS esse processamento não se encontra ali. até hoje não entende nada de contratualização e. SAI e CIH) do Ministério da Saúde permanece o mesmo. de 4 de julho de 2006. pelo Decreto 7. ficou acordado durante o XX Congresso Nacional da CMB a possibilidade de oficinas regionais a ser organizada em conjunto MS/CMB para apresentar e discutir a “certificação” amparada pela Lei 12. Neste caso a entidade será penalizada? A Portaria SAS/MS nº 373. O cadastro/registro dos dados junto aos sistemas (SIH. 14. No caso de indeferimento. que no seu art. Cabe à entidade acompanhar e verificar junto ao gestor a comprovação de recebimento dos dados pelo DATASUS. 1º define o envio das bases de dados dos Sistemas de Informação: SCNES/SIA/SIH/CIH referente às competências de agosto a dezembro/2010 ao DATASUS por meio do Módulo Transmissor. o representante legal do hospital e o gestor municipal ou estadual do SUS. 16. O § 2° do mesmo artigo estabelece que os requerimentos com documentação incompleta serão indeferidos e arquivados. e estabelecer condições e requisitos para o processo. No interior dos estados existem municípios com Secretarias/gestores completamente desinformados e que levam meses sem atualizar a base de dados do CNeS. Quanto aos sistemas de cadastro/registros não há inovações que não sejam sobre a atualização e adequações destes sistemas já existentes e de amplo conhecimento dos gestores. o ministério da Saúde está tendo acesso à CiH dos hospitais? temos muitos hospitais que entregam a CiH. de 21 de setembro de 2005.13. Quanto ao processo de certificação CEBAS-Saúde. na Rede Mundial de Computadores. conforme Portaria Conjunta SAS/SE/MS n° 49. de 4 de julho de 2006. Quanto ao processo de certificação como entidade beneficente de assistência social – CEBAS-Saúde.datasus. 4°.br/ CIH A Portaria SAS/MS nº 373. 15.datasus.gov. e pela portaria interna do MS a ser publicada. 3º. Além de disciplinar. de 05 de agosto de 2010 no seu art. 1º define o envio das bases de dados dos Sistemas de Informação: SCNES/SIA/SIH/CIH referente às competências de agosto a dezembro/2010 ao DATASUS por meio do Módulo Transmissor. disponibilizado no endereço http://cnes.br/.237/2010. como a entidade será comunicada? No caso de arquivamento do processo por falta de documento. formalizando por meio de um convênio”. Especificamente quanto a “Contratualização” entre as entidades filantrópicas e o gestor local do SUS este assunto é regulamentado pela PTGM/MS nº 1721.101/2009. de 05 de agosto de 2010 no seu art. por exemplo.101/2009 e o Decreto 7.

Acrescente-se a esta informação que também estão sendo encaminhados pelo Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS ao Ministério da Saúde os demais documentos e solicitações referentes à área da saúde. em seu Art. 19. PT SAS/MS 364/2008. 18. 34 e 35 da Lei 12.101/2009 os pedidos de concessão e de renovação de certificado de entidade beneficente de assistência social. e suas alterações. serão remetidos. visando inclusive a receber o número de registro/CNES.17. atuantes em suas respectivas áreas e tornarão os respectivos cadastros disponíveis para consulta pública.101/09 determina. 40 da lei 12.101 que determina que os Ministérios da Saúde. Quando a entidade tem contrato com o gestor. A unidade de medida dos serviços prestados ao SUS será mediante produção. beneficentes ou não.saude.101/09. A gratuidade não será somada ao percentual SUS. O atual cadastramento/ recadastramento que consta do endereço www. De acordo com os Arts. mas será verificada aplicação do recurso financeiro de forma complementar como disposto no art.gov. ou não havendo contratação é que poderá ser complementado com a gratuidade em percentuais proporcionais ao percentual cumprido. está correto este entendimento? A Lei n° 12. 8º acima mencionado. A Lei 12. As informações advindas do cadastro/ recadastramento migrarão em data oportuna para o CNES considerado o cadastro nacional. entendo então que a diferença da remuneração da tabela SuS com o custo real do procedimento poderá ser computado como gratuidade caso os 60% não sejam atingidos. 10 que “Em hipótese alguma será admitida como aplicação em gratuidade a eventual diferença entre os valores pagos pelo SUS e os preços praticados pela entidade ou pelo mercado. da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome procederão ao recadastramento de todas as entidades sem fins lucrativos. como consta no art. não julgados até a data da publicação da Lei. de acordo com a área de atuação da entidade ao Ministério responsável. Não haverá cadastro paralelo. não abrangendo a sua capacidade instalada e operacional. O recadastramento representa o cumprimento do disposto no Parágrafo único art. não é confiável? mas se é através dele que os sistemas SiH e SiA são consistidos. 8º da lei 12. A unidade de medida da gratuidade é valor financeiro. Não aceitar o CNeS como cadastro oficial do ministério da Saúde não é reconhecer que ele não corresponde à verdade. 20.br/cebas-saude refere a informações básicas sobre a instituição. que os julgará. pela falta de demanda devidamente atestada pelo gestor. Como ficará a situação das entidades com pendências ou processos no CNAS? Os processos que não foram remetidos ao respectivo ministério responsável deverão ser consultados diretamente com o CNAS. A Portaria Ministerial que regula este processo é PT SAS/MS 511/2000. ela pode também apresentar gratuidade? essa porcentagem de gratuidade é somado à porcentagem de atendimento SuS? Somente no caso de não atingir os 60%.” Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 38 .101/2009 proíbe utilizar como gratuidade a diferença de remuneração da tabela SuS em relação ao valor de mercado ou cobrado de particulares e convênios. Cabe orientar que as entidades que estarão cadastrando-se pela primeira vez junto ao Ministério da Saúde que deverão procurar o gestor local SUS para solicitar seu cadastramento junto ao CNES.

Os serviços prestados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) serão analisados pelo Ministério da Saúde.gov. Essa lista conterá o número de origem do processo redistribuído pelo CNAS. Determina ainda. 4°. bem como o número do protocolo no SIPAR do Ministério da Saúde. onde consultar a listagem dos processos redistribuídos pelo CNAS e recebidos pelo ministério da Saúde? Poderá ser consultada na janela localize o seu processo e acesse a planilha desta página. o prazo para recurso em caso de indeferimento do requerimento passará a ser contato a partir e tão somente após a publicação deste indeferimento.101/2009. 47 afirma que: “As entidades que protocolaram requerimento de concessão ou renovação da certificação após a entrada em vigor da Lei nº 12.saude. onde deverão ser protocolados os requerimentos de concessão e renovação do CeBAS? Deverão ser protocolados no Apoio do Gabinete da Secretaria de Atenção à Saúde. ou que determinar seu cancelamento. Qual setor do ministério da Saúde tem competência para analisar e decidir acerca dos requerimentos de concessão e renovação do CeBAS? Portaria do Ministério da Saúde atribuirá competência à área devida para análise. 23. contados da data de sua publicação”. 22. Qual o número do SiPAR dos processos redistribuídos pelo CNAS e recebidos pelo ministério da Saúde? O número poderá ser consultado no site www. já os serviços prestados no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) serão analisados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome. caberá recurso no prazo de trinta dias. desde que não abranja outra entidade com personalidade jurídica própria que seja por ela mantida”. a oferta de 60% ao SuAS/SuS. 24.237/2010 em seu Art. deve ser no conjunto das obras ou em cada município específico? O Art. 4º. terão prazo de sessenta dias para complementar a documentação apresentada. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 39 . bem como definição de fluxos de tramitação. até que seja definida a área de atuação competente. da Lei 12. Após o preenchimento da “tela de consulta” o interessado deverá clicar em “pesquisar” e terá acesso ao histórico de movimentação do processo no Ministério da Saúde. que as decisões deverão ser publicados em Diário Oficial da União e na página do Ministério. de 2009.21. a partir da publicação deste Decreto”.101. uma entidade que atua em vários municípios. decisão. no Art. §3°. 25. através do link “Sistemas e Serviços” e clicando na opção “SIPAR” ou na janela localize o seu processo e acesse a planilha desta página.br. em seu Art. O mesmo decreto. 13 afirma que: “Da decisão que indeferir o requerimento de concessão ou de renovação da certificação. estabelece: “§ 1o O atendimento do percentual mínimo de que trata o caput pode ser individualizado por estabelecimento ou pelo conjunto de estabelecimentos de saúde da pessoa jurídica. 26. respeitando-se o princípio constitucional da publicidade dos atos? No decreto 7. na Rede Mundial de Computadores.

29. 28.gov. discriminará os documentos a serem apresentados pelas entidades interessadas. a Portaria do Ministério da Saúde.br/cebas-saude.101/2009. o ministério da Saúde irá publicar Portaria ministerial sobre os procedimentos a serem adotados para análise e decisão do CeBAS? Sim.27. a ser publicada. Quais documentos deverão ser apresentados no requerimento de concessão ou renovação do CeBAS? O Decreto nº 7.101/2009? Serão analisados pelo Ministério da Saúde após a publicação da Portaria que definirá a área de atuação com atribuição e competência para análise e decisão acerca do assunto.saude. bem como de definição de fluxos de tramitação. 30. Quando serão analisados os requerimentos de concessão e renovação do CeBAS protocolados após a publicação da Lei nº 12. Entretanto.237/2010 traz a lista. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 40 . em Portaria Ministerial e no sítio da internet www. de acordo com os critérios de certificação exigidos pela Lei nº 12. o ministério da Saúde irá disponibilizar modelo padrão para requerimento de concessão e renovação do CeBAS? onde? Sim.

e às demais exigências da Lei no 12.CNPJ. conforme sua área de atuação. sem fins lucrativos. sem fins lucrativos.relatório de atividades desempenhadas no exercício fiscal anterior ao requerimento. De 20 De JuLHo De 2010. DECRETA: Art. alínea “a”. sendo vedado dirigir suas atividades exclusivamente a seus associados ou a categoria profissional. 84.101. o cumprimento do disposto neste Capítulo e nos Capítulos II. para dispor sobre o processo de certificação das entidades beneficentes de assistência social para obtenção da isenção das contribuições para a seguridade social. no uso das atribuições que lhe confere o art. III . O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. da Constituição. § 1o Será certificada. de 2009. e dá outras providências. II . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 41 . o período mínimo de cumprimento dos requisitos de que trata este artigo poderá ser reduzido se a entidade for prestadora de serviços por meio de convênio ou instrumento congênere com o Sistema Único de Saúde .DeCReto Nº 7. § 3o As ações previstas nos Capítulos II. quando for o caso. destacando informações sobre o público atendido e os recursos envolvidos. e deste Decreto.SUS ou com o Sistema Único de Assistência Social . III e IV deste Título. 3o da Lei no 12. e IV . isolada ou cumulativamente. de 27 de novembro de 2009. reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social.cópia do ato constitutivo registrado. no exercício fiscal anterior ao do requerimento. § 2o Em caso de necessidade local atestada pelo gestor do respectivo sistema.237. TÍTULO I DA CERTIFICAÇÃO CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Da Certificação e da Renovação Art. de 27 de novembro de 2009.101. e tendo em vista o disposto na Lei no 12. que atuem nas áreas previstas no art. Regulamenta a Lei no 12. doze meses.101. 2o Para obter a certificação as entidades deverão obedecer ao princípio da universalidade do atendimento. saúde ou educação e que atendam ao disposto na Lei no 12. de 27 de novembro de 2009. na forma deste Decreto. 3o A certificação ou sua renovação será concedida à entidade beneficente que demonstre.comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica . e que apresente os seguintes documentos: I .cópia da ata de eleição dos dirigentes e do instrumento comprobatório de representação legal.101. que demonstre o cumprimento dos requisitos previstos no art. imediatamente anteriores à apresentação do requerimento. e neste Decreto. Art. pelo menos.101. de 2009. incisos IV e VI.SUAS. 1o A certificação das entidades beneficentes de assistência social será concedida às pessoas jurídicas de direito privado. a entidade legalmente constituída e em funcionamento regular há. III e IV deste Título poderão ser executadas por meio de parcerias entre entidades privadas.

II . no prazo de até seis meses. seu número de inscrição no CNPJ e a especificação Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 42 . § 7o A entidade certificada deverá atender às exigências previstas nos Capítulos I.as responsabilidades e obrigações das partes. § 6o As parcerias previstas no § 3o não afastam as obrigações tributárias decorrentes das atividades desenvolvidas pelas entidades sem fins lucrativos não certificadas. (Incluído pelo Decreto nº 7. a sua complementação pela entidade requerente. e V . § 5o Os requerimentos de que trata este artigo serão considerados recebidos a partir da data de seu protocolo.101. salvo em caso de necessidade de diligência devidamente justificada. em se tratando de renovação. somente serão consideradas as parcerias de que trata o § 3o firmadas com entidades privadas sem fins lucrativos certificadas ou cadastradas junto ao Ministério de sua área de atuação. dentro dos seis meses a que se refere o § 1o do art. § 2o Os requerimentos com documentação incompleta poderão ser complementados em única diligência a ser realizada no prazo máximo de trinta dias contados da data da notificação da entidade interessada.seus beneficiários. conforme sua área de atuação. desde que.101. se for o caso. firmadas mediante ajustes ou instrumentos de colaboração. quando for o caso. nos termos deste Decreto. no máximo. 24 da Lei no 12. III . sob pena de seu cancelamento a qualquer tempo. § 4o Os recursos utilizados nos ajustes ou instrumentos de colaboração previstos no § 3o deverão ser individualizados e segregados nas demonstrações contábeis das entidades envolvidas. § 4o Os requerimentos de concessão da certif h v icação ou de renovação deverão ser apresentados em formulário próprio a ser definido em ato específico de cada um dos Ministérios previstos no caput. de 2009. § 5o Para fins de certificação.1o. § 2o Os requerimentos com documentação incompleta serão indeferidos e arquivados. (Redação dada pelo Decreto nº 7. de 2009. acompanhados dos documentos necessários à sua instrução.as ações a serem executadas. de 2010) § 2o-A. cujo protocolo deverá considerar a data de postagem. nos termos do art. Na hipótese de renovação da certificação.forma e assiduidade da prestação de contas. 4o Os requerimentos de concessão da certificação e de renovação deverão ser protocolados junto aos Ministérios da Saúde. de acordo com a ordem cronológica de seu protocolo. e disponham sobre: I . Art. nos termos da legislação vigente. de 2009. a complementação ocorra. da Educação ou do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. os Ministérios referidos no caput deverão verificar se os requerimentos estão instruídos com os documentos necessários em prazo suficiente para permitir. o nome da entidade. e de acordo com o procedimento estabelecido pelo referido Ministério. conforme a área de atuação da entidade. contendo. ressalvados aqueles encaminhados pela via postal. sendo vedada a abertura de diligência para apresentação de documentos faltantes.a transferência de recursos. na forma do disposto do § 2o.300. no mínimo. II. III e IV deste Título.300. conforme procedimento a ser adotado em cada Ministério. IV . de acordo com as normas do Conselho Federal de Contabilidade para entidades sem fins lucrativos. § 1o Os requerimentos deverão ser analisados. de 2010) § 3o A decisão sobre o requerimento de concessão da certificação ou de renovação deverá ser publicada no Diário Oficial da União e na página do Ministério responsável na rede mundial de computadores. que prevejam a corresponsabilidade das partes na prestação dos serviços em conformidade com a Lei no 12.101. 40 da Lei no 12. durante todo o período de validade da certificação. § 6o Os Ministérios previstos no caput deverão adotar modelo padronizado de protocolo.

§ 1o A certificação será cancelada a partir da ocorrência do fato que ensejou o descumprimento dos requisitos necessários à sua concessão ou manutenção. contados de sua notificação.o Tribunal de Contas da União.decidir sobre a representação. da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome deverão supervisionar as entidades beneficentes certificadas e zelar pelo cumprimento das condições que ensejaram a certificação.os conselhos de acompanhamento e controle social previstos na Lei no 11. § 4o Indeferido o recurso ou decorrido o prazo previsto no § 3o sem manifestação da entidade. II . cabe recurso por parte da entidade ao respectivo Ministro de Estado. após processo iniciado de ofício pelas autoridades referidas no caput ou por meio de representação. 15.101. § 2o O Ministério responsável pela área de atuação não preponderante deverá supervisionar as entidades em sua respectiva área. § 4o O recurso protocolado fora do prazo previsto no caput não será admitido. no prazo de trinta dias. a documentação pertinente e demais informações relevantes para o esclarecimento do pedido. Seção V Da Representação Art. ao Ministério responsável pela certificação. A autoridade competente para a certificação determinará o seu cancelamento. Art. Sem prejuízo das representações a que se refere o art. II . de 2009. o procedimento previsto no art.o gestor municipal ou estadual do SUS ou do SUAS. de acordo com a sua condição de gestão. de 2009. 16. nos termos do art. são competentes para representar. conforme disposto no art. 14. Os Ministérios da Saúde. e deste Decreto. sempre que possível.notificar a entidade. determinar a apresentação de documentos. 13. para apresentação da defesa no prazo de trinta dias. e os Conselhos de Assistência Social e de Saúde. aplicado. a realização de auditorias ou o cumprimento de diligências. Parágrafo único. a descrição dos fatos a serem apurados e. nos termos deste artigo. bem como o gestor da educação municipal. 8o. para que promova seu cancelamento. salvo se esta figurar como parte na representação. nistério responsável pela área de atuação não preponderante da entidade. no prazo de trinta dias a contar da apresentação da defesa. o Ministério responsável cancelará a certificação e dará ciência do fato à Secretaria da ReceiAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 43 . no prazo de trinta dias. devendo notificar a autoridade certificadora sobre o descumprimento dos requisitos necessários à manutenção da certificação. caso constate o descumprimento dos requisitos necessários à sua obtenção. III . 24 da Lei no 12. em ambas as hipóteses.dos seus efeitos.comunicar à Secretaria da Receita Federal do Brasil. a qualquer tempo.a Secretaria da Receita Federal do Brasil. a qualquer tempo. de ofício. § 1o A representação será realizada por meio eletrônico ou físico e deverá conter a qualificação do representante. ou deste Decreto. 16. de 20 de junho de 2007. Seção IV Da Supervisão e do Cancelamento da Certificação Art. sem prejuízo das atribuições do Ministério Público: I . caberá ao Ministério que concedeu a certificação: I . distrital ou estadual.494. determinar a apuração de indícios de irregularidades no cumprimento da Lei no 12. motivadamente. § 2o Após o recebimento da representação. podendo. e IV . e III . na forma prevista no art.101. o Ministério responsável poderá. Verificada prática de irregularidade pela entidade certificada. § 3o Da decisão que julgar procedente a representação. 16.

de 2009.101. observado o disposto em portaria do Ministério da Saúde. protocolada junto à Secretaria de Saúde respectiva. e IV . nos termos do disposto no inciso I do art. mediante ofício da autoridade julgadora.cópia do convênio ou instrumento congênere firmado com o gestor local do SUS. de 2009. (Redação dada pelo Decreto nº 7. III . de 2009. acompanhado dos seguintes documentos: I .300. em razão da falta de demanda. § 7o O representante será informado sobre o resultado do julgamento da representação. 8o da Lei no 12. e o processo correspondente será arquivado. Consideram-se entidades beneficentes de assistência social na área de saúde aquelas que atuem diretamente na promoção. de 2010) IV . Art. consideradas as tendências positivas. 4o da Lei no 12.aqueles previstos no art.atestado fornecido pelo gestor local do SUS. em até quarenta e oito horas após a publicação da sua decisão. 8o da referida Lei.ta Federal do Brasil. II . Compete ao Ministério da Saúde conceder ou renovar a certificação das entidades beneficentes de assistência social da área de saúde que preencherem os requisitos previstos na Lei no 12. § 5o Julgada improcedente a representação. 8o da referida Lei. contados da data do seu recebimento pelo Ministro de Estado. § 1o As entidades de saúde que não cumprirem o percentual mínimo a que se refere o inciso II do art. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 44 . e (Redação dada pelo Decreto nº 7. resolução de comissão intergestores bipartite ou parecer da comissão de acompanhamento.cópia da proposta de oferta da prestação de serviços ao SUS no percentual mínimo de sessenta por cento. § 6o A decisão final sobre o recurso de que trata o § 3o deverá ser prolatada em até noventa dias. prevenção e atenção à saúde. de 2010) § 1o As entidades de saúde que não cumprirem o percentual mínimo a que se refere o inciso II do art.declaração fornecida pelo gestor local do SUS. 3o. de 2009. CAPÍTULO II DA CERTIFICAÇÃO DAS ENTIDADES DE SAÚDE Art. de 2010) § 2o As entidades cujos serviços de saúde não forem objeto de contratação deverão instruir seu requerimento com os documentos previstos no inciso I do caput e com demonstrativo contábil da aplicação do percentual de vinte por cento de sua receita bruta em gratuidade. sobre o cumprimento das metas quantitativas e qualitativas de internação ou de atendimentos ambulatoriais estabelecidas em convênio ou instrumento congênere. (Redação dada pelo Decreto nº 7. em formulário próprio. deverão instruir seu requerimento com os documentos previstos no inciso I do caput e apresentar cópia de declaração fornecida pelo gestor local do SUS que ateste esse fato e demonstrativo contábil que comprove o atendimento dos percentuais exigidos no art.cópia do convênio ou instrumento congênere firmado com o gestor local do SUS. será dada ciência à Secretaria da Receita Federal do Brasil.300. deverão instruir seu requerimento com os documentos previstos no inciso I a IV do caput e apresentar cópia da declaração fornecida pelo gestor local do SUS que ateste esse fato e demonstrativo contábil que comprove o atendimento dos percentuais exigidos no art. 4o da Lei no 12.300. atestando o cumprimento das metas quantitativas e qualitativas de internação ou de atendimentos ambulatoriais estabelecidas em convênio ou instrumento congênere. 18. 17. encaminhada pelo responsável legal da entidade ao gestor local do SUS.101. Parágrafo único. desde que definido em portaria do Ministério da Saúde. acompanhado de cópia da decisão.101. O requerimento de concessão ou renovação de certificado de entidade beneficente de assistência social que atue na área da saúde deverá ser protocolado junto ao Ministério da Saúde. III . em razão da falta de demanda. e neste Decreto.101. tal como documento que comprove a existência da relação de prestação de serviços de saúde.

de alta complexidade gerais e não habilitados. resultantes das parcerias previstas no § 3o do art.300.o valor médio do paciente-dia será estabelecido pelo Ministério da Saúde a partir da classificação dos hospitais habilitados para serviços de alta complexidade específicos.a produção de internações será medida por paciente-dia.portaria de habilitação para apresentação de projetos de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS. O atendimento do percentual mínimo de sessenta por cento de prestação de serviços ao SUS pode ser individualizado por estabelecimento ou pelo conjunto de estabelecimentos de saúde da pessoa jurídica. 3o.resumo da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . (Revogado pelo Decreto nº 7. § 4o Para a verificação da produção da entidade de saúde que presta serviços exclusivamente na área ambulatorial. de 2009. II .cópia do ajuste ou convênio celebrado com o Ministério da Saúde e dos respectivos termos aditivos. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 45 . de 2010) Art. 8o da Lei no 12. os quais serão classificados de acordo com o nível de complexidade. III . III . no que couber. 4o da Lei 12. (Incluído pelo Decreto nº 7.101. considerando-se o nível de complexidade. § 5o O Ministério da Saúde poderá exigir a apresentação de outros documentos. de 2009. II .a valoração dos atendimentos ambulatoriais corresponderá a uma fração do valor médio do paciente-dia obtido anualmente. além dos seguintes: I . serão considerados unicamente os percentuais correspondentes às internações hospitalares.101. relativa aos exercícios fiscais de 2009 e anteriores. § 4o As entidades de saúde de reconhecida excelência que optarem por realizar projetos de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS deverão apresentar os documentos previstos no caput e no seu inciso I. § 5o Para efeito da comprovação do atendimento aos critérios estabelecidos nos incisos II e III do art. A prestação anual de serviços ao SUS no percentual mínimo de sessenta por cento será comprovada por meio do somatório dos registros das internações e atendimentos ambulatoriais verificados no Sistema de Informação Ambulatorial.300. de 2010) § 3o Para fins de certificação.o paciente-dia de unidade de tratamento intensivo terá maior peso na valoração do que aquele atribuído ao paciente-dia de internação geral. 19. § 1o O somatório dos serviços prestados pela entidade de saúde será calculado pelo Ministério da Saúde a partir da valoração ponderada dos atendimentos ambulatoriais e de internações.FGTS e Informações à Previdência Social. 20. a oferta e o acesso aos serviços de saúde obtidas junto ao SUS. § 3o O Ministério da Saúde poderá estabelecer lista de atendimentos ambulatoriais que terão peso diferenciado na valoração ponderada referida no § 1o. se houver. serão considerados somente os procedimentos ambulatoriais registrados pelas entidades de saúde no Sistema de Informação Ambulatorial no exercício anterior.300.§ 2o-A. As entidades de saúde cujas contratações de serviços forem inferiores ao percentual mínimo de sessenta por cento deverão instruir seus requerimentos com os documentos previstos nos incisos I a IV do caput e com demonstrativo contábil da aplicação dos percentuais exigidos nos incisos I a III do art. de 2010) § 2o Para fins de ponderação. serão computados para a entidade à qual estiver vinculado o estabelecimento que efetivar o atendimento. aplicam-se os critérios estabelecidos nos §§ 1o a 3o. demonstrados por meio dos relatórios anuais de atividades. e IV . Art. no Sistema de Informação Hospitalar e no de Comunicação de Internação Hospitalar. legalmente habilitado no Conselho Regional de Contabilidade. com base em informações sobre a demanda. e IV . desde que não abranja outra entidade com personalidade jurídica própria que seja por ela mantida. (Incluído pelo Decreto nº 7.demonstrações contábeis e financeiras submetidas a parecer conclusivo de auditor independente. os serviços de atendimento ambulatorial ou de internação prestados ao SUS. considerando os seguintes critérios: I .

As entidades que não prestam serviços de saúde de atendimento ambulatorial ou de internação hospitalar comprovarão a aplicação do percentual de sua receita bruta em atendimento gratuito por meio de procedimento a ser estabelecido pelo Ministério da Saúde. CAPÍTULO III DA CERTIFICAÇÃO DAS ENTIDADES DE EDUCAÇÃO Art. sem prejuízo das atribuições dos órgãos de fiscalização tributária. Compete ao Ministério da Educação conceder ou renovar a certificação das entidades beneficentes de assistência social da área de educação que preencherem os requisitos previstos na Lei no 12. § 3o O Ministério da Educação analisará o plano de atendimento visando ao cumprimento Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 46 . 4o da Lei no 12.101. submetidas a parecer conclusivo de auditoria independente. 13 da Lei no 12. 8o da Lei no 12.Parágrafo único. 24. será realizado com base no exercício fiscal anterior. § 1o A adequação às diretrizes e metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação . Art. 25. de 2009. e neste Decreto. setenta por cento do valor usufruído anualmente com a isenção nos projetos de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS. a entidade de educação deverá observar o disposto no art. Art. no limite de dez por cento dos seus serviços. As entidades de saúde realizadoras de projetos de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS que complementarem as atividades relativas aos projetos com a prestação de serviços gratuitos ambulatoriais e hospitalares deverão comprová-los mediante preenchimento do Sistema de Informação Ambulatorial e do Sistema de Informação Hospitalar. de 2009. O valor dos recursos despendidos e o conteúdo das atividades desenvolvidas no âmbito dos projetos de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS ou da prestação de serviços previstos no art. § 2o O plano de atendimento referido no § 1o constitui-se na descrição das ações e medidas assistenciais desenvolvidas pela entidade para cumprimento do previsto no art. 22. 23.101. de 2009.101. aqueles prestados ao SUS em estabelecimento a ela vinculado na forma do disposto no § 2o do art. 21.101. § 3o Caso os recursos despendidos nos projetos de apoio institucional não alcancem o valor da isenção usufruída. 13 da Lei no 12.101.PNE será demonstrada por meio de plano de atendimento que demonstre a concessão de bolsas. realizada por instituição credenciada perante o Conselho Regional de Contabilidade. 11 da Lei n o 12. Art. § 4o O disposto no § 3o alcança somente as entidades que tenham aplicado. Para o cumprimento do disposto no art. Para fins de cumprimento do percentual previsto no caput. a entidade deverá compensar a diferença até o término do prazo de validade de sua certificação. no mínimo. as entidades que prestam serviços de internação e de atendimento ambulatorial deverão comprovar a efetivação dos atendimentos gratuitos mediante inclusão de informações no Sistema de Informação Hospitalar e no Sistema de Informação Ambulatorial. submetido à aprovação do Ministério da Educação. § 2o O cálculo do valor das isenções previstas no § 2o do art. de 2009. com observação de não geração de créditos. de 2009. ações assistenciais e programas de apoio aos alunos bolsistas. 22 deverão ser objeto de relatórios anuais. de 2009. § 1o Os relatórios previstos no caput deverão ser acompanhados de demonstrações contábeis e financeiras. com observação de não geração de créditos. encaminhados ao Ministério da Saúde para acompanhamento e fiscalização.101. a entidade de saúde requerente poderá incorporar. Art. bem como no planejamento destas ações e medidas para todo o período de vigência da certificação a ser concedido ou renovado. Parágrafo único. Para os fins da concessão ou renovação da certificação.

Art.101. e com o Decreto no 5. 26.154. as entidades de educação deverão oferecer igualdade de condições para acesso e permanência aos alunos beneficiados pelas bolsas e demais ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas. 13 da Lei no 12. de 2009.101. 25.da mantenedora: a) aqueles previstos no art. Art. nas proporções definidas no inciso III do § 1o do art. § 2o O Ministério da Educação poderá determinar a reformulação dos critérios de seleção de alunos beneficiados constantes do plano de atendimento da entidade previsto no § 1o do art. de 2009.101.outros critérios contidos no plano de atendimento da entidade. 13 da Lei no 12. e b) demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independenAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 47 . deverão adotar e observar os critérios de seleção e as proporções previstas na Seção II do Capítulo II da Lei no 12. de 2009. 13. As entidades de educação deverão selecionar os alunos a serem beneficiados pelas bolsas previstas no art. § 4o Todas as bolsas de estudos a serem computadas como aplicação em gratuidade pela entidade deverão ser ofertadas e preenchidas em sistema eletrônico disponibilizado pelo Ministério da Educação. 28.das metas do PNE. 25. 29. de 2009. de 2009. No ato de renovação da certificação. Os requerimentos de concessão ou de renovação de certificação de entidades de educação ou com atuação preponderante na área de educação deverão ser instruídos com os seguintes documentos: I . poderão compensar o percentual devido nos exercícios imediatamente subsequentes. as entidades de educação que não tenham aplicado em gratuidade o percentual mínimo previsto na Lei no 12. § 5o As proporções relativas à oferta de bolsas de estudo previstas no inciso III do § 1o do art. condizentes com os adotados pela rede pública. a partir do perfil socioeconômico e dos seguintes critérios: I . desde que registrados sob mesmo CNPJ. com acréscimo de vinte por cento sobre o percentual a ser compensado.proximidade da residência. de 1996. § 2o A certificação será cancelada se o percentual de aplicação em gratuidade pela entidade certificada for inferior a dezessete por cento. quando julgados incompatíveis com as finalidades da Lei no 12. e III . serão computadas as matrículas da educação profissional oferecidas em consonância com a Lei no 9.101. sem a cobrança de anuidades ou semestralidades. Art. Art. previsto no § 1o do art. inclusive em diferentes estabelecimentos de ensino de uma mesma mantenedora. de 20 de dezembro de 1996. As entidades de educação que prestem serviços integralmente gratuitos. de 2009. de 23 de julho de 2004. de 2009.sorteio.101. poderão ser cumpridas considerando-se diferentes etapas e modalidades da educação básica presencial.101. § 1o Na hipótese de adoção dos critérios previstos no inciso III do caput. sob pena de indeferimento do requerimento de certificação ou renovação. 13 da Lei no 12. e segundo critérios de qualidade e prioridade por ele definidos. 13 da Lei no 12. reservando-se o direito de determinar adequações. 3o. resguardadas as demais hipóteses de cancelamento previstas na legislação e observado o disposto no art. de acordo com as diretrizes estabelecidas na Lei no 9.394.101. § 7o Para fins de cumprimento do disposto no art. 27. considerando-se o número total de alunos matriculados. sob pena de indeferimento do requerimento ou cancelamento da certificação. II . de forma discriminada e com identificação dos beneficiários. propondo medidas a serem implementadas pela entidade em prazo a ser fixado.394. § 6o O montante destinado a ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas deverá estar previsto no plano de atendimento. § 1o O disposto neste artigo alcança tão somente as entidades que tenham aplicado pelo menos dezessete por cento em gratuidade em cada exercício financeiro a ser considerado.

de forma gratuita.742. sem qualquer discriminação. isolada ou cumulativamente: I . dirigidos ao público da política de assistência social. permanente e planejada. de forma continuada. Para cálculo da aplicação em gratuidade relativa às turmas iniciadas antes de 30 de novembro de 2009. 33.te. CAPÍTULO IV DA CERTIFICAÇÃO DAS ENTIDADES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL Art. enfrentamento das desigualdades sociais. prestam serviços e executam programas ou projetos voltados prioritariamente para o fortalecimento dos movimentos sociais e das organizações de usuários. de 7 de dezembro de 1993. c) plano de atendimento. Compete ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome conceder ou renovar o certificado das entidades beneficentes de assistência social da área de assistência social que preencherem os requisitos previstos na Lei no 12. § 1o O requerimento será analisado sob o aspecto contábil e financeiro e. de forma continuada.da instituição de educação: a) o ato de credenciamento regularmente expedido pelo órgão normativo do sistema de ensino. de acordo com as diretrizes e critérios de prioridade definidos pelo Ministério da Educação. informando sobre o preenchimento das bolsas de estudo. II . promoção da cidadania. prestam serviços. § 3o A identificação dos beneficiários. executam programas ou projetos e concedem benefícios de proteção social básica ou especial. permanente e planejada. de 2009. será verificado o cumprimento das metas do PNE. b) relação de bolsas de estudo e demais ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas. construção de novos direitos. Os descontos concedidos na forma do caput poderão ser mantidos até a conclusão da etapa da educação básica presencial em que os beneficiários estejam matriculados na data da publicação deste Decreto. referida na alínea “b” do inciso II somente será exigida a partir do relatório de atividades desenvolvidas no exercício de 2010. dirigidos às famílias e indivíduos em situações de vulnerabilidade ou risco social e pessoal. Art. de forma continuada. na forma da legislação tributária aplicável. Art. Parágrafo único. poderão ser contabilizados os descontos de caráter assistencial concedidos aos alunos para o atendimento do percentual mínimo de gratuidade previsto no Decreto no 2. as entidades beneficentes de assistência social deverão demonstrar que realizam ações assistenciais. 32. durante o período pretendido de vigência da certificação. com identificação precisa dos beneficiários. Para obter a certificação ou sua renovação. d) regimento ou estatuto. nos termos da Lei no 8. formação e capacitação de lideranças.de defesa e garantia de direitos: aquelas que.536. II . 31. prestam serviços e executam programas ou projetos voltados prioritariamente para a defesa e efetivação dos direitos socioassistenciais. Sem prejuízo do prazo de validade da certificação. e neste Decreto. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 48 .101. em relação ao conteúdo do plano de atendimento. § 2o O requerimento de renovação de certificação deverá ser acompanhado de relatório de atendimento às metas definidas no plano de atendimento precedente. com indicação das bolsas de estudo e ações assistenciais e programas de apoio a alunos bolsistas.de atendimento: aquelas que. de 6 de abril de 1998. articulação com órgãos públicos de defesa de direitos. permanente e planejada. 30.de assessoramento: aquelas que. e e) identificação dos integrantes do corpo dirigente. de acordo com a periodicidade de seu calendário escolar e acadêmico. a entidade deverá apresentar ao Ministério da Educação relatórios semestrais ou anuais. destacando a experiência acadêmica e administrativa de cada um. continuada e planejada. Art. e III . § 1o As entidades de que trata o caput devem ser.

em seu ato constitutivo. mediante aprovação do órgão gestor de assistência social municipal ou do Distrito Federal e comunicação aos respectivos Conselhos de Assistência Social. 9o da Lei no 8. e IV . § 2o Inexistindo Conselho de Assistência Social no Município de atuação da entidade. e II . e III . sua natureza. de acordo com o local de sua atuação. de atendimentos e serviços prestados. em meio físico ou eletrônico.742. 3o. § 1o A entidade de assistência social com atuação em mais de um ente federado deverá inscrever seus serviços. a inscrição prevista no inciso II do caput deverá ser efetivada no respectivo Conselho Estadual.742. programas. II . entre outros critérios. III .101. de 14 de dezembro de 2007.dirigidos ao público da política de assistência social. 35 da Lei no 10. 33. 18 da Lei no 12.aqueles previstos no art. para serem certificadas.que suas ações assistenciais são realizadas de forma gratuita. 34.integrar o cadastro nacional de entidades e organizações de assistência social de que trata o inciso XI do art.declaração do gestor local de que a entidade realiza ações de assistência social de forma gratuita. 10 com atuação preponderante nas áreas de educação ou saúde deverão demonstrar: I . as entidades de que trata o § 2o do art. 35. § 3o Para fins de comprovação dos requisitos no âmbito da assistência social. deverão instruir o requerimento de certificação com declaração fornecida pelo órgão gestor de assistência social municipal ou do Distrito Federal que ateste a oferta de atendimento ao SUAS de acordo com o percentual exigido naquele dispositivo. seus objetivos e público-alvo compatíveis com a Lei no 8. § 5o A capacidade de atendimento da entidade será aferida a partir do número de profissionais e instalações físicas disponíveis.comprovante da inscrição prevista no § 1o do art. 34 e os documentos previstos nos incisos III e IV do caput somente serão exigidos para os requerimentos de concessão ou renovação de certificação protocolados a partir de 1o de janeiro de 2011. e o Decreto no 6. quando for o caso. § 3o Além dos requisitos previstos neste artigo. constituem ações assistenciais a oferta de serviços. II .comprovante da inscrição a que se refere o inciso II do art. nos termos do art. as entidades previstas no art. § 4o A capacidade de atendimento de que trata o § 3o será definida anualmente pela entidade. as entidades que prestam serviços de habilitação ou reabilitação a pessoas com deficiência e a promoção da sua integração à vida comunitária. O requerimento de concessão ou renovação de certificado de entidade beneficente que atue na área da assistência social deverá ser protocolado. de 1993. a entidade de assistência social deverá. instruído com os seguintes documentos: I . benefícios e a execução de programas ou projetos socioassistenciais previstos nos incisos do § 1o.a inscrição das ações assistenciais junto aos Conselhos Municipal ou do Distrito Federal onde desenvolvam suas ações. projetos e benefícios no Conselho de Assistência Social Municipal ou do Distrito Federal. de 2009. 34.741. 34.estar inscrita no Conselho de Assistência Social Municipal ou do Distrito Federal. no exercício fiscal anterior ao requerimento: I .308. Art. de acordo com a localização de sua sede ou Município em que concentre suas atividades.742. Para obter a certificação. deverão comprovar a oferta de. § 3o Os requerimentos de concessão ou de renovação de certificação protocolados até a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 49 .prever. de 1993. § 2o Para efeitos deste Decreto. e aquelas abrangidas pelo disposto no art. na forma a ser definida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. § 2o Os requisitos previstos no inciso III e § 1o do art. no mínimo. na forma do § 1o do art. sessenta por cento de sua capacidade de atendimento ao SUAS. 19 da Lei nº 8. § 1o Além dos documentos previstos no caput. de 1o de outubro de 2003. continuada e planejada. Art. de 1993.

serão vinculadas ao SUAS. § 1o O cadastro das entidades beneficentes de assistência social deverá ser atualizado periodicamente e servirá como referencial básico para os processos de certificação ou de sua renovação. § 4o Para ter direito à certificação. § 4o As entidades beneficentes de assistência social previstas no § 2o do art. estaduais ou do Distrito Federal. de 2009. A comprovação do vínculo da entidade de assistência social à rede socioassistencial privada no âmbito do SUAS é condição suficiente para a obtenção da certificação. sem prejuízo do disposto no art. da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome deverão recadastrar as entidades sem fins lucrativos. na forma a ser definida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. de 2009. demonstrativo de resultado do exercício e notas explicativas referentes ao exercício de 2009. § 1o Além do disposto no art. salvo no caso de inexistência dos referidos Centros.lista atualizada contendo os dados relativos às certificações concedidas. desde que observado o disposto nos incisos II e IV do § 1o e no § 2o. para se vincular ao SUAS. § 3o As entidades previstas no § 2o do art. bolsas concedidas ou serviços prestados de cada entidade certificada. 18 da Lei no 12. na ausência destes. § 2o As entidades beneficentes de assistência social com atuação em mais de uma área deverão ser cadastradas e figurar nos cadastros dos Ministérios responsáveis pelas respectivas áreas de atuação. Art. 18 da Lei no 12.101. e no art. Art.101. Os Ministérios da Saúde. seu período de vigência e sobre as entidades certificadas. sem prejuízo de outros requisitos a serem fixados pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome: I . sem qualquer discriminação. § 3o Os Ministérios previstos no caput deverão divulgar: I .101. II . 3o.recursos financeiros destinados às entidades previstas no caput. continuados e planejados. CAPÍTULO V DA TRANSPARÊNCIA Art. Os Ministérios da Saúde. de 2009. 37. atuantes em suas respectivas áreas e tornar suas informações disponíveis para consulta pública em sua página na rede mundial de computadores. e III . e IV .CREAS.data prevista no § 2o deverão ser instruídos com plano de atendimento.demonstrar potencial para integrar-se à rede socioassistencial. 36. III .prestar serviços. assessoramento e defesa e garantia de direitos de acordo com a Política Nacional de Assistência Social. mediante requerimento da entidade. a entidade de assistência social deverá estar vinculada ao SUAS há. projetos. II .CRAS e Centros de Referência Especializada da Assistência Social . 34.quantificar e qualificar suas atividades de atendimento. 38. a entidade de assistência social deverá. 3o da Lei no 12. pelos órgãos gestores de assistência social municipais. programas ou benefícios gratuitos.informações sobre a oferta de atendimento. nos quais fique demonstrado que as ações assistenciais foram realizadas de forma gratuita. ofertando o mínimo de sessenta por cento da sua capacidade ao SUAS. pelo menos. da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 50 . § 2o A oferta prevista no inciso III do § 1o será destinada ao atendimento da demanda encaminhada pelos CRAS e CREAS ou.disponibilizar serviços nos territórios de abrangência dos Centros de Referência da Assistência Social . beneficentes ou não. entre outras. poderão firmar ajustes com o poder público para o desenvolvimento de políticas públicas nas áreas de saúde. educação e assistência social. sessenta dias.

Os Ministérios da Saúde. em razão das competências. cumulativamente. bonificações. Art. VI . sobre os requerimentos de concessão de certificação ou de renovação deferidos ou definitivamente indeferidos. III . Constatado o descumprimento de requisito estabelecido pelo art. sob qualquer forma ou pretexto. da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome deverão informar à Secretaria da Receita Federal do Brasil. direta ou indiretamente. e neste Decreto. de 24 de julho de 1991. dividendos. em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade. sócios. pelo prazo de dez anos.mantenha escrituração contábil regular. Art. VII . 22 e 23 da Lei no 8. II . e à disposição da Secretaria da Receita Federal do Brasil.mantenha em boa ordem. conselheiros.não recebam seus diretores. O direito à isenção das contribuições sociais somente poderá ser exercido pela entidade a contar da data da publicação da concessão de sua certificação no Diário Oficial da União. despesas e aplicação de recursos em gratuidade de forma segregada. 3o da Lei Complementar no 123.cumpra as obrigações acessórias estabelecidas pela legislação tributária. vantagens ou benefícios.aplique suas rendas. seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional. 39. TÍTULO II DA ISENÇÃO CAPÍTULO I DOS REQUISITOS Art. aos seguintes requisitos: I . 41. e aos respectivos conselhos setoriais. participações ou parcelas do seu patrimônio. 40.212. de 2009. se atendidos cumulativamente os requisitos previstos na Lei no 12.apresente certidão negativa ou positiva com efeitos de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do FGTS. instituidores ou benfeitores remuneração. contados da data de emissão. e VIII . 42.Fome deverão disponibilizar as informações sobre a tramitação dos requerimentos de certificação ou renovação na rede mundial de computadores. na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais. funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos.101. A isenção de que trata o caput não se estende à entidade com personalidade jurídica própria constituída e mantida por entidade a quem o direito à isenção tenha sido reconhecido. a fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil lavrará auto de infração relativo ao período corresponAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 51 . sob qualquer forma ou título. V . na forma e prazo por ela definidos. A entidade beneficente certificada na forma do Título I fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite máximo estabelecido pelo inciso II do art. que registre receitas.mantenha em boa ordem. de 2006. CAPÍTULO II DA FISCALIZAÇÃO Art. e à disposição da Secretaria da Receita Federal do Brasil.não distribua resultados. as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade. os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações que impliquem modificação da situação patrimonial. Parágrafo único. IV . 40. desde que atenda.

§ 2o A entidade poderá impugnar o auto de infração no prazo de trinta dias. Art. (Redação dada pelo Decreto nº 7. Art. de 2009.101. § 1o Durante o período a que se refere o caput. e o lançamento correspondente terá como termo inicial a data de ocorrência da infração que lhe deu causa. 47. da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome disciplinarão os demais procedimentos necessários à operacionalização do processo de certificação no âmbito de sua competência. O procedimento previsto nos §§ 3o e 4o do art.dente. a entidade não terá direito à isenção. de 2009. As entidades certificadas até 29 de novembro de 2009 poderão requerer a renovação do certificado até o termo final de sua validade. 45. de 2009. Os Ministérios da Saúde. se necessário. dirigido ao Ministro de Estado responsável pela área de atuação da entidade. 47. Das decisões de indeferimento dos requerimentos de renovação previstos no caput. a partir da publicação deste Decreto. de acordo com a área de atuação da entidade.101. especialmente no que se refere ao processamento dos requerimentos de concessão ou renovação da certificação em sistema eletrônico e ao procedimento previsto no § 1o do art. Art. no prazo de trinta dias. § 3o O julgamento do auto de infração e a cobrança do crédito tributário seguirão o rito estabelecido pelo Decreto no 70. de acordo com a legislação vigente no momento do fato gerador. contados de sua intimação.101. 44. caberá recurso com efeito suspensivo.101. de 2010) Art.300. Parágrafo único. Os pedidos de reconhecimento de isenção não definitivamente julgados em curso no âmbito do Ministério da Fazenda serão encaminhados à unidade competente daquele órgão para verificação do cumprimento dos requisitos da isenção. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 34 e 35 da Lei no 12. 43. de 6 de março de 1972. aplicada a legislação vigente à época do fato gerador. 48. de 2009. CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. terão prazo de sessenta dias para complementar a documentação apresentada. devendo relatar os fatos que demonstram o não atendimento de tais requisitos para o gozo da isenção. terão até o dia 20 de janeiro de 2011 para complementar a documentação apresentada. certificar-se-á o direito à restituição do valor recolhido desde o protocolo do pedido de isenção até a data de publicação da Lei no 12. 46. Art.101. Os processos para cancelamento de isenção não definitivamente julgados em curso no âmbito do Ministério da Fazenda serão encaminhados à unidade competente daquele órgão para verificação do cumprimento dos requisitos da isenção na forma do rito estabelecido no art. 32 da Lei no 12. de 2009. 10 aplica-se aos processos de concessão e renovação de certificação remetidos aos Ministérios por força dos arts. Parágrafo único. Os requerimentos de concessão e de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social protocolados e ainda não julgados até a data de publicação da Lei no 12. serão remetidos aos Ministérios responsáveis. e julgados de acordo com a legislação em vigor à época da protocolização do requerimento.235. Verificado o direito à isenção.101. Art. de 2009. 12. As entidades que protocolaram requerimento de concessão ou renovação da certificação após a entrada em vigor da Lei no 12. As entidades que protocolaram requerimento de concessão ou renovação da certificação após a entrada em vigor da Lei no 12. 49. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 52 .

Parágrafo único. de 6 de maio de 1999. Os Ministérios terão prazo de até seis meses para disponibilizar o sistema de consulta da tramitação dos requerimentos de certificação ou renovação na rede mundial de computadores. Art.2010 Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 53 .048. de 6 de abril de 1998. Art.499.o Decreto no 4. Brasília. na parte em que altera os arts. 206 e 208 do Decreto no 3. de 26 de novembro de 2001. de 6 de maio de 1999. de 8 de agosto de 2002. Ficam revogados: I .895. 50. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Nelson Henrique Barbosa Filho Fernando Haddad José Gomes Temporão Márcia Helena Carvalho Lopes Este texto não substitui o publicado no DOU de 21. 51.032. b) 3.: a) 206 a 210 do Decreto no 3.381.os arts. de 13 de junho de 2000.048. de 18 de setembro de 2006.536. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 20 de julho de 2010. de 17 de setembro de 2002. e e) 5. c) 4.os Decretos nos: a) 2. e III . d) 4. 189o da Independência e 122o da República. e b) 2o do Decreto no 4. II .327. de 4 de dezembro de 2002.504.7.

referidos no inciso I do art. § 1o Para fins do disposto no caput considera-se itinerário formativo o conjunto de etapas que compõem a organização da educação profissional em uma determinada área.as exigências de cada instituição de ensino.394. a especialização e a atualização. objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social. nos termos de seu projeto pedagógico. II . será desenvolvida de forma articulada com o ensino médio.educação profissional técnica de nível médio. o qual. Art. poderão ser ofertados segundo itinerários formativos. com os cursos de educação de jovens e adultos. 41 da Lei no 9. II .organização. II . e III . art. Regulamenta o § 2º do art.os objetivos contidos nas diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. Art. prevista no art. de 1996. II .DeCReto Nº 5. 39 da Lei no 9.as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino. inciso IV. do trabalho e emprego.394. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. em função da estrutura sócio-ocupacional e tecnológica. 39 a 41 da Lei nº 9.articulação de esforços das áreas da educação. será desenvolvida por meio de cursos e programas de: I . e dá outras providências. incluídos a capacitação. fará jus a certificados de formação inicial ou continuada para o trabalho. contando com matrícula única para cada aluno. 40 e parágrafo único do art. § 1o A articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio dar-se-á de forma: I . possibilitando o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos. 36 e os arts. 1o. nos termos dispostos no § 2o do art.154 De 23 De JuLHo De 2004. e III . de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). por áreas profissionais.educação profissional tecnológica de graduação e de pós-graduação. em todos os níveis de escolaridade. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental. 4o A educação profissional técnica de nível médio. sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio. § 2o Os cursos mencionados no caput articular-se-ão. podendo ocorrer: Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 54 .formação inicial e continuada de trabalhadores. Art. na mesma instituição de ensino. observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. da Constituição. 1o A educação profissional. e da ciência e tecnologia. na qual a complementaridade entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio pressupõe a existência de matrículas distintas para cada curso. após a conclusão com aproveitamento dos referidos cursos. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. o aperfeiçoamento.394. 3º Os cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores. de 20 de dezembro de 1996.integrada. no uso da atribuição que lhe confere o art. DECRETA: Art. objetivando a qualificação para o trabalho e a elevação do nível de escolaridade do trabalhador. 36. observados: I . 2º A educação profissional observará as seguintes premissas: I . preferencialmente.concomitante. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio. 84.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Este texto não substitui o publicado no D. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. § 1o Para fins do disposto no caput considera-se etapa com terminalidade a conclusão intermediária de cursos de educação profissional técnica de nível médio ou de cursos de educação profissional tecnológica de graduação que caracterize uma qualificação para o trabalho. que possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após sua conclusão com aproveitamento. Art. Brasília.2004 Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 55 . 7o Os cursos de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação conduzem à diplomação após sua conclusão com aproveitamento. § 2o As etapas com terminalidade deverão estar articuladas entre si. simultaneamente. 5o Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organizar-se-ão. 6o Os cursos e programas de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação. Para a obtenção do diploma de técnico de nível médio. o cumprimento das finalidades estabelecidas para a formação geral e as condições de preparação para o exercício de profissões técnicas. Art. visando o planejamento e o desenvolvimento de projetos pedagógicos unificados. no que concerne aos objetivos. 9o Revoga-se o Decreto no 2. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. 24 da Lei no 9. 23 de julho de 2004. de 26.394. Art.subseqüente. mediante convênios de intercomplementaridade. características e duração. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino médio. § 2o Na hipótese prevista no inciso I do § 1o. incluirão saídas intermediárias. de acordo com as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. ou c) em instituições de ensino distintas.O. de 17 de abril de 1997. a fim de assegurar. quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade.a) na mesma instituição de ensino. Art. a instituição de ensino deverá. III . ampliar a carga horária total do curso. claramente definida e com identidade própria. compondo os itinerários formativos e os respectivos perfis profissionais de conclusão. de 1996.208. Art. o aluno deverá concluir seus estudos de educação profissional técnica de nível médio e de ensino médio. observados o inciso I do art. b) em instituições de ensino distintas. Parágrafo único. 183º da Independência e 116º da República. e as diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional técnica de nível médio.7.U.

inciso IV. termo de adesão junto ao Ministério da Educação. Art. regula a atuação de entidades beneficentes de assistência social no ensino superior. no uso da atribuição que lhe confere o art. cabendo ao Ministério da Educação. única e exclusivamente para compensar a evasão escolar por parte de estudantes bolsistas integrais ou parciais vinculados ao PROUNI. 4o Para efeitos de apuração do número de bolsas integrais a serem concedidas pelas instituições privadas de ensino superior. instituído pela Medida Provisória no 213. serão contabilizadas bolsas integrais. da Constituição. quando se referir às turmas iniciais de cada curso Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 56 . de 10 de setembro de 2004. § 3o O Ministério da Educação disporá sobre os procedimentos operacionais para a adesão ao PROUNI. em relatório circunstanciado. integrando o quadro de pessoal permanente de instituição pública. 84. 3o A pré-seleção dos estudantes a serem beneficiados pelo PROUNI levará em conta o Exame Nacional do Ensino Médio . deverá estar no efetivo exercício do magistério da educação básica. Art. sob a gestão do Ministério da Educação. para recompor a proporção entre bolsas integrais e parciais originalmente ajustada no termo de adesão. § 2o São beneficiários do PROUNI os estudantes e professores que atenderem aos requisitos previstos nos arts. para cada curso ou turno. 10 da Medida Provisória no 213. 5o A permuta de bolsas entre cursos e turnos. e II .PROUNI. que institui o Programa Universidade para Todos .excepcionalmente. 2o O professor beneficiário de bolsa integral ou parcial de cinqüenta por cento (meiabolsa). bolsas parciais de cinqüenta por cento e assistência social em programas extracurriculares. vinculado ao PROUNI. de 10 de setembro de 2004. de 2004. se for o caso. e dá outras providências. respeitadas as seguintes condições: I . de 2004. de 10 de setembro de 2004. 1o e 2o da Medida Provisória no 213.DeCReto Nº 5. § 1o A instituição de ensino superior interessada em aderir ao PROUNI firmará. Parágrafo único. quando prevista no termo de adesão. excluem-se da base de estudantes pagantes os beneficiários de bolsas parciais de cinqüenta por cento (meias-bolsas) vinculadas ao PROUNI. Regulamenta a Medida Provisória no 213.ENEM referente ao ano anterior ao ingresso do estudante em curso de graduação ou seqüencial de formação específica. após eventuais permutas de bolsas entre cursos e turnos ou permutas de bolsas integrais por bolsas parciais. em ato de sua mantenedora. a cada novo processo seletivo. a ampliar o número de vagas em seus cursos. dispor sobre a ocupação de eventuais vagas remanescentes. 7o Para o cálculo da aplicação em gratuidade de que trata o art. 15 da Medida Provisória no 213. A ampliação de vagas de que trata este artigo deverá ser comunicada à Secretaria de Educação Superior pela instituição de ensino superior. 6o As instituições de ensino superior que não gozam de autonomia ficam autorizadas. e o número de bolsas resultantes da permuta não pode ser superior ou inferior a este limite. Art.em observância estrita ao número de bolsas integrais efetivamente oferecidas pela instituição de ensino superior. 1o O Programa Universidade para Todos . Art. será implementado por intermédio de sua Secretaria de Educação Superior. e tendo em vista o disposto no art. Art.245 De 15 De outuBRo De 2004. DECRETA: Art. observadas as regras pertinentes. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.PROUNI. de 2004. observado o disposto na Medida Provisória no 213. a partir da assinatura do termo de adesão ao PROUNI. Art. é restrita a um quinto das bolsas oferecidas para cada curso e turno.

183º da Independência e 116º da República. Art. III . correspondente a setenta e cinco por cento da carga horária do curso. 8o A instituição de ensino superior que aderir ao PROUNI apresentará ao Ministério da Educação.784. até sessenta dias após o encerramento do exercício fiscal. II .o falseamento das informações prestadas no termo de adesão.o falseamento das informações prestadas no termo de adesão de modo a reduzir indevidamente o número de bolsas integrais e parciais de cinqüenta por cento a serem oferecidas. a média ponderada ou índice equivalente obtido a partir da relação entre matéria e crédito. poderão ser contabilizados os benefícios concedidos aos alunos nos termos da legislação então aplicável.a evasão de alunos por curso e turno. 15 de outubro de 2004.O. 9o da Medida Provisória no 213. se for o caso. Art. considerando-se. § 3o Considera-se falta grave: I . observando-se o contraditório e a ampla defesa. de 2004. além de outros critérios de avaliação adotados pela instituição de ensino superior. bem como o total de alunos matriculados. o disposto na Lei no 9. as penalidades previstas. relacionando-se os estudantes vinculados ao PROUNI. § 1o A entidade beneficente de assistência social que atue no ensino superior e aderir ao PROUNI encaminhará ao Ministério da Educação relatório de atividades e gastos em assistência social. IV . especialmente.a instituição de tratamento discriminatório entre alunos pagantes e bolsistas beneficiários do PROUNI. § 2o Considera-se assistência social em programas extracurriculares o desenvolvimento de programas de assistência social em conformidade com o disposto na Lei no 8. de modo a ampliar indevidamente o escopo dos benefícios fiscais previstos no PROUNI. § 1o Da decisão que concluir pela imposição de penalidade caberá recurso ao Ministro de Estado da Educação. aplicando-se. e III .2004 Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 57 . o desempenho acadêmico. de 18. 11. Compete ao Ministério da Educação verificar e informar aos órgãos interessados a situação da instituição de ensino superior beneficente de assistência social em relação ao cumprimento das exigências do PROUNI. será instaurado procedimento administrativo para aferir a responsabilidade da instituição de ensino superior envolvida. Parágrafo único. § 3o O Ministério da Educação estabelecerá os requisitos de desempenho acadêmico a serem cumpridos pelo estudante vinculado ao PROUNI para fins de manutenção da bolsa integral ou parcial de cinqüenta por cento (meia-bolsa).742. de 29 de janeiro de 1999. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 9o Havendo indícios de descumprimento das obrigações assumidas no termo de adesão. que não integrem o currículo obrigatório de cursos de graduação e seqüenciais de formação específica. Para o cálculo previsto no caput relativo às turmas iniciadas anteriormente à publicação da Medida Provisória no 213. anual ou semestralmente.U. § 2o Aplica-se ao procedimento administrativo previsto no caput. de 7 de dezembro de 1993. apurado em prévio procedimento administrativo. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no D.10. Art. de 2004. II . Brasília. no que couber. 10.o aproveitamento do bolsista no curso.e turno efetivamente instalados a partir do primeiro processo seletivo posterior à publicação da referida Medida Provisória. Art. de acordo com o respectivo regime curricular acadêmico: I .o controle de freqüência mínima obrigatória do bolsista.o descumprimento reincidente da infração prevista no inciso I do art.

684. II. em seus atos constitutivos. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 58 .SUS ou com o Sistema Único de Assistência Social . Parágrafo único. 3o A certificação ou sua renovação será concedida à entidade beneficente que demonstre. no exercício fiscal anterior ao do requerimento.429. 9. 2o As entidades de que trata o art.Lei Nº 12. observado o período mínimo de 12 (doze) meses de constituição da entidade. em caso de dissolução ou extinção. 1o. Parágrafo único. de 30 de maio de 2003.comprovar o cumprimento das metas estabelecidas em convênio ou instrumento congênere celebrado com o gestor local do SUS. 1o A certificação das entidades beneficentes de assistência social e a isenção de contribuições para a seguridade social serão concedidas às pessoas jurídicas de direito privado. nos termos do regulamento: I . o cumprimento do disposto nas Seções I. regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. CAPÍTULO II DA CERTIFICAÇÃO Art.212.preveja. de 11 de dezembro de 1998.742. de 26 de dezembro de 1996. de 7 de dezembro de 1993.732. a destinação do eventual patrimônio remanescente a entidade sem fins lucrativos congêneres ou a entidades públicas. De 27 De NoVemBRo De 2009. e cumpra. 10.187-13. sendo vedado dirigir suas atividades exclusivamente a seus associados ou a categoria profissional.seja constituída como pessoa jurídica nos termos do caput do art. sem fins lucrativos. e II . saúde ou educação. de acordo com as respectivas áreas de atuação. revoga dispositivos das Leis nos 8. reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social. altera a Lei no 8. e dá outras providências.101. e da Medida Provisória no 2. os seguintes requisitos: I . 4o Para ser considerada beneficente e fazer jus à certificação. Dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social. 9. III e IV deste Capítulo. Seção I Da Saúde Art. (VETADO) Art. O período mínimo de cumprimento dos requisitos de que trata este artigo poderá ser reduzido se a entidade for prestadora de serviços por meio de convênio ou instrumento congênere com o Sistema Único de Saúde . e que atendam ao disposto nesta Lei. de 24 de agosto de 2001. a entidade de saúde deverá. de 24 de julho de 1991. em caso de necessidade local atestada pelo gestor do respectivo sistema.SUAS. 1o deverão obedecer ao princípio da universalidade do atendimento. cumulativamente.

(VETADO) Art. Art. a preferência de participação das entidades beneficentes de saúde e das sem fins lucrativos. A entidade de saúde de reconhecida excelência poderá. III . no conjunto de estabelecimentos de saúde da pessoa jurídica. § 2o Para fins do disposto no § 1o. 5o A entidade de saúde deverá ainda informar. para a contratação de serviços privados. poderá ser incorporado aquele vinculado por força de contrato de gestão. 6o A entidade de saúde que presta serviços exclusivamente na área ambulatorial deverá observar o disposto nos incisos I e II do art.20% (vinte por cento).II . os gestores do SUS deverão observar. ao Ministério da Saúde.comprovar.desenvolvimento de técnicas e operação de gestão em serviços de saúde.a totalidade das internações e atendimentos ambulatoriais realizados para os pacientes usuários do SUS. para dar cumprimento ao requisito previsto no art. 10. Parágrafo único. III . ou não havendo contratação dos serviços de saúde da entidade. na forma por ele estabelecida: I . § 1o O Ministério da Saúde definirá os requisitos técnicos essenciais para o reconhecimento de excelência referente a cada uma das áreas de atuação previstas neste artigo. ou IV . se o percentual de atendimento ao SUS for igual ou superior a 50% (cinquenta por cento) ou se completar o quantitativo das internações hospitalares e atendimentos ambulatoriais. obrigatoriamente. nas seguintes áreas de atuação: I . com base no somatório das internações realizadas e dos atendimentos ambulatoriais prestados. Art.pesquisas de interesse público em saúde.estudos de avaliação e incorporação de tecnologias. ou III . realizar projetos de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS.CNES. Art. 4o. por intermédio do Ministério da Saúde. 4o. a prestação dos serviços de que trata o inciso II. 7o Quando a disponibilidade de cobertura assistencial da população pela rede pública de determinada área for insuficiente. Art. anualmente. em razão da falta de demanda.5% (cinco por cento). declarada pelo gestor local do SUS. na forma do regulamento. e III . 8o Na impossibilidade do cumprimento do percentual mínimo a que se refere o inciso II do art. § 1o O atendimento do percentual mínimo de que trata o caput pode ser individualizado por estabelecimento ou pelo conjunto de estabelecimentos de saúde da pessoa jurídica. 11. celebrando ajuste com a União. se o percentual de atendimento ao SUS for igual ou superior a 30 (trinta) e inferior a 50% (cinquenta por cento). Art. 5o. alternativamente. II . Em hipótese alguma será admitida como aplicação em gratuidade a eventual diferença entre os valores pagos pelo SUS e os preços praticados pela entidade ou pelo mercado.10% (dez por cento).ofertar a prestação de seus serviços ao SUS no percentual mínimo de 60% (sessenta por cento).capacitação de recursos humanos. 4o.a totalidade das internações e atendimentos ambulatoriais realizados para os pacientes não usuários do SUS. se o percentual de atendimento ao SUS for inferior a 30% (trinta por cento). II . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 59 . II . com atendimentos gratuitos devidamente informados de acordo com o disposto no art. desde que não abranja outra entidade com personalidade jurídica própria que seja por ela mantida. não financiados pelo SUS ou por qualquer outra fonte. 9o (VETADO) Art.as alterações referentes aos registros no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde . deverá ela comprovar a aplicação de percentual da sua receita bruta em atendimento gratuito de saúde da seguinte forma: I .

e IV . observadas as seguintes condições: I . para o cumprimento das proporções previstas no inciso III do § 1o. Seção II Da Educação Art. sem prejuízo das atribuições dos órgãos de fiscalização tributária. bem como o ensino gratuito da educação básica em unidades específicas. mediante pacto com o gestor local do SUS. segundo procedimento definido em ato do Ministro de Estado. § 3o Complementarmente. a entidade de educação deverá aplicar anualmente em gratuidade. e III . programas de apoio a alunos bolsistas. além de outros. Art. II . § 3o O projeto de apoio será aprovado pelo Ministério da Saúde. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 60 . III . § 1o Para o cumprimento do disposto no caput.870. § 2o As proporções previstas no inciso III do § 1o poderão ser cumpridas considerando-se diferentes etapas e modalidades da educação básica presencial. quando necessário para o alcance do número mínimo exigido.atender a padrões mínimos de qualidade. os quais não poderão exceder o valor por ela efetivamente despendido. definidos em regulamento. § 6o O conteúdo e o valor das atividades desenvolvidas em cada projeto de apoio ao desenvolvimento institucional e de prestação de serviços ao SUS deverão ser objeto de relatórios anuais. 214 da Constituição Federal. a entidade deverá: I . tais como transporte. ouvidas as instâncias do SUS.as entidades conveniadas deverão informar a produção na forma estabelecida pelo Ministério da Saúde. II . de 23 de novembro de 1999. uma bolsa de estudo integral para cada 9 (nove) alunos pagantes da educação básica. 12. material didático. mediante apresentação dos documentos necessários.a complementação não poderá ultrapassar 30% (trinta por cento) do valor usufruído com a isenção das contribuições sociais.§ 2o O recurso despendido pela entidade de saúde no projeto de apoio não poderá ser inferior ao valor da isenção das contribuições sociais usufruída.demonstrar adequação às diretrizes e metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação .PNE. uniforme. a entidade poderá contabilizar o montante destinado a ações assistenciais. aferidos pelos processos de avaliação conduzidos pelo Ministério da Educação. com observação de não geração de créditos. até o montante de 25% (vinte e cinco por cento) da gratuidade prevista no caput.oferecer bolsas de estudo nas seguintes proporções: a) no mínimo.a comprovação dos custos a que se refere o inciso II poderá ser exigida a qualquer tempo. § 5o A participação das entidades de saúde ou de educação em projetos de apoio previstos neste artigo não poderá ocorrer em prejuízo das atividades beneficentes prestadas ao SUS. na forma do § 1o. 13. Para os fins da concessão da certificação de que trata esta Lei. encaminhados ao Ministério da Saúde para acompanhamento e fiscalização. na forma do art.a entidade de saúde deverá apresentar ao gestor local do SUS plano de trabalho com previsão de atendimento e detalhamento de custos. § 4o As entidades de saúde que venham a se beneficiar da condição prevista neste artigo poderão complementar as atividades relativas aos projetos de apoio com a prestação de serviços ambulatoriais e hospitalares ao SUS não remunerados. b) bolsas parciais de 50% (cinquenta por cento). pelo menos 20% (vinte por cento) da receita anual efetivamente recebida nos termos da Lei no 9. A certificação ou sua renovação será concedida à entidade de educação que atenda ao disposto nesta Seção e na legislação aplicável.

10 da Lei no 11. O disposto neste artigo alcança tão somente as entidades que tenham aplicado pelo menos 17% (dezessete por cento) em gratuidade. na forma do art. § 1o As entidades de assistência social a que se refere o caput são aquelas que prestam. bem como as que atuam na defesa e garantia de seus direitos. III .até 50% (cinquenta por cento) no segundo ano. a bolsa de estudo refere-se às semestralidades ou anuidades escolares fixadas na forma da lei. continuada e planejada. 13. § 3o As bolsas de estudo poderão ser canceladas a qualquer tempo. 16. de 7 de dezembro de 1993. § 6o Para a entidade que. Art. É vedado qualquer discriminação ou diferença de tratamento entre alunos bolsistas e pagantes. de 7 de dezembro de 1993. em caso de constatação de falsidade da informação prestada pelo bolsista ou seu responsável. 15.096. § 1o A bolsa de estudo integral será concedida a aluno cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de 1 1/2 (um e meio) salário mínimo. § 2o As entidades que prestam serviços com objetivo de habilitação e reabilitação de pessoa com deficiência e de promoção da sua integração à vida comunitária e aquelas abrangidas Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 61 .até 75% (setenta e cinco por cento) no primeiro ano.742. ou de inidoneidade de documento apresentado. Para os efeitos desta Lei. Art.§ 4o Para alcançar a condição prevista no § 3o. Art. também atue na educação superior. § 5o Consideram-se ações assistenciais aquelas previstas na Lei no 8. 14. em cada exercício financeiro a ser considerado. observada a Lei nº 8. aplica-se o disposto no art. respondem legalmente pela veracidade e autenticidade das informações socioeconômicas por eles prestadas. atendimento e assessoramento aos beneficiários. de forma gratuita. além de atuar na educação básica ou em área distinta da educação. a entidade poderá observar a escala de adequação sucessiva. No ato de renovação da certificação. de 13 de janeiro de 2005. o aluno a ser beneficiado será préselecionado pelo perfil socioeconômico e. § 2o Compete à entidade de educação aferir as informações relativas ao perfil socioeconômico do candidato. § 2o A bolsa de estudo parcial será concedida a aluno cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de 3 (três) salários mínimos. sem prejuízo das demais sanções cíveis e penais cabíveis.25% (vinte e cinco por cento) a partir do terceiro ano. 13 poderão compensar o percentual devido no exercício imediatamente subsequente com acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o percentual a ser compensado. Seção III Da Assistência Social Art. sem fins lucrativos. cumulativamente.742. Para fins da certificação a que se refere esta Lei. Art. por outros critérios definidos pelo Ministério da Educação. para os usuários e a quem deles necessitar. sem qualquer discriminação. II . vedada a cobrança de taxa de matrícula e de custeio de material didático. em conformidade com o exercício financeiro de vigência desta Lei: I . A certificação ou sua renovação será concedida à entidade de assistência social que presta serviços ou realiza ações assistenciais. as entidades de educação que não tenham aplicado em gratuidade o percentual mínimo previsto no caput do art. quando for o caso. 17. 18. Parágrafo único. § 1o Os alunos beneficiários das bolsas de estudo de que trata esta Lei ou seus pais ou responsáveis.

do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. § 6o Os Ministérios responsáveis pela certificação deverão manter. 19. desde que comprovem a oferta de.estar inscrita no respectivo Conselho Municipal de Assistência Social ou no Conselho de Assistência Social do Distrito Federal. lista atualizada com os dados relativos aos certificados emitidos. as entidades de assistência social dever-se-ão inscrever nos respectivos Conselhos Estaduais. mediante a apresentação de seu plano ou relatório de atividades e do comprovante de inscrição no Conselho de sua sede ou de onde desenvolva suas principais atividades. devidamente justificada. A análise e decisão dos requerimentos de concessão ou de renovação dos certificados das entidades beneficentes de assistência social serão apreciadas no âmbito dos seguintes Ministérios: I . 20. deverá inscrever suas atividades no Conselho de Assistência Social do respectivo Município de atuação ou do Distrito Federal. II . § 5o O processo administrativo de certificação deverá. de 7 de dezembro de 1993. § 4o O prazo de validade da certificação será fixado em regulamento. juntamente com o requerimento. § 1o Quando a entidade de assistência social atuar em mais de um Município ou Estado ou em quaisquer destes e no Distrito Federal. acordos ou ajustes com o poder público para a execução de programas. observadas as peculiaridades do Ministério responsável pela área de atuação da entidade. na forma do regulamento. em cada Ministério envolvido. § 4o As entidades certificadas como de assistência social terão prioridade na celebração de convênios. devendo permitir à sociedade o acompanhamento pela internet de todo o processo.742. Art. § 2o A tramitação e a apreciação do requerimento deverão obedecer à ordem cronológica de sua apresentação. § 3o A capacidade de atendimento de que trata o § 2o será definida anualmente pela entidade. Seção IV Da Concessão e do Cancelamento Art. § 2o Quando não houver Conselho de Assistência Social no Município. aprovada pelo órgão gestor de assistência social municipal ou distrital e comunicada ao Conselho Municipal de Assistência Social. 35 da Lei no 10. e II .741. observadas as especificidades de cada uma das áreas e o prazo mínimo de 1 (um) ano e máximo de 5 (cinco) anos. nos respectivos sítios na internet. no mínimo. 9º da Lei nº 8.integrar o cadastro nacional de entidades e organizações de assistência social de que trata o inciso XI do art. 21.742.da Saúde. 19 da Lei nº 8. A comprovação do vínculo da entidade de assistência social à rede socioassistencial privada no âmbito do SUAS é condição suficiente para a concessão da certificação.da Educação. poderão ser certificadas. § 1o A entidade interessada na certificação deverá apresentar. quanto às entidades da área de saúde. contar com plena publicidade de sua tramitação. Constituem ainda requisitos para a certificação de uma entidade de assistência social: I . de 1o de outubro de 2003.pelo disposto no art. conforme o caso. Art. no prazo e na forma a serem definidos em regulamento. § 3o O requerimento será apreciado no prazo a ser estabelecido em regulamento. 60% (sessenta por cento) de sua capacidade de atendimento ao sistema de assistência social. contratos. nos termos do art. e III . projetos e ações de assistência social. quanto às entidades educacionais. todos os documentos necessários à comprovação dos requisitos de que trata esta Lei. incluindo os serviços prestados por essas dentro do âmbito cer- Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 62 . seu período de vigência e sobre as entidades certificadas. de 7 de dezembro de 1993. quanto às entidades de assistência social. salvo em caso de diligência pendente.

494. 26. Art.tificado e recursos financeiros a elas destinados. a descrição dos fatos a serem apurados e. a ampla defesa e a participação da sociedade civil. 23. II . 1o deverá requerer a certificação e sua renovação no Ministério responsável pela área de atuação preponderante da entidade. (VETADO) Art. Os Ministérios referidos no art. Considera-se área de atuação preponderante aquela definida como atividade econômica principal no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda. e IV . Verificado prática de irregularidade na entidade certificada. motivadamente. contado da publicação da decisão. assegurados o contraditório. a inobservância de exigência estabelecida neste Capítulo. são competentes para representar. Art. Constatada. 21 deverão zelar pelo cumprimento das condições que ensejaram a certificação da entidade como beneficente de assistência social. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 63 . Parágrafo único. cabendo-lhes confirmar que tais exigências estão sendo atendidas por ocasião da apreciação do pedido de renovação da certificação. nos termos de regulamento. Art. na forma definida em regulamento. no prazo de 30 (trinta) dias a contar da apresentação da defesa. Parágrafo único. sem prejuízo das atribuições do Ministério Público: I .dar ciência da representação à entidade. § 3o O representante será cientificado das decisões de que tratam os §§ 1o e 2o. 24.decidir sobre a representação. § 2o A certificação da entidade permanecerá válida até a data da decisão sobre o requerimento de renovação tempestivamente apresentado. que terá o prazo de 30 (trinta) dias para apresentação de defesa.a Secretaria da Receita Federal do Brasil. A representação será dirigida ao Ministério que concedeu a certificação e conterá a qualificação do representante. assegurado o contraditório e a ampla defesa.o Tribunal de Contas da União. 27. no prazo de 30 (trinta) dias. distrital ou estadual. § 1o O requerimento de renovação da certificação deverá ser protocolado com antecedência mínima de 6 (seis) meses do termo final de sua validade. bem como o gestor da educação municipal. o processo será arquivado. III . a autoridade responsável deverá cancelar a certificação e dar ciência do fato à Secretaria da Receita Federal do Brasil. 22. e os Conselhos de Assistência Social e de Saúde. a qualquer tempo. será cancelada a certificação. ao Ministério responsável pela sua área de atuação.os conselhos de acompanhamento e controle social previstos na Lei no 11. Da decisão que indeferir o requerimento para concessão ou renovação de certificação e da decisão que cancelar a certificação caberá recurso por parte da entidade interessada. § 1o Se improcedente a representação de que trata o inciso II. e II . A entidade que atue em mais de uma das áreas especificadas no art. a documentação pertinente e demais informações relevantes para o esclarecimento do seu objeto. Art. Art. § 2o Se procedente a representação de que trata o inciso II. após decisão final ou transcorrido o prazo para interposição de recurso. sempre que possível.o gestor municipal ou estadual do SUS ou do SUAS. de acordo com a sua condição de gestão. Caberá ao Ministério competente: I . 25. CAPÍTULO III DOS RECURSOS E DA REPRESENTAÇÃO Art. de 20 de junho de 2007. 28.

IV . seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional. Seção II Do Reconhecimento e da Suspensão do Direito à Isenção Art.cumpra as obrigações acessórias estabelecidas na legislação tributária. devendo o lançamento correspondente ter como termo inicial a data da ocorrência da infração que lhe deu causa. desde que atendido o disposto na Seção I deste Capítulo. III .não percebam seus diretores. sob qualquer forma ou pretexto. A entidade beneficente certificada na forma do Capítulo II fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. 31 durante o período em que se constatar o descumprimento de requisito na forma deste artigo. aos seguintes requisitos: I . conselheiros. vantagens ou benefícios. § 2o O disposto neste artigo obedecerá ao rito do processo administrativo fiscal vigente. VI . 30. 31. 22 e 23 da Lei nº 8. direta ou indiretamente. bonificações. V . por qualquer forma ou título.mantenha escrituração contábil regular que registre as receitas e despesas. desde que atenda. bem como a aplicação em gratuidade de forma segregada.212. Constatado o descumprimento pela entidade dos requisitos indicados na Seção I deste Capítulo. VII . sócios. § 1o Considerar-se-á automaticamente suspenso o direito à isenção das contribuições referidas no art.conserve em boa ordem.FGTS. em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade.apresente as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite fixado pela Lei Complementar no 123.aplique suas rendas. 32. os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações realizados que impliquem modificação da situação patrimonial.CAPÍTULO IV DA ISENÇÃO Seção I Dos Requisitos Art. 29. dividendos. contado da data da emissão. instituidores ou benfeitores. VIII . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 64 . Art. II . participações ou parcelas do seu patrimônio.não distribua resultados. de 24 de julho de 1991. a fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil lavrará o auto de infração relativo ao período correspondente e relatará os fatos que demonstram o não atendimento de tais requisitos para o gozo da isenção. de 14 de dezembro de 2006. funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos. A isenção de que trata esta Lei não se estende a entidade com personalidade jurídica própria constituída e mantida pela entidade à qual a isenção foi concedida. em razão das competências. Art.apresente certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . O direito à isenção das contribuições sociais poderá ser exercido pela entidade a contar da data da publicação da concessão de sua certificação. pelo prazo de 10 (dez) anos. cumulativamente. remuneração. na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais.

§ 1o Caso a entidade requerente atue em mais de uma das áreas abrangidas por esta Lei. em local visível ao público. 18 da Lei no 8. manter escrituração contábil segregada por área. serão julgadas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias após a publicação desta Lei. na forma e prazo por esta determinados. 1o deverá. dirigido ao Ministro de Estado responsável pela área de atuação da entidade. 41. Art. As entidades certificadas até o dia imediatamente anterior ao da publicação desta Lei poderão requerer a renovação do certificado até a data de sua validade. bem como os definitivamente indeferidos. atuantes em suas respectivas áreas em até 180 (cento e oitenta) dias após a data de publicação desta Lei. de 29 de janeiro de 1999. § 1o As representações em curso no CNAS. 36. 60 da Lei no 9. ao Ministério responsável. Os pedidos de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social protocolados e ainda não julgados até a data de publicação desta Lei serão julgados pelo Ministério da área no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da referida data. nos termos do art. 42. Art. que os julgará nos termos da legislação em vigor à época da protocolização do requerimento. § 4o É a entidade obrigada a oferecer todas as informações necessárias à análise do pedido. passam a vigorar com a seguinte redação: Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 65 .784. Art. Art.CAPÍTULO V DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. (VETADO) Art. Parágrafo único. dirigido ao Ministro de Estado responsável pela área de atuação da entidade. da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informarão à Secretaria da Receita Federal do Brasil. § 2o Das decisões de indeferimento proferidas com base no caput caberá recurso no prazo de 30 (trinta) dias. Os Ministérios da Saúde. 33. Os pedidos de concessão originária de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social que não tenham sido objeto de julgamento até a data de publicação desta Lei serão remetidos. § 2o Das decisões proferidas nos termos do caput que sejam favoráveis às entidades não caberá recurso. Art. sem prejuízo da exigibilidade do crédito tributário e das demais sanções previstas em lei. 35. os pedidos de certificação originária e de renovação deferidos. na forma de regulamento. beneficentes ou não. A entidade que atue em mais de uma das áreas a que se refere o art. conforme o disposto no art. os custos e as despesas de cada atividade desempenhada. nos termos da Seção IV do Capítulo II. o pedido será remetido ao Ministério responsável pela área de atuação preponderante da entidade. e tornarão os respectivos cadastros disponíveis para consulta pública.742. as receitas. § 3o Das decisões de indeferimento proferidas com base no caput caberá recurso no prazo de 30 (trinta) dias. CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. Constatada a qualquer tempo alguma irregularidade. de acordo com a área de atuação da entidade. considerar-se-á cancelada a certificação da entidade desde a data de lavratura da ocorrência da infração. Os incisos III e IV do art. Art. Os Ministérios da Saúde. 1o. (VETADO) Art. As entidades isentas na forma desta Lei deverão manter. 37. 34. com efeito suspensivo. 40. em face da renovação do certificado referida no caput. da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome procederão ao recadastramento de todas as entidades sem fins lucrativos. placa indicativa contendo informações sobre a sua condição de beneficente e sobre sua área de atuação. 38. de modo a evidenciar o patrimônio. de 7 de dezembro de 1993. 39.

..742............ 8o e no § 4o do art...acompanhar e fiscalizar o processo de certificação das entidades e organizações de assistência social no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome..o art....o art. .. 43. de 24 de agosto de 2001..o art... 44... 3o da Medida Provisória no 2..... 3o........” (NR) Art... Art...... de 24 de julho de 1991... de 24 de julho de 1991.“Art....11...... 55 da Lei nº 8... 18................. de 30 de maio de 2003...... LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Guido Mantega Fernando Haddad José Gomes Temporão Patrus Ananias Este texto não substitui o publicado no DOU de 30.............. IV .... 1o da Lei no 9.... IV ..... II ...................212. III .......429. 5º da Medida Provisória nº 2.............. de 24 de julho de 1991.........212........ Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Revogam-se: I ... de 24 de agosto de 2001.o art.........apreciar relatório anual que conterá a relação de entidades e organizações de assistência social certificadas como beneficentes e encaminhá-lo para conhecimento dos Conselhos de Assistência Social dos Estados.......... na parte que altera o art... 21 da Lei no 10. Serão objeto de auditoria operacional os atos dos gestores públicos previstos no parágrafo único do art... V . na parte que altera o art.212.187-13...... 5o da Lei no 9. 27 de novembro 2009... de 11 de dezembro de 1998....... Municípios e do Distrito Federal. III .. 55 da Lei nº 8.....684.... de 26 de dezembro de 1996........................o art....... 55 da Lei no 8.. VI ... 18 da Lei nº 8. 188o da Independência e 121o da República..2009 Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 66 ..... 9o e o parágrafo único do art.............. de 24 de julho de 1991....... .....o art........742........... na parte que altera os arts........... 9º e 18 da Lei nº 8.. Brasília..... e VII .o § 3o do art...... 11... Art....187-13........................... de 7 de dezembro de 1993.732.212....... na parte que altera o art. no art... 55 da Lei nº 8.... de 7 de dezembro de 1993. 45..

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. destinado à concessão de bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) para estudantes de cursos de graduação e seqüenciais de formação específica. aferir as informações prestadas pelo candidato.a estudante portador de deficiência. cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de até 1 (um) saláriomínimo e 1/2 (meio). O beneficiário do Prouni responde legalmente pela veracidade e autenticidade das informações socioeconômicas por ele prestadas. altera a Lei no 10. para os cursos de licenciatura.a professor da rede pública de ensino. § 4o Para os efeitos desta Lei. cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de até 3 (três) salários-mínimos. as bolsas de estudo parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) deverão ser concedidas.PROUNI. 2o A bolsa será destinada: I . De 13 De JANeiRo De 2005. 1o desta Lei.ENEM ou outros critérios a serem definidos pelo Ministério da Educação. à qual competirá. III . selecionado pela instituição de ensino superior. Institui o Programa Universidade para Todos . dependerá do cumprimento de requisitos de desempenho acadêmico. 4o Todos os alunos da instituição. § 1o A bolsa de estudo integral será concedida a brasileiros não portadores de diploma de curso superior. e. cujos critérios de distribuição serão definidos em regulamento pelo Ministério da Educação. 1o Fica instituído. segundo seus próprios critérios. normal superior e pedagogia. Art. e dá outras providências. Art.870. cumprindoAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 67 . independentemente da renda a que se referem os §§ 1o e 2o do art. mediante critérios definidos pelo Ministério da Educação. estarão igualmente regidos pelas mesmas normas e regulamentos internos da instituição. observado o prazo máximo para a conclusão do curso de graduação ou seqüencial de formação específica.096. regula a atuação de entidades beneficentes de assistência social no ensino superior. sob a gestão do Ministério da Educação. Art. A manutenção da bolsa pelo beneficiário. bolsa de estudo refere-se às semestralidades ou anuidades escolares fixadas com base na Lei no 9.PROUNI. 3o O estudante a ser beneficiado pelo Prouni será pré-selecionado pelos resultados e pelo perfil socioeconômico do Exame Nacional do Ensino Médio .891. inclusive aqueles dados em virtude do pagamento pontual das mensalidades.Lei No 11. o Programa Universidade para Todos .a estudante que tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituições privadas na condição de bolsista integral. § 3o Para os efeitos desta Lei. Parágrafo único. com fins lucrativos ou sem fins lucrativos não beneficente. inclusive os beneficiários do Prouni. nos termos da lei. § 2o As bolsas de estudo parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento). II . estabelecidos em normas expedidas pelo Ministério da Educação. 5o A instituição privada de ensino superior. poderá aderir ao Prouni mediante assinatura de termo de adesão. Parágrafo único. de 9 de julho de 2004. na etapa final. serão concedidas a brasileiros não-portadores de diploma de curso superior. também. Art. com ou sem fins lucrativos. considerando-se todos os descontos regulares e de caráter coletivo oferecidos pela instituição. de 23 de novembro de 1999. destinados à formação do magistério da educação básica. em instituições privadas de ensino superior.

e observado o disposto no art. excluído o número correspondente a bolsas integrais concedidas pelo Prouni ou pela própria instituição. em substituição ao requisito previsto no inciso I deste parágrafo. oferecer 1 (uma) bolsa integral para cada 19 (dezenove) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados em cursos efetivamente nela instalados. sempre que a evasão dos estudantes beneficiados apresentar discrepância em relação à evasão dos demais estudantes matriculados. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 68 . a cada processo seletivo. em cursos efetivamente nela instalados. inclusive disciplinares. contado da data de sua assinatura. a instituição. em cursos de graduação ou seqüencial de formação específica. a instituição privada de ensino superior.5% (oito inteiros e cinco décimos por cento) da receita anual dos períodos letivos que já têm bolsistas do Prouni. no mínimo. § 5o Para o ano de 2005. § 3o A denúncia do termo de adesão. em cursos efetivamente nela instalados.aderir ao Prouni mediante assinatura de termo de adesão. II . oferecerá bolsas de estudo na proporção necessária para estabelecer aquela proporção. não implicará ônus para o Poder Público nem prejuízo para o estudante beneficiado pelo Prouni. Art. excluído o número correspondente a bolsas integrais concedidas pelo Prouni ou pela própria instituição. por iniciativa da instituição privada. desde que ofereça.870.870. de 23 de novembro de 1999. conforme regulamento a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. de 23 de novembro de 1999. conforme regulamento a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. efetivamente recebida nos termos da Lei no 9. 1 (uma) bolsa integral para cada 9 (nove) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados ao final do correspondente período letivo anterior. cumprindo-lhe oferecer. adicionalmente. no mínimo. alternativamente.7 (dez inteiros e sete décimos) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados ao final do correspondente período letivo anterior. quantidade de bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) na proporção necessária para que a soma dos benefícios concedidos na forma desta Lei atinja o equivalente a 10% (dez por cento) da receita anual dos períodos letivos que já têm bolsistas do Prouni. § 4o A instituição privada de ensino superior com fins lucrativos ou sem fins lucrativos não beneficente poderá. com fins lucrativos ou sem fins lucrativos não beneficente. quantidade de bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) na proporção necessária para que a soma dos benefícios concedidos na forma desta Lei atinja o equivalente a 8. 4o desta Lei. em substituição ao requisito previsto no caput deste artigo.alternativamente. em cursos de graduação ou seqüencial de formação específica. renovável por iguais períodos e observado o disposto nesta Lei. restrita a 1/5 (um quinto) das bolsas oferecidas para cada curso e cada turno.lhe oferecer. adicionalmente. oferecer 1 (uma) bolsa integral para cada 22 (vinte e dois) estudantes regularmente pagantes e devidamente matriculados em cursos efetivamente nela instalados. para o conjunto dos estudantes de cursos de graduação e seqüencial de formação específica da instituição. § 6o Aplica-se o disposto no § 5o deste artigo às turmas iniciais de cada curso e turno efetivamente instaladas a partir do 1o (primeiro) processo seletivo posterior à publicação desta Lei. 5o desta Lei. conforme regulamento a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. conforme regulamento a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. § 2o O termo de adesão poderá prever a permuta de bolsas entre cursos e turnos. que gozará do benefício concedido até a conclusão do curso. 1 (uma) bolsa integral para o equivalente a 10. desde que ofereça. até atingir as proporções estabelecidas para o conjunto dos estudantes de cursos de graduação e seqüencial de formação específica da instituição. § 1o O termo de adesão terá prazo de vigência de 10 (dez) anos. poderá: I . 6o Assim que atingida a proporção estabelecida no § 6o do art. e o disposto no caput e no § 4o deste artigo às turmas iniciais de cada curso e turno efetivamente instaladas a partir do exercício de 2006. efetivamente recebida nos termos da Lei no 9. respeitadas as normas internas da instituição. até atingir as proporções estabelecidas para o conjunto dos estudantes de cursos de graduação e seqüencial de formação específica da instituição.

509. sem prejuízo do estudante já matriculado. igual ao percentual de cidadãos autodeclarados indígenas. 5o desta Lei. 8o A instituição que aderir ao Prouni ficará isenta dos seguintes impostos e contribuições no período de vigência do termo de adesão: (Vide Lei nº 11. nos processos seletivos seguintes. (Redação dada pela Lei nº 11.128. deverão ser redistribuídas proporcionalmente pelos demais cursos da instituição.Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. § 4o O Ministério da Educação desvinculará do Prouni o curso considerado insuficiente. de 15 de dezembro de 1988. no limite da proporção de bolsas integrais oferecidas por curso e turno. as vagas remanescentes deverão ser preenchidas por estudantes que se enquadrem em um dos critérios dos arts.restabelecimento do número de bolsas a serem oferecidas gratuitamente. III .Contribuição para o Programa de Integração Social. sem prejuízo do estudante já matriculado. tendo prioridade os bolsistas do Prouni. a partir da assinatura do termo de adesão.Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social. nas hipóteses dos incisos III e IV do caput deste artigo. 5o desta Lei e que deverá ser suficiente para manter o percentual nele estabelecido. segundo os critérios de desempenho do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior . deverão ser redistribuídas proporcionalmente pelos demais cursos da instituição. 5o desta Lei. § 4o O Ministério da Educação desvinculará do Prouni o curso considerado insuficiente. proveniente de cursos de graduação ou cursos seqüenciais de formação específica. situação em que as bolsas de estudo do curso desvinculado. sempre que a instituição descumprir o percentual estabelecido no art. II . oferecido por outra instituição participante do Programa. § 2o No caso de não-preenchimento das vagas segundo os critérios do § 1o deste artigo.percentual de bolsas de estudo destinado à implementação de políticas afirmativas de acesso ao ensino superior de portadores de deficiência ou de autodeclarados indígenas e negros.proporção de bolsas de estudo oferecidas por curso. respeitados os parâmetros estabelecidos no art.689. com Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 69 . instituída pela Lei Complementar no 70. e IV . II . 9o O descumprimento das obrigações assumidas no termo de adesão sujeita a instituição às seguintes penalidades: I . a cada processo seletivo. instituída pela Lei Complementar no 7.SINAES. § 2o A Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda disciplinará o disposto neste artigo no prazo de 30 (trinta) dias. no mínimo.Art. respeitado o disposto no art. de 7 de setembro de 1970. e sobre a receita auferida. respeitado o disposto no art. na forma do regulamento. 7o As obrigações a serem cumpridas pela instituição de ensino superior serão previstas no termo de adesão ao Prouni. por duas avaliações consecutivas.SINAES. segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE. § 1o O percentual de que trata o inciso II do caput deste artigo deverá ser.Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas. § 3o As instituições de ensino superior que não gozam de autonomia ficam autorizadas a ampliar. que será determinado. § 1o A isenção de que trata o caput deste artigo recairá sobre o lucro nas hipóteses dos incisos I e II do caput deste artigo. o número de vagas em seus cursos. Art. por 3 (três) avaliações consecutivas. a estudantes dos cursos referidos no § 4o deste artigo a transferência para curso idêntico ou equivalente. de 2005) I . de 2007) § 5o Será facultada. turno e unidade. instituída pela Lei no 7. na respectiva unidade da Federação. Art. de 30 de dezembro de 1991. 5o desta Lei. no qual deverão constar as seguintes cláusulas necessárias: I . situação em que as bolsas de estudo do curso desvinculado. decorrentes da realização de atividades de ensino superior. nos processos seletivos seguintes. pardos ou pretos. segundo critérios de desempenho do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior . 1o e 2o desta Lei.

§ 3o As penas previstas no caput deste artigo não poderão ser aplicadas quando o descumprimento das obrigações assumidas se der em face de razões a que a instituição não deu causa. 11. no mínimo. ainda que atue no ensino básico ou em área distinta da educação. desde que sejam respeitadas. assegurado o contraditório e direito de defesa. quando couber. 1 (uma) bolsa de estudo integral para estudante de curso de graduação ou seqüencial de formação específica.para cumprimento do disposto no inciso I do caput deste artigo. § 1o A instituição de que trata o caput deste artigo deverá aplicar anualmente. contidas nesta Lei. no mínimo. pelo menos 20% (vinte por cento) da receita bruta proveniente da venda de serviços. de venda de bens não integrantes do ativo imobilizado e de doações particulares. de 23 de novembro de 1999. 10.oferecer 20% (vinte por cento). limitado a 10 (dez) anos. sem prejuízo para os estudantes beneficiados e sem ônus para o Poder Público. renovável por iguais períodos.desvinculação do Prouni. 1o desta Lei. 3o e no inciso II do caput e §§ 1o e 2o do art. e atender às demais exigências legais. nos termos do disposto em regulamento. a instituição. em gratuidade. As entidades beneficentes de assistência social que atuem no ensino superior poderão. § 4o Assim que atingida a proporção estabelecida no caput deste artigo para o conjunto dos estudantes de cursos de graduação e seqüencial de formação específica da instituição. na hipótese de falta grave. em especial as regras previstas no art. a cada processo seletivo. além das bolsas integrais de que trata o caput deste artigo.acréscimo de 1/5 (um quinto). no que couber. ficando dispensadas do cumprimento da exigência do § 1o do art. 10 desta Lei. sem diploma de curso superior. 32 e 44 da Lei no 9. as normas que disciplinam a atuação das entidades beneficentes de assistência social na área da saúde. serão contabilizadas. 1 (uma) bolsa de estudo integral a estudante de curso de Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 70 . as normas que disciplinam a atuação das entidades beneficentes de assistência social na área da saúde.870. após a instauração de procedimento administrativo. § 2o Para o cumprimento do que dispõe o § 1o deste artigo. adotar as regras do Prouni. a instituição: a) deverá oferecer. § 3o Aplica-se o disposto no caput deste artigo às turmas iniciais de cada curso e turno efetivamente instalados a partir do 1o (primeiro) processo seletivo posterior à publicação desta Lei. as bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento) para estudante enquadrado no § 2o do art. de 27 de dezembro de 1996. § 1o As penas previstas no caput deste artigo serão aplicadas pelo Ministério da Educação. acrescida da receita decorrente de aplicações financeiras. restrita a 1/5 (um quinto) das bolsas oferecidas para cada curso e cada turno. aplicando-se o disposto nos arts. mediante assinatura de termo de adesão no Ministério da Educação. oferecerá bolsas de estudo integrais na proporção necessária para restabelecer aquela proporção. de sua receita anual efetivamente recebida nos termos da Lei no 9. pelo prazo de vigência do termo de adesão. 1o desta Lei e a assistência social em programas não decorrentes de obrigações curriculares de ensino e pesquisa. a suspensão da isenção dos impostos e contribuições de que trata o art. 8o desta Lei terá como termo inicial a data de ocorrência da falta que deu causa à desvinculação do Prouni. ao atendimento das seguintes condições: I . Art. determinada em caso de reincidência. A instituição de ensino superior. somente poderá ser considerada entidade beneficente de assistência social se oferecer. comprometendo-se. para seleção dos estudantes beneficiados com bolsas integrais e bolsas parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento). quando couber. § 5o É permitida a permuta de bolsas entre cursos e turnos. 7o desta Lei. II .430. de locação de bens. II . matriculados em cursos efetivamente instalados. respeitadas. para cada 9 (nove) estudantes pagantes de cursos de graduação ou seqüencial de formação específica regulares da instituição. em gratuidade. Art. enquadrado no § 1o do art. § 2o Na hipótese do inciso II do caput deste artigo. conforme dispuser o regulamento. 10 desta Lei. sempre que a evasão dos estudantes beneficiados apresentar discrepância em relação à evasão dos demais estudantes matriculados. e respeitado o disposto no art.

§ 1o Compete ao Ministério da Educação verificar e informar aos demais órgãos interessados a situação da entidade em relação ao cumprimento das exigências do Prouni. respeitada a gradação correspondente ao respectivo ano. As pessoas jurídicas de direito privado. 7o-A da Lei no 9.131. a partir da data de publicação desta Lei.212. observado o disposto nos §§ 3o. mediante apresentação de cópia do requerimento encaminhando a este e do respectivo protocolo de recebimento. destinadas a estudantes enquadrados no § 2o do art. A pessoa jurídica de direito privado transformada em sociedade de fins econômicos passará a pagar a contribuição previdenciária de que trata o caput deste artigo a partir do 1o dia do mês de realização da assembléia geral que autorizar a transformação da sua natureza jurídica. Parágrafo único. Art. sem prejuízo das competências da Secretaria da Receita Federal e do Ministério da Previdência Social.CNAS a concessão de novo Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social e. mantenedoras de instituições de ensino superior. até o limite de 10% (dez por cento) das bolsas Prouni concedidas. independentemente do pronunciamento do CNAS.gozar do benefício previsto no § 3o do art. cabendo à entidade comprovar ao Ministério da Previdência Social o efetivo cumprimento das obrigações assumidas. 12. sem diploma de curso superior. 1o desta Lei. 11 desta Lei e que estejam no gozo da isenção da contribuição para a seguridade social de que trata o § 7o do art.212. § 4o Na hipótese de o CNAS não decidir sobre o pedido até o dia 31 de março de 2005. Terão prioridade na distribuição dos recursos disponíveis no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior . durante o prazo de 5 (cinco) anos. de 10 de setembro de 2004. 55 da Lei no 8. de 24 de julho de 1991. até o último dia do mês de abril subseqüente a cada um dos 3 (três) próximos exercícios fiscais. III . requerer ao Conselho Nacional de Assistência Social . Art. Art. 4o e 5o do art.FIES as instituições de direito privado que aderirem ao Prouni Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 71 . ao pedido de isenção de que trata este artigo o disposto no art. Atendidas as condições socioeconômicas estabelecidas nos §§ 1o e 2o do art. 55 da Lei no 8. 1o desta Lei. por transformar sua natureza jurídica em sociedade de fins econômicos. 10 desta Lei. posteriormente. sem fins lucrativos. poderão. de 24 de novembro de 1995. 195 da Constituição Federal. e o montante direcionado para a assistência social em programas não decorrentes de obrigações curriculares de ensino e pesquisa. na forma facultada pelo art. § 3o O Ministério da Previdência Social decidirá sobre o pedido de isenção da entidade que obtiver o Certificado na forma do caput deste artigo com efeitos a partir da edição da Medida Provisória no 213. nos termos desta Lei. requerer ao Ministério da Previdência Social a isenção das contribuições de que trata o art. 7o desta Lei. § 5o Aplica-se. na razão de 20% (vinte por cento) do valor devido a cada ano. unicamente por não atenderem ao percentual mínimo de gratuidade exigido. a entidade poderá formular ao Ministério da Previdência Social o pedido de isenção. cumulativamente. até 60 (sessenta) dias após a data de publicação desta Lei. 13. para cada 9 (nove) estudantes pagantes de curso de graduação ou seqüencial de formação específica regulares da instituição.graduação ou seqüencial de formação específica. nos 2 (dois) últimos triênios. 1o desta Lei. de 24 de julho de 1991. as instituições que aderirem ao Prouni ou adotarem suas regras de seleção poderão considerar como bolsistas do programa os trabalhadores da própria instituição e dependentes destes que forem bolsistas em decorrência de convenção coletiva ou acordo trabalhista. passarão a pagar a quota patronal para a previdência social de forma gradual. § 2o As entidades beneficentes de assistência social que tiveram seus pedidos de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social indeferidos. no que couber. b) poderá contabilizar os valores gastos em bolsas integrais e parciais de 50% (cinqüenta por cento) ou de 25% (vinte e cinco por cento). enquadrado no § 1o do art. até atingir o valor integral das contribuições devidas. que adotarem as regras do Prouni. que adotarem as regras de seleção de estudantes bolsistas a que se refere o art. que optarem. 14. matriculados em cursos efetivamente instalados.

..O... bem como o demonstrativo da compensação da referida renúncia................. será exigido a partir do ano de 2006 de todas as instituições de ensino superior aderentes ao Prouni. O processo de deferimento do termo de adesão pelo Ministério da Educação. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Antonio Palocci Filho Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no D. Art..... observado o disposto no § 4o e no caput do art.. inclusive na vigência da Medida Provisória no 213. de 19 de julho de 2002.. Atleta Internacional Olímpico e Paraolímpico... 18. 3o da Lei no 10............ Parágrafo único.... 1 (um) do Ministério da Fazenda e 1 (um) do Ministério da Previdência Social. 21. o disposto no art................ 9o desta Lei. 5o desta Lei..... Art... 13 de janeiro de 2005. composto por 1 (um) representante do Ministério da Educação..estar regularmente matriculado em instituição de ensino pública ou privada.......... Brasília.. 11 desta Lei.estar vinculado a alguma entidade de prática desportiva............... O Anexo I da Lei no 10... 17. 23....891..... a ser usufruída pela respectiva instituição... II ......... 22..... passa a vigorar com a alteração constante do Anexo I desta Lei.. 5o desta Lei.. O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta Lei..... do crescimento da arrecadação de impostos e contribuições federais no mesmo segmento econômico ou da prévia redução de despesas de caráter continuado.1... nos termos do art........ Art...... Art......... de 9 de julho de 2004.891. que fornecerá os subsídios necessários à execução do disposto no caput deste artigo. Para os fins desta Lei.......” (NR) Art... II e VII do caput do art.. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação........ 19... Art....... . 3o ..522... ficam validados pelo prazo neles especificado......U..... de 10 de setembro de 2004...na forma do art. (VETADO).. Art................. Os incisos I... VII .. e possuir idade mínima de 12 (doze) anos para a obtenção da Bolsa-Atleta Estudantil.... exceto os atletas que pleitearem a Bolsa-Atleta Estudantil.............. de 14.. será instruído com a estimativa da renúncia fiscal. Os termos de adesão firmados durante a vigência da Medida Provisória no 213........ de 9 de julho de 2004...... na forma do art.............2005 Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 72 .. no exercício de deferimento e nos 2 (dois) subseqüentes.............. exclusivamente para os atletas que pleitearem a Bolsa-Atleta Estudantil................... 16....... ampla publicidade dos resultados do Programa.......... I . passam a vigorar com a seguinte redação: “Art..possuir idade mínima de 14 (quatorze) anos para a obtenção das Bolsas Atleta Nacional. 20..... 184o da Independência e 117o da República. Art.............. A evolução da arrecadação e da renúncia fiscal das instituições privadas de ensino superior será acompanhada por grupo interministerial.... 6o da Lei no 10.... O Poder Executivo dará.......... 5o desta Lei ou adotarem as regras de seleção de estudantes bolsistas a que se refere o art............ anualmente........... Art.. 15... de 10 de setembro de 2004......

§ 3º No prazo de até 60 dias a contar da publicação desta Portaria. 1º O recadastramento das entidades sem fins lucrativos. parágrafo único. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 73 . é obrigatório.MEC.SisCEBAS. beneficentes ou não. § 2º O MEC disponibilizará sítio eletrônico na internet com as informações necessárias para o recadastramento. 40. e deverá ser efetuado junto ao Ministério da Educação . o MEC tornará os cadastros realizados disponíveis para consulta pública. bem como link de acesso ao SisCEBAS. p. parágrafo único. 2º O recadastramento da entidade junto ao MEC é requisito essencial para o processamento do pedido de certificação como entidade beneficente de assistência social. da Constituição Federal. de 27 de novembro de 2009. da Lei nº 12. 40. § 1º O recadastramento será realizado exclusivamente através do Sistema Eletrônico de Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Educação . parágrafo único. nos termos desta Portaria. parágrafo único. de 2009. de 2009. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO no uso das atribuições que lhe confere o art. Art. de que trata o art.920. atuantes na área da educação. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.PoRtARiA Nº.101. De 20 De JuLHo De 2010 Estabelece os procedimentos para o recadastramento de entidades sem fins lucrativos.69-70. resolve: Art. 21/07/2010. 87.101. e considerando o disposto no art. da Lei nº 12. que atuem predominantemente na área da educação. da Lei nº 12. Art. de 27 de novembro de 2009.101. 40. quando efetuados na vigência da Lei nº 12. nos termos do disposto no Art. Ministério da Educação.101. FERNANDO HADDAD Diário Oficial da União. ou de sua renovação.

CONSIDERANDO o processo de discussão e pactuação na Comissão Intergestores Tripartite CIT e discussão no âmbito do CNAS da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. CONSIDERANDO a Resolução CNAS n.PAEFI.º 269.º 8.MDS. De 11 De NoVemBRo De 2009 Aprova a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. c) Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas. . IX e XIV do artigo 18 da Lei n. de estabelecer bases de padronização nacional dos serviços e equipamentos físicos do SUAS. de acordo com a disposição abaixo: I .LA. III . de 7 de dezembro de 1993 – Lei Orgânica da Assistência Social .Serviços de Proteção Social Básica: a) Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família . b) Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. de 15 de julho de 2005. V. que aprova a Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social . conforme anexos.LOAS.Casa-Lar. e de Prestação de Serviços à Comunidade .Serviços de Proteção Social Especial de Média Complexidade: a) Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos .NOB/SUAS. CONSIDERANDO a Resolução CNAS n.º 145. no uso da competência que lhe conferem os incisos II.742.NOBRH/ SUAS.CNAS. CONSIDERANDO a Resolução CNAS n. c) Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida . CONSIDERANDO a deliberação da VI Conferência Nacional de Assistência Social de “Tipificar e consolidar a classificação nacional dos serviços socioassistenciais”.PSC. que aprova a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social . e) Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua. II . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 74 . de 13 de dezembro de 2006. d) Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência. CONSIDERANDO o processo de Consulta Pública realizado no período de julho a setembro de 2009. b) Serviço Especializado em Abordagem Social. coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome . 1º. Idosos(as) e suas Famílias. O CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL . organizados por níveis de complexidade do SUAS: Proteção Social Básica e Proteção Social Especial de Média e Alta Complexidade. em reunião ordinária realizada nos dias 11 e 12 de novembro de 2009.PNAS.Serviços de Proteção Social Especial de Alta Complexidade: a) Serviço de Acolhimento Institucional. Aprovar a Tipificação nacional de Serviços Socioassistenciais. nas seguintes modalidades: .º 130. de 15 de outubro de 2004.abrigo institucional. CONSIDERANDO a meta prevista no Plano Decenal de Assistência Social. que aprova a Política Nacional de Assistência Social . RESOLVE: Art.ReSoLuÇão Nº 109.PAIF.

MARCIA MARIA BIONDI PINHEIRO Presidente do Conselho ANEXO RESOLUÇÃO Nº 109. DESCRIÇÃO: Conteúdo da oferta substantiva do serviço. ABRANGÊNCIA: Referência territorializada da procedência dos usuários e do alcance do serviço. PROVISÕES: As ofertas do trabalho institucional. b) Serviço de Acolhimento em República. para que os serviços prestados no âmbito do SUAS produzam seguranças sociais aos seus usuários. IMPACTO SOCIAL ESPERADO: Trata dos resultados e dos impactos esperados de cada serviço e do conjunto dos serviços conectados em rede socioassistencial. a serem aferidas pelos níveis de participação e satisfação dos usuários e pelas mudanças efetivas e duradouras em sua condição de vida. . conforme suas necessidades e a situação de vulnerabilidade e risco em que se encontram. DE 11 DE NOVEMBRO DE 2009 1. projetos e organizações dos Poderes Executivo e Judiciário e organizações não governamentais. Indica a conexão de cada serviço com outros serviços.Residência Inclusiva. Projeta expectativas que vão além das aquisições dos sujeitos que utilizam os serviços e avançam na direção de mudanças poAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 75 .Casa de Passagem. c) Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora. Organizados conforme cada serviço as provisões garantem determinadas aquisições aos cidadãos. d) Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e de Emergências.. na perspectiva do fortalecimento de sua autonomia e cidadania. MATRIZ PADRONIZADA PARA FICHAS DE SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAIS NOME DO SERVIÇO: TERMOS UTILIZADOS PARA DENOMINAR O SERVIÇO DE MODO A EVIDENCIAR SUA PRINCIPAL FUNÇÃO E OS SEUS USUÁRIOS. ARTICULAÇÃO EM REDE: Sinaliza a completude da atenção hierarquizada em serviços de vigilância social. As aquisições específicas de cada serviço estão organizadas segundo as seguranças sociais que devem garantir. Art. 2º. organizadas em quatro dimensões: ambiente físico. Podem resultar em medidas da resolutividade e efetividade dos serviços. PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Horários e dias da semana abertos ao funcionamento para o público. CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO: Procedência dos (as) usuários (as) e formas de encaminhamento. programas. As situações identificadas em cada serviço constam de uma lista de vulnerabilidades e riscos contida nesse documento. UNIDADE: Equipamento recomendado para a realização do serviço socioassistencial. recursos materiais. recursos humanos e trabalho social essencial ao serviço. USUÁRIOS: Relação e detalhamento dos destinatários a quem se destinam as atenções. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS: Trata dos compromissos a serem cumpridos pelos gestores em todos os níveis. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. OBJETIVOS: Propósitos do serviço e os resultados que dele se esperam. defesa de direitos e proteção básica e especial de assistência social e dos serviços de outras políticas públicas e de organizações privadas.

Tem por princípios norteadores a universalidade e gratuidade de atendimento.PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA 1. quilombolas. REGULAMENTAÇÕES: Remissão a leis. 2. QUADRO SÍNTESE . calhas de rios. As ações do PAIF não devem possuir caráter terapêutico. Prevê o desenvolvimento de potencialidades e aquisições das famílias e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. o envelhecimento e deficiências a fim de promover espaços para troca de experiências. a adolescência. de caráter continuado. à juventude. Serviço ofertado necessariamente no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias Indivíduos – PAEFI 2. expressão de dificuldades e reconhecimento de possibilidades. aos valores. O atendimento às famílias residentes em territórios de baixa densidade demográfica. protetivo e proativo. Idosos(as) e suas Famílias 5. Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL Média Complexidade 1. Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua Alta Complexidade 6. Serviço de Acolhimento em República 8. Serviço de proteção social a adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de Liberdade Assistida (LA) e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC) 4.sitivas em relação a indicadores de vulnerabilidades e de riscos sociais. assentamentos. no combate a todas as formas de violência. por meio de ações de caráter preventivo. Todos os serviços da proteção social básica. desenvolvidos no território de abrangência do Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 76 . com foco na troca de informações sobre questões relativas à primeira infância. de discriminação e de estigmatização nas relações familiares. com espalhamento ou dispersão populacional (áreas rurais. decretos. prevenir a ruptura dos seus vínculos. Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF 2. Realiza ações com famílias que possuem pessoas que precisam de cuidado. cabendo exclusivamente à esfera estatal sua implementação. com a finalidade de fortalecer a função protetiva das famílias. dentre outros) pode ser realizado por meio do estabelecimento de equipes volantes ou mediante a implantação de unidades de CRAS itinerantes. Serviço de proteção em situações de calamidades públicas e de emergências 3. Serviço Especializado de Abordagem Social 3. Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos 3. Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência. comunidades indígenas. SERVIÇOS DA PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA – PAIF DESCRIÇÃO: O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF consiste no trabalho social com famílias. promover seu acesso e usufruto de direitos e contribuir na melhoria de sua qualidade de vida. crenças e identidades das famílias. Serviço de Acolhimento Institucional 7. O trabalho social do PAIF deve utilizar-se também de ações nas áreas culturais para o cumprimento de seus objetivos. Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora 9. de preconceito. de modo a ampliar universo informacional e proporcionar novas vivências às famílias usuárias do serviço. É um serviço baseado no respeito à heterogeneidade dos arranjos familiares. Fundamenta-se no fortalecimento da cultura do diálogo. normas técnicas e planos nacionais que regulam benefícios e serviços socioassistenciais e atenções a segmentos específicos que demandam a proteção social de assistência social.

permitindo identificar suas demandas e potencialidades dentro da perspectiva familiar. . materializando a matricialidade sociofamiliar no âmbito do SUAS.Pessoas com deficiência e/ou pessoas idosas que vivenciam situações de vulnerabilidade e risco social. limpeza e acessibilidade em todos seus ambientes. . por meio da promoção de espaços coletivos de escuta e troca de vivências familiares.Promover acessos a benefícios. cumprindo a diretriz de descentralização da política de assistência social. programas de transferência de renda e serviços socioassistenciais. OBJETIVOS . possibilitando a superação de situações de fragilidade social vivenciadas. . privacidade.Famílias em situação de vulnerabilidade em decorrência de dificuldades vivenciadas por algum de seus membros. .Famílias que atendem os critérios de elegibilidade a tais programas ou benefícios.Prevenir a ruptura dos vínculos familiares e comunitários. contribuindo para a inserção das famílias na rede de proteção social de assistência social. mas que ainda não foram contempladas. devem ser a ele referenciados e manter articulação com o PAIF.CRAS. com adequada iluminação. O trabalho social com famílias. potencializando o protagonismo e a autonomia das famílias e comunidades. . ventilação. em especial os Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. assim. computadores. apreende as origens. Materiais socioeducativos: artigos pedagógicos. da fragilização de vínculos de pertencimento e sociabilidade e/ou qualquer outra situação de vulnerabilidade e risco social residentes nos territórios de abrangência dos CRAS.Fortalecer a função protetiva da família. RECURSOS MATERIAIS: Materiais permanentes e materiais de consumo necessários ao desenvolvimento do serviço. salubridade. bem como o Serviço de Proteção Social Básica.Apoiar famílias que possuem dentre seu membros indivíduos que necessitam de cuidados. em especial: . O ambiente deve possuir outras características de acordo com a regulação específica do serviço e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). rompendo com o atendimento segmentado e descontextualizado das situações de vulnerabilidade social vivenciadas. significados atribuídos e as possibilidades de enfrentamento das situações de vulnerabilidade vivenciadas por toda a família. contribuindo para sua proteção de forma integral. . . . Banco de Dados dos serviços socioassisAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 77 .Famílias beneficiárias de programas de transferência de renda e benefícios assistenciais. instalações sanitárias. Banco de Dados de usuários(as) de benefícios e serviços socioassistenciais. USUÁRIOS: Famílias em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza. tais como: mobiliário.Promover acesso aos demais serviços setoriais. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Espaços destinados para recepção. sala(s) de atendimento individualizado. sala(s) de atividades coletivas e comunitárias. culturais e esportivos. no Domicílio. entre outros. sala para atividades administrativas. para Pessoas com Deficiência e Idosas. de acordo com as normas da ABNT.Promover aquisições sociais e materiais às famílias. contribuindo na melhoria da sua qualidade de vida. do precário ou nulo acesso aos serviços públicos. conservação. O referenciamento dos serviços socioassistenciais da proteção social básica ao CRAS possibilita a organização e hierarquização da rede socioassistencial no território. contribuindo para o usufruto de direitos. A articulação dos serviços socioassistenciais do território com o PAIF garante o desenvolvimento do trabalho social com as famílias dos usuários desses serviços. É a partir do trabalho com famílias no serviço PAIF que se organizam os serviços referenciados ao CRAS.

tenciais; Cadastro Único dos Programas Sociais; Cadastro de Beneficiários do BPC. RECURSOS HUMANOS (de acordo com a NOB-RH/SUAS). Trabalho Social essencial ao serviço: Acolhida; estudo social; visita domiciliar; orientação e encaminhamentos; grupos de famílias; acompanhamento familiar; atividades comunitárias; campanhas socioeducativas; informação, comunicação e defesa de direitos; promoção ao acesso à documentação pessoal; mobilização e fortalecimento de redes sociais de apoio; desenvolvimento do convívio familiar e comunitário; mobilização para a cidadania; conhecimento do território; cadastramento socioeconômico; elaboração de relatórios e/ou prontuários; notificação da ocorrência de situações de vulnerabilidade e risco social; busca ativa, AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de Acolhida - Ter acolhida suas demandas, interesses, necessidades e possibilidades; - Receber orientações e encaminhamentos, com o objetivo de aumentar o acesso a benefícios socioassistenciais e programas de transferência de renda, bem como aos demais direitos sociais, civis e políticos; - Ter acesso a ambiência acolhedora; - Ter assegurada sua privacidade. Segurança de Convívio Familiar e Comunitário - Vivenciar experiências que contribuam para o estabelecimento e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários; - Vivenciar experiências de ampliação da capacidade protetiva e de superação de fragilidades sociais; - Ter acesso a serviços de qualidade, conforme demandas e necessidades. Segurança de Desenvolvimento da Autonomia - Vivenciar experiências pautadas pelo respeito a si próprio e aos outros, fundamentadas em princípios ético-políticos de defesa da cidadania e justiça social; - Vivenciar experiências potencializadoras da participação cidadã, tais como espaços de livre expressão de opiniões, de reivindicação e avaliação das ações ofertadas, bem como de espaços de estímulo para a participação em fóruns, conselhos, movimentos sociais, organizações comunitárias e outros espaços de organização social; - Vivenciar experiências que contribuam para a construção de projetos individuais e coletivos, desenvolvimento da autoestima, autonomia e sustentabilidade; - Vivenciar experiências que possibilitem o desenvolvimento de potencialidades e ampliação do universo informacional e cultural; - Ter reduzido o descumprimento de condicionalidades do PBF - Programa Bolsa Família; - Ter acesso a documentação civil; - Ter acesso a experiências de fortalecimento e extensão da cidadania; - Ter acesso a informações e encaminhamentos a políticas de emprego e renda e a programas de associativismo e cooperativismo; CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Famílias territorialmente referenciadas aos CRAS, em especial: famílias em processo de reconstrução de autonomia; Famílias em processo de reconstrução de vínculos; famílias com crianças, adolescentes, jovens e idosos inseridos em serviços socioassistenciais, territorialmente referenciadas ao CRAS; famílias com beneficiários do Benefício de Prestação Continuada; famílias inseridas em programas de transferência de renda. FORMAS - Por procura espontânea; - Por busca ativa; - Por encaminhamento da rede socioassistencial;
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- Por encaminhamento das demais políticas públicas. UNIDADE: Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Período mínimo de 5 (cinco) dias por semana, 8 (oito) horas diárias, sendo que a unidade deverá necessariamente funcionar no período diurno podendo eventualmente executar atividades complementares a noite, com possibilidade de funcionar em feriados e finais de semana. ABRANGÊNCIA: Municipal e em metrópoles e municípios de médio e grande porte a abrangência corresponderá ao território de abrangência do CRAS, de acordo com a incidência da demanda. ARTICULAÇÃO EM REDE - Serviços socioassistenciais de proteção social básica e proteção social especial; - Serviços públicos locais de educação, saúde, trabalho, cultura, esporte, segurança pública e outros conforme necessidades; - Conselhos de políticas públicas e de defesa de direitos de segmentos específicos; - Instituições de ensino e pesquisa; - Serviços de enfrentamento à pobreza; - Programas e projetos de preparação para o trabalho e de inclusão produtiva; e - Redes sociais locais: associações de moradores, ONG’s, entre outros. IMPACTO SOCIAL ESPERADO CONTRIBUIR PARA: - Redução da ocorrência de situações de vulnerabilidade social no território de abrangência do CRAS; - Prevenção da ocorrência de riscos sociais, seu agravamento ou reincidência no território de abrangência do CRAS; - Aumento de acessos a serviços socioassistenciais e setoriais; - Melhoria da qualidade de vida das famílias residentes no território de abrangência do CRAS. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS DESCRIÇÃO GERAL: Serviço realizado em grupos, organizado a partir de percursos, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus usuários, de acordo com o seu ciclo de vida, a fim de complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social. Forma de intervenção social planejada que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais e coletivas, na família e no território. Organiza-se de modo a ampliar trocas culturais e de vivências, desenvolver o sentimento de pertença e de identidade, fortalecer vínculos familiares e incentivar a socialização e a convivência comunitária. Possui caráter preventivo e proativo, pautado na defesa e afirmação dos direitos e no desenvolvimento de capacidades e potencialidades, com vistas ao alcance de alternativas emancipatórias para o enfrentamento da vulnerabilidade social. Deve prever o desenvolvimento de ações intergeracionais e a heterogeneidade na composição dos grupos por sexo, presença de pessoas com deficiência, etnia, raça entre outros. Possui articulação com o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF, de modo a promover o atendimento das famílias dos usuários destes serviços, garantindo a matricialidade sociofamiliar da política de assistência social. DESCRIÇÃO ESPECÍFICA do serviço para crianças de até 6 anos: Tem por foco o desenvolvimento de atividades com crianças, familiares e comunidade, para fortalecer vínculos e prevenir ocorrência de situações de exclusão social e de risco, em especial a violência doméstica e o trabalho infantil, sendo um serviço complementar e diretamente articulado ao PAIF. Pauta-se no recoAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil

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nhecimento da condição peculiar de dependência, de desenvolvimento desse ciclo de vida e pelo cumprimento dos direitos das crianças, numa concepção que faz do brincar, da experiência lúdica e da vivência artística uma forma privilegiada de expressão, interação e proteção social. Desenvolve atividades com crianças, inclusive com crianças com deficiência, seus grupos familiares, gestantes e nutrizes. Com as crianças, busca desenvolver atividades de convivência, estabelecimento e fortalecimento de vínculos e socialização centradas na brincadeira, com foco na garantia das seguranças de acolhida e convívio familiar e comunitário, por meio de experiências lúdicas, acesso a brinquedos favorecedores do desenvolvimento e da sociabilidade e momentos de brincadeiras fortalecedoras do convívio com familiares. Com as famílias, o serviço busca estabelecer discussões reflexivas, atividades direcionadas ao fortalecimento de vínculos e orientação sobre o cuidado com a criança pequena. Com famílias de crianças com deficiência inclui ações que envolvem grupos e organizações comunitárias para troca de informações acerca de direitos da pessoa com deficiência, potenciais das crianças, importância e possibilidades de ações inclusivas. Deve possibilitar meios para que as famílias expressem dificuldades, soluções encontradas e demandas, de modo a construir conjuntamente soluções e alternativas para as necessidades e os problemas enfrentados. DESCRIÇÃO ESPECÍFICA do serviço para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos: Tem por foco a constituição de espaço de convivência, formação para a participação e cidadania, desenvolvimento do protagonismo e da autonomia das crianças e adolescentes, a partir dos interesses, demandas e potencialidades dessa faixa etária. As intervenções devem ser pautadas em experiências lúdicas, culturais e esportivas como formas de expressão, interação, aprendizagem, sociabilidade e proteção social. Inclui crianças e adolescentes com deficiência, retirados do trabalho infantil ou submetidos a outras violações, cujas atividades contribuem para re-significar vivências de isolamento e de violação de direitos, bem como propiciar experiências favorecedoras do desenvolvimento de sociabilidades e na prevenção de situações de risco social. DESCRIÇÃO ESPECÍFICA do serviço para adolescentes e jovens de 15 a 17 anos: Tem por foco o fortalecimento da convivência familiar e comunitária e contribui para o retorno ou permanência dos adolescentes e jovens na escola, por meio do desenvolvimento de atividades que estimulem a convivência social, a participação cidadã e uma formação geral para o mundo do trabalho. As atividades devem abordar as questões relevantes sobre a juventude, contribuindo para a construção de novos conhecimentos e formação de atitudes e valores que reflitam no desenvolvimento integral do jovem. As atividades também devem desenvolver habilidades gerais, tais como a capacidade comunicativa e a inclusão digital de modo a orientar o jovem para a escolha profissional, bem como realizar ações com foco na convivência social por meio da arte-cultura e esporte-lazer. As intervenções devem valorizar a pluralidade e a singularidade da condição juvenil e suas formas particulares de sociabilidade; sensibilizar para os desafios da realidade social, cultural, ambiental e política de seu meio social; criar oportunidades de acesso a direitos; estimular práticas associativas e as diferentes formas de expressão dos interesses, posicionamentos e visões de mundo de jovens no espaço público. DESCRIÇÃO ESPECÍFICA do serviço para idosos(as): Tem por foco o desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia e de sociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares e do convívio comunitário e na prevenção de situações de risco social. A intervenção social deve estar pautada nas características, interesses e demandas dessa faixa etária e considerar que a vivência em grupo, as experimentações artísticas, culturais, esportivas e de lazer e a valorização das experiências vividas constituem formas privilegiadas de expressão, interação e proteção social. Devem incluir vivências que valorizam suas experiências e que estimulem e potencialize a condição de escolher e decidir. USUÁRIOS Crianças de até 6 anos, em especial: - Crianças com deficiência, com prioridade para as beneficiárias do BPC;
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conforme disposto na Lei no 8. após medida protetiva de acolhimento.egressos ou vinculados a programas de combate à violência e ao abuso e à exploração sexual. em especial: . prevenindo a ocorrência de situações de risco social e fortalecendo a convivência familiar e comunitária.Adolescentes e Jovens de famílias com perfil de renda de programas de transferência de renda.Oportunizar o acesso às informações sobre direitos e sobre participação cidadã. interesses e disponibilidade indiquem a inclusão no serviço. em especial: .PETI ou Adolescentes e Jovens . em especial: . serviço de proteção social especial a indivíduos e famílias. saúde.Complementar o trabalho social com família. em especial beneficiários do BPC. . Crianças e adolescentes de 6 a 15 anos. . . .Adolescentes e Jovens pertencentes às famílias beneficiárias de programas de transferência de renda. de 13 de julho de 1990. estimulanAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 81 .Crianças e adolescentes de famílias com precário acesso a renda e a serviços públicos e com dificuldades para manter. Adolescentes e Jovens de 15 a 17 anos. jovens e idosos. reconduzidas ao convívio familiar.Crianças e adolescentes com deficiência. das pessoas com deficiência.Crianças que vivenciam situações de fragilização de vínculos.Idosos com vivências de isolamento por ausência de acesso a serviços e oportunidades de convívio familiar e comunitário e cujas necessidades. Idosos(as) com idade igual ou superior a 60 anos. em especial.Adolescentes e Jovens do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil .069. com prioridade para as beneficiárias do BPC. contribuindo para o usufruto dos usuários aos demais direitos.Promover acessos a benefícios e serviços socioassistenciais. .069. . . cultura. e outros)..Jovens com deficiência.Adolescentes e Jovens em cumprimento ou egressos de medida de proteção. . após medida protetiva de acolhimento. fortalecendo a rede de proteção social de assistência social nos territórios. conforme disposto na Lei no 8. . de 13 de julho de 1990 Estatuto da Criança e do Adolescente. e outros). esporte e lazer existentes no território.Idosos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada. . .Crianças residentes em territórios com ausência ou precariedade na oferta de serviços e oportunidades de convívio familiar e comunitário. . em especial das políticas de educação. em situação de vulnerabilidade social. . OBJETIVOS GERAIS . .Crianças e adolescentes cujas famílias são beneficiárias de programas de transferência de renda. .Promover acessos a serviços setoriais. assegurando o direito à convivência familiar e comunitária.Crianças encaminhadas pelos serviços da proteção social especial (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI.Jovens fora da escola.PETI. . serviço de proteção social especial a indivíduos e famílias.Crianças cujas famílias são beneficiárias de programas de transferência de renda. adolescentes. .Prevenir a institucionalização e a segregação de crianças. reconduzidas ao convívio familiar.Crianças encaminhadas pelos serviços da proteção social especial (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil .Idosos de famílias beneficiárias de programas de transferência de renda. .Adolescentes e Jovens egressos de medida socioeducativa de internação ou em cumprimento de outras medidas socioeducativas em meio aberto.

Possibilitar o reconhecimento do trabalho e da educação como direito de cidadania e desenvolver conhecimentos sobre o mundo do trabalho e competências específicas básicas. habilidades. . com vistas ao desenvolvimento de novas sociabilidades. artístico e cultural das crianças e adolescentes. . propiciando trocas de experiências e vivências. reinserção e permanência do jovem no sistema educacional. talentos e propiciar sua formação cidadã. . saudável e autônomo.Assegurar espaço de encontro para os (as) idosos (as) e encontros intergeracionais de modo a promover a sua convivência familiar e comunitária.Assegurar espaços de convívio familiar e comunitário e o desenvolvimento de relações de afetividade e sociabilidade. . reinserção e permanência do jovem no sistema educacional. artístico e cultural dos jovens. bem como estimular o desenvolvimento de potencialidades.Complementar as ações de proteção e desenvolvimento das crianças e o fortalecimento dos vínculos familiares e sociais.Assegurar espaços de referência para o convívio grupal. habilidades.Criar espaços de reflexão sobre o papel das famílias na proteção das crianças e no processo de desenvolvimento infantil. .Estimular a participação na vida pública do território e desenvolver competências para a compreensão crítica da realidade social e do mundo contemporâneo. fortalecendo o respeito.Desenvolver estratégias para estimular e potencializar recursos de crianças com deficiência e o papel das famílias e comunidade no processo de proteção social. . pelo resgate de seus brinquedos e brincadeiras e a promoção de vivências lúdicas. . OBJETIVOS ESPECÍFICOS para Idosos(as) .Fortalecer a interação entre crianças do mesmo ciclo etário. e comunidade na proteção e desenvolvimento de crianças e adolescentes e no fortalecimento dos vínculos familiares e sociais. talentos e propiciar sua formação cidadã. .Valorizar a cultura de famílias e comunidades locais. contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e protagonismo social dos usuários. . .Complementar as ações da família e comunidade na proteção e desenvolvimento de crianças e adolescentes e no fortalecimento dos vínculos familiares e sociais. a solidariedade e os vínculos familiares e comunitários. solidariedade e respeito mútuo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS para crianças de até 6 anos: . . OBJETIVOS ESPECÍFICOS para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos . comunitário e social e o desenvolvimento de relações de afetividade. . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 82 . . .Contribuir para a inserção.Complementar as ações da família.Propiciar vivências que valorizam as experiências e que estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir.do o desenvolvimento do protagonismo dos usuários.Detectar necessidades e motivações e desenvolver potencialidades e capacidades para novos projetos de vida.Favorecer o desenvolvimento de atividades intergeracionais. comunitário e social e o desenvolvimento de relações de afetividade.Possibilitar a ampliação do universo informacional. . solidariedade e respeito mútuo.Estimular a participação na vida pública do território e desenvolver competências para a compreensão crítica da realidade social e do mundo contemporâneo. .Assegurar espaços de referência para o convívio grupal.Possibilitar acessos a experiências e manifestações artísticas. .Possibilitar a ampliação do universo informacional. . culturais. bem como estimular o desenvolvimento de potencialidades. .Contribuir para a inserção.Contribuir para um processo de envelhecimento ativo.Propiciar vivências para o alcance de autonomia e protagonismo social. . OBJETIVOS ESPECÍFICOS para adolescentes e jovens de 15 a 17 anos . esportivas e de lazer.

RECURSOS MATERIAIS: Materiais permanentes e de consumo necessários ao desenvolvimento do serviço.Vivenciar experiências que possibilitem meios e oportunidades de conhecer o território e (re) significá-lo. limpeza e acessibilidade em todos seus ambientes de acordo com as normas da ABNT. bem como aos demais direitos sociais. . com adequada iluminação. banco de dados de usuários e organizações. civis e políticos. informação. tais como espaços de livre expressão de opiniões.PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Sala(s) de atendimento individualizado. Cadastro Único dos Programas Sociais. O ambiente físico ainda poderá possuir outras características de acordo com a regulação específica do serviço.Ter acolhida suas demandas interesses. RECURSOS HUMANOS (de acordo com a NOB-RH/SUAS. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de Acolhida . conselhos.Vivenciar experiências pautadas pelo respeito a si próprio e aos outros. necessidades e possibilidades. bem como de espaços de estímulo para a participação em fóruns. grupos de convívio e fortalecimento de vínculos. . ventilação. autonomia e sustentabilidade. Cadastro de Beneficiários do BPC. .Ter acesso a serviços. . conforme demandas e necessidades. mobilização e fortalecimento de redes sociais de apoio.Vivenciar experiências para relacionar-se e conviver em grupo.Vivenciar experiências que possibilitem o desenvolvimento de potencialidades e ampliação do universo informacional e cultural. comunicação e defesa de direitos. salubridade. de reivindicação e avaliação das ações ofertadas.Receber orientações e encaminhamentos com o objetivo de aumentar o acesso a benefícios socioassistenciais e programas de transferência de renda. Materiais socioeducativos: artigos pedagógicos. . elaboração de relatórios e/ou prontuários.Geral: . . mobilização para a cidadania.Vivenciar experiências que possibilitem lidar de forma construtiva com potencialidades e Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 83 . organizações comunitárias e outros espaços de organização social. sala(s) de atividades coletivas e comunitárias e instalações sanitárias. banco de dados dos serviços socioassistenciais. banco de dados de usuários(as) debenefícios e serviços socioassistenciais. desenvolvimento da auto-estima. . conservação.Vivenciar experiências que contribuam para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. desenvolvimento do convívio familiar e comunitário.Vivenciar experiências para relacionar-se e conviver em grupo. . privacidade.Vivenciar experiências que possibilitem o desenvolvimento de potencialidades e ampliação do universo informacional e cultural. Segurança de Convívio Familiar e Comunitário . tais como: mobiliário. orientação e encaminhamentos. .Vivenciar experiências de fortalecimento e extensão da cidadania. TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Acolhida.Vivenciar experiências potencializadoras da participação social. de acordo com seus recursos e potencialidades. computadores. agir. Segurança de Desenvolvimento da Autonomia – Geral: . .Ter acesso a ambiência acolhedora. entre outros.Vivenciar experiências que contribuam para a construção de projetos individuais e coletivos. culturais e esportivos. informação. . compartilhando outros modos de pensar. atuar. . administrar conflitos por meio do diálogo. movimentos sociais. fortalecimento da função protetiva da família. fundamentadas em princípios éticos de justiça e cidadania.

como por exemplo. . . feriados ou finais de semana. esporte e manifestações artísticas e culturais do território e da cidade. feriados ou finais de semana. . o Projovem Adolescente. . em horários programados.Ter reduzido o descumprimento das condicionalidades do PBF. em turnos de até 1. programas e serviços de reabilitaAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 84 . de acordo com a incidência da demanda).Ter acesso a informações sobre direitos sociais. saúde (em especial. referenciados ao CRAS.Por encaminhamento das demais políticas públicas.Ter acesso a experimentações no processo de formação e intercâmbios com grupos de outras localidades e faixa etária semelhante. No caso de crianças e adolescentes retiradas do trabalho infantil o serviço socioeducativo é.Contribuir para o acesso a documentação civil. Para idosos: Atividades em dias úteis. adolescente.Ter acesso a atividades de lazer. Para crianças e adolescentes de 06 a 15 anos: Atividades em dias úteis. conforme regulamentação de serviços específicos. Idosos: Vivenciar experiências para o autoconhecimento e autocuidado. .5h diárias.Por busca ativa. Serviços públicos locais de educação. de acordo com planejamento prévio. . em turnos diários de até 4 (quatro) horas.Ter oportunidades de escolha e tomada de decisão. PERÍODO DE FUNCIONAMENTO Para crianças de até 6 anos: Atividades em dias úteis. Abrangência: Municipal (corresponderá ao território de abrangência do CRAS. . . Formas .5 horas. conforme demanda. feriados ou finais de semana.Vivenciar experiências de desenvolvimento de projetos sociais e culturais no território e a oportunidades de fomento a produções artísticas. juventude e idosos. civis e políticos e condições sobre o seu usufruto.Ter acesso a ampliação da capacidade protetiva da família e a superação de suas dificuldades de convívio.Ter acesso benefícios socioassistenciais e programas de transferência de renda.Por encaminhamento da rede socioassistencial. Unidade: .Apresentar níveis de satisfação positivos em relação ao serviço. . Condições e Formas de Acesso: Condições: Usuários territorialmente referenciados aos CRAS. Para adolescentes e jovens de 15 a 17 anos: Atividades em dias úteis.Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). que prevê uma carga horária semanal de 12. . obrigatoriamente.Por procura espontânea.Serviços socioassistenciais da proteção social básica e proteção social especial. Articulação em Rede: . . . de 3 (três) horas diárias e constitui condicionalidade para a transferência de renda às famílias.Centros da criança.Poder avaliar as atenções recebidas. .limites. . com freqüência seqüenciada ou intercalada. expressar opiniões e reivindicações. feriados ou finais de semana. em turnos de até 3 (três) horas. . ESPECÍFICOS Para adolescentes e jovens de 15 a 17 anos: adquirir conhecimento e desenvolver capacidade para a vida profissional e o acesso ao trabalho.

trabalho.Aumento de acessos a serviços socioassistenciais e setoriais. .Melhoria da qualidade de vida dos usuários e suas famílias. Visa a garantia de direitos. . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 85 . Desenvolve ações extensivas aos familiares.Redução e Prevenção de situações de isolamento social e de institucionalização. O trabalho realizado será sistematizado e planejado por meio da elaboração de um Plano de Desenvolvimento do Usuário .ção).Prevenção da ocorrência de riscos sociais. uso/abuso de drogas.Ampliação do acesso aos direitos socioassistenciais. informação. Conselhos de políticas públicas e de defesa de direitos de segmentos específicos. serviços setoriais e de defesa de direitos e programas especializados de habilitação e reabilitação.Junto a outras políticas públicas.Redução da ocorrência de situações de vulnerabilidade social. e gravidez precoce. reduzir índices de: violência entre os jovens. saúde. Redes sociais. . prevenindo situações de risco. coordenada pelo órgão gestor.Aumento no número de jovens autônomos e participantes na vida familiar e comunitária.PDU: instrumento de observação. meio-ambiente e outros conforme necessidades. No PDU serão identificados os objetivos a serem alcançados. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA NO DOMICÍLIO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E IDOSAS DESCRIÇÃO: O serviço tem por finalidade a prevenção de agravos que possam provocar o rompimento de vínculos familiares e sociais dos usuários.Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada. Programas e projetos de desenvolvimento de talentos e capacidades. a equiparação de oportunidades e a participação e o desenvolvimento da autonomia das pessoas com deficiência e pessoas idosas.Membros de famílias beneficiárias de programas de transferência de renda. cultura. USUÁRIOS: Pessoas com deficiência e/ou pessoas idosas que vivenciam situação de vulnerabilidade social pela fragilização de vínculos familiares e sociais e/ou pela ausência de acesso a possibilidades de inserção. . esporte e. Naqueles locais onde não houver CRAS. exercício da cidadania e inclusão na vida social. a exclusão e o isolamento. Para Idosos (as) .Aumento no número de jovens que conheçam as instâncias de denúncia e recurso em casos de violação de seus direitos. em especial: . IMPACTO SOCIAL ESPERADO . habilitação social e comunitária. . O planejamento das ações deverá ser realizado pelos municípios e pelo Distrito Federal. doenças sexualmente transmissíveis. sempre ressaltando o caráter preventivo do serviço. o serviço será a ele referenciado. O serviço deve contribuir com a promoção do acesso de pessoas com deficiência e pessoas idosas aos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos e a toda a rede socioassistencial. de apoio.Melhoria da condição de sociabilidade de idosos (as). com foco na qualidade de vida. transporte especial e programas de desenvolvimento de acessibilidade. planejamento e acompanhamento das ações realizadas.GERAL Contribuir para: . Conselho Tutelar. orientação e encaminhamento. . a partir de suas necessidades e potencialidades individuais e sociais. as vulnerabilidades e as potencialidades do usuário. com plena informação sobre seus direitos e deveres. de acordo com a territorialização e a identificação da demanda pelo serviço. entre elas educação. o desenvolvimento de mecanismos para a inclusão social. . Onde houver CRAS. aos serviços de outras políticas públicas. seu agravamento ou reincidência. . Instituições de ensino e pesquisa. Para adolescentes e jovens de 15 a 17 anos . o serviço será referenciado à equipe técnica da Proteção Social Básica.

. Escuta. grupal e social. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 86 .Garantir formas de acesso aos direitos sociais.Receber orientações e encaminhamentos. Fortalecimento da função protetiva da família. de suas famílias e da comunidade no processo de habilitação. Cadastro Único dos Programas Sociais. . Banco de dados de usuários(as) de benefícios e serviços socioassistenciais. necessidades e possibilidades. . . Inserção na rede de serviços de assistência social e demais políticas.Contribuir para resgatar e preservar a integridade e a melhoria de qualidade de vida dos (as) usuários (as). Desenvolvimento do convívio familiar. conforme necessidades e a experiências e ações de fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. integridade e história preservadas. . a defesa de direitos e o estímulo a participação cidadã.Orientação e encaminhamentos. banco de dados dos serviços socioassistenciais. . PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Não se aplica. Informação.Sensibilizar grupos comunitários sobre direitos e necessidades de inclusão de pessoas com deficiência e pessoas idosas buscando a desconstrução de mitos e preconceitos.OBJETIVOS: . Segurança de Convívio Familiar e Comunitário: .Prevenir confinamento de idosos e/ou pessoas com deficiência. reabilitação e inclusão social. . . . Orientação sociofamiliar.Desenvolver estratégias para estimular e potencializar recursos das pessoas com deficiência e pessoas idosas.Ter sua identidade.Vivenciar experiências de ampliação da capacidade protetiva e de superação de fragilidades familiares e sociais. conforme necessidades. .Vivenciar experiências que contribuam para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. .Ter acesso a serviços. RECURSOS MATERIAIS: Materiais permanentes e de consumo necessários ao desenvolvimento do serviço. Mobilização para a cidadania.Prevenir agravos que possam desencadear rompimento de vínculos familiares e sociais. Acolhida. Materiais pedagógicos.Identificar situações de dependência. . Encaminhamento para cadastramento socioeconômico. Elaboração de instrumento técnico de acompanhamento e desenvolvimento do usuário.Prevenir o abrigamento institucional de pessoas com deficiência e/ou pessoas idosas com vistas a promover a sua inclusão social. TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Proteção social pró-ativa. Documentação pessoal. .Ter acolhidas suas demandas. .Contribuir para a construção de contextos inclusivos. . interesses. inclusive pela indicação de acesso a benefícios e programas de transferência de renda. Visita familiar. com o objetivo de aumentar o acesso a benefícios socioassistenciais e programas de transferência de renda. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de Acolhida: .Incluir usuários (as) e familiares no sistema de proteção social e serviços públicos. Cadastro de Beneficiários do BPC.Oferecer possibilidades de desenvolvimento de habilidades e potencialidades. culturais e esportivos. comunicação e defesa de direitos.Colaborar com redes inclusivas no território.

FORMA: Encaminhamentos realizados pelos CRAS ou pela equipe técnica de referência da Proteção Social Básica do município ou DF. . esporte.Apresentar níveis de satisfação com relação ao serviço.Redução e prevenção de situações de isolamento social e de abrigamento institucional. . IMPACTO SOCIAL ESPERADO Contribuir para: . meio-ambiente.Conselhos de políticas públicas e de defesa de direitos de segmentos específicos. interesses e possibilidades. e demais riscos identificados pelo trabalho de caráter preventivo junto aos usuários.Famílias protegidas e orientadas. . . . ARTICULAÇÃO EM REDE: . . .Programas de educação especial.Ter oportunidades de participar de ações de defesa de direitos e da construção de políticas inclusivas. fundamentadas em princípios éticos de justiça e cidadania. Familiar e Social: .Dispor de atendimento interprofissional para: . .Ser informado sobre acessos e direitos.Vivenciar experiências que utilizem de recursos disponíveis pela comunidade.Segurança de Desenvolvimento de Autonomia Individual. seu agravamento ou reincidência. . independência e condições de bem estar. .Pessoas com deficiência e pessoas idosas inseridas em serviços e oportunidades.Serviços socioassistenciais de proteção social básica e especial. . . . .Centros e grupos de convivência. . expressar opiniões.Construir projetos pessoais e desenvolver auto-estima. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 87 .Redução da ocorrência de riscos sociais.Serviços públicos de saúde. .Alcançar autonomia.Instituições de ensino e pesquisa.Ter vivências de ações pautadas pelo respeito a si próprio e aos outros. . . reivindicações e fazer suas próprias escolhas. trabalho.Acessar documentação civil.Organizações e serviços especializados de saúde.Prevenção da ocorrência de situações de risco social tais como o isolamento.Ter acesso a serviços e ter indicação de acesso a benefícios sociais e programas de transferência de renda.Aumento de acessos a serviços socioassistenciais e setoriais. CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Pessoas com deficiência e/ou pessoas idosas. ABRANGÊNCIA: Municipal.Poder avaliar as atenções recebidas. cultura. . .Ser ouvido para expressar necessidades. habilitação e reabilitação. pela família e pelos demais serviços para potencializar a autonomia e possibilitar o desenvolvimento de estratégias que diminuam a dependência e promovam a inserção familiar e social. . . habitação e outros. situações de violência e violações de direitos.Ampliação do acesso aos direitos socioassistenciais. conforme necessidade. UNIDADE: Domicílio do(a) Usuário(a) PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Em dias úteis e quando a demanda for identificada no PDU.

Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 88 . . . . Banco de Dados dos serviços socioassistenciais. psicológica e negligência. O serviço articula-se com as atividades e atenções prestadas às famílias nos demais serviços socioassistenciais. comunitários e sociais e para o fortalecimento da função protetiva das famílias diante do conjunto de condições que as vulnerabilizam e/ou as submetem a situações de risco pessoal e social.Violência física. Materiais socioeducativos: artigos pedagógicos.Descumprimento de condicionalidades do PBF e do PETI em decorrência de violação de direitos. Deve garantir atendimento imediato e providências necessárias para a inclusão da família e seus membros em serviços socioassistenciais e/ou em programas de transferência de renda. . computadores.4. Cadastro Único dos Programas Sociais. atividades administrativas e espaço de convivência.Tráfico de pessoas. USUÁRIOS: Famílias e indivíduos que vivenciam violações de direitos por ocorrência de: . Cadastro de Beneficiários do BPC. O atendimento fundamenta-se no respeito à heterogeneidade. .Contribuir para restaurar e preservar a integridade e as condições de autonomia dos usuários.Processar a inclusão das famílias no sistema de proteção social e nos serviços públicos. culturais e esportivos. . .Outras formas de violação de direitos decorrentes de discriminações/submissões a situações que provocam danos e agravos a sua condição de vida e os impedem de usufruir autonomia e bem estar. .Afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medida socioeducativa ou medida de proteção.Contribuir para a reparação de danos e da incidência de violação de direitos.Violência sexual: abuso e/ou exploração sexual. . orientação e acompanhamento a famílias com um ou mais de seus membros em situação de ameaça ou violação de direitos. Banco de Dados de usuários(as) de benefícios e serviços socioassistenciais. dentre outros. . RECURSOS MATERIAIS: Materiais permanentes e de consumo para o desenvolvimento do serviço.Discriminação em decorrência da orientação sexual e/ou raça/etnia. . Acessibilidade de acordo com as normas da ABNT. crenças e identidades das famílias. tais como: mobiliário. . Compreende atenções e orientações direcionadas para a promoção de direitos. valores. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Espaços destinados à recepção. potencialidades. nas diversas políticas públicas e com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. SERVIÇOS DA PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL – MÉDIA COMPLEXIDADE NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE PROTEÇÃO E ATENDIMENTO ESPECIALIZADO A FAMÍLIAS E INDIVÍDUOS . atendimento individualizado com privacidade. OBJETIVOS .Abandono.PAEFI DESCRIÇÃO: Serviço de apoio. linha telefônica.Prevenir a reincidência de violações de direitos. conforme necessidades. . . a preservação e o fortalecimento de vínculos familiares.Situação de rua e mendicância. atividades coletivas e comunitárias.Vivência de trabalho infantil. de forma a qualificar a intervenção e restaurar o direito.Contribuir para o fortalecimento da família no desempenho de sua função protetiva.Contribuir para romper com padrões violadores de direitos no interior da família.

acesso à documentação pessoal. . . orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais. orientação jurídico-social.Ter ampliada a capacidade protetiva da família e a superação das situações de violação de direitos. FORMAS . fundamentadas em princípios éticos de justiça e cidadania.Ter acesso a serviços do sistema de proteção social e indicação de acesso a benefícios sociais e programas de transferência de renda. identificação da família extensa ou ampliada. referência e contra-referência. agir e atuar. articulação da rede de serviços socioassistenciais.Ser ouvido para expressar necessidades e interesses.Vivenciar experiências que oportunize relacionar-se e conviver em grupo. .Ser acolhido em condições de dignidade em ambiente favorecedor da expressão e do diálogo.Poder avaliar as atenções recebidas. das demais políticas públicas setoriais.Alcançar autonomia. . UNIDADE: Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 89 . Segurança de convívio ou vivência familiar.Ter acesso à documentação civil. . monitoramento e avaliação do serviço.Ter acesso a serviços de outras políticas públicas setoriais. articulação com os serviços de outras políticas públicas setoriais. integridade e história de vida preservadas. expressar opiniões e reivindicações. .Ter oportunidades de superar padrões violadores de relacionamento. trabalho interdisciplinar. escuta. informação. . orientação sociofamiliar. . comunitária e social .Ter reparados ou minimizados os dano por vivências de violações e riscos sociais. articulação interinstitucional com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. mobilização e fortalecimento do convívio e de redes sociais de apoio. estímulo ao convívio familiar. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de acolhida . . administrar conflitos por meio do diálogo.Ter sua identidade. compartilhando modos não violentos de pensar. . . familiar e social .Ser informado sobre seus direitos e como acessá-los.Ter acesso a experiências que possibilitem lidar de forma construtiva com potencialidades e limites. . CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Famílias e indivíduos que vivenciam violação de direitos.RECURSOS HUMANOS (de acordo com a NOB/RH-SUAS) TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Acolhida. Segurança de desenvolvimento de autonomia individual. comunitário e social.Demanda espontânea.Ser estimulado a expressar necessidades e interesses. construção de plano individual e/ou familiar de atendimento.Ter assegurado o convívio familiar.Ser orientado e ter garantida efetividade nos encaminhamentos. mobilização para o exercício da cidadania. . conforme necessidades. diagnóstico socioeconômico.Poder construir projetos pessoais e sociais e desenvolver a auto-estima.Por identificação e encaminhamento dos serviços de proteção e vigilância social. dos demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos e do Sistema de Segurança Pública. . . independência e condições de bem estar. . apoio à família na sua função protetiva. . grupal e social. estudo social.Ter vivência de ações pautadas pelo respeito a si próprio e aos outros. elaboração de relatórios e/ou prontuários. mobilização. .Por encaminhamento de outros serviços socioassistenciais. comunicação e defesa de direitos. atendimento psicossocial.

tais como: telefone móvel e transporte para uso pela equipe e pelos usuários.Promover ações de sensibilização para divulgação do trabalho realizado. OBJETIVOS: . O Serviço deve buscar a resolução de necessidades imediatas e promover a inserção na rede de serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas na perspectiva da garantia dos direitos. . dentre outras. terminais de ônibus. nos territórios. Deverão ser consideradas praças.Instituições de Ensino e Pesquisa. a incidência de trabalho infantil. fronteiras. . com possibilidade de operar em feriados e finais de semana. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ABORDAGEM SOCIAL DESCRIÇÃO: Serviço ofertado de forma continuada e programada com a finalidade de assegurar trabalho social de abordagem e busca ativa que identifique. metrô e outros. . . as condições em que vivem. direitos e necessidades de inclusão social e estabelecimento de parcerias.Sistema de Segurança Pública.Redução das violações dos direitos socioassistenciais. programas e projetos de instituições não governamentais e comunitárias. ABRANGÊNCIA: Municipal e/ou Regional. exploração sexual de crianças e adolescentes. 8 (oito) horas diárias.Construir o processo de saída das ruas e possibilitar condições de acesso à rede de serviços e à benefícios assistenciais.Melhoria da qualidade de vida das famílias.Identificação de situações de violação de direitos socioassistenciais. . Materiais pedagógicos para desenvolvimento de atividades lúdicas e educativas.Promover ações para a reinserção familiar e comunitária. . desejos e relações estabelecidas com as instituições. RECURSOS HUMANOS (de acordo com a NOB-RH/SUAS) TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Proteção social pró-ativa. procedências. RECURSOS MATERIAIS: Materiais permanentes e de consumo necessários para a realização do serviço. de planejamento e reuniões de equipe. adultos. USUÁRIOS: Crianças. espaços públicos onde se realizam atividades laborais.Serviços socioassistenciais de Proteção Social Básica e Proteção Social Especial. . situação de rua. aspirações. adolescentes. conhecimento do Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 90 . .Acesso a serviços socioassistenciais e das políticas públicas setoriais.PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Período mínimo de 5 (cinco) dias por semana. .Serviços das políticas públicas setoriais. estratégias de sobrevivência.Demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. trens. ARTICULAÇÃO EM REDE: . . . entroncamento de estradas.Orientação e proteção social a Famílias e indivíduos.Sociedade civil organizada. seus agravamentos ou reincidência. . locais de intensa circulação de pessoas e existência de comércio. jovens. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Espaço institucional destinado a atividades administrativas.Identificar famílias e indivíduos com direitos violados. . a natureza das violações. IMPACTO SOCIAL ESPERADO Contribuir para: . idosos (as) e famílias que utilizam espaços públicos como forma de moradia e/ou sobrevivência.Serviços.

FORMAS: Por identificação da equipe do serviço. Segurança de convívio ou vivência familiar. comunitária e social .Serviços socioassistenciais de Proteção Social Básica e Proteção Social Especial. . .Ter acesso a serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas setoriais. Para a oferta do serviço faz-se necessário a observância da responsabilização face ao ato infracional praticado.Ter reparados ou minimizados os danos por vivências de violência e abusos. articulação com os serviços de políticas públicas setoriais. determinadas judicialmente. geoprocessamento e georeferenciamento de informações. . .Instituições de Ensino e Pesquisa.Proteção social a famílias e indivíduos. articulação da rede de serviços socioassistenciais. .território. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de Acolhida . . . . articulação interinstitucional com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. ABRANGÊNCIA: Municipal e/ou Regional. comunitário e/ou social. comunicação e defesa de direitos. conforme necessidades. informação.Sociedade civil organizada.Serviços de políticas públicas setoriais. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL A ADOLESCENTES EM CUMPRIMENTO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE LIBERDADE ASSISTIDA (LA) E DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE (PSC) DESCRIÇÃO: O serviço tem por finalidade prover atenção socioassistencial e acompanhamento a adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto. .Ter sua identidade. programas e projetos de instituições não governamentais e comunitárias. PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Ininterrupto e/ou de acordo com a especificidade dos territórios.Ter assegurado o convívio familiar. seus agravamentos ou reincidência.Demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. . . Deve contribuir para o acesso a direitos e para a resignificação de valores na vida pessoal e social dos (as) adolescentes e jovens. orientação e encaminhamentos sobre/para a rede de serviços locais com resolutividade. UNIDADE: Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou Unidade Específica Referenciada ao CREAS. CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Famílias e/ou indivíduos que utilizam os espaços públicos como forma de moradia e/ou sobrevivência. escuta.Identificação de situações de violação de direitos.Redução do número de pessoas em situação de rua.Serviços. ARTICULAÇÃO EM REDE: . cujos direitos e obrigações devem ser assegurados de acordo com as legislações e normativas específicas para o cumprimento da medida. integridade e história de vida preservadas.Ser acolhido nos serviços em condições de dignidade. IMPACTO SOCIAL ESPERADO Contribuir para: . Na sua operacionalização é necessário a elaboração do Plano IndividuAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 91 .Redução das violações dos direitos socioassistenciais. elaboração de relatórios.

linha telefônica. hospitais. sala de atendimento individualizado com privacidade. atividades de convivência e atividades administrativas. sem prejuízo da escola ou do trabalho. orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais. devendo conter os objetivos e metas a serem alcançados durante o cumprimento da medida. no caso de adolescentes maiores de 16 anos ou na condição de aprendiz a partir dos 14 anos. para o desenvolvimento de atividades coletivas e comunitárias. O acompanhamento social ao (a) adolescente deve ser realizado de forma sistemática. MATERIAIS SOCIOEDUCATIVOS: pedagógicos. monitoramento e avaliação do serviço.Realizar acompanhamento social a adolescentes durante o cumprimento de medida socioeducativa de Liberdade Assistida e de Prestação de Serviços à Comunidade e sua inserção em outros serviços e programas socioassistenciais e de políticas públicas setoriais. tais como: mobiliário. escolas e outros serviços governamentais. com acessibilidade em todos seus ambientes. USUÁRIOS: Adolescentes de 12 a 18 anos incompletos. . . a exemplo de: entidades sociais. na ausência desta. trabalho interdisciplinar. No acompanhamento da medida de Prestação de Serviços à Comunidade o serviço deverá identificar no município os locais para a prestação de serviços.Contribuir para o estabelecimento da autoconfiança e a capacidade de reflexão sobre as possibilidades de construção de autonomias. . culturais e esportivos. pela Vara Civil correspondente e suas famílias. programas comunitários. proteção social pró-ativa. RECURSOS MATERIAIS: Materiais permanentes e de consumo para o desenvolvimento do serviço. A prestação dos serviços deverá se configurar em tarefas gratuitas e de interesse geral. articulação interinstitucional com os demais órgãos do sistema de garantia de direitos. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Espaços destinados à recepção. com freqüência mínima semanal que garanta o acompanhamento contínuo e possibilite o desenvolvimento do PIA. aplicada pela Justiça da Infância e da Juventude ou. referência e contra-referência. Cadastro de Beneficiários do BPC. ou jovens de 18 a 21 anos.Fortalecer a convivência familiar e comunitária.al de Atendimento (PlA) com a participação do (a) adolescente e da família. diagnóstico socioeconômico. construção de plano individual e familiar de atendimento. computadores. A inserção do (a) adolescente em qualquer dessas alternativas deve ser compatível com suas aptidões e favorecedora de seu desenvolvimento pessoal e social. . de acordo com as normas da ABNT. Banco de Dados dos serviços socioassistenciais. Banco de Dados de usuários(as) de benefícios e serviços socioassistenciais. Cadastro Único dos Programas Sociais. orientação sociofamiliar. considerando as especificidades da adolescência. em cumprimento de medida socioeducativa de Liberdade Assistida e de Prestação de Serviços à Comunidade. produção de orientações técnicas e materiais informativos. dentre outros aspectos a serem acrescidos. escuta. com jornada máxima de oito horas semanais.Possibilitar acessos e oportunidades para a ampliação do universo informacional e cultural e o desenvolvimento de habilidades e competências. RECURSOS HUMANOS (de acordo com a NOB-RH/SUAS). . de acordo com as necessidades e interesses do (a) adolescente. perspectivas de vida futura. estudo social.Criar condições para a construção/reconstrução de projetos de vida que visem à ruptura com a prática de ato infracional. dentre outros. TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Acolhida. OBJETIVOS: . acesAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 92 .Estabelecer contratos com o (a) adolescente a partir das possibilidades e limites do trabalho a ser desenvolvido e normas que regulem o período de cumprimento da medida socioeducativa.

civis e políticos e condições sobre o seu usufruto. . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 93 . administrar conflitos por meio do diálogo. . . CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Adolescentes e jovens que estão em cumprimento de medidas socioeducativas de Liberdade Assistida e de Prestação de Serviços à Comunidade.Oportunidades que estimulem e ou fortaleçam a construção/reconstrução de seus projetos de vida.Redução da reincidência da prática do ato infracional. agir e atuar coletivamente.Sociedade civil organizada. . familiar e social. na ausência desta. comunitário e social. . PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Dias úteis. . 8 (oito) horas diárias. comunicação e defesa de direitos. fundamentadas em princípios éticos de justiça e cidadania. Segurança de convívio ou vivência familiar. Período mínimo de 5 (cinco) dias por semana.Possibilidade de avaliar as atenções recebidas.Experiências para relacionar-se e conviver em grupo. Segurança de desenvolvimento de autonomia individual. compartilhando modos de pensar.Serviços das políticas públicas setoriais. . IMPACTO SOCIAL ESPERADO Contribuir para: .Ter acesso a serviços socioassistenciais e das políticas públicas setoriais. estímulo ao convívio familiar. mobilização para o exercício da cidadania.so a documentação pessoal.Demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. . articulação com os serviços de políticas públicas setoriais. conforme necessidades. . .Informações sobre direitos sociais. grupal e social.Vínculos familiares e comunitários fortalecidos. .Experiências que possibilitem lidar de forma construtiva com potencialidades e limites. UNIDADE: Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). informação. com possibilidade de operar em feriados e finais de semana.Oportunidades de escolha e tomada de decisão. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de Acolhida . Articulação em rede: . expressar opiniões e participar na construção de regras e definição de responsabilidades.Programas e projetos de preparação para o trabalho e de inclusão produtiva. ABRANGÊNCIA: Municipal e/ou Regional. elaboração de relatórios e/ou prontuários.Oportunidades de convívio e de desenvolvimento de potencialidades. . .Serviços socioassistenciais de Proteção Social Básica e Proteção Social Especial. programas e projetos de instituições não governamentais e comunitárias. .Serviços.Ter assegurado o convívio familiar.Ser acolhido em condições de dignidade em ambiente favorecedor da expressão e do diálogo.Ter acesso a: . articulação da rede de serviços socioassistenciais.Ser estimulado a expressar necessidades e interesses. . pela Vara Civil correspondente. desenvolvimento de projetos sociais. FORMAS: Encaminhamento da Vara da Infância e da Juventude ou. . comunitária e social.Ter assegurado vivências pautadas pelo respeito a si próprio e aos outros. .

Desenvolver ações especializadas para a superação das situações violadoras de direitos que contribuem para a intensificação da dependência. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 94 . bem como a interrupção e superação das violações de direitos que fragilizam a autonomia e intensificam o grau de dependência da pessoa com deficiência ou pessoa idosa. diminuindo a sua sobrecarga de trabalho e utilizando meios de comunicar e cuidar que visem à autonomia dos envolvidos e não somente cuidados de manutenção. de planejamento e reuniões de equipe. .Prevenir o abrigamento e a segregação dos usuários do serviço. USUÁRIOS: Pessoas com deficiência e idosos (as) com dependência. .Prevenir situações de sobrecarga e desgaste de vínculos provenientes da relação de prestação/demanda de cuidados permanentes/prolongados. O serviço tem a finalidade de promover a autonomia. . serviços de políticas públicas setoriais. troca vivências e experiências.. . deverá ser viabilizado o acesso a benefícios. A ação da equipe será sempre pautada no reconhecimento do potencial da família e do cuidador. assegurando o direito à convivência familiar e comunitária. confinamento. Soma-se a isso o fato de que os profissionais da equipe poderão identificar demandas do dependente e/ou do cuidador e situações de violência e/ou violação de direitos e acionar os mecanismos necessários para resposta a tais condições. alto grau de estresse do cuidador. na aceitação e valorização da diversidade e na redução da sobrecarga do cuidador. A partir da identificação das necessidades. a sobrecarga decorrente da situação de dependência/prestação de cuidados prolongados. conforme necessidades. programas de transferência de renda. . desvalorização da potencialidade/capacidade da pessoa. . mercados. seus cuidadores e suas famílias. decorrente da prestação de cuidados diários prolongados. farmácias etc.Promover acessos a benefícios. atividades culturais e de lazer. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Espaço institucional destinado a atividades administrativas. dentre outras que agravam a dependência e comprometem o desenvolvimento da autonomia. isolamento. que tiveram suas limitações agravadas por violações de direitos. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. programas de transferência de renda e outros serviços socioassistenciais.Acompanhar o deslocamento. IDOSOS (AS) E SUAS FAMÍLIAS DESCRIÇÃO: Serviço para a oferta de atendimento especializado a famílias com pessoas com deficiência e idosos (as) com algum grau de dependência. seus cuidadores e familiares.Promover apoio às famílias na tarefa de cuidar. As ações devem possibilitar a ampliação da rede de pessoas com quem a família do dependente convive e compartilha cultura. tais como: exploração da imagem.. OBJETIVOS: . das demais políticas públicas setoriais e do Sistema de Garantia de Direitos. a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas participantes. sempre priorizando o incentivo à autonomia da dupla “cuidador e dependente”. tais como: bancos.Promover a autonomia e a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência e idosos (as) com dependência. viabilizar o desenvolvimento do usuário e o acesso a serviços básicos. atitudes discriminatórias e preconceituosas no seio da família. A intervenção será sempre voltada a diminuir a exclusão social tanto do dependente quanto do cuidador.Redução do ciclo da violência e da prática do ato infracional. Deve contar com equipe específica e habilitada para a prestação de serviços especializados a pessoas em situação de dependência que requeiram cuidados permanentes ou temporários. falta de cuidados adequados por parte do cuidador.

grupal e social. família e recursos lúdicos para potencializar a autonomia e a criação de estratégias que diminuam os agravos decorrentes da dependência e promovam a inserção familiar e social.Ter acesso a serviços socioassistenciais e das políticas públicas setoriais.Vivenciar experiências que utilizem de recursos disponíveis pela comunidade. seus cuidadores e seus familiares. conforme necessidades Segurança de Desenvolvimento da Autonomia .Ter acolhida suas demandas. . apoio à família na sua função protetiva.Vivenciar experiências de ampliação da capacidade protetiva e de superação de fragilidades e riscos na tarefa do cuidar. mobilização de família extensa ou ampliada.Por encaminhamento dos demais serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas setoriais. orientação sociofamiliar.Serviços socioassistenciais da proteção social básica e proteção social especial. articulação interinstitucional com o Sistema de Garantia de Direitos. orientação e encaminhamento para a rede de serviços locais. articulação com os serviços de políticas públicas setoriais. informação. inserção e sustentabilidade. comunicação e defesa de direitos. . .Vivenciar experiências que contribuam para o fortalecimento de vínculos familiares.Serviços de políticas públicas setoriais. desenvolvimento do convívio familiar. Segurança de Convívio ou Vivência Familiar. construção de plano individual e/ou familiar de atendimento.Por encaminhamento dos demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. . referência e contra-referência. Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) ou Unidade Referenciada. . atividades de convívio e de organização da vida cotidiana. necessidades e possibilidades. elaboração de relatórios e/ou prontuários. FORMAS: .Garantir formas de acesso aos direitos sociais. .Vivenciar experiências que contribuam para a construção de projetos individuais e coletivos. acesso à documentação pessoal. diagnóstico socioeconômico. lúdicos.RECURSOS MATERIAIS: Transporte e materiais socioeducativos: pedagógicos. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de Acolhida . . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 95 . CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Pessoas com deficiência e idosos (as) com dependência. desenvolvimento da auto-estima. articulação da rede de serviços socioassistenciais. seus cuidadores e familiares com vivência de violação de direitos que comprometam sua autonomia.Vivenciar experiências que possibilitem o desenvolvimento de potencialidades e ampliação do universo informacional e cultural. mobilização para o exercício da cidadania. autonomia.Demanda espontânea de membros da família e/ou da comunidade. estudo social. interesses. Comunitária e Social . mobilização e fortalecimento do convívio e de redes sociais de apoio.Busca ativa. ABRANGÊNCIA: Municipal ARTICULAÇÃO EM REDE: . escuta. . cuidados pessoais. TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Acolhida. culturais e esportivos. RECURSOS HUMANOS (de acordo com a NOB-RH/SUAS). centro-dia. PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Funcionamento conforme necessidade e/ou orientações técnicas planejadas em conjunto com as pessoas com deficiência e idosos(as) com dependência atendidas. . UNIDADE: Domicílio do usuário.

de acordo com as normas da ABNT RECURSOS MATERIAIS: Materiais permanentes e materiais de consumo necessários para o desenvolvimento do serviço. com acessibilidade em todos seus ambientes. Banco de Dados dos serviços socioassistenciais. orientação individual e grupal e encaminhamentos a outros serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que possam contribuir na construção da autonomia. Materiais pedagógicos. computadores. Nesse serviço deve-se realizar a alimentação de sistema de registro dos dados de pessoas em situação de rua.Diminuição da sobrecarga dos cuidadores advinda da prestação continuada de cuidados a pessoas com dependência. .Proteção social e cuidados individuais e familiares voltados ao desenvolvimento de autonomias. Proporciona endereço institucional para utilização. higiene pessoal.Redução dos agravos decorrentes de situações violadoras de direitos. . da inserção social e da proteção às situações de violência. alimentação.Conselhos de políticas públicas e de defesa de direitos de segmentos específicos. de alimentação e provisão de documentação civil. .Contribuir para restaurar e preservar a integridade e a autonomia da população em situação de rua.Acessos aos direitos socioassistenciais. IMPACTO SOCIAL ESPERADO: CONTRIBUIR PARA: . . armários para guardar pertences. do usuário. Banco de Dados de usuários(as) de benefícios e serviços socioassistenciais. programas e projetos de instituições não governamentais e comunitárias. na perspectiva de fortalecimento de vínculos interpessoais e/ ou familiares que oportunizem a construção de novos projetos de vida.Fortalecimento da convivência familiar e comunitária. tais como: mobiliário.Demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. .Serviços. alimentação e espaço para guarda de pertences. artigos de higiene. culturais e esportivos. . OBJETIVOS: . Cadastro de Beneficiários do BPC Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 96 . conforme a realidade local. idosos (as) e famílias que utilizam as ruas como espaço de moradia e/ou sobrevivência. . Cadastro Único dos Programas Sociais. parentes e pessoas de referência. permitindo a localização da/pela família. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Espaço para a realização de atividades coletivas e/ou comunitárias. de higiene pessoal.Possibilitar condições de acolhida na rede socioassistencial. Oferece trabalho técnico para a análise das demandas dos usuários. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO ESPECIALIZADO PARA PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA DESCRIÇÃO: Serviço ofertado para pessoas que utilizam as ruas como espaço de moradia e/ou sobrevivência. USUÁRIOS: Jovens. .Contribuir para a construção de novos projetos de vida. como referência.Promover ações para a reinserção familiar e/ou comunitária. adultos. . linha telefônica.Melhoria da qualidade de vida familiar. ..Redução e prevenção de situações de isolamento social e de abrigamento institucional. respeitando as escolhas dos usuários e as especificidades do atendimento. Deve promover o acesso a espaços de guarda de pertences. Tem a finalidade de assegurar atendimento e atividades direcionadas para o desenvolvimento de sociabilidades. assim como um melhor acompanhamento do trabalho social. .

referência e contra-referência. mobilização para o exercício da cidadania.Ter assegurado o convívio familiar e/ou comunitário. . interesses e possibilidades. grupal e social. . articulação com órgãos de capacitação e preparação para o trabalho.Encaminhamentos do Serviço Especializado em Abordagem Social. fundamentadas em princípios éticos de justiça e cidadania. . conforme necessidades.Ter vivência pautada pelo respeito a si próprio e aos outros. TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Acolhida. . ABRANGÊNCIA: Municipal ARTICULAÇÃO EM REDE: . mobilização de família extensa ou ampliada. comunicação e defesa de direitos. Segurança de desenvolvimento de autonomia individual.Ter acesso à documentação civil. articulação da rede de serviços socioassistenciais. articulação interinstitucional com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. mobilização e fortalecimento do convívio e de redes sociais de apoio. familiar e social . -Ter acesso a serviços do sistema de proteção social e indicação de acesso a benefícios sociais e programas de transferência de renda.Ter reparados ou minimizados os danos por vivências de violências e abusos.Fortalecer o convívio social e comunitário.Alcançar autonomia e condições de bem estar. Segurança de convívio ou vivência familiar. . . orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais. estímulo ao convívio familiar. Informação. das demais políticas públicas setoriais e dos demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. escuta. . diagnóstico socioeconômico. articulação com outros serviços de políticas públicas setoriais. elaboração de relatórios e/ou prontuários. orientação e suporte para acesso à documentação pessoal.Ser informado sobre direitos e como acessá-los. integridade e história de vida preservadas.Ser acolhido nos serviços em condições de dignidade. .Serviços socioassistenciais de Proteção Social Básica e Proteção Social Especial. 8 (oito) horas diárias. UNIDADE: Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Dias úteis. de outros serviços socioassistenciais. estudo social.Ser ouvido para expressar necessidades. com possibilidade de funcionar em feriados.Ter acesso à alimentação em padrões nutricionais adequados. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 97 .Ter acesso a políticas públicas setoriais. .Ter sua identidade. FORMAS DE ACESSO: . -Construir projetos pessoais e sociais e desenvolver a auto-estima. CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Famílias e indivíduos que utilizam as ruas como espaço de moradia e/ou sobrevivência. Período mínimo de 5 (cinco) dias por semana. comunitária e social . .Demanda espontânea.Ter acesso a serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas setoriais. . finais de semana e período noturno. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de Acolhida .RECURSOS HUMANOS (de acordo com a NOB-RH/SUAS).

programas e projetos de instituições não governamentais e comunitárias. . seus agravamentos ou reincidência. O atendimento prestado deve ser personalizado e em pequenos grupos e favorecer o convívio familiar e comunitário. Deve funcionar em unidade inserida na comunidade com características residenciais. bem como a utilização dos equipamentos e serviços disponíveis na comunidade local.Redes sociais locais. do ponto de vista geográfico e sócio-econômico. DESCRIÇÃO ESPECÍFICA Para crianças e adolescentes: Acolhimento provisório e excepcional para crianças e adolescentes de ambos os sexos. As unidades não devem distanciar-se excessivamente. – devem ser atendidos na mesma unidade. . SERVIÇOS DA PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL – ALTA COMPLEXIDADE NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL DESCRIÇÃO GERAL: Acolhimento em diferentes tipos de equipamentos. higiene. segurança. a fim de garantir proteção integral. As regras de gestão e de convivência deverão ser construídas de forma participativa e coletiva. Atendimento em unidade residencial onde uma pessoa ou casal trabalha como educador/ cuidador residente. destinado a famílias e/ou indivíduos com vínculos familiares rompidos ou fragilizados. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente) e em situação de risco pessoal e social. acessibilidade e privacidade. a fim de assegurar a autonomia dos usuários. O serviço de acolhimento institucional para crianças e adolescentes pode ser desenvolvido nas seguintes modalidades: 1. gênero e orientação sexual. IMPACTO SOCIAL ESPERADO CONTRIBUIR PARA: . diretrizes e orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente e das “Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”..Redução das violações dos direitos socioassistenciais. salubridade.Demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. . . inclusive crianças e adolescentes com deficiência. da comunidade de origem das crianças e adolescentes atendidos. Atendimento em unidade institucional semelhante a uma residência. ambiente acolhedor e estrutura física adequada.Proteção social a famílias e indivíduos. . A organização do serviço deverá garantir privacidade.Sistema de Segurança Pública. oferecendo condições de habitabilidade. O acolhimento será feito até que seja possível o retorno à família de origem (nuclear ou extensa) ou colocação em família substituta. arranjos familiares. Nessa unidade é indicado que os educadores/cuidadores trabalhem em turnos fixos diários. religião. o respeito aos costumes. prestando cuidados a um grupo de até 10 crianças e/ou adolescentes.Instituições de Ensino e Pesquisa. a fim de garantir estabilidade das tarefas Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 98 . primos etc. 2.Construção de novos projetos de vida. às tradições e à diversidade de: ciclos de vida. cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. . sob medida de proteção (Art. Grupos de crianças e adolescentes com vínculos de parentesco – irmãos. destinada ao atendimento de grupos de até 20 crianças e/ou adolescentes. raça/etnia. conforme perfis. . . visando o desenvolvimento de relações mais próximas do ambiente familiar.Serviços de políticas públicas setoriais. 5.Serviços. As edificações devem ser organizadas de forma a atender aos requisitos previstos nos regulamentos existentes e às necessidades dos (as) usuários (as). O serviço deverá ser organizado segundo princípios.Redução de danos provocados por situações violadoras de direitos.

Deve contar com pessoal habilitado. funcionar em locais com estrutura física adequada e ter a finalidade de favorecer a construção progressiva da autonomia. das demais políticas públicas e do Sistema de Justiça. excepcionalmente. em situação de rua e de abandono. treinado e supervisionado por equipe técnica capacitada Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 99 . referência e previsibilidade no contato com as crianças e adolescentes. com profissionais preparados para receber os usuários em qualquer horário do dia ou da noite. É previsto para pessoas em situação de rua e desabrigo por abandono. Para adultos e famílias: Acolhimento provisório com estrutura para acolher com privacidade pessoas do mesmo sexo ou grupo familiar. causadora de lesão. Atendimento em unidade residencial onde grupos de até 10 idosos (as) são acolhidos (as). Atendimento em unidade institucional semelhante a uma residência com o limite máximo de 50 (cinqüenta) pessoas por unidade e de 4 (quatro) pessoas por quarto. deve ser ofertado atendimento jurídico e psicológico para a usuárias e seu filhos e/ou dependente quando estiver sob sua responsabilidade. Deve estar distribuído no espaço urbano de forma democrática. a depender da incidência da demanda. Para idosos (as): Acolhimento para idosos (as) com 60 anos ou mais. A natureza do acolhimento deverá ser provisória e. da inclusão social e comunitária e do desenvolvimento de capacidades adaptativas para a vida diária. Idosos (as) com vínculo de parentesco ou afinidade – casais. respeitando o direito de permanência e usufruto da cidade com segurança. Idosos (as) com deficiência devem ser incluídos (as) nesse serviço. acompanhadas ou não de seus filhos. de ambos os sexos. 2. Preferencialmente. Deve ser desenvolvido em local sigiloso. Para mulheres em situação de violência: Acolhimento provisório para mulheres. com profissionais preparados para receber a criança/adolescente. de retaguarda familiar temporária ou permanente ou que estejam em processo de desligamento de instituições de longa permanência. cujos vínculos familiares estejam rompidos ou fragilizados. em situação de risco de morte ou ameaças em razão da violência doméstica e familiar.de rotina diárias. amigos etc. igualdade de condições e acesso aos serviços públicos. com vivência de situações de violência e negligência. em qualquer horário do dia ou da noite. sofrimento físico. com vínculos familiares fragilizados ou rompidos. psicológico ou dano moral. com funcionamento em regime de co-gestão. Atendimento em unidade institucional de passagem para a oferta de acolhimento imediato e emergencial. que assegure a obrigatoriedade de manter o sigilo quanto à identidade das usuárias. deve ser ofertado aos casais de idosos o compartilhamento do mesmo quarto. enquanto se realiza um estudo diagnóstico detalhado de cada situação para os encaminhamentos necessários. É previsto para idosos (as) que não dispõem de condições para permanecer com a família. de longa permanência quando esgotadas todas as possibilidades de auto-sustento e convívio com os familiares. – devem ser atendidos na mesma unidade. O serviço de acolhimento institucional para adultos e famílias pode ser desenvolvido nas seguintes modalidades: 1. O atendimento a indivíduos refugiados ou em situação de tráfico de pessoas (sem ameaça de morte) poderá ser desenvolvido em local específico. de modo a prevenir práticas segregacionistas e o isolamento desse segmento. Para jovens e adultos com deficiência: Acolhimento destinado a jovens e adultos com deficiência. O serviço de acolhimento institucional para idosos (as) pode ser desenvolvido nas seguintes modalidades: 1. Deve ser desenvolvido em Residências Inclusivas inseridas na comunidade. independentes e/ou com diversos graus de dependência. É previsto para jovens e adultos com deficiência que não dispõem de condições de autosustentabilidade. irmãos. sexual. Em articulação com rede de serviços socioassistenciais. migração e ausência de residência ou pessoas em trânsito e sem condições de auto-sustento. Poderá contar com espaço específico para acolhimento imediato e emergencial. enquanto se realiza um estudo diagnóstico detalhado de cada situação para os encaminhamentos necessários.

de esporte e ocupacionais internas e externas. .para auxiliar nas atividades da vida diária. Para pessoas com deficiência: .Promover o acesso à rede de qualificação e requalificação profissional com vistas à inclusão produtiva.Promover acesso à rede socioassistencial. de lazer.Promover o acesso à rede de qualificação e requalificação profissional com vistas à inclusão produtiva. amigos e pessoas de referência de forma contínua. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 100 . Para mulheres em situação de violência: . . .Preservar vínculos com a família de origem. violência e ruptura de vínculos. A capacidade de atendimento das unidades deve seguir as normas da Vigilância Sanitária.Incentivar o desenvolvimento do protagonismo e de capacidades para a realização de atividades da vida diária. capacidades e oportunidades para que os indivíduos façam escolhas com autonomia. aos demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos e às demais políticas públicas setoriais.Promover o acesso a renda. Para adultos e famílias: . OBJETIVOS GERAIS .Desenvolver condições para a independência e o auto-cuidado. .Promover o acesso à rede de qualificação e requalificação profissional com vistas à inclusão produtiva.Propiciar condições de segurança física e emocional e o fortalecimento da auto-estima.Desenvolver condições para a independência e o auto-cuidado.Desenvolver com os adolescentes condições para a independência e o auto-cuidado. . adultos.Possibilitar a convivência comunitária. lúdicas e de lazer na comunidade. . devendo ser assegurado o atendimento de qualidade. pessoas com deficiência. educativas. 2.Acolher e garantir proteção integral. relacionando-as a interesses. bem como o acesso às atividades culturais. USUÁRIOS(AS): Crianças. . jovens.Contribuir para a prevenção do agravamento de situações de negligência. .Promover a convivência mista entre os residentes de diversos graus de dependência. . .Desenvolver capacidades adaptativas para a vida diária. desejos e possibilidades do público. com até 4 (quatro) idosos (as) por quarto. adolescentes. idosos (as) e famílias.Identificar situações de violência e suas causas e produzir dados para o sistema de vigilância socioassistencial. salvo determinação judicial em contrário.Favorecer o surgimento e o desenvolvimento de aptidões. personalizado. Deve assegurar a convivência com familiares.Possibilitar a construção de projetos pessoais visando à superação da situação de violência e o desenvolvimento de capacidades e oportunidades para o desenvolvimento de autonomia pessoal e social. . . . . .Promover o acesso a programações culturais. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Para crianças e adolescentes: . vivências.Proteger mulheres e prevenir a continuidade de situações de violência. . Atendimento em unidade institucional com característica domiciliar que acolhe idosos (as) com diferentes necessidades e graus de dependência.Restabelecer vínculos familiares e/ou sociais. Para idosos (as): .

condições de repouso. acessibilidade. RECURSOS MATERIAIS: Material permanente e material de consumo necessário para o desenvolvimento do serviço. identificação da família extensa ou ampliada. referência e contra-referência.Ter acesso a alimentação em padrões nutricionais adequados e adaptados a necessidades específicas. . orientação sociofamiliar. ESPECÍFICOS Para crianças e adolescentes: De acordo com a NOB-RH/SUAS e o documento das “Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”. construção de plano individual e/ou familiar de atendimento. lavagem e secagem de roupas. RECURSOS HUMANOS GERAL (de acordo com a NOB-RH/SUAS). ESPECÍFICAS PARA ADULTOS E FAMÍLIAS: Conforme a realidade local. endereço de referência. segurança e conforto. Materiais pedagógicos. organização de banco de dados e informações sobre o serviço. habitabilidade. grupal e social. . protocolos.Ter acesso a espaço com padrões de qualidade quanto a: higiene. culturais e esportivos. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 101 . apoio à família na sua função protetiva. inserção em projetos/programas de capacitação e preparação para o trabalho. cuidados pessoais. Cadastro Único dos Programas Sociais. computador. integridade e história de vida preservadas. entre outros. comunicação e defesa de direitos. desenvolvimento do convívio familiar. colchões. telefone. articulação com os serviços de outras políticas públicas setoriais e de defesa de direitos. acompanhamento e monitoramento dos encaminhamentos realizados. roupa de cama e banho. trabalho interdisciplinar. vestuário. estudo Social. Banco de Dados dos serviços socioassistenciais. diagnóstico socioeconômico. banho e higiene pessoal. salubridade. brinquedos. grupal e social. elaboração de relatórios e/ou prontuários. Cadastro de Beneficiários do BPC. material de limpeza e higiene. espaço de estar e convívio. alimentos. vestuário e pertences. orientação para acesso a documentação pessoal. impressora. tais como: mobiliário. Banco de Dados de usuários(as) de benefícios e serviços socioassistenciais. AQUISIÇÕES DOS(AS) USUÁRIOS(AS): SEGURANÇA DE ACOLHIDA GERAL .Ser acolhido em condições de dignidade. orientação e encaminhamentos sobre/para a rede de serviços locais com resolutividade. estímulo ao convívio familiar. camas. atividades de convívio e de organização da vida cotidiana. Acessibilidade de acordo com as normas da ABNT. sobre organizações governamentais e não governamentais e sobre o Sistema de Garantia de Direitos. articulação da rede de serviços socioassistenciais. monitoramento e avaliação do serviço. . Informação.Promover a convivência mista entre os residentes de diversos graus de dependência. escuta.Ter sua identidade.. Trabalho Social essencial ao serviço: Acolhida/Recepção. . utensílios para cozinha. mobilização para o exercício da cidadania.Ter acesso a ambiência acolhedora e espaços reservados a manutenção da privacidade do (a) usuário (a) e guarda de pertences pessoais. articulação interinstitucional com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. mobilização. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO GERAL: Espaço para moradia. guarda de pertences.

direitos e como acessá-los.Por requisição do Conselho Tutelar. comunitário e/ou social.Desenvolver capacidades para auto-cuidados. GERAL . . Idosos (as).Ter ampliada a capacidade protetiva da família e a superação de suas dificuldades. interesses e possibilidades. .Ter endereço institucional para utilização como referência. UNIDADE Para crianças e Adolescentes: . Nesse caso.ESPECÍFICAS Para crianças e adolescentes: Ter ambiente e condições favoráveis ao processo de desenvolvimento peculiar da criança e do adolescente. . auto-sustentação e independência. de outras políticas públicas setoriais e de defesa de direitos. demais serviços socioassistenciais. . .Por encaminhamentos do CREAS ou demais serviços socioassistenciais. . Ministério Público ou Poder Judiciário.Obter orientações e informações sobre o serviço. programas. segundo suas necessidades. .Ter acesso a atividades.Avaliar o serviço.Por determinação do Poder Judiciário.Casa-Lar . . CREAS.Ter respeitados os seus direitos de opinião e decisão.Demanda espontânea.Ter acesso a benefícios. .Ser preparado para o desligamento do serviço. . Adultos e famílias .Ter vivências pautadas pelo respeito a si próprio e aos outros.Ter acompanhamento que possibilite o desenvolvimento de habilidades de auto-gestão. a autoridade competente deverá ser comunicada. interesses e possibilidades. ESPECÍFICAS Para crianças e adolescentes: Garantir colocação em família substituta. Segurança de convívio ou vivência familiar.Abrigo Institucional Para adultos e famílias Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 102 . .Por encaminhamento de agentes institucionais de serviços em abordagem social.Ser ouvido e expressar necessidades.Ter acesso a espaços próprios e personalizados. outros serviços socioassistenciais e demais serviços públicos. . familiar e social. Para mulheres em situação de violência: Ter o sigilo de sua identidade e localização preservados. . conforme previsto no Artigo 93 do Estatuto da Criança e do Adolescente. fundamentadas em princípios éticos de justiça e cidadania. Segurança de desenvolvimento de autonomia individual. Mulheres em situação de violência e Pessoas com deficiência . . .Ter assegurado o convívio familiar. sempre que houver a impossibilidade do reestabelecimento e/ou a preservação de vínculos com a família de origem. construir projetos de vida e alcançar a autonomia.Por requisição de serviços de políticas públicas setoriais. .Ter acesso a documentação civil. comunitária e social . CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO Crianças e Adolescentes .

. de profissionalização e de inclusão produtiva.Casa-Lar .Regional: Os serviços de acolhimento poderão ter abrangência correspondente a um pequeno grupo de municípios com proximidade geográfica.Demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. quando a incidência da demanda e porte do município não justificarem a disponibilização do serviço no seu âmbito. deverá ser viabilizado o transporte de familiares para visitas ou a locomoção do público atendido ao ambiente familiar. . . apoio e moradia subsidiada a grupos de pessoas maiores de 18 anos em estado de abandono.Abrigo Institucional (Instituição de Longa Permanência para Idosos (as) . adolescentes e idosos. fora do município de origem.Redução da presença de pessoas em situação de rua e de abandono. a definição dos moradores da república ocorrerá de forma participativa entre estes e a equipe técnica.ILPI) PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Ininterrupto (24 horas). O serviço deve ser desenvolvido em sistema de autogestão ou co-gestão. seus agravamentos ou reincidência. No caso de acolhimento regional. .Redução das violações dos direitos socioassistenciais. de modo que. . . ABRANGÊNCIA: . .Abrigo institucional .Indivíduos e famílias incluídas em serviços e com acesso a oportunidades.Municipal. IMPACTO SOCIAL ESPERADO CONTRIBUIR PARA: .Demais serviços socioassistenciais e serviços de políticas públicas setoriais.Indivíduos e famílias protegidas.. programas e projetos de instituições não governamentais e comunitárias. Nas unidades para o atendimento a crianças e adolescentes. para crianças. Deve contar com equipe técnica de referência para contribuir com a gestão coletiva da moradia (administração financeira e funcionamento) e para acompanhamento psicossocial dos usuários e encaminhamento para outros serviços.Casa de Passagem Para mulheres em situação de violência . com vínculos familiares rompidos ou extremamente fragilizados e sem condições de moradia e auto-sustentação. . na composição dos grupos.Abrigo institucional Para jovens e adultos com deficiência .Construção da autonomia. . o serviço também poderá ter abrangência regional por indicação técnica ou determinação judicial. de modo que sejam preservados seus vínculos familiares. ARTICULAÇÃO EM REDE: .Serviços.Rompimento do ciclo da violência doméstica e familiar.Residências inclusivas. Sempre que possível.Programas e projetos de formação para o trabalho. NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE ACOLHIMENTO EM REPÚBLICAS DESCRIÇÃO: Serviço que oferece proteção. possibilitando gradual autonomia e independência de seus moradores. idosos e mulheres em situação de violência. a integração e participação social e o desenvolvimento da autonomia das pessoas atendidas. programas e benefícios da rede socioassistencial e das demais políticas públicas. O atendimento deve apoiar a construção e o fortalecimento de vínculos comunitários. Para idosos (as) . sejam respeitados afinidades e vínAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 103 . situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social.

estímulo ao convívio grupal e social.culos previamente construídos. escuta. O atendimento deve apoiar a qualificação e inserção profissional e a construção de projeto de vida. Possui tempo de permanência limitado. RECURSOS MATERIAIS: Material permanente e material de consumo necessário para o desenvolvimento do serviço. ESPECÍFICOS PARA JOVENS: De acordo com a NOB-RH/SUAS e com o documento “Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”. banho e higiene pessoal. Possui tempo de permanência limitado. O atendimento deve apoiar a qualificação e inserção profissional e a construção de projeto de vida. brinquedos. OBJETIVOS: .Promover o acesso à rede de políticas públicas. utensílios para cozinha. que estejam em processo de restabelecimento dos vínculos sociais e construção de autonomia. espaço de estar e convívio. garantindo-se. telefone. computador. podendo ser reavaliado e prorrogado em função do projeto individual formulado em conjunto com o profissional de referência. RECURSOS HUMANOS GERAL (de acordo com a NOB-RH/SUAS). lavagem e secagem de roupas. grupal e social. colchões. de forma independente.Preparar os usuários para o alcance da auto-sustentação. as atividades da vida diária. camas. de maneira a possibilitar a inclusão de pessoas com deficiência. impressora. entre outros. material de limpeza e higiene. conforme demanda local. . familiares e/ou sociais. diretrizes e orientações constantes no documento “Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”. devem ser desenvolvidos serviços de acolhimento em república para diferentes segmentos. orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais. construção de plano individual e/ou familiar de atendimento. vestuário. na rede. As repúblicas para jovens devem ser organizadas em unidades femininas e unidades masculinas. podendo ser reavaliado e prorrogado em função do projeto individual formulado em conjunto com o profissional de referência. estudo Social. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Moradia subsidiada. TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Acolhida/Recepção. O serviço deverá ser organizado segundo os princípios. . USUÁRIOS (as): Jovens entre 18 e 21 anos. PARA ADULTOS EM PROCESSO DE SAÍDA DAS RUAS: destinada a pessoas adultas com vivência de rua em fase de reinserção social. prioritariamente. devendo ser dada a devida atenção à perspectiva de gênero no planejamento político-pedagógico do serviço. adultos em processo de saída das ruas e idosos (as). De acordo com a demanda local. tais como: mobiliário. alimentos. de acordo com as normas da ABNT. preservando suas condições de autonomia e independência. a jovens entre 18 e 21 anos após desligamento de serviços de acolhimento para crianças e adolescentes ou em outra situação que demande este serviço. guarda de pertences. protocolos. condições de repouso. desenvolvimento do convívio familiar. endereço de referência. o atendimento a ambos os sexos.Proteger os usuários. PARA JOVENS: destinada.Promover o restabelecimento de vínculos comunitários. PARA IDOSOS (AS): destinada a idosos que tenham capacidade de gestão coletiva da moradia e condições de desenvolver. vestuário e pertences. as edificações utilizadas no serviço de república deverão respeitar as normas de acessibilidade. os quais devem ser adaptados às demandas e necessidades específicas do público a que se destina. acompanhamento e monitoramento dos encaminhamentos realizaAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 104 . Assim como nos demais equipamentos da rede socioassistencial. mesmo que requeiram o uso de equipamentos de auto-ajuda. . roupa de cama e banho. com acessibilidade em todos seus ambientes. As repúblicas devem ser organizadas em unidades femininas e unidades masculinas.

articulação da rede de serviços socioassistenciais. . Segurança de convívio ou vivência familiar.Ter assegurado o convívio comunitário e social. salubridade. . . acessos e responsabilidades.Ter acesso a espaço com padrões de qualidade quanto a: higiene.Ter sua identidade. UNIDADE: República PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Ininterrupto (24 horas) ABRANGÊNCIA: Municipal ou regional ARTICULAÇÃO EM REDE: .Por encaminhamentos do CREAS. .Fortalecer vínculos comunitários e de pertencimento.Demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. atividades de convívio e de organização da vida cotidiana. familiar e social. . de forma independente.Construção da autonomia.Programas e projetos de formação para o trabalho. . .dos. articulação com os serviços de políticas públicas setoriais. risco pessoal e social e sem condições de moradia. . adultos em processo de saída das ruas e idosos (as) com condições de desenvolver. diagnóstico socioeconômico. inserção em projetos/programas de capacitação e preparação para o trabalho. . serviços. comunitária e social. .Serviços. de vulnerabilidade. adultos e idosos (as) em situação de abandono. Informação.Ter acesso a documentação civil. elaboração de relatórios e/ou prontuários. as atividades da vida diária. .Redução da presença de jovens. Segurança de desenvolvimento de autonomia individual.Demanda espontânea. trabalho interdisciplinar.Poder construir projetos de vida e alcançar autonomia. CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Jovens entre 18 e 21 anos.Ter condições para desenvolver capacidades e fazer escolhas com independência e autonomia. comunicação e defesa de direitos. integridade e história de vida preservadas. demais serviços socioassistenciais e/ou de outras políticas públicas. . de profissionalização e de inclusão produtiva. mobilização para o exercício da cidadania.Por encaminhamento de agentes institucionais do Serviço em Abordagem Social. . orientação para acesso a documentação pessoal. programas e projetos de instituições não governamentais e comunitárias.Ser informado sobre direitos. segurança e conforto para cuidados pessoais e repouso. .Ter assegurado o acesso a serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas setoriais. . FORMAS . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 105 . IMPACTO SOCIAL ESPERADO CONTRIBUIR PARA: . AQUISIÇÕES DOS (AS) USUÁRIOS (AS) Segurança de Acolhida . . articulação interinstitucional com os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.Demais serviços socioassistenciais e serviços de políticas públicas setoriais.Obter orientações e informações sobre acessos e direitos. referência e contra-referência.Ser acolhido em condições de dignidade. habitabilidade.

cadastramento e acompanhamento das famílias acolhedoras. . cadastrar e acompanhar as famílias acolhedoras. orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais. diretrizes e orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente e do documento “Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”. USUÁRIOS(AS): Crianças e adolescentes. sobretudo no que se refere à preservação e à reconstrução do vínculo com a família de origem. .Acolher e dispensar cuidados individualizados em ambiente familiar. O serviço é particularmente adequado ao atendimento de crianças e adolescentes cuja avaliação da equipe técnica indique possibilidade de retorno à família de origem. mobilização e fortalecimento do convívio e de redes sociais de apoio. assim como à manutenção de crianças e adolescentes com vínculos de parentesco (irmãos. nuclear ou extensa.Possibilitar a convivência comunitária e o acesso à rede de políticas públicas.Relativo à gestão do serviço: espaços físicos condizentes com as atividades da equipe técnica. O Serviço deverá ser organizado segundo os princípios. O serviço é responsável por selecionar. É previsto até que seja possível o retorno à família de origem ou. na sua impossibilidade. informação. cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. apoio à família na sua função protetiva. . orientação sociofamiliar. mobilização. capacitar. articulação da rede de serviços socioassistenciais.Promover o acolhimento familiar de crianças e adolescentes afastadas temporariamente de sua família de origem. comunicação e defesa de direitos. aos quais foi aplicada medida de proteção. bem como realizar o acompanhamento da criança e/ou adolescente acolhido e sua família de origem. afastados da família por medida de proteção. AQUISIÇÕES DOS (AS) USUÁRIOS (AS): Segurança de Acolhida . OBJETIVOS . por motivo de abandono ou violação de direitos. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 106 . o encaminhamento para adoção. primos etc. construção do plano individual e familiar de atendimento. com vistas à reintegração familiar. em residência de famílias acolhedoras cadastradas. TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Seleção. RECURSOS HUMANOS: De acordo com a NOB-RH/SUAS e com o documento “Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”. preparação. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO . inclusive aqueles com deficiência.Preservar vínculos com a família de origem. material permanente e de consumo apropriado para o desenvolvimento do serviço. salvo determinação judicial em contrário. . articulação com os serviços de políticas públicas setoriais e de defesa de direitos. .Relativo à residência da família acolhedora: espaço residencial com condições de habitabilidade. O atendimento também deve envolver o acompanhamento às famílias de origem. RECURSOS MATERIAIS: Veículo. providência de documentação pessoal da criança/adolescente e família de origem.Apoiar o retorno da criança e do adolescente à família de origem.Ser acolhido de forma singularizada. identificação da família extensa ou ampliada.NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE ACOLHIMENTO EM FAMÍLIA ACOLHEDORA DESCRIÇÃO: Serviço que organiza o acolhimento de crianças e adolescentes. articulação interinstitucional com demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.) numa mesma família.

Municipal. e o exercício das demais atribuições que lhe sejam próprias. . integridade e história de vida preservadas. Nesse caso. .Ser informado sobre direitos e responsabilidades.Construir projetos de vida e alcançar autonomia. . Ter assegurado o convívio familiar. o serviço deve ter famílias cadastradas em cada município atendido.Regional: No caso de municípios de pequeno porte que apresentem dificuldades para implantar e manter serviços de acolhimento para crianças e adolescentes – em virtude da pequena demanda e das condições de gestão – pode-se recorrer à implantação de um Serviço com Compartilhamento de Equipe (coordenação e equipe técnica).Ser preparado para o desligamento do serviço. articulação com a rede se serviços e o Sistema de Garantia de Direitos.Ter sua identidade.Programas e projetos de formação para o trabalho e de profissionalização e inclusão produtiva. . comunitária e social. conforme necessidades. programas e projetos de instituições não governamentais e comunitárias. Segurança de desenvolvimento de autonomia individual. comunitário e social.Manifestar suas opiniões e necessidades. A estratégia de compartilhamento de equipe exigirá a previsão de veículos e combustível suficientes. FORMAS: Por determinação do Poder Judiciário. . ABRANGÊNCIA: . ARTICULAÇÃO EM REDE: . possibilitando: o desenvolvimento de suas ações no que diz respeito ao apoio.. na impossibilidade. . de modo a viabilizar o acolhimento da criança ou adolescente no seu próprio município de origem. acompanhamento psicossocial das crianças e adolescentes atendidos e de suas famílias de origem. habitabilidade.Ter acesso a ambiente acolhedor e saudável. . rupturas e violação de direitos.Ter acesso a espaço com padrões de qualidade quanto a: higiene. salubridade. . . . repouso e alimentação adequada. . . . fundamentadas em princípios éticos de justiça e cidadania.Serviços socioassistenciais e serviços de políticas públicas setoriais.Ampliar a capacidade protetiva de sua família e a superação de suas dificuldades. UNIDADE: Unidade de referência da Proteção Social Especial e residência da Família Acolhedora PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Ininterrupto (24 horas).Órgãos do Sistema de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente. Segurança de convívio ou vivência familiar.Obter documentação civil.Serviços. de modo a permitir o deslocamento da equipe técnica do município-sede para os demais municípios atendidos. ser integrado em família substituta. . segurança e conforto para cuidados pessoais. . familiar e social. .Ter reparadas vivências de separação.Ter os vínculos familiares estabelecidos e/ou preservados. Ter acesso a serviços de políticas públicas setoriais.Ter acesso a ambiente e condições favoráveis ao processo de desenvolvimento da criança e do adolescente.Ter vivência de ações pautadas pelo respeito a si próprio e aos outros. CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Crianças e adolescentes residentes no município onde se localizam a residência das famílias acolhedoras. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 107 . capacitação e acompanhamento das famílias acolhedoras.Demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos. .

TRABALHO SOCIAL ESSENCIAL AO SERVIÇO: Proteção social pró-ativa.Removidos de áreas consideradas de risco.Promover a inserção na rede socioassistencial e o acesso a benefícios eventuais. com condições de salubridade. artigos de higiene. OBJETIVOS: . mobilização para o exercício da cidadania. dentre outros.Atingidos por situações de emergência e calamidade pública (incêndios. informação. desabamentos. com a oferta de alojamentos provisórios. provisão de benefícios eventuais. mobilização de família extensa ou ampliada. com privacidade individual e/ou familiar. Segurança de Acolhida .IMPACTO SOCIAL ESPERADO CONTRIBUIR PARA: . espaço para estar e convívio.Redução das violações dos direitos socioassistenciais. espaço para realização de refeições. AQUISIÇÕES DOS USUÁRIOS Segurança de sobrevivência a riscos circunstanciais . orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais. . seus agravamentos ou reincidência. de acordo com as normas da ABNT. diagnóstico socioeconômico.Crianças e adolescentes protegidos por suas famílias e com seus direitos garantidos. . com acessibilidade em todos seus ambientes. . deslizamentos. acesso à documentação pessoal. RECURSOS HUMANOS (de acordo com a NOB-RH/SUAS). alagamentos.Ter acesso a provisões para necessidades básicas.Assegurar acolhimento imediato em condições dignas e de segurança. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 108 .Desinstitucionalização de crianças e adolescentes. RECURSOS MATERIAIS: Materiais de consumo para o desenvolvimento do serviço: alimentos. Assegura a realização de articulações e a participação em ações conjuntas de caráter intersetorial para a minimização dos danos ocasionados e o provimento das necessidades verificadas. PROVISÕES AMBIENTE FÍSICO: Alojamento provisório para repouso e restabelecimento pessoal. USUÁRIOS(AS): Famílias e Indivíduos: . comunicação e defesa de direitos. e se encontram temporária ou definitivamente desabrigados.Ser socorrido em situações de emergência e de calamidade pública. . cobertores. escuta. atenções e provisões materiais. atividades de convívio e de organização da vida cotidiana. orientação sociofamiliar. referência e contrareferência.Identificar perdas e danos ocorridos e cadastrar a população atingida. por prevenção ou determinação do Poder Judiciário. quando necessário.Articular a rede de políticas públicas e redes sociais de apoio para prover as necessidades detectadas. . instalações sanitárias para banho e higiene pessoal. . NOME DO SERVIÇO: SERVIÇO DE PROTEÇÃO EM SITUAÇÕES DE CALAMIDADES PÚBLICAS E DE EMERGÊNCIAS DESCRIÇÃO: O serviço promove apoio e proteção à população atingida por situações de emergência e calamidade pública. objetos ou utensílios pessoais. Estrutura para guarda de pertences e de documentos. articulação com os serviços de políticas públicas setoriais e de defesa de direitos. conforme as necessidades detectadas.Manter alojamentos provisórios. . dentre outros) que tiveram perdas parciais ou totais de moradia. articulação da rede de serviços socioassistenciais.

. distrital. mediante a mobilização de equipe de prontidão escalonada pelo regime de plantão. em relação a abrigo. UNIDADE: Unidades referenciadas ao órgão gestor da Assistência Social. a ser acionada em qualquer horário e dia da semana.Proteção social a indivíduos e famílias. saúde e moradia.Órgão da Defesa Civil . Ter acesso a serviços e ações intersetoriais para a solução da situação enfrentada. estaduais e federal.Órgãos e serviços públicos municipais. . Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 109 . PERÍODO DE FUNCIONAMENTO: Na ocorrência das situações de emergência e de calamidades públicas. repouso e alimentação ou dispor de condições para acessar outras alternativas de acolhimento.Minimização de danos. dentre outras necessidades. FORMAS: Por notificação de órgãos da administração pública municipal.Reconstrução das condições de vida familiar e comunitária. da Defesa Civil e pela identificação da presença nas ruas. alimentação. ABRANGÊNCIA: Municipal ARTICULAÇÃO EM REDE: . .Ter acesso a espaço provisório de acolhida para cuidados pessoais. Segurança de convívio ou vivência familiar. comunitária e social. .Organizações não governamentais e redes sociais de apoio. IMPACTO SOCIAL ESPERADO: CONTRIBUIR PARA: . CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO CONDIÇÕES: Famílias e indivíduos atingidos por situações de emergência e calamidade pú- blica.

da Constituição.742. o eventual patrimônio remanescente a entidades congêneres registradas no CNAS ou a entidade pública. cujo montante nunca será inferior à isenção de contribuições sociais usufruída. Art. pelo menos vinte por cento da receita bruta proveniente da venda de serviços.aplicar suas rendas. obedecerá ao disposto neste Decreto. 3o . de que o inciso IV do art. em seus atos constitutivos. 18 da Lei no 8.aplicar anualmente.não distribuir resultados.estar previamente inscrita no Conselho Municipal de Assistência Social do município de sua sede se houver. dividendos. habilitação e reabilitação de pessoas portadoras de deficiências. direta ou indiretamente. sob nenhuma forma ou pretexto. conselheiros. instituidores. gratuitamente. benfeitores ou equivalente remuneração. V .estar legalmente constituída no País e em efetivo funcionamento.536. sócios. IV . IX . a maternidade. por qualquer forma ou título. VIII . De 6 De ABRiL De 1998 Dispõe sobre a concessão do Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos a que se refere o inciso IV do art.não perceberem seus diretores. Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 110 . de acordo com o plano de trabalho de assistência social apresentado e aprovado pelo CNAS.proteger a família. de 7 de dezembro de 1993. 1o . bonificações. DECRETA: Art. assistência educacional ou de saúde. vantagens ou benefícios. Art.promover ações de prevenção. de 7 de dezembro de 1993. ou no Conselho Estadual de Assistência Social. ou Conselho de Assistência Social do Distrito Federal.Faz jus ao Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos a entidade beneficente de assistência social que demonstre. V .A concessão do Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos pelo Conselho Nacional de Assistência Social . II . em caso de dissolução ou extinção. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.742. de 7 de dezembro de 1993. 18 da Lei no 8.promover.DeCReto No 2. que atue no sentido de: I .destinar.amparar crianças e adolescentes carentes. e dá outras providência. VI . IV . a pessoa jurídica de direito privado. 2o . seus recursos e eventual resultado operacional integralmente no território nacional e manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais.não constituir patrimônio de indivíduo ou de sociedade sem caráter beneficente de assistência social. acrescida da receita decorrente de aplicações financeira. no uso da atribuição que lhe confere o art.CNAS.742.estar previamente registrada no CNAS. em gratuidade. sem fins lucrativos. funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos. de venda de bens não integrantes do ativo imobilizado e de doações particulares. VII .promover a integração ao mercado de trabalho. III . cumulativamente: I . II . X . e de acordo com o disposto no inciso IV do art. de locação de bens. a adolescência e a velhice.aplicar as subvenções e doações recebidas nas finalidades a que estejam vinculadas. 18 da Lei nº 8. a infância. 84. inciso IV.Considera-se entidade beneficente de assistência social. para os fins deste Decreto. III . em razão das competências. nos três anos imediatamente anteriores ao requerimento. participações ou parcelas do seu patrimônio. § 1o O Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos somente será fornecido a entidade cuja prestação de serviços gratuitos seja permanente e sem qualquer discriminação de clientela.

além do relatório de execução de plano de trabalho aprovado. o INSS. IV . III .000. com suas circunstâncias. as seguintes demonstrações contábeis e financeiras. exceto quando cancelado em virtude de transgressão de norma que regulamenta a sua concessão.Compete ao CNAS julgar a qualidade de entidade beneficente de assistência social. o funAssociação Nacional de Educação Católica do Brasil 111 . Art. a qual. os órgãos específicos dos Ministérios da Justiça e da Previdência e Assistência Social. das doações. especialmente daqueles necessários à comprovação do disposto no inciso VI do art.Disponibilidade Interna. § 2o Qualquer Conselheiro do CNAS. Art. em particular. das despesas. se tiverem sido devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado junto aos Conselhos Regionais de Contabilidade. Parágrafo único. a pessoa jurídica deverá apresentar ao CNAS. pelo menos.demonstração de mutação do patrimônio. das subvenções e das aplicações de recursos. por parte da entidade interessada ou do Instituto Nacional do Seguro Social . § 4o O Ministério da Previdência e Assistência Social poderá determinar que as entidades referidas no § 1o obedeçam a plano de contas padronizado segundo critérios por ele definidos. percentual de atendimentos decorrentes de convênio firmado com o Sistema Único de Saúde .00 (um milhão e oitocentos mil reais). § 2o Será exigida auditoria por auditores independentes registradas na Comissão de Valores Mobiliários . 7o . § 1o Das decisões finais do CNAS caberá recurso ao Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social no prazo de trinta dias. da Fundação Getúlio Vargas.Para fins do cumprimento do disposto neste Decreto.00 (seiscentos mil reais). 6o .Na auditoria a que se refere o artigo anterior.demonstração do resultado do exercício. a validade do Certificado contará da data do termo final do Certificado anterior. como se a entidade não gozasse da isenção. anualmente.O CNAS somente apreciará as demonstrações contábeis e financeiras. 2o e 3o. § 3o Os valores fixados nos parágrafos anteriores serão atualizados anualmente pelo índice Geral de Preços . bem como da mensuração dos gastos e despesas relacionados com a atividade assistencial.000. o Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos. e demonstradas as contribuições previdenciárias devida. deverá comprovar. a contar da data da publicação no Diário Oficial da União da resolução de deferimento de sua concessão. Nas notas explicativas.balanço patrimonial. a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda ou o Ministério Público poderão representar àquele Conselho sobre o descumprimento das condições e requisitos previstos nos arts. 5o . sempre por igual período. V .INSS. bem como cancelar. II . Art. a qualquer tempo.800. relativas aos três últimos exercícios: I .demonstração das origem e aplicações de recursos. Art.§ 2o O Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos terá validade de três anos. serão observadas as normas pertinentes do Conselho Federal de Contabilidade e. § 3o Desde que tempestivamente requerida a renovação. observando as disposições deste Decreto e de legislação específica. § 4o O disposto no inciso VI não se aplica à entidade da área de saúde. § 1o Estão desobrigadas da auditagem as entidades que tenham auferido em cada um dos três exercícios a que se refere o artigo anterior receita bruta igual ou inferior a R$ 600. permitida sua renovação.SUS igual ou superior a sessenta por cento de total de sua capacidade instalada. 3º. das gratuidades. quando a receita bruta auferida em qualquer dos três exercícios referidos no artigo anterior for superior a R$ 1. se verificado o descumprimento das condições e dos requisitos estabelecidos nos arts. 4o . em substituição àquele requisito. contados da data de publicação do ato no Diário Oficial da União. os princípios fundamentais de contabilidade e as norma de auditoria. a que se refere o artigo anterior. indicando os fatos. deverão estar evidenciados o resumo das principais práticas contábeis e os critérios de apuração do total das receitas.CVM.notas explicativas. 2o e 3o.

e o art. que entrarão em vigor a partir de 1º de julho de 1998. a entidade terá o prazo de trinta dias para apresentação de defesa e produção de provas. 5o. realizará diligência externa para suprir a necessidade de informação ou adotar providência que as circunstâncias assim recomendarem. por solicitação do CNAS.Revogam-se os Decretos nos 752. sendo observado o seguinte procedimento: I . § 3o O CNAS e o INSS integrarão seus respectivos sistemas informatizados para intercâmbio permanente de dados relativos às entidades beneficentes de assistência social. II .O INSS. no que resultar ampliação do montante atualmente exigido. III . Art. IV . não cabendo pedido de reconsideração. contados da data de publicação do ato no Diário Oficial da União. devendo esses órgãos manter permanente integração e intercâmbio de informações. exceto o inciso VI do art.O CNAS deliberará acerca do cancelamento do Certificado de Entidade do Fins Filantrópicos até a primeira sessão seguinte à apresentação do voto do relator. salvo se considerar indispensável a realização de diligências. 10 . § 4o O CNAS fornecerá mensalmente ao Ministério da Justiça e à Secretária da Receita Federal a relação das entidades que tiveram seus certificados cancelados. 8o . com vistas à adequada instrução de processo de concessão ou manutenção do Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos. Brasília. será designada relator.da decisão poderá a entidade interessada ou o INSS interpor recurso ao Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social no prazo de trinta dias. a indicação de onde estas possam ser obtidas. de 7 de janeiro de 1994.notificada. em quinze dias. o relator proferirá o seu voto em quinze dias pós a sua realização. que notificará a empresa sobre o seu inteiro teor.Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art.apresentada a defesa ou decorrido o prazo sem manifestação da parte interessada. 3o.havendo determinação de diligências. 6 de abril de 1998. V . proferirá seu voto. e 1.recebida a representação. 9o . de 16 de fevereiro de 1993. quando for o caso.damento legal e as provas ou.038. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO José Cechin Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 112 . VI . o relator. Art. 177o da Independência e 110o da República.

.............. III .......... 110 da Lei no 12..................101...... 1o As entidades de que trata o art........................ . 18........... no máximo. acompanhada de demonstrativo contábil que demonstre a aplicação do percentual mínimo previsto no caput em prestação de serviços gratuitos aos usuários dos SUS............ 24 da Lei no 12..................cópia do convênio ou instrumento congênere firmado com o gestor local do SUS........ de 11 de junho de 2010.GFIPS........ 19 e 47 do Decreto no 7... DECRETA: Art............ tal como documento que comprove a existência da relação de prestação de serviços de saúde........237....DeCReto No ............ e altera o Decreto no 7.... 13..............7..................249... 4o...... apresentadas pela entidade à Receita Federal do Brasil..... na forma do disposto do § 2o..237... vinte por cento do valor total das isenções usufruídas em prestação de serviços gratuitos a usuários do Sistema Único de Saúde ....... § 2o Os requerimentos com documentação incompleta poderão ser complementados em única diligência a ser realizada no prazo máximo de trinta dias contados da data da notificação da entidade interessada............................................................. 110 da Lei no 12.................... a complementação ocorra.................as Guias de Recolhimento de FGTS e Informações para a Previdência Social ..... de 2010. e tendo em vista o disposto no art................. 13..... terão sua certificação renovada desde que apliquem.... 3o do Decreto no 7..... desde que...comprovante do estabelecimento de prestação de serviços assistenciais de saúde não remunerados pelo SUS a trabalhadores ativos e inativos e respectivos dependentes.............SUS............249.............. de 20 de julho de 2010...... contendo estimativa de metas e resultados a serem alcançadas....... incisos IV e VI. II ............................................ 4o ................................... .... para dispor sobre o processo de certificação das entidades beneficentes de assistência social para obtenção da isenção das contribuições para a seguridade social........” (NR) “Art.101............. De 14 De SetemBRo De 2010 Regulamenta o art........ os Ministérios referidos no caput deverão verificar se os requerimentos estão instruídos com os documentos necessários em prazo suficiente para permitir.101.237... 110 da Lei no 12.......... de 27 de novembro de 2009........ instruído com os seguintes documentos: I ....300.. no uso das atribuições que lhe confere o art.. de 2009...... § 3o Aplica-se subsidiariamente aos requerimentos previstos neste artigo o disposto na Lei no 12.101...... e na Lei no 12. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA................. no mínimo.......... § 1o A prestação de serviços prevista no caput será ajustada mediante pacto firmado com o gestor local do SUS....... da Constituição.... de 11 de junho de 2010...... III ......... 84...... alínea “a”.. a sua complementação pela entidade requerente.. de 11 de junho de 2010.........237......... § 2o O recurso poderá abranger questões de legalidade e mérito........ em se tratando de renovação........ Na hipótese de renovação da certificação.... e IV .................. § 2o As entidades de que trata o caput deverão protocolar seu requerimento de renovação junto ao Ministério da Saúde.. observada a universalidade de atendimento...... 18.... ............249.......................... 2o Os arts....... Art.............. de 20 de julho de 2010.... quando for o caso.aqueles indicados no art.............. dentro dos seis meses a que se refere o § 1o do art..... passam a vigorar com a seguinte redação: “Art..” (NR) “Art................ § 2o-A.... de 2010................... desde Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 113 ...........comprovante emitido pelo gestor local do SUS sobre o cumprimento das metas e resultados ajustados no pacto a que se refere o § 1o.. de 27 de novembro de 2009.. de 27 de novembro de 2009......... prevista em norma coletiva de trabalho..... ..................... que regulamenta a Lei no 12......................................... e no Decreto no 7.

. 19....................................................... 14 de setembro de 2010.......................................... observado o disposto em portaria do Ministério da Saúde... consideradas as tendências positivas...... e IV ................ serão considerados unicamente os percentuais correspondentes às internações hospitalares...... 3o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. sobre o cumprimento das metas quantitativas e qualitativas de internação ou de atendimentos ambulatoriais estabelecidas em convênio ou instrumento congênere... 8o da Lei no 12........que definido em portaria do Ministério da Saúde.......... terão até o dia 20 de janeiro de 2011 para complementar a documentação apresentada.......... LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Guido Mantega Fernando Haddad José Gomes Temporão Márcia Helena Carvalho Lopes Associação Nacional de Educação Católica do Brasil 114 ..101....... 8o da referida Lei................... de 2009........... .......................... 4o da Lei 12...... 4o Fica revogado o inciso IV do § 1o do art. 4o da Lei no 12.............. demonstrados por meio dos relatórios anuais de atividades..................... Brasília..................... § 5o Para efeito da comprovação do atendimento aos critérios estabelecidos nos incisos II e III do art........................” (NR) “Art.. relativa aos exercícios fiscais de 2009 e anteriores... As entidades de saúde cujas contratações de serviços forem inferiores ao percentual mínimo de sessenta por cento deverão instruir seus requerimentos com os documentos previstos nos incisos I a IV do caput e com demonstrativo contábil da aplicação dos percentuais exigidos nos incisos I a III do art......... 189o da Independência e 122o da República..... 19 do Decreto no 7..... de 2009.............. .................................. § 1o As entidades de saúde que não cumprirem o percentual mínimo a que se refere o inciso II do art.............. de 20 de julho de 2010.....” (NR) “Art. de 2009.101..........” (NR) Art..................................... de 2009........101........... Art....... 47.................... § 2o-A..........101. em razão da falta de demanda...... se necessário...................atestado fornecido pelo gestor local do SUS...... .... resolução de comissão intergestores bipartite ou parecer da comissão de acompanhamento............ As entidades que protocolaram requerimento de concessão ou renovação da certificação após a entrada em vigor da Lei no 12...237. deverão instruir seu requerimento com os documentos previstos no inciso I a IV do caput e apresentar cópia da declaração fornecida pelo gestor local do SUS que ateste esse fato e demonstrativo contábil que comprove o atendimento dos percentuais exigidos no art....

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