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APOSTILA-EDITADA-E-ENVIADA--IPT-VERSAO--CESARIO--PDF

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Importância da leitura como fonte de conhecimento e participação na sociedade. Filme "O CARTEIRO E O POETA" Direção: Michael Radford Duração:109 min. Ano: 1995 INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O FILME: A obra é ficcional: livro> roteiro> filme Livro: "O carteiro e o poeta" -1985 - Antonio Skármeta (Chile) Publicado no Brasil pela editora Brasiliense com o nome de "Ardente paciência", e somente na 2ª edição - publicada em 1996 pela editora Record - o livro foi traduzido com o nome "O Carteiro e o Poeta". Análise do uso da linguagem no filme: Observe como a leitura interfere na vida das personagens do filme; Tipos de linguagem: as relações entre linguagem verbal e não-verbal; Recursos de linguagem: O conceito de metáfora dado pelo poeta Pablo Neruda e o uso deste recurso ao longo do filme; Criação de textos: quando o poeta afirma que não pode criar uma poesia sem conhecer o objeto de sua inspiração; O poder da linguagem: alguns exemplos: a) frases ditas pela velha da estalagem ao poeta: "Quando um homem começa a tocá-Ia com as palavras, não demora muito para usar as mãos."; "As palavras são a pior coisa que pode existir. Prefiro um bêbado beliscando seu traseiro na estalagem do que alguém dizendo... " a) "A poesia é uma arma branca" b) frase do político: "Os poetas podem fazer mal às pessoas" Questões para reflexão e posterior entrega sobre o filme: 1. Síntese da história. A sua versão da história, mas em poucas palavras. 2. Quem é Don Pablo? 3. O que Mário descobre através da poesia? 4. Comente ao menos duas das seguintes frases do filme: a) "Estou cansado de ser apenas um homem" b) "A poesia não pertence a quem a escreve" c) "- Meu caro poeta e camarada, você me meteu nesta confusão, e agora vai ter que me tirar dela. Você me deu livros para ler e me ensinou a usar a língua não só para lamber selos. É sua culpa eu estar apaixonado". d) "Quer dizer que o mundo inteiro, o mar, o céu, com a chuva, as nuvens, etc., etc., etc.... É uma metáfora de alguma coisa?" 5. Escolha três dos personagens abaixo e comente como o saber ler, interpretar ou criar textos, influencia na vida de cada um deles: a) O carteiro Mário: b) O poeta Pablo Neruda:

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c) Beatrice Russo: d) O político: e) O chefe do correio: f) O pai de Mário: g) Da maioria dos pescadores da ilha: 6. Qual a importância que você atribuiria à interpretação de textos na sociedade atual?

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Estratégias de leitura - UM LEITOR PROFICIENTE Após a leitura dos trechos abaixo respondas as questões solicitadas: 1. “... E assim, por exemplo, que a antropofagia – absorção de um ser por outro da mesma espécie (que é pouco encontrada no reino animal, mas se encontra entre os homens) – é reprimida.” Explique o que é antropofagia? R. É a absorção de um ser por outro da mesma espécie.

2. "... a assembléia dos espartanos livres que escolhia por aclamação gerusia e os éforos, ou segundo a expressão romana, o senado (os anciãos) e os cinco guardiões. Explique o que são gerusia e éforos? R. gerusia: o senado (os anciãos) Éforos: os cinco guardiões

3. "Juncos, sampanas e outras pequenas embarcações coalhavam as águas, umas em movimento, outras atracadas..."; Explique o que são juncos, sampanas. R. pequenas embarcações

4. ..."este trabalho tem por objetivo proceder ao exame de dois critérios de textualidade apresentados por Beaugrande-Dressler (1981) e centrados, respectivamente no locutor e no alocutário: a intencionalidade e aceitabilidade." O que é alocutário? R. Locutor – intencionalidade – Quem fala ou emissor Alocutário – aceitabilidade – Quem ouve ou receptor ou ouvinte

5. "Era um frei burguês, possuidor de um pequeno Clupea barengus. Todo dia ele pegava o pequeno exemplar ictiológico e o alimentava com Papaveasas Rhoesas e Cosmus Ripinatlls. Certa ocasião ao tirar o miúdo peixe do aquário..."

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Explique o que são ictiológico, Clupea barengus, Papaveasas Rhoesas e Cosmus Ripinatlls. R. Clupea barengus - ictilógico, peixe miúdo Papaveasas Rhoesas e Cosmus Ripinatlls - o alimentava – alimento, comida

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SUGESTÕES DIDÁTICAS PARA UMA LEITURA ATIVA Tem-se como verdade que um leitor deve: “Extrair as idéias principais do texto” "Senão entendeu o texto, leia de novo. Leia e releia até compreendê-Io." “Se não entendeu o texto, seu problema é de vocabulário. Procure no dicionário”. Entretanto, só isso não basta para a compreensão do texto, esse tipo de leitura é conhecido como linear. Uma leitura ativa leva o leitor à proficiência, ou seja, a compreensão do texto. VARREDURA Examine o texto, artigo, livro, revista antes de iniciar a leitura. Realize o que chamamos de "varredura", ou seja, verificar: A capa, a contra capa, as "orelhas", a ficha-bibliográfica, o índice dos capítulos e apresentação ou introdução, se tem relação com outros assuntos que conhece, se há fotos, gráficos, notas de rodapé, ilustrações, travessões, parênteses etc.

PISTAS Algumas das pistas que nos levam a deduzir corretamente a inferência lexical (sentido em que as palavras foram utilizadas) são: PONTUAÇÃO (VÍRGULAS, TRAVESSÕES, DOIS PONTOS, PARÊNTESES ETC.) Por exemplo: "É assim, por exemplo, que a antropofagia – absorção de um ser por outro da mesma espécie (que é pouco encontrada no reino animal, mas se encontra entre os homens) – é reprimida." Neste exemplo, o travessão não é mero marcador de pausa entonacional, tem uma função lógica-explicativa: introduzir o significado de antropofagia.

PARTÍCULAS EXPLICATIVAS (ISTO É, OU SEJA, OU, POR EXEMPLO) Como na frase: "... a assembléia dos espartanos livres que escolhia por aclamação gerusia e os éforos, ou segundo a expressão romana, o senado (os anciãos) e os cinco guardiões". Os significados, mesmo que aproximados das palavras gerusia e éforos podem ser descobertas pelo aluno-leitor, se for levado a perceber a função explicativa do "ou" e da distribuição simétrica das estruturas na frase. PALAVRAS SEMELHANTES OU CONTRÁRIAS: "Juncos, sampanas e outras pequenas embarcações coalhavam as águas, umas em movimento, outras atracadas..."; "este trabalho tem por objetivo proceder ao exame de dois critérios de textualidade apresentados por Beaugrande-Dressler (1981) e centrados, respectivamente no locutor e no alocutário: a intencionalidade e aceitabilidade."

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Pode-se consultar o dicionário para saber os significados de juncos, sampanas alocutário; no entanto, alertado para procurar "dicas" do significado das palavras no contexto em que elas se inserem, o aluno poderá perceber, em relação a juncos e sampanas que se está falando de embarcações de pequeno porte; e no caso de alocutário, que se está falando de contraparte de locutor, algo similar a ouvinte. Às vezes, esses traços gerais da significação das palavras bastam para que se possa prosseguir a leitura. Trecho extenso ligado ao termo em questão: "Era um frei burguês, possuidor de um pequeno Clupea barengus. Todo dia ele pegava o pequeno exemplar ictiológico e o alimentava com Papaveasas Rhoesas e Cosmus Ripinatlls. Certa ocasião ao tirar o miúdo peixe do aquário..." Só o hábito de interromper a leitura ao encontrar uma palavra desconhecida e que faria o aluno-leitor não perceber que ictiológico se refere a peixe. Agindo como um investigador, um detetive à procura destas pistas, você poderá descobrir muito sobre os aspectos da significação das palavras. CONTRATO DE LEITURA. Assumir a responsabilidade de ler os textos que se propôs a ler, escolher na bibliografia os textos que gostaria de ler. RELATÓRIO DE LEITURA O relatório não é um resumo dos textos lidos. Ele é elaborado depois de uma leitura reflexiva e crítica. Para iniciarmos esse “novo” tipo de trabalho de leitura e escrita foram formuladas algumas perguntas-chaves, a serem respondidas, sobre o conteúdo e o modo de ler: O que o autor do texto lhe diz? O que você diz ao autor do texto? O texto tem relação com alguma coisa que você já leu? Especifique. Você formulou perguntas ao autor antes de iniciar a leitura? Quais? Obteve respostas? Que dúvidas persistiram? Achou a tarefa fácil ou trabalhosa? Como resolveu as dificuldades que surgiram?

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Linguagem humana: Capacidade de articular conhecimentos e compartilhar-lhos socialmente. Entende-se por linguagem qualquer sistema de signos simbólicos empregados na intercomunicação social para expressar e comunicar idéias e sentimentos, isto é, conteúdos da consciência. (Bechara, 1999)

Signo: é uma coisa que representa outra coisa: seu objeto. E depende de um
interpretante (processo relacional que se cria na mente do intérprete). E não representa o objeto em sua totalidade. E pode ser qualquer coisa, por exemplo, sons, ruídos, palavras sinais, imagens, corpos etc. (Santaella, 1986, p. 78-79). Divide-se em Ícone (sutil), Índice (material) e Símbolo (sutil e material). Exemplo: OBJETO SIGNO

CASA

AMOR

AMOR

João ama Maria

Crie signos para os seguintes objetos TELEFONE

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ESCOLA SAUDADE UM TIME DE FUTEBOL TRISTEZA AULA DE HOJE BELEZA AMOR LEVEZA DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO Para compreender os conceitos de denotação e conotação é preciso observar que o signo lingüístico é constituído de duas partes distintas, embora uma não exista separada da outra. Isto quer dizer que o signo tem uma parte perceptível (constituído de som e representado por letra) e uma parte inteligível (constituída de conceito [imagem mental por meio da qual representamos um objeto]). Essa parte perceptível é denominada significante ou plano de expressão. Já a parte inteligível é denominada significado ou plano de conteúdo. Quando um plano de expressão (significante) for suporte para mais de um plano de conteúdo (significado) temos a polissemia. Assim o significante linha pode denotar os significados: material para costurar ou bordar, atacantes de futebol, trilhos de trem ou bonde, conduta de um indivíduo ou postura. No entanto, a polissemia não deve ser vista como um problema, uma vez que será neutralizada pelo contexto. Pois assim que se insere no contexto a palavra perde seu caráter polissêmico e ganha um significado específico, passando a ser denominado de significado contextual. A costureira, de tão velha, não conseguia mais enfiar a linha na agulha. O técnico deslocou o jogador da linha para a defesa. As linhas de bonde foram cobertas pelo asfalto. O conferencista, apesar da agressividade da platéia, não perdeu a linha. Dessa maneira percebemos que o significado contextual é fundamental para entendermos um texto. A denotação é a relação existente entre o plano de expressão e o plano de conteúdo, ou seja, o significado denotativo é o conceito ao qual nos remete certo significante. No entanto, um termo além do seu significado denotativo, pode vir acrescido de outros significados paralelos. Esses novos valores constituem aquilo que denominamos sentido conotativo, ou seja, o acréscimo de um novo valor constitui a conotação, que consiste num novo plano de conteúdo para o signo que já tinha um significado denotativo. Assim duas palavras podem ter a mesma denotação e conotação completamente distinta, uma vez que policial e meganha tem a mesma denotação, mas conotação totalmente diferente.

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O sentido conotativo varia de cultura para cultura, de classe social para classe social ou de época para época dentro da linguagem. (http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/denotacao-e-conotacao). A linguagem é o instrumento com que o homem pensa e sente, forma estados de alma, aspirações, volições e ações, o instrumento com que influencia e é influenciado, o fundamento último e mais profundo da sociedade humana. (s/autor) Assim, considerando o sistema de sinais utilizados na comunicação humana, costuma-se dividir a linguagem verbal e não verbal. Linguagem não verbal: aquela que utiliza outros sinais que não as palavras para estabelecer comunicação. Os sinais utilizados pelos surdos mudos, por exemplo, os quadros, as fotografias etc. Linguagem verbal Aquela que utiliza as palavras para estabelecer comunicação. A língua que você utiliza, por exemplo, é uma linguagem verbal (escrita ou falada), assim como a literatura, os artigos, os textos.

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Exercícios 1. Assinale a alternativa correta sobre a imagem acima: ( a ) Deve ser lida obrigatoriamente da esquerda para a direita ( b ) deve ser lida da margem superior à margem inferior, necessariamente ( c ) pode ser lida aleatoriamente, sem seguir uma ordem pré-definida ( d ) Só pode ser lida se acompanhada de um texto verbal

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( e ) não pode ser lida, uma vez que é apenas uma imagem. 2. Ao observar a imagem, sem o apoio do texto, você chegaria à conclusão de que ela é uma expressão de preconceito? Justifique. ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ____________________________________ 3. A manchete abaixo apresenta duplo sentido (ambigüidade), reescreva-a eliminando-o. CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ___________________________________ 4. “Uma das perguntas mais intratáveis da vida moderna é sobre se o indivíduo tem precedência sobre o ente coletivo, ou o contrário? Prevalecerá a preferência pessoal de cada um, ou a vocação altruísta de se sacrificar pelos demais? Nas sociedades primitivas, o problema era menos complicado porque a sobrevivência individual estava estreitamente ligada à do grupo. Mas por outro lado, o egoísmo grupal era implacável. Na era moderna, o indivíduo adquiriu autonomia, tornou-se cidadão votante e consumidor soberano. Os conflitos entre egoísmo e altruísmo foram complicados pelo anonimato, pela burocracia, e pelo gigantismo das sociedades. Fora do círculo íntimo da família nuclear, os laços de solidariedade tornaram-se indiretos e difusos.” O bom selvagem e a sociedade cruel Roberto Campos O texto acima diz que: ( a ) Há dúvidas quanto a se o indivíduo proveio do ente coletivo ou se foi o contrário. ( b ) Não se trata de elaborar perguntas na vida moderna, pois o indivíduo tem preferência sobre o ente coletivo. ( c ) Há dúvidas, na vida moderna, quanto a quem é mais importante: o indivíduo ou a sociedade? ( d ) Há dúvidas, na vida moderna, quanto ao que surgiu antes: o indivíduo ou o ente coletivo? ( e ) Há dúvidas quanto à possibilidade de se sacrificar o indivíduo, para melhorar a sociedade. 5. Assinale a afirmação correta em relação ao texto: ( a ) Era mais fácil viver na sociedade primitiva, pois todos se ajudavam mutuamente.

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( b ) Os grupos que se formavam, na sociedade primitiva, não eram isolados uns dos outros. ( c ) A burocracia existente na vida moderna arrefeceu os conflitos entre o egoísmo e o altruísmo. ( d ) Em toda família nuclear, há laços de solidariedade. ( e ) A vida moderna fortaleceu os conflitos entre o individualismo e o altruísmo. 6. (Enade 2006)

Os dois textos acima relacionam a vida a sinais de pontuação, utilizando estes como metáforas do comportamento do ser humano e das suas atitudes. A exata correspondência entre a estrofe da poesia e o quadro do texto “Uma Biografia” é ( a ) a primeira estrofe e o quarto quadro. ( d ) a segunda estrofe e o quinto quadro. ( b ) a segunda estrofe e o terceiro ( e ) a terceira estrofe e o quinto quadro. quadro. ( c ) a segunda estrofe e o quarto quadro.

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Jornal do Brasil, 3 ago. 2005. Tendo em vista a construção da idéia de nação no Brasil, o argumento da personagem expressa ( a ) a afirmação da identidade regional. ( b ) a fragilização do multiculturalismo global. ( c ) o ressurgimento do fundamentalismo local. ( e ) o esfacelamento da unidade do território nacional. ( e ) o fortalecimento do separatismo estadual.

8. A formação da consciência ética, baseada na promoção dos valores éticos, envolve a identificação de alguns conceitos como: “consciência moral”, “senso moral”, “juízo de fato” e “juízo de valor”. A esse respeito, leia os quadros a seguir Quadro I - Situação Helena está na fila de um banco, quando, de repente, um indivíduo, atrás na fila, se sente mal. Devido à experiência com seu marido cardíaco, tem a impressão de que o homem está tendo um enfarto. Em sua bolsa há uma cartela com medicamento que poderia evitar o perigo de acontecer o pior. Helena pensa: “Não sou médica devo ou não devo medicar o doente? Caso não seja problema cardíaco o que acho difícil ele poderia piorar? Piorando, alguém poderá dizer que foi por minha causa uma curiosa que tem a pretensão de agir como médica. Dou ou não’dou o remédio? O que fazer?”

Quadro II - Afirmativas 1 - O “senso moral” relaciona-se à maneira como avaliamos nossa situação e a de nossos semelhantes, nosso comportamento, a conduta e a ação de outras pessoas segundo idéias como as de justiça e injustiça, certo e errado. 2 - A “consciência moral” refere-se a avaliações de conduta que nos levam a tomar decisões por nós mesmos, a agir em conformidade com elas e a responder por elas perante os outros.

Qual afirmativa e respectiva razão fazem uma associação mais adequada com a situação apresentada? ( a ) Afirmativa 1- porque o “senso moral” se manifesta como conseqüência da “consciência moral”, que revela sentimentos associados às situações da vida.
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( b ) Afirmativa 1- porque o “senso moral” pressupõe um “juízo de fato”, que é um ato normativo enunciador de normas segundo critérios de correto e incorreto. ( c ) Afirmativa 1- porque o “senso moral” revela a indignação diante de fatos que julgamos ter feito errado provocando sofrimento alheio. ( d ) Afirmativa 2- porque a “consciência moral” se manifesta na capacidade de deliberar diante de alternativas possíveis que são avaliadas segundo valores éticos. ( e ) Afirmativa 2- porque a “consciência moral” indica um “juízo de valor” que define o que as coisas são, como são e por que são.

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O tema que domina os fragmentos poéticos abaixo é o mar. Identifique, entre eles, aquele que mais se aproxima do quadro de Pancetti. ( a ) Os homens e as mulheres adormecidos na praia que nuvens procuram agarrar? (MELO NETO, João Cabral de. Marinha. Os melhores poemas. São Paulo: Global, 1985. p. 14.) ( b ) Um barco singra o peito rosado do mar. A manhã sacode as ondas e os coqueiros. (ESPÍNOLA, Adriano. Pesca. Beira-sol. Rio de Janeiro: TopBooks, 1997. p. 13.) ( c ) Na melancolia de teus olhos
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Eu sinto a noite se inclinar E ouço as cantigas antigas Do mar. (MORAES, Vinícius de. Mar. Antologia poética. 25 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984. p. 93.) ( d ) E olhamos a ilha assinalada pelo gosto de abril que o mar trazia e galgamos nosso sono sobre a areia num barco só de vento e maresia. (SECCHIN, Antônio Carlos. A ilha. Todos os ventos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. p. 148.) ( e ) As ondas vêm deitar-se no estertor da praia larga... No vento a vir do mar ouvem-se avisos naufragados... Cabeças coroadas de algas magras e de estrados... Gargantas engolindo grossos goles de água amarga... (BUENO, Alexei. Maresia. Poesia reunida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. p. 19.) (Enade 2006)

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A língua falada e a escrita. Textos orais e escritos 1.

2.-> eu vou começar o programa lendo um poema do Manuel Bandeira, poeta brasileiro falecido em 1968, grande, grande Manuel Bandeira, tido por muitos como o poeta da simplicidade, aquele que conseguia dizer as coisas mais... profundas da forma mais... simples, poeta que caiu realmente na, no gosto do povo, caiu na, na, na, na linguagem do
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povo, quem é que não conhece a frase "vou-me embora pra Pasárgada"? quem escreveu isso foi Manuel Bandeira: vou-me embora pra Pasárgada lá sou amigo do rei lá tenho a mulher que quero na cama que escolherei. -> todo o mundo conhece isso. Eu vou ler um poema do Bandeira então e você, pelo poema vai desconfiar do tema; certamente você vai descobrir qual é o tema do programa. (Pasquale Cipro Neto – transcrição de uma palestra no museu da língua). Fonte:http://www.estacaodaluz.org.br/wps/wcm/connect/resources/file/eb608c0c2ae8616 /CILP2BCW037.pdf?MOD=AJPERES Illustrissimo Excelentissimo Senhor Antonio Manoel de Melo Castro e Mendoça. Satisfazendo aCarta que por Ordem de Vossa Excelenca escreveome | o Sargento-mor ajudante de Ordens, Joaquim Joze Pinto de Morais Leme, | respondo que nos suburbios desta Aldeia CirCunstanciado Com | as gumas qualidades eactividade para Director dos Indios pareceme | suficiente Salvador Pereira de Pontes, do destricto da Com | CeiCam dos Guarulhos. [espaço] Quanto ao requerimento dos In | dios he verdadeiro naparte que dis ser oactual Capitam Mor Joaõ | de Lima, tibio frouxo, einneto para governar, pois alem dele | ver estes defeitos gerais nos Indios do Brazil, creio que | nele reina mais a priguica, arespeito dos dois nomeados no re | querimento para Capitains Mores o Filis [?] daCunha ja eser | ceo odito posto e teve baixa infame por intrigante, boba | do [?], emais vicios abominaveis, o Joaquim Correa he o Soldado men | cionado neste requerimento que deo pancadas noactual Capitam | Mor, naõ he dos peiores Indios desta Aldeia, he rapas | agil, so oaxo algum tanto propenso aenbriages, defeito | geral dos Indios. [espaço] He quanto poso informar aVossa Excelenca | Nossa Senhora da Ajuda 9 de Março de1808 [?]. | De Vossa Excelenca | Illustrissimo e Excelentissimo Senhor | Capelam obrigado e Creado. | Joaquim Mariano daCosta Amaral Gurgel.|| Data do documento: 09 de março de 1808(?) Tipo de texto: Carta da Administração Privada Religiosa- . CILP1BMCASP Assunto: Críticas ao diretor dos índios na aldeia. http://www.estacaodaluz.org.br/wps/portal/ O que é possivel notar de igualdade nos dois textos? Qual modalidade da língua eles expressam? Na verdade, a realidade primeira da língua é a fala, tanto na história da humanidade como na nossa pessoal. A escrita surgiu depois fundamentada na realidade da fala e no estudo
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sistemático dos elementos constitutivos de uma língua como sons, formas, palavras, construções e recursos expressivos – a gramática. Como podemos observar são duas modalidades do uso da língua para a comunicação humana. Com suas especificidades e regras. Vejamos a distinção entre elas: A fala seria uma forma de produção textual-discursiva para fins comunicativos da modalidade oral. Caracteriza-se pelo uso da língua na sua forma de sons sistematicamente articulados e significativos, bem como os aspectos prosódicos e recursos expressivos como a gestualidade, os movimentos do corpo e a mímica. A escrita, por sua vez, seria um modo de produção textual-discursiva para fins comunicativos com certas especificidades materiais e se caracterizaria por sua constituição gráfica, embora envolva também recursos de ordem pictórica e outros. Trata-se de uma modalidade de uso da língua complementar a fala. Pode-se manifestar, do ponto de visa de sua tecnologia, alfabeto, ideograma, e ícones, conforme vemos no quadro abaixo: Alfabeto latino Alfabeto hebraico Aleph, 1ª letra Ideogramas Fogo Unidades iconográficas A, b, c,

Para Kotch (1992), dentre as características distintivas mais freqüentemente apontadas entre as modalidades da fala e da escrita estão as seguintes: Fala Contextualizada Não planejada Redundante Fragmentada Incompleta Pouco elaborada Predominância de frases curtas, simples ou coordenadas Pouco uso de passivas (voz) Escrita Não contextualizada Planejada Condensada Não fragmentada Completa Elaborada Predominância de frases complexas, com subordinação abundante Emprego frequentemente de passivas
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Pouca densidade informacional Poucas nominalizações Menor densidade lexical

(voz) Com densidade emocional Abundância de nominalizações Maior densidade lexical

Oralidade e escrita são práticas e usos da língua com características próprias, mas não suficientemente opostos para caracterizar dois sistemas lingüísticos distintos. Ambas permitem a construção de textos coesos e coerentes, a elaboração de raciocínios abstratos, exposições formais - informais, variações estilísticas, sociais e dialetais. Exercício 1. Após a leitura das frases abaixo assinale a alternativa correta. I. O texto oral e o texto escrito são atividades interativas e que se complementam no contexto das práticas culturais e sociais. II. A oralidade e a escrita são práticas da língua com características próprias, suficientemente opostas para caracterizar dois sistemas lingüísticos distintos. III. Tanto a modalidade escrita quanto a oral permitem a construção de textos coesos e coerentes, bem como a elaboração de raciocínios abstratos e exposições formais e informais, variações estilísticas, sociais e dialetais. ( a ) apenas I ( b ) I e II ( c ) II e III ( d ) I e III ( e ) apenas III

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Variantes lingüísticas: Linguagem formal (padrão) e informal (coloquial). Cada variante tem seu domínio próprio e não existe a variedade “certa” ou “errada”. Para cada situação comunicativa existe a variante “mais” ou “menos” adequada. É consenso, que a variante padrão tem um valor social e histórico maior que a coloquial. A coloquial por sua vez varia em relação a alguns fatores como: Diferenças regionais: características fonéticas de cada região – sotaque. Nível social do falante e sua relação com a escrita: diferença de fala do operário e do médico. Diferenças individuais: domínio das competências lingüísticas. Cabe ao indivíduo – competente linguisticamente – optar por uma ou outra variante em função da situação comunicativa da qual participa no momento. Para exemplificar este fato, seu professor convida-o a ler o texto “Aí, galera”, de Luís Fernando Veríssimo. No texto, o autor brinca com situações de discurso oral que fogem à expectativa do ouvinte. Aí, galera Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo "estereotipação"? E, no entanto, por que não? - Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera. - Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares. - Como é? - Aí, galera. - Quais são as instruções do técnico? - Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo de ação. - Ahn? - É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça. - Certo. Você quer dizer mais alguma coisa? - Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas? - Pode. - Uma saudação para a minha progenitora. - Como é? - Alô, mamãe! - Estou vendo que você é um, um...
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- Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação? -Estereoquê? - Um chato? - Isso.
Luís Fernando Veríssimo Correio Braziliense, 13 de maio de 1998.

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Exercícios 1. Leia o texto e depois responda. Quais são os dois níveis de linguagens utilizados pelos personagens. Sketches Luis Fernando Veríssimo Dois homens tramando um assalto. - Valeu, mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Engrossou, enche o chumbo. Pra arejá. - Podes crê. Servicinho manero. É só entrá e pegá. - Tá com o berro aí? - Tá na mão. Aparece um guarda. - Ih, sujou. Disfarça, disfarça... O guarda passa por eles. - Discordo terminantemente. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. - Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kiekegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. Ou que os iluministas do século 18... O guarda se afasta. - O berro, tá recheado? -Tá. - Então, vamlá! ( a ) gíria e linguagem vulgar ( b ) linguagem vulgar e linguagem regional ( c ) gíria e linguagem culta ( d ) linguagem vulgar e linguagem popular ( e ) linguagem regional e linguagem vulgar

2 Bimestre - Aula 06 – Noções de Texto. Segundo Bernárdez (1982): “Texto é a unidade lingüística comunicativa fundamental, produto da atividade verbal humana, que possui sempre caráter social: está caracterizado por seu estrato semântico (estudo da evolução do sentido das palavras através do tempo e do espaço) e comunicativo, assim como por sua coerência profunda e superficial, devida à intenção (comunicativa) do falante de criar um texto íntegro, e à sua estruturação mediante dois conjuntos de regras: as próprias do nível textual e as do sistema da língua.”
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Assim o texto: a) não é um aglomerado de frases ou palavras; o significado de suas partes resulta das correlações que elas mantém entre si. Uma leitura baseada em fragmentos isolados de texto pode e será superficial ou incorreta. b) tem coerência de sentido e o sentido de qualquer passagem de um texto é dado pelo contexto (Exemplo: trama das novelas, época do fato etc.) c) tem caráter temporal, cultural e social.

Exemplos: 1. Observe a imagem da página 6 e a abaixo

2. Textos escritos só com substantivos : Circuito Fechado Ricardo Ramos Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo. xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro,
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fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.

Dona-de-casa Carine Vargas Sol. Bom dia, dentes, filhos, uniforme, merenda, café, carro, escola, carro, supermercado, carne, pão, banana, refrigerante, alface, cebola,tomate. Carro, casa, cama, lençol, travesseiro, colcha, roupa, lavanderia, máquina, sabão, sala, almofada, pano, pó, cortina, tapete, feiticeira. Banheiro, descarga, balde, água, desinfetante, toalha molhada, lavanderia, arame, prendedor. Cozinha, pia, tábua, faca, panela, fogão, bife, arroz, molho, feijão, salada, mesa, toalha, pratos, talheres, copos, guardanapos, carro, escola, filhos, carro, almoço, mesa, pia, louça, armário, fogão, piso. Televisão, jornal, filhos, tema, lanche, leite, nescau, pão, margarina, banana, louça, pia, armário. Carro, filhos, natação, futebol, mensalidade, espera, revista, filhos, carro, casa. Vizinha, conversa rápida, lavanderia, arame, roupas, agulha, linha, camisa, calça, ferro de passar. Janta, marido, filhos, sala, televisão, família reunida, dinheiro, discussão, cozinha, mesa, louça, pia, armário. Filhos, sono, escova, creme dental, cama, beijo, durmam com os anjos. Portas chaveadas, janelas fechadas, banho, sabonete, água, toalha, creme no corpo, camisola, renda, escova, cabelo, perfume, dentes limpos, cama, marido, sexo, sono, boa noite, Lua.

Exercício Site para aprofundar a elaboração de textos http://www.pucrs.br/gpt/substantivos.php. 1. O trecho abaixo é um texto? Por quê? “Maria foi à feira e, desiludida com o plano econômico, discutiu com o primo, e divorciou-se do carteiro.” ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________
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2. Observando os modelos de texto apresentados, crie o seu texto. ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ____________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ____________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ____________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ____________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________

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