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Exame de Papanicolau

Exame de Papanicolau

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Exame de Papanicolau (Citologia Oncótica

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O que é o exame de Papanicolau? O exame de Papanicolau verifica alterações nas células do colo do útero. O colo do útero é a parte mais baixa do útero que o liga à vagina. Outros nomes para o exame de Papanicolau são Citologia Oncótica ou Preventivo.

Para que serve o exame? O exame de Papanicolau serve para se verificar alterações nas células cervicais. Estas alterações que podem ser detectadas são chamadas de displasia cervical e podem se transformar em câncer se não forem descobertas e tratadas. O Papanicolau também pode detectar infecções viróticas no colo do útero, como por exemplo, verrugas genitais e herpes, e infecções vaginais tais como as causadas por fungos ou por Trichonomas. Algumas vezes, o teste pode dar informações sobre seus hormônios, principalmente progesterona e estrogênio. As mulheres, principalmente as sexualmente ativas, deveriam se submeter a um exame preventivo no mínimo uma vez por ano. O médico recomendará a freqüência com que o exame será feito baseado nos seus fatores de risco para desenvolver câncer cervical.

Existe uma chance crescente de desenvolver este tipo de câncer se: - Se ao fazer algum exame de Papanicolau perceber alterações. - Iniciou a vida sexual muito cedo. - Teve ou tem muitos parceiros sexuais. - Você ou seu parceiro têm tido infecções genitais. - Teve câncer de vulva ou vagina. - A parceira anterior do seu atual parceiro teve câncer cervical ou anomalias nas células cervicais. - Seu parceiro teve câncer de pênis. - É fumante.

- Sua mãe tomou o hormônio dietilstelbestrol (DES) enquanto grávida de você. - Seu sistema imunológico for fraco, porque você já foi submetido a transplante, ou porque você toma drogas que enfraqueçam o sistema imunológico ou porque tem AIDS.

Após os 65 anos, seu médico poderá não mais pedir o exame de citologia caso os anteriores tiverem sido normais. No entanto, um exame físico anual continua sendo importante por outras razões de saúde, inclusive para tornar possível o descobrimento de um câncer de mama e de vulva, ainda em fase inicial.

Como deve ser o preparo para o exame? Não use ducha ou cremes vaginais durante os dois dias anteriores ao exame, nem mantenha relação sexual dentro das 24 horas anteriores, pois isto pode causar resultados incorretos.

O que acontece durante o exame? O Papanicolau demora poucos minutos e é feito como parte de um exame ginecológico de rotina. Quando estiver deitada, com os joelhos dobrados e as pernas afastadas, o seu médico introduzirá um espéculo na sua vagina. Este aparelho permite a abertura das paredes da vagina para que o médico possa ver o colo do útero. Então, ele utiliza um cotonete especial, uma escovinha ou uma palheta para, esfregando, remover algumas células do colo do útero, as quais serão mandadas a um laboratório para serem analisadas microscopicamente.

O que acontece após o exame? Se as células se mostrarem normais, não será necessário nenhum tratamento. O exame citológico deverá mostrar se tem alguma infecção. Seu médico deverá tratar você desta infecção e sugerir que outro preventivo seja feito em alguns meses. Se as células não se apresentarem normais, poderão ser necessários mais exames. Discuta com o seu médico se deverá retornar para um exame posterior. Você deve conversar com seu médico a respeito dos resultados do seu exame, pois o Papanicolau não é 100% garantido.

Quais os benefícios deste exame?

O Papanicolau pode detectar doenças pré-cancerígenas e, se estas doenças são descobertas a tempo, há uma grande chance de o desenvolvimento do câncer ser combatido através de um tratamento simples. Este exame também é utilizado para detectar alguns tipos de infecção no colo do útero e na vagina.

Original de: Phyllis G. Cooper, R.N., M.N., "Clinical Reference Systems" ©1999 Clinical Reference Systems

Exame de Papanicolau ou Citologia Oncótica Sinônimos: Preventivo, exame citológico, exame colpocitológico, citologia oncótica

O que é? É uma maneira de examinar células coletadas do colo do útero. O objetivo principal do exame é detectar o câncer de colo de útero em estágio precoce ou anormalidades nas células que podem estar associadas ao desenvolvimento deste tipo de tumor. Ele também pode encontrar condições não cancerígenas, como infecções viróticas no colo do útero, tais como verrugas genitais causadas pelo HPV (papilomavírus humano) e herpes, infecções vaginais causadas por fungos, como a candidíase ou por bactérias, como o Trichonomas vaginalis. O exame também pode dar informações sobre os níveis hormonais, principalmente estrogênio e progesterona.

Quem deve fazer este exame? É recomendado para todas as mulheres sexualmente ativas, independentemente da idade. Deve ser iniciado pelo menos 3 anos após início da vida sexual ativa ou antes dos 21 anos de idade (o que acontecer primeiro). A coleta pode ser interrompida aos 65 anos, se houver exames anteriores repetidamente normais.

Qual o intervalo ideal entre as coletas? O intervalo entre as coletas de citologia varia entre um e três anos baseado na presença de fatores de risco, tais como: • • • • • • • • Início precoce da atividade sexual História de múltiplos parceiros sexuais Nível socioeconômico baixo História de ter tido parceiro com infecções genitais Passado de câncer de vulva ou de vagina Ter parceiro com história de câncer de pênis Ser fumante Estar imunodeprimida

A coleta deve ser anual se algum destes fatores estiver presente.

Como devo me preparar para a realização do exame? O melhor período do ciclo menstrual para a realização do exame é pelo menos uma semana antes da menstruação. Deve ser evitado o uso de cremes ou duchas vaginais por 48 horas anteriores ao exame e não ter relações sexuais pelo menos 24 horas antes do procedimento.

O que ocorre durante a realização do procedimento? É um exame bastante simples. A mulher fica na posição ginecológica (deitada , com os joelhos dobrados e as pernas afastadas), o médico introduz um espéculo na vagina, retira material do orifício do colo do útero e da parede vaginal e encaminha para análise em laboratório de citopatologia. Não há dor durante o exame, algumas mulheres sentem um leve desconforto. É importante manter-se relaxada durante o procedimento para facilitar a introdução do espéculo.

O que esperar após a realização do procedimento? Se o resultado mostrar células normais, não é necessário nenhum tratamento. Caso haja alguma infecção, o ginecologista irá orientar um tratamento específico. Se as células apresentarem alguma alteração, poderão ser necessários outros exames, como por exemplo, uma colposcopia. Converse com o seu médico sobre esta necessidade. Como é coletado material do colo do útero, às vezes, pode ocorrer um leve sangramento no local. A presença de dor ou a manutenção do sangramento deve ser prontamente comunicada ao ginecologista.

Fontes: National Cancer Institute – U.S. National Institutes of Health U.S. Preventive Services Task Force Agency for Healthcare Research and Quality

Exame Ginecológico Preventivo do Câncer Papanicolau - Citologia Oncótica Dr. Sérgio dos Passos Ramos O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. É normal que existam medos e ansiedades para a sua realização. O objetivo deste artigo é responder a maioria das perguntas para que as mulheres possam entender COMO e PORQUE é realizado este exame. O exame é simples, e tem reduzido as mortes por câncer de colo de útero em 70 %, desde sua criação pelo Dr. George Papanicolau em 1940. O sucesso do teste é porque ele pode detectar doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença, mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer.

Quem pode e deve fazer o exame?

Todas as mulheres com ou sem atividade sexual devem fazer o exame anualmente. Qual a melhor época para fazê-lo? No mínimo uma semana antes de sua menstruação. Evite duchas, cremes vaginais, e relações sexuais três dias antes do exame.

No que consiste o exame ginecológico? O exame completo é constituído do exame das mamas ( aguarde artigo sobre este exame) e depois o exame ginecológico. Este é constituído pelo exame externo da vulva e depois a colocação de um espéculo na vagina para visualizar a vagina e o colo do útero.

Mulheres virgens também devem ser examinadas? Sim, existem diversas técnicas que permitem o exame de mulheres virgens. Avise o médico que você é virgem ANTES do exame.

O que o médico vê lá dentro? O exame mostra o interior da vagina e o colo do útero.

O que é o colo do útero? Colo do útero é a parte do útero que fica dentro da vagina. Imagem normal do colo do útero.

Imagem do colo do útero com inflamação.

E o exame preventivo de câncer, o que é? Este exame é a colheita de material do colo do útero o qual é mandado para um laboratório especializado em Citopatologia. Também é chamado de citologia oncótica, Papanicolau, e fora do Brasil é conhecido como Pap Test ou Pap Smear.

Este exame pode ser complementado com a Colposcopia. (aguarde artigo sobre este exame) Quais são os possíveis resultados? O resultado é normalmente fornecido em Classes de Papanicolau que variam de I a V e que devem ser interpretados exclusivamente por seu médico. Um exame classe V nem sempre quer dizer uma doença maligna.

Mas este exame só serve para isto? Não, a citologia serve para determinar outras condições de saúde de seu corpo tais como nível hormonal, e doenças da vagina e do colo do útero. Por isto é importante que seja o seu médico quem interprete o exame e lhe dê medicamentos específicos para estas alterações.

O exame dói? Não. É preciso estar relaxada. Converse com seu médico se estiver com medo.

Onde fazer o exame? Se você tem um convênio médico ou usa um médico particular marque uma consulta com seu médico ginecologista de confiança. Este exame também pode ser feito gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde do Sistema Único de Saúde e também em todas as Faculdades de Medicina do Brasil. Procure por um Serviço de Saúde da Mulher.

Dr. Sérgio dos Passos Ramos Ginecologista e Obstetra - São José dos Campos - SP

REPRESENTAÇÕES PSICOSSOCIAIS E CULTURAIS DA CITOLOGIA ONCÓTICA: UM ESTUDO CLÍNICO-QUALITATIVO Ana Carolina Bianchini da Silva Lucarini (Bolsista SAE/UNICAMP) e Prof. Dr. Claudinei José Gomes Campos (Orientador), Faculdade de Ciências Médicas - FCM, UNICAMP O exame de citologia oncótica é uma ferramenta importante na prevenção do câncer de colo de útero. Neste estudo clínico-qualitativo objetivou-se identificar e analisar os aspectos psicossociais e culturais que envolvem a procura pela realização do exame de citologia oncótica. Desenvolvido com usuárias de uma unidade básica de saúde do município de Campinas, inclusas na faixa etária dos 20 aos 32 anos. A análise dos dados fez-se por meio do método de análise de conteúdo, utilizando um processo de categorização não apriorística. Foram elencadas as seguintes categorias: construções sociais entre o falado e o vivido pelas mulheres adultas jovens; motivação para realização do exame preventivo; aspectos psicossociais e culturais envolvidas na realização e na expectativa do resultado desse exame; o elo profissional da saúde e cliente na busca pela prevenção; escolaridade e religião: sua influência na busca pela prevenção. Concluímos que os aspectos psicossociais e culturais envolvidos na realização desse exame são inúmeros, diferindo de acordo com sua inserção social, escolaridade, tabus culturais. Independente da faixa etária, a questão da possibilidade de adoecimento funciona como fator incentivador para prevenção, contudo a construção social entre o falado e o vivido por essas mulheres é muito conflitante quando se refere à possibilidade de realização e periodicidade do exame.

Manual de Coleta de Citologia Cervico Vaginal O APARELHO GENITAL FEMININO É CONSTITUÍDO POR ÓRGÃOS:

EXTERNOS: - Vulva - Constituída pôr uma fenda sagital mediana ou de forma triangular que se estende desde o monte de Vênus até a região do períneo.

Na vulva identificamos o clitóris cuja origem embriológica é semelhante á do pênis; os pequenos lábios, pregas cutâneas que nascem de ambos os lados do clitóris; os grandes lábios, constituídos pôr tecido adiposo, elementos conjuntivo-elásticos, glândulas sudoríparas e sebáceas sendo cobertos pôr pelos.

INTERNOS: - Vagina - é um canal cilíndrico, com comprimento médio de 8 a 10 centímetros pôr 4 centímetros de largura, possuindo grande elasticidade. A parede anterior da vagina relaciona-se com a bexiga, enquanto que sua parede posterior, maior que a anterior, com o reto. A união das paredes forma o fundo de saco. No fundo da vagina aparece o colo uterino. - Ovários e trompas - órgãos intra abdominais, pares e mais diretamente relacionados com a produção hormonal e reprodução. - Útero - é o órgão do aparelho reprodutor feminino que abriga o feto durante toda a gestação, tendo a forma de uma pêra. Está situado no abdome inferior, pôr trás da bexiga e na frente do reto, sendo dividido em corpo e colo.

O colo é a porção inferior do útero que se localiza parcialmente dentro da cavidade vaginal e compõe-se de 2 partes: 1- A parte visível dentro da vagina. 2- O canal cervical, que comunica a cavidade uterina com a vagina, através do óstio, ou seja, orifício cervical externo. A parede deste canal é revestida pôr uma camada de células cilíndricas e que em alguns pontos formam as criptas cervicais produtoras de muco. É denominada endocérvice. Internamente o endocérvice é contínuo com o endométrio, que reveste a cavidade uterina. O tecido ou epitélio que cobre a região do colo, que mantém contato com a vagina, é chamado de ectocérvice, constituído pôr várias camadas de células planas, formando um epitélio escamoso e estratificado.

O LIMITE ENTRE ESTES DOIS EPITÉLIOS CHAMA-SE: Junção escamocolunar - JEC, que é uma linha que pode estar tanto dentro do canal cervical quanto na porção visível do colo, para dentro ou para fora do óstio, dependendo da condição hormonal da mulher, idade e paridade, entre outros fatores.

Na infância e no período pós-menopausa geralmente, a JEC situa-se dentro do canal cervical. No período fértil, quando ocorre maior produção hormonal, geralmente a JEC situa-se ao nível do orifício externo, óstio.

Alterações hormonais na puberdade e gravidez podem causar o deslocamento, ou seja, a eversão do epitélio colunar da parte mais inferior do canal endocervical em direção ao ectocervix. Este epitélio endocervical deslocado ou evertido, que invade a ectocérvice, fica exposto a condições freqüentemente adversas existentes na cavidade vaginal podendo sofrer agressão pôr agentes biológicos, como bactérias, fungos e vírus, ou pôr agentes físicos ou químicos, como aplicadores vaginais, cremes, lavagens, esperma e outros, transformando-se, gradualmente, em epitélio escamoso. Este processo chama-se metaplasia e a área que sofreu todo esse processo chama-se "zona de transformação" Para desenvolver esse processo, metaplasia, o organismo recorre ás chamadas células de reserva, que são as células existentes na base do epitélio colunar, ou cilíndrico.

Estas células são alvo do HPV, que é capaz de provocar alterações que podem levar a um câncer. È na junção dos epitélios escamoso e colunar, portanto na JEC, que se localizam mais de 90% dos cânceres do colo do útero, muito embora, também possam aparecer outras estruturas de caráter benigno como os chamados " Cistos de Naboth", simples conseqüências da obstrução dos ductos excretores das glândulas endocervicais, sem nenhum significado patológico.

Teste de Papanicolaou Teste de Papanicolaou, também conhecido como citologia oncótica, citologia oncológica, citologia exfoliativa, Pap Test, é um método desenvolvido pelo médico George Papanicolaou para a identificação, ao microscópico, de células neoplásicas malignas ou pré-malignas, que antecedem o surgimento do câncer, e foi inicialmente desenvolvido para o colo uterino. Tais células são colhidas na região do orifício externo do colo e canal endocervical, colocadas em uma lâmina transparente de vidro, coradas e levadas a exame ao microscópico.

Através desse equipamento, pessoal treinado poderá distinguir entre o que são células normais, as que se apresentam evidentemente malignas e as que apresentam alterações indicativas de lesões pré-cancerosas. Para que o teste seja eficiente, isto é, permita a identificação de lesões malignas ou das lesões pré-malignas, o esfregaço cérvico-vaginal deve conter células representativas do ectocérvice e do endocérvice, preservadas e em número suficiente para o diagnóstico. As lesões malígnas ou pré-malignas do colo do útero somente poderão ser detectadas se o esfregaço for de boa qualidade incluindo elementos representativos de todas as áreas de risco. A responsabilidade pela coleta de material cervical e confecção do esfregaço em mulheres sem queixa ou doença ginecológica, e pela realização das ações educativas, pode e deve ser do profissional de enfermagem, prévia e adequadamente treinado, liberando o médico desta atribuição para que se possa atingir um maior número de mulheres. Todavia, no decorrer de uma consulta ginecológica, toda mulher que não estiver com controle atualizado, deve Ter o exame colhido pelo médico que a está atendendo.

COLETA EM GRÁVIDAS: - Pode ser feita em qualquer período da gestação, preferencialmente até o 7º. Mês. - A coleta deve ser feita com a espátula de Ayre. - Não usar escova de coleta endocervical.

COLETA EM VIRGENS: - Deve ser realizada exclusivamente por profissional médico.

Para realização do teste de Papanicolaou é necessário que na unidade de saúde tenha: - Consultório equipado para exame ginecológico com: - mesa ginecológica - mesa auxiliar - biombo ou local reservado para troca de roupa da paciente - escada de dois degraus

- foco de luz com cabo flexível - cesto de lixo - balde com solução desincrostante em caso de instrumental não descartável.

Material para coleta: - espéculo - lâmina com uma extremidade fosca - espátula de Ayre - escova cervical - par de luvas para procedimento - formulário de requisição do exame - lápis n.º. 2 (para identificação da lâmina) - máscara cirúrgica - fixador apropriado - recipiente para acondicionamento das lâminas, sendo preferível caixas de madeira - lençol para cobrir a paciente - avental.

Fases que antecedem a coleta É necessário entender que para muitas mulheres o exame ginecológico ou simplesmente a coleta do Papanicolaou, ainda causa constrangimento e preocupação.

HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO Criar um ambiente acolhedor. Comportar-se com cortesia e respeitar a privacidade da mulher, é postura esperada de todo profissional. Observar as informações da ficha de requisição e explicar o significado e os procedimentos que serão realizados, ajudam a diminuir a ansiedade.

Muitas mulheres se confundem com o que deve ser feito após o exame. Umas acham que "basta retirar o material e tudo estará resolvido", outras associam todo o resultado anormal ao diagnóstico de câncer. É fácil entender: no primeiro caso a paciente não acha que tenha algo a retirar, e no segundo a preocupação é excessiva, e infundada, pois a maior parte dos diagnósticos é negativa para câncer. Ambas as situações precisam ser esclarecidas, pois são conceitos errôneos que comprometem todo o Programa e afastam as pacientes dos benefícios da detecção precoce e cura das doenças diagnosticadas.

Um dos maiores problemas encontrados no dia-a-dia das Unidades de Saúde é a falta de conscientização da Mulher para que venha retirar o resultado de seu exame. Tenha sempre em mente que um clima descontraído, construído pôr uma relação de respeito e compreensão, cercado de informações simples e objetivas, é fundamental para a efetivação do Programa e para que se consiga uma amostra ideal e o cumprimento de todas as orientações.

PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO Ainda nesse contexto, devemos mencionar a importância do preenchimento do formulário de requisição de citologia oncótica, bem como da identificação do exame. Falhas na identificação podem acarretar troca de exames, comprometendo pôr completo o trabalho.

IDENTIFICAÇÃO DA LÂMINA È obrigatório o uso de lâmina com bordas lapidadas e extremidades fosca. O uso de lâmina sem extremidade fosca dificulta sua identificação, requerendo lápis diamante ou marcador de azulejo, o que torna esta rotina pouco prática. NÃO USAR: caneta hidrográfica, esferográfica e etc., pois leva á perda da identificação do material. Estas tintas se dissolvem durante o processo de coloração das lâminas. 1 - Não estar menstruada. Preferencialmente, aguardar o 5º. Dia após o término de menstruação. A presença de pequeno sangramento de origem não menstrual, não é impeditivo para a coleta, principalmente nas mulheres na pós-menopausa.

2 - Não usar creme vaginal nem submeter-se a exames intravaginais (ultrassonografia) pôr 2 dias antes do exame. 3 - Não manter relações sexuais 48horas antes da coleta. É impossível realizar análise de amostra que contenha grande quantidade de sangue ou esteja contaminada pôr creme vaginal, vaselina e outros.

Coleta ANTES DE INICIAR A COLETA - Verificar se a paciente é Virgem. Se for, não colher. Só o médico poderá fazê-lo. - Perguntar se já teve filhos pôr parto normal (via vaginal). Se não, usar espéculo pequeno. - Perguntar se está grávida ou suspeita estar. Caso afirmativo não colher material endocervical. - Identificar a lâmina, na extremidade fosca, com lápis n.º 2, acomodando-a na mesa de apoio, para em breve, receber o material colhido. - Deixar o fixador próximo a lâmina já identificada.

INICIANDO O PROCEDIMENTO DA COLETA 1 - Oriente a paciente sobre o desenvolvimento do exame, procurando deixá-la menos ansiosa; 2 - Solicite á paciente que esvazie a bexiga; 3 - Em seguida que ela retire a parte inferior da roupa, dando-lhe o avental ou um lençol para que se cubra, indicando o biombo para a troca da roupa ou outro local reservado; 4 - Solicite que ela deite na mesa, auxiliando-a a posicionar-se adequadamente para o exame; 5 - Cubra-a com o lençol; 6 - Inicie a primeira fase do exame, expondo somente a região a ser examinada, verificando: a) VULVA - se há lesões esbranquiçadas ou hipercrômicas, nódulos, verrugas e/ou feridas. b) A VAGINA - o aspecto, a existência de lesões, pólipos, verrugas e corrimentos.

A vulva e vagina também desenvolvem câncer, e uma forma eficiente de diagnosticá-lo precocemente é verificar a existência de lesões suspeitas nestas localizações durante a coleta do Papanicolaou. Identificadas quaisquer alterações, solicitar a presença de enfermaria ou do médico. 7 - Colocação do espéculo: a) Escolha o espéculo mais adequado ao tamanho da vagina da paciente. A dificuldade em localizar o colo pode estar na escolha errada do tamanho do espéculo. O espéculo de tamanho pequeno deve ser utilizado em mulheres que não tiveram parto vaginal (normal), muito jovens, menopausadas e em mulheres muito magras. O espéculo de tamanho grande pode ser o indicado para as mulheres multíparas e para as obesas. Condições intermediárias ou em caso de dúvida, use o de tamanho médio. b) Introduza o espéculo, procedendo da seguinte forma: - Não lubrifique o espéculo com qualquer tipo de óleo, glicerina, creme ou vaselina. - No caso de pessoas idosas com vaginas extremamente ressecadas, recomenda-se molhar o espéculo com soro fisiológico ou solução salina. - Introduza-o em posição vertical e ligeiramente inclinado. - Iniciada a introdução faça uma rotação de 90.º, deixando-o em posição transversa, de modo que a fenda da abertura do espéculo fique na posição horizontal. - Uma vez introduzido totalmente na vagina, abra-o lentamente e com delicadeza - Se ao visualizar o colo houver grande quantidade de muco ou secreção, seque-o delicadamente com uma gase montada em uma pinça, sem esfregar, para não perder a qualidade do material a ser colhido.

DIFICULDADE PARA VISUALIZAÇÃO DO COLO - Sugira que a pacienta tussa, não surtindo efeito tente manobra de manipulação delicada com os dedos para afastar as parede vaginais. - Se mesmo após essas manobras não conseguir visualizar o colo, não insista, peça auxílio à enfermeira ou ao médico. LEMBRE-SE: A paciente pode ter sofrido alguma intervenção cirúrgica no colo ou uma histerectomia.

8 - Coleta das amostras: LEMBRE-SE: O colo uterino não é igual em todas as mulheres, seu tamanho, forma e posição podem variar. Devido a sua localização e função, está sugeito a traumatismos por parto, abortos e curetagens, assim como processos inflamatórios e infecciosos diversos. O orifício interno do colo uterino das mulheres que nunca tiveram parto vaginal é puntiforme, e das que já tiveram é em fenda transversa. - A coleta é tríplice: do ectocervice, fundo de saco vaginal e do canal cervical. - As amostras são colhidas separadamente. 1) PROCEDA Á COLETA DA ECTOCÉRVICE:

Utilize a espátula de madeira tipo Ayre, do lado que apresenta reentrância. Encaixe a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem na mucosa ectocervical em movimento rotativo de 360.º, em torno de todo o orifício, procurando exercer uma pressão firme, mas delicada, sem agredir o colo, para não prejudicar a qualidade da amostra. Caso considere que a coleta não tenha sido representativa, faça mais uma vez o movimento de rotação. Estenda o material ectocervical na lâmina dispondo-o no sentido vertical, ocupando 1/3 da parte transparente da lâmina, esfregando a espátula com suave pressão, garantindo uma amostra uniforme.

2) PROCEDA Á COLETA DE FUNDO DE SACO:

Utilize, agora, a extremidade oposta da espátula. Recolha material, raspando suavemente o fundo de saco vaginal. Estenda o material na lâmina paralelamente ao primeiro esfregaço.

3) PROCEDA Á COLETA DO CANAL CERVICAL:

Utilize a escova de coleta endocervical; Recolha o material introduzindo a escova delicadamente no canal cervical, girando-a 360.º. Ocupando o 1/3 restante da lâmina, estenda o material rolando a escova de cima para baixo.

9 - Fixação do Material: A fixação do esfregaço deve ser procedida imediatamente após a coleta, sem nenhuma espera. Visa conservar o material colhido, mantendo as características originais das células, preservando-as de dessecamento, o que impossibilitará a leitura do exame. São três as formas de fixação. O uso de Polietilenoglicol é a mais recomendada. 1 - Polietilenoglicol. Pingar 3 ou 4 gotas da solução fixadora sobre o material, que deverá ser completamente coberto pelo líquido. Deixar secar ao ar livre, em posição horizontal, até a formação de uma película leitosa e opaca na sua superfície. 2 - Álcool á 95%. A lâmina com material deve ser submersa no álcool a 95%, em vidros de boca larga. 3 - Propinilglicol. Borrifar a lâmina com o spray fixador a uma distância de 20cm.

10 - Conclusão do procedimento: - Feche o espéculo; - Retire-o delicadamente; - Auxilie a paciente a descer da mesa; - Solicite que ela se troque; - Oriente a paciente para que venha retirar o exame conforme a rotina da sua Unidade de Saúde. Indicadores da qualidade da coleta ** A identificação clara das lâminas (aconselha-se que a lâmina esteja identificada antes de se iniciar os procedimentos da coleta) ** O esfregaço colocado na face da lâmina que corresponda a da extremidade fosca (rugosa) ** O esfregaço ocupando toda a superfície transparente da lâmina, sendo 2/3 da lâmina ocupado com material do ectocérvice e fundo de saco e 1/3 da lâmina ocupado com material do canal endocervical. ** O acondicionamento apropriado das lâminas.

** Tipos de células presentes no esfregaço (separação nítida entre coleta ecto e endocervical). ** Quantidade de células no esfregaço. ** Espessura e homogeneidade do esfregaço. ** Preservação das estruturas celulares (boa fixação).

Indicadores da qualidade da coleta

** A identificação clara das lâminas (aconselha-se que a lâmina esteja identificada antes de se iniciar os procedimentos da coleta)

** O esfregaço colocado na face da lâmina que corresponda a da extremidade fosca (rugosa)

** O esfregaço ocupando toda a superfície transparente da lâmina, sendo 2/3 da lâmina ocupado com material do ectocérvice e fundo de saco e 1/3 da lâmina ocupado com material do canal endocervical.

** O acondicionamento apropriado das lâminas.

** Tipos de células presentes no esfregaço (separação nítida entre coleta ecto e endocervical).

** Quantidade de células no esfregaço.

** Espessura e homogeneidade do esfregaço.

** Preservação das estruturas celulares (boa fixação).

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