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Textos Topografia

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  • 1. Introdução
  • 2. Fundamentos de representação cartográfica
  • 2.1. Representação Plana da Terra
  • 2.1.1. Modelos da forma da Terra
  • 2.1.2. Sistemas de coordenadas
  • 2.1.3. Projecções cartográficas
  • 2.2. Sistemas de referência
  • 2.2.1. Data geodésicos
  • 2.2.2. Sistemas de projecção cartográfica
  • 2.3. Cartografia Nacional
  • 2.3.1. Noções gerais sobre cartografia
  • 2.3.2. As séries do IGeoE e do IGP
  • 2.4. Infra-estruturas cartográficas
  • 2.4.1. A Rede Geodésica
  • 2.4.2. Adensamento da rede de apoio
  • 3. Levantamentos topográficos
  • 3.1. Introdução
  • 3.2. Equipamento Topográfico
  • 3.2.1. Teodolitos
  • 3.2.2. Distanciómetros Electrónicos
  • 3.2.3. Estações Totais
  • 3.2.4. Níveis
  • 3.3. Medição de ângulos
  • 3.3.1. Constituição e funcionamento de um teodolito
  • 3.3.2. Condições para a medição de ângulos
  • 3.4. Medição de distâncias
  • 3.4.1. Medição directa de distâncias
  • 3.4.2. Estadimetria
  • 3.4.3. Medição electrónica de distâncias
  • 3.5. Métodos de determinação de coordenadas
  • 3.5.1. Irradiação
  • 3.5.2. Triangulação
  • 3.5.3. Intersecções
  • 3.5.4. Poligonação
  • 3.6. Nivelamento
  • 3.6.1. Noções de altimetria
  • 3.6.2. Curvatura terrestre e refracção atmosférica
  • 3.6.3. Nivelamento Trigonométrico
  • 3.6.4. Nivelamento Geométrico
  • 3.6.5. Nivelamento barométrico
  • 4. Outros métodos de aquisição de dados topográficos
  • 4.1. Sistemas de Posicionamento e Navegação por Satélite
  • 4.1.1. Introdução
  • 4.1.2. Sistemas Globais de Navegação por Satélite
  • 4.1.3. O Serviço Internacional GNSS (IGS)
  • 4.2. Fotogrametria
  • 4.2.1. Aquisição e processamento de fotografias aéreas
  • 4.2.2. Escala de uma fotografia aérea
  • 4.2.3. Estereoscopia
  • 4.2.4. Paralaxe estereoscópica
  • 4.2.5. Produtos obtidos a partir de fotografias aéreas
  • 4.3. Detecção Remota
  • 4.4. Sistemas de Varrimento Laser
  • 5. Representação Topográfica
  • 5.1. Altimetria
  • 5.2. Curvas de nível
  • 5.2.1. Formas fundamentais do relevo
  • 5.3. Pontos cotados
  • 5.3.1. Casos em que se utilizam pontos cotados
  • 5.4. Modelos digitais de terreno
  • 5.4.1. Construção de um MDT
  • 5.4.2. Exemplos de aplicação dos MDT
  • 6. Aplicações
  • Referências

Textos de apoio de

Topografia
MENOR EM ENGENHARIA GEOGRÁFICA MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL
2007 / 2008

Cidália M. P. Costa Fonte

Departamento de Matemática Faculdade de Ciências e Tecnologia Universidade de Coimbra

Textos de apoio de Topografia - Índice

i

Índice
1. 2. Introdução.......................................................................................................................... 3 Fundamentos de representação cartográfica ........................................................................ 5 2.1. Representação Plana da Terra .................................................................................... 5 2.1.1. Modelos da forma da Terra.................................................................................. 5 2.1.2. Sistemas de coordenadas ..................................................................................... 8 2.1.3. Projecções cartográficas .....................................................................................12 2.2. Sistemas de referência ................................................................................................15 2.2.1. Data geodésicos .................................................................................................15 2.2.2. Sistemas de projecção cartográfica .....................................................................15 2.3. Cartografia Nacional..................................................................................................18 2.3.1. Noções gerais sobre cartografia ..........................................................................18 2.3.2. As séries do IGeoE e do IGP...............................................................................20 2.4. Infra-estruturas cartográficas ....................................................................................20 2.4.1. A Rede Geodésica ..............................................................................................20 2.4.2. Adensamento da rede de apoio ...........................................................................21 3. Levantamentos topográficos ..............................................................................................22 3.1. Introdução.................................................................................................................22 3.2. Equipamento Topográfico .........................................................................................23 3.2.1. Teodolitos..........................................................................................................23 3.2.2. Distanciómetros Electrónicos .............................................................................24 3.2.3. Estações Totais..................................................................................................24 3.2.4. Níveis ................................................................................................................24 3.3. Medição de ângulos ....................................................................................................25 3.3.1. Constituição e funcionamento de um teodolito ...................................................25 3.3.2. Condições para a medição de ângulos..................................................................29 3.4. Medição de distâncias.................................................................................................34 3.4.1. Medição directa de distâncias .............................................................................35 3.4.2. Estadimetria......................................................................................................38 3.4.3. Medição electrónica de distâncias .......................................................................42 3.5. Métodos de determinação de coordenadas...................................................................44 3.5.1. Irradiação..........................................................................................................45 3.5.2. Triangulação......................................................................................................45 3.5.3. Intersecções .......................................................................................................46 3.5.4. Poligonação .......................................................................................................50 3.6. Nivelamento ..............................................................................................................56 3.6.1. Noções de altimetria ..........................................................................................56 3.6.2. Curvatura terrestre e refracção atmosférica ........................................................57 3.6.3. Nivelamento Trigonométrico .............................................................................59 3.6.4. Nivelamento Geométrico....................................................................................60 3.6.5. Nivelamento barométrico...................................................................................68 4. Outros métodos de aquisição de dados topográficos ............................................................69 4.1. Sistemas de Posicionamento e Navegação por Satélite................................................69 4.1.1. Introdução.........................................................................................................69 4.1.2. Sistemas Globais de Navegação por Satélite .......................................................69 4.1.3. O Serviço Internacional GNSS (IGS)..................................................................72 4.2. Fotogrametria ...........................................................................................................72 4.2.1. Aquisição e processamento de fotografias aéreas.................................................73 4.2.2. Escala de uma fotografia aérea...........................................................................73 4.2.3. Estereoscopia.....................................................................................................74 4.2.4. Paralaxe estereoscópica......................................................................................75 4.2.5. Produtos obtidos a partir de fotografias aéreas ...................................................75
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

..........................1............ Exemplos de aplicação dos MDT ........................................ 84 5........................................................1.......... 77 5...... 84 5.................................................................. Casos em que se utilizam pontos cotados ........ 88 Anexo1 ..............1............... Curvas de nível ................. 1 Anexo 2 – Exercícios .......... Aplicações ...................... 80 5...............3..........................3...4..................... 87 Referências.................. Altimetria ....................... 83 5............................................ Detecção Remota ................. Formas fundamentais do relevo ..........................................................................3.........................1........................................................................2......... 80 5......2............. 82 5.......................................................................................................................................4...........4............................. Pontos cotados ..... 75 4.......................... Modelos digitais de terreno ..................... 1 Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra ................................................................................................................................. Sistemas de Varrimento Laser.......................Formulário ................................................. Construção de um MDT..........4..............................Índice 4........... 85 6.....................................ii Textos de apoio de Topografia ....2................................................................................................................... 80 5...................... 81 5............................................................................................................................................................. Representação Topográfica..........................................................

No Capítulo 3 faz-se o estudo dos métodos clássicos de execução de levantamentos topográficos. no Capítulo 5. incluem-se dois anexos. Assim. São apresentados os fundamentos da modelação da forma da Terra. como. isto é. tenham algumas noções básicas sobre como obter e utilizar este tipo de informação. indicando-se em que situações são aplicáveis. este tipo de informação tem vindo a ser cada vez mais utilizado em variadas áreas de actividade. na implantação e apoio à construção de obras. o conceito de projecção cartográfica e os sistemas de projecção cartográfica mais usados em Portugal. Começa-se. uma vez que ela é indispensável em muitas áreas da sua actividade. É feita uma apresentação sumária da cartografia nacional e de algumas noções de cartometria. procedimentos e métodos mais utilizados para a execução de levantamentos planimétricos e altimétricos. por introduzir algumas noções fundamentais para a compreensão da problemática de representação plana da Terra. No Capítulo 4. Sistemas Globais de Navegação por Satélite e Sistemas de Varrimento Laser. Por fim. Faz-se uma descrição sumária de cada um deles. No presente curso de Topografia apresentam-se os conceitos básicos necessários à utilização de informação geográfica e recolha de dados geo-referenciados. onde são apresentados os equipamentos. em trabalhos de urbanismo e hidráulica. No final. é indispensável que outros profissionais. etc.Textos de apoio de Topografia – Introdução 3 1. no capítulo 2. e em particular os Engenheiros Civis. apresentam-se outros métodos de aquisição de dados topográficos. Apesar do estudo detalhado dos vários aspectos relacionados com a aquisição. faz-se referência às várias formas de fazer a representação dos dados e informação topográfica planimétrica e altimétrica. os sistemas de coordenadas utilizados. por exemplo. nomeadamente a Fotogrametria. bem como das infra-estruturas cartográficas disponíveis no país. tratamento e representação da informação geo-referenciada ser a área de estudo dos Engenheiros Geógrafos. tanto nos equipamentos e métodos utilizados para a aquisição de dados geo-referenciados. Detecção Remota. como nos meios disponíveis para o seu processamento e representação. que se encontra posicionada sobre a superfície da Terra (ou na sua vizinhança imediata). Introdução Designa-se por informação geo-referenciada toda a informação que está associada a uma localização no espaço geográfico. Nas últimas décadas houve grandes desenvolvimentos. na auscultação do comportamento de grandes obras de Engenharia. No Anexo 1 faz-se um resumo das principais fórmulas utilizadas no Capítulo 3 e no Anexo 2 são disponibilizados exercícios referentes à execução de levantamentos topográficos clássicos. na concepção de projectos. tais como barragens e pontes. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .

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suposta prolongada debaixo dos continentes.1. A esta superfície chama-se Géoide e é utilizada em várias situações. Mostraremos ainda que. é suficiente considerar a Terra plana. o posicionamento de pontos sobre a sua superfície e. no entanto. Ao ângulo formado pela vertical do lugar (normal ao geóide) e pela normal ao elipsóide (normal) chama-se desvio da vertical (Figura 2. quando comparadas com as dimensões do geóide.1. O conjunto destas escolhas corresponde à definição de um sistema de referência. como pela influência das forças gravitacionais dos corpos celestes mais próximos.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 5 2. 2. Representação Plana da Terra Modelos da forma da Terra O modelo utilizado para representar a forma da Terra varia com a dimensão da zona que se pretende representar e com a exactidão pretendida. 2. não definida matematicamente. A sua forma é calculada utilizando gravímetros. Pode considerar-se que a forma da Terra corresponde à sua superfície física. por outro lado.1. abstraindo das ondulações do terreno. nomeadamente o Sol e a Lua. tanto devido aos deslocamentos de terras que ocorrem sobre a superfície terrestre. Outra forma de modelar a forma da Terra consiste em considerar que ela corresponde a uma superfície equipotencial.1. chamada Geóide. é uma superfície mal conhecida. por um lado. provocadas por uma desigual repartição das massas na crosta terrestre. A vertical do lugar. é nalguns casos substituída por um elipsóide de revolução ou uma esfera. devida ao movimento de rotação da Terra.1). como é uma superfície difícil de trabalhar matematicamente. Sabe-se que a forma do geóide é bastante próxima da forma de um elipsóide de revolução achatado. quando a zona de estudo é pequena. diferindo dela devido à existência de ondulações desigualmente distribuídas. a utilização de sistemas de coordenadas que permitam posicionar pontos sobre a sua superfície e a adopção de uma projecção cartográfica. Fundamentos de representação cartográfica A representação da superfície da Terra em cartas ou mapas requer. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . 2. cujo estudo é do âmbito da Geodesia. a utilização de um método que permita representar a superfície curva da Terra sobre um plano. Assim. por ser normal às superfícies de nível do geóide. O Geóide Uma das abordagens consideradas para modelar a forma da Terra consiste em considerar que ela corresponde a uma superfície equipontencial. que são aparelhos que medem a aceleração da gravidade. mas. Assim.1. Esta superfície de nível. este ângulo mede a inclinação do geóide relativamente ao elipsóide e o seu valor não ultrapassa normalmente os 10 segundos centesimais.1. esta superfície é extremamente complexa e altera-se continuamente. Aquelas ondulações são pouco significativas. pode ser definida pela superfície do nível médio das águas do mar. campo este fundamentalmente resultante da força de atracção newtoniana e da força centrífuga. a representação plana da Terra implica a escolha de um modelo para a forma da Terra. que permita fazer a sua representação sobre um plano. nomeadamente a superfície correspondente ao nível médio das águas do mar. não ultrapassando geralmente algumas dezenas de metros o afastamento vertical entre o geóide e o elipsóide que dele mais se aproxima. normalmente designado por sistema de projecção cartográfica. a forma da Terra é definida com base no campo gravítico terrestre. dá a direcção do campo gravítico terrestre e é muito importante em Topografia pois é essa direcção que orienta os instrumentos de medida. A sua superfície.

tendo-se mais recentemente optado pelo de Hayford. Para o caso em estudo a rotação é feita em torno de eixo polar N-S. a escolha do elipsóide que melhor se adapta à forma da Terra tem de ter em consideração a região que se pretende representar.2 .eixo maior a e semi-eixo menor b. foi inicialmente utilizado o elipsóide de Bessel. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Vários têm sido os geodetas que.Representação do elipsóide e do geóide numa dada região.1.1 . se obtêm elipsóides diferentes. 2. sendo a e b respectivamente o semi-eixo equatorial e o semi-eixo polar (Figura 2. O elipsóide WGS-84 é adoptado como elipsóide de referência para as medições feitas com o GPS (Global Positioning System). Assim. GRS80 e o WGS-84 com as características indicadas na Tabela 2. para diferentes regiões do globo.1 – Características de vários elipsóides utilizados como superfície de referência para representar a Terra. Um elipsóide de revolução é o sólido gerado pela rotação de uma semi-elipse em torno de um dos seus eixos. os elipsóides de Bessel. é usual utilizar como superfície de referência um elipsóide de revolução.2). Hayford. Elipsóide Bessel (1841) Clarke (1866) Hayford (1909) GRS80 (1980) WGS84 (1984) Semi-eixo maior (a) 6377397 m 6378301 m 6378388 m 6378137 m 6378137 m Semi-eixo menor (b) 6356079 m 6356584 m 6356912 m 6356752 m 6356752 m achatamento = 1/299 1/294 1/297 1/298 1/298 a −b a Em Portugal. Clarke. se têm dedicado à determinação do comprimento dos semi-eixos do elipsóide que melhor se adapta ao geóide. em diferentes partes do globo.1. O elipsóide de Clarke foi adoptado em França e nos Estados Unidos e o GRS80 é utilizado na América do Norte. temos. Tabela 2.Elipsóide de revolução com semi. O Elipsóide Dada a complexidade do geóide. Por este motivo. z N b a a b y a S x Figura 2.1.2.6 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Vertical do lugar δ Normal ao Elipsóide Geóide Superfície física Elipsóide Figura 2. O ângulo δ representa o desvio da vertical. entre outros. Estas determinações permitiram concluir que.

Considerando a Terra como esférica.3) e a fronteira de uma região a representar (ponto B). Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .1. ∆D = D '− D = R ( tgα − α ) Quando ∆D puder ser considerado nulo. sobre a superfície de referência.1. Assim. pelo que a forma da Terra se aproxima de uma esfera. As projecções ortogonais dos pontos A e B sobre a superfície de referência são respectivamente a e b. 2. Determinem-se agora as distâncias D e D': D = ab = Rα (com α em radianos) (1) D ' = ab ' = R tgα deste modo. Na Tabela 2.3 – Substituição da superfície curva da Terra por um plano tangente a esta no ponto central da zona a representar. Note-se que.1. para valores de D da ordem dos 20 km. o elipsóide é substituído por uma esfera de raio igual à média dos seus semi-eixos. Modelo plano Quando se pretende representar uma zona pouco extensa da superfície da Terra é muitas vezes suficiente considerar a Terra como plana. de centro O e raio médio R = 6400 km. sendo b' o ponto de intersecção da recta projectante de B com o plano tangente à superfície de referência no ponto a. 20km e 30km.3. entre o ponto central A (Figura 2. B A M D' b' b a D R α O Figura 2.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 7 Como se pode ver na Tabela 2. uma vez que a influência da sua curvatura é desprezável. seja D a maior das distâncias. 10km. nos trabalhos em que não se exige grande exactidão. pode-se substituir a superfície de referência (neste caso uma esfera) pelo plano que lhe é tangente no ponto central da zona a representar. a influência da curvatura da Terra sobre a distância entre dois pontos já é da ordem dos centímetros e para valores de D da ordem dos 30 km é da ordem dos decímetros. Por isso.2 indica-se o valor de ∆D correspondente a um valor de D respectivamente igual a 5km. o achatamento dos elipsóides considerados é muito pequeno. substitui-se o elipsóide de referência por um plano que lhe é tangente no ponto central da região a representar.

A posição de qualquer ponto da superfície da Terra fica perfeitamente definida através das suas coordenadas geográficas e da sua altitude relativa à superfície de referência.0000010 10. ao elipsóide.0002197 ∆D 0.0010m = 0.003125 0.0000010 0. ou ao geóide.0651m = 6. N P ϕ O Equador λ Meridiano que passa por P E -90º ≤ ϕ ≤ +90º -180º ≤ λ ≤ +180º Meridiano de Greenwich S Figura 2. 2.0000081 0.4).51cm 0. As coordenadas geográficas quando determinadas sobre o elipsóide são denominadas de Coordenadas Geodésicas e quando determinadas sobre o geóide.8 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos D ( km ) 5 Tabela 2. positivamente no hemisfério Norte e negativamente no hemisfério Sul.001563 0.0000651 30. Por acordo internacional adoptou-se para meridiano de referência o meridiano do Observatório de Greenwich em Inglaterra. Estas coordenadas são escolhidas de modo que o eixo das ordenadas (designada por meridiana origem ou apenas por meridiana) coincida com o meridiano central da zona a representar e o eixo das abcissas (designada por perpendicular origem ou apenas por perpendicular) seja normal à meridiana origem no ponto próximo do centro da região a representar.10cm 0. que no caso desta ser o elipsóide se designa por altitude geodésica e no caso de ser o geóide por altitude ortométrica. nesse ponto e pelo plano do equador (ver Figura 2. 2. Sistemas de coordenadas Podem considerar-se vários sistemas de coordenadas para posicionar pontos à superfície da Terra.81cm 0.0000651 0. α ( rad ) 10 20 30 0.2197m = 21. sendo positiva para Este do meridiano de referência e negativa para Oeste.000781 0.97cm Como em trabalhos de Topografia não são normalmente consideradas áreas com diâmetros (maior distância entre pontos dessa região) superiores a 6 km (correspondendo a D 3km ).2. A longitude λ é o ângulo diedro formado pelo plano do meridiano do lugar com o plano do meridiano de referência.2.2 – Cálculo de ∆D em função do valor de D. 2. entre os quais temos as coordenadas geográficas e as coordenadas rectangulares.0081m = 0. Pode tomar valores entre -180° e +180°.0002197 ∆D (km) 0.2.1. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .1.1.4 . Conta-se de -90° a +90° a partir do equador.1. em virtude de serem determinadas por via astronómica.0000081 20. os erros cometidos na substituição do elipsóide de referência por um plano que lhe seja tangente no ponto central da região a cartografar são insignificantes. a um elipsóide ou ao geóide. Coordenadas Geográficas As coordenadas geográficas podem referir-se a uma esfera. excepcionalmente 10 km (correspondendo a D 5km ).004688 D ' ( km ) 5.Representação das coordenadas geográficas (latitude ϕ e longitude λ) de um ponto P. são denominadas Coordenadas Astronómicas ou Naturais. A latitude ϕ de um ponto é o ângulo formado pela normal à esfera. os lugares à sua superfície podem ser posicionados recorrendo a coordenadas rectangulares.2. Coordenadas Rectangulares Ao fazer-se a representação plana da Terra.

tendo vértice no ponto A.Representação plana de uma região da superfície terrestre. duas semi-rectas com a mesma origem. Deste modo.6 . são os ângulos indicados na figura.Rumo da direcção definida pelos pontos A e B. (AB) A B Figura 2.7. que se representa por (AB). Note-se que AEB + BEA = 400 g A A BÊA E AÊB E B B Figura 2.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 9 designado por Ponto Central (ver Figura 2. Este ângulo chama-se azimute cartográfico ou rumo da direcção [AB]. As coordenadas rectangulares são as coordenadas M e P. até à direcção definida pelos pontos A e B (Figura 2. ˆ ˆ definem dois ângulos distintos.5 .5).7 . representa-se por (AB) e. que correspondem respectivamente à distância do ponto à meridiana e à perpendicular. que corresponde à direcção do Norte Cartográfico. Uma direcção qualquer [AB] pode ser posicionada relativamente ao sistema de coordenadas rectangulares através do ângulo que forma com a direcção da recta meridiana. como as semi-rectas EA e EB representadas na Figura 2. descritos no sentido retrógrado.C.6).Os ângulos AÊB e BÊA. o ângulo AÊB e o ângulo BÊA. Meridiana M<0 P>0 P A M>0 P>0 Perpendicular C M M<0 P<0 M>0 P<0 Figura 2. N. O ponto C é o ponto central. O rumo de uma direcção varia entre zero e quatrocentos grados. M e P são as coordenadas rectangulares que definem a posição do ponto A. Nota: Os ângulos em Topografia são sempre descritos no sentido retrógrado. conta-se no sentido retrógrado (sentido dos ponteiros do relógio) a partir da direcção definida pela meridiana. sendo M a distância à meridiana e P a distância à perpendicular. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .

C. A A a) b) (AB) Figura 2.Transporte de rumos. Ou seja.CÂB) e pretende-se calcular o rumo da direcção [AC].10 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Principais problemas com coordenadas rectangulares 1 .Rumo de uma direcção (AB) e rumo inverso (BA).9 . N. (BA) B (AB) (BA) B N. b) Transporte de Rumos Conhece-se o rumo da direcção [AB] e o ângulo BÂC ou CÂB (BÂC = 400g .8 a) e b) . B (AB) (AC) A Pedido: (AC) C Figura 2. Observando a Figura 2. conhece-se (AB) e pretende-se conhecer (BA). Pedido: (BA) N. mas agora no sentido de B para A.8a) pode-se concluir que: ( BA) = ( AB ) + 200 g Se os pontos A e B estiverem na posição indicada na Figura 2. Ou seja: Conhecido: (AB).C.C.C.8b) tem-se que ( BA) = ( AB ) − 200 g Logo. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . BÂC ou CÂB N. ( BA) = ( AB ) ± 200 g considerando-se "+" quando (AB) < 200g e "-" quando (AB) > 200g. Conhecido: (AB) N.Transmissão de Rumos a) Cálculo do Rumo Inverso Suponhamos que se conhece o rumo da direcção [AB] no sentido de A para B e se pretende conhecer o rumo da mesma direcção.C.

conhecendo a distância AB entre os dois pontos e o rumo da direcção que definem.Transporte de coordenadas. Conhecido: MA.C.CÂB 2 .Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 11 Observando a Figura 2.10 . PA. uma vez que o numerador tem o sinal do seno de (AB) e o denominador o sinal do coseno de (AB).10 pode-se concluir que: sin ( AB ) = deste modo: MB = MA + AB sin (AB) 3 . PB Pedido: (AB) Observando a Figura 2. PB N.9 pode-se concluir que: (AC) = (AB) + BÂC ˆ ˆ ou.10 pode-se concluir que: tg ( AB ) = MB − MA PB − PA Expressão que permite determinar o rumo (AB) sem ambiguidade. Observando a Figura 2. (AB) M Pedido: MB. PA. como BAC = 400 − CAB (AC) = (AB) +400 . AB . Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . MB.Cálculo de Rumos MB − MA AB e cos ( AB ) = PB − PA AB e PB = PA + AB cos (AB) Pretende-se calcular o rumo de uma direcção definida por dois pontos com coordenadas rectangulares conhecidas. B (AB) PB PA O A P MA MB Figura 2.Transporte de Coordenadas O problema de transporte de coordenadas permite determinar as coordenadas de um ponto B a partir das coordenadas de outro ponto A. Conhecido: MA.

definidos pelas suas coordenadas geográficas. Ou seja. Projecções azimutais A projecção cartográfica mais fácil de visualizar é a projecção em que a superfície de projecção é um plano tangente à Terra num ponto. que a Terra tem a forma de um elipsóide de revolução ou de uma esfera.Cálculo de distâncias Pretende-se. λ ) P = f P (ϕ . 2. Conhecido: MA. as projecções cartográficas consistem em transformar as coordenadas geográficas. dando origem a projecções diferentes. usando funções fM e fP. Nas projecções geométricas de perspectiva selecciona-se uma superfície planificável.MA)2 + (PB .PA)2 Ou. o que dificulta a sua representação sobre uma superfície plana. PA. Escolhe-se então um ponto como centro de projecção e consideram-se linhas que unem o centro de projecção com os pontos da superfície da Terra. para este efeito.1. Podem distinguir-se dois métodos diferentes de construir uma projecção. Isto consegue-se recorrendo a projecções. pode-se obter AB através de uma das expressões seguintes: AB = MB − M A sin ( AB ) AB = PB − PA cos ( AB ) 2.3.10 também se pode concluir que: AB = (MB . sendo o ponto obtido sobre este o local onde o ponto da superfície da Terra é representado no mapa. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . calculando o rumo de (AB). Assim. que permitem estabelecer uma correspondência biunívoca entre os pontos do elipsóide ou esfera. as projecções cartográficas correspondem a funções matemáticas da seguinte forma: M = f M (ϕ . λ ) No estudo de algumas projecções cartográficas que se segue. e os pontos do plano. um cone ou um cilindro.3. que dão origem às: 1) projecções geométricas de perspectiva. MB. Como a forma do geóide não é definida matematicamente considera-se. de modo que intersecte a Terra ou lhe seja tangente. 2) projecções geométricas analíticas. uma vez que estas figuras não são planificáveis. Assim. como por exemplo um plano. prolongando essas linhas até que intersectem a superfície do mapa.12 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 4 .1. O centro de projecção pode ser considerado em várias localizações. definidos por coordenadas rectangulares. para simplificar o problema. conhecidas as coordenadas rectangulares de A e B. cónicas ou cilíndricas. latitude ϕ e longitude λ em coordenadas rectangulares M e P. Tipos de projecções As projecções cartográficas são obtidas calculando os valores de M e P correspondentes a cada par de valores ϕ e λ de pontos dos paralelos e meridianos. PB Pedido: AB Observando a Figura 2.1. determinar a distância entre estes pontos. As projecções geométricas podem ser azimutais. Projecções cartográficas Quando se pretende representar zonas extensas da superfície terrestre é necessário ter em consideração a sua curvatura. vamos considerar a Terra esférica. é necessário adoptar modelos de representação plana do elipsóide ou da esfera.

as linhas padrão também são paralelos e designam-se por paralelos padrão. Quando se utiliza um cone como superfície de projecção com o vértice sobre o eixo polar. as projecções cartográficas deveriam satisfazer as seguintes condições: 1) todas as distâncias e áreas representadas no mapa deveriam ter uma magnitude relativa correcta. Por esta razão.11 – Projecções azimutais considerando diferentes centros de projecção. nas projecções cilíndricas quando o eixo do cilindro é coincidente com o eixo Norte .12). Projecções cónicas e cilíndricas Ao contrário de uma esfera. As projecções analíticas podem apresentar características semelhantes às projecções geométricas de perspectiva. muitas das projecções cónicas utilizam um cone que intersecta a esfera em dois paralelos padrão (ver Figura 2. No primeiro caso.a) Um cone tangente a uma esfera com um paralelo padrão. uma projecção pseudo-cónica ou pseudo-cilíndrica.12 . Por exemplo. tanto um cone como um cilindro são figuras que se podem planificar sem quaisquer distorções. para minimizar as distorções de escala. As distorções de escala aumentam à medida que os pontos estão mais para norte ou sul do paralelo padrão.12). ao colocar-se o cone tangente à esfera ele fica apoiado sobre um paralelo.Sul. respectivamente. uma projecção analítica que tenham características de uma projecção cónica ou cilíndrica diz-se. b) Um cone secante a uma esfera com dois paralelos padrão. Estas linhas são representadas em verdadeira escala na projecção e designam-se por linhas padrão. Idealmente. Projecções geométricas analíticas Nas projecções analíticas a projecção sobre as superfícies de projecção é feita recorrendo a funções fM e fP que permitem calcular os valores de M e P correspondentes a cada par ϕ. λ. O cone ou o cilindro podem ser tangentes ou secantes à esfera. que se chama paralelo padrão (Figura 2. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . a) b) Figura 2. intersectam-na ao longo de uma linha e no segundo ao longo de duas linhas. De forma semelhante.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 13 C' B' C B D O A D' A C'' C C' B'' B B' T D'' D' D A A'C' B' A C B T D' E' D E P a) b) c) Figura 2. sendo por isso utilizadas em projecções cartográficas.

competindo à Cartografia o seu estudo e a escolha dos sistemas de projecção mais convenientes para cada caso. Como a escala varia de ponto para ponto a forma de grandes áreas é representada incorrectamente. fazendo com que pequenas áreas apareçam no mapa com a sua forma correcta. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .dão origem a mapas que representam correctamente os ângulos entre quaisquer pares de pequenas linhas que se intersectem. haverá sempre deformações. da mesma forma que não é possível planificar a casca de uma laranja sem a rasgar. Sendo assim. Algumas das projecções cartográficas usadas em Portugal são: Projecção de Lambert: projecção cónica conforme.14 – Projecção de Lambert cónica e conforme Projecção de Bonne: projecção analítica pseudo-cónica equivalente. Podem-se assim considerar algumas classes de projecções cartográficas: 1) Projecções conformes ou ortomórficas . 2) Projecções equivalentes .14 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 2) todos os azimutes e ângulos deveriam estar correctamente representados no mapa. com dois paralelos padrão (Figura 2. qualquer que seja o método usado para representar sobre um plano uma parte da superfície da Terra.13 – a) Projecção de Mercator (projecção cilíndrica conforme). c) projecção cilíndrica equidistante. Apesar de ser impossível satisfazer todas estas condições num mesmo mapa. podem satisfazer-se algumas delas. b) Projecção azimutal equivalente.resultam em mapas em que as áreas são representadas nas suas dimensões relativas correctas. Figura 2. 4) as latitudes e longitudes geodésicas dos pontos deveriam aparecer correctos no mapa.A escala (e portanto as distâncias) são conservadas ao longo de algumas linhas (círculos máximos meridianos ou paralelos). não é possível representar exactamente num plano a superfície de uma esfera (ou elipsóide).14). No entanto. Figura 2. embora estas áreas tenham uma forma muito diferente da correcta e os mapas tenham ainda outros defeitos. 3) Projecções equidistantes . 3) todos os círculos máximos da Terra deveriam aparecer no mapa como linhas rectas. O cone cartográfico é disposto em posição normal e tangente ao paralelo que passa no Ponto Central.

As coordenadas geográficas da rede geodésica são calculadas sobre o elipsóide de Bessel. Sistema Bessel-Bonne : Nos finais do século XIX foi adoptado o sistema Bessel-Bonne. os data geodésicos são usados para definir um sistema de coordenadas geográficas e incluem a escolha de um elipsóide de referência e o seu posicionamento relativamente ao globo terrestre.2. salientamos: Sistema Puissant-Bonne: As coordenadas geográficas da rede geodésica são calculadas sobre o elipsóide de Puissant. longitudes e altitudes geodésicas) e rectangulares dos pontos do terreno são dependentes dos data geodésicos escolhidos. Este sistema de projecção foi utilizado na primeira carta topográfica de Portugal executada em moldes científicos modernos. Figura 2.2.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 15 Projecção de Gauss ou Gauss Krüger (projecção de Mercator transversa quando a superfície de referência é um elipsóide): é uma projecção conforme. Sistemas de referência Data geodésicos Um datum (no plural data) é um conjunto de quantidades numéricas ou entidades geométricas que são utilizadas como referência para a definição de outras quantidades.2.15 – Projecção de Mercator transversa 2. Concretamente. um ponto central (cruzamento da recta meridiana e perpendicular) uma origem para as coordenadas rectangulares um factor de escala associado ao meridiano central (próximo da unidade) ou a localização das linhas padrão. Sistemas de projecção cartográfica Por sistema de projecção cartográfica entende-se um conjunto formado por: • • • • um datum geodésico (inclui a escolha do elipsóide e o ponto de fixação).862′′ Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . λ = −9o 07′ 54.15). λ = −9o 07′54. à escala 1:100 000. Jorge) de coordenadas ϕ = 38o 42′56. Jorge) de coordenadas ϕ = 38o 42′ 43.806′′ As correspondentes coordenadas rectangulares são relativas à projecção pseudo-cónica de Bonne. De entre os sistemas de projecção cartográfica utilizados em Portugal. 2. cujo levantamento decorreu na segunda metade do século XIX.1. 2. a “Carta Geral do Reyno”. com fixação no vértice Lisboa ( Castelo de S. As posições geodésicas elipsoidais (latitudes. fixado no vértice Lisboa ( Castelo de S. com origem no vértice Lisboa.2.631′′. sobre um cilindro tangente à Terra no meridiano central (Figura 2.730′′.

Jorge) de coordenadas ϕ = 38o 42′43. o que significa que todos os pontos têm coordenadas militares positivas. λ = −8o 07′54. aquelas coordenadas não identificam o mesmo ponto do terreno. λ = −9o 07′54. situado a S-W do Cabo de S.862′′ As correspondentes coordenadas rectangulares são relativas à projecção de Gauss. Neste sistema. a origem das coordenadas cartográficas do SHG73 sofre uma pequena translação relativamente ao ponto central: M HG 73 = M HG 73_ OPC + 180.631′′. com origem no ponto central. devido à mudança do ponto de fixação do elipsóide de Hayford de Lisboa para o Ponto Central. Os sistemas Hayford-Gauss No sistema Hayford-Gauss Antigo (HGA) as coordenadas geográficas da rede geodésica são calculadas sobre o elipsóide de Hayford. com origem no Ponto Central.16 – Origem das coordenadas no Sistema Hayford Gauss Militar (Ponto Fictício) 0.598m PHG 73 = PHG 73_ OPC − 86. com origem no vértice Lisboa (Castelo de S. Deve notar-se que. com fixação no Ponto Central. PHGM = PHGA + 300km Meridiana Fictícia Meridiana Origem Perpendicular Perpendicular Fictícia O Figura 2. Após 1973 foi considerado o sistema Hayford-Gauss Moderno.16). Tem-se então que as coordenadas militares MHGM e PHGM são obtidas através de: M HGM = M HGA + 200km. Vicente e distanciado 200 km para Oeste e 300 km para Sul do Ponto Central e com eixos paralelos aos do Sistema HGA (Figura 2. as coordenadas geográficas da rede geodésica são calculadas sobre o elipsóide de Hayford. Para minimizar globalmente as diferenças entre as coordenadas cartográficas SHG73 e SHGA.862′′ O sistema Hayford-Gauss Militar (HGM).16 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos As correspondentes coordenadas rectangulares são relativas à projecção pseudo-cónica de Bonne. deriva do sistema anterior por uma translação da origem das coordenadas rectangulares para o ponto fictício. Esta deslocação tem como consequência imediata colocar todo o território de Portugal Continental no primeiro quadrante. também conhecido por sistema do Datum 73 (SHG73). com coordenadas ϕ = 39o 40′.990m Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . embora o ponto central dos SHGA e SHGM seja definido pelas mesmas coordenadas geodésicas elipsoidais do que o ponto central do SHG73.

indicando entre que paralelos se encontra. 73′′ . O sistema ETRS89 O ETRS89 (European Terrestrial Reference System) é um sistema global de referência recomendado pela EUREF (European Reference Frame. é dividida em 60 fusos. A origem das coordenadas rectangulares é considerada. excluindo as letras I e O. Desta forma.Associação Internacional de Geodesia) desde 1990 e estabelecido através de técnicas espaciais de observação. tendo a última zona considerada uma amplitude de 12º. b) o sistema Hauford Gauss Antigo c) o sistema Hayford Gauss Moderno. 500km à esquerda da recta meridiana e. em cada um dos fusos é considerado um sistema de coordenadas rectangulares de forma que a recta meridiana seja coincidente com o meridiano central do fuso e recta perpendicular com o equador. para a representação das zonas no hemisfério Norte. Os fusos são numerados de 1 a 60. Como o sistema UTM não permite representar as zonas polares. Estas 20 zonas são identificadas através das letras C. λ = −8o 07′59. que corresponde à zona entre o paralelo 72ºN e o paralelo 84ºN. sendo a origem das coordenadas rectangulares no ponto ϕ = 39o 40′05. este sistema é completado com o sistema UPS (Universal Polar Stereographic) [Casaca et al. O sistema UTM No sistema UTM (Universal Transverse Mercator) a Terra é representada por um elipsóide e a sua superfície. subcomissão da IAG . Utiliza como elipsóide de referência o GRS80 e o sistema de projecção adoptado utiliza a projecção de Mercator Transversa. Cada um dos fusos é subdividido considerando uma rede de paralelos espaçados de 8º a partir do paralelo 80ºS até ao paralelo 72ºN. 2005]. Coincide com o sistema ITRS (International Terrestrial Reference System) na época de 1989. sobre o equador. a) O sistema Bessel-Bonne. A representação plana de cada um dos fusos é obtida através da projecção do fuso sobre um cilindro secante à Terra ao longo de dois círculos menores paralelos ao meridiano central e distanciados deste 180km (projecção conhecida por projecção Universal Transversa de Mercator). e uma letra. Ficam assim definidas 1200 zonas.19′′ ..17 . situada entre os paralelos 84º N e 80º S. O triângulo assinala o ponto de fixação do elipsóide e O a origem das coordenadas rectangulares 0. correspondente ao fuso. todos os pontos do fuso têm coordenadas positivas. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . as diferenças entre as duas coordenadas são inferiores a poucos metros em todo o território. M>0 P<0 M<0 P<0 M<0 P>0 M>0 P>0 M<0 P>0 M>0 P>0 M>0 P>0 M<0 P>0 M<0 P<0 M>0 P<0 M<0 P<0 M>0 P<0 a) b) c) Figura 2. sendo a numeração iniciada no fuso situado imediatamente a Este do meridiano com longitude 180º. cada uma identificada de forma única através de um número. por convenção. com uma amplitude de 6º.0 e é fixado à parte estável da placa Euro-Asiática. Para regiões situadas no hemisfério sul a origem das coordenadas é considerada situada 500km à esquerda da recta meridiana e 10 000km a sul do equador. Para a representação plana. a X.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 17 Assim.Sistemas portugueses de coordenadas rectangulares.

a grandeza e posição relativa dos objectos.1. qualitativa e quantitativa. 1995 e 1997). etc. redes de transporte de energia. como por exemplo as cartas geológicas. nomeadamente o relevo. razão a que se chama escala. 2. etc. com ou sem redução destas. e as cartas obtidas a partir das cartas de base. Cartografia Nacional Noções gerais sobre cartografia Noção de escala Para efectuar a representação do terreno de forma a manter. E1 E2 Em muitas cartas é representada.1. E sendo E normalmente um múltiplo de 10. demografia. de hidráulica. etc. vias de comunicação. relativa aos fenómenos de natureza física. etc.3.1... toda a Rede Geodésica de 1ª ordem do Continente foi observada com GPS. as cartas e as plantas topográficas. As representações cartográficas são classificadas em três categorias: os mapas geográficos.. humana. 2. As plantas topográficas são representações de âmbito local. a escalas iguais ou superiores a 1:10 000.18 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos O estabelecimento do ETRS89 em Portugal Continental foi efectuado com base em campanhas internacionais (realizadas em 1989.2.3. 2. florestais. 1000 m 500 m 0m 1 2 3 4 Quilómetros Figura 2. As cartas que derivam directamente de um levantamento denominam-se de cartas de base.) é designada por informação temática e a sua representação sobre uma base topográfica é designada por cartografia temática. A informação geográfica não topográfica (por exemplo. exposição solar. tanto quanto possível. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .Escala gráfica de uma carta.3. entre as quais se contam algumas cartas temáticas. etc. Designam-se por mapas geográficos as representações de informação topográfica a escalas inferiores a 1:500 000.18). é designada por informação geográfica.18. vegetação. aptidão para construção. uma escala gráfica.3. considera-se uma razão constante entre o comprimento de uma linha representada na carta e a sua homóloga no terreno. que podem utilizar uma esfera para substituir o geóide como superfície de referência.1. são chamadas cartas derivadas. pluviosidade. Se o comprimento na carta for representado por e o mesmo comprimento no terreno por L. que se distribuem espacialmente sobre a superfície terrestre. São de grande utilidade para o engenheiro em estudos gerais de vias de comunicação. Nos anos subsequentes. As cartas topográficas são representações nacionais ou regionais a escalas iguais ou superiores a 1:500 000 e geralmente inferiores a 1:10 000. Diz-se que a escala 1 1 é superior à escala se E1 < E2 . linhas de água. que indicam a correspondência entre os comprimentos medidos na carta e os comprimentos seus equivalentes no terreno (Figura 2. construções. As folhas da Carta de Portugal à escala 1:50 000 do Instituto Geográfico Português produzidas a partir de 2002 estão referidas ao sistema ETRS89. para uma mais fácil visualização da magnitude das distâncias. a escala será dada por L = 1 . constituída por um segmento de recta dividido em segmentos mais pequenos. Cartas A informação. A cartografia topográfica tem como objectivo a representação plana da informação geográfica designada por informação topográfica. que tiveram como objectivo ligar convenientemente a rede portuguesa à rede europeia. 2.

do Norte Cartográfico e do Norte Magnético (N.C.20). Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .20 .G. o azimute Geográfico. Ν. chama-se convergência de meridianos.M. O ângulo δ1.) a direcção definida pelos outros meridianos representados na carta. e também as linhas rectas paralelas aos eixos rectangulares. C. Por planimetria entende-se a representação bidimensional da posição dos pontos na carta e por altimetria a representação do relevo. Ν.Ao ângulo δ. Ν.Convergência dos meridianos Figura 2.Μ. Esta última é normalmente feita por intermédio de curvas de nível ou pontos cotados (ver capítulo 0).C. Ao ângulo γ. δ1 Ν. e do N. formado pelas direcções do N. Os meridianos e os paralelos são representados por linhas rectas ou curvas. δ γ a) b) Figura 2. e do N.) a direcção definida pelo meridiano central e o Norte Geográfico (N. formado pela direcção do N. sem grande erro. denominado de convergência dos meridianos..19 – Quadrícula de uma carta e representação do ângulo formado pelo Norte Cartográfico e Norte Geográfico. Ν. a representação do terreno é feita tanto em planimetria como em altimetria.C. elementos que são destinados a permitir a orientação de direcções quando se conhece o rumo Cartográfico. G. e pode..M. Usualmente indica-se na margem das folhas as direcções do Norte Geográfico. Sendo o Norte Cartográfico (N. δ1 δ γ Ν.Μ. (NC) (NG) (NC) γ Perpendicular C Meridiana γ . as rectas paralelas à meridiana formam com as linhas que representam os meridianos um ângulo que aumenta à medida que nos afastamos do meridiano origem(ver Figura 2. cujo conjunto constitui a quadrícula da carta. a convergência dos meridianos é o ângulo formado pelo N. ou o azimute ou rumo Magnético (Figura 2. Numa carta estão traçados os meridianos e os paralelos.. b) ponto a Oeste do meridiano origem. Este ângulo designa-se por convergência dos meridianos. é a declinação relativamente à quadrícula da carta. e do N. e pela recta tangente ao N. no ponto considerado. G.G.G.M.G. C. Numa carta. sendo sempre uma linha recta o meridiano que passa pelo ponto central da zona considerada.). a) Ponto a Este do meridiano origem. chama-se declinação magnética.C. ser considerado constante nas zonas em que se divide a carta de um país. formado pelas direcções do N.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 19 Nas cartas e nas plantas. que se denominam rectas meridianas e rectas paralelas.19).

denominada rede geodésica. formado em 2002 e integrando os entretanto extintos Instituto Português de Cartografia e Cadastro (IPCC) e o Centro Nacional de Informação Geográfica (CNIG). nos estudos de pormenor de obras usam-se cartas com escalas de 1:100 a 1:500. e o Instituto Geográfico do Exército (IGeoE).4. apoiados num conjunto de pontos de coordenadas geodésicas conhecidas . Infra-estruturas cartográficas A Rede Geodésica Os levantamentos topográficos são. Assim. O ajustamento da rede pode incluir a observação das coordenadas astronómicas noutros pontos (pontos de Laplace) e a medição de novas bases. através de cartas ou mapas em papel. Actualmente. que consiste na medição dos ângulos internos dos triângulos da malha e na propagação das coordenadas astronómicas (ou naturais) do ponto astronómico fundamental para os outros pontos da rede. 2. em geral.3. as mais usadas são as de 1:5 000. 1:100 000. o que permite o seu processamento computacional e a sua introdução em Sistemas de Informação Geográfica. e o modelo numérico cartográfico (MNC). 1:1 000 e 1:500. redes de distribuição de águas. designados por vértices geodésicos. 1:200 000 (disponível também para os Açores). Não há normas rígidas para a escolha da escala das cartas a utilizar.cuja determinação pertence ao domínio da Geodesia .2. Esta carta inclui dois modelos.4. de seguida. no entanto. nos levantamentos de povoações usamse. nomeadamente das Câmaras Municipais. A execução de cartografia em escalas grandes é da responsabilidade das administrações regionais. A cobertura de Portugal continental na escala 1:10 000 encontra-se ainda em fase de execução e é também da responsabilidade do IGP. Actualmente as coordenadas dos Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . levantamentos nas escalas 1:1 000 e 1:2 000. não é disponibilizada apenas em formato analógico. mas fundamentalmente em formato digital. competindo ao Engenheiro a sua escolha de acordo com a natureza do trabalho a realizar. estacionando um teodolito em todos os vértices dos triângulos. 1:1 000 000 (disponível também para a Madeira e Açores) e 1:2 500 000. Este conjunto de pontos é representado graficamente por uma malha triangular. Resumidamente. e a informação geográfica em geral.materializados por sinais estáveis. Finalmente são calculadas as coordenadas ajustadas dos vértices dos triângulos. casos em que a escala está mais ou menos consagrada. existindo.1. que deriva do primeiro através da aplicação de convenções cartográficas. O IGP dispõe da cobertura de Portugal continental nas escalas 1:50 000 (disponível também para os Açores). a triangulação geodésica consiste em medir o azimute e o comprimento de um lado de um triângulo a que pertence o ponto astronómico fundamental (comprimento este designado por base). O IGeoE possui as cartas militares nas escalas 1:25 000 de todo o território português (incluindo Madeira e Açores). As séries do IGeoE e do IGP Os principais produtores portugueses de cartografia topográfica são o Instituto Geográfico Português. 2. medem-se os seus ângulos internos. o Modelo Numérico Topográfico (MNT) que se destina principalmente a utilizadores que necessitem da informação para construir um sistema de informação geográfica. Até à relativamente pouco tempo o método utilizado na determinação das coordenadas dos vértices era a triangulação geodésica. 1:2 000. facilmente visíveis. 1:500 000. para estudos de urbanização.20 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Se δ for a declinação magnética (ângulo formado pela direcção do Norte Magnético e pela direcção do Norte Geográfico) e γ a convergência dos meridianos. 1:50 000 e 1:250 000. tem-se que a declinação relativamente à quadrícula da carta δ1 é dada por: δ1 = δ ± γ aplicando-se o sinal positivo (negativo) quando o ponto considerado estiver situado a Este (Oeste) do meridiano origem. a cartografia. 2. de evacuação de esgotos e de energia eléctrica. Quanto às cartas de maiores escalas.

atribuir um rumo a uma direcção (de preferência a base). O cálculo das coordenadas destes vértices pode ser feito recorrendo a métodos clássicos da Topografia ou com observações feitas com o Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS). Para a sua construção é necessário: . .2. pois as distâncias entre eles são demasiado grandes. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . . podendo. pois dela depende em grande parte a rapidez e facilidade de execução do trabalho e a precisão dos resultados obtidos.Marcos dos vértices da rede geodésica. Esta última operação é de extrema importância. afastados entre si e dos primeiros cerca de 20 a 30 km. Figura 2. introduzem-se novos vértices apoiados nos anteriores formando malhas cujos vértices estão distanciados de 5 a 10 km. rede geodésica de terceira ordem. se construa uma rede sem apoio nos vértices geodésicos.atribuir coordenadas a um vértice (de preferência um dos vértices da base).4. para que o trabalho fique ligado à rede geodésica nacional e se enquadre na referência global. Os vértices desta rede estão ainda muito distantes e. em condições excepcionais. aumenta-se a densidade de pontos da rede utilizando novos vértices. Na rede de primeira ordem. deve fazer-se um projecto da mesma e o reconhecimento do terreno.21 . antes de se iniciarem os trabalhos necessários ao adensamento da rede. A rede assim obtida. A rede geodésica de primeira ordem é adensada com novos vértices. Ao estabelecer-se uma rede de apoio com métodos clássicos é sempre conveniente fazer-se a sua ligação aos vértices geodésicos. Adensamento da rede de apoio Como em topografia interessa fundamentalmente o pormenor. e que formam com aqueles a rede geodésica de segunda ordem. por isso. a distância entre os vértices varia entre 30 e 60 km. é constituída por malhas onde se podem já aplicar os métodos topográficos. portanto. devido aos pontos de apoio se encontrarem muito distantes e o tipo de trabalho não justificar a construção de pontos de apoio mais próximos. 2. não é possível utilizar apenas os vértices geodésicos para apoio dos levantamentos.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 21 pontos da rede geodésica são calculadas com levantamentos feitos com receptores do Sistema Global de Navegação por Satélite (que inclui o GPS). ou rede primordial. ir até 100 ou 200 km. que é o alcance máximo dos instrumentos de medida. A construção e manutenção das três primeiras ordens de vértices da rede geodésica é da responsabilidade exclusiva do Instituto Geográfico Português (IGP). pelo que o trabalho realizado fica automaticamente ligado à rede nacional. Por este motivo.medir uma base (um comprimento). pode acontecer que. No entanto. e. As redes geodésicas podem ser classificadas em três ordens. A utilização do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) permite fazer o cálculo das coordenadas desses pontos relativamente aos sistemas de referência utilizados na rede geodésica. A escolha da sua posição é evidentemente condicionada pelo método utilizado para o cálculo das sua coordenadas.

são ângulos horizontais e verticais. quer para a execução de levantamentos quer para a implantação de pontos. teodolitos e níveis. Métodos fotogramétricos.22 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 3. É contada a partir do plano horizontal de onde emerge a direcção e varia entre -100 e +100 grados. ou imagens numéricas recolhidas por sensores instalados em satélites artificiais da Terra. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Os levantamentos topográficos podem ser executados utilizando: • • Os métodos clássicos da Topografia. sendo a informação obtida a partir de fotografias aéreas métricas. • A utilização de quaisquer destes métodos requer a execução de trabalho de campo. corresponde normalmente à recolha de dados. que se baseiam na medição de ângulos e distâncias.1. Introdução As operações de recolha de dados topográficos são designada por levantamentos topográficos. no caso dos métodos clássicos de levantamentos topográficos e da utilização dos GNSS. que se baseiam fundamentalmente na medição de ângulos e distâncias. Neste capítulo serão estudados os métodos clássicos de aquisição de dados topográficos. mais conhecido por GPS (Global Positioning System). O Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS – Global Navigation Satellite Systems). permitindo a determinação precisa das coordenadas dos locais onde são colocadas as antenas dos receptores. Os ângulos que interessa medir. e a posterior execução de ajustamentos e cálculos necessários à obtenção das quantidades pretendidas. a que se chama usualmente trabalho de gabinete. que utiliza receptores dos sinais emitidos pelos satélites da constelação GPS. Assim. o ângulo formado pelas projecções dessas direcções sobre o plano horizontal. que. recorrendo a instrumentos tais como estações totais. isto é. B A E AÊB Figura 3. nomeadamente o Sistema de Posicionamento Global.1 – Ângulo horizontal ou azimutal de duas direcções concorrentes num ponto E. tem-se: 1) Altura de uma direcção é o ângulo que essa direcção forma com o plano horizontal. Para se definir o ângulo vertical de uma direcção emergente de um ponto temos que distinguir os casos em que o elemento de referência é o plano horizontal ou a vertical que passa nesse ponto. 2) Distância zenital de uma direcção é o ângulo que essa direcção faz com a vertical que passa pelo ponto de onde emerge. É contada a partir da vertical e varia entre zero e 200 grados. Ângulo horizontal ou azimutal de duas direcções que passam por um ponto é o rectilíneo do diedro formado pelos planos verticais que contêm essas direcções. Levantamentos topográficos 3.

2. como tripés. etc. Os ângulos verticais têm vértice no centro do aparelho e são definidos apenas por uma direcção visada. Os ângulos horizontais medidos têm o vértice num ponto do terreno. No entanto. b) Teodolito electrónico. Este equipamento é utilizado juntamente com outros acessórios. ou a adaptação dos métodos de medição para a medição de distâncias horizontais. para a maioria dos métodos. de forma que os seus centros existam teoricamente sobre os eixos atrás mencionados. Teodolitos Os teodolitos são instrumentos construídos com a finalidade de medir ângulos horizontais e verticais. As distâncias medidas com o equipamento utilizado em Topografia são normalmente distâncias reais entre pontos. 3) nivelas . ficará colocado na posição vertical (eixo principal) e outro que ficará na posição horizontal (eixo secundário). Os instrumentos utilizados em Topografia para medir ângulos horizontais e ângulos verticais são chamados de teodolitos. ou em pilares e têm como componentes fundamentais: 1) uma luneta .Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 23 Vertical z α O Plano horizontal A A' Figura 3.cuja finalidade é colocar vertical o eixo principal do teodolito. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .2 . 3. podendo tomar todas as posições no espaço com movimentos em torno de um eixo que. Equipamento Topográfico Faz-se de seguida um breve resumo do principal equipamento utilizado em Topografia clássica. 2) dois limbos . ou a conversão das últimas nas primeiras. onde é estacionado o aparelho. e são definidos por duas direcções visadas utilizando a luneta do instrumento.2. o que exige.O ângulo α é a altura de direcção [OA] e o ângulo z a sua distância zenital.3 . depois do estacionamento do teodolito.– a) Teodolito clássico. fios-de-prumo. Tem-se desta forma que z = 100 g − α .destinados a medir os ângulos e que estão colocados na posição horizontal e vertical.cujo eixo óptico materializa as direcções.1. 3. fitas. é necessário conhecer as distâncias horizontais e não as reais. Os teodolitos são estacionados no terreno em tripés. a) b) Figura 3.

Distanciómetros Electrónicos Os distanciómetros electrónicos são instrumentos que permitem medir distâncias através da emissão de um raio laser e da sua recepção depois de ser reflectido no outro ponto que define a distância a medir. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . actualmente. ângulos verticais e distâncias com muita eficiência. Figura 3. ou seja operações de cálculo de diferenças de altitude entre pontos do terreno. Estes equipamentos são muito versáteis pois permitem medir ângulos horizontais.2. Estações Totais Designa-se por Estação total um equipamento que engloba um teodolito e um distanciómetro electrónico.2.5 – Estação Total. Estes aparelhos são utilizados para fazer operações de nivelamento. embora. Normalmente exigem a utilização de um reflector.2. b) Distanciómetro electrónico integrado num teodolito (Estação Total).24 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 3. Níveis Os aparelhos que têm como objectivo definir linhas de visada horizontais são chamados de níveis. São normalmente utilizados juntamente com miras. alguns distanciómetros possam medir distâncias relativamente pequenas sem reflector.4.3. que envia o raio emitido de volta para o aparelho. 3.2. a) b) Figura 3. 3.4 – a) Distanciómetro electrónico independente.

H o eixo secundário.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 25 a) b) Figura 3. sendo portanto chamado de limbo zenital). e outra móvel.1.1. Nivelas Existem dois tipos de nivelas: as nivelas tóricas e as nivelas esféricas. Medição de ângulos Constituição e funcionamento de um teodolito O teodolito dispõe de uma parte fixa. É um eixo supostamente perpendicular ao eixo principal e que o deve intersectar num ponto chamado centro do teodolito. O eixo em torno do qual bascula a luneta chama-se eixo secundário ou eixo dos munhões. S o eixo óptico do teodolito e O o centro do teodolito. A luneta dispõe ainda de um eixo óptico. chamada alidade.3. 3. 3. onde se apoia o instrumento.3. Eixo principal Objectiva Eixo secundário ulo Âng Eixo óptico Ocular Limbo zenital Ângulo Limbo azimutal Figura 3. 3.6 – a) Nível. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . susceptível de rodar em torno do eixo principal do teodolito.7 Constituição de um teodolito: V representa o eixo principal. chamada base.3. que deve passar pelo centro do teodolito.1. b) Observações de uma linha de nivelamento geométrico utilizando um nível e respectiva mira. Associado ao eixo principal existe o limbo azimutal ou horizontal e associado ao eixo secundário existe o limbo vertical (que na maior parte dos instrumentos tem como finalidade medir ângulos zenitais.

10 . a bolha ocupará sempre a parte mais elevada do toro. não sendo na maior parte das vezes gravado na nivela. Os elementos geométricos de uma nivela tórica são (ver Figura 3.Toro de revolução. traduzir. Directriz da nivela Centro da nivela Linha média da nivela Raio de curvatura Centro de curvatura Figura 3. É expressa pelo ângulo α de que roda a directriz quando a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . pequenas variações de inclinação da sua directriz.8 . sendo o restante espaço ocupado por vapores desse líquido que formam a bolha da nivela.26 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Nivelas tóricas São formadas por um tubo de vidro com a forma de uma porção de um toro de revolução (ver de grande raio (o círculo gerador tem em média 1 cm de raio e o equador entre 15 e 200 m).Uma nivela tórica calada e descalada. designandose o exterior por linha média da nivela e o seu raio por raio de curvatura da nivela. Figura 3. Diz-se que uma nivela está calada quando o centro da bolha coincide com o centro da nivela.11) de uma nivela à propriedade de esta. através de deslocamentos da bolha.8) Equador Círculo de gola Círculo gerador Eixo Círculo director Figura 3. a tangente ao toro no meio da bolha será horizontal. que é o plano do equador e corta o toro segundo dois arcos de circunferência concêntricos. de modo que se o plano do equador for vertical. Centro da nivela Centro da bolha Centro da bolha Nivela descalada Nivela calada Figura 3. Em virtude dos princípios de equilíbrio dos fluidos.9): o plano médio da nivela.9 .Elementos geométricos de uma nivela tórica. chamado centro da nivela. quando se bascula o seu plano médio em torno do eixo. Chama-se sensibilidade (ver Figura 3. O centro da nivela é definido pela sua graduação. quase cheio de um líquido não viscoso (normalmente éter). Directriz da nivela é a tangente à linha média da nivela no seu ponto médio.

parafusos estes que vão ser utilizados para calar a nivela. quanto maior for o raio de curvatura R. Desta forma. os procedimentos a seguir são (Figura 3. 4) Voltar a calar a nivela rodando agora apenas o terceiro parafuso nivelante.11 . isto é. Partindo do princípio de que a nivela está rectificada. Uma nivela é tanto mais sensível quanto maior for o deslocamento da bolha para um dado α. 2) Rodar esses dois parafusos em sentidos contrários até calar a nivela. Montagem das nivelas tóricas nos instrumentos Nos teodolitos as nivelas estão normalmente solidárias com o eixo principal. quando isto não acontecer diz-se que a nivela está desrectificada.12): 1) Colocar a nivela de modo que a directriz desta fique aproximadamente paralela ao plano vertical que passa por dois dos parafusos nivelantes. Uma nivela é caracterizada pelo valor do ângulo α correspondente a uma divisão da graduação. por exemplo. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . tendo como finalidade colocá-lo vertical. 3) Rodar a alidade (e consequentemente a nivela) de 100 grados em torno do eixo principal. o plano médio da nivela deve ser paralelo ao eixo a que a nivela é solidária e a sua directriz deve ser perpendicular a este eixo. que permitem variar a inclinação conjunta do eixo e da nivela. as três nivelas seguintes com sensibilidade decrescente: = 2 mm = 2 mm = 2 mm α = 1’’ α = 20’’ α = 30’’ R = 1273 m R = 63 m R = 42 m D C α D' R α Figura 3.A sensibilidade de uma nivela é caracterizada pelo ângulo α que roda a directriz quando a bolha se desloca de um arco .Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 27 bolha se desloca de um determinado arco expressão: . O eixo principal é suportado por uma base triangular munida de três parafusos nivelantes. o seu valor em segundos centesimais é dado pela α= R ρ em que ρ é o valor de um radiano em segundos centesimais (ρ = 636620”). Temos assim.

a ocular e a objectiva. tal como as nivelas tóricas. Nos teodolitos a nivela esférica é normalmente solidária ao eixo principal. com uma circunferência de referência gravada no seu centro. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . A bolha ocupa a parte mais elevada da calote esférica e o plano tangente ao centro da bolha é sempre horizontal. invertida e com um aumento considerável do diâmetro do objecto. Podemos então afirmar que a luneta origina uma imagem virtual. ou se rectifica a nivela ou adoptam-se outros procedimentos para verticalizar o eixo principal. esta vai originar uma imagem real e invertida (ver Figura 3. ficando então o plano director horizontal.28 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Figura 3. A nivela está calada quando a bolha estiver concêntrica com a circunferência de referência. as imagens observadas através da ocular são imagens direitas. e inferiormente por uma superfície qualquer (ver Figura 3. Está. Como o objectivo é verticalizar este eixo.1.Representação de uma nivela esférica. que não serão estudados neste curso. a bolha da nivela tórica não se deve deslocar. quase completamente cheia de um líquido de baixa viscosidade. ao rodar-se o teodolito em torno deste. Nas lunetas de fabrico moderno. Como o objecto a focar está sempre situado muito além do foco da objectiva.12 . 3. Depois de efectuadas estas operações o eixo principal deve estar vertical e. pelo que esta vai ter que se formar entre o centro óptico e o foco da ocular. A luneta A luneta de um teodolito é composta fundamentalmente por dois sistemas ópticos. graças a um conjunto de prismas incorporado no corpo da luneta. A ocular vai funcionar em relação a esta imagem como uma lupa. a nivela está rectificada quando o seu plano director lhe for perpendicular.2. Se isso acontecer a nivela não está rectificada e neste caso. Chama-se plano director da nivela esférica ao plano tangente à calote no centro do círculo de referência.Representação esquemática dos parafusos nivelantes de um teodolito e da nivela tórica durante o procedimento de verticalização do eixo principal. usando os três parafusos nivelantes. Nivelas esféricas Uma nivela esférica é um recipiente com a forma de um cilindro. As nivelas esféricas são nivelas de baixa precisão e são utilizadas apenas para fazer uma verticalização aproximada do eixo principal.13 . limitado superiormente por uma calote esférica. funcionando qualquer deles como uma lente convergente.13). sendo essa verticalização depois refinada com a nivela tórica. Figura 3.14).3.

14 . devem verificar-se. no corpo da luneta.Esquema de uma luneta.Ocular.15).Objectiva. Ob . Para se evitar a existência de paralaxe a focagem deve constar de duas operações: 1) focagem do retículo. Um observador constata a existência ou não de paralaxe da imagem deslocando a vista em frente da ocular. Diz-se que há paralaxe da imagem quando a imagem do objecto dada pela objectiva não se forma sobre esse plano. A´´B´´ . 3. finamente gravadas. Se a imagem do objecto e a imagem do retículo se deslocarem uma relativamente à outra existe paralaxe da imagem.2. uma lâmina de vidro com um sistema de linhas cruzadas. entre a ocular e a objectiva.15 .Focos da objectiva. F´oc e F´´oc .Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 29 Ocular Objectiva B F’’oc A’ F’ oc F’’ob B’ A’’ F’ob A B’’ Figura 3. Diz-se que se está a apontar em azimute para um determinado ponto quando a imagem desse ponto se situar apenas sobre o fio vertical do retículo. Para referenciar a posição da imagem do objecto relativamente aos fios do retículo convém que essa imagem se forme no plano do retículo. a que se dá o nome de retículo (ver Figura 3. quando observado através da luneta.3. Podemos ainda diferenciar pontarias em azimute e pontarias em altura. Condições para a medição de ângulos Para que com um teodolito se possam medir realmente ângulos horizontais e verticais com vértice no ponto onde o teodolito está estacionado. além de algumas condições de construção que serão expostas mais à frente. 2) focagem do objecto. Oc . Diz-se que se está a apontar em altura quando a imagem do ponto se situar apenas sobre o fio horizontal do retículo. F´ob e F´´ob . Figura 3.Imagem obtida com o conjunto das duas lentes. as seguintes condições de estação: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Fazer pontaria a um ponto equivale a obrigar que a linha de pontaria da luneta passe por esse ponto.Focos da ocular. AB .Objecto. Chama-se linha de pontaria ou linha de visada ao lugar geométrico dos pontos do espaço cujas imagens se formam sobre o ponto de cruzamento dos fios do retículo.Dois possíveis aspectos do retículo. Para se definirem linhas de pontaria existe.

b) Verticalização do eixo principal . em cada uma das pontarias.Limbo azimutal de um teodolito. mediante as seguintes operações: a) Centragem do teodolito . 2) o eixo principal deve passar pelo ponto estação.17 .AB. faz-se uma centragem aproximada deste com um fio de prumo. Medição de ângulos azimutais: O limbo azimutal de um teodolito está solidário com a base deste e portanto permanece fixo durante as observações. É feita pontaria para B obtendo-se a leitura AB no limbo azimutal.16 . 2) depois coloca-se o instrumento no tripé e faz-se uma verticalização aproximada do eixo principal. Em primeiro lugar é feita uma centragem aproximada no ponto estação com um fio de prumo e depois uma centragem rigorosa com um prumo óptico ou uma haste prumada. 300 0 A A 200 100 Figura 3. Na prática o estacionamento de um teodolito sobre um tripé é feito por fases: 1) antes de colocar o teodolito sobre o tripé. Estas condições têm de ser satisfeitas quando do estacionamento do teodolito no ponto estação.o centro do teodolito e o ponto estação devem ficar sobre a mesma vertical. com o auxílio de nivelas e dispositivos de centragem. o que se consegue.1. B (Ponto estação) A BÂC C Figura 3. com o auxílio da nivela esférica. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . variando as leituras com as pontarias feitas para as várias posições. O ângulo BÂC = AC . 4) por fim faz-se a verticalização rigorosa do eixo principal com o auxílio da nivela tórica.esta verticalização é feita com o auxílio de nivelas solidárias com o eixo principal. aponta-se a luneta sucessivamente para B e C e faz-se. À pontaria para o ponto A corresponde a leitura azimutal A. estaciona-se o teodolito no ponto A. uma leitura no limbo azimutal.3. 3. Para medir o ângulo azimutal formado pelas direcções [AB] e [AC].Medição de um ângulo azimutal. A graduação do limbo azimutal é normalmente feita em grados e no sentido retrógrado (sentido dos ponteiros do relógio). 3) em seguida refina-se a centragem do teodolito com recurso a um prumo óptico ou uma haste prumada.2.30 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 1) o eixo principal deve estar vertical. A diferença das duas leituras dá o valor do ângulo azimutal. de seguida faz-se pontaria para C obtendo-se a leitura no limbo azimutal correspondente a esta pontaria AC.

Tabela 3. 5) O eixo óptico da luneta deve ser perpendicular ao eixo secundário. Estas condições devem ser satisfeitas. 4) O eixo secundário deve ser normal ao eixo principal. no caso de teodolitos electrónicos. por vezes existam pequenos erros residuais. pois só são utilizados quando se pretende medir ângulos com grande precisão. 3) O eixo óptico deve intersectar o eixo principal. sendo portanto atenuado o seu efeito utilizando os mesmos métodos. na prática. Tem-se assim numa das pontarias o círculo zenital à esquerda e na outra o círculo zenital à direita. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . métodos que não vão ser aqui expostos. existem métodos próprios para a atenuação do seu efeito sobre as medições. Sempre que se detecte que a amplitude dos erros é significativa.Erros resultantes das condições de construção não se verificarem perfeitamente Condição de construção não satisfeita Perpendicularidade entre o eixo principal e o plano do limbo horizontal Passagem do eixo principal pelo centro do limbo azimutal Graduação ou codificação do limbo exacta Intersecção do eixo óptico com o eixo principal Perpendicularidade entre o eixo secundário e o eixo principal Perpendicularidade entre o eixo óptico da luneta e o eixo secundário Erro resultante Erro de inclinação do eixo principal sobre o plano do limbo Erro de excentricidade da alidade Erro de graduação Erro de excentricidade do eixo óptico Erro de inclinação do eixo secundário Erro de colimação do eixo óptico Quando se pretenderem fazer observações com grande precisão. Na Tabela 3. o sistema electrónico de leitura do limbo deve ser exacto. do erro de inclinação do eixo secundário e do erro de colimação do eixo óptico. Faz-se uma leitura azimutal correspondente a cada uma das pontarias ( 1 e 2). Leitura feita com o círculo zenital à esquerda (posição directa) → Leitura feita com o círculo zenital à direita (posição inversa) → A leitura correcta é obtida através de = 1 1 2 + 2 ± 200 2 . é um erro normalmente muito pequeno e de natureza semelhante ao erro de graduação.1 indica-se a designação dos erros resultantes da sua não verificação.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 31 Para que. Com a utilização de observações conjugadas consegue-se eliminar o efeito do erro de excentricidade da alidade. 2) A graduação do limbo deve ser exacta ou. estes devem ser enviados à casa construtora para rectificação. se meçam realmente ângulos azimutais o teodolito deve satisfazer as seguintes condições de construção: Condições de construção para medição de ângulos horizontais 1) O eixo principal do teodolito deve ser normal ao plano do limbo horizontal e passar pelo seu centro. do erro de excentricidade do eixo óptico. pode-se eliminar o efeito dos erros através de métodos de observação. Quanto ao erro de graduação.1 . Quanto ao erro de inclinação do eixo principal sobre o plano do limbo. Observações conjugadas Fazer observações conjugadas consiste em fazer duas pontarias para um mesmo ponto. rodando o teodolito de 200 grados em torno do eixo principal e basculando a luneta em torno do eixo secundário. depois de estacionado o teodolito. leituras que devem diferir de aproximadamente 200 grados. embora.

2.2. que orienta automaticamente o índice. existe erro de índice z0. o sistema de leitura deve originar leituras exactas. Tal como para a medição de ângulos azimutais também existem condições que devem ser satisfeitas para a correcta medição de ângulos zenitais. definida pelo centro do teodolito e pelo ponto A. a que se faz pontaria. Condições de construção para medição de ângulos zenitais 1) O eixo secundário deve ser perpendicular ao plano do limbo zenital e passar pelo seu centro. Medição de ângulos zenitais: A distância zenital da direcção [CA]. A não verificação das duas primeiras condições origina erros análogos aos seus homólogos na medição de ângulos horizontais. 3) O erro de índice deve ser nulo. posição essa que. numa visada horizontal. no caso dos teodolitos electrónicos. Nos teodolitos mais modernos a nivela de calagem zenital foi substituída por um dispositivo pesado chamado dispositivo de colimação vertical automático. Para que a leitura obtida seja correcta é necessário que o índice esteja numa posição bem determinada. ou. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Ao medir-se um ângulo zenital tem de se ter o cuidado de calar sempre a nivela antes de fazer a leitura. 2) A graduação do limbo zenital deve ser exacta. determina-se com uma só leitura no limbo zenital (ver Figura 3. Vertical do lugar Linha de visada ZA C A E Figura 3.Em virtude do índice de leitura se encontrar na posição indicada pela seta e não na vertical.19 . Para orientar o índice existe nos aparelhos mais antigos uma nivela que lhe está associada e que se chama nivela de calagem zenital.18).3. Se tal não suceder diz-se que o teodolito tem erro de índice.32 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 3.18 – Leitura zenital da estação E para o ponto A. V 100 z0 z1 0 200 V' 300 Figura 3. dê origem a uma leitura zenital de exactamente 100 grados.

V representa a vertical. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . I a posição do índice e z o ângulo zenital da direcção [CA]. Sendo assim. O facto da densidade da atmosfera aumentar à medida que nos aproximamos da superfície da Terra. V I 100 Z 0 A C 200 300 Figura 3. devido ao efeito da refracção atmosférica. em que o limbo está fixo e é o índice de leitura que se desloca com a alidade.22 . o limbo está graduado no sentido directo e a linha 0 → 200 grados tem a direcção da linha de pontaria. Linha de visada real Figura 3.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 33 Note-se.Limbo zenital. os efeitos dos erros resultantes da não verificação das duas primeiras condições de construção são desprezáveis.20). que a medição de ângulos zenitais é menos precisa do que a medição de ângulos horizontais. no entanto. Consideremos que. 100 V 300 0 V z0 z1 z0 0 200 V' 200 300 z2 V' 100 Posição directa Posição inversa Figura 3. Estudo do erro de índice Vamos de seguida provar que o efeito do erro de índice se elimina com leituras conjugadas. Por este motivo.21 . o índice de leitura é fixo e é o limbo que se desloca com a luneta.20 – A refracção dos raios luminosos na atmosfera provoca a curvatura da linha de visada. quando existe erro de índice z0. ao contrário do que acontece nas observações azimutais.Medição da distância zenital na posição directa e inversa. faz com que a linha de visada não seja uma linha recta mas sim uma curva com a concavidade voltada para baixo (ver Figura 3.

A alta precisão geodésica utiliza-se na medição de bases de triangulações geodésicas.1 ou 2 mm por 1000 metros Vejamos agora como se distribuem as diferentes precisões nos trabalhos topográficos correntes: A baixa precisão utiliza-se normalmente em levantamentos de pormenor e excepcionalmente em poligonação (poligonais expeditas ou de baixa precisão). z2 o valor obtido na posição inversa e z0 o erro de índice. medidas de baixa.34 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Seja z1 a amplitude da distância zenital obtida com o instrumento na posição directa.1) z = 400 .2) obtém-se z1 + z0 = 400 - ( z2 + z0 ) Donde se pode deduzir que z0 = 400 − ( z2 + z1 ) 2 Somando membro a membro (1) e (2) vem z= z1 + (400 − z2 ) 2 índice.1 ou 2 cm por 100 metros ……………. Assim. Erros Toleráveis Baixa precisão Média precisão Alta precisão Topográfica Geodésica ……………... pode ser obtida através de: z = z1 + z0 (3.1 ou 2 dm por 100 metros ……………. Expressão que permite calcular o valor do ângulo zenital não afectado do eventual erro de 3. média e alta precisão. A alta precisão topográfica utiliza-se na medição de bases em triangulações topográficas independentes.1) e (3. 2) medições por via electromagnética. a distância zenital correcta z. caracterizada pela aposição à distância a medir de um escalão de medida e medição indirecta que consiste em medir outras grandezas relacionadas com a grandeza a medir e calcular esta a partir dessas grandezas.1) Na posição inversa tem-se que:(3.. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .2) Igualando os segundos membros de (3.( z2 + z0 ) (3. Fundamentalmente existem dois processos de medição de distâncias: medição directa. A média precisão utiliza-se em poligonação e excepcionalmente em levantamento de pormenor (em zonas urbanas onde os terrenos sejam muito caros). quanto à precisão. Dentro da alta precisão podemos distinguir ainda a alta precisão topográfica e a muito alta precisão ou alta precisão geodésica. Medição de distâncias Na medição de distâncias podemos considerar.4. Nas medições indirectas podemos ainda distinguir: 1) medições por via trigonométrica..1 ou 2 mm por 100 metros …………….

.4. no entanto. actualmente os distanciómetros electrónicos permitem atingir a alta e mesmo a muito alta precisão. de modo que o observador veja sempre duas bandeirolas olhando para trás ou para a frente. Para baixa precisão o material a necessário consiste em: . Deve ainda medir-se a temperatura da fita na altura da medição com um termómetro. que na parte superior devem ter uma placa metálica com uma referência. dividindo-a em vários troços. em certas circunstâncias. Medição directa de distâncias A medição directa de uma distância entre dois pontos faz-se comparando esta com o comprimento de um instrumento de medição (fita ou fio). os métodos indirectos são mesmo os únicos de utilização possível. Além disso. . apenas os métodos directos permitiam atingir alta precisão. .Fios de aço. é necessário traçar o alinhamento definido pelos pontos que definem a distância.Tripés com referências metálicas. . pelo que estes se tornaram de uso corrente. . contudo estes são de mais rápida execução.Estacas com referências metálicas para definir os alinhamentos.Fitas ou fios de ínvar. os métodos directos exigem material mais simples e mais barato do que os métodos indirectos. 3. O material fundamental a utilizar é constituído por fitas ou fios com características que diferem consoante a precisão a atingir.1. Os alinhamentos devem ser feitos com um óculo e definidos por meio de estacas.Termómetro. na altura da medição. pois a medição é muito rápida. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Para média precisão o material a necessário consiste em: . como por exemplo em terrenos muito acidentados ou em zonas de grande movimento. . Para alta precisão o material a necessário consiste em: . Se a distância a medir for demasiado grande para ser medida apenas com uma fitada. . a tensão seja a recomendada pelo construtor. Actualmente a medição de distâncias com os distanciómetros electrónicos substituiu quase totalmente todos os outros métodos de medição de distâncias. obrigando a que.Dispositivos tensores.Termómetro. As distâncias entre as bandeirolas devem ser sempre que possível aproximadamente o comprimento da fita.Dinamómetro para medir a tensão na fita.Um óculo para os alinhamentos.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 35 Para se atingir a mesma precisão. . A colocação das bandeirolas que definem os extremos dos troços a medir é feita à vista desarmada. .Um óculo para os alinhamentos. Até à relativamente pouco tempo.Bandeirolas para os alinhamentos. Em média precisão as fitas devem ser suspensas e a sua tensão medida com um dinamómetro.Fitas de plástico ou pano. Isto é feito recorrendo a hastes de madeira ou metal denominadas de bandeirolas. podem obter-se exactidões elevadas e o custo deste tipo de aparelhos tem descido consideravelmente.

medida por métodos directos. sendo portanto muito menos sensíveis às variações de temperatura do que as fitas de aço. que tem um baixo coeficiente de dilatação. é necessário converter a distância inclinada na distância horizontal.24. Cada troço deve ser medido quatro vezes. Para definir com mais precisão os pontos que definem os vários troços.1.1. de modo que a extremidade inferior fique exactamente sobre os pontos que definem a distância. 3. de modo que os pontos que delimitam os vários troços do comprimento a medir fiquem definidos com precisão. com dois ou mais fios. Os fios e as fitas não devem no entanto ser torcidos ou sofrer choques. h Se o terreno não tiver todo a mesma inclinação e o comprimento a medir tiver sido dividido em vários troços. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Assim. que representa a inclinação da distância medida relativamente à horizontal. Os fios ou as fitas são estendidos. pois isso altera o seu comprimento e não devem ser enrolados em espiras pequenas para não se produzirem deformações. Os fios têm sobre as fitas as vantagens de serem menos sensíveis à acção do vento mas.22. é necessário calcular o valor de δ para cada troço. e L a distância inclinada.23 .z. em que se mede directamente a distância horizontal de cada troço. Em trabalhos de baixa precisão pode-se utilizar o processo indicado na Figura 3.4. As diferenças de nível entre as diferentes referências são calculadas com nivelamento de precisão. ou a diferença de nível entre os pontos A e B que delimitam a distância a medir.36 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Os fios ou fitas a utilizar são de uma liga metálica de aço e níquel. Isso pode ser feito considerando o ângulo δ representado na Figura 3. estes têm a vantagem de denunciar mais facilmente qualquer torção. por outro lado. sendo mantidos esticados através de dispositivos de tensão (normalmente massas tensoras) Os alinhamentos são feitos com um óculo e com tripés de referência. Correcções na medição directa de distâncias Correcção de inclinação Como a distância que se pretende calcular não é a distância medida no terreno (L) mas sim a distância horizontal (D). sendo o valor adoptado para cada troço a média das medidas feitas. chamada ínvar.D representa a distância horizontal entre os pontos A e B. e mede-se a distância zenital z. B L δ A D Figura 3. sendo depois δ = 100g . D = L cos δ Determinação de δ: Em medições de baixa precisão faz-se com um teodolito uma visada para um ponto na vertical de B a uma distância de B igual à altura do instrumento colocado em A. pode utilizar-se um fio de prumo.

Método de medição directa de distâncias que só pode ser utilizado quando é exigida baixa precisão. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Como L2 = D2 + h 2 temos que D = L2 − h 2 Correcção de curvatura Quando a fita usada para a medição da distância for apoiada em estacas. No entanto. chamada catenária.24 . onde é apoiada a fita. em trabalhos de média e alta precisão determina-se a distância horizontal a partir do desnível h entre A e B (ver Figura 3. Esta expressão foi deduzida para o caso em que os pontos A e B. Figura 3. Seja AB a distância a medir e suponha-se que a fita é suspensa em dois suportes situados ao mesmo nível e submetida a uma tensão T. A correcção C a subtrair ao valor medido L. a correcção deve ser calculada com rigor. utiliza-se sempre esta expressão. que definem os extremos do comprimento. Ela toma. para o cálculo da correcção. Normalmente.23). devido à curvatura da fita.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 37 D1 A D2 D3 D4 B Figura 3. desde que a diferença de nível não seja muito grande. em medições de alta precisão. a forma de uma curva. correspondente à diferença entre o valor do comprimento do arco medido (considerado. por estar sujeita ao seu próprio peso. é dada por: L ⎛ pL ⎞ Cc = ⎜ ⎟ 24 ⎝ T ⎠ 2 sendo L o comprimento medido e p o peso da fita por metro. existindo tabelas para esse fim em que o valor da correcção é dado em função do desnível entre os pontos. estão ao mesmo nível. Como o ângulo δ nunca se consegue determinar com grande precisão.Medição do comprimento L com uma fita apoiada nos pontos A e B. sempre negativa. ficando portanto suspensa. é necessário aplicar ao valor medido uma correcção.25 . com a forma de uma parábola) e à corda que lhe corresponde.

Pode-se definir uma estádia com a luneta de um teodolito.2.27. 1 3 4 2 Figura 3. Existem ainda outras correcções a utilizar quando se fazem medições de alta precisão. sendo o valor dessas correcções calculadas através de tabelas fornecidas pelas casas construtoras.27 . chamado ângulo de analatismo ou ângulo paralático (ver Figura 3.38 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Correcção de temperatura Como a temperatura a que se efectua a medição é normalmente diferente da temperatura de aferição da fita.Luneta estadiada. Como o triângulo [ AOB ] é semelhante ao triângulo [ A' OB'] D D' = =k S S' Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .26). 3. Nas medições de baixa precisão não é necessário ter em consideração a correcção de temperatura. Os traços (1) e (2) são utilizados para miras verticais e os traços (3) e (4) para miras horizontais. como por exemplo os traços (1) e (2) ou (3) e (4) representados na Figura 3. à medida obtida é necessário aplicar uma correcção que é dada pela fórmula: Ct = KL ( t – t0 ) onde t0 é a temperatura de aferição da fita. desde que o seu retículo disponha de referências simétricas relativamente ao seu centro.O ponto O é o centro da estádia representada na figura e o ângulo w o ângulo de analatismo ou ângulo paralático.4. Estadimetria Este tipo de medição é realizado com o auxílio de uma estádia. Chama-se estádia a qualquer dispositivo óptico que permita definir duas linhas de visada concorrentes num ponto conhecido.26 . O W Eixo da estádia Figura 3. Um teodolito com uma luneta que permita definir uma estádia (luneta estadiada) chama-se um taqueómetro. K o coeficiente de dilatação do metal de que é feita a fita e L o comprimento medido. t a temperatura da fita no momento da medição. chamado centro da estádia ou centro de analatismo e formando um ângulo conhecido.28). Princípio da estádia: a distância do centro de analatismo a uma mira colocada perpendicularmente ao eixo da estádia é directamente proporcional ao comprimento do segmento determinado na mira pelas linhas estadimétricas (Figura 3.

e portanto a mira vertical. Fórmula taqueométrica da distância para mira vertical O modo como foi enunciado o princípio da estádia implica a perpendicularidade entre o eixo da estádia e a mira. que deve ter o cuidado de manter a nivela calada durante a medição. É então necessário deduzir fórmulas que se possam aplicar a este caso.Representação de uma mira colocada perpendicularmente a uma estádia em duas posições a distâncias diferentes D e D’. logo: 1 ⎛ w⎞ K = cotg ⎜ ⎟ 2 ⎝2⎠ Normalmente os teodolitos são construídos de modo que K = 100 o que implica que w = 0.4. Estaciona-se um taqueómetro em A e coloca-se uma mira em B.29). 3. segura por um ajudante. pois normalmente o eixo da estádia não fica perpendicular à mira. tem-se então que: D = KS Observando a Figura 3.28 . No entanto não é cómodo cumprir esta condição.6366 g. para o que se pode utilizar uma nivela esférica adaptada à mira e que deve ser mantida calada enquanto o observador visa a mira.28 pode-se concluir que: D w = cotg S /2 2 ⇒ 1 ⎛ w⎞ D = cotg ⎜ ⎟ S 2 ⎝2⎠ Mira Mira A A’ S’ O W S D’ B’ B D Figura 3. Aponta-se a luneta do taqueómetro para a mira e a estádia determina nela o segmento MN (ver Figura 3.2.1. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Vamos supor que se pretende determinar a distância horizontal D entre os pontos A e B do terreno. sendo mais fácil colocar a mira vertical. Para ser possível aplicar o princípio da estádia vamos considerar uma mira fictícia perpendicular em O ao eixo da estádia e seja M ' N ' o segmento que seria determinado pela estádia nessa mira fictícia.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 39 sendo k a constante estadimétrica.

o segmento que se obtém é MN e não M ' N ' .40 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Ter-se-ia então: D' = K M ' N ' Mira fictícia N’ N VA O M’ D’ M B z w h Mira i A D Figura 3. Note-se que o triângulo [NON’] é aproximadamente rectangular em N’ ( N ' = 100g + habitualmente w . Então: s ) S= − s i Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . que definem a estadia (ver Figura 3. contudo pode-se determinar M ' N ' em função de MN e do ângulo zenital z. sendo as leituras feitas na mira verdadeira.3183g ) podemos então escrever: 2 M ' N ' MN sin z donde: D ' k MN sin z e como D = D'sin z pode-se escrever D = k MN sin 2 z Na prática designa-se usualmente o segmento MN por S e o produto KS por G (número gerador). No entanto.29 . O comprimento S é obtido através das leituras na mira correspondentes aos traços superior ( e inferior ( i ) do retículo. sendo 2 w = 0. Deste modo. sendo G=KS e K=100 tem-se: D = G sin2z que se designa por fórmula taqueométrica da distância para mira vertical.30).Taqueómetro estacionado em A e uma mira colocada verticalmente no ponto B.

4. no entanto o erro daí resultante é desprezável. não só porque a mira oscila durante a medição. pode acontecer que a constante estadimétrica passe a não ter o valor dado pelo construtor. ⎧Erro de paralaxe da imagem ⎪Erro de refracção atmosférica ⎪ ⎪ . Quando o operador suspeite de um erro em K deve enviar o instrumento à casa construtora para rectificação.Miras verticais e imagem de uma mira vista através da luneta de um taqueómetro. mas também porque normalmente a graduação da mira não tem divisões inferiores ao centímetro.30 . Podemos ter: . Erros na medição estadimétrica Analisemos as possíveis causas de erro para o cálculo da distância através de estadimetria.2.Erros em S: ⎨Erro de ondulação da imagem ⎪Erro de mobilidade da mira ⎪ ⎪Erro de falta de verticalidade da mira ⎩ Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . 3. . podemos ainda calcular S através de: S = 2( com: s − m ) ou S = 2( m − i) m = s + 2 i s m i Nivela Figura 3.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 41 Pode ainda fazer-se uma leitura na mira correspondente ao traço médio do retículo.Erro na medição do ângulo zenital z (já estudado). se bem que esta possibilidade seja reduzida na maior parte dos instrumentos modernos. Nota: O erro resultante de considerar recto o ângulo em N’ é muito menor do que o que resulta dos erros que se cometem na medição de z e na leitura de MN . Em rigor OM ≠ ON .2.Erro em K Com o uso. normalmente designada por leitura média ( m ). Sendo assim.

3. Medição electrónica de distâncias Com a utilização de distanciómetros consegue-se. As miras vulgares são normalmente seguras por um operador (porta . sendo D=t ×v No entanto. como a distância a medir é percorrida duas vezes. A maior parte dos instrumentos electro-ópticos modernos utilizam luz visível de lasers HélioNéon com λ = 0. uma vez que este se limita praticamente a orientar a direcção do feixe emitido pelo instrumento e a disposição dos reflectores. e é feita de modo a variar de zero (correspondente aos 0º) até um máximo de luz aos 90o. O seu grande automatismo reduz a importância do observador.3. Funcionamento de um distanciómetro electrónico A medição de distâncias com distaciómetros electrónicos é feita colocando o aparelho numa das extremidades da distância a medir e na outra extremidade um reflector. deve ter-se o cuidado de verificar se não existe paralaxe da imagem.42 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos As precauções a tomar para obter maior precisão no processo estadimétrico incidem essencialmente na medição de S. especialmente em dias de vento. Deste modo. entre o distanciómetro e o reflector. O princípio teórico de medição da distância (D).31). um raio visual rasante e outro mais elevado têm curvaturas diferentes. pode acontecer que esta não esteja calada quando são feitas as leituras e consequentemente a mira não esteja vertical. mais a parte fraccionária p.3. cuja intensidade é modulada electronicamente. temos (ver Figura 3. no entanto. o instrumento emite um feixe luminoso. Quanto à influência da refracção atmosférica. O distanciómetro transmite o feixe de luz modulado para o reflector. Na maioria dos sistemas electro-ópticos. onde é convertido num sinal eléctrico. voltando novamente a zero aos 180º. o tempo não é medido directamente. que origina variações de densidade e provoca uma ondulação da imagem da mira. 3. A verticalidade da mira consegue-se com o auxílio de uma nivela esférica que lhe é solidária.32): Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . sendo a distância medida com base no comprimento de onda λ de uma modulação do feixe emitido. devido às diferenças de temperatura entre as camadas de ar mais próximas do solo e as camadas mais altas. que enviará a onda electromagnética emitida pelo distanciómetro de volta ao aparelho. que o reflecte de volta ao emissor. que é medida através da diferença de fase entre o sinal modulado transmitido e o sinal recebido. não permitindo fazer leituras com precisão. rápida e comodamente.4.1.4. o tempo de trajecto (t) e a velocidade (v) de uma onda electromagnética que a percorra. Esta modulação sinusoidal da intensidade da luz é equivalente a ligar e desligar uma luz com um interruptor. A distância é obtida determinando o número inteiro m de vezes que o comprimento de onda da modulação cabe na distância percorrida pelo feixe. obter alta e muito alta precisão na medição de distâncias curtas ou longas. ou luz infravermelha não visível de díodos de Arsenieto de Gálio com λ = 0. Por este motivo deve evitarse fazer leituras na mira junto ao solo. deriva da relação que existe entre a distância. Deste modo. a um segundo máximo aos 270º e a zero aos 360º (ver Figura 3. (nada garante que. o que introduz um erro na leitura de S. A ondulação da imagem resulta da subida de ar quente. Deste modo. nos instrumentos modernos. quando se faz a leitura do fio inferior a leitura correspondente ao fio superior seja a mesma que foi feita) pode resultar um erro para o valor de S.63 µm.9 µm.miras) que as não consegue manter rigorosamente fixas. como as leituras na mira não são efectuadas simultaneamente. permitindo fazer uma comparação de fase entre o sinal emitido e recebido. por exemplo. pelo processo já conhecido.

1981). obtemos para a distância D.4) A velocidade de propagação da luz é obtida utilizando o índice de refracção n da atmosfera no instante da medição. a expressão: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .Modulação do sinal emitido pelo distanciómetro (extraído de Davis et. al. através de: n= co c sendo co = 299792.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 43 D= 1 ( mλ + pλ ) 2 (3. temos: f λ= c f (3.. Desta forma.4) pode ser rescrita da forma: λ= co fn Substituindo em (3. al. O índice de refracção é determinado em função da temperatura. 1981). Sendo c a velocidade da luz durante a medição e T o período da modulação temos: λ = cT Como T = 1 . D Distanciómetro λ Reflector pλ Figura 3. a medir. a equação (3.Princípio de medição de distâncias com distanciómetros (extraído de Davis et.5 km/s a velocidade da luz no vazio.3) λ pelo valor encontrado. sendo f a frequência da modulação.31 .3) Figura 3.32 .. pressão e humidade atmosférica e do comprimento de onda da portadora.

3. Métodos de determinação de coordenadas Os métodos para a determinação de coordenadas de pontos do terreno são basicamente: . = Dincl. Dhor. e não as distâncias entre os pontos onde estes são colocados. e Dincl indicadas são definidas pelo centro do distanciómetro e pelo reflector. A utilização de uma estação total (distanciómetro incorporado num teodolito) permite obter imediatamente.2.5.Intersecções .Poligonação Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . por forma a evitar a existência de erros sistemáticos na medição da distância. Esta capacidade é muito útil quando é necessário medir distâncias a pontos não acessíveis. Cálculo de distâncias horizontais e verticais As distâncias medidas com os distanciómetros são distâncias inclinadas. = Dincl. Note-se que é importante utilizar o tipo adequado de reflector para um dado instrumento. Os reflectores utilizados têm a forma de um canto de cubo de faces planas. z Dinc. 3. Figura 3.44 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos D=m co c +p o 2 fn 2 fn As fontes de erro neste processo de medição são resultantes. tijolo ou metal.Triangulação . a partir do qual é efectuada a medição. principalmente. Alguns distanciómetros permitem medir distâncias relativamente curtas (até cerca de 1000m) sem a utilização de reflectores. de três causas: • • • dificuldade em estabelecer o ponto exacto. para além da distância inclinada (Dincl.33 . Dver. variação das condições atmosféricas ao longo do trajecto percorrido pela onda electromagnética.).Irradiação . resultantes das diferentes densidades do vidro utilizado no reflector e do caminho óptico nele percorrido. incerteza associada ao processo de medição. cos z Nota: As distâncias Dhor. Para a obtenção destas últimas é necessário ter em consideração as alturas do distanciómetro e do reflector. sin z Dver. a distância horizontal (Dhor) e vertical (Dver) do distanciómetro ao reflector através das expressões: Dhor. no interior do instrumento.. para que a onda reflectida seja paralela à onda emitida. visando apenas uma superfície como madeira. pelo que é necessário entrar com a inclinação da visada para se obterem distâncias horizontais e verticais. Dver.Distâncias que se podem obter directamente numa estação total.3.4.

B *. Conhecido: MB.5. B 1) Cálculo de (BC) e de BC . C 3. Finalmente.35 . Irradiação Dadas as coordenadas de dois pontos A e B pretende determinar-se as coordenadas do ponto C. São conhecidas as coordenadas dos pontos B e C e mediram-se os ângulos Â.Estacionam-se todos os vértices do triângulo e medem-se os seus três ângulos internos. O procedimento a seguir é: . PA C Figura 3.Faz-se a compensação dos valores angulares obtidos.34). . Pretendem-se calcular as coordenadas do ponto A. PB. . estacionam-se todos os vértices dos triângulos. B e C .1.Triângulo [ABC]. Para esse efeito mede-se a distância BC e. efectuando-se. MC. PC B Figura 3. PC Medido: Â*. BC = ( M − M )2 + ( P − P )2 C B C B tg ( BC ) = M −M C B P −P C B 2) Compensação angular Calcula-se o erro de fecho angular εa através de: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . C * A Pedido: MA. MB.2. As coordenadas de A e B permitem obter o rumo ( BA ) e a distância AB . PB ˆ Elementos medidos: ABC . Considere-se então um triângulo [ABC] (ver Figura 3.5. Conhecido: MA.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 45 3. da distância BC e do rumo ( BC ) (ver Figura 3. determina-se o ângulo azimutal ABC . estacionando um teodolito no ponto B e fazendo pontarias para A e C. uma compensação dos valores angulares obtidos.Determinam-se as coordenadas do ponto pretendido. as coordenadas de C são obtidas a partir das coordenadas de B. PA.34 – Irradiação das coordenadas de B para C. BC A Pedido:MC. É então calculado o rumo ( BC ) adicionando a ( BA ) o ângulo ABC .35). em seguida. distribuindo o erro igualmente pelos três ângulos. Triangulação Neste método.

36 – Duas configurações possíveis de uma intersecção directa: a) e b) Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra a) b) . 3. Intersecções Existem três tipos de intersecções: • • • intersecção directa intersecção lateral intersecção inversa 3. adicionando-se algebricamente a cada um deles uma correcção ai ( i = 1.. por exemplo. O estudo deste tipo de ajustamentos não será feito no âmbito desta disciplina. Para mais pormenores consultar. tal que: a1 a2 a3 εa 3 obtendo-se então os ângulos compensados: A = A * + a1 B = B * + a2 C = C * + a3 3) Determinação de BA e CA BA = BC sin C sin A CA = BC sin B sin A 4) Determinação de (BA) e (CA) ( BA) = ( BC ) + B 5) Determinação das coordenadas de A a) a partir de B (CA) = (CB) − C b) a partir de C M A = M B + BA sin( BA) PA = PB + BA cos( BA) M A = M C + CA sin(CA) PA = PC + CA cos(CA) Quando se observa uma rede de triângulos com lados adjacentes.. Davis et al.46 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos ε a = 200 − A * − B * − C * Divide-se depois este valor pelos 3 ângulos.. o ajustamento dos triângulos tem de ser feito em conjunto.3. estacionando-se dois vértices de coordenadas conhecidas A e B e medindo-se os ângulos azimutais α e β .3) .5. (1981). utilizando-se normalmente o método dos mínimos quadrados..3. Intersecção directa e lateral Na intersecção directa não se estaciona o vértice a determinar Q . Q A’ Q B’ β B α A α β B A Figura 3.5.1.

36 Caso b) da Figura 3.37 ( AQ ) = ( AB ) − α ( AQ ) = (AA' ) + α (BQ ) = (BA) + β (BQ ) = (BB ' ) − β ( AQ ) = ( AB ) − α ( AQ ) = (AA' ) + α (QB ) = (QA) − γ (QB ) = (QA) − γ Recordando que. se tem: M − M = P − P tg ( XY ) Y X Y X então: ( ) e P −P = M −M cotg ( XY ) Y X Y X ( ) −M B A = ⎛M − M ⎞−⎛M − M ⎞ ⎜ Q A⎟ ⎜ Q B⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ M = ⎛ P − P ⎞ tg ( AQ ) − ⎛ P − P ⎞ tg ( BQ ) ⎜ Q ⎜ Q A⎟ B⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎡ ⎤ = ⎛ P − P ⎞ tg ( AQ ) − ⎢⎛ P − P ⎞ − P − P ⎥ tg ( BQ ) ⎜ Q ⎜ Q A⎟ A⎟ B A ⎦ ⎝ ⎠ ⎠ ⎣⎝ = ⎛ P − P ⎞ ⎡tg ( AQ ) − tg ( BQ ) ⎤ + P − P tg ( BQ ) ⎜ Q ⎦ A⎟⎣ B A ⎝ ⎠ donde ( ) ( ) P −P = Q A ( M B − M A ) − ( PB − PA ) tg ( BQ ) tg ( AQ ) − tg ( BQ ) e M Q −M = ⎛ P − P ⎞ tg ( AQ ) A ⎜ Q A⎟ ⎝ ⎠ Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .Duas configurações possíveis de uma intersecção lateral: a) e b) É evidente que tanto a intersecção directa como a lateral se podem resolver através da resolução de triângulos. que designaremos por A . e um dos vértices de coordenadas conhecidas.37 Caso b) da Figura 3. para dois pontos genéricos X e Y .37 . estas intersecções resolvem-se normalmente recorrendo às fórmulas que a seguir se deduzem. diferendo as intersecções directas das laterais apenas na forma como são calculados os rumos dos lados. Na intersecção lateral estaciona-se o vértice de coordenadas a determina.36 Caso a) da Figura 3.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 47 ˆ Convém que o ângulo em BQA esteja compreendido entre aproximadamente 50 g e 150 g . Q . Através das observações efectuadas determinam-se ( AQ ) e (BQ ) Intersecção Directa Intersecção Lateral Caso a) da Figura 3. pois um ângulo muito agudo ou muito obtuso pode conduzir a grandes erros no posicionamento do vértice. Q γ α A a) A’ γ α B Q A b) B Figura 3. sendo medidos dois ângulos azimutais α e γ . no entanto.

podem substituir-se por outras em que entrem co-tangentes: P −P B A = ⎛P − P ⎞−⎛P − P ⎞ ⎜ Q A⎟ ⎜ Q B⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ = ⎛ M − M ⎞ cotg ( AQ ) − ⎛ M − M ⎞ cotg ( BQ ) ⎜ Q ⎜ Q A⎟ B⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎡ ⎤ = ⎛ M − M ⎞ cotg ( AQ ) − ⎢⎛ M − M ⎞ − M − M ⎥ cotg ( BQ ) ⎜ Q ⎟ ⎜ Q ⎟ A⎠ A⎠ B A ⎦ ⎝ ⎣⎝ = ⎛ M − M ⎞ ⎡cotg ( AQ ) − cotg ( BQ ) ⎤ + M − M cotg ( BQ ) ⎜ Q ⎦ A⎟⎣ B A ⎝ ⎠ donde ( ) ( ) M Q −M A = ( PB − PA ) − ( M B − M A ) cotg ( BQ ) e P cotg ( AQ ) − cotg ( BQ ) * Q − P = ⎛ M − M ⎞ cotg ( AQ ) A ⎜ Q A⎟ ⎝ ⎠ Verificação de cálculos: A partir das coordenadas de B e de Q . que designamos por A .38 . Prova-se que. BAC + α + β = 200 g . O . sendo medidos dois ângulos azimutais α e β . compara-se o rumo ( BQ ) com o rumo ( BQ ) calculado a * partir das observações. B . a partir do qual são observados os ângulos α e β. determina-se o rumo ( BQ ) . Em seguida. * 3. nessas condições. B e C representam os três vértices observados de coordenadas conhecidas e O o ponto de coordenadas a determinar.Três casos possíveis para a intersecção inversa. B e C . Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .2. visando-se três vértices de coordenadas conhecidas. C e O não podem pertencer a uma mesma ˆ circunferência. calculadas a partir do ponto A . Intersecção inversa Neste tipo de intersecção estaciona-se o vértice de coordenadas a determinar.38 os pontos A .48 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Estas fórmulas não podem no entanto ser usadas quando ( AQ ) ou ( BQ ) tomarem o valor 100 g ou 300 g . Esquema geral da resolução de uma intersecção inversa Na Figura 3. É de notar que os quatro pontos A .3. A c B θ B θ b C B c φ A b γ α C α φ γ C γ O b θ β α c β φ β O O (a) (b) A (c) Figura 3. A diferença ( BQ ) . Nestas condições.( BQ ) deve ser nula.5.

Sendo conhecidas as coordenadas de A. AC sin γ sin α . De acordo com a Figura 3. obtém-se Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .8) com as equações (3. M O = M A + AO sin ( AO ) PO = PA + AO cos ( AO ) Assim.5) e (3.38 tem-se que φ = ( AB ) − ( AC ) Como a soma dos ângulos internos de um quadrilátero é 400g.8) obtém-se sin ( R − γ ) = ou seja. o que pode ser feito considerando R = 400 g − (α + β + φ ) . vem sin θ = (3. B e C podem calcular-se as distâncias AB e AC e os rumos ( AB ) e ( AC ) . Os ângulos α e β são obtidos a partir das leituras azimutais feitas a partir de O para A. AB sin β sin R cos γ − cos R sin γ = Dividindo ambos os membros por sin R sin γ . pode-se afirmar que α + β + φ + θ + γ = 400 g (3. AB sin β AC sin γ sin α .8).5) onde as únicas incógnitas são os ângulos θ e γ . B e C. Por exemplo. é necessário calcular as quantidades AO e ( AO ) . Desta forma Para determinar a amplitude dos ângulos θ e γ é agora apenas necessário resolver um sistema R =θ +γ e consequentemente θ = R −γ Substituindo em (3. neste caso.7) Resolvendo as duas últimas equações em ordem à distância AO e igualando. Aplicando a analogia dos senos aos dois triângulos têm-se respectivamente AO AC = sin γ sin β e (3.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 49 As coordenadas do ponto O podem ser calculadas a partir das coordenadas de um dos outros pontos de coordenadas conhecidas. A partir dos triângulos [OAC ] e [OBA] pode obter-se uma outra expressão onde as únicas incógnitas são os ângulos θ e γ .6) AO AB = sin θ sin α AC sin γ sin α AB sin β (3.

Uma poligonal é formada por um conjunto de segmentos de recta contíguos. não se podem estabelecer normas rígidas para o traçado de poligonais. Normas para o estabelecimento de uma poligonal O estabelecimento de uma poligonal deve ser feito após um prévio reconhecimento da zona. Como norma. linhas de alta tensão. para se melhorar a precisão dos resultados obtidos. para a obtenção do mesmo número de pontos de apoio. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . O valor deste comprimento é evidentemente limitado. consequentemente. como.7)).5. atenuar a influência dos erros cometidos nas observações. 2) O comprimento dos lados de uma poligonal deve ser. pode utilizar-se a poligonação para o adensamento da rede de apoio topográfico. 3. como pelas características dos instrumentos utilizados. A observação de uma poligonal consiste em medir o comprimento dos seus lados e a amplitude dos ângulos por eles formados. no caso do traçado de estradas. dependendo o seu traçado do acidentado do terreno e do facto de haver ou não visibilidade entre os pontos sucessivos da poligonal. Desta forma. sendo no entanto mais sujeito a erros do que estes. que. essa rede é composta por poligonais principais (poligonais que ligam entre si vértices da triangulação) e poligonais secundárias (que ligam entre si vértices das poligonais principais ou um vértice de uma poligonal principal e um vértice de uma triangulação). A poligonação também é normalmente utilizada em trabalhos onde é necessário fazer o levantamento de faixas de terreno compridas e estreitas. não só pelo acidentado do terreno. etc. ou ser uma poligonal fechada sobre si mesma (poligonal em que o primeiro vértice coincide com o último).50 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos cot γ = cot R + AC sin α . No entanto. quando a precisão não é um factor primordial. Poligonação A poligonação consiste no estabelecimento. uma rede de poligonais deve sempre apoiar-se numa triangulação topográfica. redes de saneamento. evitando-se portanto a existência simultânea de lados compridos e curtos. convém que a escolha dos vértices tenha em atenção os seguintes factores: 1) O comprimento dos lados deve ser tão grande quanto possível. tanto quanto possível. Assim. Quando uma poligonal não for apoiada em vértices de uma triangulação deve ser apoiada em vértices de outras poligonais.4. 3) Não são aconselhados desníveis acentuados entre vértices consecutivos de uma poligonal. que formam uma linha poligonal (donde deriva o nome do método). temos que ( AO ) = ( AC ) + CÂO sendo CÂO = 200 − β − γ . AB sin β sin R Conhecido o ângulo γ (ou θ ) pode determinar-se o comprimento AO a partir de (3.6) (ou (3. observação e cálculo de poligonais. caminhos de ferro. A poligonação é um método de cálculo de coordenadas. Neste caso. da mesma ordem de grandeza. a fim de diminuir o número de vértices e. é de execução muito mais rápida do que a triangulação e as intersecções. Quanto ao rumo ( AO ) . por exemplo.

No caso de uma poligonal fechada sobre si mesma.4.5. sendo n o número de vértices da poligonal (contando com os vértices de apoio A e B) medem-se n ângulos e (n-1) lados. A’≡B’ α4 4 3 α3 2 α2 Figura 3. ficando assim 3 medidas em excesso. no caso de uma poligonal apoiada. Como para a determinação das coordenadas dos (n-2) vértices da poligonal a calcular são suficientes (n-2) ângulos e (n-2) lados. Note-se que. o cálculo e o ajustamento de uma poligonal são feitos simultaneamente e em duas fases: 1ª fase: Nesta fase faz-se o cálculo dos rumos provisórios dos lados da poligonal. e α2) e 3 lados (d1. nestas poligonais. que não deve exceder determinadas tolerâncias.40 – Esquema de uma poligonal fechada sobre si mesma. d2 e d3).Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 51 3. que será o método estudado no âmbito deste curso. A' α0 d1 A α1 α2 d2 2 d3 α3 B' α4 d4 B 1 3 Figura 3. 2 e 3. também se pode utilizar um método expedito para fazer o seu cálculo e ajustamento. Neste método. havendo igualmente três medidas em excesso para o ajustamento. este é contado duas vezes na determinação de n. calcula-se o erro de fecho angular. α1. eram apenas necessárias as medidas de 3 ângulos (α0. α1. 1. Cálculo e compensação de uma poligonal Analisaremos o cálculo de uma poligonal com vértices A. sobram 3 medidas para o ajustamento da poligonal. α5 A≡B 1 α0 α1 O ajustamento de uma poligonal pode ser feita por processos rigorosos. que permitem fazer o ajustamento da poligonal. sendo os vértices A e B vértices de coordenadas conhecidas que servem de pontos de apoio da poligonal. No entanto. α2. De um modo geral. 3 e B. d2. 2. ou os rumos (AA’) e (BB’). obtendo-se no total (2n-1) medidas. Conhecem-se ainda as coordenadas dos vértices A’ e B’. para determinar as coordenadas dos vértices 1. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . e finalmente os rumos definitivos. Note-se que. α3 e α 4 (5 ângulos) e os lados d1. Nesta poligonal medem-se os ângulos α0. como o vértice final é coincidente com o vértice inicial. no total (2n-4) medidas. nomeadamente utilizando o método dos mínimos quadrados. d3 e d4 (4 lados). tudo se passa de forma semelhante.39 – Esquema de uma poligonal aberta apoiada nos vértices A e B de coordenadas conhecidas.1.

32. A’. PA MA'. requerendo apenas uma adaptação em relação aos vértices inicial e final e aos ângulos a medir. Dados: Quantidades observadas: leituras azimutais: distâncias: AA’. A classificação de uma poligonal quanto à precisão depende da precisão com que foram medidos os ângulos formados pelos vários segmentos da poligonal e o comprimento dos seus lados. e as coordenadas definitivas dos vértices da poligonal. que também não deve exceder determinadas tolerâncias. PB' d1 d2 d3 d4 M1. apoiada nos pontos A e B de uma triangulação (ver Figura 3. B3..4.52 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 2ª fase: Na segunda fase calculam-se as coordenadas relativas provisórias. A adaptação deste tipo de poligonal a qualquer outro tipo (por exemplo poligonais fechadas – poligonais em que os vértices de orientação A’ e B’ são coincidentes . n − 1) a partir das leituras azimutais: α0 = A1 AA’ α1 = 12 - 1A α2 = 23- 21 α3 = 3B - 32 α4 = BB’- B3 1ª FASE: CáLCULO dos rumos 1) Cálculo dos rumos (AA') e (BB'): Com as coordenadas dos vértices A. 1A. o erro de fecho linear. Esquema geral de resolução de uma poligonal Vamos apresentar este esquema supondo que a poligonal a resolver é uma poligonal aberta. dividindo-se estas normalmente em três tipos: poligonais de baixa precisão ou expeditas. 21.. P3 Começa-se por calcular os ângulos αi ( i = 0. P2 M3. P1 M2. PB MB'. poligonais de média precisão e poligonais de alta precisão. PA' MB.39)..ou poligonais fechadas sobre si mesmas) é simples.. 3. A1 12 23 3B BB’ Pedidos: MA.2. tg ( AA ' ) = M A' − M A PA' − PA tg ( BB ' ) = MB ' − MB PB ' − PB 2) Cálculo de (BB')* Designando por (BB')* o rumo (BB') calculado utilizando as medições feitas obtém-se: (A1) = (AA') + α0 (12) = (A1) + α1 ± 200 (23) = (12) + α2 ± 200 (3B) = (23) + α3 ± 200 (BB’) = (3B)+ α4 ± 200 ( BB ' ) * = ( AA ' ) + ∑ α i − 200k i =0 4 Sendo k um número inteiro Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . B e B’ determinam-se os rumos (AA’) e (BB’).5.

α 0 = α 0 + c0 α1 = α1 + c1 α 2 = α 2 + c2 α 3 = α 3 + c3 α 4 = α 4 + c4 5) Cálculo dos rumos definitivos sendo c 0 c1 c2 c3 c4 εa 5 Finalmente. Tolerância angular: Alta precisão: Ta = ( n )' Média precisão: Ta = (2 n )' Baixa precisão: Ta = (4 n )' Se |εa| < Ta ⇒ n → número de ângulos Pode-se continuar o cálculo da poligonal! 4) Cálculo dos ângulos corrigidos Se o erro estiver dentro da tolerância distribui-se o seu valor uniformemente pelos ângulos αi. neste exemplo.Pi-1 = ∆Pi = di cos(i-1. M4 = MB e P4 = PB.Mi-1 = ∆Mi = di sin(i-1.i) Pi . calcula-se o erro de fecho angular através da seguinte equação: εa = (BB') .(BB')* É agora necessário verificar se o erro angular é admissível para a precisão exigida na poligonal em questão. P0 = PA. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . M0 = MA . média e baixa precisão. Pode-se então considerar que o erro terá que ser menor do que as tolerâncias abaixo indicadas para poligonais de alta. procede-se ao cálculo dos rumos definitivos da seguinte forma: ( A1) = ( AA ') + α 0 (12 ) = ( A1) + α1 ± 200 ( 23) = (12 ) + α 2 ±200 ( 3B) = ( 23) +α 3 ±200 ( BB') = ( 3B ) +α 4 ±200 2ª FASE: Cálculo das coordenadas Por coordenadas relativas de um vértice entende-se as coordenadas desse vértice em relação a um sistema de eixos paralelos aos do sistema principal e com origem no vértice anterior.i) considerando-se. Deste modo: Mi .Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 53 3) Determinação do erro de fecho angular e verificação da tolerância: Como (BB') e (BB')* normalmente não são iguais. obtendo-se os ângulos compensados α i .

εM = M B − M B * Da mesma forma para as coordenadas P: ∆P1 = P1 . pode escrever-se a equação da projecção do erro de fecho linear sobre OM (εP). pode escrever-se a equação da projecção do erro de fecho linear sobre OP (εM). ε P = PB − PB * 2) Cálculo do erro de fecho linear e verificação da tolerância: Com os valores de εM e εP calcula-se o erro de fecho linear da poligonal: ε = εM + εP 2 2 Valores da tolerância linear: Alta precisão: T = 0.06 L Se ε < T ⇒ L = ∑ di (comprimento da poligonal) Pode-se continuar o cálculo da poligonal! Se este valor não ultrapassar a tolerância linear aceitável.P1 = d2 cos (12) ∆P3 = P3 .M1 = d2 sin (12) ∆M3 = M3 .M2 = d3 sin (23) ∆M4 = MB*-M3 = d4 sin(3B) ∑ ∆M i = M B* − M A ⇒ M B * = M A + ∑ ∆M i → Comparando os valores obtidos por cálculo com os valores conhecidos de MB.PA = d1 cos (A1) ∆P2 = P2 .1 Baixa precisão: T = 0. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .005 L + 0.P2 = d3 cos (23) ∆P4 = PB* . faz-se a sua distribuição pelas coordenadas relativas provisórias ∆Mi e ∆Pi.P3 = d4 cos (3B) ∑ ∆P = P i * B − PA → ⇒ PB* = PA + ∑ ∆Pi Comparando os valores obtidos por cálculo com os valores conhecidos de PB.01 L + 0.05 Média precisão: T = 0. obtendo-se as coordenadas relativas corrigidas ∆M i e ∆Pi .MA = d1 sin (A1) ∆M2 = M2 .54 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 1) Cálculo das coordenadas relativas provisórias: ∆M1 = M1 . de acordo com o tipo de poligonal.

41 e Figura 3. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . um erro de centragem do teodolito traduz-se sempre num erro de medição do ângulo no vértice respectivo.41 . 2' 2 1 3 Figura 3. utilizando-se na prática uma forma simplificada e expedita de o fazer.42).Erro na medição de um ângulo. o mesmo sucedendo com um erro de pontaria ao sinal (ver Figura 3.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 55 3) Cálculo das coordenadas relativas corrigidas: A distribuição de εM e εP pelas coordenadas relativas provisórias é feita proporcionalmente aos valores absolutos dessas coordenadas.4. Os ângulos são medidos com um teodolito.3. devendo utilizar-se um teodolito de segundos quando se trate de uma poligonal de precisão. é necessário ter o maior cuidado na centragem do teodolito e na pontaria aos sinais. A precisão de medição dos ângulos na observação de uma poligonal é de grande importância e. Efectivamente. Medição dos lados e ângulos de uma poligonal Os lados das poligonais podem ser medidos por processos directos ou por processos indirectos. para se obterem os melhores resultados. devido a um erro de centragem do teodolito.5. ∆M1 = ∆M1 + m1 ∆M2 = ∆M2 + m2 ∆M3 = ∆M3 + m3 ∆M4 = ∆M4 + m4 ∆P1 = ∆P1 + p1 ∆P2 = ∆P2 + p2 ∆P3 = ∆P3 + p3 ∆P4 = ∆P4 + p4 m3 m1 m2 m4 = = = = | ∆M 1 | | ∆ M 2 | | ∆ M 3 | | ∆ M 4 | p3 p1 p2 p4 = = = = | ∆P | | ∆P2 | | ∆P3 | | ∆P4 | 1 ∑ | ∆M | εM ⇒ m i = | ∆M i | pi = |∆Pi | ∑ | ∆M | εP εM ∑ | ∆P | εP ⇒ ∑ | ∆P | 4) Cálculo das coordenadas definitivas: De posse das coordenadas relativas corrigidas imediatamente se calculam as coordenadas definitivas: M1 = MA + ∆M1 M2 = M1 + ∆M2 M3 = M2 + ∆M3 MB = M3 + ∆M4 P1 = PA + ∆P1 P2 = P1 + ∆P2 P3 = P2 + ∆P3 PB = P3 + ∆P4 3.

pontos com a mesma altitude ortométrica podem não estar sobre a mesma superfície equipontencial. usualmente nos estuários dos rios.56 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 2 1 3 3' Figura 3. o que se consegue através de instrumentos registadores de marés. Em Portugal o marégrafo de referência encontra-se em Cascais. Se a superfície de referência for o elipsóide. Para a determinação das altitudes ortométricas é necessário conhecer pontos do Geóide e.6. Se a poligonal for comprida. os marégrafos. discordâncias essas devidas principalmente às correntes marítimas e às irregularidades das marés. devido a um erro de pontaria no vértice A.6. Os marégrafos são colocados nas costas marítimas. Nivelamento Noções de altimetria Designa-se por cota de um ponto do terreno a distância desse ponto a uma superfície considerada como referência.42 .43 . isto é a escolha de uma datum altimétrico. 1' 2' 1 2 A 3' B' 3 B Figura 3.Rotação de uma poligonal. o que interessa são as altitudes geopotenciais e dinâmicas e não as altitudes ortométricas. as cotas designam-se por altitudes ortométricas e são medidas ao longo da direcção da linha do fio-de-prumo que passa no ponto em causa. Isto levou à definição das altitudes geopotenciais e das altitudes dinâmicas. que são constantes ao longo das superfícies equipontenciais. Note-se que. A medição de cotas implica a escolha da superfície de referência.1. portanto. A altitude dinâmica é o quociente entre a altitude geopotencial e a gravidade normal sobre o elipsóide de referência à latitude de 45º. devido ao facto do mar ser aí mais calmo. Como a distância vertical entre as superfícies equipontenciais não é constante. por exemplo. A altitude geopotencial de um ponto é a diferença entre o potencial gravítico sobre a superfície equipotencial que contém o ponto e o potencial gravítico do Geóide.Erro na medição de um ângulo. 3. Um erro na medição de um dos ângulos de uma poligonal acarreta sempre uma rotação da mesma igual à amplitude do referido erro. para trabalhos de hidraúlica que se desenvolvam em grandes extensões. utiliza-se em cada país um único marégrafo. definir o nível médio das águas do mar. as cotas designam-se por altitudes geodésicas e são medidas ao longo da perpendicular ao elipsóide que passa no ponto. devido a um erro de pontaria. 3. Em virtude das discordâncias que se notam entre os valores do nível médio das águas do mar em diversos pontos. essa rotação origina um deslocamento considerável do vértice final. Se a superfície considerada como referência for o Geóide. Como os métodos da Topografia clássica permitem apenas determinar diferenças de altitude. para se determinar a altitude de pontos do terreno é necessário ter na vizinhança pelo menos um ponto Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .

Além disso.erro tolerável ≤ 1mm/km ⎩Ordinário . pois têm efeitos contrários. Ao considerar-se que a superfície de referência é um plano tangente à superfície de referência real no ponto E. os pontos E e E’ estariam ao mesmo nível. se designa por cota do ponto. pelo que o efeito da refracção atmosférica.44 está representada a superfície de referência utilizada para a medição das cotas. a correspondente a um dos pontos do projecto. para se obterem as respectivas altitudes. O efeito da curvatura terrestre e da refracção atmosférica são normalmente considerados conjuntamente. por exemplo.erro tolerável ≤ 1m/km 3.erro tolerável ≤ 1dm/km Nivelamento barométrico . temos que EE ' + R 2 = R + E ' E '' 2 ( ) 2 Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . o comprimento E ' E '' representa o efeito da curvatura terrestre. valor que deve ser adicionado ao valor obtido para a diferença de nível entre os pontos E e E’. A diferença de nível ou de altitude entre dois pontos A e B é dada por: dN AB = N B − N A Sendo NA a cota do ponto A e NB a cota do ponto B. Depois de calcular as cotas dos pontos.erro tolerável ≤ 1cm/km Nivelamento trigonométrico . pode escolher-se como superfície de referência uma superfície qualquer. 1) Método trigonométrico ou indirecto → Nivelamento trigonométrico 2) Método geométrico ou directo → Nivelamento geométrico 3) Método barométrico → Nivelamento barométrico Quanto à precisão. Se a distância entre os pontos for considerável. em muitos trabalhos de Topografia. A determinação das diferenças de nível faz-se por intermédio de uma operação topográfica a que se dá o nome de nivelamento. e como o plano considerado é tangente à superfície de referência. Considerando a superfície de referência uma esfera com raio igual a 6400km (raio aproximado da Terra).2. basta adicionar às cotas obtidas a altitude da superfície considerada como referência. quando na realidade têm uma diferença de nível igual a E ' E '' . dando origem respectivamente a três tipos de nivelamento. é necessário tem em consideração a curvatura da superfície de referência no cálculo das diferenças de nível. trabalha-se com cotas e não com altitudes. Assim. influência os resultados obtidos.6. considerada como referência. Curvatura terrestre e refracção atmosférica Os métodos de nivelamento têm como objectivo medir a diferença de cotas entre pontos do terreno. a aplicação dos métodos de nivelamento implica a execução de visadas e a medição de quantidades que permitem determinar distâncias verticais. e quando o que interessar for apenas a posição relativa dos pontos de um projecto. Como a distância vertical dos pontos do terreno relativamente a uma superfície qualquer. que provoca uma curvatura da linha de visada.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 57 de altitude conhecida. No caso de não haver nenhum ponto nessas condições. A determinação das diferenças de nível pode ser feita por três métodos diferentes. os métodos apresentados têm as seguintes tolerâncias: Nivelamento geométrico ⎨ ⎧Alta precisao . Na Figura 3.

58 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Observação correspondente à linha de visada real A Linha de visada real E’ E’’ Superfície de referência Horizontal tangente à Terra em E E R R Centro da superfície de referência Figura 3. sendo portanto c 0.44 – Efeito da refracção atmosférica e da curvatura da Terra. podemos considerar c Considerando R = 6400km temos D2 2R c 0. Para se obter o valor da correcção em metros deverá multiplica-se por 1000. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . isto é o comprimento E ' E '' . c= D2 ( 2R + c ) Como c é muito menor do que R. distância horizontal entre os pontos. Designando por D a distância EE ' .781 × 10−5 D2 km onde o valor de D deve ser usado em quilómetros.0781D2m continuando o valor de D a ser usado em quilómetros. temos que: D2 + R 2 = ( R + c ) ou seja 2 D2 + R 2 = R 2 + 2Rc + c 2 D2 = c ( 2R + c ) Isto é. e por c a correcção relativa à curvatura terrestre.

conhecida como altura trigonométrica é dada por: h = Dcotg z e portanto a diferença de nível entre A e B é dada por: dN AB = h + i − Av Quando é visada uma mira vertical colocada em B. Assim. é necessário subtrair o comprimento r = E ' A ao valor obtido.01094 D2m D2 m 15 Assim. ao visarmos o ponto E’.5 km. conhecendo a distância horizontal D entre eles e o ângulo zenital z da linha de visada. que varia normalmente entre 0.017 m. estejamos na realidade a fazer medições relativamente ao ponto A.06 e 0. estacionou-se um teodolito no ponto A e visou-se um ponto na vertical do ponto B.067 m. Nivelamento Trigonométrico Com este método podemos determinar o desnível entre dois pontos A e B do terreno.06716D2m Desta forma.45 . para uma distância horizontal de 0. sendo r n 2 D R Considerando mais uma vez R=6400km e n = 0. para uma distância de 1km é já de 0. mas para distâncias maiores o seu valor tem de ser tido em consideração. Este valor depende do índice de refracção da atmosfera n. Av = dN AB = h + i − m m e portanto: z h Av i A D B dNAB Figura 3.094 × 10−5 D2km onde o valor de D deve ser usado em quilómetros. para que as medições efectuadas se refiram ao ponto E’.Para a determinação da diferença de nível entre A e B (dNAB) com nivelamento trigonométrico.45 conclui-se que a distância vertical h. 3.6.07 temos r 1. uma vez que o seu efeito é muito pequeno. Para que o valor da correcção apareça em metros. Da Figura 3. temos que r 0. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . o valor da correcção devida à curvatura terrestre e refracção atmosférica é de 0.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 59 O efeito da refracção atmosférica faz com que.08. Assim para distâncias inferiores a aproximadamente 500m poderá ser dispensável entrar com a correcção de curvatura e refracção. a correcção devido ao efeito da curvatura terrestre e refracção atmosférica toma o valor c&r 0. para uma distância da ordem de 15 km é já da ordem dos 15 m e para uma distância de 150 km de 1500 m.3.

como o nome indica. sendo nesse caso.46 . eixo secundário. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .Nivelamento geométrico para a determinação da diferença de nível entre os pontos A e B (dNAB). a linha de visada.6. Constituição e funcionamento de um nível Os níveis. tal como os teodolitos.1. Este último tipo de níveis está a substituir rapidamente os níveis de nivela solidária. cuja principal característica é a de definirem com grande precisão linhas de visada horizontais. h = Dcotg z + D2 15 3. Os níveis de nivela solidária dispõem de uma nivela tórica que permite colocar a linha de visada horizontal. que roda em torno do eixo principal. são formados por uma base e uma alidade. tem-se: dN AB = sendo A A − B a leitura feita na mira colocada em A e B a leitura feita na mira colocada em B. A diferença de nível entre os pontos A e B obtém-se através da diferença das leituras feitas com um nível estacionado em qualquer ponto do terreno. de acordo com a Figura 3. enquanto que. numa mira vertical colocada sucessivamente nos pontos A e B. pelo que o seu valor tem que ser tido em conta no cálculo de h.46. Os níveis de luneta podem classificar-se em níveis de nivela solidária e níveis de horizontalização automática. Estes aparelhos não têm. uma vez que são de utilização muito mais rápida e prática.4. ou seja.60 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Note-se que. no entanto. Mira Mira Nível A B B dNAB A Figura 3. quando a distância D é superior a algumas centenas de metros os efeitos da curvatura da Terra e da refracção atmosférica fazem-se sentir. Desta forma. é colocada horizontal automaticamente. que podem rodar conjuntamente em torno do eixo principal.2. h = Dcotg z + (c & r ) onde o valor de c & r é o indicado na secção 3.4.6. 3. Nível bloco As principais componentes de um nível bloco são a luneta e a nivela.. rodando a luneta apenas em torno do eixo principal. nos de horizontalização automática. Nivelamento Geométrico Este tipo de nivelamento utiliza instrumentos chamados níveis.6.

que é o objectivo a cumprir. a linha de pontaria fica horizontal e o fio nivelador (traço horizontal do retículo) fica também horizontal. que será estudado mais à frente. Desta forma. verticalização essa feita com o auxílio de uma nivela esférica existente na base do nível e solidária com o eixo principal. temos as seguintes condições de construção e de estação: Directriz da nivela Linha de visada Figura 3. é conseguida com o auxílio do parafuso de inclinação. Um nível-bloco está construído de acordo com a sua idealização teórica quando. compensar qualquer inclinação residual do eixo da luneta após a verticalização do eixo principal. isto é. suspensos do corpo da luneta de modo que a sua posição relativa varie com a inclinação da luneta (ver Figura 3. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Não se verificando a condição de construção temos o chamado erro de inclinação. permite. chamado parafuso de inclinação. com o auxílio de um parafuso. cuja directriz deve ser paralela à linha de visada. ou um dispositivo de rótula. quando o seu efeito sobre o valor da diferença de nível for da ordem dos milímetros Nível de horizontalização automática Os níveis deste tipo não têm qualquer nivela associada à luneta nem parafuso de inclinação. De facto. dando origem à horizontalização do eixo óptico. quando a sua amplitude tiver influência sobre o valor obtido para a diferença de nível. é essencialmente constituído por um conjunto de 3 prismas. CONDIÇÃO DE CONSTRUÇÃO: . quando a nivela estiver calada a linha de visada fica horizontal.Paralelismo entre a directriz da nivela tórica e o eixo óptico da luneta.Representação esquemática de um nível bloco. Para a horizontalização rigorosa da linha de pontaria é necessário calar.47 .48). que permitem verticalizar aproximadamente o eixo principal. que tem o nome de compensador. Condição de estação: .Eixo principal vertical Um nível bloco está em estação quando o eixo principal estiver vertical. através de procedimentos que não serão estudados neste curso. pela acção da gravidade. um dos quais de reflexão total. ou por um conjunto de 2 prismas e um espelho plano. Nos níveis bloco. Este dispositivo.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 61 O nível bloco monta-se sobre um tripé e na sua base existem três parafusos nivelantes. sendo a directriz da nivela paralela à linha de visada. estando a nivela calada. Esta condição não é em geral rigorosamente cumprida. o erro de inclinação pode ser rectificado. colocada no interior da luneta. pois a horizontalização do eixo óptico. Um dispositivo óptico pesado. uma nivela tórica de grande sensibilidade.

Condição de estação: Tal como para o nível-bloco. 2 lente de focagem interna. 1 . excepto no caso em que o terreno seja pouco firme. Erro de inclinação de um nível Como já foi dito. No entanto. tornandose muito difícil calar a nivela de um nível bloco. para que o compensador deixe de oscilar.62 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos Figura 3. existindo uma pequena inclinação em relação à horizontal que vamos designar por β ( ver Figura 3. se a linha de pontaria descer em relação à horizontal β é negativo. 5 . Nesse caso em vez de ser feita a leitura A na mira. o que se consegue com três parafusos nivelantes existentes na base do nível e com uma nivela esférica solidária com o eixo principal.48 Representação esquemática de um nível de horizontalização automática. 3 . a nivela esférica solidária com o eixo principal deve ter sensibilidade suficiente para que o sistema compensador possa actuar.ocular.retículo. o erro de inclinação surge do facto de a visada feita com o nível não ser rigorosamente horizontal. o compensador entra em funcionamento.objectiva. o erro de inclinação β é positivo. 'A β A DA Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Se a linha de pontaria estiver para cima da horizontal.compensador. Assim. a condição de estação de um nível de horizontalização automática é que o eixo principal esteja vertical. o compensador fica encostado ao corpo da luneta e permanece bloqueado. têm a desvantagem de serem mais caros e permitirem atingir uma precisão inferior. Enquanto o eixo principal não estiver sensivelmente vertical. 4.49). Realizada esta condição. Depois de calada a nivela deve esperar-se alguns segundos antes de fazer as leituras nas miras. colocando a linha de visada horizontal. Os níveis de horizontalização automática têm a vantagem de permitirem uma considerável economia de tempo em relação ao nível bloco. faz-se uma leitura 'A .

Assim. Como tg β = e consequentemente: 'A − DA A então 'A − A = DA tg β A = ' − D tgβ A A Existem métodos que permitem determinar a diferença de nível correcta entre dois pontos. Ver exemplo na Figura 3.Estacionamento de um nível a igual distância de A e B (DA = DB). como o efeito do erro é igual sobre ambas as leituras.51 Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . em P1 e P2.49 – O nível representado tem erro de inclinação β. independentemente da existência ou não de erro de inclinação. sendo DA = DB. No entanto. dN AB = = A − B = ' A − DA t g β − 'B + DB tg β = ' A − 'B − DA t g β + DB tg β = (em virtude de DA = DB ) = ' A − 'B = dN ' AB Poder-se-ia ter imediatamente verificado que.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 63 Figura 3.50 a mira é colocada nos pontos A e B. Se não houvesse erro de inclinação. de forma a que PA 1 P2 B e P B 1 P2 A . No caso da Figura 3. Devido ao erro de inclinação a leitura na mira é 'A e não A .50 . Método das visadas recíprocas Neste método fazem-se dois estacionamentos com o nível. como os triângulos são semelhantes. obtém-se a diferença de nível correcta utilizando as leituras com erro. Método das visadas iguais: Este método consiste em estacionar o nível a igual distância dos dois pontos onde é colocada a mira. sendo dN AB = Α − Β Existindo erro de inclinação teremos as leituras ' A e 'B . teríamos as leituras na mira A e B . temos: 'A − A = 'B − B ⇒ ' A − 'B = A − B = dN AB 'A β β 'B B A B A DA DB Figura 3.

51 – Posição dos níveis relativamente aos pontos A e B quando da utilização do método das visadas recíprocas.64 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos P1 B A P2 Figura 3. junto de B . junto ao ponto A . que conduzem a um ′ dN AB = ' A1 − 'B1 Estacionando de seguida em P2. Havendo erro de inclinação β.52 – Visadas feitas do nível estacionado em P1 para a mira colocada. respectivamente. obtém-se na mira as leituras valor incorrecto da diferença de nível ' A1 e 'B1 . A diferença de nível correcta será então ' A2 e 'B2 (ver Figura dN AB = e a diferença de nível afectada do erro de inclinação A2 − B2 dN "AB = ' A2 − 'B2 . obtêm-se as leituras na mira 3. se não houver erro de inclinação. ' A2 A2 'B2 β B2 A B P2 Figura 3. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .52).53 . sendo a diferença de nível correcta dada por dN AB = A1 − B1 . obtendo-se na mira as leituras A1 e B1 (ver Figura 3. nos pontos A e B. a linha de visada fica horizontal.Visadas feitas do nível estacionado em P2 para as miras colocadas nos pontos A e B.53). Ao estacionar em P1. ' A1 β 'B1 B1 A1 B A P1 Figura 3.

por princípio. a diferença entre as cotas do ponto inicial e final deve ser conhecida.54): dN AB = logo. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Pode também utilizar-se um nivelamento fechado sobre si mesmo. São feitas várias estações do nível e observações sucessivas de cada estação para o ponto anterior e seguinte.6. ser fechada. 3. temos 'B1 − 'B2 − B1 B2 = ' A2 − = ' A1 − Somando membro a membro estas igualdades obtém-se dN AB = ' '' dN AB + dN AB 2 Pode então concluir-se que a diferença de nível correcta é igual à média dos desníveis obtidos com os dois estacionamentos do nível. respectivamente.' A + 'B DB . é possível calcular o erro de inclinação do nível da seguinte forma (Figura 3.DB tg β ) dN AB = ' A . Isto é.4.'B . que corresponde ao caso em que o ponto final do nivelamento coincide com o ponto inicial.( 'B .2.Determinação da diferença de nível entre A e B com nivelamento geométrico. Uma linha de nivelamento deve.DA tg β = 'A β β 'B B B A A DA DB Figura 3. A - B = ( ' A .DA tg β ) . conhecendo a diferença de nível correcta entre dois pontos Conhecendo-se a diferença de nível correcta entre dois pontos e fazendo leituras numa mira colocada. Determinação do erro de inclinação do nível. nos pontos A e B. e nesse caso a diferença de nível entre o ponto final e inicial deve ser nula.54 .DA tg β + DB tg β dN AB . leituras estas afectadas do erro de inclinação. mesmo que o nível tenha erro de inclinação.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 65 Como o ângulo β se mantém invariável e como P A 1 P2 B e P B 1 A2 A1 P2 A . chamadas linhas de nivelamento. Observação e cálculo de uma linha de nivelamento A operação de nivelamento geométrico é normalmente feita ao longo de linhas.

66 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos B 3 2 1 A Figura 3. a distribuição do erro poderá (para maior precisão) ser feita proporcionalmente às distâncias.56. uma através do nivelamento considerando os pontos 1. considerando os pontos 1. Os valores de dNAB no nivelamento e no contra-nivelamento devem coincidir. O erro de fecho obtido é normalmente distribuído uniformemente pelos desníveis calculados. Obtêm-se deste modo duas medidas para dN14. 3. agora no sentido de B para A. 2 .Execução de uma linha de nivelamento entre os pontos A e B. que consiste em fazer em cada estação do nível duas niveladas atrás e duas niveladas à frente. 5 e 6 sabendo que NA = 428. No caso de não ser possível fazer um nivelamento fechado.56 . Pode ainda fazer-se um nivelamento paralelo. 2 3 1 n1 n2 2’ 3’ Figura 3. n3 4 O erro de fecho de um nivelamento fechado é a diferença entre o desnível correcto e o desnível observado entre o primeiro e o último ponto do nivelamento. 2’. se tal não acontecer. como indica a Figura 3.Cálculo dos desníveis observados. no sentido de A para B. depois de se ter feito o nivelamento entre os pontos A e B.610m.Determinação do erro de fecho e das correcções a aplicar aos desníveis observados.704m e NB = 426.Cálculo dos desníveis compensados. a média dos dois valores obtidos será um valor mais preciso. 4. deve fazer-se um contra-nivelamento.Esquema de um nivelamento paralelo. Exercício 1: Determine as cotas ajustadas dos pontos 1. Resolução: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . 3 e 4 e outra através do nivelamento paralelo. 3 .55 . O ajustamento e cálculo de um nivelamento geométrico.Cálculo das cotas. 4 . com vista à obtenção das cotas compensadas dos pontos. No caso de se conhecerem as distâncias do nível a cada um dos pontos visados. podendo então fazer-se um ajustamento. e a diferença for aceitável. obtendo-se assim os desníveis compensados. 3’ e 4. 2. inclui os passos seguintes: 1. 2.

mas que não lhe pertençam.636 0.Desnível correcto (valor conhecido) = dNAB = NB .636 0.736 [+]* = 5.dNAB* = 0.963 0.262 424.442 2.014 [a] = 9.002 0.003 .610 dNAB = NB-NA =-2.799 479.303 1.478 480.815 [-]* = 4.066 1.2.167 2.180 Desníveis observados + 1. Resolução: Pontos visados A 1 P1 2 P2 P3 P4 3 4 5 P5 P6 6 A Verificações atrás 0. P2.462 Desníveis observados + 1. Exercício 2: Determine as cotas ajustadas dos pontos 1.838 [f] = 9. 5 e 6 pertencem à linha de nivelamento.[-] = .328 1.343 426.064 2. P2.590 1.003 .0.Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 67 Pontos visados A 1 2 3 4 5 6 B Verificações Niveladas atrás à frente 1.215 1.116 [+] .Desnível afectado de erro = dNAB* = [a] . no caso da linha de nivelamento indicada no Exercício 2.789 1. Isto pode ser feito aproveitando os estacionamentos do nível e as leituras feitas durante a observação da linha de nivelamento.798 [a] .0.017 [+]*.012 [+] = 4.150 479.478 0.459 .891 1.063 1. P4.750 0.908 0.0. 4.952 1.328 1.114 2.004 + 0.165 Correcções . mas que são visados apenas uma vez. e portanto não lhe pertencem.165 2.473 0.385 1.884 [f] = 13. 3.984 3.422 1.116 [+]*.412 478.039 [-]* = 7. P3.002 .805 [-] = 4.167 Cotas 482.316 1. Por exemplo. P5. 1.003 + 0.143 Cotas 428.306 1.325 1.094 .[f] = -2. 3. Estes pontos são denominados de pontos intermédios e sua cota é calculada fazendo a média das cotas obtidas para o ponto considerando os dois pontos da linha de nivelamento visados durante o mesmo estacionamento em que o referido ponto intermédio foi visado.002 ε = -0.302 481.886 2.049 [-] = 7.153 481.100 480.506 3.174 .617 1.[f] = [+]*.691 0. e P6.509 3.423 0.2.674 2.022 Desníveis compensados + 1.017 1.237 478.803 429.003 2.445 2. P5.155 Correcções + 0.017 2.117 2. P4.504 2.427 2.226 429.[f] = 0.[-] = .0.O erro ε é distribuído uniformemente pelos desníveis. enquanto que os pontos P1. poderá ser necessário determinar cotas de pontos situados nas proximidades de uma linha de nivelamento.522 2.0.002 Desníveis compensados + 1.419 0.472 3.[-]* = -2.617m.003 + 0.617 481.805 dN AA = 0 [+] .450 479.094 [a] .027 0.905 0.0. à frente 1.003 + 0. assim como as cotas obtidas depois do ajustamento.357 424.294 425.153 0. Em trabalhos de nivelamento.094 .003 + 0.544 0. são pontos cuja cota se pretende calcular.148 [a] = 11.604 . 2.704 427.094 Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .0.821 [+]* = 4. sabendo que NA = 428.116 .747 1.176 Niveladas Interm. os pontos A.149 0.NA = -2.003 + 0.003 ε = dNAB . 2.733 [+] = 5. 5 e 6 e as cotas dos pontos intermédios P1.605 482.645 481.[-]* = -2. P3.988 479.892 1. 4.[-]* = -0.638 2. e P6.347 0.

A determinação da diferença de altitudes recorrendo a este processo é sempre pouco precisa. Os instrumentos utilizados neste tipo de nivelamento são os barómetros e os altímetros.6. a diferença de pressões atmosféricas entre dois pontos do terreno permite determinar aproximadamente a diferença de nível entre eles.5. Assim. com base unitária. Nivelamento barométrico O nivelamento barométrico baseia-se no facto de a pressão atmosférica ser igual ao peso duma coluna cilíndrica vertical de ar atmosférico.68 Textos de apoio de Topografia – Levantamentos topográficos 3. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . pois a pressão atmosférica é influenciada por vários factores não controláveis. e que atravessa toda a atmosfera.

1. o GLONASS e o GALILEO. para os satélites. o sistema russo GLONASS. GLONASS e GALILEO.2. 4. A este sistema seguiu-se. que.2. a componente de controlo e a componente do utilizador. O lançamento de satélites artificiais foi um passo determinante nesta área. Foram assim desenvolvidos vários métodos de posicionamento utilizando satélites. As estações monitoras recebem continuamente a informação enviada pelos satélites.1 está indicado o número de satélites dos vários sistemas.1. o Sistema de Posicionamento Global (Global Positioning System – GPS). Cada satélite contém relógios atómicos de alta precisão e transmite continuamente sinais de rádio (em duas frequências) utilizando um código que o permite identificar.1. tendo sido criados vários equipamentos. Tabela 4. Na Tabela 4. Com o desenvolvimento tecnológico foi possível construir sistemas cada vez mais complexos. Sistemas de Posicionamento e Navegação por Satélite Introdução A observação dos astros foi utilizada durante muitos séculos para determinar a posição de pontos sobre a Terra e para auxílio à navegação. Sistemas Globais de Navegação por Satélite Componentes dos sistemas Os sistemas globais de navegação por satélite (Global Navigation Satellite Systems – GNSS). Outros métodos de aquisição de dados topográficos 4. são constituídos por três componentes: a componente espacial.1.1. pelas estações emissoras. Estes dados são depois enviados. nomeadamente o GPS. nos anos oitenta.Representação esquemática dos satélites GPS e suas órbitas.1 – Satélites dos sistemas GPS. estações emissoras de dados e estações de controlo.1. o sistema GALILEO. como o LORAN-C e o VLBI. Nos sinais emitidos são enviadas várias mensagens. GPS GLONASS GALILEO Nº de satélites 21 + 3 suplentes 21 + 3 suplentes Previstos 27 + 3 suplentes Altitude 20 200 km 19 100 km 23 616 km Período 11h 59 min 11h15 min 14h 4 min Componente de controlo – A componente de controlo é formada por estações monitoras. 4. entre as quais se inclui a posição do satélite. assim como a sua altitude e período. pois permitiu substituir a observação de astros pela observação de satélites artificiais. será controlado por entidades civis. ao contrário dos sistemas americano e russo.Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos 69 4. fornecendo dados para a estação de controlo calcular as novas posições dos satélites e as correcções a fazer aos relógios de bordo. Desde o início do século XXI está em desenvolvimento um sistema europeu. Componente espacial: A componente espacial dos GNSS é constituída pelo conjunto dos satélites de cada um dos sistemas (ver Figura 4. Figura 4. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . como o astrolábio e o sextante. 4.1). Nos anos 70 foi desenvolvido. pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América.1 .

como os colocados nos satélites.2. é possível. a) b) c) d) Figura 4. Princípio de funcionamento O princípio básico de funcionamento dos GNSS consiste na medição da distância da antena do receptor a um conjunto de satélites. cuja posição é conhecida.70 Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos Componente do utilizador – A componente do utilizador é constituída por todos os receptores. c) três satélites e d) quatro satélites. quatro satélites.2). Como a posição dos satélites é conhecida. o que permite concluir que o receptor se encontra no outro ponto obtido. A intersecção das três esferas permite identificar dois pontos.3). Medindo a distância simultaneamente para três satélites. As distâncias aos satélites são obtidas determinando o tempo que os sinais por eles emitidos demoram a chegar ao receptor. podendo variar entre as dezenas de metros e alguns milímetros.1.2. que utilizam os sinais emitidos pelos satélites para calcular a sua posição. 4. Este método de posicionamento requer a utilização simultânea de dois receptores. 4. Este valor é determinado comparando a fase de uma modulação que é gerada no satélite e no receptor de forma sincronizada. e existem limitações de precisão devido aos relógios do receptor serem simples relógios de quartzo e não relógios atómicos. A exactidão do posicionamento com os sistemas de navegação por satélite depende dos receptores e dos métodos de observação utilizados. A grande precisão é conseguida apenas com posicionamento relativo ou diferencial. b) dois satélites. Posicionamento Diferencial Os GNSS não permitem obter grande exactidão no posicionamento absoluto de pontos. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .1. é necessário utilizar os dados obtidos a partir de. embora a precisão conseguida seja suficiente para muitas aplicações. para determinar a posição tridimensional do ponto onde está colocada a antena do receptor. Como a medição deste intervalo de tempo é crítica. e o outro estacionado no ponto P2 a determinar.3.2 – Posição do receptor considerando a) um satélite. com o receptor estacionado no ponto de coordenadas conhecidas. Desta forma. civis e militares.2. estando um deles estacionado num ponto P1. avaliar os erros associados à medição e utilizar essa informação para determinar a posição de P2 com alta precisão (ver Figura 4. a medição da distância do receptor a um satélite permite posicionar o receptor sobre uma esfera de raio e centro conhecidos (ver Figura 4. pelo menos. estando um deles normalmente no espaço. o receptor fica situado sobre a intersecção de três esferas com raios e centros conhecidos.

4. naturalmente. Este factor de erro deriva do sinal emitido pelo satélite sofrer várias reflexões antes de atingir o receptor.5. Actualmente. em qualquer instante. a precisão no posicionamento horizontal é valorizada em detrimento da precisão altimétrica. é o chamado multi-caminho. permitindo assim obter. A altitude é sempre menos precisa. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . 4.3 – Posicionamento diferencial 4. Limitações dos sistemas A medição da distância dos satélites ao receptor implica a medição do tempo que o sinal emitido pelo satélite demora a chegar ao receptor. por exemplo. é necessário conhecer a modelação do geóide. o que permite calcular os erros associados ao posicionamento em cada instante. Estes erros.1. provocados pelo atraso ionosférico. pois. cuja cobertura está indicada na Figura 4. como. O mesmo acontece em zonas arborizadas. para se obterem altitudes ortométricas. posicionamento com precisões mais elevadas. principalmente na ionosfera. podem ser minimizados utilizando posicionamento diferencial. Os SBAS são sistemas regionais constituídos por um conjunto de estações de controlo que recebem continuamente os sinais dos satélites das constelações GPS e GLONASS.4.2.2. principalmente junto de edifícios. a sua utilização é pouco conveniente em zonas urbanas. a onda emitida pelo satélite atravessa a atmosfera.Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos 71 P2 P1 Figura 4. foram desenvolvidos os sistemas de aumento baseados em satélites (Satellite Based Augmentation System – SBAS) e em estações terrestres (Ground Based Augmentation System) – GBAS). diminuindo o número de satélites disponíveis para o posicionamento. o posicionamento com estes sistemas é problemático. ou mesmo impossível. o que. Este problema é particularmente importante quando se fazem observações junto de edifícios ou superfícies altamente reflectoras. a grande precisão obtém-se para as coordenadas bidimensionais. normalmente. como os receptores têm que receber os sinais enviados pelos satélites. No entanto. Os GNSS podem ser utilizados em qualquer local do planeta e sob quaisquer condições atmosféricas. onde. o que faz com que a distância obtida seja maior do que a distância real do receptor ao satélite. provocando atrasos no sinal que influenciam a exactidão das medições. e podem provocar reflexões do sinal. Sistemas de Aumento Baseados em Satélites e em estações locais Com o objectivo de aumentar a precisão do posicionamento com os sistemas de navegação por satélite. pelo que. introduz erros na posição obtida para o receptor.1. que emite as correcções necessárias às observações feitas na zona coberta pelo sistema. existem vários sistemas SBAS. pois estes bloqueiam os sinais emitidos pelos satélites. pelo que. Essa informação é processada. Por outro lado. Com os sistemas de navegação por satélite. Outro problema que pode surgir na determinação de posições com um sistema de navegação por satélite. geralmente. a geometria dos satélites conveniente para o posicionamento bidimensional não é conveniente para obter uma boa precisão vertical. água. por um lado. No entanto. a altitudes são obtidas relativamente ao elipsóide. sendo depois enviada para um satélite geo-estacionário. nomeadamente o sistema americano WAAS e o sistema europeu EGNOS. o que vai provocar uma alteração da sua velocidade de propagação.

integrará também o sistema europeu GALILEO e terá objectivos civis. 3. quando o terreno não é perfeitamente plano e todo ao mesmo nível. volumes. de modo a aumentar a exactidão e dar maior segurança nos procedimentos de aterragem e descolagem dos aviões. Processamento das fotografias. de diferenças de nível. como a determinação da posição de pontos do terreno. e a Fotogrametria interpretativa ou fotointerpretação. o que permite determinar a posição planimétrica e altimétrica de pontos do terreno. Na Fotogrametria aérea.IGS) é a combinação dos sistemas globais de navegação por satélite já existentes a nível mundial. permitindo obter a exactidão e integridade necessária para a navegação civil. juntamente com os sistemas SBAS e GBAS. Na Fotogrametria terrestre as fotografias são tiradas de pontos fixos de coordenadas conhecidas. além disso. que envolve todo o trabalho quantitativo. pois aqueles estão mais próximos da câmara. 4. pode-se obter uma réplica tridimensional do terreno numa determinada escala. Em primeiro lugar. 4.72 Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos Figura 4. A partir destas. à medida que o avião sobrevoa a região. Extracção da informação a partir de modelos estereoscópicos e tratamento dos resultados com vista à obtenção do resultado final pretendido (coordenadas de pontos ou mapas). que emitem as correcções a aplicar às observações. O Serviço Internacional GNSS (IGS) O Serviço Internacional GNSS (International GNSS Service .2. A segunda geração do IGS. onde as imagens são analisadas qualitativamente. na proximidade de aeroportos. 2. nomeadamente o Sistema de Posicionamento Global (GPS) e o sistema russo GLONASS. A Fotogrametria métrica é normalmente dividida em Fotogrametria terrestre e Fotogrametria aérea.3. com vista à identificação de objectos. a forma do terreno e a posição da câmara introduzem distorções. Note-se que uma fotografia aérea não é equivalente a um mapa. A obtenção de um mapa a partir de fotografias requer que o terreno seja representado em pelo menos duas fotografias aéreas consecutivas e com sobreposição. são tiradas fotografias de uma forma sistemática e organizada. Por exemplo. situados no solo ou junto dele. Fotogrametria A Fotogrametria dedica-se à obtenção de informação acerca de objectos a partir de fotografias destes. áreas. utilizando-se técnicas fotogramétricas. determinação de distâncias. por exemplo. Os processos fotogramétricos são executados em várias fases: 1. Planeamento da cobertura fotogramétrica e obtenção das fotografias. uma fotografia é uma projecção cónica e não uma projecção cilíndrica e. a câmara fotográfica é colocada num avião e.4 – Sistemas SBAS Os GBAS são sistemas instalados. Quase todos os mapas produzidos hoje em dia são obtidos a partir de Fotogrametria aérea. permitindo a obtenção Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . etc. sendo constituídos por estações de controlo e vários transmissores. a escala da fotografia nos pontos mais altos será maior do que a escala nos pontos mais baixos. A Fotogrametria pode ser dividida em duas categorias: a Fotogrametria métrica.1.

Quando o avião chega ao fim de uma fiada volta para trás na direcção contrária. designada por sobreposição lateral.2. 4. tem como finalidade assegurar a não existência de regiões não fotografadas entre fiadas sucessivas.Geometria de uma fotografia aérea vertical. A linha que une o centro das sucessivas fotografias tiradas numa determinada direcção é chamada linha de voo e o conjunto dessas fotografias é normalmente referido como uma fiada. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . À medida que o avião vai sobrevoando o terreno são tiradas fotografias sucessivas.5.1.8 x 22. Escala de uma fotografia aérea A escala de uma fotografia aérea depende da distância focal f da câmara utilizada e da altura de B' Negativo a' f A' O Centro de projecção H a A Terreno B Figura 4. etc. voo H. de perfis do terreno.2. 4.5 . Para a execução de mapas topográficos ou de ortofotomapas utilizam-se normalmente fotografias verticais.Sobreposição e sobreposição lateral das fotografias aéreas pertencentes a duas fiadas contíguas. Sobreposição lateral sobreposição Figura 4.5). de modo a obter-se a informação desejada sem lacunas.8 cm) a região de terreno coberta por cada fotografia também é um quadrado. e tira as fotografias da fiada seguinte de modo que exista uma sobreposição de cerca de 20% com a fiada anterior. Esta área é chamada sobreposição e é normalmente 60% da área coberta por uma fotografia (ver Figura 4. Os pontos A e B têm como imagem respectivamente os pontos A’ e B’. Esta sobreposição. como se mostra na Figura 4. de modo que cada duas fotografias adjacentes cubram uma área comum superior a metade da área coberta por uma só fotografia. Aquisição e processamento de fotografias aéreas O primeiro passo da execução de um levantamento fotogramétrico é o planeamento da aquisição das fotografias.Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos 73 da informação necessária à construção dos mapas planimétricos e topográficos. No caso de uma fotografia aérea vertical com formato quadrado (normalmente 22. sendo f a distância focal da câmara e H a altitude de voo.2.6 . O ponto O é o centro de projecção da fotografia. Chama-se fotografia vertical àquela em que o eixo da câmara é colocado vertical. embora existam sempre movimentos indesejáveis do avião que causam inclinações de alguns graus em relação à vertical (esta inclinação é normalmente de cerca de 1º e raramente excede 5º).

Estereoscopia A estereoscopia é a capacidade dos indivíduos terem uma precessão tridimensional dos objectos recorrendo a duas imagens obtidas a partir de pontos distintos (os olhos). o que é insuficiente para avaliar a distância a que este está do observador. Pontos mais próximos do observador correspondem a maiores ângulos de convergência entre as duas direcções. primeiro com a câmara directamente sobre esta e uma segunda vez depois de o avião se ter deslocado uma certa distância. os triângulos [AOB] e [B’OA’] são semelhantes. permite ver um objecto a partir de dois pontos diferentes. então: 1 a' f = = E a H Desta forma. determina-se a escala média da fotografia através da expressão: 1 f = Emed H D − hmed onde Emed é o denominador da escala média da fotografia. Olho esquerdo b Olho direito Olho esquerdo b Olho direito Φ1 P1 Φ2 P2 a) H1 H2 P1 h h P2 b) Φ1 Φ2 Figura 4. que resulta numa perspectiva plana. 4. A visão binocular. o observador terá uma percepção tridimensional da torre.7 pode ver-se a analogia entre a visão binocular natural e a visão estereoscópica obtida usando um par de fotografias com sobreposição.74 Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos Como se pode observar na Figura 4. Na Figura 4. logo: a′ a a′ f = ⇒ = f H a H Se representarmos por 1/E a escala da fotografia. Os raios Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . que é a razão entre a distância entre dois pontos na fotografia e a distância entre os mesmos dois pontos no terreno (se este for horizontal).6. por outro lado. podemos dizer que a escala da fotografia é a razão entre a distância focal da câmara e a altura de voo. Suponhamos que se fotografou uma torre duas vezes. Note-se que apenas teremos uma escala uniforme nas fotografias se o terreno a sobrevoar for aproximadamente plano e horizontal. Como o ângulo Φ1 (ver Figura 4. Se for possível ver a primeira fotografia apenas com o olho esquerdo e a segunda apenas com o olho direito.a) Ângulo de convergência na visão estereoscópica. não permitindo obter informação acerca da profundidade.3. A visão só com um olho fixa apenas a direcção a que está o objecto.2. Se a variação do relevo for considerável. devido à separação entre os olhos.7) é maior do que o ângulo Φ2 o observador verá o ponto P1 mais próximo de si do que o ponto P2. HD a altitude de voo relativamente a um datum e hmed a altitude média do terreno relativamente a esse datum. b) Visão estereoscópica com um par de fotografias com sobreposição.7 . Assim. Cada olho humano permite obter uma visão monocular. o que numa grande parte dos casos não se verifica. fixa-se uma segunda direcção e a sua intersecção com a primeira localiza o ponto.

Os métodos fotogramétricos de determinação da elevação dos pontos baseiam-se neste efeito. resultando da medição da variação da paralaxe de pontos representados nas fotografias. Existem sensores que não geram imagens e sensores capazes de gerar imagens. Ortofotomapas . que a disponibilizam aos utilizadores. vemos os objectos mais próximos a deslocarem-se a uma velocidade maior do que os que estão mais afastados. Moffit e Mikhail (1980). logo têm uma paralaxe maior). Os sensores podem estar em vários tipos de plataformas.8).5. Cada detector regista a energia reflectida por um pequeno quadrado da superfície da Terra. 4. Paralaxe estereoscópica O termo paralaxe é utilizado para indicar o movimento da imagem de um objecto fixo em relação a outro objecto fixo quando o ponto de observação está em movimento. A informação armazenada em cada pixel corresponde assim à intensidade da radiação numa banda do espectro electromagnético reflectida e/ou emitida por uma zona da superfície terrestre. Mapas topográficos . 4. A visão estereoscópica de imagens é muito importante tanto para a fotogrametria métrica como interpretativa. Essa informação é depois transmitida para a Terra para as estações de recolha de dados.mapas que contêm apenas informação acerca da posição horizontal dos pontos do terreno. 4. é chamada de paralaxe estereoscópica ou simplesmente paralaxe. Produtos obtidos a partir de fotografias aéreas As principais aplicações da Fotogrametria aérea são a construção de: Mapas planimétricos . Estes últimos são constituídos por muitos detectores.2.4. Como Φ1>Φ2. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . que é convertida num valor numérico e é associada a um elemento quadrado da imagem (pixel). de modo que exista sobreposição da região fotografada. provocada pelo deslocamento do avião.mapas que indicam o detalhe planimétrico bem como informação altimétrica (normalmente curvas de nível). Os sensores passivos apenas detectam a radiação emitida e/ou reflectida pela superfície terrestre. Detecção Remota A Detecção Remota é a ciência que trata da aquisição à distância de informação sobre a superfície terrestre. Os sensores activos enviam radiação (normalmente microondas) que é reflectida pela superfície terrestre e posteriormente detectada no sensor. ela vai registar a posição dos objectos nos vários instantes de exposição.Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos 75 visuais correspondentes ao topo da torre intersectam-se segundo um ângulo Φ1 enquanto que os raios correspondentes à base da torre intersectam-se segundo um ângulo Φ2. nomeadamente em satélites artificiais ou aviões. de uma forma análoga ao deslocamento de um comboio. a paralaxe dos pontos mais elevados (portanto mais próximos do avião) superior à paralaxe dos pontos mais baixos.representações fotográficas preparadas de forma a que não existam as distorções normalmente existentes nas fotografias e que podem ser utilizados como mapas. Existe paralaxe em todos os objectos que aparecem em fotografias sucessivas sendo.2. O deslocamento relativo destes objectos chama-se paralaxe (os objectos mais próximos deslocaram-se aparentemente mais do que os mais afastados. Para obter mais informação sobre Fotogrametria consultar.3. Os sensores podem ser activos ou passivos. O conjunto dos vários pixels forma uma imagem digital (ver Figura 4. Se olharmos através da janela de um comboio em movimento. Ao utilizarmos uma câmara aérea para tirar fotografias em intervalos de tempo constantes. o topo da torre aparecerá mais próximo do observador do que a sua base e o observador terá uma visão tridimensional da torre. por exemplo. A mudança de posição dos objectos de uma fotografia para a fotografia seguinte.

76 Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos Figura 4.sensibilidade de um sensor às variações de intensidade do sinal quando regista o fluxo radiante reflectido ou emitido pela superfície terrestre. como. Os sensores colocados nos satélites artificiais apresentam características diversas. espécies doentes.dimensão dos intervalos de comprimento de onda do espectro electromagnético que o sensor detecta. do contraste entre os objectos e as zonas circundantes. A radiação recebida pelos sensores nas várias bandas do espectro electromagnético depende dos objectos que a emitiram e/ou reflectiram. As aplicações da Detecção Remota são inúmeras. Para mais informação sobre Detecção Remota consultar.2 estão indicadas as características de alguns sensores instalados em satélites artificiais que recolhem imagens da superfície da Terra. identificação de espécies vegetais. etc. surgem ainda novas aplicações que podem ir até à cartografia de grandes escalas. (2004). zonas de águas. Depende das condições atmosféricas. Na Tabela 4.intervalo de tempo entre a obtenção de uma imagens da mesma região. Resolução temporal . na cartografia da cobertura do solo.8 – Imagem obtida por um sensor remoto. que permitem identificar objectos de pequena dimensão. zonas ardidas.dimensão do menor objecto que pode ser detectado com fiabilidade. • • • Cada plataforma de recolha de dados pode conter vários sensores. Resolução espectral . Assim. por exemplo. que podem ser caracterizados pela sua: • Resolução espacial . Com as imagens de alta resolução (por exemplo as obtidas pelos satélites IKONOS e QuickBird). Quanto mais alta a resolução espectral (intervalos menores) mais fácil é distinguir entre diferentes objectos ou temas. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Resolução radiométrica . por exemplo. nomeadamente na zona do visível. infravermelho e microondas. Fonseca e Fernandes (2004) ou Lillesand et al. a análise da intensidade da radiação recebida nas várias bandas permite classificar o que existe à superfície do planeta. em várias bandas do espectro electromagnético.

78-0.45-0.68 Visível: 0.08-2.60 0.55-1.9 dias 11 bits 4 1. A tecnologia Laser não é recente.60 0.52 0. Sistemas de Varrimento Laser Laser é um acrónimo de “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”.58-1.76-0. a sua utilização para obtenção de dados geográficos é relativamente recente.76-0.52-0.50-0.63-0.61-0.90 Pancromática: 0.75 2.4-12.76-0.52 0. O nome “varrimento laser” resulta da forma como as medições são efectuadas. no entanto.78-0.61 QuickBird 2001 2.5 Pancromática: 0.59 0.60 0.5 dias 0.55-1.50-0.Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos 77 Tabela 4.61-0.90 Visível: 0.48-0.69 Infravermelho: 0. Satélite Lançamento Espacial (m) Resolução Espectral (µm) Visível: 0.68 Infravermelho próximo: 0.45-0.76-0.71 Visível: 0.58-1.5 Pancromática: 0.5 – 5 Spot 5 Sensor HRG 10 2002 8 bits 26 dias 20 1 IKONOS 1999 2.52-0.75 Pancromática: 0.4-12.75 Pancromática: 0.63-0.45-0.45-0.90 1.35 Infravermelho térmico: 10.08-2.90 1.90 Visível: 0.52 0.2 – Características dos sensores de alguns dos satélites que recolhem imagens da superfície da Terra.69 Infravermelho: 0.61-0.4.63-0.52 0.41 11 bits 3-7 dias 4.59 0. Os Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .69 Infravermelho: 0.90 Radiométrica Temporal 30 Landsat 5 1984 8 bits 16 dias 120 15 Landsat 7 1999 30 8 bits 16 dias 60 10 Spot 4 Sensor HRVIR 1998 20 8 bits 26 dias 2.75 2.68 Infravermelho próximo: 0.35 Infravermelho térmico: 10.45-0.63-0.52-0.50-0.45-0.89 Infravermelho: 1.89 Infravermelho: 1.69 Infravermelho: 0.52-0.90 Visível: 0.60 0.

por exemplo.78 Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos sistemas de varrimento laser são também conhecidos por LIDAR.9). conhecendo-se as coordenadas tridimensionais de todos os pontos. conhecendo a distância percorrida pelo raio até ser recebido pelo sensor. Colorindo cada ponto da nuvem de pontos com a cor adequada obtém-se uma representação tridimensional muito realista do objecto de estudo (ver Figura 4. determinar as coordenadas tridimensionais do ponto que o reflectiu. em cada segundo. b) Resultado do levantamento ilustrado em a) . O princípio usado no LIDAR consiste na medição da distância entre o sensor e o ponto que reflecte cada pulso laser emitido. que permite identificar a textura correspondente a cada ponto recolhido. assim como a orientação do raio emitido. o que permite. obtida a partir das fotografias digitais (Artscan). que significa “LIght Detection And Ranging”. Y e Z) da plataforma onde está colocado o sensor é conhecida. é possível. As distâncias observadas são processadas num software proprietário e disponibilizadas como uma nuvem de pontos no formato XYZ. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . assim. Em muitos sistemas é acoplado ao sensor de varrimento laser uma máquina fotográfica digital métrica. um feixe de luz que é composto por milhares de pulsos laser. fazer medições sobre o modelo. A posição tridimensional (coordenadas X. Com os sistemas de varrimento laser obtém-se um modelo tridimensional das zonas levantadas.nuvem de pontos com textura.9 – a) Levantamento de uma barragem com um sistema de varrimento laser. construir perfis ou vectorizar informação. a) b) Figura 4. O Lidar é constituído por um sensor activo que emite.

10 – Representação tridimensional do Laboratório Chimico (Universidade de Coimbra).11). Os sistemas de varrimento laser podem ser usados no terreno para fazer modelos digitais de obras de Engenharia ou monumentos.11 – Modelo digital de superfície obtido com LIDAR aéreo. ou a partir de plataformas aerotransportadas (aviões ou helicópteros) para obter modelos digitais da superfície da Terra (ver Figura 4. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Da esquerda para a direita: nuvem de pontos coloridos. Figura 4. nuvem de pontos com textura e grelha tridimensional (Artscan).Textos de apoio de Topografia – Outros métodos de aquisição de métodos topográficos 79 Figura 4.

...............80 Textos de apoio de Topografia – Representação topográfica 5.........1 m 1/500..... Em Portugal são normalmente utilizadas as seguintes equidistâncias para as escalas indicadas: ESCALA En 1/50 000 ........... é de 10 m...............Representação do relevo de uma região com curvas de nível......1.....5 m 1/5 000 . que... À distância constante entre as curvas de nível dá-se o nome de equidistância natural (En)....1. deste modo: e= En L Para escolher a equidistância natural das curvas de nível a representar numa carta é necessário ter em consideração a escala da carta...............5 m 1/1 000 .... 0...... Inversamente..... 50 Ao valor da equidistância natural reduzida à escala da carta dá-se o nome de equidistância gráfica (e)......2.......... Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra ...................... sobre a superfície de referência.... Chama-se curvas de nível à projecção.... 60 En 50 40 30 60 40 30 Figura 5. sendo as mais frequentes a representação com pontos cotados.... para terrenos muito pouco acidentados.....10 m 1/10 000 .. das linhas resultantes da intersecção desses planos com o terreno.....25 m 1/25 000 ................... o relevo do terreno e o objectivo do levantamento.. no caso da Figura 5......... Junto a cada curva de nível é indicada a sua cota.. A representação do relevo com curvas de nível é muito sugestiva...........Curvas de nível Neste tipo de representação considera-se o terreno cortado por planos de nível equidistantes... curvas de nível e recorrendo a modelos digitais de terreno.......5 m Em terrenos muito acidentados deve aumentar-se o valor da equidistância para que as curvas de nível não se apresentem muito próximas............... deve adoptar-se uma equidistância menor........ Representação Topográfica 5. o que dificulta a leitura da carta. Altimetria Existem várias formas de representar o relevo do terreno..... 5..1 ..

Representação de um tergo com curvas de nível. em relação à horizontal.É a forma de relevo constituída pela intersecção de duas superfícies com a concavidade voltada para baixo.1. Na representação dum tergo as curvas de nível aparecem com a concavidade virada para a zona mais elevada do terreno. A noção de declive pode também aplicar-se a pontos das curvas de nível e chama-se linha de maior declive à linha do terreno que forma o maior ângulo com o plano horizontal.2 – Declive entre A e B. A linha de maior declive é perpendicular às curvas de nível. AB – Linha de festo ou de separação de águas A 110 100 90 80 B Figura 5. consequentemente. a observação das curvas de nível dá uma ideia da forma do relevo. entre dois pontos A e B é designada por declive e o seu valor é dado por: ∂ AB = tgδ = dN AB AB B A δ horizontal Figura 5.2. 5. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Vale – A representação de um vale é constituída pela intersecção de duas superfícies com a concavidade voltada para cima. É evidente que quanto menor for a distância entre as curvas de nível maior é o declive do terreno nessa zona. Tergo .3 . Formas fundamentais do relevo Apresenta-se de seguida a representação de formas básicas do relevo com curvas de nível. Na representação de um vale as curvas de nível aparecem com a concavidade voltada para a base do terreno.Textos de apoio de Topografia . A identificação imediata destas formas quando representadas em cartas topográficas facilita a leitura das cartas.Representação topográfica 81 A tangente trigonométrica da inclinação δ do terreno.

82

Textos de apoio de Topografia – Representação topográfica

100 90 80 70
C

D

CD – Talvegue ou linha de junção de águas

Figura 5.4 - Representação de um vale com curvas de nível

Todas as outras formas de relevo aparecem como uma associação de tergos e vales. Assim:

Colina, outeiro ou monte é uma associação de dois tergos.

110 100 90 80 70
Figura 5.5 - Representação de uma colina com curvas de nível.

Bacia ou covão é uma associação de dois vales.

80 90
Figura 5.6 - Representação de uma bacia ou covão com curvas de nível.

100 110

Colo, portela ou garganta é uma combinação adequada de dois tergos e dois vales.

Figura 5.7 - Representação de um colo, portela ou garganta com curvas de nível.

5.3.Pontos cotados
A representação do relevo com pontos cotados consiste em representar a posição planimétrica e altimétrica de um conjunto de pontos do terreno. Estes pontos são assinalados na carta, sendo a sua cota impressa junto ao ponto.

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Textos de apoio de Topografia - Representação topográfica

83

Os pontos escolhidos para representar o relevo devem defini-lo perfeitamente. Assim, os pontos devem ser escolhidos de modo que entre cada ponto e os pontos mais próximos se possa considerar constante a inclinação do terreno, dentro da precisão exigida. Tais pontos chamam-se pontos notáveis do terreno. Assim, a inclinação do terreno entre dois pontos notáveis A e B é a inclinação da recta que passa por eles.

5.3.1.

Casos em que se utilizam pontos cotados

Como a representação do relevo com pontos cotados é pouco sugestiva não é muito usada, embora, em certas situações, se torne útil. São a seguir expostos alguns casos em que isso acontece.
5.3.1.1. Representação de zonas urbanas

Nos arruamento escolhem-se para pontos cotados os pontos de mudança de declive e os pontos dos cruzamentos dos eixos das vias (ver Figura 5.8).

Figura 5.8 - Representação do relevo de uma região urbana com pontos cotados.

5.3.1.2. Representação de regiões pouco acidentadas

No caso de o terreno ser quase plano pode fazer-se a representação do relevo com pontos cotados. A densidade dos pontos a representar é função da precisão exigida.
5.3.1.3. Completagem do traçado das curvas de nível

Quando o relevo é representado por curvas de nível, os pontos com maior e menor altitude são sempre pontos notáveis do terreno e são representados como pontos cotados (ver Figura 5.9). Podem ainda representar-se outros pontos de interesse especial para o trabalho em questão.

76 86 78

Figura 5.9 – Representação do relevo com curvas de nível e pontos cotados.
Pontos cotados Curvas de nível

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84

Textos de apoio de Topografia – Representação topográfica

5.4.Modelos digitais de terreno
Um modelo digital de terreno (MDT) é uma representação numérica e matemática do relevo do terreno. A partir de um conjunto discreto de pontos, com coordenadas planimétricas ( x, y ) e cota z conhecidas, é possível construir, utilizando métodos de interpolação, uma superfície z = f(x, y) . Esta superfície é uma modelação digital do terreno e permite estimar o valor da altitude em qualquer ponto. Note-se que, sendo os valores de z obtidos através de uma função, a cada ponto do terreno ( x, y ) apenas pode ser atribuído um valor de z, não sendo portanto possível representar, por exemplo, cavernas ou paredes verticais. A aquisição de informação para a construção de um MDT pode ser feita por processos fotogramétricos, curvas de nível de mapas já existentes, trabalhos taqueométricos, dados obtidos através de detecção remota ou varrimento laser, ou qualquer outro tipo de métodos ou sistemas que permitam a obtenção de coordenadas planimétricas e altitude de pontos do terreno.

5.4.1.

Construção de um MDT

O processo de recolha de dados dá origem a um conjunto de pontos de cota conhecida. Para a construção de um modelo digital de terreno coerente é necessário estabelecer relações topológicas entre estes pontos e escolher um método de interpolação que origine uma superfície que se aproxime da forma do terreno. As estruturas de dados utilizados para a modelação do terreno são as grelhas rectangulares de pontos (GRID), ver Figura 5.10a), e as redes irregulares de triângulos (Triangulated Irregular Network TIN), ver Figura 5.10b). As vantagens e desvantagens de ambas as estruturas de dados são expostas na Tabela 5.1.

a)

b)

Figura 5.10 - a) Grelha rectangular (GRID). b) Rede irregular de triângulos (TIN).

Tabela 5.1 Vantagens e desvantagens das grelhas regulares e das redes irregulares de triângulos.

Vantagens
• Grelhas rectangular (GRID) • • O seu manuseamento em computador é simples; É mais simples construir modelos de interpolação para grelhas rectangulares. Permitem representar o terreno com maior fiabilidade. São necessários menos pontos para se construir um MDT com determinada precisão. • •

Desvantagens
A densidade de pontos não pode ser aumentada para se adaptar à complexidade do relevo; É necessário um grande número de pontos para ser possível fazer a representação do relevo com determinada precisão; Não conseguem descrever características estruturais do terreno como características topográficas . São mais complexos e mais difíceis de manusear; É mais difícil construir o modelo de interpolação.

Rede Irregular de Triângulos (TIN)

• •

• •

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Figura 5. Exemplos de aplicação dos MDT Os modelos digitais de terreno permitem. representá-lo recorrendo a diagramas de blocos.Representação topográfica 85 5. por exemplo. calcular volumes de aterro e escavação.13 . mapas de sombreados ou com as tradicionais curvas de nível. Figura 5. visualizar o terreno a três dimensões.11 – Representação tridimensional do relevo utilizando uma rede irregular de triângulos (TIN). declives ou orientação de encostas.12 – Representação tridimensional do terreno com curvas de nível obtidas a partir de um MDT.4. sendo portanto de muita utilidade em muitas áreas de Engenharia Civil. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . regiões de visibilidade.2. Figura 5.Modelo tridimensional do terreno obtido a partir de um MDT.Textos de apoio de Topografia .

14 – Mapa de relevo sombreado construído a partir de um MDT. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .86 Textos de apoio de Topografia – Representação topográfica Figura 5.

torna-se necessário. a construção de obras de grande dimensão tem de ser acompanhada com operações topográficas. arqueologia. como. como medida de segurança. sendo utilizados métodos análogos aos utilizados nos levantamentos topográficos. por exemplo.Textos de apoio de Topografia . em obras de grande responsabilidade e após a sua conclusão. ambiente. • Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .Representação topográfica 87 6. que têm como objectivo verificar se a obra está a ser executada de acordo com o projecto. no planeamento e ordenamento do território e na área da construção de infra-estruturas. etc. em hidráulica. estudar periodicamente o seu comportamento. Aplicações A Informação Geográfica é cada vez mais utilizada em muitas áreas. engenharias. No âmbito da Engenharia Civil este tipo de informação é importante. onde: • • a implantação de obras consiste na transferência para o terreno do projecto de uma obra. arquitectura. por exemplo.

Lidel. Davis. Inc. Arthur H. (2004) “Detecção Remota”. John Wiley & Sons. E. John Wiley & Sons. Kiefer. Segante. M. Harper & Row. (1985) “Elements of Cartography”. Mikhail..T. A. Burrough.Theory and Practice". P. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .(1981) "Surveying . (1980) “Photogrammetry”.A. Técnica . Weibel. (1998) “Principles of Geographical Information Systems”.S. (1983) “Electronic Surveying in Practice”. McDonnell R. João. Fernandes. Paulo C. Inc.Sistema de Posicionamento Global”. T. Xerez. E.. Peixoto (1991) "Topografia . A.Revista de Engenharia. Associação dos estudantes do I. Publicação do Instituto Geográfico do Exército. Heller. J.. R. Matos. Oxford University Press. Gaspar. M. Laurila. (1991) “Digital Terrain Modeling”. Baio. Fonseca. In: Geographical information Systems: principals and applications. Lidel. S. Casaca. R. Instituto Geográfico do Exército (1998) “Sistemas de Referenciação”. Wells. (1978) "Topografia Geral". (2004) “Remote Sensing and Image Interpretation”. R.Lisboa. J. Moffit. Instituto Geográfico do Exército (2004) “Manual de leitura de cartas”. Publicação do Instituto Geográfico do Exército. Publishers. A.Curso Geral ". J. (2005) “GPS . John Wiley & Sons. Francis. F.88 Textos de apoio de Topografia – Aplicações Referências Antunes. Mikhail. Lidel. A. . Robinson. New York.. Departamento de Matemática da FCTUC... F. EESC/USP. David (1987) “Guide to GPS Positioning”. John Wiley & Sons. Lillesand. Chipman. J.. Library of Congress Cataloging in Publication Data. New York. (2005) “Topografia Geral”. (2000) “Cartas e Projecções Cartográficas”. Canadian GPS Associates.

Textos de apoio de Topografia –Anexo 1: Formulário A1 .1 Anexo1 .Formulário BC CA AB = = ˆ sin B sin C ˆ ˆ sin A 2 2 2 ˆ AB = AC + BC − 2ACBC cos C A b c C a B MB = M A + AB sin ( AB ) PB = PA + AB cos ( AB ) tg ( AB ) = MB − M A PB − PA AB = E R0 = ( EA) − ( MB − MA ) + ( PB − PA ) 2 EA 2 R zero de uma estação Fórmula taqueométrica da distância para mira vertical Nivelamento D = G sin2 z G = KS dN AB = N B − N A Nivelamento trigonométrico dN AB = h + i − Av H = D ( cotg zT − cotg zB ) Nivelamento geométrico h = D cotg z dN AB = A − B A = ' A − DA tg β Intersecção directa e lateral PQ − PA = ( MB − M A ) − ( PB − PA ) tg ( BQ ) tg ( AQ ) − tg ( BQ ) MQ − M A = ( PQ − PA ) tg ( AQ ) PQ − PA = ( MQ − M A ) cotg ( AQ ) MQ − M A = ( PB − PA ) − ( MB − MA ) cotg ( BQ ) cotg ( AQ ) − cotg ( BQ ) Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .

determinar γ utilizando cot γ = cot R + 6. depois de calcular θ = R − γ ) sin α ˆ ˆ 7. 4. Determinar R = 400 g − (φ + α + β ) . 3. Tendo em atenção que 0 < γ < 200 g . Calcular os ângulos α e β a partir das leituras azimutais: α = OA − OB e β= OC − OA . Determinar o ângulo φ . Calcular MO = M A + AO sin ( AO ) e PO = PA + AO cos ( AO ) Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Calcular o rumo ( AO ) = ( AC ) + CAO . por exemplo. sendo CAO = 200 g − γ − β 8.A1 . utilizando. ( AC ) e ( AB ) a partir das coordenadas de A. AB . a diferença entre rumos: φ = ( AB ) − ( AC ) . Calcular as quantidades AC . Determinar a distância AO utilizando AO = de AO = b sin α c sin β sin R AC sin γ (pode confirmar-se o resultado através sin β AB sin θ .2 Textos de apoio de Topografia – Anexo 1: Formulário Intersecção Inversa A c B θ B θ b C B c φ A b γ α C α φ γ C γ O θ β b α c β φ β O O (a) (b) A (c) 1. 5. 2. B e C.

3 Poligonação A' α0 d1 A 1ª FASE: CÁLCULO DOS RUMOS α1 α2 d2 2 d3 α3 B' α4 d4 B 1 3 1) Cálculo dos rumos ( AA ' ) e ( BB ' ) : tg ( AA ' ) = M A' − M A PA' − PA tg ( BB ' ) = MB ' − MB PB ' − PB 2) Cálculo de ( BB ' ) * : ( A1) = ( AA ' ) + α 0 (12) = ( A1) + α1 ± 200 g ( 23 ) = (12) + α 2 ± 200 g ( 3B ) = ( 23 ) + α 3 ± 200 g ( BB ' ) = ( 3B ) + α 4 ± 200 g ( BB ' ) * = ( AA ' ) + ∑ α i − 200k i =0 4 (k inteiro) 3) Determinação do erro de fecho angular e verificação da tolerância: ε a = ( BB ' ) − ( BB ' ) * Tolerância angular: Alta precisão: Ta = n → número de ângulos ( n )' Média precisão: Ta = 2 n ' ( ) Baixa precisão: Ta = 4 n ' ( ) 4) Cálculo dos ângulos corrigidos 5) Cálculo dos rumos definitivos α 0 = α 0 + c0 α1 = α1 + c1 α 2 = α 2 + c2 α 3 = α 3 + c3 α 4 = α 4 + c4 c0 c1 c2 c3 c4 ( A1) = ( AA ' ) + α 0 (12) = ( A1) + α 1 ± 200 g ( 23 ) = (12) + α 2 ± 200 g ( 3B ) = ( 23 ) + α 3 ± 200 g ( BB ' ) = ( 3B ) + α 4 ± 200 g εa 5 Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .Textos de apoio de Topografia –Anexo 1: Formulário A1 .

05 Média precisão: Tl = 0.01 L + 0.A1 .1 Baixa precisão: Tl = 0.06 L L = ∑ di (comprimento da linha poligonal) 3) Cálculo das coordenadas relativas corrigidas: ∆M1 = ∆M1 + m1 ∆M2 = ∆M2 + m2 ∆M3 = ∆M3 + m3 ∆M4 = ∆M4 + m4 m1 m2 m3 m4 = = = = ∆M1 ∆M2 ∆M 3 ∆M 4 p p1 p p = 2 = 3 = 4 = ∆P1 ∆P2 ∆P3 ∆P4 4) Cálculo das coordenadas definitivas: ∆P1 = ∆P1 + p1 ∆P2 = ∆P2 + p2 ∆P3 = ∆P3 + p3 ∆P4 = ∆P4 + p4 ∑ ∆M i εM m j = ∆M j i ∑ ∆M ∑ ∆P εP i εM i ∑ ∆P εP p j = ∆Pj M1 = M A + ∆M1 M2 = M1 + ∆M2 M 3 = M 2 + ∆M 3 M B = M 3 + ∆M 4 P1 = PA + ∆P1 P2 = P1 + ∆P2 P3 = P2 + ∆P3 PB = P3 + ∆P4 Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .2 Textos de apoio de Topografia – Anexo 1: Formulário 2ª FASE: CÁLCULO DAS COORDENADAS 1) Cálculo das coordenadas relativas provisórias: ∆M1 = M1 − M A = d1 sin ( A1) ∆M2 = M2 − M1 = d2 sin (12 ) ∆M3 = M3 − M2 = d3 sin ( 23 ) * ∆M4 = MB − M3 = d4 sin ( 3B ) * M B = M A + ∑ ∆M i * ε M = MB − MB ∆P1 = P1 − PA = d1 cos ( A1) ∆P2 = P2 − P1 = d2 cos (12 ) ∆P3 = P3 − P2 = d3 cos ( 23 ) * ∆P4 = PB − P3 = d4 cos ( 3B ) * PB = PA + ∑ ∆Pi * ε P = PB − PB 2) Cálculo do erro de fecho linear e verificação da tolerância: 2 2 εl = εM + εP Tolerância linear: Alta precisão: Tl = 0.005 L + 0.

o b) Converter o ângulo dado no sistema sexagesimal 265 15´ 32´´ para o sistema centesimal. No triângulo [ABC] conhecem-se os elementos: CA = 27.30 m ˆ B = 30. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . 1797. Num círculo de raio 276. Resolva o triângulo [ABC] de que se conhecem: BC = 31. quando a inclinação dos raios solares é de 40. a) Calcular os ângulos do triângulo ao segundo. Os lados de um triângulo medem 1046. 4. 41 m AE = 111.12 m ˆ B = 32.90 m. 7. a) Determinar a projecção de b sobre a.77 m ˆ B = 41. Efectuar as seguintes conversões: g a) Converter o ângulo do sistema centesimal 125.70 g AB = 18.3475 para o sistema sexagesimal.260 m determine qual o comprimento dos arcos correspondentes aos seguintes ângulos ao centro: o a) 146 25´ 40´´ g b) 146 25` 40`` 3. Determine a distância de um ponto E ao alinhamento definido pelos pontos A e B. 2.95 m 6.16 g Determine os valores possíveis para a medida do lado AB .1 Anexo 2 – Exercícios 1.45 m. b = 597. 5. sabendo que a sua sombra projectada num terreno horizontal mede 2.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 .90 m. 9.54 m e 1318.60 m e c = 625.35 g. Calcule a altura de um poste vertical. b) Determinar a área do triângulo. 20 m BC = 56. No triângulo [ABC] sabe-se que a = 543.94 m. 443g Nota: Ter em atenção que AB é o maior lado do triângulo [ABE]. b) Calcular a área do referido triângulo.20 m. 8.154 m Calcular os restantes lados do triângulo.0407 g AB = c = 275. sabendo que: AB = 200. No triângulo [ABC] conhecem-se os seguintes elementos: ˆ A = 35.8315 g ˆ B = 53.

determine (CD) e CD .9414 g Calcular o comprimento BD .46 m. Sabendo que: rumo ( AB ) = 346. situados em lados opostos de AC .27 m M A = 572.A2 -2 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios 10. tendo-se observado os seguintes ângulos: ˆ DBA = 49. AC = 35. Sabendo que: M C = −3804.46 g 15. 11. 2577 g ˆ ADB = 70.20 g (CB ) = 257. PC = 4082.6478 g ˆ CBD = 75.54 m AC = 574. (AC). determine as coordenadas de A. sabendo que: ( AB ) = 247.125g PC = − 4696.01g ( AC ) = 139. Sabendo que: PA = − 9063. 16. determine as coordenadas de B e C. sabendo que: BC = 468.3605 g ˆ BDC = 32.00 m e determine os rumos (BA). sabendo que os quatro pontos definem o quadrilátero [ABCD].85 m e ainda: AB = 72. 421g AB = 40.16 m ˆ CDA = 32. (CA) e (BC).72 m M D = −4607. No triângulo equilátero [ABC] sabem-se as coordenadas de A: PA = −1085. Calcule as distâncias AB e AC . Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .53 m M D = 324327 m .25 g Sabendo que (AC) é um rumo do 4º quadrante. 14.08 m PD = − 3942.13 m 13. Para a execução de um determinado projecto mediu-se o comprimento do segmento AC tendo-se obtido 1210. Determine as coordenadas do ponto B. Foram depois estacionados dois teodolitos nos pontos B e D do terreno.625 g AB = 2041. 26 m M A = 12604.36m ( BA) = 379.00 m 12. 421g ˆ BAC = 42.75 m M C = −2416.27 m PD = 162514 m .08 m e que [CD] é o maior lado do triângulo [ADC].50m ( AB ) = 257.

As coordenadas de dois pontos B e C relativamente a um referencial com origem no ponto A são: Vértices B C M (m) 449. E2 e B.27 g ˆ E1 AB = 256.970 g F 220. as seguintes observações: Estação B Vértices Visados A C Leituras Azimutais 163.61m .28 P (m) 536. determine os rumos (EF) e (AE). Sabendo que: ( E1 A) = 64.000 g .95 1336. AB = 18. 21. b) Sabendo que (CE) = 124.246 g B 54.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 .59 g . FED. BAC = 99. Resolva o triângulo [ABC] sabendo que BC = 3177 m.3 17. 19.93 g .34 Calcular o raio da curva circular passando pelos três pontos.12 g 121.136 g C 150. A. determine E 2 E 3 e E 3 E1 .82 g ˆ E BA = 76. No terreno encontram-se definidos os seguintes pontos: E1.18 g e ACB = 55. No triângulo [ABC] são conhecidos os seguintes elementos: Vértices A C M (m) 8420. 44 g 2 determine (E2B).70 -7642.00 g .004 g Sabendo que E1 E2 = 539. BEF e DEB .30 P (m) -6538.10 ( AB ) = 130. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . sabendo que ( AA′ ) = 200. 20.683 g.177 g 13. A′ AB = 17.50 7648. Calcular as coordenadas do ponto B. Estacionou-se um teodolito num ponto E do terreno e fizeram-se as seguintes observações: Vértices Visados Leituras Azimutais A 85. No campo foi efectuado o seguinte registo de observações: Estações E1 E2 E1 --66. 420 g e (CB ) = 100.23 692.750 g a) Determine os ângulos AEB. 22.95 m e que no vértice B se fizeram .001 g D 320.950 g --- E3 175. ˆ ˆ ˆ 18.505 g Vértices Visados E2 113.42 g 23. Calcular (BC).

95 g 398.00 426. b) (EA). sabendo que os quatro pontos definem o quadrilátero [ABQP].71 g Sabendo que (EC) = 284. 23g 26. Estacionaram-se dois teodolitos em C e D e obteve-se o seguinte registo de observações: Estações Pontos visados Leituras azimutais A 36. Com um teodolito estacionado em E fizeram-se as seguintes observações: Estação E Pontos Visados A B C Leituras azimutais 148.47 g D 151.37 P (m) 800.140g A 2. No campo fizeram-se as seguintes observações azimutais: M (m) 500.83 g São ainda conhecidos: M A = −2850.35 g --198.00 328.427g B 68. A e B são dois pontos inacessíveis do terreno.30 m a) Determine as coordenadas do ponto B.25 g 364. Estações P Q Vértices Visados (leituras azimutais) A B P Q 94. 27.75 g 96.60 m PA = 5346.45 Estação E A 207.A2 -4 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios 24.369g C D 142.21 g 18. (EB) e (ED). b) Sabendo que (BC) = 60.24 g. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .652 g Sabendo que C D determine AB .70 g. determine CE .62 m ( CE ) = 240. 20 m AE = 640. determine: a) R0E. cuja distância se pretende determinar.96 g Vértices Visados B C 329.48 g --- Efectue o cálculo da referida distância. 25.64 g 226. C e D são outros dois pontos na margem oposta. Para isso mediu-se um troço PQ = 10832 m e efectuou-se o seguinte registo de observações: .758g C 326. EB = 860.91 g 86.394 g D B 41.17 g 157. A e B são dois pontos do terreno numa das margens de um curso de água.

21 m M B = 241.30 m A -6836. Sabendo que. alinhamento que é paralelo a AB . com observações feitas no campo.20 m 8494. Duma estação E visaram-se os pontos A. 29. C e D.000g. B.287 64. b) A leitura azimutal a efectuar para definir a pontaria para o ponto X tal que ( EX ) = 240. 30.00 m PB = 100.26 g e que EC = 3 EB . um ponto C. que se destina a ser dividido em 5 lotes quadrados iguais.00m 500. determina as quantidades necessárias para implantar no terreno os pontos A.00 m PA = 188. pretende implantar-se. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . 452 g e que as coordenadas de A. que definem o alinhamento posterior dos referidos lotes.62m 922. 287 g . (EA) e (ED). 235 . virada a Norte.70m determinar: a) ( EB ) .50 m B -6524. Sabe-se que (BC) = 154. se 2 obtiveram as seguintes leituras azimutais: Vértices Visados Estação A B C D E 282. obtendo-se o seguinte registo de observações azimutais: Pontos visados Estação A B C D 32. b) Considerando um teodolito estacionado no ponto médio de AB . determine o R0E . A e B são dois pontos do terreno referenciados por estacas.80 m 8842.32 g 154. Sabendo que o teodolito estacionado em B visa A com uma leitura de 100. visando B a zeros. utilizando um ângulo e uma distância. 32. Admitindo que o norte magnético faz um ângulo de 7o W com o norte cartográfico. num dos pontos estacionados muniu-se o teodolito de uma declinatória e efectuou-se a seguinte leitura para o norte magnético: 204 g . B e C são: M P -6480.00m A 204. Com dois teodolitos estacionados nesses pontos.969 302.40 m 8366.5 28. 31.25 g calcule R0E. é definida por duas estacas A e B que têm as seguintes coordenadas locais: M A = 100.462 E Sabendo que as coordenadas de E e A são: M P E 500. ( EC ) e ( ED ) a partir de R0 E . por intersecção de visadas. Para orientar aproximadamente um levantamento de pormenor. C e D.70 m C determine as leituras azimutais a fazer nos dois teodolitos.00 m a) Determinar as coordenadas de duas estacas C e D.18 g 346.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 .54 g 90.283 11. A parte da frente de um terreno rectangular. que R0 A = 232.

00 m . Com um teodolito estacionado em A e outro em B pretende definir-se.00 m . São conhecidas as coordenadas de A. sabendo que: M A = 100. No campo estacionaram-se dois teodolitos em A e B e fez-se o seguinte registo: Estações Vértices Visados Leituras azimutais B 300. por intersecção de visadas.542 g C 46.00 m . Sabendo que: ˆ AC = 50. O eixo de um túnel recto. tal que BS = BC .20 m -6836. M B = −300. 11.80 m -6524. B e C: A B C M -6480.00 m . sendo AB = 200. ADC = 100.00 m 35. PA = −100. estacionaram-se dois teodolitos em A e em B. que se encontra fora do segmento [AB].40 m P 8494.30 m 8842. 37. e o seu ponto de saída vai ser o ponto S situado no segmento definido pelos pontos B e C do terreno. Com um teodolito estacionado em A visando C com 100.00 m 100. A e C são dois pontos do terreno.00 g e outro estacionado em C visando A com 0g.00 m . dois outros pontos B e D. AD = 20.A2 -6 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios 33. utilizando um teodolito estacionado em A e que visa B a zeros. por intersecção de visadas.00 g. No alinhamento definido por estes dois pontos está um ponto E.000 g Determine a leitura a fazer em cada um dos teodolitos.325 g B A 100. Determine as leituras a fazer em cada um dos teodolitos. vai colocar-se uma estaca no ponto médio do alinhamento BC . AB = BC . 34. Para a demarcação das extremidades C e D e das marcas de grande penalidade X e Y de um campo de futebol. dois pontos C e D situados na mediatriz de [AB] e tais que CE = DE = 300.00. sabendo que se visam mutuamente a 100. A e B são os pontos extremos de um alinhamento recto. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .00 m . de tal modo que AE = 80.00 m . Indique quais as leituras azimutais a fazer em cada um dos instrumentos. pretende definir-se. 36.50 m 8366.00 m e PB = −100. admitindo que se visam mutuamente a zeros.70 m 1 3 Determine as quantidades necessárias para implantar no terreno o ponto S. em projecto.00 m .50 m . Por intersecção de visadas. determine quais as leituras azimutais a efectuar nos dois teodolitos quando visam B e D. situados para lados opostos em relação ao alinhamento AC .00 g e que a distância de B a [ AC ] é 16. para se definirem por intersecção de visadas os citados pontos.000g A C 8.00 m X Y 70. sendo C um ponto inacessível. tem origem num ponto A definido no terreno por uma estaca.

Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 . por intersecção de visadas.0725 g --- Calcule as coordenadas planimétricas do referido vértice.471 g D 120.3836 g 0.00 m B 608. Determine as coordenadas de B.132 g 398.173 g 47. azimutais B 352. Observações de campo conduziram ao seguinte registo: Estações V.567 g 93.53 m 1000.00 m MB = 0. Visados L. Calcule as coordenadas de E e de F.0662 g 382. Na urbanização de um terreno pretende definir-se o lote rectangular [CFED]. atendendo ao seguinte registo: Estações R B V e sabendo que: R V Vértices Visados (leituras azimutais) R B V --230. atendendo a que a largura dos arruamentos é 10. que se visam mutuamente a zeros.00 m PB = 0.18 m P 56490.932 g Determinar as coordenadas de C e D sabendo que: M P A 1596.0493 g 50.92 m 63403. sabendo que: M P -24426.254 g A 368.7 38. os pontos E e F.687 g --24. Determine as leituras a efectuar nos dois teodolitos.725 g C B 72. 00 m .078 g 311. b) 39. SIMÃO 41.950 g A C 0.29 m 56112.00 m e que A E D a) F C B MA = 50.113 g --M -24328. com uma frente CF = 70. representado na figura.000 g C 174.00 m. pretende implantar-se.00 m Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Estacionando dois teodolitos. SIMÃO EIRAS MATO --49.30 m 40.26 m S.4172 g --200.00 m PA = 0. nos cruzamentos A e B dos eixos dos arruamentos. SIMÃO EIRAS MATO Vértices Visados (leituras azimutais) S.026 g B A 223.72 m -23643.86 m 64292. C e D são dois pontos do terreno que distam entre si 200. Para se determinarem as coordenadas do vértice MATO fez-se o seguinte registo: Estações S.00 m.47 m 1000.51 m EIRAS -26637.0074 g 117.

Pretende determinar-se as coordenadas dum ponto X do terreno.20 m 24783. utilizando os vértices de uma triangulação local. Para isso. fizeram-se as seguintes observações: Vértices Visados Leituras azimutais Pico 47.026 g g g Monte 352.A2 -8 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios 42. 44.80 m 20408.30 m Pico -11547.725 g 72.873g Efectue a referida determinação sabendo que: M P Moinho -12604. que facilite a entrada das embarcações.308 g 205.762 g 265. 43.231 g 190. sendo X o ponto médio do lado Castro-Rosa.40 m S1 -9546.00 m determine ( Monte. situado sobre o alinhamento definido pelos pontos S3 e E.317 g Pico Moinho 203. é o ponto mais favorável para a entrada das embarcações na baía. a uma distância de E de 5000. b) Sabendo que o ponto E. situado a uma distância de S1 igual a 1/3 da distância S1S 2 e sobre o alinhamento definido pelos pontos S1 e S2.00 m no sentido de S3 → E . Vértices Visados (leituras azimutais) Estações Rosa Castro Monte Rosa --368.904 g Moinho X 373.53 m Monte 1000.124 g --- Estações S1 S2 S3 a) Determine as coordenadas planimétricas ajustadas do ponto S3.626 g --384. Observações de campo conduziram ao seguinte registo de leituras azimutais. de coordenadas: M P -10605.648g X 254.471 g Castro 223.47 m 1596. A costa de uma baía é limitada por dois promontórios. X ) .80 m S2 Para construir um novo sinal luminoso num ponto S3 da costa da referida baía.80 m 24406. onde se localizam dois sinais luminosos nos pontos S1 e S2.60 m Estações Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .00 m 1000.572 g 59. azimutais) S1 S2 S3 --125.30 m 20785. Monte. fizeram-se as seguintes observações: Vértices Visados (l. Castro e Rosa são três vértices de uma triangulação topográfica independente. c) Determine as coordenadas planimétricas de um ponto O (de orientação). determine (ES3).000 --Sabendo que: M P Castro 608.254 g --174.950 0.

626 29.52 m Rocha −28209.04 m 68404. Determine as coordenadas do vértice A.08 m Barco −25808. estacionou-se um teodolito nos pontos C e D.00 125.60 47.112 g e às coordenadas planimétricas: M P Cova −27504. D e R têm as coordenadas planimétricas indicadas.16 m 66722. tendose obtido o seguinte registo de observações: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .906 g 140. 20 −11547.74 m 64918.30 24406.145 179.411 12. E D R M (m) 100. M (m) −12604.00 -50.874 g 208.92 m determine as coordenas planimétricas de Vala.125 346. Atendendo ao seguinte registo de observações: Estações A Moinho e sabendo que: Vértices Visados Moinho Pico Pico A Leituras azimutais (g) 104. Pretendem determinar-se as coordenadas de um ponto P situado no topo de um edifício.00 46.00 P (m) 100. tendo-se efectuado o seguinte registo de observações Estações E D Vértices Visados R A R A Leituras azimutais (g) 80.608 g Vértices visados Rocha Cova Barco 312.959 e que os vértices E.00 150.80 P (m) 24783.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 .904 373. Atendendo às seguintes observações azimutais: Estações Cova Vala Vala 30. 48. Atendendo a que não era possível estacionar nesse ponto.648 Moinho Pico determine as coordenadas de A.308 47.9 45. sabendo que foi estacionado um teodolito nos pontos E e D.00 50.

84 -2 417.0915 g 42.9466 g Mouroços -27090. visados L.65 m 56933.92 m 63403. C e D são: B C D M (m) -2 380.2868 g 183. 140.8710 g 65. azimutais 0.A2 -10 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios Estações C D Pontos Visados P B B P Leituras Azimutais (g) 138.06 5 690.528 250.260 Determine as coordenadas do ponto P sabendo que as coordenadas dos pontos B. b) Calcular o rumo (T0T1 ) .46 m Azenha 6218.4842 g Determinar as coordenadas planimétricas de A sabendo que: M P S. Para se efectuar a ligação de uma triangulação local à rede topográfica da cidade de Coimbra. visados Morouços T1 L. Bernardo 5259.60 m T0 S. um operador utilizou um teodolito por meio do qual obteve o seguinte registo de observações: Estação V.18 49. Simão -26637.89 m 9931.036 60. azimutais S. Simão Olivais Sabendo que: M P S.7814 g Bernardo A Azenha Moinho 368.41 m 9189.33 m 61047.4654 g 250.71 m a) Determinar as coordenadas planimétricas de T0 . Para coordenar o ponto A.26 m Olivais -23218. estacionou-se no vértice T0 dessa triangulação e fizeram-se as seguintes observações azimutais: Estação V.36 m Moinho 6169.92 5 543.92 -2 329. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .94 m 50.17 P (m) 5 428.374 363.45 m 8984.

40 m 52.80 m 100. 2 e 3.32 m -3875.62 g 386.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 .08 m 99.2090 g 149.84 m 64.66 m 106.96 m 52.18 m 52.1802 g 181.45 m A B P -3642.88 g 146.35 g 110. Visados A’ 1 A 2 1 3 2 B 3 B’ L.08 m 7188.98 m Determine as coordenadas planimétricas ajustadas dos vértices 1.72 m 63986. Entre os pontos A e B de uma triangulação estabeleceu-se uma poligonal expedita.30 m 153.60 g 369.9323 g 397. Uma poligonal de precisão apoiada nos vértices A e B conduziu ao seguinte registo de observações: Estações A E S B Atendendo a que: V.12 g 15.67 m 63494. azimutais 236.3280g 176.73 g 349.15 m B -18906.39 m determine as coordenadas ajustadas de E e de S.68 m Distâncias 153. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .13 m 64132.46 m A’ -18268. E e S são os pontos de encontro com o terreno de uma conduta aérea a construir numa dada região.25 g 16.28 m 63752.79 g Distâncias 90.2969 g M 7282. sabendo que observações de campo conduziram ao seguinte registo: Vértices A 1 2 3 B P.3486 g 112.8618 g 314. azimutais 247.24 m 90. Visados B E A S E B S A L.39 m 106.94 g 226.34 m 147.75 m B’ -18803. Conhecem-se as coordenadas: M P A -18662.72 g 100.2736 g 57.46 m 64.11 51.64 m 147.

58 108. sabendo que a diferença de cotas entre os pontos que a definem é de 17. No triângulo [ABC] do terreno sabe-se que o declive de A para B é de 18%. Na observação de uma poligonal de média precisão obteve-se o seguinte registo de campo: Estações A1 A2 A3 A4 A5 V.2596 25.93 m e que M B = −9816.45 m.4578 257. 67 m . Visados B 1 4 A 2 1 3 2 4 3 A Leituras Azimutais (g) 338. Determinar o declive de A para C.2511 11.18 m. sabendo que M A = −10240.56 106. 46 m.3162 Distâncias (m) 98.3964 150.289 g 124.60 m? 57.18 m 150. 40 m .81 108. PB = 5792.A2 -12 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios 53. A distância foi medida ao longo da encosta. dN BC = −2. Visados A5 A2 A1 A3 A2 A4 A3 A5 A4 A1 L. numa encosta de declive 6%. 62 m . 55.9257 109. 3 e 4.033 g 226. 56.1979 330. o declive de B para C é de -5%.584 g 215.06 92.04 81.07 m . determine as coordenadas planimétricas ajustadas dos vértices A2. 58.79 106.823 g 36.26 m 34. azimutais 168. uma distância horizontal de 228.181 g 56. e que M A1 = 600. Qual a distância inclinada a que corresponde.900 g Distância 117.3350 167.32 m 34. determine dN BC . Sabendo que dN AC = 12.92 Determinar as coordenadas planimétricas ajustadas dos vértices 1.00m e PA1 = 600. 00 m e a distância de B ao ponto médio de [AC] é metade do comprimento deste lado.04 m 109.62 81. 2.60 92.88 m Sabendo que na estação A1 o instrumento apontou a zeros para o Norte Cartográfico. PA = 6408.82 m.18 m e N B = 115. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . A3. Para o levantamento de um terreno estabeleceu-se a seguinte poligonal de média precisão: Estações A 1 2 3 4 V.7782 120. A4 e A5. dN AB = 5. A e B são pontos de cotas conhecidas: N A = 74.382 g 22. Mediu-se a distância entre dois pontos situados numa encosta de declive constante.6393 18. Determine o comprimento da projecção horizontal da referida distância.1915 188.787 g 119. 54.376 g 279.582 g 194.90 98.00m . tendo-se obtido o valor de 440.

fizeram-se as seguintes observações: Estação E P. b) Determine dN E1E2 .00 m de altura: Estação A V.31 g 96. 62. visados B Leituras zenitais Topo 96. com 3. 60.42 m 104.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 . Para se determinarem as cotas dos pontos B e C. sabendo que a cota de A é NA = 220. 46 m E2 i = 1.62 g Determine a diferença de nível entre A e B. 28m de uma empena vertical e fizeram-se observações zenitais ao topo e à base dessa empena Ponto visado Leituras zenitais Base 102. estando a estação E2 mais próxima desta.00 m.58 m a) Efectue o cálculo pedido.71 m 94. colocada em B. estacionaram-se dois teodolitos nos pontos E1 e E2 do terreno.29 m Efectue a referida determinação.64 g 100. As estações E1 e E2 encontram-se ambas localizadas do mesmo lado da casa. alinhados com o objecto a medir e distanciados de 15.15 g 90. Para se determinar a altura de uma igreja estacionou-se um teodolito a 46. Pontos Visados Topo Base Topo Base Leituras zenitais 87. Para determinar a altura de um pára-raios situado no telhado de uma casa.43 g 96.40 g Empena Topo 85. Num ponto A do terreno estacionou-se um teodolito à altura de i = 1.00 m.58 g Distâncias 122.24 g Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Visados A B C L.85 g Base 104.13 59. Com os teodolitos fizeram-se as seguintes observações zenitais: Estações E1 i = 1.82 g 92. 61.23 g Efectue a referida determinação. zenitais 102. 42 m e fizeram-se as seguintes observações zenitais para uma vara vertical.

zC = 93.70 m .16 94. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .49 g Determinar a altura de cada coluna e a diferença de nível entre A e B.74 g .430 g g 96.00 m de altura.18 m .81g . obteve-se o seguinte registo de observações: Estação E Vértices Visados A Topo da vara em A B Topo da vara em B Leituras azimutais zenitais 368.01 g --97.28 m 64. Em dois pontos A e B do terreno. estacionou-se um teodolito num ponto E do terreno e. De um ponto A.154 g 98. distanciados de 80. Para tal.68 g 47. 66. de onde são simultaneamente visíveis os pontos E e S. a) Determine a capacidade do depósito (em litros).28 107.276 g 368. determine o comprimento real do túnel. b) Sabendo que N P = 208.39 m Observações zenitais para os pontos A e C conduziram aos seguintes valores z A = 87. um depósito cilíndrico suspenso e centrado no ponto E do terreno e um teodolito estacionado num ponto P à altura 1. Com um teodolito estacionado num ponto C fizeram-se as seguintes observações: Pontos visados Coluna Topo em A Fundo Coluna Topo em B Fundo Leituras azimutais zenitais --95. 51. respectivamente. 24 m e AS = 52. encontram-se duas colunas verticais onde assenta uma plataforma horizontal. 0.00 m.510 g 86g908 Efectue a referida determinação. Pretende determinar-se a distância real entre os pontos A e B.104 g 86g908 g 98. 65.154 g 94.44 g g 346.64m.85 g g 52. situados em margens opostas de um rio.A2 -14 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios 63. fizeram-se as seguintes observações: Estação A Pontos Visados E S Leituras azimutais zenitais g 304. o ponto de entrada e de saída de um túnel e encontram-se referenciados no terreno por estacas. em corte. E e S são. utilizando uma vara de 2. determine a cota da base do depósito. A figura representa.25 g Sabendo que AE = 40.26 g 102.19 101.

00m .000 15.18 44.28 B Sabendo que: A B M (m) 528. fizeram-se as seguintes observações: Leituras azimutais zenitais Topo 98.240 98. tendo-se obtido o seguinte registo de observações: Estações A i = 1.18 g Base 100.53 C A i=1.32 Leituras azimutais (g) 100.832 18. sabendo que o terreno é plano na referida zona. Com um teodolito estacionado num ponto E fez-se o seguinte registo de observações: Estações A B C Determine o comprimento BC . Com um teodolito estacionado em E. A.05 g Coluna B 146. B e C são três pontos de uma plataforma horizontal com AB = 30.68 g Sabendo que dNAB = 1. zenitais (g) 61. Para medir a altura da Torre da Universidade de Coimbra.15 67.120 --54. A.30 m.852 68.00 300.121 Efectue o referido cálculo.48 95.55 m B i = 1.97g Topo 99.00 Cotas (m) 36. 69.04g Coluna A 346. determine a distância entre A e B. estacionaram-se dois teodolitos nos pontos A e B.32 determine as coordenadas planimétricas e a cota de C.00 m.051 --- L.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 .18 g Base 103. visados Leituras zenitais (g) 98.850 Leituras zenitais (g) 98. B e C são três pontos de um alinhamento recto definido no terreno. desde o terreno até ao topo do pau da bandeira.72 872.051 38.15 725. 42 m Pontos Visados Topo do pau da bandeira Estação B Topo do pau da bandeira L. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Nos pontos A e B do terreno estão situadas duas colunas verticais de betão cujos topos se encontram ao mesmo nível. azimutais (g) 38. distanciados exactamente de 10. Com um teodolito estacionado em C obteve-se o seguinte registo de observações Estação V.04 P (m) 647. 70. leituras azimutais (g) 0.364 98.

499 g E i = 1.520 g 100. 28 g .226 101. Numa zona plana passa uma linha de postes de alta tensão. 48m 2 96. a efectuar em C. Estacionando-se um teodolito em E.128 g 104.28 g E P2 206.136 1. alinhado com A e B. também a 40.60 g 103. De um destes postes (poste nº 17 ) pretende derivar-se uma nova linha .400 Determinar o declive do troço [P1P2]. Com um teodolito estacionado em E. b) qual será a escavação.A2 -16 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios 71.300 --2. 73. ou o aterro.402 g g 51. com i = 1.260 g Sabendo que EA = 92.00 m do referido poste.50 m . b) o declive entre 1 e 2 e o declive entre 2 e 3. 2 e 3. Visados A B C Leituras azimutais zenitais 305. obtendo-se as seguintes leituras zenitais: z16 = 91.85 m . Determinar a altura dos postes. tendo já sido colocada no terreno uma estaca num ponto E.268 g na mira 2. fez-se o seguinte registo de observações: Estação E P. todos com a mesma altura e intervalados de 40.034 g Leituras zenitais 87.720 --1.991 1.934 g 98.28 m determine: a) as cotas dos pontos 1. Pretende-se prolongar a estrada até ao ponto C do terreno. 72.273 g 3 109.222 --0.000 --1. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . Para a construção de uma estrada fez-se o seguinte registo de observações: Estação Pontos Visados P1 Leituras azimutais zenitais 68.900 3. determine: a) o declive de A para B. fizeram-se pontarias aos topos dos postes nº 16 e nº 18.74 m e EB = 98.00 g 92.372 g 20.64 g na mira 1. Considere o seguinte registo extraído de uma caderneta taqueométrica: Estação Pontos Visados 1 azimutais 78.00 m.282 g 99.100 Sabendo que NE = 33. 74.39 g e z18 = 89.920 ---2. mas de forma a manter o declive. A e B são dois pontos do eixo dum troço recto de uma estrada com declive constante.

32 g 100.T.26 m e que o ponto A tem cota 248.12 g 92.162 0.44 g L. cujo eixo em planta é a linha poligonal [ABCD].23 g 97.500 97. 76. assente em três pilares verticais a construir nos pontos A. linha C.12 g 125.400 1. B e C. B e C do terreno.000 --1. b) Calcule a altura dos pilares a construir em A.886 ------1.740 --1.12 g 125. sabendo que a conduta entra no reservatório num ponto de cota 248. a conduta deverá ser prolongada até ao depósito mantendo o mesmo declive. azimutais 160. 77.489 102.800 e que a altura do depósito vai ser 7. b) Calcule a distância da linha de alta tensão ao terreno.12 g L. Azimutais (g) A E B C Leit. A conduta necessita de ter um declive constante de -2% no sentido de A para D.40 m.962 52. que se destina a transportar água para um reservatório situado em D.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 . L. Com um taqueómetro estacionado em C fizeram-se as seguintes observações: Estação P.200 a) Determine a distância entre as duas linhas. Para isso. Visados A L.912 --2.17 75. Sabendo que no campo se fizeram as seguintes observações: Estação Pontos Visados Leit.230 1.000 1. zenitais 102.000 a) Determine o comprimento da conduta. na mira 1.500 ------1. A e B são pontos do eixo duma conduta e C é um ponto do terreno onde se pretende construir um depósito de distribuição de água que vai ser abastecido pela conduta. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .930 ------2.75m.48 g 132. Uma linha de alta tensão e uma linha de telecomunicações cruzam-se a alturas diferentes. zenitais 96. Visados mira linha A.56 m B D L. Zenitais (g) 96. Pretende estabelecer-se uma conduta aérea. na mira 2.T.706 369.18 g C i = 1.326 mira 2.34 g --- L.15 g 104.758 --1.698 298. determine a altura da escavação a fazer em C. em planta.T. Na vertical do ponto de cruzamento colocou-se uma mira vertical e com um taqueómetro estacionado nas proximidades fizeram-se as seguintes observações: P. azimutais 125. por gravidade.

Y e Z duma linha de nivelamento fez-se o seguinte nivelamento geométrico apoiado nas marcas 1 e 2: Posições da mira 1 X Y Z 2 Niveladas (m) Atrás Adiante 1. Para cotar três estacas X.200 a) Determinar a área do terreno.000 0. na mira 1.321 0.065 1. Um taqueómetro estacionado em B. 470m .500 --1.426 --0.025 1.943 --1.25 g 286.644 --0.000 a) Sabendo que N3 = 254.42 g 153. zenitais 102.932 1.785 1.200 2. Num terreno com forma triangular foram definidos os vértices A. b) Determinar o comprimento real da linha poligonal que passa nos vértices 1.842 --1. Visados 1 L. 2 e 3.64 g L.58 g C i = 1. originou o seguinte registo de observações: Estação B Pontos Visados A C azimutais 163. 79.510 --2.43 g 96. determinar as cotas ajustadas de X.53 m determinar as cotas de B e C.73 g Leituras zenitais 105. à altura de 1.457 --1.505 1. B e C.64 g 100.000m e a cota N 2 = 97.78 g 202.56 m 2 3 L.878 Sabendo que a cota N1 = 100. azimutais 325. 80. b) Sabendo que NA = 204.25 m determinar N1.A2 -18 Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios 78. Para se efectuar o estudo de uma rede de saneamento fizeram-se as seguintes observações taqueométricas: Estação P.54 m. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .26 g 96.84 g na mira 1. Y e Z.

Utilizando o registo de observações presentes na seguinte tabela e sabendo que as cotas dos pontos A e B são respectivamente N A = 60.140 m 0. visaram-se miras situadas em vários pontos do terreno.199 2.642 m a) Mostre que este nível tem erro de inclinação.536 m 1.923 horizontalização 1. Procedeu-se a um nivelamento para determinar as cotas de duas marcas X e Y. Com um nível de horizontalização automática obteve-se o seguinte registo de campo: Estações do nível 1 2 mira em A 1.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 . Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra .567 m 1.688 Determine as cotas ajustadas dos referidos vértices.632 m mira em B 1.844 m 0. B e C do terreno.048 0. Pontos A P1 P2 atrás 1.645 m. 276m e N B = 59. Com dois níveis estadiados.548 m .268m.891 2. apoiada na marca M com cota 202.694 Nível bloco 1. determine NC.493 1. necessárias para determinar a altura de uma ponte.173 1.960m .854 m 1. estabeleceu-se uma linha de nivelamento fechada.779 m 1.913 84. b) Sabendo que a cota de D é 248.806 M ------0.138 X Y B 2.19 81.459 1.092 1.293 2. um bloco e outro de horizontalização automática.275 0.655 2.172 1.548 m 1.626 automática 1. obtendo-se o seguinte registo: Mira em A 1.703 m 1.048 m 0. determine as cotas ajustadas dos referidos pontos.852 B 1.355 m mira em C 1.632 C 1.454 m 1.455 1.218 m ------ mira em D -----1. Pontos visados 82.240 83. determine NC .987 m 1.289 ------A 1. Para determinar a cota dos vértices A.372 2.954 Niveladas intermédias à frente 2. Mira em B 2.292 Nível de 1.184 0.026 Mira em C 1.329 Sabendo que N A = 246. tendo-se obtido o registo: Niveladas atrás à frente M 1.732 m 1.706 2.845 m 1.812 1.056 m 0.

A2 -20

Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios

85. Os pontos A, B, C e D definem um rectângulo com AB = DC = 20,00 m e AD = BC = 48,00 m . O

ponto E pertence a AD e AE = 15,00 m . Estacionando um nível em E e apontando para uma mira colocada em A e B, obtiveram-se as leituras 1,735 e 0,688, respectivamente. Em seguida, passou-se o nível para o ponto D e registaram-se as leituras 2,307; 1,248 e 1,546 para A, B e C, respectivamente. Admitindo que a cota de A é 100,000 m, determine as cotas de B e de C.
86. A e B são duas marcas de nivelamento de precisão de cotas respectivamente N A = 145,336 m e N B = 143,612 m . Com um nível bloco estadiado fizeram-se as seguintes observações sobre uma mira vertical colocada nos pontos A, B, e P: Mira em Leituras (m) 1,096 A 0,872 0,648 2,962 B 2,616 2,270 1,542 P 1,184 0,826 Determinar N P a partir de A e verificar o resultado obtido, a partir de B.

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios

A2 - 21

Soluções
1. a) 112º 48´ 45,9´´; b) 294g 73`21`` 2. a) 706,023 m; b) 634,667 m 3. 2,16 m 4. 5.

AC = 206,782m ; BC = 149,091 m

AC = 20,34 m;

ˆ ˆ A = 119,87 g ; C = 38, 43g

ˆ ˆ ˆ 6. a) A = 39,0712 g ; B = 109, 2238 g ; C = 51,7050 g ; b) Área = 682 455 m2
7.
AB = 50,59m ou AB = 47,63 m

8. a) proja b = 240,12m ; b) Área = 148 821 m2 9.

53,207m

10. BD = 991,97m 11. ( BA) = 146,421g ; ( AC ) = 388,842 g ; (CA) = 188,842 g ; ( BC ) = 79,747 g 12. M B = 11215,58 m

PB = −10559,97 m

13. (CD) = 126,075g; CD = 6170,16m 14. AB = 767,42m ; AC = 754,71m 15. M B = 516,09 m 16. M A = −4377,31 m 17. (E2B) = 44,65g 18. (BC) = 372,70g 19. M B = 10551,17 m 20. Raio = 1170,40 m

PB = −1130,38 m e M C = 505, 41 m

PC = −1058,67 m

PA = − 4654,71 m

PB = −7642,10 m

ˆ ˆ ˆ ˆ 21. a) AEB = 368,890 g ; FED = 100,220 g ; BEF = 166,614 g ; DEB = 133,166 g ; b) (EF) = 395,432g; (AE)
= 59,928g

ˆ ˆ ˆ 22. AC = 20,34m ; A = 119,87 g ; B = 41,70 g ; C = 38, 43g
23. E1E3 = 412,96m ; E2 E3 = 454,70m 24. AB = 103,51m 25. a) M B = −3474,85 m 26. AB = 1686,70m 27. a) R0E = 187,77g; b) (EA) = 395,73g; (EB) = 117,52g e (ED) = 339,48g 28. R0E = 41,83g; (EA) = 324,01g e (ED) = 196,08g 29. R0E = 187,987g 30. a) R0 E = 328,885 g ; ( EB ) = 393,854 g ; ( EC ) = 231,168 g ; ( ED ) = 340,347 g ; b)
EX

PB = 5963,69 m ; b) CE = 1633,37m

= 311, 402 g

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

A2 -22

Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios

31.

AC

= 388,777 g ;

BC

= 113,772 g

32. a)

M C = 223,36 m
MC

PC = 71,80 m ;
g

M D = 82,36 m
MD

PD = 160,01 m
g

b)

MA

= 200,00 g

e

MA = 83,16m ;

= 24,22 e MC = 89,56m ;
= 46,325 g
AD

= 175,78 e MD = 89,56m

33. 34. 35. 36. 37.

AM

= 364,633 g ;

BM

AC
AY AB

= 61,12 g ;
= 76,15 g ; = 62,86 g ;

BC
BY CB

= 300,00 g ;

= 100,00 g ;

BD

= 338,88 g ;

AX

= 19,39 g ;

BX

= 380,61g ;

= 323,85 g = 37,14 g ;
AD

= 173,80 g ;

CD

= 373,80 g

AC

= 25,13 g ;

BC

= 174,87 g ;

AD

= 174,87 g ;

BD

= 25,13 g

AS

= 391,77 g e AS = 315,73m
AE

38. a) ME = 45,00 m ; PE = 75,00m ; MF = 5,00 m ; PF = 75,00m ; b)
AF

= 95,76 g ;

BE

= 334, 40 g ;

= 65,60 g ;

BF

= 304,24 g

39. M B = −23891, 26 m 40. M MATO = −25587,14 m 41. M C = 1085,57 m 42. a)

PB = 56919,79 m
PMATO = 65802,38 m PD = 1463,17 m
(ES3) = 205,116g; c)

PC = 1465,55 m ; M D = 885,58 m PS3 = 19516,73 m ;
b)

M S3 = −10344,54 m

M O = −9851,09 m ;

PO = 25643,73 m
43. ( Monte, X ) = 343,857 g 44. M X = −12018,11 m 45. M A = 130,00 m

PX = 25416,33m

PA = 125,00m

46. M A = −12018,34 m 47. M VALA = −28288,80 m 48. M P = −2484,52 m

PA = 25416,08m
P = 66317,13m VALA PP = 5655,10m

49. M A = 5850, 28 m ; PA = 9744,64m ; 50. a) M T0 = −26556,78 m ; PT0 = 59093,32m ; b) (T0T1 ) = 257, 6230 g 51. M 1 = −18726,97 m ; P3 = 64042, 42m

P = 64069,72m ; 1

M 2 = −18776,50 m ;

P2 = 64086,98m ;

M 3 = −18823,60 m ;

52. M E = 7362,64 m ; PE = −3772,81m ; M S = 7291,61 m ; PS = −3902, 25m 53. M 1 = −10317,06 m ; P = 6470,69m ; M 2 = −10398,06 m ; 1 P3 = 6526,59m ; M 4 = −10220,83 m ; P4 = 6516,12m

P2 = 6467,17 m ;

M 3 = −10327,08 m ;

54. M A2 = 663, 25 m ; PA2 = 698,58m ; M A3 = 734,58 m ; PA3 = 566, 46m ; M A4 = 629, 27 m ; PA = 537, 47 m ;

M A5 = 616, 40 m ; PA5 = 569, 25m
55. 440,47 m 56. 229,01 m

Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

68 m 60. HB = 6.705m 86.88 m 78.067m . N 2 = 33. NC = 246.45 m. 80.43m 69. b) Aterro de 0.00m . dN AB = 2.Textos de apoio de Topografia – Anexo 2: Exercícios A2 . M C = 709. a) 15 394 b) NC = 215. N B = 230. NC = 100.723m . H = 12. a) N1 = 251. NC = 223.55 m 71. a) −0.21m . dN BC = −28. N3 = 20.86m .73m 77. a) N1 = 48.77m 58.23 57. N X = 58.82m 62.66m 80. b) dN E1E2 = 4.15 m 79.34m .57 m.14m . 4.705m = dN AB 1 ≠ dN AB 2 = −0. NC = 201.905m 82. N Z = 100. b) 9. a) ∂ AB = −2% . HC = 5.00m 67.985m Nível Nível 84.046m Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra . PC = 688.50m 63.673m .09m .29 m 76. NY = 59.6% 75.01m 68. ∂ AC = 7% 59. BC = 60.496m . 10. N P = 145. N X = 99.250m . dN AB = −0.02 m. a) 174. a) 1727 m2. 22 m . AB = 98. b) NC = 248.707m .00m . N B = 101.36m 61. ∂ 23 = −33% 74. b) H A = 3. 435m 85. HB = 4.030m 83. N B = 201. b) ∂12 = −12% .48 m 66. a) 4.35m .281m 81.59m 70. 36. a) 4. NC = 30.10 m .43m .99m . H A = 6. NC = 214.99 m 72. N A = 201.285m . b) 297.24m 64.00 m 73. b) N B = 211.67 m 65. 83. ∂ P1P2 = 9. NY = 100.

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