ESCOLA DE FORMAÇAO PARA PREGADORES

Secretaria Pedro

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ÍNDICE O que é a Escolinha ....................................................................................................... 03 Como será feita ............................................................................................................. 05 A Avaliação da Pregação ............................................................................................... 09 Quem serão os participantes? E o condutor? ................................................................ 11 Roteiros de Avaliação ................................................................................................... 12 Querigma / Auxílio para Participantes ........................................................................ 13 O Chamado do Pregador e seus Obstáculos ................................................................. 14 Ir Além ........................................................................................................................... 15 Perfil do Pregador e Características do Perfil ................................................................ 16 Pregador Conduzido pelo Espírito Santo ....................................................................... 17 Estrutura do Plano de Pregação I ................................................................................... 18 Estrutura do Plano de Pregação II ................................................................................. 19 O Conhecimento de Deus ............................................................................................ 20 Provas do Conhecimento de Deus ................................................................................. 22 Encontrando a Mensagem na Bíblia .............................................................................. 24 Técnicas de Pregação ..................................................................................................... 25 Técnicas para Aprofundar ............................................................................................. 26 Tipos de Mensagem ....................................................................................................... 27 Comunicando a Mensagem ........................................................................................... 28 Lectio Divina ................................................................................................................. 30

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O QUE É A ESCOLINHA?

A Escolinha da Palavra é um projeto instituído em nossa diocese no ano de 2000, que visa dar uma sólida formação para os pregadores. Formação esta, que visa aliar a técnica, a postura, tão necessárias a pregação à unção do Espírito Santo, imprescindível para sermos conduzidos ruma a proclamação da Boa Nova. Essa formação é dada dentro das células da RCC: os Grupos de Oração, tornando-se específica, intensiva e muito eficaz. A Escolinha da Palavra baseia-se no método do exercício; é um laboratório de pregação, pois, além de receber um conteúdo excelente, o futuro pregador é convidado e incentivado a colocar esse conteúdo em prática e inseri-lo em sua forma de pregar, acompanhado sempre pelo condutor da Escolinha. De forma geral, a Escolinha possui duas partes fundamentais: a) Conteúdos de formação: dentro da Escolinha, é necessário que todos os participantes recebam o conteúdo básico de formação para pregadores. Esse conteúdo pode ser obtido através do Encontro Básico realizado todo ano pela Secretaria Pedro ou pode ser dado através de palestras, dentro da Escolinha de Pregação. Os principais temas são os seguintes: • • • • • • • • • • • • • O Chamado do Pregador e seus obstáculos; Ir além; O Perfil do Pregador; Pregador conduzido pelo Espírito Santo. Estrutura do Plano de Pregação; O Conhecimento de Deus; Vias do conhecimento de Deus; Encontrando a mensagem na Bíblia; Técnicas de Pregação; Técnicas para Aprofundar; Tipos de Mensagens; Comunicando a mensagem; Lectio Divina.

Esses são os temas essenciais a serem dados. Para auxiliar os condutores das Escolinhas, foi colocado, na Segunda parte deste material, cada um desses temas, apresentados de uma forma sucinta, clara e organizada, facilitando a elaboração de pregações sobre eles. Vale lembrar que essa apostila não tem o intuito de ser a única fonte de consulta para o estudo e compreensão dos temas básicos. Pelo contrário, é um suporte, que traz a orientação, o rumo a ser tomado, mas que faz necessária a consulta na vasta e rica literatura católica. Existem, ainda, outros temas interessantes que podem ser colocados para enriquecer nosso estudo. Ficando a critério de cada grupo, desde que não descaracterize o objetivo primeiro da Escolinha de Pregação. b) Crivos: Além de receber o conteúdo de formação, o grande convite da Escolinha é fazer com que este conteúdo seja vivido e cada vez mais ligado à 3

o servo começa a se colocar dentro do ritmo de vida de um pregador. já não será a sua primeira pregação. não há crivo sem avaliação – e uma avaliação criteriosa. 4 . Outras. pois já terá realizado vários crivos na Escolinha. há a avaliação da pregação. abordando vários pontos propostos pela Escola. são necessários exercícios que nos ajudem a estruturarmos uma pregação de acordo com o que foi proposto nos conteúdos de formação. Essa combinação de conteúdos de formação com crivos tem sido de grande auxílio dentro da formação de nossos pregadores. são “simuladas” pregações dentro da Escolinha. o servo deverá fazer pelo menos seis crivos. se perguntam se estão no lugar certo. ou seja. a Escolinha também proporciona outro grande auxílio: para completar a Escolinha. Após o crivo.  Medo de falar em público: além de oferecer um conteúdo orientado para quebrar as deficiências causadas pela timidez. ou seja. A prática nos ajuda a perder a timidez e o medo de falar em público e os crivos são de grande valia em relação a isso. Isso nos ajuda a percebermos se estamos no lugar certo ou não.  Ter um retorno da pregação: muitos pregadores experientes vivem cometendo os mesmos erros em pregações porque não têm quem os avalie. se é o que queremos ou não. Para que isso se faça. Para isso. ou porque são inacessíveis e não se deixam ser avaliados. são realizados crivos de assuntos específicos. Na Escolinha de Pregação.nossa pregação. já dentro do Ministério. Somos levados a enxergar nossas falhas e incentivados a melhorar cada vez mais em cada pregação. Ela vem saciar algumas deficiências muito comuns em nossos grupos de oração:  Dúvidas em relação ao ministério da Palavra: muitas pessoas não entram no Ministério da Palavra porque não sabem se é o seu chamado. por exemplo. tendo que preparar pregações e dá-las quinzenalmente ou até semanalmente. quando for pregar pela primeira vez no Grupo de Oração. Dentro da Escolinha da Palavra. algumas técnicas de falar em público.

5 . dependendo da realidade de cada grupo. Priscila e Áquila (At 18. Atividades (relacionadas abaixo). Crivo: todos crivam e são avaliados (obs. 11-24). cada um com objetivos claros e específicos: 1º Esquema: pode ser usado quando há muitos servos que já pregam ou que têm facilidade para se expressar ou falar em público ou quando há pouco tempo disponível. CARACTERÍSTICAS DO PERFIL Atividades + Mímica DO PREGADOR Reflexão escrita sobre um dos personagens bíblicos a seguir: Êutico (At 20. Cada um deverá preparar três pregações: um tema de crescimento. de preparação). vide explicação posterior). Tempo: 5 a 10 min.COMO SERÁ FEITA? O modo de dispor o conteúdo de formação e os crivos tem causado muitas dúvidas dentro dos grupos de nossa diocese. após cerca de 20 min. 24-28) PREGADOR CONDUZIDO PELO Atividades ESPÍRITO SANTO ESTRUTURA DO PLANO DE Pregação com tema livre. Mímica: ver explicação posterior. O CHAMADO DO PREGADOR. O CONHECIMENTO DE DEUS Atividades + Crivos da atividade da semana anterior. Gedeão (Jz 6. Por isso.: sobre avaliação de pregação. com duração de 5 min. apresentamos aqui dois esquemas que podem ser usados para a realização da Escolinha da Palavra. utilizando APROFUNDAR as técnicas aprendidas (para a próxima semana). Pregações finais Crivos Crivos finais Observações: • As reuniões devem ter a duração de 1 hora e meia a 2 horas. Aula Tema Atividades – Prática 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 O QUE É A ESCOLINHA? (tema Preparar pregação – AMOR DO PAI ou JESUS baseado no material desta apostila). outra do encontro de dons carismáticos e outra de um dos temas do querigma. VIAS DO CONHECIMENTO DE Atividades + Crivos DEUS ENCONTRANDO A MENSAGEM Atividades + Crivos NA BÍBLIA TÉCNICAS PARA Atividades + Pregação de 5 a 10 min. Estudo bíblico IR ALÉM Atividades. TIPOS DE MENSAGEM Atividades + Crivos COMUNICANDO A MENSAGEM Crivo – Dividir pregações finais.: o crivo é feito na hora. PREGAÇÃO (Obs. O PERFIL DO PREGADOR Atividades + Crivo. • As pregações de formação têm um tempo médio de 1 hora. SALVADOR. 7-11).

Perfil do Pregador + Chamado do Pregador. mas SOMENTE se todos os participantes da Escolinha o fizerem ou a grande maioria. é essencial que as principais pregações de formação sejam passadas.Atividades . essas pregações podem ser dadas como duas ou três tardes de formação. O PERFIL/ESPIRITUALIDADE DO PREGADOR . dado pela Secretaria Pedro anualmente. 10 min.Dinâmica de integração. Duração: 5 min.• O esquema pode ser adaptado segundo a realidade de cada grupo. Parte I 1 O QUE É A ESCOLINHA (em torno de 20 min. Vias do Conhecimento de Deus e Tipos de mensagem. TÉCNICAS DE PREGAÇÀO . • Para diminuir o tempo de Escolinha. escolhendo dois tipos de mensagem diferentes. ESTRUTURA DO PLANO DE PREGAÇÃO II (José Prado Flores) .Mímicas + Jogo das Perguntas TIPOS DE MENSAGEM . porém. apresentada a seguir. COMUNICANDO A MENSAGEM .Preparar pregação em cima de alguma parábola. Paulo Apóstolo) .) O CHAMADO DO PREGADOR (1 hora) . . 2 3 4 5 6 7 8 9 Observações: • Alguns temas podem ser dados no mesmo dia. ela já pode começar na Segunda fase. Nesse caso. Exige um pouco mais de tempo e é formada de duas partes. como uma única pregação: Estrutura I e Estrura II.Crivos (o crivo funciona como o anterior) + Jogo das Perguntas VIAS DO CONHECIMENTO DE DEUS . Também pode começar logo depois do Encontro Básico de Formação. com as pregações de formação e a segunda com crivos. 2º Esquema: Esse esquema pode ser usado quando os participantes têm nenhuma ou pouca experiência em pregação.Preparar pregação de AMOR DO PAI ou JESUS SALVADOR. A primeira. definidas por sorteio). O CONHECIMENTO DE DEUS .Preparar pregação com o tema AMOR DO PAI.Crivos (o crivo funciona como o anterior).Crivos semana passada (serão crivadas quantas pessoas o tempo permitir. 6 .Preparar 2 pregações com o tema ORAÇÃO.Dinâmica: Reflexão escrita sobre duas bem-aventuranças ESTRUTURA DO PLANO DE PREGAÇÃO I (Livro – Col.

CONVERSÃO E SENHORIO 5. REPOUSO NO ESPÍRITO 8. AMOR. de João Mohama. capítulo ou capítulos de algum livro (20 min. MARIA 7. Elas chamam a atenção das pessoas. 1. uma pessoa deve crivar mais de um dom. mais de uma pessoa pode pegar o mesmo dom. depois do último tema (Comunicando a Mensagem). 4. PERSEVERANÇA B) Dons carismáticos: os seguintes dons devem ser divididos para que cada participante crive um deles (15 min. 7. Portanto.). Em cada reunião. Dinâmicas e atividades Para um bom aproveitamento da Escolinha. AMOR DO PAI 2. Se não houver tema suficientes.: Se não houver participantes suficientes. JESUS SALVADOR 4. Colocamos como sugestão o condutor fazendo o crivo. 2. motivam 7 . um tema será crivado. apresentada em 30 minutos. O tempo será 10 min.).• • • As dinâmicas podem ser alteradas segundo a NECESSIDADE. FÉ. sugerimos que os participantes sejam divididos em mais de uma equipe na Segunda parte e que essas equipes crivem alternadamente nas semanas. PECADO 3. os participantes já começam fazendo o crivo do Amor do Pai.). No caso de serem quinzenais. 3. D) Livro de aprofundamento: todos os participantes devem montar uma pregação baseada em um livro. 5. Segue aqui o temário: A) Temas querigmáticos: Cada participante deverá crivar TODOS os temas do querigma. editado pela Editora Loyola. REALIDADE e SABEDORIA dos condutores. 1. FÉ LÍNGUAS CIÊNCIA E SABEDORIA PROFECIA CURA E MILAGRES 6. As escolinhas podem ser semanais ou quinzenais. Sugerimos que a ordem das pessoas que vão crivar seja definida por sorteio. Parte II A Segunda fase da Escolinha de Pregação é feita a partir de crivos. E) Pregação final: todos os participantes devem montar uma pregação com o tema livre. ESPÍRITO SANTO 6. é necessário que as reuniões sejam enriquecidas por dinâmicas e atividades. Os temas devem ser retirados da Apostila de Crescimento da Secretaria Pedro. Obs. Sugerimos como fonte de consulta desta técnica o livro Como ser um bom Pregador. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS C) Temas catequéticos: todos os participantes devem crivar um dos temas dados no Crescimento (15 min.

Recurso: parábola ou visão Via: cosmológica Técnica: visualização 3. Destruição de Sodoma. através da mímica (sem sons). Moisés e a sarça ardente. Exercício de Pregação: os participantes podem ser divididos em grupos e preparar uma pregação com características de várias pregações. Marta e Maria. c) Jacó. Traição de Judas. A Anunciação de Jesus. Samaritana. ABRÃO. Pregação II: Fazer uma pregação. Aqui temos algumas sugestões: 1. Bodas de Canã. para casar-se com ela? a) Esaú. O Batismo de Jesus. casa. Adoração do Bezerro de Ouro. Jogo das Perguntas: para avaliar o conhecimento bíblico e teológico dos participantes e motivá-los a estudar mais. Um participante da equipe deve pegar uma frase ou acontecimento bíblica que ele deve. Os participantes devem anotar a letra correspondente à resposta certa. Os três sonhos do faraó. Algumas sugestões: visita de Maria à Isabel. Davi dançando no Templo. Pregação I: escolher uma passagem da Bíblia que mencione um lugar (morro. Conversão de Saulo. Após fazer todas as perguntas. Recurso: costumes ou milagres Via: magistério Técnica: contexto 4. GÓLGOTA. pai de Raquel. a equipe é dividida em duas equipes.os participantes e ajudam a fixar o conteúdo. b) Urias.: Quem serviu sete anos Labão. Recurso: objetos ou perguntas Via: antropológica Técnica: opostos 8 . com alternativas. o condutor revela as respostas e faz um pequeno comentário a respeito delas. Recurso: festas ou personagens Via: cosmológica Técnica: dramatização 2. o condutor da Escolinha deve preparar algumas perguntas com referências bíblicas ou doutrinárias. Relacionamos aqui as dinâmicas mais usadas em nossas Escolinhas: Mímica: para desinibir os participantes e trabalhar com sua forma de expressão. Entrada de Jesus em Jerusalém. Perfil de Pregador: identificar personagens (exceto os relacionados na pregação sobre o Perfil do Pregador) bíblicos que servem de modelo para a pregação e relacionar os traços deles (por escrito). Ressurreição de Lázaro. Ex. cidade) e fazer uma pregação escrita sobre ela. demonstrar à sua equipe para que ela adivinhe. utilizando-se como o tema principal o significado de uma Dos seguintes nomes: PÁSCOA. PEDRO. ESÁU. templo.

Estamos acostumados a fazer pregações que sempre ficam na defensiva. Com ela. seja mais firme. fazendo com que os outros participantes se tornem indiferentes àquela pessoa ou até mesmo ignore-o. críticas são feitas de forma agressiva. Com tamanha importância dentro do crescimento dos participantes. desmotiva quem está pregando e insinua que a pregação não está sendo boa. Problemas pessoais fazem com que sejamos mais severos ou indiferentes nos crivos de quem não gostamos ou temos problema. Devemos aprender a olhar especialmente para o lado positivo das pregações. O ideal é que não façamos comentários sobre ter o dom da pregação ou não. O pregador deve manter uma linha de raciocínio coerente e clara. identificamos nossos erros e. A avaliação nos faz crescer imensamente. Identificar as áreas fortes do pregador faz com que ele tenha segurança e o ajuda a crescer ainda mais em suas características positivas. Porém. Aqui vão algumas dicas: • É comum termos medo de machucar as pessoas que estão sendo avaliadas. na maioria das vezes. muito boa. Passar do tempo é erro e deixar muito tempo sobrando também. Ainda que uma pregação seja muito. Crivos são encarados como ataques pessoais. O condutor deve ser um servo experiente e que tenha bom senso e tato para poder fazer uma avaliação sempre tomada como motivadora. Os pontos a serem avaliados são os seguintes: 1) Fidelidade ao tempo: a pregação deve terminar perto do tempo permitido. é alcançado pelo próprio servo. é necessário que tenhamos uma postura madura dentro da Escolinha da Palavra. Devemos ser justos e agir com seriedade. devemos tomar o cuidado de. não podemos deixar que ninguém converse! Além de ser uma falta de respeito. aprendemos a ir corrigindo-os com o passar do tempo. Somente em casos extremos nos referimos a ter ou não o dom da Palavra. seja mais superficial. diferente da que muitos de nós estamos acostumados a fazer em nossos grupos de oração. há uma disputa muito grande para ver quem prega melhor. devemos avisar o pregador que estaremos fazendo algum sinal quando faltar um ou dois minutos para o fim da pregação. conforme ele desejar. Enquanto alguém criva. fazer avaliações mais incentivadoras. cautelosa e criteriosa. mas não podemos exaltar demais o pregador. mas as pessoas só vão crescer quando formos sinceros e dissermos a verdade em relação à pregação delas. Devemos tratar todos os participantes igualmente. Durante o crivo. Não podemos colocar nosso lado pessoal dentro da Escolinha. Para evitar isso.A AVALIAÇÃO DA PREGAÇÃO É necessário que todas as pregações que irão acontecer na Escolinha sejam avaliadas. devemos elogiá-la e mostrar aos outros que é exemplo de boa pregação. • • • • • 9 . aos poucos. 2) Fidelidade ao tema: talvez um dos mais importantes pontos a serem avaliados. Esse discernimento. nas primeiras pregações. a avaliação deve ser cuidadosa. Começar com o lado bom também é uma grande arma para desarmar os servos que não reagem bem às críticas.

o tema deve ser única e somente Amor do Pai. Precisamos estudar para. deve solicitar que os participantes tragam a pregação por escrito e entreguem-na a ele. Algumas vezes. 6) Postura: avaliar os pontos da pregação “Comunicando a Mensagem” Seguem no final da apostila dois pequenos roteiros para a avaliação. colocar um jeito próprio de montar a pregação. Flores) Motivação Leitura da Palavra Ambientação Aplicação Exemplificação Imperativos Conclusão Oração Final (opcional) 4) Técnicas de Pregação: devemos identificar quais técnicas foram usadas. Conclusão (resumo / ato concreto) Oração (opcional) Estrutura II (Livro . Pontos a avaliar: Estrutura I Introdução (intr. dentro da Escolinha.Quando se propõe a falar de Amor do Pai. poder ajudar as pessoas a aprenderem a fazer o mesmo. 5) Tipos de mensagem: avaliar se a pregação atendeu ao tipo de mensagem solicitado. não cobramos esse quesito porque nós mesmos não somos capazes de montar uma pregação estruturada. o objetivo é colocar as pregações dentro de uma das estruturas apresentadas. mas. do tema / motivação) Desenvolvimento: palavras chaves adequadas / idéias lógicas / ligação entre as palavras chaves. como condutores. Sugerimos que o condutor procure identificar qual das estruturas foram usadas e faça as correções necessárias. do pregador / intr. 10 .José P. Se necessário. mais do que saber montar. segundo o que foi passado na pregação de Técnicas. e devemos cobrar que todas as pregações estejam dentro de uma das estruturas apresentadas. Com o tempo. 3) Estrutura do Plano de Pregação: ponto essencial na preparação da pregação. O que é passado nas pregações de formação deve ser colocado em prática. os pregadores conseguem modelá-las.

sugerimos uma bibliografia e apresentamos um esquema de cada uma nesta segunda parte. referindo-se a servos antigos e que já tem um conhecimento informal das orientações para pregadores dada pela RCC. Em alguns casos. 8. Loyola. Formação de Pregadores. Santuário. com experiência no Ministério de Pregação. dentro do grupo de oração. Portanto. Podem ser chamados servos de outros grupos ou do próprio grupo que já tenham feito a Escolinha. pelo menos. estar no final do Crescimento ou do Grupo de Perseverança. Ed. Paulo Apóstolo. 11 . sugerimos que o(s) condutor(es) procure(m) outro grupo que já a faça para participar (em). mas sim condutores. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA • • Como ser um bom pregador. segundo o discernimento e a sabedoria do coordenador. Para tanto. Para ajudar na elaboração das pregações. já tendo ouvido várias pregações de formação no Crescimento. Uma boa sugestão é que não haja somente um condutor. sugerimos que ajudem na condução da Escolinha da Palavra. por exemplo.QUEM SERÃO OS PARTICIPANTES? E O CONDUTOR? Para participar da Escolinha. há músicos. • Servos de outros ministérios: a Escolinha não limita-se somente ao ministério da Palavra e tem o objetivo de formar todos os servos que pregam.. que pregam. Frisamos a importância da participação de: • Servos antigos: muitos servos pregam sem ter o conteúdo de suas pregações renovado ou sem estar acompanhando as orientações da Secretaria Pedro Nacional. é necessário: • Ter feito o encontro de 1º Anúncio (Experiência de Oração). As pregações de formação não precisam ser dadas apenas pelos condutores. organizado e com facilidade para formação. Col. já tenha participado de uma Escolinha de Pregação. Para ser o condutor da Escolinha da Palavra. Se. com o carisma da liderança. João Mohama. é necessário que façam a Escolinha da Palavra. • Ser servo ou. Agir em mais de uma pessoa facilita o trabalho. é necessário que façam a Escolinha da Palavra. dá uma visão mais abrangente e divide as responsabilidades. mas que façam o Encontro Básico de Formação da Secretaria Pedro ou estejam participando de todas as pregações de formação dentro da Escolinha. Será ele o responsável por todas as avaliações de pregação e pela formação dos futuros pregadores. intercessores ou ministros de cura. Outra necessidade para o condutor é que. salvo algumas exceções. Ed. vol. de preferência. • Ter feito o encontro de Dons Carismáticos. o servo deve ser maduro. se o grupo estiver fazendo a Escolinha pela primeira vez.

12 . Pessoal: __________________________ Apres. Loyola. mas estava desorganizado ( ) Não. Curso de Formação de Comunicadores da Mensagem Cristã. José Prado Flores. Pelycano. Tema: ____________________________ Motivação: ______________________________ Idéias claras: ____________________________ Boa leitura: ______________________________ Organização: ___________________________ Exemplificação:__________________________ Inovações: ______________________________ Distribuição do tempo: ___________________ Téc. mas com algumas deficiências ( ) Não. de aprofundamento: ________________ Postura do pregador: ____________________ Conhecimento do pregador: ____________ AVALIAÇÃO . Ed. Estava confusa. Kerigma. Col. mas com algumas deficiências ( ) Não.• • Formação de Pregadores. Utilizou outra via. FOI REALMENTE BASEADA NA VIA CORETA? ( ) Sim ( ) Sim. HOUVE INTRODUÇÃO. ROTEIROS DE AVALIAÇÃO AVALIAÇÃO – ESCOLA DE PREGAÇÃO Pregador: Tema: PONTOS POSITIVOS Tempo: PONTOS NEGATIVOS Apres. Ed.Dinâmicas Nome: Recurso utilizado: Tipo de Mensagem: Via utilizada: Técnica utilizada: Tempo: Mensagem: FOI CLARAMENTE COMPREENDIDA POR TODOS? (Comunicar só uma mensagem e não uma mistura de mensagens ao mesmo tempo) ( ) Sim ( ) Sim. DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO? ( ) Sim ( ) Sim.

2.6. 8. Jo 2. 17. 1. forte e temente a Deus 2. 1. 17. Tópicos: 2. 33. Mc 1. 1. Tópicos: 2.1. 19. Amor Eterno 2. 1-2. 10. Passagens sugeridas: Lc 23. 46-52. fonte única de salvação e última e eterna aliança. Jo 16. Ama como um pai 2. modelo de aceitação e humildade. 23. Não podemos nos livrar sozinhos Passagens sugeridas: Rm 6. Is 43. At 13. Rm 7.2.4. Algo está errado / devemos conhecer o problema 2. Mãe da humanidade 2. Deus é amor 2.7. 3. Paixão de Jesus 2. Hb 9. dono de tudo o que somos.3. vivermos em Deus e aceitar Jesus como Senhor. 3. 1-5. 2-3. História do pecado (Adão e Eva) 2.1.2. mas com algumas deficiências ( ) Não ficou claro. 13 . 16. 1. Objetivo: Mostrar o grande motivo pelo qual não conseguimos sentir o amor de Deus e ficamos tão infelizes. É necessário Ter fé / o que é fé 2.4. Jesus Salvador 1.6. Maria amada. At 2. Plano de Deus Passagens sugeridas: Is 49. 9-10. Espírito que Jesus deixou. Rm 10.2. Apresentar um pouco de sua história. A fé causa em nós a conversão 2. 9. 14-15. mãe da humanidade e nossa intercessora. Objetivo: apresentar Maria como mãe de Deus. Fé e Conversão / Senhorio de Jesus 1. Rm 5. Dizer que o pecado é uma grande barreira que nos afasta de Deus e que nenhum ser humano pôde ou pode tirar.1. o 2. Devemos aceitar Jesus como Senhor em todas as áreas de nossa vida. Maria exemplo de vida 2. Efusão 2. Devemos mudar 2.1. Jo 3.2.5. Maria intercessora 2.2. At 19.6. O Espírito Santo no Antigo Testamento 2. I Jo 4.2. Amor ilimitado 2. Ressurreição de Jesus 1. 36.4.1. I Tm 2. Jr 31. Tópicos: 2. II Cor 5.3. História das alianças 2. Tópicos: 2. Jesus já nos salvou 2. Promessa para hoje 2. Is 7. Pentecostes – os apóstolos 2. Deus te ama. 24. Espírito. 38. escolhida. frisando sua paixão e dando especial ênfase para sua Ressurreição. Objetivo: Apresentar Jesus como libertador do pecado. Hb 4. 34.16.O TIPO DA MENSAGEM FOI CLARAMENTE OBSERVADO? ( ) Sim ( ) Sim. por ela. 27. Fl 2.5. Objetivo: Dizer que devemos acreditar em Jesus e na Salvação e. Objetivo: Apresentar o imenso amor de Deus pelos homens. Rm 3.4. O fruto do pecado 2. 5. Dt 18. força de Deus 2. 3. O que é o pecado / como pecamos 2.4. 8. Maria 2. 14. Hb 11. Rm 1. 9-14. 15. 12.4.3. Is 54. Modelo de entrega 2. Tópicos: 2. Amor incondicional 2. 19. levar as pessoas a sentirem e terem uma profunda experiência com esse amor. não adorada (sem detalhes) Passagens Sugeridas: Lc 1. Jesus é a última aliança 2.5. Gn 1. Gl 2. 23.3. A promessa do alto 2.3. 1617. Pecado 2.2. 2. QUERIGMA – AUXÍLIO PARA PARTICIPANTES (OPCIONAL) Amor do Pai 3. Is 59.5. Passagens Sugeridas: Ef 2.6. Espírito Santo 2. Jr 31. Mulher fiel. 3.5. 19-21. 14-15. 3.3. mudar nossos atos. a força para que o cristão consiga viver a fé e a conversão. Objetivo: Apresentar a promessa do alto. Gl 5. Tópicos: 2.1. Mc 10. Deus vem ao encontro do homem 2.

devemos nos lembrar do célebre exemplo – há muitos pregadores que falam grandes verdades como se fossem mentiras. 1. Oração. At 2. 22-24. 21-22). 10-11. Importância da comunidade 2. A evangelização é uma ordem de Jesus. “Existe na Igreja diversidades de serviços. Assim. 20). de maneira a dar com a sua ação neste campo claro testemunho de Cristo e a ajudar à salvação dos homens.3. Sacerdotes (para estar com Deus): Precisamos estar com Jesus. Necessidade de perseverar 2. profético e régio de Cristo. Passagens Sugeridas: Jo 16. Perseverança / Vida em comunidade 2. Ao ser íntimo de Deus. At 2. de começar uma vida de constante conversão. 13-15. Reis (para agir em nome de Deus): Devemos agir em seu nome. 42). Somos chamados a ser colaboradores de Deus. O Chamado Recebemos um chamado de Deus. participante do múnus sacerdotal. Bíblia.3. 16. Trabalhamos impulsionados pelo mesmo Espírito de Deus (Jo 20. de Eliseu e Elias – I Ts 1. 13-14. quando se dedicam a evangelizar e santificar os homens e animar e aperfeiçoar a ordem temporal com o do Evangelho. Integrar a pessoa à comunidade. santificar e reger. Foi-nos confiados carismas para fazer o que Ele fez. 2. mas unidade de missão. para sermos como Ele (Gl 2. contemplação. de sacerdote.1. Como Perseverar 2. Obstáculos na vida do Pregador 3. etc. Integrar-se ao grupo de oração. da oração (meditação. I Sm 16. Aos apóstolos e aos seus sucessores foi por Cristo conferido o múnus de. Realizam verdadeiramente apostolado. 14 . em nome e com o poder d’Ele. 2. Já que é realmente característico do estado leigo viver em meio ao mundo e aos negócios seculares. somos: 1. através: dos sacramentos. Missa. mas por vontade dele (Mc 3. b) supera as dificuldades. compartilham a missão de todo o povo de Deus na Igreja e no mundo. abrasados no espírito de Cristo. ex. profeta e rei. anúncio da Boa Nova. Ez 36. Tópicos: 2. Ef 5. é preciso ser íntimo de Deus. dos estudos (Bíblia. Somos chamados a instaurar o Reino de Deus. 2). documentos e livros). A pregação é uma necessidade no plano de Deus. Jo 15. Passagens Sugeridas: Rm 12. em especial a incredulidade. mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo (Jo 4. o pregador: a) desenvolve laços de confiança com a Trindade. 44ss. II Tm 4. adoração). são eles chamados por Deus para. Porém. ensinar. Os leigos. A meta do evangelizador é viver o que a Samaritana ouviu: já não é por causa da tua declaração que cremos. por sua vez. não por méritos nossos. O Chamado do Pregador e seus obstáculos Nós somos chamados a Falar em nome de Deus (Rm 10. Profetas (para falar em nome de Deus): Consiste em falar d’Ele (Mc 16. Objetivo: Falar da necessidade de caminhar com passos firmes em direção à Deus. 5). exercerem o apostolado a modo de fermento no mundo” (Lumen Gentium 1335) O Batismo concede ao cristão uma tríplice dimensão. c) busca a comunhão. Porém. 15). por maior e mais capaz que seja.5. Para tanto. atuar nele.4.2. 4-5. que nossa pregação vai obter frutos (cf. não é imitando a outra pessoa. 3. Ef 4. 7b). e há muitos artistas que falam grandes mentiras como se fossem verdades.

13): ignorância (Ex 4. é sim acertar sendo você mesmo. 13): omissão IR ALÉM Muitos pregadores fazem pregações muito desacertadas não por falta de qualidades. a exemplo de alguns personagens bíblicos: • • • • Isaías (Is 6. 11-16): complexo de inferioridade Moisés (Ex 3. você é você. criar o seu estilo. vamos seguir os passos de Moisés. Exemplo de chamado e ir além: At 16. mesmo continuando com o mesmo conteúdo. passar por lugares onde nunca havia estado. o pregador tem que levar as ovelhas para além do deserto. Precisamos sair daquilo que é cotidiano. 1-9): impureza Jeremias (Jr 1. mas porque não sabem ir além. Ir além não significa imitar quem está acertando. e principalmente. 11): desmotivado (Ex 3.Enfrentamos muitos obstáculos que nos impedem de aceitar o nosso chamado. que sempre vimos e aprendemos. Deus concedeu-lhe maravilhas. 10): incapacidade (Ex 4. Através da pregação. claro). Nossas pregações devem ir além. conhecer sua história • Ex 3. se for o caso. O bom pregador não se repete sempre o mesmo. 15 . você não é o Martin Valverde. Jonas. 6-10. Quem não cruzou o limite do convencional não pode levar o povo à aliança. cruzar o limite do convencional. sem medo de ser guiado por Deus para lugares nunca antes visitados. 4-10): imaturidade Gedeão (Jz 6. troca de embalagem para que possa vender mais. mas sempre pergunta como poderia pregar isto de forma diferente? É como um produto que. Quando decidiu-se por ir além. Para aprendermos a ir além. precisamos ser ousados (com discernimento. saber chamar atenção das pessoas. Lembre-se: Você não é o Pe. Quando Moisés ultrapassou o horizonte do cotidiano. 13): ignorância (Ex 3. 1-9 Moisés cumpria todos os dias a mesma rotina. Deus o considerou apto para libertar seu povo e conduzi-lo à terra prometida.

O pregador é o homem das bem-aventuranças Possui um coração de pobre. eram mensageiros do rei. e sal de mais torna impossível comê-la. Experiência pessoal 16 . manso. CARACTERÍSTICAS DO PREGADOR 1. 8. 13. desapegado das coisas do mundo. é aquele que chora. sem fachadas de cristão. Abandono / Pessoa de fé Fé inabalável. e nas nossa pregações. um mensageiro do Rei Jesus. 10. É inconcebível que se coloque para pregar pessoas que têm restrições a dogmas da Igreja. aquele que simplesmente transmite as ordens de Jesus. pois. Responsável Com compromisso assumidos / Pontualidade / Preparação e Oração da pregação. pois o sal dá gosto a comida. perfil é o contorno do rosto de alguém visto de lado. Equilíbrio Jesus nos chamou a ser sal da terra (Mat 5. Paciência 5. 2. esse Dom jamais deixa o pregador ficar calado. sem soberba. Humildade Não é ciumento. 9. madura. Inserido na realidade do seu povo. faz o coração do pregador arder de desejo de pregar a tempo e a destempo.13). Zelo pelo Evangelho Dom do espírito santo.O PERFIL DO PREGADOR O que é perfil? Segundo o dicionário. Tem consciência de quem ele serve e de que a glória é do Senhor. justo. Ter testemunho de vida. Arauto. na idade média. misericordioso e àquele que sofre calúnias e é perseguido por causa de Jesus. Mostra o amor a palavra. E é isso que o pregador é. Quem é o pregador? A palavra pregador vem do radical grego “KERYX” que significa ARAUTO. era o oficial que fazia publicações solenes. É a descrição de alguém em traços rápidos. A pregação precisa ser autêntica. anunciava a guerra e proclamava a paz. mas também sem falsa humildade. ou seja. Membro do corpo místico de Cristo 12. sal de menos deixa a comida sonsa. 7. 3. que se colocam numa possível de dúvida. O pregador fala a Verdade A face do pregador é marcada pelo amor a verdade. principalmente em temas difíceis. 4. Intimidade com Deus 6. de nossa boca precisa fluir a verdade. O pregador usa os carismas 11. pregadores que não aceitam totalmente a doutrina Católica.

apatia. vigilante na oração e vencendo os empecilhos à ação do Espírito Santo. 5. Pecado.23-24. Paulo: Conhecedor das escrituras. Apóstolos antes e depois do Pentecostes! Jesus nos dá o ES Você e eu antes e depois do Batismo no ES Empecilhos à ação do Espírito Santo. Requisitos para ser conduzido • Estar Cheio – Permanecer cheios. homem de oração. 17 . tinha senso de comunidade. dócil ao espírito. que o próprio Senhor me faça dócil e atento ao seu chamado.Diretamente – IPed 5. Ser conduzido e fazer com que eu não dirija meu ministério mas.AT 19. 14. tristeza. De inspiração em inspiração.8. Demônio . sempre pronto a servi-lo. • Ser e querer ser testemunha de Jesus – At 4. Apolo: Atos 18. 25 • Ser indignado – Ter paz inquieta (Jesus no Templo – Fariseus). • Renunciar ao Pecado e reconhecer-se pecador – Jo 16.13-17 – Fé verdadeira que Deus te deu.9 • Andar na Fé . Mc 11. Como ser conduzido A) Exemplo dos Apóstolos At 8. 24-28. At 15. sempre viveu em comunidade. Ex: Mt 4. 2.Exemplos de Perfil Jesus: Tinha autoridade. linguagem precisa.1 – Luc 24. abertura aos dons. 1-4. 28. At 16. Indiretamente – Ef 4.49 – At 1. Vida de Oração. PREGADOR CONDUZIDO PELO ESPÍRITO SANTO O pregador que é conduzido pelo Espírito Santo é feliz e eficaz. 16-22 • Pedir – Luc 11. obediente ao Pai. fidelidade exemplar.27 Natureza Humana X Meio Social. mornidão. fé inquebrantável. De revelação em revelação. B) Método Prático De moção em moção.8. perda de unção. Buscar os Sacramentos. dócil ao espírito. 26-40. falta de entusiasmo. porque faz a vontade de Deus. 6-10. etc. 13 • Perdoar – Mat 6.

Subitem 2: Sentimos falta do amor dos outros. Ex. Estrutura I – usada geralmente para pregações um pouco mais longas. É extremamente necessária. Consiste em: 1.2. Por exemplo: Item: Deus nos ama. tirar dúvidas. dentro das palavras chaves. saber que o mesmo Espírito que agia nos Apóstolos está em nosso coração. 2. Subitem 1: Vivemos uma história de desamor. Então. Introdução 1. sempre vigilantes. Como organizar? Com uma Estrutura do Plano de Pregação. I Jo 4.1. “Amor incondicional” e “Plano de Amor”. Subitem 3: O amor mais profundo e verdadeiro vem de Deus. estado civil. Do tema: deixar bem claro no início da pregação o tema da pregação e o que o pregador vai falar dentro do tema.3. a inspiração e a revelação Com fé e obediência . Dentro do tema que vamos falar. 1.C) Como acolher a moção. 16. Colocamos as palavras-chave.: At 17. temos que ter essa consciência e nos despojar. que temos de estar dóceis a voz do Senhor. Desenvolvimento Baseia-se em palavras chaves. ESTRUTURA DO PLANO DE PREGAÇÃO I Os passos para uma pregação são: 1º) orar. fazer o fecho e chamar à oração 18 . buscando fazer a Sua vontade. extraída do livro Formação de Pregadores. escolhemos subitens. 26). buscando a santidade para que o Senhor possa usar-nos da melhor forma. também chamadas de itens. Por exemplo: se o tema é “Amor do Pai”. Motivação: dizer algo que motive as pessoas a continuarem nos ouvindo. fazer colocações complementares 3.2. paróquia. a partir dela as pessoas vão escolher se continuam ouvindo ou não a nossa pregação.3. podemos escolher como palavras chave “Deus nos ama”. 2º) anotar tudo o que foi revelado. Paulo Apóstolo.1. vol. 1.1-6 Somos templos do Espírito Santo de Deus. Normalmente. 4º) organizar o que foi discernido e definir um tema. Do pregador: nome.Fé Heb 11. 8 3. colocamos uma aplicação prática do que vamos falar ou algo que desperte a curiosidade. sempre à anunciar a Boa Nova de Jesus. Conclusão 3. escolhemos algumas palavras chaves que norteiem a pregação e estejam intimamente ligadas a ele. pastoral a que pertence. retomar palavras chaves 3. para pregações com um conteúdo mais extenso. tempo de grupo. com um objetivo claro e específico (I Cor 9. 8. Col. idade. com mais de uma passagem. 3º) discernir o que vem de Deus.

2. 1. nos limitamos a apresentar mais uma. Quem não se lembra da história dos lencinhos na pregação do amor do pai 6. colocamos um exemplo. Colocamos costumes da época. Imperativos Rumo ao final da pregação.ESTRUTURA DO PLANO DE PREGAÇÃO II Existem várias outras estruturas do plano de pregação. Isso consiste em dar ordens. 3. Assim. Depois da leitura. Acrescenta apenas uma dica: a motivação pode ser usada para conhecer a assembléia. o pregador poderia dizer: “Quem aqui faz parte da renovação há mais de 5 anos? E até 3 anos? Menos de 1 ano?” Assim conheceria mais a assembléia para qual ele vai falar. fazemos os imperativos. literalmente. Leitura da Palavra Essa estrutura baseia-se em uma passagem principal. 5. Por exemplo. apresentamos a passagem de forma mais completa e. Exemplificação Para que o conteúdo fique ainda melhor fixado. situamos o ouvinte dentro da passagem que acabamos de ler. Flores. Dizemos como a leitura pode servir em nossa vida. dizemos “Palavra da Salvação” quando for extraída de evangelhos e “Palavra do Senhor” nos outros casos. da qual vai formar-se toda a pregação. Por exemplo. para a assembléia: “Se abra para o amor de Deus!”. “Mude de vida!”. Ambientação ou orientação Na ambientação. Motivação Com o mesmo objetivo da introdução da estrutura anterior. de José P. O pregador deve utilizar poucos versículos. Neste curso. gradativamente. as pessoas se 19 . É importante ressaltar que a leitura deve ser feita pausadamente. normalmente usada para pregações querigmáticas. Aplicação As pessoas querem ouvir o que a passagem tem para nos dizer hoje e é isso que mostramos na aplicação. se utilizamos a passagem da Samaritana e nos propomos a falar de “Testemunho de vida”. 4. dando ênfase na parte que quer fixar mais. seja de via cosmológica quanto antropológica (vistos posteriormente). extraída do livro Formação de Pregadores. nos prendemos mais na parte final da passagem. que são desenvolvidas em torno de uma passagem principal. vamos nos focando no que mais está relacionado com o tema que vamos falar. “Deixe o Senhor te tocar hoje!”. para que as pessoas consigam concentrar-se.

Para que nos. Ex: Paulo em Atos 17. 1-3 ou Apolo em Atos 18. e para ensinar da nossa Igreja. Porém. não aceitando a Sagrada Tradição) e a Livre Interpretação (ao contrário do fundamentalismo. é tomada da Mesa da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo. onde poderemos buscar este conteúdo são: A) B) C) D) 1. damos uma visão geral do que falamos na pregação para fixar ainda mais o conteúdo e preparar a assembléia para a oração. 8. é necessário estar com Ele. fizeram-se semelhantes à linguagem humana. as fontes primárias do conhecimento de Deus. na época. Ou seja. Em nossas pregações devemos pois utilizar da Palavra de Deus assim como os Apóstolos utilizavam o Antigo Testamento. que se apeguem as Escrituras. Da mesma forma que o Verbo de Deus se fez carne. Conforme o Catecismo. pregadores. que. Resumo final Da mesma forma que o anterior. não se firma em “letra nenhuma”). CIC 101-103).27). quem a ela não presta ouvido interiormente”. percorrendo todos os profetas. Para anunciarmos o Evangelho ele precisa estar em nosso corações (Luc 6. ouvir Dele e aprender com Ele.45). compunha a parte disponível da Bíblia. Oração final O CONHECIMENTO DE DEUS E começando por Moisés. precisamos ter o conteúdo em nossa mente. Por este motivo.sentem mais chamadas a viver o que foi proposto na pregação e ficam mais abertas para a oração 7. (Cf. o Fundamentalismo (interpretação ao “pé da letra”. a Igreja sempre venerou as divinas escrituras como venera também o Corpo do Senhor. No entanto. evitando o Iluminismo (acreditar que Deus só se revela a ele. A Palavra de Deus deve-se fazer 20 . para que não venha a ser “vão pregador da palavra de Deus externamente. A Igreja recomenda a leitura da Sagrada Escritura orientando aos que se consagram ao ministério da palavra (podemos colocar aqui a Secretaria Pedro). Agostinho). a eucaristia. falar-lhes em palavras humanas. A Bíblia Sagrada A Sagrada Tradição O Sagrado Magistério Senso Sobrenatural da Fé A Bíblia Deus quis revelar-se aos homens. tenhamos o que falar do Senhor. devemos tomar cuidado para não sermos repetitivos e começarmos a pregação novamente. devemos tomar o cuidado de. ao ler a Bíblia. as palavras de Deus expressas por línguas humanas. passando a ser o dono da verdade). prestar grande atenção ao conteúdo e a unidade de toda a Escritura. fazendo-se semelhante aos homens. explicava-lhes o que Dele se achava dito nas Escrituras (Luc 24. mediante assídua leitura e cuidadoso estudo das mesmas. Pão da vida. (Sto.24.

3. emitidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB (ex: Doc.15). puseram por escrito a mensagem da salvação. O Sagrado Magistério Palavra derivada do latim magister que se traduz por mestre. os Apóstolos deixaram como sucessores os bispos. Gregório Magno e S. a eles transmitindo o seu próprio encargo de Magistério (DV 7). A divisão dos documentos da Igreja (Magistério) pode ser feita conforme a sua destinação. sob inspiração do Espírito Santo. não ensinando senão o que foi transmitido (CIC 86). assim. emitidos pela Conferência Episcopal da América Latina – CELAM. naquilo que chamamos apologética. repassado principalmente através de documentos. isto é. exemplos e instituições. segundo a ordem do Senhor. São considerados também os escritos dos chamados “Padres da Igreja” ou “Santos Padres”. O Magistério da Igreja considerou Sagrada Tradição. 2. etc. defesa da fé. Esta transmissão foi ordenada pelo próprio Jesus (Cf. Estes documentos são importantes fontes de conteúdo de pregação. Compreende-se o conjunto de ensinamentos da Igreja. 45 e 54). o bispo de Roma (Papa). Quanto a antiguidade. Compêndio do Vaticano II.). ocorreu de duas maneiras (CIC 76): a) oralmente: pregações. do que aqueles que escutam posteriormente. b) por escrito: os apóstolos e varões apostólicos que. e a Igreja no Brasil. antiguidade e santidade do autor. para defender a fé de elementos estranhos a sua pureza (heresias). de S. A Sagrada Tradição O que é a Sagrada Tradição? É a transmissão dos acontecimentos e ensinamentos dos Apóstolos e de outros em sua geração. A Sagrada Tradição conserva toda a autenticidade e o calor do anúncio de Jesus. aprovação eclesial. à Igreja Latino-Americana. quer seja por expressarem a tradição apostólica. e para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja. etc.). entre outros. Encíclicas do Santo Padre. quer seja por tratarem de 21 . a quatro princípios: fidelidade doutrinária. mas é a religião do Verbo Encarnado e Vivo (CIC 108). a santificação do Domingo. em linha sucessiva. devoções como o Rosário. são considerados escritos até o século VIII.carne em nós. pois dela fazem parte os primeiros que escutaram (os Apóstolos) e os outros de sua geração próxima. os escritos fiéis. Aqueles primeiros que escutam uma notícia conseguem transmiti-la com mais autenticidade. Puebla. porque a nossa religião não é um livro. a Santa Missa. João Damasceno. destina ao nosso continente (ex: São Domingos. Estes padres escreveram na maioria das vezes. A transmissão do Evangelho. como os Sacramentos. Importante ressaltar que o Magistério não está acima da Palavra de Deus. há os destinados: à Igreja Universal – para toda a Igreja (ex: CIC. mas a serviço dela. Mc 16. Somente na Igreja Católica está a plenitude dos meios de salvação. O Magistério da Igreja são os bispos em comunhão com o sucessor de Pedro. que chegaram até nós por meio da Tradição.

que tira carne do seu próprio peito para alimentar seus filhos. flores. as palavras divinas crescem com o leitor” (Catecismo 94 – citações). que muitas vezes o incomoda. para utilizarmos em nossa pregações ou ensinamentos. c) Reino animal: são todos os seres vertebrados ou invertebrados. água. por trazerem a fiel interpretação da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição. ter com a formiga. árvores. passaremos a estudar. (cf. rochas. como origem e fim do Universo. exemplifica claramente Jesus. sobre cada uma. que está sempre voltado para o sol. maremotos. Pela íntima compreensão que os fiéis desfrutam das coisas espirituais. um pouco. terra. ou ainda. 1. Podemos denominar estas vias de fontes auxiliares do conhecimento de Deus. etc. é uma grande demonstração da grandeza de Deus. Através destas vias encontraremos excelentes modelos para exemplificar nossas pregações. etc. mamíferos ou não. é em especial a pesquisa teológica que aprofunda o conhecimento da verdade revelada. Rom 1. sob a direção do Magistério da Igreja. mas no sentido de “argumentos convergentes e convincentes” que permitem chegar a verdadeiras certezas (CIC 31). haverá o senso sobrenatural da fé. mas no futuro lhe será de grande valor. Exemplo: o girassol. pode ser comparada aos estudos de um adolescente. São os ventos. Este senso é adquirido “pela contemplação e estudo dos que creêm. é um modelo a ser seguido: não devemos desviar nosso olhar do grande Sol que é nosso Deus. ou seja. A natureza é divida pela ciência em reinos: a) Reino mineral: que são pedras (preciosas ou não). todos os animais.19-20). tais caminhos não são provas no sentido que as ciências naturais buscam. os quais meditam em seu coração. b) Reino vegetal: as plantas em geral. O pregador é chamado a buscar na natureza a revelação da existência de Deus. que deu sua própria vida por nós e sua carne como alimento na Eucaristia. 4. tempestades. tornado. vulcão. que é um incômodo grão de areia. Como ensina Provérbios 6.problemas atuais. O ponto de partida para descobrirmos estas provas está na criação: o mundo material (via cosmológica / natureza) e o ser humano (via antropológica / homem). trepadeiras. Porém. eclipses. terremotos. Exemplo: o pelicano.6: Vai. Senso Sobrenatural da Fé Havendo um consenso universal sobre as questões de fé e costumes. à luz do Evangelho. 22 . O Caminho da Natureza A natureza. ó preguiçoso. Exemplo: a pérola que se forma dentro da ostra. d) Fenômenos da Natureza: exprimem também o conhecimento de Deus. sal. observa seu proceder e torna-te sábio. tão bela. calcário. Por isso. PROVAS DO CONHECIMENTO DE DEUS O Catecismo ensina que há certas vias (caminhos) que comprovam a existência de Deus.

língua. encontro do rio Amazonas como Oceano Atlântico. etc. fatos. seja de um processo acabado. genética e outros. livros de história. tenha o objetivo de construir a conversão dos ouvintes. ou seja. os pássaros do céu. da Teologia entre outras. costumes e leis. que Deus já realizou. entre outros.” (ITes 5. da Geografia. b) Na história universal: aqui abrange: personagens. podemos citar as ovelhas e o pastor. É um conjunto de vida e suas condições: habitação. Essa via reúne várias áreas comuns que envolve o homem. dentro da via antropológica. o seu próprio testemunho. e) Na história pessoal: Sua história. Breve e Centrado em Cristo.21). Você já meditou na natureza e dela retirou mensagens? 2.. Seja. Jesus usou e abusou dos exemplos da natureza. Descobrir Deus no homem é o caminho mas fácil para chamá-lo de Pai: quem não ama seu irmão.. fisiologia. . os lírios do campo. músicas e danças tradicionais. como nosso encontro com Deus: nosso fim é o seio da imensidão de Deus. 23 . livros. conhecimentos da Medicina.20). o testemunho é muito importante na pregação querigmática. do nosso dia-a-dia. (Jo 4. a água. alguns pontos. épocas. transformando estas vias em mensagens de denúncia ao pecado ou de edificação para o povo de Deus. utensílios e instrumentos diversos. para tirar exemplos na pregação ou ensinamento. lendas e contos. é uma grande ilustradora daquilo que você prega.etc. o mar. da Sociologia. filmes. o grão de mostarda. Podemos meditar. obs. c) Nas ciências modernas: utilização dos recursos científicos e tecnológicos de nosso dias: descobertas da Psicologia. a quem não vê. ou seja. Podemos citar como fonte de estudos. Alegre. sendo: ABC. da Matemática. áreas estas que o analisam com base nas características biológicas e culturais dos grupos em que se distribui. pesquisas antropológicas. livros de santos. como a dona de casa que perdeu a moeda. vejamos: a) No organismo humano: deve-se ter acesso a livros de anatomia. é incapaz de amar a Deus. a rocha. a quem vê. o vento e outros. acontecimentos. noticiários. de preferência. é a história da humanidade que está se realizando em nossos tempos – fontes para estudo: jornais. documentários. d) Na história atual: entra aqui tudo sobre os acontecimentos atuais.: Devemos tentar perceber o lado positivo e negativo da história. Exemplo: o fenômeno da “pororoca”. citada por Jesus. Somos à sua imagem e semelhança. artes e religião. porém precisa alcançar seu objetivo. Caminho do Homem O homem em si mesmo e universo a ser descoberto e o qual revela Deus. a pérola preciosa. vestuário. revistas. o grão de trigo. alimentação.“Examinai tudo e abraçai o que é bom. Também podemos utilizar fatos da vida.

É importante que nos apresentemos a Deus com as nossa talhas cheias de água e com os nossos 5 pães e dois peixes. E nós. mas para recordar é primordial que exista antes na nossa memória. Ex: A guerra de Israel contra os amalecitas nos mostra a importância da intercessão. poderia deixá-la ali no cantinho. Maria Madalena. Nós somos assim? Conclui-se. Maria e Isabel. Milagres Sarça Ardente (Ex 3. que ela continuaria sendo a bola do Menino Jesus. diz que Moisés parou para contemplar o espetáculo. Semeador – Mt 13. os lugares que vê como bares. ENCONTRANDO A MENSAGEM NA BÍBLIA O pregador em primeiro lugar. Ex: (Mc 8. queremos sempre estarmos nas mãos de Deus.Santa Terezinha do Menino Jesus dizia que gostaria de ser uma bola para que quando o menino Jesus quisesse brincar. na palavra. formas de se encontrar. a sua disposição para fazermos o que ele quiser? Ser bola e ser objeto e a disposição do seu dono. Veremos a seguir. assim. que o homem fez a Deus e vice-versa. Extrai mensagens novas e apropriadas a cada caso. clubes. lojas. a mensagem de Deus: Parábolas No Evangelho temos 38 parábolas. Discursos 24 . nos mostra a luta diária contra o mal. Guerras Apesar da forma cruel. etc. antes de transmitir a palavra ele é um caçador da palavra e quando a encontra aplica a si mesmo e depois transmite aos demais. Basta ter atenção e dedicação. Ex: Moisés. Ele brincaria. Os anúncios e os nomes que lê pelos caminhos.1-4). Perguntas São inúmeras as perguntas que encontramos na Bíblia. Abraão. tudo é material para sua próxima pregação. e então extrairmos a mensagem. Filho Pródigo. O comunicador não se atém ao óbvio e elementar expresso nas parábolas. Ex. chutaria. Eva e a Serpente. Por que a sarça ardia e não se consumia? O comunicador deve contemplar os milagres e perceber o que Deus está falando através deles. Davi. Pedro e Jesus.22-26) Personagens Estudar sobre a vida de todos os personagens bíblicos que nos são colocados na Sagrada Escritura. Ex: Tu me amas? Por que me Seguem? Por que choras? Querem me deixar? Dialógo Ex: Jó e os amigos. Quando quisesse chutar. e se Ele não quisesse nada com a bola. que o pregador não pode passar distraído pelo caminho. 1-9. Devemos sempre transportar os ouvintes dos milagres para tempo presente. Jesus nos disse que o Espírito Santo nos recordaria tudo o que Ele nos disse. por exemplo.

TÉCNICAS DE PREGAÇÃO Técnica é o modo pela qual o pregador vai falar a mensagem. O pregador que ama a Deus. Sua conclusão deve ser sempre positiva e voltada para Cristo. ao próximo e a si mesmo. é muito importante que ele avalie outro pregadores e treine suas pregações (crivo) antes de pregar. sendo: ABC. de expressão corporal. certamente será feliz no uso de qualquer técnica. Dizer que Deus o inspirou de última hora pode ser uma desculpa para a falta de escuta de Deus e até mesmo pela falta de tempo para preparar a pregação. porém precisa alcançar seu objetivo. está sendo fiel ao chamado de Deus e evitando que as pessoas se dispersem e não gravem a mensagem. 2) Oração: O pregador deve sempre mais ouvir do que falar. tenha o objetivo de construir a conversão dos ouvintes. Visões. o pregador deve estudar muito sobre o assunto. 3) Cachoeira: Trata-se de uma técnica em que o pregador vai expondo a mensagem sem interrupções.29 a sinagoga e a casa de Pedro. Oração Uma das mais belas formas de falar com Deus. povoados. 1-10). 4) Dramatização: Significa comunicar uma passagem ou trecho bíblico. Técnicas: Alguns meios pelos quais o pregador poderá se fazer para a mensagem: 1) Testemunho: Muito importante na pregação querigmática. 4) Fidelidade ao tema: A melhor pregação não é aquela que aborda todos os assuntos. Quando o pregador é fiel ao tema. 5) Praticar: Assim como um atleta que treina. são mensagens do próprio Deus e ricos de contéudo. 25 . aumentando alguns diálogos ou situações com linguagens atuais. principalmente. seja de um processo acabado. Requisitos para o bom uso da técnicas 1) Amor: O amor é o maior diferenciador no emprego das técnicas. que Deus já realizou. o pregador deve escutar a palavra de Deus durante o seu dia. Alem disso. Sonhos ou Revelações Ossos Secos (Ez 37. templos.24-30 – Pedem a Deus coragem. Alegre. Seja. Ex: Gen 4. de maneira que caiam direto ao coração do ouvinte e não deixa tempo de raciocínio. Revelações feitas a Abraão. 2) Parábolas ou Alegorias: Tratam-se de histórias fictícias com um fundo moral.26 – o primeiro – At 4. testemunhos e acontecimentos que podem Ter relação com o tema. deve estar atento a situações. ou seja. Estar atento a tudo o que o Senhor lhe fala em oração para realizar a vontade de Deus e não a nossa. de Pedro. Elas devem ser utilizadas para reforçar o tema. Breve e Centrado em Cristo. de preferência. 3) Ter a mente imbuída do assunto: Antes de pregar. Ex: Mc 1. Lugares Cidades. Sonho de José. Além disso. Aquela que melhor se sobressai é a que melhor se adapta a mensagem e ao pregador. o seu próprio testemunho. Todos os pregadores usam algum tipo de técnica.Muitos dos discursos da Bíblia. utilizando-se. mas aquela que aborda tudo sobre aquele \único assunto.

. da Igreja primitiva para reforçar ainda mais a mensagem.. 11) Quebra brusca de pensamento: É quando o pregador quebra uma linha de raciocínio para causar impacto nos ouvintes.. Esta técnica deve ser usada com muita sabedoria para não danificar a mensagem. da língua portuguesa.... 7) Aguçar a curiosidade: Muito usada na motivação inicial. 6) Não dar todas as resposta: É quando o pregador leva o ouvinte a mergulhar em si mesmo e buscar a resposta dentro do seu coração. C) Opostos: O pregador pode utilizar-se de palavras contrárias para fixar ainda mais a mensagem. B) Contexto: Verificando apenas um único versículo da passagem. recorrendo ao apêndice. havendo somente a narração dos pontos mais importantes da passagem..5) Repetição: O pregador repete um trecho bíblico.. etc. podemos não entender o significado verdadeiro. 10) Narração: É quando o pregador verbaliza acontecimentos da história da salvação. 8) Descrição: É descrever detalhes de uma situação (bíblica. para se situar com o local. a situação. por exemplo. Ex: Maria ao visitar sua prima Isabel.. por exemplo. Esta técnica é muito utilizada para grandes trechos da bíblia. assim entenderemos melhor o porque daquele versículo e o verdadeiro sentido da mensagem. podemos verificar que Maria percorreu uma distância de 150Km. a verdadeira definição de determinada palavra e o que ela realmente quer dizer naquele contexto... É uma maneira de chamar a atenção do ouvinte. Para isso. TÉCNICAS PARA APROFUNDAR Através destas técnicas.Ele já te salvou”... dos Santos. muitas vezes. uma frase que talvez tenha passado despercebido mas que deve ficar gravado no coração do ouvinte. 9) Histórias: O pregador auxilia-se de fatos verídicos como. à época etc. E) Conversão de Valores: 26 . Abismo x Céu... D) Geografia Bíblica: Tanto o antigo como o novo testamento sempre nos situam da cidade ou local a que se refere. a distância entre um local e outro. No apêndice bíblico podemos encontrar alguns mapas com a maioria destas localidades e nos atentar para pontos importantíssimos.. aproximadamente. É importante sempre citar o negativo primeiro e encerrar com o positivo. Por exemplo: “Jesus não vai te salvar. por exemplo) de maneira que o ouvinte possa sentir-se no local do acontecimento. gregos ou latinos. o pregador leva o ouvinte a mergulhar nas riquezas despercebidas das passagens bíblicas: A) Significado das palavras: O pregador recorre à origem. como por exemplo. recorrer a todo o contexto bíblico daquele capítulo ou livro.. Ex: Trevas x Luz.. Tristeza x Alegria. É necessário portanto. recorre-se a dicionários bíblicos.

Neste apêndice podemos encontrar também os valores citados na palavra de Deus (talento. recorda que dependemos Dele. Além destas. Mensagem de Perseverança • Aborda temas que dizem respeito à fragilidade humana que buscam a Deus como refúgio e proteção. Sagrada Escritura. prata) convertidos para o dia de hoje. contemplação a Deus. Compromisso. e agora precisam assimilar sobre sua doutrina. Vida Nova (Perseverança ou Comunidade Cristã). dinheiro. reter Trata-se do ensino gradual da nossa fé e razões Se divide em Doutrinária e Apologética • Doutrinária  Para pessoas que já conhecem a Jesus. TIPOS DE MENSAGENS Mensagem Querigmática • Mensagem de anúncio • A palavra Kerigma significa proclamar. • Apologética  Tem a função de esclarecer para as pessoas pontos polêmicos dentro da doutrina. Fortalecimento e Contrição. se adequadas a nós e a mensagem podem auxiliar e muito na ação de Deus no coração de nosso ouvintes. • Se divide em 4 tipos: Espiritualidade. Ex: Sacramentos. etc. Imagens. Pecado. Fé e Conversão. podemos descobrir com o auxílio do Espírito Santo outras técnicas que. anunciar • São basicamente as pregações da Experiência de Oração • Amor do Pai. estádios. à adoração. vermos que um talento equivalia a 36Kg de ouro. Moral. Senhorio de Jesus. Espírito Santo. Nos espantaremos quando. etc. por exemplo. 27 . • Espiritualidade: Leva a uma comunhão mais íntima com Deus. Salvação. não para ser discutido mas para o conhecimento. Essas mensagens devem estar muito bem fundamentadas dentro da Palavra de Deus e deve ser interpretada à luz do Magistério da Igreja. Virgindade de Maria. Mensagem Catequética • • • • Mensagem de ensino A palavra Catequese significa ensinar. Ex: Existência do Purgatório.

Discurso Político – Todos conhecemos. todo o seu amor. mas sim o que nosso irmãos precisam ouvir. Prima pela persuasão. Pregação – É o ato de pregar. Objetivos da Pregação A) Imediato – Evangelizar. 4. Somos instrumentos de Deus para que ele alimente o seu povo com o pão da palavra. Temos duas linhas: Linha do Amor (relações fraternas.) • Fortalecimento: São usadas para momentos difíceis. Valoriza a técnica. COMUNICANDO A MENSAGEM É necessário antes de entrarmos nos objetivos da pregação.• Compromisso: Traz uma dimensão horizontal. Não existe compromisso sem serviço. proclamar a Boa Nova de Jesus. O Orador não precisa esforçar-se para dialogar com seus ouvintes. tribulações. obras de misericórdia etc. • Contrição: Fortes exortações para aqueles que esfriaram. paciência. Sacode as pessoas que possam estar meio mornas no caminho de Deus.Discurso inteiramente formal. 3. Sua linguagem é técnico-científica. nos leva ao serviço com os irmãos. quando prega. A finalidade mediata consiste na conversão dos ouvintes e também de curas. Conferência – Discurso didático. (Eu e os irmãos). Prima pela condução do Espírito Santo. prodígios e milagres durante a pregação. Claro que para esse tipo de pregação deve-se observar bem o público ouvinte. É importante ressaltar que cabe primeiro ao pregador preocupar-se com uma boa evangelização. 28 . cura. B) Mediato – É conseguido com a obtenção do objetivo imediato. Não comunicamos o que bem queremos. É denso em conteúdo. Normalmente é dirigido as massas. transmitir conhecimento literário e científico. estabelecer a diferença entre as várias espécies de alocuções e a pregação. O discípulo. perdão. levanta os caídos. provações. dons. 5. bondade e a Linha do Apostolado (ministérios. situações desanimadoras. deve utilizar todos os seus talentos. 2. porém não anula a liberdade do pregador. pois a conversão. Discurso Acadêmico . prodígios e milagres são obras do Espírito Santo. que abandonaram a caminhada. em prol da evangelização. Ensino – É um dos métodos mais eficazes de se transmitir conhecimento. Sua linguagem é livre e a mais coloquial possível. O conferencista não tem a preocupação de dialogar com os ouvintes. Esta proclamação é dotada de alguma disciplina. toda sua intercessão. permite ao orador maior liberdade. Palestra – Pouca formalidade. 6. Tem por objetivo ensinar. anunciar a Boa Nova. 1.

Durante o Anúncio • Autoridade Espiritual: Não se está falando em seu próprio nome (IICor 5. Utilizar a voz para acentuar partes importantes • Os Olhos: São a janela da alma. gritos. • Linguagem: Procure ter uma linguagem simples e direta. mantenha sempre um semblante tranqüilo. apoiar-se sobre a mesa. Antes do Anúncio • Estudo e Oração: Tempo dobrado de estudo e oração.) • Implementos para pregar: Microfone – ajuste com antecedência a altura ideal do som. se necessário. se possível. sem gritaria. barba etc. Cuidado com os vício de linguagem (né. encostado ou pendurado • Os Pés: Mantenha os pés na mesma abertura dos ombros para Ter equilíbrio • A Respiração: Alimenta a voz. o DURANTE e o DEPOIS. Fale de acordo com a cultura que você possui. unhas cortadas. Intensidade (volume) adequado. olhe para as pessoas. • Horário: Conversar sempre antes com a pessoa que o convidou. não somos maestro. Não ficar todo o tempo carrancudo ou rindo à toa. amém. mas também não ficar de um lado para o outro de maneira frenética. pulseiras) e falta de higiene em geral. Evitar: Mão no bolso. Sem vícios (falar igual o Pe. • Preparação Espiritual: Missa.Temos três momentos fundamentais para a pregação da palavra de Deus: o ANTES. Eugênio Jorge etc. Vejamos cada uma deles. manter uma sintonia. • A Face: Reflexo do coração. porém sem exageros. Roberto.. o zelo precisa se o mesmo. Mortificações. Cuidados com maquiagem. evitar gelado. Observe o comprimento do 29 . coçar-se etc. deve-se evitar ao máximo aquelas “fungadas” no microfone. então. saiba dividir o público. acessórios (brincos. • Apresentação Física: Roupas adequadas. se informar sobre a realidade das pessoas. nunca use termos.). mesas (somente se necessário). procurar sempre manter uma respiração tranquila e não falar quando o ar estiver acabado. ore junto com eles. • Corpo: Não ficar parado como uma estátua. nunca pregue sentado. Chegar sempre com antecedência. demonstrando firmeza ou austeridade somente quando for necessário. Cuidado para não se enrolar no cabo. Não subir em cadeiras. • As Mãos: Deve-se usar as mão para se expressar. Não importa o tamanho da platéia. Necessidade de estar preparado. do grupo ou do evento em questão. não para o teto ou para o chão.20). para 1000 ou 2 pessoas. Nunca olhe diretamente para uma pessoa por muito tempo. recomenda-se um mínimo entre trinta e quinze minutos. pastilhas. certo.. jejuns e intenções. ou o Pe. segurando o púlpito. nem falar murmurado. Busque também o sacramento da confissão antes da pregação. Jonas. tá. • A Voz: Ferramenta de Trabalho. ou palavras bonitas que você desconhece com o intuito de enriquecer a pregação.

a um buscar mais profundo. pode elevar à oração e a contemplação no momento que lhe aprouver. estabeleceu uma fórmula para a sua realização de um modo muito simples. Retroprojetor – Escolha o local e ajuste a luz com antecedência. É importante que você procure um momento e um lugar calmo onde possa escutar a palavra de Deus através da sua palavra. Guido II. Nesse primeiro degrau. Esse degrau é o que exigirá maior esforço de sua parte. A leitura em meia voz o ajudará usando mais um sentido. Mas vale ressaltar que esses degraus nos levarão a um exercitar-se. tentando responder a pergunta: “O que o texto diz?”. um método dinâmico de leitura. eles servem somente para eu você coloque sua Bíblia e pregação. não é o momento de procurar direcionamentos. estar atento a todos os detalhes do texto. Biombo ou púlpito – Cuidado para não ficar encostado. a vencer as limitações de querer para nas primeiras dificuldades. Um monge da Idade Média. coloque-se a disposição para tirar dúvidas. Esse degraus são mais para compreensão.” Encontramos na Lectio Divina tudo o que necessitamos para conhecer a amar a Deus. Cartaz – Deixe sempre pronto com antecedência. Ao mesmo tempo que se necessita de fé para se fazer a Lectio. os pontos mais importantes. É necessário antes de mais nada “fé”. seu material de pregação. procurando prestar atenção ao desenrolar dos fatos. as palavras mais fortes. visto que fazem parte de um único encontro e que o Senhor. louvar a Deus pela pregação. cumprimentar as pessoas (dependendo do evento e do número de participantes. Nunca saia correndo. procurando perceber os seus sentimentos. lembre-se que Deus pode fazer milagres com o nosso pouco. Peça ajuda de alguém para o momento em que for utilizá-lo. Confie sempre em Deus. que faz o homem entregar-se em submissão à Revelação. É interessante o que diz o próprio Guido II: “Buscai na leitura e encontrareis na meditação. Depois do Anúncio Não somos artistas. devemos permanecer no local. a Lectio amadurece a fé. MEDITAÇÃO 30 . devemos sempre ter uma postura de servos. à reação das pessoas. batei pela oração e encontrareis na contemplação. ou seja. enfim. Por pior que você ache que tenha sido sua pregação. e não de estrelas de TV. LECTIO DIVINA A Lectio Divina é o exercício ordenado da escuta pessoal da Palavra.fio para saber até onde você pode ir. mas perceber o que o texto fala de forma genérica. na liberdade do se Espírito. como uma escada de quatro degraus: Leitura – Meditação – Oração – Contemplação. LEITURA Lê-se o texto repetidas vezes. claro). Exercício que dá fruto para toda a vida. normas para sua vida.

O que o Espírito Santo suscitar. você terá a segurança de não estar diante de Deus somente como o que quer. uma oração penitencial. mas com a força. E como disse Santa Teresa: “Quereis saber se estais adiantadas na oração? Olhai se na vossa vida tem virtudes. Você deve confrontar sua vida com a Palavra. CONTEMPLAÇÃO Agora. Tudo o que você encontrar na leitura deve agora ser questionado com sua vida. A contemplação não é fruto dos sues esforços. Não é preciso deter-se agora no texto todo como na leitura. Seja uma ação de graças. a pergunta agora é: “O que o texto me faz dizer?” Depois da leitura e da meditação.. 31 . é o momento de se colocar de forma mais pessoal diante da Palavra e buscar responder: “O que o texto me diz?” É hora de “ruminar” a Palavra. através do Espírito Santo. um clamor. a luz da Palavra fez gerar em você. a questão é: “O que a Palavra faz?” É o próprio Deus agindo. é pura graça de Deus. ORAÇÃO A oração brota como fruto da meditação. Como a oração é um diálogo de amor.. mas naquilo que o Espírito Santo tiver suscitado.Agora sim.” É pelos frutos de conversão que reconhecemos se estamos orando de verdade. É um deliciar-se com a ação de Deus que toma a sua oração e leva você até o coração Dele.