ESCOLA DE FORMAÇAO PARA PREGADORES

Secretaria Pedro

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ÍNDICE O que é a Escolinha ....................................................................................................... 03 Como será feita ............................................................................................................. 05 A Avaliação da Pregação ............................................................................................... 09 Quem serão os participantes? E o condutor? ................................................................ 11 Roteiros de Avaliação ................................................................................................... 12 Querigma / Auxílio para Participantes ........................................................................ 13 O Chamado do Pregador e seus Obstáculos ................................................................. 14 Ir Além ........................................................................................................................... 15 Perfil do Pregador e Características do Perfil ................................................................ 16 Pregador Conduzido pelo Espírito Santo ....................................................................... 17 Estrutura do Plano de Pregação I ................................................................................... 18 Estrutura do Plano de Pregação II ................................................................................. 19 O Conhecimento de Deus ............................................................................................ 20 Provas do Conhecimento de Deus ................................................................................. 22 Encontrando a Mensagem na Bíblia .............................................................................. 24 Técnicas de Pregação ..................................................................................................... 25 Técnicas para Aprofundar ............................................................................................. 26 Tipos de Mensagem ....................................................................................................... 27 Comunicando a Mensagem ........................................................................................... 28 Lectio Divina ................................................................................................................. 30

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O QUE É A ESCOLINHA?

A Escolinha da Palavra é um projeto instituído em nossa diocese no ano de 2000, que visa dar uma sólida formação para os pregadores. Formação esta, que visa aliar a técnica, a postura, tão necessárias a pregação à unção do Espírito Santo, imprescindível para sermos conduzidos ruma a proclamação da Boa Nova. Essa formação é dada dentro das células da RCC: os Grupos de Oração, tornando-se específica, intensiva e muito eficaz. A Escolinha da Palavra baseia-se no método do exercício; é um laboratório de pregação, pois, além de receber um conteúdo excelente, o futuro pregador é convidado e incentivado a colocar esse conteúdo em prática e inseri-lo em sua forma de pregar, acompanhado sempre pelo condutor da Escolinha. De forma geral, a Escolinha possui duas partes fundamentais: a) Conteúdos de formação: dentro da Escolinha, é necessário que todos os participantes recebam o conteúdo básico de formação para pregadores. Esse conteúdo pode ser obtido através do Encontro Básico realizado todo ano pela Secretaria Pedro ou pode ser dado através de palestras, dentro da Escolinha de Pregação. Os principais temas são os seguintes: • • • • • • • • • • • • • O Chamado do Pregador e seus obstáculos; Ir além; O Perfil do Pregador; Pregador conduzido pelo Espírito Santo. Estrutura do Plano de Pregação; O Conhecimento de Deus; Vias do conhecimento de Deus; Encontrando a mensagem na Bíblia; Técnicas de Pregação; Técnicas para Aprofundar; Tipos de Mensagens; Comunicando a mensagem; Lectio Divina.

Esses são os temas essenciais a serem dados. Para auxiliar os condutores das Escolinhas, foi colocado, na Segunda parte deste material, cada um desses temas, apresentados de uma forma sucinta, clara e organizada, facilitando a elaboração de pregações sobre eles. Vale lembrar que essa apostila não tem o intuito de ser a única fonte de consulta para o estudo e compreensão dos temas básicos. Pelo contrário, é um suporte, que traz a orientação, o rumo a ser tomado, mas que faz necessária a consulta na vasta e rica literatura católica. Existem, ainda, outros temas interessantes que podem ser colocados para enriquecer nosso estudo. Ficando a critério de cada grupo, desde que não descaracterize o objetivo primeiro da Escolinha de Pregação. b) Crivos: Além de receber o conteúdo de formação, o grande convite da Escolinha é fazer com que este conteúdo seja vivido e cada vez mais ligado à 3

são necessários exercícios que nos ajudem a estruturarmos uma pregação de acordo com o que foi proposto nos conteúdos de formação. por exemplo. Isso nos ajuda a percebermos se estamos no lugar certo ou não. já não será a sua primeira pregação. são “simuladas” pregações dentro da Escolinha. ou seja. Essa combinação de conteúdos de formação com crivos tem sido de grande auxílio dentro da formação de nossos pregadores. Na Escolinha de Pregação. já dentro do Ministério. quando for pregar pela primeira vez no Grupo de Oração. não há crivo sem avaliação – e uma avaliação criteriosa. tendo que preparar pregações e dá-las quinzenalmente ou até semanalmente. há a avaliação da pregação. Outras. ou seja. abordando vários pontos propostos pela Escola. 4 . algumas técnicas de falar em público. Dentro da Escolinha da Palavra. A prática nos ajuda a perder a timidez e o medo de falar em público e os crivos são de grande valia em relação a isso. Somos levados a enxergar nossas falhas e incentivados a melhorar cada vez mais em cada pregação. Para isso. Após o crivo. pois já terá realizado vários crivos na Escolinha.nossa pregação. se perguntam se estão no lugar certo. a Escolinha também proporciona outro grande auxílio: para completar a Escolinha.  Medo de falar em público: além de oferecer um conteúdo orientado para quebrar as deficiências causadas pela timidez. o servo começa a se colocar dentro do ritmo de vida de um pregador. se é o que queremos ou não. são realizados crivos de assuntos específicos. o servo deverá fazer pelo menos seis crivos.  Ter um retorno da pregação: muitos pregadores experientes vivem cometendo os mesmos erros em pregações porque não têm quem os avalie. Ela vem saciar algumas deficiências muito comuns em nossos grupos de oração:  Dúvidas em relação ao ministério da Palavra: muitas pessoas não entram no Ministério da Palavra porque não sabem se é o seu chamado. ou porque são inacessíveis e não se deixam ser avaliados. Para que isso se faça.

: o crivo é feito na hora. O CONHECIMENTO DE DEUS Atividades + Crivos da atividade da semana anterior. 5 . 7-11). de preparação). Pregações finais Crivos Crivos finais Observações: • As reuniões devem ter a duração de 1 hora e meia a 2 horas. utilizando APROFUNDAR as técnicas aprendidas (para a próxima semana). Priscila e Áquila (At 18. Por isso.COMO SERÁ FEITA? O modo de dispor o conteúdo de formação e os crivos tem causado muitas dúvidas dentro dos grupos de nossa diocese. SALVADOR. Gedeão (Jz 6. Atividades (relacionadas abaixo). dependendo da realidade de cada grupo. CARACTERÍSTICAS DO PERFIL Atividades + Mímica DO PREGADOR Reflexão escrita sobre um dos personagens bíblicos a seguir: Êutico (At 20. Aula Tema Atividades – Prática 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 O QUE É A ESCOLINHA? (tema Preparar pregação – AMOR DO PAI ou JESUS baseado no material desta apostila). • As pregações de formação têm um tempo médio de 1 hora. Estudo bíblico IR ALÉM Atividades. O CHAMADO DO PREGADOR. apresentamos aqui dois esquemas que podem ser usados para a realização da Escolinha da Palavra. TIPOS DE MENSAGEM Atividades + Crivos COMUNICANDO A MENSAGEM Crivo – Dividir pregações finais. 11-24). Mímica: ver explicação posterior.: sobre avaliação de pregação. 24-28) PREGADOR CONDUZIDO PELO Atividades ESPÍRITO SANTO ESTRUTURA DO PLANO DE Pregação com tema livre. outra do encontro de dons carismáticos e outra de um dos temas do querigma. com duração de 5 min. PREGAÇÃO (Obs. VIAS DO CONHECIMENTO DE Atividades + Crivos DEUS ENCONTRANDO A MENSAGEM Atividades + Crivos NA BÍBLIA TÉCNICAS PARA Atividades + Pregação de 5 a 10 min. após cerca de 20 min. O PERFIL DO PREGADOR Atividades + Crivo. Cada um deverá preparar três pregações: um tema de crescimento. Crivo: todos crivam e são avaliados (obs. vide explicação posterior). Tempo: 5 a 10 min. cada um com objetivos claros e específicos: 1º Esquema: pode ser usado quando há muitos servos que já pregam ou que têm facilidade para se expressar ou falar em público ou quando há pouco tempo disponível.

Mímicas + Jogo das Perguntas TIPOS DE MENSAGEM .) O CHAMADO DO PREGADOR (1 hora) . Parte I 1 O QUE É A ESCOLINHA (em torno de 20 min. porém. com as pregações de formação e a segunda com crivos. A primeira.Preparar 2 pregações com o tema ORAÇÃO. Perfil do Pregador + Chamado do Pregador.Crivos (o crivo funciona como o anterior) + Jogo das Perguntas VIAS DO CONHECIMENTO DE DEUS . O PERFIL/ESPIRITUALIDADE DO PREGADOR . ESTRUTURA DO PLANO DE PREGAÇÃO II (José Prado Flores) .Preparar pregação de AMOR DO PAI ou JESUS SALVADOR. O CONHECIMENTO DE DEUS .Crivos (o crivo funciona como o anterior). Duração: 5 min. 2º Esquema: Esse esquema pode ser usado quando os participantes têm nenhuma ou pouca experiência em pregação.Preparar pregação em cima de alguma parábola. essas pregações podem ser dadas como duas ou três tardes de formação.Preparar pregação com o tema AMOR DO PAI. escolhendo dois tipos de mensagem diferentes. COMUNICANDO A MENSAGEM . Nesse caso. TÉCNICAS DE PREGAÇÀO . 10 min. Vias do Conhecimento de Deus e Tipos de mensagem. dado pela Secretaria Pedro anualmente. 6 . 2 3 4 5 6 7 8 9 Observações: • Alguns temas podem ser dados no mesmo dia. apresentada a seguir.Dinâmica: Reflexão escrita sobre duas bem-aventuranças ESTRUTURA DO PLANO DE PREGAÇÃO I (Livro – Col.• O esquema pode ser adaptado segundo a realidade de cada grupo. Exige um pouco mais de tempo e é formada de duas partes. é essencial que as principais pregações de formação sejam passadas. como uma única pregação: Estrutura I e Estrura II. .Dinâmica de integração. mas SOMENTE se todos os participantes da Escolinha o fizerem ou a grande maioria.Atividades .Crivos semana passada (serão crivadas quantas pessoas o tempo permitir. definidas por sorteio). Paulo Apóstolo) . ela já pode começar na Segunda fase. • Para diminuir o tempo de Escolinha. Também pode começar logo depois do Encontro Básico de Formação.

Dinâmicas e atividades Para um bom aproveitamento da Escolinha. sugerimos que os participantes sejam divididos em mais de uma equipe na Segunda parte e que essas equipes crivem alternadamente nas semanas. D) Livro de aprofundamento: todos os participantes devem montar uma pregação baseada em um livro. REPOUSO NO ESPÍRITO 8. O tempo será 10 min. FÉ LÍNGUAS CIÊNCIA E SABEDORIA PROFECIA CURA E MILAGRES 6. 4. Obs. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS C) Temas catequéticos: todos os participantes devem crivar um dos temas dados no Crescimento (15 min. apresentada em 30 minutos. Em cada reunião. depois do último tema (Comunicando a Mensagem). ESPÍRITO SANTO 6. Portanto. PECADO 3. de João Mohama. FÉ. Parte II A Segunda fase da Escolinha de Pregação é feita a partir de crivos.). No caso de serem quinzenais. Se não houver tema suficientes. REALIDADE e SABEDORIA dos condutores. um tema será crivado. MARIA 7. As escolinhas podem ser semanais ou quinzenais. 1. AMOR DO PAI 2. JESUS SALVADOR 4. 3. 7. editado pela Editora Loyola. uma pessoa deve crivar mais de um dom. é necessário que as reuniões sejam enriquecidas por dinâmicas e atividades. motivam 7 . E) Pregação final: todos os participantes devem montar uma pregação com o tema livre. 2. 1. AMOR.: Se não houver participantes suficientes.• • • As dinâmicas podem ser alteradas segundo a NECESSIDADE. Segue aqui o temário: A) Temas querigmáticos: Cada participante deverá crivar TODOS os temas do querigma. Sugerimos como fonte de consulta desta técnica o livro Como ser um bom Pregador. PERSEVERANÇA B) Dons carismáticos: os seguintes dons devem ser divididos para que cada participante crive um deles (15 min.). mais de uma pessoa pode pegar o mesmo dom. Colocamos como sugestão o condutor fazendo o crivo. CONVERSÃO E SENHORIO 5. os participantes já começam fazendo o crivo do Amor do Pai. Elas chamam a atenção das pessoas. Sugerimos que a ordem das pessoas que vão crivar seja definida por sorteio.). 5. Os temas devem ser retirados da Apostila de Crescimento da Secretaria Pedro. capítulo ou capítulos de algum livro (20 min.

Traição de Judas. Recurso: parábola ou visão Via: cosmológica Técnica: visualização 3. Ressurreição de Lázaro. Relacionamos aqui as dinâmicas mais usadas em nossas Escolinhas: Mímica: para desinibir os participantes e trabalhar com sua forma de expressão. para casar-se com ela? a) Esaú. cidade) e fazer uma pregação escrita sobre ela. Samaritana. O Batismo de Jesus. o condutor da Escolinha deve preparar algumas perguntas com referências bíblicas ou doutrinárias. o condutor revela as respostas e faz um pequeno comentário a respeito delas. Após fazer todas as perguntas. Recurso: objetos ou perguntas Via: antropológica Técnica: opostos 8 . com alternativas. Bodas de Canã.: Quem serviu sete anos Labão. Moisés e a sarça ardente. c) Jacó. templo. Davi dançando no Templo. Algumas sugestões: visita de Maria à Isabel. Perfil de Pregador: identificar personagens (exceto os relacionados na pregação sobre o Perfil do Pregador) bíblicos que servem de modelo para a pregação e relacionar os traços deles (por escrito). a equipe é dividida em duas equipes. Um participante da equipe deve pegar uma frase ou acontecimento bíblica que ele deve. Ex. ABRÃO. Aqui temos algumas sugestões: 1. ESÁU. Destruição de Sodoma. Recurso: costumes ou milagres Via: magistério Técnica: contexto 4. Pregação II: Fazer uma pregação. Jogo das Perguntas: para avaliar o conhecimento bíblico e teológico dos participantes e motivá-los a estudar mais. A Anunciação de Jesus. b) Urias. GÓLGOTA. demonstrar à sua equipe para que ela adivinhe. através da mímica (sem sons). Os três sonhos do faraó. Exercício de Pregação: os participantes podem ser divididos em grupos e preparar uma pregação com características de várias pregações. Marta e Maria. PEDRO. casa. Adoração do Bezerro de Ouro. Recurso: festas ou personagens Via: cosmológica Técnica: dramatização 2. utilizando-se como o tema principal o significado de uma Dos seguintes nomes: PÁSCOA. pai de Raquel. Os participantes devem anotar a letra correspondente à resposta certa. Conversão de Saulo. Pregação I: escolher uma passagem da Bíblia que mencione um lugar (morro. Entrada de Jesus em Jerusalém.os participantes e ajudam a fixar o conteúdo.

Ainda que uma pregação seja muito. nas primeiras pregações. muito boa. na maioria das vezes. críticas são feitas de forma agressiva. Devemos ser justos e agir com seriedade. não podemos deixar que ninguém converse! Além de ser uma falta de respeito. Com tamanha importância dentro do crescimento dos participantes. Identificar as áreas fortes do pregador faz com que ele tenha segurança e o ajuda a crescer ainda mais em suas características positivas. Durante o crivo. Não podemos colocar nosso lado pessoal dentro da Escolinha. conforme ele desejar. Porém. Devemos aprender a olhar especialmente para o lado positivo das pregações. a avaliação deve ser cuidadosa. seja mais firme. Para evitar isso. A avaliação nos faz crescer imensamente. Somente em casos extremos nos referimos a ter ou não o dom da Palavra. O ideal é que não façamos comentários sobre ter o dom da pregação ou não. Começar com o lado bom também é uma grande arma para desarmar os servos que não reagem bem às críticas. • • • • • 9 . O condutor deve ser um servo experiente e que tenha bom senso e tato para poder fazer uma avaliação sempre tomada como motivadora. Enquanto alguém criva. Os pontos a serem avaliados são os seguintes: 1) Fidelidade ao tempo: a pregação deve terminar perto do tempo permitido. Devemos tratar todos os participantes igualmente. Estamos acostumados a fazer pregações que sempre ficam na defensiva. desmotiva quem está pregando e insinua que a pregação não está sendo boa. há uma disputa muito grande para ver quem prega melhor. seja mais superficial. identificamos nossos erros e. 2) Fidelidade ao tema: talvez um dos mais importantes pontos a serem avaliados. Problemas pessoais fazem com que sejamos mais severos ou indiferentes nos crivos de quem não gostamos ou temos problema. Crivos são encarados como ataques pessoais. Com ela. é alcançado pelo próprio servo. mas as pessoas só vão crescer quando formos sinceros e dissermos a verdade em relação à pregação delas. fazer avaliações mais incentivadoras. aos poucos. devemos elogiá-la e mostrar aos outros que é exemplo de boa pregação. Passar do tempo é erro e deixar muito tempo sobrando também. aprendemos a ir corrigindo-os com o passar do tempo. mas não podemos exaltar demais o pregador. devemos tomar o cuidado de. diferente da que muitos de nós estamos acostumados a fazer em nossos grupos de oração. fazendo com que os outros participantes se tornem indiferentes àquela pessoa ou até mesmo ignore-o. O pregador deve manter uma linha de raciocínio coerente e clara. Esse discernimento. devemos avisar o pregador que estaremos fazendo algum sinal quando faltar um ou dois minutos para o fim da pregação. Aqui vão algumas dicas: • É comum termos medo de machucar as pessoas que estão sendo avaliadas.A AVALIAÇÃO DA PREGAÇÃO É necessário que todas as pregações que irão acontecer na Escolinha sejam avaliadas. é necessário que tenhamos uma postura madura dentro da Escolinha da Palavra. cautelosa e criteriosa.

Se necessário. o objetivo é colocar as pregações dentro de uma das estruturas apresentadas. como condutores. Pontos a avaliar: Estrutura I Introdução (intr. não cobramos esse quesito porque nós mesmos não somos capazes de montar uma pregação estruturada. 5) Tipos de mensagem: avaliar se a pregação atendeu ao tipo de mensagem solicitado. do tema / motivação) Desenvolvimento: palavras chaves adequadas / idéias lógicas / ligação entre as palavras chaves. segundo o que foi passado na pregação de Técnicas. Flores) Motivação Leitura da Palavra Ambientação Aplicação Exemplificação Imperativos Conclusão Oração Final (opcional) 4) Técnicas de Pregação: devemos identificar quais técnicas foram usadas. Com o tempo. o tema deve ser única e somente Amor do Pai. O que é passado nas pregações de formação deve ser colocado em prática. Conclusão (resumo / ato concreto) Oração (opcional) Estrutura II (Livro . 6) Postura: avaliar os pontos da pregação “Comunicando a Mensagem” Seguem no final da apostila dois pequenos roteiros para a avaliação. Precisamos estudar para. deve solicitar que os participantes tragam a pregação por escrito e entreguem-na a ele. do pregador / intr. os pregadores conseguem modelá-las. dentro da Escolinha. mais do que saber montar. colocar um jeito próprio de montar a pregação. Sugerimos que o condutor procure identificar qual das estruturas foram usadas e faça as correções necessárias. 3) Estrutura do Plano de Pregação: ponto essencial na preparação da pregação.Quando se propõe a falar de Amor do Pai. e devemos cobrar que todas as pregações estejam dentro de uma das estruturas apresentadas. Algumas vezes. mas. 10 .José P. poder ajudar as pessoas a aprenderem a fazer o mesmo.

Podem ser chamados servos de outros grupos ou do próprio grupo que já tenham feito a Escolinha. estar no final do Crescimento ou do Grupo de Perseverança. Se. Loyola. é necessário: • Ter feito o encontro de 1º Anúncio (Experiência de Oração). o servo deve ser maduro. Será ele o responsável por todas as avaliações de pregação e pela formação dos futuros pregadores. intercessores ou ministros de cura. se o grupo estiver fazendo a Escolinha pela primeira vez. Para ser o condutor da Escolinha da Palavra. mas que façam o Encontro Básico de Formação da Secretaria Pedro ou estejam participando de todas as pregações de formação dentro da Escolinha. sugerimos uma bibliografia e apresentamos um esquema de cada uma nesta segunda parte.QUEM SERÃO OS PARTICIPANTES? E O CONDUTOR? Para participar da Escolinha. sugerimos que o(s) condutor(es) procure(m) outro grupo que já a faça para participar (em). Portanto. mas sim condutores. • Ser servo ou. organizado e com facilidade para formação. Para tanto. João Mohama. referindo-se a servos antigos e que já tem um conhecimento informal das orientações para pregadores dada pela RCC. • Ter feito o encontro de Dons Carismáticos. 8. Ed. pelo menos. dentro do grupo de oração. é necessário que façam a Escolinha da Palavra. há músicos. Ed. As pregações de formação não precisam ser dadas apenas pelos condutores. é necessário que façam a Escolinha da Palavra. Agir em mais de uma pessoa facilita o trabalho. 11 . Outra necessidade para o condutor é que. já tendo ouvido várias pregações de formação no Crescimento. Frisamos a importância da participação de: • Servos antigos: muitos servos pregam sem ter o conteúdo de suas pregações renovado ou sem estar acompanhando as orientações da Secretaria Pedro Nacional. sugerimos que ajudem na condução da Escolinha da Palavra. com experiência no Ministério de Pregação. Para ajudar na elaboração das pregações. dá uma visão mais abrangente e divide as responsabilidades. Santuário. Col. vol. que pregam. Em alguns casos. por exemplo. salvo algumas exceções. de preferência. segundo o discernimento e a sabedoria do coordenador.. • Servos de outros ministérios: a Escolinha não limita-se somente ao ministério da Palavra e tem o objetivo de formar todos os servos que pregam. com o carisma da liderança. Formação de Pregadores. já tenha participado de uma Escolinha de Pregação. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA • • Como ser um bom pregador. Uma boa sugestão é que não haja somente um condutor. Paulo Apóstolo.

Kerigma. Pelycano. Loyola. Curso de Formação de Comunicadores da Mensagem Cristã. ROTEIROS DE AVALIAÇÃO AVALIAÇÃO – ESCOLA DE PREGAÇÃO Pregador: Tema: PONTOS POSITIVOS Tempo: PONTOS NEGATIVOS Apres. Estava confusa.• • Formação de Pregadores. José Prado Flores. Tema: ____________________________ Motivação: ______________________________ Idéias claras: ____________________________ Boa leitura: ______________________________ Organização: ___________________________ Exemplificação:__________________________ Inovações: ______________________________ Distribuição do tempo: ___________________ Téc. de aprofundamento: ________________ Postura do pregador: ____________________ Conhecimento do pregador: ____________ AVALIAÇÃO .Dinâmicas Nome: Recurso utilizado: Tipo de Mensagem: Via utilizada: Técnica utilizada: Tempo: Mensagem: FOI CLARAMENTE COMPREENDIDA POR TODOS? (Comunicar só uma mensagem e não uma mistura de mensagens ao mesmo tempo) ( ) Sim ( ) Sim. Pessoal: __________________________ Apres. Utilizou outra via. FOI REALMENTE BASEADA NA VIA CORETA? ( ) Sim ( ) Sim. mas com algumas deficiências ( ) Não. 12 . Ed. mas estava desorganizado ( ) Não. HOUVE INTRODUÇÃO. DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO? ( ) Sim ( ) Sim. Ed. mas com algumas deficiências ( ) Não. Col.

1-5. Objetivo: Dizer que devemos acreditar em Jesus e na Salvação e.1. 23. levar as pessoas a sentirem e terem uma profunda experiência com esse amor. Objetivo: apresentar Maria como mãe de Deus. 8. 15. por ela. 10. 1. Tópicos: 2. O fruto do pecado 2. 16. Maria intercessora 2. Paixão de Jesus 2. 23.O TIPO DA MENSAGEM FOI CLARAMENTE OBSERVADO? ( ) Sim ( ) Sim. 14-15. Mc 1. Jo 2. Jesus já nos salvou 2. 19-21. fonte única de salvação e última e eterna aliança. Gl 5.3. Jesus é a última aliança 2. Maria amada.5. 36. Jesus Salvador 1. 38. Devemos mudar 2. 1. Rm 1. Ressurreição de Jesus 1. Rm 5. vivermos em Deus e aceitar Jesus como Senhor.3. Objetivo: Apresentar a promessa do alto. mudar nossos atos.4. forte e temente a Deus 2. 12. Is 59. Apresentar um pouco de sua história. Deus é amor 2. Espírito Santo 2. não adorada (sem detalhes) Passagens Sugeridas: Lc 1. Fé e Conversão / Senhorio de Jesus 1.1. 14.4. mãe da humanidade e nossa intercessora.7. História do pecado (Adão e Eva) 2. Rm 7.2. a força para que o cristão consiga viver a fé e a conversão. 9. Rm 3. Devemos aceitar Jesus como Senhor em todas as áreas de nossa vida.6. o 2. mas com algumas deficiências ( ) Não ficou claro.3. Objetivo: Mostrar o grande motivo pelo qual não conseguimos sentir o amor de Deus e ficamos tão infelizes. I Tm 2. 27. Passagens Sugeridas: Ef 2. Amor Eterno 2. 2. escolhida.3. Plano de Deus Passagens sugeridas: Is 49. 2. Objetivo: Apresentar Jesus como libertador do pecado. Promessa para hoje 2. Jo 16. 19. 1617. Modelo de entrega 2. História das alianças 2.5. Maria exemplo de vida 2. Jo 3. 1.6. Dizer que o pecado é uma grande barreira que nos afasta de Deus e que nenhum ser humano pôde ou pode tirar.2. 8. I Jo 4. Deus te ama. Dt 18. Is 43.4. Amor ilimitado 2. Tópicos: 2.2.2.1.2. frisando sua paixão e dando especial ênfase para sua Ressurreição. II Cor 5. 19. Ama como um pai 2. 33. Gn 1. 3. O Espírito Santo no Antigo Testamento 2. É necessário Ter fé / o que é fé 2. Espírito que Jesus deixou. Mulher fiel. Fl 2. 2-3.6.4. At 13.5. Pentecostes – os apóstolos 2. Tópicos: 2. Jr 31. Amor incondicional 2. 3. 24. 3. dono de tudo o que somos. Hb 11. Is 7. Deus vem ao encontro do homem 2. Rm 10. 1. Mãe da humanidade 2. 46-52.1. 3. 3. A promessa do alto 2. At 2. O que é o pecado / como pecamos 2.5. 17. Hb 4. Não podemos nos livrar sozinhos Passagens sugeridas: Rm 6. Maria 2. At 19. Jr 31. 14-15. Hb 9.5. Espírito.4. Objetivo: Apresentar o imenso amor de Deus pelos homens. Tópicos: 2. 34.1. Tópicos: 2.6. 9-10. Pecado 2. Is 54. força de Deus 2. Efusão 2. 5.3.1. A fé causa em nós a conversão 2.16. Tópicos: 2. Passagens sugeridas: Lc 23.2. QUERIGMA – AUXÍLIO PARA PARTICIPANTES (OPCIONAL) Amor do Pai 3. 1-2. Gl 2. Algo está errado / devemos conhecer o problema 2. 17. modelo de aceitação e humildade. 13 .2. 9-14. Mc 10.3.4.

abrasados no espírito de Cristo. 15). Passagens Sugeridas: Rm 12. “Existe na Igreja diversidades de serviços. Porém. Ef 5. Importância da comunidade 2. 21-22). atuar nele. Para tanto. Ez 36. profético e régio de Cristo. Assim. Ef 4. Integrar a pessoa à comunidade. Missa. Ao ser íntimo de Deus. Jo 15. contemplação. profeta e rei. compartilham a missão de todo o povo de Deus na Igreja e no mundo. 16.4. 2. através: dos sacramentos. Realizam verdadeiramente apostolado.1. quando se dedicam a evangelizar e santificar os homens e animar e aperfeiçoar a ordem temporal com o do Evangelho. mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo (Jo 4. Sacerdotes (para estar com Deus): Precisamos estar com Jesus.3. ex.3. 7b). exercerem o apostolado a modo de fermento no mundo” (Lumen Gentium 1335) O Batismo concede ao cristão uma tríplice dimensão. de começar uma vida de constante conversão. Profetas (para falar em nome de Deus): Consiste em falar d’Ele (Mc 16. O Chamado Recebemos um chamado de Deus. de Eliseu e Elias – I Ts 1. A evangelização é uma ordem de Jesus. que nossa pregação vai obter frutos (cf. somos: 1. por sua vez. devemos nos lembrar do célebre exemplo – há muitos pregadores que falam grandes verdades como se fossem mentiras. 2. A pregação é uma necessidade no plano de Deus.5. da oração (meditação. santificar e reger. participante do múnus sacerdotal. At 2. Tópicos: 2. Obstáculos na vida do Pregador 3. Oração. mas por vontade dele (Mc 3. Somos chamados a ser colaboradores de Deus. Passagens Sugeridas: Jo 16. dos estudos (Bíblia. Necessidade de perseverar 2. documentos e livros). Somos chamados a instaurar o Reino de Deus. 5). Objetivo: Falar da necessidade de caminhar com passos firmes em direção à Deus. de maneira a dar com a sua ação neste campo claro testemunho de Cristo e a ajudar à salvação dos homens. II Tm 4. Já que é realmente característico do estado leigo viver em meio ao mundo e aos negócios seculares. Os leigos. 14 . adoração). O Chamado do Pregador e seus obstáculos Nós somos chamados a Falar em nome de Deus (Rm 10. Trabalhamos impulsionados pelo mesmo Espírito de Deus (Jo 20. A meta do evangelizador é viver o que a Samaritana ouviu: já não é por causa da tua declaração que cremos. I Sm 16. 22-24. b) supera as dificuldades. Perseverança / Vida em comunidade 2. para sermos como Ele (Gl 2. 42). de sacerdote. 13-15. Reis (para agir em nome de Deus): Devemos agir em seu nome. ensinar. 3. 13-14. o pregador: a) desenvolve laços de confiança com a Trindade. Integrar-se ao grupo de oração. etc. 20). por maior e mais capaz que seja. em especial a incredulidade. anúncio da Boa Nova. c) busca a comunhão. Bíblia. 1. é preciso ser íntimo de Deus. e há muitos artistas que falam grandes mentiras como se fossem verdades. 4-5.2. At 2. Aos apóstolos e aos seus sucessores foi por Cristo conferido o múnus de. em nome e com o poder d’Ele. Foi-nos confiados carismas para fazer o que Ele fez. 44ss. são eles chamados por Deus para. 2). não é imitando a outra pessoa. mas unidade de missão. 10-11. não por méritos nossos. Porém. Como Perseverar 2.

1-9 Moisés cumpria todos os dias a mesma rotina. Através da pregação. 13): ignorância (Ex 3. 10): incapacidade (Ex 4. mas porque não sabem ir além. Lembre-se: Você não é o Pe. sem medo de ser guiado por Deus para lugares nunca antes visitados.Enfrentamos muitos obstáculos que nos impedem de aceitar o nosso chamado. você é você. Nossas pregações devem ir além. criar o seu estilo. 6-10. 11-16): complexo de inferioridade Moisés (Ex 3. claro). Deus o considerou apto para libertar seu povo e conduzi-lo à terra prometida. mas sempre pergunta como poderia pregar isto de forma diferente? É como um produto que. Ir além não significa imitar quem está acertando. é sim acertar sendo você mesmo. 13): omissão IR ALÉM Muitos pregadores fazem pregações muito desacertadas não por falta de qualidades. o pregador tem que levar as ovelhas para além do deserto. passar por lugares onde nunca havia estado. precisamos ser ousados (com discernimento. Quem não cruzou o limite do convencional não pode levar o povo à aliança. Exemplo de chamado e ir além: At 16. Deus concedeu-lhe maravilhas. Para aprendermos a ir além. que sempre vimos e aprendemos. Jonas. Quando decidiu-se por ir além. O bom pregador não se repete sempre o mesmo. vamos seguir os passos de Moisés. 4-10): imaturidade Gedeão (Jz 6. 13): ignorância (Ex 4. e principalmente. mesmo continuando com o mesmo conteúdo. Quando Moisés ultrapassou o horizonte do cotidiano. troca de embalagem para que possa vender mais. a exemplo de alguns personagens bíblicos: • • • • Isaías (Is 6. Precisamos sair daquilo que é cotidiano. 15 . se for o caso. você não é o Martin Valverde. 1-9): impureza Jeremias (Jr 1. cruzar o limite do convencional. saber chamar atenção das pessoas. conhecer sua história • Ex 3. 11): desmotivado (Ex 3.

madura. é aquele que chora. Intimidade com Deus 6. era o oficial que fazia publicações solenes. pregadores que não aceitam totalmente a doutrina Católica. Quem é o pregador? A palavra pregador vem do radical grego “KERYX” que significa ARAUTO. esse Dom jamais deixa o pregador ficar calado. desapegado das coisas do mundo. principalmente em temas difíceis. sem soberba. ou seja. na idade média. 4. faz o coração do pregador arder de desejo de pregar a tempo e a destempo. e nas nossa pregações. Zelo pelo Evangelho Dom do espírito santo. sem fachadas de cristão. A pregação precisa ser autêntica. 9. 13. e sal de mais torna impossível comê-la.13). sal de menos deixa a comida sonsa. um mensageiro do Rei Jesus. 2. misericordioso e àquele que sofre calúnias e é perseguido por causa de Jesus. de nossa boca precisa fluir a verdade. Tem consciência de quem ele serve e de que a glória é do Senhor. É inconcebível que se coloque para pregar pessoas que têm restrições a dogmas da Igreja. O pregador fala a Verdade A face do pregador é marcada pelo amor a verdade. 7. Mostra o amor a palavra. Equilíbrio Jesus nos chamou a ser sal da terra (Mat 5. manso. Responsável Com compromisso assumidos / Pontualidade / Preparação e Oração da pregação. O pregador é o homem das bem-aventuranças Possui um coração de pobre. Abandono / Pessoa de fé Fé inabalável. anunciava a guerra e proclamava a paz. Humildade Não é ciumento. Membro do corpo místico de Cristo 12. Ter testemunho de vida. mas também sem falsa humildade. Arauto. Inserido na realidade do seu povo. eram mensageiros do rei. justo. que se colocam numa possível de dúvida. O pregador usa os carismas 11. aquele que simplesmente transmite as ordens de Jesus.O PERFIL DO PREGADOR O que é perfil? Segundo o dicionário. pois. 8. 3. 10. E é isso que o pregador é. CARACTERÍSTICAS DO PREGADOR 1. Paciência 5. pois o sal dá gosto a comida. É a descrição de alguém em traços rápidos. perfil é o contorno do rosto de alguém visto de lado. Experiência pessoal 16 .

13 • Perdoar – Mat 6. falta de entusiasmo. Vida de Oração.23-24. 28.Exemplos de Perfil Jesus: Tinha autoridade. • Ser e querer ser testemunha de Jesus – At 4. At 16. Mc 11. fé inquebrantável. 5. dócil ao espírito. 17 . 6-10. At 15. mornidão.49 – At 1. porque faz a vontade de Deus. De revelação em revelação. perda de unção. sempre pronto a servi-lo. Como ser conduzido A) Exemplo dos Apóstolos At 8. Pecado.8. obediente ao Pai. Apolo: Atos 18. Buscar os Sacramentos.Diretamente – IPed 5. tristeza. apatia. 2. Ex: Mt 4. 25 • Ser indignado – Ter paz inquieta (Jesus no Templo – Fariseus). homem de oração.13-17 – Fé verdadeira que Deus te deu.9 • Andar na Fé . 24-28. abertura aos dons. Indiretamente – Ef 4. 1-4.27 Natureza Humana X Meio Social. De inspiração em inspiração. sempre viveu em comunidade. etc. dócil ao espírito.8. 26-40. • Renunciar ao Pecado e reconhecer-se pecador – Jo 16. Demônio . PREGADOR CONDUZIDO PELO ESPÍRITO SANTO O pregador que é conduzido pelo Espírito Santo é feliz e eficaz. Requisitos para ser conduzido • Estar Cheio – Permanecer cheios. Ser conduzido e fazer com que eu não dirija meu ministério mas. que o próprio Senhor me faça dócil e atento ao seu chamado. tinha senso de comunidade. vigilante na oração e vencendo os empecilhos à ação do Espírito Santo. 14. 16-22 • Pedir – Luc 11. fidelidade exemplar. Paulo: Conhecedor das escrituras. B) Método Prático De moção em moção. Apóstolos antes e depois do Pentecostes! Jesus nos dá o ES Você e eu antes e depois do Batismo no ES Empecilhos à ação do Espírito Santo. linguagem precisa.1 – Luc 24.AT 19.

4º) organizar o que foi discernido e definir um tema. buscando a santidade para que o Senhor possa usar-nos da melhor forma. vol. Colocamos as palavras-chave. paróquia.2. Ex. dentro das palavras chaves. colocamos uma aplicação prática do que vamos falar ou algo que desperte a curiosidade. Normalmente. Motivação: dizer algo que motive as pessoas a continuarem nos ouvindo. a inspiração e a revelação Com fé e obediência . que temos de estar dóceis a voz do Senhor. 2. 16. para pregações com um conteúdo mais extenso. fazer colocações complementares 3. temos que ter essa consciência e nos despojar. 1. Conclusão 3. Paulo Apóstolo. tirar dúvidas.: At 17. “Amor incondicional” e “Plano de Amor”.2. saber que o mesmo Espírito que agia nos Apóstolos está em nosso coração. Subitem 1: Vivemos uma história de desamor. a partir dela as pessoas vão escolher se continuam ouvindo ou não a nossa pregação. Do pregador: nome. extraída do livro Formação de Pregadores. Por exemplo: se o tema é “Amor do Pai”. ESTRUTURA DO PLANO DE PREGAÇÃO I Os passos para uma pregação são: 1º) orar.1. Introdução 1. estado civil. 3º) discernir o que vem de Deus. com mais de uma passagem. fazer o fecho e chamar à oração 18 .Fé Heb 11.1. retomar palavras chaves 3. com um objetivo claro e específico (I Cor 9.C) Como acolher a moção. Do tema: deixar bem claro no início da pregação o tema da pregação e o que o pregador vai falar dentro do tema. É extremamente necessária. Subitem 2: Sentimos falta do amor dos outros.1-6 Somos templos do Espírito Santo de Deus.3. Estrutura I – usada geralmente para pregações um pouco mais longas. podemos escolher como palavras chave “Deus nos ama”. 8. I Jo 4. sempre vigilantes. Dentro do tema que vamos falar. Então. Como organizar? Com uma Estrutura do Plano de Pregação. Subitem 3: O amor mais profundo e verdadeiro vem de Deus. buscando fazer a Sua vontade. idade. Consiste em: 1. 2º) anotar tudo o que foi revelado. pastoral a que pertence. Col. escolhemos algumas palavras chaves que norteiem a pregação e estejam intimamente ligadas a ele. Por exemplo: Item: Deus nos ama. também chamadas de itens.3. sempre à anunciar a Boa Nova de Jesus. tempo de grupo. Desenvolvimento Baseia-se em palavras chaves. 26). 1. 8 3. escolhemos subitens.

É importante ressaltar que a leitura deve ser feita pausadamente. da qual vai formar-se toda a pregação. 5. Aplicação As pessoas querem ouvir o que a passagem tem para nos dizer hoje e é isso que mostramos na aplicação. Motivação Com o mesmo objetivo da introdução da estrutura anterior. vamos nos focando no que mais está relacionado com o tema que vamos falar. nos limitamos a apresentar mais uma. situamos o ouvinte dentro da passagem que acabamos de ler. extraída do livro Formação de Pregadores. Dizemos como a leitura pode servir em nossa vida. que são desenvolvidas em torno de uma passagem principal. normalmente usada para pregações querigmáticas. 4. “Deixe o Senhor te tocar hoje!”. fazemos os imperativos. Quem não se lembra da história dos lencinhos na pregação do amor do pai 6. literalmente.ESTRUTURA DO PLANO DE PREGAÇÃO II Existem várias outras estruturas do plano de pregação. para a assembléia: “Se abra para o amor de Deus!”. Por exemplo. Imperativos Rumo ao final da pregação. Neste curso. se utilizamos a passagem da Samaritana e nos propomos a falar de “Testemunho de vida”. Leitura da Palavra Essa estrutura baseia-se em uma passagem principal. o pregador poderia dizer: “Quem aqui faz parte da renovação há mais de 5 anos? E até 3 anos? Menos de 1 ano?” Assim conheceria mais a assembléia para qual ele vai falar. colocamos um exemplo. Flores. Por exemplo. de José P. Acrescenta apenas uma dica: a motivação pode ser usada para conhecer a assembléia. dando ênfase na parte que quer fixar mais. Ambientação ou orientação Na ambientação. Assim. gradativamente. Isso consiste em dar ordens. as pessoas se 19 . Depois da leitura. seja de via cosmológica quanto antropológica (vistos posteriormente). “Mude de vida!”. dizemos “Palavra da Salvação” quando for extraída de evangelhos e “Palavra do Senhor” nos outros casos. nos prendemos mais na parte final da passagem. para que as pessoas consigam concentrar-se. Exemplificação Para que o conteúdo fique ainda melhor fixado. O pregador deve utilizar poucos versículos. Colocamos costumes da época. apresentamos a passagem de forma mais completa e. 2. 3. 1.

evitando o Iluminismo (acreditar que Deus só se revela a ele. a Igreja sempre venerou as divinas escrituras como venera também o Corpo do Senhor. Porém. Da mesma forma que o Verbo de Deus se fez carne. quem a ela não presta ouvido interiormente”. a eucaristia. mediante assídua leitura e cuidadoso estudo das mesmas.27). Em nossas pregações devemos pois utilizar da Palavra de Deus assim como os Apóstolos utilizavam o Antigo Testamento. é tomada da Mesa da Palavra de Deus e do Corpo de Cristo. No entanto. pregadores. é necessário estar com Ele. precisamos ter o conteúdo em nossa mente. (Sto. (Cf. A Bíblia Sagrada A Sagrada Tradição O Sagrado Magistério Senso Sobrenatural da Fé A Bíblia Deus quis revelar-se aos homens. e para ensinar da nossa Igreja. as fontes primárias do conhecimento de Deus.sentem mais chamadas a viver o que foi proposto na pregação e ficam mais abertas para a oração 7. A Palavra de Deus deve-se fazer 20 . explicava-lhes o que Dele se achava dito nas Escrituras (Luc 24. não aceitando a Sagrada Tradição) e a Livre Interpretação (ao contrário do fundamentalismo. para que não venha a ser “vão pregador da palavra de Deus externamente. ouvir Dele e aprender com Ele. ao ler a Bíblia. Ex: Paulo em Atos 17. Para anunciarmos o Evangelho ele precisa estar em nosso corações (Luc 6. falar-lhes em palavras humanas.45). devemos tomar o cuidado de. Resumo final Da mesma forma que o anterior. as palavras de Deus expressas por línguas humanas. percorrendo todos os profetas. o Fundamentalismo (interpretação ao “pé da letra”. 1-3 ou Apolo em Atos 18. não se firma em “letra nenhuma”). Conforme o Catecismo. que se apeguem as Escrituras. prestar grande atenção ao conteúdo e a unidade de toda a Escritura. fazendo-se semelhante aos homens. Agostinho). Ou seja. Oração final O CONHECIMENTO DE DEUS E começando por Moisés. Por este motivo. Pão da vida. que. devemos tomar cuidado para não sermos repetitivos e começarmos a pregação novamente. fizeram-se semelhantes à linguagem humana. tenhamos o que falar do Senhor. onde poderemos buscar este conteúdo são: A) B) C) D) 1. CIC 101-103). Para que nos. 8. na época. compunha a parte disponível da Bíblia. passando a ser o dono da verdade). damos uma visão geral do que falamos na pregação para fixar ainda mais o conteúdo e preparar a assembléia para a oração.24. A Igreja recomenda a leitura da Sagrada Escritura orientando aos que se consagram ao ministério da palavra (podemos colocar aqui a Secretaria Pedro).

A Sagrada Tradição O que é a Sagrada Tradição? É a transmissão dos acontecimentos e ensinamentos dos Apóstolos e de outros em sua geração. ocorreu de duas maneiras (CIC 76): a) oralmente: pregações. a santificação do Domingo. mas é a religião do Verbo Encarnado e Vivo (CIC 108). 3. Mc 16. O Magistério da Igreja são os bispos em comunhão com o sucessor de Pedro. segundo a ordem do Senhor. 45 e 54). João Damasceno.carne em nós. porque a nossa religião não é um livro. A divisão dos documentos da Igreja (Magistério) pode ser feita conforme a sua destinação. não ensinando senão o que foi transmitido (CIC 86). quer seja por tratarem de 21 . entre outros. Quanto a antiguidade. São considerados também os escritos dos chamados “Padres da Igreja” ou “Santos Padres”. Puebla. e a Igreja no Brasil. devoções como o Rosário. Gregório Magno e S. Esta transmissão foi ordenada pelo próprio Jesus (Cf. quer seja por expressarem a tradição apostólica. Estes documentos são importantes fontes de conteúdo de pregação. Importante ressaltar que o Magistério não está acima da Palavra de Deus. sob inspiração do Espírito Santo. antiguidade e santidade do autor.). b) por escrito: os apóstolos e varões apostólicos que. defesa da fé. Compreende-se o conjunto de ensinamentos da Igreja. para defender a fé de elementos estranhos a sua pureza (heresias). Estes padres escreveram na maioria das vezes. 2. destina ao nosso continente (ex: São Domingos. mas a serviço dela.15). O Magistério da Igreja considerou Sagrada Tradição. os escritos fiéis. o bispo de Roma (Papa). A transmissão do Evangelho. a quatro princípios: fidelidade doutrinária. emitidos pela Conferência Episcopal da América Latina – CELAM. Aqueles primeiros que escutam uma notícia conseguem transmiti-la com mais autenticidade. etc. há os destinados: à Igreja Universal – para toda a Igreja (ex: CIC. como os Sacramentos. que chegaram até nós por meio da Tradição. naquilo que chamamos apologética. puseram por escrito a mensagem da salvação. etc. são considerados escritos até o século VIII. exemplos e instituições.). a eles transmitindo o seu próprio encargo de Magistério (DV 7). e para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja. A Sagrada Tradição conserva toda a autenticidade e o calor do anúncio de Jesus. repassado principalmente através de documentos. de S. Somente na Igreja Católica está a plenitude dos meios de salvação. os Apóstolos deixaram como sucessores os bispos. pois dela fazem parte os primeiros que escutaram (os Apóstolos) e os outros de sua geração próxima. em linha sucessiva. Compêndio do Vaticano II. a Santa Missa. O Sagrado Magistério Palavra derivada do latim magister que se traduz por mestre. aprovação eclesial. Encíclicas do Santo Padre. à Igreja Latino-Americana. assim. do que aqueles que escutam posteriormente. isto é. emitidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB (ex: Doc.

mamíferos ou não. ó preguiçoso. que está sempre voltado para o sol. tornado. sal. que muitas vezes o incomoda. que tira carne do seu próprio peito para alimentar seus filhos. terremotos. por trazerem a fiel interpretação da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição. Através destas vias encontraremos excelentes modelos para exemplificar nossas pregações. c) Reino animal: são todos os seres vertebrados ou invertebrados. flores. 22 . as palavras divinas crescem com o leitor” (Catecismo 94 – citações). é uma grande demonstração da grandeza de Deus. exemplifica claramente Jesus. rochas. passaremos a estudar. calcário. tais caminhos não são provas no sentido que as ciências naturais buscam. 4. Exemplo: o pelicano. que deu sua própria vida por nós e sua carne como alimento na Eucaristia. é um modelo a ser seguido: não devemos desviar nosso olhar do grande Sol que é nosso Deus. os quais meditam em seu coração.19-20). tempestades. Porém. Rom 1. São os ventos. O pregador é chamado a buscar na natureza a revelação da existência de Deus. ter com a formiga. Exemplo: o girassol. etc. b) Reino vegetal: as plantas em geral. Como ensina Provérbios 6. água. trepadeiras.problemas atuais. Senso Sobrenatural da Fé Havendo um consenso universal sobre as questões de fé e costumes. d) Fenômenos da Natureza: exprimem também o conhecimento de Deus. observa seu proceder e torna-te sábio.6: Vai. (cf. Exemplo: a pérola que se forma dentro da ostra. terra. eclipses. 1. um pouco. sob a direção do Magistério da Igreja. todos os animais. O ponto de partida para descobrirmos estas provas está na criação: o mundo material (via cosmológica / natureza) e o ser humano (via antropológica / homem). como origem e fim do Universo. etc. é em especial a pesquisa teológica que aprofunda o conhecimento da verdade revelada. à luz do Evangelho. ou ainda. tão bela. PROVAS DO CONHECIMENTO DE DEUS O Catecismo ensina que há certas vias (caminhos) que comprovam a existência de Deus. A natureza é divida pela ciência em reinos: a) Reino mineral: que são pedras (preciosas ou não). vulcão. ou seja. árvores. haverá o senso sobrenatural da fé. para utilizarmos em nossa pregações ou ensinamentos. Este senso é adquirido “pela contemplação e estudo dos que creêm. Podemos denominar estas vias de fontes auxiliares do conhecimento de Deus. Pela íntima compreensão que os fiéis desfrutam das coisas espirituais. mas no sentido de “argumentos convergentes e convincentes” que permitem chegar a verdadeiras certezas (CIC 31). Por isso. que é um incômodo grão de areia. sobre cada uma. O Caminho da Natureza A natureza. pode ser comparada aos estudos de um adolescente. maremotos. mas no futuro lhe será de grande valor.

músicas e danças tradicionais. Podemos meditar. fisiologia.“Examinai tudo e abraçai o que é bom. podemos citar as ovelhas e o pastor.. sendo: ABC. etc. vejamos: a) No organismo humano: deve-se ter acesso a livros de anatomia. revistas. utensílios e instrumentos diversos. Seja.etc. 23 . genética e outros.20). porém precisa alcançar seu objetivo.” (ITes 5. áreas estas que o analisam com base nas características biológicas e culturais dos grupos em que se distribui. citada por Jesus. acontecimentos. c) Nas ciências modernas: utilização dos recursos científicos e tecnológicos de nosso dias: descobertas da Psicologia. Jesus usou e abusou dos exemplos da natureza. os pássaros do céu. . (Jo 4. da Geografia. é incapaz de amar a Deus. Alegre. que Deus já realizou. alimentação. da Teologia entre outras. da Matemática. como a dona de casa que perdeu a moeda. o mar. a rocha. o vento e outros. b) Na história universal: aqui abrange: personagens. conhecimentos da Medicina. como nosso encontro com Deus: nosso fim é o seio da imensidão de Deus. de preferência. para tirar exemplos na pregação ou ensinamento. documentários. filmes. o seu próprio testemunho. Caminho do Homem O homem em si mesmo e universo a ser descoberto e o qual revela Deus. entre outros. a água. Somos à sua imagem e semelhança. lendas e contos. É um conjunto de vida e suas condições: habitação. Você já meditou na natureza e dela retirou mensagens? 2. Descobrir Deus no homem é o caminho mas fácil para chamá-lo de Pai: quem não ama seu irmão. encontro do rio Amazonas como Oceano Atlântico. a quem não vê. costumes e leis. Podemos citar como fonte de estudos. seja de um processo acabado. ou seja. fatos. alguns pontos. artes e religião. os lírios do campo. livros. o testemunho é muito importante na pregação querigmática. o grão de mostarda. Exemplo: o fenômeno da “pororoca”. dentro da via antropológica. obs. Essa via reúne várias áreas comuns que envolve o homem. Também podemos utilizar fatos da vida. da Sociologia. tenha o objetivo de construir a conversão dos ouvintes. Breve e Centrado em Cristo. e) Na história pessoal: Sua história. épocas. ou seja.: Devemos tentar perceber o lado positivo e negativo da história. língua. transformando estas vias em mensagens de denúncia ao pecado ou de edificação para o povo de Deus. vestuário.21).. d) Na história atual: entra aqui tudo sobre os acontecimentos atuais. a pérola preciosa. é a história da humanidade que está se realizando em nossos tempos – fontes para estudo: jornais. pesquisas antropológicas. livros de história. é uma grande ilustradora daquilo que você prega. livros de santos. do nosso dia-a-dia. o grão de trigo. a quem vê. noticiários.

Santa Terezinha do Menino Jesus dizia que gostaria de ser uma bola para que quando o menino Jesus quisesse brincar. Ex: Tu me amas? Por que me Seguem? Por que choras? Querem me deixar? Dialógo Ex: Jó e os amigos. poderia deixá-la ali no cantinho. Maria e Isabel. que o homem fez a Deus e vice-versa. e então extrairmos a mensagem. Veremos a seguir. Os anúncios e os nomes que lê pelos caminhos. formas de se encontrar. Extrai mensagens novas e apropriadas a cada caso. Ex: A guerra de Israel contra os amalecitas nos mostra a importância da intercessão. Por que a sarça ardia e não se consumia? O comunicador deve contemplar os milagres e perceber o que Deus está falando através deles. que ela continuaria sendo a bola do Menino Jesus. Jesus nos disse que o Espírito Santo nos recordaria tudo o que Ele nos disse. Perguntas São inúmeras as perguntas que encontramos na Bíblia. O comunicador não se atém ao óbvio e elementar expresso nas parábolas. chutaria. e se Ele não quisesse nada com a bola. a mensagem de Deus: Parábolas No Evangelho temos 38 parábolas. Quando quisesse chutar. Basta ter atenção e dedicação. E nós. na palavra. lojas. antes de transmitir a palavra ele é um caçador da palavra e quando a encontra aplica a si mesmo e depois transmite aos demais. Nós somos assim? Conclui-se. É importante que nos apresentemos a Deus com as nossa talhas cheias de água e com os nossos 5 pães e dois peixes. Ex: Moisés. Milagres Sarça Ardente (Ex 3. Ele brincaria. ENCONTRANDO A MENSAGEM NA BÍBLIA O pregador em primeiro lugar. Abraão. a sua disposição para fazermos o que ele quiser? Ser bola e ser objeto e a disposição do seu dono. por exemplo. Filho Pródigo. Ex: (Mc 8. 1-9.1-4). etc. que o pregador não pode passar distraído pelo caminho. Guerras Apesar da forma cruel. Maria Madalena. mas para recordar é primordial que exista antes na nossa memória. queremos sempre estarmos nas mãos de Deus. Eva e a Serpente. nos mostra a luta diária contra o mal.22-26) Personagens Estudar sobre a vida de todos os personagens bíblicos que nos são colocados na Sagrada Escritura. Discursos 24 . clubes. Davi. diz que Moisés parou para contemplar o espetáculo. os lugares que vê como bares. Pedro e Jesus. assim. Ex. Semeador – Mt 13. tudo é material para sua próxima pregação. Devemos sempre transportar os ouvintes dos milagres para tempo presente.

o seu próprio testemunho. Além disso. Seja. ou seja. Breve e Centrado em Cristo. que Deus já realizou. está sendo fiel ao chamado de Deus e evitando que as pessoas se dispersem e não gravem a mensagem. Aquela que melhor se sobressai é a que melhor se adapta a mensagem e ao pregador. Alem disso.Muitos dos discursos da Bíblia. o pregador deve estudar muito sobre o assunto. porém precisa alcançar seu objetivo. Todos os pregadores usam algum tipo de técnica. Quando o pregador é fiel ao tema. O pregador que ama a Deus. de expressão corporal. Lugares Cidades. 2) Parábolas ou Alegorias: Tratam-se de histórias fictícias com um fundo moral. 4) Fidelidade ao tema: A melhor pregação não é aquela que aborda todos os assuntos. tenha o objetivo de construir a conversão dos ouvintes.26 – o primeiro – At 4. de preferência. Requisitos para o bom uso da técnicas 1) Amor: O amor é o maior diferenciador no emprego das técnicas. o pregador deve escutar a palavra de Deus durante o seu dia. Alegre. Ex: Gen 4. Ex: Mc 1. 25 . Visões. mas aquela que aborda tudo sobre aquele \único assunto. de Pedro. 1-10). Sonhos ou Revelações Ossos Secos (Ez 37. Sua conclusão deve ser sempre positiva e voltada para Cristo. Técnicas: Alguns meios pelos quais o pregador poderá se fazer para a mensagem: 1) Testemunho: Muito importante na pregação querigmática. testemunhos e acontecimentos que podem Ter relação com o tema. 2) Oração: O pregador deve sempre mais ouvir do que falar. Estar atento a tudo o que o Senhor lhe fala em oração para realizar a vontade de Deus e não a nossa. Sonho de José. são mensagens do próprio Deus e ricos de contéudo. 3) Ter a mente imbuída do assunto: Antes de pregar. ao próximo e a si mesmo. é muito importante que ele avalie outro pregadores e treine suas pregações (crivo) antes de pregar. 5) Praticar: Assim como um atleta que treina. Dizer que Deus o inspirou de última hora pode ser uma desculpa para a falta de escuta de Deus e até mesmo pela falta de tempo para preparar a pregação. 3) Cachoeira: Trata-se de uma técnica em que o pregador vai expondo a mensagem sem interrupções. Revelações feitas a Abraão. certamente será feliz no uso de qualquer técnica. 4) Dramatização: Significa comunicar uma passagem ou trecho bíblico. TÉCNICAS DE PREGAÇÃO Técnica é o modo pela qual o pregador vai falar a mensagem.29 a sinagoga e a casa de Pedro.24-30 – Pedem a Deus coragem. Oração Uma das mais belas formas de falar com Deus. povoados. seja de um processo acabado. aumentando alguns diálogos ou situações com linguagens atuais. deve estar atento a situações. Elas devem ser utilizadas para reforçar o tema. de maneira que caiam direto ao coração do ouvinte e não deixa tempo de raciocínio. sendo: ABC. utilizando-se. principalmente. templos.

por exemplo.. No apêndice bíblico podemos encontrar alguns mapas com a maioria destas localidades e nos atentar para pontos importantíssimos.. E) Conversão de Valores: 26 . por exemplo) de maneira que o ouvinte possa sentir-se no local do acontecimento. Tristeza x Alegria.. havendo somente a narração dos pontos mais importantes da passagem. É necessário portanto.. 8) Descrição: É descrever detalhes de uma situação (bíblica. 9) Histórias: O pregador auxilia-se de fatos verídicos como. assim entenderemos melhor o porque daquele versículo e o verdadeiro sentido da mensagem. 7) Aguçar a curiosidade: Muito usada na motivação inicial. gregos ou latinos. muitas vezes. recorrendo ao apêndice. para se situar com o local. uma frase que talvez tenha passado despercebido mas que deve ficar gravado no coração do ouvinte.5) Repetição: O pregador repete um trecho bíblico. É uma maneira de chamar a atenção do ouvinte. 10) Narração: É quando o pregador verbaliza acontecimentos da história da salvação. D) Geografia Bíblica: Tanto o antigo como o novo testamento sempre nos situam da cidade ou local a que se refere. a situação.. a distância entre um local e outro. recorre-se a dicionários bíblicos... Esta técnica é muito utilizada para grandes trechos da bíblia.. Para isso. etc.. É importante sempre citar o negativo primeiro e encerrar com o positivo. 11) Quebra brusca de pensamento: É quando o pregador quebra uma linha de raciocínio para causar impacto nos ouvintes.. como por exemplo. da Igreja primitiva para reforçar ainda mais a mensagem. TÉCNICAS PARA APROFUNDAR Através destas técnicas... dos Santos. a verdadeira definição de determinada palavra e o que ela realmente quer dizer naquele contexto. C) Opostos: O pregador pode utilizar-se de palavras contrárias para fixar ainda mais a mensagem...Ele já te salvou”. podemos verificar que Maria percorreu uma distância de 150Km. podemos não entender o significado verdadeiro. Por exemplo: “Jesus não vai te salvar. 6) Não dar todas as resposta: É quando o pregador leva o ouvinte a mergulhar em si mesmo e buscar a resposta dentro do seu coração. Esta técnica deve ser usada com muita sabedoria para não danificar a mensagem. o pregador leva o ouvinte a mergulhar nas riquezas despercebidas das passagens bíblicas: A) Significado das palavras: O pregador recorre à origem.. Ex: Maria ao visitar sua prima Isabel. Ex: Trevas x Luz... por exemplo. aproximadamente. recorrer a todo o contexto bíblico daquele capítulo ou livro.. à época etc. B) Contexto: Verificando apenas um único versículo da passagem. da língua portuguesa. Abismo x Céu.

Senhorio de Jesus. Ex: Sacramentos. podemos descobrir com o auxílio do Espírito Santo outras técnicas que. dinheiro. anunciar • São basicamente as pregações da Experiência de Oração • Amor do Pai. Pecado. estádios. e agora precisam assimilar sobre sua doutrina. Mensagem de Perseverança • Aborda temas que dizem respeito à fragilidade humana que buscam a Deus como refúgio e proteção.Neste apêndice podemos encontrar também os valores citados na palavra de Deus (talento. etc. Fortalecimento e Contrição. Salvação. se adequadas a nós e a mensagem podem auxiliar e muito na ação de Deus no coração de nosso ouvintes. não para ser discutido mas para o conhecimento. à adoração. reter Trata-se do ensino gradual da nossa fé e razões Se divide em Doutrinária e Apologética • Doutrinária  Para pessoas que já conhecem a Jesus. Virgindade de Maria. Compromisso. Espírito Santo. • Se divide em 4 tipos: Espiritualidade. Fé e Conversão. Imagens. vermos que um talento equivalia a 36Kg de ouro. etc. Essas mensagens devem estar muito bem fundamentadas dentro da Palavra de Deus e deve ser interpretada à luz do Magistério da Igreja. recorda que dependemos Dele. TIPOS DE MENSAGENS Mensagem Querigmática • Mensagem de anúncio • A palavra Kerigma significa proclamar. Mensagem Catequética • • • • Mensagem de ensino A palavra Catequese significa ensinar. Sagrada Escritura. Vida Nova (Perseverança ou Comunidade Cristã). prata) convertidos para o dia de hoje. 27 . Moral. por exemplo. • Apologética  Tem a função de esclarecer para as pessoas pontos polêmicos dentro da doutrina. Além destas. Ex: Existência do Purgatório. contemplação a Deus. • Espiritualidade: Leva a uma comunhão mais íntima com Deus. Nos espantaremos quando.

prodígios e milagres são obras do Espírito Santo. 1. 6. quando prega. (Eu e os irmãos). Sua linguagem é livre e a mais coloquial possível. toda sua intercessão. 4. Ensino – É um dos métodos mais eficazes de se transmitir conhecimento. Não existe compromisso sem serviço. em prol da evangelização. permite ao orador maior liberdade. Claro que para esse tipo de pregação deve-se observar bem o público ouvinte. levanta os caídos. mas sim o que nosso irmãos precisam ouvir. Sua linguagem é técnico-científica. estabelecer a diferença entre as várias espécies de alocuções e a pregação.) • Fortalecimento: São usadas para momentos difíceis. tribulações. perdão. Somos instrumentos de Deus para que ele alimente o seu povo com o pão da palavra. proclamar a Boa Nova de Jesus. todo o seu amor. transmitir conhecimento literário e científico. Sacode as pessoas que possam estar meio mornas no caminho de Deus. Discurso Acadêmico . paciência. pois a conversão. provações. O Orador não precisa esforçar-se para dialogar com seus ouvintes. Prima pela condução do Espírito Santo.• Compromisso: Traz uma dimensão horizontal. Pregação – É o ato de pregar. • Contrição: Fortes exortações para aqueles que esfriaram. Valoriza a técnica. Temos duas linhas: Linha do Amor (relações fraternas. Esta proclamação é dotada de alguma disciplina. que abandonaram a caminhada. anunciar a Boa Nova. 3. Discurso Político – Todos conhecemos. Objetivos da Pregação A) Imediato – Evangelizar. bondade e a Linha do Apostolado (ministérios. prodígios e milagres durante a pregação. Tem por objetivo ensinar. O discípulo. Não comunicamos o que bem queremos. Palestra – Pouca formalidade. deve utilizar todos os seus talentos. cura. B) Mediato – É conseguido com a obtenção do objetivo imediato. 2. 5. obras de misericórdia etc. O conferencista não tem a preocupação de dialogar com os ouvintes. É denso em conteúdo.Discurso inteiramente formal. 28 . porém não anula a liberdade do pregador. COMUNICANDO A MENSAGEM É necessário antes de entrarmos nos objetivos da pregação. situações desanimadoras. Normalmente é dirigido as massas. dons. nos leva ao serviço com os irmãos. É importante ressaltar que cabe primeiro ao pregador preocupar-se com uma boa evangelização. Conferência – Discurso didático. Prima pela persuasão. A finalidade mediata consiste na conversão dos ouvintes e também de curas.

mesas (somente se necessário). Mortificações.. • Apresentação Física: Roupas adequadas. olhe para as pessoas.20). manter uma sintonia. Sem vícios (falar igual o Pe. • A Voz: Ferramenta de Trabalho. nem falar murmurado. Chegar sempre com antecedência. se possível. saiba dividir o público. pulseiras) e falta de higiene em geral. Durante o Anúncio • Autoridade Espiritual: Não se está falando em seu próprio nome (IICor 5. para 1000 ou 2 pessoas. unhas cortadas. Cuidado para não se enrolar no cabo. • As Mãos: Deve-se usar as mão para se expressar. Não subir em cadeiras. • Horário: Conversar sempre antes com a pessoa que o convidou. evitar gelado. Cuidado com os vício de linguagem (né. Observe o comprimento do 29 . procurar sempre manter uma respiração tranquila e não falar quando o ar estiver acabado.) • Implementos para pregar: Microfone – ajuste com antecedência a altura ideal do som. se informar sobre a realidade das pessoas. não para o teto ou para o chão. mantenha sempre um semblante tranqüilo. Jonas. amém. o zelo precisa se o mesmo.Temos três momentos fundamentais para a pregação da palavra de Deus: o ANTES. acessórios (brincos. barba etc. deve-se evitar ao máximo aquelas “fungadas” no microfone. • Corpo: Não ficar parado como uma estátua. ou o Pe. Vejamos cada uma deles. ore junto com eles. recomenda-se um mínimo entre trinta e quinze minutos. Utilizar a voz para acentuar partes importantes • Os Olhos: São a janela da alma. encostado ou pendurado • Os Pés: Mantenha os pés na mesma abertura dos ombros para Ter equilíbrio • A Respiração: Alimenta a voz. ou palavras bonitas que você desconhece com o intuito de enriquecer a pregação. então. jejuns e intenções. tá. certo. Antes do Anúncio • Estudo e Oração: Tempo dobrado de estudo e oração. mas também não ficar de um lado para o outro de maneira frenética. Não ficar todo o tempo carrancudo ou rindo à toa. apoiar-se sobre a mesa. se necessário. porém sem exageros. sem gritaria. pastilhas. Não importa o tamanho da platéia. Nunca olhe diretamente para uma pessoa por muito tempo. • Linguagem: Procure ter uma linguagem simples e direta. o DURANTE e o DEPOIS. Cuidados com maquiagem.. gritos. • Preparação Espiritual: Missa. do grupo ou do evento em questão. nunca use termos. Busque também o sacramento da confissão antes da pregação. Evitar: Mão no bolso. coçar-se etc. segurando o púlpito. nunca pregue sentado. Fale de acordo com a cultura que você possui. Intensidade (volume) adequado.). demonstrando firmeza ou austeridade somente quando for necessário. não somos maestro. Roberto. Necessidade de estar preparado. Eugênio Jorge etc. • A Face: Reflexo do coração.

batei pela oração e encontrareis na contemplação. louvar a Deus pela pregação. as palavras mais fortes. a um buscar mais profundo. e não de estrelas de TV. ou seja. É necessário antes de mais nada “fé”. cumprimentar as pessoas (dependendo do evento e do número de participantes. Confie sempre em Deus.fio para saber até onde você pode ir. estabeleceu uma fórmula para a sua realização de um modo muito simples. Nesse primeiro degrau. LECTIO DIVINA A Lectio Divina é o exercício ordenado da escuta pessoal da Palavra. na liberdade do se Espírito. claro). Ao mesmo tempo que se necessita de fé para se fazer a Lectio. não é o momento de procurar direcionamentos. Cartaz – Deixe sempre pronto com antecedência. Exercício que dá fruto para toda a vida. devemos permanecer no local. visto que fazem parte de um único encontro e que o Senhor. Guido II. estar atento a todos os detalhes do texto. Um monge da Idade Média. enfim. coloque-se a disposição para tirar dúvidas. Peça ajuda de alguém para o momento em que for utilizá-lo. LEITURA Lê-se o texto repetidas vezes. à reação das pessoas. a Lectio amadurece a fé. MEDITAÇÃO 30 . eles servem somente para eu você coloque sua Bíblia e pregação.” Encontramos na Lectio Divina tudo o que necessitamos para conhecer a amar a Deus. mas perceber o que o texto fala de forma genérica. Esse degrau é o que exigirá maior esforço de sua parte. que faz o homem entregar-se em submissão à Revelação. seu material de pregação. tentando responder a pergunta: “O que o texto diz?”. devemos sempre ter uma postura de servos. Por pior que você ache que tenha sido sua pregação. É interessante o que diz o próprio Guido II: “Buscai na leitura e encontrareis na meditação. pode elevar à oração e a contemplação no momento que lhe aprouver. procurando perceber os seus sentimentos. Esse degraus são mais para compreensão. como uma escada de quatro degraus: Leitura – Meditação – Oração – Contemplação. os pontos mais importantes. Nunca saia correndo. um método dinâmico de leitura. A leitura em meia voz o ajudará usando mais um sentido. procurando prestar atenção ao desenrolar dos fatos. Depois do Anúncio Não somos artistas. a vencer as limitações de querer para nas primeiras dificuldades. Retroprojetor – Escolha o local e ajuste a luz com antecedência. normas para sua vida. É importante que você procure um momento e um lugar calmo onde possa escutar a palavra de Deus através da sua palavra. Mas vale ressaltar que esses degraus nos levarão a um exercitar-se. Biombo ou púlpito – Cuidado para não ficar encostado. lembre-se que Deus pode fazer milagres com o nosso pouco.

. A contemplação não é fruto dos sues esforços. ORAÇÃO A oração brota como fruto da meditação. é pura graça de Deus. através do Espírito Santo. é o momento de se colocar de forma mais pessoal diante da Palavra e buscar responder: “O que o texto me diz?” É hora de “ruminar” a Palavra. É um deliciar-se com a ação de Deus que toma a sua oração e leva você até o coração Dele. Não é preciso deter-se agora no texto todo como na leitura. E como disse Santa Teresa: “Quereis saber se estais adiantadas na oração? Olhai se na vossa vida tem virtudes. Você deve confrontar sua vida com a Palavra. Seja uma ação de graças. 31 .Agora sim. a questão é: “O que a Palavra faz?” É o próprio Deus agindo. mas naquilo que o Espírito Santo tiver suscitado. O que o Espírito Santo suscitar. um clamor.. a luz da Palavra fez gerar em você. você terá a segurança de não estar diante de Deus somente como o que quer.” É pelos frutos de conversão que reconhecemos se estamos orando de verdade. Tudo o que você encontrar na leitura deve agora ser questionado com sua vida. mas com a força. Como a oração é um diálogo de amor. a pergunta agora é: “O que o texto me faz dizer?” Depois da leitura e da meditação. CONTEMPLAÇÃO Agora. uma oração penitencial.

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