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Parasitolgia

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  • I - CONCEITOS EM PARASITOLOGIA
  • II - TIPOS DE PARASITOS:
  • III - TIPOS DE HOSPEDEIROS
  • V - ESPECIFICIDADE DOS PARASITOS
  • SUBORDEM METASTIGMATA (carrapatos)
  • GÊNERO Anocentor
  • GÊNERO Ornithodorus
  • MORFOLOGIA DAS SARNAS:
  • 2- FAMÍLIA CNEMIDOCOPTIDAE
  • GÊNERO Cnemidocoptes
  • SUBORDEM ACTINEDIDA (PROSTIGMATA)
  • GÊNERO Cheyletiella
  • SUBORDEM CRYPTOSTIGMATA OU
  • GENERO Trichodectes
  • GÊNERO Haematopinus
  • GÊNERO Ornithocoris
  • GÊNERO Ctenocephalides
  • GÊNERO Cochliomyia
  • GÊNERO Gasterophilus
  • GÊNERO Pseudolinchia
  • GÊNERO Giardia
  • GÊNERO Trypanosoma
  • a) CLASSE SPOROAZIDA OU COCCIDIA
  • GÊNERO Cryptosporidium
  • 1 - GÊNERO Paramphistomum
  • GÊNERO Schistosoma
  • GÊNERO Echinococcus
  • GÊNERO Raillietina
  • GÊNERO Amoebotaenia
  • GÊNERO Anoplocephala
  • GÊNERO Paranoplocephala
  • GÊNERO Thysanosoma
  • GÊNERO Strongyloides
  • ORDEM STRONGYLIDA
  • GÊNERO Triodontophorus
  • GÊNERO Stephanurus
  • GÊNERO Oesophagostomum
  • GÊNERO Ancylostoma
  • GÊNERO Trichostrongylus
  • GÊNERO Hyostrongylus
  • GÊNERO Dictyocaulus
  • GÊNERO Nematodirus
  • GÊNERO Dipetalonema
  • GÊNERO Dirofilaria
  • GÊNERO Dioctophyma
  • COLETA E MONTAGEM DE ENDOPARASITOS
  • PESQUISA DE ECTOPARASITOS
  • PESQUISA E COLETA DE ÁCAROS PRODUTORES DE SARNAS
  • EXAME DIRETO DE FEZES
  • PRINCIPAIS ARTEFATOS ENCONTRADOS EM EXAME DE FEZES

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – RS Centro de Ciências da Saúde Departamento de Microbiologia e Parasitologia

Livro didático – 2ª edição - 2007

Dra. Sílvia Gonzalez Monteiro Professora de Parasitologia Veterinária

Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências da Saúde Departamento de Microbiologia e Parasitologia

Este livro didático tem a finalidade de auxiliar os alunos em Medicina Veterinária no estudo dos parasitas dos animais domésticos.

INDICE:

• • • • • • • • • • • • • • •

Conteúdo Programático Conceitos em Parasitologia Tipos de Parasitos Tipos de Hospedeiros Tipos de Ciclo dos Parasitos Especificidade dos Parasitos Ação do Parasito sobre o Hospedeiro Períodos de Parasitismo Classificação dos Seres Vivos Regras Internacionais de Nomenclatura Zoológica Filo Arthropoda Classe Arachnida Ordem Acari (Acarina) Subordem Mesostigmata Família Dermanyssidae o Gênero Dermanyssus

13 17 17 18 18 18 18 19 19 20 22 23 24 24 24 24 25 26 26 26 27 27 28 28 29 29 30

Família Macronyssidae o Gênero Ornithonyssus

Família Laelapidae o Gênero Laelaps

Família Macrochelidae o Gênero Macrocheles

Família Varroidae o Gênero Varroa

Família Raillietidae o Gênero Raillietia

Subordem Metastigmata (Carrapatos)

• Família Ixodidae (carrapatos duros) o o o o Gênero Rhipicephalus Gênero Boophilus Gênero Amblyomma Gênero Anocentor 30 33 35 37 38 38 39 40 41 42 43 44 45 45 45 46 46 47 47 48 48 54 54 54 54 54 55 55 57 • Família Argasidae (carrapatos moles) o o o Gênero Argas Gênero Ornithodorus Gênero Otobius • • • • Pôster Carrapatos Subordem Astigmata (sarnas) Morfologia das Sarnas Família Sarcoptidae o o Gênero Sarcoptes Gênero Notoedres • Família Cnemidocoptidae o Gênero Cnemidocoptes • Família Psoroptidae o o o Gênero Psoroptes Gênero Otodectes Gênero Chorioptes • • Subordem Actinedida (Prostigmata) Família Cheyletidae o Gênero Cheyletiella • Família Myobiidae o Gênero Myobia • Família Demodecidae o Gênero Demodex • Família Trombiculidae .

Sugadores) o o o o Gênero Pediculus Gênero Pthirus Gênero Haematopinus Gênero Linognathus • • Pôster Piolhos Ordem Hemiptera o Família Reduviidae (Barbeiros) • • • Gênero Panstrongylus Gênero Triatoma Gênero Rhodnius o Família Cimicidae (Percevejos) • Gênero Cimex .o • • • • • • Gênero Trombicula. Eutrombicula 57 58 58 59 64 65 66 67 67 68 68 68 69 69 69 70 70 70 72 73 74 76 77 77 78 78 79 79 79 Subordem Cryptostigmata Família Oribatidae Classe Insecta Classificação dos insetos Ordem Phthiraptera (Piolhos) Subordem Amblycera (Antenas escondidas) o o o Gênero Menopon Gênero Menacanthus Gênero Heterodoxus • Subordem Ischnocera (Antenas livres) o o o o o Gênero Trichodectes Gênero Bovicola Gênero Felicola Gênero Goniodes Gênero Lipeurus • Subordem Anoplura (Picadores .

Classificação Subordem Nematocera (Mosquitos) o o o o o Gênero Anopheles Gênero Aedes Gênero Culex Gênero Culicoides Gênero Lutzomyia • • Gênero Simulium Subordem Brachycera Tabanomorpha (Mutucas) o o Gênero Chrysops Gênero Tabanus • Subordem Brachycera Cyclorrapha (Moscas) o o o o o o o o Gênero Musca Gênero Fannia Gênero Stomoxys Gênero Haematobia Gênero Cochliomyia Gênero Chrysomyia Gênero Phaenicia Gênero Sarcophaga .o • Gênero Ornithocoris 80 82 83 84 85 85 87 88 89 91 92 92 93 94 96 98 100 102 104 105 107 108 109 109 110 111 113 114 114 Ordem Siphonaptera (Pulgas) o o o o Gênero Tunga Gênero Ctenocephalides Gênero Pulex Gênero Xenopsylla • • • • • Pôster Pulgas Ordem Diptera Classificação dos Diptera Subordem Nematocera .

• • Gênero Oestrus Gênero Dermatobia o Gênero Gasterophilus 115 116 118 119 119 119 119 120 120 121 122 123 124 125 126 127 128 131 134 134 136 137 138 139 137 140 142 144 144 • • Seção Pupipara Família Hippoboscidae o o o o Gênero Hippobosca Gênero Pseudolinchia Gênero Lipoptena Gênero Melophagus • • • • Filo Protozoa – Chave de Classificação Filo Protozoa (Unicelulares) Subfilo Sarcomastigophora Classe Mastigophora – Locomoção por Flagelos o o o o o Gênero Tritrichomonas Gênero Giardia Gênero Histomonas Gênero Trypanosoma Gênero Leishmania • • Subfilo Apicomplexa Classe Sporoazida ou Coccidia o o o o o o o Gênero Eimeria Gênero Isospora Gênero Cryptosporidium Gênero Toxoplasma Gênero Cystoisospora Gênero Neospora Gênero Hepatozoon • Classe Piroplasmasida o Gênero Babesia .

• Ordem Rickettsias o o Gênero Ehrlichia Gênero Anaplasma 147 147 149 151 151 152 153 154 156 156 159 161 163 165 165 166 167 168 168 170 171 173 • • • Helmintologia (Metazoários) Filo Plathelmintos (Vermes Achatados) Classe Trematoda (Vermes em forma de folha) o o o o Gênero Fasciola Gênero Eurytrema Gênero Paramphistomum Gênero Schistosoma • Classe Cestoda (Vermes segmentados) o o o o o o o o o o Gênero Taenia Gênero Echinococcus Gênero Davainea Gênero Raillietina Gênero Dipylidium Gênero Amoebotaenia Gênero Anoplocephala Gênero Paranoplocephala Gênero Moniezia Gênero Thysanosoma • • • Filo Nemathelminto (Vermes redondos) – Chave de Classificação Classe Nematoda Ordem Rhabditida o Gênero Strongyloides 174 176 176 178 178 179 179 • Ordem Oxyurida o Gênero Oxyuris • Ordem Ascaridida o Gênero Heterakis .

o o o o o o • Gênero Ascaridia Gênero Ascaris Gênero Parascaris Gênero Neoascaris Gênero Toxocara Gênero Toxascaris 180 180 181 182 182 183 184 185 188 189 190 192 194 196 198 199 201 202 203 205 206 207 207 208 209 210 211 211 213 Ordem Strongylida o o o o o o o o o o o o o o Gênero Strongylus Gênero Triodontophorus Gênero Syngamus Gênero Stephanurus Gênero Oesophagostomum Gênero Ancylostoma Gênero Bunostomum Gênero Trichostrongylus Gênero Haemonchus Gênero Cooperia Gênero Ostertagia Gênero Hyostrongylus Gênero Dictyocaulus Gênero Nematodirus • Ordem Spirurida o o o o Gênero Habronema Gênero Draschia Gênero Dipetalonema Gênero Dirofilaria • Ordem Enoplida o o Gênero Trichuris Gênero Capillaria .

o • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Gênero Dioctophyma 213 215 215 217 220 221 222 222 223 224 225 225 227 227 228 228 230 232 238 246 251 257 261 271 TÉCNICAS Coleta e montagem de endoparasitas Pesquisa de ectoparasitas Pesquisa e coletade ácaros produtores de sarna Técnicas helmintológicas Técnica de Willis Técnica de Hoffman Técnica de Baermann Técnica de Sedimentação pelo acetato de etila Técnica de centrífugo-flutuação Técnica de Mac Master Exame direto de fezes Coprocultura Esfregaço direto de fezes Método da gota espessa Fórmulas Exame de fezes de cão e gato Exame de fezes de ruminantes Exame de fezes de suínos Exame de fezes de equinos Exame de fezes de aves Diagnóstico dos principias protozoários Principais artefatos encontrados em exame de fezes .

a epidemiologia e a importância econômica dos parasitos dos animais domésticos. Gêneros. pinça. data e local da coleta. sinonímias. Famílias. identificados com nome do espécime. Aplicação das técnicas de diagnóstico dos parasitos dos animais PROGRAMA DA DISCIPLINA: UNIDADE I INTRODUÇÃO A PARASITOLOGIA Conceito Definição de Parasito Tipos de parasito Tipos de Hospedeiro Tipos de ciclos do parasito Especificidade dos Parasitos Ação do parasito sobre o hospedeiro Períodos de Parasitismo parasitológico para identificação dos parasitas dos animais domésticos. OBJETIVOS: Oferecer aos estudantes do Curso de Medicina Veterinária: Conhecimentos sobre taxonomia. Conhecimentos sobre o ciclo evolutivo. biológico e sistemático dos principais parasitas dos animais domésticos.13 ______________________________________________________________________________________________ CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Os ectoparasitos devem ser entregues em álcool 70oC. escritas e/ou orais) e -Classificação das Espécies. -Ordem e Classes. apresentação de coleção de parasitas. Estudo do controle e diagnóstico. identificados com nome do Disciplina: Parasitologia Veterinária Curso: Medicina Veterinária Departamento: Microbiologia e Parasitologia Horas/aula: 90 Validade: a partir de 2002 espécime.1. nomenclatura. MATERIAL PARA AULAS PRÁTICAS: Jaleco. fisiologia. morfologia. ecológico. REGRAS INTERNACIONAIS DE NOMENCLATURA -Classificação dos seres vivos AVALIAÇÕES: Os alunos serão avaliados através de duas provas (práticas. 1. A etiqueta deve ser escrita em papel de seda a lápis e imersa dentro do vidro onde está o parasito.1-Ordem Acarina Subordem Mesostigmata _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .1-CLASSE ARACHNIDA 1. UNIDADE II FILO ARTHROPODA COLEÇÃO: A coleção é composta por seis alunos. data e local da coleta. A etiqueta deve ser escrita em papel de seda à lápis e imersa dentro do vidro onde está o parasito. Os endoparasitos devem ser fixados em RaillietHenry (ácido acético+formol+água). localização e hospedeiros domésticos. EMENTA: Estudo morfológico. Agulha histológica.

Família Culicidae .Myobiidae-CheyletidaeMyobia Cheyletiella a.Trombicula b.Família Calliphoridae .Família Philopteridae UNIDADE III Protozoários c.1.Família Gasterophilidae b. Trichomonadidae .Família Ceratopogonidae .Família Oribatidae c. – Ordem Phthiraptera a.Família Hectopsyllidae .Família Muscidae .. – Ordem Siphonaptera a.Sub-Ordem Fracticipta .Demodex .Família Reduviidae .Sub-Ordem Brachycera Tabanomorpha Sub-Ordem Cryptostigmata .Família Sarcophagidae .4.Família Menoponidae .Família Psychodidae -Trombiculidae.Sub-Ordem Amblycera .Família Hystrichopsyllidae Sub-Ordem Astigmata .2.3. –Ordem Diptera Sub-Ordem Prostigmata Famílias: .Sub-Ordem Brachycera Cyclorrhapha 1.CLASSE INSECTA 1.Família Ixodidae .2.Sub-Ordem Anoplura .Família Simulidae .Família Oestridae .Família Tabanidae _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .2.Família Haematopinidae Conceito.Família Pediculidae 1.Família knemidocoptidae .Sub-Ordem Ischnocera .Família Pulicidae 1.Sub-Ordem Nematocera .Família Boopidae .2.2. Morfologia Geral Endamoebidae.Sub-Ordem Gymnocerata .Demodecidae. – Ordem Hemiptera a.Família Argasidae 1.Família Psoroptidae b.Sub-Ordem Integricipta .Família Cuterebridae .Família Trichodectidae .2.Família Cimicidae Sub-Ordem Metastigmata .Família Hippoboscidae .Família Sarcoptidae .14 ______________________________________________________________________________________________ -Família Dermanyssidae -Família Macronyssidae -Família Laelapidae -Família Macrochelidae -Família Varroidae -Família Raillietidae .

Morfologia Geral .Spiruridae.Morfologia de Trematódeos . 1991.Diagnóstico de Hemoparasitos . . Hymenolepidae . Tetrameridae.Calliphoridae. Las Enfermedades Parasitarias de los animales domésticos em la américa latina. 1a edição.Stephanuridae. Editora UFPR.Ascaridae. .Morfologia de Protozoários UNIDADE VI Nematoda . Insetos de Interesse Médico-Veterinário.Conceito.Coleta e conservação de Helmintos .Morfologia de ovos e oocistos UNIDADE V Cestoda . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Ed. Gamasida e Oribatida . Insetos do Brasil – vols. 247 p. Anoplocephalidae.Protostrongylidae. Dicrocoelidae Paramphistomatidae Schistosomatidae Técnicas de exames de fezes . 1a edição 228 p. O. COSTA LIMA. O. Hepatozoidae Babesiidae. 2002. Heterakidae . . Cuterebridae. ENA/UFRRJ. .Rhabditidae.Diptera .Coleta e conservação de Artrópodes .Acari. 2 e 4. Oestridae. Morfologia Geral .Ixodida e Acaridida . CARRERA.Morfologia de Cestódeos . Subuluridae.Conceito.Mallophaga e Anoplura . A 1960. . 1. Strongyloididae .Trichuriidae AULAS PRÁTICAS .Ceratopogonidae.Técnicas de exame de fezes . .Trichostrongylidae. BIBLIOGRAFIA BARRIGA.Culicidae. Editorial Germinal.Dilepididae.Morfologia de Nematódeos .Physalopteridae. Syngamidae. Haemoproteidae.Dipetalonematidae. Sarcophagidae. Theileridae Anaplasmataceae e Rickettsiaceae . Morfologia Geral Fasciolidae. . Santiago do Chile.Acuriidae. Dioctophymatidae. Mastigoamoebidae Trypanosomatidae Eimeridae Sarcocystidae Plasmodidae. .Ancylostomatidae.Identificação de larvas de Trichostrongylidae . . Thelazidae. Gasterophilidae .Taeniidae.Oxyuridae . Ascaropidae.15 ______________________________________________________________________________________________ - Hexamitidae.Brachycera e Muscidae .Davaineidae. M. Simulidae Psychodidae e UNIDADE IV Trematoda Conceito. Filariidae.

344p. 375 p. DUNN. Portuguesa. 851 p. 252 p. 1975. 156 p. E. H.com. DUNCAN. 1977. Editora Nobel. 208 p. 1987. ARMOUR. Parasitologia clínica veterinária. L. Editora Guanabara-Koogan. 2002. W. 856 p. C. Guanabara Koogan..br HARDWOOD. 1983. Arthropods & Protozoa of Domestic Animals. W. JENNINGS. Entomology in Human and Animal Health. 1987. URQUART.ufsm. PESSOA. 1999. Manual de Acarologia Médica e Veterinária 6a edição UFMG.16 ______________________________________________________________________________________________ FLECHTMANN. W. S. Parasitologia GEORGI.R. 1248p.G. Volume 1-4 1a edição Universidade de São Paulo. J.br/parasitologia E-mail laboratório:parasito@w3. 1980. 548 p HOFFMANN. Lea & Febiger 824 p. Segunda edição.ufsm. FREITAS. SLOSS. O. 6aed. Pimenta de Mello & Cia. J. Zooparasitos de Interesse Médico Veterinário. SOULSBY. & JAMES. 3a ed. J. M. Rj. Parasitologia. 2001. E-mail: sgmonteiro@uol. Diagnóstico e Tratamento das Doenças Infecciosas e Parasitárias. Helminths. L. 1979. Elementos de Acarologia. C. 273 p. B. Rio de Janeiro. M. 535 p.. M.. Philadelphia. Saunders. 1978. Diagnóstico de Parasitismo Veterinário. FORATINI. P. REY. Segunda Editora Guanabara koogan. J.M. 1973. Parasitologia Médica – 10a edição Guanabara Koogan. P. FORTES. T. J. Bases da Parasitologia Médica. Parasitologia Veterinária – Editora Sulina 453 p. et al – 1982. F. L. 380 p. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Rio de Janeiro. 1998. Entomologia Médica.br NEVES. PINTO. REY. Homepage: http://w3. Veterinária. F. Parasitologia veterinária. G.. R. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan. 1938. edição. R. Editora Sulina. 60edição. L. M. E. A. Editora Manole.

helmintos).TIPOS DE PARASITOS: 1) OBRIGATÓRIO: Aquele que precisa de um hospedeiro para sobreviver.Termo 4) TEMPORÁRIO: Procura o hospedeiro somente para se vai a outro lugar que não o ideal e fica por acaso.Nematóides: têm uma dependência menor. botam ovos. Ex: helmintos e protozoários. putrefação. restrito à presença de parasitas externos. alimentar. 5) INFESTAÇÃO: É o estado ou condição de ser infestado. Aquele que 4) INFECÇÃO: Invasão de um hospedeiro por organismos (vírus. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ou 2) ENDOPARASITOS: São aqueles que têm contato profundo com tecidos e órgãos dos hospedeiros. A relação parasita . protozoários.CONCEITOS EM PARASITOLOGIA utilizado para endoparasitos (pode ocorrer infecção sem haver manifestação de doença). 3) ACIDENTAL: Acidentalmente entra em contato com o hospedeiro porém não evolui nele. Ex: artrópodes (ácaros e insetos) como berne. bactérias. pois necessitam deles para sua nutrição. Indivíduo que necessita outro ser para ter abrigo. 2) FACULTATIVO: Aquele que pode ou não viver parasitando.: Sarcophagidae (As moscas são atraídas pelo exsudato das lesões. por exemplo: Acantocéfalos e cestóides: têm uma II . eclodem as larvas que se alimentam do tecido necrosado.: pulgas e mosquitos. carrapatos. 1) PARASITO: Origem grega significa ser que se alimenta de outro (hospedeiro). para reproduzir e perpetuar a espécie.Termo utilizado para ectoparasitos.hospedeiro é muito importante. dependência de 100 % do hospedeiro. .17 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO I Conceitos e Classificação ____________________________________________________________________________________ I . Ex.: Dipylidium. alimento. Ex. Ex: Toxoplasma. seja têm fase de vida livre. pulgas. Normalmente essas larvas são encontradas em animais em 3) ECTOPARASITOS: São aqueles que têm contato com a pele dos hospedeiros. pois possuem tubo digestivo e obtêm seu O2 no próprio habitat. Ex.

É aquele que alberga o parasito.ESPECIFICIDADE DOS PARASITOS 1) ESTENOXENOS: 2) INTERMEDIÁRIO (HI): É aquele onde se encontra a forma imatura do parasito. VI AÇÃO DO PARASITO SOBRE O Quando são muito específicos. berne. ele se encontra na fase assexuada. 1) MONOXENO: Infesta ou infecta diretamente seu HD. É quase indispensável. entra no ciclo por acidente. Ex: Plasmodium . Plasmodium). Ex: 1) DEFINITIVO (HD): É aquele onde o parasito é encontrado na sua forma adulta. Fasciola. HOSPEDEIRO desenvolvimento do parasito. . Ex. tendo uma variedade de hospedeiros. pois vai haver um 2) AÇÃO ESPOLIADORA: Seqüestram nutrientes e fluidos do hospedeiro. berne ovipõe na mosca de estábulo e passa de ovo à larva. Ex: carrapato. Em protozoários. formam 4) VETOR: Usado para Artrópodes. bolos de vermes no intestino e o obstruem.18 ______________________________________________________________________________________________ 5) PERMANENTE: Permanece no hospedeiro em todas suas fases. Podem ser: . sem necessitar de HI.Biológico: É como um HI. 1) AÇÃO MECÂNICA: A) Obstrução: como a de Ascaris. miíase. Aquele que parasita por tempo determinado. III . Ex: o ácaro Macrocheles usa o besouro para se transportar.Mecânico: Mero transportador. V .TIPO DE CICLO DO PARASITO 6) PERIÓDICO: Apenas em uma determinada fase de sua vida é parasito. que conforme vai crescendo vai comprimindo os orgãos. IV . 3) PARATÊNICO: Hospedeiro de transporte. Ex: Anopheles (HI do 2) EURIXENOS: Quando são pouco específicos.: sarnas. Ex: Toxoplasma . Ex: a mosca do _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Ciclo de Dipylidium.TIPOS DE HOSPEDEIROS 2) HETEROXENO: Quando existe um ou mais HIs ou HDs . ele se encontra na fase sexuada. Ex: Haemonchus. Ex: Heterakis (no ciclo do Histomonas). B) Compressão: como a do cisto hidático. Em protozoários. só aceitam aquele hospedeiro. Ex: Haemonchus.

constitui uma espécie. até em indivíduos da mesma geração. Ex: Strongyloides papillosus.PERÍODOS DE PARASITISMO ESPÉCIE . Pode desaparecer ao modificar o meio em que vivem. próprios. CLASSIFICAÇÃO ARTIFICIAL: Apoia-se em caracteres de certos órgãos estudados pelo especialista e por ele escolhidos 4) AÇÃO DE TRANSMISSÃO: Transmitem agentes patogênicos. é a fase de reprodução sexuada. SUB-ESPÉCIE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Desta forma procura-se esclarecer a história da evolução destes seres. Ex: Carrapato transmitindo Babesia. tendo traços comuns a todos eles e que são denominados de caracteres específicos. A espécie distingue-se pelos seus caracteres 2) PERÍODO PATENTE (PP): Da fase adulta até a fase de fim da vida dos parasitos ou fim da infecção. CLASSIFICAÇÃO NATURAL: Apoia-se em dados filogenéticos (estuda a evolução de um grupo ou espécie de plantas ou animais. Este grupo ou grupos recebem o nome de variedade ou raça. DIVISÕES: arbitrariamente. São tão semelhantes entre si como os descendentes de um só indivíduo. dando origem assim a novos indivíduos igualmente semelhantes. há grande CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS semelhança entre eles. ontogênicos (estudo desde da o origem nascimento e até VARIEDADE E RAÇA: Na mesma espécie podem ocorrer um ou mais grupos com uma ou várias pequenas diferenças da forma específica típica. Cada grupo de indivíduos representante da unidade zoológica -NECESSIDADE: Distribuição dos seres em grupos formados segundo as afinidades mais ou menos íntimas e que pareçam evidentes para o especialista. e que se perpetuam na geração. VII . porém podem possuir certo número de caracteres comuns com outros organismos que lhes são vizinhos. Em protozoários. Descendência comum: Graus de variação quase que imperceptíveis. desenvolvimento adulto) e biogeografia procurando evidenciar as diferenças e as relações de parentesco entre os pontos extremos da árvore genealógica dos seres vivos e que representam as espécies atuais conhecidas.é a reunião de indivíduos que possuem características semelhantes e que ao 1) PERÍODO PRÉ-PATENTE (PPP): Do momento da infecção até a maturidade sexual. reproduzirem-se transmitem a sua descendência esses mesmos caracteres. estudo da evolução das espécies).19 ______________________________________________________________________________________________ 3) AÇÃO INFLAMATÓRIA/ IRRITANTE: Penetração ativa de larvas na pele.

As diversas ORDENS do mesmo modo podem reunir-se formando uma CLASSE. ORDEM – sub-ordem – super-família – FAMÍLIA – sub-família – Tribu. apresentam (em comum com outros gêneros) certo número de caracteres também semelhantes. além dos caracteres que lhes são peculiares. Grupos de espécies consideradas próximas entre si pela comunidade de certos caracteres denominados genéricos. Duas palavras (binominal): . A validade dos caracteres genéricos apoiados em poucos REGRAS INTERNACIONAIS DE NOMENCLATURA ZOOLÓGICA necessidade. designação científica animais uniformizando-a. caracteres podem carecer de base. GÊNERO – sub-gênero – ESPÉCIE – subespécie – variedade. Conjunto de gêneros que mantêm entre si grandes afinidades. sua reunião vai se constituir numa ORDEM. Muitos gêneros. pois a descoberta de grupos intermediários de Código que visa impedir confusões dos na espécies nas quais estes aspectos apresentam grande gama de variação. CLASSE – sub-classe. Ex: Felis catus domesticus. Ex: Necator (gênero). Ordem – Conjunto de Famílias. variedade. podemos Ter: FILO – subfilo. Uma só palavra (uninominal): O nome de um grupo superior à espécie. Nematoda Strongyloidea (Classe). em diversos casos. Classe – Conjunto de Ordens. Grupo de indivíduos que apresenta dentro da espécie alguma característica particular que se transmite por herança. recebendo cada grupo o nome de gênero (genus).20 ______________________________________________________________________________________________ Formas intermediárias entre espécie e Ramo ou Filo – Conjunto de Classes. e a reunião desses grupos todos constituem um conjunto mais vasto que se denomina FAMÍLIA. levam o especialista a agrupar vários gêneros sob uma designação única. antepondo-se prefixos sub ou super conforme o grupamento situar-se respectivamente abaixo ou acima de um certo grupo. Desta forma. No caso da existência de famílias também com certo número de características comuns com outras famílias. (superfamília). Nomenclatura Zoológica é o sistema de nomes GRUPOS SUPERIORES AO GÊNERO: Família – Terminam sempre em idae. Ancylostomidae (família). de fazermos grupamentos intermediários entre os diversos grupos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro científicos aplicados aos animais vivos ou fósseis. oferecendo certo número de traços comuns. A nomenclatura zoológica é independente de outros sistemas. Tem como ponto de partida a classificação de Linnaeus 1758. Os diversos ramos ou filos pertencem ao Reino animal ou ao Reino vegetal. TERMOS INTERMEDIÁRIOS: Há GÊNERO: A reunião de espécies chama-se de GÊNERO.

Ex: Necator americanus. Ex: Strongyloidea -Tribo deve terminar em ini. Babesia caballi. Três palavras (trinominal): O nome de subespécie. Ancylostoma caninum. entre o nome genérico e o nome específico. A nomenclatura deve ser em latim ou latinizada. -O nome de uma sub-família é formado acrescentando-se inae. Ex: Anophelini _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Trypanosoma vivax vienes. Um nome específico dedicado a uma mulher deve terminar em ae e se for para homem em i. Oesophagostomum (Bovicola) radiatum. Ex: Culicinae -O nome de família é formado acrescentando-se idae. Ex: cuvieri – ruthae. Ex: Hymenolepis nana fraterna. Ex: Heterakis (Heterakis) gallinarum. Ex: Eimeriidae -O nome de uma superfamília deve ter a terminação oidea. se for uma combinação arbitrária de letras deve ser formado de modo a ser tratado como palavra latina. O nome específico (espécie) deve ser sempre escrito em letra minúscula. O nome genérico (gênero) deve ser empregado como substantivo no nominativo singular e sempre escrito com a primeira letra maiúscula.21 ______________________________________________________________________________________________ O nome de espécie. Parênteses: O nome de um subgênero é escrito dentro de parênteses. Ex: Oxyuris equi.

.Exoesqueleto endurecido (quitina). Corpo lanceolado mandíbulas.Tubo digestivo completo.Cabeça. brânquias e/ou CLASSES DE IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRI A: Classes Exemplos Regiões do corpo Peças bucais N de Antenas Pares de patas Ciclo evolutivo o ARACHNIDA Aranha. . Piolho.Fecundação interna. .Fazem mudas.Apêndices articulados. carrapato e sarna. .Respiração pulmões. Dois pares de ganchos Áceros Ápodes Indireto _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . . abdômen Quelíceras. metâmeros) e articulado exteriormente. tórax. CARACTERÍSTICAS: . mosquito.Simetria bilateral. PENTASTOMIDA mosca.22 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO II Artrópodes ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA (ARTHRON= ARTICULAÇÃO.Corpo . diferenciados (insetos) ou fusionados (ácaros). . E PODOS=PÉS) . . . contém hemócitos e circula entre os órgãos). abdômen Labro. Linguatul ídeos.Reprodução sexuada. Cefalotórax. exceto acarinos INSECTA escorpião.Sistema circulatório aberto (a hemolinfa não está contida em vasos. Cabeça. Díceros 3 pares patas indireto maxilas e lábio pulga. palpos Áceros 4 pares patas Direto. é transparente. .Presença de órgãos de sentido como antenas. por traquéias. pêlos sensitivos. geralmente tórax e segmentado abdômen (somitos.

Ornythonissus LaelapidaeVarroidae- Argas Argasidae. com 3 pares de patas) Cheyletidae .Demodex Sarcoptidae Myobiidae- Notoedr es Sarcoptes Oribatuloidea Myobia Knemidocoptidae.Ornithodorus Otobius Demodecidae.Trombicula (só a larva é parasita.Knemidocoptes Psoroptidae- Laelaps Ixodidae.Macrocheles Railletidae- Anocentor Railletia MyocoptidaeAnalgidaeAcaridae - Myocoptes Megninia Ácaros da poeira __________________________________________ ___________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Cheyletiella Psoroptes Otodectes Chorioptes Macrochelidae .Rhipicephalus Varroa Boophilus Amblyomma Trombiculidae.______________________________________________________________________________________________ 23 CLASSE ARACHNIDA Ordem Acarina (Acari) MESOSTIGMATA (sem dentes no hipostômio) METASTIGMATA (Estigma entre o 3 e 4 par de patas ou atrás do 4 par de patas e hipostômio com dentes recurrentes) o o o PROSTIGMATA (estigma situado anteriormente) ASTIGMATA (sem estigma respiratório) ORIBATIDA Cryptostigmata (respiração cutânea) Dermanyssidae -Dermanyssus Macronyssidae.

.Escudos truncados posteriormente.Um par de estigmas respiratórios ao nível da coxa II e III abrindo-se em peritremas alongados. aves e mamíferos. Dermanyssus sp.espiráculo) hospedeiro. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Podem ser vetores de agentes patogênicos.Podem ser de vida livre ou parasitas internos (vias respiratórias) ou externos de répteis. . Quando no que terminam em quelas SUBORDEM MESOSTIGMATA (Gamasida) (meso .Cefalotórax e abdômen fusionados. .Todas as patas com garras e carúnculas. . .Quelíceras modificadas e palpos curtos.Ninfas e adultos com quatro pares de patas.Passa a maior parte do tempo fora do hospedeiro. preferem a região da cloaca.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE I Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA GÊNERO: Dermanyssus ESPÉCIE: Dermanyssus gallinae ORDEM ACARI (ACARINA) CARACTERÍSTICAS: . . .Escudo dorsal redondo. CICLO: FAMÍLIA DERMANYSSIDAE Figura 1. .Chamado vulgarmente de piolhinho.Corpo coberto por placas dorsais e ventrais. Visão dorsal do ácaro das aves. .Hipostômio desprovido de dentes recurrentes. em frestas e gaiolas.Larvas com três pares de patas. .Quelíceras (bifurcação). .Respiração cutânea ou traqueal.protoninfa . CARACTERÍSTICAS: . CARACTERÍSTICAS: .deutoninfa adultos HOSPEDEIROS: Parasita de galinhas e outras aves (principalmente canários). stigmata . . . provocar reações cutâneas e alguns podem causar anemia.24 Ácaros . . ácaro vermelho das aves). .Ciclo: ovo .Especificidade baixa e ciclo rápido (45 dias).mediano.Presença de escudo dorsal.larva . . .Ácaros de pequeno porte.

Geralmente passa todo o ciclo sobre a ave. perda de peso.Podem ser vetores de agentes patogênicos (vírus.Aplicação de acaricidas nas paredes e pisos das instalações.Especificidade baixa e ciclo rápido.Localização preferida é na cloaca que fica com aparência de suja (escura). . montado em lâmina A fêmea desse ácaro inicia a postura 12 a 24 horas após se alimentar de sangue no FAMÍLIA MACRONYSSIDAE GÊNERO Ornithonyssus ESPÉCIES: Ornithonyssus bursa.25 Ácaros . . Adultos podem sobreviver até 4 a 5 meses no ambiente sem alimentação. anemia. Ornithonyssus sylviarum hospedeiro. . . . . Dermanyssus sp.Higiene e isolamento das aves parasitadas. .Aquisição de aves livres de ácaros. . De dia são encontrados galinheiros. O hábito alimentar é noturno.Quelíceras finas e longas. gaiolas. Ovos são depositados em fendas ou detritos acumulados no galinheiro. ninhos das galinhas ou de outras aves. mas em grandes infestações é encontrado em todo o corpo da ave.Limpeza dos galinheiros. As fêmeas fazem várias posturas sucessivas.Pode atacar o homem causando dermatites. . 24 a 48 horas passam a deutoninfa (estas se alimentam) e em mais 24 a 48 horas passam a adultos. patos) e silvestres (pombos.Provoca diminuição da postura.Fora do hospedeiro pode sobreviver até dois meses sem alimentação.Escudo dorsal pontiagudo. . bactérias). nos ninhos e frestas dos HOSPEDEIROS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: . sendo cada postura precedida de uma alimentação de sangue. 48 a 72 horas após a postura há a CARACTERÍSTICAS: . Figura 2.Hematófago. eclosão das larvas (estas não se alimentam) e em 24 a 48 horas passam a protoninfa. irritação.Remoção dos ninhos das aves. influencia no ESPÉCIE: Ornithonyssus bacoti Galinhas e outras aves domésticas (perus. pardais).CONTROLE: .A anemia pode levar a morte dos animais. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . O ciclo todo pode ser completado em 7 dias. . .Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ desenvolvimento das aves jovens. . .

. Figura 4. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Mesmo do gênero Dermanyssus. .26 Ácaros . FAMÍLIA LAELAPIDAE GÊNERO Laelaps ESPÉCIES: Laelaps nuttalli. .Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ animais devem ser tratados com acaricidas. Echinolaelaps echidninus CICLO: As fêmeas fazem a postura sobre o hospedeiro ou nos ninhos. sendo grande o número de ovos nas plumas das aves . CICLO: São ovovivíparos. Ornithonyssus adulto.em 3 a 8 dias passa a deutoninfa . HOSPEDEIROS: Ratos Figura 3.e CONTROLE: Mesmo do gênero Dermanyssus.em 17 horas passam a protoninfas que se alimentam mais 1 a 2 dias passam a deutoninfas .em 3 a 8 dias passam a protoninfa . Habitam os ninhos dos ratos. .Placa dorsal não é dividida e cobre quase todo o dorso. CARACTERÍSTICAS: .As larvas eclodem em cerca de três dias (não se alimentam) . porém os em mais 5 a 6 dias a adultos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Presença de cerdas no corpo. Ciclo pode ser completado em 7 dias. pois podem entrar em laboratórios. podendo parasitar ratos brancos e camundongos.Parasita de ratos silvestres.mais 1 a 2 dias à adultos. Ácaro Laelaps sp. A fêmea dá nascimento a larvas que não se alimentam após 10 a 12 horas da fecundação .Placa genito-ventral ou placa epiginial em forma de gota e escavada posteriormente.O 1o par de patas é em forma de S e projetase anteriormente.

O Echinolaelaps pode provocar dermatite no homem.Parasita outros artrópodes. O Echinolaelaps serve de hospedeiro definitivo de um protozoário (Hepatozoon muris) que se aloja no fígado dos ratos. . Figura 6.Placa dorsal única. Os ácaros adquirem o protozoário ao CICLO: As fêmeas deste ácaro utilizam-se das moscas e outros insetos para dispersão e efetuam a postura nos locais de criação de mosca (fezes). O rato ao ingerir o ácaro adquire a infecção. CONTROLE: Limpeza das gaiolas. acaricidas.Alimentam-se nematóides. . Em 6 a 11 horas mudam para protoninfas. .Escudo ventral e genital separados. .Primeiro par de patas mais fino. . As larvas eclodem em 6 a 10 horas apresentam 3 pares de patas e não se alimentam. mais longo e sem carúnculas e garras que os demais. vapor. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . em 13 a 24 horas para deutoninfas e levam quase 24 horas da fase de deutoninfa à adultos.27 Ácaros . Ácaro Macrocheles sp. . FAMÍLIA MACROCHELIDAE GÊNERO Macrocheles ESPÉCIE Macrocheles muscaedomesticae CARACTERÍSTICAS: . parasitarem ratos infestados.Encontra-se em fezes de ruminantes.Quelíceras queladas fortemente.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ HOSPEDEIROS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Tem importância em animais de laboratório. Aplicação de acaricida nos ratos. eqüinos e aves de postura. pois os insetos carregam agentes patogênicos (bactérias). Moscas (principalmente Musca domestica) e outros insetos. de larvas de moscas e Figura 5. esterilizá-las com calor. Ácaro Macrocheles parasitando Musca domestica.Funciona como controle biológico dos outros.

. . CONTROLE: .É problemático em insetos criados em promovendo um controle laboratório. já que estas podem estar dispersando os ácaros. CONTROLE BIOLÓGICO: É complicado por requerer ambiente úmido. porém não fluído e não se alimentam de larvas de 2o e 3o ínstar.Os adultos são predadores dos ovos e larvas de 1 o . IMPORTÂNCIA: . As fêmeas podem ficar ovipositando por até 24 dias e cada uma coloca um total de 90 ovos. enquanto que as ninfas alimentam-se mais comumente de nematóides biológico. Enquanto a mosca completa 1 geração o ácaro completa 3 gerações.Corpo mais largo do que longo. não são muito longevos (a fêmea vive em média três semanas).28 Ácaros . ínstar de moscas. Visão ventral (acima) e dorsal de Varroa jacobsoni. Alguns estudos relatam a _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . HOSPEDEIROS: FAMÍLIA VARROIDAE Abelhas. GÊNERO Varroa ESPÉCIE Varroa jacobsoni CICLO: Pouco conhecido. consomem em média dez presas por dia.A larva da abelha morre ou tem disfunção de alguma estrutura devido à alimentação do ácaro com hemolinfa.Por ser um problema em laboratórios. CARACTERÍSTICAS: . recomenda-se o uso de telas nas janelas e portas para impedir o acesso de moscas. .Escudos quitinizados desenvolvidos (ex: escudo e bastante ou metapodal metapodossomal). Figura 7.Pulverizar as fezes para controlar as larvas (não é ideal porque mata também os predadores e passada a ação do inseticida há uma superpopulação de larvas) e pulverizar o ambiente (instalações). .Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ O ciclo é completado em 2 a 3 dias.Patas bem desenvolvidas com ventosas.

as proto e deutoninfas no meio ambiente. Raillietia caprae. no Brasil com os cruzamentos das espécies melíferas. Os principalmente em regiões frias pelo estresse. machos e larvas localizam-se no _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . EUA). levando a dispersão do ácaro. e a presença do ácaro no ouvido é comum nos animais (20-40 ácaros por ouvido). pois estes têm livre acesso a outras colméias.búfalos e bovinos Raillietia auris .Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ preferência desse ácaro por zangões.Parasita o conduto auditivo externo. estas adquirem maior resistência a esse ácaro.bovinos Raillietia caprae . o ácaro parasita principalmente larvas e pupas. HOSPEDEIROS: Raillietia flecthmanni . Quando os insetos adultos são parasitados eles tem diminuição na sua zebuínos são mais sensíveis a esse ácaro do que o gado europeu. GÊNERO Raillietia CARACTERÍSTICAS: .Presença de placa anal.caprinos (principal) e ovinos CICLO: As fêmeas. ouvido externo do animal. ESPÉCIES Raillietia flecthmanni. animal ao fixar-se (o pedicelo possui garras) o que leva a uma otite bacteriana subclínica (facilita a penetração das bactérias).Escudo dorsal sem forma. Esse ácaro provoca escarificação da pele do IMPORTÂNCIA: Ocorrem grandes prejuízos em apiários. . As fêmeas dão nascimento as larvas (ovovivíparas) que não se alimentam. CONTROLE: Limpeza e aplicação de acaricida no conduto FAMÍLIA RAILLIETIDAE auditivo. . Raillietia auris. o que causa má formação dos insetos ou morte. pois a presença do ácaro pode levar a otite. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Tem importância apenas como porta de entrada para bactérias e conseqüentemente otites bacterianas. produção e no caso de zangões há o perigo do ácaro alastrar-se para outras colméias Os prejuízos maiores são em colméias puras onde os insetos são mais sensíveis (Europa.29 Ácaros .

O desenvolvimento do ovo até adulto depende CARACTERÍSTICAS: . . provocarem reações cutâneas e causarem anemia. . . .Quelíceras modificadas e palpos curtos.Corpo coberto por placas dorsais e ventrais. . SUBORDEM METASTIGMATA (carrapatos) (meta . stigmata .Respiração cutânea ou traqueal.Podem ser vetores de agentes patogênicos.Ninfas e adultos com quatro pares de patas. esféricos e pequenos. ninfa e larva.Ciclo: ovo . . Figura 8. . onde Escudo põem grande quantidade de ovos. . As baixas temperaturas prolongam os estádios de desenvolvimento. Terminada a oviposição as fêmeas morrem.Ácaros de pequeno porte. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro muito das condições de temperatura. Teleógina de carrapato. Figura 9.Fêmeas com área porosa na base do capítulo.ninfa – adultos.espiráculo) . .atrás.Dimorfismo sexual nítido.larva .30 Carrapatos . . O período de ovipostura é de vários dias. . Os ovos são castanhos.Possuem um par de estigmas respiratórios ao nível da coxa IV abrindo-se em peritremas curtos. CICLO GERAL DOS IXODÍDEOS: As fêmeas após se destacarem dos hospedeiros procuram um abrigo próximo ao solo.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ PARTE II Carrapatos ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA ORDEM ACARI (ACARINA) CARACTERÍSTICAS: .Larvas com três pares de patas.Hipostômio com dentes recurrentes. FAMÍLIA IXODIDAE .Cefalotórax e abdômen fusionados. Escudo incompleto na fêmea e completo no macho de Ixodidae.Carrapatos com escudo dorsal cobrindo toda a face dorsal no macho e somente 1/3 face dorsal da fêmea.

Figura 11.31 Carrapatos . Após sugar o sangue dos hospedeiros durante CLASSIFICAÇÃO DO CICLO DE ACORDO COM O NÚMERO DE HOSPEDEIROS: 1. Esta que é octópoda espera alguns dias para o enrijecimento da cutícula. ninfa octópoda e adulto. Figura 10. iniciam a ovipostura. A cópula usualmente ocorre sobre o hospedeiro. Larvas eclodidas sobem pelas gramíneas e arbustos e esperam a passagem do hospedeiro para os quais se transferem. passam pelos estádios de larva hexápoda. As fêmeas repletas de sangue se desprendem do hospedeiro e no solo após um período de descanso. ingurgita-se de sangue e muda novamente de cutícula para se transformar em adultos (macho ou fêmea). Ciclo de Boophilus microplus.Carrapato de um só hospedeiro – É quando todos os três estádios (larva. Durante o desenvolvimento os ixodídeos Os machos permanecem mais tempo no hospedeiro. Postura de Ixodidae. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ alguns dias. ninfa e adulto) se alimentam no mesmo hospedeiro.Monoxeno . a larva sofre muda da cutícula e se transforma em ninfa.

Ninfa muda para macho ou fêmea 5. 3.Ninfa se alimenta. todas as mudas são feitas fora do hospedeiro. adulto procura um segundo Para cada estádio há um hospedeiro. onde também é realizada a primeira ecdise.Dioxeno – Carrapato de dois hospedeiros – Os estádios de larva e ninfa são no mesmo hospedeiro. Figura 13.Larva muda para ninfa no solo.Machos e fêmeas copulam e se alimentam no animal.Trioxeno – Carrapato de três hospedeiros – 2. A segunda ecdise se realiza no solo e o ixodídeo hospedeiro. 2.Fêmea vai ao solo fazer postura.Larvas se alimentam no animal e ingurgitam. 4. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Amblyomma (Trioxeno) 1. Ciclo de um carrapato trioxeno.32 Carrapatos . Figura 12.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ onde também realizam as mudas. ingurgita e deixa o animal. 6. 3. Ciclo de um carrapato monoxeno.

escudo usualmente sem ornamentação. Coxa I com dois Boophilus espinhos curtos em ambos os sexos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Olhos ausentes Olhos presentes 3. Macho de Rhipicephalus sanguineus. sulco anal posterior ao ânus.33 Carrapatos . . Machos. com 4 placas adanais bem desenvolvidas OBS: Larvas – Possuem 3 pares de patas e escudo incompleto.Possuem 4 pares de patas.Festões ausentes e sulco anal anterior ao ânus 2 4 3 4 Ixodes Festões presentes.Com 11 festões e olhos presentes Com 7 festões e olhos presentes 5 6 Amblyomma Anocentor Festões presentes somente nos machos. GÊNERO: Rhipicephalus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Escudo sem ornamentação Escudo com ornamentação 2. escudo completo e aparelho genital. Base do capítulo hexagonal Placas adanais Figura 14.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ Chave para identificação dos gêneros da família Ixodidae encontrados no Brasil 1.Base do gnatossoma geralmente hexagonal. segundo artículo dos palpos angular Haemaphysalis lateralmente 4. Ninfa de Rhipicephalus sanguineus.Sulco pós-anal ausente nas fêmeas e pouco evidente nos machos. Ninfas – Possuem 4 pares de patas e escudo incompleto. coxa I Rhipicephalus com 2 espinhos longos. Figura 15.Palpos e rostro curtos.Festões presentes Festões ausentes 5. Fêmeas – Possuem 4 pares de patas e aparelho genital. com 4 placas adanais ventrais (2 pouco desenvolvidas) 6.

34 Carrapatos . Cão parasitado por Rhipicephalus sanguineus. PARÂMETROS BIOLÓGICOS PERÍODO Pré. transmissão pode ser transovariana ou transestadial. Figura 16. coxa I bífida.postura Incubação Sucção da larva Muda da larva Sucção da ninfa Muda da ninfa Sucção da fêmea DIAS 3 17-60 2-7 5-23 4-9 11-73 6-30 SOBREVIVÊNCIA As larvas não alimentadas podem sobreviver até oito meses e meio.Machos com um par de placas adanais desenvolvidas e um par rudimentar. olhos e festões presentes. . pode também transmitir vírus e _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ . As ninfas seis meses. a IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Este carrapato é comum em cães. porém é mais freqüente nos membros anteriores e nas orelhas. CICLO: É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo (trioxeno). ESPÉCIE: Rhipicephalus sanguineus HOSPEDEIROS: . As fêmeas põem de 2000 a 3000 ovos em toda sua vida. O carrapato pode atacar qualquer região do corpo.Escudo sem ornamentação.Parasita de cães. Adultos até 19 meses.Peritremas em forma de vírgula acentuados no macho e pouco acentuados na fêmea. mas pode parasitar também gato e carnívoros silvestres. Altas infestações provocam desde leves irritações até anemia por ação espoliadora. . pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. É considerado o principal transmissor da babesiose canina.

Peritremas arredondados ou ovais. .35 Carrapatos . rugosos lateral e dorsalmente.(B. prolongamento caudal. teto e piso das instalações. CONTROLE: -Aplicação de banhos carrapaticidas nos cães. .Olhos presentes. repetindo-se o tratamento duas ou três vezes com intervalos de 14 dias. . As Figura 17. -Limpeza dos canis. . Pode atacar o homem causando dermatites. GÊNERO Rhipicephalus Boophilus ou .Rostro e palpos curtos. Macho de Boophilus microplus. . -Higiene e isolamento dos cães. Gnatossoma de Rhipicephalus (Boophilus) microplus fêmeas e ingurgitadas prestes a (denominadas darem início a teleóginas) ovoposição desprendem-se naturalmente do hospedeiro e no solo procuram um lugar CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . achatados. ESPÉCIE microplus Rhipicephalus (Boophilus) HOSPEDEIROS: Bovídeos.Escudo sem ornamentação. CICLO: O R. A oviposição pode durar vários dias. As teleóginas realizam a postura de 3000 a 4000 ovos que permanecem aglutinados. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . passando então a se chamar Rhipicephalus (Boophilus) microplus.Machos com dois pares de placas adanais desenvolvidas e geralmente com Atualmente. pode ser encontrado em outros hospedeiros domésticos e silvestres. após sequenciamento genético o gênero Boophilus passou a ser subgênero de Rhipicephalus. Figura 18. Terminada a ovoposição a fêmea morre.) microplus é um carrapato de um só hospedeiro (monoxeno). apropriado para a ovipostura.Base do gnatossoma hexagonal.Festões ausentes.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ bactérias. -Aplicação de acaricidas nas paredes.

d)Tratamento carrapaticida das pastagens com Não compensa. porém pouco eficaz. Utilizado para propriedades com grande número de animais. 3. -Pode transmitir também viroses e bactérias.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ A duração do ciclo não parasitário varia muito dependendo das condições climáticas. Não se tem notícia disso no Brasil. b)Aspersão ou spray CONTROLE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Inoculação de toxinas -Durante a sucção eles injetam substâncias tóxicas prejudiciais a saúde dos bovinos. com irritação local e perda de sangue -A picada do carrapato provoca irritação e predispõe o animal a ataques de moscas – miíases. -Desvio de energia: Há um enorme esforço do animal para compensar os danos causados pelo carrapato o que representa um desvio de energia que seria convertida para produção. -Desvalorização dos couros e diminuição na produção das vacas leiteiras. pois o custo das instalações e gasto com produtos químicos é alto. de arbustos (abrigos naturais das larvas) contribui para diminuição da infestação dos rebanhos. -Cada fêmea suga em toda a sua vida 1. carrapato. com corte de pastos.36 Carrapatos . -A pele irritada serve de via de acesso para infecções secundárias. b)Rotação das pastagens Consiste na mudança dos rebanhos para novas pastagens em épocas estratégicas. c)Queima das pastagens É um método bastante utilizado no Brasil. sendo 27 0 *NAS PASTAGENS: a)Limpeza das pastagens Mudança de vegetação através de drenagem. calagem e gradagem do solo diminui C e 80% umidade as condições ideais para o desenvolvimento do ciclo. *CONTROLE NO HOSPEDEIRO a)Banho de Imersão É o método preferido há vários anos. de acordo com a biologia do carrapato. -As picadas podem produzir uma paralisia que se inicia nos membros anteriores e em poucos dias atinge todos os órgãos. A pastagem deve permanecer em descanso por determinado tempo até que as larvas morram por falta de alimentação.5 ml de sangue. é uma operação difícil e onerosa. consideravelmente a quantidade de larvas na pastagem. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: 1Dano direto causado pela picada do A limpeza. o que provoca anemia e perda na produtividade de carne e leite. 2.Transmissão de doenças -Transmite a Babesia e o Anaplasma agentes causadores da tristeza parasitária bovina. pois algumas larvas não morrem porque penetram no solo ou nas partes mais profundas da vegetação.

Olhos e festões presentes. .Pode parasitar o homem. .Parasita a maioria dos animais domésticos e alguns silvestres. revolvendo o sedimento antes de banhar o gado. . Deve-se seguir a risca as instruções dos fabricantes dos carrapaticidas. Peritrema de Amblyomma. Figura 19.Base do gnatossoma de formas variadas.Palpos e hipostômio longos.Verificar o nível da suspensão ou emulsão no tanque carrapaticida. CICLO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Banhar os animais descansados e sem sede. amostras do banho para medir concentração do medicamento. . GÊNERO Amblyomma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . e Figura 20.Evitar banhar os animais em dias de chuva. . utilizado em pequenas propriedades.37 Carrapatos . não deixar que entrem em açudes após o banho. Os resultados dependem muito da habilidade e do cuidado do operador. É mais seguro que o de imersão para animais novos e vacas gestantes.Placas adanais ausentes no macho.Evitar exposição dos animais ao sol quente. RECOMENDAÇÕES BANHOS: NA APLICAÇÃO DOS . O jato de deve molhar o animal no sentido oposto a implantação do pelos.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ É econômico e prático. ajustando o volume com adição de água ou de carrapaticida. ESPÉCIE Amblyomma cajennense HOSPEDEIROS: . . .Enviar ao laboratório se preciso.Fazer a recarga do banheiro de acordo com as instruções do fabricante.Banhar os animais nas horas mais frescas do dia. . . .Homogeneizar a emulsão ou suspensão. . . .Geralmente ornamentado. Carrapato Amblyomma sp.Peritremas em forma de vírgula ou triangular.

As fêmeas põem em média 3000 ovos no solo.Peritremas circulares (parece um dial de telefone). Fêmea de A. Favorece miíases. . A sua picada pode originar ferimentos na pele com até perda da orelha.Sem placas adanais. auricular.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo (trioxeno). rickettsi causadora da febre CICLO: Monoxeno. Peritrema de Anocentor nitens anterior nas larvas. nitens FAMÍLIA ARGASIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Coxas IV muito maiores que as demais.Não possuem escudo. GÊNERO Anocentor . As larvas podem resistir até 71 dias sem se alimentar quando as condições são favoráveis. ESPÉCIE Anocentor nitens CONTROLE: Mesmo do Rhipicephalus. Figura 22. como Borrelia. HOSPEDEIROS: Eqüídeos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . IMPORTÂNCIA: Pode transmitir vários agentes patogênicos como Babesia. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . A sua picada pode originar ferimentos na pele de cura demorada.Com sete festões. pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. . . agente da doença de Lyme e Rickettsia maculosa.Gnatossoma ventral nos adultos e nas ninfas e Figura 21.38 Carrapatos . A fêmea põe de 6000 a 8000 ovos em toda sua vida. LOCALIZAÇÃO: Principalmente no pavilhão IMPORTÂNCIA: Pode transmitir vários agentes patogênicos. .Escudo sem ornamentação.Rostro e palpos relativamente curtos. .

Carrapato Argas sp. . GÊNERO Argas CARACTERÍSTICAS MORFOLOGICAS: . pombo e outras aves.Fêmeas sem áreas porosas na base do capítulo. − HOSPEDEIROS: Galinha.Dimorfismo sexual pouco acentuado. .39 Carrapatos . peru. .Face dorsal separada da ventral por um bordo lateral nítido. fixando-se CICLO: geralmente na pele do peito e sob as asas onde _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ . − À noite saem dos esconderijos e sobem nas aves para sucção que dura em média 30 minutos. − Figura 23. . .Aparelho bucal na face ventral.Palpos livres.Tegumento coriáceo. − Após a alimentação as ninfas e adultos voltam para os esconderijos e as fêmeas se preparam para postura. . sob cascas de árvores. − Cada sucção corresponde a uma postura de 120 a 180 ovos. . Figura 24. Face dorsal e ventral de Argas sp.Orifício genital entre as coxas I e II.Peritrema entre o 3 e 4 par de coxas. Ornithodorus e Otobius. − Durante o dia os adultos permanecem escondidos em buracos e frestas. A fêmea põe ao todo uns 600 ovos..Achatado dorso-ventralmente. Carrapato comum em galinheiros. rugoso e granuloso. lugares protegidos da luz. O período de incubação dos ovos é de três dependendo da temperatura e semanas umidade. GÊNEROS DE IMPORTÂNCIA: Argas. − A larva hexápoda ataca as aves.

Muito parecido com o anterior. esconderijo − − − − − onde cutícula IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: -Tem importância pela sua ação espoliadora levando à anemia e mortalidade de aves. 4.Larvas caem e fazem ecdise. 10.Ninfas 1 fixam-se na ave e ingurgitam. Ciclo do carrapato de aves Argas. -Os carrapatos irritam as aves. macho e fêmea.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ − suga durante 5 a 10 dias. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . 9. 2.Adultos ingurgitam sobre a ave.Ninfas 1 caem e fazem ecdise para Ninfas 2 8. Esta procura o hospedeiro e alimenta-se por 30 a 60 min.Adultos sobem na ave e alimentam-se. 5. Figura 25. . -Hipostômio bem desenvolvido nos adultos. HOSPEDEIROS: Homem e animais domésticos. 1.Larvas ingurgitam.Ninfas 2 sobem na ave e ingurgitam. ao redor de árvores.40 Carrapatos . Ciclo biológico em condições favoráveis de temperatura e umidade se completa em 2 meses. e as fêmeas só realizam postura após o repasto sangüíneo. − Depois de ingurgitada muda ela a volta ao Os adultos copulam fora do hospedeiro.No solo as N2 passam a adultos. Após a muda aparecem os adultos. Esta também procura o hospedeiro se alimenta e muda. CICLO: Vivem em solo arenoso. -Serve como transmissor de microorganismos (Borreliose). larvas a qualquer hora do dia principalmente embaixo das asas. depois disso ela retorna ao esconderijo. GÊNERO Ornithodorus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Argasidae sem limitação das faces dorsal e ventral. -Há desenvolvimento retardado das aves novas. 6. 7. Regressa ao abrigo e muda para N2. principalmente as jovens.Larvas fixam-se na ave. DIAGNÓSTICO: Procurar os ácaros à noite.Há lesões hemorrágicas na pele.Formato de corpo retangular. estas bicam a pele e conseqüentemente há diminuição da postura. só mudam os hospedeiros e passam por duas ou mais fases de ninfa antes de chegarem a adultos. em áreas sombreadas. .Fêmea cai e faz postura dos ovos. transformando-se na N1 (ninfa 1 ou protoninfa). nos esconderijos. 3.

aplicação de – deixam o hospedeiro e vão para lugares altos e secos onde se transformam em adultos.As larvas eclodem.Eqüinos. Figura 26. vão até o hospedeiro (orelha) em 5 a 15 dias passam a ninfa1 – ninfa2 – podem ficar até seis meses na orelha CONTROLE: Destruição acaricidas. . . estádio adulto. . .Todas as mudas são realizadas no hospedeiro. -São hematófagos e provocam grande irritação.Caninos. .Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIROS: .Vive nos estádios larvais e ninfais nas orelhas de eqüídeos.Argasidae com tegumento granuloso no DIAGNÓSTICO: Otoscopia para visualizar larvas e ninfas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Vista dorsal e ventral de Ornithodorus sp. dos esconderijos.Suínos. . bovinos.Olhos ausentes. .Homem. .As larvas e ninfas localizam-se na orelha. GÊNERO Otobius CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . .Ruminantes.41 Carrapatos . .Os adultos não são parasitos. ovinos e outras espécies. .Hipostômio bem desenvolvido na ninfa e vestigial nos adultos.Os adultos vivem em esconderijos como galhos de árvores onde ocorre a cópula e a postura (adultos não se alimentam). IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: -Transmissor da Borrelia causadora da doença de Lyme. .Os parasitos sugam sangue e causam irritação que resulta em inflamações. ESPÉCIE: Otobius megnini CARACTERÍSTICAS: .

Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ Laboratório de Parasitologia Veterinária da UFSM Responsável: Dra Silvia Gonzalez Monteiro Principais Carrapatos de Importância Médica Veterinária Amblyomma Amblyomma (peritrema) Anocentor Anocentor (peritrema) Boophilus Boophilus (peritrema) Rhipicephalus Rhipicephalus (Peritrema) _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .42 Carrapatos .

Chorioptes cuniculi _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Otodectes Cão. N. e outros carnívoros Otodectes cynotis . número de ácaros transferidos e local de transferência. -Quelíceras com quelas. ovis Notoedres Cnemidocoptidae (Ácaros escavadores) Cnemidocoptes (sarna podal das aves) Gatos. -Coxas fundidas a face ventral do corpo. Chorioptes bovis. bovis S. CICLO COMPLETO -Psoroptidae: 8 a 20 dias / -Sarcoptidae: 10 a TRANSMISSÃO: Ocorre quando os ácaros são transferidos para 20 dias. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Varia com a espécie. Gato.43 Sarnas . larvas. muris Cnemidocoptes gallinae Cnemidocoptes mutans Cnemidocoptes pilae Psoroptes equi Psoroptes cuniculi Psoroptes ovis Psoroptes natalensis Psoroptes bovis Psoroptes caprae Psoroptes Psoroptidae (Ácaros superficiais) Ovinos Bovinos Chorioptes Ruminantes. scabiei var. scabiei var. scabiei var. Família Sarcoptidae (Ácaros escavadores) Gênero Sarcoptes Hospedeiro Vertebrado Homem Eqüinos Cães Suínos Bovinos Ovinos Caprinos Espécie Sarcoptes scabiei S. coelhos. suis S. Contato direto entre os animais e fômites. -Tarsos com empódio unciforme ou em forma de ventosa. duas gerações de ninfas e adultos. ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO: Ovos. -Corpo pouco quitinizado. Varia de 2 a 6 semanas. eqüinos e coelhos Chorioptes ovis. cuniculi. CARACTERÍSTICAS: -Ácaros sem estigmas respiratórios (trocas gasosas pela pele). N. scabiei var.rato Galiformes Galiformes Periquito Eqüinos Coelhos Notoedres cati. scabiei var. canis S. equi S. susceptibilidade do hospedeiro.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ PARTE III Sarnas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM: ASTIGMATA SARCOPTIFORMES OU um hospedeiro susceptível. Chorioptes equi. -Olhos ausentes.

Otodectes sp. Sarcoptes sp. Cnemidocoptes sp.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ MORFOLOGIA DAS SARNAS: Figura 27. Figura 29. Chorioptes sp.44 Sarnas . Figura 30. Figura 32. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Notoedres sp. Figura 31. Psoroptes sp Figura 28.

Figura 34. canis.Machos com ventosas nas patas 1.Ânus dorsal.Machos com ventosas nas patas I.25 mm. parcialmente no idiossoma (parte final do corpo). . suis. .2 a 0. . Túneis escavados por Sarcoptes e Notoedres na epiderme. var.Ânus terminal. e IV.Patas curtas e grossas .Fêmeas com ventosas nas patas 1 e 2.5 mm .Gêneros: Sarcoptes. II. Ânus dorsal Figura 35. Presença de espinhos . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Corpo estriado com áreas escamosas e espinhos curtos e grossos na face dorsal. muris(rato) Figura 33. . equi. . Sarna do gênero Sarcoptes sp. .Corpo globoso.Escavam galerias na pele (intradérmicas) na qual penetram profundamente provocando um espessamento da pele. .Corpo globoso. var. sem formação de crostas. .Corpo globoso.1 a 0.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ 1-FAMÍLIA SARCOPTIDAE: (ESCAVADORES) . .Rostro curto e largo.Sarna da cabeça do gato. Sarna do gênero Notoedres CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . .Pedicelo longo e simples . tão longo quanto largo. . Notoedres.0. GÊNERO: Notoedres ESPÉCIE: Notoedres cati (gato). GÊNERO: Sarcoptes ESPÉCIE: Sarcoptes scabiei: var. 2 e 4.Fêmeas com ventosas nas patas I e II.Gnatossoma cônico.0. .Patas posteriores encaixadas total ou CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .45 Sarnas . . .Machos sem ventosas copuladoras adanais.

Astigmata _____________________________________________________________________________________________ .Sarna podal dos galináceos. duas fases de ninfa.Pedicelos não segmentados. onde se nutre de linfa.46 Sarnas . Os ovos dão nascimento.Corpo estriado.Fêmeas sem ventosas nas patas. .Ânus terminal . . a larvas hexápodes que passam para a superfície da pele onde procuram alimento. Gnatossoma mais largo que longo Figura 36. abrigo e passam por uma ecdise. Assim. O trajeto das galerias pode ser reconhecido pelo aspecto irritativo e pelas excreções enegrecidas que a fêmea vai deixando.Apresentam duas cerdas ao lado do ânus transformação da fêmea imatura em adulta ocorre após a fertilização. fêmea imatura e fêmea adulta ou ovígera. surgindo as ninfas. A fêmea fertilizada escava galerias na epiderme.Machos com cerdas longas e ventosas em todas as patas.Gnatossoma mais largo do que longo. passa por nova ecdise resultando na fêmea adulta. Ciclo biológico do gênero Cnemidocoptes As fêmeas não praticam galerias como fazem as do gênero Sarcoptes. surgem os machos e as fêmeas imaturas. A . CICLO BIOLÓGICO: GÊNERO Sarcoptes e Notoedres Em seu ciclo evolutivo passam pelas fases de ovo. elas permanecem sedentárias e sua presença determina uma proliferação aumento da epidérmica acompanhada córnea.Não possuem espinhos na face dorsal. . . À medida que escava seu túnel. a fêmea imatura. o primeiro procura essas últimas para a fertilização. já fertilizada. Sarna do gênero Cnemidocoptes 2. que procura penetrar na pele recomeçando o ciclo. larva. Esses vão surgindo com 2 a 3 dias de intervalo e se sucedem durante dois meses. vai efetuando a postura dos ovos. o ciclo se completa em 10 a 14 dias. face dorsal com saliências mamelonadas. . de Essa substância _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .FAMÍLIA CNEMIDOCOPTIDAE GÊNERO Cnemidocoptes ESPÉCIE Cnemidocoptes mutans CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Passados alguns dias. A fêmea gasta cerca de meia hora para atravessar a camada córnea da pele. em cerca de cinco dias. macho. Após nova muda de pele. . octópodes. ficando para trás os mais velhos.Face dorsal com escamas rombas.

47 Sarnas . . Pedicelo triarticulado Figura 37. Em certo momento a bolsa primitiva dará origem. Logo que o ácaro se instala mais profundamente na epiderme. Ao mesmo tempo os bordos da depressão por onde penetrou reagem produzindo uma em que se desenvolve o tecido esponjoso. bovinos. ovinos.Parasitas de eqüídeos. Observa-se também a presença de um exsudato inflamatório. repletas de ácaros em todos os estágios do desenvolvimento. abundante quantidade de substância córnea que vai recobrir totalmente em uma a depressão.5 a 0. . 40 par de patas nos machos é menor que o terceiro. a uma bolsa secundária que acaba por se separar da bolsa mãe. Parece que todo o desenvolvimento do ácaro se verifica no interior dessas bolsas. Otodectes.Rostro longo e cônico. englobando o ácaro.São ácaros superficiais. No interior da câmara o ácaro permanece separado do estrato por germinativo da pele por uma fina camada de queratina.Gêneros: Psoroptes. esta consiste em uma necrose focal da parte da derme ou epiderme imediatamente subjacente ao ponto de penetração do ácaro. não se nota mais qualquer sinal de inflamação.Corpo ovóide. GÊNERO Psoroptes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . bolsa transformando-a pequena fechada. O ácaro invade ativamente a epiderme. A repetição do mecanismo conduz finalmente à produção de um tecido esponjoso.Face dorsal sem espinhos. Instala-se nas camadas superficiais da epiderme. . Pouco a pouco a câmara vai se aprofundando na derme. .Astigmata _____________________________________________________________________________________________ proliferação é bem marcada nas excrescências das patas.Machos com ventosas (copuladoras) adanais. 3. Chorioptes.FAMÍLIA PSOROPTIDAE – ácaros não escavadores .0. resultado de um tecido alveolar tomado de numerosas pequenas câmaras. danificando-a em direção à derme. essas manifestações inflamatórias desaparecem e durante os estágios seguintes. Sarna do gênero Psoroptes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . No estágio seguinte as células epidérmicas entram em proliferação. produzem formação de crostas espessas. . .8 mm. .e coelhos. Apenas na fase inicial da invasão das camadas superficiais da epiderme pelo ácaro estabelecese uma reação inflamatória.Patas longas e espessas. penetrando no folículo plumoso ou atravessando diretamente a camada córnea epidérmica. por meio de um mecanismo semelhante ao brotamento. .Corpo ovóide.

Machos com tubérculos abdominais. GÊNERO Otodectes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . bovinos.Machos apresentam duas ventosas .Fêmeas com ventosas nas patas I e II. .Machos com ventosas nas patas I. . sem segmentação. Ciclo Ápódemas convergentes biológico dos gêneros Psoroptes. . II. II e IV.Ânus terminal. sem segmentação. . Pedicelo curto par de patas das fêmeas é muito Ápódemas divergentes pequeno. em que o agente causal não pratica galerias dentro da Figura 38. da família Psoroptidae dos ácaros Astigmata parasitos. .48 Sarnas . II.Pedicelo curto e simples. . copulatórias ao lado do ânus .Machos sem tubérculos abdominais. . Otodectes e Chorioptes As sarnas psorópticas são produzidas por ácaros dos gêneros Psoroptes. Otodectes e Chorioptes. . . Ácaro Chorioptes sp. .Peças bucais arredondadas.Gnatossoma tão longo quanto largo. Macho de Otodectes sp.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ .0. .Ventosas com pedicelos curtos e simples.II e IV. Figura 39. . .3 a 0.5 mm.Machos com ventosas nas patas I. .Machos com ventosas nas patas I.Sarna de ovinos.O 4 0 .Gnatossoma mais longo que largo.Fêmeas com ventosas nas patas I.0. Caracterizam-se por serem sarnas não penetrantes.3 a 0. GÊNERO Chorioptes: CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . III e IV.6 mm. II e III. superficiais. III e IV. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Machos com 40 par de patas bem reduzido.Gnatossoma em forma de cone. .Fêmeas com ventosas nas patas I. caprinos e eqüinos.Patas grossas e longas terminando em longos pedicelos tri-segmentados . .Corpo ovóide. .Sarna auricular de cães e gatos.

Elas apresentam as mesmas fases evolutivas em seu ciclo que Sarcoptes scabiei. A maioria dos sintomas cutâneos é devida a infecções secundárias. no entanto. porém a de origem animal é muito menos grave do que a humana. escroto. pois não são facilmente transferidas de um hospedeiro para outro. sulco _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Há indicações de que a primeira infestação pelo ácaro não determina coceira imediata. podendo.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ pele do hospedeiro. SINTOMAS: Família Sarcoptidae: EPIDEMIOLOGIA DA SARNA SARCÓPTICA: A sarna sarcóptica humana é conhecida desde remota antigüidade. prurido e engrossamento da pele. A verificação dos túneis. mas representam subespécies de S. e se desenvolve nas regiões lanosas ou bem dotadas de pêlos dos animais. sendo raro no rosto. Ácaros das sarnas sarcópticas dos animais domésticos podem infestar o homem. Alastra-se de preferência nas regiões bem dotadas de pêlos do corpo do animal. estabelecimentos comerciais etc. causando sérios inconvenientes. pápulas foliculares e vesículas nas regiões afetadas. alopecia. DIAGNÓSTICO DAS SARNAS: Detecção dos ácaros nas galerias (extração mediante agulhas) ou em raspados de pele. Esses ácaros picam a pele causando irritação. cotovelos. estender-se por todo o corpo. escolas.. O papel patogênico não reside somente na lesão produzida pelo ácaro mas também na contaminação secundária desta ou das escoriações provocadas pelo indivíduo ao se coçar.49 Sarnas . Ocorre apenas uma descamação e exsudação de soro. confirmação obtida fazendo um raspado do material cutâneo para a obtenção de exemplares do ácaro e observação microscópica. O contágio é facilitado pela falta de higiene e promiscuidade. predominantemente nos espaços interdigitais. Os ácaros que causam a sarna sarcóptica dos animais domésticos são estruturalmente semelhantes à espécie que causa a escabiose humana. regiões glúteas. Após ter sido infestado uma vez. não praticam galerias no interior da pele.o paciente tornou-se agora sensível ao ácaro. diagnóstico. Uma das características principais dessa rapidamente em grupos de pessoas como em hospitais. axilas. A lesão cutânea é típica: observam-se áreas eritematosas. é favorecido pelo uso de roupas de cama ocupados anteriormente por pessoas infestadas. A infecção alastra-se Pus. porque os ácaros não escavam a pele e não se multiplicam. O ácaro localiza-se na epiderme. com prurido que desaparece em poucas semanas. scabiei. crostas e escamas. no entanto. depois de cerca de um mês aparece o prurido e então se instala a coceira . das vesículas que se formam na parte terminal desses e a distribuição zonal das lesões A sua são elementos para é o erupção papular avermelhada. peças do vestuário e quase sempre é noturno. vivem e se multiplicam sob a descamação provocada e a sua contínua atividade provoca o agravamento da lesão. quando o indivíduo deita para dormir. ao se contágio se realiza quando as fêmeas do ácaro passam do indivíduo atacado para o indivíduo sadio. O parasitose é o prurido que vem sobretudo à noite. sob a camada córnea. intermamário.

Os pêlos caem lesões visíveis ocorrem na cernelha e em torno da cabeça. origina crostas salientes que se iniciam. Uma pessoa já sensibilizada começa a se coçar imediatamente e freqüentemente remove o ácaro. podendo também se iniciar pelo peito e pelos flancos. A parasitose pode ter curso rápido e ser até mortal. mais tarde as máculas são substituídas por vesículas (pequenas bolsas cheias de líquido). se tem uma sensação de aspereza semelhante à uma superfície secando.avermelhada às lesões. Nas áreas afetadas os pêlos mantêm-se eretos e muitos caem. no entanto. escamas semelhantes às da caspa. Provoca coceira intensa. libertam o seu conteúdo que. a inflamação tem lugar em poucas horas. Nos cães novos as lesões se manifestam pelo desprendimento de pequenas _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .50 Sarnas . granulosa”. . focinho. sobretudo no bordo posterior da orelha. Não sendo tratada. arreios. enquanto que na pessoa não sensibilizada o parasita se desenvolve por cerca de um mês antes que o hospedeiro tome conhecimento. quando se aperta e se passa essa região entre os dedos. As vesículas. a pele inflama-se. freqüentemente há infecção nos olhos que podem conduzir à perda da visão. aparecendo vesículas em torno do ponto de penetração dos ácaros. semelhantes a picadas de pulgas.No cão a sarna sarcóptica manifesta-se no início por um prurido ou coceira que coincide com o aparecimento de pequenos pontos vermelhos na pele. .A sarna sarcóptica do carneiro e ovelhas se desenvolve nas partes não recobertas de lã. Com a movimentação do animal podem romper-se e o soro e sangue conferem uma coloração amarelo . dá origem às crostas. determinando o ato de coçar generalizar-se e invadir o corpo e membros. selas e outros também podem ser responsáveis pelo contágio. podendo portanto. ao redor dos olhos e principalmente na margem da orelha. A presença e a atividade dos ácaros causa intensa irritação. sendo rompidas. Caracteriza-se pela formação de crostas ocasionando lesões cutâneas. Do ato de coçar resulta injúria mecânica com a formação de grandes crostas firmemente aderentes aos tecidos subjacentes. A sarna sarcóptica eqüina é geralmente transmitida por contato direto entre os animais.Na sarna sarcóptica dos cavalos.Na cabra a sarna sarcóptica geralmente se inicia pela cabeça e orelhas. secando. na cabeça do animal. Nessa região a sarna provoca um grande número de pequenas saliências no tamanho de grãos de areia de modo que. A intensa coceira obriga o animal a se esfregar fortemente contra objetos que o rodeiam. que se localizam inicialmente na cabeça. progressivamente e com o ato de coçar há exsudação de soro que. acompanhada de coceira. a sarna sarcóptica prejudica muito a saúde dos animais que passam por um período de desnutrição progressiva terminando com a morte do animal. terminando a infecção. as primeiras . Quando se desconfia que um cão está atacado por sarna sempre se deve examinar a parte inferior da margem posterior das orelhas. .Astigmata _____________________________________________________________________________________________ reinfestar. perda de pêlos e espessamento da pele.

Os sintomas incluem coceira. As lesões iniciais de pequenos ferimentos a pele.Também o porco é um animal sujeito ao ataque por S. na face inferior do pescoço e na base da cauda. Figura 40.No coelho a sarna sarcóptica manifesta-se no focinho. patas com aspecto engrossado e descamação Sarna Notoédrica: . geralmente se inicia na parte interna das coxas. onde a sarna se instala de início na cabeça. Lesão de sarna notoédrica em gato. da pele. podendo estender-se às patas e região dos órgãos genitais. seguidos de coceira. lábios. Essa sarna é cefálica. formando cadeias. Dissemina-se facilmente nas criações e quando não tratada é mortal. À medida que os ácaros se multiplicam. amareladas. 1857) é a causadora da sarna psoróptica em bovinos. base das unhas. atingindo eventualmente todo o corpo. má formação das patas. Sarna Psoróptica: .Em coelhos ocorre prurido nos lábios e região nasal. principalmente na borda das orelhas. cujos sobretudo em torno dos órgãos genitais. formação de pápulas. Manifesta-se por intensa coceira e pela formação de crostas. scabiei. É acompanhada de intensa coceira e de formações crostosas. iniciando-se nas orelhas e depois descendo pela parte ventral do pescoço. de soro e primeiros sintomas são coceira intensa da pele na cernelha. . endurecem e se desenvolvem à custa de exsudações de sangue. Dessas regiões pode alastrar-se pelo dorso e flancos do animal. O soro que vem a superfície mistura-se com sujeira e solidifica-se formando escamas amarelo acinzentadas.Em gatos localiza-se principalmente nas orelhas e na cabeça do animal. de onde pode alastrar-se por todo o corpo.dorsais do pescoço. em seguida aparecem crostas cinzentas- . constituem-se de pequenas pápulas que vão freqüentemente mostrando também manchas de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . de onde pode alastrar-se para todo o corpo. na base da cauda ou nas partes látero . queixo. deformando o contorno destas. orelhas e planta dos pés.Psoroptes bovis (Gerlach. infligem uma série extravasamento Eventualmente pode se transferir para o homem. podendo estender-se para outras partes do corpo. principalmente nas orelhas e ao redor dos olhos.No gado bovino a sarna sarcóptica é pouco freqüente. prurido moderado.51 Sarnas .Astigmata _____________________________________________________________________________________________ . . formação de crostas que se espessam. sendo mais severa em leitões. Sarna Cnemidocóptica: Aves andam com dificuldade. inflamação e exsudação de soro. provocando a queda dos pelos.

pode expandir-se infestando outras partes da cabeça. perda de apetite e. pescoço e mesmo as patas. a sarna psoróptica em cavalos é semelhante àquela descrita para bovinos. pode afetar toda a superfície interna da orelha. . Com o avançar da parasitose. com o avançar da parasitose. Freqüentemente afetados. ambos os ouvidos são Em casos de parasitoses intensas os animais mostram sinais de distúrbios nervosos.Psoroptes cuniculi ataca coelhos. A complicação mais séria é a infecção piogênica do ouvido médio que pode se estender ao ouvido interno. a coceira é intensa e o animal é constantemente irritado. freqüentemente se movendo em círculos ou . não pratica galerias no tegumento. e assume tal aspecto de gravidade que chega a determinar a morte dos animais parasitados.5 cm de diâmetro.Psoroptes equi. parece haver tendência a se limitar às orelhas da cabra. sendo as primeiras lesões observadas na cabeça. A pele espessa-se. mas alimenta-se de fluidos tissulares na profundidade do canal auditivo. O ato de coçar muitas vezes conduz ao aparecimento de hematomas na orelha. Infecções bacterianas secundárias as vezes resultam em inflamações médio e mesmo das meninges.Psoroptes ovis é a responsável pela sarna psoróptica de carneiros e ovelhas. do ouvido _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . à medida que os ácaros vão passando para a pele sadia circunjacente.Psoroptes caprae causa a sarna psoróptica em cabras. determinando sarna auricular que embora rara. cera alterada e ácaros.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ sangue. A irritação é severa e freqüentemente se observa os animais infestados coçarem-se e mesmo se morderem.52 Sarnas . extensas áreas ficam desnudas e cobertas de crostas. auditivo de cães e gatos. A presença de ácaros no ouvido médio resulta também em distúrbios nervosos. As primeiras manifestações da sacudindo a cabeça. Em virtude da intensa irritação provocada pelo ácaro. Sarna Otodécica: Essa espécie determina irritação no conduto . freqüentemente sacodem a cabeça e raspam com as unhas produzindo a base do pavilhão auditivo que ainda mais ferimentos intensificam as dores. em casos extremos. Da porção média do conduto auditivo para o tímpano aparecem crostas. em que provoca desmerecimento do couro e da lã. próximo do tímpano. formação de ulcerações. tendo a parasitose desenvolvimento idêntico à observada na espécie bovina. Inicialmente as escamas têm cerca de 0. os animais assim atacados podendo aparecer em qualquer parte do corpo. infestação são indicadas por hiperemia (excesso de fluxo sangüíneo na superfície do corpo) e pela formação de crostas vermelho castanhas próximo da base do pavilhão auricular. restringindose geralmente ao pavilhão da orelha (sarna auricular não penetrante). o canal vai acumulando produtos inflamatórios. a morte do animal. o tímpano pode mostrar-se hemorrágico. A invasão das lesões por bactérias pode levar à . pode causar surdez. a lesão gradativamente aumenta.

Geralmente restringese à cauda e aos boletos das patas anteriores e posteriores e via de regra não se alastra. esterilizar o material de uso nos animais (arreios. Por esse motivo foi também designada de sarna das partes baixas.Chorioptes ovis. e que não invade as partes do corpo revestidas de lã comprida. parece ser a única espécie do gênero assinalada no Brasil (Freire. sendo por isso também denominada sarna das patas dos cavalos. bastante porém localizada e menos séria. causa a sarna chorióptica em carneiros e ovelhas.53 Sarnas . Separação dos animais infestados. . as lesões estão geralmente confinadas às partes inferiores das patas. notadamente do boleto. subindo até a face interna das coxas.Chorioptes bovis é responsável pela sarna chorióptica semelhante do a gado sarna bovino. coleiras) com acaricida sendo melhor não utilizá-los antes de 14 à 17 dias. é bem menos séria. região escrotal dos carneiros e da mama das ovelhas. PROFILAXIA: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . 1955). condições de higiene do recinto Sarna Chorióptica: . . cynotis também ataca o furão. mas. psoróptica. As regiões parasitadas se recobrem de crostas e produzem prurido bastante intenso. causada Psoroptes.Chorioptes cuniculi determina em coelhos uma parasitose auricular quase não indistinguível da sarna por penetrante. rugas da bolsa escrotal dos carneiros.Chorioptes equi determina uma parasitose semelhante àquela causada por Psoroptes. localizando-se principalmente nas satisfatórias. alimentação adequada. Ataca também os pés e os membros. no entanto. . Parece não atacar a cabeça e demais partes do corpo.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ O.

por isso a infestação pode ser adquirida do ambiente (Ex: cama) ou por contato direto. cães e gatos. CICLO: . -Cheyletiella blakei – Comumente encontrada em gatos. FAMÍLIA CHEYLETIDAE em cães. Todas as espécies podem ser transmitidas para outros animais e ao homem. Myobiidae.Os ácaros são grandes (385 µm ). FAMÍLIA MYOBIIDAE Figura 41. . PATOGENIA: . GÊNERO Cheyletiella HOSPEDEIROS: Coelhos.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE IV Prostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA ESPÉCIES: -Cheyletiella yasguri – Comumente encontrada ORDEM ACARI (ACARINA) SUBORDEM ACTINEDIDA (PROSTIGMATA) CARACTERÍSTICAS: .54 Ácaros . . Adulto de Cheyletiella GÊNERO Myobia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Famílias: Cheyletidae. .Ovo –Larva – Protoninfa – Deutoninfa – Adultos.O grande número de ácaros brancos movendose sobre a superfície da pele é chamado de “caspa ambulante”.No homem causa irritação na pele e coceira. vivem sobre a superfície da pele e seus ovos ficam presos em fios do pêlo. situados anteriormente.O ciclo desses ácaros é em média de 21 a 35 dias sobre o hospedeiro. .Estigmas respiratórios quando presentes.Provoca caspa. CARACTERÍSTICAS: . mas adultos podem sobreviver fora do hospedeiro por 2-14 dias. Demodecidae e Trombiculidae. -Cheyletiella parasitovorax – Comumente encontrada em coelhos. dermatite descamante.

que vive no folículo piloso. pholiculorum (homem) CARACTERÍSTICAS: .1 par de patas modificado.Patas curtas.O estabelecimento da doença está relacionado à imunidade. pholiculorum (homem) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . cabeça.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS: . Ácaro de roedores Myobia sp.55 Ácaros . GÊNERO Demodex ESPÉCIES: Demodex phylloides(suino). .Aparecem áreas circunscritas de alopecia na canis (cão). glândulas sebáceas e sudoríparas por isso tem o corpo alongado. . Ácaro Demodex humano (acima) e de cão (abaixo). phylloides (suino) Figura 42. manutenção adequada alimentar. ao redor dos olhos e na parte inferior da pata (projeções ósseas nas extremidades). fígado. . tratar o animal doente e evitar contato com outros animais e fômites. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Sarna profunda.Alargamento na lateral do corpo. .Dois estádios ninfais. o Figura 43. -D.Causa sarna em camundongos. Podem viver em linfonodos e outros órgãos internos como o rim. . D. Normalmente atinge filhotes de 3 a FAMÍLIA DEMODECIDAE 6 meses. CONTROLE Higiene. . ESPÉCIES: -Demodex canis (cão) -D. .Cerdas na extremidade posterior. D.Corpo dividido numa parte anterior curta e uma posterior alongada e com estriações. com coceira e perda de pêlo.

como Sarcoptes. Seco. Lesões de sarna demodécica. * D. Pode ocorrer o rompimento do folículo e o ácaro mover -se para outros órgãos (ex. Notoedres e Demodex. .56 Ácaros . quando tem pus (infecção secundária-imunodepressão). na alimentação. fígado) mas não há danos. Macere algumas crostas com óleo pele que produz doença em imunodeprimidos. . Geralmente inicial e passa para o estado úmido. CONTROLE: Como é uma sarna de ocorrência natural na Figura 44. Animais sadios podem ter mesmo sem apresentar a doença. mas em alguns casos pode levar até a morte (nesses casos os pêlos s tornam e esparsos sobre regiões cada vez maiores e a pele se torna áspera e seca .Tipos: Úmido. ? Amoleça as crostas com água morna e óleo mineral. pegue uma prega de pele e raspe mantendo um ângulo reto com a pele até produzir um leve sangramento. pontos vermelhos. Não há evidência de prurido. .Prostigmata ____________________________________________________________________________________ ninfal chamada protoninfa e após para deutoninfa. ? Mergulhe a lâmina de bisturi em óleo mineral. Chorioptes e Otodectes).Atacam mais os animais jovens e de pêlo curto. macere CICLO: Ácaros dentro do folículo piloso. 2)Cnemidocoptes. Ocorre a eclosão das larvas dentro do folículo. sendo que a primeira nos folículos pilosos do rosto e a segunda nas glândulas sebáceas do mesmo.Através da coleta de material: 1)Para ácaros que penetram profundamente.A maioria dos casos é branda e a recuperação espontânea. deve-se pesquisar a causa da imunodepressão (mudança de casa. que vão para a superfície da pele a fim de copularem (fase de contaminação). Após a cópula as fêmeas ovígeras (já fecundadas) e os machos voltam para o folículo piloso. com prurido intenso e crosta superficial. estas passam para a fase e olhe no microscópio. 3)Sarnas superficiais (Psoroptes. stress) e evitar contato da mãe doente com a ninhada. DIAGNÓSTICO CLÍNICO .é a sarna vermelha). brevi atingem humanos. glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas (no cão principalmente no folículo piloso e glândulas sudoríparas). ocorre a diferenciação para machos e fêmeas. queda acentuada de pêlos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . ? Raspe as crostas soltas e guarde em pote bem fechado.Há formação de crostas. Remova as crostas mais soltas. . foliculorum e D.

. .Prostigmata ____________________________________________________________________________________ mineral.57 Ácaros . Os corpos são normalmente cabeludos. mas podem mais tarde transmitir ao homem. tem oito patas. -Transmitem Rickettsia a roedores silvestres que não desenvolvem a doença. As larvas ficam 15 dias no hospedeiro e caus am dermatite intensa.Hematófaga. umidade. Adultos normalmente vivem em lugares protegidos e ficam mais ativos na primavera. . . sendo que 1 a 5 gerações podem ser produzidas por ano. e localização. ninfas e adultos vivem e alimentam-se em matéria orgânica. No solo as fêmeas põem os ovos em áreas abrigadas.Conhecida como micuim. As larvas se alimentam-se de linfa. pois inoculam saliva tóxica que lesa as células . coloque em uma lâmina e olhe no microscópio com objetiva de 10X. FAMÍLIA TROMBICULIDAE GÊNERO Eutrombicula. . trombicula CARACTERÍSTICAS: .Quelíceras pontiagudas CICLO BIOLÓGICO: São ácaros de vida livre. Quando um animal ou homem se aproxima as larvas laranja-amarelada ou laranjaavermelhada rastejam na superfície de terra ativadas pelo CO2 da respiração.Febre fluvial é transmitida pelos trombiculídeos. alimentam-se no animal e após vão ao solo onde mudam para ninfas e posteriormente para adultos. As ninfas e adultos alimentam de insetos pequenos ou outros organismos. fixam-se.Saliva tóxica – Causa prurido . A ninfa.Escudo com cerdas ramificadas. fato esse que vai depender da temperatura. O ciclo de vida inteiro pode _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Cheio de cerdas nas patas. em uma semana eclodem as larvas que possuem três pares de patas e é a fase parasitária. requerer de dois meses a um ano. como o ácaro adulto.

larva . e tritoninfa) e adultos. são ácaros de vida livre.Cryptostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE V Cryptostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA Vivendo no solo. tanto em número de espécies quanto em número de indivíduos. Figura 45. Eles têm um papel importante na decomposição de substâncias orgânicas no solo. HOSPEDEIROS: Não possuem. Ácaro Cryptostigmata. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRI A E SAÚDE PÚBLICA: É importante por agir como transporte de cestóides para os animais. CRYPTOSTIGMATA OU cestóide que vai parasitar o bovino (eqüino). sobem pelas hastes do capim onde são ingeridos pelos animais.58 Ácaros . deutoninfa Habitam as camadas superficiais do solo. CARACTERÍSTICAS: ? Os ácaros incluídos na subordem Oribatei ou Cryptostigmata constituem um dos mais numerosos grupos de artrópodes do solo. onde alimentam-se de fezes (coprófagos) podendo desse modo adquirir os ovos de cestóides. no trato digestivo dos animais ocorre a libertação do ORDEM ACARI (ACARINA) SUBORDEM ORIBATIDA SUPER FAMÍLIA GALUMNOIDEA FAMÍLIA GALUMNIDAE CONTROLE: SUPER FAMÍLIA ORIBATULOIDEA FAMÍLIA ORIBATIDAE Não se tem medidas adequadas para o controle no pasto.3 fases ninfais (protoninfa. CICLO: Ovo . ? Respiração por tubos traqueais que se abrem em estigmas respiratórios na base das patas.

• As antenas são divididas em escapo (parte articulada na cabeça). com um ou dois pares de asas. Nervura Mediana (M) . Pode ou não existir arista nos flagelos. que varia de tamanho com o tipo de aparelho bucal (mastigador: mandíbulas compostas por nervuras ou veias e suas características identificam famílias ou gêneros. pedicelo e flagelo (1 a 10 segmentos). Mesotórax e Metatórax e cada um desses é dividido em 4: um segmento dorsal (noto). • Aparelho bucal com um par de mandíbulas.bifurcação da nervura Radial 5. Visão bastante ampla para o inseto. MORFOLOGIA EXTERNA: • Os insetos são artrópodes com o corpo dividido em três regiões bem distintas: cabeça. auxiliares na parte dorsal da cabeça. 1 lábio ventral e 1 hipofaringe. 1. 1 par de maxilas (pode ter palpos maxilares). tíbia e tarsos. cerdas ou espinhos.completa ou incompleta 2. • Orifício genital situado na extremidade posteriores chamados de pulvilo. Nervura Cubital (Cu) 6.As asas são estruturas membranosas com escamas. • Na extremidade da probóscida existe um par de labelas. • Com três pares de pernas. • Adultos geralmente. As nervuras costa e subcosta não se ramificam. • Com um par de antenas. Essa pode ser apical e fechada ou discal. entre os olhos compostos. • Simetria bilateral. ABDÔMEN Segmentos em anéis. tórax e abdômen.59 ______________________________________________________________________________________________ • Cada par de patas é inserido em um segmento torácico. • Os tarsos são divididos em três a cinco segmentos e nesses estão as garras e CLASSE INSECTA estruturas membranosas chamadas empódio que podem ou não ter dois apêndices conhecida por classe hexápoda. dois segmentos laterais (pleura) e um segmento ventral (esterno). sem apêndices e com cerdas. trocanter. • Dois a três ocelos. Essa região é menos quitinizada para permitir a distensão abdominal. ASAS Os insetos podem ser ápteros (sem asas pulgas e piolhos) ou dípteros (com 1 ou 2 pares de asas). 1 labro dorsal. É também • A pata se divide em coxa. Os três últimos anéis não desenvolvidas ou picador: estiletes perfurantes) • O tórax é dividido em 3 segmentos: Protórax. fêmur. É onde aparece a abertura genital. Apresenta na região pleural (lateral) os estigmas respiratórios ou espiráculos. Nervura Radial (R) 4. • Respiração traqueal. Nervura Anal (A) OBS: Cada área delimitada por nervuras chamase célula. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . São posterior do abdome. Nervura Subcosta (SC) 3. Nervura Costa (C) . • Os olhos compostos (omátides) são formados por centenas de omatídeos.

até o ânus. secreção salivar que contém uma substância anticoagulante. que se estende da boca. Há insetos com Funções: Digestão e absorção dos alimentos. Este possui número variável de papilas .chamadas papilas retais . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .60 ______________________________________________________________________________________________ apresentam espiráculos. sua porção posterior se dilata. Freqüentemente. O íleo é tubular. para formar o papo.A faringe. o colo é dilatado e o reto globular ou piriforme. Em alguns insetos há divertículos.Intestino anterior ou estomodeu. . em alguns insetos. Proctodeu. situado posteriormente.Intestino posterior ou proctodeu. esôfago. provoca nos hospedeiros uma reação cutânea Mesêntero: Varia de forma segundo o grupo dos insetos.Intestino grosso ou cólon. 1.Intestino médio ou mesêntero. . Ao papo segue-se o proventrículo que se caracteriza pela forte musculatura das suas paredes e pela presença de dentes e espinhos. freqüentemente produzem Ao nível da cavidade bucal abre-se o duto das glândulas salivares situadas no tórax ou se prolongam até o abdome. espiráculos no tórax. Este tubo é diferenciado em três regiões distintas: . A inoculação da secreção salivar por insetos hematófagos. . Glândulas salivares: Estomodeu: Inicia na boca ou cavidade bucal e está dividido nas seguintes porções: faringe. e funciona como uma bomba de sucção. as espécies que se alimentam de sangue de Função do estomodeu: É armazenar os alimentos e triturá-los. .e termina pelo ânus. MORFOLOGIA INTERNA DOS INSETOS denominados cecos gástricos.Sistema Digestivo – Nos insetos o canal alimentar consiste de um tubo quase reto. Natureza da secreção salivar Varia muito nos vários grupos de insetos. As glândulas salivares variam nos diferentes insetos. possui musculatura poderosa.O esôfago é um tubo simples que se prolonga até o tórax. vertebrados. papo e proventrículo. colocadas simetricamente uma de cada lado do corpo do inseto. situada na extremidade anterior. aí começa também a digestão. durante o ato de alimentação. podendo ser simples ou lobadas. está dividido em três partes: . por onde se escoa a secreção salivar. nos insetos sugadores.Intestino delgado ou íleo. de quase imperceptível até severa.Reto. geralmente situados na parte anterior do estômago. . graças às enzimas de várias naturezas que variam de acordo com o tipo de alimentação do inseto. De cada lado sai um duto salivar que se reúnem para formar um canal coletor único. variável de intensidade. .

cai na luz destes túbulos e escoa para o intestino. uma grande quantidade de água é reabsorvida pelas glândulas retais e retida no organismo do inseto. principalmente. onde é misturada com as fezes. acima do aparelho digestivo. consistem de vários túbulos alongados fechados na Coração: É a porção dilatada do vaso dorsal. e daí pela contração do coração é impulsionado para a aorta dorsal. situados na extremidade livre e que se abrem na luz intestinal pela outra extremidade. situada posteriormente. nas formas típicas há um par no mesotórax. .Os estigmas possuem estruturas destinadas a regularizar a entrada e saída do ar no corpo do inseto. que funcionam corno se fossem rins. que é filtrada através das células que forram internamente os túbulos. A porção mais delgada. Antes de ser eliminada pelo ânus.As traquéias se abrem para o exterior através de orifícios. cujo número e tamanho variam de inseto para inseto. O sangue penetra pelos ostíolos.61 ______________________________________________________________________________________________ Alguns insetos aquáticos possuem brânquias. de função excretora. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . segmentos torácicos e abdominais. Sistema Excretor – Ao nível da junção do mesêntero com o proctodeu abrem-se os tubos de malpighi. Sistema Circulatório – Os insetos têm circulação aberta. localizados lateralmente nos denominadas hemócitos. Regra geral existem 10 pares de estigmas. A excreção nos insetos se realiza. 2. Há apenas um vaso que se estende dorsalmente do tórax ao abdome. Os tubos de Malpighi. esverdeado ou amarelado. constituída de várias câmaras. . Este poder de retenção da água varia com o inseto e com seu estádio de desenvolvimento. Sistema Respiratório – Os insetos possuem um sistema de tubos raramente vermelho. A urina. hemocele. pelos tubos de Malpighi. Hemolinfa: É um líquido claro. um na margem anterior do metatórax e um par em cada um dos primeiros sete ou oito segmentos do abdome. 3. chamados estigmas ou espiráculos respiratórios. A hemolinfa contém numerosas células denominados sistema traqueal . deslocando-se no sentido anteroposterior. situada anteriormente. e que se chama vaso dorsal. que serve de meio de trocas químicas necessárias ao funcionamento dos tecidos e órgãos. é a aorta dorsal. 4. O sangue ou hemolinfa sai da aorta para banhar os vários órgãos internos.

6. os hemócitos se congregam ao redor de corpos estranhos ou de larvas de filarídeos. Sistema Reprodutor – Os insetos. da gustação. algumas formas . Do cérebro parte uma dupla cadeia de gânglios ventrais que se dirige para a extremidade posterior do corpo. Há várias células situadas em várias partes do corpo. Na frente do cérebro há um gânglio que constitui Hemolinfa o sistema nervoso simpático e que inerva as vísceras do inseto. possuem órgãos receptores da conhecido por "sensilia". Figura 46 . Os gânglios se Há raros casos de hermafroditismo. Em algumas espécies a ocorrência de partenogênese é normal. onde se originam as células germinais.são incapazes de se reproduzirem. Pêlos do corpo dos insetos Funcionam como órgãos sensoriais que captam vários estímulos mecânicos e químicos. do olfato. Aparelho Genital Feminino – É constituído de dois ovários que por sua vez são formados de vários ovaríolos. a. Hemócitos: Funções: mamíferos. da audição. Usualmente para cada segmento abdominal corresponde um par de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .possuem órgãos que detém pequenas alterações na temperatura.62 ______________________________________________________________________________________________ gânglios. Às vezes. que estão associadas a pelos e cerdas. como as abelhas. especialmente ativos nos processos de mudas e metamorfoses. Nos insetos os órgãos dos sentidos são muito desenvolvidos. O complexo das células sensoriais é Função da hemolinfa: Consiste no transporte do material nutritivo para os tecidos e recolher os produtos de excreção para os órgãos excretores. organismo e são. são artrópodes de sexos separados. também chamado cérebro. as formigas e os cupins. etc.as operárias . orientando-os para os seus hospedeiros. Os insetos possuem órgãos especiais dos sentidos da visão. Alguns fagocitam células estranhas ao a mesma dos leucócitos dos Percevejos e as pulgas . Desse conjunto partem fibras que inervam as várias partes do corpo. intercomunicam com o cérebro por meio de conexões longitudinais. 5. regra geral. Piolhos umidade. Nos insetos de vida social. Este conjunto constitui o sistema nervoso periférico. Pata de carrapato seccionada mostrando a hemolinfa. Sistema Nervoso – Cérebro: Situado na região do esôfago encontra-se o gânglio supra-esofageano.

Os insetos são. em espessura. Associada à vagina. da cutícula. condições em lugares que ao posterior. Estes se reúnem para constituírem o duto ejaculatório que se abre para o exterior. Cada duto eferente se dilata para formar uma vesícula seminal. estes vão constituir o oviduto comum. As formas jovens são semelhantes às formas adultas. na maioria. na sua extremidade Alguns ovos possuem espinhos ou outras estruturas características na casca. Algumas espécies põem ovos isolados uns dos outros. um de cada lado do canal alimentar. Ametabolia: Quando os insetos se desenvolvem sem apresentarem transformações substanciais. A casca que envolve o ovo varia muito. renovação fenômeno é conhecido por metamorfose dos insetos. Geralmente os ovos são ovais. Externamente genitália masculina relacionada com a copulação e transferência do esperma para os órgãos genitais femininos. um de cada ovário. Este tipo de desenvolvimento é chamado de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . geralmente. O crescimento do inseto somente se realiza na ocasião da muda. forma e cor.63 ______________________________________________________________________________________________ Os ovaríolos se reúnem e formam os ovidutos. mas há fêmeas que põem ovos em forma de tonel ou de disco. diferindo apenas pela dimensão. enquanto outras põem os ovos aglomerados. vai aos poucos DESENVOLVIMENTO E METAMORFOSE adquirindo consistência e assumindo a Exsúvia: A cutícula eliminada é denominada exsúvia. o inseto muda várias vezes de cutícula. espermatozóides. A cutícula nova. ovíparos. Antes de atingir a fase adulta. O duto ejaculatório termina pelo edeago que a é o órgão copulador. em forma de saco. Associadas ao aparelho genital masculino existem as glândulas acessórias que lançam no duto ejaculatório o fluido seminal destinado a acompanhar os espermatozóides. há uma câmara genital. Ainda anexas à vagina estão as glândulas anexas. que fornecem o material para o revestimento do ovo. Postura: É realizada. Excepcionalmente existem algumas espécies vivíparas. Durante o desenvolvimento do ovo até o estádio adulto o inseto nas sofre suas uma série de com cujo transformações eliminação e estruturas. pela ruptura da cutícula do estádio anterior. onde se alojam os espermatozóides. pela ação do ar. Aparelho Genital Masculino – O aparelho genital masculino é formado de dois testículos. Mudas: b. esféricos ou alongados. coloração natural dos insetos. está Estádio: É a forma dos insetos entre duas mudas. antes de serem injetados na fêmea. cuja parte posterior é a vagina. dos quais originam-se os dutos eferentes. que é a espermateca ou receptáculo seminal onde se armazenam os oferecem adequadas desenvolvimento das formas jovens.

As principais diferenças observadas entre as formas imaturas e os adultos são o tamanho e proporções do corpo. CLASSIFICAÇÃO A classe Insecta compreende 26 ordens. desenvolvimento dos ocelos. são semelhantes aos adultos.metamorfose incompleta ou hemimetabolia (2) . Neste tipo de metamorfose os estádios jovens. O indivíduo recém eclodido é a larva e o estádio imediatamente anterior ao adulto é a pupa. entretanto. Os insetos deste grupo são conhecidos por hemimetábolos ou hemimetabólicos. Neste tipo os estádios jovens são muito diferentes dos adultos. (2). tanto sob o aspecto morfológico como biológico. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . A pupa não se alimenta. Inclui-se neste tipo de metamorfose os insetos das ordens Hemiptera e Phtiraptera. A incluem-se os insetos das ordens Diptera e Siphonaptera (Pulgas). quando presentes. As ninfas diferem dos adultos pela ausência de órgãos genitais e pelos rudimentos de asas.holometabolia. Neste grupo Tipos fundamentais de formas imaturas: As ninfas e as larvas. são muito diferentes dos adultos. Metamorfose Completa . formas das antenas e peças bucais.metamorfose completa ou holometabolia interesse na patologia médica e veterinária: • • • • Ordem Diptera (moscas e mosquitos) Ordem Hemiptera (barbeiros e percevejos) Ordem Siphonaptera (pulgas) Ordem Phtiraptera (piolhos) (1) Metamorfose incompleta .hemimetabolia. Dois tipos fundamentais de metamorfose podem ocorrer no desenvolvimento dos insetos: (1) . Os insetos deste tipo são conhecidos por holometábolos ou holometabólicos.64 ______________________________________________________________________________________________ ametabolia e os insetos são chamados de ametábolos. que são ninfas. tanto sob o ponto de vista morfológico como sob o ponto de vista de hábitos. das quais as seguintes incluem espécies de passagem do estádio de larva para adulto se dá através de um estádio intermediário que é a pupa. As larvas. o tamanho das asas.

Certa especificidade para cada espécie. Parasita de aves e mamíferos. Passam toda a vida no hospedeiro. Os piolhos sugadores possuem a cabeça mais estreita que o tórax. (antena livre). mas o mesmo animal pode ser incompleta parasitado por várias espécies. com má aparência e podem aparecer _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro (antena escondida)- Piolhos Figura 48. Metamorfose (hemimetábolos). Três Subordens: -Amblycera mastigadores. Os piolhos mastigadores possuem a cabeça mais larga do que o tórax. Ausência de asas. não se alimenta bem. -Ischnocera mastigadores. A fêmea produz nas uma suas substância glândulas cimentante Figura 47. Características de um piolho anoplura (sugador).65 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ PARTE VI Piolhos ____________________________________________________________________________________ CLASSE INSECTA CARACTERÍSTICAS DOS PIOLHOS MASTIGADORES (MALÓFAGOS): Cerdas pelo corpo. IMP. -Anoplura – Piolhos sugadores.- Piolhos . fica irritado. Ovo (lêndea) de piolho de aves fixado à pena. Maior quantidade de piolhos no inverno (por causa da temperatura) pela aglomeração de indivíduos.VET DOS PIOLHOS: O animal se coça. ORDEM PHTHIRAPTERA coletéricas que permite que os ovos fiquem colados ao pelo ou penas. agarrados aos pêlos ou penas. MED.

CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS Deve-se tratar com inseticidas duas vezes por semana durante três a quatro semanas. fora do hospedeiro morrem em três a sete dias. 14 dias. o que resulta em ferimentos agravados por invasão bacteriana. As espécies que infestam aves são mais daninhas mamíferos. onde põem os seus ovos. Quando a infestação é muito grande. A espécie Trichodectes canis pode servir como hospedeiro intermediário do Dipylidium caninum um cestódeo parasito do cão e ocasionalmente do homem (através da ingestão do piolho contendo a larva do cestódeo). o que gera perda de peso e queda na produtividade. coça-se muito. o animal torna-se irritadiço. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro LONGEVIDADE SOBRE O ANIMAL: 20 a 40 dias ESPECIFICIDADE: Possuem alta especificidade. aparência e pouco se reproduz. exceto pela ausência de edeago no macho e gonopódios nas fêmeas. sempre colados ao substrato. . nos meses mais frios. São mais ou menos adaptados a determinadas regiões do corpo. De tanto se coçarem acabam arrancando as penas ou os pêlos. A ocorrência de malófagos é bastante comum. mas dificilmente 1 sp. de malófago adapta-se a outro hospedeiro que não o seu). Algumas espécies ingerem sangue que aflora à superfície da pele. DISSEMINAÇÃO: Através de contato direto. Menacanthus stramineus (piolho de aves) irrita a pele provocando descamação epitelial e afloramento de sangue do qual se alimentam. PERÍODO EMBRIONÁRIO .Dura cerca de uma semana. adquire péssima que aquelas ectoparasitas de Os piolhos mastigadores se alimentam de bárbulas de penas e de células de descamação da pele. MALÓFAGOS (PIOLHOS MASTIGADORES): Ovo – ninfa 1 – ninfa 2 – ninfa 3 – adulto. escarificando a pele. em grandes massas. não descansa. (Um mesmo hospedeiro pode ser parasitado por várias espécies de malófagos. As espécies que vivem rentes à pele das aves podem causar sérios prejuízos. SUBORDEM AMBLYCERA ALIMENTAÇÃO: CARACTERÍSTICAS: Palpos maxilares presentes. Ninfas são parecidas com os adultos. principalmente. Tratar com inseticidas repetindo após 10 a DURAÇÃO DO CICLO: Mais ou menos 20 dias.66 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ infecções secundárias. Os malófagos passam toda a sua vida entre as penas e os pêlos de seus hospedeiros. CONTROLE: Tratar e manter os animais isolados e em boas condições de higiene. espoja-se na terra.

piolho mastigador das aves. piolho mastigador de aves. Menacanthus sp. Cabeça de um Amblycera. Antena Palpo Abdômen com uma fileira de cerdas dorsal em cada segmento. FAMÍLIA MENOPONIDAE GÊNERO: Menopon ESPÉCIE Menopon gallinae HOSPEDEIROS: Aves. Apresenta dois tufos de cerdas no quinto segmento abdominal. Espinhos gástricos visíveis. GÊNERO: Menacanthus ESPÉCIE Menacanthus stramineus HOSPEDEIROS: Aves. Ápteros. Fronte provida de processo espinhoso Tufos de cerdas Figura 50. Tarso com duas garras. Piolhos mastigadores. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Duas fileiras de cerdas longas e curtas nos segmentos abdominais. Segmento abdominal de Menopon mostrando os tufos de cerdas Figura 52. Menores que um centímetro. Figura 49. Fossetas antenais (depressão para guardar as antenas). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Possui a cabeça mais larga que o tórax. Menopon sp. Figura 51. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .67 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ Antenas com quatro segmentos. faisões e excepcionalmente pombos. perus. Parasita de galinhas.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Vetor de Dipylidium caninum para cães. Antenas com três segmentos. sp. não salientes. FAMÍLIA BOOPIDAE FAMÍLIA TRICHODECTIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Três segmentos antenais. Heterodoxus mastigador de cães. Fronte arredondada. Uma garra ligada ao hospedeiro. Sem fossetas antenais (antenas livres). Figura 54. Têmporas sem lobos posteriores. Edeago grande. Trichodectes sp. Estigmas respiratórios do segundo ao sétimo segmento (seis pares). Uma só garra. GÊNERO Heterodoxus ESPÉCIE Heterodoxus spiniger HOSPEDEIROS: Cão CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Dois espinhos na região dorsal da cabeça Cabeça subtriangular Têmporas estreitas. Parte inferior da cabeça com 2 ganchos voltados para trás e implantados junto à base dos palpos maxilares Palpos maxilares com 4 artículos Protórax livre Uma fileira de cerdas longas no abdômen com tergitos e pleuritos bem quitinizados Duas garras nos tarsos Parasito de cães GENERO Trichodectes ESPÉCIE Trichodectes canis HOSPEDEIROS: Cão CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça hexagonal. Não tem palpos. piolho Placas pleurais SUBORDEM ISCHNOCERA CARACTERÍSTICAS Palpos maxilares ausentes.68 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ recurvo para trás e para baixo. Antenas com quatro segmentos. Antenas filiformes (três a cinco segmentos). Possuem palpos. Todos segmentos abdominais com placas pleurais (pleuritos).. Tergitos Figura 53. piolho mastigador de cães. Pleuritos Cerdas abdominais longas. Piolhos mastigadores.

Bovicola sp. Cerdas abdominais muito curtas.. piolho mastigador de aves. piolho Figura 57. Manchas nos tergitos. piolho CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça em forma de chapéu e com 2 cerdas longas nas extremidades laterais. GÊNERO Goniodes ESPÉCIE Goniodes sp HOSPEDEIROS: Aves Figura 55. FAMÍLIA PHILOPTERIDAE Tergitos Cinco segmentos antenais com 2 garras ligadas ao hospedeiros.. Abdômen do macho com pequena saliência posterior formada pelo último segmento. Antenas com cinco segmentos imbricados nos dois sexos. Cabeça tão larga quanto longa CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça com aspecto pentagonal. GÊNERO Felicola ESPÉCIE Felicola subrostrata HOSPEDEIROS: Felinos Tarsos com duas garras. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . iguais e em filas transversais. Três pares de estigmas respiratórios abdominais. Antenas sem dimorfismo sexual. Goniodes sp. mastigador de felinos. Cerdas abdominais curtas. mastigador de ruminantes. o último segmento não Figura 56.69 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ GÊNERO Bovicola ESPÉCIE Bovicola sp. HOSPEDEIROS: Ruminantes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça arredondada com a “bochecha” repartida. Felicola. olhos atrás das antenas.

piolho que se prende aos pêlos durante a ovipostura para o alinhamento dos ovos. Presença de gonopódios nas fêmeas (duas saliências côncavas internamente e situadas uma de cada lado do orifício genital) com Figura 58. Transmissores de Rickettsia prowasekii Olhos causador da febre das trincheiras em situações de guerra. Tórax sem segmentos aparentes. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . SUBORDEM ANOPLURA CARACTERÍSTICAS Piolhos picadores-sugadores (hematófagos). Cinco segmentos nas antenas. FAMÍLIA PEDICULIDAE GÊNERO Lipeurus ESPÉCIE Lipeurus sp HOSPEDEIROS: Aves. Ausência de asas. Garras grandes. Passam toda a vida agarrados aos pêlos do hospedeiro. Presença de um rostelo ou dentes préestomais para cortar a pele. cabeça ovóide. -Fronte larga. arredondada no ápice.70 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ clavado. sp. Placas pleurais bem quitinizadas. Tem apêndices recurvos em gancho na frente fica no piolho e através das fezes deste. Metamorfose incompleta (Hemimetábolos). Abdômen com sete segmentos. Olhos simples. penetra nas feridas. -Mancha mediana no tórax. microorganismo que Figura 59. Corpo alongado. GÊNERO Pediculus ESPÉCIE Pediculus humanus HOSPEDEIROS: Humanos LOCAL: Cabeça CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS -Corpo e cabeça alongados. Olhos de Pediculus sp. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Olhos grandes. Lipeurus mastigador de aves.

O sangue. R. porém é infectante por quase dois meses. A fixação no pêlo ou fio se dá por uma substância secretada por glândulas muita higiene. A transmissão da infecção se dá pela contaminação de feridas da pele com as fezes dos piolhos ou pelo esmagamento do conteúdo intestinal em áreas em abrasão. de modo que a infecção pode ser Figura 60.71 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ BIOLOGIA: A fêmea põe ovos operculados nas bases dos pêlos ou nos fios das vestimentas (conforme subespécie). favoráveis de temperatura e piolhos morrem da infecção em poucos dias.ovo. nem pela via transovariana. Desenvolvimento pós-embrionário: 8 a 9 dias. IMPORTÂNCIA MÉDICA: São encontrados em indivíduos de baixo 2-Febre das trincheiras- Transmitida pela Rickettsia quintana. Pediculus humanus piolho sugador de humanos. Hemimetabólicos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Picam o homem intermitentemente (picada dura 3 a 10 minutos ou mais). Não é injuriosa aos piolhos (se multiplica no lúmem intestinal) Fonte de infecção é a picada ou fezes. por isso é denominada quintana. O doente apresenta febre com dores generalizadas somente durante cinco dias. Período de incubação dos ovos . transmitida também por inalações. DOENÇAS QUE TRANSMITEM: 1-Tifo exantemático .os piolhos se infectam ao sugarem sangue de um indivíduo doente.8 a 9 dias em condições ideais de temperatura e umidade (33 a 40 C e 90% U.). principalmente que não tem Placas pleurais combatiam nas trincheiras durante a primeira guerra mundial (mais de 1 milhão de casos).Causado pela Rickettsia prowaseki . A transmissão não se dá pela picada do inseto. Os CICLO TOTAL – Em média 18 dias (em condições umidade).O nome surgiu porque a doença apareceu entre os soldados que escalão social.) O ato de esmagar o piolho com os polegares possivelmente ocasiona a infecção. o (Mulheres são mais parasitadas que homens). (invade os tecidos dos piolhos destruindo as células. Cada fêmea põe cerca de 7 a 10 ovos diariamente (Lêndeas). As picadas provocam prurido e erupções na pele. São mais ativos à noite ou durante o descanso do paciente. Longevidade dos adultos – 9 a 10 dias.ninfa (três mudas) – adulto. Fezes secas conservam poder infectante durante muito tempo. agravadas pela invasão de agentes secundários. A rickettsia pode permanecer viva e virulenta nas fezes do piolho durante 66 dias. Há correlação entre o grau de infestação e o comprimento dos cabelos especiais (glândulas coletéricas).

axilas. com 30 dias de vida adulta. quase sempre com as peças bucais presas na pele do hospedeiro. CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS: É chamado de “chato” porque é achatado. GÊNERO Pthirus ESPÉCIE Pthirus pubis HOSPEDEIROS: Humanos. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 7 a 8 dias. Após a cópula que se realiza no hospedeiro. axilas. desenvolve na hemocele do inseto). Abdômen apresenta lateralmente quatro tubérculos salientes com cerdas nas Figura 61. sobrancelhas. cílios (regiões de bastante cabelo). Unhas do segundo e terceiro par de patas fortemente recurvadas. sobrancelhas. permanecendo preso a dois pêlos durante vários dias. LONGEVIDADE NO HOSPEDEIRO: 30 dias. Pernas robustas. CICLO TOTAL: 30 dias. SOBREVIVÊNCIA FORA DO HOSPEDEIRO: Adultos e ninfas vivem dois a três dias. Tórax mais largo que o abdômen. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Primeiro par de patas é menos Tubérculos desenvolvido. piolho sugador de humanos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Garras enormes. O homem só se infecta pelo esmagamento do inseto e libertação do conteúdo da hemocele em qualquer ferimento da pele. Ciclo de ± 16 dias (de ovo a ovo ± 30 dias). DESENVOLVIMENTO: 13 a 16 dias. 4 e 5 estão na mesma linha transversal. Além da região pubiana pode ser encontrado em regiões densamente pilosas (cabeça..72 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ 3-Febre recorrente-Transmitida pela Borrelia recurrentis (É uma espiroqueta que se BIOLOGIA: Não é de muita atividade. etc.). conhecido por chato. Só suportam dois dias fora do hospedeiro. Precisam da temperatura corporal para sobreviver. Abdômen com os cinco primeiros segmentos fusionados. Pthirus sp. Os espiráculos 3. extremidades. a fêmea põe ovos nos pêlos da região pubiana ou de outras. LOCALIZAÇÃO: Púbis.

. base da cauda e chifres. que incomoda o indivíduo. Machos possuem um pênis ou edeago. -Haematopinus suis-(suínos) -Haematopinus eurysternus (bovino)-Ocorre adultos. nas infestações altas a parasitose se generaliza por todo o corpo.No inverno os animais ficam confinados no interior de estábulos ocorrendo aumento considerável da população de piolhos. suínos. suínos e eqüinos. asini. Abdômen alargado. Figura 62. base das orelhas e entre as pernas. -Ninfas sobem para regiões da cabeça. -H. provavelmente devido ao fato CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça estreita e alongada. Coxim tibial entre a base da tíbia e tarso. -Regiões corporais . Placas pleurais e parapleurais. . animais -Muito comum no Brasil.(equídeos) -Base da crina e base da cauda. -Fêmeas põem ovos quase que exclusivamente nos pêlos da cauda do animal.Pescoço.Dobras do pescoço. Antenas com 5 segmentos. bubalinos e eqüinos.(búfalos) -Podem parasitar bovinos. assentos de privadas. -Clima temperado . roupas. Sem olhos. limitando-se à orelha e locais onde os pêlos são mais longos. OBS: Não se conhece transmissão de doenças. Tórax largo. Haematopinus sp.os piolhos são raros. -Verão . Todas as patas iguais.73 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ DISSEMINAÇÃO: Principalmente por via sexual. FAMÍLIA HAEMATOPINIDAE GÊNERO Haematopinus HOSPEDEIROS: Ruminantes. mas sua presença causa prurido mais ou menos intenso.(bovino) -Ocorre no Brasil (espécie mais prevalecente nos trópicos). mais freqüentemente em -H.Não constitui problema de grande significação. tuberculatus. etc. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro -Piolho dos animais domésticos. piolho sugador de ruminantes. -Regiões mais freqüentes . As picadas produzem manchas azuladas na pele devido a saliva das glândulas reniformes. do pescoço e outras onde se tornam adultas. -Brasil . Também através de toalhas. de não resistirem aos raios solares diretos e a temperatura elevada do corpo do animal. -Haematopinus quadripertusus. Tubérculos pós-antenais.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 63. cada estádio: três a quatro dias. Fêmeas põem ovos nos pêlos dos A pele pode se tornar seca com aspecto de sarna.. fazendeiros. provoca prurido. CICLO TOTAL-20 a 40 dias dependendo da espécie e fatores ambientais. -A picada do piolho. com inoculação de saliva irritante. IMP. FAMÍLIA LINOGNATHIDAE GÊNERO Linognathus Linognathus setosus (cães) L. Cinco segmentos nas antenas. Ciclo de 9 a 19 dias.MED.VET: -Leva a perda de produtividade dos animais. ruminantes. vituli (bovinos) L. pedalis (ovinos) HOSPEDEIROS: Cães. a fêmea inicia postura que dura vários dias.74 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ com evidente prejuízo para saúde dos animais. o que origina queda de produção e prejuízo para os hospedeiros fixando-os com uma substância cimentante. BIOLOGIA: Ectoparasitos de animais domésticos com ciclo biológico parecido ao descrito dos piolhos humanos. Três estádios ninfais. suis (mais ou menos 90 ovos. H. injuriados não se permanentemente pelos alimentam direito nem descansam. Concentra-se em pêlos longos. PERÍODO DE INCUBAÇÃO É de 9 a 19 dias dependendo da espécie. piolhos. Linognathus sp. Abdômen membranoso. PERÍODO DE PRÉ-OVIPOSIÇÃO: É em média de três dias. piolho sugador de cães e ruminantes. Os animais parasitados. Fêmea põe em média 3 a 6 ovos/dia. Hemimetabólicos. obrigando o animal a se coçar e morder o local da picada para se livrar do inseto. das condições de temperatura e umidade e do meio em que são mantidos os animais (ovos não se desenvolvem em temperatura inferior a 25 ). Adultos vivem 30 dias. Número de ovos varia com a espécie (um a quatro por dia). HOSPEDEIROS: . O ato de coçar pode provocar ferida que se agrava pela invasão de germes. cerca de 3 a 6 por dia). o CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Sem placas quitinizadas. Primeiro par de patas é menor que o segundo e o terceiro.

tem capacidade de transmitir agentes tratamento para a espécie afetada (hospedeiro). H.mais comum em cães de pêlos longos do que de pelagem curta.ninfa. -Limpeza e esterilização dos fômites. -Produtos pour-on. barbelas. -Ivermectinas para sugadores. Deve-se tratar antes os animais. quadripertusus (vassoura da cauda). Repetir em 10 a 14 dias. (penas que SAZONALIDADE: Mais freqüente no inverno. vituli . CICLO GERAL: BIOLÓGICO DOS PIOLHOS EM CONTROLE DOS PIOLHOS: -Produtos químicos em banhos de imersão ou aspersão com pressão. Importante para o diagnóstico e medidas de controle.adulto (macho e fêmea). desde a cabeça até a cauda. Há exceções: BIOLOGIA: Parecida com Haematopinus.bovinos leiteiros e animais novos. Menopon/Menacanthus cobrem o corpo). TRATAMENTO DOS PIOLHOS EM GERAL: -Medidas de higiene. IMPORTÂNCIA DOS PIOLHOS: ESPECIFICIDADE PARASITÁRIA: Identificação das espécies. LOCALIZAÇÃO NO HOSPEDEIRO: Preferencialmente na parte superior do corpo. Três estádios ninfais. Completa-se em 25 a 35 dias. setosus . suis (nas dobras da pele atrás da orelha e região púbica= início da infestação). há o enfraquecimento dos animais e irritações na pele.. períneo. Fêmeas depositam ovos nos pêlos do hospedeiro. H. recomenda-se uma segunda aplicação após 10 a 14 dias. Duração do ciclo 30 a 40 dias (depende da espécie). espáduas. abrem uma porta de entrada para infecções secundárias. pois provocam perda de sangue. No hospedeiro (Anoplura e Mallophaga): ovo. passam a adultos que se locomovem _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Aplicação de inseticida. -Pente fino. -Alguns Inseticidas não agem sobre lêndeas. No RS há problemas nesta época do ano por causa do frio (animais ficam mais próximos uns dos outros ou são estabulados). O pêlo cresce e forma um micro-habitat. Ovos (lêndeas) são colocados presos ao pêlo e em contato com a pele eclodem as ninfas. -Inseticida em pó nos ninhos.75 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ L.Cães (novos e velhos). direcionar o Os anopluras são mais patogênicos do que os mastigadores. etc. pelo corpo do animal (Mastigadores) ou permanecem presos ao pelo (Anoplura). L. patogênicos. Hemimetábolos. então. Encontrados no pescoço.

76 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ Principais Piolhos de Importância Médica Veterinária Trichodectes Heterodoxus Felicola Bovicola Haematopinus Linognathus Goniodes Lipeurus Struthiolipeurus Columbicola Pthirus Pediculus Chelopistes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

Figura 65. asa com parte apical membranosa e parte basal coriácea (dura). predadores ou entomófagos (rostro curvo em forma de arco) e fitófagos (rostro (hipostômio + quelíceras) longo e com quatro segmentos). ovos e ninfas de barbeiro. SUBORDEM GIMNOCERATA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . fêmeas e adultas).barbeiros SUBFAMÍLIA TRIATOMINAE Parte membranosa Figura 64. Os ovos do gênero Triatoma e Panstrongylus são isolados. Depois escurecem e quando o embrião está formado ficam rosados. Período de incubação: 15 a 30 dias. CICLO BIOLÓGICO: Depois da última muda para adultos.ninfa (cinco fases) – adulto. Após a alimentação defecam. Adulto. Não precisa alimentação prévia. Após a postura os ovos são brancos e operculados. destinadas ao vôo) quando em repouso.77 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos PARTE VII Hemípteras ____________________________________________________________________________________ ORDEM HEMÍPTERA CONCEITOS BÁSICOS: • Dois pares de asas. • Olhos bem grandes. Conexivo Parte coriácea NUTRIÇÃO: São hematófagos em todos os estágios de evolução (ninfas. O macho copula várias vezes. a fêmea e o macho copulam. SUBORDEM CRYPTOCERATA – aquáticos. • Alimentação: podem ser hematófagos (rostro curto e reto com três segmentos). Asa em hemiélitro. • Geralmente apresentam dois pares de asas um par anterior do tipo hemiélitro. os do gênero Rhodnius são aderidos. FAMÍLIA REDUVIIDAE . A fêmea copula apenas uma vez e faz postura parcelada (1 a 40 ovos em cada postura) num total de quase duzentos ovos em toda a sua vida. que serve para proteção das asas posteriores (membranosas. • Hemimetabólicos (metamorfose incompleta): ovo . ou seja. • Corpo grande e achatado dorso ventralmente. A duração do ciclo depende da temperatura.

GÊNERO Triatoma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Conexivo (parte dorsal onde a asa não cobre) HABITAT: Habitam locais escondidos (toca de tatu. GÊNERO Panstrongylus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tamanho grande. Figura 67. O Triatoma possui o tubérculo na porção medial da cabeça.78 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos O Panstrongylus possui o tubérculo inserido bem próximo aos olhos compostos (omatídeos) . copa de árvores. frestas na casa) e possuem hábito noturno. Figura 66 Inserção do tubérculo antenal dos triatomíneos de importância veterinária. Eles são diferenciados principalmente pela inserção do tubérculo antenífero. Em média de 180 a 300 dias. • Cabeça curta e grossa. Cabeça de Panstrongylus sp. Cabeça de Triatoma sp. GÊNEROS: Temos três gêneros de importância nessa família: Rhodnius. O Rhodnius possui o tubérculo inserido próximo ao rostro (aparelho bucal). • Tubérculo da antena entre o olho e a extremidade da cabeça. Triatoma e Panstrongylus. umidade relativa e espécie de barbeiro. amarelado. alimentação. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 68. IMPORTÂNCIA: Os gêneros dessa família servem de hospedeiro intermediário para o agente causador da doença de chagas (Trypanosoma cruzi que é transmitido pelas fezes do barbeiro). • Tubérculo antenal bem próximo ao olho.

chega perto. • Conexivo de cor amarelada com manchas oblongas negras. destruir ninhos dos barbeiros próximos as casas. • Asas atrofiadas. • Não transmitem doenças. mais longa que o tórax. GÊNERO Cimex HOSPEDEIROS: Morcego e homem. mas não consegue ovopositar. Cimex sp. • Fazem seus ninhos próximo de onde a pessoa dorme e saem a noite para se alimentar. Cabeça de Rhodnius sp. • Antenas com quatro segmentos. condições decentes de moradia humana e animal. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Pronoto bem pronunciado e largo no Pronoto Figura 69. FAMÍLIA CIMICIDAE . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Barbeiro domiciliar .79 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos GÊNERO Rhodnius CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tubérculo antenal bem perto do ápice.percevejos da cama CARACTERÍSTICAS: • Corpo bem menor que o dos barbeiros. • Cabeça muito longa e delgada. Figura 71. CONTROLE: Uso de inseticidas. conhecido como percevejo. OBS: Barbeiro peridomiciliar . grau de antropofilia e outros. telas nas janelas. cruzi. **Um bom transmissor é aquele que tem capacidade de domicialização. susceptibilidade ao T.capacidade de colonizar a habitação humana (principalmente casas mal construídas). Figura 70. tamanho da colônia. Lesão em homem provocada pelo percevejo Cimex.

CICLO BIOLÓGICO: A fêmea põe um a cinco ovos por dia. Ele então retorna para o seu esconderijo para fazer a digestão repetidas. Todas as fases são encontradas em uma população que está reproduzindo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Um adulto ingurgita-se com sangue em aproximadamente 10 a 15 minutos. Espécie Ornithocoris toledoi HOSPEDEIROS: Galinhas. • Dois pares de cerdas nos ângulos posteriores do protórax. a posterior parecendo uma figura trapezoidal. pode viver um ano ou mais sem comida. Podem viver durante várias semanas sem alimentar-se se a temperatura está amena e durante vários meses se a temperatura está baixa. • Um par de cerdas no ângulo posterior do protórax. vista dorsal e ventral. Faz alimentações GÊNERO Ornithocoris HOSPEDEIROS: Aves. Pode haver três ou mais gerações por ano. e um jovem (ninfa) em três a cinco minutos. visão ventral e dorsal. • Ápteros. do sangue. Ela pode pôr um total de 200 ovos quando bem alimentada e em temperaturas superiores a 28° C. O hemíptera vive em média 10 meses com alimentação disponível. Ninfas recentemente eclodidas alimentam-se imediatamente quando há comida disponível. Cimex sp. Em algumas Figura 73. Ovos chocam de seis a 17 dias. • Parasita de aves. Elas mudam cinco vezes (trocam a pele externa ou exosqueleto para crescerem) antes de alcançarem a maturidade. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Pronoto com a parte anterior mais estreita que Figura 72.80 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos comprimento (quatro vezes mais largo que alto). Ornithocoris sp. • Rostro atingindo a coxa um. • Antenas com terceiro e quarto artículo mais delgados que os dois primeiros. • Muito peludos. Os ovos são pegajosos quando recém postos e aderem ao objeto no qual eles são colocados. condições. alimentando-se entre cada muda.

a fêmea copula outra vez. Podem provocar anemia e os gêneros pertencentes à família Reduviidae são responsáveis pela transmissão do Trypanosoma cruzi. podendo os adultos viverem até 200 dias. Em cada postura são postos em média até 50 ovos. O ciclo completo varia entre 40 a 90 dias.81 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos CICLO BIOLÓGICO: Após a alimentação (hematófagos) que dura 5 minutos. Entre duas posturas há um intervalo de 7 a 10 dias. O período de prépostura é em média de 7 dias. após o qual. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA DOS HEMÍPTERAS: Através da picada causam irritação e incomodam o homem e os animais perturbando a sua tranqüilidade. ocorre a cópula. Há também 5 estádios ninfais. Cada estádio ninfal realiza cerca de 3 repastos sangüíneos antes de nova ecdise. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Para cada postura a fêmea copula uma vez.

cuja localização. .Pernas longas. Os ovos das pulgas são brancos. -Algumas rachado. .Não apresentam asas.Ectoparasitos obrigatórios periódicos. A postura ocorre quase sempre nos lugares onde habitam os hospedeiros. desovam os adultos permanecem transitoriamente no corpo do hospedeiro para a sucção do sangue.Holometábolos (metamorfose completa): ovo – larva – pupa – imago ou adulto. A primeira muda ocorre entre o terceiro ao sétimo dia e. grandes (0. . As fêmeas fecundadas. tamanho. -Corpo revestido de espessa quitina BIOLOGIA: As pulgas desenvolvem-se por metamorfose completa. . O nono metâmero apresenta em ambos os sexos uma placa sensorial chamada de sensila. pulgas apresentam mesonoto _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . mas no inverno ou na falta de alimento pode prolongar-se por até 200 dias.5 mm) e visíveis a olho nu sobre fundo escuro. principalmente as posteriores. dependendo da espécie. seco. o que facilita o andar pelos animais.Nome vulgar: Pulgas. As larvas são vermiformes. Em condições favoráveis a larva passa para pupa em 9 a 15 dias. pteros – asas . número. Depois das mudas espiniformes. .Aparelho bucal picador-sugador: hematófago. após três a quatro dias realiza-se a segunda muda. escorregadia e cerdas voltadas para trás que auxiliam a pulga a deslizar entre as penas e pêlos dos hospedeiros não permitindo que voltem (dêem ré). O desenvolvimento depende das (urômeros) imbricados.82 Siphonaptera .Achatadas lateralmente. eliminado com as dejeções das pulgas adultas. . somente CARACTERÍSTICAS: .sifão. forma e disposição são importantes na sistemática.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ PARTE VIII Pulgas ____________________________________________________________________________________ ORDEM SIPHONAPTERA Siphon. A larva sai do ovo por uma abertura na cápsula cefálica. pedicelo e clava) e sulco antenal que divide a cabeça em fronte (parte anterior) e occipício (atrás do sulco antenal). . esbranquiçadas.Antena com três segmentos (escapo.ausência. -Abdômen formado por 10 segmentos numero variável de ovos (entre três e 18) em cada postura. ápodas e possuem aparelho mastigador. depois de um ou vários repastos sangüíneos. deixando-o após o repasto. O alimento das larvas é sangue digerido. -Podem quitinosos) apresentar que são ctenídeos cerdas (dentes condições de temperatura e umidade. mas no verão o ciclo se completa em 21 dias.Três segmentos torácicos e 10 abdominais. a. Os segmentos dois a sete possuem de cada lado um estigma. quando os ovos são postos nos pêlos ou penas do hospedeiro estes não se fixam e caem ao solo. adaptadas para o salto. O número total de ovos pode chegar a muitas centenas. dispostas como dentes de um pente.

Menores pulgas que existem (1 mm). Figura 75. A fase de pupa dura de 7 a 10 dias mas pode chegar a mais de um ano se a temperatura não for favorável. deixando livre.Não apresenta fratura no occipício. . mas a preferência são os dedos do pé.Palpos labiais com dois segmentos pouco quitinizados. Duas mandíbulas (lacínias) retilíneas. FAMÍLIA HECTOPSYLLIDAE GÊNERO Tunga . serrilhadas e longas. Ovo de pulga. são menores que 1 segmento abdominal. dando origem a pupa. Figura 76.bicho de pé HOSPEDEIROS: Suínos.83 Siphonaptera .Quase não tem tórax (achatadas): Os três segmentos torácicos juntos. Realiza-se então a terceira e última muda. BIOLOGIA: PERÍODOS DE SOBREVIVÊNCIA Sem alimento Pulga do homem – 125 dias Pulga do cão – 58 Pulga do rato – 38 dias Com alimento: 513 dias 234 dias 100 dias As fêmeas depois de fecundadas introduzem-se na pele (pode ser em qualquer lugar.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ SUBORDEM INTEGRICIPTA . em comunicação com o meio exterior apenas o Segmentos torácicos . As pulgas adultas permanecem no casulo até sentirem a presença do hospedeiro através da liberação de gás carbônico e vibrações.Não possuem ctenídeos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . a larva tece um casulo pegajoso que se fixa em algum substrato e fica camuflado pela poeira. junto ao canto das unhas) do hospedeiro. Macho adulto de Tunga penetrans. . Larva de pulga presente no ambiente. . cães e homem (rural) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 74.

Machos e fêmeas não fertilizadas sugam intermitentemente seu hospedeiro. retirada do interior da pele do hospedeiro. Somente quando a fêmea é copulada ela penetra na pele.Apresentam olhos.84 Siphonaptera . Depois de todos os ovos serem postos a pulga murcha e cai ao solo ou é expelida pela ulceração que se forma no local da penetração. Usa-se uma agulha CICLO BIOLÓGICO: -A oviposição é feita tanto no hospedeiro como no ambiente e nesse eclodem as larvas que permanecem no ambiente se alimentando de detritos e fezes das pulgas adultas (as larvas não são hematófagas). . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 77. SINTOMAS: No início da penetração ocorre um leve prurido. mas com o intumescimento do abdômen do inseto surge a sensação dolorosa. no qual se encontra a abertura do ovipositor. TRATAMENTO: A retirada do inseto deve ser realizada por meios mecânicos. Fêmea de pulga penetrante pronta para postura. Após o período de incubação os ovos são expelidos e o resto do ciclo é como o da maioria das pulgas. O macho morre. Tunga penetrans íntegra. a destruição no interior da pele pode causar infecção.Apresentam ctenídeos pronotal e genal. Ciclo completo: Em torno de 30 dias. Cabeça da pulga Figura 78. . Instalada no hospedeiro começa a sugar sangue e inicia-se o saia inteiro. As larvas produzem uma esterilizada procurando alargar a abertura da cavidade onde está o inseto a fim de que ele _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . desenvolvimento dos ovos (até 100).Pulgas _____________________________________________________________________________________________ ápice do abdômen. que não são eliminados de imediato permanecendo no abdômen até a pulga ficar do tamanho de uma ervilha. Os ovos levam 3-4 dias para eclodirem as larvas e 2 a 3 semanas após tornam-se adultos. FAMÍLIA PULICIDAE GÊNERO Ctenocephalides HOSPEDEIROS: cão e gato.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .A Tunga pode propagar o tétano (Clostridium tetani). . Utiliza estábulos para colonização. GÊNERO Pulex HOSPEDEIROS: Homem.A presença de pulgas sobre o corpo do animal.Possuem uma cerda anterior ao olho e uma cerda occipital.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ substância gosmenta que formará o pupário e essa pupa é o processo de transição de larva para adulto. A pupa não se alimenta. Estes passam a larvas. CONTROLE: Deve-se tratar não só o animal. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Cerda anterior ao olho e occipital de Pulex. As pulgas têm uma grande resistência à inanição. . -Possuem fileira de cerdas no occipício. -Possuem mesonoto rachado. Só fica no hospedeiro para se alimentar.Não apresentam ctenídeos genal e pronotal. GÊNERO Xenopsylla Figura 79. PULGAS EM GERAL: . pode causar uma reação cutânea pela ação da saliva desse inseto. durando cerca de 30 a 50 dias sem se alimentar e têm preferências. mas também o ambiente. acelerado é o ciclo (pode ser de 21 a 150 dias). mas não especificidade. pupas e adultos (fêmeas e machos). Ctenídios de Ctenocephalides. distendendo o seu abdômen (fica parecendo uma ervilha) e depois libera os ovos no ambiente. principalmente em condições deficientes de higiene. É hospedeiro intermediário de Dipylidium caninum. Pronotal Genal Figura 80. ESPÉCIE Xenopsylla cheops HOSPEDEIROS: Ratos. Dela emergem os adultos machos e fêmeas que são hematófagos. em forma de V. Quanto mais quente. .85 Siphonaptera . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Não possuem ctenídeos.Mesopleura sem espessamento interno. mais CICLO BIOLÓGICO: A fêmea fertilizada vai procurar o hospedeiro e suga o seu sangue.

A bactéria fica no proventrículo do estômago da pulga. onde se reproduzem ocasionando obstrução parcial ou total do tubo digestivo. Cerdas em “V” de Xenopsylla sp.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ -Algumas pulgas são hospedeiras intermediárias de cestódeos (Dipylidium – Ctenocephalides).86 Siphonaptera . que morre logo. -A morte de ratos dissemina pulgas (Xenopsylla) contaminadas com o bacilo Yersinia pestis. Com o passar do tempo passa a bloqueada. O proventrículo parcialmente bloqueado faz com que haja refluxo de sangue contido no estômago. picando vários hospedeiros e transmitindo a bactéria. que transmite a peste bubônica.é a mais importante porque a pulga consegue ingerir algum nutriente e por isso ela sobrevive mais tempo. Quando os roedores adoecem da peste e morrem. as pulgas abandonam o cadáver e vão alimentar-se em outro animal ou no homem. As pulgas nessa condição não conseguem se alimentar direito e ficam num estado de fome permanente. então quando a pulga se alimenta regurgita para o interior do corpo do animal sangue infectado com bacilos. impelindo-as a atacar os animais vorazmente. *Pulga semibloqueada . porém está sempre com fome. Mesonoto rachado Figura 81. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

87 Siphonaptera .Pulgas _____________________________________________________________________________________________ Principais Pulgas de Importância Médica Veterinária Ctenocephalides Ctenocephalides Cabeça de Tunga Tunga Pulex Cerdas na cabeça XenopsyllaCerdas em forma de V Pulex Xenopsylla _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

ASAS: Asas Mesotorácicas com membranosas moderado e de transparentes. Nematocera as antenas têm cerdas. . número nervuras longitudinais e poucas transversais. um lábio.As antenas possuem três segmentos: escapo.Larvas sem apêndices locomotores. móveis ou imóveis envolvidas pelo pupário resultante do endurecimento da desenvolvidas e apresentam canalículos (tipo esponjinha) e nos e sugadores são pouco A desenvolvidos apresentam dentículos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . As maxilas podem apresentar palpos maxilares (não confundir com antenas que estão entre os olhos). exceção é que na mutuca (sugador) as labelas são grandes e têm dentículos. 1 a 3 ocelos e aparelho bucal. APARELHO BUCAL: Aparelho bucal ou picador lambedor (Ex. as duas estruturas são auxiliares das asas. ANTENAS: . órgãos de equilíbrio) e também uma estrutura membranosa chamada calíptera ou alúla (situada no lado posterior da base da asa). Fêmeas TÓRAX: apresentam poucas cerdas e machos apresentam muitas cerdas. As labelas nos lambedores são muito PATAS: . . 1 par de olhos compostos. um par de maxilas para triturar.Pernas com cinco artículos tarsais. Cabeça de mosca. . embaixo das unhas há os púlvilos e o empódio. hematófagas) doméstica).Tarsos terminam em duas garras. pluriarticulado ou não.Mesotórax mais desenvolvido que o pró e metatórax. CABEÇA: . pedicelo e flagelo (esse pode ter de 1 a 16 segmentos). Essas características definem a subordem.O par de asas é inserido no mesotórax. Apresenta um par de mandíbulas cortantes. .Pupas livres.Cabeça articulada bem distinta do tórax. Aparelho bucal Figura 82.88 ______________________________________________________________________________________________ ORDEM DIPTERA (Moscas.Subordem Nematocera – Mosquitos – Antenas filiformes com no mais de seis Na artículos subordem semelhantes flagelo. Mutucas e Mosquitos) . moscas mosca . . Olhos Antenas última pele larval. (Ex.No metatórax aparece o balancim ou halter (asas metatorácicas atrofiadas e transformadas em pequenas hastes. com 1 par de antenas. dando equilíbrio ao vôo. um labro e hipofaringe.

Antena de brachycera l h h OLHOS: -Os olhos compostos são grandes.89 ______________________________________________________________________________________________ Essa pode ser simples ou nua. os olhos das fêmeas Antenas são dicópticos (olhos separados) e dos machos são holópticos (olhos juntos). .Subordem Brachycera Cyclorrhapha – Moscas em geral – Antenas com três artículos. Antena de tabanídeo. bipectinada. -No caso das moscas não se vê escapo nem pedicelo. ocupam quase toda a cabeça e são constituídos por células denominadas omatídeos. um apêndice chamado arista. pectinada ventralmente. Subordem Brachycera Tabanomorpha – Figura 85.Brachycera Cyclorrhapha – Moscas em geral. mutucas. ordem díptera esta dividida em três subordens: . que é pendurado e há uma cerda.Nematocera – Mosquitos. -Ocelos entre os olhos compostos. com arista.Brachycera Tabanomorpha – Tabanídeos ou . . dorsalmente e pectinada antenas Antenas Figura 83. Tabanídeos ou mutucas – Antenas com três artículos sendo que o último é anelado. CLASSIFICAÇÃO: A Figura 84. vivem em ambiente diferente daquele onde se desenvolveram as larvas. HABITAT: Forma adulta é terrestre. Encontram-se com freqüência em _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Fêmea de mosquito mostrando as antenas com poucas cerdas. Sem arista. mas sim o flagelo. Na subordem Brachycera Cyclorrhapha.

Pode ser: Flores. matéria orgânica em humana. REPRODUÇÃO: Metamorfose completa – Holometábolos. As larvas de dípteros desenvolvem-se em água corrente ou estagnada.90 ______________________________________________________________________________________________ descampados. no interior de vegetais. Acéfalas. armada de mandíbulas e maxilas com dentes quitinosos. florestas. decomposição. transformadas em ganchos Nas Subordens Brachycera Tabanomorpha e Nematocera as larvas são do tipo eucéfalo e o adulto que se forma no interior da pupa emerge através de uma fenda em forma de T situada no dorso da pupa. Durante o estágio larvário os insetos sofrem 3. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . sangue de diversos animais. IMPORTÂNCIA: Os dípteros são os mais importantes grupos de insetos de importância Médica veterinária e NUTRIÇÃO: Varia de acordo com a espécie. pois são responsáveis pela transmissão de inúmeros agentes patogênicos por meio da picada ou contaminando alimentos com germes patogênicos que carregam em suas pernas ou aparelho bucal. exsudatos de úlceras cutâneas. larvas são do tipo acéfalo e os adultos emergem da pupa através de uma fenda que circunda a parte anterior do pupário.Com cabeça reduzida e peças bucais rudimentares. desertos. alguns se Na subordem Brachycera Cyclorrhapha as adaptaram a regiões inóspitas como mangues. folhagens. Há ainda dípteros cujas larvas se desenvolvem à custa de tecidos de vertebrados. As larvas são ápodes e podem ser de dois tipos: Eucéfalas – Com cabeça distinta e móvel. suor. cavernas. matéria orgânica em decomposição . seiva que escorre dos vegetais.Pupa – Adultos. 4 ou mais ecdises. internos. causando as bicheiras ou miíases. existem também muitas espécies predadoras que nutrem-se sugando os humores dos insetos que capturam. cerrados. Ovo Larva . ou como parasitas de animais.

e Díptera -Um asas -Holometábolos -Aparelho bucal picadorsugador lambedor ou par de Nematocera -Um par de antenas longas e articuladas -Fêmeas parasitas -Olhos compostos -Adulto emerge da pupa através de fenda dorsal em T Culicidae (Mosquitos) -Antenas nos machos é plumosa.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ 91 CLASSIFICAÇÃO DE NEMATOCERA FILO CLASSE ORDEM SUBORDEM FAMÍLIA SUBFAMILIA TRIBO GÊNERO Arthropoda -Tubo -Patas articuladas -Celoma repleto digestivo completo. -Probóscida desenvolvida Anophelinae Palpo fêmea=probóscida Anophelini Anopheles Culicini Culicinae Culex Aedes bem Palpo fêmea<probóscida de hemolinfa.Nematocera . -Corpo dividido em tórax abdômen cabeça. Insecta -Díceros -3 pares de patas. Ceratopogonidae Simulidae Psychodidae Culicoides (pólvora) Simulium (borrachudo) Phlebotomus Lutzomyia (Palha) _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

Veiculador da malária (esporozoítas do Plasmodium vivax na glândula salivar) .Probóscida bem desenvolvida.Sem ocelos. . Fêmea de Anopheles Palpos TRIBO ANOPHELINI GÊNERO Anopheles CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Conhecido como mosquito.Coxa posterior mais curta que a largura do mesoepímero. . .Larvas horizontais na superfície d’água . .Escuama com franja completa. SUBFAMÍLIA CULICINAE TRIBO CULICINI _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . . BIOLOGIA DE ANOPHELES .Antenas com 15-16 segmentos. rios e represas. . .Fêmeas colocam seus ovos em locais úmidos (plantas flutuantes) ou água.Larvas sem sifão respiratório. .Quando em repouso esses mosquitos formam um ângulo quase reto ao substrato.Criadouros são lagoas.Pupas com trompa respiratória de forma cônica curta e de abertura larga.Hábito crepuscular e noturno.Olhos grandes.92 Nematocera . . . . .Palpos da Fêmea de comprimento igual ao da probóscida.Machos alimentam-se de sucos vegetais.Palpos retos.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ PARTE VI Mosquitos ____________________________________________________________________________________ ORDEM DIPTERA SUBORDEM NEMATOCERA FAMÍLIA CULICIDAE CARACTERÍSTICAS: . . .Antenas nos machos plumosas.Adultos com escamas abundantes. dando aspecto de clava. SUBFAMÍLIA ANOPHELINAE CARACTERÍSTICAS: .Ovos providos de flutuadores e postos isoladamente.Primeiro tergito abdominal sem escamas.Machos com últimos segmentos do palpo dilatados e pilosos. . . .Fêmeas hematófagas sugam sangue à noite. Figura 86. .Fêmeas com palpos delgados e do mesmo comprimento da probóscida.Pernas longas. .

se forem alimentadas com líquidos permanecendo com o corpo mergulhado. vasos. e são maiores que a tromba. Em condições normais uma fêmea pode fazer 12 ou mais repastos sangüíneos em um mês o que é de grande importância na transmissão da febre amarela. .Dispõem-se obliquamente perpendicularmente na superfície ou líquida . barro. GÊNERO Aedes: Espécie Aedes aegipty CARACTERÍSTICAS: .Lobo pronotal menor que o meron. Fêmea de Aedes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro água ou na sua superfície) em águas limpas .A fêmea após ter feito a postura de seus ovos morre rapidamente. . potes de cacos de garrafa. .Quando em repouso esses mosquitos ficam com o corpo paralelo a superfície.O ciclo dura 11 a 18 dias em temperatura de 26 graus centígrados. completa com ou sem espiraculares .Hábito diurno gostam de temperatura elevada e picam raramente quando a temperatura fica abaixo de 23 graus. .Depositam os ovos separadamente em vários lotes. mas os últimos segmentos não são dilatados.A cópula se processa 12 a 24 horas após o nascimento do imago e estimula o desejo de sugar sangue. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . . via de regra. As fêmeas após sugarem sangue fazem a postura dos ovos em poucos dias. As fêmeas virgens dificilmente sugam sangue. Palpos Figura 87.Larvas com sifão respiratório. .93 Nematocera . . não há postura.Pupa com trompa respiratória de forma tubulosa. mais ou menos cilíndrica alongada e de abertura estreita. .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ existentes em barris.Machos com palpos longos. GÊNEROS: Aedes.Ovos desprovidos de flutuadores e postos em jangada. Culex.Fêmeas com palpos curtos de comprimento menor que a tromba . açucarados. postos em intervalos de um ou mais dias. Macho e fêmea de Culicinae. . . .Longevidade: Em laboratório uma fêmea viveu até 154 dias. .Postura preferencialmente (vizinhança da Figura 88.Ovos resistem a dessecação por vários meses.Escuamas com franjas. .

Os ovos. Sifão respiratório de larva de Aedes sp. .. .Fêmeas depositam seus ovos em água estagnada pura ou impura nas imediações dos domicílios. Larva de Culex sp. . Fêmea de Culex.Cada fêmea pode pôr de 70 a 150 ovos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Tórax de Aedes aegipty Figura 90. . GÊNERO Culex CARACTERÍSTICAS: .Esse mosquito é doméstico e nas horas de repouso (noite) se esconde atrás ou debaixo de móveis. Figura 92.As larvas se alimentam de bactérias contidas na água e possuem sifão respiratório com um tufo de cerdas.Transmite a febre amarela e a dengue.Doméstico de hábito noturno. postos verticalmente são aglutinados Palpos Figura 91.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ . . Figura 89.94 Nematocera .

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . macho e fêmea se prendem pela extremidade posterior. Culex: Os ovos de Culex são colocados sempre em posição vertical formando jangadas capazes de flutuar. etc.Após a desova a fêmea morre ou sobrevive poucos dias. quando cai a chuva há a eclosão das larvas. . Aedes: Colocam seus ovos à beira das águas de pequenas coleções de vasos. não BIOLOGIA DA FAMÍLIA CULICIDAE ALIMENTAÇÃO: Quando adultos as fêmeas alimentam-se em geral de sangue pois tem necessidade para que se processe a maturação dos ovos mas não para sua subsistência pois em laboratório sobrevivem apenas com água e açúcar. . . latas. mas não possuem flutuadores. aí se efetuando a cópula. Anopheles: Gostam de fazer a postura em grandes coleções de água parada. (anofelinos) a cópula se dá momentos antes de se dirigirem para as casa. no Anopheles. Os machos e fêmeas saem dos criadouros e em geral copulam no ar e essa cópula ocorre de duas maneiras: No Aedes aegypti. os machos alimentam-se de sucos de frutas e néctar de flores.. ainda que possam sobreviver algum tempo em ambiente úmido. sendo que possuem flutuadores laterais.Ciclo dura em média 10 a 11 dias. agüentam três dias em lugar seco. Os ovos de Aedes são postos isoladamente. sobre o teto. .É encontrado principalmente nos dormitórios. LARVAS: As larvas são encontradas na água. o ato dura 4 a 5 segundos. água com leve correnteza ou em água coletada de bromélias. Isso explica a disseminação desses mosquitos para todos os lugares.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ formando uma jangada.-Larvas possuem sifão respiratório com vários tufo de cerdas.As fêmeas são antropófilas. . móveis e roupas. POSTURA E OVOS: Uma vez alimentada. e o lugar da postura varia de espécie para espécie.. Há mesmo a chamada “dança nupcial” em que os mosquitos ficam voando em largos círculos. o macho fica sob a fêmea fixando-a por meio de duas pinças laterais.95 Nematocera . Evaporando-se a água os ovos aderem as paredes do vaso e resistem ali por vários CÓPULA: Nos mosquitos de hábitos crepusculares meses. a fêmea quando está com seus ovos amadurecidos precisa fazer a postura. Um macho pode copular várias fêmeas e uma fêmea pode ser copulada por vários machos. Transmite Wuchereria bancrofti (filária. ficando em linha. Os ovos de Anopheles não resistem a dessecação. Os ovos de anofelinos são postos isoladamente na superfície da água. Elefantíase).

Asas hialinas com manchas claras e escuras recobertas de curta pilosidade. até 4 mm. Figura 95. plumosas nos machos. GÊNERO Culicoides. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Os primeiros segmentos antenais parecem bolas.96 Nematocera . . durante a qual a larva expulsa quatro vezes a pele. maruins. microorganismos. O corpo da larva é constituído de cabeça. são as mudas ou ecdises. porém não se alimenta O corpo das pupas de -Antenas longas com 14 segmentos com formato de contas de rosário. A respiração é feita por um sifão respiratório na extremidade final do abdômen. Pupa de Nematocera. Após a saída do mosquito adulto ele fica em cima da pele da pupa que acabou de deixar para que ocorra a quitinização (quitina em contato com o ar endurece). . FAMÍLIA CERATOPOGONIDAE Figura 93. Larva de Culicinae. Figura 94.Bem pequeno.Peças bucais curtas. É móvel. tórax e abdômen. com a forma de uma vírgula. Larva de Anophelinae Sifão respiratório Sinonímia: Mosquito pólvora. pungitivas e sugadoras nas fêmeas. As larvas são vermiformes e desprovidas de patas e asas. PUPAS: Após a quarta muda larvária emerge a pupa. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Anopheles não possui sifão respiratório.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ O período larvário representa a fase de crescimento do inseto. As larvas se alimentam de mosquitos é constituído de duas partes: cefalotórax e abdômen. As pupas da família culicidae também se localizam na água.

Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ BIOLOGIA Ovos: Os ovos são alongados e levemente encurvados. desenvolvem-se em meio aquático ou semi-aquático.Gênero Lutzomyia (Encontrado nas Américas) – mosquito palha. habitat ideal é o mangue. CARACTERÍSTICAS DO CULICOIDES: . mas podem sugar à noite ou até de dia. As fêmeas são FAMÍLIA PSYCHODIDAE que não raro se complicam com infecção secundária pelo ato de coçar. Podem matar se atacarem em bandos. com perda de pele. o período de incubação é de 2 a 7 dias dependendo das condições do ambiente. GÊNERO Lutzomyia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . As larvas nadam com agilidade em busca de microorganismos para se nutrirem. urticarianas.Vive nos mangues e terrenos pantanosos. Transmite filarias e vírus da língua azul para bovinos e ovinos. só fêmeas são hematófagas. A picada produz lesões eczematosas .Ovos postos em água doce ou salgada. tanto pode ser de água doce como salgada. Sem importância em medicina veterinária. As fêmeas fixam-se ao corpo de outros insetos e sugam-lhes a hemolinfa. a fêmea nutre-se dele. Seis estágios larvais. voam pouco. zonas de marés. Machos e fêmeas reúnemse em grandes enxames onde ficam voando em turbilhão para a cópula. Tem hábito crepuscular. isto é em terrenos lodosos ou de muita umidade. Larvas: As larvas apresentam 12 segmentos abdominais.97 Nematocera . . Causa dermatite em eqüinos. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: A picada é semelhante a um fósforo aceso no braço. Antenas SUBFAMÍLIA PHLEBOTOMINAE: PRINCIPAIS GÊNEROS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Gênero Phlebotomus (Encontrado na Europa) . SUBFAMÍLIA PSYCODINAE: Psychoda - mosca dos banheiros. hematófagas e atacam vorazmente o homem. pedaços de pau.As fêmeas fazem a postura em pedras. Cabeça de Culicoides. pois se desenvolvem em certo grau de salinidade. não se afastam muito do lugar onde habitam. Se o macho após a cópula não fugir. a picada faz formações bolhosas na pele Adultos: São encontrados em mangues. Figura 96.

e com duas manchas escuras no lugar dos olhos. .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Habitações próximas a matas estão sujeitas a receber a visita desses mosquitos.Palpos maiores que a probóscida com 3 a 5 artículos. com a cabeça não retrátil aparelho bucal das fêmeas é adaptado para sugar sangue. desenvolvimento larval se dá em 30 dias e depois de quatro mudas de pele passam a pupa. Os machos nutrem-se de sucos vegetais. . escondendo-se em cantos escuros durante o dia e saindo à noite em busca de alimento. Algumas espécies podem Figura 97. nas frestas das rochas. São atraídos pela luz das lâmpadas.Olhos compostos ocupando grande parte da cabeça. Algumas espécies aparecem. O desenvolvimento larval ocorre na água. mas em lugares de muita umidade. pernas e asas unidas ao corpo. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . BIOLOGIA Ovos: Os ovos dos psicodídeos são alongados. onde a luz raramente incide. A fase de pupa transcorre entre 10 e 15 dias. O Larvas: Quatro estádios larvais. nos buracos de árvores e em cheios de folhas O apodrecidas excrementos. isoladamente ou em grupos. sugar sangue de dia. 4mm no máximo. Adultos: Os adultos na conformação geral do corpo parecem um pequeno mosquito.98 Nematocera . depositados em ambientes Pupas: As pupas mostram cabeça distinta. nas florestas as larvas se criam embaixo da camada de folhas mortas que reveste o solo. eventualmente no interior de habitações humanas ou dos abrigos dos animais domésticos. com abundante matéria orgânica que lhes sirva de nutrição. aquáticos ou semi-aquáticos.Abdômen com 10 segmentos. . Adulto de Lutzomyia sp.Antenas tão longas quanto o comprimento da cabeça e tórax com densa pilosidade. As larvas nunca se criam em ambiente inteiramente aquático.Ocelos ausentes. em lugares sombrios próximos à pequenas porções de água.Asa com formato lanceolar e com nervuras longitudinais e paralelas. elemento essencial para maturação dos ovos. . ápodas. pardo-escuros. em matéria vegetal em decomposição. nas tocas que servem de abrigo a animais silvestres. As larvas são vermiformes. .Cerdas longas pelo corpo. A grande maioria dos psicodídeos habitam as Asa em forma de lança florestas.Dípteros muito pequenos. do oitavo em diante os segmentos se modificam e formam as peças do aparelho genital. .

Antenas Longevidade dos adultos: 27 dias. Em certas espécies. tendo para isso uma probóscida GÊNERO Simulium pungitiva. FAMÍLIA SIMULIDAE Mosquitos conhecidos como borrachudo ou pium BIOLOGIA Os machos vivem sugando flores.5 a 4 mm. em baixa temperatura esse período pode prolongar-se em virtude de uma fase de hibernação que a larva sofre depois da terceira muda. comprimento). Aparelho bucal de Simulium sp Aparelho bucal destas condições. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Podem veicular ainda o vírus da estomatite vesicular. São transmissores da Leishmania. porém. Dípteros pequenos (1. escura nas fêmeas e colorida nos macho. . IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Os flebotomíneos são hospedeiros de agentes causadores de doenças que afetam o homem e animais domésticos. a antena parece um chifre e possui os segmentos do flagelo achatados. ASTENOBIOSE OU DIAPAUSA: Normalmente a duração do período larval depende da temperatura e umidade. doença séria em bovinos.Seu corpo é revestido de fina e curta pilosidade aveludada.Tórax giboso. cavalos e suínos. ao contrário das fêmeas que são sugadoras de sangue de vertebrados.Pernas curtas e fortes. sem cerdas e curtas (parece um chifre). . lembram uma pequena mosca.Olhos compostos. causadora da Leishmaniose Visceral e/ou cutânea. sem diminuição da temperatura e alteração do teor de umidade. . Assim em uma postura podemos ter ovos que evoluem até fase adulta e outros que ficam em hipobiose por meses.O adulto apresenta asa com nervuras em apenas uma parte dela. Transmitem também muitos vírus entre os quais o responsável pela febre dos três dias (febre papatasi) muito conhecida na Europa.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ Os mosquitos flebotomíneos têm pouca capacidade de vôo. . Não procuram alimento a mais de 200 metros de distância. a larva hiberna e sua evolução se interrompe. separados nas fêmeas e juntos nos machos.99 Nematocera . que independente se verifique CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Antenas com 11 segmentos. de Figura 98. robustos.

formando uma bolha. Longevidade dos adultos: 2 a 3 semanas. cabeça bem diferenciada. Habitam áreas de cachoeiras e rios. Larvas: Possuem o corpo liso. parte posterior do corpo é dilatada e tem uma estrutura que serve para sua fixação. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: A picada. Hábitos bandos. Depois de completo o desenvolvimento da pupa. a bolha se desprende do pupário e sobe a tona d’água. geralmente ao entardecer para aguardar que alguma fêmea entre na dança. pseudópodes (por isso é chamada de semifixa) e glândulas salivares que produzem um fio pegajoso do qual são tecidas as pupas. se desfaz. Cada fêmea pode depositar até 500 ovos.100 Nematocera . (borrachudo). quando isso acontece. escova oral (para captar nutrientes rapidamente). Ciclo se completa em quatro a oito semanas em condições ideais de temperatura e umidade. atacam em mantém os ovos aglomerados. A apreensão dos microorganismos é feita por penachos situados um em cada lado da cabeça. quando sentimos. o borrachudo adulto vai insinuando-se para o seu interior. Adulto de Simulium sp. Transmite também o expansões filamentosas. Pupas: Apresentam em cada lado do tórax brânquias respiratórias constituídas de Transmitem doenças de filarídeos (elefantíase. Depois de 5 a 7 dias de incubação surgem as larvas. a fêmea já está no final do repasto sangüíneo. no início é imperceptível. No local da picada surge um pequeno ponto hemorrágico e uma leve sensação de dor que se transforma em prurido. junto aos quais é eliminada uma substância gelatinosa que de ar. Após seis mudas elas tecem um casulo cônico (com a secreção das glândulas salivares) fixo na base e aberto em cima e passam a pupa. pois só se desenvolvem em águas correntes. Ela nutre-se de microorganismos encontrados na água.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ A desova dos simulídeos se dá na água de rios e riachos com bastante correnteza. depositada sobre a vegetação marginal ou sobre rochas pouco submersas. o pupário enche-se Leucocytozoon para aves. Figura 99. onchocercose). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . e põem em liberdade o borrachudo. A larva fica vertical ao solo fixada ao substrato. logo um casal se afasta para a cópula. geralmente a postura efetuase quando a fêmea voa rente a superfície da água ou pousa sobre ela. As pupas são em forma de cone com filamentos traqueais (para absorção de O2). diurnos (crepuscular). Larvas e pupas ficam abaixo do nível das águas e as larvas apresentam ventosa posterior (para fixação). à medida que a bolha aumenta. Adultos: Os machos costumam reunir-se em grandes enxames.

Os adultos dessa filária formam nódulos subcutâneos em várias partes do corpo humano.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ A mais importante parasitose transmitida por esse mosquito é a Onchocerca volvulus que pode ocasionar cegueira. Quando o mosquito vai sugar outra pessoa inocula as microfilárias que migram pelo corpo e muitas vezes se instalam no globo ocular causando cegueira.101 Nematocera . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Evitar a poluição dos rios que termina como os peixes. CONTROLE: Povoar lagos com peixes que se alimentam deles e controle biológico por Bacillus thuringiensis. nesses nódulos a filária se reproduz originando as microfilárias que migram para a periferia do corpo onde o mosquito as ingere ao sugar sangue.

Chamados vulgarmente de mutucas ou .larva. .Machos desprovidos de mandíbulas e não hematófagos. Tabanus.No momento há mais de 3. . A oviposição ocorre tanto em ambiente aquático como úmido (pântanos. sobre o musgo que recobre as pedras marginais dos rios. moscas do cavalo. as fêmeas põem lotes de centenas de ovos. . holometabólico.Olhos holópticos nos machos e dicópticos nas fêmeas (separados). A coloração de olho varia entre espécie sendo unicoloridos ou horizontalmente coloridos em Tabanus.Tamanho de 0.Asa com terceira nervura longitudinal bifurcada (R4 +5).Os três gêneros principais de importância são: o Chrysops. Ovo. córregos e lagoas. hospedeiros é a visão e assim os olhos grandes servem bem esta função. Asa de Tabanidae.Antenas com três segmentos e o flagelo apresenta anelações que são projetadas para frente. pedras e Chrysops. mas em vegetação pendente. . Os ovos são de cor branca cremosa a cinzentos. Em climas quentes o ciclo dura em torno de quatro meses.000 espécies conhecidas de Tabanídeos. . Com espinhos na nervura costal da asa. manchados em Ovos: Os ovos dos tabanídeos são alongados com um a dois milímetros de comprimento.Dípteros robustos.pupa e imago (adultos). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Os ovos não são postos diretamente na água. Após o repasto.Aparelho bucal lambedor e sugador (curto e grosso). troncos podres).Os olhos são coloridos e usados para atrair o sexo oposto. . FAMÍLIA TABANIDAE CARACTERÍSTICAS GERAIS . . e com faixas em zigue-zague em Haematopota. e Haematopota. Presença ou não de ocelos afuncionais. são postos em Bifurcação na ponta da asa Figura 100.6 a 3 cm. .102 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ PARTE VII Mutucas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM BRACHYCERA TABANOMORPHA .Mesonoto desenvolvido (meio do tórax). .Occipício com uma cavidade. escombros (sobre plantas aquáticas.Mandíbulas nas fêmeas para cortar a pele. .Cabeça semi-esférica ou semilunar. em troncos de árvores cheios de detritos vegetais). .O CO2 também atua como uma fonte de odor para atrair algumas espécies. O mecanismo principal para achar os CICLO BIOLÓGICO: É completo. .

Aparelho bucal de Tabanidae. A eclosão das larvas acontece quatro dias depois dos ovos serem postos. São achadas larvas de Chrysops em substrato com maior conteúdo de água e são assim hidrobiontes. em função da espécie. O número de ovos e período de incubação é variável (Período de incubação = 10 dias a oito meses). porém procuram locais menos encharcados. conseqüência disto é que estas larvas são achadas com baixa densidade populacional no substrato. As larvas alimentam-se de outras larvas de inseto. Quando passam a pupas. Estas larvas são chamadas semi-hidrobiontes. de alguns dias ou semanas. O primeiro instar larval eclode. As larvas carnívoras (aparelho bucal mastigador) na falta de alimento podem atacar animais e humanos. sendo crustáceos. A pupação se Antenas Aparelho bucal dá no mesmo lugar das larvas. também. desenvolve. A duração de desenvolvimento varia de dez a Larvas: As larvas ao eclodirem dos ovos. O terceiro instar é negativamente fototático e escava abaixo do substrato. A divisão é principalmente baseada no conteúdo de água do substrato no qual a larva onze semanas às temperaturas mais altas. para 42 semanas às mais baixas temperaturas. e A nematódeos. elas migram até Figura 101. Isto contrasta com as densidades larvais de Chrysops no substrato que pode ser muito densa. clima e quantidade de alimento. A fase larval leva freqüentemente vários meses. próximo a superfície do lodo. passa para o segundo instar larval que é positivamente fototático fazendo com que se mova pela superfície do substrato. As pupas são parecidas com a crisálida (pupário) das borboletas.103 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ grandes massas que variam de 200-1000 ovos e a oviposição varia com gênero do díptero. As larvas de Tabanus são encontradas em substratos um pouco mais secos e têm uma distribuição mais ampla. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Passam por 8 estágios larvares. Este segundo instar não se alimenta e em três a seis dias a terceira fase de instar é alcançada. a larva de Tabanus é carnívora equipada com mandíbulas. embora este tempo dependa da temperatura ambiente. não encontrando alimentação suficiente tornam-se canibais. sendo que o desenvolvimento é bem variável. O alimento da larva de Chrysops é material orgânico encontrado no substrato. caem na água e completam o seu desenvolvimento no lodo do fundo d’água (se enterram). Pupa O período pupal é curto. O local de desenvolvimento para a larva depende do gênero e pode ser dividido em habitats distintos. são carnívoras (Tabanus) alimentando-se de pequenos animais ou de larvas de outros insetos. caracóis canibais.

As fêmeas também sobrevivem com néctar. O corte resultante é fundo e doloroso e flui sangue. . Mutuca do gênero Chrysops sp. porém precisam de sangue para a maturação dos ovos. sempre maior que a altura da cabeça. 1-TRIBO CHRYSOPSINI GÊNERO Chrysops CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Presença de ocelos funcionais. Machos e fêmeas entram junto em enxames e a copula é iniciada no ar.Terceiro artículo das antenas formado de anéis justapostos sempre em número superior a cinco. . O labro ingere o sangue exposto. O reconhecimento de fêmeas por machos é feito através da visão embora não é no momento conhecido se um ferormônio de agregação causa os enxames matutinos de machos 2-TRIBO SCIONINI GÊNERO Fidena . Habitat: São silvestres e raramente encontrados nos domicílios. . longas.Terceiro artículo antenal com o primeiro anel tão longo quanto os quatro seguintes reunidos. Figura 102.Suas asas apresentam faixa transversal preta mediana . Nutrição: Os machos nutrem-se de néctar de flores.Olhos pilosos e probóscida longa (tribo Scionini). superfície dos olhos recoberta de fina pubescência.104 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ A fase de pupa desenvolve-se em uma a três semanas CARACTERÍSTICAS .Asa manchada e tamanho pequeno (tribo Chrysopsini). o ato é terminado no solo e leva aproximadamente cinco minutos. corpo coberto por curta pilosidade. As maxilas e mandíbulas são usadas para cortar o couro ou esfolar com uma ação do tipo tesoura.Com esporão tibial na pata III. probóscida estiletiforme. Surgem nos meses quentes. São de hábito diurno e sua picada é bastante dolorida. SUBFAMÍLIA PANGONINAE _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . A próxima prioridade emergido para é o tabanidae Isto recentemente acasalar. Quando espantado o tabanídeo voa a uma distância pequena e então retorna.Probóscida alongada. As fêmeas muitas vezes não conseguem terminar o repasto sangüíneo já que o animal ou pessoa se sente bastante incomodado e a retira do local onde estava sugando. .Nunca maiores que 15 mm. acontece durante as primeiras horas da manhã. As fêmeas localizam sua presa pela visão e suas picadas são profundas e dolorosas. Devido à natureza cortante da picada o díptero está freqüentemente sendo espantado e ainda querendo alimentar-se.Raramente maiores que 10 mm .

sem especificidade nem hospedeiro.105 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ SUBFAMÍLIA TABANINAE 2-TRIBO DIACHLORINI 1-TRIBO TABANINI Basicostas densamente revestidas de setas e labelas densamente pilosas. Infecta-se tanto por um agente presente no sangue como na pele. CARACTERÍSTICAS DAS FÊMEAS QUE SÃO BOAS TRANSMISSORAS DE PATÓGENOS: 1. -Presença de vestígios de ocelos. Grande capacidade de vôo . 6.Probóscida raramente mais longa que altura da cabeça.ataca qualquer um.sem repasto sangüíneo não há maturação fundamental).rasga a pele até atingir o vaso sangüíneo com extravasamento de sangue . para outros hospedeiros. . 4. Alimentação interrompida . GÊNEROS: Diachlorus. . transmitindo a doença do primeiro. Mutuca do gênero Tabanus sp. PRINCIPAL FORMA DE TRANSMISSÃO DOS AGENTES PATÓGENOS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Telmofagia .procura vários hospedeiros para satisfazer a sua alimentação Pode voar até 20 km.leva eventuais patógenos Figura 103. . nos ovários (hematofagia 2. 5. Chlototabanus. Agressividade . 3.Sem esporão tibial na pata III. Anatogenia . -Labelas esclerosadas. Geralmente curta e robusta. -Basicostas de um modo geral sem setas.Ausência de ocelos funcionais. 7. Grande repasto – aumenta o nível de transmissão.Basicosta (projeção próxima à base da nervura costal) com cerdas (tribo TABANINI) ou sem cerdas (tribo DIACHLORINI). Picada dolorosa Figura 104. Cabeça de Tabanus sp. etc. GÊNERO Tabanus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .

. 3) Fitas escuras adesivas colocadas nos estábulos funcionam como armadilhas para capturar esses insetos. CONTROLE: 1)Deve-se eliminar o habitat de criação de larvas (como terrenos mal drenados). 2) O controle químico deve ser feito utilizando inseticida de contato com efeito residual nos estábulos e nos animais. Transmissão de protozoários como o Trypanosoma evansi para eqüinos. PATOGENIA DOS TABANÍDEOS .106 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ 1. porém nesse tempo não há desenvolvimento do patógeno no inseto. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Efeito da picada (dor). Mecânica (vetor mecânico) - aquele hospedeiro que leva ativamente o patógeno e inocula num outro. suínos e cães. pois os adultos permanecem em regiões próximas ao desenvolvimento das larvas.Transmissão de anemia infecciosa eqüina e peste suína. .Transmissão de bacterioses.

.Sem importância em Medicina veterinária. de acordo com a fase larval (L1. alimentos) e na posterior possui estigmas respiratórios com 1. Na sua extremidade anterior possui ganchos (para capturar 1. 2. Calíptera da asa de muscídeo. Escutelo 2.Ausência de calíptera (estrutura que auxilia no vôo).1 SEM CERDAS NA HIPOPLEURA .Três estágios larvares.Não têm sutura ptilineal (mancha entre os olhos. II.Presença de calíptera .1.Quatro faixas negras no mesonoto. sendo que a larva é Figura 105. vermiforme e esbranquiçada. . L2.Apresentam uma célula distal na asa. .Aparelho bucal lambedor. 2 ou 3 aberturas. Fissura ptilineal. cicatriz de uma membrana que se rompe na hora de sair do pupário). SEÇÃO CALIPTRATAE CARACTERÍSTICAS _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . DIVISÃO ASCHYSA FAMÍLIA SYRPHIDAE CARACTERÍSTICAS: .1 COM APARELHO BUCAL FUNCIONAL Fissura FAMÍLIA MUSCIDAE . L3).Sem importância na Medicina Veterinária. A) SUBFAMÍLIA MUSCINAE .Com fissura ptilineal ou frontal Calíptera Figura 106.Ex: Drosophila. . .Com ou sem cerdas na hipopleura (região entre a pata II e a pata III). SEÇÃO ACALIPTRATAE CARACTERÍSTICAS .107 Moscas ______________________________________________________________________________________________ PARTE VIII Moscas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM BRACHYCERA MUSCOMORPHA I. DIVISÃO SCHYZOPHORA . 2.

.Estigmas da larva têm abertura fora do centro.3 a 4 dias. pois as larvas devem penetrar logo nas fezes se não morrem pela ação dos raios solares. A porção posterior é marrom escura e possui uma faixa longitudinal escura no meio do dorso. também devido à temperatura. . levando em torno de uma a três semanas para passar de L1 a L3 dependendo ambiente.Tamanho: ± 9 mm.900. do substrato e temperatura _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Peritrema de Musca sp.A Musca é atraída por comida humana. só 10% dos ovos chegam a adulto.Durante o processo de cópula as asas dos machos promíscuos rapidamente se desgastam pela ação vigorosa das fêmeas resistindo ao galanteio. . . pois o tempo de vida dos adultos varia de 30 dias no verão e mais do que isso no inverno. Figura 108.Tórax é cinza com quatro listras longitudinais escuras e largas no dorso. 30oC o tempo de ovo a adulto é de 10 dias e a 16oC é de 46 dias. .A umidade também é limitante.A temperatura é fator limitante para a mosca. sendo que em temperatura de 25 a 35oC o período de incubação é de 8 a 12 h e em 23 a 26oc . mas também é encontrada em excrementos e qualquer espécie de sujeira.A postura é feita quatro dias após a cópula e são depositados 75 a 150 ovos por vez.Número de ovos por fêmea: 350 . A Figura 107. Além disso. . .O abdômen possui os lados de cor amarelada na metade basal.Sob condições favoráveis as fêmeas tornam-se receptivas para cópula aproximadamente 36 horas após a emergência da pupa. mas no verão leva quatro a cinco dias.O período pupal é de 14 a 28 dias.108 Moscas ______________________________________________________________________________________________ GÊNERO Musca ESPÉCIE Musca doméstica CARACTERÍSTICAS MORFOLÒGICAS: .Aparelho bucal com palpos maxilares médios. . A postura é feita em fezes e material orgânico em decomposição. labela com pseudotraquéias (liquefaz o alimento sólido). . A incubação é em média de 24 h. . . BIOLOGIA: . Adulto de Musca domestica.Antena com arista plumosa (cerdas dos dois lados). Patógenos podem ser regurgitados na comida via gota de vômito. .

de protozoários como Entamoeba.Aparelho bucal lambedor. IMPORTÂNCIA: Pode ser hospedeiro intermediário de Raillietina sp.Aparelho bucal com palpos curtos e dentes pré-estomais na labela. decomposição ou meios em fermentação. jardins resíduos que de recebem matérias adubação primas . . Dipylidium e nematóides espirurídeos. açucaradas. HABITAT: Lixo. Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .M1 paralela e acentuada. hominis. disenteria.Lembra a mosca doméstica.Aparelho bucal picador . . porém possui uma probóscida preta que é usada para picar a pele e sugar o sangue. GÊNERO Fannia ESPÉCIE Fannia sp.Larva apresenta projeções com espinhos que SUBSTRATOS: Alimentos açucarados. Giardia e helmintos como Taenia sp.. B) SUBFAMÍLIA STOMOXYDINAE . . cólera e mastite bovina. . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . BIOLOGIA: IMPORTÂNCIA: 1) Transporte forético: de microorganismos que levam à febre tifóide. .Abdômen translúcido. provocando perda de peso e 2) Hospedeiro intermediário: de endoparasitos como Habronema em cavalos e Raillietina em aves. halteres amarelos.. .109 Moscas ______________________________________________________________________________________________ . estações de tratamento de efluentes. GÊNERO Stomoxys ESPÉCIE Stomoxys calcitrans – Mosca dos estábulos.Antena com arista nua.Desenvolve-se em fezes de aves. orgânica.sugador (machos e postura. . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .transmissor de vermes espirurídeos e produz irritação nas aves. Antena com arista nua. Possui um abdômen mais largo Aristas _____________________________________________________________________________________________ Figura 109.Pernas pretas. matéria orgânica em funcionam como flutuadores que permitem sobreviver em meio semi-líquido. carne. . excrementos. . meios fermentados.Ciclo médio de vida (ovo à adulto em dias): 10 dias em temperatura excelente. Antena com arista nua de Fannia.O período de ovo a ovo leva 30 dias.Ocorre mais no meio rural.Tamanho bem pequeno (4 à 5 mm). fêmeas hematófagas). . É também veiculadora de D.Parece uma pequena mosca doméstica.

de estábulos. BIOLOGIA: Têm preferência por eqüídeos. Durante o seu estágio adulto são feitos vários repastos IMPORTÂNCIA: Causa anemia nos animais e é a principal veiculadora de ovos de Dermatobia hominis.O período pupal é de 13 dias no verão e de Figura 110. porcos.Antena com arista pectinada (cerdas apenas de um lado).Aparelho bucal com palpos longos e labela sem dentes. geralmente voam e retornam ao mesmo local. faz transmissão mecânica do T. Adulto de Stomoxys sp. Probóscida Palpos Figura 111. evansi. . elas preferem se alimentar nas CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Essas moscas têm hábito diurno e localizam o hospedeiro através do gás carbônico expelido pela respiração. cães e humanos.Larvas com dois estigmas contendo três aberturas em forma de s na L3. Quando são perturbadas elas GÊNERO Haematobia ESPÉCIE Haematobia irritans (mosca do chifre). . sangüíneos e uma mosca alimenta-se da vários hospedeiros em um dia. . partes baixas do animal como pernas e abdômen.Tamanho de ± 6 mm. e o tempo de L1 a L3 é de aproximadamente 20 dias. . .110 Moscas ______________________________________________________________________________________________ que o da Musca e possui marcas xadrezes no dorso do abdômen.Possui quatro listras longitudinais no tórax similares a da Musca. . .. .Depois de ingurgitados. . Aparelho bucal de Stomoxys sp. A incubação é de um a quatro dias. mas alimenta-se numa grande variedade de animais como bovinos. de ovo a ovo é de 30 dias e a postura de 25 a 30 ovos por vez.O desenvolvimento do ciclo. é transmissor de anemia infecciosa eqüina e causa irritação no animal que não se alimenta direito e tem perda de peso. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . serve de hospedeiro intermediário do Habronema sp.Os lugares onde são mais comumente encontrados são: cercas. tanto macho quanto fêmea ficam lentos enquanto digerem o repasto sangüíneo. parede de casas. três a quatro meses no inverno.

mudam para pupas e após seis dias emergem os adultos (moscas) que ficam no corpo dos animais de cabeça para baixo e põem até 180 ovos cada. fazendo esterqueiras.111 Moscas ______________________________________________________________________________________________ as fezes em camadas finas. pois as larvas não sobrevivem aos raios solares. . causando anemia. Os inseticidas não são muito eficientes porque além de algumas moscas serem resistentes. . Todo o desenvolvimento é nas fezes (L1 até adulto).Prefere animais mais escuros.A fêmea adulta apresenta basicosta clara. FAMILIA CALLIPHORIDAE CARACTERÍSTICAS Aparelho bucal lambedor (labelas com 2.2. . as camas devem ser sempre trocadas (de 10 a 15 dias) para evitar proliferação de moscas.Palpos muito curtos.1 COM APARELHO BUCAL FUNCIONAL canalículos).Alimenta-se o tempo todo. . hominis.Fica o tempo todo em cima do animal (no dorso) de cabeça para baixo e só desce para fazer postura nas fezes frescas. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . As moscas não depositam ovos em fezes fermentadas porque os gazes e ácido lático matam as larvas. pois são produtoras de miíases (bicheira). CICLO BIOLÓGICO: As larvas eclodem em 24 horas e desenvolvemse durante três dias. Também é veiculadora de D.Três linhas negras longitudinais no tórax.A maior importância dessas moscas é a fase larvar. GÊNERO Cochliomyia .Flagelos claros (tendem a amarelo).Apresentam ocelos. . . Palpos longos de Haematobia sp. Figura 112. 2. IMPORTÂNCIA: Perda de 40 kg se o animal tiver 500 moscas nele (em torno de 30 dias).Distingui-se o sexo pelos olhos (as fêmeas são dicópticas e machos são holópticos). No caso dos eqüídeos. .Arista bipectinada. . COM CERDAS NA HIPOPLEURA (em seqüência linear acima da coxa 3) BIOLOGIA: .2. . CONTROLE GERAL DAS MOSCAS: Deve-se ter um controle higiênico. . espalhar _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . compactação de fezes.Chamadas vulgarmente de moscas varejeiras. .Ciclo curto de 16 dias (no verão completa o ciclo em oito a nove dias).Tórax verde a azul metálico. matam Palpos Probóscida outros microorganismos úteis.

são veiculadoras de patógenos.No 5o tergito abdominal. (peritrema com ESPÉCIE Cochliomyia hominivorax CICLO BIOLÓGICO: Ovo (16 a 24 h. espinhos quitinizados em cada segmento do corpo.Larva com troncos traqueais pigmentados e alongados. nariz. pupa e adulto. rasteiras e ulcerosas ou traumáticas. BIOLOGIA: . 2.Espinhos no final do corpo da larva com forma predominantemente em v. Ex: Cochliomyia macellaria. em certos períodos.ouvido. Clínica (localização anatômica) a)Cutânea . IMPORTÂNCIA: Além de serem causadoras de miíases. que se alimentam de tecido vivos.A longevidade dos machos é de 25 dias e das fêmeas de 35. . a)Pseudomiíase – acidental.Ciclo de 20 dias. . Faixas negras no tórax b)Cavitária . onde faz postura em feridas.Estigma da larva em forma de dedos separados. . sendo que 10 no hospedeiro.As larvas são vermiformes segmentadas e com parte posterior do corpo truncada.). nas laterais. obrigatória ou primária é causada por moscas biontófagas. Etológica Figura 113. L3. Adulto de Cochliomyia sp. . MIÍASES – É a infestação de vertebrados vivos com larvas de dípteros que. respiratórias alongados). se alimentam dos tecidos vivos ou mortos do hospedeiro. L1. c) Orgânica – internas. Aparecem muito na primavera devido à temperatura e umidade CARACTERÍSTICAS: . . mas pode temperatura. é facultativas por ou secundárias causada moscas necrobiontófagas.112 Moscas ______________________________________________________________________________________________ Podem ser: 1. Ex: Cochliomyia hominivorax.podem ser furunculosas (ex: berne). Na parte anterior. L2. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro variar com a . Posteriormente estão as aberturas estigmas c)Miíase específica. b)Miíase semi-específica. há uma pilosidade prateada (cerdas aveludadas) como manchas claras. aparelho bucal com esqueleto cefálico. que se alimentam de tecido em decomposição. de suas substâncias corporais líquidas ou do alimento por ele ingerido.

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Moscas ______________________________________________________________________________________________

curtos que de C. hominivorax.

BIOLOGIA: Ciclo de 10 a 12 dias e a longevidade é de 45 dias, mas pode variar com a temperatura.

GÊNERO Chrysomyia
Figura 114. Peritremas de Cochliomyia hominivorax. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tórax com brilho metálico verde à azul. - Brilho acobreado em algumas espécies. CONTROLE: -Esterilização de machos de C. hominivorax. Assim a fêmea não bota ovos, mas continua veiculando patógenos, logo não é muito eficaz. -Fazer tratamento de lesões na pele, com repelente e cicatrizante. - Dimorfismo sexual pelos olhos (fêmeas dicópticas e machos holópticos). - Olhos acinzentados. - Arista bipectinada. - Palpos achatados lateralmente e parte distal mais larga, cinzenta e com cerdas bem longas. - Aparelho bucal lambedor. ESPÉCIE Cochliomyia macellaria Não apresenta listas longitudinais no

mesotórax. CARACTERÍSTICAS MORFOLÒGICAS: - Estigma da larva em forma de dedos bem juntos. - Espinhos no final do corpo da larva são mais robustos e predominantemente em W. - Troncos traqueais da larva mais claros e mais BIOLOGIA - Provoca miíase secundária e preferem fezes de aves, lixo e carcaça de animais. - Aparecem muito na primavera devido a temperatura e umidade. - Remigium (tronco da asa que origina a nervura radial. Localiza-se logo abaixo da nervura costa, já que a subcosta está colada ao tronco) com cerdas.

ESPÉCIE Chrysomyia megacephala – Ciclo biológico de 10 dias e longevidade de 60 dias (até 120 em laboratório), mas pode variar com a temperatura. Figura 115. Peritrema da larva de Cochliomyia macellaria.

ESPÉCIE Chrysomyia albiceps –

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GÊNERO Phaenicia
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Corpo com brilho metálico verde, azul ou cor de cobre. - Com ocelos. - Não tem listas negras no mesonoto. - Arista bipectinada. - Aparelho bucal lambedor. - Frontália e parafrontália com cerdas prateadas. - Remigium nu (sem cerdas).

Figura 116. Adulto de Chrysomyia sp. Ciclo biológico de 11 dias e longevidade de 30 a 40 dias, mas pode variar com a temperatura.

ESPÉCIE Chrysomyia putoria – Ciclo biológico de 10 dias e longevidade de 30 a 40 dias, mas pode variar com a temperatura. Figura 117. Adulto de Phaenicia sp. CONTROLE: -As larvas fazem controle natural entre elas, pois são predadoras umas das outras, mas de qualquer maneira são veiculadoras de BIOLOGIA: Provocam miíase secundária, preferem fazer a postura em fezes de aves, lixo e carcaça de animais.

patógenos, por isso não adiantaria proliferá-las. Não deixar esterqueiras abertas, evitar acúmulo de lixo. -Microhimenópteros como as vespas furam as pupas vivas das moscas e enfiam o ovipositor para depositar ovos, o que impede a

ESPÉCIE Phaenicia eximia, P. cuprina e P. sericata Ciclo biológico de 12 dias e longevidade de 40 dias para os machos e 50 para as fêmeas, podendo variar com a temperatura.

continuação do ciclo da mosca. -O ideal é um controle integrado, biológico e químico.

FAMÍLIA SARCOPHAGIDAE

GÊNERO Sarcophaga
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Provocam miíases secundárias, pseudomiíases, CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Moscas de médio à grande porte - Coloração escura acinzentada (sem brilho metálico) - Possuem três listas negras no tórax e cerdas na hipopleura, não confundir com muscídeo. - Aparelho bucal funcional lambedor - Probóscida não quitinizada e maleável - Abdômen com manchas negras (parece xadrez) FAMÍLIA OESTRIDAE 2.2.2 MOSCAS COM APARELHO BUCAL AFUNCIONAL - Adultos não se alimentam. - Larvas causam miíases. as larvas são predadoras e ainda são

veiculadoras de patógenos.

GÊNERO Oestrus
HOSPEDEIROS: Ovinos e caprinos. LOCAL: Fossas nasais.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Adulto com olhos pequenos e bem separados e fronte com crateras. Flagelo com arista nua. - Larvas grandes com uma placa peritremática em forma de “D”. Os estigmas são porosos. A larva I mede 1-3 mm., é segmentada e apresenta filas transversais de espinhos e 2 ganchos bucais quitinosos fortes e curvos que Figura 118. Adulto de Sarcophagidae. BIOLOGIA - Larvas vivem em cadáveres e têm a parte posterior truncada, esqueleto cefálico formam o cefaloesqueleto. A larva II mede 1,512 mm., apresenta poucos espinhos no segundo segmento. A larva III mede uns 20 mm., é de cor branca quando lovem e amarela-parda quando madura. Possui dorsalmente bandas quitinosas largas em todos os segmentos, os quais estão desprovidos de espinhos com exceção do segundo que possui poucos. Posteriormente todas larvas apresentam peritremas, cuja forma e tamanho é importante para identificação.

quitinizado, cerdas no segmento do corpo (não são espinhos) e aberturas respiratórias internas na parte posterior que parecem dedinhos de luva. - Fêmeas são larvíparas (até 50 larvas por vez) o que é vantagem na competição por carcaças.

BIOLOGIA IMPORTÂNCIA: As moscas adultas são muito ativas durante os meses quentes, primavera-verão e início do outono. As horas de vôo coincidem com as de
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Moscas ______________________________________________________________________________________________

máxima luminosidade, momento em que os animais ficam na sombra, agrupados e se protegem entre si mantendo sua cabeça baixa e narinas próximas do solo. As fêmeas

As larvas III maduras, saem para o exterior, favorecendo sua saída pelos mecanismos

defensivos do animal. A metamorfose até adulto leva entre 25-30 dias em período quente, prolongando-se até 2-3 meses na estação fria, momento que aproveitam para entrar em diapausa pupal. O adulto emergente da pupa não se alimenta, pois suas peças bucais são rudimentares. A cópula ocorre no solo e os adultos freqüentam os lugares onde o

fecundadas depositam larvas I imersas em uma mucosidade nas imediações das fossas nasais. Estas migram e invadem cavidades, seios nasais, paranasais e frontais. Seu

desenvolvimento parece depender da geração a que pertence. Será mais rápido (15 dias) para larvas depositadas na primavera-verão, e mais tardio no final de verão, início de outono, podendo entrar em um período de letargia larvária de 7-9 meses. As mudas larvais L-II e LIII ocorrem em 25-35 dias, prolongando-se até 10-11 meses no caso de gerações de outono e condições climáticas adversas. As larvas, por meio de seus espinhos e céfaloesqueleto, exercem irritação das mucosas

hospedeiro está presente. A fêmea põe 30-50 larvas em cada postura, podendo chegar a 500 em todo o período de larviposição. O CO2 e o odor do hospedeiro atraem as moscas. O número médio de larvas por animal pode oscilar entre 5 a 30 exemplares.

IMPORTÂNCIA: Inflamação dos seios frontais e infecção, devido a presença de larvas (L2 e L3) que irritam e saem pelo espirro ou por livre vontade e que podem ficar de 2 semanas até 10 meses no animal. É chamada praga de verão porque as moscas irritam os animais que ficam indóceis e tentam esconder o focinho. Raramente é mortal.

sinusais, iniciando-se nos cornetos, cavidade e tabique nasal, podendo chegar aos seios frontais. Alimentam-se de sangue, tecidos da mucosa e muco que ela segrega.

CONTROLE: é muito difícil, pois o que deve ser feito é a prevenção na época em que mais ocorre, começando no meio da primavera e não deixando a larva se desenvolver.

FAMÍLIA CUTEREBRIDAE

GÊNERO
ROEDORES).

Cuterebra

(BERNE

DE

Figura 119. Larva de Oestrus sp.

GÊNERO Dermatobia

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ESPÉCIE Dermatobia hominis (sua larva é chamada de berne).

HOSPEDEIROS: Mamíferos (mais importante bovino e cão).

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Adulto com cabeça e tórax castanhos e abdômen azul metálico. • Larva com espinhos e ganchos só na parte mais larga. Estigmas respiratórios na parte mais estreita.

BIOLOGIA: • A atividade da larva é noturna e a L3 não é piriforme. • Adultos não se alimentam e vivem em matas (florestas, ilhas de matas, fazendas ou beira de rio).

Figura 121. Abdômen metálico de Dermatobia sp. como a musca doméstica), e esses levam os ovos até os animais. Em torno de sete dias (varia com temperatura e umidade) eclodem as larvas (por estímulo térmico a larva abre o opérculo), que penetram na pele (mesmo estando íntegra). Estas possuem espinhos

CICLO BIOLÓGICO: As moscas, que são duas a três vezes maiores que a mosca doméstica tem uma reprodução constante porque só possuem três dias de vida. Elas não vão aos animais, mas depositam uma massa de ovos (um ovo por segundo) no abdômen de vetores foréticos (insetos zoofílicos,

somente em metade do seu corpo para se fixarem na pele. As larvas não chegam a atingir os tecidos, ficam logo abaixo da pele. Depois de ± 40 dias, as larvas caem no chão e viram pupas que ficam sem se alimentar por 32 dias e só aí viram adultos (moscas).

Obs: Os animais de pêlo escuro são mais afetados que os de pêlo claro. Mas a preferência é do vetor e não da Dermatobia por causa da reflexão da onda luminosa (o preto atrai mais os insetos)

CONTROLE DOS VETORES: *QUÍMICO: Figura 120. Cabeça de Dermatobia sp. Inseticidas tópicos, injetáveis.

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Figura 123. Ovo de Gasterophilus preso ao pêlo. Beauveria). predadores (formigas. nasalis e 2 _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . vão à L2 e L3 e pelas fezes chegam resistentes (zebu) GÊNERO Gasterophilus ESPÉCIES G. G. intestinalis. fungos no caso de outras spp). mas essa têm dois pares de asas). CARACTERÍSTICAS MORFOLOGICAS: • Adulto possui o corpo recoberto por pêlos sedosos e amarelos (lembra abelha. bactérias (Bacillus thurigiensis). LOCAL: Duodeno e estômago (larvas). • Larvas grandes com ganchos orais em forma de foice. De 7 a 10 dias tem-se a eclosão da L1 que penetra na mucosa bucal FAMÍLIA GASTEROPHILIDAE onde fica migrando de 2 a 6 semanas (varia com a espécie). Larva L3 de Dermatobia sp. *BIOLÓGICO: Parasitóides (microhimenópteros). espinhos (Uma fileira no caso de G. (Metarhizium. G. ácaros. pássaros). haemorroidalis HOSPEDEIROS: Eqüinos.118 Moscas ______________________________________________________________________________________________ Figura 122. raças A oviposição é feita em vôos rápidos e os ovos aderem ao pêlo. estigmas com aberturas cheias de trabéculas. corpo segmentado coberto por Figura 124. CICLO BIOLÓGICO: MANEJO INTEGRADO: inseticida. As larvas são deglutidas por eqüídeos e quando chegam ao estômago e duodeno. nasalis. • Adultos com um par de asas. Adulto de Gasterophilus sp.

• As larvas se desenvolvem no pseudo-útero da fêmea.119 Moscas ______________________________________________________________________________________________ 5) Eliminação: G. haemorroidalis realizam oviposição nos pêlos da região da ganacha (barba) enquanto que G. adultos. intestinalis. nasalis e G. G. CONTROLE: Figura 125. nasalis e G. Os estímulos são dados pela lambida do cavalo. ao solo virando pupa e mais tarde. haemorroidalis e G. vindo terra junto com esporos. FAMÍLIA HIPPOBOSCIDAE GÊNERO Hippobosca 4) No estômago e intestino: Todos preferem o piloro e o duodeno e o período parasitário é de 9 a 11 meses. haemorroidalis antes de ser eliminado se fixa no plexo hemorroidário podendo levar a um prolapso retal e depois tétano. GÊNERO Pseudolinchia Espécie Pseudolinchia canariensis _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . • A fêmea origina diretamente a pupa. haemorroidalis a larva penetra na mucosa assim que eclode. ventralmente • Apresentam um envoltório coriáceo (duro) • Dípteros anômalos (por não apresentarem asas ou terem asas rudimentares) • Todos hematófagos • Os palpos guardam as peças bucais (nos outros dípteros é o lábio) 3) Migração boca-estômago: Em G. para soltar os ovos presos ao pelo e matar as larvas. já que as fezes dos eqüinos são ricas em Clostridium tetani pelo fato do cavalo cortar a gramínea bem rente ao solo. SEÇÃO PUPÍPARA • A pupa se encontra sempre no chão onde se enterra para fugir de predadores. Larva de Gasterophilus sp. nasalis e G. Depende da criação e do manejo. Em G. • As moscas são achatadas dorso- 2) Eclosão da larva: G. Podem causar cólicas. intestinalis para abandonar o ovo a larva necessita um estímulo térmico de umidade e fricção. intestinalis saem direto nas fezes com o peristaltismo. as larvas vão direto ao estômago. mas se deve cortar o pêlo da ganacha no verão e escovar ou passar esponja com água morna. intestinalis prefere pêlos dos membros anteriores. já em G. Ela se forma pelo endurecimento da larva três. nasalis antes de ser deglutido a larva para na faringe (uma a duas semanas) podendo ocorrer asfixia. PARTICULARIDADES DAS ESPÉCIES: 1) Oviposição: G.

Parte anterior de Melophagus Figura 127.120 Moscas ______________________________________________________________________________________________ • Asa desenvolvida e caduciforme. Hipoboscidae de pombos. HOSPEDEIROS: pombos. do protozoário Trypanosoma GÊNERO Lipoptena HOSPEDEIROS: Cervídeos CARACTERÍSTICAS: Figura 128. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CARACTERÍSTICAS: Asa somente com veia r-m presente. • Ficam presos no pêlo por uma substância pegajosa na pupa. Melophagus. CARACTERÍSTICAS: • Asa reduzida à pequena calosidade • Ficam presos à lã por uma substância pegajosa na pupa IMPORTÂNCIA: Transmissor mellophagium Figura 126. parasito de ovinos. GÊNERO Melophagus protozoário HOSPEDEIROS: Ovinos IMPORTÂNCIA: transmissor do Haemoproteus columbae.

Protozoários ______________________________________________________________________________________________ 121 SUBFILO SARCOMASTIGOPHORA CLASSE SARCODINA FILO PROTOZOA CLASSE MASTIGOPHORA SUBFILO CILIOPHORA ORDEM TRICHOSTOMORIDA ORDEM AMOEBINA ORDEM RHIZOMASTIGINA FAMÍLIA MASTIGAMOEBIDAE GÊNERO HISTOMONAS ORDEM TRICHOMONADIDA FAMÍLIA TRICHOMONADIDAE GÊNERO TRICHOMONAS ORDEM DIPLOMONADIDA FAMÍLIA HEXAMITIDAE GÊNERO GIARDIA GÊNERO TRYPANOSOMA ORDEM KINETOPLASTIDA FAMILIA BALANTIDIIDAE FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE GÊNERO LEISHMANIA GÊNERO BALANTIDIUM FAMÍLIA ENDAMOEBIDAE GÊNERO ENTAMOEBA CLASSE PIROPLASMASIDA SUBFILO APICOMPLEXA OU SPOROZOA ORDEM PIROPLASMORIDA CLASSE SPOROASIDA OU COCCIDIIA FAMILIA BABESIDAE ORDEM EUCOCCIDIORINA GÊNERO BABESIA FAMILIA EIMERIIDAE GÊNERO EIMERIA FAMILIA CRYPTOSPORIDAE FAMILIA PLASMODIIDAE GÊNERO PLASMODIUM FAMILIA HEPATOZOIDAE GÊNERO SARCOCYSTIS GÊNERO HAEMOPROTEUS GÊNERO HEPATOZOON FAMILIA SARCOCYSTIDAE GÊNERO ISOSPORA GÊNERO CRYPTOSPORIDIUM GÊNERO TOXOPLASMA GÊNERO HAMMONDIA GÊNERO BESNOITIA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

a membrana cística. O macho (microgameta) geralmente é menor que a fêmea Flagelo: Organela que se origina do (macrogameta). que pode ser fina ou grossa. 3. início.fusão entre célula fêmea e macho dando origem à célula filha. . . Pseudópodes: citoplasmáticos São encontrados prolongamentos em amebas. formando a membrana ondulante. sendo que o período que precede a divisão pode ter vários núcleos.Unicelulares. . Cílios: Dão pouco impulso ao parasito. mas as células filhas são todas iguais (isogametas). Divisão binária sucessiva ou divisão múltipla .Conjugação. como por exemplo. Divisão binária .ASSEXUADA: CÉLULA MÃE ORIGINA CÉLULA FILHA 1.É o caso das amebas. mas Ex: Trypanosoma e Amebas 2.Com organelas adaptadas ao parasitismo como flagelo. 2. REPRODUÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I . cílios e pseudópodes.Núcleo se divide igualmente dando origem a duas células idênticas à mãe. Locomoção por flagelos.Brotamento de novas células dentro da célula mãe. a qual é bem maior no Figura 129.Sexuada (Gametogonia ou Esporogonia): Ocorre troca de material genético 1.Cópula. cinetoplasto (extremidade anterior) e ao se dirigir para a cauda carrega uma membrana.Presença de organelas estáticas. eucariontes (com membrana nuclear). Brotação . Ele precisa de muita energia e aparece na classe dos II .Membrana lipoprotéica para limitar as trocas (permeabilidade).Uninucleados. CARACTERÍSTICAS: .122 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO III Protozoários ____________________________________________________________________________________ FILO PROTOZOA MORFOLOGIA DOS PROTOZOÁRIOS atuam beneficamente compondo a flora intestinal de ruminantes.União do macho com a fêmea. . Geralmente emitem apenas um e o corpo acompanha. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Trypanosoma.

Ex: Entamoeba.HOLOFÍTICAProtozoários sintetizam seu material nutricional usando raios solares como fonte de energia. assimilação e eliminação das porções não digeridas. Giardia.Dentro da célula mãe ocorre a formação das células filhas (núcleo e II. Leishmania. FILO PROTOZOA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro a)Ciliados (sem muita importância). flagelos).Heteroxeno: OBS: Os protozoários podem apresentar dois tipos de reprodução juntos. Cryptosporidium. b) Classe Sarcodina (locomoção por pseudópodes) – Amebas. Plasmodium (utilizase de parte da hemoglobina para se nutrir). Giardia. Ocorre na maior parte dos protozoários. TIPOS DE PARASITAS 5. Não tem importância veterinária. osmotróficos b)Classe Piroplasmasida .: Amebas.Trypanosoma.SAPROZÓICAUtilizam dissolvida a matéria em orgânica São e inorgânica Toxoplasma. Envolve a captura.AeróbicaVivem em meio rico em oxigênio . Babesia. sofrerá esquizogonia) se divide sucessivamente e ocorre formação de milhões de merozoítas (núcleo que vai originar um indivíduo) II. Histomonas.Monoxeno: Só um hospedeiro. Ex. Tritrichomonas. líquidos. Precisa de mais de um hospedeiro para completar o ciclo. I-Subfilo classes: a) Classe Mastigophora (locomoção por Sarcomastigophora: Possui duas DIVISÃO DO FILO PROTOZOA TRÊS SUBFILOS: Protozoário tira a substância do hospedeiro.AnaeróbicaVivem em meio onde não há muito oxigênio.Babesia (absorvem substâncias digeridas da célula ou do tecido do hospedeiro) Ex.: Trypanosoma. Tritrichomonas. digere e joga fora. Esquizogonia Esquizonte (célula que I . citoplasma) e só depois se rompe a membrana citoplasmática da mãe. Sarcocystis. II- SubFilo Apicomplexa ou Sporozoa: 2 classes: a)Classe Sporoasida ou Coccidia-Coccídeos: III. . ingestão. Ex. Ex: Plasmodium. II. Trypanosoma.: fitoflagelados.SubFilo Ciliophora: RESPIRAÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I. NUTRIÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I-HOLOZÓICANutrem-se de matéria orgânica já elaborada. Endodiogenia . Eimeria. III.123 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ 4.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . pseudópodes ou ambos.Normalmente não intracelulares.124 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ I -SUBFILO SARCOMASTIGOPHORA Nesse Subfilo estão compreendidos os protozoários que possuem organelas para sua locomoção como: flagelos. . CARACTERÍSTICAS: .Possuem organelas de locomoção como flagelos e pseudópodes.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Possui um citóstoma. As vacas por I-ORDEM TRICHOMONADIDA Possuem quatro a seis flagelos (sendo um recorrente) unidos a uma membrana ondulante. . principalmente se ocorrer retenção de placenta. pois não necessita de resistência no meio ambiente. Cultura do material. DIAGNÓSTICO: Lavagem do trato reprodutivo com soro fisiológico e observação do conteúdo em microscópio. . O macho não apresenta sintomatologia.Possui um axóstilo no centro do corpo. Permite o aparecimento de infecções CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . PROFILAXIA: Retirar o touro do plantel. sua vez adquirem resistência com o tempo. Pode ocorrer contaminação por fômites e inseminação artificial.125 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ PARTE I Flagelados ____________________________________________________________________________________ CLASSE MASTIGOPHORA – Locomoção por flagelos. sendo inviabilizado para reprodução (o tratamento no macho não é seguro).Sem simetria bilateral.Presença de quatro flagelos. O macho uma vez infectado passa a ser o agente transmissor. sendo três curtos e um que vai à extremidade posterior oportunistas. HOSPEDEIROS: Bovinos.Trofozoíta com formato piriforme. FAMÍLIA TRICHOMONADIDAE GÊNERO Tritrichomonas ESPÉCIE Tritrichomonas foetus. pois a mudança de pH durante o cio mata o parasito) e utilizar touro negativo e sêmen de boa procedência. invadir o útero atacando as membranas fetais e causando a Trichomonose genital das vacas. que é uma vesícula alongada por onde o parasito se alimenta. . carregando parte da membrana plasmática e formando assim a membrana ondulante. dar descanso sexual para as fêmeas (três a quatro meses. Esse protozoário pode ainda LOCAL: Prepúcio dos machos e vagina das fêmeas. mas passa o parasito para outras vacas através do coito. por isso esse protozoário não apresenta forma cística.Possui um núcleo deslocado. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva ao aborto precoce nas vacas (pouco detectado devido ao pequeno tamanho do feto) ou absorção fetal. podendo dar origem a terneiros sãos por inseminação artificial (para não contaminar os touros). CICLO BIOLÓGICO: A transmissão é puramente mecânica e se dá através do coito. . .

bovinos.Aparece em pessoas que têm muita cárie e tártaro. . Fazer revisão periódica dos dentes. pois o protozoário digere restos alimentares e bactérias. Os cistos são viáveis por até duas semanas no ambiente. . GÊNERO Giardia ESPÉCIE Giardia lamblia = intestinalis HOSPEDEIROS: Homem.Possui dois axóstilos. LOCAL: Intestino. caprinos. Aparece no esôfago de pombos. Forma trofozoíta de Giardia sp. Aumento de 400X. Ë favorecido pela baixa de pH (quando a mulher passa da puberdade). . ginecológicos periodicamente. Figura 130. . Fazer exames Ingestão de cistos contidos nos alimentos e água.Há baixa patogenicidade no homem. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Com simetria bilateral. II . vaginalis . gengivalis . . corados pelo lugol. T. T. Possui discos suctórios (ventosas) que mantém o parasito na mucosa para que ele se alimente.Aparece nas mulheres. FORMAS EVOLUTIVAS: Cisto e trofozoíto. intestinalis . Cistos de Giardia sp.Possui dois núcleos.ORDEM DIPLOMONADIDA FAMÍLIA HEXAMITIDAE A forma trofozoíta apresenta simetria bilateral e seis a oito flagelos.Trofozoíta com formato piriforme.126 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ OBS: T.Apresenta forma cística alongada com quatro núcleos. cão. CICLO BIOLÓGICO: A contaminação se dá através da ingestão de TRANSMISSÃO: alimentos ou água contaminados com a forma Figura 131. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Possui vários flagelos (seis a oito).

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: ingerir ovos embrionados desse verme (Heterakis) e quando a sua larva eclode e se _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . CORTE FÍGADO): IMP.Trofozoíta arredondado com núcleo basófilo (roxo) e citoplasma negativo (branco). As aves ao se alimentarem podem III. No intestino ocorre a liberação dos trofozoítos que se multiplicam por fissão binária. CARACTERÍSTICAS Figura 132. INTERMEDIÁRIO: Heterakis LOCAL: Mucosa de ceco e no fígado de perus. Seu único flagelo nasce de um grânulo basal próximo ao núcleo. pintos e faisão. Pode aparecer em codornas. Quando é feita a postura de ovos de Heterakis para o meio ambiente. algumas formas se encistam na mucosa do intestino e evoluem até cisto que é eliminado com as fezes e que resistem às condições adversas do ambiente. MORFOLÓGICAS DE CECO (EM OU HISTOLÓGICO . amadurecem e. os cistos são eliminados para a luz do intestino por onde vão ao meio exterior com as fezes.Presença de eosinófilos (rosa). PROFILAXIA: Limpeza do ambiente. Os trofozoítos fixam-se nas células do intestino. EM HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: Leva a casos de cólica e diarréia.ORDEM RHIZOMASTIGINA FAMÍLIA MASTIGAMOEBIDAE GÊNERO Histomonas. após. O cisto no duodeno após fissão binária dá origem a dois trofozoítos. ESPÉCIE Histomonas meleagridis. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galinhas e perus. -Organismos amebóides e uninucleados. ESTÁGIOS: Trofozoíto. HOSPEDEIRO gallinarum. TRANSMISSÃO: A ave contamina-se por Ingestão de ovos de Heterakis gallinarum (parasita dos cecos das aves) contendo o Histomonas no seu interior. CICLO BIOLÓGICO: O verme Heterakis gallinarum ao se alimentar da mucosa do ceco das aves se infecta com o protozoário. Desenvolvimento da Giardia no hospedeiro. se encistam.Flagelo não visível. lavar bem os alimentos e só beber água filtrada.127 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ cística. . esses já possuem no seu interior os trofozoítos de Histomonas.

Forma promastigota: estrutura em forma de foice que aparece em cultura de células e em hospedeiro invertebrado. cinetoplasto e blefaroplasto (local exato onde o flagelo se forma). É uma doença principalmente de aves jovens. próximo ao núcleo e flagelo livre sem membrana ondulante. Forma tripomastigota do Trypanosoma cruzi.ORDEM KINETOPLASTIDA FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE GÊNERO Trypanosoma ESTÁGIOS DE VIDA DO TRYPANOSOMA . logo não apresenta flagelo. alongada.Forma tripomastigota: Estrutura em forma de foice que aparece sempre em esfregaço de sangue e em hospedeiro vertebrado. PROFILAXIA: Os perus devem ser criados em terrenos que não tenham sido utilizados por galinhas. . Alguns trofozoítas migram para o fígado produzindo lesões características. Ë uma forma (enterohepatite).128 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ fixa no intestino. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Pode levar a inflamação do ceco seguida de alterações patológicas acarretando no fígado de .Forma esferomastigota: Estrutura arredondada que aparece dentro de células que possui um núcleo central e um cinetoplasto e ainda um pequeno flagelo. . membrana ondulante. . na queda produtividade do plantel e até morte das aves. os parasitas (Histomonas) liberam-se e penetram na mucosa do intestino onde se reproduzem por fissão binária.Forma opistomastigota: Estrutura em forma de foice que apresenta cinetoplasto posterior REPRODUÇÃO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . um núcleo central. IV . onde o flagelo não forma membrana ondulante.Forma epimastigota: Estrutura em forma de foice onde o cinetoplasto é anterior e aparece próximo ao núcleo. Apresenta flagelo livre na extremidade anterior. o cinetoplasto fica na extremidade anterior.Forma amastigota: Estrutura arredondada que aparece dentro das células e por isso não necessita de movimento. longe do núcleo e este é central. . Sempre em hospedeiro vertebrado. pois as galinhas são os principais reservatórios da doença já que disseminam o parasito sem adoecer. Figura 133. Possui um núcleo central e um cinetoplasto em forma de bastão.

esôfago. é a fase de CICLO BIOLÓGICO do T. vai à circulação. Para infectar. Um é grande destruído número na de VETORES: Hemípteras (barbeiros). (tripomastigota metacíclica).Presença de membrana ondulante e flagelo. cães e gatos. entretanto os que escapam vão se localizar em CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1.Forma de C. se transforma em promastigota. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Possui forma arredondada. Ciclo de Trypanosoma da seção Salivaria. Nestes focos secundários.Núcleo central grande (se cora em roxo). com novas invasões. evoluem para a forma flagelada e voltam ao sangue periférico para recomeçar o ciclo. . .transmissão contaminativa). fígado. ao se alimentar à noite no hospedeiro ele defeca próximo a picada (Trypanosoma da secção ESPÉCIES DE TRYPANOSOMA SEÇÂO STERCORARIA – transmitido através das fezes stercoraria .129 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ Assexuada por divisão binária. (tripomastigotas) picar contaminado e no tubo digestivo o protozoário se multiplica.Núcleo não tão grande. 2. baço. . primatas. . . CRUZI: O barbeiro ingere ao as formas o circulantes hospedeiro Figura 134.Cinetoplasto grande e próximo a extremidade posterior (se cora em roxo). diferentes órgãos e tecidos (musculaturas do cólon. tripomastigotas circulação. O inseto é infectado ao picar o homem para se alimentar. cardíaca). Forma tripomastigota (circulante): . coração) onde se transformam em amastigotas constituindo os focos secundários e generalizados. depois passa a epimastigota e no final do trato digestivo forma-se a forma infectante TRANSMISSÃO: Inoculativa ou contaminativa. . após multiplicação. No tecido retículo endotelial passa a forma amastigota onde sofre divisão binária e HOSPEDEIROS: Humanos. os amastigotas. Há calor e inchaço no local da picada e o hospedeiro ao se coçar faz com que as fezes contaminadas com tripomastigotas penetrem na I .É a fase contaminativa para o hospedeiro. Forma amastigota (tecidual): .Trypanosoma cruzi ferida.Extremidades pontiagudas. .Encontrada nos tecidos (principalmente na musculatura multiplicação. transformando-se em tripomastigota (permanece uns cinco dias na circulação).

130 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ IMPORTÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA: Promove a hiperfunção de órgãos como inocula as formas promastigotas (Trypanosoma da secção salivaria . evansi.Trypanosoma equinum= evansi VETORES: Stomoxys e tabanídeos. Forma tripomastigota: CICLO BIOLÓGICO: O vetor pica o hospedeiro contaminado ingerindo a forma tripomastigota e na sua probóscida se transforma em promastigota.Forma de foice.Cinetoplasto pequeno e fraco(se cora em roxo). Na África ele utiliza como vetor a mosca Tsé tsé que causa a doença do sono. esôfago. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1.Trypanosoma vivax HOSPEDEIROS: Ruminantes. ao longo dos anos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Forma tripomastigota de T. SEÇÂO SALIVARIA. lesões no sistema cardíaco e digestivo. III . PROFILAXIA: Combate aos vetores. o animal pode ou não estar PROFILAXIA: Deve-se evitar habitações precárias (pois é comum a presença de ninhos do barbeiro) e deve-se combater o hemíptera destruindo seus ninhos. contaminado.Núcleo grande e central (se cora em roxo). que se multiplica por divisões binárias sucessivas e quando o inseto pica novamente outro animal Figura 135. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1. cruzi. Forma tripomastigota: . No local onde ocorreu a picada forma-se um edema que é chamado de chagoma ou sinal de Romanã. coração e cólon ocorrendo aumento no tamanho dessas estruturas e os sintomas à longo prazo são febre. .Transmitido via picada II . mas sem forma de C e bem menor que o T. .Extremidade posterior mais arredondada. principalmente bovinos e bubalinos. VETORES: Stomoxys e tabanídeos. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a doença de caráter crônico onde. .transmissão inoculativa) que penetram nas células retículo endoteliais virando amastigotas e passam à circulação sangüínea na forma tripomastigota. HOSPEDEIROS: Eqüinos. Pode causar morte por hemorragia ou isquemia.

desenvolvimento do Trypanosoma no inseto. Forma tripomastigota: .Membrana ondulante bem visível. . Não ocorre IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a uma doença venérea chamada durina.ORDEM KINETOPLASTIDA FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Essa espécie causa o Mal das cadeiras. TRANSMISSÃO: Passam de hospedeiro vertebrado para outro hospedeiro vertebrado sem auxílio de insetos vetores. GÊNERO Leishmania PROFILAXIA: Combate aos vetores. Figura 136. É um Trypanosoma da secção Stercoraria e a transmissão é venérea. Em casos severos pode ocorrer aborto. . IV .Grânulos no citoplasma. . IV . via sexual.Núcleo bem visível.Trypanosoma equiperdum HOSPEDEIROS: Eqüinos e asininos. pois o animal sente logo e se coça. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1.Número maior de grânulos no citoplasma. febre. Transmissão de tripomastigotas através do coito. . ou seja.Cinetoplasto praticamente invisível.Núcleo bem visível. Figura 137. doença no qual os sintomas são: Paralisia progressiva dos membros posteriores. anemia e emaciação. CICLO BIOLÓGICO: CICLO BIOLÓGICO: Os vetores picam o hospedeiro contaminado e se alimentam da forma tripomastigota e essa forma é diretamente inoculada em outros animais (Trypanosoma da secção salivaria transmissão inoculativa). na qual os sintomas mais comuns são: secreção excessiva na mucosa genital e edema dessas partes. Promastigotas de Leishmania sp. . Como a picada do tabanídeo é dolorosa facilita a transmissão. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . .131 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ .Cinetoplasto bem pequeno.Membrana ondulante bem visível. Amastigotas de Leishmania sp. a transmissão é mecânica.

É uma zoonose onde os cães são excelentes reservatórios de invadem macrófagos vizinhos. CARACTERÍSTICAS CORTE BAÇO): MORFOLÓGICAS DE FÍGADO (EM OU HISTOLÓGICO 1. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Provoca uma doença chamada leishmaniose VETORES: Phlebotomum e Lutzomyia. I .Leishmania donovani HOSPEDEIROS: Homem e cães. . .Flagelo livre na extremidade anterior do corpo. Este.Ausência de flagelo. que os destroem. visceral ou calazar. PATOGENIA: A L.Núcleo central. . 2. (agente da leishmaniose cutânea). principalmente das células localizadas no baço. Leishmania para o homem. ao inocular saliva no hospedeiro definitivo manda aquele “bolo” de formas promastigotas que penetram nos macrófagos e se transformam em amastigotas. Figura 138. Ciclo biológico de Leishmania sp. Em casos avançados pode atingir o tubo digestivo causando diarréia. causando a liberação dos parasitos.132 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ Protozoário da classe Mastigophora (flagelado) que é transmitido para o vertebrado pela picada de um inseto vetor. Forma amastigota: Estruturas arredondadas pequenas e aglomeradas.Encontrada no inseto vetor. donovani é um parasito exclusivo do CICLO BIOLÓGICO: Na picada o vetor (Lutzomyia) se infecta com a forma amastigota (que está dentro de Sistema Fagocitário Mononuclear (antigo Sist. que ao se multiplicarem podem até obstruir o canal alimentar do inseto. abdômen distendido e mortalidade que alcança 70 a 90% nos casos não tratados.Encontrada nos vertebrados.Corpo alongado. onde as formas promastigotas se proliferam nos macrófagos e LOCALIZAÇÃO: Os protozoários se multiplicam no interior de macrófagos. fígado e medula óssea. Ret. No citoplasma das células os parasitas multiplicam- macrófagos) e essas se transformam em _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . onde se multiplicam e ganham a corrente sangüínea indo ao baço ou fígado. Forma Promastigota: . promastigotas. Endotelial). que acabam sendo destruídos. . Há duas espécies de importância: Leishmania donovani (agente da leishmaniose visceral) e Leishmania braziliensis.

Núcleo central. Também é uma zoonose e os cães são ótimos II . medula óssea sofre atrofia uma vez que as células reticulares aí situadas. mais especialmente leucopenia e anemia por IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a séria lesão cutânea. PROFILAXIA: Eliminação de cães infectados e combate aos vetores. e não possui muita importância em Medicina veterinária.Leishmania braziliensis HOSPEDEIROS: Homem e cães. PATOGENIA: A infecção estabelece-se pela inoculação de promastigotas através da picada de flebotomíneos. Quadro hematológico com pancitopenia. PROFILAXIA: Eliminar cães infectados e combater os vetores. . Os parasitas liberados são fagocitados por novas células reticulares e este ciclo continua CICLO BIOLÓGICO: Na picada o vetor se infecta com a forma amastigota e essas se transformam em indefinidamente. São as amebas. . são desviadas pelo parasitismo. que se multiplicam e ficam na pele do hospedeiro. podendo invadir as mucosas produzindo erosão nos tecidos cartilaginosos. para a função macrofágica. Os parasitas ficam incubados (em média de duas semanas a dois meses) nas células histiocitárias da pele onde se multiplicam sob a forma de amastigotas. promastigotas no canal alimentar do inseto. É a chamada leishmaniose cutânea ou úlcera de Bauru. hemorragia devido a baixa de plaquetas. A picar o hospedeiro definitivo inocula um “bolo” de formas promastigotas que penetram nas células retículo endoteliais e se transformam em amastigotas. VETORES: Phlebotomum e Lutzomyia. principalmente no focinho dos cães e na região nasal dos homens. CORTE HISTOLÓGICO DE PELE): 1. aglomeradas.133 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ se. distendendo as células até sua ruptura. Ao Conseqüências: Aumento dos órgãos ricos em macrófagos (hepato e esplenomegalia). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS (EM Se prevenir contra insetos principalmente nos bosques úmidos. Forma amastigota: Estruturas arredondadas pequenas e b) CLASSE Sarcodina – Locomoção por pseudópodes. reservatórios da doença para o homem. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Ausência de flagelo. aparecendo então a lesão inicial.

Estrutura arredondada repleta de grânulos grandes e periféricos e um CARACTERÍSTICAS: . arredondadas grandes.Coccídeo com ciclo evolutivo direto.Oocistos contendo esporocistos que possuem no seu interior esporozoítas.são pequenos tanto em Eimeria quanto em Isospora.Só os microgametas apresentam flagelos 3.Esporogonia (meiose) geralmente fora do corpo do hospedeiro. .Parasitas intracelulares . esverdeada.Estrutura ovóide. com parede dupla e contendo esporocistos e esporozoítas. . Merozoítas de 1ª geração . . Oocisto imaturo ou zigoto . 6. seu interior.Estrutura disforme a) CLASSE SPOROAZIDA OU COCCIDIA ORDEM EUCOCCIDIORINA I .SUBORDEM EIMERINA FAMÍLIA EIMERIIDAE 4. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 7. FASES DE REPRODUÇÃO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Macrogametócito . . No caso de Eimeria são quatro esporocistos com dois esporozoítas no seu interior e no caso de Isospora são dois esporocistos com quatro esporozoítas no seu interior. merozoítas (estruturas em forma de foice) no CARACTERÍSTICAS: . Merozoítas de 2ª geração .são pequenos (microzoítas) em Eimeria e grandes (macrozoítas) em Isospora. GÊNEROS Eimeria e Isospora.Os gêneros são diferenciados pelo número de esporocistos nos oocistos e o número de esporozoítas nos esporocistos. 2. translúcida.Microgametas com dois ou três flagelos. Microgametócito . núcleo central que é o macrogameta. 5.Merogonia e gametogonia nas células do hospedeiro. Oocisto esporulado .Estrutura com formato irregular (meio oval) com milhares de grânulos pequenos espalhados no citoplasma que são os microgametas. Esquizonte ou meronte que Estruturas apresentam que apresenta uma membrana forte.Complexo apical (só é visto em microscopia eletrônica) na extremidade anterior que permite que o protozoário penetre dentro da célula a ser parasitada. . .134 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ PARTE II Coccídeos ____________________________________________________________________________________ SUBFILO APICOMPLEXA ou SPOROZOA 1.

Assexuada . microgametócitos porque esse último produz milhões de microgametas diferenciação que formará os merontes e depois. 3. O esporozoíta vai ao fígado pela via porta e no endotélio do ducto biliar forma I . macro e microgametócitos levando a 2ª geração. interfere na absorção intestinal. arloingi e E. temos Isospora suis. tenella (que ocorre em aves de corte). pois 2. zuerni em bovinos e E. E. a mortalidade pode chegar a 3. Nesse ciclo. PROFILAXIA DAS COCCIDIOSES: 1. 2. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . dão origem a um segundo meronte bem pequeno. 100%. comedouros e bebedouros trocados diariamente e mantidos no alto (evita que os animais defequem neles) e camas secas. OBS 1: Em coelhos. manejo e o emprego de coccidiostáticos na ração e na água. e depois vai à bile e sai nas fezes.CICLO EVOLUTIVO PROPAGATIVO: É o que ocorre em aves. Em suínos. acervulina e E. Sexuada ou gametogonia: ocorre no interior do hospedeiro. Em aves. diminuição no desenvolvimento. com espécies como E. Esporogonia (esporos = oocisto): ocorre no meio ambiente. Coccidiose aviária: Deve ser feito bom II. stieda se encontra no TIPOS DE CICLO EVOLUTIVOS fígado.135 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ 1. bovis e E. nos suínos. doenças típicas de filhotes com diarréia. Coccidiose bovina: Deve ser feito um bom manejo. macrogametócitos. e os animais não atingem os 90 kg ideais para abate. sendo que tudo no intestino delgado. gametas e oocisto. Coccidiose em coelhos: Deve ser feita a limpeza diária das gaiolas. depois da fase trofozoíta é formado o primeiro meronte no intestino delgado e quando os merozoítas vão ao intestino grosso. O galpão deve ser bem ventilado para diminuir a umidade local e manter a cama sempre seca. causa diarréia. é esse quem forma os macro e microgametócitos para chegar a oocisto.esquizogonia ou merogonia: ocorre no interior do hospedeiro. coelheiras ou cercados e a manutenção dos comedouros e IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Nos ruminantes esses protozoários causam bebedouros limpos. Nos suínos ocorre o mesmo. macro e microgametócitos. No caso de ruminantes.CICLO EVOLUTIVO PROLIFERATIVO: É o que ocorre em ruminantes. São que merontes I e II. E. christenseni em caprinos. são formados três tipos de merozoítas: um outro e um que que formará formará os os sem OBS 2: Cada geração é mais patogênica que a outra porque produz mais oocistos. microgametócitos formados mais macrogametócitos terceiro. Isospora suis é limitante no caso de leitões. com as espécies E. As criações devem ter pisos de tela de arame. necatrix (ambas ocorrem em poedeiras).

temperatura de 25 a 30 graus e umidade de 70 a 80%. do GÊNERO Eimeria CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Eimeriidae cujos oocistos esporulados possuem quatro esporocistos e cada oocisto recém saído nas fezes e que não está esporulado. Os oocistos esporulados são infectantes e podem permanecer viáveis por dois a três meses. Depois pela ação da tripsina e da bile ocorre a liberação dos esporozoítos no intestino delgado. estado nutricional das aves e nível de medicação na ração. No meio ambiente ocorre a esporulação dos oocistos. liberando os esporocistos. anfíbios. o oocisto é destruído. peixes. para isso precisa de O2. número de oocistos ingeridos. O tempo de esporulação nessas condições é de dois a três dias. PATOGENIA Figura 141. O hospedeiro se contamina ao ingerir esse oocisto. Oocisto esporulado de Eimeria sp. da idade da ave (quanto mais jovem mais susceptível). Esses esporozoítos penetram nas células da mucosa intestinal. Na moela ou estômago Figura 139. Ciclo biológico de Eimeria _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . possui um núcleo. Oocisto não esporulado de Eimeria sp. CICLO: Os oocistos eliminados com as fezes do hospedeiro são imaturos (não esporulados). HOSPEDEIROS: Mamíferos. répteis. eficácia do coccidiostático. arredondam-se e originam os trofozoítos que passam a esquizontes iniciando assim a reprodução assexuada denominada de Figura 140. aves. presença e severidade de outras doenças.136 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ A patogenia depende da espécie de Eimeria.

Outros se transformam em microgametas ou gametócitos masculinos que vão dar origem aos microgametócitos. Alguns merozoítos da segunda geração penetram em novas células e dão início a terceira geração de esquizontes. Dessa fertilização resulta o zigoto que desenvolve uma parede dupla em torno de si. arredondando-se e formando uma nova geração de esquizontes. outros penetram em novas células e dão início a fase sexuada do ciclo. resistência orgânica. Esses merozoítas rompem a célula hospedeira atingem a luz do intestino e invadem novas células epiteliais. esporulados. HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS: No ciclo de Cystoisospora pode ocorrer o ciclo com ingestão de roedores parasitados. GÊNERO Isospora e Cystoisospora _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Acima oocisto não esporulado. Quando encontrado em aves o gênero é Isospora e quando encontrado em carnívoros é chamado de Cystoisospora. merozoítos transforma gametócitos femininos ou macrogametócitos que vão formar os macrogametas. pois não estão Figura 142. Cada esquizonte (ou meronte) tem em seu interior um número variável de merozoítas (depende da espécie). redução do peristaltismo intestinal. conhecida como gametogonia.137 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ esquizogonia ou merogonia. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Essa parasitose destrói as células do intestino causando diarréia sanguinolenta. diminuição da HOSPEDEIROS: Aves e carnívoros. No ambiente em um a cinco dias esporulam e tornam-se infectantes. Os microgametas rompem a célula e vão até o macrogameta para a fertilização. acarreta uma baixa conversão alimentar. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS • Oocistos possuem dois esporocistos contendo quatro esporozoítos cada quando esporulados. Os oocistos rompem a célula e passam à luz intestinal saindo para o exterior com as fezes na forma não infectante. se A maioria em desses O gênero Isospora pertence à família Eimeriidae e o gênero Cystoisopora pertence à família Sarcocystidae. perda de peso e predispõem a infecção bacteriana secundária. abaixo oocisto esporulado de Isospora sp. dando origem ao oocisto.

ESPÉCIES: Cystoisospora canis – Cão. A célula não suporta a pressão e se rompe. suíno. contendo quatro esporozoítos em cada um. microgametócitos. 400X . canino. liberando os merozoítas que seguem dois caminhos: . Produz diarréia em filhotes e diminuição no desenvolvimento. Cystoisospora ohioensis – Cão. sob condições ideais de temperatura alta. capim e água contaminados com o oocisto esporulado. Começa a reprodução assexuada. bovino. caprino. . Oocisto de Cryptosporidium sp. rato.138 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ Na esporogonia. Esse sai nas fezes para fazer a esporogonia. Os microgametas que estão nos microgametócitos saem da célula parasitada e fecundam os macrogametas (e com isso perdem seus flagelos – ex-flagelação) formando o gameta ou oocisto imaturo. No tubo digestivo do animal os esporozoítos saem do oocisto e penetram na célula epitelial do intestino onde se arredondam. macaco. GÊNERO Cryptosporidium citoplasmas para formar os esquizontes (ou merontes) que contém os merozoítas. felino. formando dois esporocistos. Sucessivas mitoses vão formando vários núcleos e HOSPEDEIROS: Homem.Penetram novamente nas células intestinais fazendo outra fase de reprodução assexuada que formará uma 2ª geração. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 144. ovino. CICLO BIOLÓGICO: A contaminação se dá através de alimentos como ração. oxigenação e umidade. FAMÍLIA CRYPTOSPORIDIIDAE PATOGENIA: Pouco patogênica.Oocisto medem em torno de 5 µm e contém quatro esporozoítas e sem apresentar esporocistos. Cystoisospora felis – Felinos. passando a serem chamados de trofozoítas. o oocisto sofre divisão. Cystoisospora rivolta – Felinos. onde os merozoítas dão origem a macro e CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Ciclo biológico de Cystoisospora sp. Figura 143.Continuam para a fase sexuada. eqüino. porém é autolimitante.

. Os microgametas fecundam os macrogametas originando oocistos com quatro esporozoítos de parede espessa que são eliminados já infectantes. FAMÍLIA SARCOCYSTIDAE Ciclos evolutivos semelhantes à família Eimeriidae.estrutura alongada. CARACTERÍSTICAS CORTE MORFOLÓGICAS DE FÍGADO (EM OU HISTOLÓGICO CÉREBRO): .Ocorre predação.estrutura em forma de foice com um núcleo.A esporogonia pode ocorrer dentro ou fora do hospedeiro. Alguns oocistos rompem-se dentro do .Água limpa em bebedouro adequado.A reprodução assexuada ocorre no hospedeiro intermediário e a sexuada no definitivo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . GÊNERO Toxoplasma ESPÉCIE Toxoplasma gondii HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felídeos.Pseudocisto .Cisto . É monoxeno. Ciclo biológico de Cryptosporidium sp. Esporulação dentro do hospedeiro. PROFILAXIA: .estrutura arredondada com parede bem definida onde se encontram os bradizoítas. remoção e incineração das camas. No trato digestivo há liberação de esporozoítos que pela via sangüínea vai ao fígado. . Não aparece em corte histológico. hospedeiro promovendo auto-infecção. A esquizogonia e a gametogonia ocorrem em microvilosidades intestinais.Tratamento dos animais parasitados. Ocorre esquizogonia na superfície das células intestinais com duas gerações de esquizontes e outra de multiplicação sexuada (gametogonia) com formação de macro e microgametócitos. . . onde o hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir restos do hospedeiro Intermediário. cérebro e . sem parede definida onde se encontram os taquizoítas. . principalmente o gato. . com altura que impeça os animais nele defecarem.Zoíta .139 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ CICLO: Característico de Coccídeo.Educação sanitária. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Diversos mamíferos e répteis.Higiene dos estábulos. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro intermediário ingere o oocisto ao pastorear ou ao ingerir alimentos mal lavados. Figura 145.Comedouros no alto para que não sejam infectados pela cama.

fortes dores musculares. Ciclo de Toxoplasma gondii outros órgãos passando a se chamar trofozoítos. podem medir até 107 µm de diâmetro e são encontrados nas IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: células do sistema nervoso. O hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir restos de animais contaminados com os esquizontes (cistos). O organismo do animal reage e cria anticorpos e os taquizoítas então diminuem sua velocidade de reprodução passando a se chamar OBS: Hammondia e Frenkelia também são parasitas de cães e gatos e têm importância no diagnóstico diferencial de oocistos. aborto em ovinos.140 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ No hospedeiro intermediário pode ocorrer má formação fetal. assexuada (esquizogonia). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . remoção adequada de fezes. e podem ser encontrados em diferentes células do corpo. GÊNERO Neospora ESPÉCIES: Neospora caninum bradizoítas. O hospedeiro intermediário pode contaminar-se através da ingestão de carne mal cozida contendo cistos do parasito. caprinos. . eqüinos e cervídeos. não dar carne crua aos gatos.Os cistos possuem forma oval. ovinos.Os taquizoítos e cistos são as formas encontradas intracelularmente no hospedeiro intermediário intermediário.Os taquizoítos possuem forma de lua e medem em torno de 6 X 2 µm de comprimento. PROFILAXIA: Deve ser feita a limpeza diária de gatis. cobrir as rações.Oocistos medem entre 10 à 12 µm. hidrocefalia fetal. precauções higiênicas como lavar as mãos antes das refeições e uso de Figura 146. na mucosa intestinal ocorre a gametogonia e o oocisto formado vai ao meio ambiente com as fezes. caninos. Ocorre a esporulação formando um conjunto de dois esporocistos contendo quatro esporozoítas e esses esporozoítas são as formas infectantes para o hospedeiro HOSPEDEIROS DEFINITIVOS: Cão. Esta fase é tão rápida que os trofozoítas são chamados de taquizoítas e é a fase aguda da doença. cegueira e queda na produção. que formam uma parede cística como proteção aos anticorpos. podem ocorrer distúrbios pulmonares. bovinos e eqüinos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS . . Nestes ocorre a reprodução luvas na jardinagem. OBS: Pode haver transmissão pré-natal. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Bovinos. morte cerebral.

DIAGNÓSTICO: Os meios utilizados são histológicos ou imunohistológicos. com quatro esporozoitos cada um. Feto abortado . é possível realizar testes sorológicos. apesar de estarem em estado latente. portanto. ataxia motora (incoordenação motora) exoftalmia ou olhos de aparência simétrica.141 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ - Dentro dos cistos estão presentes os - Mumificação fetal. pelo hospedeiro intermediário. Estes. caninum. reproduzse no intestino do cão e.A maioria dos bezerros com neosporose morrem nas quatro primeiras semanas de vida. o nível de anticorpos cai drasticamente). contaminados.5 µm de comprimento. PCR.deve ser encaminhado resfriado. No cão esses bradizoítos penetram nas células intestinais onde fazem a reprodução sexuada eliminando oocistos não esporulados para o meio ambiente. imunoenzimático (ELISA). e uma os esporozoítos os tecidos sistêmica O desencistam-se desenvolvendo (reprodução invadem infecção assexuada. natimortos. A esporulação ocorre nas fezes. posteriormente. parasito forma principalmente no cérebro.Reabsorção fetal. o parasito deve ser encontrado nos tecidos fetais. ou pelo menos o cérebro e a medula. Atualmente. quando ingeridos pelo cão são infecciosos. Nascimento de bezerros com sinais CICLO BIOLÓGICO: O parasito. dentro de três dias.as amostras devem ser colhidas até 90 dias após o abortamento (depois deste prazo. Os oocistos esporulados contêm dois esporocistos. infecciosos em fezes frescas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . seus oocistos (medindo 10-12 µm de diâmetro) são levados ao ambiente pelas fezes. não significando que os mesmos estejam doentes. fetos autolisados. Após a ingestão dos oocistos esporulados. . O isolamento e cultura do agente também confirmam a presença de Neospora no processo patológico.Abortamento no hospedeiro intermediário em qualquer época da gestação. O teste de imunohistoquímica dos tecidos fetais. cistos chamados de bradizoítos. Para confirmar se o aborto foi causado por N. . que utiliza o feto inteiro. Se uma vaca é positiva não significa que um aborto foi induzido por Neospora com base nos dados do exame sorológico. MATERIAL UTILIZADO PARA EXAME: Soro bovino . como imunofluorescência indireta (IFA) e o teste imunoenzimático (Elisa) que indicam exposição dos animais a Neospora. diagnóstico. SINAIS CLÍNICOS: . esquizogonia). Os oocistos são resistentes no ambiente e permanecem viáveis por longo período até serem consumidos por pelo meio de hospedeiro alimentos neurológicos: encefalomielite. sob reprodução sexuada. bradizoítos medindo em torno de 7 x 1. não sendo. é o mais eficiente e preferencial método para confirmar o intermediário. imunofluorescência indireta (IFI). fetos podem morrer no útero. bezerros deformados .Nascimento vivo seguido de morte. paralisias.

pulmões. -Castrar cães que não são necessários à procriação. Figura 147. -Use as vantagens de depósitos fechados cubra os silos com lonas plásticas após sua abertura. -Orientar seus vizinhos que mantenham seus cães nas suas propriedades -Comunicar as autoridades locais (vigilância sanitária) sobre a presença de cães sem dono. Ocorre destruição dos esporocistos e liberação dos esporozoítas que penetram na parede intestinal e através da corrente sanguínea passam ao baço. Nesses locais ocorrem várias gerações de esquizontes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . após os merozoítos penetram nos leucócitos circulantes e passam a gametócitos. Ciclo biológico do Hepatozoon sp. SUBCLASSE GREGARINASINA FAMÍLIA HEPATOZOIIDAE GÊNERO Hepatozoon ESPÉCIE Hepatozoon canis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Carrapato Rhipicephalus sanguineus. para prevenir o consumo pelos cães. CONTROLE: 1) Evitar que os cães contaminados defequem nos depósitos de alimentos e bebedouros. músculos. LOCAL: Interior de leucócitos. OBS: O cão se infecta ao ingerir o carrapato. CICLO: ZOONOSE: Não há evidência do leite ou carne de animais infectados. 3) Todo feto abortado e restos placentários deverão obrigatoriamente ser enterrados. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Cães.Isogametas que são estruturas alongadas no interior dos neutrófilos. linfonodos.142 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ TRATAMENTO: O tratamento para neosporose é feito com sulfas e vacinas. fígado e medula onde fazem a esquizogonia. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Os gametócitos livres se unem em pares e formam os zigotos que ficam no interior do carrapato (hemocele) e passam a oocisto contendo 30 a 50 esporocistos com 16 esporozoítos em cada. 2) Educar a população a castrar os cães nas fazendas e vizinhanças. O ciclo se completa quando o carrapato ingere sangue contaminado com os gametócitos. transmitirem Neospora ao homem. O cão infecta-se ao ingerir o carrapato que contém esporocistos na sua cavidade corporal.

143 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ É uma parasitose assintomática. encontrada geralmente com outras parasitoses como Babesia e Ehrlichia. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

5. Babesia bigemina no interior da hemácia. Figura 150. 3. equi ou Nutallia equi ou mais recentemente Theileria equi .Cães -Grande Babesia. B. Babesia canis . provocando trombos nos vasos. -Grande Babesia. -Aparece um a dois trofozoítas dentro de cada hemácia Figura 148 . Babesia gibsoni. hemácia. -Parasitemia muito baixa. -Pequena Babesia. MORFOLÓGICAS E 4. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Cães -Pequena Babesia.Equinos -Pequena Babesia. -Aparece de um a dois trofozoítas dentro de cada hemácia. bigemina (transmissão por ninfas e adultos do carrapato). Babesia canis no interior da hemácia. -Aparece um a dois trofozoítas dentro da Figura149. -Parasitemia muito alta. 2.144 Babesias ______________________________________________________________________________________________ PARTE III Babesias ____________________________________________________________________________________ CLASSE PIROPLASMASIDA ORDEM PIROPLASMORIDA FAMÍLIA BABESIDAE GÊNERO Babesia CARACTERÍSTICAS HOSPEDEIROS: 1.Bovinos. Babesia bovis (transmissão por larvas do carrapato) – Bovinos. Babesia bovis no interior da hemácia -Pode aparecer nos capilares do cérebro. B.

como Rhipicephalus sanguineus. A célula se rompe e os merozoítas são liberados penetrando em novas hemácias. Transovariana Ocorre nas babesioses transmitidas por carrapatos monoxenos. através da hemolinfa. Por a muda ocorrer no solo. podendo chegar ou aos as ovários (transmissão salivares forma de transovariana) (transmissão glândulas na transestadial) trofozoítas. -Aparece um a dois trofozoítas dentro da hemácia. Esses vermículos migram para os tecidos da fêmea do carrapato. TIPOS DE TRANSMISSÃO: Figura 151. Babesia caballi no interior da hemácia.Equinos -Grande Babesia. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Além da destruição das hemácias gerando anemia. desses irão contaminar outros Transestadial - ocorre nas babesioses transmitidas por carrapatos heteroxenos. três ou quatro trofozoítas. móveis e alongados). Este penetra nas células do terem um hospedeiro na vida. O carrapato ao sugar o hospedeiro inocula as formas trofozoítas que penetram nas hemácias do animal e se dividem assexuadamente por divisão binária formando merozoítas. parasitadas (e incha causando esplenomegalia) e acaba por não identificá-las _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . O baço filtra hemácias Figura 152 . -Animal permanece portador por toda a sua vida. Por só CICLO BIOLÓGICO: O carrapato ao se alimentar do sangue do hospedeiro definitivo ingere os merozoítos que se diferenciam e fazem a reprodução sexuada ou gametogonia que vai dar origem a um zigoto chamado oocineto. a transmissão é da fêmea para seus ovos. Ciclo de Babesia sp. são em forma de cruz de malta. sendo que quando aparecem quatro.145 Babesias ______________________________________________________________________________________________ -Aparecem um. a larva infectada passa para ninfa com as formas infectantes e essa então transmite o parasita a outro animal. 6. dois. observam-se lesões em outros órgãos irrigados pelo sangue contaminado. tubo digestivo do carrapato e nelas se multiplica por divisão binária ou múltipla até as células se romperem e liberarem os vermículos (organismos claviformes. caballi . como Boophilus microplus e Anocentor nitens. B. As larvas ou ninfas originadas animais.

hiper excitabilidade e incoordenação. a Babesia ativa a calicreína e leva ao aumento de permeabilidade dos vasos e vasodilatação. Em regiões endêmicas os animais já têm imunidade adquirida através do colostro que deve ser reforçada gradativamente com o desenvolvimento do animal. No quadro de babesiose cerebral bovina ocorre destruição dos capilares cerebrais e se observa aumento da coagulação intravascular. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Ainda. PROFILAXIA: Deve ser feito o controle dos vetores.146 Babesias ______________________________________________________________________________________________ mais fagocitando também as hemácias sadias e com isso intensifica a anemia (anemia auto imune). provocando uma estase circulatória. No rim as hemácias se rompem e no fígado ocorre hemoglobinúria por não ocorrer metabolização da hemoglobina.

não apresentam flagelos. Com exceção da Rickettsia prowazekii. foi abandonada. A divisão em tribos. 0. O citoplasma possui ribossomos. apresentarem aspectos comuns entre elas e por serem disseminadas por artrópodos que servem de vetores. classe das Alphaproteobacterias. Os gêneros Eperythrozoon e Haemobartonella passam a família Mycoplasmataceae. Winters.25 mm de formando cocobacilos normalmente corados com Giemsa e fracamente corados por Gram. mas aquelas causadoras da febre maculosa retirada e os gêneros pertencentes a ela (Aegyptianella. Uma membrana citoplasmática mais interna. Podem estar agrupados em pares. que era comumente utilizada. Neorickettsia) Anaplasma. FAMÍLIA Ehrlichiaceae GÊNERO Ehrlichia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Nesta classificação a Ordem das Rickettsiales está inclusa no Filo das Proteobacterias. uma parede celular rígida e uma externa com composição química típica de membrana e com aspecto trilaminar. escrito por Garrity. portanto. O envelope típico consiste de 3 camadas. com diâmetro. A família Anaplasmataceae foi novamente bactérias pequenas. A maioria das espécies é encontrada somente no citoplasma das células hospedeiras. em cadeias ou isolados. possuem um sistema transportador de ATP que utiliza ATP do hospedeiro. causadora de tifo. A parede celular é Ehrlichiaceae.147 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO IV Rickettsias ____________________________________________________________________________________ ORDEM RICKETTSIALES A multiplicação ocorre por divisão binária somente dentro da célula hospedeira. a São estruturalmente gram-negativas. O gênero Cowdria foi abolido e sua única espécie a Cowdria ruminantum foi reclassificada como pertencente ao gênero Ehrlichia. CLASSIFICAÇÃO: A mais recente se encontra na 10ª Edição do Bergey´s Manual of Sistematic Bacteriology. é proveniente em grande parte de ATP do hospedeiro. As rickettsias são bactérias com parasitismo intracelular semelhantes extremamente aproximadamente obrigatório. Kuo e Searles. foram inclusas Ehrlichia na e Família multiplicam-se no núcleo e saem para o citoplasma. e foi publicado em 2002. quimicamente similar a dos Gram negativos e possuem invaginações intracitoplasmáticas. Apesar de DEFINIÇÃO: As rickettsias são consideradas pertencentes a um grupo separado de bactérias por serem capazes de metabolismo próprio para seu desenvolvimento. A energia do parasito.

quando existe uma quantidade Rhipicephalus sanguineus. importante de hemoparasitas no sangue.5 . epistaxis. secreção nasal. onde permanecem em crescimento por aproximadamente 2 dias. Em contra partida. mais sendo que há 3 fases da doença que pode ser fatal se não tratada. portanto. hemorragia sub-retinal. LOCALIZAÇÃO: Organismos encontrados nos leucócitos. Na fase aguda que ocorre após um período de incubação que varia entre 8 e 20 dias e perdura por 2 a 4 semanas o animal apresenta hipertermia (39.5 oC). por um período de 3 _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . a E. observa-se uveíte. No carrapato. petéquias hemorrágicas. o agente se multiplica nos órgãos do sistema baço e complicações como depressão. O carrapato poderá permanecer infectante por um período de aproximadamente um ano. (2) multiplicação do agente. descolamento de retina e cegueira . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A Ehrlichiose apresenta sinais inespecíficos CICLO BIOLÓGICO: O vetor de maior importância na transmissão da enfermidade é o carrapato. Menos freqüentemente especificamente. sendo estas constituídas por um conjunto de corpos elementares envoltos HOSPEDEIRO INVERTEBRADO: Carrapato por uma membrana. anorexia. Geralmente nesta fase o animal tem os mesmos elementares nos monócitos. visto que CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: São bactérias intracelulares obrigatórias dos leucócitos (monócitos e polimorfonucleares) ou trombócitos. ou ainda edema de membros. A transmissão entre animais se faz pela observam-se outros sinais inespecíficos como febre. perda de peso e astenia. A fase crônica da erliquiose assume as características de uma doença auto imune. propiciando. e (3) HOSPEDEIROS: Cães e gatos (muito raro) formação das mórulas. com a formação do corpo inicial. o Rhipicephalus sanguineus . O cão é infectante apenas na fase aguda da doença. anorexia. Na fase sub-clínica é geralmente assintomática. sinais pulmonares e insuficiência hepato-renal. O ciclo da Ehrlichia é constituído de três fases principais: (1) penetração dos corpos hifema. Após um proprietário. edema de membros. vômitos. hemorragias. hematúria.41. a transmissão transestadial. A infecção do cão sadio se dá no momento do repasto do carrapato infectado. depressão. pelo intermédio do carrapato. perda de apetite e palidez de mucosas Ocasionalmente. mononuclear linfonodos). fagocítico (fígado. canis se multiplica nos hemócitos e nas células da glândula salivar. Essa fase pode passar desapercebida pelo inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado para um cão sadio. a transmissão transovariana provavelmente não ocorre.148 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ a 5 dias. a infecção poderá ocorrer em qualquer estado do ciclo. podendo ser encontradas algumas período de incubação de 8 a 20 dias.

e com que o torna uma peça útil para a elaboração do diagnóstico. DIAGNÓSTICO: O diagnóstico laboratorial consiste na monitoramento níveis anticorpos. A confirmação do diagnóstico pode ser reforçada se for encontrado PROFILAXIA: A prevenção da doença tem um caráter de suma importância nos canis e no locais de grande concentração de animais. o fluxo de cães deve ser mínimo e quando ocorrer. Para tanto. recomenda-se tratar o animal com doxiciclina por um período de 1 mês. porém atenuados. permitindo o diagnóstico preciso da erliquiose. deve ser mantido em quarentena e tratado para carrapatos. Este teste dos é muito de útil no encontrando-se susceptibilidade secundárias. a erliquiose dever ser considerada como a primeira suspeita. GÊNERO Anaplasma ESPÉCIES: Figura 153. é o teste de Immunocomb. A trombocitopenia presente no quadro clínico não permite que se confirme o diagnóstico da doença. -A. canis em esfregaços de sangue do cão infectado. permite um diagnóstico rápido e com sensibilidade semelhante a outras técnicas. principalmente nas fases sub-clínica e crônica. É também útil no observação de E. o Ehrlichia. Caso seja positivo para hipoalbuminemia e hiperglobulinemia associado a trombocitopenia. Devido a inexistência de vacina contra esta enfermidade. imunofluorescência indireta. Um outro teste bastante simples e disponível. mas em áreas sabidamente endêmicas. Nas áreas endêmicas.149 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ sinais da fase aguda apático. Corpúsculo de Ehrlichia em neutrófilo segmentado. que se baseia na detecção de anticorpos IgG contra Erlichia canis no soro. canis em esfregaço sanguíneo. Todo animal que entre em uma propriedade ou canil. deverá ser tratado antes de ingressar na criação. onde é muito difícil o encontro da E. que constitui um método sensível e muito específico. produtos acaricidas ambientais e de uso tópico são eficazes desde que seja realizado o manejo correto. A técnica de PCR (polymerase chain reaction). centrale _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Pode-se ainda realizar o diagnóstico por monitoramento dos níveis de anticorpos pós tratamento. ou em decalques dos órgãos alvo. caquético a aumentada em infecções do conseqüência comprometimento imunológico. a prevenção é realizada através do controle do vetor da doença: o carrapato.

Saem das hemácias e penetram em outras promovendo uma intensa anemia. A doença HOSPEDEIROS: Bovinos aparece clinicamente após o dia 40 após o contato com o carrapato contaminado. No sangue. contaminado cirúrgico. ou através de utilização entre os animais seringas de e/ou material material portadores. o organismo penetra no eritrócito. por meio de seringas hipodérmicas ou instrumentos cirúrgicos contaminados. forma um vacúolo e divide-se por divisão binária.150 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ -A. aglutinação e imunofluorescência indireta. marginale até 70% dos eritrócitos sanguíneos em uma semana após o período de incubação. como PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Quatro semanas DIAGNÓSTICO: Presença de organismos pequenos e redondos de cor vermelha .Os eritrócitos parasitados são ingeridos pelo carrapato e transmitidos para outros bovinos. Corpúsculos Anaplasma nas hemácias. Testes de fixação de complemento. formando um corpúsculo de inclusão. -Premunição dos animais suscetíveis com sangue de animais portadores. pois as hemácias são destruídas no baço e fígado e não na corrente sanguínea. de IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Produz uma reação febril aguda. acompanhada por grave anemia hemolítica que pode destruir _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Boophilus sanguineus. HOSPEDEIRO INVERTEBRADO: Carrapato Não há hemoglobinúria. PROFILAXIA: -Tratamento dos animais para que não fiquem CICLO BIOLÓGICO: A transmissão é feita por carrapatos ou mecânica. -Esterilizar os fômites. LOCALIZAÇÃO: Organismos encontrados nos eritrócitos.escura no interior dos eritrócitos em esfregaço sanguíneo corado com Giemsa. -Combater o superparasitismo pelo emprego de banhos carrapaticidas. Figura 154. -Evitar que os animais adquiram carrapatos antes da premunição.

Não possui cavidade corpórea.ACANTOCEPHALA: Cabeça em forma de espinho. FILO PLATHELMINTOS (Platy = achatados) . **Monogenea: Helmintos ectoparasitas de peixes. .Simetria bilateral.Não possuem esqueleto. . . Fazem ciclo direto.São divididos em: -Classe Trematoda. com parede do corpo chamada de cutícula. mais especificamente de brânquias. que dificultam a respiração. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .NEMATHELMINTOS: vermes redondos. são monoxenos.Vermes achatados dorso-ventralmente. .151 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO V Helmintos ____________________________________________________________________________________ HELMINTOLOGIA . mas sim parênquima.Hermafroditas.PLATHELMINTOS: vermes achatados.Metazoários . com parede do corpo chamada de tegumento. . -Classe Cestoda. . . .Tubo digestivo incompleto. com subclasses Digenea e Monogenea**. ou seja.

ventral (ou acetábulo) e genital (ou gonotil) para fixação no hospedeiro e movimentação sobre o mesmo. o órgão peniano que é chamado de cirro e um poro genital. glândulas de mehlis.Sistema reprodutor feminino com ovário. Quando de 1ª geração forma-se a rédia (também no hospedeiro intermediário) a qual vai originar várias cercárias. matéria necessária para formação do ovo).Possui ventosas oral. Ele nada até atingir o hospedeiro intermediário. reservatório seminal. que possuem cauda saem do molusco e se fixam na vegetação passando a serem chamadas de metacercárias . canal de laurer. um peixe ou crustáceo. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . que saem pelas partes moles e infectam o ambiente. abrem o opérculo do ovo por onde sai o miracídio e passa para o meio aquático. . que geralmente é um molusco .Heteroxenos podendo apresentar até três hospedeiros intermediários. canal deferente e bolsa do cirro com vesícula seminal. produzem condições excretados pela boca). . reservatório vitelínico.Formato semelhante a uma folha.Não são segmentados. .Revestimento externo (tegumento) resistente.152 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE I Trematóides ____________________________________________________________________________________ CLASSE TREMATODA (trematoda = furos) sempre um molusco e o segundo. necessário para sua sobrevivência. vesícula excretora e células excretoras (células flama). perde os cílios e passa a ser chamado de esporocisto (o miracídio já apresenta cone cefálico e vive no BIOLOGIA: . (possuem uma proteção cística e são as formas infectantes) cercária sem a cauda. O esporocisto divide –se inúmeras vezes no hepatopâncreas do molusco originando milhares de formas infectantes.aquático ou terrestre onde penetra nas partes moles. * O esporocisto pode ter uma ou duas gerações.Presença de glândulas vitelínicas (produzem vitelo.Sistema reprodutor masculino com testículos. canais eferentes. Quando de 2ª geração não há fase de rédia.Sistema excretor com tubos pronefridiais. oótipo. . . Possui músculos sobre a lâmina basal que mantém a forma do parasito. com cílios para filtração. . poro genital e alças uterinas. .Ceco termina em fundo de saco. O primeiro HI é intermediário ou não). Tubo digestivo sem ânus (metabólitos CICLO EVOLUTIVO GERAL DOS TREMATÓDEOS: Os ovos que saem nas fezes (em alguns casos podem sair via ciliados oral) geram indivíduos miracídios. chamados que à possuem que. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . (embriões) Estes. . que podem estar no segundo hospedeiro prostáticas. glândulas associadas substâncias ambientais. glândulas máximo 24 horas).

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco aquático . . localização.Genitália ramificada. LOCAL: Ductos biliares. -Tratar os animais CLASSE TREMATODA SUBCLASSE DIGENEA . ventralmente.Boca que se abre dentro de uma ventosa oral (anterior). . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .FAMÍLIA FASCIOLIDAE parasitar eqüídeos. CARACTERÍSTICAS: Adultos grandes e achatados dorso- ORDEM GASTEROSTOMATA .Só se distingue ovário e testículos pela Figura 155.Lymnaea viatrix (região Sul) e Lymnaea columela (região Sudeste). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Aparelho genital masculino e feminino no mesmo indivíduo.Presença ou ausência de bolsa do cirro e acetábulo terminal. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos e ovinos (pode I . . que é uma projeção anterior do corpo onde fica a abertura da ventosa oral. SUBORDEM DISTOMATA SUPERFAMÍLIA FASCILOIDEA .Cone cefálico.153 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ CONTROLE: -Combater os moluscos. . . Figura 156. Ovo de Fasciola hepatica.Corpo muito grande em relação aos outros trematódeos. GÊNERO Fasciola CARACTERÍSTICAS: .Bolsa do cirro bem desenvolvida.Necessitam de dois hospedeiros. com espinhos no tegumento. bubalinos e ESPÉCIE Fasciola hepatica humanos).Acetábulo bem desenvolvido (ventosa ventral). Adultos de Fasciola hepatica.

Ceco mediano retilíneo. . Quando há estiagem. GÊNERO Eurytrema ESPÉCIE Eurytrema pancreaticum Figura 157.Observar a proveniência das verduras e outros alimentos porque é passível de parasitar EM HIGIENE E SAÚDE local migram até quatro meses.Os adultos provocam espoliação nos ductos biliares e na forma crônica da doença pode haver calcificação dos ductos biliares.3 a 4 meses transformam em rédia I.Posição anterior do ovário e testículo em relação ao útero. intestinal e caem na cavidade peritonial perfurando o peritônio visceral do fígado e neste CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes do hospedeiro definitivo e as chuvas os arrastam até os riachos onde são liberados os miracídios que migram e penetram ativamente na partes moles dos moluscos. pois ainda não há eliminação de ovos. Essas são semelhantes aos adultos e já apresentam cauda. o molusco se afunda na lama e só quando o meio se torna favorável é que seu metabolismo volta ao normal e a rédia se torna cercária. se alimentam de sangue e após oito semanas da infecção já eliminam ovos. perdem a cauda e passam a metacercária que possui uma substância cimentante que evita a desidratação e aí sobrevive por anos. sendo que por isso. É a fase aguda da doença. a lâmina dos rios desce e elas ficam expostas. formando então os esporocistos. II . e assim são ingeridas pelos hospedeiros definitivos ao pastorear. o exame de fezes é negativo. mas se não. Dirigem-se então para o talo submerso do capim da várzea onde se fixam.As formas jovens migram no parênquima hepático destruindo-o. PPP .Glândulas vitelínicas medianas ao corpo do parasito.FAMÍLIA DICROCOELIIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: . Cercaria de Fasciola.Ovos com 150 µm amarelados pela bile. No tubo digestivo desses animais as metacercárias perdem as carapaças de proteção e passam a ser formas jovens que penetram na mucosa humanos (zoonose). que migram para a região pré-cordial e se IMPORTÂNCIA PÚBLICA: . .Provoca perdas na produção animal e mortes muitas vezes pela migração das formas jovens. .154 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ . . saindo pelas partes moles do molusco e caindo na água. depois vão aos ductos biliares onde ficam adultos. Se o meio for favorável ele vira logo cercária. como no caso de uma estiagem prolongada.

.Cecos que não vão ao terço mediano do corpo. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . digestiva. . CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes do hospedeiro definitivo e os moluscos ingerem esses ovos que liberam o miracídio no seu intestino.Testículos bem separados e na mesma zona (mesmo plano horizontal). . . Adulto de Eurytrema sp. Eurytrema pancreaticum adultos. As cercárias atravessam o tubo digestivo e passam a metacercárias na cavidade celomática do gafanhoto. Formam-se então as cercárias (que saem do molusco com um muco) e essas se aderem ao talo do capim.Corpo grande. terrestres: Bradybaena similaris IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Cecos Testículos Ovários Útero LOCAL: Ductos pancreáticos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: 1-Moluscos (caracol). Apesar da destruição dos ductos pancreáticos é questionada a sua ação tendo em vista que o animal não exterioriza a doença. esporocisto II.Acetábulo terminal ou subterminal.Esôfago curto. SUBORDEM AMPHISTOMATA SUPERFAMÍLIA PARAMPHISTOMATOIDEA CARACTERÍSTICAS . onde se tornam adultos. . que é ingerido pelo gafanhoto. 2-Gafanhoto: Conocephalus sp. Na cavidade celomática forma-se esporocisto I e na .155 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. FAMÍLIA PARAMPHISTOMATIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 159. .Acetábulo mediano.Não são achatados e têm formato de pêra.Ventosa oral grande.Ovário posterior aos testículos. que é ingerido acidentalmente pelo hospedeiro definitivo ao pastorear e as metacercárias passam do intestino e vão se localizar nos ductos pancreáticos. Figura 158.

Os parasitos produzem diarréias fétidas e escuras e o animal fica muito debilitado. Paramphistomum mostrando A – acetábulo ou ventosa ventral e O .156 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ . O hospedeiro definitivo ingere as metacercárias ao 1 .GÊNERO Paramphistomum ESPÉCIE Paramphistomum cervi pastorear e a membrana cística da metacercária se rompe liberando formas jovens do trematoda que se fixam na porção inicial do intestino HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. \A O Figura 161. SUBORDEM STREGEATA SUPERFAMÍLIA SCHISTOSOMATOIDEA FAMÍLIA SCHISTOSOMATIDAE CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes e liberam no meio ambiente o miracídio que vai à água penetrar no hospedeiro intermediário (molusco). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Não apresenta ventosa genital. Adultos de Paramphistomum LOCAL: Rúmem.Ventosa oral. . . intestino delgado que no rúmem.fenda / soma.corpo hepatopâncreas deste.Testículos na mesma zona. Após. São mais patogênicos no HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco aquático: Lymnaidae e Planorbidae. passa a esporocisto I. vegetação para se encistarem (quando em forma de cisto são chamadas metacercárias).Porte médio à grande. no GÊNERO Schistosoma ESPÉCIE Schistosoma mansoni Schisto. delgado e rúmem. surgem as rédias que originam cercárias e essas saem pelas partes moles do hospedeiro intermediário e na água procuram uma _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 160.

Macho (maior) e fêmea de Schistosoma sp. Estas apresentam uma cauda bífida. bebendo água contaminada. CICLO BIOLÓGICO Após a cópula a fêmea migra para ramos menores das mesentéricas e lá fazem a postura. o miracídio penetra ativamente no hospedeiro intermediário (molusco) indo ao hepatopâncreas para formar esporocisto de 1ª geração e depois de 2ª geração e ainda cercárias IMPORTÂNCIA PÚBLICA: É importante o tratamento de fontes de água EM HIGIENE e SAÚDE (furcocercárias).5 a 3 meses. Esse também pode se infectar LOCAL: Veias mesentéricas e hepáticas. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 162. Os ovos possuem um espinho e uma substância irritante da mucosa e por isso ele consegue chegar ao tubo digestivo e assim sair nas fezes.Possui dimorfismo sexual. . Figura 163. PERÍODO PRÉ-PATENTE: 2. 100X _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . A furcocercária no tubo digestivo perde a cauda. com ventosas oral e ventral (em torno de 1 cm de comprimento). passa a adulto- CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . saem do hospedeiro intermediário e no Figura 164. Algumas espécies ocorrem em roedores e bovinos e suspeita-se que eles atuem como hospedeiros alternativos mantendo parasitos. penetrarem na pele íntegra do hospedeiro definitivo.Macho mais grosso. ginecóforo do macho. Ovo de Schistosoma sp. Quando isso ocorre no ambiente aquático. Molusco Biomphalaria sp.Fêmea filariforme fica dentro do canal jovem que se diferencia em macho e fêmea e pela circulação vai às veias mesentéricas e intra-hepáticas.157 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco ambiente aquático migram ativamente até aquático Biomphalaria e Planorbis.

Furcocercária de Schistosoma sp. não deixando que os bovinos fiquem expostos a extensões de água contaminada nessas ocasiões. pois a água é o meio de infecção tanto para hospedeiro definitivo como para hospedeiro intermediário. PROFILAXIA: Identificar os meses de população máxima de caramujos pela temperatura. os sintomas são: diarréia sanguinolenta e com muco. anorexia. Figura 165. No homem.158 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ natural. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . sede anemia.

. .Sistema digestivo ausente (alimenta-se por lobulados com um útero em forma de saco entre eles e glândulas vitelínicas abaixo. o aparelho genital pode ser simples ou duplo e ainda pode haver três testículos ou mais no mesmo proglote.Têm corpo segmentado dividido em escólex (para fixação).Necessitam pelo menos um hospedeiro 2-Maduro: Podem ser mais largos do que longos ou o contrário.Hermafroditas. FORMAS DE ESCÓLEX: . . Divisão do corpo de um cestóide. Colo Estróbilo Figura 166. Cápsula ovígera contendo ovos com embrião no seu interior. .As formas adultas localizam-se no trato digestivo.Obrigatoriamente parasitos de animais. CARACTERÍSTICAS GERAIS: .Afilado.159 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE II Cestóides ____________________________________________________________________________________ CLASSE CESTODA perfusão). . .Triangular. Figura 167.Com rostelo e ventosas com ganchos.Globoso. bolsa do cirro. colo e estróbilo (corpo que é dividido em proglotes). canal deferente e o átrio genital. .Com rostelo e ventosas sem ganchos. .Apresentam formato de fita. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . . . intermediário para completar o ciclo biológico. O aparelho Escólex genital é constituído de ovários FORMAS DE PROGLOTES: 1-Jovem: Não se vê estruturas de reprodução. testículos espalhados na proglote.Tamanho de corpo varia com o gênero de cestóide (de mm a metros).

um epitélio germinativo e uma camada de reação do hospedeiro à presença da forma larvar. saginata T. 4-CYSTICERCÓIDE: escólex invaginado. Suíno. intermediário é vertebrado. ESPÉCIE T. Nesse caso o hospedeiro 2-ESTROBILOCERCUS: Vesícula semitranslúcida que apresenta um escólex evaginado. abdominal Tec.conjuntivo e serosas Serosas. TIPO LARVAR Cysticercus Cysticercus Cysticercus NOME DA LARVA Cysticercus celullosae Cysticercus bovis Cysticercus tenuicollis LOCALIZAÇÃO Musc.160 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ 3-Grávido: podem ser mais largos do que longos ou o contrário. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. serialis T. que está invaginado e que pode apresentar rostelo com ganchos ou não.Tamanho: 1 a 2 cm. 3-COENURUS: Vesícula que apresenta no seu interior vários escólex invaginantes. taeniformis T. Cysticercus TIPOS LARVARES: 1-CYSTICERCUS: vesícula semitranslúcida que apresenta no seu interior um escólex. hydatigena HOSPEDEIRO DEFINITIVO Homem Homem Cão HI Suíno Bovino Ruminante. Vesícula Nesse rígida tipo com o -Fazem apólice (proglotes se desprendem e saem nas fezes). No seu envoltório há uma membrana composta de proteínas. 5-CISTO HIDÁTICO: Vesícula maior que o Cysticercus que apresenta no seu interior vesículas filhas com escólex ou escólex soltos e a esse conjunto se dá o nome de areia hidática. ou seja. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. podem ter útero transversal com saculações horizontais ou útero horizontal com saculações transversais e ainda podem apresentar cápsulas ovígeras com ovos no seu interior contendo um embrião hexacantor. um pescoço longo e pseudo-segmentado. pisiformis T. cavidade peritonial cérebro _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .5 cm Figura 168. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. cardíaca e esquelética Serosas T. SUBCLASSE EUCESTODA ORDEM CYCLOPHILIDEA CARACTERÍSTICAS -Quatro ventosas no escólex. cardíaca e esquelética Musc. 1. solium T. multiceps Felinos Cão Cão Carnívoros Roedores Coelho Coelho Herbívoros Estrobilocercus Cysticercus fasciolaris Coenurus Cysticercus Coenurus Coenurus serialis Cysticercus pisiformis Coenurus cerebralis Fígado e cavid. Forma larval cysticercus no tecido. larvar hospedeiro intermediário é invertebrado.

saginata parasita do intestino delgado de humanos. aves. solium CICLO BIOLÓGICO GERAL: No intestino delgado do hospedeiro definitivo ocorre a fecundação das proglotes maduras gerando proglotes grávidas que se destacam e HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. -Aparelho genital simples. -Testículos ocupando todo o parênquima interno * As formas adultas estão sempre no hospedeiro definitivo e as formas larvares sempre no hospedeiro intermediário. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo ocorre a evaginação do escólex e se fixa a mucosa do intestino delgado. -Proglotes grávidas mais altas do que largas. muitos deles grávidos. No meio ambiente ocorre a degradação das proglotes e liberação dos ovos que são dispersos pelo vento. -Todas as espécies apresentam rostelo com ganchos exceto T. O hospedeiro intermediário GÊNERO Taenia CARACTERÍSTICAS GERAIS: -Número de proglotes variável. -Proglotes maduras mais largas do que altas.Útero com até 14 ramificações. se contamina ingerindo os ovos em alimentos contaminados e pela ação da bile libera o embrião hexacantor de dentro do ovo que vai pela corrente sanguínea até a musculatura esquelética ou cardíaca. Ciclo biológico da T. Figura 169 .ESPÉCIE T. chuvas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . O hospedeiro definitivo se contamina ingerindo carne crua ou mal cozida (ou vísceras) do hospedeiro intermediário. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Suínos. onde ocorre o desenvolvimento da forma larvar (cysticercus). saginata. 1 .161 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ SUPERFAMÍLIA TAINOIDEA FAMÍLIA TAENIIDAE saem nas fezes para o meio ambiente. solium e T.

encaminhar para os olhos.Adulto mede em torno de 3 metros de comprimento com 800 a 1000 proglotes. IMP. têm importância econômica grande já que é significativo em certas regiões do Brasil. ou seja. suínos.Cabeça sem rostelo de ganchos.HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: A defecação de seres humanos fora do vaso sanitário leva a disseminação dos ovos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Ruminantes e 2 .ESPÉCIE T. transtornos neurológicos. . .Cabeça com rostelo de ganchos.ESPÉCIE T. A forma larvar. Cysticercus removido do tecido e corado. cérebro e tecido subcutâneo podendo levar a alterações patológicas como cegueira. saginata HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. . . hydatigena HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão. saginata um parasita do intestino delgado de humanos. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: O homem pode se tornar o próprio hospedeiro intermediário se ingerir acidentalmente os ovos.Útero com 15 a 35 ramificações. Nos suínos infectados com cisticercos os sinais clínicos são CONTROLE: -Congelamento da carne a – 5 Co por 4 dias. -Sistema eficiente de esgotos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Bovinos.Mede em torno de 8 metros e possui mais de 1000 proglotes. nódulos no olho. 3 . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro inaparentes. T. pela circulação vai se IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A presença da forma larvar na musculatura do animal leva a liberação parcial da carcaça ou até seu descarte total. Figura 171. . Observar a coroa de ganchos e ventosas. .162 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ Ventosa Coroa de ganchos Figura 170. -Cozimento da carne.

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão. um grande cisto (5 cm) cheio de líquido que apresenta vários escólex na sua parede. forma larval da T. é 4 . principalmente ovinos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Roedores. Ovos de Taeniidae. taeniformis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felinos. PPP: 8 meses 5. Figura 172.ESPÉCIE T. Cysticercus tenuicollis.MED. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Ruminantes. OBS: A forma larval é o Cysticercus tenuicollis. hydatigena. defeitos visuais. O verme adulto de quase 100 cm é encontrado no cão onde coloca seus ovos que vão ao meio ambiente com as fezes. ESPÉCIE Echinococcus granulosus IMP.VET: A forma larvar determina achados clínicos e patológicos no fígado de roedores. paraplegias. alterações na postura. O ovino ingere com a IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Nos hospedeiros intermediários leva ao descarte de vísceras com as formas infectantes. VET: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . pastagem os ovos contendo a oncosfera que é liberada e transportada pelo sangue ao cérebro ou medula espinhal onde desenvolve o estágio larval chamado de Coenurus cerebralis.163 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ Figura 173. GÊNERO Echinococcus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão e canídeos selvagens.ESPÉCIE Taenia multiceps círculos. vulgarmente conhecido como “bolha d'água”. Este. E conforme vai desenvolvendo-se vão aparecendo os sintomas clínicos no ovino como andar em IMP. MED.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Adulto de Echinococcus granulosus 100X. -Apresenta no máximo cinco proglotes. Cisto hidático em fígado de ruminante. Figura 176. distúrbios no fígado (cirrose). IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: VIABILIDADE DOS OVOS: 21 dias A forma larvar no hospedeiro intermediário pode levar a obstrução de canais respiratórios. os ovos se disseminam e o hospedeiro intermediário ungulados e homem. Areia hidática retirada do interior do cisto hidático. larvas hexacantor que pelo sistema porta vão ao fígado ou pela circulação vão ao pulmão e cérebro. -É quase invisível a olho nu pelo seu pequeno tamanho (5 mm).164 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ FORMA ADULTA: -Escólex e rostelo com ganchos. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo infecta-se ao ingerir vísceras do hospedeiro intermediário contendo o cisto hidático (forma larval). As proglotes Figura 174. Forma adulta no intestino de cães (permanece por 5 a 6 meses). infecta-se ingerindo os ovos nas pastagens ou em alimentos contaminados que dão origem às LOCAL: Forma larvar no cérebro. FORMA LARVAR: Cisto hidático. cérebro e pulmão. As larvas originam adultos no tubo digestivo do cão. Observar a parede do cisto com várias vesículas filhas. E se o cisto hidático se romper no hospedeiro CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DA intermediário esse pode morrer de choque. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Animais grávidas cheias de ovos se destacam e vão ao meio ambiente com as fezes. fígado e pulmão. Neste. pois Figura 175.

165 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ foram liberados vesículas filhas e escólex. Adulto de Davainea proglotina. formigas e moscas. -Cápsulas ovígeras com um ovo no seu interior. Figura 177. onde acabam o desenvolvimento do seu ciclo biológico. INTERMEDIÁRIO: Moluscos É um parasito bastante patogênico e as infecções podem levar a quadros de inflamação intestinal LOCAL: Forma adulta no duodeno. GÊNERO Davainea ESPÉCIE Davainea proglotina HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galináceos. nas aves levando a queda de produção (ganho de peso) gerando sérios prejuízos econômicos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galináceos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moluscos MORFOLÓGICAS DA ESPÉCIE Railletina tetragona Railletina cisticillus Railletina echinobothrida terrestres. -Aparelho genital simples. FORMA LARVAR: Cisticercóide. -Poro genital alterna o lado nas proglotes. da forma larvar e o hospedeiro definitivo se infecta ingerindo o hospedeiro intermediário. CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas vão ao meio ambiente com as fezes e o molusco ingere os ovos. No corpo desse molusco ocorre o desenvolvimento _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 178. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO terrestres. -Ventosas com ganchos no escólex. No FAMÍLIA DAVAINEIDAE tubo digestivo do hospedeiro definitivo as formas larvares se fixam no intestino delgado e desenvolvem-se até adultos. FORMA LARVAR: Cisticercóide. GÊNERO Raillietina CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Corpo com poucas proglotes. Ovo de Raillietina . LOCAL: Forma adulta no duodeno.

-Proglotes com laterais dilatadas. No corpo desse molusco ocorre o desenvolvimento da forma larvar e o hospedeiro definitivo se infecta ingerindo o hospedeiro intermediário. -Proglotes grávidas com cápsulas ovígeras contendo ovos. FAMÍLIA DILEPIDIDAE -Presença de rostelo retrátil com ganchos. -Pode ou não apresentar rostelo. CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Aparelho genital duplo. CICLO BIOLÓGICO: O cão infecta-se ao se coçar e lamber. ESPÉCIE Dipylidium caninum (Ctenocephalides felis e C. canis) e piolho (Trichodectes canis). Adulto de Dipylidium caninum Figura 180. LOCAL: Forma adulta no duodeno. MORFOLÓGICAS DA conseqüentemente perdas econômicas. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As infecções podem levar a menor produtividade do plantel. quando acidentalmente ingere a pulga contendo Figura 179.Proglotes em formato de trapézio. SUBFAMÍLIA DILEPIDINAE GÊNERO Dipylidium CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas vão ao meio ambiente com as fezes e o molusco ingere os ovos.166 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: MORFOLÓGICAS DA -Corpo com muitas proglotes. Cápsula ovigera de Dipilydium contendo ovos _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . menor ganho de peso e FORMA LARVAR: Cisticercóide. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo as formas larvares se fixam no intestino delgado e desenvolvem-se até adultos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Pulgas HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão. . -Não se vê genitália. -Cápsulas ovígeras contendo de 6 a 18 ovos. -Presença de ventosas sem ganchos.

IMP. queda no desenvolvimento das aves e da produção. evagina. O hospedeiro intermediário se infecta ingerindo as cápsulas ovígeras com os ovos ou com os ovos e na cavidade celomática a larva se desenvolve. -Cápsulas ovígeras contendo ovos. -Útero no plano horizontal com saculações LOCAL: Forma adulta no duodeno. Em infecções elevadíssimas leva a alterações como gastrenterite.desarmado/ cephalidae. verticais.MED. -Sem rostelo. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir o hospedeiro intermediário que contém a forma larvar. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Minhoca. -Aparelho genital simples. desenvolvem as proglotes e mais tarde as proglotes grávidas saem nas fezes.cabeça) HOSPEDEIRO domésticos. No intestino é FORMA LARVAR: Cisticercóide. DEFINITIVO: Galináceos CARACTERÍSTICAS -Escólex globoso com ventosas bem visíveis e sem ganchos. diarréia e cólica. Ciclo de Dipylidium caninum forma larvar.167 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ cisticercóide delgado digerido no seu interior. Em casos de altas infecções pode ocorrer IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A importância é nas criações extensivas onde as aves ficam em contato direto com o chão e conseqüentemente com minhocas. GÊNERO Amoebotaenia ESPÉCIE Amoebotaenia sphenoides FAMÍLIA ANOPLOCEPHALIDAE (Anoplo.VET: Há uma incidência grande em criações de cães. MORFOLÓGICAS DA cisticercóide. No ambiente o hospedeiro intermediário ingere os ovos que originam a Figura 181. inflamação intestinal. -Proglotes mais largas do que altas. As proglotes ativas saem pelo ânus causando um prurido muito grande o que leva muitas vezes o cão a arrastar o traseiro no chão. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo ela se fixa no intestino delgado e desenvolve-se eliminando mais tarde. -Rostelo com ganchos e ventosas sem ganchos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . esse e há o hospedeiro liberação escólex intermediário da se forma larvar se CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Corpo com poucas proglotes (máximo 13). as proglotes grávidas que saem nas fezes.

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Cestóides ______________________________________________________________________________________________

ESPËCIE Anoplocephala magna SUBFAMÍLIA ANOPLOCEPHALINAE

GÊNERO Anoplocephala
ESPËCIE Anoplocephala perfoliata

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos (ácaros cryptostigmata).

HOSPEDEIRO

INTERMEDIÁRIO:

Ácaros

LOCAL: forma adulta no intestino delgado e grosso.

oribatídeos = ácaros cryptostigmata).

LOCAL: Forma adulta no intestino delgado e grosso.

FORMA LARVAR: cisticercóide.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Estróbilo se destaca. -Corpo maior. -Não apresenta projeções digitiformes. -Ventosas que “olham” para cima. -Não se vê estruturas internas. -Proglotes empilhadas.

Projeções digitiformes

Figura 182. Porção anterior de A. perfoliata

FORMA LARVAR: Cisticercóide. Figura 183. Anoplocephala magna.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Estróbilo não se destaca. -Ventosas olham para as laterais. -Proglotes empilhadas. -Não se vêem estruturas internas. -2 pares de projeções digitiformes.

GÊNERO Paranoplocephala
ESPËCIE Paranoplocephala mamillana

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

GÊNERO Anoplocephala
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C A

B

Figura 184. Ciclo biológico de Anoplocephalidae de eqüinos.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos (ácaros cryptostigmata).

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Fendas nas ventosas. -Ovário de um lado e testículos do outro.

LOCAL: forma adulta no intestino delgado ou região pilórica do estômago.

-Tamanho do corpo menor que Anoplocephala.

CICLO BIOLÓGICO GERAL: FORMA LARVAR: cisticercóide. As proglotes grávidas se destacam e vão ao solo com as fezes (A) os ovos liberados são ingeridos por ácaros (B), no interior do ácaro se forma o cisticercóide. O ácaro é ingerido pelo eqüino há liberação do cisticercóide que fixa-se no intestino delgado tornando-se adulto (C). Um a dois meses após a ingestão de ácaros infectados com a forma larvar, os vermes adultos são encontrados no intestino dos eqüinos.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 185. Ovo de Em infecções altas pode causar inflamação no

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ponto de fixação do parasito (intestino delgado e grosso) causando obstrução intestinal e

FORMA LARVAR: cisticercóide.

raramente perfuração intestinal. Isso ocorre com mais intensidade em Anoplocephala perfoliata e quase não ocorre em Paranoplocephala

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Glândulas interproglotidianas espalhadas nas bordas das proglotes.

mamillana. ESPÉCIE Moniezia benedeni FAMÍLIA ANOPLOCEPHALIDAE HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

GÊNERO Moniezia
HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Escólex com ventosas bem visíveis. -Pescoço fino e longo. -Aparelho genital duplo. -Atinge 4,5 a 6 metros. FORMA LARVAR: Cisticercóide. LOCAL: Forma adulta no intestino delgado. (ácaros cryptostigmata).

ESPÉCIE Moniezia expansa HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Glândulas interproglotidianas comprimidas no terço mediano das bordas das proglotes.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos (ácaros cryptostigmata). CICLO EVOLUTIVO GERAL: As proglotes grávidas ou ovos são eliminados LOCAL: Forma adulta no intestino delgado. nas fezes e no pasto são ingeridos por ácaros e nesses se desenvolvem as formas larvares. O hospedeiro definitivo se contamina ingerindo

Escólex

Figura 186. Moniezia, anoplocephalidae de ruminantes.

Figura 187. Ovos de Moniezia.

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Figura 188. Ciclo biológico de Anoplocephalidae de ruminantes.

acidentalmente os ácaros nas pastagens. As formas adultas se fixam no intestino delgado onde ocorre maturação e fecundação das proglotes.

LOCAL:

Forma

adulta

no

ducto

biliar

e

pancreático.

FORMA LARVAR: Cisticercóide.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Embora sejam pouco patogênicos, em grandes infecções de cordeiros jovens pode levar a redução do peso corporal reduzindo assim a qualidade da lã.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Franjas na borda posterior de cada proglote. -Aparelho genital duplo.

SUBFAMÍLIA THYSANOSOMINAE

GÊNERO Thysanosoma
ESPÉCIE Thysanosoma actinioides

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Ácaros.

Figura 189. Proglotes franjados de Thysanosoma

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CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas são eliminadas nas fezes onde ocorre a liberação dos ovos. No pasto são ingeridos por ácaros e nesses se desenvolvem as formas larvares (cisticercóides). O

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: A infecção leva a obstrução do ducto biliar levando a icterícia e até colangite.

hospedeiro definitivo contamina-se ingerindo acidentalmente os ácaros nas pastagens. As formas larvares vão via corrente sanguínea ao ducto biliar e pancreático, onde ocorre o desenvolvimento, maturação e fecundação das proglotes.

Figura 190. Thysanosoma actinioides adulto.

Figura 191. Ovos de Thysanosoma sp. Fora da cápsula ovígera.

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 173 CLASSE NEMATODA FILO NEMATHELMINTHES ORDEM STRONGYLIDA FAMILIA STRONGYLIDAE Strongylus ORDEM OXYURIDA FAMÍLIA OXYURIDAE Oxyuris Passalurus Syphacia ORDEM ASCARIDIDA FAMÍLIA ASCARIDIIDAE Ascaridia ORDEM SPIRURIDA ORDEM ENOPLIDA ORDEM RHABDITIDA FAMILIA STRONGYLOIDIDAE Strongyloides FAMÍLIA PHYSALOPTERIDAE Physaloptera FAMÍLIA DIOCTOPHYMATIDAE Dioctophyma FAMILIA SYNGAMIDAE Stephanurus Syngamus FAMÍLIA ANCYLOSTOMATIDAE Ancylostoma Bunostomum FAMÍLIA CHABERTIDAE Chabertia Oesophagostomum FAMILIA TRICHOSTRONGYLIDAE Cooperia Ostertagia Teladorsagia Trichostrongylus Haemonchus FAMILIA DICTYOCAULIDAE Dictyocaulus Nematodirus FAMILIA ANGIOSTRONGYLIDAE Aelurostrongylus Angiostrongylus FAMILIA METASTRONGYLIDAE Metastrongylus FAMÍLIA HETERAKIDAE Heterakis FAMÍLIA THELAZIIDAE Thelazia Oxyspirura FAMÍLIA SPIROCERCIDAE Ascarops Physocephalus Spirocerca FAMÍLIA TRICHURIDAE Capillaria Trichuris FAMÍLIA ASCARIDIDAE Ascaris Parascaris Toxascaris Toxocara FAMÍLIA ACUARIIDAE Cheilospirura Dispharynx FAMÍLIA HABRONEMATIDAE Habronema FAMÍLIA SUBULURIDAE Subulura FAMÍLIA ONCHOCERCIDAE Dirofilaria Dipetalonema Onchocerca Setaria FAMILIA PROTOSTRONGYLIDAE Muellerius _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

. dois ovidutos. -Com bulbo anterior. SISTEMA GENITAL FEMININO: É composto por dois ovários. com coroa franjada ou ainda com espinhos ou dentes (para hematófagos). um TIPOS DE ESÔFAGO -Simples ou filariforme.Músculos membranas. lábios. útero. . -Com abertura anal no meio do corpo. esôfago. com lamelas ou com dentes.Sistema digestivo completo (boca. . TIPOS DE BOCAS.Dupla camada de membranas. .Opistodelfas: útero voltado para a parte posterior do corpo. intestino e ânus ou abertura anal).Boca simples.Pode apresentar cristas. TIPOS DE INTESTINO _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 192. uma vagina e uma vulva. . . faringe. -Oxiuriforme (com bulbo posterior). . Alguns exemplos de esôfago de nematóides. espinhos ou asas (essas podem ser cefálicas. VESTÍBULOS ORAIS E LÁBIOS . vestíbulo oral.174 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE III Nematóides ____________________________________________________________________________________ FILO NEMATHELMINTOS CLASSE NEMATODA CARACTERÍSTICAS . cervicais ou lisos segmentados entre as caudais).Trilabiada. 2.Dimorfismo sexual (embora existam fêmeas partenogenéticas).Vestíbulo oral simples. . bilabiada ou com interlábios. -Com abertura anal no final do corpo. Quanto ao tipo de útero podem ser: 1.Simetria bilateral. sendo que os ovários ficam um para cada lado do corpo. -Com dois bulbos. -Com divertículo. -Rabditiforme (com istmo e bulbo).Anfidelfas: útero dividido. .Prodelfas: útero voltado para a parte anterior do corpo.Vermes de corpo cilíndrico. 3.

Figura 194. FORMA INFECTANTE PARA O HOSPEDEIRO A maioria dos nematóides infecta por L3. TIPOS DE OVOS 1. Tronco dorsal: três troncos para trás. um canal ejaculador. 3. É a parte mais interna. um SISTEMA GENITAL MASCULINO: É composto por dois testículos. dois espículos gubernáculo (que orienta os espículos durante a cópula) e 1 bolsa copuladora com raios bursais. Estrutura de uma fêmea de nematóide. A casca apresenta três camadas: 1. 3. (que são estruturas quitinizadas para condução do sêmen à abertura genital e que podem ser simples. onde os ovários quase se tocam. Membrana lipoídica _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Tronco ventral: dois troncos para cima. Operculado. dois canais deferentes. Figura 193.Mesodelfas: útero faz uma volta. Membrana de fertilização: responsável pela secreção da casca. Essa é dividida em troncos (para abraçar a fêmea): 1. 4. 1 2 3 4 Figura 195. Bioperculado. 2. Estrutura de um macho de nematóide. Simples. Tipos de ovos de nematóide.175 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 4. Larvado. com ganchos ou ornamentados). Tronco lateral: três troncos para trás. 2. 2.

-Larvas com esôfago filariforme. Strongy.Vivíparas: fêmeas fazem postura de larvas. que 1 cm). ransomi: Suínos. stercoralis: Homem. alguns se desenvolvem fixados à mucosa. Membrana protéica: só aparece em alguns helmintos e esses ficam mais resistentes à condições ambientais ( ex: Ascarídeos). e outros vão a circulação indo se desenvolver nos órgãos. OBS: os ovos podem ser encontrados em fezes. LOCAL: Intestino delgado CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: OBS: A resistência da larva é devido a sua cutícula. westeri: Eqüinos. -Aparecem ovos por todo o corpo da fêmea. FORMAS DE INFECÇÃO -Picada de mosquito. com boca trilabiada. S. -Ingestão de larvas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ocupando um terço do tamanho do corpo. -Ovário e útero anfidelfos (alças p/ lados diferentes) e no 2° quarto do corpo. papillosus: Bovinos.redondo/ oides.Ovíparas: Postura de ovos no 1° estágio (sem segmentação).forma HOSPEDEIRO DEFINITIVO: S. cão e gato. urina e expectoração brônquica. pois aí a L3 retém a cutícula da L2 ficando com duas e se tornando assim mais resistente às condições do meio ambiente.Ovovivíparas: Postura de ovos com embrião ou larva formada (na hora da postura). Ovo larvado de Strongyloides. 2.176 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 3. a não ser na passagem de L2 para L3. -Fêmeas partenogenéticas. -Ovo larvado com 50 a 60 micras. sem cápsula bucal e com esôfago claviforme. TIPOS DE FÊMEAS 1. GÊNERO Strongyloides ESPÉCIE – Strongyloides sp. -Infecção cutânea (penetração). 3. ORDEM RHABDITIDA SUPERFAMÍLIA RHABDITOIDEA FAMÍLIA STRONGYLOIDIDAE Figura 196. -Tamanho muito pequeno (♀ parasitas menores O desenvolvimento de L3 a adulto pode ser de várias formas: Alguns ficam no tubo digestivo e ali se desenvolvem. S. Em cada muda ela perde a cutícula e ganha outra. -Ingestão do HI. S. -Ingestão de ovos.

L3. má absorção alimentar. Ciclo biológico de Strongyloides sp. Outra forma de infecção é provocando infecção e levando a enterite catarral. Pode gerar também aumento do peristaltismo intestinal provocando diarréia. O hospedeiro definitivo se contamina através da penetração das larvas L3 na pele e essas ganham as arteríolas. L4 e L5 que amadurecem. A passagem pelo pulmão pode causar processos inflamatórios (pneumonia) e as formas adultas que estão nas vilosidades intestinais promovem a erosão destas CICLO BIOLÓGICO: 1 .15.Heterogômico ou indireto: Em condições ambientais ideais a L1 segue o caminho que dará origem a L3 (forma infectante) ou origina formas não infectantes. Machos são haplóides e fêmeas de vida livre são diplóides e produzem indivíduos triplóides. A penetração das larvas na pele causa irritação. onde são deglutidas caem no tubo digestivo e passam a L5 (larvas jovens) desenvolvendo-se as fêmeas partenogenéticas. pulmão e nos bronquíolos a L3 passa a L4 e vai aos brônquios. laringe. Essas são triplóides e possuem esôfago filariforme.25 dias. vão a adultos de vida livre e copulam gerando formas parasitárias (fêmeas partenogenéticas). tudo depende do número de larvas e do local de penetração. exclusivamente animais jovens (primeiros meses de idade). Também pode haver contaminação placentária. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . desidratação o que acarreta diminuição do desenvolvimento dos animais jovens. PPP. traquéia.VET: Atingem Figura 197. Esses possuem esôfago rabditiforme (ocupa ¼ do corpo).Homogômico ou direto: Em condições ambientais favoráveis a L1 vai a L2 e L3 dentro ou fora do ovo.MED. coração. Em casos graves leva a morte do animal. podendo afetar fêmeas em lactação. L1.177 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ através da ingestão de alimentos contaminados aonde a L3 chega ao tubo digestivo e no intestino rompe a parede.15 à 25 dias IMP. 2 . OBS: Só as fêmeas partenogenéticas são parasitas. L2. ou seja. inflamação local e dermatite localizada (que pode ser purulenta). passa para a circulação e repete o ciclo. Período pré-patente. que apresenta muito catarro e muco.

178 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ OBS: Utiliza-se para diagnóstico a técnica MACMASTER no caso de S.Ovo com L3 é ingerido. E .C A Figura 200. westeri.0. papillosus. -Esôfago oxyuriforme ou rabditiforme. Ciclo biológico de Oxyuris equi. -Cauda terminando em forma de chicote.2 cm). PPP = Quatro a cinco meses.Fêmea migra até o ânus onde deposita ovos na região perianal com uma substância cimentante.Oxyuris equi . -Esôfago oxyuriforme. -Macho com um espículo e asa caudal. ♂ . GÊNERO Oxyuris ESPÉCIE . pois os ovos são postos num estágio mais avançado. Adulto de Oxyuris. E D B.9 a 1. stercoralis utiliza-se a técnica de BAERMAN que procura larvas. com istmo longo. ovais e amarelados.4 a 15 cm. Ovo de Oxyuris equi _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . D – passa a L4 e L5 (adultos). CICLO BIOLÓGICO: A . ORDEM OXYURIDA SUPERFAMÍLIA OXYUROIDEA FAMÍLIA OXYURIDAE -Boca trilabiada. B. Figura 199. Já para diagnosticar S. Figura 198. S. -Ovos operculados. ransomi e S. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. LOCAL: Intestino grosso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ . -Fêmeas com muitos ovos por toda a extensão do corpo.C – Larva liberada no intestino.

a L3 é liberada e vai ao ceco. No ceco. -Machos apresentam dois espículos de LOCAL: Cecos. principalmente as L3 que penetram na mucosa levando à inflamações intestinais (enterite) seguidas de diarréia. No tubo digestivo da ave. penetra profundamente na mucosa cecal e outra fica nas criptas do epitélio cecal fazendo as mudas para L4 e L5 e depois passando a adultos. -Esôfago bulbiforme. Ovo de Heterakis sp. uma ventosa pré-cloacal e asa caudal na extremidade posterior. cloacais e pós-cloacais. Uma parte das larvas H. se machucando e podendo perder pelo. as fêmeas fazem a postura de ovos (com uma célula e casca espessa) e esses saem com as fezes SUPERFAMÍLIA ASCARIDOIDEA FAMÍLIA HETERAKIDAE para o meio ambiente. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As formas jovens são mais patogênicas. mantém larvas L3 em seus tecidos. Também apresenta papilas pré-cloacais. cloacais e póscloacais. Adultos de Heterakis gallinarum _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 202.179 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Obs: Larvas podem eclodir e voltar ao intestino grosso – retroinfecção. Figura 201. CICLO BIOLÓGICO: Ciclo direto. PARATÊNICO (de transporte): Minhoca. tamanhos diferentes. Ocorre o desenvolvimento de L1 dentro do ovo (passa a L2 e L3) e o HD se infecta ingerindo os ovos com a forma infectante (L3). -Tamanho pequeno – 4 a 15 mm. -Boca trilabiada. A substância colocada com o ovo na região perianal provoca um prurido intenso e o animal se coça. que também pode ingerir minhocas que GÊNERO Heterakis ESPÉCIE .Heterakis gallinarum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves. ORDEM ASCARIDIDA -Apresentam papilas pré-cloacais. sem migração.

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________

fêmea faz a postura dos ovos que são levados PPP = 4 semanas. ao meio ambiente com as fezes. No interior do ovo em condições de temperatura e umidade IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As larvas podem causar espessamento de mucosa cecal causando pequenas inflamações. As larvas ao se alimentarem da mucosa podem ingerir e depois transmitir um protozoário chamado Histomonas meleagridis (ou ele entra na formação do ovo). É patogênico para perus jovens por isso não se recomenda criar perus em terrenos já utilizados por galinhas. IMP.MED.VET: É um dos helmintos mais comuns de aves. Um grande número de parasitas pode obstruir o intestino e causar a morte da ave. Geralmente é grave em animais jovens (até três meses de idade). adequadas há a formação da L1, L2 e L3.

FAMÍLIA ASCARIDIIDAE

SUPERFAMÍLIA ASCARIDOIDEA FAMÍLIA ASCARIDIDAE SUBFAMÍLIA ASCARIDINAE

GÊNERO - Ascaridia
ESPÉCIE: Ascaridia galli

GÊNERO Ascaris
HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves. CARACTERÍSTICAS: LOCAL: Intestino delgado. - São parasitos de animais jovens porque interferem no crescimento e no ganho de peso. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 6 a 12 cm, ♂ -1 a 2 cm). -Esôfago claviforme. -Ovos semelhantes so de Heterakis. -Boca trilabiada. -Machos apresentam dois espículos de mesmo tamanho e uma ventosa pré-cloacal na - Os ovos têm casca muito espessa e isso os torna extremamente resistentes no solo. - O ovo não é atingido por desinfetantes. - A fêmea coloca até 20.000 ovos por dia.

ESPÉCIE Ascaris lumbricoides

extremidade

posterior.

Também

apresenta

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem.

papilas pré-cloacais, cloacais e pós-cloacais. -A cauda nos machos termina abruptamente.

LOCAL: Intestino delgado.

CICLO BIOLÓGICO: O ciclo evolutivo é direto (sem migração). A ave ingere o ovo com a L3 (estádio infectante). A L3 eclode no intestino delgado onde passam a L4 e adultos (Machos e fêmeas). Há a cópula e a

GÊNERO Ascaris
ESPÉCIE Ascaris suum

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos.

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LOCAL: intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho grande (♀ - 20 a 40 cm,♂ -15 a 25 cm). -Vagina no terço anterior. -Fêmeas terminam em cauda romba e machos possuem 2 espículos. -Boca trilabiada. Figura 204. Ciclo biológico de Ascaris suum. quando sai nas fezes não está larvado (B), mas para ser infectante precisa ocorrer a formação da L3 (Larva 3) no seu interior (C). PPP = 2 meses.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As larvas podem causar pneumonia transitória (pulmão), anemia do leitão e manchas

esbranquiçadas que condenam o fígado e que representam inflamação. Os vermes adultos Figura 203. Ovo de Ascaris suum. CICLO BIOLÓGICO: Os suínos se infectam ao ingerirem (E) o ovo com membrana dupla contendo L3, ou ao ingerir hospedeiros paratênicos (minhocas ou podem levar a obstrução intestinal e icterícia, o que também pode levar a condenação da carcaça. Há importância em suínos jovens pois leva a diminuição no ganho de peso levando a um prolongamento no período de engorda.

besouros) contendo a L3 que é liberada no tubo digestivo (intestino principalmente ceco). A L3 penetra na mucosa (F), por via linfática vai aos linfonodos e pela veia porta vai ao fígado (G), coração e pulmão (H) via circulação. A muda para L4 ocorre nos alvéolos, a larva (L4) vai à glote (I) é redeglutida e no intestino delgado elas se alojam fazendo o resto das suas mudas (L5) e se tornando adultos. As fêmeas fazem a postura e os ovos saem nas fezes (A). O ovo

GÊNERO Parascaris
ESPÉCIE Parascaris equorum

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

LOCAL: Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:

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-Tamanho grande – (♀ - 20 a 50 cm,♂ -15 a 28 cm). -Machos possuem asa caudal. -Boca trilabiada com interlábios. HOSPEDEIRO DEFINITIVO – Bovídeos.

GÊNERO Neoascaris (Toxocara)
ESPÉCIE - Neoascaris vitulorum

PPP: Um a três meses.

LOCAL – Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho grande – (♀ - 22 a 30 cm,♂ -15 a 26 cm). -Cor esbranquiçada. -Cabeça mais estreita que o corpo. -Boca trilabiada. -Ovos com 60 a 100 µm.

CICLO – Semelhante ao do Ascaris. Figura 205. Adultos de Parascaris

SUBFAMÍLIA TOXOCARINAE

GÊNERO Toxocara
CICLO: Semelhante ao do Ascaris suum. ESPÉCIE - Toxocara canis

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Pode ocasionar cólica e obstrução no intestino delgado de potros.

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães.

LOCAL: intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 9 a 18 cm,♂ - 4 a 10 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical longa e estreita. -Apresentam ventrículo esofagiano. -Macho tem uma projeção digitiforme na cauda.

ESPÉCIE - Toxocara cati Figura 206. Boca trilabiada de
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HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Gatos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felinos e caninos. LOCAL: Intestino delgado. LOCAL: Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS: -Tamanho médio – (♀ - 2 a 10 cm,♂ - 2 a 7 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical. -Não apresentam ventrículo esofagiano.

Figura 207. Ovo de Toxocara

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 4 a 12 cm,♂ - 3 a 7 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical larga e curta. -Apresentam ventrículo esofagiano. Figura 209. Ovo de Toxascaris sp.

CICLO

BIOLÓGICO

GERAL

DE

TOXOCARINAE: As fêmeas fazem a postura dos ovos que saem nas fezes e forma-se a L1, L2 e L3 dentro do ovo. O HD se infecta de 4 maneiras:

1) Via oral - o hospedeiro definitivo ingere o ovo com a forma infectante, que é liberada no tubo digestivo e penetra na mucosa do intestino delgado e pela circulação porta vai ao fígado, Figura 208. Adultos de Toxocara canis. depois coração e alvéolos pulmonares, onde faz a muda para L4, chega a glote sendo deglutida

GÊNERO Toxascaris
ESPÉCIE - Toxascaris leonina

e indo novamente ao intestino, onde muda para L5 e torna-se adulta. Esse é o ciclo de Loss (ou

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________

hepatotraqueal) que ocorre em cães jovens (até três meses), pois em cães adultos as larvas chegam ao pulmão como L3 e pegam a circulação de retorno para o coração e são bombeadas pela aorta para diferentes partes do corpo onde mantêm-se ativas por anos.

migração pulmonar no filhote por essa via.

4) Via hospedeiros paratênicos - Pode haver contaminação através da ingestão de roedores e aves (no caso de cães) e outros animais (no caso de gatos).

PPP = Quatro a cinco semanas.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A ingestão do ovo com a L3, no caso de

2) Via transplacentária - Em fêmeas gestantes as larvas passam pelo sangue arterial podendo contaminar o feto. Se a cadela contaminar-se antes da gestação e possuir as larvas na musculatura, hormonais em elas função podem das ser alterações e

Toxocara, pelo homem faz com que essa larva passe pelo fígado e desencadeie reações de corpo estranho, podendo causar lesões

hepáticas conhecidas como larvas migrans visceral. Em cães a infecção pode levar à pneumonia, enterite mucóide e até oclusão parcial ou completa do intestino, e nos casos mais raros, perfuração com peritonite.

reativadas

contaminar o feto. É a forma de contaminação mais importante nos cães, mas em gatos não ocorre.

3) Via transmamária - As fêmeas passam as larvas aos filhotes através do leite. Não há

Figura 211. Cão com aparência típica de infecção por ascarídeo.

ORDEM STRONGYLIDA SUPERFAMÍLIA STRONGYLOIDEA -Macho com bolsa copuladora que se

movimenta para auxiliar o movimento da cópula. -Ovos de casca dupla e fina com várias células no seu interior (ovo morulado).

FAMÍLIA STRONGYLIDAE CARACTERÍSTICAS: Figura 210. Ciclo biológico de Toxocara canis.
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Adultos de Strongylus. ♂ . Da Esquerda para direita: Cápsula bucal de Strongylus edentatus.2 a 2. Ciclo biológico de Strongylus. • Esôfago claviforme. • Fêmeas terminando afiladamente. -Adultos hematófagos. S. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. Cápsula bucal de Strongylus vulgaris. Figura 215.185 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Presença de cápsula bucal.5 cm. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . vulgaris. com coroa franjada. • Cápsula bucal grande.6 cm). apresentando dois dentes arredondados e um GRANDES STRONGYLÍDEOS: ducto da glândula esofagiana. • Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho médio. -Presença de esôfago claviforme. SUBFAMÍLIA STRONGYLINAE -Cápsula bucal com formato subglobular.1 a 1. Figura 213. equinus Figura 214. GÊNERO Strongylus ESPÉCIE: Strongylus vulgaris LOCAL: Intestino grosso. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tamanho de pequeno a médio (♀ . • Adultos hematófagos. equinus e S. Figura 212. S.

Ovo de Strongylus sp. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . mesentérica anterior (cranial) fazendo aí as mudas para L4 e L5 e formando nódulos e lesões chamadas de arterite. L3 de Strongylus vulgaris obtida de coprocultura. Cápsula bucal de Strongylus equinus. ESPÉCIE: Strongylus equinus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.5 Figura 216. Nesse local ocorre a diferenciação sexual (machos e Figura 217. o que pode até matar o animal por hemorragia interna pelo rompimento da artéria. Pode-se contar os blastômeros mesentérica anterior são responsáveis por tromboembolias que levam a cólicas. Após a cópula as fêmeas colocam os ovos que saem nas fezes e se desenvolvem no meio ambiente. Vai então à íntima da artéria mesentérica e atravessa a art.5 a 5.3. atravessa a parede do ceco/cólon caindo na luz intestinal. porque os nódulos formados na artéria Figura 218. fêmeas).186 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo ingere a L3 nas pastagens ou na água contaminada. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: É a espécie mais patogênica para eqüinos. Quando a L5 se desprende. LOCAL: Intestino grosso. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno à médio (♀ . PPP = Seis a sete meses. No intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo).

-Cápsula bucal grande. No Figura 219. Atinge então a subserosa formando nódulos e após 11 dias atinge a cavidade peritonial (já como L4) e migra para o fígado onde provoca lesões. Após a postura os ovos saem nas fezes e se desenvolvem em meio ambiente. intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo).Strongylus edentatus ligamento hepático formando nódulos. ♂ .3 a 2. ♂ . Vão então à HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. Cápsula bucal de S.187 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ cm. com coroa franjada e apresentando três dentes pontiagudos (sendo um deles com ponta bífida) e um ducto da glândula esofagiana. PPP = 9 meses. No intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo). nesse local fazem mudas para L4 e L5. Vai assim pela circulação porta ao fígado (após 11 a 18 dias) e depois de 9 semanas migram pelo ESPÉCIE . -Esôfago claviforme. Após ± 3 meses. -Esôfago claviforme. -Ovos medindo 98 µm de comprimento. cavidade peritonial.3.3 a 4. com coroa franjada. penetram na mucosa do ceco e cólon onde aparecem nódulos LOCAL: Intestino grosso. pastagens ou na água contaminada. cólica devido a função hepática ou pancreática estar anormal.2.8 cm). edentatus.4 cm. dor. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno a médio (♀ . postura e liberação _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . hemorrágicos e após 3 a 5 meses já estão no lúmem para que haja cópula. -Adultos hematófagos.2.6 cm). -Cápsula bucal grande. -Adultos hematófagos.5 a 3. um ducto da glândula esofagiana e sem apresentar dentes. CICLO BIOLÓGICO: O Hospedeiro definitivo ingere a L3 nas IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Dependendo da quantidade de L3 ingerida o animal pode apresentar emagrecimento. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo ingere a L3 nas pastagens ou na água contaminada. vai ao intestino grosso como L5 e aí amadurece virando adulto com 260 dias.

Cápsula bucal de Triodontophorus sp. com coroa franjada dupla. com coroa franjada. LOCAL: Intestino grosso. os adultos também são hematófagos.5 cm. Não há muitas informações sobre o ciclo de desenvolvimento deste parasito. PEQUENOS STRONGYLÍDEOS: GÊNERO Triodontophorus ESPÉCIE . -Não são hematófagos. cólica ocasionados pela função hepática Não migratório. CICLO BIOLÓGICO: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Dependendo da quantidade de L3 ingerida o animal pode apresentar emagrecimento. anormal e pelos nódulos no ceco/cólon. ducto da glândula esofagiana e com lâminas serrilhadas no fundo da cápsula.8 cm).5 cm). -Cápsula bucal de formato retangular e com parede espessa. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. ♂ 1. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno a médio (♀ . Cápsula bucal de um pequeno estrôngilo. desenvolvimento desses no meio ambiente. LOCAL: Intestino grosso.Triodontophorus sp. PPP = Três a cinco meses. SUBFAMÍLIA . -Adultos hematófagos. -Tamanho pequeno (Menores que 1.188 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ dos ovos nas fezes com posterior -Cápsula bucal de tamanho médio. Figura 221. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .CYATHOSTOMINAE HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. dor.2. Figura 220.

Syngamus trachea inflamatórias ao redor das larvas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .189 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ ducto da glândula esofagiana e com lâminas no fundo da cápsula. A patogenicidade é baixa. reinfectados as L4 permanecem nos nódulos por vários meses. franjada e dentículos em sua base. -Cápsula bucal em forma de taça com coroa IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Esta infecção pode produzir diarréia. cólica e ocasionalmente morte. CARACTERÍSTICAS: CICLO BIOLÓGICO: Após serem ingeridas.L2. -Esôfago claviforme. Os ovos começam a aparecer nas fezes 6 a 14 semanas na primo infecção e 12 a 18 semanas na reinfecção.6 cm). -Aparecem sempre em cópula.L3 em quatro a cinco dias (250C e 70% umidade). As larvas mudam para L4 dentro desses nódulos inflamatórios na segunda semana da infecção e emergem para o lúmem um a dois meses depois para amadurecerem (L5). PARATÊNICO: Minhocas. com numerosas larvas dentro da mucosa. FAMÍLIA SYNGAMIDAE penetram nas glândulas do intestino grosso (ceco e cólon) e migram dentro da mucosa. -Formato de taça.0. sendo que o Fêmea Macho Figura 222.2 a 0. Em animais HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves HOSPEDEIRO moluscos. O hospedeiro forma um foco de células SUBFAMÍLIA SYNGAMINAE GÊNERO Syngamus ESPÉCIE . -Esôfago claviforme e bem musculoso. o que é conhecido como hipobiose larval estimulada pela imunidade do animal.6 a 4 cm. Na necrópsia pode ser observada inflamação no ceco e cólon. Figura 223. Nódulos na mucosa do intestino grosso com pequenos estrôngilos. ♂ . LOCAL: Traquéia.0. No ambiente as larvas passam a L1. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . Macho e fêmea de Syngamus trachea. as L3 infectantes -Parasitas que vivem em permanente cópula.

bico aberto e pescoço espichado como se tentassem deglutir algo. As aves apresentam-se com dispnéia. atravessam a parede intestinal (D). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno à médio (♀ . O hospedeiro definitivo pode se infectar de três maneiras: (A) ingerindo o ovo com a L3. coração e pulmões (E). Nos pulmões perfuram os capilares dos alvéolos e vão aos bronquíolos.5 cm.190 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ macho apresenta bolsa copuladora forte e quitinizada com dois espículos de tamanho curto e a fêmea termina afiladamente. (C) ingerindo um hospedeiro paratênico IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Em aves jovens a infecção é mais grave. transformar em abscesso causando obstrução da traquéia. No ponto onde os vermes se fixam há formação de um nódulo cheio de pús que pode se infectado com a L3.Stephanurus dentatus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos. CICLO BIOLÓGICO: Adultos na traquéia copulam e a fêmea faz a postura dos ovos.2. . expectorados deglutidos e então eliminados com as fezes do hospedeiro. Há a eclosão da L3 para o meio ambiente. LOCAL: Gordura peri-renal. brônquios e traquéia (F) onde mudam para L4 e L5 (adultos). intranqüilidade. Pode ocorrer pneumonia.8 a 4. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Há formação de mucosidade que pode obstruir a traquéia e brônquios e matar por asfixia. e pela circulação atingem o fígado. -A abertura vulvar é no meio do corpo. Há o desenvolvimento da L1. As L3 ingeridas pelo hospedeiro definitivo libertam-se de sua cutícula.2 a 3 cm). ♂ Figura 224. para o Estes meio podem ambiente ser ou Figura 225. SUB FAMÍLIA STEPHANURINAE GÊNERO Stephanurus ESPÉCIE . (B) ingerindo a L3 livre no ambiente. Ciclo biológico do Syngamus trachea. Adultos de Syngamus trachea na traquéia de uma ave. L2 e L3 no interior do ovo.

vão à aorta. CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem na urina e no solo eclodem em 24 a 48 horas. Da cápsula de Glisson elas vão ao tecido gorduroso perirenal (F) onde se em tornam cistos adultos. Os ovos vão ao meio ambiente com a urina (J).Os ovos vão ao meio ambiente com a urina (J). a fêmea termina afiladamente. fígado (E) (leva 40 dias) onde migram por três a nove meses. Figura 226.191 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Cápsula bucal em forma retangular. -Os machos apresentam bolsa copuladora com raios curtos e atrofiados e dois espículos curtos. 2) PERCUTÂNEA . Na parede do estômago (D) a larva faz sua muda para L4 e vai então ao fígado(E) (em três dias) onde fica migrando por 3 a 9 meses. com duas projeções cuticulares anteriores. PPP = 9 meses. após passa a L4 e L5. Ciclo biológico de Stephanurus dentatus. 3) PRÉ-NATAL . -A abertura vulvar é no meio do corpo. após passam a L5. gorduroso ou em comunicação dos cistos com ureteres por canalículos. Adultos de Stephanurus dentatus em um ureter. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .As larvas L3 penetram na pele escarificada (C) e fazem migração para os pulmões onde se tornam L4. A L3 se desenvolve em três a cinco dias e o hospedeiro definitivo se IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: É uma doença de animais adultos. Da cápsula de Glisson elas vão ao tecido gorduroso perirenal (F) onde se tornam adultos.Quando as larvas L5 caem na cavidade peritonial ocorre esse tipo de infecção. que ficam acasalados em cistos no próprio tecido Figura 227. contamina de 4 maneiras: 1) ORAL – O suíno ingere a L3 (A) no ambiente ou a minhoca (B) serve como hospedeiro de transporte para L3 e o suíno ao ingerir a minhoca se contamina. pois os leitões são abatidos com seis meses de idade. -Esôfago claviforme e bem musculoso. no que ficam tecido acasalados próprio gorduroso ou em comunicação dos cistos com ureteres por canalículos. com coroa franjada e dentículos em sua base.

1. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ .192 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Além disso. GÊNERO Oesophagostomum ESPÉCIE . -Presença de vesícula cervical bem desenvolvida e asa cervical pouco desenvolvida.Asa cervical de O.1.8 cm.4 a 1. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Recomenda-se abate dos animais infectados. ♂ .2 a 1.Oesophagostomum radiatum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. com coroa franjada dupla e vesícula cefálica. -Dilatações cuticulares. radiatum. A presença de cistos comprime os ureteres o que compromete o rim.Oesophagostomum columbianum LOCAL: Intestino grosso. -Cápsula bucal muito pequena.2 cm. com coroa franjada dupla e vesícula cefálica (ou colar cefálico). Apresentam papilas cervicais -Machos com bolsa copuladora contendo dois espículos de tamanho médio PROFILAXIA: Deve-se manter os animais em locais -Fêmeas terminando afiladamente cimentados. A. -Esôfago claviforme.7 cm). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . ♂ . Figura 228.1. ocorre mais em animais criados em piquetes. ESPÉCIE .6 a 2. Pode ainda atingir outros órgãos como medula. FAMÍLIA CHABERTIDAE SUBFAMÍLIA OESOPHAGOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Cápsula bucal retangular e pequena. -Presença de vesícula cefálica. -Esôfago claviforme LOCAL: Intestino grosso.7 cm).4 a 1.1. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Caprinos e ovinos. limpos com comedouros mantidos no alto evitando dessa maneira que os animais urinem nesses locais. -Cápsula bucal muito pequena.Vesícula cefálica BVesícula cervical e C .

Apresentam papilas cervicais. -Machos com bolsa copuladora contendo 2 espículos de tamanho médio.193 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Presença de vesícula cervical pouco -Cápsula bucal muito pequena. onde se dá a muda para L4. -Esôfago claviforme. LOCAL: Intestino grosso. afiladamente. -Apresentam papilas cervicais.1 a 1.Oesophagostomum dentatum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos. com coroa franjada dupla. Figura 229. columbianum PPP = 45 dias. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . ♂ . As L4 emergem para a superfície da mucosa e migram para o cólon onde se desenvolvem até adultos. vesícula cefálica e papilas cefálicas.0. Ovo ESPÉCIE . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Patologia mais ou menos acentuada. Figura 230. -Machos com bolsa copuladora e dois espículos de tamanho médio e fêmeas terminando desenvolvida e asa cervical bem desenvolvida. -Fêmeas terminando afiladamente.Cápsula bucal B. Ciclo biológico de Oesophagostomum sp. Os _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS OESOPHAGOSTOMUM: O hospedeiro definitivo ingere as L3 e essas penetram na mucosa de qualquer parte do intestino delgado ou grosso e ficam envoltas em nódulos evidentes. -Presença de vesícula e asa cervical pouco desenvolvida.4 cm. A.Coroa franjada e C – Vesícula cervical de O.1.8 a 1 cm).

Os ovos são eliminados nas fezes e no meio ambiente (de acordo com condições de umidade e temperatura) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (1 a 2 cm) e se apresenta curvado dorsalmente. No solo o ovo se rompe e a L1 em locais de alta umidade (solo úmido e vegetação densa) cresce e troca de cutícula passando à L2. ESPÉCIE . possuindo assim uma cutícula dupla e mais rugosa. Cápsula bucal de Ancylostoma caninum. oesophagostominae). que cresce e ao fazer a muda para L3 retém a cutícula da L2 e forma outra. SUPER FAMÍLIA ANCYLOSTOMATOIDEA FAMÍLIA ANCYLOSTOMIDAE Figura 232. contaminados por bactérias. no sentido dorsal. L1: apresenta um bulbo posterior.Ancylostoma braziliense _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Esôfago claviforme e musculoso. Nódulos contendo larvas de Oesophagostomum sp.194 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ nódulos na parede do intestino são -Parasitos hematófagos e vorazes. Essa L3 contamina as pastagens e águas próximas. -Cápsula bucal subglobular grande e que apresenta três pares de dentes no seu topo. OBS: CICLO DE VIDA LIVRE (para grandes estrongilideos. CARACTERÍSTICAS -Presença de cápsula bucal na extremidade anterior. desenvolvem-se. -Curvatura na extremidade anterior. GÊNERO Ancylostoma ESPÉCIE Ancylostoma caninum Figura 231. pequenos estrongilideos e LOCAL: Intestino delgado. SUBFAMÍLIA ANCYLOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS -Cápsula bucal subglobular e com dentes. -Esôfago claviforme e bem musculoso. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. L3: o bulbo desaparece.

penetração nas glândulas gástricas ou PPP = ± 2 semanas.195 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ definitivo por quatro vias: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. É o ciclo direto. No tubo digestivo penetram em glândulas gástricas e intestinais onde fazem a muda para L4. Os ancilóstomos só chegam a maturidade quando o filhote nasce e após 10 a 12 dias já há ovos nas suas fezes. L2 e L3. pulmão. No tubo digestivo ocorre a CICLO BIOLÓGICO GERAL: Vermes Hematófagos. PPP = Duas a três semanas. nesses. -Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho médio e fêmeas terminando 2) PERCUTÂNEA . atingem os alvéolos (passam a L4) os perfuram voltando então à glote e sendo redeglutidas. quando chega ao lúmem passa a adulto. sendo um grande e um pequeno . Figura 233. 1) ORAL – o hospedeiro definitivo ingere a L3 ao LOCAL: Intestino delgado. lamber-se e essa penetra nas glândulas gástricas e intestinais onde faz muda para L4 e CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno e se apresenta curvado dorsalmente -Cápsula bucal subglobular grande e que apresenta 2 pares de dentes. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . que se fixa na mucosa do intestino delgado. Quando chegam ao lúmem mudam para L5 e adultos. os ovos saem nas fezes e em condições ideais de desenvolvimento há liberação de L1. As fêmeas apresentam abertura vulvar no meio do corpo.As larvas penetram na pele do hospedeiro definitivo e migram pelos vasos sanguíneos ou linfáticos indo ao coração e depois ao pulmão. Fêmeas fazem postura. que ficam fixados na mucosa do intestino delgado. -Esôfago claviforme e bem musculoso. afiladamente. intestinais (passam a L5) e quando chegam ao lúmem passam à adultos ficando fixados na mucosa do intestino delgado. Ciclo biológico de Ancylostoma caninum. Isso ocorre em 5 dias e a L3 vai ao hospedeiro PPP = Duas a três semanas. elas vão ao coração. 3) TRANSPLACENTÁRIA – As larvas em fêmeas gestantes migram através da circulação e pela placenta contaminam os filhotes. alvéolos e são redeglutidas.

As larvas nas fêmeas migram para os vasos sanguíneos e linfáticos e ao chegarem à irrigação das glândulas mamárias contaminam os filhotes pelo leite. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. ♂ . Figura 234.196 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ SUBFAMÍLIA BUNOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS -Cápsula bucal não tão subglobular (mais retangular).1 a coradas). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Fonte: Daniel Roulim 4) TRANSMAMÁRIA . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ .O sangue ingerido não é metabolizado e sim reabsorvido no duodeno. -Hematófagos.9 cm. Quando vão ao lúmem passam a L5 e adultos que ficam fixados na mucosa do intestino delgado. GÊNERO: Bunostomum ESPÉCIE: Bunostomum phlebotomum PPP = Duas a três semanas. -Presença de estruturas cortantes chamadas de lancetas. penetram nas glândulas gástricas ou intestinais e mudam para L4.6 a 1.1. -Esôfago claviforme e bem musculoso.2 cm). -Cápsula bucal semi-retangular grande com dois pares de placas quitinizadas no seu topo e 2 pares de lancetas na sua base. fazendo com que as fezes fiquem diarréicas e mais escuras. IMP. Vermes adultos de Ancylostoma no intestino de cão.HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: A ancilostomose é uma zoonose pois LOCAL: Intestino delgado. 1. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Os parasitos são hematófagos e podem causar a morte dos animais por anemia microcítica hipocrômica (hemácias menores e menos -Se apresentam curvados dorsalmente. É a chamada larva migrans cutânea. As larvas no tubo digestivo desses filhotes Figura 235 Larva migrans cutânea transmitida pelo Ancylostoma. normalmente em as larvas podem penetrar pela pele íntegra e ficar migrando nesse local causando reação inflamatória.

CARACTERÍSTICAS: . atingem os alvéolos Figura 236.1.9 a 2. PPP = 2 meses. O sangue ingerido não é metabolizado e sim reabsorvido no duodeno. 1) ORAL . lúmem se transformam em adultos onde permanecem fixados na mucosa do intestino LOCAL: Intestino delgado. -Se apresentam curvados dorsalmente.Bunostomum trigonocephalum ocorre a penetração nas glândulas gástricas ou intestinais (passam a L5) e quando chegam ao HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Caprinos e ovinos. faz muda para L4 e quando chega ao lúmem vai a adulto.2 a 1. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .197 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho levemente alados. Após. PPP = pouco menos de dois meses.1. L2 e L3. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . 2) PERCUTÂNEA . É o ciclo direto. -As fêmeas apresentam abertura vulvar anterior a metade do corpo. fazendo com que as fezes fiquem diarréicas e mais escuras. -Cápsula bucal semi-retangular grande com 2 pares de placas quitinizadas no seu topo e 1 par de lancetas na sua base. -Esôfago claviforme e bem musculoso. Extremidade anterior de Bunostomum sp. (passam a L4) e os perfuram voltando então à glote e sendo redeglutidas.6 cm.o hospedeiro definitivo ingere a L3 e essa penetra nas glândulas gástricas e intestinais.7 cm). No tubo digestivo ESPÉCIE . PROFILAXIA CICLO BIOLÓGICO GERAL: Os ovos saem nas fezes e com condições ideais de desenvolvimento há liberação de L1. que se fixam na mucosa do intestino delgado. ♂ . Isso ocorre em 5 dias e a L3 vai ao HD por 2 vias: SUPERFAMÍLIA TRICHOSTRONGYLOIDEA FAMÍLIA TRICHOSTRONGYLIDAE Manter os animais em locais limpos e separados por idade. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Como são parasitos hematófagos causam anemia principalmente em animais jovens. delgado.Nematódeos delgados e pequenos.As larvas penetram na pele do hospedeiro definitivo e migram pelos vasos sanguíneos ou linfáticos indo ao coração e depois ao pulmão.

-Poro excretor situado normalmente em uma fenda visível na extremidade anterior.8 cm.5 a 0. -Sem papilas cervicais.Ciclo monoxeno.7 cm).4 a 0.0. . PPP .Infecção passiva por L3.8 cm. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ovinos. Trichostrongylus sp. com Figura 237. . -Poro excretor situado normalmente em uma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho muito pequeno (♀ . . Um dos espículos é grosso e o outro fino.198 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Tamanho muito pequeno – (♀ .Macho com bolsa copuladora bem forma e tamanhos diferentes. -Raio dorsal no meio da bolsa. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 238. -Presença de gubernáculo.Cápsula bucal pequena ou ausente.2 a 0. ♂ - gubernáculo. -Extremidade anterior afilada sem cápsula bucal. ESPÉCIE .15 a 23 dias. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . .2 a 0. -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida e 2 espículos desiguais.8 cm).6 cm). adultos.Trichostrongylus axei HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. . -Extremidade anterior afilada sem cápsula bucal. -Sem cápsula bucal.3 a 0. -Poro excretor situado normalmente em uma fenda visível na extremidade anterior.0. caprinos e bovinos. ESPÉCIE . -Machos apresentam espículos fortes e 0.Espículos curtos e grossos.0. desenvolvida. LOCAL: Estômago (eqüinos). -Sem papilas cervicais.Trichostrongylus colubriformis GÊNERO Trichostrongylus LOCAL: Intestino delgado CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Pequenos e delgados (0. Adultos de Bunostomum sp. ♂ .

Haemonchus contortus – Ovina. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes LOCAL: Abomaso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Extremidade anterior afilada e com pequena Figura 239. -Presença de duas papilas cervicais proeminentes e espiniformes. -Machos com lobo dorsal pequeno e -Machos com bolsa copuladora com raio dorsal em posição assimétrica e em forma de forquilha assimétrico. Bolsa copuladora de Trichostrongylus sp.1 a 1.0. H. -Com duas papilas cervicais. Figura 241. Figura 240.199 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ fenda visível na extremidade anterior. PPP . -Raio dorsal no meio da bolsa.1. -Presença de gubernáculo. -Sem papilas cervicais.0 cm.8 a 3. GÊNERO Haemonchus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Maior que os outros da família – ♂ . cápsula bucal. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Cápsula bucal pequena com um fino dente ou lanceta. Extremidade anterior de Haemonchus sp. placei – Bovinos. -Machos com e 2 bolsa copuladora de bem e Papilas cervicais desenvolvida espículos forma tamanhos iguais.2 cm e ♀. Adulto de Haemonchus sp.26 a 28 dias. ESPÉCIE .

Vulva de Haemonchus sp -Espículos de ponta fina e presença gubernáculo. A anemia vem acompanhada da hipoproteinemia e edema (papada) e produz a morte. que pode ser linguiforme (grande e proeminente ou pequeno em forma de botão). que pode ser linguiforme ou em forma de de botão. vulvar. 3) Haemoncose crônica: Muito comum e de importância econômica. ESPÉCIE .1000). graves dependendo da capacidade eritropoiética _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . mas pode ocorrer em animais susceptíveis expostos a infecção maciça repentina. fezes de cor escura e morte súbita. -As fêmeas apresentam um apêndice na região Figura 242 . A enfermidade se produz por uma infecção crônica com um número baixo de parasitos (100 . -Machos com bolsa copuladora com raio dorsal em posição assimétrica e em forma de taça (arqueado). -As fêmeas apresentam um apêndice na região vulvar. mas há resposta eritropoiética da medula óssea. LOCAL: Abomaso.Haemonchus similis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes. CARACTERÍSTICAS: -Presença de duas papilas cervicais. SINAIS CLÍNICOS: 1) Haemoncose hiperaguda: É pouco comum.200 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ (y). A anemia e hipoproteinemia podem ser Figura 243. Há uma gastrite hemorrágica intensa. devida a uma aguda perda de sangue. A anemia pode ocorrer rapidamente. A enorme quantidade de parasitos provoca anemia. -Espículos de ponta fina e presença de gubernáculo. A morbidade é de 100% mas a mortalidade é baixa. Bolsa copuladora de Haemonchus sp. 2) Haemoncose aguda: Ocorre principalmente em animais jovens susceptíveis com infecções intensas.

GÊNERO Cooperia CARACTERÍSTICAS: -Dilatações cuticulares cefálicas. dentes na asa. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno – (♀ .17 a 22 dias. Extremidade anterior de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ♂ Espículos Dilatações cuticulares cefálicas Figura 244 .8 a 1. viviparus e D. assim como D.4 a 0. Os principais fatores que estimulam esta hipobiose são temperatura. Alguns trichostrongilídeos são desenvolvida. -Extremidade anterior afilada. com espículos apresentando capazes de fazer hipobiose.Cooperia pectinata LOCAL: Intestino delgado. -Machos com bolsa copuladora bem OBS: A hipobiose é um fenômeno caracterizado pela inibição ou retenção do desenvolvimento e serve para sincronizar o desenvolvimento do parasito com as condições do hospedeiro e do ambiente. Figura 245 Cooperia. -Aspecto de vírgula. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno – (♀ . filaria. * OBS: Na necropsia o animal tem mucosas e pele pálidas.7 cm). -Dilatações cuticulares cefálicas. Bolsa copuladora e espículos de macho de Cooperia sp.5 a 1. ESPÉCIE . ascite e caquexia. ESPÉCIE -Cooperia punctata HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.2 cm. nutrição e também resistência.0. PPP.2 cm. LOCAL: Intestino delgado.0. hidrotórax.201 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ do animal e de suas reservas metabólicas nutricionais. -Não apresentam gubernáculo. -Ausência de gubernáculo. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.0. ♂ . -Hematófagos.

bifurcados ou trifurcados.0. GÊNERO Ostertagia GÊNERO Teladorsagia Ostertagia semelhantes. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Teladorsagia – Ovinos Ostertagia . -Extremidade anterior afilada.Bovinos LOCAL: Abomaso CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno (♀ . -Extremidade anterior afilada.9 cm). .8 a 1. -A L4 invade a mucosa do abomaso fazendo hipobiose. -Dilatações cuticulares cefálicas. mas com uma escavação. -Vulva recoberta por uma expansão cuticular chamada de processo vulvar.9 cm).6 a 0. -Papilas cervicais presentes. com espículos sem dentes na asa.2 cm. Bolsa copuladora de Ostertagia sp. Adultos de Ostertagia sp. ♂ 0. curtos. Adultos de Cooperia. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 248. desenvolvida. -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida contendo espículos iguais. bovinos parasitam ovinos e caprinos. parasitam e as Teladorsagia espécies e as de de são muito Espículos Gubernáculo Ostertagia Teladorsagia Figura 247. -Ausência de gubernáculo.0. OBS: Figura 246.202 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ . -Machos com bolsa copuladora bem -Presença de gubernáculo.6 a 0.

0. Figura 249. No rúmen (A) do animal as larvas perdem a bainha e se dirige ao HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos.9 cm. 2. Figura 251. ostertagi.6 cm). curtos e gubernáculo em forma de agulha. As chuvas dispersam a L3. Lesão por Ostertagia sp. O. Os hospedeiros definitivos se contaminam ao ingeri-las.0. Adultos de Hyostrongylus. local de ação (abomaso ou intestino delgado) (C) onde passam a L4 e L5 e se tornam adultos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . no abomaso temperatura Em e condições umidade as favoráveis larvas L1 de se desenvolvem. Figura 250. 1.203 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ LOCAL: Estômago. Ciclo biológico de Ostertagia sp. -Extremidade anterior afilada. lyrata é muito semelhante à O.O. O. -Papilas pré-bursais. CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS TRICHOSTRONGILIDEOS: Os ovos saem nas fezes (B) e vão ao meio ambiente. A L1 liberada no conteúdo fecal se alimenta de organismos em decomposição e passa a L2 e L3 (formadas em 7 dias após a GÊNERO Hyostrongylus ESPÉCIE . 3.Hyostrongylus rubidus postura). -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida com espículos iguais. trifurcata os espículos terminam com uma ponta forte. ♂ . ostertagi tem os espículos terminando em três processos em forma de gancho.4 a 0. -Papilas cervicais.5 a 0. que é a forma infectante. -Esôfago alongado. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno– (♀ .

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Quanto maior o número de animais por hectare de pastagem.L5) e se torna adulta. Bovinos e ovinos podem ter vários gêneros de parasitos ao mesmo tempo.quando a infecção é elevada eles podem alterar o pH do abomaso e como conseqüência aumentar o crescimento bacteriano. maior a probabilidade de 4) Cooperia . Ciclo biológico da maioria dos trichostrongilídeos.o hábito hematófago causa Figura 252. 3) Ostertagia. copulam e então a fêmea faz a postura. Os animais jovens são mais susceptíveis pois os adultos adquirem uma certa imunidade. que é quando a larva penetra no abomaso (A) (glândulas gástricas) após ela muda e retorna para a luz intestinal (C) fazendo a última muda (L4 . Fixam-se no local.204 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 1) Trichostrongylus . aumentando o peristaltismo e prejudicando assim a absorção. já que as larvas são formas imaturas e são elas que causam as lesões. não absorvendo o alimento.os parasitos causam lesões no abomaso quando as quebradiça). levando a impactos negativos na produção. elas ingerem 250 ml de sangue por dia. anemia principalmente em animais jovens. mas os raios ultravioletas e a falta de umidade podem matar as larvas e por isso nas horas mais quentes elas descem para se proteger. ocorrerem às infecções. CONTROLE DA VERMINOSE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . podendo em casos graves causar edema de barbela pela perda de albumina devido a lesões no abomaso. Ocorre no mínimo queda da qualidade da lã (fica OBS: As larvas migram verticalmente para a ponta do capim quando há umidade suficiente. A morte é freqüente em ovinos porque quando o número de parasitos é elevado PPP = 21 dias. Teladorsagia . Se não tratados pode ocorrer desidratação e até morte. A L3 paralisa seu desenvolvimento OBS: Haemonchus e Ostertagia possuem uma fase histiotrófica. promovendo diarréia e em casos mais graves a diarréia pode vir a ser negra e fétida. 2) Haemonchus .o contato com as vilosidades intestinais causam irritação. no inverno e no verão seu metabolismo fica defeituoso. condições são desfavoráveis como épocas de muito calor. Isso leva a diarréia e efeitos negativos na produção do animal. O animal perde peso e pode chegar à morte mesmo com exames de fezes negativos.

♂ . Postura de um animal parasitado por Dictyocaulus viviparus.4 cm). LOCAL: Brônquios e bronquíolos. LOCAL: Brônquios e bronquíolos. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno. -Espículos curtos e reticulados (grossos e iguais). Figura 253. LOCAL: Brônquios e bronquíolos. -Esôfago filariforme. -Raio bursal da bolsa copuladora em forma de v. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ovinos e caprinos. GÊNERO Dictyocaulus ESPÉCIE .2. ESPÉCIE: Dictyocaulus filaria CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (♀ .3 a 6.3 cm).205 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ As vermifugações devem ser feitas nos meses de seca porque as larvas têm decréscimo de crescimento já que o capim está mais baixo e os raios atingem as larvas matando-as e também porque não há chuva suficiente para disseminar os ovos. -Extremidade anterior com papilas cefálicas. nutricionalmente. -Esôfago filariforme. -Ciclo direto (ausência de hospedeiro intermediário). Esse período ainda coincide com o maior número de parasitos dentro do hospedeiro e sem pasto para Com ele esse se equilibrar os .4. -Boca trilabiada.6 a 8 cm. FAMÍLIA DICTYOCAULIDAE SUB FAMÍLIA DICTYOCAULINAE CARACTERÍSTICAS: -Raios bursais bem desenvolvidos com alguns raios fusionados.8 cm.5 a 4. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Dictyocaulus arnfield HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.Raio bursal da bolsa copuladora se bifurca no ápice (forma de y) ESPÉCIE . ♂ . CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (♀ . tratamento animais entram nos meses de chuva com um baixíssimo índice de parasitismo. -Boca trilabiada. -Boca trilabiada.Dictyocaulus viviparus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Mais patogênico para ovinos do que bovinos. Adultos de Nematodirus. adultos em brônquio. linfáticos ocorre a muda para L4 e essa vai para o coração e pulmão onde penetra no parênquima pulmonar passando a L5. pescoço esticado para frente e boca aberta. Figura 255. Dictyocaulus sp. Ciclo biológico de Dictyocaulus viviparus. PPP = 2 meses. aumenta-se os movimentos abdominais). a CICLO BIOLÓGICO GERAL: A postura dos é ovos feita larvados nos (fêmeas e dictiocaulose é uma infecção respiratória devida a ação irritativa do parasita no epitélio ovovivíparas) brônquios respiratório. Fonte: Carlos Luiz de Oliveira SUBFAMÏLIA NEMATODIRINAE GÊNERO Nematodirus Figura 254. Figura 256. Causa brônquio bronquíolos que podem ser expelidos para o ambiente pela cavidade oral ou nasal. -Raio bursal da bolsa copuladoraem forma de v. O hospedeiro definitivo infecta-se ao ingerir a L3 nas pastagens. Pode levar a morte. que sai nas fezes (A) e se alimenta de bactérias. A L5 vai aos brônquios e bronquíolos sofrer a maturação sexual e postura. que não perde a cutícula de L2. preferencialmente Nos gânglios a afastados. O animal fica em posição ortopnéica: membros anteriores Normalmente os ovos são deglutidos e no tubo digestivo ocorre a eclosão da L1. Passa a L2 e depois L3.206 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Esôfago filariforme. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . pneumonia (a respiração se altera. gerando produção de muco e proliferação de bactérias. e a mesma é liberada no estômago e penetra na mucosa (M) do intestino delgado circulação ganhando linfática.

LOCAL: Estômago. ORDEM SPIRURIDA LOCAL: Intestino delgado. ♂ .207 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ desidratação. -Ovos grandes e ovais. LOCAL: Estômago. -Cápsula bucal bem desenvolvida e com 2 paredes curtas e retas.4 cm). GÊNERO: Habronema ESPÉCIE . HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: moscas (principalmente Musca domestica). Ovo de Nematodirus sp. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moscas (principalmente Stomoxys calcitrans). ESPÉCIE .Habronema microstoma HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. asa caudal. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: eqüinos.1. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 258.0. Figura 257. Ciclo biológico de Nematodirus. papilas pedunculadas e um espículo cinco vezes maior que o outro. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Provoca uma atrofia das vilosidades intestinais (não penetra na mucosa) ocasionando diarréia e -Machos têm cauda espiralada. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Boca bilabiada -Tamanho pequeno (♀ . SUPERFAMÍLIA HABRONEMATOIDEA FAMÍLIA HABRONEMATIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Vermes finos de aproximadamente 2cm.2 cm. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Habronema muscae CICLO: Típico da família Trichostrongylidae.3 a 2.8 a 1.

À medida que a mosca se desenvolve. (principalmente Musca domestica). Enquanto esta espécie está em nódulos. ** HABRONEMOSE CUTÂNEA: Evolução errática que ocorre muito nos trópicos (principalmente no verão . Ovo de Habronema sp. as outras estão livres no estômago. com duas reentrâncias (constrição cefálica). asa caudal. -Cápsula bucal bem desenvolvida e afunilada. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. Quando muito grave pode ocorrer LOCAL: Estômago (geralmente em nódulos na parede do estômago. -Boca bilabiada. No tubo digestivo do eqüino há a digestão da mosca e a L3 é liberada no estômago e penetra nas glândulas estomacais sofrendo a muda para Figura 259.por isso ferida de verão) onde a mosca pousa em feridas na pele dos eqüinos e as L3 ficam migrando pela pele máximo gastrite catarral crônica com formação de muco. -Cápsula bucal bem desenvolvida e com dois dentes atrás dela promovendo um afunilamento. CICLO BIOLÓGICO GERAL: Os ovos saem nas fezes já com as L1 e são ingeridos pelos hospedeiros intermediários que são as larvas das moscas. D.208 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Tamanho pequeno. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Machos têm cauda espiralada. As moscas vão ao lábio do eqüino se alimentar de resíduos alimentares. GÊNERO Draschia ESPÉCIE . megastoma é a mais patogênica por ter preferência pela região glandular do estômago e HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moscas isso induz à formação de tumores fibrosos na região fúndica (há eliminação de ovos dentro deles). o helminto também o faz e assim a pupa tem a L2 e o adulto a L3 em suas glândulas salivares. asa caudal. papilas pedunculadas e um espículo duas vezes maior que o outro. onde fazem a muda para L5 e atingem a maturidade. L4 e depois voltam à luz. papilas pedunculadas e um espículo duas vezes maior que o outro.Draschia megastoma PPP = 2 meses. só provocando irritação ou no CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno. septicemia e até morte. -Machos têm cauda espiralada. -Ovos embrionados de casca fina. -Boca bilabiada. Pode ocorrer das moscas caírem nos bebedouros. raramente livres). o que prejudica a digestibilidade. a larva pela probóscida da mosca ou o eqüino pode ingeri-la acidentalmente.

5 cm). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Após a cópula há a liberação de microfilárias na circulação. OBS: Pode ocorrer ainda habronemose LOCAL: Adultos no tecido subcutâneo e pulmonar e até ocular. -Bem pequenos (2. Figura 261. Quando a pulga pica o cão para sugar sangue há a inoculação das L3 que migram para o tecido subcutâneo onde passam a L4 e L5 (adultos. Pode se encontrar larvas em lavado gástrico com sonda. causando hipersensibilização e com a resposta do hospedeiro. -Fêmeas parecidas com as de Dirofilaria immitis. mas são bem mais raras. ESPÉCIE Dipetalonema reconditum aspecto tumoral podendo depreciar e até inutilizar o animal. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Esôfago fácil de distinguir regiões. perirenal do cão. INTERMEDIÁRIO: Pulgas e HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. FAMÍLIA ONCHOCERCIDAE SUBFAMÍLIA ONCHOCERCINAE GÊNERO Dipetalonema Figura 260. Tratar sempre as feridas dos animais. a ocorrência de formação de tecido conjuntivo causando prurido. Tem HOSPEDEIRO carrapatos. As L3 alojam-se nas peças bucais do artrópode . CICLO: PROFILAXIA: A pulga ao se alimentar de um animal parasitado com microfilárias contamina-se.209 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ É importante o uso de esterqueiras para diminuição da população de moscas. L2 e L3. microfilárias na circulação. DIAGNÓSTICO: Não é fácil. pois o tratamento é cirúrgico. macho e fêmea). Essas microfilárias atingem a hemocele das pulgas e passam a L1. porque os ovos e larvas eliminados não são facilmente encontrados nas fezes. Habronemose cutânea em eqüino. Ciclo biológico de Habronema sp.

210 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: É importante no diagnóstico diferencial de Dirofilaria immitis. -Corpo alongado. -Esôfago com duas regiões: uma muscular e outra glandular. No estômago do mosquito a larva penetra na mucosa estomacal e depois de 24hs vai aos túbulos de Malpighi. A larva vai então ao tecido subcutâneo. Figura 262. -Fêmeas larvíparas (microfilárias no sangue). Depois de 5 dias ocorre a muda para L2 e depois de mais 10 dias. ESPÉCIE . Essa vai à cabeça do mosquito e se instala no aparelho bucal. -Macho com extremidade posterior espiralada. aproveitando o repasto sanguíneo do mosquito para infectar o cão. -Machos menores que as fêmeas. mas é menos patogênico e na clínica os sintomas são diferentes. onde fica FAMÍLIA FILARIIDAE SUBFAMÍLIA DIROFILARINAE adulta (no ventrículo direito ou na artéria pulmonar). sofre muda para L4 e L5 e depois migra pela circulação periférica até o coração. -Extremidade posterior da fêmea simples. -Ciclo indireto (necessitam de hospedeiro periférica.Dirofilaria immitis IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães HOSPEDEIRO Culicidae. CICLO BIOLÓGICO: SUPERFAMÍLIA FILARIOIDEA As fêmeas fazem a postura das microfilárias (L1) na circulação.adultos no coração de cão. onde o mosquito a ingere ao fazer o repasto sanguíneo. -Espículos desiguais e de tamanhos diferentes. Dirofilaria immitis . intermediário). para L3. A L1 vai à circulação CARACTERÍSTICAS: -Importante para pequenos animais. um espículo grande e outro pequeno e papilas pré e pós-cloacais. GÊNERO Dirofilaria OBS: É possível infecção transplacentária. INTERMEDIÁRIO: Mosquitos LOCAL: Coração direito e artéria pulmonar CARACTERÍSTICAS: -Tamanho médio (macho – 12 a 16 cm e fêmea25 a 30 cm). -Extremidade anterior simples. -Machos menores que as fêmeas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

Ocorre perda gradativa de condição e intolerância a exercícios e o animal apresenta uma tosse crônica branda no final da doença. Pode atingir ainda o pulmão causando deficiência respiratória e até de Figura 265. Microfilária em esfregaço sanguíneo. técnica de Knott e exames de imunodiagnóstico. DIAGNOSTICO: ORDEM ENOPLIDA FAMÍLIA TRICHURIDAE SUBFAMÍLIA TRICHURIÍNAE GÊNERO Trichuris ESPÉCIE -Trichuris sp. Pesquisa de microfilárias na circulação através esfregaço sanguíneo. Cão com ascite. A patogenia é grande. Ciclo biológico de Dirofilaria immitis. -Esôfago com duas porções (a primeira simples e a segunda formada por várias células). HOSPEDEIRO DEFINITIVO: -T. discolor. pneumonia. -T.suíno -T.bovino e bubalino _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .211 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Figura 263. em altas infecções pode ocorrer obstrução do ventrículo direito e da artéria pulmonar levando a trombos sanguíneos nos vasos o que gera falta de oxigenação nos órgãos vitais. -Ciclo direto. OBS: Poucos casos em gatos. suis. ORDEM ENOPLIDA SUPERFAMÍLIA DIOCTOPHYMATOIDEA -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior. vulpis.cão Figura 264. técnica da gota espessa. Pode ocasionar ascite.

3 a 7 cm. trichuria. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno à médio (♀ . CICLO BIOLÓGICO GERAL: Figura 266.(ou pode penetrar nas vilosidades do intestino delgado) Quando adultos saem da Figura 269. Ciclo biológico de Trichuris sp. -Machos têm apenas 1 espículo e este é envolvido por uma bainha dando aspecto de Os ovos saem nas fezes e no meio ambiente passam a ovos larvados (L1).212 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ T. -Esôfago com 2 porções: a primeira simples e outra formando várias células. Figura 268. LOCAL: Ceco.ovino -T. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 267. Espículo de Trichuris sp. ♂ .homem prepúcio. Adultos de Trichuris (verme chicote). Ovo de Trichuris sp. -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior. O ovo é ingerido diretamente pelo hospedeiro definitivo e a L1 é liberada no intestino delgado onde penetra na mucosa cecal.2 a 4 cm). -Fêmeas têm extremidade posterior simples e são ovíparas (ovos bioperculados e espalhados no ovário). ovis.

hepática . L3. SUBFAMÍLIA CAPILLARINAE GÊNERO Capillaria ESPÉCIE . bovis . OBS3: Para diagnóstico usa-se as técnicas de Willis e Hoffman.Capillaria sp. com parede reta e arrumados certinhos no ovário) -Machos têm apenas 1 espículo e é envolvido por uma bainha dando aspecto de prepúcio. L4 e IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Em grandes infestações leva à lesão da mucosa cecal gerando gastroenterite nos cães. hepatica pode ocorrer cirrose CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (1 a 1. -Esôfago com duas porções: a primeira simples e outra formando várias células. -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior nesse caso é bem visível.Fígado de cão.Inglúvio de galinhas e perus.Intestino delgado de bovinos -C. annulata . contaminação se dá através do carnivorismo ou da morte do animal (que libera os ovos no ambiente). HOSPEDEIRO DEFINITIVO e LOCAL: -C.pode ocorrer hospedeiros paratênicos (anelídeos). CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes morulados e no ambiente se tornam larvados (L1). gato. GÊNERO Dioctophyma ESPÉCIE: Dioctophyma renale HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Carnívoros (preferencialmente cães). -Fêmeas têm extremidade posterior simples e são ovíparas (ovos bioperculados. OBS: C. ingeridos pelo HD em alimentos contaminados e a L1 é liberada no tubo digestivo e penetra na mucosa fazendo as mudas para L2. plica. SUPERFAMÍLIA DIOCTOPHYMOIDEA FAMÍLIA DIOCTOPHYMATIDAE SUBFAMÍLIA DIOCTOPHYMATINAE hepática. hepatica. Os ovos são HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS: Anelídeos e peixes dulcícolas. pois eles ficam retidos no fígado e a conjugado problema infeccioso e parasitário. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Só em alto grau de infestação é que ocorrem reações inflamatórias por penetração da mucosa. Em C. A maioria das infecções é leve e assintomática.5 cm).os ovos não saem nas fezes. OBS2: C. -C.Rim e bexiga de cão e gato. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -C.213 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ mucosa e permanecem na luz intestinal indo se instalar no ceco. annulata. humanos e roedores. A lesão abre portas para infecção secundária (gastrenterite infecciosa) podendo ficar adulto e vai ao órgão alvo ou fica no intestino delgado.

abdominal ou na cápsula renal (já foi encontrado na pleura. O homem ou hospedeiro definitivo também pode contaminar-se por ingestão do anelídeo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Geralmente somente um rim é parasitado. Causa insuficiência renal quando localizado no rim podendo levar a óbito. O peixe ingere o anelídeo com a L2 e em sua cavidade digestiva faz mudas até L4. peritônio. o outro sofre hipertrofia para compensar a falta do destruído. O Figura 272. OBS: Material para diagnóstico: urina. O cão ingere o peixe com a L4 e no tubo digestivo ela penetra e migra para o rim. tecido subcutâneo. Ovos de Dioctophyma renale. -Machos apresentam uma pequena bolsa copuladora. Em casos de localização CARACTERÍSTICAS: -Pode ser encontrado solto na cavidade na cavidade abdominal provoca peritonite.214 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ LOCALIZAÇÂO DO VERME ADULTO: Rim e anelídeo aquático ingere o ovo e a L1 cai em sua cavidade celomática indo a L2. uretra. Figura 271. -Maior incidência: rim direito. CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem na urina morulados e no ambiente a L1 se desenvolve dentro do ovo. Ciclo biológico de Dioctophyma renale. cavidade abdominal são os mais comuns. bexiga. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: O parasito destrói o parênquima renal. próstata. ureter. -Fêmeas podem atingir até um metro. Figura 270. Dioctophyma renale em rim de cão. fígado e estômago).

crustáceos.A: . agitar fortemente para a limpeza dos lábios e abertura bucal.Técnicas ____________________________________________________________________________________________ 215 PARTE IV Técnicas ____________________________________________________________________________________ COLETA E MONTAGEM DE ENDOPARASITOS 1-ONDE COLETAR: -Os endoparasitos podem estar em vários órgãos de peixes. a 65 C e derramar rapidamente sobre os nematóides. na musculatura e encistados nas nadadeiras. -Com um pincel ou estilete são transferidos para solução salina fisiológica na concentração correta. -Os nematóides pequenos. assim como da superfície da cutícula. 3-COMO FIXAR: -Os nematóides vivos são transferidos da solução salina fisiológica para uma placa de Petri funda com pouco líquido. 2-COMO COLETAR: -Os endoparasitos são.A. com ou sem 5-10% de glicerina. preferencialmente coletados vivos.5 ml de formol .3 ml de ácido acético Misturar tudo e colocar em frasco fechado. -Deixar o fixador esfriar na própria placa de Petri. -Os nematóides mortos devem ser coletados diretamente para o fixador frio. -Também podem estar na cavidade do corpo e nas serosas de vários órgãos. -Ainda na solução fisiológica. Em vegetais ocorrem principalmente na raiz. assim como no peritônio. o -Aquecer o fixador A. -Deixar o nematóide no fixador por 48 horas.93 ml solução fisiológica . moluscos. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .F. devem ser coletados e mantidos em recipientes pequenos. como as larvas. dentre outros. 4-COMO CONSERVAR: -Os endoparasitos devem ser conservados em etanol 70o GL.F. insetos. animais domésticos. -Os cestóides e trematóides devem ser prensados entre lâminas e colocados em fixador (A.F. Fórmula do A. A) frio por 48 horas.

Técnicas ____________________________________________________________________________________________ 216 5-COMO CLARIFICAR: -Existem dois processos para a clarificação de nematóides: Processo 1. uma gota de gelatina líquida sobre a Lâmina. em banho-maria. -Procurar ter certeza que a face ventral está voltada para cima e a extremidade anterior está voltada para o observado.Para montagem em bálsamo do Canadá. -Colocar uma gota de bálsamo sobre a Lâmina (no centro). 1-Adicionar glicerina pura. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Para montagem em bálsamo do Canadá. 6-COMO MONTAR: * Em bálsamo do Canadá -Pingar aos poucos o bálsamo do Canadá. * Em gelatina de glicerina -Aquecer. diferencia e dá brilho). -Colocar. até o creosoto evaporar e ficar só o bálsamo. só restar a glicerina. poucas gotas a cada vez. na placa de Petri onde os nematóides estão em etanol glicerinado a 5% ou 10%. -Cuidado para que a gota não se espalhe além da lamínula. o Tempo: 15 minutos em cada etapa. 2-Quando o etanol evaporar e. Processo 2. em média no creosoto devem ficar 24 horas. 1 a 3 gotas por dia. transferir um nematóide de cada vez para a glicerina pura. com bastão de vidro.Para montagem em gelatina de glicerina. Processo 2. 3-Montar em gelatina de glicerina. 1-Etanol 70 o GL (para remoção da glicerina) 2-Etanol 80 o GL 3-Etanol 90 GL 4-Etanol absoluto 1 5-Etanol absoluto 2 6-Lactofenol – Clarificador 7-Creosoto – Diafanizador (clarifica. -Colocar lamínula com muito cuidado e devagar para evitar formação de bolhas. Processo 1. praticamente. Obs: Os nematóides muito grandes devem passar por fenol a 10% após o lactofenol. Essas etapas são para fazer a desidratação do material. de tamanho proporcional ao tamanho do espécime e da lamínula que será usada para cobri-lo. O tempo requerido para as etapas 6 e 7 dependem da espessura do material.Para montagem em gelatina de glicerina. o recipiente que contém a gelatina de glicerina.

linguatulídeos. Após a morte da larva. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Formol 10%. Larvas de Gasterophilus sp. Carrapatos . Tubos de vidro. CONSERVAÇÃO Conservação dos exemplares secos ♦ ♦ Alfinete entomológico (de aço inoxidável). malófagos. colocando a ponta do alfinete na tampa de borracha. moscas e mosquitos. Fumo de tabaco (meio rural). piolhos. Outras miíases. iscas ou em frascos com ou sem aspiradores. Conservação de exemplares em preparações montadas (pequenos artrópodes) ♦ Montagem em lâminas de microscopia. Álcool. Conservação de exemplares em meios líquidos • • • Álcool 70o. sendo após colocados em caixas entomológicas tratadas periodicamente com naftalina em pó. parafinando a tampa. Hemípteros. Através dos pêlos retirados da região mandibular e labial. fazer incisão no nódulo subcutâneo. Coleta direta do animal. COLETA • • • • • • • • Ácaros produtores de sarna. Raspagem profunda da pele ou serosidade do ouvido. Clorofórmio. Líquido de Faure (pequenos insetos. Larvas de Dermatobia hominis.Removidos individualmente por cuidadosa tração. Larvas de Oestrus ovis em secreções nasais. Éter. cianeto. MODO DE MATAR OS ARTRÓPODES ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Água quente. éter. Pulgas. armadilhas. após a sua morte. As larvas são retiradas diretamente das lesões. com auxílio de pincel umedecido ou pinças de pontas finas protegidas por algodão. retirando com pinça ou compressão digital.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 217 PESQUISA DE ECTOPARASITOS OBJETIVO Identificação dos artrópodes ectoparasitos. acetato de etila ou clorofórmio. Rede. larvas de dípteros e ovos de helmintos).

IDENTIFICAÇAO A identificação dos artrópodes é feita através do uso de chaves para classificação. Utilizada para mosquitos ou outros insetos. Utilizada para dípteros. utilizando cola. data. indicação do líquido conservador. triatomídeos. larvas e ninfas. cola ou esmalte na extremidade de pedaços triangulares de cartolina. sendo as mais usadas as três modalidades seguintes: 1. para torná-los moles.Direta. desidratar.Caixas de vidro. Colocar o alfinete no tórax ou escutelo. .Indireta. clarear e servir de veículo de montagem de pequenos artrópodes. a quente. No caso de exemplares secos é necessário passarem em câmara úmida durante dois dias.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 218 ETIQUETAGEM Colocar todas as informações na etiqueta como: nome do hospedeiro. A coloração é feita pela fucsina de Ziehl e a montagem entre lâmina e lamínula. caixas ou tubos com naftalina. matar.alguns minutos. . . himenópteros. Transportar com tira de papel para outro vidro de relógio. procedência. Fixar o tórax do artrópode. MONTAGEM A montagem deve ser realizada antes que o artrópode comece a secar. Deve ser escrito a lápis. região do corpo em que foi encontrados. com água destilada . escorpiões e carrapatos. larvas e ninfas. 2. Utilizado para aranhas.Montagem a seco Os alfinetes entomológicos empregados devem ser de níquel ou aço inoxidável e com comprimento e espessuras variáveis. quando colocadas dentro do vidro com o material e o líquido conservador. O artrópode é fixado por meio de bálsamo. Existem várias técnicas de montagem. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Possui a propriedade de conservar. 3. Empregado somente para demonstrações. nome do colecionador ou requisitante e nome vulgar e científico do artrópode. fixar. Após a montagem o material deve ser guardado em gavetas. Montagem em liquido conservador 0 •Formol 10% ou álcool 70 . •Liquido de Faure. Colocar o artrópode sem nenhum preparo prévio. Montagem em bálsamo entre lamina e lamínula A montagem em lâmina e lamínula é indicada para adultos de pequenas espécies. Técnica 1 • • Colocar o artrópode em vidro de relógio e clarificar em potassa a 10%.

• Fenol-xilol: 10 minutos. o artrópode. • Óleo de cravo: 10 minutos. para expelir a potassa e fazer penetrar o fenol. Método de Costa Lima (coloração pela Fucsina) • Transferir o artrópode para a solução de potassa a 10%. adicionando algumas gotas de fenol liquefeito. até desprender vapores. o artrópode pode ser colocado diretamente no creosoto até clarificar e. • Se ao passar o exemplar pelo óleo de cravo o líquido ficar amarelado. Gotejar o creosoto de Faia em uma lâmina. • Montar em bálsamo de Canadá. repetidas vezes. • Transferir o artrópode por meio de uma tira de papel. Tempo variável. isso indica que o mesmo ainda se acha embebido da solução de potassa cáustica a 10%. que será continuada pelo óleo de cravo. entre lamina e lamínula. • Desprezar a fucsina e colocar algumas gotas de fenol-xilol.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 219 • • • • • • Colocar com tira de papel no ácido acético a 10% .5 minutos em cada álcool.5 a 10 minutos. • Escorrer o fenol-xilol e tratar com algumas gotas de xilol-fenol. Este aquecimento é dispensável. • Corar pela fucsina de Ziehl aquecida ligeiramente. • No caso de corar o material. 90. Técnica 2. Observações • Do fenol puro. duas a três vezes. sendo conveniente voltar novamente ao fenol e depois continuar a operação. Aquecer em banho-maria. • Para uma melhor clarificação de pulgas é aconselhável mergulhar os indivíduos em água __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Em seguida montar em bálsamo de Canadá. entre lâmina e lamínula. diretamente no óleo de cravo. Técnica 3. de minutos até tempo indeterminado. após. para uma lâmina. variando o tempo conforme a espessura do animal (10 a 15 ou mais minutos). • Bálsamo. Creosoto de Faia. • Água oxigenada pura até a clarificação (este tempo depende do material). de acordo com a peça. Método de Costa Lima (com ou sem coloração peia Fucsina) • Potassa 10% quente (aquecida em banho-maria): 5 a 10 minutos.70. Desidratar em álcool a 60. colocando o artrópode sobre a mesma. Retirar o excesso de creosoto com papel filtro. 95 . • Fenol puro: 10 a 15 minutos. passa-se do fenol para a fucsina fenicada de Ziehl e depois desidratase e diferencia-se pelo fenol sem prolongar a diferenciação. • Desprezar o liquido e passar. • Observar ao estéreomicroscópio e com duas agulhas de ponta curva comprimi com cuidado. 80. pelo xilol puro. contida em cápsula de porcelana. Pingar sobre o artrópode uma gota de bálsamo e cobrir com uma lamínula.

colocando-o em placa de Petri. durante aproximadamente 30 minutos. Resultado: Positivo ou Negativo. Examinar ao estereomicroscópio com aumento 40x. Examinar o material ao estereomicroscópio. Método simplificado para ácaros produtores de sarnas • Colocar o ácaro da sarna em álcool 950 • Transferir para o creosoto. ou coletar a serosidade do ouvido externo com auxilio de um cotonete. Exame negativo. Adicionar 15 ml de potassa 10% ao material coletado. Retirar o sobrenadante. bisturi. Coletar o parasito por meio de um estilete embebido em goma de Berlese ou óleo mineral e montar entre lâmina e lamínula. utilizando o bálsamo. Agitar a mistura com auxilio de bastão de vidro. Acrescentar solução de potassa 10% ao material coletado. Juntar 15 ml de éter sulfúrico. Colocar o material numa placa de Petri. Deixar atuar por tempo indeterminado. • Montagem entre lamina e lamínula. 2. Identificar ao microscópio. Goma de Berlese ou óleo mineral.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 220 oxigenada 10 vols. Neste caso há duas alternativas a seguir: 1. Examinar o sedimento entre a lâmina e lamínula.. quando ainda em movimento. PESQUISA E COLETA DE ÁCAROS PRODUTORES DE SARNAS • • • • Placa de Petri. Identificar ao microscópio. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . antes de executar a técnica. Lamina e lamínula. Exame positivo. estilete. Técnica • • • • • Raspar profundamente a pele na região da lesão com um bisturi. • • • • • • Técnica da Potassa-éter Raspado das lesões com bisturi e glicerina. cotonete. Raspado cutâneo ou serosidade do ouvido. Técnica 4.

-Neste procedimento flutuam a -Procedimento não flutuará maioria dos ovos de helmintos. protozoários. especialmente Giardia. -Areia. pássaros podem justaposição e é difícil de fazer o esfregaço. e alguns ovos de vermes chatos. baratas.Amostras fixadas e para fezes com conteúdo de gordura alto ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . -Procedimento recupera TODOS os tipos de ovos de helmintos. -Acetato de Etila é inflamável e caro. -Neste procedimento não flutuam ovos de trematódeo e alguns ovos de vermes chatos -Distorce cisto de Giardia. -Pode levar muito tempo para examinar tudo -Procedimento de flutuação dos ovos de helmintos mais comuns e oocistos -Soluções Sacarose saturada ou sal de são coccídios. -ZnSO4 é caro e um densímetro deverá ser usado para fazer a solução. -Há pequenas sujeiras para obscurecer visão de parasitas.Técnicas 221 ______________________________________________________________________ TECNICAS HELMINTOLÓGICAS Técnica Vantagens Desvantagens -Rápida de preparar -Nenhuma distorção de parasitas se uma solução salina isotônica for usada Esfregaço direto como diluente. -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. -Há pouca sujeira para obscurecer a visão do parasita. -Pode não ver o parasita se a concentração de parasitos for muito baixa ou se há muito sedimento ou gordura presente. fecal ou outro fazer -Única maneira para ver trofozoítos ao vivo (salina isotônica deve ser usado -Útil para como fezes de diluente). -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. Sedimentação Acetato de etila por -É a melhor técnica para materiais enviados na formalina . larvas. material sementes. -Há mais sujeira na lâmina de preparação que em lâminas de flutuação então levará muito mais tempo para fazer a leitura. e a maioria dos cistos de -É mais difícil executar que outras técnicas. pequenos e répteis (onde ovos de trematódeos são comuns). protozoário. -Melhor Flutuação Sulfato de Zinco por método para cisto de alguns ovos de trematódeo.

Usada principalmente em fezes de pequenos animais. Exame microscópico qualitativo direto. após concentração de fezes. coar e encher um tubo de ensaio até formar um menisco. Homogeneizar com um bastão. TÉCNICA DE HOFFMANN. Desvantagens: -Neste procedimento não flutuam ovos de trematódeos e alguns ovos de vermes chatos. Técnica: • • • • • • • Encher um tubo de ensaio com solução saturada (20ml). aderindo-se a parte inferior de uma lamínula colocada na superfície do líquido. Objetivo: Pesquisa de ovos de trematódeos e cestódeos Material: • 2 a 5 gramas de Fezes ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Retirar a lâmina e inverte-la bruscamente sem deixar cair a gota de solução. Colocar uma lâmina de vidro e deixar por 15 minutos.Técnicas 222 ______________________________________________________________________ SACAROSE SATURADA OU SAL TÉCNICA DE WILLIS Principio Em uma solução saturada de sal ou açúcar os ovos dos helmintos tendem a subir. Pesar dois gramas de fezes e colocar em um copo. -Soluções são baratas. Acrescentar o restante da solução. -Distorce cisto de Giardia. Pôr uma lamínula e levar ao microscópio usando objetiva de 10x. -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. Vantagens: -Procedimento de flutuação dos ovos de helmintos mais comuns e oocistos de coccídeos. serve para ver se há ou não ovos ou oocistos de protozoários. PONS E JANER 1934 SEDIMENTAÇÃO SIMPLES Princípio: Sedimentação de ovos. É uma técnica qualitativa ou seja. Acrescentar um pouco de solução hipersaturada nas fezes. -Há pouca sujeira para obscurecer a visão do parasita.

Tenha cuidado para não romper as fezes. remova uma gota de sedimento do fundo do tubo e coloque em uma lâmina de microscópio para exame. para haver o amolecimento deixar em repouso por 10 a 20 minutos. Deixe descansar durante uma hora * * Retire a peneira Coloque o líquido em um tubo de centrífuga de 15 ml. Esparrame aproximadamente um grama de fezes em filtro de papel e coloque isto na peneira. a água morna ativa a larva (porém.Técnicas 223 ______________________________________________________________________ • • • • • • • Solução fisiológica ou água de torneira : 400 ml Lâmina e lamínula Bastão de vidro Coador Beaker com capacidade de 250 – 500 ml Cálice de sedimentaçãp (300-500 ml) Pipeta Técnica: • • • • • • • • • Diluir as fezes em 200 ml de solução fisiológica ou água no beaker. * Este procedimento faz uso de duas características de comportamento da larva do nematóide. não aqueça acima de 37 a 40oClimite superior). Deixe na centrífuga durante 20 minutos Usando uma pipeta de Pasteur. Técnica • • • • • • • Coloque uma peneira em um Becker outro recipiente similar. Se necessário. as larvas de nematóides mais parasitas são as piores nadadoras. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Primeiro. Deixar em repouso por mais 15 minutos Decantar o líquido sobrenadante Coletar com pipeta algumas gotas do sedimento Examinar ao microscópio entre lâmina e lamínula Se o primeiro resultado for negativo repetir o exame até três vezes TÉCNICA DE BAERMANN O método de Baermann é usado para a extração de fases larvais vivas de nematóides nas fezes. Tamisar a suspensão diretamente no cálice de sedimentação Deixar em repouso por 15 minutos Decantar o sobrenadante e adicionar ao sedimento 200 ml de solução fisiológica ou água. Colocar água morna* no Becker até cobrir as fezes. Segundo.

B. e então centrifugue. mexa com uma vareta e então transfira com uma pipeta para a lâmina.2 ) então esta técnica é preferida quando temos amostras de fezes fixadas em formalina. “retire” o anel de gordura que se formou entre a água e o acetato de etila (a tampa adere ao lado do tubo e deve ser separado antes do conteúdo líquido do tubo poder ser decantado). mais larvas se acumularão no fundo do prato. coe e despeje essa solução em um tubo de centrífuga de 15ml. C. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Técnicas 224 ______________________________________________________________________ Então. A formalina utilizada para fixar ovos e cistos pode fazer estes não flutuarem (eles podem ter uma gravidade específica agora maior que 1. Um anel de gordura dissolvida no meio. 3) Use uma vareta para remover algum sedimento. o sedimento pode ser homogeneizado e uma gota transferida com uma pipeta para uma lâmina de microscopia. e tampa o tubo com uma rolha de borracha. Transfira algum sedimento do fundo do tubo para uma lâmina e examine. TÉCNICA DE SEDIMENTAÇÃO PELO ACETATO DE ETILA Método: • • • Misture uma porção de fezes (aproximadamente 5x5 mm) em 9 ml de água. os eventos seguintes acontecem quando a peneira é colocada na água: As larvas migrarão pelo papel filtro e cairão na água. Usando uma vareta. mas com o tempo a amostra fecal começa a desmanchar e atravessa o filtro de papel o que conduz a um acúmulo de sedimento junto com as larvas. O sedimento pode ser transferido de vários modos: 1)Se algum líquido permanecer. * * Quanto mais tempo você esperar. Uma camada de água. 2)Adicione uma gota de iodo ao tubo. Sacuda vigorosamente o tubo. Adicione três ml de acetato de etila. As larvas que não conseguem nadar vão até o fundo do prato e acumulam-se lá. Uma porção de sedimento ao fundo. NOTA: Quando remover da centrífuga. • • Decante o sobrenadante cuidando para manter o sedimento do fundo do tubo intacto. seu tubo terá claramente camadas definidas: A. D. Uma camada de acetato de etila em cima. Faça um esfregaço e cubra isto com uma lamínula como você faria em um esfregaço direto.

A mistura deve ser conferida com um hidrômetro e deve ser ajustada a uma gravidade específica de 1. verta a mistura de fezes + ZnSO4 para o tubo de centrífuga. TÉCNICA DE MC MASTER A técnica de contagem de ovos de Mc Master é um método que determina o número de ovos de nematóides por grama de fezes para calcular a carga parasitária de lombrigas em um animal. centrifugar.18 gravidade específica) é feito somando 386 gramas de ZnSO4 a 1 litro de água. TÉCNICA DE CENTRÍFUGO FLUTUAÇÃO EM SULFATO DE ZINCO Método: 1-Encha um tubo de centrífuga de 15 ml com solução de ZnSO4 (1.Quando você centrifugar a mistura água (sem ZnSO4) -fezes.18 gravidade específica) * 2. você.Pese as fezes (2 a 3 gramas . Ir ao microscópio fazer a leitura. Vantagem: Ela é rápida e como os ovos flutuam livre de sujeiras fica fácil de contar os ovos. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Você pode ter que fazer várias amostras com a vareta para adquirir bastante material para examinar . Examine na objetiva de 10X . 6-Adicione uma gota de iodo (cora os cistos) e uma lamínula. pode lavar a amostra antes de fazer a flutuação.tem que ter o equivalente a uma gota grande na lâmina. Nota 1: Se a amostra contém uma quantia grande de gordura ou outro material que flutuam em água. misture a solução e coe.Usando uma vareta ou alça de platina remova uma amostra da superfície da solução e coloque em uma lâmina de microscopia. Depois da centrifugação decante o sobrenadante e some solução de ZnSO4 . os ovos afundarão. e remover o material do topo do flutuador para examinar ovos.Técnicas 225 ______________________________________________________________________ NOTA: Se você quiser usar esta técnica somente para remover gordura. você pode homogeneizar o sedimento com uma solução de flutuação (hipersaturada). mas a gordura permanecerá flutuante. A ZnSO4 solução deve ser armazenada em vidros bem fechados para prevenir evaporação (e conseqüente mudança na gravidade específica da solução).18. * ZnSO4 solução (1. Nota 2: Pode-se colocar diretamente uma lamínula no tubo de centrífuga cheio da solução e após centrifugação remover a lamínula para uma lâmina. Centrifugue como no passo 4. 4Centrifugue durante 2 minutos a velocidade alta (1500 2000 rpm). 3-Usando um funil.aproximadamente 1 cm em diâmetro).misture bem. 5.

.Técnicas 226 ______________________________________________________________________ Desvantagem: Você tem que usar uma câmara contadora especial. assim o volume examinado é 0. Se você utilizou 2 gramas de fezes. Passe as fezes por um coador. fáceis de reconhecer. .15 ml (a área marcada tem 1 cm X 1 cm e a câmara é 0.3 ml. . formato quadrangular. Técnica • • • • • • Pese 2 gramas de fezes para ovinos e 4g para bovinos Misture 60 ml de ZnSO4 ou solução saturada de sal ou açúcar. e este é os número de ovos por grama (OPG). o resultado final é o número de “ovos por grama de fezes”. pois os ovos são muito parecidos. A matemática: O volume debaixo da área marcada de cada câmara é 0. . retire o coador e com uma pipeta transfira uma amostra da mistura para um das câmaras de Mc Master. então multiplique por 100 (se utilizou 4 gramas multiplique por 50). Significado: Ovino – 2 gramas de fezes 2 gramas 1 ovo X 100 = 100 OPG Bovino – 4 gramas de fezes 4 gramas 1 ovo X 50 = 50 OPG Ovos mais comuns: . Espere 1 minuto e então conte o número total de ovos na lâmina.Strongyloides: Ovo larvado.Eimeria: Oocisto de protozoário Contagem: Ovinos .Ascarídeo: Ovos que contém 3 camadas.Moniezia: Ovo de cestóide. fácil de reconhecer.Família Trichostrongylidae: Difícil de classificar o gênero.Trichuris: Ovo bioperculado. Se você utilizou 4 gramas multiplique por 50. fácil de reconhecer . Estes é 1/200 de 60 ml.15 ml fundo). Repita o procedimento e encha a outra câmara. Multiplique o número total de ovos nas 2 câmaras por 100.> 500 = dosificar < 500 = não dosificar Bovinos e eqüinos . Homogeneíze bem. triangular.> 300 = dosificar < 300 = não dosificar ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .

Campo 2 – 500 borregas ( 2 a 4 dentes) – coletar 15 amostras Campo 3 – 300 ovelhas de cria . água. coloque uma gota de iodo. EXAME DIRETO DE FEZES Técnica • Coloque uma porção muito pequena de fezes em uma lâmina. Para verificar a eficiência do medicamento: fazer a coleta 7 dias após a dosificação para verificar se foram eliminados ovos. fezes secas e esterilizadas) -Tubo de ensaio -Placas de Petri -Pipeta -Cordão -Estufa Preparo • • • • Coletar 20 a 30 gramas de fezes frescas coletadas diretamente do reto Misturar as fezes com a serragem (2 partes de serragem para uma de fezes) Molhar até ficar na consistência de barro Encher o vidro com ¾ de sua capacidade.Coloque uma lamínula e leve para o microscópio. água ou solução fisiológica e mexa com uma vareta. O material contido na lâmina deve estar fino o bastante para que você possa ler do princípio ao fim. • • A proposta do iodo.coletar 9 amostras Ex: Ciclo do Haemonchus 21 = 7 dias = 28 dias Fazer a coleta a cada 28 dias.Técnicas 227 ______________________________________________________________________ Coleta: Coletar uma amostra de 3 a 5 % do rebanho separado por idade. OBS: Para o controle do rebanho: fazer a coleta a cada 28. ou solução fisiológica é separar a sujeira das fezes. COPROCULTURA Objetivo: Identificação de larvas (L3) de nematódeos gastrintestinais de ruminantes. Ex: Campo 1 – 800 ovelhas de cria fazer exame de 20 a 24 amostras. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Material: -Recipiente de vidro -Serragem lavada e esterilizada de pinho (só fezes.30 dias.

Vantagens . Examine com objetiva de 10x para pesquisa de ovos e larvas e de 40x para pesquisa de protozoários MÉTODO DA GOTA ESPESSA ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Desvantagens: -Pequena quantidade de fezes examinada que pode não detectar o parasitismo -Debris na lâmina que podem confundir a identificação Material • • • • Lâminas e lamínulas Pazinha Lugol (opcional) Solução fisiológica Técnica • • • • • Coloque uma gota de água na lâmina e uma quantidade igual de fezes Misture com a pazinha Faça um esfregaço com as fezes Remova o excesso de fezes.Técnica utilizada em casos de suspeita de grande infecção por parasitas. Tampar o vidro com a placa de petri invertendo-o bruscamente para evitar que a água derrame.Rapidez. ESFREGAÇO DIRETO DE FEZES Principio Confecção de um esfregaço de fezes com uma quantidade pequena de fezes. adicione mais água ou salina e cubra com a lamínula. Coleta de larvas Encher o frasco com água até a borda. Levar a estufa e umedecer diariamente (se necessário) a mistura por 7 dias. Colocar com a pipeta 5 a 10 ml de água na placa de petri Após 3 a 4 horas coletar o conteúdo existente na Placa de petri com uma pipeta e pôr em tubo de ensaio Fazer a identificação ou guardar na geladeira (dura 4 meses).Técnicas 228 ______________________________________________________________________ • • Limpar os bordos do vidro e tampá-lo com a placa de petri colocando um cordão (ou papel enrolado) entre a placa e o vidro para que entre ar. pouco equipamento requerido e facilidade de fazer.

000g) OPG (Str.20% Cooperia. Espalha-se em forma circular com alça de platina.1000 g. fezes dia Postura/fêmea/dia Cálculo do número de machos 70% do número de fêmeas Ex: Peso vivo do rebanho – 20 kg (20. os hematozoários contidos em determinado volume de sangue. a) Número de fêmeas Haemonchus – 1200 X1000g = 1200 = 240 fêmeas 5000 ovos/dia 5 Número de machos de Haemonchus= 70% fêmeas= 70% de 240 fêmeas = 188 machos Total.400 ovos Cooperia – 400 ovos Defecação diária do rebanho – 5% do peso vivo Rebanho. Técnica: Coloca-se em lâmina uma a duas gotas de sangue. até conseguir uma camada uniforme. Examinar em objetiva de imersão. deixando intactos os leucócitos e os hematozoários.3400 Trichostrongylus adultos. CÁLCULO DA CARGA PATOGÊNICA Cálculo do número de fêmeas: No fêmeas: OPG X quant.)= 2000 Coprocultura Haemonchus – 60% Trichostrongylus. sobre superfície reduzida. Deixar secar por exposição ao ar ou levar à estufa a 37oC. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Total. hemolisar com água destilada.20% Haemonchus 1200 ovos Trichostrongylus.428 Haemonchus b) Número de fêmeas de Trichostrongylus – 400X 1000g = 2000 fêmeas 200 ovos/dia Número de machos de Trichostrongylus – 70% de 2000 = 1400 machos. a qual destrói os eritrócitos.Técnicas 229 ______________________________________________________________________ Objetivo: Este método consiste em concentrar. Secar novamente e corar pelos métodos usuais. Em seguida.

Ovopostura diária estimada HaemonchusTrichostrongylus Cooperia Strongyloides Bunostomum Oesophagostomum Nematodirus Ostertagia Chabertia 5000 200 200 3000 1200 3000 50 200 3000 Equivalência patogênica 500 Haemonchus = 100 Oesophagostomum= 3000 Ostertagia = 4000 Trichostrongylus .....04 gramas H2O ........3400 Cooperia adultos Equivalência patogênica 500 Haemonchus428 Haemonchus – 4000 Trichostrongylus 3400 Trichostrongylus – 4000 Cooperia – 3400 Cooperia – 1 carga patogênica 0.4 Dois (2) inicia doença... Strongyloides = 200 Bunostomum FÓRMULAS LUGOL Iodo.......06 gramas Iodeto de Potássio ... Cooperia.............Técnicas 230 ______________________________________________________________________ c) Número de fêmeas de Cooperia – 400 X 1000g.....8 carga patogênica 1 carga patogênica 0...8 carga patogênica 1 carga patogênica 0........... Nematodirus....70% de 2000 = 1400 machos Total.8 carga patogênica Carga patogênica total – 2..100 ml SOLUÇÕES SATURADAS: ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro ......... = 2000 fêmeas 200 ovos/dia Número de machos de Cooperia.......

............... 10 ml ou fenol 7 g........... AÇÚCAR Densidade em 150 C – 1....(preservativo) Dissolver o açúcar na água destilada morna.33 g Água destilada..........182 Sulfato de magnésio ...100 ml Adicionar água destilada quente no sulfato de zinco....12 Açúcar...... após a dissolução acrescentar o fenol ou formol...................... Filtrar...........350 g Água destilada...1000ml Dissolver o sal na água destilada morna.... SULFATO DE ZINCO Densidade em 150 C – 1...........Técnicas 231 ______________________________________________________________________ SAL Densidade em 200 C – 1..320 ml Formol comercial............ ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro ......500 g Água destilada...19 Cloreto de sódio...... filtrar....

a não ser que os segmentos maduros já tenham se desintegrado. Ascarídeos e Taenia são extremamente resistentes. e Dioctophyma renale). Embrião hexacanto a. Deve-se ter o cuidado com o material utilizado na prática. Muitos ovos de vermes encontrados nas fezes são de nematódeos gastrintestinais e poucas espécies de cestódeos. Aelurostrongylus abstrusus) ou coração e vasos sangüíneos (Angiostrongylus vasorum. Algumas espécies de vermes são transferidas para o homem (como Toxocara canis. são altamente susceptíveis. Multiceps Echinococcus Strongyloides 2. Animais de estimação são infectados por vários gêneros de vermes – vários dos quais ocorrem em animais selvagens também.2. Com embrióforo. 2. pulmões (Capillaria aerophila. Espécies de vermes podem habitar vários órgãos e tecidos de seus hospedeiros. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE CÃES E GATOS 1. Esférico 2.2.2. Infecções de cães e gatos por vermes são diagnosticadas através de exame de fezes. Os ovos de vermes de Trichuris.1. Crianças em particular.2.1.1. Capillaria felis cati e Dioctophyma renale. fezes ou esputo) 1. transparente Casca áspera. A presença de larvas de vermes em fezes de gato. Na urina podemos encontrar o ovo de Capillaria plica. Vermes de cães e gatos podem não ser somente patogênico para seus hospedeiros como podem também causar zoonoses.1.Protuberantes Casca lisa (nas fezes) Casca granulada (na urina. Espécies de Tenídeos podem ser diagnosticados por meio dos segmentos expelidos com as fezes. quando ocorre em fezes de cães indica a presença de Angiostrongylus vasorum.Com larva 2. ovos do tipo strongylidae ± 70 µm (cão) ± 65 µm (gato) (cão) Mesostephanus Apophallus Uncinaria Ancylostoma tuba Ancylostoma caninum ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Conteúdo não segmentado Casca lisa. urina e ocasionalmente sangue ou esputo. indica a presença do verme pulmonar (Aelurostrongylus abstrusus). pelo íntimo contato com animais domésticos. é a maior fonte de infecção.232 _____________________________________________________________________________ CÃES E GATOS INTRODUÇÃO O homem vive em contato direto com cães e gatos.Não esférico. Com opérculo > 120 µm.1. Dirofilaria immitis).1. 75 µ (cão) Aprox. Em exame direto ou técnicas de concentração raramente se observa a presença de ovos de Taenia.2. marrom amarelado Aprox. pois algumas vezes pode ocorrer a contaminação de urina nas fezes e então podemos encontrar esses ovos em exame de fezes. Sem opérculo. assim representando um constante risco de reinfecção. ovóide.Com dois plugues polares 1. A maioria ocorre no trato gastrintestinal. Sem embrióforo. ovos separados. b. O alimento natural desses animais que consiste em carne. 65 µm (gato) 2. Trichuris Capillaria Dioctophyma Toxascaris Toxocara canis Toxocara cati Dipylidium Taenia spp. > 40 µm.Não Protuberantes Casca espessa com superfície granular (na urina) 2. peixe e especialmente vísceras. Segmentos maduros ocorrem separadamente ou em cadeias. 1 a 30 ovos em cápsulas ovígeras b. Echinococcus granulosus). Sem Plugues polares 2. Alguns parasitam a bexiga e rins (Capillaria sp. são fáceis de ser observados a olho nu nas fezes e envolta da região anal.Sem larva a.2.

granular. . não segmentado. e de ovos de Capillaria felis cati que ocorre somente em urina.65 µm de comprimento por 29 .44 µ de largura Ovóide com plugues polares levemente protuberantes Cor castanha amarelado Casca espessa com superfície granulosa.Nematoda Cães e gatos • • • • • Ovos de tamanho médio: 64 .40 µ de largura Ovóide Alongado. ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .30 µm de largura Ovóide Alongado. Plugues polares são transparentes. com dois plugues polares. Capillaria aerophila . largos e aplainados. ovos não segmentados. que são maiores e tem casca lisa.Nematoda Cães e gatos • • • • • Ovos de tamanho médio: 60 .Nematoda C. Casca de cor amarelada Conteúdo não segmentado. Casca de cor marrom amarelada Conteúdo granular fino Dioctophyma renale . Deve ser distinguido de ovos de Capillaria que são menores e tem casca granulosa.74 µm de comprimento por 35 . e de ovos de Capillaria aerophila que ocorre somente em fezes ou esputo. que são maiores e tem casca lisa. plica (cão) • • • • • • • • Ovos de tamanho médio: 60 . felis cati (gato) – C. Capillaria spp. com dois plugues polares.68 µm de comprimento por 40 .233 _____________________________________________________________________________ Trichuris vulpis . Ovos são somente encontrados na urina Deve ser diferenciado de ovos de Trichuris vulpis. Ovos ocorrem na urina Deve ser diferenciado de ovos de Trichuris vulpis.Nematoda Cães • • • • • • Ovos de tamanho médio: 70-90 µm de comprimento por 32 – 41 µm de largura Lados das paredes levemente em forma de barril Dois plugues polares transparentes nos pólos Parede espessa com superfície lisa Conteúdo granular.

que tem casca áspera e conteúdo marrom ou preto. granular. que tem casca lisa. Toxocara cati .75 µm Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa. Cães e gatos • • • • • Ovos dentro de uma cápsula ovígera (120 – 200 µm) em número de 1 a 30 Ovos pequenos 26-50 µm.234 _____________________________________________________________________________ Toxascaris leonina . granular.Nematoda Cães e Gatos • • • • Ovos de tamanho médio: 75 .Nematoda Dipylidium caninum . ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . lisa e pálida. áspera. Conteúdo granular marrom a preto. Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa. Toxocara canis . Conteúdo granular marrom à preto. que tem casca lisa. não segmentado e normalmente ocupando todo o ovo.90 µm. não segmentado e ocupando somente parte do ovo. Conteúdo granular marrom amarelado. Deve ser distinguido de ovos de Toxascaris leonina. Deve ser distinguido de ovos de Toxocara. não segmentado e normalmente ocupando todo o ovo.85 µm.Nematoda Cães • • • • Ovos de tamanho médio: 75 . Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa.Cestoda Gato • • • • Ovos de tamanho médio: 65 . Quase esférico com membrana vitelina Ovo castanho a amarelado Contém embrião hexacanto no seu interior Deve ser distinguido de ovos de Toxascaris leonina. pálida e conteúdo marrom amarelado. pálida e conteúdo marrom amarelado. áspera.

70 µ ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Cestoda Cães e gatos • • • • • Ovo de tamanho pequeno: Taenia pisiformis (cão) 32 .Cestoda Cães e Gatos • • Ovos semelhantes aos da Fasciola hepatica sendo amarelados e operculados.50µ de largura. é mais oval. Diphyllobotrium .36 µm de largura. Taenia hydatigena (cão) 35 . Semelhante ao ovo de Spirocerca. Esférico a elipsóide Contém embrião hexacanto Casca espessa.Nematoda Cães • • • • • • Ovos de tamanho médio: 63 – 80 µm de diâmetro por 32 .36 µm de largura. Ovóide.Nematoda Cães e gatos • • Ovos alongados. Blastômeros largos Deve ser distinguido de Ancylostoma caninum que é menor e tem a parede mais fina. Multiceps serialis (cão) 27 .235 _____________________________________________________________________________ Ovos de Taenia . com superfície lisa.37 µm de largura. com embrióforo ( estriado radialmente) Estes ovos são observados somente após desintegração da proglótide Uncinaria stenocephala . espessados em um ou outro pólo encontrados em fezes ou vômito.36 µm de largura. Pólos diferentes Paredes tendem a ser paralelas Casca fina. 60. porém menores. porém. Echinococcus multiocularis (cão e raposa) 30 .37 µm de largura. Echinococcus granulosus (cão e gato) 30 .38 µm de largura. Physaloptera .34 µm de largura. Multiceps multiceps (cão) 31 . Hydatigera taeniformis (gato) 31 . lisa.

espessa com um espinho dorsal na cauda.Cestoda Cães e gatos • Ovos semelhantes ao do Diphyllobotrium Toxoplasma .Protozoário Gatos • • • • Oocistos: 12 µ São encontrados nas fezes de gatos e não são esporulados em fezes frescas A esporulação ocorre em no mínimo 3 dias O oocisto esporulado contém dois esporocistos. lisa. Tamanho médio: 360-400µ de diâmetro por 15 . . O ovo tem uma casca fina e embriona-se no pulmão. tubaeforme 55–76µm de diâmetro por 34– 45 de largura (Gatos) Ovóide Pólos similares e arredondados Lados das paredes com forma de barril Casca fina. 2 a 8 blastômeros grandes Deve ser distinguido de Uncinaria stenocephala que é levemente maior Aelurostrongylus abstrusus .20µ de largura.Nematoda Gato • • • • • • A larva L1 é encontrada nas fezes.Nematoda Cães e Gatos • • • • • • • • • Ovo de tamanho médio A. caninum 56 – 65µm de diâmetro por 37 – 43 de largura (Cães) A.236 _____________________________________________________________________________ Ancylostoma spp. Cabeça cônica com esôfago característico de Strongyloides Com conteúdo granular Esporulado Não Esporulado Spirometra . ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . mede 70 a 80µm por 50 75µm Larva curta. cada um com quatro esporozoítos.

• • Cryptosporidium . simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava.5 µ. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. 15 a 40 µ Cães e Gatos • Forma trofozoíta piriforme e elipsóide.237 _____________________________________________________________________________ Trofozoíta Cistos Giardia. I. I. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. rivolta) Cães e Gatos • • Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos.Protozoário Cães e Gatos • Ao contrário de Isospora. ohioensis. 14-15 µ • ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares.Protozoário Cães e Gatos • • • Oocistos minúsculos: 4 – 4. felis. A forma trofozoíta é muito sensível. I. extremidade arredondada. Sarcocystis .Protozoário (I. estes são esporulados quando eliminados nas fezes e contêm dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos. canis. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes.Protozoário Isospora .

Ostertagia e Oesophagostomum. canis. Strongyloides (com larva no interior) ou os muito grandes como Nematodirus são facilmente reconhecidos.2. Há um desenvolvimento embrionário em ovos de Trichostrongylideos gastrointestinais: De acordo com a espécie de verme. e mórulas com grande quantidade de pequenos blastômeros Dicrocoelium Fasciola Paramphistomum Toxocara Trichuris Capillaria Strongyloides Moniezia Nematodirus Marshallagia Bunostomum Trichostrongylus Cooperia Haemonchus Oesophagostomum Chabertia Ostertagia __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Trichostrongylus. parasito de cães. com larva de nematóide no interior .esverdeados a hialinos (160 µ) 2.2Sem plugues polares protuberantes 2. Estes são os ovos de vermes mais freqüentemente encontrados e eles tem dimensões muito parecidas. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE RUMINANTES 1.Com opérculo # Pequenos ovos de cor escura elipsóides e assimétricos # Ovos grandes e elipsóides a.2.amarelo ouro a marrom (140 µ) b. Se forem achados segmentos ou cadeias inteiras de segmentos maduros nas fezes um exame ao microscópio poderá confirmar uma infecção por Moniezia com típicos ovos irregulares. Um diagnóstico correto pode ser feito com uma boa experiência e comparando as características com precisão.Ovos triangulares ou piramidais com larva contendo seis ganchos 2. Se for preciso podem ser identificadas as larvas dos vários gêneros após coprocultura.Sem opérculo a.2.Ovos ovais ou elipsóides com pequenos blastômeros Largo com pólos ligeiramente aplainados Pólos não muito largos. vitulorum.Com larva . Os ovos de vermes redondos como Trichuris (com plugues polares).32) Pólos marcadamente distintos Pólos similares ou quase similares Com paredes paralelas Com paredes esféricas c.238 ___________________________________________________________________________ OVINOS. Os grandes e pequenos vermes pulmonares de ovinos são diferenciados pelo exame microscópico das larvas. então dão o diagnóstico de: presença de Estrongilideos ou Trichostrongilideos nas fezes.1Plugues polares protuberantes 1.Sem larva 2. porém a camada externa da casca dos ovos de T. Haemonchus. canis é mais larga que a de T.1. em bovinos o único verme pulmonar encontrado é o Dictyocaulus viviparus.8 blastômeros > 8 blastômeros (16. Os ovos de Toxocara vitulorum são bastante similares aos ovos de T.Com plugues polares 1.Com dupla parede transparente > 130 µ ♦Ovos ovóides com grandes blastômeros escuros ♦Ovos elípticos com pólos não similares < 130 µ 4. Uma infecção com trematódeos como a Fasciola hepatica é facilmente identificada pelos ovos típicos (amarelos e grandes com um opérculo). A maioria dos laboratórios não consegue distinguir os ovos de Cooperia. CAPRINOS E BOVINOS INTRODUÇÃO Os ovos de vermes e larvas encontrados em fezes de bovinos são quase os mesmos encontrados em ovinos e caprinos.Sem plugues polares 2.2.Com parede espessa e membrana albuminosa b.Ovos ovais com grandes blastômeros Com pólos mais ou menos assimétricos Com pólos similares d. os ovos contém de 4 a 32 blastômeros. e então confirmado o diagnóstico.Casca fina.1.

Strongyloides papillosus .Nematoda Capillaria sp. cinzenta. • É embrionado: contém a larva L1. brevipes) Nematoda Ruminantes • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 45 . Parede espessa com superfície enrugada Ruminantes • • • • Ovos de tamanho médio: 75 µ (70-80) de comprimento por 35 µ (30-42) de largura Com dois plugues polares protuberantes e transparentes Parede espessa Conteúdo granular. M. forma de elipse • Pólos largos.50 µ de comprimento por 22 . sem blastômeros.Nematoda Ruminantes • Moniezia . às vezes até mesmo no mesmo dia. com superfície lisa. semelhantes e ligeiramente aplainados • Paredes laterais semelhantes • Casca fina.25 µ de largura Com dois plugues polares pouco protuberantes e transparentes Lados das paredes são paralelos Conteúdo granular. Ovos de tamanho médio: o Moniezia expansa – ovinos formato mais ou menos triangular a piramidal : 50 . longipes – C. M. (C. cor escura.239 ___________________________________________________________________________ Trichuris ovis .90 µ Contém um embrião cercado por um aparato piriforme Parede espessa com superfície lisa.26 µ de largura • Ovo largo. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Deve ser distinguido de Capillaria (< 60 µ de comprimento. plugues polares aplainados).60 µ o Moniezia benedeni – bovinos – Formato mais ou menos quadrangular: 80 . não segmentado. pálido.Cestoda Ruminantes Ovos de tamanho médio: 47-65 µ de • comprimento por 25 . que mais • tarde emerge do ovo.

77µ de largura.240 ___________________________________________________________________________ Fasciol Paramphistom Paramphistomum cervi . Elipse quase regular Pólos quase similares Paredes simétricas com forma de barril Paredes finas Ovos marrons amarelados. sem blastômeros. Quase esféricos Paredes espessas. granulares.Trematoda Ruminantes Ovos de tamanho grande: (> 130 µ) 130 – 145 µ de comprimento por 70. de cinzento a esverdeado. Pólo com tampa (opérculo) Nos estágios de início de segmentação ele contém 4 a 8 blastômeros cercados por aproximadamente 50 células.45 µ de • comprimento por 22 .Trematoda Ruminantes • • • • Ovos de tamanho grande: maior que 160 µ (125 – 180) de comprimento por 75 – 103 (90) µ de largura Cor pálida. • pois se observa vagamente o opérculo. é difícil de distinguir.Nematoda Ruminantes • • • • Ovos de tamanho médio: 69 – 95 µ de comprimento por 60 . de cor esverdeada) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . nitidamente alveoladas. Toxocara vitulorum . marrom amarelado) Dicrocoelium lanceatum . Contém conteúdo granular. não segmentado e usualmente preenchendo só uma parte do ovo.90 µ de largura. • Deve ser distinguido de Paramphistomum cervi (é maior.30 µ de largura • Marrom escuro • • Formato de elipse irregular • • Parede espessa • Contém o miracídio que preenche • completamente o ovo. Deve ser distinguido de Fasciola (menor.Trematoda Ruminantes • Fasciola hepatica . Pólo com tampa (um opérculo) Ovos de tamanho pequeno: 38 .

claro(N. De formato elíptico regular largo.Nematodirus spathiger 200 µ (175 – 260)de comprimento por 108µ (106-110)de largura .241 ___________________________________________________________________________ Nematodirus .Nematodirus battus 164 µ (152 – 182) de comprimento por 72µ (67-77) de largura • Formato de elipse mais ou menos regular • Paredes similares • Pólos similares • Casca fina.Nematodirus filicollis 150 µ (130 – 200) de comprimento por 75µ (70-90)de largura . pálido (N. Paredes com lados não similares. N.Nematoda Bunostomum .Nematodirus helvetianus 212 µ (160 – 233)de comprimento por 97µ (87-121)de largura . com um dos lados levemente aplainado. battus) • 2 a 8 grandes blastômeros Deve ser diferenciado de Marshallagia marshalli (pólos arredondados.56µ de largura. • • Deve ser diferenciado de Chabertia (lados paredes similares e mais blastômeros) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . helvetianus) ou marrom (N.56µ de largura. spathiger). com 4 a 8 blastômeros. 16032 blastômeros) Ruminantes • Ovos de tamanho médio: o Bunostomum phlebotomum (bovino) 88104 µ de comprimento por 47 . o Bunostomum trigonocephalum (ovino) 88-104 µ de comprimento por 47 .Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho grande (>130 µ): . filicollis.

• Lados das paredes paralelos e aplainados • Casca fina com superfície lisa.Trichostrongylus colubriformis 79 .Trichostrongylus axei 70 . o lado interno é coberto por uma fina membrana do ovo.108 µ de comprimento por 30 . Diferenciar de Ostertagia (paredes esféricas e pólos mais largos) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Cooperia punctata – bovinos – 69 . sendo um mais aplainado. • Muitos blastômeros.125 µ de comprimento por 37-55 µ de largura • Elipse irregular • Pólos não semelhantes.Trichostrongylus vitrinus>90 µ . um dos quais mais arredondado que o outro.Cooperia curticei – ovinos .48 µ de largura . quase similares.74 .Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: . • Casca fina.83 µ por 29-34 µ .101 µ de comprimento por 38-50 µ de largura .242 ___________________________________________________________________________ Trichostrongylus .Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: .60 . • Lados das paredes diferentes. não muito largos.Cooperia oncophora – bovinos .88 µ por 3042 µ • Elipse pequena regular • Pólos pequenos.95 µ por 36-44 µ . • 16 a 32 blastômeros Cooperia . 85 . difícil de distinguir. com superfície lisa.

o lado interno é coberto por uma fina membrana. largo e regular. • • Casca fina com superfície lisa.85 • 120 µ por 45-60 µ • Formato elíptico.243 ___________________________________________________________________________ Haemonchus .75 .98 µ por 46-54 µ -Oesophagostomum columbianum– ovinos– 65 • 88 µ por 40-54 µ • -Oesophagostomum venulosum – ovinos . Diferenciar de Oesophagostomum (blastômeros • 16 a 32 blastômeros são facilmente distinguidos) Diferenciar de Haemonchus (blastômeros são mais difíceis de distinguir) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . amarelados com superfície lisa.Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: -Oesophagostomum radiatum – bovinos . Casca fina. Oesophagostomum . Numerosos e quase não distinguíveis blastômeros. parecidos com um barril. aplainados e muito similares. • • Pólos arredondados e similares • Lados das paredes quase similares. parecendo um barril. Lados das paredes similares. a parte de dentro é coberta por uma fina membrana.Nematoda Ruminantes • • Ovos de tamanho médio: Média de 74 µ (62-95) de comprimento por 44 µ (36-50) de largura Elipse larga regular Pólos largos.

98 µ por • 46-54 µ • Formato elíptico. parecendo um barril Casca fina. o lado interno • é coberto por uma fina membrana.75 . Encontrado nas fezes Cauda termina em ponto cego Ruminantes • • • • 550 – 580 µ Cabeça contém uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) Muitos grânulos intestinais acinzentados Cauda termina em ponto cego __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . • Grande número de blastômeros difíceis de Diferenciar de Bunostomum (um lado da parede é distinguir e que preenchem quase todo ovo aplainado) Diferenciar de Haemonchus (redondo) e Cooperia (Paredes paralelas) Dictyocaulus viviparus – L1 .75 .Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: -Ostertagia ostertagi – bovinos . Ostertagia .Nematoda Ovinos • • Ovos de tamanho médio: Média de 90 µ (77-105) de comprimento por 50 µ (45-59) de largura Formato elíptico. com superfície lisa. aplainados e muito similares Lados das paredes similares. a parte de dentro é coberta por uma fina membrana . regular • • Pólos não muito largos e simétricos • Lados das paredes simétricos.Nematoda Dictyocaulus filaria – L1 .98 µ por 4654 µ • -Ostertagia circumcincta – ovinos .244 ___________________________________________________________________________ Chabertia ovina . largo e regular Pólos ligeiramente largos. 16 a 32 blastômeros. parecidos com • um barril • Casca fina com superfície lisa.Nematoda Ruminantes • • • • • 390-450 µ de comprimento por 25µ de largura Cabeça arredondada (não tem uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) como Dictyocaulus filaria) Esôfago simples do tipo estrongiloide.

E. ahsata. E. ovina. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. intricata) Ruminantes • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. faurei. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito.Nematoda Eimeria . bovis. Presença de corpos para-uterinos nos ovos • • Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. sem aparato piriforme. auburnensis. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .245 ___________________________________________________________________________ Não esporul Esporul ado Muellerius capillaris. granulosa. 19 – 26 µ. E. 18 – 30 µ Ovinos • • • • 300 – 320 µ Cabeça sem uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) Grânulos intestinais finos Cauda termina com um espinho dorsal e ondulada Trofozoít Giardia – Protozoário Ruminantes • Cist Thysanosoma .Cestoda Ruminantes • • Ovos muito pequenos. E. ellipsoidallis. A forma trofozoíta é muito sensível. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. crandallis. extremidade arredondada.L1 – Larva . E. E. E. E. zuernii. cylindrica. E.Protozoário ( E. E. ovinoidalis. E.

Elíptico e alongado. Trichuris suis. Com larva . parede espessa 2. espessa Ovo pálido com casca lisa > 8 blastômeros < 8 blastômeros Ovo na urina Trichuris Strongyloides Metastrongylus Physocephalus Ascaris *Hyostrongilus e Oesophagostomum Globocephalus Stephanurus . Fezes de suíno também podem conter ovos de outros parasitas principalmente de ruminantes como: Trichostrongylus vitrinus e Trichostrongylus colubriformis e ovos de trematódeos de Fasciola hepatica e Dicrocoelium lanceatum. são bastante difíceis de diferenciar. São fáceis de identificar. Em fezes velhas é difícil de identificar a larva de Strongyloides de outras larvas de vida livre que habitam o bolo fecal. Os ovos de Strongyloides sp.2. porém a superfície do ovo é enrugada. e também por conter no seu interior uma larva (L1). essa larva emerge muito cedo do ovo. então para identificação desse ovo devemos examinar fezes frescas.Após trichinoscopia Protozoários: Giardia Eimeria Balantidium Isospora Outros: Schistosoma Gongylonema Macracantorhynchus Trichinella ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . ao contrário.Com plugues polares 2. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE SUÍNOS 1. Strongyloides sp. são fáceis de reconhecer pela parede fina e lisa. e Hyostrongylus rubidus. As características destas larvas são específicas das espécies.Superfície enrugada . Sem larva Parede marrom.Parede lisa e fina . o diagnóstico diferencial é possível somente após cultura das fezes (coprocultura) e exame microscópico da larva. e Metastrongylus sp. As diferenças entre os ovos de Oesophagostomum sp. O ovo de Metastrongylus também contém uma larva L1. recém expelidas.246 ______________________________________________________________________ SUINOS INTRODUÇÃO Os ovos de Ascaris suum.Sem Plugues polares 2.1.

____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .26 µ de largura Ovo elíptico e alongado Casca espessa Contém uma larva Deve ser diferenciado de ovos de Strongyloides sp.247 ______________________________________________________________________ Trichuris suis -Nematoda Strongyloides (S. mais lisos e mais elipsóides. ransomi) Nematoda Suínos • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 .35 µm de largura Forma elíptica Casca de cor verde acinzentada Parede muito fina Contém uma larva L1 Suínos • • • • • Ovos de tamanho médio: 50-68 µm de comprimento por 21 – 31 µ de largura Lados das paredes levemente em forma de barril Dois plugues polares transparentes nos pólos Parede espessa com superfície lisa Conteúdo granular. Physocephalus sexalatus -Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho pequeno: 31 . papillosus (=suis) – S. Deve ser diferenciado de ovos de Metastrongylus que são mais largos e mais redondos. não segmentado.45 µ de comprimento por 12 . que são menores.55 µm de comprimento por 20 .42 µ de largura Forma elíptica ou arredondada Casca espessa com superfície enrugada Contém uma larva L1 A casca do ovo de Metastrongylus possui debris fecais aderidos.Nematoda Suínos • • • • • Ovos de tamanho médio: 51 . Metastrongylus elongates .63 µ de comprimento por 33 .

248 ______________________________________________________________________

Ascaris suum - Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 50 – 70µm de comprimento por 40 - 60µm de largura Elípticos ou redondos Casca espessa, aberto pelo lado de dentro por uma membrana. Cor marrom dourado. não segmentadas,

Globocephalus urosubulatus - Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 50 - 56 µm de comprimento por 26 - 35µm de largura Ovóide Casca fina, pálida com superfície lisa. Poucos blastômeros: 6 - 8

Conteúdo: células granulares.

Deve ser distinguido de ovos de Oesophagostomum e Hyostrongylus que tem mais blastômeros.

Adultos
Hyostrongylus rubidus - Nematoda Hyostrongylus rubidus L3 – Larva - Nematoda

Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 69 - 85 µ por 39 – 45 µ de largura Ovóides com pólos redondos similares Ovo de superfície lisa e parede fina. Em fezes frescas: mínimo de 32 blastômeros.

Suínos • • • Tamanho: Sem envoltura: 715 - 735 µ Com envoltura: 800 - 22 µ Cauda longa: 60 - 68 µ . A larva tem movimentos rápidos.

Deve ser distinguido de ovos de Oesophagostomum, para isso deve ser feita cultura das fezes e diferenciação pelas larvas.

Deve ser distinguido de larvas de Oesophagostomum, que são mais curtas e mais espessas, e se movem mais lentamente. Usar técnica de Baermann, após cultura das larvas.

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Oesophagostomum dentatum - Nematoda

Oesophagostomum dentatum L3 – Larva Nematoda Suínos • • • Tamanho: Sem envoltura: 515 - 532 µ Com envoltura: 660 - 720 µ X 30 µ Cauda curta: 45 - 53 µ . A larva tem movimentos lentos.

Suínos • • • • • • Ovos de tamanho médio: 66 - 80 µ por 38 - 47 µ Formato oval largo e regular Pólos arredondados e similares Lados das paredes quase similares, parecidos com um barril Casca fina com superfície lisa, o lado interno é coberto por uma fina membrana. Em fezes frescas: 8 a 16 blastômeros

Deve ser distinguido de larvas de Hyostrongylus, que é mais longa e mais fina, e se move rapidamente. Usar técnica de Baermann, após cultura das larvas.

Diferenciar de Hyostrongylus A diferenciação é feita por meio de cultura de fezes e exame microscópico das larvas

Stephanurus dentatus - Nematoda

Trichinella spiralis - Nematoda

Suínos • • • • •

Suínos, ratos, outros mamíferos e homem Tamanho: 30 µ - 800 - 1000 µ A larva infectante vive encapsulada no tecido muscular de vários mamíferos e são adquiridos através da alimentação. A larva encapsulada no tecido tem formato espiral

Ovos de tamanho médio: 90 - 114 µ por 53 • • - 70 µ Formato elíptico largo e irregular Casca fina e transparente • Muitos blastômeros: 32 - 64 O ovo é encontrado somente na urina

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Trofozoíta Giardia - Protozoário Suínos •

Cisto Isospora - Protozoário Suínos • • Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. 15 a 18 µ

• •

Forma trofozoíta piriforme e elipsóide, extremidade arredondada, simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. Forma cística de forma oval possuindo dois a quatro núcleos e fibrilas. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes, pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. A forma trofozoíta é muito sensível.

Não esporulado

Esporulado

Eimeria – Protozoário (E. spinosa, E. porci, E. Macracantorhynchus - Acantocephala neodebliecki, E. debliecki, E. scabra) Suínos • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. 18 – 23 µ Suínos • • Ovo oval com 110 µ Casca marrom escura e contém a larva acantor no seu interior.

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EQUINOS INTRODUÇÃO Em nossas regiões quase todos os eqüinos são infectados por nematóides. A maioria da população de vermes possui grande variedade de espécies, sendo as mais patogênicas as pertencentes às famílias Ascaridae e Strongylidae. O diagnóstico das helmintíases é determinado principalmente pelo exame microscópico dos ovos dos vermes. Os ovos de Oxyuris equi e Parascaris equorum são bastante característicos e fáceis de identificar. O ovo de Dictyocaulus arnfield, Strongyloides westeri e Habronema spp. sempre contém uma larva. A larva deixa o ovo cedo – algumas vezes dentro do hospedeiro de forma que ovos e larvas podem ser encontrados nas fezes. Os ovos de Trichostrongylus axei, Triodontophorus spp., Trichonema spp. e Strongylus spp. são muito similares, a diferenciação é possível mediante apurada medida e comparação de suas propriedades morfológicas. As larvas desses nematóides obtidas após cultura das fezes, são facilmente distinguíveis com a ajuda de um microscópio. Um número de gêneros que ocorrem com menor freqüência não foi incluído aqui, como: Oesophagodonthus, Craterostomum, Gyalocephalus, Posteriostomum. Os ovos dos cestódeos Anoplocephala perfoliata, A. magna e Paranoplocephala mamillana são expelidos com as fezes. Os ovos de Trematódeos de eqüinos são principalmente parasitas de ruminantes (Dicrocoelium lanceatum, Fasciola hepatica). Por causa de sua localização em certos órgãos e tecidos, ovos de várias espécies de Spiruroidea e Filarioidea são impossíveis de achar nas fezes. Thelazia lacrymalis ocorre nos olhos. Setaria equina vive na cavidade abdominal, enquanto as microfilárias estão no sangue. A oncocerchose habita os tendões e tecido conectivo. As larvas de espécies de Filarioidea são detectadas no sangue ou fluido tissular. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE EQUINOS 1.Com larva 1.1.Com um plugue polar, assimétrico Oxyuris 1.2.Sem plugue polar 1.2.1. Uma única casca Cilíndrica Habronema Strongyloides - Elipsóide, < 50µ Dictyocaulus 1.2.2. Dupla casca do ovo, elipsóide > 80 µ 1.2.3. Tripla casca do ovo, quase esférica Anoplocephala ♦Embrião hexacanto = 16 µ perfoliata Anoploc. magna ♦Embrião hexacanto = 8 µ Paranoplocephala ♦Aparato piriforme bem desenvolvido 2.Sem larva 2.1. Com opérculo a) Pequeno, escuro e assimétrico. b) Grande, marrom amarelado à marrom. 2.2.Sem opérculo a) Esféricos > 90µ, amarelo ouro, casca espessa b) Não esféricos, ovóides ou elipsóides b.1) Pólos não similares b.2) Pólos similares Eixo menor, < ½ do eixo maior > 130 µ, lados das paredes parecem barris < 110 µ , Lados das paredes paralelos Eixo menor > ½ do eixo maior

Dicrocoelium Fasciola

Parascaris Trichostrongylus

Triodontophorus Trichonema Strongylus

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Oxyuris equi - Nematoda Equinos • • • • • • Ovos de tamanho médio: 80-95 µ de comprimento por 40–45 µ de largura Ovóide, levemente assimétrico. Lados das paredes não são similares, um é mais aplainado. Plugue polar transparente em um pólo Parede espessa com superfície lisa Sempre contém um estágio tardio de mórula ou uma larva – L1 • • • • • •

Habronema sp - Nematoda Eqüinos Ovos de tamanho pequeno: 40 - 55 µ de comprimento por 8 - 16 µ de largura Cilíndrico ou baciliforme, fortemente comprimido. Paredes laterais em forma de barril Casca espessa Contém uma larva Nas fezes, ambos estágios de ovos ou larvas podem ser detectados.

Strongyloides westeri - Nematoda Equinos • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 - 50 µ de comprimento por 30–40 µ de largura Ovóides Lados das paredes são simétricos Pólos largos e similares Parede fina com superfície lisa Contém uma larva pequena e espessa • • • • •

Dictyocaulus arnfield - Nematoda Eqüinos Ovos de tamanho médio: 80 - 100 µ de comprimento por 50 - 60 µ de largura Elipsóide Lados das paredes simétricos Casca fina Contém uma larva que emerge do ovo muito cedo

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com grânulos. Opérculo não visível • • • • • • • Fasciola hepatica . .80 µ diâmetro do embrião 16 µ Anoplocephala magna: 50 –60 µ diâmetro do embrião 8 µ Paranoplocephala magna: 50 –60 µ diâmetro Quase esféricos. esôfago claramente visível. várias cascas finas Contém embrião hexacanto cercado por um aparato quitinoso piriforme (semelhante a uma pêra) Dicrocoelium lanceatum . Com opérculo ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .90µ de largura.480 µ Espessura: 14 – 18 µ Larva bem desenvolvida. sem blastômeros.253 ______________________________________________________________________ Dictyocaulus arnfield – L2 – Larva Nematoda Equinos • • • • Tamanho 290 . Cauda termina puntiforme (forma de ponto) com projeção transparente • • • • • • • Anoplocephala sp. Elípticos quase regulares Pólos quase similares Lados das paredes com formato de barril e simétricas Casca fina Ovo marrom amarelado.45 µ de comprimento por 22 – 30 µ de largura.Trematoda Eqüinos Ovos de tamanho grande (> 130 µ ): 130 – 145 µ de diâmetro por 70 .Cestoda Eqüinos Ovos de tamanho médio: Anoplocephala perfoliata: 65 . algumas vezes mais ou menos aplainados em um ou em vários lados. Superfície lisa. Marrom escuro Elípticos irregulares Lados das paredes não são similares Assimétricos Casca espessa Contém um miracídio que preenche o ovo completamente sendo difícil de distinguir.Trematoda Equinos • • • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 38 .

não são similares um é mais redondo que o outro. • Pólos quase similares • Lados das paredes paralelos mais ou menos aplainados. (menor. recoberta no seu interior por uma membrana. Elipse irregular Pólos não muito largos. pois este tem os pólos claramente diferentes e o número de blastômeros é sempre 16 ou mais. Casca fina. Lados das paredes não similares.48µ de largura. Strongylus e Trichonema. e o eixo menor é maior que a metade do eixo maior) ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . • Casca fina. (tamanho menor e lados das paredes paralelos) e Strongylus sp. • Ovos de tamanho médio: 100-110µ de diâmetro por 40 . Casca espessa. • Contém uma mórula com um pequeno número de blastômeros Deve ser distinguido de Triodontophorus (maior) e Strongylus (eixo menor é maior que o eixo maior) • Deve ser distinguido de Trichonema sp.65µ de largura. Quase esférico Marrom.Nematoda Eqüinos O gênero Trichonema compreende uma grande variedade e espécies.254 ______________________________________________________________________ Parascaris equorum . Ovóide O eixo menor é < que a ½ do eixo maior Pólos quase similares ou similares Lados das paredes com forma de barril Paredes lisas Contém uma mórula com blastômeros grandes e pretos Cyathostoma (= Trichonema) . • Ovóide alongado • O eixo menor é mais curto que metade do eixo maior. 16 a 32 blastômeros Deve ser distinguido de Triodontophorus.45µ de largura.Nematoda Equinos • • • • • Ovo de tamanho médio: ± 100 µ de comprimento por ± 90 µ de largura. Triodontophorus sp . com superfície lisa. coberta com pontos finos Contém uma ou duas células Trichostrongylus axei . amarelado. E é impossível diferenciar os ovos dos vermes.Nematoda Equinos • • • • • • • Ovo de tamanho grande: 130 – 140µ de diâmetro por 55 . um é mais aplainado.Nematoda Eqüinos • • • • • • • Ovos de tamanho médio: 70 – 108µ de diâmetro por 30 . com superfície lisa.

Strongylus vulgaris . Casca fina. com superfície lisa.5/1 Tem 28 a 32 células intestinais retangulares ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .5/1) 8 células intestinais triangulares Deve ser distinguida de larvas de Strongylus ( 16 a 32 células intestinais) • • • • • • • • • • • Eqüinos Ovos de tamanho médio: Strongylus vulgaris: 83-93µ de diâmetro por 48 52µ de largura.Nematoda Strongylus edentatus.255 ______________________________________________________________________ Cyathostoma (= Trichonema) L3 Larva. Proporção entre corpo e cauda é de 2..Nematoda Equinos • • • • • Tamanho grande: 850µ A larva tem uma envoltura Sua cauda é longa e termina em forma de chicote (proporção entre corpo e cauda é de 1. Strongylus equinus: 75-92µ de diâmetro por 41 54µ de largura. Proporção entre corpo e cauda é de 2/1 Tem 20 células intestinais Equinos • • • Tamanho: 800 – 1000µ de diâmetro por 40µ de largura. L3 – Larva Nematoda Eqüinos • • • Tamanho: 800 µ de diâmetro por 40µ de largura. .Nematoda Strongylus spp. Ovóide Pólos similares ou quase similares Lados das paredes em forma de barril Eixo menor é maior que a metade do eixo maior. Strongylus edentatus: 78-88µ de diâmetro por 48 52µ de largura.L3 – Larva . Contém uma mórula com um pequeno número de grandes blastômeros Deve ser distinguido de Trichonema e Triodontophorus (eixo menor é mais curto que metade do eixo maior).

8/1 • Tem 16 células intestinais retangulares Eimeria .Nematoda Equinos • • • Tamanho: 1000µ de diâmetro por 40µ de • largura.Protozoário Equinos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . A Eimeria de eqüinos é muito grande – 70-90 µ. fácil de diagnosticar. Proporção entre corpo e cauda é de 2.L3 –Larva . oocisto ovóide.256 ______________________________________________________________________ Não esporulado Esporulado Strongylus equinus .

foi feita uma tabela de diferenciação. cestóides e trematóides. ser possível somente após o isolamento e determinação da espécie de verme. ± paredes lisas > 75 µ . peru. não segmentado < 75 µ .* Raillietina sp. elipsóides Opérculos difíceis de distinguir.Com plugues polares 2. Para identificar todos os ovos de vermes de pássaros. com espinho Embrião hexacanto b.2. ovóides b. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE AVES 1.* Davainea sp. como regra.1. ganso. ± paredes em forma de barril b. lados paredes paralelos > 85 µ .2.Com dois filamentos 2. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . o diagnóstico fica simples. galinha. cisne e periquito foram considerados.Conteúdo segmentado < 75 µ .2. Esta lista é restrita às espécies de vermes mais importantes e é dividida em três grupos: Nematóides. por esse motivo somente os ovos dos principais vermes de pombo. Sem opérculo b.* Syngamus Cyathostoma Heterakis Ascaridia Trichostrongylus Amidostomum * Cestóides são determinados mais precisamente por achado nas fezes do proglote do verme adulto.Sem filamentos 2. Conteúdo granular.Sem plugues polares a. com larva > 50 µ. faisão.1.1. Com opérculo Opérculos aparentemente visíveis. perdiz. as espécies de pássaros e esta tabela de diferenciação é consultada.Sem embrião b.257 ______________________________________________________________________ AVES INTRODUÇÃO Discutir todas as espécies de vermes que acometem um número igualmente grande de espécies de aves é um trabalho de enciclopédia.2.2.Com embrião < 40 µ. uma lista de vários parasitas por espécie de pássaro foi somada à clássica “chave de ovos de vermes". Um exato diagnóstico dos helmintos envolvidos vai. paredes em forma de barril Notocotylus Catatropis Capillaria Echinuria Ornithobilharzia Hymenolepis sp. Quando a lista de vermes. Para facilitar a diferenciação e assim achar o diagnóstico certo.

Nematoda Pombo.65 µ de comprimento por 24 35 µ de largura C. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . cisne • • • • Capillaria sp . Conteúdo granular não segmentado Ovos de tamanho pequeno: 37µ de • • comprimento por 20 µ de largura.65 µ de comprimento por 22 28 µ de largura C. contorta: 50 . perdiz. obsignata: 50 .25 µ de largura Forma de limão . pato. • • • • Ovos de tamanho pequeno: 25-50 µ Esféricos à elipsóides Paredes lisas e finas Contém um embrião hexacanto Os ovos são observados somente após desintegração do segmento maduro do cestóide ou da cápsula ovígera.60 µ de comprimento por 20 .Nematoda Ganso. cisne.62 µ de comprimento por 20 . galinha. Raillietina spp.. galinha. faisão. peru. pato. marrom e espessa.plugues polares transparentes e protuberantes Paredes laterais em forma de barril e assimétricas Casca lisa. faisão.Cestoda Pombo. periquito Ovos de tamanho médio C. anatis: 47 .258 ______________________________________________________________________ Echinuria uncinata . ganso. peru.Cestoda Cisne • • • • Ovos de tamanho médio: 50-80 µ Esféricos à elipsóides Paredes lisas e finas Contém um embrião hexacanto.27 µ de largura C. perdiz. Elípticos Casca lisa e espessa • Contém uma larva • • • • • • Hymenolepis . caudinflata: 43 .

dispar) . cisne. columbae.Nematoda Pombo. pato. ( H. columbae) . com lados das paredes lisas. A camada do meio é a mais desenvolvida. Elípticos Opérculos em ambos pólos Paredes laterais levemente em forma de barril Paredes lisas Mórulas contendo 8 a 16 blastômeros.75-80 µ de comprimento por 45. faisão. ganso. pato. periquito. Isolonche. lisas com três camadas. Paredes com lados paralelos Pólos não são similares Casca fina de paredes lisas ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . cisne • • • • • • Ovos de tamanho médio: 78-100 µ de comprimento por 43-60µ de largura. perdiz. • Conteúdo não segmentado • Deve ser distinguido do ovo de Heterakis que é menor e tem os lados da parede retos. peru. pato. perdiz. • • • • • Ovos de tamanho médio: 65-75 µ de comprimento por 35-42µ de largura. peru. Trichostrongylus .galli. faisão. galinha. • Ovos de tamanho médio: • H.259 ______________________________________________________________________ Syngamus trachea. faisão.70-75 µ de comprimento por 40. Heterakis sp. perdiz.isolonche . • Casca lisa e grossa • Conteúdo não segmentado Deve ser distinguido do ovo de Ascaridia que é maior e tem os lados em forma de barril.63-75 µ de comprimento por 36 -48µ de largura. díspar . A. ganso.Nematoda Pombo.68-90 µ de comprimento por 4050µ de largura • Ovos elípticos. • A. • Ovos de tamanho médio: • A. ganso. perdiz. faisão. H. gallinarum.46µ de largura • H. paredes laterais levemente em forma de barril • Paredes espessas.Nematoda Pombo. Ascaridia sp. galinha. pato. cisne. galli . Ovóides. gallinarum . peru. cisne. galinha. longos.(A.Nematoda Pombo.59-62 µ de comprimento por 31. H. ganso. • H.50µ de largura. galinha.41µ de largura • Elípticos.

Nematoda Aves • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 . Elípticos. acervulina.260 ______________________________________________________________________ Amidostomum . necatrix. E. mitis. fácil de diagnosticar. praecox) Aves • • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. pato. E. E.Nematoda Ganso. largos Grande numero de blastômeros Casca fina de paredes lisas Strongyloides . E. Oocisto ovóide. cisne • • • • Ovos de tamanho médio: 85-110 µ de comprimento por 50-82µ de largura. E. 14-41 µ. tenella. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . E. brunetti. acervulina.50 µ de comprimento por 30–40 µ de largura Ovóides Lados das paredes são simétricos Pólos largos e similares Parede fina com superfície lisa Contém uma larva pequena e espessa Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. E. máxima.

Toxoplasma .Coccideo Cães e Gatos Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. canis. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. Trofozoíta Giardia . simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. muito similares aos de Hammondia heydorni do cão e Hammondia hammondi e Toxoplasma gondii do gato. 15 a 40 µm. cada um com quatro esporozoítos. I. Cães e Gatos Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. ohioensis.Coccideo Gatos Oocistos: 12 µm São encontrados nas fezes de gatos e não são esporulados em fezes frescas A esporulação ocorre em no mínimo 3 dias O oocisto esporulado contém dois esporocistos.Flagelado Cistos Isospora . rivolta) = Cystoisospora.Coccideo (I. com 10 a 11 µm de diâmetro.Coccideo Cães Oocistos não esporulados nas fezes. extremidade arredondada.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 261 PRINCIPAIS PROTOZOÁRIOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS CÃES E GATOS Esporulado Não Esporulado Neospora caninum. São esféricos. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . I. A forma trofozoíta é muito sensível. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. Possui em torno de 10 a 20 µm. I. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. felis.

estes são esporulados quando eliminados nas fezes e contêm dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos. porém tem importância devido à semelhança do oocisto com o de Toxoplasma.5 a 5 µm de comprimento. Sarcocystis . Não é considerado um coccídeo patogênico. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes.Coccideo Cães e Gatos Ao contrário de Isospora.5 µm.Coccideo Gatos Oocisto com 10 a 12 µm. Babesia canis .Hematozoário Cães Corpos piriformes dentro da hemácia com 2.Coccideo Cães e Gatos Oocistos minúsculos: 4 – 4. Esporulado Não Esporulado Hammondia hammondi . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Protozoários _____________________________________________________________________________________ 262 Cryptosporidium . 14-15 µm.

Hematozoário Cães Corpos piriformes dentro da hemácia com 1 a 2 µm de comprimento.Hematozoário Cães e gatos (raro) Gametócitos no interior de neutrófilos.Rickettsia Cães e Gatos São encontrados nos leucócitos como inclusões intracitoplasmáticas.Rickettsia Gatos Apresentam-se como cocos ou bastonetes curtos na superfície do eritrócito. Haemobartonella. Ehrlichia . Hepatozoon .Protozoários _____________________________________________________________________________________ 263 Babesia gibsoni . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Pode-se diagnosticar através esfregaço sanguíneo corado.

Trypanosoma cruzi . Há um pequeno ou quase invisível cinetoplasto.Flagelado Cães e Gatos Formas amastigotas encontradas em raspado ou biopsia de pele lesionada. Trypanosoma cruzi . Possuem um grande cinetoplasto. Em aspirados de gânglios linfáticos. Leishmania .Protozoários _____________________________________________________________________________________ 264 Trypanosoma evansi. medula ou baço também podemos encontrar essas formas no interior de macrófagos.Flagelado Cães e gatos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa.Flagelado Cães e gatos Formas amastigotas encontradas em cortes histológicos. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Flagelado Cães e Gatos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa.

A forma trofozoíta é muito sensível.5 µm. ovinoidalis. Ruminantes Oocistos minúsculos: 4 – 4. Medem cerca de 20 µm Reconhece-se pelo movimento ou cora-se com giemsa para visualizar seus flagelos e núcleo. E. auburnensis. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. intricata) -Coccideo Ruminantes Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. Trofozoíta Giardia – Protozoário Cistos Cryptosporidium . E. ellipsoidallis.Flagelado Esporulado Eimeria . cylindrica. E. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. ahsata. zuernii. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. faurei. 18 – 30 µm Bovinos Formas trofozoítas encontradas em exame da secreção vaginal ou prepucial. E. E.Coccideo Ruminantes Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. extremidade arredondada.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 265 RUMINANTES Não esporulado Tritrichomonas foetus. granulosa. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. E. Possui em torno de 10 a 20 µm. E. E. E. ovina. bovis.Protozoário ( E. crandallis. E. E.

Trypanosoma vivax e T. Há um pequeno ou quase invisível cinetoplasto. Babesia bovis .Hematozoário Bovinos Corpos piriformes dentro da hemácia com 2. Não confundir com corpúsculos de Howell Jolly ou corante.5 a 5 µm de comprimento. evansi. Anaplasma – Rickettsia -Hematozoário Bovinos Em esfregaços sanguíneos após coloração são encontrados pequenos pontos no interior das hemácias.Hematozoário Bovinos Corpos piriformes dentro da hemácia com 4. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .5 µm de comprimento.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 266 Babesia bigemina .Flagelado Bovinos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa.1 a 1µm de diâmetro. 0.

____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Trypanosoma equiperdum. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. FlageladoTrypanosoma vivax. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 267 EQUINOS Cisto Trofozoito Não esporulado Esporulado Giardia. fácil de diagnosticar. Eimeria . extremidade arredondada. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas.Coccideo Equinos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. A Eimeria de eqüinos é muito grande – 70-90 µm.flagelado Equinos Tripomastigotas encontrados em secreções vaginais ou prepuciais. evansiHematozoários Equinos Tripomastigotas encontrados em esfregaço sanguíneo corado com giemsa. oocisto ovóide. Possui em torno de 10 a 20 µm. T.Flagelado Equinos Forma trofozoíta piriforme e elipsóide.

Cryptosporidium . em pares ou tétrades.5 µm Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Chamada de grande babesia dos eqüinos.Hematozoário Equinos Possui 3 µm. Também chamada de pequena babesia Babesia caballi.Coccideo Equinos Oocistos minúsculos: 4 – 4.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 268 Babesia equi -Hematozoário Equinos Possui 1.7 µm encontrada sozinha. encontrada em pares.

pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito.Coccideo Suínos Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. 15 a 18 µm Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. debliecki. E. spinosa.Flagelado Suínos Cistos Isospora . porci. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. A forma trofozoíta é muito sensível. neodebliecki. E. extremidade arredondada. Possui em torno de 10 a 20 µm. scabra) -Coccideo Suínos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. 18 – 23 µm ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. E. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. E. Forma cística de forma oval possuindo dois a quatro núcleos e fibrilas.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 269 SUINOS Trofozoíta Giardia .

brunetti. E. fácil de diagnosticar. E. acervulina. E. E. acervulina. E. Oocisto ovóide. necatrix.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 270 AVES Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . E. tenella. mitis. 14-41 µm. E. máxima.Coccideo Aves Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. praecox).

_____________________________________________________________________________________ 271 PRINCIPAIS ARTEFATOS ENCONTRADOS EM EXAME DE FEZES Pólen Esporos de fungo Esporos de fungo Pólen Bolha de ar Esporo de planta Espinho de planta Ácaros e Ácaros e ovos de ácaro ovos de ácaro _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .

272 .

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