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Apostila de Bibliologia

Apostila de Bibliologia

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ESTUDO DA BÍBLIA (BIBLIOLOGIA

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Adriano Ribeiro dos Santos

Ponta Grossa - Pr 2006

SUMÁRIO Páginas 1. 2. 3. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................2 AFINAL, O QUE É TEOLOGIA SISTEMÁTICA? ...............................................................................3 A BÍBLIA E A REVELAÇÃO................................................................................................................4 3.1. 3.2. A Bíblia e sua terminologia ............................................................................................................4 Revelação ........................................................................................................................................4 Revelação geral ......................................................................................................................4 Revelação específica ..............................................................................................................4

3.2.1. 3.2.2. 4.

A BÍBLIA E A INSPIRAÇÃO ................................................................................................................6 4.1. 4.2. 4.3. 4.4. Opiniões acerca da inspiração bíblica .............................................................................................6 Nossa visão acerca da Inspiração ....................................................................................................6 Conceitos não bíblicos acerca da inspiração ...................................................................................6 Implicações da inspiração ...............................................................................................................7 Autoridade ..............................................................................................................................8 Inerrância e infalibilidade.......................................................................................................8 Curiosidades históricas da Bíblia ...........................................................................................9 Clareza..................................................................................................................................11 Necessidade ..........................................................................................................................12 Suficiência ............................................................................................................................13 O cânon ................................................................................................................................14

4.4.1. 4.4.2. 4.4.3. 4.4.4. 4.4.5. 4.4.6. 4.4.7. 5.

COMO SE DEVE INTERPRETAR OS TEXTOS BÍBLICOS?...........................................................17

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ................................................................................................................21

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Para isso. como posso avaliar minha comunhão com Deus. ouviremos sermões e aulas que serão vazias e sem sentido para nós (Salmo 119. entre outros. ouvindo Sua voz através da Sagradas Letras? Qual o valor que tenho dado as Escrituras? Minha atitude perante a Palavra de Deus irá revelar quão profunda ou superficial está minha intimidade com o Criador. Olhando para esse entendimento que as pessoas têm acerca da Bíblia. o crescimento sadio da igreja só acontecerá quando crescermos espiritualmente. 17.11-13). Pelo contrário. demonstrando a importância que a Bíblia possui na vida de todo cristão. faremos um estudo sistemático sobre a Escritura e suas características. Não nos enganemos.16. Filipenses 4. um instrumento de consolo em tempos difíceis ou apenas como uma boa literatura. Além de observamos exemplares das Sagradas Escrituras na casa de cristãos.1.2.129-131). consultórios e em variados estabelecimentos comerciais. testemunhas de Jeová. mórmons. Esta apostila tem como objetivo ser um instrumento que auxiliará na sua compreensão da Palavra de Deus.12) e fazê-lo viver em atitude de gratidão a Deus enfrentando qualquer circunstância (Salmo 1. estas enxergam a Escritura como um amuleto. escritórios. inspirada. inerrante. Hebreus 4. percebemos que em grande parte dos lares existe uma Bíblia. baseados na Palavra do Senhor (Romanos 15. Também encontramos exemplares das Escrituras em hotéis. capaz de transformar a vida de qualquer indivíduo (2Timóteo 3. Muitas destas pessoas não consideram a Bíblia como Palavra de Deus. 2 . também as vemos na residência de espíritas.4-7). Enquanto não estudarmos a Palavra de Deus com a atitude de reverência a Escritura Divina e tendo como objetivo praticar suas verdades.1. suficiente. INTRODUÇÃO Quando viajamos pelo Brasil ou pelo mundo.

examinando o contexto em que foi escrito e o local. expressa no idioma contemporâneo e relacionada com a maneira de viver do homem”. as obras e o relacionamento de Deus. demonstração e defesa de todas as informações e fatos sobre Deus e Suas obras obtidos nos diversos ramos de conhecimento humano. colocada no contexto da cultura geral. Além disso. arqueologia bíblica e exegese”1. O QUE É TEOLOGIA SISTEMÁTICA? Definições: Teologia é o “estudo sobre a Pessoa. Palavra que vem do grego: τεοϑ (“Teou”) que significa Deus e λξγια (“Logia”) que significa estudo. sendo elas: Teologia Bíblica – “focaliza-se em porções específicas da Bíblia. AFINAL. Esta disciplina é dividida em duas partes. A disciplina que busca apresentar uma declaração coerente da doutrina da fé cristã. com o auxilio de comentários bíblicos. baseada principalmente nas Escrituras. conhecimento. Por exemplo. é também o registro deste processo”. Inclui o estudo de línguas originais.2. etc) com a finalidade de comparação e defesa da fé cristã. estudando-as separadamente quanto às suas peculiaridades. 3 . e vinculando-as harmonicamente à revelação bíblica total. disposição metódica. Para ficar mais claro podemos dizer que fazemos Teologia Sistemática quando pegamos a palavra “amor” exemplificada acima e estudamos sua ocorrência na Bíblia como um todo. examinarei o texto minuciosamente. 1 A definição de exegese e hermenêutica encontra-se no anexo 2 desta apostila. na Teologia Sistemática utiliza-se documentos extra-bíblicos (documentos seculares. quando quero saber detalhadamente o que o texto de 1Coríntios 13 fala sobre amor. comparação. Teologia Sistemática – “processo de coleta. dicionários. enciclopédias. hermenêutica. Também pode ser feito um estudo na língua original para saber se existem palavras diferentes no texto em grego para a palavra “amor” e qual o significado de cada uma delas.

A. Esta revelação pode ser geral ou especial (específica). 32 vezes. qual seja.17).26. que foi Liberalismo – a natureza nada diz sobre Deus.3. Atos 17.4-10). 51 vezes. o que só pode ser obtido nos ensinos da igreja (católica).  corrigidos.1-6. seja do Antigo ou do Novo Testamento (Hebreus 4. Não possui conteúdo redentor. e  Evangélicos – a revelação é tanto positiva como negativa: Revela algo sobre Deus mas também resulta em condenação em caso de rejeição. mensagem e propósitos de Deus.28). Romanos 1.2. Questão: Uma pessoa pode conhecer a Deus através da revelação geral? 2 Ver definição de neo-ortodoxia no Anexo 2 na palavra barthianismo. 6. 30.12). São elas:    sobre este.  Neo. “rolo de papel ou pergaminho”. “livro” (Lucas 4. Revelação Definição: “Revelação é o processo pelo qual Deus desvenda ao homem Seu caráter e eterno desígnio. obra. “escrita”. Escritura . 4 .26. 3. Preservação do universo (Colossenses 1. 2. a verdade divina manifesta ao homem”.2. Revelação geral Pode-se definir revelação geral como “o processo pelo qual alguns atributos de Deus são manifestos ao homem através de meios naturais ou não”. “obra”.17). Providência (Mateus 5.32. Revelação específica Por revelação específica entendemos ser “o conhecimento proporcionado da pessoa.20-22.do grego γοαη (“Grafe”).14. através de vários meios e por diversos homens na história. 15). A frase “está escrito” γεγοαπται (“gegraptai”) encontra-se 70 vezes e significa uma demonstração da autoridade da citação (Mt 4.1. entretanto existirão algumas limitações.24-28. Palavra de Deus – “heor” ou “kocor” (“teos” ou “logos”) usada freqüentemente com respeito a palavra escrita.2. Os meios da revelação geral incluem:      Natureza (Salmo 19.45. Posições quanto a revelação geral:  Catolicismo Romano – a natureza produz “fome” de maior conhecimento.1. 25). C. 3. e Não influi no problema básico do homem e acaba tendo um efeito condenatório B. os autores bíblicos precisam ser Não expõe claramente a natureza moral de Deus e do homem.2. Consciência (moralidade) humana (Gênesis 1.19-20). bem como o resultado desse processo. 3. Sim. Romanos 8. A BÍBLIA E A REVELAÇÃO A Bíblia e sua terminologia Do grego βιβλιξμ (“Biblion”).ortodoxia2 – a natureza não revela Deus até que o indivíduo tenha um encontro existencial pessoal com Ele.  Alguns reformados – o pecado tornou o homem insensível à revelação geral. Romanos 1. “letra”. Raciocínio (Romanos 1. 3.

18. A revelação específica ocorreu de vários meios:        Filho”. Deus falou a pessoas (Noé. Apóstolos.14. de fato.).1-3).  Liberalismo – a Bíblia será revelação quando for desmitologizada. “de muitas maneiras”. suficientemente) como conteúdo das Escrituras”. Colossenses 1.9. Abraão.12). servindo apenas como testemunho dessa revelação passada. Profecias. que.3. 14. Moisés. seus relatos e interpretações pressupõem dimensão sobrenatural.  Jesus como revelação (Isaías 7. 9. Hebreus 1. etc.6. “muitas vezes”. Hebreus 1. 4). (Karl Barth) e  Evangélicos – a Bíblia é revelação inerrante e infalível de Deus ao homem. Cristo (Hebreus 1. Elias.15-17.27. Bases Bíblicas: D. “pelo B. A. (Rudolf Karl Bultmann)  Neo-ortodoxia – a Bíblia contém revelação feita a homens do passado. João 1. é inexistente.1-3 – “havendo falado”. Eficaz em promover a redenção (Hebreus 4.3). Mateus 11.registrada (senão exaustivamente.  A Bíblia como revelação (1Coríntios 15. Características da revelação específica: Limitada àqueles que têm acesso ao registro bíblico em forma escrita ou oral. 5 . Posições quanto a Bíblia como revelação  Catolicismo Romano – as Escrituras são revelação quando interpretadas de acordo com os ensinos da única igreja verdadeira.

no pleno uso de suas personalidades”..  Extensão – (1 Timóteo 5. Definição: “Inspiração é o processo pelo qual Deus assegurou um registro original inerrante e infalível de Sua revelação através da ação controladora do Espírito santo sobre os escritores humanos. Exemplos: O espiritismo possui “O Evangelho segundo Allan Kardec”.1-4. “carregados” . sendo usadas como forma de interpretação. Outras crêem em inspiração gradual. os mórmons possuem “O livro dos mórmons”. Veja a definição de fundamentalismo no anexo.  palavra. 4. A BÍBLIA E A INSPIRAÇÃO Como você definiria inspiração bíblica? Certamente esta é uma expressão que precisamos tomar muito cuidado ao usá-la. também inspirada.19-21) “homens santos. Opiniões acerca da inspiração bíblica  Racionalismo e liberalismo3 – é um livro humano. 4. apenas algumas partes da Bíblia são inspiradas.24.3.2. 2 Timóteo 3.16).16. dada pela igreja (padres e papa). 10. sendo algumas partes mais inspiradas que outras. Judas 3. Atos 1.4. pois corremos o risco de expressá-la incorretamente devido a nossa falta de conhecimento sobre seu verdadeiro sentido.16. 3 4 As definições racionalismo e liberalismo encontram-se no anexo.  Processo – (2 Pedro 1.  Conservadores – a inspiração aconteceu de formal verbal e completa. toda a Escritura foi inspirada por Deus. Outros textos: Marcos 12. 6 . esta visão não consegue ser coerente com a visão bíblica de inspiração. “impelidos”. Hebreus 3. entre outros.16). mas sua autoridade provém da interpretação. sendo inspiradas por Deus e em igualdade de importância com “as demais Escrituras”. Entretanto. 4. Theopneustos – soprado para fora.  Catolicismo Romano – a Bíblia é inspirada. Nossa visão acerca da Inspiração  Fonte – “inspirada por Deus” (2Timóteo 3. êxtase. a experiência (pessoal ou coletiva) tem igual ou maior autoridade. ou seja. 16. Essa inspiração diz respeito às Escrituras e não aos escritores.  A palavra “inspiração” é derivada da palavra grega ΘΕΟΠΝΕΥΣΤΟΣ (“theopneustos) que significa “soprada por Deus”. A seguir faremos algumas considerações sobre o assunto. 25. não havendo diferenças de valor em qualquer trecho.1. Conceitos não bíblicos acerca da inspiração  Inspiração extática – teoria que afirma que a inspiração da Escritura se deu num processo de transes emocionais.15. misticismo e espiritismo – normalmente têm outra autoridade acima da Bíblia (livro ou pessoa). “Movidos no grego ϕεοξμεμξι (“feromenoi”) significa “levantados”.36.18.. ou seja. Exemplos: Lucas 1.  Correntes evangélicas contemporâneas – algumas linhas doutrinárias crêem em inspiração parcial. 2 Pedro 3.  Seitas. movidos pelo Espírito Santo”. Correntes ultra-fundamentalistas4 – Deus ditou a Bíblia aos profetas palavra por Note que no primeiro texto Paulo cita passagens do Antigo Testamento chamando-as de “Escritura” e na última passagem Pedro refere-se aos escritos de Paulo como parte das Escrituras.7. as Testemunhas de Jeová possuem a literatura “Torre de Vigia”. 4. onde o escritor não tinha a normalidade de suas atividades mentais.

 Inspiração mística ou dinâmica – é uma “evolução” da teoria da inspiração natural. Se esta visão fosse correta. 160. Pv 4. ensinava que a revelação está centrada em Cristo. As partes mais importantes são as que testemunham de Cristo. podendo ser usado como um livro de literatura apenas. Moisés abrindo o mar. Atenção: Atualmente alguns movimentos evangélicos tradicionais pregam esta visão.6-9.4. se as palavras podem estar erradas. Refutação bíblica: Salmo 119.8 são contrárias a esta idéia.89-92. Implicações da inspiração A doutrina cristã está baseada na inspiração das Escrituras. etc) mas crêem que as porções da Escritura que relatam fatos possíveis de compreender com a mente humana podem ser inspirados. Esta teoria possui os mesmos problemas da anterior acrescida de que a Bíblia não é a Palavra de Deus mas contém a Palavra de Deus . Encontramos vários problemas nesta visão. certos trechos da Bíblia são mais inspirados que outros. pois podem ser conhecidas por documentos contemporâneos. 7 . 4. sendo portanto passível de erros. Esta teoria afirma que os escritores da Bíblia eram homens geniais cheios do Espírito Santo e orientados por Ele. Isso quer dizer que eles apenas tinham uma consciência religiosa mais profunda que outros povos. Não encaixa com passagens claras da Escritura como. 25.8.6-11. O ditado exclui a personalidade dos escritores humanos.160 e 2Timóteo 3. Então. A passagens de Provérbios 30.19-21. se isto é verdade. Uma das ramificações deste pensamento crêem que as partes inspiradas são aquelas que não haveria possibilidade de conhecermos pela nossa capacidade (criação. Problema desta visão: Deuteronômio 6. Podem surgir livros inspirados a qualquer momento. ou seja.5-6 e Gálatas 1.  Inspiração conceitual – afirma que os conceitos são inspirados mas não as palavras e que estas podem estar erradas em alguns casos. Em alguns casos. embora estas não são necessariamente precisas. 2Timóteo 3. Problema: Como interpretar Provérbios 30. entre outros. Judas 3.12. Isso até parece interessante. entretanto o que os barthianos5 (ou neo-ortodoxos) pregam é que o testemunho da Bíblia é desigual. Barth afirmava que a Bíblia continha erros. profecias) e que se constituem em partes não inspiradas as porções históricas. podendo trazer ensinamentos conflitantes com a Bíblia. da mesma maneira que os gregos se sobressaíam na filosofia e os romanos na política. como explicar os estilos de literatura bíblica?  Inspiração natural – esta teoria afirma que os escritores da Bíblia foram homens geniais e que não precisaram de ajuda sobrenatural para escrever a Bíblia. Inspiração mecânica – ditado. certas partes são mais importantes em seu testemunho que outras. conforme a genialidade de seu autor. pois o critério da inspiração é a genialidade do autor. igrejas e movimentos que crêem ser correto este conceito não consideram algumas porções da Palavra como inspiradas por Deus. 5 Veja a definição de barthianos no anexo 2.18. Gálatas 1.16. O grande problema desta visão é que. 2Pedro 1. de que outra maneira pode-se formular conceitos sem o uso de palavras. Incoerência da visão: Isaías 40.12 ?  Inspiração parcial – esta corrente de pensamento entende que a Escritura possui certos graus de inspiração.20-22. Hebreus 4. os próprios autores criaram o conteúdo. ou seja.  Inspiração Neo-Barthiana – Karl Barth (1886-1968). mas que pode tornar-se a Palavra de Deus ao ser lida por nós. os quais são: Se a Palavra foi escrita sem nenhuma ajuda sobrenatural. Esta visão não é coerente com o Salmo 119. Com relação a inspiração parcial existem aqueles que não crêem nos relatos sobrenaturais da Bíblia (Jonas no ventre do peixe.18. considerado um grande teólogo. Problema: 1Coríntios 7.5-6. por exemplo Mateus 5. Mateus 5. como qualquer outro cristão.16. Este tipo de inspiração dá margem para outros livros além da Bíblia serem considerados inspirados.

2. Hebreus 6. a Bíblia deixaria de ser nossa autoridade máxima e absoluta. A falta de conceitos corretos haverá não só de fazer ruir toda a teologia conservadora. Jeremias 1. 18. colocando-os como autoridade superior a Escritura divina. como dará a luz toda a sorte de deturpação doutrinária ou especulação filosófica e/ou religiosa. dando-nos a segurança de que essas são as palavras do nosso Criador falando conosco (1Coríntios 2. não atinge seus propósitos. Provérbios 30.3. 34. e) Todas as palavras nas Escrituras são inteiramente verdadeiras e nela não há erro (Salmo 12. Tito 1.existem sérias implicações para o homem. d) Deus não pode mentir nem falar com falsidade (Tito 1.38. cada palavra dita vinha de Deus.20-22.18-20. Nossa convicção que a Bíblia é a Palavra de Deus vem apenas quando o Espírito Santo fala ao nosso coração nas palavras da Escritura e por intermédio delas. 8 . e na Bíblia temos o que Deus diz. Importância da inerrância e da infalibilidade na atualidade  Os ataques de fora e de dentro: Estabilidade doutrinária. tornando-se dependente de outros conhecimentos. João 10.13. 4.18). 12).89.17. c) As palavras das Escrituras são autocorroborantes. mas é a própria verdade (João 17.16-22).35. por exemplo). verdade é o que Deus diz. Deuteronômio 18. Zacarias 7. Inerrância e infalibilidade Os conceitos de revelação e inspiração produzem e condicionam o conceito de autoridade da Bíblia como Palavra de Deus. Mateus 5. 16.  O testemunho da própria Bíblia: Deuteronômio 18.6. As declarações que se conformam com as Escrituras são verdadeiras enquanto que as que não se conformam não são verdadeiras. 14. essa frase seria reconhecida como idêntica em forma à expressão “assim diz o rei”. Provérbios 30. 13) b) Acreditamos que a Escritura é a Palavra de Deus à medida que a lemos. Tais conceitos fundamentam e sustentam toda a produção teológica.5.14. Romanos 3.35).Tiago 1. No mundo do Antigo Testamento. senão ele seria um falso profeta (Números 22. de maneira exata mas não exaustiva. Portanto.18. Mateus 24.  Inerrância e o método da teologia: Se a Bíblia não é a Palavra de Deus. Quando um profeta falava dessa forma em nome de Deus. 6.1.2.2.4.4. Evidências da inerrância  A natureza de Deus: João 17.9. Infalibilidade: a Bíblia não ensina nem induz ao erro.5. Duas definições são importantes: Inerrância: os escritos originais não continham qualquer erro.7. a) Isso é o que a Bíblia afirma a seu próprio respeito No Antigo Testamento a frase introdutória “assim diz o Senhor” é encontrada centena de vezes. Assim.  Infalibilidade: Se nos faz errar. 119. f) As palavras de Deus são o padrão definitivo da verdade. Autoridade Todas as palavras nas Escrituras são Palavra de Deus. Deus também fala por intermédio do profeta (1Reis 14. 23.12.17. São elas: 4.17). a teologia também é falha. é Deus quem fala (Ageu 1. 14).4. o que o profeta diz em nome de Deus.12. Se isso fosse necessário. A Palavra de Deus não é simplesmente verdadeira. Elas não podem ser “comprovadas” como Palavra de Deus através de outras fontes (exatidão histórica ou coerência lógica.

Alguns erros podem ser apenas aparentes. Lucas 10. podemos ter grande confiança de que a Bíblia que possuímos é extraordinariamente exata. exprimidas em linguagem humana. E. da homossexualidade. São eles: Uma visão liberal da seriedade do adultério. exceto no pecado. O resultado é uma Palavra inspirada que é rica em significado.8).41-46 (cf. há mais do que 5. do divórcio e do novo casamento.  Há erros na Bíblia. Deuteronômio 25. mais rica do que o autor humano pudesse imaginar. Argumentos contra a inerrância e refutações bíblicas  Participação humana (Falibilidade) Refutação: Jesus Cristo era (e é) Deus e homem. Refutações:  Há erros nas cópias. assim também as palavras de Deus. 4. 17. Esta atitude também pode gerar erros no estilo de vida do cristão.7) Questões práticas Quando uma pessoa nega que a Escritura é inerrante. elas têm algumas palavras discutidas com respeito ao autógrafo original.29-32 (cf. Então.  O conceito de inerrância só diz respeito aos manuscritos originais.  A Bíblia mesma fala de suas cópias anteriores (Deuteronômio 10. Mateus 22. entre outros problemas. inspirada e inerrante à medida que ela reflete a obra original de Deus. salvação. O uso do texto por Jesus e pelos autores bíblicos: Mateus 22. 18).  Com respeito a inerrância das Bíblias que temos. Nós não os temos. sem erro. 9 . Vaticanus. algumas questões doutrinárias podem ser afetadas. Jeremias 36. Êxodo 3.  original. Isto é certo com respeito à Escritura e a inerrância.000 citações bíblicas nos escritos dos pais da igreja e em antigas traduções (latina siríaca. 1Timóteo 5.17. Mas ainda estas Bíblias de hoje são a verdadeira Palavra de Deus. Alexandrinus). para enviar a outras igrejas e para preservar a Escritura. mas está dentro dos manuscritos que temos. a tentativa em explicar racionalmente os milagres relatados na Bíblia. à luz da ciência do criticismo textual. mas o próprio Jesus destacou a inerrância do códice deste (João 10. São elas: A negação da queda de Adão.6).3.  Atualmente. 16 (cf. a medida que as outras cópias iam sofrendo a ação do tempo.18. 6 O que importa é o códice6: uma cópia perfeita tem o mesmo valor do Ver definição de códice no anexo 2.2. Assim como o Verbo de Deus foi feito carne como nós em todas as coisas.000 manuscritos do Novo Testamento.4. Os autores do Novo Testamento não tinham o original do Antigo.1). mas esses erros não arranham nenhuma doutrina essencial. por isso o debate não tem sentido. O códice original não está perdido. o ser humano não necessita de erro.35). Curiosidades históricas da Bíblia Cópias dos escritos começaram a ser feitas desde o princípio. com 350 códices (Sinaiticus. egípcia). A pessoa também pode fazer uma reinterpretação do papel da mulher na família (submissão) e encarar a Bíblia como um bom livro de literatura apenas. Gálatas 3. da veracidade das experiências do profeta Jonas.4.8. Gênesis 22. sem mancha. 4. mais de 86.18 (cf. Salmo 110. a tentativa de redefinir o que seja pecado.

30.35. As citações não precisam ser citações exatas. Marcos 15.5 e Lucas 24.. Quinze anos depois conseguiu o restante dos manuscritos com o mordomo do local.29.4. Marcos 10. Tischendorf pensava que talvez foram feitos por uma mesma pessoa e pertencessem ao número dos 50 encomendados por Constantino7. Esse tópico vai ser dedica a explanação da autoridade bíblica como infalível e inerrante. 6.Códice – No 2º século d. Relatórios diferentes não são necessariamente contraditórios. É a Bíblia inteira. no mosteiro de Santa Catarina. Foi adquirido pela Biblioteca Imperial de São Petesburgo. C. 3. o Vaticano e o Alexandrino. Ex: Compare Mateus 26. os livros do Novo Testamento começaram a ser feitos à maneira de “Códice”. contendo também as “Epístolas de Clemente” e os “Salmos de Salomão”. Os três mais antigos. as vezes. Um relatório parcial não é necessariamente um relatório falso. Já de início pode-se concluir que. que originalmente foram Bíblias completas. O manuscrito Sinaítico foi descoberto por um alemão chamado Tischendorf.46 e Lucas 18.12-13. Nem tudo que está na Bíblia é eticamente aprovado por ela.C. As dificuldades que ainda não têm explicações não necessariamente ficarão sem explicações no futuro. onde permaneceu até 1933. Faltam alguns fragmentos do Novo Testamento. constitui em desobediência a Deus e falta de fé no Deus onipotente.26. Marcos 10. 7. fenomenológica (aparente).13. podia-se fazer um volume com páginas numeradas.5. 4. isto é.37. O manuscrito Vaticano foi feito no 4º século. desobedecer a Escritura ou negar sua autoridade. Este e o Sinaítico são os dois mais antigos e de maior valor. Encontra-se no Museu Britânico desde 1627. época em que foi vendido ao Museu Britânico por meio milhão de dólares. Lucas 23. conhecidos e mais valiosos manuscritos (Códices) são o Sinaítico. no qual. 8.2. de um número qualquer de folhas. faltando alguns fragmentos.57 com João 18.38. Ex: Compare Mateus 20. A linguagem bíblica sobre o mundo é. o que não se podia fazer no formato de rôlo. Gênesis 20. à maneira dos livros de hoje. Ex: Compare Mateus 28. 5. Descrições inexatas não são necessariamente falsas. Tischendorf havia encontrado partes de manuscritos datados da metade do século IV d.46 e Lucas 18.19. O manuscrito Alexandrino foi feito no 5º século em Alexandria. Palavras diferentes podem ter o significado igual (e vice-versa). Encontrou-os num cesto de papéis velhos que haviam sido separados para queimar. no Monte Sinai. Isto tornou possível fazer volumes de coleções maiores de livros do Novo Testamento. Este manuscrito contém 199 folhas do Antigo Testamento e o Novo Testamento inteiro.35. Pauta para dificuldades bíblicas8 1. Encontra-se na Biblioteca do Vaticano desde 1841. Ex: Compare Mateus 20. completos. Ex: Observe 7 8 Para saber mais sobre os manuscritos de Constantino ver anexo 2. 10 . em 1844. Marcos 16. Veja exemplos no anexo1. João 19. 2. Observe Josué 10. Ex: Compare Mateus 27.

Clareza Vimos anteriormente trechos das Escrituras difíceis de serem interpretados. e compreendê-las bem o bastante para ensinar filhos e irmãos em Cristo. 22.3-4. mas a congregações inteiras (1Coríntios 1. A doutrina da clareza das Escrituras não implica que todos os crentes vão concordar sobre todos os ensinamentos. “Nunca lestes nas Escrituras.13. 2Coríntios 1.10).3.13.10-13. Semelhantemente.43.7. João 3. a maioria das epístolas do Novo Testamento não foram escritas para líderes de igrejas. Aplicando a Bíblia em nossas vidas.4.. 6. também houve oportunidades em que isso se deveu à sua falta de fé ou dureza de coração (Lucas 24. Portanto.2. Pelo contrário. Gálatas 1. 1Coríntios 2.7. mas em nós mesmos. tendo a certeza que essas pessoas não podiam culpar a Escritura por uma má compreensão de um ensinamento.2).3. 6. não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. tornando-se sábios (Salmo 19.16). Pelo contrário. 5.31). Da mesma forma. 2Coríntios 3. cf. Este tópico destina-se a expor a clareza da Palavra de Deus. Hebreus 5.4. 4. Numa época em que é comum as pessoas nos dizerem que é muito difícil interpretar corretamente as Escrituras..2. 15. a culpa é daquele que compreende erroneamente ou não aceita o que está revelado na Palavra. o Salmo 1 chama de “bem-aventurado” e digno de ser imitado o aquele que medita na Lei do Senhor “de dia e de noite” (Salmo 1..4. Pode-se notar nos versículos 14-18 Pedro estimula seus leitores a buscarem o conhecimento da Escritura.17. d) O incentivo prático derivado desta doutrina A doutrina da clareza das Escrituras nos diz que nos pontos em que há desacordo 11 .14.42) ou mesmo “Errais. em vários momentos Cristo exclamou: “Não lestes. Tiago 1.6-7). 119. especialmente da vida do próprio Cristo (João 12.52.. 13.1. Entretanto. Mateus 9.14-16. entendemos que todo crente deve ser capaz de compreender as palavras das Escrituras. quando se refere as epístolas paulinas declara que “”há certas coisas difíceis de entender” (2Pedro 3. 22-25) b) As qualidades morais e espirituais são necessárias para a correta compreensão O Novo Testamento afirma não poucas vezes que a capacidade de compreender corretamente as Escrituras é mais moral e espiritual que intelectual (João 7. 19.27). c) Por que as pessoas compreendem erradamente as Escrituras? Vemos no Novo Testamento que os próprios discípulos de Jesus demonstravam não entender o Antigo Testamento e até os ensinos de Cristo (Mateus 15. Percebe-se nestes versículos que Jesus falava tanto a eruditos como a pessoas incultas. As Escrituras afirmam que até os “inexperientes” podem ler e entender a Bíblia. Moisés já enfatizava a importância desta atitude (Deuteronômio 6. Note que Pedro fala “certas coisas” e não “todas as epístolas paulinas”. sabemos que a Bíblia como um todo pode ser considerada de fácil compreensão. Filipenses 1.16. 8.14.25). ao mesmo tempo esta não será compreendida corretamente por aqueles que não se dispuserem a receber seus ensinamentos. 21.1).14. Pedro. apesar da Escritura ser uma revelação clara. João 8.16.30).4.5-6).13.” (Mateus 12.” (Mateus 21.7). Paulo entende que seus leitores irão compreender o que ele escreve. e incentiva o envio de suas cartas a outras igrejas (Colossenses 4.. pois a Escritura é muito obscura sobre isso”.” (Mateus 22. Inexperientes ou símplices são pessoas que carecem de capacidade intelectual bem como de juízo correto para não ser desencaminhada.29. Efésios 3. é bom lembrar que no evangelhos nunca encontramos Jesus declarando: “ Percebo que vocês estão em dúvida. a) A Bíblia afirma sua própria clareza A clareza da Bíblia e a responsabilidade dos crentes em geral de lê-la e compreendêla são freqüentemente enfatizadas. Tiago 1.. 12.16. Não os culpo. Marcos 4. Embora às vezes isso se devesse ao fato de que eles simplesmente precisavam aguardar eventos futuros da história da redenção. mas nos mostra que o problema não está no texto em si.

ainda que fosse uma fé de expectativa baseada na promessa divina que viria o Messias ou Redentor (João 8. 9). cf. vinha em forma bastante breve. Não podemos confiar apenas em experiências. Hebreus 5. 12 . Hebreus 11.10. e A fé vem pelo ouvir. onde o pecado distorce nossa percepção de certo e errado. Tito 1.5. Mas esse conhecimento é muitas vezes indistinto e não pode proporcionar certeza.6. 7.18. As pessoas só podem invocar o nome de Cristo se crêem Nele como Salvador.12-14.25.11). Como verdadeiros cristãos.5. b) A Bíblia é necessária para sustentar a fé espiritual Negligenciar a leitura regular da Palavra de Deus é tão prejudicial à saúde quanto negligenciar o alimento físico é prejudicial a saúde (Mateus 4. 6. predestinação9. livre-arbítrio.13. histórico e econômico onde os fatos aconteceram. 9 O homem precisa invocar o nome do Senhor (Jesus) para ser salvo (v. 1Coríntios 8.15. nos tempos mais remotos. A conclusão é que somos salvos pela fé em Cristo. examinar novos campos de compreensão das Escrituras. 1Timóteo 2. etc). introduz raciocínios falhos e nos faz render-nos ao testemunho da nossa consciência (Jeremias 17. defender os ensinamentos da Bíblia contra os ataques de outros estudiosos (2Timóteo 2. Moisés também enfatiza a importância da Palavra de Deus (Deuteronômio 32. Necessidade Para que necessitamos da Palavra de Deus? Qual é a sua função em nossa vida moral e espiritual? A Bíblia tem alguma parcela de influência em nosso relacionamento com Deus? Quais são as circunstâncias em que a Bíblia não é necessária? Este tópico é destinado a responder estas questões.3-4. e esse ouvir a mensagem do evangelho vem pela pregação Veja as definições de predestinação e livre arbítrio no Anexo 2.13-17. 26) A Palavra de Deus.7-8) e complementar o estudo da Bíblia em prol da igreja (ex: ensinar. Outros textos: João 3. mostrando o contexto cultural. As pessoas não podem crer em Cristo a menos que tenham ouvido falar Dele. mas desde o princípio temos provas de palavras de Deus que prometiam uma salvação futura (Gênesis 3.4.  Existe a possibilidade de termos cometido erro na interpretação das Escrituras. 2.13. 14.47).28.9.2). devemos desejar o verdadeiro alimento espiritual (1Pedro 2.4.9. etc). a) A Bíblia é necessária para conhecer o Evangelho Romanos 10. Hebreus 11. v. Este texto explica que:      de Cristo. e) O papel dos estudiosos Ensinar claramente as Escrituras. 4. pois é impossível obter a certeza acerca da vontade de Deus num mundo caído. Não ouvirão falar de Cristo. c) A Bíblia é necessária para o conhecimento seguro da vontade de Deus Todas as pessoas têm algum conhecimento da vontade de Deus por intermédio de sua consciência. 1Timóteo 4. Podemos nos perguntar: “Como os crentes da antiga aliança (crentes antes da vinda de Cristo) foram salvos?” A resposta é que os crentes da antiga aliança também foram salvos pela fé em Cristo.2).doutrinário ou ético (batismo. fazer uso das línguas originais. Deuteronômio 8.4 cf.3). a menos que alguém fale Dele. tamanho da igreja. governo da igreja) só pode haver duas causas para essas discordâncias:  Pode ser que estamos afirmando pontos em que as Escrituras se calam (ex: métodos de evangelização. estilos de ensino bíblico. Efésios 4. 4. transmitindo o seu conteúdo aos outros (1Coríntios 12. conselhos ou na consciência. 39).56.

4. ou do relacionamento entre o cristão e o governo civil (2Timóteo 3. ou das responsabilidades dos pais para com os filhos.6.As pessoas podem obter o conhecimento de que Deus existe e de alguns de Seus atributos.6.32. Embora exija um pouco de esforço. Mas Deus ordenou que autores posteriores acrescentassem novos ensinos. suprimem a verdade. Ele não nos revelou todas as coisas. b) O volume de Escrituras dado foi suficiente em cada estágio da história da redenção O homem não pode acrescentar por conta própria nenhuma palavra àquela que Deus revelou. entendemos que Deus não falou a humanidade outras palavras que Ele exige que creiamos ou observemos além daquelas que temos hoje na Bíblia. juntamente com a atuação do Espírito Santo (João 14.T. o que deve ser ressaltado é que. todas as pessoas que vivem ou já viveram têm provas da existência de Deus através da criação. a) Podemos encontrar tudo o que Deus disse sobre temas específicos e também respostas às nossas perguntas A suficiência das Escrituras é de grande importância para nossa vida cristã. os cristãos encontram certo consenso com não cristãos em questões de lei civil. 2. Ele é quem decidiu o que revelar e o que não revelar. d) A Bíblia não é necessária para saber que Deus existe Mesmo sem a Escritura. 1Pedro 1. Mesmo aqueles que. Por existir determinado conhecimento comum do certo e do errado. mas nos revelou o suficiente para conhecermos a Sua vontade.13-14). não haveria restrição social ao mal que os homens fariam.12. pode-se afirmar que os ímpios sabem que a prática do pecado é errada (Romanos 1. Deus não nos revelou o que queremos saber . Este tópico tem como objetivo tratar dessa questão. eram suficientes para o povo de Deus da época. portanto. porém. cujo conhecimento depende das Escrituras. É uma grande benção os incrédulos terem um certo conhecimento sobre as leis morais de Deus. as palavras que Deus revelara antes eram para o Seu povo daquela época e eles deveriam estudar.Ele revelou o que precisamos saber (Deuteronômio 29.1.7-8.23). No tempo de Moisés. parâmetros comunitários. para que as Escrituras fossem também suficientes para os crentes de épocas posteriores. O conhecimento das leis de Deus pelos incrédulos jamais será perfeito. é possível localizar todas as passagens bíblicas relevantes para as questões de casamento e divórcio. os primeiros cinco livros do nosso A. Deus sempre tomou a iniciativa de nos revelar a Sua palavra.Na Bíblia. o caminho só pode ser encontrado em Jesus. pois se não as conhecessem.4. Portanto. ética essencial para negócios e atividades profissionais. Romanos 10. Suficiência Em nossa mente pode surgir a pergunta: “_ Será que a Bíblia pode responder de maneira convincente às minhas dúvidas ou preciso buscar outras fontes de sabedoria?”. 1João 5. Em cada estágio da história da redenção.19-21). Isso significa que podemos chegar a conclusões claras sobre muitos ensinamentos da Palavra. pela impiedade.15-17. temos afirmações claras e precisas sobre a vontade de Deus. Salmo 1. Atos 14. Entretanto. simplesmente pela observação de si mesmas e do mundo que as cerca (Salmo 19.14-15). Diante disso. ainda que este conhecimento não seja absolutamente seguro. 119. bem como padrões aceitáveis de conduta na vida comum.1. crer e obedecer a Palavra. não podem evitar as provas da existência e da natureza de Deus na ordem criada (Romanos 1.3). é possível ter algum conhecimento de Deus. mas é suficiente para gerar a consciência das exigências morais de Deus para toda a humanidade. Para os cristãos de 13 . pois nos permite concentrar a busca das palavras de Deus somente na Bíblia.16-17). e) A Bíblia não é necessária para conhecer algo sobre o caráter e sobre as leis morais de Deus Até os incrédulos que não têm nenhum registro escrito das leis de Deus têm na sua consciência alguma compreensão das exigências morais de Deus.29. 16.

C. Quanto a filmes pornográficos. é mais correto falar que a inspiração dos livros não foi determinada pela igreja primitiva. medida e do hebraico qaneh.19-21). Fases: Inspiração  Reconhecimento 14 É profético? Foi escrito por um servo de Deus reconhecido? É digno de confiança? Trás informações corretas? É dinâmico? Provoca transformação na vida dos leitores? (Hebreus 4.7. mas que foi Deus quem inspirou os livros no ato do seu registro. Uso bíblico: Gálatas 6. Gálatas 1. vara de medir. 2Timóteo 3.8).hoje o A.6-9.5-6).    2Timóteo 3. pois colocamos o objeto como prioridade em nossa vida (Tiago 4.29. Então.T. ela nos lembra que não existe pecado que não seja proibido pelas Escrituras. e o que vai ser julgado é a atitude. quer explícita quer implicitamente. 12. ou a assistir filmes eróticos?”. 4. Filipenses 4. são suficientes.1-5).16-17).15.2. (A. e o N.24.  Nos diz que Deus não exige que creiamos em nada sobre si mesmo ou sobre Sua obra redentora que não esteja na Bíblia (Provérbios 30.  Nos mostra que nenhuma “revelação moderna” de Deus deve ser equiparada a Bíblia no que diz respeito a autoridade. Isso significa que podemos citar textos bíblicos de qualquer ponto da Bíblia para demonstrar que o princípio da revelação de Deus para o seu povo em cada época específica permaneceu o mesmo (Deuteronômio 4. 15. Esses critérios podem ser resumidos pelas seguintes perguntas:  O livro é autorizado? Afirma vir da parte de Deus? (Deuteronômio 6. A menos que se possa provar algum ensino específico ou algum ensino geral que proíba algo. Ela possui valores que vão direcionar a vida do cristão. O uso do computador em si não é pecado.17). Lembremos de que existem inúmeras variantes do pecado.T. conclui-se que a suficiência da Escrituras:  Deve nos incentivar a tentar descobrir aquilo que Deus quer que pensemos e façamos. Estes foram escritos entre 1400 e 400 a. Critérios de Canonicidade Para se verificar a inspiração dos escritos antigos se adotavam certos critérios.) e entre 50 e 90 d. torna-se pecado. A resposta é que a Escritura não é um almanaque ou enciclopédia.13.).  Nos lembra de que não devemos acrescentar nada a Bíblia nem equiparar algum outro escrito a ela (Gálatas 1. . existem proibições contra a sensualidade e o pensar naquilo que não edifica (Gálatas 5.T. 1Timóteo 1.  É aceito pelo povo de Deus? È reconhecido como vindo de Deus? (1Tessalonicenses 2.  Com respeito à vida cristã. Devemos nos convencer de que tudo o que Deus quer nos dizer sobre esta questão se encontra nas Escrituras (Deuteronômio 29. João 21.8).19-21.4. O cânon Terminologia – do grego καμξμ (“kanon”).C. que significa junco. que significa regra. não devemos tentar acrescentar proibições além daquelas expostas na Escritura. quando usamos em excesso a ponto de impedir o momento devocional e a comunhão com Deus. como não encontro nada sobre nenhuma proibição quanto ao uso do computador.8).5-6. Ex: Alguém pode perguntar: “_ Se a Bíblia contêm respostas suficientes para o ser humano. 16).T.12.32. 2Coríntios 10.16 (cf. entretanto. 2Pedro 1. Esta palavra também é usada com o significando a lista de livros inspirados que compõem a Bíblia (66 livros).13). (N. É melhor dizer que a Bíblia é auto-autenticada e que a igreja reconheceu a inspiração dos livros. Provérbios 30. c) Aplicações práticas Portanto.

2Pedro 2.C.  Jesus e os apóstolos presumem a unidade do Antigo Testamento (Mateus 23. Tertuliano (150-220): exceto Filemom.9-11.C.18-19). Pseudepigrafes 11 . 2Pedro.) e Jerônimo (400 d.. Pseudepígrafes – Ver anexo 2. 2Pedro. Esdras.C. Tito 1. 4.13). Gênesis é o primeiro e Crônicas é o último livro da Bíblia hebraica.       O Cânon de Muratório (170): exceto Hebreus.18-24.   Malaquias. Existem diversas indicações bíblicas com respeito ao término do Cânon (Efésios 2. Concílios de Cartago (397-419): Todos. Tiago. Hebreus 2. 1João 2. 4.).20.1-3. c. Tiago. a) O fim do cânon neo-testamentário. 3Jpão. Hebreus.). Apocalipse 22. Homologoumena – os livros aceitos por todos (A.13.51). 2 e 3João. Profetas.3. Eclesiastes. Categoria de livros Categorias históricas: Eusébio.26. Coleção/preservação.C. Ezequiel e Provérbios.35. 2 e 3João e Judas. Judas 3. 2Pedro e Ben-Siraque definiu em 132 d. Concílio de Hipona (393): Todos. O cânon do Novo Testamento 27 livros entre 50 e 90 d. Novo Testamento – Tiago.T. Cânon do Antigo Testamento 39 livros escritos entre 1400 e 400 a. N. 16. Tiago. 10 11 O Sínodo de Jamnia era uma escola de rabinos que decidia a canonicidade. Lucas 11. Antilegomena . 1 e 2Pedro.C. 3. Irineu (130-202): todos os livros.1. confirmaram este cânon de 39 livros.Livros rejeitados por todos. pois a posição do apóstolo foi limitada aos que tinham visto a Cristo e foram comissionados por Ele. 15 .  O Sínodo de Jâmnia (90 d.  3João. a. A igreja primitiva discerniu que a autoria canônica era restrita. Filemom. b) História do Cânon: um processo  Policarpo (110-150): exceto 2Timóteo. – 34 dos 39. bispo de Cesaréia (280-340 d.C. Cânon de Borocóccio (206): exceto Apocalipse. Neemias.: “Lei.C. 2Timóteo 1. Tito. Judas e Apocalipse.os livros discutidos por alguns:   Antigo Testamento – Cantares. Ester. 2Pedro. Josefo afirmou que a profecia cessou em Artaxerxes (465-430).T. mas demorou na aceitação por outros judeus. os dois na Palestina. A autoria apostólica (por escrever.)10: A decisão de Jâmnia finalizou o processo de canonização do Antigo Testamento. Tiago. Melito de Sardes (170 d. ditar ou sancionar) limita o cânon à vida dos apóstolos (João 14.22 dos 27). com exceção de Filemom. b. Cânon de Atanásio (367): Todos. Escritos”.

mas somente 12 destes foram aceitos no Concílio de Trento (1546)12. Novo Testamento – Atos de Paulo.. Cântico de Azarias. Apócrifos – “Difícil de entender. Cântico dos três jovens. O Pastor de Hermas. Ex: Bel e o Dragão.9).   Alguns têm histórias fantasiosas e irreais. Deus tampouco se desviará de ti” (Tobias 4. Por que rejeitamos estes livros?  Alguns têm idéias contra o ensino bíblico. há 15 livros. Jesus Cristo. que é por eles aceito e chamado de Protocanônico (primeiro cânon). d..T. 1 e 2 Macabeus. “. Outros têm ensinos com erros ou até imorais. Eclesiástico. 16 . com pequenas porções de aramaico. os pais da igreja incluindo Atanásio e Jerônimo (tradutor da Vulgata14).10-13. Ex: Tobias fala sobre salvação pelas obras: “Dá esmola dos teus bens. os apóstolos. Assunção de Moisés. Epístola de Jeremias. Josefo. Sabedoria. 12 13 14 Concílio de Trento – Ver anexo 2. A Epístola de Barnabé. Baruque. etc (18 livros).  No Oxford Annotated Apocrypha. Chamado pelos católicos de Deuterocanônicos (segundo cânon).  O Didaquê. Ex: Judite 9. pois assim fazendo. Antigo Testamento – Enoque.porque a esmola livra da morte: ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna. Jâmnia. escondido”.  Os apócrifos foram rejeitados pelos judeus e por muitos líderes da igreja primitiva: Filo. e as histórias de “Suzana” e “Bel e o Dragão”.” (Tobias 12. em contraste com o nosso A. e não te desvies de nenhum pobre. São eles: Tobias. O Antigo Testamento é escrito em hebraico. Judite.7). e os acréscimos à Ester (em grego)13. Vulgata – Ver anexo 2.

3. COMO SE DEVE INTERPRETAR OS TEXTOS BÍBLICOS? 1.  Trechos doutrinários têm mais peso do que textos acessórios e históricos.  Uma só declaração não pode derrubar uma doutrina clara em muitas passagens.5. de acordo com todo o contexto imediato. crendo que a solução reside em Deus.  Devemos aceitar até mesmo duas doutrinas (ensinos) claras que pareçam contraditórias.  Textos obscuros devem ser interpretados à luz dos textos mais claros. 17 . 2. Histórico gramaticalmente (no sentido normal). em harmonia com toda a Bíblia:  A Escritura interpreta-se a si mesma.

sem menção da outra personagem. 4.57)? Anás fora deposto do sumo sacerdócio pelos romanos em 15 d. 7. a saber.ANEXO 1 QUESTÕES PRÁTICAS SOBRE DIFICULDADES BÍBLICAS 1. a Jericó do AT estava quase inteiramente abandonada. mas uma cidade nova. mas provavelmente era ainda considerado por muitos o verdadeiro sumo sacerdote. Podem ter sido realizados a fim de dar alguma forma de legitimidade aos procedimentos. Embora Mateus e Marcos relatem a existência de apenas uma personagem. visto que outra passagem confirma este acontecimento (João 20.35)? Jericó é uma cidade localizada a uns 8 Km a oeste do Jordão e uns 24 Km a nordeste de Jerusalém. isso não é estranho. Jesus.5).30 (2).24). Segundo a lei judaica. além de ganhar tempo. João 19. ao passo que Mateus e Marcos referiam-se à antiga. algo ilegal segundo a lei judaica da época.5) ou dois anjos (Lucas 24. Marcos 15. feito por Caifás.29) . chegando em Jericó (Marcos 10.19)? A inscrição foi feita em três línguas diferentes. Seus discípulos e a multidão estavam saindo de Jericó (Mateus 20.. o Grande. 18 .26. latim e grego.o mencionado por João feito por Anás e o mencionado por Mateus. É provável que. Nos tempos de Jesus. Marcos 10.13) ou Caifás (Mateus 26. Foram feitos dois interrogatórios.37.46) ou ao aproximarem-se de Jericó (Lucas 18.12). o hebraico. Por que a inscrição na cruz é apresentada de forma diferente nos evangelhos (Mateus 27.35 (1). ou pelo fato de Marcos e Lucas conhecerem Batimeu. Portanto. pois o primeiro interrogatório aconteceu de madrugada. ninguém podia ser condenado no mesmo dia em que fosse julgado diante do tribunal. Jesus foi levado perante Anás (João 18. 5. um jovem (Marcos 16. Marcos e Lucas não mencionam o outro.4)? Encontraram dois anjos. Lucas 23. fora edificada por Herodes.38. As diferenças podem ter se originado por causa das diferentes traduções 3. pelo fato de um deles tomar a palavra e se destacar. ao sul da antiga. Nota-se. encontram um anjo (Mateus 28. As mulheres que foram ao sepulcro onde Jesus fora colocado. que logo depois Jesus foi enviado a Caifás (João 18. porque muitas vezes há referência apenas a quem falou.C. Lucas referia-se à nova Jericó. Lucas 18. Quantos cegos Jesus curou naquela ocasião? Mateus 20.46 (1).

O homem decide crer em Cristo e ser salvo. Um segundo elemento do liberalismo é sua rejeição da crença religiosa baseada exclusivamente na autoridade. explicar.”. ocorrida no fim do século XIX. de modo legível e de uma forma cômoda e portátil. ela não é sobrenatural nem um registro infalível da revelação divina e. são muitíssimo necessários à instrução da igreja.. Liberalismo – também conhecido como modernismo.. Enfatiza que Deus se revela soberanamente através da Palavra. Os liberais insistem em que o mundo se alterou desde os tempos em que o cristianismo foi fundado. enquanto os crentes têm sustentado que a igreja não pode fazer isso. interpretar. Tinha por seu principal conselheiro religioso Eusébio (264-340 d. independentemente de sua origem. para serem trazidas em carruagens reais de Cesaréia àquela cidade. cujo ponto máximo é Cristo. os católicos romanos estariam alegando que a igreja tem autoridade para designar uma obra literária como “Escritura”. narrar. como sabe. Um dos primeiros atos de Constantino. Escreveu ele em sua ordem a Eusébio: “Tenho pensado na conveniência de instruir vossa prudência no sentido de serem encomendadas cinqüenta cópias das Sagradas Escrituras. Deverão ser feitas em pergaminho especial. Todas as crenças devem passar pela prova da razão e da experiência. Manuscritos de Constantino – Constantino aceitou o cristianismo e fez deste a religião da sua corte e do seu império. “explicar”) ou em outra língua (logo. tendo sido o deus da literatura e da eloqüência. Para Barth. Visto que a Bíblia é obra de escritores limitados por seus tempos. Os livros apócrifos contêm apoio para o ensino católico de oração pelos mortos e de justificação pela fé com obras. não pela fé somente. contar. o verbo “hermeneuo” passou a significar o ato de levar alguém a compreender algo em seu próprio idioma (logo. autodeterminação. o fundamentalismo já passou por várias fases. mas apenas reconhecer o que Deus já determinou que fosse escrito como palavra Dele próprio. interpretação). Afirma-se que foi ele quem descobriu a linguagem verbal e a escrita. Os termos acima citados estão relacionados a Hermes – o deus mensageiro de pés alados da mitologia grega. e o termo em alguns aspectos tem conotação negativa pela postura radical e as vezes tradicionalista de alguns adeptos. Zeus. e nossa mente deve permanecer aberta diante de novos fatos e verdades. Para os barthianos. cinqüenta Bíblias para as igrejas de Constantinopla. ΕΞΕΓΕΣΙΣ (“Exegesis”) – narrativa. a provisão e o uso das quais. “traduzir”). sob a direção de Eusébio e a cargo de hábeis copistas. não possui autoridade absoluta. A tarefa da exegese é explicar o significado de um texto conforme o autor queria que fosse compreendido. ao ascender ao trono. descrição. Fundamentalismo – Um movimento que surgiu nos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial a fim de reafirmar o cristianismo protestante ortodoxo e defendê-lo contra os desafios da teologia liberal. de modo que as terminologias da Bíblia e das crenças são incompreensíveis às pessoas hoje. Concílio de Trento (1546) – foi a resposta da Igreja Católica Romana aos ensinos de Martinho Lutero e da Reforma Protestante que se espalhavam rapidamente.ANEXO 2 – TIRE SUAS DÚVIDAS Barthianismo – sistema teológico ensinado por Karl Barth (1886-1968). ερμενεια (“hermeneia”) – é o estudo de princípios de interpretação bíblica e a aplicação destes princípios no estudo bíblico.C. A exegese é a aplicação interpretativa. descrever. Assim. por isso. envolve a análise das línguas originais. Um exegeta é a pessoa que assim explica.). Ao declarar que os apócrifos são parte do cânon. Livre-arbítrio – Doutrina que afirma que o ser humano tem liberdade para agir conforme a sua própria vontade. do darwinismo e de outros pensamentos considerados danosos para cristianismo o norte-americano. a Bíblia é um instrumento falível que aponta para Cristo. por copistas bem práticos em sua arte. no mais delicado velo. Exegese – (do grego ενεξμαι (“exegeomai”). A característica principal é o desejo de adaptar as idéias religiosas a cultura e formas de pensar modernas. portanto. as partes da Bíblia que se referem a Cristo são mais valorosas que outras passagens que não fazem referência explícita a Jesus. dentre outras coisas. Predestinação – doutrina que afirma haver um planejamento pré-temporal de Deus do destino de Seus 19 . foi mandar preparar. Hermenêutica – (do grego ερμενευο (“hermeneuo”). Cabia a ele transformar o que estava além do entendimento humano em algo que a inteligência humana pudesse assimilar. ele é a grande mudança no pensamento teológico. explicação. Até o tempo presente. Ele era o mensageiro ou intérprete dos deuses e principalmente do pai.

Pseudepígrafes – do grego ψευδξς (“pseudo”) que significa falso e γοαφη (“grafe”) que significa escrito. Sua conclusão é que a Bíblia não era revelação divina. os eleitos. 20 . Racionalismo – afirma que a razão humana por si só é suficiente para resolver todos os problemas que dizem respeito à natureza e ao destino do homem. mas um livro de ética idealizado pelo próprio homem. No Concílio de Trento recebeu autoridade canônica na Igreja Católica Romana. O nome da versão latina da Bíblia preparada por Jerônimo a pedido do Papa Damasco (382 d.). ou seja. Vulgata – do latim “vulgare”. Escritura. buscando credibilidade para suas obras literárias.filhos. Eram autores anônimos que colocavam nomes de pessoas famosas na época. que significa “fazer conhecido”. Deus escolheu antes da fundação do mundo os que são salvos. “publicar”.C. Kant afirmava que é impossível à mente humana absorver verdades espirituais. Foi impulsionado na área religiosa por homens como Immanuel Kant.

Atibaia-SP. RYRIE. HALLEY. J. FERREIRA. 2005.. São Paulo: Vida Nova. 2ª ed. Atibaia-SP: Seminário Bíblico Palavra da Vida. Apostila de Teologia Sistemática. (material não-publicado) JUSTINO. Apostila de Hermenêutica.. 21 . 2003. 1999. Seminário Bíblico Palavra da Vida. SILVA. GRUDEM. João Marcos Cruz.BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ERICKSON. Manual Bíblico – Um Comentário Abreviado da Bíblia. São Paulo: Vida Nova. Wayne A. Millard J.. Primeira Igreja Batista de Amparo. Rodrigo dos Santos. Teologia Sistemática. 1997. Marcelo.. Introdução à teologia sistemática. 3ª ed. Apostila de Teologia Sistemática 1. Apostila de Bibliologia.. 1971. Henry H. HORREL. Scott. São Paulo: Vida Nova. São Paulo: Mundo Cristão. 2003. Charles Caldwel. São Paulo: 1989. Teologia Básica – Ao alcance de todos. 2004.

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