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Desenho e Mecânica, Elementos de uma Máquina, Mecânica e Desenho - Coleção gerada a partir de artigos da Wikipédia

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Desenho e Mecânica

Elementos de uma Máquina, Mecânica e Desenho

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Tipos de Desenho
Desenho técnico Desenho mecânico Perspectiva (gráfica) Geometria descritiva Geometria projetiva 1 1 3 4 10 11 13 13 16 20 22 24 24 25 26 27 30 31 32 35 37 39 40 41 41 47 51 55 56 57 58

Elementos de uma Máquina
Máquina Motor Alavanca Amortecedor Chaveta (mecânica) Correia (mecânica) Corrente metálica Embraiagem Engrenagem Mancal Mola Parafuso Polia Rebite Roda Eixo de rotação

Outros Elementos
Hélice Atrito Força Pêndulo Torque Porca

Matemática

Matemática

58 66 66 69 71 71

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Robô
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Tipos de Desenho
Desenho técnico
O desenho técnico é um ramo especializado do desenho, caracterizado pela sua normatização e pela apropriação que faz das regras da geometria descritiva. Tal forma de desenho é utilizada como base para a atividade projetual em disciplinas como a arquitetura, o design e a engenharia. O desenho técnico, é a ferramenta mais importante num projeto, por ser o meio de comunicação entre quem projeta e quem fabrica. Nele constam todas as informações referentes ao projeto. Existem dois modelos de representação: pelo método europeu (ou do primeiro diedro) e pelo método americano (ou do terceiro diedro).

Desenho de uma peça mecânica segundo as convenções do desenho técnico

Usualmente são utilizados papéis especiais de dimensionamentos normalizados para a confecção do desenho, dentre eles os mais usados são os da séries A que tem suas medidas em milímetros, veja suas principais dimensões : A0 - 841 x 1189 = 999949 milímetros² A1 - 594 x 841 = 499554 milímetros² A2 - 420 x 594 = 149480 milímetros² Desenho Técnico A3 - 297 x 420 = 124740 milímetros² A4 - 210 x 297 = 62370 milímetros² A5 - 148 x 210 = 31080 milímetros² (sendo milímetros² uma unidade de medida de área usada pelas normas técnicas.)
Papéis especiais do desenho técnico

No seu contexto mais geral, o Desenho Técnico engloba um conjunto de metodologias e procedimentos necessários ao desenvolvimento e comunicação de projetos, conceitos e ideias e, no seu contexto mais restrito, refere-se à especificação técnica de produtos e sistemas. Não é de estranhar que com o desenvolvimento das tecnologias informáticas e dos sistemas de informação a que se assistiu nas duas últimas décadas os processos e métodos de representação gráfica, utilizados pelo Desenho Técnico no contexto industrial, tenham também visto uma profunda mudança. Passou-se rapidamente da régua T e esquadro às máquinas de desenhar, aos programas comerciais de desenho 2D assistido por computador e mais recentemente a uma tendência para a utilização generalizada de sistemas de modelação geométrica 3D.

formas e conceitos através de gráficos muitas vezes executados à mão livre. na eletricidade.Desenho técnico Nestas circunstâncias. No primeiro caso procura-se o desenvolvimento do pensamento criativo e de capacidades de visualização espacial. peças mecânicas. Por enquanto. é importante que você saiba as diferenças que existem entre o desenho técnico e o desenho artístico. é necessário conhecer bem as características de cada um. chamadas de normas técnicas. Maiores detalhes sobre o desenho técnico você aprenderá no decorrer deste curso. dimensionamento. o suporte legal e comercial nas relações com fornecedores. a aquisição de conhecimentos de natureza tecnológica na área do Desenho Técnico. incluindo as práticas clássicas de projeções. desenho urbano. O desenho artístico reflete o gosto e a sensibilidade do artista que o criou. em muitos casos. Para conseguir isso. são normalizados. é ainda uma atividade incontornável na produção de documentação técnica de produtos e do seu fabrico e constituem. na mecânica. na organização do ensino e na elaboração de textos de apoio na área de Desenho Técnico põem-se particulares desafios na forma de conciliar. o desenhista deve seguir regras estabelecidas previamente. na marcenaria. Assim. etc. deve transmitir com exatidão todas as características do objeto que representa. de transmitir ideias. ao contrário do artístico. Cada área ocupacional tem seu próprio desenho técnico. etc.voltado ao projeto de arquitetura. Importa reconhecer aqui as enormes potencialidades das tecnologias de modelação geométrica atualmente disponíveis em diversos programas comerciais. Alguns exemplos são os que seguem: • Desenho mecânico . normalmente envolvendo normatização específica. Já o desenho técnico. Quais as diferenças entre o desenho técnico e o desenho artístico? O desenho técnico é um tipo de representação gráfica utilizado por profissionais de uma mesma área. cortes. • Desenho técnico de moda . o desenvolvimento de capacidades de expressão e representação gráfica e a sua utilização em atividades criativas e. por exemplo.voltado para desenhar a estrutura técnica das roupas sobre a numerologia do peso. Os artistas transmitiram suas idéias e seus sentimentos de maneira pessoal. Para isso. ou seja. paisagismo. A produção de desenhos de detalhe e de fabrico. interferências e atravancamentos em situações de movimento relativo entre componentes e analisados do ponto de vista estrutural. como. • Desenho arquitetônico . toleranciamento e anotações diversas. As estruturas de dados associadas a estes modelos geométricos são facilmente convertidas para outras aplicações de engenharia e os projetos desenvolvidos podem ser verificados em termos de folgas. 2 Modalidades Para cada área da tecnologia existe uma especialização diferente do desenho técnico. escoamento de fluidos e transferência de calor. Protótipos virtuais são facilmente construídos e visualizados. Esta capacidade constitui uma qualificação de reconhecida importância no exercício da atividade profissional do engenheiro. No segundo caso trata-se do uso das técnicas emergentes de representação geométrica associadas aos temas mais clássicos da descrição técnica de produtos e sistemas e suportadas num corpo estabilizado de normalização técnica internacionalmente aceita. todos os elementos do desenho técnico obedecem a normas técnicas. por um lado. de acordo com normas específicas. por outro lado. .voltado ao projeto de máquinas. Um artista não tem o compromisso de retratar fielmente a realidade. motores.

com/site/cefetrjalunos/Home/destec1 . superior. cortes parciais ou em outras vistas. superior e inferior e 25mm na esquerda A2 . motores. rebaixos. que contém 4 vistas: vista frontal. prepara folhas de trabalho e Desenho mecânico diagramas detalhados de máquinas e peças e de projetos mecânicos contendo as informações necessárias para a sua produção e documentação e elabora relatórios e outras formas de documentação textual. trazoide. em condições de qualidade. As vistas adotadas no Brasil sao em projeçao de 1º diedro (também utilizado em toda a Europa). superior e inferior e 25mm na esquerda A3 . pois quando se cria um desenho deve-se convencionar que o máximo de detalhes possa ser demontrado nesta vista. ou em casos de peças muito pequenas podem ser adotadas escalas de ampliaçao. lateral esquerda e lateral direita. desde que seja adotada apenas a frontal. peças mecânicas. com [2] http:/ / www. utiliza-se escala de redução. superior e inferior e 25mm na esquerda Podem ser usadas tanto tipo retrato como tipo paisagem. Se possível um desenho pode conter apenas uma vista. segurança e preservação ambiental. com Desenho mecânico Desenho mecânico é a representação gráfica voltada ao projeto de máquinas. meio corte. Detalhes ocultos (furos. se o desenho não contiver nenhuma indicação. O profissional que atua no desenho mecânico realiza desenhos.Desenho Técnico [1] • Trazoide.google.Margens de 10mm na direita.Margens de 7mm na direita. As folhas adotadas em desenho técnico mecânico são no formato A devendo-se usar margem adequada para cada tipo de folha. superior e inferior e 25mm na esquerda A4 . de acordo com as normas técnicas ABNT. ISO ou DIN. Sendo as escalas de redução adotadas da .Margens de 7mm na direita. rasgos) podem ser demonstrados através de linhas tracejadas.Desenho Técnico CEFET/RJ • Caad Designs . projeções e cortes utilizando principalmente meios eletrônicos. Desenho Técnico [2] Referências [1] http:/ / www. Podem ser: • • • • • A0 . Normalmente. caad-designs. superior e inferior e 25mm na esquerda A1 .Margens de 10mm na direita. Um desenho técnico deve conter vistas que demonstrem todos os detalhes necessários para a execuçãao do projeto. ~ Em casos de peças de grande porte que não caibam nestes formatos de folha. deve-se supor que todas as medidas estão em milímetros.Margens de 7mm na direita.Desenho técnico 3 Ligações externas • http://sites.

De acordo com a ABNT. indicanto limites de uma medida.35). Podendo ser adotadas as escalas de 1:5 e 1:10. Linha de centro e eixo de simetria Trata-se de uma linha estreita (0. 4 Perspectiva (gráfica) .Desenho mecânico seguinte maneira 1:2 (lê-se um por dois) que siginifica: 1 mm (unidade padrão da mecânica) no desenho equivale a 2mm na peça. Linha para arestas e contornos não visíveis É um traço interrompido (0. Combinando-se linhas de diferentes tipos e espessuras.5) indica todas as partes não visíveis de um desenho. usam-se pontos ou traços no lugar das flechas. são as seguintes as linhas basicas recomentadas para o desenho técnico: Linha para arestas e contornos visíveis É continua larga (0. é possível descrever graficamente qualquer peça que se queira produzir. Linha auxiliar Uma linha contínua e estreita. com clareza e riqueza de detalhes. Em casos especiais. formada por traços e pontos alternados. determinando-lhe o contorno. auxiliar para linha de cota. Nas escalas de ampliaçao adotamos como 2:1 5:1 10:1. Linhas As linhas são a base do desenho. As pontas das flechas devem tocar as linhas auxiliares.7)e indica todas as partes visíveis do projeto. Linha de cota Trata-se de uma linha estreita e contínua limitada por flechas agudas.

Porém. pelo menos entendida em sua evolução ocidental. quando de um afresco. Em meados do século XIX. Os povos gregos já possuíam alguma noção do fenômeno perspéctivo. não percebidas pelo ser humano. tal preocupação. a perspectiva. pode ocorrer (a retina humana é considerada uma superfície tridimensional na qual a perspectiva é projetada): matematicamente existem outras formas. ainda que não desapareça. duas linhas paralelas como retas concorrentes. os quais permitem uma reprodução precisa ou analítica da realidade tridimensional. Ainda que a perspectiva seja um dos principais campos de estudo da Geometria Descritiva. manifesta-se com outras intenções. formas e superfícies) devem ser aplicados mecanismos gráficos estudados pela Geometria descritiva. Esta é apenas uma das formas que a perspectiva. enquanto manifestação gráfica. por exemplo. visto que a visão de mundo e estética daquelas é diferente e eventualmente menosprezada pelo Ocidente. quando ocorre um contato maior entre Ocidente e Oriente. Nas tradições artísticas não-ocidentais. de objetos tridimensionais serem representados. ou em uma folha de papel ou em uma tela) realidades tridimensionais ocorre paralelamente á própria História da Arte ocidental e a história do desenho. Construção geométrica de uma perspectiva. Gravura por Henricus Hondius História A percepção pelo homem de que seria possível representar em planos bidimensionais (como em uma parede. o diálogo entre a arte oriental e aquela praticada no ocidente (até então baseada em cânones que remontam ao Renascimento italiano) cria condições para que a própria visualidade ocidental venha a revolucionar-se: pintores ligados ao impressionismo. Durante o período medieval. de forma que grande parte do conhecimento teórico a respeito do assunto se perdeu. pós-impressionismo e ao art nouveau sentir-se-ão bastante influenciados por aquilo que se chamou japonismo e . Para ser representada na forma de um desenho (conjunto de linhas. denominando-o como "escorço". praticamente inexiste. como no caso das vanguardas abstratas). abrindo o caminho para o seu estudo matemático através da Geometria Descritiva. o homem sempre procurou utilizar-se dos suportes artísticos como meio de expressão (mesmo quando os movimentos artísticos de vanguarda procurassem dizer o contrário. não só a técnica representativa da perspectiva se perdeu. tratou-se de uma questão essencialmente ocidental a busca de uma reprodução fiel da visão humana no plano bidimensional: nota-se que na arte oriental (e com especial atenção para o sumi-e japonês). O fenômeno perspéctico manifesta-se especialmente na percepção visual do ser humano — o qual é tratado no artigo perspectiva (visão)— Tal fenômeno faz com que o indivíduo perceba. Foi durante o período do Renascimento que a perspectiva foi profundamente estudada e desvendada. Ao longo de sua história. mas também a visão de mundo dos indivíduos alterou-se. que a sistematizou. seu estudo é bastante anterior a ela.Perspectiva (gráfica) 5 Define-se a perspectiva como a projeção em uma superfície bidimensional de um determinado fenômeno tridimensional.

por outro lado já na arte grega encontram-se esforços de aproximação à sua problemática. mas o escorço produzia resultados próximos do da perspectiva e com razoável ilusão de profundidade. Elas não o por Bruneleschi). No entanto. na sua obra Perspectiva. possuía deficiências e não retratava fazem. quando paralelas. como um emaranhado de linhas em todas as direções e de forma incoerente. de forma que a construção de um desenho utilizando-se delas seria bastante demorado. 6 Primórdios Antes do surgimento da perspectiva. Giotto foi um dos primeiros artistas italianos. em evolução à arte grega) são aqueles que mais próximo chegaram da perspectiva: em suas pinturas eles adotavam um método conhecido como escorço (que poderia ser definido como uma falsa perspectiva). suficiente para traduzir objetos de modo convincente em uma pintura. criava desenhos pobres de temas arquitetônicos. a arte era entendida como um conjunto de símbolos. e com a geometria descritiva no século XVIII. nestas representações. de tal forma que o desenho de cidades medievais constituía-se.Perspectiva (gráfica) abriram caminho para o desmonte da perspectiva clássica (e. Entre todos os povos cujas manifestações artísticas podem ser consideradas pré-perspécticas. Traduções cônicas são matematicamente difíceis. tal Guillaume de Tyr. As linhas em cada lado do templo método (que mais tarde seria desenvolvido plenamente deveriam. os gregos (e os romanos. o faraó fatalmente era representado em tamanho várias vezes maior que o de seus súditos. A base óptica da perspectiva foi definida no ano 1000. O único método utilizado para se representar a distância entre objetos era pela sobreposição de personagens. as pinturas e desenhos normalmente utilizavam uma escala para objetos e personagens de acordo com seu valor espiritual ou temático: em uma pintura egípcia. fielmente uma seqüência de linhas em um determinado campo visual. Especialmente na arte medieval. geométricos de determinação da perspectiva. apenas. consequentemente. da própria forma de ver do homem). ou perspectiva a espinha-de-peixe. mas Alhalzen estava preocupado apenas com a óptica. em um primeiro momento. já em um contexto que se aproximava do Renascimento naquele país. que se por um lado a perspectiva foi apenas plenamente desenvolvida com os estudos do Renascimento. teoricamente. encontrar-se em algum ponto. 1200-1300. não com representação. Isto era. também. Esta sobreposição. a utilizar-se de métodos algébricos para Ilustração da tradução em Francês antigo da Histoire d'Outremer de determinar a distância entre linhas. . ela fornece uma ilusão crível de profundidade e pode ser considerada como um passo importante na arte ocidental. mais do que como um conjunto coerente. Os gregos não conheciam o ponto de fuga. c. quando o matemático e filósofo árabe Alhazen. por exemplo. pela primeira vez demonstrou que a luz projeta-se em forma cônica no olho humano. Uma das primeiras obras de Giotto no qual ele se utiliza deste método foi Jesus ante Caifás [1] . Embora esta obra não se encaixe nos métodos modernos. Cabe notar.

não podendo simular os efeitos de uma perspectiva cônica devido às limitações tecnológicas. do objeto (entre o quadro e o observador. na qual são possíveis de se medir três eixos dimensionais em um espaço bi-dimensional. ocupando o mesmo local no plano bidimensional. A perspectiva isométrica foi bastante utilizada em jogos de computador que. Perspectivas em projeção cilíndrica ortogonal Perspectiva isométrica A perspectiva do tipo isométrica é um caso particular de projeção cilíndrica ortogonal. engenharia. A linha que liga os pontos no objeto até seus respectivos pontos projetados no quadro (chamada de projetante) deve possuir uma origem. design. pretendia simular uma realidade tridimensional. no entanto. as isométricas são as mais comuns de serem utilizadas no dia-a-dia de escritórios de Exemplo de uma perspectiva isométrica projeto (de arquitetura. dado que vários pontos nos objetos representados criam ilusões de óptica. etc). Ou seja. ou antes ou depois) e do quadro. ou em cavaleiras quando oblíquas). a forma de se projetar um ponto qualquer segunda a visão de um observador em um determinado quadro é ligando o observador até o ponto com uma linha reta e estendendo-a até o quadro. a projeção resultante será diferente. Ela. devido à sua versatilidade e facilidade de montagem (é possível desenhar uma isométrica relativamente precisa utilizando-se apenas um par de esquadros). Desta forma. um observador e um objeto observado. como conjunto de elementos que possibilitam a perspectiva. Os jogos eletrônicos da série SimCity (em suas versões 2000 e 3000) ficaram célebres com a representação das cidades utilizando-se desta perspectiva. Desta forma. Entre todas as perspectivas paralelas (não-cônicas). . a serem resumidas nas seções seguintes. é possível traçar uma perspectiva isométrica através de uma grelha de retas desenhadas a partir de ângulos de 30º. Exemplo do funcionamento de uma projeção que resulta em uma perspectiva (o ponto O indica o observador) Dependendo da posição do observador (que pode estar localizada em um ponto no espaço ou no infinito). quando vistos no plano. quando eles têm localizações efetivamente diversas no espaço. Ela ocorre quando o observador está situado no infinito (e portanto. a qual se encontra no observador (simplificado aqui como sendo apenas um ponto localizado no espaço). de forma equi-angular (em ângulos de 120º). as retas projetantes são paralelas umas às outras) e incidem perpendicularmente ao Plano de Quadro. apresenta desvantagens. quanto nas projeções cônicas (resutando em perspectivas cônicas com um ou vários pontos de fuga). O sistema de eixos da situação a ser projetada ocorrerá na perspectiva. a perspectiva se manifesta tanto nas projeções cilíndricas (resultando na perspectiva isométrica quando ortogonal. A ideia básica por trás de qualquer projeção é a de que existem.Perspectiva (gráfica) 7 Projeções em perspectiva A Geometria Descritiva define a perspectiva como um tipo especial de projeção. gerando as diversas categorias de perspectiva supracitadas. A perspectiva ocorrerá quando todos os pontos do objeto estiverem projetados em uma superfície (chamado de plano do quadro ou PQ) situado em uma posição qualquer.

dimetria ou trimetria. A trimetria também é conhecida como anisometria. quando se colocava a face paralela ao PQ correspondente ao plano do solo. E a trimetria. no quadro. Por exemplo. o fator de correção a ser utilizado na mensuração das arestas será diferente. . como a primeira versão do SimCity (com a evolução tecnológica. as faces a sofrerem distorção terão suas medidas. A dimetria dá-se quando temos dois ângulos iguais.Perspectiva (gráfica) 8 Perspectivas em projeção cilíndrica oblíqua Perspectivas paralelas oblíquas As perspectivas paralelas oblíquas (eventualmente chamadas de cavaleiras ou militares) ocorrem quando o observador. caso as retas projetantes incidam no PQ com ângulos de 45º. gera retas projetantes (paralelas. esta face estará desenhada em verdadeira grandeza (suas medidas serão exatamente iguais às da realidade) enquanto as demais sofrerão uma distorção perspéctica. passou-se a utilizar cada vez mais a perspectiva isométrica no lugar da militar. também chamada "perspectiva militar". É. Desta forma. o que oferecia uma maior sensação de tridimensionalidade. Exemplo de uma perspectiva cavaleira Exemplo de uma cavaleira vista a "olho de pássaro". portanto. Dependendo do ângulo de incidência das projetantes. podemos dizer tecnicamente que uma perspectiva cavaleira é uma perspectiva axonométrica dimétrica. caso uma das faces do objeto a ser projetado seja paralela ao PQ. A isometria é a situação onde os três eixos (xyz) estão separados por 120 graus. fundamental não confundir desenho isométrico com perspectiva isométrica. Tal idéia foi aproveitada durante a fabricação dos primeiros jogos eletrônicos de estratégia e simulação. por sua vez. quem via a perspectiva tinha a sensação de possuir uma visão de "olho-de-pássaro" sobre o terreno representado. segundo esta classificação. adotou-se de vez a perspectiva cônica). Desta forma. portanto) que incidem de forma não-perpendicular no Plano do Quadro. e posteriormente. dá-se quando as distâncias entre os eixos possuem ângulos distintos. pois as medidas das unidades dos três eixos possuem diferentes escalas entre si. reduzidas à metade do valor real. Alguns autores dividem as axonometrias ou perspectivas axonométricas em três categorias: isometria. Ainda. situado no infinito. Recebeu o nome de militar pois foi uma perspectiva bastante utilizada para simular situações de topografia de terreno em mapas destinados a fins de estratégia militar.

em português Perspectiva Quadrilatera [4] . br/ index. net http:/ / www.em português Brunelleschi's peepshow and the origins of perspective [6] . Quando uma figura é representada de forma que todas as suas linhas paralelas convergem num ponto do infinito.em português Como desenhar uma perspectiva isométrica [3] . dartmouth. futuro. io/ perspectiva. html http:/ / nacho. pt/ apm/ geometria/ inoveg/ egtext1.em português perpectiva cavaleira [5] . geometry/ unit11/ unit11.em inglês Perspectiva de Las Meninas [7] El punto de fuga de la Puerta de cuarterones de Las Meninas [8] Referências [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] A obra pode ser vista em (http:/ / www. com. Portanto. php?p=ofiver& id=87 http:/ / www. Perspectiva de um ponto de fuga Perspectiva de dois pontos de fuga Perspectiva de três pontos de fuga ("vista de pássaro") Perspectiva de três pontos de fuga Perspectiva é um termo de significado amplo que possui as seguintes acepções. perspectivaquadrilatera. Lateral e angular. Outro elemento importante na perspectiva é o ponto de fuga (PF). about. É um aspecto da percepção visual do espaço e dos objetos nele contido. largura e comprimento) em uma superfície plana. A perspectiva pode ser: Central.Perspectiva (gráfica) 9 O que é Perspectiva É a forma encontrada pelo homem para representar figuras tridimensionais (altura. Ao olharmos para um objeto. apm. e portanto todas as retas projetantes divergem dele. htm http:/ / diegovelazquez. Ligações externas • • • • • • • "Como entender a Perspectiva" [2] . jpg) http:/ / www.Arquivo formato PDF. ponto de vista (PV) é o ponto onde se supõe estar o olho do observador. usp. myweb. edu/ faculty/ projects/ ftrials/ jesus/ beforecaiph. edu/ ~matc/ math5. law. pdf http:/ / www. vg/ fuga. bibvirt. Perspectivas cônicas As perspectivas cônicas são as mais comumente associadas à idéia de perspectiva. umkc. htm . br/ textos/ tem_outros/ cursprofissionalizante/ tc2000/ des_tecnico/ aula3. pois são aquelas que mais se assemelham ao fenômeno perspéctico assimilado pelo olho humano. html http:/ / www. Perspectiva (visão). ainda que elas sejam bastante relacionadas umas com as outras. estamos determinando um ponto de vista. Elas ocorrem quando o observador não está situado no infinito. abra.

para gerar maquetes virtuais de qualidade. interseções de planos e sólidos. 1). Por outro lado. substituindo-a por disciplinas mais condizentes com outras funções específicas. dentro dos cursos de Artes Visuais. consequentemente.Geometria descritiva 10 Geometria descritiva A Geometria Descritiva (também chamada de geometria mongeana ou método de monge) é um ramo da geometria que tem como objetivo representar objetos de três dimensões em um plano bidimensional. os quais determinam direções de retas projectantes. ao reformarem suas grades (estruturas curriculares). Muitos cursos superiores de Design Gráfico. quando vista do 1º diedro)[1] . A modelagem tridimensional comporta em seu entendimento e construção os conceitos da Geometria Descritiva. Esse método foi desenvolvido por Gaspard Monge e teve grande impacto no desenvolvimento tecnológico desde sua sistematização. Ensino O Ensino de Geometria Descritiva. curvaturas e ângulos exatos. através de linhas de chamada. como segredo de Estado. a localização de pontos através de coordenadas (X. Figura 1 . que exigem o domínio de medidas. no início. rotações. Na épura. permitindo a construção de vistas auxiliares. cortes. a partir de observadores que se encontram situados no infinito (pontos impróprios). o conhecimento da Geometria Descritiva é fundamental para a Arquitetura. mais poderá ser extraído do potencial dos programas de CAD e das modelagens em 3D. A Geometria Descritiva serve de base teórica para o Desenho técnico.G. determinação de verdadeiras grandezas (V. Posteriormente Gino Loria implementou o terceiro plano de projeção (que deu origem à vista lateral esquerda. têm eliminado a Geometria Descritiva. sem o conhecimento de conteúdos específicos da mesma. chamados de Vertical e Horizontal. como ilustrações digitais e softwares artísticos de modelagem tridimensional. permitindo a percepção de sua posição relativa (Cf. É insuficiente o entendimento. quanto maior for o seu conhecimento. uma vez que estes podem não requerer precisão geométrica.) de distâncias. . Y. Metodologia A Geometria Descritiva utiliza-se da épura para representar objetos. os quais dividem o espaço em quatro diedros ou quadrantes. exercitar o hemisfério direito do cérebro[3] . Percebida sua importância. como por exemplo. Engenharia e o Design de Produtos. Z) em suas formas absolutas ou relativas. rebatimentos. secções. ângulos e superfícies.Representação de sólido composto pela união entre uma esfera e um cone. A épura de Monge é a planificação do que foi projectado ortogonalmente nos planos de projeção. bem como o cálculo de volumes a partir dos dados extraídos das projecções ortogonais[2] . mudança de plano(s) de projeção. que demonstra em épura o traçado da Geometria Descritiva A Linha de Terra (LT) é a recta de intereseção entre os planos de projeção propostos por Monge. que pode ser ilustrada como a prancheta de desenho. também ortogonais entre si. a Geometria Descritiva foi tratada com atenção e considerada. ocorre o desenvolvimento do projeto. As vistas são alinhadas entre si. têm o intuito de desenvolver a habilidade espacial dos alunos e. fig.

Betty . eba. História A necessidade da criação da Geometria Projetiva começa a se fazer presente no século XV. 1985. mas não se aprofundou em nenhum dos dois temas[4] . br/ gd Desenho visionário de Durer. Denis . em face das dificuldades encontradas pelos artistas do Renascimento. consolida-se a partir de uma publicação de Jean Victor Poncelet. produzido quase 3 séculos antes do surgimento da linguagem da geometria descritiva de Gaspar Monge Albrecht Dürer Geometria projetiva Geometria projetiva ou projectiva. A Geometria Projetiva[1] . [3] EDWARDS.GD II [5] [1] MANDARINO. Kepler compreendeu a importância do estudo unificado das cônicas e da conceituação de elementos infinitos. tal qual a visão humana. Atual.Geometria Descritiva. sobretudo oferecendo meios próprios para demonstrar e fazer descobrir as propriedades de que gozam as figuras. uma aparência naturalista. br/ gd [5] http:/ / www. . Ardevan . ISBN 8500007486.Desenho Projetivo e Geometria Descritiva. [4] http:/ / www. Capítulo VI. quando se as considera de uma maneira abstrata e independente de qualquer grandeza absoluta e determinada[3] . intitulada Tratado das Propriedades Projetivas das Figuras no ano de 1822. 1996. ufrj.Geometria descritiva 11 Antecedentes Ligações externas • Espaço GD [4] • FAU/UFRJ . é o estudo das propriedades descritivas das figuras geométricas. ufrj. São Paulo: Ed. São Paulo: Ed. Plêiade. que pretendiam dar aos seus quadros. Ampliando a linguagem da "Simples Geometria"[2] aproximando-a da Geometria analítica e. [2] MACHADO. Plano projectivo. fau.Desenhando com o lado direito do cérebro. Contudo até o século XVII os matemáticos não haviam se interessado por tais estudos ligados à perspectiva.

Albert . mas esse trabalho foi ignorado pela maioria dos matemáticos da época. Rene e FLOCON. de Traitè des Propriétés Projectives des Figures MANDARINO. aproveitando ideias de projeção. propriedades descritivas. a observação dos trilhos de um trem. Para exemplificar. escrito em (1875) Nas palavras do próprio Poncelet na p.A perspectiva. O início da Geometria projetiva vem com o tratado de Victor Poncelet. Desenho Projetivo e Geometria Descritiva. Denis. propriedades métricas. 1996. . O ponto de fuga é a representação de um ponto impróprio no plano de projeção. quando foi devidamente valorizado. Um exemplar manuscrito foi encontrado por Michel Chasles no século XIX. única e elegantemente desenvolvida. Capítulo IV. A obra incentivou o chamado “grande período da história da geometria projetiva”. São Paulo: Ed. discípulo de Desargues. que intervêm nas medias das distâncias e dos ângulos • 2. São Paulo.[5] . 1967. compreendeu as teorias do mestre e também tentou inserir a projeção central na geometria. TATON. apesar de ter chamado a atenção de Fermat e Descartes.Geometria projetiva Os processos empíricos se sucederam.. Difusão Européia do Livro. por exemplo. cujos postulados transcendem os limites do espaço euclidiano. Plêiade. 12 “ [1] [2] [3] [4] [5] A Projetiva criou uma grande área na geometria. Os estudos de Desargues (precursor) e Poncelet (criador) levaram os geômetras a classificar a geometria em duas categorias: • 1. 22. um antigo aluno da Escola Politécnica e discípulo de Gaspar Monge. O que pode ter causado tal falta de interesse por esse trabalho foi a pequena tiragem. que tratam das relações e posições dos elementos geométricos entre si. Além disso.o qual é conhecido como Ponto de fuga. no seu livro intitulado Elèments de Gèometrie Projective. que rapidamente se esgotou e o estilo bastante difícil. da 2ª ed. originará um ponto na Linha do horizonte. até que no século XVII Gerard Desargues mostrou que as retas paralelas e concorrentes são de mesma natureza. Desargues publicou um tratado original sobre seções cônicas. Blaise Pascal. que abriu espaço a grandes matemáticos. sem sucesso. tem-se a propriedade métrica no teorema de Pitágoras e a propriedade descritiva no teorema de Blaise Pascal. ” Termo usado pela primeira vez por Luigi Cremona.

pode-se dizer também que as máquinas automáticas não precisam da energia permanente do operador. em que o operador tem que girar continuamente uma manivela para que ela execute o trabalho. mas podem precisar do controle permanente do operador.13 Elementos de uma Máquina Máquina Máquina é todo dispositivo mecânico ou orgânico que executa ou ajuda no desempenho das tarefas. Um bom exemplo disso é uma furadeira manual. é todo e qualquer dispositivo que muda o sentido ou a intensidade de uma força. Pode-se ainda introduzir instruções em uma máquina automática programável por meio de um computador ou outro tipo de processador eletrônico. Uma furadeira elétrica em que o operador tem que somente apertar um botão para que a mesma execute o trabalho é uma máquina automática. entre outras. . como um microcontrolador ligado a um teclado matricial. As máquinas automáticas podem ainda ser dividas entre máquinas automáticas programáveis e máquinas automáticas não programáveis: A máquina automática não programável executa sempre o mesmo trabalho ao receber energia. A ineficiência de uma máquina é o grau ou a porcentagem a que uma máquina não realiza o trabalho que poderia fazer sem as limitações da fricção (atrito). Máquinas automáticas São aquelas onde a energia provém de uma fonte externa. Na física. Um motor. As máquinas podem ser divididas em automáticas e não-automáticas (ou manuais): Máquinas não automáticas Estas máquinas também são chamadas de manuais. A máquina automática programável tem como característica o fato de que o seu trabalho depende de instruções dadas pelo operador. dependendo para isto de uma fonte de energia. que no caso da furadeira é apertar um botão. térmica. Geralmente estes dispositivos diminuem a intensidade de uma força aplicada. O termo máquina aplica-se geralmente a um conjunto de peças que operam juntas para executar o trabalho. Com isso. São todas as máquinas que precisam da energia permanente do operador para executar o trabalho. Pode-se citar como exemplo de máquina automática programável uma máquina que realiza seu trabalho conforme a posição de chaves. como energia elétrica. A diferença preliminar entre ferramentas simples e mecanismos ou máquinas simples é uma fonte de energia e uma operação um tanto independente. alterando o sentido da força ou transformando um tipo de movimento ou de energia em outro.

pois assim ela também continua executando o mesmo trabalho apenas com uma intensidade diferente e seu trabalho não depende de programa algum. 14 Exemplos de máquinas Máquinas simples ou componentes mecânicos • • • • • • • • • • • • • • • • Alavanca Amortecedor Chaveta Correia Corrente Cunha Embreagem Engrenagem Estria Mancal Mola Parafuso Pino Polia Rebite Roda e eixo Pulso de disparo • • • • Pulso de disparo atômico Cronómetro Pulso de disparo do pêndulo Pulso de disparo de quartzo Compressores e bombas • • • • Parafuso de Arquimedes Bomba do eductor-jato Bomba de vácuo Máquina de Newcomen Um motor de quatro tempos é um motor de combustão interna. Também não pode ser considerada uma máquina automática programável uma máquina automática que possua um controle de intensidade que o usuário pode ajustar.Máquina Uma máquina automática com um controle de tempo por meio de um temporizador não pode ser considerada uma máquina automática programável. . uma máquina térmica que transforma energia térmica em energia mecânica. muda apenas o período em que executa o trabalho. pois ela não muda seu trabalho conforme o ajuste do temporizador.

moinho de vento (turbina de ar) Superfície de sustentação • • • • • Sail Asa Leme Aleta Hélice Máquinas computação • • • • Calculadora Computador análogo Túnel de vento Computador digital Máquinas automatizadas • CNC • Ponte rolante • Robô .Máquina 15 Motor de combustão interna • • • • Motor a gasolina Motor diesel Motor a álcool Motor bicombustível Motor de combustão externa • Motor a vapor Turbina • • • • • Turbina a gás Motor a jato Turbina a vapor Turbina hidráulica Turbina eólica.

tais como alavancas. de forma a impelir movimento a uma máquina ou veículo. como em Coordenação Motora. Com o desenvolvimento das sociedades. esteiras. tração animal. "motor de jogos". Os primeiros motores utilizavam força humana. no contexto da fisiologia. cordas e polias. Cavalos e bois são os animais mais comuns neste método.Motor 16 Motor Um motor é um dispositivo que converte outras formas de energia em energia mecânica. existem os chamados geradores. gado. o termo motor é muito utilizado em denominações de várias tecnologias computacionais – como em "motor de busca". O termo motor. A partir destes dispositivos surgiram os primeiros guindastes e moinhos de produtos rurais. A tração animal foi muito utilizada em engenhos e em veículos para o transporte de cargas mais pesadas. a humanidade utiliza fontes motoras para obter trabalho. tornou-se imperiosa a busca por novas fontes motoras. Um motor. em Portugal. entre outros. etc). Tração animal Por muitos séculos a tração animal foi a única fonte de força utilizada para realizar trabalho (o próprio homem. correntes de água. Em contraste. A força humana foi utilizada pelas primeiras máquinas simples criadas pelo homem. camelo. No contexto da informática. pode se referir aos músculos e a habilidade de movimento muscular. cavalo. Turbinas Turbinas hidráulicas . Desde os primórdios. o vento. cães. e o vapor.

A tecnologia das turbinas a gás está associada a sistemas de combustão e materiais especialmente desenvolvidos. Kaplan e bulbo. Esse primitivo processo aplicado primeiramente em motores a pistão. como fonte de energia. Em diferentes momentos. o vapor de água em ebulição era retido numa caldeira até adquirir uma pressão superior a atmosférica e a seguir transferido para uma câmara de distribuição na cabeça dos motores para ser injetado nos cilindros gerando assim uma reação suficiente para mover a árvore de manivelas e produzir movimentos. já que são máquinas que aceleram um fluido a altas velocidades para gerar empuxo. Máquina a vapor Na idade moderna um novo salto tecnológico impulsionou a revolução industrial. propelindo geradores elétricos. Os antigos moinhos de água já utilizavam o potencial de reservatórios e a cinética de correntezas para impelir força a engenhos e bombas de água. econômica a medida em que povos passaram a dominar Estados Unidos. geração de energia elétrica e propulsão de aeronaves. Francis. Turbinas a gás As turbinas a gás são recentes comparadas às máquinas movidas por correntes naturais de água ou ar. significativas transformações em processos de manufatura. Turbinas eólicas Historicamente. ou vento. Com o surgimento da tecnologia de geração de energia elétrica. houve grande transformação cultural e Turbina hidráulica Francis na represa de Grand Coulee. as turbinas eólicas receberam nova utilidade. o motor a vapor de pistões foi substituído pela turbina a vapor mais rápida. O emprego de turbinas a gás varia principalmente entre a propulsão naval. os (moinhos de vento). a invenção da vela propiciou um grande avanço nos transportes. tecnologias de uso da energia eólica. as turbinas hidráulicas receberam um novo papel fundamental. Esta tecnologia só se tornou viável com os avanços tecnológicos ocorridos na época da segunda guerra mundial. Com o tempo. Neste último caso. O advento da máquina a vapor utilizada primeiramente em minas para bombeamento de água e posteriormente no transporte marcou definitivamente o modo de vida e delineou a sociedade moderna. No século XX. das turbinas aeronáuticas. . com a expansão do uso da energia elétrica e a busca por fontes de energia renovável.Motor 17 A água é amplamente usada como fonte de energia em máquinas chamadas turbinas hidráulicas. Existem basicamente quatro concepções de turbinas hidráulicas: Pelton. Motor de foguete Motor de foguete é o motor que impulsiona um veículo expelindo gases de combustão em alta pressão por tubeiras situadas em sua parte traseira. trata-se de um tipo de motor a jato.

como ciclo de Otto ou ciclo Diesel. Ambos os tipos podem ser construídos para operar em dois ou quatro tempos. mas. com cilindros opostos horizontalmente. História A teoria fundamental do motor de dois tempos foi estabelecida por Nicolas Diogo Léonard Sadi Carnot (França. unindo esforços com Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach. enquanto a patente pelo primeiro motor à combustão interna foi desenvolvida por Samuel Morey (Estados Unidos. de diferentes capacidades. Na primeira metade do século XX. líquidos ou gasosos. operam sob diferentes ciclos termodinâmicos e possuem diferentes mecanismos de funcionamento. sendo motores com cilindros em linha ou em V. o que significa que cada ciclo de funcionamento pode ocorrer em uma ou duas voltas do eixo de manivelas. Os motores à combustão interna foram convencionados a serem utilizados em automóveis devido as suas ótimas características. como a flexibilidade para rodar em diversas velocidades. Em 1896. houve muitos aprimoramentos em relação ao desenho. Nicolaus Otto desenvolveu o primeiro motor atmosférico. como forma de elevar a potência e a performance dos veículos. Logo surgiram motores de 4 a 12 cilindros (ou até mais). as inspiradas em ciclo Diesel são motores de ignição por compressão. 1824). O engenheiro alemão Rudolf Diesel patenteou um motor à combustão de elevada eficiência. demonstrando em 1900. potência satisfatória para propulsão de diversos tipos de veículos. 1826). desenvolveram o primeiro motor quatro tempos. Estas denominações não se referem ao combustível ou mecanismo do motor. Era um motor movido a óleo de amendoim. o motor diesel. Em 1867. Existem muitos tipos de motor a explosão que utilizam combustíveis diversos. o que se refere a forma como ocorre cada fase de funcionamento do motor.Motor 18 Motor de combustão interna A invenção dos motores a explosão marcam o maior avanço no setor de transportes. . sim aos processos pelos quais passam os gases no interior do motor. Logo após. cuja tecnologia leva seu nome até hoje. Karl Benz patenteara o primeiro motor boxer actualmente utilizado nos porsche e subaru. Princípios de funcionamento Motores de combustão interna se baseiam em modelos termodinâmicos ideais. uma máquina térmica que transforma energia térmica em energia mecânica. e poderia ter seus custos reduzidos para produção em massa. número e disposição dos cilindros. Máquinas inspiradas no ciclo de Otto são chamadas motores de ignição por faísca. Um motor de quatro tempos é um motor de combustão interna.

de trajetórias paralelas. o grande avanço na indústria deve-se ao motor elétrico. Desde motores de motos aos maiores motores de propulsão naval fazem deste tipo o mais comum. fazer o ar comprimido se expandir dentro do pistão. gerando uma reação que move o pistão. Que veio acelerar a mobilidade pois tem forma de tração mais simples e eficaz não necessitando de caixas de velocidades.Motor 19 Configurações • Motor em linha: tem pistões dispostos lado a lado. tem índices de poluição quase zero e a produção de energia é simples e eficaz. . Funcionamento do motor radial. A configuração mais utilizada é um motor a combustão e outro eléctrico assim o consumo de combustível é menor. o oxigênio é comprimido a uma pressão de 20 bar. ligadas a um eixo de manivelas. foi muito utilizado para mover hélices de aviões. • Motor em V: se constitui de duas fileiras de pistões. ficou popularmente conhecido por equipar o modelo Fusca da marca Volkswagen. • Motor radial: possui uma configuração onde os pistões estão dispostos em torno de uma única manivela do Cambota. dispostas em V. Nesse fenomenal processo. Motor de combustão externa O Motor Stirling funciona usando a diferença de temperatura dos gases. o que seria capaz de gerar uma expansão muito maior. teria fins específicos. • Motor Wankel: (motor rotativo) utiliza rotores de movimento rotativo em vez de pistões. Outra opção seria usar nitrogênio líquido. É mais aperfeiçoado que o motor Wankel. Motor híbrido O automóvel híbrido é aquele que utiliza mais de um motor. Motor elétrico Paralelo ao motor a explosão. Motores deste tipo são conhecidos pelo som característico que emitem e por equiparem automóveis esportivos. ou seja. Motor a ar comprimido Motor que obtém trabalho a partir da energia interna de um gás. É livre de poluição e combustível barato. Este motor. produzindo trabalho. então ocorre a inserção na câmara de compressão de ar comprimido proveniente de cilindros. e muito mais silencioso. • Quasiturbine: também é um motor rotativo. • Motor boxer: utiliza duas fileiras de pistões horizontais e contrapostas. No caso do Toyota Prius o motor a combustão é desligado quando o carro anda a uma velocidade baixa mas constante e quando a bateria tiver descarregada é ligado o motor a combustão para a recarregar.

ocorra equilíbrio entre os lados. a alavanca ou lavanca é um objeto rígido que é usado com um ponto fixo apropriado (fulcro) para multiplicar a força mecânica que pode ser aplicada a um outro objeto (resistência). Alavancas Princípio do funcionamento de uma alavanca. Fr é a força resistente. e é um exemplo do princípio dos momentos. em uma alavanca. e BR é o braço resistente.Motor 20 Componentes do automóvel Motor cabeça – cambota – junta da cabeça – cilindro – pistão – injector — válvula – distribuidor – árvore de cames – balanceiro – vela – volante – colector embraiagem – caixa de velocidades – sincronizador – diferencial – eixo – semi-eixo pneu – amortecedor – barra de torção travão ou freio (de pé) – travão ou freio de mão – ABS pára-brisas – volante – chassis Transmissão Suspensão Travagem/Frenagem Carroçaria Alavanca | Na física. O princípio da força de alavanca pode também ser analisado usando as leis de Newton. A equação fundamental das alavancas é: onde: • • • • Fp é a força potente. ocorra equilíbrio entre os lados. em uma alavanca. tal como Para que. Para que. . A força aplicada em pontos de extremidade da alavanca é proporcional à relação do comprimento do braço de alavanca medido entre o fulcro e o ponto da aplicação da força aplicada em cada extremidade da alavanca. o produto do braço pela força resultante deve ser igual em ambas extremidades. o produto do braço pela força resultante deve ser igual em ambas as extremidades. pois seu ponto fixo fica entre as duas forças que atuam sobre esta máquina. Isto é denominado também vantagem mecânica. . BP é o braço potente. A balança de dois pratos A balança de dois pratos é uma alavanca interfixa.

atlanto axial. cotovelo. cabeça. Podem ser classificadas em: • inter-fixa ou de primeira classe ): onde o ponto fixo fica entre a força resistente ( ) e a força potente ( Exemplo: Gangorra. quebra nozes e pé. • O torque da força com relação ao ponto O é tal que faz girar o sistema no sentido horário e depende do módulo da força peso e da distância . articulação. • Quando os dois torques forem iguais. o sistema não gira. • interpotente ou de terceira classe fixo: onde a força potente ( ) está entre a força resistente ( ) e o ponto Exemplo: Pinça.Alavanca 21 As alavancas • O peso P representa a resistência aplicada no ponto B. está em equilíbrio. ombro e tronco . o ponto O é o ponto de apoio (fulcro) e a força representa a potência aplicada no ponto A. • O torque da força com relação ao ponto O é tal que faz girar o sistema no sentido anti-horário e depende do módulo da força peso e da distância . tornozelo e tesoura • inter-resistente ou de segunda classe ponto fixo: onde a força resistente ( ) está entre a força potente ( )eo Exemplo: Carrinho-de-mão.

Amortecedor

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Amortecedor
Amortecedor é uma peça do veículo automotivo que é destinada ao controle das oscilações da mola e também visa manter a roda em contato contínuo com o chão.

Histórico
No passado, quando a indústria automobilística dava os primeiros passos, os eixos eram fixados diretamente à estrutura do veículo fazendo com que o carro não fosse muito confortável pelas condições das estradas que na época não eram as melhores. A introdução de molas separou o eixo da carroceria, permitindo que o movimento das rodas fosse independente melhorando o conforto ao dirigir. Com o desenvolvimento de carros mais velozes, as molas começaram a causar problemas, pois ao passar por um buraco na pista, a mola era comprimida e a energia acumulada produzia vários movimentos de extensão e compressão fazendo o veículo oscilar e comprometendo a estabilidade e tornando dirigir algo difícil e perigoso. Para resolver este problema foi criado o amortecedor. O primeiro tipo produzido foi o amortecedor de fricção que controlava o movimento da mola com a ação mecânica de um cinto. Com o passar do tempo foram criados amortecedores baseados em princípios hidráulicos que controlavam as molas somente no movimento de extensão. Nesse processo evolutivo foi criado o amortecedor tubular de ação direta que é utilizado atualmente. Hoje os amortecedores são partes fundamentais das suspensões dos veículos propiciando conforto e segurança tanto nas suspensões tradicionais quanto nas suspensões McPherson (estruturais). Os amortecedores têm como função, controlar as oscilações da suspensão, mantendo as rodas do veículo em contato permanente com o solo estabilizando a carroceria do veiculo, propiciando conforto, segurança, estabilidade e previnindo o desgaste excessivo dos componentes da suspensão e pneus. O amortecedor abre e fecha aproximadamente 2.600 vezes por quilômetro rodado, o que equivale dizer que aos 30.000 km completa 78.000.000 desses movimentos, produzindo desgastes em seus componentes internos.

Componentes
O amortecedor é composto, em média, de 50 itens, entre eles um fluido denominado óleo hidráulico de características especiais para suportar as mais baixas e mais altas temperaturas. Seus principais componentes são: • Tubo reservatório; • Tubo de pressão; • Fixações e suportes: olhal, suporte de mola, suporte para fixar diretamente à bandeja da suspensão, suporte para prender tubulações de freio, etc; • Haste; • Pistão; • Válvula do pistão; • Válvula da base.

Amortecedor

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Princípio de funcionamento
O amortecedor funciona por princípios hidráulicos. Tanto o tubo de pressão quanto o tubo reservatório estão com óleo restando uma pequena parte sem óleo que é preenchida com ar ou com gás nitrogênio quando o amortecedor é pressurizado. O que gera o amortecimento é a dificuldade de passagem do óleo através dos furos do pistão, onde se encontram válvulas responsáveis por controlar o movimento e pela própria válvula da base que controla a passagem de óleo do tubo de pressão para o tubo reservatório. Note que não há necessidade de passar óleo lubrificante ou completar com graxa sintética, o óleo do sistema já faz o papel de lubrificar. Movimentos de extensão: quando o amortecedor é distendido, o óleo da câmara de tração é forçado para baixo através dos furos existentes no pistão após a abertura das válvulas de controle de tração e passa para a câmara de compressão. Ao mesmo tempo a haste sendo retirada para fora do tubo, cria um espaço que deve ser preenchido pelo óleo existente na câmara reservatória. Esse óleo é admitido através da válvula de admissão para dentro do tubo de pressão. A medida de resistência que o amortecedor deve fornecer ao sistema, no movimento de extensão, é determinada pela regulagem da válvula de tração: 1°- Os movimentos lentos são controlados pela passagem de óleo por entalhes feitos na sede da válvula, no pistão. 2°- A resistência aos movimentos mais rápidos ou de velocidades médias é regulada pela pressão e grau de deflexão das molas da válvula de tração. 3°- O controle para os movimentos amplos é obtido pela restrição da passagem de óleo no pistão. Movimentos de compressão: quando o amortecedor é comprimido o óleo da câmara de compressão deve ser forçado para a câmara de tração por outra série de passagens após abrir a válvula do pistão. Nota-se que nessa ação a haste está sendo introduzida no tubo de pressão, ocupando um espaço na câmara de tração. Portanto um volume de óleo correspondente ao volume ocupado pela haste deve ser expelido de volta para o reservatório pela válvula de compressão. O controle de válvulas funciona como na extensão. A extensão serve para limitar o curso do amortecedor.

Ligações Externas
• Catálogo de Amortecedores [1] • Sobre o amortecedor [2] • ||| oleoparacarros.com.br||| Site especializado em Óleos para carros [3]

Referências
[1] http:/ / www. qualpeca. com/ produto/ Amortecedor/ [2] http:/ / www. carroantigo. com/ portugues/ conteudo/ curio_amortecedor. htm [3] http:/ / www. oleoparacarros. com. br

Chaveta (mecânica)

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Chaveta (mecânica)
A chaveta é uma peça de um mecanismo que serve de trava de outras peças. Entre eixos e polias, ou entre eixos e engrenagem para que estes tenham rotação síncrona. É feita de material condizente as sistema que travará (aço para sistemas de aço, madeira, ou outros). Tem a forma de um prisma de base retangular ou trapezoidal condizente à ranhura feita nos outros componentes. Também se chama cunha ou cavilha.

Ligações externas
• Dicionário Priberam - chaveta [1]

Referências
[1] http:/ / www. priberam. pt/ dlpo/ definir_resultados. aspx?pal=chaveta

Correia (mecânica)
Correia na mecânica, é uma cinta de material flexível, normalmente feita de camadas de lonas e borracha vulcanizada, que serve para transmitir a força e movimento de uma polia a outras.

Um sistema de correias em V

Tipos de correias
Correias lisas
São utilizada geralmente para transmitir força em maquinas grandes, é o modelo mais simples de correias.[1] Trabalham com grandes unidades de força e rotações até (500 hp com 10.000 rpm. Nescessitam de alinhamento preciso das polias para que o sistema não se desencaixe, pois não possui bordas que a mantenha em seu local em casos de desalinhamento, além de polias especiais com centralizadores.[2]

Correias dentada
São modelos utilizado geralmente por motores de quatro tempos, onde não pode haver alteração na relação, o que ocasionaria falha nos Correias em um motor marítmo a diesel. tempos. O sincronismo ocorre entre o pistão e as válvulas para que a explosão e a exaustão ocorram no tempo certo.

Correia (mecânica)

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Correias em 'V'
Foram desenvolvidas em 1917 por John Gates da Gates Rubber Company. Utilizadas por motores que nescessitavam girar mais de duas polias (as vezes quatro), são construídas com materia mais resistente devido o maior esforço. Trabalhava com rotações entre 1.000 e 7.000 rpms

Veja também
• Rotações por minuto • Movimento periódico

Referências
[1] By Rhys Jenkins, Newcomen Society, (1971). Links in the History of Engineering and Technology from Tudor Times, Ayer Publishing. Page 34, ISBN 0836921674 [2] http:/ / www. ag. ndsu. nodak. edu/ abeng/ plans/ nd4041-1. pdf Padrão de desenvolvimento de correias

Corrente metálica
Uma corrente metálica ou cadeia metálica (também chamada cadeado em algumas zonas de Portugal, diferente de cadeado) consiste numa série de elos ligados, feitos normalmente de metal.

Tipos de corrente
• As correntes flexíveis em duas dimensões podem ser utilizadas para delimitar acesso a certos locais ou para levantar objectos.
Uma corrente metálica

• Em mecânica, a corrente é constituída por elos metálicos que se acoplam a uma engrenagem, como é o caso das correntes de bicicleta.

exemplo de uma corrente mecânica

Quando o disco está fixado contra o volante. e a caixa de velocidades dá-se através da pressão do disco de embreagem.000km e 180. A transmissão entre o volante. o disco de embreagem (laranja e verde). interrompendo a transmissão de força motriz para a caixa de velocidades. suprimindo o contrato do disco com o volante e.patinagem. Desmontagem da embreagem para compreensão: o volante (ciano).seleccionada) e transferi-la para o diferencial através do eixo. fixado por meio de parafusos à cambota. neste momento. como a embreagem de diafragma) aliviam a pressão do prato. consequentemente. Tipicamente uma embreagem é mudada entre os 120. Com a pressão do pedal da embreagem. Ligações externas • Oficina e Cia . Este reforço pode ser em cerâmica ou kevlar e é muito utilizado em carros alterados (tuning).Embraiagem 26 Embraiagem A embraiagem (português europeu) ou embreagem (português brasileiro) é o mecanismo utilizado nos automóveis para transmitir a rotação do volante do motor para as engrenagens da caixa de velocidades que.000km. Disco de embreagem. também é necessário substituir o volante motor. irá desmultiplicar essa rotação (consoante a engrenagem . um disco delgado de aço de elevada tenacidade cujas faces estão revestidas com um material de fricção. na sua posição natural.Biblia do Carro [1] • Revestir Embreagens [2] .000km. a força de aperto deverá ser suficientemente grande para não permitir deslizamentos entre as duas superfícies .ou mudança . contra o volante do motor. Por vezes. é apertado contra o volante através do prato de pressão. O centro estriado permite o acoplamento perfeito ao veio primário da caixa de velocidades. por sua vez. ocorre uma gradual dessincronização entre a rotação da cambota e o veio primário da caixa de velocidades. mas dependendo do estilo de condução poderá gastar-se ao fim de apenas 40. prato de pressão (castanho e branco) forquilha de embreagem (cinzento). anel de impulso (azul escuro). É de salientar que. Por vezes os condutores optam por mandar reforçar a embreagem de forma a suportar binários maiores e dessa forma aumentar a sua longevidade. as molas (ou outro sistema de pressão. O disco.

com. revestirembreagens. php Engrenagem A engrenagem é um elemento mecânico composto de rodas dentadas que se ligam a um eixo. Considerações iniciais As engrenagens operam aos pares. os dentes de uma encaixando nos espaços entre os dentes de outra. Para transmitir movimento uniforme e contínuo. asp?status=visualizar& cod=87 [2] http:/ / www. oficinaecia. o trem atua como um acelerador da velocidade e redutor do torque. Se a roda menor do par (o pinhão) está no eixo motor. as superfícies de contato da engrenagem devem ser cuidadosamente moldadas. acordo com um perfil específico. de Animação de uma engrenagem simples. Se o arranjo dos dentes não for circular. variará a razão de velocidade. o qual imprimem movimentos. se a roda maior está no eixo motor. . a razão entre as velocidades angulares e os torques do eixo será constante. br/ home/ index.Embraiagem 27 Referências [1] http:/ / www. A maioria das engrenagens é de forma circular. br/ bibliadocarro/ biblia. o trem de engrenagem atua de maneira a reduzir a velocidade e aumentar o torque. Engrenagens num equipamento de fazenda. com. Se os dentes de um par de engrenagens se dispõem em círculo.

É mais empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta rotação. É usada em transmissão fixa de rotações elevadas.Engrenagem 28 Tipos de engrenagens As engrenagens não só apresentam tamanhos variados. por causa do ruído que produz. por ser silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial de força que deve ser compensada por mancal ou rolamento. Os dentes das rodas cônicas tem formato também cônico. Retas Os dentes são dispostos paralelamente entre si em relação ao eixo. A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e a direção da força. Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também para eixos que formam um ângulo qualquer entre si (normalmente 60 ou 90°). São empregadas para transmitir movimento e cargas elevadas entre eixos que não se cruzam. diminui a precisão e requer uma montagem precisa para o funcionamento adequado. Dessa forma. Hipóides As engrenagens hipóides são uma variedade de engrenagens que. em baixas velocidades. Helicoidais Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice em relação ao eixo. É usada em transmissão que requer mudança de posição das engrenagem em serviço. ao contrário das cónicas. mas também se diferenciam em formato e tipo de transmissão de movimento. podemos classificar as engrenagens empregadas normalmente dentro dos seguintes tipos: Cônicas É empregada quando as árvores se cruzam. podendo ser menor ou maior. . Podem ser de diversos tipos de dentados espirais. o que dificulta a sua fabricação. Engrenagens helicoidais. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo custo. engrenagens cônicas. pois é fácil de engatar. os seus eixos não se cruzam. o ângulo de intersecção é geralmente 90°.

nos quais a função de travamento pode agir como um freio para a esteira quando o motor não estiver funcionando. mas a engrenagem não consegue girar o eixo. Parafuso sem fim Engrenagens sem-fim são usadas quando grandes reduções de transmissão são necessárias. Por exemplo. Essa característica é útil para máquinas como transportadores. Em um par de engrenagens no qual: z1= número de dentes da engrenagem 1 z2= número de dentes da engrenagem 2 n1= número de rotações por minuto da engrenagem 1 (rpm) n2= número de rotações por minuto da engrenagem 2 (rpm) Temos a seguinte equação: Comparamos um caminhão e um carro de Fórmula 1. Muitas engrenagens sem-fim têm uma propriedade interessante que nenhuma outra engrenagem tem: o eixo gira a engrenagem facilmente.Engrenagem 29 Cremalheira É uma barra de dentes destinada a engrenagens em que uma roda dentada. o atrito entre a engrenagem e o eixo não deixa que ele saia do lugar. A velocidade angular do eixo do motor do carro de Fórmula 1 é muito maior. ao passo que a velocidade deste é duas vezes maior que a da coroa. Isso se deve ao fato de que o ângulo do eixo é tão pequeno que quando a engrenagem tenta girá-lo. mas o torque é muito baixo. Esse tipo de engrenagem costuma ter reduções de 20:1. Assim pode se transformar um movimento de rotação em movimento retilineo ou vice-versa. o torque da engrenagem é duas vezes maior que o do pinhão. chegando até a números maiores do que 300:1. se a coroa (a roda maior) tem o dobro de dentes do pinhão. Engrenagem Cremalheira. No entanto a velocidade . Digamos que os dois possuam a mesma potência. Cálculo Engrenagens de parafuso sem fim. A razão entre o número de dentes nas rodas é diretamente proporcional à razão de torque e inversamente proporcional à razão das velocidades de rotação.

Tais definições. edu/ index. mekanizmalar. deixando livre somente a rotação em torno de um único eixo.Engrenagem angular do eixo do motor de um caminhão é muito baixa. tais como (o objetivo destas é diminuir o atrito entre o mancal e eixo girante): • Rolamento de esfera ou cone (Mancal de Rolamento) • Camada de fluido a qual vai criar uma pequena camada entre o mancal e o eixo (Mancal Hidrodinâmico) • Campo magnético este vai permitir que o eixo e o mancal não entre em contato (Mancal Magnético): este é feito por dois elementos. cornell. tornam-se muito limitadas quando comparadas com o amplo espectro de utilização dos mancais. • Os mancais rotativos podem ser definidos como sendo todos os elementos onde o movimento de translação em qualquer direção deve ser minimizado. cornell. podendo então deslocar um maior peso. Os mancais que seguram eixos móveis são dotados de partes móveis que ajuda este realizar sua tarefa. Mancal é uma parte da estrutura mecânica destinada a comportar um eixo (móvel ou fixo). que vão criar campo magnético de mesma polaridade de tal forma que vão se repelir permitinndo desta forma que o eixo sempre fique afastado do mancal • Munhão onde entre o eixo e o mancal vai ter um material menos resistênte que os dois elementos situados de tal forma que o munhão que quando o eixo girar o munhão se desgaste e não o eixo e ou mancal (Mancal de Munhão). se não proibido. mas seu torque é muito alto. • Animações de Mecanismos [3] (em inglês) Referências [1] http:/ / kmoddl. edu/ e-books. Inclui ainda uma biblioteca eletrónica [2] com livros de projecto mecânico . com restrições ao movimento de rotação. mas desempenhar uma menor velocidade. da Cornell University. deslizante ou oscilante. Da mesma forma. sobre o qual se apóia um eixo girante. em geral de ferro ou de bronze. 30 Ligações externas • Kinematic Models for Design Digital Library (KMODDL) [1] (em ingles) Filmes e fotos de centenas modelos mecânicos em funcionamento. um grudado no eixo e ou outro grudado no mancal. é usado muito no girabrequinho (árvore de manivelas ou virabrequim no BR) de motores de combustão. o termo guia passa a definir todos os elementos onde um movimento de translação é desejado. contudo. shtml Mancal Dispositivo fixo fechado. library. library. . com/ involute1. php [2] http:/ / kmoddl. php [3] http:/ / www.

Bolsões pneumáticos ou foles também são usados em automóveis e utilitários. os controles eletrônicos também registraram grande aperfeiçoamento. • Pneumática: As primeiras molas pneumáticas foram desenvolvidas pela FIRESTONE na década de 30. cilindro. porque o fio próprio é torcido quando a mola é comprimida ou esticada. ao aumento da vida útil do equipamento. • Belleville: um disco usado geralmente para aplicar a tensão a um parafuso. para assegurar um rodar mais suave. As molas são feitas de arame geralmente tendo como matéria prima mais utilizada o aço temperado. Atualmente. principalmente como auxiliares das molas de aço do eixo traseiro. • Gás: um volume do gás que é comprimido. reboques e semi-reboques também vem aumentando. Os materiais dos foles e as válvulas niveladoras tiveram um desenvolvimento significativo a partir dos anos 60. Mola utilizada como brinquedo. redução dos custos e dos tempos de manutenção. • Torção: alguma mola projetada ser torcido melhor que comprimido ou estendido. e cónica: molas helicodais e cónias são tipos de molas de torção. A preferência por este tipo de suspensão entre os caminhões. é empregada também em vagões ferroviários e de metrô. a FIRESTONE desenvolveu molas pneumáticas de duas convoluções que foram incorporadas ao projeto desse ônibus cuja produção iniciou-se em 1953. • Lâmina: quando montada em feixes é usada na suspensão traseira de veículos pesados de veículo . Em 1944 para atender a solicitação de desenvolvimento de um novo modelo de ônibus que necessitava de uma suspensão que reduzisse os choques e vibrações transmitidas ao veículo e passageiros. Pela mesma razão. devido à maior proteção oferecida à carga. apenas uma lâmina interruptores elétricos. Tipos • Helicoidal (ou bobina): feita enrolando um fio em torno de um Mola. para compensar a inclinação do veículo causada pela carga do porta malas ou pelo reboque. a suspensão a ar é muito utilizada na montagem de ônibus. • Faixa de borracha: uma mola de tensão onde a energia é armazenada esticando o material. • Espiral: usada nos pulsos de disparo e nos galvanômetros.Mola 31 Mola Uma mola é um objeto elástico flexível usado para armazenar a energia mecânica. Suspensões a ar com molas FIRESTONE foram apresentadas pela primeira vez em automóveis experimentais em 1935. . Mais recentemente. especialmente no transporte urbano.

ou deformar-se permanentemente. Para deformações além do limite elástico . A lei de Hooke da elasticidade indica que a extensão de uma haste elástica (seu comprimento distendido menos seu comprimento relaxado) é linearmente proporcional à sua tensão e à força usada para esticá-la. e a lei de Hooke não pode ser significativamente aplicada a estes materiais. rompe-se a sua constante elástica K. pode também ser definida como um plano inclinado envolvido em torno de um eixo. Seus usos principais são como elemento de fixação que engata os objetos. uma mola pode ser vista como um dispositivo que armazene a energia potencial esticando as ligações entre os átomos de um material elástico. e uma mola pode formar ondas. ou seja. A lei de Hooke é realmente uma conseqüência matemática do fato que a energia potencial da haste está no estado relaxado. Parafuso O parafuso é um eixo com um sulco ou uma linha helicoidal dado forma em sua superfície.Mola 32 Teoria Na física clássica. Parafuso para madeira . Similarmente. Esta lei relaciona-se somente quando ha deformação (extensão ou contração). Muitos materiais não têm nenhum limite elástico claramente definido. a contração (extensão negativa) é proporcional à compressão (tensão negativa). as ligações atômicas começam a serem rompidas.

(g) a Tri-Asa. onde os parafusos de baixa qualidade podem falhar. que possa ser cilíndrico ou cónico. podem ser aplicados para uma sustentação que requer uma força moderada e grande resistência à corrosão ou isolação elétrica. e colando são algumas as alternativas. O material pode ser manufaturado com a hélice de acoplamento (batida). com muitas variedades de aço que são talvez os mais comuns. Também para o parafuso passar a direita através do material que está sendo prendido e fornece a compressão. um teste padrão distintivo do funcionamento é imprimido nas cabeças para permitir a inspeção e o validação da força do parafuso. tendo por resultado danos ou ferimento. soldando . Os parafusos com linhas da mão esquerda são usados em casos excepcionais. À cabeça é dada uma forma especial para permitir que uma chave de fenda ou philips prenda o parafuso ao dirigi-lo para dentro do material. O mesmo tipo de parafuso pode ser feito em muitas classes diferentes do material. pinos de mola . Onde é necessário resistência ao tempo e a corrosão . o aço inoxidável. Modernos parafusos empregam uma variedade larga movimentação. Nos parafusos SAE. O eixo tem um cume ou uma linha helicoidal dado a forma nele. rebitar . pregar . Um parafuso que seja apertado girando-o no sentido horário é dito ter uma linha right-hand . Mesmo a porcelana e o vidro podem ser moldados as linhas de parafusos que são usadas nas aplicações tais como isoladores elétricos. (h) Torq-Ajustou-se. automóveis. Para aplicações críticas de elevada tensã/força.Parafuso 33 Parafuso Um parafuso usado como um prendedor consiste em um eixo. cada uma que requer um tipo diferente da ferramenta para apertá-los ou extrai-los. (c) Pozidriv. Materiais e força Os parafusos são feitos em uma larga gama de materiais. Alguns tipos de plástico. ' Quando os parafusos não podem ser usados. (a) Fenda. Tais parafusos inferiores são um perigo à vida e à propriedade quando usados em aviões. Têm um poder Tipico parafuso phillips usado em computadores de fixação maior do que pregos e permitem a desmontagem e reutilização. o bronze são os materiais mais utilizados. o titânio . (b) Phillips. Os parafusos podem normalmente ser removidos e reintroduzidos sem reduzir sua eficácia. ou o parafuso pode criá-la quando dirigido primeiramente dentro (um parafuso self-tapping). (d) torx. (f) Robertson. caminhões pesados. e em uma cabeça. (i) chave de boca . e aplicações críticas similares. (e) hex. A linha acopla-se com uma hélice complementar no material. tais como o nylon ou Teflon.

com/ reviews/ screwtypes. Na atualidade o parafuso está presente em praticamente todos os aparelhos e estruturas construídos pelo homem.) foi responsável pela invenção do parafuso. Os parafusos de metal só apareceram na Europa a partir do ano de 1400. Historia do parafuso Na antiguidade. um dispositivo similar foi patenteado por David Wilkinson nos Estados Unidos no ano seguinte. os parafusos de madeira foram usados em todo o mundo Mediterrâneo em dispositivos como prensas de óleo e de vinho. 1952 • Tipos de parafusos [1] • (em inglês) Tipos de cabeças de parafusos [2] • (em inglês) Thread repair kit [3] Referências [1] http:/ / www. br/ destec/ DESTEC-LIVRO/ paginas/ 10. htm [2] http:/ / www.Parafuso 34 Ferramentas de parafusos A ferramenta de mão usada para apertar a maioria dos parafusos são chamadas de chave de fenda. No 1o século aC. torquímetro. chave allen entre outros. Existem também outros padrões de parafusos empregados. com/ kit/ .. uni-coil. lara. O britânico Rudolf Jours (Rodolfo Dias. .350 aC. htm [3] http:/ / www. A ferramenta da mão para apertar os parafusos de cabeça sextavada é chamada uma chave de boca (tamanho fixo para cada parafuso) ou chave inglesa (tamanho variável conforme o parafuso). cujas chaves herdam os nomes: chave philips. no Brasil) patenteou o parafuso de fenda em 1797. ufrgs. Ligações Externas Cilindro de 87 quilogramas. o matemático grego Archytas of Tarentum (428 .

mas outrora comum em madeira. lisa ou sulcada em sua periferia. Após liberarmos o sistema do repouso. transferindo movimento e energia a outro objeto. Nessa configuração com duas polias. (mesmo sentido da referência adotada). A figura 2 logo abaixo mostra uma aplicação de polias para reduzir a força necessária para levantar um objeto. o movimento do corpo A será para baixo. Funcionamento Uma polia presa a um suporte mantém dois corpos A e B suspensos e unidos por um fio inextensível (não muda de Uma roldana / polia. pode-se deduzir alguns resultados. a força de tração T necessária para segurar um objeto de peso P é igual à metade P: . Uma polia é constituída por uma roda de material rígido. Quando associada a outra polia de diâmetro igual ou não. Considerando que o corpo A tem uma massa mA > mB (massa de B). Acionada por uma correia. tamanho) e massa desprezível. utilizada para transferir força e movimento. corda ou corrente metálica a polia gira em um eixo. a polia realiza trabalho equivalente ao de uma engrenagem. normalmente metal.Polia 35 Polia Uma roldana (também chamada de polia no Brasil) é uma peça mecânica muito comum a diversas máquinas.

n = Número de roldanas móveis. mas o deslocamento da mão será o dobro do deslocamento da massa M. quatro ou mais polias para se obter situações adequadas a algum caso específico. • • • • • Fp = Força potente.Polia 36 Relações de força Numa polia fixa. Fr = Força resistente.Logo. Diferentes tipos de polias As polias podem ser utilizadas em distintas configurações. Nesta nova posição. A velocidade de elevação da massa será a metade da obtida no caso anterior. • Talha: configuração de várias roldanas móveis e uma roldana fixa. F=P O trabalho realizado para elevar o objeto de uma certa distância d é exatamente o trabalho realizado pela força peso. se a corda estiver tangenciando a roldana. o objeto ganha energia potencial. que influenciam na razão entre a força potente e força resistente. Se for usada uma polia móvel juntamente com outra fixa. = = igual. Pode-se associar três. é exatamente igual em módulo. • Polia móvel: divide a força resistente entre o ponto de fixação da corda e a força potente. • Polia fixa: somente altera a direção e o sentido da força. a força necessária será a metade. isso afetará o torque mas não a força envolvida. • Cadernal: configuração de várias roldanas móveis e o mesmo número de roldanas fixas. supondo que a polia esteja sem atritos. . Se a polia tiver um diâmetro pequeno ou grande. a força F realizada para elevar um peso P. / = dividido.

Nestes casos o instalador coloca o afixador de rebites (em geral um martelo) contra a cabeça e segura uma barra de resistência contra a ponta. Uma vez instalado. . Rebites grandes e duros podem ser instalados com maior facilidade com uma ferramenta de contato em suas extremidades. A barra de resistência é Uma ponte rebitada sobre o Rio Orange. na África do Sul. quando a espiga preenche o orifício. Sua instalação é feita num orifício pré-perfurado. Rebites pequenos e mais maleáveis são os de uso mais comum. através do achatamento (deformação por golpes) da ponta.5 vezes o seu diâmetro original.Rebite 37 Rebite O rebite ou arrebite é um fixador mecânico metálico. que pode segurar a tensão de carga. Uma chapa rebitada de uma locomotiva a vapor. expandindo-se até 1. similar a um prego ou pino. consiste num cilindro com uma cabeça em uma das extremidades. um bloco metálico sólido. especialmente amoldado para o trabalho. que o pressionam até deformar. o rebite apresenta uma cabeça em cada extremidade. Uso Há várias formas de se fixar o rebite. prendendo o rebite. Antes de sua instalação. semipermanente. são usados tipos de parafusos especiais. prendendo-o de forma definitiva. paralela ao eixo da espiga. Para resistir a tensões de carga perpendiculares ao eixo.

por causa do eixo.Rebite 38 Terminologia • • • • Cabeça . e 1/16". Rebites ocos Rebites ocos são tubulares. razão pela qual são populares. o rebite oco não tem grande utilidade quando visa a união de superfícies sob cargas maiores. são mais propensos à corrosão e maior folga. uma vez que não possuem a mesma resistência daqueles de estrutura maciça. .o "corpo" do rebite. Esses rebites são de uso relativamente fácil e exigem pouco trabalho para sua instalação. antes de seu achatamento na ponta. e são afixados com o uso de um eixo no centro.extremidade oposta à cabeça. Entretanto. e que vem a ser deformada.parte saliente e achatada do rebite. Espiga . Além disso. Puxador ou puxadeira é a ferramenta utilizado por serralheiros para a retirada de rebites. Veja também • Martelo Três rebites ocos em alumínio: 1/8". quando da instalação. Ponta . 3/32".

A evolução das rodas dos automóveis se originou diretamente das rodas das antigas carruagens puxadas a cavalos. às quais eram. A roda transmite de maneira amplificada para o eixo de rotação qualquer força aplicada na sua borda.500 anos atrás. Mais tarde. mas possivelmente era assim que os egipcios conseguiam deslocar suas pedras na construção das piramides posteriormente usando rampas e planos inclinados simples. a primeira roda para uso vertical num veículo de tração animal foi encontrada nos Montes Zagros centrais. a roda transmite de maneira reduzida para a borda qualquer força aplicada no seu eixo de rotação. possivelmente pertencente a povos proto-arianos em expansão pela região. A roda é também o princípio básico de todos os dispositivos mecânicos. o objetivo dela é diminuir a fricção total de arrasto de um objeto entre dois (ou mais) pontos em uma superfície. caracterizada pelo movimento rotativo no seu interior. velocidade e distância é a relação entre o diâmetro da borda da roda e o diâmetro do eixo. este rolo se transformou em disco. A roda não é muito útil para o transporte sem a presença de estradas. idênticas. . Similarmente. a princípio. amplificando a transmissão tanto da velocidade quanto da distância que foram aplicadas.Roda 39 Roda A roda é uma das seis máquinas simples com vastas aplicações no transporte e em máquinas mecânicas. a roda é o maior invento de todos Uma roda. Acredita-se que seus inventores foram os povos que habitavam a antiga Mesopotâmia. Aplicações Transporte No transporte de objetos. É interessante notar que a superfície por onde a borda da roda se desloca deve ser preparada a priori para aumentar a eficiência da roda. os tempos. necessita se arrastar por uma distância menor do que a distância percorrida pela borda da roda em contato com a superfície. O fator importante para determinar a transmissão de força. porem grandiosos e altos. reduzindo a transmissão tanto da velocidade quanto da distância que foram aplicadas. porém seu uso no neolítico era meramente pelos oleiros para fazer instrumentos de barro a exemplo da ceramica. História da Roda Para muitos cientistas. colocado no seu eixo. É também interessante notar que embora a roda seja uma maneira eficiente de transporte. pouco a norte de Elam. atual Iraque. Foi originada do rolo (um tronco de árvore). acerca de 5. não se sabe porem se antes de surgirem as rodas. os proprios troncos eram usados como rodas. porque o eixo sempre reduz a transmissão da distância percorrida pela borda da roda. É uma mera sintetização/otimização dos rolos/troncos de arvores que inicialmente eram usados pra boiar na agua como proto-canoas que tambem foram logo melhoradas com o tempo. O objeto sendo transportado. as formas de vida usam-na de maneira muito limitada nesse sentido.

Eixo de rotação Eixo de rotação é o eixo (material ou não) em volta do qual se realiza um movimento de um corpo. . Esquema denotando um eixo de rotação de uma esfera. a roda age principalmente acoplando-se a outras rodas. o qual tem em cada ponto seu a mesma velocidade angular.Roda 40 Máquinas Em máquinas. O eixo é geralmente representado por uma reta espacial. de modo a transmitir velocidade e torque através do seu típico movimento circular. Exemplos de rodas especializadas usadas em máquinas são a engrenagem e a polia.

criando uma diferença de pressões entre ambas as superfícies das pás. Também descobriram que o ângulo de ataque em relação ao movimento variava de ponto para ponto nas pás e portanto seria A hélice de um avião comercial Q400 (Dash 8) . que ao ser girado segundo o seu eixo causa propulsão e cada pá descreve no espaço uma trajectória que é. que a usou no seu motor a vapor. No século III a. o filósofo grego Arquimedes desenvolveu o parafuso de Arquimedes com o objectivo de transportar água até à superfície e por volta de 1090 Cruzados Europeus encontraram moinhos de vento no médio oriente. História Estima-se que a origem da hélice remonte aos tempos do Antigo Egipto mas sabe-se que na Antiga China as hélices já eram usadas para propulsionar embarcações. uma hélice geométrica. Leonardo da Vinci desenhou planos para um helicóptero primitivo que fazia uso de uma hélice sólida. foi instalada num pequeno barco (hoje conhecido como lancha) por Frederick William Lanchester também em Birmingham e foi testada em Oxford. A primeira hélice montada num motor.41 Outros Elementos Hélice Hélice é um termo andrógino (ver secção de Curiosidade Linguística) que designa um conjunto de pás com um mesmo centro. sem pás. de facto. No entanto a hélice só se tornou popular quando Isambard Kingdom Brunel decidiu aplica-la em vez de uma roda de água (paddle wheel em inglês) para mover o navio SS Great Britain. foi instalada pelo engenheiro escocês James Watt em Birmingham na Inglaterra.C. Este instrumento de propulsão ou tração está geralmente acoplado a algum tipo de motor que empurra o que está em redor (geralmente ar ou a água) convertendo energia rotacional em translaccional e deslocando o objeto a que se encontra acoplado (exemplos: aviões. A primeira hélice movida por um motor de combustão interna. A forma de aerofólio torcido nas hélices dos aviões modernos foi Hélice do navio USS Churchill introduzida pelos irmãos Wright quando descobriram que o conhecimento que havia de hélices (sobretudo naval) era obtido por tentativa e erro e que ninguém sabia ao certo como funcionavam. helicópteros) ou o fluido à sua volta (exemplo: ventoinha). As pás de hélice agem como asas e produzem força obedecendo ao princípio de Bernoulli e à 3ª lei de Newton. Eles descobriram que uma hélice funciona como uma asa e usaram dados por eles conseguidos nas suas experiências com asas no túnel de vento.

Há vários factores que contribuem para a eficiência de uma hélice como o ângulo de ataque das pás. 42 Aviação Hélices de Aviões Eficiência A eficiência mecânica de uma hélice é dada por Um operário a rodar uma hélice Hamilton Standard 54H60 da Marinha dos EUA no motor nº 4 do EP-3E Orion como parte dos testes pré-vôo. As hélices são semelhantes em secção de perfil alar a asas de baixa resistência e como tal não são eficientes quando operam em ângulos de ataque que não o óptimo. criando um aerofólio. ao longo da envergadura de cada pá. O Orion é um avião anti-submarino.cerca de um século depois. As suas pás de hélice originais são apenas menos 5% eficientes que as suas equivalentes actuais . o que fez com que fossem menos eficientes que as dos irmãos Wright. Um ângulo de ataque das pás pequeno tem um bom desempenho em relação à resistência mas gera pouco impulso enquanto que ângulos grandes têm o efeito contrário. Estas tinham pouca curvatura e não tinham qualquer torção ao longo da envergadura. Ele aplicou o conhecimento adquirido de experiências com aeronaves para fazer uma hélice com veio de aço e pás de alumínio no seu biplanador 14 bis. Alguns dos seus projectos usam uma folha de alumínio dobrado como pás. . O melhor ângulo de ataque das pás é quando estas actuam como pequenas asas. ou o ângulo entre a direcção da velocidade resultante do escoamento e a direcção de rotação das pás. ou torção. gerando mais sustentação do que resistência.Hélice necessário introduzir nas pás da hélice uma curvatura. Alberto Santos Dumont foi outro pioneiro. São necessários sistemas de controlo para sincronizar com precisão o ângulo de ataque das pás com a velocidade de vôo e com a velocidade do motor. Uma hélice bem projectada tem uma eficiência de cerca de 80% quando está a trabalhar no melhor regime. tendo projectado hélices antes dos irmãos Wright apesar de não serem tão eficientes. . Esta foi a primeira vez que o alumínio foi usado na construção de hélices.

que tinham mais que um motor. tendo o piloto que puxar o controlo das hélices para trás de modo a desactivar os pinos de paragem de ângulo elevado antes de o motor parar. o C-130 Hercules). Isto é usado para desacelerar o avião após a aterragem para evitar o desgaste de travões e pneus e nalguns casos o avião pode mesmo andar de marcha-a-trás na pista. No entanto Hélices de um Hercules C. com óleo do motor a actuar como fluido hidráulico. Este tipo de controlo que era no início feito manualmente pelo piloto. o piloto pode cancelar manualmente o mecanismo de velocidade constante para inverter o ângulo de ataque das pás manualmente. Estes sistemas tinham a vantagem de serem simples e não necessitarem de controlo externo. Dependendo do design. As hélices controladas electricamente foram desenvolvidas durante a Segunda Guerra Mundial e foram usadas extensivamente em aviões militares.de "feather" ou pena.Hélice 43 Passo da hélice & feathering O objectivo de variar o ângulo da pá com uma hélice de passo variável. Aumentando o número de pás diminui o trabalho que cada pá terá que realizar. As hélices com "feathering" foram desenvolvidas para caças militares antes da Segunda Guerra por estarem mais sujeitos a falhas e avarias nos combates. A maioria destes sistemas detectam uma queda na pressão do óleo e movem as hélices para a posição em feather. Na maioria dos aviões este sistema é hidráulico. Aumentando o aspect ratio (relação entre o comprimento e a largura) das pás reduz a resistência mas o impulso produzido depende da área da pá. Estas hélices permitiam ao piloto escolher uma velocidade angular para obter potência máxima no motor ou máxima eficiência.4 da RAF britânica em posição "feather". Isto denomina-se "feathering" (terminologia inglesa . Usar menos pás numa hélice causa menos efeitos de interferência entre as pás. o piloto pode ter que accionar um interruptor para anular os pinos de paragem e completar o processo de "feathering". significa tornar o avião mais "leve" ou aerodinâmico. mas era dificil associar um desempenho particular da hélice às condições do avião. e um dispositivo de controlo (governor device em inglês) actuava em ciclo fechado para variar o ângulo da pá. limitando o . Um avanço nesta tecnologia foi a criação da hélice a velocidade constante. o que significa que terá de haver um compromisso. dando impulso no sentido oposto ao original. é manter um ângulo óptimo (maximizando o rácio de sustentação sobre resistência) nas pás da hélice enquanto a velocidade do avião varia. mas a área das pás terá que ser suficiente para transmitir a potência disponível dentro de um determinado diâmetro. passou a ser feito por sistemas automáticos que compensam o momento torçor provocado pela centrifugação nas pás com contrapesos numa mola e com as forças aerodinâmicas nas pás. Existem hélices de passo variável em que as pás podem ser rodadas paralelamente ao escoamento para reduzir a resistência e aumentar a distância a planar em caso de avaria do motor. Os sistemas de controlo dos turbopropulsores possuem um sensor de torque negativo nas engrenagens que move as pás para a posição em feather quando o motor deixa de fornecer potência às hélices. noutros casos o processo pode ser totalmente automático. oferecendo menos resistência aerodinâmica de modo a poder planar a uma maior distância). que os bombardeiros por exemplo. as hélices com "feathering" actuais são apenas usadas em aviões com mais do que um motor com o objectivo de melhorar a velocidade mínima de controlo em ar do avião (Vmc). mantendo as RPM (rotações por minuto) selecionadas pelo piloto. Nalguns aviões (por exemplo. Aspect Ratio O número e a forma das pás influenciam a experiência de vôo e o desempenho. Portanto usar pás com aspect ratio elevado pode levar à necessidade de se usar hélices com diâmetro inaplicável.

são mais indicadas para turbinas eólicas na geração de energia elétrica. Portanto. Contudo em aviões de pequeno porte o custo acrescido.85) apropriadas para companhias aéreas. que operam a Mach 0. Quando a ponta de uma pá alcança velocidades supersónicas. uma fã produz muito impulso para um determinado diâmetro. a ponta da pá vai atingir a velocidade do som antes do próprio avião (em teoria um avião a hélice poderia alcançar uma velocidade máxima de 845 km/h (Mach 0. sobretudo militares. Os aviões de pequeno porte dispensam com três pás cada. a velocidades superiores a Mach 0. Fans em aviões Uma fã (termo inglês que significa ventoinha) é um tipo de hélice com um número muito grande de pás. que no caso das hélices se trata de um limite de desempenho considerável. Como a velocidade do ar em relação às pás é igual à velocidade rotacional destas mais a velocidade axial do avião. o que faz com que as pás se dobrem para trás durante o vôo. A contra-rotação é também uma maneira de aumentar a potência sem aumentar o diâmetro da hélice e anula o efeito de torque nos motores de alta potência assim como os efeitos de precessão giroscópica. mas o valor real é mais baixo). o peso e o ruido do sistema raramente compensam.7–0. Se o escoamento for supersónico. em geral. O design é semelhante ao das asas transónicas. Existem certos aviões a hélice. Têm havido esforços no sentido de desenvolver hélices para aviões a velocidades subsónicas altas (perto da velocidade do som). Pondo a fã numa conduta fechada são criados padrões de escoamento específicos dependendo da velocidade de vôo e do desempenho . a resistência e o momento torçor aumentam repentinamente e forma-se uma onde de choque ruidosa. aviões com hélices convencionais não voam. Como tal. São exemplos o Antonov An-70 e o Tupolev Tu-95. mas a proximidade das pás significa que cada uma afecta o escoamento das outras. embora o ruido gerado seja tremendo.6.7) ao nível do mar. Estas hélices são mais eficientes que as turbo-fans e permitem alcançar velocidades de cruzeiro (Mach 0. nesse caso uma delas é fixada na carcaça do estator e a outra no eixo do indutor. Essas hélices de passes invertidos. a complexidade.Hélice número de Mach local. É usado um número elevado de pás para reduzir o trabalho realizado por cada pá que reduz assim a força de circulação sendo também usada contra-rotação. Velocidade Supersónica O desempenho de uma hélice é afectado à medida que as pás ultrapassam a velocidade do som. uma caixa de velocidades mas em aviões maiores e/ou com turbopropulsores é essencial. A hélice está normalmente ligada a um veio que ou está ligado directamente ao motor ou se liga a uma caixa de O caça P-51 Mustang dos EUA com duas hélices contra-rotativas velocidades.8 ou mais apesar de haver um decréscimo significativo na eficiência. esta interferência pode ser benéfica se esse escoamento puder ser comprimido através de uma série de ondas de choque em vez de apenas uma. 44 Hélices contra-rotativas Hélices contra-rotativas usam uma segunda hélice que roda no sentido contrário à hélice principal para aproveitar a energia cinética perdida no movimento circular do escoamento. São usadas pás com uma secção fina. A velocidade máxima relativa é mantida tão baixa quanto possível através de um controlo cuidado do ângulo de ataque para permitir que a hélice tenha um passo elevado.

John Ericsson instalou um hélice na Turtle de Bushnell em 1775 em parafuso num navio que mais tarde navegou através do Oceano Atlântico em 40 dias. Josef Ressel projectou e patenteou um hélice em parafuso em 1827. O hélice em parafuso substituiu a roda de água devido à sua grande eficiência. A invenção de Bushnell. Estes hélices foram introduzidas na segunda metade do século XVIII. Enquanto que por uma lado há uma perda na eficiência já que a fã recebe escoamento de uma área mais reduzida e portanto usa menos ar. daí o seu nome. Francis Pettit Desenho dos hélices em parafuso Smith testou um semelhante em 1836. o preço. O design do hélice estabilizou por volta de 1880. mas os inventores experimentaram diferentes tamanhos de perfil e várias pás. a sua velocidade reduz-se e a pressão e a temperatura aumentam.Hélice do motor. Uma mistura de hélices em parafuso e rodas de água ainda era usada nesta altura (vide a SS Great Easternde 1858). Se o avião estiver a uma velocidade subsónica alta o ar entra na fã a uma velocidade Mach baixa e a alta temperatura aumenta a velocidade do som local. hélice é tratado como sendo do gênero masculino. o (Turtle) em 1775 usava hélices em parafuso movidos à mão para obter propulsão vertical e horizontal. Robert Fulton tinha já testado e rejeitado os hélices em parafuso. Hélice com sentido de giro à direita em um navio moderno. reduzida complexidade no sistema de transmissão e o facto de ser menos susceptível a danificar-se. por exemplo. por outro lado a conduta retém eficiência a velocidades superiores onde hélices convencionais teriam uma eficiência pobre. O ruido também é reduzido pela conduta e caso uma pá se separasse da hélice. ao contrário da aeronáutica. Uma fã ou hélice numa conduta também oferece certos benefícios a velocidades baixas mas a conduta teria que ter formas diferentes para altas e baixas velocidades. À medida que o ar entra na conduta. 45 Marinha Hélices de navios e submarinos Tanto na Marinha Brasileira como na Marinha Portuguesa. Os projectos iniciais deviam muito ao desenho do parafuso comum. Mais tarde os hélices consistiam em duas pás que de perfil tinham o tamanho equivalente ao de uma rotação dum parafuso correspondente em diâmetro (daí a designação de passo do hélice). . No entanto o peso. reduzido tamanho. Este design era o mais comum. Em 1839. a conduta iria conter os danos. especialmente se usada em guerra. a complexidade e até certo ponto o aumento de resistência aerodinâmica influenciam a escolha deste tipo de sistema. No principio do século XX os navios movidos a rodas de água estavam completamente ultrapassados. As rodas de água eram o mecanismo propulsor mais popular nestes primeiros navios. A maior quantidade de ar à entrada faz a fã operar a uma eficiência equivalente a uma hélice maior sem conduta. A propulsão mecânica de navios começou com a máquina a vapor.

Este design preserva a eficiência do impulso e reduz a cavitação sendo por isso muito silenciosa.[1] Hélices de Eixo Transversal A maioria das hélices possui o seu eixo de rotação paralelo à direcção do escoamento. a ventilação é reduzida pois está mais longe das ondas da superfície e de outras bolsas de ar que poderiam ser atraidas para o escoamento. a pressão do lado da entrada de escoamento nas pás pode descer abaixo da pressão de vapor da água criando uma bolsa de vapor. embora a maioria das tentativas não tenha tido sucesso [2]. em que a rotação é perpendicular ao escoamento. Este efeito dissipa a energia. . impulso e controlo. Tal como nas pás de alguns aviões. No entanto. causando uma perda de impulso e uma vibração acrescida do veio. A grandes velocidades de rotação ou sob grandes cargas (coeficiente de sustentação elevado nas pás). tirando partido da borda do aerofólio para encorajar a recirculação necessária à sustentação. A fanwing é um dos únicos sistemas que voou. Um efeito semelhante dá pelo nome de de giro esquerdo ventilação. dando ao hélice um aspecto de taça. que ocorre quando um hélice que opera perto da superfície da água atrai o ar para as pás formando pequenas bolhas. as pontas das pás de um hélice skewback são torcidas na direcção contrária à da rotação. Flapping flight ainda é mal compreendida e quase não é usada em engenharia devido ao entrelaçar das forças de sustentação. as pás são inclinadas para trás ao longo do eixo longitudinal. Além disso. Hélice Skewback A hélice skewback é um tipo avançado de hélice usado no submarino Type 212 Alemão. sem no entanto causar qualquer dano à superfície das pás. que deixa de transmitir força à água eficientemente.Hélice 46 Cavitação A cavitação pode ocorrer quando se tenta transmitir demasiada potência ao hélice. a cavitação pode ser usada como uma vantagem na projecção de hélices de Danos de cavitação evidentes num hélice de um barco alto desempenho. torna o hélice ruidosa devido ao colapsar das bolhas de vapor e erode a superfície das pás devido às ondas de choque localizadas contra a superfície. Uma hélice Voith-Schneider. Pás de hélices que conseguem mudar o seu ângulo de ataque durante a rotação ciclicamente possuem aerodinâmica semelhante a flapping flight [3]. Ambos os efeitos podem ser amenizados se for aumentada a profundidade a que o hélice está submersa: a cavitação é reduzida porque a pressão hidroestática aumenta a margem da pressão de vapor. no entanto houve já tentativas de propulsionar veículos usando os mesmos princípios das turbinas de vento de eixo vertical.

hrs. mas ainda não se moveram. Pode ser diferenciado em coeficiente de atrito dinâmico ou de atrito estático de acordo com a situação na qual se determina tais coeficientes: • Coeficiente de atrito dinâmico ou cinético: presente a partir do momento que as superfícies em contato apresentam movimento relativo.</ref>[1] • Lubricated friction is a case of fluid friction where a fluid separates two solid surfaces. o atrito aumenta e é mais difícil manter o dedo se movendo pela superfície. ao contrário do que se poderia imaginar. html Atrito Em física. que a embarcação anule o efeito de ondas. no contato entre superfícies sólidas o coeficiente de atrito dinâmico será sempre menor (mas não necessariamente muito menor) que o coeficiente de atrito estático: . o Voith-Schneider Propeller é outro exemplo de propulsor de sucesso actualmente muito solicitado em embarcações rebocadoras. a componente vertical da força de contato. dsl. geralmente.[2] [3] [4] O atrito resulta da interacção entre dois corpos Apesar de sempre paralelo às superfícies em interação.. com/ MUSEUM/ TRANSPORT/ cyclogyro/ cyclogyro. Ferdinand P. é representado por . quanto maior for a Força Normal maior será o atrito. tornando-se absolutamente estável. cornell. a força de atrito não depende da área de contato entre as superfícies. apenas da natureza destas superfícies e da força normal que tende a fazer uma superfície "penetrar" na outra.Hélice 47 Voith-Schneider Mesmo não sendo um hélice.[5] [6] Coeficiente de atrito Relaciona-se o grau de rugosidade das superfícies e ao "acoplamento" entre os dois corpos.Beer. A força de atrito é sempre paralela às superfícies em interação e contrária ao movimento relativo entre eles. Entretanto. inclusive. É gerada pela aspericidade dos corpos (vide figura "ilustrativa"). Representado por . o atrito é a componente horizontal da força de contato que atua sempre que dois corpos entram em choque e há tendência ao movimento. Sua rapidez na transição de direção e intensidade de empuxo permite. • Coeficiente de atrito estático: determinado quando as superfícies em contato encontram-se em iminência de movimento relativo. Relaciona a força de atrito cinético presente nos corpos que se encontram em movimento relativo com o módulo das forças normais que neles atuam. Trata-se de uma grandeza adimensional. dispensa o leme além de proporcionar imediata resposta ao comando. o atrito entre estas superfícies depende da força normal. pipex. mantidas as demais variáveis constantes. 1996. Sixth ed. news. fr/ silent-propellers. Passar um dedo pelo tampo de uma mesa pode ser usado como exemplo prático: ao pressionar-se com força o dedo sobre o tampo. não apresenta unidade. Relaciona a máxima força de atrito possível (com as superfícies ainda estáticas uma em relação à outra) com a(s) força(s) normal(is) a elas aplicadas. convertida em energia térmica e/ou quebra de ligações entre moléculas. htm [3] http:/ / www. Para efeito de diferenciação.[1] A energia dissipada pelo atrito é. francehelices.]: McGraw-Hill. como ocorre ao lixar alguma superfície. aqpl43. Vector Mechanics for Engineers. Comparando-se os módulos dos dois coeficientes. [1] Illustrations of skewback propellers (http:/ / www. ou seja.l. edu/ releases/ March00/ APS_Wang. htm) [2] http:/ / www. [S.

tem a mesma intensidade do peso do corpo. e conforme esperado atua de forma a contrariar o deslizamento dos pneus sobre a pista e de forma a contrariar o movimento do carro em relação ao solo. Algo similar ocorre no pneu em rolamento. de modo que as rodas sejam travadas. Repare que a reação a esta força. Se o pneu não "patina". A força de atrito dinâmico se opõe sempre a este deslizamento. mas o ponto de contato é estático. Entretanto. medida em Newtons. e esta força de reação.[5] Exemplo clássico também se encontra quando tem-se um carro se movendo em uma estrada e o motorista freia bruscamente. onde é o coeficiente de é a massa do atrito (dinâmico ou estático) e a força que é normal à direção do movimento (no caso de o corpo estar em um plano horizontal. a força de atrito sobre a caixa devido ao atrito com a base de apoio será uma força de atrito agora dinâmica. Ela ainda estará apontando para frente. a força de atrito sobre os pés continua sendo de caráter estático mesmo quando o homem caminha. mas nesse caso a força de atrito estático sobre os pés estará apontando para frente.[6] Para o caso de um homem empurrando uma caixa deve-se considerar que. é a força de atrito. considerando que este não escorrega mesmo quando a caixa entra em movimento. enquanto sobre fluidos newtonianos. Repare que há sempre um par ação-reação de forças de atrito: se há uma força de atrito no caixote aponta para trás. sendo a força de atrito sobre a caixa contrária à tendência de deslizamento da caixa para frente. se a caixa ainda está em repouso enquanto o homem aplica a força. a força de atrito estará atuando no sentido a impedir o deslizamento dos pés para trás. tende a empurrar o solo para frente. suposta estática ao chamá-lo. a força de atrito sobre o solo.quando observado pela mãe do menino.[7] 48 Atrito dinâmico ou cinético Chama-se de força de atrito dinâmico a força que surge entre as superfícies que apresentam movimento relativo de deslizamento entre si.Atrito No caso de deslizamento sobre fluidos chamados não-newtonianos essa relação pode mudar. só rola. sendo esta força de atrito sobre os pés em verdade a força responsável pelo movimento do homem (e do caixote) para frente. que tem sobre sua caçamba um pequeno cubo de madeira. maior será o atrito entre os corpos. e atua nos corpos de forma a sempre contrariá-lo (tentar impedí-lo). o atrito a se considerar é o estático. a força de atrito entre a caixa e o plano de apoio será de atrito estático. O carro irá parar por causa da força de atrito que surge sobre os pneus graças ao contato do pneus com o solo. A força de atrito cinético pode ser calculada pela seguinte expressão: • . . Caso a caixa deslize. ou seja. mas nem sempre mostra-se oposta ao movimento observado do corpo. que neste caso atua na direção do movimento do cubo . objeto e é a aceleração do campo gravitacional no local). Considere um menino que puxa um pequeno caminhão. atuando na base. fazendo o cubo escorregar pela caçamba. Quanto maior for a força normal. onde . O pneu como um todo se move. tentando impor movimento ao homem (e à caixa). para o caso dos pés do homem. aponta para a frente. c pode ser d (dinâmico) ou e (estático) e . independe da condição de movimento. há uma segunda força de atrito atuando na base que o sustenta (no solo). contudo mesmo sendo de caráter estático estará aplicada em um corpo que se move. mas ainda estará se opondo ao deslizamento das superfícies em contato e também ao movimento da caixa. A força responsável por colocar o cubo em movimento quando o menino puxa bruscamente o caminhão. ainda estará se opondo ao deslizamento dos pés sobre o solo. sobre os pés do homem. em sentido oposto à primeira. Da mesma forma.

que pode ser calculada segundo a expressão: onde é o ângulo de inclinação em relação à horizontal. é necessário calcular a força de atrito em situações especiais. há uma força limite que o homem pode aplicar na caixa sem que o caixote se mova: a componente desta força paralela à superfície iguala-se à de atrito estático máxima. Nesse circunstância.Atrito 49 Atrito estático Chama-se de força de atrito estático a força que se opõe ao início do movimento entre as superfícies. conhecendo-se esta força normal e também os coeficientes de atrito. a componente paralela da força que ele passa a exercer para manter o caixote se movendo iguala-se em módulo à força de atrito dinâmico. nota-se que se pode gradualmente ir aumentado a força sobre a caixa sem que esta entretanto se mova. e mostra-se relativamente independente da velocidade do caixote (para baixas velocidades). basta utilizar a fórmula para obter a Força de Atrito (e a força que se tem que fazer ) para se abrir tal garrafa. Matematicamente a força de atrito dinâmico relaciona-se com a força normal mediante a seguinte equação: • E a força de atrito estático máxima relaciona-se com a força normal da seguinte forma: • (análogo ao atrito dinâmico) Alguns Casos de Atrito Em alguns casos. e. A pressão da rolha atuando sobre a área de contato irá fornecer a Força Normal entre a rolha e o gargalo de vidro. é justamente a força de atrito estático que atua na caixa. Observe a seguir alguns exemplos: Rolha em garrafa Nesse exemplo. e portanto estará orientada paralelamente ao plano. Chama-se força de atrito estático máxima à máxima força de atrito estático que pode existir entre duas superfícies sem que estas entretanto deslizem uma sobre a outra. em módulo. o que é necessário para manter a caixa em repouso. Por exemplo. Neste caso. precisamos antes achar a área de contato entre a rolha e o bocal. Atrito no plano inclinado Quando um corpo está sobre um plano inclinado e sob ação exclusiva da gravidade. e que a esta se soma para dar uma resultante nula de forças. até que o bloco se mova. A força de atrito estático é em módulo igual ao da componente paralela à superfície da força aplicada pelo homem.Vale ressaltar que quando se trata de um plano inclinado. Ao entrar em movimento. Após obtermos esse dado por contas matemáticas (superfície interna de um cilindro). como exercícios de vestibulares. a intensidade da Força Normal que se utiliza para calcular a Força de Atrito corresponde à componente perpendicular ao plano de contato. . sendo esta consideravelmente menor do que a força máxima aplicada. A força que se opõe à força aplicada sobre a caixa. o ângulo formado pelo plano inclinado e a horizontal corresponde ao ângulo formado pelo peso do corpo sobre o plano e a sua componente perpendicular ao plano inclinado. para acharmos a força que o atrito exerce na rolha sobre a boca da garrafa de vidro quando se tenta praticar a soltura da rolha de cortiça. rotineiramente chamada de Py. Quando se tenta empurrar uma caixa em repouso em relação ao solo. a força de atrito que atuará sobre o corpo irá se opor ao deslizamento ao longo da superfície do plano. a força que o homem exerce diminui bem se comparada à necessária para colocar o caixote em movimento. é preciso achar também conhecer a pressão exercida pela rolha no bocal. pode-se citar o atrito entre o pneu de um carro quando este não está escorregando sobre a superfície (o que não implica que o pneu não possa estar rolando). para cima. ou ao atrito de rolamento de uma superfície sobre outra. Entretanto.

1991.]: Oxford University Press. [S. Anton. pdf). Página visitada em 2011-03-24. caracterizado pelo coeficiente de atrito estático máximo. Eleventh ed. nano-world. edu/ Book/ RuinaPratapNoProblems. google. tribology-abc. History of Science Friction (http:/ / www. Engineering Mechanics. 2002.. 2007.]: Pearson. Engineering Mechanics. org/ frictionmodule/ content/ 0200makroreibung/ 0400historisch/ 0300euler/ ?lang=en). R. [7] Leonhard Euler (http:/ / www. [3] Hibbeler. do raio R da curva.l. com/ books?id=0zk_zI3xACgC& pg=PA10& dq=friction+ leonardo+ da+ vinci+ amontons+ coulomb& hl=en& ei=b8GMTcP6EanE0QG9sKywCw& sa=X& oi=book_result& ct=result& resnum=2& ved=0CC8Q6AEwAQ#v=onepage& q=friction leonardo da vinci amontons coulomb& f=false).l. e Vmax a máxima velocidade com a qual o carro fará a curva. [S. e para calcular a velocidade máxima com a qual o carro conseguirá fazer a curva usa-se a seguinte fórmula. Control of machines with friction (http:/ / books. [S.com website. [6] van Beek. Andy. 10 p. Robert W. [1] Meriam. obtida mediante a igualdade entre a expressão para o cálculo da força de atrito estático máxima e a força centrípeta necessária para a manutenção do movimento circular uniforme: . tam. org/ ) (2002). Página visitada em 2011-03-25. [2] Ruina. Engineering Mechanics. apenas da gravidade local. J. fifth ed. tribology-abc. com/ abc/ history. Brian. [4] Soutas-Little. Substituindo-se a expressão para a força de atrito estático máxima.l. Introduction to Statics and Dynamics (http:/ / ruina. e M a massa do carro.]: John Wiley & Sons. O terma ac. [S. lembrando-se que a normal é igual ao peso (Mg). . Nano World website (http:/ / www. L. e resolvendo. C. e o sentido aponta para o centro. e do atrito entre as superfícies. 2008. tem-se: Repare que a velocidade máxima não depende da massa do carro. htm).. Prentice Hall.. cornell.l. Friction Module. 2002. A força de atrito é em verdade a força centrípeta necessária ao movimento. USA: Springer. nano-world.max é a aceleração centrípeta máxima aplicável ao carro pelo solo.]: Thomson.Atrito 50 Velocidade máxima na curva Para um carro em movimento circular uniforme a direção do atrito é sempre perpendicular à reta tangente à circunferência no ponto em que o carro se encontra. [5] Armstrong-Hélouvry.

). Força no âmbito da mecânica clássica Fórmula da força Para um corpo de massa constante. Para o caso de massa constante. e assim o conceito de força é primordial dentro das leis da mecânica. enunciou as três leis básicas do movimento que herdaram o seu nome. e da Segunda Lei de Newton (que define o módulo da força baseando-se na definição de aceleração e do quilograma-padrão [massa]). Quando uma força é aplicada. Estes podem ser: a variação no módulo da velocidade do corpo (por exemplo. o sentido e a igualdade dos módulos das forças de um par ação-reação). quando se dá um chute numa bola que se encontrava em repouso). e remove a ideia aristotélica de que é necessária a presença de uma força para que um corpo permaneça em movimento.d. ou de deformá-lo. a partir de suas reflexões e análises.vide quilograma-padrão).g. podendo causar sua deformação ou alteração do estado de movimento.f. . A unidade de força deriva de unidades pré-estabelecidas: a unidade de aceleração (m/s²) e a de massa (Kg . Segunda Lei de Newton Esta lei pode ser assim enunciada: a força que atua em um corpo é diretamente proporcional à aceleração que ele apresenta. em homenagem. Tal equação provém da segunda Lei de Newton ou princípio fundamental da dinâmica (p. As três leis de Newton Isaac Newton. Primeira Lei de Newton Esta lei responde à pergunta sobre o que é Referencial inercial. Pode-se definir força. esta mostra-se análoga à primeira. a deformação momentânea da bola quando é chutada). A força também pode causar deformação e movimento de uma só vez. Detectamos uma força através de seus efeitos e suas consequências. ou pode haver uma deformação no corpo em que é aplicada a força (e. As definições de Inércia e de referencial inercial fundamentam-se na ideia de força conforme definido (como a expressão física da interação entre DOIS entes físicos). desde que o objeto se mova de forma paralela à força aplicada. estabelecendo ela o módulo e também a unidade desta. e a constante de proporcionalidade é a massa do corpo. a força (F) é aquilo que pode alterar (num mesmo referencial assumido inercial) o estado de repouso ou de movimento de um corpo. como a causa de qualquer modificação no estado de um corpo. tirando o corpo do repouso ou do movimento retilíneo uniforme. De maneira mais geral temos que força é a derivada temporal total do momento linear ou quantidade de movimento . uma alteração na direcção e sentido do movimento do corpo (no Movimento Circular Uniforme ou no "efeito" no voo de uma bola). definindo então a direção.Força 51 Força Em física clássica. Esta definição não pode ser desvinculada da Terceira Lei de Newton (que "afirma" que a força é a expressão física para a interação entre dois entes físicos [ou entre duas partes de um mesmo ente]. sucintamente. Repare que a Segunda Lei completa (baseada na Terceira Lei e na Primeira Lei) é a definição de força. a força resultante sobre ele possui módulo igual ao produto entre massa e aceleração . esta produz trabalho e transfere ou remove energia do objeto sobre o qual atua.

A lei da gravidade A lei da gravidade de Newton é conhecida como Lei da Gravitação Universal. ou melhor: forças (uma vez que sempre aparecem aos pares). O exemplo mais preciso é o do movimento circular. Pelo mesmo motivo. a unidade SI de força é o newton (N).8 N (newtons). e não de uma força em sua definição formal. e que os corpos próximos à superfície terrestre caem (em queda livre) com a mesma aceleração: a aceleração da gravidade. Galileu já tinha descoberto que os objetos aceleravam à medida que caíam. 52 Forças fundamentais Da interação entre entes físicos Na natureza reconhecemos quatro tipos de forças fundamentais. Os objetos próximos à Terra caem devido à força de atração gravitacional entre a Terra (com sua enorme massa) e o objeto (com massa diminuta). e acharmos que existe uma força sobre um único objeto do universo. o peso de um corpo de 1.Força As pseudo-forças ou forças inerciais "transformam". A força da gravidade constitui-se na quarta espécie de força. sobre a qual Newton se debruçou. devemos ser capaz de encontrar DOIS físicos em interação. onde há uma força centrípeta (real). imaginariamente. e a Lua ao redor da Terra). questionando-se sobre o motivo dos objectos caírem no solo (fábula da maçã caindo junto ao nascer da lua no horizonte). as previsões e as observações não concordariam. Se não formos capazes de identificar os dois objetos ou entes. (ou seja.8m/s²). . este último aplicará sobre "A" outra força da mesma intensidade e mesma direção. A força centrífuga não existe como força real e sim como uma pseudo-força (uma falsa força) observada em referenciais NÃO inerciais. excetuando-se as interações gravitacionais. O nome força inercial dado às estas pseudo-forças é portanto bem sugestivo. ou seja: 1 kgf (quilograma força) = 9. que sofriam alterações no seu movimento). então estaremos diante do que se chama em física de pseudo-força (falsa força) ou força inercial. enumeradas por sua ordem de grandeza: A força nuclear forte e a força nuclear fraca estão presentes no núcleo atômico e não são observadas no cotidiano. e que em ambos os casos valia a Lei da Gravitação Universal e as demais leis. Segundo esta Lei. a física celeste não era necessariamente diferente da física do mundo sublunar. mas não há uma força (na definição do termo) centrífuga.000 g (1 kg) aproxima-se de 10 N. e mostrou que diferente dos pensamentos herdados da sociedade grega antiga. e com ela Newton "explicou" a atração gravitacional. Em homenagem. mas no sentido contrário. para haver força. Sem estas correções. Terceira Lei de Newton Esta lei refere-se à força como expressão física da interação entre DOIS objetos. A Terceira Lei pode ser assim enunciada: se um corpo "A" aplicar uma força sobre um corpo "B". os objetos celestes são mantidos em suas órbitas uns ao redor dos outros (Por exemplo: a Terra ao redor do Sol. permitindo que as previsões decorrentes do uso das Leis de Newton nas referências não inerciais concordem com o que é observado a partir destes referenciais. um referencial não inercial em inercial. A força eletromagnética é responsável por todas as interações observadas no dia-a-dia. Newton justificou este fato "definindo" e descrevendo o comportamento de uma força que um corpo massivo exerce sobre outro corpo massivo: a força da gravidade. Considerando que a aceleração da gravidade terrestre próxima à superfície é um número próximo de 10 m/s²(embora por vezes apareça como 9.

Na oportunidade cita-se. entretanto. em princípio. de passagem. a definição geral de massa: . Neste contexto. energia e momento guardam íntima relação. onde o momento relativístico P é definido por: a expressão derivada para a força é: Esta expressão. estáveis e muito bem estabelecidas. o conceito de momento e o conceito de energia. força e aceleração não são necessariamente paralelas. A compreensão da dinâmica quando se trata de relatividade requer assim uma intuição muito maior. e iguala-se à conhecida expressão quando a massa é constante. em relatividade. Há uma componente da força na direção da aceleração. Na relatividade restrita. A expressão para a força dentro da mecânica newtoniana decorre diretamente da expressão para o momento . Nestes modelos sempre figuram também dois outros conceitos fundamentais. A expressão para a força dentro de uma teoria dinâmica mais avançada pode mostrar-se.a força que atua em um ente corresponde à derivada de seu momento em relação ao tempo. . mas há também uma componente da força na direção da velocidade da partícula. O quilograma-padrão. um gráfico ou função que explicita a relação existente entre o momento e a energia para este ente. leis estas decorrentes da existência de regras naturais de relacionamento entre entes e/ou sistemas que são. bem mais "complicada".a massa de um dado ente físico corresponde ao inverso da derivada segunda da energia em relação ao momento. Em todos os modelos dinâmicos o momento P e a energia E são definidos de forma a satisfazerem leis gerais de conservação. É com base na definição de momento que se estabelece a definição geral de força nas teorias para a dinâmica de entes físicos: . nos informa que.Força 53 Definição avançada de força Os conceitos físicos de força e massa surgem em teorias ou modelos destinados a estabelecer a dinâmica em sistemas compostos ou por entes semelhantes ou por entes de natureza às vezes bem distintas. geralmente fugindo da visão de mundo associada à mecânica newtoniana em nível comparável ao da mecânica de Aristóteles quando confrontada com a de Newton. Relação de dispersão para uma partícula clássica. e um ente físico é caracterizado pela sua relação de dispersão. bem diferente da equação fundamental da dinâmica. Os conceitos de energia e momento são importantes porque suas definições se dão de forma que energia e momento sempre obedeçam a leis gerais de conservação.

A força de reação do peso de qualquer objeto em relação à Terra está sempre na própria Terra. de forma geral. e também no universo. Não se consegue estabelecer um par ação-reação para uma força inercial. a aceleração da gravidade vale aproximadamente g=9. No escopo da Mecânica Clássica esta definição está derivada das três leis da dinâmica (Leis de Newton). É definida. como a derivada temporal do momento: . a eletromagnética e a gravitacional. A força de gravidade é o peso. e portanto afeta todos os objetos que existem na superfície da Terra. . As forças aparecem aos pares. Excetuando-se a força da gravidade. Pseudo-força As pseudo-forças (ou forças inerciais) são forças fictícias (não reais) utilizadas para "transformar" referenciais não inerciais em inerciais. Na Terra. As forças inerciais são acrescentadas aos cálculos para permitir o emprego das Leis de Newton e a descrição dos movimentos quando são vistos e descritos a partir de referenciais não inerciais. São (pseudo)forças solitárias. toda interação observada no dia-a-dia tem natureza eletromagnética (incluindo-se a força de atrito e de contato). São exemplos a força centrífuga e a força de Coriolis. e o peso dos objetos pode ser calculado por . A força da gravidade representa a interação entre dois objetos em virtude de suas massas (de repouso).Força 54 Resumo final Força A força é a expressão vetorial e completa da interação entre dois entes físicos. a nuclear fraca. sempre havendo para cada ação uma reação identificável. e portanto sempre está de acordo com elas.8 m/s² . Forças fundamentais Há quatro formas de interação básicas entre dois entes físicos: a nuclear forte.

uma vez que o movimento pendular é periódico). é dada por: . Derivada dessa grandeza. Toda a massa. equivalente a um ciclo por segundo(1/s). . A unidade da frequência no SI é o hertz. 2. O pêndulo realiza um movimento bidimensional no plano xy. O movimento de um pêndulo simples envolve basicamente uma grandeza chamada período (simbolizada por T): é o intervalo de tempo que o objecto leva para percorrer toda a trajectória (ou seja. chamada posição de equilíbrio.Pêndulo 55 Pêndulo Em Mecânica. (O movimento é portanto conservativo). Não existem outras forças a actuar no sistema senão a gravidade e a força que mantém o eixo do pêndulo fixo. Uma ilustração de um pêndulo simples. Equação do movimento Denota-se por o ângulo formado entre a vertical e o braço de pêndulo. numericamente igual ao inverso do período (f = 1 / T). do pêndulo está concentrada na ponta do braço a uma distância constante do eixo. 4. e que portanto se caracteriza pelo número de vezes (ciclos) que o objecto percorre a trajectória pendular num intervalo de tempo específico. É fácil ver que a segunda lei de Newton fornece a seguinte equação diferencial ordinária não-linear conhecida como equação do pêndulo: Fórmula do Período para pequenas oscilações Para pequenas oscilações. existe a frequência (f). Faz-se as seguintes hipóteses: 1. A descoberta da periodicidade do movimento pendular foi feita por Galileu Galilei. O braço executa movimentos alternados em torno da posição central. retornar a sua posição original de lançamento. O pêndulo é muito utilizado em estudos da força peso e do movimento oscilatório. 3. a aproximação fornece a seguinte expressão para o período do pêndulo: T: período L: comprimento do fio Uma e válida mesmo para amplitudes tão grandes como . um pêndulo simples é um instrumento ou uma montagem que consiste num objecto que oscila em torno de um ponto fixo. O braço é formado por um fio não flexível que se mantém sempre com o mesmo formato e comprimento.

sendo θ o ângulo entre o braço do momento e a força aplicada. então. considerando a distância ao ponto pivô constante. pois o mesmo pode referir-se também ao momento angular.80665 m/s²). o comprimento de um pêndulo em metros é aproximadamente um quarto do quadrado do seu período em segundos. poderá dizer-se que o torque é a medida de quanto uma força que age em um objeto faz com que o mesmo gire. momento estático. A distância do ponto pivô ao ponto onde atua uma força ‘F’ é chamada braço do momento e é denotada por ‘r’. torque. o comprimento do pêndulo pode ser estimado de forma simples a partir do seu período: Em outras palavras: Na superfície da Terra. Numa linguagem mais informal. . Em módulo. Torque Binário. O torque é definido pela relação: Pela segunda lei de Newton então na qual e. conhecido como ponto pivô ou ponto de rotação. Note que esta distância ‘r’ é também um vector.Pêndulo 56 Estimando o comprimento do pêndulo pode ser expresso como Se usarmos o Sistema internacional de unidades (isto é. O torque é definido a partir da componente perpendicular ao eixo de rotação da força aplicada sobre um objeto que é efetivamente utilizada para fazê-lo girar em torno de um eixo ou ponto central. tem-se é o produto vetorial ou externo. na superfície da Terra (g = 9. é uma grandeza vetorial da física. comprimento em metros e tempo em segundos). momento de alavanca ou simplesmente momento (deve-se evitar este último termo. . ao momento linear ou ao momento de inércia).

Ainda que matematicamente a ordem destes factores. Equilíbrio de rotação Diz-se que uma alavanca está em equilíbrio quando a soma de todos os seus momentos é nula. html) Porca Porcas são elementos de máquinas de fixação e estão sempre associadas a um fuso ou parafuso. Os formatos sextavados existem também com versões retentoradas e de filete deformado. "newton" e "metros". bipm. seja arbitrária. Tipos Seus tipos variam de acordo com as roscas (que Tipos variados de porcas correspondem a do parafuso) e formato. Referências [1] SI . sendo os mais comuns as porcas sextavadas. org/ en/ si/ derived_units/ 2-2-2.Torque 57 Unidades É definida no Sistema Internacional de Unidades para o torque é o newton metro. auto travante e de pressão. recartilhadas (para apertos manuais) e borboleta (também conhecidas por "porcas de orelhas") para apertos manuais. Elas podem ser usadas na transmissão de movimentos. . quadradas. bem como as "porcas de mama" para aplicações no topo de roscas (parafusos ou varões roscados) em que se pretende um acabamento em redondo. o BIPM (Bureau International des Poids et Mesures) especifica[1] que a ordem deve ser N·m e não m·N.Unidades derivadas (http:/ / www1. como por exemplo nos macacos de um carro onde o fuso gira e a porca se movimenta fazendo elevar a estrutura do macaco.

Um trabalho matemático consiste em procurar por padrões. mas os matemáticos também definem e investigam estruturas por razões puramente internas à matemática (matemática pura). Há muito tempo busca-se um consenso quanto à definição do que é a matemática. Registros arqueológicos mostram que a matemática sempre foi parte da atividade humana. nas últimas décadas do século XX tomou forma uma definição que tem ampla aceitação entre os matemáticos: matemática é a ciência das regularidades (padrões). "ciência"/"conhecimento"/"aprendizagem". no Egito. estabelecer novos resultados. física. muitas vezes mostrou-se útil anos ou séculos adiante. A Matemática vem sendo construída ao longo de muitos anos. máthēma. respectivamente. às vezes leva ao desenvolvimento de um novo ramo. mais comumente na física. da matemática pela matemática. no Oriente Médio. As estruturas específicas geralmente têm sua origem nas ciências naturais. "apreciador do conhecimento") é a ciência do raciocínio lógico e abstrato. formular conjecturas e. transl. quando novas descobertas científicas levaram a um crescimento acelerado que dura até os dias de hoje. estruturas e variações. notadamente com a obra "Os Elementos" de Euclides. os matemáticos procuram regularidades nos números. tanto reais como imaginários. na Grécia.C. medidas. Uma outra definição seria que matemática é a investigação de estruturas abstratas definidas axiomaticamente. e μαθηματικός. tais como engenharia. ou seja. sem a preocupação com sua aplicabilidade. cálculos e do estudo sistemático de formas geométricas e movimentos de objetos físicos. Ela evoluiu a partir de contagens. na Índia. A Matemática se desenvolveu principalmente na Mesopotâmia. e ciências sociais. A Matemática estuda quantidades. O estudo de Matemática pura. no espaço. No entanto. o trabalho do matemático consiste em examinar padrões abstratos. A necessidade de maior rigor foi percebida e estabelecida por volta do século XIX. A partir da Renascença o desenvolvimento da Matemática intensificou-se na Europa. Matemática Aplicada. . úteis. como aconteceu com os estudos das cônicas ou de Teoria dos números feitos pelos gregos. visuais ou mentais. ramo da matemática que se ocupa de aplicações do conhecimento matemático em outras áreas do conhecimento. como aconteceu com Estatística ou Teoria dos jogos. A Matemática é usada como uma ferramenta essencial em muitas áreas do conhecimento. mathēmatikós. Segundo esta definição. Resultados e teorias milenares se mantêm válidos e úteis e ainda assim a matemática continua a desenvolver-se permanentemente.58 Matemática Matemática A matemática (do grego μάθημα. ou para o desenvolvimento de segurança em computadores nos dias de hoje. por exemplo. ao perceberem que as estruturas fornecem uma generalização unificante de vários subcampos ou uma ferramenta útil em cálculos comuns. usando a lógica formal como estrutura comum. Ou seja. medicina. química. espaços. por meio de deduções rigorosas a partir de axiomas e definições. na ciência e na imaginação e formulam teorias com as quais tentam explicar as relações observadas. medições.. Raciocínios mais abstratos que envolvem argumentação lógica surgiram com os matemáticos gregos aproximadamente em 300 a. transl. em descobertas sobre astronomia feitas por Kepler no século XVII. biologia.

Matemática 59 História Além de reconhecer quantidades de objetos. Nessa época também foram criadas as tabelas de logaritmos. Desenvolveu-se ainda a análise combinatória.C. o homem pré-histórico aprendeu a contar quantidades abstratas como o tempo: dias.. medições de terras para a agricultura. babilônica. O desenvolvimento da matemática permeou as primeiras civilizações. o manejo de plantações. àquelas do vale dos hindus. por isso. frações. anos. A percepção de que os números reais não são suficientes para resolução de certas equações também data do século XVI. tornou-se mais abstrata. Os trabalhos Euclides: painel em mármore. que foi extremamente importante para o avanço científico dos séculos XVI a XX. que data de 20 000 anos atrás. astronomia. resolução de algumas equações polinomiais de grau 2. influenciada por trabalhos anteriores e pela filosofia. A matemática começou a ser desenvolvida motivada pelo comércio..C. astronomia e alguns cálculos financeiros. seguiu com a extração de raízes quadradas e cúbicas. . e tornou possível o desenvolvimento de aplicações concretas: o comércio. A civilização muçulmana permitiu que a herança grega fosse conservada. O cálculo algébrico desenvolveu-se rapidamente com os trabalhos dos franceses François Viète e René Descartes. na civilização grega. a previsão de eventos astronômicos. uma fíbula de babuíno com riscos que indicam uma contagem. e propiciou seu confronto com as descobertas chinesas e hindus. Uma compreensão mais profunda dos números complexos só foi conquistada no século XVIII com Euler. quanto na aritmética. registro do tempo. e as demonstrações. sendo substituídas apenas após a criação de computadores. e por vezes. trigonometria. dell'Opera del Duomo. quando Babilônios e Egípcios começaram a usar aritmética e geometria em construções. chinesa. estações. A partir de 3000 a. Formalizaram-se as generalizações. cerca de 1. a matemática começou a se tornar um pouco mais sofisticada. A obra Os Elementos de Euclides é um registro importante do conhecimento matemático na Grécia do século III a. Acredita-se que esse conhecimento é anterior à escrita e.C. Papiro de Rhind do Antigo Egipto. a matemática. Museu matemáticos desenvolveram-se consideravelmente tanto na trigonometria. O estudo de estruturas matemáticas começou com a aritmética dos números naturais. Por volta de 600 a. Já nessa época começou o desenvolvimento dos chamados números complexos. multiplicação e divisão) também foi conquistada naturalmente. Na época do Renascentismo. com a introdução das funções trigonométricas. O Papiro de Rhind é um documento que resistiu ao tempo e mostra os numerais escritos no Antigo Egito. não há registros históricos. a realização de rituais religiosos. egípcia.C. subtração. a análise numérica e a álgebra de polinômios. Tais desenvolvimentos são creditados às civilizações acadiana. apenas com uma definição e quatro operações.[1] Muitos sistemas de numeração existiram. A aritmética elementar (adição. por meio de definições axiomáticas dos objetos de estudo. Dois ramos se distinguiram: a aritmética e a geometria. uma parte dos textos árabes foi estudada e traduzida para o latim. A pesquisa matemática se concentrou então na Europa. O primeiro objeto conhecido que atesta a habilidade de cálculo é o osso de Ishango. ou ainda. notadamente na questão da representação numérica [carece de fontes?].650 a. entre outros tópicos. a medição de terra.

A análise funcional trata de funções definidas em espaços de dimensões tipicamente infinitas. A descrição da variação de valor de uma grandeza é obtida por meio do conceito de função. as quais são investigadas na . A Matemática ainda continua a se desenvolver intensamente por todo o mundo nos dias de hoje. foram desenvolvidos os campos da teoria dos conjuntos. A investigação de métodos para resolver equações leva ao campo da álgebra abstrata. é generalizado no espaço vetorial e estudado na álgebra linear. O estudo do espaço se originou com a geometria. [carece de fontes?] 60 Áreas e metodologia As regras que governam as operações aritméticas são as da álgebra elementar e as propriedades mais profundas dos números inteiros são estudadas na teoria dos números. tais como Bolzano. constituindo a base para a formulação da mecânica quântica. abrangendo os números complexos. Com isso.Matemática No início do século XVII. equilíbrio e direção. a qual foi generalizada para análise complexa. por volta do século XIX. O campo das equações diferenciais fornece métodos para resolver problemas que envolvem relações entre uma grandeza e suas variações. informação e informação algorítmica. Para esclarecer e investigar os fundamentos da matemática. como as definições envolviam a noção de limite que. lógica matemática e teoria dos modelos. mais tarde foram generalizadas nas geometrias não-euclidianas. entre muitas outras coisas. estuda anéis e corpos — estruturas que generalizam as propriedades possuídas pelos números. Isso levou a contradições e "falsos teoremas". O rigor em Matemática variou ao longo do tempo: os gregos antigos foram bastante rigorosos em suas argumentações. só poderia ser tratada intuitivamente. Isaac Newton e Leibniz descobriram a noção de cálculo infinitesimal e introduziram a noção de fluxor (vocábulo abandonado posteriormente). várias questões teóricas levaram à elaboração das teorias da computabilidade. pertencendo aos dois ramos da estrutura e do espaço. Entender e descrever as alterações em quantidades mensuráveis é o tema comum das ciências naturais e o cálculo foi desenvolvido como a ferramenta mais útil para fazer isto. entre outras coisas. Quando os computadores foram concebidos. O ensino da geometria. A geometria diferencial e a geometria algébrica generalizam a geometria em diferentes direções: a geometria diferencial enfatiza o conceito de sistemas de coordenadas. notadamente os grupos (graças aos trabalhos de Évariste Galois) sobre a resolubilidade de equações polinomiais. Os números reais são usados para representar as quantidades contínuas e o estudo detalhado das suas propriedades e das propriedades de suas funções consiste na análise real. que. Karl Weierstrass e Cauchy dedicaram-se a criar definições e demonstrações mais rigorosas. Ao longo dos séculos XVIII e XIX. focando-se no conceito de continuidade. a matemática se desenvolveu fortemente com a introdução de novas estruturas abstratas. alguns matemáticos. já no tempo da criação do Cálculo Diferencial e Integral. A teoria dos grupos investiga o conceito de simetria de forma abstrata e fornece uma ligação entre os estudos do espaço e da estrutura. enquanto na geometria algébrica os objetos geométricos são descritos como conjuntos de solução de equações polinomiais. pelo conhecimento da época. complexidade computacional. o rigor foi menos intenso e muitos resultados eram estabelecidos com base na intuição. O conceito de vetor. e os anéis definidos nos trabalhos de Richard Dedekind. A teoria de Galois permitiu resolverem-se várias questões sobre construções geométricas com régua e compasso. A topologia conecta o estudo do espaço e o estudo das transformações. importante para a física. primeiro com a geometria euclidiana e a trigonometria. as quais cumprem importante papel na formulação da teoria da relatividade.

um processo trabalhoso que limitava as descobertas matemáticas. A teoria do caos tem relações estreitas com a geometria dos fractais. . A análise numérica investiga os métodos para resolver numericamente e de forma eficiente vários problemas usando computadores e levando em conta os erros de arredondamento. palavras como aberto e campo têm recebido um significado matemático específico. descoberto por Lorenz. é a teoria dos jogos. permite a descrição. Um importante campo na matemática aplicada é a estatística. Palavras como ou e apenas têm significados muito mais precisos do O símbolo do infinito ∞ em várias formas. A matemática discreta é o nome comum para estes campos da matemática úteis na ciência computacional. Euler foi responsável por muitas das notações em uso atualmente. Mas há uma razão para a notação especial e o jargão técnico : matemática requer mais precisão do que a fala do dia-a-dia. Os computadores também contribuíram para o desenvolvimento da teoria do caos. na prática. 61 Notação. conhecido pelo Lorenz Attractor. tornam seu comportamento imprevisível.[2] Antes disso. linguagem e rigor A maior parte da notação matemática em uso atualmente não havia sido inventada até o século XVI. como no estudo de disputas comerciais. que possui atualmente aplicações nos mais diversos campos. O jargão matemático inclui termos técnicos como homeomorfismo e integral. A língua matemática pode também ser difícil para os iniciantes. Assim como a notação musical. que O conjunto de Mandelbrot. A notação moderna deixou a matemática muito mais fácil para os profissionais. a notação matemática moderna tem uma sintaxe restrita e informações que seriam difíceis de escrever de outro modo.Matemática ciência da computação Uma teoria importante desenvolvida pelo ganhador do Prémio Nobel. John Nash. os matemáticos escreviam tudo em palavras. Isso é extremamente compreensivo : alguns poucos símbolos contém uma grande quantidade de informação. como o conjunto de Mandelbrot e de Mary. que trata com o fato que muitos sistemas dinâmicos desobedecem a leis dinámicas para obedecerem a leis lineares que. Matemáticos se referem a essa precisão da linguagem e lógica como "rigor". No século XVIII. que a fala do dia-a-dia. mas os iniciantes normalmente acham isso desencorajador. análise e previsão de fenômenos aleatórios e é usada em todas as ciências. Além disso.

Considerações sobre os números naturais levaram aos números transfinitos. que levou aos números cardinais e então a outro conceito de infinito : os números Aleph. anéis. As propriedades dos números inteiros são estudadas na teoria dos números. corpos e outros sistemas abstratos. que são usados para representar quantidades contínuas. estrutura e espaço. por sua vez. tais como conjuntos de números e funções matemáticas. que permitem uma comparação entre o tamanho de conjuntos infinitamente largos. Esses. A teoria dos números também inclui dois grandes problemas que ainda não foram resolvidos: conjectura dos primos gêmeos e conjectura de Goldbach. Conforme o sistema de números foi sendo desenvolvido. que são eles mesmos tais objetos. Este é o campo da álgebra abstrata. O estudo de vetores combina três das áreas fundamentais da matemática: quantidade. Números reais são parte dos números complexos. dentre eles o popular Último Teorema de Fermat. que é chamada de aritmética. os números inteiros foram considerados como um subconjunto dos números racionais (frações). primeiro os familiares números naturais. Outra área de estudo é o tamanho. Álgebra abstrata Álgebra linear Teoria da ordem Teoria de grafos Teoria dos operadores . e as operações aritmética com eles.Matemática 62 Matemática como ciência Conceitos e tópicos Quantidades O estudo de quantidades começa com os números. Números naturais Números inteiros Números racionais Números reais Números complexos Aritmética Constante matemática Número ordinal Número cardinal Estrutura Muitos objetos matemáticos. que se generaliza quando são estudados os espaço vetorial em álgebra linear. depois os inteiros. estão contidos dentro dos números reais. Esses são os primeiros passos da hierarquia dos números que segue incluindo quaterniões e octoniões. exibem uma estrutura interna. As propriedades estruturais desses objetos são investigadas através do estudo de grupos. que formalizam o conceito de contar até o infinito. Um conceito importante é a noção de vetor.

como um conceito central para descrever uma quantidade que muda com o passar do tempo.Matemática Espaço O estudo do espaço se originou com a geometria[3] . a teoria do caos descreve com precisão os modos com que muitos sistemas exibem um padrão imprevisível. Análise funcional se foca no espaço das funções. Matemática lógica Teoria dos conjuntos Teoria das categorias . e contém o famoso teorema de Pitágoras.em particular. geometria diferencial. e esses problemas são estudados nas equações diferenciais. A hipótese de Riemann. Cálculo Cálculo vetorial Equações diferenciais Sistema dinâmico Teoria do caos Fundações e métodos Para clarificar as fundações da matemática. campos como a matemática lógica e a teoria dos conjuntos foram desenvolvidos. Quantidade e espaço juntos fazem a geometria analítica. 63 Topologia Geometria Trigonometria Geometria diferencial Geometria fractal Transformações Entender e descrever uma transformação é um tema comum na ciência natural e cálculo foi desenvolvido como uma poderosa ferramenta para investigar isso. e a análise complexa a equivalente para os números complexos. assim como a teoria das categorias que ainda está em desenvolvimento. com a geometria euclidiana. O estudo moderno do espaço generaliza essas ideias para incluir geometria de dimensões maiores. Uma das muitas aplicações da análise funcional é a Mecânica quântica. Então as funções foram criadas. uma das mais fundamentais perguntas não respondidas da matemática. O rigoroso estudo dos números reais e funções reais são conhecidos como análise real. porém ainda assim determinístico. e geometria algébrica. Trigonometria combina o espaço e os números. geometria não-euclidiana (que tem papel central na relatividade geral) e topologia. Muitos problemas levaram naturalmente a relações entre a quantidade e sua taxa de mudança. Muitos fenômenos da natureza podem ser descritos pelos sistemas dinâmicos. é baseada na análise complexa.

Isso inclui a computabilidade. que usa a teoria das probabilidades como uma ferramenta e permite a descrição. incluindo o mais poderoso modelo conhecido . Física matemática Mecânica dos fluidos Análise numérica Otimização Teoria das probabilidades Estatística Matemática financeira Teoria dos jogos Matemáticos notáveis al-Khwarizmi d’Alembert Boole Cantor Cauchy Dedekind Descartes Euclides Euler Fermat Galois Gauss Grassmann Hilbert Jacobi Klein Lagrange Laplace Leibniz . Teoria de números Combinatória Teoria da computação Criptografia Teoria de grafos Matemática aplicada Matemática aplicada considera o uso de ferramentas abstratas de matemática para resolver problemas concretos na ciência. Muitos estudos de experimentação.Matemática 64 Matemática discreta Matemática discreta é o nome comum para o campo da matemática mais geralmente usado na teoria da computação. análise e predição de fenômenos onde as chances tem um papel fundamental. acompanhamento e observação requerem um uso de estatísticas. Computabilidade examina as limitações dos vários modelos teóricos do computador. complexidade computacional e teoria da informação. Um importante campo na matemática aplicada é a estatística. isso inclui estudos de erro de arredondamento ou outras fontes de erros na computação. negócios e outras áreas. Análise numérica investiga métodos computacionais para resolver eficientemente uma grande variedade de problemas matemáticos que são tipicamente muito grandes para a capacidade numérica humana.a máquina de Turing.

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Os primeiros planadores eram construídos de madeira com revestimento em tela. sendo mais leves e esguios. Possuem reservatórios de água utilizada como lastro. chegando-se pela primeira vez aos 50:1 de razão de planeio. No final dos anos 1960 apareceram os primeiros planadores construídos em Fibra de vidro (GFRP). A prática esportiva com planadores se denomina Voo a vela. mais pesada que o ar e com uma configuração aerodinâmica semelhante a de um avião. que visam minimizar o arrasto induzido. Diferença de alongamento entre a asa de um avião e de um planador. melhorando assim sua penetração. são construídos com revestimento externo que ofereça o menor atrito possível com o ar.é uma aeronave sem motor. todos os planadores de alto-rendimento passaram a ser construídos quase inteiramente de Fibra de carbono (CFRP).66 Modelos Físicos Planador Planador . Os planadores. . (Brain. O lastro deve ser alijado antes do pouso. objetivando aumentar sua carga alar. atingido a máxima eficiencia aerodinâmica. As versões posteriores foram construídas com revestimento estrutural de alumínio. revolucionando a performance dos planadores. Desde os anos 1980. que se mantém voando graças às correntes ascendentes na atmosfera. Os exemplares de maior envergadura (acima de 25m) atingem razão de planeio de 60:1 ou melhor. mais do que outras aeronaves. Design e construção São características as belíssimas e delgadas asas de grande alongamento. material que permite menor peso com maior resistência estrutural e um acabamento superficial polido de baixíssimo atrito. 1998).

Após a decolagem. performance e segurança: • Transponder (para facilitar visibilidade pelo controle de tráfego aéreo e prevenção de colisões) • GPS • Moving Map Display (às vezes na forma de um PDA como o iPaq) • DFDR-GPS (Digital Flight Data Recorder com GPS. ocupando menor espaço no painel. alem da instrumentação necessária para vôo VFR e rádio VHF aeronáutico. O reboque é feito através de um cabo de comprimento entre 50 e 70 metros que conecta as aeronaves. mas pode chegar a 10 ou 12 horas em voos de recordes de distância. um planador em vôo de distância ou em provas de campeonatos permanece no ar tipicamente por 5 a 7 horas. Painel com sistema integrado via PDA Decolagem Reboque aéreo É a forma mais comum de decolagem no Brasil. Este é dotado de um motor para a decolagem e para minimizar o pouso fora de pistas. o motor é desligado e escamoteado em um compartimento próprio de forma que a aerodinâmica do desenho original seja mantida. colina. Pode também ser desligado pelo rebocador em casos de emergência. normalmente entre 600 e 1000m acima da pista de decolagem. sendo desligado pelo piloto do planador. reboca o planador até uma altura adequada para o início vôo. Um avião especialmente projetado para essa finalidade. . com o início da subida em térmica. necessária para competitividade. O painel de instrumentos.Planador 67 Cockpit Enquanto um avião de pequeno porte normalmente não voa mais do que 3 ou 4 horas. Planador Blanik em reboque por avião Motoplanador Cada vez mais popular vem se tornando o motoplanador. pode vir equipado com vasta eletrônica embarcada. ou onda estacionária. para comprovação de voo) • Computador de planeio final Há também sistemas integrados que realizam várias dessas funções. Por essa razão os planadores tem seus cockpits projetados para o máximo conforto do(s) pilotos. podendo também vir equipado com uma instalação sanitária para uso em vôo.

br/planador1. org. [Consult.hsw. facilitando assim o recolhimento do mesmo. Referências • BRAIN. planadores. Marshall. br/ [2] http:/ / www. windward-performance. [1998-2009]. 17 Mar.com. Veja mais detalhes em Voo a vela. com/ duckhawkintro.Como funcionam os planadores [Em linha]. imprimindo velocidade ao planador. 2009]. São Paulo: HSW International. mantido fechado pela tensão durante o reboque.Planador 68 Guincho Uma forma alternativa de reboque é a utilização de um guincho motorizado instalado na extremidade oposta da pista de decolagem que rapidamente recolhe o cabo de reboque.htm>. . Disponível em WWW: <URL:http://viagem. Decolagem de um Ventus por guincho Voo Os planadores se mantém em vôo e alcançam grandes distâncias utilizando-se de correntes ascendentes. Inc. abrindo-se após o desligamento do planador. O cabo utilizado é equipado com um pára-quedas próximo a sua extremidade. Brian. php . ADKINS. Ligações externas • Federação Brasileira de Vôo a Vela [1] • Windward DuckHawk [2] Referências [1] http:/ / www.uol.

No projeto da Usina hidrelétrica de Tucuruí. mecânica dos solos. nuclear e em outros ramos para se projetar um protótipo. uma usina hidrelétrica. Assim no modelo físico podemos estudar . quebra-mares. engenharia civil . Os modelos matemáticos representam os fenômenos da natureza por meio de equações. por exemplo. dois métodos de simulação podem servir de instrumento para o estudo de fenômenos físicos na natureza. diques. casa de força. por exemplo. Praticamente nenhuma grande obra hidráulica. no Rio de Janeiro. nos modelos hidrodinâmicos de escoamentos em condutos forçados. diques. por exemplo. vertedores. etc. escada de peixe. portos. um navio. eclusas de navegação. embora tentada anteriormente por Arquimedes. um automóvel. eclusas. ou uma interpretação de um fragmento de um sistema segundo uma estrutura de conceitos. os estudos em modelos reduzidos foram conduzidos no Laboratório Saturnino de Brito. criam-se vários modelos. Como a resolução das equações completas nem sempre é possível. estuariais e costeiras: modelos físicos e modelos matemáticos. A aplicação de um método (físico ou matemático)não exclui o emprego do outro. em alguns casos. vertedouros. • Modelos hidráulicos (físicos. a qualidade de águas fluviais. uma ampliação de praia artificial ou uma usina hidrelétrica. molhes. . durante um período de oito anos. Estas equações matemáticas dos fenômenos físicos são. barragens. usinas hidrelétricas. prédios sujeitos a ventos ou a terremotos. que facilitam e norteiam a compreensão e a visualização dos fenômenos naturais intervenientes. faz-se necessário desprezar certos termos e ainda formular hipóteses sobre a distribuição espacial de certas grandezas (modelos integrais) ou discretizar o espaço e o tempo (modelos numéricos). engenharia naval. A construção de modelos físicos. turbinas. como molhes. Também são muitíssimo utilizados a construção de vários modelos físicos específicos para molhes.Modelos físicos 69 Modelos físicos Modelos físicos ou modelos reduzidos em escalas são ferramentas usadas em diversos ramos da engenharia mecânica. hidráulica. relações e funções definidas no conjunto universo. bombas e turbinas hidráulicas. utiliza-se a semelhança de Froude. Um modelo apresenta "apenas" uma visão ou cenário de um fragmento do todo. O modelo físico pode servir de referência para a calibração do modelo matemático como. matemáticos e híbridos). uma plataforma de petróleo. reduzida ou aumentada. Estes modelos podem ser bidimensionais ou tridimensionais (modelo de conjunto). é projetada sem estudos detalhados em vários tipos de modelos matemáticos de diversas categorias e tipos como modelos de hidrologia. Normalmente. de difícil representação e solução. utiliza-se a chamada semelhança de Reynolds e nos condutos livres ( canais. diques. necessitam seguidamente do uso de coeficientes desconhecidos que deverão ser medidos na natureza ou em modelos físicos. Um modelo é uma representação ou interpretação simplificada da realidade. como por exemplo. eclusas . nos estudos de jatos (modelos semi-empíricos). portos). Em Teoria de modelos um modelo é uma estrutura composta por um conjunto universo e por constantes. tais como. Além disso. Normalmente este tipo de modelagem física é utilizado para complementar os cálculos dos modelos matemáticos durante um projeto muito grande e complexo. Leonardo Da Vinci e outros estudiosos só foi possível após a descoberta da Teoria da Semelhança Mecânica por Isaac Newton e do Teorema de Bridgman. em escalas reduzidas. para estudar um determinado fenômeno complexo. quebra-mares. como turbinas e bombas. quebra-mares. um avião. em escala. diversos fenômenos físicos. Além dos modelos meramente conceituais. Nos modelos aerodinâmicos de aviões e automóveis a semelhança aplicada é a de Mach.

J. L.UNIÁGUA Universidade da Água [1] • . J.APRH. P. bi e tridimensionais. – Modelos Matemáticos em Hidráulica e no Meio Ambiente no Simpósio Luso-Brasileiro sobre Simulação e Modelação em Hidrâulica. apesar de possuírem custos iniciais elevados. 70 Bibliografia • Rios.LNEC . lnec. São basicamente modelos físicos comandados por computadores.Modelos físicos Estes modelos podem ser uni. Lisboa. – Modelação Matemática para Operação de Sistemas de Abastecimento de Água no I Simpósio Luso-brasileiro Engenharia Sanitária e Ambiental . 1986. uniagua. Os modelos híbridos. pois este é continuo e pode ter uma representação geométrica tridimensional sem dificuldades. br [2] http:/ / www. Lisboa. pois permite a realização de vários ensaios em pouco tempo. APRH – LNEC. P. A escolha das hipóteses simplificadoras e do tipo de modelo é fundamental para a validade dos resultados obtidos. se apresentam como uma solução para reduzir os custos de operações devido à sua grande flexibilidade. pt .lISBOA [2] Referências [1] http:/ / www.LABORATÓRIO NACIONAL DE ENGENHARIA CIVIL . org. 1983. L.SILUBESA . • Rios.ABES. Os modelos físicos têm a vantagem de não apresentarem uma discretização do problema. Ligações externas • .

O robô presente no imaginário mundial teve origem numa peça do dramaturgo Karel Čapek. ou grupo de dispositivos. A grande maioria dos robôs seriais existentes está na indústria e lá. produzindo sons. na qual existia um autômato com forma humana. pré-programada. Os robôs são comumente utilizados na realização de tarefas em locais mal iluminados. Visão geral Ignorando a definição oficial da RIA (Robotics Industries Association). ou na realização de tarefas sujas ou perigosas para os seres humanos. Os robôs executam tarefas através de atuadores (elétricos. que significa "trabalho forçado". as tarefas mais executadas são o deslocamento em um ambiente (locomoção) e a movimentação de objetos ao seu redor (manipulação). O grau de automatização de um robô pode atingir o nível de aprendizado automático. através de unidades de processamento eletrônicas e de softwares. Os robôs industriais utilizados nas linhas de produção são a forma mais comum de robôs. eletromecânicos ou biomecânicos capazes de realizar trabalhos de maneira autônoma. abrindo ou fechando garra robótica. Esta distinção por tarefas pode dividir os robôs em duas categorias: robôs móveis e robôs manipuladores. porém esta situação esta mudando recentemente devido à popularização dos robôs comerciais limpadores de pisos e cortadores de gramas. acendendo elementos luminosos ou displays. ainda que alguns executem ambas as funções. ou realizando o seu próprio deslocamento.ainda que com muitas limitações. exploração subaquática e espacial. sonoros etc. ou através de controle humano. Robô humanoide da Toyota. atuadores e o ambiente. Por esta definição. O controle é provido por algoritmos que relacionam as entradas e saídas do robô.). mineração. . dependendo dos algoritmos utilizados . cirurgias. podendo também haver robôs parcial ou totalmente controlados por pessoas. muitos dispositivos automáticos poderiam ser chamados de robôs. capaz de fazer tudo em lugar do homem. Os robôs também aparecem nas áreas do entretenimento e tarefas caseiras. Outras aplicações incluem o tratamento de lixo tóxico. dispensando a ação do controle humano direto para realizar determinadas tarefas. pneumáticos. e localização de minas terrestres. O termo robô tem origem na palavra checa robota. movendo um braço. que podem ser desde um circuito eletrônico de controle até mesmo um computador pessoal. um robô seria um dispositivo automático que possui conexões de realimentação (feedback) entre seus sensores. devido às óbvias dificuldades de simular a realidade em nível computacional. busca e resgate.71 Robô Robô Um robô (ou robot) é um dispositivo.

Desta forma. data de 350 A. Alternativamente. levando ao campo da inteligência artificial. o termo robô tem sido utilizado para a designar uma série de máquinas que substituem diretamente o ser humano ou um animal no trabalho ou no lazer. A busca por robôs autônomos ou robôs cognitivos cada vez mais auto-suficientes. Os sensores proprioceptivos recebem sinais dos atuadores do robô (como por exemplo registradores de posição relativa entre dois eixos. O termo "Robô" vem da palavra checa "robota". O termo robô é também muito utilizado para se referir a dispositivos mecânicos sofisticados que são controlados remotamente por pessoas possuindo pouco ou nenhum grau de automação. O pássaro era propulsionado por vapor e jatos de ar comprimido tendo. para muitos. da Mitologia escandinava conta que um gigante de argila.R" (Rossum's Universal Robots). o Younger Edda. O braço humano não é um corpo rígido pois o mesmo é flexível e pode ser modelado com muito mais do que 6gdl. O número de Graus de Liberdade se refere a liberdade de movimento no espaço cartesiano.C. amigo de Platão. . por exemplo. ou autômatos.U. que significa "trabalho forçado". se forem utilizadas câmeras de vídeo transmitindo imagens em tempo real ao controlador do robô. A propriocepção é um dos sentidos mais importantes do corpo humano. foi construído para auxiliar o troll Hrungnir em um duelo com Thor. que semeou os dentes de um dragão que se transformaram em soldados. encenada em 1921. mais méritos de ter sido a primeira máquina a vapor do que a inventada por James Watt. Mökkurkálfi ou Mistcalf. Dentre as idéias mais antigas que se conhecem sobre dispositivos automáticos. 72 História A idéia de pessoas artificiais data de épocas como a da lenda de Cadmus. tais como os waldoes e os ROVs. o Deus do Trovão. num total de 6 gdl. uma estátua de argila animada através de mágica Cabalística. um robô pode ser visto como uma forma de biomímica. rotatória (movimento de rotação ao redor de um eixo fixo) 2. Suas articulações podem executar movimentos de rotação e de translação. As juntas são elementos mecânicos que conectam os membros (partes) da estrutura dos robôs móveis ou dos manipuladores e podem ser: 1. o Deus deformado da metalurgia (Vulcano ou Hefesto) criou serventes mecânicos. Similarmente. outro respeitado escritor checo. (por exemplo: movimento de um parafuso) Um robô paralelo é aquele formado por cadeias cinemáticas fechadas e são geralmente caracterizados por não possuírem atuadores nos membros móveis. Na mitologia clássica. Ele criou um pássaro de madeira que batizou de “O Pombo”. prismática (movimento de translação) 3. a criada pelo matemático grego Arquitas de Tarento. Ou combinação das duas.. Um corpo rígido livre no espaço cartesiano pode apresentar 3 rotaçãoes em torno dos eixos XYZ e mais três translações ao longo destes mesmos eixos XYZ. variando de serventes douradas inteligentes a mesas utilitárias de três pernas que poderiam se mover por força própria. Os manipuladores são geralmente em forma de braço antropomórfico. e do mito do Pigmalião.Robô As estruturas mecânicas dos robôs são elaboradas de forma a executar determinados movimentos. é atualmente um dos focos de pesquisas na robótica. As lendas Judias se referem ao Golem. este termo implica um certo nível de autonomia que iria impedir que muitas máquinas automáticas fossem chamadas de robôs. O escritor checo Karel Čapek introduziu a palavra "Robô" em sua peça "R. registradores de posição angular. Entretanto. Já o braço humano pode ser representado por um corpo rígido com sete gdl. A falta do antropomorfismo é provavelmente a principal causa que nos impede de reconhecer uma lavadora de louças altamente complexa como se fosse um robô. no qual a estátua de Galatéia se torna viva. Essa classe de robôs proporciona a simulação de presença. contadores de voltas). O termo "robô" realmente não foi criado por Karel Čapek. mas por seu irmão Josef. no conceito moderno.

Nela. inventado por Nikola Tesla e demonstrado em uma exibição no ano de 1898 no Madison Square Garden. (2001) de Spielberg e Eu. as respostas literárias ao conceito dos autômatos (robôs) refletiu o medo dos seres humanos. de Luis Senarens (1885). Baseado em sua patente 613 809 para o "teleautomation". posteriormente propagada pelo filme clássico de Fritz Lang Metropolis (1927). que podem ser microcontroladores ou CLPs. Quando a peça de Čapek RUR (1921) introduziu o conceito de uma linha de montagem que utilizava robôs para tentar construir mais robôs. no ano de 1948. O projeto foi baseado em sua pesquisa anatômica documentada no Homem Vitruviano. de Mary Shelley. Ele foi exibido no World's Fair de 1939 e 1940. assim como um pato mecânico que comia e defecava. A palavra robótica foi utilizada primeiramente impressa na história de ficção científica de Isaac Asimov "Liar!" (1941). Este circuito avalia os sinais de entrada e calcula a resposta apropriada para cada combinação. Tesla desejava desenvolver o "torpedo sem fio" para se tornar um sistema de armas para a marinha estadunidense. conhecimentos sobre o tipo de unidade processadora a ser utilizada. No século XXI.Robô O primeiro projeto documentado de um autômato humanoide foi feito por Leonardo da Vinci por volta do ano de 1495. similar a um ROV moderno. o engenheiro químico Isaac Asimov começou a escrever diversas obras sobre robôs domésticos educados e fieis ao ser humano. enviando sinais aos atuadores de modo a causar uma ação ou reação. O primeiro robô autônomo eletrônico foi criado por Grey Walter na Universidade de Bristol. fabricação. a Westinghouse fez um robô humanóide conhecido como Elektro. redescobertas nos anos 50. de serem substituídos por suas próprias criações. Ellis (1865) expressa a fascinação americana com a industrialização. O primeiro autômato funcional foi criado em 1738 por Jacques de Vaucanson. os sensores e as outras entradas e saídas do robô são conectadas a um dispositivo que tomará as decisões. o autor se refere às 'três regras da robótica' que posteriormente se tornaram as "Três Leis da Robótica" na publicação de ficção Eu. a robótica é a ciência ou o estudo da tecnologia associado com o projeto. mecânica e software. o tema recebeu uma conotação econômica e filosófica. O processo padrão de criação de robôs começa pela exploração dos sensores. Uma vez que a tecnologia avançou a ponto de as pessoas preverem o uso das criaturas mecânicas como força de trabalho. Mas. Após a base mecânica estar montada. algoritmos e atuadores que serão requeridos para o projeto. segundo as definições modernas. Não é conhecido se ele tentou ou não construir o mecanismo (veja: Robô de Leonardo).I. A parte mecânica requer conhecimentos sobre cinemática. uma melhor compreensão das interações entre os robôs e o homens é abordada em filmes modernos como A. e "Steam Man of the Prairies". pneumática. sendo mais comum o uso de um microcontrolador como unidade de processamento. com os robôs se tornando mais reais e perspectiva do surgimento de robôs inteligentes. Robô (2004) de Proyas. mexer seus braços. 73 Robótica De acordo com a American Heritage Dictionary. que fez um andróide que tocava flauta. mover sua cabeça e o maxilar. se tornou sinônimo deste tema.T. Frankenstein (1818). Algumas ideias como a relação entre o peso do robô e sua fonte de alimentação primária também são decisivas para o projeto. A robótica requer conhecimentos sobre eletrônica. Hoffmann traz uma mulher mecânica semelhante a uma boneca. Uma onda de histórias sobre autômatos humanoides culminou com a obra "Electric Man" (Homem Elétrico). os populares Blade Runner (1982) e The Terminator (1984) são ícones deste temor. continham desenhos detalhados de um cavaleiro mecânico que era aparentemente capaz de sentar-se. Robô. hidráulica e a parte eletrônica e de programação. teoria e aplicação dos robôs. Nos anos 30. na Inglaterra. A história "The Sandman" de E. Muitos consideram o primeiro robô. As notas de Da Vinci. muitas vezes considerado o primeiro romance de ficção científica. . de Edward S. como sendo o barco teleoperado. Porém. na década de 1940. onde grande parte do temor do domínio das máquinas (mecânicas) foi afastado parcialmente.A.

Os robôs também são comumente utilizados como uma forma de Arte de Alta Tecnologia. Estes tipos de corpos comumente oferecem alta flexibilidade e adaptatividade a muitos ambientes. que desde 2004 vem gerando robôs bombeiros.Robô 74 Usos contemporâneos dos robôs Os robôs são utilizados para realizar trabalhos que são muitos pesados. ROVs. busca e regaste e a busca de minas terrestres. estes robôs são estaticamente estáveis. Então. instalações de servidores. mineração. tais como a iRobot. foi atrasada devido à avaliabilidade de funcionários baratos e aos altos requerimentos de capital dos robôs. o impacto social destes robôs é largamente desconhecido. . os robôs domésticos começaram a surgir na mídia. eles descobriram que isto era muito difícil de ser realizado. Estes robôs imitavam os insetos e artrópodes em forma e função. No Brasil. da Sony e uma série de fabricantes lançando seus aspiradores robóticos. Os robôs industriais nas linhas de produção são a forma mais comum de robôs. Cerca de um milhão de unidades de aspiradores foram vendidas em todo o mundo até o final de 2004 ([1]). De mesma forma. Um ludobot é um exemplo de um robô social dedicado ao entretenimento e companhia. No começo do século XXI. A indústria automotiva é um dos campos que mais se utiliza desta tecnologia. sujos ou perigosos para os seres humanos. Desenvolvimentos atuais Quando os roboticistas tentaram imitar os movimentos humanos e de animais em robôs. Com mais de quatro patas. navegação e planejamento de percursos. foi fundada uma indústria de robôs denominada ARMTEC Tecnologia em Robótica [2] . porém isto vem mudando recentemente pela entrada de robôs faxineiros e cortadores de grama. As corporações japonesas foram bem sucedidas em seus desenvolvimentos de protótipos de robôs humanoides e planejam utilizar esta tecnologia não apenas nas linhas de produção. Existem expectativas no Japão de que os cuidados caseiros para a população idosa podem ser melhor realizados através da robótica. porém o custo da complexidade mecânica adicional tem adiado sua adoção pelos consumidores. Outras aplicações incluem a limpeza de lixo tóxico. Temos algum progresso recente na locomoção bípede. Electrolux. ele começaram com pequenos hexapodes e outras plataformas com muitas patas. de avaliação de pavimentos entre outros. o patrulhamento autônomo de e os robôs de segurança estão aparecendo como parte de alguns prédios automatizados. por incentivo de políticas públicas. Os robôs também estão surgindo nas áreas de cuidados de saúde e entretenimento. o que os torna mais fáceis para se trabalhar. As aplicações incluem soldagem. Robôs simples utilizando rodas foram utilizados para conduzir experimentos sobre comportamento. pintura e carregamento de máquinas. mas também nos lares japoneses. Enquanto a tecnologia robótica obteve um certo grau de maturidade. hospitais. Os manipuladores industriais possuem capacidades de movimento similares ao braço humano e são os mais comumente utilizados na indústria. exploração subaquática e espacial. O campo dos robôs sociais está emergindo e investiga as relações entre os robôs e os humanos. entretanto um caminhar bípede robusto ainda não foi atingido. cirurgias. laboratórios. Outra forma de robôs industriais é o AGVs (Veículos Guiados Automaticamente). foi dada ênfase a outras áreas de pesquisa. aonde os robôs são programados para substituir a mão-de-obra humana em trabalhos repetitivos ou perigosos. portos de contêiners. A adoção generalizada deste tipo de tecnologia. Estas técnicas de navegação atualmente se encontram disponíveis nos sistemas de controle de robôs autônomos. confiabilidade e segurança são fatores importantes. e Karcher. No momento em que os engenheiros estavam prontos para tentar criar robôs que caminhassem novamente. O exemplo mais sofisticado de um sistema de navegação autônomo disponível inclui um sistema de LASER e o sistema VSLAM (Localização e Mapeamento Visual Simultâneos) da ActivMedia Robotics e da Evolution Robotics. entretanto. O objetivo da pesquisa com robôs bípedes é obter uma caminhada utilizado movimento passivo-dinâmico que imite o movimento humano. Os AGVs são utilizados em estoques. A iRobot planeja produziu um robô de mapeamento similar no tamanho e forma aos aspiradores robôticos. com o sucesso do Aibo. e outras aplicações onde o risco. necessitando de muito mais poder computacional do que estava disponível na época.

Tal mudança na produção. especula-se que os robôs podem começar a substituir os humanos em muitas carreiras com trabalho intensivos. se especializou em robôs baratos com patas dobradas porém sem juntas. grandes progressos tem sido realizados na área da robótica médica. no qual ele especulou que a tomada de tabalhos humanos pelos robôs pode levar a um aumento no desemprego e problemas sociais a curto prazo.Robô Outro problema técnico que impede uma adoção mais aberta dos robôs é a complexidade de manusear objetos físicos em um ambiente natural caótico. Em muitos casos a mesma tecnologia pode ser utilizada tanto na robótica quanto na medicina. assim aproveitando os frutos dos trabalhos dos robôs. Alguns acreditam que estes robôs coletivamente podem formar um "proletariado robô". Os "nanomotores" e os "smart wires" podem reduzir drasticamente a quantidade de energia utilizada para realizar os movimentos. recipientes e leitores. A automação em laboratórios é uma área crescente. recebendo uma aprovação regulatória na América do Norte. com duas companhias em particular. . distribuição e consumo de mercadorias e serviços iria representar uma mudança radical do sistema socio-econômico atual. e para evitar a pobreza normalmente causada pelo desemprego e para poder aproveitar os frutos do trabalho robôtico. estando de acordo com as previsões de Marx. O UJI Online Robot da Universidade Jaume I da Espanha é um bom exemplo de um progresso atual neste campo. Aparentemente existe um certo grau de convergência entre humanos e robôs. ou classe operária. enquanto outros buscam reproduzir o movimento completo dos caranguejos. Outros lugares aonde a robótica poderá substituir o trabalho humano é na exploração do fundo do mar e exploração espacial. Recentemente. acredita-se que o proletariado humano teria que derrubar a classe dominante. Mesmo antes destes níveis de inteligência teóricos serem obtidos. Tilden. Robôs experimentais com asas e outros modelos explorando a biônica se encontram no princípio de seu desenvolvimento. Sensores de toque e melhores algoritmos de visão podem resolver este problema. 75 Expectativas futuras Alguns cientistas acreditam que os robôs serão capazes de se aproximarem a uma inteligência semelhante à humana na primeira metade do século 21. porém que a médio prazo isto pode trazer uma riqueza material às pessoas na maioria das nações. Um dos motivos mais significativos para estes trabalhos é o interesse militar em tecnologias de espionagem. Mesmo não sendo robótica restrita. Nesta. Robôs domésticos capazes de realizar muitos trabalhos caseiros. os robôs são utilizados para transportar amostras químicas ou biológicas entre instrumentos tais como incubadores. os corpos do tipo artrópode são geralmente preferidos. substituindo aparelhos "não inteligentes" por seus equivalentes robóticos. Mark W. existem alguns estudos nesta área pelo professor Kevin Warwick. que permitiria que os humanos ser preocupassem principalmente com o controle dos meios de produção (tais como os equipamentos de fazendas e indústrias). Europa e Ásia para que seus robôs sejam utilizados em procedimentos cirúrgicos médicos invasivos. Para estes trabalhos. descritos nas histórias de ficção científica e mostrados ao público nos anos 60. A robótica provavelmente continuará sua expansão em escritórios e residências. com alguma parte do corpo ou mesmo partes do sistema nervoso substituídos por equivalentes artificiais. do Los Alamos National Laboratories. O pioneiro da cibernética Norbert Wiener discutiu alguns destes temas em seu livro The human use of human beings (1950). a Computer Motion e a Intuitive Surgical. enquanto a estabilização em vôo pode ser melhorada por giroscópios extremamente pequenos. tais como o marcapasso. continuarão a ser aperfeiçoados. Alguns seres humanos já são ciborgues.

Em sua série Eu. Ao contrário das competições de sumo que ocorrem regularmente em alguns eventos. em 21 de Julho de 1984. Brasil. Desde então as cortinas de laser tem sido requeridas para proteção contra tal tipo de perigo com equipamentos pesados. não é permitida a compra de outros robôs. inclui três competições: futebol (um campeonato de futebol). e ficou exigindo abraços. Robô. um robô de uma fábrica esmagou um operário contra uma barra de proteção. As leis ou regras que podem ou devem ser aplicadas aos robôs ou outro "capital autônomo" em cooperação com competição com os humanos incentivaram a investigação macro-econômica desta competição. os robôs e os humanos simplesmente não possuem as mesmas tolerâncias e capacidades corporais. e é um pouco mais fácil do que a RoboCup normal. RoboCup Jr. por omissão. Infelizmente. bloqueando a porta de passagem. Mesmo sem uma programação maliciosa. que haviam sido construídas para combater em um grupo guerreiro porém matou seus criadores quando a guerra terminou. um robô programado para simular emoções humanas teve um 'ataque obsessivo'. Estes times vem do Canadá. aparentemente na primeira morte relacionada a um robô nos Estados Unidos. Ele tentou evitar que ela fosse embora. A RoboCup Jr. Existem muitas ligas para simulação para humanoides de tamanho real. Competições de robôs Dean Kamen. os as competições Battlebots na televisão. Um robô deve obedecer as ordens recebidas pelos seres humanos. 3. notavelmente por Alessandro Acquisti construindo um trabalho posterior a John von Neumann. A competição robótica deste grupo é uma competição multinacional onde times profissionais e pessoas jovens resolvem problemas de engenharia de forma intensa e competitiva. e programado para simular emoções humanas. empresa ligada à Toshiba. Um robô pode proteger sua própria existência. Reino Unido e Estados Unidos.Robô 76 Possíveis perigos O conceito de que os robôs podem competir ou rivalizar com os humanos é comum. um robô projetado pela Robotic Akimu. Kenji.000 estudantes em mais de 800 times em 24 competições. agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora. é similar à RoboCup. é uma competição para qualquer pessoa com menos de 18 anos de idade. resgate (um curso de obstáculos aonde um item deve ser levado de um local a outro) e dança (os robôs são julgados pela dança. a não ser no caso de estas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei. Em março de 2009. Isaac Asimov cria as Três Leis da Robótica em uma tentativa literária de controlar a competição dos robôs com os seres humanos. no estado de Michigan. . permitir que um ser humano se machuque. criatividade e roupas). Um robô não pode machucar um ser humano. Como na RoboCup. o fundador da FIRST e da American Society of Mechanical Engineers (ASME) criou um fórum competitivo que visa inspirar nas pessoas jovens. todos os robôs devem ser construídos e programados pelo time que o construiu. contanto que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis. este problema pode não ser tão simples de resolver. O próprio Asimov baseou o enredo de uma série de romances e histórias curtas na análise da aplicabilidade e suficiência das três leis. em suas escolas e comunidades uma apreciação pela ciência e tecnologia. ou. A RoboCup Jr. 2. estas competições incluem o processo de criação do robô. Em 2003 a competição atingiu mais de 20. A RoboCup é uma organização competitiva dedicada ao desenvolvimento de um time de robôs humanoides totalmente autônomos que possa vencer o campeão mundial de futebol por volta do ano 2050.[3] Em outra visão. estas leis são: 1. o que pode levar a acidentes: Em Jackson. o episódio da série Star Trek: Voyager "Prototype" mostra um grupo de robôs conhecidos como Automated Personnel Units (Unidades Pessoais Automatizadas).

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Macau500. Eduardo P. Jack Bauer00. Clara C. Luizabpr.56. Eric Duff. Lijealso. OffsBlink. J Daglees.php?oldid=24668262  Contribuidores: Arges.wikipedia. Diotti. Manuel Anastácio. Eicuro. 333. Tam01. Rui Silva. Der kenner. Hyju. Emilio juanatey. JoaoMiranda. Emilio juanatey.php?oldid=24861714  Contribuidores: Albmont. SuperKapa. Jancaoliveira. Mosca. Bisbis.org/w/index. Joanna Lincoln. Cícero. Leslie.php?oldid=25545100  Contribuidores: Alchimista. Mschlindwein.arq. Vanthorn.F. Luz28. Girino.php?oldid=25415916  Contribuidores: Abmac. Pietro Roveri. Reporter. Jonathan Malavolta. Rômulo Penido. Giro720. Brenno pm. SallesNeto BR. Hyju. ElementoX. Ramisses. Nuno Tavares. Beria. Lechatjaune.php?oldid=25229820  Contribuidores: Abmac. Tschulz. Rei-artur. Darwinius. Faustino. Aleph73. Alexanderps. Homologia. Pedrohcoa. 200. Mateus Hidalgo. Raphael Toledo. 88 edições anónimas Amortecedor  Fonte: http://pt. Nuno Tavares. EuTuga. E2mb0t. 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Dpc01. Lseixas. GRS73.org/w/index. Hforesti. Eduxavier. PG. MarcosLauro. Ruy Pugliesi. Apieper. Vintecano. AntoniusJ. Rafamurad. Saguix. N&n's. PBJP. Giro720. Vini 175. Almightyon. Novycentuz. Ricardofachada. Mschlindwein. Pietro Roveri. Leslie. Severino666. Ricardo Carneiro Pires. Mvdiogo. Tiago2325.Fontes e Editores da Página Jorge. Wiki fel. Paulolenz. Wikibrazilian. Ciro. Mschlindwein. Msmatematica. Matheus-sma. Nevinho. JoniFili. Nuno Tavares. Noah J Revoy. Cassioherculano. Teles. Alexandre Skupien. MelM.php?oldid=25341014  Contribuidores: Aerofree. Carlos Luis M C da Cruz. Spell checker. Gunnex. Skhola. Ruy Pugliesi.stabile. Oolong. Juan Romera. João Carvalho. Irberguilherme. Maañón.rocha. OS2Warp. Eamaral. Profcardy. Adailton. J. Pjbgr. Leslie. Zdtrlik. Merrill. MarceloRenard2. Joãosilvaafonso. LeonardoRob0t. LIGUI. RafaAzevedo. EuTuga. Maurício I. 333. Dvulture. Marcos Viana "Pinguim". Roberto A. Arnoldpieper. Lechatjaune. Carlos-alberto-teixeira. Manuel Anastácio. LeonardoG.ig. Tijolo Elétrico.org/w/index. 999. Sturm. S3o3b3e3l. SHASTA190200. Vitor Mazuco. Lulusilva159. Aldado.com. Dantadd. Bonás. OffsBlink. OS2Warp. N&n's. Stinky cat. Litrix Linuxer. Hyju. Reporter. Pedse. Marcelo-Silva. CommonsDelinker. Arthemius x. Pomonews. Osias. RafaAzevedo. SaraOliveira.. Milieh. Ricardo Pereira Pacheco.wikipedia. Rjclaudio. Ramisses. Scott MacLean. Mschlindwein. Denis Rizzoli. Rodrigo Ventura. João Vítor Vieira. 49 edições anónimas Modelos físicos  Fonte: http://pt. ChristianH. Sturm. 118 edições anónimas 79 . Laobc. João Sousa. Marcos Elias de Oliveira Júnior. 556 edições anónimas Planador  Fonte: http://pt. Viajantedoar. OffsBlink. Missionary. Rei-artur. Mireidas. Xpons. Mateus Hidalgo. Yanguas. Leonardo. Luan. Viniciusmc. Juntas. SallesNeto BR. Manuel Anastácio. Lgrave.wikipedia. Get It. Porantim. Salgueiro. Tilgon. 26 edições anónimas Robô  Fonte: http://pt. Dantadd. Stuckkey. NH. Lemarlou. Hiroshi. Alchimista. Vit95.org/w/index. Pedro00. Jbfqo. Reynaldo. Plataformista. Philostrate. Edusilva.php?oldid=25505513  Contribuidores: !Silent. Leslie. Vanthorn. Tumnus. Get It. Flavialgr. Manuel Anastácio. Opraco. Esopo. Renato Mello. Rebeca lopes. Nice poa. Kleiner. Al Lemos. Pediboi. Nicolebc. Conedamio. Aaasaf09. Lechatjaune. GOE. Richard Melo da Silva. Flavia Schubert. Ligia. Sebastiao. Reynaldo. Eduozzy. Xandi. Elon Hara. Braz Leme. Martha Salerno Monteiro. Fernando S.wikipedia.br. Reynaldo. Ovídio. Manuel de Sousa. Spoladore. Nuno Tavares. Whooligan. LeonardoG. Viniciussena. Lijealso. RMBeatriz.php?oldid=22788198  Contribuidores: Alchimista. Luís Felipe Braga. Ozzyana. Lechatjaune. Ródi. Luckas Blade.

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Rocket000.0 Unported  Contribuidores: User:Gaf. 1 edições anónimas Image:Yanmar 2GM20.png  Licença: Public Domain  Contribuidores: Borowski.png  Fonte: http://pt. Premkudva.0 Unported  Contribuidores: Andy Dingley.jpg  Fonte: http://pt.wikipedia.svg  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: Iainf 21:31.org/w/index. Roland zh.wikipedia. G.jpg Sonett72 (49901 bytes) (clutch disc) Ficheiro:Clutch explosion. Audriusa. Sir Isaac Lime.wikipedia.jpg  Fonte: http://pt.php?title=Ficheiro:FrankMotor.arq Image:Cavalier perspective 45.svg  Fonte: http://pt.svg  Licença: Public Domain  Contribuidores: Jdcollins13. EugeneZelenko. TomAlt.jpg  Fonte: http://pt. TomAlt.jpg  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: User:Jean-Jacques MILAN Ficheiro:2006-02-04 Metal spiral.as.org/w/index.wikipedia. 1 edições anónimas Ficheiro:Helical Gears. Guam.wikipedia. MKFI.png  Fonte: http://pt.php?title=Ficheiro:3-punktperspektive_2. 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Ö.php?title=Ficheiro:DescriptivegeometryDürer.svg  Fonte: http://pt.org/w/index.png  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: EugeneZelenko.org/w/index.svg  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: Editor at Large.org/w/index.jpg  Fonte: http://pt.svg  Licença: Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.php?title=Ficheiro:Worm_Gear_and_Pinion.org/w/index.wikipedia.arq. Ma-Lik.jpg  Licença: Public Domain  Contribuidores: Bukk.org/w/index. Mdd.php?title=Ficheiro:Plan_projectif.png  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: Curtis Newton.org/w/index.wikipedia.php?title=Ficheiro:LeverSecondClass.jpg  Fonte: http://pt.org/w/index.org/w/index.gif  Fonte: http://pt.jpg  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: Jared C.svg  Fonte: http://pt.5  Contribuidores: Original uploader was N.wikipedia. 1 edições anónimas Ficheiro:4-Stroke-Engine.wikipedia.jpg  Fonte: http://pt. Oxag. Tetris L.wikipedia. WikipediaMaster Ficheiro:Bevel gear. TomAlt.php?title=Ficheiro:LeverFirstClass. NortyNort.wikipedia.jpg  Licença: Creative Commons Attribution-Sharealike 2.org/w/index.gif  Licença: Public Domain  Contribuidores: BD2412. Mdd. GWiyom.Fontes.PNG  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: DaB.php?title=Ficheiro:Papel_tecnico_1. WikipediaMaster Imagem:2-punktperspektive.gif  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: Duk Ficheiro:LeverPrincleple.php?title=Ficheiro:Zentralperspektive. WikipediaMaster Imagem:Zentralperspektive.gif  Licença: GNU Free Documentation License  Contribuidores: UtzOnBike (3D-model & animation: Autodesk Inventor) Ficheiro:Water turbine grandcoulee. Gun Powder Ma. Gaf..arq. 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