ALTERAÇÕES ANGULARES NA COLUNA VERTEBRAL

São três (3) as principais deformações angulares da coluna vertebral: * Hipercifose – excessiva curvatura da região torácica para trás (gibosidade ou corcunda); * Hiperlordose – exagerada curvatura na região lombar da coluna e * Escoliose – curvaturas, não fisiológicas, laterais da coluna. ESCOLIOSE A escoliose é uma alteração angular da coluna no plano frontal. É uma curva que se desenvolve no espaço. É devida a um movimento de torção generalizado por toda a raque. Esse movimento é produzido por uma perturbação localizada que origina uma ruptura do equilíbrio raquidiano. Quanto à forma da curva a escoliose pode ser diferenciada em simples ou dupla: >> Curva Simples: à direita destro ou à esquerda sinistro (escoliose em “C”). >> Curva Dupla: (escoliose em “S”) Obs.: a direção da curvatura é sempre identificada pela convexidade da coluna.. As curvaturas escolióticas podem ser classificadas em: - Cervicotorácicas; - Torácicas; - Toracolombares; - Lombares e - Lombossacrais.

Escoliose Lombar Sinistra Escoliose Torácica Sinistra

Escoliose cervical Destra

Escoliose Cervicotorácica Destra

Escoliose Cérvico-Toracolombar

> Ângulo de Cobb: É traçada uma linha perpendicular à margem superior da vértebra que mais se inclina na direção da concavidade. Uma linha é também traçada na borda inferior da vértebra inferior, com a maior angularão na direção da concavidade. O ângulo dessas linhas, que se transeccionam, é notado e registrado.

Mensuração da Escoliose pelo Método de Cobb

a) 0º à 10º – não há necessidade de tratamento fisioterápico. b) 10º à 20º – há necessidade de tratamento fisioterápico. c) 20º à 30º – tratamento fisioterápico e uso de colete ortopédico ou Milwakee. d) 30º à 40º – uso de colete ortopédico ou Milwakee. e) 50º à 60º – somente tratamento cirúrgico. Obs.: As técnicas de Mackenze e Willians são diferentes pois uma procura a extensão e a outra a flexão respectivamente. As radiografias para avaliação da escoliose devem ser realizadas na posição de pé, sendo panorâmicas, para detectar a localização e gravidade da curvatura escoliótica. São também importantes as radiografias tiradas com o avaliado fazendo uma inclinação lateral, nas duas direções, para determinar o grau de flexibilidade da curvatura Pedido de Rx. para a coluna: Rx. panorâmico por região, já vem em perfil/AP.

Avaliação da ativação neuromuscular em indivíduos com escoliose através da eletromiografia de superfície

Bassani E; Candotti CT; Pasini M; Melo M; La Torre M Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) – São Leopoldo (RS), Brasil Correspondência para

RESUMO OBJETIVO: O objetivo desse estudo foi verificar o potencial da eletromiografia (EMG) de superfície para a avaliação da eficiência neuromuscular e da fadiga muscular localizada dos extensores lombares em indivíduos com escoliose. MÉTODOS: Participaram deste estudo 20 indivíduos divididos igualmente em dois grupos, (1) Grupo com Escoliose e (2) Grupo Controle, que foram submetidos a um teste de indução dos músculos extensores lombares a fadiga, o qual constituiu da realização de uma contração voluntária máxima isométrica (CVM), e realização de um teste com esforço a 80% da CVM. Foram coletados simultaneamente sinais de força e eletromiográficos (sinal EMG). O sinal EMG foi processado no domínio da freqüência, utilizando-se a transformada rápida de Fourier (FFT), por meio da mediana da freqüência (MF), e no domínio do tempo, pelo cálculo do valor root mean square (RMS). Os dados foram submetidos a uma análise de variância one-way para verificar as diferenças entre os dois grupos. Para verificar a simetria entre os lados direito e esquerdo, foi realizado o teste t pareado. O nível de significância adotado foi 0,05. RESULTADOS: os resultados demonstraram que indivíduos com escoliose apresentaram: (1) simetria de ativação neuromuscular entre os lados; (2) menor eficiência neuromuscular; (3) maior capacidade de resistir a fadiga; e (4) valores de força 42,6% menores que os indivíduos do GC. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem que a EMG de superfície corresponde a um efetivo instrumento de avaliação funcional da escoliose, embora o protocolo estabelecido tenha limitado a participação dos indivíduos com escoliose, do ponto de vista da eficiência neuromuscular. Palavras-chave: eletromiografia; fadiga; escoliose.

Introdução
A escoliose é uma deformidade complexa da coluna vertebral, nos três planos do corpo (frontal, sagital e transversal), cujo principal componente é o desvio lateral anormal no plano frontal1-7. A freqüência de ocorrências da escoliose varia, dependo da população estudada, do método de identificação ou da magnitude da curvatura, mas estimativas têm sugerido que a incidência da escoliose na população em geral aproxima-se de 2 a 4%8, representando cerca de 30% das incidências dos desvios posturais9. Um estudo epidemiológico do estado do Maranhão demonstrou que a incidência da escoliose idiopática em crianças e adolescentes do sexo masculino foi de 3,4 e 7,3%, respectivamente10. A escoliose é uma condição potencialmente progressiva, que compromete a postura corporal5; nesse sentido, a realização de uma avaliação, seja buscando referências estruturais ou funcionais, passa a ser decisiva para interferir na progressão desta deformidade. Uma avaliação fidedigna é a base para a tomada de decisões não apenas no que se refere ao tratamento, mas também na prevenção de intercorrências11,12. Para que haja uma boa avaliação, o empenho do profissional incide sobre o fato de que é importante obter um quadro completo da incapacidade do indivíduo e possuir critérios para acompanhamento da evolução e resultados do tratamento13,14. Deste modo, após a anamnese e o exame físico, a obtenção dos raios X é o passo mais importante e fundamental, que auxiliará na mensuração da deformidade e na determinação das curvaturas com relação a sua correção e potencial de progressão. No entanto, para a maioria dos profissionais, o princípio básico neste processo é o de diminuir ao máximo o número de radiografias de cada indivíduo, para minimizar os custos e a exposição à radioatividade15. Basicamente, a escoliose conduz a desequilíbrios de força e comprimento musculares no tronco, apresentando a musculatura do lado côncavo de maneira retraída e músculos mais alongados no lado convexo da curvatura, o que caracteriza um problema de assimetria muscular2. Tradicionalmente, os desequilíbrios musculares da escoliose são avaliados por meio de testes de função muscular. Essas análises das ações musculares são essenciais para auxiliar na elucidação diagnóstica e também para ser possível a prescrição de exercícios terapêuticos16. No entanto, os testes de função muscular são realizados manualmente, os quais dependem da habilidade do avaliador e são bastante subjetivos, uma vez que não quantificam o nível de força do indivíduo em cada lado do tronco5.

que é uma técnica sensível para a detecção da função neuromuscular. divididos igualmente em dois grupos: Grupo com Escoliose (GE) e Grupo Controle (GC). Nesta perspectiva. por meio de anamnese. Metodologia Amostra Considerando que o cálculo amostral determinou 13 indivíduos como número mínimo. acredita-se que. sugerem a EMG de superfície como uma ferramenta útil para a avaliação dos desequilíbrios musculares presentes na escoliose17. apesar de inconsistentes. os indivíduos não deveriam apresentar diagnóstico de escoliose ou manifestar qualquer presença de dor lombar no último ano. utilizando dinamômetro triaxial e eletromiografia (EMG) de superfície. Desta forma. os quais fornecem o nível de força realizada durante um movimento específico. bem como o acompanhamento da evolução do mesmo. realizados durante testes de eficiência neuromuscular e de fadiga muscular17. tanto no lado côncavo quanto no convexo de uma escoliose. assim. entende-se. Considerando que. com pelo menos um episódio nos últimos três meses. conforme a Tabela 1. Uma forma de avaliar a força dos músculos do tronco seria utilizando dinamômetros. Três pressupostos foram hipotetizados: (1) a ativação neuromuscular dos músculos iliocostal lombar e longuíssimo é assimétrica em indivíduos com escoliose e simétrica em indivíduos normais. utilizando a EMG de superfície.Na avaliação dos desequilíbrios musculares presentes em indivíduos com escoliose. a literatura reporta um estudo realizado com adolescentes portadores de escoliose assintomática que permitiu a mensuração dos esforços assimétricos dos extensores do tronco. para a realização da força muscular. possibilitando obter informações da ativação neuromuscular. seja possível monitorar a ativação neuromuscular dos músculos do tronco. mas que não estivesse manifestada no momento do teste. Os resultados. pois os resultados poderiam também subsidiar a prescrição do tratamento. o objetivo deste estudo foi verificar o potencial da EMG de superfície para a avaliação da eficiência neuromuscular e da fadiga muscular localizada dos extensores lombares em indivíduos com e sem escoliose. Para a inserção no GE. a amostra foi composta por 20 indivíduos. (2) indivíduos com escoliose apresentam menor eficiência neuromuscular do que indivíduos normais e (3) indivíduos com escoliose apresentam maior índice de fadiga muscular localizada do que indivíduos normais. Para a inserção no GC. recrutados por um fisioterapeuta. . é necessário que antes ocorra uma ativação neuromuscular18. era necessário que a escoliose fosse comprovada por exame atualizado de raio X e que a dor lombar referida pelos indivíduos fosse crônica. ser interessante que estes desequilíbrios pudessem ser quantificados de forma objetiva.

um feedback visual do nível de força muscular. modelo 1225. Minipa Eletronics Co. Durante a realização deste protocolo. com diâmetro de 1cm. Na faixa das axilas. São Paulo. Brasil). com adesivo de fixação) na configuração bipolar. estenose espinhal. utilizando-se um osciloscópio (Minipa MO. ambos nos lados direito e esquerdo. os sujeitos foram posicionados em decúbito ventral sobre um apoio. O eletrodo de referência foi colocado no punho sobre o processo estilóide do rádio. Para o registro do sinal eletromiográfico (sinal EMG). Foram observadas rigorosamente todas as normas pertinentes ao registro adequado de sinais EMG recomendados pela Sociedade Inter-nacional de Eletrofi-sio-logia e Cinesiologia (ISEK)21. estava presa uma célula de carga de 2000N. Ltda. Brasil). conforme os preceitos da resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). distantes 2. sintomas de compressão nervosa. Protocolo de avaliação Para a indução à fadiga muscular dos músculos extensores do tronco. Shangai). aos indivíduos. SP. São José dos Campos.5cm um do outro20. para cada músculo. instrumentada com strain gauges (Alfa Instrumentos Eletrônicos Ltda. por estar adequado. doenças inflamatórias e câncer. Todos os indivíduos assinaram um termo de consentimento para a participação no estudo.Os critérios de exclusão para ambos os grupos foram: cirurgia prévia na coluna. que foi fixada ao solo. Os sinais de força e de EMG foram coletados com uma taxa de amostragem de 1000Hz para cada canal. sendo as regiões das axilas. os indivíduos realizaram teste de contração voluntária máxima (CVM) isométrica de 5 segundos e. dotado de um conversor A/D (EMG System do Brasil Ltda. Brasil). Aquisição dos sinais A aquisição dos sinais de força e de eletromiografia (EMG) foi realizada com um eletromiógrafo de 16 canais (EMG System do Brasil Ltda. Foi proporcionado. SP. São Paulo. Brasil) e com o software AqDados (Lynx Tecnologia Eletrônica Ltda. SP. São José dos Campos. realizaram teste de contração isométrica a 80% da CVM durante 35 segundos. das coxas e dos tornozelos fixadas ao apoio por faixas com velcro. Para a realização do teste de indução a fadiga. . que foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (Resolução 047/2004) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos onde foi realizado (CEP 03/052). SP. Os eletrodos foram colocados sobre o ventre muscular. ética e metodologicamente. após um período de repouso de 2 minutos. espondilolistese. foram registrados sinais de força e eletromiográficos simultaneamente. foram utilizados pares de eletrodos de superfície (Ag/AgCl. utilizando-se um computador do tipo Pentium 200 MHertz com 64 MB RAM. Os músculos monitorados foram o longuíssimo do tórax (ao nível da vértebra primeira lombar) e iliocostal-lombar (ao nível da vértebra quinta lombar).

ufrgs. na qual: ϕ = coeficiente de inclinação da reta b= valor intercept de y O coeficiente de inclinação (ϕ ) foi considerado como um índice de eficiência neuromuscular. inicialmente foram verificadas e confirmadas a normalidade dos dados (Shapiro-Wilk Test) e a .07mp. foi utilizado um filtro média móvel passa-baixa (com freqüência de corte de 10Hz) e para o sinal EMG um filtro passa-alta. com freqüência de corte de 20Hz. a partir da transformada rápida de Fourier (FFT). foi calculado o valor root mean square (RMS) em janelas fixas de um segundo (1. Inicialmente. foi realizada uma análise de regressão linear nos 30 pontos da curva do valor RMS pelo tempo de contração (30 segundos) e obtida uma equação da reta (equação 1) para cada músculo. o coeficiente de determinação obtido com a regressão linear deveria ser igual ou superior a 0. Para a inclusão no estudo. e (4) o y-intercept (y') da reta que aproxima somente o primeiro e o último valor de MF24.000 pontos). Para a avaliação da assimetria de ativação. O sinal EMG foi normalizado em relação à maior freqüência obtida durante o protocolo22. foram utilizados os quatro índices de fadiga muscular localizada e o índice de eficiência neuromuscular.Processamento dos sinais Para o processamento dos sinais de força e do sinal EMG foi utilizado o sistema SAD32 de aquisição de dados [(versão 2. Para a avaliação da eficiência neuromuscular. os sinais foram submetidos a procedimentos de filtragem digital. Para a análise no domínio da freqüência.br/lmm)]. Para a análise no domínio do tempo. foi calculada a mediana da freqüência (MF) em janelas de um segundo (janelamento Hamming). entre os lados direito e esquerdo do tronco. A avaliação da resposta eletromiográfica ao protocolo de fadiga foi realizada utilizando quatro índices de fadiga muscular localizada: (1) o coeficiente de inclinação (α ) da reta que aproxima todos os 30 valores de MF23. 2002) (www.5. (3) o coeficiente de inclinação (β ) da reta que aproxima somente o primeiro e o último valor de MF24. O sinal EMG foi processado nos domínios do tempo e da freqüência. Para o sinal de força. Como o protocolo exige manutenção constante da força em 80% da força obtida na CVM. (2) o y-intercept (y) da reta que aproxima todos os 30 valores de MF23. inclinações mais íngremes na curva de RMS pelo tempo representam menor eficiência neuromuscular.61. Tratamento estatístico Para o tratamento estatístico.

Foi realizada uma análise de variância one-way para verificar as diferenças entre os dois grupos (Escoliose e Controle) nos: valores de massa corporal. bem como nos valores de força obtidos durante a CVM. apenas para o músculo longuíssimo direito.homogeneidade da variância (Wilk's Lambda Test). foi realizado um teste t pareado. Para verificar a simetria entre os lados direito e esquerdo. os resultados demonstraram diferença significativa. para nenhum dos quatro índices de fadiga muscular localizada. iliocostal direito e iliocostal esquerdo não diferiram significativamente entre os grupos GE e GC. durante o protocolo de fadiga. Resultados Os resultados evidenciaram que os indivíduos do GE apresentaram valores de força significativamente menores (p= 0. Quando os índices de fadiga muscular localizada foram comparados. O nível de significância adotado foi 0. e índice de eficiência neuromuscular. . para três dos quatro índices de fadiga estudados (Tabela 2). Estes resultados indicam que os indivíduos do GE apresentam menor índice de fadiga no músculo longuíssimo direito (Figura 1). Os demais músculos. entre GE e GC. longuíssimo esquerdo. índices de fadiga muscular. provavelmente devido a menor força realizada durante a CVM e. enquanto o GC de 718 ± 14N. conseqüentemente.05. idade e estatura.009) do que os indivíduos do GC. sendo que o GE apresentou força média de 416 ± 29N.

os resultados demonstraram diferença significativa. O índice de eficiência neuromuscular dos músculos longuíssimo e iliocostal.Quando o índice de eficiência neuromuscular foi comparado. . entre GE e GC. com coeficientes de inclinação (ϕ ) positivos. para a manutenção de um mesmo nível de força. assim. ambos somente no lado direito (Tabela 1). Os indivíduos do GE apresentaram maior ativação muscular durante o protocolo de fadiga nos músculos longuíssimo direito e iliocostal direito. no lado esquerdo. não diferiram significativamente entre GE e GC. menor eficiência neuromuscular (Figura 2). para os músculos longuíssimo e iliocostal. indicando. ou seja. apresentaram uma inclinação da reta mais íngreme.

Este resultado indica que o nível de ativação neuromuscular foi semelhante para ambos os lados. Uma possível explicação para este resultado reside no fato de que os indivíduos do GE possuíam dor lombar e. sua força máxima. para nenhum dos quatro músculos. o qual impede a realização do esforço máximo da musculatura em questão25. a dor tem papel importante na proteção do corpo. Os resultados demonstraram que os indivíduos do GE apresentaram valores de força significativamente menores do que os indivíduos do GC. Tem sido referido que indivíduos com dor tendem a acionar um mecanismo de proteção. os resultados não apresentaram diferença significativa entre os lados. bem como o nível de fadiga apresentado pelos músculos. Discussão O propósito deste estudo foi verificar o potencial da EMG de superfície para a avaliação da eficiência neuromuscular e da fadiga muscular localizada dos extensores lombares em indivíduos com escoliose.Quando a simetria entre os lados direito e esquerdo do tronco foi comparada. independente do grupo ao qual o indivíduo pertencesse. durante a CVM.26. talvez não tenham executado. tanto para o GE quanto para o GC. pois as mudanças no . Assim. por esta razão. utilizando os índices de fadiga e eficiência neuromuscular.

não apresentou precoces manifestações de fadiga muscular. tanto do lado convexo como do lado côncavo. portanto. sendo que os indivíduos do GE apresentaram índices de fadiga muscular significativamente menores – portanto. 80% da CVM28. que ocorre devido à diminuição na velocidade de condução dos potenciais de ação da fibra muscular. Alguns estudos supõem que pessoas com dor. como efetores do movimento e mantenedores do tônus.21. Assim. em indivíduos com escoliose. diminuindo a MF. Quanto à eficiência neuromuscular. ou seja. Entende-se que este resultado foi influenciado pela não realização da força máxima durante a CVM.recrutamento motor de um indivíduo que sofre de dor podem ser devido a algum tipo de controle estratégico que o sistema nervoso executa por meio de uma rota neural específica27. realizam uma força submáxima devido a própria situação de dor. situações de . por exemplo. Os resultados do presente estudo vão de encontro a esta suposição. o músculo longuíssimo direito. durante protocolos de fadiga muscular. os resultados demonstraram diferença significativa entre GE e GC. no lado direito.23. uma vez que o teste de fadiga depende deste resultado. produzem maior ativação elétrica do que indivíduos saudáveis. mensuradas pelos índices de fadiga. para ambos os músculos longuíssimo e iliocostal. os indivíduos com escoliose apresentaram menores índices de eficiência neuromuscular e. e que isso influencia no resultado do teste de fadiga quando baseado em um protocolo de. Os resultados do presente estudo demonstraram este comportamento. A queda na MF. Estes resultados corroboram parcialmente com estudos anteriores17. ou seja. em situações de fadiga muscular. ou seja. representando o lado côncavo da curvatura (musculatura retraída) nos indivíduos. Os efeitos desse mecanismo neural sugerem a redução da ativação dos agonistas e o aumento da ativação dos antagonistas27. demonstrando maior capacidade de resistir à fadiga. quando comparados aos indivíduos do GC (Figura 1). Os resultados demonstraram relação inversa entre a fadiga e a escoliose. há um aumento do RMS e diminuição da MF do sinal EMG23. uma inclinação da reta menos acentuada. tem sido aceita por muitos pesquisadores como um índice de fadiga muscular que ocorre durante a contração isométrica sustentada20.24. havia se especulado que indivíduos com escoliose apresentariam inclinação mais íngreme da reta da MF e seriam mais suscetíveis à fadiga muscular que indivíduos do GC. uma vez que os indivíduos do GE apresentam valores de força 42.30. os músculos do tronco. são considerados em situações de desequilíbrio produtores de deformidades esqueléticas. Inicialmente. Tem sido documentado que. como aquelas que ocorrem durante contrações sustentadas.29. os quais sugerem que. ao realizar um teste de CVM. sem escoliose. provavelmente por não terem executado sua força máxima durante a CVM. é comum observar uma compressão espectral em direção às baixas freqüências.6% menores que os indivíduos do GC. maior ativação neuromuscular no lado côncavo. Os músculos.

não somente com o fato de ser dependente da CVM. Embora o protocolo estabelecido tenha limitado a participação dos indivíduos com escoliose. talvez tivesse sido mais adequado uma solicitação unilateral dos extensores do tronco – como. a ativação também não seria. [ Links ] . Guille J. Bowen J. Uma musculatura paravertebral que apresenta sinais elétricos aumentados na convexidade da curva. Estes fatos remetem à limitação do presente estudo. mas também pelo fato de que o movimento de extensão de tronco requerido no protocolo não tenha sido realizado unilateralmente. para alguns indica que o lado convexo é mais forte do que o côncavo. a requerida nos exercícios de Klapp.desequilíbrio da musculatura do dorso podem ser o fator causal da escoliose31. conseqüentemente. Portanto. Kisner C. a qual. evitando situações compensatórias durante o esforço do teste de fadiga. independente de qual lado (côncavo ou convexo) seja mais forte. quando comparados aos indivíduos do GC. os resultados encontrados. como já referido. Exercícios terapêuticos. os resultados do presente estudo não sustentam qualquer destes achados.6% menores. Assim. sugerem que a EMG de superfície corresponde a um efetivo instrumento de avaliação funcional da escoliose. Lopez F. Rotation of the Spine in Congenital Scoliosis. contrariando os pressupostos previamente estabelecidos. Colby LA. que responderiam aos estímulos com todas as suas fibras e. 1995. Conclusões Os resultados demonstraram que os indivíduos com escoliose apresentaram menor eficiência neuromuscular e valores de força 42. [ Links ] 2. por exemplo. os sinais elétricos corresponderiam a músculos fracos. Uma possível explicação para estes resultados pode estar no fato de que a contração isométrica dos extensores do tronco realizada durante o teste de fadiga. produziriam sinais mais fortes31. que foi basear o protocolo de avaliação em uma situação que talvez não seja possível para indivíduos com escoliose. ou seja. Para outros. do ponto de vista da eficiência neuromuscular. Embora a literatura venha referindo que existe assimetria de ativação elétrica em indivíduos com escoliose. proposto no presente estudo. Referências Bibliográficas 1. Fundamentos e técnicas. J Pediatr Orthop. seria justamente o contrário. uma justificativa para os resultados não indicarem as assimetrias pode estar relacionada com o protocolo de fadiga em si. 1998. Os resultados também demonstraram que indivíduos com escoliose apresentaram simetria de ativação neuromuscular entre os lados direito e esquerdo do tronco e menores índices de fadiga muscular localizada. São Paulo: Manole.15(4):528-34. não garante que o esforço muscular seja simétrico e. assim. não correspondeu ao máximo dos indivíduos.

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Freita AA. o exame postural é a avaliação da posição da coluna vertebral. Boa postura é o resultado da capacidade que ligamentos. Quando se fala em coluna. . tanto em posição estática. quando alguém cansa em uma fila de cinema. Boa postura pode ser definida como o arranjo harmônico das partes constituintes do corpo. O exame postural é parte da avaliação física do aparelho locomotor e deve ser complementado pelo estudo cinético (movimento) da coluna vertebral para adequada interpretação funcional das queixas ou achados eventualmente encontrados. Spencer D. das relações das suas curvaturas entre si e dos elementos envolvidos na sua harmonia ou desequilíbrio. Desse modo. Uma postura aceitável também deve ser esteticamente apreciável. Estudo histoquímico dos músculos rotadores do dorso em pacientes com escoliose idiopática do adolescente. A posição ereta é obtida através dos tecidos moles da coluna vertebral: músculos.8(5):447-56. Trunk muscle myoelectric activities in idiopathic scoliosis. Reuber M. ou precisa sair cedo da cama no domingo porque doem as costas. Postura é a posição do corpo. McNeill T. melhoram ou corrigem a maioria dos problemas que levam à lombalgia.33(2):111-8. postura é a coluna vertebral ereta estática (parado na posição em pé). Spine. Rev Bras Ortop. como em diferentes situações dinâmicas (movimento e força). Portanto. Há sintomas de doença postural da coluna vertebral. permitindo sua permanência em uma mesma posição por períodos prolongados sem desconforto. cápsulas e tônus muscular têm de suportar o corpo ereto. 1983. 1998. Puerta EB.30. Schimidt B. Schultz A.Parte 2 PROBLEMAS POSTURAIS Este capítulo é dedicado à postura. ligamentos e cápsulas articulares. [ Links ] Coluna Vertebral . Chagas JCM. porque prevenção ou correção de má postura previnem. Oliveira CEAS. [ Links ] 31. sente desconforto ou dor se fica muito tempo assistindo TV.

protegendo-os de mais alongamento. musculares. São numerosos os fatores envolvidos no que se pode denominar doença postural da coluna vertebral. cabendo aos ligamentos e cápsulas a principal ação de sustentação. a coluna vertebral tem quatro curvas fisiológicas: as lordoses cervical e lombar e as cifoses dorsal e sacral. esqueléticas. quatro itens são predominantes na sua influência e freqüência: • Hiperlordose lombar (lordose é a posição côncava. Outras causas são também freqüentes: osteoartrite (artrose) das articulações intervertebrais e desestruturação do disco intervertebral (discopatia degenerativa). • Vista de frente. O equilíbrio da coluna vertebral deve ser mantido contra a gravidade. sem se movimentar). mas musculatura despreparada e/ou insuficiente flexibilidade dos tecidos moles. A contratura muscular sustentada leva a fadiga e conseqüente incapacidade de proteção ao alongamento excessivo. a coluna vertebral normal não deve ter desvios laterais ou esses devem ser mínimos. • Postura esteticamente normal. • Anomalias estruturais congênitas ou adquiridas (neurológicas. hiperlordose é excesso de concavidade). Quando a tensão sobre os ligamentos excede limites fisiológicos ocorre contratura muscular isométrica reflexa (os músculos ficam contraídos. . A fim de minimizar o consumo de energia. os músculos não participam de modo importante dessa função. Entretanto. ligamentares). Numa primeira fase de sobrecarga postural. • Posturas adquiridas por mau hábito ou treinamento inadequado durante os anos de desenvolvimento.• Vista de lado. sendo a dor de partes moles um evento posterior. usando-se um mínimo de energia e provocando o menor desgaste possível. os pacientes referem desconforto e fadiga.

Flexa Cervical. Plano das Nádegas. Flexa Lombar. Observar. Linha entre os mamilos. Não existe rotação ao nível das cinturas escapular e pélvica. O disco entre L3 e L4 deverá estar estritamente horizontalizado. Cintura escapular. Linha entre os processos estilóides. Plano Frontal: Observar atentamente as diferentes linhas horizontalizadas em várias partes do corpo. síndrome do músculo piriforme e doenças das articulações sacro-ilíacas. sacralização da apófise transversa da 5ª vértebra lombar uni ou bilateral. Cintura pélvica. Plano Horizontal: Não existe posteriorização nem anteriorização de uma nádega em relação à outra. ALTERAÇÕES ANGULARES DA COLUNA VERTEBRAL: Lordose . Ex.: Linha entre as pupilas. O ângulo lombo-sacral = 32º.Menos encontradas: espondilolistese. POSTURA NORMAL: Plano Sagital: O plano das escápulas e das nádegas (região glútea) devem estar alinhados. quatro parâmetros principais: Plano Escapular. Linha entre os dois trágus. no plano sagital.

Uso constante de saltos altos.Neste tipo de deformação ocorre uma grande curvatura da coluna vertebral para frente.Desequilíbrios musculares: fraqueza dos músculos retroversores da pelve. cifose aumentada na região torácica inferior e geralmente uma protração da cabeça. Principais causas: . . O tratamento deve ser realizado com a melhora da postura. Fontes potenciais de dor: .Gravidez. e deslocamento do segmento torácico posteriormente. .Estreitamento do espaço intervertebral posterior e forâmen intervertebral. Desequilíbrios musculares observados: . É importante a orientação aos pais para corrigirem os eventuais erros . resultando em flexão do tórax na coluna lombar superior. . . A postura lordótica nas mulheres é mais aumentada que nos homens.Avaliação da Hiperlordose Lombar: É feita no plano sagital. resultando em extensão do quadril. . . tensor da fáscia-lata. .Postura viciosa. abdominais fracos e alongados.Aumento do peso corporal (obesidade.Sobrecarga no ligamento longitudinal anterior. ptose abdominal). . Isto resulta em aumento da lordose lombar inferior.Aproximação dos processos espinhosos e transversos. reto femoral. Uma variação da hiperlordose lombar: deslocamento de todo o segmento pélvico anteriormente. O avaliado fica de lado para o avaliador. por meio da prática de esportes como a natação. eretores da espinha).Músculos abdominais alongados e fracos. Observa-se o aumento da curvatura lombar e anteroversão da pelve.Retração dos músculos flexores do quadril e músculos extensores lombares. aumento da tensão dos músculos (íliopsoas. o peito e a barriga também ficam projetados para frente.

.Aumento do espaço discal posterior. Postura de achatamento lombar Caracterizada por uma diminuição do ângulo lombossacro.Sobrecarga no ligamento longitudinal posterior. Nos casos mais complexos. Músculos extensores lombares e possivelmente flexores de quadril alongados e enfraquecidos. vem acompanhada de uma abdução da cintura escapular (ombros em antepulsão) e uma projeção da cabeça para frente (protração da cabeça). . Fontes potenciais de dor: . visando o alongamento e o reforço muscular. Principais causas: . . rombóides e trapézio.Fadiga ou enfraquecimento dos músculos eretores da espinha torácica. diminuição na lordose lombar ou inclinação posterior da pelve. estudar e outros).Postura viciosa na adolescência. bem como a RPG (Recuperação Postural Global). Desequilíbrios musculares observados: Retração dos músculos flexores do tronco e músculos extensores do quadril. Cifose aumentada ou dorso curvo É caracterizada por uma curvatura na região torácica e.posturais durante o dia (ao sentar. pode ser prescrita a fisioterapia. normalmente.

aumentando a cifose torácica (mulheres). o dorso fica acentuado e os ombros para fente. peitoral menor.Postura sentada inadequada e prolongada. .Músculos eretores espinhais e retratores da escápula alongados e fracos.Sobrecarga no ligamento longitudinal posterior.Atividade profissional (motorista..Cifose Total: É uma grande curvatura cifótica. músculos da região cervical. .Músculos torácicos eretores da coluna e rombóides fatigados. .Cifose do adolescente (doença de Schevermann): esta patologia atinge várias vértebras da região torácica. facilitando fraturas nos corpos vertebrais. que tem início nas articulações sacro-ilíacas). uma cifose.Cifose Torácica: É um aumento da curvatura cifótica apenas nesta região.Tuberculose vertebral (a infecção atinge o corpo vertebral na face anterior e as vértebras afetadas passam a ter a forma de cunha). . .Osteoporose senil (rarefação dos ossos da coluna. .).Espondilite Anquilosante (é uma condição inflamatória das articulações e ligamentos da coluna vertebral. A Cifose pode ser dividida em: . . peitoral maior e menor.Retração dos músculos do tórax anterior (intercostais). .Tensão acentuada nos músculos peitoral maior. serrátil. . elevadores da escápula e trapézio. Fontes potenciais de dor: . secretária. etc. . promovendo um aumento dos corpos vertebrais torácicos e. dorsal longo e serrátil anterior. conseqüentemente. partindo da região cervical até a região sacral. Desequilíbrios musculares observados: .

A escoliose pode ser: • Estrutural ou Verdadeira: A curvatura é irreversível. Quanto à forma da curva: Curva simples à direita ou à esquerda (escoliose em "C") e curva dupla (escoliose em "S"). que pode resultar em microfraturas. Posturas repetitivamente erradas ao sentar podem causar escoliose. Escoliose: É o desvio da coluna vertebral para um dos lados do corpo. apresentando rotação das vértebras para o lado da convexidade da curva. de uma retroversão da pelve. A osteoporose causa enfraquecimento dos ossos. lombares e lombossacrais. A identificação da curvatura é sempre identificada pela convexidade da coluna. As curvaturas escolióticas podem ser classificadas em: cervicotorácicas. Avaliação da Hipercifose: O exame é feito no plano sagital. toracolombares. torácicas.. Por isso há maior incidência em mulheres da raça branca. Observa-se a cintura escapular e a pelve. normalmente. • Não-Estrutural ou Falsa: . que caracterizam o aumento da cifose dorsal ou senil (corcunda). A pessoa que fica corcunda com a idade geralmente possui componentes que estão relacionados à Osteoporose. com ocorrência de menopausa precoce.Cifose Lombar: É uma inversão da curvatura lombar fisiológica e está acompanhada.

proveniente de má postura. Gibosidade: É uma proeminência costal do lado convexo da curvatura escoliótica. na verdade.É também chamada de escoliose funcional ou postural. . posteriormente.Toda a inclinação lateral da coluna promove um mecanismo rotacional das vértebras. A gibosidade é. A escoliose funcional ou postural é comum nos adolescentes. Conceitos e Considerações Gerais: .A gravidade da escoliose é determinada pelo ângulo da curvatura e rotação das vértebras. a gibosidade é reproduzida pela rotação vertebral e das costelas posteriormente.Escoliose grave – acima de 50º. . . uma rotação das vértebras e do gradil costal. A gibosidade informa se a escoliose é verdadeira ou estrutural.Escoliose leve – menos de 30º. A curvatura escoliótica é reversível. . por não apresentar alterações estruturais ou rotacionais das vértebras. . Na região torácica . no sentido posterior.A escoliose estrutural ou verdadeira não pode ser corrigida por terapia de reeducação postural ou esforço próprio. A gibosidade irá se acentuar no movimento da flexão anterior do tronco. Na região lombar.Escoliose moderada – entre 30 e 50º. Normalmente está associada a alterações no coração e nos pulmões. A curva desaparece com a flexão anterior do tronco. para o lado da convexidade da curva. pela posteriorização dos processos transversais das vértebras e por uma elevação dos músculos eretores da espinha. .

A seguir. do mesmo lado.A proeminência (gibosidade) de um lado da coluna indica escoliose.Triângulo de Thales.Lado de maior inclinação será o lado da concavidade. observamos as seguintes alterações: .Uma das mãos mais afastada do que a outra. . . com os braços pendentes.Mamilos desalinhados.O avaliado fica com os pés juntos e joelhos estendidos.Rotação do gradil costal. .Lado de menor inclinação será o lado convexo (lado da escoliose).Avaliação da escoliose: a) Teste/exame em pé: Na escoliose.Obliqüidade da pelve para a direita ou esquerda.Pedir para o avaliado fazer uma flexão lateral da coluna. fazer uma flexão do tronco para fente. . . . . por trás. .Desalinhamento dos processos espinhosos da coluna vertebral.Rotação da pelve para um dos lados.Acentuação da escápula do lado convexo. .Membros superiores um mais baixo que o outro. b) Teste de flexão lateral do tronco: . . .O avaliador. irá observar se há acentuação da escápula ou das costelas. c) Teste de flexão anterior do tronco: .Desnivelamento da cintura escapular (ombros elevados ou caídos). . . .

podem também ser classificadas em primárias ou secundárias. lombares e lombossacras. 1992).html CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL SECÇÃO ARTIGOS Leonardo Delgado Site: http://geocities. Alexandre Leite PATOLOGIAS VERTEBRAIS Deformidades A coluna vertebral apresenta curvaturas consideradas fisiológicas. a coluna é alinhada sem nenhuma curvatura. a lordose lombar e a cifose lombossacra.SECÇÃO ARTIGOS Leonardo Delgado Site: http://geocities.com. Escoliose Qualquer desvio da coluna quando a mesma é observada no plano frontal é por definição uma escoliose (figura 1). quando visualizadas no plano lateral.com. quando vista no plano frontal.yahoo. entre elas a lordose cervical. torácicas. com a maior angulação na direção da concavidade. Uma linha também traçada na borda inferior da vértebra inferior. toracolombares. nas duas direções. CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL . Pelos critérios atuais uma escoliose mínima pode ser até considerada normal.yahoo. São também importantes as radiografias tiradas com o avaliado fazendo uma inclinação lateral. sendo panorâmicas. dependendo das áreas por elas acometidas.notar a rotação vertebral e do tronco. Figura 01: Escoliose . as primárias são as de maior amplitude.br/gagaufera2003/ . O ângulo dessas linhas que se transeccionamé notado e registrado (Kisner & Colby.alexandreleite. para detectar a localização e a gravidade da curvatura escoliótica.d) Exame radiológico: As radiografias para avaliação da escoliose devem ser realizadas na posição de pé. as que mais apresentam alterações estruturais como * Artigo disponível on line via : http://www.br/artigos/patologia02.br/gagaufera2003/ ESCOLIOSE E CLASSIFICAÇÃO* Dr. e) O método de COBB para a medição da escoliose: É traçada uma linha perpendicular à margem superior da vértebra que mais se inclina na direção da concavidade.com. a cifose torácica. como regra geral. para determinar o grau de flexibilidade da curvatura. As escolioses podem ser classificadas pela sua localização na coluna em cervicotorácicas.

Outra maneira de classificá-las é com relação à etiologia: idiopáticas. As idiopóticas (figura 2 A) não têm causa definida.br/gagaufera2003/ . seguem o curso da doença original. e adolescentes. tendo encontrado uma incidência de 3. cartilaginosas ou fibrosas). paralisa cerebral. paralíticas. congênitas. Não têm relação com o desenvolvimento esquelético. pós-irradiação. Repercussão Estudos escolares demonstram uma incidência de 3 a 20% de portadores de escoliose idiopática na faixa etária dos 8 aos 12 anos. se observarmos uma radiografia de escoliose congênita. sendo as barras nãosegmentadas unilaterais as CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL . progredindo à medida que progride a paralisia da musculatura paraespinhal. sim. 5. Cada tipo apresenta algumas peculiaridades: as infantis têm incidência igual ao sexo e na grande maioria apresenta correção espontânea sem tratamento. se entre 0 e 3 anos. portanto. se acima de 10 anos (note-se idade do diagnóstico e não necessariamente a época em que iniciou).com. Seguem o crescimento musculoesquelético. As paralíticas (figura 2 B) são sempre relacionadas a alguma patologia de origem neuromuscular (poliomielite. Temos realizado tais estudos com o uso de cartaz educativo (fig.17 B). Outras malformações podem ocorrer em associação a mal-formações vertebrais. Daí a importância de avaliarmos os parentes de portadores de escoliose em busca de diagnóstico precoce. se entre 3 e 10 anos.rotações dos corpos vertebrais ao raio X e as mais rígidas à tentativa de retificação. veremos malformações o que não vemos primariamente nas outras escolioses. as juvenis têm incidência levemente maior no sexo feminino (5:1).). sendo que a maioria será progressiva. posturais.divisões da medula espinhal por espículas ósseas. e são geralmente em forma de "S". mas. Tais defeitos ocorrem por insultos no feto durante a segunda à quarta semanas de vida embrionária. cardíacas e intravertebrais (diastematomielias . como renais.yahoo.9%. exceto na idade adulta se associadas à artrose vertebral. A incidência de escoliose nos primeiros anos dos portadores da deformidade gira ao redor de 20%. antálgicas. secundárias à neurofibromatose. estão relacionadas ao desenvolvimento musculoesquelético. Podem ser classificadas com relação à época em que foram diagnosticadas em infantil. psicossomáticas e outras. com o diagnóstico realizado por leigos em população de escolares. pós-paraplegias traumáticas.SECÇÃO ARTIGOS Leonardo Delgado Site: http://geocities. levantando-se a possibilidade de uma transmissão genética dominante. As congênitas (figura 2 C) são as relacionadas a defeitos na formação da vértebra. parando sua progressão com o término do mesmo. e as adolescentes têm incidência predominantemente no sexo feminino (10:1). Podem ser classificadas em defeitos de formação e defeitos de segmentação. e malformações na parede torácica. com penetração variável. não têm relação com fenômenos dolorosos. etc. juvenil. pós-trauma. sendo que muitas apresentam progressão.

Mais recentemente.Secundária à assimetria de comprimento dos membros inferiores.Antálgica. devido ao dano nas placas de crescimento vertebrais causadas pela irradiação. história familiar autossômica dominante. E . As antálgicas relacionam-se às dolorosas em relação a processos tumorais ou hérnias discais. que como regra tem início na adolescência. A curvatura caracteristicamente é torácica para o lado direito. levando a deformidades angulares que podem causar compressão medular anterior. se não corrigidos manterão a deformidade após a consolidação. podendo. As psicossomáticas incluem um grupo de pacientes que busca alguma forma de ganho e simula a curvatura.mais progressivas. As traumáticas são relacionadas a achatamentos vertebrais decorrentes de traumatismos. B . As pós-irradiações eram mais comuns no passado e causadas por irradiação infantil de tumores paraespinhais e renais. eventualmente. com fusões vertebrais anteriores. corrigindo quando cessar fator causador da dor. manchas "café com leite" na pele e. As secundária à neurofibromatose (Figura 2 D) caracterizam uma entidade a parte por serem relacionadas à mesma. D Secundária à neurofibromatose. São caracterizadas por neurofibromas cutâneos. entretanto.br/gagaufera2003/ ARTIGOS Leonardo Delgado Site: .com. atenção tem sido voltada à escoliose do adulto. de raio curto e bastante progressiva. E . Figura 02: Principais tipos de escoliose. Ao mesmo tempo em que as radiografias ântero-posteriores demonstram a escoliose. As posturais estão relacionadas a posturas inadequadas crônicas. As escolioses congênitas não apresentam caráter hereditário. A .Idiopática. C . iniciar entre CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL SECÇÃO http://geocities.Congênita.Paralítica. as radiografias laterais são importantes por poderem demonstrar variados graus de cifose. rígida.yahoo. pseudo-artrose congênita da tíbia.

esquemático. para a determinação do sinal de Risser (figura 3)(.com. Quando em dúvida quanto a vértebra correta. CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL . o segundo é o padrão internacional aceito. após o paciente ter sido mantido fora do mesmo por quatro a seis horas. sendo panorâmicas. Figura 03: Sinal de Risser . como mostra a figura 4 (5. Apesar de termos dois tipos de medida do grau de escoliose. Figura 04: Método de Cobb para medição da escoliose e cifose. Linhas pontilhadas imaginárias para a escolha da linha contínua. quais sejam. incluindo de T1 ao sacro sem colimação e no mesmo filme. 5. sempre incluindo a parte superior do ilíaco. geralmente com dor e alterações artrósicas. As radiografias para avaliação de escoliose devem ser realizadas na posição ortostática. e pela tangente pela parte inferior da vértebra que mais se direciona para a concavidade da curvatura. mais convergente ao centro da concavidade da curva. por tais razões às vezes justificando um tratamento cirúrgico. as radiografias devem ser realizadas fora do colete.15). o método de Ferguson e o método de Cobb.yahoo.SECÇÃO ARTIGOS Leonardo Delgado Site: http://geocities.br/gagaufera2003/ .3). Quando o paciente está utilizando colete.20 e 40 anos. que podem apresentar progressão lenta. sugerimos traçar várias linhas. Ele é obtido pela intersecção de duas perpendiculares a linhas tangentes à parte superior da vértebra superior ao ápice da curvatura.

Além do sinais radiológicos citados. a atenção deve ser direcionada à junção lombossacra em busca de possível espondilolistese. A rotação graduada pela classificação de Nash e Moe. já que a incidência de dores na região da coluna vertebral parece ser idêntica em pacientes normais quando comparados a escolióticos. a presença da menarca nas meninas. As escolioses idiopáticas apresentam progressão muito relacionada à velocidade de crescimento. Risser II. de formação mamária e dos pêlos pubianos bem desenvolvidos e. Risser dividiu em quatro o seu período de ocorrência. Qual a razão de tratarmos uma escoliose? A principal razão é sua freqüente associação aos casos mais graves de insuficiência respiratória restritiva. pode-nos auxiliar na determinação da curva primária.yahoo. A presença das placas terminais das vértebras. já que ela apresenta o maior grau de rotação. 75%. assim teremos uma ossificação dos 25% anteriores do ilíaco com sinal de Risser 1. Risser IV. exceto nas curvas maiores e principalmente na junção toracolombar.br/gagaufera2003/ Leonardo Delgado Site: . em pacientes com escoliose.A medida da cifose torácica e da lordose lombar é realizada da mesma maneira na radiografia lateral. levando a um menor consumo de energia para as CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL SECÇÃO ARTIGOS http://geocities. nos casos de deformidades mais acentuadas. Outros aspectos são de extrema importância ao avaliarmos as radiografias de escolióticos. principalmente nos pacientes com lordose torácica associada à escoliose e às alterações estéticas que acarretam. A maturidade esquelética é tradicionalmente medida pela radiografia ântero-posterior da mão esquerda. sendo normal entre 20 e 40 graus. de barba e de pêlos axilares assinalam para sinais de maturidade sexual secundária e conseqüente amadurecimento esquelético. com baixa probabilidade de progressão das escolioses leves e moderadas. apresenta significação idêntica à ossificação do osso ilíaco. praticamente a coluna não apresenta mais crescimento importante em comprimento. além do grau da curvatura. 5.com. além do grau de cifose e lordose presentes. a principal razão e a estabilização do tronco. A radiografia lateral é sempre pedida na primeira avaliação. os efeitos psicossociais são importantes. 100%. O terceiro aspecto a ser observado é com relação à dor: estudos não conseguiram relacionar escoliose e dor lombar. sendo por demais importante determinarmos o potencial de crescimento do paciente e sua maturidade esquelética. sendo evitável nos seguimentos. entretanto. já que. na radiografia ântero-posterior. e o sinal V significa fim de crescimento esquelético (figura 3)(. que acontece invariavelmente de anterior para posterior. Risser III. caracterizadas pela presença das placas de crescimento vertebrais e pela ossificação das apófises vertebrais. O importante é que na presença do sinal de Risser IV. e. 50%. Nos casos de escolioses paralíticas. no homem. demonstrando o grau de desenvolvimento da apófise do osso ilíaco.3). a crista ilíaca normalmente é bem visível na radiografia ântero-posterior. o fechamento da placa de crescimento do ilíaco caracteriza o sinal de Risser V.

têm indicação limitada nas escolioses. As duas horas fora do colete são utilizadas em atividade física para a manutenção do tônus muscular. se aguardarmos muito. por cirurgia. Outros coletes tentaram evitar o componente cervical do Milwaukee. existem as formas fisioterápicas com exercícios específicos junto com os estimuladores elétricos. sendo os coletes do tipo de Milwaukee os de maior eficiência clínica comprovada. podemos nos deparar com insuficiências respiratórias que tornarão o caso inoperável. as curvas de 20 a 40 graus são tratadas conservadoramente e aquelas acima de 40 graus. Os coletes devem ser utilizados 22 horas ao dia. podemos indicar tratamento cirúrgico em curvas de muito menor grau. ele não seria candidato a ser tratado definitivamente pela órtese. se progressivas. Muitos pacientes podem fazer uso da órtese como mantenedor de deformidade até a época cirúrgica oportuna.br/gagaufera2003/ . Nos casos associados a doenças miopáticas crônicas e progressivas. bem-balanceadas.com. com aceitação melhor pelo adolescente. Grosseiramente. Em outros termos. Nos casos paralíticos.atividades da vida diária. nos casos de escoliose idiopática. com radiografias realizadas após quatro a seis horas fora dos mesmos. podendo nestes casos funcionar como imobilizadores pós-operatórios. que. poderemos intervir com uma cirurgia. Devemos salientar que os números em si não ditam toda a regra. Nos casos congênitos. com contrações isométricas da musculatura do tronco e do abdômen. se esteticamente inaceitável. aqueles com curvaturas de 0 a 20 graus são tratados com observação.yahoo. Dentro da órtese os pacientes são orientados para a prática de exercícios ativos de estiramentos. se estivermos frente a um paciente com curvatura inaceitável tanto do ponto de vista de magnitude como de alteração estética. como a órtese de Wilmington e a de Boston. como são órteses mais restritivas. portanto. hoje são de eficiência duvidosa no controle das curvaturas. são quase que exclusivamente tratadas por cirurgia. como nas mielomeningoceles. quando o tronco já está bem-desenvolvido. O importante é mencionar que as órteses não reduzem curvatura. que apesar de uma euforia inicial. CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL . sem alteração estética importante. que é ao redor dos 10 anos de idade. devido à paralisia dos músculos do tronco. seria o de parar a progressão da curvatura. que ainda trataremos conservadora-mente. com piora da expansibilidade torácica pelos coletes e pelos casos associados à insensibilidade. pelas dificuldades com o uso do colete e pelo fato de que. entretanto. já que poderemos ter duplas curvas de 40 ou 45 graus. dependendo da etiologia. apesar de sua baixa aceitação devido à sua extensão até a região cervical. Ainda no grupo dos tratamentos conservadores. mas sim as mantêm onde estão. já que os tratamentos conservadores são menos eficientes. enquanto que em outra paciente com curva única de 30 graus. Existem várias formas de tratamento conservador em escolioses. a indicação cirúrgica torna-se de primeira ordem em curvas ao redor de 20 graus. e têm pouca função nas escolioses congênitas.SECÇÃO ARTIGOS Leonardo Delgado Site: http://geocities.

As curvaturas congênitas são tratadas ao menor grau de progressão cirurgicamente. Quanto à fixação do tratamento cirúrgico ela pode ser feita por gesso pelo tempo de 10 a 12 meses. 5. mas com o uso de fixação externa gessada ou em forma de colete por três a seis meses. os instrumentais de Luque e Cotrel-Dubousset utilizados posteriormente e os instrumentais de Dwyer e Zike usados anteriormente. D .Aparência da paciente no pós-operatório imediato (notar ausência de imobilização externa). sem anestesia e geralmente ao redor de 500/o da curvatura original.com. Figura 05: A . como as hastes de Harrington. realizadas com o paciente deitado. O autor tem preferência pela técnica de Luque. apresentando uma incidência maior de pseudo-artroses e perdas na correção além das complicações do gesso como escaras e o desconforto em um país tropical. rigidez na fixação evitando imobilizações externas e baixo custo do instrumental e do material de implante (figura 5)(.Paciente com escoliose idiopática.br/gagaufera2003/ ARTIGOS Leonardo Delgado Site: . Naquelas consideradas inadequadas. Por isso se desenvolveram as fixações internas.Raio X pré-operatório. C -Raio X pósoperatório (técnica de Luque).SECÇÃO http://geocities. devido ao baixo custo. independente da idade.yahoo.O tratamento cirúrgico é reservado para as curvaturas de maior magnitude. O grau de correção da deformidade é determinado por radiografias de lateralização forçada.16). com artrodese in situ. naquelas sem controle pelos tratamentos conservadores. B . na grande maioria das vezes sem fixação interna. deveremos associar liberações anteriores via toracotomia ou CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL . naquelas com deformidades estéticas e naquelas esporádicas associadas à dor.

caso socorrido em três horas apresenta grande chance de recuperação). já que comprovadamente diminui-se a morbidade dos tratamentos. demonstrando a integridade do sistema nervoso . Nos casos maduros esqueleticamente. sendo diminuídas ou descontinuadas ao menor grau de alteração. CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL . se com curvas abaixo de 20 graus. que tem a grande vantagem de obter correção com o paciente acordado. até o final de crescimento coincidente com Risser V. 5.br/gagaufera2003/ . sendo imediatas as hemorragias.SECÇÃO ARTIGOS Leonardo Delgado Site: http://geocities.17). muitas são as possíveis complicações. devem ser dispensados de segmento clínico. exceto a paraplegia. todas são contornáveis. Como vemos. nos casos imaturos com avaliação clínica sem raio X. aqueles com curvas de 20 a 40 graus devem ser radiografados após três a cinco anos em busca de casos raros de progressão na vida adulta. quando possível. mas exigem continuidade de seguimento clínico. paraplegias. O seguimento clínico dos pacientes com escoliose deve ser feito periodicamente. portanto com monitoração constante da situação neurológica. desde que instituídos mais precoce e adequadamente (figura 6)(.yahoo.e pelo monitoramento pós-operatório. a cada quatro meses. ou com sinais de maturidade sexual secundária. já que o quadro é causado por isquemia medular (estatisticamente. O ato cirúrgico deve ser realizado sem nenhum grau de correção extra em função do risco de precipitarmos alterações neurológicas. tromboflebites.com. pneumotórax e infecção. Qualquer progressão significativa da curvatura na vida adulta é igual a tratamento cirúrgico. Especial ênfase hoje em dia é dada ao diagnóstico precoce das escolioses. ao menor indício de dificuldade neurológica. Neste. e aqueles acima de 45 graus devem ser radiografados a cada três a cinco anos por várias vezes devido à possível progressão de 1 grau por ano. as pseudoartroses. Como as cirurgias de escoliose são de porte grande.toracolombotomias ou por tração craniofemoral. devemos intervir com reposição hemodinâmica e com eventual retirada do material de síntese. e tardias as falhas do material de síntese.onde o paciente é acordado durante o ato cirúrgico e solicitado a movimentar os membros inferiores. que deve ser muito monitorada com testes intra-operatórios do despertar de Stagnara . Progressões de até 5 graus são consideradas inalteradas.

com.Figura 06: A .br/gagaufera2003/ .Exame escolar em grupo para detecção de deformidades vertebrais.yahoo. CURSO DE AVALIAÇÃO POSTURAL .Cartaz educativo. B .SECÇÃO ARTIGOS Leonardo Delgado Site: http://geocities.

segmento dorsal tem uma convexidade posterior com uma concavidade anterior que é cifose dorsal. numa coluna vertebral. 2. Deixe a criança com maiô ou calção. Porém. . É preferível denominarmos as escolioses pelo seu lado convexo.ESCOLIOSE Escoliose é um problema na coluna vertebral. Saliência em um lado da coluna indica escoliose. ligamento . Nesse caso é necessário uma consulta com o ortopedista. coluna lombar com cinco vértebras. ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL A anatomia da coluna vertebral compõe-se de quase uma centena de articulação que se distribuem de forma segmentar no eixo craniocaudal com suas curvas fisiológicas. processos articulares. lâmina e forâmen vertebral. não existe. antes de estudarmos as escolioses temos que fazer uma recordação sobre a anatomia da coluna vertebral. A coluna vertebral apresenta as seguintes curvaturas: . 2. 1. isolada. ligamento longitudinal posterior. pedículos. processo espinhoso. Examine por trás. ligamento amarelo. que se inicia entre os 8 e 10 anos de idade. Normalmente uma vértebra é constituída de um corpo vertebral. 5. como conseqüência uma curvatura secundária. A estabilidade do movimento vertebral e o limite destes movimentos dependem principalmente dos ligamentos da coluna vertebral que são principalmente de frente para trás: ligamento longitudinal anterior. A coluna vertebral é um sistema formada por unidades ósseas chamadas vértebras que se superpõem formando uma pilha de ossos.segmento cervical tem uma convexidade anterior com uma concavidade posterior que é a lordose cervical. 4. coluna dorsal ou torácica com doze vértebras. O termo escoliose deriva do grego "SKOLIOSIS" que significa "curvatura". Em geral.segmento lombar tem uma convexidade anterior com uma concavidade posterior que é a lordose lombar. que se intercalam com coxins de fibrocartilagem chamados: discos intervertebrais. mas existe uma curvatura principal e. A criança deve curvar-se para frente e tocar os joelhos. que no sentido craniocaudal são: coluna cervical com sete vértebras. completando com o nível vertebral. INTRODUÇÃO Escoliose é uma projeção de curvatura da coluna vertebral no plano frontal. . ESCOLIOSE 1. uma curvatura no plano Frontal. Ela é dividida em cinco segmentos. Quanto mais cedo ela for descoberta. coluna socrol com osso socro que é a fusão normalmente de cinco vértebras e a coluna coccígena formada pelo cóccix. processos transversos. melhor: o tratamento é mais fácil e a correção possível. 3. É simples ver se a criança tem escoliose.

Metabólica ou endócrina: origem glandular. A escoliose idiopática.Escoliose Paralítica: ocorre como seqüela da poliomielite ou paralisia infantil. quando o tronco é fletido para frente.Escoliose Histérica: aquela que se observa nas crises de histeria com contrações musculares exageradas. . . Cerca de 80 % das escolioses são idiopáticas. escoliose juvenil (dos 3 anos até a pré-adolescencia). . GRUPO 2 .interespinhoso. A bacia é constituída pelo sacro.Escolioses não estruturais: será mais correio chamá-las de "atitude escolióticas da coluna vertebral". pós-encefalite ou paralisia cerebral. causa problemas cardiopulmonares na vida adulta. Ultimamente tem se dado ênfase a um fator genético ligado ao sexo para as escolioses idiopáticas.Escoliose Compensatória: é aquilo que ocorre. TI . como os de tração. ísquio e púbis. CLASSIFICAÇÃO DAS ESCOLIOSES GRUPO 1 . por exemplo. . A curvatura corrige-se quando reflete o tronco para frente. O disco intervertebral constitui um sistema hidráulico. Seria mais conveniente chamá-la de escoliose antálgica porque é uma inclinação que existe como defesa contra a dor. IV. flexão. ligamento supra-espinhoso. escoliose adolescente (geralmente nas meninas). . Osteogênica: origem óssea. .Escoliose Inflamatória: semelhante a anterior. São curvaturas facilmente reversíveis ou mesmo curvaturas temporárias. Neurogênica: origem nervosa. extensão e torção. A escolioses que sede 60 % . O fato de uma criança usar sempre o lado direito ou esquerdo pode causar uma escoliose postural.Escolioses Estruturais: são as escolioses verdadeiras.Escoliose Congênita: aquela que ocorre devido a malformações ou anomalias vertebrais. São as mais raras. como conseqüência de processos inflamatórios.Escoliose Ciática: é aquela curvatura lateral que se observa nas crises agudas de lumbago com inclinações do tronco para o lado. .Escolioses Postural: ocorre devido a várias posturas e não apresentam alterações ósseas. Miogênica: origem muscular. que permite movimento entre uma vértebra e outra. ílio. falsas escolioses ou não estruturais. Entre os corpos vertebrais existe uma estrutura fíbrocartilaginosa. . muito freqüentemente. São as curvaturas que não podem ser corrigidas simplesmente e persistem com assimetria das costas. pode ser classificada como: escoliose infantil (até 3 anos). AVALIAÇÃO Dentro da avaliação devemos estar por dentro das alterações que a escoliose provoca. TTT . A bacia é a estrutura que sustenta a coluna cervical. 3. compressão. 4. . Existem várias teorias para tentar explicar as escolioses idiopáticas: I. Algumas delas são: No segmento vertical na transição occiptocervical temos que destacar o ligamento cruciforme e os ligamentos alares. de acordo com a faixa etária que acomete. denominada: disco intervertebral.Escoliose Idiopática: são aquelas de causas desconhecidas. devido a um encurtamento real de uma perna ou defeito no quadril.

destacam-se as seguintes musculaturas: os abdominais anteriores. d) RX antero-posterior com paciente em inclinação lateral direita e esquerda no mesmo nível de (a). melhor é o seu sistema hidráulico. No sistema muscular posterior. A medida que um disco é comprimido. No tronco. b) RX sentado antero-posterior. A irrigação de um disco é feita através de um sistema de absorção. é indispensável um exame radiológico da coluna vertebral. . c) RX deitado antero-posterior. Existem escolioses de poucos graus (7 ou 8).Pés-planos.Lordose.Diferença entre os braços e as pernas. desde a coluna cervical até o nível da sacrococcígena. devido à força de compressão exercida pelo próprio corpo e pela ação da gravidade. quanto mais idoso é um disco. O músculo Estemocleidomostóidío é um flexor e um rotador da cabeça e da coluna cervical. O bom funcionamento da coluna vertebral está relacionado com a integridade do disco. mais seco ele é. com um lado da cintura mais elevado e mais fundo do que o outro. causando diversos comprometimentos (bicos de papagaio). os oblíquos abdominais que são flexo-rotadores do tronco.Desnível das mamas.O disco é formado pelo núcleo pulposo e pelo anel fibroso. Quanto mais jovem um disco. O Raio-X na escoliose: Para estudarmos a escoliose. .Sulcos subglúteos assimétricos.Proeminência de uma clavícula em relação a outra. mais existem escolioses severas de até 100 graus. a quantidade de líquedas contido neles é liberada. . o disco começa a se degenerar. é essencialmente flexora da coluna vertebral e da cabeça.Diferença entre um quadril e outro. importante é a musculatura paravertebral essencialmente extensora da coluna e do tronco. que são os músculos flexores. costuma-se usar a medida de ângulos. . A musculatura situada na porção anterior do pescoço. maior seu componente de água. resultado de um processo de calcificação do disco. maior a flexibilidade. As posições do Raio-X devem ser: a) RX antero-posterior com paciente em pé e descalço. porém com o passar do tempo. Para avaliar e seguir a evolução da escoliose. .Elevação de um ombro em relação ao outro. o músculo transverso abdominal. .Cifose. ficando assim mais vulnerável a fissurações. Evidentemente a musculatura posterior do pescoço está envolvida com movimento da extensão da coluna cervical e da cabeça. e) RX em perfil de toda a coluna vertebral. que são os ostcófítos. responsável pela estabilização do tronco. MUSCULATURA: A musculatura da coluna vertebral é responsável por seus movimentos e pela sua estabilidade. . do mesmo nível de (a). maior a altura. no mesmo nível de (a). . . .

o colete chega a ser uma tragédia. Se imaginarmos a coluna vertebral como sendo uma torre de rádio. um técnico ortopédico. além disso. Todo tratamento é em longo prazo. além disso. um fisioterapeuta. como esses movimentos são executados na horizontal. poderá beneficiar o componente muscular .5. Um fato. Para usar artefato tão aparatoso. o médico poderá assumir apenas uma atitude de expectativa de uma curvatura. deverá permanecer com o cadente 23 . GRUPO 1 A fisioterapia bem orientada com exercícios apropriados. dos familiares. proporcionando-lhe uma atitude mais ou menos correta para o crescimento da coluna vertebral. executados de maneira adequada e de forma persistente. quando é iniciado o seu uso. Schmidt e Bedwell. No Grupo II. sendo auto-regulável. um assistente social e um psicólogo. o resultado não é aquele esperado. exercendo uma tração contínua na coluna vertebral. onde são executados inúmeros movimentos. com séries radiográficas semestrais. a longo prazo. muito mais. é bastante importante. TRATAMENTOS. após 2 a 3 anos de tratamento. promove uma melhora acentuada do desvio angular. O colete de Milwaukee. a princípio. com trabalho muscular intenso e participação de toda a musculatura paravertebral. porém. outros. Muito indicada então para a escoliose é a natação. especialmente na região lombar. além disso. um bem-estar físico e mental. separar os tratamentos de escoliose em dois grandes grupos: No grupo I. gesso ou coletes ortopédicos."cabos de aço da torre". porém. poderá ser ajustado à medida que a criança cresce. na correção de curvaturas idiopáticas nos adolescentes. às vezes. incluem-se os tratamentos tais como: fisioterapia. melhores resultados poderão ser obtidos. que os exercidos físicos são bastante benéficos ao paciente. e as vezes. O tratamento com colete de Milwaukee é muito importante e efetivamente promove a melhora do desvio angular na grande maioria dos casos. é necessário um certo preparo psicológico do paciente e. quando muito bem indicado e confeccionado por um técnico ortopédico competente e sob a supervisão periódica do médico especialista. Tratamento de uma escoliose não é uma tarefa fácil para o médico. Existem aqueles que não acreditam que exercícios musculares possam melhorar ou ajudar no tratamento da maior parte das escolioses. São também conservadores os métodos fisioterápicos que visam ao componente muscular de uma escoliose. O colete de Milwaukee nada mais é senão um artefato que. O Milwaukee está indicado para pacientes infantis e juvenis com curvas progressivas. nem para o paciente e mesmo para a família do paciente. num momento em que o adolescente tem necessidade de ser atraente. Mas a maioria das curvas escolióticas necessita de tratamentos para corrigir ou atenuar o desvio angular. além disso. sem qualquer outra medida. os músculos seriam representados pêlos cabos de aço que a prendem ao solo. Poderemos lançar mão do colete de Milwaukee em casos inoperáveis pelas condições físicas do paciente. são de opinião. Outra medida conservadora bastante utilizada é o colete de Milwaukee. promovendo. quando bem orientados. aliviando a pressão dos discos.promovendo um reforço do "colete muscular" do paciente. Poderemos. Nas medidas conservadoras. idealizado por Blount. é alterada a distribuição de forças. A equipe ideal para tratamento de uma escoliose deveria ser composta por um cirurgião ortopedista. e a escoliose não foge à regra: quanto antes for iniciado o tratamento. incluem-se as correções cirúrgicas.

Mais visitas ao médico são necessárias e mais exames radiológicos são precisos. . É uma fase muito difícil que requer toda a colaboração possível do paciente e da família. as curvas podem aumentar com evidente prejuízo para o paciente. seus prós e contras.Pais ou familiares insuportáveis.que seria a fusão de vértebras.Prevenir o aumento das curvas.para que se mantenha o alinhamento vertebral. Seria mais correio falarmos em "espondilodese" .Curvas acima de 40°.Diminuir a irregularidade das curvas. . suas vantagens e desvantagens. Seria uma artródese vertebral. até à estabilização da curvatura ao fim do crescimento. GRUPO II A indicação cirúrgica. certos tipos de escoliose idiopática ou paralítica com curvatura progressiva têm indicação cirúrgica absoluta.Curva escoliótica rígida. em curvas de cerca de 40° ou mais. Em pacientes que engravidam. o termo artródese significa "fusão de dois ossos pela zona articular". Dos coletes gessados. . a cirurgia quando bem indicada. Existem também métodos corretivos com coletes gessados.Promover o alinhamento do tronco. Porém.Barreiras geográficas ou socioeconômicas. . expondo mais o paciente aos raios-X. Por outro lado existem outros tipos de escoliose cuja indicação cirúrgica é relativa. As principais vantagens do colete de Milwaukee são: . como qualquer cirurgia. que a consideram uma medida muito drástica.Não causar sérios danos à pele.Manter a espinha completamente imóvel. A cirurgia de uma escoliose é basicamente uma correção e fusão de vértebras. . o tipo de Risses é o tradicional.Paciente que não coopera. mesmo na idade adulta. . Os controles radiográficos são muito importantes com e sem aparelho. Acarreta problemas de ordem psicológica devido ao prolongado uso. poderá ser absoluta ou relativa. . Se a indicação do colete de Milwaukee causa um impacto familiar. .Deformidade grave das costelas. Os riscos cirúrgicos serão bem reduzidos nas mãos de uma equipe especializada e bem treinada. Em . A cirurgia da coluna vertebral tem. . É comum o paciente visitar alguns médicos não dando estes muita importância às curvaturas. As desvantagens do colete de Milwaukee é que oferece menor correção que as cirurgias. conduzida por uma equipe bem treinada. .Lordose torácica.Falta de um bom técnico ortopédico ou de um ortopedista competente. . concluí-se que. . A cirurgia.Insuficiência pulmonar grave. em uma escoliose. na evolução dos casos. A duração do tratamento é consideravelmente mais prolongada que no tratamento cirúrgico. que promove a preparação do paciente para a correção cirúrgica ou fusão. . a cirurgia também é geralmente mal recebida pelo paciente ou pêlos familiares.horas por dia.Não apresentar riscos apreciáveis ou contra-indicações sérias. as curvas podem piorar mais. As contra-indicações do colete de Milwaukee são: . entretanto. seria a correção da curva e a fusão das vértebras. assim. poderá proporcionar ao cadente inúmeros benefícios. em última análise.

BIBLIOGRAFIA: .Aumento da deformidade. Embora muitos progressos tenham sido feitos nestes últimos anos todos visam à correção de curvas após a escoliose estabelecer-se. CONCLUSÃO A coluna vertebral é uma estrutura que deve ser tratada com bastante cuidado. A escoliose é uma dessas alterações que merece todo o cuidado. Dor nas costas nunca mais.alguns pacientes. além de alterar a sua forma.Problemas neurológicos (paralisias). Muitos tratamentos cirúrgicos não são realizados a tempo com sérios prejuízos para o paciente e mais tarde uma curva rígida não poderá mais ser corrigida. mas realista.GRAY. Anatomia. DISFUNÇÕES DA COLUNA CERVICAL: CIFOSE . renais. Assim. de deformidades vista no sentido antero-posterior. até 30° mais ou menos. 6. Rui.Dores.Deformidades cosméticas progressivas. neurológicos etc. para que volte à consulta e assim podermos livrá-lo de desagradáveis complicações cardiopulmonares. . sem qualquer tratamento. . pois a sua presença na coluna. A escoliose compensada apresenta os . . é preciso. que regridem espontaneamente. Existem algumas curvas. temos a formação de gibosidade vertebral (corcunda) na região toráxica. São indicações precisas para tratamento cirúrgico em escoliose de adultos: .HIPERLORDOSE Desvios do eixo da coluna vertebral Escoliose é o desvio da coluna no sentido lateral e rotacional. Nenhum processo de prevenção ou cura definitiva de escoliose foi descrito até hoje. É preciso conscientizá-lo sobre a gravidade do problema e à sua família. . . O desvio rotacional pode ser visto radiologicamente pela assimetria dos pedículos vertebrais e a lateralização da coluna é feita pelo deslocamento a partir do seu eixo central. Não podemos abandonar o paciente à sua própria sorte.HIPERCIFOSE . A escoliose pode estar compensada ou descompensada. porém.LORDOSE . pode prejudicar o paciente com relação a sua estética 7. constatamos aumento de até 30° após a segunda gravidez.ESCOLIOSE . Um paciente de escoliose é um paciente para sempre! Esta não é uma frase fatalista. . . o paciente preocupar-se consigo mesmo e submeter-se a controles periódicos. pois ela é o eixo de sustentação do nosso corpo e qualquer alteração que ocorra em sua estrutura pode alterar a sua fisiologia e a fisiologia do indivíduo. não existe nenhuma explicação para tal fator.Diminuição da capacidade pulmonar (insuficiência respiratória).Quando falham métodos conservadores e a curva progride.Problemas renais. constituindo-se assim.MERCÚRIO.

e a curva compensatória ou secundária é aquela que busca a compensação para manter o tronco ereto. Quando a coluna se apresenta curva. 90% dos casos de escoliose idiopáticas são devidos a acréscimos moderados da curvatura da coluna e. cujas causas são deformidades congênitas da coluna vertebral.podem ocorrer dores nas costas. processos infecciosos. Invariavelmente o tratamento é cirúrgico e precoce. As escolioses podem ter diversas etiologias. As estruturais são aquelas em que a causa do desvio encontra-se localizada diretamente com as estruturas ósteo ligamentares vertebrais. geralmente. a escoliose não apresenta processos de dor. geralmente. Os principais exemplos estão nas agenesias vertebrais. no plano das costas. como por exemplo o encurtamento com disparidade entre os membros inferiores. da cabeça até a região sacral. etc. atingindo curvas severas de até 180º. buscando corrigir o defeito ósseo a partir do seu nascimento. constituindo-se em deformidades a partir da concepção. quando a coluna processa uma curva completa sobre si mesma. não são contemplados com tratamento intensivo. Curva principal é a curva responsável pela deformidade. causando assim. A paralisia de grupos musculares na sustentação da coluna são causadas pelas escolioses paralíticas. As funcionais são aquelas cujo desvio da coluna depende de alterações extrínsecas à mesma. doença de Von-Recklin Gausen (doença pseudo tumoral de estrutura nervosa).v.ombros no mesmo nível. as meninas são 5 a 8 vezes mais afetadas pela escoliose. Observando-se o corpo humano pelas costas. que evolui durante o período de crescimento. sendo caracterizadas pela curva em "C" e pela hipotrofia muscular. na fase adulta. Se a escoliose não for corrigida. Outros exemplos de escoliose são causadas por seqüelas de efeitos traumáticos. hemi-vértebras e barras ósseas. a coluna vertebral normal apresenta-se reta. Na fase adolescente. Podemos ter ainda as escolioses congênitas. A importância dessa classificação se faz para o planejamento da correção cirúrgica da deformidade. por seqüelas das osteosporoses. um desvio do eixo da coluna pela variação de comprimento entre os dois membros. . revelando que a curva principal se equilibra com a curva compensatória. Costumeiramente tem uma curva em "S" e atinge o segmento dorsal e lombar com curvas leves e moderadas. Durante a infância. a escoliose afeta meninos e meninas. causando assim. Podemos ainda classificar as escolioses como funcionais e estruturais. Durante a juventude. a queda lateral da c. as escolioses por doenças endócrinas. A mais comum é a idiopática ou escoliose do adolescente. Entretanto. Ainda devemos classificar as curvas das deformidades como móveis e rígidas. essa deformidade é denominada escoliose.

A recondução da coluna para a sua posição normal poderá ser feita facilmente com o emprego de uma força de tração na mesma. A aplicação de tração na coluna é uma forma engenhosa para promover o seu "endireitamento" sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos.A recondução da coluna para a sua posição normal poderá ser feita facilmente com o emprego de uma força de tração na mesma. NORMAL ESCOLIOSE Coluna com escoliose Efeito da tração na coluna Coluna normal depois da tração . A tração aumenta o espaço entre as vértebras e alem disso reduz a curvatura nos pontos críticos. Neste caso seria recomendável um acompanhamento com natação. Entretanto. IMPORTANTE: O tratamento fisioterápico usando alongamentos e respiração são essenciais para a melhora do quadro: Costa Plana. mesmo sem esse acompanhamento. Hérnia de disco. nos pontos mais críticos. É recomendável que o emprego de MAGNASPINE(r) seja acompanhado por uma fisioterapia que vá adaptando a musculatura às novas posições alcançadas pela coluna. MAGNASPINE(r) conseguira reduzir as curvaturas mas. obviamente. A tração aumenta o espaço entre as vértebras e alem disso reduz a curvatura nos pontos críticos. A cada aplicação ocorrerá uma redução nas curvaturas. em um processo totalmente indolor. A aplicação de tração na coluna é uma forma engenhosa para promover o seu "endireitamento" sem que seja necessário pegar ou manusear vértebras e discos. com um tempo maior.

Lordose: É o aumento anormal da curva lombar ou cervical levando a uma acentuação da lordose lombar ou cervical normal (hiperlordose). A causa dessa doença é desconhecida. Assim. Muitos autores relacionam com a hiper-pressão sobre a região dorsal em crianças rígidas com mal preparo músculo-ligamentar durante a fase de crescimento do esqueleto. tende a "endireitar" o trecho curvo da coluna vertebral. gera uma deformidade em acunhamento do corpo vertebral. fazendo com que haja uma acentuação da curvatura toráxica. A doença de Scheuermann se caracteriza pela necrose da epífise de crescimento dos corpos vertebrais constituintes do centro da curva dorsal (6ª a 9ª vértebra dorsal). infecções. temos os defeitos congênitos. Esta necrose ou morte da estrutura óssea epifisária. Várias etiologias podem ser causas de cifose na coluna vertebral. provocado pela força de tração ( Ft ). doenças ósseas como a osteoporose e a doença de Scheuermann ou dorso curvo do adolescente. Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores .O esforço de flexão ( Mf ). fraturas. Cifose: são exageros da curvatura toráxica fora dos eixos dos limites fisiológicos.

Nos casos de cifose a resposta também tem sido muito boa com a eliminação de hérnias de disco na parte interna do tórax (região côncava). MAGNASPINE(r) tem apresentado resultados notáveis. Nas patologias ósseas. Caracteristicamente. que não haja fissuras ou trincas nas vértebras. as possíveis dores. Com apenas algumas aplicações ficam eliminadas as dores e a hiperlordose. tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose lombar). A etiologia mais freqüente das hiperlordose são os distúrbios músculo-esquelético do ilíaco psoas e dos ísquios surais. Nos casos de lordose. o emprego de uma força de tração na coluna poderá aliviar. desde que não haja doença nos ossos das vértebras. Na grande maioria dos casos. Manutenção e/ ou melhora da força muscular II. OBJETIVOS DO TRATAMENTO FISIOTERÁPICO I. nem qualquer contra indicação de ordem medica. em um processo totalmente indolor. já que reduz as curvaturas nos seus pontos mais críticos. respectivamente. Quando ocorrem deformidades com o aumento dessas curvaturas elas são chamadas de hipercifose (corcunda) e hiperlordose. a curvatura excessiva é de origem postural e pode ser corrigida com o emprego de uma força de tração e exercícios de correção de postura. Em principio.de risco. MAGNASPINE(r) aplica a tração ideal para esses objetivos. por exemplo. Prevenção de deformidades (manutenção e/ ou ganho de amplitude . a freqüência maior está relacionada às espondilolisteses e pseudo-espondilolistese que produzem o deslizamento intervertebral freqüentemente localizados entre a 4ª e a 5ª lombar e a 5ª lombar e 1ª sacra. a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar. ou mesmo eliminar.

A indicação para o uso de goteira noturna também é um recurso utilizado que visa a manutenção do comprimento muscular. são realizados nas diversas posturas: decúbito ventral (barriga para baixo). O posicionamento correto é elementar principalmente quando faz o uso de cadeira de rodas. a capacidade respiratória. manter e/ ou retardar a perda da força muscular e da capacidade respiratória. ativo . o posicionamento adequado e as adaptações para facilitar a realização das atividades de vida diária também são muito importantes para não acelerar a perda da força muscular e a instalação de contraturas e futuras deformidades ósseas.assistido e exercícios respiratórios ( manobras de expansão pulmonar. pois a tendência é acomodar-se e com isso as deformidades na coluna e membros se estruturam com maior rapidez. . Devido as propriedades físicas da água. a movimentação voluntária e adoção das diversas posturas podem ser facilitados e os exercícios de alongamento muscular podem ser realizados com alívio da dor. sentado. inalação. e de acordo com a fase em que o paciente se encontra. Ela consiste em exercícios de alongamento muscular. A HIDROTERAPIA realizada em piscina terapêutica é utilizada para manter a força muscular.articular) III. exercícios passivos. decúbito dorsal (barriga para cima).dia. pesos) não devem ser realizados pois isto pode fazer com que a musculatura entre em fadiga e acelere o processo de degeneração da fibra muscular.a . drenagem postural. O posicionamento inadequado dos segmentos corporais. vibração. ativo livre. é um dos fatores que aceleram a instalação das deformidades ósseas. as amplitudes articulares e evitar os encurtamentos musculares. Manutenção da capacidade vital CONDUTA FISIOTERÁPICA Cinesioterapia e Hidroterapia A CINESIOTERAPIA tem como principais objetivos. indução de tosse e os exercícios respiratórios propriamente ditos). Além disso. IMPORTANTE: Os exercícios contra resistência (saquinhos de areia. decúbito lateral (de lado). nas diversas posturas e em todas as atividades do dia . Manutenção da funcionalidade IV. mobilização global. manter os graus de movimento das articulações e minimizar os encurtamentos musculares e suas conseqüências. tapotagem.

levando a uma diminuição da eficácia da tosse. AVALIAÇÃO POSTURAL A Avaliação Postural na Fisioterapia. Em primeiro lugar. Uma simples gripe pode repercutir de forma importante. * Relaxamento muscular. Efeitos terapêuticos da água: * Alívio da dor durante o alongamento muscular.Consiste em determinar e registrar. * Manutenção ou aumento do grau de movimentação das articulações. PARTE RESPIRATÓRIA Os pacientes afetados apresentam uma dinâmica diferente. Por esta razão essa secreção acumulada facilita o desenvolvimento de bactérias causando infecção que quando não tratada adequadamente. a liberdade de movimento proporciona alegria e satisfação. pois a secreção produzida não é eliminada devido à debilitada musculatura expiratória. para se caracterizar um desvio postural. causada pelo aparecimento da escoliose ( desvios de coluna). A boa postura é aquela que um indivíduo. * Fortalecimento de músculos enfraquecidos. leva também à diminuição da expansibilidade pulmonar.Além disso. que pode decorrer da fraqueza muscular. . * Reeducação de músculos comprometidos. porque os pacientes são capazes de realizar atividades que podem não ser possíveis em terra devido a ação da gravidade. * Treino de marcha. tem como finalidade prevenir e futuramente corrigir possíveis alterações posturais existentes. além de prejudicar a movimentação completa do pulmão. Na piscina terapêutica utiliza-se as propriedades físicas da água. decorrente da fraqueza muscular e também devido a alterações da caixa torácica. acarreta complicações respiratórias graves. * Reforço psicológico através da movimentação independente na água. a escoliose (curvas anormais da coluna). * Aquisição e vivências de diversas posturas. * Melhora das condições respiratórias. os desvios posturais ou atitudes posturais erradas dos indivíduos. Como citado acima. se possível através de fotografias. em posição ostostática exige pequeno esforço da musculatura e dos ligamentos para se manter nessa posição. deve-se ter o conhecimento do que é postura correta.

ele encontra o melhor equilíbrio estático.Pé cavo . saiba que essas são as principais causas da dor nas costas.Representa um alinhamento dinâmico dos vários segmentos corporais.Assimetria de quadril .Pé varo .Ombros assimétricos: elevação de ombro esquerdo direito .Joelhos genu valgo . Em um grande número de casos de dor nas costas. vários fatores de risco atuam em conjunto ocasionando a dor: condicionamento físico deficiente. não se chega a um diagnóstico claro. cada segmento ocupe uma posição próxima à sua posição de "equilíbrio mecânico".Protrusão (Rotação interna dos ombros) .Pé aduto .Pé abduto .Desvio de quadril . no decorrer do tempo.Retração escapular .Pé valgo . Com o passar do tempo. adotando posturas erradas e movimentos inadequados. CINTURA ESCAPULAR . nas várias posições. mecânica anormal dos movimentos.Protusão abdominal MEMBROS INFERIORES .Pé plano . vai ocorrendo um desgaste das articulações da coluna. Assim.Joelhos genu recurvato .Pé calcâneo . pequenos .Protração escapular . má postura.Pé equino Causas Se você nunca se preocupou com a saúde das suas costas. podendo levar à degeneração dos discos intervertebrais (hérnia de disco) e à osteofitose (bico de papagaio). de tal maneira que.Depressão escapular .Joelhos genu varo .Encurtamento do trapézio CINTURA PÉLVICA . Geralmente.Joelhos genu flexo .

br www.br/desvios_posturais .br/escoliose www.abdim.com.. etc.com. vasos sanguíneos e raízes nervosas. fibras externas do disco intervertebral.com.traumas.doresnascostas. Várias estruturas da coluna podem causar dor. BIBLIOGRAFIA www.magnaspine. esforço repetitivo. incluindo os ligamentos que conectam as vértebras. músculos.