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TCC_Licenciatura_Matematica

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Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em Matemática.
Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em Matemática.

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PRODUÇÃO CIENTÍFICA – TCC

Maísa Fonseca Ramos dos Santos*

A DOCÊNCIA: DESAFIOS ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA. ATUAÇÃO DOCENTE, MORALIDADE E HISTÓRIA.

RESUMO Este trabalho demonstra a importância da atuação docente pautada pela moralidade bem como a influencia exercida pelo educador na vida do educando e na sociedade de modo geral, ressalta que recursos pedagógicos viáveis sempre estiveram disponíveis e coloca a reforma educacional ao alcance do todos. Tem como público-alvo: toda a sociedade acadêmica, professores, coordenadores e diretores de escolas, universitários das áreas de licenciatura, seja por formação, ou pelo desejo de oferecer educação com qualidade, pedagogia, letras, psicologia, técnicos das Secretarias de Educação e Cultura e demais profissionais interessados. Palavra-chave: Trabalho de Conclusão de Curso. Atuação Docente. Moralidade. História. Recursos Viáveis. Reforma Educacional.

*Graduanda do Curso de Licenciatura em Matemática da Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC EAD * E-mail: maisa._maisa@hotmail.com

SALVADOR 2010

Maísa Fonsêca Ramos dos Santos

DOCÊNCIA: DESAFIOS ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA. ATUAÇÃO DOCENTE, A MORALIDADE E A HISTÓRIA.

Trabalho de Conclusão de Curso – TCC apresentado à Faculdade de Tecnologia e Ciências EAD, como exigência para obtenção do grau de Licenciatura em Matemática.

Orientado pelo Profº. Ronaldo Santos Pereira

SALVADOR 2010

À Deus; A meu pai que indicou a direção a seguir; À minha mãe que me conduziu ao longo do caminho; Aos meus filhos e marido que compreenderam minha busca; À minhas irmãs e irmãos, cunhados, sogro e “sogras”, minha família; Aos colegas de turma e aos amigos de toda a vida; À FTC ead, que acima de tudo nos ensina a andar com os próprios pés.

Índice INTRODUÇÃO 1. CAPITULO 1 1.1 O reflexo da globalização na educação 1.2 Educador atualizado 2. CAPITULO 2 2.1 O papel da educação 3. CAPITULO 3 3.1 O papel da escola 3.2 O Projeto Político Pedagógico (PPP) 4. CAPITULO 4 4.1 Ludicidade 4.2 A máquina de aprender 4.3 O poder da leitura 5. CAPITULO 5 5.1 Educação: Razão e Coração 5.2 Recurso Viável à Educação 6. CONCLUSÃO 7. REFERÊNCIAS 8. ANEXOS 8.1 PPP I 8.2 PPP II 8.3 PPP IV 8.4 PPP V 8.5 PPP VI 8.6 Relatório de Estágio I 8.7 Relatório de Estágio II 13 14 16 17 9 11 12 7 8 6 3 3 1

1. Introdução Em verdade não existe moralidade sem historia, tendo em vista que costumes são gerados pelo uso e desuso através dos tempos, cabe a atuação docente transmitir a moralidade às novas gerações, principalmente, quando consideramos o fato de que a responsabilidade de educar foi transferida, de casa para a escola e dos pais para os professores, ampliando consideravelmente o compromisso da escola para com a sociedade. De acordo com PIAGET (1994), a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente permite que se construam estruturas mentais e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio, que ocorre através de dois processos simultâneos: a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida. Assim, percebe-se que, para Piaget, a moralidade não é um valor intrínseco ao ser humano, que nasce com ele mesmo, mas um sistema de regras adquirido e, portanto, sua construção é puramente social. A moralidade, apesar de não ser própria do ser humano, faz parte de sua personalidade, instalada gradativamente ao longo dos anos, como se ao nascer à mente humana fosse um HD novo, prontinho para possuir toda a configuração de um sistema, com finalidade única de preparar o indivíduo para o convívio social, definindo normas e padrões pré-estabelecidos a serem utilizados e respeitados por toda a vida. Esta moralidade da ao indivíduo a noção de certo e errado, permite decidir entre o que convém ou não à sua conduta, conforme os padrões sociais aos quais se encontra submetido desde o nascimento. Roberto Giancaterino(2008), define a socialização como sendo o processo pelo qual os indivíduos adquirem padrões de comportamentos que são valorizados pelo grupo e adequados para sua adaptação ao seu ambiente social, reafirmando os ideais piagetianos. A moral acha-se intimamente relacionada com os atos conscientes e voluntários dos indivíduos que afetam outros indivíduos, determinados grupos sociais ou a sociedade em seu conjunto. A moralidade ensina a encarar desafios e um grande desafio na atuação docente é fazer entender que passar horas estudando, acordando cedo e dormindo tarde em prol de uma

educação de qualidade, expondo-se a riscos diários, vale à pena, principalmente quando nosso propósito é transformar pessoas e criar cidadãos de fato e de direito. Desde o momento em que nascemos somos levados a cumprir regras, temos horário para tudo, dormir, se alimentar, tomar banho, horários para executar todo tipo de ação. Estas são regras impostas pela sociedade, a fim de que a vida funcione de forma organizada. O que se espera dos indivíduos, é que aprendam a respeitar tais regras, aprendam a ser indivíduos obedientes. Mas, o que viria a ser obediência, senão o ato de fazer algo que, em alguns casos, não desejamos, pelo simples fato de que alguém quer que o façamos. Por este ponto de vista, podemos dizer que desde que nascemos aprendemos a nos contrariar para podermos viver de forma harmônica com a sociedade. Piaget (1994, p. 23), afirma que “as regras morais que a criança aprende a respeitar, são transmitidas pela maioria dos adultos, isso significa que a elas já chegam elaboradas, porém não na medida de suas necessidades e interesses, mas de uma única vez através da sucessão ininterruptas das gerações adultas anteriores”. Assim, educar passa então a ser uma forma de contrariar o individuo em prol do bom funcionamento dos interesses sociais, afinal ninguém faz realmente o que deseja, o indivíduo ao nascer não tem se quer tempo de manifestar qualquer desejo, é bombardeado por um emaranhado de normas sociais às quais ele se adapta com o passar dos anos. Afinal se nunca foi diferente, não há outra opção, além de se adaptar. Sendo o individuo parte de uma sociedade este, para viver, precisa adequar-se, submetendo-se a uma educação desafiadora, onde nasce livre, ou melhor, assim acredita ter nascido e possui, teoricamente, liberdade de ir e vir, no entanto, esta é uma liberdade vigiada inicialmente pelos pais e familiares, que preocupam-se com o individuo em formação, posteriormente pelos educadores que tem a função de adequá-los ao meio social no qual estão inseridos. Mais tarde quando o indivíduo se imagina independente, passa a ter sua liberdade vigiada por toda a sociedade, ou seja, por todos que o cercam e o observam, afim de que não faça nada que venha contra os padrões morais e éticos, pois todos são educados para segui-los sob pena de exclusão social, e de uma vida à margem da sociedade.

Capitulo 1.

1.1 O REFLEXO DA GLOBALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO

Há algum tempo a educação escolar se dava com um simples pedaço do giz e um quadro negro, as crianças sabiam que estavam na escola para estudar e comportadas prestavam atenção às aulas, o professor explicava, o aluno era chamado ao quadro para mostrar que realmente entendeu e estudava em casa para fixar o assunto visando tirar uma boa nota na avaliação, este era o ciclo que se repetia continuamente. Os resultados apareciam de forma natural, tínhamos escolas repletas de alunos obedientes, verdadeiros exemplos mas, o advento das tecnologias, nos trouxe também uma série de problemas, a gama de informações disponíveis nos meios de comunicação tornou a sociedade muito mais exigente, ao passo que o processo educativo, até então estagnado, sem conseguir atender tais exigências, mostrou-se ultrapassada, não possuindo muito a oferecer a estes alunos, agora globalizados, que fora da escola tinham acesso a todo tipo de informação. Há tempos atrás se estudava sob a sombra de uma árvore e a educação acontecia de forma magistral, existia apenas o educador com vontade e dom para ensinar e os alunos com necessidade e vontade de aprender, hoje com os mais diversos recursos, cada um estuda onde quer e o que quer, o google e outras tantas ferramentas esclarecem todas as dúvidas, mas não fazem o principal, que vem a ser preparar o indivíduo para a vida. A globalização ao mesmo tempo em que conecta multidões, não permite o convívio social, a troca de experiências. Neste novo contexto já não se ia a escola apenas para buscar conhecimento mas, para realizar trocas de experiências com seus colegas e professores. Com a sociedade globalizada percebemos que precisávamos ir além, acompanhar a evolução para que o processo de educação também fosse atualizado, reformulando o processo de educar, adaptando-o ao novo cenário de modo a entender e atender às novas exigências da sociedade. 1.2 EDUCADOR ATUALIZADO

Na época em que o acesso a informação era limitado, o sistema de educação era estável “perfeito”. Com a explosão da informática, o avanço das tecnologias tornou antiquado métodos, até então, considerados padrões. A atuação docente passou a ser mais ampla, deixou de ser apenas em sala de aula, passando a durar vinte e quatro horas por dia pois, os desafios

da educação vão muito além das paredes das salas de aula e os educadores perceberam que, para desempenharem um bom trabalho, seria necessário atualizar-se direcionando, para isso, todo o tempo que lhes restasse disponível, não adiantava mais simplesmente transmitir conteúdo, passou a ser necessário pesquisar, sentir a profundidade da teoria, investigá-la, aprender com as experiências dos outros, adequá-la a cada ambiente, torná-la aceitável ao grupo com o qual pretendessem trabalhá-la e então praticá-la com maestria, afim de tocar a fundo cada aluno e fazê-los perceber que era chegado algo novo, algo até então desconhecido, que despertasse a curiosidade de mergulhar no mundo do saber, como afirma Fonseca(1999): “Assim sendo, nós professores de matemática, educadores da matematicidade, ao nos defrontarmos com o nosso objeto de ensino, precisamos como que mergulhar nele, para que imersos, com ele estabeleçamos uma relação mais intima, que nos faça mais sensíveis à descoberta e mais ousados na exploração dos caminhos que ele nos oferece a essa busca”. (p.62)

A sociedade há muito tempo transferiu a total responsabilidade de educar para a escola, pois, diante da necessidade de trabalhar para manter suas famílias, os pais já não tem mais tempo para dedicarem-se aos filhos, que cada vez mais jovens começam a frequentar as escolas, trazendo para os educadores responsabilidades cada vez maiores, afinal o educador passa a ser a referência do educando, que por ter um contato cada vez menor com os país, reduz a possibilidade da educação pelo exemplo existente dentro de casa, deste modo a atuação docente tem obrigatoriamente de ser pautada pela moralidade. Educadores informados, curiosos, pesquisadores, são exemplos de conduta despertando em seus alunos o desejo do saber tanto quanto eles, ou mais, não basta assimilar a teoria e tentar transferi-la, é preciso ir além, o conteúdo pode ser o mesmo de tempos atrás mas, agora cada docente tem de encontrar uma forma própria e inovadora de transmiti-lo. É preciso levar historia para a sala de aula, contar de onde vieram as teorias, como e para que foram utilizadas, as adaptações que sofreram para serem aplicadas nos dias de hoje, porque são aplicadas de tal maneira, não simplesmente transmitir conteúdo, como afirma Peters (2005, p.6) “a matemática é mostrada, em geral, nos livros didáticos como algo que tem resultados, mas não história”. Uma vez que estamos num constante processo de evolução, precisamos permitir que os métodos venham a evoluir em conjunto com as pessoas, não podemos apagar o passado, precisamos compartilhá-lo com as novas gerações, a fim de que percebam a

profundidade do conhecimento a que tem acesso e passem à diante, Miguel e Miorim (2004 p.161), argumentam: “Ao dialogarmos com a historiografia – acabamos por constituir uma nova história, não apenas porque fazemos perguntas novas ao passado, mas também, e, sobretudo, porque incorporamos novas fontes, novas vozes a esse diálogo; percebemos novas possibilidades de

estabelecimento de relações entre discursos aparentemente desconexos e incomensuráveis; porque impomos ao passado novos deslocamentos, novos focos de descontinuidade e novos elos de continuidade, etc.”

Educar por meio de exemplos é muito mais que simplesmente educar, é influenciar todo um grupo que fará diferença em relação à sociedade. Roberto Giancaterino (2008) descreve sabiamente a criança e o adolescente quando afirma: “A criança e o adolescente são páginas em branco onde se inscrevem os princípios da vida, são uns barros moldáveis, uma argila de modelagem, que vai se transformar pela mão dos adultos na obra prima de um vaso artístico ou na figura grotesca de uma vasilha de excrementos”. Ao perceber a profundidade de tal definição, nos damos conta da responsabilidade que temos às mãos enquanto docentes, pois do nosso bom desempenho é que dependerá o futuro destas crianças e adolescentes, passamos a ser exemplo de vida, de conduta de moralidade dentro e fora da sala de aula e para tanto é necessário respeitar a profissão escolhida a fim de desenvolver toda a habilidade necessária para lidar com ela, o educador matemático deve preocupar-se com a importância de entender e se fazer entender pelo aluno, afinal o educador não é um ser intocável, detentor do saber, mas um instrumento de ligação entre o conhecimento e o educando. “A matemática não é uma superprodução onde os atores principais são gênios - mesmo que a genialidade esteja presente nos processos de criação-, que fizeram tudo individualmente, do começo ao fim de cada teoria. Na maioria, homens sem falhas, sem dúvidas. E é com este enredo que a história deve contar para procurar atuar na melhoria das atitudes dos alunos – e professores – frente à matemática. Penso que o contato com a história da disciplina é imprescindível para oferecer uma visão

dinâmica da disciplina, sua evolução e desenvolvimento, e desta forma, dar significação aos seus conceitos. (PETERS, 2005, p.11).

É importante levar o entendimento ao educando, não em forma de conteúdo, mas como instrumento necessário à construção do saber. Entender e se fazer entender presa a linguagem do aluno, transforma a linguagem do professor e estabelece uma linha de comunicação mais afinada, entre educando e educador, não existe simplesmente a preocupação com quantidade de conteúdo, mas com a qualidade. O aluno percebe que existe a preocupação do professor em fazê-lo entender e mostra-se mais interessado. É importante para o educador, ter alunos questionadores, voltados à prática da pesquisa constante, capazes de perceber a vivencia dos conteúdos no dia-a-dia e aplicá-los corretamente, mas para que o aluno venha a ser assim, ele precisa perceber no professor tais atitudes e se tornará o reflexo delas. Segundo Paulo Freire (1977), estudar não é ato de consumir idéias, mas de criálas, afinal o mesmo objeto pode ser visto de diversas formas, levando-se em consideração o ponto de vista do qual é observado. Capitulo 2: 2.1 O PAPEL DA EDUCAÇÃO

Não podemos simplesmente selecionar o que é melhor ou mais viável para ser ensinado, ou ainda o que venha a ser acatado pelas normas sociais como correto. Mas contribuir com a formação da mentalidade crítica, a fim de que cada indivíduo possa ser o senhor de sua sabedoria, a ponto de escolher conforme sua preferência o que venha a ser adequado ou não ao seu aprendizado. Não cabe ao educador determinar o certo ou errado, mas abrir horizontes, expor opiniões distintas a fim de que o indivíduo, de forma crítica e racional selecione o que vem a ser melhor para si, o que melhor se identifique com suas opiniões e conceitos pessoais. Precisamos estar aliados às tecnologias, elas trazem conseqüências notáveis no desenvolvimento do potencial cognitivo, possibilitando um novo entendimento da realidade e um crescimento vivencial autônomo e personalizado com um mundo de informações à própria escolha. Portanto, o papel da educação é orientar o indivíduo para que realize suas escolhas.

“O papel da educação é de nos ensinar a enfrentar a incerteza da vida; é de nos ensinar o que é o conhecimento, porque nos passam o conhecimento mas jamais dizem o que é o conhecimento. (…) Em outras palavras, o papel da educação é de instruir o espírito a viver e a enfrentar as dificuldades do mundo”.
Brasil - 02/12/02).

Edgar Morin (entrevista TVE

Capitulo 3: 3.1 O PAPEL DA ESCOLA

Há alguns anos a escola se questionava apenas sobre seus métodos, hoje ela questiona-se sobre seus fins, a escola limitava-se a escolha entre tradicional e moderna, hoje, já não basta ser tradicional ou moderna, é importante conhecer seu papel como instituição na sociedade pós-moderna, pós-industrial, globalizada. Nessa sociedade crescem as

reivindicações e a escola se confronta com novas exigências, obrigando-se a rever seu projeto como um todo, a fim de atender as pautas de uma sociedade cada vez mais pluralista procurando firmar seu diferencial através de seus projetos mais modernos. Conforme a LEI de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitando as normas comuns e as do seu sistema de ensino, têm a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica. Não é apenas uma exigência administrativa, pois expressa um trabalho em conjunto realizado por todos os profissionais da escola, sua clientela e a comunidade e deve atender as diretrizes do sistema nacional de educação ressaltando as necessidades locais, procurando garantir um ensino de qualidade, onde se reflete a qualidade da escola. É o elemento da organização escolar que visa o sucesso na aprendizagem dos estudantes e a permanência numa escola prazerosa e de qualidade. Um compromisso definido coletivamente, aluno e a sociedade precisam participar das decisões que dizem respeito ao projeto da escola que conseqüentemente faz parte do projeto da vida de cada um dos envolvidos, no conselho da escola, na escolha do livro didático, no planejamento do ensino, na organização de eventos culturais, atividades cívicas, esportivas e recreativas. Não basta assistir reuniões, é necessário envolver-se com a causa. 3.2 O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ( PPP)

A sociedade exigiu mudanças, nada melhor que colocá-la em participação direta

com a escola para desenvolver tais mudanças e atender suas próprias exigências, para tanto, o Projeto Político Pedagógico (PPP), é embasado no desenvolvimento da consciência crítica, das pessoas dentro e fora da escola, na participação e cooperação do governo, na autonomia, responsabilidade e criatividade como processo e produto do projeto, depende acima de tudo da ousadia de seus agentes em assumir-se como tal em prol da renovação da escola. Afinal, como afirma Gadotti (2001,p.37), projetar é antes de qualquer coisa “tentar quebrar o estado presente e arriscar-se, atravessar um período de instabilidade buscando uma nova estabilidade em função da promessa de um projeto melhor que o atual,” em função disso, o PPP deve ser constantemente avaliado, a fim de se saber se seus objetivos estão sendo atingidos, ele é político no compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade e é pedagógico porque possibilita a efetivação da intenção da escola, que vem a ser formar cidadãos participativos, responsáveis, compromissados, críticos e criativos. Cada PPP é único, pois nasce da realidade de cada sociedade tendo como suporte a explicitação das causas dos problemas e das situações nas quais tais problemas aparecem, uma ação articulada de todos os envolvidos com a realidade escolar construído continuamente, pois é produto e processo, pode ser considerado como uma perspectiva de viabilizar mudanças positivas e qualitativas no trato com o conhecimento em via do exercício da cidadania, implica numa visão do conhecimento e do currículo que pode contribuir favoravelmente para as mudanças na escola, deixando claro que o professor deve ter uma postura diferenciada, se utilizando principalmente da criatividade para obter um bom desempenho. A distância entre teoria e prática caracteriza um problema crônico do sistema de ensino. Inúmeros são os problemas relativos ao processo ensino aprendizagem da Matemática, a abrangência do conhecimento matemático ainda é tímida e restrita, a Matemática vem sendo temida, pois a forma como é abordada nas salas de aulas, por alguns professores, produz insegurança, medo e ansiedade. Medeiros (2005 p.13) afirma: “A apresentação da Matemática foi tradicionalmente realizada sem nenhuma referência à história de sua construção, e numa total ausência de discurso sobre aquilo que ela é ou sobre o seu fazer.” A sociedade moderna requer que todos os alunos desenvolvam uma boa fluência matemática. Faz-se necessário ser capaz de interpretar as informações veiculadas em linguagem matemática além de pensar matematicamente. Contudo, a Matemática é de um modo geral considerada como um assunto extremamente difícil. Os alunos vêem-na freqüentemente como envolvendo apenas cálculos e o encontrar das respostas corretas,

tendendo a assumir uma perspectiva dualista em que as coisas são certas ou erradas. É importante acabar com este mito, desenvolver projetos, traçar metas que possam ser atingidas em sala de aula, estabelecendo uma ligação entre os sujeitos do processo de aprendizagem. Permitir que o aluno entenda para que precisa aprender tal conteúdo, onde exatamente ele irá aplicá-lo e torná-lo interessado. A mudança das relações sociais em classe passaram de um modelo hierarquizado para o estabelecimento de Relações Sociais de Tipo Novo, caracterizadas pelo predomínio da participação do coletivo no processo de concepção, tomada de decisões e execução do processo pedagógico. Nesse novo modelo, alunos, professores e pesquisadora constituíram-se Produtores Associados. Assim, num coletivo participativo e solidário respeitam-se, sobretudo, as diferenças e busca-se a qualificação para além da preparação para o mercado de trabalho, preparar também para a vida. Capitulo 4. 4.1 LUDICIDADE

Uma das atuais tendências na educação matemática vem a ser a aplicação de jogos em sala de aula, a ludicidade, pelo fato de não parecer aula, é muito bem aceita e propicia ao aluno uma nova forma de aprender, onde cria-se situações com as quais os alunos entram em contato direto com as partes de determinado problema e de forma prazerosa encontram soluções sem se dar conta de que trata-se de uma aula, o aluno passa a fazer parte diretamente do processo de produção de saber. Tanto a criança quanto o adolescente necessitam do brincar e se esse brincar é oportunizado em sala de aula, fazendo a relação entre o conteúdo que deve ser desenvolvido e a forma como ser aprendido, assimilado e construído pelo aluno, tem maior probabilidade de que a aprendizagem se dê com mais satisfação. O educador, por sua vez, tem uma forma mais atraente de apresentar os conteúdos, envolvendo costumes antigos utilizados pelos índios e outros povos como brincadeiras, hoje após muitos estudos a respeito entram em sala de aula como ludicidade, mostrando o quanto de sabedoria existe nas brincadeiras antigas, valorizando ainda mais a diversidade de etnias no contexto multicultural. O psiquiatra, pesquisador professor e escritor Augusto Cury, em seu livro Pais Brilhantes Professores Fascinantes (pág.58), nos abre os olhos para a crise sem precedentes na História pela qual passa a educação, onde descreve um quadro de alunos alienados que não se concentram, não têm prazer em aprender, são ansiosos e afirma que a culpa não é dos pais nem tão pouco dos alunos, mas tem causas mais profundas, frutos do sistema social que

estimulou de maneira assustadora os fenômenos que constroem os pensamentos. Segundo ele afirma, o maior vilão causador deste problema é a TV, que habituou a mente humana a receber grande numero de estímulos num curto espaço de tempo, o que torna o individuo inquieto quando submetido a estímulos mais lentos, como a exemplo dos alunos assistindo aula com explicações apresentadas lentamente no quadro. Na mesma obra o autor ressalta que não basta sermos eloqüente para contornar esta situação, é necessário conhecer a alma humana para descobrir ferramentas pedagógicas capazes de transformar a sala de aula num local prazeroso, buscando qualidade de vida para professores e alunos. Num mundo tão cheio de diversidades, sejam étnicas e/ou culturais, é importante fazer de nossos ambientes de convívio os mais prazerosos possíveis, pois assim evitamos desgastes físicos, emocionais e pessoais e temos um melhor aproveitamento no que nos dispomos a fazer. Diante de tanta diversidade, onde nos deparamos com as mais diversas culturas agrupadas num mesmo ambiente é importante ser até certo ponto imparcial, ou seja, não fazer exposições de opiniões pessoais que possam gerar atritos e em contrapartida associar conteúdos diversos tratando de questões culturais e étnicas ao conteúdo aplicado às aulas que é uma linguagem comum a todo o grupo. Deste modo estaremos respeitando as diversas culturas e etnias com as quais direta ou indiretamente estamos envolvidos, além de estarmos divulgando e envolvendo todos no conteúdo da aula. Em entrevista com um membro da tribo de Etnia FULNI-Ô, índio cacique CIC-ÊTAPWA, um homem forte de aparência simples, índio Tutelado pelo Governo Federal, no auge de seus 60 anos de idade, humoradamente nos relata que hoje em dia o índio tem carro do ano, computador e celular top de linha, assiste a inúmeros canais de TV e já são poucas as coisas que fazem como nos tempos de sua infância, como se utilizar de sementes e gravetos para contagens e medidas. Nesta entrevista, tivemos a oportunidade de conhecer a Matemática na Etnia Fulni-ô, com toda sua diversidade, descobrimos como utilizavam o sistema de numeração realizando contagens de unidades, dezenas e centenas, como se utilizavam do sistema métrico de medidas, além da contagem das horas e dos dias. Percebemos que muito dos chamados Temas Transversais hoje aplicados em salas de aula, tiveram sua origem há muitos anos, mas foram substituídos por métodos tidos como modernos que hoje são considerados ineficientes e nos fazem retomar os métodos iniciais, que jamais deveriam ter sido descartados, pois realmente funcionam. (Ver PPP3).

4.2 A MÁQUINA DE APRENDER

Há 2500 anos, Platão, no livro VII do República descreve muito sabiamente, uma das mais poderosas metáforas já imaginadas pela filosofia, retratando em qualquer tempo a situação em que se encontra a humanidade. O Mito da Caverna, onde para o filósofo, todos nós estamos condenados a ver sombras a nossa frente e tomá-las como verdadeiras. Essa poderosa crítica à condição dos homens inspirou e ainda inspira inúmeras reflexões pelos tempos a fora. A mais recente delas é o livro de José Saramago A Caverna. Platão, um homem à frente de seu tempo descreve uma situação com a qual convivemos diariamente, o que somos levados a pensar: - Como é possível depois de tanto tempo continuarmos a viver nesta mesma caverna e enxergarmos apenas as sombras? Grande parte da humanidade vive desta forma, sem perceber a existência da realidade da vida e permanecem na ilusão de que o mundo resume-se em seus poucos conhecimentos, não se dão conta de que somos uma maquina incansável de aprender e podemos aprender sempre sobre os mais diversos assuntos, selecionando o que realmente pode contribuir para o nosso crescimento e descartando aquilo que não interessa, mas ainda assim aprendemos. Como citado no Currículo Oculto, aprendemos vinte e quatro horas por dia, até mesmo em determinados momentos que nos mostramos dispersos, desligados de tudo, estamos aprendendo, enquanto existem pessoas que são autodidatas, outras necessitam de orientação para perceber a existência destas lições, precisam do “Professor” para orientá-las e conseguirem entender o funcionamento da máquina da vida, no livro A GENÊSE, (Allan Kardec), o papel do professor é descrito da seguinte forma: “- Qual é o papel do professor, diante de seus alunos, se não o de um revelador? Ensina-lhes o que não sabem, o que não teriam nem tempo e nem possibilidade de descobrir por si mesmos, porque a ciência é a obra coletiva dos séculos e de uma multidão de homens que deram, cada um, o seu contingente de observações, e das quais se aproveitam aqueles que vêm após eles. O ensinamento é, pois, em realidade, a revelação de certas verdades cientificas ou morais, físicas ou metafísica, feitas por homens que as conhecem a outros que as ignoram, e que, sem isso, as teriam sempre ignorado.” (cap.1 §4).

“- Os homens progridem, incontestavelmente, por si mesmos e pelos esforços de sua inteligência; mas, entregues às suas próprias forças, esse progresso é muito lento, se não são ajudados por homens mais avançados, como o escolar o é por seus professores. Todos os povos tiveram os seus homens de gênio, que viveram, em diversas épocas, para dar-lhes impulso e tirá-los da inércia.”(cap. 1 §5) Eis então mais um dos muitos papéis do Professor, seja ele de matemática ou não, cabe a este profissional tirar seus alunos da inércia, fazê-los pensar, questionar o mundo, desenvolver raciocínio crítico e lógico, conhecer seus direitos e lutar por eles, claro que respeitando limites e cumprindo com as obrigações, com os deveres, pois precisamos mostrar ao aluno que ele tem direitos, mas como para toda ação há uma reação e para o ser humano existe a moralidade, para que nossos direitos sejam garantidos, precisamos antes de qualquer coisa estar em dia com nossos deveres, com nossas obrigações. 4.3 O PODER DA LEITURA

Por meio de atitudes simples, podemos mudar o comportamento de nossos alunos, preparando-os para a vida como pessoas responsáveis e comprometidas. Não é com gritos e agressividade que conquistamos nossos alunos, mas com atitudes simples e firmes, mostrando a eles que seus atos por mais simples que sejam geram conseqüências e nosso objetivo como Professores/ Educadores, é ajudá-los a moldarem-se pouco a pouco e tornarem-se, cidadãos de destaque por agir de forma correta, conforme os padrões sociais, ao mesmo tempo em que realizam mudanças diárias em suas vidas pessoais e profissionais. (Ver anexo PPP 4). O poeta Mário Quintana escreveu: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”. De que nos adianta sermos alfabetizados e alfabetizadores, se não desfrutamos com sabedoria do vasto mundo cultural que se apresenta à nossa frente. Aquele que não sabe ler tem muitas vezes despertado em si o desejo de aprender e aquele que aprende, entende exatamente a finalidade do aprendizado e não faz uso dele, mostra-se verdadeiramente analfabeto. Como bem descreveu Alan Schlup Sant’Anna, em seu artigo “Um livro transforma a vida”, publicado no jornal Gazeta do Povo em 20/05/2009: “O livro é um objeto mágico, sempre disposto a dialogar com você no momento em que você o abre e que respeitosamente silencia no momento

em que você o fecha. O livro conduz a um diálogo entre você e o autor e de você com você mesmo. Ele leva à reflexão e a um aprofundamento do pensamento, retirando-nos temporariamente do entorpecimento que o cotidiano pode impor”. Mas a sociedade moderna costuma abrir mão deste prazer maravilhoso que a leitura proporciona, pois convencionou-se que entretenimentos mais modernos como os jogos eletrônicos são mais interessantes para as crianças e adolescentes, distanciando-os cada vez mais da leitura e conseqüentemente privando-os da cultura, esquecendo-se que ser detentor de conhecimento é fundamental em todos os aspectos, pois enriquece o vocabulário, abre portas e viabiliza oportunidades. Percebemos então o quanto é importante e necessário o incentivo à leitura. Por maior que seja a barreira que se coloque à nossa frente, sempre há um modo de transpor, afinal a leitura ainda é o melhor recurso didático do qual dispomos, com ela podemos ver o que se julgava invisível, pois estimula o raciocínio, dando forma às palavras, ao ponto de nos tornarmos parte de riquíssimas obras literárias enquanto leitores. Capitulo 5. 5.1 EDUCAÇÃO: RAZÃO E CORAÇÃO

Teoria e prática são verdades distantes da realidade, antigamente boa vontade, vocação, lápis e um pedaço de papel onde escrever algumas palavras eram todos os recursos de que se dispunha, quando tinham muito, e tudo funcionava. Em contrapartida todos tinham algo muito mais valioso, que hoje com tanta tecnologia é raro encontrar, tinham a vontade de aprender e ensinar, tinham sede da troca de informações e isso conduzia ao verdadeiro aprendizado, os professores da época eram pessoas com vocação para ensinar e buscavam dentro de si os recursos pedagógicos. Hoje nos deparamos com salas de aulas onde os professores ensinam por obrigação, pois a carga horária prática é exigida para sua certificação, eles custam menos para o governo e para as escolas, dispõem dos mais variados recursos, quadro branco onde não precisam sujar as mãos com o antigo giz, TV, DVD, computadores com programas avançados, retroprojetores, data show e de posse de todo este arsenal tecnológico, não conseguem ensinar pois classificam os recursos disponíveis como sendo inviáveis, quando na verdade, inviável é exigir que uma pessoa que não tem vontade de dar aula o faça, inviável é colocar uma pessoa que não tem paciência com adolescentes para tentar educá-los, inviável é permitir que uma pessoa que não saiba explicar o assunto seja a

única esperança de quem deseja aprender, inviável é a falta de vontade do professor despreparado, a falta do amor pela profissão como existia antigamente, hoje devido a tanta desvalorização, aos riscos a que os profissionais se expõem, torna-se inviável ser, pois é inviável cumprir todas as exigências incabíveis impostas pelas leis e pelos estabelecimentos de ensino, que sobrecarregam professores fazendo de conta que estão funcionando em conformidade com as leis. Esta enxurrada de “profissionais inviáveis” impede que profissionais de verdade tenham seus trabalhos reconhecidos. Como diz um ditado popular: “Quando há vontade, há um jeito”, ainda que não se tenha recursos financeiros. Hoje cobram-se recursos tecnológicos modernos nas escolas como sendo a única forma de exerce a educação, cobram-se políticas públicas, que em verdade existem, porém parecem não se adequar à nossa realidade, à realidade que encontramos nas escolas, pois por mais que tentemos não conseguimos encaixar de forma perfeita nossa população nas exigências de tais leis, a exemplo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB 9.394/96, a Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN. Todas estas leis nos dizem o que devemos fazer em relação às crianças, determinam que a criança em certa fase deva aprender a analisar, interpretar, compreender, aplicar, confrontar opiniões, respeitar, preservar diferentes manifestações. Mas esquecem-se de um aspecto importante, nossas crianças vivem realidades diferentes, embora analisemos uma mesma faixa etária, não podemos enquadrá-las num mesmo patamar, pois a realidade social de cada uma influencia diretamente sua capacidade de aprender, as torna mais sensível ou mais dura, mais agressiva ou mais carinhosa, fazendo com que o amadurecimento chegue para cada um em diferentes momentos. Ainda há aqueles que se alimentam e vão para a escola enquanto outros vão para escola em busca de algum alimento que muitas vezes nem na escola conseguem encontrar. Como poderia o professor fechar os olhos diante desta realidade? Qual seria a primeira necessidade a ser atendida pelo professor? Saciar a fome de seu aluno ou tentar fazê-lo entender uma expressão numérica ainda que inquieto pela dor da fome? Nossa política publica existe, mas foi elaborada para uma nação que ainda não somos, enquanto não conseguimos atingir tal patamar, devemos colocar o coração à frente de nossas ações. E tentar fazer até mesmo o que se imagina ser impossível a fim de que dê tudo certo, a fim de que a educação aconteça.

5.2 RECURSO VIÁVEL À EDUCAÇÃO

Diante de tal realidade, fica claro que o recurso didático viável ao processo pedagógico de aplicação da matemática, ou mesmo de qualquer outra área, não custa caro, não depende de política publica, nem tão pouco de condições sócio-cultural ou sócioeconômica, ou ainda cognitiva. Pois o recurso viável vem da nossa vontade de realizar, vem de dentro do coração e essa vontade quando é verdadeira, não há crise que a destrua, nem barreira cultural que a bloqueie, pois é a linguagem do coração que faz com que um pedaço de papel e um lápis, ou ainda um pedaço de carvão e um muro sejam os recursos mais viáveis do mundo, pois neles são empregados a vontade de aprender e de ensinar, mesmo sem qualquer recurso financeiro. Para Cória-Sabini (1986), o comportamento humano moral se orienta por grupos de referência que mudam com o desenvolvimento do indivíduo. Nesse caso, a solidariedade e a cooperação entre indivíduos seriam a força motriz da moralidade. O que existe de concreto na visão de educadores e psicólogos é que nenhuma realidade moral é inata, o que significa haver uma exigência ao delinear uma disciplina normativa, sob a qual são desenvolvidas uma série de relações coletivas. Desse modo, o educador que exerce sua atividade sem considerar a sensibilidade das crianças e adolescentes com os quais está trabalhando, certamente não tem alunos, mas vítimas de uma frustração pessoal que se reflete de forma negativa em toda uma sociedade. Em virtude do reflexo do comportamento do educador exercer tamanha significação é fundamental a presença da moralidade em todas as suas ações, afinal estas crianças e jovens são o futuro e precisamos oferecer o melhor de nós para que eles possam transformar suas ações em bons frutos para a sociedade na qual estão inseridos. Albert Einstein e Bertrand Russell elaboraram, em 1955, um manifesto, que foi endossado por outros cientistas detentores do Premio Nobel, provenientes de vários países. O documento ficou conhecido como o Manifesto Pugwash, e nele se lê: "Esqueçam-se de tudo e lembrem-se da humanidade". Quando conseguirmos nos lembrar da humanidade faremos todo e qualquer tipo de trabalho nos utilizando do “amor”, como recurso didático indispensável, a moralidade estará à frente de nossas ações e os resultados serão significativos.

6. Conclusão A Educação Matemática requer um profissional criativo, comprometido com a formação do cidadão e flexível às tendências, independente de qual técnica resolva se utilizar, se projetos, ludicidade, tecnologias aplicadas, dentre outras, é necessário atualizar-se sempre, dominar o assunto proposto e estar aberto ao novo sem se considerar detentor do saber, pois por meio de tais técnicas existe uma verdadeira troca de experiências professor-aluno, onde ambos aprendem juntos, é necessário aproximar as necessidades dos alunos dos conteúdos ensinados pelos professores e sempre empregar amor em toda prática educacional. Como Sun Tzu MARTIN LUTHER KING, que lutava sem armas, nós professores também podemos fazê-lo, em favor de políticas publicas que realmente favoreçam a educação, que visem atender a população com toda sua diversidade, e não como um pacote padronizado, buscando aproximar ao máximo teoria e pratica. Basta acreditarmos e trabalharmos para isso, com os poucos recursos de que dispomos, quase sem investimentos, podemos transformar o mundo, pois somos nós e os alunos, as partes principais deste processo de transformação, colocando a criatividade para funcionar, com força de vontade e amor podemos fazer muito pela educação e por estes jovens. O que eles virão a ser amanhã depende grandemente do trabalho que desenvolvemos com eles hoje, são frutos de nossas ações e podem ser bem ou mal sucedidos na vida. A melhor forma de aproveitar todo o tempo que dispomos junto a eles é incentivá-los à leitura, mostrar que estudando podem ser tudo o que desejarem, e chegar onde quiserem, pois quem faz nosso destino somos nós mesmos e quanto mais conteúdo podermos assimilar, maior diferença faremos na vida, na sociedade e para a sociedade. Quando escolhemos a profissão por amor, não há dinheiro no mundo que pague a satisfação em realizá-la. Ver um aluno entender aquele assunto que julgava ser tão difícil é o melhor pagamento que um professor pode ter, de forma que viável hoje seria ter professores em sala de aula apenas quando estes tivessem despertado em si a vontade, o desejo e até mesmo o dom para ensinar. Talvez daqui a dez anos professor algum se lembre das feições ou mesmo dos nomes de seus alunos, afinal são muitos. Mas quando o professor coloca amor no que faz, certamente podem se passar vinte anos ou mais e seus alunos sempre se lembrarão dele, pois este terá sido um profissional que fez a diferença na vida daquele aluno, o profissional no qual muitas vezes o aluno se espelhou, pois ele não estava ali para exercer uma função, mas para dar um pouco de si e transformar aos poucos a vida e o mundo de cada um de seus alunos.

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