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Apostila Administração de Materiais e Logística Empresarial_

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  • 1 INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA
  • 1.1 A logística antes de 1950
  • 1.2 A logística entre 1950 e 1980
  • 1.3 A logística entre 1980 e 2000
  • 1.4 O conceito atual da logística
  • 2 Administração de Materiais
  • 2.1 Processamento de pedidos
  • 2.2 Administração de estoque
  • 2.2.1 Mecanismos de análise de estoque
  • 2.2.2 Métodos de previsão de demanda
  • 2.3 Controle de estoque
  • 2.3.1 Custos de estoque
  • 2.3.2 Métodos de avaliação de estoque
  • 2.4 Administração de Armazém
  • 2.5 Administração de transporte
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SUMÁRIO PÁGINA 1 1.1 1.2 1.3 1.4 2 2.1 2.2 2.2.1 2.2.2 2.3 2.3.1 2.3.2 2.4 2.

5 3 INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA A logística antes de 1950 A logística entre 1950 e 1980 A logística entre 1980 e 2000 O conceito atual da logística ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS Processamento de pedidos Administração de estoque Mecanismos de análise de estoque Métodos de previsão de demanda Controle de estoque Custos de estoque Métodos de avaliação de estoque Administração de armazém Administração de transporte CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 02 02 07 07 09 12 12 14 16 19 21 25 29 31 46 49 50

2 1 INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA Neste capítulo tratamos da origem da logística, da sua história, das operações logísticas mais importantes já executadas, do desenvolvimento pós-guerra e sua expansão para diversas áreas industriais e de serviços. Finalizamos o capítulo com o conceito atual da logística, sua atuação nas empresas, os ramos da logística e propostas de definição do termo logística. 1.1 A logística antes de 1950 Várias são as origens da palavra logística. As raízes etimológicas da logística datam do século IX a.C. da antiga Grécia. A palavra grega “lego” significa pensar e “logizmati” significa calcular, refletir, considerar. “Logos” é o substantivo para sabedoria, raciocínio e arte de calcular. Os romanos chamavam de “logistika”o funcionário que era responsável pela administração financeira e alimentícia do Estado. Este mesmo termo era usado na Idade Média para descrever a arte prática do cálculo matemático. A palavra “loger” do francês barroco significa hospedar-se, hospedar alguém ou morar. O imperador bizantino Leontos VI (886-911 d.C.) compôs a primeira obra literária chamada o sumário dos aspectos da arte de guerra (institutos militares leonitos) aproximadamente 900 d.C., em que é mencionada a primeira definição da logística. Ele descreve que “é função da logística pagar o soldo do exército, equipá-lo e organizá-lo adequadamente com artilharia e todas as armas necessárias, cuidar das suas necessidades suficiente e oportunamente e preparar detalhadamente cada ato da campanha militar. Ela deve calcular espaço e tempo, estimar corretamente o terreno em relação ao movimento das tropas e à força de resistência do adversário, e baseado nisto, organizar e agrupar o movimento e a distribuição das próprias tropas”. Encontramos nesta definição a logística como uma função do espaço e do tempo. Até 1950 o termo logística era aplicado quase exclusivamente na área militar. As funções da logística eram o equipamento e o armamento do exército e o planejamento e preparação das campanhas militares. Conhece-se o título de oficial major général des logis da organização militar francesa de 1638. Em seu livro compêndio da arte de guerra, Henri Jormini (1779-1869) caracteriza logística como forma de aquartelar-se e como abastecimento das tropas. Esta obra foi traduzida para o inglês em 1862. O uso praticamente exclusivo do termo logística na área militar continuou até 1950. Em todas as operações militares a logística exerceu um papel decisivo. Praticamente todas as batalhas na história foram decididas através da logística. Uma campanha militar sem o planejamento logístico adequado de todas as preparações necessárias ou sem suprimentos suficientes para as tropas significava a derrota. As duas operações logísticas mais importantes da história serão apresentadas a seguir, são a construção das pirâmides egípcias entre 4500 e 2500 a.C. e a invasão das tropas aliadas na Normandia em 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. A construção das pirâmides Na história existem também muitos exemplos da logística na área civil. De fato, o diadia era marcado pela logística, o abastecimento da população, as construções e outras atividades são exemplos da presença da logística.
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3 O exemplo mais impressionante na história é o papel da logística na construção das pirâmides no Egito. Existem centenas de pirâmides no mundo, a maioria no Egito e no Sudão. Foram construídas entre 4500 e 2500 a.C.

Pirâmide Quéops no Egito

Área de Gizé no Egito

A maior pirâmide Quéops ocupa uma área de 53.000 m2, igual a mais de cinco campos de futebol. Alcança uma altura de 146,59 metros e as quatro bases medem em média 230,37 metros. A exatidão da construção é impressionante: o desvio médio das quatro bases é de somente 8,7 ‰ (por mil) e a orientação norte somente desvia de 0°3’6’’ . O ângulo da subida é de 51°50’40’’ Na construção da pirâmide de Quéops foram erguidos 2,6 milhões de blocos de pedras com um peso mínimo de 2,5 toneladas cada. Estes blocos foram confeccionados com muita exatidão. O corte da pedra permite o perfeito encaixamento dos blocos, com uma distância entre eles de 0,2 milímetros. Somente uma gilete caberia entre os blocos. A área tinha que ser nivelada para evitar a queda da obra. Os fundamentos da pirâmide demonstram somente um desvio de 16 milímetros da reta horizontal e os ângulos retos foram confeccionados com uma exatidão que, mesmo hoje, usando-se equipamentos de medição a base de laser, este trabalho poderia ser executado com maior precisão. As placas para o fechamento da tumba pesavam 50 toneladas. Os blocos eram levados das minas de pedras até o lugar da construção. Para a construção em si existem várias teorias, mas nenhuma destas até hoje foi comprovada. Cientistas estimam que a construção desta pirâmide durou 20 anos. Provavelmente 8.000 trabalhadores estavam trabalhando nesta obra. Se calcularmos um dia de trabalho com 10 horas, podemos constatar que na construção foram usados 125.000 blocos de 2,5 toneladas por ano, 347 blocos por dia, 35 por hora e 2 por minuto - algo praticamente inimaginável, não somente para as condições milhares de anos atrás, mas também sob condições atuais. Várias teorias apontam a utilização de rampas para movimentar os enormes blocos de pedras. A primeira é a teoria da rampa simples. Esta rampa é estreita é adaptada ao estado da obra. Contudo, a desvantagem desta teoria é que a rampa se torna muito comprida na medida em que a construção avance. A quantidade do material usado na
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4 construção da rampa se iguala praticamente à quantidade do material usado na própria pirâmide.

Modelo da rampa simples e fases da construção

Outro ponto fraco é o fato que o espaço para o comprimento de mais ou menos 250 metros necessários não é disponível na pirâmide de Quéops. O lado norte da pirâmide apresenta um forte declínio, o oeste e o leste abrigam os cemitérios dos membros da família e dos funcionários de Quéops, denominadas áreas sagradas, e o sul é o lado da mina das pedras, de onde vinham os blocos.

Modelo da rampa simples

Outra teoria é a rampa integral do casal Klemm. É uma rampa localizada nos lados da pirâmide com inclinação ascendente até chegar no topo da pirâmide. A rampa acompanhava o desenvolvimento da obra. Porém, até hoje não foram encontradas evidências nas pirâmides para esta teoria.

Modelo da rampa integral do casal Klemm Administração de Materiais e Logística Empresarial

5 A teoria de Arnold prevê uma rampa no interior da pirâmide e esta aumenta com o aumento da obra. Conforma a altura da pirâmide, a rampa é estendida para fora e adicionalmente é inclinado o ângulo da rampa. Na medida em que a pirâmide crescia, o peso dos blocos se reduzia e por isto, pode-se justificar um ângulo mais inclinado da rampa conforme este modelo. Porém, para a pirâmide de Quéops, este modelo não é aplicável. O único lado possível para esta rampa seria o lado sul, onde são situadas as minas de pedras, mas como o sistema interno das câmaras e corredores segue a direção norte-sul, esta rampa teria impossibilitado a complicada construção do sistema de câmaras e corredores desta pirâmide.

Modelo da rampa interior de Dieter Arnold

Resumindo, podemos constatar que nenhum modelo consegue explicar como foram erguidas as pirâmides. Toda a construção e a logística desta obra permanece um mistério até hoje. Sem dúvida, a operação logística representa um trabalho extraordinário. Podemos imaginar como foi difícil abastecer a força dos trabalhadores de mais de 8.000 homens diariamente com água, alimentos, alojamentos e outros serviços. É mais ainda, se tentamos imaginar como esta força laboral conseguiu tirar das minas e mover para a pirâmide os grandes blocos de enorme peso. Este fato somente deve ter sido possível devido a um planejamento detalhado e uma execução minuciosa das atividades. Não foram encontrados restos que poderiam indicar a existência de máquinas para a confecção e o movimento das pedras. Somente restos de ferramentas foram encontrados. Parece inimaginável que todas estas obras foram executadas sem o uso de máquinas. Mesmo assim, nos tempos de hoje, até com as mais modernas máquinas, esta operação necessitaria uma logística gigantesca. Não devemos esquecer que tudo isto aconteceu milhares de anos atrás. A construção das pirâmides é a maior operação logística de todos os tempos e dificilmente será repetida. A invasão dos aliados na Normandia em 1944 A invasão das tropas aliadas na França em 1944 (operação Overlord) foi a segunda operação logística mais importante na história. Participaram da ação 6.000 navios de
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Subordinados eram os departamentos operacionais e um departamento de inteligência para a obtenção de dados e informações a respeito das posições. Criaram um quartel geral central responsável para todo o planejamento e execução da invasão.000 pára-quedistas aliados destruíram vias de transporte e pontos de comunicação de forma maciça para paralisar a força alemã e para cortar os suprimentos das tropas de defesa nas posições da costa. A superioridade das tropas aliadas levou a um sucesso rápido da operação. Além disto. apoiado por tropas especiais da Inglaterra. direcionando suas tropas de reserva para outros lugares. caminhões.000 fuzileiros somente para o embarque e milhares de tanques. A tática deu certo. porque todo o planejamento das ações orientava-se à constelação das tropas alemãs. Nas últimas semanas antes da invasão o movimento francês. começava o abastecimento dos franceses com armas e suprimentos via aéreo. Porém. 11. 400 navios de guerra e 5. jogando faixas de papel de alumínio para enganar os radares da defesa alemã. Pretendia-se diminuir os riscos para a resistência francesa e aumentar a eficiência das operações.000 bombardeiros atacaram as posições alemãs com um forte bombardeio de várias horas. quantidades e armamento do inimigo. a maior concentração de tropas de todos os tempos. muito importante foi o abastecimento das tropas durante a operação de desembarque e depois no avanço para o interior da França. jipes e artilharia.000 aviões (caças e bombardeiros) e 170. 10.000 lanchas especiais para o transporte e a desova das tropas aliadas na costa francesa. Os Estados Unidos assumiram o desenvolvimento e a construção de 4. Petroleiros ancoravam em frente da costa e bombeavam gasolina por dutos para as tropas. A partir de 1942 os aliados começaram com os preparativos. Na noite anterior ao ataque. holandesa e belga. Ao mesmo tempo. Este departamento de inteligência contribuiu de forma decisiva para o êxito da operação. os alemães pensaram que o verdadeiro ataque fosse ocorrer em outro ponto da costa.6 guerra. A primeira medida foi o apoio ao movimento da resistência francesa (résistance) através da instalação de uma rede de comunicação descentralizada. intensificava suas ações destruindo vias férreas que serviam de suprimento para as tropas inimigas e redes de comunicação para dificultar reações coordenadas dos alemães. Embarque de tropas na Inglaterra e desembarque na França Para o sucesso desta operação logística foi necessária uma fase de planejamento minucioso de dois anos. Era preciso uma quantidade enorme para abastecer as tropas com gasolina e somente esta forma garantia o Administração de Materiais e Logística Empresarial . uma outra divisão de aviões fingia ataques em outros pontos da costa francesa.

Inicialmente. Mais tarde. A partir de 1950 começou o desenvolvimento da logística na indústria. Surgiram soluções de automatização do fluxo de materiais técnicos como a estante de extrema altura. Eles haviam superestimado a própria capacidade logística. como um departamento próprio. A operação Overlord terminou somente em agosto de 1944 com a conquista de Paris. Também. não se acreditava na tese que um aumento de custo pudesse aumentar o nível de satisfação dos clientes devido a um melhor serviço ou pudesse reduzir outros custos. Porém existiam ainda muitos obstáculos dentro das empresas para a aceitação da logística como um processo capaz de reduzir custos e aumentar lucros. Vários segmentos do sistema de transporte (aéreo. Uma nova demanda civil surgia exigindo produtos e serviços para fins pacíficos: a satisfação de necessidades individuais. Ocorreu tanto uma integração funcional (orientada aos pedidos) como uma integração entre-empresarial.7 suprimento necessário e o fluxo das operações de combate. contribuíram para tal evolução. A contabilidade tratava o custo de transporte como o custo logístico e este tinha que ser o mais baixo possível. Nos anos 70 foram otimizadas funções delimitadas dentro das empresas. Vários fatores como a mudança nas regulamentações. Os gerentes funcionais não queriam ceder espaço para esta nova área e consideravam os custos logísticos somente como custos de transporte. ou seja. A vitória dos aliados iria demorar ainda um pouco mais. 1. sendo decisiva para a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Com a reorganização mundial da indústria bélica para uma indústria pacífica. ferroviário e rodoviário) foram liberalizados para a iniciativa privada. as empresas pensavam que a atividade logística somente podia ser executada de maneira funcional. A logística se tornou uma função transversal dentro das empresas como as funções de administração de finanças e de pessoal. A mudança nas regulamentações começou nos anos 90. fazia-se necessária uma orientação da produção para os novos consumidores. a revolução da informática.2 A logística entre 1950 e 1980 A logística se expandiu para a área civil somente após a Segunda Guerra Mundial. Os monopólios dos Estados foram parcialmente privatizados e várias medidas de desregulamentação ajudaram a desburocratizar o setor. Não se acreditava que a logística pudesse ser integrada a todos os processos empresariais e fosse capaz de maximizar o desempenho de várias áreas da empresa. Era extremamente difícil calcular a quantidade do retorno como resultado das medidas na área de logística. Todo o outro abastecimento era feito através de uma frota imensa de navios de transporte. problemas logísticos em setembro de 1944 frearam o avanço dos aliados. Nos anos 90 começava a formação e otimização de inteiras cadeias de processo e de agregação de valor. a pressão econômica para reduzir os custos operacionais e aumentar os lucros das empresas acelerou o papel da logística. a comercialização do microcomputador. a adoção do conceito da qualidade e o desenvolvimento de alianças estratégicas. e somente foi obtida em maio de 1945. 1. Mesmo assim.3 A logística entre 1980 e 2000 Os anos 80 foram marcados pela otimização de seqüências que abrangeram várias funções ao mesmo tempo. Nesta década começou um desenvolvimento muito mais acelerado do que em todas as décadas anteriores. Na Europa Administração de Materiais e Logística Empresarial .

A pressão para o cumprimento dos padrões de qualidade é exercida através do conjunto das empresas que pertencem a um grupo produtivo. Desde a década de 90 todos os custos logísticos têm aumentado. porém. Uma falha de qualidade ou o descumprimento de prazos de entrega afeta a cadeia completa de outras empresas. A logística podia se beneficiar também de programas de computação sofisticados para descentralizar operações sem perda de controle ou para a integração de processos múltiplos inter-relacionados dentro ou fora da empresa. e aumentou ainda mais as possibilidades da ferramenta logística. podendo causar falhas de seqüência em mais empresas interligadas com o sistema produtivo inicial. os custos de informação continuam em declínio. Um dos setores que mais se beneficiou do desenvolvimento acelerado dos microcomputadores e da informática foi o setor de logística. Os movimentos da qualidade devido a uma acirrada concorrência global entre as empresas deram uma importância decisiva à logística. e lograram. eliminando a força laboral humana. ocorre através de dois ou mais sistemas interligados. O mercado de transporte foi um dos mercados mais importantes e sua liberalização contribuiu de forma extraordinária para o aumento do papel da logística. a logística torna-se vital para uma empresa deste conjunto produtivo. inclusive para todos os Administração de Materiais e Logística Empresarial . somente uma logística eficaz podia garantir o cumprimento das normas de qualidade e a sobrevivência da empresa. Baseado neste conceito. Os sistemas logísticos começam a interagir com outras empresas e cadeias completas de produção e logística. controle de custos o a otimização de processos permitiam um crescimento acelerado da logística dentro das empresas e como setor econômico próprio. o sistema ferroviário foi privatizado na década de 90. Este novo conceito foi muito importante para o desempenho da logística. Este aspecto deve ser visto também sob a condição da integração de sistemas produtivos. o chamado EDI (electronic data interchange). No Brasil.8 começou a liberalização do Mercado Comum da União Européia com a queda das barreiras aduaneiras e o acesso mútuo dos países membros aos mercados dos outros membros. A troca de informações sobre mercadorias não ocorre mais através da relação humana. Muitas empresas fabricam somente uma parte de um ou vários produtos e fornecem para outras indústrias manufatureiras. abrangendo cadeias inteiras de logística desde o fornecedor até o cliente final. A nova tecnologia da transmissão de informações possibilitou o nascimento de novas estratégias como o just-in-time (JIT) ou o continuous replenishment (CR). Satisfazer o cliente através da qualidade baseado numa logística eficaz tornava-se um papel estratégico para qualquer empresa. Por isto. O fornecimento de produtos exigia a chegada dentro de prazos estabelecidos e não-flexíveis a condições dentro dos padrões de qualidade fixados. Mas. O desenvolvimento do código de barras deu início à idéia do intercâmbio de informações a base da eletrônica. Os equipamentos cada vez mais baratos e os programas cada vez mais adaptados às necessidades logísticas como o controle de desempenho. aos poucos notava-se que a cooperação e a parceria poderiam trazer maiores benefícios. A revolução da informação veio em conjunto com o desenvolvimento da informática. Antigamente. pelo menos parcialmente. as empresas praticavam as negociações a base do poder. A informática possibilitou o processamento de grandes quantidades de dados a baixo custo. A idéia de formar alianças resulta da estratégia das empresas de ver o fornecedor e o cliente como parceiro comercial. frear o aumento do custo total da logística. A redução de custos na negociação originava-se na obtenção de descontos devido ao poder de mercado. ou da relação homem e sistema.

existe também a chamada metalogística que visa à otimização da parceria e cooperação das empresas. O processo clássico da logística é composto de transporte. A logística era considerada uma ferramenta de racionalização e uma função de serviço. Outra área é a logística de recursos humanos (pertence à área de recursos humanos. Hoje. No decorrer do tempo se reconheceu a logística como um instrumento para obter vantagens comparativas e como uma função para a maximização dos lucros. Esta é a divisão horizontal da logística em quatro sistemas parciais específicos para cada fase: • • • • Logística de fornecimento (do fornecedor para a área de recepção da mercadoria). A logística de distribuição é chamada também de logística de marketing. Logística de produção (administração de materiais e mercadorias. Logística de reciclagem (recepção de resíduos. Uma combinação destes três tipos é a intra-logística.4 O conceito atual da logística Desde o início do novo século. Conforme a empresa. Exemplos são o just-in-time (JIT) e o sistema Kanban. responsável pelo planejamento da força laboral). Logística de distribuição (do armazém de despacho para o cliente). Podemos distinguir entre a logística de estoque. mas ao mesmo tempo esta é interligada com as outras áreas para formar a logística da empresa. elaborando ferramentas de decisão. o enfoque vem se direcionando para o desenvolvimento e a otimização de redes globais visando à integração mundial da cadeia de agregação de valor. cobrindo as áreas de fornecimento. a logística é uma função orientada aos fluxos da empresa abrangendo todas as áreas funcionais. 1. o category management (CR) e tecnologias de intercâmbio eletrônico (EDI) podem configurar a logística de forma mais eficiente.9 parceiros da cadeia logística. Começou um rápido processo de terceirização de serviços para formar estes tipos de alianças. a função da logística era vista como o campo principal da administração de materiais. esta representa uma combinação de logística de produção. administração de bens intermediários em armazéns intermediários e administração da produção). Outro conceito para descrever as funções da logística é a divisão da logística conforme o tipo da atividade. concentrada num lugar específico abrangendo todos os três tipos. produção e distribuição. o supply chain management (SCM). Antigamente. uma das tarefas mais importantes é a responsabilidade da logística pelo transporte do fabricante até a própria fábrica da empresa. Neste processo. visando a minimização de custos. Além disto. Conceitos como o efficient consumer response (ECR). logística de embalagem e logística de transporte. pelo transporte no Administração de Materiais e Logística Empresarial . Em cada um destes setores existe uma logística própria. estoque e embalagem. embalagens. manuseio e armazenagem. vasilhame e também de produtos devolvidos).

10 interior da empresa e pelo transporte da empresa para o cliente. A participação da logística nos custos totais é considerável. • Embalagem das mercadorias. Encontramos custos de logística elevados na indústria alimentícia. Uma quantidade elevada de estoques evita os custos de produtos faltantes e aumenta a disponibilidade. Além de mercadorias comuns. Também dependem do grau de desenvolvimento de uma economia. podem ser mercadorias de alto valor (moeda em espécie ou equipamentos sofisticados) ou de alto risco como produtos químicos (corrosivos. A logística depende da infra-estrutura de transporte existente dentro de uma região. Os objetivos da logística são o alcance de altos índices de desempenho. Obviamente. O cálculo de custos logísticos é importante para determinar as quantidades ideais. • Planejamento e execução dos processos produtivos. mas causa também uma elevação dos custos de estoque (inventário). Áreas especiais da logística são a segurança das mercadorias durante os processos de armazenagem e transporte. mas em nações industrializados corresponde somente a Administração de Materiais e Logística Empresarial . mas dependem muito do setor da atividade da empresa. Os custos de transporte e de armazém representam a maior parte dos custos. existem conflitos entre estes objetivos. Fluxo de materiais Logística de fornecimento Logística de produção Logística de distribuição Logística de reciclagem Fluxo de informações Subsistemas da logística Outras áreas são: • Exame e controle das mercadorias na recepção. qualidade e redução de custos. ácidos ou radioativos). • Armazenagem e preparação dos pedidos. A participação de custos logísticos no Produto Nacional Bruto de países em desenvolvimento é de 20%. • Coordenação dos processos.

execução e controle de todo o fluxo de materiais e mercadorias em conjunto com os fluxos de informação necessários a partir do fornecedor e passando pelas etapas (próprias) da cadeia de agregação de valor (produção e/ou distribuição) até a entrega dos produtos para o cliente. inclusive a recepção dos resíduos e a reciclagem. • Realização da logística orientado a fluxos.1 1 Ver as definições em: http://de. O termo logística (administração de materiais) abrange todos os entre passos da produção. the seven r’s – r como right): Quantidade certa dos bens certos dentro do tempo certo na qualidade certa nos custos certos e no lugar certo com as informações certas para todos os envolvidos.wikipedia. organização. Um fator importante da logística é a geração de incentivos para os funcionários na área da logística. inclusive sua reagrupação. direção. O canal logístico (o caminho do fabricante até o cliente final) é conectado através de pontos de interdependência que representam divisas e podem atrapalhar o fluxo logístico.empresas). • Coordenação interativa de unidades de transporte para evitar o dispêndio de manuseio e embalagem. Inclui todas as atividades da superação física de espaço e tempo de bens ou pessoas. Neste sistema. principalmente após a introdução do sistema just-in-time (JIT). Em muitas empresas não existe um sistema de incentivos para melhorar a eficiência da logística. Outro conceito da definição do termo logística é a definição dos sete c (adaptado do inglês. O aspecto da informação foi posteriormente integrado.org/wiki/Logistik (traduzido do alemão) Administração de Materiais e Logística Empresarial . Uma definição mais concreta é a seguinte: logística é uma atividade integral abrangendo o planejamento. Com todas estas informações podemos definir a logística de forma mais concreta. o processamento de informações exerce um papel absolutamente dominante. A cadeia logística traz os seguintes benefícios: • A concentração da cadeia principal de processos evita a duplicidade de atividades logísticas.11 uma participação de menos de 5%. mesma empresa. É objetivo da cadeia logística transformar estes pontos de interdependência em conexões através da coordenação e dirigir fluxos de processos para todos os sistemas. entre . Existem pontos de interdependência logísticos de três níveis (mesmo departamento.

A administração de materiais e a logística empresarial visam a otimização de dois itens: nível de serviço ao cliente versus custo. sem prejuízo da produção e do atendimento aos clientes. Este programa deve conter também um cronograma bem detalhado. os clientes preferem um nível de serviços mais elevado. Um programa para a implementação de uma administração de materiais deve definir os seguintes objetivos financeiros e administrativos: • • • • • Eliminação total de itens sem movimentação por não apresentarem utilidade para a produção ou para a venda. a elevação da receita de uma empresa sempre deve ser acompanhada pela melhoria do produto e por sua boa distribuição. Os trabalhos de consultoria logística em empresas de diversos ramos mostram que empresas com dificuldades na administração logística sem tomar providências a respeito. 2. o retorno sobre o inventário deve ser minuciosamente analisado. Redução em 50% dos investimentos em estoques. Eliminação de 50% do custo das embalagens dos materiais pela utilização de novos sistemas de movimentação e abastecimento. que fornece para estes clientes um nível mais elevado de serviços. ou seja. A administração de materiais é fundamental para o equilíbrio econômico e financeiro de uma empresa. mas para a empresa. o sistema de armazenagem e a forma de distribuição dos produtos para o cliente. A administração de materiais deve ser considerada como as aplicações financeiras de uma empresa. Uma administração de materiais inadequada causa escassez dos recursos financeiros. maus resultados na área produtiva e no nível de atendimento ao cliente e revela uma administração geral ineficaz. este fato pode levar à falência de uma empresa.12 2 Administração de Materiais A administração de materiais é uma área estratégica dentro da empresa.1 Processamento de pedidos Um processo de pedido de um cliente começa com o pedido de compra ou de despacho do cliente e termina com a entrega física da mercadoria pedida no estabelecimento do cliente. Empresas que tratam elevar sua receita através da redução de preços de venda ou através do alongamento de prazos de pagamento dificultam a eficiência da administração de materiais e da logística. definindo as tarefas a serem realizadas. fax ou e-mail. significa operar com custos logísticos mais elevados. Muitas empresas ainda trabalham com pedidos por telefone. a empresa precisa definir o sistema de processamento de pedidos. Ao mesmo tempo. Para aperfeiçoar a administração de materiais e a logística empresarial. o melhor nível de serviços possível para o cliente ao menor custo logístico possível. enfrentam dificuldades financeiras sérias. Redução rigorosa das perdas de materiais na logística industrial pela utilização de técnicas de movimentação e acondicionamento. Este tipo de pedido requer um passo adicional de trabalho para a empresa. Estas Administração de Materiais e Logística Empresarial . Em casos extremos. O tempo entre estes dois pontos deve ser o mais curto possível. Obtenção de níveis de serviço próximo de 100% no atendimento aos pedidos dos clientes. o nível de estoque. Geralmente. Todas as decisões na área de administração de materiais e logística empresarial tentam otimizar estes dois itens.

13 informações ainda não estão no padrão para serem processados.sistema Fax. emitindo uma ordem de serviço ou ordem de produção.sistema Geração automática do pedido no sistema do fornecedor Geração automática do pedido no sistema interno sistema . Cliente Telefone Atendimento do telefone Empresa Anotação do pedido Digitação do pedido Ordem de compra Digitação do pedido no sistema interno pessoa – pessoa .sistema Processamento de pedidos e transmissão de dados Administração de Materiais e Logística Empresarial . Se o pedido é feito pelo telefone. E-mail Geração do pedido online no sistema do fornecedor Geração automática do pedido no sistema interno pessoa . existem outras desvantagens deste tipo de processamento de pedidos. Além de retrabalho. Um funcionário da empresa precisa transferir estas informações para o sistema interno da empresa. as vezes as informações não são transmitidas de forma clara e são sujeitas a erros.

Mais detalhadamente temos os seguintes custos de estoque: • • • • • Custos financeiros (valor pago pelos itens em estoque .) Estoques de produtos acabados (produtos prontos para a comercialização) Nós trataremos somente o último item. disponibilidade de frete) Administração de Materiais e Logística Empresarial . condições de tráfego. seguro sobre os itens) Custos de espaço (um armazém maior devido a uma quantidade maior de espaço significa pagar mais aluguel) Custos de movimentação (qualquer movimentação tem um custo variável. Há quatro tipos de estoques: • • • • Estoques de matérias-primas (materiais comprados de fornecedores ainda não processados) Estoques de matérias em processos (materiais entre duas fases do processo de produção da empresa) Estoques de produtos auxiliares (peças de reposição.14 O sistema ideal de processamento de pedidos é o sistema totalmente automatizado. por algum intervalo de tempo” (Francischini. Isto significa que um sistema de pedido do cliente é acionado quando a quantidade de um produto atinge uma quantidade mínima no estoque. material de limpeza.2 Administração de estoque O estoque é definido como “quaisquer quantidades de bens físicos que sejam conservados. p. o que significa um custo menor de inventário. o período entre o pedido do cliente e o processamento interno do produtor é minimizado. Trata-se do sistema EDI (electronic data interchange). escritório. Ao mesmo tempo. 2. o custo de inventário é baixo. escassez no mercado nacional e internacional) Influência de fatores externos da logística (desembaraço aduaneiro. maiores distâncias significam maiores despesas) Custos de mão-de-obra e equipamentos (quanto maior o estoque. uso alternativo. etc. Esta informação é transmitida eletronicamente para o produtor e o sistema de ordem de produção emite automaticamente o pedido para a produção. 2002. Um nível elevado de estoque implica num custo de inventário mais elevado. de forma improdutiva. mas aumenta a disponibilidade.custos de oportunidade como juros de aplicações. 81). O contrário ocorre no caso de um estoque baixo. mas a disponibilidade de produtos se reduz e pode acontecer uma possível falta de produtos para os clientes. maior a quantidade de mão-de-obra e equipamentos) Custos de desgaste (perdas e danos aumentam com a quantidade de itens estocados e com o período) Mas existem também fatores que podem determinar um nível de estoque mais alto: • • Previsão de aumento de preços dos materiais de compra (desvalorização cambial. Este sistema reduz os custos do processamento de pedidos e aumenta a eficácia porque elimina os erros de digitação e de comunicação.

os departamentos de compras. A produção visa um nível de estoque alto para não sofrer paradas de produção e causar problemas sérios para a empresa. A administração logística precisa identificar as falhas dentro da cadeia logística. economias de frete e de manuseio. e. Sabemos que esta é uma tarefa muito difícil. é importante para uma empresa determinar o Administração de Materiais e Logística Empresarial . Vejamos a seguir como as metas de cada departamento podem ser conflitivas e o papel que a administração de estoques precisa assumir para chegar a melhor solução para a empresa. custo unitário baixo com a quantidade adquirida) A administração de estoques procura equilibrar os interesses de diversos departamentos internos da empresa.15 • • Custos de perda de vendas e de paradas da produção Descontos e economias na compra de grandes lotes (desconto do fornecedor por comprar quantidades maiores. Por isto. de produção e de vendas. Compras Produção Administração de estoques Financeiro Vendas Prefere nível de estoque alto Conflitos na empresa: A administração de níveis de estoque Prefere nível de estoque baixo O ideal para qualquer empresa seria manter um estoque zero. Isto é possível através de compras de grandes lotes. Em contrapartida. ou na própria empresa ou nos fornecedores. O departamento financeiro prefere um nível de estoque baixo devido aos altos custos financeiros que um estoque elevado implica. O setor de compras precisa adquirir os produtos mais baratos. atender todos os pedidos dentro do prazo necessário. preferem um nível de estoque mais alto. mas o trabalho da logística é chegar a este ponto. ao mesmo tempo. O departamento de vendas prefere também um nível elevado de estoque para não perder vendas e lograr a máxima satisfação dos clientes. Cada departamento defende seus próprios interesses e têm metas peculiares.

1 Mecanismos de análise de estoque Como podemos analisar o estoque da empresa em termos de custo ou de eficiência? É uma tarefa muito complexa e difícil de executar. Este ponto de pedido deve equilibrar os riscos de esgotamento de estoque contra os custos de estocagem. Prioriza os itens importantes do estoque e pode ser executado em pouco tempo. pois cada falha em um setor provoca turbulências na cadeia logística. mas é extremamente importante conhecer técnicas de análise de estoques.16 nível de estoque ideal. É um método quantitativo. Devemos seguir a seqüência dos seguintes passos: • • • • • • Definir a variável a ser analisada Coletar dados Ordenar dados Calcular porcentuais Construir curva ABC Analisar os resultados Administração de Materiais e Logística Empresarial . Somente fornecedores altamente qualificados conseguem garantir o funcionamento do sistema. e em que momento deve ser posicionado um novo pedido para a fábrica. O tamanho ótimo de um pedido é determinado pelos custos unitários de manutenção de estoque e pelos custos unitários de processamento de pedidos. Uma possibilidade para avaliar o custo do estoque é o método da curva ABC. Custo unitário total Custo unitário Custo unitário de manutenção de estoque Custo unitário de processamento de pedidos Q* Determinação da quantidade ótima de um pedido Quantidade de um pedido Novos conceitos como o just-in-time conseguiram baixar os custos de manutenção de estoques.2. O ponto de pedido ou de reposição determina a quantidade de um produto em que um novo pedido ou uma reposição devem ser efetuados. Para este sistema é importante uma grande coordenação entre a produção e os fornecedores para garantir as entregas aos clientes. 2. Muitas vezes falta mão-de-obra ou tecnologia para exercer tal atividade com precisão.

000.0 97.000 100 200 4 5.100.000.00 30.00 600.00 2.00 10.50 100.000 500 10.000.00 100.00 Ordem A B C D E F G H I J K L 10 8 2 3 4 11 12 1 7 9 6 5 Em seguida calculamos o custo acumulado e os porcentuais acumulados: Ordem Item Quant.000.00 6.00 4. média em estoque (A) Unidades 1.00 4.000. média em estoque (A) Unidades 10 30 500 10.00 600.9 76.00 125.000.00 300.00 6.00 125.00 0.9 100.000.00 1.00 163.000 5.6 99.500.00 50.00 25.000.000.00 10.00 2.000.00 1.00 50.50 20.000.125.00 100.125.00 TOTAL Custo total (A) x (B) R$ 300.00 % 60.5 99.00 TOTAL Custo total (A) x (B) R$ 100. R$ 100.00 164.3 99.00 125.0 99.000.00 Custo total acum.00 25.900.00 25.00 500.00 15.000.00 300.50 500.00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 H C D E L K I B J A F G Agora podemos construir a curva ABC: % 100 60 H A curva ABC C D E L K I B J A F G Itens Administração de Materiais e Logística Empresarial .00 163.000 1 4 200 Custo unitário (B) R$⁄unidade 30.00 0.600.00 164.00 162.00 1.00 20.50 100.00 150.00 500. precisamos a quantidade média de cada item em estoque e o custo unitário de cada um.00 140.00 1.025.00 163. Para coletar os dados.00 25.000.00 164.000.000.00 160.000.00 500.00 300.00 164.3 91.00 15.8 99.4 95.500.000.000.000 100 5 50 1. Chegamos ao custo total de cada item através da multiplicação de cada item com o custo unitário.2 85.00 100.000.125.00 2.500.00 2.00 156.17 A nossa variável é o custo do estoque médio.00 100.000 30 1 10 5 50 Custo unitário (B) R$⁄unidade 100. Item Quant.

0 18.18 O próximo passo é a análise dos resultados. Devemos criar três classificações A. Faria uma classificação por item e quantidades médias de estoque e quanto espaço em metros cúbicos uma unidade desta quantidade do estoque consumiria.5%).2% = 15. A curva ABC pode ser aplicada a outros critérios como ocupação de espaço dentro do próprio armazém. Administração de Materiais e Logística Empresarial .24% (20% x 76. C C D E L K I B J A F G A classificação é feita da seguinte maneira: Classe A % itens Valor acumulado A 10 a 20 70 a 80% B 30 a 40 15 a 30% C 50 a 70 05 a 15% Podemos transferir nossos resultados nesta classificação: Classe A No. B. C D. baixa): % 100 60 A B C H As classes A. I. Se uma empresa pretende utilizar o espaço físico dentro do armazém de uma forma mais econômica. E.0% Importância Grande Média Pequena Itens em estoque H. A curva ABC permite uma grande variedade de análises na área de logística.8% C 7 58.3 05. ela pode utilizar esta ferramenta.B e C conforme sua importância (grande. itens % itens Valor acumulado A 2 16.24%). A.7 76. média. G Se a empresa pretende reduzir seu estoque em 20% dos itens A que são somente dois itens. Uma redução nos itens C de uma porcentagem maior baixaria o valor do estoque numa quantidade muito inferior (50% x 5% = 2. L K. J. Isto significa que temos que analisar os itens A para uma possível redução do custo médio de estoque. ela economizaria 15.2% B 3 25. Em seguida multiplicaria a quantidade média por item com o espaço ocupado por estas unidades para determinar as quantidades e porcentagens acumuladas. F. B.

Peças de reposição Demanda dependente .Matérias-primas .19 2. que podem ser estimados por métodos de previsão.Componentes para montagem Demanda constante Demanda variável Tendência Aumento. Informações mais exatas possibilitam uma melhor estimativa do consumo da empresa para o administrador. baseados em modelos e cálculos matemáticos e estatísticos. baseados em estimativas e opiniões de pessoas chaves dentro ou fora da empresa. a demanda independente e a demanda dependente. Sazonalidade (Intervalo de curto tempo) Ciclicidade (intervalo de longo tempo) Tipos de demanda e classificação conforme o comportamento ao longo do tempo Administração de Materiais e Logística Empresarial . Geralmente. No caso da demanda dependente. As variáveis aleatórias são incorporadas nos modelos de estatística através de erros de estimação. etc. pois existe uma relação direta com o sistema produtivo da empresa. Distinguimos dois tipos básicos da demanda. Variáveis aleatórias. Utilizam dados sobre o consumo passado e formulam hipóteses para um consumo futuro.Produtos acabados . São produtos acabados e peças de reposição. Demanda independente . e os métodos quantitativos. o consumo depende da demanda conhecida é está sob controle da empresa.2 Métodos de previsão de demanda Outro ponto importante para a administração de estoques é a estimativa do consumo de todos os itens necessários da empresa para a produção dos próprios produtos de venda.2. cujas causas são tão variadas que se torna virtualmente impossível prevê-las. A estatística usa vários modelos para estimar a demanda. Há dois tipos de métodos para estimar a demanda. A demanda independente é relacionada com as condições do mercado e não pode ser influenciada pela empresa. o consumo real de determinado item possui dois componentes: • • Padrões básicos de comportamento ao longo do tempo. São as matérias-primas e componentes para montagem. os métodos qualitativos. Diminuição.

+ Jul.) dividido por 3: 8 + 9 + 4 = 21 . Exemplo: Método da média móvel ponderada Período (n – 2) (n – 1) (n) Soma Peso 0. dividido por 3 = 5 Planejamento para agosto: (Mai. O método da média móvel estima que o consumo do próximo período seja a média dos n últimos períodos. 5 Jun. 9 Abr. + Jun. É mais complicado do que o método anterior e o maior problema é estimar os pesos que devem ser dados em cada período.20 Dois métodos para a previsão da demanda que tratamos aqui são o método da média móvel e o método da média móvel ponderada. 4 Mai. Exemplo: Método de média móvel de três períodos anteriores Mês Demanda Jan.5 1. + Abr. dividido por 3 = 7 Planejamento para junho: (Mar.) dividido por 3: 9 + 4 + 5 = 18 . Móvel significa que numa nova previsão.2 0. + Mai.3 0. Não-consideração de comportamento atípico do mercado e posterior distorção das médias calculadas. 4 Planejamento para abril: (Jan. + Abr.) dividido por 3: 5 + 6 + 4 = 15 . + Mai. 6 Jul. Mesmo grau de influência de dados antigos e recentes no cálculo da média. + Jun. O método é fácil de aplicar. o período mais antigo é substituído pelo mais recente. dividido por 3 = 5 O método da média móvel ponderada dá maior importância aos dados recentes e menos importância aos dados mais antigos. dividido por 3 = 9 Planejamento para maio: (Fev. + Mar.) dividido por 3: 4 + 5 + 6 = 15 . + Fev.0 Administração de Materiais e Logística Empresarial . + Mar.) dividido por 3: 10 + 8 + 9 = 27 . Assumpção da hipótese de que as condições de contorno que determinaram o consumo nos períodos anteriores serão mantidos inalteráveis no futuro. 8 Mar. mas possui várias limitações: • • • • Exigência de uma grande quantidade de dados históricos. dividido por 3 = 6 Planejamento para julho: (Abr. 10 Fev.

8 Há outros métodos como o método dos mínimos quadrados e a simulação.) : 4 x (0.5) = 4. 4 Mai. mas cada vez mais as empresas utilizam formulários eletrônicos inclusive na transmissão e no intercâmbio destes documentos. + Mai. O primeiro passo é determinar a evolução do próprio estoque na empresa.5) = 8.3) + 4 x (0. + Mai.3 Planejamento para agosto: (Mai. Cada empresa possui diversos documentos de controle como pedido de cotação.21 Mês Demanda Jan.2) + 8 x (0. 2.2) + 9 x (0. + Abr.3) + 5 x (0.3) + 4 x (0.3) + 6 x (0.2) + 6 x (0.2) + 5 x (0. A curva dente-de-serra mostra a quantidade de estoque no tempo.5) = 5. + Jun. atrasos de fornecedores ou atrasos próprios dos pedidos na empresa. + Fev. pedido de compra ou nota fiscal.3 Controle de estoque O controle de estoque é fundamental para elaborar um bom sistema de pedidos.3) + 9 x (0. + Abr. + Mar. 9 Abr. 5 Jun. não considerando possíveis oscilações da demanda.5) = 6. 8 Mar.) : 5 x (0.5) = 5.9 Planejamento para maio: (Fev.) : 9 x (0. Quantidade em estoque Consumo do estoque Consumo do estoque Reposição do estoque Tempo Curva dente-de-serra Administração de Materiais e Logística Empresarial .): 10 x (0.2) + 4 x (0. não tratamos estes métodos aqui. + Jul.5 Planejamento para julho: (Abr. 4 Planejamento para abril: (Jan. 6 Jul. + Jun.3 Planejamento para junho: (Mar.) : 8 x (0. + Mar. Ainda existem muitos documentos em forma de papel. 10 Fev.

O ponto de pedido Administração de Materiais e Logística Empresarial .. Recomenda-se trabalhar com um estoque de segurança para não correr riscos de ficar sem estoque necessário. inclusive transporte e possíveis transtornos como desembaraço aduaneiro ou congestionamentos.. mensal.) = Número de pedidos Exemplo: Dia Demanda 1 55 2 69 3 48 4 51 5 67 6 63 7 62 8 71 9 58 10 60 11 69 12 57 ∑ 730 55 + 69 + 48 + 51 + 67 +63 +62 + 71 + 58 + 60 + 69 + 57 DM = -----------------------------------------------------------------12 = 730 ----. quando deve ser colocado o pedido de novos itens de tal forma que não haja falta de estoque. Quantidade em estoque Consumo do estoque Consumo do estoque Reposição do estoque Estoque de segurança Tempo Curva dente-de-serra com estoque de segurança Agora precisamos determinar o ponto de pedido. etc. existem procedimentos internos que levam um certo tempo para serem executados e também os fornecedores da empresa precisam de um período para entregar as mercadorias pedidas. + Dn DM = ---------------------------n em que: DM Di N = Demanda Média = Demanda em cada período (diária. ou seja.= 60.22 A demanda média dos clientes da empresa pode ser determinada através da seguinte fórmula: D1 + D2 + D3 + .8 12 Outro problema é o tempo de reposição de estoque.

O cálculo do estoque médio: EM = Q -2 + ESeg em que: EM = Estoque médio Q = Quantidade adquirida para reposição de estoque Administração de Materiais e Logística Empresarial . do tempo de reposição e do estoque de segurança conforme a seguinte fórmula: PP = DM x TR + ESeg Em que: PP = Ponto de pedido DM = Demanda média TR = Tempo de reposição (tempo de procedimentos internos + prazo de entrega) ESeg = Estoque de segurança Exemplo: DM = 12 unidades por dia TR = 3 (procedimentos internos) + 6 (prazo de entrega) = 9 dias ESeg = 10 unidades por dia PP = 12 x 9 + 10 = 108 + 10 = 118 Quantidade em estoque Consumo do estoque Consumo do estoque PP DM x TR Reposição do estoque ESeg Estoque de segurança Tempo TR Determinação do ponto de pedido O ponto de pedido é alcançado quando o nível de estoque está em 118 unidades.23 depende da demanda média no período. ou seja. devemos fazer o pedido no momento em que o nível de estoque alcança 118 unidades.

Mostra o número de vezes em que o estoque de um item é renovado num determinado período.000: 1.24 ESeg = Estoque de segurança Exemplo: Lote de compra: 150 unidades Estoque de segurança: 30 unidades EM = 150 ----2 + 30 = 105 Sem a curva de dente-de-serra.= 44. É a relação inversa do giro: Tempo médio em estoque = 44.8 O tempo médio em estoque indica o período necessário para a renovação de estoque.8 Administração de Materiais e Logística Empresarial Estoque médio no período -------------------------------Demanda média no período . o cálculo do estoque médio deve ser feito da seguinte maneira: n i=1 ∑ Ei ---n EM = em que: EM = Estoque médio Ei = Estoque no final do período i n = Número de períodos Exemplo: Dia 1 Estoque 21 2 57 3 88 4 23 5 65 6 10 7 45 8 35 9 68 10 88 11 23 12 10 ∑ 533 21 + 57 + 88 + 23 + 65 + 10 + 45 + 35 + 68 + 88 + 23 + 10 EM = --------------------------------------------------------------------. 44.000 No nosso exemplo isto é: -----. Giro = Demanda média no período -------------------------------Estoque médio no período Suponhamos que a demanda média anual foi de 1.= 22 vezes no período de um ano.= 12 533 ----.4 12 O giro ou rotatividade de estoque é outra ferramenta interessante para a análise de estoque da empresa.

Custo de Aquisição = Preço unitário x Quantidade adquirida CAq = Pu x Q O custo de armazenagem é calculado da seguinte maneira: Custo de armazenagem = Estoque médio x Preço médio unitário x Tempo em estoque x Custo de armazenagem unitário CAmi = EMi x PMui x T x CAmu em que: = Custo de armazenagem do item i CAmi EMi = Estoque médio do item i no tempo T = Preço médio unitário do item i estocado no tempo T PMui CAmu = Custo de armazenagem unitário T t=1 ∑ Eit EMi = em que: Eit = Estoque do item i no período T n i=1 -----T ∑ Puil x Qil PMui = --------------n i=1 ∑ Qil em que: Puil = Preço unitário de aquisição do lote l do item i Quil = Quantidade do lote l do item i Para que possamos calcular o custo de armazenagem unitário CAmu.53 meses. 1.25 Tempo médio em estoque = -----. o custo de armazenagem. precisamos calcular primeiro os seguintes itens: Fatores Juros Descrição Juros médios recebidos em aplicações financeiras ou rentabilidade mínima exigida pela empresa Aluguel pago pela área de armazenagem Cálculos Juros no tempo T J = -----------------------------------------Valor médio do estoque no tempo T Custo de aluguel do estoque no tempo T CAI = ---------------------------------------------Valor médio do estoque no tempo T Seguros pagos no tempo T SEG = ------------------------------------------ Aluguel Seguros Prêmios de seguros pagos pela empresa. O custo de aquisição é o valor pago pelas mercadorias adquiridas.= 0.044 anos = 0. O custo de seguro varia com o estoque Administração de Materiais e Logística Empresarial .3. Depende do poder de negociação do comprador e da quantidade que a empresa deseja adquirir. o custo de pedido e o custo de falta.1 Custos de estoque Podemos distinguir entre quatro tipos de custos de estoque: o custo de aquisição.000 2.

O valor médio do estoque no tempo T pode ser determinado assim: n = ∑EMi x PMui i=1 em que: EMi = Estoque médio do item i no tempo T PMui = Preço médio unitário pago pelo item i no tempo T n = Número de itens no estoque Exemplo: Item A Lote comprado Data da compra Quantidade Preço 1 15.60 = 3 25. Salários. manuseio.60 x 300 x 10. 164). telefone. p.04. embalagem. etc. manutenção de equipamentos. 2000.48 R$ por peça 1.200 Mês Estoque médio Janeiro 250 = Item A Fevereiro 150 Março 300 Abril 250 250 + 150 + 300 + 250 EMi = --------------------------4 T = 1 + 1 + 1 + 1 = 4 meses 950 ----. alfandegário e outros Valor médio do estoque no tempo T Valor das perdas no tempo T PD = -----------------------------------------Valor médio do estoque no tempo T Impostos pagos no tempo T IMP = -------------------------------------------Valor médio do estoque no tempo T Custos de movimentação no tempo T MOV = -------------------------------------------Valor médio do estoque no tempo T Custos de mão-de-obra no tempo T MDO = -----------------------------------------Valor médio do estoque no tempo T Despesas gerais no tempo T DES = -----------------------------------------Valor médio do estoque no tempo T CAmu = J+CAI+SEG+PD+IMP+MOV+MDO+DES Impostos Movimentação Custos com transporte.50 x 400 + 10.580 --------.5 peças por mês 4 Administração de Materiais e Logística Empresarial . (Francischini. água.2006 300 10.= 237.03.2006 400 10.2006 500 10. veículos e outras administrativas Custo unitário de armazenagem Mão-de-obra Despesas Total Fatores para determinar o custo de armazenagem.40 10. serviços de terceiros.50 2 10. encargos e benefícios adicionais pagos ao pessoal operacional da área de estocagem Despesas com luz. obsoletos e desaparecidos do estoque em determinado intervalo de tempo T Imposto predial. material de escritório.= 10.26 segurado Perdas e danos Valor de materiais danificados.01.40 x 500 PMui = -----------------------------------------------400 + 300 + 500 12.

500 CAmu = 1.-de-obra 9.000 800 Valor médio do estoque neste período = 180.17 por unidade CAm = 237.500 31.500+3. materiais de DG escritório utilizados pela área de compras CPA = MO+A+IS+E+DG Total Custo de pedido administrativo Podemos calcular o custo de pedido administrativo unitário.500 M.000 Despesas 1.48 x 4 x 0.= -------180.000+800+4. encargos e benefícios MO adicionais gastos pela área de compras Aluguel Aluguel rateado pago pela área de A compras Impostos e seguros Impostos predial e seguros rateados IS pela área ocupada Equipamentos Depreciação ou aluguel de E equipamentos utilizados pela área de compras Despesas gerais Telefone.000 = 0.000 Movimentação 4.500 3.000+1.500+9.000+1.52 Custo de pedido O custo de pedido refere-se ao gasto da empresa para um determinado lote de compra e abrange os custos administrativos e operacionais do setor de compras.000 1. energia elétrica.000 180.5 x 10. CP = n (CPAu + CPVu) em que: CP = Custo de pedido n = Número de pedidos CPAu = Custo de pedido administrativo unitário CPVu = Custo de pedido variável unitário Custo de pedido administrativo no período T Custo Descrição Fator Mão-de-obra Salários.000+10.692.27 Custos da área de estoque no período janeiro a abril Juros Aluguel Seguros Perdas Impostos 1. dividindo o custo de pedido administrativo pelo número de pedidos feitos no período T: CPAu = CPA ----.17 = R$ 1.= n MO+A+IS+E+DG ----------------------n em que: CPA = Custo de pedido administrativo n = Número de pedido feitos no período T Administração de Materiais e Logística Empresarial .000 10.400 ------------------------------------------------------------------.

00 2. Este custo não está incorporado no preço de aquisição.000 + 1.000.000 + 2. custo de desembaraço alfandegário do lote. etc. implicando em multas por atraso ou.00 Custo de falta É difícil calcular o custo de falta. equipamentos e outras despesas adicionais em virtude do aumento de número de pedidos.00 + 50.000 + 1.00) = 2 x 200. Fator CPVE CPVI CPVu = m x (CPVE + CPVI) em que: m = número de lotes entregues de um pedido Exemplo: Item A – Custos por lote Externos Frete 100.00 + 50.00 20. Custo Externo Interno Custo de pedido variável unitário Descrição Custo de frete do lote entregue. Por isto. Custo Mão-de-obra Equipamentos Material Multas Custos de falta de estoque Descrição Salários. custo de mão-de-obra. Isto pode causar atraso de entrega a um cliente.000.000.00 1. se um fornecedor atrasa a entrega.00 = 450. mas acontece que um lote pode ser dividido em várias entregas.00 Número de lotes entregues: 2 Custos da área de compras no período janeiro a abril Mão-de-obra Aluguel Impostos Equipamentos Despesas 5.00 30.000 -------200 = 50 CP = CPAu + CPVu = 400. encargos e benefícios adicionais referentes ao tempo em que a linha de produção ficou parada Custo de equipamento referente ao tempo em que a produção ficou parada por falta do item ou pela reprogramação da produção Custo adicional do material comprado em outros fornecedores Multas contratuais pagos pelo atraso de fornecimento do produto final da empresa compradora causado pela falta do material Administração de Materiais e Logística Empresarial Fator MO E MP MU .00 Internos Alfândega Pesagem Inspeção 50. custo de pesagem do veículo de entrega.00 1.000.00 1. os pedidos são entregues pelos fornecedores como um lote fechado.000 ----------------------------------------------200 = 10. Corresponde ao momento em que uma empresa não dispõe de um determinado item ou produto no estoque. etc.00 CPAu = 5.000.00 Número de pedidos feitos no período janeiro a abril = 200 CPVu = m x (CPVE + CPVI) = 2 x (150. Custo de inspeção do lote. por exemplo no caso de lotes grandes.28 Geralmente.000 + 1. o custo de pedido variável unitário depende da quantidade de lotes entregues para o mesmo pedido.00 = 400. a parada da própria produção.

000 = 60.000. 3.000 + 30. Podemos aplicar vários métodos de avaliação de estoque. 02.000. É praticamente impossível quantificar estes fatores.000 2. 03.58 = 5. Total 01.500 3.2 Métodos de avaliação de estoque A administração de materiais revela também o volume financeiro pelo qual o material está sendo estocado e utilizado nos produtos finais fabricados.58 2. e conseqüente impossibilidade de fornecimento dentro dos prazos acordados PR Devemos considerar fatores como a percepção do mercado de uma imagem negativa da empresa devido aos atrasos causados.01.000 por dia.000 Administração de Materiais e Logística Empresarial .500 + 3. o método PEPS (FIFO).58 2. Saldo P. O custo de falta (CFa) é: CFa = 5 x 5.00 1. Unit. Unit.58 5. ou seja.00 10. o método de custo médio.00 5 5 Multa 10. 00 3 O fornecedor atrasou a entrega de matérias-primas para a produção de certo item para o nosso cliente final.500 6. Qualquer atraso na entrega para o nosso cliente prevê uma multa contratual de R$ 10.000.000 5. Saída P. Exemplo: Custos R$ por dia Número dias Custos da área de produção Mão-de-obra Equipamentos 5. Esta avaliação é feita pelo preço de custo e pelo preço de mercado. Total Qtd.01.000 + 3. cujo valor consta na nota fiscal de compra. Total Qtd.000 + 5.500 --------6.000 = 25.3.500 1.500 = 8.900 Custo médio = Valor total em estoque do item -----------------------------------Número de itens em estoque = 2. O preço de custo refere-se ao produto fabricado pela própria empresa. Custo médio Dia Qtd. causando a parada da nossa produção de cinco dias.000 15.00 2.500 12.000 + 5 x 1.000 2.500 ------------------2.01.000 + 3 x 10.580 2. mas podem levar a eliminação de uma empresa da lista dos fornecedores aprovados. quanto custa para fabricar tal item e o preço de mercado refere-se ao produto comprado. o método UEPS ou LIFO e o método do preço de reposição. Entrada P.000 2. Unit.29 Prejuízos Lucro referente às vendas não realizadas por cancelamento de pedidos ou vendas futuras não realizadas causadas pela falta do material.

01.500 3. 2. 1.500 UEPS (LIFO) O método UEPS (Último a Entrar.01. P.500 3. Unit. Total 01. 5.000 Qtd.500 Saída Total Qtd.500 Entrada P. Dia Qtd. que entrou com um preço. Unit. 03. Entrada P. 03. 02. Dia Qtd.500 15.500 Preço de reposição O método de do preço de reposição (Close Out) considera a situação do preço dos produtos comprados ou fabricados no momento da avaliação: Preço de reposição = Preço Unitário + Variação de Preço de Custo ou de Mercado Administração de Materiais e Logística Empresarial . Unit. 2. 2.00 3.000 2. R$ 2. 5.30 As saídas são feitas pelo preço médio. Total Qtd. Total Qtd.01. Neste caso.01. Unit.000 2. 03.000 10. PEPS (FIFO) O método PEPS (Primeira a Entrar. First Out) prioriza a ordem cronológica das entradas. 02.58. Dia Qtd. 03.00 5. 02.00 2.500 6. Saída P.000 10. Dia Qtd. P. Unit.00 Saldo P. P.01. 5.500 12.000 10. Primeiro a Sair) ou FIFO (First In. 2.500 3. Saldo P. Unit. Unit.00 3.500 3.00 3. 1. Total Qtd. Unit.01. Total 2.500 3. 2. 5.01.000 3. 03.01.01. Total 01. First Out) inverte a relação. neste caso. é o primeiro a sair.000 1. P.500 2. 02. Total Qtd.00 Saldo P. Unit.01. Total Qtd.000 2.000 7. Unit. Unit. Entrada P.500 Total Qtd. Unit. Unit.500 Total Qtd. Total Qtd. Saldo P.500 15.000 2.00 3. Dia 3.01. Saída P.500 Saída Total Qtd.01.01. Total 2.500 6. Total Qtd. o material que entra por último. Total Qtd.000 Total Saída P. Unit. será também o primeiro material a sair com este mesmo preço.00 3.500 Entrada P.00 3.000 Total Saída P. o primeiro material de uma classe de produtos. 03. Dia 3. Unit.01.500 13. Unit.00 Saldo P.00 Entrada 10. Primeiro a Sair) ou LIFO (Last In.500 5. 02.00 Entrada 10. Unit. 02. Unit. 2.00 Saldo P.000 Qtd.500 5.

mas eleva os custos. tamanho e localização do armazém. uma empresa produtora precisa no mínimo um armazém central para seus produtos. etc.00 mais caro (R$ 100 x 0. Tratamos aqui alguns aspectos gerais de armazéns. veremos agora como podemos realizar da melhor forma possível estes conceitos. O pedido do cliente transmitido através do EDI é processado internamente para efetuar o despacho das mercadorias solicitadas. refeições. décimo terceiro salário.00. eliminando os custos fixos de manutenção de armazéns próprios. as mercadorias dentro do armazém desde a recepção até a expedição (Bowersox. 2001). de forma ordenada e eficiente. o controle do armazém torna-se mais fácil.00).00 + R$ 20. horas extras. São considerações sobre o layout. Na administração do armazém temos que considerar os seguintes tipos de custos: • Custo de mão-de-obra Temos que incluir todos os gastos com pessoal dentro do armazém como salários. Em seguida. Antes da desvalorização era comprado por R$ 100. tipo ou as peculiaridades do produto. Uma grande quantidade de armazéns próprios da empresa espalhada pelo país aumenta a disponibilidade de produtos.00 = R$ 120. Todos eles devem garantir a máxima eficiência dos processos. mas depende também dos recursos financeiros da empresa e do volume de negócios. Estoque final é considerado um ativo circulante da empresa.20 = R$ 20. Encontramos produtos líquidos que devem ser armazenados em tanques ou produtos a granel como soja. a embalagem varia conforme o tamanho. Num armazém automatizado todos os processos são controlados por computadores. tipos de custos e fluxos de materiais e informações dentro do armazém. contudo. açúcar e milho que devem ser armazenados em galpões grandes e secos. A automatização do armazém pode consideravelmente reduzir os custos. A utilização de cada método deve se adaptar à legislação vigente.31 Exemplo: Para um produto importado houve uma desvalorização do câmbio em 20%. Todo o planejamento e os detalhes do armazém devem seguir o principal objetivo da movimentação de materiais: fazer fluir. O sistema de armazenagem tem um papel fundamental na logística de mercado. Existem diversos tipos de materiais e a estrutura de armazém pode variar conforme o tipo de produto a ser armazenado. A quantidade dos armazéns depende muito do tipo de produto e do tamanho da empresa. férias. A diferença agora é de R$ 20. É o tipo de produto e as necessidades que têm grande influência na estrutura. o lucro contábil.4 Administração de Armazém Após ter tratado dos aspectos gerais de estoques. Em geral. Ao mesmo tempo já é emitida a fatura pelo computador. O sistema automático é uma poderosa ferramenta de redução de custos. No caso das cargas unitárias.00. Em muitos casos. Preço de reposição = R$ 100. os produtos são transferidos para as baias de carregamento. encargos sociais. Este sistema permite várias vantagens: os custos de mão-de-obra. ou seja. Devemos levar em consideração que os diferentes métodos usados impactam diretamente no estoque final de uma empresa. Uma empresa pode optar também por armazéns terceirizados. Um computador emite as ordens para as empilhadeiras automáticas e estas retiram os produtos e as quantidades através do código de barras. Administração de Materiais e Logística Empresarial . a ocorrência de furtos e a quantidade de acidentes de trabalho são reduzidos. 2.

Padronização Temos que elaborar o melhor método possível para cada atividade e aplicá-lo sempre. ou seja. gasolina. conforme a produtividade. energia elétrica ou gás para empilhadeiras. impostos e seguros do prédio. Baseado no conceito do custo temos que respeitar as leis da movimentação para otimizar os processos dentro do armazém (rapidez ao menor custo possível): • • Obediência ao fluxo das operações A seqüência dos processos deve otimizar o fluxo do processo total.32 • Custo de equipamentos Para os equipamentos temos custos fixos e custos variáveis. como duas pessoas independentes para controlar se o pedido foi comissionado corretamente. impostos. uma empilhadeira deve estar rodando todo o tempo possível durante o período de trabalho. Muitas vezes podemos economizar na quantidade de empilhadeiras. Segurança e satisfação As atividades devem ser executadas dentro dos padrões de segurança para não por em risco os funcionários e os equipamentos. Máxima utilização do equipamento Devemos evitar paradas de equipamentos. Os custos fixos incluem depreciação dos equipamentos. licenças. Para os custos variáveis temos custos como peças de reposição. Mínima distância Cargas de uma maior rotatividade devem ser alocados mais próximo ao setor de carga e descarga para minimizar as distâncias. mão-de-obra externa e outras despesas relacionadas com consertos. Um aproveitamento otimizado pode reduzir a quantidade das empilhadeiras existentes e leva a uma redução significativa dos custos das empilhadeiras. manutenção programada e juros sobre o capital. como incentivos. Devemos estudar medidas de motivação da força de trabalho. Cargas de uma rotatividade lenta devem ser estocadas mais longe do setor de carregamento e descarregamento. Flexibilidade Devemos prever eventualidades para atender pedidos especiais ou a aquisição de equipamentos multiuso. • Todos estes custos podem ser obtidos através da contabilidade da empresa. depreciação das instalações. Estudo de utilização Carregamento e descarregamento Movimentação entre carregamento e descarregamento Preparação da empilhadeira Sem atividade Tempo de Interrupções • • • • • Empilhadeira Atividade e tempo 30 % 40% 5% 19% 6% Administração de Materiais e Logística Empresarial . seguros. Custo das instalações e do espaço São os custos como aluguel. Mínima manipulação Devemos evitar trabalhos duplos dentro do armazém. manutenção planejada e juros sobre o capital.

Se uma empresa possui 10 empilhadeiras dentro de um armazém e trabalha com utilização de 70%. Menor custo total Todas as medidas devem visar menor custo total possível e ao mesmo tempo a maior rapidez na execução das atividades sem comprometer a segurança. Estante. A tabela acima mostra os resultados de um estudo de utilização para uma empilhadeira.33 Um bom método para medir a produtividade dos equipamentos do armazém é a análise das atividades dentro do horário de trabalho por vários dias para determinar uma amostra confiável. que a empilhadeira trabalha somente 70% do tempo disponível com atividades relacionadas à atividade principal. instalações físicas Existem vários formas de layout de um armazém. Os mais importantes são o armazém tradicional. porta-palete Armazém tradicional Corredores para empilhadeira Administração de Materiais e Logística Empresarial . Esta porcentagem é muito elevada e precisa ser reduzida. • • As características de um armazém Layout. Estas podem ser resultados de problemas com o layout do armazém. Esta medida traria uma grande redução do custo de equipamento inclusive uma redução do custo de mão-de-obra com a eliminação de dois manobristas. O mesmo vale para o caso das interrupções. o sistema drive-in e o sistema drive-thru. 19% de tempo pára ou executa outras atividades. é possível eliminar duas empilhadeiras. Método do espaço disponível Precisamos de espaços disponíveis para o pré-comissionamento de pedidos e espaços dentro das estantes para a livre passagem das empilhadeiras e outros equipamentos. Foi detectado. impedindo um maior fluxo de materiais. • Máxima utilização da gravidade Devemos ter um nível igual dentro do galpão e rampas para o carregamento dos caminhões que permitam a entrada de empilhadeiras (carregamento e descarregamento mais acelerado).

Esta sistemática segue o princípio de contabilidade LIFO (last in. Outra vantagem é a possibilidade de misturar diversos produtos na mesma estante. A desvantagem é o espaço entre as estantes. primeiro a sair). A desvantagem é que a empilhadeira somente pode retirar primeiro a carga que está mais perto do corredor. em português UEPS (último a entrar. Estante. As empilhadeiras entram nas estantes e podem colocar as cargas em forma de paletes até a última posição na estante. Este sistema é melhor para cargas do mesmo tipo na mesma estante. que foi colocado por último. que não pode ser usado para a estocagem de materiais. além de facilitar a livre movimentação das máquinas entre as estantes para transportar as cargas. Estante porta-palete convencional Um tipo de armazém que aproveita melhor o espaço é o armazém do tipo drive-in.34 O armazém tradicional permite um rápido carregamento e descarregamento das estantes pelas empilhadeiras. ou seja. porta-palete Corredores para empilhadeira Armazém tipo drive-in Administração de Materiais e Logística Empresarial . Trata-se de um espaço perdido no sentido de estocagem de cargas. first out) ou.

Estante. porta-palete Corredores para empilhadeira Armazém tipo drive-thru O armazém do tipo drive-thru pode ser posicionado próximo à área de carregamento. A vantagem é o fluxo das materiais e que o sistema pode acompanhar o princípio FIFO (first in. e estas são automaticamente movidas pelos roletes. deslizando para a direção da saída.35 Estante drive-in O armazém que é composto de estantes do tipo drive-thru segue a mesma sistemática do tipo drive-in. Este sistema também é recomendado para produtos do mesmo tipo dentro da mesma estante. Administração de Materiais e Logística Empresarial . As empilhadeiras colocam as cargas na entrada da estante drive-thru. em seguida. mas neste existe uma entrada e uma saída da carga. em português. O aproveitamento do espaço também é grande. Lá podem ser retiradas facilmente por outras empilhadeiras e. primeiro a sair). Existe um fluxo das cargas numa direção. first out) ou. As estantes aproveitam a gravidade porque a parte traseira é mais elevada que a dianteira. PEPS (primeiro a entrar.

Estante móvel com trilhos Além destas estantes clássicas existem diversos outros tipos de estantes como estantes para barras ou madeira. pão ou para peças de automóveis. mas a manipulação das estantes se torna um processo mais trabalhoso. O corredor é aberto para carregar ou descarregar um produto dentro da fileira. Administração de Materiais e Logística Empresarial . Este tipo de estante é muito usado na preparação de pedidos de biscoito.36 carregadas para os caminhões. O mesmo ocorre no caso das estantes para bobinas em que os cabos precisam ser removidos rapidamente e sem ocupar muito espaço. Estante drive-thru A estante móvel com trilhos aproveita melhor ainda o espaço. Aumenta a rapidez dos movimentos e as empilhadeiras economizam na distância decorrida. possuem somente um corredor e todas as estantes ficam juntas. já que as estantes são movidas conforme a necessidade dos produtos. A vantagem é o aproveitamento de espaço. Existem sistemas automáticos altamente sofisticados que executam estas atividades com maior rapidez e eficiência. Geralmente. O comprimento dos produtos requer outro tipo de estante para acondicioná-los de forma adequada.

no teto. Tipos tradicionais de armazéns usam uma área de descarregamento de caminhões. da rotação dos produtos e dos recursos financeiros da empresa. Apresentamos um modelo para explicar algumas premissas básicas de um armazém. um telhado protege os produtos contra sol e chuva durante as operações de carregamento e descarregamento dos caminhões. é importante permitir o fluxo rápido de todas as operações.37 Estante cantiléver2 (para barras etc. Na área azul ocorre o 2 cant (inglês): reborda. lever (inglês): alavanca. longitudinal. Viga de balanço. uma área de armazenagem das mercadorias e uma área de carregamento de caminhões. Administração de Materiais e Logística Empresarial . que dá suporte à construção. A área de carregamento e descarregamento está em um lado para que estas operações possam ser executadas com mais rapidez.) Estante especial para bobinas Para um armazém. Na área de carregamento. O layout do armazém depende muito do tipo de produto.

Devem existir corredores em todo o armazém para permitir a passagem dos produtos de todas as áreas para a área de carregamento. As estantes devem seguir a direção do fluxo para fazer os caminhos mais curtos. Uma maior rapidez devido a caminhos mais curtos significa uma maior eficiência das operações e uma redução de custos fixos e variáveis. O nivelamento do armazém deve ser o mesmo. A rampa deve ter a altura do galpão para que a empilhadeira possa entrar no caminhão e efetuar o carregamento e descarregamento com maior rapidez. A B C Caminhão Telhado de proteção na área de carga e descarga Área de carregamento e descarregamento A B C Área de armazenamento de produtos de alta rotatividade Área de armazenamento de produtos de média rotatividade Área de armazenamento de produtos de baixa rotatividade Entrada da empilhadeira no caminhão para carga e descarga Proposta de layout de um armazém Administração de Materiais e Logística Empresarial .38 carregamento e descarregamento dos veículos. As estantes dos produtos de alta rotatividade devem estar localizadas mais próximas dos caminhões para permitir uma maior rapidez nas operações.

Fábrica 1 Cliente 1 Fábrica 2 Armazém de crossdocking Cliente 2 Fábrica 3 Cliente 3 Sistema de cross-docking Administração de Materiais e Logística Empresarial . numa distância suficiente para não interferir nas operações de carga e descarga dos caminhões: Caminhão Pátio de espera Armazém Entrada e saída Proposta de layout de um armazém com pátio de espera e manobras O cross-docking efetua operações de descarregamento de carretas vindo de fábricas ou outros centros de distribuição e redirecionamento de cargas para outros destinos como clientes finais ou outros centros de distribuição. esta pode estar localizada ao lado esquerdo do galpão.39 Não consideramos aqui uma área para a espera dos caminhões.

O mix para cada cliente é carregado logo em seguida para que chegue rapidamente no destino final. Vejamos o cross-docking de forma mais detalhada. o despacho desde a fábrica ou do armazém ocorre com as quantidades exatas pedidas pelas filiais. No armazém onde ocorre o cross-docking. os produtos são redirecionados conforme as quantidades solicitadas pelos clientes. menor o custo unitário por unidade. Existem três formas do cross-docking. mas as filiais mantém uma quantidade de estoque próprio dentro da filial. os produtos são rapidamente redirecionados para as filiais e não existe nível de estoque no armazém de crossdocking. Quando os caminhões chegam no armazém. ficam à espera dos produtos das fábricas. Rapidamente. A primeira forma é o carregamento completo na fábrica do produtor e o redirecionamento através do armazém para outros caminhões que entregam os produtos nas filiais. Finalmente. Quanto maior o caminhão e mais unidades de carregamento. Neste caso. Caminhões vindo da fábrica Recebimento Redirecionamento Expedição Caminhões indo para os clientes Sistema de distribuição de cross-docking Administração de Materiais e Logística Empresarial . já estão definidas as quantidades a serem distribuídas para os clientes finais.40 O cross-docking representa um sistema econômico de distribuição de produtos e sua aplicação é uma ferramenta muito eficaz para reduzir os custos de distribuição. Caminhões. No armazém de cross-docking chegam as carretas de grande porte vindo das fábricas ou de outros centros de distribuição. a forma mais sofisticada do cross-docking é a preparação exata dos pedidos. geralmente de menor porte. A segunda forma é o carregamento na fábrica com um pequeno nível de estoque no armazém de crossdocking.

3) 4.1) 6.000 horas) 6.3 Investimento total 2.1 Empilhadeira 1. 24 dias por mês = 2.90 14.3 Total custos variáveis por ano 3.3 + 3.2 Custo total por hora (2.2 Energia ou combustível (R$ 0. Este fato fica mais claro se analisarmos os custos de uma empilhadeira.000 horas) Custos de uma empilhadeira Valor (em R$) 50.00 7.0 Investimento 1.3 Total custos fixos por ano 2. mas também causam custos para a Administração de Materiais e Logística Empresarial . No nosso exemplo não incluímos outros custos como seguros e impostos para facilitar os cálculos.000 por mês e 1.0 Custos fixos 2.000 60.800 3.4) 3.000 horas) 3. Como já vimos no nosso estudo de utilização de tempo. é fundamental aproveitar uma empilhadeira o máximo possível.0 Determinação dos custos operacionais 4. Estes facilitam o manuseio das cargas.0 Salário operador de empilhadeira 5.1 Consertos e peças (12% de 1. para a execução das atividades relacionadas ao carregamento. Usamos valores mais simples para facilitar os cálculos.2 Bateria 1.000 10. Estes são também custos fixos e devem ser incluídos no item 2.2 Custos operacionais por hora (2.10 Uma empilhadeira que não é aproveitada ao máximo causa despesas desnecessárias para a empresa.4) 2.90 25. As duas fontes de energia mais usadas em empilhadeiras são o gás e a eletricidade.4 Custos fixos por hora (8 horas por dia.000 18. descarregamento e movimentação de cargas.2 homens por empilhadeira) 5.2 Juros sobre capital (20% de 50% de 1. Neste caso.3 + 5.1 Custo total por ano (2.1 (R$ 500 por mês + encargos sociais de R$ 500 por mês igual a R$ 12. além das estantes que já tratamos.000 6.000 horas) 5.2 Custo mão-de-obra por hora (2.4 Custos variáveis por hora (2.000 12. Item de custo 1.400 7.1 Depreciação (em cinco anos e cinco parcelas iguais de 1.41 Equipamentos e mão-de-obra Há uma diversidade grande de equipamentos dentro do armazém.4) 2. não gastaria combustível.3 + 3.200 600 7.o Custos variáveis 3.000 horas por ano) 4. Os mais importantes são as empilhadeiras.1 Custos operacionais por ano (2. Abaixo detalhamos alguns equipamentos típicos dentro de um armazém.20 40.000 horas por ano) 3.000 9. mas todos os outros custos correspondem.0 Custo total 6.800 12.30 por hora para 2.200 20.0.

Mesmo assim. São preferidas embalagens grandes e volumosas para atrair o comprador. ele tira um mês de férias e pode pedir licença em caso de doenças etc. vendas. Estes custos podem ser resultado da não-conformidade com medidas e pesos nas estantes porta-paletes. são contrárias às embalagens preferidas pela logística. distribuição e reciclagem). Empilhadeira Paleteira elevadora Paleteira manual Equipamentos usados no armazém Para o cálculo dos custos de mão-de-obra devemos considerar que um operário não trabalha 2. A embalagem dos produtos e das cargas tem impacto sobre a produtividade e o custo da logística em todos os processos da empresa (compras. Para todos os equipamentos devemos fazer um estudo de tempo e determinar os custos por hora. Embalagem Um fator que influencia de forma importante a logística de uma empresa é a embalagem.42 empresa. Outros custos podem resultar de material de embalagem nãoreciclável ou um manuseio muito trabalhoso e demorado devido ao volume de um produto. de caminhões ou de empilhadeiras. frascos. independente se ele efetivamente trabalhou estas 2. leves e com proteção contra avarias. Os produtos com a embalagem originária como garrafas. a empresa precisa calcular todos os gastos efetuados com este funcionário. Geralmente. todos os aspectos referente à embalagem já devem ser incorporados no conceito geral. A embalagem para o consumidor visa o marketing do produto. e a embalagem industrial. quando a empresa escolhe o produtor ou fornecedor. compactas. como a logística abrange todos os setores. baseado em conceitos de marketing. produção. Geralmente. Esta prefere embalagens pequenas. Há dois tipos de classificações da embalagem: a embalagem para o consumidor.000 horas por ano. latas. Tratamos aqui somente alguns aspectos da embalagem e as interdependências com o sistema logístico.000 horas ou não. baseado em conceitos de logística. Muitas empresas subestimam ou estimam de forma errada os custos de embalagem. para evitar custos adicionais. caixas ou sacos. é importante que a logística seja envolvida no processo decisório para encontrar a forma da embalagem ideal. Para encontrar a embalagem adequada. são embalados em caixas Administração de Materiais e Logística Empresarial . A embalagem industrial visa à eficiência do manuseio.

ou de um módulo de meio e dois de um quarto. formando um só volume. Este sistema é chamado de unitização3. 2001) Este sistema resulta na unitização das cargas. O espaço dentro do caminhão 3 “Agrupamento de caixas numa carga única.43 maiores para agrupar os produtos. 2001. Neste caso. As embalagens secundárias devem ter um padrão estabelecido e uma quantidade de variedade reduzida. pela largura e pela altura. Num segundo passo.Comprimento L . Administração de Materiais e Logística Empresarial . temos três módulos. Todo o espaço é aproveitado. C C .Largura A A . p. empilhados. As embalagens secundárias e a unitização são a base para o canal logístico (canal de marketing). Um módulo completo pode ser composto também de quatro módulos de um quarto. 368). As embalagens são medidas pelo comprimento. Duas caixas de meio módulo empilhadas teriam o mesmo volume que um módulo inteiro. O carregamento com o sistema modular em um palete resulta no aproveitamento perfeito do espaço disponível. Facilitam o transporte e o manuseio dos produtos.Altura L Conceitos de embalagem Comprimento x Largura x Altura CxLxA O sistema modular de embalagem mostra o conceito da padronização de embalagens secundárias. o inteiro. Estas caixas são chamadas embalagens secundárias. o volume (cubagem) e a fragilidade das embalagens secundárias usadas determinam a logística da empresa. Este pode ser facilmente manuseado por empilhadeiras ou paleteiras manuais e carregado num caminhão. O peso. para manuseio ou transporte” (Bowersox. Módulo inteiro 1⁄2 módulo 1⁄4 de módulo A=1 A = 1⁄2 A = 1⁄4 L=1 L=1 L=1 Sistema modular de embalagem (adaptado de Friedmann apud Bowersox. estas embalagens secundárias são agrupadas novamente em unidades maiores. o meio e o quarto módulo.

As embalagens secundárias podem ser empilhadas facilmente acima e empilhadeiras podem carregar e descarregar os paletes sem problemas. A paletização foi um dos fatores que mais contribuiu para o aumento da produtividade na logística. Administração de Materiais e Logística Empresarial .44 também é padronizado. C=1 L=1 A=1 A=1 A=1 C=1 L=1 Sistema modular de embalagem (adaptado de Friedmann apud Bowersox. 2001) O palete de madeira é uma base ideal para transportar cargas. podendo carregar uma quantidade definida de paletes com estas medidas. proteção contra avaria e comunicação. Palete de madeira Palete de madeira com caixas Distinguimos três funções principais de embalagem: utilidade e eficiência.

que influenciam a embalagem. Agora podem ser carregadas mais garrafas no mesmo veículo.20 m. já que o custo da embalagem aumenta com o grau de proteção do produto. mas não se deve esquecer que a embalagem exerce influência fundamental sobre a rapidez de processos logísticos. A eficiência do manuseio dos materiais depende das características dos produtos e da unitização. É a medida mais comum e econômica usada no mundo. o impacto. No mercado de refrigerantes. A unitização das cargas é um dos assuntos mais importantes para a embalagem. Aumenta a eficiência da movimentação dos materiais. Proteção contra avarias A proteção contra avarias serve também como forma de evitar furtos de produtos. As mais importantes são a vibração. a umidade ou materiais não adequados usados no processo logístico. são fatores externos. ferroviário. como máquinas especiais. para evitar danos no produto. há diferentes formas. O mesmo é válido para produtos frágeis. Para produtos de alto valor agregado. geralmente fora do controle direto da empresa. Também não é mais fornecida a caixa para o retorno das embalagens usadas. como a temperatura. Administração de Materiais e Logística Empresarial . Este pode ser um ambiente sob controle da empresa ou um ambiente terceirizado. para evitar a movimentação das cargas. 2001. reduzindo o custo de transporte unitário. um maior custo de embalagem. As características dos produtos geralmente determinam as embalagens usadas. Produtos como o contêiner para o transporte multimodal (rodoviário. isto significa uma redução no desgaste do caminhão e no combustível usado. é impossível alcançar uma proteção total. Produtos químicos ou pneumáticos soltam fortes odores e podem contaminar outros produtos de origens diferentes. Se uma empresa trabalhar com serviços logísticos terceirizados. Na Europa e nos Estados Unidos são utilizados os paletes com medidas de 1 m x 1. Durante o processo logístico. a perfuração e a compressão. p. Geralmente. se usa sistemas de otimização de tempos nos processos logísticos para aumentar a produtividade logística. A embalagem deve proteger o produto contra as influências climáticas e alguns materiais estranhos. Deve ser alcançado o grau desejado de proteção contra avarias. O valor do produto e a fragilidade determinam o grau de proteção. Isto significa adequar a embalagem ao produto. por exemplo. O ambiente físico que envolve um produto é o ambiente logístico. Outros aspectos. como produtos de cristal importados. as precauções com embalagem devem ser maiores do que se trabalhar com a própria logística. já que as garrafas de plástico são mais leves do que as garrafas de vidro. fluviário e aéreo) e o palete facilitaram de forma extraordinária a eficiência do manuseio dos produtos. pode ser justificado. Estas podem ser evitadas através de um maior cuidado no armazém ou uma melhor preparação das cargas como amarração nas carretas. Para a empresa. de como um produto pode sofrer avarias. Neste caso. mas um estudo cuidadoso pode gerar um maior aproveitamento de espaço (cubagem). as garrafas estão sendo substituídas por garrafas plásticas. 368).45 Utilidade e eficiência “A produtividade logística é a relação entre o volume de saída de uma atividade logística (carregamento de um caminhão) e os recursos despendidos (mão-de-obra e tempo de empilhadeiras)” (Bowersox. Contudo. outra economia seria uma redução de peso.

Neste caso. Os dispositivos portáteis de leitura óptica de códigos de barra e a comunicação por rádio freqüência possibilitaram o rastreamento de pedidos on-line. Por isto. A empresa aproveitou as vantagens de um armazém virtual. a reciclagem influenciou drasticamente o desenvolvimento de novas formas de embalagem. O transporte tem duas funções principais: a movimentação e armazenagem de produtos ou matérias-primas. Nos últimos anos. etc. as atualizações ocorrem de forma automática. 4 5 European Article Numbering. esta função somente agrega valor à empresa se o veículo efetivamente está exercendo atividades relacionadas ao trabalho.46 Comunicação A terceira função logística importante da embalagem é a comunicação. O custo de uma carreta para um determinado transporte. o tipo de embalagem. o rastreamento e o manuseio dos produtos. código composto de 13 dígitos. geralmente. Este conceito é interessante quando falamos de carregamento de pedidos à tarde. Somente deve ser efetuado um transporte quando há aumento do valor de produtos. a logística deve ser envolvida no desenvolvimento de novas embalagens para manter a eficiência de todas as operações. menor seria o custo unitário devido ao maior número de produtos no caminhão. A embalagem deve identificar o conteúdo. Outra função da comunicação é a informação sobre o manuseio dos produtos. Outra função do transporte é a função de estocagem temporária de produtos quando o veículo está se movimentando entre dois armazéns ou entre a fábrica e o cliente final. Devese usar meios de transporte grandes para baixar o custo total de transporte por unidade transportada. quantidade.500. Dois princípios determinam a administração de transporte: a economia de escala e a economia de distância. é determinado. podemos falar de um armazém virtual. ganhando tempo na entrega dos produtos. já acontece o fornecimento de cargas em lotes completos através destes códigos. O rastreamento dos produtos através da embalagem é também muito importante. Estas informações podem ser agrupadas em três categorias. A economia de escala é a redução de custo de transporte por unidade de peso. 2. a identificação do conteúdo da embalagem. ou seja. sem manipulação humana. Atualmente. Em muitos casos. Os produtores são obrigados a desenvolver e utilizar embalagens recicláveis e menores para preservar o meio-ambiente.5 Administração de transporte Outro fator crucial na logística do mercado é o transporte. O mesmo é válido para as embalagens secundárias. Quanto mais unidades são carregadas e transportadas. Um exemplo: Custo fixo de uma carreta de São Paulo para Belo Horizonte: R$ 1. Universal Product Code. o produto. É transferida informação através das embalagens. Administração de Materiais e Logística Empresarial . peso. entre carregamento e descarregamento de um pedido. a tendência é uma crescente normatização através do código EAN 134 ou do sistema UPC5. contendo informações sobre o fabricante. Contudo. o transporte à noite e a entrega de manhã numa cidade distante. Cada vez mais aumentam as exigências das leis ambientais à embalagem. no mundo. Em muitos casos.

Contudo. aéreo. Um sistema de entregas programadas em dias fixos da semana com quantidades maiores reduz o custo de transporte por unidade transportada.= 1. capacidade. Existem diversos tipos de transporte.00. o custo total unitário por quilômetro recorrido baixa. uma grande quantidade de cargas é movimentada através de caminhões e não existem muitas vias alternativas de transporte. Uma parte do transporte rodoviário é custo fixo e outra variável.500 ---------. mas. como o custo fixo unitário baixou. O segundo princípio é a economia da distância. Custo por unidade transportada: R$ 1.500 ---------. o transporte rodoviário. Vale a comparação com outros meios de transporte. Mas. elevam os custos de transporte. podemos incluir outros fatores.47 Capacidade de transporte total: 3. um aumento de 100%. freqüência.500 produtos do item A: = R$ 1. Na escolha das vias de transporte deve-se avaliar fatores como velocidade. não existe uma fórmula única de determinar a distância ideal. confiabilidade.000 Custo Total --------------------------------------------Quantidade de produtos transportados = R$ 0. marítimo e por dutos. o gerente de logística despacha uma carga com 1. é muito importante utilizar caminhões grandes com aproveitamento de 100% para baixar os custos unitários de transporte. disponibilidade. Neste mesmo conceito. entre a fábrica do produtor e o armazém de um cliente próximo. rastreabilidade e custo. o transporte rodoviário é utilizado para distâncias menores. Encontramos também trade-offs na área de transporte. ferroviário.50 para R$ 1. Administração de Materiais e Logística Empresarial . enquanto os custos variáveis por quilômetro recorrido não variam. Nas distâncias maiores. em algumas regiões do país. Tipos de transporte de cargas Os tipos de transporte de cargas mais importantes e relevantes para a logística são o transporte rodoviário.500 R$ 1. Transporte rodoviário Geralmente. o transporte ferroviário. e o custo variável não se altera.= 3.000 produtos do item A.00 por unidade O custo de transporte por unidade aumentou de R$ 0. os custos fixos unitários se reduzem por quilômetro recorrido. por exemplo. o transporte aéreo e o transporte aquaviário (marítimo e fluvial). densidade ou facilidade de manuseio e de acondicionamento. como volume de carga. ao mesmo tempo.50 por unidade Outra alternativa: Devido a uma urgência. A malha ferroviária apresenta uma estrutura precária e é somente competitiva. em relação ao caminhão. No Brasil. Entregas pequenas aumentam o serviço ao cliente. em que o custo de transporte por unidade de distância deve ser reduzido. Por isto.

Existem poucas operadoras. O tempo de trânsito é mais lento que o rodoviário. São principalmente mercadorias como minério de ferro. e o mercado é oligopolista. este tipo de transporte deve ser priorizado para cargas pesadas e de um valor unitário baixo. a MRS Logística e a Companhia Ferroviária do Nordeste. No Brasil. soja ou carvão que são movidos por este sistema de transporte.48 Transporte ferroviário No Brasil poucas cargas são movidas pelo sistema ferroviário. mas reduz as avarias das cargas. Algumas das concessionárias das redes ferroviárias mais importantes são a América Latina Logística. o custo de transporte ferroviário varia muito. Cimento Bobinas de aço Tubos de aço Contêineres Produtos químicos Mineração Grãos (soja) Papel Cargas típicas movidos pelo transporte ferroviário no Brasil Automóveis Administração de Materiais e Logística Empresarial . Numa situação normal. Na Europa e nos Estados Unidos existe uma grande malha ferroviária e o transporte ferroviário é bastante difundido e competitivo.

como cada empresa apresenta um estudo de caso diferente. Em caso de dúvida deve ser contatada a companhia aérea responsável. ou várias áreas do sub-sistema. produtos perecíveis e para entregas just-in-time. medidas. As vantagens do contêiner são maior segurança e facilidade de manuseio. o sistema automático de carregamento do navio posiciona a carga conforme o peso.49 Transporte aéreo O transporte aéreo é o meio de transporte mais caro. pode-se imaginar que é impossível estabelecer uma fórmula válida para todas as empresas. Geralmente cargas a granel como soja. As empresas consultorias de logística determinam todos os custos logísticos de uma empresa para demonstrar em que parte a estrutura logística apresenta falhas. Há diversos tipos de contêineres para cada tipo de carga. minério de ferro ou carvão. Para o profissional é importante saber que algumas cargas. Sem instrução específica do exportador. Os embarcadores (empresas de transporte) utilizam também paletes para o transporte de cargas. Contudo. É importante conhecer as limitações para cargas aéreas (peso. A ferrugem pode causar sérios danos à mercadoria. Pode-se imaginar um sistema logístico como um sistema composto de vários subsistemas. há saídas diárias de aviões cargueiros de São Paulo e Campinas para Buenos Aires a um custo muito competitivo. da administração de armazém e de transporte. Existem contêineres para carga seca ou refrigerada. bastante comum no Brasil. O gerente de logística precisa possuir uma grande habilidade para otimizar os componentes do sistema como um total. Evita-se o furto de cargas nas rodovias. Administração de Materiais e Logística Empresarial . Além disto. Transporte aquaviário O transporte de cargas através das vias marítimas e fluviais é usado para embarcar cargas de grande peso e volume e que não precisam chegar com tanta rapidez como os produtos embarcados via aérea. exerce forte influência sobre os outros componentes do sistema e sobre o sistema total (teoria dos sistemas). O despacho das mercadorias nos aeroportos é muito mais rápido do que nos portos ou nas postos fronteiriços entre o Brasil e a Argentina. mas isto não garante o carregamento na parte protegida do navio. não devem ser transportadas na parte superior do navio porta-contêiner. como máquinas. formam a base da logística eficiente. o marítimo e o ferroviário. O transporte marítimo teria um tempo de trânsito ainda maior. para este tipo de produtos. são movimentadas desta forma. Existem diversos tipos de contêineres que são usados para o transporte aéreo. Estas cargas são expostas ao mar. Este meio de transporte é utilizado para cargas de alto valor agregado. frutas ou madeira são transportados em contêineres. Estas cargas são transportadas diretamente no porão dos navios sem embalagem. Os custos mais importantes são os de armazenagem e de transporte. mas aumenta a segurança dos produtos e reduz os tempos de trânsito. é reduzido o tempo de trânsito. As empresas produtoras de celulares como a Motorola em Jaguariúna. porque perde três dias somente nos pontos fronteiriços na declaração aduaneira destas mercadorias. usam este meio de transporte para despachar seus produtos para a exportação. tipo). no interior de São Paulo. Uma alteração em uma. mas somente com as medidas permitidas pelas companhias aéreas. Até os despachos para a Argentina são feitas desta forma. Todos são padronizados para cada tipo de avião e devem garantir a segurança do avião. O transporte do contêiner pode ser uma combinação de vários meios de transporte como o rodoviário. Outras cargas como café. Um caminhão levaria pelo menos cinco dias partindo de São Paulo para Buenos Aires. o profissional deve ordenar o carregamento na parte protegida do navio. Por isto. máquinas. 3 Considerações finais sobre o sistema de distribuição Os conceitos de processamento de pedidos.

Floriano do Amaral. Edição atual e ampliada. KOTLER. RUBINFELD. Peter. Fernando Guilhobel Rosas. Donald J. 1997 Administração de Materiais e Logística Empresarial . CLOSS. BAILY. Sérgio Roberto (coordenação). História geral. BOWERSOX.. FRANCISCHINI. 1996. Gestão de marketing. São Paulo: Atlas. 2004. São Paulo: Atlas. Marketing. KOTLER. Lee.]. [et al. S. Microeconomia – Quinta Edição. 2002.50 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADLER. São Paulo: Pioneira Thomson. p. 2005 VICENTINO. 2001. São Paulo: Scipione. Harvard Business Review (novembro-dezembro de 1966). Administração de materiais e do patrimônio. DIAS. David J. 59-71. Administração de marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Saraiva. GURGEL. São Paulo: Prentice Hall. Paulino. Tradução: Ailton Bomfim Brandão. Symbiotic Marketing. Edição compacta. Recife. Philip. Philip. Administração de materiais e das compras “Um enfoque prático” – Visão logística.. Cláudio. G. PINDICK. TRIGUEIRO. 2000. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas. Robert. São Paulo: Prentice Hall. Daniel L. 2000. 2002.

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